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Manual PCH Eletrobras

Manual PCH Eletrobras

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SUMÁRIO
CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO 1.1 1.2 1.3 1.4 OBJETIVO RETROSPECTO SOBRE OS ESTUDOS LEGAIS E PROJETOS DE PCHs ASPECTOS INSTITUCIONAIS E LEGAIS ATUALIZAÇÃO PERIÓDICA DAS DIRETRIZES

CAPÍTULO 2 - TIPOS DE PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS 2.1 DEFINIÇÃO DE PCH 2.2 CENTRAIS QUANTO À CAPACIDADE DE REGULARIZAÇÃO 2.2.1 PCH a fio d’água 2.2.2 PCH de acumulação, com regularização diária do reservatório 2.2.3 PCH de acumulação, com regularização mensal do reservatório 2.3 CENTRAIS QUANTO AO SISTEMA DE ADUÇÃO 2.4 CENTRAIS QUANTO À POTÊNCIA INSTALADA E QUANTO À QUEDA DE PROJETO

CAPÍTULO 3 - FLUXOGRAMAS DE ATIVIDADES PARA ESTUDOS E PROJETOS FLUXOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO DE UMA PCH

CAPÍTULO 4 - AVALIAÇÃO EXPEDITA DA VIABILIDADE DA USINA NO LOCAL 4.1 4.2 4.3 4.4 ADEQUABILIDADE DO LOCAL COLETA E ANÁLISE DE DADOS RECONHECIMENTO DO LOCAL AVALIAÇÃO PRELIMINAR DA VIABILIDADE DO LOCAL SELECIONADO 4.4.1 Verificação do potencial do local 4.4.2 Arranjo preliminar 4.4.3 Impactos ambientais 4.4.4 Atratividade do empreendimento

CAPÍTULO 5 - LEVANTAMENTOS DE CAMPO 5.1 TOPOGRÁFICOS 5.2 GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS 5.2.1 Investigação das fundações 5.2.1.1 Investigações preliminares 5.2.1.2 Execução de sondagens 5.2.2 Materiais de construção 5.2.2.1 Qualidade dos materias 5.2.2.2 Determinação dos volumes 5.3 HIDROLÓGICOS 5.3.1 Serviços de hidrometria 5.3.2 Serviços de sedimentologia 5.4 AMBIENTAIS

CAPÍTULO 6 - ESTUDOS BÁSICOS 6.1 TOPOGRÁFICOS 6.2 GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS 6.3 HIDROLÓGICOS 6.3.1 Caracterização fisiográfica da bacia 6.3.2 Curva-chave 6.3.3 Séries de vazões médias mensais

6.4 6.5 6.6 6.7

6.3.4 Curvas de duração/permanência 6.3.5 Estudos de vazões extremas 6.3.5.1 Aproveitamento Dispõe de Série de Vazões Médias Diárias 6.3.5.2 Aproveitamento Não Dispõe de série de Vazões Médias Diárias 6.3.6 Risco 6.3.7 Vazões mínimas 6.3.8 Avaliação sedimentológica AMBIENTAIS ARRANJO E TIPO DAS ESTRUTURAS ALTERNATIVAS CUSTOS ESTUDOS ECONÔMICOS-ENERGÉTICOS 6.7.1 Considerações iniciais 6.7.2 Dimensionamento energético e econômico sob a ótica isolada 6.7.3 Dimensionamento dos parâmetros físico-operativos do projeto

CAPÍTULO 7 - PROJETO DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS 7.1 OBRAS CIVIS 7.1.1 Barragem 7.1.1.1 Barragem de Terra 7.1.1.2 Barragem de Enrocamento 7.1.1.3 barragem de Concreto 7.1.2 Vertedouro 7.1.3 Tomada d’água 7.1.4 Canal de adução 7.1.5 Tubulação de adução em baixa pressão 7.1.6 Câmara de carga 7.1.7 Chaminé de equilíbrio 7.1.7.1 Verificação da necessidade de instalação da Chaminé de Equilíbrio 7.7.1.2 Dimensionamento de uma Chaminé de Equilíbrio do tipo simples e de seção constante 7.1.8 Conduto forçado 7.1.9 Túnel de adução 7.1.9.1 Arranjos com túnel de adução 7.1.9.2 Critérios gerais para o projeto do túnel 7.1.9.3 Critérios para o dimensionamento hidráulico do túnel 7.1.9.4 Premissas para o dimensionamento do revestimento 7.1.9.5 Métodos construtivos 7.1.10 Casa de força 7.1.11 Canal de fuga 7.1.12 Instrumentação 7.2 DETERMINAÇÃO FINAL DA QUEDA LÍQUIDA E DA POTÊNCIA INSTALADA 7.2.1 Estimativa das perdas de carga 7.2.2 Determinação da potência instalada 7.3 EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS 7.3.1 Turbinas hidráulicas 7.3.1.1 Seleção do tipo de turbina 7.3.1.2 Turbina Pelton 7.3.1.3 Turbina Francis com caixa espiral 7.3.1.4 Turbina Francis caixa aberta 7.3.1.5 Turbina Francis dupla 7.3.1.6 Turbina Tubular "S" 7.3.1.7 Turbina Bulbo com multiplicador 7.3.1.8 Outros tipos de turbinas 7.3.1.9 Volante de inércia 7.3.1.10 Sistema de regulação 7.3.2 Equipamentos hidromecânicos 7.3.2.1 Comportas 7.3.2.2 Grades 7.3.2.3 Válvula de segurança 7.3.3 Equipamentos de levantamento 7.3.3.1 Ponte rolante e talha

7.3.4 Geradores 7.3.4.1 Determinação da potência nominal 7.3.4.2 Sietema de resfriamento 7.3.4.3 Proteção contra sobretensões 7.3.4.4 Estimativa de peso 7.3.4.5 Tensão de geração 7.3.4.6 Classe de isolamento 7.3.4.7 Valores de impedância 7.3.4.8 Aterramento do neutro 7.3.4.9 Geradores de indução 7.3.4.10 Sistemas de excitação 7.3.5 Transformadores elevadores 7.3.6 Sistema de proteção 7.3.7 Sistema de supervisão e controle 7.3.8 Sistemas auxiliares elétricos 7.3.8.1 Serviços auxiliares - corrente alternada 7.3.8.2 Serviços auxiliares - corrente contínua 7.3.9 Subestação 7.3.10 Interligação gerador-transformador 7.3.11 Aterramento 7.3.12 Linha de transmissão 7.3.13 Sistema de telecomunicações 7.4 PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO E MONTAGEM 7.4.1 Desvio do rio e seqüência construtiva 7.4.2 Canteiro e acampamento 7.4.3 Esquemas de montagem 7.4.4 Estradas de acesso 7.5 OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO 7.5.1 Operação das usinas hidrelétricas 7.5.2 Manutenção das usinas hidrelétricas 7.6 CUSTOS 7.6.1 Metodologia 7.6.2 Custos das obras civis 7.6.2.1 Composição de preços unitários para execução de obras civis 7.6.2.2 Cálculo de custos nos itens diversos 7.6.3 Custos dos equipamentos eletromecânicos

CAPÍTULO 8 - ESTUDOS AMBIENTAIS 8.1 - INTRODUÇÃO 8.2 - ESTUDOS PRELIMINARES 8.2.1 - Levantamentos 8.2.2 - Análise 8.2.3 - RAP – Relatório ambiental preliminar 8.3 - ESTUDOS SIMPLIFICADOS 8.3.1 - Estudos básicos 8.3.1.1 - Geral 8.3.1.2 - Definição das áreas de influência 8.3.1.3 - Caracterização do empreendimento 8.3.1.4 - Diagnóstico ambiental 8.3.1.5 - Inserção do empreendimento, identificação e avaliação dos impactos 8.3.2 - Programas ambientais detalhados 8.4 - ESTUDOS COMPLETOS 8.4.1 - EIA – Estudos de impacto ambiental 8.4.1.1 - Geral 8.4.1.2 - Avaliação dos impactos ambientais 8.4.2 - RIMA – Relatório de impactos sobre o meio ambiente 8.4.3 - PBA – Projeto básico ambiental 8.5 - CUSTOS AMBIENTAIS 8.6 - LEGISLAÇÃO AMBIENTAL 8.6.1 - Principais documentos legais 8.6.2 - O processo de licenciamento ambiental

8.6.2.1 8.6.2.2 8.6.2.3 8.6.2.4

-

Geral Licença Prévia - LP Licença de Instalação - LI Licença de Operação - LO

CAPÍTULO 9 - ANÁLISE FINANCEIRA DO EMPREENDIMENTO

CAPÍTULO 10 - RELATÓTIO FINAL DO PROJETO 10.1 - ITEMIZAÇÃO DO RELATÓRIO FINAL 10.2 - DESENHOS - CONTEÚDO 10.3 - ESCALAS RECOMENDADAS

ANEXO 1 - PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA 1 - INTRODUÇÃO 2 - CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE OS PROGRAMAS QMÁXIMAS, REGIONALIZAÇÃO E HUT 3 - O PROGRAMA QMÁXIMAS 4 - O PROGRAMA REGIONALIZAÇÃO 5 - O PROGRAMA HUT 6 - PROGRAMA GRAFCHAV 6.1 - Introdução 6.1.1 - O que é a curva chave 6.1.2 - O que o sistema oferece 6.1.3 - Equipamento necessário 6.1.4 - Equipe de desenvolvimento 6.2 - Operações básicas 6.2.1 - Instalação do sistema 6.2.2 - Executando o GRAFCHAV 6.2.3 - O módulo editor de dados para criar arquivos 6.2.4 - O módulo gráficos para analisar medições de descarga líquida 6.2.5 - O módulo curva chave 6.3 - Operações complementares 6.3.1 - A curva chave em mais de um estágio e diferentes períodos de validade 6.3.2 - O ajuste manual 6.3.3 - Extrapolação da relação cota-vazão 6.3.4 - Digita parâmetros - para desenhar a curva chave 6.4 - Restrições de uso 6.4.1 - Maplicabilidade do módulo curva chave 6.4.2 - Tamanho do arquivo de entrada 7 - VAZÕES MÍNIMAS - PLANILHA DE CÁLCULO q7, 10 7.1 - Apresentação 7.2 - Descrição do modelo 7.3 - Utilização 7.4 - Discussão dos resultados

ANEXO 2 – EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTOS DIVERSOS CANAL LATERAL COM SOLEIRA VERTEDOURA AO FINAL CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO CONDUTO FORÇADO PERDA DE CARGA, QUEDA LÍQUIDA E POTÊNCIA INSTALADA

ANEXO 3 - COMPOSIÇÃO DE CUSTOS E PLANILHAS DE ORÇAMENTO RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS COMPOSIÇÃO DE CUSTOS

PLANILHA PARA ESTIMATIVA DE CUSTOS DE EQUIPAMENTOS PLANILHA DE ORÇAMENTO (OPE) MODELO DE ORÇAMENRO COMPACTO PARA SE'S E LT'S

ANEXO 4 - LEGISLAÇÃO PERTINENTE

ANEXO 5 - INTERFACE GRÁFICA PARA O MODELO DE SIMULAÇÃO ENERGÉTICA INTERBASE Introdução Reqiuisitos de hardware e software Tela principal Iniciando o Sistema INTERBASE Menu principal Arquivo Dados gerais Parâmetros para o MSUI Dados das usinas Menu principal Arquivo Registros Edição da série de vazões Ir para Pesquisa Ajuda APÊNDICE Descrição dos dados utilizados Informações gerais Parâmetros de simulação Dados da usina Características físicas Características energéticas Polinômios Dados de turbinas Evaporações Série de vazões Dados de simulação MSUI : Modelo de simulação a usinas individualizadas Objetivos Representação do sistema Operação do sistema Utilização Resultados

ANEXO 6 - FICHA TÉCNICA

ANEXO 7 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANEXO 8 - PARTICIPANTES DOS ESTUDOS

APRESENTAÇÃO

O “Manual de Pequenas Centrais Hidrelétricas” foi editado pela primeira vez em fevereiro de 1982. Nesses dezessete anos ocorreram diversos progressos na tecnologia de projeto, notadamente aqueles relacionados com o advento da microinformática e de implantação de aproveitamentos hidrelétricos. Além disso, ocorreu, também, profunda alteração no modelo institucional do Setor Elétrico, com ênfase na crescente participação do capital privado para o seu desenvolvimento. A Lei no 9.648, de 27/05/98, dá diretrizes básicas para os referidos empreendimentos, mais especificadamente para centrais de até 30 MW de potência instalada, para autoprodutor e produtor independente. Em complementação, a Resolução no 395 da ANEEL, de 04/12/98, estabelece regras quanto à outorgação de concessão a tais usinas, considerando que os empreendimentos mantenham as características de Pequena Central Hidrelétrica, conforme definido na Resolução no 394, também de 04/12/98.

Atualmente, existe a necessidade de um tratamento mais abrangente e profundo da questão ambiental, em consonância com a Política Nacional de Meio Ambiente e com os princípios e diretrizes contidos nos documentos setoriais a partir de 1986. A Lei Nº 9.433, de 08/01/97, que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos, representa um novo marco institucional no País e estabelece novos tipos de organização para a gestão compartilhada do uso da água.

Esses fatos corroboraram a presente revisão que produziu este documento, agora intitulado “Diretrizes para Estudos e Projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas”, consolidando as principais alterações e evoluções ocorridas nesse período. A leitura deste documento, associada à dinâmica do desenvolvimento tecnológico e ambiental, que ocorre de maneira contínua, deverá concorrer para o encaminhamento de novas sugestões.

O princípio básico adotado para a elaboração do presente trabalho foi o de abordar todas as atividades que devem ser desenvolvidas para a viabilização dos projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas, desde sua fase de identificação até sua completa implantação, incluindo, com os detalhes necessários, os aspectos metodológicos envolvidos.

Ao editar o presente documento, a ELETROBRÁS acredita estar disponibilizando, aos futuros investidores e aos atuais empreendedores, que atuam na área de Pequenas Centrais Hidrelétricas, valioso instrumento orientador, atualizado pelo resultado de pesquisas na área de engenharia, metodologias e critérios para levantamentos e estudos ambientais, técnicas modernas de projeto e construção de PCHs, bem como a legislação e temas institucionais hoje vigentes no Setor Elétrico brasileiro.

aos técnicos da ANEEL.Finalmente. bem como aos mesmos. da ELETROBRÁS e da COPPETEC. FIRMINO FERREIRA SAMPAIO NETO Presidente ELETROBRÁS XISTO VIEIRA FILHO Diretor de Engenharia ELETROBRAS . que acompanharam e participaram dos trabalhos. cumpre consignar aqui os agradecimentos às empresas que cederam seus técnicos. cujo esforço e dedicação em muito contribuíram para a concretização da presente edição das “Diretrizes para Estudos e Projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas”.

além da equipe técnica de outras áreas e do CEPEL. Os trabalhos desenvolvidos. dos equipamentos e de operação e manutenção dessas centrais. anualmente atualizado. • consolidar a experiência e a tecnologia nacional sobre os estudos. CEMIG. de fev/1998 a fev/1999. A atuação destes profissionais é importante para garantir a perfeita orientação de outros profissionais envolvidos. muito menos ao seu uso por leigos. a fim de possibilitar que equipes reduzidas de técnicos de nível superior. que contou. Estas "Diretrizes" fazem referência.PCH”. CERJ. a ELETROBRÁS contratou. nas atividades do GT.INTRODUÇÃO OBJETIVO Este documento tem por objetivo consolidar as “Diretrizes para Estudos e Projetos Básicos de Pequenas Centrais Hidrelétricas . COPEL. desenvolvam e implantem esses empreendimentos. CERPCH e da SRH-MMA. com a colaboração de técnicos da ANEEL. tais como topógrafos. • reduzir os custos dos estudos. empreiteiros e fabricantes/fornecedores de equipamentos. compatível com a realidade e as necessidades do país. ELETROSUL. a COPPETEC. hidrometristas. Projetos e Construção de PCH. projetos e construção dessas centrais. CHESF. os quais terão facilidade de entendimento e aplicação dos conceitos e metodologias aqui apresentados. FURNAS. prática e objetiva que se procurou adotar não deve ser entendida como estímulo ao excesso de simplificação. de qualquer porte. com experiência no assunto. Prevê-se que os principais usuários destas Diretrizes sejam engenheiros e técnicos de nível superior. foram coordenados pela Área de Normalização e Engenharia Econômica de Novos Negócios. O empreendedor interessado em estudar e implantar uma PCH deverá conhecer: • a legislação sobre o assunto. • o Plano Decenal de Expansão do Setor Elétrico. projetistas e desenhistas que irão participar dos estudos Alerta-se para o fato de que a forma simples. IME. listada no Capítulo 8 e no Anexo 4 destas Diretrizes. DME – Poços de Caldas. ao Manual de Inventário (Partição da Queda) e às Instruções para Estudos de Viabilidade da ELETROBRÁS / ANEEL. de projetos. o mercado de energia e as regulamentações de comercialização do seu produto. como se verá ao longo deste documento. ELETRONORTE. . • o roteiro de atividades necessárias e obrigatórias para os estudos e projetos de PCH (Capítulo 3). como uma força tarefa.CAPÍTULO 1 . visando: • sistematizar os conhecimentos sobre os Estudos. mas dele não deverão fazer uso sem a assistência de engenheiro com experiência comprovada no desenvolvimento de estudos e projetos de obras dessa natureza. Para a realização dos trabalhos. CEMAT. Admite-se que os possíveis interessados em implantar PCH poderão consultar estas Diretrizes para terem uma idéia do empreendimento que pretendam realizar. das obras civis. da Diretoria de Planejamento da ELETROBRÁS. Os tipos de PCH considerados neste documento são apresentados no Capítulo 2. no âmbito do Contrato ECV 939-97 e constituiu um Grupo de Trabalho para o devido acompanhamento e orientação. e sim como um esforço de obtenção de tecnologia que conduza a um custo baixo. sempre que necessário.

. No entanto. no que diz respeito à Legislação.ELETROBRÁS (Grupo de Trabalho de Informações Básicas para o Planejamento da Expansão da Geração) e o SIPOT – Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro. “Ações Governamentais Relacionadas aos Empreendimentos de Geração” de energia elétrica. pode e deve ser usado para estudos de reativação. bem como são devidamente explicadas suas grandezas e coeficientes. em detalhes. . a análise técnico-econômica e ambiental da viabilidade do negócio. O Relatório Final deve ser elaborado segundo a itemização apresentada no Capítulo 10. evidentemente. os estudos e projetos devem ser desenvolvidos segundo as diretrizes apresentadas nos demais Capítulos (5 ao 9). Estas Diretrizes se aplicam aos tipos de PCH listados no Capítulo 2 . Quando determinado item de projeto assumir porte significativo. sempre que existentes. que os usuários se mantenham atualizados quanto às Portarias.evitaram-se as justificativas dos critérios e fórmulas utilizadas.todas as fórmulas necessárias são fornecidas. ao interessado. o qual é atualizado periodicamente. a gama dos Estudos de Inventário existentes.Tipos de Pequenas Centrais Hidrelétricas. . os órgãos gestores estaduais ou nacional (Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente) ou os próprios Comitês de Bacias Hidrográficas que já estiverem implantados. . os quais devem ser rigorosamente analisados.este documento foi previsto para estudos. A consulta à bibliografia relacionada no Anexo 7 esclarecerá as dúvidas suscitadas. Observa-se que. Resoluções. para tal. Uma PCH não é uma usina grande em escala reduzida. em Andamento e Aprovados. Em qualquer caso. Devem ser consultados. projetos e construção de novas PCH. repete-se. ou uma complexidade acima da prevista nestas Diretrizes. para grande parte das bacias brasileiras. que o empreendedor tenha ciência da necessidade de proceder a consultas aos Planos Diretores de Recursos Hídricos estaduais e municipais. É bastante importante. recomenda-se. ainda. Recomenda-se. Outras limitações são ressaltadas ao longo do texto. o responsável pelos estudos deverá se valer da bibliografia especializada. . Em bacias não inventariadas não se deverá inserir uma PCH sem antes realizar-se um Estudo de Inventário Hidrelétrico. deverão ser considerados os seguintes aspectos importantes. O endereço é http://www.que incluem. recapacitação e/ou ampliação de PCH existentes. para o bom entendimento destas Diretrizes: . definidas no Capítulo 2.foram adotadas as normas da ABNT.não se deve querer adaptar a elas a tecnologia usual das grandes usinas hidrelétricas.gov. Caso o resultado seja positivo. Além disso.gov. relacionada ao final destas Diretrizes. consultar o Relatório Anual do GTIB . ou ainda quando as características físicas do empreendimento extrapolarem as das PCH. através da página da ANEEL. prontos ou em elaboração. onde são estabelecidos os critérios de uso da água. A ELETROBRÁS mantém um "site" na Internet onde se pode encontrar e/ou solicitar todas as informações. existem Estudos de Inventário já realizados ou em realização pela ELETROBRÁS-ANEEL e também por companhias privadas. será necessário consultar especialistas no assunto. que pode ser feito de forma simplificada em bacias cuja vocação hidrenergética seja para aproveitamentos com até 50 MW de potência instalada(RES-393/ANEEL) Para se conhecer. etc.eletrobras.br/ Para os Estudos de Inventário Autorizados.aneel.. Um roteiro para a elaboração inicial dessa análise é apresentado no Capítulo 4. recomenda-se consultar o site da ANEEL (http://www. também.br/).

até 1981 já tinha fabricado mais de mil pequenas turbinas. e foi desenvolvida através da implantação de um grande número de PCHS. intitulado “Utilização de Energia Elétrica no Brasil”. Estrela (RS). como fonte de energia. a operação e a manutenção dessas centrais de forma segura e acessível. Hoje. com eficiência.A Companhia Federal de Fundição publicou. uma relação de 727 pequenas turbinas hidráulicas.. relação custo/benefício otimizada e com tecnologia que permita o estudo. de maneira a atender a resolução do III Encontro para o Desenvolvimento das Energias Solar. Institucionais e Linhas de Ação do Programa. para usinas com capacidade de até 200 kW. publicou em 1982 a primeira versão do Manual de Pequenas Centrais Hidrelétricas do qual estas Diretrizes constituem uma revisão e atualização.. podem ser obtidos junto à ELETROBRÁS. Atualmente. cabe fazer referência ao CERPCH – Centro Nacional de Referência em Pequenos Aproveitamentos Hidroenergétricos.Da mesma forma. criado sob os auspícios do Fórum Permanente de Energias Renováveis. em convênio com o DNAEE.. escopo. .PNCE. o Programa Nacional de Pequenas Centrais Elétricas .Indústria e Comércio . Finalmente. . Informações mais detalhadas poderão ser . Essa tendência decorre das mudanças institucionais que vêm ocorrendo no país. projetos e construção dessas centrais.. o projeto. O Programa possui uma Política Operacional para Financiamento de Projetos que define questões tais como a origem e destinação dos recursos.A Hidráulica Industrial S. Centrais Elétricas Brasileiras S. de fabricação própria e de outras indústrias. para geração de eletricidade e outros usos. com a privatização das empresas do Setor Elétrico e. habilitação de empresas.O Boletim no 2 do DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral. O Manual de 1982 cita as informações relacionadas a seguir.000 kW de potência. Detalhes do PNCE (conceitos. condições financeiras e de liberação de recursos. objetivo. de forma a suprir carências de energia em todo o território nacional. com o objetivo de viabilizar a implantação de usinas de geração elétrica.A WIRZ Ltda. tem fornecido pequenas turbinas desde 1950.A. sobretudo.RETROSPECTO SOBRE OS ESTUDOS E PROJETOS DE PCH A ELETROBRÁS. hoje ANEEL . a construção/instalação.Agência Nacional de Energia Elétrica. de São Paulo. A Diretoria Executiva da ELETROBRÁS instituiu. Biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas. . Essa tecnologia existe no país há um século. com as mudanças na legislação no que diz respeito à produção e comercialização de energia. prioridades e diretrizes). de pequeno porte. . seleção e prioridade dos projetos. funcionando desde a década de 20. Joaçaba (SC). em 1996.128 pequenas unidades geradoras.Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro. existem registrados cerca de 286 aproveitamentos com potência menor que 10 MW. O CERPCH tem o objetivo de promover o uso dos pequenos potenciais hidráulicos. na década de 40. o interesse de investidores privados por este tipo de empreendimento é grande.HISA. definições. bem como os Aspectos Legais. A. ocorreu com a JOMECA Ltda. Eólica. no SIPOT/ELETROBRÁS . com até 1. fornecida pela empresa Herm Stoltz & Cia. do Ministério da Ciência e Tecnologia. . aproximadamente. Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica. já registrava a existência de 888 PCHS e 1. 1941. Um dos objetivos destas "Diretrizes" é o de consolidar a experiência e a tecnologia nacional mais atualizada sobre os estudos. que iniciou suas atividades em 1925. .

efei. Para o desenvolvimento do Projeto Básico desse aproveitamento. ASPECTOS INSTITUCIONAIS E LEGAIS Os aspectos institucionais e legais. . internet: http://www.obtidas na Secretaria Executiva do CERPCH que funciona na EFEI – Escola Federal de Engenharia Industrial (Itajubá – MG. art.efei. ainda. em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos (Capítulo II.br/). o interessado poderá obter. concessão ou permissão. O Relatório Final do Projeto Básico deve ser submetido à aprovação da ANEEL para obtenção da autorização/concessão para exploração do aproveitamento hidrelétrico. No caso de impedimento de acesso aos locais dos levantamentos de campo. o “Código de Águas” – Decreto no24. De acordo.263. e independem da destinação da energia a ser gerada pelo potencial (autoprodução. Do ponto de vista legal e dentro do escopo destas Diretrizes. Estas Diretrizes foram elaboradas considerando o ambiente institucional vigente no início do ano de 1999. inciso XII. sendo fixados os seguintes valores de caução: . que contempla usinas hidrelétricas com potência instalada entre 1 MW e 30 MW e com reservatório igual ou inferior a 3 km2 (Resolução ANEEL 394/98). O artigo 30 do Decreto 2003. compete à União explorar diretamente ou mediante autorização. Lei 8.cerpch. desde o registro até a “aprovação do estudo” pela ANEEL e abrangem uma faixa ampla da legislação vigente. art. De acordo com a Constituição Federal. a declaração de utilidade pública para fins de desapropriação ou instituição de servidão administrativa de terreno e benfeitorias. com a Constituição. Os procedimentos recomendados nestas Diretrizes têm caráter geral. etc. privada. de 10 de julho de 1934.427 de 26 de dezembro de 1996 que instituiu à ANEEL e a legislação complementar. 21.2% do valor dos dispêndios com os Estudos de Viabilidade (Resolução 395/1998). os potenciais de energia hidráulica constituem bens da União (Capítulo II. alínea b).br.5% do valor dos dispêndios com os Estudos de Inventário Hidrelétrico (Resolução 393/1998). 20. de modo a possibilitar a realização de obras e serviços de implantação do aproveitamento hidráulico. produção independente e serviço público). e-mail : mailto:cerpch@cpd.987 de 13de fevereiro de 1995. Lei 9. de 10/09/96. de 1998. tendo como linhas mestras a “Constituição da República Federativa do Brasil”. o interessado deve encaminhar à ANEEL os documentos necessários ao registro dos estudos em conformidade com a Resolução ANEEL no 395 de 04 de dezembro de 1998. de interesse à realização do Projeto Básico deverão ser considerados. autorização específica da ANEEL para elaboração destes serviços. . inciso VIII).) que vai realizar o empreendimento hidrelétrico. de acordo com a Lei 9427 de 26/12/96. não dependem do tipo de pessoa jurídica (empresa estatal. prevê o requerimento justificado do interessado. o aproveitamento energético dos cursos d’água. o Projeto Básico representa a condição para a obtenção da autorização/concessão para exploração do aproveitamento hidrelétrico. O Projeto Básico deve ser elaborado de acordo com as Normas da ANEEL e atender como escopo mínimo aos procedimentos indicados nestas “Diretrizes”.

br .br fernando@cbf.com. 409 – 12º andar – Centro – CEP:20071-003. Rio de Janeiro . Durante o primeiro ano de divulgação destas Diretrizes.ufrj.lahc. o apoio a usuários pode ser solicitado também aos endereços: rui@pec. importantes críticas e sugestões de complementação deste documento serão extremamente benvindas.br ou campelo@esquadro. devendo as mesmas serem encaminhadas à Diretoria de Engenharia da ELETROBRÁS.ATUALIZAÇÃO PERIÓDICA DAS DIRETRIZES A ELETROBRÁS pretende realizar uma atualização periódica destas Diretrizes. Presidente Vargas.ufrj. A partir de sua utilização.coppe. situada na Av.RJ. no desenvolvimento de projetos de PCH.

TIPOS DE PCHs DEFINIÇÃO DE PCH Na primeira edição do Manual (ELETROBRÁS. .648. cujos arranjos de obras prevêem barragens com mais de 10 m de altura e circuito adutor em túneis. .a vazão de dimensionamento da tomada d’água fosse igual ou inferior a 20 m3/s. desvio de rio.a potência instalada total estivesse compreendida entre 1. autoriza a dispensa de licitações para empreendimentos hidrelétricos de até 30 MW de potência instalada. de 27/05/98. e da experiência acumulada nos últimos 17 anos.0 MW e 5. uma Usina Hidrelétrica era considerada como uma PCH quando: . identificaram diversos sítios potencialmente atrativos. Sempre que necessário. da ELETROBRÁS/ANEEL. Não havia limite para a queda do empreendimento.). média e alta queda. . A Resolução da ANEEL 394. Em função das mudanças institucionais e da legislação por que passa atualmente o país. Cabe registrar.0 MW. .a capacidade do conjunto turbina-gerador estivesse compreendida entre 1. tomada d’água. A concessão será outorgada mediante autorização.0 km2. será feita referência aos critérios de dimensionamento especificados nas “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”. bem como alguns aspectos sobre os processos de construção de obras civis para usinas com potência instalada compreendida nessa faixa. ou ainda a outros trabalhos específicos constantes da vasta bibliografia existente. para Autoprodutor e Produtor Independente. referidas no Capítulo 1.0 MW e 10 MW.) não ultrapassasse 10 m. de 04/12/98. torna-se importante atualizar esses critérios. estabelece que os aproveitamentos com características de PCH são aqueles que têm potência entre 1 e 30 MW e área inundada até 3. em vários casos.CAPÍTULO 2 . ou às Diretrizes para Elaboração de Projeto Básico de Usinas Hidrelétricas. . Nestas Diretrizes são incluídos os critérios e métodos para dimensionamento. ao longo dos anos de 1996 a 1998. vertedouro. para a cheia centenária.não fossem necessárias obras em túneis (conduto adutor. conduto forçado. até esse limite de potência.a altura máxima das estruturas de barramento do rio (barragens. que alguns dos inventários realizados por companhias de energia de porte. 1982). editado em abril/1997. Todas as limitações anteriores foram eliminadas. desde que os empreendimentos mantenham as características de Pequena Central Hidrelétrica. diques. hoje privatizadas. a propósito. etc. A Lei no 9. sendo as PCH classificadas em de baixa. etc.

as seguintes simplificações: . − de Acumulação. não é necessário que a tomada d’água seja projetada para atender a depleções do NA.dispensa estudos de regularização de vazões.facilita os estudos e a concepção da tomada d’água. com Regularização Mensal do Reservatório. O sistema de adução deverá ser projetado para conduzir a descarga necessária para fornecer a potência que atenda à demanda máxima. quanto à capacidade de regularização do reservatório. Não fazem parte do escopo destas Diretrizes as centrais hidrelétricas de acumulação com regularização superior à mensal. O aproveitamento energético local será parcial e o vertedouro funcionará na quase totalidade do tempo. a profundidade do mesmo deverá ser a menor possível. extravasando o excesso de água. No projeto: . PCH A FIO D’ÁGUA Esse tipo de PCH é empregado quando as vazões de estiagem do rio são iguais ou maiores que a descarga necessária à potência a ser instalada para atender à demanda máxima prevista. dentre outras. com Regularização Diária do Reservatório. Nesse caso. são: − a Fio d’Água. Esse tipo de PCH apresenta.dispensa estudos de sazonalidade da carga elétrica do consumidor. . despreza-se o volume do reservatório criado pela barragem.do mesmo modo. . e .não havendo flutuações significativas do NA do reservatório. . − de Acumulação. o usuário deverá consultar a bibliografia referida nestas Diretrizes. Para essas. quando a adução primária é projetada através de canal aberto.CENTRAIS QUANTO À CAPACIDADE DE REGULARIZAÇÃO Os tipos de PCH.

. normalmente. Os estudos de regularização mensal são apresentados no item “DIMENSIONAMENTO DOS PARÂMETROS FÍSICO-OPERATIVOS DO PROJETO” . COM REGULARIZAÇÃO MENSAL DO RESERVATÓRIO Quando o projeto de uma PCH considera dados de vazões médias mensais no seu dimensionamento energético. pois o valor da depleção do reservatório. baixas. . o qual entra no cálculo dessa altura. é desprezível. promovida pelo reservatório.pelo mesmo motivo. analisando as vazões de estiagem médias mensais.pois não haverá a necessidade de atender às depleções. o reservatório fornecerá o adicional necessário de vazão regularizada. Os estudos de regularização diária e a metodologia para escolha da descarga de projeto são apresentados no item DIMENSIONAMENTO DOS PARÂMETROS FÍSICO-OPERATIVOS DO PROJETO. pois têm a função apenas de desviar a água para o circuito de adução. PCH DE ACUMULAÇÃO. . a sua altura será mínima. no caso de haver necessidade de instalação de chaminé de equilíbrio. Nesse caso.as barragens serão. PCH DE ACUMULAÇÃO. pressupõe-se uma regularização mensal das vazões médias diárias.como as áreas inundadas são pequenas. os valores despendidos com indenizações serão reduzidos. COM REGULARIZAÇÃO DIÁRIA DO RESERVATÓRIO Esse tipo de PCH é empregado quando as vazões de estiagem do rio são inferiores à necessária para fornecer a potência para suprir a demanda máxima do mercado consumidor e ocorrem com risco superior ao adotado no projeto.

para os trechos de baixa e alta pressão. Para sistema de adução longo. bem como de estudo econômico comparativo. A escolha de um ou outro tipo dependerá das condições topográficas e geológicas que apresente o local do aproveitamento. este tipo.adução em baixa pressão com escoamento livre em canal / alta pressão em conduto forçado. quando a inclinação da encosta e as condições de fundação forem favoráveis à construção de um canal. A necessidade ou não de chaminé de equilíbrio será discutida mais adiante nestas Diretrizes (item “CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO”). deve ser estudada. . em princípio. .CENTRAIS QUANTO AO SISTEMA DE ADUÇÃO Quanto ao sistema de adução. Para sistema de adução curto.adução em baixa pressão por meio de tubulação / alta pressão em conduto forçado. a opção por tubulação única. são considerados dois tipos de PCH: . deverá ser a solução mais econômica.

todavia. Conseqüentemente. normalmente. a casa de força fica situada.P (kW) P < 100 100 < P < 1. a concepção do circuito hidráulico de adução envolve. a casa de força fica. canal ou conduto de baixa pressão com extensão longa. junto da barragem.000 1.1. Para as centrais com alta e média queda.Hd (m) BAIXA Hd < 15 Hd < 20 Hd < 25 MÉDIA 15 < Hd < 50 20 < Hd < 100 25 < Hd < 130 ALTA Hd > 50 Hd > 100 Hd > 130 . adiante. como mostrado na Tabela 2. rotineiramente.CENTRAIS QUANTO À POTÊNCIA INSTALADA E QUANTO À QUEDA DE PROJETO As PCH podem ser ainda classificadas quanto à potência instalada e quanto à queda de projeto. uma vez que um ou outro isoladamente não permite uma classificação adequada. sendo a adução feita através de uma tomada d’água incorporada ao barramento. Para as centrais de baixa queda. CLASSIFICAÇÃO DAS PCH QUANTO À POTÊNCIA E QUANTO À QUEDA DE PROJETO CLASSIFICAÇÃO DAS CENTRAIS MICRO MINI PEQUENAS POTÊNCIA . afastada da estrutura do barramento.000 < P < 30. onde existe um desnível natural elevado. considerando-se os dois parâmetros conjuntamente.000 QUEDA DE PROJETO . normalmente.

conforme sugerido ao longo destas Diretrizes. ao final da construção. ao interessado. ambientais e providências institucionais. em benefício não apenas do meio ambiente. segundo o artigo 4 da Resolução 393 da ANEEL. recomenda-se o desenvolvimento de tais estudos que. Os dois fluxogramas apresentados ao final deste capítulo ilustram as etapas e atividades necessárias à consecução de um empreendimento como uma PCH. entretanto. em bacias hidrográficas com vocação hidroenergética para aproveitamentos de. Caso o potencial do local não tenha sido definido em função de Estudos de Inventário Hidrelétrico. poderão ser realizados de forma simplificada. constituindo o arcabouço legal de todo o projeto. ambiental e comercial. Uma adequada definição das medidas de ordem ambiental a serem tomadas poderá promover a correta inserção do empreendimento na região e. de Licenças Ambientais para as várias etapas do empreendimento: Licença Prévia (LP). cabendo. desde que existam condições específicas que imponham a segmentação natural da bacia. O Fluxograma de Implantação de uma PCH. a obrigação de submeter à ANEEL um relatório de reconhecimento fundamentando tecnicamente tal simplificação. independentemente do porte do aproveitamento.CAPÍTULO 3 . por parte do investidor.FLUXOGRAMAS DE ATIVIDADES PARA ESTUDOS E PROJETOS A exploração de um determinado potencial hidrelétrico é uma atividade sujeita a uma série de regulamentações de ordem institucional. . 50 MW. evitar que o proprietário tenha surpresas desagradáveis futuras que resultem em problemas e custos não programados previamente. descreve as etapas percorridas durante a implantação de uma PCH e as devidas interações. do que o próprio licenciamento. tendo como conseqüência natural a obtenção. apresenta a seqüência de estudos para o projeto. Antes de iniciarem-se as atividades de estudos e projetos de uma PCH. além da outorga para utilização da água com a finalidade específica de geração de energia elétrica. referente aos Estudos Ambientais. deve ser a preocupação do empreendedor com as ações da usina sobre o meio ambiente e vice-versa. Durante o processo de implantação do empreendimento. no máximo. atividades multidisciplinares permeiam-se entre si. em especial. Evidentemente. há que se considerar a necessidade de um tratamento adequado da questão ambiental. nestes casos. Sob o aspecto ambiental (ver “ESTUDOS AMBIENTAIS ”) e de gerenciamento de recursos hídricos. principalmente no tocante aos estudos de engenharia. é necessário verificar se a avaliação do potencial hidrelétrico pretendido está em conformidade com o que preconiza a legislação em termos de otimização de aproveitamento de bem público. Licença de Instalação (LI). Mais importante. Esse assunto está apresentado de forma detalhada no Capítulo 8. mas também do próprio empreendedor. O Fluxograma de Atividades para Estudos e Projeto Básico de PCH. e Licença de Operação (LO). o empreendedor deverá ter conhecimento amplo do mercado de energia e das regulamentações de comercialização do seu produto (ANEXO 4). As atividades previstas são típicas para estudos e projetos dessa natureza.

para cada uma delas. em seguida. deverá ser realizado. os Estudos de Manutenção e Operação. Com base na potência a ser realmente instalada. como descrito no Capítulo 9 deste documento. conhecida a série de vazões médias mensais e a queda disponível. a seguir. como descrito no Capítulo 4. será realizada a Avaliação Final do Empreendimento para confirmar a atratividade do investimento. a Planilha Padrão de Orçamento. Cabe destacar que os aspectos topográficos do sítio condicionam.A viabilidade econômica da usina no local selecionado deve ser analisada de forma expedita. A partir da definição do Arranjo Final do Projeto. desenvolvem-se as demais atividades mostradas no Fluxograma. Os levantamentos e estudos básicos deverão fornecer todos os subsídios necessários para a etapa seguinte de trabalhos. Por exemplo. de acordo com as normas do Setor Elétrico. os Estudos Ambientais definitivos. as . Todas essas etapas de estudos são apresentadas detalhadamente nos Capítulos 4 a 8. Selecionado o arranjo do aproveitamento. serão realizados os Estudos de Planejamento da Construção e Montagem. de fácil utilização por todos os possíveis usuários destas Diretrizes. Todas as estruturas deverão ser pré-dimensionadas com base nos diversos parâmetros determinados ou estimados anteriormente. o Arranjo Final do Projeto da PCH será caracterizado. passa-se para a fase de projeto das obras civis e dos equipamentos eletromecânicos. será realizado o dimensionamento final das estruturas. as dimensões do circuito de adução e da casa de força deverão ser revisadas em função das dimensões definitivas dos equipamentos eletromecânicos principais. Confirmada a atratividade do local. o dimensionamento final dos equipamentos eletromecânicos principais. será elaborada a estimativa final dos Custos do Empreendimento. Nessa fase. e a energia firme a ser gerada anualmente. Alguns ajustes no arranjo geral da alternativa escolhida serão necessários. Dessa forma. serão elaborados os estudos energéticos definitivos e determinada a potência a ser instalada na PCH. a metodologia a ser utilizada. ou programas específicos para microcomputador. utilizando-se as fórmulas tradicionais para cálculos das perdas de carga ao longo do circuito hidráulico de adução. o que possibilitará a determinação da queda líquida com maior precisão. Os procedimentos de cálculo mais trabalhosos são apresentados na forma de planilhas eletrônicas. A partir desse instante. de forma significativa. Finalmente. e limitam os estudos de alternativas de arranjo. Além desses. os quais incluirão os custos de operação e manutenção. Os programas e exemplos de Hidrologia. considerando-se o custo total do empreendimento. relativa aos estudos de alternativas de arranjo e tipo das estruturas do aproveitamento. incluindo-se.

Composições de Custos e a Legislação aplicada a esse tipo de empreendimento. são apresentadas em anexos destas Diretrizes. .

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que minimizem as distâncias de transporte até o local das obras. proporcionará a queda bruta aproveitável. Nestes casos. . deixando de levantar sítios atraentes para PCH. nestes casos normalmente baixa. Esse estudo. Muitas vezes. a pesquisa para seleção do melhor local para a implantação de uma PCH deve ser feita considerando-se os Estudos de Inventário (partição de queda) de toda a bacia hidrográfica em foco. deverão existir no local. porém. antes de qualquer Estudo de Viabilidade/Projeto Básico.AVALIAÇÃO EXPEDITA DA VIABILIDADE DA USINA NO LOCAL SELECIONADO ADEQUABILIDADE DO LOCAL Como citado no ítem “TIPOS DE PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS”. deve ser realizado. obrigatoriamente. ou na região. aliada à altura da barragem. ombreiras e boas condições de fundação. jazidas naturais de materiais de construção em quantidade e com qualidade adequada. . de preferência. tendo em vista seus custos ou mesmo o mercado e o correspondente interesse deempreendedores.CAPÍTULO 4 .no local devem existir. existem grandes potenciais aproveitáveis com previsão de implantação em um horizonte distante. deforma a permitir a caracterização dos possíveis impactos do empreendimento sobre a região. naturalmente. cuja realidade físico-ambiental indica o aproveitamento do seu potencial hidrelétrico através de PCH. segundo a metodologia preconizada no Manual de Inventário da ANEEL/ELETROBRÁS. Em outras situações. convém a realização de um inventário hidrelétrico simplificado para levantar os melhores sítios aproveitáveis.além disso. . . O trecho de análise pode ser a cabeceira de uma bacia ou segmento da bacia.de preferência.os aspectos ambientais do sítio devem ser avaliados de maneira simplificada. Um local adequado para a implantação de uma PCH deve atender aos seguintes requisitos: . deve existir no local uma queda natural acentuada que. de acordo com a orientação do Setor Elétrico. os estudos de inventário não consideram locais com pequenos potenciais.

sobremaneira.eletrobras.br/) possui dados físicos operativos das principais usinas hidrelétricas do Sistema Interligado.. Os dados coletados devem ser organizados com vistas a: . etc.perfis do rio.dados geológicos e geotécnicos. Para as bacias não inventariadas.sistema energético da região. com dados hidrometeorológicos básicos das principais bacias hidrográficas brasileiras. Tais dados podem ser obtidos pela Internet. o Serviço Geográfico do Exército. Além desses. . .mapas diversos da região. Até o segundo semestre de 1998. Os Planos Diretores de Recursos Hídricos (PDRH) das bacias hidrográficas deverão ser consultados. deverão ser coletados dados.gov. Devem ser procurados. os Produtores Independentes de energia e as Concessionárias de energia elétrica que estejam desenvolvendo ou tenham projetos implantados na região. a ELETROBRÁS. visando-se a elaboração do estudo de inventário simplificado. . inclusive os rodo-ferroviários. caso disponíveis. restituições aerofotogramétricas e dados topográficos. . O Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro – SIPOT.imagens de satélites. etc.COLETA E ANÁLISE DE DADOS Todas as informações existentes sobre a bacia na qual será inserida a PCH e sobre o local devem ser pesquisadas em instituições oficiais. Para as bacias já inventariadas. a consulta aos estudos existentes é imprescindível. . a Concessionária de Energia.fotografias aéreas e mapas cartográficos. com vistas à inserção do empreendimento em sintonia com os estudos de partição de queda já feitos.dados ambientais sobre a região.com base no mapa da bacia hidrográfica. A ANEEL (http://www. . da ELETROBRÁS (http://www.estudos hidrológicos porventura já realizados na bacia. os estudos subseqüentes.dados hidrométricos observados pelas instituições oficiais.br/) gerencia um imprescindível sistema de informação hidrológica – SIH. tais como: . também. o que facilita. órgãos dos governos estaduais e municipais. o IBGE.aneel.gov. . já existiam cerca de 40 (quarenta) PDRH prontos ou em elaboração. conhecer o perfil do rio a ser estudado e identificar . regionais e locais. . a CPRM. devem ser consultados os Autoprodutores. tais como a ANEEL.

áreas de preservação permanente. incluindo os de interferências/impactos locais e regionais. .. . em especial sobre as máquinas.avaliar as condições topográficas. incluindo inspeção dos postos pluviométricos e fluviométricos existentes. etc. para verificação das conseqüências sobre o empreendimento. Cabe repetir que.analisar-se a qualidade de água. RECONHECIMENTO DO LOCAL Após a identificação dos locais.identificar as condições geomorfológicas da bacia ao longo do curso principal e de seus afluentes.avaliação preliminar de possibilidades de assoreamento próximo do remanso do reservatório e na desembocadura de algum afluente.confirmar e/ou alterar a posição dos locais definidos em escritório. é extremamente importante observar o aspecto do melhor aproveitamento possível do potencial energético do curso d’água. facilmente observáveis nas imagens de satélite. na região.conhecerem-se os aspectos geológicos e geotécnicos locais. . por via terrestre.verificar todos os estudos elaboradospreliminarmente.a localização de possíveis quedas naturais e/ou dos locais de barramento. deverá proceder-se ao reconhecimento. reservas indígenas. com vistas a: . tais como impactos sobre as zonas urbanas e rurais. linhas de transmissão de energia e de telecomunicações. . . hidrológicas. mesmo os de pequenas dimensões. .verificação dos locais de lançamento de esgotos domésticos e industriais . em absoluta sintonia com o planejamento do Setor Elétrico. . projetos de irrigação ou áreas irrigadas. e as condições geológicas e geotécnicas.análise da consistência dos dados hidrometeorológicos. .identificação das principais limitações existentes à formação de reservatórios. nesta fase de estudos. rodovias e ferrovias. .

Inicialmente. A vazão Q para o local deverá ser estimada a partir de dados de postos hidrométricos da bacia/região. considerando-se Q e H liq constantes durante o funcionamento da usina (1 MW médio = 8760 MWh por ano.55. ainda. ou Q95% . sugerindo-se o valor final de 0.0083 ⋅ Q ⋅ H liq (MW médio) onde: EFe = energia firme estimada em MW médios. nesta fase adotadas igual a 3% para casas de força ao “pé” da barragem e 5% para aduções em túnel/canal.AVALIAÇÃO PELIMINAR DA VIABILIDADE DO LOCAL SELECIONADO VERIFICAÇÃO DO POTENCIAL DO LOCAL Antes do prosseguimento do detalhamento dos estudos em nível de Projeto Básico. Fc o fator de capacidade. Q = vazão mínima medida no local. conforme metodologia apresentada no Capítulo 6. . deverá ser estimada a energia firme ( EFe ) e a potência a ser instalada no aproveitamento ( Pot ). Δt = intervalo de tempo igual a 1 s. durante a vida útil da usina). adotado. a vazão média ( Q ) ao longo do _ período crítico do sistema interligado (m3/s). Como EFe = Fc ⋅ Pot . utilizando-se as seguintes fórmulas: EFe = μ ⋅ 9.81 ⋅ Q ⋅ H liq 1000 ⋅ Δt . ou. onde: Pot é a potência instalada (MW). tem-se: Pot = EFe Fc . A queda líquida ( H liq ) será igual à queda bruta menos as perdas hidráulicas. igual 0. para esta fase. μ = rendimento do conjunto turbina-gerador. Hlíq= queda líquida (m). deverá ser avaliada a atratividade energético-econômica do local selecionado.85. ou EFe = 0.

com base na experiência em projetos dessa natureza. IMPACTOS AMBIENTAIS Os principais impactos ambientais. deverão ser avaliados de forma simplificada. ARRANJO PRELIMINAR A partir dos parâmetros estimados (potência instalada e vazão de dimensionamento do vertedouro) e com base nos aspectos topográficos (restituição aerofotogramétrica) e geológico-geotécnicos do local. deverá ser estimada a vazão de projeto do vertedouro a partir da vazão específica da bacia (l/s/km2) – Regionalização de Vazões (Capítulo 6). Esse parâmetro poderá ser estimado em função de informações de bacias com características hidrológicas semelhantes da região e. a questão da manutenção de vazão sanitária mínima para jusante nos casos de aproveitamentos de derivação. Todos os principais impactos deverão ser orçados e incluídos na estimativa de custos do empreendimento. por exemplo. deverá ser elaborado um arranjo simplificado doaproveitamento. em função da área inundada e de outros problemas a montante e a jusante do barramento. incluindo as interferências. ainda. como. para efeito da estimativa de quantidades e de custos do empreendimento (Ci). .Em seguida.

Na falta de dados mais precisos. Usualmente o setor elétrico tem utilizado uma taxa de desconto de 12% a. o custo associado à implantação da PCH é composto pelo investimento inicial e as despesas de O&M durante a vida útil da usina. para usinas hidrelétricas. a ser considerado neste fluxo de caixa. pois a comparação se dá especificadamente entre o custo de implantação da PCH e o custo de atendimento pela outra alternativa(custo evitado). No fluxo de caixa. as despesas de O&M podem ser aproximadas da seguinte forma: O & M = custo anual de operação e manutenção da usina (US$/ano). neste caso. etc. durante o mesmo período de análise. experiências anteriores. deverá ser feito um estudo econômico.a. que não seja ela. No caso da PCH. estimado a partir de composição de custos. não é necessário que seja avaliado o benefício econômico gerado pela PCH. comparando-se a implantação da PCH com outras alternativas de atendimeto ao mercado. sem juros durante a construção A taxa de desconto a ser utilizada. Neste estágio. é representado pelo custo de implantação e respectivas despesas de O&M da outra alternativa de atendimento com a qual a PCH está sendo comparada. e um tempo de vida útil. indicando que o valor presente da implantação da PCH é menor que o da alternativa de comparação. sugere-se a utilização de um percentual da ordem de 5% do custo total do investimento. de 50 anos. deverá ser a taxa de oportunidade para investimentos de infra-estrutura. Graficamente o fluxo de caixa pode ser representado da seguinte forma: .ATRATIVIDADE DO EMPREENDIMENTO De posse dos custos aproximados de implantação da obra. O benefício econômico da PCH. O fluxo de caixa descontado deve fornecer um valor presente líquido(VPL) positivo.

Ci alternativa O&M alternativa n Tempo O&M PCH 0 Ci PCH VP alternativa 0 Tempo VP VPL = VPalternativa − VPPCH .

As investigações geológicas e geotécnicas necessárias devem ser planejadas por técnicos com comprovada experiência em estudos dessa natureza. mais econômica. jazidas de areia e cascalho e pedreiras. A determinação da queda natural poderá ser feita utilizando-se.cadastro jurídico das propriedades atingidas. sem prejuízo para a precisão. . o tipo de arranjo e o porte do aproveitamento condicionarão a extensão do programa de investigação. uma vez que demanda menos tempo.determinação da queda natural no local. como descrito no item “LEVANTAMENTOS DE CAMPO HIDROLÓGICOS”. a tecnologia de rastreamento de satélite GPS. quase sempre. os quais devem ser realizados de acordo com a Norma NBR 13133. jazidas de areia e cascalho mais próximas do sítio do empreendimento.pesquisar e caracterizar as áreas de empréstimo de solo. As características do sítio.levantamento das propriedades atingidas para efeito de subdivisão e averbação legal. como será detalhado no ítem “PROJETO DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS”. . Essa tecnologia é particularmente atrativa quando os marcos do IBGE estão longe do sítio. deverá ser levantado o fundo do rio na região de implantação das estruturas (topo-batimetria). instalação de canteiro e alojamento de operários.planialtimétricos das áreas de implantação das estruturas previstas. .LEVANTAMENTOS DE CAMPO TOPOGRÁFICOS Para o projeto de uma PCH. das condições geológicas e geotécnicas do sítio. listados a seguir. e é. Esses levantamentos deverão ser executados por empresas especializadas. em substituição ao transporte de cotas para o local a partir de marcos topográficos do IBGE na região. . . alternativamente. daABNT: . bem como das encostas na vizinhança da obra. além dos aspectos topográficos. a qual tem sido muito usada para locação das Referências de Nível (RNs) no sítio da PCH.nivelamento da linha d’água do reservatório. e . Os tipos de estruturas do arranjo do aproveitamento dependerão.investigar as condições das fundações e ombreiras na região das estruturas componentes do aproveitamento. serão necessários levantamentos topográficos de precisão. .locais prováveis para lançamento de bota-fora. não cabendo a sua explanação nestas Diretrizes.CAPÍTULO 5 . GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS Os levantamentos e estudos geológicos e geotécnicos têm os seguintes objetivos: . ou por profissionais autônomos qualificados.planialtimétricos das áreas de empréstimo de solo. Além desses. bem como dos materiais de construção disponíveis no local. .

onde ocorrem bancos de areia e cascalho ou rochas com fraturas na direção do fluxo do rio. diretas ou indiretas (sísmica). para investigação das fundações. a Percussão e Rotativas. o tratamento da fundação deve prever a execução de cortinas de injeções de calda de cimento de impermeabilização. onde a vegetação é muito rala ou inexistente. deve ser sempre realizada por empresas especializadas. associados a encostas íngremes. O maciço. devido ao assoreamento. EXECUÇÃO DE SONDAGENS A prática em estudos e projetos de aproveitamentos hidrelétricos tem mostrado que a execução de um programa mesmo que mínimo de sondagens. o reservatório. tem baixa resistência e alta permeabilidade. processo erosivo do terreno natural. análises de fotografias aéreas (fotointerpretação) e visam o planejamento dos trabalhos de campo. Locais onde ocorreram deslizamentos recentes devem ser evitados. Estudos iniciais são realizados em escritório e incluem consultas bibliográficas de estudos anteriores. o que não é desejável. é sempre necessária.INVESTIGAÇÃO DAS FUNDAÇÕES INVESTIGAÇÕES PRELIMINARES Na escolha do eixo da barragem. Esses terrenos são inadequados como suporte para fundações ou como fonte de material de construção. cuja capacidade quase sempre é pequena. na época de chuvas intensas e/ou prolongadas. em pouco tempo.a Trado. Nesses locais. Poços ou Trincheiras. serão definidas em função do diagnóstico das . porque não oferecem boas condições de suporte. Os maciços rochosos muito fraturados. deve-se sempre procurar locais com boas condições para a fundação e para as ombreiras das estruturas. Fundações permeáveis. Nesses casos. realiza-se uma visita de reconhecimento de campo para realização do mapeamento geológico-geotécnico de superfície. O programa de investigações e sua extensão. de acordo com as Normas da ABNT. Todas as ocorrências de turfa ou argila orgânica (escura) devem ser perfeitamente identificadas e delimitadas através de sondagens. quantidade e os tipos de furos . servem como fundação para as estruturas. podem sofrer. Locais que sofreram desmatamentos intensos. porém sãos. Após esses estudos. deverão ser pesquisadas através de investigações específicas (sondagens a trado e poços). ou da ABGE . bem como a amostragem. A execução das sondagens.Associação Brasileira de Geologia de Engenharia (consultar ANEXO 5) não cabendo repeti-las nestas Diretrizes. pode ficar sujeito à deposição de grandes volumes de material sólido. por ser pouco consolidado. o que pode comprometer sua vida útil.

e . Tem-se especificado: .cascalho (seixo rolado). principalmente na fase de verificação da viabilidade do local selecionado. com o objetivo de estudar a geologia estrutural. . Além dos tipos de sondagem acima especificados. toda obra deve ser construída com os materiais disponíveis no local. . em termos de resistência. ao longo do furo de sondagem. será necessária a execução.SPT (Standard Penetration Test) e ensaios de infiltração. a partir do início da Sondagem a Percussão.solos. transições e agregados graúdos (brita) para os concretos. . Esses ensaios deverão ser executados de acordo com as Normas da ABGE. para a determinação dos parâmetros de resistência e de deformabilidade.VLF (Very Low Frequency). em detalhes. a cada metro perfurado.Sondagem Elétrica Vertical (SEV). Para o trecho em rocha. permeabilidade e deformabilidade. deverão ser realizados ensaios de resistência . Cabe destacar que as informações obtidas deverão ser suficientes para caracterizar. deverão ser realizados ensaios de perda d’água sob pressão (EPA). para utilização nos concretos e filtros.condições geológicas do sítio. Sondagens Indiretas Elétricas. .Seções à base de Caminhamento Elétrico para definição do topo rochoso. Para o trecho em solo. Mesmo procedimento será necessário para a caracterização dos solos de fundação de barragens de terra homogêneas com alturas elevadas. o perfil do subsolo. Para determinação da resistência e permeabilidade dos materiais do subsolo. atualmente tem-se realizado. de ensaios específicos para cada horizonte. o que significa dizer que o projeto deverá ser adaptado aos mesmos. . as quais são de fácil execução. para utilização em enrocamentos. MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO Em princípio.areia. dispensam o uso de explosivo e são mais baratas. Nos locais onde ocorrerem escavações de porte será necessário realizar ensaios especiais de laboratório. para utilização em concretos. a partir do início da Sondagem Rotativa. Deverão ser pesquisadas as seguintes ocorrências de materiais. para utilização nas obras de terra.rocha. para a caracterização da litologia. em ambas as margens. com a qualidade requerida e na quantidade necessária: . em amostras indeformadas.

Nas áreas de empréstimo. o que não é desejável. os materiais deverão ser classificados observando-se o exposto nas seguintes Normas da ABNT: . confere ao solo mais ou menos plasticidade. encontram-se gráficos e tabelas que permitem selecionar o material de melhor trabalhabilidade. Os mesmos. visando constatar sua adequabilidade para uso nos filtros e transições das barragens de terra e terra-enrocamento e como agregado para concreto. dependendo de seu tipo.NBR 7250: Identificação e Descrição de Amostras de Solos Obtidas em Sondagens de Simples Reconhecimento dos Solos. . Esse ensaio tem por objetivo avaliar a possibilidade da ocorrência de minerais que possam reagir com os álcalis do cimento. .NBR 6490 : Reconhecimento e Amostragem para Fins de Caracterização de Ocorrência de Rochas. brita ou cascalho. relacionada ao final destas Diretrizes. Cabe registrar que o material rochoso para utilização nos concretos deverá ter. como por exemplo matérias orgânicas e materiais finos (argila e silte). Na bibliografia referente ao assunto. No que diz respeito à trabalhabilidade dos materiais finos. através da realização de. deverão ser classificados através de análise táctil-visual e ensaios de caracterização. A realização de ensaios especiais. deverão passar por processos de lavagem e peneiramento antes de seu uso nas obras de barramento. O agregado graúdo. quando contaminados. para determinação dos parâmetros de resistência. Da mesma forma. Solos muito úmidos ou saturados não são suscetíveis de serem compactados para a obtenção de densidades e resistências normalmente especificadas. fica condicionada à ocorrência de solos especiais detectados nos ensaios de caracterização. os materiais de baixa a média plasticidade são os mais indicados. deverá ter dureza suficiente para resistir ao impacto de golpes de martelo e não se desagregar quando exposto a ciclos diários de molhagem e secagem ao tempo. os materiais granulares. Normalmente. registra-se que a mesma varia em função do teor de argila existente no material. Esse assunto deverá ser avaliado por especialistas em Tecnologia de Concreto e Geologia. Os materiais terrosos para a construção de PCH deverão ser classificados através de uma análise táctil-visual e ensaios de caracterização. Esses materiais deverão se apresentar totalmente limpos e livres de impurezas. uma lâmina petrográfica. sua composição mineralógica determinada.QUALIDADE DOS MATERIAIS Com relação à qualidade. Os enrocamentos deverão ter as mesmas características dos cascalhos e britas. o volume útil a ser usado nas obras de terra deverá ser obtido do horizonte acima do lençol freático. antes. pelo menos. A presença desse mineral. areias e cascalhos. deformação e permeabilidade.

que consiste na cravação por uma pessoa. Cabe registrar que o custo do metro cúbico de exploração de uma jazida de areia na obra deve ser comparado àquele de alguma jazida em exploração comercial na região. solo ou rocha muito alterada. para exploração deverá ser ampla o suficiente para a entrada de máquinas e equipamentos para exploração do material. em função das dimensões e topografia da área.ferro de construção de 1/2 polegada. executam-se poços de inspeção (PIs) ou sondagens a trado (STs). e do volume necessário. de uma haste metálica lisa.cobertura da camada de estéril sobre o maciço rochoso. . isto é. sem impacto. na ausência de jazidas de materiais arenosos. além da espessura. A pesquisa de material pétreo ficará sempre condicionada à qualidade e quantidade do excedente de rocha das escavações obrigatórias. executa-se uma malha de sondagens a varejão. areia artificial.DETERMINAÇÃO DOS VOLUMES O volume de material é estimado multiplicando-se a área da fonte de material pela profundidade média explorável estimada ou determinada por sondagens expeditas. Nessas investigações. No caso de jazidas de areia. deverão ser investigadas fontes potenciais .ocorrência de água. No caso das áreas de empréstimo de solo. por exemplo . que dificulta e encarece os custos de exploração. Para cada horizonte. deverão ser definidas as características dos materiais encontrados. A profundidade do topo rochoso deverá ser estimada através de sondagens geofísicas. As profundidades atingidas em cada ponto devem ser anotadas. obtida como subproduto da britagem do material rochoso. . pode ser usada. . deverão ser considerados os seguintes aspectos: . .pedreiras. Cabe ainda registrar que.sanidade da rocha. O espaçamento dos furos varia entre 20 e 100 m. emboque da escavação.a frente de ataque. Caso essas escavações não atendam às necessidades da obra. A profundidade média das fontes de material é estimada realizando-se uma malha de furos exploratórios ao longo da área demarcada. alternativamente.

É de suma importância que seja instalada uma estação a jusante do futuro canal de fuga. de: dispositivos para obtenção da cota fluviométrica. com extensão definida por um ponto de início (PI) e um de fim (PF). e quinzenal durante o período seco. Entretanto. Através desses pontos de referência. em síntese. subsidiar o dimensionamento das estruturas de dissipação de energia dos vertedouros e auxiliar na geração da série de vazões médias diárias.o trecho do rio onde se localizará a estação deverá ser reto e.é recomendável que as margens sejam estáveis e suficientemente altas para impedir que. em alguns casos. A estação fluviométrica é constituída. • Instalação da Estação Fluviométrica no Canal de Fuga A escolha do local para instalação da estação ou posto fluviométrico deverá seguir. nas cheias. na seção de medição de vazão. . de descarga sólida. estabelecer a curva-chave do rio no local da casa de força. onde são efetuadas as medições de descarga líquida. quando necessário. demarcada por estacas. A seção transversal topobatimétrica deverá ser levantada com detalhes. durante o período chuvoso. a fim de que não haja interrupção na operação da mesma. normal ao curso d'água. Deve-se instruir o observador da régua para sempre entrar . os seguintes critérios: . à medida em que forem coletados dados de leituras de régua e de medições de vazão. pelo menos. o rio transborde. de modo a que se possa. onde serão feitas regularmente observações de altura do nível d'água e realizadas as medições de descarga líquida e. seção de medição de vazão e referências de nivelamento. é reconstituído o alinhamento da seção transversal. • Seção de Medição de Vazão/Topobatimetria É a seção transversal. É um posto de observação permanente do regime fluvial do rio. a cada campanha. o escoamento deverá ser laminar (tranqüilo) sem turbulências ou redemoinhos. tendo a jusante uma queda ou corredeira. manutenção e operação destas estações. se possível. .o acesso ao local de implantação da estação deverá ser permanente. da cota de afogamento do rotor das turbinas e. Essa curvachave servirá para a calibragem do referido canal e a definição dos níveis de estanqueidade da casa de força.HIDROLÓGICOS SERVIÇOS DE HIDROMETRIA O estudo da vazão de um curso d'água exige a instalação de uma "Estação Fluviométrica". e levantadas a partir do PI as distâncias horizontais às margens e aos pontos de medição de vazão na calha do rio. prosseguindo pelas margens até os pontos extremos da seção (PI/PF). abrangendo pelo menos um ciclo hidrológico. • Medição da Vazão A freqüência das medições de vazão e de declividade da linha d'água deverá ser de uma vez por semana. A Resolução 396 da ANEEL (04/12/98) estabelece as condições para implantação. julgados seguros contra enchentes.

cronômetro e haste graduada para medir a profundidade. publicação do Ministério das Minas e Energia . Esse observador será treinado para efetuar as leituras de régua e lhe será fornecida uma caderneta de campo.NN. preferencialmente. na margem do rio. para verificação da posição dos lances da régua.DNAEE. para providências de restauração. no caso dele verificar a ocorrência de cheias extremas. deverão ser. Em rios maiores. a demarcação das verticais pode ser feita sobre ela própria. suficientemente sólida e estável. às 07:00 e às 17:00 horas. em posição vertical. Recomenda-se o uso de régua em alumínio anodizado. caberá ao observador comunicar imediatamente o ocorrido ao responsável pela estação. contador de rotações. as medições podem ser realizadas a vau. utiliza-se um cabo de aço graduado ou uma trena esticada de margem a margem para demarcar a seção de medidas. Em caso de uma enchente ultrapassar o lance de régua. Já nas passarelas. de modo geral. não dispensam a presença de um operador na realização de tarefas de manutenção e troca de materiais. As RR. deverão ser implantadas duas Referências de Nível. Neste caso ou ainda se a régua tombar. em profundidades inferiores a 1.. com o molinete suspenso em um cabo de aço. o observador deverá marcar com uma pequena estaca a altura atingida. é morador da região. Em rios pequenos. etc. com comprimento (lances) de 1. A cota fluviométrica também pode ser obtida através de registradores contínuos. a fim de se evitarem leituras negativas. denominados linígrafos. a medição é feita em embarcações. fixada a uma estrutura de apoio simples. RR. de 14 de junho de 1967. As normas foram estabelecidas pelo Decreto no 60852. com escala centimétrica estampada. II e III”. tinta.Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica . • Operação A estação deverá ter um observador que. O equipamento de campo necessário para a realização deste trabalho consiste em: molinete. • Cota Fluviométrica A régua de leitura deverá estar localizada na seção de medição ou próxima desta. Esses equipamentos.em contato com o responsável pela estação. A freqüência de leituras das réguas deverá ser diária. • Referências de Nivelamento Na estação fluviométrica. admitindo-se até 2(dois) lances sucessivos por régua de leitura. O "zero" da régua deverá ficar abaixo do nível mínimo a que possam chegar as águas. A altitude do "zero" da escala será determinada na instalação por transporte topográfico de pontos de altitude conhecida. irá medir a velocidade do escoamento em verticais ao longo da seção transversal. penas. apesar de semi-automáticos. preferencialmente. desgarrar ou precisar de reparos. munido dos equipamentos. ou a partir de passarelas com micromolinetes fixados em uma régua graduada. O hidrometrista.0 m.Anexos I. Detalhes dos procedimentos para realização da medição podem ser encontrados nas “Normas e Recomendações Hidrológicas . tais como papel para gráficos. Elas localizar-se-ão próximo à régua.0 m. a fim de facilitar os nivelamentos periódicos. Na medição a vau.NN. . 1970.

caso ocorra uma cheia excepcional. chumbadas em blocos de concreto.constituídas de parafusos.50 metros. objetivando a determinação da declividade da linha d'água no trecho. para montante e para jusante da estação. Havendo no local afloramentos de rochas ou então estruturas artificiais. vergalhões ou calotas de bronze. SERVIÇOS DE SEDIMENTOMETRIA COLETA DE DADOS EXISTENTES Recomenda-se a coleta e análise dos dados existentes. . contanto que sejam suficientemente elevadas para não serem atingidas pelas águas. e principalmente consulta à publicação “Diagnóstico das Condições Sedimentológicas dos Principais Rios Brasileiros. Deverão também ser instalados marcos. junto às entidades operadoras de postos sedimentométricos. Essa publicação apresenta as taxas de concentração média anual e a produção específica média de sedimentos nas principais estações existentes até aquela data e se referem somente à descarga em suspensão. estas poderão ser aproveitadas para fixação das RRNN. medir o desnível com a precisão do aparelho topográfico utilizado. Eletrobrás/IPH -1992”. com segurança. no mínimo. .distância suficiente para que se possa. cuja distância entre o marco e a seção de medição deverá ser a maior entre as seguintes alternativas: . Todas as RNs deverão ser amarradas ao sistema planialtimétrico do projeto. .duas vezes a largura da seção transversal do rio.

A metodologia de coleta das amostras de água. hidrológicas e sedimentológicas) devem ser repassadas para a equipe de meio ambiente. Além disto. objetivando a utilização adequada e coerente dessas informações por todos os setores envolvidos no projeto. sugere-se que. . pelo menos durante um ciclo hidrológico. do material do leito. da análise laboratorial destes parâmetros. descritas no ítem “SERVIÇOS DE HIDROMETRIA”. a fim de se possibilitar a caracterização do transporte de sedimentos da bacia. bem como o cálculo das descargas sólidas.MEDIÇÕES SEDIMENTOMÉTRICAS Durante a realização das campanhas hidrométricas. sejam realizadas campanhas sedimentométricas. deve seguir o preconizado em bibliografia especializada listada em “REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS" AMBIENTAIS Os levantamentos de campo necessários para os Estudos Ambientais são apresentados detalhadamente no ítem “ESTUDOS AMBIENTAIS”. Cumpre registrar que as informações coletadas pela equipe de engenharia (geológicas. Deverá ser prevista a coleta de água para análise da concentração de sedimentos em suspensão e de amostragem do material do leito. no mesmo período e na mesma freqüência. a região deverá ser inspecionada para identificação de atividades de exploração de areia e argila. até o local do barramento.

Como citado anteriormente. servem como fundação para as estruturas. onde ocorrem bancos de areia ou cascalho. destaca-se que os materiais deverão ser caracterizados observando-se o disposto nas Normas da ABNT pertinentes. . GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS Os estudos geológicos e geotécnicos compreenderão: . orgânica. .para barragens de terra ou enrocamento. 1:1000. deve-se sempre procurar locais com boas condições para a fundação e para as ombreiras das estruturas. Quanto à suficiência deverá ser levantado o balanço de materiais para verificar se o volume útil de cada tipo de fonte é no mínimo 50% maior que o volume necessário para as obras.locação do reservatório. como descrito no Capítulo anterior. Os estudos de balanceamento de materiais são incluídos no item PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO E MONTAGEM. com alturas superiores a 10 m.o levantamento do perfil do rio no trecho de interesse.ESTUDOS BÁSICOS ESTUDOS TOPOGRÁFICOS Os estudos topográficos. Nesses casos.locação das estruturas. Os materiais (solos. Com relação à qualidade. . na escolha do eixo da barragem. . a partir dos dados do local. por exemplo. não servem como fundação. . toda obra deve ser executada com os materiais disponíveis no local. como também citado anteriormente. compreenderão: . .o levantamento da curva cota x área e da curva cota x volume do reservatório. areias. deverão ser realizados estudos de estabilidade. sãos. por serem muito pouco resistentes e muito compressíveis. . .a determinação da queda bruta disponível no local. devem ser analisadas com muito cuidado. como descrito no ítem PROJETOS DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS. levantados como especificado no Capítulo 5. em princípio. em função de sua alta permeabilidade. Fundações permeáveis.como.a elaboração da base cartográfica em escala adequada ao desenvolvimento do projeto. Os maciços rochosos muito fraturados.a caracterização completa dos materiais naturais de construção disponíveis nas jazidas mais próximas do sítio do empreendimento. As áreas com turfa ou argila escura. .a definição dos projetos de escavação e tratamento das fundações. o tratamento da fundação deve prever a execução de cortinas de injeção de calda de cimento.CAPÍTULO 6 . cascalho e rocha) deverão existir em quantidade e com a qualidade requerida.locação dos furos de sondagem. se for necessário. Em princípio. o que significa dizer que o projeto deverá ser adaptado aos mesmos.

Kc. O índice de compacidade é uma medida do grau de irregularidade da bacia. O índice de conformação ou fator de forma. onde: P A perímetro da bacia. conceito de caráter um tanto subjetivo e que também depende da experiência do profissional em hidrologia. perímetro. e expressa. Desde que outros fatores não interfiram. área de drenagem da bacia. desde a foz até a cabeceira mais distante.0. conseqüentemente. em plantas de localização. • Perímetro É o comprimento linear do contorno do limite da bacia. O índice ou coeficiente de compacidade. As principais características fisiográficas são descritas a seguir. em km.HIDROLÓGICOS CARACTERIZAÇÃO FISIOGRÁFICA DA BACIA Vários aspectos fisiográficos da bacia.28 P A . medido ao longo do curso d'água principal. já que para uma bacia circular ideal ele é igual a 1. forma. auxiliam na interpretação dos resultados dos estudos hidrológicos e permitem estabelecer relações e comparações com outras bacias conhecidas. tais como área. densidade de drenagem. cobertura vegetal. é a relação entre a área da bacia hidrográfica e o quadrado de seu comprimento axial. É obtida através de planimetria clássica ou processos computacionais. declividade do rio. é a relação entre o perímetro da bacia e a circunferência de um círculo de área igual à da bacia. quanto mais próximo da unidade for o índice de compacidade maior será a potencialidade de ocorrência de picos elevados de enchentes. ou seja: K c = 0. Esses aspectos têm influência direta no comportamento hidrometeorológico da bacia em estudo e. tempo de concentração. uso. A comparação dessas características e relações é um importante subsídio para a definição de “regiões hidrologicamente homogêneas”. • Forma da Bacia Para a caracterização da forma de uma bacia são utilizados índices que buscam associála com formas geométricas conhecidas. próxima do divisor de águas da bacia. em km2. ocupação e relevo. comumente. . Kf. em km2 ou ha. no regime fluvial e sedimentológico do curso d’água principal. • Área de Drenagem A área de drenagem de uma bacia é a projeção em um plano horizontal da superfície contida entre seus divisores topográficos. expresso geralmente em km.

reduzindo a eficiência de drenagem. Diz-se que essas bacias são bem drenadas. pode vir a provocar um efeito de represamento. em m. para bacias de mesmo tamanho. • Densidade de Drenagem A densidade de drenagem. se numa bacia houver um número grande de tributários. maior será a velocidade de escoamento e mais pronunciados e estreitos serão os hidrogramas das enchentes. O índice de conformação relaciona a forma da bacia com um retângulo. tal que a densidade de drenagem seja superior a 3. ou seja. Dd = LT A . a drenagem é considerada pobre. o deflúvio atingirá rapidamente o curso d'água principal e haverá. Desde que outros fatores não interfiram. área de drenagem da bacia. em km2. Este índice não considera a capacidade de vazão dos cursos d’água que. em m/km. a possibilidade de ocorrência de chuvas intensas cobrindo. no caso de ser insuficiente. da maior ou menor velocidade com que a água deixa a bacia hidrográfica.5 km/km2. onde: declividade média. S= H L . em km. . é a relação entre o comprimento total dos cursos d'água de uma bacia e a sua área total. onde: L A comprimento axial da bacia. S H diferença entre cotas do ponto mais afastado e o considerado. Este índice fornece uma indicação da eficiência da drenagem. área de drenagem da bacia. será menos sujeita a enchentes aquela que possuir menor fator de forma. Numa bacia estreita e longa. provavelmente. em km2. ou comprimento total do curso d’água principal. ao mesmo tempo. Quando este índice for da ordem de 0. toda sua extensão. • Declividade do Rio A velocidade de escoamento de um rio depende da declividade dos canais fluviais. Desta forma. Foi considerada para este Manual a declividade média.Então: Kf = A L2 . obtida dividindo-se o desnível entre a nascente e a foz pela extensão total do curso d'água principal. onde: LT A comprimento total dos cursos d'água da bacia.5 km/km2. é menor que em bacias largas e curtas. Quanto maior a declividade. Dd. em km. picos de enchentes altos e deflúvios de estiagem baixos.

Para o cálculo do tempo de concentração da bacia envoltória ao empreendimento. diferença entre cotas do ponto mais afastado e o considerado. em m. é o tempo em que a gota que se precipita no ponto mais distante da seção transversal considerada de uma bacia. onde: tempo de concentração. recomenda-se a adoção da fórmula do Soil Conservation Service: ⎛ L3 t c = 0. ou. leva para atingir essa seção. em km. comprimento total do curso d’água principal. em horas.L • comprimento axial da bacia.95 ⋅ ⎜ ⎜H ⎝ tc H L ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . ou seja. Tempo de Concentração O tempo de concentração mede o tempo necessário para que toda a bacia contribua para o escoamento superficial numa seção considerada. . comprimento axial da bacia. ou comprimento total do curso d’água principal. em m. 385 .

a curva-chave deve ser extrapolada no seu ramo superior. Método logarítmico: método simples. O método apresenta a . A determinação de ho é feita graficamente por tentativas sucessivas até se obter o melhor alinhamento possível. o valor de ho é positivo. Como esta é a faixa de interesse para o dimensionamento das obras hidráulicas. determinadas para o local. em caso contrário ele será negativo. Os métodos de extrapolação mais simplificados são descritos a seguir. Se a convexidade da curva for orientada para as vazões. em m. quando ocorrem as cheias. Desta forma. procura-se determinar o valor de ho que retifica a curva. a curva-chave é uma representação gráfica desta relação. Método de Stevens: a aplicação é adequada em rios largos. O termo extrapolar significa complementar o traçado da função Q(h) para os intervalos de leituras observadas em que as descargas não foram medidas. de poucas medições em leituras altas. elaborada a partir dos resultados das medições hidrométricas e apoiada na análise dos parâmetros do escoamento.(h − ho ) . ajusta-se uma curva que deve ser monotonamente crescente. Se o conjunto de pontos de medição apresentar uma curvatura. em m3/s. Ela poderá ainda apresentar pontos de inflexão no caso de ocorrer uma mudança de controle ou uma mudança súbita na seção transversal. em m. aplicável em rios com seção transversal muito regular e com um único controle. é necessário o conhecimento do comportamento dos parâmetros geométricos e hidráulicos nesses intervalos de cotas. onde o trecho a extrapolar se ajusta a partir da equação da reta: log Q = log(a) + b ⋅ log(h − ho ) No caso de se constatar graficamente um alinhamento dos pontos. nula. Para tanto. a e b constantes. As medições devem ser plotadas em papel di-log. onde: b Q vazão líquida. sem singularidades e com concavidade voltada para cima. • Extrapolação da curva-chave A relação leitura x descarga deve ser definida em todo o intervalo de variação das leituras de régua. onde o raio hidráulico pode ser considerado igual à profundidade média do escoamento. Dispõe-se.CURVA-CHAVE A relação que existe entre a descarga medida e a leitura simultânea de régua é uma função que envolve características geométricas e hidráulicas da seção de medições e do trecho do curso d’água considerado. h ho leitura de régua correspondente à vazão Q. Aos pares de valores leitura e vazão. geralmente. A equação que melhor expressa esta relação é do tipo: Q = a. leitura de régua correspondente à vazão Qo. o valor de ho é nulo.

. ( ) Sugere-se a publicação do Ministério das Minas e Energia MME/DNAEE. fator de declividade. Além disto. apresenta-se o manual do programa GRAFCHAV.1989”. traçada a partir das medições disponíveis. A função Q = f A R pode então ser representada por uma reta que passa pela origem.fórmula de Chézy separada nos fatores geométrico e de declividade: Q = C ⋅ A⋅ R ⋅ I Q A R Q A R =C I . “Hidrologia Curva-Chave .Análise e Traçado . os dois termos da equação variam muito pouco. também disponível em meio magnético. A Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial da CPRM gentilmente cedeu uma versão preliminar do programa. podendo ser considerados constantes. onde: fator geométrico. como referência de consulta (ver “REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS”). no ítem “PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA”. Essa reta. pode ser prolongada até o valor do fator geométrico correspondente à cota máxima observada.CPRM. C I Nos limites da aplicação da fórmula de Chézy. Este programa foi desenvolvido pelo Laboratório de Hidrologia da COPPE/UFRJ num convênio com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais .

Caso as séries existentes tenham registros inferiores ao mínimo desejado. onde: . sugere-se a adoção das séries de vazões médias mensais disponíveis no Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro .eletrobras. em m3/s. se possível. em m3/s. junto à ANEEL (http://www. vazão do posto existente. limitada à diferença entre áreas de 3 a 4 vezes. poderá ser necessária a geração de uma série histórica de vazões médias diárias. a verificação. sejam efetuadas leituras de réguas durante. a série de vazões será gerada aplicando-se a curva-chave do local em estudo. vazão do local do aproveitamento. fichas de inspeção das estações fluviométricas. a defasagem no tempo. para possíveis correlações e extensão dos históricos. conforme descrito no final do item "ESTUDOS DE VAZÕES EXTREMAS". Recomenda-se.aneel. além dos dados básicos como séries de cotas limnimétricas. Se a distância entre as réguas for muito grande. recomenda-se a elaboração de um estudo de regionalização.SIPOT da ELETROBRÁS (www. em km2. da existência de séries de descargas consistidas. A equação de correlação é definida por: Q1 = A1 A2 Q1 Q2 A1 ⋅ Q2 A2 . por correlação direta entre áreas de drenagem. A correlação entre níveis d’água são equações do tipo: NA1 = a ⋅ NA2 + b . As séries históricas deverão possuir pelo menos 25 anos de registro. iniciada na fase de Avaliação Expedita. para dúvidas. por exemplo: reservatórios com pequena regularização em nível diário. Caso a diferença entre áreas seja superior a 4 vezes. também. usinas especializadas em operar em ponta. pode-se gerar uma série de níveis d’água diários. o período crítico do Sistema Interligado Brasileiro.SÉRIES DE VAZÕES MÉDIAS MENSAIS Deverá ser estabelecida para o local do aproveitamento uma série de vazões médias mensais derivada de uma série histórica de um posto localizado no mesmo curso d’água ou na mesma bacia. medições de descargas. onde: área de drenagem do local do aproveitamento.br/).gov. em km2. de forma a permitir a correlação desses níveis com os níveis d’água de postos existentes no mesmo curso d’água. pelo menos. como. etc. Em algumas situações. que possui série de dados a partir de 1931. ou seja. um ciclo hidrológico. sugere-se que. vazões de restrição para operação. revisão e aprofundamento dos estudos de consistência e homogeneização dos dados fluviométricos. Nesta situação.gov. alerta-se para o fato de que melhores correlações poderão ser obtidas considerando-se os tempos de concentração de cada uma das seções. área de drenagem do posto existente. A partir da correlação definida.br). a partir do posto hidrométrico implantado no local. compreendendo.

. nível d’água no posto existente. em m. constantes da reta. em m.NA1 NA2 aeb nível d’água no local de interesse.

CURVAS DE DURAÇÃO/PERMANÊNCIA

A curva de permanência relaciona a vazão ou nível d’água de um rio com a sua probabilidade de ocorrerem valores iguais ou superiores. Ela pode ser estabelecida com base em valores diários, semanais ou mensais para todo o período da série histórica disponível, ou ainda, se necessário, para cada mês do ano. Essas curvas permitirão a identificação de valores característicos de níveis ou vazões associados a diferentes probabilidades de permanência no tempo, importantes para estudos de enchimento de reservatórios, operação da usina e, em alguns casos, para o estudo do desvio do rio e estudos energéticos, dentre outros. O procedimento para determinação da curva de permanência deverá ser o empírico, que preconiza o estabelecimento de intervalos de classe de vazões ou níveis d’água. Esses intervalos podem ser definidos de acordo com a magnitude das vazões ou níveis d’água, procurando ter uma quantidade razoável de valores que caiam em cada intervalo. Para o cálculo da amplitude, sugere-se a seguinte equação:
d= Qmax − Qmin (Nc − 1) , onde:

d Qmax

amplitude de cada intervalo, em m3/s; vazão máxima da série, em m3/s;

Qmin vazão mínima da série, em m3/s; Nc número de intervalos de classe, calculado por:

Nc = 1 + 3,3 ⋅ ln(n )
n ln número de dados da amostra; logaritmo natural. Definida a amplitude, a freqüência, f i , de cada classe é obtida contando o número de vazões da série que caem no intervalo. Acumulando os valores de f i no sentido da maior vazão para a menor, obtêm-se os valores d i de permanência. A probabilidade, Pi, em porcentagem, de uma vazão Q ser igual ou maior que Qi é:

Pi =

di ⋅ 100 , onde: Nv
é o número total de valores, ou,

Nv

∑f

i

.

Do resultado deste procedimento é elaborada uma curva relacionando a vazão, em m3/s, com o tempo, em %, conforme pode se observar na Figura 1.

DESCARGAS DIÁRIAS MÉDIAS (m3/s)

Qmédia Q50

CURVA DE FREQUÊNCIA ACUMULADA OU CURVA DE PERMANÊNCIA

Q95

25

50 TEMPO (%)

75

95

100

Figura 1 - Curva de Permanência de Vazões no Tempo Desta curva podem ser obtidos os valores de permanência de vazões no tempo. Dentre estes, destacam-se as seguintes vazões características: Q(5%), Q(50%), Q(90%) e Q(95%). • Regionalização da curva de permanência

No caso da impossibilidade da geração de série de vazões para o local do aproveitamento, sejam diárias ou mensais, sugere-se a regionalização dos valores característicos de porcentagem do tempo, a partir de postos situados no mesmo curso d’água ou em bacias circunvizinhas hidrologicamente homogêneas, conforme metodologia descrita ao final do item "ESTUDOS DE VAZÕES EXTREMAS".

ESTUDOS DE VAZÕES EXTREMAS

Os estudos de vazões extremas devem ser realizados conforme a disponibilidade de dados na bacia e na região do aproveitamento. Desta forma, existirão duas possibilidades de ocorrência: o local dispõe de uma série de vazões médias diárias ou o local não dispõe de dados diários. Na eventualidade do aproveitamento se situar no segundo caso, os eventos extremos poderão ser gerados a partir de: regionalização através de valores extremos calculados para bacias circunvizinhas ou utilização de hidrograma sintético do Soil Conservation Service. Aproveitamento Dispõe de Série de Vazões Médias Diárias A análise de freqüência de cheias tem como objetivo estabelecer a relação entre os valores de vazões máximas e os tempos de retorno ou de recorrência a elas associados. Esta análise baseia-se no exame probabilístico dos máximos registros fluviométricos anuais. Desta forma, a cada ano está associado um máximo anual resultando num conjunto { y1, y2, ..., yn }, que pode ser interpretado como sendo uma amostra de variável aleatória Y, máxima vazão anual.
1 Assim, o problema será o de determinar o valor de xT tal que P[Y > xT] = T , onde xT é a vazão correspondente a um período de retorno em anos (T). Para tanto, é necessário ajustar uma distribuição de probabilidades à amostra {y1, y2, ..., yn}, o que permitirá a definição de xT, para qualquer T.

• Seleção da Distribuição de Probabilidades Para a definição das cheias de projeto, serão utilizadas duas distribuições: exponencial de dois parâmetros (estimada pelo método dos momentos), sempre que a assimetria da amostra for superior a 1,5, e Gumbel (extremos do tipo I), para assimetrias amostrais inferiores a 1,5. • Estimação dos Quantis Seja X uma variável aleatória da qual se tem n observações. Define-se:
x= 1 n ⋅ ∑ xi n i =1

n 2⎤ ⎡ 1 s=⎢ ⋅ ∑ xi − x ⎥ ⎣ n − 1 i =1 ⎦

(

)

0,5

⎛ n ⎜ ∑ ( x i − x) 3 n ⋅ ⎜ i =1 3 g= (n − 1) ⋅ (n − 2 ) ⎜ s ⎜ ⎝

⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠

como estimadores da média, desvio-padrão e assimetria, respectivamente. O quantil de projeto xT, para as duas distribuições, associado ao período de retorno T, e 1 P (Y ≤ xT ) = 1 − P(Y > xT ) = 1 − portanto com a probabilidade (p) de não ser excedido de T é calculado através das seguintes equações: exponencial de dois parâmetros:
⎛1⎞ xT = x o − β ⋅ ln⋅ ⎜ ⎟ ⎝ T ⎠ , onde:

xo = x − s
β=s

x o e β são os parâmetros da distribuição. Gumbel:

⎛ ⎛ 1 ⎞⎞⎞ ⎛ xT = μ − α ⋅ ⎜ ln⋅ ⎜ − ln⋅ ⎜1 − ⎟ ⎟ ⎟ ⎟ ⎜ ⎜ ⎝ T ⎠ ⎠ ⎟ , onde: ⎠ ⎝ ⎝
α = 0,78 ⋅ s

μ = x − 0,577 ⋅ α

α e μ são os parâmetros da distribuição.
• Roteiro de Cálculo

De posse da série de vazões médias diárias, seleciona-se o maior valor ocorrido anualmente. Da série estabelecida de máximos anuais calcula-se a média, o desvio-padrão e assimetria. Da análise do valor da assimetria escolhe-se a distribuição, Gumbel ou Exponencial, e definem-se as vazões de projeto. O Anexo 1 apresenta o manual do programa QMáximas, acompanhado de um exemplo numérico, desenvolvido em ambiente Windows e também disponível em meio magnético. Aproveitamento Não Dispõe de Série de Vazões Médias Diárias

Regionalização dos Valores Extremos Em virtude da escassez de dados no local/bacia de interesse, por vezes, opta-se por

adotar uma curva regional que abranja os valores extremos, ou outros de interesse, tais como vazões médias, Q(95%), Q(50%), etc., calculados em bacias circunvizinhas ou em postos situados na mesma bacia, e transferir, a partir dessa curva, os valores de vazões extremas ou de interesse para o local em estudo. A partir de valores estimados de vazões para locais onde existam dados, determinam-se as curvas de regressão dessas variáveis, relacionadas com as respectivas áreas de drenagem. As curvas encontradas são definidas por expressão do tipo:

q t = a ⋅ ( A) , onde:
b

aeb qt

coeficientes; vazão específica, em l/s.km2;

t A

vazão para o tempo de recorrência (T) ou de interesse, tais como vazões médias, Q (95%), Q(50%), etc.;

área de drenagem de cada local/posto, em km2. A análise da qualidade do ajuste da correlação calculada se dará pela avaliação do coeficiente de determinação, r2. Este coeficiente indica o grau de ajuste entre a variável dependente, vazão, com a independente, área de drenagem. Quanto mais próximo for o valor de r2 da unidade, melhor será o grau de ajustamento dos pontos à curva definida. Para consulta, sugere-se a publicação da ELETROBRÁS - “Metodologia para Regionalização de Vazões - 1985”. No ítem “PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA” apresenta-se o programa REGIONALIZAÇÃO, desenvolvido em ambiente Windows e também disponível em meio magnético, com exemplo de aplicação prática. • Hidrograma Sintético Triangular

Caso o aproveitamento esteja inserido em uma bacia que não dispõe de dados ou que os mesmos sejam escassos e exista dificuldade em se conseguirem dados de bacias circunvizinhas, os eventos extremos podem ser calculados a partir da aplicação de um hidrograma sintético. Hidrograma é o gráfico que relaciona a vazão com o tempo, ou seja, a partir de um volume de água precipitado (chuva) pode-se conhecer o volume de água escoado superficialmente (vazão) no tempo. O Soil Conservation Service, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, apresentou uma formulação que define um hidrograma sintético, de forma triangular, com inclinação tal que a área do hidrograma corresponda ao deflúvio (volume escoado superficialmente) da bacia. A Figura 1, a seguir, apresenta a forma do hidrograma unitário triangular (HUT), bem como os parâmetros que o caracterizam.

tc tp ta tb qp D A

tempo de concentração da bacia, em horas; tempo de retardamento da bacia ou tempo decorrido entre o centro de gravidade da chuva até o pico do HUT, em horas; tempo de ascensão do HUT, em horas; tempo de base ou duração do HUT, em horas; vazão máxima ou pico do HUT, em m3/s.mm; duração da chuva unitária, em horas; área da bacia, em km2.

