SUMÁRIO
CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO 1.1 1.2 1.3 1.4 OBJETIVO RETROSPECTO SOBRE OS ESTUDOS LEGAIS E PROJETOS DE PCHs ASPECTOS INSTITUCIONAIS E LEGAIS ATUALIZAÇÃO PERIÓDICA DAS DIRETRIZES

CAPÍTULO 2 - TIPOS DE PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS 2.1 DEFINIÇÃO DE PCH 2.2 CENTRAIS QUANTO À CAPACIDADE DE REGULARIZAÇÃO 2.2.1 PCH a fio d’água 2.2.2 PCH de acumulação, com regularização diária do reservatório 2.2.3 PCH de acumulação, com regularização mensal do reservatório 2.3 CENTRAIS QUANTO AO SISTEMA DE ADUÇÃO 2.4 CENTRAIS QUANTO À POTÊNCIA INSTALADA E QUANTO À QUEDA DE PROJETO

CAPÍTULO 3 - FLUXOGRAMAS DE ATIVIDADES PARA ESTUDOS E PROJETOS FLUXOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO DE UMA PCH

CAPÍTULO 4 - AVALIAÇÃO EXPEDITA DA VIABILIDADE DA USINA NO LOCAL 4.1 4.2 4.3 4.4 ADEQUABILIDADE DO LOCAL COLETA E ANÁLISE DE DADOS RECONHECIMENTO DO LOCAL AVALIAÇÃO PRELIMINAR DA VIABILIDADE DO LOCAL SELECIONADO 4.4.1 Verificação do potencial do local 4.4.2 Arranjo preliminar 4.4.3 Impactos ambientais 4.4.4 Atratividade do empreendimento

CAPÍTULO 5 - LEVANTAMENTOS DE CAMPO 5.1 TOPOGRÁFICOS 5.2 GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS 5.2.1 Investigação das fundações 5.2.1.1 Investigações preliminares 5.2.1.2 Execução de sondagens 5.2.2 Materiais de construção 5.2.2.1 Qualidade dos materias 5.2.2.2 Determinação dos volumes 5.3 HIDROLÓGICOS 5.3.1 Serviços de hidrometria 5.3.2 Serviços de sedimentologia 5.4 AMBIENTAIS

CAPÍTULO 6 - ESTUDOS BÁSICOS 6.1 TOPOGRÁFICOS 6.2 GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS 6.3 HIDROLÓGICOS 6.3.1 Caracterização fisiográfica da bacia 6.3.2 Curva-chave 6.3.3 Séries de vazões médias mensais

6.4 6.5 6.6 6.7

6.3.4 Curvas de duração/permanência 6.3.5 Estudos de vazões extremas 6.3.5.1 Aproveitamento Dispõe de Série de Vazões Médias Diárias 6.3.5.2 Aproveitamento Não Dispõe de série de Vazões Médias Diárias 6.3.6 Risco 6.3.7 Vazões mínimas 6.3.8 Avaliação sedimentológica AMBIENTAIS ARRANJO E TIPO DAS ESTRUTURAS ALTERNATIVAS CUSTOS ESTUDOS ECONÔMICOS-ENERGÉTICOS 6.7.1 Considerações iniciais 6.7.2 Dimensionamento energético e econômico sob a ótica isolada 6.7.3 Dimensionamento dos parâmetros físico-operativos do projeto

CAPÍTULO 7 - PROJETO DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS 7.1 OBRAS CIVIS 7.1.1 Barragem 7.1.1.1 Barragem de Terra 7.1.1.2 Barragem de Enrocamento 7.1.1.3 barragem de Concreto 7.1.2 Vertedouro 7.1.3 Tomada d’água 7.1.4 Canal de adução 7.1.5 Tubulação de adução em baixa pressão 7.1.6 Câmara de carga 7.1.7 Chaminé de equilíbrio 7.1.7.1 Verificação da necessidade de instalação da Chaminé de Equilíbrio 7.7.1.2 Dimensionamento de uma Chaminé de Equilíbrio do tipo simples e de seção constante 7.1.8 Conduto forçado 7.1.9 Túnel de adução 7.1.9.1 Arranjos com túnel de adução 7.1.9.2 Critérios gerais para o projeto do túnel 7.1.9.3 Critérios para o dimensionamento hidráulico do túnel 7.1.9.4 Premissas para o dimensionamento do revestimento 7.1.9.5 Métodos construtivos 7.1.10 Casa de força 7.1.11 Canal de fuga 7.1.12 Instrumentação 7.2 DETERMINAÇÃO FINAL DA QUEDA LÍQUIDA E DA POTÊNCIA INSTALADA 7.2.1 Estimativa das perdas de carga 7.2.2 Determinação da potência instalada 7.3 EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS 7.3.1 Turbinas hidráulicas 7.3.1.1 Seleção do tipo de turbina 7.3.1.2 Turbina Pelton 7.3.1.3 Turbina Francis com caixa espiral 7.3.1.4 Turbina Francis caixa aberta 7.3.1.5 Turbina Francis dupla 7.3.1.6 Turbina Tubular "S" 7.3.1.7 Turbina Bulbo com multiplicador 7.3.1.8 Outros tipos de turbinas 7.3.1.9 Volante de inércia 7.3.1.10 Sistema de regulação 7.3.2 Equipamentos hidromecânicos 7.3.2.1 Comportas 7.3.2.2 Grades 7.3.2.3 Válvula de segurança 7.3.3 Equipamentos de levantamento 7.3.3.1 Ponte rolante e talha

7.3.4 Geradores 7.3.4.1 Determinação da potência nominal 7.3.4.2 Sietema de resfriamento 7.3.4.3 Proteção contra sobretensões 7.3.4.4 Estimativa de peso 7.3.4.5 Tensão de geração 7.3.4.6 Classe de isolamento 7.3.4.7 Valores de impedância 7.3.4.8 Aterramento do neutro 7.3.4.9 Geradores de indução 7.3.4.10 Sistemas de excitação 7.3.5 Transformadores elevadores 7.3.6 Sistema de proteção 7.3.7 Sistema de supervisão e controle 7.3.8 Sistemas auxiliares elétricos 7.3.8.1 Serviços auxiliares - corrente alternada 7.3.8.2 Serviços auxiliares - corrente contínua 7.3.9 Subestação 7.3.10 Interligação gerador-transformador 7.3.11 Aterramento 7.3.12 Linha de transmissão 7.3.13 Sistema de telecomunicações 7.4 PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO E MONTAGEM 7.4.1 Desvio do rio e seqüência construtiva 7.4.2 Canteiro e acampamento 7.4.3 Esquemas de montagem 7.4.4 Estradas de acesso 7.5 OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO 7.5.1 Operação das usinas hidrelétricas 7.5.2 Manutenção das usinas hidrelétricas 7.6 CUSTOS 7.6.1 Metodologia 7.6.2 Custos das obras civis 7.6.2.1 Composição de preços unitários para execução de obras civis 7.6.2.2 Cálculo de custos nos itens diversos 7.6.3 Custos dos equipamentos eletromecânicos

CAPÍTULO 8 - ESTUDOS AMBIENTAIS 8.1 - INTRODUÇÃO 8.2 - ESTUDOS PRELIMINARES 8.2.1 - Levantamentos 8.2.2 - Análise 8.2.3 - RAP – Relatório ambiental preliminar 8.3 - ESTUDOS SIMPLIFICADOS 8.3.1 - Estudos básicos 8.3.1.1 - Geral 8.3.1.2 - Definição das áreas de influência 8.3.1.3 - Caracterização do empreendimento 8.3.1.4 - Diagnóstico ambiental 8.3.1.5 - Inserção do empreendimento, identificação e avaliação dos impactos 8.3.2 - Programas ambientais detalhados 8.4 - ESTUDOS COMPLETOS 8.4.1 - EIA – Estudos de impacto ambiental 8.4.1.1 - Geral 8.4.1.2 - Avaliação dos impactos ambientais 8.4.2 - RIMA – Relatório de impactos sobre o meio ambiente 8.4.3 - PBA – Projeto básico ambiental 8.5 - CUSTOS AMBIENTAIS 8.6 - LEGISLAÇÃO AMBIENTAL 8.6.1 - Principais documentos legais 8.6.2 - O processo de licenciamento ambiental

8.6.2.1 8.6.2.2 8.6.2.3 8.6.2.4

-

Geral Licença Prévia - LP Licença de Instalação - LI Licença de Operação - LO

CAPÍTULO 9 - ANÁLISE FINANCEIRA DO EMPREENDIMENTO

CAPÍTULO 10 - RELATÓTIO FINAL DO PROJETO 10.1 - ITEMIZAÇÃO DO RELATÓRIO FINAL 10.2 - DESENHOS - CONTEÚDO 10.3 - ESCALAS RECOMENDADAS

ANEXO 1 - PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA 1 - INTRODUÇÃO 2 - CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE OS PROGRAMAS QMÁXIMAS, REGIONALIZAÇÃO E HUT 3 - O PROGRAMA QMÁXIMAS 4 - O PROGRAMA REGIONALIZAÇÃO 5 - O PROGRAMA HUT 6 - PROGRAMA GRAFCHAV 6.1 - Introdução 6.1.1 - O que é a curva chave 6.1.2 - O que o sistema oferece 6.1.3 - Equipamento necessário 6.1.4 - Equipe de desenvolvimento 6.2 - Operações básicas 6.2.1 - Instalação do sistema 6.2.2 - Executando o GRAFCHAV 6.2.3 - O módulo editor de dados para criar arquivos 6.2.4 - O módulo gráficos para analisar medições de descarga líquida 6.2.5 - O módulo curva chave 6.3 - Operações complementares 6.3.1 - A curva chave em mais de um estágio e diferentes períodos de validade 6.3.2 - O ajuste manual 6.3.3 - Extrapolação da relação cota-vazão 6.3.4 - Digita parâmetros - para desenhar a curva chave 6.4 - Restrições de uso 6.4.1 - Maplicabilidade do módulo curva chave 6.4.2 - Tamanho do arquivo de entrada 7 - VAZÕES MÍNIMAS - PLANILHA DE CÁLCULO q7, 10 7.1 - Apresentação 7.2 - Descrição do modelo 7.3 - Utilização 7.4 - Discussão dos resultados

ANEXO 2 – EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTOS DIVERSOS CANAL LATERAL COM SOLEIRA VERTEDOURA AO FINAL CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO CONDUTO FORÇADO PERDA DE CARGA, QUEDA LÍQUIDA E POTÊNCIA INSTALADA

ANEXO 3 - COMPOSIÇÃO DE CUSTOS E PLANILHAS DE ORÇAMENTO RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS COMPOSIÇÃO DE CUSTOS

PLANILHA PARA ESTIMATIVA DE CUSTOS DE EQUIPAMENTOS PLANILHA DE ORÇAMENTO (OPE) MODELO DE ORÇAMENRO COMPACTO PARA SE'S E LT'S

ANEXO 4 - LEGISLAÇÃO PERTINENTE

ANEXO 5 - INTERFACE GRÁFICA PARA O MODELO DE SIMULAÇÃO ENERGÉTICA INTERBASE Introdução Reqiuisitos de hardware e software Tela principal Iniciando o Sistema INTERBASE Menu principal Arquivo Dados gerais Parâmetros para o MSUI Dados das usinas Menu principal Arquivo Registros Edição da série de vazões Ir para Pesquisa Ajuda APÊNDICE Descrição dos dados utilizados Informações gerais Parâmetros de simulação Dados da usina Características físicas Características energéticas Polinômios Dados de turbinas Evaporações Série de vazões Dados de simulação MSUI : Modelo de simulação a usinas individualizadas Objetivos Representação do sistema Operação do sistema Utilização Resultados

ANEXO 6 - FICHA TÉCNICA

ANEXO 7 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANEXO 8 - PARTICIPANTES DOS ESTUDOS

APRESENTAÇÃO

O “Manual de Pequenas Centrais Hidrelétricas” foi editado pela primeira vez em fevereiro de 1982. Nesses dezessete anos ocorreram diversos progressos na tecnologia de projeto, notadamente aqueles relacionados com o advento da microinformática e de implantação de aproveitamentos hidrelétricos. Além disso, ocorreu, também, profunda alteração no modelo institucional do Setor Elétrico, com ênfase na crescente participação do capital privado para o seu desenvolvimento. A Lei no 9.648, de 27/05/98, dá diretrizes básicas para os referidos empreendimentos, mais especificadamente para centrais de até 30 MW de potência instalada, para autoprodutor e produtor independente. Em complementação, a Resolução no 395 da ANEEL, de 04/12/98, estabelece regras quanto à outorgação de concessão a tais usinas, considerando que os empreendimentos mantenham as características de Pequena Central Hidrelétrica, conforme definido na Resolução no 394, também de 04/12/98.

Atualmente, existe a necessidade de um tratamento mais abrangente e profundo da questão ambiental, em consonância com a Política Nacional de Meio Ambiente e com os princípios e diretrizes contidos nos documentos setoriais a partir de 1986. A Lei Nº 9.433, de 08/01/97, que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos, representa um novo marco institucional no País e estabelece novos tipos de organização para a gestão compartilhada do uso da água.

Esses fatos corroboraram a presente revisão que produziu este documento, agora intitulado “Diretrizes para Estudos e Projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas”, consolidando as principais alterações e evoluções ocorridas nesse período. A leitura deste documento, associada à dinâmica do desenvolvimento tecnológico e ambiental, que ocorre de maneira contínua, deverá concorrer para o encaminhamento de novas sugestões.

O princípio básico adotado para a elaboração do presente trabalho foi o de abordar todas as atividades que devem ser desenvolvidas para a viabilização dos projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas, desde sua fase de identificação até sua completa implantação, incluindo, com os detalhes necessários, os aspectos metodológicos envolvidos.

Ao editar o presente documento, a ELETROBRÁS acredita estar disponibilizando, aos futuros investidores e aos atuais empreendedores, que atuam na área de Pequenas Centrais Hidrelétricas, valioso instrumento orientador, atualizado pelo resultado de pesquisas na área de engenharia, metodologias e critérios para levantamentos e estudos ambientais, técnicas modernas de projeto e construção de PCHs, bem como a legislação e temas institucionais hoje vigentes no Setor Elétrico brasileiro.

Finalmente. que acompanharam e participaram dos trabalhos. FIRMINO FERREIRA SAMPAIO NETO Presidente ELETROBRÁS XISTO VIEIRA FILHO Diretor de Engenharia ELETROBRAS . cujo esforço e dedicação em muito contribuíram para a concretização da presente edição das “Diretrizes para Estudos e Projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas”. da ELETROBRÁS e da COPPETEC. aos técnicos da ANEEL. cumpre consignar aqui os agradecimentos às empresas que cederam seus técnicos. bem como aos mesmos.

além da equipe técnica de outras áreas e do CEPEL. como se verá ao longo deste documento. e sim como um esforço de obtenção de tecnologia que conduza a um custo baixo. mas dele não deverão fazer uso sem a assistência de engenheiro com experiência comprovada no desenvolvimento de estudos e projetos de obras dessa natureza. A atuação destes profissionais é importante para garantir a perfeita orientação de outros profissionais envolvidos. prática e objetiva que se procurou adotar não deve ser entendida como estímulo ao excesso de simplificação. desenvolvam e implantem esses empreendimentos. a COPPETEC. Prevê-se que os principais usuários destas Diretrizes sejam engenheiros e técnicos de nível superior. . nas atividades do GT. ao Manual de Inventário (Partição da Queda) e às Instruções para Estudos de Viabilidade da ELETROBRÁS / ANEEL. o mercado de energia e as regulamentações de comercialização do seu produto. a fim de possibilitar que equipes reduzidas de técnicos de nível superior. listada no Capítulo 8 e no Anexo 4 destas Diretrizes. dos equipamentos e de operação e manutenção dessas centrais. CERPCH e da SRH-MMA. de projetos. tais como topógrafos. CEMIG. com a colaboração de técnicos da ANEEL. empreiteiros e fabricantes/fornecedores de equipamentos. DME – Poços de Caldas. de fev/1998 a fev/1999. os quais terão facilidade de entendimento e aplicação dos conceitos e metodologias aqui apresentados. • o roteiro de atividades necessárias e obrigatórias para os estudos e projetos de PCH (Capítulo 3). muito menos ao seu uso por leigos. projetos e construção dessas centrais. da Diretoria de Planejamento da ELETROBRÁS. de qualquer porte. foram coordenados pela Área de Normalização e Engenharia Econômica de Novos Negócios. a ELETROBRÁS contratou. sempre que necessário. • o Plano Decenal de Expansão do Setor Elétrico. Os tipos de PCH considerados neste documento são apresentados no Capítulo 2. Estas "Diretrizes" fazem referência. O empreendedor interessado em estudar e implantar uma PCH deverá conhecer: • a legislação sobre o assunto. FURNAS. Para a realização dos trabalhos. no âmbito do Contrato ECV 939-97 e constituiu um Grupo de Trabalho para o devido acompanhamento e orientação. • reduzir os custos dos estudos. das obras civis. COPEL. com experiência no assunto. • consolidar a experiência e a tecnologia nacional sobre os estudos. hidrometristas. Os trabalhos desenvolvidos. que contou.INTRODUÇÃO OBJETIVO Este documento tem por objetivo consolidar as “Diretrizes para Estudos e Projetos Básicos de Pequenas Centrais Hidrelétricas . Projetos e Construção de PCH. ELETRONORTE. Admite-se que os possíveis interessados em implantar PCH poderão consultar estas Diretrizes para terem uma idéia do empreendimento que pretendam realizar.CAPÍTULO 1 . como uma força tarefa. ELETROSUL. CERJ. compatível com a realidade e as necessidades do país.PCH”. CEMAT. projetistas e desenhistas que irão participar dos estudos Alerta-se para o fato de que a forma simples. CHESF. visando: • sistematizar os conhecimentos sobre os Estudos. anualmente atualizado. IME.

sempre que existentes. . Uma PCH não é uma usina grande em escala reduzida.. para o bom entendimento destas Diretrizes: . recomenda-se. A ELETROBRÁS mantém um "site" na Internet onde se pode encontrar e/ou solicitar todas as informações. os órgãos gestores estaduais ou nacional (Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente) ou os próprios Comitês de Bacias Hidrográficas que já estiverem implantados. . bem como são devidamente explicadas suas grandezas e coeficientes. Estas Diretrizes se aplicam aos tipos de PCH listados no Capítulo 2 . em detalhes. O endereço é http://www. repete-se. que o empreendedor tenha ciência da necessidade de proceder a consultas aos Planos Diretores de Recursos Hídricos estaduais e municipais. existem Estudos de Inventário já realizados ou em realização pela ELETROBRÁS-ANEEL e também por companhias privadas.que incluem. “Ações Governamentais Relacionadas aos Empreendimentos de Geração” de energia elétrica. Em qualquer caso. definidas no Capítulo 2.foram adotadas as normas da ABNT. Resoluções.evitaram-se as justificativas dos critérios e fórmulas utilizadas. pode e deve ser usado para estudos de reativação. ao interessado.gov. o responsável pelos estudos deverá se valer da bibliografia especializada. a análise técnico-econômica e ambiental da viabilidade do negócio. para grande parte das bacias brasileiras.ELETROBRÁS (Grupo de Trabalho de Informações Básicas para o Planejamento da Expansão da Geração) e o SIPOT – Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro.não se deve querer adaptar a elas a tecnologia usual das grandes usinas hidrelétricas. No entanto. Caso o resultado seja positivo. prontos ou em elaboração.este documento foi previsto para estudos. o qual é atualizado periodicamente. Quando determinado item de projeto assumir porte significativo. a gama dos Estudos de Inventário existentes. também.br/ Para os Estudos de Inventário Autorizados.eletrobras. Recomenda-se. projetos e construção de novas PCH. O Relatório Final deve ser elaborado segundo a itemização apresentada no Capítulo 10. Em bacias não inventariadas não se deverá inserir uma PCH sem antes realizar-se um Estudo de Inventário Hidrelétrico. os quais devem ser rigorosamente analisados. será necessário consultar especialistas no assunto. no que diz respeito à Legislação. em Andamento e Aprovados.gov. os estudos e projetos devem ser desenvolvidos segundo as diretrizes apresentadas nos demais Capítulos (5 ao 9). para tal. que pode ser feito de forma simplificada em bacias cuja vocação hidrenergética seja para aproveitamentos com até 50 MW de potência instalada(RES-393/ANEEL) Para se conhecer. . ou uma complexidade acima da prevista nestas Diretrizes. É bastante importante. A consulta à bibliografia relacionada no Anexo 7 esclarecerá as dúvidas suscitadas.Tipos de Pequenas Centrais Hidrelétricas. consultar o Relatório Anual do GTIB . Além disso. relacionada ao final destas Diretrizes. Observa-se que. ou ainda quando as características físicas do empreendimento extrapolarem as das PCH. Outras limitações são ressaltadas ao longo do texto.todas as fórmulas necessárias são fornecidas. recomenda-se consultar o site da ANEEL (http://www. etc. recapacitação e/ou ampliação de PCH existentes. evidentemente. . deverão ser considerados os seguintes aspectos importantes.aneel. ainda. que os usuários se mantenham atualizados quanto às Portarias. onde são estabelecidos os critérios de uso da água. através da página da ANEEL. Um roteiro para a elaboração inicial dessa análise é apresentado no Capítulo 4. .br/). Devem ser consultados.

habilitação de empresas. cabe fazer referência ao CERPCH – Centro Nacional de Referência em Pequenos Aproveitamentos Hidroenergétricos. . Essa tecnologia existe no país há um século.. projetos e construção dessas centrais.Agência Nacional de Energia Elétrica. de forma a suprir carências de energia em todo o território nacional. intitulado “Utilização de Energia Elétrica no Brasil”. uma relação de 727 pequenas turbinas hidráulicas. que iniciou suas atividades em 1925. na década de 40. com as mudanças na legislação no que diz respeito à produção e comercialização de energia. o Programa Nacional de Pequenas Centrais Elétricas . de fabricação própria e de outras indústrias. de pequeno porte.000 kW de potência. . Finalmente. em convênio com o DNAEE. Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica.. Eólica. podem ser obtidos junto à ELETROBRÁS.Da mesma forma.PNCE. em 1996. tem fornecido pequenas turbinas desde 1950.A. funcionando desde a década de 20. publicou em 1982 a primeira versão do Manual de Pequenas Centrais Hidrelétricas do qual estas Diretrizes constituem uma revisão e atualização. aproximadamente. a construção/instalação. e foi desenvolvida através da implantação de um grande número de PCHS. O Programa possui uma Política Operacional para Financiamento de Projetos que define questões tais como a origem e destinação dos recursos. Estrela (RS). ocorreu com a JOMECA Ltda. Centrais Elétricas Brasileiras S. já registrava a existência de 888 PCHS e 1. . definições. Informações mais detalhadas poderão ser . Um dos objetivos destas "Diretrizes" é o de consolidar a experiência e a tecnologia nacional mais atualizada sobre os estudos. de maneira a atender a resolução do III Encontro para o Desenvolvimento das Energias Solar. como fonte de energia. A. Atualmente. .Indústria e Comércio . Detalhes do PNCE (conceitos. prioridades e diretrizes).RETROSPECTO SOBRE OS ESTUDOS E PROJETOS DE PCH A ELETROBRÁS. hoje ANEEL . Biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas.A WIRZ Ltda. com a privatização das empresas do Setor Elétrico e.Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro. o interesse de investidores privados por este tipo de empreendimento é grande. criado sob os auspícios do Fórum Permanente de Energias Renováveis. A Diretoria Executiva da ELETROBRÁS instituiu. com até 1. fornecida pela empresa Herm Stoltz & Cia. até 1981 já tinha fabricado mais de mil pequenas turbinas. do Ministério da Ciência e Tecnologia. para geração de eletricidade e outros usos. . 1941.. o projeto.A Companhia Federal de Fundição publicou..HISA. O Manual de 1982 cita as informações relacionadas a seguir. Essa tendência decorre das mudanças institucionais que vêm ocorrendo no país. O CERPCH tem o objetivo de promover o uso dos pequenos potenciais hidráulicos.A Hidráulica Industrial S. para usinas com capacidade de até 200 kW. de São Paulo. relação custo/benefício otimizada e com tecnologia que permita o estudo. Hoje. com o objetivo de viabilizar a implantação de usinas de geração elétrica. escopo. com eficiência. bem como os Aspectos Legais. Joaçaba (SC). condições financeiras e de liberação de recursos. existem registrados cerca de 286 aproveitamentos com potência menor que 10 MW. a operação e a manutenção dessas centrais de forma segura e acessível. objetivo. seleção e prioridade dos projetos. sobretudo. no SIPOT/ELETROBRÁS .128 pequenas unidades geradoras. Institucionais e Linhas de Ação do Programa.O Boletim no 2 do DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral. .

Do ponto de vista legal e dentro do escopo destas Diretrizes. de interesse à realização do Projeto Básico deverão ser considerados. de 1998. art. de 10 de julho de 1934. que contempla usinas hidrelétricas com potência instalada entre 1 MW e 30 MW e com reservatório igual ou inferior a 3 km2 (Resolução ANEEL 394/98). ASPECTOS INSTITUCIONAIS E LEGAIS Os aspectos institucionais e legais. . tendo como linhas mestras a “Constituição da República Federativa do Brasil”.5% do valor dos dispêndios com os Estudos de Inventário Hidrelétrico (Resolução 393/1998). concessão ou permissão. Estas Diretrizes foram elaboradas considerando o ambiente institucional vigente no início do ano de 1999. O artigo 30 do Decreto 2003.cerpch. e independem da destinação da energia a ser gerada pelo potencial (autoprodução. De acordo. etc.efei.br. em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos (Capítulo II. a declaração de utilidade pública para fins de desapropriação ou instituição de servidão administrativa de terreno e benfeitorias. o “Código de Águas” – Decreto no24.efei. com a Constituição.br/). não dependem do tipo de pessoa jurídica (empresa estatal. art. sendo fixados os seguintes valores de caução: .987 de 13de fevereiro de 1995. Para o desenvolvimento do Projeto Básico desse aproveitamento. O Relatório Final do Projeto Básico deve ser submetido à aprovação da ANEEL para obtenção da autorização/concessão para exploração do aproveitamento hidrelétrico. de acordo com a Lei 9427 de 26/12/96.263. De acordo com a Constituição Federal.) que vai realizar o empreendimento hidrelétrico.427 de 26 de dezembro de 1996 que instituiu à ANEEL e a legislação complementar. . 20. Lei 9. inciso VIII). Os procedimentos recomendados nestas Diretrizes têm caráter geral.2% do valor dos dispêndios com os Estudos de Viabilidade (Resolução 395/1998). desde o registro até a “aprovação do estudo” pela ANEEL e abrangem uma faixa ampla da legislação vigente. e-mail : mailto:cerpch@cpd. internet: http://www. privada. os potenciais de energia hidráulica constituem bens da União (Capítulo II.obtidas na Secretaria Executiva do CERPCH que funciona na EFEI – Escola Federal de Engenharia Industrial (Itajubá – MG. o aproveitamento energético dos cursos d’água. Lei 8. autorização específica da ANEEL para elaboração destes serviços. produção independente e serviço público). de modo a possibilitar a realização de obras e serviços de implantação do aproveitamento hidráulico. o interessado poderá obter. de 10/09/96. prevê o requerimento justificado do interessado. compete à União explorar diretamente ou mediante autorização. O Projeto Básico deve ser elaborado de acordo com as Normas da ANEEL e atender como escopo mínimo aos procedimentos indicados nestas “Diretrizes”. o interessado deve encaminhar à ANEEL os documentos necessários ao registro dos estudos em conformidade com a Resolução ANEEL no 395 de 04 de dezembro de 1998. inciso XII. ainda. o Projeto Básico representa a condição para a obtenção da autorização/concessão para exploração do aproveitamento hidrelétrico. 21. No caso de impedimento de acesso aos locais dos levantamentos de campo. alínea b).

no desenvolvimento de projetos de PCH.ATUALIZAÇÃO PERIÓDICA DAS DIRETRIZES A ELETROBRÁS pretende realizar uma atualização periódica destas Diretrizes.coppe. Rio de Janeiro . o apoio a usuários pode ser solicitado também aos endereços: rui@pec.ufrj.br .ufrj. A partir de sua utilização.br ou campelo@esquadro. 409 – 12º andar – Centro – CEP:20071-003. Presidente Vargas.lahc.com.br fernando@cbf.RJ. devendo as mesmas serem encaminhadas à Diretoria de Engenharia da ELETROBRÁS. importantes críticas e sugestões de complementação deste documento serão extremamente benvindas. Durante o primeiro ano de divulgação destas Diretrizes. situada na Av.

0 MW.648. vertedouro. e da experiência acumulada nos últimos 17 anos.não fossem necessárias obras em túneis (conduto adutor. estabelece que os aproveitamentos com características de PCH são aqueles que têm potência entre 1 e 30 MW e área inundada até 3. 1982). . . A Lei no 9. a propósito. editado em abril/1997. tomada d’água. para Autoprodutor e Produtor Independente. etc. Sempre que necessário. conduto forçado. identificaram diversos sítios potencialmente atrativos. para a cheia centenária. referidas no Capítulo 1.a altura máxima das estruturas de barramento do rio (barragens. média e alta queda.0 MW e 10 MW. Em função das mudanças institucionais e da legislação por que passa atualmente o país. Nestas Diretrizes são incluídos os critérios e métodos para dimensionamento.0 km2. será feita referência aos critérios de dimensionamento especificados nas “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”. autoriza a dispensa de licitações para empreendimentos hidrelétricos de até 30 MW de potência instalada.) não ultrapassasse 10 m. Todas as limitações anteriores foram eliminadas.0 MW e 5.a potência instalada total estivesse compreendida entre 1.CAPÍTULO 2 . até esse limite de potência.). ou às Diretrizes para Elaboração de Projeto Básico de Usinas Hidrelétricas. cujos arranjos de obras prevêem barragens com mais de 10 m de altura e circuito adutor em túneis. em vários casos. etc. ou ainda a outros trabalhos específicos constantes da vasta bibliografia existente. da ELETROBRÁS/ANEEL.a capacidade do conjunto turbina-gerador estivesse compreendida entre 1. diques. desde que os empreendimentos mantenham as características de Pequena Central Hidrelétrica. hoje privatizadas. ao longo dos anos de 1996 a 1998. torna-se importante atualizar esses critérios. sendo as PCH classificadas em de baixa. bem como alguns aspectos sobre os processos de construção de obras civis para usinas com potência instalada compreendida nessa faixa. . de 27/05/98.TIPOS DE PCHs DEFINIÇÃO DE PCH Na primeira edição do Manual (ELETROBRÁS. . A concessão será outorgada mediante autorização. de 04/12/98. que alguns dos inventários realizados por companhias de energia de porte. Não havia limite para a queda do empreendimento. A Resolução da ANEEL 394. Cabe registrar.a vazão de dimensionamento da tomada d’água fosse igual ou inferior a 20 m3/s. . desvio de rio. uma Usina Hidrelétrica era considerada como uma PCH quando: .

Esse tipo de PCH apresenta. O aproveitamento energético local será parcial e o vertedouro funcionará na quase totalidade do tempo. quando a adução primária é projetada através de canal aberto. No projeto: .facilita os estudos e a concepção da tomada d’água.dispensa estudos de sazonalidade da carga elétrica do consumidor.dispensa estudos de regularização de vazões. e . quanto à capacidade de regularização do reservatório. dentre outras. extravasando o excesso de água. O sistema de adução deverá ser projetado para conduzir a descarga necessária para fornecer a potência que atenda à demanda máxima. Para essas. Não fazem parte do escopo destas Diretrizes as centrais hidrelétricas de acumulação com regularização superior à mensal. com Regularização Mensal do Reservatório. as seguintes simplificações: . − de Acumulação. − de Acumulação. são: − a Fio d’Água.do mesmo modo. PCH A FIO D’ÁGUA Esse tipo de PCH é empregado quando as vazões de estiagem do rio são iguais ou maiores que a descarga necessária à potência a ser instalada para atender à demanda máxima prevista. Nesse caso.CENTRAIS QUANTO À CAPACIDADE DE REGULARIZAÇÃO Os tipos de PCH. não é necessário que a tomada d’água seja projetada para atender a depleções do NA.não havendo flutuações significativas do NA do reservatório. o usuário deverá consultar a bibliografia referida nestas Diretrizes. com Regularização Diária do Reservatório. . despreza-se o volume do reservatório criado pela barragem. . a profundidade do mesmo deverá ser a menor possível. .

normalmente. a sua altura será mínima. analisando as vazões de estiagem médias mensais. pois o valor da depleção do reservatório. é desprezível.pois não haverá a necessidade de atender às depleções.como as áreas inundadas são pequenas. Nesse caso.as barragens serão. PCH DE ACUMULAÇÃO. o qual entra no cálculo dessa altura. pois têm a função apenas de desviar a água para o circuito de adução. promovida pelo reservatório. o reservatório fornecerá o adicional necessário de vazão regularizada. Os estudos de regularização diária e a metodologia para escolha da descarga de projeto são apresentados no item DIMENSIONAMENTO DOS PARÂMETROS FÍSICO-OPERATIVOS DO PROJETO.pelo mesmo motivo. no caso de haver necessidade de instalação de chaminé de equilíbrio. . os valores despendidos com indenizações serão reduzidos. COM REGULARIZAÇÃO MENSAL DO RESERVATÓRIO Quando o projeto de uma PCH considera dados de vazões médias mensais no seu dimensionamento energético. . . pressupõe-se uma regularização mensal das vazões médias diárias. Os estudos de regularização mensal são apresentados no item “DIMENSIONAMENTO DOS PARÂMETROS FÍSICO-OPERATIVOS DO PROJETO” . COM REGULARIZAÇÃO DIÁRIA DO RESERVATÓRIO Esse tipo de PCH é empregado quando as vazões de estiagem do rio são inferiores à necessária para fornecer a potência para suprir a demanda máxima do mercado consumidor e ocorrem com risco superior ao adotado no projeto. baixas. PCH DE ACUMULAÇÃO.

são considerados dois tipos de PCH: .adução em baixa pressão por meio de tubulação / alta pressão em conduto forçado. A necessidade ou não de chaminé de equilíbrio será discutida mais adiante nestas Diretrizes (item “CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO”). bem como de estudo econômico comparativo. . este tipo. deve ser estudada. Para sistema de adução longo. Para sistema de adução curto. . a opção por tubulação única. deverá ser a solução mais econômica. A escolha de um ou outro tipo dependerá das condições topográficas e geológicas que apresente o local do aproveitamento. em princípio. para os trechos de baixa e alta pressão.adução em baixa pressão com escoamento livre em canal / alta pressão em conduto forçado.CENTRAIS QUANTO AO SISTEMA DE ADUÇÃO Quanto ao sistema de adução. quando a inclinação da encosta e as condições de fundação forem favoráveis à construção de um canal.

CLASSIFICAÇÃO DAS PCH QUANTO À POTÊNCIA E QUANTO À QUEDA DE PROJETO CLASSIFICAÇÃO DAS CENTRAIS MICRO MINI PEQUENAS POTÊNCIA . uma vez que um ou outro isoladamente não permite uma classificação adequada. Para as centrais com alta e média queda. considerando-se os dois parâmetros conjuntamente. como mostrado na Tabela 2. canal ou conduto de baixa pressão com extensão longa.1. a concepção do circuito hidráulico de adução envolve. normalmente. sendo a adução feita através de uma tomada d’água incorporada ao barramento.Hd (m) BAIXA Hd < 15 Hd < 20 Hd < 25 MÉDIA 15 < Hd < 50 20 < Hd < 100 25 < Hd < 130 ALTA Hd > 50 Hd > 100 Hd > 130 . afastada da estrutura do barramento. todavia. adiante. a casa de força fica. junto da barragem.000 1.P (kW) P < 100 100 < P < 1. normalmente. Para as centrais de baixa queda.CENTRAIS QUANTO À POTÊNCIA INSTALADA E QUANTO À QUEDA DE PROJETO As PCH podem ser ainda classificadas quanto à potência instalada e quanto à queda de projeto. a casa de força fica situada. onde existe um desnível natural elevado. rotineiramente.000 < P < 30.000 QUEDA DE PROJETO . Conseqüentemente.

Evidentemente. há que se considerar a necessidade de um tratamento adequado da questão ambiental. Licença de Instalação (LI). segundo o artigo 4 da Resolução 393 da ANEEL. referente aos Estudos Ambientais. no máximo. além da outorga para utilização da água com a finalidade específica de geração de energia elétrica. Durante o processo de implantação do empreendimento. Caso o potencial do local não tenha sido definido em função de Estudos de Inventário Hidrelétrico. cabendo. Esse assunto está apresentado de forma detalhada no Capítulo 8. é necessário verificar se a avaliação do potencial hidrelétrico pretendido está em conformidade com o que preconiza a legislação em termos de otimização de aproveitamento de bem público. O Fluxograma de Implantação de uma PCH. Antes de iniciarem-se as atividades de estudos e projetos de uma PCH. ambientais e providências institucionais. do que o próprio licenciamento. desde que existam condições específicas que imponham a segmentação natural da bacia. ambiental e comercial. e Licença de Operação (LO). ao interessado. conforme sugerido ao longo destas Diretrizes. ao final da construção. apresenta a seqüência de estudos para o projeto. independentemente do porte do aproveitamento. recomenda-se o desenvolvimento de tais estudos que. Os dois fluxogramas apresentados ao final deste capítulo ilustram as etapas e atividades necessárias à consecução de um empreendimento como uma PCH. . Uma adequada definição das medidas de ordem ambiental a serem tomadas poderá promover a correta inserção do empreendimento na região e. o empreendedor deverá ter conhecimento amplo do mercado de energia e das regulamentações de comercialização do seu produto (ANEXO 4).FLUXOGRAMAS DE ATIVIDADES PARA ESTUDOS E PROJETOS A exploração de um determinado potencial hidrelétrico é uma atividade sujeita a uma série de regulamentações de ordem institucional. 50 MW. nestes casos. atividades multidisciplinares permeiam-se entre si. em bacias hidrográficas com vocação hidroenergética para aproveitamentos de. As atividades previstas são típicas para estudos e projetos dessa natureza. principalmente no tocante aos estudos de engenharia. mas também do próprio empreendedor. entretanto. Sob o aspecto ambiental (ver “ESTUDOS AMBIENTAIS ”) e de gerenciamento de recursos hídricos. deve ser a preocupação do empreendedor com as ações da usina sobre o meio ambiente e vice-versa. O Fluxograma de Atividades para Estudos e Projeto Básico de PCH. de Licenças Ambientais para as várias etapas do empreendimento: Licença Prévia (LP). tendo como conseqüência natural a obtenção. Mais importante. descreve as etapas percorridas durante a implantação de uma PCH e as devidas interações. em especial.CAPÍTULO 3 . a obrigação de submeter à ANEEL um relatório de reconhecimento fundamentando tecnicamente tal simplificação. em benefício não apenas do meio ambiente. constituindo o arcabouço legal de todo o projeto. por parte do investidor. evitar que o proprietário tenha surpresas desagradáveis futuras que resultem em problemas e custos não programados previamente. poderão ser realizados de forma simplificada.

será realizada a Avaliação Final do Empreendimento para confirmar a atratividade do investimento. Alguns ajustes no arranjo geral da alternativa escolhida serão necessários. e a energia firme a ser gerada anualmente. ou programas específicos para microcomputador. como descrito no Capítulo 4. incluindo-se. o dimensionamento final dos equipamentos eletromecânicos principais. a seguir. Os procedimentos de cálculo mais trabalhosos são apresentados na forma de planilhas eletrônicas. serão realizados os Estudos de Planejamento da Construção e Montagem. serão elaborados os estudos energéticos definitivos e determinada a potência a ser instalada na PCH. em seguida. Com base na potência a ser realmente instalada. deverá ser realizado. as . como descrito no Capítulo 9 deste documento. conhecida a série de vazões médias mensais e a queda disponível. considerando-se o custo total do empreendimento. o que possibilitará a determinação da queda líquida com maior precisão. de forma significativa. Selecionado o arranjo do aproveitamento.A viabilidade econômica da usina no local selecionado deve ser analisada de forma expedita. Nessa fase. Cabe destacar que os aspectos topográficos do sítio condicionam. A partir da definição do Arranjo Final do Projeto. a Planilha Padrão de Orçamento. Além desses. a metodologia a ser utilizada. Os levantamentos e estudos básicos deverão fornecer todos os subsídios necessários para a etapa seguinte de trabalhos. Confirmada a atratividade do local. os Estudos de Manutenção e Operação. Por exemplo. A partir desse instante. o Arranjo Final do Projeto da PCH será caracterizado. passa-se para a fase de projeto das obras civis e dos equipamentos eletromecânicos. será elaborada a estimativa final dos Custos do Empreendimento. os Estudos Ambientais definitivos. e limitam os estudos de alternativas de arranjo. desenvolvem-se as demais atividades mostradas no Fluxograma. de fácil utilização por todos os possíveis usuários destas Diretrizes. relativa aos estudos de alternativas de arranjo e tipo das estruturas do aproveitamento. será realizado o dimensionamento final das estruturas. Todas essas etapas de estudos são apresentadas detalhadamente nos Capítulos 4 a 8. Os programas e exemplos de Hidrologia. Dessa forma. Finalmente. Todas as estruturas deverão ser pré-dimensionadas com base nos diversos parâmetros determinados ou estimados anteriormente. os quais incluirão os custos de operação e manutenção. utilizando-se as fórmulas tradicionais para cálculos das perdas de carga ao longo do circuito hidráulico de adução. para cada uma delas. as dimensões do circuito de adução e da casa de força deverão ser revisadas em função das dimensões definitivas dos equipamentos eletromecânicos principais. de acordo com as normas do Setor Elétrico.

Composições de Custos e a Legislação aplicada a esse tipo de empreendimento. . são apresentadas em anexos destas Diretrizes.

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proporcionará a queda bruta aproveitável.os aspectos ambientais do sítio devem ser avaliados de maneira simplificada. Nestes casos. deixando de levantar sítios atraentes para PCH. O trecho de análise pode ser a cabeceira de uma bacia ou segmento da bacia. . . deverão existir no local. que minimizem as distâncias de transporte até o local das obras.além disso.CAPÍTULO 4 . Esse estudo. segundo a metodologia preconizada no Manual de Inventário da ANEEL/ELETROBRÁS. . existem grandes potenciais aproveitáveis com previsão de implantação em um horizonte distante. deforma a permitir a caracterização dos possíveis impactos do empreendimento sobre a região. ou na região.de preferência. tendo em vista seus custos ou mesmo o mercado e o correspondente interesse deempreendedores. Em outras situações. a pesquisa para seleção do melhor local para a implantação de uma PCH deve ser feita considerando-se os Estudos de Inventário (partição de queda) de toda a bacia hidrográfica em foco. de acordo com a orientação do Setor Elétrico. porém. ombreiras e boas condições de fundação. Muitas vezes. deve ser realizado. aliada à altura da barragem. de preferência. deve existir no local uma queda natural acentuada que. os estudos de inventário não consideram locais com pequenos potenciais. nestes casos normalmente baixa. Um local adequado para a implantação de uma PCH deve atender aos seguintes requisitos: . naturalmente.AVALIAÇÃO EXPEDITA DA VIABILIDADE DA USINA NO LOCAL SELECIONADO ADEQUABILIDADE DO LOCAL Como citado no ítem “TIPOS DE PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS”.no local devem existir. jazidas naturais de materiais de construção em quantidade e com qualidade adequada. cuja realidade físico-ambiental indica o aproveitamento do seu potencial hidrelétrico através de PCH. obrigatoriamente. convém a realização de um inventário hidrelétrico simplificado para levantar os melhores sítios aproveitáveis. . antes de qualquer Estudo de Viabilidade/Projeto Básico.

regionais e locais. Tais dados podem ser obtidos pela Internet. a ELETROBRÁS. . a consulta aos estudos existentes é imprescindível. o que facilita.fotografias aéreas e mapas cartográficos.br/) gerencia um imprescindível sistema de informação hidrológica – SIH. devem ser consultados os Autoprodutores. os estudos subseqüentes. . A ANEEL (http://www.com base no mapa da bacia hidrográfica. caso disponíveis. tais como a ANEEL.sistema energético da região. O Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro – SIPOT. o IBGE. Os dados coletados devem ser organizados com vistas a: .COLETA E ANÁLISE DE DADOS Todas as informações existentes sobre a bacia na qual será inserida a PCH e sobre o local devem ser pesquisadas em instituições oficiais. já existiam cerca de 40 (quarenta) PDRH prontos ou em elaboração. etc. .br/) possui dados físicos operativos das principais usinas hidrelétricas do Sistema Interligado.. da ELETROBRÁS (http://www.dados ambientais sobre a região. tais como: . com vistas à inserção do empreendimento em sintonia com os estudos de partição de queda já feitos. a CPRM. com dados hidrometeorológicos básicos das principais bacias hidrográficas brasileiras. os Produtores Independentes de energia e as Concessionárias de energia elétrica que estejam desenvolvendo ou tenham projetos implantados na região. também.gov. órgãos dos governos estaduais e municipais. deverão ser coletados dados.perfis do rio.estudos hidrológicos porventura já realizados na bacia. . .aneel. . Para as bacias não inventariadas.mapas diversos da região. Os Planos Diretores de Recursos Hídricos (PDRH) das bacias hidrográficas deverão ser consultados.gov. o Serviço Geográfico do Exército. inclusive os rodo-ferroviários. Devem ser procurados. Até o segundo semestre de 1998. etc. restituições aerofotogramétricas e dados topográficos.dados geológicos e geotécnicos. . a Concessionária de Energia.imagens de satélites. sobremaneira. .eletrobras. Para as bacias já inventariadas. visando-se a elaboração do estudo de inventário simplificado. Além desses. conhecer o perfil do rio a ser estudado e identificar .dados hidrométricos observados pelas instituições oficiais.

. por via terrestre. . .verificar todos os estudos elaboradospreliminarmente.conhecerem-se os aspectos geológicos e geotécnicos locais. linhas de transmissão de energia e de telecomunicações. . etc. nesta fase de estudos. mesmo os de pequenas dimensões. .análise da consistência dos dados hidrometeorológicos.identificar as condições geomorfológicas da bacia ao longo do curso principal e de seus afluentes.a localização de possíveis quedas naturais e/ou dos locais de barramento. incluindo os de interferências/impactos locais e regionais. hidrológicas. é extremamente importante observar o aspecto do melhor aproveitamento possível do potencial energético do curso d’água.confirmar e/ou alterar a posição dos locais definidos em escritório. áreas de preservação permanente. tais como impactos sobre as zonas urbanas e rurais. . para verificação das conseqüências sobre o empreendimento. com vistas a: . projetos de irrigação ou áreas irrigadas. . reservas indígenas. . e as condições geológicas e geotécnicas.verificação dos locais de lançamento de esgotos domésticos e industriais . rodovias e ferrovias. em absoluta sintonia com o planejamento do Setor Elétrico. incluindo inspeção dos postos pluviométricos e fluviométricos existentes. . deverá proceder-se ao reconhecimento.avaliação preliminar de possibilidades de assoreamento próximo do remanso do reservatório e na desembocadura de algum afluente. Cabe repetir que. facilmente observáveis nas imagens de satélite. RECONHECIMENTO DO LOCAL Após a identificação dos locais. na região. .analisar-se a qualidade de água. em especial sobre as máquinas.avaliar as condições topográficas.identificação das principais limitações existentes à formação de reservatórios.

ainda. utilizando-se as seguintes fórmulas: EFe = μ ⋅ 9. Q = vazão mínima medida no local. Hlíq= queda líquida (m). onde: Pot é a potência instalada (MW). Δt = intervalo de tempo igual a 1 s. ou Q95% . deverá ser estimada a energia firme ( EFe ) e a potência a ser instalada no aproveitamento ( Pot ). nesta fase adotadas igual a 3% para casas de força ao “pé” da barragem e 5% para aduções em túnel/canal.85. tem-se: Pot = EFe Fc . . A queda líquida ( H liq ) será igual à queda bruta menos as perdas hidráulicas. considerando-se Q e H liq constantes durante o funcionamento da usina (1 MW médio = 8760 MWh por ano. μ = rendimento do conjunto turbina-gerador. ou. ou EFe = 0. A vazão Q para o local deverá ser estimada a partir de dados de postos hidrométricos da bacia/região. deverá ser avaliada a atratividade energético-econômica do local selecionado. adotado. Como EFe = Fc ⋅ Pot . Fc o fator de capacidade. Inicialmente. conforme metodologia apresentada no Capítulo 6. igual 0. a vazão média ( Q ) ao longo do _ período crítico do sistema interligado (m3/s).81 ⋅ Q ⋅ H liq 1000 ⋅ Δt .0083 ⋅ Q ⋅ H liq (MW médio) onde: EFe = energia firme estimada em MW médios.AVALIAÇÃO PELIMINAR DA VIABILIDADE DO LOCAL SELECIONADO VERIFICAÇÃO DO POTENCIAL DO LOCAL Antes do prosseguimento do detalhamento dos estudos em nível de Projeto Básico.55. sugerindo-se o valor final de 0. durante a vida útil da usina). para esta fase.

deverá ser estimada a vazão de projeto do vertedouro a partir da vazão específica da bacia (l/s/km2) – Regionalização de Vazões (Capítulo 6). para efeito da estimativa de quantidades e de custos do empreendimento (Ci). a questão da manutenção de vazão sanitária mínima para jusante nos casos de aproveitamentos de derivação. deverá ser elaborado um arranjo simplificado doaproveitamento. incluindo as interferências. Esse parâmetro poderá ser estimado em função de informações de bacias com características hidrológicas semelhantes da região e. Todos os principais impactos deverão ser orçados e incluídos na estimativa de custos do empreendimento.Em seguida. deverão ser avaliados de forma simplificada. com base na experiência em projetos dessa natureza. por exemplo. ARRANJO PRELIMINAR A partir dos parâmetros estimados (potência instalada e vazão de dimensionamento do vertedouro) e com base nos aspectos topográficos (restituição aerofotogramétrica) e geológico-geotécnicos do local. como. ainda. em função da área inundada e de outros problemas a montante e a jusante do barramento. . IMPACTOS AMBIENTAIS Os principais impactos ambientais.

indicando que o valor presente da implantação da PCH é menor que o da alternativa de comparação. que não seja ela. etc.a. No fluxo de caixa. deverá ser feito um estudo econômico. de 50 anos. experiências anteriores. sem juros durante a construção A taxa de desconto a ser utilizada. as despesas de O&M podem ser aproximadas da seguinte forma: O & M = custo anual de operação e manutenção da usina (US$/ano). Na falta de dados mais precisos. neste caso. o custo associado à implantação da PCH é composto pelo investimento inicial e as despesas de O&M durante a vida útil da usina. e um tempo de vida útil. deverá ser a taxa de oportunidade para investimentos de infra-estrutura. Neste estágio. Graficamente o fluxo de caixa pode ser representado da seguinte forma: . pois a comparação se dá especificadamente entre o custo de implantação da PCH e o custo de atendimento pela outra alternativa(custo evitado). não é necessário que seja avaliado o benefício econômico gerado pela PCH.ATRATIVIDADE DO EMPREENDIMENTO De posse dos custos aproximados de implantação da obra. O fluxo de caixa descontado deve fornecer um valor presente líquido(VPL) positivo. Usualmente o setor elétrico tem utilizado uma taxa de desconto de 12% a. O benefício econômico da PCH. No caso da PCH. sugere-se a utilização de um percentual da ordem de 5% do custo total do investimento. é representado pelo custo de implantação e respectivas despesas de O&M da outra alternativa de atendimento com a qual a PCH está sendo comparada. a ser considerado neste fluxo de caixa. estimado a partir de composição de custos. para usinas hidrelétricas. comparando-se a implantação da PCH com outras alternativas de atendimeto ao mercado. durante o mesmo período de análise.

Ci alternativa O&M alternativa n Tempo O&M PCH 0 Ci PCH VP alternativa 0 Tempo VP VPL = VPalternativa − VPPCH .

quase sempre. Os tipos de estruturas do arranjo do aproveitamento dependerão.planialtimétricos das áreas de empréstimo de solo. alternativamente. jazidas de areia e cascalho e pedreiras. como será detalhado no ítem “PROJETO DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS”. . das condições geológicas e geotécnicas do sítio. uma vez que demanda menos tempo. bem como dos materiais de construção disponíveis no local. e . sem prejuízo para a precisão. instalação de canteiro e alojamento de operários. a tecnologia de rastreamento de satélite GPS. mais econômica. As características do sítio. daABNT: .LEVANTAMENTOS DE CAMPO TOPOGRÁFICOS Para o projeto de uma PCH. . Esses levantamentos deverão ser executados por empresas especializadas.determinação da queda natural no local. o tipo de arranjo e o porte do aproveitamento condicionarão a extensão do programa de investigação.levantamento das propriedades atingidas para efeito de subdivisão e averbação legal. . . . deverá ser levantado o fundo do rio na região de implantação das estruturas (topo-batimetria). como descrito no item “LEVANTAMENTOS DE CAMPO HIDROLÓGICOS”. os quais devem ser realizados de acordo com a Norma NBR 13133. em substituição ao transporte de cotas para o local a partir de marcos topográficos do IBGE na região.locais prováveis para lançamento de bota-fora.cadastro jurídico das propriedades atingidas. Essa tecnologia é particularmente atrativa quando os marcos do IBGE estão longe do sítio. serão necessários levantamentos topográficos de precisão.CAPÍTULO 5 . jazidas de areia e cascalho mais próximas do sítio do empreendimento. . ou por profissionais autônomos qualificados. A determinação da queda natural poderá ser feita utilizando-se. não cabendo a sua explanação nestas Diretrizes. além dos aspectos topográficos.planialtimétricos das áreas de implantação das estruturas previstas. . bem como das encostas na vizinhança da obra.pesquisar e caracterizar as áreas de empréstimo de solo. GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS Os levantamentos e estudos geológicos e geotécnicos têm os seguintes objetivos: . a qual tem sido muito usada para locação das Referências de Nível (RNs) no sítio da PCH. e é.nivelamento da linha d’água do reservatório.investigar as condições das fundações e ombreiras na região das estruturas componentes do aproveitamento. listados a seguir. As investigações geológicas e geotécnicas necessárias devem ser planejadas por técnicos com comprovada experiência em estudos dessa natureza. Além desses.

Todas as ocorrências de turfa ou argila orgânica (escura) devem ser perfeitamente identificadas e delimitadas através de sondagens. o que pode comprometer sua vida útil. Locais onde ocorreram deslizamentos recentes devem ser evitados. análises de fotografias aéreas (fotointerpretação) e visam o planejamento dos trabalhos de campo. porém sãos. O programa de investigações e sua extensão. de acordo com as Normas da ABNT. cuja capacidade quase sempre é pequena. Poços ou Trincheiras. Estudos iniciais são realizados em escritório e incluem consultas bibliográficas de estudos anteriores. bem como a amostragem.a Trado. na época de chuvas intensas e/ou prolongadas. Após esses estudos. Nesses casos. serão definidas em função do diagnóstico das . a Percussão e Rotativas. Esses terrenos são inadequados como suporte para fundações ou como fonte de material de construção. onde ocorrem bancos de areia e cascalho ou rochas com fraturas na direção do fluxo do rio. onde a vegetação é muito rala ou inexistente. é sempre necessária. deve ser sempre realizada por empresas especializadas. deve-se sempre procurar locais com boas condições para a fundação e para as ombreiras das estruturas. Os maciços rochosos muito fraturados. podem sofrer. devido ao assoreamento. Fundações permeáveis. em pouco tempo. associados a encostas íngremes. processo erosivo do terreno natural.Associação Brasileira de Geologia de Engenharia (consultar ANEXO 5) não cabendo repeti-las nestas Diretrizes. Nesses locais. O maciço. deverão ser pesquisadas através de investigações específicas (sondagens a trado e poços). Locais que sofreram desmatamentos intensos.INVESTIGAÇÃO DAS FUNDAÇÕES INVESTIGAÇÕES PRELIMINARES Na escolha do eixo da barragem. diretas ou indiretas (sísmica). pode ficar sujeito à deposição de grandes volumes de material sólido. servem como fundação para as estruturas. EXECUÇÃO DE SONDAGENS A prática em estudos e projetos de aproveitamentos hidrelétricos tem mostrado que a execução de um programa mesmo que mínimo de sondagens. o que não é desejável. para investigação das fundações. ou da ABGE . o tratamento da fundação deve prever a execução de cortinas de injeções de calda de cimento de impermeabilização. o reservatório. realiza-se uma visita de reconhecimento de campo para realização do mapeamento geológico-geotécnico de superfície. por ser pouco consolidado. A execução das sondagens. porque não oferecem boas condições de suporte. quantidade e os tipos de furos . tem baixa resistência e alta permeabilidade.

. . ao longo do furo de sondagem. Cabe destacar que as informações obtidas deverão ser suficientes para caracterizar. em amostras indeformadas. atualmente tem-se realizado.Sondagem Elétrica Vertical (SEV). Tem-se especificado: . Além dos tipos de sondagem acima especificados. em detalhes.solos. permeabilidade e deformabilidade. deverão ser realizados ensaios de resistência . . para utilização nos concretos e filtros. Esses ensaios deverão ser executados de acordo com as Normas da ABGE. Sondagens Indiretas Elétricas.VLF (Very Low Frequency). para a caracterização da litologia. em termos de resistência. a partir do início da Sondagem a Percussão. .cascalho (seixo rolado). a cada metro perfurado. MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO Em princípio. será necessária a execução. para a determinação dos parâmetros de resistência e de deformabilidade. e . Deverão ser pesquisadas as seguintes ocorrências de materiais. as quais são de fácil execução. principalmente na fase de verificação da viabilidade do local selecionado. com o objetivo de estudar a geologia estrutural. para utilização em concretos. para utilização nas obras de terra. Para o trecho em solo. o perfil do subsolo.condições geológicas do sítio. de ensaios específicos para cada horizonte. para utilização em enrocamentos. o que significa dizer que o projeto deverá ser adaptado aos mesmos.rocha. com a qualidade requerida e na quantidade necessária: . dispensam o uso de explosivo e são mais baratas. a partir do início da Sondagem Rotativa. Para determinação da resistência e permeabilidade dos materiais do subsolo. toda obra deve ser construída com os materiais disponíveis no local. Mesmo procedimento será necessário para a caracterização dos solos de fundação de barragens de terra homogêneas com alturas elevadas.Seções à base de Caminhamento Elétrico para definição do topo rochoso.areia. em ambas as margens. deverão ser realizados ensaios de perda d’água sob pressão (EPA). Para o trecho em rocha. Nos locais onde ocorrerem escavações de porte será necessário realizar ensaios especiais de laboratório.SPT (Standard Penetration Test) e ensaios de infiltração. transições e agregados graúdos (brita) para os concretos. .

fica condicionada à ocorrência de solos especiais detectados nos ensaios de caracterização. visando constatar sua adequabilidade para uso nos filtros e transições das barragens de terra e terra-enrocamento e como agregado para concreto. antes. Esse ensaio tem por objetivo avaliar a possibilidade da ocorrência de minerais que possam reagir com os álcalis do cimento. relacionada ao final destas Diretrizes. O agregado graúdo. areias e cascalhos. brita ou cascalho. deverá ter dureza suficiente para resistir ao impacto de golpes de martelo e não se desagregar quando exposto a ciclos diários de molhagem e secagem ao tempo. uma lâmina petrográfica. Os enrocamentos deverão ter as mesmas características dos cascalhos e britas. Os mesmos. através da realização de. Solos muito úmidos ou saturados não são suscetíveis de serem compactados para a obtenção de densidades e resistências normalmente especificadas. .QUALIDADE DOS MATERIAIS Com relação à qualidade. Normalmente. Cabe registrar que o material rochoso para utilização nos concretos deverá ter.NBR 7250: Identificação e Descrição de Amostras de Solos Obtidas em Sondagens de Simples Reconhecimento dos Solos. A presença desse mineral. como por exemplo matérias orgânicas e materiais finos (argila e silte). os materiais de baixa a média plasticidade são os mais indicados. Nas áreas de empréstimo. Esse assunto deverá ser avaliado por especialistas em Tecnologia de Concreto e Geologia. deformação e permeabilidade. Da mesma forma. . registra-se que a mesma varia em função do teor de argila existente no material. deverão ser classificados através de análise táctil-visual e ensaios de caracterização. A realização de ensaios especiais. Os materiais terrosos para a construção de PCH deverão ser classificados através de uma análise táctil-visual e ensaios de caracterização. os materiais deverão ser classificados observando-se o exposto nas seguintes Normas da ABNT: . o que não é desejável. o volume útil a ser usado nas obras de terra deverá ser obtido do horizonte acima do lençol freático. Esses materiais deverão se apresentar totalmente limpos e livres de impurezas. deverão passar por processos de lavagem e peneiramento antes de seu uso nas obras de barramento. pelo menos. quando contaminados. para determinação dos parâmetros de resistência. dependendo de seu tipo. confere ao solo mais ou menos plasticidade. No que diz respeito à trabalhabilidade dos materiais finos. encontram-se gráficos e tabelas que permitem selecionar o material de melhor trabalhabilidade.NBR 6490 : Reconhecimento e Amostragem para Fins de Caracterização de Ocorrência de Rochas. sua composição mineralógica determinada. Na bibliografia referente ao assunto. os materiais granulares.

além da espessura. emboque da escavação. No caso de jazidas de areia. A profundidade do topo rochoso deverá ser estimada através de sondagens geofísicas. O espaçamento dos furos varia entre 20 e 100 m. executam-se poços de inspeção (PIs) ou sondagens a trado (STs). . obtida como subproduto da britagem do material rochoso. isto é. A pesquisa de material pétreo ficará sempre condicionada à qualidade e quantidade do excedente de rocha das escavações obrigatórias.cobertura da camada de estéril sobre o maciço rochoso. alternativamente. executa-se uma malha de sondagens a varejão. deverão ser investigadas fontes potenciais . .DETERMINAÇÃO DOS VOLUMES O volume de material é estimado multiplicando-se a área da fonte de material pela profundidade média explorável estimada ou determinada por sondagens expeditas. deverão ser definidas as características dos materiais encontrados.pedreiras.a frente de ataque. A profundidade média das fontes de material é estimada realizando-se uma malha de furos exploratórios ao longo da área demarcada. . As profundidades atingidas em cada ponto devem ser anotadas. . Nessas investigações. na ausência de jazidas de materiais arenosos.sanidade da rocha. areia artificial. e do volume necessário. Para cada horizonte. para exploração deverá ser ampla o suficiente para a entrada de máquinas e equipamentos para exploração do material. No caso das áreas de empréstimo de solo. em função das dimensões e topografia da área. deverão ser considerados os seguintes aspectos: . Caso essas escavações não atendam às necessidades da obra. de uma haste metálica lisa. Cabe ainda registrar que. sem impacto.ferro de construção de 1/2 polegada. que consiste na cravação por uma pessoa. que dificulta e encarece os custos de exploração. Cabe registrar que o custo do metro cúbico de exploração de uma jazida de areia na obra deve ser comparado àquele de alguma jazida em exploração comercial na região.ocorrência de água. pode ser usada. por exemplo . solo ou rocha muito alterada.

nas cheias. demarcada por estacas. • Instalação da Estação Fluviométrica no Canal de Fuga A escolha do local para instalação da estação ou posto fluviométrico deverá seguir. É um posto de observação permanente do regime fluvial do rio. . se possível. e quinzenal durante o período seco. A estação fluviométrica é constituída. subsidiar o dimensionamento das estruturas de dissipação de energia dos vertedouros e auxiliar na geração da série de vazões médias diárias. em alguns casos. a fim de que não haja interrupção na operação da mesma.HIDROLÓGICOS SERVIÇOS DE HIDROMETRIA O estudo da vazão de um curso d'água exige a instalação de uma "Estação Fluviométrica". A Resolução 396 da ANEEL (04/12/98) estabelece as condições para implantação. Essa curvachave servirá para a calibragem do referido canal e a definição dos níveis de estanqueidade da casa de força. A seção transversal topobatimétrica deverá ser levantada com detalhes. prosseguindo pelas margens até os pontos extremos da seção (PI/PF). em síntese. onde são efetuadas as medições de descarga líquida. à medida em que forem coletados dados de leituras de régua e de medições de vazão. abrangendo pelo menos um ciclo hidrológico. os seguintes critérios: . de: dispositivos para obtenção da cota fluviométrica. manutenção e operação destas estações. da cota de afogamento do rotor das turbinas e. Entretanto. pelo menos. com extensão definida por um ponto de início (PI) e um de fim (PF). quando necessário. É de suma importância que seja instalada uma estação a jusante do futuro canal de fuga.é recomendável que as margens sejam estáveis e suficientemente altas para impedir que. estabelecer a curva-chave do rio no local da casa de força. onde serão feitas regularmente observações de altura do nível d'água e realizadas as medições de descarga líquida e. durante o período chuvoso. de descarga sólida. o escoamento deverá ser laminar (tranqüilo) sem turbulências ou redemoinhos. seção de medição de vazão e referências de nivelamento. • Medição da Vazão A freqüência das medições de vazão e de declividade da linha d'água deverá ser de uma vez por semana.o acesso ao local de implantação da estação deverá ser permanente. julgados seguros contra enchentes. . Deve-se instruir o observador da régua para sempre entrar . e levantadas a partir do PI as distâncias horizontais às margens e aos pontos de medição de vazão na calha do rio. na seção de medição de vazão. normal ao curso d'água. Através desses pontos de referência. o rio transborde. • Seção de Medição de Vazão/Topobatimetria É a seção transversal. tendo a jusante uma queda ou corredeira. a cada campanha. de modo a que se possa. é reconstituído o alinhamento da seção transversal.o trecho do rio onde se localizará a estação deverá ser reto e.

irá medir a velocidade do escoamento em verticais ao longo da seção transversal. Esses equipamentos. 1970.. denominados linígrafos. contador de rotações. penas. Neste caso ou ainda se a régua tombar.Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica . O hidrometrista. suficientemente sólida e estável. de 14 de junho de 1967. com escala centimétrica estampada. • Referências de Nivelamento Na estação fluviométrica. Recomenda-se o uso de régua em alumínio anodizado. Na medição a vau.DNAEE. não dispensam a presença de um operador na realização de tarefas de manutenção e troca de materiais. admitindo-se até 2(dois) lances sucessivos por régua de leitura. é morador da região. a medição é feita em embarcações. deverão ser implantadas duas Referências de Nível. a demarcação das verticais pode ser feita sobre ela própria. preferencialmente. no caso dele verificar a ocorrência de cheias extremas. • Operação A estação deverá ter um observador que.Anexos I.0 m. apesar de semi-automáticos. O equipamento de campo necessário para a realização deste trabalho consiste em: molinete. A cota fluviométrica também pode ser obtida através de registradores contínuos. A altitude do "zero" da escala será determinada na instalação por transporte topográfico de pontos de altitude conhecida. preferencialmente. munido dos equipamentos. tais como papel para gráficos.NN. de modo geral. em posição vertical.em contato com o responsável pela estação. às 07:00 e às 17:00 horas. Esse observador será treinado para efetuar as leituras de régua e lhe será fornecida uma caderneta de campo. Detalhes dos procedimentos para realização da medição podem ser encontrados nas “Normas e Recomendações Hidrológicas . Já nas passarelas. para providências de restauração. • Cota Fluviométrica A régua de leitura deverá estar localizada na seção de medição ou próxima desta. desgarrar ou precisar de reparos. a fim de se evitarem leituras negativas. etc. As RR. Em rios pequenos. as medições podem ser realizadas a vau. Em rios maiores. fixada a uma estrutura de apoio simples. a fim de facilitar os nivelamentos periódicos. com comprimento (lances) de 1. o observador deverá marcar com uma pequena estaca a altura atingida. II e III”. na margem do rio. ou a partir de passarelas com micromolinetes fixados em uma régua graduada. RR. caberá ao observador comunicar imediatamente o ocorrido ao responsável pela estação. cronômetro e haste graduada para medir a profundidade. publicação do Ministério das Minas e Energia . Em caso de uma enchente ultrapassar o lance de régua. com o molinete suspenso em um cabo de aço. utiliza-se um cabo de aço graduado ou uma trena esticada de margem a margem para demarcar a seção de medidas. em profundidades inferiores a 1. A freqüência de leituras das réguas deverá ser diária. O "zero" da régua deverá ficar abaixo do nível mínimo a que possam chegar as águas. Elas localizar-se-ão próximo à régua. para verificação da posição dos lances da régua. tinta.0 m. As normas foram estabelecidas pelo Decreto no 60852. deverão ser.NN. .

Eletrobrás/IPH -1992”.duas vezes a largura da seção transversal do rio. caso ocorra uma cheia excepcional. contanto que sejam suficientemente elevadas para não serem atingidas pelas águas.50 metros. medir o desnível com a precisão do aparelho topográfico utilizado. Essa publicação apresenta as taxas de concentração média anual e a produção específica média de sedimentos nas principais estações existentes até aquela data e se referem somente à descarga em suspensão. para montante e para jusante da estação. . junto às entidades operadoras de postos sedimentométricos. e principalmente consulta à publicação “Diagnóstico das Condições Sedimentológicas dos Principais Rios Brasileiros. vergalhões ou calotas de bronze. chumbadas em blocos de concreto. SERVIÇOS DE SEDIMENTOMETRIA COLETA DE DADOS EXISTENTES Recomenda-se a coleta e análise dos dados existentes.distância suficiente para que se possa.constituídas de parafusos. cuja distância entre o marco e a seção de medição deverá ser a maior entre as seguintes alternativas: . Havendo no local afloramentos de rochas ou então estruturas artificiais. . no mínimo. Todas as RNs deverão ser amarradas ao sistema planialtimétrico do projeto. . objetivando a determinação da declividade da linha d'água no trecho. Deverão também ser instalados marcos. com segurança. estas poderão ser aproveitadas para fixação das RRNN.

bem como o cálculo das descargas sólidas. a região deverá ser inspecionada para identificação de atividades de exploração de areia e argila. deve seguir o preconizado em bibliografia especializada listada em “REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS" AMBIENTAIS Os levantamentos de campo necessários para os Estudos Ambientais são apresentados detalhadamente no ítem “ESTUDOS AMBIENTAIS”. hidrológicas e sedimentológicas) devem ser repassadas para a equipe de meio ambiente. até o local do barramento. descritas no ítem “SERVIÇOS DE HIDROMETRIA”. Cumpre registrar que as informações coletadas pela equipe de engenharia (geológicas. sugere-se que. no mesmo período e na mesma freqüência.MEDIÇÕES SEDIMENTOMÉTRICAS Durante a realização das campanhas hidrométricas. objetivando a utilização adequada e coerente dessas informações por todos os setores envolvidos no projeto. da análise laboratorial destes parâmetros. pelo menos durante um ciclo hidrológico. A metodologia de coleta das amostras de água. Além disto. a fim de se possibilitar a caracterização do transporte de sedimentos da bacia. . Deverá ser prevista a coleta de água para análise da concentração de sedimentos em suspensão e de amostragem do material do leito. sejam realizadas campanhas sedimentométricas. do material do leito.

por serem muito pouco resistentes e muito compressíveis. devem ser analisadas com muito cuidado. por exemplo. como descrito no ítem PROJETOS DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS. Os maciços rochosos muito fraturados. . . sãos. em princípio.a definição dos projetos de escavação e tratamento das fundações. Em princípio. Como citado anteriormente. a partir dos dados do local. GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS Os estudos geológicos e geotécnicos compreenderão: . como também citado anteriormente.CAPÍTULO 6 . levantados como especificado no Capítulo 5. areias. com alturas superiores a 10 m. toda obra deve ser executada com os materiais disponíveis no local. o tratamento da fundação deve prever a execução de cortinas de injeção de calda de cimento. orgânica.para barragens de terra ou enrocamento.locação dos furos de sondagem. deve-se sempre procurar locais com boas condições para a fundação e para as ombreiras das estruturas. Fundações permeáveis.o levantamento da curva cota x área e da curva cota x volume do reservatório. o que significa dizer que o projeto deverá ser adaptado aos mesmos. 1:1000. destaca-se que os materiais deverão ser caracterizados observando-se o disposto nas Normas da ABNT pertinentes. Os estudos de balanceamento de materiais são incluídos no item PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO E MONTAGEM. . cascalho e rocha) deverão existir em quantidade e com a qualidade requerida.locação do reservatório. Nesses casos. onde ocorrem bancos de areia ou cascalho. Os materiais (solos. compreenderão: .a caracterização completa dos materiais naturais de construção disponíveis nas jazidas mais próximas do sítio do empreendimento. .a determinação da queda bruta disponível no local.o levantamento do perfil do rio no trecho de interesse. se for necessário. . servem como fundação para as estruturas. As áreas com turfa ou argila escura. em função de sua alta permeabilidade. deverão ser realizados estudos de estabilidade. . não servem como fundação. . . .locação das estruturas. Quanto à suficiência deverá ser levantado o balanço de materiais para verificar se o volume útil de cada tipo de fonte é no mínimo 50% maior que o volume necessário para as obras. Com relação à qualidade. na escolha do eixo da barragem.como. como descrito no Capítulo anterior.a elaboração da base cartográfica em escala adequada ao desenvolvimento do projeto.ESTUDOS BÁSICOS ESTUDOS TOPOGRÁFICOS Os estudos topográficos.

área de drenagem da bacia. próxima do divisor de águas da bacia. forma. perímetro. . expresso geralmente em km. auxiliam na interpretação dos resultados dos estudos hidrológicos e permitem estabelecer relações e comparações com outras bacias conhecidas. conceito de caráter um tanto subjetivo e que também depende da experiência do profissional em hidrologia. tais como área. desde a foz até a cabeceira mais distante. Kc. em km. em km2 ou ha. A comparação dessas características e relações é um importante subsídio para a definição de “regiões hidrologicamente homogêneas”. em plantas de localização. O índice ou coeficiente de compacidade. • Perímetro É o comprimento linear do contorno do limite da bacia. Desde que outros fatores não interfiram. • Forma da Bacia Para a caracterização da forma de uma bacia são utilizados índices que buscam associála com formas geométricas conhecidas. Kf. medido ao longo do curso d'água principal. comumente. declividade do rio.28 P A . no regime fluvial e sedimentológico do curso d’água principal.HIDROLÓGICOS CARACTERIZAÇÃO FISIOGRÁFICA DA BACIA Vários aspectos fisiográficos da bacia. é a relação entre a área da bacia hidrográfica e o quadrado de seu comprimento axial. ocupação e relevo. • Área de Drenagem A área de drenagem de uma bacia é a projeção em um plano horizontal da superfície contida entre seus divisores topográficos.0. tempo de concentração. onde: P A perímetro da bacia. densidade de drenagem. cobertura vegetal. Esses aspectos têm influência direta no comportamento hidrometeorológico da bacia em estudo e. conseqüentemente. já que para uma bacia circular ideal ele é igual a 1. O índice de compacidade é uma medida do grau de irregularidade da bacia. é a relação entre o perímetro da bacia e a circunferência de um círculo de área igual à da bacia. quanto mais próximo da unidade for o índice de compacidade maior será a potencialidade de ocorrência de picos elevados de enchentes. É obtida através de planimetria clássica ou processos computacionais. As principais características fisiográficas são descritas a seguir. e expressa. ou seja: K c = 0. uso. O índice de conformação ou fator de forma. em km2.

5 km/km2. reduzindo a eficiência de drenagem. picos de enchentes altos e deflúvios de estiagem baixos. onde: L A comprimento axial da bacia. pode vir a provocar um efeito de represamento. no caso de ser insuficiente. é menor que em bacias largas e curtas. . S H diferença entre cotas do ponto mais afastado e o considerado. da maior ou menor velocidade com que a água deixa a bacia hidrográfica. maior será a velocidade de escoamento e mais pronunciados e estreitos serão os hidrogramas das enchentes. S= H L . ao mesmo tempo. área de drenagem da bacia. tal que a densidade de drenagem seja superior a 3. toda sua extensão. em m. em km2. é a relação entre o comprimento total dos cursos d'água de uma bacia e a sua área total. Este índice não considera a capacidade de vazão dos cursos d’água que. Desta forma. Este índice fornece uma indicação da eficiência da drenagem. onde: declividade média. para bacias de mesmo tamanho. obtida dividindo-se o desnível entre a nascente e a foz pela extensão total do curso d'água principal. • Declividade do Rio A velocidade de escoamento de um rio depende da declividade dos canais fluviais. provavelmente.5 km/km2. Quanto maior a declividade.Então: Kf = A L2 . Quando este índice for da ordem de 0. será menos sujeita a enchentes aquela que possuir menor fator de forma. se numa bacia houver um número grande de tributários. a possibilidade de ocorrência de chuvas intensas cobrindo. em km2. Desde que outros fatores não interfiram. Dd = LT A . Numa bacia estreita e longa. • Densidade de Drenagem A densidade de drenagem. ou comprimento total do curso d’água principal. Foi considerada para este Manual a declividade média. Diz-se que essas bacias são bem drenadas. onde: LT A comprimento total dos cursos d'água da bacia. em km. em m/km. O índice de conformação relaciona a forma da bacia com um retângulo. o deflúvio atingirá rapidamente o curso d'água principal e haverá. Dd. ou seja. área de drenagem da bacia. em km. a drenagem é considerada pobre.

385 . Tempo de Concentração O tempo de concentração mede o tempo necessário para que toda a bacia contribua para o escoamento superficial numa seção considerada. leva para atingir essa seção. em m. ou comprimento total do curso d’água principal. é o tempo em que a gota que se precipita no ponto mais distante da seção transversal considerada de uma bacia. ou seja. comprimento axial da bacia.L • comprimento axial da bacia. comprimento total do curso d’água principal.95 ⋅ ⎜ ⎜H ⎝ tc H L ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . recomenda-se a adoção da fórmula do Soil Conservation Service: ⎛ L3 t c = 0. Para o cálculo do tempo de concentração da bacia envoltória ao empreendimento. . em horas. ou. em m. onde: tempo de concentração. em km. diferença entre cotas do ponto mais afastado e o considerado.

Aos pares de valores leitura e vazão. Dispõe-se. a e b constantes. quando ocorrem as cheias. Método de Stevens: a aplicação é adequada em rios largos. onde o raio hidráulico pode ser considerado igual à profundidade média do escoamento. A determinação de ho é feita graficamente por tentativas sucessivas até se obter o melhor alinhamento possível. Ela poderá ainda apresentar pontos de inflexão no caso de ocorrer uma mudança de controle ou uma mudança súbita na seção transversal. o valor de ho é nulo. aplicável em rios com seção transversal muito regular e com um único controle. em caso contrário ele será negativo. Desta forma. em m. sem singularidades e com concavidade voltada para cima. leitura de régua correspondente à vazão Qo. em m3/s. • Extrapolação da curva-chave A relação leitura x descarga deve ser definida em todo o intervalo de variação das leituras de régua.(h − ho ) . geralmente. Método logarítmico: método simples. em m. a curva-chave deve ser extrapolada no seu ramo superior. nula. ajusta-se uma curva que deve ser monotonamente crescente. Os métodos de extrapolação mais simplificados são descritos a seguir. Se a convexidade da curva for orientada para as vazões. de poucas medições em leituras altas. O método apresenta a . a curva-chave é uma representação gráfica desta relação. Como esta é a faixa de interesse para o dimensionamento das obras hidráulicas.CURVA-CHAVE A relação que existe entre a descarga medida e a leitura simultânea de régua é uma função que envolve características geométricas e hidráulicas da seção de medições e do trecho do curso d’água considerado. é necessário o conhecimento do comportamento dos parâmetros geométricos e hidráulicos nesses intervalos de cotas. Para tanto. onde: b Q vazão líquida. determinadas para o local. Se o conjunto de pontos de medição apresentar uma curvatura. A equação que melhor expressa esta relação é do tipo: Q = a. o valor de ho é positivo. elaborada a partir dos resultados das medições hidrométricas e apoiada na análise dos parâmetros do escoamento. onde o trecho a extrapolar se ajusta a partir da equação da reta: log Q = log(a) + b ⋅ log(h − ho ) No caso de se constatar graficamente um alinhamento dos pontos. O termo extrapolar significa complementar o traçado da função Q(h) para os intervalos de leituras observadas em que as descargas não foram medidas. h ho leitura de régua correspondente à vazão Q. As medições devem ser plotadas em papel di-log. procura-se determinar o valor de ho que retifica a curva.

A função Q = f A R pode então ser representada por uma reta que passa pela origem. “Hidrologia Curva-Chave . como referência de consulta (ver “REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS”). também disponível em meio magnético. no ítem “PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA”. pode ser prolongada até o valor do fator geométrico correspondente à cota máxima observada. apresenta-se o manual do programa GRAFCHAV. A Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial da CPRM gentilmente cedeu uma versão preliminar do programa. os dois termos da equação variam muito pouco. onde: fator geométrico. Além disto. Este programa foi desenvolvido pelo Laboratório de Hidrologia da COPPE/UFRJ num convênio com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais . ( ) Sugere-se a publicação do Ministério das Minas e Energia MME/DNAEE.fórmula de Chézy separada nos fatores geométrico e de declividade: Q = C ⋅ A⋅ R ⋅ I Q A R Q A R =C I .1989”. podendo ser considerados constantes. C I Nos limites da aplicação da fórmula de Chézy.CPRM. traçada a partir das medições disponíveis. fator de declividade. . Essa reta.Análise e Traçado .

ou seja. fichas de inspeção das estações fluviométricas. Caso a diferença entre áreas seja superior a 4 vezes. Caso as séries existentes tenham registros inferiores ao mínimo desejado. em m3/s.gov. a verificação.SÉRIES DE VAZÕES MÉDIAS MENSAIS Deverá ser estabelecida para o local do aproveitamento uma série de vazões médias mensais derivada de uma série histórica de um posto localizado no mesmo curso d’água ou na mesma bacia.SIPOT da ELETROBRÁS (www. área de drenagem do posto existente.gov. onde: . Se a distância entre as réguas for muito grande. conforme descrito no final do item "ESTUDOS DE VAZÕES EXTREMAS". como. de forma a permitir a correlação desses níveis com os níveis d’água de postos existentes no mesmo curso d’água. A partir da correlação definida. usinas especializadas em operar em ponta. em m3/s.aneel. alerta-se para o fato de que melhores correlações poderão ser obtidas considerando-se os tempos de concentração de cada uma das seções. limitada à diferença entre áreas de 3 a 4 vezes. vazões de restrição para operação. por correlação direta entre áreas de drenagem. que possui série de dados a partir de 1931. o período crítico do Sistema Interligado Brasileiro. iniciada na fase de Avaliação Expedita. vazão do posto existente. a partir do posto hidrométrico implantado no local. além dos dados básicos como séries de cotas limnimétricas. vazão do local do aproveitamento.br/). também.eletrobras. da existência de séries de descargas consistidas.br). pode-se gerar uma série de níveis d’água diários. As séries históricas deverão possuir pelo menos 25 anos de registro. em km2. A equação de correlação é definida por: Q1 = A1 A2 Q1 Q2 A1 ⋅ Q2 A2 . Em algumas situações. onde: área de drenagem do local do aproveitamento. recomenda-se a elaboração de um estudo de regionalização. um ciclo hidrológico. sejam efetuadas leituras de réguas durante. Recomenda-se. sugere-se a adoção das séries de vazões médias mensais disponíveis no Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro . a série de vazões será gerada aplicando-se a curva-chave do local em estudo. poderá ser necessária a geração de uma série histórica de vazões médias diárias. pelo menos. medições de descargas. sugere-se que. a defasagem no tempo. A correlação entre níveis d’água são equações do tipo: NA1 = a ⋅ NA2 + b . para dúvidas. etc. se possível. compreendendo. para possíveis correlações e extensão dos históricos. Nesta situação. revisão e aprofundamento dos estudos de consistência e homogeneização dos dados fluviométricos. por exemplo: reservatórios com pequena regularização em nível diário. em km2. junto à ANEEL (http://www.

. constantes da reta. nível d’água no posto existente.NA1 NA2 aeb nível d’água no local de interesse. em m. em m.

CURVAS DE DURAÇÃO/PERMANÊNCIA

A curva de permanência relaciona a vazão ou nível d’água de um rio com a sua probabilidade de ocorrerem valores iguais ou superiores. Ela pode ser estabelecida com base em valores diários, semanais ou mensais para todo o período da série histórica disponível, ou ainda, se necessário, para cada mês do ano. Essas curvas permitirão a identificação de valores característicos de níveis ou vazões associados a diferentes probabilidades de permanência no tempo, importantes para estudos de enchimento de reservatórios, operação da usina e, em alguns casos, para o estudo do desvio do rio e estudos energéticos, dentre outros. O procedimento para determinação da curva de permanência deverá ser o empírico, que preconiza o estabelecimento de intervalos de classe de vazões ou níveis d’água. Esses intervalos podem ser definidos de acordo com a magnitude das vazões ou níveis d’água, procurando ter uma quantidade razoável de valores que caiam em cada intervalo. Para o cálculo da amplitude, sugere-se a seguinte equação:
d= Qmax − Qmin (Nc − 1) , onde:

d Qmax

amplitude de cada intervalo, em m3/s; vazão máxima da série, em m3/s;

Qmin vazão mínima da série, em m3/s; Nc número de intervalos de classe, calculado por:

Nc = 1 + 3,3 ⋅ ln(n )
n ln número de dados da amostra; logaritmo natural. Definida a amplitude, a freqüência, f i , de cada classe é obtida contando o número de vazões da série que caem no intervalo. Acumulando os valores de f i no sentido da maior vazão para a menor, obtêm-se os valores d i de permanência. A probabilidade, Pi, em porcentagem, de uma vazão Q ser igual ou maior que Qi é:

Pi =

di ⋅ 100 , onde: Nv
é o número total de valores, ou,

Nv

∑f

i

.

Do resultado deste procedimento é elaborada uma curva relacionando a vazão, em m3/s, com o tempo, em %, conforme pode se observar na Figura 1.

DESCARGAS DIÁRIAS MÉDIAS (m3/s)

Qmédia Q50

CURVA DE FREQUÊNCIA ACUMULADA OU CURVA DE PERMANÊNCIA

Q95

25

50 TEMPO (%)

75

95

100

Figura 1 - Curva de Permanência de Vazões no Tempo Desta curva podem ser obtidos os valores de permanência de vazões no tempo. Dentre estes, destacam-se as seguintes vazões características: Q(5%), Q(50%), Q(90%) e Q(95%). • Regionalização da curva de permanência

No caso da impossibilidade da geração de série de vazões para o local do aproveitamento, sejam diárias ou mensais, sugere-se a regionalização dos valores característicos de porcentagem do tempo, a partir de postos situados no mesmo curso d’água ou em bacias circunvizinhas hidrologicamente homogêneas, conforme metodologia descrita ao final do item "ESTUDOS DE VAZÕES EXTREMAS".

ESTUDOS DE VAZÕES EXTREMAS

Os estudos de vazões extremas devem ser realizados conforme a disponibilidade de dados na bacia e na região do aproveitamento. Desta forma, existirão duas possibilidades de ocorrência: o local dispõe de uma série de vazões médias diárias ou o local não dispõe de dados diários. Na eventualidade do aproveitamento se situar no segundo caso, os eventos extremos poderão ser gerados a partir de: regionalização através de valores extremos calculados para bacias circunvizinhas ou utilização de hidrograma sintético do Soil Conservation Service. Aproveitamento Dispõe de Série de Vazões Médias Diárias A análise de freqüência de cheias tem como objetivo estabelecer a relação entre os valores de vazões máximas e os tempos de retorno ou de recorrência a elas associados. Esta análise baseia-se no exame probabilístico dos máximos registros fluviométricos anuais. Desta forma, a cada ano está associado um máximo anual resultando num conjunto { y1, y2, ..., yn }, que pode ser interpretado como sendo uma amostra de variável aleatória Y, máxima vazão anual.
1 Assim, o problema será o de determinar o valor de xT tal que P[Y > xT] = T , onde xT é a vazão correspondente a um período de retorno em anos (T). Para tanto, é necessário ajustar uma distribuição de probabilidades à amostra {y1, y2, ..., yn}, o que permitirá a definição de xT, para qualquer T.

• Seleção da Distribuição de Probabilidades Para a definição das cheias de projeto, serão utilizadas duas distribuições: exponencial de dois parâmetros (estimada pelo método dos momentos), sempre que a assimetria da amostra for superior a 1,5, e Gumbel (extremos do tipo I), para assimetrias amostrais inferiores a 1,5. • Estimação dos Quantis Seja X uma variável aleatória da qual se tem n observações. Define-se:
x= 1 n ⋅ ∑ xi n i =1

n 2⎤ ⎡ 1 s=⎢ ⋅ ∑ xi − x ⎥ ⎣ n − 1 i =1 ⎦

(

)

0,5

⎛ n ⎜ ∑ ( x i − x) 3 n ⋅ ⎜ i =1 3 g= (n − 1) ⋅ (n − 2 ) ⎜ s ⎜ ⎝

⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠

como estimadores da média, desvio-padrão e assimetria, respectivamente. O quantil de projeto xT, para as duas distribuições, associado ao período de retorno T, e 1 P (Y ≤ xT ) = 1 − P(Y > xT ) = 1 − portanto com a probabilidade (p) de não ser excedido de T é calculado através das seguintes equações: exponencial de dois parâmetros:
⎛1⎞ xT = x o − β ⋅ ln⋅ ⎜ ⎟ ⎝ T ⎠ , onde:

xo = x − s
β=s

x o e β são os parâmetros da distribuição. Gumbel:

⎛ ⎛ 1 ⎞⎞⎞ ⎛ xT = μ − α ⋅ ⎜ ln⋅ ⎜ − ln⋅ ⎜1 − ⎟ ⎟ ⎟ ⎟ ⎜ ⎜ ⎝ T ⎠ ⎠ ⎟ , onde: ⎠ ⎝ ⎝
α = 0,78 ⋅ s

μ = x − 0,577 ⋅ α

α e μ são os parâmetros da distribuição.
• Roteiro de Cálculo

De posse da série de vazões médias diárias, seleciona-se o maior valor ocorrido anualmente. Da série estabelecida de máximos anuais calcula-se a média, o desvio-padrão e assimetria. Da análise do valor da assimetria escolhe-se a distribuição, Gumbel ou Exponencial, e definem-se as vazões de projeto. O Anexo 1 apresenta o manual do programa QMáximas, acompanhado de um exemplo numérico, desenvolvido em ambiente Windows e também disponível em meio magnético. Aproveitamento Não Dispõe de Série de Vazões Médias Diárias

Regionalização dos Valores Extremos Em virtude da escassez de dados no local/bacia de interesse, por vezes, opta-se por

adotar uma curva regional que abranja os valores extremos, ou outros de interesse, tais como vazões médias, Q(95%), Q(50%), etc., calculados em bacias circunvizinhas ou em postos situados na mesma bacia, e transferir, a partir dessa curva, os valores de vazões extremas ou de interesse para o local em estudo. A partir de valores estimados de vazões para locais onde existam dados, determinam-se as curvas de regressão dessas variáveis, relacionadas com as respectivas áreas de drenagem. As curvas encontradas são definidas por expressão do tipo:

q t = a ⋅ ( A) , onde:
b

aeb qt

coeficientes; vazão específica, em l/s.km2;

t A

vazão para o tempo de recorrência (T) ou de interesse, tais como vazões médias, Q (95%), Q(50%), etc.;

área de drenagem de cada local/posto, em km2. A análise da qualidade do ajuste da correlação calculada se dará pela avaliação do coeficiente de determinação, r2. Este coeficiente indica o grau de ajuste entre a variável dependente, vazão, com a independente, área de drenagem. Quanto mais próximo for o valor de r2 da unidade, melhor será o grau de ajustamento dos pontos à curva definida. Para consulta, sugere-se a publicação da ELETROBRÁS - “Metodologia para Regionalização de Vazões - 1985”. No ítem “PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA” apresenta-se o programa REGIONALIZAÇÃO, desenvolvido em ambiente Windows e também disponível em meio magnético, com exemplo de aplicação prática. • Hidrograma Sintético Triangular

Caso o aproveitamento esteja inserido em uma bacia que não dispõe de dados ou que os mesmos sejam escassos e exista dificuldade em se conseguirem dados de bacias circunvizinhas, os eventos extremos podem ser calculados a partir da aplicação de um hidrograma sintético. Hidrograma é o gráfico que relaciona a vazão com o tempo, ou seja, a partir de um volume de água precipitado (chuva) pode-se conhecer o volume de água escoado superficialmente (vazão) no tempo. O Soil Conservation Service, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, apresentou uma formulação que define um hidrograma sintético, de forma triangular, com inclinação tal que a área do hidrograma corresponda ao deflúvio (volume escoado superficialmente) da bacia. A Figura 1, a seguir, apresenta a forma do hidrograma unitário triangular (HUT), bem como os parâmetros que o caracterizam.

tc tp ta tb qp D A

tempo de concentração da bacia, em horas; tempo de retardamento da bacia ou tempo decorrido entre o centro de gravidade da chuva até o pico do HUT, em horas; tempo de ascensão do HUT, em horas; tempo de base ou duração do HUT, em horas; vazão máxima ou pico do HUT, em m3/s.mm; duração da chuva unitária, em horas; área da bacia, em km2.

Como na maioria dos casos a chuva é definida em um local ou posto, deve-se distribuí-la uniformemente por toda a bacia. Para o seu cálculo, sugere-se a adoção das equações de chuvas intensas definidas pelo Engo Otto Pfafstetter em seu livro “Chuvas Intensas no Brasil”. A transformação da chuva pontual em distribuída é possível através da aplicação da seguinte expressão: P = Po . (1-W. log _A_ ) Ao onde: P Po A Ao W chuva distribuída, em mm; chuva pontual, em mm; área da bacia em estudo, em km2; área da bacia, em km2, para a qual se tem P = Po; fator de correlação.

De modo geral, Ao = 25 km2 e W, segundo Taborga, para o Brasil é igual a 0,10. Efetuando-se as devidas substituições, a equação pode ser assim reescrita:

A⎞ ⎛ P = Po ⋅ ⎜1 − 0,10 ⋅ log ⎟ 25 ⎠ ⎝

Definida a chuva distribuída, é necessária a caracterização da capacidade de infiltração do solo, da cobertura vegetal e do tipo de ocupação da bacia onde se insere o aproveitamento em estudo. Este parâmetro é definido por:
⎞ ⎛ 1000 S = 25,4 ⋅ ⎜ − 10 ⎟ ⎠ , onde: ⎝ CN

S CN

retenção potencial do solo, em mm; complexo solo-vegetação, ou “curve number”, função do tipo de ocupação da bacia, cujos valores são tabelados.

Para a construção do hidrograma, falta definir a precipitação efetiva, que representa a parcela da chuva que gera o escoamento superficial. A precipitação efetiva, Pe, é função da chuva distribuída e do valor de S e é definida pela seguinte equação:

(P − 0,2 ⋅ S )2 Pe =
P + 0,8 ⋅ S
Pe = 0,0

para P > 0,2.S para P < 0,2.S

⎯⎯⎯⎯⎯→

No Anexo 1 apresenta-se o programa HUT, desenvolvido em ambiente Windows e também disponível em meio magnético, com exemplo de aplicação prática.

RISCO

Uma vez definidas as vazões de cheias associadas a diversos tempos de recorrência (T), deverão ser avaliados os riscos a serem adotados nos projetos das obras de desvio e do vertedouro da PCH. Os riscos podem ser calculados por:
1⎞ ⎛ r = 1 − ⎜1 − ⎟ ⎝ T ⎠ , onde:
n

r T

probabilidade ou risco de ocorrência, pelo menos uma vez, da cheia adotada; tempo de recorrência, em anos; tempo de duração da obra, em anos.

n

As Tabelas 1 e 2, a seguir, apresentam os valores recomendados a serem adotados para tempos de recorrência e riscos. Tabela 1 – Desvio do Rio durante a Construção

Tempo de Recorrência (T – anos) 10 20 25 50

Duração da Obra ( n – anos) 1 2 1 2

Risco (r - %) 10 10 4 4

Caso

Geral Geral Perigo de danos sérios a jusante Perigo de danos sérios a jusante

Tabela 2 – Projeto das Estruturas EXTRAVASORAS Tempo de recorrência (T – anos) 500 1.000 10.000 Vida Útil da Usina ( n – anos) 50 50 50 Risco (r - %) 9,5 4,9 0,5 Caso

Geral Perigo de sérios danos materiais a jusante Perigo de danos humanos a jusante.

Em geral, recomenda-se a adoção do tempo de recorrência de 500 anos para o caso de estruturas galgáveis, ou seja, de concreto. Para outras situações, como por exemplo barragem de terra, admite-se um tempo de recorrência maior, ou seja, de 1.000 anos, no mínimo.

VAZÕES MÍNIMAS
A vazão mínima a jusante deve ser definida a partir de estudos ambientais, principalmente nas PCHS que adotem arranjos do tipo derivação, ou seja, com desvios das vazões naturais através de canal, túnel ou conduto para uma Casa de Força a jusante do local do barramento, reduzindo substancialmente o afluxo de água no trecho de rio compreendido entre essas duas estruturas. Como balizamento, poderá ser adotado o menor valor entre 50% da vazão de 95% de permanência no tempo e 80% da vazão de abastecimento, Q7,10, que representa a menor média em sete dias consecutivos com recorrência de 10 anos. Seu valor definitivo deverá ser definido com os órgãos ambientais envolvidos, a partir de critérios estabelecidos caso a caso.

No ítem “PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA” apresenta-se o programa para cálculo das vazões mínimas Q7,10 desenvolvido em ambiente Windows e disponível em meio magnético. Este programa foi desenvolvido pela Divisão de Hidrologia da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM, que gentilmente cedeu uma primeira versão do programa. Além disto, recomenda-se como bibliografia a publicação “Quantificação de Vazão em Pequenas Bacias com Carência de Dados Fluviométricos” de Geraldo Lopes da Silveira, tese de doutorado, IPH/UFRS, 1997.

pode-se estimar a descarga sólida de fundo como sendo de 10 a 20% do valor da descarga sólida total. os aspectos sedimentológicos se revestem de grande importância. de modo geral. Deverá se buscar. devido à desaceleração da corrente líquida ocasionada pela presença do reservatório. corresponde ao . • Análise dos dados sedimentométricos Os dados coletados e os resultados das medições de descarga sólida realizadas no local do aproveitamento deverão ser objeto de uma criteriosa análise. em m3/s. em t/dia. normalmente medidos no país. Q ST . Os diversos valores da descarga sólida total deverão ser plotados em papel di-log. onde: Q ST aen Q descarga sólida total. sempre que possível. Numa avaliação preliminar. o que também pode ser feito em planilha EXCEL. uma vez que este processo se inicia nas suas bordas reduzindo o já pequeno volume d’água existente. Essa equação permitirá obter uma série de valores de descarga sólida a partir da série de vazões líquidas obtidas no estudo hidrológico. Desta forma. o ajuste de duas curvas. É de primordial importância a consideração da descarga sólida do leito nos pequenos reservatórios. os reservatórios têm. a fim de que seja possível a caracterização do comportamento hidráulico e sedimentológico do curso d’água. é necessária a determinação da descarga de fundo ou do material do leito para ser somada à descarga em suspensão e obter-se a descarga sólida total. de maior granulometria. não sendo suficientemente adequados para a avaliação do assoreamento de pequenos reservatórios. constantes. vazão líquida. pouco volume e. em t/dia. Os dados sedimentométricos.AVALIAÇÃO SEDIMENTOLÓGICA Em PCH. sendo uma para a faixa de estiagem e outra para períodos de cheias. A equação que melhor representa este ajuste é do tipo: Q ST = a ⋅ Q n . A construção de um barramento sempre altera o equilíbrio hidráulico-sedimentológico de um curso d’água. pequena capacidade de regularização. permanecendo no lago o sedimento grosso. como areia. conseqüentemente. se referem à descarga em suspensão. dando início a um processo de assoreamento. O valor médio anual. Assim. uma vez que a maior parte da descarga em suspensão sai pelas estruturas extravasoras e/ou circuito hidráulico de geração. no caso da inexistência de dados.

quando houver. Na bibliografia consultada existem duas versões da curva.avaliação da sobrelevação do nível d’água provocada pela deposição de sedimentos. eficiência de retenção. adimensional. ao local em estudo. peso específico aparente. quando comparados com o volume total do reservatório. que fornece a eficiência de saída de sedimento do reservatório. Esta análise deverá permitir a estimativa do aporte anual de sólidos. indicada no final deste item. O deflúvio sólido anual. no caso de pequenos reservatórios. deverão ser desenvolvidos estudos para avaliação da deposição de sedimentos no reservatório e da sua vida útil. bem como a evolução do depósito no volume útil. A presente curva foi obtida de Morris/Fan (1997). será necessário verificar o tempo de assoreamento até a soleira da tomada d’água. DST . Figura 1. estando disponível nos manuais de inventário. . • Estudo de vida útil do reservatório A partir da caracterização do transporte sólido. delta. o que necessita cuidados. e. onde: S DST volume de sedimentos. viabilidade e projeto básico da Eletrobrás. em t/m3. Quando esta estimativa indicar valores excessivos. . é obtido multiplicando-se Q ST pelo número de dias do ano. deverão ser previstos estudos de: . O volume de assoreamento em um ano pode ser calculado pela seguinte expressão: S= D ST ⋅ E r γ ap . em t/ano.valor a ser adotado para avaliação do assoreamento. através da distribuição de sedimentos. ou seja: D ST = QST ⋅ 365 Outras formas de cálculo devem ser verificadas na bibliografia especializada disponível. em t/ano. no local de transição do regime fluvial para de reservatório. Para cursos d’água com significativa produção de sedimentos ou. Para pequeno reservatório utiliza-se a curva de Churchill. Er γ ap A eficiência de retenção pode ser obtida da curva de Brune para reservatórios de médio e grande portes.vida útil do reservatório. . em m3/ano.controle da produção de sedimentos pela bacia de drenagem ao local do aproveitamento. deflúvio sólido médio.

no. bem como as coordenadas. O peso específico aparente do sedimento depositado pode ser calculado de acordo com a orientação da bibliografia no ítem “REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS” ou arbitrado entre 1.Strand (1974) e Vanoni (1977). em m.retenção V2 = T Velocidade. L Entrando na curva de Churchill com o valor numérico acima.de. tem-se a % de sedimento que sai do reservatório. Figura 1 . Por diferença de 100% obtêm-se a eficiência de retenção que deve ser expressa em fração. comprimento do reservatório. 1977) . vazão média afluente. para depósitos argiloso-siltosos a arenosos. IS. onde: IS VT Q índice de sedimentação. em m3/s. As curvas apresentadas por ICOLD (1989) e Annandale (1987) têm dados de entrada diferentes.reservatório Q 2 L . A curva apresentada na Figura 1 utiliza-se pelo cálculo do Índice de Sedimentação.1 a 1. em m3.média. pela seguinte expressão: IS = Período.5 t/m3.Retenção de sedimentos no reservatório de acordo com Churchill (Vanoni. volume total do reservatório.

utiliza-se a seguinte expressão: T= VT S . para diversos tempos de recorrência. conforme os riscos de inundação para montante que se pretenda avaliar. tais como desarenador e/ou outros dispositivos. volume total de sedimentos. operando-se adequadamente o descarregador.O valor de DST deverá ser multiplicado por dois. • Controle de sedimentos Normalmente. • Sobrelevação do nível d’água por formação de delta Para o cálculo da sobrelevação do nível d’água. no extremo montante do reservatório. deve-se procurar ver a taxa de aumento de transporte de sedimentos no curso d’água através de curvas de massa (consultar Carvalho. 1994). O controle do aumento do delta. Caso se disponha de dados sedimentométricos de cinco anos ou mais. se os solos da bacia estiverem sujeitos à agricultura ou a outras ações antrópicas. onde: T VT tempo de assoreamento. Para o cálculo do tempo de assoreamento. deverá ser feito através de dragagens. em m3. mesmo com o assoreamento do reservatório preservar-se-á a tomada d’água. principalmente em épocas chuvosas. Caso o valor seja inferior deverão ser adotadas medidas preventivas de controle de sedimentos ou alterações no arranjo geral do barramento. em anos. em m3/ano. volume total do reservatório. referência “Design of Small Dams” Bureau of Reclamation. Poderá ser também necessária a previsão de custos de operação adicionais para dragagem de material depositado junto à tomada d’água. Esse controle abrange desde o planejamento do plantio de vegetação ciliar para proteção das margens do reservatório e contenção do transporte lateral de sedimentos pelas enxurradas. ou seja. até projetos especiais de obras de engenharia. deverão ser seguidos os procedimentos clássicos para determinação da linha de remanso. visando a proteção dos equipamentos contra abrasão. caso se espere um aumento do transporte de sedimentos com o tempo. ou vida útil do reservatório. S É recomendável que a vida útil do reservatório seja pelo menos igual à vida útil do empreendimento. a formação do reservatório exige um estudo adequado do controle de sedimentos. As pequenas barragens devem dispor de descarregador de fundo posicionado próximo à tomada d’água. . Previsão para programas de controle de erosão na bacia contribuinte é também desejável. Desta forma.

.1994”.Legislação Aplicável incluindo o Processo de Licenciamento.Levantamentos e Estudos. em nível de relatórios simplificados ou em nível de EIA (Estudo de Impacto Ambiental). . a critério do órgão ambiental licenciador.Introdução. caracterizando os tipos de estudos que devem ser realizados. Sugere-se para consulta o livro “Hidrossedimentologia Prática . . Os dados sobre a geologia. máquinas e estruturas. hidrologia. . provocando abrasão. devem ser repassados à equipe de meio ambiente para utilização nos estudos. sedimentologia. com levantamentos e análises a partir das quais se pode decidir pela continuação ou não do projeto. conforme Resolução CONAMA 237/97. AMBIENTAIS Os estudos ambientais são detalhadamente apresentados no ítem “ESTUDOS AMBIENTAIS” destas Diretrizes e abrangem.Se a usina tiver túnel ou canal de adução até a casa de força é necessário ter um desarenador adequadamente posicionado para eliminação das areias que poderiam obstruir parcialmente o canal ou afetar as turbinas. bem como sobre o arranjo geral das obras.Estudos Preliminares.Custos Ambientais. . de Newton de Oliveira Carvalho. basicamente: .

o que não é raro. contempla um barramento. contendo vertedouro e tomada d’água. é constituído por canal ou conduto. • Locais sem Queda Natural Localizada Nesses locais. em função do desnível. deve . Entre esses dois trechos prevê-se. Os impactos ambientais (ver “ESTUDOS AMBIENTAIS”) devem ser mínimos. em princípio. • os impactos relativos à fauna e à flora. incorporada ao barramento e à casa de força. é condicionado. da mesma forma. posicionada longe do barramento. convencional.ARRANJO E TIPO DAS ESTRUTURAS ALTERNATIVAS O arranjo das estruturas. uma câmara de carga e/ou chaminé de equilíbrio. basicamente. os condutos forçados e a casa de força ficam longe do barramento. ser menor que 3 km2 (Resolução 395 da ANEEL de 04/12/98) . dois tipos de arranjo. podem ser também estudadas. tem-se. A jusante do(s) conduto(s) forçado (s) posicionam-se a casa de força e o canal de fuga. A adução é feita através de uma estrutura de tomada d’água. um arranjo compacto com as estruturas alinhadas e com a casa de força localizada no pé da barragem. • Locais com Queda Natural Localizada Nesses locais. O trecho de baixa pressão. Em função desses aspectos. pelos aspectos topográficos. o arranjo. locais e regionais. a montante da queda. aquelas nas quais a estrutura da tomada d’água. destaca-se que as características ambientais do local são também importantes na definição do arranjo geral do aproveitamento. Outras alternativas de arranjo geral que pareçam atrativas. como. onde o desnível é criado pela própria barragem. geológicos e geotécnicos do sítio. • a vazão residual (ou sanitária) mínima a ser liberada para jusante. para não inviabilizar o empreendimento. em uma das ombreiras. quase sempre. devem ser criteriosamente avaliados. normalmente. em qualquer aproveitamento hidrelétrico. O circuito hidráulico de adução. em função dos aspectos topográficos e geológico-geotécnicos locais. por exemplo. é composto por dois trechos. normalmente. em qualquer alternativa. A casa de força fica. num ponto qualquer do reservatório. Especial atenção deve ser dedicada aos seguintes pontos: • a área de inundação. em função de aspectos geomorfológicos da bacia (rio com meandros) . Além desses. os quais são descritos a seguir. do tipo e comprimento da adução. O trecho de alta pressão é constituído por conduto(s) forçado(s). basicamente. sendo um de baixa pressão e outro de alta pressão. tem-se. deverá.

a localização da subestação. são utilizadas barragens de terra. geológicos e geotécnicos do local. sem controle de comportas. sempre externa. varia em função dos aspectos topográficos.ser cuidadosamente avaliada. • Tipo de Circuito de Adução: tomada d’água. as barragens são de terra. Se o capeamento é pouco espesso. A experiência na elaboração de estudos dessa natureza. do canteiro de obras e acampamento. nos quais os arranjos prevêem a casa de força a jusante do barramento. será definido em função das particularidades de cada sítio e de cada arranjo e. Nos locais onde o capeamento de solo é espesso. normalmente. mistas ou de enrocamento. • Tipo de Vertedouro/Dissipação de Energia O vertedouro é. pode-se utilizar uma barragem com seção mista ou de enrocamento. deve-se definir o tipo das estruturas componentes. áreas de bota-fora. • Outras Estruturas Deverão ser definidos ainda. sobre o perfil e sobre o maciço rochoso do fundo do rio. com relevo suavemente ondulado. ainda. para cada arranjo alternativo. como detalhado mais adiante no item VERTEDOURO. Sempre que possível. normalmente. enrocamento ou de concreto. Após a definição das alternativas de arranjo geral. . são suficientes para a completa definição do arranjo geral final do aproveitamento. • Tipo de Barragem O tipo de barragem. no máximo. se for o caso. da mesma forma. em função do balanceamento de materiais disponibilidade de rocha. e os acessos à obra definitivos/existentes. Por exemplo. em cada caso. de terra. também em função dos aspectos topográficos. das características dos equipamentos eletromecânicos. demonstra que duas ou três alternativas. O circuito de adução típico das PCHS varia. incorporado ao barramento. normalmente com seção homogênea. seja das escavações obrigatórias ou de pedreiras. A necessidade de chaminé será apresentada em detalhes no item “CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO” • Tipo de Casa de Força O tipo de casa de força. com a qualidade requerida pelo Setor Elétrico. condutos forçados ou túnel. canal ou tubulação de baixa pressão. em “V”. em função da legislação e das características de cada aproveitamento. um perfil tipo “Creager”. A dissipação da energia do escoamento vertente é feita. em função da disponibilidade de materiais de construção e das condições de fundação em cada local. das áreas de empréstimo. devem ser utilizadas barragens de concreto. abrigada (“indoor”) ou desabrigada (“outdoor”). Este aspecto é particularmente importante no caso dos aproveitamentos de derivação. geológicos e geotécnicos. Em planícies amplas. a solução em canal é a mais econômica. nos vales muito encaixados. a jusante da estrutura.

. As estimativas de custos serão elaboradas. Cabe registrar que os custos unitários dos principais serviços das obras civis deverão ser levantados ou compostos. com base nos quantitativos levantados. contendo plantas e cortes típicos.Nessa fase. de acordo com osprocedimentos recomendados do Setor Elétrico. O dimensionamento mais preciso deverá ser realizado após a seleção da alternativa final a ser detalhada (PROJETOS DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS). as estruturas deverão ser apenas pré-dimensionadas para efeito da realização dos estudos de alternativas. Todas as planilhas deverão ser elaboradas de acordo com o modelo do Orçamento Padrão da ELETROBRÁS (OPE). plantas de situação e de interferências. de acordo com os critérios definidos no item "CUSTOS". em função da realidade local e das particularidades de cada aproveitamento. Os custos dos equipamentos deverão ser pesquisados no mercado. no item “CUSTOS”. CUSTOS A metodologia e os critérios para as estimativas de custos. apresentado em “ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS-OPE”destas Diretrizes na forma de planilha eletrônica e disponibilizadas na versão em CD-ROM. através de consultas aos fabricantes. em detalhes. Os estudos de alternativas deverão ser registrados em desenhos simplificados. estão apresentados. suficientes para a plena compreensão dos estudos e para o levantamento de quantidades.

indicado em estudos anteriores de inventário ou nos estudos apresentados à ANEEL quando do pedido de registro dos estudos para projeto básico da PCH.operação otimizada. porém Interligadas. o despacho dessas usinas é centralizado . Portanto. poderão ser dimensionadas . Estas usinas.abril de 1997. sugere-se que seja seguida.ESTUDOS ECONÔMICO-ENERGÉTICOS CONSIDERAÇÕES INICIAIS Os estudos de dimensionamento econômico-energético de uma PCH são desenvolvidos durante a fase de Projeto Básico. Usinas Não integradas. inclusive. a operação otimizada do Sistema Interligado garante. os Estudos de Inventário poderão ser feitos de forma simplificada. energia essa definida por ocasião do Edital de Licitação da outorga da Concessão. Neste caso. se desenvolvem Estudos de Inventário Hidrelétrico da bacia hidrográfica. Para trechos de rio ou sub-bacias que apresentem apenas possibilidades de aproveitamento de seus potenciais hidrenergéticos através de PCHS. Usinas de potência menor ou igual a 30 MW. teoricamente um maior aproveitamento do potencial hidrelétrico local. o ONS garante. segundo a Resolução ANEEL no 393. ou seja. sendo esses benefícios de enrgia firme calculados para o período crítico do Sistema Interligado. portanto. uma avaliação expedita de sua viabilidade. As usinas integradas. ao empreendedor do projeto. a critério do Operador Nacional do Sistema . de acordo com a legislação vigente. ou seja. o dimensionamento energético e o arranjo físico. a fim de fornecer subsídios à tomada de decisão de possíveis investidores para o aprofundamento dos estudos em uma determinada sub-bacia. estas Diretrizes abordarão o dimensionamento econômico-energético da PCH.ONS estão sujeitas às suas regras de operação. nestas situações hidrológicas desfavoráveis. contemplando. para garantir o atendimento a um mercado que. Em contrapartida. uma Energia Assegurada durante todo o seu período de concessão. Em fase antecedente a essa. de 04/12/98. Este tipo de empreendimento pode ser dividido em dois grupos: o que operará integrado ao Sistema Interligado brasileiro e o que atenderá a um mercado isolado. não estão sujeitas às regras de operação do ONS . Será definida a melhor alternativa de localização do eixo da barragem. como as PCHs. a menos que o empreendedor faça um acordo operativo com o Distribuidor/Comercializador local. para o dimensionamento e a avaliação da viabilidade técnico-econômica. Em contrapartida. em períodos hidrologicamente desfavoráveis estas usinas não teriam a possibilidade de usufruir do benefício da interligação elétrica com o Sistema . pois existem diversidades hidrológicas entre as diversas bacias hidrográficas que compõem o Sistema Interligado.a operação otimizada. mesmo que estejam eletricamente conectadas ao Sistema Interligado. não fica assegurada ao empreendedor nenhuma geração complementar à efetivamente gerada no empreendimento. Quando a PCH for um empreendimento que operará de forma interligada. a metodologia definida na publicação “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos” ELETROBRÁS / DNAEE . poderá ser superior à geração efetiva da usina. são consideradas Usinas Não Integradas. objetivando a otimização do aproveitamento energético (comprovação da viabilidade técnico-econômica e ambiental do empreendimento). Desta forma. Em outras palavras. quando são avaliadas sua factibilidade e atratividade para os possíveis investidores deste tipo de empreendimento. o dimensionamento ótimo do aproveitamento deve ter por base os benefícios incrementais de energia firme de correntes da sua entrada em operação. cujo objetivo principal é o de avaliar o potencial energético dela e a sua economicidade.

em sendo a energia da PCH totalmente utilizada para deslocamento da energia térmica já existente. No sistema brasileiro. a energia comercializável com garantia de atendimento a um determinado mercado) poderá ser aquela garantida por 95% do tempo em simulação da operação da usina com o histórico de vazões definido para o local. ou seja. se beneficiar da operação otimizada. admitir que a diferença entre a energia firme da usina. porém existindo. muitas vezes o período crítico a que se refere esta definição deverá ser o da própria bacia. O dimensionamento econômico-energético de uma PCH passa pela identificação e quantificação dos benefícios energéticos. Para aquelas que operarão de forma isolada sugere-se a metodologia descrita no item "DIMENSIONAMENTO ENERGÉTICO E ECONÔMICO SOB A ÓTICA ISOLADA". calculada como se fosse uma Usina Integrada. com o histórico de vazões definido para o local do aproveitamento. a energia firme comercializável poderá ser a média da energia produzida pela PCH em simulação com todo o histórico das vazões existentes. B) Bacia Isolada com Complementação Térmica . usinastermelétricas.neste caso. a menos que o empreendedor consiga negociar um acordo operativo com o Distribuidor/Comercializador local para. .Define-se como Bacia Isolada a bacia hidrográfica onde se insere a PCH para atender a um mercado isolado.ótimo isolado. valorização desses benefícios e comparação com alternativas equivalentes disponíveis. C) Para Sistemas Isolados . é o valor médio de energia que a usina é capaz de gerar ao longo do período crítico do Sistema.a energia firme (ou melhor. B) Para Bacia Isolada com Complementação Térmica . e o efetivamente gerado.é definida pela sua contribuição para a energia firme do Sistema.Define-se como Sistema Isolado um sistema composto por usinas hidrelétricas e termelétricas. de alguma forma. também para atendimento ao mercado local isolado. são três os benefícios energéticos considerados em um aproveitamento hidrelétrico. ao qual ela está inserida. o que lhe garantiria o suprimento adicional ao efetivamente gerado em situações hidrologicamente desfavoráveis no local do empreendimento ou. DIMENSIONAMENTO ENERGÉTICO E ECONÔMICO SOB A ÓTICA ISOLADA As PCHs que operarão de forma isolada do Sistema Elétrico Interligado brasileiro podem ser subdivididas em três grupos: A) Bacia Isolada . seria contratado no mercado SPOT a preços a serm cenarizados nos estudos econômico-energéticos. C) Sistemas Isolados .Define-se como sendo Bacia Isolada com Complementação Térmica o mesmo caso anterior. A obtenção dos benefícios energéticos é realizada através da simulação da operação da usina.como se fossem usinas elétricamente isoladas . • Energia Firme A) Para Bacias Isoladas . de forma individualizada. porém isolados do Sistema Interligado brasileiro. operando em conjunto. Como está se tratando de Sistemas Isolados. de outra forma.

Vida Útil do Aproveitamento (anos). são: Custo de Referência da Energia .representa a capacidade máxima de geração de potência do aproveitamento. disponível nos anos de hidrologia favorável. utiliza-se o conceito de vida útil econômica (50 anos para as usinas hidrelétricas). os parâmetros econômicos necessários. • Parâmetros econômicos A partir da avaliação dos benefícios energéticos. incluindo estudos. ou seja.CRES (US$/MWh). no decorrer das análises. os custos de referência representam os custos marginais de substituição dos benefícios advindos com a implementação de uma nova fonte de geração. construção e operação. • Energia Secundária . Taxa de desconto (%). no âmbito do planejamento da expansão do Setor Elétrico e nos estudos de dimensionamento sob o ponto de vista do ótimo. o mercado atendido estaria sendo abastecido pela Energia(Comercializável) produzida pela PCH com garantia de atendimento de 95%. se for o caso. • • • • • No enfoque atual de dimensionamento. .CRE (US$/MWh). No caso de Sistemas Hidrotérmicos com Bacias Isoladas. Assim sendo. utiliza-se a capacidade de ponta garantida em 95% do tempo para a simulação da usina com o histórico de vazões disponível. permitindo a operação em complementação do parque termelétrico do sistema local. representam os parâmetros de valorização econômica dos benefícios energéticos avaliados ao longo da vida útil do projeto em análise. ou seja.Nessa situação. o ganho de energia secundária pode ser valorizado através do custo médio de geração térmica (US$/MWh) ou através do custo de geração de cada fonte térmica cuja variação de geração esperada possa seridentificada nos resultados das simulações com e sem o projeto em pauta. • Capacidade de Ponta Garantida . é necessário convertê-los em valores econômicos. para que se possa aplicar a metodologia de análise do custo/benefício incremental. que é superior ao período mínimo de concessão proposto pela Lei 9074/95 para as concessões outorgadas por licitação pública. estar-se-ia garantindo o atendimento ao mercado com risco de falhade 5%. em relação à energia firme/comercializável. • Vida útil do aproveitamento Na análise econômica dos aproveitamentos.CRP (US$/MW/ano). Normalmente.nos casos de Bacias Isoladas e Sistemas Isolados representa o excesso de geração de energia. Custo de Referência da Energia Secundária . Para os Sistemas Isolados. com conseqüente redução dos gastos com combustível nas termelétricas. Custo de Referência da Ponta . os benefícios advindos do projeto serão valorizados pelo custo da geração térmica substituída ou pelo custo da interligação desse Sistema ao Sistema Interligado brasileiro. que é de 35 anos renováveis.

em função do valor adotado. o valor de referência tradicional que vinha sendo utilizado era de 10% ao ano. as condições de concorrência perfeita não existem e a determinação da taxa de desconto a ser utilizada no Setor tem se constituído em matéria bastante controvertida. tendem a ser penalizados com taxas altas que. é a realização de análises de sensibilidade das alternativas para variações no valor da taxa de desconto. No que tange ao dimensionamento ótimo. projetos de longa maturação. acabam por beneficiar projetos termelétricos. direcionando a política de expansão do sistema de um extremo ao outro. como as hidrelétricas.• Taxa de desconto Pode-se demonstrar que a taxa de desconto deverá coincidir com o custo de oportunidade do capital na situação de um mercado de capitais em equilíbrio. A taxa atualmente adotada é de 12% ao ano. . No caso do Setor Elétrico brasileiro. o mais adequado. cuja maturação é mais rápida. ou seja. ao se compararem custos e benefícios decorrentes de variações incrementais em determinados parâmetros. no entanto. Em situações reais. ao contrário. A influência da taxa de desconto é tão importante que pode condicionar totalmente o processo decisório. aferindo-se as soluções face às possíveis alterações conjunturais que possam pressionar bastante o custo de oportunidade para captação de recursos.

custos anuais de operação e manutenção da usina. portanto. da potência instalada e. o principal problema consiste na otimização. dos principais parâmetros de dimensionamento energético. . o NA máximo normal de operação de um aproveitamento hidrelétrico deverá crescer até que os benefícios energéticos . conseqüentemente. . da depleção máxima ou volume útil do reservatório. não pode ser mais alterado. dentre as quais pode-se citar: .Namáx. . supondo que os demais já tenham sido resolvidos.rendimento . eles são tratados separadamente devido à grande complexidade do problema global. Desta maneira. é possível tratar-se adequadamente cada um dos problemas mencionados. sob o ponto de vista técnico e econômico. uma vez realizada a obra. incluindo os programas de controle ambiental. Os aspectos ambientais deverão ser cuidadosamente analisados. A partir de um esquema geral predefinido. • Determinação do nível d'água máximo normal de operação do reservatório . Tendo em vista que já se tem uma primeira estimativa das características da usina.perda . Esta decisão afeta a capacidade total de armazenamento e. embora compatível com a economicidade a curto prazo. médio do conjunto turbina-gerador. do dimensionamento da queda de projeto da turbina. de turbina. Sob o ponto de vista puramente econômico-energético. . já que. Embora estes problemas estejam interrelacionados. o problema consiste no refinamento da escolha da altura final do nível d'água máximo normal do reservatório. para cada alternativa a ser estudada. A elaboração destes estudos exige o conhecimento de informações. face às interfaces do empreendimento com o meio ambiente .curva da cota do canal de fuga x descarga (curva-chave). Está ligada a um aspecto físico do projeto. em especial na definição dos níveis de operação e da depleção máxima do reservatório. levando em consideração as restrições ambientais e de custos. o nível de regularização do rio.série histórica de vazões no local do aproveitamento.curva cota x área x volume do reservatório.estimativa do custo total da obra. caso a caso. . incluindo os programas ambientais mitigadores e/ou compensatórios. sua definição deve garantir o melhor uso dos recursos naturais da bacia dentro de uma perspectiva de médio e longo prazos.tipo de carga no circuito hidráulico de geração.DIMENSIONAMENTO DOS PARÂMETROS FÍSICO-OPERATIVOS DO PROJETO No projeto de uma PCH.

. sejam superados pelos custos correspondentes. Ao volume d'água acumulado entre esses níveis mínimo e máximo chama-se volume útil do reservatório e o volume abaixo do nível mínimo normal chama-se volume morto. ou ainda. . portanto. de projeto. o que vai caracterizar o nível mínimo normal desse reservatório. Estes estudos englobam a análise e determinação dos seguintes parâmetros. isto devido ao valor da água no reservatório e a uma variação sempre negativa na potência garantida para a usina. Esse aumento de energia firme pode resultar de dois efeitos: aumento da vazão média no período crítico. Pode-se dizer que o aumento da depleção conduz a uma variação de energia firme. ou seja.número de unidades a serem instaladas e. Entretanto. - tipo de turbina. quando proporcionar uma variação da energia firme negativa. e a redução dos vertimentos. pela capacidade maior de reter picos de cheias que possam ocorrer no período crítico. o uso do maior volume de um reservatório reduz seu nível médio e. a potência unitária. máxima e mínima. pelo acréscimo de volume útil ao volume escoado pelo rio. obviamente não deve ser considerada.potência a instalar na usina. Quando proporcionar uma variação de energia firme positiva. tem-se por conseqüência o nível d'água máximo normal. com o aumento da depleção máxima permitida e do volume útil. portanto. a um limite de utilização de seu volume quando operado dentro do Sistema Interligado. Geralmente. Deve-se então escolher a depleção máxima a ser utilizada. às vezes positiva e às vezes negativa. Determinação da depleção máxima ou volume útil do reservatório • Com a definição da capacidade máxima do reservatório.incrementais. se o tempo de enchimento do volume morto (aquele abaixo do NA mínimo normal) for muito grande. isto é. Este estudo é feito para os casos de PCH com regularização. . enquanto for verdadeira a seguinte . A redução da queda diminui os ganhos de energia proporcionados pelo aumento de vazão regularizada e ainda conduz a uma perda de potência máxima da usina. maior será a energia firme do sistema. mantidos constantes os demais fatores. quanto maior for a depleção de qualquer reservatório. devidamente convertidos em valores econômicos. só deve ser considerada enquanto o valor econômico dos benefícios energéticos incrementais suplantar os custos incrementais correspondentes. sua queda líquida. A redução do NA mínimo normal. conseqüentemente.quedas de referência. A máxima depleção operativa de um reservatório deve corresponder ao limite econômico de depleção. implica possível necessidade de reforço nas estruturas de adução e.máxima depleção operativa do reservatório. para cada Namáx estudado: . ou se verifique algum impedimento de ordem técnica ou ambiental.

pode-se adotar como valor inicial aquele definido nos estudos de inventário hidrelétrico da bacia ou na avaliação do potencial hidrelétrico do local em estudo. devido à redução do NA mínimo normal (MW ano). CRE + DPG. geradores. circuito hidráulico de adução. Por exemplo. em uma dada época. através de uma análise incremental na faixa de variação determinada. através do turbinamento de vazões que. isto é. Para o dimensionamento dos NAs máximo normal e mínimo normal. onde se procura maximizar os benefícios para esse sistema. seriam vertidas. DES. escolhendo-se o NA máximo normal que maximize os benefícios. aumentam os benefícios energéticos. nas simulações da operação da usina. relacionados com o aumento do bloco da casa de força (área de montagem. transformadores e transmissão). devido à redução do NA mínimo normal (MW ano). ponta garantida e energia secundária. DEG.CRES > DC onde: DEG DPG DES variação incremental de energia garantida / firme. Os custos de referência são aqueles previstos para a época de entrada em operação da usina. devido à redução do NA mínimo normal (MW). • Definição da potência instalada A definição do nível de motorização de uma PCH a ser inserida no Sistema. variação incremental de energia secundária. deve-se aumentar a motorização de uma usina enquanto o valor econômico dos benefícios energéticos incrementais suplantar os custos incrementais correspondentes. CRES DC custo de referência de energia secundária (US$/MWh). Incorre-se também em um aumento de custos. enquanto for verdadeira a expressão abaixo: . Definidos os NAs mínimos normais para cada NA máximo normal e quantificados os benefícios correspondentes. variação incremental dos custos do aproveitamento. devido à redução do NA mínimo normal (US$/ano). Ao se elevar o valor da potência instalada de um aproveitamento hidrelétrico. CRE custo de referência de dimensionamento de energia (US$/MWh).expressão: 8760. conforme definidos anteriormente.CRP + 8760. esses são comparados economicamente. deve-se adotar. CRP custo de referência de dimensionamento de ponta (US$/MW/ano). uma potência instalada que não seja restritiva para a operação do aproveitamento. resulta de uma análise econômica. variação incremental de potência garantida. turbinas. equipamentos auxiliares eletro-mecânicos. Desta forma. para potências menores. decorrentes da motorização em pauta.

a água deve ser valorizada ao máximo.8760. 95% TEMPO (%) Figura 1 . quando existe água em abundância no sistema. . pois. Há. Entende-se por queda de referência. fornece a potência máxima do gerador. uma diferença. se faz o chamado "Casamento Turbina-Gerador". a turbina limita a potência máxima da usina e para quedas acima a potência fica limitada pelo gerador. de um modo geral. em simulação para todo o histórico de vazões. são realizadas simulações da operação da usina. conceitualmente. como anteriormente definidos. em 95% do tempo.CRES > ΔC onde ΔEG. correspondem agora a incrementos de potência instalada. em períodos hidrológicos desfavoráveis. flexibilidade não existente nos outros parâmetros. ΔEG. e ΔC passa a ser a variação incremental dos custos do aproveitamento devido ao aumento de potência instalada. Nota-se que. a turbina deve ser capaz de fornecer a potência nominal do gerador (Figura 1). a eficiência se torna importante. ΔES. A queda de referência é dimensionada para a permanência de 95% do tempo na curva de distribuição de quedas da usina. a queda líquida para a qual a turbina. a alta eficiência da turbina não é fundamental. ou seja. nessa situação. quatro parâmetros básicos são determinados: queda de referência. pode-se deixar provisão para instalação futura de unidades geradoras adicionais. em US$/ano. do nível do reservatório e do nível do canal de fuga. Essa queda varia com a operação da usina. pois. pois. A queda líquida disponível em uma usina hidrelétrica depende dos níveis d'água a montante e a jusante da usina. Href.. Durante o período de vazões altas. de projeto. Através dela. • Dimensionamento das quedas da turbina Uma vez determinado o NA máximo normal e o deplecionamento ótimo do reservatório. entretanto. o dimensionamento da potência instalada é igual ao dos outros parâmetros já apresentados. Para o projeto das turbinas de uma usina hidrelétrica. QUEDA (m) Href.CRP + 8760. máxima e mínima.Permanência de Queda no Tempo A queda de referência é também chamada de queda líquida nominal. Entretanto. CRE + ΔPG. A Figura 2 ilustra esta situação. visando obter os valores característicos de quedas que são usados no dimensionamento das turbinas. com abertura total do distribuidor. Este critério considera que. ΔPG e ΔES. para quedas abaixo dela.

PELTON: α=1/2.Casamento Turbina-Gerador Por queda de projeto entende-se ser aquela para a qual o rendimento daturbina é máximo. ou seja. α+1=3/2 KAPLAN: α=1/5.Q/Qn= (H/Hn)α H Hn H P/P n= (H/H n) α+1 Hn Turbina Limitando a Potência H Gerador Limitando a Potência FRANCIS. . obtida dasimulação da operação desta para o histórico de vazões naturais conhecido(Figura 3). a moda da distribuição de quedas da usina.α+1=6/5 Figura 2 . A queda de projeto é dimensionada como a queda maisfreqüente.

e a obtida pela diferença entre o nível máximo do reservatório e o nível do canal de fuga para a cheia de projeto do vertedouro menos as perdas hidráulicas do circuito de geração. Por queda mínima operativa entende-se a menor queda entre a obtida pela diferença entre o nível mínimo de montante e o nível do canal de fuga (sem vertimento. . elétrica e civil. recomenda-se que seja reunida uma equipe multidisciplinar de planejamento. admitindo todas as unidades operando a plena carga. o número de unidades. A queda máxima operativa é aquela obtida pela diferença entre o nível máximo normal de operação do reservatório e o nível do canal de fuga com uma unidade operando a plena carga. • flexibilidade operativa. engenharia. conseqüentemente.Distribuição de Quedas de uma Usina As quedas de referência e de projeto devem ser determinadas considerando o sistema de referência de médio prazo . com o objetivo de se determinar uma potência unitária que atenda aos interesses das áreas envolvidas. • Determinação do tipo de turbina e do número de unidades geradoras Para determinação do tipo de turbina ver item “TURBINAS HIDRÁULICAS” É difícil estabelecer um procedimento geral que permita determinar a potência unitária dos grupos geradores e. No entanto. • proporção entre a capacidade unitária e as dimensões do sistema elétrico. sem vertimento. • custos de construção (função das dimensões das unidades e da Casa de Força). para debater pontos relativos a: • reserva de geração.PROBABILIDADES (QUEDAS) . As quedas máximas e mínimas operativas devem ser determinadas tanto para a época de entrada em operação da usina como para o horizonte de médio prazo. subtraídas as perdas hidráulicas do circuito de geração. • limites físicos do arranjo. valendo sempre a pior condição.planejamento de 15 anos.% CURVA DE FREQUÊNCIA DE QUEDAS QUEDA DE PROJETO QUEDA (m) Figura 3 . com todas as unidades operando com abertura total do distribuidor e subtraídas as perdas hidráulicas do circuito de geração).

porém. deve-se alertar para o fato de que rios com forte sazonalidade hidrológica podem conduzir a uma perda de geração da energia firme importante. Este critério visa aproveitar as vazões baixas do rio para geração de energia. . É comum o projetista/empreendedor de PCH ficar tentado à opção do menor número de unidades e muito freqüentemente a duas.• principalmente a sua capacidade de engolimento mínimo. e • outros. tendo em vista que esse é o período em que a energia é mais valorizada. Dependendo de cada tipo de turbina a ser utilizada na PCH. deverá ser avaliado o engolimento mínimo (abaixo do qual a máquina deve ser desligada) de cada uma das unidades. de forma a se compatibilizar esta capacidade de engolimento com as vazões de estiagem do curso d’água em estudo.

possibilitar a alimentação da tomada d’água. . No caso de locais de baixa queda. a barragem tem também a função de criar o desnível necessário à produção da energia desejada. preferencialmente. . em seção homogênea em solo.de concreto.PROJETO DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS OBRAS CIVIS BARRAGEM A barragem é a estrutura que tem a função de represar a água.de terra.de enrocamento. visando. convencional ou compactado a rolo (CCR).CAPÍTULO 7 . A prática atual em projetos de aproveitamentos hidrelétricos tem adotado. os seguintes tipos de barragem: . com a elevação do nível d’água do rio. em seção tipo gravidade. .

períodos chuvosos e secos. O regime hidrológico da região. além dos aspectos anteriormente citados. de acordo com as recomendações para Preparo e Tratamento das Fundações apresentadas. e onde existam áreas de empréstimo de materiais argilosos/arenosos suficientes para a construção do maciço compactado. por exemplo. . Seções Típicas Como citado anteriormente. . neste capítulo. devem ser observadas as recomendações contidas no ítem “Estudos Geológicos e Geotécnicos”. visando-se reduzir o volume da barragem. nos vales pouco encaixados. quando situada fora do corpo da barragem. Em regiões com alto índice de pluviosidade. Essa estrutura. se houver. a disponibilidade de materiais naturais de construção e o processo construtivo a ser utilizado. considerando-se. Destaca-se que. visando facilitar o transporte de materiais. deverá possuir as seguintes características: . no que diz respeito à utilização dos materiais terrosos provenientes das escavações exigidas para a execução da obra. e das fundações das estruturas de concreto. No projeto. Correntes com alta velocidade junto ao talude da barragem no contato com o vertedouro devem ser evitadas. Adequabilidade do Local Um local considerado adequado para implantação de uma barragem de terra. . são aspectos que devem ser bem caracterizados. como. esse tipo de barragem é apropriado para locais onde a topografia se apresente suavemente ondulada.o eixo deve ser posicionado no local mais estreito do rio. como. por exemplo. o tipo de barragem é escolhido em função das características topográficas e geológico-geotécnicas do sítio.BARRAGEM DE TERRA Considerações Sobre o Tipo Como descrito anteriormente no ítem “Arranjos e Tipo das Estruturas”. no projeto. nas ombreiras. etc. visando-se minimizar escorregamentos. como a Amazônica. mais adiante. deve ser obrigatoriamente analisado o balanceamento de materiais. o que é desejável.as margens do reservatório devem ser estáveis. facilita as condições de contorno do escoamento de aproximação. a intensidade das chuvas. .as fundações devem ter resistência e estanqueidade suficientes. ainda. A correta utilização das condições topográficas na definição do posicionamento do vertedouro é importante. as do canal de adução.áreas de empréstimo e pedreiras localizadas em cotas superiores às da barragem. a baixa produtividade dos trabalhos de compactação afeta os prazos e custos do empreendimento.

• Inclinação dos Taludes A inclinação dos taludes da barragem é caracterizada pelo coeficiente de inclinação “m”. porém a estabilidade dos taludes deverá ser verificada para os casos correntes de carregamento (“Final de Construção”. da ELETROBRÁS /DNAEE). os valores da borda livre constam da tabela 1. da altura da barragem e do material da fundação. a seção da barragem deve ser mista (terraenrocamento). o qual corresponde ao nível que ocorrerá por ocasião da passagem da descarga de projeto pelo vertedouro (ver “VERTEDOURO”). A tabela 2 apresenta os valores usuais para os casos nos quais o material de fundação não condiciona a estabilidade do talude (as fundações são mais resistentes que os maciços compactados das barragens). a largura mínima da crista deverá ser de 3.Engineering and Design Manual EM 1110-2-1902” . a largura mínima será de 6. por exemplo.0 m.0 m. tem-se utilizado barragens com seções homogêneas em solo e de enrocamento. a borda livre deve ser estimada utilizando-se os critérios do USBR (Saville / Bertram). certamente. Esse coeficiente depende do tipo de barragem. esses cálculos poderão ser realizados de forma simplificada.Stability of Earth and Rockfill Dams (Instruções para Estudos de Viabilidade. encontrados em diversos livros de Mecânica dos Solos. Para barragem com altura menor que 10 m. Caso o balanceamento de materiais mostre que existe volume de rocha excedente. utilizando-se. da extensão (L) da superfície do reservatório (“fetch”).Em função desses aspectos. a metodologia consagrada de cálculo. Dimensões Básicas • Largura da Crista (a) Para todas os tipos de barragem de terra. medida perpendicularmente ao eixo da barragem. • Largura da Base da Barragem (b) . cujos detalhes típicos são apresentados nas Figura 1 deste ítem e Figura 1 do ítem “BARRAGEM DE ENROCAMENTO” .April 1970 . Ainda em função da altura da barragem. do “US Corps of Engineers . do material empregado. utilizando-se os tradicionais Ábacos de Estabilidade de Talude de Morgestern e Price. denominada “borda livre”. A borda livre é função da profundidade da água junto à barragem. Para barragens com alturas maiores que 10 m podem ser utilizados os mesmos coeficientes (inclinações). Para barragem com altura maior que 10 m. “Operação Normal” e “Esvaziamento Rápido”). e dependendo de cada caso. Se a barragem for utilizada como estrada. • Cota da Crista A cota da crista da barragem é fixada considerando-se uma folga. uma vez que. e do vento que sopra sobre a superfície da água. acima da elevação do NA máximo normal de operação do reservatório. que indica quantas vezes a projeção horizontal é maior que a projeção vertical. como especificado no ítem “Estradas de Acesso”. significará economia para o empreendimento.

00 0. Tabela 1 .00 1.30 5.00 1.50 1.25 1.00 < P ≤ 10.00 1.00 1.00 1. (**) Na cota do NA máximo TABELA 2 .25 3.00 Extensão do Espelho d’Água do Reservatório (**) .00 6.00 1.00 1.25 5.35 (*) Para barragem com altura > 10 m a borda livre deve ser estimada utilizando-se os critérios do USBR (Saville / Bertram).00 2. m2 = inclinação do talude de jusante. onde: a = largura da crista da barragem (m).35 1.05 3.H (m) (**) H ≤ 5.ALTURA DA BORDA LIVRE (m).00 2.L (km) 0.20 1. como citado anteriormente.00 2.00 2. PARA BARRAGENS COM ALTURA ≤ 10 m (*) Profundidade da Água Junto à Barragem (m) P ≤ 6. utilizando-se a fórmula: b = a + (m1 + m2) H.25 3.40 .00 < H ≤ 10.75 2.00 2.25 1.25 2.15 1.75 2. m1 = inclinação do talude de montante.00 1.A largura da base (b) é calculada em função da geometria da barragem.00 2.00 1.05 1.00 1.00 1.15 4.INCLINAÇÃO DOS TALUDES (*) Material do Corpo da Barragem SOLOS ARGILOSOS Talude Montante (m1) Jusante (m2) SOLOS ARENOSOS Montante (m1) Jusante (m2) AREIAS E CASCALHOS Montante (m1) Jusante (m2) PEDRAS DE (Barragens de enrocamento) MÃO Montante (m1) Jusante (m2) Altura da Barragem .50 1.50 1. H = altura da barragem (m).75 2.

a pavimento flexível m2 1 H m1 h 1 aterro compactado proteção com grama filtro vertical aterro compactado dreno de pé tapete drenante det.00 m1H a m2H 0.3hm2 5. 3 det. desde que a estabilidade da barragem seja verificada.(*) Valores usuais considerando-se que o material de fundação não condiciona a estabilidade do talude (casos nos quais as fundações são mais resistentes que os maciços compactados das barragens).00 BARRAGEM HOMOGÊNEA (H>10m) Figura 1-b Detalhes Construtivos Principais • Preparo da Fundação e das Ombreiras . 1 5. como descrito no item "ESTUDOS BÁSICOS . como citado anteriormente.As recomendações deste item são decorrentes do tipo de fundação. 2 borda livre NA máx. Para as barragens de enrocamento convencionais (como apresentado mais adiante) os taludes devem ter.65 (H). (**) Para barragens com altura > 10 m podem ser usadas as mesmas inclinações dos taludes para as barragens de terra. a pavimento flexível m2 1 H m1 h 1 aterro compactado 0.00 BARRAGEM HOMOGÊNEA (H[10m) Figura 1-a borda livre NA máx. 3 5. det. uma inclinação de 1(V) : 1. no mínimo.3hm2 5.00 m1H a m2H 0.3h proteção com grama det. .GEOLÓGICOS E GEOTÉNICOS".

fora do canteiro de obras e do futuro reservatório. a seguir. -. deverá ser limpa.0 m para montante e para jusante. como descrito a seguir: -. eventuais surgências de água na fundação (olho d’água) deverão ser convenientemente tratadas. aterro compactado 1. deverá ser prevista uma trincheira de vedação.5 1 h b B=b+3h filtro de areia até o pé do talude de jusante nota: b>=3m DETALHE 1 . constatado nos ensaios realizados durante a execução das sondagens.Após a regularização do terreno. A compactação deverá consistir de 10 (dez) passadas do trator de esteiras por toda a área da fundação.TRINCHEIRA EM FUNDAÇÃO MUITO PERMEÁVEL Figura 3 . .5 1 material mais impermeável 1. o terreno deverá ser regularizado e compactado com trator de esteira. o destocamento e a remoção de terra vegetal até a profundidade que for necessária.00 NA estabilizado camadas compactadas da barragem tubo de concreto ou cerâmica (manilha) abertura do olho d`água infiltração fundação TRATAMENTO DE OLHO D`ÁGUA NA FUNDAÇÃO Figura 2 .quando o aterro. ou do núcleo central no caso de seção mista.instalar tubos de concreto ou cerâmica na posição vertical sobre a surgência. e registrar a altura que o nível d’água alcança no interior do tubo.. em torno do tubo. incluindo o desmatamento. cujos detalhes e dimensões são mostrados na Figura 3 a seguir. atingir o nível da brita. deverá ser lançada pasta de cimento sobre a brita até cobrir o seu nível. incluindo as ombreiras.A área sob a barragem. O detalhe dessa instalação é apresentado na Figura 2. com diâmetro superior ao olho d’água. O material removido deverá ser transportado para área de “bota-fora”. lançamento da pasta de cimento nível de lançamento da brita (final) 1.Se a fundação for mais permeável que o aterro da barragem. .Após a limpeza. -. mais uma faixa de 5.0 m acima do nível d’água estabilizado.preencher o tubo com brita até pelo menos 1.

m1 1 transição (brita) areia aterro compactado 0. Os detalhes dessa proteção são mostrados na Figura 5.• Lançamento. Essa proteção deverá ser executada acompanhando o alteamento do aterro. a proteção deverá ser executada até a elevação correspondente. • Proteção dos Taludes das Barragens O talude de montante das barragens de terra homogêneas deverá ser protegido contra a ação de ondas e contra a variação do nível d’água do reservatório (se houver). o talude deverá ser protegido. rocha proveniente das escavações obrigatórias ou cascalho. rebocado por trator de esteiras.20 pedra de mão (enrocamento) 0. cujas dimensões mínimas são mostradas no detalhe apresentado na 4.Nos locais onde não for possível o acesso desses equipamentos.20 nota: dimensões em metro DETALHE 2 . A proteção deverá ser igual a do talude de montante até uma altura mínima de h/3.PROTEÇÃO DO TALUDE DE MONTANTE Figura 4 O talude de jusante deverá ser protegido contra a flutuação do nível d’água de jusante (se houver) e contra a ação de chuvas. escavação obrigatória ou da central de britagem). Espalhamento e Compactação .40 0. através do plantio de grama. a compactação deverá ser realizada utilizando-se placas vibratórias (sapos mecânicos) ou manualmente. a seguir. em camadas de 20 cm de espessura. Acima dessa altura. sendo h a profundidade de água do reservatório. Se o NA de jusante ultrapassar essa altura.A compactação deverá ser realizada através de 6 (seis) passadas de rolo compactador de 4 toneladas. a qual poderá variar de acordo com o material disponível (proveniente de pedreira. se disponível na região. sempre que possível. . medida normalmente ao talude. por apiloamento. As faixas compactadas paralelas deverão ter uma superposição mínima de 20% da largura da faixa. Evidentemente. com trator de esteira equipado com lâmina ou motoniveladora. . o diâmetro de cada material deverá ser menor que a espessura da camada. A proteção deverá ser executada com materiais granulares.O material da barragem deverá ser lançado com caminhão basculante e espalhado. .

no mínimo. Poderá ser adicionada água à mistura. O trabalho deverá estar finalizado até 60 minutos após o lançamento. .PROTEÇÃO DO TALUDE DE JUSANTE Figura 5 Caso não existam materiais granulares em abundância na região. A mistura de cimento com o solo deverá ser realizada em betoneiras ou no próprio local.20 nota: dimensões em metro DETALHE 3 . Areia Grossa/Fina Solo Arenoso Solo Argiloso 6 a 9 % em peso 7 a 9 % em peso 10 a 12 % em peso O método de execução deverá acompanhar o alteamento do aterro da barragem. com 1. Após o lançamento.grama transição (brita) areia filtro de areia pedra de mão (enrocamento) 0. Tabela 3 DOSAGEM DO SOLO-CIMENTO MATERIAL DO ATERRO TEOR DE CIMENTO Cascalho. a camada de solo-cimento deverá ser compactada com.3h mínimo 0.40 0. obedecendo à dosagem especificada na Tabela 3. Durante a elevação do aterro. apresenta os detalhes da proteção e do alteamento de solo-cimento. a seguir. medido normal ao talude. deverão ser tomados cuidados com a umidade adequada para a cura das camadas executadas anteriormente. para melhorar a trabalhabilidade.0 m de espessura. o talude de montante deverá ser protegido com uma camada de solo-cimento. a seguir. O talude de jusante deverá ser protegido como especificado anteriormente.20 0. 4 passadas do equipamento de compactação. se necessário. A Figura 6.

20 linha de escavação do talude para junção das camadas nota: dimensões em metro 1.00 m1 1 aterro compactado talude da barragem camadas de proteção de solo-cimento camadas compactadas da barragem 0.camada de solo-cimento 1.00 SEQUÊNCIA DE ALTEAMENTO Figura 6 .

possibilidade de utilização direta do material.BARRAGEM DE ENROCAMENTO Considerações Sobre o Tipo Esse tipo de barragem.a largura do vale. . visando facilitar o transporte de materiais. sejam os mesmos provenientes da escavação das fundações das outras estruturas ou das pedreiras.as fundações e as ombreiras devem ser resistentes e estanques. visando-se reduzir o volume da barragem. Adequabilidade do Local Um local considerado adequado para a implantação de uma barragem de enrocamento deverá possuir as seguintes características: . com espaldares de rocha e núcleo impermeável. Normalmente é necessário desmontar 100 m3 de rocha para cada 130 m3 lançado no corpo da barragem. As pedreiras devem estar localizadas preferencialmente em cotas superiores às da área de construção da barragem. onde existam condições adequadas de fundações e pedreiras facilmente exploráveis a custo competitivo e/ou excesso de escavações obrigatórias em rocha. na cota da crista da barragem. é apropriado para os vales medianamente encaixados em regiões rochosas. deve ser a mais estreita no trecho aproveitável do rio.disponibilidade de material rochoso em quantidade suficiente. nas quais o capeamento de solo muitas vezes não existe ou é pouco espesso. Seções Típicas 1Barragens de Enrocamento Convencional A seção típica recomendada para as barragens de enrocamento convencional é apresentada na Figura 1 a seguir. A inexistência de áreas de empréstimo de solos argilosos torna antieconômica a adoção de barragem de terra nesses locais. . . . .facilidade de construção e de acessos.

no processo executivo. Para os dois tipos.00 det. . diferindo.PROTEÇÃO INTERNA DO CORPO DA BARRAGEM DE ENROCAMENTO Figura 2 2- Barragens de Enrocamento Vertedouras As seções típicas recomendadas para as barragens de enrocamento vertedouras são dos tipos I e II.0 m.5 1 m2 1 enrocamento (pedra de mão) areia 0. 0. A execução da proteção deverá ser realizada concomitantemente ao alteamento da zona impermeável. m1 H 1 h enrocamento 0.a a .50 transição (brita) 0. 4 NA máx.5H m2H BARRAGEM DE ENROCAMENTO CONVENCIONAL Figura 1 O talude a jusante do núcleo impermeável da barragem de enrocamento convencional deverá ser protegido como indicado na Figura 2.2.5H m1H a 0. As seções são semelhantes. apenas. Os detalhes típicos são mostrados nas Figuras 3 e 4.5 enrocamento m2 1 0.5 núcleo 1 impermeável 1 0. visando evitar a fuga do material impermeável através dos vazios dos materiais granulares do espaldar de jusante.75h mínimo nota: dimensões em metro DETALHE 4 . o tirante d’água máximo sobre a crista da barragem deve ser inferior a 1.50 0.75h trincheira (eventual) 0.

Esse material é constituído por mistura de pedra. O dimensionamento da estabilidade das pedras é apresentado no item 2 . menos permeável. A crista e o talude de jusante devem ser protegidos com pedras de diâmetro suficiente para suportar a velocidade do fluxo. lança-se inicialmente um cordão parte central. a largura mínima será de 6.Vertedouro.0 m. lançam-se dois cordões de rocha (pioneiros) inicialmente. A parte central deve ser construída com material menos permeável.0 m tirante d`água sobre a crista crista da barragem (máx.Alturas < 3. selecionadas e arrumadas NA variável trincheira (eventual) cordão central área de limpeza Figura 4 d) Dimensões Básicas • Largura da Crista (a) A largura da crista mínima deverá ser de 3. como especificado no ítem “Estradas de Acesso”. = 1.0 m < Alturas ≤ 8. proveniente da pedreira.0 m tirante d`água sobre a crista (máx. = 1. visando cortar o fluxo e possibilitar o enchimento do reservatório. Se a barragem for utilizada como estrada. crista da barragem vedação central última camada. brita.3. Tipo I . • Cota da Crista . com pedra selecionada e embricada trincheira (eventual) área de limpeza cordões pioneiros de pedras lançadas Figura 3 Tipo II . areia e pó de pedra/solo.00m) NA máx.0 m.Na barragem Tipo I. não selecionado. Na barragem Tipo II.00m) brita (próximo dos taludes do cordão) pedras maiores.

. No caso da barragem ser construída a seco. .1. deverão ter uma espessura mínima igual a 2D. deverão ser removidos o solo coluvionar e o material solto. incluindo a camada de vedação.Após a limpeza. • Largura da Base e Dimensões dos Cordões Pioneiros A largura da base e as dimensões dos cordões pioneiros.O preparo das fundações da barragem e de uma faixa de 5.Nas margens ou ombreiras. a inclinação do talude de montante. pode alcançar 1:3 (vertical : horizontal).O corpo dos prismas deve ter mais 50% de pedras com tamanho superior a 20 cm.Caso o material da fundação seja mais permeável que o material vedante da parte central da barragem. O talude de jusante deve possuir uma inclinação mínima igual a 1:8 (vertical : horizontal). é calculada com base na geometria da barragem. • Inclinação dos Taludes A inclinação dos taludes da barragem de enrocamento convencional está indicada na Tabela 2. O material removido deverá ser transportado para locais de bota-fora pré-determinados.0 m. As . pelo menos.A cota da crista da barragem deve ser igual à elevação do NA normal do reservatório. tanto para o tipo I como para o tipo II. consiste na limpeza. como exposto anteriormente para a barragem de terra. como indicado anteriormente para a barragem de terra (Figura 3). a montante e a jusante. a inclinação do talude de montante deve ser igual a 1:2 (vertical : horizontal). Detalhes Construtivos Principais • Preparo da Fundação e das Ombreiras . sendo D o diâmetro mínimo da pedra calculado segundo a metodologia apresentada no item VERTEDOURO. incluindo o desmatamento. No caso da barragem do tipo II ser construída em água corrente. fora do canteiro de obras e do futuro reservatório. Espalhamento e Compactação . Deverão ser dadas 10 passadas por toda a área da fundação e no trecho das ombreiras com inclinação acessível ao trator. . indicadas nas Figuras 7. • Lançamento. principalmente o de jusante.9 e 10 para os tipos I e II. o destocamento e a remoção de terra vegetal até uma profundidade de 20 cm na área dos cordões e 50 cm na área central. • Espessura das Camadas Externas As camadas superficiais da crista e dos taludes. deverá ser escavada uma trincheira na fundação. o terreno deverá ser regularizado e a área da base da barragem deverá ser compactada com um trator de esteiras rebocando um rolo compactador de 4 t.

a compactação será feita manualmente (apiloamento). O material deverá ser lançado em camadas de 30 cm e a compactação poderá ser manual. deve ser lançado com caminhões basculante e espalhado com trator de esteiras ou moto-niveladora. ou com placas vibratórias (sapos). areia e pó de pedra/solo.pedras maiores.Vertedouro. . durante o espalhamento. com diâmetro mínimo definido no item 2 . devem ser colocadas nos taludes. sobretudo no de jusante. misturadas com a fração do material .O material do corpo da barragem.O cuidado na colocação deve aumentar do centro do aterro para a parte externa. • Reforço da Crista e dos Taludes da Barragem As últimas camadas da crista e dos taludes deverão ser colocadas de forma cuidadosa.brita. A compactação dessa camada de reforço deverá ser feita por duas passadas de trator de esteira rebocando um rolo compactador com 10 t. ao longo do talude/crista. . areia e pó de pedra/solo. Após a colocação. no mínimo. O material da parte central deve ser proveniente de pedreiras. a compactação da parte externa deverá ser feita em camadas de 60 cm. os vazios deverão ser preenchidos com pedras menores. deverão ser dadas 6 passadas.Na barragem do Tipo II. ou mais. ou seja. No caso de trincheira. sem seleção. . em camadas de 10 a 15 cm de espessura. exceto as camadas finais dos taludes e da crista. As partículas menores devem ser deixadas no centro da seção. . . ou de caminhão carregado. ou caminhões carregados. através de trator de esteiras rebocando um rolo compactador com 10 t. 2 passadas em cada faixa no sentido paralelo ao eixo da barragem. a parte central deverá ser constituída de pedras com dimensões não superiores a 20 cm. com.Na barragem de enrocamento convencional e na barragem de enrocamento vertedoura do Tipo I. visando reduzir os vazios entre as pedras. contendo a fração de materiais mais finos de brita. do material mais fino e menos permeável. Na parte central.

. caso exista. adota-se uma seção com paramento de montante vertical. O trecho do vertedouro deverá ser rebaixado em altura correspondente à da lâmina d ‘água máxima vertente. . no trecho não vertente. em maciço rochoso pouco fraturado e com boas condições de fundação. não deverá ser muito espessa (£ 2.a largura do vale na crista da barragem deve ser a mais estreita do trecho aproveitável do rio.BARRAGEM DE CONCRETO Considerações Sobre o Tipo A barragem de concreto considerada nestas Diretrizes é a do tipo muro-gravidade. Seção Típica A seção típica recomendada para a barragem de concreto é apresentada na figura 1 a seguir. na maioria dos casos. . O maciço rochoso deve ser pouco fraturado (1 a 3 fraturas/metro). deverá ser construída uma mureta de proteção contra ondas.facilidade de construção e de acessos. à pressão da água do reservatório e à subpressão das águas que se infiltram pelas fundações. .0 m). .facilidade de conseguir cimento em quantidade suficiente na região. em concreto ou em alvenaria de tijolos maciços. Adequabilidade do Local Um local considerado adequado para o projeto de uma barragem de concreto deverá possuir as seguintes características: . Na crista da barragem. Registra-se que. A barragem deverá ser construída em blocos. visando-se reduzir o volume da barragem. entre os quais deverão ser previstas juntas verticais de dilatação vedadas contra vazamentos. em função dos cálculos de estabilidade (ver item Dimensões Básicas mais adiante). visando não onerar o custo da obra com o serviço de remoção da mesma.as fundações e a s ombreiras devem ser resistentes. capaz de resistir. com seu peso próprio. encaixados. A seção da barragem pode incorporar o vertedouro quando as condições topográficas do local dificultarem a concepção de vertedouro lateral. A camada aluvionar na região das fundações.disponibilidade de pedreiras para obtenção da brita e jazidas de areia facilmente exploráveis nas proximidades do local. Esse tipo de barragem é recomendado para vales estreitos.

Denver. Journal of Hydraulic Engineering . mas fraturado. Para barragem com altura maior que 10 m. Dimensões Básicas • Cota da Crista da Barragem Para barragem com altura menor que 10 m. normalmente.30 mureta eventual NA máx.00 0.0 m acima da elevação do NA normal do reservatório. Freeboard Allowances for Waves in Inland Reservoirs. resistente e não fraturado. deve-se protegê-lo com laje de concreto. para amortecer o impacto da escoamento vertente. e COCHRAN A.70 1 superfície do terreno natural b1 b2 b1=0. No 2.10 H Hv 1 0.10H b2=0.70H nota: dimensões em metro B BARRAGEM DE CONCRETO Figura 1 O paramento de jusante da barragem. escava-se uma bacia (tanque) de dissipação a jusante. a cota mínima da crista deverá estar 1. atualmente.1.. Engineering Monograph no 19. deve-se estimar a borda-livre utilizando-se os critérios do USBR . Quando o maciço é resistente. 88. Bureau of Reclamation – USBR. May.50 1. como indicado na Figura 2. O restante da energia é dissipado a jusante por sobre o maciço rochoso. Para barragens com altura maior que 10 m. 1962. A mureta de proteção contra ondas deverá ter uma altura mínima de 30 cm e largura de 20 cm. • Dimensões da Barragem Para barragens com altura menor a 10 m. 1970. no trecho vertente.SAVILLE T. W.ASCE. quando este é são. as dimensões da base são calculadas com base na geometria. a estabilidade da estrutura deverá ser verificada de acordo com os critérios apresentados na publicação United States Department of Interior.00 lâmina vertente NA normal 0. Design Criteria for Concrete Arch and Gravity Dams. é construído com degraus para dissipar parte da energia do escoamento vertente. L. 0. Vol. McCLENDON E. . Quando o maciço é fraturado e pouco resistente.

Se necessário executar furos secundários.Todas as irregularidades da superfície rochosa que formem taludes negativos ou balanços deverão ser eliminadas. a rocha apropriada para fundação.Os trabalhos de escavação só deverão ser dados por concluídos depois que o local estiver limpo e desimpedido de fragmentos de rocha.A escavação deverá ser conduzida de tal forma que a superfície da rocha. normalmente. lama ou detritos de qualquer natureza. Deverá ser removido. que possa suportar o peso da barragem sem deformações. • Tratamento da Fundação .Se o maciço for fraturado. . A limpeza deverá ser executada utilizando-se jato de água/ar. após concluída a escavação. todo e qualquer material terroso ou rocha decomposta. para bota-fora.Deverão ser drenados os olhos d’água porventura encontrados na área da fundação. deverá ser executada uma cortina de injeção de impermeabilização típica. em toda a área. . com furos primários a cada 3 m. através de cunhagem. procurando-se evitar o uso de explosivos. consiste na limpeza. . o espaço deverá ser preenchido com concreto. de pequenos volumes. incluindo o desmatamento e o destocamento. . .O preparo das fundações sob a barragem e de uma faixa de 5.• Distâncias entre as Juntas As juntas entre os blocos da barragem devem estar espaçadas entre si de no máximo 15 m.Para reduzir a subpressão deverá ser executada uma cortina de drenagem típica. Entende-se por rocha apropriada a que apresente boas condições de impermeabilidade. pouco fraturada. uma vez que trata-se. .00 VISTA DE JUSANTE (DISTÂNCIA ENTRE JUNTAS) Figura 2 Detalhes Construtivos Principais • Preparo da Fundação e das Ombreiras .A escavação em rocha será de preferência “a frio”. se apresente bem rugosa e plana. de forma semelhante à apresentada no item “Barragem de Terra”. crista da barragem crista do trecho vertedouro superfície da rocha juntas 15. • Escavação da Fundação .0 m. a montante e a jusante. para evitar fissuras no corpo da estrutura. até ser atingida.

o concreto deverá ser dosado na central de acordo com as especificações anteriormente referidas. em função da resistência a ser obtida. os controles a serem obedecidos. ácidos. lançamento e cura dos concretos). transporte. considera-se que o concreto será produzido na central do canteiro de obras. Esse documento incluirá. em princípio. devem ser observadas as instruções especificadas para tratamento das mesmas na ocasião da retomada da concretagem. A título apenas de informação. . a perda de água de amassamento ou a variação da trabalhabilidade da mistura. Essa central deverá ter capacidade compatível com o volume de concreto previsto e o prazo para execução. durante um período nunca superior a 90 dias. . . . ter partículas sólidas e duráveis. Da central o concreto deverá ser transportado diretamente para o local de aplicação. por qualquer motivo. . em pilhas de no máximo 10 sacos. . procurando-se evitar a segregação dos agregados. O procedimento industrial de fabricação do concreto deverá atender a uma Especificação Técnica (ET) preparada por especialistas no assunto (engenheiro estrutural e tecnologista de concreto). o agregado miúdo (areia) deverá ser proveniente de bancos situados no próprio leito do rio. caso isso seja atrativo economicamente.em f u n ç ã o d a r e a l i d a d e d o l o c a l e d a s necessidades da obra. A data de chegada de cada lote na obra deverá ser rigorosamente controlada. A contaminação por materiais estranhos e misturas com modificação da granulometria deve ser evitada. .a água destinada à preparação do concreto deverá ser limpa e não deverá conter sais.a colocação deverá ser.o cimento deverá ser armazenado na obra de modo adequado. livres de impurezas orgânicas de qualquer natureza e de materiais pulverulentos.• Concretagem das Estruturas Para efeito destas Diretrizes.o lançamento do concreto só deverá ser realizado sobre superfícies previamente preparadas e liberadas. contínua. fabricação. preferencialmente.os agregados deverão ser estocados em pilhas com sistema de drenagem eficiente. visando protegê-lo contra deterioração. os agregados poderão ser adquiridos de empresas comerciais da região.o agregado graúdo (brita) deverá ser proveniente. em galpões fechados e convenientemente ventilados. registra-se que: . para todas as fases do processo (seleção e aceitação dos materiais componentes.os agregados miúdos (areia) e graúdos (brita e/ou cascalho) deverão ser de boa qualidade.a resistência do concreto deverá ser especificada em função do dimensionamento estrutural. quando houver necessidade de juntas de construção. álcalis e substâncias orgânicas. . óleos. . de pedreira ou de cascalheira do leito do rio. .

quando a concretagem for suspensa por período de tempo superior àquele em que se iniciou a pega. a superfície da parte já endurecida deverá ser raspada para retirar a argamassa superficial. essa superfície.a superfície concretada não poderá ser exposta à ação de água de cura antes que tenha endurecido o suficiente.no caso do emprego de vibrador de imersão. para que não seja danificada pelo umedecimento.para unir concreto fresco com outro já endurecido. . .cada bloco da barragem será concretado.os lançamentos serão sucessivos. . de acordo com o detalhe apresentado na figura a seguir.todo concreto deverá ser lançado de uma altura inferior a 2. por faixas de 2. . o material solto e eventuais corpos estranhos. essas juntas de dilatação deverão ser vedadas. até perfazer 1. A localização das juntas de concretagem deverá ser planejada antecipadamente e a concretagem será contínua de junta a junta. para minimizar as perdas de água. deverá ser molhada e conservada assim até a concretagem. cada camada deverá ser concretada e compactada antes que a camada anterior tenha iniciado a pega. . a fim de evitarem-se juntas horizontais. este deverá penetrar na parte superior da camada subjacente.as juntas verticais entre os blocos serão do tipo “junta seca” e deverão ser construídas de modo a permitir absoluta liberdade entre os blocos. paralelas ao eixo. . lavada e limpa com escovas de aço. .5 m de altura.. as superfícies deverão ser deixadas rugosas a fim de se obter sempre uma boa ligação com a camada seguinte.todo concreto deverá ser adensado por vibração. retirando-se toda a nata de cimento. bem como todos os materiais soltos ou estranhos. será caracterizada uma junta de concretagem.0 m de largura.0 m para evitar a segregação de seus componentes. em princípio. e em camadas de 40 cm de espessura.as camadas que forem concluídas num dia de trabalho ou que tiverem sido concretadas pouco antes de se interromperem temporariamente as operações. colocada na mesma concretagem. . . serão limpas logo que a superfície tiver endurecido o suficiente. .

de águas em movimento e de agentes mecânicos. . e deverá ser mantida úmida desde o lançamento até. pelo menos.a desforma só poderá ser iniciada depois de 14 dias.15 nota: dimensões em metro Figura 3 . . . 14 dias após.a superfície do concreto será protegida adequadamente da ação direta do sol e da chuva.as superfícies de concreto destinadas a ficarem aparentes e que não estiverem em contato com fôrmas durante a concretagem deverão ser alisadas enquanto o concreto ainda estiver fresco.fluxo junta de concreto 0.50 material de vedação pré-fabricado junta 0. a água para cura deverá ser potável.

com seção trapezoidal.0 m. para escoamento com o tirante de 1. Vazão de Projeto do Vertedouro O vertedouro deverá ser dimensionado para descarregar a vazão de projeto ( Qmax ) determinada segundo a metodologia apresentada anteriormente no item “Estudos Hidrológicos” Dimensionamento do Vertedouro • Vertedouro em Canal Para o vertedouro em canal.por sobre o próprio corpo da barragem. . como apresentado a seguir. as quais condicionam a definição do arranjo geral das obras e da vazão de projeto do vertedouro.através da combinação dos tipos acima citados. a lâmina d’água máxima ( hmax ) no canal igual a 1.Fixar. . nos projetos de PCH podem ser definidos três tipos básicos de solução para o extravasamento do excesso de água afluente ao local do aproveitamento: . deve-se considerar as características geológico-geotécnicas do local onde o mesmo será implantado. . .0 m. com base na Equação da Continuidade. A seqüência de cálculo a ser utilizada no dimensionamento é descrita a seguir: . em cota elevada em relação ao leito natural do rio. também. com base nas características geotécnicas do material do terreno. inicialmente. que garanta a estabilidade do canal. dependendo do porte da obra. com soleira vertedoura a jusante. a partir.Fixar como cota do fundo do canal extravasor a elevação do NA máximo normal de operação do reservatório. .VERTEDOURO Escolha do Tipo de Vertedouro De forma geral.por um canal lateral. das características geotécnicas do material do terreno. ao longo de toda a extensão da crista ou parte dela. . . da velocidade máxima admissível e da lâmina d’água fixada. a partir da vazão de projeto.Definir a inclinação dos taludes ( m ). A melhor solução dependerá das condições topográficas e geológico-geotécnicas de cada local.Determinar a largura necessária do canal ( b ).Fixar a velocidade máxima admissível no canal ( Vmax ).