Como na maioria dos casos a chuva é definida em um local ou posto, deve-se distribuí-la uniformemente por toda a bacia. Para o seu cálculo, sugere-se a adoção das equações de chuvas intensas definidas pelo Engo Otto Pfafstetter em seu livro “Chuvas Intensas no Brasil”. A transformação da chuva pontual em distribuída é possível através da aplicação da seguinte expressão: P = Po . (1-W. log _A_ ) Ao onde: P Po A Ao W chuva distribuída, em mm; chuva pontual, em mm; área da bacia em estudo, em km2; área da bacia, em km2, para a qual se tem P = Po; fator de correlação.

De modo geral, Ao = 25 km2 e W, segundo Taborga, para o Brasil é igual a 0,10. Efetuando-se as devidas substituições, a equação pode ser assim reescrita:

A⎞ ⎛ P = Po ⋅ ⎜1 − 0,10 ⋅ log ⎟ 25 ⎠ ⎝

Definida a chuva distribuída, é necessária a caracterização da capacidade de infiltração do solo, da cobertura vegetal e do tipo de ocupação da bacia onde se insere o aproveitamento em estudo. Este parâmetro é definido por:
⎞ ⎛ 1000 S = 25,4 ⋅ ⎜ − 10 ⎟ ⎠ , onde: ⎝ CN

S CN

retenção potencial do solo, em mm; complexo solo-vegetação, ou “curve number”, função do tipo de ocupação da bacia, cujos valores são tabelados.

Para a construção do hidrograma, falta definir a precipitação efetiva, que representa a parcela da chuva que gera o escoamento superficial. A precipitação efetiva, Pe, é função da chuva distribuída e do valor de S e é definida pela seguinte equação:

(P − 0,2 ⋅ S )2 Pe =
P + 0,8 ⋅ S
Pe = 0,0

para P > 0,2.S para P < 0,2.S

⎯⎯⎯⎯⎯→

No Anexo 1 apresenta-se o programa HUT, desenvolvido em ambiente Windows e também disponível em meio magnético, com exemplo de aplicação prática.

RISCO

Uma vez definidas as vazões de cheias associadas a diversos tempos de recorrência (T), deverão ser avaliados os riscos a serem adotados nos projetos das obras de desvio e do vertedouro da PCH. Os riscos podem ser calculados por:
1⎞ ⎛ r = 1 − ⎜1 − ⎟ ⎝ T ⎠ , onde:
n

r T

probabilidade ou risco de ocorrência, pelo menos uma vez, da cheia adotada; tempo de recorrência, em anos; tempo de duração da obra, em anos.

n

As Tabelas 1 e 2, a seguir, apresentam os valores recomendados a serem adotados para tempos de recorrência e riscos. Tabela 1 – Desvio do Rio durante a Construção

Tempo de Recorrência (T – anos) 10 20 25 50

Duração da Obra ( n – anos) 1 2 1 2

Risco (r - %) 10 10 4 4

Caso

Geral Geral Perigo de danos sérios a jusante Perigo de danos sérios a jusante

Tabela 2 – Projeto das Estruturas EXTRAVASORAS Tempo de recorrência (T – anos) 500 1.000 10.000 Vida Útil da Usina ( n – anos) 50 50 50 Risco (r - %) 9,5 4,9 0,5 Caso

Geral Perigo de sérios danos materiais a jusante Perigo de danos humanos a jusante.

Em geral, recomenda-se a adoção do tempo de recorrência de 500 anos para o caso de estruturas galgáveis, ou seja, de concreto. Para outras situações, como por exemplo barragem de terra, admite-se um tempo de recorrência maior, ou seja, de 1.000 anos, no mínimo.

VAZÕES MÍNIMAS
A vazão mínima a jusante deve ser definida a partir de estudos ambientais, principalmente nas PCHS que adotem arranjos do tipo derivação, ou seja, com desvios das vazões naturais através de canal, túnel ou conduto para uma Casa de Força a jusante do local do barramento, reduzindo substancialmente o afluxo de água no trecho de rio compreendido entre essas duas estruturas. Como balizamento, poderá ser adotado o menor valor entre 50% da vazão de 95% de permanência no tempo e 80% da vazão de abastecimento, Q7,10, que representa a menor média em sete dias consecutivos com recorrência de 10 anos. Seu valor definitivo deverá ser definido com os órgãos ambientais envolvidos, a partir de critérios estabelecidos caso a caso.

No ítem “PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA” apresenta-se o programa para cálculo das vazões mínimas Q7,10 desenvolvido em ambiente Windows e disponível em meio magnético. Este programa foi desenvolvido pela Divisão de Hidrologia da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM, que gentilmente cedeu uma primeira versão do programa. Além disto, recomenda-se como bibliografia a publicação “Quantificação de Vazão em Pequenas Bacias com Carência de Dados Fluviométricos” de Geraldo Lopes da Silveira, tese de doutorado, IPH/UFRS, 1997.

Os dados sedimentométricos. dando início a um processo de assoreamento. Essa equação permitirá obter uma série de valores de descarga sólida a partir da série de vazões líquidas obtidas no estudo hidrológico. devido à desaceleração da corrente líquida ocasionada pela presença do reservatório. em m3/s. Os diversos valores da descarga sólida total deverão ser plotados em papel di-log. de maior granulometria. O valor médio anual. como areia. os reservatórios têm. normalmente medidos no país. permanecendo no lago o sedimento grosso. a fim de que seja possível a caracterização do comportamento hidráulico e sedimentológico do curso d’água. uma vez que a maior parte da descarga em suspensão sai pelas estruturas extravasoras e/ou circuito hidráulico de geração. Q ST . pouco volume e. • Análise dos dados sedimentométricos Os dados coletados e os resultados das medições de descarga sólida realizadas no local do aproveitamento deverão ser objeto de uma criteriosa análise. corresponde ao . no caso da inexistência de dados. uma vez que este processo se inicia nas suas bordas reduzindo o já pequeno volume d’água existente. É de primordial importância a consideração da descarga sólida do leito nos pequenos reservatórios. A equação que melhor representa este ajuste é do tipo: Q ST = a ⋅ Q n . o ajuste de duas curvas. A construção de um barramento sempre altera o equilíbrio hidráulico-sedimentológico de um curso d’água.AVALIAÇÃO SEDIMENTOLÓGICA Em PCH. de modo geral. o que também pode ser feito em planilha EXCEL. não sendo suficientemente adequados para a avaliação do assoreamento de pequenos reservatórios. é necessária a determinação da descarga de fundo ou do material do leito para ser somada à descarga em suspensão e obter-se a descarga sólida total. se referem à descarga em suspensão. Desta forma. pode-se estimar a descarga sólida de fundo como sendo de 10 a 20% do valor da descarga sólida total. pequena capacidade de regularização. Numa avaliação preliminar. constantes. onde: Q ST aen Q descarga sólida total. em t/dia. conseqüentemente. vazão líquida. Deverá se buscar. em t/dia. os aspectos sedimentológicos se revestem de grande importância. sendo uma para a faixa de estiagem e outra para períodos de cheias. sempre que possível. Assim.

no caso de pequenos reservatórios. em t/ano. quando comparados com o volume total do reservatório. ao local em estudo. Esta análise deverá permitir a estimativa do aporte anual de sólidos.controle da produção de sedimentos pela bacia de drenagem ao local do aproveitamento. Na bibliografia consultada existem duas versões da curva. DST . eficiência de retenção. no local de transição do regime fluvial para de reservatório. ou seja: D ST = QST ⋅ 365 Outras formas de cálculo devem ser verificadas na bibliografia especializada disponível. quando houver. deflúvio sólido médio.vida útil do reservatório. onde: S DST volume de sedimentos. através da distribuição de sedimentos. e. indicada no final deste item. deverão ser previstos estudos de: . será necessário verificar o tempo de assoreamento até a soleira da tomada d’água. O volume de assoreamento em um ano pode ser calculado pela seguinte expressão: S= D ST ⋅ E r γ ap . que fornece a eficiência de saída de sedimento do reservatório. adimensional. Para cursos d’água com significativa produção de sedimentos ou. peso específico aparente. . deverão ser desenvolvidos estudos para avaliação da deposição de sedimentos no reservatório e da sua vida útil. em t/ano. em t/m3. o que necessita cuidados. estando disponível nos manuais de inventário. Er γ ap A eficiência de retenção pode ser obtida da curva de Brune para reservatórios de médio e grande portes. Para pequeno reservatório utiliza-se a curva de Churchill.avaliação da sobrelevação do nível d’água provocada pela deposição de sedimentos. Quando esta estimativa indicar valores excessivos. delta. • Estudo de vida útil do reservatório A partir da caracterização do transporte sólido. .valor a ser adotado para avaliação do assoreamento. O deflúvio sólido anual. . A presente curva foi obtida de Morris/Fan (1997). bem como a evolução do depósito no volume útil. viabilidade e projeto básico da Eletrobrás. é obtido multiplicando-se Q ST pelo número de dias do ano. em m3/ano. Figura 1.

vazão média afluente. em m3/s.reservatório Q 2 L .no.1 a 1. onde: IS VT Q índice de sedimentação. A curva apresentada na Figura 1 utiliza-se pelo cálculo do Índice de Sedimentação. em m3.média. L Entrando na curva de Churchill com o valor numérico acima. As curvas apresentadas por ICOLD (1989) e Annandale (1987) têm dados de entrada diferentes. 1977) .5 t/m3.retenção V2 = T Velocidade. Figura 1 . O peso específico aparente do sedimento depositado pode ser calculado de acordo com a orientação da bibliografia no ítem “REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS” ou arbitrado entre 1. bem como as coordenadas. comprimento do reservatório.Strand (1974) e Vanoni (1977). volume total do reservatório. IS. em m. pela seguinte expressão: IS = Período.Retenção de sedimentos no reservatório de acordo com Churchill (Vanoni. para depósitos argiloso-siltosos a arenosos. tem-se a % de sedimento que sai do reservatório. Por diferença de 100% obtêm-se a eficiência de retenção que deve ser expressa em fração.de.

referência “Design of Small Dams” Bureau of Reclamation. volume total do reservatório. 1994). ou vida útil do reservatório. mesmo com o assoreamento do reservatório preservar-se-á a tomada d’água. a formação do reservatório exige um estudo adequado do controle de sedimentos. para diversos tempos de recorrência. em anos. As pequenas barragens devem dispor de descarregador de fundo posicionado próximo à tomada d’água. visando a proteção dos equipamentos contra abrasão. principalmente em épocas chuvosas. conforme os riscos de inundação para montante que se pretenda avaliar. ou seja. Previsão para programas de controle de erosão na bacia contribuinte é também desejável. O controle do aumento do delta. • Controle de sedimentos Normalmente. no extremo montante do reservatório. Esse controle abrange desde o planejamento do plantio de vegetação ciliar para proteção das margens do reservatório e contenção do transporte lateral de sedimentos pelas enxurradas. tais como desarenador e/ou outros dispositivos. deve-se procurar ver a taxa de aumento de transporte de sedimentos no curso d’água através de curvas de massa (consultar Carvalho. em m3/ano. . se os solos da bacia estiverem sujeitos à agricultura ou a outras ações antrópicas. Desta forma. Caso se disponha de dados sedimentométricos de cinco anos ou mais. • Sobrelevação do nível d’água por formação de delta Para o cálculo da sobrelevação do nível d’água. operando-se adequadamente o descarregador. deverão ser seguidos os procedimentos clássicos para determinação da linha de remanso. caso se espere um aumento do transporte de sedimentos com o tempo. em m3. utiliza-se a seguinte expressão: T= VT S . S É recomendável que a vida útil do reservatório seja pelo menos igual à vida útil do empreendimento. deverá ser feito através de dragagens. Para o cálculo do tempo de assoreamento.O valor de DST deverá ser multiplicado por dois. volume total de sedimentos. onde: T VT tempo de assoreamento. Poderá ser também necessária a previsão de custos de operação adicionais para dragagem de material depositado junto à tomada d’água. Caso o valor seja inferior deverão ser adotadas medidas preventivas de controle de sedimentos ou alterações no arranjo geral do barramento. até projetos especiais de obras de engenharia.

AMBIENTAIS Os estudos ambientais são detalhadamente apresentados no ítem “ESTUDOS AMBIENTAIS” destas Diretrizes e abrangem.Levantamentos e Estudos. conforme Resolução CONAMA 237/97. provocando abrasão. . caracterizando os tipos de estudos que devem ser realizados.Legislação Aplicável incluindo o Processo de Licenciamento. máquinas e estruturas. . . Os dados sobre a geologia. basicamente: .Custos Ambientais.Introdução. de Newton de Oliveira Carvalho.1994”. sedimentologia. em nível de relatórios simplificados ou em nível de EIA (Estudo de Impacto Ambiental). hidrologia. com levantamentos e análises a partir das quais se pode decidir pela continuação ou não do projeto. Sugere-se para consulta o livro “Hidrossedimentologia Prática .Se a usina tiver túnel ou canal de adução até a casa de força é necessário ter um desarenador adequadamente posicionado para eliminação das areias que poderiam obstruir parcialmente o canal ou afetar as turbinas. . a critério do órgão ambiental licenciador. devem ser repassados à equipe de meio ambiente para utilização nos estudos. .Estudos Preliminares. bem como sobre o arranjo geral das obras.

normalmente. em função dos aspectos topográficos e geológico-geotécnicos locais. basicamente. A adução é feita através de uma estrutura de tomada d’água. Outras alternativas de arranjo geral que pareçam atrativas. geológicos e geotécnicos do sítio. em qualquer alternativa. • Locais com Queda Natural Localizada Nesses locais. o arranjo. Em função desses aspectos. é condicionado. contempla um barramento. a montante da queda. em princípio. dois tipos de arranjo. os quais são descritos a seguir. O trecho de baixa pressão. deverá. da mesma forma. os condutos forçados e a casa de força ficam longe do barramento. tem-se. num ponto qualquer do reservatório. do tipo e comprimento da adução. A jusante do(s) conduto(s) forçado (s) posicionam-se a casa de força e o canal de fuga. normalmente. quase sempre. convencional. destaca-se que as características ambientais do local são também importantes na definição do arranjo geral do aproveitamento. onde o desnível é criado pela própria barragem. devem ser criteriosamente avaliados. O circuito hidráulico de adução. em uma das ombreiras. locais e regionais. • a vazão residual (ou sanitária) mínima a ser liberada para jusante. deve . pelos aspectos topográficos. O trecho de alta pressão é constituído por conduto(s) forçado(s). Especial atenção deve ser dedicada aos seguintes pontos: • a área de inundação. aquelas nas quais a estrutura da tomada d’água.o que não é raro. em função do desnível. em função de aspectos geomorfológicos da bacia (rio com meandros) . como. A casa de força fica. uma câmara de carga e/ou chaminé de equilíbrio. • os impactos relativos à fauna e à flora. contendo vertedouro e tomada d’água. basicamente. Além desses.ARRANJO E TIPO DAS ESTRUTURAS ALTERNATIVAS O arranjo das estruturas. ser menor que 3 km2 (Resolução 395 da ANEEL de 04/12/98) . podem ser também estudadas. em qualquer aproveitamento hidrelétrico. é composto por dois trechos. • Locais sem Queda Natural Localizada Nesses locais. sendo um de baixa pressão e outro de alta pressão. tem-se. é constituído por canal ou conduto. incorporada ao barramento e à casa de força. Entre esses dois trechos prevê-se. por exemplo. Os impactos ambientais (ver “ESTUDOS AMBIENTAIS”) devem ser mínimos. um arranjo compacto com as estruturas alinhadas e com a casa de força localizada no pé da barragem. para não inviabilizar o empreendimento. posicionada longe do barramento.

Por exemplo. se for o caso. condutos forçados ou túnel. da mesma forma. canal ou tubulação de baixa pressão. incorporado ao barramento. em função do balanceamento de materiais disponibilidade de rocha. como detalhado mais adiante no item VERTEDOURO. das áreas de empréstimo. normalmente. normalmente com seção homogênea. são suficientes para a completa definição do arranjo geral final do aproveitamento. do canteiro de obras e acampamento. também em função dos aspectos topográficos. áreas de bota-fora.ser cuidadosamente avaliada. abrigada (“indoor”) ou desabrigada (“outdoor”). mistas ou de enrocamento. de terra. A necessidade de chaminé será apresentada em detalhes no item “CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO” • Tipo de Casa de Força O tipo de casa de força. com a qualidade requerida pelo Setor Elétrico. normalmente. são utilizadas barragens de terra. ainda. • Tipo de Barragem O tipo de barragem. um perfil tipo “Creager”. • Outras Estruturas Deverão ser definidos ainda. as barragens são de terra. será definido em função das particularidades de cada sítio e de cada arranjo e. Após a definição das alternativas de arranjo geral. O circuito de adução típico das PCHS varia. enrocamento ou de concreto. nos quais os arranjos prevêem a casa de força a jusante do barramento. em função da legislação e das características de cada aproveitamento. das características dos equipamentos eletromecânicos. . sempre externa. no máximo. a solução em canal é a mais econômica. sobre o perfil e sobre o maciço rochoso do fundo do rio. Sempre que possível. com relevo suavemente ondulado. Nos locais onde o capeamento de solo é espesso. • Tipo de Circuito de Adução: tomada d’água. em cada caso. A dissipação da energia do escoamento vertente é feita. Este aspecto é particularmente importante no caso dos aproveitamentos de derivação. sem controle de comportas. para cada arranjo alternativo. A experiência na elaboração de estudos dessa natureza. a localização da subestação. varia em função dos aspectos topográficos. em “V”. geológicos e geotécnicos do local. Se o capeamento é pouco espesso. Em planícies amplas. demonstra que duas ou três alternativas. deve-se definir o tipo das estruturas componentes. pode-se utilizar uma barragem com seção mista ou de enrocamento. devem ser utilizadas barragens de concreto. geológicos e geotécnicos. • Tipo de Vertedouro/Dissipação de Energia O vertedouro é. seja das escavações obrigatórias ou de pedreiras. e os acessos à obra definitivos/existentes. nos vales muito encaixados. a jusante da estrutura. em função da disponibilidade de materiais de construção e das condições de fundação em cada local.

através de consultas aos fabricantes. com base nos quantitativos levantados. CUSTOS A metodologia e os critérios para as estimativas de custos. Os estudos de alternativas deverão ser registrados em desenhos simplificados. as estruturas deverão ser apenas pré-dimensionadas para efeito da realização dos estudos de alternativas. suficientes para a plena compreensão dos estudos e para o levantamento de quantidades. contendo plantas e cortes típicos. estão apresentados. O dimensionamento mais preciso deverá ser realizado após a seleção da alternativa final a ser detalhada (PROJETOS DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS). Os custos dos equipamentos deverão ser pesquisados no mercado. de acordo com os critérios definidos no item "CUSTOS". em detalhes. apresentado em “ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS-OPE”destas Diretrizes na forma de planilha eletrônica e disponibilizadas na versão em CD-ROM. no item “CUSTOS”. Cabe registrar que os custos unitários dos principais serviços das obras civis deverão ser levantados ou compostos. plantas de situação e de interferências. . Todas as planilhas deverão ser elaboradas de acordo com o modelo do Orçamento Padrão da ELETROBRÁS (OPE). de acordo com osprocedimentos recomendados do Setor Elétrico.Nessa fase. As estimativas de custos serão elaboradas. em função da realidade local e das particularidades de cada aproveitamento.

Usinas Não integradas. Usinas de potência menor ou igual a 30 MW. sugere-se que seja seguida. cujo objetivo principal é o de avaliar o potencial energético dela e a sua economicidade. mesmo que estejam eletricamente conectadas ao Sistema Interligado. ao empreendedor do projeto.operação otimizada. Em outras palavras. se desenvolvem Estudos de Inventário Hidrelétrico da bacia hidrográfica. indicado em estudos anteriores de inventário ou nos estudos apresentados à ANEEL quando do pedido de registro dos estudos para projeto básico da PCH. uma Energia Assegurada durante todo o seu período de concessão. objetivando a otimização do aproveitamento energético (comprovação da viabilidade técnico-econômica e ambiental do empreendimento). não fica assegurada ao empreendedor nenhuma geração complementar à efetivamente gerada no empreendimento. ou seja. As usinas integradas. contemplando. uma avaliação expedita de sua viabilidade. segundo a Resolução ANEEL no 393. Este tipo de empreendimento pode ser dividido em dois grupos: o que operará integrado ao Sistema Interligado brasileiro e o que atenderá a um mercado isolado. para o dimensionamento e a avaliação da viabilidade técnico-econômica. portanto. inclusive. Estas usinas. são consideradas Usinas Não Integradas. Em contrapartida. o despacho dessas usinas é centralizado . ou seja. porém Interligadas. a fim de fornecer subsídios à tomada de decisão de possíveis investidores para o aprofundamento dos estudos em uma determinada sub-bacia. em períodos hidrologicamente desfavoráveis estas usinas não teriam a possibilidade de usufruir do benefício da interligação elétrica com o Sistema . a operação otimizada do Sistema Interligado garante. energia essa definida por ocasião do Edital de Licitação da outorga da Concessão. a metodologia definida na publicação “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos” ELETROBRÁS / DNAEE . Para trechos de rio ou sub-bacias que apresentem apenas possibilidades de aproveitamento de seus potenciais hidrenergéticos através de PCHS. poderá ser superior à geração efetiva da usina. Portanto. de acordo com a legislação vigente. a critério do Operador Nacional do Sistema . o dimensionamento energético e o arranjo físico. para garantir o atendimento a um mercado que. o dimensionamento ótimo do aproveitamento deve ter por base os benefícios incrementais de energia firme de correntes da sua entrada em operação. Neste caso.a operação otimizada. Será definida a melhor alternativa de localização do eixo da barragem. Em fase antecedente a essa.ONS estão sujeitas às suas regras de operação. quando são avaliadas sua factibilidade e atratividade para os possíveis investidores deste tipo de empreendimento. não estão sujeitas às regras de operação do ONS . os Estudos de Inventário poderão ser feitos de forma simplificada. teoricamente um maior aproveitamento do potencial hidrelétrico local. nestas situações hidrológicas desfavoráveis. estas Diretrizes abordarão o dimensionamento econômico-energético da PCH. Quando a PCH for um empreendimento que operará de forma interligada. de 04/12/98. a menos que o empreendedor faça um acordo operativo com o Distribuidor/Comercializador local. Desta forma. o ONS garante. Em contrapartida.ESTUDOS ECONÔMICO-ENERGÉTICOS CONSIDERAÇÕES INICIAIS Os estudos de dimensionamento econômico-energético de uma PCH são desenvolvidos durante a fase de Projeto Básico. poderão ser dimensionadas . sendo esses benefícios de enrgia firme calculados para o período crítico do Sistema Interligado. como as PCHs. pois existem diversidades hidrológicas entre as diversas bacias hidrográficas que compõem o Sistema Interligado.abril de 1997.

se beneficiar da operação otimizada. DIMENSIONAMENTO ENERGÉTICO E ECONÔMICO SOB A ÓTICA ISOLADA As PCHs que operarão de forma isolada do Sistema Elétrico Interligado brasileiro podem ser subdivididas em três grupos: A) Bacia Isolada . a energia comercializável com garantia de atendimento a um determinado mercado) poderá ser aquela garantida por 95% do tempo em simulação da operação da usina com o histórico de vazões definido para o local. e o efetivamente gerado. é o valor médio de energia que a usina é capaz de gerar ao longo do período crítico do Sistema. C) Para Sistemas Isolados . muitas vezes o período crítico a que se refere esta definição deverá ser o da própria bacia. seria contratado no mercado SPOT a preços a serm cenarizados nos estudos econômico-energéticos. usinastermelétricas.a energia firme (ou melhor.Define-se como Sistema Isolado um sistema composto por usinas hidrelétricas e termelétricas. o que lhe garantiria o suprimento adicional ao efetivamente gerado em situações hidrologicamente desfavoráveis no local do empreendimento ou.neste caso. de outra forma. Como está se tratando de Sistemas Isolados. em sendo a energia da PCH totalmente utilizada para deslocamento da energia térmica já existente. Para aquelas que operarão de forma isolada sugere-se a metodologia descrita no item "DIMENSIONAMENTO ENERGÉTICO E ECONÔMICO SOB A ÓTICA ISOLADA". O dimensionamento econômico-energético de uma PCH passa pela identificação e quantificação dos benefícios energéticos. ou seja. A obtenção dos benefícios energéticos é realizada através da simulação da operação da usina. porém isolados do Sistema Interligado brasileiro. porém existindo. valorização desses benefícios e comparação com alternativas equivalentes disponíveis. No sistema brasileiro. B) Bacia Isolada com Complementação Térmica . • Energia Firme A) Para Bacias Isoladas .ótimo isolado. .Define-se como Bacia Isolada a bacia hidrográfica onde se insere a PCH para atender a um mercado isolado. calculada como se fosse uma Usina Integrada. com o histórico de vazões definido para o local do aproveitamento. B) Para Bacia Isolada com Complementação Térmica .é definida pela sua contribuição para a energia firme do Sistema. ao qual ela está inserida.como se fossem usinas elétricamente isoladas . a energia firme comercializável poderá ser a média da energia produzida pela PCH em simulação com todo o histórico das vazões existentes. admitir que a diferença entre a energia firme da usina. C) Sistemas Isolados . de forma individualizada. são três os benefícios energéticos considerados em um aproveitamento hidrelétrico. de alguma forma. também para atendimento ao mercado local isolado. a menos que o empreendedor consiga negociar um acordo operativo com o Distribuidor/Comercializador local para. operando em conjunto.Define-se como sendo Bacia Isolada com Complementação Térmica o mesmo caso anterior.

• • • • • No enfoque atual de dimensionamento. construção e operação.CRP (US$/MW/ano). com conseqüente redução dos gastos com combustível nas termelétricas. em relação à energia firme/comercializável. . • Energia Secundária . • Capacidade de Ponta Garantida . disponível nos anos de hidrologia favorável. Para os Sistemas Isolados. Vida Útil do Aproveitamento (anos).nos casos de Bacias Isoladas e Sistemas Isolados representa o excesso de geração de energia. No caso de Sistemas Hidrotérmicos com Bacias Isoladas. permitindo a operação em complementação do parque termelétrico do sistema local. estar-se-ia garantindo o atendimento ao mercado com risco de falhade 5%. o ganho de energia secundária pode ser valorizado através do custo médio de geração térmica (US$/MWh) ou através do custo de geração de cada fonte térmica cuja variação de geração esperada possa seridentificada nos resultados das simulações com e sem o projeto em pauta. se for o caso. ou seja. incluindo estudos.Nessa situação. Custo de Referência da Energia Secundária . para que se possa aplicar a metodologia de análise do custo/benefício incremental. os custos de referência representam os custos marginais de substituição dos benefícios advindos com a implementação de uma nova fonte de geração. Taxa de desconto (%). os parâmetros econômicos necessários.CRES (US$/MWh). Custo de Referência da Ponta . são: Custo de Referência da Energia . utiliza-se a capacidade de ponta garantida em 95% do tempo para a simulação da usina com o histórico de vazões disponível. ou seja. o mercado atendido estaria sendo abastecido pela Energia(Comercializável) produzida pela PCH com garantia de atendimento de 95%. utiliza-se o conceito de vida útil econômica (50 anos para as usinas hidrelétricas). representam os parâmetros de valorização econômica dos benefícios energéticos avaliados ao longo da vida útil do projeto em análise. • Parâmetros econômicos A partir da avaliação dos benefícios energéticos. Assim sendo.CRE (US$/MWh). no decorrer das análises. Normalmente. • Vida útil do aproveitamento Na análise econômica dos aproveitamentos. os benefícios advindos do projeto serão valorizados pelo custo da geração térmica substituída ou pelo custo da interligação desse Sistema ao Sistema Interligado brasileiro. no âmbito do planejamento da expansão do Setor Elétrico e nos estudos de dimensionamento sob o ponto de vista do ótimo. que é de 35 anos renováveis.representa a capacidade máxima de geração de potência do aproveitamento. que é superior ao período mínimo de concessão proposto pela Lei 9074/95 para as concessões outorgadas por licitação pública. é necessário convertê-los em valores econômicos.

o valor de referência tradicional que vinha sendo utilizado era de 10% ao ano. no entanto. . No que tange ao dimensionamento ótimo. A taxa atualmente adotada é de 12% ao ano. direcionando a política de expansão do sistema de um extremo ao outro.• Taxa de desconto Pode-se demonstrar que a taxa de desconto deverá coincidir com o custo de oportunidade do capital na situação de um mercado de capitais em equilíbrio. Em situações reais. as condições de concorrência perfeita não existem e a determinação da taxa de desconto a ser utilizada no Setor tem se constituído em matéria bastante controvertida. é a realização de análises de sensibilidade das alternativas para variações no valor da taxa de desconto. o mais adequado. tendem a ser penalizados com taxas altas que. ou seja. No caso do Setor Elétrico brasileiro. A influência da taxa de desconto é tão importante que pode condicionar totalmente o processo decisório. ao se compararem custos e benefícios decorrentes de variações incrementais em determinados parâmetros. projetos de longa maturação. aferindo-se as soluções face às possíveis alterações conjunturais que possam pressionar bastante o custo de oportunidade para captação de recursos. em função do valor adotado. cuja maturação é mais rápida. ao contrário. como as hidrelétricas. acabam por beneficiar projetos termelétricos.

. embora compatível com a economicidade a curto prazo. já que. da depleção máxima ou volume útil do reservatório. do dimensionamento da queda de projeto da turbina.estimativa do custo total da obra. conseqüentemente. Tendo em vista que já se tem uma primeira estimativa das características da usina. face às interfaces do empreendimento com o meio ambiente . caso a caso.curva cota x área x volume do reservatório.custos anuais de operação e manutenção da usina. da potência instalada e. Está ligada a um aspecto físico do projeto. Embora estes problemas estejam interrelacionados. o nível de regularização do rio.curva da cota do canal de fuga x descarga (curva-chave). Desta maneira. . em especial na definição dos níveis de operação e da depleção máxima do reservatório. . Os aspectos ambientais deverão ser cuidadosamente analisados. sob o ponto de vista técnico e econômico. de turbina. . Sob o ponto de vista puramente econômico-energético. dos principais parâmetros de dimensionamento energético. supondo que os demais já tenham sido resolvidos. para cada alternativa a ser estudada. o problema consiste no refinamento da escolha da altura final do nível d'água máximo normal do reservatório. dentre as quais pode-se citar: . A elaboração destes estudos exige o conhecimento de informações. uma vez realizada a obra. sua definição deve garantir o melhor uso dos recursos naturais da bacia dentro de uma perspectiva de médio e longo prazos. incluindo os programas de controle ambiental. eles são tratados separadamente devido à grande complexidade do problema global. .série histórica de vazões no local do aproveitamento. • Determinação do nível d'água máximo normal de operação do reservatório . o NA máximo normal de operação de um aproveitamento hidrelétrico deverá crescer até que os benefícios energéticos .rendimento .tipo de carga no circuito hidráulico de geração.Namáx. A partir de um esquema geral predefinido. incluindo os programas ambientais mitigadores e/ou compensatórios. é possível tratar-se adequadamente cada um dos problemas mencionados. não pode ser mais alterado.perda . portanto. o principal problema consiste na otimização. Esta decisão afeta a capacidade total de armazenamento e. levando em consideração as restrições ambientais e de custos. médio do conjunto turbina-gerador.DIMENSIONAMENTO DOS PARÂMETROS FÍSICO-OPERATIVOS DO PROJETO No projeto de uma PCH.

às vezes positiva e às vezes negativa. A máxima depleção operativa de um reservatório deve corresponder ao limite econômico de depleção.número de unidades a serem instaladas e. conseqüentemente. .potência a instalar na usina. ou seja. maior será a energia firme do sistema. o que vai caracterizar o nível mínimo normal desse reservatório. sua queda líquida. ou ainda. devidamente convertidos em valores econômicos. a um limite de utilização de seu volume quando operado dentro do Sistema Interligado. sejam superados pelos custos correspondentes. Entretanto. . só deve ser considerada enquanto o valor econômico dos benefícios energéticos incrementais suplantar os custos incrementais correspondentes. Estes estudos englobam a análise e determinação dos seguintes parâmetros. Geralmente. se o tempo de enchimento do volume morto (aquele abaixo do NA mínimo normal) for muito grande. implica possível necessidade de reforço nas estruturas de adução e. Este estudo é feito para os casos de PCH com regularização. de projeto. ou se verifique algum impedimento de ordem técnica ou ambiental. A redução do NA mínimo normal. pela capacidade maior de reter picos de cheias que possam ocorrer no período crítico. Determinação da depleção máxima ou volume útil do reservatório • Com a definição da capacidade máxima do reservatório. Quando proporcionar uma variação de energia firme positiva. portanto. A redução da queda diminui os ganhos de energia proporcionados pelo aumento de vazão regularizada e ainda conduz a uma perda de potência máxima da usina. quanto maior for a depleção de qualquer reservatório. mantidos constantes os demais fatores. a potência unitária. máxima e mínima. portanto. Esse aumento de energia firme pode resultar de dois efeitos: aumento da vazão média no período crítico. Ao volume d'água acumulado entre esses níveis mínimo e máximo chama-se volume útil do reservatório e o volume abaixo do nível mínimo normal chama-se volume morto. Deve-se então escolher a depleção máxima a ser utilizada. isto é. Pode-se dizer que o aumento da depleção conduz a uma variação de energia firme. tem-se por conseqüência o nível d'água máximo normal.quedas de referência. e a redução dos vertimentos. pelo acréscimo de volume útil ao volume escoado pelo rio. com o aumento da depleção máxima permitida e do volume útil. quando proporcionar uma variação da energia firme negativa. obviamente não deve ser considerada. .incrementais. isto devido ao valor da água no reservatório e a uma variação sempre negativa na potência garantida para a usina. - tipo de turbina. para cada Namáx estudado: .máxima depleção operativa do reservatório. o uso do maior volume de um reservatório reduz seu nível médio e. enquanto for verdadeira a seguinte .

CRES DC custo de referência de energia secundária (US$/MWh). CRE + DPG. turbinas. através do turbinamento de vazões que. CRE custo de referência de dimensionamento de energia (US$/MWh). Os custos de referência são aqueles previstos para a época de entrada em operação da usina. devido à redução do NA mínimo normal (MW). Ao se elevar o valor da potência instalada de um aproveitamento hidrelétrico. Desta forma. Por exemplo. escolhendo-se o NA máximo normal que maximize os benefícios. circuito hidráulico de adução.CRP + 8760. deve-se adotar. variação incremental de energia secundária. conforme definidos anteriormente. seriam vertidas. • Definição da potência instalada A definição do nível de motorização de uma PCH a ser inserida no Sistema. devido à redução do NA mínimo normal (US$/ano). onde se procura maximizar os benefícios para esse sistema. em uma dada época. ponta garantida e energia secundária. geradores. Incorre-se também em um aumento de custos. aumentam os benefícios energéticos. esses são comparados economicamente. Definidos os NAs mínimos normais para cada NA máximo normal e quantificados os benefícios correspondentes. deve-se aumentar a motorização de uma usina enquanto o valor econômico dos benefícios energéticos incrementais suplantar os custos incrementais correspondentes. enquanto for verdadeira a expressão abaixo: . resulta de uma análise econômica.expressão: 8760.CRES > DC onde: DEG DPG DES variação incremental de energia garantida / firme. devido à redução do NA mínimo normal (MW ano). CRP custo de referência de dimensionamento de ponta (US$/MW/ano). transformadores e transmissão). DES. isto é. uma potência instalada que não seja restritiva para a operação do aproveitamento. para potências menores. através de uma análise incremental na faixa de variação determinada. relacionados com o aumento do bloco da casa de força (área de montagem. pode-se adotar como valor inicial aquele definido nos estudos de inventário hidrelétrico da bacia ou na avaliação do potencial hidrelétrico do local em estudo. Para o dimensionamento dos NAs máximo normal e mínimo normal. DEG. decorrentes da motorização em pauta. variação incremental dos custos do aproveitamento. nas simulações da operação da usina. equipamentos auxiliares eletro-mecânicos. variação incremental de potência garantida. devido à redução do NA mínimo normal (MW ano).

pois. pois. A queda de referência é dimensionada para a permanência de 95% do tempo na curva de distribuição de quedas da usina. ou seja.8760. Nota-se que. a água deve ser valorizada ao máximo. em US$/ano. do nível do reservatório e do nível do canal de fuga. a queda líquida para a qual a turbina. como anteriormente definidos. nessa situação. em períodos hidrológicos desfavoráveis. ΔES. QUEDA (m) Href. A queda líquida disponível em uma usina hidrelétrica depende dos níveis d'água a montante e a jusante da usina. Entende-se por queda de referência. Este critério considera que. e ΔC passa a ser a variação incremental dos custos do aproveitamento devido ao aumento de potência instalada. máxima e mínima. Através dela. de projeto. de um modo geral. a eficiência se torna importante.CRP + 8760. para quedas abaixo dela. o dimensionamento da potência instalada é igual ao dos outros parâmetros já apresentados. a turbina deve ser capaz de fornecer a potência nominal do gerador (Figura 1). fornece a potência máxima do gerador.CRES > ΔC onde ΔEG. a alta eficiência da turbina não é fundamental.. são realizadas simulações da operação da usina. em 95% do tempo. ΔPG e ΔES. CRE + ΔPG. com abertura total do distribuidor. Durante o período de vazões altas. flexibilidade não existente nos outros parâmetros. correspondem agora a incrementos de potência instalada. A Figura 2 ilustra esta situação. Entretanto. em simulação para todo o histórico de vazões. Para o projeto das turbinas de uma usina hidrelétrica. • Dimensionamento das quedas da turbina Uma vez determinado o NA máximo normal e o deplecionamento ótimo do reservatório. 95% TEMPO (%) Figura 1 . pois. Href.Permanência de Queda no Tempo A queda de referência é também chamada de queda líquida nominal. conceitualmente. pode-se deixar provisão para instalação futura de unidades geradoras adicionais. uma diferença. Essa queda varia com a operação da usina. quatro parâmetros básicos são determinados: queda de referência. visando obter os valores característicos de quedas que são usados no dimensionamento das turbinas. Há. ΔEG. entretanto. quando existe água em abundância no sistema. se faz o chamado "Casamento Turbina-Gerador". . a turbina limita a potência máxima da usina e para quedas acima a potência fica limitada pelo gerador.

ou seja. α+1=3/2 KAPLAN: α=1/5.Casamento Turbina-Gerador Por queda de projeto entende-se ser aquela para a qual o rendimento daturbina é máximo.Q/Qn= (H/Hn)α H Hn H P/P n= (H/H n) α+1 Hn Turbina Limitando a Potência H Gerador Limitando a Potência FRANCIS. a moda da distribuição de quedas da usina. . PELTON: α=1/2.α+1=6/5 Figura 2 . obtida dasimulação da operação desta para o histórico de vazões naturais conhecido(Figura 3). A queda de projeto é dimensionada como a queda maisfreqüente.

admitindo todas as unidades operando a plena carga.PROBABILIDADES (QUEDAS) . para debater pontos relativos a: • reserva de geração. conseqüentemente. sem vertimento.planejamento de 15 anos. As quedas máximas e mínimas operativas devem ser determinadas tanto para a época de entrada em operação da usina como para o horizonte de médio prazo. engenharia. • flexibilidade operativa. No entanto. • Determinação do tipo de turbina e do número de unidades geradoras Para determinação do tipo de turbina ver item “TURBINAS HIDRÁULICAS” É difícil estabelecer um procedimento geral que permita determinar a potência unitária dos grupos geradores e.Distribuição de Quedas de uma Usina As quedas de referência e de projeto devem ser determinadas considerando o sistema de referência de médio prazo . . o número de unidades. e a obtida pela diferença entre o nível máximo do reservatório e o nível do canal de fuga para a cheia de projeto do vertedouro menos as perdas hidráulicas do circuito de geração. valendo sempre a pior condição. Por queda mínima operativa entende-se a menor queda entre a obtida pela diferença entre o nível mínimo de montante e o nível do canal de fuga (sem vertimento. • custos de construção (função das dimensões das unidades e da Casa de Força). subtraídas as perdas hidráulicas do circuito de geração.% CURVA DE FREQUÊNCIA DE QUEDAS QUEDA DE PROJETO QUEDA (m) Figura 3 . elétrica e civil. • limites físicos do arranjo. recomenda-se que seja reunida uma equipe multidisciplinar de planejamento. A queda máxima operativa é aquela obtida pela diferença entre o nível máximo normal de operação do reservatório e o nível do canal de fuga com uma unidade operando a plena carga. com todas as unidades operando com abertura total do distribuidor e subtraídas as perdas hidráulicas do circuito de geração). com o objetivo de se determinar uma potência unitária que atenda aos interesses das áreas envolvidas. • proporção entre a capacidade unitária e as dimensões do sistema elétrico.

deverá ser avaliado o engolimento mínimo (abaixo do qual a máquina deve ser desligada) de cada uma das unidades. tendo em vista que esse é o período em que a energia é mais valorizada. . Dependendo de cada tipo de turbina a ser utilizada na PCH. de forma a se compatibilizar esta capacidade de engolimento com as vazões de estiagem do curso d’água em estudo. porém.• principalmente a sua capacidade de engolimento mínimo. e • outros. deve-se alertar para o fato de que rios com forte sazonalidade hidrológica podem conduzir a uma perda de geração da energia firme importante. É comum o projetista/empreendedor de PCH ficar tentado à opção do menor número de unidades e muito freqüentemente a duas. Este critério visa aproveitar as vazões baixas do rio para geração de energia.

convencional ou compactado a rolo (CCR). a barragem tem também a função de criar o desnível necessário à produção da energia desejada.de concreto. . em seção tipo gravidade.CAPÍTULO 7 . . com a elevação do nível d’água do rio.PROJETO DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS OBRAS CIVIS BARRAGEM A barragem é a estrutura que tem a função de represar a água. No caso de locais de baixa queda. preferencialmente. visando.de enrocamento.de terra. os seguintes tipos de barragem: . . possibilitar a alimentação da tomada d’água. em seção homogênea em solo. A prática atual em projetos de aproveitamentos hidrelétricos tem adotado.

Essa estrutura. esse tipo de barragem é apropriado para locais onde a topografia se apresente suavemente ondulada. No projeto. neste capítulo. e onde existam áreas de empréstimo de materiais argilosos/arenosos suficientes para a construção do maciço compactado. a disponibilidade de materiais naturais de construção e o processo construtivo a ser utilizado. considerando-se. Correntes com alta velocidade junto ao talude da barragem no contato com o vertedouro devem ser evitadas. são aspectos que devem ser bem caracterizados. visando facilitar o transporte de materiais.as margens do reservatório devem ser estáveis. deverá possuir as seguintes características: . nas ombreiras. facilita as condições de contorno do escoamento de aproximação. ainda. como. de acordo com as recomendações para Preparo e Tratamento das Fundações apresentadas. por exemplo. o tipo de barragem é escolhido em função das características topográficas e geológico-geotécnicas do sítio. etc. Destaca-se que. se houver. como. . Seções Típicas Como citado anteriormente. como a Amazônica. e das fundações das estruturas de concreto. A correta utilização das condições topográficas na definição do posicionamento do vertedouro é importante. no que diz respeito à utilização dos materiais terrosos provenientes das escavações exigidas para a execução da obra. visando-se minimizar escorregamentos. O regime hidrológico da região. Adequabilidade do Local Um local considerado adequado para implantação de uma barragem de terra. o que é desejável. no projeto. nos vales pouco encaixados.o eixo deve ser posicionado no local mais estreito do rio. períodos chuvosos e secos. devem ser observadas as recomendações contidas no ítem “Estudos Geológicos e Geotécnicos”.BARRAGEM DE TERRA Considerações Sobre o Tipo Como descrito anteriormente no ítem “Arranjos e Tipo das Estruturas”.as fundações devem ter resistência e estanqueidade suficientes. deve ser obrigatoriamente analisado o balanceamento de materiais.áreas de empréstimo e pedreiras localizadas em cotas superiores às da barragem. além dos aspectos anteriormente citados. visando-se reduzir o volume da barragem. as do canal de adução. . quando situada fora do corpo da barragem. a intensidade das chuvas. . . a baixa produtividade dos trabalhos de compactação afeta os prazos e custos do empreendimento. mais adiante. Em regiões com alto índice de pluviosidade. por exemplo.

do “US Corps of Engineers . encontrados em diversos livros de Mecânica dos Solos. tem-se utilizado barragens com seções homogêneas em solo e de enrocamento. esses cálculos poderão ser realizados de forma simplificada. porém a estabilidade dos taludes deverá ser verificada para os casos correntes de carregamento (“Final de Construção”. Para barragens com alturas maiores que 10 m podem ser utilizados os mesmos coeficientes (inclinações). Para barragem com altura maior que 10 m. uma vez que.April 1970 .Stability of Earth and Rockfill Dams (Instruções para Estudos de Viabilidade. Para barragem com altura menor que 10 m. a metodologia consagrada de cálculo. da ELETROBRÁS /DNAEE). significará economia para o empreendimento. • Largura da Base da Barragem (b) . utilizando-se os tradicionais Ábacos de Estabilidade de Talude de Morgestern e Price. por exemplo. A borda livre é função da profundidade da água junto à barragem. como especificado no ítem “Estradas de Acesso”. cujos detalhes típicos são apresentados nas Figura 1 deste ítem e Figura 1 do ítem “BARRAGEM DE ENROCAMENTO” .0 m. • Cota da Crista A cota da crista da barragem é fixada considerando-se uma folga. utilizando-se. os valores da borda livre constam da tabela 1. a seção da barragem deve ser mista (terraenrocamento). • Inclinação dos Taludes A inclinação dos taludes da barragem é caracterizada pelo coeficiente de inclinação “m”.Em função desses aspectos. e do vento que sopra sobre a superfície da água. e dependendo de cada caso. Dimensões Básicas • Largura da Crista (a) Para todas os tipos de barragem de terra. a borda livre deve ser estimada utilizando-se os critérios do USBR (Saville / Bertram). Se a barragem for utilizada como estrada. Esse coeficiente depende do tipo de barragem. do material empregado. certamente. da extensão (L) da superfície do reservatório (“fetch”). a largura mínima será de 6. Ainda em função da altura da barragem. o qual corresponde ao nível que ocorrerá por ocasião da passagem da descarga de projeto pelo vertedouro (ver “VERTEDOURO”). que indica quantas vezes a projeção horizontal é maior que a projeção vertical. “Operação Normal” e “Esvaziamento Rápido”). acima da elevação do NA máximo normal de operação do reservatório. medida perpendicularmente ao eixo da barragem.Engineering and Design Manual EM 1110-2-1902” . denominada “borda livre”.0 m. A tabela 2 apresenta os valores usuais para os casos nos quais o material de fundação não condiciona a estabilidade do talude (as fundações são mais resistentes que os maciços compactados das barragens). a largura mínima da crista deverá ser de 3. Caso o balanceamento de materiais mostre que existe volume de rocha excedente. da altura da barragem e do material da fundação.

35 (*) Para barragem com altura > 10 m a borda livre deve ser estimada utilizando-se os critérios do USBR (Saville / Bertram).40 .ALTURA DA BORDA LIVRE (m).15 1. onde: a = largura da crista da barragem (m).00 6.A largura da base (b) é calculada em função da geometria da barragem. PARA BARRAGENS COM ALTURA ≤ 10 m (*) Profundidade da Água Junto à Barragem (m) P ≤ 6.INCLINAÇÃO DOS TALUDES (*) Material do Corpo da Barragem SOLOS ARGILOSOS Talude Montante (m1) Jusante (m2) SOLOS ARENOSOS Montante (m1) Jusante (m2) AREIAS E CASCALHOS Montante (m1) Jusante (m2) PEDRAS DE (Barragens de enrocamento) MÃO Montante (m1) Jusante (m2) Altura da Barragem .L (km) 0.00 2. como citado anteriormente.25 1.00 < H ≤ 10.00 1.00 1.00 2.00 1.00 1.00 1.05 1.50 1.00 1. utilizando-se a fórmula: b = a + (m1 + m2) H.00 < P ≤ 10.00 1.50 1.75 2.00 2.35 1.00 1.25 5.30 5.25 3.00 1.25 1.00 1.00 2.00 2.25 3.75 2.00 Extensão do Espelho d’Água do Reservatório (**) . Tabela 1 .00 1.00 0.25 2.05 3. H = altura da barragem (m). (**) Na cota do NA máximo TABELA 2 .15 4.00 2.20 1.75 2.H (m) (**) H ≤ 5. m1 = inclinação do talude de montante.50 1. m2 = inclinação do talude de jusante.

00 BARRAGEM HOMOGÊNEA (H[10m) Figura 1-a borda livre NA máx. 3 5.3h proteção com grama det. (**) Para barragens com altura > 10 m podem ser usadas as mesmas inclinações dos taludes para as barragens de terra. como descrito no item "ESTUDOS BÁSICOS .As recomendações deste item são decorrentes do tipo de fundação. desde que a estabilidade da barragem seja verificada. a pavimento flexível m2 1 H m1 h 1 aterro compactado proteção com grama filtro vertical aterro compactado dreno de pé tapete drenante det. 2 borda livre NA máx.3hm2 5.00 m1H a m2H 0.GEOLÓGICOS E GEOTÉNICOS". a pavimento flexível m2 1 H m1 h 1 aterro compactado 0. . det. 1 5. como citado anteriormente.65 (H). no mínimo.00 BARRAGEM HOMOGÊNEA (H>10m) Figura 1-b Detalhes Construtivos Principais • Preparo da Fundação e das Ombreiras . Para as barragens de enrocamento convencionais (como apresentado mais adiante) os taludes devem ter.(*) Valores usuais considerando-se que o material de fundação não condiciona a estabilidade do talude (casos nos quais as fundações são mais resistentes que os maciços compactados das barragens).3hm2 5.00 m1H a m2H 0. 3 det. uma inclinação de 1(V) : 1.

deverá ser lançada pasta de cimento sobre a brita até cobrir o seu nível. fora do canteiro de obras e do futuro reservatório. constatado nos ensaios realizados durante a execução das sondagens. mais uma faixa de 5.TRINCHEIRA EM FUNDAÇÃO MUITO PERMEÁVEL Figura 3 .Se a fundação for mais permeável que o aterro da barragem. o terreno deverá ser regularizado e compactado com trator de esteira. incluindo o desmatamento. incluindo as ombreiras. .0 m acima do nível d’água estabilizado.. -. como descrito a seguir: -. em torno do tubo. O material removido deverá ser transportado para área de “bota-fora”. ou do núcleo central no caso de seção mista.quando o aterro. o destocamento e a remoção de terra vegetal até a profundidade que for necessária. atingir o nível da brita.00 NA estabilizado camadas compactadas da barragem tubo de concreto ou cerâmica (manilha) abertura do olho d`água infiltração fundação TRATAMENTO DE OLHO D`ÁGUA NA FUNDAÇÃO Figura 2 .5 1 h b B=b+3h filtro de areia até o pé do talude de jusante nota: b>=3m DETALHE 1 . -.Após a limpeza. deverá ser limpa.5 1 material mais impermeável 1.instalar tubos de concreto ou cerâmica na posição vertical sobre a surgência. deverá ser prevista uma trincheira de vedação.A área sob a barragem. . com diâmetro superior ao olho d’água.preencher o tubo com brita até pelo menos 1. lançamento da pasta de cimento nível de lançamento da brita (final) 1. e registrar a altura que o nível d’água alcança no interior do tubo.Após a regularização do terreno.0 m para montante e para jusante. aterro compactado 1. A compactação deverá consistir de 10 (dez) passadas do trator de esteiras por toda a área da fundação. O detalhe dessa instalação é apresentado na Figura 2. eventuais surgências de água na fundação (olho d’água) deverão ser convenientemente tratadas. a seguir. cujos detalhes e dimensões são mostrados na Figura 3 a seguir.

Se o NA de jusante ultrapassar essa altura. por apiloamento. sempre que possível. a seguir. cujas dimensões mínimas são mostradas no detalhe apresentado na 4.PROTEÇÃO DO TALUDE DE MONTANTE Figura 4 O talude de jusante deverá ser protegido contra a flutuação do nível d’água de jusante (se houver) e contra a ação de chuvas.20 pedra de mão (enrocamento) 0. Espalhamento e Compactação . . rebocado por trator de esteiras. Os detalhes dessa proteção são mostrados na Figura 5. o talude deverá ser protegido.40 0. A proteção deverá ser igual a do talude de montante até uma altura mínima de h/3. sendo h a profundidade de água do reservatório. através do plantio de grama. . Evidentemente. .20 nota: dimensões em metro DETALHE 2 . As faixas compactadas paralelas deverão ter uma superposição mínima de 20% da largura da faixa. com trator de esteira equipado com lâmina ou motoniveladora. em camadas de 20 cm de espessura.A compactação deverá ser realizada através de 6 (seis) passadas de rolo compactador de 4 toneladas. medida normalmente ao talude. A proteção deverá ser executada com materiais granulares.• Lançamento. rocha proveniente das escavações obrigatórias ou cascalho. o diâmetro de cada material deverá ser menor que a espessura da camada. se disponível na região. Acima dessa altura. a compactação deverá ser realizada utilizando-se placas vibratórias (sapos mecânicos) ou manualmente.O material da barragem deverá ser lançado com caminhão basculante e espalhado. Essa proteção deverá ser executada acompanhando o alteamento do aterro.Nos locais onde não for possível o acesso desses equipamentos. a proteção deverá ser executada até a elevação correspondente. • Proteção dos Taludes das Barragens O talude de montante das barragens de terra homogêneas deverá ser protegido contra a ação de ondas e contra a variação do nível d’água do reservatório (se houver). escavação obrigatória ou da central de britagem). a qual poderá variar de acordo com o material disponível (proveniente de pedreira. m1 1 transição (brita) areia aterro compactado 0.

Areia Grossa/Fina Solo Arenoso Solo Argiloso 6 a 9 % em peso 7 a 9 % em peso 10 a 12 % em peso O método de execução deverá acompanhar o alteamento do aterro da barragem. a seguir. apresenta os detalhes da proteção e do alteamento de solo-cimento. a seguir.20 nota: dimensões em metro DETALHE 3 . Tabela 3 DOSAGEM DO SOLO-CIMENTO MATERIAL DO ATERRO TEOR DE CIMENTO Cascalho. o talude de montante deverá ser protegido com uma camada de solo-cimento.40 0.PROTEÇÃO DO TALUDE DE JUSANTE Figura 5 Caso não existam materiais granulares em abundância na região. com 1. . A Figura 6. a camada de solo-cimento deverá ser compactada com. O talude de jusante deverá ser protegido como especificado anteriormente. O trabalho deverá estar finalizado até 60 minutos após o lançamento. medido normal ao talude. Após o lançamento.3h mínimo 0.grama transição (brita) areia filtro de areia pedra de mão (enrocamento) 0. se necessário. 4 passadas do equipamento de compactação. para melhorar a trabalhabilidade. obedecendo à dosagem especificada na Tabela 3. no mínimo.20 0. Durante a elevação do aterro. deverão ser tomados cuidados com a umidade adequada para a cura das camadas executadas anteriormente.0 m de espessura. A mistura de cimento com o solo deverá ser realizada em betoneiras ou no próprio local. Poderá ser adicionada água à mistura.

20 linha de escavação do talude para junção das camadas nota: dimensões em metro 1.00 m1 1 aterro compactado talude da barragem camadas de proteção de solo-cimento camadas compactadas da barragem 0.00 SEQUÊNCIA DE ALTEAMENTO Figura 6 .camada de solo-cimento 1.

na cota da crista da barragem.disponibilidade de material rochoso em quantidade suficiente. . . deve ser a mais estreita no trecho aproveitável do rio.a largura do vale. Normalmente é necessário desmontar 100 m3 de rocha para cada 130 m3 lançado no corpo da barragem. onde existam condições adequadas de fundações e pedreiras facilmente exploráveis a custo competitivo e/ou excesso de escavações obrigatórias em rocha. sejam os mesmos provenientes da escavação das fundações das outras estruturas ou das pedreiras. . As pedreiras devem estar localizadas preferencialmente em cotas superiores às da área de construção da barragem.facilidade de construção e de acessos. . .as fundações e as ombreiras devem ser resistentes e estanques. com espaldares de rocha e núcleo impermeável.possibilidade de utilização direta do material. Adequabilidade do Local Um local considerado adequado para a implantação de uma barragem de enrocamento deverá possuir as seguintes características: . A inexistência de áreas de empréstimo de solos argilosos torna antieconômica a adoção de barragem de terra nesses locais. Seções Típicas 1Barragens de Enrocamento Convencional A seção típica recomendada para as barragens de enrocamento convencional é apresentada na Figura 1 a seguir. visando facilitar o transporte de materiais. nas quais o capeamento de solo muitas vezes não existe ou é pouco espesso.BARRAGEM DE ENROCAMENTO Considerações Sobre o Tipo Esse tipo de barragem. visando-se reduzir o volume da barragem. é apropriado para os vales medianamente encaixados em regiões rochosas.

0 m.PROTEÇÃO INTERNA DO CORPO DA BARRAGEM DE ENROCAMENTO Figura 2 2- Barragens de Enrocamento Vertedouras As seções típicas recomendadas para as barragens de enrocamento vertedouras são dos tipos I e II. apenas. .75h mínimo nota: dimensões em metro DETALHE 4 .00 det. no processo executivo.5 enrocamento m2 1 0.a a . As seções são semelhantes. Os detalhes típicos são mostrados nas Figuras 3 e 4.5H m1H a 0.75h trincheira (eventual) 0. A execução da proteção deverá ser realizada concomitantemente ao alteamento da zona impermeável. 0. visando evitar a fuga do material impermeável através dos vazios dos materiais granulares do espaldar de jusante. Para os dois tipos. m1 H 1 h enrocamento 0.2.5H m2H BARRAGEM DE ENROCAMENTO CONVENCIONAL Figura 1 O talude a jusante do núcleo impermeável da barragem de enrocamento convencional deverá ser protegido como indicado na Figura 2. 4 NA máx.50 0.5 núcleo 1 impermeável 1 0.50 transição (brita) 0. diferindo. o tirante d’água máximo sobre a crista da barragem deve ser inferior a 1.5 1 m2 1 enrocamento (pedra de mão) areia 0.

0 m tirante d`água sobre a crista (máx. • Cota da Crista .0 m. selecionadas e arrumadas NA variável trincheira (eventual) cordão central área de limpeza Figura 4 d) Dimensões Básicas • Largura da Crista (a) A largura da crista mínima deverá ser de 3. não selecionado.00m) brita (próximo dos taludes do cordão) pedras maiores. Esse material é constituído por mistura de pedra. proveniente da pedreira. Se a barragem for utilizada como estrada.Vertedouro.Na barragem Tipo I. a largura mínima será de 6. menos permeável. areia e pó de pedra/solo.00m) NA máx. Tipo I . Na barragem Tipo II.3. como especificado no ítem “Estradas de Acesso”. O dimensionamento da estabilidade das pedras é apresentado no item 2 . com pedra selecionada e embricada trincheira (eventual) área de limpeza cordões pioneiros de pedras lançadas Figura 3 Tipo II . lança-se inicialmente um cordão parte central.0 m.Alturas < 3. = 1. crista da barragem vedação central última camada. A crista e o talude de jusante devem ser protegidos com pedras de diâmetro suficiente para suportar a velocidade do fluxo. brita. = 1.0 m < Alturas ≤ 8. visando cortar o fluxo e possibilitar o enchimento do reservatório.0 m tirante d`água sobre a crista crista da barragem (máx. lançam-se dois cordões de rocha (pioneiros) inicialmente. A parte central deve ser construída com material menos permeável.

No caso da barragem ser construída a seco. As . sendo D o diâmetro mínimo da pedra calculado segundo a metodologia apresentada no item VERTEDOURO. O talude de jusante deve possuir uma inclinação mínima igual a 1:8 (vertical : horizontal). indicadas nas Figuras 7. consiste na limpeza. incluindo a camada de vedação. a montante e a jusante. como indicado anteriormente para a barragem de terra (Figura 3). . fora do canteiro de obras e do futuro reservatório. deverão ser removidos o solo coluvionar e o material solto. pelo menos. deverão ter uma espessura mínima igual a 2D.Nas margens ou ombreiras.0 m.Após a limpeza. . incluindo o desmatamento.O preparo das fundações da barragem e de uma faixa de 5. principalmente o de jusante. • Inclinação dos Taludes A inclinação dos taludes da barragem de enrocamento convencional está indicada na Tabela 2. Detalhes Construtivos Principais • Preparo da Fundação e das Ombreiras . o terreno deverá ser regularizado e a área da base da barragem deverá ser compactada com um trator de esteiras rebocando um rolo compactador de 4 t.9 e 10 para os tipos I e II. • Largura da Base e Dimensões dos Cordões Pioneiros A largura da base e as dimensões dos cordões pioneiros. tanto para o tipo I como para o tipo II. a inclinação do talude de montante deve ser igual a 1:2 (vertical : horizontal). o destocamento e a remoção de terra vegetal até uma profundidade de 20 cm na área dos cordões e 50 cm na área central. Espalhamento e Compactação . a inclinação do talude de montante. deverá ser escavada uma trincheira na fundação. No caso da barragem do tipo II ser construída em água corrente. • Lançamento.1.O corpo dos prismas deve ter mais 50% de pedras com tamanho superior a 20 cm. • Espessura das Camadas Externas As camadas superficiais da crista e dos taludes. . é calculada com base na geometria da barragem.A cota da crista da barragem deve ser igual à elevação do NA normal do reservatório. como exposto anteriormente para a barragem de terra. Deverão ser dadas 10 passadas por toda a área da fundação e no trecho das ombreiras com inclinação acessível ao trator. O material removido deverá ser transportado para locais de bota-fora pré-determinados. pode alcançar 1:3 (vertical : horizontal).Caso o material da fundação seja mais permeável que o material vedante da parte central da barragem.

deverão ser dadas 6 passadas. areia e pó de pedra/solo. • Reforço da Crista e dos Taludes da Barragem As últimas camadas da crista e dos taludes deverão ser colocadas de forma cuidadosa. ou mais.pedras maiores. areia e pó de pedra/solo. . As partículas menores devem ser deixadas no centro da seção. exceto as camadas finais dos taludes e da crista. .Na barragem do Tipo II. sobretudo no de jusante. a compactação da parte externa deverá ser feita em camadas de 60 cm.brita. a parte central deverá ser constituída de pedras com dimensões não superiores a 20 cm. A compactação dessa camada de reforço deverá ser feita por duas passadas de trator de esteira rebocando um rolo compactador com 10 t. a compactação será feita manualmente (apiloamento). através de trator de esteiras rebocando um rolo compactador com 10 t. contendo a fração de materiais mais finos de brita. com diâmetro mínimo definido no item 2 . O material deverá ser lançado em camadas de 30 cm e a compactação poderá ser manual. visando reduzir os vazios entre as pedras. . devem ser colocadas nos taludes. durante o espalhamento. Após a colocação. em camadas de 10 a 15 cm de espessura.Na barragem de enrocamento convencional e na barragem de enrocamento vertedoura do Tipo I.Vertedouro. ou seja. . do material mais fino e menos permeável. ou de caminhão carregado. ou com placas vibratórias (sapos). . os vazios deverão ser preenchidos com pedras menores. no mínimo. deve ser lançado com caminhões basculante e espalhado com trator de esteiras ou moto-niveladora.O cuidado na colocação deve aumentar do centro do aterro para a parte externa. ou caminhões carregados. ao longo do talude/crista. com. O material da parte central deve ser proveniente de pedreiras. 2 passadas em cada faixa no sentido paralelo ao eixo da barragem. misturadas com a fração do material . No caso de trincheira. sem seleção.O material do corpo da barragem. Na parte central.

em maciço rochoso pouco fraturado e com boas condições de fundação.BARRAGEM DE CONCRETO Considerações Sobre o Tipo A barragem de concreto considerada nestas Diretrizes é a do tipo muro-gravidade. O maciço rochoso deve ser pouco fraturado (1 a 3 fraturas/metro). Registra-se que. não deverá ser muito espessa (£ 2. caso exista. visando-se reduzir o volume da barragem.facilidade de construção e de acessos. Na crista da barragem. . em concreto ou em alvenaria de tijolos maciços.a largura do vale na crista da barragem deve ser a mais estreita do trecho aproveitável do rio. em função dos cálculos de estabilidade (ver item Dimensões Básicas mais adiante). à pressão da água do reservatório e à subpressão das águas que se infiltram pelas fundações. A seção da barragem pode incorporar o vertedouro quando as condições topográficas do local dificultarem a concepção de vertedouro lateral. encaixados. na maioria dos casos.facilidade de conseguir cimento em quantidade suficiente na região. Esse tipo de barragem é recomendado para vales estreitos. A camada aluvionar na região das fundações.as fundações e a s ombreiras devem ser resistentes. . O trecho do vertedouro deverá ser rebaixado em altura correspondente à da lâmina d ‘água máxima vertente. deverá ser construída uma mureta de proteção contra ondas. no trecho não vertente.0 m). A barragem deverá ser construída em blocos. Seção Típica A seção típica recomendada para a barragem de concreto é apresentada na figura 1 a seguir. Adequabilidade do Local Um local considerado adequado para o projeto de uma barragem de concreto deverá possuir as seguintes características: .disponibilidade de pedreiras para obtenção da brita e jazidas de areia facilmente exploráveis nas proximidades do local. adota-se uma seção com paramento de montante vertical. capaz de resistir. . com seu peso próprio. visando não onerar o custo da obra com o serviço de remoção da mesma. entre os quais deverão ser previstas juntas verticais de dilatação vedadas contra vazamentos. . .

escava-se uma bacia (tanque) de dissipação a jusante. deve-se protegê-lo com laje de concreto. McCLENDON E. Para barragens com altura maior que 10 m. 1970. A mureta de proteção contra ondas deverá ter uma altura mínima de 30 cm e largura de 20 cm.ASCE.SAVILLE T. as dimensões da base são calculadas com base na geometria. quando este é são. 1962.70H nota: dimensões em metro B BARRAGEM DE CONCRETO Figura 1 O paramento de jusante da barragem. Quando o maciço é fraturado e pouco resistente. a cota mínima da crista deverá estar 1. Freeboard Allowances for Waves in Inland Reservoirs. e COCHRAN A. 0. L. 88. May. Denver.10H b2=0. Para barragem com altura maior que 10 m.1. Engineering Monograph no 19.0 m acima da elevação do NA normal do reservatório.30 mureta eventual NA máx. Bureau of Reclamation – USBR. W. . mas fraturado. deve-se estimar a borda-livre utilizando-se os critérios do USBR .00 0. normalmente.00 lâmina vertente NA normal 0. atualmente. Journal of Hydraulic Engineering . Dimensões Básicas • Cota da Crista da Barragem Para barragem com altura menor que 10 m. No 2. • Dimensões da Barragem Para barragens com altura menor a 10 m. Quando o maciço é resistente.50 1. a estabilidade da estrutura deverá ser verificada de acordo com os critérios apresentados na publicação United States Department of Interior. é construído com degraus para dissipar parte da energia do escoamento vertente. O restante da energia é dissipado a jusante por sobre o maciço rochoso. para amortecer o impacto da escoamento vertente. Design Criteria for Concrete Arch and Gravity Dams. no trecho vertente.70 1 superfície do terreno natural b1 b2 b1=0.. resistente e não fraturado. como indicado na Figura 2. Vol.10 H Hv 1 0.

em toda a área. todo e qualquer material terroso ou rocha decomposta.0 m. Se necessário executar furos secundários. pouco fraturada. o espaço deverá ser preenchido com concreto. através de cunhagem.Para reduzir a subpressão deverá ser executada uma cortina de drenagem típica. se apresente bem rugosa e plana. a rocha apropriada para fundação. para evitar fissuras no corpo da estrutura. . • Tratamento da Fundação . . procurando-se evitar o uso de explosivos.Os trabalhos de escavação só deverão ser dados por concluídos depois que o local estiver limpo e desimpedido de fragmentos de rocha. deverá ser executada uma cortina de injeção de impermeabilização típica.Se o maciço for fraturado.O preparo das fundações sob a barragem e de uma faixa de 5. após concluída a escavação. . a montante e a jusante. . de pequenos volumes. incluindo o desmatamento e o destocamento. normalmente. • Escavação da Fundação . até ser atingida. que possa suportar o peso da barragem sem deformações. Deverá ser removido.A escavação deverá ser conduzida de tal forma que a superfície da rocha. Entende-se por rocha apropriada a que apresente boas condições de impermeabilidade. de forma semelhante à apresentada no item “Barragem de Terra”. A limpeza deverá ser executada utilizando-se jato de água/ar. .00 VISTA DE JUSANTE (DISTÂNCIA ENTRE JUNTAS) Figura 2 Detalhes Construtivos Principais • Preparo da Fundação e das Ombreiras .• Distâncias entre as Juntas As juntas entre os blocos da barragem devem estar espaçadas entre si de no máximo 15 m. . lama ou detritos de qualquer natureza. uma vez que trata-se. com furos primários a cada 3 m. consiste na limpeza. crista da barragem crista do trecho vertedouro superfície da rocha juntas 15.Deverão ser drenados os olhos d’água porventura encontrados na área da fundação. para bota-fora.A escavação em rocha será de preferência “a frio”.Todas as irregularidades da superfície rochosa que formem taludes negativos ou balanços deverão ser eliminadas.

a colocação deverá ser. quando houver necessidade de juntas de construção. os agregados poderão ser adquiridos de empresas comerciais da região.o lançamento do concreto só deverá ser realizado sobre superfícies previamente preparadas e liberadas.• Concretagem das Estruturas Para efeito destas Diretrizes. preferencialmente. ácidos.em f u n ç ã o d a r e a l i d a d e d o l o c a l e d a s necessidades da obra. durante um período nunca superior a 90 dias. o agregado miúdo (areia) deverá ser proveniente de bancos situados no próprio leito do rio. lançamento e cura dos concretos). . .o agregado graúdo (brita) deverá ser proveniente. A título apenas de informação. em função da resistência a ser obtida.a água destinada à preparação do concreto deverá ser limpa e não deverá conter sais. transporte. A data de chegada de cada lote na obra deverá ser rigorosamente controlada. Esse documento incluirá. considera-se que o concreto será produzido na central do canteiro de obras. registra-se que: .a resistência do concreto deverá ser especificada em função do dimensionamento estrutural. para todas as fases do processo (seleção e aceitação dos materiais componentes.os agregados miúdos (areia) e graúdos (brita e/ou cascalho) deverão ser de boa qualidade. contínua. . a perda de água de amassamento ou a variação da trabalhabilidade da mistura. procurando-se evitar a segregação dos agregados. . O procedimento industrial de fabricação do concreto deverá atender a uma Especificação Técnica (ET) preparada por especialistas no assunto (engenheiro estrutural e tecnologista de concreto). . livres de impurezas orgânicas de qualquer natureza e de materiais pulverulentos. . de pedreira ou de cascalheira do leito do rio. álcalis e substâncias orgânicas.os agregados deverão ser estocados em pilhas com sistema de drenagem eficiente. caso isso seja atrativo economicamente.o cimento deverá ser armazenado na obra de modo adequado. em galpões fechados e convenientemente ventilados. A contaminação por materiais estranhos e misturas com modificação da granulometria deve ser evitada. Essa central deverá ter capacidade compatível com o volume de concreto previsto e o prazo para execução. por qualquer motivo. os controles a serem obedecidos. fabricação. em pilhas de no máximo 10 sacos. óleos. . . . visando protegê-lo contra deterioração. devem ser observadas as instruções especificadas para tratamento das mesmas na ocasião da retomada da concretagem. . ter partículas sólidas e duráveis.o concreto deverá ser dosado na central de acordo com as especificações anteriormente referidas. em princípio. Da central o concreto deverá ser transportado diretamente para o local de aplicação.

a superfície da parte já endurecida deverá ser raspada para retirar a argamassa superficial. .quando a concretagem for suspensa por período de tempo superior àquele em que se iniciou a pega. paralelas ao eixo. a fim de evitarem-se juntas horizontais..para unir concreto fresco com outro já endurecido. colocada na mesma concretagem. essas juntas de dilatação deverão ser vedadas. .no caso do emprego de vibrador de imersão. para que não seja danificada pelo umedecimento. retirando-se toda a nata de cimento. as superfícies deverão ser deixadas rugosas a fim de se obter sempre uma boa ligação com a camada seguinte. . até perfazer 1. . de acordo com o detalhe apresentado na figura a seguir. . . e em camadas de 40 cm de espessura. cada camada deverá ser concretada e compactada antes que a camada anterior tenha iniciado a pega. deverá ser molhada e conservada assim até a concretagem.0 m para evitar a segregação de seus componentes.todo concreto deverá ser lançado de uma altura inferior a 2.cada bloco da barragem será concretado. será caracterizada uma junta de concretagem. em princípio. o material solto e eventuais corpos estranhos. lavada e limpa com escovas de aço.todo concreto deverá ser adensado por vibração. este deverá penetrar na parte superior da camada subjacente. essa superfície. bem como todos os materiais soltos ou estranhos.a superfície concretada não poderá ser exposta à ação de água de cura antes que tenha endurecido o suficiente. serão limpas logo que a superfície tiver endurecido o suficiente.os lançamentos serão sucessivos.0 m de largura.as camadas que forem concluídas num dia de trabalho ou que tiverem sido concretadas pouco antes de se interromperem temporariamente as operações. .5 m de altura. . . por faixas de 2. A localização das juntas de concretagem deverá ser planejada antecipadamente e a concretagem será contínua de junta a junta. para minimizar as perdas de água.as juntas verticais entre os blocos serão do tipo “junta seca” e deverão ser construídas de modo a permitir absoluta liberdade entre os blocos. .

e deverá ser mantida úmida desde o lançamento até.fluxo junta de concreto 0.50 material de vedação pré-fabricado junta 0. pelo menos. .15 nota: dimensões em metro Figura 3 . de águas em movimento e de agentes mecânicos.a desforma só poderá ser iniciada depois de 14 dias.as superfícies de concreto destinadas a ficarem aparentes e que não estiverem em contato com fôrmas durante a concretagem deverão ser alisadas enquanto o concreto ainda estiver fresco. . . 14 dias após.a superfície do concreto será protegida adequadamente da ação direta do sol e da chuva. a água para cura deverá ser potável.

as quais condicionam a definição do arranjo geral das obras e da vazão de projeto do vertedouro. . . ao longo de toda a extensão da crista ou parte dela. . A seqüência de cálculo a ser utilizada no dimensionamento é descrita a seguir: .VERTEDOURO Escolha do Tipo de Vertedouro De forma geral. para escoamento com o tirante de 1. nos projetos de PCH podem ser definidos três tipos básicos de solução para o extravasamento do excesso de água afluente ao local do aproveitamento: . também.0 m. .Fixar.Determinar a largura necessária do canal ( b ). com soleira vertedoura a jusante. . inicialmente. com seção trapezoidal. deve-se considerar as características geológico-geotécnicas do local onde o mesmo será implantado.por sobre o próprio corpo da barragem. a partir da vazão de projeto. Vazão de Projeto do Vertedouro O vertedouro deverá ser dimensionado para descarregar a vazão de projeto ( Qmax ) determinada segundo a metodologia apresentada anteriormente no item “Estudos Hidrológicos” Dimensionamento do Vertedouro • Vertedouro em Canal Para o vertedouro em canal.0 m. da velocidade máxima admissível e da lâmina d’água fixada.Definir a inclinação dos taludes ( m ).Fixar como cota do fundo do canal extravasor a elevação do NA máximo normal de operação do reservatório. com base na Equação da Continuidade.Fixar a velocidade máxima admissível no canal ( Vmax ). em cota elevada em relação ao leito natural do rio. dependendo do porte da obra. . a partir.através da combinação dos tipos acima citados. . a lâmina d’água máxima ( hmax ) no canal igual a 1. como apresentado a seguir.por um canal lateral. com base nas características geotécnicas do material do terreno. das características geotécnicas do material do terreno. A melhor solução dependerá das condições topográficas e geológico-geotécnicas de cada local. que garanta a estabilidade do canal.

Caso a largura do canal seja excessiva. . deve-se revestir o canal com material compatível com a velocidade máxima esperada. admitir-se que os blocos têm aresta de 20 cm. Nesse caso. A altura da soleira pode ser calculada pela expressão a seguir. Se nessa região for identificada a presença de maciço rochoso fraturado. O embricamento dos mesmos significa resistência adicional à erosão de difícil avaliação. Por exemplo. ou se as condições geológico-geotécnicas não sejam favoráveis à execução do canal com tal largura. cujo dimensionamento é apresentado a seguir. deverão ser avaliados os tamanhos dos blocos do maciço. comprovadamente a favor da segurança. os quais variam em função do fraturamento. NA máx. . porém. será suficiente verificar se o mesmo conseguirá dissipar a energia do escoamento. ⇒ Dissipação de Energia a Jusante do Canal Confirmada a viabilidade da adoção de canal lateral para extravasar a vazão de projeto.Verificar o extravasamento por sobre a barragem. 1 m h máx. o que possibilitará diminuir a largura do canal.Verificar a possibilidade de aumentar o tirante d’água máximo fixado. Esses blocos serão estáveis ou não em função da velocidade do escoamento (ver Tabela 2). Caso a região seja composta por solo deverá ser projetada uma proteção com material rochoso. NA normal do reservatório b Figura 1 2 Q max = V max A = V max (bhmax + mhmax ) b= 2 Qmax − V max mhmax Vmax hmax .Verificar a viabilidade da execução do canal com a largura necessária calculada. . Para tanto.Verificar a hipótese de usar uma largura menor. deve-se avaliar os aspectos de dissipação de energia na região de restituição das águas ao leito do rio. cujo detalhe é apresentado nas figuras 1 e 2 em “TOMADA D’ÁGUA”.mh máx. como a velocidade será maior. para um maciço com 5 fraturas por metro. deve-se cogitar soluções alternativas como as descritas a seguir. .

em (m).5 m. O tirante (carga) de água sobre a soleira ( hsol ) deverá ser calculado a partir da expressão a seguir. O tirante crítico sobre a soleira (hc ) . através da expressão: q 2 hc = 3 g . em (m/s). em (m). Vmax = Qmax Qmax hsol b ou hc ⋅ b . Os blocos de rocha para construção da soleira devem ser estáveis quando submetidos à velocidade máxima do escoamento ( Vmax ) por sobre a soleira.7b ⎠ 2/3 . deve também ser calculado para comparação com hsol. em (m3/s/m). O diâmetro dos blocos. adotando o maior valor de velocidade.7 Os demais parâmetros foram definidos anteriormente. em função da velocidades do escoamento. que corresponde ao mínimo da energia específica. que deve ser estimada da seguinte forma. 3/ Q max = Cbh sol 2 . a partir da expressão anterior. onde C = coeficiente de vazão = 1.p = hmax − hsol . em m. Para o dimensionamento da escada de dissipação de energia recomenda-se que o . onde hmax = tirante da água no canal. pode ser obtido da Tabela 2 apresentada mais adiante. O comprimento da soleira ( Lsol ) é adotado igual a 2. onde: Q max q= b = igual descarga específica . Desta forma.81 m2/s. g = aceleração da gravidade = 9. para materiais coesivos e granulares.5 hsol (ver figura 2 em “BARRAGEM DE ENROCAMENTO”). A altura mínima da soleira é adotada igual a 0. pode-se determinar: hsol ⎛Q ⎞ = ⎜ max ⎟ ⎝ 1. em (m3/s).

A escada deve ter a mesma largura do canal extravasor. devendo se desenvolver desde o final do canal até a calha do rio. como. soleira afogada canal extravasor A escada de pedra A barragem PLANTA Figura 2 NA res. A entrada do canal deve ser afastada da barragem de uma distância da ordem de 1. deve ser incluída uma soleira e uma escada dissipadora.5 1 1 1. h máx. ter-se que dividir o canal em dois ou mais planos. Os blocos de rocha podem ser substituídos por gabiões. Essa proteção deve acompanhar a topografia do terreno natural.comprimento de cada degrau seja no mínimo igual ao dobro da altura do mesmo. h sol.5 L Lsol. As condições de contorno de cada caso podem determinar variações no projeto. Nesse caso. ao final de cada plano. p canal 1. conforme mostrado na Figura 3.5 vezes a largura do canal. protegendo o talude da margem contra erosão. hc h pedra NA rio CORTE A-A . O canal extravasor deve ser construído sempre com baixa declividade. por exemplo.

0. caso haja rocha disponível no local. h 1 8 BARRAGEM VERTEDOURA DE ENROCAMENTO Figura 4 . Os demais parâmetros foram definidos anteriormente. com um trecho rebaixado para verter a descarga de projeto. em (m). hsol ⎛Q ⎞ = ⎜ max ⎟ ⎝ 1. neste caso. b = largura da crista da soleira. A escolha entre um tipo e outro dependerá da comparação de custos entre ambas.7b ⎠ 2/3 . 3/ Qmax = Cbhsol2 . pode-se determinar: hsol ⎛Q ⎞ = ⎜ max ⎟ ⎝ 2. 0b ⎠ 2/ 3 . onde C = coeficiente de vazão = 2. em (m). à exceção do coeficiente de vazão que. a partir da expressão anterior. pode-se utilizar uma soleira (barragem) de enrocamento com talude de jusante bem suave (1 V:8 H). Desta forma.Figura 3 • Barragem Vertedoura O tipo de solução usada rotineiramente é uma barragem de concreto. Secundariamente. ⇒ Barragem Vertedoura de Concreto O roteiro de cálculo é o mesmo apresentado anteriormente. em (m3/s). é da ordem de 2. ⇒ Soleira de Enrocamento O roteiro de cálculo é o mesmo apresentado anteriormente.0. em (m).

00 a 300.15 a 0.00 40.20 a 0.70 2.00 1.00 150.80 a 1.1 (V): m (H) 0 a 0.00 a 25.00 25.00 200.00 a 200.1(V): m(H) NATUREZA DOS TALUDES Rocha dura e concreto Rocha fissurada Argila dura Aluviões compactos Cascalho grosso Enrocamento Terra INCLINAÇÃO .05 0.55 0.50 3.ESTABILIDADE DE CANAIS I .40 a 1.00 75.INCLINAÇÃO DOS TALUDES .80 a 2.90 a 4.00 a 1.70 2.00 Tabela 2 .00 15.25 0.30 0.80 1.25 0.005 a 0.00 1.05 a 0.50 a 3.20 1.55 a 0.70 a 3.20 0.40 1.70 1.MATERIAIS GRANULARES (NÃO COESIVOS) MATERIAL Lodo Areia fina Areia média Areia grossa Pedrisco fino Pedrisco médio Pedrisco grosso Cascalho fino Cascalho médio Cascalho grosso Pedra fina Pedra média Pedra grossa Pedra grande (bloco) DIÂMETRO (mm) 0.Métodos Construtivos Os métodos construtivos são os mesmos já especificados anteriormente para barragens de concreto e de enrocamento.50 .80 0.65 a 0.00 a 2.40 2.75 1.65 0.00 a 10.30 a 0.00 100.00 a 100.00 a 40.50 2.00 VELOCIDADE (m/s) 0.00 5.90 3.00 1.00 a 150.00 a 15.50 0.40 a 2.50 a 5.25 a 1.50 a 3. Tabela 1 ESTABILIDADE DE CANAIS .00 a 75.20 a 1.00 10.

80 1.00 1.6 1.II .95 Muito Sinuoso 1.00 1.10 2.50 0.75 0.00 Fator corretivo .90 0.65 ÍNDICE DE VAZIOS (IV) Argila arenosa(% de areia < 50%) Solos argilosos 0.2 < IV < 0.30 1.50 1.20 Tabela 4 FATORES CORRETIVOS DOS VALORES DA VELOCIDADE MÁXIMA ADMISSÍVEL PARA CANAIS COM CURVA Grau Sinuosidade de Retilíneo 0. Sinuoso 0.3 1.00 m Tirante médio (m) Fator corretivo 0.95 1.20 3.90 0.35 Pouco Compactad o 0.MATERIAIS COESIVOS Grau de Compactação Muito Pouco Compactad o 1.45 0.00 1.2 0.3 < IV < 0.90 Mod.10 2.20 Tabela 3 FATORES CORRETIVOS DOS VALORES DA VELOCIDADE MÁXIMA ADMISSÍVEL PARA CANAIS COM LÂMINA D’ÁGUA DIFERENTE DE 1.2 < IV < 2.50 1.30 0.6 < IV < 1.80 Compactad o Muito Compactad o 0.0 0.00 1.80 Pouco Sinuoso 0.80 0.

que podem afetar as estruturas da tomada d'água. em função dos aspectos topográficos e geológico-geotécnicos de cada local.Locais recomendáveis. . na maior parte. junto à margem do reservatório. Arranjos Típicos A estrutura de tomada d’água deve ser localizada. geralmente. pois durante a época de águas altas a região recebe o impacto de materiais. são maiores.Locais inconvenientes. Além disso.Áreas sujeitas à deposição de materiais transportados pela corrente. como na parte côncava as profundidades.um canal de aproximação/adução do escoamento. ESTRUTURA DE CAPTAÇÃO LOCALIZAÇÃO C A B D A C D D B fluxo A . os sedimentos transportados por arraste não serão captados. A figura a seguir mostra. em superfície livre. C . obstruindo a frente da tomada d'água. B .TOMADA D’ÁGUA Escolha do Tipo de Tomada d’Água Nestas Diretrizes são consideradas as tomadas d’água de superfície e submersa. à estrutura de tomada d’água. os seguintes elementos: . Nos trechos em curva. ao longo de trechos retos. os locais recomendáveis para implantação da estrutura de captação. a tomada d’água deve ser posicionada do lado côncavo. pois os sedimentos transportados pelo escoamento. esquematicamente. A prática em projetos dessa natureza revela que têm sido adotados arranjos contendo. D . no caso da tomada d’água de superfície. sempre que possível. pois o material transportado pela corrente deposita-se na parte convexa.Locais inconvenientes. Figura 1 Os arranjos típicos para disposição das estruturas componentes da tomada d’água serão variados. em geral. se depositam na parte convexa.

1 mm e 10 mm. a montante da estrutura de tomada d’água. ou tubulação de adução de baixa pressão.velocidade máxima na grade da ordem de 1.1 e 5. como citado anteriormente. com base numa vazão de 20 m3/s (máxima de projeto do Manual anterior) e considerando-se a velocidade máxima anteriormente definida (1.0 m/s). as areias têm granulometria compreendida entre 0.5 mm. ter-se-á uma área útil de escoamento. apenas para se ter uma idéia do porte deste elemento da estrutura. Parâmetros de Projeto da Tomada d’Água A estrutura de tomada d’água será dimensionada considerando-se: . como mostrado nas figuras mais adiante. A título de exercício. A prática em projetos desses dispositivos tem revelado que os desarenadores asseguram a decantação apenas do material com diâmetro maior que 0. Dimensionamento • Desarenador O desarenador.se no local do aproveitamento os estudos sedimentológicos realizados revelarem que o rio transporta sedimentos. .0 mm e os pedregulhos têm granulometria maior que 5. As figuras apresentadas mais adiante ilustram os tipos de arranjos mais usados para as estruturas de captação.0 m/s. por onde o escoamento é conduzido à(s) turbina(s).vazão máxima de projeto. com granulometria compreendida entre 0. correspondente ao limite . Considerando-se um tirante de água. . a jusante da estrutura posiciona-se geralmente o canal de adução em superfície livre. tem-se uma estrutura de porte significativo (10 m de largura x 10 m de altura). . da ordem de 2 m.0 mm. na tomada d’água. transportado pelo escoamento. é uma câmara posicionada a montante da estrutura da tomada d’água (ver figuras mais adiante). no canal de adução. apesar de estar-se tratando de PCH.nos arranjos nos quais a casa de força situa-se afastada da tomada d’água. a adução é feita desde a captação até as turbinas em conduto(s) forçado(s).. a jusante da câmara de carga situa(m)-se o(s) conduto(s) forçado(s). como mostrado mais adiante. deverá ser previsto no canal de adução. incluindo a grade para proteção contra corpos flutuantes e as comportas para controle do escoamento.nos arranjos nos quais a casa de força situa-se ao pé da barragem. . considerando-se uma altura de barragem de 10 m. até a estrutura da câmara de carga. tem-se uma estrutura com uma largura estimada de 10 m. uma câmara destinada à decantação do material em suspensão e/ou um desarenador. De acordo com o Sistema Unificado de Classificação de Solos.a estrutura de tomada d’água propriamente dita. Portanto. destinada à decantação da totalidade ou parte do material sólido grosso. da ordem de 20 m2.

pode-se adotar.7 0.5 7. figura 1 do ítem CANAL DE ADUÇÃO e figuras 1 e 2 do ítem TUBULAÇÃO DE ADUÇÃO EM BAIXA PRESSÃO. as quais são ilustradas nas figura 6.0 7. Na região mais baixa do desarenador. HC (m) LC 5.0 12.0 m/s.0 4. de 75o a 80o. devem ser observados os seguintes aspectos: .0 5.5 11.1<Q<13. ou mecanicamente através de máquina limpa-grade. visa impedir a entrada de corpos flutuantes que possam danificar os equipamentos. espaçadas de 8 a 12 cm.3 1. como padrão.0 10. Na tabela a seguir apresentam-se as dimensões mínimas e recomendadas para os desarenadores.0 3.0 11. Quando o paramento de montante é inclinado.5 15. com o auxílio de “ancinho”.0 0.8<Q<1.5 6.0 5.5 1. A limpeza da grade pode ser feita manualmente.7 LC 4.0 9.0 4. não decantam. grades com barras chatas ou redondas. com uma comporta de fundo. Para se obter a melhor eficiência do desarenador. formando uma cunha com ângulo igual ao ângulo de repouso do material submerso.5 5. com o objetivo de possibilitar a limpeza do material sedimentado.0 BC 2.0 BC 3.0 • Grade A grade.6<Q<10.5 13.6 0.0 3.0 7.inferior da faixa granulométrica da areia média. A prática tem demonstrado que a abertura brusca dessa comporta possibilita o expurgo apenas do material do desarenador depositado junto à comporta.0 3.5 4. normalmente.5 18.0 6. • Tomada d’Água No projeto da tomada d’água propriamente dita.0 16. normalmente prevêse um orifício lateral. A limpeza total do desarenador deverá ser feita manualmente.1 1. com diâmetros inferiores (areia fina.6<Q<17.7 0.5 7.1<Q<6. a velocidade do escoamento de aproximação à tomada d’água deve ser inferior a 1.7<Q<3.0 3.0 9. argila/silte). a montante da tomada d’água.0 17.5 8. Para as PCH. Tabela 1 DIMENSÕES DO DESARENADOR VAZÃO (m3/s) 0.1<Q<0.5 0.9 1.1<Q<20.0 8. no paramento de montante da tomada d’água.0 8. Os materiais em suspensão.0 DIMENSÕES (m) MÍNIMAS RECOM.0 21.6 1. sendo transportados para jusante. durante o período de manutenção programada. a grade obedece à mesma inclinação.0 6.0 6.

utilizando-se a equação da continuidade. o eixo deve fazer um ângulo de 50o a 70o com o eixo da barragem.a definição do eixo da estrutura depende dos mesmos aspectos que condicionam a definição do arranjo geral. . com uma distribuição satisfatória de pressões. visando-se acomodar o escoamento de forma estável e sem descolamento (separação) do fluxo da estrutura de concreto e. . As figuras 5 a 7. (“Vortices at Intakes”.5 .0 m. em função da vazão a ser aduzida. 1970): S = CVd 0. As dimensões da passagem hidráulica.26 a seguir ilustram os parâmetros acima descritos. para escoamento de aproximação assimétrico e simétrico. respectivamente. deve-se adotar uma submergência mínima igual a 1. WP&DC.0 m abaixo da cota da soleira. serão definidas.a cota da laje de fundo do canal de aproximação deve estar 1. A geometria da aresta superior da tomada d’água deve ter forma hidráulica que obedeça a equação definida na Figura 2 a seguir. L. . no caso de tomada submersa. Métodos Construtivos Os métodos construtivos são os mesmos já especificados anteriormente para barragens de concreto.7245 ou 0.1. em cada caso. a submergência da aresta superior da boca de entrada da tomada d’água deve ser verificada utilizando-se a fórmula de Gordon J. onde C = 0. Como critério..para evitar a formação de vórtices junto a estrutura. d = altura do conduto de adução (m). largura x altura. April. V = velocidade do escoamento (m/s) na região da comporta. Se possível. consequentemente. como descrito anteriormente.5434 (para unidades métricas). em relação ao NA mínimo operativo.

5 -1.6 0.6 0.4 RANHURA 2 TIPOS 3 4 RANHURAS DA COMPORTA 2.2 0.0 Figura 2 V2 2g Hd = C .3.5 NARIZ ES D O S PIL X2 D2 1.C 0.4 TIPO 3 COEFICIENTE DE QUEDA DE PRESSÃO .) ARES (A 2.4 0.0 1.0.5 PROFUNDIDADE .0 0.6 1 3.5 D 0 -1.0 ⎛ 2D ⎞ ⎟ ⎜ ⎜ 3 ⎟ ⎠ ⎝ 2 PT + Y2 =1 0.0 1.D PROX .4 1.4 0.5 2. C = coeficiente de queda de pressão ENTRADA DA TOMADA D’ÁGUA COM TETO CURVO COEFICIENTES DE QUEDA DE PRESSÃO EFEITOS DA INCLINAÇÃO DO PARAMENTO DE MONTANTE .8 TIPO 1 TIPO 4 1.0 1.2 TIPO 2 1.5 1.8 L/D 1. onde: Hd = queda de pressão do reservatório.0 TIPOS 2. ft.0 TIPO 3 4 2 L PC X Y 1.5 0 L/D 0.2 0.0 -0.2 1.

00 SEÇÃO A-A .= carga cinética na seção retangular da comporta V2 2g ARRANJO TÍPICO DE TOMADA D’ÁGUA ESTRUTURA DE CAPTAÇÃO COM TOMADA D'ÁGUA B tomada d'água propriamente dita grade Z canal de adução Q A comporta de controle E 8 a 10% LC comporta de limpeza Z pranchões de madeira para emergência e manutenção B BC W 8 a 10% X comporta de limpeza (1.00 x 0.60 1.60) camada de retenção de material sólido pré-desarenador A barragem PLANTA rio comporta de controle grade pranchões borda livre f comporta de limpeza barragem Z Q a E 8 a 10% Z Q 0.00 E LC 1.

ver tabela 7.30m (borda livre).8 4) Para dimensionamento .8 5) Câmara de retenção .1. 2) f >= 0.8 M H Oc O piso da soleira da grade B Bc SEÇÃO B-B FIGURA 3 ARRANJO TÍPICO DE TOMADA D`ÁGUA tomada d'água propriamente dita Lg grade pranchões para emergência e manutenção comportas de controle Eta B canal de adução T A Bc A Lta BC câmara de retenção de material sólido (pré-desarenador) B Eh B rio barragem comporta de limpeza PLANTA .1.L borda livre f >= 0.30 NA na barragem NOTAS: 1) a = 75oa 80o .ver tabela 7.1.ver tabela 7. 3) Desarenador .

Uv Ev CORTE A-A CORTE B-B NOTAS: 1) a = 75oa 80o . NA máx.8 NA máx. HC 8 a 10% Ev Uv B Bc Eh Uh VISTA FRONTAL Figura 4 ARRANJO TÍPICO DE TOMADA D’ÁGUA . f Lta NA Oc O NA min.1.Eta Eta NA máx.ver tabela 7. NA NA min. 2) f>= 0.ver tabela 7.1.40m (borda livre) 3) Pré-desarenador .8 4) Dimensionamentos . NA Hg a HC grade LC O Oc NAmin.

00 LC E 4.25 x 0. S a 8 a 10% 10 fundo do canal de aproximação 2. o 2) a = 75o a 80 .8 T T borda livre f>=0. M H OC cota da soleira da grade O E B BC CORTE II-II Figura 5 . 3) Desarenador .40) de comprimento grade T comporta de controle I L 8 a 10% T I 2.30 NA tubulação forçada cota da soleira da grade H NA min.ver tabela 7.00 a 5.1. borda livre f>=0.06 e (L-0.II canal de aproximação desarenador pranchões de 0.00 ranhura para colocação de pranchões durante a manutenção CORTE I-I L NOTAS: 1) S = 1.1.00m.00 LC II PLANTA NA máx.ver tabela 7.30 NA máx.8 4) Para dimensionamentos .

00m. NOTAS: 1) Desarenador . S tubulação forçada H fundo do canal de aproximação 1.ver tabela 7.40 ranhura para os pranchões de manutenção NA máx.1.ARRANJO TÍPICO DE TOMADA D’ÁGUA B pranchões de madeira para emergência e manutenção 1 tubulação forçada 2 tubulações forçadas A canal de aproximação 3.00 8 a 10% E grade a E LC CORTE A-A borda livre NA máx. NA NA min.1.00 desarenador LC 8 a 10% A comporta de grade limpeza comportas de controle alternativa saída do escoamento de limpeza B PLANTA borda livre f>=0. M O Oc H cota do piso da soleira da tomada HC E B B Bc Bc CORTE B-B Figura 6 .ver tabela 7.8 2) Dimensionamentos .8 3) S = 1.

.0 m. da velocidade máxima admissível e da lâmina d’água fixada. tendo em vista os equipamentos de escavação normalmente utilizados pelos empreiteiros. em solo. Caso a largura do canal seja excessiva. . a lâmina d’água máxima ( hmax ) no canal igual a 1. em rocha.1.CANAL DE ADUÇÃO Seção Típica A escolha da seção típica mais adequada para o canal vai depender das condições topográficas e geológico-geotécnicas da ombreira em cada local onde o canal será implantado. essa velocidade deve ser compatível com a velocidade do escoamento a jusante da tomada d’água. que garanta a estabilidade do canal. ou retangulares.Definir a inclinação dos taludes ( m ).Verificar a viabilidade da execução do canal com a largura necessária calculada. com base na Equação da Continuidade. .Fixar.Subtraindo-se hmax da elevação do NA mínimo do reservatório determina-se a cota do fundo do canal. .Estimar a largura necessária do canal ( b ). ou se as condições geológico-geotécnicas não forem favoráveis à execução do canal com tal largura. A seqüência de cálculo a ser utilizada no dimensionamento preliminar das dimensões do canal é a mesma apresentada anteriormente na Seção 7. a partir da vazão de projeto. deve-se cogitar de solução alternativa como as descritas a seguir. das características geotécnicas do material do terreno.Fixar a velocidade máxima admissível no canal ( Vmax ). a partir. Dimensionamento O dimensionamento do canal deverá ser realizado em sintonia com os parâmetros fixados anteriormente para o projeto da tomada d’água.2-c e repetida a seguir. . . com base nas características geotécnicas do material do terreno. Poderão ser adotados canais trapezoidais. inicialmente. como apresentado a seguir.0 m. . para escoamento com o tirante de 1. também. com ou sem revestimento. 2 Q max = V max A = V max (bhmax + mhmax ) b= 2 Qmax − V max mhmax Vmax hmax Registra-se que para canais retangulares m = 0 .

NA 1 m h m 1 b Figura 1 A capacidade de vazão do canal deverá ser verificada utilizando-se a fórmula de Manning.. . O valor da rugosidade varia em função do material do revestimento.Verificar a possibilidade de aumentar o tirante d’água máximo fixado o que possibilitará diminuir a largura do canal. Recomenda-se adotar um caimento de 0.017 0. Tabela 1 COEFICIENTES DE RUGOSIDADE Natureza das Paredes Cimento liso Argamassa de cimento Pedras e tijolos rejuntados Tijolos rugosos Alvenaria ordinária Canais com pedregulhos finos Canais com pedras e vegetação Canais em mau estado de conservação n 0. como descrito a seguir.4 m a cada 1. Q= AS 1 / 2 R 2 / 3 (m3/s).015 0. como a velocidade será maior.0004). A tabela 1 apresenta alguns valores característicos.013 0. Nesse caso. onde n S = declividade do canal.011 0.000 m de canal (declividade = 0.020 0.030 0.010 0.Verificar a hipótese de usar uma largura menor. A declividade do canal deve ser mínima e constante. n = coeficiente de rugosidade do canal.035 . R = raio hidráulico (m). deve-se revestir o canal com material compatível com a velocidade máxima esperada.

deve-se considerar que o material proveniente da escavação do canal deverá ser utilizado na construção das obras de terra do aproveitamento. Para os canais sem revestimento. principalmente se o volume for expressivo. . Em princípio. em solos argilosos impermeáveis. A compactação deverá ser realizada com a utilização de equipamento apropriado. deverá ser elaborada uma Especificação Técnica para a execução do revestimento. Visando a otimização do balanceamento de materiais da obra. recomenda-se um mínimo de 6 passadas de rolo compactador. Para os canais revestidos. a superfície escavada deverá ser compactada.Aspectos Construtivos A escavação do canal deverá ser realizada de acordo com os procedimentos usuais para obras dessa natureza. de acordo com a experiência em obras dessa natureza.

34 Concreto armado 0.32 sem costura Cimento-amianto 0. onde: J= Hb Hb 100 Lcf perda de carga unitária (m/km). queda bruta (m).TUBULAÇÃO DE ADUÇÃO EM BAIXA PRESSÃO Caso a alternativa de construção de um canal de adução em superfície livre não seja viável. J = 410 K a V 1. Lcf Ka V Di velocidade do escoamento (m/s).9 Di1. com juntas soldadas ou 0.1 . 204 Tabela 1 .278Q 0. coeficiente que varia com o tipo de tubulação (ver quadro a seguir). diâmetro interno do conduto (cm). 2732 A πD D2 Substituindo-se os valores de J e V na fórmula de Scobey tem-se: D = 341. Dimensionamento do Diâmetro O diâmetro mínimo da tubulação de adução em baixa pressão pode ser adotado como o que produz uma perda de carga por atrito igual a 1% da queda bruta.38 . A velocidade do escoamento será calculada utilizando-se a Equação da Continuidade: V = 4Q Q Q = 2 = 1. como descrito a seguir. 388 ⎛ L ⎞ ⎜ ka ⎟ ⎝ Hb ⎠ 0 . deve-se utilizar uma tubulação em baixa pressão como meio de ligação entre a tomada d’água e a entrada do conduto forçado. comprimento do conduto (m).VALORES DE k a TUBULAÇÃO ka Aço novo. O dimensionamento é feito utilizando-se a fórmula de Scobey.

σ f = tensão admissível de resistência à tração do material (kgf/cm2).Costura com solda por resist. Para o caso específico de tubulações em aço. D = diâmetro interno (mm). onde: e s = sobre-espessura p/ corrosão = 1. essa fórmula passa a ser: e= Pi D + es 2σ f k f .com radiografia ou com alívio de tensões .Espessura da Tubulação de Adução • Sob Pressão Interna A fórmula genérica para a determinação da espessura da tubulação metálica é a seguinte: e= Pi D 2σ f .VALORES DE k f TUBULAÇÃO Sem costura Com costura .sem radiografia e alívio de tensões .0 mm.com radiografia e alívio de tensões Padronizada de fabricação normal .80 0.00 .0 0.90 1. Pi = pressão hidrostática máxima interna (kgf/cm2). onde: e = espessura da parede (mm).00 0. cujos valores são apresentados no quadro a seguir.80 1. Tabela 2 . elétrica (*) kf 1. k f = eficiência das soldas.Costura com solda por fusão elétrica .

é determinada pela fórmula a seguir. segundo o Bureau of Reclamation.33 x 4. ( Pc ). com as seguintes características: σ e = tensão de escoamento 2. a adoção da espessura mínima é recomendada por motivos construtivos. de colapso.400 kgf/cm2. e = espessura da chapa do conduto. Grau C). de montagem e de transporte. ou de colapso (kgf/cm2). . 2E ⎛ e ⎞ Pc = ⎜ ⎟ 1 − ν 2 ⎝ D ⎠ . adotar para a tubulação de baixa pressão a espessura mínima de parede dos condutos forçados. Esse reflexo é maior nas chapas mais finas e é mais difícil a elaboração de uma boa solda nessas chapas. 3 E = módulo de elasticidade do aço (kgf/cm2). A ocorrência de uma depressão parcial. por segurança.110 kgf/cm2.(*) Relativa ao aço ABNT EB 255 CG 30 (ASTM-A283.33 σ r med = 0. D = diâmetro interno do conduto.570 kgf/cm2. o conduto pode ser submetido a pressão externa uniforme sobre todo o seu perímetro. σ r = tensão de ruptura 3. onde: Pc = pressão externa. Essa espessura. Além disso. quando é esvaziado sem os cuidados necessários ou quando não funciona a aeração.220 ≅ 1. A pressão externa correspondente. poderá causar uma deformação (afundamento) na chapa e o colapso da parede da tubulação.35 mm (1/4”) 400 • Sob Pressão Externa Em certos casos.870 a 4. ν = fator de contração transversal. tendo em vista que qualquer defeito de laminação ou efeitos de corrosão afetam o valor da espessura percentualmente. Recomenda-se. ou total (vácuo). do nível do gradiente dinâmico que ultrapasse a cota inferior do piso da tubulação. por exemplo. e min = D + 500 ≥ 6. A tensão admissível de resistência à tração para essa classe de aço será: 0. pode ser calculada pela fórmula a seguir.

ou selas. Blocos de Apoio (Selas) • Tubulação de Aço As tubulações de aço devem ser apoiadas sobre blocos. manter o equilíbrio das pressões externa e interna e evitar o colapso da tubulação. a rigidez da chapa é suficiente para sustentar o vácuo interno.6% do diâmetro interno do conduto.94 Q Caso seja adotada uma tubulação de aeração.49 kgf/cm2.com “e” e “D” nas mesmas dimensões. como. Considerando-se as características do aço. tem-se: ⎛ e⎞ Pc = 882. A adoção desse tubo de aeração é mais econômica que as outras soluções. há a necessidade de instalação de um tubo (poço) de aeração visando.49 kgf/cm2.500⎜ ⎟ ⎝ D⎠ . etc. o reforço da tubulação com anéis. a instalação de ventosas. a mesma poderá ser embutida no concreto do paramento de jusante da tomada d’água. com Q em cm3/s. . Tubo de Aeração A jusante da comporta da tomada d’água. com as dimensões relacionadas a seguir. por exemplo. o aumento da espessura de toda a tubulação. ao invés de um poço. 3 . o diâmetro da tubulação de aeração será dado pela fórmula: d = 8. com a entrada de ar.47 Q Pc . em concreto (ver figura). o diâmetro da tubulação de aeração (cm) será dado pela fórmula: d = 7. Se a espessura da chapa é maior que 0. .Para pressão de colapso Pc ≤ 0.Para pressão de colapso Pc ≥ 0.

6D 1. convenientemente fixados a uma base de concreto.7 D = comprimento da sela (m).5D papelão grafitado A C I PERFIL 120 B CORTE I-I Figura 1 L ≤ 6 D ≤ 5m = espaçamento máximo entre selas.25D 0. 0 d a c o s D 6 .5D D 5D 25 . Alternativamente podem ser usados “anéis estruturais de aço”. • Tubulação de Concreto ou Cimento-Amianto As tubulações de concreto poderão ser assentadas diretamente sobre o terreno.6 D = largura normal da sela (m). D0 D 5 . B = 1.I L D 0. como mostrado na figura a seguir.2 0. 0 D 5 7 . 0. 0 D 5 .5 kgf/cm2. Essas dimensões são válidas para qualquer tipo de terreno com taxa admissível de compressão maior que 1. C = 1.25D 0.5D areia bem socada 0. normalmente encontrada nos solos tipo: areia grossa compacta e argila dura dificilmente amoldável com a pressão dos dedos.25D D 0. A = 1. 0 a i e r m e b D 5 2 .75D 0. 1 Figura 2 .2 D = altura normal da sela (m).

deve-se evitar. No projeto da câmara de carga. sempre que possível. e . durante a(s) parada(s) programada(s) para . por exemplo.aliviar o golpe de aríete que se processa no conduto forçado quando ocorre o fechamento brusco do dispositivo de controle de vazões turbinadas. a câmara de carga não precisa ter volume significativo. mudanças bruscas de direção na transição canal de adução/câmara de carga e câmara de carga/tomada d’água. Deve-se prever. em conjunto. levando em consideração. Para alturas de queda maiores que 25 m. Esse período de tempo é o considerado necessário para que a inércia da massa d’água no interior do canal entre em regime de escoamento normal. e o escoamento sob pressão no conduto forçado. uma descarga de fundo por onde o material depositado deverá ser expurgado.fornecer água ao conduto forçado quando ocorre uma abertura brusca desse mesmo dispositivo. haverá a necessidade de prever-se. como tem demonstrado a prática.promover a transição entre o escoamento a superfície livre. na câmara de carga. deverá ser elaborado por engenheiros hidráulicos e mecânicos.as “zonas mortas” e zonas de turbulência devem ser evitadas e/ou minimizadas. Destaca-se que o dimensionamento final da câmara de carga. Para alturas compreendidas entre 10 e 25 m. maiores que 25 m. Os aspectos relacionados ao desarenador foram apresentados anteriormente no item TOMADA D’ÁGUA. como mostrado na Figura 1. durante 60 segundos. devem ser observados os seguintes aspectos: . com vazão de projeto. destinada a: . um alargamento na transição entre o canal de adução e a tomada d’água propriamente dita. como estimativa preliminar.visando-se manter o escoamento tranqüilo. até que se estabeleça. . recomenda-se que os sedimentos que não forem atraídos pela descarga de fundo deverão ser removidos manualmente. . posicionada entre o canal de adução e a tomada d’água propriamente dita. aproximadamente. Para alturas de queda até 10 m. evidentemente. rotineiramente. Nessa estrutura prevê-se. a câmara de carga. ou por outro processo mecânico. Como a operação desse dispositivo não promove uma limpeza total. pelo canal de adução. no canal de adução. o regime permanente de escoamento. as características da turbina definidas pelo fabricante. no canal de adução. Dessa forma. seu volume deve ser adequadamente dimensionado.CÂMARA DE CARGA A câmara de carga é a estrutura. um sangradouro lateral visando-se evitar que as variações bruscas da descarga no conduto forçado produzam flutuações no nível d’água que se propaguem para montante. para quedas elevadas. deverá ter um volume de água suficiente para atender ao funcionamento pleno de uma turbina.

dq c LTa B vl C O R T E A -A P LA N TA cf cf Figura 7.0 . Bvl e Eca deverão ser adotados em função da flutuação de nível esperada = Δh.6 0.2 1. conforme tabela abaixo: Tabela 7.manutenção(s) da(s) turbina(s) ou do(s) conduto(s).1.6 0 h N A n o rm a l A lm L LTa Bvl E A f dq d f.8 1.1.12 FLUTUAÇÃO DE NÍVEL Δh (m) DIMENSÕES EM METRO Lvl 20 14 10 Bvl 1. canal de adução Q v e rte d o u ro la te ra l E ca c â m a ra a la rg a d a Vl dq Lvl b o rd a liv re f> = 0 .27 LTa dq Vl df c cf Eca Lvl Bvl Largura máxima da câmara alargada Descarga pelo vertedouro lateral Vertedouro lateral Descarga de fundo Comportas Tubulação forçada Extensão da câmara alargada Comprimento da crista do vertedouro lateral de soleira fixa Largura do vertedouro lateral de soleira fixa NOTA: Os valores de Lvl.4 0 flu tu a ç ã o d e n íve l e sp e ra d a h > = 0 .6 2 Eca 30 21 15 0.

0 s. para reduzir o comprimento do conduto forçado e diminuir os efeitos do golpe de aríete.81 m/s2. queda bruta (m).0 s. Assim. th = th v cf g v cf Lcf gH b . e . velocidade do escoamento no conduto forçado (m/s). Entre 3 e 6 é desejável mas não obrigatória. que se propagam pelo conduto forçado. A verificação dessa necessidade deverá ser feita pelo critério da constante de aceleração do escoamento no conduto forçado. onde tempo de aceleração do escoamento no conduto forçado (s). Verificação da Necessidade de Instalação da Chaminé de Equilíbrio A indicação inicial para que não haja necessidade da instalação de uma chaminé de equilíbrio é obtida a partir da relação a seguir. a chaminé de equilíbrio deve ser instalada o mais próximo possível da casa de força. Lcf Hb Lcf Hb ≤5 . é obrigatória a instalação da chaminé. . com as seguintes finalidades: . onde comprimento do conduto forçado (m). não há necessidade de instalação da chaminé. se Lcf > 5Hb .armazenar água para fornecer ao conduto forçado o fluxo inicial provocado pela nova abertura da turbina.CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO A chaminé de equilíbrio é um reservatório de eixo vertical. como apresentado a seguir. golpe de aríete. Quando necessário. até que se estabeleça o regime contínuo. Para t h > 6.amortecer as variações de pressão. decorrente do fechamento rápido da turbina. Para t h < 3. tem-se uma indicação inicial de que a instalação de uma chaminé de equilíbrio poderá ser necessária. normalmente posicionado no final da tubulação de adução de baixa pressão e a montante do conduto forçado. aceleração da gravidade = 9.

conforme item Golpe de Aríete. Ac = Ac v Lta Ata v2 x 2 g ( H min − hta )hta .81 m/s2. entre a tomada d’água e a chaminé (m). essa estrutura deve ter uma seção transversal com área interna mínima. • Desprezando-se as perdas no sistema adutor Pode-se calcular a elevação ( Ye ) do nível d’água estático máximo e a depleção ( Yd ) do nível d’água estático mínimo pela fórmula. essa solução deve ser analisada criteriosamente. queda mínima (m). ou na caixa espiral da turbina. os critérios de sobrepressão máxima admissível. que deve satisfazer. A instalação de uma válvula de alívio na entrada. em caso de fechamento rápido do distribuidor. considerando a segurança que deve haver na abertura da mesma. velocidade do escoamento na tubulação adutora (m/s). onde área interna mínima da seção transversal da chaminé de equilíbrio (m2). da seguinte forma. g Lta Ata H min hta A altura da chaminé de equilíbrio ( H c ) é determinada em função da oscilação do nível d’água no seu interior. e da sobrevelocidade máxima admissível em caso de rejeição de carga (ver ítens “TURBINAS HIDRÁULICAS” e “GERADORES”). pode evitar a necessidade da chaminé. Dimensionamento de uma Chaminé de Equilíbrio do Tipo Simples e de Seção Constante Para garantir a estabilidade das oscilações do nível d’água no interior da chaminé de equilíbrio. aceleração da gravidade = 9.Destaca-se que a constante de aceleração do escoamento no conduto forçado guarda uma relação com a constante de aceleração do grupo turbina-gerador. área interna da seção transversal da tubulação adutora (m2). Ye = Yd = • Ata Lta gAc Considerando-se as perdas no sistema adutor . No entanto. calculada pela fórmula de Thoma. igualmente. como apresentado a seguir. comprimento da tubulação adutora (m). perda de carga no sistema adutor.

32 (Scobey) ou k a = 100 (Strickler). Calame e Gaden. em folhas a seguir. onde: ze = 1 − 2 1 k + k2 3 9 k= hta hta Ye = perda de carga relativa. perda de carga no sistema adutor. onde: perda de carga no sistema adutor. 2) Depleção decorrente da abertura parcial de 50% a 100% da turbina. ou da tabela 3.YE = z e Ye . A altura da chaminé de equilíbrio ( H c ) será determinada então por meio da seguinte expressão: . é necessário verificar qual dos dois casos é o mais desfavorável entre as seguintes situações: 1) Depleção consecutiva à elevação máxima.M. entre a tomada d’água e a chaminé (m). ' ' Calcula-se YD = z d Yd ' O valor do coeficiente z d é obtido da figura 2. entre a tomada d’água e a chaminé (m). dos autores referidos. . com a ' perda de carga por atrito na tubulação ( ha ) calculada para paredes ásperas: k a = 0. procede-se como descrito a seguir: Calcula-se YD = z d Yd O valor do coeficiente z d é obtido do gráfico 2. ou da tabela 2. Para a segunda verificação. decorrente do fechamento total (100%) da turbina. entrando-se com o parâmetro k ' .40 (Scobey) ou k a = 80 (Strickler). em folhas a seguir.Cálculo de YD Para o cálculo da depleção YD . entrando-se com o parâmetro: k' = ' hta ' ' hta hta = Yd Ye . Para a primeira verificação. baseados nos gráficos de M. com a perda de carga por atrito na tubulação ( ha ) calculada para paredes lisas: k a = 0. procede-se de maneira análoga.

YE YR = 0 YD ' HC y = 1 . onde yE e yD YR ≅ 1.0 m .acréscimo na altura da elevação e da depleção.' H c = YE + y E + ( YD ou YD ) + y D + YR .0 0 D D LC H L1 NA B) Central com pequena regularização diária (depleção Yr) . depleção máxima do NA do reservatório. CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO A) Central a fio d’água Dc y = 1 .0 0 E N A m áx. por segurança.

0 0 D v D Figura 1 . n o rm a l Y N A m in . R H C YD o u YD' y = 1 .DC yE = 1 . 0 0 YE N A m á x .

50 0.8 0.9 1.0 0.00 0.1 0.6 0.2 0.CURVA Zd = f(k’) Zd 1.25 0.5 0.75 0.3 0.0 k’ Figura 2 Tabela 2 DEPLEÇÃO CONSECUTIVA À ELEVAÇÃO MÁXIMA DECORRENTE DO FECHAMENTO TOTAL DA TURBINA – 100% DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE z d EM FUNÇÃO DE k’ .4 0.7 0.

07 0.322 0.403 0.513 0.481 0.570 0.70 0.755 0.390 0.654 0.90 1.895 0.80 0.09 0.744 0.594 0.364 0.982 0.547 0.823 0.603 0.313 0.50 0.382 0.910 0.298 - 0.964 0.293 - 0.k’ 0.04 0.337 0.394 0.852 0.663 0.386 0.437 0.494 0.519 0.645 0.00 1.334 0.458 0.928 0.378 0.427 0.371 0.374 0.367 0.469 0.308 - 0.417 0.946 0.562 0.08 0.611 0.500 0.809 0.350 0.357 0.289 0.20 0.000 0.398 0.619 0.291 - Os valores de zd constantes na tabela são negativos.447 0.702 0.464 0.453 0.422 0.00 0.432 0.325 0.442 0.343 0.30 0.05 0.412 0.316 0.00 NOTA: 0.300 - 0.506 0.866 0.539 0.310 - 0.360 0.353 0.780 0.555 0.628 0.692 0. .734 0.319 0.586 0.06 0.723 0.532 0.794 0.305 - 0.683 0.303 - 0.340 0.331 0.526 0.881 0.40 0.637 0.837 0.673 0.346 0.02 0.296 - 0.01 0.408 0.487 0.475 0.60 0.712 0.766 0.10 0.578 0.328 0.03 0.

636 0.698 0.885 0.842 0.897 0.00 0.06 0.09 0.666 0.819 0.860 0.507 0.770 0.536 0.797 0.680 0.577 0.923 0.50 0.000 0.734 0.601 0.511 0.759 0.00 0.952 - 0.754 0.693 0.00 0.986 - 0.720 0.825 0.60 0.614 0.622 0.40 0.649 0.872 0.514 0.910 0.30 0.662 0.814 0.854 0.593 0.808 0.589 0.585 0.993 - NOTA: Os valores de z1d constantes na tabela são negativos.605 0.764 0.744 0.80 0.973 - 0.556 0.644 0.90 1.684 0.739 0.707 0.891 0.560 0.980 - 0.618 0.671 0.653 0.937 - 0.904 0.966 - 0.540 0.548 0.518 0.917 0.791 0.564 0.711 0.689 0.10 0.830 0.552 0.944 - 0.569 0.20 0.640 0.930 1.658 0.725 0.775 0.500 0.08 0.04 0.02 0.03 0.Tabela 3 DEPLEÇÃO DECORRENTE DE UMA ABERTURA PARCIAL DE 50% A 100% DA TURBINA DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE z1d EM FUNÇÃO DE k’ k’ 0.866 0.01 0.05 0.529 0.786 0.878 0.702 0.848 0.716 0.631 0.836 0.627 0. .573 0.597 0.532 0.07 0.610 0.581 0.780 0.749 0.522 0.504 0.802 0.70 0.525 0.729 0.544 0.675 0.959 - 0.

adota-se. tem-se H t = 1. o conduto forçado que possui o mesmo diâmetro ao longo de todo o comprimento.2 H b . promove aumento do benefício energético sem que isso compense o acréscimo de custo associado. Tabela 1 MATERIAL Aço Concreto Vmáx admissível (m/s) 5. o diâmetro calculado pela fórmula de Bondshu como o econômico.2 H b . deve-se verificar se a velocidade máxima admissível para cada tipo de tubulação.CONDUTO FORÇADO Nestas Diretrizes considera-se. pode-se admitir que hs = 0. apenas. De = 127 7 Q3 H b . Substituindose na fórmula anterior.0 3. descarga de projeto (m3/s).77 Ht Após o cálculo do diâmetro econômico. Entende-se por benefício o valor presente da energia a ser produzida ao longo da vida útil da PCH e por custo o investimento total necessário à implantação da PCH. Portanto.0 . Determinação do Diâmetro Econômico Teoricamente. igual à soma da queda bruta ( H b ) com a sobrepressão devida ao golpe de aríete ( hs ). tem-se: Q3 De = 123. Portanto. nestas Diretrizes. H t = H b + hs = carga hidráulica total sobre o conduto (m). que significaria redução das perdas hidráulicas e. onde: De Q diâmetro econômico (cm). listada na tabela a seguir. consequentemente. maior potência instalada. o diâmetro econômico é o diâmetro limite para o qual um aumento de sua dimensão. Dadas as dificuldades de obter-se uma fórmula que considere exatamente os parâmetros acima mencionados. Para as PCH. é atendida. o diâmetro econômico é aquele para o qual a relação custo-benefício é máxima.

comprimento do conduto (m). diâmetro interno do conduto (cm). Variação de Pressão no Conduto Forçado .• Verificação da Velocidade A velocidade é estimada pela equação da continuidade: V= Q πDe2 A= 4 .1 . estima-se a perda de carga devido ao atrito.38 No item “DETERMINAÇÃO FINAL DA QUEDA LÍQUIDA E DA POTÊNCIA INSTALADA”. com juntas soldadas ou sem costura. resultantes de fechamentos ou aberturas rápidas.Golpe de Aríete . Essas variações.2732 De2 • Verificação da Perda de Carga Conhecidos De e V . Essas variações são estimadas pelo Método de Allievi. como descrito a seguir. Portanto. o cálculo das perdas de carga para diversos casos. onde V = Q 4Q 2 πDe = 1. Tabela 2 VALORES DE k a CONDUTO ka Di Aço (*) Cimento-amianto Concreto armado (*) Novo. condicionam a espessura da chapa do conduto.32 0. utilizando-se a fórmula de Scobey. parciais ou totais.34 0. do dispositivo de fechamento da turbina. positivas (sobrepressões) ou negativas (depressões). em detalhes. como apresentado . onde: J Lcf ka perda de carga unitária (m/km). A . coeficiente que varia com o tipo de tubulação (ver Tabela 2). desprezando-se as demais. J = 410 K a V 1. conforme o engolimento da turbina diminua ou aumente repentinamente. 0. apresenta-se.9 Di1.Método de Allievi A pressão normal estática ao longo do conduto forçado sofre variações decorrentes do golpe de aríete quando há mudanças súbitas de vazão.

celeridade da onda de pressão (m/s). cujo limite máximo é igual a 0. . onde Di diâmetro interno do conduto (mm).3 + K Di e .81 m/s2. ρ= ρ v pV 2 gHb eθ = v pt 2 Lcf . tempo de fechamento do dispositivo de fechamento da turbina (s). A velocidade da onda de pressão é calculada pela fórmula a seguir. onde: hs = sobrepressão ou depressão (m).35 H b . pode-se adotar: θ vp V g Hb t L t = 6. Na falta de informações do fabricante da turbina. H b = queda bruta (m). Z 2 = parâmetro obtido dos gráficos de Allievi. onde: constante da linha. queda bruta (m). os quais são calculados utilizando-se as fórmulas a seguir. hs = ( Z 2 − 1) H b .0 s. para sobrepressão e depressão. vp = 9900 48. para condutos com uniformidade de espessura de parede e de diâmetro interno. para condutos curtos: L ≤ 3Hb . comprimento do conduto (m). no de intervalos 2 L / v p contidos em t . em função dos parâmetros ρ e θ . aceleração da gravidade = 9. para condutos longos: L > 3Hb . t = 10 s. velocidade do escoamento (m/s).a seguir.

50 1.e espessura do conduto (mm).00 5.00 5. conforme Tabela 3 Tabela 3 VALORES DE K CONDUTO Aço Ferro fundido Chumbo Madeira Concreto K 0.00 10. coeficiente que depende do material do conduto. CURVA Z 2 x ρ / θ PARA SOBREPRESSÃO .00 K Os gráficos a seguir apresentam as curvas de variação de Z 2 x ρ / θ para sobrepressão e para depressão (Figuras 1 e 2).

30 1.40 0.ρ/θ 0.10 0.90 Z 1.20 0.30 0.10 1.40 1.00 1.50 2 Figura 1 CURVA Z 2 x ρ / θ PARA DEPRESSÃO .20 1.00 0.

ou seja.7 0.050 0. no conduto forçado.ρ/θ 0. para conduto pressão total interna máxima.6 0.200 0. Pt = Pi + hs . onde: conduto forçado é a ADUÇÃO” no ítem de baixa pressão.9 2 Figura 2 Espessura do Conduto Forçado A metodologia para determinação da espessura da parede do mesma apresentada em “ESPESSURA DA TUBULAÇÃO DE ”TUBULAÇÃO DE ADUÇÃO EM BAIXA PRESSÃO”.8 0.250 0.100 Z 0.150 0. A considerando o golpe . somando-se à pressão hidrostática a sobrepressão. deve ser calculada de aríete.

bloco de apoio ou sela. onde o conduto se apoia simplesmente.bloco de ancoragem. como definido anteriormente. podem ser usados “anéis estruturais de aço”. Alternativamente. com dois blocos de apoio. tabelado em função do diâmetro e do ângulo de inclinação ( θ1 ) do conduto. sobrepressão (kgf/cm2). que atende as condições de estabilidade especificadas mais adiante. sendo permitido o seu deslizamento sobre o mesmo.2 D . .0 m A B C espaçamento entre selas. • Bloco de Apoio ou Selas A figura a seguir mostra um corte esquemático de um trecho do conduto.Pt Pi hs pressão total interna máxima (kgf/cm2). para as condições físicas do sistema de apoio enumeradas a seguir: L ≤ 6 D ≤ 5. Blocos de Apoio e de Ancoragem Dois tipos de blocos de concreto são usados para suportar o conduto forçado: . A Tabela 4 apresenta o valor da largura da base “C” dos blocos de apoio. convenientemente fixados a uma base de concreto. comprimento da base do bloco. largura da base = 1.6 D .20Hb . em trechos retos longos e em pontos de mudança de direção. que tem a função de absorver os esforços que se desenvolvem no conduto. cujo limite máximo é igual a 0. pressão hidrostática máxima interna devido à queda bruta (kgf/cm2). . altura do bloco = 1.

00 2 (*) Para σ c adm = 1. .35 0.45 0.5C 0.60 2.00 30o 0.40 0.35 0.00 1.00 1.Esforços Atuantes A carga unitária distribuída ( q ) atuante ao longo do comprimento do conduto é igual a: q = q t + q a .5D L 0.30 1.65 1.00 1.00 45o 0.5C 1 0.60 2.5C 0.60 2.00 1.30 1.θ1 0o 0.65 1.D 0. foram considerados os maiores valores dos esforços principais.40 1.5D A 120 B O1 CORTE 1-1 Figura 3 Tabela 4 BLOCOS DE APOIO (*) COMPRIMENTO DA BASE “C” (m) D (m) 0.60 0.5C A C D 1 0. peso unitário da água (tf/m). devido à carga unitária ( q ) . apresentado a seguir.20 INCLINAÇÃO DO CONDUTO .00 1.65 1.Força Normal. .20 0. No dimensionamento simplificado.5 kgf / cm (tensão admissível à compressão).30 1.20 1. desprezando-se os demais.60 2.00 15o 0. onde: qt qa peso próprio unitário do conduto (tf/m).80 1.65 1.

correspondente a uma areia grossa compacta ou a uma argila dura de difícil moldagem com os dedos. essa força transmitida ao apoio corresponde à máxima força de atrito: Ft = f a Fn (tf). . adotado igual a 0.Peso Próprio do bloco de apoio Gc = A. considerando-se as condições de estabilidade relacionadas a seguir. RV resultante dos esforços atuantes na direção vertical. . Os valores de “C” constantes da tabela apresentada anteriormente.40 tf/m3. . para blocos apoiados em rocha. RH > 2.Fn = qL cosθ1 (tf) .0 RV . .Força tangencial. em função de D e de θ1 . . devido às diferenças de temperatura Como o conduto é simplesmente apoiado.Esforço Transmitido à Fundação . onde: γc peso específico do concreto = 2. B.γ c .25 correspondente ao atrito entre conduto e um aparelho de apoio metálico na cabeça do bloco. ou taxa de trabalho.Comprimento da Base do Bloco “C” Conhecidos os valores de A.Coeficientes de Segurança RH > 2. onde: fa coeficiente de atrito entre o conduto e o bloco de apoio.A resultante dos esforços deve passar pelo terço central do bloco.5 RV .50 kgf/cm2. C. para blocos apoiados em solo. satisfazem a uma taxa de compressão admissível da fundação ( σ c adm ) de 1. onde: R H resultante dos esforços atuantes na direção horizontal. mal lubrificado. B e L. resta a determinação de “C”.

área da base do bloco = BxC (cm2). a qual deverá ser compactada antes do lançamento do concreto. . Após a escavação do terreno.Esforços Atuantes Além dos esforços considerados para o caso do bloco de apoio. A Figura 4 mostra um detalhe típico.5C 0. σ c adm tensão admissível à compressão (kgf/cm2). deverá ser instalado aparelho para apoio do conduto. 0.5D junta de dilatação C O2 0.5C L 0. deverá ser lançada uma camada de brita de 15 cm de espessura.5D O1 D ponto de inflexão A 0. • Bloco de Ancoragem O bloco de ancoragem é utilizado em longos trechos retos do conduto e em locais de mudança de direção. de acordo com as especificações. Na parte superior da sela.∑ FV < σ c adm Ab .Aspectos Construtivos O concreto dos blocos de apoio deverá ser fabricado atendendo as mesmas especificações do concreto para Barragens de Concreto. NOTA: Considerado o efeito da excentricidade.5D CORTE LONGITUDINAL Figura 4 . dois outros deverão ser considerados: . onde: ∑ FV Ab somatório das forças verticais (kgf/cm2).

.0 D ou 4.Força Radial. ϕ A influência da força centrífuga na curva. com σc adm = 1. que deverá ser compactada antes do .para fundações em solo: areia grossa compacta ou a uma argila dura de difícil moldagem com os dedos. devido à velocidade do escoamento. No dimensionamento. deve ser considerado: . ângulo interno da curva do conduto. que atendam às mesmas condições de estabilidade definidas anteriormente para os blocos de apoio. devido à carga unitária distribuída ( q ) Ft = qL sen θ1 (tf) .35H . . não foi considerada por causa da sua pequena magnitude quando comparada às demais forças.Dimensões do Bloco de Ancoragem O espaçamento entre os blocos. a altura e a largura da base são fixados: L ≤ 30 m espaçamento máximo (m). . para fundações em terra e rocha.Força Tangencial. igual à carga hidráulica ( H ) entre o reservatório e o local do bloco mais a sobrepressão devida a eventual golpe de aríete.para fundações em rocha: rocha alterada. A ≥ 2. respectivamente. resistente a desmonte por picareta.0 D Os valores do comprimento “C” da base do bloco. são apresentados em Tabelas adiante. altura do bloco (m). θ1 . . Uma camada de brita de 15 cm de espessura.Aspectos Construtivos O concreto dos blocos de ancoragem deverá também ser fabricado atendendo às mesmas especificações do concreto para Barragens de Concreto. com σc adm = 10 kgf / cm2 . largura da base (m). θ2 e Pt . Recomenda-se adotar Pt = 1. onde: pressão total da água (m) no conduto. como apresentado anteriormente.0 D B = 3. . devido à pressão interna da água nas curvas da tubulação FR = Pt πD 2 2 Pt sen ϕ 2 (tf).espaçamento máximo entre blocos = 30 m.5 kgf / cm2 . em função de D.

30 1. deverá também ser lançada após a escavação do terreno.65 1. em m.60 2.60 2.65 1.30 1.00 1. pelo seu lado superior.20 NOTA: θ1 = INCLINAÇÃO 15 o DO 35 o CONDUTO 45 o 0. Comprimento da base do bloco de apoio C = tabelado.00 Altura do bloco de apoio A = 1.40 1. No caso de blocos que envolvam totalmente o conduto forçado. Deverá ser obrigatoriamente instalada uma junta de dilatação no conduto forçado a jusante dos blocos. Registra-se que.COMPRIMENTO DA BASE DOS BLOCOS DE APOIO – C DIÂMETRO (m) 0. onde possível.0D ou 4.00 1.00 0.5D ESTRIBO 03/4" C/20 A>= 2D B=3.00 1. A distância da geratriz superior do conduto e o topo do bloco deve ser sempre igual a D / 2 (m).20 0. 0.40 0.00 1.30 1.35 0.5D D 0. em m.6 D.60 2.00 0 o 0. a tubulação deverá ser solidarizada ao mesmo através de estribos de aço. pelo menos.60 0.35 0.2 D.45 0.00 0.lançamento do concreto.20 1.00 1. .0D Figura 5 Tabela 5 .65 1. Largura da base do bloco de apoio B = 1. a escavação da fundação do bloco escalonada (em dentes) aumentará sua resistência ao deslizamento.60 2. espaçados a cada 20 cm e engastados na base.80 1. de 3/4”.65 1.

30 3.30 4.00 3.90 5.00 4.80 3.60 3.60 θ1=0o 4.6 0.30 3.2 NOTA: θ1=0o 1.20 2.60 θ1=0o 2.10 45o 2.30 2.30 2.30 5.00 3.80 3.00 4.4 0.80 3.80 4.20 3.2 H=10m 0.2 θ1=0o 1.30 3.50 4.90 3.4 0.0 1.30 3.80 4.30 4.30 2.00 3.60 θ2 15o 2.40 3.60 3.60 θ1=0o 1.60 θ2 15o 3.00 5.30 2.40 4.10 =30o 30o 3.30 2.50 4.80 2.50 4.6 0.30 2.90 3.80 3.70 2.70 2.40 4.30 3.80 3.2 θ1=0o 1.40 3.80 2.40 4.30 2.00 5.10 45o 3.70 2.30 4.80 3.00 3.50 4.80 3.30 3.30 3.10 4.40 4.90 4.30 2.90 4.10 3.60 45o 3.2 θ1=0o 1.60 θ2 15o 3.80 3.tabelado.10 θ2 15o 3.40 5.00 4.00 4.60 4.40 3.6 0.60 =30o 30o 3.30 3.60 θ1=0o 2.40 4.30 3.10 =45o 30o 3.40 4.80 2.90 4.60 θ1=0o 2.80 3.70 2.70 2.80 3.60 3.10 45o 2.60 θ2 15o 3.90 5.30 3.80 4.50 4.30 3.20 2.10 =45o 30o 4.40 3.80 3.70 2.00 4.20 2.40 3.80 3.70 3.80 1.40 4.80 3.60 4.10 3.50 4.90 5.70 2.60 θ2 15o 2.40 4.40 3.80 3.10 = 0o 30o 3.10 θ1=0o 3.30 2.10 4.8 1.00 3.10 4.20 2.00 4.80 2.10 5.30 3.40 4.30 2.10 =30o 30o 3.60 45o 2.50 5.10 =15o 30o 3.90 4.70 2.70 2.0 1.30 3.10 θ2 15o 4.60 4.8 1.10 3.60 45o 2.40 3.80 3.60 =30o 30o 3.10 45o 3.80 1.00 4.10 3.10 5.0 1.10 θ1=0o 1.60 3.10 5.30 3.10 θ1=0o 2.30 2.10 =15o 30o 3.30 3.80 3.20 2.60 θ2 15o 3.50 5.30 3.60 3.40 3.50 4.20 2.00 4.10 D (m) 0.0 1.00 4.50 4.80 3.50 5.40 3.50 4.40 3.30 2.10 3.60 45o 4.80 3.2 θ1=0o 1.80 2.80 4.00 4.80 3.90 4.10 3.30 3.2 H=5m 0.90 3.80 4.30 2.80 3.00 5.40 4.30 3.30 3.30 3.20 2.80 4.80 3.80 3.30 3.40 3.4 0.40 4. exceto na região assinalada. Largura da base do bloco B = 3D.10 =30o 30o 3.00 3.00 3.50 5.80 3.90 3.20 2.70 2.10 3. Comprimento da base do bloco C .60 4.60 θ2 15o 3.40 4.30 3.80 1.00 3.80 3.90 4.10 3.30 4.80 1.10 θ2 15o 4.60 4.00 4.40 4.80 3.2 H=15m 0.30 3.60 =45o 30o 3.10 45o 2.40 3.00 4.80 3.30 4.60 θ2 15o 3.10 θ2 15o 3.90 3. conforme a solução geométrica para o bloco.00 4.40 3.10 =15o 30o 3.00 4.20 3.30 3.10 θ1=0o 2.30 3.10 3.80 4.30 4.60 4.6 0.00 4.60 θ2 15o 3.10 θ1=0o 2.40 3.90 4.10 3.00 3.80 2.30 3.00 3.90 5.30 3.10 D (m) 0.30 3.10 4.30 4.50 4.30 4.10 4.10 Altura do bloco A ≥ 2 D.4 0.30 3.50 4.10 45o 3.50 4.30 3.2 H=20m 0.60 4.60 θ2 15o 2.60 3.40 3.80 4.80 3.30 2.40 3.50 4.6 0.50 4.10 = 0o 30o 4.80 3.10 3.50 3.90 4.60 θ2 15o 3.80 3.10 = 0o 30o 4.30 2.00 4.30 2.80 3.90 3.00 4.00 4.10 θ1=0o 2.80 2.BLOCOS DE ANCORAGEM – COMPRIMENTO DA BASE Tipo de Terreno: Terra D (m) 0.80 3.30 5.80 3.10 3.80 2.30 2.40 3.50 4.80 2.30 3.2 H=25m 0.80 3.50 4.90 4.00 4.40 3.20 3.00 4.60 θ2 15o 4.50 4.00 3. onde deve ser B = 4 D.00 5.80 3.30 3.10 θ1=0o 3.60 3.00 4.10 45o 5.40 4.00 4.40 4.10 5.70 2.50 4.80 3.60 4.00 4.40 4.80 3.80 3.60 45o 2.8 1.10 45o 4.90 4.90 3.80 3.80 3.40 4.30 3.40 4.80 3.90 6.40 4.10 = 0o 30o 4.80 3.80 3.30 3.30 4.60 3.40 4.80 3.10 = 0o 30o 3.40 4.20 3.20 2.80 3.20 3.10 3.40 3.40 4.40 4.00 4.50 5.80 3.40 4.40 4.70 2.40 4.00 4.60 θ2 15o 2.60 45o 3.10 D (m) 0.00 5.50 4.40 5.80 3.40 3.30 2.40 4.10 θ2 15o 3.10 3.10 θ1=0o 2.10 45o 3.80 3.80 1.80 3.30 2.80 3.60 45o 4.00 4.00 4.60 θ2 15o 3.30 2.60 =45o 30o 3.Tabela 6 .30 3.30 4.00 4.30 3.30 2.00 5.10 =45o 30o 4.0 1.60 4.80 2.8 1.10 45o 3.30 3.80 3. .10 3.30 3.70 2.60 45o 4.60 θ2 15o 2.80 4.30 3.70 2.40 3.80 2.30 2.10 3.10 4.10 4.00 3.80 3.00 4.90 4.20 3.90 4.20 2.80 3.30 3.30 2.90 4.90 4.20 2.30 2.50 4.00 3.4 0.40 5.60 4.60 4.80 3.40 3.40 3.00 4.10 θ1=0o 2.30 2.30 3.10 =15o 30o 4.40 4.60 45o 3.80 4.10 3.50 4.10 D (m) 0.8 1.60 θ1=0o 3.40 3.00 4.50 4.00 4.10 45o 3.60 3.60 3.80 3.30 3.10 =15o 30o 3.

20 2.30 3.60 =45o 30o 2.40 3.30 2.60 45o 1.60 45o 2.10 θ1=0 o θ2 15o 2.80 2.30 2.00 4.50 4.30 2.30 3.90 4.20 3.20 2.70 2.80 3.20 2.10 45o 1.2 θ1=0o 1.70 2.40 3.30 3.50 4.70 3.50 5.90 3.90 3.10 45o 3.30 3. Largura da base do bloco B = 3D.00 4.20 2.80 2.40 3.40 3.80 3.0 1.00 3.70 3.30 2.40 4.70 3.50 4.30 3.40 3.80 3.00 4.90 3.00 4.40 3.40 4.20 3.10 2.30 3.70 3.80 3.50 4.2 H=25m 0.70 3.2 θ1=0o 1.30 2.30 2.30 2.20 2.10 45o 2.30 2.8 1.80 3. .50 4.70 3.30 3.80 3.40 4.60 3.10 =30o 30o 2.80 2.60 1.30 2.70 3.20 3.00 4.70 3.30 2.80 3.80 2.10 D (m) 0.80 4.30 2.10 =45o 30o 2.10 D (m) 0.00 4.10 1.10 =15o 30o 2.30 2.00 4.10 =15o 30o 2.6 0.90 4.2 θ1=0o 1.40 5.30 3.20 2.10 =15o 30o 2.60 θ1=0o 2.80 2.80 3.20 3.40 5.60 1.30 2.0 1.00 3.40 4.30 3.4 0.50 5.70 3.2 H=20m 0.60 θ2 15o 2.30 2.00 4.30 3.40 4.80 2.30 2.00 3.20 3.60 1.30 3.40 3.00 4.50 4.40 4.40 4.30 2.30 2.30 3.30 2.30 3.10 45 o θ1=0 o θ2 15o 2.10 θ2 15o 2.00 4.30 4.00 4.00 3.30 2.70 3.4 0.40 4.8 1.20 2.8 1.20 2.80 2.30 2.20 2.50 4.00 4.90 3.70 2.20 2.00 4.60 45 o θ1=0 o θ2 15o 1.70 2.00 1.80 3.80 3.80 3.40 3.30 3.70 3.20 2.80 2.Tabela 7 .70 3.40 3.40 3.50 5.20 2.50 4.80 3.4 0.00 3.50 4.60 45o 1.10 D (m) 0.40 4.90 4.70 3.2 θ1=0 o θ2 15o 2.30 3.90 4.10 =45o 30o 2.60 1.60 θ2 15o 1.10 45o 1.40 4.30 2.00 4.50 4.60 1.30 2.20 3.30 2.80 2.60 2.80 4.30 3.80 2.30 3.00 4.30 3.80 3.80 3.50 5.30 3.30 2.10 3.90 3.80 2.20 2.60 θ1=0 o θ2 15o 2.40 3.80 3.10 =45o 30o 2.50 3.60 =45o 30o 2.40 3.30 2.10 45o 1.20 3.30 2.10 θ1=0o 1.50 4.10 4.30 2.30 2.70 3.00 3.40 4.30 3.30 3.00 4.00 4.30 3.90 3.60 =30o 30o 2.70 3.80 3.90 4.10 θ2 15o 3.30 3.20 2.60 1.10 45o 1.80 4.60 45o 1.90 4.6 0.80 2.60 2.10 NOTA: Altura do bloco A ≥ 2 D.80 2.30 3.20 3.00 5.10 3.70 2.00 4.8 1.90 4.10 =15o 30o 2.30 2.70 3.30 3.6 0.00 3.10 θ1=0o 1.30 2.20 2.BLOCOS DE ANCORAGEM – COMPRIMENTO DA BASE Tipo de Terreno: Rocha D (m) 0.10 θ1=0o 1.40 4.20 3.50 5.30 3.50 4.80 2.10 45o 1.00 5.40 3.50 4.00 3. onde deve ser B = 4 D.80 3.4 0.10 =30o 30o 2.30 3.00 5.30 3.60 θ2 15o 2.80 3.50 5.60 1.10 D (m) 0.80 4.80 4.40 4.90 4.90 4.10 45o 1.00 4.80 2.6 0.50 4.10 =15o 30o 2.80 2.70 3.30 3.80 2.40 3.30 2.70 3.60 45o 2.80 2.00 θ1=0o 3.40 3.90 4.30 3.0 1.40 4.80 3.60 3.80 3.00 4.40 3.70 2.40 4.90 4.10 = 0o 30o 2.60 45o 2.80 2.40 4.00 4.30 2.40 3.10 3.10 = 0o 30o 2.30 2.30 2.4 0.60 1.70 2.60 2.20 2.90 4.70 3.40 4.80 3.70 2.90 3.30 2.80 2.20 2.70 2.10 45o 2.90 4.70 2.90 4.00 4.60 θ2 15o 3.50 4.70 2.90 4.90 4.60 =30o 30o 2.30 3.70 2.70 2.40 4.40 3.80 3.30 2.60 θ2 15o 2.10 45o 3.00 3.2 H=10m 0.tabelado.40 5.00 4.30 3.10 =30o 30o 2.00 3.2 θ1=0 o θ2 15o 2.80 3.60 θ1=0o 1.50 4.30 2.50 4.00 4.50 4.80 3.80 2.30 3.30 2.2 H=15m 0.00 5.00 4.10 = 0o 30o 2.00 4.90 4.60 θ2 15o 1.30 3.0 1.10 = 0o 30o 3.80 3.00 4.80 3.30 2.40 3.10 3.60 2.40 4.60 45o 2.40 4.40 3.00 4.80 3.00 θ1=0 o θ2 15o 1.20 2.70 3.80 3.80 3.10 3.40 4.30 3.80 2.90 4.30 2.60 θ2 15o 2.0 1.80 3.30 2.30 2.90 4.40 3.50 4.40 3.30 2.80 3.20 3.40 5.10 θ1=0o 1.90 4.80 3.40 4.8 1.20 2.00 3.80 3.60 θ2 15o 2.20 2.10 = 0o 30o 3.50 4.80 3.20 2.2 H=5m 0.70 2.00 4.90 3.80 3.30 2.6 0.2 3.70 2. Comprimento da base do bloco C .80 4.80 2.60 1.00 3.40 4.10 θ2 15o 2.80 3.80 2. exceto na região assinalada.40 4.70 3.80 2.30 3.20 3.00 4.00 4.30 3.10 θ1=0o 2.00 3.50 5.30 3.40 3.40 3.80 2.00 45 o θ1=0 o θ2 15o 2.30 3. conforme a solução geométrica para o bloco.90 4.10 1.00 4.30 3.60 3.00 4.50 4.60 θ2 15o 1.80 3.70 2.10 θ1=0o 2.50 4.

como exposto anteriormente no ítem ARRANJO E TIPO DAS ESTRUTURAS. • quando a rocha no trecho a ser atravessado pelo túnel se mostrar de boa qualidade. até a superfície estimada do topo rochoso. L menor distância (cobertura). a seção de escavação do túnel. a ligação mais curta entre a tomada d’água e a casa de força e deve atender ao critério de cobertura mínima de rocha preconizado por Bergh-Christensen e Dannevig (1971). de preferência. poderá ser cogitada a adução das vazões através de túnel. por interesses construtivos. de cada seção/estaca (m). O mais comum nestes casos é ter o túnel de baixa pressão. . a partir do túnel. No trecho onde se requer a sua blindagem o diâmetro final interno será circular. onde. de baixa permeabilidade e sem suspeita de ocorrência de materiais erodíveis ou solúveis. em qualquer direção. Essa opção. medida no plano da seção longitudinal (na direção do eixo do túnel) e na seção transversal (na direção perpendicular ao eixo do túnel). O túnel de adução deve ser projetado para resistir à pressão máxima interna decorrente das condições operacionais extremas da usina. com pequena declividade e a chaminé de equilíbrio e o túnel de alta pressão ou conduto forçado a céu aberto até a casa de força. Em alguns casos não se caracterizam os trechos de baixa e de alta pressão. a seguir). • quando houver solução econômica para a implantação de uma chaminé de equilíbrio (se esse dispositivo se mostrar necessário). O traçado do túnel deve representar. Critérios Gerais para o Projeto do Túnel Normalmente. com o ângulo de mergulho do túnel sendo ditado pela busca de cobertura de rocha mais favorável (ver Figura 1.TÚNEL DE ADUÇÃO Arranjos com Túnel de Adução Quando a casa de força da PCH não é incorporada ao barramento. normalmente. a princípio. será considerada nos seguintes casos: • quando a topografia for desfavorável à adução em canal ou conduto de baixa pressão. cujos conceitos são os seguintes: L> KH γ r cos β . • quando houver suficiente cobertura de rocha ao longo da diretriz prevista para o túnel. deve ser considerada como em arco-retângulo.

H K carga estática máxima de pressão d'água na seção em estudo (m).3 . coeficiente de sobrelevação para a pressão. γr β ARRANJO DE TÚNEL COM TRECHOS EM BAIXA E EM ALTA PRESSÃO ARRANJO DE TÚNEL COM INCLINAÇÃO EM DIREÇÃO À CASA DE FORÇA ARRANJO DE TÚNEL EM BAIXA PRESSÃO ACOPLADO A CONDUTO FORÇADO A CÉU ABERTO Figura 1 . Esses parâmetros são ilustrados nas Figuras 2 e 3. massa específica da rocha (t/m3). verificada na seção longitudinal e na seção transversal. adotado 1. menor inclinação média da superfície do terreno natural. a seguir.

não se recomendando declividades inferiores a 1%. a camada de solo superficial e a posição da superfície do topo rochoso em cada seção. a declividade máxima deve se limitar a 12%. um caminhamento sobre a diretriz projetada para o túnel e um mapeamento geológico de superfície. isto é. . Quando a geometria do arranjo exigir. NA MESMA SEÇÃO. necessariamente. QUANTO ÀS CONDIÇÕES DO PERFIL TRANSVERSAL Figura 2 A análise do traçado deve ser efetuada a cada estaca da diretriz do túnel (espaçamento de 20 m) e contar. utilizando-se túneis/janelas intermediárias. além de informar sobre as características da rocha e sua adequabilidade para comportar o túnel. tendo em conta aspectos construtivos ligados à drenagem das águas de infiltração. O ângulo de mergulho deverá ser adequado à necessidade de recobrimento de rocha. De forma geral. A análise deverá ser precedida de. Em perfil. talvez se mostre necessário prever frentes de ataque adicionais. tendo em conta requererem métodos construtivos diferenciados. com particular atenção nos talvegues a serem atravessados. os trechos de grande declividade devem ser concentrados em pequenas extensões. a fim de estimar. com a participação de um geólogo. pelo menos. em cada frente de execução. quando o nível d’água alcança o mínimo minimorum no reservatório e na chaminé de equilíbrio (se existir). QUANTO ÀS CONDIÇÕES DO PERFIL LONGITUDINAL β H L SEÇÃO NN' ESTACA N VERIFICAÇÃO DO CRITÉRIO DE COBERTURA.L> KH γ r cos β β N H L N' ESTACA N VERIFICAÇÃO DO CRITÉRIO DE COBERTURA. com segurança. Se o traçado for muito longo. abaixo da linha piezométrica no caso mais desfavorável. com critério. Na definição do traçado do túnel deverá ser levado em conta que o prazo de construção depende da produção diária. o túnel deve ser traçado de modo que o ponto mais alto fique sempre. EM UMA SEÇÃO.

onde: coeficiente de Manning. por imposições geológico/construtivas. diâmetro de referência (base ou altura da seção arco-retângulo) (m). que varia em função da rugosidade das paredes do túnel. aceleração da gravidade (m/s2). A seguir são sugeridos valores para o coeficiente de Manning a ser adotado de acordo com o tipo de revestimento. na chegada à casa de força e. . O comprimento necessário do trecho blindado. nos trechos onde a cobertura de rocha é insuficiente e. do diâmetro do túnel e da velocidade do escoamento. Critérios para o Dimensionamento Hidráulico do Túnel a) Dados e Parâmetros para o Dimensionamento Os dados e parâmetros para o dimensionamento hidráulico do túnel são os relacionados pela formulação de Darcy-Weisbach L V2 hf = f D 2 g . pode ser estimado pela expressão a seguir.Considerando a qualidade do maciço. em outros trechos localizados será determinado pelo atendimento à condição da fórmula de Bergh-Christensen e Dannevig. a princípio não será previsto revestimento do túnel. f = 124. Simplificadamente. apenas. onde hf f perda de carga no túnel (m). L D V g b) Coeficiente de Perda de Carga O coeficiente de perda de carga f é uma função da rugosidade da parede. comprimento do túnel (m).333 . nos trechos em que o critério de cobertura mínima de rocha é atendido.58 n n2 D 0. coeficiente de Darcy-Weisbach. velocidade média do escoamento no túnel (m/s). em trechos localizados. eventualmente. O revestimento deve ser necessário.

confrontando-se as alternativas de diâmetros de projeto com custos e prazos necessários para execução de revestimento.COEFICIENTE DE MANNING REVESTIMENTO Sem revestimento Concreto Aço n 0. sob o aspecto do aproveitamento hidrelétrico. A determinação de uma situação de economicidade ótima para projeto envolve uma análise com várias hipóteses de diretrizes alternativas. por seus trechos característicos. de forma econômica. Para efeito deste Manual.013 0. • • para projetos com pequenas vazões para geração. A estimativa da perda é feita estabelecendo-se hipóteses para o diâmetro e rugosidade das paredes do túnel. a qual deve levar em conta. que deve se mostrar percentualmente baixa. Se as condições de cobertura mínima de rocha são atendidas.025 0. já que o dimensionamento ótimo será ditado pela adequada análise da perda de carga no túnel (energia de geração renunciada). A consideração posterior de análise marginal de benefício/custo pode ser efetuada para verificação da hipótese do revestimento do túnel. A extensão e diâmetro do túnel podem se mostrar determinantes nessa análise. o projeto deve considerar inicialmente o túnel não revestido. sugere-se a seção arco-retângulo com altura e largura iguais a 2. deve variar entre 2% e 5% da queda bruta disponível para geração. por método convencional.50 m. diâmetros de túnel e revestimentos. os possíveis benefícios relacionados com redução nos prazos de obras. A perda de carga no túnel de adução.010 c) Rotina para Dimensionamento A perda de carga a ser assumida para o projeto do túnel é uma questão econômica. nunca será a ditada pela velocidade máxima admissível. Dois aspectos devem ser lembrados: • • a seção mais econômica. . a seção do túnel será ditada pelas menores dimensões que permitem a realização de escavação subterrânea de rocha. total ou parcial (em trechos). de forma geral. devendo ser compreendida como uma quantidade renunciada de energia. inclusive.

sem revestimento.3. a qual deve ser avaliada.Premissas para o Dimensionamento do Revestimento A necessidade de revestimento/escoramento será condicionada por considerações econômicas e pela qualidade do maciço rochoso a ser atravessado. de esmagamento do revestimento. O revestimento. de Bergh-Christensen e Dannevig. por geólogo com experiência. normalmente. normalmente. ou seja. Na escavação do túnel. em cada trecho. juntas de alívio. for insuficiente. de 1. à carga máxima de pressão interna. deverão ser função dessa classificação. O primeiro dimensionamento deve considerar a hipótese que o revestimento é responsável . ou em túnel revestido. adicionalmente. como já exposto. Os tipos de escoramento. em conduto forçado. em trechos do maciço de qualidade inferior à prevista. a) Condições para Cálculo Normalmente. em concreto ou blindado. de acordo com o critério adotado por projeto. sempre devem ser previstas surpresas. Na chegada à casa de força. de acordo com o tipo de rocha. no caso. quando a cobertura de rocha. integralmente. alteração. curto. normalmente. calculada pela diferença entre o nível d'água de montante e a cota de piso do túnel. além de suas feições estruturais (falhas. enquanto o túnel percorre o maciço com cobertura suficiente. entretanto. sobrelevada do coeficiente de sobrepressão considerado. no desemboque. tratamentos e contenção específicas. cada avanço de escavação do maciço rochoso deverá ser acompanhado por um geólogo no campo. tratamento e contenções. deve ter o mesmo critério de dimensionamento de uma tubulação forçada a céu aberto. avaliação dos seus parâmetros geológico/geotécnicos (graus de fraturamento. coerência e condutividade hidráulica). mais longo. para efeito do presente Manual. à condição reinante na operação de esvaziamento do túnel. que o classificará em diversas classes. e • • um trecho. onde serão necessários aplicar métodos de escoramento. condições das fraturas e intrusões). Nesse processo. o túnel de adução apresenta dois trechos distintos: • • um trecho. O dimensionamento da espessura do revestimento deve considerar duas situações: • • o revestimento deve atender. a céu aberto. esse revestimento é uma blindagem em aço. b) Cálculo de Túnel em Operação A situação de carregamento com o túnel em operação é facilmente visualizada e não cria dúvidas quanto à sua aplicação. em cada ponto. quando as pressões externas do lençol freático natural ou do lençol artificial criado pelo funcionamento do túnel atuam no sentido contrário. e • • o revestimento deve atender.

dessa forma. criam-se condições para a ocorrência de pressões de esmagamento sobre o revestimento. sem considerar que parte da carga possa ser absorvida pela rocha. A segunda medida pode ser implementada através de injeções radiais no trecho de transição entre o trecho do túnel sem revestimento e a blindagem. através da formação de um lençol artificial. A primeira medida corresponde à instalação de um sistema de drenos envolvendo a blindagem. proveniente do trecho do túnel sem revestimento. podendo entretanto se verificar eventuais e limitados desprendimentos de blocos das paredes. Três medidas de projeto são. não traz preocupações. • • reduzir o possível afluxo de água de saturação. além de se recomendar que o dimensionamento do revestimento considere valores envoltórios para a pressão máxima de cálculo. o mesmo poderá ficar saturado. em seu trecho sem revestimento. quando do esvaziamento. tal situação fica evidente no acompanhamento do avanço da escavação e medidas para a continuidade da execução e convenientes drenagens deverão ser tomadas. como especificado a seguir. subtraída da pressão atmosférica dentro do túnel. Quando do esvaziamento do túnel. cujo valor máximo correspondente à carga hidráulica reinante no lençol. mas observa-se que o maciço é francamente drenante. contudo. Por ocasião do ensecamento do túnel. o próprio túnel funciona como dreno. esforços de esmagamento podem ser exercidos com o esvaziamento do túnel e algumas medidas de projeto devem ser previstas. Se lençóis naturais não são atravessados. criado pela infiltração de água proveniente do próprio túnel. No trecho revestido. Se o túnel atravessar lençóis d'água naturais dentro do maciço. recomendáveis e devem ter sua aplicação avaliada: • • limitar e reduzir a pressão externa através da drenagem das águas do lençol no entorno do trecho blindado. a condição básica para dimensionamento é que o maciço rochoso sempre apresenta fissuras que podem se conectar com o lençol freático natural. na direção do trecho blindado e da encosta onde desemboca o túnel.por suportar todo o esforço. normalmente. • • verificar o dimensionamento da espessura da blindagem para a condição de túnel esvaziado e a pressão externa máxima prevista nessa situação. o comportamento do trecho sem revestimento. imediatamente antes do início do esvaziamento. . c) Cálculo de Túnel Esvaziado Já para esse caso. Em contrapartida. originado da acumulação de água de chuvas e/ou o lençol artificial.

O revestimento deve resistir a uma pressão mínima de esmagamento correspondente à pressão de injeção do processo de ligação entre o maciço e a blindagem. especificar pelo projeto um método construtivo alternativo como o TBM pode levar a uma séria limitação nas ofertas de preços por parte dos empreiteiros. assim como.A discussão. de 30 mca ou 3 kg/cm2 No trecho de desemboque do túnel deve ser verificada a pressão máxima. No âmbito das recomendações desse Manual. considera-se que o assunto deve ser analisado em conjunto com os empreiteiros. Ao longo da execução das escavações torna-se indispensável o acompanhamento. já na etapa de julgamento de suas ofertas. A possibilidade e a economicidade da execução utilizando-se outros métodos. Por outro lado. normalmente recomendada de 2 kg/cm2. . não se mostrando possível prever as várias possíveis hipóteses antecipadamente. Caso esta pressão seja superior à pressão mínima de 30 mca. portanto. Em determinadas situações. os critérios. ou seja de 20 mca.50. Essa recomendação se deve ao fato que esse tipo de equipamento é encomendado com diâmetro de escavação especificado e seu custo de aquisição é elevado. recomendadas nos dois primeiros itens. majorada de um coeficiente de segurança de 1. dispondo dessas informações ulteriores sobre o maciço onde se desenvolve o túnel. Os critérios. pode ser de grande interesse a aquisição do equipamento pelo empreiteiro. reavaliadas. em função de equipamentos já adquiridos pelo empreiteiro. premissas e recomendações aqui apresentadas são válidas para o projeto inicial do túnel. premissas e recomendações aqui constantes poderão ser. Métodos Construtivos Para efeito deste Manual. considerou-se apenas o método de execução convencional. do avanço das escavações. correspondente à diferença entre a cota da superfície do terreno natural e a do piso do túnel. Nessa ocasião. por geólogo. ou seja. Por esse motivo. propostas podem ser ofertadas para implantação do túnel com diâmetros alternativos. deverá então ser utilizada como pressão para o cálculo da blindagem. já em estreito contato com empresas construtoras. adequadamente. A pressão mínima a que o revestimento deverá resistir será. é a definição de uma pressão de cálculo de esmagamento da blindagem. e em outros casos. analisado seu conjunto de obras. Por esses motivos. o custo unitário de escavação decorrente é bastante influenciado pelo volume e cronograma de escavação prevista pelo empreiteiro no seu programa global de obras. atuante sobre a blindagem. não deve ser considerado como redutor na determinação da pressão máxima de esmagamento do revestimento. o efeito da drenagem da água de percolação. das injeções radiais. escavação a fogo. como o TBM ("tunnel boring machine") e outras técnicas é uma questão a ser tratada por ocasião do projeto executivo. quanto à terceira medida.

deve-se prever uma ponte rolante para os trabalhos de montagem e desmontagem em manutenções programadas. incorporada ao barramento. Esse piso (cota). depende da quantidade e dimensões básicas da turbina e do gerador. Da mesma forma. deve estar a salvo de inundação. elas poderão ser fornecidas pré-montadas. deverá ser analisada a necessidade de área específica para montagem dos equipamentos. Em qualquer caso. apenas. . condicionado pelo tipo da turbina e do gerador. Arranjos Típicos O arranjo típico da casa de força é. áreas destinadas aos equipamentos elétricos e mecânicos auxiliares definidos em cada projeto. evidentemente. Esses equipamentos são selecionados e dimensionados como apresentado no item EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS. Deverá ser definida. por exemplo. que depende da posição do tubo de sucção da turbina. As principais elevações da casa de força são definidas em função dos níveis d’água notáveis de jusante e da submergência da turbina. portanto. Com base na potência. como em todo projeto dessa natureza. a cota de fundação da casa de força. Deverão ser previstas. a cota do piso dos transformadores. tipo e dimensões das máquinas. Cabe registrar que uma casa de força subterrânea não é uma escolha comum para pequenas centrais. Dimensionamento A definição das principais dimensões da casa de força. como. a casa de força é acoplada a tomada d’água e. deverão ser dimensionadas as dependências da casa de força destinadas aos equipamentos elétricos e mecânicos auxiliares. a casa de força do tipo “exterior e abrigada”. Em seguida. nos locais onde o desnível é criado pela barragem. ainda. definem-se as cotas e a disposição das galerias de drenagem.CASA DE FORÇA Escolha do Tipo de Casa de Força Foi considerada. em cada caso. Deve-se lembrar que. cujas dimensões básicas deverão ser fornecidas pelo fornecedor dos equipamentos principais. A qualidade da curva-chave é de extrema importância para a fixação dessas elevações. deverá ser analisada a necessidade de se prever uma sala para o centro de operação da PCH. A estabilidade da estrutura deverá ser verificada para os casos correntes de carregamento. quantidade. nas dependências da casa de força. Além disso. Registra-se que no caso de máquinas de pequeno porte.

considerar o apoio da estrutura de saída da linha de transmissão. visando-se reduzir as possibilidades de erosões pelo escoamento (queda de blocos de rocha). O comprimento será. especialmente nas proximidades do tubo de sucção. também. O escoamento ao longo do canal. No início do canal. de acordo com a geometria do tubode sucção.Os acessos externos deverão ser definidos em função da cota do piso principal da área de montagem. Os transformadores podem ser instalados dentro ou fora da casa de força. Para os casos onde o maciço rochoso é fraturado. em função da diferença de elevação entre o fundo do tubo de sucção e do rio. CANAL DE FUGA O canal de fuga. deverão ser tomados cuidados especiais no que diz respeito ao tratamento das paredes laterais e do fundo. variável. deve-se adotar rampas ascendentes suaves. como no canal de adução. provocar aumento das perdas de carga. sem. à exceção das turbinas Pelton que funcionam desafogadas. não é bem conhecida. por exemplo. a jusante do tubo desucção. em função da distância entre a casa de força e o rio. a largura é comumente variável ao longo de seu comprimento. a jusante da casa de força. entre a casa de força e o rio. Quando esse canal é escavado em rocha. Métodos Construtivos Os métodos construtivos são os mesmos já especificados anteriormente para barragens de concreto. O dimensionamento de sua geometria será sempre condicionado pelo tipo e dimensões da casa de força e pela distância entre a casa de força e o rio. A declividade do canal será. deverá ser sempre laminar. deverá ser consultada bibliografia específica relacionada ao final destas Diretrizes. a jusante do tubo de sucção. para garantir a manutenção do nível d’água mínimo necessário ao perfeito funcionamento das turbinas. O dimensionamento da parede de jusante da casa de força deverá. como 1 (V) : 6 (H) ou 1 (V) : 10 (H). também. poderá ser necessário introduzir-se uma soleira afogadora. seu dimensionamento hidráulico deverá ser realizado procurando-se reduzir sua escavação. Para os casos nos quais a curva-chave. A largura inicial deverá ser igual à largura da casa de força. em alguns casos. no caso das casas de força subterrâneas. variável. com velocidade baixa (V < 2 m/s). Na confluência com o rio. Para os casos nos quais sejam necessários túneis de fuga. é o canal através do qual a vazão turbinada é restituída ao rio. para a descarga máxima turbinada. . em função das particularidades de cada caso. dos aspectos topográficos do local e das rampas admissíveis para os equipamentos de transporte e da disposição das obras a jusante. a largura no fim do canal de fuga deverá ter dimensão suficiente para não introduzir qualquer controle sobre o escoamento. Para os canais com superfície livre. no entanto.

Registra-se que. apesar da sismicidade no Brasil ter baixa intensidade. Possibilitar revisões do projeto durante o período construtivo. visando verificar: Escorregamento de encostas nas margens. Além da instrumentação das estruturas de barramento poderá ser de interesse monitorar a área do reservatório. conforme previsto no projeto (deslocamentos. Fase de Operação Verificar se o desempenho geral das estruturas e de suas fundações é satisfatório ao longo do tempo. Essa instrumentação. Fugas d’água do reservatório. ou de condições que as possam favorecer. Possibilitar uma avaliação do desempenho estrutural das obras de barramento. como especificado nas Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos da ELETROBRÁS. Fornecer informações sobre os parâmetros específicos dos materiais da barragem. deverá atender aos objetivos apresentados a seguir. Caracterizar o comportamento das estruturas em função da carga hidráulica. Fase de Enchimento do Reservatório Alertar sobre a ocorrência de eventuais anomalias que possam colocar em risco a segurança das estruturas de barramento. através de comparações entre grandezas medidas “in situ” e aquelas consideradas no projeto. de outras estruturas. ou de outras estruturas. e de suas fundações durante a construção. etc. de enchimento do reservatório e de operação. condições térmicas ambientais e fator tempo (“aging of dams”). para as fases de construção. Assoreamento junto às estruturas. com vistas à auscultação do comportamento dessas estruturas. visando verificar a adequação dos critérios de projeto. deverá ser previsto um sistema de instrumentação. quando estas tiverem altura maior que 15 m. subpressão. após alguns anos de operação. ou a critério da projetista para outros casos em que se julgar necessário. .INSTRUMENTAÇÃO Para as estruturas civis principais. Fase de Construção Alertar sobre a ocorrência de eventuais anomalias no comportamento da barragem.). tensões internas. vazões de drenagem. tem se constituído em prática rotineira a instalação de sismógrafos nas vizinhanças dos grandes reservatórios.

instalação. com reservatórios pequenos (igual ou inferior a 3 km2). pode-se dispensar esse tipo de instrumento. operação e análise). recomenda-se consultar o documentos “Auscultação e Instrumentação de Barragens no Brasil” – Volume I do 2o Simpósio sobre Instrumentação de Barragens – CBGB/1996. . No caso das PCHS.visando detectar possíveis sismos induzidos. Para o planejamento da instrumentação dos diversos tipos de estruturas e para avaliação dos diversos custos envolvidos (instrumento.

aceleração da gravidade (m/s2). a qual é o produto de uma constante. coeficiente de forma do canal de aproximação. velocidade do escoamento (m/s). que varia entre 0. deve ser recalculado o valor da potência a ser instalada na PCH.1. ESTIMATIVA DAS PERDAS DE CARGA As perdas de carga são estimadas por uma equação do tipo a seguir especificado. coeficiente de perda de carga.01 e 0. que varia para cada caso como se verá a seguir. . como deta-lhado a seguir (m/s). k ca b) Perda na Grade da Tomada d’Água A perda de carga na grade da tomada d’água pode ser estimada utilizando-se a fórmula de Kirschmer. pela energia cinética do escoamento. velocidade do escoamento. determinar o valor final da queda líquida. calculada para cada caso particular. pode-se estimar o valor total das perdas de carga e. onde: hca V g perda de carga no canal de adução (m). conseqüentemente.DETERMINAÇÃO FINAL DA QUEDA LÍQUIDA E DA POTÊNCIA INSTALADA Após o conhecimento definitivo das dimensões físicas das estruturas que compõem o circuito de adução. Perda na Aproximação a) A perda de carga no canal de aproximação pode ser estimada através da fórmula apresentada a seguir. Em seguida. V2 hca = kca 2 g . h=k V2 2 g . onde: h V g k perda de carga em algum ponto do circuito hidráulico de adução (m). aceleração da gravidade (m/s2).

que é igual à relação entre a área molhada e o perímetro molhado Rh . c) Perda em Canais Para os canais de seção uniforme com escoamento em superfície livre. espessura ou diâmetro das barras.79 (*) b = largura das barras Para maiores detalhes sobre perda de carga na grade. velocidade junto à grade (m/s). sem curvas acentuadas (em cotovelo). V2 S= 2 C Rh . deve ser computada somente a perda de carga devido ao atrito ( ha ). coeficiente de perda de carga cujo valor depende das dimensões da grade.⎛e ⎞ hg = k g ⎜ 1 ⎟ ⎝ e2 ⎠ 4/ 3 sen θ1 V g2 2 g . espaçamento entre as barras. onde: hg e1 e2 perda na grade (m). como exposto a seguir. coeficiente calculado utilizando-se a fórmula de Ganguillet e Kutter. velocidade média (m/s). Tabela 1 θ1 Vg kg TIPO DAS BARRAS Retangulares Circulares e1 / b (*) ≥5 ≥5 kg 2. onde: S V C declividade da linha de energia = perda de carga unitária (m/km). No quadro a seguir apresentam-se os valores mais comuns.Carta 010-7. Essa perda pode ser calculada utilizando-se a fórmula de Chézy. como exposto mais adiante.Corps of Engineers . raio hidráulico (m). o usuário deve consultar o Hydraulic Design Criteria .42 1. inclinação da grade.

Carta 631. Tabela 2 Natureza das Paredes Cimento liso Argamassa de cimento Pedras e tijolos rejuntados Tijolos rugosos Alvenaria ordinária Canais com pedregulhos finos Canais com pedras e vegetação Canais em mau estado conservação n 0.4). onde: L comprimento do canal (km). em reduções cônicas e em bifurcações. onde: Rh ⎝ 23 + n coeficiente de rugosidade do canal apresentado a seguir (ver item 5. Para canais de seção e declividade uniformes. ha = LxS .Ven Te Chow.1.030 0.035 Para maiores detalhes sugere-se que o usuário consulte o Hydraulic Design Criteria Corps of Engineers .017 0.00155 ⎞ n ⎛ 1+ ⎜ 23 + ⎟ S ⎠ .013 0. em curvas. • Perda na Entrada do Conduto ( he ) A perda de carga na entrada do conduto é estimada através da seguinte fórmula: he = ke V V2 2 g . ou Open Channel Hydraulics .020 0. como ilustrado na Figura ke . devido ao atrito.011 0.010 0.00155 1 + S n C= 0.015 0. d) Perda em Conduto sob Pressão A perda de carga em conduto sob pressão consiste no somatório das seguintes perdas: na entrada do conduto. coeficiente variável em função da forma da boca do conduto. 0.do canal. onde: velocidade média imediatamente a jusante da entrada (m/s). o valor numérico da perda de carga unitária devido ao atrito é praticamente igual à declividade do fundo do canal.

23 Figura 1 • Perda por atrito ( he ) A perda de carga devido ao atrito. desprezando-se as demais.78 boca em campânula Ke=0. é calculada utilizando-se a fórmula de Scobey: V 1. comprimento do conduto (m) coeficiente que varia com o tipo de tubulação (ver quadro a seguir).38 . PERDA DE CARGA NA ENTRADA DA TUBULAÇÃO TIPOS DE BOCA c) a) saliente interno Ke=0. Tabela 2 VALORES DE k a CONDUTO Aço (*) Cimento-amianto Concreto armado ka 0.1.9 J = 410 Ka 1.32 0.1 Di .50 aresta ligeiramente arredondada Ke=0. onde: J Lcf Ka Di perda de carga unitária (m/km).04 b) d) aresta viva Ke=0. a seguir. diâmetro interno do conduto (cm).34 0.

coeficiente de perda de carga nas reduções cônicas. • Perda nas Curvas ( hc ) A perda de carga nas curvas é calculada utilizando-se a expressão a seguir.13 • Perda nas Reduções Cônicas ( hr ) A perda de carga nas reduções cônicas é calculada utilizando-se a expressão a seguir. como apresentado no quadro a seguir. que varia de 0. Tabela 3 ÂNGULO DE DEFLEXÃO < 10o 10o a 15o 15o a 30o 30o a 45o > 45o kc 0 0. coeficiente que varia com o valor do ângulo de deflexão da curva. isto é. a jusante da redução (m/s).(*) Novo. V2 hc = kc 2 g . onde: V velocidade média no conduto (m/s).010. kr .06 0.09 0. onde: V velocidade média no conduto. V2 hr = kr 2 g . o ângulo de mudança de direção entre as partes retas de montante e de jusante de curva. diâmetro do conduto (m).005 a 0.03 0. Esses valores são válidos para curvas nas quais: R ≥2 . com juntas soldadas ou sem costura. onde: D kc R D raio da curva (m).

As . a montante da bifurcação (m/s). os estudos hidroenergéticos descritos em “ESTUDOS ECONÔMICO-ENERGÉTICOS” serão refeitos.• Perda nas bifurcações ( ) hb A perda de carga nas bifurcações é calculada utilizando-se a expressão a seguir. V kb coeficiente de perda de carga nas bifurcações.escoamento para duas unidades. kb = 0. determinando-se o valor final da potência instalada. prevendo-se a instalação da outra no futuro. bem como da deflexão de cada um dos braços em relação ao alinhamento do tronco principal. Ae . EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS .25 .escoamento para uma unidade. V 2 . Quando o escoamento se dá pelos dois condutos. DETERMINAÇÃO DA POTÊNCIA INSTALADA Com os valores definitivos das perdas de carga. o valor de kb é muito menor do que quando apenas um está funcionando. onde: hb = k b 2g velocidade média no conduto. Isto ocorre quando uma das unidades geradoras está parada ou quando apenas uma delas foi instalada. a jusante da bifurcação. e a área da seção de escoamento dos braços de “saída”. Para deflexão de 30o ou ângulo de 60o entre os braços e relação 1 < Ae / As < 2 . que depende da relação entre a área da seção de escoamento do conduto de “entrada”.20 . recomenda-se adotar: kb = 1.

1 240 225 200 .800 1.TURBINAS HIDRÁULICAS As turbinas hidráulicas utilizadas nas PCH devem ser escolhidas de modo a se obter facilidade de operação e de manutenção. Tabela 1 .VELOCIDADE DE ROTAÇÃO No DE PÓLOS 4 6 8 10 12 14 16 18 20 24 28 30 32 36 ROTAÇÃO (rpm) 1.f / p onde : n = velocidade de rotação síncrona em rpm f = freqüência da rede em Hertz p = no de pólos do gerador As velocidades de rotação comumente utilizadas na frequência de 60 Hz. em caso de problemas durante o funcionamento. além dos parâmetros técnicos e do seu preço. pois a tendência é de que a usina seja operada no modo não assistido. a capacidade de imediato atendimento. e a disponibilidade para fornecimento de peças sobressalentes. síncrono com multiplicador de velocidade e síncrono sem multiplicador. As características referentes a cada turbina serão tratadas juntamente com o tipo específico da turbina. Na escolha da turbina.200 900 720 600 514. deve-se analisar. São considerados três tipos de geradores : assíncrono. A escolha da velocidade de rotação da turbina depende da potência nominal. porém a influência do tipo de gerador na escolha da velocidade de rotação da unidade é enfocado de um modo abrangente para os diversos tipos de turbinas. Essa velocidade de rotação pode ser calculada pela relação n = 120. por parte do fabricante. do tipo de turbina e do tipo de gerador. são as constantes da Tabela 1. a velocidade de rotação é a mesma para turbina e gerador e. Para o gerador assíncrono ou para o síncrono sem multiplicador. dando-se grande importância à sua robustez e confiabilidade. deve-se procurar a velocidade síncrona mais próxima da calculada (conforme fórmulas típicas para cada tipo de turbina).3 450 400 360 300 257. sendo assim. da altura de queda.

será feita pelo multiplicador de velocidade. bastando interpolar os valores das linhas oblíquas. a velocidade de rotação calculada para a turbina deve ser mantida. conforme gráfico da Figura 1. A correção para a velocidade síncrona. mesmo que não seja uma velocidade síncrona. normalmente. Seleção do Tipo de Turbina A queda líquida (m) e a vazão de projeto por turbina (m3/s) são os parâmetros utilizados para a escolha preliminar do tipo de turbina. ESCOLHA DO TIPO DE TURBINA Figura 1 . 1200 rpm ou 900 rpm.Se a unidade possui multiplicador de velocidade. para 1800 rpm. a ser utilizada pelo gerador. A potência (kW) estimada na saída pode ser obtida da mesma figura. que aumentará seu valor.

fator importante para o seu dimensionamento futuro. altura de queda nominal (m).81QH liq η T η G . Em alguns casos. onde: PG Q potência na saída do gerador (kW). rendimento do gerador. rendimento da turbina. na fórmula a seguir. onde: ns n velocidade específica da turbina. PG = 9. velocidade de rotação da turbina (rpm).5 H r0.5 n s = 1. H liq ηT ηG Turbina Pelton • Aplicação . vazão da turbina (m3/s). pela fórmula : nPn0. Qr Hr O gráfico constante deste Manual orienta o Usuário para uma solução viável.A partir desses dados. queda líquida (m). vazão garantida ou nominal (m3/s). utiliza o conceito de velocidade específica calculada através da queda e da vazão nominal pela fórmula: N qr = N qr n nQr0. após consulta a diversos fabricantes especializados. A potência indicada no gráfico da Figura 1 corresponde à saída do gerador e supõe um rendimento constante para o conjunto turbina-gerador de 85%. velocidade de rotação da turbina (rpm). onde: velocidade específica da turbina.25 H liq . as condições e parâmetros apresentados permitem que seja selecionado mais de um tipo de turbina. Pn H liq A Norma NBR 12591 – Dimensões Principais de Turbinas para PCH. potência nominal da turbina (kW). devendo a escolha final ser feita. 75 . queda líquida (m). nesse caso. é possível determinar a velocidade específica da turbina.

O rotor. Com a tendência moderna de automação das usinas. esse último necessário em casos de rede isolada. no âmbito destas Diretrizes. Além disso. com um ou dois jatos. e/ou para conseguir velocidades de rotação maiores. a turbina Pelton. que poderá ser do tipo aberto/fechado ou do tipo de regulação contínua. Controle da Vazão – O controle da vazão turbinada e. é feito por meio de uma agulha móvel disposta no interior de cada injetor e acionada por mecanismo hidráulico. colocado à frente de cada jato. da potência desenvolvida. Figura 2 . evitando o efeito indesejável de frenagem. conseqüentemente. para em seguida ser convertida em energia mecânica no rotor da turbina. peça de fundamental importância. As fórmulas apresentadas a seguir para o dimensionamento são simplificadas e permitem a determinação das características principais da turbina para consulta aos Fabricantes. funcionando suavemente e praticamente sem cavitação até 20% da carga nominal. e mesmo abaixo desse valor quando utilizado um maior número de jatos. pode ser construído a partir de uma peça única em aço inoxidável. tem por característica a transformação da energia potencial de queda em energia cinética no jato injetor. Em geral. Em casos excepcionais a queda pode ir até 1000 m. é aconselhável utilizar um defletor de água. é aconselhável fazer uma comparação entre os custos do conjunto turbina-gerador para as diversas opções. Rotor . é escolhido o arranjo com eixo horizontal. Possui ótimas características de desempenho sob cargas parciais. que deve garantir o bom funcionamento e a durabilidade da máquina. A elevação do ponto mais baixo do rotor deve ser aproximadamente um metro acima do nível de água máximo de jusante. Assim. de modo que suas conchas fiquem distantes do espelho d’água. Tomar como referência a Figura 2. Para maiores vazões. por meio de agulha e de defletor. classificada como turbina de ação. o arranjo poderá ser feito com três (menos utilizado) ou quatro jatos e o eixo na disposição vertical. • Dimensionamento Básico As dimensões finais da turbina deverão ser determinadas pelo Fabricante. deve-se considerar a utilização de controle duplo e conjugado da vazão. ou seja.Na faixa das PCH. Em turbinas com vários injetores. atende a quedas de 100 m a 500 m e potências de 500 a 12. integralmente fundida. com as conchas dispostas em sua periferia e posteriormente usinada. de acordo com sua experiência. A Pelton se caracteriza por um rotor com pás ou conchas na periferia e por uma tubulação de adução alimentando um ou mais injetores.500 kW. atuando em alguns dos injetores. é possível parcelar a potência fornecida com a utilização de defletores de jato. • Descrição A turbina Pelton.

d 0 = 0. Exceção é feita para os casos de utilização de gerador assíncrono ou com multiplicador de velocidade.5 ) / D1 ou n = 5. É importante considerar que a velocidade de rotação calculada pela fórmula acima não é a definitiva.3 Hliq 0.75 Z 00. pode ser utilizada a Norma NBR 12591 – Dimensões Principais de Turbinas para Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH). No âmbito destas Diretrizes.54 Q ij 0. a turbina Francis atende a quedas de 15 a 250 m e potências de 500 a 15000 kW possuindo ótimas características de desempenho sob cargas parciais de .5 D1 = 12 d 0 n = ( 37. Para obtenção de dimensões preliminares básicas destinadas à implantação das obras civis.5 ) / Q Hliq Q Z0 Qj Q ij d0 D D1 n queda líquida (m) vazão da turbina (m3/s) número de injetores descarga por injetor descarga unitária por injetor diâmetro do jato d’água (m) diâmetro do tubo de adução (m) diâmetro de incidência do jato sobre o rotor (m) rotação adequada para a turbina (rpm) As fórmulas acima indicam que a utilização de dois injetores na turbina Pelton ( Z o = 2 ) conduz a uma velocidade de rotação mais alta.76 ( Hliq 0.5 D = 3 d 0 Z 0 0. o que normalmente corresponde a um gerador mais barato. Turbina Francis com Caixa Espiral • Aplicação A faixa de aplicação da turbina Francis é bem mais abrangente. pois a mesma deve estar normalmente sincronizada em relação à freqüência da rede.