Para tanto.mh máx. 1 m h máx. NA máx. Por exemplo.Verificar a hipótese de usar uma largura menor. deverão ser avaliados os tamanhos dos blocos do maciço. admitir-se que os blocos têm aresta de 20 cm. ou se as condições geológico-geotécnicas não sejam favoráveis à execução do canal com tal largura. os quais variam em função do fraturamento. será suficiente verificar se o mesmo conseguirá dissipar a energia do escoamento. Caso a região seja composta por solo deverá ser projetada uma proteção com material rochoso.Verificar o extravasamento por sobre a barragem. para um maciço com 5 fraturas por metro. . porém. ⇒ Dissipação de Energia a Jusante do Canal Confirmada a viabilidade da adoção de canal lateral para extravasar a vazão de projeto.Verificar a viabilidade da execução do canal com a largura necessária calculada. Esses blocos serão estáveis ou não em função da velocidade do escoamento (ver Tabela 2). como a velocidade será maior. . NA normal do reservatório b Figura 1 2 Q max = V max A = V max (bhmax + mhmax ) b= 2 Qmax − V max mhmax Vmax hmax . A altura da soleira pode ser calculada pela expressão a seguir. cujo dimensionamento é apresentado a seguir. comprovadamente a favor da segurança. . Caso a largura do canal seja excessiva. cujo detalhe é apresentado nas figuras 1 e 2 em “TOMADA D’ÁGUA”. . deve-se cogitar soluções alternativas como as descritas a seguir. deve-se revestir o canal com material compatível com a velocidade máxima esperada. Nesse caso. O embricamento dos mesmos significa resistência adicional à erosão de difícil avaliação. Se nessa região for identificada a presença de maciço rochoso fraturado. o que possibilitará diminuir a largura do canal.Verificar a possibilidade de aumentar o tirante d’água máximo fixado. deve-se avaliar os aspectos de dissipação de energia na região de restituição das águas ao leito do rio.

em m. através da expressão: q 2 hc = 3 g . deve também ser calculado para comparação com hsol. Para o dimensionamento da escada de dissipação de energia recomenda-se que o . onde: Q max q= b = igual descarga específica . pode-se determinar: hsol ⎛Q ⎞ = ⎜ max ⎟ ⎝ 1. em (m3/s/m).81 m2/s. pode ser obtido da Tabela 2 apresentada mais adiante. A altura mínima da soleira é adotada igual a 0.7 Os demais parâmetros foram definidos anteriormente. em função da velocidades do escoamento. que deve ser estimada da seguinte forma. O diâmetro dos blocos.p = hmax − hsol . em (m).5 hsol (ver figura 2 em “BARRAGEM DE ENROCAMENTO”). 3/ Q max = Cbh sol 2 . em (m/s). O tirante crítico sobre a soleira (hc ) . Vmax = Qmax Qmax hsol b ou hc ⋅ b .7b ⎠ 2/3 . O comprimento da soleira ( Lsol ) é adotado igual a 2. Desta forma.5 m. onde hmax = tirante da água no canal. O tirante (carga) de água sobre a soleira ( hsol ) deverá ser calculado a partir da expressão a seguir. a partir da expressão anterior. adotando o maior valor de velocidade. Os blocos de rocha para construção da soleira devem ser estáveis quando submetidos à velocidade máxima do escoamento ( Vmax ) por sobre a soleira. para materiais coesivos e granulares. em (m3/s). g = aceleração da gravidade = 9. em (m). que corresponde ao mínimo da energia específica. onde C = coeficiente de vazão = 1.

5 L Lsol. devendo se desenvolver desde o final do canal até a calha do rio. hc h pedra NA rio CORTE A-A . A entrada do canal deve ser afastada da barragem de uma distância da ordem de 1. soleira afogada canal extravasor A escada de pedra A barragem PLANTA Figura 2 NA res. Essa proteção deve acompanhar a topografia do terreno natural. O canal extravasor deve ser construído sempre com baixa declividade. deve ser incluída uma soleira e uma escada dissipadora. As condições de contorno de cada caso podem determinar variações no projeto.comprimento de cada degrau seja no mínimo igual ao dobro da altura do mesmo. Nesse caso. por exemplo. h sol. protegendo o talude da margem contra erosão. Os blocos de rocha podem ser substituídos por gabiões.5 1 1 1. ter-se que dividir o canal em dois ou mais planos. h máx. p canal 1.5 vezes a largura do canal. ao final de cada plano. como. A escada deve ter a mesma largura do canal extravasor. conforme mostrado na Figura 3.

a partir da expressão anterior.7b ⎠ 2/3 . Secundariamente. Desta forma. pode-se utilizar uma soleira (barragem) de enrocamento com talude de jusante bem suave (1 V:8 H). pode-se determinar: hsol ⎛Q ⎞ = ⎜ max ⎟ ⎝ 2. em (m). em (m). em (m).Figura 3 • Barragem Vertedoura O tipo de solução usada rotineiramente é uma barragem de concreto. ⇒ Soleira de Enrocamento O roteiro de cálculo é o mesmo apresentado anteriormente. é da ordem de 2. A escolha entre um tipo e outro dependerá da comparação de custos entre ambas. ⇒ Barragem Vertedoura de Concreto O roteiro de cálculo é o mesmo apresentado anteriormente. onde C = coeficiente de vazão = 2. Os demais parâmetros foram definidos anteriormente. 0b ⎠ 2/ 3 . caso haja rocha disponível no local.0. em (m3/s).0. neste caso. hsol ⎛Q ⎞ = ⎜ max ⎟ ⎝ 1. h 1 8 BARRAGEM VERTEDOURA DE ENROCAMENTO Figura 4 . com um trecho rebaixado para verter a descarga de projeto. 3/ Qmax = Cbhsol2 . à exceção do coeficiente de vazão que. b = largura da crista da soleira.

00 Tabela 2 .00 a 300.00 a 10.70 2.50 2.55 a 0.00 a 75.00 VELOCIDADE (m/s) 0.05 a 0.25 0.00 5.00 40.20 a 0.90 a 4.65 0.15 a 0.50 a 3.00 15.05 0.00 a 100.50 0.65 a 0.00 1.00 200.70 1.00 100.00 a 1.40 1.00 a 200.1(V): m(H) NATUREZA DOS TALUDES Rocha dura e concreto Rocha fissurada Argila dura Aluviões compactos Cascalho grosso Enrocamento Terra INCLINAÇÃO .00 a 40.1 (V): m (H) 0 a 0.50 a 5.30 a 0.50 3.50 a 3.20 1.40 a 1.50 .00 a 25.00 1.80 a 2.ESTABILIDADE DE CANAIS I .00 1.30 0.Métodos Construtivos Os métodos construtivos são os mesmos já especificados anteriormente para barragens de concreto e de enrocamento.70 a 3.MATERIAIS GRANULARES (NÃO COESIVOS) MATERIAL Lodo Areia fina Areia média Areia grossa Pedrisco fino Pedrisco médio Pedrisco grosso Cascalho fino Cascalho médio Cascalho grosso Pedra fina Pedra média Pedra grossa Pedra grande (bloco) DIÂMETRO (mm) 0.INCLINAÇÃO DOS TALUDES . Tabela 1 ESTABILIDADE DE CANAIS .90 3.75 1.20 a 1.40 2.00 a 2.80 0.00 a 150.00 10.55 0.70 2.20 0.00 150.00 75.00 25.00 a 15.25 0.005 a 0.25 a 1.40 a 2.80 1.80 a 1.

0 0.50 1.3 < IV < 0.90 0.65 ÍNDICE DE VAZIOS (IV) Argila arenosa(% de areia < 50%) Solos argilosos 0.30 0.2 < IV < 0.50 1.80 Pouco Sinuoso 0.00 1.45 0.00 Fator corretivo .80 1.10 2.75 0.00 m Tirante médio (m) Fator corretivo 0.6 1.3 1.00 1.80 0.10 2.2 < IV < 2.90 0.20 Tabela 4 FATORES CORRETIVOS DOS VALORES DA VELOCIDADE MÁXIMA ADMISSÍVEL PARA CANAIS COM CURVA Grau Sinuosidade de Retilíneo 0.80 Compactad o Muito Compactad o 0.II .00 1.00 1.95 1.30 1.95 Muito Sinuoso 1.6 < IV < 1.50 0.2 0.20 3.20 Tabela 3 FATORES CORRETIVOS DOS VALORES DA VELOCIDADE MÁXIMA ADMISSÍVEL PARA CANAIS COM LÂMINA D’ÁGUA DIFERENTE DE 1.90 Mod.35 Pouco Compactad o 0.MATERIAIS COESIVOS Grau de Compactação Muito Pouco Compactad o 1. Sinuoso 0.

os seguintes elementos: . os locais recomendáveis para implantação da estrutura de captação. ao longo de trechos retos. na maior parte. D .Locais inconvenientes. se depositam na parte convexa. A figura a seguir mostra. C . Nos trechos em curva. como na parte côncava as profundidades. em geral. em função dos aspectos topográficos e geológico-geotécnicos de cada local. Arranjos Típicos A estrutura de tomada d’água deve ser localizada. pois o material transportado pela corrente deposita-se na parte convexa. junto à margem do reservatório. os sedimentos transportados por arraste não serão captados.Locais recomendáveis. geralmente. à estrutura de tomada d’água. B . pois durante a época de águas altas a região recebe o impacto de materiais. Figura 1 Os arranjos típicos para disposição das estruturas componentes da tomada d’água serão variados. sempre que possível.um canal de aproximação/adução do escoamento. esquematicamente. que podem afetar as estruturas da tomada d'água. Além disso. a tomada d’água deve ser posicionada do lado côncavo. pois os sedimentos transportados pelo escoamento.Locais inconvenientes. em superfície livre. ESTRUTURA DE CAPTAÇÃO LOCALIZAÇÃO C A B D A C D D B fluxo A . . obstruindo a frente da tomada d'água. são maiores.TOMADA D’ÁGUA Escolha do Tipo de Tomada d’Água Nestas Diretrizes são consideradas as tomadas d’água de superfície e submersa. no caso da tomada d’água de superfície. A prática em projetos dessa natureza revela que têm sido adotados arranjos contendo.Áreas sujeitas à deposição de materiais transportados pela corrente.

tem-se uma estrutura de porte significativo (10 m de largura x 10 m de altura). As figuras apresentadas mais adiante ilustram os tipos de arranjos mais usados para as estruturas de captação. considerando-se uma altura de barragem de 10 m. A prática em projetos desses dispositivos tem revelado que os desarenadores asseguram a decantação apenas do material com diâmetro maior que 0.0 m/s).. ter-se-á uma área útil de escoamento. da ordem de 20 m2.1 mm e 10 mm.vazão máxima de projeto. com granulometria compreendida entre 0. a jusante da câmara de carga situa(m)-se o(s) conduto(s) forçado(s).0 mm e os pedregulhos têm granulometria maior que 5. Considerando-se um tirante de água. . a jusante da estrutura posiciona-se geralmente o canal de adução em superfície livre. destinada à decantação da totalidade ou parte do material sólido grosso. . Dimensionamento • Desarenador O desarenador. na tomada d’água. transportado pelo escoamento. como citado anteriormente. no canal de adução. deverá ser previsto no canal de adução. correspondente ao limite . tem-se uma estrutura com uma largura estimada de 10 m. até a estrutura da câmara de carga. ou tubulação de adução de baixa pressão. Portanto. De acordo com o Sistema Unificado de Classificação de Solos. . apenas para se ter uma idéia do porte deste elemento da estrutura. a adução é feita desde a captação até as turbinas em conduto(s) forçado(s). . as areias têm granulometria compreendida entre 0. como mostrado nas figuras mais adiante. da ordem de 2 m. como mostrado mais adiante. Parâmetros de Projeto da Tomada d’Água A estrutura de tomada d’água será dimensionada considerando-se: . A título de exercício. com base numa vazão de 20 m3/s (máxima de projeto do Manual anterior) e considerando-se a velocidade máxima anteriormente definida (1. a montante da estrutura de tomada d’água.0 mm.a estrutura de tomada d’água propriamente dita. uma câmara destinada à decantação do material em suspensão e/ou um desarenador.se no local do aproveitamento os estudos sedimentológicos realizados revelarem que o rio transporta sedimentos.5 mm. apesar de estar-se tratando de PCH.1 e 5.velocidade máxima na grade da ordem de 1. incluindo a grade para proteção contra corpos flutuantes e as comportas para controle do escoamento.nos arranjos nos quais a casa de força situa-se ao pé da barragem.0 m/s. é uma câmara posicionada a montante da estrutura da tomada d’água (ver figuras mais adiante).nos arranjos nos quais a casa de força situa-se afastada da tomada d’água. por onde o escoamento é conduzido à(s) turbina(s).

0 DIMENSÕES (m) MÍNIMAS RECOM.1 1. com o objetivo de possibilitar a limpeza do material sedimentado.0 6.0 4.1<Q<20. • Tomada d’Água No projeto da tomada d’água propriamente dita. normalmente prevêse um orifício lateral.5 8.0 3.0 6. Para as PCH. não decantam.inferior da faixa granulométrica da areia média. com uma comporta de fundo. figura 1 do ítem CANAL DE ADUÇÃO e figuras 1 e 2 do ítem TUBULAÇÃO DE ADUÇÃO EM BAIXA PRESSÃO.0 16. como padrão.3 1.5 1.0 5. normalmente.0 9.5 13.0 m/s. com o auxílio de “ancinho”. a velocidade do escoamento de aproximação à tomada d’água deve ser inferior a 1.0 9. visa impedir a entrada de corpos flutuantes que possam danificar os equipamentos.1<Q<13. pode-se adotar. devem ser observados os seguintes aspectos: .6 0. A limpeza total do desarenador deverá ser feita manualmente.5 5.0 7. de 75o a 80o.0 7.5 7.7 0.1<Q<6. Para se obter a melhor eficiência do desarenador.5 4. espaçadas de 8 a 12 cm.0 11.6<Q<10.5 18.0 12. formando uma cunha com ângulo igual ao ângulo de repouso do material submerso.0 • Grade A grade. ou mecanicamente através de máquina limpa-grade. Tabela 1 DIMENSÕES DO DESARENADOR VAZÃO (m3/s) 0. durante o período de manutenção programada.0 3.5 0.0 3.1<Q<0. grades com barras chatas ou redondas.0 10.0 21. sendo transportados para jusante. Os materiais em suspensão.6<Q<17.7<Q<3.0 3. a grade obedece à mesma inclinação. argila/silte). com diâmetros inferiores (areia fina.5 15. A limpeza da grade pode ser feita manualmente. as quais são ilustradas nas figura 6. Na tabela a seguir apresentam-se as dimensões mínimas e recomendadas para os desarenadores. A prática tem demonstrado que a abertura brusca dessa comporta possibilita o expurgo apenas do material do desarenador depositado junto à comporta. HC (m) LC 5.0 17. a montante da tomada d’água.0 8.0 8.7 0.6 1.0 BC 2.0 4.5 11.5 6.5 7.0 6.7 LC 4.9 1.8<Q<1.0 5.0 0. Na região mais baixa do desarenador.0 BC 3. no paramento de montante da tomada d’água. Quando o paramento de montante é inclinado.

V = velocidade do escoamento (m/s) na região da comporta. visando-se acomodar o escoamento de forma estável e sem descolamento (separação) do fluxo da estrutura de concreto e. utilizando-se a equação da continuidade. em função da vazão a ser aduzida. para escoamento de aproximação assimétrico e simétrico. em cada caso. Como critério. . A geometria da aresta superior da tomada d’água deve ter forma hidráulica que obedeça a equação definida na Figura 2 a seguir.a definição do eixo da estrutura depende dos mesmos aspectos que condicionam a definição do arranjo geral. no caso de tomada submersa. em relação ao NA mínimo operativo. d = altura do conduto de adução (m). o eixo deve fazer um ângulo de 50o a 70o com o eixo da barragem.0 m. As figuras 5 a 7. serão definidas. WP&DC. deve-se adotar uma submergência mínima igual a 1. (“Vortices at Intakes”.26 a seguir ilustram os parâmetros acima descritos. . onde C = 0. As dimensões da passagem hidráulica.5 . com uma distribuição satisfatória de pressões. . largura x altura. como descrito anteriormente. consequentemente. respectivamente.a cota da laje de fundo do canal de aproximação deve estar 1. Métodos Construtivos Os métodos construtivos são os mesmos já especificados anteriormente para barragens de concreto. L.0 m abaixo da cota da soleira.7245 ou 0.para evitar a formação de vórtices junto a estrutura. 1970): S = CVd 0. Se possível. a submergência da aresta superior da boca de entrada da tomada d’água deve ser verificada utilizando-se a fórmula de Gordon J..1. April.5434 (para unidades métricas).

3.0 1.0 1. onde: Hd = queda de pressão do reservatório.5 PROFUNDIDADE .0 0.0.2 0.0 1.8 L/D 1.2 1. ft.0 TIPOS 2.5 NARIZ ES D O S PIL X2 D2 1.6 0.4 0.8 TIPO 1 TIPO 4 1.) ARES (A 2.5 -1.5 2.C 0.6 0. C = coeficiente de queda de pressão ENTRADA DA TOMADA D’ÁGUA COM TETO CURVO COEFICIENTES DE QUEDA DE PRESSÃO EFEITOS DA INCLINAÇÃO DO PARAMENTO DE MONTANTE .0 Figura 2 V2 2g Hd = C .5 0 L/D 0.0 ⎛ 2D ⎞ ⎟ ⎜ ⎜ 3 ⎟ ⎠ ⎝ 2 PT + Y2 =1 0.4 RANHURA 2 TIPOS 3 4 RANHURAS DA COMPORTA 2.5 1.4 1.2 0.6 1 3.0 -0.0 TIPO 3 4 2 L PC X Y 1.5 D 0 -1.2 TIPO 2 1.D PROX .4 TIPO 3 COEFICIENTE DE QUEDA DE PRESSÃO .4 0.

= carga cinética na seção retangular da comporta V2 2g ARRANJO TÍPICO DE TOMADA D’ÁGUA ESTRUTURA DE CAPTAÇÃO COM TOMADA D'ÁGUA B tomada d'água propriamente dita grade Z canal de adução Q A comporta de controle E 8 a 10% LC comporta de limpeza Z pranchões de madeira para emergência e manutenção B BC W 8 a 10% X comporta de limpeza (1.00 x 0.60 1.00 SEÇÃO A-A .60) camada de retenção de material sólido pré-desarenador A barragem PLANTA rio comporta de controle grade pranchões borda livre f comporta de limpeza barragem Z Q a E 8 a 10% Z Q 0.00 E LC 1.

ver tabela 7.1.8 5) Câmara de retenção .30m (borda livre).ver tabela 7.L borda livre f >= 0. 3) Desarenador .ver tabela 7.8 M H Oc O piso da soleira da grade B Bc SEÇÃO B-B FIGURA 3 ARRANJO TÍPICO DE TOMADA D`ÁGUA tomada d'água propriamente dita Lg grade pranchões para emergência e manutenção comportas de controle Eta B canal de adução T A Bc A Lta BC câmara de retenção de material sólido (pré-desarenador) B Eh B rio barragem comporta de limpeza PLANTA .30 NA na barragem NOTAS: 1) a = 75oa 80o .8 4) Para dimensionamento .1.1. 2) f >= 0.

ver tabela 7. NA máx. NA Hg a HC grade LC O Oc NAmin.8 NA máx. f Lta NA Oc O NA min.1. HC 8 a 10% Ev Uv B Bc Eh Uh VISTA FRONTAL Figura 4 ARRANJO TÍPICO DE TOMADA D’ÁGUA .8 4) Dimensionamentos .1. Uv Ev CORTE A-A CORTE B-B NOTAS: 1) a = 75oa 80o . NA NA min.Eta Eta NA máx.40m (borda livre) 3) Pré-desarenador . 2) f>= 0.ver tabela 7.

30 NA tubulação forçada cota da soleira da grade H NA min.ver tabela 7. S a 8 a 10% 10 fundo do canal de aproximação 2. M H OC cota da soleira da grade O E B BC CORTE II-II Figura 5 .1.00 a 5.00 LC E 4.8 T T borda livre f>=0. 3) Desarenador .00m.II canal de aproximação desarenador pranchões de 0. borda livre f>=0.00 LC II PLANTA NA máx.25 x 0. o 2) a = 75o a 80 .30 NA máx.40) de comprimento grade T comporta de controle I L 8 a 10% T I 2.00 ranhura para colocação de pranchões durante a manutenção CORTE I-I L NOTAS: 1) S = 1.ver tabela 7.8 4) Para dimensionamentos .06 e (L-0.1.

1.8 3) S = 1. M O Oc H cota do piso da soleira da tomada HC E B B Bc Bc CORTE B-B Figura 6 .00 8 a 10% E grade a E LC CORTE A-A borda livre NA máx. NOTAS: 1) Desarenador .8 2) Dimensionamentos .1.00 desarenador LC 8 a 10% A comporta de grade limpeza comportas de controle alternativa saída do escoamento de limpeza B PLANTA borda livre f>=0.40 ranhura para os pranchões de manutenção NA máx.ver tabela 7.ARRANJO TÍPICO DE TOMADA D’ÁGUA B pranchões de madeira para emergência e manutenção 1 tubulação forçada 2 tubulações forçadas A canal de aproximação 3.00m.ver tabela 7. NA NA min. S tubulação forçada H fundo do canal de aproximação 1.

ou se as condições geológico-geotécnicas não forem favoráveis à execução do canal com tal largura. também.Estimar a largura necessária do canal ( b ).1. . da velocidade máxima admissível e da lâmina d’água fixada. A seqüência de cálculo a ser utilizada no dimensionamento preliminar das dimensões do canal é a mesma apresentada anteriormente na Seção 7.CANAL DE ADUÇÃO Seção Típica A escolha da seção típica mais adequada para o canal vai depender das condições topográficas e geológico-geotécnicas da ombreira em cada local onde o canal será implantado. a lâmina d’água máxima ( hmax ) no canal igual a 1. ou retangulares. com base nas características geotécnicas do material do terreno. .Verificar a viabilidade da execução do canal com a largura necessária calculada. inicialmente. . Dimensionamento O dimensionamento do canal deverá ser realizado em sintonia com os parâmetros fixados anteriormente para o projeto da tomada d’água. .0 m.0 m. com base na Equação da Continuidade. . como apresentado a seguir. em rocha.Fixar a velocidade máxima admissível no canal ( Vmax ).Fixar. em solo. Caso a largura do canal seja excessiva. a partir.Definir a inclinação dos taludes ( m ). Poderão ser adotados canais trapezoidais. . das características geotécnicas do material do terreno. que garanta a estabilidade do canal. essa velocidade deve ser compatível com a velocidade do escoamento a jusante da tomada d’água. tendo em vista os equipamentos de escavação normalmente utilizados pelos empreiteiros. a partir da vazão de projeto. com ou sem revestimento. . deve-se cogitar de solução alternativa como as descritas a seguir.2-c e repetida a seguir. para escoamento com o tirante de 1. 2 Q max = V max A = V max (bhmax + mhmax ) b= 2 Qmax − V max mhmax Vmax hmax Registra-se que para canais retangulares m = 0 .Subtraindo-se hmax da elevação do NA mínimo do reservatório determina-se a cota do fundo do canal.

000 m de canal (declividade = 0.4 m a cada 1. como a velocidade será maior.017 0. n = coeficiente de rugosidade do canal.Verificar a possibilidade de aumentar o tirante d’água máximo fixado o que possibilitará diminuir a largura do canal. deve-se revestir o canal com material compatível com a velocidade máxima esperada. A tabela 1 apresenta alguns valores característicos. Recomenda-se adotar um caimento de 0.013 0. A declividade do canal deve ser mínima e constante.011 0.010 0. Nesse caso. NA 1 m h m 1 b Figura 1 A capacidade de vazão do canal deverá ser verificada utilizando-se a fórmula de Manning..030 0. . R = raio hidráulico (m). O valor da rugosidade varia em função do material do revestimento.Verificar a hipótese de usar uma largura menor.020 0.015 0. Tabela 1 COEFICIENTES DE RUGOSIDADE Natureza das Paredes Cimento liso Argamassa de cimento Pedras e tijolos rejuntados Tijolos rugosos Alvenaria ordinária Canais com pedregulhos finos Canais com pedras e vegetação Canais em mau estado de conservação n 0.0004). Q= AS 1 / 2 R 2 / 3 (m3/s). onde n S = declividade do canal. como descrito a seguir.035 .

Para os canais revestidos. Em princípio. a superfície escavada deverá ser compactada. de acordo com a experiência em obras dessa natureza. em solos argilosos impermeáveis. recomenda-se um mínimo de 6 passadas de rolo compactador. deverá ser elaborada uma Especificação Técnica para a execução do revestimento.Aspectos Construtivos A escavação do canal deverá ser realizada de acordo com os procedimentos usuais para obras dessa natureza. Para os canais sem revestimento. principalmente se o volume for expressivo. Visando a otimização do balanceamento de materiais da obra. A compactação deverá ser realizada com a utilização de equipamento apropriado. . deve-se considerar que o material proveniente da escavação do canal deverá ser utilizado na construção das obras de terra do aproveitamento.

J = 410 K a V 1.278Q 0.9 Di1. com juntas soldadas ou 0.38 . como descrito a seguir. O dimensionamento é feito utilizando-se a fórmula de Scobey.VALORES DE k a TUBULAÇÃO ka Aço novo. diâmetro interno do conduto (cm). Lcf Ka V Di velocidade do escoamento (m/s). coeficiente que varia com o tipo de tubulação (ver quadro a seguir).TUBULAÇÃO DE ADUÇÃO EM BAIXA PRESSÃO Caso a alternativa de construção de um canal de adução em superfície livre não seja viável. 388 ⎛ L ⎞ ⎜ ka ⎟ ⎝ Hb ⎠ 0 . 2732 A πD D2 Substituindo-se os valores de J e V na fórmula de Scobey tem-se: D = 341. queda bruta (m).34 Concreto armado 0. comprimento do conduto (m). A velocidade do escoamento será calculada utilizando-se a Equação da Continuidade: V = 4Q Q Q = 2 = 1.32 sem costura Cimento-amianto 0. 204 Tabela 1 .1 . Dimensionamento do Diâmetro O diâmetro mínimo da tubulação de adução em baixa pressão pode ser adotado como o que produz uma perda de carga por atrito igual a 1% da queda bruta. onde: J= Hb Hb 100 Lcf perda de carga unitária (m/km). deve-se utilizar uma tubulação em baixa pressão como meio de ligação entre a tomada d’água e a entrada do conduto forçado.

80 1.00 0.Costura com solda por fusão elétrica .00 . essa fórmula passa a ser: e= Pi D + es 2σ f k f .VALORES DE k f TUBULAÇÃO Sem costura Com costura .0 0. cujos valores são apresentados no quadro a seguir.Costura com solda por resist. D = diâmetro interno (mm). Para o caso específico de tubulações em aço.sem radiografia e alívio de tensões . elétrica (*) kf 1. Pi = pressão hidrostática máxima interna (kgf/cm2).com radiografia ou com alívio de tensões .Espessura da Tubulação de Adução • Sob Pressão Interna A fórmula genérica para a determinação da espessura da tubulação metálica é a seguinte: e= Pi D 2σ f . σ f = tensão admissível de resistência à tração do material (kgf/cm2). Tabela 2 .90 1. k f = eficiência das soldas.com radiografia e alívio de tensões Padronizada de fabricação normal .0 mm. onde: e s = sobre-espessura p/ corrosão = 1. onde: e = espessura da parede (mm).80 0.

ou total (vácuo). ( Pc ). pode ser calculada pela fórmula a seguir. A ocorrência de uma depressão parcial. do nível do gradiente dinâmico que ultrapasse a cota inferior do piso da tubulação. σ r = tensão de ruptura 3. tendo em vista que qualquer defeito de laminação ou efeitos de corrosão afetam o valor da espessura percentualmente. Esse reflexo é maior nas chapas mais finas e é mais difícil a elaboração de uma boa solda nessas chapas.110 kgf/cm2. Grau C). ou de colapso (kgf/cm2). A pressão externa correspondente. por segurança.570 kgf/cm2. ν = fator de contração transversal.870 a 4. com as seguintes características: σ e = tensão de escoamento 2. segundo o Bureau of Reclamation. D = diâmetro interno do conduto. é determinada pela fórmula a seguir.33 x 4. a adoção da espessura mínima é recomendada por motivos construtivos.400 kgf/cm2. o conduto pode ser submetido a pressão externa uniforme sobre todo o seu perímetro. 2E ⎛ e ⎞ Pc = ⎜ ⎟ 1 − ν 2 ⎝ D ⎠ . por exemplo. poderá causar uma deformação (afundamento) na chapa e o colapso da parede da tubulação. Recomenda-se. Além disso. quando é esvaziado sem os cuidados necessários ou quando não funciona a aeração. onde: Pc = pressão externa. e = espessura da chapa do conduto.33 σ r med = 0. 3 E = módulo de elasticidade do aço (kgf/cm2). de colapso.(*) Relativa ao aço ABNT EB 255 CG 30 (ASTM-A283. . adotar para a tubulação de baixa pressão a espessura mínima de parede dos condutos forçados.220 ≅ 1.35 mm (1/4”) 400 • Sob Pressão Externa Em certos casos. Essa espessura. e min = D + 500 ≥ 6. de montagem e de transporte. A tensão admissível de resistência à tração para essa classe de aço será: 0.

.com “e” e “D” nas mesmas dimensões. tem-se: ⎛ e⎞ Pc = 882. o diâmetro da tubulação de aeração será dado pela fórmula: d = 8.Para pressão de colapso Pc ≥ 0. . A adoção desse tubo de aeração é mais econômica que as outras soluções. 3 . a mesma poderá ser embutida no concreto do paramento de jusante da tomada d’água. ao invés de um poço. em concreto (ver figura).6% do diâmetro interno do conduto. com a entrada de ar.49 kgf/cm2. o reforço da tubulação com anéis.500⎜ ⎟ ⎝ D⎠ . Blocos de Apoio (Selas) • Tubulação de Aço As tubulações de aço devem ser apoiadas sobre blocos. a rigidez da chapa é suficiente para sustentar o vácuo interno. o aumento da espessura de toda a tubulação. com as dimensões relacionadas a seguir. Considerando-se as características do aço. há a necessidade de instalação de um tubo (poço) de aeração visando.49 kgf/cm2.Para pressão de colapso Pc ≤ 0. com Q em cm3/s. Tubo de Aeração A jusante da comporta da tomada d’água. ou selas. a instalação de ventosas. Se a espessura da chapa é maior que 0. como.47 Q Pc . por exemplo. manter o equilíbrio das pressões externa e interna e evitar o colapso da tubulação.94 Q Caso seja adotada uma tubulação de aeração. o diâmetro da tubulação de aeração (cm) será dado pela fórmula: d = 7. etc.

2 D = altura normal da sela (m). B = 1. Alternativamente podem ser usados “anéis estruturais de aço”. D0 D 5 . como mostrado na figura a seguir. C = 1. 1 Figura 2 .6 D = largura normal da sela (m).6D 1.25D D 0. convenientemente fixados a uma base de concreto.75D 0.7 D = comprimento da sela (m).25D 0.2 0. 0 D 5 7 .25D 0.I L D 0.5 kgf/cm2. • Tubulação de Concreto ou Cimento-Amianto As tubulações de concreto poderão ser assentadas diretamente sobre o terreno. 0 D 5 . normalmente encontrada nos solos tipo: areia grossa compacta e argila dura dificilmente amoldável com a pressão dos dedos.5D D 5D 25 . 0 a i e r m e b D 5 2 .5D papelão grafitado A C I PERFIL 120 B CORTE I-I Figura 1 L ≤ 6 D ≤ 5m = espaçamento máximo entre selas. A = 1. 0. Essas dimensões são válidas para qualquer tipo de terreno com taxa admissível de compressão maior que 1. 0 d a c o s D 6 .5D areia bem socada 0.

evidentemente. as características da turbina definidas pelo fabricante. . rotineiramente.fornecer água ao conduto forçado quando ocorre uma abertura brusca desse mesmo dispositivo. Os aspectos relacionados ao desarenador foram apresentados anteriormente no item TOMADA D’ÁGUA. devem ser observados os seguintes aspectos: . e o escoamento sob pressão no conduto forçado. recomenda-se que os sedimentos que não forem atraídos pela descarga de fundo deverão ser removidos manualmente. a câmara de carga. Destaca-se que o dimensionamento final da câmara de carga. destinada a: . Para alturas compreendidas entre 10 e 25 m. a câmara de carga não precisa ter volume significativo. até que se estabeleça. como tem demonstrado a prática.promover a transição entre o escoamento a superfície livre. Esse período de tempo é o considerado necessário para que a inércia da massa d’água no interior do canal entre em regime de escoamento normal. por exemplo. levando em consideração. maiores que 25 m.visando-se manter o escoamento tranqüilo. em conjunto. Dessa forma. . como mostrado na Figura 1. haverá a necessidade de prever-se. e . durante 60 segundos. Nessa estrutura prevê-se. mudanças bruscas de direção na transição canal de adução/câmara de carga e câmara de carga/tomada d’água. Como a operação desse dispositivo não promove uma limpeza total. ou por outro processo mecânico. um sangradouro lateral visando-se evitar que as variações bruscas da descarga no conduto forçado produzam flutuações no nível d’água que se propaguem para montante. deverá ter um volume de água suficiente para atender ao funcionamento pleno de uma turbina.as “zonas mortas” e zonas de turbulência devem ser evitadas e/ou minimizadas. no canal de adução. posicionada entre o canal de adução e a tomada d’água propriamente dita. pelo canal de adução. deverá ser elaborado por engenheiros hidráulicos e mecânicos. No projeto da câmara de carga. um alargamento na transição entre o canal de adução e a tomada d’água propriamente dita. durante a(s) parada(s) programada(s) para . Para alturas de queda maiores que 25 m. Deve-se prever. como estimativa preliminar. no canal de adução. deve-se evitar.CÂMARA DE CARGA A câmara de carga é a estrutura. aproximadamente. com vazão de projeto. seu volume deve ser adequadamente dimensionado.aliviar o golpe de aríete que se processa no conduto forçado quando ocorre o fechamento brusco do dispositivo de controle de vazões turbinadas. na câmara de carga. uma descarga de fundo por onde o material depositado deverá ser expurgado. sempre que possível. para quedas elevadas. o regime permanente de escoamento. Para alturas de queda até 10 m.

6 0.4 0 flu tu a ç ã o d e n íve l e sp e ra d a h > = 0 . Bvl e Eca deverão ser adotados em função da flutuação de nível esperada = Δh.2 1.manutenção(s) da(s) turbina(s) ou do(s) conduto(s).27 LTa dq Vl df c cf Eca Lvl Bvl Largura máxima da câmara alargada Descarga pelo vertedouro lateral Vertedouro lateral Descarga de fundo Comportas Tubulação forçada Extensão da câmara alargada Comprimento da crista do vertedouro lateral de soleira fixa Largura do vertedouro lateral de soleira fixa NOTA: Os valores de Lvl.6 2 Eca 30 21 15 0. conforme tabela abaixo: Tabela 7.0 .12 FLUTUAÇÃO DE NÍVEL Δh (m) DIMENSÕES EM METRO Lvl 20 14 10 Bvl 1.1.6 0 h N A n o rm a l A lm L LTa Bvl E A f dq d f.8 1.1. canal de adução Q v e rte d o u ro la te ra l E ca c â m a ra a la rg a d a Vl dq Lvl b o rd a liv re f> = 0 . dq c LTa B vl C O R T E A -A P LA N TA cf cf Figura 7.

se Lcf > 5Hb . decorrente do fechamento rápido da turbina. queda bruta (m).armazenar água para fornecer ao conduto forçado o fluxo inicial provocado pela nova abertura da turbina. e . com as seguintes finalidades: . a chaminé de equilíbrio deve ser instalada o mais próximo possível da casa de força. Para t h > 6. como apresentado a seguir. não há necessidade de instalação da chaminé.0 s. normalmente posicionado no final da tubulação de adução de baixa pressão e a montante do conduto forçado. até que se estabeleça o regime contínuo. golpe de aríete. para reduzir o comprimento do conduto forçado e diminuir os efeitos do golpe de aríete.81 m/s2. tem-se uma indicação inicial de que a instalação de uma chaminé de equilíbrio poderá ser necessária. Para t h < 3. onde comprimento do conduto forçado (m). é obrigatória a instalação da chaminé.CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO A chaminé de equilíbrio é um reservatório de eixo vertical.0 s. A verificação dessa necessidade deverá ser feita pelo critério da constante de aceleração do escoamento no conduto forçado. th = th v cf g v cf Lcf gH b . que se propagam pelo conduto forçado. . aceleração da gravidade = 9. velocidade do escoamento no conduto forçado (m/s). Entre 3 e 6 é desejável mas não obrigatória.amortecer as variações de pressão. Verificação da Necessidade de Instalação da Chaminé de Equilíbrio A indicação inicial para que não haja necessidade da instalação de uma chaminé de equilíbrio é obtida a partir da relação a seguir. Lcf Hb Lcf Hb ≤5 . Assim. Quando necessário. onde tempo de aceleração do escoamento no conduto forçado (s).

essa estrutura deve ter uma seção transversal com área interna mínima. entre a tomada d’água e a chaminé (m). e da sobrevelocidade máxima admissível em caso de rejeição de carga (ver ítens “TURBINAS HIDRÁULICAS” e “GERADORES”). ou na caixa espiral da turbina. pode evitar a necessidade da chaminé. g Lta Ata H min hta A altura da chaminé de equilíbrio ( H c ) é determinada em função da oscilação do nível d’água no seu interior. calculada pela fórmula de Thoma. conforme item Golpe de Aríete. A instalação de uma válvula de alívio na entrada. velocidade do escoamento na tubulação adutora (m/s).81 m/s2. No entanto. que deve satisfazer. Ac = Ac v Lta Ata v2 x 2 g ( H min − hta )hta . Ye = Yd = • Ata Lta gAc Considerando-se as perdas no sistema adutor . onde área interna mínima da seção transversal da chaminé de equilíbrio (m2). perda de carga no sistema adutor. área interna da seção transversal da tubulação adutora (m2). comprimento da tubulação adutora (m). queda mínima (m). como apresentado a seguir. essa solução deve ser analisada criteriosamente. aceleração da gravidade = 9. considerando a segurança que deve haver na abertura da mesma. da seguinte forma. em caso de fechamento rápido do distribuidor. • Desprezando-se as perdas no sistema adutor Pode-se calcular a elevação ( Ye ) do nível d’água estático máximo e a depleção ( Yd ) do nível d’água estático mínimo pela fórmula. igualmente. os critérios de sobrepressão máxima admissível.Destaca-se que a constante de aceleração do escoamento no conduto forçado guarda uma relação com a constante de aceleração do grupo turbina-gerador. Dimensionamento de uma Chaminé de Equilíbrio do Tipo Simples e de Seção Constante Para garantir a estabilidade das oscilações do nível d’água no interior da chaminé de equilíbrio.

decorrente do fechamento total (100%) da turbina. perda de carga no sistema adutor. procede-se como descrito a seguir: Calcula-se YD = z d Yd O valor do coeficiente z d é obtido do gráfico 2. entre a tomada d’água e a chaminé (m). baseados nos gráficos de M.Cálculo de YD Para o cálculo da depleção YD . entre a tomada d’água e a chaminé (m). é necessário verificar qual dos dois casos é o mais desfavorável entre as seguintes situações: 1) Depleção consecutiva à elevação máxima. com a perda de carga por atrito na tubulação ( ha ) calculada para paredes lisas: k a = 0. ou da tabela 2. ' ' Calcula-se YD = z d Yd ' O valor do coeficiente z d é obtido da figura 2. dos autores referidos. Para a primeira verificação. A altura da chaminé de equilíbrio ( H c ) será determinada então por meio da seguinte expressão: . entrando-se com o parâmetro: k' = ' hta ' ' hta hta = Yd Ye . entrando-se com o parâmetro k ' . onde: perda de carga no sistema adutor. procede-se de maneira análoga. ou da tabela 3.40 (Scobey) ou k a = 80 (Strickler). com a ' perda de carga por atrito na tubulação ( ha ) calculada para paredes ásperas: k a = 0. em folhas a seguir.YE = z e Ye . 2) Depleção decorrente da abertura parcial de 50% a 100% da turbina.32 (Scobey) ou k a = 100 (Strickler).M. . Para a segunda verificação. em folhas a seguir. Calame e Gaden. onde: ze = 1 − 2 1 k + k2 3 9 k= hta hta Ye = perda de carga relativa.

0 0 E N A m áx. CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO A) Central a fio d’água Dc y = 1 .0 0 D D LC H L1 NA B) Central com pequena regularização diária (depleção Yr) . depleção máxima do NA do reservatório. por segurança.' H c = YE + y E + ( YD ou YD ) + y D + YR . onde yE e yD YR ≅ 1. YE YR = 0 YD ' HC y = 1 .0 m .acréscimo na altura da elevação e da depleção.

R H C YD o u YD' y = 1 . n o rm a l Y N A m in . 0 0 YE N A m á x .DC yE = 1 .0 0 D v D Figura 1 .

3 0.4 0.5 0.75 0.0 k’ Figura 2 Tabela 2 DEPLEÇÃO CONSECUTIVA À ELEVAÇÃO MÁXIMA DECORRENTE DO FECHAMENTO TOTAL DA TURBINA – 100% DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE z d EM FUNÇÃO DE k’ .8 0.CURVA Zd = f(k’) Zd 1.9 1.0 0.50 0.7 0.00 0.25 0.2 0.1 0.6 0.

80 0.526 0.30 0.539 0.367 0.90 1.298 - 0.390 0.319 0.350 0.645 0.322 0.881 0.519 0.371 0.481 0.780 0.494 0.70 0.20 0.417 0.296 - 0.360 0.02 0.654 0.398 0.547 0.357 0.293 - 0.364 0.766 0.982 0.00 1.723 0.594 0.303 - 0.03 0.40 0.513 0.k’ 0.692 0.331 0.532 0.04 0.458 0.000 0.432 0.809 0.673 0.06 0.702 0.603 0.346 0.337 0.343 0.305 - 0.464 0.619 0.325 0.755 0.10 0.05 0.823 0.437 0.506 0.570 0.353 0.60 0.837 0.08 0.469 0.663 0.422 0.928 0.794 0.328 0.555 0.453 0.316 0.427 0.946 0.07 0.487 0.289 0.382 0.403 0.300 - 0.734 0.408 0.578 0.334 0.637 0.475 0.01 0.712 0.412 0.562 0.447 0.291 - Os valores de zd constantes na tabela são negativos.378 0.964 0.442 0.910 0.586 0.866 0.310 - 0.683 0.308 - 0.744 0.386 0.500 0.852 0.611 0.00 NOTA: 0.50 0. .895 0.340 0.628 0.374 0.313 0.00 0.394 0.09 0.

636 0.000 0.866 0.577 0.00 0.904 0.684 0.564 0.20 0.500 0.610 0.986 - 0.552 0.649 0.653 0.754 0.597 0.02 0.614 0.04 0.675 0.622 0.631 0.819 0.860 0.658 0.70 0.897 0.808 0.Tabela 3 DEPLEÇÃO DECORRENTE DE UMA ABERTURA PARCIAL DE 50% A 100% DA TURBINA DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE z1d EM FUNÇÃO DE k’ k’ 0.573 0.734 0.605 0.80 0.878 0.30 0.90 1.662 0.585 0.581 0.725 0.640 0.514 0.872 0.01 0.644 0.729 0.522 0.780 0.540 0.627 0.666 0.848 0.744 0.770 0.814 0.06 0.556 0.966 - 0.739 0.764 0.507 0.536 0.797 0.601 0.693 0.775 0.671 0.50 0.716 0.593 0.993 - NOTA: Os valores de z1d constantes na tabela são negativos.40 0.548 0.60 0.698 0.842 0.749 0.03 0.529 0.836 0.09 0.917 0.702 0.830 0.544 0.618 0.707 0.930 1.910 0.518 0.689 0.802 0.885 0.511 0.00 0.786 0.891 0.07 0.791 0.525 0.854 0.560 0.10 0.923 0. .973 - 0.952 - 0.937 - 0.711 0.720 0.589 0.959 - 0.825 0.980 - 0.504 0.05 0.944 - 0.680 0.532 0.08 0.00 0.759 0.569 0.

2 H b .2 H b . o diâmetro econômico é o diâmetro limite para o qual um aumento de sua dimensão. tem-se H t = 1. Entende-se por benefício o valor presente da energia a ser produzida ao longo da vida útil da PCH e por custo o investimento total necessário à implantação da PCH. Portanto. maior potência instalada. descarga de projeto (m3/s). onde: De Q diâmetro econômico (cm). Portanto. o diâmetro econômico é aquele para o qual a relação custo-benefício é máxima. é atendida.0 3. De = 127 7 Q3 H b . Para as PCH. H t = H b + hs = carga hidráulica total sobre o conduto (m). que significaria redução das perdas hidráulicas e. Tabela 1 MATERIAL Aço Concreto Vmáx admissível (m/s) 5. adota-se. Determinação do Diâmetro Econômico Teoricamente. promove aumento do benefício energético sem que isso compense o acréscimo de custo associado. tem-se: Q3 De = 123. igual à soma da queda bruta ( H b ) com a sobrepressão devida ao golpe de aríete ( hs ). pode-se admitir que hs = 0. o conduto forçado que possui o mesmo diâmetro ao longo de todo o comprimento. apenas. consequentemente.CONDUTO FORÇADO Nestas Diretrizes considera-se. o diâmetro calculado pela fórmula de Bondshu como o econômico. deve-se verificar se a velocidade máxima admissível para cada tipo de tubulação. listada na tabela a seguir. Substituindose na fórmula anterior. Dadas as dificuldades de obter-se uma fórmula que considere exatamente os parâmetros acima mencionados.77 Ht Após o cálculo do diâmetro econômico.0 . nestas Diretrizes.

resultantes de fechamentos ou aberturas rápidas. estima-se a perda de carga devido ao atrito.9 Di1. do dispositivo de fechamento da turbina. diâmetro interno do conduto (cm). desprezando-se as demais. em detalhes. o cálculo das perdas de carga para diversos casos. conforme o engolimento da turbina diminua ou aumente repentinamente. A . Tabela 2 VALORES DE k a CONDUTO ka Di Aço (*) Cimento-amianto Concreto armado (*) Novo. condicionam a espessura da chapa do conduto. utilizando-se a fórmula de Scobey. onde V = Q 4Q 2 πDe = 1. como descrito a seguir. apresenta-se.38 No item “DETERMINAÇÃO FINAL DA QUEDA LÍQUIDA E DA POTÊNCIA INSTALADA”. Essas variações.1 . parciais ou totais.34 0. Portanto.Método de Allievi A pressão normal estática ao longo do conduto forçado sofre variações decorrentes do golpe de aríete quando há mudanças súbitas de vazão.Golpe de Aríete .32 0. Variação de Pressão no Conduto Forçado .• Verificação da Velocidade A velocidade é estimada pela equação da continuidade: V= Q πDe2 A= 4 . coeficiente que varia com o tipo de tubulação (ver Tabela 2). com juntas soldadas ou sem costura. como apresentado .2732 De2 • Verificação da Perda de Carga Conhecidos De e V . J = 410 K a V 1. comprimento do conduto (m). onde: J Lcf ka perda de carga unitária (m/km). positivas (sobrepressões) ou negativas (depressões). 0. Essas variações são estimadas pelo Método de Allievi.

tempo de fechamento do dispositivo de fechamento da turbina (s). em função dos parâmetros ρ e θ . queda bruta (m).3 + K Di e . para condutos longos: L > 3Hb . cujo limite máximo é igual a 0. velocidade do escoamento (m/s).a seguir. onde: hs = sobrepressão ou depressão (m). . comprimento do conduto (m).35 H b . os quais são calculados utilizando-se as fórmulas a seguir. ρ= ρ v pV 2 gHb eθ = v pt 2 Lcf . para sobrepressão e depressão. onde Di diâmetro interno do conduto (mm). para condutos curtos: L ≤ 3Hb .81 m/s2. H b = queda bruta (m). Na falta de informações do fabricante da turbina. A velocidade da onda de pressão é calculada pela fórmula a seguir. no de intervalos 2 L / v p contidos em t . celeridade da onda de pressão (m/s). onde: constante da linha. pode-se adotar: θ vp V g Hb t L t = 6. Z 2 = parâmetro obtido dos gráficos de Allievi. para condutos com uniformidade de espessura de parede e de diâmetro interno. vp = 9900 48.0 s. aceleração da gravidade = 9. hs = ( Z 2 − 1) H b . t = 10 s.

CURVA Z 2 x ρ / θ PARA SOBREPRESSÃO .e espessura do conduto (mm).00 5. conforme Tabela 3 Tabela 3 VALORES DE K CONDUTO Aço Ferro fundido Chumbo Madeira Concreto K 0. coeficiente que depende do material do conduto.50 1.00 K Os gráficos a seguir apresentam as curvas de variação de Z 2 x ρ / θ para sobrepressão e para depressão (Figuras 1 e 2).00 10.00 5.

40 0.30 1.00 0.90 Z 1.00 1.20 1.50 2 Figura 1 CURVA Z 2 x ρ / θ PARA DEPRESSÃO .20 0.ρ/θ 0.10 1.40 1.30 0.10 0.

100 Z 0. A considerando o golpe . ou seja. para conduto pressão total interna máxima.6 0.150 0.250 0.050 0. deve ser calculada de aríete. onde: conduto forçado é a ADUÇÃO” no ítem de baixa pressão. Pt = Pi + hs . no conduto forçado.ρ/θ 0.7 0.9 2 Figura 2 Espessura do Conduto Forçado A metodologia para determinação da espessura da parede do mesma apresentada em “ESPESSURA DA TUBULAÇÃO DE ”TUBULAÇÃO DE ADUÇÃO EM BAIXA PRESSÃO”.8 0. somando-se à pressão hidrostática a sobrepressão.200 0.

. sobrepressão (kgf/cm2). com dois blocos de apoio. podem ser usados “anéis estruturais de aço”.0 m A B C espaçamento entre selas.2 D . largura da base = 1. .6 D .bloco de ancoragem. altura do bloco = 1. que tem a função de absorver os esforços que se desenvolvem no conduto. • Bloco de Apoio ou Selas A figura a seguir mostra um corte esquemático de um trecho do conduto. que atende as condições de estabilidade especificadas mais adiante. em trechos retos longos e em pontos de mudança de direção.bloco de apoio ou sela. Blocos de Apoio e de Ancoragem Dois tipos de blocos de concreto são usados para suportar o conduto forçado: .Pt Pi hs pressão total interna máxima (kgf/cm2). tabelado em função do diâmetro e do ângulo de inclinação ( θ1 ) do conduto. convenientemente fixados a uma base de concreto. para as condições físicas do sistema de apoio enumeradas a seguir: L ≤ 6 D ≤ 5.20Hb . Alternativamente. comprimento da base do bloco. onde o conduto se apoia simplesmente. A Tabela 4 apresenta o valor da largura da base “C” dos blocos de apoio. sendo permitido o seu deslizamento sobre o mesmo. como definido anteriormente. pressão hidrostática máxima interna devido à queda bruta (kgf/cm2). cujo limite máximo é igual a 0.

65 1.5D L 0.5D A 120 B O1 CORTE 1-1 Figura 3 Tabela 4 BLOCOS DE APOIO (*) COMPRIMENTO DA BASE “C” (m) D (m) 0. apresentado a seguir.60 2. . .35 0. devido à carga unitária ( q ) .00 1.20 0.20 INCLINAÇÃO DO CONDUTO .30 1.80 1.Força Normal.30 1.00 15o 0. peso unitário da água (tf/m).20 1.00 1.00 30o 0.Esforços Atuantes A carga unitária distribuída ( q ) atuante ao longo do comprimento do conduto é igual a: q = q t + q a .00 2 (*) Para σ c adm = 1.5C 0.00 1.00 1.40 0.θ1 0o 0. No dimensionamento simplificado.D 0.5C A C D 1 0.5 kgf / cm (tensão admissível à compressão).35 0.45 0. onde: qt qa peso próprio unitário do conduto (tf/m).30 1.5C 0.60 2.00 45o 0.5C 1 0.60 0.60 2.65 1.65 1.65 1.40 1. foram considerados os maiores valores dos esforços principais.00 1.60 2. desprezando-se os demais.

em função de D e de θ1 . adotado igual a 0.25 correspondente ao atrito entre conduto e um aparelho de apoio metálico na cabeça do bloco.A resultante dos esforços deve passar pelo terço central do bloco. ou taxa de trabalho. . considerando-se as condições de estabilidade relacionadas a seguir. Os valores de “C” constantes da tabela apresentada anteriormente. .Força tangencial. onde: fa coeficiente de atrito entre o conduto e o bloco de apoio. para blocos apoiados em rocha.Comprimento da Base do Bloco “C” Conhecidos os valores de A. B.γ c . . RH > 2. para blocos apoiados em solo.40 tf/m3. onde: R H resultante dos esforços atuantes na direção horizontal. resta a determinação de “C”. satisfazem a uma taxa de compressão admissível da fundação ( σ c adm ) de 1. B e L. mal lubrificado.50 kgf/cm2. RV resultante dos esforços atuantes na direção vertical. essa força transmitida ao apoio corresponde à máxima força de atrito: Ft = f a Fn (tf). devido às diferenças de temperatura Como o conduto é simplesmente apoiado. . C.Esforço Transmitido à Fundação . onde: γc peso específico do concreto = 2.5 RV . correspondente a uma areia grossa compacta ou a uma argila dura de difícil moldagem com os dedos.Coeficientes de Segurança RH > 2.Fn = qL cosθ1 (tf) .Peso Próprio do bloco de apoio Gc = A. .0 RV .

a qual deverá ser compactada antes do lançamento do concreto.5C L 0. σ c adm tensão admissível à compressão (kgf/cm2).5D CORTE LONGITUDINAL Figura 4 . deverá ser instalado aparelho para apoio do conduto.∑ FV < σ c adm Ab . de acordo com as especificações. onde: ∑ FV Ab somatório das forças verticais (kgf/cm2).5D O1 D ponto de inflexão A 0. A Figura 4 mostra um detalhe típico. deverá ser lançada uma camada de brita de 15 cm de espessura. Após a escavação do terreno.Esforços Atuantes Além dos esforços considerados para o caso do bloco de apoio. • Bloco de Ancoragem O bloco de ancoragem é utilizado em longos trechos retos do conduto e em locais de mudança de direção. . 0.5C 0. área da base do bloco = BxC (cm2). Na parte superior da sela. NOTA: Considerado o efeito da excentricidade.5D junta de dilatação C O2 0. dois outros deverão ser considerados: .Aspectos Construtivos O concreto dos blocos de apoio deverá ser fabricado atendendo as mesmas especificações do concreto para Barragens de Concreto.

devido à velocidade do escoamento. θ2 e Pt . . são apresentados em Tabelas adiante.0 D ou 4.0 D B = 3. Recomenda-se adotar Pt = 1. devido à carga unitária distribuída ( q ) Ft = qL sen θ1 (tf) . θ1 . como apresentado anteriormente.Aspectos Construtivos O concreto dos blocos de ancoragem deverá também ser fabricado atendendo às mesmas especificações do concreto para Barragens de Concreto.para fundações em solo: areia grossa compacta ou a uma argila dura de difícil moldagem com os dedos.35H . onde: pressão total da água (m) no conduto. em função de D. . Uma camada de brita de 15 cm de espessura.0 D Os valores do comprimento “C” da base do bloco. igual à carga hidráulica ( H ) entre o reservatório e o local do bloco mais a sobrepressão devida a eventual golpe de aríete. que atendam às mesmas condições de estabilidade definidas anteriormente para os blocos de apoio. No dimensionamento.espaçamento máximo entre blocos = 30 m. respectivamente. que deverá ser compactada antes do .Força Radial. devido à pressão interna da água nas curvas da tubulação FR = Pt πD 2 2 Pt sen ϕ 2 (tf). ϕ A influência da força centrífuga na curva. resistente a desmonte por picareta.. A ≥ 2. deve ser considerado: . a altura e a largura da base são fixados: L ≤ 30 m espaçamento máximo (m). com σc adm = 10 kgf / cm2 . para fundações em terra e rocha.Força Tangencial.para fundações em rocha: rocha alterada. . altura do bloco (m). com σc adm = 1. largura da base (m). não foi considerada por causa da sua pequena magnitude quando comparada às demais forças.5 kgf / cm2 . . ângulo interno da curva do conduto.Dimensões do Bloco de Ancoragem O espaçamento entre os blocos.

00 1. 0. Largura da base do bloco de apoio B = 1. a tubulação deverá ser solidarizada ao mesmo através de estribos de aço. pelo menos.00 1.35 0.65 1. em m. espaçados a cada 20 cm e engastados na base. Deverá ser obrigatoriamente instalada uma junta de dilatação no conduto forçado a jusante dos blocos.lançamento do concreto.35 0. Registra-se que. a escavação da fundação do bloco escalonada (em dentes) aumentará sua resistência ao deslizamento.00 1.60 2. de 3/4”.60 2.40 0.6 D. deverá também ser lançada após a escavação do terreno.30 1.40 1.00 1.00 0. Comprimento da base do bloco de apoio C = tabelado.COMPRIMENTO DA BASE DOS BLOCOS DE APOIO – C DIÂMETRO (m) 0.20 0.00 0 o 0.60 2.00 Altura do bloco de apoio A = 1.30 1.2 D.20 NOTA: θ1 = INCLINAÇÃO 15 o DO 35 o CONDUTO 45 o 0. A distância da geratriz superior do conduto e o topo do bloco deve ser sempre igual a D / 2 (m). .65 1.00 1.60 0.5D D 0.00 0.5D ESTRIBO 03/4" C/20 A>= 2D B=3.80 1.60 2.0D ou 4.0D Figura 5 Tabela 5 . onde possível. No caso de blocos que envolvam totalmente o conduto forçado.65 1.45 0. em m. pelo seu lado superior.20 1.30 1.65 1.

00 4.50 4.40 4.50 4.30 2.80 3.10 3.40 3.00 4.40 4.50 5.30 3.00 3.40 4.10 =15o 30o 3.00 4.8 1.80 3.30 3. Largura da base do bloco B = 3D.30 3.70 2.00 4.10 =45o 30o 3.10 θ1=0o 2.10 =45o 30o 4.90 4.60 θ1=0o 4.60 3.00 4.30 2.70 2.80 4.10 =30o 30o 3.10 45o 3.60 =45o 30o 3.50 4.BLOCOS DE ANCORAGEM – COMPRIMENTO DA BASE Tipo de Terreno: Terra D (m) 0.80 1.10 3.30 4.8 1.00 4.60 3.10 =45o 30o 4.10 3.80 3.10 θ1=0o 2.80 3.40 4.40 3.10 3.10 = 0o 30o 4.00 5.40 4.40 3.60 4.10 θ1=0o 2.70 2.8 1.40 3.10 4.00 4.10 θ1=0o 2.60 45o 2.20 3.60 3.30 3.60 θ2 15o 3.00 3.30 3.00 4.30 3.80 3.60 θ1=0o 2.10 4.10 = 0o 30o 4.2 θ1=0o 1.20 3.60 θ2 15o 3.10 3.80 3.90 5.10 =30o 30o 3.90 4.70 2.60 45o 4.30 2.80 3.00 4.30 3.80 3.30 4.80 3.10 5.10 D (m) 0.4 0.10 3.30 3.30 3.6 0.6 0.20 3.10 45o 2.00 4.10 3.40 3.30 3.80 2.10 45o 5.30 2. exceto na região assinalada.20 2.40 5.40 4.80 3.10 45o 2.40 3.00 4.00 4.30 2.10 θ2 15o 3.10 D (m) 0.80 3.90 4.40 4.30 2.80 3.30 3.80 1.20 3.2 H=5m 0.60 45o 2.6 0.30 3.20 3.30 2.40 4.80 3.4 0.2 H=15m 0.80 4.40 4.30 3.30 3.10 3.6 0.50 4.90 3.80 3.00 5.80 2.60 =45o 30o 3.40 4.80 3.10 45o 3.80 3.80 3.10 4.40 4.40 3.40 4.80 4.00 4.30 2.30 3.00 3.10 5.60 4.60 θ2 15o 3.0 1.60 4.60 45o 3.40 3.0 1.2 θ1=0o 1.50 4.00 5.0 1.30 3.80 3.80 4.2 H=20m 0.80 3.90 5.50 5.2 H=25m 0.70 2.40 4.80 3.80 4.30 2.00 5.10 D (m) 0.00 3.10 θ2 15o 4.90 5.60 4.00 4.90 3.60 4.90 3.30 3.10 45o 2.40 3.10 = 0o 30o 3.90 3.10 4.80 4.00 3.90 4.00 4.80 2.50 4.40 3.80 3.70 2.40 4.80 3.30 3.30 3.00 4.70 2.90 4.40 3.70 2. onde deve ser B = 4 D.30 3.8 1.60 θ2 15o 3.60 θ2 15o 2.10 4.00 3.80 3.80 3.90 5.20 2.00 4. conforme a solução geométrica para o bloco.80 3.10 θ1=0o 2.90 4.50 4.10 Altura do bloco A ≥ 2 D.80 4.10 3.00 5.40 3.6 0.0 1.40 4.50 4.90 3.30 3.30 3.50 4.60 θ2 15o 3.10 45o 4.80 3.80 3. .30 2.80 3.60 θ2 15o 2.30 2.80 2.60 3.30 2.10 3.50 4.00 4.60 4.00 3.00 4.2 θ1=0o 1.40 3.00 4.10 θ1=0o 3.50 4.30 3.10 3.50 4.30 3.60 45o 2.60 4.80 3.00 3.00 3.40 3.30 4.20 2.60 3.60 3.50 4.60 θ2 15o 3.90 4.70 2.2 θ1=0o 1.10 θ2 15o 4.90 4.80 1.30 2.Tabela 6 .00 4.80 3. Comprimento da base do bloco C .40 4.0 1.30 4.80 3.50 4.4 0.00 3.60 θ1=0o 1.80 2.30 3.20 2.50 4.30 3.60 4.30 2.80 3.90 3.80 1.10 =30o 30o 3.90 6.00 4.20 2.80 3.60 =30o 30o 3.10 45o 3.90 4.10 5.40 4.8 1.00 4.40 4.40 3.60 θ1=0o 2.60 3.60 θ2 15o 3.70 2.30 3.20 2.00 4.60 45o 4.60 3.60 4.30 4.10 4.80 3.80 3.80 3.60 =30o 30o 3.40 3.10 3.00 3.80 3.80 2.20 2.10 =15o 30o 4.10 D (m) 0.30 3.30 2.40 4.40 4.00 3.30 2.50 4.90 4.40 4.10 3.30 2.90 4.30 4.30 3.70 2.10 45o 3.30 2.40 4.50 5.10 3.80 3.60 4.30 3.90 4.40 3.2 H=10m 0.80 3.30 2.80 2.00 4.60 θ1=0o 2.80 2.80 4.10 4.50 4.4 0.50 4.00 4.10 θ1=0o 3.60 45o 3.50 3.00 4.80 3.30 2.50 4.60 θ2 15o 3.10 θ2 15o 3.30 3.10 =15o 30o 3.30 3.80 2.80 3.00 4.60 θ2 15o 3.80 3.80 1.30 5.90 4.10 45o 3.10 = 0o 30o 3.50 4.60 3.30 3.90 4.30 2.40 5.10 θ1=0o 1.10 3.40 3.40 4.30 3.30 3.80 4.30 3.60 θ2 15o 2.30 3.80 3.00 5.4 0.10 = 0o 30o 4.20 2.60 4.30 2.40 4.00 4.80 3.40 4.10 5.40 4.10 θ1=0o 2.10 3.80 4.30 3.80 3.40 3.60 θ2 15o 2.20 2.tabelado.80 3.30 3.50 5.30 3.00 4.40 5.70 3.30 4.80 3.80 3.80 2.50 4.60 θ2 15o 4.00 4.10 =15o 30o 3.80 3.80 3.50 4.30 4.40 3.00 4.10 45o 3.20 3.60 45o 3.60 45o 4.40 3.20 2.40 3.80 3.60 θ1=0o 3.20 2.80 3.30 3.80 3.30 4.2 NOTA: θ1=0o 1.10 3.10 θ2 15o 3.30 2.70 2.80 2.70 2.30 3.70 2.10 =15o 30o 3.60 θ2 15o 2.30 4.40 3.00 3.30 5.30 2.40 4.60 3.90 3.80 3.40 4.40 3.30 2.50 5.

60 =45o 30o 2.40 3.10 D (m) 0.60 45 o θ1=0 o θ2 15o 1.00 3.40 4.20 2.30 2.60 1.00 4.40 4.40 4.30 3.80 3.10 3.80 3.20 3.70 2.40 4.40 3.70 3.00 4.10 θ2 15o 2.70 3.00 4.30 3.70 3.10 =15o 30o 2.30 2.70 2.2 H=15m 0.60 θ2 15o 2.60 1.30 2.10 45o 1.00 4.10 =15o 30o 2.70 2.20 2.10 = 0o 30o 3.90 4.60 θ2 15o 1.20 2.30 3.00 4.50 4.80 3.20 3.80 4.30 3.50 4.90 4.80 3.80 2.00 4.40 3.40 4.50 4.50 4.50 4.00 4.60 2.30 2.80 2.30 2.80 2.30 2.90 4.40 4.00 4.60 45o 1.30 2.00 4.40 3.70 2.80 4.60 θ1=0o 2.10 =30o 30o 2.6 0.30 3.70 3.10 =15o 30o 2.80 3.80 3.00 3.60 45o 2.20 2.90 4.40 3.30 2.90 4.30 2.30 2.10 θ1=0o 1.70 3.90 4.80 4.40 4.00 3.50 5.20 2.80 3.10 1.10 =15o 30o 2.40 3.40 4.10 θ1=0o 1.30 2.00 4.10 45o 1.00 4.30 3.50 4.80 2.60 θ2 15o 1.50 4.80 3.10 =30o 30o 2.90 4.70 2.90 4.70 3.30 2.30 2.30 3.40 3.70 3.60 3.20 2.2 H=5m 0.00 3.30 3.70 3.80 2.80 2.6 0.20 2.20 3.90 4.90 3.50 4.60 1.60 2.00 5.60 45o 2.8 1.40 3.2 θ1=0o 1.80 4.2 θ1=0 o θ2 15o 2.60 45o 2.10 =30o 30o 2.30 3.60 =30o 30o 2.00 4.70 2.4 0.30 3.20 3.90 4.60 θ2 15o 1.10 = 0o 30o 2.70 2.60 θ2 15o 3.30 2.2 3.40 3.50 5.90 4.60 1.30 2.70 2.50 4.80 3.60 1.30 3.10 3.50 5.10 4.50 4.80 3.30 3.40 3.20 2. exceto na região assinalada.10 θ2 15o 3. conforme a solução geométrica para o bloco.60 45o 1.80 3.30 3.90 4.30 2.80 3.80 3.80 3.50 4.30 3.80 3.40 4.8 1.60 45o 2.40 4.60 1.80 2.80 3.00 4.90 4.90 3.20 3.80 2.80 2.30 2.4 0.10 =45o 30o 2.30 3.40 4.0 1.60 3.20 2.10 D (m) 0.30 2.70 3.30 3.10 45o 1.30 2.20 3.60 θ2 15o 2.30 2.70 2.10 = 0o 30o 2. Largura da base do bloco B = 3D.10 θ2 15o 2.40 4.80 2.90 3.0 1.10 45o 3.40 3.8 1.60 2.30 3.40 4.10 θ1=0o 2.40 4.30 3.40 4.90 4.40 3.40 5.60 θ2 15o 2.50 4.90 4.30 2.30 3.50 4.6 0.00 4.70 3.80 3.tabelado.80 3.50 5.20 2.10 1.60 θ2 15o 2.80 3.20 3.80 2.70 2.50 4.40 5.80 4.40 3.10 45o 2.30 3.30 2.70 3.70 3.90 4.30 3.40 4.60 1.70 2.30 3.50 3.00 4.70 2.2 θ1=0o 1.50 4.30 2.6 0.30 3.80 3.80 2.00 3.BLOCOS DE ANCORAGEM – COMPRIMENTO DA BASE Tipo de Terreno: Rocha D (m) 0.10 45o 1.00 4.30 2.0 1.70 3.30 3.90 4.2 H=25m 0.60 1.90 3.80 3.4 0.40 3.40 4.80 3.80 2.50 4.40 3.40 4.00 4.20 3.80 3.60 θ2 15o 2. onde deve ser B = 4 D.80 3.2 H=20m 0.30 2.70 2.70 3.80 3.30 2.80 3.40 3.20 2.30 3.10 45o 3.80 3.00 θ1=0 o θ2 15o 1.00 3.30 3.30 2.2 H=10m 0.20 2.70 2.80 2.30 3.00 4.80 3.00 3.30 3.60 1.00 1.60 45o 1.40 4.10 3.00 4.70 3.40 3.20 3.90 3.00 4.10 3.70 3.30 3.50 4.4 0.50 5.40 5.10 45 o θ1=0 o θ2 15o 2.00 4.40 4.90 4.90 4.90 3.80 2.70 3.20 2.10 3.30 3.10 D (m) 0.80 3.50 4.30 3.50 5.10 45o 1.80 2.20 2.20 3.00 4.00 3.10 =45o 30o 2.10 =15o 30o 2.40 4.80 3.30 2.00 3.20 3.Tabela 7 .00 3.00 4.30 2.80 2.50 5.00 4.30 3.80 3.10 = 0o 30o 3.70 3.80 2.30 2.40 4.80 3.20 2.80 3.80 4.30 3.30 3.80 2.30 3.30 3.30 2.00 4.30 2.20 2.20 2.40 3.40 5.0 1.00 4.80 2.00 3.40 3.8 1.40 3.10 =45o 30o 2.00 3.70 2.40 3.00 5.00 4.70 3.80 2.80 3.70 3.10 NOTA: Altura do bloco A ≥ 2 D. .8 1.30 2.40 3.00 3.40 3.30 2. Comprimento da base do bloco C .30 2.90 4.10 θ1=0o 2.00 5.50 4.2 θ1=0 o θ2 15o 2.30 2.60 =45o 30o 2.4 0.30 2.50 4.80 2.20 2.80 2.30 2.40 4.90 3.30 2.00 4.60 3.10 45o 1.00 4.2 θ1=0o 1.70 2.00 4.60 θ1=0o 1.30 2.60 θ1=0 o θ2 15o 2.30 2.10 2.10 θ1=0 o θ2 15o 2.20 2.30 2.30 2.0 1.90 3.80 3.30 3.30 2.10 θ1=0o 1.40 3.70 3.80 3.80 3.10 45o 2.60 2.00 θ1=0o 3.60 =30o 30o 2.40 4.30 4.10 θ1=0o 1.00 5.00 4.10 D (m) 0.6 0.00 45 o θ1=0 o θ2 15o 2.30 3.20 2.30 3.30 3.50 4.90 4.80 2.80 2.00 4.10 = 0o 30o 2.50 4.20 2.80 2.00 4.

medida no plano da seção longitudinal (na direção do eixo do túnel) e na seção transversal (na direção perpendicular ao eixo do túnel). No trecho onde se requer a sua blindagem o diâmetro final interno será circular. O mais comum nestes casos é ter o túnel de baixa pressão. onde. cujos conceitos são os seguintes: L> KH γ r cos β . deve ser considerada como em arco-retângulo. O túnel de adução deve ser projetado para resistir à pressão máxima interna decorrente das condições operacionais extremas da usina. será considerada nos seguintes casos: • quando a topografia for desfavorável à adução em canal ou conduto de baixa pressão. a seção de escavação do túnel. . a seguir). Essa opção. O traçado do túnel deve representar.TÚNEL DE ADUÇÃO Arranjos com Túnel de Adução Quando a casa de força da PCH não é incorporada ao barramento. por interesses construtivos. de cada seção/estaca (m). como exposto anteriormente no ítem ARRANJO E TIPO DAS ESTRUTURAS. em qualquer direção. • quando a rocha no trecho a ser atravessado pelo túnel se mostrar de boa qualidade. com pequena declividade e a chaminé de equilíbrio e o túnel de alta pressão ou conduto forçado a céu aberto até a casa de força. até a superfície estimada do topo rochoso. de baixa permeabilidade e sem suspeita de ocorrência de materiais erodíveis ou solúveis. poderá ser cogitada a adução das vazões através de túnel. • quando houver solução econômica para a implantação de uma chaminé de equilíbrio (se esse dispositivo se mostrar necessário). com o ângulo de mergulho do túnel sendo ditado pela busca de cobertura de rocha mais favorável (ver Figura 1. Em alguns casos não se caracterizam os trechos de baixa e de alta pressão. de preferência. a partir do túnel. a princípio. L menor distância (cobertura). a ligação mais curta entre a tomada d’água e a casa de força e deve atender ao critério de cobertura mínima de rocha preconizado por Bergh-Christensen e Dannevig (1971). normalmente. • quando houver suficiente cobertura de rocha ao longo da diretriz prevista para o túnel. Critérios Gerais para o Projeto do Túnel Normalmente.

massa específica da rocha (t/m3). coeficiente de sobrelevação para a pressão. γr β ARRANJO DE TÚNEL COM TRECHOS EM BAIXA E EM ALTA PRESSÃO ARRANJO DE TÚNEL COM INCLINAÇÃO EM DIREÇÃO À CASA DE FORÇA ARRANJO DE TÚNEL EM BAIXA PRESSÃO ACOPLADO A CONDUTO FORÇADO A CÉU ABERTO Figura 1 . a seguir. menor inclinação média da superfície do terreno natural. adotado 1. Esses parâmetros são ilustrados nas Figuras 2 e 3. verificada na seção longitudinal e na seção transversal.3 .H K carga estática máxima de pressão d'água na seção em estudo (m).

o túnel deve ser traçado de modo que o ponto mais alto fique sempre. abaixo da linha piezométrica no caso mais desfavorável. isto é. EM UMA SEÇÃO. quando o nível d’água alcança o mínimo minimorum no reservatório e na chaminé de equilíbrio (se existir). necessariamente. Na definição do traçado do túnel deverá ser levado em conta que o prazo de construção depende da produção diária. . os trechos de grande declividade devem ser concentrados em pequenas extensões. tendo em conta requererem métodos construtivos diferenciados. O ângulo de mergulho deverá ser adequado à necessidade de recobrimento de rocha. não se recomendando declividades inferiores a 1%. A análise deverá ser precedida de. além de informar sobre as características da rocha e sua adequabilidade para comportar o túnel. um caminhamento sobre a diretriz projetada para o túnel e um mapeamento geológico de superfície. NA MESMA SEÇÃO. Quando a geometria do arranjo exigir. com segurança. utilizando-se túneis/janelas intermediárias. talvez se mostre necessário prever frentes de ataque adicionais. com a participação de um geólogo. a camada de solo superficial e a posição da superfície do topo rochoso em cada seção. Se o traçado for muito longo.L> KH γ r cos β β N H L N' ESTACA N VERIFICAÇÃO DO CRITÉRIO DE COBERTURA. QUANTO ÀS CONDIÇÕES DO PERFIL LONGITUDINAL β H L SEÇÃO NN' ESTACA N VERIFICAÇÃO DO CRITÉRIO DE COBERTURA. pelo menos. a fim de estimar. QUANTO ÀS CONDIÇÕES DO PERFIL TRANSVERSAL Figura 2 A análise do traçado deve ser efetuada a cada estaca da diretriz do túnel (espaçamento de 20 m) e contar. De forma geral. Em perfil. com particular atenção nos talvegues a serem atravessados. com critério. tendo em conta aspectos construtivos ligados à drenagem das águas de infiltração. a declividade máxima deve se limitar a 12%. em cada frente de execução.

coeficiente de Darcy-Weisbach. em outros trechos localizados será determinado pelo atendimento à condição da fórmula de Bergh-Christensen e Dannevig. nos trechos em que o critério de cobertura mínima de rocha é atendido. velocidade média do escoamento no túnel (m/s). O comprimento necessário do trecho blindado. L D V g b) Coeficiente de Perda de Carga O coeficiente de perda de carga f é uma função da rugosidade da parede. a princípio não será previsto revestimento do túnel. eventualmente. por imposições geológico/construtivas. apenas. onde hf f perda de carga no túnel (m). na chegada à casa de força e. Critérios para o Dimensionamento Hidráulico do Túnel a) Dados e Parâmetros para o Dimensionamento Os dados e parâmetros para o dimensionamento hidráulico do túnel são os relacionados pela formulação de Darcy-Weisbach L V2 hf = f D 2 g .58 n n2 D 0. . aceleração da gravidade (m/s2). onde: coeficiente de Manning. f = 124.Considerando a qualidade do maciço. diâmetro de referência (base ou altura da seção arco-retângulo) (m). pode ser estimado pela expressão a seguir. O revestimento deve ser necessário. Simplificadamente. comprimento do túnel (m).333 . do diâmetro do túnel e da velocidade do escoamento. nos trechos onde a cobertura de rocha é insuficiente e. A seguir são sugeridos valores para o coeficiente de Manning a ser adotado de acordo com o tipo de revestimento. em trechos localizados. que varia em função da rugosidade das paredes do túnel.

A estimativa da perda é feita estabelecendo-se hipóteses para o diâmetro e rugosidade das paredes do túnel. sob o aspecto do aproveitamento hidrelétrico.COEFICIENTE DE MANNING REVESTIMENTO Sem revestimento Concreto Aço n 0. Para efeito deste Manual. nunca será a ditada pela velocidade máxima admissível. por método convencional. • • para projetos com pequenas vazões para geração. a seção do túnel será ditada pelas menores dimensões que permitem a realização de escavação subterrânea de rocha.50 m. deve variar entre 2% e 5% da queda bruta disponível para geração. por seus trechos característicos. A perda de carga no túnel de adução.010 c) Rotina para Dimensionamento A perda de carga a ser assumida para o projeto do túnel é uma questão econômica. o projeto deve considerar inicialmente o túnel não revestido. Dois aspectos devem ser lembrados: • • a seção mais econômica. A determinação de uma situação de economicidade ótima para projeto envolve uma análise com várias hipóteses de diretrizes alternativas. sugere-se a seção arco-retângulo com altura e largura iguais a 2. A consideração posterior de análise marginal de benefício/custo pode ser efetuada para verificação da hipótese do revestimento do túnel.013 0. diâmetros de túnel e revestimentos. confrontando-se as alternativas de diâmetros de projeto com custos e prazos necessários para execução de revestimento. devendo ser compreendida como uma quantidade renunciada de energia. A extensão e diâmetro do túnel podem se mostrar determinantes nessa análise. que deve se mostrar percentualmente baixa. de forma econômica. já que o dimensionamento ótimo será ditado pela adequada análise da perda de carga no túnel (energia de geração renunciada). a qual deve levar em conta. os possíveis benefícios relacionados com redução nos prazos de obras. total ou parcial (em trechos). . Se as condições de cobertura mínima de rocha são atendidas.025 0. de forma geral. inclusive.

onde serão necessários aplicar métodos de escoramento. sem revestimento. Na escavação do túnel. em trechos do maciço de qualidade inferior à prevista. para efeito do presente Manual. normalmente. em concreto ou blindado. de 1. condições das fraturas e intrusões). coerência e condutividade hidráulica). sobrelevada do coeficiente de sobrepressão considerado. deverão ser função dessa classificação. tratamentos e contenção específicas.3. por geólogo com experiência. tratamento e contenções. Nesse processo. O dimensionamento da espessura do revestimento deve considerar duas situações: • • o revestimento deve atender. juntas de alívio. à carga máxima de pressão interna. no desemboque. de Bergh-Christensen e Dannevig. em conduto forçado. quando a cobertura de rocha. alteração. entretanto. curto. de esmagamento do revestimento. avaliação dos seus parâmetros geológico/geotécnicos (graus de fraturamento. esse revestimento é uma blindagem em aço. e • • um trecho. ou em túnel revestido. b) Cálculo de Túnel em Operação A situação de carregamento com o túnel em operação é facilmente visualizada e não cria dúvidas quanto à sua aplicação. enquanto o túnel percorre o maciço com cobertura suficiente. o túnel de adução apresenta dois trechos distintos: • • um trecho. normalmente. adicionalmente. Na chegada à casa de força. e • • o revestimento deve atender. à condição reinante na operação de esvaziamento do túnel.Premissas para o Dimensionamento do Revestimento A necessidade de revestimento/escoramento será condicionada por considerações econômicas e pela qualidade do maciço rochoso a ser atravessado. em cada trecho. ou seja. mais longo. quando as pressões externas do lençol freático natural ou do lençol artificial criado pelo funcionamento do túnel atuam no sentido contrário. a céu aberto. no caso. como já exposto. que o classificará em diversas classes. for insuficiente. normalmente. O primeiro dimensionamento deve considerar a hipótese que o revestimento é responsável . cada avanço de escavação do maciço rochoso deverá ser acompanhado por um geólogo no campo. O revestimento. deve ter o mesmo critério de dimensionamento de uma tubulação forçada a céu aberto. de acordo com o critério adotado por projeto. de acordo com o tipo de rocha. calculada pela diferença entre o nível d'água de montante e a cota de piso do túnel. sempre devem ser previstas surpresas. além de suas feições estruturais (falhas. a) Condições para Cálculo Normalmente. a qual deve ser avaliada. integralmente. em cada ponto. Os tipos de escoramento.

• • verificar o dimensionamento da espessura da blindagem para a condição de túnel esvaziado e a pressão externa máxima prevista nessa situação. podendo entretanto se verificar eventuais e limitados desprendimentos de blocos das paredes. c) Cálculo de Túnel Esvaziado Já para esse caso. criado pela infiltração de água proveniente do próprio túnel. originado da acumulação de água de chuvas e/ou o lençol artificial. através da formação de um lençol artificial. mas observa-se que o maciço é francamente drenante. proveniente do trecho do túnel sem revestimento. quando do esvaziamento. sem considerar que parte da carga possa ser absorvida pela rocha. não traz preocupações. cujo valor máximo correspondente à carga hidráulica reinante no lençol. criam-se condições para a ocorrência de pressões de esmagamento sobre o revestimento. a condição básica para dimensionamento é que o maciço rochoso sempre apresenta fissuras que podem se conectar com o lençol freático natural. subtraída da pressão atmosférica dentro do túnel. em seu trecho sem revestimento. Se lençóis naturais não são atravessados. Em contrapartida. No trecho revestido.por suportar todo o esforço. A primeira medida corresponde à instalação de um sistema de drenos envolvendo a blindagem. A segunda medida pode ser implementada através de injeções radiais no trecho de transição entre o trecho do túnel sem revestimento e a blindagem. Se o túnel atravessar lençóis d'água naturais dentro do maciço. esforços de esmagamento podem ser exercidos com o esvaziamento do túnel e algumas medidas de projeto devem ser previstas. tal situação fica evidente no acompanhamento do avanço da escavação e medidas para a continuidade da execução e convenientes drenagens deverão ser tomadas. contudo. como especificado a seguir. o mesmo poderá ficar saturado. recomendáveis e devem ter sua aplicação avaliada: • • limitar e reduzir a pressão externa através da drenagem das águas do lençol no entorno do trecho blindado. imediatamente antes do início do esvaziamento. na direção do trecho blindado e da encosta onde desemboca o túnel. Quando do esvaziamento do túnel. . dessa forma. além de se recomendar que o dimensionamento do revestimento considere valores envoltórios para a pressão máxima de cálculo. normalmente. o comportamento do trecho sem revestimento. Por ocasião do ensecamento do túnel. Três medidas de projeto são. • • reduzir o possível afluxo de água de saturação. o próprio túnel funciona como dreno.

considerou-se apenas o método de execução convencional. majorada de um coeficiente de segurança de 1. do avanço das escavações. pode ser de grande interesse a aquisição do equipamento pelo empreiteiro.50. reavaliadas. normalmente recomendada de 2 kg/cm2. assim como. já em estreito contato com empresas construtoras. como o TBM ("tunnel boring machine") e outras técnicas é uma questão a ser tratada por ocasião do projeto executivo.A discussão. de 30 mca ou 3 kg/cm2 No trecho de desemboque do túnel deve ser verificada a pressão máxima. não deve ser considerado como redutor na determinação da pressão máxima de esmagamento do revestimento. correspondente à diferença entre a cota da superfície do terreno natural e a do piso do túnel. premissas e recomendações aqui apresentadas são válidas para o projeto inicial do túnel. o efeito da drenagem da água de percolação. o custo unitário de escavação decorrente é bastante influenciado pelo volume e cronograma de escavação prevista pelo empreiteiro no seu programa global de obras. portanto. Por esses motivos. em função de equipamentos já adquiridos pelo empreiteiro. recomendadas nos dois primeiros itens. A pressão mínima a que o revestimento deverá resistir será. analisado seu conjunto de obras. Por outro lado. O revestimento deve resistir a uma pressão mínima de esmagamento correspondente à pressão de injeção do processo de ligação entre o maciço e a blindagem. Essa recomendação se deve ao fato que esse tipo de equipamento é encomendado com diâmetro de escavação especificado e seu custo de aquisição é elevado. os critérios. Os critérios. e em outros casos. Ao longo da execução das escavações torna-se indispensável o acompanhamento. Nessa ocasião. Caso esta pressão seja superior à pressão mínima de 30 mca. Por esse motivo. dispondo dessas informações ulteriores sobre o maciço onde se desenvolve o túnel. já na etapa de julgamento de suas ofertas. por geólogo. é a definição de uma pressão de cálculo de esmagamento da blindagem. considera-se que o assunto deve ser analisado em conjunto com os empreiteiros. ou seja de 20 mca. premissas e recomendações aqui constantes poderão ser. propostas podem ser ofertadas para implantação do túnel com diâmetros alternativos. quanto à terceira medida. não se mostrando possível prever as várias possíveis hipóteses antecipadamente. adequadamente. das injeções radiais. . ou seja. Em determinadas situações. A possibilidade e a economicidade da execução utilizando-se outros métodos. Métodos Construtivos Para efeito deste Manual. deverá então ser utilizada como pressão para o cálculo da blindagem. especificar pelo projeto um método construtivo alternativo como o TBM pode levar a uma séria limitação nas ofertas de preços por parte dos empreiteiros. escavação a fogo. atuante sobre a blindagem. No âmbito das recomendações desse Manual.

quantidade. ainda. nos locais onde o desnível é criado pela barragem. incorporada ao barramento. deverá ser analisada a necessidade de se prever uma sala para o centro de operação da PCH. Deve-se lembrar que. Cabe registrar que uma casa de força subterrânea não é uma escolha comum para pequenas centrais. Esses equipamentos são selecionados e dimensionados como apresentado no item EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS. em cada caso. elas poderão ser fornecidas pré-montadas. Dimensionamento A definição das principais dimensões da casa de força. Registra-se que no caso de máquinas de pequeno porte. cujas dimensões básicas deverão ser fornecidas pelo fornecedor dos equipamentos principais. portanto. Com base na potência. áreas destinadas aos equipamentos elétricos e mecânicos auxiliares definidos em cada projeto. Em qualquer caso. Deverão ser previstas. a cota de fundação da casa de força. Deverá ser definida. nas dependências da casa de força. como. por exemplo.CASA DE FORÇA Escolha do Tipo de Casa de Força Foi considerada. a cota do piso dos transformadores. Da mesma forma. como em todo projeto dessa natureza. Esse piso (cota). apenas. condicionado pelo tipo da turbina e do gerador. Além disso. A qualidade da curva-chave é de extrema importância para a fixação dessas elevações. deve estar a salvo de inundação. A estabilidade da estrutura deverá ser verificada para os casos correntes de carregamento. evidentemente. . As principais elevações da casa de força são definidas em função dos níveis d’água notáveis de jusante e da submergência da turbina. depende da quantidade e dimensões básicas da turbina e do gerador. Em seguida. Arranjos Típicos O arranjo típico da casa de força é. deve-se prever uma ponte rolante para os trabalhos de montagem e desmontagem em manutenções programadas. definem-se as cotas e a disposição das galerias de drenagem. a casa de força do tipo “exterior e abrigada”. deverá ser analisada a necessidade de área específica para montagem dos equipamentos. tipo e dimensões das máquinas. deverão ser dimensionadas as dependências da casa de força destinadas aos equipamentos elétricos e mecânicos auxiliares. a casa de força é acoplada a tomada d’água e. que depende da posição do tubo de sucção da turbina.

para garantir a manutenção do nível d’água mínimo necessário ao perfeito funcionamento das turbinas. Para os casos nos quais a curva-chave. como no canal de adução. seu dimensionamento hidráulico deverá ser realizado procurando-se reduzir sua escavação. No início do canal. A declividade do canal será. dos aspectos topográficos do local e das rampas admissíveis para os equipamentos de transporte e da disposição das obras a jusante. Os transformadores podem ser instalados dentro ou fora da casa de força. de acordo com a geometria do tubode sucção. deverá ser consultada bibliografia específica relacionada ao final destas Diretrizes. a largura no fim do canal de fuga deverá ter dimensão suficiente para não introduzir qualquer controle sobre o escoamento. deverá ser sempre laminar. a jusante do tubo desucção. em função da distância entre a casa de força e o rio. CANAL DE FUGA O canal de fuga. a jusante do tubo de sucção. também. deve-se adotar rampas ascendentes suaves. por exemplo. poderá ser necessário introduzir-se uma soleira afogadora. considerar o apoio da estrutura de saída da linha de transmissão. no entanto. Para os casos onde o maciço rochoso é fraturado. provocar aumento das perdas de carga. sem. Na confluência com o rio. Quando esse canal é escavado em rocha. especialmente nas proximidades do tubo de sucção. deverão ser tomados cuidados especiais no que diz respeito ao tratamento das paredes laterais e do fundo. A largura inicial deverá ser igual à largura da casa de força. para a descarga máxima turbinada. O comprimento será. O dimensionamento da parede de jusante da casa de força deverá. O escoamento ao longo do canal. Para os canais com superfície livre. Para os casos nos quais sejam necessários túneis de fuga. não é bem conhecida. . visando-se reduzir as possibilidades de erosões pelo escoamento (queda de blocos de rocha). em função das particularidades de cada caso. como 1 (V) : 6 (H) ou 1 (V) : 10 (H). em função da diferença de elevação entre o fundo do tubo de sucção e do rio.Os acessos externos deverão ser definidos em função da cota do piso principal da área de montagem. a largura é comumente variável ao longo de seu comprimento. é o canal através do qual a vazão turbinada é restituída ao rio. a jusante da casa de força. à exceção das turbinas Pelton que funcionam desafogadas. Métodos Construtivos Os métodos construtivos são os mesmos já especificados anteriormente para barragens de concreto. no caso das casas de força subterrâneas. entre a casa de força e o rio. variável. em alguns casos. O dimensionamento de sua geometria será sempre condicionado pelo tipo e dimensões da casa de força e pela distância entre a casa de força e o rio. variável. com velocidade baixa (V < 2 m/s). também.

. vazões de drenagem. para as fases de construção. ou de condições que as possam favorecer. deverá ser previsto um sistema de instrumentação. visando verificar: Escorregamento de encostas nas margens. Fornecer informações sobre os parâmetros específicos dos materiais da barragem. Essa instrumentação. ou a critério da projetista para outros casos em que se julgar necessário. condições térmicas ambientais e fator tempo (“aging of dams”). através de comparações entre grandezas medidas “in situ” e aquelas consideradas no projeto. Possibilitar revisões do projeto durante o período construtivo. após alguns anos de operação. Caracterizar o comportamento das estruturas em função da carga hidráulica. tensões internas. Assoreamento junto às estruturas. Fugas d’água do reservatório. Possibilitar uma avaliação do desempenho estrutural das obras de barramento. tem se constituído em prática rotineira a instalação de sismógrafos nas vizinhanças dos grandes reservatórios. ou de outras estruturas. quando estas tiverem altura maior que 15 m. de outras estruturas. e de suas fundações durante a construção. como especificado nas Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos da ELETROBRÁS. apesar da sismicidade no Brasil ter baixa intensidade. Fase de Enchimento do Reservatório Alertar sobre a ocorrência de eventuais anomalias que possam colocar em risco a segurança das estruturas de barramento. Registra-se que. conforme previsto no projeto (deslocamentos. subpressão. de enchimento do reservatório e de operação. deverá atender aos objetivos apresentados a seguir. Fase de Operação Verificar se o desempenho geral das estruturas e de suas fundações é satisfatório ao longo do tempo. com vistas à auscultação do comportamento dessas estruturas.). visando verificar a adequação dos critérios de projeto.INSTRUMENTAÇÃO Para as estruturas civis principais. Além da instrumentação das estruturas de barramento poderá ser de interesse monitorar a área do reservatório. etc. Fase de Construção Alertar sobre a ocorrência de eventuais anomalias no comportamento da barragem.

operação e análise). recomenda-se consultar o documentos “Auscultação e Instrumentação de Barragens no Brasil” – Volume I do 2o Simpósio sobre Instrumentação de Barragens – CBGB/1996.visando detectar possíveis sismos induzidos. . pode-se dispensar esse tipo de instrumento. No caso das PCHS. com reservatórios pequenos (igual ou inferior a 3 km2). instalação. Para o planejamento da instrumentação dos diversos tipos de estruturas e para avaliação dos diversos custos envolvidos (instrumento.

aceleração da gravidade (m/s2). onde: h V g k perda de carga em algum ponto do circuito hidráulico de adução (m). h=k V2 2 g . como deta-lhado a seguir (m/s). a qual é o produto de uma constante. k ca b) Perda na Grade da Tomada d’Água A perda de carga na grade da tomada d’água pode ser estimada utilizando-se a fórmula de Kirschmer. Perda na Aproximação a) A perda de carga no canal de aproximação pode ser estimada através da fórmula apresentada a seguir.01 e 0. aceleração da gravidade (m/s2). deve ser recalculado o valor da potência a ser instalada na PCH. que varia entre 0. Em seguida. onde: hca V g perda de carga no canal de adução (m). conseqüentemente. que varia para cada caso como se verá a seguir. ESTIMATIVA DAS PERDAS DE CARGA As perdas de carga são estimadas por uma equação do tipo a seguir especificado. . coeficiente de forma do canal de aproximação. coeficiente de perda de carga. determinar o valor final da queda líquida. velocidade do escoamento.DETERMINAÇÃO FINAL DA QUEDA LÍQUIDA E DA POTÊNCIA INSTALADA Após o conhecimento definitivo das dimensões físicas das estruturas que compõem o circuito de adução. pela energia cinética do escoamento.1. velocidade do escoamento (m/s). pode-se estimar o valor total das perdas de carga e. calculada para cada caso particular. V2 hca = kca 2 g .

coeficiente calculado utilizando-se a fórmula de Ganguillet e Kutter. deve ser computada somente a perda de carga devido ao atrito ( ha ). espaçamento entre as barras. velocidade média (m/s). que é igual à relação entre a área molhada e o perímetro molhado Rh . velocidade junto à grade (m/s).79 (*) b = largura das barras Para maiores detalhes sobre perda de carga na grade. o usuário deve consultar o Hydraulic Design Criteria . como exposto mais adiante. inclinação da grade. onde: S V C declividade da linha de energia = perda de carga unitária (m/km). Tabela 1 θ1 Vg kg TIPO DAS BARRAS Retangulares Circulares e1 / b (*) ≥5 ≥5 kg 2. c) Perda em Canais Para os canais de seção uniforme com escoamento em superfície livre. como exposto a seguir. Essa perda pode ser calculada utilizando-se a fórmula de Chézy. No quadro a seguir apresentam-se os valores mais comuns. onde: hg e1 e2 perda na grade (m).⎛e ⎞ hg = k g ⎜ 1 ⎟ ⎝ e2 ⎠ 4/ 3 sen θ1 V g2 2 g . sem curvas acentuadas (em cotovelo).42 1. espessura ou diâmetro das barras.Corps of Engineers . coeficiente de perda de carga cujo valor depende das dimensões da grade. V2 S= 2 C Rh .Carta 010-7. raio hidráulico (m).

1. ou Open Channel Hydraulics .015 0. coeficiente variável em função da forma da boca do conduto.017 0. devido ao atrito. em curvas.00155 ⎞ n ⎛ 1+ ⎜ 23 + ⎟ S ⎠ . d) Perda em Conduto sob Pressão A perda de carga em conduto sob pressão consiste no somatório das seguintes perdas: na entrada do conduto.010 0.4). • Perda na Entrada do Conduto ( he ) A perda de carga na entrada do conduto é estimada através da seguinte fórmula: he = ke V V2 2 g . onde: Rh ⎝ 23 + n coeficiente de rugosidade do canal apresentado a seguir (ver item 5. 0. como ilustrado na Figura ke . em reduções cônicas e em bifurcações.013 0.do canal.035 Para maiores detalhes sugere-se que o usuário consulte o Hydraulic Design Criteria Corps of Engineers . Tabela 2 Natureza das Paredes Cimento liso Argamassa de cimento Pedras e tijolos rejuntados Tijolos rugosos Alvenaria ordinária Canais com pedregulhos finos Canais com pedras e vegetação Canais em mau estado conservação n 0.011 0.020 0. ha = LxS . onde: velocidade média imediatamente a jusante da entrada (m/s).Ven Te Chow.00155 1 + S n C= 0. o valor numérico da perda de carga unitária devido ao atrito é praticamente igual à declividade do fundo do canal. Para canais de seção e declividade uniformes.030 0. onde: L comprimento do canal (km).Carta 631.

50 aresta ligeiramente arredondada Ke=0. é calculada utilizando-se a fórmula de Scobey: V 1. desprezando-se as demais.32 0. diâmetro interno do conduto (cm). Tabela 2 VALORES DE k a CONDUTO Aço (*) Cimento-amianto Concreto armado ka 0. comprimento do conduto (m) coeficiente que varia com o tipo de tubulação (ver quadro a seguir).1.78 boca em campânula Ke=0. a seguir.34 0.9 J = 410 Ka 1.23 Figura 1 • Perda por atrito ( he ) A perda de carga devido ao atrito. PERDA DE CARGA NA ENTRADA DA TUBULAÇÃO TIPOS DE BOCA c) a) saliente interno Ke=0.38 . onde: J Lcf Ka Di perda de carga unitária (m/km).1 Di .04 b) d) aresta viva Ke=0.

06 0.09 0. Esses valores são válidos para curvas nas quais: R ≥2 . onde: V velocidade média no conduto (m/s). V2 hc = kc 2 g . coeficiente de perda de carga nas reduções cônicas. diâmetro do conduto (m). isto é. como apresentado no quadro a seguir.13 • Perda nas Reduções Cônicas ( hr ) A perda de carga nas reduções cônicas é calculada utilizando-se a expressão a seguir. a jusante da redução (m/s). kr . Tabela 3 ÂNGULO DE DEFLEXÃO < 10o 10o a 15o 15o a 30o 30o a 45o > 45o kc 0 0. onde: D kc R D raio da curva (m). o ângulo de mudança de direção entre as partes retas de montante e de jusante de curva.(*) Novo. onde: V velocidade média no conduto. que varia de 0.03 0. V2 hr = kr 2 g . com juntas soldadas ou sem costura.005 a 0. coeficiente que varia com o valor do ângulo de deflexão da curva. • Perda nas Curvas ( hc ) A perda de carga nas curvas é calculada utilizando-se a expressão a seguir.010.

V kb coeficiente de perda de carga nas bifurcações. a montante da bifurcação (m/s). EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS . onde: hb = k b 2g velocidade média no conduto.• Perda nas bifurcações ( ) hb A perda de carga nas bifurcações é calculada utilizando-se a expressão a seguir. Para deflexão de 30o ou ângulo de 60o entre os braços e relação 1 < Ae / As < 2 . V 2 .escoamento para uma unidade. kb = 0. Quando o escoamento se dá pelos dois condutos. Ae . recomenda-se adotar: kb = 1.25 . o valor de kb é muito menor do que quando apenas um está funcionando. e a área da seção de escoamento dos braços de “saída”. a jusante da bifurcação. os estudos hidroenergéticos descritos em “ESTUDOS ECONÔMICO-ENERGÉTICOS” serão refeitos.20 . que depende da relação entre a área da seção de escoamento do conduto de “entrada”. Isto ocorre quando uma das unidades geradoras está parada ou quando apenas uma delas foi instalada. determinando-se o valor final da potência instalada. As . DETERMINAÇÃO DA POTÊNCIA INSTALADA Com os valores definitivos das perdas de carga. prevendo-se a instalação da outra no futuro. bem como da deflexão de cada um dos braços em relação ao alinhamento do tronco principal.escoamento para duas unidades.

800 1. porém a influência do tipo de gerador na escolha da velocidade de rotação da unidade é enfocado de um modo abrangente para os diversos tipos de turbinas. São considerados três tipos de geradores : assíncrono. síncrono com multiplicador de velocidade e síncrono sem multiplicador. Para o gerador assíncrono ou para o síncrono sem multiplicador. A escolha da velocidade de rotação da turbina depende da potência nominal. deve-se analisar.f / p onde : n = velocidade de rotação síncrona em rpm f = freqüência da rede em Hertz p = no de pólos do gerador As velocidades de rotação comumente utilizadas na frequência de 60 Hz. a velocidade de rotação é a mesma para turbina e gerador e.TURBINAS HIDRÁULICAS As turbinas hidráulicas utilizadas nas PCH devem ser escolhidas de modo a se obter facilidade de operação e de manutenção. Na escolha da turbina.200 900 720 600 514. da altura de queda. As características referentes a cada turbina serão tratadas juntamente com o tipo específico da turbina. a capacidade de imediato atendimento. deve-se procurar a velocidade síncrona mais próxima da calculada (conforme fórmulas típicas para cada tipo de turbina). por parte do fabricante. Essa velocidade de rotação pode ser calculada pela relação n = 120. Tabela 1 . sendo assim. e a disponibilidade para fornecimento de peças sobressalentes. pois a tendência é de que a usina seja operada no modo não assistido. dando-se grande importância à sua robustez e confiabilidade. do tipo de turbina e do tipo de gerador.1 240 225 200 . além dos parâmetros técnicos e do seu preço. são as constantes da Tabela 1.3 450 400 360 300 257.VELOCIDADE DE ROTAÇÃO No DE PÓLOS 4 6 8 10 12 14 16 18 20 24 28 30 32 36 ROTAÇÃO (rpm) 1. em caso de problemas durante o funcionamento.

conforme gráfico da Figura 1. normalmente. a ser utilizada pelo gerador. Seleção do Tipo de Turbina A queda líquida (m) e a vazão de projeto por turbina (m3/s) são os parâmetros utilizados para a escolha preliminar do tipo de turbina. a velocidade de rotação calculada para a turbina deve ser mantida. bastando interpolar os valores das linhas oblíquas. A correção para a velocidade síncrona. A potência (kW) estimada na saída pode ser obtida da mesma figura. será feita pelo multiplicador de velocidade. que aumentará seu valor. para 1800 rpm. ESCOLHA DO TIPO DE TURBINA Figura 1 . mesmo que não seja uma velocidade síncrona.Se a unidade possui multiplicador de velocidade. 1200 rpm ou 900 rpm.

queda líquida (m). PG = 9. utiliza o conceito de velocidade específica calculada através da queda e da vazão nominal pela fórmula: N qr = N qr n nQr0. na fórmula a seguir. altura de queda nominal (m). fator importante para o seu dimensionamento futuro. rendimento da turbina. A potência indicada no gráfico da Figura 1 corresponde à saída do gerador e supõe um rendimento constante para o conjunto turbina-gerador de 85%. onde: PG Q potência na saída do gerador (kW). onde: ns n velocidade específica da turbina. 75 . rendimento do gerador. vazão garantida ou nominal (m3/s). após consulta a diversos fabricantes especializados. nesse caso. devendo a escolha final ser feita. onde: velocidade específica da turbina.A partir desses dados. vazão da turbina (m3/s). pela fórmula : nPn0.5 n s = 1. as condições e parâmetros apresentados permitem que seja selecionado mais de um tipo de turbina. é possível determinar a velocidade específica da turbina.81QH liq η T η G .5 H r0. velocidade de rotação da turbina (rpm). Pn H liq A Norma NBR 12591 – Dimensões Principais de Turbinas para PCH. Qr Hr O gráfico constante deste Manual orienta o Usuário para uma solução viável. Em alguns casos. H liq ηT ηG Turbina Pelton • Aplicação .25 H liq . queda líquida (m). potência nominal da turbina (kW). velocidade de rotação da turbina (rpm).

com um ou dois jatos. colocado à frente de cada jato. por meio de agulha e de defletor. da potência desenvolvida. é aconselhável fazer uma comparação entre os custos do conjunto turbina-gerador para as diversas opções. com as conchas dispostas em sua periferia e posteriormente usinada. Tomar como referência a Figura 2. A elevação do ponto mais baixo do rotor deve ser aproximadamente um metro acima do nível de água máximo de jusante. ou seja.Na faixa das PCH. atende a quedas de 100 m a 500 m e potências de 500 a 12. Para maiores vazões. para em seguida ser convertida em energia mecânica no rotor da turbina. de acordo com sua experiência. que deve garantir o bom funcionamento e a durabilidade da máquina. pode ser construído a partir de uma peça única em aço inoxidável. Figura 2 . é aconselhável utilizar um defletor de água. tem por característica a transformação da energia potencial de queda em energia cinética no jato injetor. atuando em alguns dos injetores. Rotor . Com a tendência moderna de automação das usinas. e mesmo abaixo desse valor quando utilizado um maior número de jatos. é feito por meio de uma agulha móvel disposta no interior de cada injetor e acionada por mecanismo hidráulico. conseqüentemente. é escolhido o arranjo com eixo horizontal.O rotor. A Pelton se caracteriza por um rotor com pás ou conchas na periferia e por uma tubulação de adução alimentando um ou mais injetores. é possível parcelar a potência fornecida com a utilização de defletores de jato. Além disso. Assim. Em casos excepcionais a queda pode ir até 1000 m. Em geral. que poderá ser do tipo aberto/fechado ou do tipo de regulação contínua. e/ou para conseguir velocidades de rotação maiores. funcionando suavemente e praticamente sem cavitação até 20% da carga nominal. no âmbito destas Diretrizes. As fórmulas apresentadas a seguir para o dimensionamento são simplificadas e permitem a determinação das características principais da turbina para consulta aos Fabricantes. o arranjo poderá ser feito com três (menos utilizado) ou quatro jatos e o eixo na disposição vertical. a turbina Pelton. esse último necessário em casos de rede isolada. evitando o efeito indesejável de frenagem. classificada como turbina de ação. Em turbinas com vários injetores. • Dimensionamento Básico As dimensões finais da turbina deverão ser determinadas pelo Fabricante. integralmente fundida. Possui ótimas características de desempenho sob cargas parciais. peça de fundamental importância. • Descrição A turbina Pelton. Controle da Vazão – O controle da vazão turbinada e. deve-se considerar a utilização de controle duplo e conjugado da vazão. de modo que suas conchas fiquem distantes do espelho d’água.500 kW.

5 D1 = 12 d 0 n = ( 37.d 0 = 0. pois a mesma deve estar normalmente sincronizada em relação à freqüência da rede. Para obtenção de dimensões preliminares básicas destinadas à implantação das obras civis. Exceção é feita para os casos de utilização de gerador assíncrono ou com multiplicador de velocidade. É importante considerar que a velocidade de rotação calculada pela fórmula acima não é a definitiva.54 Q ij 0. No âmbito destas Diretrizes.5 ) / Q Hliq Q Z0 Qj Q ij d0 D D1 n queda líquida (m) vazão da turbina (m3/s) número de injetores descarga por injetor descarga unitária por injetor diâmetro do jato d’água (m) diâmetro do tubo de adução (m) diâmetro de incidência do jato sobre o rotor (m) rotação adequada para a turbina (rpm) As fórmulas acima indicam que a utilização de dois injetores na turbina Pelton ( Z o = 2 ) conduz a uma velocidade de rotação mais alta. a turbina Francis atende a quedas de 15 a 250 m e potências de 500 a 15000 kW possuindo ótimas características de desempenho sob cargas parciais de .3 Hliq 0.75 Z 00. o que normalmente corresponde a um gerador mais barato.5 ) / D1 ou n = 5.5 D = 3 d 0 Z 0 0. Turbina Francis com Caixa Espiral • Aplicação A faixa de aplicação da turbina Francis é bem mais abrangente.76 ( Hliq 0. pode ser utilizada a Norma NBR 12591 – Dimensões Principais de Turbinas para Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH).

A velocidade de rotação mais alta conduz a turbinas de dimensões menores e geradores mais baratos. Modernamente. funcionando ainda adequadamente entre 70 e 50 % da carga. Na periferia interna da caixa espiral. exige um posicionamento da linha de centro . Essa implantação visa facilitar os trabalhos de inspeção e manutenção. classificada como turbina de reação. • Descrição A turbina Francis com Caixa Espiral. Se o gerador escolhido for do tipo síncrono e não houver multiplicador de velocidade. A variação da potência fornecida pela turbina é obtida com a abertura ou fechamento das palhetas diretrizes situadas na periferia interna do pré-distribuidor em um conjunto chamado distribuidor. devendo ser consultado o Fabricante. dispensando o esvaziamento do tubo de sucção. para PCH utilizar o valor 1600. o valor encontrado deve ser corrigido para a velocidade síncrona mais próxima. segundo a fórmula : n= K P 0. Recomenda-se a escolha de uma velocidade de rotação que permita a disposição do rotor da turbina acima do nível de água de jusante. potência da turbina (kW). é aconselhada a disposição com eixo horizontal. Para a faixa de potência e vazão considerada neste Manual. tem por característica a transformação da energia potencial de queda em energia mecânica no rotor da turbina. embora com perda progressiva do rendimento.até 70% da carga nominal. Possui uma caixa espiral em aço ligada em seu lado montante a um conduto forçado. em caso de intervenção e reparo simples. Não é aconselhável o funcionamento da turbina abaixo de 50% da vazão nominal. Velocidade de Rotação – A velocidade de rotação é preliminarmente escolhida em função da queda e da potência da turbina. que poderá propor soluções específicas para o caso. Em compensação. onde coeficiente adimensional entre 1300 e 1900. o que facilita a instalação e a manutenção do gerador correspondente. caso necessário. um anel rígido suporta as pás fixas do pré-distribuidor. onde a qualidade e a garantia de menor manutenção compensam o custo maior.5 . Rotor – O rotor da turbina Francis é normalmente feito em uma única peça fundida e usinada. KH liq75 P 0. conforme descrito anteriormente. é vantajoso prever o rotor em aço inoxidável fundido.

podem ser utilizadas a título de orientação. No desenvolvimento do projeto. coeficiente de velocidade. o valor da velocidade específica deve ser diminuído. pode ser utilizada a Norma NBR 12591 – Dimensões Principais de Turbinas para Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH). o que permitirá a abertura do recinto do rotor sem necessidade de esvaziamento do tubo de sucção. • Dimensionamento Básico As dimensões finais da turbina deverão ser determinadas pelo Fabricante. Como alternativa. a elevação do rotor deve ficar cerca de 1. que deve garantir o bom funcionamento e a durabilidade da máquina. de acordo com sua experiência. Para obtenção de dimensões preliminares básicas destinadas à implantação das obras civis. queda líquida (m). As medidas estão referidas ao diâmetro máximo do aro de saída do rotor D2a .5 ) / n kU = 0. D3 = ( 84.0 m acima do nível máximo de jusante. .da turbina em elevação mais baixa com conseqüente aumento de escavação e de infraestrutura da casa de força. velocidade específica da turbina. velocidade de rotação (rpm). de acordo com a fórmula a seguir. Para isso.0 a 2. dentro dos limites admissíveis de cavitação da turbina. é possível determinar as dimensões principais em função do diâmetro nominal de saída do rotor da turbina ( D3 ).5 kU H 0. citada anteriormente. e de modo a permitir a previsão de espaço necessário à instalação dos equipamentos . Altura de Sucção – A altura de sucção deve ser calculada para determinar a elevação de assentamento da turbina. As dimensões básicas apresentadas na Figura 9 da Norma NBR 12591.27 ( 1 + n S /100 ) D3 kU H n nS onde diâmetro de saída da turbina (m). Para facilidade de inspeção e manutenção das turbinas Francis de pequeno porte. deve ser estudada a solução mais econômica. A Norma NBR 12591 indica o cálculo da altura de sucção em função da velocidade específica e da altura de queda. até que a pressão a jusante do rotor seja suficiente para garantir condições apropriadas de operação.

O arranjo pode ser com eixo vertical ou horizontal. conseqüentemente. apoiado na laje superior. A desvantagem é que haverá tendência a trabalhar com velocidade de rotação baixa. É aconselhável utilizar um coeficiente K entre 1300 e 1100. Com o eixo vertical. em virtude do baixo rendimento alcançado. A ausência de conduto forçado e de caixa espiral simplificam a concepção e diminuem o custo do equipamento. Altura de Sucção – A altura de sucção deve ser calculada para determinar a elevação de assentamento da turbina. o distribuidor e. como será descrito neste Manual. dispensando a existência de conduto e caixa espiral. deve ser utilizada com reservas. O fato de ser utilizado o fator K descrito acima. A câmara é normalmente construída em concreto e o tubo de sucção em chapas de aço em forma de cone. sendo o controle da vazão é feito por meio de um distribuidor semelhante ao utilizado na turbina Francis Espiral. como no caso de eixo horizontal. duas soluções são viáveis: o distribuidor da turbina apoiado na laje inferior ou. torna-se necessário prever uma tampa estanque entre a câmara da turbina e o recinto onde se localiza o gerador. Nesse segundo caso. Descrição A turbina Francis Caixa Aberta tem o rotor. eventualmente. um diâmetro um pouco maior.A turbina Francis Caixa Aberta é viável para baixas quedas até 10 m e potências de 500 a 1800 kW. No entanto. como será mostrado posteriormente. então. o tubo de sucção situados dentro de uma câmara em comunicação direta com a tomada d’água. implica se obter uma velocidade de rotação também menor e. . Modernamente. as empresas com tecnologia mais apurada preferem a escolha de turbinas do tipo “S”. com valor menor. • Dimensionamento Básico As dimensões do rotor da turbina são aproximadamente iguais aos valores obtidos com as fórmulas para turbina Francis Espiral e também podem ser obtidas na Norma NBR 12591. de modo a obter uma altura de sucção positiva.Turbina Francis Caixa Aberta Aplicação . • Velocidade de Rotação A mesma metodologia aplicada para a escolha da velocidade de rotação para turbina Francis Espiral pode ser usada para a turbina Francis Caixa Aberta.

mesmo a cargas parciais. A Norma NBR 12591 indica o cálculo da altura de sucção em função da velocidade específica e da altura de queda. o limite inferior de operação se limita a 40% da carga nominal. pode ser colocada na posição de eixo horizontal ou na posição inclinada. Turbina Tubular “S” • Aplicação A turbina Tubular “S” atende a quedas de 4 a 25 m e potências de 500 a 5000 kW para vazões de até 22. o que conduz a uma velocidade de rotação maior. Para isso. A utilização de rotor de pás fixas só é considerada se a variação de carga for pequena (entre 100% e 80% da carga nominal). dividindo a vazão afluente em duas partes. Turbina Francis Dupla Podem ser consideradas como variantes das turbinas Francis anteriormente descritas. ou seja. Caso o distribuidor seja fixo. a montante. assim chamada por ter o tubo de sucção em forma de “S”. Nesse caso. o valor da velocidade específica deve ser diminuído até que a pressão a jusante do rotor seja suficiente para garantir condições apropriadas de operação. já que a turbina é calculada considerando a metade da vazão para cada banda do rotor. menos freqüentemente. considerando a flexibilidade de operação nesse caso. Possui ótimas características de operação. desde que utilizado o rotor Kaplan de pás reguláveis.5 m3/s. deve ficar acima do nível máximo de jusante. a laje de piso da câmara aberta. são necessários dois tubos de sucção separados. Deve ser feita uma comparação econômica entre o custo maior da dupla regulação e seu benefício de ganho de produção de energia elétrica. Ligado ao rotor Kaplan. possui um eixo que se prolonga através da . o eixo se estende até um único gerador que poderá ter uma velocidade síncrona maior. o distribuidor também for regulável. caracterizando uma turbina de dupla regulação. A Francis Dupla tem por característica o rotor duplo. Conseqüentemente. • Descrição A turbina Tubular “S”. permitindo a inspeção e a manutenção desse recinto sem necessidade de esvaziamento do tubo de sucção. uma peça com uma única coroa. Se. mantida a mesma velocidade específica.Em turbinas Francis Caixa Aberta. dentro dos limites admissíveis de cavitação da turbina. adicionalmente. duas cintas e dois conjuntos de pás. a faixa de operação irá de 100% até 20% da carga nominal.

com influência direta no peso e preço da ponte rolante. Turbina Bulbo com Multiplicador • Aplicação A turbina Bulbo com Multiplicador atende a quedas de 4 a 12 m e potência até 1700 kW. de acordo com sua experiência. Velocidade de Rotação – A mesma metodologia aplicada para a escolha da velocidade de rotação para turbina Francis Espiral pode ser usada para a turbina “S”. A Norma NBR 12591 indica o cálculo da altura de sucção em função da velocidade específica e da altura de queda. As dimensões básicas resultantes são apenas orientadoras. Em turbinas tubulares Kaplan. colocado diretamente no fluxo de água. normalmente mais a jusante. que deve garantir o bom funcionamento e a durabilidade da máquina. Nesse caso. é uma razão para diminuição do rendimento da unidade. de modo a permitir a previsão de espaço necessário à instalação dos equipamentos. por meio de cálculos simplificados. permitindo que o gerador e eventual multiplicador de velocidade se situem fora da passagem hidráulica. • Dimensionamento Básico As dimensões finais da turbina deverão ser determinadas pelo Fabricante. o coeficiente K será usado com valor em torno de 2100. . usualmente. Altura de Sucção – A altura de sucção deve ser calculada para determinar a elevação de assentamento da turbina. A disposição do conjunto de geração leva ao arranjo de uma casa de força com vão grande. a linha de centro do rotor esteja abaixo do nível de água de jusante. A extensão do eixo de ligação entre rotor e gerador. As medidas estão referidas ao diâmetro da câmara do rotor D1 . a utilização de velocidades específicas altas faz com que. para permitir a inspeção e manutenção da turbina. A Norma NBR 12591 – Dimensões Principais de Turbinas para PCH indica as dimensões necessárias. que permitem a determinação de características principais da turbina para facilitar o arranjo civil.blindagem metálica. Nesse caso. a inclusão da comporta ensecadeira de jusante é necessária.

5 ) / n . uma vez que o multiplicador elevará a rotação para 1200 ou 900 rpm. Velocidade de Rotação – Metodologia semelhante à aplicada para a escolha da velocidade de rotação para turbina Francis Espiral pode ser usada para a turbina Bulbo com Multiplicador.É usada como alternativa à turbina tubular “S”. inclinado de 15o com a horizontal. incluindo um multiplicador de velocidade com engrenagens cônicas. e o multiplicador possui o mancal de escora para suportar o empuxo axial. O rotor tem o eixo na posição horizontal ou. É aconselhável utilizar um coeficiente K entre 1900 e 1800. ou alternativamente pela expressão abaixo. A limitação na potência está mais ligada ao multiplicador de velocidade do que à turbina.5 kU H 0. de preferência. que pode ser calculado segundo a norma NBR 12591. A turbina é. Construção – A turbina é normalmente fornecida totalmente pré-montada. trabalhando satisfatoriamente sob cargas parciais de até 10% a 20% da carga nominal. É própria para operação com grandes variações de vazão. no máximo. do tipo Kaplan com pás móveis. A utilização de turbina com pás fixas (tipo hélice) elimina a flexibilidade de operação com vazões abaixo de 80% da vazão nominal. permitindo que o gerador fique com o eixo a 90o do eixo da turbina. facilitando e encurtando o tempo para a montagem de campo. • Descrição O arranjo para o conjunto turbina-gerador permite projetar uma casa de força compacta. Caso seja necessário. de acordo com sua experiência. Apenas não é necessário procurar a velocidade síncrona do gerador. O multiplicador se situa a montante do rotor. normalmente em posição vertical. As medidas estão referidas ao diâmetro externo das pás do rotor D1 . tendo o gerador acoplado ao eixo de saída. D1 = ( 84. O rotor possui três ou quatro pás em aço inoxidável. o multiplicador pode ser desmontado independente da turbina. que deve garantir o bom funcionamento e a durabilidade da máquina. • Dimensionamento Básico As dimensões finais da turbina deverão ser determinadas pelo Fabricante.

85 + ( n S / 600 ) D1 kU H n nS onde: diâmetro externo das pás do rotor (m). Exceção é feita à empresa Ossberger. sendo aqui citados para conhecimento do usuário. As dimensões básicas apresentadas são apenas orientadoras. queda líquida (m). O Manual de Inventário da Eletrobrás trata da utilização desses tipos de turbinas. podendo ser utilizada a metodologia indicada na Norma NBR 12591. da ordem de 50 a 60%. Turbina Straflo – Essa turbina de fluxo axial possui o gerador disposto em sua periferia. Ainda está protegida por patente de um único fabricante estrangeiro e as dificuldades encontradas no seu desenvolvimento ainda não permitiram o seu uso intensivo. coeficiente de velocidade.kU = 0. Esse tipo de turbina é produzido por fabricante nacional de pequeno porte em potência inferior à faixa abrangida por este Manual. Para a faixa de potência utilizada e adicionalmente limitada pela vazão considerada máxima para PCH.Informações e pré-dimensionamento podem ser obtidas na Norma NBR 12591. usualmente. Turbinas Francis e Kaplan de eixo vertical . instalada no sul da Alemanha. Os fabricantes tradicionais de turbinas nacionais e internacionais não se dedicam ao fornecimento da turbina Banki. Altura de Sucção – A altura de sucção deve ser calculada para determinar a elevação de assentamento da turbina. utilizados em PCH. de modo a permitir a previsão de espaço necessário à instalação dos equipamentos. O rendimento obtido é baixo. velocidade específica da turbina. e devem ser referidas ao desenhos das Figuras 21 e 22 da Norma NBR 12591. velocidade de rotação em rpm. dificilmente será escolhida a turbina Francis ou Kaplan de eixo vertical. . Outros Tipos de Turbinas Alguns tipos de turbinas não têm sido. que é especializada no assunto. Turbina de fluxo transversal ou Michell-Banki – Informações e pré-dimensionamento podem ser obtidos na Norma NBR 12591.

Torna-se. e nesse caso. o aumento da velocidade de fechamento do distribuidor implica. O aumento da sobrepressão é indesejável. sobrevelocidade transitória da unidade e sobrepressão no conduto de adução. Para uma determinada unidade geradora. Esses limites variam para cada caso. já que o tempo de fechamento do distribuidor é mantido constante. pois implica em dimensionar a chapa do conduto com espessura maior. então. Nesse caso. necessário o acréscimo de material. o volante de inércia servirá para manter a sobrevelocidade da unidade e a sobrepressão no conduto a montante do distribuidor da turbina. e é normalmente menor do que o custo adicional para aumento de espessura de chapa do conduto de adução. dentro de limites preestabelecidos no projeto da usina.Volante de Inércia Nas unidades geradoras de pequena capacidade pode ocorrer que o efeito de inércia (GD2) das massas girantes seja insuficiente para garantir uma regulação estável. Quatro grandezas tem um inter-relacionamento na variação brusca de carga e em suas conseqüências. ligados diretamente ao eixo do gerador e denominados volantes de inércia. o regulador comanda a tomada de carga até o valor estipulado pelo operador. São. A seguir. Em caso de rejeição de carga total ou parcial. permanecendo no monitoramento desse valor e certificando que a unidade está sincronizada coma rede. dentro das condições de regulação estabelecidas. previstos discos de aço ou de ferro fundido. O custo do volante de inércia pode ser estimado como 0. . ou seja gerando um custo maior. simultaneamente. que resulte em aumento do efeito de inércia (GD2). pode ser necessário diminuir a sobrevelocidade transitória.1% (um décimo por cento) do custo do gerador para cada 1% (um por cento) de aumento no efeito de inércia das partes girantes. no caso de se optar por aceitar o aumento de sobrepressão anteriormente citado. a unidade geradora acompanha a freqüência da rede. Em caso de ligação com rede elétrica de grande porte. o aumento do efeito de inércia girante produzirá o efeito desejado sem interferir com a sobrepressão no conduto. São elas: efeito de inércia das massas girantes. Porém. em caso de rede interligada ao sistema. assim. em aumento da sobrepressão ou conduto de adução e em diminuição da sobrevelocidade transitória. mas podem ser tomados como primeira referência os valores limites de 30% de sobrepressão e 50% para sobrevelocidade da unidade. o regulador não terá capacidade para controlar as variações bruscas de carga na unidade geradora. e o regulador passa a ter a função de controlar a potência ativa fornecida pela máquina. Sistema de Regulação O sistema de regulação em unidades de PCH tem por objetivo inicial permitir a tomada de velocidade até a rotação nominal de projeto e posterior sincronização da unidade com a rede elétrica. velocidade de fechamento do distribuidor.

a eliminação de areia ou qualquer outro material decantado no fundo do reservatório. O Comprador deve preencher formulário próprio fornecido pelo Fabricante. As comportas que auxiliam a inspeção e a manutenção das estruturas civis. porém sujeitas a pressões consideráveis. como canal de adução. isto é. são comportas de pequenas dimensões. possibilita a chegada de óleo sob pressão até o servomotor hidráulico ligado ao distribuidor ou ao injetor (tipo Pelton) da turbina. EQUIPAMENTOS HIDROMECÂNICOS COMPORTAS As comportas hidráulicas são previstas com o objetivo de bloquear uma passagem hidráulica. de acordo com sua função.m. O atuador. sob queda máxima. e é medido em N. Atualmente. podendo operar normalmente fechadas ou normalmente abertas. os fabricantes possuem reguladores de velocidade padronizados de diversos tamanhos. O distribuidor ou o injetor regula a vazão de água passando pelo rotor. e este fornecerá catálogo e indicará o regulador de velocidade apropriado para o caso. fora de operação. válvulas distribuidoras e acessórios. filtro. por estarem situadas próximas ao fundo do reservatório. acumulador de pressão. um dimensionamento preliminar da estrutura das mesmas. constituído de bomba. Em geral. da posição fechada até a abertura máxima. . em forma de tabelas. O trabalho necessário para mover o distribuidor da turbina.O regulador de velocidade pode ser eletro-hidráulico ou digital. sendo a ligação entre as partes feita pela válvula proporcional. O regulador de velocidade é formado por duas partes distintas: a parte eletro eletrônica e a parte hidráulica ou atuador. A Norma NBR 12289 – Seleção de comportas hidráulicas para pequenas centrais hidrelétricas (PCH) indica diretrizes para a seleção de comportas e fornece. por ocasião de sua abertura. controlando desse modo a variação de potência fornecida pela turbina. As comportas de desarenação ou limpeza têm a função de permitir. para trabalho de regulação de até 32. tubulação de baixa pressão e passagens hidráulicas da Casa de Força.000 N.m. é chamado trabalho de regulação da turbina. permanecem normalmente abertas.

As comportas de ferro fundido são comportas pesadas. a madeira. são previstas para suportar colunas d’água de até 10 metros sobre a soleira. não tendo influência direta na produção da usina. a rapidez na manutenção implica diminuição do tempo ocioso ou improdutivo da usina.Material As comportas podem ser construídas utilizando o ferro fundido. possível a utilização de talha movida a corrente ou mesmo talha elétrica. A vedação. A grade deve ser. Guias e vedação As comportas são guiadas em seu movimento de subida e descida por perfis metálicos. o acionamento poderá ser feito manualmente. do tipo móvel colocada entre duas guias embutidas nas paredes laterais da tomada d’água. se possível. .sendo o conjunto fixado na travessa superior de armação. desde que a instalação completa esteja dentro das disponibilidades orçamentárias. As comportas de madeira são de construção simples. porém de uso limitado. também. o aço e. a fim de evitar o apodrecimento prematuro. por meio de haste de aço com rosca ligada à comporta e movimentada por pinhão ligado a um volante. padronizadas por algunsfornecedores. com o objetivo de impedir a passagem de detritos carreados peloescoamento. Acionamento Para pequenas comportas. porém o custo está relacionado à dificuldade crescente em se obter madeira de boa qualidade. As madeiras empregadas na fabricação das comportas devem possuir boa resistência ao tempo e à umidade. durante o projeto.Necessitam ser protegidas por adequada pintura. GRADES De acordo com o arranjo do projeto civil da tomada d’água. As comportas de aço são de construção leve. em alguns casos. Normalmente. baixo custo e de grande durabilidade. o que garante um baixo índice de vazamento. de preferência. No entanto. que possam danificar partes da turbina. É importante considerar o fato de que as comportas são elementos acessórios. principalmente na linha d’água onde a agressividade da corrosão é maior. chumbados ao concreto nas extremidades laterais. deverão ser previstos um ou mais painéis de grade. deve ser feita com perfis adequados de borracha sintética sobre quadro de aço inoxidável. É. deve ser feita uma comparação entre o investimento inicial necessário e os benefícios obtidos na eletrificação do acionamento das comportas. Assim.

quando. sem interferência com as demais. interrompendo o fluxo de água e protegendo a unidade. pode-se efetuar a abertura da Válvula por meio de volante.0 m. aproximadamente. o valor de 30 mm. a Válvula de Segurança. Em geral. Essa limpeza pode ser feita manualmente com auxílio de ancinho. para quedas médias. então. Podem ser encontradas no mercado nacional em tamanhos padronizados até diâmetros de 2. logo a montante da entrada da caixa espiral da turbina. é necessário quando a turbina for de pequena dimensão. A Válvula de Segurança assume as funções da comporta de emergência da tomada d’água. é efetuado por contrapeso ligado diretamente ao eixo do disco da Válvula. preconizado pela Norma. onde se acumulam detritos de toda a espécie. b) existência de uma tubulação de adução muito longa. Relativamente ao vão livre entre barras verticais. do tipo Gaveta. devem ser consideradas as dimensões finais das passagens hidráulicas da turbina. e principalmente folhas e plantas aquáticas. pois precisará também de ação manual. por razões de segurança. são abertas por meio de cilindro hidráulico com pressão do próprio regulador de velocidade. Para pequenos diâmetros e pressões não elevadas. o fechamento de emergência fica prejudicado. dividindo-se em duas ou mais para alimentação de diversas turbinas. VÁLVULA DE SEGURANÇA Dependendo do arranjo das passagens hidráulicas. Além disso. a Válvula de Segurança cortará o fluxo próximo da turbina. individual para cada turbina.A Norma NBR 12271 – Seleção de Grade para Pequenas Centrais Hidrelétricas indica diretrizes para o dimensionamento preliminar das grades. ou mecanicamente através de máquina limpa-grades. em caso de manutenção. As Válvulas Borboleta são de fácil instalação e manutenção e proporcionam boa estanqueidade. evitando que uma grande massa d’água passe pela turbina. após a rejeição de carga. Nos demais casos. após a abertura de uma válvula solenóide. O fechamento. Esférica ou Borboleta. Nesse caso. Deve haver previsão para limpeza periódica da grade. como orientadoras para a decisão do valor do espaçamento entre barras verticais da grade. o fechamento da Válvula permite o esvaziamento da caixa espiral e do tubo de sucção. liberando o óleo da parte inferior do cilindro hidráulico. quando então. nesse caso havendo comporta ensecadeira de jusante. A Válvula de Segurança é conveniente principalmente em casos de: a) existência de uma única tubulação de adução. . poderá ser necessária a instalação de Válvula de Segurança. poderá controlar o fechamento de cada uma delas. em caso de falha do mecanismo de controle da turbina.

já que. tendo em vista a baixa freqüência de utilização e a simplicidade do equipamento. Deve-se fazer uma programação para atender à manutenção rotineira. Para certas unidades horizontais. é possível contar com equipamento de levantamento móvel. correndo em monovia suportada por estrutura de concreto ou até mesmo apoiada na parede da Casa de Força. parando a unidade em época de estiagem. porém a um custo mais elevado. dependendo da capacidade e da disponibilidade de energia elétrica do usuário. permitindo um trabalho mais confortável. em monovia formada por perfil metálico do tipo “I”. os equipamentos de içamento são elementos destinados à montagem e à desmontagem das unidades. . possibilitando uma programação prévia da sua utilização. os equipamentos de levantamento poderão ser equipados com motores elétricos. as comportas em PCH não atuam como elementos de fechamento de emergência. A movimentação das comportas pode ser feita com talhas manuais ou elétricas. servirá para a manutenção da turbina. quando o tempo de retirada da máquina do serviço deve ser o menor possível. também.EQUIPAMENTOS DE LEVANTAMENTO Ponte Rolante e Talha Nas usinas hidrelétricas. O principal equipamento de levantamento é a ponte rolante da Casa de Força. Essas informações devem ser obtidas diretamente do fabricante do gerador. que. devendo a ponte rolante ser capaz de transportá-lo. Entretanto. Em certos casos. de um modo geral. A movimentação da talha ou da ponte rolante pode ser manual por meio de correntes. do gerador e dos equipamentos colocados dentro da Casa de Força. talhas de levantamento deslocando-se por meio de um trole. em casos de reparos. o gerador chega à usina completamente montado. A capacidade da ponte rolante deve ser suficiente para permitir a movimentação da peça mais pesada. normalmente o rotor do gerador. montado sobre caminhão. Sua importância está na facilidade e rapidez que proporcionam um trabalho emergencial de conserto de unidades. Utilizam-se. além de auxiliar na montagem das unidades.

Não é economicamente vantajoso.97% para geradores até 10 MVA.96% para geradores até 1 MVA. para a freqüência de 60 Hz. adota-se o acionamento indireto do gerador através de um multiplicador de velocidade. podem ser utilizados os seguintes valores: . O fator de potência deve ser definido em função das necessidades do sistema elétrico ao qual o gerador será ligado. PT = potência no eixo da turbina (kW). Na falta de informações. η G = rendimento do gerador. no caso de sistemas isolados. são os . . cos φ = fator de potência do gerador. conforme codificação estabelecida pela norma ABNT NBR 5110.95 é adequado. Quando o acionamento direto do gerador resultar antieconômico. ⎛ η ⎞ PG = PT ⎜ G ⎟ ⎝ cos φ ⎠ onde: PG = potência do gerador (kVA).98% para geradores até 30 MVA.GERADORES Determinação da Potência Nominal A potência do gerador é determinada após o cálculo da potência disponível no eixo da turbina. um fator de potência nominal de 0. Neste caso. através da fórmula a seguir. . Para o caso de geradores que operem interligados ao sistema elétrico. O rendimento do gerador deve ser obtido junto ao fabricante do equipamento. Sistema de Resfriamento Os sistemas de resfriamento mais comumente adotados para os geradores na faixa de potência das PCH. A rotação nominal do gerador fica definida quando se estabelece a velocidade nominal síncrona da turbina.80. utilizar geradores com fator de potência nominal abaixo de 0. usualmente utilizam-se geradores de 4. 6 ou 8 pólos.90 a 0.

para uma velocidade do ar de 2. ou tubos. aproximadamente.O gerador é do tipo autoventilado. O equipamento de proteção contra surtos para máquinas rotativas consiste de uma combinação de capacitores especiais e pára–raios tipo estação. O sistema de resfriamento é totalmente fechado. Com geradores dotados de trocadores de calor ar – água. Deve-se tomar cuidado com a qualidade da água disponível. grau de proteção IP23 e o ar ambiente da Casa de Força circula pelo gerador através de aberturas de ventilação. tubos ou placas onde é resfriado e retorna ao gerador. o que implica necessidade de limpeza periódica. grau de proteção IP23 e o ar ambiente da Casa de Força é admitido através de aberturas de ventilação e expelido para fora da Casa de Força por um duto de exaustão. Em qualquer caso. Nos locais próximos a indústrias. o ar fresco circula internamente através do gerador e o ar quente é forçado através de serpentinas. no caso da usina estar situada a jusante de cidades ou indústrias localizadas às margens do rio. 2. • IC W87 A81 – O gerador é do tipo autoventilado. Proteção contra Sobretensões Os geradores devem ser protegidos contra sobretensões originadas por descargas atmosféricas e surtos de manobras.O gerador é do tipo autoventilado. resultando numa operação termicamente mais estável do gerador. com o ar circulando através de um trocador de calor ar– água montado diretamente no gerador. que produzem alto índice de poluição. devem ser utilizados filtros nas entradas de ar. Neste caso. grau de proteção IP44. e proporcionando uma vida útil maior. ou impurezas que tendem a formar depósitos internos. o ar aspirado contém pó e pequenos insetos que se depositam nos canais de ventilação e nos enrolamentos do gerador. . • IC 21 .3 a 2. não está sujeito a entrada de animais e depósitos de poeira. ligados o mais próximo possível aos terminais do gerador. deve-se proceder a uma análise da água do rio para se detectar a existência de elementos químicos que possam atacar o material das serpentinas. Os dutos de exaustão devem ser providos de tela ou venezianas basculantes para impedir a entrada de pequenos animais. Para estimativa da ventilação da Casa de Força pode-se considerar que a vazão de ar requerida para o gerador é de. diminuindo a eficiência da ventilação. Nos sistemas IC 01 e IC 21.8 m3 por minuto para cada kW de perda do gerador. como o sistema é totalmente fechado.5 m/seg. além do fato que a variação de temperatura da água é menor e mais lenta do que a do ar. A função do conjunto é limitar a amplitude da onda de impulso e diminuir a inclinação da frente de onda que atinge os enrolamentos do gerador.seguintes: • IC 01 .

3( R + E ) .Devido às características de isolamento do gerador. n = rotação nominal (rpm). de maneira que deve-se procurar limitar a tensão de impulso ao valor de pico da tensão de ensaio à freqüência industrial estabelecida pela Norma ABNT NBR 5117. Para uma estimativa preliminar do peso de geradores com potência nominal acima de 5 MVA e velocidade nominal acima de 200 rpm. Estimativa do Peso Geradores horizontais na faixa de potência das PCHS. aproximadamente. 74 . sendo E peso do estator (t). onde os pesos são obtidos a partir da relação kVA/rpm. o rotor costuma ser a peça mais pesada a ser movimentada na casa de força. onde: R = peso de rotor (t). ⎛ P ⎞ R = K ⎜ 0G5 ⎟ ⎝n . ⎠ 0 . na maioria dos casos. . podem ser adotadas as fórmulas a seguir indicadas. a sua resistência a impulso é. Para geradores de eixo horizontal com potência nominal abaixo de 5 MVA pode ser utilizado o gráfico da Figura 1. o que facilita a sua instalação na obra. PG = potência do gerador (MVA). igual à resistência à freqüência industrial. definindo a capacidade da ponte rolante. deve ser previsto espaço suficiente para remoção do rotor no caso de reparo do gerador. E = 0. No arranjo da Casa de Força. K = 40 para gerador de eixo horizontal e 50 para gerador de eixo vertical. WT = 1. são completamente montados e ensaiados na fábrica. onde WT peso total (t). Para os geradores verticais.65R .

Peso de Geradores de Eixo Horizontal até 5 MVA 35000 30000 25000 Peso ( kg ) 20000 15000 10000 5000 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 kVA / rpm 9 10 11 12 13 14 15 16 Figura 1 .

deve-se adotar o esquema unitário. Tabela 1 Tensão do Gerador 220/380 ou 480 V 2300 V 4160 V 6900 V 13800 V Potência do Gerador Até 2 MVA Até 3 MVA Até 5 MVA Até 15 MVA Acima de 10 MVA Para aplicação de geradores em baixa tensão. variam com a tensão. considerando a perda de geração no caso de defeito no transformador. um transformador por gerador. Recomenda-se também que a distância entre o gerador e o transformador elevador não ultrapasse 50 m. A seguir. Tabela 2 Tensão primária 220/380 ou 480 V 2300 V Potência do Transformador Até 2 MVA Até 5 MVA . sugere-se que a tensão seja a maior possível (até 480 V). dando-se liberdade aos fabricantes de apresentarem proposta para o valor que julgarem mais adequado ao seu fornecimento. Como a potência do transformador pode influenciar na tensão do gerador. o que evidentemente deve resultar num custo total final mais reduzido. o valor especificado da tensão seja orientado.Tensão de Geração Quando o gerador está ligado ao sistema de transmissão através de um transformador. a determinação da tensão de geração é geralmente baseada em fatores econômicos. apresenta-se uma tabela que serve como orientação para seleção da tensão de geração que resulta numa solução economicamente atraente. mas também os custos da interligação gerador–transformador e dos equipamentos ligados à tensão de geração. Recomenda-se que. Caso a potência do transformador seja ultrapassada. ou seja. visto que o custo dos geradores varia pouco com a tensão e o custo dos painéis e da instalação elétrica é tanto menor quanto menor for a corrente nominal do gerador. apresenta-se também uma tabela sugerindo valores que resultam numa solução econômica para o transformador bem como de sua tensão primária considerando o caso de dois geradores ligados ao sistema através de um transformador. a menos que hajam razões especiais para se adotar uma determinada tensão. A escolha da tensão de geração deve considerar não só os custos do gerador. Convém observar que a solução de adotar um transformador para cada dois geradores deve ser analisada também sob o aspecto econômico. Os custos de um gerador. para uma determinada potência nominal e velocidade.

Os métodos mais comuns para o aterramento do neutro dos geradores são os relacionados a seguir. requerendo um estudo de estabilidade para definição dos parâmetros do gerador.4160 V 6900 V 13800 V Até 10 MVA Até 15 MVA Até 30 MVA Para que os proponentes apresentem preço para um projeto otimizado e adequado às necessidades do cliente. recomenda-se que sejam adotados os valores naturais de impedância dos geradores propostos pelos fabricantes. no caso de uma falta para terra no sistema. não devendo ultrapassar a elevação de temperatura da classe B. a utilização de materiais com isolamento classe F. é indispensável que sejam fornecidos os seguintes dados: . de modo a atender às especificações de desempenho da unidade geradora nas condições de regime permanente e transitório. Valores de Impedância Exceto nos casos em que a potência da PCH seja grande em relação ao sistema elétrico ao qual será interligada. O aterramento do neutro do gerador está diretamente relacionado com a proteção do gerador contra os efeitos nocivos das faltas para terra. fornecidos com terminais acessíveis para ligação do ponto neutro à terra. em virtude das suas caraterísticas técnicas e econômicas.dos estudos hidroenergéticos. que deverão ser compatíveis com as características do sistema de excitação. sem transformadores. operando em regime contínuo nas condições nominais com temperatura de referência do ar ambiente de até 40oC. ste método é mais adequado para o caso em que os geradores estão ligados diretamente ao sistema. . recomenda-se especificar que os enrolamentos do estator e do rotor possuam isolamento classe F. referentes ao valor do custo da energia e a taxa de juros que foi utilizada na avaliação econômica. a um valor suficiente para . Aterramento do Neutro Os geradores devem ser adequados para ligação em estrela. ou de 30oC para água de resfriamento. Com o intuito de prolongar a vida útil do equipamento. nos casos em que o gerador opere continuamente fornecendo a potência máxima. o resistor é dimensionado para limitar a corrente que circula no neutro do gerador. porém.os referentes às condições de operação das unidades geradoras (número de horas de operação anual para diferentes valores de potência). • Aterramento de baixa resistência com resistor no neutro. Classe de Isolamento Tornou-se prática comum.

. G 59 GN Figura 3 • Aterramento com transformador de distribuição. O neutro do gerador é ligado à terra através de um resistor com um transformador de potencial em paralelo. ste método é utilizado tanto para geradores ligados diretamente ao sistema quanto para sistemas unitários. O resistor é dimensionado para limitar a corrente de falta fase–terra para valores da ordem de 5 a 25A. vide Figura 2 G 51 GN Figura 2 • Aterramento de alta resistência com resistor no neutro.ensibilizar os relés de terra do sistema.

instalação e manutenção. obrigando os geradores síncronos da usina a operar com menor rendimento. passa a operar como gerador. O gerador de indução não possui excitação própria. que deverá ser fornecida pelo sistema ao qual será ligado ou através de capacitores. aproximadamente.5 e 5% acima da velocidade síncrona. A principal vantagem do gerador de indução reside no menor custo de aquisição. o gerador de indução está fornecendo sua potência nominal. . quando acionada acima de sua velocidade síncrona. O neutro do gerador é ligado à terra através de um transformador monofásico de distribuição com um resistor no secundário. Geradores de Indução Uma máquina de indução.a utilização de capacitores para fornecimento de reativo aumenta os custos e diminui a simplicidade da instalação. . regulador de tensão. equipamento de sincronização. da ordem de 300%. As suas desvantagens são: . A uma velocidade entre 1.o desligamento de um gerador de indução sob carga acarreta velocidades de disparo elevadas. regulador de velocidade. requerendo um sistema de controle e proteção relativamente simples. o que o torna inadequado para ser utilizado num sistema isolado.o consumo de reativo da rede diminui o fator de potência da usina. pela inexistência da excitatriz.G 59 GN Figura 4 Este método é muito utilizado nos sistemas de geração unitários.a impossibilidade de controle da tensão. . . limitando a corrente de falta fase–terra nos terminais do gerador para valores da ordem de 5 a 25A.

consiste em um pequeno gerador síncrono com o enrolamento de campo montado no estator e a armadura montada no eixo do gerador principal. O sistema de excitação sem escovas. cujo secundário alimenta um conversor tiristorizado que retifica a corrente alternada. G EXC Figura 5 O sistema de excitação estática consiste em um transformador de excitação normalmente ligado aos terminais do próprio gerador. A corrente de armadura é retificada por diodos montados no eixo da máquina e alimenta diretamente o campo do gerador principal. ou “brushless”. sem escovas. . e torna-se particularmente atraente sob o aspecto econômico para geradores com rotação nominal acima de 200 rpm. A corrente retificada alimenta o enrolamento de campo do gerador principal através de escovas e anéis coletores. Sistemas de Excitação Os sistemas de excitação mais comuns atualmente são: o de excitação rotativa. e o de excitação estática.Devido a estes aspectos e às restrições operacionais do sistema. onde não haja necessidade de recuperação rápida da tensão para grandes variações de carga (alta resposta inicial). Este sistema é comumente adotado para pequenos geradores. a aplicação de geradores de indução fica limitada a máquinas com potência até 1 MW.

b) Em Regime Transitório Para um curto circuito no lado de alta tensão do transformador. o sistema de excitação deve ser capaz de manter a tensão de excitação em 20% do valor de teto. para os casos em que o magnetismo residual da máquina não é suficiente para o auto escorvamento. utiliza-se. Como regra geral. para esta finalidade.G Figura 6 Durante a partida da máquina. O sistema de excitação deve possibilitar o ajuste da tensão para valores compreendidos entre ± 10% da tensão nominal. o sistema auxiliar de corrente contínua da usina e. desde vazio a plena carga. A definição dos parâmetros do sistema de excitação deve ser feita considerando as condições sob as quais o mesmo irá operar. torna-se necessária a utilização de uma fonte externa para a excitação inicial. Para operação em sistema interligado deverá ser analisada a estabilidade da máquina perante o sistema nos regimes permanente e transitório. utiliza-se uma fonte retificada incorporada no equipamento de excitação. as especificações mínimas de desempenho relacionadas a seguir devem ser atendidas. quando o tamanho requerido para a bateria tornar-se exageradamente grande e houver disponível uma fonte externa de alimentação em corrente alternada.5% do valor ajustado em toda a faixa de operação. Para efeito de estimativa da capacidade requerida da bateria para excitação inicial. para as máquinas maiores. pode– se adotar como máximo um valor de corrente igual a 60% da corrente nominal de excitação em vazio durante um tempo de 10 segundos. a) Em Regime Permanente O sistema de excitação deve ser capaz de manter a tensão nos terminais do gerador dentro de ± 0. Para as máquinas de menor porte. com variação de freqüência de ± 5%. quando a tensão .

. tensão nominal do enrolamento secundário. condições especiais. os mesmos sejam especificados para os valores superiores de tensão suportável nominal de impulso atmosférico constantes da Norma ABNT NBR 5356. deslocamento angular. Devem ser especificadas as seguintes características principais: • • • • • • • • • • • • potência nominal. Recomenda-se que. podem ser usados os dados de dimensões e pesos indicados nas Figuras 1 e 2 e Tabelas a seguir. os geradores não deverão perder o sincronismo quando da abertura de uma delas. de modo a utilizar um comprimento mínimo de cabos de interligação. o que possibilita um prazo de entrega mais rápido. acessórios desejados. devido à importância do transformador elevador para a usina. o que possibilita obter uma redução nos custos de aquisição e instalação dos cabos e menores perdas. tensão nominal do enrolamento primário. método de resfriamento. Nos casos em que a PCH estiver interligada ao sistema elétrico através de duas linhas. Para efeitos de uma estimativa preliminar de instalação dos transformadores. correspondentes a transformadores trifásicos de dois fabricantes distintos. menor custo de aquisição e mais facilidade de eventual reposição. Norma aplicável: NBR 5356. Para potências nominais acima de 5 MVA. impedância de curto-circuito. freqüência nominal.terminal do gerador for 20% do valor nominal. Recomenda-se procurar especificar um valor de potência padronizado. a utilização de transformadores com sistema de ventilação forçada começa a se tornar uma alternativa atraente. TRANSFORMADORES ELEVADORES O transformador elevador deverá ter potência nominal igual ou superior à potência máxima do gerador. Recomenda-se a instalação dos transformadores elevadores o mais próximo possível da casa de força. tensão suportável nominal de impulso atmosférico para os enrolamentos primário e secundário. designação da ligação dos enrolamentos.

Transformador Trifásico (Dimensões Preliminares – ver Tabela 1) 4 5 6 2 1 3 f a 50 7 g 8 H b h 9 10 11 N 1 o ACESSÓRIOS Bucha Bucha Ganchos para suspensão do Válvula de segurança Indicador de nível de óleo com Válvula de separação Dispositivo de manobra do Radiadores removíveis Secador de ar com silica-gel Placa de identificação e diagramas Termômetro para temperatura do Caixa com terminais para Sapata para macaco Rodas orientáveis Válvula para filtro prensa superior Terminal para terra (2) Tampa de inspeção Válvula para drenagem com 12 13 2 Bitola mxm 14 18 16 3 4 5 contato 6 transformador 15 17 l H1 H2 H3 7 8 9 L comutador sem carga 19 10 11 20 X0 X1 X2 X3 l óleo com contatos 12 13 14 equipamento de proteção 21 C1 C C2 15 16 17 18 amostra 19 20 adaptador para filtro prensa e retirada de Conservador de óleo Tampa de inspeção para o n 5 e o entrada de óleo 21 Relé de gás com contatos de alarme e desligamento (Vista frontal e de topo do transformador trifásico) Figura 1 .

5 3.5% 13.X3 MVA C L H h f l C1 C2 m a b g Parte Ativa Tanque c/ aces.5 3150 2250 2400 1800 600 1125 1525 1625 1200 2250 1800 4100 3130 870 1150 5150 1600 2050 1800 4470 Cotas em mm Pesos em kg Dimensões p / transp.X2 .H2 . kV 25 ± 2 x 2.5 2800 2150 2250 1700 550 1075 1250 1550 1200 2250 1700 4000 2810 750 940 4500 1600 1900 1700 3550 Cotas em mm Pesos em kg Dimensões p / transp. kV 34.8 2 2. Altura (mm).Tabela 1 BUCHAS H1 .75 2600 2900 3400 2150 2450 2750 2550 2600 2850 1900 1950 2100 650 650 750 1075 1225 1375 1300 1450 1700 1300 1450 1700 1200 1200 1200 2350 2500 2250 1900 1950 2100 4300 4500 4400 3370 3950 5750 930 1130 1740 1100 1270 1660 5400 6350 9150 1600 1600 1600 1950 2000 2200 1850 1950 2100 4270 5030 7550 LIGAÇÃO Δ YN 5 7.5 3700 3800 2800 3000 3050 3350 2200 2500 850 850 1400 1500 1700 1700 2000 2100 1435 1435 2450 2750 2200 2500 4700 5300 6950 8800 2110 2800 2090 2600 11150 14200 1600 1600 2400 2500 2200 2500 9170 11550 BUCHAS H1 . Peso c/ óleo (Kg) HZ 60 1. Comprim (mm).5 3700 3800 2800 3000 3050 3350 2200 2500 850 850 1400 1500 1700 1700 2000 2100 1435 1435 2450 2750 2200 2500 4700 5300 6980 8880 2170 2870 2350 2850 11500 14600 1600 1600 2400 2500 2200 2500 9930 12420 . Peso c/ óleo (Kg) HZ 60 1.H3 X0 .X2 . Óleo Total Largura (mm). Comprim (mm).5 ± 2 x 2.X1 .X1 .75 3000 3000 3400 2250 2550 2750 2500 2600 2850 1900 1950 2100 600 650 750 1125 1275 1375 1500 1550 1700 1500 1450 1700 1200 1200 1200 2250 2350 2250 1900 1950 2100 4200 4350 4400 3560 4050 5780 1010 1270 1830 1280 1480 1890 5850 6800 9500 1600 1600 1600 2050 2050 2200 1900 1950 2100 5040 5840 8230 LIGAÇÃO Δ YN 5 7.H2 .5 3. Óleo Total Largura (mm).8 2 2.H3 X0 . Altura (mm).X3 MVA C L H h f l C1 C2 m a b g Parte Ativa Tanque c/ aces.5% 13.

Altura (mm).Tabela 1 (continuação) BUCHAS H1 . Óleo Total Largura (mm).5% 13. Dimensões Comprim (mm).75 3650 3000 3450 2300 1150 1500 2000 1650 1435 3050 2300 5400 5900 2330 2770 11000 1600 2550 2300 9500 BUCHAS H1 .8 7.5 10 15 20 3800 4350 4300 5100 5100 3200 3300 3500 3800 3800 3550 3650 3950 4250 4450 2400 2500 2800 3100 3300 1150 1150 1150 1150 1150 1600 1650 1750 1900 1900 2000 2000 2000 2400 2400 1800 2350 2300 2700 2700 1435 1435 1435 1435 1435 3150 3500 3850 3850 4050 2400 2500 2800 3100 3300 5600 6050 6700 7000 7400 7120 9400 11750 14000 18100 2880 3600 4450 5800 6100 3400 4100 5200 5700 6800 13400 17100 21400 25500 31000 1600 1600 1600 1600 1600 2650 2900 2950 3200 3200 2400 2500 2800 3100 3300 11580 14600 18400 21300 26000 2 3100 2900 3300 2150 1150 1450 1900 1200 1200 2700 2150 4900 4130 1320 2100 7550 1600 2400 2150 6550 2.X1 .X2 .5% Δ 13.X2 . kV 88 ± 2 x 2. .H2 .X3 MVA C L H Cotas h f em l C1 mm C2 m a b g Parte Ativa Pesos Tanque c/ aces. p / transp. Altura (mm). Peso c/ óleo (Kg) HZ 60 2 4700 3300 3550 2400 1150 1650 2400 2300 2950 2400 5400 7600 3400 4300 15300 1700 3100 2400 13300 Cotas em mm Pesos em kg Dimensões p / transp.H3 X0 .8 YN 5 7. Peso c/ óleo (Kg) kV Ligação 69 ± 2 x 2. Comprim (mm).H2 . em kg Óleo Total Largura (mm).5 10 4800 4800 3300 3300 3950 4050 2770 2870 1180 1180 1650 1650 2500 2500 2300 2300 3180 3280 2770 2870 6000 6200 10050 12150 4150 5150 5000 5900 19200 23200 1700 1800 3200 3300 2500 2600 16200 19700 15 5450 3900 4400 3220 1180 1950 2600 2850 3730 3220 7000 15750 5750 7200 28700 1850 3450 2950 24500 LIGAÇÃO Δ YN 20 5500 4000 4500 3320 1180 2000 2600 2900 3830 3320 7200 18600 6800 8100 33500 1900 3500 3050 31000 .X1 .H3 X0 .X3 MVA C L H h F l C1 C2 a b g Parte Ativa Tanque c/ aces.5 3200 2900 3350 2200 1150 1450 1900 1300 1200 2750 2200 5000 4400 1760 2340 8500 1600 2550 2200 7340 Hz 60 3.

Óleo Total Largura mm.X1 .X3 MVA C L H h f l C1 C2 a b g Parte Ativa Tanque c/ aces.5% 13. . Altura (mm).8 7. . Peso c/ óleo (Kg) kV 138 ± 2 x 2.5 10 15 6000 6200 6400 3600 3800 4000 5100 5150 5300 3120 3170 3320 1980 1980 1980 1800 1900 2000 3400 3550 3600 2600 2650 2800 3400 3650 3850 3100 3150 3300 6500 6850 7200 10500 14400 18500 6500 6900 7600 7500 9200 10900 24500 30500 37000 1800 1900 1900 3800 3900 4100 3150 3200 3350 20000 26000 33000 LIGAÇÃO Δ YN 20 6600 4100 5500 3520 1980 2050 3600 3000 4050 3500 7600 22100 8300 11800 42200 1950 4100 3350 37500 HZ 60 5 5850 3500 4900 2920 1980 1750 3400 2450 3250 2900 6200 9600 4800 6900 21300 1800 3700 2950 18500 Cotas em mm Pesos em kg Dimensões p / transp.H3 X0 . Comprim (mm).Tabela 1 (continuação) BUCHAS H1 .X2 .H2 .

8 X 5.200 3.400 4.600 6.000 11.5% 13.500 1.100 4.200 6.400 9.000 6.600 3.500 1.16 .200 7.000 7.000 58.500 2.000 15.300 3.900 3.200 3.400 3.900 2.000 20.350 3.550 3.000 7.500 1.500 3.000 34.600 3.600 2.300 6.500 Peso tot.500 5.200 4.700 5.750 2.750 2.5 ± 2x2.500 5.300 5.000 18.900 3.000 21.300 5.150 Óleo ( I ) (I) 25.200 7.700 2. .000 2.000 17.8 34.500 5.000 10.700 3.500 4.500 5.000 3.100 3.400 9.000 10.800 3.300 3.500 3.300 3.500 3.3.600 4.000 25.600 2.400 6.300 5.000 48.000 3.600 6.500 22.150 4.500 14.500 5.650 2.000 15.500 4.500 13.800 4.600 5.Z Y X (Vista frontal.800 2.5% 4.700 4.000 3.000 3.500 5.800 4.800 4.000 21.400 5.700 14.300 2.900 2.650 2.5) Figura 7.100 22.500 2.500 20.100 3.000 6.000 5.500 10.600 27.500 3.000 7.300 2.750 2.000 17.900 3.500 5.500 1.600 2.100 3.000 16.350 3.600 4.5% 13.500 14.000 42.000 36.000 10.200 4.300 2.500 4.600 3.800 5.300 11.Dimensões preliminares na tabela 7.750 2.300 11.10 Tabela 2 TENSÃO kVA 138 ± 2x2.500 13.5% POTÊNCIA kVA 30.000 3.000 2.700 2.800 2.000 3.400 5.700 3.500 13.8 13.000 23.100 3.150 2.500 11.900 3.8 ± 2x2.300 16.800 2.000 52. lateral e de topo de transformador .800 2.100 5.600 3.3.300 2. ( kg) 62.400 3.250 8.500 69 ± 2x2.150 2.800 2.500 2.800 3.600 2.900 4.100 4.600 5.500 4.000 7.000 DIMENSÕES EM MM Y Z 5.000 41.

como no caso de sobrecarga. de segurança física e pessoal. se assistida por operadores ou automaticamente. Um fator importante a ser analisado na definição do grau de proteção desejado é a forma como a usina será operada. de modo a garantir a parada da máquina sem necessidade do sistema de controle digital. exceto para os casos de medição para faturamento. os defeitos de origem elétrica devem atuar sobre um relé auxiliar eletromecânico de bloqueio. algumas condições anormais de operação podem apenas acionar um alarme. permitindo que o operador decida se conserva a máquina em operação ou não. Este relé deve efetuar a parada total da máquina após a retirada automática de carga da unidade de modo a evitar a ocorrência de sobrevelocidade após abertura do disjuntor com maior sobrecarga para os mancais. que devem ser analisados caso a caso. Para máquinas com sistema de proteção anti-incêndio por meio de CO2 os detectores de fumaça ou termovelocimétricos devem atuar simultaneamente nos relés de bloqueio 86E e de descarga de CO2. No caso de usinas automáticas ou semi-automáticas a inexistência de operadores torna necessário prover desligamento para a maioria das condições anormais de operação que impliquem em risco para a integridade da máquina. em particular os relacionados com aquecimento de mancais devem atuar sobre um relé eletromecânico de bloqueio. não permitindo que a máquina seja reposta em operação antes de ter sido inspecionada. Os relés digitais incorporam funções de medição que. Nesses casos. A atuação da proteção anti-incêndio através do relé diferencial do gerador ou de falta para terra no estator deve ser avaliada levando em conta o inconveniente de uma descarga de CO2 no caso de uma operação indevida dos referidos relés. Estas recomendações podem ser utilizadas como um ponto de partida para a definição do esquema de proteção desejado. quase que exclusivamente. Os defeitos de origem mecânica. função 86E. . Nas usinas assistidas por operadores. eventualmente. Atualmente. devem-se especificar os transformadores de corrente para assegurar ± 1% a 1In e ± 10% a 20In. através de seus contatos de saída. função 86M. podem dispensar a utilização de um sistema dedicado apenas à medição. De um modo geral. mesmo que a longo prazo. de modo a atender aos requisitos de medição e proteção simultaneamente.SISTEMA DE PROTEÇÃO A escolha de um sistema de proteção para os equipamentos elétricos constituintes de uma PCH envolve aspectos operacionais. econômicos. O sistema de proteção deve constituir um sistema independente do sistema de controle digital e as proteções devem atuar diretamente. relés de proteção com tecnologia digital. Recomendações para proteção de unidades geradoras são geralmente encontradas em publicações editadas por fabricantes de relés. encontram-se disponíveis. Este relé deve efetuar a parada total da máquina com abertura imediata dos disjuntores geral e de campo. conforme a Norma IEC 185. sobre os disjuntores ou dispositivos de parada.

Alguns relés digitais permitem o controle de abertura e fechamento de disjuntor. A utilização destes relés somente é possível quando os terminais de neutro de cada uma das fases forem acessíveis para a instalação dos transformadores de corrente. • Proteção contra perda de excitação (40) Quando ocorre a perda de excitação. direcional ou subtensão. assim como personalização através de alteração na lógica de programação. A proteção para perda de excitação pode ser desejável nestes casos. a maior parcela de carga imposta aos transformadores de corrente é representada pelos cabos de interligação entre os transformadores de corrente e o relé. Estas correntes induzem correntes de freqüência dupla no rotor do gerador que causam sobreaquecimento e em casos mais severos danos à estrutura do rotor. • Proteção contra carga desequilibrada (46) A ocorrência de faltas assimétricas externas à máquina.Os relés digitais possibilitam a utilização de transformadores de corrente com secundário de 5A ou 1A. como as que ocorrem nas PCH. A proteção mais efetiva para falta entre fases é realizada pelos relés diferenciais. adota-se como solução a utilização de um relé multifunção básico. Para máquinas de médio porte. complementado por relés individuais para funções adicionais. Como o consumo desses relés é extremamente pequeno. a máquina passa a operar como um gerador de indução. para máquinas de pequeno e grande porte. interfaces de entrada e saída com outros equipamentos. A seguir estão relacionadas as principais funções disponíveis nos relés de proteção digital para geradores: • Proteção diferencial (87G) Faltas internas no gerador geralmente se desenvolvem como uma falta à terra numa das fases do enrolamento e podem ocasionalmente envolver mais de uma fase. fica evidente que a utilização de transformadores de corrente com secundário para 1A conduz a transformadores de corrente com menor potência. Para a proteção de geradores existem disponíveis relés multifunção. principalmente quando ocorre falha nas proteções de outros equipamentos. Sendo a carga imposta pelos cabos diretamente proporcional ao quadrado da corrente. A proteção para esta condição pode ser realizada por meio de relés de sobrecorrente de seqüência negativa. pode causar a circulação de correntes de seqüência negativa no estator da máquina. girando abaixo da velocidade síncrona e absorvendo reativos do sistema. Esta situação pode causar colapso da tensão e tornar instável o sistema ao qual está conectada. • Proteção contra motorização (32) . possibilitando a implementação de comandos externos e intertravamentos para subestações simples. Os relés para perda de excitação costumam utilizar unidades de impedância (tipo off-set mho). mais baratos.