é aconselhada a disposição com eixo horizontal. Se o gerador escolhido for do tipo síncrono e não houver multiplicador de velocidade. que poderá propor soluções específicas para o caso. onde coeficiente adimensional entre 1300 e 1900. o que facilita a instalação e a manutenção do gerador correspondente. exige um posicionamento da linha de centro . dispensando o esvaziamento do tubo de sucção. o valor encontrado deve ser corrigido para a velocidade síncrona mais próxima. Na periferia interna da caixa espiral. tem por característica a transformação da energia potencial de queda em energia mecânica no rotor da turbina. • Descrição A turbina Francis com Caixa Espiral. Velocidade de Rotação – A velocidade de rotação é preliminarmente escolhida em função da queda e da potência da turbina. Possui uma caixa espiral em aço ligada em seu lado montante a um conduto forçado. caso necessário. devendo ser consultado o Fabricante. potência da turbina (kW). A velocidade de rotação mais alta conduz a turbinas de dimensões menores e geradores mais baratos. um anel rígido suporta as pás fixas do pré-distribuidor. KH liq75 P 0. Modernamente.até 70% da carga nominal. em caso de intervenção e reparo simples. Em compensação. Não é aconselhável o funcionamento da turbina abaixo de 50% da vazão nominal. embora com perda progressiva do rendimento. onde a qualidade e a garantia de menor manutenção compensam o custo maior. Para a faixa de potência e vazão considerada neste Manual. A variação da potência fornecida pela turbina é obtida com a abertura ou fechamento das palhetas diretrizes situadas na periferia interna do pré-distribuidor em um conjunto chamado distribuidor. funcionando ainda adequadamente entre 70 e 50 % da carga.5 . para PCH utilizar o valor 1600. Recomenda-se a escolha de uma velocidade de rotação que permita a disposição do rotor da turbina acima do nível de água de jusante. é vantajoso prever o rotor em aço inoxidável fundido. conforme descrito anteriormente. segundo a fórmula : n= K P 0. classificada como turbina de reação. Rotor – O rotor da turbina Francis é normalmente feito em uma única peça fundida e usinada. Essa implantação visa facilitar os trabalhos de inspeção e manutenção.

dentro dos limites admissíveis de cavitação da turbina. • Dimensionamento Básico As dimensões finais da turbina deverão ser determinadas pelo Fabricante. A Norma NBR 12591 indica o cálculo da altura de sucção em função da velocidade específica e da altura de queda. é possível determinar as dimensões principais em função do diâmetro nominal de saída do rotor da turbina ( D3 ). velocidade específica da turbina. D3 = ( 84. até que a pressão a jusante do rotor seja suficiente para garantir condições apropriadas de operação. deve ser estudada a solução mais econômica. e de modo a permitir a previsão de espaço necessário à instalação dos equipamentos . de acordo com a fórmula a seguir.0 m acima do nível máximo de jusante. de acordo com sua experiência. citada anteriormente. No desenvolvimento do projeto. Para isso. queda líquida (m). o que permitirá a abertura do recinto do rotor sem necessidade de esvaziamento do tubo de sucção. As medidas estão referidas ao diâmetro máximo do aro de saída do rotor D2a . podem ser utilizadas a título de orientação. o valor da velocidade específica deve ser diminuído.5 kU H 0. . velocidade de rotação (rpm).0 a 2. Altura de Sucção – A altura de sucção deve ser calculada para determinar a elevação de assentamento da turbina. Como alternativa. coeficiente de velocidade. que deve garantir o bom funcionamento e a durabilidade da máquina.27 ( 1 + n S /100 ) D3 kU H n nS onde diâmetro de saída da turbina (m).5 ) / n kU = 0.da turbina em elevação mais baixa com conseqüente aumento de escavação e de infraestrutura da casa de força. a elevação do rotor deve ficar cerca de 1. Para facilidade de inspeção e manutenção das turbinas Francis de pequeno porte. Para obtenção de dimensões preliminares básicas destinadas à implantação das obras civis. pode ser utilizada a Norma NBR 12591 – Dimensões Principais de Turbinas para Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH). As dimensões básicas apresentadas na Figura 9 da Norma NBR 12591.

Nesse segundo caso. Altura de Sucção – A altura de sucção deve ser calculada para determinar a elevação de assentamento da turbina. É aconselhável utilizar um coeficiente K entre 1300 e 1100. torna-se necessário prever uma tampa estanque entre a câmara da turbina e o recinto onde se localiza o gerador. . No entanto. Modernamente. sendo o controle da vazão é feito por meio de um distribuidor semelhante ao utilizado na turbina Francis Espiral. implica se obter uma velocidade de rotação também menor e. com valor menor. em virtude do baixo rendimento alcançado. conseqüentemente.Turbina Francis Caixa Aberta Aplicação . A ausência de conduto forçado e de caixa espiral simplificam a concepção e diminuem o custo do equipamento. as empresas com tecnologia mais apurada preferem a escolha de turbinas do tipo “S”. • Dimensionamento Básico As dimensões do rotor da turbina são aproximadamente iguais aos valores obtidos com as fórmulas para turbina Francis Espiral e também podem ser obtidas na Norma NBR 12591. A desvantagem é que haverá tendência a trabalhar com velocidade de rotação baixa. apoiado na laje superior. O arranjo pode ser com eixo vertical ou horizontal. um diâmetro um pouco maior. o tubo de sucção situados dentro de uma câmara em comunicação direta com a tomada d’água. deve ser utilizada com reservas. como no caso de eixo horizontal. dispensando a existência de conduto e caixa espiral. O fato de ser utilizado o fator K descrito acima. o distribuidor e. como será descrito neste Manual. então. duas soluções são viáveis: o distribuidor da turbina apoiado na laje inferior ou. A câmara é normalmente construída em concreto e o tubo de sucção em chapas de aço em forma de cone. Com o eixo vertical. de modo a obter uma altura de sucção positiva. Descrição A turbina Francis Caixa Aberta tem o rotor. • Velocidade de Rotação A mesma metodologia aplicada para a escolha da velocidade de rotação para turbina Francis Espiral pode ser usada para a turbina Francis Caixa Aberta. como será mostrado posteriormente. eventualmente.A turbina Francis Caixa Aberta é viável para baixas quedas até 10 m e potências de 500 a 1800 kW.

são necessários dois tubos de sucção separados. a laje de piso da câmara aberta. dividindo a vazão afluente em duas partes. o que conduz a uma velocidade de rotação maior.5 m3/s. permitindo a inspeção e a manutenção desse recinto sem necessidade de esvaziamento do tubo de sucção. pode ser colocada na posição de eixo horizontal ou na posição inclinada. Nesse caso. a faixa de operação irá de 100% até 20% da carga nominal. Caso o distribuidor seja fixo. já que a turbina é calculada considerando a metade da vazão para cada banda do rotor. Ligado ao rotor Kaplan. ou seja. A Francis Dupla tem por característica o rotor duplo. a montante. Para isso. o limite inferior de operação se limita a 40% da carga nominal. caracterizando uma turbina de dupla regulação. • Descrição A turbina Tubular “S”. considerando a flexibilidade de operação nesse caso. deve ficar acima do nível máximo de jusante. o valor da velocidade específica deve ser diminuído até que a pressão a jusante do rotor seja suficiente para garantir condições apropriadas de operação.Em turbinas Francis Caixa Aberta. o eixo se estende até um único gerador que poderá ter uma velocidade síncrona maior. Turbina Tubular “S” • Aplicação A turbina Tubular “S” atende a quedas de 4 a 25 m e potências de 500 a 5000 kW para vazões de até 22. duas cintas e dois conjuntos de pás. possui um eixo que se prolonga através da . Se. assim chamada por ter o tubo de sucção em forma de “S”. Deve ser feita uma comparação econômica entre o custo maior da dupla regulação e seu benefício de ganho de produção de energia elétrica. A utilização de rotor de pás fixas só é considerada se a variação de carga for pequena (entre 100% e 80% da carga nominal). Possui ótimas características de operação. dentro dos limites admissíveis de cavitação da turbina. mesmo a cargas parciais. adicionalmente. desde que utilizado o rotor Kaplan de pás reguláveis. A Norma NBR 12591 indica o cálculo da altura de sucção em função da velocidade específica e da altura de queda. menos freqüentemente. mantida a mesma velocidade específica. o distribuidor também for regulável. uma peça com uma única coroa. Turbina Francis Dupla Podem ser consideradas como variantes das turbinas Francis anteriormente descritas. Conseqüentemente.

que deve garantir o bom funcionamento e a durabilidade da máquina. Nesse caso. colocado diretamente no fluxo de água. Altura de Sucção – A altura de sucção deve ser calculada para determinar a elevação de assentamento da turbina. A Norma NBR 12591 – Dimensões Principais de Turbinas para PCH indica as dimensões necessárias. a utilização de velocidades específicas altas faz com que. que permitem a determinação de características principais da turbina para facilitar o arranjo civil. Turbina Bulbo com Multiplicador • Aplicação A turbina Bulbo com Multiplicador atende a quedas de 4 a 12 m e potência até 1700 kW. de modo a permitir a previsão de espaço necessário à instalação dos equipamentos. de acordo com sua experiência. A Norma NBR 12591 indica o cálculo da altura de sucção em função da velocidade específica e da altura de queda. a linha de centro do rotor esteja abaixo do nível de água de jusante. Velocidade de Rotação – A mesma metodologia aplicada para a escolha da velocidade de rotação para turbina Francis Espiral pode ser usada para a turbina “S”. a inclusão da comporta ensecadeira de jusante é necessária. A disposição do conjunto de geração leva ao arranjo de uma casa de força com vão grande. Nesse caso. normalmente mais a jusante. Em turbinas tubulares Kaplan. é uma razão para diminuição do rendimento da unidade. para permitir a inspeção e manutenção da turbina. A extensão do eixo de ligação entre rotor e gerador. por meio de cálculos simplificados. . As medidas estão referidas ao diâmetro da câmara do rotor D1 . As dimensões básicas resultantes são apenas orientadoras. • Dimensionamento Básico As dimensões finais da turbina deverão ser determinadas pelo Fabricante. com influência direta no peso e preço da ponte rolante. o coeficiente K será usado com valor em torno de 2100.blindagem metálica. permitindo que o gerador e eventual multiplicador de velocidade se situem fora da passagem hidráulica. usualmente.

Velocidade de Rotação – Metodologia semelhante à aplicada para a escolha da velocidade de rotação para turbina Francis Espiral pode ser usada para a turbina Bulbo com Multiplicador. e o multiplicador possui o mancal de escora para suportar o empuxo axial. É aconselhável utilizar um coeficiente K entre 1900 e 1800.É usada como alternativa à turbina tubular “S”. facilitando e encurtando o tempo para a montagem de campo. É própria para operação com grandes variações de vazão. O multiplicador se situa a montante do rotor. o multiplicador pode ser desmontado independente da turbina. A limitação na potência está mais ligada ao multiplicador de velocidade do que à turbina. do tipo Kaplan com pás móveis. • Descrição O arranjo para o conjunto turbina-gerador permite projetar uma casa de força compacta. ou alternativamente pela expressão abaixo. de acordo com sua experiência. no máximo. que pode ser calculado segundo a norma NBR 12591. que deve garantir o bom funcionamento e a durabilidade da máquina. D1 = ( 84. tendo o gerador acoplado ao eixo de saída. O rotor tem o eixo na posição horizontal ou. Caso seja necessário. A utilização de turbina com pás fixas (tipo hélice) elimina a flexibilidade de operação com vazões abaixo de 80% da vazão nominal. O rotor possui três ou quatro pás em aço inoxidável. • Dimensionamento Básico As dimensões finais da turbina deverão ser determinadas pelo Fabricante. As medidas estão referidas ao diâmetro externo das pás do rotor D1 . Construção – A turbina é normalmente fornecida totalmente pré-montada. uma vez que o multiplicador elevará a rotação para 1200 ou 900 rpm. normalmente em posição vertical. inclinado de 15o com a horizontal. de preferência.5 ) / n .5 kU H 0. A turbina é. permitindo que o gerador fique com o eixo a 90o do eixo da turbina. Apenas não é necessário procurar a velocidade síncrona do gerador. incluindo um multiplicador de velocidade com engrenagens cônicas. trabalhando satisfatoriamente sob cargas parciais de até 10% a 20% da carga nominal.

de modo a permitir a previsão de espaço necessário à instalação dos equipamentos. Esse tipo de turbina é produzido por fabricante nacional de pequeno porte em potência inferior à faixa abrangida por este Manual. O Manual de Inventário da Eletrobrás trata da utilização desses tipos de turbinas. Turbinas Francis e Kaplan de eixo vertical . sendo aqui citados para conhecimento do usuário. dificilmente será escolhida a turbina Francis ou Kaplan de eixo vertical. Para a faixa de potência utilizada e adicionalmente limitada pela vazão considerada máxima para PCH. As dimensões básicas apresentadas são apenas orientadoras. Altura de Sucção – A altura de sucção deve ser calculada para determinar a elevação de assentamento da turbina. O rendimento obtido é baixo. velocidade específica da turbina. Turbina Straflo – Essa turbina de fluxo axial possui o gerador disposto em sua periferia.Informações e pré-dimensionamento podem ser obtidas na Norma NBR 12591. instalada no sul da Alemanha. podendo ser utilizada a metodologia indicada na Norma NBR 12591. Outros Tipos de Turbinas Alguns tipos de turbinas não têm sido. utilizados em PCH. Os fabricantes tradicionais de turbinas nacionais e internacionais não se dedicam ao fornecimento da turbina Banki. Turbina de fluxo transversal ou Michell-Banki – Informações e pré-dimensionamento podem ser obtidos na Norma NBR 12591. coeficiente de velocidade. usualmente. da ordem de 50 a 60%. e devem ser referidas ao desenhos das Figuras 21 e 22 da Norma NBR 12591. Exceção é feita à empresa Ossberger.kU = 0. velocidade de rotação em rpm. queda líquida (m). que é especializada no assunto. Ainda está protegida por patente de um único fabricante estrangeiro e as dificuldades encontradas no seu desenvolvimento ainda não permitiram o seu uso intensivo.85 + ( n S / 600 ) D1 kU H n nS onde: diâmetro externo das pás do rotor (m). .

pode ser necessário diminuir a sobrevelocidade transitória. ou seja gerando um custo maior. e nesse caso. em caso de rede interligada ao sistema. e o regulador passa a ter a função de controlar a potência ativa fornecida pela máquina. permanecendo no monitoramento desse valor e certificando que a unidade está sincronizada coma rede. o regulador comanda a tomada de carga até o valor estipulado pelo operador.Volante de Inércia Nas unidades geradoras de pequena capacidade pode ocorrer que o efeito de inércia (GD2) das massas girantes seja insuficiente para garantir uma regulação estável. o aumento da velocidade de fechamento do distribuidor implica. o regulador não terá capacidade para controlar as variações bruscas de carga na unidade geradora. Torna-se. Nesse caso. assim. dentro de limites preestabelecidos no projeto da usina. a unidade geradora acompanha a freqüência da rede. São. mas podem ser tomados como primeira referência os valores limites de 30% de sobrepressão e 50% para sobrevelocidade da unidade. o volante de inércia servirá para manter a sobrevelocidade da unidade e a sobrepressão no conduto a montante do distribuidor da turbina. Para uma determinada unidade geradora. e é normalmente menor do que o custo adicional para aumento de espessura de chapa do conduto de adução. ligados diretamente ao eixo do gerador e denominados volantes de inércia. O custo do volante de inércia pode ser estimado como 0. o aumento do efeito de inércia girante produzirá o efeito desejado sem interferir com a sobrepressão no conduto. Esses limites variam para cada caso. São elas: efeito de inércia das massas girantes. Sistema de Regulação O sistema de regulação em unidades de PCH tem por objetivo inicial permitir a tomada de velocidade até a rotação nominal de projeto e posterior sincronização da unidade com a rede elétrica. então.1% (um décimo por cento) do custo do gerador para cada 1% (um por cento) de aumento no efeito de inércia das partes girantes. previstos discos de aço ou de ferro fundido. já que o tempo de fechamento do distribuidor é mantido constante. Porém. Em caso de ligação com rede elétrica de grande porte. Quatro grandezas tem um inter-relacionamento na variação brusca de carga e em suas conseqüências. sobrevelocidade transitória da unidade e sobrepressão no conduto de adução. necessário o acréscimo de material. no caso de se optar por aceitar o aumento de sobrepressão anteriormente citado. velocidade de fechamento do distribuidor. . dentro das condições de regulação estabelecidas. O aumento da sobrepressão é indesejável. simultaneamente. pois implica em dimensionar a chapa do conduto com espessura maior. que resulte em aumento do efeito de inércia (GD2). Em caso de rejeição de carga total ou parcial. A seguir. em aumento da sobrepressão ou conduto de adução e em diminuição da sobrevelocidade transitória.

m. como canal de adução. a eliminação de areia ou qualquer outro material decantado no fundo do reservatório. fora de operação. são comportas de pequenas dimensões. e é medido em N. de acordo com sua função. os fabricantes possuem reguladores de velocidade padronizados de diversos tamanhos. O regulador de velocidade é formado por duas partes distintas: a parte eletro eletrônica e a parte hidráulica ou atuador. O Comprador deve preencher formulário próprio fornecido pelo Fabricante. O distribuidor ou o injetor regula a vazão de água passando pelo rotor. A Norma NBR 12289 – Seleção de comportas hidráulicas para pequenas centrais hidrelétricas (PCH) indica diretrizes para a seleção de comportas e fornece. Atualmente. As comportas que auxiliam a inspeção e a manutenção das estruturas civis. para trabalho de regulação de até 32. por ocasião de sua abertura.000 N. filtro.m.O regulador de velocidade pode ser eletro-hidráulico ou digital. um dimensionamento preliminar da estrutura das mesmas. Em geral. porém sujeitas a pressões consideráveis. permanecem normalmente abertas. O trabalho necessário para mover o distribuidor da turbina. em forma de tabelas. é chamado trabalho de regulação da turbina. controlando desse modo a variação de potência fornecida pela turbina. válvulas distribuidoras e acessórios. As comportas de desarenação ou limpeza têm a função de permitir. sob queda máxima. possibilita a chegada de óleo sob pressão até o servomotor hidráulico ligado ao distribuidor ou ao injetor (tipo Pelton) da turbina. . da posição fechada até a abertura máxima. isto é. EQUIPAMENTOS HIDROMECÂNICOS COMPORTAS As comportas hidráulicas são previstas com o objetivo de bloquear uma passagem hidráulica. constituído de bomba. e este fornecerá catálogo e indicará o regulador de velocidade apropriado para o caso. podendo operar normalmente fechadas ou normalmente abertas. acumulador de pressão. tubulação de baixa pressão e passagens hidráulicas da Casa de Força. sendo a ligação entre as partes feita pela válvula proporcional. O atuador. por estarem situadas próximas ao fundo do reservatório.

As comportas de madeira são de construção simples. . deve ser feita com perfis adequados de borracha sintética sobre quadro de aço inoxidável. Normalmente. porém o custo está relacionado à dificuldade crescente em se obter madeira de boa qualidade. se possível. a rapidez na manutenção implica diminuição do tempo ocioso ou improdutivo da usina. baixo custo e de grande durabilidade. É importante considerar o fato de que as comportas são elementos acessórios. a fim de evitar o apodrecimento prematuro. As comportas de aço são de construção leve. do tipo móvel colocada entre duas guias embutidas nas paredes laterais da tomada d’água. Acionamento Para pequenas comportas. a madeira. porém de uso limitado. possível a utilização de talha movida a corrente ou mesmo talha elétrica. A vedação. não tendo influência direta na produção da usina. A grade deve ser. As madeiras empregadas na fabricação das comportas devem possuir boa resistência ao tempo e à umidade. chumbados ao concreto nas extremidades laterais. o que garante um baixo índice de vazamento.sendo o conjunto fixado na travessa superior de armação.Material As comportas podem ser construídas utilizando o ferro fundido. que possam danificar partes da turbina. padronizadas por algunsfornecedores. com o objetivo de impedir a passagem de detritos carreados peloescoamento. durante o projeto. GRADES De acordo com o arranjo do projeto civil da tomada d’água. deverão ser previstos um ou mais painéis de grade. o acionamento poderá ser feito manualmente. Assim. também.Necessitam ser protegidas por adequada pintura. em alguns casos. por meio de haste de aço com rosca ligada à comporta e movimentada por pinhão ligado a um volante. As comportas de ferro fundido são comportas pesadas. É. principalmente na linha d’água onde a agressividade da corrosão é maior. No entanto. o aço e. de preferência. são previstas para suportar colunas d’água de até 10 metros sobre a soleira. Guias e vedação As comportas são guiadas em seu movimento de subida e descida por perfis metálicos. desde que a instalação completa esteja dentro das disponibilidades orçamentárias. deve ser feita uma comparação entre o investimento inicial necessário e os benefícios obtidos na eletrificação do acionamento das comportas.

As Válvulas Borboleta são de fácil instalação e manutenção e proporcionam boa estanqueidade. o fechamento de emergência fica prejudicado. aproximadamente. então. ou mecanicamente através de máquina limpa-grades. Além disso. poderá ser necessária a instalação de Válvula de Segurança. a Válvula de Segurança cortará o fluxo próximo da turbina. evitando que uma grande massa d’água passe pela turbina. Esférica ou Borboleta. Podem ser encontradas no mercado nacional em tamanhos padronizados até diâmetros de 2. a Válvula de Segurança. quando então. Nesse caso. após a rejeição de carga. do tipo Gaveta. b) existência de uma tubulação de adução muito longa. é necessário quando a turbina for de pequena dimensão. por razões de segurança. dividindo-se em duas ou mais para alimentação de diversas turbinas. quando. Para pequenos diâmetros e pressões não elevadas. Essa limpeza pode ser feita manualmente com auxílio de ancinho. pois precisará também de ação manual. sem interferência com as demais. o valor de 30 mm. Em geral. devem ser consideradas as dimensões finais das passagens hidráulicas da turbina. pode-se efetuar a abertura da Válvula por meio de volante. preconizado pela Norma.A Norma NBR 12271 – Seleção de Grade para Pequenas Centrais Hidrelétricas indica diretrizes para o dimensionamento preliminar das grades. é efetuado por contrapeso ligado diretamente ao eixo do disco da Válvula. VÁLVULA DE SEGURANÇA Dependendo do arranjo das passagens hidráulicas. após a abertura de uma válvula solenóide. para quedas médias. Deve haver previsão para limpeza periódica da grade. Nos demais casos. e principalmente folhas e plantas aquáticas. em caso de falha do mecanismo de controle da turbina. interrompendo o fluxo de água e protegendo a unidade. A Válvula de Segurança assume as funções da comporta de emergência da tomada d’água. logo a montante da entrada da caixa espiral da turbina. A Válvula de Segurança é conveniente principalmente em casos de: a) existência de uma única tubulação de adução. liberando o óleo da parte inferior do cilindro hidráulico. . o fechamento da Válvula permite o esvaziamento da caixa espiral e do tubo de sucção. poderá controlar o fechamento de cada uma delas. nesse caso havendo comporta ensecadeira de jusante.0 m. O fechamento. onde se acumulam detritos de toda a espécie. individual para cada turbina. são abertas por meio de cilindro hidráulico com pressão do próprio regulador de velocidade. em caso de manutenção. como orientadoras para a decisão do valor do espaçamento entre barras verticais da grade. Relativamente ao vão livre entre barras verticais.

Para certas unidades horizontais. dependendo da capacidade e da disponibilidade de energia elétrica do usuário. possibilitando uma programação prévia da sua utilização. do gerador e dos equipamentos colocados dentro da Casa de Força. servirá para a manutenção da turbina. os equipamentos de levantamento poderão ser equipados com motores elétricos. Em certos casos. é possível contar com equipamento de levantamento móvel. também. Essas informações devem ser obtidas diretamente do fabricante do gerador. tendo em vista a baixa freqüência de utilização e a simplicidade do equipamento. em casos de reparos. montado sobre caminhão. as comportas em PCH não atuam como elementos de fechamento de emergência. Utilizam-se. correndo em monovia suportada por estrutura de concreto ou até mesmo apoiada na parede da Casa de Força.EQUIPAMENTOS DE LEVANTAMENTO Ponte Rolante e Talha Nas usinas hidrelétricas. parando a unidade em época de estiagem. que. já que. porém a um custo mais elevado. A movimentação das comportas pode ser feita com talhas manuais ou elétricas. talhas de levantamento deslocando-se por meio de um trole. . A capacidade da ponte rolante deve ser suficiente para permitir a movimentação da peça mais pesada. o gerador chega à usina completamente montado. os equipamentos de içamento são elementos destinados à montagem e à desmontagem das unidades. Entretanto. de um modo geral. Sua importância está na facilidade e rapidez que proporcionam um trabalho emergencial de conserto de unidades. Deve-se fazer uma programação para atender à manutenção rotineira. normalmente o rotor do gerador. permitindo um trabalho mais confortável. O principal equipamento de levantamento é a ponte rolante da Casa de Força. quando o tempo de retirada da máquina do serviço deve ser o menor possível. A movimentação da talha ou da ponte rolante pode ser manual por meio de correntes. devendo a ponte rolante ser capaz de transportá-lo. em monovia formada por perfil metálico do tipo “I”. além de auxiliar na montagem das unidades.

Na falta de informações. 6 ou 8 pólos. são os . Não é economicamente vantajoso. PT = potência no eixo da turbina (kW). conforme codificação estabelecida pela norma ABNT NBR 5110. utilizar geradores com fator de potência nominal abaixo de 0. . Neste caso.80.98% para geradores até 30 MVA. O rendimento do gerador deve ser obtido junto ao fabricante do equipamento. um fator de potência nominal de 0.95 é adequado. através da fórmula a seguir. podem ser utilizados os seguintes valores: . no caso de sistemas isolados.90 a 0.GERADORES Determinação da Potência Nominal A potência do gerador é determinada após o cálculo da potência disponível no eixo da turbina. usualmente utilizam-se geradores de 4.96% para geradores até 1 MVA. Sistema de Resfriamento Os sistemas de resfriamento mais comumente adotados para os geradores na faixa de potência das PCH. para a freqüência de 60 Hz. O fator de potência deve ser definido em função das necessidades do sistema elétrico ao qual o gerador será ligado. Quando o acionamento direto do gerador resultar antieconômico. Para o caso de geradores que operem interligados ao sistema elétrico. A rotação nominal do gerador fica definida quando se estabelece a velocidade nominal síncrona da turbina. adota-se o acionamento indireto do gerador através de um multiplicador de velocidade. cos φ = fator de potência do gerador.97% para geradores até 10 MVA. ⎛ η ⎞ PG = PT ⎜ G ⎟ ⎝ cos φ ⎠ onde: PG = potência do gerador (kVA). η G = rendimento do gerador. .

no caso da usina estar situada a jusante de cidades ou indústrias localizadas às margens do rio. Nos locais próximos a indústrias.O gerador é do tipo autoventilado. 2. ou impurezas que tendem a formar depósitos internos. . Nos sistemas IC 01 e IC 21. Deve-se tomar cuidado com a qualidade da água disponível. Neste caso. • IC 21 . além do fato que a variação de temperatura da água é menor e mais lenta do que a do ar. Para estimativa da ventilação da Casa de Força pode-se considerar que a vazão de ar requerida para o gerador é de. não está sujeito a entrada de animais e depósitos de poeira. como o sistema é totalmente fechado. Proteção contra Sobretensões Os geradores devem ser protegidos contra sobretensões originadas por descargas atmosféricas e surtos de manobras. resultando numa operação termicamente mais estável do gerador. O equipamento de proteção contra surtos para máquinas rotativas consiste de uma combinação de capacitores especiais e pára–raios tipo estação. diminuindo a eficiência da ventilação.O gerador é do tipo autoventilado. tubos ou placas onde é resfriado e retorna ao gerador. o ar aspirado contém pó e pequenos insetos que se depositam nos canais de ventilação e nos enrolamentos do gerador. ligados o mais próximo possível aos terminais do gerador.3 a 2. e proporcionando uma vida útil maior. O sistema de resfriamento é totalmente fechado. Os dutos de exaustão devem ser providos de tela ou venezianas basculantes para impedir a entrada de pequenos animais. grau de proteção IP23 e o ar ambiente da Casa de Força é admitido através de aberturas de ventilação e expelido para fora da Casa de Força por um duto de exaustão. deve-se proceder a uma análise da água do rio para se detectar a existência de elementos químicos que possam atacar o material das serpentinas. devem ser utilizados filtros nas entradas de ar.seguintes: • IC 01 . Com geradores dotados de trocadores de calor ar – água.8 m3 por minuto para cada kW de perda do gerador. aproximadamente.5 m/seg. A função do conjunto é limitar a amplitude da onda de impulso e diminuir a inclinação da frente de onda que atinge os enrolamentos do gerador. • IC W87 A81 – O gerador é do tipo autoventilado. grau de proteção IP23 e o ar ambiente da Casa de Força circula pelo gerador através de aberturas de ventilação. para uma velocidade do ar de 2. o que implica necessidade de limpeza periódica. o ar fresco circula internamente através do gerador e o ar quente é forçado através de serpentinas. Em qualquer caso. grau de proteção IP44. ou tubos. com o ar circulando através de um trocador de calor ar– água montado diretamente no gerador. que produzem alto índice de poluição.

o rotor costuma ser a peça mais pesada a ser movimentada na casa de força. a sua resistência a impulso é.65R . são completamente montados e ensaiados na fábrica. ⎠ 0 . definindo a capacidade da ponte rolante. K = 40 para gerador de eixo horizontal e 50 para gerador de eixo vertical. ⎛ P ⎞ R = K ⎜ 0G5 ⎟ ⎝n . Estimativa do Peso Geradores horizontais na faixa de potência das PCHS. onde WT peso total (t). Para os geradores verticais. PG = potência do gerador (MVA).Devido às características de isolamento do gerador. 74 . sendo E peso do estator (t). E = 0. Para uma estimativa preliminar do peso de geradores com potência nominal acima de 5 MVA e velocidade nominal acima de 200 rpm. onde os pesos são obtidos a partir da relação kVA/rpm. igual à resistência à freqüência industrial. WT = 1. o que facilita a sua instalação na obra. onde: R = peso de rotor (t). na maioria dos casos. podem ser adotadas as fórmulas a seguir indicadas.3( R + E ) . No arranjo da Casa de Força. aproximadamente. Para geradores de eixo horizontal com potência nominal abaixo de 5 MVA pode ser utilizado o gráfico da Figura 1. deve ser previsto espaço suficiente para remoção do rotor no caso de reparo do gerador. . n = rotação nominal (rpm). de maneira que deve-se procurar limitar a tensão de impulso ao valor de pico da tensão de ensaio à freqüência industrial estabelecida pela Norma ABNT NBR 5117.

Peso de Geradores de Eixo Horizontal até 5 MVA 35000 30000 25000 Peso ( kg ) 20000 15000 10000 5000 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 kVA / rpm 9 10 11 12 13 14 15 16 Figura 1 .

Tabela 2 Tensão primária 220/380 ou 480 V 2300 V Potência do Transformador Até 2 MVA Até 5 MVA . sugere-se que a tensão seja a maior possível (até 480 V). mas também os custos da interligação gerador–transformador e dos equipamentos ligados à tensão de geração. o valor especificado da tensão seja orientado. apresenta-se uma tabela que serve como orientação para seleção da tensão de geração que resulta numa solução economicamente atraente. visto que o custo dos geradores varia pouco com a tensão e o custo dos painéis e da instalação elétrica é tanto menor quanto menor for a corrente nominal do gerador.Tensão de Geração Quando o gerador está ligado ao sistema de transmissão através de um transformador. considerando a perda de geração no caso de defeito no transformador. Recomenda-se também que a distância entre o gerador e o transformador elevador não ultrapasse 50 m. a menos que hajam razões especiais para se adotar uma determinada tensão. Tabela 1 Tensão do Gerador 220/380 ou 480 V 2300 V 4160 V 6900 V 13800 V Potência do Gerador Até 2 MVA Até 3 MVA Até 5 MVA Até 15 MVA Acima de 10 MVA Para aplicação de geradores em baixa tensão. apresenta-se também uma tabela sugerindo valores que resultam numa solução econômica para o transformador bem como de sua tensão primária considerando o caso de dois geradores ligados ao sistema através de um transformador. A seguir. um transformador por gerador. o que evidentemente deve resultar num custo total final mais reduzido. ou seja. a determinação da tensão de geração é geralmente baseada em fatores econômicos. deve-se adotar o esquema unitário. Os custos de um gerador. para uma determinada potência nominal e velocidade. variam com a tensão. dando-se liberdade aos fabricantes de apresentarem proposta para o valor que julgarem mais adequado ao seu fornecimento. Recomenda-se que. A escolha da tensão de geração deve considerar não só os custos do gerador. Como a potência do transformador pode influenciar na tensão do gerador. Convém observar que a solução de adotar um transformador para cada dois geradores deve ser analisada também sob o aspecto econômico. Caso a potência do transformador seja ultrapassada.

Aterramento do Neutro Os geradores devem ser adequados para ligação em estrela. no caso de uma falta para terra no sistema. a utilização de materiais com isolamento classe F.dos estudos hidroenergéticos. o resistor é dimensionado para limitar a corrente que circula no neutro do gerador. . de modo a atender às especificações de desempenho da unidade geradora nas condições de regime permanente e transitório. O aterramento do neutro do gerador está diretamente relacionado com a proteção do gerador contra os efeitos nocivos das faltas para terra. ste método é mais adequado para o caso em que os geradores estão ligados diretamente ao sistema. sem transformadores. que deverão ser compatíveis com as características do sistema de excitação. referentes ao valor do custo da energia e a taxa de juros que foi utilizada na avaliação econômica. Classe de Isolamento Tornou-se prática comum. Com o intuito de prolongar a vida útil do equipamento. é indispensável que sejam fornecidos os seguintes dados: . não devendo ultrapassar a elevação de temperatura da classe B. em virtude das suas caraterísticas técnicas e econômicas. operando em regime contínuo nas condições nominais com temperatura de referência do ar ambiente de até 40oC. recomenda-se que sejam adotados os valores naturais de impedância dos geradores propostos pelos fabricantes.4160 V 6900 V 13800 V Até 10 MVA Até 15 MVA Até 30 MVA Para que os proponentes apresentem preço para um projeto otimizado e adequado às necessidades do cliente. Os métodos mais comuns para o aterramento do neutro dos geradores são os relacionados a seguir. recomenda-se especificar que os enrolamentos do estator e do rotor possuam isolamento classe F. requerendo um estudo de estabilidade para definição dos parâmetros do gerador. • Aterramento de baixa resistência com resistor no neutro. nos casos em que o gerador opere continuamente fornecendo a potência máxima.os referentes às condições de operação das unidades geradoras (número de horas de operação anual para diferentes valores de potência). porém. fornecidos com terminais acessíveis para ligação do ponto neutro à terra. Valores de Impedância Exceto nos casos em que a potência da PCH seja grande em relação ao sistema elétrico ao qual será interligada. ou de 30oC para água de resfriamento. a um valor suficiente para .

vide Figura 2 G 51 GN Figura 2 • Aterramento de alta resistência com resistor no neutro. . O resistor é dimensionado para limitar a corrente de falta fase–terra para valores da ordem de 5 a 25A. O neutro do gerador é ligado à terra através de um resistor com um transformador de potencial em paralelo.ensibilizar os relés de terra do sistema. ste método é utilizado tanto para geradores ligados diretamente ao sistema quanto para sistemas unitários. G 59 GN Figura 3 • Aterramento com transformador de distribuição.

A uma velocidade entre 1.o consumo de reativo da rede diminui o fator de potência da usina. . o gerador de indução está fornecendo sua potência nominal. que deverá ser fornecida pelo sistema ao qual será ligado ou através de capacitores. obrigando os geradores síncronos da usina a operar com menor rendimento.a impossibilidade de controle da tensão. regulador de tensão.5 e 5% acima da velocidade síncrona. equipamento de sincronização. instalação e manutenção. aproximadamente. As suas desvantagens são: . . requerendo um sistema de controle e proteção relativamente simples.G 59 GN Figura 4 Este método é muito utilizado nos sistemas de geração unitários. da ordem de 300%. o que o torna inadequado para ser utilizado num sistema isolado. . passa a operar como gerador.a utilização de capacitores para fornecimento de reativo aumenta os custos e diminui a simplicidade da instalação. O gerador de indução não possui excitação própria. quando acionada acima de sua velocidade síncrona. regulador de velocidade. limitando a corrente de falta fase–terra nos terminais do gerador para valores da ordem de 5 a 25A.o desligamento de um gerador de indução sob carga acarreta velocidades de disparo elevadas. A principal vantagem do gerador de indução reside no menor custo de aquisição. pela inexistência da excitatriz. . Geradores de Indução Uma máquina de indução. O neutro do gerador é ligado à terra através de um transformador monofásico de distribuição com um resistor no secundário.

Este sistema é comumente adotado para pequenos geradores.Devido a estes aspectos e às restrições operacionais do sistema. A corrente de armadura é retificada por diodos montados no eixo da máquina e alimenta diretamente o campo do gerador principal. cujo secundário alimenta um conversor tiristorizado que retifica a corrente alternada. sem escovas. e torna-se particularmente atraente sob o aspecto econômico para geradores com rotação nominal acima de 200 rpm. G EXC Figura 5 O sistema de excitação estática consiste em um transformador de excitação normalmente ligado aos terminais do próprio gerador. ou “brushless”. onde não haja necessidade de recuperação rápida da tensão para grandes variações de carga (alta resposta inicial). a aplicação de geradores de indução fica limitada a máquinas com potência até 1 MW. O sistema de excitação sem escovas. consiste em um pequeno gerador síncrono com o enrolamento de campo montado no estator e a armadura montada no eixo do gerador principal. Sistemas de Excitação Os sistemas de excitação mais comuns atualmente são: o de excitação rotativa. A corrente retificada alimenta o enrolamento de campo do gerador principal através de escovas e anéis coletores. . e o de excitação estática.

o sistema de excitação deve ser capaz de manter a tensão de excitação em 20% do valor de teto. utiliza-se uma fonte retificada incorporada no equipamento de excitação. Como regra geral. a) Em Regime Permanente O sistema de excitação deve ser capaz de manter a tensão nos terminais do gerador dentro de ± 0. quando a tensão . pode– se adotar como máximo um valor de corrente igual a 60% da corrente nominal de excitação em vazio durante um tempo de 10 segundos. Para operação em sistema interligado deverá ser analisada a estabilidade da máquina perante o sistema nos regimes permanente e transitório. desde vazio a plena carga.5% do valor ajustado em toda a faixa de operação.G Figura 6 Durante a partida da máquina. A definição dos parâmetros do sistema de excitação deve ser feita considerando as condições sob as quais o mesmo irá operar. o sistema auxiliar de corrente contínua da usina e. utiliza-se. para esta finalidade. as especificações mínimas de desempenho relacionadas a seguir devem ser atendidas. b) Em Regime Transitório Para um curto circuito no lado de alta tensão do transformador. para as máquinas maiores. O sistema de excitação deve possibilitar o ajuste da tensão para valores compreendidos entre ± 10% da tensão nominal. Para efeito de estimativa da capacidade requerida da bateria para excitação inicial. Para as máquinas de menor porte. quando o tamanho requerido para a bateria tornar-se exageradamente grande e houver disponível uma fonte externa de alimentação em corrente alternada. para os casos em que o magnetismo residual da máquina não é suficiente para o auto escorvamento. com variação de freqüência de ± 5%. torna-se necessária a utilização de uma fonte externa para a excitação inicial.

Recomenda-se que. podem ser usados os dados de dimensões e pesos indicados nas Figuras 1 e 2 e Tabelas a seguir. freqüência nominal. os geradores não deverão perder o sincronismo quando da abertura de uma delas. Devem ser especificadas as seguintes características principais: • • • • • • • • • • • • potência nominal. correspondentes a transformadores trifásicos de dois fabricantes distintos. designação da ligação dos enrolamentos. . deslocamento angular. de modo a utilizar um comprimento mínimo de cabos de interligação. método de resfriamento. o que possibilita um prazo de entrega mais rápido. Norma aplicável: NBR 5356. tensão suportável nominal de impulso atmosférico para os enrolamentos primário e secundário. Nos casos em que a PCH estiver interligada ao sistema elétrico através de duas linhas. tensão nominal do enrolamento secundário. Para potências nominais acima de 5 MVA. Recomenda-se a instalação dos transformadores elevadores o mais próximo possível da casa de força. a utilização de transformadores com sistema de ventilação forçada começa a se tornar uma alternativa atraente. impedância de curto-circuito. devido à importância do transformador elevador para a usina. Para efeitos de uma estimativa preliminar de instalação dos transformadores. TRANSFORMADORES ELEVADORES O transformador elevador deverá ter potência nominal igual ou superior à potência máxima do gerador. os mesmos sejam especificados para os valores superiores de tensão suportável nominal de impulso atmosférico constantes da Norma ABNT NBR 5356. acessórios desejados. o que possibilita obter uma redução nos custos de aquisição e instalação dos cabos e menores perdas.terminal do gerador for 20% do valor nominal. menor custo de aquisição e mais facilidade de eventual reposição. tensão nominal do enrolamento primário. Recomenda-se procurar especificar um valor de potência padronizado. condições especiais.

Transformador Trifásico (Dimensões Preliminares – ver Tabela 1) 4 5 6 2 1 3 f a 50 7 g 8 H b h 9 10 11 N 1 o ACESSÓRIOS Bucha Bucha Ganchos para suspensão do Válvula de segurança Indicador de nível de óleo com Válvula de separação Dispositivo de manobra do Radiadores removíveis Secador de ar com silica-gel Placa de identificação e diagramas Termômetro para temperatura do Caixa com terminais para Sapata para macaco Rodas orientáveis Válvula para filtro prensa superior Terminal para terra (2) Tampa de inspeção Válvula para drenagem com 12 13 2 Bitola mxm 14 18 16 3 4 5 contato 6 transformador 15 17 l H1 H2 H3 7 8 9 L comutador sem carga 19 10 11 20 X0 X1 X2 X3 l óleo com contatos 12 13 14 equipamento de proteção 21 C1 C C2 15 16 17 18 amostra 19 20 adaptador para filtro prensa e retirada de Conservador de óleo Tampa de inspeção para o n 5 e o entrada de óleo 21 Relé de gás com contatos de alarme e desligamento (Vista frontal e de topo do transformador trifásico) Figura 1 .

75 2600 2900 3400 2150 2450 2750 2550 2600 2850 1900 1950 2100 650 650 750 1075 1225 1375 1300 1450 1700 1300 1450 1700 1200 1200 1200 2350 2500 2250 1900 1950 2100 4300 4500 4400 3370 3950 5750 930 1130 1740 1100 1270 1660 5400 6350 9150 1600 1600 1600 1950 2000 2200 1850 1950 2100 4270 5030 7550 LIGAÇÃO Δ YN 5 7.X3 MVA C L H h f l C1 C2 m a b g Parte Ativa Tanque c/ aces. kV 34.H2 .5% 13.Tabela 1 BUCHAS H1 . Altura (mm).8 2 2.X2 . Óleo Total Largura (mm).5 3.8 2 2.5 2800 2150 2250 1700 550 1075 1250 1550 1200 2250 1700 4000 2810 750 940 4500 1600 1900 1700 3550 Cotas em mm Pesos em kg Dimensões p / transp. Peso c/ óleo (Kg) HZ 60 1. Peso c/ óleo (Kg) HZ 60 1.H2 .H3 X0 .X2 .H3 X0 . Comprim (mm).5 3150 2250 2400 1800 600 1125 1525 1625 1200 2250 1800 4100 3130 870 1150 5150 1600 2050 1800 4470 Cotas em mm Pesos em kg Dimensões p / transp.5 3. Óleo Total Largura (mm).5 3700 3800 2800 3000 3050 3350 2200 2500 850 850 1400 1500 1700 1700 2000 2100 1435 1435 2450 2750 2200 2500 4700 5300 6950 8800 2110 2800 2090 2600 11150 14200 1600 1600 2400 2500 2200 2500 9170 11550 BUCHAS H1 .X3 MVA C L H h f l C1 C2 m a b g Parte Ativa Tanque c/ aces.X1 .5 ± 2 x 2. Altura (mm). Comprim (mm).5% 13.75 3000 3000 3400 2250 2550 2750 2500 2600 2850 1900 1950 2100 600 650 750 1125 1275 1375 1500 1550 1700 1500 1450 1700 1200 1200 1200 2250 2350 2250 1900 1950 2100 4200 4350 4400 3560 4050 5780 1010 1270 1830 1280 1480 1890 5850 6800 9500 1600 1600 1600 2050 2050 2200 1900 1950 2100 5040 5840 8230 LIGAÇÃO Δ YN 5 7.5 3700 3800 2800 3000 3050 3350 2200 2500 850 850 1400 1500 1700 1700 2000 2100 1435 1435 2450 2750 2200 2500 4700 5300 6980 8880 2170 2870 2350 2850 11500 14600 1600 1600 2400 2500 2200 2500 9930 12420 . kV 25 ± 2 x 2.X1 .

Comprim (mm).5 10 4800 4800 3300 3300 3950 4050 2770 2870 1180 1180 1650 1650 2500 2500 2300 2300 3180 3280 2770 2870 6000 6200 10050 12150 4150 5150 5000 5900 19200 23200 1700 1800 3200 3300 2500 2600 16200 19700 15 5450 3900 4400 3220 1180 1950 2600 2850 3730 3220 7000 15750 5750 7200 28700 1850 3450 2950 24500 LIGAÇÃO Δ YN 20 5500 4000 4500 3320 1180 2000 2600 2900 3830 3320 7200 18600 6800 8100 33500 1900 3500 3050 31000 .H3 X0 .5 3200 2900 3350 2200 1150 1450 1900 1300 1200 2750 2200 5000 4400 1760 2340 8500 1600 2550 2200 7340 Hz 60 3.5 10 15 20 3800 4350 4300 5100 5100 3200 3300 3500 3800 3800 3550 3650 3950 4250 4450 2400 2500 2800 3100 3300 1150 1150 1150 1150 1150 1600 1650 1750 1900 1900 2000 2000 2000 2400 2400 1800 2350 2300 2700 2700 1435 1435 1435 1435 1435 3150 3500 3850 3850 4050 2400 2500 2800 3100 3300 5600 6050 6700 7000 7400 7120 9400 11750 14000 18100 2880 3600 4450 5800 6100 3400 4100 5200 5700 6800 13400 17100 21400 25500 31000 1600 1600 1600 1600 1600 2650 2900 2950 3200 3200 2400 2500 2800 3100 3300 11580 14600 18400 21300 26000 2 3100 2900 3300 2150 1150 1450 1900 1200 1200 2700 2150 4900 4130 1320 2100 7550 1600 2400 2150 6550 2. kV 88 ± 2 x 2.X2 . Peso c/ óleo (Kg) HZ 60 2 4700 3300 3550 2400 1150 1650 2400 2300 2950 2400 5400 7600 3400 4300 15300 1700 3100 2400 13300 Cotas em mm Pesos em kg Dimensões p / transp. Óleo Total Largura (mm).75 3650 3000 3450 2300 1150 1500 2000 1650 1435 3050 2300 5400 5900 2330 2770 11000 1600 2550 2300 9500 BUCHAS H1 .5% Δ 13.Tabela 1 (continuação) BUCHAS H1 . .8 YN 5 7.H3 X0 . em kg Óleo Total Largura (mm).5% 13.X1 .H2 .X3 MVA C L H h F l C1 C2 a b g Parte Ativa Tanque c/ aces. Altura (mm). Altura (mm).X3 MVA C L H Cotas h f em l C1 mm C2 m a b g Parte Ativa Pesos Tanque c/ aces.8 7.H2 .X1 . p / transp. Peso c/ óleo (Kg) kV Ligação 69 ± 2 x 2. Dimensões Comprim (mm).X2 .

Comprim (mm).H3 X0 .5% 13.H2 . .Tabela 1 (continuação) BUCHAS H1 . Peso c/ óleo (Kg) kV 138 ± 2 x 2.8 7.X3 MVA C L H h f l C1 C2 a b g Parte Ativa Tanque c/ aces.X2 .X1 . Altura (mm).5 10 15 6000 6200 6400 3600 3800 4000 5100 5150 5300 3120 3170 3320 1980 1980 1980 1800 1900 2000 3400 3550 3600 2600 2650 2800 3400 3650 3850 3100 3150 3300 6500 6850 7200 10500 14400 18500 6500 6900 7600 7500 9200 10900 24500 30500 37000 1800 1900 1900 3800 3900 4100 3150 3200 3350 20000 26000 33000 LIGAÇÃO Δ YN 20 6600 4100 5500 3520 1980 2050 3600 3000 4050 3500 7600 22100 8300 11800 42200 1950 4100 3350 37500 HZ 60 5 5850 3500 4900 2920 1980 1750 3400 2450 3250 2900 6200 9600 4800 6900 21300 1800 3700 2950 18500 Cotas em mm Pesos em kg Dimensões p / transp. . Óleo Total Largura mm.

500 11.000 2.000 10.300 3.300 2.350 3.5% 4.650 2.000 6.300 2.500 22.300 6.500 Peso tot.000 7.500 10.400 5.000 2.Dimensões preliminares na tabela 7. .500 2.150 2.100 5.200 6.500 3.600 6. ( kg) 62.200 7.800 3.800 2.000 16.10 Tabela 2 TENSÃO kVA 138 ± 2x2.900 4.900 2.5 ± 2x2.000 3.000 17.000 41.200 7.300 2.600 5.500 1.500 13.250 8.000 11.800 2.900 3.600 2.000 3.600 2.500 2.200 3.800 4.800 2.000 23.150 2.000 42.8 13.500 14.000 36.000 3.000 20.500 5.000 34.200 3.500 5.300 5.600 2.800 4.900 3.000 18.600 2.700 3.800 4.000 7.150 Óleo ( I ) (I) 25.000 DIMENSÕES EM MM Y Z 5.100 3.100 3.600 27.500 1.300 16.100 4.300 11.600 3.650 2.000 10.300 3.500 3.300 3.000 15.500 5.300 2.8 ± 2x2.700 14.500 5.8 X 5.5% POTÊNCIA kVA 30.800 2.8 34.400 5.500 5.500 4.900 3.100 22.500 1.000 10.000 15.600 4.350 3.500 4.000 21.400 3.5% 13.000 3.300 5.3.000 5.400 9.500 1.700 2.750 2. lateral e de topo de transformador .000 3.600 3.600 3.000 17.900 3.300 11.500 14.750 2.500 2.000 7.500 4.700 4.5) Figura 7.16 .800 3.Z Y X (Vista frontal.000 7.000 25.000 48.5% 13.600 4.900 2.400 4.000 52.000 58.500 3.150 4.700 5.200 4.500 5.800 2.700 2.500 5.750 2.000 6.400 9.800 5.400 3.600 6.550 3.200 4.100 4.100 3.600 5.500 20.500 13.700 3.500 3.500 13.750 2.400 6.3.500 4.000 21.100 3.500 69 ± 2x2.000 3.600 3.300 5.

de segurança física e pessoal. encontram-se disponíveis. Os defeitos de origem mecânica. No caso de usinas automáticas ou semi-automáticas a inexistência de operadores torna necessário prover desligamento para a maioria das condições anormais de operação que impliquem em risco para a integridade da máquina. sobre os disjuntores ou dispositivos de parada. . Este relé deve efetuar a parada total da máquina com abertura imediata dos disjuntores geral e de campo. que devem ser analisados caso a caso. Para máquinas com sistema de proteção anti-incêndio por meio de CO2 os detectores de fumaça ou termovelocimétricos devem atuar simultaneamente nos relés de bloqueio 86E e de descarga de CO2. A atuação da proteção anti-incêndio através do relé diferencial do gerador ou de falta para terra no estator deve ser avaliada levando em conta o inconveniente de uma descarga de CO2 no caso de uma operação indevida dos referidos relés. devem-se especificar os transformadores de corrente para assegurar ± 1% a 1In e ± 10% a 20In. em particular os relacionados com aquecimento de mancais devem atuar sobre um relé eletromecânico de bloqueio. Recomendações para proteção de unidades geradoras são geralmente encontradas em publicações editadas por fabricantes de relés. função 86E. como no caso de sobrecarga. De um modo geral. Nas usinas assistidas por operadores. conforme a Norma IEC 185. através de seus contatos de saída. Nesses casos. podem dispensar a utilização de um sistema dedicado apenas à medição. função 86M. exceto para os casos de medição para faturamento. econômicos. Este relé deve efetuar a parada total da máquina após a retirada automática de carga da unidade de modo a evitar a ocorrência de sobrevelocidade após abertura do disjuntor com maior sobrecarga para os mancais. eventualmente. os defeitos de origem elétrica devem atuar sobre um relé auxiliar eletromecânico de bloqueio. de modo a atender aos requisitos de medição e proteção simultaneamente. quase que exclusivamente. permitindo que o operador decida se conserva a máquina em operação ou não. algumas condições anormais de operação podem apenas acionar um alarme. de modo a garantir a parada da máquina sem necessidade do sistema de controle digital. relés de proteção com tecnologia digital. Os relés digitais incorporam funções de medição que. se assistida por operadores ou automaticamente. O sistema de proteção deve constituir um sistema independente do sistema de controle digital e as proteções devem atuar diretamente. não permitindo que a máquina seja reposta em operação antes de ter sido inspecionada. Estas recomendações podem ser utilizadas como um ponto de partida para a definição do esquema de proteção desejado. mesmo que a longo prazo. Atualmente. Um fator importante a ser analisado na definição do grau de proteção desejado é a forma como a usina será operada.SISTEMA DE PROTEÇÃO A escolha de um sistema de proteção para os equipamentos elétricos constituintes de uma PCH envolve aspectos operacionais.

Alguns relés digitais permitem o controle de abertura e fechamento de disjuntor. Estas correntes induzem correntes de freqüência dupla no rotor do gerador que causam sobreaquecimento e em casos mais severos danos à estrutura do rotor. A proteção para perda de excitação pode ser desejável nestes casos. para máquinas de pequeno e grande porte. pode causar a circulação de correntes de seqüência negativa no estator da máquina. A utilização destes relés somente é possível quando os terminais de neutro de cada uma das fases forem acessíveis para a instalação dos transformadores de corrente. Os relés para perda de excitação costumam utilizar unidades de impedância (tipo off-set mho). Para máquinas de médio porte. adota-se como solução a utilização de um relé multifunção básico. possibilitando a implementação de comandos externos e intertravamentos para subestações simples. mais baratos. • Proteção contra perda de excitação (40) Quando ocorre a perda de excitação. como as que ocorrem nas PCH. a máquina passa a operar como um gerador de indução.Os relés digitais possibilitam a utilização de transformadores de corrente com secundário de 5A ou 1A. a maior parcela de carga imposta aos transformadores de corrente é representada pelos cabos de interligação entre os transformadores de corrente e o relé. Para a proteção de geradores existem disponíveis relés multifunção. complementado por relés individuais para funções adicionais. assim como personalização através de alteração na lógica de programação. Como o consumo desses relés é extremamente pequeno. A proteção para esta condição pode ser realizada por meio de relés de sobrecorrente de seqüência negativa. interfaces de entrada e saída com outros equipamentos. Sendo a carga imposta pelos cabos diretamente proporcional ao quadrado da corrente. principalmente quando ocorre falha nas proteções de outros equipamentos. A proteção mais efetiva para falta entre fases é realizada pelos relés diferenciais. • Proteção contra carga desequilibrada (46) A ocorrência de faltas assimétricas externas à máquina. • Proteção contra motorização (32) . fica evidente que a utilização de transformadores de corrente com secundário para 1A conduz a transformadores de corrente com menor potência. A seguir estão relacionadas as principais funções disponíveis nos relés de proteção digital para geradores: • Proteção diferencial (87G) Faltas internas no gerador geralmente se desenvolvem como uma falta à terra numa das fases do enrolamento e podem ocasionalmente envolver mais de uma fase. girando abaixo da velocidade síncrona e absorvendo reativos do sistema. Esta situação pode causar colapso da tensão e tornar instável o sistema ao qual está conectada. direcional ou subtensão.

A proteção contra sobrevelocidade é dada por relés de velocidade normalmente associados ao regulador de velocidade e por uma chave centrífuga incorporada ao eixo do gerador. • Proteção contra sobrecarga (49) A proteção contra sobrecarga pode ser realizada por meio de relés que estimam o comportamento térmico do gerador pela medição da corrente de carga (imagem térmica) ou por meio de detectores resistivos de temperatura embutidos nos pontos críticos do gerador. Sobretensões também podem ocorrer durante uma rejeição de carga devido a uma falha do regulador de tensão. A proteção de retaguarda deve possuir princípio de operação semelhante ao do relé primário. A proteção sob estas condições é dada para o primeiro caso por um relé de sobretensão temporizado com ajuste acima de 105% da tensão nominal e para o segundo caso por um relé de sobretensão instantâneo com ajuste acima da máxima sobretensão limitada pelo regulador de tensão. A utilização de proteção contra motorização é dada por meio de relé de reversão de potência e recomendável no caso de usinas não atendidas. apresentam configurações mínimas recomendáveis para usinas não assistidas.tentativa de funcionar como motor pode ocorrer. Nestas ocasiões. Para aterramento de baixa resistência com resistor no neutro a proteção é feita por relé de sobrecorrente (51GN). o baixo fluxo de água na turbina pode ocasionar cavitação e conseqüentes danos. quando há bloqueio da tomada d’água do gerador. Se a proteção primária é feita por relés de sobrecorrente a proteção de retaguarda deve ser feita por relés de sobrecorrente com restrição de tensão (51V). • Proteção contra sobrevelocidade (12) Os geradores estão sujeitos a aceleração na ocorrência de rejeição de carga. • Proteção de retaguarda para faltas externas (21) ou (51V) Proteção de retaguarda para falhas externas opera de forma seletiva no caso de não operação do relé de proteção primária. e 3. por exemplo. 2. • Proteção contra falta para terra no estator (51GN) ou (59GN) proteção contra faltas para terra no estator está diretamente relacionada com o método de aterramento do neutro adotado. . • Proteção contra sobretensão (59) m gerador de pequena potência em relação ao sistema ao qual está interligado pode ficar sujeito às sobretensões oriundas do sistema devido à incapacidade do regulador de tensão em modificar a tensão do sistema. da carga perdida e da dinâmica do regulador de velocidade. A aceleração depende da inércia do gerador. Para aterramento de alta resistência com resistor no neutro ou aterramento de alta impedância com transformador de distribuição a proteção é feita por relé de sobretensão (59GN). Se a proteção primária é feita por relés de distância a proteção de retaguarda deve ser feita por relés de distância (21). As Figuras 1.

TP A V W Hz TP 32 49 51 GN 51 V TEX TC G EXC TC TC RA SISTEMA DE PROTEÇÃO .CONFIGURAÇÕES MÍNIMAS RECOMENDÁVEIS PARA USINAS NÃO ASSISTIDAS GERADOR ATÉ 2 MVA Figura 1 .

TC TC 51 51 N TP A V W Hz TP 32 51V 40 59 GN 46 81 49 87 TC TEX G EXC TC TP RA SISTEMA DE PROTEÇÃO .CONFIGURAÇÕES MÍNIMAS RECOMENDÁVEIS PARA USINAS NÃO ASSISTIDAS GERADOR ATÉ 10 MVA Figura 2 .

CONFIGURAÇÕES MÍNIMAS RECOMENDÁVEIS PARA USINAS NÃO ASSISTIDAS GERADOR ACIMA DE 10 MVA Figura 3 .TC TC e TP A 21 46 50 BF 24 V 27 W 32 Hz TP 38 40 81 87 TC TC 87T TEX 50 BFN 59 GN 60 G e v TC TC SISTEMA DE PROTEÇÃO .

SISTEMA DE SUPERVISÃO E CONTROLE A definição do sistema de supervisão e controle de uma PCH é essencialmente uma decisão econômica. os investimentos recomendados no processo de automação ou semi-automação são balizados pelos custos operacionais destas instalações (basicamente mão de obra) e pelo custo da energia comercializada. Após a sincronização. Basicamente devem ser analisadas e comparadas duas possibilidades: a operação convencional. para soluções técnicas adequadas. por meio de operadores ou a automação ou semi-automação da usina. a tomada de carga prefixada pode ser realizada automaticamente pelo sistema de controle. Se a máquina é desligada do sistema. A automação ou semi-automação de uma PCH normalmente envolve dois subsistemas. É possível a otimização da geração por meio da medida do nível do reservatório na câmara de carga. a saber: • Subsistema de controle da barragem ou reservatório. é necessária a presença do operador para a reposição da máquina no sistema. Na semi-automação. ativada por condições que coloquem em risco a integridade da máquina e a parada automática que é ativada por condições operacionais que . No atual contexto tecnológico e econômico. Se o nível do reservatório atingir o mínimo operacional. Assim. já que o controle do reservatório envolve questões de segurança operativa da usina e de pessoas e propriedades a jusante. chaveando pontos de operação predefinidos das máquinas. São geralmente definidos dois procedimentos para a parada das unidades geradoras: parada de emergência. • Subsistema de controle da casa de força e subestação Esta divisão é importante. porém com custos reduzidos. geralmente as transições de estado até a sincronização da máquina na rede são realizadas pelo operador da usina. quase sempre. as máquinas são desligadas automaticamente. as iniciativas nesta área apontam. a semi-automação ou automação das instalações das usinas apresenta as seguintes vantagens: • Redução dos custos operacionais • Ganhos de qualidade sobre o processo • Melhor utilização do pessoal • Maior agilidade operativa • Melhor utilização dos recursos disponíveis • Melhor produtividade No caso específico das pequenas centrais hidroelétricas.

A comparação econômica entre um sistema convencional e um sistema digital não deve ser feita apenas considerando-se os custos de aquisição inicial do equipamento. Normalmente. Na automação. atendendo apenas às questões de segurança. envolvendo soluções complexas e equipamentos de custo relativamente elevado. Esta realidade se reflete no fato dos grandes fabricantes estarem lançando sistemas de controle digital com características compatíveis com o porte das pequenas centrais a preço competitivo. A rápida evolução na área dos microprocessadores tornou disponíveis equipamentos de baixo custo com desempenho adequado para automação de pequenas centrais. inicialmente reduzindo a carga da máquina. tanto a parada quanto a partida e sincronização das máquinas são realizadas automaticamente pelo sistema de controle. Esta otimização pode ser feita pelo sistema de controle do reservatório. A solução para o automatismo de uma PCH deve ser orientada no sentido da simplicidade. o sistema de controle do reservatório pode acionar as comportas no sentido de reverter a cota para a faixa de operação normal. . Alguns aspectos que possibilitam uma solução tecnicamente adequada com custo reduzido são listados a seguir. as vazões vertida. • Utilização de relés de proteção multifunção com recursos de medição para os geradores. independente da presença de operadores. facilitando a substituição de componentes defeituosos. Em situações em que o nível do reservatório atinja limites de atenção. sensivelmente menor. em sistemas totalmente automáticos. os sistemas de automação com utilização das modernas tecnologias de comando digital encontravam aplicação apenas para as usinas de grande porte. A parada automática permite a retirada de operação da unidade geradora de forma suave. evitando golpes de aríete causados pelo fechamento brusco dos equipamentos hidráulicos. Geralmente o sistema de controle do reservatório realiza a supervisão do nível do reservatório.permitam a parada sem rejeição de carga. A usina desassistida pode ser totalmente supervisionada e controlada remotamente. de forma a atender às restrições impostas pelos equipamentos (geração mínima por máquina) ou pela legislação (vazão sanitária). compatível com o porte do empreendimento. controlando o mesmo através do aumento ou diminuição da geração das máquinas. cujo objetivo é manter o nível do reservatório na faixa normal ou de equilíbrio. com os automatismos com lógica convencional a relés. o controle do reservatório é simplificado (realizado por sensor de nível). • Utilização de relés de proteção multifunção com recursos de medição e intertravamento para a subestação. devido à utilização de rotinas de autocontrole e diagnóstico. As vantagens dos sistemas digitais começam a ficar mais evidentes quando são levados em consideração a sua baixa taxa de defeitos e o tempo necessário para reparo. é possível a realização da otimização da geração considerando as vazões afluentes. Até recentemente. Além disto. alerta ou emergência. afluente e turbinada além de programar a geração das máquinas e o vertimento pelas comportas da barragem. ou possuir um mínimo essencial de supervisão remota e controle local.

• Interface Homem-Máquina com tela de cristal líquido e acionamento por toque na tela ou teclado funcional de membrana. . • Parametrização local para os relés de proteção.• Comando local das unidades geradoras dispensando a necessidade de uma Sala de Comando e Estação de Trabalho. Utilização de sincronização manual com verificação de sincronismo para o caso de PCH sem telecomando. • Utilização de Unidades de Aquisição e Controle com lógica de automatismo efetuada através de Controladores Lógicos Programáveis.

. .Bomba de injeção de óleo nos mancais (para as máquinas verticais de maior porte). .Carregadores de bateria.Corrente Alternada As cargas normalmente alimentadas pelo Sistema de Serviços Auxiliares da Usina podem ser divididas em três categorias: a) Auxiliares da unidade essenciais para a partida.SISTEMAS AUXILIARES ELÉTRICOS Serviços Auxiliares . . sendo as mais comuns: .Regulador de velocidade. .Comportas de vertedouro.Sistema de ventilação forçada do transformador elevador. .Ar comprimido de serviço. . . .Motores de carregamento de mola ou compressores para disjuntores.Bomba de água de resfriamento. Estas cargas variam conforme o tipo de usina e equipamento fornecido. . mas que são essenciais para a operação da usina. b) Auxiliares gerais. . não diretamente associados com as unidades geradoras.Sistema de óleo de regulação. .Comporta de emergência ou válvula borboleta.Bombas de circulação de óleo dos mancais. sendo os mais comuns: .Sistema de excitação.Ar comprimido de regulação. .Sistema de frenagem. . operação e parada do grupo turbina– gerador.Bombas de drenagem da Casa de Força. .Motores de acionamento de chaves secionadoras.Drenagem do poço da turbina. .

de modo a evitar erros operacionais.Oficina Eletromecânica. .Iluminação e tomadas. ou por questões de segurança. compatível com o grau de confiabilidade do sistema. entretanto.Para os sistemas mecânicos que requeiram duplicação de equipamento. . . a usina opera isolada do sistema e necessita de alimentação em corrente alternada para a partida de uma unidade.Os quadros de serviços auxiliares devem ser fornecidos com disjuntores providos de disparadores de operação seletiva. .Equipamento de comunicação. . . . de modo a que o defeito em um circuito não interfira com a operação dos demais.Recomenda-se que o sistema possua uma configuração radial.Ponte rolante. c) Auxiliares não essenciais à operação da usina.Aquecimento de painéis. de fácil operação. de fácil aquisição no mercado. necessária à operação da usina sob os aspectos de continuidade de serviço e segurança pessoal e das instalações.Sistema de ventilação da Casa de Força. É recomendada a utilização dos seguintes valores de tensão de alimentação: . devendo cada caso ser analisado separadamente. .Pórtico rolante ou monovia.. Nos casos em que não se dispõe de uma fonte externa. . . não existe uma solução típica. Para a definição da configuração do sistema de auxiliares em corrente alternada. . A tensão de alimentação dos auxiliares em corrente alternada deve ser compatível com o tamanho da usina e a potência das cargas a serem alimentadas. Existem. sendo os mais comuns: . . deve ser prevista a instalação de um grupo gerador de emergência.Máquina limpa-grade. deve haver uma duplicação de alimentação. Deve ser considerada também a utilização de motores com tensão nominal padronizada.Sistema de esgotamento. sem necessidade de encomenda especial no caso de reposição.Deve haver possibilidade de alimentação através de qualquer um dos geradores da usina e através de uma fonte externa. certos princípios que devem ser seguidos para que se obtenha uma solução adequada.Deve ser considerada a utilização de um sistema de transferência automática de fonte de alimentação.

O tipo de bateria mais utilizado em virtude de suas características e desempenho é o tipo chumbo – ácido com placas positivas tubulares. Os disjuntores para aplicação em corrente contínua disponíveis atualmente. . Serviços Auxiliares . . deve ser elaborado um ciclo de descarga que atenda às condições mais desfavoráveis de operação durante uma falta de alimentação de corrente alternada para o retificador. Neste caso.Corrente Contínua O elevado grau de continuidade dos sistemas de corrente contínua não aterrados. a probabilidade de ocorrência de um curto circuito sempre está presente.. não ultrapassar os valores de queda de tensão admissível para continuidade de operação dos motores durante uma transferência automática e atender às condições de ponta de carga sem redução da vida útil. Embora a utilização de um sistema isolado de terra permita a continuidade de operação para defeitos para terra envolvendo apenas um dos pólos. com isolamento sólido. conduzem a um sistema de corrente contínua constituído por uma única bateria operando em paralelo com uma unidade retificadora. estabelecido pela Norma NBR 5416. A tensão nominal de 125 V tem demonstrado ser a mais adequada para este tipo de aplicação. Para o dimensionamento. Se os transformadores para serviços auxiliares forem instalados dentro da casa de força. no mercado. praticamente todos os equipamentos que requerem alimentação em corrente contínua estão disponíveis para alimentação nesta tensão. nas diversas condições de operação. Devido a este fato. deve ser adotado o método de conversão do ciclo de carga real para o ciclo de carga equivalente. O dimensionamento deve ser feito seguindo a metodologia proposta na Norma ANSI/IEEE Std 485. devem ser utilizados transformadores de boa procedência. Para o dimensionamento adequado da bateria.380/220 Vca 60 Hz.220/127 Vca 60 Hz. o que possibilita a utilização de apenas um nível de tensão de corrente contínua na usina. para usinas maiores que requeiram transformador para serviços auxiliares com potência nominal ≥ 500 kVA. Atualmente. deverão ser do tipo seco. é de execução difícil. não possuem características adequadas que possibilitem ajustes para uma operação seletiva da proteção entre disjuntores. para as usinas menores. sistema trifásico a quatro fios com neutro solidamente aterrado. combinado com a seleção criteriosa de equipamentos de boa qualidade e a simplicidade inerente aos sistemas de controle das pequenas centrais. pois seu reparo. Os transformadores para serviços auxiliares devem ser dimensionados para atender ao ciclo de carga mais desfavorável. Quando se julgar necessário uma maior confiabilidade deve-se adotar um sistema com duas baterias e dois retificadores. sistema trifásico a quatro fios com neutro solidamente aterrado. A operação seletiva dos dispositivos de proteção é fundamental para a operação do sistema de corrente contínua. se for possível. recomenda-se que os circuitos de corrente contínua sejam protegidos por fusíveis do tipo Diazed ou NH.

Para uso interior ou ao tempo . Quando a usina opera em sistema isolado. As subestações para instalação ao tempo podem ser do tipo Conjunto de Manobra e Controle Blindado ou convencional. Os equipamentos componentes da subestação devem ser dimensionados para operar sob as condições mais adversas a que estiverem expostos. considerando as futuras expansões previstas.Tensão nominal .Tipo de acionamento . com as características mínimas que devem ser especificadas. que proporciona melhores condições de segurança pessoal contra riscos de acidentes e maior rapidez na fase de instalação do equipamento na usina.Tensão suportável nominal de impulso atmosférico . a utilização de relés de sobrecorrente com características de tempo inverso associados a relés de sobrecorrente instantâneos é uma solução economicamente interessante. Quando a usina opera interligada a um sistema elétrico. A seguir. Quando a subestação estiver interligada a um sistema elétrico existente.Meio isolante e para interrupção do arco . Para a proteção das linhas são utilizados basicamente dois tipos de sistema de proteção: proteção por relés de sobrecorrente e proteção de relés de distância. estão relacionados os principais equipamentos que compõem uma subestação.Número de pólos . sempre que possível. os equipamentos deverão ser adequados para os níveis de curto circuito no sistema. • Disjuntores . conforme definido pela Norma ABNT NBR 6979. bem como as normas que devem ser seguidas no seu projeto e fabricação.SUBESTAÇÃO As subestações para pequenas centrais hidrelétricas podem ser instaladas dentro da casa de força ou ao tempo. Deve-se dar preferência à subestação do tipo Conjunto de Manobra e Controle Blindado. deve ser utilizado um sistema de proteção compatível com o sistema existente no ponto de interligação. Recomenda-se que as subestações para instalação abrigada na casa de força sejam do tipo Conjunto de Manobra e Controle Blindado.

Norma aplicável: NBR 7118 • Secionadores ..Corrente de interrupção simétrica nominal .Para uso interior ou ao tempo .Tensão suportável nominal à freqüência industrial durante 1 min .Freqüência nominal .Tensão suportável nominal à freqüência industrial durante 1 min .Corrente nominal .Duração nominal da corrente de curto–circuito desejada (quando diferente do valor normalizado) .Tensão nominal dos dispositivos de comando .Corrente suportável nominal de curta duração .Seqüência nominal de operações .Tensão suportável nominal de impulso atmosférico .Valor de crista nominal da corrente suportável .Tipo construtivo ( se houver preferência ) .Tipo de acionamento .Norma aplicável: NBR 6935 • Pára-raios .Corrente nominal .Duração da corrente suportável de curta duração .Tensão nominal .Número de pólos .Porcentagem da componente de corrente contínua .Freqüência nominal .Tensão máxima de operação contínua .Tensão nominal .

Freqüência nominal .Tipo de isolamento (seco ou óleo) .Tipo de aterramento do sistema .Tensão suportável nominal de impulso atmosférico .Tensão máxima de descarga por surto atmosférico com onda de corrente de 8/20 ms.Tensão nominal primária e relação nominal ..Tipo construtivo (SiC ou ZnO) . IEC 99-4 (ZnO) • Transformador de Potencial Indutivo .Corrente nominal de descarga .Valor de crista nominal da corrente suportável .Norma aplicável: NBR 5287 (SiC).Carga nominal .Tensão máxima de operação .Tipo de isolamento (seco ou óleo) .Capacidade de absorção de energia .Corrente suportável nominal de curta duração .Classe de exatidão .Norma aplicável: NBR 6856 • Transformador de Corrente .Corrente nominal primária e relação nominal .Número de núcleos para medição e proteção .Capacidade de alívio de pressão .Tensão suportável nominal à freqüência industrial durante 1 min .Fator térmico nominal .Para uso interior ou ao tempo . 10 e 20 kA) valor de pico .(5.Capacidade de sobretensão temporária para 1 s e 10 s (só para ZnO) .

Tensão suportável nominal à freqüência industrial durante 1 min .Norma aplicável: NBR 6855.Grupo de ligação ou fator de sobretensão nominal e tipo de aterramento do sistema .Potência térmica nominal .Para uso interior ou ao tempo .Freqüência nominal .Carga simultânea para TP de dois ou mais secundários .Classe de exatidão .Tensão suportável nominal de impulso atmosférico .Tensão máxima de operação ..Carga nominal . .

recomendando-se neste caso a utilização das isolações termofixas do tipo polietileno reticulado ou borracha etileno-propileno. Quando mais de um tipo de instalação é adotado ao longo do percurso do cabo. dimensionamento e projeto de instalação dos cabos. A seção nominal do cabo deve ser escolhida utilizando-se as tabelas e fatores de correção dos fabricantes. com características isolantes superiores. A tensão de isolamento do cabo deve ser especificada seguindo-se as recomendações da Norma ABNT NBR 6251. normalmente instalado fora da Casa de Força. Devem ser rigorosamente seguidos os valores de curvatura admissível e tensão máxima de puxamento dos cabos recomendados pelo fabricante. mas envolve certos cuidados nas fases de seleção. Os cabos de força de média tensão devem ser instalados em condutos separados dos cabos de força e controle de baixa tensão. mais adequadas ao tipo de instalação. pré-fabricado do tipo blindado. Nas instalações em suportes metálicos para cabos (bandejas) com várias camadas verticais. considerando o custo de aquisição dos cabos e as perdas capitalizadas ao longo da vida útil do cabo e levando em conta as condições de operação das unidades geradoras. Para o caso de cabos instalados em canaletas. recomenda-se a utilização de cabos em paralelo.9 da NBR 11301. de fases segregadas ou não segregadas. deve-se optar pela utilização de um barramento. continuamente. deve ser feita uma avaliação econômica. Devem ser usados. a seção nominal do cabo deve ser definida pela condição mais desfavorável. conforme a importância da usina. A solução com cabos é sempre mais atraente sob o ponto de vista econômico. quatro cabos em paralelo. . as soluções adotadas para usina não costumam constar nos catálogos de fabricantes.INTERLIGAÇÃO GERADOR – TRANSFORMADOR A interligação entre o gerador e o transformador. A capacidade de condução de corrente do cabo deve ser adequada para conduzir a corrente correspondente ao valor de potência nominal máxima do gerador. Quando forem necessários mais de quatro cabos em paralelo. Após o dimensionamento do cabo pelos critérios de corrente nominal. deve-se adotar a metodologia proposta no item 10. pode ser feita por meio de barramento ou cabos isolados. A solução com barramento deve ser orientada na utilização de barramento padronizado. no máximo. Nestes casos. queda de tensão e curto – circuito. os cabos de força de média tensão devem ser instalados no nível superior. Devem ser utilizados cabos isolados de cobre. Quando o dimensionamento conduzir à utilização de seções nominais elevadas. o valor do custo da energia e a taxa de juros adotada.

ATERRAMENTO Deve ser previsto um sistema de aterramento de todas as instalações da usina e respectiva subestação para a segurança do pessoal e dos equipamentos.resistividade do solo e da água do rio no local do empreendimento. . .proporcionar um caminho de escoamento para terra adequado aos dispositivos de proteção contra descargas atmosféricas.assegurar um retorno para terra para os geradores e transformadores ligados em estrela com neutro aterrado.assegurar um trajeto de baixa resistência às correntes de curto-circuito à terra. os seguintes dados básicos deverão ser levantados no início do projeto: .corrente máxima de defeito à terra na barra de alta-tensão da usina e/ou da subestação da usina.impedância dos condutores e cabos pára-raios e resistência de pé-de-torre das linhas de transmissão de alta tensão. . Para o dimensionamento adequado do sistema de aterramento. . . . de modo a permitir uma rápida e consistente operação das proteções. O sistema de aterramento deve ser concebido seguindo-se as recomendações das Normas ANSI / IEEE Std 80 e ANSI / IEEE Std 665.manter os potenciais de toque e de passo dentro de valores toleráveis. considerando-se a expansão futura do sistema. atendendo aos seguintes requisitos: .

O dimensionamento otimizado da linha e o seu projeto mecânico devem ficar a cargo de consultor especializado no assunto. Recomenda-se que. . o orçamento da subestação associada a usina e da linha de transmissão deverá ser feito e incluído no orçamento total do empreendimento. seja pelo baixo nível de tensão. do tipo CAA. No ítem “MODELO DE ORÇAMENTO COMPACTO PARA SE E LT”. com base nos valores de potência a transmitir e comprimento da linha. seja pelo baixo nível isoceráunico. devem ser definidas a tensão de transmissão e a seção nominal dos condutores. mesmo que seja desnecessária a utilização de cabo pára–raios na linha de transmissão. Caso se aplique. a seção nominal dos condutores pode ser determinada utilizando os parâmetros elétricos da linha para a configuração escolhida. Para efeito dos estudos preliminares. com a finalidade de controlar os potenciais de terra na subestação. Para a linha de transmissão. até alguns poucos quilômetros da subestação. A tensão de transmissão deverá ser definida através de um estudo de alternativas para interligação entre a usina e o ponto de interligação com o sistema que resulte na solução economicamente mais interessante.LINHA DE TRANSMISSÃO A interligação da usina com o consumidor ou com um sistema elétrico existente é feita através da linha de transmissão. apresenta-se um modelo de orçamento compacto para subestação e linha de transmissão. como custo da conexão. sejam utilizados cabos pára–raios.

Quando a usina for interligada a um sistema elétrico que já utilize este sistema para proteção de linha na tensão da linha de interligação. UHF ou microondas. Em alguns casos. sua utilização. na área de uma central hidrelétrica. O Sistema de Ondas Portadoras sobre as Linhas de Alta Tensão (OPLAT) tem sido muito utilizado para as finalidades de comunicação por voz. . requer proteção especial para o equipamento e para as pessoas. torna-se necessária. a utilização de rádio na faixa das freqüências de VHF. devido às condições locais. A utilização de uma linha telefônica. se assistida ou desassistida. pode ser usada uma linha telefônica privada ou alugada uma linha da Companhia Telefônica local. A utilização de uma central telefônica digital atende às necessidades de comunicação por voz e funções limitadas de transmissão de dados. telecomandada ou apenas telesupervisionada. pode ser uma alternativa interessante. constituída por condutores metálicos. para alarme remoto através de discagem automática. proteção de linha.SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES A definição do sistema de telecomunicações deve ser feita considerando-se as necessidades em função do modo de operação da usina. telecomando e transmissão de dados. Para esta alternativa. contra a elevação de potencial de terra sob as condições de curto–circuito e descargas atmosféricas que ocorrem na linha de transmissão. devendo ser analisada a sua viabilidade. assim como a utilização de um sistema de proteção de linha com o mesmo princípio do adotado para a outra extremidade.

a) Esquemas de Desvio Os esquemas de desvio do rio variam em função dos aspectos topográficos. alguns aspectos principais. a diferença básica é que. . • Sítios em Vales Abertos Na primeira fase. na primeira fase. • Sítios em Vales Medianamente Encaixados No caso dos vales medianamente encaixados. com o rio escoando em sua calha natural ou em canal escavado em uma das margens. Normalmente. após a construção da ensecadeira. o rio poderá ser desviado por galerias de concreto. construídas em uma das margens.1 Estudos Topográficos Os estudos topográficos abrangem. na margem oposta. Na segunda fase. o rio é desviado por túneis escavados em uma das margens. os aspectos relacionadosanteriormente. dos muros. os estudos devem serelaborados detalhadamente. fecham-se as adufas/galerias e inicia-se a operação de enchimento do reservatório.PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO E MONTAGEM O estudos de planejamento da construção e montagem. incluindo os estudos de logística de implantação da obra. após a construção das ensecadeiras de montante e jusante. de forma resumida. do vertedouro e da barragem. Esses estudos deverão considerar: DESVIO DO RIO E SEQÜÊNCIA CONSTRUTIVA Apresentam-se a seguir. visando estabelecer o Cronograma de Implantação do empreendimento. executam-se partes das estruturas do vertedouro. por exemplo. Para cada caso. b) Estudos Básicos b. Concluída a execução das estruturas de barramento. da casa de força e da barragem. ou por tubulações. o desvio é realizado em duas fases. • Sítios em Vales Encaixados No caso dos vales encaixados. com o rio escoando pelas adufas/galerias sob o vertedouro ou sob a barragem. conclui-se a execução da casa de força. basicamente. gerais. na primeira fase. hidrológicos e geológico-geotécnicos do sítio da PCH. deverão ser realizados de forma detalhada para o arranjo final do projeto. do projeto de desvio do rio.

e a determinação da descarga de projeto do desvio e dos riscos a serem assumidos em cada fasede desvio. pelo menos uma vez. seja com equipamentos convencionais de terraplanagem ou por dragagem. Os riscos inerentes para cada fase de desvio do rio. em função do tempo de recorrência da cheia de projeto do desvio. Esses riscos deverão ser avaliados criteriosamente visando-se otimizar o dimensionamento dos equipamentos de construção. ser alterado em função das características de cada aproveitamento.3 Estudos Geológico-Geotécnicos Os estudos geológico-geotécnicos básicos abrangem: . As áreas de empréstimo (jazidas) de solos e de pedreiras deverão ser caracterizadas com precisão.a verificação da disponibilidade de materiais naturais de construção e da necessidade demateriais processados. da cheia de projeto adotada. da localização e do tempo de duração de cada obra. A possibilidade de obtenção desses blocos poderá ser condicionada pelos aspectos geológicos do maciço rochoso no local. a identificação da existência de materiais aluvionares que precisam ser removidos para assentar as ensecadeiras.a determinação das condições das fundações. por exemplo. esse valor poderá. se julgado necessário. e n tempo de duração da fase de desvio (anos). Quanto menor o risco (>10 anos). . A determinação da descarga de desvio deverá ser feita segundo a metodologia descrita no item ‘’ESTUDOS BÁSICOS – HIDROLÓGICOS”. Cabe observar que a fixação dos riscos a serem assumidos durante as fases de desvio afetará diretamente os volumes das ensecadeiras. deverão ser estimados pela fórmula a seguir: r = 1 – (1.b. no tempo T. em quantidade e com as características necessárias para a execução das ensecadeiras. maiores serão os volumes das ensecadeiras. . o que condicionará o dimensionamento da frota de equipamentos necessária para a execução das mesmas.2 Estudos Hidrológicos Os estudos hidrológicos abrangem a caracterização dos períodos úmidos e secos. como. Para PCH. onde: T r probabilidade ou risco de ocorrência. T tempo de recorrência (anos). o tempo de recorrência será considerado igual a 10 anos. por exemplo. b. Poderão ser necessários. Durante os estudos. blocos de rocha de dimensões consideráveis para execução do fechamento do rio em todas as fases de desvio e para proteção das ensecadeiras.1 )n .

Determinação da produtividade de execução dos principais serviços das obras civis notempo. aço e madeira.b. os esquemas de acesso à obra. e do acampamento). .Estudos de logística de implantação da obra da PCH que abrangem a identificação das procedências e o fluxo de todos os materiais de construção necessários. os períodos secos e chuvosos. origem e destino. c) Dimensionamento das Obras de Desvio O dimensionamento das obras necessárias ao desvio do rio. canais. considerando o regime hidrológico da bacia. tais como cimento. . o planejamento do canteiro de obras (civil e eletromecânico. ou seja. bem como produtos e equipamentos a serem trazidos para a obra e lá manuseados. que podem variar em função da frota de equipamentos de cada empreiteiro. galerias e túneis deverá ser realizado segundo as metodologias apresentadas no ítem “OBRAS CIVIS”. . o fornecimento de energia elétrica à obra. a facilidade de telecomunicações e a produção local de materiais e de alimentos. esses estudos deverão incluir: o dimensionamento da mão-de-obra de diversas categorias a ser utilizada na construção. Além disso. . utilizados ou processados.Estudos de balanceamento dos diversos materiais.4 Planejamento da Construção A elaboração do Cronograma de Implantação do empreendimento envolve atividades típicas de planejamento da construção descritas a seguir.

.escritórios diversos e depósitos. .reservatório de água potável. escritórios. A localização dos diversos equipamentos deve ser tal que reduza os deslocamentos dentro do canteiro. desde os locais de jazidas e estocagem até os locais de aplicação.central de britagem e de concreto. o canteiro de obras deverá prever as seguintes instalações: .pátio de tubulação. . preferencialmente.áreas para pilhas de estoque de agregados. . O planejamento da área do canteiro é de responsabilidade do empreiteiro civil. .refeitório. .pátio de armação. .subestação de energia do canteiro.depósito de cimento. . No entanto. toda a área deverá ser recuperada. as quais deverão ser observadas na estimativa da área necessária. . em cota mais elevada que o futuro nível d’água do reservatório.pátio de carpintaria. deverá situarse em terreno plano. Toda e qualquer intervenção no local deverá ser planejada. e demais instalações necessárias para apoio aos diversos trabalhos. a qual deverá abrigar as instalações industriais.estacionamentos. A área deverá estar situada o mais próximo da obra e. . . apresentam-se a seguir algumas recomendações. tentando-se minimizar a degradação da natureza. de acordo com as exigências ambientais. pátios diversos. . . O projeto de instalação do canteiro deverá prever a urbanização integral da área. deverá ser prevista uma área destinada ao canteiro. De um modo geral. .posto de saúde/enfermaria.almoxarifados específicos. oficinas.reservatório de água industrial. Após a conclusão da obra. depósitos.CANTEIRO E ACAMPAMENTO Canteiro No local de implantação da obra.

deverá ser elaborado com base nos histogramas de produção e nos índices de produtividade de execução dos principais serviços: limpeza. produção industrial de concretos diversos. também. . O canteiro deverá ter uma sinalização simples que facilite a localização e o trânsito e evite acidentes. No acampamento deverão ser previstos os seguintes equipamentos: dormitórios (containers). Deve-se prever a rega das mesmas. a qual deverá apresentar condições de abrigar o pessoal envolvido na obra que não se conseguir alojar aproveitando a infra-estrutura local. Todos os aspectos ambientais e legais associados deverão ser considerados na seleção do local para o acampamento e em sua utilização. visando-se evitar nuvens de poeira causadas pelo tráfego prejudiciais a uma boa visibilidade. instalações sanitárias completas e áreas de lazer. Toda a área deverá ser drenada convenientemente.instalação de ar comprimido. execução de aterros compactados e montagens dos equipamentos principais.. . escavação e tratamento das fundações. obrigatoriamente. . O refeitório deverá ser o mesmo do canteiro. As estradas de serviço deverão ser encascalhadas. Acampamento Deverá ser prevista. próxima a obra.pátios de estocagem e de pré-montagem. ou revestidas com brita.oficina mecânica. visando-se manter a trafegabilidade durante todo o ano. devendo ser conduzido para sumidouros ou fossas sépticas. uma área para o acampamento. instalações hidráulico-sanitárias. O efluente não poderá ser lançado diretamente no rio. . Todos os locais deverão ter. O dimensionamento do pessoal a ser mobilizado para a obra.pátio de pré-moldados (eventual). O acesso à área deverá ser controlado e só deverá ser permitido às pessoas envolvidas diretamente com a obra.

Nos projetos das PCHS. visando-se reduzir o peso unitário dos mesmos e permitir a adoção das talhas. os guindastes móveis sobre rodas. Esse detalhe. poderão significar economia que. em função do porte do empreendimento. Finalmente. nestas Diretrizes. A utilização de talhas elétricas deverá. serão variáveis em função do tipo e porte desses equipamentos e das particularidades de cada fabricante. Se a PCH estiver localizada próximo a alguma localidade onde existam esses equipamentos móveis para alugar. . Em outros casos. essa possibilidade deverá ser analisada técnica e economicamente. qualquer critério específico sobre os esquemas de montagem desses equipamentos. Apresentam-se a seguir. não cabe tentar estabelecer. visando subsidiar o dimensionamento da área destinada à montagem no interior da usina. deverá ser analisada a viabilidade de utilizarem-se. Por outro lado. Portanto. externa e temporária. uma vez que poderão significar economia para os empreendimentos das PCHS. também.ESQUEMAS DE MONTAGEM Os esquemas de montagem dos equipamentos eletromecânicos principais das PCHS (turbina e gerador). ao invés de equipamentos fixos (ponte rolante). ser considerada. pré-montados ou montados. Equipamentos de pequeno porte vêm da fábrica. muitas vezes. principalmente através de consultas aos fabricantes. normalmente. a área de montagem interna poderá ser substituída por outra menor. ao invés de pórticos fixos. Na elaboração dos estudos e projetos. na montagem e desmontagem das peças mais pesadas. deve-se registrar que a peça mais pesada condicionará o projeto da ponte rolante da casa de força. para movimentação das comportas ensecadeiras da tomada d’água e do tubo de sucção. algumas considerações gerais sobre esses esquemas que deverão ser analisados caso a caso. Esses aspectos. pode ser significativa. evidentemente. os esquemas de montagem dos equipamentos. possibilitará a redução do tamanho da área de montagem no interior da usina ou mesmo eliminá-la. cabe registrar que deverá ser ainda considerada a alternativa de aumentar o número de elementos das comportas ensecadeiras. deve-se pesquisar. apenas.

que a estrada de acesso. considerando as malhas rodoviária e ferroviária. nos estudos de planejamento da construção. biótico e antrópico da região. incluindo a capacidade das obras de arte das rotas. normalmente. É importante lembrar. ou do DER Departamento Estadual de Estradas de Rodagem de cada Estado. com vista à elaboração dos projetos de melhoria e de reforços. Esses acessos secundários devem ser levantados em detalhes. devem. o acesso ao local é identificado a partir das rotas de transporte nacional e regional.dos estudos de inventário à licitação do projeto executivo.Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. é considerada. se possível. incluindo o período chuvoso. deve-se ter uma avaliação precisa das condições de acesso ao local da PCH. em função do porte da PCH. Os critérios de projeto e detalhes típicos desses acessos rodoviários são encontrados nos álbuns de projetos do DNER . deve-se ressaltar que deverão ser levantados e equacionados adequadamente os problemas de interferências desses acessos com os meios físico. Finalmente. fornecidos pelos fabricantes. não cabendo transcrevêlos nestas Diretrizes. A estrada de acesso poderá ser executada independentemente da obra principal. Na fase de estudos preliminares. com vistas à licitação/contratação desse serviço. eliminar os impactos negativos deverão ser tomadas em tempo hábil. a melhoria de acessos secundários existentes. que deve ser obrigatoriamente considerado em todas as fases do projeto de qualquer empreendimento dessa natureza . que deverão ser transportados para a obra. mesmo que em nível de estrada de serviço. As características geométricas dos acessos.ESTRADAS DE ACESSO O acesso ao local da obra. pelo menos. largura e rampas. Nos estudos finais. a existência de acessos aéreo e fluvial. Os pontos críticos. deverão atender às maiores dimensões e pesos dos equipamentos. evidentemente. ainda. incluindo projeto e custos. A prática em projetos dessa natureza tem mostrado que. poderá implicar em ônus significativo para o orçamento global do empreendimento. deve ter condições de tráfego durante o ano todo. Cabe registrar que. . ao local da obra da PCH. Providências no sentido de minimizar. identificados ao longo do traçado. apenas. a necessidade de construção de acesso muito longo. como citado anteriormente. incluindo o reforço de suas obras de arte. ser convenientemente drenados e protegidos com cascalho. é um aspecto importante. adicionalmente. compensar ou até mesmo. Considera-se.