Sobretensões também podem ocorrer durante uma rejeição de carga devido a uma falha do regulador de tensão. • Proteção contra falta para terra no estator (51GN) ou (59GN) proteção contra faltas para terra no estator está diretamente relacionada com o método de aterramento do neutro adotado. quando há bloqueio da tomada d’água do gerador. o baixo fluxo de água na turbina pode ocasionar cavitação e conseqüentes danos. A utilização de proteção contra motorização é dada por meio de relé de reversão de potência e recomendável no caso de usinas não atendidas. A proteção contra sobrevelocidade é dada por relés de velocidade normalmente associados ao regulador de velocidade e por uma chave centrífuga incorporada ao eixo do gerador. . • Proteção contra sobrevelocidade (12) Os geradores estão sujeitos a aceleração na ocorrência de rejeição de carga. • Proteção contra sobretensão (59) m gerador de pequena potência em relação ao sistema ao qual está interligado pode ficar sujeito às sobretensões oriundas do sistema devido à incapacidade do regulador de tensão em modificar a tensão do sistema. Se a proteção primária é feita por relés de distância a proteção de retaguarda deve ser feita por relés de distância (21). Para aterramento de alta resistência com resistor no neutro ou aterramento de alta impedância com transformador de distribuição a proteção é feita por relé de sobretensão (59GN). Para aterramento de baixa resistência com resistor no neutro a proteção é feita por relé de sobrecorrente (51GN). da carga perdida e da dinâmica do regulador de velocidade. A aceleração depende da inércia do gerador. Nestas ocasiões. As Figuras 1. por exemplo. • Proteção de retaguarda para faltas externas (21) ou (51V) Proteção de retaguarda para falhas externas opera de forma seletiva no caso de não operação do relé de proteção primária. e 3. A proteção de retaguarda deve possuir princípio de operação semelhante ao do relé primário. apresentam configurações mínimas recomendáveis para usinas não assistidas.tentativa de funcionar como motor pode ocorrer. • Proteção contra sobrecarga (49) A proteção contra sobrecarga pode ser realizada por meio de relés que estimam o comportamento térmico do gerador pela medição da corrente de carga (imagem térmica) ou por meio de detectores resistivos de temperatura embutidos nos pontos críticos do gerador. A proteção sob estas condições é dada para o primeiro caso por um relé de sobretensão temporizado com ajuste acima de 105% da tensão nominal e para o segundo caso por um relé de sobretensão instantâneo com ajuste acima da máxima sobretensão limitada pelo regulador de tensão. 2. Se a proteção primária é feita por relés de sobrecorrente a proteção de retaguarda deve ser feita por relés de sobrecorrente com restrição de tensão (51V).

CONFIGURAÇÕES MÍNIMAS RECOMENDÁVEIS PARA USINAS NÃO ASSISTIDAS GERADOR ATÉ 2 MVA Figura 1 .TP A V W Hz TP 32 49 51 GN 51 V TEX TC G EXC TC TC RA SISTEMA DE PROTEÇÃO .

TC TC 51 51 N TP A V W Hz TP 32 51V 40 59 GN 46 81 49 87 TC TEX G EXC TC TP RA SISTEMA DE PROTEÇÃO .CONFIGURAÇÕES MÍNIMAS RECOMENDÁVEIS PARA USINAS NÃO ASSISTIDAS GERADOR ATÉ 10 MVA Figura 2 .

TC TC e TP A 21 46 50 BF 24 V 27 W 32 Hz TP 38 40 81 87 TC TC 87T TEX 50 BFN 59 GN 60 G e v TC TC SISTEMA DE PROTEÇÃO .CONFIGURAÇÕES MÍNIMAS RECOMENDÁVEIS PARA USINAS NÃO ASSISTIDAS GERADOR ACIMA DE 10 MVA Figura 3 .

a semi-automação ou automação das instalações das usinas apresenta as seguintes vantagens: • Redução dos custos operacionais • Ganhos de qualidade sobre o processo • Melhor utilização do pessoal • Maior agilidade operativa • Melhor utilização dos recursos disponíveis • Melhor produtividade No caso específico das pequenas centrais hidroelétricas. para soluções técnicas adequadas. Basicamente devem ser analisadas e comparadas duas possibilidades: a operação convencional. os investimentos recomendados no processo de automação ou semi-automação são balizados pelos custos operacionais destas instalações (basicamente mão de obra) e pelo custo da energia comercializada. já que o controle do reservatório envolve questões de segurança operativa da usina e de pessoas e propriedades a jusante. a saber: • Subsistema de controle da barragem ou reservatório. quase sempre. é necessária a presença do operador para a reposição da máquina no sistema. Após a sincronização. Se o nível do reservatório atingir o mínimo operacional. É possível a otimização da geração por meio da medida do nível do reservatório na câmara de carga. por meio de operadores ou a automação ou semi-automação da usina.SISTEMA DE SUPERVISÃO E CONTROLE A definição do sistema de supervisão e controle de uma PCH é essencialmente uma decisão econômica. São geralmente definidos dois procedimentos para a parada das unidades geradoras: parada de emergência. Assim. No atual contexto tecnológico e econômico. • Subsistema de controle da casa de força e subestação Esta divisão é importante. A automação ou semi-automação de uma PCH normalmente envolve dois subsistemas. ativada por condições que coloquem em risco a integridade da máquina e a parada automática que é ativada por condições operacionais que . as máquinas são desligadas automaticamente. porém com custos reduzidos. a tomada de carga prefixada pode ser realizada automaticamente pelo sistema de controle. Se a máquina é desligada do sistema. as iniciativas nesta área apontam. Na semi-automação. geralmente as transições de estado até a sincronização da máquina na rede são realizadas pelo operador da usina. chaveando pontos de operação predefinidos das máquinas.

de forma a atender às restrições impostas pelos equipamentos (geração mínima por máquina) ou pela legislação (vazão sanitária). afluente e turbinada além de programar a geração das máquinas e o vertimento pelas comportas da barragem. sensivelmente menor. tanto a parada quanto a partida e sincronização das máquinas são realizadas automaticamente pelo sistema de controle. controlando o mesmo através do aumento ou diminuição da geração das máquinas. devido à utilização de rotinas de autocontrole e diagnóstico. Geralmente o sistema de controle do reservatório realiza a supervisão do nível do reservatório. evitando golpes de aríete causados pelo fechamento brusco dos equipamentos hidráulicos. alerta ou emergência. o controle do reservatório é simplificado (realizado por sensor de nível). A usina desassistida pode ser totalmente supervisionada e controlada remotamente. A rápida evolução na área dos microprocessadores tornou disponíveis equipamentos de baixo custo com desempenho adequado para automação de pequenas centrais. Além disto. Esta realidade se reflete no fato dos grandes fabricantes estarem lançando sistemas de controle digital com características compatíveis com o porte das pequenas centrais a preço competitivo. Normalmente. Esta otimização pode ser feita pelo sistema de controle do reservatório. ou possuir um mínimo essencial de supervisão remota e controle local. inicialmente reduzindo a carga da máquina. é possível a realização da otimização da geração considerando as vazões afluentes. atendendo apenas às questões de segurança. cujo objetivo é manter o nível do reservatório na faixa normal ou de equilíbrio. • Utilização de relés de proteção multifunção com recursos de medição e intertravamento para a subestação. em sistemas totalmente automáticos. . A solução para o automatismo de uma PCH deve ser orientada no sentido da simplicidade. • Utilização de relés de proteção multifunção com recursos de medição para os geradores. A comparação econômica entre um sistema convencional e um sistema digital não deve ser feita apenas considerando-se os custos de aquisição inicial do equipamento. Em situações em que o nível do reservatório atinja limites de atenção. facilitando a substituição de componentes defeituosos. A parada automática permite a retirada de operação da unidade geradora de forma suave. As vantagens dos sistemas digitais começam a ficar mais evidentes quando são levados em consideração a sua baixa taxa de defeitos e o tempo necessário para reparo. com os automatismos com lógica convencional a relés.permitam a parada sem rejeição de carga. os sistemas de automação com utilização das modernas tecnologias de comando digital encontravam aplicação apenas para as usinas de grande porte. Até recentemente. independente da presença de operadores. envolvendo soluções complexas e equipamentos de custo relativamente elevado. Alguns aspectos que possibilitam uma solução tecnicamente adequada com custo reduzido são listados a seguir. compatível com o porte do empreendimento. as vazões vertida. Na automação. o sistema de controle do reservatório pode acionar as comportas no sentido de reverter a cota para a faixa de operação normal.

• Parametrização local para os relés de proteção. • Utilização de Unidades de Aquisição e Controle com lógica de automatismo efetuada através de Controladores Lógicos Programáveis. Utilização de sincronização manual com verificação de sincronismo para o caso de PCH sem telecomando. . • Interface Homem-Máquina com tela de cristal líquido e acionamento por toque na tela ou teclado funcional de membrana.• Comando local das unidades geradoras dispensando a necessidade de uma Sala de Comando e Estação de Trabalho.

. mas que são essenciais para a operação da usina. . . . .Drenagem do poço da turbina.Bombas de drenagem da Casa de Força.Sistema de frenagem.Bombas de circulação de óleo dos mancais. . .Bomba de injeção de óleo nos mancais (para as máquinas verticais de maior porte). não diretamente associados com as unidades geradoras.Comporta de emergência ou válvula borboleta. .Comportas de vertedouro. b) Auxiliares gerais.Ar comprimido de regulação.Sistema de ventilação forçada do transformador elevador.Carregadores de bateria. sendo as mais comuns: . .Motores de acionamento de chaves secionadoras.Corrente Alternada As cargas normalmente alimentadas pelo Sistema de Serviços Auxiliares da Usina podem ser divididas em três categorias: a) Auxiliares da unidade essenciais para a partida.Sistema de óleo de regulação.Regulador de velocidade. . .Bomba de água de resfriamento. .Sistema de excitação. operação e parada do grupo turbina– gerador.Motores de carregamento de mola ou compressores para disjuntores. .Ar comprimido de serviço. Estas cargas variam conforme o tipo de usina e equipamento fornecido. . . sendo os mais comuns: .SISTEMAS AUXILIARES ELÉTRICOS Serviços Auxiliares . .

Recomenda-se que o sistema possua uma configuração radial. .Máquina limpa-grade. de modo a que o defeito em um circuito não interfira com a operação dos demais. necessária à operação da usina sob os aspectos de continuidade de serviço e segurança pessoal e das instalações. É recomendada a utilização dos seguintes valores de tensão de alimentação: . Deve ser considerada também a utilização de motores com tensão nominal padronizada. .Deve ser considerada a utilização de um sistema de transferência automática de fonte de alimentação. Nos casos em que não se dispõe de uma fonte externa. . .. ou por questões de segurança.Sistema de ventilação da Casa de Força.Sistema de esgotamento. .Ponte rolante.Pórtico rolante ou monovia. A tensão de alimentação dos auxiliares em corrente alternada deve ser compatível com o tamanho da usina e a potência das cargas a serem alimentadas. certos princípios que devem ser seguidos para que se obtenha uma solução adequada.Os quadros de serviços auxiliares devem ser fornecidos com disjuntores providos de disparadores de operação seletiva. a usina opera isolada do sistema e necessita de alimentação em corrente alternada para a partida de uma unidade. . de fácil operação. . . deve haver uma duplicação de alimentação.Para os sistemas mecânicos que requeiram duplicação de equipamento. c) Auxiliares não essenciais à operação da usina. sem necessidade de encomenda especial no caso de reposição.Aquecimento de painéis. de modo a evitar erros operacionais. Existem. . não existe uma solução típica.Iluminação e tomadas. entretanto. sendo os mais comuns: . de fácil aquisição no mercado. . .Equipamento de comunicação. compatível com o grau de confiabilidade do sistema.Oficina Eletromecânica.Deve haver possibilidade de alimentação através de qualquer um dos geradores da usina e através de uma fonte externa. . Para a definição da configuração do sistema de auxiliares em corrente alternada. deve ser prevista a instalação de um grupo gerador de emergência. devendo cada caso ser analisado separadamente.

devem ser utilizados transformadores de boa procedência. Os transformadores para serviços auxiliares devem ser dimensionados para atender ao ciclo de carga mais desfavorável.. O dimensionamento deve ser feito seguindo a metodologia proposta na Norma ANSI/IEEE Std 485. deve ser adotado o método de conversão do ciclo de carga real para o ciclo de carga equivalente. no mercado. com isolamento sólido.220/127 Vca 60 Hz. se for possível. é de execução difícil. para usinas maiores que requeiram transformador para serviços auxiliares com potência nominal ≥ 500 kVA. Devido a este fato. Para o dimensionamento adequado da bateria. A operação seletiva dos dispositivos de proteção é fundamental para a operação do sistema de corrente contínua. estabelecido pela Norma NBR 5416. para as usinas menores. sistema trifásico a quatro fios com neutro solidamente aterrado. A tensão nominal de 125 V tem demonstrado ser a mais adequada para este tipo de aplicação. Embora a utilização de um sistema isolado de terra permita a continuidade de operação para defeitos para terra envolvendo apenas um dos pólos. Para o dimensionamento. conduzem a um sistema de corrente contínua constituído por uma única bateria operando em paralelo com uma unidade retificadora. praticamente todos os equipamentos que requerem alimentação em corrente contínua estão disponíveis para alimentação nesta tensão. nas diversas condições de operação. sistema trifásico a quatro fios com neutro solidamente aterrado. não possuem características adequadas que possibilitem ajustes para uma operação seletiva da proteção entre disjuntores. deverão ser do tipo seco.380/220 Vca 60 Hz. . o que possibilita a utilização de apenas um nível de tensão de corrente contínua na usina. Neste caso. Serviços Auxiliares . pois seu reparo. O tipo de bateria mais utilizado em virtude de suas características e desempenho é o tipo chumbo – ácido com placas positivas tubulares. Quando se julgar necessário uma maior confiabilidade deve-se adotar um sistema com duas baterias e dois retificadores. Os disjuntores para aplicação em corrente contínua disponíveis atualmente. combinado com a seleção criteriosa de equipamentos de boa qualidade e a simplicidade inerente aos sistemas de controle das pequenas centrais. . a probabilidade de ocorrência de um curto circuito sempre está presente. recomenda-se que os circuitos de corrente contínua sejam protegidos por fusíveis do tipo Diazed ou NH. Se os transformadores para serviços auxiliares forem instalados dentro da casa de força. deve ser elaborado um ciclo de descarga que atenda às condições mais desfavoráveis de operação durante uma falta de alimentação de corrente alternada para o retificador.Corrente Contínua O elevado grau de continuidade dos sistemas de corrente contínua não aterrados. Atualmente. não ultrapassar os valores de queda de tensão admissível para continuidade de operação dos motores durante uma transferência automática e atender às condições de ponta de carga sem redução da vida útil.

deve ser utilizado um sistema de proteção compatível com o sistema existente no ponto de interligação. As subestações para instalação ao tempo podem ser do tipo Conjunto de Manobra e Controle Blindado ou convencional.Tensão nominal .Para uso interior ou ao tempo .Número de pólos . Quando a subestação estiver interligada a um sistema elétrico existente. estão relacionados os principais equipamentos que compõem uma subestação. • Disjuntores . Os equipamentos componentes da subestação devem ser dimensionados para operar sob as condições mais adversas a que estiverem expostos. os equipamentos deverão ser adequados para os níveis de curto circuito no sistema.Tipo de acionamento . Recomenda-se que as subestações para instalação abrigada na casa de força sejam do tipo Conjunto de Manobra e Controle Blindado. bem como as normas que devem ser seguidas no seu projeto e fabricação. sempre que possível. conforme definido pela Norma ABNT NBR 6979. Quando a usina opera interligada a um sistema elétrico. com as características mínimas que devem ser especificadas. A seguir. Quando a usina opera em sistema isolado. Para a proteção das linhas são utilizados basicamente dois tipos de sistema de proteção: proteção por relés de sobrecorrente e proteção de relés de distância. Deve-se dar preferência à subestação do tipo Conjunto de Manobra e Controle Blindado. a utilização de relés de sobrecorrente com características de tempo inverso associados a relés de sobrecorrente instantâneos é uma solução economicamente interessante. considerando as futuras expansões previstas.Meio isolante e para interrupção do arco .Tensão suportável nominal de impulso atmosférico .SUBESTAÇÃO As subestações para pequenas centrais hidrelétricas podem ser instaladas dentro da casa de força ou ao tempo. que proporciona melhores condições de segurança pessoal contra riscos de acidentes e maior rapidez na fase de instalação do equipamento na usina.

Número de pólos .Tensão nominal .Tipo de acionamento .Freqüência nominal ..Porcentagem da componente de corrente contínua .Duração nominal da corrente de curto–circuito desejada (quando diferente do valor normalizado) .Tensão máxima de operação contínua .Tensão nominal .Corrente nominal .Tipo construtivo ( se houver preferência ) .Seqüência nominal de operações .Corrente nominal .Freqüência nominal .Norma aplicável: NBR 6935 • Pára-raios .Norma aplicável: NBR 7118 • Secionadores .Tensão nominal dos dispositivos de comando .Tensão suportável nominal de impulso atmosférico .Corrente de interrupção simétrica nominal .Corrente suportável nominal de curta duração .Tensão suportável nominal à freqüência industrial durante 1 min .Valor de crista nominal da corrente suportável .Tensão suportável nominal à freqüência industrial durante 1 min .Duração da corrente suportável de curta duração .Para uso interior ou ao tempo .

Tensão suportável nominal de impulso atmosférico . IEC 99-4 (ZnO) • Transformador de Potencial Indutivo .Tensão máxima de descarga por surto atmosférico com onda de corrente de 8/20 ms. 10 e 20 kA) valor de pico .(5.Número de núcleos para medição e proteção .Corrente nominal primária e relação nominal ..Tensão máxima de operação .Fator térmico nominal .Valor de crista nominal da corrente suportável .Carga nominal .Capacidade de sobretensão temporária para 1 s e 10 s (só para ZnO) .Tensão suportável nominal à freqüência industrial durante 1 min .Classe de exatidão .Tipo de aterramento do sistema .Capacidade de absorção de energia .Freqüência nominal .Para uso interior ou ao tempo .Tipo de isolamento (seco ou óleo) .Corrente nominal de descarga .Tensão nominal primária e relação nominal .Norma aplicável: NBR 6856 • Transformador de Corrente .Tipo de isolamento (seco ou óleo) .Tipo construtivo (SiC ou ZnO) .Capacidade de alívio de pressão .Corrente suportável nominal de curta duração .Norma aplicável: NBR 5287 (SiC).

Tensão suportável nominal à freqüência industrial durante 1 min .Tensão suportável nominal de impulso atmosférico .Para uso interior ou ao tempo .Norma aplicável: NBR 6855.Carga simultânea para TP de dois ou mais secundários .Carga nominal .Classe de exatidão .Potência térmica nominal .Tensão máxima de operação . ..Grupo de ligação ou fator de sobretensão nominal e tipo de aterramento do sistema .Freqüência nominal .

Para o caso de cabos instalados em canaletas. os cabos de força de média tensão devem ser instalados no nível superior. de fases segregadas ou não segregadas. deve-se optar pela utilização de um barramento. continuamente. A solução com barramento deve ser orientada na utilização de barramento padronizado. no máximo. deve ser feita uma avaliação econômica. Quando mais de um tipo de instalação é adotado ao longo do percurso do cabo. mais adequadas ao tipo de instalação. Devem ser utilizados cabos isolados de cobre. quatro cabos em paralelo. Quando forem necessários mais de quatro cabos em paralelo. Devem ser rigorosamente seguidos os valores de curvatura admissível e tensão máxima de puxamento dos cabos recomendados pelo fabricante. A capacidade de condução de corrente do cabo deve ser adequada para conduzir a corrente correspondente ao valor de potência nominal máxima do gerador. . pré-fabricado do tipo blindado. queda de tensão e curto – circuito. Quando o dimensionamento conduzir à utilização de seções nominais elevadas. Nestes casos. pode ser feita por meio de barramento ou cabos isolados. Devem ser usados. as soluções adotadas para usina não costumam constar nos catálogos de fabricantes. recomenda-se a utilização de cabos em paralelo. A solução com cabos é sempre mais atraente sob o ponto de vista econômico.9 da NBR 11301. A tensão de isolamento do cabo deve ser especificada seguindo-se as recomendações da Norma ABNT NBR 6251. considerando o custo de aquisição dos cabos e as perdas capitalizadas ao longo da vida útil do cabo e levando em conta as condições de operação das unidades geradoras. mas envolve certos cuidados nas fases de seleção. o valor do custo da energia e a taxa de juros adotada. A seção nominal do cabo deve ser escolhida utilizando-se as tabelas e fatores de correção dos fabricantes. normalmente instalado fora da Casa de Força. dimensionamento e projeto de instalação dos cabos. a seção nominal do cabo deve ser definida pela condição mais desfavorável. Após o dimensionamento do cabo pelos critérios de corrente nominal. recomendando-se neste caso a utilização das isolações termofixas do tipo polietileno reticulado ou borracha etileno-propileno. conforme a importância da usina. com características isolantes superiores. deve-se adotar a metodologia proposta no item 10.INTERLIGAÇÃO GERADOR – TRANSFORMADOR A interligação entre o gerador e o transformador. Nas instalações em suportes metálicos para cabos (bandejas) com várias camadas verticais. Os cabos de força de média tensão devem ser instalados em condutos separados dos cabos de força e controle de baixa tensão.

assegurar um retorno para terra para os geradores e transformadores ligados em estrela com neutro aterrado. .manter os potenciais de toque e de passo dentro de valores toleráveis. . os seguintes dados básicos deverão ser levantados no início do projeto: . considerando-se a expansão futura do sistema.assegurar um trajeto de baixa resistência às correntes de curto-circuito à terra.ATERRAMENTO Deve ser previsto um sistema de aterramento de todas as instalações da usina e respectiva subestação para a segurança do pessoal e dos equipamentos. O sistema de aterramento deve ser concebido seguindo-se as recomendações das Normas ANSI / IEEE Std 80 e ANSI / IEEE Std 665. de modo a permitir uma rápida e consistente operação das proteções. . .impedância dos condutores e cabos pára-raios e resistência de pé-de-torre das linhas de transmissão de alta tensão.proporcionar um caminho de escoamento para terra adequado aos dispositivos de proteção contra descargas atmosféricas. . Para o dimensionamento adequado do sistema de aterramento. atendendo aos seguintes requisitos: . .corrente máxima de defeito à terra na barra de alta-tensão da usina e/ou da subestação da usina.resistividade do solo e da água do rio no local do empreendimento.

devem ser definidas a tensão de transmissão e a seção nominal dos condutores. Para a linha de transmissão. com a finalidade de controlar os potenciais de terra na subestação. até alguns poucos quilômetros da subestação. seja pelo baixo nível isoceráunico. A tensão de transmissão deverá ser definida através de um estudo de alternativas para interligação entre a usina e o ponto de interligação com o sistema que resulte na solução economicamente mais interessante. seja pelo baixo nível de tensão. No ítem “MODELO DE ORÇAMENTO COMPACTO PARA SE E LT”. mesmo que seja desnecessária a utilização de cabo pára–raios na linha de transmissão. sejam utilizados cabos pára–raios. como custo da conexão. . Caso se aplique. O dimensionamento otimizado da linha e o seu projeto mecânico devem ficar a cargo de consultor especializado no assunto. Recomenda-se que.LINHA DE TRANSMISSÃO A interligação da usina com o consumidor ou com um sistema elétrico existente é feita através da linha de transmissão. o orçamento da subestação associada a usina e da linha de transmissão deverá ser feito e incluído no orçamento total do empreendimento. apresenta-se um modelo de orçamento compacto para subestação e linha de transmissão. com base nos valores de potência a transmitir e comprimento da linha. a seção nominal dos condutores pode ser determinada utilizando os parâmetros elétricos da linha para a configuração escolhida. do tipo CAA. Para efeito dos estudos preliminares.

na área de uma central hidrelétrica. proteção de linha. . O Sistema de Ondas Portadoras sobre as Linhas de Alta Tensão (OPLAT) tem sido muito utilizado para as finalidades de comunicação por voz.SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES A definição do sistema de telecomunicações deve ser feita considerando-se as necessidades em função do modo de operação da usina. pode ser uma alternativa interessante. A utilização de uma central telefônica digital atende às necessidades de comunicação por voz e funções limitadas de transmissão de dados. assim como a utilização de um sistema de proteção de linha com o mesmo princípio do adotado para a outra extremidade. telecomandada ou apenas telesupervisionada. para alarme remoto através de discagem automática. A utilização de uma linha telefônica. UHF ou microondas. devido às condições locais. se assistida ou desassistida. telecomando e transmissão de dados. constituída por condutores metálicos. Em alguns casos. devendo ser analisada a sua viabilidade. Para esta alternativa. sua utilização. requer proteção especial para o equipamento e para as pessoas. pode ser usada uma linha telefônica privada ou alugada uma linha da Companhia Telefônica local. torna-se necessária. Quando a usina for interligada a um sistema elétrico que já utilize este sistema para proteção de linha na tensão da linha de interligação. contra a elevação de potencial de terra sob as condições de curto–circuito e descargas atmosféricas que ocorrem na linha de transmissão. a utilização de rádio na faixa das freqüências de VHF.

conclui-se a execução da casa de força. na margem oposta. hidrológicos e geológico-geotécnicos do sítio da PCH. gerais. o rio é desviado por túneis escavados em uma das margens. do vertedouro e da barragem. incluindo os estudos de logística de implantação da obra. ou por tubulações. com o rio escoando em sua calha natural ou em canal escavado em uma das margens. após a construção das ensecadeiras de montante e jusante. Concluída a execução das estruturas de barramento. a diferença básica é que. • Sítios em Vales Medianamente Encaixados No caso dos vales medianamente encaixados. por exemplo. com o rio escoando pelas adufas/galerias sob o vertedouro ou sob a barragem. de forma resumida. na primeira fase. Normalmente. os aspectos relacionadosanteriormente. executam-se partes das estruturas do vertedouro. do projeto de desvio do rio. construídas em uma das margens. o desvio é realizado em duas fases. Esses estudos deverão considerar: DESVIO DO RIO E SEQÜÊNCIA CONSTRUTIVA Apresentam-se a seguir. deverão ser realizados de forma detalhada para o arranjo final do projeto. alguns aspectos principais. basicamente. na primeira fase. os estudos devem serelaborados detalhadamente. a) Esquemas de Desvio Os esquemas de desvio do rio variam em função dos aspectos topográficos. da casa de força e da barragem. fecham-se as adufas/galerias e inicia-se a operação de enchimento do reservatório. • Sítios em Vales Encaixados No caso dos vales encaixados. b) Estudos Básicos b. após a construção da ensecadeira. o rio poderá ser desviado por galerias de concreto. Para cada caso. visando estabelecer o Cronograma de Implantação do empreendimento. .PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO E MONTAGEM O estudos de planejamento da construção e montagem. dos muros. • Sítios em Vales Abertos Na primeira fase.1 Estudos Topográficos Os estudos topográficos abrangem. Na segunda fase.

e a determinação da descarga de projeto do desvio e dos riscos a serem assumidos em cada fasede desvio. por exemplo. blocos de rocha de dimensões consideráveis para execução do fechamento do rio em todas as fases de desvio e para proteção das ensecadeiras.a determinação das condições das fundações. Quanto menor o risco (>10 anos). e n tempo de duração da fase de desvio (anos). da cheia de projeto adotada. no tempo T. seja com equipamentos convencionais de terraplanagem ou por dragagem. Para PCH. o tempo de recorrência será considerado igual a 10 anos. pelo menos uma vez. como.b. se julgado necessário. deverão ser estimados pela fórmula a seguir: r = 1 – (1. maiores serão os volumes das ensecadeiras. As áreas de empréstimo (jazidas) de solos e de pedreiras deverão ser caracterizadas com precisão. o que condicionará o dimensionamento da frota de equipamentos necessária para a execução das mesmas.3 Estudos Geológico-Geotécnicos Os estudos geológico-geotécnicos básicos abrangem: . Os riscos inerentes para cada fase de desvio do rio. por exemplo. em função do tempo de recorrência da cheia de projeto do desvio.1 )n . A determinação da descarga de desvio deverá ser feita segundo a metodologia descrita no item ‘’ESTUDOS BÁSICOS – HIDROLÓGICOS”. Esses riscos deverão ser avaliados criteriosamente visando-se otimizar o dimensionamento dos equipamentos de construção. a identificação da existência de materiais aluvionares que precisam ser removidos para assentar as ensecadeiras. em quantidade e com as características necessárias para a execução das ensecadeiras.2 Estudos Hidrológicos Os estudos hidrológicos abrangem a caracterização dos períodos úmidos e secos. Poderão ser necessários. Durante os estudos. . esse valor poderá. b. da localização e do tempo de duração de cada obra. T tempo de recorrência (anos). Cabe observar que a fixação dos riscos a serem assumidos durante as fases de desvio afetará diretamente os volumes das ensecadeiras. A possibilidade de obtenção desses blocos poderá ser condicionada pelos aspectos geológicos do maciço rochoso no local. onde: T r probabilidade ou risco de ocorrência. ser alterado em função das características de cada aproveitamento. .a verificação da disponibilidade de materiais naturais de construção e da necessidade demateriais processados.

b.Estudos de balanceamento dos diversos materiais. o fornecimento de energia elétrica à obra. ou seja. . que podem variar em função da frota de equipamentos de cada empreiteiro. o planejamento do canteiro de obras (civil e eletromecânico. utilizados ou processados. aço e madeira.Estudos de logística de implantação da obra da PCH que abrangem a identificação das procedências e o fluxo de todos os materiais de construção necessários. . a facilidade de telecomunicações e a produção local de materiais e de alimentos. considerando o regime hidrológico da bacia.4 Planejamento da Construção A elaboração do Cronograma de Implantação do empreendimento envolve atividades típicas de planejamento da construção descritas a seguir. galerias e túneis deverá ser realizado segundo as metodologias apresentadas no ítem “OBRAS CIVIS”. . . canais. esses estudos deverão incluir: o dimensionamento da mão-de-obra de diversas categorias a ser utilizada na construção. e do acampamento). origem e destino.Determinação da produtividade de execução dos principais serviços das obras civis notempo. os períodos secos e chuvosos. Além disso. tais como cimento. os esquemas de acesso à obra. c) Dimensionamento das Obras de Desvio O dimensionamento das obras necessárias ao desvio do rio. bem como produtos e equipamentos a serem trazidos para a obra e lá manuseados.

e demais instalações necessárias para apoio aos diversos trabalhos. . . . depósitos. oficinas. . Toda e qualquer intervenção no local deverá ser planejada. . O planejamento da área do canteiro é de responsabilidade do empreiteiro civil. De um modo geral.posto de saúde/enfermaria.pátio de armação. . .refeitório. as quais deverão ser observadas na estimativa da área necessária. A localização dos diversos equipamentos deve ser tal que reduza os deslocamentos dentro do canteiro. toda a área deverá ser recuperada. .almoxarifados específicos.depósito de cimento. pátios diversos.pátio de tubulação. O projeto de instalação do canteiro deverá prever a urbanização integral da área. Após a conclusão da obra. apresentam-se a seguir algumas recomendações. . em cota mais elevada que o futuro nível d’água do reservatório.subestação de energia do canteiro. deverá ser prevista uma área destinada ao canteiro.estacionamentos. preferencialmente. de acordo com as exigências ambientais. escritórios. a qual deverá abrigar as instalações industriais. . . tentando-se minimizar a degradação da natureza. .reservatório de água industrial.reservatório de água potável. deverá situarse em terreno plano. desde os locais de jazidas e estocagem até os locais de aplicação. A área deverá estar situada o mais próximo da obra e.CANTEIRO E ACAMPAMENTO Canteiro No local de implantação da obra. o canteiro de obras deverá prever as seguintes instalações: .pátio de carpintaria.escritórios diversos e depósitos.áreas para pilhas de estoque de agregados. No entanto. . .central de britagem e de concreto.

escavação e tratamento das fundações. instalações hidráulico-sanitárias.. O acesso à área deverá ser controlado e só deverá ser permitido às pessoas envolvidas diretamente com a obra. . Todos os aspectos ambientais e legais associados deverão ser considerados na seleção do local para o acampamento e em sua utilização.instalação de ar comprimido. O refeitório deverá ser o mesmo do canteiro. As estradas de serviço deverão ser encascalhadas. uma área para o acampamento. Deve-se prever a rega das mesmas. visando-se manter a trafegabilidade durante todo o ano. produção industrial de concretos diversos.pátio de pré-moldados (eventual). a qual deverá apresentar condições de abrigar o pessoal envolvido na obra que não se conseguir alojar aproveitando a infra-estrutura local. O dimensionamento do pessoal a ser mobilizado para a obra. execução de aterros compactados e montagens dos equipamentos principais. visando-se evitar nuvens de poeira causadas pelo tráfego prejudiciais a uma boa visibilidade.pátios de estocagem e de pré-montagem. ou revestidas com brita. . Todos os locais deverão ter. O canteiro deverá ter uma sinalização simples que facilite a localização e o trânsito e evite acidentes. obrigatoriamente. . No acampamento deverão ser previstos os seguintes equipamentos: dormitórios (containers). Toda a área deverá ser drenada convenientemente. Acampamento Deverá ser prevista.oficina mecânica. devendo ser conduzido para sumidouros ou fossas sépticas. também. O efluente não poderá ser lançado diretamente no rio. deverá ser elaborado com base nos histogramas de produção e nos índices de produtividade de execução dos principais serviços: limpeza. . instalações sanitárias completas e áreas de lazer. próxima a obra.

visando subsidiar o dimensionamento da área destinada à montagem no interior da usina. também. ao invés de equipamentos fixos (ponte rolante). nestas Diretrizes. . Portanto.ESQUEMAS DE MONTAGEM Os esquemas de montagem dos equipamentos eletromecânicos principais das PCHS (turbina e gerador). essa possibilidade deverá ser analisada técnica e economicamente. não cabe tentar estabelecer. principalmente através de consultas aos fabricantes. apenas. A utilização de talhas elétricas deverá. Finalmente. ao invés de pórticos fixos. serão variáveis em função do tipo e porte desses equipamentos e das particularidades de cada fabricante. em função do porte do empreendimento. evidentemente. Equipamentos de pequeno porte vêm da fábrica. Se a PCH estiver localizada próximo a alguma localidade onde existam esses equipamentos móveis para alugar. pré-montados ou montados. Na elaboração dos estudos e projetos. algumas considerações gerais sobre esses esquemas que deverão ser analisados caso a caso. Esse detalhe. Apresentam-se a seguir. os guindastes móveis sobre rodas. cabe registrar que deverá ser ainda considerada a alternativa de aumentar o número de elementos das comportas ensecadeiras. a área de montagem interna poderá ser substituída por outra menor. deverá ser analisada a viabilidade de utilizarem-se. os esquemas de montagem dos equipamentos. Esses aspectos. Em outros casos. ser considerada. deve-se registrar que a peça mais pesada condicionará o projeto da ponte rolante da casa de força. uma vez que poderão significar economia para os empreendimentos das PCHS. poderão significar economia que. pode ser significativa. possibilitará a redução do tamanho da área de montagem no interior da usina ou mesmo eliminá-la. para movimentação das comportas ensecadeiras da tomada d’água e do tubo de sucção. Nos projetos das PCHS. deve-se pesquisar. externa e temporária. muitas vezes. normalmente. qualquer critério específico sobre os esquemas de montagem desses equipamentos. visando-se reduzir o peso unitário dos mesmos e permitir a adoção das talhas. Por outro lado. na montagem e desmontagem das peças mais pesadas.

deve-se ter uma avaliação precisa das condições de acesso ao local da PCH. ser convenientemente drenados e protegidos com cascalho. ou do DER Departamento Estadual de Estradas de Rodagem de cada Estado. incluindo o reforço de suas obras de arte. que deverão ser transportados para a obra. Os critérios de projeto e detalhes típicos desses acessos rodoviários são encontrados nos álbuns de projetos do DNER . não cabendo transcrevêlos nestas Diretrizes. É importante lembrar. que deve ser obrigatoriamente considerado em todas as fases do projeto de qualquer empreendimento dessa natureza . a melhoria de acessos secundários existentes. adicionalmente. evidentemente. fornecidos pelos fabricantes. Finalmente. As características geométricas dos acessos. ao local da obra da PCH. é um aspecto importante. Nos estudos finais. pelo menos. ainda. largura e rampas. Os pontos críticos. nos estudos de planejamento da construção. Providências no sentido de minimizar. a existência de acessos aéreo e fluvial. . a necessidade de construção de acesso muito longo. Considera-se. incluindo o período chuvoso. em função do porte da PCH. Esses acessos secundários devem ser levantados em detalhes.ESTRADAS DE ACESSO O acesso ao local da obra. com vistas à licitação/contratação desse serviço. mesmo que em nível de estrada de serviço. compensar ou até mesmo. poderá implicar em ônus significativo para o orçamento global do empreendimento. com vista à elaboração dos projetos de melhoria e de reforços. Na fase de estudos preliminares. A estrada de acesso poderá ser executada independentemente da obra principal. o acesso ao local é identificado a partir das rotas de transporte nacional e regional. identificados ao longo do traçado. biótico e antrópico da região. apenas. se possível.Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. eliminar os impactos negativos deverão ser tomadas em tempo hábil. normalmente. como citado anteriormente. Cabe registrar que. incluindo a capacidade das obras de arte das rotas.dos estudos de inventário à licitação do projeto executivo. incluindo projeto e custos. é considerada. deve-se ressaltar que deverão ser levantados e equacionados adequadamente os problemas de interferências desses acessos com os meios físico. considerando as malhas rodoviária e ferroviária. deverão atender às maiores dimensões e pesos dos equipamentos. devem. A prática em projetos dessa natureza tem mostrado que. deve ter condições de tráfego durante o ano todo. que a estrada de acesso.

devem ser observadas as regras de operação e de manutenção. deve ser feito o acompanhamento ambiental das condições do reservatório. com o conseqüente desenvolvimento de plantas aquáticas (água pé). o usuário deverá se valer de consultoria especializada. normalmente. . conforme definido no Projeto Básico Ambiental – PBA (ver ítem “ESTUDOS AMBIENTAIS”). Essa tecnologia. com vistas a renovação da Licença de Operação (LO) a cada 5 a 10 anos. Cabe registrar que. em pontos pré-selecionados e com periodicidade definida. ainda não foi completamente implantada a tecnologia de usinas “desassistidas”. que normalmente é considerado o único responsável. o vertedouro. a fio d’água. No que diz respeito aos aspectos ambientais. No que diz respeito aos equipamentos. uma vez que o reservatório é. com reflexos indesejáveis para os usuários da água do rio (população ribeirinha). O monitoramento ambiental é fundamental para resguardar o empreendedor. largamente utilizada em outros países. Além disso. se o mesmo possuir comportas. poderão sofrer processo de eutrofização. no Brasil. não possui comportas. deve-se destacar a necessidade de que sejam respeitadas as regras de operação do vertedouro. na grande maioria das vezes. Quando for o caso. e. com vistas às garantias. às regras operativas constantes dos manuais elaborados especificamente para esse fim. O monitoramento deve começar no início da obra e continuar durante a operação da usina. porém. totalmente automatizadas e operadas remotamente. portanto. a operação de qualquer usina hidrelétrica deve ser realizada obedecendo-se. vem sendo incorporada gradativamente. ainda de forma lenta e tímida. pequeno. registra-se que os reservatórios em regiões onde o uso do solo é inadequado ou com pontos de poluição industrial. Cabe registrar que. constantes dos manuais fornecidos pelos fabricantes. mineração ou de agricultura com utilização intensiva de agrotóxicos. rigorosamente. No que diz respeito às obras civis da usina. de uma maneira geral. poderão trazer problemas para o funcionamento da usina e prejudicar à qualidade da água. quando em grande quantidade. com vistas a garantir o funcionamento adequado e o desempenho satisfatório das diversas estruturas e equipamentos existentes.OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO OPERAÇÃO DAS USINAS HIDRELÉTRICAS Conceitualmente. Essas plantas. no caso específico de uma PCH.

• Canal Adutor .Estado geral do reservatório e encostas. alguns tópicos que são incluídos rotineiramente nos “Check lists” de inspeção e manutenção das principais obras civis.Estado geral da estrutura do canal. Apresentam-se.Estado geral do concreto (trincas e erosão). para cada obra e equipamento da usina. a segurança do empreendimento.MANUTENÇÃO DAS USINAS HIDRELÉTRICAS A manutenção programada das obras e equipamentos de qualquer usina hidrelétrica é fundamental.Surgimento de água a jusante. verificação da qualidade da água do reservatório e de jusante. .limpeza e reparos. . segundo “checklists” padronizados. em função da idade da usina e de critérios e normas específicos. .Instrumentação. . recalques e solapamentos.Sistema de drenagem. .Vegetação indesejável. além do desempenho. • Tomada d’Água . • Barragem de Terra e Enrocamento . .Instrumentação.limpeza e reparos. . remoção de plantas aquáticas (água pé).Estado geral do concreto (trincas e erosão).Estado geral da grade . . A periodicidade varia. se existir.Sistema de drenagem. .Surgimento de água a jusante. que variam em função da cultura de cada proprietário.Trincas. . • Barragem de Concreto e Vertedouro . se existir. Os serviços de inspeção e manutenção são realizados. erosão. com vistas a garantir. • Reservatório . verificação do processo de assoreamento. a seguir. periodicamente.

Instalações.Verificação da instrumentação. • Casa de Força . .reparos/pintura.Estado geral do conduto. • Conduto Forçado . se existir.reparos/limpeza.limpeza.Estado geral da grade .limpeza e reparos. . .Estado geral do pórtico/talha ..reparos.Estado geral do leito e das canaletas de drenagem .Sistema de drenagem (poço) .lubrificação. .Estado geral da área da plataforma e do sistema de drenagem (trincas e erosão). • Subestação .Estado geral do concreto (trincas e erosão). . . .Estado geral das comportas . apoios e flanges das juntas de dilatação .

Por serem as obras para implantação de PCHS. A metodologia aqui recomendada para elaboração de estimativa de custos visa oferecer informações que conduzam à obtenção de resultados cuja precisão permita a tomada de decisão segura quanto à viabilidade ou não do empreendimento. Para utilização do programa SISORH. como processo principal. por carta ou através da home page da Empresa (http://www. de fácil utilização e cuja facilidade na troca de Data Base de Referência de Orçamento conduz a valores de orçamentos bastante confiáveis. A solicitação de versões mais atualizadas e/ou banco de preços para outras datas de referência deverá ser feita à DFAG –Diretoria de Engenharia da ELETROBRÁS. para a elaboração da estimativa de custos do empreendimento. Esse fluxo de dados no SISORH está apresentado de maneira esquemática no Manual de Usuário e reproduzido. obtidos na implantação de grandes obras. a utilização do programa SISORH3 – SISTEMA PARA ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTO DE OBRAS CIVIS DE USINAS HIDRELÉTRICAS – Versão 3. não é recomendada a utilização de curvas de custos. é recomendada.METODOLOGIA Os estudos e os critérios de projetos recomendados nos itens anteriores. do ponto de vista econômico. nos levam à elaboração de um arranjo de aproveitamento hidrelétrico considerado como o mais adequado tanto tecnologicamente quanto do ponto de vista econômico. o programa processa o Banco de Dados com todas as informações técnicas de construção do empreendimento. Em linhas gerais.0 de Julho de 1997. mão-de-obra. a seguir. Alem disso. histogramas. A ELETROBRÁS.gov. combinando com Banco de Preços de insumos diversos (materiais. recomenda-se. equipamentos de construção) obtendo-se como resultado Orçamentos. inicialmente. imprimir todo o Manual do Usuário e praticar acompanhando.br). o Capítulo 8 onde é mostrado “passo a passo” os principais procedimentos de operação. composições básicas. a planilha de estimativa de custos estará organizada de acordo com o Plano de Contas Padrão ELETROBRÁS para usinas hidrelétricas. etc. com gravação de todo o Programa Base. Quantidade de Serviços e Obras: todas as quantidades deverão ser obtidas através do levantamento direto dos desenhos de projeto. Esse programa tem a vantagem de: ser bastante flexível. Possibilita a introdução de qualquer tipo de particularidade específica de cada empreendimento e ainda poderá servir de ferramenta para otimizar o planejamento de implantação do empreendimento. Esse programa está disponível na edição em CD-ROM destas Diretrizes. obras de porte bem menor que das UHES convencionais. de modo a se enquadrar na linguagem usualmente utilizada pelo Setor Elétrico. Para avaliação do Custo Total do empreendimento. dará o suporte técnico necessário ou auxílio ao usuário para possibilitar melhor utilização do programa SISORH. na medida do possível. como as apresentadas nos Manuais de Inventário Hidrelétrico e de Viabilidade.eletrobras. Manual do Usuário e Banco de Preços para algumas Datas de Referência. tabelas diversas de totalização. para facilitar o entendimento: . principalmente.

desde que o Banco de Dados do empreendimento esteja adequadamente gravado pelo programa SISORH ou importado para o programa. O quadro 5 da esquerda é o Banco de Preços para uma determinada data de Referência de Custos. onde ficam gravadas todas as informações técnicas relativas à construção (Informações descritivas. pois o programa SISORH realiza esta tarefa de maneira automática. Esse Banco de Preços poderá ser trocado para outro com outra Data de Referência. prazo. volumes. o trabalho de orçar. de equipamentos eletromecânicos.). Com isso.Dados dos Projetos Resultados Orçamentos por Estruturas Orçamento Padrão Eletrobrás Estruturas Orçamentárias Custo dos Serviços Tecnologias de Construção Processamento Custo das Composições Básicas Descrições dos Insumos Custo dos Insumos Preços Histogramas Tabelas de Totalização Observe-se que os 4 primeiros quadros do lado esquerdo constituem o Banco de Dados do empreendimento. Uma vez processadas. tipos de estruturas. bastando combinar com novo Banco de Preços. Nota: O programa SISORH só compõe os custos unitários ou totais dos itens principais de OBRAS CIVIS. de custos indiretos e de juros durante a construção. traços previstos nos diversos tipos de concreto. Não efetua nenhum cálculo de custos dos itens relativos as contas de meio ambiente. esse programa poderá ser utilizado como ferramenta auxiliar para otimização do planejamento de construção através da análise dos diversos histogramas e tabelas de totalizações. Para esses itens deverão ser completados os cálculos com aplicação das respectivas metodologias e ou critérios citados em seus respectivos itens (“CÁLCULO DE CUSTOS NOS ÍTENS DIVERSOS” e “CUSTO DOS EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS”) ou fixados na Planilha OPE (PLN-OPE. pelo programa SISORH. tipos de serviços. poderão ser impressos. . distâncias de transporte. método construtivo. Uma vez gravado o Banco de Dados do empreendimento. O orçamento do empreendimento estará automaticamente revisado em função da alteração do cronograma de construção e estará atualizado para qualquer data de referência. O trabalho de enquadramento dos diversos custos de serviços nos itens de Conta do OPE/ELETROBRAS não é necessário.XLS) apresentada no ítem “PLANILHAS DE ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS-OPE”. etc. numa revisão ou alteração da data do início de construção. após a emissão do relatório. para qualquer data. será quase que instantâneo. de maneira muito simples e rápida. necessários na apresentação de Relatórios de Estudos e Projetos de PCH. todas as Tabelas de Orçamentos e Quadros Resumos de Custos.

principalmente. Está disponível também.O programa SISORH contém o cadastro completo de todo Plano de Contas .OPE para Usinas Hidrelétricas. etc. Equipamentos Permanentes (Turbinas. No custo de aquisição. Inserindo Quantidade Prevista e Preço Unitário ou Custo Total de uma determinada conta.. órgãos ou empresas de saneamento. Comportas. o programa totaliza os custos de maneira a possibilitar impressão de relatório com Orçamento Completo da Usina. Geradores. neste manual. Válvulas. mão-de-obra) do estudo do empreendimento. uma segunda metodologia alternativa. Para tanto. Secretaria de Obras Públicas. deverão ser verificados. DER. preferencialmente. empreiteiras. 2) composição de preços unitários. a partir de valores obtidos através de consulta a fabricantes ou fornecedores. Deverão ser consultadas também as informações recentes de banco de dados de projetistas. os preços unitários deverão ser preferencialmente obtidos a partir de pesquisas específicas para o empreendimento. 4) aplicação de preços unitários de insumos extraídos do Banco de Preços do SISORH 3. porém menos precisa e com recursos restritos a procedimentos de elaboração de orçamentos convencionais com utilização de Planilha eletrônica Excel versão 5 ou superior.0. Preços Unitários de Serviços: todos os preços a serem adotados para estimavas de custos deverão retratar as condições locais. além da parcela de aquisição. A composição de preços unitários de obras civis apresentada em forma de planilha eletrônica (RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS) permite a atualização. etc. eventualmente. já que não são parâmetros para obras e serviços e/ou obras específicas de UHE. tais como diferenças de ICMS. 3) consulta e/ou pesquisa de preços em órgãos do tipo Prefeitura. características do projeto e da época (mercado .): os custos deverão ser definidos.materiais. tais como: • Obras Civis: 1) consulta a empresas Empreiteiras habilitadas para execução de obras hidráulicas. No custo do equipamento. inclusive com adoção de processo adequado quando se tratar de utilização de equipamento de construção próprio ou alugado de terceiros com ou sem subsídio. . a estimativa de custos ficará devidamente atualizada sem a utilização de índices econômicos diversos que não conduzem a resultados sempre satisfatórios. Ponte Rolante. deverão ser adicionados os custos relativos a transporte da fábrica até a obra e de montagem. os custos relativos a impostos a serem pagos pelo proprietário. ISS sobre a mão-de-obra de montagem e. etc. para qualquer data e melhor adequação dos preços para o empreendimento em estudo. os valores relativos a IPI não incluídos pelo fabricante ou fornecedor. montadoras. Com isso.

o valor associado à hoas extras poderá ser maior do que os 50% apresentados na planilha). atualizado e adequado para o empreendimento em estudo. etc. batizado com o nome de CMPSICAO. impostos). levando em consideração: legislação em vigor (encargos sociais. valor médio de 5%. b) BDI (benefícios e despesas indiretas do empreiteiro): deverão ser verificadas as taxas de incidência de ISS. e) Aluguel Horário de Equipamentos de Construção: em todos os custos horários. todas as considerações a seguir apresentadas são desnecessárias.CUSTO DAS OBRAS CIVIS COMPOSIÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS PARA EXECUÇÃO DE OBRAS CIVIS No caso da adoção da metodologia SISORH. da mão-de-obra. a) Cálculo de Encargos Sociais: Número de horas normais de trabalho por semana. previsão de turnos de trabalhos . d) Custo da Mão-de-Obra: deverão ser pesquisados e alterados os valores constantes na coluna “Salário médio por Hora em R$” para nova data e de maneira a espelhar as condições locais ou específicas do empreendimento em estudo. . como processo alternativo. Varia de 50% a 200% da depreciação. etc. a título de exemplo. PIS e Contribuição Social em vigor e demais percentuais incluídos na composição.).horas/semana.calculada como sendo o resultado da divisão do custo de aquisição pela vida útil estimada em horas. J = taxa de Juros ao ano e h = número de horas trabalhadas (previstas) por ano.). sendo C = custo de aquisição. etc. gravado em planilha EXCEL. São apresentados a seguir os itens a serem verificados ou ajustados para elaboração de composição de preços adequada para avaliação do empreendimento..estimada como sendo proporcional ao valor atribuído para depreciação.calculados como (C x J)/h. e2 Juros . pois o detalhamento do programa base já é muito maior e mais rigoroso nas considerações. cuja finalidade é a obtenção de custo unitário. provável distância de deslocamento de equipamentos de construção.xls. disponibilidade de materiais e mão-de-obra na região. e3 Manutenção . A planilha apresentada no ítem “RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS”. preços de materiais de construção. deverão estar incluídas as seguintes parcelas de custos: e1 Depreciação . que deverá ser analisado e reavaliado para melhor atendimento da necessidade de cada caso (localização do empreendimento. recargas. c) Mobilização e Desmobilização de equipamentos e pessoal: na composição apresentada está citado. está sendo fornecida em forma de arquivo. dependendo do tipo de equipamento e dos serviços a executar. de aluguéis horários de equipamentos de construção e características específicas da obra (distância de transporte. número de horas extras por semana e acréscimo sobre salário hora normal para pagamento de horas extras (caso exista “Acordo Coletivo do tipo Sindical ou não”. COFINS.

cotação levantada para o empreendimento em estudo. o valor correspondente a 2% do custo de construção da estrutura.. está apresentada a tabela contendo vida útil. Na planilha de Composição está apresentada também a relação entre aluguel/horário e o custo de aquisição para possibilitar um cálculo rápido do custo horário quando se tem somente o preço de aquisição do equipamento.364 de 31 de Janeiro de 1998” e “Boletim Mensal de Custos de Janeiro de 1998. foram extraídos da revista “Informador das Construções .12 .deverão estar incluídos todos os materiais de consumo (combustíveis. f) Materiais de Construção: Todos os custos a serem considerados deverão ser referentes a “posto obra”. obtidos através de consultas a fabricantes e/ou fornecedores. % de custo de Manutenção. pneus. drenagem. A planilha de Composição está programada para adoção do custo horário. previsão de horas trabalhadas por ano dos principais tipos de equipamentos de construção. como provisão de recursos para obras e serviços de acabamentos. ou seja. pavimentação da crista. em relação a custo de depreciação. Esse procedimento é recomendado para estruturas do tipo Barragem e/ou Dique de terra ou de enrocamento. A planilha de Composição está programada para sempre dar preferência aos valores constantes nessa coluna. etc. Relocações e Outras Ações Sócio-Ambientais Todos os valores a serem considerados nesta conta deverão ser extraídos dos trabalhos desenvolvidos nos assuntos relativos a Meio Ambiente.valor calculado a partir do conhecimento do custo de aquisição do equipamento. . adotar. Despesas Legais e de Aquisição: adotar 15% da soma dos valores de aquisição de terras e benfeitorias. Na planilha de Composição. Barragem de Concreto. . citados na composição. revistas de construções. Boletim Mensal de Custos da EMOP/RJ.10 . Tabelas DER. etc. incluindo todos os custos de transporte até a obra. Os custos horários.aluguel horário R$/h levantados em publicações técnicas.Terrenos. publicado pela EMOP/RJ”.Outros Custos: na ausência de outras informações. CÁLCULO DE CUSTOS NOS ITENS DIVERSOS Conta . obedecendo à seguinte hierarquia de preferência: . óleos.) e mão-de-obra do operador.. utilizada nas composições de preços unitários para execução de obras civis. etc. A coluna Preço Unitário em R$/un “pesquisas diversas” é de valores levantados de publicações dos tipos Revista de Construção Civil. etc. A coluna “Cotação pesquisada na Região R$/un” deverá ser preenchida com valores coletados exclusivamente para aplicação nas obras em estudo. graxas.e4 Operação . mangueiras. Vertedouro e Tomada d’Água. Conta . . correias. iluminação.edição 1.

22.40.37 17. são os seguintes: 17. que corresponde à aplicação da taxa de 10% a.23. .15.XLS. Em obras com prazo de construção acima de 2 anos. . é recomendada a adoção de Custo de Aquisição mais 30%. Engenharia Básica Serviços Especiais de Engenharia Estudos e Projetos Ambientais Administração do Proprietário 5% 3% 5% 1% 0.a. considerar os percentuais indicados no modelo de OPE.22.18 Juros Durante a Construção: adotar a taxa de 10% a. 2a.40. Os custos ambientais são apresentados no ítem “ESTUDOS AMBIENTAIS”.38 17. consultar Quadro B04 do Manual de Inventário.17 Custos Indiretos: nos estudos preliminares e/ou não tendo outras informações.22. . Eventuais: no fechamento de grandes contas do OPE. No caso de haver informações que permitam alterar as taxas de Eventuais. que deverão ser calculados incidindo sobre o CUSTO DIRETO TOTAL. Transporte até a obra e Seguro e custo de Montagem e Teste. da conta . Contas . foram consideradas as seguintes parcelas: Impostos e Taxas 15%.Contas . ou considerar o custo financeiro do empréstimo durante a construção. Conta . Para tanto. como 6% da soma dos custos de Turbinas e Geradores.15.39 17.2% da soma dos Custos Diretos e Indiretos. poderão ser estimados com base nas Tabelas constantes do Manual de Inventário da Eletrobrás. caso já exista esta estimativa.40.14 .36 17.00. Esses percentuais que estão gravados no arquivo PLNOPE$.31.5% 10% Conta .41 Construção do Canteiro e Acampamento Operação e Manutenção do Cant/Acamp. incluir o valor correspondente à aplicação da taxa de 10% sobre todos os custos considerados em cada conta.12 .22. Impostos e Taxas. Na ausência de outras informações. deverá ser estimado como 18% da soma dos custos de Turbinas e Geradores e o custo de Equipamentos Diversos. tanto de obras permanentes da conta .14. da conta .16 e de Relocações da conta . com cronograma de desembolso de 40% no primeiro ano e 60% no segundo ano de construção (prazo de construção de 2 anos). Não tendo outras informações. Equipamentos: no custo total de cada equipamento deverá estar incluído o custo de Aquisição (FOB). . poderá ser adotado um valor diferente do recomendado neste Manual.10 e .21. O custo de Equipamentos Elétricos Acessórios. edição (1997).21.10.00.a. adotar o valor correspondente a 9.16 Custo de Estradas e Pontes: os custos de construção de estradas e pontes.54 17. Supervisão e Teste 10%. Transporte e Seguro 5% e Montagem.13 .

00. a) Turbinas . o custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CTT = 24.29. em US$ equivalentes.000.000x(kW/rpm) + 100.13. kW = Potência de 1 turbina. em kW.23. em US$ equivalentes. c) Pórtico Rolante (contas .3 .200x(kVA/rpm) + 6. Transporte e Seguro.20. 12. o custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CTF = 20.28 deverá ser considerado a soma dos custos de turbina e de regulador.18. Montagem/Supervisão e Teste. CTT = custo de aquisição de 1 turbina do tipo que não seja Francis. em rotações por minuto.23. Todas as fórmulas ou gráficos apresentados a seguir. kVA = Potência de 1 gerador em kVA rpm = Rotação síncrona do Gerador ou da Turbina.000 O custo de aquisição do regulador de velocidade poderá ser estimado como: CRG = 7. em US$ equivalentes.23. CRG = Custo de aquisição de 1 regulador de velocidade.000 Para outros tipos de Turbinas. 12. apresentam o Custo de Aquisição (incluído apenas os impostos de origem ou aqueles pagos pelo Fabricante) e expressos em US$ equivalentes na Data Base de Janeiro de 1998.20. .Na conta .23. No caso da Turbina prevista ser do tipo Francis.28. totalizando 30% do custo de aquisição.CUSTOS DOS EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS Em todas as contas de custos de equipamentos deverão incluir os valores provenientes das recomendações citadas no ítem “METODOLOGIA” ou seja acrescentar sobre o custo de aquisição (Custo FOB) as parcelas referentes a Impostos + Taxas.500 x (kW)0.23.15. rpm = rotação síncrona da Turbina.15.13.13.00.18. em rotações por minuto.20) O custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CPR = 6. sendo: CTF = custo de aquisição de 1 turbina do tipo Francis .13. b) Ponte Rolante da Casa de Força (conta .00. em US$ equivalentes.000x(kW/rpm) + 120.20. sendo: CPR = Custo de aquisição de 1 ponte rolante.

16. até a soleira da comporta.13. 13.12.12. sendo: CPORT = Custo de aquisição de 1 pórtico rolante. em metros Hc = Altura da comporta. em US$ equivalentes.24.13.16) O custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CCV = 40xR + 20.12.19.19. e) Comporta Ensecadeira .30.00. .23. em metros. O custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CCE = (24xR + 12. R = Lc x Lc x Hc x Ha Lc = Largura da Comporta (vão). em metros.23.17. sendo: CCE = Custo total de aquisição de comportas tipo ensecadeira (stoplogs) e guias + peças fixas.30. CARGA = carga de içamento prevista.17. em metros Hc = Altura da comporta.13. em kg. N = número de comportas previstas GPF= número total de vãos menos número de comportas previstas. sendo: CCV = Custo de aquisição de 1 comporta tipo vagão.12. ou seja número de Guias e Peças Fixas dos vãos sem comportas.28. (contas .18. R = Lc x Lc x Hc x Ha Lc = Largura da Comporta (vão). d) Comporta Vagão (conta . em US$ equivalentes.000) x (N + 0.00.23.1GPF).17. até a soleira da comporta. em US$ equivalentes.000. em metros Ha = Pressão Máxima prevista.19. em metros Ha = Pressão Máxima prevista.23.23.17) (stoplogs).23.30. .12. Exemplo: Tubo de sucção c/ número total de vãos = 4 (usina c/ 2 máquinas) .23.20) O custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CPORT = 8x(CARGA).20.

12.30.doc) onde o custo é dado em função do DN (diâmetro nominal) e pressão de projeto em mca (metro coluna d'água).500/tonelada de conduto metálico.31 .23. h) Gerador (conta .00/kg ou US$17. em US$ equivalentes.86/kg.13.12.23.23. R$25. até 2 MVA.34.12. R$15.19.Turbinas e Geradores.00.caso haja previsão de utilização desse tipo de equipamento.Turbinas e Geradores.23 .32/kg.N = número de comportas a adquirir = 2 (fecha-mento de 1 unidade) Portanto GPF = 4 .doc e grfB30. eixo horizontal.16 .23.34. em metros quadrados. Para o custo de aquisição em $/kg deverá ser adotado os valores a seguir citados. • unidades de pequena potência. R$20.39/kg.00/kg ou US$13.23.5. poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CGD = 1. • unidades com potência superior a 2 MVA. f) Grades (da Tomada d'Água) conta . diâmetro e peso de 0.24 Caso haja previsão de utilização de válvulas dos tipos borboleta e/ou esférica.500 x A.00.Equipamentos Diversos. GrfB021.doc) . Conta .19.18. I) Demais Equipamentos Conta 14.19. A = área total das grades.21 O custo de aquisição da grade. Conta .1.00. referidos a janeiro de 1998. comprimento total previsto. eixo horizontal. sendo: CGD = custo total de aquisição das grades.12. • unidades com potência superior a 2 MVA.00.23.13 . Conta 15.considerar como custo de aquisição o valor de US$2. cuja metodologia está apresentada no item “ESTIMATIVA DO PESO” . o custo de aquisição poderá ser feito com a aplicação do gráfico B21 do Manual de Inventário (arq. e figura 1 do ítem “VELOCIDADE DE ROTAÇÃO”.00. O custo total de aquisição poderá ser estimado como sendo 18% do custo total da conta .23 Conduto Forçado (Revestimento Metálico) .Comporta Segmento . o custo de aquisição deverá ser estimado com aplicação dos gráficos B29 e B30 do Manual de Inventário (arquivos grfB29.00/kg ou US$28.2 = 2.13.Equipamentos Elétricos Acessórios.13 .28. g) Válvulas (tipo borboleta e esférica) conta .29) O custo de aquisição de 1 gerador deverá ser estimado a partir do cálculo do peso próprio. eixo vertical. O custo total de aquisição poderá ser estimado como sendo 6% do custo total da conta . A quantidade deverá ser calculada com base na espessura da chapa definida no item 7.00785 t/m2 para cada mm de espessura.

1997.1. que poderão auxiliar nos trabalhos de elaboração da estimativa de custos de Usinas Hidrelétricas.6 x DB2+ 8. K) Toda a metodologia de cálculo de Custos de Equipamentos poderá ser simplificada com a utilização da planilha gravada em EXCEL e incluído no CD-ROM como PCHEQPT. VÁLVULA BORBOLETA Custo unitário 400 DN=2000 6000 5500 350 DN=1800 5000 DN=8000 300 DN=1600 4500 4000 DN=7000 250 3500 DN=1400 200 DN=1200 3000 DN=6000 2500 2000 1500 DN=5000 150 DN=1000 100 DN=750 DN=4000 1000 DN=3000 DN=2500 50 500 0 0 50 100 150 200 Pressão de Projeto (mca) 250 300 0 0 50 100 150 200 250 300 Pressão de Projeto (mca) Custo=H 0. ELETROBRÁS.2 x DB .95 H . .a) DB .pressão nominal de projeto = altura estática + sobrepressão (m.35 x KB KB = 1000 x (9. Necessitando de mais informações. comportas segmento e obras de estradas.85) para válvulas com DB ≤ 2.0 m KB = 1000 x (10. é recomendada consulta a outras publicações técnicas.diâmetro nominal da válvula do tipo borboleta KB DN Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico. listadas em REFERÊNCIAS BIBLIOGRÄFICAS.1. para válvulas.2 x DB2+ 9. pontes e túneis.0 m Notas: Valores monetários em US$ de dez.0.97) para válvulas com DB > 2.J) Apresentados a seguir os seguintes gráficos constantes do Manual de Inventário. versão 2.c.6 x DB . de Novembro de 1997.XLS.

4 x DE 2+ 4.4 x DE +12.95 .40 x KE DN=3500 KE = 1000 x (24.VÁLVULA ESFÉRICA Custo unitário 5500 5000 DN=4000 4500 Custo = H 0.37) 4000 DN=3000 3500 DN=2500 3000 2500 DN=2000 2000 1500 DN=1500 1000 DN=1000 500 0 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 Pressão de Projeto (mca) Notas: Valores monetários em US$ de dez.

Largura da comporta (vão livre).0 ≤ (Lc2xHcxH/1000) ≤ 180. Hc .0m. em m. . 1997.Hmáx=1.Altura da comporta.500mca. em m.diâmetro nominal da válvula do tipo esférica KE Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico.0mca H . ELETROBRÁS. ELETROBRÁS. e H .pressão nominal de projeto (altura estática+sobrepressão). COMPORTA SEGMENTO DE SUPERFÍCIE DO VERTEDOURO Custo unitário(com acionamento) 1400 1200 1000 800 600 400 200 0 0 20 40 60 80 2 100 120 140 160 180 Bcp xHcpxHx/1000 Notas: Valores monetários em US$ de dez. 1997.c.altura desde o nível de água até a soleira da comporta (m.95 Limites de aplicação: 2.Limites de aplicação:DEmáx =4.Carga hidráulica . em mca DE .a) Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico.0 Lc .Hmín=200.

000 SEÇÃO DE ESCAVAÇÃO. . 1997.000 100 10 1 10 100 2 1. ELETROBRÁS.ESCAVAÇÃO SUBTERRÂNEA EM ROCHA . em m Notas: Valores monetários em US$ de dez 95 Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico.Custo por m3 1.

000 60.000 210.000 252.Custos unitários (US$/m2) CLASSIFICAÇÃO CONFORME TIPO DE FUNDAÇÃO SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE FUNDAÇÃO TIPO DIRETA FUNDAÇÃO TIPO ESTACAS FUNDAÇÃO TIPO TUBULÃO A CÉU ABERTO FUNDAÇÃO TIPO TUBULÃO A AR COMPRIMIDO 500.000 280.000 NÃO PAVIMENTADA PAVIMENTADA 420.00 6.000 NORTE.000 150.00 1.00 PAVIMENTADA 630. 1997.000 1.00 6.00 13.000 112. .000 420.00 980.000 540.000 238. AO NORTE DO RIO AMAZONAS 900.000 234.000 NORTE.000 360.00 8.000 170. ELETROBRÁS.000 Notas: Valores monetários em US$ de dez95 Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico.000 80.00 800.00 6.000 144.000 108. AO SUL DO RIO AMAZONAS 700.00 7. 1997. PONTES RODOVIÁRIAS .000 350.260.000 180.000 NÃO PAVIMENTADA PAVIMENTADA 300.00 6.000 300.120.000 182.000 100.00 840. AO NORTE DO RIO AMAZONAS NÃO PAVIMENTADA 540.00 24.ESTRADAS DE RODAGEM .00 1.000 324.000 270.00 11.000 140.440.000 490.00 NORTE.Custos unitários (US$/km) CLASSIFICAÇÃO DNER ARTÉRIA ARTÉRIA ARTÉRIA COLETORA COLETORA LOCAL PRINCIPAL PRIMÁRIA SECUNDÁRIA PRIMÁRIA SECUNDÁRIA CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE PISTA ( m ) PLATAFORMA ( m ) 14.000 200.000 180.00 Notas: Valores monetários em US$ de dez 95 Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico.00 7.000 84.00 7.00 NORTE. ELETROBRÁS.00 1. AO SUL DO RIO AMAZONAS 882.080.000 630.134.00 600.00 700.00 1.000 306.000 130.

Para as usinas hidrelétricas. tendo por resultado as necessárias soluções. conhecida como “Lei dos Crimes Ambientais” ou “Lei da Natureza”. nos estudos e projetos de engenharia. com o estabelecimento de regras e normas mais adaptadas à realidade brasileira. diversas evoluções ocorreram. mais especialmente. é muito importante e indispensável. de uma paralisação temporária ou até definitiva de seu . a Resolução CONAMA no 01/86. que poderão vir a embargar uma obra. a legislação ambiental evoluiu.ESTUDOS AMBIENTAIS INTRODUÇÃO No intervalo de tempo transcorrido entre a edição do Manual de Pequenas Centrais Hidrelétricas.01. em 1982. que. de forma associada com o processo de licenciamento. em forma de EIA – Estudos de Impacto Ambiental e RIMA – Relatório de Impacto Ambiental. de que o empreendimento é ou não “potencialmente causador de significativa degradação ao meio ambiente”. ambientais. não há mais.97. podendo “ser estabelecidos procedimentos simplificados para as atividades e empreendimentos de pequeno potencial de impacto ambiental.CAPÍTULO 8 . muitas das vezes. envolvendo aspectos técnicos. incluindo a Resolução CONAMA 237/97 e a recém-editada Lei 9605/98. evitando a atuação de organismos. sofreu mudanças em 19.12. sim. antes limitada em 10 MW. Se os aspectos ambientais forem devidamente equacionados. mas. A própria conceituação do que é uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) sofreu mudanças recentes. compensação e controle. com a previsão e também a implantação das indispensáveis medidas e dos programas de mitigação. conforme já explicado no Capítulo 2 deste documento. neste capítulo. A execução dessas medidas e programas também pode se refletir em uma garantia ao investidor de que ele não terá surpresas no futuro que venham a onerar o seu orçamento. para “usinas de geração de eletricidade. com os impactos do empreendimento sobre o meio ambiente e deste sobre a PCH e seu reservatório associado corretamente enfocados. com necessidade. cabe ressaltar que o licenciamento deve ser considerado como uma conseqüência do bom e adequado tratamento da questão ambiental. inclusive não governamentais. a ser feita pelo órgão ambiental. e a elaboração destas “Diretrizes”. acima de 10 MW” (inciso XI do Artigo 2o). é apresentada adiante. A esse respeito. Dessa forma. esse licenciamento ocorrerá de forma mais rápida e tranqüila do que nos casos em que a preocupação básica for apenas o atendimento às exigências e condicionantes dos órgãos ambientais para obtenção do documento de licenciamento. 3o e 12o. em 1998/99. que exigia a elaboração de estudos detalhados. portanto. Um estudo ambiental bem realizado.86. a consideração. Ao mesmo tempo. em condições prefixadas em lei. econômicos e. e agora estendida à 30 MW. A principal delas é quanto ao aumento da potência instalada. em seus Artigos 2º. pela Resolução CONAMA 237/97. de 23. da ELETROBRÁS.. deixa a critério do órgão ambiental licenciador a decisão quanto aos casos em que serão necessários estudos detalhados ou simplificados.” A análise da legislação ambiental em vigor.. o limite de 10 MW para a isenção de apresentação de EIA/RIMA.

a partir de cuja aprovação se obterá a Licença de Instalação (LI) que autoriza o início das obras. do CONAMA. o empreendedor deve ser conscientizado da importância de consolidar essas atividades em programas.empreendimento.12. que representa a confirmação quanto à viabilidade ambiental da PCH. é conhecido como RAP – Relatório de Avaliação Preliminar ou Relatório Ambiental Preliminar. em dois tipos de PCH: as que exigirão estudos simplificados e as que demandarão os convencionais e detalhados EIA/RIMA. o PBA – Projeto Básico Ambiental pode ser exigido em um ou outro tipo. de Estudos Preliminares. como devem ser os primeiros e decisivos passos do empreendedor e de quem estiver realizando os estudos ambientais. caso por caso. um PCA geralmente mais simplificado (Plano de Controle Ambiental) ou.6. um documento complementar. como estabelece a Resolução 237/97. Numa etapa posterior. de acordo com a legislação vigente. durante os estudos. Para que se atinja uma dessas fases. procurou-se dividir estas “Diretrizes”. por exemplo. Por isso. deixa a critério do órgão ambiental licenciador a exigência quanto à profundidade dos estudos. Se ela. A Licença de Operação (LO). por não ter ele se preocupado previamente com questões como essa no projeto. passa a ser o resultado do cumprimento. com os órgãos ambientais e a sociedade em geral. de 19. a fim de que imprevistos ou desconhecimento dos vários fatores envolvidos no projeto não venham a promover mudanças fora de época e com reflexos em aumentos de custos não esperados pelo empreendedor. Esse documento deve ser encaminhado ao órgão ambiental. no item 8. poderá ser determinada a apresentação de um PBA detalhado. conforme o caso. Obviamente. Como se verá mais adiante. durante a construção e nos testes pré-operacionais. sobre a necessidade de elaboração de um EIA/RIMA ou de um documento similar mais simplificado. a integração entre as equipes de engenharia e meio ambiente deverá ser constantemente perseguida por ambas as partes. O passo seguinte deverá ser a elaboração de um novo documento. conforme fluxograma apresentado na Figura 1. para que este decida. do assoreamento total de seu reservatório após poucos anos de vida. a critério do órgão ambiental. conforme descrito em ESTUDOS PRELIMINARES. . em benefício do meio ambiente e do próprio empreendimento. em princípio. na qual se procede à adequada integração sociedade-empreendedor. qualquer desses documentos deverá convergir para a liberação da Licença Prévia (LP). O primeiro passo. é a realização de uma avaliação prévia do empreendimento. que culmina com um documento que. A experiência nacional indica que. em diversos Estados.97. do que foi acertado nos documentos anteriores. até mesmo. em relação aos estudos que deram origem à Licença Prévia (LP). pelo menos. passa-se a uma segunda etapa. com levantamentos e análises que permitam indicar a viabilidade ambiental ou não da PCH. não for considerada inviável. este documento orienta. o PBA (Projeto Básico Ambiental). ou seu similar simplificado. Como se verá na parte de legislação ambiental. duas atividades são quase sempre exigidas: a de recuperação das áreas degradadas pelas obras e a de comunicação social. Desta forma. na parte ambiental. Independente dos meros aspectos e necessidades de licenciamento. a Resolução CONAMA 237/97. por causa.

durante a vida útil da usina. com o acompanhamento e controle sistemático das ações deste sobre o meio ambiente e vice-versa. de acordo com cada problema constatado. econômicos e ambientais para todas as partes envolvidas. . o proprietário deverá.Posteriormente. resultando essa postura em benefícios técnicos. por ele ou pelas autoridades competentes. promover a gestão ambiental do empreendimento. de forma que as necessárias providências sejam sempre tomadas em tempo hábil.

• inundação de áreas de quilombos e necessidade de possível relocação. além de ecossistemas importantes. como a população e as benfeitorias a serem diretamente afetadas. também só possível com autorização do Congresso Nacional. Parques Nacionais e outras Unidades de Conservação da Flora e da Fauna. LEVANTAMENTOS Inicialmente. além de mapas com a delimitação do reservatório. . deverá ser feito um reconhecimento de campo. • inundação de áreas de preservação ambiental legalmente constituídas. por exemplo. Esses aspectos abrangem impactos do empreendimento sobre o meio ambiente e vice-versa. de expansão. visando a análise de problemas associados à qualidade da água e ao assoreamento. deverão ser levantados todos os dados e informações sobre as características técnicas então disponíveis sobre o empreendimento. a prefixação do Nível d’Água Máximo Normal de Operação e a conseqüente área de inundação relativa ao reservatório a ser criado. urbanas. os projetos de PCH devem evitar.ESTUDOS PRELIMINARES Esta fase é de grande importância. pois. etc. deverão ser feitas anotações de aspectos importantes da região. residenciais. o grau de conservação dos ecossistemas (observações visuais e informações de moradores). climatologia. Posteriormente. ANÁLISE A análise preliminar a ser realizada terá por objetivo a identificação dos aspectos que poderão dificultar ou até mesmo inviabilizar a implantação e operação do empreendimento. a partir dos levantamentos e análises previstos. industriais. recursos minerais e usos múltiplos atuais e previstos (se existirem) dos recursos hídricos disponíveis. se poderá avaliar a viabilidade ambiental do empreendimento e decidir sobre a continuação dos estudos. como a Mata Atlântica e o Pantanal Matogrossense. Nesse trabalho. De forma associada com os estudos de engenharia. Deverão ser localizadas as indústrias e cidades que no rio jogam seus despejos. com a definição das áreas rurais. a infra-estrutura existente e o zoneamento regional. abrangendo um arranjo preliminar das obras. como. face à provável inviabilização ambiental ou ao possível acréscimo nos custos de implantação do empreendimento. bem como o uso do solo na região. só viável após ampla e demorada discussão do assunto e edição de permissão do Congresso Nacional. os seguintes: • inundação de Terras Indígenas. deverão ser também levantados dados sobre hidrologia. geologia. Dentre esses aspectos. já de posse de plantas preliminares com locação das obras de barramento e das obras de adução.

por isso. O documento inicial exigível tem escopo variável. inundação de áreas cársticas. um pré-diagnóstico ambiental. inundação de locais tipo cemitérios. • eliminação de patrimônios naturais. Arqueológico e Paisagístico. . em função do órgão que o irá analisar. Em geral. uma avaliação preliminar dos impactos e das medidas mitigadoras. • • • áreas de exploração de minerais estratégicos. • reservatórios onde o zoneamento regional ou municipal prevê áreas de expansão urbana ou de conservação ambiental. ou • Relatório Ambiental Preliminar (RAP) ou similar. como abastecimento d’água e irrigação. a partir do qual o órgão ambiental definirá a necessidade e o nível de elaboração dos estudos ambientais. por exemplo. considerados sagrados pela população local. como a de canoagem. identificadas como patrimônio espeleológico. como as que ficam a montante de mananciais para futuro abastecimento d’água. • áreas tombadas por órgãos de defesa do Patrimônio Histórico. Após a constatação de que o empreendimento é ambientalmente viável. Cultural. como corredeiras onde haja intensa e histórica prática esportiva. necessitarão de relocação. • onde houver sensíveis prejuízos para outros usos considerados mais importantes. na qual são informadas as características técnicas do empreendimento. ou cachoeiras e trechos de rios onde haja muitas atividades turísticas ou de lazer na região. deverá ser elaborado um documento com um estudo preliminar (RAP).• inundação de áreas onde haja aglomerações urbanas ou comunidades rurais que. esse documento acompanha o requerimento de Licença Prévia (LP) da usina e se consubstancia em: • ficha própria do órgão ambiental licenciador.

Um RAP mal feito ou muito incompleto pode provocar uma demora na análise e a exigência de estudos aprofundados que. Em cada uma dessas situações. deverão ser feitas as avaliações preliminares de impactos e medidas mitigadoras/compensatórias. bióticos e antrópicos da região já levantados. Caracterização do Empreendimento. com grandes ou pequenas dimensões do reservatório. etc. demandam maior esforço de avaliação de impactos ambientais as usinas cujos projetos contemplam desvios por canais ou túneis que afetem o fluxo normal a jusante do barramento. O RAP deverá ser basicamente composto por: • • • • • Justificativas do Empreendimento. com os dados disponíveis sobre a usina e o reservatório associado. em área já bastante degradada ou não. . objetivo e claro for o RAP. Identificação Preliminar dos Impactos. poderiam ser desnecessários. nos estudos a serem realizados. onde há o problema da exigência legal de uma vazão remanescente mínima. em diversos casos.RAP – RELATÓRIO AMBIENTAL PRELIMINAR A partir de uma análise preliminar das características do projeto e das especificidades ambientais da área de sua implantação. envolvendo usinas cuja implantação e operação provocam ou não efeitos ambientais significativos. Diagnóstico Ambiental Preliminar. será função da consideração de todos esses fatores. com problemas associados à presença de peixes de piracema e às correspondentes rotas migratórias. maior a possibilidade de uma decisão mais rápida e mais acertada do órgão ambiental para o prosseguimento dos estudos. conforme as características particulares de cada empreendimento. Quanto mais completo. Prováveis Medidas Mitigadoras e Programas Ambientais. decisão essa do órgão ambiental. Normalmente. com os principais aspectos físicos. duas situações básicas deverão ser consideradas. O grau de aprofundamento dos estudos.

o diagnóstico ambiental da região onde este será inserido. deverão ser incorporadas e aprofundadas quando do detalhamento dos Programas e implementadas na fase de construção. de acordo com as etapas comentadas a seguir. Em outras palavras. a identificação e análise dos impactos ambientais nas fases de projeto. os estudos deverão preocupar-se em desenvolver análises coerentes com as reais interferências do empreendimento. muitas vezes. É fundamental. considerar que o empreendimento não causará sérios danos ambientais. as quais deverão levar em consideração a realidade ambiental em que o aproveitamento proposto se enquadra. e não somente como uma peça no processo de licenciamento ambiental. de antemão. às vezes sem utilidade prática. não provoque imprevistos futuros que obriguem o empreendedor a executar alterações indesejáveis e onerosas. Fazem parte do conjunto de procedimentos que constituem os estudos: a caracterização do empreendimento. Algumas dessas instruções são transcritas neste capítulo. editadas em abril de 1997. como para a harmonização ambiental do empreendimento na região de sua implantação. no item “ESTUDOS COMPLETOS”. Esses estudos ambientais deverão fornecer subsídios tanto para a concepção geral do aproveitamento. do DNAEE/ELETROBRÁS. . compreendem a realização de uma série de atividades específicas. inserindo. podendo. conforme já comentado. mais detalhadamente. aqui de forma resumida e. que haja uma inter-relação constante entre o projeto de engenharia e os estudos ambientais. As diretrizes nele apresentadas. Cabe ressaltar que as recomendações aqui apresentadas estão coerentes com as que foram fixadas no documento “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”. para os casos em que o órgão ambiental. construção e operação. ter continuidade na fase de operação. para que o avanço de um. portanto. sem a consulta ao outro. Reconhece-se também que a significância dos impactos sobre o meio ambiente local e deste sobre o empreendimento determinará o nível de detalhamento dos estudos ambientais.ESTUDOS SIMPLIFICADOS ESTUDOS BÁSICOS . Tendo em vista tais preceitos. e não análises meramente genéricas.GERAL Os estudos ambientais simplificados. importantes conceitos no projeto de engenharia. o documento a ser produzido deverá ser reconhecido como uma importante ferramenta de gestão ambiental do empreendimento. a proposição de medidas mitigadoras e/ou compensatórias dos impactos negativos ou de maximização dos benefícios relativos aos impactos positivos e os programas ambientais. muitas vezes.

indiretamente. a ADA abrange a região de intervenção direta. a contratação de mão-de-obra local ou regional. possíveis interferências com comunidades e suas atividades no entorno do barramento e do reservatório. Esse tratamento é simplificado. legislação ambiental pertinente. A sua delimitação é peça-chave nos estudos. dentre outras. são sentidos os impactos do empreendimento. bacia hidrográfica.4). bem como a área da bacia hidrográfica que. acomodação da mão-de-obra. características específicas da região. como a criação de expectativas. reservatório. a Área de Influência (AI) e a Área Diretamente Afetada (ADA). inclusive nas vias de comunicação. Essa Área. as seguintes variáveis: características e abrangência do projeto (área do reservatório. independentemente do recorte municipal. Considera-se como Área Diretamente Afetada aquela cuja abrangência dos impactos incide diretamente sobre os recursos naturais e antrópicos locais. acessos. o incremento das atividades comerciais. ou alterado. normalmente. Os órgãos estaduais. alternativas de localização de barramentos. Diversos exemplos podem ser citados. podem interferir ou sofrer interferências do aproveitamento. possíveis interferências ambientais no trecho do rio a jusante do empreendimento. recomenda-se levar em consideração. em particular. definidas duas áreas de estudo. etc. uma vez que somente a partir de seu reconhecimento é que será possível orientar as diferentes análises temáticas. Por sua vez. incluindo esta última o seu entorno. deverão ser. . se caracteriza como o cenário potencial de processos naturais ou sócio-econômicos e que. bem como a intensidade dos impactos a serem provocados pelo empreendimento. a critério do órgão ambiental licenciador. a Área de Influência abrange a região onde. acessos. o aumento do tráfego. podendo ser mantido no caso de exigência de estudos completos. Normalmente. necessária à implantação do empreendimento e o seu entorno (barramento e casa de força. compreende o conjunto ou parte de municípios que terão suas terras afetadas. áreas de empréstimo e de bota-fora. bota-fora e áreas de empréstimo). canteiros.DEFINIÇÃO DAS ÁREAS DE INFLUÊNCIA Entendem-se como Áreas de Influência os diferentes espaços geográficos nos quais serão sentidos os impactos diretos e indiretos do empreendimento nas fases de implantação e de operação.). adotam essas ou outras nomenclaturas (Subseção 8. de alguma forma. canteiro de obras. Na delimitação das diferentes áreas de estudo. desta forma. principalmente no que se refere à delimitação da faixa de preservação permanente ao longo do reservatório. alojamentos da mão-de-obra. a utilização de serviços em cidades próximas sobrecarregando a infra-estrutura da região. etc. Levando em consideração essas variáveis.

A delimitação das Áreas deverá ser apresentada em mapas com escalas adequadas. onde se deverá indicar que o projeto não contraria as leis locais de uso do solo. . Este tópico deverá conter informações técnicas sobre o projeto. localização e acessos. apresentadas de uma forma consolidada e de fácil leitura. Como conteúdo básico. e características básicas do empreendimento. justificativas para a implantação do empreendimento. tais como dados técnicos de projeto. na ADA. os seguintes itens deverão estar relacionados: • • • • identificação do empreendedor. aspectos do processo construtivo. sendo necessária. cronograma das obras e dimensionamento da mão-de-obra necessária para todas as fases e custos. uma vez que nela se verificarão os principais impactos. de desenvolvimento. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO A caraterização do empreendimento deverá ser feita tendo como base os documentos de engenharia produzidos.Os levantamentos e análises temáticas deverão ser diferenciados para cada uma das duas Áreas. a realização de investigações mais aprofundadas. nem interfere com planos governamentais. especialmente municipais.

analisando as interações dos diversos componentes físicos. bem como de áreas degradadas e que podem influir na vida útil do empreendimento. Além disso.). As informações deverão ser. No caso da Área de Influência. máximas e mínimas absolutas). Por outro lado. Cabe destacar que o diagnóstico deverá refletir o trabalho interdisciplinar da equipe técnica. irrigação. imagens de satélites. de caráter específico. o outro. os estudos deverão.Diagnóstico Climatologia e Hidrologia • Caracterização do clima. assim como ações do aproveitamento sobre o meio ambiente existente. a relevância dos fatores ambientais e os critérios exigidos pelo órgão ambiental. incluindo ou excluindo atividades conforme as situações encontradas. Esses dados poderão ser obtidos a partir dos estudos de engenharia. As diretrizes a seguir apresentadas para cada tema deverão ser adaptadas a diferentes arranjos de projeto. biológicos e antrópicos. o diagnóstico se inicia pelos levantamentos ambientais. Levando-se em consideração as Áreas de Influência. Levantamento de Dados Os levantamentos deverão se concentrar. com relação a: precipitação (médias anuais e mensais). Avaliação dos recursos hídricos. evapotranspiração e balanço hídrico. na maioria dos casos. referente à Área Diretamente Afetada e ao seu entorno. concentrar-se no levantamento de dados secundários. principalmente. o máximo que possível. identificando possíveis ações nas bacias e sub-bacias que possam interferir no empreendimento. construção e operação do empreendimento. lazer.DIAGNÓSTICO AMBIENTAL O desenvolvimento do Diagnóstico Ambiental deverá considerar a natureza e o porte do aproveitamento. fotos aéreas. devendo ser realizado em dois níveis de abordagem: um referente à Área de Influência e. utilizando bases em escalas compatíveis com os níveis dos estudos e com o material cartográfico disponível (mapas. espacializadas. etc. É importante também que se identifiquem os conflitos existentes ou potenciais nos diferentes usos da água (abastecimento. ele deverá permitir a identificação de zonas de fragilidade ambiental. • . umidade relativa. o Diagnóstico Ambiental deverá ter abrangência e profundidade suficientes para permitir uma consistente avaliação de impactos e definir corretas estratégias de gestão ambiental nas fases de projeto. temperatura (médias mensais. a localização prevista. na identificação das principais interferências que o empreendimento deverá provocar sobre os diferentes recursos naturais e sócio-econômicos da Área Diretamente Afetada e vice-versa. bem como as características básicas do projeto. Meio Físico .

suscetibilidade a sismos. incluindo as tipologias identificadas (expressas em percentual). etc. • Caracterização da drenagem atingida quanto ao transporte de sedimentos. a partir de dados secundários e indiretos (entrevistas). uma vez que. Recursos Minerais. bem como reconhecida a sua qualidade em relação às atividades que se desenvolvem na bacia (índice de qualidade da água). etc. os seguintes aspectos deverão ser considerados: • • • descrição das fitofisionomias naturais em seus vários estágios de desenvolvimento.2. mapa da cobertura vegetal atual da ADA. deverão ser identificados os principais habitats e sua fauna associada. a vida útil do empreendimento. Geomorfologia. desta forma. também. Deverão ser cruzadas.. Uso do Solo e Aptidão Agrícola • Avaliação dos indicadores geológicos e geomorfológicos que permitam a obtenção de informações sobre a estabilidade dos terrenos. Avaliação e mapeamento das unidades pedológicas sob a ótica de sua suscetibilidade à erosão. ao cruzar essas informações com dados do empreendimento (tempo de residência) e a carga orgânica a ser inundada (biomassa vegetal. natural ou provocado por ações antrópicas a montante. que afetem as máquinas. etc). verificando a existência de espécies raras. em nível de ADA. comparando-a com a situação da cobertura vegetal da Área de Influência. das espécies características da fauna terrestre local. Elaboração de Mapas de Uso e Ocupação do Solo. endêmicas e/ou ameaçadas de extinção. Pedologia.). aumentando. fossas. Nessa análise. Recursos Hídricos. é importante que se consolidem as diversas incompatibilidades entre o uso potencial e atual dos solos da bacia hidrográfica. pocilgas.Diagnóstico O diagnóstico do meio biológico deverá ter como ponto central a caracterização e o mapeamento das possíveis interferências do empreendimento sobre as comunidades florística e faunística locais. identificação. se já há bancos de areia ou ilhas em formação. aptidão agrícola e uso atual. • . Para tanto. as informações da qualidade da água com as características geológicas da região. • Geologia. para detecção de problemas de ferro na água. presença de aqüíferos e a interferência sobre recursos minerais. pH alto. tanto para a AI quanto para a ADA.belezas cênicas. visando o fornecimento de subsídios para possíveis programas de controle e/ou melhoria desse uso na bacia. • • Meio Biológico . conforme exemplo ilustrativo apresentado na Figura 8. deverão ser identificadas as fontes poluidoras. Com relação à água. será possível obter um cenário futuro das condições de qualidade da água do reservatório a ser criado. para verificação da tendência existente quanto ao assoreamento. principalmente as localizadas na Área Diretamente Afetada (ADA). O reconhecimento desse parâmetro é de fundamental importância.

A participação da população e o reconhecimento de seus representantes são fatores básicos para a viabilização do aproveitamento. a partir daí. etc.). condições físico-químicas da água. • Meio Antrópico – Diagnóstico Prevê-se a realização dos seguintes estudos: • reconhecimento do perfil da população da Área Diretamente Afetada. durante o período de obras. Para tanto. situação jurídica. históricos. através de processo interativo com os diversos atores sociais envolvidos. fundiária. e dos legítimos interlocutores com que o empreendedor negociará. comércio. análise das Unidades de Conservação existentes na região. de hospitais. caracterização dos planos e programas governamentais para a região (objetivos. patrimônios culturais. cronograma de implantação. associação com mata ciliar. reconhecimento do nível de aceitabilidade do projeto na região. dimensões. • • • • • • Esta fase deverá permitir o conhecimento e interação suficientes para a formulação de critérios de remanejamento e negociação nas etapas futuras de planejamento. . a partir da aplicação de um questionário específico. formulação. deverão ser considerados aspectos como as relações das pessoas a serem diretamente atingidas com a terra em que vivem. instituições e recursos envolvidos..• para a fauna aquática. identificando possíveis conflitos com o aproveitamento ou mesmo reconhecendo eventuais participações do empreendedor a partir de programas de compensação. em especial para atender às necessidades. pela aplicação de um questionário. etc.). etc. identificação das lideranças. deverão ser identificados aspectos básicos da estrutura das comunidades e deverá ser feito o reconhecimento das exigências ambientais das espécies inventariadas (migração reprodutiva. considerando suas expectativas com relação ao empreendimento. alojamentos em vilas ou cidades. arqueológicos e turísticos. levantamento e análise de problemas associados a interferências com atividades minerárias. acessos. de critérios gerais para um eventual remanejamento de algumas famílias. caracterização da infra-estrutura regional. dentre outros. destacando o seu estado de manutenção. identificação dos formadores de opinião na área de estudos e das organizações sociais existentes e. etc. e da situação fundiária das propriedades a serem afetadas.

as diversas fases de implantação do empreendimento. A partir daí. Quando possível.INSERÇÃO DO EMPREENDIMENTO. por meio de um canal. ou seja. distintamente. um túnel ou uma tubulação . no primeiro caso. formando um “Mapa de Interferências”. conforme exemplo mostrado na Figura 2. É muito importante. em função de uma vazão reduzida por causa do desvio de águas para adução à casa de força afastada. o enchimento do reservatório. A identificação deverá abranger. IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS A identificação e a análise de impactos se iniciam a partir do resultado do cruzamento dos elementos de projeto com o Diagnóstico Ambiental realizado. os impactos deverão ser espacializados. Uma usina com casa de força afastada da barragem tem impactos distintos de uma outra que é compacta. por exemplo. A integração das características do empreendimento com as características locais e regionais onde se pretende inserí-lo é fundamental para a adequada identificação e análise dos impactos. a análise do que pode ocorrer no rio a jusante. o planejamento. a desativação do canteiro de obras e a operação da usina. deverão ser elaboradas as previsões e avaliadas as respectivas grandezas dos impactos. a construção. .

7898000 Ced 7897000 o dã do l Su C 9 34 ha pa 7896000 Costa R M S- ica PARAÍSO 7895000 M 7894000 S31 6 Ino cê n cia 49 MS-3 7893000 uã ap CANTEIRO DE OBRAS Ca m 7892000 7891000 288000 289000 290000 291000 Curso d'água Estrada Pavimentada Estrada não Pavimentada Caminho 551 Fes Co Mc P Floresta Estacional Semidecidual Cerradão Mata Ciliar Degradada Pastagem Reservatório Benfeitoria Lavoura + Floresta Estacional L+Fed Decidual (Mata Seca) CBU Complexo de Biótopos Úmidos (Mata Ciliar. Campos Hidrófilos e Higrófilos de Várzea) Cerrado Degradado Lavoura Área Urbana Ced L FIGURA 1 .

deverão ser contemplados tanto os impactos negativos como . na avaliação.7898000 7897000 do l Su C pa ha o dã 7896000 Costa R M S- 9 34 ica PARAÍSO 7895000 M S- 31 6 7894000 Ino 49 MS-3 cê n cia 7893000 Ca ap m uã CANAL DE ADUÇÃO CANTEIRO DE OBRAS SUBESTAÇÃO 7892000 CASA DE FORÇA 7891000 288000 289000 290000 291000 Curso d'água Estrada Pavimentada Estrada não Pavimentada Caminho 551 Fes Co Mc P Floresta Estacional Semidecidual Cerradão Mata Ciliar Degradada Corredeiras Cachoeira 1 a 19 Pastagem Limite das propriedades Reservatório Benfeitoria Lavoura + Floresta Estacional L+Fed Decidual (Mata Seca) CBU Complexo de Biótopos Úmidos (Mata Ciliar. Campos Hidrófilos e Higrófilos de Várzea) Lavoura Benfeitoria Área Urbana L Ponte Caminho FIGURA 2 A partir daí.

Horizonte temporal (imediato ou durante a construção. Além disso.os positivos. Magnitude (pequena. Periodicidade (ocasional. adiante (Figura 1). . a partir dos aspectos a seguir relacionados. média e longa). para cada etapa de implantação do empreendimento. Importância (pequena. Duração (curta. evitando-se expressões vagas. por sua vez. que deverá ser explicitada. deverá estar associada a um prognóstico. deverá ser identificado. permanente e cíclico). deverão ser apresentados dados numéricos. média e grande). Sempre que possível. traçando possíveis cenários durante todo o tempo de ocorrência desses impactos. A avaliação dos impactos. Abrangência (local. Os impactos deverão ser estudados tendo por base resultados analíticos confiáveis e respaldados em métodos claros e bem definidos. associada à ADA. o efeito esperado com relação a cada um dos impactos. considerando a AI). e regional. média e grande ). de acordo com a metodologia adotada. Reversibilidade ( reversíveis e irreversíveis). médio prazo ou quando do enchimento do reservatório e longo prazo ou durante a operação). A título de ilustração. apresenta-se uma Matriz de Identificação e Avaliação de Impactos no item “EIA – ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL”. • • • • • • • • Natureza ( direto ou indireto).

que obrigatoriamente deverão participar). garantir que se utilizem as técnicas mais eficientes de proteção e recuperação ambiental. áreas de empréstimos.objetivos principais. Em outras palavras. . . e não a de mera recuperação. a aprovação futura da Licença de Instalação (LI) que permitirá o início das obras. nesta etapa. . (em especial o empreendedor privado. detalhados. bota-foras. A sua execução deverá levar em conta a visão de reabilitação de áreas.). permitirá. para cada Programa. até o nível de Projeto. mas sim harmonizada a que foi degradada com a paisagem local. .entidades envolvidas. Por outro lado. devendo ser incorporadas as recomendações que eventualmente forem inseridas em seus pareceres. • Programa de Recuperação de Áreas Degradadas Este Programa deverá ter por foco a recuperação das áreas que sofreram impactos diretos da obra. de outro. de um lado. Para o seu desenvolvimento. acessos. dentre outros objetivos. tais como áreas de canteiro. Os Programas Preliminares propostos nos Estudos da fase anterior. este documento deverá ser elaborado após as devidas análises dos estudos da fase anterior pelos órgãos ambientais competentes. articular de forma eficiente os agentes multiplicadores de opiniões e.cronograma físico–financeiro de implantação. alojamentos.justificativas. dentre outras. tais como obras civis. a seguinte estrutura básica deverá ser apresentada: . o novo documento deverá ser elaborado dentro de uma eficiente estrutura operacional. e visando. desvio do rio. equipamentos eletromecânicos. em particular. de empréstimos e de bota-foras. permitindo a sua implementação praticamente imediata. Em seu conteúdo. pedreiras. deverá ter clareza quanto às instituições. quando da emissão da Licença Prévia (LP). . conforme cada região e cada Programa. servindo como instrumento de acompanhamento e gerenciamento tanto pelo empreendedor como pelo órgão ambiental. informações detalhadas do projeto de engenharia já deverão estar consolidadas. Desta forma. Alguns dos Programas normalmente previstos são explicitados a seguir. públicas ou não. .custos.procedimentos para implantação.PROGRAMAS AMBIENTAIS DETALHADOS Cronologicamente. de forma genérica e concisa. etc. cronograma de implantação das obras e mapa de intervenções (canteiro de obras. não deverá ser reconstituída a condição original existente. deverão ser.

até mesmo. melhorar as condições locais existentes. devendo. • Programa de Comunicação Social Deverá ter. outros Programas poderão ser necessários. A Resolução CONAMA 02/96 determina o dispêndio não inferior a 0. Dependendo da decisão do órgão ambiental licenciador. como. o que possibilitará minimizar custos e. ESTUDOS COMPLETOS EIA .5% do custo total do empreendimento nos casos considerados de “relevante impacto ambiental”. para tal. como meta principal. desenvolvendo um processo de informação/diálogo permanente entre os diferentes atores sociais atuantes na região. o de implantação de Unidade de Conservação de domínio público e uso indireto. a legislação estabelece que as margens dos reservatórios das hidrelétricas devam ser protegidas. ser implantado um Programa de Recomposição Ciliar. a promoção da inserção do empreendimento junto à sociedade local. por exemplo. este Programa objetivará o acompanhamento dos impactos previstos durante a implantação e operação do empreendimento e a correta aplicação das medidas mitigadoras e/ou compensatórias previstas. Além desses Programas. • Programa de Gerenciamento e Controle dos Impactos Ambientais A partir de uma estrutura de Gestão Ambiental.O ideal é que a recuperação vá ocorrendo na medida em que vá havendo a exploração.ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL . se o órgão ambiental assim o exigir.

à redução da vazão liberada para jusante. à vizinhança com áreas ambientalmente sensíveis. Normalmente. permitir. à concepção técnica do aproveitamento envolvendo túneis. em 1997. o conhecimento e o grau de transformação que a região sofrerá com a introdução das obras propostas. cuja seleção é. caracterizar a qualidade ambiental atual e futura da Área de Influência. estes últimos em forma de EIA/RIMA. dentre outros aspectos. às exigências do citado documento da ELETROBRÁS e também as do IBAMA. o EIA deverá atender. normalmente. em conjunto com o antigo DNAEE (hoje. esses órgãos deverão exigir a edição e discussão pública de um EIA/RIMA. há diversos métodos. estabelecer programas que visem prevenir. A ELETROBRÁS. como agente modificador. para as instituições públicas e privadas nacionais. pelo menos.4-1. a importante atividade de Avaliação dos Impactos Ambientais (AIA).ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL . ANEEL). editou e distribuiu. deixa a critério de cada órgão ambiental a decisão quanto à necessidade ou não de estudos detalhados. onde são apresentadas as principais orientações para os estudos de engenharia e ambientais de usinas hidrelétricas. • • • Para o alcance desses objetivos. os quais podem sofrer pequenas adaptações e incluir complementações com base nas rotineiras exigências dos órgãos ambientais. Quando houver a previsão de ocorrência de impactos de grande magnitude. por exemplo. É usual proceder-se a uma aplicação . esses impactos potenciais estão associados à existência de populações próximas. um documento com as “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”. através de métodos e técnicas de identificação/avaliação de impactos. Para uma delas. O EIA tem os seguintes objetivos principais: • • • avaliar a viabilidade ambiental do empreendimento e fornecer subsídios para o seu licenciamento (LP) junto ao órgão ambiental competente.ESTUDOS COMPLETOS EIA . promovendo. adaptado do roteiro básico desse órgão. conforme já citado. provocados pelo empreendimento.GERAL A legislação. na medida do possível. resumidas no Quadro 8. mitigar e/ou compensar os impactos negativos e reforçar os positivos. complementar e ordenar uma base de dados temáticos sobre a região onde se inserem as obras propostas. a inserção regional das obras propostas. definir os programas de acompanhamento/monitoramento que deverão ser iniciados e/ou continuados durante e/ou após a implantação do empreendimento. uma decisão subjetiva de cada analista e é fruto de sua própria experiência.

também poderão ser necessários outros desenhos. É fundamental. estadual ou municipal. econômicas e culturais. devem ser associadas as medidas a serem tomadas e definidos os correspondentes programas ambientais. se necessários. são as definições apresentadas nas “Instruções . Uso e Ocupação dos Solos (AI e ADA) e Principais Interferências (AI e ADA). sociais e econômicas. de vez que. em função das características específicas de cada empreendimento em estudo. um exemplo de uma “matriz de interação”. até o momento. não são considerados completos. Áreas de Influência – Delimitação (região). As mais usuais.. são as seguintes ilustrações. A título de ilustração.” citadas da ELETROBRAS: • “Área de Influência Direta (AID): aquela cuja abrangência dos impactos incide diretamente sobre os recursos ambientais e a rede de relações sociais. podendo extrapolar os divisores da bacia hidrográfica e os limites municipais. em função do que estiver sendo adotado por cada órgão ambiental licencidador. em nível federal. Arranjo Geral das Obras (projeto). quadros e figuras inseridos no seu texto. a AI corresponderia à AII e a ADA à AID. Suscetibilidade à Erosão (AI). considerando a região. eles.conjunta de mais de um método. neste caso de “Estudos Completos”. sob a forma de interferência nas suas interrelações ecológicas. . Solos e Aptidão Agrícola das Terras (AI e ADA). A cada linha representativa de um impacto.. adiante. apresenta-se.” • Fazendo uma analogia. o projeto e as Áreas de Influência (AI) e Diretamente Afetada (ADA): Localização e Acessos (região). Geologia e Geomorfologia (AI e ADA). Cabe destacar que têm sido admitidas outras nomenclaturas para as Áreas de Influência (AI) e Área Diretamente Afetada (ADA). decorrentes e associados aos impactos diretos. além do texto básico. podendo se estender além dos limites da área a ser definida como polígono de utilidade pública. isoladamente. e que podem ser utilizadas. aplicada em um caso de uma usina de 21 MW de potência instalada e que inunda uma área de 105 ha onde há 19 propriedades. Os principais produtos do EIA. em geral. Área de Influência Indireta (AII): aquela onde incidem os impactos indiretos. que a equipe responsável pela elaboração dos estudos tenha conhecimento das ferramentas disponíveis e capacidade de discernimento quanto à melhor combinação em cada caso. portanto. Neste caso. muito utilizada no Brasil.

nesse caso. Organização Territorial. onde cada componente-síntese é associado a critérios e elementos da avaliação. em cada caso. que podem.AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS Para a identificação e a avaliação dos impactos ambientais de forma detalhada. bem como os necessários programas ambientais. Os Quadros 1 a 10. o de “População e Reserva Indígena”. são apresentados outros Quadros. o meio ambiente pode ser representado por “componentes-síntese”. com a inclusão dos elementos que forem considerados importantes e a eliminação dos que forem julgados inexistentes ou desprezíveis. serão uma resultante dessa análise. aqui não considerado. mostram os elementos de caracterização de cada componente-síntese. que têm por base o atual Manual de Inventário Hidrelétrico da ELETROBRAS. como descrito no início destas “Diretrizes”. abrangendo: Ecossistemas Aquáticos. Ecossistemas Terrestres. conforme cada caso. . Normalmente. A análise de todos esses Quadros permitirá a elaboração de uma precisa matriz de interação. Base Econômica. por concorrer para a inviabilização da PCH e. Modos de Vida. As medidas mitigadoras compensatórias e de controle. não ter havido prosseguimento nos estudos. Logo em seguida. admite-se um sexto componente-síntese. ser incluídos ou não na análise.

à identificação de recursos tecnológicos e financeiros para mitigar os impactos negativos. sob o ponto de vista tecnológico e de localização. anteriores ao empreendimento.6 2. Apresentação dos critérios ecológicos.6 . sob a forma de interferências nas suas diversas interrelações ecológicas. Detalhamento do método e técnicas escolhidos para a condução do estudo ambiental. das áreas que sofrerão impactos indiretos decorrentes e associados.ROTEIRO BÁSICO (IBAMA – adaptado) (*) ATIVIDADES Identificação empreendedor IBAMA do Nome ou razão social. telefone e fax dos representantes legais e pessoas de contato. Nome. do Caracterização e análise do projeto. Espacialização análise e apresentação resultados da Elaboração de base cartográfica referenciada da geograficamente. CPF.EIA .QUADRO 1 . de influência do baseando-se na abrangência dos recursos empreendimento naturais atingidos pelo empreendimento. às medidas de controle e monitoramento dos impactos. Definição das alternativas tecnológicas e de localização possíveis. endereço completo. para os registros dos dos resultados dos estudos. sociais e econômicos que determinaram a sua delimitação. registros legais. ou seja. fax. em escalas compatíveis com as características e complexidades das Áreas de Influência e Diretamente Afetada relativas aos efeitos ambientais.4. Apresentação dos critérios ecológicos. telefone. sociais e econômicas. sociais e econômicos utilizados para sua delimitação. 1. Referência ELETROBRÁS (**) - Caracterização empreendimento - Métodos e técnicas utilizados para a realização dos estudos ambientais - Delimitação das áreas Delimitação da Área Diretamente Afetada. bem como dos passos metodológicos que levem ao diagnóstico. ao prognóstico. Delimitação das Áreas de Influência do empreendimento. incluindo a não implantação do projeto.

mitigação e reparação dos impactos negativos.1. 1997. antes da Influência e implementação do empreendimento. Análise e seleção de medidas eficientes. eficazes e efetivas de mitigação ou de anulação dos impactos negativos e de potencialização dos impactos positivos.5 3. Rio de Janeiro. Procedimentos e Ferramentas. com indicação dos fatores e parâmetros a serem considerados.4 1.3 5. Diretamente Afetada (Dentre os produtos dessa análise.10 2.3 5.20 (*) IBAMA – “Avaliação de Impacto Ambiental – Agentes Sociais. além de medidas compensatórias. através da integração dos resultados da análise dos meios físico e biológico com os do meio antrópico.” Brasília. Comparação entre o projeto e cada uma de suas alternativas. (**) Referência ELETROBRÁS – indicação do item correspondente no documento “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”.6. 1995. controle.7 4. na hipótese de não realização do empreendimento) Prognóstico dos impactos ambientais do projeto e de suas alternativas Identificação dos efeitos ambientais potenciais (positivos e negativos) do projeto e das possibilidades tecnológicas e econômicas de prevenção.3 1. com base nos seus efeitos potenciais e nas suas possibilidades de prevenção.4 3. Controle ambiental do Avaliação do impacto ambiental da alternativa empreendimento selecionada do projeto. 2. devem constar: uma classificação do grau de sensibilidade e vulnerabilidade do meio natural e a caracterização da qualidade ambiental futura. escolha da alternativa mais favorável. Elaboração de Programas Ambientais. incluindo o de Acompanhamento e Monitoramento dos Impactos (positivos e negativos). . controle. mitigação e compensação dos seus efeitos negativos.6 5.3 3.4.Diagnóstico ambiental Descrição e análise do meio natural e sóciodas Áreas de econômico e de suas interações.

Figura 1 – Matriz Paraíso .

• Fatores de pressão sobre os ecossistemas (extrativismo. − identificação e espacialização da produtividade pesqueira. − sistema com algum grau de comprometimento de suas características ecológicas. • Ecologia da paisagem (forma média dos remanescentes florestais.QUADRO 2 – Ecossistema Aquático . etc. reprodutivas e tróficas. ecossistemas mantenedores de espécies ameaçadas de extinção. agropecuária. cachoeiras. ecótonos. répteis). ecossistemas importantes na manutenção de fluxos populacionais. • Ocorrência e distribuição faunística na bacia. ecossistemas ameaçados.Elementos de Caracterização ComponenteSíntese Ecossistema Terrestre Elementos de Caracterização • Cobertura vegetal e uso do solo na bacia.. Aquático • Qualidade da água: − sistema de comprometimento quanto às suas características ecológicas. . mamíferos aquáticos.Elementos de Caracterização ComponenteElementos de Caracterização Síntese Ecossistema • Vegetação marginal (mata ciliar. − sistema com alto comprometimento de suas características ecológicas pela intensidade das atividades poluidoras. • Ecossistema de relevante interesse ecológico. mata de várzea). desmatamento). • Fisiografia fluvial : − hierarquia fluvial/densidade de drenagem − diversidade física do canal fluvial (meandros.ex. − identificação das principais espécies. QUADRO 3 – Ecossistema Terrestre . sem a presença de poluição. − ocorrência de outras espécies da fauna (p. isolamento entre os mosaicos e classificação fito-fisionômica entre os mosaicos). − identificação e espacialização das principais rotas migratórias. refletindo a interferência de fontes poluidoras. • Aspectos Biológicos : − biologia e ecologia das espécies ictíicas mais representativas. sobretudo as espécies migradoras e as espécies associadas a ambientes de elevada energia hidrodinâmica.). retificações. ecossistemas sob proteção legal.

saúde. compartimentação do relevo).Modos de Vida – Elementos de Caracterização ComponenteSíntese Modos de Vida Elementos de Caracterização • Dinâmica Demográfica: − − − − − − quantitativo populacional. . serviços oferecidos (educação. transporte e lazer). valores. crenças. comunicação. energia. pedológicos. condições ambientais do sítio (dinâmica das cheias. • Condições de Vida: qualidade de vida (indicadores básicos). hídricos. • Sistema de Produção: − − − − organização da população rural. áreas de várzea. organização espaço-temporal. espacial da população (situação de domicílio taxa de crescimento. identidade sócio-cultural (hábitos. aptidão agrícola. áreas de erosão. recursos naturais disponíveis (minerais. distribuição rural/urbano). formas de associação. • Organização Social: − − − − − − processo histórico de ocupação. organização da população urbana. situação de conflito. representações. patrimônio histórico/cultural). fluxos migratórios.QUADRO 4 . saneamento. florestais e pesqueiros).

Organização Territorial . condicionantes ambientais do território. características.Elementos de Caracterização Componente Organização Territorial Elementos de Caracterização • Dinâmica Demográfica: − − − − − − − − − − − − − − − − − − − evolução das populações urbana e rural. programas de desenvolvimento existentes e planejados. consumo e serviços.QUADRO 5 . superfície territorial municipal e relação com a superfície total. estaduais e federais. • Ocupação do Território: processo histórico de ocupação. distribuição espacial das categorias de uso do solo e respectivas intensidades de uso. por uso. por município. estrutura e distribuição espacial das populações urbana e rural. relações urbano-rurais e padrões de assentamento resultantes. • Circulação e Comunicação: localização e características dos núcleos urbanos: diversidade e hierarquia funcional. • Organização Político-Administrativa: localização das sedes municipais e distritais. características e importância relativa dos sistemas rodo. importância relativa à população total. relações origem-destino e articulação intermodal. . localização. grau de urbanização. que apontem indução ou restrição à ocupação. localização. localização e raio de atendimento das principais instituições públicas municipais. capacidade e raio de atendimento dos equipamentos de produção. por município. principais usos da água e estimativa do contigente de usuários. colégio eleitoral e representação nas instâncias parlamentares municipais. função do recurso hídrico na organização do território. hidro e ferroviário. estaduais e federais.

º de estabelecimentos. extrativista. valor bruto e de transformação. biológico. PO. genético e turístico. . PEA. − usos potenciais e efetivos dos recursos hídricos.º de estabelecimentos. − setor terciário: n. − formas de apropriação dos recursos (intensivo/extensivo. − participação em receitas tributárias da União e do Estado. PEA. receita total.QUADRO 6 .Base Econômica . valor da produção e superfície ocupada. relações históricas dos principais ramos e setores. população economicamente ativa (PEA). − mercados atendidos e importância econômica e social das atividades econômicas. − investimentos e programas de desenvolvimento existentes e planejados. − infra-estrutura existente e planejada. tipo de produto. arrecadação de ICMS e ISS. • Finanças: − arrecadação de tributos municipais. e localização espacial dos principais ramos produtivos e estabelecimentos.Elementos de Caracterização Componente Elementos De Caracterização Base Econômica • Atividades Econômicas (caracterização geral e setorial): − características. − condicionantes ambientais das atividades (indução/restrição) e fatores de pressão sobre os recursos naturais.º de estabelecimentos. medicinal e alimentar.: setor de alimentação e setores responsáveis por absorção da mão-de-obra). n. − recursos minerais. grau de mecanização). ex. − atividades econômicas vinculadas à manutenção da qualidade de vida das populações residentes (p. − espécies de valor econômico. − estrutura produtiva. pessoal ocupado (PO). madeireiro. • Recursos e Potencialidades da Bacia Hidrográfica: − características e respectiva localização espacial. − potencial energético. − setor primário: estrutura fundiária. capacidade de geração de renda e emprego. − setor secundário: n. − atividades econômicas relacionadas aos recursos hídricos. − áreas de potencial agrícola. PO.

Qualidade da reservatório água do futuro do Elementos de Avaliação .Volume de fitomassa afetada .Tempo de residência . endêmicas ou exclusivas (e de outros grupos da fauna vertebrada) .Alteração da vegetação marginal .Perda de lagoas marginais . de espécies migratórias.Perda de vegetação marginal .Comprometimento dos ambientes mantenedores da biodiversidade.Ecossistemas Terrestres: Critérios e Elementos de Avaliação ComponenteSíntese Ecossistema Terrestre Critérios de Avaliação Elementos de Avaliação . . répteis) QUADRO 8 .Comprometimento ecossistemas e de espécies de . .Perda de ambiente de elevada energia hidrodinâmica .Quadro 7 .Características morfométricas trecho de rio afetado Indicador de Impacto: grau de comprometiment o das características determinadas na manutenção da diversidade biológica.Ocorrência de outras espécies da fauna passíveis de impacto (mamíferos aquáticos.Rotas migratórias afetadas .Hierarquia fluvial .Diversidade .Tipologia dos solos afetados .Ecossistemas Aquáticos: Critérios e Elementos de Avaliação Critérios de Avaliação ComponenteSíntese Ecossistema Aquático .Relevância biológica na área afetada Indicador de Impacto: comprometiment o das características determinantes na manutenção da diversidade biológica.Perda de cobertura vegetal .Profundidade média .

Modificação nos qualidade de vida indicadores de .Alteração no quadro epidemiológico .Ruptura dos vínculos de dependência entre rural e urbano .Vínculos de comprometidos socialização .Queda no padrão de consumo .Comprometimento da sociedade historicamente construída .Alteração no sistema de produção de cada Modo de Vida .Alteração na rede de relações das quais os grupos sociais urbanos dependem para garantir sua sobrevivência .Mudanças nas condições capitalização/descapitalização de Indicador de Impacto: grau de interferência sobre as formas de reprodução da vida social .Bens de consumo coletivo atingidos .Alteração nos aspectos que estratégias de sobrevivência conformam as condições de vida .Comprometimento da identidade sócio-cultural e de sua expressão espaço-temporal .QUADRO 9 .Comprometimento das .Alteração ambientais nos condicionantes .Modos de Vida: Critérios e Elementos de Avaliação Componentesíntese Modos de Vida Critérios de avaliação Elementos de avaliação .

alternativas às relações funcionais interrompidas.perda de território: (superfície e participação no território total do município). .Comprometimento dos fluxos de .Organização Territorial: Critérios e Elementos de Avaliação ComponenteSíntese Organização Territorial Critérios de Avaliação Elementos de Avaliação .Estimativa da remanejada população para a os ser .extensão e funções da infra-estrutura circulação e comunicação viária atingida.Comprometimento da organização . .equipamentos de produção.estimativa da população atingida por perda de infra-estrutura viária.papel das sedes municipais e instituições públicas municipais.Disponibilidade de áreas reassentamentos previstos .alternativas aos fluxos de circulação e comunicação interrompidos. .QUADRO 10 . relação com a população local Acessibilidade: .Vila residencial: localização. . .articulações intermodais atingidas. Reversibilidade das interferências circulação e comunicação: na .perda no representantes. localização e características assentamento e mobilidade da dos núcleos atingidos parcial e população totalmente . político-administrativa dos municípios . estaduais e federais atingidas.Interferência nos padrões de . associação à obra. participação no eleitorado municipal. contingente de .estimativa do contingente de eleitores remanejados. .Número. consumo e serviços atingidos. população prevista. Indicador de Impacto: grau de desarticulação da circulação e comunicação .

Comprometimento das atividades .Características e ordem de grandeza das dos recursos de potencialidades da destaque bacia hidrográfica suprimidos (jazidas minerais.Usos existentes e potenciais dos municipais recursos hídricos atingidos/inviabilizados e respectiva população afetada .Número Base estabelecimentos atingidos econômicas Econômica .Expressão econômica e social das atividades . por setor da dos produção atingidas .Emprego e renda suprimidos Indicador de Impacto: grau de interferência nas atividades econômicas .Atividades econômicas vinculadas ao rio .Base Econômica: Critérios e Elementos de Avaliação ComponenteCritérios de Avaliação Elementos de Avaliação Síntese e características . extrativismo. potencial turístico e dotadas de potencial biológico genético) .Diferencial da arrecadação tributária e das transferências de receitas .Quantitativo e valor afetada.QUADRO 11 .Expressão econômica e social das potencialidade atingidas .Comprometimento potencialidades com para usos da água .Mercado afetado . áreas de aptidão agrícola.Comprometimento das finanças .Ocorrência de condições de suporte para reprodução das atividades .

Recomenda-se a elaboração do RIMA com as seguintes Seções. VII – O programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos. as matérias primas. O RIMA reflete as conclusões do EIA. VIII – Recomendação quanto à alternativa mais favorável (conclusões e comentários de ordem geral). As informações devem ser traduzidas em linguagem acessível. de modo que se possam entender as vantagens e desvantagens do projeto. segundo a própria Resolução 01/86 do CONAMA. os processos e técnicas operacionais. podendo ser considerado um resumo deste último. V – A caracterização da qualidade ambiental futura da área de influência. II – A descrição do projeto e suas alternativas tecnológicas e locacionais. considerando o projeto. às medidas necessárias e aos programas ambientais correspondentes. os prováveis efluentes. VI – A descrição do efeito esperado das medidas mitigadoras previstas em relação aos impactos negativos. ilustradas por mapas. as fontes de energia. Parágrafo único. aos impactos provocados. mas que apresenta uma abrangência menor. técnicas e critérios adotados para sua identificação. a área de influência. resíduos e perda de energia. quadros. os empregos diretos e indiretos a serem gerados. comparando as diferentes situações da adoção do projeto e suas alternativas. gráficos e demais técnicas de comunicação visual. biótico e antrópico. IV – A descrição dos prováveis impactos ambientais da implantação e operação da atividade. bem como com a hipótese de sua não realização. cartas. especificando para cada um deles. planos e programas governamentais. sua relação e compatibilidade com as políticas setoriais. III – A síntese dos resultados dos estudos de diagnóstico ambiental da área de influência do projeto. a serem adaptadas ou alteradas em função de cada caso: . bem como todas as conseqüências ambientais de sua implementação”. que determina o seu conteúdo mínimo: “I – Os objetivos e justificativas do projeto. emissões. mencionando aqueles que não puderam ser evitados. suas alternativas. O EIA compreende o detalhamento técnico-científico associado aos meios físico. nas fases de construção e operação. O RIMA deve ser apresentado de forma objetiva e adequada à sua compreensão. a mão-de-obra. à inserção do empreendimento em uma região. e o grau de alteração esperado. quantificação e interpretação. os horizontes de tempo de incidência dos impactos e indicando os métodos.RIMA – RELATÓRIO DE IMPACTOS SOBRE O MEIO AMBIENTE O RIMA é um documento elaborado a partir do EIA.

sua Mitigação e/ou Compensação Os Impactos Positivos e sua Maximização 5. Os Impactos e as Medidas Recomendadas para Resolvê-los • • Os Impactos Negativos. Conclusões 7.1. Apresentação 2. O Empreendimento • • • • • O Que É? O Porquê de Sua Construção Dados Básicos O Empreendedor A Empresa Responsável pelos Estudos 3. A Região do Empreendimento • • • Aspectos Físicos Aspectos Bióticos Aspectos Sócio-Econômicos 4. Os Programas Ambientais 6. Equipe Técnica Básica .

Relocação e Assentamento de Pequenos Produtores Rurais. Educação Ambiental. De acordo com o caso. o nível de detalhamento e de precisão deverá ser incrementado. O Projeto Básico Ambiental (PBA) é um conjunto de Programas a serem implantados. Gerenciamento e Controle dos Impactos Ambientais. devem ser detalhados. de: • • • Recuperação de Áreas Degradadas. Nesse instrumento legal. visando viabilizar as recomendações emitidas no EIA e no RIMA e atender às exigências e condicionantes fixadas pelo órgão ambiental licenciador. que trata do licenciamento ambiental de obras consideradas de grande porte. Salvamento do Patrimônio Arqueológico.87. Saúde da Mão-de-Obra. para que o órgão ambiental forneça a Licença de Instalação (LI). usinas termelétricas e linhas de transmissão.09. a de início das obras. como. . no mínimo. Reorganização da Infra-Estrutura. em especial as de geração de energia elétrica. Em anexo a essa Resolução. Cada Programa deverá ter a mesma abrangência de atividades dos similares citados no item “PROGRAMAS AMBIENTAIS DETALHADOS”. Monitoramento da Qualidade da Água e Controle da Ictiofauna. separadamente. outros Programas poderão ser exigidos pelos órgãos ambientais. Comunicação Social. Em geral. uma vez que os custos ambientais serão maiores e deverão ser bem orçados e aplicados. ou seja. há um quadro que apresenta os documentos necessários ao licenciamento para usinas hidrelétricas.PBA – PROJETO BÁSICO AMBIENTAL Há uma Resolução específica do CONAMA. por exemplo: • • • • • • • Conservação da Fauna e da Flora. os seguintes Programas. é determinada a exigência de elaboração e aprovação do Projeto Básico Ambiental. de 16. mas. a de no 06/87.

estes não podem ter o mesmo tratamento de valoração que os demais. Desse documento. com a não exigência dos estudos de viabilidade. as orientações não mudam. dos impactos ambientais de um empreendimento). da ELETROBRÁS. A estimativa de custos ambientais deverá considerar os seguintes aspectos: • na etapa de Viabilidade. são transcritos e/ou adaptados alguns trechos. no caso de PCH. Apesar de esse documento se referir a “estudos de viabilidade”. os estudos de inventário hidrelétrico da bacia hidrográfica têm por seqüência imediata a elaboração do Projeto Básico de Engenharia. que se referem muitas vezes a impactos não quantificáveis ou não mensuráveis. a seguir.CUSTOS AMBIENTAIS A estimativa dos custos ambientais é claramente explicada no documento “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”. havendo necessidade. “O procedimento de orçamentação dos custos ambientais está voltado para aqueles custos que serão efetivamente internalizados no custo total do empreendimento. da elaboração dos estudos requeridos pelos órgãos ambientais. de uma precisão maior na estimativa dos custos ambientais. de compensação (das ações que compensam os impactos ambientais provocados por um empreendimento nas situações em que a reparação é impossível). e os institucionais (da elaboração dos estudos ambientais para as diferentes etapas do empreendimento. suas diretrizes são válidas aqui. total ou parcial. o grau de precisão das estimativas de custos ambientais deverá acompanhar a mesma precisão requerida para os demais componentes do aproveitamento. de vez que. geralmente. Pelas dificuldades intrínsecas da natureza dos custos de degradação. ou seja: • • • • • os custos de controle (incorridos para evitar a ocorrência. entre a Viabilidade e o Projeto Básico ou entre o EIA e o PBA. A identificação dos custos ambientais. de mitigação (das ações para redução das conseqüências dos impactos ambientais provocados). Quanto à parte ambiental. não sendo portanto aqui considerados. de monitoramento (das ações de acompanhamento e avaliação dos impactos e programas ambientais). entretanto. a sua apropriação em rubricas orçamentárias próprias e a adoção de critérios uniformes entre as empresas do setor elétrico visam reduzir a incerteza na avaliação do custo global dos empreendimentos e verificar a sua viabilidade econômica. . da obtenção das licenças ambientais e de realização de audiências públicas).

a descrição das contas e instruções para sua aplicação. na falta destes. deverão ser considerados os estudos e ações a serem desenvolvidos na etapa de Projeto Básico. são apresentados: a tabela de identificação de impactos e programas ambientais. A definição da moeda a ser utilizada. Nesse documento. Para a estimativa dos custos ambientais. Projeto Executivo. em especial o Roteiro para Orçamentação dos Programas Ambientais e o Orçamento Padrão ELETROBRÁS (OPE). . • Assim. Para tanto. Construção e Operação. minimizar ou compensar os impactos ambientais advindos da implantação do aproveitamento. os índices de reajuste e demais critérios de orçamentação deverão ser estabelecidos em acordo com o orçamento relativo às obras civis e equipamentos. seus principais itens de custo a serem orçados e sua correlação com as rubricas do OPE (Orçamento Padrão do Setor Elétrico). o produto da estimativa de custos ambientais da etapa de Viabilidade compreende os resultados individualizados de cada programa ambiental identificado. e o roteiro de orçamentação dos programas ambientais. para fornecer um referencial. se constituem nas referências básicas para elaboração das estimativas de custos relativas à etapa de Viabilidade. Decretos. Esses parâmetros servirão para aferir os custos alocados na composição atual ou. Portanto. tomando-se como referência empreendimentos similares implantados na mesma região. e a apresentação destas estimativas apropriadas de acordo com as rubricas estabelecidas no OPE.” LEGISLAÇÃO AMBIENTAL PRINCIPAIS DOCUMENTOS LEGAIS As principais Leis. todos os itens de custos ambientais estimados nesta etapa devem ser considerados como investimento. Resoluções e Portarias associadas a empreendimentos hidrelétricos estão relacionadas no Quadro 1. levantamentos e a implantação das ações necessárias para evitar. poderão ser utilizados outros parâmetros – desde que justificados e apresentados na memória de cálculo – a partir de dados recentes. que inclui a listagem dos programas ambientais característicos de empreendimentos hidrelétricos. na etapa de Viabilidade.• os instrumentos disponíveis no setor elétrico referentes à orçamentação. a estimativa de custos dos programas ambientais deverá ser realizada considerando os estudos. A elaboração da estimativa de custos ambientais deverá ser feita tendo como base o “Referencial para Orçamentação dos Programas Ambientais” aprovado pela Diretoria Executiva da ELETROBRÁS (Resolução no 201/95). a estrutura básica das contas do OPE/94. em seus principais itens de custo.

com as devidas penalidades. que vier a ser elaborado. até a recente e importante Resolução CONAMA 237/97. foram estabelecidos os seguintes grupos: • • • • • • Direitos e Deveres Individuais e Coletivos. Recursos Hídricos. retardando a emissão das necessárias Licenças. também pode também ser útil a consulta a outro importante documento da ELETROBRÁS: os “Instrumentos Legais de Interesse de Empreendimentos Elétricos”. em cada conjunto formado. ser consultada a Secretaria Estadual correspondente. publicou.Nesse Quadro. de 12. com o objetivo de esclarecer dúvidas e orientar o usuário destas “Diretrizes”. em caso de liberação inadequada de atividades danosas ao meio ambiente. que representa uma das mais importantes medidas no disciplinamento da múltipla utilização das águas das bacias hidrográficas brasileiras. editado em março de 1999. Outra importante Lei listada é a que trata da Política Nacional de Recursos Hídricos. caso já esteja formado.6. A partir dessa Lei. a de no 9433. Dessa forma. Nessa lista. Além deste documento. em março de 1999. tanto do empreendedor quanto dos funcionários do órgão ambiental licenciador. são apresentadas as mais importantes determinações legais ou com força de lei na área de meio ambiente e que se aplicam também ao caso de usinas hidrelétricas. Compensação Financeira. em geral.97. Fauna e Unidades de Conservação. qualquer projeto de usina hidrelétrica.98. o documento “Legislação Ambiental de Interesse do Setor Elétrico”. . Proteção do Meio Ambiente. o qual é uma importante fonte de referência e que pode ser encontrado no sitehttp://www. Cabe ressaltar que a responsabilização. podem concorrer para períodos mais longos de análises e decisões por essas instituições. a Secretaria Federal e. como o Código de Águas e o Código Florestal. também é listada nesse Quadro. de 19. devendo. deverá considerar os já existentes ou em elaboração nos Planos Diretores de Recursos Hídricos das bacias. da forma mais completa possível.eletrobrás. são consideradas desde a tradicional lei brasileira. que estabelece novas diretrizes para os processos de licenciamento ambiental.02. até mesmo. como é conhecida.ordená-las cronologicamente. Procurou-se organizá-las em função de seus objetivos e.12. o Comitê da Bacia em foco. para tal. no 9605. Os detalhes sobre este último assunto estão tratados no tópico 8. Sua aplicação está sendo gradativamente regulamentada. Flora.htm.97. de 08.br/atuação/comase. Lembramos ainda que o Grupo de Trabalho de Legislação Ambiental do Comitê Coordenador das Atividades de Meio Ambiente do Setor Elétrico – COMASE. Licenciamento Ambiental. A Lei da Natureza ou Lei dos Crimes Ambientais. instituídas há cerca de meio século atrás.2.gov.01.

10. Flora e Unidades de Conservação Decreto nº 750 definições e conceitos sobre Reservas 18.08. a exploração e a supressão da vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regeneração da Mata Atlântica. e dá outras providências.88 Constituição Federal 05. e dá outras providências.09. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.85 Dispõe sobre o corte. O Capítulo VI.771/65 e Lei nº 6.98 Proteção do Meio Ambiente Proteção do Meio Ambiente Flora.06.274 06. fica determinado que qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise anular ato lesivo ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural.6-1 – LEGISLAÇÃO AMBIENTAL APLICÁVEL TEMA REFERÊNCIAS LEGAIS Constituição Federal DESCRIÇÃO DATA Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Proteção do Meio Ambiente No Capítulo I.90 Lei nº 3. constitui o Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA e institui o Cadastro de Defesa Ambiental. como instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente. o licenciamento pelo órgão competente.09. 05. Torna obrigatória a destoca e conseqüente limpeza das bacias hidráulicas dos açudes. determina que: “Todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.06.93 . a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras e o Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras dos recursos ambientais (atualizado pela Lei nº 7.02. Artigo 225.60 Lei nº 4.535/78 15.QUADRO 8.938 31.10. ainda. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.81 Proteção do Meio Ambiente Lei nº 9. Fauna e Unidades de Conservação Decreto nº 99. represas e lagos artificiais.65 18.824 23.605 12.88 Proteção do Meio Ambiente Lei nº 6.02. Institui o Novo Código Florestal e promove alterações nas leis anteriores.11. e dá outras providências.” Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. seus fins e mecanismos de formulação e aplicação.78 Unidades de Resolução CONAMA Estabelece Conservação 04/85 Ecológicas. A Lei estabelece.804/89). Artigo 5º. 10. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente.

Institui. 18.0 km2”.”. alterada Institui a ANEEL. e dá outras providências. compensação financeira pelo resultado da exploração de petróleo ou gás natural.96 Recursos Hídricos Recursos Hídricos Decreto-Lei 24. de recursos hídricos para fins de energia elétrica.752 11. 08.5% do custo global como compensação.990..12.90 Compensação Financeira Decreto nº 1. Regulamenta o pagamento da compensação financeira instituída pela Lei nº 7. Institui o Código das Águas..91 Compensação Financeira Lei nº 9. No mesmo artigo. rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio. Estabelece os casos que dependem de pela Lei 9. cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Distrito Federal e Municípios. de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica. para produção independente ou autoprodução. incluindo PCH (até 10 MW).648 autorização: potência de 1.. de 28 de dezembro de 1989.643 10. Artigo 20. o Código das Águas.12. “mantidas as características de PCH”. nos termos da lei.34 Lei nº 9. 26.990.000 a 30.001 13. Estabelece. para esses casos. os casos de isenção. bem como a órgãos da administração direta da União. ao Distrito Federal e aos Municípios. para os Estados. participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural. ou compensação financeira por essa exploração. aos Estados. de 28 de dezembro de 1989.001 Reparação dos danos ambientais causados pela destruição de florestas e outros ecossistemas por empreendimentos de relevante impacto ambiental... e dá outras providências.000 a 30.03. Inciso III.990 28. 4o .01.05. Inciso XI. Estende. Parágrafo 1º. O Capítulo II.88 Compensação Financeira Lei nº 8..04.01. Fixação de 0. de recursos minerais e dá outras providências.97 Compensação Financeira Lei nº 7.” Define os percentuais da distribuição da compensação financeira de que trata a Lei nº 7.000 kW de potência instalada e “área total do reservatório igual ou inferior a 3. no Art. e dá outras providências.98 04.10.07.89 Compensação Financeira Constituição Federal 05. O parágrafo único considera como área do reservatório a “delimitada pela cota d’água associada à vazão de cheia com tempo de recorrência de 100 anos”. parcialmente. Resolução 394 da ANEEL Define como PCH as usinas com 1.12. determina como bens da União: “os lagos. Altera. “é assegurada.98 Compensação Financeira .990.433 Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos.000 kW. a isenção de compensação financeira de que trata a Lei 7.96 e 27.Unidades de Conservação Lei nº 8.427.

12. em publicação recente. nº 6/87 geração e distribuição de energia elétrica.06. de 31 de agosto de 1981. O IBAMA.90 Licenciamento Ambiental Resolução CONAMA Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para uso e nº 1/86 implementação de avaliação de impacto ambiental (EIA/RIMA). de 27 de abril de 1981 e a Lei nº 6. 2081 páginas. e estabelece que dependerão de licenciamento do órgão ambiental competente as atividades que utilizam recursos ambientais.86 Licenciamento Ambiental Licenciamento Ambiental Licenciamento Ambiental 16. Editora CEJUP. de forma a efetivar a utilização do sistema de licenciamento como instrumento de gestão ambiental. nº 9/87 Resolução CONAMA Estabelece critérios e procedimentos básicos para a nº 1/88 implementação do Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental.902. Waldir de Deus Suplemento à Legislação Federal de Meio Ambiente Um volume.88 Licenciamento Ambiental 19. IBAMA. 1997.274 Regulamenta as Leis nº 6.03. Resolução CONAMA Regulamenta a Audiência Pública. consolidou praticamente toda a legislação ambiental federal existente até outubro de 1997: • PINTO. em geral. Waldir de Deus Legislação Federal de Meio Ambiente Três volumes. sua renovação e respectiva concessão da licença.938.01. Resolução CONAMA Regulamenta o licenciamento ambiental para exploração. previsto na Lei nº 6. consideradas efetivas ou potencialmente poluidoras ou capazes de causar degradação ambiental e que será exigido EIA e respectivo RIMA para fins do licenciamento. • PINTO.938/81. 06.12. acompanham os documentos legais federais citados no Quadro.09.97 NOTAS: 1 2 Os Estados e Municípios têm legislação própria que. Brasília. Brasília.01.86 Licenciamento Ambiental 24.Licenciamento Ambiental Decreto nº 99. 1996. Resolução CONAMA Revisão dos procedimentos e critérios utilizados no nº 237/97 licenciamento ambiental.87 03. 690 páginas. . 23. Resolução CONAMA Estabelece os modelos de publicação de pedidos de nº 6/86 licenciamento. em qualquer de suas modalidades.87 16.

no todo ou em parte. do CONAMA. Os principais artigos de interesse dessa Resolução. o território de dois ou mais Estados. a serem amplamente divulgados e discutidos. A implantação de usinas hidrelétricas se enquadra como um dos casos onde existe a necessidade de estudos ambientais antes das obras. 1º .O PROCESSO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL GERAL A Constituição Federal em vigor estabelece que o Poder Público e a sociedade têm o dever de defender e preservar o meio ambiente “para as presentes e futuras gerações”. pessoa física ou jurídica. são apresentados a seguir. II – Licença Ambiental: ato administrativo pelo qual o órgão ambiental competente estabelece as condições. para localizar. diagnóstico ambiental. restrições e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor. relatório ambiental preliminar. qualquer que seja a potência instalada. apresentados como subsídio para a análise da licença requerida.Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições: I .12. IV – Impacto Ambiental Regional: é todo e qualquer impacto ambiental que afete diretamente (área de influência direta do projeto). quando houver a possibilidade de instalação de empreendimento ou a execução de atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente. possam causar degradação ambiental.Licenciamento Ambiental: procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização. plano de recuperação de área degradada e análise preliminar de risco. operação e ampliação de uma atividade ou empreendimento. sob qualquer forma. possam causar degradação ambiental. aplicáveis aos estudos de usinas hidrelétricas. ampliação e a operação de empreendimento e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que. tais como: relatório ambiental. O licenciamento ambiental envolve órgãos federais e/ou estaduais e/ou municipais e é disciplinado por diversos dispositivos legais. conforme vier a exigir o órgão ambiental licenciador. Uma das formas de concretização dessa ação é a exigência que deve ser comandada pelo Poder Público de estudos prévios de impactos ambientais. de 19. III – Estudos Ambientais: são todos e quaisquer estudos relativos aos aspectos ambientais relacionados à localização. plano e projeto de controle ambiental. sob qualquer forma.” . de forma simplificada ou detalhada. dos quais um dos mais recentes e o mais completo em vigor é a Resolução nº 237/97. instalação. instalar. plano de manejo. instalação. • Definições “Art. considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso. ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadoras dos recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que.97.

“Art. 8º - O Poder Público, no exercício de sua competência de controle, expedirá as seguintes licenças: I – Licença Prévia (LP) – concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade, aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação; II – Licença de Instalação (LI) – autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes da qual constituem motivo determinante; III – Licença de Operação (LO) – autoriza a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação. Parágrafo único – As licenças poderão ser expedidas isolada ou sucessivamente, de acordo com a natureza, características e fase do empreendimento ou atividade.” • Competências

“Art. 4º - Compete ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, órgão executor do SISNAMA, o licenciamento ambiental, a que se refere o artigo 10 da Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, de empreendimentos e atividades com significativo impacto ambiental de âmbito nacional ou regional, a saber: I – localizadas ou desenvolvidas conjuntamente no Brasil e em país limítrofe; no mar territorial; na plataforma continental; na zona econômica exclusiva; em terras indígenas ou em unidades de conservação do domínio da União; II – localizadas ou desenvolvidas em dois ou mais Estados; III – cujos impactos ambientais diretos ultrapassem os limites territoriais do País ou de um ou mais Estados; IV – destinados a pesquisar, lavrar, produzir, beneficiar, transportar, armazenar e dispor material radioativo, em qualquer estágio, ou que utilizem energia nuclear em qualquer de suas formas e aplicações, mediante parecer da Comissão Nacional de Energia Nuclear CNEN; V – bases ou empreendimentos militares, quando couber, observada a legislação específica. § 1º - O IBAMA fará o licenciamento de que trata este artigo após considerar o exame técnico procedido pelos órgãos ambientais dos Estados e Municípios em que se localizar a atividade ou empreendimento, bem como, quando couber, o parecer dos demais órgãos competentes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios envolvidos no procedimento de licenciamento. § 2º - O IBAMA, ressalvada sua competência supletiva, poderá delegar aos Estados o

licenciamento de atividade com significativo impacto ambiental de âmbito regional, uniformizando, quando possível, as exigências.” “Art. 5º - Compete ao órgão ambiental estadual ou do Distrito Federal o licenciamento ambiental dos empreendimentos e atividades: I – localizados ou desenvolvidos em mais de um Município ou em unidades de conservação de domínio estadual ou do Distrito Federal; II – localizados ou desenvolvidos nas florestas e demais formas de vegetação natural de preservação permanente relacionadas no artigo 2º da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, e em todas as que assim forem consideradas por normas federais, estaduais ou municipais; III – cujos impactos ambientais diretos ultrapassem os limites territoriais de um ou mais Municípios; IV – delegados pela União aos Estados ou ao Distrito Federal, por instrumento legal ou convênio. Parágrafo único – O órgão ambiental estadual ou do Distrito Federal fará o licenciamento de que trata este artigo após considerar o exame técnico procedido pelos órgãos ambientais dos Municípios em que se localizar a atividade ou empreendimento, bem como, quando couber, o parecer dos demais órgãos competentes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, envolvidos no procedimento de licenciamento.” “Art. 6º - Compete ao órgão ambiental municipal, ouvidos os órgãos competentes da União, dos Estados e do Distrito Federal, quando couber, o licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades de impacto ambiental local e daquelas que lhe forem delegadas pelo Estado por instrumento legal ou convênio.” “Art. 7º - Os empreendimentos e atividades serão licenciados em um único nível de competência, conforme estabelecido nos artigos anteriores.” NOTA: Como as PCH, na maioria dos casos, não atingem mais de um Estado ou países vizinhos, os órgãos licenciadores deverão ser os estaduais. • Procedimentos

“Art. 10 - O procedimento de licenciamento ambiental obedecerá às seguintes etapas: I – Definição pelo órgão ambiental competente, com a participação do empreendedor, dos documentos, projetos e estudos ambientais, necessários ao início do processo de licenciamento correspondente à licença a ser requerida; II – Requerimento da licença ambiental pelo empreendedor, acompanhado dos documentos, projetos e estudos ambientais pertinentes, dando-se a devida publicidade;
III – Análise, pelo órgão ambiental competente, integrante do SISNAMA, dos documentos, projetos e estudos ambientais apresentados e a realização de vistorias técnicas, quando necessárias;

IV – Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental

competente, integrante do SISNAMA, uma única vez, em decorrência da análise dos documentos, projetos e estudos ambientais apresentados, quando couber, podendo haver a reiteração da mesma solicitação caso os esclarecimentos e complementações não tenham sido satisfatórios; V – Audiência pública, quando couber, de acordo com a regulamentação pertinente; VI – Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental competente, decorrentes de audiências públicas, quando couber, podendo haver reiteração da solicitação quando os esclarecimentos e complementações não tenham sido satisfatórios; VII – Emissão de parecer técnico conclusivo e, quando couber, parecer jurídico; VIII – Deferimento ou indeferimento do pedido de licença, dando-se a devida publicidade. § 1º - No procedimento de licenciamento ambiental deverá constar, obrigatoriamente, a certidão da Prefeitura Municipal, declarando que o local e o tipo de empreendimento ou atividade estão em conformidade com a legislação aplicável ao uso e ocupação do solo, e, quando for o caso, a autorização para supressão de vegetação e a outorga para o uso da água, emitidas pelos órgãos competentes. § 2º - No caso de empreendimentos e atividades sujeitos ao estudo de impacto ambiental – EIA, se verificada a necessidade de nova complementação em decorrência de esclarecimentos já prestados, conforme incisos IV e VI, o órgão ambiental competente, mediante decisão motivada e com a participação do empreendedor, poderá formular novo pedido de complementação.” • Nível dos Estudos

“Art.2º - A localização, construção, instalação, ampliação, modificação e operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, bem como os empreendimentos capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependerão de prévio licenciamento do órgão ambiental competente, sem prejuízo de outras licenças legalmente exigíveis. § 1º - Estão sujeitos ao licenciamento ambiental os empreendimentos e as atividades relacionadas no Anexo l, parte integrante desta Resolução. § 2º - Caberá ao órgão ambiental competente definir os critérios de exigibilidade, o detalhamento e a complementação do Anexo l, levando em consideração as especificidades, os riscos ambientais, o porte e outras características do empreendimento ou atividade. “Art.3º - A licença ambiental para empreendimento e atividades consideradas efetiva ou potencialmente causadoras de significativa degradação do meio dependerá de prévio estudo de impacto ambiental e respectivo relatório de impacto sobre o meio ambiente (EIA/RIMA), ao qual dar-se-á publicidade, garantida a realização de audiências públicas, quando couber, de acordo com a regulamentação. Parágrafo único. O órgão ambiental competente, verificando que a atividade ou empreendimento não é potencialmente causador de significativa degradação do meio ambiente, definirá os estudos ambientais pertinentes ao respectivo processo de

licenciamento.” “Art. 12 - O órgão ambiental definirá, se necessário, procedimentos específicos para as licenças ambientais, observadas a natureza, características e peculiaridades da atividade ou empreendimento e, ainda, a compatibilização do processo de licenciamento com as etapas de planejamento, implantação e operação. § 1º - Poderão ser estabelecidos procedimentos simplificados para as atividades e empreendimentos de pequeno potencial de impacto ambiental, que deverão ser aprovados pelos respectivos Conselhos de Meio Ambiente. § 2º - Poderá ser admitido um único processo de licenciamento ambiental para pequenos empreendimentos e atividades similares e vizinhos ou para aqueles integrantes de planos de desenvolvimento aprovados, previamente, pelo órgão governamental competente, desde que definida a responsabilidade legal pelo conjunto de empreendimentos ou atividades. § 3º - Deverão ser estabelecidos critérios para agilizar e simplificar os procedimentos de licenciamento ambiental das atividades e empreendimentos que implementem planos e programas voluntários de gestão ambiental, visando a melhoria contínua e o aprimoramento do desempenho ambiental.” Os demais artigos dessa Resolução discorrem sobre licenças ambientais específicas para outros empreendimentos (Art. 9º), sobre os profissionais habilitados para a execução e a análise dos estudos (Arts. 11 e 20), sobre os custos de análise dos órgãos ambientais, a serem ressarcidos pelo empreendedor (Art. 13), sobre os prazos de análise (Arts. 14, 15 e 16), sobre o arquivamento e reinício do processo (Art. 17), sobre os prazos de validade das licenças concedidas (Art. 18), sobre as modificações nas exigências e nessas licenças (Art. 19). Pelo que foi determinado, portanto, por essa nova Resolução do CONAMA, em seu Art. 10, o órgão ambiental competente definirá, em conjunto com o empreendedor, quais os “documentos, projetos e estudos ambientais necessários ao início do processo de licenciamento...”, bem como o nível dos estudos, de vez que, pelo parágrafo 1º do Art. 12, “poderão ser estabelecidos procedimentos simplificados para as atividades e empreendimentos de pequeno potencial de impacto ambiental...” Além disso, conforme adaptado do documento “Avaliação de Impacto Ambiental – Agentes Sociais, Procedimentos e Ferramentas” (IBAMA, 1995), cabe registrar, com mais detalhes, a seqüência de edição usual das licenças juntamente com uma lista de documentos a elas relacionados. De forma ilustrativa, apresenta-se também um fluxograma com um Roteiro Geral do processo de licenciamento ambiental de usinas hidrelétricas.

LICENÇA PRÉVIA – LP

Entendimentos com o órgão ambiental licenciador sobre o nível dos estudos a realizar, com recebimento dos Termos de Referência do que deve ser feito. O encaminhamento de um RAP - Relatório Ambiental Preliminar pode, dependendo do caso e do órgão avaliador, conduzir à dispensa de EIA/RIMA, nos casos julgados desnecessários pelos órgãos ambientais. Normalmente, nesses casos, são exigidos estudos simplificados, como mostrado no item 8.3. Requerimento Padrão da LP devidamente preenchido pelo empreendedor, anexando, conforme a atividade, os seguintes documentos: • Estudo de Impacto Ambiental – EIA e Relatório de Impacto Ambiental – RIMA, ou Estudos simplificados, quando, a critério do órgão ambiental, houver dispensa de EIA/RIMA; Certidões das Prefeituras Municipais, com o “nada a opor”, conforme Art. 10, Parágrafo 1o , da Resolução CONAMA 237/97, já citada; Outros documentos, a critério do órgão ambiental, como, por exemplo: Contrato Social registrado para sociedades por quotas de responsabilidade limitada; Atas de Eleição da última Diretoria para sociedades anônimas, etc.

• •

Cópia da publicação do requerimento da LP no Diário Oficial da União – DOU ou Diário Oficial Estadual – DOE e, se exigido no Estado, em jornal local de grande circulação, pelo empreendedor, de acordo com os modelos aprovados pela Resolução CONAMA 006/86. Recolhimento, pelo empreendedor, de taxa fixada pelo órgão de meio ambiente para emissão da LP e análise do Projeto. Relatório Técnico de Vistoria ao local do empreendimento, elaborado pelo órgão ambiental, para “checagem” das informações contidas no EIA/RIMA ou nos Estudos Ambientais simplificados (apenas quando a Vistoria Técnica for julgada necessária). Responsável: órgão ambiental. Ata da Audiência Pública e documentos anexados quando da sua realização. Responsável: órgão ambiental. Parecer Técnico do órgão de meio ambiente sobre o pedido de LP. Contém condicionantes para a concessão da LI (etapa subseqüente do licenciamento) e prazos de validade para a LP. Concessão da Licença Prévia (segundo Modelo Padrão), pelo órgão ambiental.

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LICENÇA DE INSTALAÇÃO – LI

Requerimento Padrão da LI devidamente preenchido pelo empreendedor, anexando, conforme a atividade: • • Projeto Básico Ambiental – PBA (detalhado) ou Programas Ambientais simplificados, contendo os projetos de minimização de impacto ambiental avaliados na fase da LP; outros documentos exigidos em lei, como outorga para o uso da água, Autorização para Desmatamentos, etc.

Cópia da publicação da concessão da LP no Diário Oficial da União - DOU ou no Diário Oficial Estadual – DOE e, se exigido no Estado, em jornal local de grande circulação, pelo empreendedor, de acordo com os modelos de publicação aprovados através da Resolução CONAMA 006/86. Cópia da publicação do requerimento da LI no Diário Oficial da União - DOU ou no Diário Oficial Estadual – DOE e, se exigido no Estado, em jornal local de grande circulação, pelo empreendedor, de acordo com os modelos aprovados através da Resolução CONAMA 006/86. Recolhimento, pelo empreendedor, da taxa fixada pelo órgão de meio ambiente para a emissão da LI. Parecer Técnico do órgão de meio ambiente para concessão da LI. Contém condicionantes para concessão da LO (etapa subseqüente do licenciamento) e prazos de validade para a LI.

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Concessão da Licença de Instalação (segundo Modelo Padrão), pelo órgão ambiental.

LICENÇA DE OPERAÇÃO – LO

Requerimento Padrão de LO devidamente preenchido pelo empreendedor, anexando: cópias das publicações do requerimento de LO e da concessão da LI no Diário Oficial da União - DOU ou no Diário Oficial Estadual – DOE e, se exigido no Estado, em jornal local de grande circulação, pelo empreendedor, de acordo com os modelos de publicação aprovados através da Resolução CONAMA 006/86. Recolhimento, pelo empreendedor, da taxa fixada pelo órgão de meio ambiente para emissão da LO. Relatório de Vistoria confirmando se os sistemas de controle ambiental especificados na LI foram efetivamente instalados. Responsável: órgão ambiental. Parecer Técnico do órgão de meio ambiente sobre o pedido de LO. Contém condicionantes para a operação do empreendimento e prazo de validade da LO.

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Concessão da Licença de Operação (segundo Modelo Padrão), pelo órgão ambiental. Essa LO tem validade, conforme decisão a ser registrada no correspondente documento e de acordo com o Art. 17 da Resolução CONAMA 237/97, por cerca de quatro a dez anos. Após esse período, haverá necessidade de renová-la, ocasião em que o órgão ambiental verificará se foram cumpridos os compromissos assumidos pelo empreendedor, incluindo o adequado monitoramento ambiental. A preocupação com o meio ambiente deve, portanto, ir além da fase de construção, ou seja, deve ser uma constante na vida útil do empreendimento, havendo assim benefícios diversos, até mesmo para a própria PCH.

CAPÍTULO 9 - ANÁLISE FINANCEIRA DO EMPREENDIMENTO

Como visto ao longo destas Diretrizes, a implantação de uma usina hidrelétrica, no caso uma PCH, importa em custos que, evidentemente, devem gerar benefícios econômicos e ambientais que compensem os investimentos a serem realizados. Os benefícios econômicos significam recompensar financeiramente os investimentos realizados, garantindo ao investidor o retorno do capital aplicado. Ressalta-se que, do ponto de vista de política macroeconômica, no Brasil, a implantação de uma usina hidrelétrica, que utiliza um recurso renovável e abundante como combustível, no caso a água, substitui, com algumas vantagens, incluindo os aspectos ambientais, a implantação de usinas que utilizam outros combustíveis (óleo, carvão, gás, etc.). Os benefícios ambientais significam as melhorias no padrão de vida da população que usufruirá da energia a ser produzida, principalmente nos casos em que a PCH for implantada em região pouco desenvolvida. Os reflexos sobre todos os setores da economia regional são imediatos, incluindo também os associados às condições de saúde da população. As melhorias, em alguns casos, são quantificáveis através de previsões, como, por exemplo, o aumento da produção agrícola e industrial e, ainda, na oferta de empregos locais, diretos e indiretos. Em outros casos, a quantificação das melhorias é difícil, como, por exemplo, as relacionadas com a saúde, lazer e bem estar da população, advindas da iluminação pública e doméstica, bem como as possibilidades de recreação em torno do reservatório. No ítem ESTUDOS AMBIENTAIS estão abordados, detalhadamente, os aspectos relacionados aos impactos e benefícios ambientais. A análise financeira do empreendimento deverá ser feita considerando o resultado dos Estudos Finais realizados, incluindo todos os custos para implantação da PCH. Com base em todos os custos estimados, monta-se o diagrama de fluxo de caixa do empreendimento (DFC), considerando-se as receitas e despesas. A avaliação da economicidade de um empreendimento desta natureza pode ser efetuada com diversos graus de profundidade e de diferentes maneiras. Todos os métodos devem permitir a avaliação da viabilidade financeira do empreendimento, no período ou horizonte determinado (prazo de autorização, vida útil do empreendimento ou outro período escolhido), considerando-se as entradas e saídas de capital (fluxo de caixa) no referido período. A análise financeirea, do ponto de vista do investidor ("equity"), deverá ainda levar em conta, não só a remuneração requerida do seu capital (capital próprio), mas a do capital de terceiros (empréstimo, ou outras formas de participação de terceiros). Dentre os métodos de análise financeira, são muito utilizados o método do fluxo de caixa descontado (valor presente líquido – VPL), o método da taxa interna de retorno do investimento (TIR), o método das mínimas receitas requeridas, além de outros que possibilitem a determinação da viabilidade ou não do empreendimento.

aquela que representa o valor mínimo. Para determinar o diagrama de fluxo de caixa do empreendimento. pelo qual a energia vendida.C. COFINS .. . devida por concessionários. incluindo as remunerações do capital próprio e de terceiros. Neste caso. do ponto de vista do "equity". Compensação Financeira . ANEEL(*) TFSEE . RGR(Uso de Bem Público-UBP) . deve-se prestar atenção para não incluir o tributo duas vezes no fluxo de caixa..C (-) Contribuição Social (-) Investimentos Fixos (-) Amortização (+) Valor Residual do Empreendimento (=) Fluxo de Caixa do Empreendimento Valor Presente Líquido (VPL) Taxa de Desconto = i% (*) Na data de publicação deste documento. pode-se utilizar a planilha de demonstração de resultados adiante: ITENS 0 (+) Receita da Venda de Energia (-) Operação e Manutenção (-) Depreciação (-) Despesa Financeira (Juros) (-) Impostos e Taxas .. durante o período ou horizonte determinado. n . é abatida da parcela referente à sua cota da Reserva Global de Reversão . Renda (=) Resultado Operacional Líquido (+) Depreciação (+) Subsídio da C. A tarifa de equilíbrio do empreendimento será. PIS . utilizando um dos métodos mencionados ou outro semelhante.Na análise a ser feita sugere-se determinar a tarifa de equilíbrio do empreendimento. Fiscaliz.RGR. equilibra todos os custos envolvidos.. a taxa de fiscalização da ANEEL.. Outros (-) Encargos de Transmissão(Pedágio) (-) Seguros (=) Resultado Operacional Bruto (-) Provisões para I.. ANOS 1 .

Como estimativa . considerar 0.Deverá. Depreciação – Representa o valor anual de depreciação da usina.5% do valor da receita anual de venda de energia auferida pelo empreendimento. durante o período de amortização estipulado.Ver legislação pertinente. bem como os juros durante a construção. experiências anteriores. Outros . permitido por lei. prioritariamente. na moeda escolhida. na falta de outros métodos. Subsídio da Conta de Consumo de Combustível (CCC) . Custos Anuais de Operação e Manutenção (O&M) . • • • • • .0% da receita anual de venda de energia oriunda do mesmo. Taxa de Fiscalização da ANEEL (TFSEE) – O valor é estabelecido anualmente pela ANEEL . Impostos e Taxas (I & T) – Os impostos e taxas anuais incidentes neste tipo de empreendimento e que deverão ser considerados. considerar 2. Despesa Financeira – Representa o custo do financiamento (juros). sugere-se utilizar como estimativa o valor de 5% do custo total do investimento inicial.Refere-se a pagamento devido aos Estados. Neste cálculo a energia utilizada deverá ser a efetivamente contratada (energia garantida). PIS – Ver legislação pertinente. para o empréstimo tomado. para este fim. Considerar o aproveitamento isoladamente.Representa os custos de operação e manutenção da usina e de todo o pessoal administrativo durante o período de análise. ser considerado como valor reembolsado e deste modo isento de pagamento de imposto de renda . Compensação Financeira . COFINS . sendo que. Como estimativa.Representa o horizonte de planejamento ou o prazo para a recuperação do capital em anos. Receita de Venda de Energia (RE) – Representa a receita anual com a venda de energia a uma tarifa TE. Ver legislação pertinente. considerando-se 6% do montante de energia gerada. na moeda escolhida. Este valor poderá ser estimado. etc. grau de automação.Horizonte de Planejamento (n) . são: • Cotas Anuais da Reserva Global de Reversão (RGR) – O valor é estabelecido anualmente pela ANEEL. Segundo a legislação em vigor estão isentas de pagamento as centrais hidrelétricas consideradas PCHs.incluir outras despesas. ao Distrito Federal e aos Municípios pelo uso dos recursos hídricos. quando aplicável. observado o limite de 3. utiliza-se usualmente o prazo de validade da autorização concedida pela ANEEL. O custo de operação e manutenção deverá ser baseado em: composição de custos.5% do investimento anual do concessionário. se for o caso. valorada à tarifa estabelecida pela ANEEL. tributos ou taxas não indicadas e que devam ser consideradas. no empreendimento.

(VRn) – Representa o valor residual da usina no final do horizonte de planejamento ou recuperação do capital. no final do horizonte de planejamento. Investimento Fixo (If). normalmente adotado no Setor Elétrico Brasileiro como sendo igual a 50 anos. ao custo do uso da rede de transmissão de energia elétrica. Vu n vida útil da usina. .Representa o montante de capital próprio investido na implantação do empreendimento. que leva a um VPL igual a zero. no ano zero( capital próprio + capital de terceiros). ou seja. Valor Residual . onde: Vu valor residual para o horizonte (n anos). sugere-se a seguinte sistemática: VRn = Ci ⋅ VRn Vu − n . na moeda escolhida. Taxa de desconto. então. Amortização – Representa a parcela do financiamento correspondente as amortizações do valor de empréstimo assumido (capital de terceiros). Para a estimativa do valor residual da usina. encontrar uma tarifa de equilíbrio TE . Após a determinação do fluxo de caixa a resolução do problema passa a ser. resulte numa receita anual RE.Encargos de Transmissão – Refere-se. Contribuição Social .i (%)= O recomendável é utilizar como taxa de desconto o custo médio de oportunidade do capital ( CAPM . quando aplicável. Alternativamente pode-se utilizar a taxa de atratividade requerida pelo investidor. Seguros – Refere-se ao custo dos seguros contratados pelo empreendedor. para a recuperação do investimento ( anos). Ci custo total do empreendimento. Imposto sobre a Renda (IR) – Representa a provisão para pagamento do Imposto sobre a Renda. horizonte de planejamento ( anos).Ver legislação pertinente. no horizonte de planejamento de n anos. O investidor deverá considerar este parâmetro quando desejar recuperar o seu investimento em tempo inferior ao prazo legal de depreciação instituído pela ANEEL (50 anos – Resolução 44 de 17/03/1999). capaz de equilibrar os custos anuais envolvidos na implantação e operação da usina. que com a taxa de desconto i %. Devem ser incluído os gastos com o sistema de transmissão de energia associado (Linhas de Transmissão e Subestações necessárias à entrega da energia gerada aos compradores).Capital Asset Pricing Model).

1 .Seleção da Alternativa .3 .4 .6 . visando facilitar a análise por parte da ANEEL.2 .5 .Estudos Anteriores 2.Características Principais 3 .Ambientais 4.Arranjos para o Eixo Selecionado 5. Com as adaptações que se fizerem necessárias.Custos 5 .Hidrometeorológicos 4. a itemização sugerida é a mesma apresentada nas Diretrizes para Elaboração de Projeto Básico de Usinas Hidrelétricas da Eletrobrás/ANEEL.3 .ESTUDOS DE ALTERNATIVAS 5.Pré-Dimensionamento das Obras Civis e dos Equipamentos 5. Registra-se que. o Relatório Final deverá conter os ítens apresentados a seguir.Histórico 2.4 .APRESENTAÇÃO 2 .LEVANTAMENTOS COMPLEMENTARES E ESTUDOS BÁSICOS 4. ITEMIZAÇÃO DO RELATÓRIO FINAL 1 .3 . que sintetizará de forma conclusiva os trabalhos realizados.Integração da Usina ao Sistema de Transmissão 4. deverá ser elaborado o Relatório Final do Projeto Básico da PCH. que é o Agente Regulador do setor. Geotécnicos e de Materiais de Construção 4.Estudos de Eixos 5.Estudos Energéticos 4.1 . visando a padronização desse tipo de relatório pelo Setor Elétrico. em função das particularidades de cada aproveitamento.SUMÁRIO DAS PRINCIPAIS CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES 4 .1 .INTRODUÇÃO 2. para textos e desenhos.Aerofotogramétricos e Topobatimétricos 4.7 .8 .Geológicos.2 .CAPÍTULO 10 .2 .RELATÓRIO FINAL DO PROJETO BÁSICO No enceramento dos estudos.Hidráulicos 4.Objetivo 2.4 .