Essas plantas. normalmente. Essa tecnologia. deve ser feito o acompanhamento ambiental das condições do reservatório. no Brasil. Além disso. com vistas às garantias. com reflexos indesejáveis para os usuários da água do rio (população ribeirinha). porém. poderão trazer problemas para o funcionamento da usina e prejudicar à qualidade da água. poderão sofrer processo de eutrofização. O monitoramento deve começar no início da obra e continuar durante a operação da usina. e. Cabe registrar que. quando em grande quantidade. Quando for o caso. em pontos pré-selecionados e com periodicidade definida. conforme definido no Projeto Básico Ambiental – PBA (ver ítem “ESTUDOS AMBIENTAIS”). ainda de forma lenta e tímida. às regras operativas constantes dos manuais elaborados especificamente para esse fim. a fio d’água. ainda não foi completamente implantada a tecnologia de usinas “desassistidas”. totalmente automatizadas e operadas remotamente. uma vez que o reservatório é. . com vistas a renovação da Licença de Operação (LO) a cada 5 a 10 anos. se o mesmo possuir comportas.OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO OPERAÇÃO DAS USINAS HIDRELÉTRICAS Conceitualmente. deve-se destacar a necessidade de que sejam respeitadas as regras de operação do vertedouro. No que diz respeito aos aspectos ambientais. no caso específico de uma PCH. Cabe registrar que. com o conseqüente desenvolvimento de plantas aquáticas (água pé). No que diz respeito às obras civis da usina. o vertedouro. na grande maioria das vezes. com vistas a garantir o funcionamento adequado e o desempenho satisfatório das diversas estruturas e equipamentos existentes. mineração ou de agricultura com utilização intensiva de agrotóxicos. portanto. não possui comportas. registra-se que os reservatórios em regiões onde o uso do solo é inadequado ou com pontos de poluição industrial. pequeno. rigorosamente. vem sendo incorporada gradativamente. constantes dos manuais fornecidos pelos fabricantes. o usuário deverá se valer de consultoria especializada. a operação de qualquer usina hidrelétrica deve ser realizada obedecendo-se. No que diz respeito aos equipamentos. O monitoramento ambiental é fundamental para resguardar o empreendedor. devem ser observadas as regras de operação e de manutenção. de uma maneira geral. que normalmente é considerado o único responsável. largamente utilizada em outros países.

Trincas. • Barragem de Terra e Enrocamento .Instrumentação.Sistema de drenagem. verificação do processo de assoreamento. erosão.Estado geral do reservatório e encostas. Apresentam-se. Os serviços de inspeção e manutenção são realizados. para cada obra e equipamento da usina.Estado geral do concreto (trincas e erosão). se existir. • Reservatório .Estado geral da grade . se existir. recalques e solapamentos.MANUTENÇÃO DAS USINAS HIDRELÉTRICAS A manutenção programada das obras e equipamentos de qualquer usina hidrelétrica é fundamental.limpeza e reparos. . que variam em função da cultura de cada proprietário. periodicamente.Sistema de drenagem. em função da idade da usina e de critérios e normas específicos. alguns tópicos que são incluídos rotineiramente nos “Check lists” de inspeção e manutenção das principais obras civis.Surgimento de água a jusante.Estado geral do concreto (trincas e erosão). . .Estado geral da estrutura do canal. remoção de plantas aquáticas (água pé). além do desempenho. a segurança do empreendimento.Surgimento de água a jusante.limpeza e reparos. . . .Instrumentação. verificação da qualidade da água do reservatório e de jusante. a seguir. com vistas a garantir. . . segundo “checklists” padronizados. • Tomada d’Água . . • Canal Adutor .Vegetação indesejável. A periodicidade varia. • Barragem de Concreto e Vertedouro . .

lubrificação.reparos.limpeza e reparos. • Subestação . . apoios e flanges das juntas de dilatação . • Conduto Forçado . . .Instalações.limpeza.Verificação da instrumentação.Estado geral da grade .Sistema de drenagem (poço) .Estado geral do pórtico/talha .Estado geral do conduto. .Estado geral do concreto (trincas e erosão).Estado geral do leito e das canaletas de drenagem .reparos/limpeza. . .. . se existir.Estado geral da área da plataforma e do sistema de drenagem (trincas e erosão).Estado geral das comportas .reparos/pintura. • Casa de Força .

tabelas diversas de totalização. Possibilita a introdução de qualquer tipo de particularidade específica de cada empreendimento e ainda poderá servir de ferramenta para otimizar o planejamento de implantação do empreendimento. a planilha de estimativa de custos estará organizada de acordo com o Plano de Contas Padrão ELETROBRÁS para usinas hidrelétricas. dará o suporte técnico necessário ou auxílio ao usuário para possibilitar melhor utilização do programa SISORH. imprimir todo o Manual do Usuário e praticar acompanhando. o programa processa o Banco de Dados com todas as informações técnicas de construção do empreendimento. a seguir.br). mão-de-obra. Por serem as obras para implantação de PCHS. Alem disso.gov. histogramas. obras de porte bem menor que das UHES convencionais. A ELETROBRÁS. do ponto de vista econômico. de modo a se enquadrar na linguagem usualmente utilizada pelo Setor Elétrico. a utilização do programa SISORH3 – SISTEMA PARA ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTO DE OBRAS CIVIS DE USINAS HIDRELÉTRICAS – Versão 3. por carta ou através da home page da Empresa (http://www. para a elaboração da estimativa de custos do empreendimento. Esse programa tem a vantagem de: ser bastante flexível. equipamentos de construção) obtendo-se como resultado Orçamentos.0 de Julho de 1997. o Capítulo 8 onde é mostrado “passo a passo” os principais procedimentos de operação. combinando com Banco de Preços de insumos diversos (materiais. nos levam à elaboração de um arranjo de aproveitamento hidrelétrico considerado como o mais adequado tanto tecnologicamente quanto do ponto de vista econômico. Em linhas gerais. composições básicas.eletrobras. principalmente. A metodologia aqui recomendada para elaboração de estimativa de custos visa oferecer informações que conduzam à obtenção de resultados cuja precisão permita a tomada de decisão segura quanto à viabilidade ou não do empreendimento. inicialmente. para facilitar o entendimento: . etc. A solicitação de versões mais atualizadas e/ou banco de preços para outras datas de referência deverá ser feita à DFAG –Diretoria de Engenharia da ELETROBRÁS. com gravação de todo o Programa Base. Manual do Usuário e Banco de Preços para algumas Datas de Referência. obtidos na implantação de grandes obras. é recomendada. Esse programa está disponível na edição em CD-ROM destas Diretrizes. como as apresentadas nos Manuais de Inventário Hidrelétrico e de Viabilidade. Para utilização do programa SISORH. Para avaliação do Custo Total do empreendimento. na medida do possível. como processo principal. de fácil utilização e cuja facilidade na troca de Data Base de Referência de Orçamento conduz a valores de orçamentos bastante confiáveis. Quantidade de Serviços e Obras: todas as quantidades deverão ser obtidas através do levantamento direto dos desenhos de projeto. Esse fluxo de dados no SISORH está apresentado de maneira esquemática no Manual de Usuário e reproduzido.METODOLOGIA Os estudos e os critérios de projetos recomendados nos itens anteriores. não é recomendada a utilização de curvas de custos. recomenda-se.

poderão ser impressos. Uma vez gravado o Banco de Dados do empreendimento. Não efetua nenhum cálculo de custos dos itens relativos as contas de meio ambiente.Dados dos Projetos Resultados Orçamentos por Estruturas Orçamento Padrão Eletrobrás Estruturas Orçamentárias Custo dos Serviços Tecnologias de Construção Processamento Custo das Composições Básicas Descrições dos Insumos Custo dos Insumos Preços Histogramas Tabelas de Totalização Observe-se que os 4 primeiros quadros do lado esquerdo constituem o Banco de Dados do empreendimento. o trabalho de orçar. de equipamentos eletromecânicos. desde que o Banco de Dados do empreendimento esteja adequadamente gravado pelo programa SISORH ou importado para o programa.XLS) apresentada no ítem “PLANILHAS DE ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS-OPE”. Nota: O programa SISORH só compõe os custos unitários ou totais dos itens principais de OBRAS CIVIS. tipos de serviços. traços previstos nos diversos tipos de concreto. pois o programa SISORH realiza esta tarefa de maneira automática. esse programa poderá ser utilizado como ferramenta auxiliar para otimização do planejamento de construção através da análise dos diversos histogramas e tabelas de totalizações. bastando combinar com novo Banco de Preços. prazo. de custos indiretos e de juros durante a construção. Esse Banco de Preços poderá ser trocado para outro com outra Data de Referência. Uma vez processadas. O orçamento do empreendimento estará automaticamente revisado em função da alteração do cronograma de construção e estará atualizado para qualquer data de referência. método construtivo. para qualquer data. todas as Tabelas de Orçamentos e Quadros Resumos de Custos. necessários na apresentação de Relatórios de Estudos e Projetos de PCH. onde ficam gravadas todas as informações técnicas relativas à construção (Informações descritivas. distâncias de transporte. tipos de estruturas. volumes. etc. Com isso. Para esses itens deverão ser completados os cálculos com aplicação das respectivas metodologias e ou critérios citados em seus respectivos itens (“CÁLCULO DE CUSTOS NOS ÍTENS DIVERSOS” e “CUSTO DOS EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS”) ou fixados na Planilha OPE (PLN-OPE. de maneira muito simples e rápida. O quadro 5 da esquerda é o Banco de Preços para uma determinada data de Referência de Custos. O trabalho de enquadramento dos diversos custos de serviços nos itens de Conta do OPE/ELETROBRAS não é necessário. . numa revisão ou alteração da data do início de construção. após a emissão do relatório. será quase que instantâneo. pelo programa SISORH.).

mão-de-obra) do estudo do empreendimento. 3) consulta e/ou pesquisa de preços em órgãos do tipo Prefeitura. preferencialmente. deverão ser adicionados os custos relativos a transporte da fábrica até a obra e de montagem. Ponte Rolante. a estimativa de custos ficará devidamente atualizada sem a utilização de índices econômicos diversos que não conduzem a resultados sempre satisfatórios.materiais. uma segunda metodologia alternativa. Para tanto. . deverão ser verificados. DER. porém menos precisa e com recursos restritos a procedimentos de elaboração de orçamentos convencionais com utilização de Planilha eletrônica Excel versão 5 ou superior.O programa SISORH contém o cadastro completo de todo Plano de Contas . os preços unitários deverão ser preferencialmente obtidos a partir de pesquisas específicas para o empreendimento. montadoras. tais como diferenças de ICMS. Com isso. eventualmente. Válvulas. o programa totaliza os custos de maneira a possibilitar impressão de relatório com Orçamento Completo da Usina. 2) composição de preços unitários. Inserindo Quantidade Prevista e Preço Unitário ou Custo Total de uma determinada conta. Deverão ser consultadas também as informações recentes de banco de dados de projetistas. Preços Unitários de Serviços: todos os preços a serem adotados para estimavas de custos deverão retratar as condições locais. Secretaria de Obras Públicas. 4) aplicação de preços unitários de insumos extraídos do Banco de Preços do SISORH 3. os custos relativos a impostos a serem pagos pelo proprietário.OPE para Usinas Hidrelétricas. tais como: • Obras Civis: 1) consulta a empresas Empreiteiras habilitadas para execução de obras hidráulicas. Equipamentos Permanentes (Turbinas. características do projeto e da época (mercado . já que não são parâmetros para obras e serviços e/ou obras específicas de UHE. empreiteiras. ISS sobre a mão-de-obra de montagem e. Está disponível também. Comportas. No custo do equipamento. etc. a partir de valores obtidos através de consulta a fabricantes ou fornecedores. além da parcela de aquisição. etc. neste manual.0. etc. principalmente. A composição de preços unitários de obras civis apresentada em forma de planilha eletrônica (RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS) permite a atualização.. inclusive com adoção de processo adequado quando se tratar de utilização de equipamento de construção próprio ou alugado de terceiros com ou sem subsídio. No custo de aquisição. Geradores. para qualquer data e melhor adequação dos preços para o empreendimento em estudo. os valores relativos a IPI não incluídos pelo fabricante ou fornecedor. órgãos ou empresas de saneamento.): os custos deverão ser definidos.

está sendo fornecida em forma de arquivo. número de horas extras por semana e acréscimo sobre salário hora normal para pagamento de horas extras (caso exista “Acordo Coletivo do tipo Sindical ou não”.CUSTO DAS OBRAS CIVIS COMPOSIÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS PARA EXECUÇÃO DE OBRAS CIVIS No caso da adoção da metodologia SISORH. Varia de 50% a 200% da depreciação. etc. a título de exemplo. sendo C = custo de aquisição. como processo alternativo. gravado em planilha EXCEL.).calculados como (C x J)/h. PIS e Contribuição Social em vigor e demais percentuais incluídos na composição. dependendo do tipo de equipamento e dos serviços a executar. o valor associado à hoas extras poderá ser maior do que os 50% apresentados na planilha). valor médio de 5%. disponibilidade de materiais e mão-de-obra na região. que deverá ser analisado e reavaliado para melhor atendimento da necessidade de cada caso (localização do empreendimento.calculada como sendo o resultado da divisão do custo de aquisição pela vida útil estimada em horas. pois o detalhamento do programa base já é muito maior e mais rigoroso nas considerações. A planilha apresentada no ítem “RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS”. batizado com o nome de CMPSICAO. b) BDI (benefícios e despesas indiretas do empreiteiro): deverão ser verificadas as taxas de incidência de ISS. impostos). provável distância de deslocamento de equipamentos de construção. da mão-de-obra. preços de materiais de construção. previsão de turnos de trabalhos .estimada como sendo proporcional ao valor atribuído para depreciação.xls. e) Aluguel Horário de Equipamentos de Construção: em todos os custos horários. J = taxa de Juros ao ano e h = número de horas trabalhadas (previstas) por ano. deverão estar incluídas as seguintes parcelas de custos: e1 Depreciação . e2 Juros . recargas. etc. todas as considerações a seguir apresentadas são desnecessárias. São apresentados a seguir os itens a serem verificados ou ajustados para elaboração de composição de preços adequada para avaliação do empreendimento. de aluguéis horários de equipamentos de construção e características específicas da obra (distância de transporte. COFINS. . e3 Manutenção . d) Custo da Mão-de-Obra: deverão ser pesquisados e alterados os valores constantes na coluna “Salário médio por Hora em R$” para nova data e de maneira a espelhar as condições locais ou específicas do empreendimento em estudo..). atualizado e adequado para o empreendimento em estudo. levando em consideração: legislação em vigor (encargos sociais. etc. cuja finalidade é a obtenção de custo unitário. a) Cálculo de Encargos Sociais: Número de horas normais de trabalho por semana.horas/semana. c) Mobilização e Desmobilização de equipamentos e pessoal: na composição apresentada está citado.

% de custo de Manutenção. revistas de construções. . adotar. como provisão de recursos para obras e serviços de acabamentos. Os custos horários. está apresentada a tabela contendo vida útil. etc. obedecendo à seguinte hierarquia de preferência: .) e mão-de-obra do operador. pneus.Outros Custos: na ausência de outras informações. . incluindo todos os custos de transporte até a obra.Terrenos. Tabelas DER. utilizada nas composições de preços unitários para execução de obras civis. A planilha de Composição está programada para adoção do custo horário. A planilha de Composição está programada para sempre dar preferência aos valores constantes nessa coluna. Despesas Legais e de Aquisição: adotar 15% da soma dos valores de aquisição de terras e benfeitorias. graxas.aluguel horário R$/h levantados em publicações técnicas.e4 Operação . . correias. óleos. o valor correspondente a 2% do custo de construção da estrutura. Na planilha de Composição. etc.364 de 31 de Janeiro de 1998” e “Boletim Mensal de Custos de Janeiro de 1998. publicado pela EMOP/RJ”.deverão estar incluídos todos os materiais de consumo (combustíveis. A coluna “Cotação pesquisada na Região R$/un” deverá ser preenchida com valores coletados exclusivamente para aplicação nas obras em estudo. Vertedouro e Tomada d’Água. CÁLCULO DE CUSTOS NOS ITENS DIVERSOS Conta .. mangueiras. obtidos através de consultas a fabricantes e/ou fornecedores. etc.edição 1. Barragem de Concreto. ou seja. previsão de horas trabalhadas por ano dos principais tipos de equipamentos de construção. Relocações e Outras Ações Sócio-Ambientais Todos os valores a serem considerados nesta conta deverão ser extraídos dos trabalhos desenvolvidos nos assuntos relativos a Meio Ambiente.10 . citados na composição. Boletim Mensal de Custos da EMOP/RJ. foram extraídos da revista “Informador das Construções .12 .valor calculado a partir do conhecimento do custo de aquisição do equipamento. f) Materiais de Construção: Todos os custos a serem considerados deverão ser referentes a “posto obra”. Conta . em relação a custo de depreciação. pavimentação da crista. Esse procedimento é recomendado para estruturas do tipo Barragem e/ou Dique de terra ou de enrocamento.. Na planilha de Composição está apresentada também a relação entre aluguel/horário e o custo de aquisição para possibilitar um cálculo rápido do custo horário quando se tem somente o preço de aquisição do equipamento. iluminação. A coluna Preço Unitário em R$/un “pesquisas diversas” é de valores levantados de publicações dos tipos Revista de Construção Civil.cotação levantada para o empreendimento em estudo. drenagem. etc.

.40. Em obras com prazo de construção acima de 2 anos. da conta .16 Custo de Estradas e Pontes: os custos de construção de estradas e pontes. com cronograma de desembolso de 40% no primeiro ano e 60% no segundo ano de construção (prazo de construção de 2 anos).40. Supervisão e Teste 10%. Os custos ambientais são apresentados no ítem “ESTUDOS AMBIENTAIS”.22.14 . deverá ser estimado como 18% da soma dos custos de Turbinas e Geradores e o custo de Equipamentos Diversos.12 . poderão ser estimados com base nas Tabelas constantes do Manual de Inventário da Eletrobrás.2% da soma dos Custos Diretos e Indiretos. caso já exista esta estimativa. poderá ser adotado um valor diferente do recomendado neste Manual.54 17. que deverão ser calculados incidindo sobre o CUSTO DIRETO TOTAL. Transporte até a obra e Seguro e custo de Montagem e Teste.10.13 . Esses percentuais que estão gravados no arquivo PLNOPE$.22.39 17. 2a. Impostos e Taxas.40.41 Construção do Canteiro e Acampamento Operação e Manutenção do Cant/Acamp. considerar os percentuais indicados no modelo de OPE. edição (1997). O custo de Equipamentos Elétricos Acessórios.37 17. da conta .38 17.22.22.17 Custos Indiretos: nos estudos preliminares e/ou não tendo outras informações.a. Equipamentos: no custo total de cada equipamento deverá estar incluído o custo de Aquisição (FOB). .a. Para tanto.10 e .15. No caso de haver informações que permitam alterar as taxas de Eventuais. foram consideradas as seguintes parcelas: Impostos e Taxas 15%. como 6% da soma dos custos de Turbinas e Geradores. Transporte e Seguro 5% e Montagem.Contas . ou considerar o custo financeiro do empréstimo durante a construção. incluir o valor correspondente à aplicação da taxa de 10% sobre todos os custos considerados em cada conta. Conta . é recomendada a adoção de Custo de Aquisição mais 30%.36 17.15.21.14. . são os seguintes: 17. consultar Quadro B04 do Manual de Inventário.00.16 e de Relocações da conta .18 Juros Durante a Construção: adotar a taxa de 10% a. Engenharia Básica Serviços Especiais de Engenharia Estudos e Projetos Ambientais Administração do Proprietário 5% 3% 5% 1% 0. que corresponde à aplicação da taxa de 10% a.5% 10% Conta . Contas .21.00. Na ausência de outras informações. adotar o valor correspondente a 9. . Não tendo outras informações.31. tanto de obras permanentes da conta .XLS. Eventuais: no fechamento de grandes contas do OPE.23.

totalizando 30% do custo de aquisição. . em rotações por minuto. em kW.23.000 O custo de aquisição do regulador de velocidade poderá ser estimado como: CRG = 7. em US$ equivalentes.Na conta . em US$ equivalentes.00.15. kVA = Potência de 1 gerador em kVA rpm = Rotação síncrona do Gerador ou da Turbina. b) Ponte Rolante da Casa de Força (conta . 12. Montagem/Supervisão e Teste.00. Transporte e Seguro.500 x (kW)0. Todas as fórmulas ou gráficos apresentados a seguir. sendo: CTF = custo de aquisição de 1 turbina do tipo Francis .18.23.000. o custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CTF = 20.23.20) O custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CPR = 6.23.3 .18. c) Pórtico Rolante (contas .20. rpm = rotação síncrona da Turbina. No caso da Turbina prevista ser do tipo Francis. CRG = Custo de aquisição de 1 regulador de velocidade. em US$ equivalentes.00.15.13.20. kW = Potência de 1 turbina.000 Para outros tipos de Turbinas.200x(kVA/rpm) + 6. a) Turbinas .29.CUSTOS DOS EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS Em todas as contas de custos de equipamentos deverão incluir os valores provenientes das recomendações citadas no ítem “METODOLOGIA” ou seja acrescentar sobre o custo de aquisição (Custo FOB) as parcelas referentes a Impostos + Taxas. o custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CTT = 24. CTT = custo de aquisição de 1 turbina do tipo que não seja Francis. sendo: CPR = Custo de aquisição de 1 ponte rolante.28 deverá ser considerado a soma dos custos de turbina e de regulador.23. 12. apresentam o Custo de Aquisição (incluído apenas os impostos de origem ou aqueles pagos pelo Fabricante) e expressos em US$ equivalentes na Data Base de Janeiro de 1998.13. em US$ equivalentes.28.13.000x(kW/rpm) + 100.20.13.000x(kW/rpm) + 120. em rotações por minuto.

em metros Hc = Altura da comporta.000.17) (stoplogs).12.17.13. e) Comporta Ensecadeira .00. sendo: CCE = Custo total de aquisição de comportas tipo ensecadeira (stoplogs) e guias + peças fixas.18. O custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CCE = (24xR + 12. (contas . 13.23. em US$ equivalentes.23. R = Lc x Lc x Hc x Ha Lc = Largura da Comporta (vão). em US$ equivalentes.23. Exemplo: Tubo de sucção c/ número total de vãos = 4 (usina c/ 2 máquinas) . sendo: CCV = Custo de aquisição de 1 comporta tipo vagão.23.00.24. em metros Hc = Altura da comporta.19. d) Comporta Vagão (conta . .17.23.30.30.12.23.20) O custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CPORT = 8x(CARGA).30.000) x (N + 0. até a soleira da comporta. sendo: CPORT = Custo de aquisição de 1 pórtico rolante.1GPF).12.23. N = número de comportas previstas GPF= número total de vãos menos número de comportas previstas.13. . até a soleira da comporta. em kg. em metros Ha = Pressão Máxima prevista.13.28. ou seja número de Guias e Peças Fixas dos vãos sem comportas. em US$ equivalentes.19. em metros.16.20.17.12.12. em metros.19. CARGA = carga de içamento prevista. R = Lc x Lc x Hc x Ha Lc = Largura da Comporta (vão).16) O custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CCV = 40xR + 20. em metros Ha = Pressão Máxima prevista.

poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CGD = 1. R$25.30.13 .2 = 2.00785 t/m2 para cada mm de espessura. comprimento total previsto.19.28. em US$ equivalentes.doc) . h) Gerador (conta .doc) onde o custo é dado em função do DN (diâmetro nominal) e pressão de projeto em mca (metro coluna d'água).13. R$15.500/tonelada de conduto metálico.00.doc e grfB30.00.00/kg ou US$28.Equipamentos Diversos.19. • unidades com potência superior a 2 MVA.12.00. eixo horizontal. e figura 1 do ítem “VELOCIDADE DE ROTAÇÃO”.23.5.24 Caso haja previsão de utilização de válvulas dos tipos borboleta e/ou esférica. Para o custo de aquisição em $/kg deverá ser adotado os valores a seguir citados. em metros quadrados. R$20. referidos a janeiro de 1998.23. g) Válvulas (tipo borboleta e esférica) conta .Comporta Segmento . diâmetro e peso de 0.12.00. Conta 15. • unidades com potência superior a 2 MVA. cuja metodologia está apresentada no item “ESTIMATIVA DO PESO” . f) Grades (da Tomada d'Água) conta .31 .N = número de comportas a adquirir = 2 (fecha-mento de 1 unidade) Portanto GPF = 4 . GrfB021.23 Conduto Forçado (Revestimento Metálico) .29) O custo de aquisição de 1 gerador deverá ser estimado a partir do cálculo do peso próprio.23.considerar como custo de aquisição o valor de US$2.86/kg. eixo horizontal.12.1. o custo de aquisição deverá ser estimado com aplicação dos gráficos B29 e B30 do Manual de Inventário (arquivos grfB29.32/kg. A quantidade deverá ser calculada com base na espessura da chapa definida no item 7.23. O custo total de aquisição poderá ser estimado como sendo 6% do custo total da conta .12. O custo total de aquisição poderá ser estimado como sendo 18% do custo total da conta .Turbinas e Geradores.34.Turbinas e Geradores. eixo vertical.Equipamentos Elétricos Acessórios. o custo de aquisição poderá ser feito com a aplicação do gráfico B21 do Manual de Inventário (arq.18.13 . • unidades de pequena potência.00/kg ou US$13.19. até 2 MVA.39/kg. Conta .500 x A.00. A = área total das grades.caso haja previsão de utilização desse tipo de equipamento.16 .34.13.23. Conta . sendo: CGD = custo total de aquisição das grades.23.21 O custo de aquisição da grade. I) Demais Equipamentos Conta 14.00/kg ou US$17.23 .

1997.1. é recomendada consulta a outras publicações técnicas.6 x DB .0.95 H .6 x DB2+ 8.diâmetro nominal da válvula do tipo borboleta KB DN Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico.35 x KB KB = 1000 x (9.1.0 m Notas: Valores monetários em US$ de dez. que poderão auxiliar nos trabalhos de elaboração da estimativa de custos de Usinas Hidrelétricas. versão 2. VÁLVULA BORBOLETA Custo unitário 400 DN=2000 6000 5500 350 DN=1800 5000 DN=8000 300 DN=1600 4500 4000 DN=7000 250 3500 DN=1400 200 DN=1200 3000 DN=6000 2500 2000 1500 DN=5000 150 DN=1000 100 DN=750 DN=4000 1000 DN=3000 DN=2500 50 500 0 0 50 100 150 200 Pressão de Projeto (mca) 250 300 0 0 50 100 150 200 250 300 Pressão de Projeto (mca) Custo=H 0. comportas segmento e obras de estradas.pressão nominal de projeto = altura estática + sobrepressão (m. para válvulas. ELETROBRÁS.85) para válvulas com DB ≤ 2. K) Toda a metodologia de cálculo de Custos de Equipamentos poderá ser simplificada com a utilização da planilha gravada em EXCEL e incluído no CD-ROM como PCHEQPT.a) DB .J) Apresentados a seguir os seguintes gráficos constantes do Manual de Inventário.XLS. pontes e túneis.c. listadas em REFERÊNCIAS BIBLIOGRÄFICAS. de Novembro de 1997.2 x DB . Necessitando de mais informações.0 m KB = 1000 x (10. .2 x DB2+ 9.97) para válvulas com DB > 2.

95 .4 x DE +12.VÁLVULA ESFÉRICA Custo unitário 5500 5000 DN=4000 4500 Custo = H 0.40 x KE DN=3500 KE = 1000 x (24.4 x DE 2+ 4.37) 4000 DN=3000 3500 DN=2500 3000 2500 DN=2000 2000 1500 DN=1500 1000 DN=1000 500 0 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 Pressão de Projeto (mca) Notas: Valores monetários em US$ de dez.

pressão nominal de projeto (altura estática+sobrepressão). e H .c.0m.Carga hidráulica . 1997.Altura da comporta.Limites de aplicação:DEmáx =4. .0 Lc .diâmetro nominal da válvula do tipo esférica KE Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico.Largura da comporta (vão livre).500mca.95 Limites de aplicação: 2.a) Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico. 1997. ELETROBRÁS. em mca DE .altura desde o nível de água até a soleira da comporta (m. Hc . em m.0 ≤ (Lc2xHcxH/1000) ≤ 180.Hmín=200. ELETROBRÁS. COMPORTA SEGMENTO DE SUPERFÍCIE DO VERTEDOURO Custo unitário(com acionamento) 1400 1200 1000 800 600 400 200 0 0 20 40 60 80 2 100 120 140 160 180 Bcp xHcpxHx/1000 Notas: Valores monetários em US$ de dez.0mca H . em m.Hmáx=1.

1997.ESCAVAÇÃO SUBTERRÂNEA EM ROCHA . ELETROBRÁS.000 100 10 1 10 100 2 1. .000 SEÇÃO DE ESCAVAÇÃO. em m Notas: Valores monetários em US$ de dez 95 Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico.Custo por m3 1.

00 700.000 200.000 420.00 NORTE. AO SUL DO RIO AMAZONAS 882.000 NÃO PAVIMENTADA PAVIMENTADA 300.000 182.120.00 7.260.000 360.000 130.000 280.000 180.000 300.000 234. ELETROBRÁS. 1997.000 144.000 NORTE.000 238.000 210.00 1.Custos unitários (US$/km) CLASSIFICAÇÃO DNER ARTÉRIA ARTÉRIA ARTÉRIA COLETORA COLETORA LOCAL PRINCIPAL PRIMÁRIA SECUNDÁRIA PRIMÁRIA SECUNDÁRIA CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE PISTA ( m ) PLATAFORMA ( m ) 14.000 324.000 140.000 170. PONTES RODOVIÁRIAS .00 800.000 306. . AO NORTE DO RIO AMAZONAS 900.000 NÃO PAVIMENTADA PAVIMENTADA 420.00 6.00 1.000 60.00 980.00 8. 1997.00 840.000 350. AO SUL DO RIO AMAZONAS 700.00 Notas: Valores monetários em US$ de dez 95 Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico.000 540.00 7.00 1.Custos unitários (US$/m2) CLASSIFICAÇÃO CONFORME TIPO DE FUNDAÇÃO SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE FUNDAÇÃO TIPO DIRETA FUNDAÇÃO TIPO ESTACAS FUNDAÇÃO TIPO TUBULÃO A CÉU ABERTO FUNDAÇÃO TIPO TUBULÃO A AR COMPRIMIDO 500.00 1.000 1.440.000 108.000 NORTE.ESTRADAS DE RODAGEM .00 7.000 270.00 PAVIMENTADA 630.000 490.000 252.00 600.00 NORTE.00 24.000 Notas: Valores monetários em US$ de dez95 Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico.00 6.080.000 112.000 80.000 630.000 100. AO NORTE DO RIO AMAZONAS NÃO PAVIMENTADA 540.000 150.000 180. ELETROBRÁS.00 6.00 11.134.00 6.000 84.00 13.

portanto.” A análise da legislação ambiental em vigor. pela Resolução CONAMA 237/97. cabe ressaltar que o licenciamento deve ser considerado como uma conseqüência do bom e adequado tratamento da questão ambiental. não há mais. em forma de EIA – Estudos de Impacto Ambiental e RIMA – Relatório de Impacto Ambiental. de uma paralisação temporária ou até definitiva de seu . neste capítulo. em seus Artigos 2º. evitando a atuação de organismos. e agora estendida à 30 MW. inclusive não governamentais. Se os aspectos ambientais forem devidamente equacionados. e a elaboração destas “Diretrizes”. acima de 10 MW” (inciso XI do Artigo 2o). nos estudos e projetos de engenharia.. com os impactos do empreendimento sobre o meio ambiente e deste sobre a PCH e seu reservatório associado corretamente enfocados. A execução dessas medidas e programas também pode se refletir em uma garantia ao investidor de que ele não terá surpresas no futuro que venham a onerar o seu orçamento. esse licenciamento ocorrerá de forma mais rápida e tranqüila do que nos casos em que a preocupação básica for apenas o atendimento às exigências e condicionantes dos órgãos ambientais para obtenção do documento de licenciamento. em condições prefixadas em lei. de forma associada com o processo de licenciamento. podendo “ser estabelecidos procedimentos simplificados para as atividades e empreendimentos de pequeno potencial de impacto ambiental. sim. envolvendo aspectos técnicos. com necessidade.01.86. a consideração. que poderão vir a embargar uma obra. o limite de 10 MW para a isenção de apresentação de EIA/RIMA. é apresentada adiante.CAPÍTULO 8 . mais especialmente. com a previsão e também a implantação das indispensáveis medidas e dos programas de mitigação. deixa a critério do órgão ambiental licenciador a decisão quanto aos casos em que serão necessários estudos detalhados ou simplificados. Dessa forma.97. Ao mesmo tempo.. conhecida como “Lei dos Crimes Ambientais” ou “Lei da Natureza”. 3o e 12o. é muito importante e indispensável. sofreu mudanças em 19. diversas evoluções ocorreram. incluindo a Resolução CONAMA 237/97 e a recém-editada Lei 9605/98. mas. com o estabelecimento de regras e normas mais adaptadas à realidade brasileira.12. compensação e controle. de 23. A esse respeito. conforme já explicado no Capítulo 2 deste documento. em 1998/99. Um estudo ambiental bem realizado. em 1982. de que o empreendimento é ou não “potencialmente causador de significativa degradação ao meio ambiente”. da ELETROBRÁS. a Resolução CONAMA no 01/86. ambientais. A principal delas é quanto ao aumento da potência instalada.ESTUDOS AMBIENTAIS INTRODUÇÃO No intervalo de tempo transcorrido entre a edição do Manual de Pequenas Centrais Hidrelétricas. muitas das vezes. a legislação ambiental evoluiu. A própria conceituação do que é uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) sofreu mudanças recentes. antes limitada em 10 MW. que. Para as usinas hidrelétricas. para “usinas de geração de eletricidade. econômicos e. tendo por resultado as necessárias soluções. que exigia a elaboração de estudos detalhados. a ser feita pelo órgão ambiental.

A Licença de Operação (LO). Desta forma. Obviamente. por causa. que culmina com um documento que. com levantamentos e análises que permitam indicar a viabilidade ambiental ou não da PCH. por exemplo. para que este decida. Para que se atinja uma dessas fases. Se ela. de acordo com a legislação vigente.97. este documento orienta. A experiência nacional indica que. O primeiro passo. passa-se a uma segunda etapa. em relação aos estudos que deram origem à Licença Prévia (LP). Esse documento deve ser encaminhado ao órgão ambiental.6. na qual se procede à adequada integração sociedade-empreendedor. na parte ambiental. Como se verá mais adiante. sobre a necessidade de elaboração de um EIA/RIMA ou de um documento similar mais simplificado. é conhecido como RAP – Relatório de Avaliação Preliminar ou Relatório Ambiental Preliminar. em diversos Estados. do CONAMA. deixa a critério do órgão ambiental licenciador a exigência quanto à profundidade dos estudos. poderá ser determinada a apresentação de um PBA detalhado. em princípio. como estabelece a Resolução 237/97. durante os estudos. procurou-se dividir estas “Diretrizes”.empreendimento. com os órgãos ambientais e a sociedade em geral. não for considerada inviável. caso por caso. é a realização de uma avaliação prévia do empreendimento. por não ter ele se preocupado previamente com questões como essa no projeto.12. em benefício do meio ambiente e do próprio empreendimento. em dois tipos de PCH: as que exigirão estudos simplificados e as que demandarão os convencionais e detalhados EIA/RIMA. pelo menos. conforme o caso. do assoreamento total de seu reservatório após poucos anos de vida. a partir de cuja aprovação se obterá a Licença de Instalação (LI) que autoriza o início das obras. passa a ser o resultado do cumprimento. Como se verá na parte de legislação ambiental. um documento complementar. de 19. Numa etapa posterior. do que foi acertado nos documentos anteriores. ou seu similar simplificado. a Resolução CONAMA 237/97. duas atividades são quase sempre exigidas: a de recuperação das áreas degradadas pelas obras e a de comunicação social. o PBA – Projeto Básico Ambiental pode ser exigido em um ou outro tipo. a critério do órgão ambiental. a integração entre as equipes de engenharia e meio ambiente deverá ser constantemente perseguida por ambas as partes. um PCA geralmente mais simplificado (Plano de Controle Ambiental) ou. Independente dos meros aspectos e necessidades de licenciamento. qualquer desses documentos deverá convergir para a liberação da Licença Prévia (LP). durante a construção e nos testes pré-operacionais. a fim de que imprevistos ou desconhecimento dos vários fatores envolvidos no projeto não venham a promover mudanças fora de época e com reflexos em aumentos de custos não esperados pelo empreendedor. no item 8. . conforme fluxograma apresentado na Figura 1. como devem ser os primeiros e decisivos passos do empreendedor e de quem estiver realizando os estudos ambientais. Por isso. de Estudos Preliminares. O passo seguinte deverá ser a elaboração de um novo documento. conforme descrito em ESTUDOS PRELIMINARES. que representa a confirmação quanto à viabilidade ambiental da PCH. o empreendedor deve ser conscientizado da importância de consolidar essas atividades em programas. até mesmo. o PBA (Projeto Básico Ambiental).

econômicos e ambientais para todas as partes envolvidas. o proprietário deverá. durante a vida útil da usina. por ele ou pelas autoridades competentes. promover a gestão ambiental do empreendimento. resultando essa postura em benefícios técnicos.Posteriormente. . de acordo com cada problema constatado. de forma que as necessárias providências sejam sempre tomadas em tempo hábil. com o acompanhamento e controle sistemático das ações deste sobre o meio ambiente e vice-versa.

além de ecossistemas importantes. LEVANTAMENTOS Inicialmente. De forma associada com os estudos de engenharia. também só possível com autorização do Congresso Nacional. além de mapas com a delimitação do reservatório. geologia. a infra-estrutura existente e o zoneamento regional. etc. industriais.ESTUDOS PRELIMINARES Esta fase é de grande importância. visando a análise de problemas associados à qualidade da água e ao assoreamento. deverão ser também levantados dados sobre hidrologia. recursos minerais e usos múltiplos atuais e previstos (se existirem) dos recursos hídricos disponíveis. • inundação de áreas de quilombos e necessidade de possível relocação. Dentre esses aspectos. ANÁLISE A análise preliminar a ser realizada terá por objetivo a identificação dos aspectos que poderão dificultar ou até mesmo inviabilizar a implantação e operação do empreendimento. os projetos de PCH devem evitar. Nesse trabalho. urbanas. abrangendo um arranjo preliminar das obras. de expansão. climatologia. Deverão ser localizadas as indústrias e cidades que no rio jogam seus despejos. a prefixação do Nível d’Água Máximo Normal de Operação e a conseqüente área de inundação relativa ao reservatório a ser criado. • inundação de áreas de preservação ambiental legalmente constituídas. pois. como a população e as benfeitorias a serem diretamente afetadas. residenciais. só viável após ampla e demorada discussão do assunto e edição de permissão do Congresso Nacional. o grau de conservação dos ecossistemas (observações visuais e informações de moradores). os seguintes: • inundação de Terras Indígenas. . Parques Nacionais e outras Unidades de Conservação da Flora e da Fauna. Posteriormente. com a definição das áreas rurais. bem como o uso do solo na região. se poderá avaliar a viabilidade ambiental do empreendimento e decidir sobre a continuação dos estudos. já de posse de plantas preliminares com locação das obras de barramento e das obras de adução. como. a partir dos levantamentos e análises previstos. face à provável inviabilização ambiental ou ao possível acréscimo nos custos de implantação do empreendimento. Esses aspectos abrangem impactos do empreendimento sobre o meio ambiente e vice-versa. deverão ser feitas anotações de aspectos importantes da região. como a Mata Atlântica e o Pantanal Matogrossense. deverá ser feito um reconhecimento de campo. deverão ser levantados todos os dados e informações sobre as características técnicas então disponíveis sobre o empreendimento. por exemplo.

• reservatórios onde o zoneamento regional ou municipal prevê áreas de expansão urbana ou de conservação ambiental. • eliminação de patrimônios naturais. deverá ser elaborado um documento com um estudo preliminar (RAP). como abastecimento d’água e irrigação. inundação de áreas cársticas. Cultural. inundação de locais tipo cemitérios. Arqueológico e Paisagístico. • onde houver sensíveis prejuízos para outros usos considerados mais importantes. Após a constatação de que o empreendimento é ambientalmente viável. necessitarão de relocação. como a de canoagem. uma avaliação preliminar dos impactos e das medidas mitigadoras. considerados sagrados pela população local. a partir do qual o órgão ambiental definirá a necessidade e o nível de elaboração dos estudos ambientais. ou • Relatório Ambiental Preliminar (RAP) ou similar. como as que ficam a montante de mananciais para futuro abastecimento d’água. O documento inicial exigível tem escopo variável. esse documento acompanha o requerimento de Licença Prévia (LP) da usina e se consubstancia em: • ficha própria do órgão ambiental licenciador. • • • áreas de exploração de minerais estratégicos. na qual são informadas as características técnicas do empreendimento. identificadas como patrimônio espeleológico.• inundação de áreas onde haja aglomerações urbanas ou comunidades rurais que. por isso. ou cachoeiras e trechos de rios onde haja muitas atividades turísticas ou de lazer na região. como corredeiras onde haja intensa e histórica prática esportiva. por exemplo. Em geral. • áreas tombadas por órgãos de defesa do Patrimônio Histórico. em função do órgão que o irá analisar. um pré-diagnóstico ambiental. .

com grandes ou pequenas dimensões do reservatório. Quanto mais completo. O grau de aprofundamento dos estudos. etc. poderiam ser desnecessários. com problemas associados à presença de peixes de piracema e às correspondentes rotas migratórias. decisão essa do órgão ambiental. nos estudos a serem realizados. O RAP deverá ser basicamente composto por: • • • • • Justificativas do Empreendimento. com os principais aspectos físicos. onde há o problema da exigência legal de uma vazão remanescente mínima. em área já bastante degradada ou não. Normalmente. Caracterização do Empreendimento. demandam maior esforço de avaliação de impactos ambientais as usinas cujos projetos contemplam desvios por canais ou túneis que afetem o fluxo normal a jusante do barramento. duas situações básicas deverão ser consideradas. objetivo e claro for o RAP. Prováveis Medidas Mitigadoras e Programas Ambientais. em diversos casos. maior a possibilidade de uma decisão mais rápida e mais acertada do órgão ambiental para o prosseguimento dos estudos. Identificação Preliminar dos Impactos. Em cada uma dessas situações. com os dados disponíveis sobre a usina e o reservatório associado. Um RAP mal feito ou muito incompleto pode provocar uma demora na análise e a exigência de estudos aprofundados que.RAP – RELATÓRIO AMBIENTAL PRELIMINAR A partir de uma análise preliminar das características do projeto e das especificidades ambientais da área de sua implantação. deverão ser feitas as avaliações preliminares de impactos e medidas mitigadoras/compensatórias. envolvendo usinas cuja implantação e operação provocam ou não efeitos ambientais significativos. Diagnóstico Ambiental Preliminar. conforme as características particulares de cada empreendimento. bióticos e antrópicos da região já levantados. . será função da consideração de todos esses fatores.

podendo. o diagnóstico ambiental da região onde este será inserido. . construção e operação. para os casos em que o órgão ambiental. Cabe ressaltar que as recomendações aqui apresentadas estão coerentes com as que foram fixadas no documento “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”. que haja uma inter-relação constante entre o projeto de engenharia e os estudos ambientais. no item “ESTUDOS COMPLETOS”. de antemão. para que o avanço de um. mais detalhadamente. conforme já comentado. sem a consulta ao outro. compreendem a realização de uma série de atividades específicas. a proposição de medidas mitigadoras e/ou compensatórias dos impactos negativos ou de maximização dos benefícios relativos aos impactos positivos e os programas ambientais.GERAL Os estudos ambientais simplificados. importantes conceitos no projeto de engenharia. muitas vezes. de acordo com as etapas comentadas a seguir. e não somente como uma peça no processo de licenciamento ambiental. inserindo. como para a harmonização ambiental do empreendimento na região de sua implantação. Reconhece-se também que a significância dos impactos sobre o meio ambiente local e deste sobre o empreendimento determinará o nível de detalhamento dos estudos ambientais. aqui de forma resumida e. As diretrizes nele apresentadas. não provoque imprevistos futuros que obriguem o empreendedor a executar alterações indesejáveis e onerosas.ESTUDOS SIMPLIFICADOS ESTUDOS BÁSICOS . considerar que o empreendimento não causará sérios danos ambientais. Fazem parte do conjunto de procedimentos que constituem os estudos: a caracterização do empreendimento. ter continuidade na fase de operação. portanto. editadas em abril de 1997. deverão ser incorporadas e aprofundadas quando do detalhamento dos Programas e implementadas na fase de construção. Esses estudos ambientais deverão fornecer subsídios tanto para a concepção geral do aproveitamento. o documento a ser produzido deverá ser reconhecido como uma importante ferramenta de gestão ambiental do empreendimento. do DNAEE/ELETROBRÁS. Em outras palavras. às vezes sem utilidade prática. a identificação e análise dos impactos ambientais nas fases de projeto. Algumas dessas instruções são transcritas neste capítulo. É fundamental. e não análises meramente genéricas. as quais deverão levar em consideração a realidade ambiental em que o aproveitamento proposto se enquadra. os estudos deverão preocupar-se em desenvolver análises coerentes com as reais interferências do empreendimento. Tendo em vista tais preceitos. muitas vezes.

de alguma forma. independentemente do recorte municipal. dentre outras. Esse tratamento é simplificado. Diversos exemplos podem ser citados. canteiro de obras. definidas duas áreas de estudo. etc. acomodação da mão-de-obra. podem interferir ou sofrer interferências do aproveitamento. a contratação de mão-de-obra local ou regional. o incremento das atividades comerciais. reservatório. deverão ser. inclusive nas vias de comunicação. bem como a área da bacia hidrográfica que. etc. como a criação de expectativas. acessos. Considera-se como Área Diretamente Afetada aquela cuja abrangência dos impactos incide diretamente sobre os recursos naturais e antrópicos locais.). desta forma. bacia hidrográfica. canteiros. a utilização de serviços em cidades próximas sobrecarregando a infra-estrutura da região. as seguintes variáveis: características e abrangência do projeto (área do reservatório. Por sua vez. a Área de Influência (AI) e a Área Diretamente Afetada (ADA). em particular.4). Levando em consideração essas variáveis. necessária à implantação do empreendimento e o seu entorno (barramento e casa de força. recomenda-se levar em consideração. a Área de Influência abrange a região onde. a ADA abrange a região de intervenção direta. bem como a intensidade dos impactos a serem provocados pelo empreendimento. bota-fora e áreas de empréstimo). uma vez que somente a partir de seu reconhecimento é que será possível orientar as diferentes análises temáticas. características específicas da região. incluindo esta última o seu entorno. se caracteriza como o cenário potencial de processos naturais ou sócio-econômicos e que. Normalmente. alternativas de localização de barramentos. compreende o conjunto ou parte de municípios que terão suas terras afetadas. normalmente. Essa Área. possíveis interferências ambientais no trecho do rio a jusante do empreendimento. acessos. alojamentos da mão-de-obra. a critério do órgão ambiental licenciador. legislação ambiental pertinente. indiretamente. . Na delimitação das diferentes áreas de estudo. são sentidos os impactos do empreendimento. A sua delimitação é peça-chave nos estudos.DEFINIÇÃO DAS ÁREAS DE INFLUÊNCIA Entendem-se como Áreas de Influência os diferentes espaços geográficos nos quais serão sentidos os impactos diretos e indiretos do empreendimento nas fases de implantação e de operação. áreas de empréstimo e de bota-fora. principalmente no que se refere à delimitação da faixa de preservação permanente ao longo do reservatório. o aumento do tráfego. adotam essas ou outras nomenclaturas (Subseção 8. podendo ser mantido no caso de exigência de estudos completos. ou alterado. Os órgãos estaduais. possíveis interferências com comunidades e suas atividades no entorno do barramento e do reservatório.

justificativas para a implantação do empreendimento. a realização de investigações mais aprofundadas. os seguintes itens deverão estar relacionados: • • • • identificação do empreendedor. apresentadas de uma forma consolidada e de fácil leitura. localização e acessos. onde se deverá indicar que o projeto não contraria as leis locais de uso do solo. na ADA. Como conteúdo básico. aspectos do processo construtivo. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO A caraterização do empreendimento deverá ser feita tendo como base os documentos de engenharia produzidos.Os levantamentos e análises temáticas deverão ser diferenciados para cada uma das duas Áreas. . A delimitação das Áreas deverá ser apresentada em mapas com escalas adequadas. uma vez que nela se verificarão os principais impactos. especialmente municipais. tais como dados técnicos de projeto. cronograma das obras e dimensionamento da mão-de-obra necessária para todas as fases e custos. e características básicas do empreendimento. sendo necessária. de desenvolvimento. Este tópico deverá conter informações técnicas sobre o projeto. nem interfere com planos governamentais.

assim como ações do aproveitamento sobre o meio ambiente existente. ele deverá permitir a identificação de zonas de fragilidade ambiental. Por outro lado. bem como de áreas degradadas e que podem influir na vida útil do empreendimento. biológicos e antrópicos.Diagnóstico Climatologia e Hidrologia • Caracterização do clima. o outro. identificando possíveis ações nas bacias e sub-bacias que possam interferir no empreendimento. Levando-se em consideração as Áreas de Influência. o Diagnóstico Ambiental deverá ter abrangência e profundidade suficientes para permitir uma consistente avaliação de impactos e definir corretas estratégias de gestão ambiental nas fases de projeto. As informações deverão ser. Cabe destacar que o diagnóstico deverá refletir o trabalho interdisciplinar da equipe técnica. Esses dados poderão ser obtidos a partir dos estudos de engenharia. umidade relativa. Levantamento de Dados Os levantamentos deverão se concentrar. Além disso. lazer. incluindo ou excluindo atividades conforme as situações encontradas. na identificação das principais interferências que o empreendimento deverá provocar sobre os diferentes recursos naturais e sócio-econômicos da Área Diretamente Afetada e vice-versa. com relação a: precipitação (médias anuais e mensais). evapotranspiração e balanço hídrico. principalmente. devendo ser realizado em dois níveis de abordagem: um referente à Área de Influência e. o diagnóstico se inicia pelos levantamentos ambientais. As diretrizes a seguir apresentadas para cada tema deverão ser adaptadas a diferentes arranjos de projeto. referente à Área Diretamente Afetada e ao seu entorno. • . irrigação.DIAGNÓSTICO AMBIENTAL O desenvolvimento do Diagnóstico Ambiental deverá considerar a natureza e o porte do aproveitamento. É importante também que se identifiquem os conflitos existentes ou potenciais nos diferentes usos da água (abastecimento. Avaliação dos recursos hídricos. analisando as interações dos diversos componentes físicos. a localização prevista. concentrar-se no levantamento de dados secundários. de caráter específico. fotos aéreas. imagens de satélites. espacializadas. os estudos deverão. etc.). o máximo que possível. Meio Físico . na maioria dos casos. construção e operação do empreendimento. bem como as características básicas do projeto. No caso da Área de Influência. máximas e mínimas absolutas). utilizando bases em escalas compatíveis com os níveis dos estudos e com o material cartográfico disponível (mapas. a relevância dos fatores ambientais e os critérios exigidos pelo órgão ambiental. temperatura (médias mensais.

Com relação à água. das espécies características da fauna terrestre local. as informações da qualidade da água com as características geológicas da região.2. visando o fornecimento de subsídios para possíveis programas de controle e/ou melhoria desse uso na bacia. aumentando. Recursos Hídricos. também. Avaliação e mapeamento das unidades pedológicas sob a ótica de sua suscetibilidade à erosão. que afetem as máquinas. para verificação da tendência existente quanto ao assoreamento. ao cruzar essas informações com dados do empreendimento (tempo de residência) e a carga orgânica a ser inundada (biomassa vegetal. tanto para a AI quanto para a ADA. Recursos Minerais. • . em nível de ADA. uma vez que.. Nessa análise. suscetibilidade a sismos. principalmente as localizadas na Área Diretamente Afetada (ADA). aptidão agrícola e uso atual. pocilgas. Elaboração de Mapas de Uso e Ocupação do Solo. O reconhecimento desse parâmetro é de fundamental importância. Deverão ser cruzadas. mapa da cobertura vegetal atual da ADA. é importante que se consolidem as diversas incompatibilidades entre o uso potencial e atual dos solos da bacia hidrográfica. a partir de dados secundários e indiretos (entrevistas).). verificando a existência de espécies raras. etc. etc. identificação.Diagnóstico O diagnóstico do meio biológico deverá ter como ponto central a caracterização e o mapeamento das possíveis interferências do empreendimento sobre as comunidades florística e faunística locais. Uso do Solo e Aptidão Agrícola • Avaliação dos indicadores geológicos e geomorfológicos que permitam a obtenção de informações sobre a estabilidade dos terrenos. presença de aqüíferos e a interferência sobre recursos minerais.belezas cênicas. • Geologia. comparando-a com a situação da cobertura vegetal da Área de Influência. fossas. se já há bancos de areia ou ilhas em formação. para detecção de problemas de ferro na água. conforme exemplo ilustrativo apresentado na Figura 8. Para tanto. • Caracterização da drenagem atingida quanto ao transporte de sedimentos. bem como reconhecida a sua qualidade em relação às atividades que se desenvolvem na bacia (índice de qualidade da água). incluindo as tipologias identificadas (expressas em percentual). a vida útil do empreendimento. os seguintes aspectos deverão ser considerados: • • • descrição das fitofisionomias naturais em seus vários estágios de desenvolvimento. será possível obter um cenário futuro das condições de qualidade da água do reservatório a ser criado. desta forma. deverão ser identificadas as fontes poluidoras. etc). Pedologia. deverão ser identificados os principais habitats e sua fauna associada. • • Meio Biológico . endêmicas e/ou ameaçadas de extinção. Geomorfologia. natural ou provocado por ações antrópicas a montante. pH alto.

Para tanto. etc. a partir daí. e dos legítimos interlocutores com que o empreendedor negociará. situação jurídica. deverão ser identificados aspectos básicos da estrutura das comunidades e deverá ser feito o reconhecimento das exigências ambientais das espécies inventariadas (migração reprodutiva. etc. identificação das lideranças. associação com mata ciliar. condições físico-químicas da água. reconhecimento do nível de aceitabilidade do projeto na região. etc. em especial para atender às necessidades. alojamentos em vilas ou cidades. . cronograma de implantação. identificação dos formadores de opinião na área de estudos e das organizações sociais existentes e. arqueológicos e turísticos. de critérios gerais para um eventual remanejamento de algumas famílias. deverão ser considerados aspectos como as relações das pessoas a serem diretamente atingidas com a terra em que vivem. comércio. formulação. caracterização da infra-estrutura regional. acessos. A participação da população e o reconhecimento de seus representantes são fatores básicos para a viabilização do aproveitamento.). de hospitais. durante o período de obras. através de processo interativo com os diversos atores sociais envolvidos.). caracterização dos planos e programas governamentais para a região (objetivos. análise das Unidades de Conservação existentes na região. dentre outros. históricos. identificando possíveis conflitos com o aproveitamento ou mesmo reconhecendo eventuais participações do empreendedor a partir de programas de compensação. pela aplicação de um questionário. • • • • • • Esta fase deverá permitir o conhecimento e interação suficientes para a formulação de critérios de remanejamento e negociação nas etapas futuras de planejamento. instituições e recursos envolvidos.• para a fauna aquática. considerando suas expectativas com relação ao empreendimento. fundiária. a partir da aplicação de um questionário específico. • Meio Antrópico – Diagnóstico Prevê-se a realização dos seguintes estudos: • reconhecimento do perfil da população da Área Diretamente Afetada. dimensões. etc. destacando o seu estado de manutenção. e da situação fundiária das propriedades a serem afetadas. levantamento e análise de problemas associados a interferências com atividades minerárias.. patrimônios culturais.

a construção. A identificação deverá abranger. os impactos deverão ser espacializados. IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS A identificação e a análise de impactos se iniciam a partir do resultado do cruzamento dos elementos de projeto com o Diagnóstico Ambiental realizado. A integração das características do empreendimento com as características locais e regionais onde se pretende inserí-lo é fundamental para a adequada identificação e análise dos impactos. distintamente. conforme exemplo mostrado na Figura 2. por meio de um canal. no primeiro caso. É muito importante. ou seja. deverão ser elaboradas as previsões e avaliadas as respectivas grandezas dos impactos. Quando possível. o planejamento. . o enchimento do reservatório. um túnel ou uma tubulação . a análise do que pode ocorrer no rio a jusante. Uma usina com casa de força afastada da barragem tem impactos distintos de uma outra que é compacta. em função de uma vazão reduzida por causa do desvio de águas para adução à casa de força afastada. as diversas fases de implantação do empreendimento. formando um “Mapa de Interferências”. por exemplo. a desativação do canteiro de obras e a operação da usina. A partir daí.INSERÇÃO DO EMPREENDIMENTO.

Campos Hidrófilos e Higrófilos de Várzea) Cerrado Degradado Lavoura Área Urbana Ced L FIGURA 1 .7898000 Ced 7897000 o dã do l Su C 9 34 ha pa 7896000 Costa R M S- ica PARAÍSO 7895000 M 7894000 S31 6 Ino cê n cia 49 MS-3 7893000 uã ap CANTEIRO DE OBRAS Ca m 7892000 7891000 288000 289000 290000 291000 Curso d'água Estrada Pavimentada Estrada não Pavimentada Caminho 551 Fes Co Mc P Floresta Estacional Semidecidual Cerradão Mata Ciliar Degradada Pastagem Reservatório Benfeitoria Lavoura + Floresta Estacional L+Fed Decidual (Mata Seca) CBU Complexo de Biótopos Úmidos (Mata Ciliar.

7898000 7897000 do l Su C pa ha o dã 7896000 Costa R M S- 9 34 ica PARAÍSO 7895000 M S- 31 6 7894000 Ino 49 MS-3 cê n cia 7893000 Ca ap m uã CANAL DE ADUÇÃO CANTEIRO DE OBRAS SUBESTAÇÃO 7892000 CASA DE FORÇA 7891000 288000 289000 290000 291000 Curso d'água Estrada Pavimentada Estrada não Pavimentada Caminho 551 Fes Co Mc P Floresta Estacional Semidecidual Cerradão Mata Ciliar Degradada Corredeiras Cachoeira 1 a 19 Pastagem Limite das propriedades Reservatório Benfeitoria Lavoura + Floresta Estacional L+Fed Decidual (Mata Seca) CBU Complexo de Biótopos Úmidos (Mata Ciliar. na avaliação. Campos Hidrófilos e Higrófilos de Várzea) Lavoura Benfeitoria Área Urbana L Ponte Caminho FIGURA 2 A partir daí. deverão ser contemplados tanto os impactos negativos como .

deverão ser apresentados dados numéricos. que deverá ser explicitada. A avaliação dos impactos. Magnitude (pequena. . Abrangência (local. A título de ilustração. e regional. para cada etapa de implantação do empreendimento. deverá ser identificado. considerando a AI). Periodicidade (ocasional. por sua vez.os positivos. média e grande ). • • • • • • • • Natureza ( direto ou indireto). o efeito esperado com relação a cada um dos impactos. Duração (curta. Importância (pequena. Além disso. de acordo com a metodologia adotada. média e longa). Reversibilidade ( reversíveis e irreversíveis). média e grande). evitando-se expressões vagas. a partir dos aspectos a seguir relacionados. adiante (Figura 1). Sempre que possível. apresenta-se uma Matriz de Identificação e Avaliação de Impactos no item “EIA – ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL”. Os impactos deverão ser estudados tendo por base resultados analíticos confiáveis e respaldados em métodos claros e bem definidos. médio prazo ou quando do enchimento do reservatório e longo prazo ou durante a operação). permanente e cíclico). deverá estar associada a um prognóstico. traçando possíveis cenários durante todo o tempo de ocorrência desses impactos. Horizonte temporal (imediato ou durante a construção. associada à ADA.

etc. Alguns dos Programas normalmente previstos são explicitados a seguir. Por outro lado.cronograma físico–financeiro de implantação. de empréstimos e de bota-foras. bota-foras. .procedimentos para implantação. este documento deverá ser elaborado após as devidas análises dos estudos da fase anterior pelos órgãos ambientais competentes. em particular.objetivos principais. a aprovação futura da Licença de Instalação (LI) que permitirá o início das obras. áreas de empréstimos. permitirá. dentre outras. servindo como instrumento de acompanhamento e gerenciamento tanto pelo empreendedor como pelo órgão ambiental.). mas sim harmonizada a que foi degradada com a paisagem local. o novo documento deverá ser elaborado dentro de uma eficiente estrutura operacional. e visando. devendo ser incorporadas as recomendações que eventualmente forem inseridas em seus pareceres. conforme cada região e cada Programa. Em outras palavras. não deverá ser reconstituída a condição original existente. Os Programas Preliminares propostos nos Estudos da fase anterior. acessos. detalhados. . públicas ou não. • Programa de Recuperação de Áreas Degradadas Este Programa deverá ter por foco a recuperação das áreas que sofreram impactos diretos da obra. a seguinte estrutura básica deverá ser apresentada: . que obrigatoriamente deverão participar). de forma genérica e concisa. Em seu conteúdo. pedreiras. dentre outros objetivos. tais como obras civis. alojamentos.custos. quando da emissão da Licença Prévia (LP). . de outro. cronograma de implantação das obras e mapa de intervenções (canteiro de obras. A sua execução deverá levar em conta a visão de reabilitação de áreas. (em especial o empreendedor privado. deverá ter clareza quanto às instituições. Desta forma. deverão ser. até o nível de Projeto. para cada Programa. . . Para o seu desenvolvimento. tais como áreas de canteiro. equipamentos eletromecânicos. de um lado. informações detalhadas do projeto de engenharia já deverão estar consolidadas. permitindo a sua implementação praticamente imediata. articular de forma eficiente os agentes multiplicadores de opiniões e. . desvio do rio. e não a de mera recuperação.entidades envolvidas.PROGRAMAS AMBIENTAIS DETALHADOS Cronologicamente. nesta etapa.justificativas. garantir que se utilizem as técnicas mais eficientes de proteção e recuperação ambiental.

como. o de implantação de Unidade de Conservação de domínio público e uso indireto. outros Programas poderão ser necessários. para tal.ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL . Além desses Programas. até mesmo.O ideal é que a recuperação vá ocorrendo na medida em que vá havendo a exploração. a promoção da inserção do empreendimento junto à sociedade local.5% do custo total do empreendimento nos casos considerados de “relevante impacto ambiental”. • Programa de Comunicação Social Deverá ter. se o órgão ambiental assim o exigir. este Programa objetivará o acompanhamento dos impactos previstos durante a implantação e operação do empreendimento e a correta aplicação das medidas mitigadoras e/ou compensatórias previstas. A Resolução CONAMA 02/96 determina o dispêndio não inferior a 0. melhorar as condições locais existentes. ESTUDOS COMPLETOS EIA . • Programa de Gerenciamento e Controle dos Impactos Ambientais A partir de uma estrutura de Gestão Ambiental. ser implantado um Programa de Recomposição Ciliar. por exemplo. como meta principal. desenvolvendo um processo de informação/diálogo permanente entre os diferentes atores sociais atuantes na região. devendo. o que possibilitará minimizar custos e. a legislação estabelece que as margens dos reservatórios das hidrelétricas devam ser protegidas. Dependendo da decisão do órgão ambiental licenciador.

ESTUDOS COMPLETOS EIA . Normalmente. o conhecimento e o grau de transformação que a região sofrerá com a introdução das obras propostas. O EIA tem os seguintes objetivos principais: • • • avaliar a viabilidade ambiental do empreendimento e fornecer subsídios para o seu licenciamento (LP) junto ao órgão ambiental competente. esses órgãos deverão exigir a edição e discussão pública de um EIA/RIMA. como agente modificador. em 1997. permitir. Para uma delas. através de métodos e técnicas de identificação/avaliação de impactos. às exigências do citado documento da ELETROBRÁS e também as do IBAMA.4-1. pelo menos. uma decisão subjetiva de cada analista e é fruto de sua própria experiência. onde são apresentadas as principais orientações para os estudos de engenharia e ambientais de usinas hidrelétricas. adaptado do roteiro básico desse órgão. esses impactos potenciais estão associados à existência de populações próximas. para as instituições públicas e privadas nacionais. É usual proceder-se a uma aplicação . editou e distribuiu. à redução da vazão liberada para jusante. deixa a critério de cada órgão ambiental a decisão quanto à necessidade ou não de estudos detalhados. cuja seleção é. • • • Para o alcance desses objetivos. a importante atividade de Avaliação dos Impactos Ambientais (AIA). em conjunto com o antigo DNAEE (hoje. provocados pelo empreendimento. normalmente. conforme já citado. estes últimos em forma de EIA/RIMA. à concepção técnica do aproveitamento envolvendo túneis.ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL . um documento com as “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”. mitigar e/ou compensar os impactos negativos e reforçar os positivos. resumidas no Quadro 8. complementar e ordenar uma base de dados temáticos sobre a região onde se inserem as obras propostas. Quando houver a previsão de ocorrência de impactos de grande magnitude. dentre outros aspectos. A ELETROBRÁS. a inserção regional das obras propostas. por exemplo. estabelecer programas que visem prevenir. à vizinhança com áreas ambientalmente sensíveis. caracterizar a qualidade ambiental atual e futura da Área de Influência. definir os programas de acompanhamento/monitoramento que deverão ser iniciados e/ou continuados durante e/ou após a implantação do empreendimento. na medida do possível. promovendo. os quais podem sofrer pequenas adaptações e incluir complementações com base nas rotineiras exigências dos órgãos ambientais. há diversos métodos.GERAL A legislação. o EIA deverá atender. ANEEL).

sociais e econômicas. Suscetibilidade à Erosão (AI). neste caso de “Estudos Completos”. sob a forma de interferência nas suas interrelações ecológicas. apresenta-se. É fundamental. decorrentes e associados aos impactos diretos. quadros e figuras inseridos no seu texto. podendo extrapolar os divisores da bacia hidrográfica e os limites municipais. Áreas de Influência – Delimitação (região). que a equipe responsável pela elaboração dos estudos tenha conhecimento das ferramentas disponíveis e capacidade de discernimento quanto à melhor combinação em cada caso. Solos e Aptidão Agrícola das Terras (AI e ADA).” citadas da ELETROBRAS: • “Área de Influência Direta (AID): aquela cuja abrangência dos impactos incide diretamente sobre os recursos ambientais e a rede de relações sociais. Os principais produtos do EIA. isoladamente. portanto. A título de ilustração. também poderão ser necessários outros desenhos. em função do que estiver sendo adotado por cada órgão ambiental licencidador. Área de Influência Indireta (AII): aquela onde incidem os impactos indiretos. um exemplo de uma “matriz de interação”. e que podem ser utilizadas. a AI corresponderia à AII e a ADA à AID. Geologia e Geomorfologia (AI e ADA). As mais usuais. em nível federal. Cabe destacar que têm sido admitidas outras nomenclaturas para as Áreas de Influência (AI) e Área Diretamente Afetada (ADA). adiante. eles. aplicada em um caso de uma usina de 21 MW de potência instalada e que inunda uma área de 105 ha onde há 19 propriedades.. . devem ser associadas as medidas a serem tomadas e definidos os correspondentes programas ambientais. além do texto básico. econômicas e culturais. até o momento. de vez que. Uso e Ocupação dos Solos (AI e ADA) e Principais Interferências (AI e ADA).. são as seguintes ilustrações. em função das características específicas de cada empreendimento em estudo. estadual ou municipal. se necessários. Arranjo Geral das Obras (projeto). em geral. são as definições apresentadas nas “Instruções . o projeto e as Áreas de Influência (AI) e Diretamente Afetada (ADA): Localização e Acessos (região). considerando a região. podendo se estender além dos limites da área a ser definida como polígono de utilidade pública. não são considerados completos. muito utilizada no Brasil.conjunta de mais de um método. Neste caso. A cada linha representativa de um impacto.” • Fazendo uma analogia.

bem como os necessários programas ambientais. . A análise de todos esses Quadros permitirá a elaboração de uma precisa matriz de interação. Organização Territorial. admite-se um sexto componente-síntese. em cada caso. não ter havido prosseguimento nos estudos. Modos de Vida. por concorrer para a inviabilização da PCH e. como descrito no início destas “Diretrizes”. mostram os elementos de caracterização de cada componente-síntese. nesse caso. As medidas mitigadoras compensatórias e de controle. Os Quadros 1 a 10. que têm por base o atual Manual de Inventário Hidrelétrico da ELETROBRAS.AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS Para a identificação e a avaliação dos impactos ambientais de forma detalhada. Normalmente. abrangendo: Ecossistemas Aquáticos. são apresentados outros Quadros. que podem. onde cada componente-síntese é associado a critérios e elementos da avaliação. Base Econômica. o de “População e Reserva Indígena”. Ecossistemas Terrestres. com a inclusão dos elementos que forem considerados importantes e a eliminação dos que forem julgados inexistentes ou desprezíveis. serão uma resultante dessa análise. o meio ambiente pode ser representado por “componentes-síntese”. Logo em seguida. conforme cada caso. aqui não considerado. ser incluídos ou não na análise.

sociais e econômicas. sociais e econômicos utilizados para sua delimitação. Referência ELETROBRÁS (**) - Caracterização empreendimento - Métodos e técnicas utilizados para a realização dos estudos ambientais - Delimitação das áreas Delimitação da Área Diretamente Afetada. CPF. sociais e econômicos que determinaram a sua delimitação. Espacialização análise e apresentação resultados da Elaboração de base cartográfica referenciada da geograficamente. de influência do baseando-se na abrangência dos recursos empreendimento naturais atingidos pelo empreendimento.6 . das áreas que sofrerão impactos indiretos decorrentes e associados. registros legais. Definição das alternativas tecnológicas e de localização possíveis.EIA .QUADRO 1 . ao prognóstico. Apresentação dos critérios ecológicos. do Caracterização e análise do projeto.ROTEIRO BÁSICO (IBAMA – adaptado) (*) ATIVIDADES Identificação empreendedor IBAMA do Nome ou razão social. às medidas de controle e monitoramento dos impactos. 1. telefone. anteriores ao empreendimento. em escalas compatíveis com as características e complexidades das Áreas de Influência e Diretamente Afetada relativas aos efeitos ambientais. Detalhamento do método e técnicas escolhidos para a condução do estudo ambiental.6 2. sob o ponto de vista tecnológico e de localização. Apresentação dos critérios ecológicos. endereço completo. ou seja. sob a forma de interferências nas suas diversas interrelações ecológicas. telefone e fax dos representantes legais e pessoas de contato. bem como dos passos metodológicos que levem ao diagnóstico. Delimitação das Áreas de Influência do empreendimento. incluindo a não implantação do projeto. à identificação de recursos tecnológicos e financeiros para mitigar os impactos negativos. fax. para os registros dos dos resultados dos estudos.4. Nome.

com indicação dos fatores e parâmetros a serem considerados.6.7 4. antes da Influência e implementação do empreendimento. 2. 1995.10 2.3 1.1.4.4 3. eficazes e efetivas de mitigação ou de anulação dos impactos negativos e de potencialização dos impactos positivos.Diagnóstico ambiental Descrição e análise do meio natural e sóciodas Áreas de econômico e de suas interações.5 3.4 1.3 5. Rio de Janeiro. Procedimentos e Ferramentas. mitigação e reparação dos impactos negativos. com base nos seus efeitos potenciais e nas suas possibilidades de prevenção.” Brasília. Elaboração de Programas Ambientais.6 5. escolha da alternativa mais favorável.20 (*) IBAMA – “Avaliação de Impacto Ambiental – Agentes Sociais. Controle ambiental do Avaliação do impacto ambiental da alternativa empreendimento selecionada do projeto. devem constar: uma classificação do grau de sensibilidade e vulnerabilidade do meio natural e a caracterização da qualidade ambiental futura. Comparação entre o projeto e cada uma de suas alternativas.3 3. mitigação e compensação dos seus efeitos negativos. na hipótese de não realização do empreendimento) Prognóstico dos impactos ambientais do projeto e de suas alternativas Identificação dos efeitos ambientais potenciais (positivos e negativos) do projeto e das possibilidades tecnológicas e econômicas de prevenção. 1997. controle. controle. através da integração dos resultados da análise dos meios físico e biológico com os do meio antrópico. . (**) Referência ELETROBRÁS – indicação do item correspondente no documento “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”. Diretamente Afetada (Dentre os produtos dessa análise. além de medidas compensatórias. incluindo o de Acompanhamento e Monitoramento dos Impactos (positivos e negativos).3 5. Análise e seleção de medidas eficientes.

Figura 1 – Matriz Paraíso .

• Fatores de pressão sobre os ecossistemas (extrativismo.). − identificação e espacialização da produtividade pesqueira. répteis). QUADRO 3 – Ecossistema Terrestre . • Fisiografia fluvial : − hierarquia fluvial/densidade de drenagem − diversidade física do canal fluvial (meandros. ecossistemas mantenedores de espécies ameaçadas de extinção.QUADRO 2 – Ecossistema Aquático . refletindo a interferência de fontes poluidoras. − sistema com alto comprometimento de suas características ecológicas pela intensidade das atividades poluidoras. sem a presença de poluição. reprodutivas e tróficas. − identificação das principais espécies. − identificação e espacialização das principais rotas migratórias. ecótonos. • Ecossistema de relevante interesse ecológico.ex. desmatamento). ecossistemas importantes na manutenção de fluxos populacionais. . isolamento entre os mosaicos e classificação fito-fisionômica entre os mosaicos). agropecuária. retificações. • Ocorrência e distribuição faunística na bacia. mata de várzea). ecossistemas ameaçados. − sistema com algum grau de comprometimento de suas características ecológicas.. − ocorrência de outras espécies da fauna (p. mamíferos aquáticos. ecossistemas sob proteção legal. etc. Aquático • Qualidade da água: − sistema de comprometimento quanto às suas características ecológicas. cachoeiras. sobretudo as espécies migradoras e as espécies associadas a ambientes de elevada energia hidrodinâmica. • Ecologia da paisagem (forma média dos remanescentes florestais.Elementos de Caracterização ComponenteElementos de Caracterização Síntese Ecossistema • Vegetação marginal (mata ciliar. • Aspectos Biológicos : − biologia e ecologia das espécies ictíicas mais representativas.Elementos de Caracterização ComponenteSíntese Ecossistema Terrestre Elementos de Caracterização • Cobertura vegetal e uso do solo na bacia.

saúde. condições ambientais do sítio (dinâmica das cheias. crenças. • Sistema de Produção: − − − − organização da população rural. fluxos migratórios. identidade sócio-cultural (hábitos. compartimentação do relevo). organização espaço-temporal. • Organização Social: − − − − − − processo histórico de ocupação. recursos naturais disponíveis (minerais. pedológicos. áreas de várzea. distribuição rural/urbano).Modos de Vida – Elementos de Caracterização ComponenteSíntese Modos de Vida Elementos de Caracterização • Dinâmica Demográfica: − − − − − − quantitativo populacional. formas de associação. organização da população urbana. hídricos. saneamento. serviços oferecidos (educação. transporte e lazer). áreas de erosão. florestais e pesqueiros). aptidão agrícola. . patrimônio histórico/cultural). espacial da população (situação de domicílio taxa de crescimento. representações. energia. situação de conflito. • Condições de Vida: qualidade de vida (indicadores básicos). valores.QUADRO 4 . comunicação.

• Ocupação do Território: processo histórico de ocupação. localização. . importância relativa à população total. • Circulação e Comunicação: localização e características dos núcleos urbanos: diversidade e hierarquia funcional. características e importância relativa dos sistemas rodo. localização.QUADRO 5 . por município. principais usos da água e estimativa do contigente de usuários. hidro e ferroviário. relações urbano-rurais e padrões de assentamento resultantes. função do recurso hídrico na organização do território. condicionantes ambientais do território. relações origem-destino e articulação intermodal. por município. capacidade e raio de atendimento dos equipamentos de produção. colégio eleitoral e representação nas instâncias parlamentares municipais.Organização Territorial . estrutura e distribuição espacial das populações urbana e rural. consumo e serviços. características. • Organização Político-Administrativa: localização das sedes municipais e distritais. grau de urbanização. programas de desenvolvimento existentes e planejados. superfície territorial municipal e relação com a superfície total. estaduais e federais. estaduais e federais. por uso. distribuição espacial das categorias de uso do solo e respectivas intensidades de uso. localização e raio de atendimento das principais instituições públicas municipais.Elementos de Caracterização Componente Organização Territorial Elementos de Caracterização • Dinâmica Demográfica: − − − − − − − − − − − − − − − − − − − evolução das populações urbana e rural. que apontem indução ou restrição à ocupação.

medicinal e alimentar. − usos potenciais e efetivos dos recursos hídricos. − condicionantes ambientais das atividades (indução/restrição) e fatores de pressão sobre os recursos naturais. população economicamente ativa (PEA). madeireiro. − recursos minerais. PEA.Elementos de Caracterização Componente Elementos De Caracterização Base Econômica • Atividades Econômicas (caracterização geral e setorial): − características.QUADRO 6 . PO. biológico. capacidade de geração de renda e emprego.: setor de alimentação e setores responsáveis por absorção da mão-de-obra). . − potencial energético. − setor terciário: n.º de estabelecimentos. − participação em receitas tributárias da União e do Estado. • Finanças: − arrecadação de tributos municipais. pessoal ocupado (PO). − infra-estrutura existente e planejada. − investimentos e programas de desenvolvimento existentes e planejados. valor bruto e de transformação.º de estabelecimentos. relações históricas dos principais ramos e setores.Base Econômica . − áreas de potencial agrícola. − formas de apropriação dos recursos (intensivo/extensivo. PEA. − mercados atendidos e importância econômica e social das atividades econômicas. receita total. ex. − setor primário: estrutura fundiária.º de estabelecimentos. − estrutura produtiva. e localização espacial dos principais ramos produtivos e estabelecimentos. n. arrecadação de ICMS e ISS. − setor secundário: n. valor da produção e superfície ocupada. PO. grau de mecanização). − atividades econômicas vinculadas à manutenção da qualidade de vida das populações residentes (p. • Recursos e Potencialidades da Bacia Hidrográfica: − características e respectiva localização espacial. tipo de produto. genético e turístico. − atividades econômicas relacionadas aos recursos hídricos. − espécies de valor econômico. extrativista.

Tipologia dos solos afetados .Ecossistemas Terrestres: Critérios e Elementos de Avaliação ComponenteSíntese Ecossistema Terrestre Critérios de Avaliação Elementos de Avaliação .Comprometimento dos ambientes mantenedores da biodiversidade.Ecossistemas Aquáticos: Critérios e Elementos de Avaliação Critérios de Avaliação ComponenteSíntese Ecossistema Aquático .Diversidade .Características morfométricas trecho de rio afetado Indicador de Impacto: grau de comprometiment o das características determinadas na manutenção da diversidade biológica. .Perda de vegetação marginal .Rotas migratórias afetadas . de espécies migratórias.Tempo de residência .Perda de ambiente de elevada energia hidrodinâmica . . endêmicas ou exclusivas (e de outros grupos da fauna vertebrada) .Quadro 7 .Profundidade média .Perda de lagoas marginais .Qualidade da reservatório água do futuro do Elementos de Avaliação .Ocorrência de outras espécies da fauna passíveis de impacto (mamíferos aquáticos.Relevância biológica na área afetada Indicador de Impacto: comprometiment o das características determinantes na manutenção da diversidade biológica.Volume de fitomassa afetada . répteis) QUADRO 8 .Hierarquia fluvial .Comprometimento ecossistemas e de espécies de .Perda de cobertura vegetal .Alteração da vegetação marginal .

Modificação nos qualidade de vida indicadores de .Comprometimento das .Ruptura dos vínculos de dependência entre rural e urbano .Alteração na rede de relações das quais os grupos sociais urbanos dependem para garantir sua sobrevivência .Queda no padrão de consumo .Alteração no quadro epidemiológico .Comprometimento da identidade sócio-cultural e de sua expressão espaço-temporal .Vínculos de comprometidos socialização .Comprometimento da sociedade historicamente construída .Bens de consumo coletivo atingidos .QUADRO 9 .Modos de Vida: Critérios e Elementos de Avaliação Componentesíntese Modos de Vida Critérios de avaliação Elementos de avaliação .Alteração ambientais nos condicionantes .Alteração nos aspectos que estratégias de sobrevivência conformam as condições de vida .Alteração no sistema de produção de cada Modo de Vida .Mudanças nas condições capitalização/descapitalização de Indicador de Impacto: grau de interferência sobre as formas de reprodução da vida social .

equipamentos de produção.Vila residencial: localização. Indicador de Impacto: grau de desarticulação da circulação e comunicação . .alternativas aos fluxos de circulação e comunicação interrompidos.estimativa da população atingida por perda de infra-estrutura viária.Número.papel das sedes municipais e instituições públicas municipais. associação à obra. .Interferência nos padrões de . político-administrativa dos municípios . consumo e serviços atingidos.QUADRO 10 . relação com a população local Acessibilidade: . . localização e características assentamento e mobilidade da dos núcleos atingidos parcial e população totalmente .Disponibilidade de áreas reassentamentos previstos . contingente de . população prevista.Organização Territorial: Critérios e Elementos de Avaliação ComponenteSíntese Organização Territorial Critérios de Avaliação Elementos de Avaliação .perda de território: (superfície e participação no território total do município).Comprometimento da organização . .estimativa do contingente de eleitores remanejados.articulações intermodais atingidas. participação no eleitorado municipal. estaduais e federais atingidas. . Reversibilidade das interferências circulação e comunicação: na .extensão e funções da infra-estrutura circulação e comunicação viária atingida.Comprometimento dos fluxos de .alternativas às relações funcionais interrompidas.Estimativa da remanejada população para a os ser .perda no representantes. .

Características e ordem de grandeza das dos recursos de potencialidades da destaque bacia hidrográfica suprimidos (jazidas minerais.Número Base estabelecimentos atingidos econômicas Econômica . por setor da dos produção atingidas .Comprometimento das finanças . potencial turístico e dotadas de potencial biológico genético) . extrativismo.Mercado afetado .Expressão econômica e social das atividades .Ocorrência de condições de suporte para reprodução das atividades .Emprego e renda suprimidos Indicador de Impacto: grau de interferência nas atividades econômicas .Comprometimento potencialidades com para usos da água .Atividades econômicas vinculadas ao rio .QUADRO 11 .Base Econômica: Critérios e Elementos de Avaliação ComponenteCritérios de Avaliação Elementos de Avaliação Síntese e características .Usos existentes e potenciais dos municipais recursos hídricos atingidos/inviabilizados e respectiva população afetada .Expressão econômica e social das potencialidade atingidas .Quantitativo e valor afetada.Comprometimento das atividades .Diferencial da arrecadação tributária e das transferências de receitas . áreas de aptidão agrícola.

os horizontes de tempo de incidência dos impactos e indicando os métodos. a área de influência. à inserção do empreendimento em uma região. IV – A descrição dos prováveis impactos ambientais da implantação e operação da atividade. de modo que se possam entender as vantagens e desvantagens do projeto. a serem adaptadas ou alteradas em função de cada caso: . VII – O programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos. cartas. suas alternativas. mas que apresenta uma abrangência menor. VIII – Recomendação quanto à alternativa mais favorável (conclusões e comentários de ordem geral). III – A síntese dos resultados dos estudos de diagnóstico ambiental da área de influência do projeto. as fontes de energia. quantificação e interpretação. ilustradas por mapas. nas fases de construção e operação. os processos e técnicas operacionais. O RIMA deve ser apresentado de forma objetiva e adequada à sua compreensão. gráficos e demais técnicas de comunicação visual. bem como com a hipótese de sua não realização. a mão-de-obra. segundo a própria Resolução 01/86 do CONAMA. que determina o seu conteúdo mínimo: “I – Os objetivos e justificativas do projeto. Parágrafo único. os prováveis efluentes. podendo ser considerado um resumo deste último. resíduos e perda de energia. mencionando aqueles que não puderam ser evitados. V – A caracterização da qualidade ambiental futura da área de influência. biótico e antrópico. aos impactos provocados. O RIMA reflete as conclusões do EIA. O EIA compreende o detalhamento técnico-científico associado aos meios físico. às medidas necessárias e aos programas ambientais correspondentes. sua relação e compatibilidade com as políticas setoriais. bem como todas as conseqüências ambientais de sua implementação”. especificando para cada um deles. VI – A descrição do efeito esperado das medidas mitigadoras previstas em relação aos impactos negativos. e o grau de alteração esperado. planos e programas governamentais. emissões. Recomenda-se a elaboração do RIMA com as seguintes Seções. considerando o projeto. técnicas e critérios adotados para sua identificação. comparando as diferentes situações da adoção do projeto e suas alternativas. as matérias primas. quadros. II – A descrição do projeto e suas alternativas tecnológicas e locacionais.RIMA – RELATÓRIO DE IMPACTOS SOBRE O MEIO AMBIENTE O RIMA é um documento elaborado a partir do EIA. os empregos diretos e indiretos a serem gerados. As informações devem ser traduzidas em linguagem acessível.

A Região do Empreendimento • • • Aspectos Físicos Aspectos Bióticos Aspectos Sócio-Econômicos 4. Conclusões 7. O Empreendimento • • • • • O Que É? O Porquê de Sua Construção Dados Básicos O Empreendedor A Empresa Responsável pelos Estudos 3. Equipe Técnica Básica . Apresentação 2.1. Os Programas Ambientais 6. sua Mitigação e/ou Compensação Os Impactos Positivos e sua Maximização 5. Os Impactos e as Medidas Recomendadas para Resolvê-los • • Os Impactos Negativos.

PBA – PROJETO BÁSICO AMBIENTAL Há uma Resolução específica do CONAMA. há um quadro que apresenta os documentos necessários ao licenciamento para usinas hidrelétricas. Comunicação Social. Reorganização da Infra-Estrutura.09. O Projeto Básico Ambiental (PBA) é um conjunto de Programas a serem implantados. Em anexo a essa Resolução. Gerenciamento e Controle dos Impactos Ambientais. separadamente. que trata do licenciamento ambiental de obras consideradas de grande porte. como. Educação Ambiental. em especial as de geração de energia elétrica. uma vez que os custos ambientais serão maiores e deverão ser bem orçados e aplicados. . no mínimo. usinas termelétricas e linhas de transmissão. ou seja. Saúde da Mão-de-Obra.87. visando viabilizar as recomendações emitidas no EIA e no RIMA e atender às exigências e condicionantes fixadas pelo órgão ambiental licenciador. os seguintes Programas. para que o órgão ambiental forneça a Licença de Instalação (LI). Relocação e Assentamento de Pequenos Produtores Rurais. por exemplo: • • • • • • • Conservação da Fauna e da Flora. o nível de detalhamento e de precisão deverá ser incrementado. a de no 06/87. outros Programas poderão ser exigidos pelos órgãos ambientais. devem ser detalhados. De acordo com o caso. de 16. mas. é determinada a exigência de elaboração e aprovação do Projeto Básico Ambiental. a de início das obras. Salvamento do Patrimônio Arqueológico. Nesse instrumento legal. Em geral. Cada Programa deverá ter a mesma abrangência de atividades dos similares citados no item “PROGRAMAS AMBIENTAIS DETALHADOS”. Monitoramento da Qualidade da Água e Controle da Ictiofauna. de: • • • Recuperação de Áreas Degradadas.

a sua apropriação em rubricas orçamentárias próprias e a adoção de critérios uniformes entre as empresas do setor elétrico visam reduzir a incerteza na avaliação do custo global dos empreendimentos e verificar a sua viabilidade econômica. suas diretrizes são válidas aqui. da ELETROBRÁS. Pelas dificuldades intrínsecas da natureza dos custos de degradação. entre a Viabilidade e o Projeto Básico ou entre o EIA e o PBA. a seguir. da elaboração dos estudos requeridos pelos órgãos ambientais. de monitoramento (das ações de acompanhamento e avaliação dos impactos e programas ambientais). são transcritos e/ou adaptados alguns trechos. . e os institucionais (da elaboração dos estudos ambientais para as diferentes etapas do empreendimento. “O procedimento de orçamentação dos custos ambientais está voltado para aqueles custos que serão efetivamente internalizados no custo total do empreendimento. total ou parcial. dos impactos ambientais de um empreendimento). havendo necessidade. estes não podem ter o mesmo tratamento de valoração que os demais. A identificação dos custos ambientais. o grau de precisão das estimativas de custos ambientais deverá acompanhar a mesma precisão requerida para os demais componentes do aproveitamento. os estudos de inventário hidrelétrico da bacia hidrográfica têm por seqüência imediata a elaboração do Projeto Básico de Engenharia. de vez que. entretanto. da obtenção das licenças ambientais e de realização de audiências públicas). geralmente. com a não exigência dos estudos de viabilidade. Apesar de esse documento se referir a “estudos de viabilidade”. de uma precisão maior na estimativa dos custos ambientais.CUSTOS AMBIENTAIS A estimativa dos custos ambientais é claramente explicada no documento “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”. no caso de PCH. Quanto à parte ambiental. as orientações não mudam. de mitigação (das ações para redução das conseqüências dos impactos ambientais provocados). A estimativa de custos ambientais deverá considerar os seguintes aspectos: • na etapa de Viabilidade. de compensação (das ações que compensam os impactos ambientais provocados por um empreendimento nas situações em que a reparação é impossível). Desse documento. não sendo portanto aqui considerados. ou seja: • • • • • os custos de controle (incorridos para evitar a ocorrência. que se referem muitas vezes a impactos não quantificáveis ou não mensuráveis.

para fornecer um referencial.• os instrumentos disponíveis no setor elétrico referentes à orçamentação. na falta destes. A definição da moeda a ser utilizada. Para tanto. • Assim. . todos os itens de custos ambientais estimados nesta etapa devem ser considerados como investimento. em especial o Roteiro para Orçamentação dos Programas Ambientais e o Orçamento Padrão ELETROBRÁS (OPE). e a apresentação destas estimativas apropriadas de acordo com as rubricas estabelecidas no OPE. levantamentos e a implantação das ações necessárias para evitar. a estrutura básica das contas do OPE/94. a estimativa de custos dos programas ambientais deverá ser realizada considerando os estudos. tomando-se como referência empreendimentos similares implantados na mesma região. poderão ser utilizados outros parâmetros – desde que justificados e apresentados na memória de cálculo – a partir de dados recentes. e o roteiro de orçamentação dos programas ambientais. Portanto. o produto da estimativa de custos ambientais da etapa de Viabilidade compreende os resultados individualizados de cada programa ambiental identificado. a descrição das contas e instruções para sua aplicação. Para a estimativa dos custos ambientais. Construção e Operação. Nesse documento. que inclui a listagem dos programas ambientais característicos de empreendimentos hidrelétricos. são apresentados: a tabela de identificação de impactos e programas ambientais. Projeto Executivo. os índices de reajuste e demais critérios de orçamentação deverão ser estabelecidos em acordo com o orçamento relativo às obras civis e equipamentos.” LEGISLAÇÃO AMBIENTAL PRINCIPAIS DOCUMENTOS LEGAIS As principais Leis. Esses parâmetros servirão para aferir os custos alocados na composição atual ou. minimizar ou compensar os impactos ambientais advindos da implantação do aproveitamento. Resoluções e Portarias associadas a empreendimentos hidrelétricos estão relacionadas no Quadro 1. se constituem nas referências básicas para elaboração das estimativas de custos relativas à etapa de Viabilidade. A elaboração da estimativa de custos ambientais deverá ser feita tendo como base o “Referencial para Orçamentação dos Programas Ambientais” aprovado pela Diretoria Executiva da ELETROBRÁS (Resolução no 201/95). seus principais itens de custo a serem orçados e sua correlação com as rubricas do OPE (Orçamento Padrão do Setor Elétrico). na etapa de Viabilidade. Decretos. em seus principais itens de custo. deverão ser considerados os estudos e ações a serem desenvolvidos na etapa de Projeto Básico.

97. Fauna e Unidades de Conservação.Nesse Quadro. ser consultada a Secretaria Estadual correspondente. que vier a ser elaborado. até mesmo. para tal. até a recente e importante Resolução CONAMA 237/97. . também pode também ser útil a consulta a outro importante documento da ELETROBRÁS: os “Instrumentos Legais de Interesse de Empreendimentos Elétricos”. são consideradas desde a tradicional lei brasileira. Recursos Hídricos. Nessa lista. de 12. Procurou-se organizá-las em função de seus objetivos e. Os detalhes sobre este último assunto estão tratados no tópico 8.gov. Outra importante Lei listada é a que trata da Política Nacional de Recursos Hídricos. com as devidas penalidades.htm. A Lei da Natureza ou Lei dos Crimes Ambientais. que representa uma das mais importantes medidas no disciplinamento da múltipla utilização das águas das bacias hidrográficas brasileiras. são apresentadas as mais importantes determinações legais ou com força de lei na área de meio ambiente e que se aplicam também ao caso de usinas hidrelétricas. da forma mais completa possível.98. A partir dessa Lei. também é listada nesse Quadro. que estabelece novas diretrizes para os processos de licenciamento ambiental. o qual é uma importante fonte de referência e que pode ser encontrado no sitehttp://www. com o objetivo de esclarecer dúvidas e orientar o usuário destas “Diretrizes”.01.2.6.02. foram estabelecidos os seguintes grupos: • • • • • • Direitos e Deveres Individuais e Coletivos. de 19. como o Código de Águas e o Código Florestal.br/atuação/comase. Além deste documento. em caso de liberação inadequada de atividades danosas ao meio ambiente.97. em março de 1999. de 08.eletrobrás. publicou. em cada conjunto formado. devendo. a Secretaria Federal e. Dessa forma. em geral. o documento “Legislação Ambiental de Interesse do Setor Elétrico”. Lembramos ainda que o Grupo de Trabalho de Legislação Ambiental do Comitê Coordenador das Atividades de Meio Ambiente do Setor Elétrico – COMASE. no 9605. retardando a emissão das necessárias Licenças. Proteção do Meio Ambiente. podem concorrer para períodos mais longos de análises e decisões por essas instituições.12. Cabe ressaltar que a responsabilização. a de no 9433. tanto do empreendedor quanto dos funcionários do órgão ambiental licenciador. Licenciamento Ambiental.ordená-las cronologicamente. como é conhecida. Flora. o Comitê da Bacia em foco. editado em março de 1999. Sua aplicação está sendo gradativamente regulamentada. caso já esteja formado. qualquer projeto de usina hidrelétrica. instituídas há cerca de meio século atrás. Compensação Financeira. deverá considerar os já existentes ou em elaboração nos Planos Diretores de Recursos Hídricos das bacias.

6-1 – LEGISLAÇÃO AMBIENTAL APLICÁVEL TEMA REFERÊNCIAS LEGAIS Constituição Federal DESCRIÇÃO DATA Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Proteção do Meio Ambiente No Capítulo I. Artigo 5º. constitui o Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA e institui o Cadastro de Defesa Ambiental.88 Constituição Federal 05. Artigo 225. e dá outras providências. fica determinado que qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise anular ato lesivo ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. Fauna e Unidades de Conservação Decreto nº 99.65 18.535/78 15. o licenciamento pelo órgão competente.08.06. Flora e Unidades de Conservação Decreto nº 750 definições e conceitos sobre Reservas 18. 05.98 Proteção do Meio Ambiente Proteção do Meio Ambiente Flora. a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras e o Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras dos recursos ambientais (atualizado pela Lei nº 7. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. ainda.11.10. O Capítulo VI.” Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente.09. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente.605 12.02.90 Lei nº 3. seus fins e mecanismos de formulação e aplicação. Torna obrigatória a destoca e conseqüente limpeza das bacias hidráulicas dos açudes.771/65 e Lei nº 6. a exploração e a supressão da vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regeneração da Mata Atlântica.804/89).93 .60 Lei nº 4.938 31.88 Proteção do Meio Ambiente Lei nº 6.274 06.85 Dispõe sobre o corte.10. represas e lagos artificiais. 10. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.06. e dá outras providências. A Lei estabelece. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida.81 Proteção do Meio Ambiente Lei nº 9.09. determina que: “Todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Institui o Novo Código Florestal e promove alterações nas leis anteriores. e dá outras providências.824 23. como instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente.78 Unidades de Resolução CONAMA Estabelece Conservação 04/85 Ecológicas.02.QUADRO 8.

91 Compensação Financeira Lei nº 9.648 autorização: potência de 1. para produção independente ou autoprodução. ao Distrito Federal e aos Municípios.433 Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos.10. Parágrafo 1º.”. Fixação de 0. nos termos da lei. compensação financeira pelo resultado da exploração de petróleo ou gás natural.96 Recursos Hídricos Recursos Hídricos Decreto-Lei 24.97 Compensação Financeira Lei nº 7. bem como a órgãos da administração direta da União. de 28 de dezembro de 1989. 4o . de 28 de dezembro de 1989. “é assegurada.98 Compensação Financeira .000 kW de potência instalada e “área total do reservatório igual ou inferior a 3. Regulamenta o pagamento da compensação financeira instituída pela Lei nº 7. 18.04..0 km2”. e dá outras providências. e dá outras providências. e dá outras providências.001 13.34 Lei nº 9. Inciso XI.. Estabelece os casos que dependem de pela Lei 9.98 04. O parágrafo único considera como área do reservatório a “delimitada pela cota d’água associada à vazão de cheia com tempo de recorrência de 100 anos”. cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica.Unidades de Conservação Lei nº 8. “mantidas as características de PCH”.643 10.. No mesmo artigo. Institui o Código das Águas. ou compensação financeira por essa exploração.990 28.990. Altera.990.90 Compensação Financeira Decreto nº 1.” Define os percentuais da distribuição da compensação financeira de que trata a Lei nº 7. Distrito Federal e Municípios. rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio. o Código das Águas. determina como bens da União: “os lagos. aos Estados.88 Compensação Financeira Lei nº 8. incluindo PCH (até 10 MW). Inciso III..07. alterada Institui a ANEEL.01. Estende. parcialmente. no Art. Artigo 20.05.01. Estabelece. para esses casos. Resolução 394 da ANEEL Define como PCH as usinas com 1.03. de recursos minerais e dá outras providências. os casos de isenção.12.000 a 30.990..89 Compensação Financeira Constituição Federal 05.000 a 30. 26.12.752 11. Institui. O Capítulo II. 08.427. a isenção de compensação financeira de que trata a Lei 7..96 e 27.001 Reparação dos danos ambientais causados pela destruição de florestas e outros ecossistemas por empreendimentos de relevante impacto ambiental.5% do custo global como compensação.000 kW.12. para os Estados. de recursos hídricos para fins de energia elétrica. participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural.

12. de forma a efetivar a utilização do sistema de licenciamento como instrumento de gestão ambiental. Waldir de Deus Suplemento à Legislação Federal de Meio Ambiente Um volume.274 Regulamenta as Leis nº 6.86 Licenciamento Ambiental Licenciamento Ambiental Licenciamento Ambiental 16. consolidou praticamente toda a legislação ambiental federal existente até outubro de 1997: • PINTO.03. acompanham os documentos legais federais citados no Quadro. 690 páginas. Resolução CONAMA Regulamenta a Audiência Pública. Resolução CONAMA Estabelece os modelos de publicação de pedidos de nº 6/86 licenciamento.09. 2081 páginas.86 Licenciamento Ambiental 24. .87 03. sua renovação e respectiva concessão da licença.01. 23. em geral. de 31 de agosto de 1981. • PINTO. O IBAMA.01. de 27 de abril de 1981 e a Lei nº 6. Brasília.902. 1997.97 NOTAS: 1 2 Os Estados e Municípios têm legislação própria que.90 Licenciamento Ambiental Resolução CONAMA Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para uso e nº 1/86 implementação de avaliação de impacto ambiental (EIA/RIMA). em publicação recente.938/81. Brasília. em qualquer de suas modalidades. previsto na Lei nº 6. nº 6/87 geração e distribuição de energia elétrica. Editora CEJUP. nº 9/87 Resolução CONAMA Estabelece critérios e procedimentos básicos para a nº 1/88 implementação do Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental. IBAMA.12.88 Licenciamento Ambiental 19.Licenciamento Ambiental Decreto nº 99. consideradas efetivas ou potencialmente poluidoras ou capazes de causar degradação ambiental e que será exigido EIA e respectivo RIMA para fins do licenciamento. Resolução CONAMA Regulamenta o licenciamento ambiental para exploração.87 16.938. Waldir de Deus Legislação Federal de Meio Ambiente Três volumes. 1996. e estabelece que dependerão de licenciamento do órgão ambiental competente as atividades que utilizam recursos ambientais. Resolução CONAMA Revisão dos procedimentos e critérios utilizados no nº 237/97 licenciamento ambiental. 06.06.

Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições: I . II – Licença Ambiental: ato administrativo pelo qual o órgão ambiental competente estabelece as condições. sob qualquer forma. apresentados como subsídio para a análise da licença requerida. plano de manejo. tais como: relatório ambiental. III – Estudos Ambientais: são todos e quaisquer estudos relativos aos aspectos ambientais relacionados à localização. do CONAMA. A implantação de usinas hidrelétricas se enquadra como um dos casos onde existe a necessidade de estudos ambientais antes das obras. de 19.97. ampliação e a operação de empreendimento e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que. ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadoras dos recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que. são apresentados a seguir. dos quais um dos mais recentes e o mais completo em vigor é a Resolução nº 237/97.12. considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso. 1º . relatório ambiental preliminar. qualquer que seja a potência instalada. pessoa física ou jurídica.” . instalação. sob qualquer forma. para localizar.O PROCESSO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL GERAL A Constituição Federal em vigor estabelece que o Poder Público e a sociedade têm o dever de defender e preservar o meio ambiente “para as presentes e futuras gerações”. operação e ampliação de uma atividade ou empreendimento. possam causar degradação ambiental.Licenciamento Ambiental: procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização. plano e projeto de controle ambiental. • Definições “Art. no todo ou em parte. plano de recuperação de área degradada e análise preliminar de risco. restrições e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor. Os principais artigos de interesse dessa Resolução. quando houver a possibilidade de instalação de empreendimento ou a execução de atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente. diagnóstico ambiental. possam causar degradação ambiental. instalação. IV – Impacto Ambiental Regional: é todo e qualquer impacto ambiental que afete diretamente (área de influência direta do projeto). de forma simplificada ou detalhada. conforme vier a exigir o órgão ambiental licenciador. instalar. aplicáveis aos estudos de usinas hidrelétricas. o território de dois ou mais Estados. O licenciamento ambiental envolve órgãos federais e/ou estaduais e/ou municipais e é disciplinado por diversos dispositivos legais. Uma das formas de concretização dessa ação é a exigência que deve ser comandada pelo Poder Público de estudos prévios de impactos ambientais. a serem amplamente divulgados e discutidos.

“Art. 8º - O Poder Público, no exercício de sua competência de controle, expedirá as seguintes licenças: I – Licença Prévia (LP) – concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade, aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação; II – Licença de Instalação (LI) – autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes da qual constituem motivo determinante; III – Licença de Operação (LO) – autoriza a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação. Parágrafo único – As licenças poderão ser expedidas isolada ou sucessivamente, de acordo com a natureza, características e fase do empreendimento ou atividade.” • Competências

“Art. 4º - Compete ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, órgão executor do SISNAMA, o licenciamento ambiental, a que se refere o artigo 10 da Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, de empreendimentos e atividades com significativo impacto ambiental de âmbito nacional ou regional, a saber: I – localizadas ou desenvolvidas conjuntamente no Brasil e em país limítrofe; no mar territorial; na plataforma continental; na zona econômica exclusiva; em terras indígenas ou em unidades de conservação do domínio da União; II – localizadas ou desenvolvidas em dois ou mais Estados; III – cujos impactos ambientais diretos ultrapassem os limites territoriais do País ou de um ou mais Estados; IV – destinados a pesquisar, lavrar, produzir, beneficiar, transportar, armazenar e dispor material radioativo, em qualquer estágio, ou que utilizem energia nuclear em qualquer de suas formas e aplicações, mediante parecer da Comissão Nacional de Energia Nuclear CNEN; V – bases ou empreendimentos militares, quando couber, observada a legislação específica. § 1º - O IBAMA fará o licenciamento de que trata este artigo após considerar o exame técnico procedido pelos órgãos ambientais dos Estados e Municípios em que se localizar a atividade ou empreendimento, bem como, quando couber, o parecer dos demais órgãos competentes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios envolvidos no procedimento de licenciamento. § 2º - O IBAMA, ressalvada sua competência supletiva, poderá delegar aos Estados o

licenciamento de atividade com significativo impacto ambiental de âmbito regional, uniformizando, quando possível, as exigências.” “Art. 5º - Compete ao órgão ambiental estadual ou do Distrito Federal o licenciamento ambiental dos empreendimentos e atividades: I – localizados ou desenvolvidos em mais de um Município ou em unidades de conservação de domínio estadual ou do Distrito Federal; II – localizados ou desenvolvidos nas florestas e demais formas de vegetação natural de preservação permanente relacionadas no artigo 2º da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, e em todas as que assim forem consideradas por normas federais, estaduais ou municipais; III – cujos impactos ambientais diretos ultrapassem os limites territoriais de um ou mais Municípios; IV – delegados pela União aos Estados ou ao Distrito Federal, por instrumento legal ou convênio. Parágrafo único – O órgão ambiental estadual ou do Distrito Federal fará o licenciamento de que trata este artigo após considerar o exame técnico procedido pelos órgãos ambientais dos Municípios em que se localizar a atividade ou empreendimento, bem como, quando couber, o parecer dos demais órgãos competentes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, envolvidos no procedimento de licenciamento.” “Art. 6º - Compete ao órgão ambiental municipal, ouvidos os órgãos competentes da União, dos Estados e do Distrito Federal, quando couber, o licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades de impacto ambiental local e daquelas que lhe forem delegadas pelo Estado por instrumento legal ou convênio.” “Art. 7º - Os empreendimentos e atividades serão licenciados em um único nível de competência, conforme estabelecido nos artigos anteriores.” NOTA: Como as PCH, na maioria dos casos, não atingem mais de um Estado ou países vizinhos, os órgãos licenciadores deverão ser os estaduais. • Procedimentos

“Art. 10 - O procedimento de licenciamento ambiental obedecerá às seguintes etapas: I – Definição pelo órgão ambiental competente, com a participação do empreendedor, dos documentos, projetos e estudos ambientais, necessários ao início do processo de licenciamento correspondente à licença a ser requerida; II – Requerimento da licença ambiental pelo empreendedor, acompanhado dos documentos, projetos e estudos ambientais pertinentes, dando-se a devida publicidade;
III – Análise, pelo órgão ambiental competente, integrante do SISNAMA, dos documentos, projetos e estudos ambientais apresentados e a realização de vistorias técnicas, quando necessárias;

IV – Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental

competente, integrante do SISNAMA, uma única vez, em decorrência da análise dos documentos, projetos e estudos ambientais apresentados, quando couber, podendo haver a reiteração da mesma solicitação caso os esclarecimentos e complementações não tenham sido satisfatórios; V – Audiência pública, quando couber, de acordo com a regulamentação pertinente; VI – Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental competente, decorrentes de audiências públicas, quando couber, podendo haver reiteração da solicitação quando os esclarecimentos e complementações não tenham sido satisfatórios; VII – Emissão de parecer técnico conclusivo e, quando couber, parecer jurídico; VIII – Deferimento ou indeferimento do pedido de licença, dando-se a devida publicidade. § 1º - No procedimento de licenciamento ambiental deverá constar, obrigatoriamente, a certidão da Prefeitura Municipal, declarando que o local e o tipo de empreendimento ou atividade estão em conformidade com a legislação aplicável ao uso e ocupação do solo, e, quando for o caso, a autorização para supressão de vegetação e a outorga para o uso da água, emitidas pelos órgãos competentes. § 2º - No caso de empreendimentos e atividades sujeitos ao estudo de impacto ambiental – EIA, se verificada a necessidade de nova complementação em decorrência de esclarecimentos já prestados, conforme incisos IV e VI, o órgão ambiental competente, mediante decisão motivada e com a participação do empreendedor, poderá formular novo pedido de complementação.” • Nível dos Estudos

“Art.2º - A localização, construção, instalação, ampliação, modificação e operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, bem como os empreendimentos capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependerão de prévio licenciamento do órgão ambiental competente, sem prejuízo de outras licenças legalmente exigíveis. § 1º - Estão sujeitos ao licenciamento ambiental os empreendimentos e as atividades relacionadas no Anexo l, parte integrante desta Resolução. § 2º - Caberá ao órgão ambiental competente definir os critérios de exigibilidade, o detalhamento e a complementação do Anexo l, levando em consideração as especificidades, os riscos ambientais, o porte e outras características do empreendimento ou atividade. “Art.3º - A licença ambiental para empreendimento e atividades consideradas efetiva ou potencialmente causadoras de significativa degradação do meio dependerá de prévio estudo de impacto ambiental e respectivo relatório de impacto sobre o meio ambiente (EIA/RIMA), ao qual dar-se-á publicidade, garantida a realização de audiências públicas, quando couber, de acordo com a regulamentação. Parágrafo único. O órgão ambiental competente, verificando que a atividade ou empreendimento não é potencialmente causador de significativa degradação do meio ambiente, definirá os estudos ambientais pertinentes ao respectivo processo de

licenciamento.” “Art. 12 - O órgão ambiental definirá, se necessário, procedimentos específicos para as licenças ambientais, observadas a natureza, características e peculiaridades da atividade ou empreendimento e, ainda, a compatibilização do processo de licenciamento com as etapas de planejamento, implantação e operação. § 1º - Poderão ser estabelecidos procedimentos simplificados para as atividades e empreendimentos de pequeno potencial de impacto ambiental, que deverão ser aprovados pelos respectivos Conselhos de Meio Ambiente. § 2º - Poderá ser admitido um único processo de licenciamento ambiental para pequenos empreendimentos e atividades similares e vizinhos ou para aqueles integrantes de planos de desenvolvimento aprovados, previamente, pelo órgão governamental competente, desde que definida a responsabilidade legal pelo conjunto de empreendimentos ou atividades. § 3º - Deverão ser estabelecidos critérios para agilizar e simplificar os procedimentos de licenciamento ambiental das atividades e empreendimentos que implementem planos e programas voluntários de gestão ambiental, visando a melhoria contínua e o aprimoramento do desempenho ambiental.” Os demais artigos dessa Resolução discorrem sobre licenças ambientais específicas para outros empreendimentos (Art. 9º), sobre os profissionais habilitados para a execução e a análise dos estudos (Arts. 11 e 20), sobre os custos de análise dos órgãos ambientais, a serem ressarcidos pelo empreendedor (Art. 13), sobre os prazos de análise (Arts. 14, 15 e 16), sobre o arquivamento e reinício do processo (Art. 17), sobre os prazos de validade das licenças concedidas (Art. 18), sobre as modificações nas exigências e nessas licenças (Art. 19). Pelo que foi determinado, portanto, por essa nova Resolução do CONAMA, em seu Art. 10, o órgão ambiental competente definirá, em conjunto com o empreendedor, quais os “documentos, projetos e estudos ambientais necessários ao início do processo de licenciamento...”, bem como o nível dos estudos, de vez que, pelo parágrafo 1º do Art. 12, “poderão ser estabelecidos procedimentos simplificados para as atividades e empreendimentos de pequeno potencial de impacto ambiental...” Além disso, conforme adaptado do documento “Avaliação de Impacto Ambiental – Agentes Sociais, Procedimentos e Ferramentas” (IBAMA, 1995), cabe registrar, com mais detalhes, a seqüência de edição usual das licenças juntamente com uma lista de documentos a elas relacionados. De forma ilustrativa, apresenta-se também um fluxograma com um Roteiro Geral do processo de licenciamento ambiental de usinas hidrelétricas.

LICENÇA PRÉVIA – LP

Entendimentos com o órgão ambiental licenciador sobre o nível dos estudos a realizar, com recebimento dos Termos de Referência do que deve ser feito. O encaminhamento de um RAP - Relatório Ambiental Preliminar pode, dependendo do caso e do órgão avaliador, conduzir à dispensa de EIA/RIMA, nos casos julgados desnecessários pelos órgãos ambientais. Normalmente, nesses casos, são exigidos estudos simplificados, como mostrado no item 8.3. Requerimento Padrão da LP devidamente preenchido pelo empreendedor, anexando, conforme a atividade, os seguintes documentos: • Estudo de Impacto Ambiental – EIA e Relatório de Impacto Ambiental – RIMA, ou Estudos simplificados, quando, a critério do órgão ambiental, houver dispensa de EIA/RIMA; Certidões das Prefeituras Municipais, com o “nada a opor”, conforme Art. 10, Parágrafo 1o , da Resolução CONAMA 237/97, já citada; Outros documentos, a critério do órgão ambiental, como, por exemplo: Contrato Social registrado para sociedades por quotas de responsabilidade limitada; Atas de Eleição da última Diretoria para sociedades anônimas, etc.

• •

Cópia da publicação do requerimento da LP no Diário Oficial da União – DOU ou Diário Oficial Estadual – DOE e, se exigido no Estado, em jornal local de grande circulação, pelo empreendedor, de acordo com os modelos aprovados pela Resolução CONAMA 006/86. Recolhimento, pelo empreendedor, de taxa fixada pelo órgão de meio ambiente para emissão da LP e análise do Projeto. Relatório Técnico de Vistoria ao local do empreendimento, elaborado pelo órgão ambiental, para “checagem” das informações contidas no EIA/RIMA ou nos Estudos Ambientais simplificados (apenas quando a Vistoria Técnica for julgada necessária). Responsável: órgão ambiental. Ata da Audiência Pública e documentos anexados quando da sua realização. Responsável: órgão ambiental. Parecer Técnico do órgão de meio ambiente sobre o pedido de LP. Contém condicionantes para a concessão da LI (etapa subseqüente do licenciamento) e prazos de validade para a LP. Concessão da Licença Prévia (segundo Modelo Padrão), pelo órgão ambiental.

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LICENÇA DE INSTALAÇÃO – LI

Requerimento Padrão da LI devidamente preenchido pelo empreendedor, anexando, conforme a atividade: • • Projeto Básico Ambiental – PBA (detalhado) ou Programas Ambientais simplificados, contendo os projetos de minimização de impacto ambiental avaliados na fase da LP; outros documentos exigidos em lei, como outorga para o uso da água, Autorização para Desmatamentos, etc.

Cópia da publicação da concessão da LP no Diário Oficial da União - DOU ou no Diário Oficial Estadual – DOE e, se exigido no Estado, em jornal local de grande circulação, pelo empreendedor, de acordo com os modelos de publicação aprovados através da Resolução CONAMA 006/86. Cópia da publicação do requerimento da LI no Diário Oficial da União - DOU ou no Diário Oficial Estadual – DOE e, se exigido no Estado, em jornal local de grande circulação, pelo empreendedor, de acordo com os modelos aprovados através da Resolução CONAMA 006/86. Recolhimento, pelo empreendedor, da taxa fixada pelo órgão de meio ambiente para a emissão da LI. Parecer Técnico do órgão de meio ambiente para concessão da LI. Contém condicionantes para concessão da LO (etapa subseqüente do licenciamento) e prazos de validade para a LI.

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Concessão da Licença de Instalação (segundo Modelo Padrão), pelo órgão ambiental.

LICENÇA DE OPERAÇÃO – LO

Requerimento Padrão de LO devidamente preenchido pelo empreendedor, anexando: cópias das publicações do requerimento de LO e da concessão da LI no Diário Oficial da União - DOU ou no Diário Oficial Estadual – DOE e, se exigido no Estado, em jornal local de grande circulação, pelo empreendedor, de acordo com os modelos de publicação aprovados através da Resolução CONAMA 006/86. Recolhimento, pelo empreendedor, da taxa fixada pelo órgão de meio ambiente para emissão da LO. Relatório de Vistoria confirmando se os sistemas de controle ambiental especificados na LI foram efetivamente instalados. Responsável: órgão ambiental. Parecer Técnico do órgão de meio ambiente sobre o pedido de LO. Contém condicionantes para a operação do empreendimento e prazo de validade da LO.

• • •

Concessão da Licença de Operação (segundo Modelo Padrão), pelo órgão ambiental. Essa LO tem validade, conforme decisão a ser registrada no correspondente documento e de acordo com o Art. 17 da Resolução CONAMA 237/97, por cerca de quatro a dez anos. Após esse período, haverá necessidade de renová-la, ocasião em que o órgão ambiental verificará se foram cumpridos os compromissos assumidos pelo empreendedor, incluindo o adequado monitoramento ambiental. A preocupação com o meio ambiente deve, portanto, ir além da fase de construção, ou seja, deve ser uma constante na vida útil do empreendimento, havendo assim benefícios diversos, até mesmo para a própria PCH.

CAPÍTULO 9 - ANÁLISE FINANCEIRA DO EMPREENDIMENTO

Como visto ao longo destas Diretrizes, a implantação de uma usina hidrelétrica, no caso uma PCH, importa em custos que, evidentemente, devem gerar benefícios econômicos e ambientais que compensem os investimentos a serem realizados. Os benefícios econômicos significam recompensar financeiramente os investimentos realizados, garantindo ao investidor o retorno do capital aplicado. Ressalta-se que, do ponto de vista de política macroeconômica, no Brasil, a implantação de uma usina hidrelétrica, que utiliza um recurso renovável e abundante como combustível, no caso a água, substitui, com algumas vantagens, incluindo os aspectos ambientais, a implantação de usinas que utilizam outros combustíveis (óleo, carvão, gás, etc.). Os benefícios ambientais significam as melhorias no padrão de vida da população que usufruirá da energia a ser produzida, principalmente nos casos em que a PCH for implantada em região pouco desenvolvida. Os reflexos sobre todos os setores da economia regional são imediatos, incluindo também os associados às condições de saúde da população. As melhorias, em alguns casos, são quantificáveis através de previsões, como, por exemplo, o aumento da produção agrícola e industrial e, ainda, na oferta de empregos locais, diretos e indiretos. Em outros casos, a quantificação das melhorias é difícil, como, por exemplo, as relacionadas com a saúde, lazer e bem estar da população, advindas da iluminação pública e doméstica, bem como as possibilidades de recreação em torno do reservatório. No ítem ESTUDOS AMBIENTAIS estão abordados, detalhadamente, os aspectos relacionados aos impactos e benefícios ambientais. A análise financeira do empreendimento deverá ser feita considerando o resultado dos Estudos Finais realizados, incluindo todos os custos para implantação da PCH. Com base em todos os custos estimados, monta-se o diagrama de fluxo de caixa do empreendimento (DFC), considerando-se as receitas e despesas. A avaliação da economicidade de um empreendimento desta natureza pode ser efetuada com diversos graus de profundidade e de diferentes maneiras. Todos os métodos devem permitir a avaliação da viabilidade financeira do empreendimento, no período ou horizonte determinado (prazo de autorização, vida útil do empreendimento ou outro período escolhido), considerando-se as entradas e saídas de capital (fluxo de caixa) no referido período. A análise financeirea, do ponto de vista do investidor ("equity"), deverá ainda levar em conta, não só a remuneração requerida do seu capital (capital próprio), mas a do capital de terceiros (empréstimo, ou outras formas de participação de terceiros). Dentre os métodos de análise financeira, são muito utilizados o método do fluxo de caixa descontado (valor presente líquido – VPL), o método da taxa interna de retorno do investimento (TIR), o método das mínimas receitas requeridas, além de outros que possibilitem a determinação da viabilidade ou não do empreendimento.

n . a taxa de fiscalização da ANEEL. deve-se prestar atenção para não incluir o tributo duas vezes no fluxo de caixa. Compensação Financeira ... aquela que representa o valor mínimo. devida por concessionários. Outros (-) Encargos de Transmissão(Pedágio) (-) Seguros (=) Resultado Operacional Bruto (-) Provisões para I. ANEEL(*) TFSEE . Para determinar o diagrama de fluxo de caixa do empreendimento. PIS .. do ponto de vista do "equity". RGR(Uso de Bem Público-UBP) . durante o período ou horizonte determinado. pode-se utilizar a planilha de demonstração de resultados adiante: ITENS 0 (+) Receita da Venda de Energia (-) Operação e Manutenção (-) Depreciação (-) Despesa Financeira (Juros) (-) Impostos e Taxas . utilizando um dos métodos mencionados ou outro semelhante. Fiscaliz.. é abatida da parcela referente à sua cota da Reserva Global de Reversão . pelo qual a energia vendida. Renda (=) Resultado Operacional Líquido (+) Depreciação (+) Subsídio da C.C (-) Contribuição Social (-) Investimentos Fixos (-) Amortização (+) Valor Residual do Empreendimento (=) Fluxo de Caixa do Empreendimento Valor Presente Líquido (VPL) Taxa de Desconto = i% (*) Na data de publicação deste documento.C.Na análise a ser feita sugere-se determinar a tarifa de equilíbrio do empreendimento.RGR. A tarifa de equilíbrio do empreendimento será.. . Neste caso. equilibra todos os custos envolvidos. COFINS .. incluindo as remunerações do capital próprio e de terceiros. ANOS 1 .

valorada à tarifa estabelecida pela ANEEL. Ver legislação pertinente. Considerar o aproveitamento isoladamente. para o empréstimo tomado. Subsídio da Conta de Consumo de Combustível (CCC) .Representa os custos de operação e manutenção da usina e de todo o pessoal administrativo durante o período de análise. Taxa de Fiscalização da ANEEL (TFSEE) – O valor é estabelecido anualmente pela ANEEL . Compensação Financeira . na moeda escolhida. na falta de outros métodos. Custos Anuais de Operação e Manutenção (O&M) . se for o caso. COFINS . Despesa Financeira – Representa o custo do financiamento (juros). • • • • • .0% da receita anual de venda de energia oriunda do mesmo.Deverá. durante o período de amortização estipulado. Segundo a legislação em vigor estão isentas de pagamento as centrais hidrelétricas consideradas PCHs. no empreendimento. utiliza-se usualmente o prazo de validade da autorização concedida pela ANEEL. ser considerado como valor reembolsado e deste modo isento de pagamento de imposto de renda . quando aplicável. Receita de Venda de Energia (RE) – Representa a receita anual com a venda de energia a uma tarifa TE. Este valor poderá ser estimado. ao Distrito Federal e aos Municípios pelo uso dos recursos hídricos. na moeda escolhida. são: • Cotas Anuais da Reserva Global de Reversão (RGR) – O valor é estabelecido anualmente pela ANEEL. grau de automação. prioritariamente. Depreciação – Representa o valor anual de depreciação da usina. considerar 2. considerando-se 6% do montante de energia gerada.Ver legislação pertinente. sugere-se utilizar como estimativa o valor de 5% do custo total do investimento inicial. bem como os juros durante a construção. Como estimativa. para este fim. considerar 0. sendo que. experiências anteriores. PIS – Ver legislação pertinente. Neste cálculo a energia utilizada deverá ser a efetivamente contratada (energia garantida). O custo de operação e manutenção deverá ser baseado em: composição de custos.Refere-se a pagamento devido aos Estados. etc. Como estimativa . Impostos e Taxas (I & T) – Os impostos e taxas anuais incidentes neste tipo de empreendimento e que deverão ser considerados.Representa o horizonte de planejamento ou o prazo para a recuperação do capital em anos.5% do investimento anual do concessionário. permitido por lei.Horizonte de Planejamento (n) .incluir outras despesas.5% do valor da receita anual de venda de energia auferida pelo empreendimento. tributos ou taxas não indicadas e que devam ser consideradas. Outros . observado o limite de 3.

no horizonte de planejamento de n anos.Capital Asset Pricing Model). que leva a um VPL igual a zero. encontrar uma tarifa de equilíbrio TE . horizonte de planejamento ( anos). Alternativamente pode-se utilizar a taxa de atratividade requerida pelo investidor. Após a determinação do fluxo de caixa a resolução do problema passa a ser. Valor Residual . sugere-se a seguinte sistemática: VRn = Ci ⋅ VRn Vu − n . Para a estimativa do valor residual da usina. Taxa de desconto. . para a recuperação do investimento ( anos). ao custo do uso da rede de transmissão de energia elétrica. Devem ser incluído os gastos com o sistema de transmissão de energia associado (Linhas de Transmissão e Subestações necessárias à entrega da energia gerada aos compradores). Amortização – Representa a parcela do financiamento correspondente as amortizações do valor de empréstimo assumido (capital de terceiros).Ver legislação pertinente. Investimento Fixo (If). que com a taxa de desconto i %. Vu n vida útil da usina.i (%)= O recomendável é utilizar como taxa de desconto o custo médio de oportunidade do capital ( CAPM . Imposto sobre a Renda (IR) – Representa a provisão para pagamento do Imposto sobre a Renda. normalmente adotado no Setor Elétrico Brasileiro como sendo igual a 50 anos. na moeda escolhida. resulte numa receita anual RE.(VRn) – Representa o valor residual da usina no final do horizonte de planejamento ou recuperação do capital. onde: Vu valor residual para o horizonte (n anos). então. Contribuição Social . Seguros – Refere-se ao custo dos seguros contratados pelo empreendedor. no final do horizonte de planejamento. no ano zero( capital próprio + capital de terceiros). ou seja. O investidor deverá considerar este parâmetro quando desejar recuperar o seu investimento em tempo inferior ao prazo legal de depreciação instituído pela ANEEL (50 anos – Resolução 44 de 17/03/1999). quando aplicável.Representa o montante de capital próprio investido na implantação do empreendimento.Encargos de Transmissão – Refere-se. capaz de equilibrar os custos anuais envolvidos na implantação e operação da usina. Ci custo total do empreendimento.

2 . que sintetizará de forma conclusiva os trabalhos realizados.3 . Geotécnicos e de Materiais de Construção 4. visando facilitar a análise por parte da ANEEL.1 .5 .1 .Estudos Energéticos 4. ITEMIZAÇÃO DO RELATÓRIO FINAL 1 .4 .Aerofotogramétricos e Topobatimétricos 4.APRESENTAÇÃO 2 .Hidráulicos 4.1 . a itemização sugerida é a mesma apresentada nas Diretrizes para Elaboração de Projeto Básico de Usinas Hidrelétricas da Eletrobrás/ANEEL.INTRODUÇÃO 2.ESTUDOS DE ALTERNATIVAS 5.Arranjos para o Eixo Selecionado 5. que é o Agente Regulador do setor.Estudos de Eixos 5.6 .7 .CAPÍTULO 10 .Histórico 2.Estudos Anteriores 2.Custos 5 .Hidrometeorológicos 4.8 . Com as adaptações que se fizerem necessárias.SUMÁRIO DAS PRINCIPAIS CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES 4 .Ambientais 4. o Relatório Final deverá conter os ítens apresentados a seguir.3 .2 .Características Principais 3 .Integração da Usina ao Sistema de Transmissão 4. em função das particularidades de cada aproveitamento. para textos e desenhos.RELATÓRIO FINAL DO PROJETO BÁSICO No enceramento dos estudos.Pré-Dimensionamento das Obras Civis e dos Equipamentos 5.LEVANTAMENTOS COMPLEMENTARES E ESTUDOS BÁSICOS 4. deverá ser elaborado o Relatório Final do Projeto Básico da PCH.4 .Seleção da Alternativa .2 .Geológicos.3 . visando a padronização desse tipo de relatório pelo Setor Elétrico.4 .Objetivo 2. Registra-se que.

1 .Vertedouro 6.Obras Acessórias (se houver) 7 .DETALHAMENTO DO PROJETO 6.Mapa do reservatório e de localização das estações hidrometeorológicas no local e na região do empreendimento utilizadas nos estudos.Casa de Força e Canal de Fuga 6. em princípio.7 .Base cartográfica (topo-batimétrica) e geodésica da área do empreendimento.6 .sugere-se ao usuário destas Diretrizes.Desvio do Rio 6.3 .8 .PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO E CRONOGRAMA FÍSICO 10 .9 .FICHA TÉCNICA 2 . os quais deverão cobrir: .ESTUDOS AMBIENTAIS 8 . .INFRA-ESTRUTURA E LOGÍSTICA 9 .Tomada d’Água e Circuito Hidráulico de Adução 6. mostrando as características hidrológicas e climatológicas da região. 1 .6 . .Arranjo Geral do Projeto 6.2 . os títulos seguintes (autoexplicativos). uma consulta às Diretrizes para Elaboração de Projeto Básico de Usinas Hidrelétricas da Eletrobrás/ANEEL.4 .Desenhos ilustrativos típicos. . .Situação regional do empreendimento.Subestação e Linha de Transmissão 6. No item “ESCALAS” são indicadas as escalas usuais para elaboração dos desenhos.GERAIS Incluem-se nesse grupo os desenhos de caracterização geral do empreendimento.Barragens (Diques) 6.5 .Equipamentos e Sistemas Eletromecânicos 6.DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA DESENHOS – CONTEÚDO Os desenhos deverão ser suficientes para a plena compreensão do Projeto Básico e deverão cobrir. .Localização geral do empreendimento. Para maiores detalhes.ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS 11 .

pedreiras e bota-fora. de adução. incluem-se. também. mostrando. com os volumes e características dos materiais necessários para execução das ensecadeiras.Implantação local das obras principais. de extravasão.Cortes típicos de cada uma das estruturas e detalhes sempre que necessário.OBRAS CIVIS PRINCIPAIS Incluem-se nesse grupo os desenhos típicos das diversas estruturas componentes do empreendimento. onde necessário. . talhas. áreas de empréstimos. Além desses. . peças fixas.Cortes e detalhes típicos das estruturas das obras civis. em plantas.Desenhos ilustrativos típicos. mostrando as características geológicas e geotécnicas regionais e locais. acampamento. . bem como de seus equipamentos. . as áreas destinadas ao canteiro. geradores e transformadores). em níveis variados. Para a linha de transmissão prevê-se.Implantação geométrica das estruturas de barramento.. dentre outros. . 3 .Arranjo geral de cada uma das estruturas. 4 . . Incluem-se ainda nesse grupo os diversos diagramas unifilares e fluxogramas dos sistemas auxiliares eletromecânicos. necessários à plena compreensão do projeto e ao levantamento de quantidades. 2 . .). . de geração e de restituição do escoamento ao rio. pórticos. jazidas. o desenho simplificado de seu traçado (ou diretriz) básico até o ponto de interligação com o sistema elétrico da região.OBRAS DE DESVIO Incluem-se nesse grupo os desenhos das fases/seqüências construtivas do empreendimento. seções e detalhes. enfocando os aspectos de utilização territorial.Arranjo geral do aproveitamento. os equipamentos hidromecânicos e respectivos sistemas de acionamento/movimentação (comportas corta-fluxo e ensecadeiras. apenas. 5 . além das obras.EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS Incluem-se nesse grupo os desenhos típicos dos equipamentos eletromecânicos principais do empreendimento (turbinas.SUBESTAÇÃO E LINHA DE TRANSMISSÃO Incluem-se nesse grupo os desenhos típicos das obras civis da subestação da usina. etc.Plantas de cada uma das estruturas. cortes.

000 a 1:1.000.ESCALAS RECOMENDADAS As escalas recomendadas para cada tipo de desenho são apresentadas no quadro a seguir.000 a 1:10. .000 1:200 a 1:2.000 1:2. TIPO DE DESENHO Gerais (Regionais) Implantação (Locais) Arranjo Geral Estruturas Estruturas Aproveitamento Detalhes Geral das do ESCALA 1:100.000 1:100 a 1:500 1:10 a 1:50 Registra-se que as escalas para os desenhos gerais (regionais) e de implantação geral (locais) poderão variar em função do porte do empreendimento.

inclusive os meios de contato para eventuais suportes. A Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial da CPRM gentilmente cedeu uma versão preliminar do programa para estas Diretrizes. porém. INTRODUÇÃO Os programas Qmáximas. Com exceção do programa HUT. 2. Algumas informações que não constam deste texto. Testes efetuados por usuários indicaram que há um grande risco do arquivo ser inutilizado. os mesmos podem ser movidos. podem ser acessadas. Como em grande parte dos aplicativos para a plataforma Windows 95/98. ao se repetir uma consulta. sendo necessária uma nova instalação do programa para restaurar o Banco de Dados. mesmo sem experiência anterior nos cálculos hidrológicos que os mesmos efetuam. A qualquer momento.0 os mesmos estão rotulados com o número 3/3). CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE OS PROGRAMAS QMÁXIMAS. nos três programas. presente em todos os últimos discos de instalação (na versão 1. caso surja algum problema. não sendo recomendável. São programas desenvolvidos para ambiente Windows 95/98.mdb” deve ser copiado em outro diretório. menus. localizado no mesmo diretório escolhido para a instalação. a qualquer momento. Sempre que uma letra estiver sublinhada em um objeto (botões. também foi cedida pela CPRM. sem qualquer prejuízo para os programas. Quando se clica no botão “Imprimir”. O programa GRAFCHAV foi desenvolvido pelo Laboratório de Hidrologia da COPPE/UFRJ. que se efetue qualquer edição nos mesmos que não as realizadas automaticamente pelos aplicativos. Se isso for realmente necessário. Regionalização e HUT foram desenvolvidos pela COPPETEC. o programa de instalação colocará esses ícones no Menu Iniciar. mas a troca só será efetuada se feita antes da ativação do botão “Imprimir”. bastando apenas conhecimentos básicos na plataforma citada anteriormente. no menu Ajuda Sobre. Quando os programas se iniciam. através das “Diretrizes para os projetos de PCH”. para que mais tarde. REGIONALIZAÇÃO E HUT 1. REGIONALIZAÇÃO E HUT Algumas considerações. Informações de última hora e sobre o processo de instalação estão localizadas no arquivo leiame. O aplicativo pode permanecer aberto. Esses arquivos possuem o formato do Banco de Dados MS Acess. . Se houver a necessidade de efetuar a impressão numa impressora que não a impressora padrão. etc. 4 e 5.PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA MANUAL DO USUÁRIO DOS PROGRAMAS QMÁXIMAS. aplicáveis a esses três programas . e disponibilizados à ELETROBRÁS S. em convênio com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais . não seja necessário digitar novamente todos os dados. a troca deve ser efetuada através do Painel de Controle. Mais tarde.A. nos programas Qmáximas e HUT. alternativamente. pode-se.ANEXO 1 .10. a tela principal de cada programa será disponibilizada para trabalho. digitar a combinação Alt+<letra sublinhada> que o efeito será o mesmo que um clique simples do mouse. então. de interface bastante amigável e que podem ser operados por qualquer pessoa.). os programas são iniciados por um clique simples do mouse em seus ícones. serão feitas a seguir. Inicialmente. o arquivo com a extensão “. especificada no Painel de Controle. serão abordadas as características individuais de cada um deles. pode-se sair dos programas clicando o botão “Sair”. os demais gravam as informações digitadas em um banco de dados. Nos itens 3.txt. A planilha Vazões Mínimas Planilha de Cálculo q7. a impressão é direcionada para a impressora padrão. Essa tela é automaticamente fechada e. para que seja possível a recuperação dos dados.CPRM. primeiro surge a tela de apresentação dos mesmos. para uma outra pasta.

Nas tabelas onde há entrada de dados. a navegação é feita. novamente. conforme for mais conveniente. Na eventualidade do aproveitamento se situar no segundo caso. Sua utilização será demonstrada através do exemplo a seguir apresentado. foram selecionadas as maiores vazões médias diárias em cada ano para o posto. apresentadas a seguir. O PROGRAMA QMÁXIMAS Os estudos de vazões extremas devem ser realizados conforme a disponibilidade de dados na bacia e na região do aproveitamento. Exemplo: Deseja-se determinar as vazões de cheia do posto Próximo Costa Rica. Estado do Mato Grosso do Sul. quais sejam: . localizado no rio Sucuriú. Desta forma.095 km2 . os eventos extremos poderão ser gerados a partir de: regionalização através de valores extremos calculados para bacias circunvizinhas ou utilização de hidrograma sintético triangular do Soil Conservation Service.A navegação nos programas é feita através do mouse ou da tecla <Tab>. todos os dados de entrada serão preenchidos automaticamente. A partir da série disponível. nas caixas de texto destinadas para tal. existirão duas possibilidades de ocorrência: o local dispõe de uma série de vazões médias diárias ou o local não dispõe de dados diários. bastando o usuário clicar no botão “Calcular”. cuja área de drenagem no local é de 1. para que os resultados da consulta sejam disponibilizados. deve-se digitar o número ou o código do posto. Informações mais detalhadas serão encontradas nos capítulos destinados a cada um dos programas. Posto: Próximo Costa Rica Código DNAEE: 63001000 Ano 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 Vazão (m3/s) 98 81 112 125 145 87 96 69 212 78 67 110 92 Ano 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 Vazão (m3/s) 142 65 172 64 81 136 128 98 83 82 71 73 83 Após a inicialização do programa Qmáximas. O programa Qmáximas é destinado ao primeiro caso. através do mouse ou através das setas do teclado. 3. o período de observação se estende de 01/70 a 12/95. Caso essa consulta já tenha sido feita anteriormente. e teclar <enter>.

Caso contrário. ele optar por deixar a ‘Input Box’ em branco.• vazão em m³/s para os tempos de recorrência (TR) de 5. portanto. juntamente com a probabilidade (p) das mesmas na tabela “Resultados”. Se a consulta não tiver sido efetuada anteriormente. Se. entretanto. 10. • Cabe ressaltar que a distribuição utilizada será a de Gumbel. Se o nome e/ou código do posto no qual deseja-se efetuar as consultas estiverem corretos. Se o <enter> tiver sido dado na ‘caixa de texto’ destinada ao nome do posto. será utilizada a distribuição Exponencial de dois parâmetros. que a ordem seja seguida. O usuário pode ou não seguir o recomendado. a primeira ordem aparecerá. clique em “Não” e efetue a pesquisa novamente.000 anos. assimetria. Dependendo do local de onde se tenha teclado <enter>.5. em caso contrário. Após o botão “Sim” ter sido clicado. média. . 1. distribuição. 50. uma ‘Input Box’ aparecerá. caso a assimetria seja menor ou igual a 1. dependendo do parâmetro que tenha sido inserido anteriormente. nas caixas de textos destinadas para tal. caso o método utilizado seja “Exponencial de dois parâmetros”. clique em “Sim” para incluir esse novo posto.000 e 10. Se o evento tiver ocorrido na ‘caixa de texto’ destinada ao código. 100. 20. a mensagem “Posto não encontrado. desvio padrão e α e μ. caso o método utilizado seja o de “Gumbel” ou Xo e β. a consulta mais tarde só poderá ser efetuada pelo nome ou pelo posto. 500. É recomendável. ela conterá uma das seguintes ordens: “Digite o código do posto. a ordem será a segunda. Incluir?” surgirá.” ou “Digite o nome do posto”.

deve-se utilizar os dados de bacias circunvizinhas daquela cuja vazão deseja-se estimar. Quando todos os dados desejados forem inseridos. Não há limite para o número de dados inseridos. os mesmos só poderão ser restaurados com a nova digitação dos valores antigos. conforme dito no item 2. Os procedimentos serão análogos aos descritos anteriormente.. Posto Próximo Costa Rica Porto de Pedras Alto Sucuriú Estrada Iguatemi Rio Sucuriú Sucuriú Sucuriú Iguatemi Área de Drenagem Vazão de 25 anos (km2) (m3/s) 1.200 km2. O PROGRAMA REGIONALIZAÇÃO O programa regionalização deve ser utilizado para se estimar em vazões extremas ou outras de interesse. o botão “Imprimir” que. basta clicar em “Sair”. A navegação dentro dessa tabela. a utilização do programa Regionalização será demonstrada. e no rio Iguatemi. localizado no rio Verde e com área de drenagem de 5.832 173. Novamente a partir de um exemplo. etc. conforme dito anteriormente.: caso haja a necessidade de se inserirem novos dados em um posto já cadastrado. quando o local de interesse não dispuser de séries de vazões. 4.1 .096 6. é feita através do mouse ou das setas do teclado. A fim de definir a vazão de desvio da obra. uma vez alterados os valores. Para tanto.↓ e →. não dispõe de dados. Os dados são apresentados a seguir. Exemplo: Sabe-se que o aproveitamento Reg1.7 552. que anteriormente haviam sido mostrados na tela. Os dados. serão impressos. existem dados de vazões extremas. será disponibilizado. basta se dirigir à última linha da “Tabela de Vazões” e prosseguir com a digitação normalmente.590 6.↑. O usuário deve estar atento para o fato de que os valores são corrigidos no Banco de Dados em tempo real. basta ir à célula que contenha o valor desejado para a alteração. basta digitar o código ou o nome do posto com o qual será feita a nova pesquisa. Isso significa que. Caso deseje deixar o aplicativo. deve-se entrar com o ano e com as vazões máximas médias diárias observadas no respectivo ano. até então se encontrava desativado. Caso queira fazer uma nova pesquisa.3 613. bacia vizinha. clique em “Calcular” e o resultado da consulta será mostrado. Porém nos postos situados no rio Sucuriú. Q95%. a impressão será direcionada para a Impressora Padrão do sistema. Q50%.095 2. decidiu-se optar por um estudo de regionalização desses postos. Depois do clique em “Calcular”. O usuário agora deve decidir se fará uma nova pesquisa ou se deseja deixar o aplicativo. Nessa tabela. basta clicar neste botão que. com 25 anos de recorrência.3 265. Clique na célula da tabela a qual deseja-se entrar com os dados ou vá até ela usando as setas ←. A partir daqui. tais como vazões médias. Obs. o foco do programa será direcionado para a “Tabela de Vazões”. Caso o usuário queira modificar algum valor. afluente ao rio Verde. a troca deve ser efetuada através do Painel de Controles. todos os recursos do programa já foram utilizados. Se o usuário desejar imprimir o resultado da pesquisa. A troca é simples e qualquer usuário com alguma familiaridade com o Windows 95/98 poderá fazê-la prontamente. Caso deseje-se imprimir em outra impressora que não a padrão.Uma vez que se tenha clicado em “Ok” ou “Cancelar”.

novamente. o usuário deve clicar no botão “Exibir Gráfico” para dar prosseguimento ao programa. para que o aplicativo Microsoft Excel® seja automaticamente aberto.Ao iniciar-se o programa Regionalização. na “Tabela de Regionalização”. . retirada do “Estudos de Chuvas Intensas no Brasil – Otto Pfafstetter” a partir dos postos pluviométricos existentes nos vários Estados brasileiros. sobre o botão “Exibir Gráfico”. Pode-se usar tanto o mouse quanto as setas do teclado. deve-se ter a equação de chuvas para o local. juntamente com r² será mostrada. os dados de entrada serão preenchidos automaticamente e o usuário deverá clicar. Quando a digitação dos dados tiver sido completa. então. O programa Microsoft Excel® deverá estar instalado na máquina em que se deseja executar o aplicativo Regionalização. Se isso não ocorrer. que até então encontrava-se desabilitado. ou uma própria. O PROGRAMA HUT O programa HUT deve ser utilizado quando. que o usuário disponha e deseje inserir para a execução dos cálculos. Se essa consulta já tiver sido efetuada anteriormente. Afora o fato de possuir mais coluna do que a tabela do programa Qmáximas. Neste programa. Se a consulta ainda não tiver sido efetuada. inserindo ou modificando consultas. o usuário deve inserir os dados. mas não será capaz de obter o gráfico da regionalização. a equação pode ser tanto uma automática. Os dados serão inseridos na planilha “Dados” e o gráfico na planilha “Regionalização”. mostrados no quadro anterior. 5. Para tanto. O gráfico terá a forma de dispersão e a equação do mesmo. o usuário poderá manipular o Banco de Dados do programa. não se dispõe de dados diários sobre o local em estudo. deve-se preencher a caixa de texto “Nome da Regionalização”. a navegação na mesma é exatamente análoga.

na caixa de listagem destinada para tal. servindo apenas para identificar a consulta no ato da impressão. o Estado no qual o posto está localizado será automaticamente preenchido. o que pode ser feito tanto com a escolha de um terreno. Se o usuário escolher um terreno. Quando a escolha tiver sido efetuada. comprimento do talvegue. duração da chuva unitária e tempo de recorrência. Isto é feito a partir da caixa de listagem “Posto:” ou “Código:”. o valor do CN será automaticamente mostrado. deve-se decidir qual das duas opções acima será utilizada. conforme o desejo do usuário. deve-se informar qual o posto do qual a equação será retirada. . Esse procedimento não tem efeitos para cálculo. deve-se continuar inserindo os dados de entrada nos locais apropriados: área. Terminada esta etapa. Se a opção de “Equação Automática” estiver marcada (Default). A seguir.Quando se executa o aplicativo HUT. quanto na ‘caixa de texto’ “CN:”. deve-se escolher um CN. o que não impede que o mesmo seja alterado. O usuário deve inserir o nome do rio cuja bacia está se estudando. desnível.

A consulta também pode ser exportada para um arquivo texto. conforme queira o usuário. que até então encontrava-se desabilitado. Assim como o botão “Imprimir”. Uma nova tela será exibida. Para imprimir a consulta. assim como sua localização. esse botão só será disponibilizado ao usuário quando os cálculos tiverem sido executados com êxito. ele poderá ser modificado livremente. e a consulta será impressa na impressora padrão. basta clicar sobre o botão “Imprimir”. leia o tópico a este respeito no item 3.A seguir. . “O programa QMáximas”. Se a impressão tiver que ser efetuada em outra impressora. o usuário deverá clicar sobre o botão “Exportar”. Entretanto. basta um clique em “Calcular” para que sejam mostrados o tempo de concentração e as vazões para diversos intervalos de tempo. Nela. deverão ser escolhidos o nome do arquivo de destino. Por default. Para tanto. o nome do arquivo será o mesmo do rio em que se está realizando a consulta.

separando-os visualmente. uma equação potencial do tipo: Q = k ∗ ( h − h0) m Para definir os parâmetros k. pelo método dos Mínimos Quadrados. Com esta finalidade. para as vazões por ela calculada. é denominada pelos hidrólogos de curvachave. os menores desvios relativos às vazões medidas. e a seção for regular e estável durante o período considerado. os pares cota x vazão. admitindo-se que a curva-chave possa ser uma parábola de 2º ou 3º graus. cota e vazão. que seria o expoente da profundidade média (h). Não sendo economicamente viável a realização de medições de vazões de forma contínua. houver controle definido. Geralmente se dispõem de poucas medições para cotas altas. Expoentes próximos de 2 ou 3 seriam aceitáveis. atribuem-se cores diferentes aos respectivos conjuntos de pontos. justamente as faixas de grande interesse para a maioria dos estudos hidrológicos. Para que a equação tenha significado físico. de onde empiricamente se obtém pares de pontos para montar uma tabela. o somatório dos quadrados dos desvios da variável dependente (log Q). definir uma equação matemática que represente as medições existentes. PROGRAMA GRAFCHAV 6. A minimização dos desvios se verifica através do coeficiente de correlação r. Isto é obtido ajustando-se. muitas vezes possibilitando sua correção. sofrendo modificações ao longo do tempo. Esta simplificação será válida quando: a variação da linha d'água. O ajuste da curva-chave. que torne mínimo. muitas vezes torna-se necessária a sua extrapolação. A evolução no tempo pode ser avaliada analisando-se as medições. pode ser feito através da representação gráfica. para a nuvem de pontos. nestes casos.INTRODUÇÃO 6. procurando-se definir uma relação entre o nível d'água e a vazão. Esse processo de ajuste nem sempre é fácil. estas medições são feitas de forma esporádica. for desprezível se comparada à precisão do método de medição de vazão.O QUE É A CURVA CHAVE A medição da vazão de um curso d'água é um processo relativamente complexo que envolve equipamentos e técnicos especializados. ou muito baixas. dado que a relação entre as duas variáveis não é perfeitamente unívoca. apresentando. que deverá ser o mais próximo possível da unidade. Este não deve se afastar muito de 5/3. Nesta etapa também se identificam eventuais erros cometidos no campo ou no processamento dos dados das medições.1 . 1 . Cota x Área e Cota x Velocidade.6. constroem-se os gráficos Cota x Vazão. e MANNING. com todas ou parte das medições de uma estação. m e h0 faz-se a anamorfose logarítmica da equação para a reta: log Q = log k + m log( h − h 0 ) A definição dos parâmetros se obtém ajustando-se a reta aos pares (log Q. que ocorrem em situações extremas. . A extrapolação para cotas altas pode ser feita por três métodos consagrados: LOGARÍTMICO. ou através da utilização de equações matemáticas. STEVENS. de tal forma que a partir da medida da cota linimétrica se obtenha a vazão correspondente. de cheias ou estiagem. em relação à reta estabelecida. os casos mais simples são aqueles em que se pode considerar unívoca e permanente a relação cota x vazão. A relação entre estas variáveis. À medida que os pontos (medições) são colocados no gráfico e se identificam períodos com tendências distintas de comportamento. da enchente para a vazante. Após a definição das equações da curva. fundamentando-a na equação de Manning para o escoamento uniforme e admitindo-se a regularidade da seção transversal. Será possível então definir uma relação cota x vazão para cada tendência identificada. Pode-se. para a faixa validada pelas medições de descarga líquida. na equação de Manning (fazendo-se: área = base média x altura e altura = raio hidráulico). é importante porém observar o valor resultante para o expoente m. de modo a permitir ao hidrólogo o conhecimento pleno do regime fluvial dos rios. log (h-h0). também denominado calibragem da estação. Na definição da curva-chave.1.

E ainda para os casos de estações com medições de vazão em cotas suficientemente elevadas. h0 deverá ser positivo. = constante.I 1 2 12 A. consiste em plotar as medições.• Método LOGARÍTMICO Aplicável a cursos d'água com seção aproximadamente trapezoidal (sem descontinuidade no intervalo de cotas de extrapolação). segundo a equação potencial Q = k ∗ ( h − h0) m . Inicia-se com h0=0. Definido o valor de h0.I 1 2 n onde: Q . • Método de MANNING Fundamenta-se na fórmula de Manning para o escoamento uniforme: Q= 1 A. faz-se novo ajuste que resultará em novos valores para os outros dois parâmetros k e m. não ocorrendo o alinhamento deve-se procurar o valor de h0 que retifique o conjunto superior do pontos. que pode ser considerado constante para os níveis mais elevados.é o fator geométrico. para que a direção do trecho superior da curva (uma reta na escala logarítmica) esteja bem definida. admite que a curva a ser extrapolada seja unívoca e se ajuste. prolongadas até a cota de extrapolação.R 2 3 . Com este valor em AR1/2 x Q obtém-se a vazão correspondente. em papel bilogarítmico e constatar se os pontos se alinham segundo um ou mais seguimentos de reta. O procedimento usual.R Para o cálculo do fator geométrico em cotas altas.raio hidráulico I . A. se utiliza do levantamento da seção transversal do curso d'água na seção de réguas Em um mesmo gráfico são traçadas as relações h x A R1/2 e A R1/2 x Q (quase uma reta). sem variação entre cheia e depleção.I ) onde 12 A. representando uma reta que passa pela origem. • Método de STEVENS O método é indicado para rios largos em escoamento praticamente uniforme com perfil da linha d'água estável. usando-se para as cotas o valor (h .vazão n .h0).área da seção transversal R . É um método gráfico que se fundamenta na fórmula de Chezy para o escoamento uniforme: Q = C.I 1 2 Q = C .o fator de declividade. Só é aplicável quando há disponibilidade suficiente de medições corretamente alinhadas. e .coeficiente de rugosidade de Manning A . caso contrário deverá ser negativo. pelo menos em sua parte superior.R 1 2 .(R. C. Se a convexidade da curva for orientada para as vazões.declividade . a partir do gráfico. se obtém A R 1/2. para verificar se a equação se aplica. Com o valor de h (cota de extrapolação). O método não utiliza os parâmetros hidráulicos da seção transversal.

conhecidos como métodos de: STEVENS. os pares ordenados cota x vazão. em papel.2 . . Para a extrapolação da curva estão automatizados os procedimentos originalmente gráficos e manuais.3). No módulo Editor de dados podem ser criados os arquivos de entrada cujos conteúdos devem ser os resumos de medições de descarga e levantamento de seção transversal (ver instruções 2. as medições e desvios em vazão (diferença entre os valores medidos e definidos pela curva). podem-se calcular: área. limite para os níveis mais altos (verificado no gráfico). e. utilizando-se do método dos Mínimos Quadrados. é desempenhada pelo módulo CURVA-CHAVE (ver instruções 2. ajustar a relação cota x vazão. conhecida como curva-chave. representada por uma equação potencial da forma: Q = k ∗ ( h − h0) m . Os gráficos são apresentados na tela e podem ser impressos em papel. O trabalho dispendioso de plotar.Considerando para cotas altas a tendência: 1 12 I = cte = K n Então efetuando-se as devidas substituições Q = K ⋅ A⋅ R 2 / 3 ou v = K ⋅R2/3 A partir do levantamento da seção transversal do curso d'água na seção de réguas.4). Através da velocidade (v) e do raio hidráulico (R) calculados para as diversas cotas. é otimizado pelo módulo GRAFICOS (ver instruções 2. a partir destas.O QUE O SISTEMA OFERECE O Sistema GRAFCHAV foi criado visando a proporcionar ao usuário uma ferramenta ágil e eficaz. os gráficos da curva-chave e da seção transversal e um relatório. É composto de três módulos: [ CURVA-CHAVE ] [ GRÁFICOS ] [ EDITOR DE DADOS ] As funções oferecidas pelos dois primeiros são aquelas usualmente desempenhadas manualmente pelo hidrólogo. É possível obter. 6. Plotando-se h x K. É oferecida também a opção de gravar o relatório em disco. A etapa de definição da relação cota x vazão. obtém-se uma curva com tendência vertical e assintótica para um determinado valor de K. que poderá conter as equações. e em seguida extrapolá-la por três métodos consagrados. a área e o raio hidráulico da seção transversal.COPPE/UFRJ . em papel milimetrado.5). A interface desenvolvida pelo Laboratório de Hidrologia .visa a uma interação completa com o usuário.1. para analisar medições de vazão líquida. Com o valor de K. perímetro molhado e raio hidráulico. determinam-se os valores de K para o trecho conhecido da curva. numa sequência própria do procedimento de análise de consistência de medições e definição da curva-chave. calculam-se os valores correspondentes de Q. MANNING e LOGARÍTMICO. cota x área e cota x velocidade. A desvantagem principal do método é que nem sempre a função K=f(h) estará bem definida graficamente pelas medições realizadas. relativos às medições de descarga líquida.

6.2.Coordenação de Programas de Engenharia . Na tela de instalação é dada a possibilidade de escolha de um diretório destino para instalação do programa. A tela indicará o percentual dos arquivos copiados e o status da instalação.Universidade Federal do Rio de Janeiro Participaram do projeto: .OPERAÇÕES BÁSICAS 6. Para aceitar a sugestão pressione [ENTER].como coordenadores: Engª Fernanda Rocha Thomaz e Engª Luciene Pimentel . versão 2.2.1 . 6.exe.da rotina de cálculo dos parâmetros da seção transversal: Engº Rodolpho Barbosa Moreira Na fase de testes dos programas. Foram atestadas as suas vantagens sobre os métodos tradicionais e feitas sugestões que se incorporaram à versão definitiva.como programadores: Renato da Silva Ferreira.chr grafchav.2 . sendo recomendável o 386DX ou superior e mouse para o acesso às diversas opções.EQUIPE DE DESENVOLVIMENTO O sistema foi inteiramente desenvolvido no Laboratório de Hidrologia da COPPE . Para substituição da sugestão C:\GRAFCHAV use a tecla [backspace] para apagá-la e digite o nome desejado. sob o sistema operacional MS-DOS.bgi litt... os técnicos do DEHID . placa VGA. A:\> instala No ambiente WINDOWS usar o gerenciador de arquivos para executar o comando instala. Fernanda Bogado de Azevedo e Rafael Kelman .2 . Serão copiados os arquivos: egavga.0 ou mais recente. 6.EQUIPAMENTO NECESSÁRIO Os programas trabalham em modo local e ambiente de rede.Departamento de Hidrologia: Engª Lígia Maria Nascimento de Araujo e Engº Flávio Machado Moreira.4 . em micros PC de configuração mínima: 450 kb de memória livre.exe.1.INSTALAÇÕ DO SISTEMA No ambiente DOS executar da unidade do disquete o comando instala.exe Para finalizar a instalação acione (ao centro da tela) Arquivos copiados ! OK 6.1.participaram do projeto com a utilização intensiva do sistema em suas versões iniciais. Envolveram-se mais diretamente com o projeto.EXECUTANDO O GRAFCHAV Do diretório adotado para instalação do Sistema execute: :\>GRAFCHAV A tela inicial será exibida com as opções: [ CURVA-CHAVE ] [ GRÁFICOS ] [ Editor de dados ] [Sobre.Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais . engenheiros hidrólogos da CPRM .chr trip.da UFRJ .] .3 .

RSM é do tipo binário e só pode ser criado e alterado dentro do sistema MSDHD do DNAEE. Para sair do GRAFCHAV para o sistema operacional do computador escolha [Sai do programa] e em seguida confirme respondendo sim ou não a [Deseja sair do programa?] no canto superior esquerdo da tela. Nº da medição: é o número de ordem da medição dado pela entidade operadora da estação Cota (cm): .2. por exemplo) e as demais informações que constam dos resumos de medições de descarga de uma estação data da medição: (dd/mm/aa ) pressionando [ENTER].[Sai do programa] Para os três primeiros módulos veja instruções 6. O arquivo de extensão .2.SEC. O arquivo com os resumos de medições de descarga.2.3 . [Editor de dados] abre a janela com as opções: [Resumos de medições] [Seção Transversal] [Divisão por datas] [Junção de arquivos] [Menu Principal] (retorna à tela inicial) • .4 e 6. é também o arquivo de entrada do módulo GRAFICOS.COP é do tipo texto com o formato próprio do sistema GRAFCHAV e poderá ser editado em qualquer editor para MS-DOS. É um arquivo do tipo texto que pode ser editado em qualquer editor para MS-DOS. é opcional e exclusivo para rodar o módulo CURVACHAVE. 6. O de extensão .COP".COP ou . além de informar o número máximo de medições que poderão ser analisadas de uma só vez (total de 400) e a data da última revisão do programa. o próprio programa acrescentará ". respectivamente.RSM. A janela de edição se abre informando o nome escolhido para o arquivo e solicitando: Código da estação: (código da estação do SIH . de extensão . será atribuída 01/01/01. O arquivo de seção transversal.DNAEE.. sendo necessário apenas quando se deseja extrapolar a curva pelos métodos de STEVENS ou de MANNING.Arquivos de Resumos de Medições Com [Resumos de medições] será perguntado Cria novo arquivo ? sim não A) Respondendo sim uma janela solicitará Nome do arquivo (sem extensão) deve ser informado o diretório destino (caminho completo) e dado o nome do arquivo sem extensão.2.O MÓDULO EDITOR DE DADOS PARA CRIAR ARQUIVOS O módulo CURVA-CHAVE admite dois arquivos de entrada que se complementam: o de resumos de medições de descarga e outro de levantamento da seção transversal. 6. de extensão . sem digitar a data.3. Com [ESC] retorna-se ao menu principal..5.] apresenta os créditos do trabalho de elaboração e aprimoramento do sistema. A opção [Sobre.

Vazão (m3/s): Velocidade (m/s): Área (m²): Em todos os campos para correção deve ser usada [backspace] e para confirmação [ENTER]. pode ser útil não digitar os valores de velocidade e área. por exemplo) e as demais informações que constam dos levantamentos de seção transversal Nº do ponto: é automaticamente e em sequência atribuído pelo programa Distância (m): Cota (cm): Nos dois campos para correção deve ser usada [backspace] e para confirmação [ENTER].5. Aperte [Esc] para acesso aos dados das medições e ao menu de edição que possibilitará: Incluir Avançar Voltar Editar Excluir (uma medição por vez) ou para finalizar Fim Confirmando gravação de arquivo sim ou não retornará ao menu principal. para os dois campos. Selecionado o arquivo tem-se a janela de edição indicando o nome do arquivo. Aperte [Esc] para finalizar . Código da estação: (código da estação do SIH . Assim. • Arquivos de Seções Transversais Com [Seção Transversal] a janela de edição solicitará Nome do arquivo (sem extensão) deve ser informado o diretório destino e dado o nome do arquivo sem extensão. Aperte [Esc] para acesso ao menu de edição que possibilitará: Incluir Avançar Voltar Editar Excluir (uma medição por vez) ou para finalizar Fim Confirmando gravação de arquivo sim ou não retornará ao menu principal. pois o próprio programa acrescentará ".SEC". automaticamente será atribuído o valor 0.0. Quando se está criando o arquivo para uso somente com o módulo CURVA-CHAVE.DNAEE. B) Respondendo não a janela de seleção de arquivo será aberta (ver 2. pressionando-se somente [ENTER].1 para seleção de arquivo).

Este procedimento evita a digitação dos dados da seção transversal. através do programa CONVPERF do próprio MSDHD.Confirmando gravação de arquivo sim ou não retornará ao menu principal. todos com a extensão . É possível alternar para qualquer diretório.SEC A edição do arquivo pode ser feita utilizando-se um editor para MS-DOS. .2.4 .RSM. Na falta do mouse podem-se usar as setas para movimentação. O arquivo será criado no diretório grafchav (corrente). Alternativamente. em um mesmo campo. dispondo-se dos arquivos de perfil transversal do MSDHD. a tecla [Tab] para passar de um campo a outro. No menu principal à direita do vídeo têmse então: [Selecionar arquivo] [Dividir arquivo] [Sair] (retorna à tela inicial do GRAFCHAV ) É possível o acesso às funções sem uso do mouse através das teclas [ desejado. Deve-se ter o cuidado de ao final do arquivo não deixar qualquer linha em branco e de salvá-lo com a extensão . . No arquivo convertido do MSDHD os pares já se encontram neste formato. convertendo-os para texto. Aciona-se: OK para efetivar a seleção ([ENTER] no uso sem mouse). com dois cliques do mouse sobre os dois pontos (.0 700 1. Cota x Área e Cota x Velocidade. porém exige a edição do arquivo convertido deixando-o com o seguinte conteúdo: código distância cota ex: 40025000 0.SEC". através da atribuição de cores aos respectivos conjuntos de pontos (medições). podemse obter os arquivos de extensão ". . 6. Para efetivar o comando pressione [Enter]. será necessário separá-los em arquivos distintos. com os dois valores separados por um espaço em branco. Na tela inicial selecione [ GRÁFICOS ] e em seguida [continua].SEC. percorrendo-se toda a "árvore" de diretórios. Seleciona-se o arquivo desejado com apenas um clique sobre o nome do mesmo (ou [ENTER] no uso sem mouse). Caso o arquivo original do MSDHD contenha mais de um levantamento.5 550 . tal qual se faz no papel. • Selecionar Arquivo de Medições ]e[ ] para ativar o comando Com [Selecionar arquivo]. O formato é selecionado na parte inferior esquerda da janela aberta.) no lado direito superior da janela.PRF". Na primeira linha constará apenas o código da estação e nas demais. ou CANCELA para retornar à tela anterior ([ESC] no uso sem mouse).COP ou .O MÓDULO GRAFICOS PARA ANALISAR MEDIÇÕES DE DESCARGA LÍQUIDA O GRAFICOS possibilita a análise das medições de descarga líquida através da construção dos gráficos Cota x Vazão. um em cada linha. com extensão . com todas as medições de uma estação (até o máximo de 400 medições). Oferece a opção de separar visualmente períodos com tendências distintas de comportamento. surgirá a janela exibindo os arquivos disponíveis no diretório corrente. [ENTER] para efetivar as opções e [ESC] para abandoná-las. os pares distância (m) x cota (cm). de extensão ".

que será dada automaticamente no padrão do sistema (. Cota x Área 3. ou para sua ordem inversa [ ]. vazão. Para percorrer as medições. Com [Mudar Cor do Ponto] será alterada a cor da medição apontada pelo cursor e das que forem apontadas em seguida. Caso as datas limites não englobem um conjunto de medições (mais de uma em cada um). de extensão . Os arquivos serão criados em formato texto próprio do sistema e com extensão . data. O cursor de tela se acende sobre a medição em cor diferente dos demais pontos (azul é o padrão). . Selecionado o arquivo solicitam-se: Nº de períodos (o limite máximo de períodos é 99) 1ª data: dd/mm/aa 2ª data: dd/mm/aa (serão solicitadas as datas limites para cada período) Arquivo de saída: poderá conter todo o caminho de subdiretórios mas não deverá ter extensão. que poderá estar no formato do MSDHD. A nova cor permanecerá ativa até que uma outra seja selecionada do mesmo modo. ou no formato texto próprio do sistema. Surge então a opção [Escala decimal] que. Cota x Velocidade Ao lado de cada gráfico há o botão [X]. o programa não aceitará a divisão.1). área e velocidade) são informados no quadro à direita e à meia altura da tela. opção então habilitada no menu principal.4. Não poderá ser usado para dividir arquivo com mais de 400 medições. para criar arquivos menores. em sua ordem crescente de números (cronológica) utilize a tecla [ ]. Com a seleção do arquivo foram habilitadas as opções: [Impressão] [Colorir pontos] [Mudar cor do ponto] [Escala logarítmica] Com [Escala logarítmica] os gráficos se apresentarão em escala bilogarítmica. Cota x Vazão 2. cota. se acionada.COP).COP (mesmo que o arquivo original tenha o formato MSDHD). uma a uma.• Dividir Arquivo A opção é interessante quando já se conhecem os períodos de mudanças da curva-chave. de extensão . Ao ser acionada surge a janela para seleção do arquivo a ser dividido. • Operação Efetivada a seleção de arquivo surgirão os gráficos das três funções: 1. que ao ser acionado ampliará o respectivo gráfico para ocupar toda a tela disponível. fará os gráficos retornarem à escala decimal.COP (ver 2.RSM. Os dados da medição apontada (número. Para retornar à exibição dos três gráficos acione [Geral].

indicada na parte inferior esquerda).COP) veja instruções 2.4. .SEC . mantém-se a janela para a escolha do arquivo de seção transversal (*. Para seleção do arquivo de resumos de medições (*. com dois cliques do mouse sobre os dois pontos (. [ENTER] para efetivar as opções e [ESC] para abandoná-las. com as opções: Selecionar arquivo Digitar parâmetros Sair do programa (retorna à tela inicial) • Seleção dos Arquivos de Entrada [Seleciona arquivo] Só deverá ser escolhida com os arquivos de entrada já disponíveis. e então escolher o grupo de medições que serão coloridas por [período] ou faixas de valores de: [cotas]. Em caso contrário será necessário primeiro criá-los. Na falta do mouse podem-se usar as setas para movimentação.Com [Colorir pontos] deve-se primeiramente [Selecionar cor] diferente da cor vigente. As opções [Mudar Cor do Ponto] e [Colorir pontos] oferecem muita flexibilidade para se executar o trabalho de identificação de tendências das medições e os períodos em que ocorreram as mudanças. (ou [ENTER] no uso sem mouse). [vazões] ou número de [medições]. a menos do ponto corrente (cursor). o programa apresentará erro.) no lado direito superior da janela. a tecla [Tab] para passar de um campo a outro. 6. Seleciona-se o arquivo desejado com apenas um clique sobre o nome do mesmo. em um mesmo campo. Recomenda-se a utilização prévia do módulo GRAFICOS para conhecimento das datas de eventuais mudanças de tendência das medições e identificação das medições incorretas. • Impressão Com [Impressão] é possível optar por cada um dos três gráficos por página: [cota x vazão] [cota x velocidade] [cota x área] ou pelos três na mesma página com [Geral] Há opções de impressora matricial laser (com [ESC] retorna-se ao menu) Se a impressora escolhida não estiver conectada.RSM ou *. percorrendo-se toda a árvore de diretórios. . ou o azul padrão.3). surgirá a tela do "Menu Principal".2.5 .1. ao se [voltar ao menu].O MÓDULO CURVA-CHAVE Para sua adequada utilização é necessário estabelecer uma sequência de procedimentos. Em seguida à seleção do arquivo de resumos de medições. em [Editor de dados] (veja instruções 2. que guardará a última cor selecionada com [Mudar Cor]. Ao se executar CURVA-CHAVE. É possível alternar para qualquer diretório. Será necessário informar o intervalo de seleção em cada caso: 1º valor (mínimo) 2º valor (máximo) Com [descolorir] todas as medições retornarão brancas. anotando-se estas observações.

só é necessária quando o objetivo é extrapolar a curva-chave pelos métodos de STEVENS ou de MANNING.Sair A) . Procura por: cota (Entre com a 1ª cota e a 2ª . uma a uma. A extrapolação poderá ser feita em etapa posterior à definição da curva para a faixa de cotas correspondentes às medições. quando já houver curva ajustada.o cursor irá para a medição de cota igual ou imediatamente superior ao valor informado para a 1ª cota). o desvio em relação à curva.Movimentação do cursor de tela para apontar a medição desejada. à meia altura. data. Exclusão de pontos Curva-Chave Extrapolação Impressão Ajuste Manual No de trechos:1 Escalas Gráficas Divisão por períodos Medição ESC . na seqüência direta ou inversa de sua numeração. cota.SEC). São indicados na tela os dados referentes à medição apontada: no.Aciona-se: OK para efetivar a seleção ([ENTER] no uso sem mouse). que contém apenas um levantamento da seção transversal. Na parte inferior da tela tem-se o menu com as principais funções do programa. Do lado direito. têm-se os dados da medição sobre a qual o cursor (ponto em vermelho) se encontra. Medição A setas permitem percorrer as medições. . ou CANCELA para retornar à tela anterior ([ESC] no uso sem mouse). Medição oferece as opções. vazão e. à esquerda da tela surgirão os gráficos da seção transversal (ao alto. A seleção do arquivo (*. se for o caso) e dos pares cota x vazão (embaixo ou ocupando toda a altura). • Definição da Curva-Chave Selecionados os arquivos de resumos de medição e o de seção transversal (opcional).

Pode-se repetir a operação quantas vezes se queira. uma por vez. (intervalo) 1ª data: 2ª data: Cotas (Serão excluídas as medições do intervalo de cotas definido por seus limites inferior e superior .no formato (01/02/84). Exclusão de medição Ponto atual Período Cotas Vazão Medição Volta ao Menu Ponto atual Serve para excluir medições.Exclusão de pontos Exclusão de pontos Esta opção é usada para se excluir do conjunto as medições consideradas incorretas. em seguida o cursor se posicionará sobre a medição de número imediatamente superior. Será feita a exclusão da medição que estiver sob o cursor de tela.em cm). Exclusão de pontos por cotas (intervalo) 1ª cota: 2ª cota: Vazão (Serão excluídas as medições do intervalo de vazões definido por seus limites inferior e superior em m3/s). Exclusão de pontos por datas. Exclusão de pontos por vazão (intervalo) 1ª vazão: 2ª vazão: . para que não influam na definição da equação.medição (digite o número da medição e em seguida [ENTER] para confirmar ou [ESC] para cancelar e retornar) B) . Período (Serão excluídas as medições do período definido por suas datas de início e final .

C) . D) .1.1.Número de trechos (estágios de cotas) da curva-chave No de trechos: 1 (padrão) deve ser mantido 1 no caso mais simples ou em uma primeira aproximação. com apenas um período. Com No de trechos: 1 será solicitado Digite o valor inicial de aproximação de h (em centímetros) _ [ENTER] confirma [ESC] cancela 0 Menor cota: é informado o valor em cm da medição mais baixa para escolha adequada do valor de h0 Cota de Fundo: (quando há arquivo de seção transversal) Caso seja informado um valor superior ao da menor cota surgirá a mensagem Cota inválida!! Clicando-se ok será possível informar um novo valor Em seguida será definida uma equação matemática do tipo: Q = k ∗ ( h − h0) m com seus parâmetros apresentados do lado direito superior da tela.Medição (Serão excluídas as medições de números compreendidos no intervalo definido pelos limites inferior e superior). Para mais de um trecho veja instruções 3. escolhe-se ajuste por cotas.2. Exclusão de pontos por medição (intervalo) 1ª medição: 2ª medição: Para reconsiderar as medições excluídas.Curva-chave Para defini-la aciona-se Curva-Chave podendo-se escolher: Ajuste por: cotas datas Volta ao Menu [ENTER] confirma [ESC] cancela A opção datas é detalhada em 3. No caso mais simples. pode-se retornar ao "Menu principal" e recomeçar todo o procedimento desde a seleção de arquivo. .

• As "Escalas Gráficas" .Relatório e Gráficos Pode-se optar pela impressão de: Medições Extrapolação Medições excluídas Parâmetros .Seção Gráfico .Atributos do Gráfico A opção Escalas Gráficas oferece as funções: Alteração de escala gráfica Escala: LOG (ou DEC) Grid: OFF Fundo: prt Voltar ao menu Voltar ao menu faz retornar à tela anterior. medições e curva Em disco (relatório) é solicitado o nome do arquivo de saída (caminho completo nome e extensão) OK para confirmar e CANCELA para retornar à tela anterior Há opção de impressora Epson Laser (com [ESC] volta-se ao menu) Escolha orientação do papel : Retrato Paisagem Confirma impressão do gráfico? sim não Prepare a impressora OK Se a impressora escolhida não estiver conectada. A alternância para o estado oposto se faz com um clique do mouse ou [ENTER] sobre a função. clique ok na pequena janela ao centro da tela. prt (preto) e azul para o Fundo do gráfico.Seção quando houver.1. Grid (ON) • linhas verticais e horizontais originadas na graduação dos eixos Impressão . decimal) e LOG (logarítmica) para Escala.O valor de r (coeficiente de correlação) informa sobre a qualidade do ajuste da equação. para Grid. .3). o programa apresentará erro. Surge então uma janela com Ponto obrigatório ?sim não Deve ser respondido não para curva com uma só tendência (ver 3. menores são os desvios entre os valores medidos de vazão e os calculados pela equação.Curva Parâmetros . quanto mais próximo de 1. DEC (linear. Para ver desenhada a curva na tela. As outras funções apresentam apenas dois estados: ON e OFF.

Em seguida se escolhe Curva-Chave e será solicitado Entre com um valor para o início do 2º trecho da curva (se No de trechos: 2 ou 3) Padrão: 209 (para substituir o valor sugerido use [backspace] apagando-o. quando houver. para que a curva como um todo seja contínua.3 .5. O “ponto obrigatório” poderá ser usado. É então solicitado um valor para H0 e deverá se repetir a seqüência de 2.3.3). será possível definir equações distintas para até três períodos dentro de um mesmo arquivo de medições.Em Um Mesmo Arquivo As medições poderão se apresentar grupadas segundo tendências distintas. Havendo a identificação das datas de início e final destes períodos. Com Ajuste por: datas Entre com o número de períodos ___ deverá ser 1. Não é possível ajustar simultaneamente a curva com mais de um trecho de cotas e mais de um período para um mesmo arquivo. com mais outro retornará a 1. para forçar o encontro das curvas (ver instruções 3. Assim para divisão por datas deverá ser mantido Número de trechos: 1.2. • O "Ponto Obrigatório" . sugeridos como padrão para início do 2º e 3º trechos. Os trechos deverão concordar em seus extremos. • Divisão Por Períodos . passará a 2.1 . 2 ou 3 Período nº 1 1ª data: dd/mm/aa (mais cedo) 2ª data: dd/mm/aa (mais tarde) O mesmo procedimento deverá ocorrer para o Período nº2 e Período nº 3. Deve-se primeiramente alterar No de trechos: 1 com um clique do mouse sobre a opção.2. com mais outro passará a 3. • Divisão Por Estágios De Cotas É possível estabelecer até três equações distintas para três trechos da curva.6.OPERAÇÕES COMPLEMENTARES 6. em seguida digite o valor desejado e tecle [ENTER]) e ainda Entre com um valor para o início do 3º trecho da curva (se No de trechos: 3) Padrão: 709 (mesmo procedimento de substituição) Os valores. para diversos períodos.1.D para ajuste da curva.A CURVA CHAVE EM MAIS DE UM ESTÁGIO E DIFERENTES PERÍODOS DE VALIDADE Na maioria das aplicações as medições apresentarão tendências distintas para diversos períodos ou ainda mudanças ao longo da faixa de variação de níveis d'água.D para ajuste da curva. nesse caso.5. correspondem respectivamente a 1/3 e 2/3 da amplitude de cotas. É então solicitado um valor para H0 e deverá se repetir a seqüência apresentada em 2. definidos pela cota a partir da qual se deseja a mudança. servindo apenas como exemplos.

imediatamente anterior à data de mudança de tendência das medições. As opções para seleção do ponto obrigatório continuam na tela para sucessivos ajustes se necessários. correspondendo cada uma a um período. Acima daquela cota (onde a cheia não alcançou) as características da seção permaneceram como antes e portanto o trecho da curva-chave se manteve. no extremo superior. A cada tentativa somente será considerado o último ponto informado. Equivale a criar um ponto confirmado por N (="número de repetições") medições realizadas. As repetições funcionam como peso no Método dos Mínimos Quadrados. para que as diversas tendências se encontrem em cotas mais altas. Este ponto de encontro pode ser identificado procurando-se o pico de cheia. Isto significa considerar que a calha do rio (seção) se alterou daquela cota (nível d'água atingido pela cheia) para baixo. um novo ajuste será feito considerando-se o ponto digitado. Sua utilidade torna-se mais significativa quando se têm diversas equações para a curva-chave. . Com Retraçar a curva. A cota associada a este pico deverá ser o ponto de encontro.É um artifício usado para forçar a curva a passar por um ponto determinado. Ponto obrigatório Resposta usual no caso de uma só tendência das medições: não Resposta usual no caso de mais de uma tendência das medições: sim Passagem por ponto obrigatório Digita Ponto No de repetições Retraçar curva Voltar ao Menu Digita Ponto digitar valores para cota:(cm) vazão:(m3/s) confirmando-os sim não em seguida deve-se escolher No de repetições para 1 o trecho No de repetições 1 o trecho Pontos no trecho:158 (informado para orientação) Pode-se escolher No de repetições para todos os trechos. especificando-se os valores de cota e vazão.

isto é. por três métodos: LOGARÍTMICO. perímetro molhado e raio hidráulico. que encontrará seus valores ótimos. observando a sensibilidade da curva ao valor de h0. alterando-se um por vez. para cotas altas. É possível obter o ajuste ideal por tentativas. dentro do próprio programa CURVA-CHAVE na opção Divisão por datas que é idêntico a Dividir arquivo do módulo GRÁFICOS(ver instruções 2. O parâmetro k deverá transladar lateralmente a curva. É necessário efetivar um ajuste automático prévio. Com EXTRAPOLAÇÃO surgem as opções Logarítmico Volta ao Menu quando não há arquivo de seção transversal selecionado ou Logarítmico Stevens Manning Volta ao Menu quando há arquivo de seção transversal selecionado • O Método LOGARÍTMICO .SEC correspondente à estação (ver 2.3.5. k e m. • Fixando o h0 O valor informado será fixado e o cálculo dos demais parâmetros será automático pelo método dos mínimos quadrados.2). Os métodos STEVENS.2 .EXTRAPOLAÇÃO DA RELAÇÃO COTA-VAZÃO O CURVA-CHAVE permite a extrapolação. 6. É possível obter o ajuste ideal por tentativas. Para qualquer dos dois deverá ter sido previamente selecionado o arquivo de seção *. e MANNING se utilizam do levantamento da seção transversal do curso d'água na seção de réguas. ou ainda para se avaliar uma curva já definida frente a novas medições realizadas. para cálculo de seus parâmetros hidráulicos: área. ou o programa informará: Não há curva traçada !! Há duas possibilidades de ajuste manual: fixando o h0 ou fixando os três parâmetros h0. STEVENS. para adequar os valores dos parâmetros da equação e os desvios resultantes. observando a sensibilidade da curva ao valor de cada parâmetro isoladamente.1). 6. Deve-se partir para a extrapolação com as equações já definidas para a faixa de cotas das medições.• Divisão Por Datas .3 .Resultando Vários Arquivos de Medições A limitação de três períodos de datas com apenas um trecho de cotas pode ser contornada separando o arquivo em quantos forem necessários. e MANNING.O AJUSTE MANUAL Atenderá aos casos em que o ajuste automático não resultou satisfatório. m influirá mais sensivelmente sobre a sua curvatura e h0 mais sobre a sua inclinação. • Fixando os Três Parâmetros h0. k e m O programa desenhará a curva e calculará os desvios relativos às medições.4.3. A alternativa pode ser valiosa nos casos em que há muitas mudanças de tendências das medições e poucas medições para caracterizar cada período.

será necessário utilizar o Ajuste manual fixando-se um novo valor para h0. • O Método de MANNING É solicitada a cota máxima para extrapolação com a cota da medição mais alta exibida na tela. exibindoos na tela. e portanto do método.DIGITA PARÂMETROS . 6. sem exibir.3. O valor a ser informado poderá ser o da cota máxima observada nas leituras de régua do período em análise. obtendo-se novos valores para os parâmetros k e m. que é do tipo Q = k ∗ ( h − h0) m . fazendo a comunicação entre elas e fornecendo os valores de vazão. quanto à sua linearização. n 1 1/2 O programa determina os valores de K ( I = cte = K ). k e m). Para verificação da aplicabilidade da equação. Em seguida o programa calcula Q para dez valores de cotas entre a medição mais alta e a cota de extrapolação. através da informação de seus três parâmetros (h0. calculadas através da equação definida para o trecho superior da curva-chave.PARA DESENHAR A CURVA-CHAVE A opção permite que se desenhem curvas previamente definidas. ____ digitar o valor (em cm) e [ENTER] É exibida na tela a tabela de vazões extrapoladas. A tabela apresenta as vazões para dez pontos de cotas intermediárias. A curva-chave é redesenhada com o trecho extrapolado exibido em cor diferente da adotada em sua parte inferior. Pressionando-se uma tecla qualquer. as curvas h x AR 1/2 e A1/2 x Q para os pontos medidos.R 2 3 . no gráfico cota x vazão e ainda o gráfico de seção transversal (opcional) . • O Método de STEVENS É solicitada a cota máxima para extrapolação com a cota da medição mais alta exibida na tela. Caso o trecho se apresente com curvatura.a partir da n Q= velocidade (v) e do raio hidráulico (R) calculados para as diversas cotas. para dez pontos intermediários entre a cota máxima de medição e a cota de extrapolação. através da opção "Escalas gráficas".4 . O programa constrói. entre a da medição mais alta e a de extrapolação fornecida pelo usuário.O método não utiliza os parâmetros hidráulicos da seção transversal e portanto dispensa a seleção do arquivo de seção transversal.1). É solicitado então informar o valor de K para as cotas altas. mudar para escala logarítmica e assim avaliar o trecho superior da curva ajustada pelo programa. a curva-chave é redesenhada com o trecho extrapolado exibido em cor diferente da adotada em sua parte inferior. A curva-chave é desenhada com o trecho extrapolado exibido em cor diferente da adotada em sua parte inferior. É solicitada a cota máxima para extrapolação. pode-se. ____ digitar o valor (em cm) e [ENTER] É baseado na fórmula de Manning 1 A. para o trecho conhecido da curva .1). ____ digitar o valor (em cm) e [ENTER] O método é originalmente gráfico e se baseia na fórmula de Chezy (ver 1. e plota os pontos h x K. na tentativa de se obter a linearidade do trecho em escala logarítmica. sendo exibida na tela a cota da medição mais alta. O procedimento poderá ser repetido.I 1 2 (ver 1. Obtido um novo ajuste deve-se solicitar Extrapolação e em seguida Logaritmico para se ter o trecho extrapolado. a partir da tendência exibida.