Barragens (Diques) 6. 1 .DETALHAMENTO DO PROJETO 6. mostrando as características hidrológicas e climatológicas da região.ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS 11 .8 .Subestação e Linha de Transmissão 6.1 .Obras Acessórias (se houver) 7 .5 .DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA DESENHOS – CONTEÚDO Os desenhos deverão ser suficientes para a plena compreensão do Projeto Básico e deverão cobrir.INFRA-ESTRUTURA E LOGÍSTICA 9 .Arranjo Geral do Projeto 6.Situação regional do empreendimento.Desvio do Rio 6.Localização geral do empreendimento.4 .Tomada d’Água e Circuito Hidráulico de Adução 6.6 .Equipamentos e Sistemas Eletromecânicos 6.PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO E CRONOGRAMA FÍSICO 10 .sugere-se ao usuário destas Diretrizes. No item “ESCALAS” são indicadas as escalas usuais para elaboração dos desenhos. os títulos seguintes (autoexplicativos).FICHA TÉCNICA 2 .2 . uma consulta às Diretrizes para Elaboração de Projeto Básico de Usinas Hidrelétricas da Eletrobrás/ANEEL.GERAIS Incluem-se nesse grupo os desenhos de caracterização geral do empreendimento.Vertedouro 6. em princípio.7 .6 . . .Desenhos ilustrativos típicos.3 . Para maiores detalhes. os quais deverão cobrir: .Base cartográfica (topo-batimétrica) e geodésica da área do empreendimento.Casa de Força e Canal de Fuga 6.ESTUDOS AMBIENTAIS 8 .9 . .Mapa do reservatório e de localização das estações hidrometeorológicas no local e na região do empreendimento utilizadas nos estudos. . .

em níveis variados. jazidas.Plantas de cada uma das estruturas. talhas. mostrando as características geológicas e geotécnicas regionais e locais. de extravasão. . necessários à plena compreensão do projeto e ao levantamento de quantidades. de adução. etc. acampamento. onde necessário. Incluem-se ainda nesse grupo os diversos diagramas unifilares e fluxogramas dos sistemas auxiliares eletromecânicos. enfocando os aspectos de utilização territorial. apenas.OBRAS DE DESVIO Incluem-se nesse grupo os desenhos das fases/seqüências construtivas do empreendimento. dentre outros. 3 .Cortes típicos de cada uma das estruturas e detalhes sempre que necessário. 5 . . .SUBESTAÇÃO E LINHA DE TRANSMISSÃO Incluem-se nesse grupo os desenhos típicos das obras civis da subestação da usina. pedreiras e bota-fora. os equipamentos hidromecânicos e respectivos sistemas de acionamento/movimentação (comportas corta-fluxo e ensecadeiras.EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS Incluem-se nesse grupo os desenhos típicos dos equipamentos eletromecânicos principais do empreendimento (turbinas. geradores e transformadores). também. 2 .). áreas de empréstimos.Cortes e detalhes típicos das estruturas das obras civis.Implantação local das obras principais.Desenhos ilustrativos típicos. . Para a linha de transmissão prevê-se. cortes. com os volumes e características dos materiais necessários para execução das ensecadeiras. mostrando. seções e detalhes. . . Além desses. de geração e de restituição do escoamento ao rio.Arranjo geral do aproveitamento. .Implantação geométrica das estruturas de barramento.. além das obras. . o desenho simplificado de seu traçado (ou diretriz) básico até o ponto de interligação com o sistema elétrico da região. 4 . bem como de seus equipamentos. pórticos. em plantas.OBRAS CIVIS PRINCIPAIS Incluem-se nesse grupo os desenhos típicos das diversas estruturas componentes do empreendimento.Arranjo geral de cada uma das estruturas. as áreas destinadas ao canteiro. incluem-se. peças fixas.

000 a 1:10.000 a 1:1.000 1:2. TIPO DE DESENHO Gerais (Regionais) Implantação (Locais) Arranjo Geral Estruturas Estruturas Aproveitamento Detalhes Geral das do ESCALA 1:100.000 1:200 a 1:2. .000.000 1:100 a 1:500 1:10 a 1:50 Registra-se que as escalas para os desenhos gerais (regionais) e de implantação geral (locais) poderão variar em função do porte do empreendimento.ESCALAS RECOMENDADAS As escalas recomendadas para cada tipo de desenho são apresentadas no quadro a seguir.

de interface bastante amigável e que podem ser operados por qualquer pessoa. presente em todos os últimos discos de instalação (na versão 1. Quando se clica no botão “Imprimir”. etc. O programa GRAFCHAV foi desenvolvido pelo Laboratório de Hidrologia da COPPE/UFRJ.PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA MANUAL DO USUÁRIO DOS PROGRAMAS QMÁXIMAS. a qualquer momento. A Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial da CPRM gentilmente cedeu uma versão preliminar do programa para estas Diretrizes. . Com exceção do programa HUT. através das “Diretrizes para os projetos de PCH”. localizado no mesmo diretório escolhido para a instalação. Inicialmente. Sempre que uma letra estiver sublinhada em um objeto (botões. sendo necessária uma nova instalação do programa para restaurar o Banco de Dados.mdb” deve ser copiado em outro diretório. 2. Informações de última hora e sobre o processo de instalação estão localizadas no arquivo leiame.ANEXO 1 . Como em grande parte dos aplicativos para a plataforma Windows 95/98. 4 e 5. Quando os programas se iniciam. o programa de instalação colocará esses ícones no Menu Iniciar. para uma outra pasta. no menu Ajuda Sobre. também foi cedida pela CPRM. a tela principal de cada programa será disponibilizada para trabalho. serão feitas a seguir. inclusive os meios de contato para eventuais suportes. A qualquer momento. então. menus. a impressão é direcionada para a impressora padrão. O aplicativo pode permanecer aberto. os mesmos podem ser movidos. porém.CPRM. que se efetue qualquer edição nos mesmos que não as realizadas automaticamente pelos aplicativos.10. digitar a combinação Alt+<letra sublinhada> que o efeito será o mesmo que um clique simples do mouse.). A planilha Vazões Mínimas Planilha de Cálculo q7. mas a troca só será efetuada se feita antes da ativação do botão “Imprimir”. nos três programas. sem qualquer prejuízo para os programas. em convênio com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais . São programas desenvolvidos para ambiente Windows 95/98. podem ser acessadas. os demais gravam as informações digitadas em um banco de dados. pode-se sair dos programas clicando o botão “Sair”. para que seja possível a recuperação dos dados. Se houver a necessidade de efetuar a impressão numa impressora que não a impressora padrão. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE OS PROGRAMAS QMÁXIMAS. Nos itens 3. caso surja algum problema. e disponibilizados à ELETROBRÁS S. REGIONALIZAÇÃO E HUT Algumas considerações. primeiro surge a tela de apresentação dos mesmos. Regionalização e HUT foram desenvolvidos pela COPPETEC. ao se repetir uma consulta. não sendo recomendável.0 os mesmos estão rotulados com o número 3/3). INTRODUÇÃO Os programas Qmáximas. nos programas Qmáximas e HUT. Essa tela é automaticamente fechada e. Mais tarde. Se isso for realmente necessário. para que mais tarde. aplicáveis a esses três programas . bastando apenas conhecimentos básicos na plataforma citada anteriormente. os programas são iniciados por um clique simples do mouse em seus ícones. pode-se. Algumas informações que não constam deste texto. Esses arquivos possuem o formato do Banco de Dados MS Acess. não seja necessário digitar novamente todos os dados. a troca deve ser efetuada através do Painel de Controle. Testes efetuados por usuários indicaram que há um grande risco do arquivo ser inutilizado. alternativamente. REGIONALIZAÇÃO E HUT 1.A. mesmo sem experiência anterior nos cálculos hidrológicos que os mesmos efetuam.txt. especificada no Painel de Controle. serão abordadas as características individuais de cada um deles. o arquivo com a extensão “.

Sua utilização será demonstrada através do exemplo a seguir apresentado. e teclar <enter>. Exemplo: Deseja-se determinar as vazões de cheia do posto Próximo Costa Rica. todos os dados de entrada serão preenchidos automaticamente. novamente. quais sejam: . os eventos extremos poderão ser gerados a partir de: regionalização através de valores extremos calculados para bacias circunvizinhas ou utilização de hidrograma sintético triangular do Soil Conservation Service. conforme for mais conveniente.A navegação nos programas é feita através do mouse ou da tecla <Tab>. Desta forma. Nas tabelas onde há entrada de dados. O programa Qmáximas é destinado ao primeiro caso. a navegação é feita. Na eventualidade do aproveitamento se situar no segundo caso. o período de observação se estende de 01/70 a 12/95. 3.095 km2 . nas caixas de texto destinadas para tal. cuja área de drenagem no local é de 1. Posto: Próximo Costa Rica Código DNAEE: 63001000 Ano 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 Vazão (m3/s) 98 81 112 125 145 87 96 69 212 78 67 110 92 Ano 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 Vazão (m3/s) 142 65 172 64 81 136 128 98 83 82 71 73 83 Após a inicialização do programa Qmáximas. através do mouse ou através das setas do teclado. foram selecionadas as maiores vazões médias diárias em cada ano para o posto. deve-se digitar o número ou o código do posto. Caso essa consulta já tenha sido feita anteriormente. localizado no rio Sucuriú. A partir da série disponível. para que os resultados da consulta sejam disponibilizados. bastando o usuário clicar no botão “Calcular”. existirão duas possibilidades de ocorrência: o local dispõe de uma série de vazões médias diárias ou o local não dispõe de dados diários. O PROGRAMA QMÁXIMAS Os estudos de vazões extremas devem ser realizados conforme a disponibilidade de dados na bacia e na região do aproveitamento. Estado do Mato Grosso do Sul. Informações mais detalhadas serão encontradas nos capítulos destinados a cada um dos programas. apresentadas a seguir.

Se o evento tiver ocorrido na ‘caixa de texto’ destinada ao código.000 anos. 100. desvio padrão e α e μ. 50. caso o método utilizado seja o de “Gumbel” ou Xo e β. 1. Caso contrário. a consulta mais tarde só poderá ser efetuada pelo nome ou pelo posto. Se o nome e/ou código do posto no qual deseja-se efetuar as consultas estiverem corretos.000 e 10. portanto. clique em “Sim” para incluir esse novo posto. a mensagem “Posto não encontrado. Se o <enter> tiver sido dado na ‘caixa de texto’ destinada ao nome do posto. ele optar por deixar a ‘Input Box’ em branco. assimetria. será utilizada a distribuição Exponencial de dois parâmetros. juntamente com a probabilidade (p) das mesmas na tabela “Resultados”. clique em “Não” e efetue a pesquisa novamente.• vazão em m³/s para os tempos de recorrência (TR) de 5. caso a assimetria seja menor ou igual a 1. O usuário pode ou não seguir o recomendado. 10. dependendo do parâmetro que tenha sido inserido anteriormente. a ordem será a segunda. • Cabe ressaltar que a distribuição utilizada será a de Gumbel. a primeira ordem aparecerá. É recomendável. caso o método utilizado seja “Exponencial de dois parâmetros”. que a ordem seja seguida. nas caixas de textos destinadas para tal. média. Após o botão “Sim” ter sido clicado. distribuição. em caso contrário. Se a consulta não tiver sido efetuada anteriormente.” ou “Digite o nome do posto”. 20. entretanto. Incluir?” surgirá. . Se.5. ela conterá uma das seguintes ordens: “Digite o código do posto. uma ‘Input Box’ aparecerá. 500. Dependendo do local de onde se tenha teclado <enter>.

basta digitar o código ou o nome do posto com o qual será feita a nova pesquisa. A navegação dentro dessa tabela.590 6. Q95%. Novamente a partir de um exemplo. a troca deve ser efetuada através do Painel de Controles. uma vez alterados os valores. a utilização do programa Regionalização será demonstrada.. Nessa tabela. Obs. Não há limite para o número de dados inseridos. é feita através do mouse ou das setas do teclado. basta clicar em “Sair”.↑.Uma vez que se tenha clicado em “Ok” ou “Cancelar”. conforme dito anteriormente. Os procedimentos serão análogos aos descritos anteriormente. deve-se entrar com o ano e com as vazões máximas médias diárias observadas no respectivo ano. será disponibilizado. localizado no rio Verde e com área de drenagem de 5.3 265.↓ e →. o foco do programa será direcionado para a “Tabela de Vazões”.1 . existem dados de vazões extremas. afluente ao rio Verde. A troca é simples e qualquer usuário com alguma familiaridade com o Windows 95/98 poderá fazê-la prontamente. A partir daqui. o botão “Imprimir” que.095 2. basta clicar neste botão que. Caso deseje deixar o aplicativo. todos os recursos do programa já foram utilizados. O usuário agora deve decidir se fará uma nova pesquisa ou se deseja deixar o aplicativo. e no rio Iguatemi. clique em “Calcular” e o resultado da consulta será mostrado. basta se dirigir à última linha da “Tabela de Vazões” e prosseguir com a digitação normalmente. Porém nos postos situados no rio Sucuriú. os mesmos só poderão ser restaurados com a nova digitação dos valores antigos. Se o usuário desejar imprimir o resultado da pesquisa. O PROGRAMA REGIONALIZAÇÃO O programa regionalização deve ser utilizado para se estimar em vazões extremas ou outras de interesse. Os dados. não dispõe de dados. deve-se utilizar os dados de bacias circunvizinhas daquela cuja vazão deseja-se estimar. conforme dito no item 2. Depois do clique em “Calcular”.7 552. Exemplo: Sabe-se que o aproveitamento Reg1. tais como vazões médias. Caso deseje-se imprimir em outra impressora que não a padrão. A fim de definir a vazão de desvio da obra.832 173.096 6.3 613. basta ir à célula que contenha o valor desejado para a alteração. decidiu-se optar por um estudo de regionalização desses postos. Os dados são apresentados a seguir. serão impressos. Posto Próximo Costa Rica Porto de Pedras Alto Sucuriú Estrada Iguatemi Rio Sucuriú Sucuriú Sucuriú Iguatemi Área de Drenagem Vazão de 25 anos (km2) (m3/s) 1. Clique na célula da tabela a qual deseja-se entrar com os dados ou vá até ela usando as setas ←. que anteriormente haviam sido mostrados na tela. 4.200 km2. quando o local de interesse não dispuser de séries de vazões. Para tanto. bacia vizinha. a impressão será direcionada para a Impressora Padrão do sistema. Q50%. Caso queira fazer uma nova pesquisa. até então se encontrava desativado. etc.: caso haja a necessidade de se inserirem novos dados em um posto já cadastrado. Quando todos os dados desejados forem inseridos. Isso significa que. O usuário deve estar atento para o fato de que os valores são corrigidos no Banco de Dados em tempo real. com 25 anos de recorrência. Caso o usuário queira modificar algum valor.

Afora o fato de possuir mais coluna do que a tabela do programa Qmáximas. Pode-se usar tanto o mouse quanto as setas do teclado. deve-se ter a equação de chuvas para o local.Ao iniciar-se o programa Regionalização. O PROGRAMA HUT O programa HUT deve ser utilizado quando. novamente. a navegação na mesma é exatamente análoga. 5. o usuário deve inserir os dados. Se a consulta ainda não tiver sido efetuada. mas não será capaz de obter o gráfico da regionalização. juntamente com r² será mostrada. inserindo ou modificando consultas. . ou uma própria. Neste programa. Para tanto. o usuário poderá manipular o Banco de Dados do programa. O programa Microsoft Excel® deverá estar instalado na máquina em que se deseja executar o aplicativo Regionalização. então. retirada do “Estudos de Chuvas Intensas no Brasil – Otto Pfafstetter” a partir dos postos pluviométricos existentes nos vários Estados brasileiros. sobre o botão “Exibir Gráfico”. a equação pode ser tanto uma automática. não se dispõe de dados diários sobre o local em estudo. que o usuário disponha e deseje inserir para a execução dos cálculos. Se isso não ocorrer. para que o aplicativo Microsoft Excel® seja automaticamente aberto. Os dados serão inseridos na planilha “Dados” e o gráfico na planilha “Regionalização”. o usuário deve clicar no botão “Exibir Gráfico” para dar prosseguimento ao programa. que até então encontrava-se desabilitado. Quando a digitação dos dados tiver sido completa. O gráfico terá a forma de dispersão e a equação do mesmo. os dados de entrada serão preenchidos automaticamente e o usuário deverá clicar. deve-se preencher a caixa de texto “Nome da Regionalização”. mostrados no quadro anterior. na “Tabela de Regionalização”. Se essa consulta já tiver sido efetuada anteriormente.

desnível. deve-se continuar inserindo os dados de entrada nos locais apropriados: área. o valor do CN será automaticamente mostrado. servindo apenas para identificar a consulta no ato da impressão. comprimento do talvegue. O usuário deve inserir o nome do rio cuja bacia está se estudando. o que não impede que o mesmo seja alterado. o Estado no qual o posto está localizado será automaticamente preenchido. quanto na ‘caixa de texto’ “CN:”. Terminada esta etapa. Se a opção de “Equação Automática” estiver marcada (Default). Se o usuário escolher um terreno. deve-se decidir qual das duas opções acima será utilizada. Esse procedimento não tem efeitos para cálculo. na caixa de listagem destinada para tal.Quando se executa o aplicativo HUT. o que pode ser feito tanto com a escolha de um terreno. deve-se escolher um CN. Isto é feito a partir da caixa de listagem “Posto:” ou “Código:”. Quando a escolha tiver sido efetuada. . deve-se informar qual o posto do qual a equação será retirada. duração da chuva unitária e tempo de recorrência. A seguir. conforme o desejo do usuário.

Se a impressão tiver que ser efetuada em outra impressora. o nome do arquivo será o mesmo do rio em que se está realizando a consulta. Uma nova tela será exibida. ele poderá ser modificado livremente. Para imprimir a consulta. deverão ser escolhidos o nome do arquivo de destino. “O programa QMáximas”. leia o tópico a este respeito no item 3. Por default. assim como sua localização. basta um clique em “Calcular” para que sejam mostrados o tempo de concentração e as vazões para diversos intervalos de tempo. Assim como o botão “Imprimir”.A seguir. o usuário deverá clicar sobre o botão “Exportar”. Para tanto. A consulta também pode ser exportada para um arquivo texto. Nela. e a consulta será impressa na impressora padrão. basta clicar sobre o botão “Imprimir”. esse botão só será disponibilizado ao usuário quando os cálculos tiverem sido executados com êxito. . conforme queira o usuário. Entretanto. que até então encontrava-se desabilitado.

atribuem-se cores diferentes aos respectivos conjuntos de pontos. Esta simplificação será válida quando: a variação da linha d'água. o somatório dos quadrados dos desvios da variável dependente (log Q). À medida que os pontos (medições) são colocados no gráfico e se identificam períodos com tendências distintas de comportamento. muitas vezes possibilitando sua correção. que seria o expoente da profundidade média (h). O ajuste da curva-chave. procurando-se definir uma relação entre o nível d'água e a vazão. ou muito baixas. definir uma equação matemática que represente as medições existentes. A relação entre estas variáveis.INTRODUÇÃO 6.1. nestes casos. constroem-se os gráficos Cota x Vazão. cota e vazão. Este não deve se afastar muito de 5/3. é importante porém observar o valor resultante para o expoente m. para a faixa validada pelas medições de descarga líquida. que torne mínimo. Esse processo de ajuste nem sempre é fácil. para a nuvem de pontos. e a seção for regular e estável durante o período considerado. uma equação potencial do tipo: Q = k ∗ ( h − h0) m Para definir os parâmetros k. Após a definição das equações da curva. for desprezível se comparada à precisão do método de medição de vazão. com todas ou parte das medições de uma estação. m e h0 faz-se a anamorfose logarítmica da equação para a reta: log Q = log k + m log( h − h 0 ) A definição dos parâmetros se obtém ajustando-se a reta aos pares (log Q. fundamentando-a na equação de Manning para o escoamento uniforme e admitindo-se a regularidade da seção transversal. estas medições são feitas de forma esporádica. de onde empiricamente se obtém pares de pontos para montar uma tabela. da enchente para a vazante. sofrendo modificações ao longo do tempo. é denominada pelos hidrólogos de curvachave. na equação de Manning (fazendo-se: área = base média x altura e altura = raio hidráulico). log (h-h0). de modo a permitir ao hidrólogo o conhecimento pleno do regime fluvial dos rios.6. os pares cota x vazão. Geralmente se dispõem de poucas medições para cotas altas. Para que a equação tenha significado físico. pelo método dos Mínimos Quadrados. A minimização dos desvios se verifica através do coeficiente de correlação r. Na definição da curva-chave. pode ser feito através da representação gráfica. que deverá ser o mais próximo possível da unidade. houver controle definido. Será possível então definir uma relação cota x vazão para cada tendência identificada. Não sendo economicamente viável a realização de medições de vazões de forma contínua. separando-os visualmente. Nesta etapa também se identificam eventuais erros cometidos no campo ou no processamento dos dados das medições. Isto é obtido ajustando-se. 1 . admitindo-se que a curva-chave possa ser uma parábola de 2º ou 3º graus. também denominado calibragem da estação. de tal forma que a partir da medida da cota linimétrica se obtenha a vazão correspondente.O QUE É A CURVA CHAVE A medição da vazão de um curso d'água é um processo relativamente complexo que envolve equipamentos e técnicos especializados. e MANNING. A extrapolação para cotas altas pode ser feita por três métodos consagrados: LOGARÍTMICO. muitas vezes torna-se necessária a sua extrapolação. Pode-se. apresentando. para as vazões por ela calculada. STEVENS. em relação à reta estabelecida. de cheias ou estiagem. dado que a relação entre as duas variáveis não é perfeitamente unívoca. PROGRAMA GRAFCHAV 6. A evolução no tempo pode ser avaliada analisando-se as medições. os casos mais simples são aqueles em que se pode considerar unívoca e permanente a relação cota x vazão. ou através da utilização de equações matemáticas. Cota x Área e Cota x Velocidade. os menores desvios relativos às vazões medidas. .1 . justamente as faixas de grande interesse para a maioria dos estudos hidrológicos. Expoentes próximos de 2 ou 3 seriam aceitáveis. Com esta finalidade. que ocorrem em situações extremas.

coeficiente de rugosidade de Manning A .I 1 2 Q = C .raio hidráulico I . Inicia-se com h0=0. se obtém A R 1/2. Definido o valor de h0. a partir do gráfico.I 1 2 n onde: Q .é o fator geométrico.• Método LOGARÍTMICO Aplicável a cursos d'água com seção aproximadamente trapezoidal (sem descontinuidade no intervalo de cotas de extrapolação). para que a direção do trecho superior da curva (uma reta na escala logarítmica) esteja bem definida.h0).o fator de declividade.I 1 2 12 A.vazão n . prolongadas até a cota de extrapolação. representando uma reta que passa pela origem. para verificar se a equação se aplica. pelo menos em sua parte superior. sem variação entre cheia e depleção.I ) onde 12 A. O método não utiliza os parâmetros hidráulicos da seção transversal. usando-se para as cotas o valor (h . não ocorrendo o alinhamento deve-se procurar o valor de h0 que retifique o conjunto superior do pontos. admite que a curva a ser extrapolada seja unívoca e se ajuste. segundo a equação potencial Q = k ∗ ( h − h0) m . É um método gráfico que se fundamenta na fórmula de Chezy para o escoamento uniforme: Q = C. faz-se novo ajuste que resultará em novos valores para os outros dois parâmetros k e m. • Método de STEVENS O método é indicado para rios largos em escoamento praticamente uniforme com perfil da linha d'água estável. A. Com o valor de h (cota de extrapolação). e . C. h0 deverá ser positivo. E ainda para os casos de estações com medições de vazão em cotas suficientemente elevadas.declividade . • Método de MANNING Fundamenta-se na fórmula de Manning para o escoamento uniforme: Q= 1 A.(R. O procedimento usual. Com este valor em AR1/2 x Q obtém-se a vazão correspondente. que pode ser considerado constante para os níveis mais elevados. Se a convexidade da curva for orientada para as vazões. consiste em plotar as medições. se utiliza do levantamento da seção transversal do curso d'água na seção de réguas Em um mesmo gráfico são traçadas as relações h x A R1/2 e A R1/2 x Q (quase uma reta). caso contrário deverá ser negativo. = constante.R 2 3 .R Para o cálculo do fator geométrico em cotas altas.área da seção transversal R . Só é aplicável quando há disponibilidade suficiente de medições corretamente alinhadas. em papel bilogarítmico e constatar se os pontos se alinham segundo um ou mais seguimentos de reta.R 1 2 .

perímetro molhado e raio hidráulico.2 . é otimizado pelo módulo GRAFICOS (ver instruções 2. A desvantagem principal do método é que nem sempre a função K=f(h) estará bem definida graficamente pelas medições realizadas. cota x área e cota x velocidade.Considerando para cotas altas a tendência: 1 12 I = cte = K n Então efetuando-se as devidas substituições Q = K ⋅ A⋅ R 2 / 3 ou v = K ⋅R2/3 A partir do levantamento da seção transversal do curso d'água na seção de réguas. os gráficos da curva-chave e da seção transversal e um relatório. Para a extrapolação da curva estão automatizados os procedimentos originalmente gráficos e manuais. É oferecida também a opção de gravar o relatório em disco. É composto de três módulos: [ CURVA-CHAVE ] [ GRÁFICOS ] [ EDITOR DE DADOS ] As funções oferecidas pelos dois primeiros são aquelas usualmente desempenhadas manualmente pelo hidrólogo. a área e o raio hidráulico da seção transversal. Os gráficos são apresentados na tela e podem ser impressos em papel. a partir destas. MANNING e LOGARÍTMICO. A etapa de definição da relação cota x vazão. numa sequência própria do procedimento de análise de consistência de medições e definição da curva-chave. e. as medições e desvios em vazão (diferença entre os valores medidos e definidos pela curva).visa a uma interação completa com o usuário. os pares ordenados cota x vazão. A interface desenvolvida pelo Laboratório de Hidrologia . é desempenhada pelo módulo CURVA-CHAVE (ver instruções 2. conhecida como curva-chave. e em seguida extrapolá-la por três métodos consagrados. No módulo Editor de dados podem ser criados os arquivos de entrada cujos conteúdos devem ser os resumos de medições de descarga e levantamento de seção transversal (ver instruções 2.5). podem-se calcular: área. representada por uma equação potencial da forma: Q = k ∗ ( h − h0) m . conhecidos como métodos de: STEVENS.O QUE O SISTEMA OFERECE O Sistema GRAFCHAV foi criado visando a proporcionar ao usuário uma ferramenta ágil e eficaz. É possível obter. . utilizando-se do método dos Mínimos Quadrados. Com o valor de K. ajustar a relação cota x vazão.4). 6. Através da velocidade (v) e do raio hidráulico (R) calculados para as diversas cotas. determinam-se os valores de K para o trecho conhecido da curva. que poderá conter as equações. calculam-se os valores correspondentes de Q. em papel milimetrado. O trabalho dispendioso de plotar. obtém-se uma curva com tendência vertical e assintótica para um determinado valor de K. limite para os níveis mais altos (verificado no gráfico). em papel.3).1. relativos às medições de descarga líquida. para analisar medições de vazão líquida. Plotando-se h x K.COPPE/UFRJ .

placa VGA. em micros PC de configuração mínima: 450 kb de memória livre.exe. Fernanda Bogado de Azevedo e Rafael Kelman . os técnicos do DEHID .participaram do projeto com a utilização intensiva do sistema em suas versões iniciais..] .EQUIPAMENTO NECESSÁRIO Os programas trabalham em modo local e ambiente de rede.3 .exe. sendo recomendável o 386DX ou superior e mouse para o acesso às diversas opções. A tela indicará o percentual dos arquivos copiados e o status da instalação.OPERAÇÕES BÁSICAS 6. Envolveram-se mais diretamente com o projeto.chr grafchav.2.como programadores: Renato da Silva Ferreira. Para aceitar a sugestão pressione [ENTER]. Para substituição da sugestão C:\GRAFCHAV use a tecla [backspace] para apagá-la e digite o nome desejado. Serão copiados os arquivos: egavga.1.Coordenação de Programas de Engenharia .como coordenadores: Engª Fernanda Rocha Thomaz e Engª Luciene Pimentel .2 .exe Para finalizar a instalação acione (ao centro da tela) Arquivos copiados ! OK 6..EXECUTANDO O GRAFCHAV Do diretório adotado para instalação do Sistema execute: :\>GRAFCHAV A tela inicial será exibida com as opções: [ CURVA-CHAVE ] [ GRÁFICOS ] [ Editor de dados ] [Sobre. engenheiros hidrólogos da CPRM .1. 6.Universidade Federal do Rio de Janeiro Participaram do projeto: . versão 2.da UFRJ . 6.da rotina de cálculo dos parâmetros da seção transversal: Engº Rodolpho Barbosa Moreira Na fase de testes dos programas. A:\> instala No ambiente WINDOWS usar o gerenciador de arquivos para executar o comando instala.bgi litt.4 . Na tela de instalação é dada a possibilidade de escolha de um diretório destino para instalação do programa.1 .6. Foram atestadas as suas vantagens sobre os métodos tradicionais e feitas sugestões que se incorporaram à versão definitiva.Departamento de Hidrologia: Engª Lígia Maria Nascimento de Araujo e Engº Flávio Machado Moreira.EQUIPE DE DESENVOLVIMENTO O sistema foi inteiramente desenvolvido no Laboratório de Hidrologia da COPPE . sob o sistema operacional MS-DOS.chr trip.2 .2.INSTALAÇÕ DO SISTEMA No ambiente DOS executar da unidade do disquete o comando instala.Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais .0 ou mais recente.

A janela de edição se abre informando o nome escolhido para o arquivo e solicitando: Código da estação: (código da estação do SIH .COP é do tipo texto com o formato próprio do sistema GRAFCHAV e poderá ser editado em qualquer editor para MS-DOS. sem digitar a data. O arquivo de extensão .COP". O arquivo de seção transversal.RSM.SEC.5.2. é opcional e exclusivo para rodar o módulo CURVACHAVE. Para sair do GRAFCHAV para o sistema operacional do computador escolha [Sai do programa] e em seguida confirme respondendo sim ou não a [Deseja sair do programa?] no canto superior esquerdo da tela.[Sai do programa] Para os três primeiros módulos veja instruções 6.2. respectivamente. por exemplo) e as demais informações que constam dos resumos de medições de descarga de uma estação data da medição: (dd/mm/aa ) pressionando [ENTER]. 6. Nº da medição: é o número de ordem da medição dado pela entidade operadora da estação Cota (cm): . será atribuída 01/01/01.Arquivos de Resumos de Medições Com [Resumos de medições] será perguntado Cria novo arquivo ? sim não A) Respondendo sim uma janela solicitará Nome do arquivo (sem extensão) deve ser informado o diretório destino (caminho completo) e dado o nome do arquivo sem extensão. [Editor de dados] abre a janela com as opções: [Resumos de medições] [Seção Transversal] [Divisão por datas] [Junção de arquivos] [Menu Principal] (retorna à tela inicial) • .O MÓDULO EDITOR DE DADOS PARA CRIAR ARQUIVOS O módulo CURVA-CHAVE admite dois arquivos de entrada que se complementam: o de resumos de medições de descarga e outro de levantamento da seção transversal.2.DNAEE. O arquivo com os resumos de medições de descarga. O de extensão ..4 e 6. 6.3.COP ou .] apresenta os créditos do trabalho de elaboração e aprimoramento do sistema. de extensão .RSM é do tipo binário e só pode ser criado e alterado dentro do sistema MSDHD do DNAEE. é também o arquivo de entrada do módulo GRAFICOS. É um arquivo do tipo texto que pode ser editado em qualquer editor para MS-DOS.. de extensão . A opção [Sobre. sendo necessário apenas quando se deseja extrapolar a curva pelos métodos de STEVENS ou de MANNING.3 . o próprio programa acrescentará ".2. além de informar o número máximo de medições que poderão ser analisadas de uma só vez (total de 400) e a data da última revisão do programa. Com [ESC] retorna-se ao menu principal.

Quando se está criando o arquivo para uso somente com o módulo CURVA-CHAVE. pressionando-se somente [ENTER].5. para os dois campos. por exemplo) e as demais informações que constam dos levantamentos de seção transversal Nº do ponto: é automaticamente e em sequência atribuído pelo programa Distância (m): Cota (cm): Nos dois campos para correção deve ser usada [backspace] e para confirmação [ENTER]. Aperte [Esc] para acesso ao menu de edição que possibilitará: Incluir Avançar Voltar Editar Excluir (uma medição por vez) ou para finalizar Fim Confirmando gravação de arquivo sim ou não retornará ao menu principal. pois o próprio programa acrescentará ". Assim.1 para seleção de arquivo). Selecionado o arquivo tem-se a janela de edição indicando o nome do arquivo. B) Respondendo não a janela de seleção de arquivo será aberta (ver 2.DNAEE. Aperte [Esc] para acesso aos dados das medições e ao menu de edição que possibilitará: Incluir Avançar Voltar Editar Excluir (uma medição por vez) ou para finalizar Fim Confirmando gravação de arquivo sim ou não retornará ao menu principal. Aperte [Esc] para finalizar .Vazão (m3/s): Velocidade (m/s): Área (m²): Em todos os campos para correção deve ser usada [backspace] e para confirmação [ENTER]. Código da estação: (código da estação do SIH .SEC". • Arquivos de Seções Transversais Com [Seção Transversal] a janela de edição solicitará Nome do arquivo (sem extensão) deve ser informado o diretório destino e dado o nome do arquivo sem extensão.0. pode ser útil não digitar os valores de velocidade e área. automaticamente será atribuído o valor 0.

em um mesmo campo. • Selecionar Arquivo de Medições ]e[ ] para ativar o comando Com [Selecionar arquivo]. . todos com a extensão . percorrendo-se toda a "árvore" de diretórios. O arquivo será criado no diretório grafchav (corrente). Na primeira linha constará apenas o código da estação e nas demais. podemse obter os arquivos de extensão ". O formato é selecionado na parte inferior esquerda da janela aberta. Deve-se ter o cuidado de ao final do arquivo não deixar qualquer linha em branco e de salvá-lo com a extensão . Este procedimento evita a digitação dos dados da seção transversal.PRF". surgirá a janela exibindo os arquivos disponíveis no diretório corrente.Confirmando gravação de arquivo sim ou não retornará ao menu principal. com os dois valores separados por um espaço em branco. convertendo-os para texto. com dois cliques do mouse sobre os dois pontos (. [ENTER] para efetivar as opções e [ESC] para abandoná-las. ou CANCELA para retornar à tela anterior ([ESC] no uso sem mouse). os pares distância (m) x cota (cm). No menu principal à direita do vídeo têmse então: [Selecionar arquivo] [Dividir arquivo] [Sair] (retorna à tela inicial do GRAFCHAV ) É possível o acesso às funções sem uso do mouse através das teclas [ desejado. a tecla [Tab] para passar de um campo a outro.SEC. É possível alternar para qualquer diretório. através do programa CONVPERF do próprio MSDHD.O MÓDULO GRAFICOS PARA ANALISAR MEDIÇÕES DE DESCARGA LÍQUIDA O GRAFICOS possibilita a análise das medições de descarga líquida através da construção dos gráficos Cota x Vazão. No arquivo convertido do MSDHD os pares já se encontram neste formato. Na tela inicial selecione [ GRÁFICOS ] e em seguida [continua]. porém exige a edição do arquivo convertido deixando-o com o seguinte conteúdo: código distância cota ex: 40025000 0.0 700 1. de extensão ".SEC A edição do arquivo pode ser feita utilizando-se um editor para MS-DOS. Cota x Área e Cota x Velocidade. Seleciona-se o arquivo desejado com apenas um clique sobre o nome do mesmo (ou [ENTER] no uso sem mouse). 6. será necessário separá-los em arquivos distintos. com todas as medições de uma estação (até o máximo de 400 medições).COP ou . Alternativamente. .2. dispondo-se dos arquivos de perfil transversal do MSDHD. Na falta do mouse podem-se usar as setas para movimentação. Caso o arquivo original do MSDHD contenha mais de um levantamento. com extensão . Aciona-se: OK para efetivar a seleção ([ENTER] no uso sem mouse).SEC".5 550 . . tal qual se faz no papel.4 .) no lado direito superior da janela. um em cada linha. Oferece a opção de separar visualmente períodos com tendências distintas de comportamento.RSM. Para efetivar o comando pressione [Enter]. através da atribuição de cores aos respectivos conjuntos de pontos (medições).

de extensão . o programa não aceitará a divisão. que poderá estar no formato do MSDHD. Os arquivos serão criados em formato texto próprio do sistema e com extensão . que ao ser acionado ampliará o respectivo gráfico para ocupar toda a tela disponível. em sua ordem crescente de números (cronológica) utilize a tecla [ ].COP (mesmo que o arquivo original tenha o formato MSDHD). Os dados da medição apontada (número. fará os gráficos retornarem à escala decimal. ou para sua ordem inversa [ ]. Com a seleção do arquivo foram habilitadas as opções: [Impressão] [Colorir pontos] [Mudar cor do ponto] [Escala logarítmica] Com [Escala logarítmica] os gráficos se apresentarão em escala bilogarítmica. opção então habilitada no menu principal.COP). O cursor de tela se acende sobre a medição em cor diferente dos demais pontos (azul é o padrão). que será dada automaticamente no padrão do sistema (.1).• Dividir Arquivo A opção é interessante quando já se conhecem os períodos de mudanças da curva-chave.4. • Operação Efetivada a seleção de arquivo surgirão os gráficos das três funções: 1. área e velocidade) são informados no quadro à direita e à meia altura da tela. de extensão .RSM. Cota x Vazão 2. data. cota. A nova cor permanecerá ativa até que uma outra seja selecionada do mesmo modo. ou no formato texto próprio do sistema. Caso as datas limites não englobem um conjunto de medições (mais de uma em cada um). Não poderá ser usado para dividir arquivo com mais de 400 medições. Surge então a opção [Escala decimal] que. . Com [Mudar Cor do Ponto] será alterada a cor da medição apontada pelo cursor e das que forem apontadas em seguida. Selecionado o arquivo solicitam-se: Nº de períodos (o limite máximo de períodos é 99) 1ª data: dd/mm/aa 2ª data: dd/mm/aa (serão solicitadas as datas limites para cada período) Arquivo de saída: poderá conter todo o caminho de subdiretórios mas não deverá ter extensão. Cota x Velocidade Ao lado de cada gráfico há o botão [X]. para criar arquivos menores. Cota x Área 3.COP (ver 2. Para percorrer as medições. Ao ser acionada surge a janela para seleção do arquivo a ser dividido. uma a uma. vazão. se acionada. Para retornar à exibição dos três gráficos acione [Geral].

Em seguida à seleção do arquivo de resumos de medições. com as opções: Selecionar arquivo Digitar parâmetros Sair do programa (retorna à tela inicial) • Seleção dos Arquivos de Entrada [Seleciona arquivo] Só deverá ser escolhida com os arquivos de entrada já disponíveis. com dois cliques do mouse sobre os dois pontos (. ao se [voltar ao menu]. Será necessário informar o intervalo de seleção em cada caso: 1º valor (mínimo) 2º valor (máximo) Com [descolorir] todas as medições retornarão brancas.3).O MÓDULO CURVA-CHAVE Para sua adequada utilização é necessário estabelecer uma sequência de procedimentos. mantém-se a janela para a escolha do arquivo de seção transversal (*.2. anotando-se estas observações. a tecla [Tab] para passar de um campo a outro. Ao se executar CURVA-CHAVE. e então escolher o grupo de medições que serão coloridas por [período] ou faixas de valores de: [cotas].indicada na parte inferior esquerda). Para seleção do arquivo de resumos de medições (*. que guardará a última cor selecionada com [Mudar Cor].SEC . • Impressão Com [Impressão] é possível optar por cada um dos três gráficos por página: [cota x vazão] [cota x velocidade] [cota x área] ou pelos três na mesma página com [Geral] Há opções de impressora matricial laser (com [ESC] retorna-se ao menu) Se a impressora escolhida não estiver conectada. em um mesmo campo.) no lado direito superior da janela. percorrendo-se toda a árvore de diretórios. ou o azul padrão. [vazões] ou número de [medições]. Recomenda-se a utilização prévia do módulo GRAFICOS para conhecimento das datas de eventuais mudanças de tendência das medições e identificação das medições incorretas. surgirá a tela do "Menu Principal".RSM ou *. [ENTER] para efetivar as opções e [ESC] para abandoná-las.Com [Colorir pontos] deve-se primeiramente [Selecionar cor] diferente da cor vigente. É possível alternar para qualquer diretório. Seleciona-se o arquivo desejado com apenas um clique sobre o nome do mesmo. Em caso contrário será necessário primeiro criá-los.5 . .4. . Na falta do mouse podem-se usar as setas para movimentação. As opções [Mudar Cor do Ponto] e [Colorir pontos] oferecem muita flexibilidade para se executar o trabalho de identificação de tendências das medições e os períodos em que ocorreram as mudanças. o programa apresentará erro.1. (ou [ENTER] no uso sem mouse). em [Editor de dados] (veja instruções 2. 6. a menos do ponto corrente (cursor).COP) veja instruções 2.

quando já houver curva ajustada. A extrapolação poderá ser feita em etapa posterior à definição da curva para a faixa de cotas correspondentes às medições. à meia altura. ou CANCELA para retornar à tela anterior ([ESC] no uso sem mouse). A seleção do arquivo (*. na seqüência direta ou inversa de sua numeração. Do lado direito.SEC). vazão e. à esquerda da tela surgirão os gráficos da seção transversal (ao alto. Exclusão de pontos Curva-Chave Extrapolação Impressão Ajuste Manual No de trechos:1 Escalas Gráficas Divisão por períodos Medição ESC .Aciona-se: OK para efetivar a seleção ([ENTER] no uso sem mouse). .Movimentação do cursor de tela para apontar a medição desejada.o cursor irá para a medição de cota igual ou imediatamente superior ao valor informado para a 1ª cota). que contém apenas um levantamento da seção transversal. Na parte inferior da tela tem-se o menu com as principais funções do programa. Medição A setas permitem percorrer as medições. cota. Procura por: cota (Entre com a 1ª cota e a 2ª . se for o caso) e dos pares cota x vazão (embaixo ou ocupando toda a altura). uma a uma. • Definição da Curva-Chave Selecionados os arquivos de resumos de medição e o de seção transversal (opcional).Sair A) . têm-se os dados da medição sobre a qual o cursor (ponto em vermelho) se encontra. São indicados na tela os dados referentes à medição apontada: no. o desvio em relação à curva. só é necessária quando o objetivo é extrapolar a curva-chave pelos métodos de STEVENS ou de MANNING. data. Medição oferece as opções.

Exclusão de pontos por cotas (intervalo) 1ª cota: 2ª cota: Vazão (Serão excluídas as medições do intervalo de vazões definido por seus limites inferior e superior em m3/s). (intervalo) 1ª data: 2ª data: Cotas (Serão excluídas as medições do intervalo de cotas definido por seus limites inferior e superior . Período (Serão excluídas as medições do período definido por suas datas de início e final .no formato (01/02/84). Pode-se repetir a operação quantas vezes se queira. para que não influam na definição da equação. Exclusão de pontos por vazão (intervalo) 1ª vazão: 2ª vazão: . em seguida o cursor se posicionará sobre a medição de número imediatamente superior.Exclusão de pontos Exclusão de pontos Esta opção é usada para se excluir do conjunto as medições consideradas incorretas. Exclusão de pontos por datas.medição (digite o número da medição e em seguida [ENTER] para confirmar ou [ESC] para cancelar e retornar) B) . Exclusão de medição Ponto atual Período Cotas Vazão Medição Volta ao Menu Ponto atual Serve para excluir medições.em cm). Será feita a exclusão da medição que estiver sob o cursor de tela. uma por vez.

Para mais de um trecho veja instruções 3. Exclusão de pontos por medição (intervalo) 1ª medição: 2ª medição: Para reconsiderar as medições excluídas.Número de trechos (estágios de cotas) da curva-chave No de trechos: 1 (padrão) deve ser mantido 1 no caso mais simples ou em uma primeira aproximação. No caso mais simples. pode-se retornar ao "Menu principal" e recomeçar todo o procedimento desde a seleção de arquivo.1. D) .Medição (Serão excluídas as medições de números compreendidos no intervalo definido pelos limites inferior e superior). com apenas um período. escolhe-se ajuste por cotas. Com No de trechos: 1 será solicitado Digite o valor inicial de aproximação de h (em centímetros) _ [ENTER] confirma [ESC] cancela 0 Menor cota: é informado o valor em cm da medição mais baixa para escolha adequada do valor de h0 Cota de Fundo: (quando há arquivo de seção transversal) Caso seja informado um valor superior ao da menor cota surgirá a mensagem Cota inválida!! Clicando-se ok será possível informar um novo valor Em seguida será definida uma equação matemática do tipo: Q = k ∗ ( h − h0) m com seus parâmetros apresentados do lado direito superior da tela. C) .1.Curva-chave Para defini-la aciona-se Curva-Chave podendo-se escolher: Ajuste por: cotas datas Volta ao Menu [ENTER] confirma [ESC] cancela A opção datas é detalhada em 3.2. .

Seção quando houver.1.Atributos do Gráfico A opção Escalas Gráficas oferece as funções: Alteração de escala gráfica Escala: LOG (ou DEC) Grid: OFF Fundo: prt Voltar ao menu Voltar ao menu faz retornar à tela anterior. • As "Escalas Gráficas" . decimal) e LOG (logarítmica) para Escala. quanto mais próximo de 1. . menores são os desvios entre os valores medidos de vazão e os calculados pela equação. medições e curva Em disco (relatório) é solicitado o nome do arquivo de saída (caminho completo nome e extensão) OK para confirmar e CANCELA para retornar à tela anterior Há opção de impressora Epson Laser (com [ESC] volta-se ao menu) Escolha orientação do papel : Retrato Paisagem Confirma impressão do gráfico? sim não Prepare a impressora OK Se a impressora escolhida não estiver conectada. Grid (ON) • linhas verticais e horizontais originadas na graduação dos eixos Impressão .3). DEC (linear.O valor de r (coeficiente de correlação) informa sobre a qualidade do ajuste da equação. para Grid. Surge então uma janela com Ponto obrigatório ?sim não Deve ser respondido não para curva com uma só tendência (ver 3.Relatório e Gráficos Pode-se optar pela impressão de: Medições Extrapolação Medições excluídas Parâmetros . prt (preto) e azul para o Fundo do gráfico. As outras funções apresentam apenas dois estados: ON e OFF.Curva Parâmetros . o programa apresentará erro.Seção Gráfico . clique ok na pequena janela ao centro da tela. Para ver desenhada a curva na tela. A alternância para o estado oposto se faz com um clique do mouse ou [ENTER] sobre a função.

OPERAÇÕES COMPLEMENTARES 6. sugeridos como padrão para início do 2º e 3º trechos. será possível definir equações distintas para até três períodos dentro de um mesmo arquivo de medições. Com Ajuste por: datas Entre com o número de períodos ___ deverá ser 1. com mais outro retornará a 1.5.3 .1 . para que a curva como um todo seja contínua. com mais outro passará a 3. definidos pela cota a partir da qual se deseja a mudança. em seguida digite o valor desejado e tecle [ENTER]) e ainda Entre com um valor para o início do 3º trecho da curva (se No de trechos: 3) Padrão: 709 (mesmo procedimento de substituição) Os valores.3). correspondem respectivamente a 1/3 e 2/3 da amplitude de cotas.Em Um Mesmo Arquivo As medições poderão se apresentar grupadas segundo tendências distintas.5. quando houver. 2 ou 3 Período nº 1 1ª data: dd/mm/aa (mais cedo) 2ª data: dd/mm/aa (mais tarde) O mesmo procedimento deverá ocorrer para o Período nº2 e Período nº 3.1. nesse caso.D para ajuste da curva.A CURVA CHAVE EM MAIS DE UM ESTÁGIO E DIFERENTES PERÍODOS DE VALIDADE Na maioria das aplicações as medições apresentarão tendências distintas para diversos períodos ou ainda mudanças ao longo da faixa de variação de níveis d'água. servindo apenas como exemplos. Deve-se primeiramente alterar No de trechos: 1 com um clique do mouse sobre a opção. Não é possível ajustar simultaneamente a curva com mais de um trecho de cotas e mais de um período para um mesmo arquivo.6. O “ponto obrigatório” poderá ser usado. para diversos períodos. Em seguida se escolhe Curva-Chave e será solicitado Entre com um valor para o início do 2º trecho da curva (se No de trechos: 2 ou 3) Padrão: 209 (para substituir o valor sugerido use [backspace] apagando-o. Os trechos deverão concordar em seus extremos. • Divisão Por Estágios De Cotas É possível estabelecer até três equações distintas para três trechos da curva. É então solicitado um valor para H0 e deverá se repetir a seqüência apresentada em 2. para forçar o encontro das curvas (ver instruções 3. Assim para divisão por datas deverá ser mantido Número de trechos: 1. passará a 2. • O "Ponto Obrigatório" .D para ajuste da curva.3. É então solicitado um valor para H0 e deverá se repetir a seqüência de 2. • Divisão Por Períodos .2. Havendo a identificação das datas de início e final destes períodos.2.

para que as diversas tendências se encontrem em cotas mais altas. imediatamente anterior à data de mudança de tendência das medições. A cada tentativa somente será considerado o último ponto informado. Sua utilidade torna-se mais significativa quando se têm diversas equações para a curva-chave. Isto significa considerar que a calha do rio (seção) se alterou daquela cota (nível d'água atingido pela cheia) para baixo. no extremo superior. A cota associada a este pico deverá ser o ponto de encontro. especificando-se os valores de cota e vazão.É um artifício usado para forçar a curva a passar por um ponto determinado. As opções para seleção do ponto obrigatório continuam na tela para sucessivos ajustes se necessários. Equivale a criar um ponto confirmado por N (="número de repetições") medições realizadas. . correspondendo cada uma a um período. Este ponto de encontro pode ser identificado procurando-se o pico de cheia. Ponto obrigatório Resposta usual no caso de uma só tendência das medições: não Resposta usual no caso de mais de uma tendência das medições: sim Passagem por ponto obrigatório Digita Ponto No de repetições Retraçar curva Voltar ao Menu Digita Ponto digitar valores para cota:(cm) vazão:(m3/s) confirmando-os sim não em seguida deve-se escolher No de repetições para 1 o trecho No de repetições 1 o trecho Pontos no trecho:158 (informado para orientação) Pode-se escolher No de repetições para todos os trechos. um novo ajuste será feito considerando-se o ponto digitado. Acima daquela cota (onde a cheia não alcançou) as características da seção permaneceram como antes e portanto o trecho da curva-chave se manteve. As repetições funcionam como peso no Método dos Mínimos Quadrados. Com Retraçar a curva.

4. 6. A alternativa pode ser valiosa nos casos em que há muitas mudanças de tendências das medições e poucas medições para caracterizar cada período.O AJUSTE MANUAL Atenderá aos casos em que o ajuste automático não resultou satisfatório.• Divisão Por Datas . Deve-se partir para a extrapolação com as equações já definidas para a faixa de cotas das medições. • Fixando os Três Parâmetros h0.3.5. m influirá mais sensivelmente sobre a sua curvatura e h0 mais sobre a sua inclinação.2). STEVENS. k e m.EXTRAPOLAÇÃO DA RELAÇÃO COTA-VAZÃO O CURVA-CHAVE permite a extrapolação. que encontrará seus valores ótimos. observando a sensibilidade da curva ao valor de h0. perímetro molhado e raio hidráulico. isto é. • Fixando o h0 O valor informado será fixado e o cálculo dos demais parâmetros será automático pelo método dos mínimos quadrados.1). e MANNING se utilizam do levantamento da seção transversal do curso d'água na seção de réguas. ou o programa informará: Não há curva traçada !! Há duas possibilidades de ajuste manual: fixando o h0 ou fixando os três parâmetros h0. dentro do próprio programa CURVA-CHAVE na opção Divisão por datas que é idêntico a Dividir arquivo do módulo GRÁFICOS(ver instruções 2. É necessário efetivar um ajuste automático prévio. e MANNING.SEC correspondente à estação (ver 2. ou ainda para se avaliar uma curva já definida frente a novas medições realizadas. Para qualquer dos dois deverá ter sido previamente selecionado o arquivo de seção *. observando a sensibilidade da curva ao valor de cada parâmetro isoladamente. É possível obter o ajuste ideal por tentativas.3.3 .2 . Os métodos STEVENS. Com EXTRAPOLAÇÃO surgem as opções Logarítmico Volta ao Menu quando não há arquivo de seção transversal selecionado ou Logarítmico Stevens Manning Volta ao Menu quando há arquivo de seção transversal selecionado • O Método LOGARÍTMICO . para adequar os valores dos parâmetros da equação e os desvios resultantes. O parâmetro k deverá transladar lateralmente a curva. k e m O programa desenhará a curva e calculará os desvios relativos às medições.Resultando Vários Arquivos de Medições A limitação de três períodos de datas com apenas um trecho de cotas pode ser contornada separando o arquivo em quantos forem necessários. por três métodos: LOGARÍTMICO. É possível obter o ajuste ideal por tentativas. para cotas altas. 6. alterando-se um por vez. para cálculo de seus parâmetros hidráulicos: área.

1). 6. entre a da medição mais alta e a de extrapolação fornecida pelo usuário. que é do tipo Q = k ∗ ( h − h0) m . mudar para escala logarítmica e assim avaliar o trecho superior da curva ajustada pelo programa.4 .I 1 2 (ver 1. no gráfico cota x vazão e ainda o gráfico de seção transversal (opcional) .PARA DESENHAR A CURVA-CHAVE A opção permite que se desenhem curvas previamente definidas. na tentativa de se obter a linearidade do trecho em escala logarítmica. Caso o trecho se apresente com curvatura. quanto à sua linearização.O método não utiliza os parâmetros hidráulicos da seção transversal e portanto dispensa a seleção do arquivo de seção transversal. O valor a ser informado poderá ser o da cota máxima observada nas leituras de régua do período em análise. para o trecho conhecido da curva . sem exibir. • O Método de MANNING É solicitada a cota máxima para extrapolação com a cota da medição mais alta exibida na tela. as curvas h x AR 1/2 e A1/2 x Q para os pontos medidos. será necessário utilizar o Ajuste manual fixando-se um novo valor para h0. A tabela apresenta as vazões para dez pontos de cotas intermediárias. através da opção "Escalas gráficas". Em seguida o programa calcula Q para dez valores de cotas entre a medição mais alta e a cota de extrapolação. • O Método de STEVENS É solicitada a cota máxima para extrapolação com a cota da medição mais alta exibida na tela. a partir da tendência exibida. para dez pontos intermediários entre a cota máxima de medição e a cota de extrapolação.R 2 3 . a curva-chave é redesenhada com o trecho extrapolado exibido em cor diferente da adotada em sua parte inferior. ____ digitar o valor (em cm) e [ENTER] É baseado na fórmula de Manning 1 A.1). É solicitada a cota máxima para extrapolação. ____ digitar o valor (em cm) e [ENTER] É exibida na tela a tabela de vazões extrapoladas.a partir da n Q= velocidade (v) e do raio hidráulico (R) calculados para as diversas cotas. calculadas através da equação definida para o trecho superior da curva-chave. O procedimento poderá ser repetido. Para verificação da aplicabilidade da equação. É solicitado então informar o valor de K para as cotas altas. exibindoos na tela. fazendo a comunicação entre elas e fornecendo os valores de vazão. pode-se. Obtido um novo ajuste deve-se solicitar Extrapolação e em seguida Logaritmico para se ter o trecho extrapolado. através da informação de seus três parâmetros (h0. A curva-chave é redesenhada com o trecho extrapolado exibido em cor diferente da adotada em sua parte inferior. ____ digitar o valor (em cm) e [ENTER] O método é originalmente gráfico e se baseia na fórmula de Chezy (ver 1. n 1 1/2 O programa determina os valores de K ( I = cte = K ). Pressionando-se uma tecla qualquer.DIGITA PARÂMETROS . k e m). e plota os pontos h x K.3. sendo exibida na tela a cota da medição mais alta. e portanto do método. obtendo-se novos valores para os parâmetros k e m. O programa constrói. A curva-chave é desenhada com o trecho extrapolado exibido em cor diferente da adotada em sua parte inferior.

1 APLICABILIDADE DO MÓDULO CURVA-CHAVE A metodologia utilizada no CURVA-CHAVE é aplicável aos casos em que se considera unívoca e permanente a relação cota-vazão. Maior cota : (cm) Menor cota : (cm) H0 : (cm) K: m: Se desejar incluir seção transversal a janela de seleção será aberta para a escolha do arquivo (*. discriminadas a seguir: .1 – APRESENTAÇÃO Este trabalho foi realizado pelo engenheiro Afonso Kalil da Divisão de Hidrologia Aplicada do Departamento de Hidrologia . dividindo-o. Partindo-se do arquivo . 6.SEC).PLANILHA DE CÁLCULO q7. Nº de trechos: e Divisão por datas.RSM será necessário convertê-lo no sistema MSDHD e depois editá-lo em editor para MS-DOS. Para superar esta restrição será necessário editar o arquivo e dividí-lo em outros de até 400 medições.DEHID.2 – DESCRIÇÃO DO MODELO A planilha eletrônica.RESTRIÇÕES DE USO 6. da enchente para a vazante. Será válida quando: a variação da linha d'água.TAMANHO DO ARQUIVO DE ENTRADA O GRAFCHAV pode aceitar no máximo um conjunto de 400 medições por arquivo. houver controle definido. VAZÕES MÍNIMAS . contém 4 folhas de tabelas e 1 folha de gráfico. O Menu apresentará desabilitadas as opções Curva-Chave. 6.Nº de trechos ____ (até 3 estágios de cotas ou períodos de datas).COP FEVEREIRO/1999 7. 1998) e aos ajustes de distribuições e intervalos de confiança. 7. o programa não apresentará resultados válidos. Ultrapassando-se este limite.4.2 .10 7. e salvando-o com extensão . O modelo de planilha eletrônica desenvolvido para cálculo de vazões mínimas está sendo refinado. colocando-o em formato adequado (próprio do Sistema GRAFCHAVE). no formato MS Excel 97.4. for desprezível se comparada à precisão do método de medição de vazão. especialmente quanto à inserção automatizada dos dados de entrada (interface de comunicação com o Microssistema de Dados Hidrometeorológicos – MSDHD (ANEEL. visando à uma versão mais completa e robusta. uma vez que se fundamenta na equação de Manning para o escoamento uniforme e admite a regularidade da seção transversal. 4 . e a seção for regular e estável durante o período considerado.

1977. 4. a primeira é a data e a segunda a vazão média diária). 1979 e Lanna. 4.10 ajustado por Gumbel e Weibull foi calculado em 71. I e J de Plan1 (Kite. os DMQs e CORRs são calculados (q. O ajuste na folha Weibull precisa do cálculo do coeficiente de assimetria amostral. 1997). 1997).3 – UTILIZAÇÃO A base de dados necessária para o trabalho consiste nas séries históricas de vazões diárias. Na folha DMQ e Resumo. A planilha permite que sejam descartados pares de valores (TR. 5. DMQ e Resumo . 1997).apresenta um resumo de estatísticas extremas da série histórica de vazões (máximo.v. 1977. sendo as colunas D e E para este ajuste mais refinado. mas cada ajuste substitui o anterior. ajustados para posições de locação de acordo com o critério desejado pelo operador (via ferramenta de cenários). Além do coeficiente de assimetria amostral. com 52 anos no histórico.4 – DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Um exemplo é demonstrado. 1979 e Lanna. Calcular as médias móveis de sete dias na coluna C e os seus mínimos anuais na coluna D. A folha gráfica serve como apoio aos procedimentos de ajustes. a média e o desvio padrão (Kite. Nas colunas E. 2. Gumbel . O ajuste na folha Gumbel faz-se pelas variáveis x e s . 5. capturados automaticamente das respectivas folhas. Weibull . A formulação de posições de locação adotada foi a de Cunnanne. Chow et al. 1. Haan. F e G são listados os valores da coluna D de maneira mais prática para o trabalho. um quadro com o cálculo de desvios médios quadráticos (DMQ) e coeficientes de correlação (CORR) entre a amostra e os ajustes. adaptada para trabalhar com mínimos. 1997).calcula o ajuste dos mínimos pela distribuição de Weibull. utiliza-se. assumindo-se pequenas amostras como o caso geral. Importar a série de vazões para as colunas A e B de Plan1. A planilha permite que sejam descartados pares de valores (TR. Haan.vdd (ASCII duas colunas. O q7. estação Queluz. q7) conforme a habilidade e sensibilidade estatística e hidrológica do operador (Lanna. por Gumbel e Weibull e o resumo dos ajustes para diversos períodos de retorno (TR). 2. Nas colunas H.4 e 70. 7. Q7-min .dsc (MSDHD) para o formato *. convertidas do formato *. 3.0 . média e mínimo). sendo default a formulação de Cunnanne (Cunnanne. Introdução) e também são listados os melhores ajustes conseguidos para Gumbel e Weibull. q7) conforme a habilidade e sensibilidade estatística e hidrológica do operador (Lanna.calcula o ajuste dos mínimos pela distribuição de Gumbel. nas colunas H. I e J classificam-se estes valores. I e J. 3. também.realiza os cálculos dos q7 anuais (mínimos das médias móveis de sete dias). 7. 1997). 1988 e Lanna.. obtidos das colunas H. rio Paraíba do Sul. listando-os e classificando-os para que seja possível o cálculo de suas posições de locação.. 1978.1. código 58235000.gráfico do ajuste de q7 = q7 (TR). respectivamente média e desvio padrão amostrais. Plan1 . mas 49 aptos para análise (sem lacunas maiores que 13 dias).

que se mostra fundamental no trecho inferior da curva (longos períodos de recorrência). razoavelmente próximos. . seja Gumbel ou Weibull. desvio padrão e assimetria) permitem esta adaptação à configuração curvilínea da amostra. no espectro de períodos de retorno entre 2 e 1000 anos. Os três parâmetros da distribuição Weibull (média. verificou-se uma proximidade muito grande entre os dois ajustes para o q7.10 . Para 33 estações analisadas na bacia do rio Paraíba do Sul. Observa-se. o ajuste por Weibull se mostrou mais adequado em todas as estações. entretanto. que para longos períodos de retorno.m3/s. sendo a de Weibull mais próxima dos dados. Contudo. há um distanciamento considerável das distribuições.

75 x12 Pela Tabela 7. Assim: v máx = 1. o canal seria estável se fosse revestido com pedras de 10 a 15 cm. • Definição da geometria do canal.1 = 1.1 para a correção da velocidade admissível no canal (tendo em conta o tirante de 1.ANEXO 2 . admite-se v máx = 1. Daí: b= 30 − 0.EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTOS DIVERSOS CANAL LATERAL COM SOLEIRA VERTEDOURA AO FINAL I ) Dimensionar um canal extravasor lateral com soleira vertedoura ao final. estudar-se-ia o aumento da lâmina prevista para o canal.9 m é adequada para o canal sem revestimento. pode-se fixar m = 0.5 m.75 x1. Experimenta-se então um hmáx = 1.75 x1 = 16.6 tem-se o valor de 1. .5. Da Tabela 7.79m / s 1x10 + 0.9m 1.87 x1. Assim.1. admitindo-se que a largura máxima seja 10 m. v' máx = Q máx hmáx b'+ mh 2 máx = 30 = 2. com grande quantidade de argila.4.5 m).7 x1 b = 16. a largura de fundo Supondo-se que a largura calculada.1.5 Observa-se assim que o canal com 10 m de largura e tirante de 1. considerando-se Daí: hmáx = 1 m.75 Da Tabela 7. Como alternativa pode-se verificar as condições de funcionamento do canal com largura de 10 m e tirante máximo de 1 m.6 = 10m 1.5. Da Tabela 7.5 m atende às condições de estabilidade do material de fundo.5 = 9. por exemplo.87m / s .7 m/s b= Q máx − mhmáx v máx hmáx b= 30 − 0. seja excessiva e. em função dos aspectos topográficos locais.1. • Proteção do canal de restituição das águas vertidas ao rio. dados: Q máx = 30m 3 / s material do local: solo muito compactado.7 x1.1.

05 m e o canal terá o tirante máximo igual a: hmáx = p + hsol = 0. nesse caso. dimensiona-se a soleira afogadora ao final h sol ⎛Q ⎞ = ⎜ máx ⎟ ⎝ 1.5hsol = 2. ter-se-ia que recalcular o canal extravasor.5.Supondo-se que se adote a solução do canal extravasor: Altura d’água sobre a soleira: b = 10 m.46 = 3.7b ⎠ 2/3 ⎛ 30 ⎞ =⎜ ⎟ ⎝ 1.1.05m / s h sol b 1.65m Velocidade de escoamento sobre a soleira: v sol = Q máx 30 = = 2. verifica-se que o material adequado para construção da soleira é cascalho grosso com diâmetro de 40 a 75 mm. Note-se que.96m Extensão da soleira: L sol = 2.04m Adota-se o valor mínimo p = 0.46 = 1. . partindo-se de hmáx = 1.46m Altura da soleira: p = hmáx − hsol = 1.7 x10 ⎠ 2/3 = 1.46 = 0.46 x10 Pela Tabela 7.96 m. hmáx = 1.50 − 1.5 m.50 + 1.5 x1.

86 cm A = 0.044 m (ver Exemplo VI) Perda de carga na entrada da tubulação adutora .97 s > 3s (6s ) gH 9.012 m (ver Exemplo VI) Perda de carga nas grades da tomada d’água h g = 0.0 m3/s ver Exemplo VI Cálculo da velocidade da água no interior da tubulação: Diâmetro interno Área interna D = 109.76 cm) e = 3/8” (9.CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO II ) Verificar a necessidade da instalação de uma chaminé de equilíbrio em um aproveitamento hidrelétrico com as seguintes características: Tomada d’água: igual à descrita no Exemplo VI Tubulação forçada: Diâmetro nominal Dn = 44” (111.6 > 5 H 25 th = e vL 3.0 = = 3.165 x540 = = 6. Perda de carga inicial na tomada d’água hi = 0. Dimensionamento da chaminé de equilíbrio: Supõe-se a instalação dessa chaminé de equilíbrio no ponto da tubulação distante 500 m da tomada d’água e a 40 m da casa de máquinas.9479 Verificação da necessidade da chaminé de equilíbrio: L 540 = = 21.81x 25 o que mostra haver necessidade da instalação de uma chaminé de equilíbrio.165m / s A 0.9479 m2 v= Q 3.52 mm) Espessura da parede Comprimento total Altura de queda bruta Descarga de projeto L = 540 m H = 25 m ver Exemplo VI Q = 3. • Determinação das perdas de carga no sistema adutor a montante da chaminé de equilíbrio.

044 + 0.00m πDc2 π4.046m resultado Para esse diâmetro.020 + 3.861.288m 2 2 g ( H m − ht )ht 2 x9.165 = 4.1651.40 3.32 x v 1.81 Perda de carga por atrito na tubulação adutora a montante da chaminé de equilíbrio Para paredes lisas: K a = 0.408)3.012 + 0.04 = 0.81 (25 − 3.020m 2g 2 x9.9 x0.5664m 2 4 4 . o NA do reservatório não varia e: H m = H = 25.9 x0.00 2 Ac = = = 12.0m Ac = Lc At 3.1 Para paredes ásperas: K a = 0.1 3.9479 v2 x = x = 3.044 + 0.408 Dc = 2. por motivo econômico ou para tornar a sua construção mais fácil.165 2 500 x0.5 = 3.5 km ha = JLc = 410 K a ha = 410 x0.020 + 4. a altura da chaminé de equilíbrio será: H c = 19.165 2 v2 = 0.32 Lc = 500 m = 0.012 + 0.241 m Com tubulação de paredes ásperas: ht' = hi + h g + he + ha = 0.332 = 4. majorando-se o diâmetro interno seja: Dc Dc = 4.62m Com a finalidade de reduzir a altura da chaminé de equilíbrio.332m 109. pode-se aumentar a área da seção transversal da mesma.9 Lc D 1.165m 109.241 m • Determinação da área mínima interna da seção transversal Supondo o aproveitamento “a fio d’água”.he = k e 3.1 h' a = J ' Lc = 410 x0.40 x Perda total de carga no sistema adutor Com tubulação de paredes lisas: ht = hi + h g + he + ha = 0.1651.861.5 = 4.

14m Depleção consecutiva da água após a elevação máxima para um fechamento de 100%. • Cálculo da altura da chaminé de equilíbrio ' H c = YE + y E + YD + y D + YR H c = 4.21m gAc 9.797 ' ' YD = z d Yd = 0.0 + 0 = 11.21 = 4.241 = = 0. Entrando-se com k '= 0.21 Ye 2 1 z e = 1 − k + k 2 = 0.408 = = 0.13 ou na Figura 7.21 = 2.683 6. considerando as perdas de carga: k'= ht' 4.32.1.14 + 1.09m .549 6. considerando as perdas de carga: Ye = Yd = v k= At Lc 0.• Determinação da oscilação da água no interior da chaminé de equilíbrio Elevação máxima da água. para um fechamento de 100%.9479 x500 = 3.95 + 1.1.0 + 4.5664 ht 3.667 3 9 Ye = z eYe = 0.1.21 Yd k ' = 0.797 x6.683 na Tabela 7.21 = 4.165 = 6.386 YD = z d Yd = 0.40m Depleção decorrente da abertura parcial de 50% a 100% do dispositivo de fechamento.386 x6.683 na Tabela 7.95m que identifica a depleção ' YD com abertura parcial de 50% a 100% como mais favorável que a depleção YD logo após a elevação com fechamento 100%. encontra-se ' z d = 0.33.14 ou na Figura 7.667 x6.81x12. encontra-se Entrando-se com z d = 0.1.

15 = 0.1.32 x0.9 1. IV )Verificar a espessura de parede da tubulação forçada apresentada no Exemplo VI.77 = 92cm H 8 • Verificação da velocidade A velocidade da água no interior será: v= Q 4 x1 = = 1.50m / s .1 921.CONDUTO FORÇADO III ) Determinar o diâmetro econômico de uma tubulação de aço que opera dentro das seguintes condições: Descarga máxima Queda bruta Comprimento Q = 1m 3 / s H = 8m L = 150m = 0. aceitável.9 L = 410 x0.92 2 A = área interna da seção transversal da tubulação A velocidade de 1. onde A 3.0m L = 40.15km • Cálculo do diâmetro econômico Aplicando-se a fórmula de Bondschu simplificada. • Verificação da perda de carga Pela fórmula de Scobey.1 que eqüivale a uma perda de carga percentual de 4% da queda bruta. tem-se: ha = 410 K a v 1. portanto. Dados colhidos do Exemplo VI: Queda bruta do aproveitamento Comprimento da tubulação forçada Diâmetro interno da tubulação forçada Velocidade da água no interior da tubulação forçada Deduzidas as perdas ' hi' .7mm v = 4.501. sabendo-se que o tempo de fechamento para a turbina é de 6 segundos.15 .29m D 1.50 m/s é menor que a máxima admissível (Tabela 7.0m D = 901.77 Q3 13 = 123.70m / s e ' ha relativas ao canal de adução.1416 x0. hg H = 25. tem-se: De = 123.5 m/s) e. a queda bruta em relação ao NA da câmara de carga da tubulação forçada será: .

5 deve ser calculado o diâmetro da tubulação de aeração para prevenção do colapso. conclui-se que a espessura mínima permissível de 6.47 1 0. De acordo com a metodologia apresentada no item 7.8.619 + 3.422m − hs = 22. ⎛e⎞ p c = 882.325 = 24.9% H 1 = −5. Substituindo-se Z2 na θ + hs = 13.13mm 2 x1400 x0.1.35 mm (1/4”) foi adotada corretamente para a espessura de parede da tubulação forçada no Exemplo VII.619m Cálculo da sobrepressão e depressão para t = 6s : ρ vL 4.130 θ gH 1t 9.52mm 400 400 e e Espessura mínima: emin = Pelos valores encontrados para emin .041m pi = 28.4 com parâmetro equação de hs (item 7.1.3082 = 10cm .9% de de H 1 = +3.041tf / m 2 = 2.0 − 0. encontra-se Z2.7 + 1.7mm de coluna d’água σ f = 1400kgf / cm 2 k f = 0.638m Cálculo da espessura de parede da tubulação forçada e= pi D + es 2σ f k f onde: pi = H 1 + hs = 24.422 = 28.804 x901. Adota-se tubo de 10 cm de diâmetro ou 4”.804kgf / cm 2 D = 901.130 .1.012 − 0.47 Q pc = 7.619 x6 Entrando-se no gráfico da Fig. .b) encontra-se: Sobrepressão: Depressão: ρ = 0.8 D + 508 901.81x 24. 7.3.044 − 0.70 x 40 = = = 0.7 + 508 = = 3.500⎜ ⎟ = 0.00mm e= 2.3082kgf / cm 2 ⎝D⎠ O diâmetro da tubulação de aeração será de: 3 d = 7.00 = 2.H 1 = 25.8 e1 = 1.

00m 2 P = 3 + 2 x 2 1 + 1.21m A 12 = = 1.175m P 10. temos conhecidos os seguintes elementos básicos: L = 400m = 0.00 m e uma descarga de 14.72 x0. inclinação das paredes de 1 vertical e 1. apresentando as seguintes dimensões: Tomada d’água do canal Grade constituída com barras de ferro redondas.40 = = 1.40m 3 / s m = 1.025 (caixa do canal em terra) Q = 14.5 x 2) = 12.21 Rh = Calculando-se a velocidade da água no canal. cobrindo uma área bruta de 1. sabendo-se que a unidade turbogeradora é alimentada por um sistema adutor constituído de um canal entre a barragem e a câmara de carga e de uma tubulação forçada em aço alimentando uma única unidade geradora.0 m de largura. inclinadas de 85 em relação ao piso da tomada d’água. 3/8” diâmetro.00 m de largura no fundo.288m VI)Determinar a potência a ser instalada em um aproveitamento hidrelétrico com 25 m queda bruta e uma descarga de projeto de 3 m3/s. com seção transversal trapezoidal.5 horizontal e onde a água flui com uma profundidade de 2.4km b = 3. espaçadas de 30 mm.0 m de altura x 2.72m / km A perda de carga será: ha = JL = 0. e utilizando-se as fórmulas de Chézy e Ganguillet e Kutter determina- J = 0.4 = 0.4 m3/s. 0 . QUEDA LÍQUIDA E POTÊNCIA INSTALADA V ) Qual a perda de carga por atrito em um canal com 400 m de comprimento. tendo 3. tem-se: v= Q 14.00m n = 0. Solução: De acordo com o enunciado do problema.5 2 = 10.5 Área da seção molhada: Perímetro molhado: Raio hidráulico: A = 2(3 + 1.PERDA DE CARGA.20m / s A 12 v e Com os parâmetros se Rh e n .00m h = 2. escavado em terra. entre a câmara de carga e a casa de máquinas.

diâmetro nominal 36” (91.10 Perda de carga na grade ⎛e h = Kg ⎜ 1 ⎜e ⎝ 2 ' g ⎞ v2 ⎟ sen θ1 ⎟ 2g ⎠ Q = 3. inclinadas de 900 em relação ao piso da tomada d’água.5m / s Ag 2.0 m de altura x 1.0115m 2 x9.635 m) e 40 m de comprimento.0 e1 = 9. 500 m de comprimento e com curvas suaves.5m / s A 2.0m 3 / s A = 1x 2 = 2.0m 2 v= Q 3. com área útil de 1.0 m de altura x 2. espessura de parede 1/4” (0.0m 2 θ1 = 85 0 vg = Q 3. cobrindo uma área bruta de 2.0 = = 1.0 = = 1. de seção retangular 10 mm x 60 mm.0 m de largura.81 Perda de carga • hi' = 0.5 2 = 0. na câmara de carga Grade construída com barras de ferro com arestas vivas.10 Descarga Área de escoamento Velocidade da água Q = 3.0m 3 / s A = 1x 2 = 2.44 cm externo). seção retangular uniforme. Tomada d’água da tubulação forçada. Boca da tubulação forçada em forma de campânula Tubulação forçada Construída em chapa de aço soldada.Canal Em concreto. com acabamento de argamassa de cimento na proporção 1:3. espaçadas de 35 mm.0 1. Cálculo das perdas de carga no sistema adutor Perda de carga na tomada d’água do canal • Perda de carga inicial hi' = k i v2 2g k i = 0.5 m de largura.53mm (3/8”) 4 3 Descarga Área bruta da grade Inclinação da grade Velocidade da água a montante da grade Espessuras das barras (diâmetro) .

53 ⎞ 3 h = 1.011 C= = 83.5 x0.0 Rh = Calculando-se a velocidade da água no canal.62 ⎝ 30 ⎠ ' g 4 Perda de carga no canal • Perda de carga por atrito Dados: L = 500m = 0.00065 ⎠ 0.5m P 4.Espaçamento entre barras e2 = 30mm K g = 1. tem-se: v= Q 3.2.0 + 2 x1.316 0.00065 = 1.316 0.00065 0.0m n = 0.325m Verificação: Aplicando a fórmula de Ganguillet e Kutter.00155 ⎞ 1+ ⎜ 23 + ⎟ 0.79⎜ = 0.62 Perda de carga 1.1.011 (revestimento com argamassa de cimento 1:3) Q = 3.502m .0 J = 0.011 ⎛ 0.5 ⎝ 23 + Levando o valor C à fórmula de Chezy: v = 83. temos: 0.0 = 2.00m 2 P = 2.0m A 2.5 = 0.0 = = 0.00155 1 + 0.50m / s A 2.65 m/km tem-se: Adotando-se uma declividade ha = JL = 0. o que comprova que a declividade adotada é adequada.996 2 g = 2 x9. sen θ1 = sen 85 0 = 0.65 x0.0 = = 1.044m ⎟ 0.79 ver Tabela 7.81 = 19.5 2 ⎛ 9.0m b = 2.5km h = 1.0m 3 / s Área da seção molhada: Perímetro molhado: Raio hidráulico: A = 1.0 = 4.996 19. Perda de carga na tomada d’água da tubulação forçada .0 x 2.

0m 2 v= Q 3.2.0m 2 vg = Q 3.0 2 = 0.81 = 19.81 Perda de carga • hi'' = 0.44 − 2 x0.023m 19.635 = 90.0m / s Ag 3.0m 3 / s .0 = = 1.005m 2 x9.0m 3 / s A = 2.em forma de campânula K e = 0.0m / s A 3.000 2 g = 2 x9.62 ⎝ 35 ⎠ 4 • Perda de carga na entrada da tubulação forçada v2 he = K e 2g Descarga Q = 3.1 .ver Figura 7.5 = 3.0 = = 1. sen θ1 = sen 90 0 = 1.0 x1.04 Diâmetro interno da tubulação D = 91.0 1.0m 3 / s Ag = 2.0 = 0.10 Perda de carga na grade ⎛e ' hg' = K g ⎜ 1 ⎜e ⎝ 2 Descarga ⎞3 v2 ⎟ sen θ1 ⎟ 2g ⎠ Q = 3.42 ver Tabela 7.0 e1 = 10mm e2 = 35mm 4 Área bruta da grade Velocidade da água a montante da grade Espessuras das barras (diâmetro) Espaçamento entre barras K g = 2.62 Perda de carga 1.2.42⎜ ⎟ 1.0 2 ⎛ 10 ⎞ 3 ' hg' = 2.1.5 = 3.• Perda de carga inicial hi'' = k i v2 2g Descarga Área de escoamento Velocidade da água Q = 3.17cm .0 x1.

553m / km 141.012 + 0. Cálculo da queda líquida sabendo-se que: que representa 4.045 + 0.tubulação nova em chapas de aço soldadas .0m 3 / s .6386m 2 4 4 v= Q 3.44 A perda de carga será: ' ha' = JL = 17.1 J = 410 x0.923 = 17.70 2 = 0.156 = 23.81 • Perda de carga por atrito Dados: K a = 0.9 90.Área interna da seção transversal A= πD 2 3.045m 2 x9.325 + 0.32 4.005 + 0.040 = 0.553x0.comprimento da tubulação L = 40m = 0.6386 Velocidade da água no interior da tubulação A perda de carga na entrada da tubulação será: he = 0.70m / s D = 90.32 .70m / s A 0.8% da H = 25m Queda bruta Perda total de carga no sistema adutor ht = 1.702 = 1.044 + 0.701.156m queda bruta.9017 2 = = 0.156m A queda líquida será: H L = H − ht = 25 − 1.023 + 0.0 = = 4.32 18.702m Perda total de carga no sistema adutor ' ' ' ' ht = hi' + hg + ha + hi'' + hg' + he + ha' ht = 0.04 4.171.844m Cálculo da potência instalada sabendo-se que: Q = 3.1416 x0.17cm (já calculado) (já calculado) Pela fórmula de Scobey: J = 410 x0.040km v = 4.

5D junta de dilatação B = 1. VII) CASO: Terra D = 0.85 P = 9.5C 0.0 m 0.60 m H = 25.844m rt rg = 0.81rt rg QH L .40 CORTE PERFIL H = Altura de água sobre o bloco D = Diâmetro da tubulação C = Comprimento da base do bloco (tabelado) B = Largura da base do bloco = 3D (no caso) A = Valor que deve ser no mínimo igual a 2D Nota: No caso o bloco foi enterrado a fim de garantir A = 2D . portanto a potência instalada será de 597 kW.60 0.5C 45° face de parede perpendicular ao talude face de parede vertical 2.5D D A 0.H L = 23.80 C = 4.

destocamento e limpeza de terrenos com árvores D < 0.50 km 2.52 Recarga de Terra no Estoque ou Botafora com Pá Carregadeira de pneus e transporte com Caminhão Basculante comum Preço Total em m3 (veículo) p/ dist.18 .80 1.87 4. de 0.15m Remoção de Camada de Solo com mat.02 2. 2.37 18.49 2.08 3.12 R$ / 1US$ US$ / unid. 50m Escavação.50 km m3 m 3 1.72 m3 m3 m m m m 3 3 3 3 2.) até dist.ANEXO 3 . 0.15m Desmatamento.87 3. R$ / unid.49 3. destocamento e remoção de árvores D > 0.71 1.56 3.66 3.21 3. trator e Caminhão Basculante comum Preço Total em m3 (corte) para dist.91 4.30 km 0.58 2. 2 0.94 2.50 km 2. etc.98 3.41 20.49 1. carga e transporte de Terra com Motoescavotransportador tipo CAT 621 ou similar Preço Total em m (corte) para dist.50 km 1.00 km m m m m m 3 3 3 3 3 R$ / unid. de 0.30 km 0. orgânico (raízes. carga e transporte de Terra com Pá Carregadeira.COMPOSIÇÃO DE CUSTOS E PLANILHAS DE ORÇAMENTO RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS DE OBRAS CIVÍS Custos Referidos a: JANEIRO/98 Fonte: Composição de Custos .00 km 1.06 2.00 km Escavação. 0.ANEXO 2 Taxa Câmbio = 1.93 Desmatamento. de 3 m un.44 3.30 km 0.00 km 1.91 2.30 2.60 4.33 5.38 US$ / unid.79 2.50 km 1.