7. houver controle definido. no formato MS Excel 97. Será válida quando: a variação da linha d'água.1 APLICABILIDADE DO MÓDULO CURVA-CHAVE A metodologia utilizada no CURVA-CHAVE é aplicável aos casos em que se considera unívoca e permanente a relação cota-vazão.4. 6.RESTRIÇÕES DE USO 6. 4 . Nº de trechos: e Divisão por datas. especialmente quanto à inserção automatizada dos dados de entrada (interface de comunicação com o Microssistema de Dados Hidrometeorológicos – MSDHD (ANEEL. Ultrapassando-se este limite. VAZÕES MÍNIMAS . visando à uma versão mais completa e robusta. colocando-o em formato adequado (próprio do Sistema GRAFCHAVE).RSM será necessário convertê-lo no sistema MSDHD e depois editá-lo em editor para MS-DOS.1 – APRESENTAÇÃO Este trabalho foi realizado pelo engenheiro Afonso Kalil da Divisão de Hidrologia Aplicada do Departamento de Hidrologia . uma vez que se fundamenta na equação de Manning para o escoamento uniforme e admite a regularidade da seção transversal. Maior cota : (cm) Menor cota : (cm) H0 : (cm) K: m: Se desejar incluir seção transversal a janela de seleção será aberta para a escolha do arquivo (*. O modelo de planilha eletrônica desenvolvido para cálculo de vazões mínimas está sendo refinado. 6.2 . dividindo-o.10 7. da enchente para a vazante.Nº de trechos ____ (até 3 estágios de cotas ou períodos de datas). o programa não apresentará resultados válidos. 1998) e aos ajustes de distribuições e intervalos de confiança. e salvando-o com extensão .4. discriminadas a seguir: . for desprezível se comparada à precisão do método de medição de vazão. e a seção for regular e estável durante o período considerado. contém 4 folhas de tabelas e 1 folha de gráfico.2 – DESCRIÇÃO DO MODELO A planilha eletrônica.COP FEVEREIRO/1999 7. Partindo-se do arquivo .PLANILHA DE CÁLCULO q7.TAMANHO DO ARQUIVO DE ENTRADA O GRAFCHAV pode aceitar no máximo um conjunto de 400 medições por arquivo. O Menu apresentará desabilitadas as opções Curva-Chave.DEHID.SEC). Para superar esta restrição será necessário editar o arquivo e dividí-lo em outros de até 400 medições.

média e mínimo). O ajuste na folha Weibull precisa do cálculo do coeficiente de assimetria amostral. sendo default a formulação de Cunnanne (Cunnanne. 5. mas 49 aptos para análise (sem lacunas maiores que 13 dias). Weibull . 1997)..1. I e J. mas cada ajuste substitui o anterior. DMQ e Resumo . Além do coeficiente de assimetria amostral. Calcular as médias móveis de sete dias na coluna C e os seus mínimos anuais na coluna D. Q7-min . 1977. 7.3 – UTILIZAÇÃO A base de dados necessária para o trabalho consiste nas séries históricas de vazões diárias. 5. a média e o desvio padrão (Kite. um quadro com o cálculo de desvios médios quadráticos (DMQ) e coeficientes de correlação (CORR) entre a amostra e os ajustes.. A folha gráfica serve como apoio aos procedimentos de ajustes. capturados automaticamente das respectivas folhas. A planilha permite que sejam descartados pares de valores (TR. estação Queluz. F e G são listados os valores da coluna D de maneira mais prática para o trabalho. Nas colunas E. A planilha permite que sejam descartados pares de valores (TR. O ajuste na folha Gumbel faz-se pelas variáveis x e s . 1997).calcula o ajuste dos mínimos pela distribuição de Gumbel. rio Paraíba do Sul. 1. 1997). q7) conforme a habilidade e sensibilidade estatística e hidrológica do operador (Lanna. 1979 e Lanna. ajustados para posições de locação de acordo com o critério desejado pelo operador (via ferramenta de cenários). Na folha DMQ e Resumo.dsc (MSDHD) para o formato *. 4.4 – DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Um exemplo é demonstrado. adaptada para trabalhar com mínimos. q7) conforme a habilidade e sensibilidade estatística e hidrológica do operador (Lanna. 3. obtidos das colunas H. Importar a série de vazões para as colunas A e B de Plan1. I e J de Plan1 (Kite.gráfico do ajuste de q7 = q7 (TR). Plan1 . I e J classificam-se estes valores. A formulação de posições de locação adotada foi a de Cunnanne. utiliza-se. 1988 e Lanna. convertidas do formato *. 7. Haan. também. a primeira é a data e a segunda a vazão média diária). 1978. sendo as colunas D e E para este ajuste mais refinado. listando-os e classificando-os para que seja possível o cálculo de suas posições de locação.10 ajustado por Gumbel e Weibull foi calculado em 71. respectivamente média e desvio padrão amostrais. 1997). 1997). nas colunas H. 2.4 e 70. 1977.vdd (ASCII duas colunas. com 52 anos no histórico.v.0 . O q7. 1979 e Lanna. Nas colunas H. 3. por Gumbel e Weibull e o resumo dos ajustes para diversos períodos de retorno (TR). Chow et al. Gumbel . assumindo-se pequenas amostras como o caso geral. código 58235000. 4.realiza os cálculos dos q7 anuais (mínimos das médias móveis de sete dias). Introdução) e também são listados os melhores ajustes conseguidos para Gumbel e Weibull.apresenta um resumo de estatísticas extremas da série histórica de vazões (máximo.calcula o ajuste dos mínimos pela distribuição de Weibull. Haan. 2. os DMQs e CORRs são calculados (q.

Os três parâmetros da distribuição Weibull (média. no espectro de períodos de retorno entre 2 e 1000 anos. . o ajuste por Weibull se mostrou mais adequado em todas as estações. Contudo.m3/s. sendo a de Weibull mais próxima dos dados. Para 33 estações analisadas na bacia do rio Paraíba do Sul. desvio padrão e assimetria) permitem esta adaptação à configuração curvilínea da amostra. que para longos períodos de retorno.10 . verificou-se uma proximidade muito grande entre os dois ajustes para o q7. há um distanciamento considerável das distribuições. que se mostra fundamental no trecho inferior da curva (longos períodos de recorrência). Observa-se. entretanto. seja Gumbel ou Weibull. razoavelmente próximos.

1. Daí: b= 30 − 0.5 m atende às condições de estabilidade do material de fundo. • Definição da geometria do canal.1.1. pode-se fixar m = 0.ANEXO 2 . Como alternativa pode-se verificar as condições de funcionamento do canal com largura de 10 m e tirante máximo de 1 m. admite-se v máx = 1.5. Experimenta-se então um hmáx = 1.87 x1.5 = 9. .75 x1 = 16. considerando-se Daí: hmáx = 1 m.1 = 1.7 x1 b = 16.9m 1.6 tem-se o valor de 1.79m / s 1x10 + 0.4. o canal seria estável se fosse revestido com pedras de 10 a 15 cm. seja excessiva e. admitindo-se que a largura máxima seja 10 m.1.EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTOS DIVERSOS CANAL LATERAL COM SOLEIRA VERTEDOURA AO FINAL I ) Dimensionar um canal extravasor lateral com soleira vertedoura ao final. dados: Q máx = 30m 3 / s material do local: solo muito compactado. Da Tabela 7.9 m é adequada para o canal sem revestimento.7 x1. v' máx = Q máx hmáx b'+ mh 2 máx = 30 = 2.1 para a correção da velocidade admissível no canal (tendo em conta o tirante de 1. a largura de fundo Supondo-se que a largura calculada. em função dos aspectos topográficos locais. estudar-se-ia o aumento da lâmina prevista para o canal.7 m/s b= Q máx − mhmáx v máx hmáx b= 30 − 0.6 = 10m 1. • Proteção do canal de restituição das águas vertidas ao rio.75 x1.75 Da Tabela 7.87m / s .5 Observa-se assim que o canal com 10 m de largura e tirante de 1.5.5 m. Assim. com grande quantidade de argila. Da Tabela 7.5 m). por exemplo. Assim: v máx = 1.75 x12 Pela Tabela 7.

7b ⎠ 2/3 ⎛ 30 ⎞ =⎜ ⎟ ⎝ 1.65m Velocidade de escoamento sobre a soleira: v sol = Q máx 30 = = 2.50 − 1.5.05m / s h sol b 1. ter-se-ia que recalcular o canal extravasor.04m Adota-se o valor mínimo p = 0. dimensiona-se a soleira afogadora ao final h sol ⎛Q ⎞ = ⎜ máx ⎟ ⎝ 1.7 x10 ⎠ 2/3 = 1.1. verifica-se que o material adequado para construção da soleira é cascalho grosso com diâmetro de 40 a 75 mm. Note-se que.46 x10 Pela Tabela 7.5hsol = 2.46 = 3.46m Altura da soleira: p = hmáx − hsol = 1.Supondo-se que se adote a solução do canal extravasor: Altura d’água sobre a soleira: b = 10 m.50 + 1. nesse caso.46 = 0. hmáx = 1. partindo-se de hmáx = 1. .96m Extensão da soleira: L sol = 2.05 m e o canal terá o tirante máximo igual a: hmáx = p + hsol = 0.5 x1.46 = 1.5 m.96 m.

165m / s A 0.81x 25 o que mostra haver necessidade da instalação de uma chaminé de equilíbrio.6 > 5 H 25 th = e vL 3. • Determinação das perdas de carga no sistema adutor a montante da chaminé de equilíbrio.86 cm A = 0.52 mm) Espessura da parede Comprimento total Altura de queda bruta Descarga de projeto L = 540 m H = 25 m ver Exemplo VI Q = 3.0 = = 3.0 m3/s ver Exemplo VI Cálculo da velocidade da água no interior da tubulação: Diâmetro interno Área interna D = 109. Perda de carga inicial na tomada d’água hi = 0.9479 Verificação da necessidade da chaminé de equilíbrio: L 540 = = 21.012 m (ver Exemplo VI) Perda de carga nas grades da tomada d’água h g = 0.CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO II ) Verificar a necessidade da instalação de uma chaminé de equilíbrio em um aproveitamento hidrelétrico com as seguintes características: Tomada d’água: igual à descrita no Exemplo VI Tubulação forçada: Diâmetro nominal Dn = 44” (111.165 x540 = = 6.9479 m2 v= Q 3. Dimensionamento da chaminé de equilíbrio: Supõe-se a instalação dessa chaminé de equilíbrio no ponto da tubulação distante 500 m da tomada d’água e a 40 m da casa de máquinas.044 m (ver Exemplo VI) Perda de carga na entrada da tubulação adutora .97 s > 3s (6s ) gH 9.76 cm) e = 3/8” (9.

1651.165 2 500 x0. a altura da chaminé de equilíbrio será: H c = 19.408 Dc = 2.9 x0.81 (25 − 3.046m resultado Para esse diâmetro.1 h' a = J ' Lc = 410 x0.9 x0.861.1 3.861.1 Para paredes ásperas: K a = 0.00m πDc2 π4.32 Lc = 500 m = 0.012 + 0.241 m Com tubulação de paredes ásperas: ht' = hi + h g + he + ha = 0.32 x v 1.81 Perda de carga por atrito na tubulação adutora a montante da chaminé de equilíbrio Para paredes lisas: K a = 0.020 + 3.5 km ha = JLc = 410 K a ha = 410 x0.he = k e 3. por motivo econômico ou para tornar a sua construção mais fácil. o NA do reservatório não varia e: H m = H = 25.020 + 4.1651.62m Com a finalidade de reduzir a altura da chaminé de equilíbrio.0m Ac = Lc At 3.04 = 0.40 3.241 m • Determinação da área mínima interna da seção transversal Supondo o aproveitamento “a fio d’água”.332 = 4.00 2 Ac = = = 12.020m 2g 2 x9.165m 109.9 Lc D 1.044 + 0.40 x Perda total de carga no sistema adutor Com tubulação de paredes lisas: ht = hi + h g + he + ha = 0.5 = 4.5664m 2 4 4 .288m 2 2 g ( H m − ht )ht 2 x9.5 = 3. pode-se aumentar a área da seção transversal da mesma.012 + 0.044 + 0.165 2 v2 = 0.165 = 4.332m 109.9479 v2 x = x = 3. majorando-se o diâmetro interno seja: Dc Dc = 4.408)3.

considerando as perdas de carga: Ye = Yd = v k= At Lc 0.386 x6. encontra-se ' z d = 0.797 ' ' YD = z d Yd = 0.81x12.21 = 4.683 na Tabela 7.9479 x500 = 3.21 = 4. encontra-se Entrando-se com z d = 0.797 x6.683 6.0 + 4.40m Depleção decorrente da abertura parcial de 50% a 100% do dispositivo de fechamento.5664 ht 3.14m Depleção consecutiva da água após a elevação máxima para um fechamento de 100%.13 ou na Figura 7.• Determinação da oscilação da água no interior da chaminé de equilíbrio Elevação máxima da água.21 Yd k ' = 0.241 = = 0.1. para um fechamento de 100%.32.95 + 1.09m .1.0 + 0 = 11.1.667 3 9 Ye = z eYe = 0.667 x6.408 = = 0.14 + 1.1.386 YD = z d Yd = 0.21 = 2.683 na Tabela 7. • Cálculo da altura da chaminé de equilíbrio ' H c = YE + y E + YD + y D + YR H c = 4.21m gAc 9.165 = 6.95m que identifica a depleção ' YD com abertura parcial de 50% a 100% como mais favorável que a depleção YD logo após a elevação com fechamento 100%.21 Ye 2 1 z e = 1 − k + k 2 = 0.33. considerando as perdas de carga: k'= ht' 4.549 6. Entrando-se com k '= 0.14 ou na Figura 7.

hg H = 25. portanto.7mm v = 4.50 m/s é menor que a máxima admissível (Tabela 7.5 m/s) e.1.92 2 A = área interna da seção transversal da tubulação A velocidade de 1.9 L = 410 x0.32 x0. • Verificação da perda de carga Pela fórmula de Scobey.50m / s .501.15 . tem-se: De = 123. aceitável.15km • Cálculo do diâmetro econômico Aplicando-se a fórmula de Bondschu simplificada.CONDUTO FORÇADO III ) Determinar o diâmetro econômico de uma tubulação de aço que opera dentro das seguintes condições: Descarga máxima Queda bruta Comprimento Q = 1m 3 / s H = 8m L = 150m = 0.0m D = 901. tem-se: ha = 410 K a v 1.77 Q3 13 = 123. onde A 3. a queda bruta em relação ao NA da câmara de carga da tubulação forçada será: .1 921.0m L = 40.70m / s e ' ha relativas ao canal de adução.77 = 92cm H 8 • Verificação da velocidade A velocidade da água no interior será: v= Q 4 x1 = = 1.1 que eqüivale a uma perda de carga percentual de 4% da queda bruta.9 1. sabendo-se que o tempo de fechamento para a turbina é de 6 segundos.29m D 1. IV )Verificar a espessura de parede da tubulação forçada apresentada no Exemplo VI. Dados colhidos do Exemplo VI: Queda bruta do aproveitamento Comprimento da tubulação forçada Diâmetro interno da tubulação forçada Velocidade da água no interior da tubulação forçada Deduzidas as perdas ' hi' .1416 x0.15 = 0.

1.70 x 40 = = = 0.3082kgf / cm 2 ⎝D⎠ O diâmetro da tubulação de aeração será de: 3 d = 7.5 deve ser calculado o diâmetro da tubulação de aeração para prevenção do colapso.81x 24. 7.b) encontra-se: Sobrepressão: Depressão: ρ = 0.47 Q pc = 7.638m Cálculo da espessura de parede da tubulação forçada e= pi D + es 2σ f k f onde: pi = H 1 + hs = 24.044 − 0.4 com parâmetro equação de hs (item 7.619m Cálculo da sobrepressão e depressão para t = 6s : ρ vL 4.041m pi = 28.8. De acordo com a metodologia apresentada no item 7.500⎜ ⎟ = 0.804kgf / cm 2 D = 901. Adota-se tubo de 10 cm de diâmetro ou 4”. conclui-se que a espessura mínima permissível de 6.8 D + 508 901.3.619 + 3.619 x6 Entrando-se no gráfico da Fig.35 mm (1/4”) foi adotada corretamente para a espessura de parede da tubulação forçada no Exemplo VII.1.H 1 = 25.012 − 0.041tf / m 2 = 2.0 − 0.3082 = 10cm . ⎛e⎞ p c = 882.7 + 1.9% H 1 = −5.804 x901. .422m − hs = 22.00 = 2.130 .47 1 0. encontra-se Z2.7mm de coluna d’água σ f = 1400kgf / cm 2 k f = 0.8 e1 = 1.52mm 400 400 e e Espessura mínima: emin = Pelos valores encontrados para emin .9% de de H 1 = +3.130 θ gH 1t 9.422 = 28.00mm e= 2. Substituindo-se Z2 na θ + hs = 13.325 = 24.13mm 2 x1400 x0.7 + 508 = = 3.1.

0 m de largura.40 = = 1.00 m e uma descarga de 14.4 = 0. cobrindo uma área bruta de 1.20m / s A 12 v e Com os parâmetros se Rh e n .5 2 = 10.4 m3/s. e utilizando-se as fórmulas de Chézy e Ganguillet e Kutter determina- J = 0.PERDA DE CARGA.0 m de altura x 2. tem-se: v= Q 14. com seção transversal trapezoidal.00m h = 2.4km b = 3. QUEDA LÍQUIDA E POTÊNCIA INSTALADA V ) Qual a perda de carga por atrito em um canal com 400 m de comprimento. 0 .5 Área da seção molhada: Perímetro molhado: Raio hidráulico: A = 2(3 + 1.72m / km A perda de carga será: ha = JL = 0.00m 2 P = 3 + 2 x 2 1 + 1.40m 3 / s m = 1.00 m de largura no fundo. 3/8” diâmetro. Solução: De acordo com o enunciado do problema. inclinadas de 85 em relação ao piso da tomada d’água.72 x0. escavado em terra. apresentando as seguintes dimensões: Tomada d’água do canal Grade constituída com barras de ferro redondas.00m n = 0. sabendo-se que a unidade turbogeradora é alimentada por um sistema adutor constituído de um canal entre a barragem e a câmara de carga e de uma tubulação forçada em aço alimentando uma única unidade geradora.5 horizontal e onde a água flui com uma profundidade de 2.175m P 10.5 x 2) = 12.288m VI)Determinar a potência a ser instalada em um aproveitamento hidrelétrico com 25 m queda bruta e uma descarga de projeto de 3 m3/s. espaçadas de 30 mm. tendo 3.21m A 12 = = 1. entre a câmara de carga e a casa de máquinas. inclinação das paredes de 1 vertical e 1.025 (caixa do canal em terra) Q = 14. temos conhecidos os seguintes elementos básicos: L = 400m = 0.21 Rh = Calculando-se a velocidade da água no canal.

de seção retangular 10 mm x 60 mm.5m / s A 2. Tomada d’água da tubulação forçada.53mm (3/8”) 4 3 Descarga Área bruta da grade Inclinação da grade Velocidade da água a montante da grade Espessuras das barras (diâmetro) .81 Perda de carga • hi' = 0.5 2 = 0.0m 2 v= Q 3.635 m) e 40 m de comprimento.0 = = 1. diâmetro nominal 36” (91.0 e1 = 9.0 m de altura x 2. cobrindo uma área bruta de 2.Canal Em concreto.10 Perda de carga na grade ⎛e h = Kg ⎜ 1 ⎜e ⎝ 2 ' g ⎞ v2 ⎟ sen θ1 ⎟ 2g ⎠ Q = 3.0115m 2 x9.44 cm externo). na câmara de carga Grade construída com barras de ferro com arestas vivas. com área útil de 1.10 Descarga Área de escoamento Velocidade da água Q = 3.0 m de altura x 1. espaçadas de 35 mm.0m 3 / s A = 1x 2 = 2. Boca da tubulação forçada em forma de campânula Tubulação forçada Construída em chapa de aço soldada.0m 3 / s A = 1x 2 = 2.5 m de largura. 500 m de comprimento e com curvas suaves. seção retangular uniforme.0m 2 θ1 = 85 0 vg = Q 3. espessura de parede 1/4” (0. inclinadas de 900 em relação ao piso da tomada d’água.0 = = 1. Cálculo das perdas de carga no sistema adutor Perda de carga na tomada d’água do canal • Perda de carga inicial hi' = k i v2 2g k i = 0.5m / s Ag 2.0 1. com acabamento de argamassa de cimento na proporção 1:3.0 m de largura.

996 2 g = 2 x9.011 (revestimento com argamassa de cimento 1:3) Q = 3. sen θ1 = sen 85 0 = 0.53 ⎞ 3 h = 1.316 0.50m / s A 2.65 x0. o que comprova que a declividade adotada é adequada.2. temos: 0.00m 2 P = 2.0 = = 0.79⎜ = 0.79 ver Tabela 7. Perda de carga na tomada d’água da tubulação forçada .0 = = 1.0m 3 / s Área da seção molhada: Perímetro molhado: Raio hidráulico: A = 1.0m n = 0.0 + 2 x1.0 = 4.00065 = 1.62 Perda de carga 1.0 = 2.0 Rh = Calculando-se a velocidade da água no canal.996 19.00155 1 + 0.00155 ⎞ 1+ ⎜ 23 + ⎟ 0.62 ⎝ 30 ⎠ ' g 4 Perda de carga no canal • Perda de carga por atrito Dados: L = 500m = 0.0m b = 2.5km h = 1.81 = 19.5 x0.0m A 2. tem-se: v= Q 3.011 C= = 83.5 2 ⎛ 9.00065 ⎠ 0.1.0 J = 0.5m P 4.0 x 2.011 ⎛ 0.044m ⎟ 0.Espaçamento entre barras e2 = 30mm K g = 1.325m Verificação: Aplicando a fórmula de Ganguillet e Kutter.5 ⎝ 23 + Levando o valor C à fórmula de Chezy: v = 83.5 = 0.316 0.65 m/km tem-se: Adotando-se uma declividade ha = JL = 0.502m .00065 0.

42⎜ ⎟ 1.5 = 3.0m / s Ag 3.2.0m 2 vg = Q 3.0m 3 / s A = 2.005m 2 x9.04 Diâmetro interno da tubulação D = 91.0m 2 v= Q 3.0 = = 1.0 2 = 0.000 2 g = 2 x9.44 − 2 x0.0 1.81 Perda de carga • hi'' = 0.0 e1 = 10mm e2 = 35mm 4 Área bruta da grade Velocidade da água a montante da grade Espessuras das barras (diâmetro) Espaçamento entre barras K g = 2.0 = = 1.5 = 3.0 2 ⎛ 10 ⎞ 3 ' hg' = 2.0 x1.023m 19. sen θ1 = sen 90 0 = 1.0m 3 / s Ag = 2.em forma de campânula K e = 0.0 = 0.0 x1.62 ⎝ 35 ⎠ 4 • Perda de carga na entrada da tubulação forçada v2 he = K e 2g Descarga Q = 3.17cm .42 ver Tabela 7.1.635 = 90.62 Perda de carga 1.2.1 .• Perda de carga inicial hi'' = k i v2 2g Descarga Área de escoamento Velocidade da água Q = 3.10 Perda de carga na grade ⎛e ' hg' = K g ⎜ 1 ⎜e ⎝ 2 Descarga ⎞3 v2 ⎟ sen θ1 ⎟ 2g ⎠ Q = 3.81 = 19.0m / s A 3.0m 3 / s .ver Figura 7.

012 + 0.702m Perda total de carga no sistema adutor ' ' ' ' ht = hi' + hg + ha + hi'' + hg' + he + ha' ht = 0.04 4.70m / s D = 90.1416 x0.171.156m A queda líquida será: H L = H − ht = 25 − 1. Cálculo da queda líquida sabendo-se que: que representa 4.0m 3 / s .040km v = 4.6386m 2 4 4 v= Q 3.156 = 23.6386 Velocidade da água no interior da tubulação A perda de carga na entrada da tubulação será: he = 0.044 + 0.1 J = 410 x0.040 = 0.0 = = 4.tubulação nova em chapas de aço soldadas .81 • Perda de carga por atrito Dados: K a = 0.023 + 0.005 + 0.156m queda bruta.32 .17cm (já calculado) (já calculado) Pela fórmula de Scobey: J = 410 x0.Área interna da seção transversal A= πD 2 3.70 2 = 0.9017 2 = = 0.701.045 + 0.comprimento da tubulação L = 40m = 0.553m / km 141.70m / s A 0.8% da H = 25m Queda bruta Perda total de carga no sistema adutor ht = 1.32 4.045m 2 x9.44 A perda de carga será: ' ha' = JL = 17.32 18.553x0.9 90.844m Cálculo da potência instalada sabendo-se que: Q = 3.325 + 0.702 = 1.923 = 17.

60 m H = 25.5D D A 0.5C 0.60 0.5D junta de dilatação B = 1. portanto a potência instalada será de 597 kW.0 m 0.85 P = 9.80 C = 4. VII) CASO: Terra D = 0.844m rt rg = 0.40 CORTE PERFIL H = Altura de água sobre o bloco D = Diâmetro da tubulação C = Comprimento da base do bloco (tabelado) B = Largura da base do bloco = 3D (no caso) A = Valor que deve ser no mínimo igual a 2D Nota: No caso o bloco foi enterrado a fim de garantir A = 2D .5C 45° face de parede perpendicular ao talude face de parede vertical 2.H L = 23.81rt rg QH L .

38 US$ / unid. 50m Escavação.37 18.18 . orgânico (raízes.44 3. destocamento e limpeza de terrenos com árvores D < 0.00 km m m m m m 3 3 3 3 3 R$ / unid. trator e Caminhão Basculante comum Preço Total em m3 (corte) para dist.50 km 1.71 1.49 2. etc.00 km 1.91 2.15m Desmatamento.93 Desmatamento.58 2.52 Recarga de Terra no Estoque ou Botafora com Pá Carregadeira de pneus e transporte com Caminhão Basculante comum Preço Total em m3 (veículo) p/ dist.50 km 1. 0. 2 0.41 20.49 3.33 5.49 1.98 3.72 m3 m3 m m m m 3 3 3 3 2.06 2.12 R$ / 1US$ US$ / unid.21 3.02 2.30 km 0. R$ / unid.80 1. 0.00 km Escavação.66 3.30 2. de 3 m un.91 4.56 3.60 4.30 km 0.ANEXO 2 Taxa Câmbio = 1. de 0.79 2.94 2.50 km m3 m 3 1.50 km 2. carga e transporte de Terra com Pá Carregadeira.50 km 2.00 km 1.) até dist.30 km 0. de 0. carga e transporte de Terra com Motoescavotransportador tipo CAT 621 ou similar Preço Total em m (corte) para dist.08 3. 2.COMPOSIÇÃO DE CUSTOS E PLANILHAS DE ORÇAMENTO RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS DE OBRAS CIVÍS Custos Referidos a: JANEIRO/98 Fonte: Composição de Custos . destocamento e remoção de árvores D > 0.87 4.ANEXO 3 .15m Remoção de Camada de Solo com mat.87 3.

R$ / unid.78 10.50 km 2.89 11.64 11.50 km 1. de 0.81 12.85 .92 12.02m2/m3 (escav.23 12.50 km 2.91 US$ / unid.17 14.30 km 0. transportador) e transporte em Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" inclusive prefissuramento 0. Rocha .43 9.50 km 1. etc.1.92 11. de 0. m3 m m m m 3 3 3 3 10.00 km Pré Fissuramento para escav.20 13.30 km 0.96 3. rocha (geometria definida) Escavação de Rocha a Céu Aberto (para fundações.67 11.13 12.00 km 1.00 km Escavação de Rocha a céu aberto (perfuração/desmonte/carga no veículo.99 13.76 12.00 km 1.99 2. Preço Total em m3 (corte) para dist.57 2.62 13.10 20.13 15.geometria definida).37 10.86 12.48 18.64 2.52 m3 m m m m 3 3 3 3 9.) Escavação de Rocha a céu aberto (perfuração/desmonte/carga no veículo.00 km 1.95 11. canais. transportador e transporte em Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" Preço Total em m3 (corte) para dist.00 km m3 m m 3 3 2.58 14.50 km 2.62 13.00 km 1.26 12.56 10.55 15.29 2.51 12.00 km Escavação de Rocha em Pedreira (perfuração/desmonte/carga no veículo. transportador e transporte em Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" Preço Total em m3 (corte) para dist.89 13.35 m3 m m m m m 3 3 3 3 2 10.55 10.30 km 0. de 0.50 km 1.50 km 2.

30 km 0. sem compactação) Distância Preço/unid.18 2.00 km 1.84 4. ETC.05 3.60 0.27 3. 0.57 2.53 US$ / unid. em m 1.30 km 2.60 Preço/ m de Aterro 3 Vol.98 1.10 1.49 5. ENSECADEIRA.10 3.60 0.85 3.10 1.58 R$ / unid. Preço/ m de Aterro 3 2.90 5.10 1.60 0.10 3 Espalhamento 0.60 R$ / unid.20 3. Material direto da Escavação Obrigatória (Terra) -----> ATERRO LANÇADO Lançamento e Espalhamento de Terra Material de Depósito ou Botafora (Terra)------->ATERRO LANÇADO Recarga + Transporte + Lançamento e Espalhamento de Terra 0.60 0.83 3.60 Preço/ m de Aterro 3 2.62 2.87 4.52 2.60 0.60 0.00 km 3.10 1.82 2.91 2.37 4.38 4.60 0.13 SERVIÇO EM TERRA E ROCHA para BARRAGEM. de 0.96 3.10 1.43 4.46 3.01 4. 2.43 3.10 1.79 0. ATERRO LANÇADO ( Solo.42 3.91 4.67 3.38 Espalhamento 0.50 km 2.00 km m3 m m m m 3 3 3 3 US$ / unid.50 km 2.50 km 3.50 km 1. 2.50 km 1.85 4.50 km 2.94 3. em m 3 Espalhamento 0.28 Preço/ m de Aterro 3 1.35 Vol.44 1.99 3.30 km 0.60 0.82 2.60 Preço/ m de Aterro 3 Preço/ m de Aterro 3 0.Recarga de Rocha em Depósito ou Botafora no veículo transportador e transporte em Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" Preço Total em m3 (veiculo) para dist.10 1.02 2.00 km 1.00 km Material de Emprestimo (Terra) --------> ATERRO LANÇADO Escavação + Carga + Transporte + Lançamento e Espalhamento de Terra 0.66 3.41 .00 km 4.10 1.

86 3.50 km 1.com Motoscraper) --------> ATERRO COMPACTADO Escavação/Carga + Transporte + Compactação 0.83 4.20 1.70 6. sem compactação) Distância Preço/unid.86 0.87 3.51 6.49 4.86 R$ / unid.64 5.19 1.77 US$ / unid. Vol.65 3.19 1. 0.19 1. em m3 Material direto da Escavação Obrigatória (Terra) -------> ATERRO COMPACTADO Lançamento e Espalhamento e Compactação Material de Depósito ou Botafora (Terra) --------> ATERRO COMPACTADO Recarga + Transporte + Compactação de Terra 0.18 2.19 1.30 km 0. Vol.21 Material de Emprestimo (Terra .96 3.27 4. em m Material direto da Escavação Obrigatória (Rocha) --------> ENROCAMENTO LANÇADO Lançamento e Espalhamento de Rocha Material de Depósito ou Botafora (Rocha) --------> ENROCAMENTO LANÇADO Recarga + Transporte + Lançamento e Espalhamento de Rocha 0.10 3 3 2.33 5.50 km 2.10 1.81 4.39 3.39 7.ATERRO COMPACTADO ( Solo compactado) Distância Preço/unid.10 4.38 .20 1.19 Compactação 1.60 4.80 4.06 1.02 2.57 2.26 Preço/ m de Espalhamento Enrocamento 3 Preço/ m de Enrocamento 3 0.20 1.50 km 2.00 km ENROCAMENTO ( Rocha.00 km 1.30 km 0.00 km 1.23 3.86 0. Preço/ m de Enrocamento 3 Preço/ m de Espalhamento Enrocamento 3 2.00 km Vol.20 0.50 km Vol.06 US$ / unid.19 Preço/ m de Aterro 3 Preço/ m de Aterro 3 1.19 1.58 2. em m 1.23 4.14 4.20 1.94 3.20 1.66 3. Preço/ m de Aterro 3 1.19 Preço/ m de Aterro 3 Preço/ m de Aterro 3 3. Preço/ m de Aterro 3 2.20 1. em m3 1.50 km 1.20 1.20 Compactação 1.74 5.19 1.28 4.19 1.92 5.61 3.20 Compactação 1.20 1.30 km 0.19 R$ / unid.19 1.91 4.35 3.

86 7. Preço/ m de 3 2.26 8.10 1.70 0.86 0.92 1.89 2.00 km Material de Pedreira (Rocha) --------> ENROCAMENTO LANÇADO 3.80 1.03 1.56 Distância Preço/unid.81 5.86 0.00 km 11.21 9.50 km 12.10 1.85 ENROCAMENTO COMPACTADO ( Rocha compactada) Preço/ m de Espalhamento Enrocamento 3 Preço/ m de Enrocamento 3 0.80 Compactação Enrocamento Enrocamento 9.10 1.00 km 11.56 0.09 5.50 km 2.80 0.00 km 1.84 4.43 8. em m3 Material direto da Escavação Obrigatória (Rocha) --------> ENROCAMENTO COMPACTADO Lançamento e Compactação de Rocha Material de Depósito ou Botafora (Rocha) ------> ENROCAMENTO COMPACTADO Recarga + Transporte + Lançamento e Compactação de Rocha 0.91 1.50 km 12.70 0.50 1.13 Compactação Enrocamento Enrocamento 4.26 4. em m3 1.89 0.27 5.10 Preço/ m de 3 Compactação Enrocamento 1.94 3.13 1.53 9.64 11.88 10.26 10.10 1. Vol.86 4.54 5.50 km 1.70 0.49 1.13 US$ / unid.10 1.20 1.22 8.26 8.20 3.86 0.90 6.26 R$ / unid.54 6.50 km 10.70 0.00 km 1.26 4.10 1.70 0.84 4.56 0.51 Escavação + Carga + Transporte + Lançamento e Espalhamento de Rocha 0.50 km 10.10 0.02 4. Preço/ m de 3 Preço/ m de Enrocamento 3 1.57 1.26 6.72 1.00 km 13.92 1.30 km 10.86 0.1.30 km 10.68 10.86 0.95 1.00 km Material de Pedreira (Rocha) -------> ENROCAMENTO COMPACTADO Vol.95 10.80 6.86 0.49 5.17 Preço/ m de 3 Preço/ m de 3 Escavação + Carga + Transporte + Lançamento e Compactação de Rocha 0.80 0.62 8.26 4.26 9.50 km 2.33 .80 0.26 8.95 1.78 1.30 km 0.37 7.26 1.26 5.83 9.18 5.49 5.

3.2.3.02 53.19 66. Mobiliz.5mm vertical 1.35 13.3.58 3.41 15.11 Código Catálogo Ref.95 8.21 Diâmetro = 4 1/2" 1. 12.65 66.2.26 m3 m m m 3 3 3 11.43 57.25 Martelete Diâm.92 US$ / unid.77 Diâmetro = NX 75.31 R$ / unid.12 6.46 30.85 13.63 R$ / unid. = até 1 1/2" 1.78 Diâmetro = H 100 mm vertical 19.00 km Transição Lançada Transição Compactada Filtro Horizontal Filtro Vertical 13.97 14.32 41.68 Serviços Diversos para Limpeza e Tratamento de Fundações Limpeza de superficie de Solo para fundação de Barragem de Terra ou Enrocamento Limpeza de superficie de Rocha para fundação de Barragem de Terra Limpeza de superficie de Rocha para fundação de Estruturas de Concreto m m m 2 2 2 0.76 Diâmetro = BX 59.77 59.62 14.80 1.85 US$ / unid.85 7.3.2.91 m m m m m m 23.02 11.01 4.38 27.24 Perfuração em Rocha c/ Wagon Drill e Martelete (basalto) Wagon Drill Diâm.51 49. Mob/Desmobil 20%) 1.13 18.44 80.07 36.76 39.15 11.22 22. 53.84 44.15 26.78 59. = 2 1/2" 1.32 25.31 15.88 14.3.3. 48.3mm vertical 1. 0.49 m m m m .19 30.2.05 3. EMOP Perfuração c/ sonda a percussão em Solo (incl.40 22.22 Diâmetro = 6" 1.27 Perfuração em Rocha c/ sonda Rotativa c/ coroa de Vidia (incl.85 0.2.33 89.73 Remoção de Ensecadeira Plantio de Grama em Placas m3 m2 4.61 4.75 Diâmetro = AX 47.43 5.6mm vertical 1.23 Diâmetro = 10" 1.70 13.33 47./Desmobiliz = 15%) Diâmetro = 3" 1.84 64.

5 km)= . etc.5 km 2.000 1.84 7. escoramentos.25 R$ / unid.000 1.22 30. 58.000 1.707.300 0. ( 5% ) 6.69 m 3 ton ton m 2 Armadura 100 kg/m Forma de Madeira 5 m /m Diversos: Juntas.93 439. 1.75 3.23 392.58 R$ / unid.97 m kg Concreto Armado para estruturas isoladas (preparo em Betoneira) Preparo de Concreto em Betoneira Cimento 300 kg/m 3 3 2 3 US$ / unid.76 24.000 0.50 7.77 271.23 116.200 30.15 20.00 1.2 m /m Diversos: Juntas.69 126.23 93.4mm 15x15 Concreto Forma de Madeira Armadura CA .5 km 1.58 1.72 151.11.05 1.44 Preço Unitário Concreto em $ /m3 (transporte d= 0.50.61 157.98 37.91 31.75 3.000 58.97 140.10 11.84 7.05 104.91 31.0 km 1. etc. 58.98 126.80 170.30 7.000 1.000 1.78 4.000 58.98 2.22 0.Injeção de Calda de Cimento Injeção de Argamassa de Cimento/Areia Concreto Projetado (seção de projeto) Tela de Aço tipo "TELCON" 3.67 303.82 5.98 2. 1.82 5.0 km 3. escoramentos.00 1.79 1.000 1.78 4. Preço Unitário Concreto Armado em R$ /m3 = Concreto SEM CIMENTO para estrutura "TIPO GRAVIDADE" (Massa) Preparo de Concreto na Central Dosador Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Lançamento Cimento 200 kg/m 3 2 3 3 m m m m m m m 3 3 3 3 3 3 3 0.100.100 5.40 18.46 saco 50 kg m 3 3 21.48 US$ / unid.0 km ton ton m 2 Armadura 10 kg/m Forma de Madeira 0.23.707.1+11.

0 km)= Estrutura em Concreto COMPACTADO A ROLO (CCR) Concreto sem Cimento .000 1.73 126. Concreto Ciclópico em $ /m3 (Pedreira dist.000 30.0 km 3.5 km 2.94 Obra em Concreto Ciclópico (pequenas obras. 3 m m m m m m m 3 3 3 3 3 3 3 58.0 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 3.5 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 2.09 105.82 5.98 2.75 3.19 96..68 109..0 m /m Diversos: Juntas. 38.5 km)= Preço Unitário Estrut. ( 5% ) 30.23 139.707.39 140.0 km)= 3 111.84 7. etc.Preço inclusive fornecimento de cimento Preço Unitário Estrut.5 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 2.0 km ton ton m 2 Armadura 100 kg/m Forma de Madeira 1.75 3.91 56.21 158.84 111.98 2.000m m 3 3 3 3 3 33. escoramentos.000 58.61 107.5 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 1. Concreto Ciclópico em $ /m (Pedreira dist.000 1.000 1.53 106.54 R$ / unid.36 141.02 Preço Unitário Concreto em $ /m3 (transporte d= 0.73 0.78 4.26 125.78 4.22 95.000 1.0 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 1.0 km 1.0 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 1.22 1. > 50.29 144.23 US$ / unid.34 .84 7.30 159.86 (Estrutural) 1.23 156.91 56.91 125.15 98.12 157.33 142.0 km)= Concreto SEM CIMENTO para estrutura "FORTEMENTE ARMADA" Preparo de Concreto na Central Dosador Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Lançamento de Concreto Cimento 300 kg/m 3 3 2 3 3 3 3 94.Preço Unitário Concreto em $ /m3 (transporte d= 1.com "rachão" ou pedra de mão de PEDREIRA) Concreto Ciclópico .000 1.00 1.000 1.= 0.= 1.Preço exclusive fornecimento de cimento Vol.0 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 3.37 161.82 5.5 km 1.

20 31. un.19 273.92 US$ / unid.86 27.89 206.5 km)= Preço Unitário Estrut.31 230.34 28.40 m Canaleta (meia cana) ou calha circular de concreto simples prémoldado d = 0.810.17 136.97 306.31 71.91 37.39 493.84 4.60 m Bueiro Tubular Simples de Concreto diâmetro = 0.60 m Boca de Bueiro para BTSC diâmetro = 0. un.= 1.= 2.63 33. m m m 3 m2 m m 2 2 2 35.06 113.80 m Boca de Bueiro para BTSC diâmetro = 1.0 km)= 3 112. 10.95 63.64 m ponto de luz un.Preço Unitário Estrut.31 R$ / unid. Concreto Ciclópico em $ /m (Pedreira dist.54 125.85 361.77 787.11 323.80 m m m m m un.294.75 INSTALAÇÕES E ACABAMENTOS .40 53.80 m Bueiro Tubular Simples de Concreto diâmetro = 1.CASA DE FORÇA Cobertura com Telha de Barro .93 48.87 702.00 m Boca de Bueiro para BTSC diâmetro = 0.72 39. Concreto Ciclópico em $ /m3 (Pedreira dist.60 m Canaleta (meia cana) ou calha circular de concreto simples prémoldado d = 0. 11.27 125.tipo francesa Cobertura com Telha de Chapa de Cimento Amianto Ondulado 8 mm Cobertura com Telha de Chapa de Cimento Amianto Trapezoidal tipo "Canalete 90" Parede de Alvenaria e = 20 cm (revestido e pintado) Instalação Eletrica.00 m Canaleta (meia cana) ou calha circular de concreto simples prémoldado d = 0.09 112.39 153.34 32. .25 92. tipo predial Banheiro completo (wc de 5 m2) SERVIÇOS E OBRAS DIVERSAS Escavação Manual de Vala em terra Bueiro Tubular Simples de Concreto diâmetro = 0.62 82.25 4.83 126.56 440.

67 29.333) Horas não trabalhadas no ano Dias Domingo Feriados Enfermidade Acidente de Trabalho Ausência Legal Férias Licença Paternidade Licença Maternidade 52 11 5 4 2 26 5 120 h/dia 7.942.00% Total de Horas de Afastamento = Trab.676.00% 0.40 1.33 14. 20.80% 3.67 190.00% 97.xls Composição de Encargos Sociais GRUPO I (Horas Normais jornada de 44h/semana) Obrigações de Lei que incidem diretamente sobre a Folha de Pagamento.15% 1.40 Incidência % 19.40 1.53 0.COMPOSIÇÕES DE CUSTOS cmpscao.03% 0.3333 7.33% 52.Efetivo 1.35 semanas/mes (365/12/7) 7.942.00% 50.942. em idade fértil % Masc e % Fem.00% 8.51% 0.942. Total Anual Total Não Trab.00 horas/semana = <---variável 4.80% INSS INCRA Salário Educação SENAI SESI Seguro Acidente de Trabalho FGTS Total do Grupo I GRUPO I I Direito de recepção de salários dos dias em que não há prestação de serviços e portanto sofrem incidência do Grupo I Parâmetros Básicos 44.40 1.40 220 horas trab.26 Cálculo dos Percentuais do GRUPO I I horas não Tra Domingo Feriados Enfermidade Acidente de Trabalho Ausência Legal Férias (com abono de 33%) Licença Paternidade Licença Maternidade 13o Salário Total do Grupo I I 7.942.3333 7.00% 50.40 3. = 97% e Trab.00% 36.00% 3.40 1.02% 11.50% 1.20% 2.3333 7.Masc.3333 7.33 80.30% 1.76% 13.942.40 734.3333 Fecundidade % dos Trab's.67 29.67 0.63% 4.Femin.942. = 3% e 50% dos trab's em idade Fértil (18 a 59 anos).3333 Número de Feriados = <---Variável 7.942.3333 7.53 0.26 Trab.40 1.40 1.67 0.67 190.40 1.67 horas totais do ano (365 x 7.3333 30 381.67 734.33 14.942.3333 horas/dia (44/6) 2.89% 1.37% . Total de Horas/Ano efetivamente Trabalhadas 2.40 1.676.942. 1.67 36.33 80.06% 0. Total de Horas 381.3333 7.67 36.00% 3.

40% 52.59% 25.333 x 20% x 95%)/1. com menos de 1 ano de serviço e recebem aviso indenizado.708. seja ele optante ou não do FGTS.333 x 30/1942.15% 19.942.91% 161. SEMANALISTA MENSALISTA ((30 x 7. Não há acréscimo sobre os Grupos 2 e 3 da hora normal Total do Grupo I I Total do GRUPO I I I Total do GRUPO I V (total do Grupo I x Grupo II) TOTAL GERAL = GRUPO I + GRUPO I I + GRUPO I I I + GRUPO IV TOTAL GERAL = Soma de Encargos Sociais + Acréscimo de Salário sobre Hora Normal) 161.62% 150. a partir da Tabela de Horas Normais 18.40 INDENIZAÇÃO ADICIONAL .27% 17.80% x 52.Lei 6.37% 25. o empregado dispensado sem justa causa.37% 4.333x365/12)x95% x 6meses x (12/6)) x 40%/1.80% Acréscimo sobre o Salário hora diurna (b) Incidência (a) x (b) Obs.00% 133.19% 1.22% 2.00% TOTAL GERAL = para cálculo de custo de Horas Extras. terá direito a uma indenização adicional equivalente equivalente a um salário mensal (30 dias).708 De acordo com artigo 9 da Lei 6. acréscimo de 50% sobre Horas Normais ) (a) 50. com média de permanência de 6 meses. no período de 30 dias que antecede a data base de sua correção salarial.37% = 19. com média de permanência na Empresa de mais de 1 ano de serviço.942.00% Total do Grupo I 36.62% 242.333 x 80% x 95%)/1. porém não recebem incidência do GRUPO I AVISO PRÉVIO 95% dos empregados recebem aviso prévio (5% se aposentam ou pedem demissão) 80% são SEMANALISTAS. Estimando que 14% dos empregados se desligam da Empresa dentro de 30 dias que antecede a data base.43% .14% 28.14% TOTAL GERAL = GRUPO I + GRUPO I I + GRUPO I I I + GRUPO IV ADOTADO Composição de Encargos Sociais (Horas Extras. 20% são MENSALISTAS. temos: Total = 14% x 7.40 Total do GRUPO I I I GRUPO I V São encargos que recebem a reincidência dos ENCARGOS SOCIAIS GRUPO I x GRUPO I I = 36.942.58% 134.GRUPO I I I Pagos diretamente ao empregado.40) x (12/12) Subtotal = INDENIZAÇÃO POR DISPENSA SEM JUSTA CAUSA (40% sobre os depósitos FGTS) Total = (8%x(7. 50% se não tiver "Acordo Sindical" alterando essa % para mais.40) x (12/6) ((30 x 7.

00% <<--. Administrativo e de Suprimentos Administração Local Despesas com corpo técnico.000 2.50% 3.00% 5.65% 5.24% 157. % PARA MANUTENÇÃO E HORAS TRABALHADAS POR ANO DISCRIMINAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Vida Útil em horas Horas Trab.etc.000 2. Pis e Contribuição Social Subtotal TOTAL DE BDI = {(1+28%)/(1-5.00% Benefício ou Lucro Bruto do Empreiteiro Riscos. Imprevistos ou Contingências Subtotal Impostos ISS 5% sobre o Custo da Mão de Obra 5% x 30% = Cofins. contabilidade. contrôle tecnológico. 3. no total 56 horas. comunicações despesas de locomoção. consultorias. comandos de produção.95% 35. Estrutura de Apôio Técnico. despesas com energia. temos Total de Horas Normais /Semana = Total de Horas Extras /Semana Encargos Sociais + Acréscimo de Salário = Para Jornada de trabalho de 56h/semana Composição da taxa de BDI = 242.Adotado Taxa de Manutenção em % da Depreciação 100% 80% 80% Trator de Esteira Trator sobre Pneus (inclusive tipo agrícola) Motoniveladora 10. Contabilidade Geral.000 2.00% 1.00% Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TABELA : VIDA ÚTIL .ADOTADO JORNADA DE TRABALHO ADMITIDO PARA EXECUÇÃO DE OBRAS (implantação de PCH) Adotando Trabalho Semanal de 44 horas normais e 2h Extras/dia.24% (44 x 134% + 12 x 242.00% 10.000 .00% 28. almoxarifados.43% 44 12 157. veículos. topografia. por ano 5.15% 34.43%)/56 horas = ADOTADO para composiçã (Benefícios e Despesas Indiretas do empreiteiro) Administração Central Rateio de despesas de Diretoria.000 10.000 10.15%)} -1 = ADOTADO 10. materiais de consumo do escritório.

750 2.000 2.750 1.000 5.000 6.41 1.12 R$ / 1US$ MÃO DE OBRA Ajudante Armador Encanador (ou Bombeiro) Encanador Meio Oficial (ou Bombeiro Meio Oficial) Carpinteiro de Esquadrias Carpinteiro de Formas para Concreto Compressorista Eletricista Encarregado de Serviços Salário Médio por Hora em R$ (previsto) 0.000 2.000 1.000 100% 100% 100% 80% 80% 90% 50% 80% 100% 100% 80% 50% 60% 50% 50% 90% 50% 50% 50% Custos Referidos a: JANEIRO/98 Taxa de Cambio Adotado: 1.70 3.000 2.48 7.99 1.05 1. Pipa ou Irrigadeira Grade de Disco Guindaste Bomba de Concreto Compactador Placa Vibratória Carreta para perf.000 10.000 1.000 2.000 12.000 2.000 8.000 14.000 10.000 10.000 2.000 14.500 2.73 3.000 6.670 1.000 7. Rocha Roc 601 Perfuratriz tipo RH 658 Máquina de Solda Grupo Gerador (motor Diesel) 10.500 1.000 2.45 1.85 Custo por hora inclusive Enc.000 10.74 2.63 2.05 1.000 1.000 6.44 1.46 1.000 12.000 12.70 4.em R$ 2.000 10.70 3.000 6.33 .Pá Carregadeira de Pneus Pá Carregadeira de Esteiras Motoescavotransportador (Motoscraper) Escavadeira Compressor Rolo Compactador tipo Autopropulsor Rolo Pé de Carneiro Rebocável Caminhão com Carroceria Fixa Caminhão Basculante Transportador Basculante tipo "Fora de Estrada" Caminhão Tanque.250 2.750 1.76 2.55 3. Sociais e Horas Extras.000 10.000 1.000 2.

=25ton.98 79.97 25.78 13. Tipo Cat 769 cap. meia lança 45HP K-110A Central de concreto Usina tipo Dosadora Pavimak P40 40m3/h ou similar Usina tipo Dosadora Pavimak P80 80m3/h ou similar Central tipo "Misturadora de Concreto" (para CCR) Betoneira 580 litros com motor eletrico 159.63 2.31 184.45 67.01 62.38 71.24 3.73 Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Trator de Esteira tipo Cat D 5B 105 HP Trator Agrícola de Pneus tipo CBT .51 1.01 62.98 79. Scania 296 HP Caminhão Pipa 10.54 45.0351% 0.867 95.96 36.1 auxiliar R$/h calc.854 0.F.40 104.2 30 1.2 auxiliar R$/h calc.3 m3 Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Caminhão Carroceria Madeira Scania T-113H 320 HP Caminhão MB L1620/51 184 HP com "Brooks" Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Caminhão Basculante F12000 174" 172 HP 12 ton.0364% 0.0701% 0.40 1.0403% 0.73 38.67 94.68 32.500 442.595kg Motoescavotransportador tipo Cat 621 335 HP 15.93 72.700 149.93 72.93 72.17 2.20 30.0406% 0.26 1.31 184.88 32.23 140.88 3.500 155.19 Custo Horário "ADOTADO" R$/h Discriminação calc.E.0291% 0.20 30.0423% 0.3 auxiliar R$/h 159.68 32.600 71.00 1.14 4.72 55.0273% 0.0296% 0.19 38.52 25.08 18.0557% 0.68 32.Feitor Marteleteiro Pedreiro Pintor Servente Soldador Vibradorista 1.105 126 HP Grade de Disco tipo GA 28-24 da marca TATÚ Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.450 190.45 67.500 32.72m3 Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT 973 190 HP 2.83 1.67 94.0305% 159.0406% 0.64 1.00 1.12 45. 5 ton.000 143.97 25.4 104.2.47 55.84 48.5m3 Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT953 130 HP 1.40 104.84 48.=32ton.620 253.52 25.9 26.73 36.55 120.955 340.55 120.544 5.97 25.80 ALUGUEL HORÁRIO DE EQUIPAMENTOS DE CONSTRUÇÃO (Fonte: Revista "Informador das Construções" no 1364 de 31/Jan/98) e EMOP / RJ Custo de Aquisição R$ 572.471 280.55 120.88 32.54 45.458 641.38 71.0222% 0.0451% 0.939 45.06m3 Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 938 114 HP 1.19 103.927 227.500 50.45 67. 415 HP Bas.90 26.E.469 3.47 55. F.500 227.87 72.0400% 0.01 62.87 72.98 79.0279% 0.000 litros MB 1218/51 136 HP Esvavadeira Fiat Allis SH-200 (nacional) 104 HP Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Guindaste sobre Pneus.500 79.38 71.31 184.247 64.000 148.0307% 0.72 55.964 36.12 45.0250% 0.042 82.53m3 Carregadeira c/ Retroescadeira tipo CASE 580-L 75 HP Trator Compacto c/Pá Carreagadeira 753 BOBCAT 40H Motoniveladora tipo Cat 120 140 HP 12.84 48.23 140.000 481.87 .67 94.0316% 0.41 0.78 13.Tipo Randon RK425 cap.881 150.72 55.54 45.0369% 0.12 45.62 1.22 3.88 32.40 1.47 55.000 litros MB 1620/51 184 HP Caminhão Pipa 6.0630% 0.78 13.0286% 0. Basc.0485% 72.0288% 0.23 140.90 26.0312% 0.08 18.52 25.0361% 0.0314% 0. Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" =Bas.E. F.09 4.0302% 0.08 18.520 237.4 1.125 Relação Cotação Aluguel Horário Aluguel/Aquilevantada p/o R$/h sição em % Projeto R$/h 0.857 81.0293% 0.

35 41.3.0375% 0.170 8.44 1.22 31.80 36. PC-35 c/1 tambor Ferflex Compactador Placa Vibrat.843 89. m 3 2 m kg m3 mil m2 .85m Rolo Pé Carneiro autoprop.44 1.07 0.62 1.0424% 0.15 6.28 5.37 2.90Pd 170 pcm Compressor XA .28 44.00 9.000 88.12 200.28 44.25 1.43 30.43333 30.0443% 0.87 m t kg kg Pinho.15 6.00 9.87 26. SP255 T.175Pd 335 pcm Compressor XA .0444% 0.00 7.0426% 0.39 38.7m3 MB 2318/42 192 HP Compressor XA .37 2. Pinus.22 31.09 1.00 8.gas.0439% 0.0312% 1.00 126.76 1.00 126.44 1.1066% 0. Dynapac CA-15 MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO (Fonte: Revista "Informador das Construções" n s 1363 e 1364 de 15 e 31/Jan/98) e EMOP / RJ o DISCRIMINAÇÃO Unidade Preço unitário em R$/unid.07 0.783 992 2.87 3.92 2.00 9.6 11. SP-84 T.TERRA 130HP 10.5cv Conjunto de Projeção de Concreto ESTE CP-6 Caminhão Betoneira cap.00 0.00 9. Chapa Compensado Resinado 18mm Prego Comum 18x30 Madeira Serrada Bruta (madeira de lei) Telha de Barro tipo Francesa Telha de Chapa Ondulada Cimento Amianto 8mm a kg unid.57 16.60 11.000kg Rolo Pé Carneiro Reboc.00 8.5m3 MB 2318/42 192 HP Caminhão Betoneira cap.28 5. mot.28 0.9 0.29 33.116 119.0363% 0.510 6.741 86.06 19.88 5.00 0.0832% 0.25 1.0305% 0.5HP 1.78 0.62 1.07 0.12 400.560 12.78 0.57 2.705 36.57 16. CA25P Dynapac 125HP Rolo Pé Carneiro autoprop.330 120.05 13.60 11.22 31. etc. m m2 m 3 3 3. CA15P Dynapac 76.06 19.87 3.00 300.05 13.480 38.000 85.0312% 0.12 200.00 9. PC/2PE 2 tambores Ferflex Rolo Pé Carneiro Reboc.00 8.TERRA 165HP Rolo Liso autoprop.0312% 0.0552% 0.28 0.8731 26.05 13.00 300. unid.0473% 0.0660% 0.0344% 0.0429% 0.76 1.00 9.Claridon CS-30 45x66 9HP Compactador Vibratório autopropelido CG11 Rolo Vibratório 7 t .43 30.80 36.00 7.57 16.06 19.508 99. 2 cv Vibrador 48x480mm com mangote 5 m.12 400.0373% 0.autoprop.420Pd 764 pcm 80HP (Pd = Perkins Diesel) 94HP 119HP 180HP 1.88 5.00 126.35 41.90 0.836 85.083 15.97 40. JANEIRO/98 Gelatina 60% (explosivo) Espoleta Elétrica Espoleta Simples Estopim Grama em Placas Pedra Britada Areia Cimento Portland Ferro Redondo CA .Betoneira 320 litros com motor a gasolina Vibrador 48x480mm com mangote 5 m.422 28.28 5.87 26.28 44.57 2.57 2.39 38.92 2.120 132.000 3.37 2.97 40.00 0.29 33.39 38.0143% 0.35 41.12 200.223 43.62 1.29 33.8 36.50 12.elet.00 300.125Pd 250 pcm Compressor XA .09 1.25 1.0142% 0.12 400.90 0.00 7.7613 Roc601 Perfuratriz sobre Carreta c/ Esteira Perfuratriz RH658 24kg Rompedor tipo Tex-11 Rolo Pé Carn.28 0.5mm Arame Recozido no 18 Madeira Serrada Bruta 3 .92 2.97 40.15 6.650 0. mot. Preço unitário "ADOTADO" em R$/unid.88 5.78 0. "pesquisas diversas" Cotação pesquisada na Região R$/unid.09 1.

1 un un un cj m m m kg kg m m m m m m .67 11.21 10.46 2.44 16.59 2.37 0.85 18.55 4.2cm Dobradiça 3x 3 Fechadura Completa .85 6.13 79.82 0.95 1.20kg/m) Tubo de Concreto Simples d = 0.27 1.66 51.81 18.00m Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.85 6.55 1.66 51.70 x 2.27 1.10 17.75kg/m) Tubo de Aço Galvanizado 1 1/2" (4.22 2.80m Tubo de Concreto Simples d = 1.67 11.85 6.10 16.00 0.00 0.36 20.98 0.73 6.17 0.74 597.69 6.66 51.81 18.cromado simples Tubo PVC rígido soldável 100mm Tubo PVC rígido soldável 75mm Tubo PVC rígido soldável 50mm Tubo de Aço Galvanizado 3/4" (1.59 2.55 1.69 6.52 31.37 0.37 0.82 0.00 40.10 3.44 16.13 79.36 20.14 38.34 1.52 16.10 Folha Porta de Madeira 0.52 16.76 0.10 16.55 1.95 1. 15 x 15 Piso Ceramico Vermelho 12 x 24 Cimento Branco Aduela e Guarnição p/Porta de 0.14 38.17 8.95 1.98 0.19 12.21 10.46 2.76 0.67 11.17 8.80m m2 un. mil galão galão folha un m m un un un un un un un un un un un un un un un un un m2 m kg 2 16.75 11.13 79.53 0.8 42.75 11.22 2.9 5.27 1.59 2. Cromado Registro de Pressão 3/4" Azulejo Branco 1a.98 0.00 40.90 26.73 6.74 597.53 0.21 10.17 0.40m Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.19 12.1 17.30 0.34 1.12 1.52 31.44 16.90 5.70 x 2.Latex Lixa d'Água Plafonier de Alumínio 4" Eletroduto 3/4 PVC pesado Fio Pirastic 14 AWG (1.46 26.36 20.53 0.55 4.46 2.82 0.17 8.90 5. 110mm Lampada incandescente de 100W Bloco de Concreto 40x20x20 Líquido Selador "Liquibase" Tinta PVA .12 1.73 6.13 1.13 1.00 40.52 31.9 26.55 4.74 597.46 26.00 0.69 6.30 0.08 0.76 0.12 1.46 26.17 0.30 0. un.13 1.14 38.85 18.85 18.19 12.10 17.80 42.90 26.08 0.08 0.5 mm2) Caixa Chapa Ferro Esmaltada 4x4 Interruptor Comum (1 alavanca) Placa de Baquerite 2x4 Tomada de Embutir Caixa Estampada 4 x2 Globo Esférico de Vidro 4x8" Vaso Sanitário Louça Branca Parafuso p/ Fixação de Vaso Sanitário Válvula Descarga "Primor" Lisa Tubo de Ligação para Vaso Sanitário Bolsa de Borracha p/ Ligação de Vaso Sanitário Lavatório de Louça BRanca s/ coluna Fixador de Lavatório sem coluna Sifão Metal Cromado p/Lavatorio Torneira para Lavatório Chuveiro Simples s/braço Articul.22 2.13 0.81 18.75 11.34 1.80 42.60m Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.13 0.Telha de Cimento Amianto Trapezoidal "Canalete 90" Parafuso 5/16" para Chapa.60m Tubo de Concreto Simples d = 0.52 16.13 0.

45 0.15m com trator tipo D8 ou similar (empurrado até 50m) Unidade para Medição dos trabalhos executados: por árvore .27 0.15m com trator tipo D8 ou similar (empurrado até 50m) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP hora 0.DIVERSOS TOTAL.EQUIPAMENTOS hora hora 0.30 0.14 0.41 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Desmatamento.00% 0.001667 0.001667 159.01 0.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Desmatamento.27 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente . exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 35.11 0.33 2.01 TOTAL .02 TOTAL . destocamento e Limpeza de terrenos com árvores de diametro até 0. destocamento e Remoção de árvores de diâmetro acima de 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .01 0.01 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.006667 7.00% 5.

45 13.73 15.33 .61 0.083333 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS 1.EQUIPAMENTOS hora hora 0.) para limpeza da área de emprestimo.37 20.34 5.29 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente .083333 159.45 1.30m.00% 5.71 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Remoção de Material estéril e/ou com mat.33 2.333333 7.008333 159. etc.14 13.EQUIPAMENTOS 1.71 TOTAL . empurrado até 50m) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP hora 0. tocos.33 TOTAL MÃO DE OBRA .EQUIPAMENTOS Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP hora 0.73 0. com trator tipo D8 ou similar (camada de 0.29 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /árvore= 35.DIVERSOS TOTAL.32 TOTAL .00% 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . orgânico (terra c/raízes.

02 TOTAL .14 0.55 0.008333 7.015000 71.003846 0.84 159.MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.EQUIPAMENTOS hora hora 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte) EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico = 5.003846 0.03 0.93 35.97 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .06m3 Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP 130 m3/h Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP 8m3v/viagem 3min+3min hora hora hora 0.33 2.01 0.007692 0.015385 7.07 1.MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.61 0.000833 0.07 0.14 1.33 2.06 .43 0.03 TOTAL .03 TOTAL .Encarregado de Serviços Servente hora hora 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Escavação e Carga mecânica em Caminhão Basculante.45 36.50 1.00% 0. de terra com utilização de Trator tipo D8 e Pá carregadeira tipo Cat 950 inclusive tempo de espera e de carga do veículo tramsportador.DIVERSOS TOTAL.71 0.55 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente .

00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Transporte de Terra com Caminhão Basculante comum Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico veículo x quilômetro EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP 8m3v/viagem 20 km/h hora 0.51 35.03 .DIVERSOS TOTAL.09 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) 5. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte) = 5.015000 36.55 TOTAL MÃO DE OBRA .65 2.00% 0.TOTAL .MÃO DE OBRA MATERIAIS TOTAL .09 1.97 0.86 0.55 TOTAL .EQUIPAMENTOS 0.00% 0.

TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico(v)xkm =

0,03 0,58 0,20 0,78

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Escavação e carga de terra com utilização de Motoescavotransportador tipo CAT 621

Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte)

EQUIPAMENTOS Motoescavotransportador tipo Cat 621 335 HP 15,3 m3 Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Motoniveladora tipo Cat 120 140 HP 12.595kg

minutos, incl. espera

5,00

hora hora hora

0,005991 0,002996 0,002996

140,88 159,45 55,23

0,84 0,48 0,17

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente

- EQUIPAMENTOS
trabalhadores

1,49 hora hora 0,000999 0,003994 7,33 2,14 0,01 0,01

1 4

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,02

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte) = 5,00% 0,08 0,08 1,59 0,55 2,14

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

Custos Referidos a: SERVIÇO: Transporte de terra com utilização de Motoescavotransportador tipo CAT 621

Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte)xquilometro

EQUIPAMENTOS Motoescavotransportador tipo Cat 621 335 HP 15,3 m3 Motoniveladora tipo Cat 120 140 HP 12.595kg

veloc. =

km/h

20,00

hora hora

0,007190 0,000359

140,88 55,23

1,01 0,02

TOTAL MÃO DE OBRA

- EQUIPAMENTOS

1,03

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte)xkm 35,00% 5,00% 0,05 0,05 1,08 0,38 1,46

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Carga mecânica de terra em DEPÓSITO ou BOTAFORA em Caminhão Basculante com utilização de Pá carregadeira tipo Cat 950, inclusive tempo de espera e de carga no veículo transportador. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (veículo)

EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3,06m3 Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP

Produção/hora

100

hora hora

0,010000 0,012500

71,84 36,97

0,72 0,46

8m3v/viagem 3min+3min

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente

- EQUIPAMENTOS hora hora 0,005000 0,020000 7,33 2,14

1,18 0,04 0,04

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,08

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (veículo) =
Especificação da Unidade de Consumo

5,00%

0,06 0,06 1,32

35,00%

0,46 1,79

DISCRIMINAÇÃO

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$

SERVIÇO:

Custos Referidos a: JANEIRO/98 Escavação de Rocha Céu Aberto, incluindo Perfuração, Desmonte, Carga no veículo transportador e tempo de espera e de carga do veículo transportador. (Escavação obrigatória para fundação de estruturas diversas - geometria definida) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte)

EQUIPAMENTOS

Roc601 Perfuratriz sobre Carreta c/ Esteira
Perfuratriz RH658 24kg Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT 973 190 HP 2,5m3 Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP Compressor XA - 420Pd 764 pcm 180HP TOTAL MÃO DE OBRA - EQUIPAMENTOS

hora hora hora hora hora hora

0,014286
0,028571 0,004000 0,012500 0,009233 0,014286

44,37
2,92 159,45 120,93 79,68 31,28

0,63 0,08 0,64 1,51 0,74 0,45 4,05

Encarregado de Serviços

Feitor
Cabo de Fogo Marteleteiro Ajudante Servente TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS Gelatina 60% (explosivo) Espoleta Elétrica Espoleta Simples Estopim Diversos: Fios, Bits, Brocas, etc. TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS

hora hora hora hora hora hora

0,003571

7,33

0,014286
0,014286 0,085714 0,085714 0,042857

4,22 4,22
3,24 2,55 2,14

0,03 0,06 0,06 0,28 0,22 0,09 0,74

kg unid. unid. m gl

0,350 0,112 0,224 1,100

3,28 5,07 0,28 0,57

1,15 0,57 0,06 0,63 0,72 3,13

5,00%

0,40 0,40 8,32 2,91 11,23

TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte) =

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

Custos Referidos a: SERVIÇO: Transporte de Rocha com utilização de Caminhão Basculante "Fora d e Estrada" tipo Randon RK425 (cap. = 25t)
Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (veíc.)xquilometro

EQUIPAMENTOS Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP Motoniveladora tipo Cat 120 140 HP 12.595kg

veloc. =

km/h

20,00

hora hora

0,011080 0,000554

79,68 55,23

0,88 0,03

TOTAL MÃO DE OBRA

- EQUIPAMENTOS

0,91

TOTAL - MÃO DE OBRA

MATERIAIS

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (veíc.)xkm =
Especificação da Unidade de Consumo

5,00%

0,05 0,05 0,96 0,33 1,29

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

Custos Referidos a: SERVIÇO: Prefissuramento, incluindo Perfuração, Desmonte para obtenção de superfícies uniformes de taludes de rocha em escavações obrigatórias (geometria definida).
Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado

EQUIPAMENTOS

Roc601 Perfuratriz sobre Carreta c/ Esteira
Compressor XA - 420Pd 764 pcm 180HP

hora hora

0,166667
0,083333

44,37
31,28

7,40 2,61

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Marteleteiro Cabo de Fogo Ajudante

- EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0,010000 0,083333 0,027778 0,083333 7,33 3,24

10,01 0,07 0,27 0,12 0,21

4,22
2,55

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS Gelatina 60% (explosivo) Espoleta Elétrica

0,67

kg unid.

0,800 0,100

3,28 5,07

2,62 0,51

Diversos: Fios, Bits, Brocas, etc. TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS

gl

0,94 4,07

Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado =

5,00%

0,74 0,74 15,49 5,42 20,91
JANEIRO/98

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

Custos Referidos a: SERVIÇO: Escavação de Rocha em Pedreira, incluindo Perfuração, Desmonte, Carga no veículo transportador e tempo de espera e de carga do veículo transportador.

Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte)

EQUIPAMENTOS

Roc601 Perfuratriz sobre Carreta c/ Esteira
Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT 973 190 HP 2,5m3 Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP Compressor XA - 420Pd 764 pcm 180HP TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços - EQUIPAMENTOS

hora hora hora hora hora

0,011905
0,004000 0,010000 0,009233 0,005952

44,37
159,45 120,93 79,68 31,28

0,53 0,64 1,21 0,74 0,19 3,31

Feitor
Cabo de Fogo Marteleteiro Ajudante Servente TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS Gelatina 60% (explosivo) Espoleta Elétrica Espoleta Simples Estopim Diversos: Fios, Bits, Brocas, etc. TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS

hora hora hora hora hora hora

0,001786

7,33

0,011905
0,011905 0,071429 0,071429 0,035714

4,22 4,22
3,24 2,55 2,14

0,01 0,05 0,05 0,23 0,18 0,08 0,60

kg unid. unid. m gl

0,350 0,112 0,224 1,100

3,28 5,07 0,28 0,57

1,15 0,57 0,06 0,63 0,72 3,13

5,00%

0,35 0,35 7,40

TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte) = 35,00%

2,59 9,98

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Recarga de Rocha em DEPÓSITO ou BOTAFORA para Caminhão Basculante com utilização de Pá carregadeira tipo Cat 973, inclusive tempo de espera e de carga no veículo transportador. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (veículo)
Produção/hora

EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT 973 190 HP 2,5m3 Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP

100

hora hora

0,010000 0,006410

120,93 79,68

1,21 0,51

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente

- EQUIPAMENTOS hora hora 0,005000 0,020000 7,33 2,14

1,72 0,04 0,04

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,08

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (veículo) = 35,00% 5,00% 0,09 0,09 1,89 0,66 2,55

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Solo Lançado, incluindo os serviços de Descarga ou Lançamento e Espalhamento nas frentes de trabalho (barragem, ensecadeira, botafora, etc.).
Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto)

EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP

(tempo descarga = 1min) 30 caminhões/hora

hora hora

0,002292 0,004583

36,97 67,12

0,08 0,31

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Ajudante

- EQUIPAMENTOS

0,39

hora hora

0,001667 0,006667

7,33 2,55

0,01 0,02

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,03

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) =
Especificação da Unidade de Consumo

5,00%

0,02 0,02 0,44

35,00%

0,15 0,60

DISCRIMINAÇÃO

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Solo Compactado, incluindo os serviços de Descarga ou Lançamento, Espalhamento , homogeneização e compactação nas estruturas - barragem, ensecadeira, etc.
Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto)

EQUIPAMENTOS Motoescavotransportador tipo Cat 621 335 HP 15,3 m3 Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP

descarga = 1min.

hora hora

0,001307 0,004000

Trator Agrícola de Pneus tipo CBT - 2.105 126 HP
Grade de Disco tipo GA 28-24 da marca TATÚ Caminhão Pipa 10.000 litros MB 1620/51 184 HP Rolo Pé Carn.autoprop. CA15P Dynapac 76,5HP 1,85m Rolo Pé Carneiro autoprop. CA25P Dynapac 125HP TOTAL MÃO DE OBRA - EQUIPAMENTOS

0,004000
0,004000

0,002000
0,004000 0,001333

140,88 67,12 18,40 1,38 32,90 30,97 40,35

0,18 0,27 0,07 0,01 0,07 0,12 0,05 0,77

Encarregado de Serviços

Feitor
Ajudante TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

hora hora hora

0,001000 0,002000 0,020000

7,33

4,22
2,55

0,01 0,01 0,05 0,07

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 5,00% 0,04 0,04 0,88 0,31 1,19

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Enrocamento Lançado Descarga ou Lançamento e Espalhamento em Ensecadeira, Barragem, Área de de Estoque ou Botafora. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto)

EQUIPAMENTOS Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP

Descarga=1,5min 30 caminhões/hora

hora hora

0,001980 0,002640

79,68 159,45

0,16 0,42

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Ajudante

- EQUIPAMENTOS

0,58

hora hora

0,001667 0,006667

7,33 2,55

0,01 0,02

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,03

00% DISCRIMINAÇÃO Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Enrocamento Compactado Descarga ou Lançamento.00% 0.86 35.E.08 TOTAL .00 Reboc.002160 0.022000 7.12 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .Tipo Randon RK425 cap.88 0.DIVERSOS TOTAL.03 0.04 .002640 79.17 0.002640 0.22 2.TOTAL .5min 30 caminhões/hora hora hora hora hora 0.002200 0.22 0.002880 0. Barragem.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0.45 67. Scania 296 HP Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Rolo Pé Carneiro Reboc.68 159. Espalhamento e Compactação em Ensecadeira.MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.81 0.01 0.=25ton. PC-35 c/1 tambor Ferflex Descarga=1.F.001100 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) EQUIPAMENTOS Bas. etc.06 Feitor Ajudante 4.33 0. Pé de Carneiro TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços .00% 0.46 0.18 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) 5.03 0.64 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = Especificação da Unidade de Consumo 5.55 TOTAL .01 0.

26 35.11 8. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 0.00% .EQUIPAMENTOS 0. incluindo Fornecimento de Material e os serviços de Descarga ou Lançamento e Espalhamento (Ensecadeira.40 TOTAL .47 9.47 0.04 0.DIVERSOS TOTAL.94 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Transição Lançado.00% 8.33 2.55 0.00 0. proteção de taludes. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 5.DIVERSOS TOTAL. Barragem.86 3.013125 67.88 hora hora 0. etc.12 0.33 1.006250 0.05 8.025000 7.MÃO DE OBRA MATERIAIS Pedra Britada m3 1.31 35.TOTAL .06 TOTAL .) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP (Descarga considerado Fornecimento) 10 caminhões/hora hora 0.88 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Ajudante .MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .45 13.05 0.40 0.

EQUIPAMENTOS 1. etc.006250 0.05 0.55 0.85m hora hora 0.11 9.20 8.5HP 1. incluindo fornecimeno de material e os serviços de Descarga ou Lançamento. Espalhamento e Compactação (barragem. Barragem.MÃO DE OBRA MATERIAIS Pedra Britada m3 1.46 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Ajudante .60 0.). Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) .) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP (Descarga considerado Fornecimento) Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP 10 caminhões/hora Rolo Pé Carn. etc.60 TOTAL .33 2.00% 9.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .01 0.00% 5.56 0.06 TOTAL .015000 67.autoprop.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Transição Compactada.DIVERSOS TOTAL. incluindo Fornecimento de Material e os serviços de Descarga ou Lançamento.12 30.85 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Filtro Horizontal.025000 7.97 1. CA15P Dynapac 76.00 0. Ensecadeira. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 35.74 4.11 15.56 11.47 hora hora 0. Espalhamento e Compactação (Ensecadeira.015000 0.

88 0.003750 0.90 5.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .33 0.DIVERSOS TOTAL.40 TOTAL .037500 7.015000 0. etc.50 0.47 9.007500 0. Espalhamento e Compactação (barragem. CA25P Dynapac 125HP (descarga =fornecimento) 20 caminhões/hora hora hora hora 0. incluindo fornecimeno de material e os serviços de Descarga ou Lançamento.00% 3.Claridon CS-30 45x66 9HP hora hora hora 0.22 2. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = Especificação da Unidade de Consumo 8.00 8.04 0.08 0.35 0.78 32.93 35.22 .007500 67.52 0.03 0.).18 Feitor Ajudante 4.EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Caminhão Pipa 10.no fornecimento) 50m /hora 3 Carregadeira c/ Retroescadeira tipo CASE 580-L 75 HP Caminhão Pipa 10.020000 0.20 7.13 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP (descarga =incl.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0.41 DISCRIMINAÇÃO Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Filtro Vertical.000 litros MB 1620/51 184 HP Compactador Placa Vibrat.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia 2.004000 0.00% 0.08 0.12 32.48 13.30 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços .90 40.007500 0.40 5.60 0.55 Servente TOTAL .040000 25.002500 0.03 0.000 litros MB 1620/51 184 HP Rolo Pé Carneiro autoprop.47 0.14 m3 1.

44 2.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia 2.08 0.020000 0.10 0.43 Feitor Ajudante 4.58 0.TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços .MÃO DE OBRA 0.56 0. transporte até botafora. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção) EQUIPAMENTOS Esvavadeira Fiat Allis SH-200 (nacional) 104 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Transporte em Caminhão Basculante Lançamento e Espalhamento no botafora TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente 80 m3/h 8m3v/viagem 5min+3min Dist.040000 0.05 0.97 0.56 11.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Remoção de Ensecadeira de Terra e Rocha Inclue custos de Escavação e Carga.00% 9.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0.000 62.33 0.100000 7.42 0.00 9.74 0.21 0.020000 1.22 2.14 0.80 TOTAL .35 0.10 .33 2.08 15.006250 0.55 Servente TOTAL .05 TOTAL .12 36. lançamento e espalhamento de materiais no botafora.14 m3 1.40 67.04 0.DIVERSOS TOTAL.73 35.78 0.006250 0.73 . exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 5.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .200 1.80 0.500 hora hora hora m3v m 3 0.40 7. = km 0.012500 0.005000 0.EQUIPAMENTOS hora hora 0.87 0.44 0.66 4.025000 7.

MÃO DE OBRA MATERIAIS Grama em Placas Sarrafos de Madeira.31 . aplicação e irrigação.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00% 0. etc m2 vb 1.050000 10% 2.15 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Plantio de Grama em Placas Inclue os custos de Fornecimento.97 1.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0.10 0.08 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Servente 1 2 20 . preparo de taludes.22 2.010000 0.33 4. estacas.MATERIAIS TOTAL . exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção) 5.200000 7.07 0.58 2.14 2.47 0.000 litros MB 1218/51 136 HP Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora hora 0.08 0.002500 26. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Caminhão Pipa 6.14 0.43 TOTAL .04 4.14 0.00 0.01 35.DIVERSOS TOTAL.07 0.020000 0.21 TOTAL . pregos.002500 0.01 32.MATERIAIS DIVERSOS 2.

00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Limpeza de superfície de solo para fundação de Barragem de Terra ou de Enrocamento Inclui limpeza.030000 7.15 3.001000 71.010000 0.04 0.04 0.001600 0.70 0.55 2.14 0.Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .11 0.31 35.DIVERSOS TOTAL.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00% 5.DIVERSOS TOTAL.38 32.22 TOTAL .2.005000 0. regularizacão e compactação.06m3 Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator Agrícola de Pneus tipo CBT .105 126 HP Grade de Disco tipo GA 28-24 da marca TATÚ Caminhão Pipa 10. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 5.40 1.002700 0.00% 0.33 4.18 0.15 0.00% 0.04 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.030000 0.000 litros MB 1620/51 184 HP Rolo Pé Carneiro autoprop.07 0.22 2.45 Servente hora hora hora hora 0.06 TOTAL . exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 35.12 4.03 0.002700 0.004800 0.35 0.97 18.25 0.95 . CA25P Dynapac 125HP TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Ajudante .002000 0.03 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.08 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora 0.19 1.90 40.05 0.84 36.

78 0. regularizacão c/ eliminação de taludes negativos e aplicação de argamassas. . carga e transporte de material de limpeza para botafora.08 0.22 3. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.025000 71. Mangueiras.55 2.025 126.00% 0.21 0. regularizacão.39 2.050000 1.050000 0.84 38.19 0.48 0.00 7.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Limpeza de superfície de rocha para fundação de Estruturas de Concreto Inclui limpeza.63 0.006700 0.010000 0.62 TOTAL. pregos. m 3 0.45 0.DIVERSOS gl 0.00 0.06m3 Caminhão MB L1620/51 184 HP com "Brooks" Compressor XA .96 31.24 8. carga e transporte de material misturado para botafora.97 0.28 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora TOTAL .89 5.30 0.025000 0.050000 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .74 Servente ton.14 hora hora hora 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 35. TOTAL .07 0.13 2.420Pd 764 pcm 180HP Equipamentos Diversos: Bombas/Espingardas/marteletes ou rompedores/etc.22 2.30 6.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia 0.000000 7.33 4.88 2.005 0.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Limpeza de superfície de rocha para fundação de Barragem de Terra Inclui limpeza. TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro Ajudante .14 2. etc.18 Diversos: Tábuas.

20 0.19 66.21 1.025000 0.55 2.72 0.78 0.19 30.24 2. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário TABELA : Serviços relativos a ítens de LIMPEZA E TRATAMENTO DE FUNDAÇÕES DISCRIMINAÇÃO Código EMOP/RJ Unidade Custo em R$/un.32 41.88 3.3.3.00% 0.18 0.500000 7.420Pd 764 pcm 180HP Rompedor tipo Tex-11 Equipamentos Diversos: Bombas/Espingardas/etc.47 2.24 m m m m 19.22 3.00 8.025000 0.3.020000 0.23 1.28 2.83 Servente 0.33 4.68 26.200000 0. etc.200000 0.16 1.18 0.32 .13 0.42 0./Desmobiliz = 15%) Diâmetro = 3" Diâmetro = 4 1/2" Diâmetro = 6" Diâmetro = 10" m2 m2 m2 1.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora TOTAL . m m 3 3 hora hora hora hora 0.40 22.010 0.84 36. inclusive BDI em R$ /metro quadrado = 5.15 0.65 0.06m3 Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Compressor XA .025 126.51 3.81 14.52 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Pedra Britada Diversos: Tábuas.78 0.3. TOTAL .52 10.92 0.87 3.00 1.00% Limpeza de superficie de Solo para fundação de Barragem de Terra ou Enrocamento Limpeza de superficie de Rocha para fundação de Barragem de Terra Limpeza de superficie de Rocha para fundação de Estruturas de Concreto Perfuração c/ sonda a percussão em Solo (incl.22 1.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . Pregos.Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.43 0. TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro Marteleteiro Ajudante .48 0.80 gl 35.68 ton. Mangueiras.95 8.46 30.14 0.100000 0.006700 0.025 0.00 7.97 31. exclusive BDI Custo em R$/un.DIVERSOS TOTAL.075000 71.26 0.51 49.21 5. Mobiliz.62 14.200000 1.

13 1.5000 0.67 1.94 1.MÃO DE OBRA MATERIAIS Concreto Preparado em Betoneira m3 1.69 107. Lançamento e perda por reflexão de 50%.3mm vertical 1.79 1.50.5000 71.61 4. Mob/Desmobil 20%) 1.25 1.40 5.88 2.33 47.5000 0.100.2.12 6.22 32.Perfuração em Rocha c/ Wagon Drill e Martelete (basalto) Wagon Drill Diâm.2.2500 6.47 3. = 2 1/2" Martelete Diâm.4mm 15x15 m m m m saco 50 kg m 3 39.10 12.55 21.3.1+11.30 7.78 59.22 3.49 18.2500 0.53 . Projeção Ajudante .38 TOTAL .33 89.40 kg DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Concreto Projetado Inclue custos de Preparo de Concreto em Betoneira.78 Diâmetro = H 100 mm vertical Injeção de Calda de Cimento Injeção de Argamassa de Cimento/Areia Tela de Aço tipo "TELCON" 3.5000 2.33 4. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção) EQUIPAMENTOS Conjunto de Projeção de Concreto ESTE CP-6 Compressor XA .46 53.75 Diâmetro = AX 47.91 25.175Pd 335 pcm 119HP Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora hora hora 0.6mm vertical 1.61 8.76 24.11.0000 7.40 9.2.63 Perfuração em Rocha c/ sonda Rotativa c/ coroa de Vidia (incl.76 Diâmetro = BX 59.5000 0. = até 1 1/2" 1.84 44.2.80 2.12 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro Operador Máq.84 64.23 116.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora 0.3.65 66.5mm vertical 1.10 11.11 1.27 m m 18.5000 0.77 Diâmetro = NX 75.61 157.23.97 7.83 2.80 19.

4500 126.14 1.Cimento Portland t 0.0500 1.00 9.serra circular.47 104.00% 16.4000 0.54 0. mangueiras.71 10. etc.22 3.32 2.03 0.00 3.DIVERSOS TOTAL.34 3. Desmontagem após a cura do concreto e escoramentos.00% 10.55 2.09 1.07 11.4000 1.58 .MATERIAIS DIVERSOS 10.5000 7.12 2. Chapa Compensado Resinado 18mm Prego Comum 18x30 Diversos: Óleo Desmoldante. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção) 5.45 0.58 35.65 Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .MÃO DE OBRA MATERIAIS Madeira Serrada Bruta 3a.57 1. parafusos. Montagem. 5 ton.21 5. TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Carpinteiro de Formas para Concreto Ajudante .0250 45.00 56.87 78.42 180.08 3.34 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Guindaste sobre Pneus.300 200.71 224. plaina.MATERIAIS DIVERSOS m3 m kg gl 2 hora hora hora 0.010 0.63 2. etc. TOTAL . de Carpintaria .33 4.60 6. aranhas. Carga e Transporte até o local de aplicação. tupia.19 32.400 0. meia lança 45HP K-110A Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Equipamentos Diversos: Maq.10 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora TOTAL .0100 0.64 0.70 303.70 Materiais Diversos: Andaimes.1500 0.0100 0. fios.72 Servente 0. TOTAL .61 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Forma de Madeira para Concreto Armado Inclui custos de Preparação. etc.

Preparação.00 2.2000 45.22 .59 651.61 1.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Armadura (ferro redondo CA-50) Inclui custos de Fornecimento.00 1.29 43. etc.00 0.17 2.00 60.50 12.264. TOTAL . 5 ton.22 60.19 32. Montagem.707. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /tonelada = 35.DIVERSOS gl 33.07 1.00% 442.00 42. meia lança 45HP K-110A Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Equipamentos Diversos: Maq.73 36.55 2.47 104.07 22.80 453.00 20. Corte. Carga e Transporte até o local de aplicação.00 20.00% 1.33 4.22 1.07 5.2000 0.00 40.MÃO DE OBRA MATERIAIS Ferro Redondo CA .14 hora hora hora 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora TOTAL . de solda.00% 60. TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Armador Soldador Ajudante .Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .49 20.00 10.050.00 22.70 4.5mm Arame Recozido no 18 hora kg kg 5.65 8.40 Servente Diversos: Soldas.22 3.70 102.84 30.39 7.00 137.54 9.12 7.67 707.2000 0.DIVERSOS TOTAL.91 7. etc. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 5.61 TOTAL.00 41.04 6. Unidade para Medição dos trabalhos executados: tonelada EQUIPAMENTOS Guindaste sobre Pneus.23 35. acompanhamento de concretagem e perdas. emendas.62 1.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . de pateo de armação.44 222. Dobramento.

55 6.69 25.80 4.65 0.00% 3.09 96.28 10.55 2.00 7. Preparação de concreto em Central de Concreto e perdas de agregados.cimento)= DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Preparo de Concreto com Central de Concreto Inclui custos de Fornecimento de Agregados.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0.92 54.75 13. Preparação de concreto em Betoneira de 580 litros com motor elétrico e perdas de agregados.84 1.37 0.05 0.33 4.85 126.02 0.50 5.78 58. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Betoneira 580 litros com motor eletrico Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora hora (auxílio/apoio) 0.00% em R$ /m3 = Preço Unitário em R$ /m (sem fornec.07 gl 5.30 0.DIVERSOS hora 5.65 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Ajudante .MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Pedra Britada Diversos: energia elétrica.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ SERVIÇO: Custos Referidos a: JANEIRO/98 Preparo de Concreto com Betoneira Inclui custos de Fornecimento de Agregados.14 1. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário 3 35.70 Servente TOTAL .80 4. .00 8. etc. TOTAL . mangueiras.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .19 ton m m 3 3 0. cabos.41 3.98 TOTAL.00 7.2000 0.37 0.00 37.20 0.47 0. água.0200 1. fios.41 71.87 32.22 2.

5000 0. etc.07 1.11 27.Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Usina tipo Dosadora Pavimak P40 40m3/h ou similar Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 938 114 HP 1.000 3.500 2.00% 0. água.0500 0.DIVERSOS hora ton m3 m 3 0.05 gl 5.21 0.22 4.55 32.00 8.0110 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Pedra Britada Diversos: energia elétrica. transporte propriamente dito e tempo de descarga. fios. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário 3 35.03 27.14 4.55 6.0333 0.6830 7. cabos.71 Encanador (ou Bombeiro) Ajudante Servente TOTAL .0110 0.08 7.47 2. em km = h/m3(carg+desc) = 0.67 48.96 0.04 0.40 1.36 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Eletricista .65 0.00% em R$ /m3 = Preço Unitário em R$ /m (sem fornec.1000 0.500 1.48 3.72m3 Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora hora hora (auxílio/apoio) 0.26 1.0800 0. mangueiras.000 h/m3(transporte) = 0.08 0.33 4.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora 0.36 0.0330 0.05 0.76 2.85 7. TOTAL .80 1.0600 0.1200 10 km/hora .0200 0.000 1. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Tempo de Carga e Descarga Velocidade Média 10 min/viagem Dist. ar comprimido.55 2.96 20.0110 0.0400 0.60 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .11 TOTAL.0330 0.0110 72.70 13.cimento)= Especificação da Unidade de Consumo DISCRIMINAÇÃO Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Transporte de Concreto em Caminhão Betoneira Inclui tempo de Carga.00 4.

78 4.500 2. em km = Dist.000 3.15 5.5m3 Caminhão Betoneira cap. (jatos.1533 36.86 Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m3 (inclusive BDI)= Dist.2000 0.0300 0.74 0. em km = Dist.07 0.70 3.40 4. espingardas.000 35.42 12.75 3. em km = 5.0533 0.1133 0.000 2.00% 2.82 Vibradorista Ajudante Servente .58 1.78 1. adensamento e cura do concreto.67 3.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora hora hora TOTAL .1400 7.000 3.2000 0.MÃO DE OBRA hora 0.000 3.Dist.94 2.0000 5.5m3 Caminhão Betoneira cap.58 DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL.39 36.) 20% TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Carpinteiro de Formas para Concreto Armador Pedreiro . Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Vibrador 48x480mm com mangote 5 m. em km = Dist.3.13 0.00% 0.5m3 Caminhão Betoneira cap.2000 0.16 6.000 hora hora hora hora hora 0.500 1.500 1.gas.39 36.500 2.0733 0. em km = Dist.39 1.80 3. cura. etc.5m3 Caminhão Betoneira cap. etc.5000 104. mot.12 5. bombas.500 1.80 2. exclusive BDI Dist.000 1.55 6.63 3.82 5.500 2.33 4.22 3.73 0.0100 0.04 2. lançamento. em km = 0. em km = Dist. em km = Dist. em km = Caminhão Betoneira cap.33 5.55 2.88 2.84 7.57 4.5cv Equipamentos Diversos para corte.39 36.39 36.5000 1.000 1.0933 0. em km = Dist.97 0.54 1.0500 0.23 0.0000 3.000 1. em km = Dist.40 2.14 hora hora 0.91 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Lançamento de Concreto em estrutura tipo "GRAVIDADE" (Concreto Massa) Inclue custos de preparo de juntas.5m3 MB 2318/42 MB 2318/42 MB 2318/42 MB 2318/42 MB 2318/42 192 HP 192 HP 192 HP 192 HP 192 HP 0.

33 4.0000 5. fios.12 1.98 Vibradorista Ajudante Servente Diversos: energia elétrica.80 2.3. mangueiras.00% 8. adensamento e cura do concreto.) 20% TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Carpinteiro de Formas para Concreto Armador Pedreiro .10 10.3000 0.12 23.MÃO DE OBRA MATERIAIS hora 0. cura. mot.MATERIAIS Diversos: energia elétrica. água. água. Lajes. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 3 35.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora hora hora TOTAL . ar comprimido.8000 2. mangueiras. cabos.64 0.16 2.MATERIAIS DIVERSOS gl 4.15 10. TOTAL .92 2.69 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Lançamento de Concreto em estruturas dos tipos Pilares.27 13. etc.47 TOTAL.0000 8.54 1. bombas.0500 0.56 2.24 5.70 3.11 1.70 21.22 3.1000 0. Vigas. lançamento. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Vibrador 48x480mm com mangote 5 m.63 3.3000 0. ( Concreto Estutural ou Fortemente Armado) Inclue custos de preparo de juntas.21 1. ar comprimido.56 5. (jatos.37 0.0500 0.3000 0.40 . etc.gas. etc. espingardas.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .88 2. fios.45 0. etc.09 1.8000 104. cabos.14 hora hora 0.22 31.00% 1.DIVERSOS gl 2.8000 7.5cv Equipamentos Diversos para corte. etc.40 4.55 2. TOTAL .

mangueiras. Preparação de concreto em Central Misturadora.00% 1.00 2. água.76 0. rompedor.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora 0.00 8.78 0.22 3. fios. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 3 5. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário 3 35.000 m3.0800 0. cabos.55 2.00% em R$ /m3 = Preço Unitário em R$ /m (sem fornec.: Composição para Volumes maiores que 50.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ SERVIÇO: Custos Referidos a: JANEIRO/98 Concreto Compactado a Rolo (CCR) Inclui custos de Fornecimento de Agregados.90 7.21 13.73 35.75 0. EQUIPAMENTOS Central tipo "Misturadora de Concreto" (para CCR) Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 938 114 HP 1.02 14.12 11.8800 7.21 0.84 0.86 38. TOTAL . ar comprimido. madeira.87 26.2000 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .77 0.28 5. etc.53 1.Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .0660 3% 30.cimento)= .6000 0.73 1.0110 0.90 7.59 0.60 0. adensamento com Rolo Compactador e cura. etc.DIVERSOS TOTAL.99 1.00 4. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico Obs.00 48.0660 0.0330 0.70 0.97 67.63 2.02 TOTAL.88 3.6000 1.2000 0.72m3 Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Compactador Vibratório autopropelido CG11 Rolo Vibratório 7 t .00% 2.41 2.14 0.76 Carpinteiro de Formas para Concreto Ajudante Servente TOTAL .02 38. bombas.00 42.DIVERSOS hora hora hora hora hora hora hora ton m3 m 3 0.0330 0.16 9.0330 0.33 4. Dynapac CA-15 Diversos: (compressor.34 1.78 1. lançamento.31 gl 5.26 7.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Pedra Britada Diversos: energia elétrica.55 36.) TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .20 1.2000 0.71 56.34 28.

68 0.DIVERSOS gl 0. TOTAL .00% 0.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Colocação de "Rachão" para Concreto ciclópico Preço exclusive fornecimento de pedra de mão ou "rachão". tábuas.68 5.0500 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Estrutura em Concreto ciclópico com 30% de pedra (obras isoladas) .77 Diversos: Carrinhos de aterro.7500 6.55 2.74 10.37 0.28 4.22 2.37 0.37 7.82 2.5000 2.28 Servente TOTAL .MÃO DE OBRA MATERIAIS hora 2.56 TOTAL. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 3 35.33 4.0000 7.2000 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Ajudante .MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . etc.14 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0.84 1.

89 58.300 126.26 125.97 0.98 30. Concreto Ciclópico em R$ /m (Pedreira dist.75 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Cobertura com Telha de Barro tipo Francesa Inclue custos de madeiramento e telhado propriamente dito.500 1.EQUIPAMENTOS hora 0.69 10.005 0.23 8.= 0.37 .= 1.210 0.64 2.00 10.30 2.56 10.700 0.500 2. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.18 3.000 1.700 1.000 ton m3 m m m 3 3 3 0.17 m3 m ton m3 m 3 2 Preço Unitário Estrut.56 17.22 31.707.0300 32.54 125.92 12. Concreto Ciclópico em R$ /m3 (Pedreira dist.0 km)= Preço Unitário Estrut.34 125.210 0.95 11.210 0.210 0.29 30.23 1. Concreto Ciclópico em R$ /m (Pedreira dist.140 0.000 0.= 1.22 2.33 0.54 22.0 km)= 3 3 3 125.47 0.50 2.97 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços . Concreto Ciclópico em R$ /m (Pedreira dist.0500 7.71 41.5 km)= Preço Unitário Estrut.Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico Fornecimento de Cimento Fornecimento de Pedra extraído de Pedreira Fornecimento de Pedra extraído de Pedreira Fornecimento de Pedra extraído de Pedreira Fornecimento de Pedra extraído de Pedreira Preparo de Concreto em Betoneira Forma de Madeira Armadura Lançamento de Concreto Colocação de Pedra no Concreto dist = km dist = km dist = km dist = km 0.5 km)= Preço Unitário Estrut.= 2.

11 3.0000 3.65 0.07 16. calhas.56 10.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00 0.33 3.91 TOTAL.41 1.5500 10.Carpinteiro de Esquadrias Pedreiro Ajudante Servente hora hora hora hora 1.47 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m2 = 35.00% 1.88 2.016 400.94 2.0000 7.0000 1.55 2.MÃO DE OBRA MATERIAIS Madeira Serrada Bruta (madeira de lei) Prego Comum 18x30 Telha de Barro tipo Francesa Diversos: cumieira.73 2.55 2. TOTAL .41 29.73 m3 kg mil gl 0.00 10.14 TOTAL .73 3.45 5.12 300.5000 1. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.80 1.73 1.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0.0000 0.55 .58 4.14 3.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Cobertura com Chapa de Cimento Amianto Ondulada 8mm Inclue custos de madeiramento e telhado propriamente dito.DIVERSOS hora 3. argamassas.73 2.65 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Carpinteiro de Esquadrias Ajudante .520 0.35 39.0200 32.0150 1.025 0.55 0. etc.00 1.0000 1.

63 .000 400. 110mm Diversos: cumieira.32 27.DIVERSOS hora m3 kg m2 un gl 2.22 18.4000 0.33 3.68 37.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0.60 19.34 TOTAL.MÃO DE OBRA MATERIAIS Madeira Serrada Bruta (madeira de lei) Prego Comum 18x30 Telha de Cimento Amianto Trapezoidal "Canalete 90" Parafuso 5/16" para Chapa. 110mm Diversos: TOTAL .02 TOTAL .00 1.12 9.58 m3 kg m2 un 0.22 11.200 2.65 0.TOTAL .MATERIAIS hora 0.65 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Carpinteiro de Esquadrias Ajudante . TOTAL .MÃO DE OBRA MATERIAIS Madeira Serrada Bruta (madeira de lei) Prego Comum 18x30 Telha de Chapa Ondulada Cimento Amianto 8mm Parafuso 5/16" para Chapa.37 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m2 = 35.32 1.000 400.80 0.60 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00 0.07 1.0150 0.4000 7. calhas.100 2.00% 1.0100 0.84 0.30 0.39 6.30 6.64 19.66 9.01 0.30 5.73 2.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Cobertura com Chapa de Cimento Amianto Trapezoidal tipo "Canalete 90" Inclue custos de madeiramento e telhado propriamente dito.49 1.47 0. pingadeiras.0200 32.00 1.12 16.015 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0. etc.002 0.87 0.8100 2.55 0.200 1.200 1.

68 14.Latex Lixa d'Água hora ton m mil galão galão 3 folha 0.14 24.34 7.5000 2.51 0.96 53.77 1.88 3.40 35.5000 1.00 7. pregos.28 4.14 1.82 4.38 2.00% 13.52 16.013 0.39 0.150 0.36 1.DIVERSOS TOTAL.062 0.14 0.00 8.83 TOTAL.DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .67 11.DIVERSOS gl 5% 0.82 0.28 17.89 5.120 126.0700 0.63 2.00% 1.500 Diversos: madeira para andaimes e proteções diversas. Chapisco.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Parede de Alvenaria de Bloco de Concreto (e = 20 cm) Inclui custos de fornecimento de todos os materiais e execução de Alvenaria de Bloco de Concreto de 40x20x20.87 35.2000 0.0000 5.17 Pintor Ajudante Servente TOTAL .40 32. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 2 5.EQUIPAMENTOS 0.011 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 2 .00 597. preparo das superficies interna e externa e Pintura PVA / Latex Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado hora EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Diversos: TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .55 2.2000 32.90 1.47 6.34 5. etc.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .43 7.90 39. TOTAL .52 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Bloco de Concreto 40x20x20 Líquido Selador "Liquibase" Tinta PVA .4800 0.00% 1.2100 1.33 4.49 6.22 3.49 hora hora hora hora hora hora 0. Revestimento Interno e Externo com argamassa de cimento e areia.14 1.

00 7. etc.0000 0.96 32.04 2.000 1.25 3.5 mm2) Caixa Chapa Ferro Esmaltada 4x4 Interruptor Comum (1 alavanca) Placa de Baquerite 2x4 Tomada de Embutir Caixa Estampada 4 x2 Globo Esférico de Vidro 4x8" Plafonier de Alumínio 4" Lampada incandescente de 100W Diversos: Quadros.48 2. disjuntores.12 3.1000 32.33 4.34 0. esquadrias. etc.08 0.74 0.006 4.5000 18.11 Servente MATERIAIS Cimento Portland Areia Eletroduto 3/4 PVC pesado Fio Pirastic 14 AWG (1. assentamento de pisos e .13 1.0000 2.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Instalação Elétrica.00 0.000 1.00 1.000 7.000 24.17 8. TOTAL .000 1.98 0. tomada.10 23.00% 4.35 63.12 1.MATERIAIS DIVERSOS : Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . Unidade para Medição dos trabalhos executados: Ponto de Luz EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .47 1. Inclui custos de fornecimento de todos os materiais e execução de alvenaria.74 2. ferramentas. completo (wc). fita isolante. lustre tipo globo com lampada incandescente.53 0.55 2.88 4.17 8.08 0.25 0.27 3.EQUIPAMENTOS hora 0.30 5.0000 6.3000 1.MÃO DE OBRA hora ton m m m un un un un un un un un gl 3 0. folha de serra.00 1.88 126.000 1.47 93. interruptor. instalação elétrica.14 1. colocação de aparelhos sanitários. instalação hidráulica.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Construção de Banheiro.22 3.12 1.88 35.002 0.000 1. Inclui custos de fornecimento de todos os materiais e instalação de Eletrodutos.000 2.25 Eletricista Ajudante hora hora hora hora hora hora TOTAL .84 15.2000 0.00 0. fios.59 2.98 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /ponto de luz = 35.000 1.00 0.DIVERSOS 126.47 4.000 10% 5.47 3.34 1.18 2.0000 8.84 TOTAL. tipo predial.

etc.82 584.44 85.70 3.46 26. (tamanho base: 5 m2) Não está incluido os custos de Concreto de estrutura de piso.22 3.85 103.000 1.00 7. ferramentas.000 1.55 2.000 1.22 2.08 16.46 2.73 2. pinturas.0000 8. de pilares e vigas.20kg/m) Vaso Sanitário Louça Branca Parafuso p/ Fixação de Vaso Sanitário Válvula Descarga "Primor" Lisa Tubo de Ligação para Vaso Sanitário Bolsa de Borracha p/ Ligação de Vaso Sanitário Lavatório de Louça BRanca s/ coluna Fixador de Lavatório sem coluna Sifão Metal Cromado p/Lavatorio Torneira para Lavatório Chuveiro Simples s/braço Articul.87 126. Cromado Registro de Pressão 3/4" Diversos: ralos.19 12.25 58.azulejos.81 5.90 5.70 x 2.19 343.0000 32.36 120. cabide.47 324.0000 190.14 14.000 7.00 0.94 m2 ton m kg m2 m un un un un m m m kg kg un un un un un un un un un un un gl 2 3 30.76 2.21 10.85 18.000 87.0000 13.0000 103.000 39.0000 2.36 20.000 1.0000 22.15 11.22 14. EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro Encanador (ou Bombeiro) Encanador Meio Oficial (ou Bombeiro Meio Oficial) .34 2.000 1.0000 32.33 4. hora hora hora hora hora hora hora hora hora 2.000 1.000 10% . etc.68 40.44 1.000 1.44 6.66 8.85 1.000 1.73 6.70 324. Unidade para Medição dos trabalhos executados: 1 Banheiro completo.81 18.84 20.cromado simples Tubo PVC rígido soldável 100mm Tubo PVC rígido soldável 75mm Tubo PVC rígido soldável 50mm Tubo de Aço Galvanizado 3/4" (1.13 1.000 1.70 x 2.81 18.EQUIPAMENTOS hora 10.63 127.36 20.55 4.55 4.000 27.95 42.76 0.10 3.000 1.75kg/m) Tubo de Aço Galvanizado 1 1/2" (4.40 27.90 5.000 3. papeleira.32 278.MÃO DE OBRA MATERIAIS Parede de Bloco de Concreto (e = 20cm) Cimento Portland Areia Cimento Branco Azulejo Branco 1a.090 0. 15 x 15 Piso Ceramico Vermelho 12 x 24 Folha Porta de Madeira 0.63 10.55 1.46 26.95 42.52 40.10 29.14 38.000 7.85 18.0000 7.000 1.70 Carpinteiro de Esquadrias Ajudante Servente TOTAL .2cm Aduela e Guarnição p/Porta de 0. saboneteira.10 0. zarcão.14 38.71 45.44 3.13 1.200 7. folha serra.000 0.0000 8.88 3.75 11. de forro.10 Dobradiça 3x 3 Fechadura Completa .000 1.200 1.22 2.000 1.196.84 135.76 0.17 16.300 2.97 47.12 1.500 84.

TOTAL . exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ / 1 Banheiro Completo = 35.12 4.68 TOTAL.000 93.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0.0100 32.88 DIVERSOS : Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . pilares e vigas de concreto armado) Especificação da Unidade de Consumo DISCRIMINAÇÃO Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Escavação Manual de Vala em Solo Inclue custos de escavação e colocação de material ao lado da vala.47 0.14 0.22 2.00% 169.Instalação Elétrica (ponto de luz) pt 1.483.9000 7.35 .96 Diversos: Janelas.33 4.35 Servente TOTAL .68 169. forro. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.96 93.1000 0. Vidros.90 2.247.27 5.19 1.00% 3.MATERIAIS gl 5% 51. etc.5000 7.73 1.32 0.DIVERSOS 5.32 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor .810.31 (Preço exclusive piso.3000 2. pintura forro.MÃO DE OBRA MATERIAIS hora 2.563.

6800 0.47 32. ferramentas.7000 0.14 32.41 113.88 2.0000 32.95 2.8400 0.40 8.00% 5.56 TOTAL.20 32.72 15.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .60m hora m3 m 8.22 3.Diversos: madeiras. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 1.00 31. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m3 = 35.7000 7.44 7. etc.3000 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .87 38.47 TOTAL MÃO DE OBRA Escavação Manual de Vala Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .44 TOTAL.DIVERSOS gl 0.00% 2.37 5.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Tubo de Concreto Simples d = 0.37 0.020 7.95 11. TOTAL .33 4.29 Diversos: madeiras.EQUIPAMENTOS m3 hora hora hora hora 1.28 Servente TOTAL .20 2.600 1. TOTAL .39 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Bueiro Tubular simples de Concreto Prémoldado d = 0.36 5. exclusive BDI . ferramentas.60m Inclue custos de escavação e fornecimento e colocação de Tubo.66 37.1400 8. etc.18 2.DIVERSOS gl 1.40 0.00% 0. berço de areia e reaterro compactado Não está incluído os custos de obras de 2 bocas ( uma em cada extremidade).47 14.33 4.41 5.

80m Inclue custos de escavação e fornecimento e colocação de Tubo.00 59.00 51.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ .44 5.85 TOTAL.25 2.020 7. berço de areia e reaterro compactado Não está incluído os custos de obras de 2 bocas ( uma em cada extremidade).0000 1.43 Servente TOTAL .93 4.13 5. ferramentas.00% 39.00% 8.8800 53.4000 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35. etc.800 1.4000 1.31 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Bueiro Tubular simples de Concreto Prémoldado d = 0.5000 32.60 52.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .22 3.EQUIPAMENTOS m3 hora hora hora hora 2.14 8.80m hora 12.69 60. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 1.75 153.14 48.71 20.44 7.88 22.14 171.71 m3 m 0.71 TOTAL MÃO DE OBRA Escavação Manual de Vala Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .4800 8.Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.22 3.DIVERSOS gl 2.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Tubo de Concreto Simples d = 0.0000 10.15 Diversos: madeiras.47 48.85 230. TOTAL .88 2.33 4.

berço de areia e concretagem de pisos e muros laterais.18 29.47 81.00% 12.77 268. TOTAL .3500 8. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35. ferramentas.5000 0.60m Inclue custos de escavação .7000 1.SERVIÇO: Custos Referidos a: Bueiro Tubular simples de Concreto Prémoldado d = 1. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro JANEIRO/98 EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 2.69 81.50 32.09 92.28 Diversos: madeiras.37 5.5000 1.47 16.22 3.EQUIPAMENTOS m3 hora hora hora hora 3.84 361.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Tubo de Concreto Simples d = 1.99 Servente TOTAL .00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Boca de Bueiro Tubular simples de Concreto d = 0. etc.82 34.33 4.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .77 12.00m hora m3 m 20.24 .44 7.54 5.5000 16.88 2.33 5.00m Inclue custos de escavação e fornecimento e colocação de Tubo.18 TOTAL MÃO DE OBRA Escavação Manual de Vala Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .000 1.13 93. berço de areia e reaterro compactado Não está incluído os custos de obras de 2 bocas ( uma em cada extremidade).00 81.5000 32. Unidade para Medição dos trabalhos executados: unidade EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.81 7.00 79.DIVERSOS gl 4.0500 1.14 81.020 7.97 TOTAL.13 6.

berço de areia e concretagem de pisos e muros laterais.88 2.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Cimento Portland Concreto Preparado em Betoneira Forma de Madeira Diversos: madeiras.TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .1500 9.69 22.2000 1.38 172.1000 6.43 306. TOTAL .20 6.53 3.22 3.18 1.230 1.6000 3.0500 2.69 67.15 13.88 2.14 2. Unidade para Medição dos trabalhos executados: unidade EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.3000 1.22 3.000 3.000 7.EQUIPAMENTOS 16.80m Inclue custos de escavação .00% 10.00 71.39 TOTAL.98 71.22 .14 1.43 8. ferramentas.33 4.98 Servente hora hora hora hora 0.DIVERSOS hora m3 t m3 m gl 2 9. etc.38 5.80 32.00 126.81 10.98 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .6500 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /unidade = 35.95 79.48 TOTAL .MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .81 226.39 27.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Boca de Bueiro Tubular simples de Concreto d = 0.450 0.24 Servente hora hora hora hora 0.EQUIPAMENTOS 25.47 4.33 4.75 12.4500 7.15 28.3000 7.22 20.47 25.

EQUIPAMENTOS 48.42 365.2000 12.22 3.14 2.TOTAL .6000 7.77 TOTAL. etc.00% 17.47 48.5000 0.96 TOTAL . Unidade para Medição dos trabalhos executados: unidade EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 1.1000 4.000 7.90 46.71 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .DIVERSOS hora m3 t m3 m gl 2 14.3000 55.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Boca de Bueiro Tubular simples de Concreto d = 1.600 2.4000 2.93 8.39 .07 280.700 0.62 115.69 22.370 1.60 186.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Cimento Portland Concreto Preparado em Betoneira Forma de Madeira Diversos: madeiras.69 7.00 126.97 5. berço de areia e concretagem de pisos e muros laterais.00m Inclue custos de escavação .42 17.00 71.70 75.71 Servente hora hora hora hora 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /unidade = 35.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .76 128.39 4.39 41.86 16.600 7.610 5.00 71. ferramentas.33 4.100 0.30 26.05 m3 t m3 1.01 493.42 111.88 2.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Cimento Portland Concreto Preparado em Betoneira hora 19.96 2. TOTAL .00 126.50 32.

40m Diversos: madeiras.19 TOTAL.77 27.002 0.2000 7.20 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Calha (Meio Tubo) circular de Concreto simples Prémoldado d = 0.3000 32.75 451.65 5. fornecimento e colocação de Meio Tubo.40m Inclue custos de escavação. etc.74 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .01 0.13 6. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.00% 1.9600 0.47 9. ferramentas.77 583.00% 27.DIVERSOS m2 gl 8. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /unidade = 35.DIVERSOS hora m3 t m gl 1.58 5.29 6.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .22 0.001 1.51 2.0400 0.10 5.88 2.33 4.10 23.57 TOTAL .00 6.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .6000 1.020 7. etc.14 2.70 0.000 22.09 787. TOTAL .39 179. TOTAL .11 TOTAL. ferramentas.22 3.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia Cimento Portland Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.14 0.00% 204.33 2. exclusive BDI .1200 0.29 0.EQUIPAMENTOS 9.10 1.00 126.74 Servente hora hora hora hora 0.Forma de Madeira Diversos: madeiras.

3600 1.24 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .00 17.002 1.60m Inclue custos de escavação.1200 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .66 7. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.88 1.2800 14.5000 32.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia Cimento Portland Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.33 4.DIVERSOS hora 5.14 0.78 18.74 19.47 16. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.51 52.52 4.70 TOTAL .020 7.88 2.90 0.02 0.00 126.22 3.6000 7.25 TOTAL.76 m3 t m gl 0. TOTAL .Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35. ferramentas.00% 2.EQUIPAMENTOS 16.12 31.31 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Calha (Meio Tubo) circular de Concreto simples Prémoldado d = 0. fornecimento e colocação de Meio Tubo.47 71.24 Servente hora hora hora hora 0.2000 3.003 0. etc.26 0.27 5.51 2.00% 8.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ .60m Diversos: madeiras.25 18.

73 1.003 1.73 5.78 9.3000 0.27 3.00 26.92 Servente hora hora hora hora 0.02 92.00 126.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia Cimento Portland Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Carregadeira c/ Retroescadeira tipo CASE 580-L 75 HP hora hora 0.1000 0.00% 3.71 0.74 14.64 TOTAL.80m Diversos: madeiras.04 0.14 0.EQUIPAMENTOS 23. etc.10 13.5000 2.38 26.6500 0. TOTAL .27 68.006 0.69 27. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.88 2.80m JANEIRO/98 Inclue custos de escavação.47 25.Custos Referidos a: SERVIÇO: Calha (Meio Tubo) circular de Concreto simples Prémoldado d = 0.5500 32.3000 1. ferramentas.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .18 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .00% .DIVERSOS hora m3 t m gl 4.7500 7. fornecimento e colocação de Meio Tubo.33 4.62 0.020 7.27 5.62 24.22 3.82 5.89 TOTAL .

=46. > 200rpm) Potencia = MVA Custo Aquisição+ Impostos Rot.Vel.= 5.00% Transp. Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Turbina (F) US$ US$ US$ US$ US$ Rot.eixo Vertical (Pot > 5MVA e Rot.eixo Horizontal (Pot > 5MVA e Rot.Síncrona= = L = Vão Comporta Ensecadeira (stoplogs) (Equipamento p/ Fechamento do Desvio) = m Custo Aquisição+ Impostos mca até a soleira US$ US$ US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade stoplogs = Qtde de Guias Extras Transporte e Seguro Montagem e Teste cj completo Custo Total de 1 stoplogs = cj só de guias Custo Total de ??Guias Extras = Custo Total de Ensecadeiras + ?? Guias Extras = m Pórtico Rolante da Tomada d'Agua .Sinc.Síncrona= Quantidade = = Geradores .Síncrona= Peso Rotor = Quantidade = rpm ton. US$ US$ US$ US$ Rot.=46. > 200rpm) Potencia = MVA Custo Aquisição+ Impostos Rot. Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Turbina US$ US$ US$ US$ US$ Rot.PLANILHA PARA ESTIMATIVA DE CUSTOS DE EQUIPAMENTOS Essa planilha está disponível no diretório OPE nesse CD-ROM PLANILHA PARA ESTIMATIVA DE CUSTOS DE EQUIPAMENTOS Percentuais adotados para çalculo de custo total de equipamento Impostos = 15.62% un Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Gerador (V) US$ US$ US$ US$ = Geradores .+Seg.00% Potencia Turbinas Tipo Francis+Regulador de Velocidade = kW Custo Aquisição+ Impostos rpm un Custo Aquisição de Reg.+teste 10.Vel.00% Mont.Síncrona= Quantidade = = Potencia Outros tipos de Turbinas + Regulador de Velocidade = kW Custo Aquisição+ Impostos rpm un Custo Aquisição de Reg.Sinc.62% un Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Gerador (H) US$ US$ US$ US$ = Potencia Ponte Rolante da Casa de Força kVA 1 Gerador= rpm Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Ponte Rol.Síncrona= Peso Rotor = Quantidade = rpm ton.

Rol. Rol. US$ US$ US$ US$ = Diâmetro US$ US$ US$ US$ Pressão Proj. Custo Aquisição+ Impostos Capac. Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de CONDUTO US$ US$ US$ US$ = L = Vão = Comporta Ensecadeira (stoplogs) p/ Fechamento do Tubo de Sucção m Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste mca até a soleira cj completo Custo Total de 1 stoplogs = cj só de guias Custo Total de ??Guias Extras = Custo Total de Ensecadeiras + ?? Guias Extras = m US$ US$ US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade stoplogs = Qtde de Guias Extras Pórtico Rolante (Movimentação de Stoplogs do Tubo de Sucção ton.Içamento ton. Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Port.Borb.Capac. Válvula Borboleta (Gráfico B29 do Manual de Inventário/edição Nov/97) = m Custo Aquisição+ Impostos mca un Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Válv.Içamento Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Port. US$ US$ US$ US$ = L = Vão Comporta Vagão (Tomada d'Água) = m m mca até a soleira Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 comporta US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade = un = L = Vão Comporta Ensecadeira (stoplogs) (Tomada d'Água) = m Custo Aquisição+ Impostos mca até a soleira US$ US$ US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade stoplogs = Qtde de Guias Extras Transporte e Seguro Montagem e Teste cj completo Custo Total de 1 stoplogs = cj só de guias Custo Total de ??Guias Extras = Custo Total de Ensecadeiras + ?? Guias Extras = m Área Total Grade da Tomada d'Água = m2 Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de GRADE US$ US$ US$ US$ = Peso Total Conduto Forçado = ton.= Quantidade = = .

.Diâmetro Válvula Esférica = Pressão mínima = 200 mca (Grafico B30 Inventário) m Custo Aquisição+ Impostos mca un Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Válv..Inventário L = Vão = m Custo Aquisição+ Impostos H = Altura = P = pressão = Quantidade = m mca até a soleira US$ US$ US$ US$ Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 stoplogs = L = Vão = Comporta Ensecadeira (stoplogs) p/ Vertedouro de Superfície m Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste mca até a soleira cj completo Custo Total de 1 stoplogs = cj só de guias Custo Total de ??Guias Extras = Custo Total de Ensecadeiras + ?? Guias Extras = m US$ US$ US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade stoplogs = Qtde de Guias Extras Capac.00% Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total US$ US$ US$ US$ = US$ US$ US$ US$ US$ US$ US$ US$ CUSTO TOTAL DE TODOS OS EQUIPAMENTOS PERMANENTES Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total = = = US$ US$ US$ US$ . etc. Esf.. Equipamentos Elétricos Acessórios (Sist. Auxil. Rol. US$ US$ US$ US$ Pressão Proj. Elétricos+cabos. Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Port.00% Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total Equipamentos Diversos (Sist.Içamento Guindaste Pórtico (Movimentação de Stoplogs do Vertedouro) ton.mecanicos) 6.) 18.= Quantidade = = Comporta tipo Segmento (vertedouro de superfície) Graf. Auxiliares .B21 .

normal do Reservatório = ???.00 m Energia Firme Potência Instalada = = x.12 R $ = 1 US$ Prog. eixo Horizontal Máquinas KAPLAN Preços de JANEIRO/1998 Taxa de Câmbio = 1. Rio Bacia Região Município Estado Imbirá Alça Sul do Rio Peixe Grande Sudeste Garajarak do Sul I I Espírito Santo ESTIMATIVA DE CUSTO Aproveitamento: AHE FICTÍCIO (PCH) Alternativa: NA max.XLS Data: 28-nov-07 Cálculo: Mister ZZ Verificação: MssMMsx ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO Página 1 PRELIMINAR .OPE para PCH Exemplo Exemplo Serviços Elétricos Ltda.yy MW X Casa de Força com Máquinas FRANCIS.: PLN-OPE$. Estudos de Viabilidade / Básico LOCALIZAÇÃO Projetista: PROJ-PCH Ltda .PLANILHA PADRÃO .xx MW y.

10.10.10.11.43 .10. Acampamento.10.10.15.45.15.10 .11.41 .15.18 .10.20.18 .45.10.10.11 .46.11.46.11.CONTA .11.10.OPE para PCH Custo Unitário DISCRIMINAÇÃO un Qtdade R$ TERRENOS.15 .46.50 .17 .10.10.15.15.16 .11.10.42 .11.11.21 .41 .10.42 .11 .46 .11. .44 .45 .11.10.10.46.11.11.10. Jazidas e Áreas Afins ha Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente ha Reassentamento Rural ha Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos ha Cidades e Vilas gl Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada gl Outros custos gl DESPESAS LEGAIS E DE AQUISIÇÃO gl 15% OUTROS CUSTOS gl RELOCAÇÕES ESTRADAS DE RODAGEM km ESTRADAS DE FERRO km PONTES m SISTEMA DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO gl SISTEMA DE COMUNICAÇÃO gl RELOCAÇÕES DE POPULAÇÃO gl Reassentamento Rural gl Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos gl Cidades e Vilas gl Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada gl Outros custos gl OUTRAS RELOCAÇÕES gl OUTROS CUSTOS gl OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS COMUNICAÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL gl MEIO FÍSICO-BIÓTICO gl Limpeza do Reservatório ha Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente ha Conservação da Flora gl Qualidade da Água gl Recuperação de Áreas Degradadas gl Outros custos gl MEIO SÓCIO-ECONÔMICO-CULTURAL gl Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos gl Saúde e Saneamento Básico gl Estrutura Habitacional e Educacional gl Salvamento do Patrimônio Cultural gl Apoio aos Municípios gl Outros custos gl Custo Total R$ Custo Unitário US$ Custo Total US$ ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO Página 2 PRELIMINAR .45.45 .10.20 .10.10.10.10.42 .10.10.10.44 .10.10.10.10.44 .17 PLANILHA PADRÃO .11.45.10.10.47 .10.15 .10.10.11.10.10 .10.45.12 .14 .10.13 .17 .10.15.20.11.48 .10.11.10.40 .40 .49 .11.45.15.15.15.10.10.46.15.11.10.10.11 .10.19 .10.11.10.10.15.46.43 .10.20.51 .13 .11. RELOCAÇÕES E OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS AQUISIÇÃO DE TERRENOS E BENFEITORIAS PROPRIEDADES RURAIS gl Reservatório ha Canteiro.15.10.20.10.15.10.10.20.15.11.52 .10.17 .15.

CONTA .10.15.47 .10.15.47.53 .10.15.47.55 .10.15.47.17 .10.15.48 .10.15.13 .10.27 .11. .11.12 .11.13 .11.13.00.12 .11.13.00.12.10 .11.13.00.12.11 .11.13.00.13 .11.13.00.14 .11.13.00.14.13 .11.13.00.14.14 .11.13.00.14.15 .11.13.00.15 .11.13.00.15.10 .11.13.00.15.11 .11.13.00.15.12 .11.27 .12. .12.16 .12.16.22 .12.16.22.19 .12.16.22.21 .12.16.22.22 .12.16.24. .12.16.24.12 .12.16.24.12.10 .12.16.24.12.11 .12.16.24.13 .12.16.24.14 .12.16.24.14.13 .12.16.24.14.14 .12.16.24.14.15 .12.16.24.23. .12.16.24.23.17 .12.16.24.17

DISCRIMINAÇÃO LICENCIAMENTO E GESTÃO INSTITUCIONAL Licenciamento Gestão Institucional Outros custos USOS MÚLTIPLOS OUTROS CUSTOS EVENTUAIS DA CONTA .10

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário un Qtdade R$ gl gl gl gl gl gl gl 10%

Custo Total R$

Custo Unitário US$

Custo Total US$

ESTRUTURAS E OUTRAS BENFEITORIAS BENFEITORIAS NA ÁREA DA USINA CASA DE FORÇA Escavação Comum Em Rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Instalações e acabamentos Alvenaria (paredes) Cobertura Esquadrias/Instal.Eletricas e Hidraulicas/Banheiros EVENTUAIS DA CONTA .11 BARRAGENS E ADUTORAS DESVIO DO RIO ENSECADEIRAS Ensecadeira de rocha e terra Remoção de ensecadeiras Esgotamento e outros custos CANAL OU GALERIA / ADUFA DE DESVIO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Equipamento de fechamento Stoplogs Outros custos

MW gl m³ m³ gl m³ t m³ t gl m2 m2 gl gl

y,yy

10%

gl m³ gl gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl gl

15%

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 3

PRELIMINAR

CONTA .12.17 .12.17.25 .12.17.25.12 .12.17.25.12.10 .12.17.25.12.11 .12.17.25.13 .12.17.25.24 .12.17.25.25 .12.17.25.26 .12.17.25.29 .12.17.25.32 .12.17.25.32.18 .12.17.25.32.19 .12.17.25.17 .12.17.26 .12.17.26.12 .12.17.26.12.10 .12.17.26.12.11 .12.17.26.13 .12.17.26.14. .12.17.26.14.13 .12.17.26.14.14a .12.17.26.14.14b .12.17.26.14.15 .12.17.26.17 .12.17.27 .12.17.27.12 .12.17.27.12.10 .12.17.27.12.11 .12.17.27.13 .12.17.27.14 .12.17.27.14.13 .12.17.27.14.14a .12.17.27.14.14b .12.17.27.14.15 .12.17.27.17 .12.18 .12.18.28 .12.18.28.12 .12.18.28.12.10 .12.18.28.12.11 .12.18.28.13

DISCRIMINAÇÃO

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário un Qtdade R$ gl m³ m³ m³ gl m³ m³ m³ m³ gl m³ m2 gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ m³ t gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ m³ t gl gl m³ m³ m³ gl

Custo Total R$

Custo Unitário US$

Custo Total US$

BARRAGENS E DIQUES BARRAGENS E DIQUES DE TERRA E ENROCAMENTO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Aterro compactado Enrocamento Núcleo de argila Transições / Filtros Proteção de taludes Talude de montante (Enrocamento) Talude de jusante (grama) Outros custos BARRAGENS DE CONCRETO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento (convencional) Concreto sem Cimento (CCR) Armadura Outros custos TRANSIÇÕES E MUROS DE CONCRETO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento (convencional) Concreto sem Cimento (CCR) Armadura Outros custos VERTEDOUROS VERTEDOUROS DE SUPERFÍCIE Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação

2%

2%

2%

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 4

PRELIMINAR

CONTA .12.18.28.14. .12.18.28.14.13 .12.18.28.14.14a .12.18.28.14.14b .12.18.28.14.15 .12.18.28.23 .12.18.28.23.16 .12.18.28.23.17 .12.18.28.23.20 .12.18.28.17 .12.18.29 .12.18.29.12 .12.18.29.12.10 .12.18.29.12.11 .12.18.29.13 .12.18.29.14 .12.18.29.14.13 .12.18.29.14.14 .12.18.29.14.15 .12.18.29.23 .12.18.29.23.16 .12.18.29.23.17 .12.18.29.23.20 .12.18.29.17 .12.19 .12.19.30 .12.19.30.12 .12.19.30.12.10 .12.19.30.12.11 .12.19.30.13 .12.19.30.14 .12.19.30.14.13 .12.19.30.14.14 .12.19.30.14.15 .12.19.30.23 .12.19.30.23.16 .12.19.30.23.17 .12.19.30.23.20 .12.19.30.23.21 .12.19.30.17

DISCRIMINAÇÃO Concreto Cimento Concreto sem Cimento (convencional) Concreto sem Cimento (CCR) Armadura Equipamentos Comportas e guinchos Stoplogs Guindaste Outros custos VERTEDOUROS DE FUNDO E OUTROS Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Equipamentos Comportas e guinchos Stoplogs Guindaste Outros custos TOMADA D'ÁGUA E ADUTORAS TOMADA D'ÁGUA Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Equipamentos Comportas e guinchos Stoplogs Guindaste Grades e Limpa-grades Outros custos

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário un Qtdade R$ m³ t m³ m³ t gl gl gl gl gl 2% gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl gl gl gl 2% gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl gl gl gl gl

Custo Total R$

Custo Unitário US$

Custo Total US$

2%

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 5

PRELIMINAR

CONTA

DISCRIMINAÇÃO

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário un Qtdade R$ gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl

Custo Total R$

Custo Unitário US$

Custo Total US$

.12.19.31 .12.19.31.12 .12.19.31.12.10 .12.19.31.12.11 .12.19.31.13 .12.19.31.14 .12.19.31.14.13 .12.19.31.14.14 .12.19.31.14.15 .12.19.31.17 .12.19.32 .12.19.32.12 .12.19.32.12.10 .12.19.32.12.11 .12.19.32.13 .12.19.32.14 .12.19.32.14.13 .12.19.32.14.14 .12.19.32.14.15 .12.19.32.17 .12.19.33 .12.19.33.12 .12.19.33.12.10 .12.19.33.12.11 .12.19.33.13 .12.19.33.14 .12.19.33.14.13 .12.19.33.14.14 .12.19.33.14.15 .12.19.33.17 .12.19.34. .12.19.34.12 .12.19.34.12.10 .12.19.34.12.11 .12.19.34.13 .12.19.34.14 .12.19.34.14.13 .12.19.34.14.14 .12.19.34.14.15 .12.19.34.23 .12.19.34.23.23

CANAL DE ADUÇÃO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos CONDUTO ADUTOR Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos CHAMINÉS DE EQUILÍBRIO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos CONDUTO FORÇADO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Equipamento Revestimento metálico (Blindagem

m; D = x, j 0 m)

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 6

PRELIMINAR

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário CONTA DISCRIMINAÇÃO un Qtdade R$ .12.19.34.23.24 .12.19.34.17 .12.19.35 .12.19.35.12 .12.19.35.12.10 .12.19.35.12.11 .12.19.35.13 .12.19.35.14 .12.19.35.14.13 .12.19.35.14.14 .12.19.35.14.15 .12.19.35.17 .12.20.37 .12.20.37.12 .12.20.37.12.10 .12.20.37.12.11 .12.20.37.13 .12.20.37.14 .12.20.37.14.13 .12.20.37.14.14 .12.20.37.14.15 .12.20.37.17 .12.27.98 .12.27.99 .13. .13.13.00.23.28 .13.13.00.23.17 .13.13.00.23.20 .13.13.00.23.29 .13.27 .14. .14.00.00.23.30 .14.27 .15. .15.13.00.23.20 .15.00.00.23.31 .15.27 Equipamento (Válvula Tipo:_________; D = y, x0 m) Outros custos CANAL DE FUGA Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos OUTRAS CONSTRUÇÕES ESPECIAIS (Escada de Peixe) Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos EVENTUAIS DA CONTA .12 obras civis EVENTUAIS DA CONTA .12 equipamentos TURBINAS E GERADORES Turbinas _______kW/un. ______rpm Stoplogs Guindaste Geradores _______kVA/un. ______rpm EVENTUAIS DA CONTA .13 EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS ACESSÓRIOS Equipamento Elétrico Acessório EVENTUAIS DA CONTA .14 DIVERSOS EQUIPAMENTOS DA USINA Ponte rolante Equipamentos diversos EVENTUAIS DA CONTA .15 gl gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl gl R$ US$ US$ Custo Total Custo Unitário Custo Total

10% 10%

gl gl gl gl gl 10%

gl gl

10%

gl gl gl Página 7 10% Custo Unitário Custo Total Custo Unitário Custo Total PRELIMINAR

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

CONTA .16. .16.00.14 .16.00.16 .16.27

DISCRIMINAÇÃO ESTRADAS DE RODAGEM, DE FERRO E PONTES ESTRADAS DE RODAGEM ESTRADA DE FERRO PONTES EVENTUAIS DA CONTA .16 CUSTO DIRETO TOTAL = (CDT) Custo direto total em R$ Custo direto total em US$ equivalentes

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH un Qtdade R$ km km m gl 10% R$ US$ US$

.17. .17.21 .17.21.38 .17.21.39 .17.22 .17.22.40 .17.22.40.36 .17.22.40.37 .17.22.40.54 .17.22.41 .17.27

CUSTOS INDIRETOS CANTEIRO E ACAMPAMENTO CONSTRUÇÕES DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO MANUTENÇÃO E OPERAÇÃO DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO ENGENHARIA E ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO ENGENHARIA Engenharia Básica Serviços Especiais de Engenharia Estudos e Projetos Ambientais ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO EVENTUAIS DA CONTA .17 CUSTO TOTAL (Exclusive Juros Durante a Construção)

gl gl gl gl gl gl gl gl gl gl

5,00% 3,00%

5,00% 1,00% 0,50% 10,00% 10%

.18.

JUROS DURANTE A CONSTRUÇÃO (construção em 2 anos) 10% a.a

9,20%

CUSTO TOTAL (Inclusive Juros Durante a Construção) = (CT) Potência instalada Custo em US$/kW Instalado

gl kW US$/kW

Custo Unitário CONTA
ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Custo Total

Custo Unitário

Custo Total

DISCRIMINAÇÃO

un Qtdade Página 8

PRELIMINAR

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH R$ R E S U M O R$ US$ US$

Aproveitamento: AHE FICTÍCIO
Potência Instalada Energia Firme

(PCH)
y,yy x,xx MW MWmédio

Custo Total do Empreendimento

x1000US$ (Ref. JANEIRO/98) , Exclusive LT e Subestação

Vida Útil 50 anos, Taxa de Retorno de 10% a.a Custo - Geração (Energia Firme)

e

O & M = Critério ELETROBRÁS US$/MWh
(EXCLUSIVE LT, Subestação, ROYALTIES, PEDÁGIO e IMPOSTOS)

INVESTIMENTOS EM SUBESTAÇÃO E LINHA DE TRANSMISSÃO Custo Unitário CONTA DISCRIMINAÇÃO un Qtdade R$ Subestação de ........................................................ un R$ US$ US$ Custo Total Custo Unitário Custo Total

Linha de Transmissão de

kV

km

Investimento Total (Subestação + Linha de Transmissão)

gl

Preços de JANEIRO/1998 Custo Total em US$ Custo Total em R $

INVESTIMENTO TOTAL em Usina, Subestação e Linha de Transmissão

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 9

PRELIMINAR

MODELO DE ORÇAMENTO COMPACTO PARA SUBESTAÇÕES
Item 1 2 TERRENOS E SERVIDÕES OBRAS CIVIS (Inclui Benfeitorias Gerais no Pátio, Urbanização e Acabamento, Fundações e Bases, Edifícios da Subestação, Estruturas, etc..) EQUIPAMENTOS - AQUISIÇÃO Equipamentos Principais Demais Equipamentos MONTAGEM ELETROMECÂNICA TRANSPORTE E SEGUROS MEIO AMBIENTE CUSTOS DIRETOS (Somatório dos itens anteriores) CUSTOS INDIRETOS (Corresponde aos custos do Canteiro e Acampamento, Engenharia e Administração) EVENTUAIS CUSTO TOTAL Descrição Und. gl gl

3 3.1 a 3.7 3.8 a 3.22 4 5 6 7 8

und und e/ou gl gl gl gl

9 10

MODELO DE ORÇAMENTO COMPACTO PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO
Item 1 2/3/7 TERRENOS E SERVIDÕES OBRAS CIVIS (Inclui a Limpeza de Faixa de Servidão, as Fundações e as Estradas de Acesso) ESTRUTURAS (Metálicas ou outras - Especificar) CONDUTORES AÉREOS E ACESSÓRIOS Isoladores e Ferragens Cabo Condutor Cabos Pára-Raios Fio Contrapeso Acessórios MONTAGEM ELETROMECÂNICA TRANSPORTE E SEGUROS MEIO AMBIENTE CUSTOS DIRETOS (Somatório dos itens anteriores) CUSTOS INDIRETOS (Corresponde aos custos de Canteiro, Engenharia e Administração) EVENTUAIS CUSTO TOTAL und t t t gl gl gl gl Descrição Und. gl gl

4/5

t e/ou und

6 6.1 6.2 6.3 6.4 6.5/6.6 7 8 9 10 11 12 13

ANEXO 4 - LEGISLAÇÃO PERTINENTE
O conjunto de leis considerado de grande importância, no panorama do Setor Elétrico de hoje, está relacionado a seguir. A legislação de meio ambiente é apresentada no Capítulo 8. • Decreto-Lei no 1.872, de 21.05.81 Dispõe sobre a aquisição, pelo concessionários, de energia elétrica excedente gerada por Autoprodutores. • Decreto-Lei no 915, de 06.09.93 Este Decreto autoriza a formação de consórcios para geração de energia elétrica para Autoprodução. • Decreto no 1.348, de 28.12.94 Este Decreto regula a participação de concessionários de serviço público de energia elétrica em aproveitamento hidrelétrico de outro concessionário (arrendamento). • Lei no 8.987, de 13.02.95 Dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos, liberando o mercado de energia elétrica do monopólio estatal. • Lei no 9.074, de 07.07.95 Estabelece normas para outorga e prorrogações das concessões e permissões de Serviços Públicos. Em seu capítulo II trata especificamente dos serviços de energia elétrica. • Decreto no 1.717, de 24.11.95 Estabelece procedimentos para prorrogações das concessões dos serviços públicos de energia elétrica de que trata a Lei 9.074 de 07.07.95. • Decreto no 2.003, de 10.09.96 Regulamenta a produção de energia elétrica por Produtor Independente e por Autoprodutor. • Lei no 9.427, de 26.12.96 Institui a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, disciplina o regime de concessões de serviços públicos de energia elétrica. • Medida Provisória 1.549, de 12.08.97 Aprova Estrutura Regimental e Quadro de cargos em comissão e função de confiança da

de 28.93.872. e entre esses e os Autoprodutores de energia elétrica para exploração de aproveitamentos hidrelétricos (Decreto no 915. é assegurada a formação de consórcios entre os concessionários de Serviço Público.81).95.074.95 e 9.05.98 Altera dispositivos das Leis nos 3. a concessão de serviço público será concedida mediante licitação. de 13. por sua conta e risco e por prazo determinado (Lei no 8. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho. de 21.12. • ANEEL Resolução no 395. de 04.648. de 21.12. de 06.04. 9.07.12. • os concessionários de serviço público de energia elétrica ficam autorizados a efetuar investimentos em aproveitamento hidrelétrico objeto de concessão a outro concessionário. de 04.94).02.09. • • • as concessões de geração de energia elétrica terão prazo necessário a amortização dos investimentos.ANEEL. • Lei no 9.06.433.61.98 Estabelece os critérios para o enquadramento de empreendimentos hidrelétricos na condição de pequenas centrais hidrelétricas. de 25.98 Estabelece os procedimentos gerais para registro e aprovação dos estudos de inventário hidrelétrico de bacias hidrográficas. de 07. limitado a 35 anos. de 04.987. Altera oficialmente o Código de Águas. contado da data de assinatura do contrato.12. • Lei no 9. a serem dados em arrendamento ao titular da concessão (Decreto no 1.93).348. 8.01.12.666. de 13.890-A.96.97 Institui a Política Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências. Lei no 1.05. podendo ser .427. 8. na modalidade de concorrência. de 27. assim como da autorização para exploração de centrais hidrelétricas até 30 MW e dá outras providências A legislação citada permite destacar os seguintes pontos principais: • os concessionários de serviço público de eletricidade ficam autorizados a adquirir energia excedente de Autoprodutores gerada com a utilização de fontes energéticas que não empreguem combustível derivado de petróleo (Dec.987. de 26.95).98 Estabelece os procedimentos gerais para registro e aprovação de estudos de viabilidade e projeto básico de empreendimentos de geração hidrelétrica. • ANEEL Resolução no 393. de 08. • ANEEL Resolução no 394.02.

independentemente de tensão ou carga. • As PCHs de potência superior a 1MW e inferior a 30MW. de 10. d) consumidores de energia elétrica integrantes de complexo industrial ou comercial.96).96). c) consumidores já existentes. a pessoa jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebam concessão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao comércio de toda ou parte da energia produzida. por sua conta e risco (Decreto no 2.003.09. e) conjunto de consumidores de energia elétrica.003.prorrogado no máximo por igual período (Lei no 9. conforme a seguinte tabela: ANO Tensão Potência ↓ 1995 = ou maior 69 KV = ou maior 2000 = ou maior 69 KV = ou maior 2003 ↓ ↓ 10 MW 3 MW decresce de acordo com as regras do Poder Concedente. mediante o ressarcimento do custo de transporte envolvido (Decreto no 2.07. de 10. destinadas a Produção Independente ou Autoprodução poderão comercializar energia elétrica com consumidores . • o Decreto no 2. • • o Produtor Independente e o Autoprodutor terão assegurados o livre acesso aos sistemas de transmissão e de distribuição de concessionários e permissionários de serviço público de energia elétrica.09. de 07. • define-se Produtor Independente de Energia Elétrica. contado da respectiva solicitação.003 ainda estabelece que a comercialização da energia produzida por Produtor Independente poderá ser feita com: a) concessionários ou permissionários de Serviço Público de Energia Elétrica.95).003. f) qualquer consumidor que demonstre ao Poder Concedente não ter o concessionário local lhe assegurado o fornecimento no prazo de até 180 dias. nas condições previamente ajustadas com o concessionário local de distribuição. aos quais forneça vapor ou outro insumo oriundo de processo de cogeração. respeitados os prazos dos contratos vigentes.074. b) novos consumidores com carga igual ou superior a 3 MW atendidos em qualquer tensão.09.96). a pessoa física ou jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebam concessão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao seu uso exclusivo (Decreto no 2. define-se Autoprodutor de Energia Elétrica. de 10.

acima de 1 MW . 50 MW. As novas PCHs estão também isentas do pagamento da compensação financeira. ainda.468 e as Resoluções ANEEL 393. • Os empreendedores de aproveitamentos hidrelétricos deverão se articular junto aos órgão de recursos hídricos para regularizar sua situação quanto ao uso da água para geração hidrelétrica. . desde que existam condições específicas que indiquem potencial de aproveitamentos até aquele limite ou imponham a segmentação natural da bacia em sub-bacias cujos aproveitamentos estejam dentro do citado limite de 50 MW. permissão ou autorização de exploração. restrições e/ou facilidades em termos de condições determinadas para concessão. para as tarifas de uso dos sistemas elétricos de transmissão e distribuição.concessão por licitação. adotados como referência para as características do aproveitamento.só registro. em função da natureza do empreendimento e da faixa de potência conforme resumido a seguir: • ♦ SERVIÇO PÚBLICO Hidrelétrica . A Lei 9. 26.autorização. 394 e 395 definem. Art.concessão por licitação.até 1 MW: . no máximo. parágrafo 5º) • Estas mesmas PCHs contam ainda com redução mínima de 50%. o interessado deverá apresentar. além do relatório de reconhecimento do sítio onde se localiza o potencial. quando promoverem a substituição da geração termelétrica que utiliza derivados de petróleo. aos Estados e Municípios.468. • Para o registro de realização de estudos para o Projeto Básico de uma PCH. dentre outras. justificando a simplificação adotada para os Estudos de Inventário. pelo uso dos recursos hídricos.só registro. No caso de sistemas isolados elas contam ainda com a possibilidade de uso dos recursos da CCC. Os Estudos de Inventário em bacias hidrográficas com vocação hidrenergética para aproveitamentos de. Deverá ser apresentado à ANEEL relatório de reconhecimento da bacia ou sub-bacia. acima de 30 MW . ♦ AUTOPRODUTOR E PRODUTOR INDEPENDENTE Hidrelétrica .cuja carga seja maior ou igual a 500kW (Lei no 9. com área inundada menor ou igual a 3 km2 . de 1 MW até 30 MW. informação dos Estudos de Inventário Hidrelétrico realizados. poderão ser realizados de forma simplificada.até 1 MW: .

• Controles e bibliotecas do Visual Basic 5. • Mínimo 15 Mb disponíveis[2]. .Interface Gráfica e Gerenciamento da Base de Dados de PequenasCentrais Elétricas . REQUISITOS DE HARDWARE E SOFTWARE Para o perfeito funcionamento do sistema são necessários os seguintes requisitos: Requisitos de hardware: • Computador do tipo PC com processador Pentium (ou compatível) 100 Mhz ou superior[1].sys será criado ou modificado. inclusive o programa executável MSUI. o usuário deve estar familiarizado com: • Computador pessoal do tipo PC.ANEXO 5 . • Conhecimento básico dos objetivos da modelagem do MSUI. No processo de instalação. [3] Os controles e bibliotecas do Visual Basic serão instalados automaticamente pelo programa de instalação. é necessário reiniciar o computador. O programa de instalação grava todos os arquivos necessários ao bom funcionamento do sistema. Neste manual estão descritos os procedimentos necessários para a inicialização do sistema INTERBASE. • Terminologias adotadas no setor elétrico. [1] Para a utilização do modelo MSUI é recomendável a utilização de um computador com processador de 166 Mhz ou superior. o arquivo config.0[3]. Os aplicativos dividem-se basicamente no gerenciamento da base de dados. e na formatação dos arquivos de entrada do modelo MSUI. • Windows 95 ou superior.tem como objetivo principal facilitar a execução do Modelo de Simulação a Usinas Individualizadas (MSUI). Para usar efetivamente este produto. • 32 MB de memória RAM. ensinando a manipular os seus registros. bem como disponibilizar um eficazgerenciador de dados de usinas hidrelétricas. tarefa trabalhosa e sujeita a inúmeros erros de digitação.INTERFACE GRÁFICA PARA O MODELO DE SIMULAÇÃO ENERGÉTICA INTRODUÇÃO A INTERBASE . A INTERBASE foi construída de tal forma que o usuário não necessite consultar o manual de formatação dos arquivos de entrada do MSUI. [2] Para a instalação do software é necessário cerca de 30 Mb livres. sendo acrescentadas as seguintes declarações: files=90 buffers=50 Para que as declarações acima tenham efeito no sistema. Requisitos de software: • Sistema operacional Windows 95 ou superior.

. 1 A partir desse momento o programa será executado. 1). no grupo Interbase. mostrando sua janela principal. como pode ser visto no item “MENU PRINCIPAL”. clique sobre o item Interbase.INICIANDO O SISTEMA INTERBASE Para iniciar o sistema. do menu Iniciar (fig. Fig.

no menu principal encontram-se as seguintes opções: Fig. 1 .MENU PRINCIPAL Ao iniciar o sistema.

é preciso repará-lo para que volte a funcionar corretamente.0 e ser compatível com os dados requeridos pelo programa. 2) Fig. Sair – Finaliza a execução do programa. MSUI • . Esta ação pode causar danos irreparáveis. Nesse menu são dadas três opções para o usuário escolher (ver fig. 3). Esse item do menu estará desabilitado se houver alguma base de dados aberta. Fig. Mantenha sempre uma cópia de segurança atualizada de seus dados para evitar problemas futuros. O arquivo deve estar no formato do MS-Access 2.Arquivo Todas as informações sobre as usinas gerenciadas pelo sistema são armazenadas em arquivos de banco de dados Access. Juntamente com o sistema. Caso o arquivo não siga os padrões preestabelecidos o sistema apresentará uma mensagem de erro (ver fig. será distribuído uma base de dados com alguns registros representativos para a execução de caso exemplo com o modelo MSUI. Quando tentar abrir um arquivo válido e receber uma mensagem do tipo “Arquivo corrompido”. queda de energia elétrica. 2 • Abrir Banco de Dados – Abre o arquivo com o banco de dados. 3 • Reparar Banco de Dados – Como algumas vezes o arquivo do banco de dados é danificado acidentalmente como. execute este item do menu para tentar resolver o problema. Nunca abra o arquivo com a base de dados diretamente pelo MS-Access. por exemplo.

Vazões – Gera o arquivo com os dados das Séries de Vazões. Serão apresentados três tipos de relatórios gerados pelo modelo. Fig. bem como o gerenciamento da base de dados. Fig. o arquivo correspondente será criado automaticamente. . Todos os Arquivos – Gera os arquivos com dados gerais. deve-se gerar os arquivos para a execução do modelo MSUI. Acesse o menu MSUI. será apresentada uma janela confirmando a criação dos arquivos de entrada do modelo MSUI (veja figura abaixo). 4 • • • Dados Gerais – Abre a janela com os dados gerais para edição e formatação de arquivo de entrada para o modelo MSUI (ver tópico: Parâmetros para o MSUI). caso não ocorra erros durante a formatação. Depois que todos os dados necessários à simulação forem preenchidos corretamente. de usinas e vazões. Sempre que os parâmetros de simulação forem modificados. Formatar Arquivos – Contém as opções necessárias para gerar os arquivos de entrada do modelo MSUI no formato adequado. Ao final da execução. 5 • • • • • • Dados Gerais – Gera o arquivo com os parâmetros da simulação. Executar Modelo – Executa o modelo MSUI. Para maiores informações sobre o MSUI veja o apêndice. depois Formatar Arquivos e por fim uma das quatro opções apresentadas como na figura 8. Dados das Usinas – Abre o formulário com os dados das usinas contendo as opções para o gerenciamento da base de dados (ver tópico: Dados das Usinas). Dados das Usinas – Gera o arquivo com os dados das usinas. O programa de instalação grava o programa executável MSUI. Resultados – Exibe os relatórios com os resultados da simulação.Neste menu o usuário encontra todas as facilidades para a execução do modelo.

Reslus5. • Reslus1.sai. Manual do MSUI – Exibe o manual do MSUI no MS-Word. Manual do Sistema – Exibe este manual no MS-Word (Este manual foi desenvolvido para ser visualizado nas versões 97 ou superiores do MS-Word). ou seja: carga crítica (energia firme do sistema). os arquivos de saída disponíveis para consulta dos resultados da simulação são os seguintes: • Energias. bem como os resultados gerais da simulação. Reslus4.sai. configuração a ser estudada. Reslus3. energias firmes e médias por usina e acumulada na cascata. • • • 7 .sai.sai – relatório específico possuindo as energias firme por usina da configuração.Após a execução do MSUI.sai – possui os relatórios de entrada. Ajuda Neste menu estão disponíveis todas as informações necessárias para a utilização do sistema INTERBASE e do modelo MSUI. O seu conteúdo é bastante semelhante a este manual. complementado com o Manual de Metodologia do MSUI. 7). Fig. Fig. • Msui.sai. 6 • Índice da Ajuda – Exibe o conteúdo da ajuda do programa.sai – Os dados destes arquivos dependem das opções escolhidas no formulário Dados Gerais. versão para PCH. Reslus2. Contém informações sobre a utilização do sistema bem como a descrição dos campos utilizados na base de dados. Sobre – Exibe uma janela com informações gerais sobre o programa (Fig.

DADOS GERAIS PARÂMETROS PARA O MSUI Os dados são apresentados em duas telas distintas: informações gerais e parâmetros de simulação. é executado o formatador para gerar os novos parâmetros da simulação. Ver figuras 1 e 2. 1 Fig. Sempre que os dados da simulação forem atualizados. 2 A descrição dos campos está disponível no apêndice . Fig.

dados energéticos e evaporações.DADOS DAS USINAS Nesta janela se encontram os meios para o gerenciamento das informações referentes às usinas. 1 A descrição dos campos está disponível no apêndice. série de vazões. MENU PRINCIPAL Arquivo Neste menu o usuário encontra todas as facilidades para o gerenciamento da base de dados de usina hidrelétrica e impressão de relatórios. dados de simulação (ver fig. Os dados são apresentados em quatro telas distintas: dados gerais e físicos. Fig. Fig. 1).2 .

Escolhidas as opões desejadas. 3). se não desejar imprimir nenhum registro clique no botão Fechar. Essa é a maneira mais rápida e prática de obtenção de um relatório. . O relatório pode ser enviado para a impressora. A impressão do relatório pode ser realizada de duas maneiras. O usuário pode escolher por imprimir apenas o registro sendo visualizado. caso deseje configurar a impressora clique no botão Configurar Impressora. além do formato de visualização (ver fig. • Imprimir – Gera um relatório sobre os registros da base de dados. Se duas ou mais pessoas estiverem utilizando a mesma base de dados ao mesmo tempo. Configura a impressora de acordo com as • Ordenação – Muda a ordem com que os registros da base de dados são exibidos na tela. Estado e Rio. Será aberta uma janela com diversas opções de impressão (ver figura abaixo). A impressão das séries de vazões é opcional. Serão impressos todos os seus dados. Código. RTF (Rich Text Format). Fig. utilize esse comando para se certificar que o dado sendo exibido é a versão mais atual.0). incluindo a série de vazões. • Registro Atual – Imprime apenas os dados da usina exibida no momento. DOC (MS-Word). • Relatório – Permite a escolha dos registros a serem impressos. 3 • Configurar Impressora – especificações do usuário. A ordenação default é por Código. caso haja uma ativa. gerado apenas para visualização em tela ou salvo em um dos seguintes formatos de arquivo: XLS (MS-Excel 5. clique no botão Imprimir. todo o banco de dados ou os registros retornados pela pesquisa.• Atualizar Base de Dados – Verifica se a base de dados sofreu alguma alteração durante a execução do programa. CSV (texto separado por vírgula). Os possíveis campos de ordenação são: Nome. TXT (texto separado por marcas de tabulação) e HTML (HiperText MarkedUp Language).

. pois esta ação. acesse o item Cancelar Alterações. Com um registro que deseja replicar previamente selecionado. acesse o menu Registros. Fig. em seguida. do menu Registros. Feito isso. Os dados de simulação não serão gravados. 4 • Editar Registro – Edita o registro atualmente sendo exibido.4). caso isso seja necessário. a nova usina será incluída na base de dados com os mesmos valores do registro atual. Responda com cuidado. dando o novo código (ver item abaixo) e. Inserir Registro – Insere um novo registro na base de dados. um novo código. será inserido um registro totalmen necessário entrar com todos os dados referentes à nova usina. Ao clicar no botão Criar Registro. Em ambos os casos será exibido um pedido de confirmação. acesse o item Salvar Alterações. do menu Registros. • Baseado no Atual –Os dados do registro inserido são copiados de um outro.• Sair – Fecha a janela dos Dados das Usinas retornando à janela principal. uma vez realizada. Várias ações não poderão ser realizadas durante a edição. Caso deseje cancelar as modificações realizadas. apagando o registro indesejado. não poderá ser desfeita. o item Novo. já existente. depois Inserir Registro e por fim o item Baseado no Atual. Estes comandos não estarão disponíveis se os dados estiverem sendo editados • • • Novo – O registro inserido é totalmente novo. Após iniciar a edição dos dados percorra as quatros diferentes telas de dados da USINA e efetue as modificações necessárias. Registros Neste menu o usuário encontra todas as facilidades para a manutenção dos registros na base de dados (Fig. Não é possível alterar o valor do código da usina. Feito isso digite na janela que se abrirá (ver figura 5). Há duas formas de adicionar um novo registro à base de dados. incluindo a série de vazões. crie um novo registro a partir deste. Para confirmar a alteração. Acesse o menu R por fim.

Não disponível se os dados estiverem sendo editados. não poderá ser desfeita. uma vez realizada. • • • . Salvar Alterações – Salva as alterações decorrentes de edição ou inserção de um novo registro.Fig. acione o botão “Copiar” do aplicativo. pois esta ação. Responda com cuidado pois esta ação. Disponível somente se os dados estiverem sendo modificados. para a base de dados do sistema Interbase. Copiando série de outro aplicativo – Este procedimento foi elaborado para facilitar a importação de séries de vazões. Responda com cuidado. 5 • Apagar Registro – Apaga o registro atualmente sendo exibido. Cancelar Alterações – Cancela as alterações realizadas na edição do registro ou cancela a sua inserção. uma vez realizada. Para a realização desse procedimento o usuário deve obedecer o formato apresentado no MS-Excel como na figura abaixo. em seguida acione o botão “Colar”. ou utilizando as opções demonstradas a seguir: • Copiando série de outro aproveitamento da base de dados – Selecione o aproveitamento na base de dados com a série pretendida. Feito isso será exibido um pedido de confirmação. Disponível somente se os dados estiverem sendo modificados. retorne para o registro onde deseja copiar a série. uma vez realizada. Com um registro previamente selecionado. Selecione o aproveitamento desejado. retorne para o sistema Interbase na tela “Série de Vazões” e clique no botão “Colar”. não poderá ser desfeita. depois Apagar Registro. acesse o menu Registros. acione o botão “Copiar”. execute o aplicativo onde a série está arquivada. cujos valores já estejam gravadas em outro aplicativo. Edição da Série de Vazões A edição de cada campo da série de vazões pode ser realizada como descrito anteriormente no item Editar Registro. não poderá ser desfeita. Responda com cuidado pois esta ação.

será apresentada uma janela como na figura a abaixo. 6 . Feito isso. selecione o registro no modo “Edição” na tela “Série de Vazões” e acione o botão “Período”. Ir Para Fig. entre com o novo período nos campos “Ano Inicial” e “Ano Final” e acione o botão “Alterar Período” para efetuar a modificação. • Excluir Série – Proceda como no item “Alterar Período da Série de Vazões” e em seguida acione o botão “Excluir Série”.• Alterar Período da Série de Vazões – Para modificar o período da série de um aproveitamento.

como visto na figura 9. conforme a ordenação especificada no item Ordenação do menu Arquivo. Próximo Registro – Exibe o próximo registro da base de dados. Para os campos Código. pode-se também. Registro Anterior – Exibe o registro anterior da base de dados. Registro Número – Exibe o registro especificado (ver figura 7). Fig. Os comandos deste menu não estarão disponíveis se os dados estiverem sendo editados. Pode-se escolher visualizar o registro a ser localizado. Nome. Fig. acessá-lo diretamente (ver figura 7). 8 • Localizar – Abre uma janela. Código de Jusante. 7 Pesquisa Neste menu encontram-se facilidades para localização de registro específicos na base de dados segundo critérios fornecidos pelo usuário. • • • • • Primeiro Registro – Exibe o primeiro registro da base de dados. fazer uma procura parcial.O menu Ir Para contém cinco opções de navegação. em que o valor digitado esteja no início ou em qualquer parte do campo. indo do primeiro ao último registro. . Nome. através da opção Registro Número. Rio. Caso seja sabido o número do registro. A procura poderá ser feita por um dos seguintes campos: Código. pode-se. que permite a localização de registros específicos. Pode-se caminhar pela base de dados. Código de Jusante e Rio. Estado e Estágio. Último Registro – Exibe o último registro da base de dados.

poderá ser utilizado para repetir a procura anterior. Fig. o item Localizar Próximo do menu Pesquisa aparecerá habilitado e. Pesquisar – Abre uma janela (ver fig. Somente serão exibidos os registros que satisfaçam os critérios escolhidos. desfazendo pesquisa anteriormente realizada.Realizada a procura. 10) que permite fazer uma pesquisa sobre todos os campos dos registros. 10 • Desligar Pesquisa – Faz com que todos os registros da base de dados sejam exibidos novamente. portanto. . Fig. 9 • • Localizar Próximo – Localiza o próximo registro seguindo a localização anterior.

• • • Fig. 12). O seu conteúdo é bastante semelhante a este manual. complementado com o Manual de Metodologia do MSUI. 1[1] Este manual foi desenvolvido para ser visualizado nas versões 97 ou superiores do MS-Word. Manual do Sistema – Exibe este manual no MS-Word1[1]. . Contém informações sobre a utilização do sistema bem como a descrição dos campos utilizados na base de dados. Manual do MSUI – Exibe o manual do MSUI no MS-Word. Sobre – Exibe uma janela com informações gerais sobre o programa (Fig.Ajuda Fig. 12 1[1] Este manual foi desenvolvido para ser visualizado nas versões 97 ou superiores do MS-Word. versão para PCH. 11 • Índice da Ajuda – Exibe o conteúdo da ajuda do programa.

Máximo de 5 relatórios. minutos e segundos. Longitude em graus.DESCRIÇÃO DOS DADOS UTILIZADOS Informações Gerais Campo Título Sub-Sistema Ano Inicial da Simulação Data de Convergência da carga crítica Período Crítico do Sistema Descrição Título que será impresso nos relatórios do MSUI.usina que apresenta como estudo aprovado mais recente o estudo de inventário hidrelétrico da bacia hidrográfica na qual está situado.APÊNDICE . Nome do rio onde se localiza a usina. correspondente à localização do eixo da barragem da usina. • • Viabilidade (VI) . minutos e segundos. de acordo com a classificação da ANEEL. Os dois primeiros dígitos são obrigatoriamente de identificação da sub-bacia. Nome oficial da usina. Data de convergência da carga crítica. Ano inicial da simulação. Período correspondente do sistema. de Código da usina situada imediatamente a jusante. Sub-sistema a ser simulado. correspondente à localização do eixo da barragem da usina Estado (ou fronteira entre Estados) onde está localizado o eixo da USINA. Latitude em graus. em cada sub-bacia hidrográfica. com ordenação crescente no sentido montante-jusante. Nível de desenvolvimento da usina: • • Inventário (IN).usina que apresenta como estudo . Parâmetros de Simulação Campo Usinas a serem Simuladas Relatórios a serem Gerados Descrição Máximo de 50 usinas. Dados da Usina Campo Código Nome Código Jusante Rio Latitude Longitude UF Estágio Descrição Número associado a cada usina.

Expressa em metros. Área de contribuição da bacia hidrográfica no local da usina. Corresponde ao nível d'água natural no canal de fuga. Volume do reservatório correspondente ao nível d'água na cota da soleira do vertedor. Volume no Nível d'Água Máximo Normal Volume no Nível d'Água Mínimo Normal Volume na Soleira do Vertedor Área no Nível d'Água Máximo Normal Área no Nível d'Água Mínimo Normal . Expressa em metros.usina que apresenta como estudo aprovado mais recente o projeto básico. • Operação (OP) . Expresso em hm³. Expresso em hm³. Características Físicas Campo Queda Bruta Máxima Perdas Hidráulicas Área de Drenagem Nível d'Água Máximo Normal Nível d'Água Mínimo Normal Cota da Soleira do Vertedor NA Normal de Jusante Descrição Diferença entre os níveis d'água máximo normal e normal de jusante. Desativado (DE). para uma vazão igual a 1. Cota de projeto da soleira do vertedor. Volume do reservatório no nível d'água mínimo. Expressa em km². se este nível for mais elevado. É o volume que não pode ser vertido em qualquer situação. Expressa em km². referência principal para os documentos de licitação das obras. Expresso em metros.usina que teve suas obras iniciadas e ainda não opera a primeira unidade geradora. desde a tomada d'água até a entrada da turbina. • Construção (CO) . Perdas de carga hidráulica verificadas nos circuitos de adução. Expresso em hm³. definido no projeto.usina em que todas as unidades • geradoras foram desativadas. independente do valor da potência instalada e da finalidade da geração (serviço público ou autoprodução). Corresponde ao nível d'água mínimo do reservatório. Expresso em metros.1 da vazão média no período crítico ou o NA máximo normal do reservatório imediatamente a jusante. Expressa em metros. Volume do reservatório no nível d'água máximo normal. Corresponde ao nível d'água máximo do reservatório definido no projeto.• • • • aprovado mais recente o estudo de viabilidade técnicoeconômico. Expressa em km². • Projeto Básico (PB) . Área do espelho d'água do reservatório referente ao nível d'água mínimo normal. Área do espelho d'água do reservatório referente ao nível d'água máximo normal.usina que dispõe de pelo menos 1 unidade geradora em operação.

Polinômios Campo Coeficientes do Polinômio Cota x Área Coeficientes do Polinômio Volume x Cota Coeficientes do Polinômio Vazão x NA de Jusante Descrição Coeficientes do polinômio Cota x Área . Evaporações Campo Evaporação média Descrição 13 valores representando a evaporação média mensal e anual. Coeficientes do polinômio Vazão x Nível de Jusante . A3 e A4). de Queda líquida sob a qual é atingida a potência efetiva do gerador. Expressa em MW.5 valores (A0.5 valores (A0. Obtido pelo somatório do número de unidades. obtidos a partir dos pontos Cota x Área do reservatório. A2. Número total de unidades geradoras da usina. A1. Rendimento médio do conjunto turbina-gerador. Pelton. A2. A2. Expressa em metros. A3 e A4). obtidos a partir dos pontos de Vazão X Cota do Canal de Fuga. que pode ser: Kaplan. Francis. Dados de Turbinas Campo Número de Unidades de Base Número Total de Unidades Tipo de Turbina Descrição Número de unidades geradoras necessárias para garantir a energia firme da usina. . A1. Coeficientes do polinômio Volume x Cota . A1.Características Energéticas Campo Potência Queda Referência Rendimento Descrição Soma das potências das unidades geradoras da usina. Tipo de turbina da usina. obtidos a partir dos pontos Volume x Cota do reservatório. Expresso em porcentagem. com engolimento máximo da turbina.5 valores (A0. A3 e A4).

Série de Vazões Campo Série de Vazões para Utilização nos Modelos Descrição É a série de vazões afluentes ao local da usina em condições naturais. Vazão Mínima Defluente Vazão Média de Longo Termo (MLT) Dados de Simulação Campo Código Nome Sistema Descrição Código da usina utilizado pelo modelo MSUI. norte. Os valores possíveis são: sul. por restrições de navegação. Código do Posto Código do posto de vazão utilizado pelo modelo MSUI. Média das vazões que compõem a série de Série de Vazões para Utilização nos Modelos. Sistema ao qual pertence a usina. Expressa em m³/s. sudeste. Vazão mínima que deve ser garantida a jusante da usina. Nome da usina utilizado pelo modelo MSUI. Expressa em m³/s. Expressa em m³/s. de Vazão . ambientais. nordeste. operativas etc.

os modelos de simulação tornam-se uma importante e imprescindível ferramenta para o planejamento da expansão e operação de tais sistemas. o reservatório se esvaziará. se a energia natural for menor que a carga. pois existem infinitas maneiras de armazenar ou de desestocar a água dos reservatórios. Existindo usinas a fio d'água. subordinadas a um conjunto de parâmetros definidores de prioridades. uma vez que este é o componente básico do custo variável de operação. isto é. o operador tentará turbinar toda água nelas disponível. retratando o comportamento do sistema no caso de ocorrência de uma repetição das vazões naturais registradas no passado. avaliação do comportamento de uma usina individualizada através de seus parâmetros característicos. Estes modelos tentam representar com o máximo rigor as características das usinas hidráulicas. pois o operador desse sistema não necessita de nenhuma regra de operação: deve apenas atender ao requisito da carga. O objetivo da operação de um sistema constituído de usinas hidroelétricas é atender ao mercado ao menor custo possível. OBJETIVOS O modelo foi projetado para simular a operação de um sistema constituído de usinas hidráulicas sob diversas condições de carga e hidraulicidade. se for maior. Seus principais objetivos englobam: convergência da carga máxima garantida de uma determinada configuração de usinas e cálculo do respectivo período crítico. maximizar a eficiência das usinas hidroelétricas. limitado à capacidade das máquinas ou à carga. Quando. avaliação do comportamento de um sistema em expansão face a projeções de mercado e séries hidrológicas dadas. Assim. a situação muda por completo. avaliação dos balanços de empresas decorrentes da operação integrada do sistema. evitando qualquer desperdício e distribuindo a reserva de água de forma a otimizar a produção de energia e a utilização dessa reserva. o que pode ser expresso por duas diretrizes: minimizar os gastos com combustível. porém. A operação de um hipotético sistema isolado com apenas um reservatório é simples. cada uma com resultados um pouco diferentes. . o estoque aumentará até o volume máximo.MSUI : MODELO DE SIMULAÇÃO A USINAS INDIVIDUALIZADAS Face à complexidade de cálculo de soluções ótimas para operação de sistema de geração de energia elétrica. existe um sistema de reservatórios e de usinas em cascata e em paralelo. O Modelo de Simulação a Usinas Individualizadas (MSUI) é desse tipo. simula a operação detalhada do sistema hidrelétrico operando cada reservatório e cada usina segundo suas características particulares. mantendo o excesso ou complementando o requisito com a usina de reservatório.

as afluências futuras e aumentando a expectativa de geração hidráulica. curva de área do reservatório em função da cota. redistribuir a reserva hidráulicas disponível de modo a recuperar o nível dos reservatórios de alta prioridade de enchimento. Tenta ainda.REPRESENTAÇÃO DO SISTEMA PERFIL DE UMA USINA HIDRELÉTRICA Fig. curva do nível de jusante em função da vazão defluente. as usinas hidrelétricas são representadas pelos seguintes dados de entrada: curva de cota do reservatório em função do volume. perda hidráulicas média nas tubulações. 1 No MSUI. nível de montante e área no caso de usinas a fio d'água. minimizando o vertimento e procurando manter o volume dos reservatórios entre as curvas de controle superiores e inferiores. fator de carga máximo para operação continua. dados das turbinas e geradores. rendimento médio do conjunto turbina e gerador. O programa tenta atender à carga mensal. valorizando deste modo. OPERAÇÃO DO SISTEMA A operação do sistema é simulada mês a mês tendo por objetivo atender aos requisitos mensais e condicionada pelas vazões naturais dos postos correspondentes às usinas hidráulicas. dados de evaporação. .

SAI ( n=1.A operação dos reservatórios é controlada pelas seguintes variáveis: prioridade de enchimento e esvaziamento. coeficientes informados para manter esvaziamento proporcional abaixo das curvas de controle inferiores durante períodos muito secos. do Menu Principal da INTERBASE. curvas de controle superiores e inferiores dos reservatórios (ou através de faixas paralelas). os arquivos de saída disponíveis para consulta dos resultados da simulação são os seguintes: • • • • MSUI.2. pode ser consultado na opção Ajuda/Manual.4. O Manual de Metodologia do MSUI. • RELUSn. O enchimento‚ feito pela ordem de prioridade de enchimento até as curvas de controle inferiores e depois até as superiores (ou faixa por faixa). RESULTADOS Após a execução do MSUI. bem como os resultados gerais da simulação. Convergência da energia firme com período crítico calculado pelo programa. capacidades máximas de turbinamento das usinas. • ENERGIAS.SAI – possui os relatórios de entrada. . ou seja: carga crítica(energia firme do sistema). O esvaziamento‚ feito pela ordem de prioridade até as curvas de controle superiores e depois‚ até as inferiores (ou faixas por faixas). cujo pedido foi efetuado no gerenciador. energias firmes e médias por usina e acumulada na cascata. vazões mínimas defluentes. UTILIZAÇÃO A versão disponibilizada para os estudos energéticos de Pequenas Centrais Hidrelétricas possui alguns parâmetros pré-definidos: • • • • Limite máximo de unidades hidrelétricas – 50 usinas.5) – relatório detalhado da operação de cada usina.SAI – relatório específico possuindo as energias firmes por usina.3. Versão PCH. configuração a ser estudada.

. DIAS DE CHUVA (MÉDIA MENSAL) .. SET …….. km2 PREC..: …………… COD.A. ha TEMPO DE RESIDÊNCIA : ………. ha ESC. DATA:…………. m3 ENSECADEIRA : ……. SET …….:……….:………………………………m3/s VAZÕES MÉDIAS MENSAIS (m3/ s) – PERÍODO : JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL ……. EM ROCHA A CÉU ABERTO :…………… m3 CONCRETO CONVENCIONAL: …………... AGO …….. anos .... m PROFUNDIDADE MÁXIMA : …………..: ………. m .. NORMAL : NO N. dias ………. m .... m ………….. VAZÃO DE DESVIO (TR: 10 ANOS) :...: ……… 106 m3 Fio d’água ……… 106 m3 OUTRAS INFORMAÇÕES ..………………………………………………………………………… EMPRESA:………………………………………………………………………………………….. VAZÃO PROJ. m NO N... m3/s GALERIAS NÚMERO DE UNIDADES : SEÇÃO : COMPRIMENTO : ……………. MÍN. OUT ……… NOV ……. DESVIO VOLUMES ……….... ……… 3.. …….. …… …… ……... DEZ …….....A.: …………… COD. MAXIMORUM : N. NORMAL : MÁX.A..: …………… NOME: ………………………...ANEXO 6 ... NORMAL : MÁX.………. MÉDIA ANUAL (…………):…………….……….A. NORMAL : 4. MÉDIA MENSAL: ……………….………………… ETAPA: . : ………… dias ……. MÁXIMO NORMAL : ……….FICHA TÉCNICA PEQUENA CENTRAL HIDRELÉTRICA :..……… m VIDA ÚTIL DO RESERVATÓRIO : ……….PERÍODO : JAN FEV MAR ABR ……… MAI ……… JUN ……. m ÚTIL : ………. DE JUSANTE MÍNIMO : MÁX.. RESERVATÓRIO N.. NOME: ………………………. VERT...A. ……......:’ DIST.. DADOS HIDROMETEOROLÓGICOS POSTOS FLUVIOMÉTRICOS DE REFERÊNCIA COD.. NOME: ………………………. RIO: ……………………… AD:…. km2 VAZÃO GARANTIDA (95%):…………………… m3/s ÁREA DE DRENAGEM DO BARRAM.. m3/s VAZÃO MLT (PER...... ……………..A.. km2 RIO: ……………………… AD: ………………. 1. EXCEPCIONAL : ÁREAS INUNDADAS NO N............. (TR:10.. OUT ……… NOV ……. NORMAL : MÁX. m ………..000ANOS) :…... LOCALIZAÇÃO RIO: SUB-BACIA: BACIA: LAT. mm VAZÃO MÍN.... DEZ …….DA FOZ: MUNICÍPIO NA ÁREA DA BAR. DE MONTANTE MÍN. ha TEMPO DE FORMAÇÃO DO RESERV.….…………… km2 RIO: ……………………… AD:……………….. m3/s ……. AGO ……. …….....……… m VAZÃO REGULARIZADA Fio d’água PROFUNDIDADE MÉDIA : ………….... m3 TIPO : ……….: LONG.. m ABAIXO DA SOLEIRA DO VERT. Km MUNICÍPIO NA ÁREA DA C. ……. JUL ……. MÁXIMORUM : NO N. FORÇA: 2....…. m3/s VAZÃO PROJ DESVIO (TR: 10 ANOS) :…...

. m ……………....…… ……… MW ……. DA ÁREA DE MONTAGEM : COMPRIMENTO TOTAL : 9...... m2 .…... kV ………………% …………... …………… m …………… m ………….... EM ROCHA SUBTERRÂNEA : …………... DO BLOCO : LARG...... CONCRETO (CONVENCIONAL/CCR) : ……. rpm ………m VAZÃO UNITÁRIA NOMINAL : RENDIMENTO MÁXIMO : …………. SISTEMA ADUTOR TÚNEL DE ADUÇÃO COMPRIMENTO : ……………........ m3 ……...…………………... TOTAL DA CRISTA (COM VERTED....… m 6... m ESCAVAÇÃO COMUM : …………… m3 ESC.….. m DIÂMETRO(EM ROCHA) : . 3 ……………………... m ESCAVAÇÃO EM ROCHA : COTA DA CRISTA : ............ EM ROCHA A CÉU ABERTO :……………. DE ENERGIA : ……. BARRAGEM TIPO DE ESTRUTURA: . m3 CONCRETO : ………. NOMINAL : ROTAÇÃO SÍNCRONA : QUEDA DE PROJETO : 10...m CONCRETO (CONVENCIONAL /CCR): ….. GERADORES POTÊNCIA UNIT. EM ROCHA A CÉU ABERTO : …………… m3 ESC......5.. EM ROCHA SUBTERRÂNEA :…………… m3 CONCRETO: . …………….. CASA DE FORÇA TIPO : Nº DE UNIDADES GERADORAS : LARG..…… m DIÂMETRO(EM CONCRETO) :…………………. TURBINAS TIPO : POTÊNCIA UNIT.... …………………… m …………………… m ... m NÚMERO DE UNIDADES : …………………… COMPRIMENTO MÉDIO : ………………….... MVA RENDIMENTO MÁXIMO : ……… rpm FATOR DE POTÊNCIA : ……. m3/s …………..... m3 ESC... m3 CONCRETO : ……. m ESC. VERTEDOURO TIPO : CAPACIDADE : COTA DA SOLEIRA : COMPRIMENTO TOTAL : 7. m3 8....…………. m ESC. m ESCAVAÇÃO COMUM : …….. ……………. ……………. % ... m3 COMP. NOMINAL : ROTAÇÃO SÍNCRONA : TENSÃO NOMINAL : ……. m DIÂMETRO (arco retângulo): ………….………… m3 CONCRETO : …………… m TOMADA D’ÁGUA TIPO: ………………………… COMPRIMENTO TOTAL : ………………………… m NÚMERO DE VÃOS : ………………………… ESCAVAÇÃO COMUM : ……………………...... .....…..……… m3 COMPORTAS TIPO : ACIONAMENTO : LARGURA : ALTURA : ……………... EM ROCHA SUBTERRÂNEA : .....) :…. m /s ESTRUTURA DE DISSIP. m3 ALTURA MÁXIMA : …. m3 CONDUTO OU TÚNEL FORÇADO DIÂMETRO (EM AÇO) : ……………..

…… km 15..% aa... EM ROCHA SUBTERRÂNEA : ………. (….. m CUSTO ÍNDICE: …. ………..: PRAZO TOTAL DE EXECUÇÃO: ……… meses ……… meses QUANTIDADE DE NÚCLEOS URBANOS ATINGIDOS: INTERFERÊNCIA COM ÁREAS LEGALMENTE PROTEGIDAS : INTERFERÊNCIA COM ÁREAS INDÍGENAS : RELOCAÇÃO DE ESTRADAS: DENOMINAÇÃO :. ……….... CRONOGRAMA . . GERAÇÃO COMERCIAL 1ª UNID.. ESTUDOS ENERGÉTICOS QUEDA BRUTA MÁXIMA : QUEDA NOMINAL : POTÊNCIA DA USINA : 14. km EXTENSÃO:……………….………….PRINCIPAIS FASES INÍCIO DAS OBRAS ATÉ O DESVIO : …… meses DESVIO ATÉ O FECHAMENTO : …… meses FECHAM.……….) :…… meses 12.... MW C. TAXA DE CÂMBIO (R$/US$) : …………..... EM ROCHA CÉU ABERTO : ……….. m CONCRETO COMPACTADO A ROLO : ……….. m ENERGIA FIRME : ….... m2 ENSECADEIRAS : ……………. m2 16.. m CONCRETO CONVENCIONAL : …………… m2 2 ESCAV... OBSERVAÇÕES . RELOCAÇÃO DE PONTES : QUANTIDADE :. CUSTO TOTAL S/ JDC : ……….E.. ………..11. JUROS DURANTE A CONSTRUÇÃO : ……… CUSTO TOTAL C/ JDC : ……… CUSTO OPERAÇÃO & MANUTENÇÃO :……. CUSTOS ( x 103 US$) MEIO AMBIENTE : OBRAS CIVIS : EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS : OUTROS CUSTOS : CUSTO DIRETO TOTAL : CUSTOS INDIRETOS : 13. ………. ATÉ GERAÇÃO ( 1ª UNID. US$/MWh ………... IMPACTOS SÓCIO-AMBIENTAIS PROPRIEDADES ATINGIDAS : RURAL: RESIDÊNCIAS ATINGIDAS : RURAL : …. …...GWh/ano ………… US$/kW ………. VOLUMES TOTAIS ESCAVAÇÃO COMUM : ………. /ano DATA DE REFERÊNCIA (MÊS/ANO) : ………/…. PRINCIPAIS IMPACTOS AMBIENTAIS : EXTENSÃO: …………………….. m2 2 ESCAV. anos): …………...G..

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ELETROSUL. esteve sob a responsabilidade de: Benedito Carraro Diretor de Planejamento e Engenharia Ricardo Chagas de Oliveira Gerente da Área de Normalização e Engenharia Econômica de Novos Negócios Péricles de Amorim Figueiredo Coordenador do Programa de Qualidade. ANEEL. um Grupo de Trabalho. A coordenação institucional. em fevereiro de 1998. durante o período de desenvolvimento dos trabalhos. a COPPETEC. Para efetuar a revisão.ANEXO 8 . foi constituído. Capacitação da Indústria e Apoio ao Desenvolvimento de Novos Negócios Joaliza Paulon Coordenadora do Grupo de Trabalho O Grupo de Trabalho foi formado com representantes das seguintes entidades: ELETROBRÁS. no âmbito do Contrato ECV939-97. CHESF. CEMIG.pela ANEEL Wilson Fernandes de Paula .PARTICIPANTES DOS ESTUDOS Para a elaboração das Diretrizes para Estudos e Projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas. para a Revisão do Manual de Pequenas Centrais Hidrelétricas. Resende Rafael Mora de Mello Rogério Neves Mundim Sérgio Pimenta . segundo as diretrizes do Grupo de Trabalho.pela ELETROBRÁS Joaliza Paulon João de Moraes Martins Neto Luiz Menandro de Vasconcelos Maria Cristina Cals de Oliveira Míriam Regina Nutti Paulo Fernando V. FURNAS. COPEL. CEMAT. como força tarefa. ELETRONORTE. Normalização. IME. CERJ. composto por técnicos da ELETROBRÁS e de empresas do Setor Elétrico Brasileiro. DME . a ELETROBRÁS contratou. S. Os trabalhos foram desenvolvidos pelos seguintes técnicos: . CERPCH e SRH-MMA.Poços de Caldas.

pela CERJ Celso Voto Akil .pela CEMIG Fanny Tereza Lusardo de Almeida Lobo Leite Helena Marta Penido Scotti .pelo DME (Poços de Caldas) Manoel Machado de Morais pela ELETRONORTE José Adalberto Calainho .pela COPEL Emílio Hoffman Gomes Júnior Jorge Andriguetto Júnior .por FURNAS Hélio Goulart Júnior Pedro Fernandes Motta .pela CHESF Aurélio Alves de Vasconcelos Belmirando Koury Costa Eduardo Manuel de Mota Silveira José Ronaldo de Melo Jucá Manoel Pereira de Andrade Filho .pela ELETROSUL João José Cascaes Dias Luiz Fernando Waschelke .pela CEMAT Míriam de Lourdes Gomes da Silva .

pela COPPETEC/CONSULTORES EXTERNOS ENGENHARIA CIVIL Geraldo Magela Pereira Mônica de Aquino G.pela SRH-MMA Maria Manuela Martins Moreira .pela COPPETEC Prof.Coordenador Prof. Rui Carlos Vieira da Silva . Sandoval Carneiro Antônio Ferreira da Hora Fernando C.Coordenador da Equipe Externa .pelo IME/CERPCH José Carlos César Amorim .. Cavalcanti de Albuquerque . Massera da Hora Paulo Roberto Guimarães Benegas ENGENHARIA ELETROMECÂNICA Paulo Peter Baumotte Pedro Ivo da Fonseca ENGENHARIA DE CUSTOS Tsuneo Sato INFORMÁTICA Max Moura Wolosker Gleison dos Santos Souza MEIO AMBIENTE Edson Nomiyama Ivan Soares Telles de Souza Paulo Mário Correia de Araújo Raul Odemar Pitthan .

DIGITAÇÃO Lais Helena Cortes Costa Foram recebidas contribuições das seguintes pessoas.ENGEVIX José Renato Kling Cotim .Consultor Independente Leslie Afonso Terry .CEPEL Mario Jorge Daher .ELETROBRÁS Moacyr Pereira dos Santos .CEPEL .ELETROBRÁS Rui Menezes de Moraes .ELETROBRÁS Newton de Oliveira Carvalho . além dos técnicos já citados: Andre Jules Balança .ELETROBRÁS Marcio Gomes Catharino .

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