00 km m3 m m 3 3 2.78 10.1. R$ / unid. transportador) e transporte em Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" inclusive prefissuramento 0.64 11.52 m3 m m m m 3 3 3 3 9.30 km 0.) Escavação de Rocha a céu aberto (perfuração/desmonte/carga no veículo.50 km 2.00 km 1.26 12.62 13.29 2. transportador e transporte em Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" Preço Total em m3 (corte) para dist.23 12.30 km 0. Preço Total em m3 (corte) para dist.58 14. Rocha .50 km 1. rocha (geometria definida) Escavação de Rocha a Céu Aberto (para fundações.50 km 2. transportador e transporte em Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" Preço Total em m3 (corte) para dist.86 12.64 2.92 11.13 15.00 km Pré Fissuramento para escav.02m2/m3 (escav.00 km Escavação de Rocha em Pedreira (perfuração/desmonte/carga no veículo.50 km 1.57 2. de 0. de 0.91 US$ / unid.62 13.43 9.00 km 1.00 km 1.95 11.00 km Escavação de Rocha a céu aberto (perfuração/desmonte/carga no veículo.48 18.13 12.37 10.99 13.50 km 2.76 12.81 12.30 km 0.56 10.89 13. de 0.20 13.55 10.96 3.10 20.99 2.55 15.92 12.35 m3 m m m m m 3 3 3 3 2 10.85 . m3 m m m m 3 3 3 3 10.67 11.00 km 1.50 km 2.geometria definida).17 14. etc.89 11. canais.50 km 1.51 12.

50 km 1.96 3.98 1.43 3.10 1.60 0.79 0.49 5.50 km 2.42 3.62 2.20 3.30 km 0.10 1. em m 3 Espalhamento 0.00 km 3. 0.83 3.84 4.10 1.35 Vol.05 3.60 Preço/ m de Aterro 3 Preço/ m de Aterro 3 0.10 1. 2.38 Espalhamento 0.91 2.57 2. 2.50 km 3.28 Preço/ m de Aterro 3 1. sem compactação) Distância Preço/unid.38 4.10 1.50 km 1.85 4.18 2.53 US$ / unid.52 2.87 4.60 R$ / unid.66 3.00 km m3 m m m m 3 3 3 3 US$ / unid.13 SERVIÇO EM TERRA E ROCHA para BARRAGEM.60 0.30 km 0.Recarga de Rocha em Depósito ou Botafora no veículo transportador e transporte em Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" Preço Total em m3 (veiculo) para dist.60 0.43 4.10 3. em m 1.46 3.27 3.60 0.99 3. Preço/ m de Aterro 3 2.00 km Material de Emprestimo (Terra) --------> ATERRO LANÇADO Escavação + Carga + Transporte + Lançamento e Espalhamento de Terra 0.60 Preço/ m de Aterro 3 Vol.91 4.94 3.44 1.01 4.10 1.82 2.82 2.02 2.60 0.10 3 Espalhamento 0.10 1. ETC. de 0.30 km 2.50 km 2.60 Preço/ m de Aterro 3 2.58 R$ / unid.10 1.67 3.60 0.00 km 4.00 km 1.60 0. ATERRO LANÇADO ( Solo.41 .50 km 2.90 5. ENSECADEIRA.85 3. Material direto da Escavação Obrigatória (Terra) -----> ATERRO LANÇADO Lançamento e Espalhamento de Terra Material de Depósito ou Botafora (Terra)------->ATERRO LANÇADO Recarga + Transporte + Lançamento e Espalhamento de Terra 0.00 km 1.60 0.37 4.

50 km 1.21 Material de Emprestimo (Terra .20 1.19 1.50 km 2.50 km 2.19 R$ / unid. Preço/ m de Aterro 3 1.20 1.60 4.39 3.com Motoscraper) --------> ATERRO COMPACTADO Escavação/Carga + Transporte + Compactação 0.ATERRO COMPACTADO ( Solo compactado) Distância Preço/unid.87 3.19 1. em m3 1.23 4.20 0.20 1.00 km ENROCAMENTO ( Rocha.02 2.50 km 1. 0. em m 1.19 1. Vol.94 3.35 3.30 km 0.19 1.26 Preço/ m de Espalhamento Enrocamento 3 Preço/ m de Enrocamento 3 0.49 4.38 . em m3 Material direto da Escavação Obrigatória (Terra) -------> ATERRO COMPACTADO Lançamento e Espalhamento e Compactação Material de Depósito ou Botafora (Terra) --------> ATERRO COMPACTADO Recarga + Transporte + Compactação de Terra 0.86 3.19 Compactação 1.81 4.30 km 0.91 4.30 km 0.83 4.19 Preço/ m de Aterro 3 Preço/ m de Aterro 3 1.86 R$ / unid.10 3 3 2.77 US$ / unid.06 US$ / unid.20 1.50 km Vol. sem compactação) Distância Preço/unid.18 2.19 1.20 1.20 1.28 4.00 km Vol.96 3.10 1.65 3.27 4. Preço/ m de Enrocamento 3 Preço/ m de Espalhamento Enrocamento 3 2.10 4.51 6.70 6.20 Compactação 1. Vol.86 0.23 3.64 5.19 Preço/ m de Aterro 3 Preço/ m de Aterro 3 3.80 4.57 2.39 7.61 3.33 5.19 1.20 1.19 1. Preço/ m de Aterro 3 2.74 5.06 1.00 km 1.14 4.20 1.66 3.92 5.58 2.19 1.00 km 1.20 Compactação 1.86 0. em m Material direto da Escavação Obrigatória (Rocha) --------> ENROCAMENTO LANÇADO Lançamento e Espalhamento de Rocha Material de Depósito ou Botafora (Rocha) --------> ENROCAMENTO LANÇADO Recarga + Transporte + Lançamento e Espalhamento de Rocha 0.

80 0.10 1.84 4.95 1.70 0.10 Preço/ m de 3 Compactação Enrocamento 1.50 km 10.1. Preço/ m de 3 Preço/ m de Enrocamento 3 1.92 1.80 6.26 R$ / unid. Vol.26 6.09 5.86 0.56 0.50 km 2.50 km 1.95 1.26 4.26 1.83 9.72 1.43 8.00 km 1.00 km Material de Pedreira (Rocha) -------> ENROCAMENTO COMPACTADO Vol.50 km 2.00 km 1.86 0.00 km 13.49 5.50 km 10.84 4.70 0.70 0.90 6.54 6.26 10.78 1.26 8.64 11.37 7.86 0.26 8.86 0.50 1.49 5.30 km 10.62 8.94 3.33 .00 km 11.02 4.86 4.91 1.18 5.20 3.27 5.70 0.92 1.80 1.26 5.70 0.30 km 10.30 km 0.56 0. em m3 1.80 0.21 9.86 0.13 Compactação Enrocamento Enrocamento 4.54 5.13 1.10 1.68 10. em m3 Material direto da Escavação Obrigatória (Rocha) --------> ENROCAMENTO COMPACTADO Lançamento e Compactação de Rocha Material de Depósito ou Botafora (Rocha) ------> ENROCAMENTO COMPACTADO Recarga + Transporte + Lançamento e Compactação de Rocha 0.80 Compactação Enrocamento Enrocamento 9.26 8.10 1.89 2.13 US$ / unid.10 1.53 9.85 ENROCAMENTO COMPACTADO ( Rocha compactada) Preço/ m de Espalhamento Enrocamento 3 Preço/ m de Enrocamento 3 0.88 10.17 Preço/ m de 3 Preço/ m de 3 Escavação + Carga + Transporte + Lançamento e Compactação de Rocha 0.50 km 12.00 km 11.89 0.00 km Material de Pedreira (Rocha) --------> ENROCAMENTO LANÇADO 3.86 7.22 8.86 0.80 0.49 1.56 Distância Preço/unid.10 0.10 1.10 1.81 5.57 1.26 4.03 1.26 4.50 km 12.26 9.20 1.95 10.51 Escavação + Carga + Transporte + Lançamento e Espalhamento de Rocha 0. Preço/ m de 3 2.

76 39.51 49.27 Perfuração em Rocha c/ sonda Rotativa c/ coroa de Vidia (incl.22 22.2. 12.12 6.13 18.05 3.6mm vertical 1.84 44.11 Código Catálogo Ref.61 4. EMOP Perfuração c/ sonda a percussão em Solo (incl.78 59.24 Perfuração em Rocha c/ Wagon Drill e Martelete (basalto) Wagon Drill Diâm.85 0.26 m3 m m m 3 3 3 11.76 Diâmetro = BX 59.31 15.00 km Transição Lançada Transição Compactada Filtro Horizontal Filtro Vertical 13.3.3.31 R$ / unid.40 22.07 36.62 14.75 Diâmetro = AX 47.21 Diâmetro = 4 1/2" 1.15 26.91 m m m m m m 23.22 Diâmetro = 6" 1.68 Serviços Diversos para Limpeza e Tratamento de Fundações Limpeza de superficie de Solo para fundação de Barragem de Terra ou Enrocamento Limpeza de superficie de Rocha para fundação de Barragem de Terra Limpeza de superficie de Rocha para fundação de Estruturas de Concreto m m m 2 2 2 0.49 m m m m .88 14.02 53.2.2.3.77 Diâmetro = NX 75.3mm vertical 1.70 13.33 89.97 14.23 Diâmetro = 10" 1./Desmobiliz = 15%) Diâmetro = 3" 1.33 47. = 2 1/2" 1.63 R$ / unid.78 Diâmetro = H 100 mm vertical 19.35 13.85 US$ / unid.19 30.25 Martelete Diâm.77 59.02 11.85 13.3.65 66.84 64.32 25.2.43 5. Mobiliz. Mob/Desmobil 20%) 1.38 27. 48.43 57.95 8.5mm vertical 1.2.32 41.80 1.46 30. 53. 0.73 Remoção de Ensecadeira Plantio de Grama em Placas m3 m2 4.92 US$ / unid.58 3.41 15. = até 1 1/2" 1.44 80.15 11.3.19 66.3.01 4.85 7.

Preço Unitário Concreto Armado em R$ /m3 = Concreto SEM CIMENTO para estrutura "TIPO GRAVIDADE" (Massa) Preparo de Concreto na Central Dosador Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Lançamento Cimento 200 kg/m 3 2 3 3 m m m m m m m 3 3 3 3 3 3 3 0. escoramentos.58 R$ / unid.91 31.000 1. 58.707. 1.000 58.0 km 3. etc.82 5.23 392.10 11.82 5.000 0.1+11.5 km)= .200 30.48 US$ / unid. 1.0 km ton ton m 2 Armadura 10 kg/m Forma de Madeira 0. escoramentos.22 30.78 4.79 1.707.76 24.61 157.84 7.23 93.98 37.23.4mm 15x15 Concreto Forma de Madeira Armadura CA .000 1.000 1.98 2.5 km 1.40 18.5 km 2.25 R$ / unid.22 0.05 1.30 7.80 170.100 5.50 7.000 1.Injeção de Calda de Cimento Injeção de Argamassa de Cimento/Areia Concreto Projetado (seção de projeto) Tela de Aço tipo "TELCON" 3.00 1.00 1.000 1.91 31.77 271.05 104. etc.11.97 m kg Concreto Armado para estruturas isoladas (preparo em Betoneira) Preparo de Concreto em Betoneira Cimento 300 kg/m 3 3 2 3 US$ / unid.100.300 0.69 m 3 ton ton m 2 Armadura 100 kg/m Forma de Madeira 5 m /m Diversos: Juntas.93 439.23 116.000 58.67 303.98 126.50.72 151.0 km 1.58 1.000 1.97 140. 58.75 3.84 7.98 2.75 3.15 20.78 4.46 saco 50 kg m 3 3 21. ( 5% ) 6.44 Preço Unitário Concreto em $ /m3 (transporte d= 0.69 126.2 m /m Diversos: Juntas.

53 106.5 km 1.5 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 2.84 111.23 139.82 5.19 96.000 1. ( 5% ) 30.000 58.68 109.94 Obra em Concreto Ciclópico (pequenas obras.29 144.30 159.000 1.707.33 142.37 161.Preço inclusive fornecimento de cimento Preço Unitário Estrut.26 125..000 1.000m m 3 3 3 3 3 33. 38.02 Preço Unitário Concreto em $ /m3 (transporte d= 0.91 125.82 5.= 1.0 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 3.5 km 2.0 km)= 3 111. Concreto Ciclópico em $ /m3 (Pedreira dist.12 157.000 1.15 98.Preço exclusive fornecimento de cimento Vol.91 56.5 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 1. escoramentos.23 156.98 2.91 56.000 30. > 50.34 .73 126.= 0.0 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 3.36 141.com "rachão" ou pedra de mão de PEDREIRA) Concreto Ciclópico .00 1.22 1.0 km)= Estrutura em Concreto COMPACTADO A ROLO (CCR) Concreto sem Cimento .0 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 1.61 107.54 R$ / unid.84 7.000 1.78 4.0 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 1.75 3.0 m /m Diversos: Juntas.. 3 m m m m m m m 3 3 3 3 3 3 3 58.23 US$ / unid.21 158.0 km 3.73 0.0 km 1. Concreto Ciclópico em $ /m (Pedreira dist.Preço Unitário Concreto em $ /m3 (transporte d= 1.000 1.5 km)= Preço Unitário Estrut.86 (Estrutural) 1.98 2.22 95.0 km ton ton m 2 Armadura 100 kg/m Forma de Madeira 1.39 140.84 7.75 3. etc.78 4.5 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 2.09 105.0 km)= Concreto SEM CIMENTO para estrutura "FORTEMENTE ARMADA" Preparo de Concreto na Central Dosador Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Lançamento de Concreto Cimento 300 kg/m 3 3 2 3 3 3 3 94.

60 m Boca de Bueiro para BTSC diâmetro = 0.89 206.06 113.00 m Canaleta (meia cana) ou calha circular de concreto simples prémoldado d = 0.31 R$ / unid.56 440.31 230.60 m Canaleta (meia cana) ou calha circular de concreto simples prémoldado d = 0.80 m m m m m un.CASA DE FORÇA Cobertura com Telha de Barro .54 125. 10.Preço Unitário Estrut.= 2.40 m Canaleta (meia cana) ou calha circular de concreto simples prémoldado d = 0.92 US$ / unid.20 31.80 m Boca de Bueiro para BTSC diâmetro = 1.40 53.84 4.34 32.93 48. Concreto Ciclópico em $ /m3 (Pedreira dist.25 4. un.95 63.75 INSTALAÇÕES E ACABAMENTOS .0 km)= 3 112.86 27.97 306.60 m Bueiro Tubular Simples de Concreto diâmetro = 0. un. tipo predial Banheiro completo (wc de 5 m2) SERVIÇOS E OBRAS DIVERSAS Escavação Manual de Vala em terra Bueiro Tubular Simples de Concreto diâmetro = 0.39 493. Concreto Ciclópico em $ /m (Pedreira dist.91 37.11 323.25 92. .5 km)= Preço Unitário Estrut.64 m ponto de luz un.00 m Boca de Bueiro para BTSC diâmetro = 0.09 112. 11.17 136.27 125.34 28.85 361.tipo francesa Cobertura com Telha de Chapa de Cimento Amianto Ondulado 8 mm Cobertura com Telha de Chapa de Cimento Amianto Trapezoidal tipo "Canalete 90" Parede de Alvenaria e = 20 cm (revestido e pintado) Instalação Eletrica.31 71.77 787.62 82.810.294.83 126.= 1.87 702.72 39.80 m Bueiro Tubular Simples de Concreto diâmetro = 1.19 273. m m m 3 m2 m m 2 2 2 35.39 153.63 33.

3333 Fecundidade % dos Trab's. 1.40 220 horas trab.40 1.40 1.40 1.33 14.50% 1.40 1.942.40 3. 20.00% 97.00% 8.00% 50.3333 30 381.3333 7.40 734.942.942.676.40 1.3333 7.67 horas totais do ano (365 x 7.3333 7. = 97% e Trab.3333 7.80% INSS INCRA Salário Educação SENAI SESI Seguro Acidente de Trabalho FGTS Total do Grupo I GRUPO I I Direito de recepção de salários dos dias em que não há prestação de serviços e portanto sofrem incidência do Grupo I Parâmetros Básicos 44.30% 1.942.51% 0.00% 36.02% 11.Efetivo 1.3333 7.67 36.06% 0.67 190.20% 2.89% 1.63% 4.67 734.333) Horas não trabalhadas no ano Dias Domingo Feriados Enfermidade Acidente de Trabalho Ausência Legal Férias Licença Paternidade Licença Maternidade 52 11 5 4 2 26 5 120 h/dia 7.35 semanas/mes (365/12/7) 7.942.40 1.3333 horas/dia (44/6) 2. Total Anual Total Não Trab.676.67 0.Femin.942. em idade fértil % Masc e % Fem.00 horas/semana = <---variável 4.33 80.67 190.942. Total de Horas 381.53 0.00% Total de Horas de Afastamento = Trab.942.3333 Número de Feriados = <---Variável 7. = 3% e 50% dos trab's em idade Fértil (18 a 59 anos).33 80.03% 0.00% 50.80% 3.26 Cálculo dos Percentuais do GRUPO I I horas não Tra Domingo Feriados Enfermidade Acidente de Trabalho Ausência Legal Férias (com abono de 33%) Licença Paternidade Licença Maternidade 13o Salário Total do Grupo I I 7.40 1.942.00% 3.33 14.37% .76% 13.00% 3.53 0.40 1.3333 7.33% 52.00% 0.67 0.67 29.942.15% 1.67 36.67 29.xls Composição de Encargos Sociais GRUPO I (Horas Normais jornada de 44h/semana) Obrigações de Lei que incidem diretamente sobre a Folha de Pagamento. Total de Horas/Ano efetivamente Trabalhadas 2.40 Incidência % 19.26 Trab.COMPOSIÇÕES DE CUSTOS cmpscao.Masc.

14% TOTAL GERAL = GRUPO I + GRUPO I I + GRUPO I I I + GRUPO IV ADOTADO Composição de Encargos Sociais (Horas Extras.62% 150.59% 25.14% 28.58% 134.GRUPO I I I Pagos diretamente ao empregado.62% 242. Estimando que 14% dos empregados se desligam da Empresa dentro de 30 dias que antecede a data base.19% 1. seja ele optante ou não do FGTS.15% 19. temos: Total = 14% x 7.80% x 52.27% 17. acréscimo de 50% sobre Horas Normais ) (a) 50.942.942. SEMANALISTA MENSALISTA ((30 x 7.708 De acordo com artigo 9 da Lei 6.91% 161.Lei 6. terá direito a uma indenização adicional equivalente equivalente a um salário mensal (30 dias). com menos de 1 ano de serviço e recebem aviso indenizado.00% TOTAL GERAL = para cálculo de custo de Horas Extras.80% Acréscimo sobre o Salário hora diurna (b) Incidência (a) x (b) Obs.708.43% . 50% se não tiver "Acordo Sindical" alterando essa % para mais.40% 52.333 x 30/1942. a partir da Tabela de Horas Normais 18.37% 25. o empregado dispensado sem justa causa.22% 2.333x365/12)x95% x 6meses x (12/6)) x 40%/1. Não há acréscimo sobre os Grupos 2 e 3 da hora normal Total do Grupo I I Total do GRUPO I I I Total do GRUPO I V (total do Grupo I x Grupo II) TOTAL GERAL = GRUPO I + GRUPO I I + GRUPO I I I + GRUPO IV TOTAL GERAL = Soma de Encargos Sociais + Acréscimo de Salário sobre Hora Normal) 161.00% 133. porém não recebem incidência do GRUPO I AVISO PRÉVIO 95% dos empregados recebem aviso prévio (5% se aposentam ou pedem demissão) 80% são SEMANALISTAS.37% 4. 20% são MENSALISTAS.37% = 19.333 x 80% x 95%)/1. no período de 30 dias que antecede a data base de sua correção salarial.00% Total do Grupo I 36. com média de permanência na Empresa de mais de 1 ano de serviço.942.40) x (12/12) Subtotal = INDENIZAÇÃO POR DISPENSA SEM JUSTA CAUSA (40% sobre os depósitos FGTS) Total = (8%x(7.40 INDENIZAÇÃO ADICIONAL .333 x 20% x 95%)/1. com média de permanência de 6 meses.40 Total do GRUPO I I I GRUPO I V São encargos que recebem a reincidência dos ENCARGOS SOCIAIS GRUPO I x GRUPO I I = 36.40) x (12/6) ((30 x 7.

00% 10.24% (44 x 134% + 12 x 242.000 10. Pis e Contribuição Social Subtotal TOTAL DE BDI = {(1+28%)/(1-5.15% 34.43%)/56 horas = ADOTADO para composiçã (Benefícios e Despesas Indiretas do empreiteiro) Administração Central Rateio de despesas de Diretoria.000 2.Adotado Taxa de Manutenção em % da Depreciação 100% 80% 80% Trator de Esteira Trator sobre Pneus (inclusive tipo agrícola) Motoniveladora 10.000 10. % PARA MANUTENÇÃO E HORAS TRABALHADAS POR ANO DISCRIMINAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Vida Útil em horas Horas Trab. despesas com energia. materiais de consumo do escritório. topografia.00% Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TABELA : VIDA ÚTIL .00% 5.00% 28. no total 56 horas.ADOTADO JORNADA DE TRABALHO ADMITIDO PARA EXECUÇÃO DE OBRAS (implantação de PCH) Adotando Trabalho Semanal de 44 horas normais e 2h Extras/dia.000 .etc. Administrativo e de Suprimentos Administração Local Despesas com corpo técnico. veículos. temos Total de Horas Normais /Semana = Total de Horas Extras /Semana Encargos Sociais + Acréscimo de Salário = Para Jornada de trabalho de 56h/semana Composição da taxa de BDI = 242.50% 3.00% <<--. 3.000 2.00% 1. Imprevistos ou Contingências Subtotal Impostos ISS 5% sobre o Custo da Mão de Obra 5% x 30% = Cofins.65% 5.00% Benefício ou Lucro Bruto do Empreiteiro Riscos.95% 35. contabilidade. comunicações despesas de locomoção.000 2. almoxarifados.15%)} -1 = ADOTADO 10. consultorias.24% 157. contrôle tecnológico. comandos de produção.43% 44 12 157. Estrutura de Apôio Técnico. Contabilidade Geral. por ano 5.

44 1.750 1.000 10.Pá Carregadeira de Pneus Pá Carregadeira de Esteiras Motoescavotransportador (Motoscraper) Escavadeira Compressor Rolo Compactador tipo Autopropulsor Rolo Pé de Carneiro Rebocável Caminhão com Carroceria Fixa Caminhão Basculante Transportador Basculante tipo "Fora de Estrada" Caminhão Tanque.99 1.46 1.000 1.85 Custo por hora inclusive Enc.73 3.000 10.70 3.500 2.000 5. Sociais e Horas Extras.000 1.45 1.000 6.000 100% 100% 100% 80% 80% 90% 50% 80% 100% 100% 80% 50% 60% 50% 50% 90% 50% 50% 50% Custos Referidos a: JANEIRO/98 Taxa de Cambio Adotado: 1.000 2.000 2. Pipa ou Irrigadeira Grade de Disco Guindaste Bomba de Concreto Compactador Placa Vibratória Carreta para perf.48 7.000 2.000 12.000 14.000 2.63 2.41 1.500 1.000 14.05 1.70 4.33 .000 10.74 2.12 R$ / 1US$ MÃO DE OBRA Ajudante Armador Encanador (ou Bombeiro) Encanador Meio Oficial (ou Bombeiro Meio Oficial) Carpinteiro de Esquadrias Carpinteiro de Formas para Concreto Compressorista Eletricista Encarregado de Serviços Salário Médio por Hora em R$ (previsto) 0.05 1.750 1.000 12.000 1.000 8.250 2.000 2.em R$ 2.000 2.70 3.000 10.750 2.000 6.000 10.670 1.000 6.000 6.000 1.000 2.000 2.000 7.000 10. Rocha Roc 601 Perfuratriz tipo RH 658 Máquina de Solda Grupo Gerador (motor Diesel) 10.76 2.55 3.000 12.

01 62.0630% 0. Basc.52 25.93 72.38 71.854 0.2 auxiliar R$/h calc.45 67.47 55.E.84 48.67 94.01 62.857 81.2.0557% 0.0302% 0.88 32.67 94.0423% 0.0451% 0.90 26.600 71.000 481.88 3.19 38.0279% 0.62 1.84 48.0250% 0.12 45.72m3 Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT 973 190 HP 2.0293% 0.78 13.40 104.80 ALUGUEL HORÁRIO DE EQUIPAMENTOS DE CONSTRUÇÃO (Fonte: Revista "Informador das Construções" no 1364 de 31/Jan/98) e EMOP / RJ Custo de Aquisição R$ 572.0222% 0.471 280.73 38.54 45.97 25.500 227.000 litros MB 1218/51 136 HP Esvavadeira Fiat Allis SH-200 (nacional) 104 HP Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Guindaste sobre Pneus.08 18.72 55.0403% 0.042 82.68 32.0305% 159.0406% 0.939 45.0316% 0.41 0.52 25.40 1.53m3 Carregadeira c/ Retroescadeira tipo CASE 580-L 75 HP Trator Compacto c/Pá Carreagadeira 753 BOBCAT 40H Motoniveladora tipo Cat 120 140 HP 12.0701% 0.83 1.38 71.87 72.19 Custo Horário "ADOTADO" R$/h Discriminação calc.9 26. 415 HP Bas.E.5m3 Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT953 130 HP 1.54 45.4 1.500 155.0406% 0.08 18.0361% 0.45 67.Feitor Marteleteiro Pedreiro Pintor Servente Soldador Vibradorista 1. F.3 auxiliar R$/h 159.0351% 0.90 26.105 126 HP Grade de Disco tipo GA 28-24 da marca TATÚ Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.67 94.55 120.01 62.1 auxiliar R$/h calc.08 18.14 4.0400% 0.45 67. Tipo Cat 769 cap.73 36.73 Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Trator de Esteira tipo Cat D 5B 105 HP Trator Agrícola de Pneus tipo CBT .78 13.22 3.78 13.00 1.09 4.500 79. Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" =Bas.06m3 Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 938 114 HP 1.93 72.000 148.=25ton.23 140.0307% 0.4 104.98 79.927 227.97 25.00 1.97 25.17 2.31 184. Scania 296 HP Caminhão Pipa 10.87 72.700 149.500 442.0485% 72.26 1.72 55.64 1.595kg Motoescavotransportador tipo Cat 621 335 HP 15.881 150.63 2.Tipo Randon RK425 cap.87 .98 79.24 3.20 30.500 32.84 48.96 36.55 120.0291% 0.0273% 0.520 237.620 253.20 30.0314% 0.31 184.458 641.40 104.47 55.23 140.E.38 71.47 55.88 32.F.23 140.0296% 0.=32ton.867 95.68 32.72 55.0369% 0.12 45. meia lança 45HP K-110A Central de concreto Usina tipo Dosadora Pavimak P40 40m3/h ou similar Usina tipo Dosadora Pavimak P80 80m3/h ou similar Central tipo "Misturadora de Concreto" (para CCR) Betoneira 580 litros com motor eletrico 159. F.0288% 0.12 45.51 1.2 30 1. 5 ton.500 50.52 25.0312% 0.469 3.55 120.19 103.93 72.000 143.31 184.54 45.000 litros MB 1620/51 184 HP Caminhão Pipa 6.955 340.0286% 0.88 32.125 Relação Cotação Aluguel Horário Aluguel/Aquilevantada p/o R$/h sição em % Projeto R$/h 0.3 m3 Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Caminhão Carroceria Madeira Scania T-113H 320 HP Caminhão MB L1620/51 184 HP com "Brooks" Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Caminhão Basculante F12000 174" 172 HP 12 ton.964 36.450 190.544 5.98 79.0364% 0.247 64.68 32.40 1.

87 m t kg kg Pinho.57 16.35 41.00 9.5HP 1.560 12.00 9.gas.07 0.88 5.37 2.00 9.92 2.39 38.0363% 0.05 13.43 30.0429% 0.00 9.6 11. SP255 T.43 30.00 300.15 6.97 40.12 400.06 19. mot.0305% 0.0473% 0.62 1. "pesquisas diversas" Cotação pesquisada na Região R$/unid.741 86.7m3 MB 2318/42 192 HP Compressor XA .0660% 0.87 3.1066% 0.175Pd 335 pcm Compressor XA .29 33.28 44.0375% 0.00 7. CA25P Dynapac 125HP Rolo Pé Carneiro autoprop.05 13.12 400.12 200.07 0. Pinus.35 41.90Pd 170 pcm Compressor XA .25 1.000kg Rolo Pé Carneiro Reboc.09 1.85m Rolo Pé Carneiro autoprop.000 88.97 40.00 9.12 200.TERRA 165HP Rolo Liso autoprop.330 120.57 2.25 1.12 200.3. m m2 m 3 3 3.76 1.510 6.0312% 0.25 1. PC-35 c/1 tambor Ferflex Compactador Placa Vibrat.29 33.39 38.650 0. PC/2PE 2 tambores Ferflex Rolo Pé Carneiro Reboc.0439% 0.80 36.0312% 1.00 126.836 85.480 38.Betoneira 320 litros com motor a gasolina Vibrador 48x480mm com mangote 5 m.28 5.22 31.TERRA 130HP 10.083 15.0312% 0.43333 30.78 0.000 3.0552% 0.05 13.420Pd 764 pcm 80HP (Pd = Perkins Diesel) 94HP 119HP 180HP 1.57 16.508 99.5m3 MB 2318/42 192 HP Caminhão Betoneira cap.8731 26.5mm Arame Recozido no 18 Madeira Serrada Bruta 3 .09 1.07 0.0373% 0. SP-84 T.87 26.35 41.00 8.00 9.90 0.76 1.62 1.Claridon CS-30 45x66 9HP Compactador Vibratório autopropelido CG11 Rolo Vibratório 7 t .223 43.28 44. unid.00 0.28 0.00 300.39 38. 2 cv Vibrador 48x480mm com mangote 5 m.22 31.28 5.843 89.8 36.78 0.28 5.000 85.00 126.28 0.00 126.0832% 0.705 36.autoprop.9 0. Preço unitário "ADOTADO" em R$/unid.87 26.0143% 0.88 5.78 0.00 0.57 16.15 6.44 1.50 12.00 7.97 40.28 0.7613 Roc601 Perfuratriz sobre Carreta c/ Esteira Perfuratriz RH658 24kg Rompedor tipo Tex-11 Rolo Pé Carn.783 992 2.60 11.87 3.06 19.00 8.57 2.15 6.125Pd 250 pcm Compressor XA . m 3 2 m kg m3 mil m2 .57 2.0426% 0.0443% 0. CA15P Dynapac 76.elet.09 1. Dynapac CA-15 MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO (Fonte: Revista "Informador das Construções" n s 1363 e 1364 de 15 e 31/Jan/98) e EMOP / RJ o DISCRIMINAÇÃO Unidade Preço unitário em R$/unid.00 8. JANEIRO/98 Gelatina 60% (explosivo) Espoleta Elétrica Espoleta Simples Estopim Grama em Placas Pedra Britada Areia Cimento Portland Ferro Redondo CA .28 44. mot.5cv Conjunto de Projeção de Concreto ESTE CP-6 Caminhão Betoneira cap.422 28. etc.0444% 0.00 300.120 132.116 119.62 1.88 5.44 1.12 400.80 36.92 2.06 19.0142% 0.44 1.92 2. Chapa Compensado Resinado 18mm Prego Comum 18x30 Madeira Serrada Bruta (madeira de lei) Telha de Barro tipo Francesa Telha de Chapa Ondulada Cimento Amianto 8mm a kg unid.0344% 0.22 31.37 2.37 2.00 0.29 33.00 7.90 0.170 8.60 11.0424% 0.

1 un un un cj m m m kg kg m m m m m m .30 0.12 1.53 0.46 26.74 597.37 0. 110mm Lampada incandescente de 100W Bloco de Concreto 40x20x20 Líquido Selador "Liquibase" Tinta PVA .10 Folha Porta de Madeira 0.17 8.44 16.95 1.59 2.44 16.30 0.73 6.55 1.30 0.67 11.52 31.53 0.10 17.75kg/m) Tubo de Aço Galvanizado 1 1/2" (4.34 1.21 10.74 597.21 10.85 6.13 0. un.46 26.95 1.80m Tubo de Concreto Simples d = 1.52 16.75 11.21 10.69 6.59 2.90 5.12 1.00 0.82 0.22 2.52 31.19 12.37 0.95 1.13 1.14 38.13 79.08 0.98 0.40m Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.55 4.85 6.36 20.82 0.52 31.08 0.52 16.98 0.Latex Lixa d'Água Plafonier de Alumínio 4" Eletroduto 3/4 PVC pesado Fio Pirastic 14 AWG (1.00 0.55 1.34 1.08 0.66 51.22 2.85 18.1 17.75 11.Telha de Cimento Amianto Trapezoidal "Canalete 90" Parafuso 5/16" para Chapa.73 6.44 16.85 18.66 51.69 6.70 x 2.27 1.67 11.53 0.19 12.27 1.34 1.10 17.10 16.13 0.60m Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.85 6.17 8.46 26. Cromado Registro de Pressão 3/4" Azulejo Branco 1a.14 38.00m Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.22 2.2cm Dobradiça 3x 3 Fechadura Completa . mil galão galão folha un m m un un un un un un un un un un un un un un un un un m2 m kg 2 16.37 0.59 2.9 26.13 79.cromado simples Tubo PVC rígido soldável 100mm Tubo PVC rígido soldável 75mm Tubo PVC rígido soldável 50mm Tubo de Aço Galvanizado 3/4" (1.82 0.20kg/m) Tubo de Concreto Simples d = 0. 15 x 15 Piso Ceramico Vermelho 12 x 24 Cimento Branco Aduela e Guarnição p/Porta de 0.55 4.69 6.00 40.17 0.12 1.36 20.76 0.13 1.67 11.81 18.46 2.17 0.27 1.19 12.70 x 2.46 2.90 26.55 4.13 0.00 40.36 20.73 6.17 0.9 5.13 1.80 42.81 18.76 0.90 26.10 3.52 16.98 0.75 11.13 79.74 597.00 40.85 18.00 0.46 2.60m Tubo de Concreto Simples d = 0.76 0.81 18.5 mm2) Caixa Chapa Ferro Esmaltada 4x4 Interruptor Comum (1 alavanca) Placa de Baquerite 2x4 Tomada de Embutir Caixa Estampada 4 x2 Globo Esférico de Vidro 4x8" Vaso Sanitário Louça Branca Parafuso p/ Fixação de Vaso Sanitário Válvula Descarga "Primor" Lisa Tubo de Ligação para Vaso Sanitário Bolsa de Borracha p/ Ligação de Vaso Sanitário Lavatório de Louça BRanca s/ coluna Fixador de Lavatório sem coluna Sifão Metal Cromado p/Lavatorio Torneira para Lavatório Chuveiro Simples s/braço Articul.66 51.90 5.17 8.55 1.10 16.8 42.80m m2 un.80 42.14 38.

DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Desmatamento.15m com trator tipo D8 ou similar (empurrado até 50m) Unidade para Medição dos trabalhos executados: por árvore .33 2.41 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Desmatamento.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .001667 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 35.01 0.01 0. destocamento e Remoção de árvores de diâmetro acima de 0.27 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente .EQUIPAMENTOS hora hora 0.45 0.30 0.006667 7. destocamento e Limpeza de terrenos com árvores de diametro até 0.02 TOTAL .00% 5.15m com trator tipo D8 ou similar (empurrado até 50m) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP hora 0.001667 159.00% 0.01 TOTAL .11 0.01 0.14 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.27 0.DIVERSOS TOTAL.

61 0.45 13.00% 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS 1.32 TOTAL .29 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente . empurrado até 50m) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP hora 0. orgânico (terra c/raízes.34 5.30m.083333 159.73 15. com trator tipo D8 ou similar (camada de 0.33 .008333 159.333333 7.) para limpeza da área de emprestimo.083333 0.71 TOTAL .EQUIPAMENTOS hora hora 0.EQUIPAMENTOS Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP hora 0. etc.37 20.33 TOTAL MÃO DE OBRA .73 0.45 1.33 2.29 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /árvore= 35.14 13.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . tocos.EQUIPAMENTOS 1.00% 5.DIVERSOS TOTAL.71 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Remoção de Material estéril e/ou com mat.

de terra com utilização de Trator tipo D8 e Pá carregadeira tipo Cat 950 inclusive tempo de espera e de carga do veículo tramsportador.97 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Escavação e Carga mecânica em Caminhão Basculante.EQUIPAMENTOS hora hora 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte) EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico = 5.015000 71.03 TOTAL .61 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.14 0.003846 0.00% 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .07 0.07 1.43 0.03 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.84 159.14 1.71 0.55 0.02 TOTAL .015385 7.93 35.03 TOTAL .007692 0.33 2.50 1.55 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente .008333 7.06m3 Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP 130 m3/h Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP 8m3v/viagem 3min+3min hora hora hora 0.003846 0.06 .45 36.000833 0.33 2.Encarregado de Serviços Servente hora hora 0.01 0.DIVERSOS TOTAL.

EQUIPAMENTOS 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Transporte de Terra com Caminhão Basculante comum Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico veículo x quilômetro EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP 8m3v/viagem 20 km/h hora 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte) = 5.015000 36.DIVERSOS TOTAL.00% 0.09 0.51 35.86 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .55 TOTAL .00% 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS TOTAL .MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) 5.65 2.03 .09 1.55 TOTAL MÃO DE OBRA .TOTAL .97 0.

TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico(v)xkm =

0,03 0,58 0,20 0,78

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Escavação e carga de terra com utilização de Motoescavotransportador tipo CAT 621

Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte)

EQUIPAMENTOS Motoescavotransportador tipo Cat 621 335 HP 15,3 m3 Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Motoniveladora tipo Cat 120 140 HP 12.595kg

minutos, incl. espera

5,00

hora hora hora

0,005991 0,002996 0,002996

140,88 159,45 55,23

0,84 0,48 0,17

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente

- EQUIPAMENTOS
trabalhadores

1,49 hora hora 0,000999 0,003994 7,33 2,14 0,01 0,01

1 4

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,02

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte) = 5,00% 0,08 0,08 1,59 0,55 2,14

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

Custos Referidos a: SERVIÇO: Transporte de terra com utilização de Motoescavotransportador tipo CAT 621

Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte)xquilometro

EQUIPAMENTOS Motoescavotransportador tipo Cat 621 335 HP 15,3 m3 Motoniveladora tipo Cat 120 140 HP 12.595kg

veloc. =

km/h

20,00

hora hora

0,007190 0,000359

140,88 55,23

1,01 0,02

TOTAL MÃO DE OBRA

- EQUIPAMENTOS

1,03

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte)xkm 35,00% 5,00% 0,05 0,05 1,08 0,38 1,46

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Carga mecânica de terra em DEPÓSITO ou BOTAFORA em Caminhão Basculante com utilização de Pá carregadeira tipo Cat 950, inclusive tempo de espera e de carga no veículo transportador. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (veículo)

EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3,06m3 Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP

Produção/hora

100

hora hora

0,010000 0,012500

71,84 36,97

0,72 0,46

8m3v/viagem 3min+3min

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente

- EQUIPAMENTOS hora hora 0,005000 0,020000 7,33 2,14

1,18 0,04 0,04

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,08

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (veículo) =
Especificação da Unidade de Consumo

5,00%

0,06 0,06 1,32

35,00%

0,46 1,79

DISCRIMINAÇÃO

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$

SERVIÇO:

Custos Referidos a: JANEIRO/98 Escavação de Rocha Céu Aberto, incluindo Perfuração, Desmonte, Carga no veículo transportador e tempo de espera e de carga do veículo transportador. (Escavação obrigatória para fundação de estruturas diversas - geometria definida) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte)

EQUIPAMENTOS

Roc601 Perfuratriz sobre Carreta c/ Esteira
Perfuratriz RH658 24kg Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT 973 190 HP 2,5m3 Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP Compressor XA - 420Pd 764 pcm 180HP TOTAL MÃO DE OBRA - EQUIPAMENTOS

hora hora hora hora hora hora

0,014286
0,028571 0,004000 0,012500 0,009233 0,014286

44,37
2,92 159,45 120,93 79,68 31,28

0,63 0,08 0,64 1,51 0,74 0,45 4,05

Encarregado de Serviços

Feitor
Cabo de Fogo Marteleteiro Ajudante Servente TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS Gelatina 60% (explosivo) Espoleta Elétrica Espoleta Simples Estopim Diversos: Fios, Bits, Brocas, etc. TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS

hora hora hora hora hora hora

0,003571

7,33

0,014286
0,014286 0,085714 0,085714 0,042857

4,22 4,22
3,24 2,55 2,14

0,03 0,06 0,06 0,28 0,22 0,09 0,74

kg unid. unid. m gl

0,350 0,112 0,224 1,100

3,28 5,07 0,28 0,57

1,15 0,57 0,06 0,63 0,72 3,13

5,00%

0,40 0,40 8,32 2,91 11,23

TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte) =

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

Custos Referidos a: SERVIÇO: Transporte de Rocha com utilização de Caminhão Basculante "Fora d e Estrada" tipo Randon RK425 (cap. = 25t)
Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (veíc.)xquilometro

EQUIPAMENTOS Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP Motoniveladora tipo Cat 120 140 HP 12.595kg

veloc. =

km/h

20,00

hora hora

0,011080 0,000554

79,68 55,23

0,88 0,03

TOTAL MÃO DE OBRA

- EQUIPAMENTOS

0,91

TOTAL - MÃO DE OBRA

MATERIAIS

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (veíc.)xkm =
Especificação da Unidade de Consumo

5,00%

0,05 0,05 0,96 0,33 1,29

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

Custos Referidos a: SERVIÇO: Prefissuramento, incluindo Perfuração, Desmonte para obtenção de superfícies uniformes de taludes de rocha em escavações obrigatórias (geometria definida).
Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado

EQUIPAMENTOS

Roc601 Perfuratriz sobre Carreta c/ Esteira
Compressor XA - 420Pd 764 pcm 180HP

hora hora

0,166667
0,083333

44,37
31,28

7,40 2,61

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Marteleteiro Cabo de Fogo Ajudante

- EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0,010000 0,083333 0,027778 0,083333 7,33 3,24

10,01 0,07 0,27 0,12 0,21

4,22
2,55

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS Gelatina 60% (explosivo) Espoleta Elétrica

0,67

kg unid.

0,800 0,100

3,28 5,07

2,62 0,51

Diversos: Fios, Bits, Brocas, etc. TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS

gl

0,94 4,07

Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado =

5,00%

0,74 0,74 15,49 5,42 20,91
JANEIRO/98

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

Custos Referidos a: SERVIÇO: Escavação de Rocha em Pedreira, incluindo Perfuração, Desmonte, Carga no veículo transportador e tempo de espera e de carga do veículo transportador.

Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte)

EQUIPAMENTOS

Roc601 Perfuratriz sobre Carreta c/ Esteira
Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT 973 190 HP 2,5m3 Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP Compressor XA - 420Pd 764 pcm 180HP TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços - EQUIPAMENTOS

hora hora hora hora hora

0,011905
0,004000 0,010000 0,009233 0,005952

44,37
159,45 120,93 79,68 31,28

0,53 0,64 1,21 0,74 0,19 3,31

Feitor
Cabo de Fogo Marteleteiro Ajudante Servente TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS Gelatina 60% (explosivo) Espoleta Elétrica Espoleta Simples Estopim Diversos: Fios, Bits, Brocas, etc. TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS

hora hora hora hora hora hora

0,001786

7,33

0,011905
0,011905 0,071429 0,071429 0,035714

4,22 4,22
3,24 2,55 2,14

0,01 0,05 0,05 0,23 0,18 0,08 0,60

kg unid. unid. m gl

0,350 0,112 0,224 1,100

3,28 5,07 0,28 0,57

1,15 0,57 0,06 0,63 0,72 3,13

5,00%

0,35 0,35 7,40

TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte) = 35,00%

2,59 9,98

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Recarga de Rocha em DEPÓSITO ou BOTAFORA para Caminhão Basculante com utilização de Pá carregadeira tipo Cat 973, inclusive tempo de espera e de carga no veículo transportador. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (veículo)
Produção/hora

EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT 973 190 HP 2,5m3 Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP

100

hora hora

0,010000 0,006410

120,93 79,68

1,21 0,51

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente

- EQUIPAMENTOS hora hora 0,005000 0,020000 7,33 2,14

1,72 0,04 0,04

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,08

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (veículo) = 35,00% 5,00% 0,09 0,09 1,89 0,66 2,55

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Solo Lançado, incluindo os serviços de Descarga ou Lançamento e Espalhamento nas frentes de trabalho (barragem, ensecadeira, botafora, etc.).
Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto)

EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP

(tempo descarga = 1min) 30 caminhões/hora

hora hora

0,002292 0,004583

36,97 67,12

0,08 0,31

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Ajudante

- EQUIPAMENTOS

0,39

hora hora

0,001667 0,006667

7,33 2,55

0,01 0,02

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,03

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) =
Especificação da Unidade de Consumo

5,00%

0,02 0,02 0,44

35,00%

0,15 0,60

DISCRIMINAÇÃO

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Solo Compactado, incluindo os serviços de Descarga ou Lançamento, Espalhamento , homogeneização e compactação nas estruturas - barragem, ensecadeira, etc.
Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto)

EQUIPAMENTOS Motoescavotransportador tipo Cat 621 335 HP 15,3 m3 Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP

descarga = 1min.

hora hora

0,001307 0,004000

Trator Agrícola de Pneus tipo CBT - 2.105 126 HP
Grade de Disco tipo GA 28-24 da marca TATÚ Caminhão Pipa 10.000 litros MB 1620/51 184 HP Rolo Pé Carn.autoprop. CA15P Dynapac 76,5HP 1,85m Rolo Pé Carneiro autoprop. CA25P Dynapac 125HP TOTAL MÃO DE OBRA - EQUIPAMENTOS

0,004000
0,004000

0,002000
0,004000 0,001333

140,88 67,12 18,40 1,38 32,90 30,97 40,35

0,18 0,27 0,07 0,01 0,07 0,12 0,05 0,77

Encarregado de Serviços

Feitor
Ajudante TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

hora hora hora

0,001000 0,002000 0,020000

7,33

4,22
2,55

0,01 0,01 0,05 0,07

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 5,00% 0,04 0,04 0,88 0,31 1,19

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Enrocamento Lançado Descarga ou Lançamento e Espalhamento em Ensecadeira, Barragem, Área de de Estoque ou Botafora. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto)

EQUIPAMENTOS Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP

Descarga=1,5min 30 caminhões/hora

hora hora

0,001980 0,002640

79,68 159,45

0,16 0,42

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Ajudante

- EQUIPAMENTOS

0,58

hora hora

0,001667 0,006667

7,33 2,55

0,01 0,02

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,03

F. Scania 296 HP Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Rolo Pé Carneiro Reboc.88 0.12 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) 5.00% 0.46 0.08 TOTAL .22 2.68 159.00% 0.002200 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) EQUIPAMENTOS Bas. etc.5min 30 caminhões/hora hora hora hora hora 0.33 0.64 0.TOTAL .MÃO DE OBRA MATERIAIS 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = Especificação da Unidade de Consumo 5.=25ton.DIVERSOS TOTAL.002160 0.022000 7.01 0.001100 0.81 0. Barragem.002640 79.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00 Reboc. PC-35 c/1 tambor Ferflex Descarga=1.55 TOTAL .Tipo Randon RK425 cap.06 Feitor Ajudante 4.04 .22 0.03 0.E.002880 0. Pé de Carneiro TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços .002640 0.03 0.45 67.00% DISCRIMINAÇÃO Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Enrocamento Compactado Descarga ou Lançamento.01 0.18 0. Espalhamento e Compactação em Ensecadeira.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0.86 35.17 0.

EQUIPAMENTOS 0.88 hora hora 0. Barragem.88 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Ajudante .00% 8.33 2.04 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Transição Lançado.TOTAL .55 0.00% .47 9.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . proteção de taludes.40 TOTAL .025000 7.86 3.MÃO DE OBRA MATERIAIS Pedra Britada m3 1.) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP (Descarga considerado Fornecimento) 10 caminhões/hora hora 0.006250 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 0.47 0.45 13. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 5.DIVERSOS TOTAL.00 0. incluindo Fornecimento de Material e os serviços de Descarga ou Lançamento e Espalhamento (Ensecadeira.DIVERSOS TOTAL.11 8.05 0.013125 67.40 0. etc.12 0.94 0.26 35.33 1.05 8.06 TOTAL .31 35.

exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 35.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Transição Compactada.85m hora hora 0.).00% 5.01 0.DIVERSOS TOTAL.025000 7.autoprop. Ensecadeira. CA15P Dynapac 76.015000 0.56 11. Espalhamento e Compactação (barragem. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) .06 TOTAL .00% 9.015000 67. Barragem. Espalhamento e Compactação (Ensecadeira. incluindo fornecimeno de material e os serviços de Descarga ou Lançamento. etc.56 0.EQUIPAMENTOS 1.006250 0.5HP 1.85 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Filtro Horizontal.05 0.47 hora hora 0.12 30.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . incluindo Fornecimento de Material e os serviços de Descarga ou Lançamento.46 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Ajudante .00 0.11 15.55 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Pedra Britada m3 1.11 9.74 4.97 1. etc.33 2.20 8.60 0.60 TOTAL .) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP (Descarga considerado Fornecimento) Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP 10 caminhões/hora Rolo Pé Carn.

20 7. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP (descarga =incl.no fornecimento) 50m /hora 3 Carregadeira c/ Retroescadeira tipo CASE 580-L 75 HP Caminhão Pipa 10.18 Feitor Ajudante 4.08 0.007500 0.08 0. Espalhamento e Compactação (barragem. CA25P Dynapac 125HP (descarga =fornecimento) 20 caminhões/hora hora hora hora 0.12 32.88 0.002500 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia 2.47 9.33 0.037500 7.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .35 0.EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Caminhão Pipa 10.040000 25.03 0.000 litros MB 1620/51 184 HP Compactador Placa Vibrat.22 2.007500 67.48 13.00% 3.40 TOTAL .003750 0.40 5. etc.30 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços .47 0.00 8.000 litros MB 1620/51 184 HP Rolo Pé Carneiro autoprop. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = Especificação da Unidade de Consumo 8.03 0.DIVERSOS TOTAL.41 DISCRIMINAÇÃO Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Filtro Vertical.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0.015000 0.93 35.50 0.00% 0.020000 0. incluindo fornecimeno de material e os serviços de Descarga ou Lançamento.Claridon CS-30 45x66 9HP hora hora hora 0.78 32.55 Servente TOTAL .22 .007500 0.13 0.).004000 0.60 0.04 0.90 5.14 m3 1.52 0.90 40.

MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .10 0.05 0.14 m3 1.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia 2.040000 0.43 Feitor Ajudante 4.TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços .44 2.12 36. lançamento e espalhamento de materiais no botafora.00% 9. = km 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção) EQUIPAMENTOS Esvavadeira Fiat Allis SH-200 (nacional) 104 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Transporte em Caminhão Basculante Lançamento e Espalhamento no botafora TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente 80 m3/h 8m3v/viagem 5min+3min Dist. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 5.42 0.58 0.80 TOTAL .006250 0.56 0.33 2.33 0.08 15.020000 1.80 0.74 0.000 62.04 0.100000 7.00 9.EQUIPAMENTOS hora hora 0.012500 0.025000 7.87 0. transporte até botafora.21 0.006250 0.55 Servente TOTAL .40 7.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Remoção de Ensecadeira de Terra e Rocha Inclue custos de Escavação e Carga.56 11.14 0.35 0.22 2.DIVERSOS TOTAL.020000 0.66 4.005000 0.73 .78 0.200 1.40 67.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0.44 0.97 0.MÃO DE OBRA 0.08 0.73 35.10 .500 hora hora hora m3v m 3 0.05 TOTAL .

08 0.050000 10% 2.33 4.002500 26.58 2.14 0. estacas. preparo de taludes.200000 7.14 2.07 0.000 litros MB 1218/51 136 HP Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora hora 0.15 0.47 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Plantio de Grama em Placas Inclue os custos de Fornecimento.22 2.07 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Caminhão Pipa 6.020000 0.MATERIAIS DIVERSOS 2.21 TOTAL . aplicação e irrigação. etc m2 vb 1.10 0.MATERIAIS TOTAL . pregos.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0.00 0.002500 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção) 5.97 1.04 4.DIVERSOS TOTAL.00% 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Grama em Placas Sarrafos de Madeira.01 35.14 0.01 32.08 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Servente 1 2 20 .43 TOTAL .010000 0.31 .

90 40.04 0.2. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 35.002700 0. CA25P Dynapac 125HP TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Ajudante .11 0.95 .45 Servente hora hora hora hora 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 5.030000 7.14 0.22 TOTAL .07 0.25 0.001000 71.70 0.55 2.40 1.105 126 HP Grade de Disco tipo GA 28-24 da marca TATÚ Caminhão Pipa 10. regularizacão e compactação.Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .005000 0.04 0.DIVERSOS TOTAL.33 4.030000 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.06 TOTAL .DIVERSOS TOTAL.00% 0.010000 0.31 35.15 0.000 litros MB 1620/51 184 HP Rolo Pé Carneiro autoprop.03 0.35 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Limpeza de superfície de solo para fundação de Barragem de Terra ou de Enrocamento Inclui limpeza.001600 0.19 1.00% 0.004800 0.97 18.15 3.04 0.03 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.002700 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora 0.18 0.38 32.00% 5.22 2.002000 0.08 0.06m3 Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator Agrícola de Pneus tipo CBT .12 4.84 36.05 0.

33 4. TOTAL .88 2.00 7.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Limpeza de superfície de rocha para fundação de Barragem de Terra Inclui limpeza.30 6.18 Diversos: Tábuas.00% 0.06m3 Caminhão MB L1620/51 184 HP com "Brooks" Compressor XA . pregos.050000 1. TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro Ajudante . carga e transporte de material misturado para botafora.30 0.025000 71. .MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .07 0.84 38.62 TOTAL.14 2.97 0.00 0.000000 7.21 0.55 2.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Limpeza de superfície de rocha para fundação de Estruturas de Concreto Inclui limpeza.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora TOTAL .025000 0. Mangueiras.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia 0.45 0.005 0.DIVERSOS gl 0.78 0.39 2.24 8. regularizacão c/ eliminação de taludes negativos e aplicação de argamassas. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.22 2.050000 0.48 0.006700 0.74 Servente ton.050000 0.22 3.89 5.63 0. carga e transporte de material de limpeza para botafora.010000 0.14 hora hora hora 0.96 31.13 2.08 0.28 0. regularizacão. m 3 0.19 0. etc.025 126.420Pd 764 pcm 180HP Equipamentos Diversos: Bombas/Espingardas/marteletes ou rompedores/etc. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 35.

24 m m m m 19.22 1.32 41.23 1. Pregos.92 0.21 5.43 0.00% Limpeza de superficie de Solo para fundação de Barragem de Terra ou Enrocamento Limpeza de superficie de Rocha para fundação de Barragem de Terra Limpeza de superficie de Rocha para fundação de Estruturas de Concreto Perfuração c/ sonda a percussão em Solo (incl.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00% 0.40 22.68 ton.68 26.83 Servente 0.16 1.33 4.51 3.15 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Pedra Britada Diversos: Tábuas. Mangueiras. etc.48 0.84 36./Desmobiliz = 15%) Diâmetro = 3" Diâmetro = 4 1/2" Diâmetro = 6" Diâmetro = 10" m2 m2 m2 1.78 0.19 66. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário TABELA : Serviços relativos a ítens de LIMPEZA E TRATAMENTO DE FUNDAÇÕES DISCRIMINAÇÃO Código EMOP/RJ Unidade Custo em R$/un.87 3.00 1.24 2.420Pd 764 pcm 180HP Rompedor tipo Tex-11 Equipamentos Diversos: Bombas/Espingardas/etc.025000 0.500000 7.075000 71.200000 1.06m3 Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Compressor XA . inclusive BDI em R$ /metro quadrado = 5.21 1.55 2.025 126.200000 0.46 30. TOTAL .28 2.020000 0.200000 0.100000 0.62 14.3.006700 0.3. exclusive BDI Custo em R$/un.3.95 8.00 7.18 0.42 0.88 3.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora TOTAL .26 0.20 0.65 0. Mobiliz.72 0.13 0. m m 3 3 hora hora hora hora 0.80 gl 35.19 30.025 0.47 2.78 0.Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.14 0.3. TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro Marteleteiro Ajudante .32 .81 14.025000 0.010 0.DIVERSOS TOTAL.00 8.51 49.52 0.22 3.52 10.97 31.18 0.

MÃO DE OBRA MATERIAIS Concreto Preparado em Betoneira m3 1.2. Projeção Ajudante .2.1+11.22 32.Perfuração em Rocha c/ Wagon Drill e Martelete (basalto) Wagon Drill Diâm.49 18.3.78 Diâmetro = H 100 mm vertical Injeção de Calda de Cimento Injeção de Argamassa de Cimento/Areia Tela de Aço tipo "TELCON" 3.40 9.84 64.40 5.55 21.22 3.76 24.5000 0.2500 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção) EQUIPAMENTOS Conjunto de Projeção de Concreto ESTE CP-6 Compressor XA .3.46 53.88 2.33 89.78 59.12 6.3mm vertical 1.38 TOTAL .10 12.79 1.33 47.65 66.77 Diâmetro = NX 75. = 2 1/2" Martelete Diâm.33 4.50.5000 71.63 Perfuração em Rocha c/ sonda Rotativa c/ coroa de Vidia (incl.13 1.5000 0.69 107.5000 2.80 2.10 11.97 7.61 8.25 1.12 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro Operador Máq.23 116.30 7.84 44.67 1.11 1.94 1.61 157.5mm vertical 1. = até 1 1/2" 1.61 4.0000 7.40 kg DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Concreto Projetado Inclue custos de Preparo de Concreto em Betoneira.11.6mm vertical 1. Mob/Desmobil 20%) 1.2.83 2.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora 0.5000 0.47 3.5000 0.175Pd 335 pcm 119HP Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora hora hora 0.27 m m 18.100.53 .2500 6.4mm 15x15 m m m m saco 50 kg m 3 39. Lançamento e perda por reflexão de 50%.76 Diâmetro = BX 59.2.75 Diâmetro = AX 47.80 19.23.91 25.

4500 126. Montagem.Cimento Portland t 0.63 2.0100 0.32 2.21 5.DIVERSOS TOTAL.22 3.71 10.65 Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Carpinteiro de Formas para Concreto Ajudante . Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Guindaste sobre Pneus. fios.5000 7.55 2. parafusos.1500 0.47 104.70 Materiais Diversos: Andaimes. plaina.61 0.0500 1.serra circular. etc. etc. 5 ton. Carga e Transporte até o local de aplicação.010 0.4000 0.00 56.57 1.12 2.MÃO DE OBRA MATERIAIS Madeira Serrada Bruta 3a.08 3.00 9.19 32. etc.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Forma de Madeira para Concreto Armado Inclui custos de Preparação. Desmontagem após a cura do concreto e escoramentos. de Carpintaria .00% 10.MATERIAIS DIVERSOS 10.42 180.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora TOTAL .34 3. mangueiras.MATERIAIS DIVERSOS m3 m kg gl 2 hora hora hora 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção) 5.4000 1.00 3.14 1.07 11.70 303.60 6.03 0.10 0.58 35.400 0.71 224. meia lança 45HP K-110A Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Equipamentos Diversos: Maq.33 4. TOTAL . aranhas. TOTAL .54 0.64 0. tupia.34 0.45 0.0100 0.72 Servente 0.00% 16. Chapa Compensado Resinado 18mm Prego Comum 18x30 Diversos: Óleo Desmoldante.87 78.300 200.0250 45.09 1.58 .

55 2.22 1.47 104. de pateo de armação.00 22. TOTAL .65 8.707. TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Armador Soldador Ajudante .00 40.67 707.5mm Arame Recozido no 18 hora kg kg 5.44 222.07 5.00 41.50 12.61 TOTAL.2000 0.00 1.00 60.54 9.22 3.33 4.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . Preparação.84 30. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 5. acompanhamento de concretagem e perdas.80 453.07 1. 5 ton.00 2.2000 0.00% 60.00 137.49 20.39 7.DIVERSOS gl 33.19 32.73 36.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora TOTAL . etc.59 651.22 .12 7.29 43.2000 45. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /tonelada = 35.04 6. Corte. Unidade para Medição dos trabalhos executados: tonelada EQUIPAMENTOS Guindaste sobre Pneus.DIVERSOS TOTAL.00% 1. de solda.61 1.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Armadura (ferro redondo CA-50) Inclui custos de Fornecimento.050.14 hora hora hora 0.62 1.00 20.22 60.00 0.00% 442.23 35.00 10.40 Servente Diversos: Soldas.MÃO DE OBRA MATERIAIS Ferro Redondo CA .00 42. etc. Montagem.17 2.264. meia lança 45HP K-110A Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Equipamentos Diversos: Maq. Dobramento.00 20.70 102. emendas.70 4. Carga e Transporte até o local de aplicação.Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .07 22.91 7.

65 0.20 0.85 126. TOTAL . exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário 3 35.07 gl 5.41 3.75 13. cabos.00 8.0200 1. etc.00% 3.65 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Ajudante .30 0.55 2.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ SERVIÇO: Custos Referidos a: JANEIRO/98 Preparo de Concreto com Betoneira Inclui custos de Fornecimento de Agregados.09 96.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Pedra Britada Diversos: energia elétrica.55 6.80 4.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0.69 25.cimento)= DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Preparo de Concreto com Central de Concreto Inclui custos de Fornecimento de Agregados.05 0. Preparação de concreto em Central de Concreto e perdas de agregados.84 1.19 ton m m 3 3 0.92 54.2000 0.87 32.37 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .22 2. mangueiras.14 1.02 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Betoneira 580 litros com motor eletrico Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora hora (auxílio/apoio) 0.00% em R$ /m3 = Preço Unitário em R$ /m (sem fornec.DIVERSOS hora 5.98 TOTAL.70 Servente TOTAL .37 0. fios.00 7.80 4.00 7.50 5. Preparação de concreto em Betoneira de 580 litros com motor elétrico e perdas de agregados. água.33 4.00 37.78 58. .28 10.41 71.47 0.

00 8.65 0.05 gl 5.00% em R$ /m3 = Preço Unitário em R$ /m (sem fornec.0333 0.60 0.67 48.85 7.96 0.0330 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Pedra Britada Diversos: energia elétrica.14 4.33 4.11 TOTAL. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário 3 35.5000 0.22 4.07 1.36 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Eletricista .48 3. transporte propriamente dito e tempo de descarga.03 27.000 1.55 6.11 27. ar comprimido.DIVERSOS hora ton m3 m 3 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Tempo de Carga e Descarga Velocidade Média 10 min/viagem Dist. mangueiras.72m3 Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora hora hora (auxílio/apoio) 0.00 4.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora 0.000 3.71 Encanador (ou Bombeiro) Ajudante Servente TOTAL . água. fios.1200 10 km/hora .0110 0. cabos.Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Usina tipo Dosadora Pavimak P40 40m3/h ou similar Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 938 114 HP 1.500 1.0400 0.0200 0.36 0.0110 0.0110 0.000 h/m3(transporte) = 0.1000 0.cimento)= Especificação da Unidade de Consumo DISCRIMINAÇÃO Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Transporte de Concreto em Caminhão Betoneira Inclui tempo de Carga.05 0.08 7.500 2.80 1. TOTAL .76 2.96 20.6830 7.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .55 2.08 0.00% 0.0500 0.0330 0.21 0.47 2.0800 0.04 0. etc.40 1.55 32. em km = h/m3(carg+desc) = 0.0110 72.70 13.0600 0.26 1.

gas.5m3 Caminhão Betoneira cap. etc.000 1.500 2.55 2. em km = Dist. etc.0500 0.39 36.88 2.500 2.39 36.33 5.000 2.1133 0. em km = Dist.73 0. em km = Dist.07 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora hora hora TOTAL . (jatos.0933 0.5m3 Caminhão Betoneira cap.16 6.15 5.67 3. em km = Dist.2000 0.500 2.80 3.58 1.39 1. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Vibrador 48x480mm com mangote 5 m.86 Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m3 (inclusive BDI)= Dist.78 1. adensamento e cura do concreto.000 3. em km = 5.2000 0. mot.75 3.5cv Equipamentos Diversos para corte.23 0.39 36.58 DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL.70 3. exclusive BDI Dist.97 0.82 Vibradorista Ajudante Servente .5m3 Caminhão Betoneira cap.40 2. em km = Dist.500 1.13 0.57 4.0100 0.80 2.0300 0.Dist.000 3.0533 0.33 4.000 1.0733 0.40 4.1533 36.MÃO DE OBRA hora 0.0000 3.22 3. em km = 0.00% 0.94 2.39 36.5000 1. em km = Dist.5m3 Caminhão Betoneira cap.0000 5.78 4.82 5.74 0.5m3 MB 2318/42 MB 2318/42 MB 2318/42 MB 2318/42 MB 2318/42 192 HP 192 HP 192 HP 192 HP 192 HP 0. espingardas.2000 0.63 3.54 1.1400 7.500 1.00% 2.500 1. em km = Caminhão Betoneira cap.42 12.04 2.000 hora hora hora hora hora 0.91 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Lançamento de Concreto em estrutura tipo "GRAVIDADE" (Concreto Massa) Inclue custos de preparo de juntas.) 20% TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Carpinteiro de Formas para Concreto Armador Pedreiro .84 7. em km = Dist.5000 104.000 35. bombas. cura.55 6.3.12 5.000 3. em km = Dist.14 hora hora 0.000 1. lançamento.

24 5.MATERIAIS Diversos: energia elétrica. ar comprimido. fios.47 TOTAL.3.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora hora hora TOTAL .63 3. etc. adensamento e cura do concreto.21 1. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 3 35. água.MÃO DE OBRA MATERIAIS hora 0.37 0.0500 0.54 1. lançamento. TOTAL .8000 7.80 2.12 23. mangueiras. (jatos.3000 0. ( Concreto Estutural ou Fortemente Armado) Inclue custos de preparo de juntas.00% 8.33 4.09 1.16 2.40 . etc. ar comprimido. Vigas.22 3.40 4.8000 104. água. fios. Lajes.10 10.3000 0.69 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Lançamento de Concreto em estruturas dos tipos Pilares.MATERIAIS DIVERSOS gl 4.70 21.) 20% TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Carpinteiro de Formas para Concreto Armador Pedreiro .56 2.1000 0. bombas.gas.92 2.14 hora hora 0.0500 0.5cv Equipamentos Diversos para corte.55 2.70 3.DIVERSOS gl 2. mot.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .56 5.00% 1. etc.12 1. mangueiras. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Vibrador 48x480mm com mangote 5 m.88 2.27 13.8000 2.22 31.45 0.15 10. etc.98 Vibradorista Ajudante Servente Diversos: energia elétrica.0000 5. TOTAL . espingardas. cabos.3000 0.64 0.0000 8. etc.11 1. cura. cabos.

34 28.16 9.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . Dynapac CA-15 Diversos: (compressor.0110 0. mangueiras.DIVERSOS hora hora hora hora hora hora hora ton m3 m 3 0.76 0.63 2.Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .: Composição para Volumes maiores que 50.41 2.00 42.90 7.31 gl 5.34 1. ar comprimido. rompedor. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico Obs.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário 3 35.0330 0.02 14.75 0.0800 0.6000 0.26 7.22 3.72m3 Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Compactador Vibratório autopropelido CG11 Rolo Vibratório 7 t .cimento)= .14 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Pedra Britada Diversos: energia elétrica.53 1. EQUIPAMENTOS Central tipo "Misturadora de Concreto" (para CCR) Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 938 114 HP 1.00 4.59 0.00% 1.21 0.00 2. madeira.21 13.0330 0.73 35.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ SERVIÇO: Custos Referidos a: JANEIRO/98 Concreto Compactado a Rolo (CCR) Inclui custos de Fornecimento de Agregados.) TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro . etc. lançamento.DIVERSOS TOTAL.20 1. bombas.97 67.02 TOTAL.55 36.86 38.00% em R$ /m3 = Preço Unitário em R$ /m (sem fornec. fios. cabos. Preparação de concreto em Central Misturadora.73 1. água.2000 0.90 7.78 1.78 0.88 3.000 m3.71 56.00 8.99 1.02 38.8800 7.12 11. adensamento com Rolo Compactador e cura.84 0.00% 2. TOTAL .6000 1.77 0.2000 0.0330 0.60 0.76 Carpinteiro de Formas para Concreto Ajudante Servente TOTAL .87 26.55 2.0660 3% 30.2000 0.70 0.00 48.28 5.0660 0. etc.33 4. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 3 5.

2000 0.84 1.DIVERSOS gl 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0.37 7.55 2.28 Servente TOTAL .00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Estrutura em Concreto ciclópico com 30% de pedra (obras isoladas) .37 0.56 TOTAL.68 5. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Ajudante .82 2.74 10.77 Diversos: Carrinhos de aterro.0500 0.28 4.33 4.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Colocação de "Rachão" para Concreto ciclópico Preço exclusive fornecimento de pedra de mão ou "rachão". exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 3 35.00% 0.5000 2.22 2.37 0. etc.0000 7.7500 6.68 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS hora 2. TOTAL .14 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . tábuas.

500 1.140 0.22 2.71 41.23 1.97 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços .000 0.5 km)= Preço Unitário Estrut.EQUIPAMENTOS hora 0.0500 7. Concreto Ciclópico em R$ /m (Pedreira dist.64 2.34 125. Concreto Ciclópico em R$ /m3 (Pedreira dist.89 58.0 km)= 3 3 3 125.56 10.26 125.37 . Concreto Ciclópico em R$ /m (Pedreira dist.75 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Cobertura com Telha de Barro tipo Francesa Inclue custos de madeiramento e telhado propriamente dito.54 22.000 ton m3 m m m 3 3 3 0.0300 32.000 1.210 0.= 2.500 2. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.18 3.00 10.95 11.17 m3 m ton m3 m 3 2 Preço Unitário Estrut.92 12.210 0.22 31.0 km)= Preço Unitário Estrut.700 1.56 17.69 10.300 126.= 0.54 125.33 0.97 0.30 2.= 1.005 0. Concreto Ciclópico em R$ /m (Pedreira dist.210 0.700 0.210 0.5 km)= Preço Unitário Estrut.707.47 0.Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico Fornecimento de Cimento Fornecimento de Pedra extraído de Pedreira Fornecimento de Pedra extraído de Pedreira Fornecimento de Pedra extraído de Pedreira Fornecimento de Pedra extraído de Pedreira Preparo de Concreto em Betoneira Forma de Madeira Armadura Lançamento de Concreto Colocação de Pedra no Concreto dist = km dist = km dist = km dist = km 0.= 1.98 30.29 30.23 8.50 2.

Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.91 TOTAL.025 0.55 0.33 3.DIVERSOS hora 3.0000 1.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .94 2. TOTAL .55 2.14 3.MÃO DE OBRA MATERIAIS Madeira Serrada Bruta (madeira de lei) Prego Comum 18x30 Telha de Barro tipo Francesa Diversos: cumieira.41 29.520 0. argamassas.016 400.73 1.73 2.0200 32.00 0. calhas.00 10.Carpinteiro de Esquadrias Pedreiro Ajudante Servente hora hora hora hora 1.35 39.11 3.58 4.0000 3.0000 0.41 1.5500 10.0150 1.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0.80 1.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Cobertura com Chapa de Cimento Amianto Ondulada 8mm Inclue custos de madeiramento e telhado propriamente dito.12 300.55 2.56 10.55 .5000 1.07 16.73 2.14 TOTAL .73 m3 kg mil gl 0.0000 7. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m2 = 35.88 2.47 0.00% 1.0000 1.00 1.73 3.45 5.65 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Carpinteiro de Esquadrias Ajudante . etc.65 0.

63 .DIVERSOS hora m3 kg m2 un gl 2.32 1.000 400. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m2 = 35.55 0.65 0.47 0.39 6.37 0.200 1.12 9.200 2.002 0.30 0.100 2.015 0.60 0.0200 32.4000 7.MATERIAIS hora 0.64 19. pingadeiras.00 1.66 9.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Cobertura com Chapa de Cimento Amianto Trapezoidal tipo "Canalete 90" Inclue custos de madeiramento e telhado propriamente dito.68 37.22 18.60 19.80 0.000 400. etc.30 5.TOTAL .0100 0.58 m3 kg m2 un 0.01 0. 110mm Diversos: cumieira.4000 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0.200 1.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .22 11.07 1.65 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Carpinteiro de Esquadrias Ajudante .00 1.49 1. TOTAL .MÃO DE OBRA MATERIAIS Madeira Serrada Bruta (madeira de lei) Prego Comum 18x30 Telha de Cimento Amianto Trapezoidal "Canalete 90" Parafuso 5/16" para Chapa.MÃO DE OBRA MATERIAIS Madeira Serrada Bruta (madeira de lei) Prego Comum 18x30 Telha de Chapa Ondulada Cimento Amianto 8mm Parafuso 5/16" para Chapa.00 0.02 TOTAL .84 0.34 TOTAL. 110mm Diversos: TOTAL . Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.30 6. calhas.00% 1.73 2.87 0.12 16.32 27.0150 0.33 3.8100 2.

011 0.34 7.14 24.00 7.83 TOTAL.49 6.00% 1.00 8.68 14.013 0.55 2.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Parede de Alvenaria de Bloco de Concreto (e = 20 cm) Inclui custos de fornecimento de todos os materiais e execução de Alvenaria de Bloco de Concreto de 40x20x20.40 32. etc.36 1.49 hora hora hora hora hora hora 0.EQUIPAMENTOS 0.39 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 2 .28 17.28 4. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 2 5.90 39.34 5.43 7.0000 5.88 3.52 0.DIVERSOS gl 5% 0.00% 13.47 6.96 53.63 2.82 4.38 2. TOTAL .82 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Bloco de Concreto 40x20x20 Líquido Selador "Liquibase" Tinta PVA .00% 1.22 3. Chapisco.33 4.17 Pintor Ajudante Servente TOTAL . pregos.14 1.89 5.2100 1.5000 2.67 11.2000 32.Latex Lixa d'Água hora ton m mil galão galão 3 folha 0.4800 0.14 1.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .14 0.40 35.150 0. Revestimento Interno e Externo com argamassa de cimento e areia. preparo das superficies interna e externa e Pintura PVA / Latex Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado hora EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Diversos: TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .2000 0.00 597.500 Diversos: madeira para andaimes e proteções diversas.0700 0.90 1.5000 1.77 1.DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .062 0.51 0.120 126.DIVERSOS TOTAL.52 16.87 35.

0000 8.000 1. TOTAL .006 4.17 8.000 1.000 7.47 3.25 0.1000 32.DIVERSOS 126. disjuntores.12 3.30 5.88 4.18 2.000 24.34 0. assentamento de pisos e . Unidade para Medição dos trabalhos executados: Ponto de Luz EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .12 1.10 23. etc.5000 18.00% 4.00 7.48 2.14 1.2000 0.98 0.12 1.33 4. tomada.08 0.13 1.002 0.96 32.55 2.34 1. tipo predial. ferramentas.47 93.22 3.000 1.84 TOTAL.47 4.3000 1. folha de serra.00 0.27 3.59 2.EQUIPAMENTOS hora 0.000 1. instalação elétrica.04 2. interruptor.88 126.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Construção de Banheiro. esquadrias.84 15. Inclui custos de fornecimento de todos os materiais e execução de alvenaria. colocação de aparelhos sanitários.25 Eletricista Ajudante hora hora hora hora hora hora TOTAL .35 63.000 1.MÃO DE OBRA hora ton m m m un un un un un un un un gl 3 0.74 0.0000 0. Inclui custos de fornecimento de todos os materiais e instalação de Eletrodutos. lustre tipo globo com lampada incandescente.MATERIAIS DIVERSOS : Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .08 0.00 0.17 8. fios.74 2.11 Servente MATERIAIS Cimento Portland Areia Eletroduto 3/4 PVC pesado Fio Pirastic 14 AWG (1.88 35.00 1. etc. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /ponto de luz = 35.00 1.000 1.0000 2.47 1.000 2.98 0.0000 6. instalação hidráulica.000 10% 5. completo (wc).DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Instalação Elétrica. fita isolante.53 0.00 0.5 mm2) Caixa Chapa Ferro Esmaltada 4x4 Interruptor Comum (1 alavanca) Placa de Baquerite 2x4 Tomada de Embutir Caixa Estampada 4 x2 Globo Esférico de Vidro 4x8" Plafonier de Alumínio 4" Lampada incandescente de 100W Diversos: Quadros.25 3.

73 6.47 324.70 3.000 39.000 1. hora hora hora hora hora hora hora hora hora 2.46 26.090 0.55 1.55 4.000 1.76 2.19 12.46 2.55 2.85 1. folha serra.75 11.22 14.55 4.85 18.36 120.90 5.0000 32.000 87.95 42.84 135.000 7.21 10. Unidade para Medição dos trabalhos executados: 1 Banheiro completo.000 1. 15 x 15 Piso Ceramico Vermelho 12 x 24 Folha Porta de Madeira 0. pinturas.500 84.0000 13.azulejos.0000 8.44 6.000 1.000 1.22 2.17 16. (tamanho base: 5 m2) Não está incluido os custos de Concreto de estrutura de piso.000 1.000 3.22 3. Cromado Registro de Pressão 3/4" Diversos: ralos. de forro.63 10. ferramentas.85 18.08 16.33 4.000 1.000 1.EQUIPAMENTOS hora 10.68 40.000 7.15 11.70 324.84 20.000 1.75kg/m) Tubo de Aço Galvanizado 1 1/2" (4.44 85.14 38.14 38.36 20.97 47.14 14.70 x 2.0000 2.0000 7.10 3.94 m2 ton m kg m2 m un un un un m m m kg kg un un un un un un un un un un un gl 2 3 30. etc.MÃO DE OBRA MATERIAIS Parede de Bloco de Concreto (e = 20cm) Cimento Portland Areia Cimento Branco Azulejo Branco 1a.32 278.73 2.71 45.81 5.cromado simples Tubo PVC rígido soldável 100mm Tubo PVC rígido soldável 75mm Tubo PVC rígido soldável 50mm Tubo de Aço Galvanizado 3/4" (1.0000 22.25 58.88 3.19 343.13 1.0000 32. EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro Encanador (ou Bombeiro) Encanador Meio Oficial (ou Bombeiro Meio Oficial) .10 29.2cm Aduela e Guarnição p/Porta de 0.34 2.000 10% .196. cabide.13 1.000 27.00 0. saboneteira.87 126.63 127.20kg/m) Vaso Sanitário Louça Branca Parafuso p/ Fixação de Vaso Sanitário Válvula Descarga "Primor" Lisa Tubo de Ligação para Vaso Sanitário Bolsa de Borracha p/ Ligação de Vaso Sanitário Lavatório de Louça BRanca s/ coluna Fixador de Lavatório sem coluna Sifão Metal Cromado p/Lavatorio Torneira para Lavatório Chuveiro Simples s/braço Articul.12 1.95 42.000 1.200 7.36 20.0000 8.76 0. papeleira.66 8.10 Dobradiça 3x 3 Fechadura Completa .81 18.000 1. de pilares e vigas.300 2.70 x 2.90 5. zarcão.0000 190.22 2.000 0.85 103.70 Carpinteiro de Esquadrias Ajudante Servente TOTAL .200 1.000 1.000 1.52 40.76 0.46 26.44 3.40 27.0000 103.82 584.10 0.00 7.81 18. etc.44 1.

31 (Preço exclusive piso.32 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor .1000 0.27 5. pintura forro.247. pilares e vigas de concreto armado) Especificação da Unidade de Consumo DISCRIMINAÇÃO Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Escavação Manual de Vala em Solo Inclue custos de escavação e colocação de material ao lado da vala.35 .35 Servente TOTAL .96 Diversos: Janelas.DIVERSOS 5.47 0. Vidros.96 93.000 93. TOTAL . forro. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ / 1 Banheiro Completo = 35.73 1.483.12 4.Instalação Elétrica (ponto de luz) pt 1.563.00% 3.5000 7.90 2. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.MATERIAIS gl 5% 51.19 1.MÃO DE OBRA MATERIAIS hora 2.88 DIVERSOS : Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00% 169.9000 7.3000 2.14 0.810.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0. etc.22 2.68 TOTAL.33 4.0100 32.68 169.32 0.

6800 0.37 5.66 37.8400 0.3000 0. ferramentas. etc.29 Diversos: madeiras.00% 5.47 TOTAL MÃO DE OBRA Escavação Manual de Vala Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro . TOTAL .33 4.95 11. etc.20 32.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Tubo de Concreto Simples d = 0.47 14.36 5.00% 0.0000 32. ferramentas.00% 2.44 TOTAL.60m hora m3 m 8.7000 7.44 7.87 38. berço de areia e reaterro compactado Não está incluído os custos de obras de 2 bocas ( uma em cada extremidade).40 0. TOTAL .47 32.Diversos: madeiras.56 TOTAL. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m3 = 35. exclusive BDI .00 31.20 2.88 2.1400 8.7000 0.95 2.DIVERSOS gl 1.28 Servente TOTAL .14 32.41 113.39 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Bueiro Tubular simples de Concreto Prémoldado d = 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .40 8.020 7.22 3.37 0.33 4.41 5.72 15.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .60m Inclue custos de escavação e fornecimento e colocação de Tubo.DIVERSOS gl 0.18 2. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 1.600 1.EQUIPAMENTOS m3 hora hora hora hora 1.

Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.800 1.14 8.00% 8.4000 1.80m hora 12.15 Diversos: madeiras.60 52.71 TOTAL MÃO DE OBRA Escavação Manual de Vala Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .0000 1.EQUIPAMENTOS m3 hora hora hora hora 2.85 230.44 5.13 5. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 1.93 4.5000 32.69 60.0000 10.8800 53.85 TOTAL.00% 39.43 Servente TOTAL .44 7. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.22 3.00 59.33 4.88 22.14 48.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Tubo de Concreto Simples d = 0.00 51.020 7.71 m3 m 0.71 20.4000 0.14 171. TOTAL . ferramentas.DIVERSOS gl 2.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .47 48. berço de areia e reaterro compactado Não está incluído os custos de obras de 2 bocas ( uma em cada extremidade).25 2.31 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Bueiro Tubular simples de Concreto Prémoldado d = 0.75 153.88 2.80m Inclue custos de escavação e fornecimento e colocação de Tubo.4800 8.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ . etc.22 3.

000 1.5000 16.18 TOTAL MÃO DE OBRA Escavação Manual de Vala Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .5000 32.00 79.00m Inclue custos de escavação e fornecimento e colocação de Tubo.SERVIÇO: Custos Referidos a: Bueiro Tubular simples de Concreto Prémoldado d = 1. ferramentas.00m hora m3 m 20.13 93.99 Servente TOTAL .5000 1.77 268.5000 0.28 Diversos: madeiras.13 6. Unidade para Medição dos trabalhos executados: unidade EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.88 2.020 7.33 4.47 16.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .97 TOTAL.0500 1.77 12.37 5.14 81.3500 8.69 81.84 361.00% 12.82 34. berço de areia e concretagem de pisos e muros laterais.09 92. TOTAL .00 81.81 7.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Tubo de Concreto Simples d = 1.18 29.44 7.24 . Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro JANEIRO/98 EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 2.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Boca de Bueiro Tubular simples de Concreto d = 0.DIVERSOS gl 4.54 5. berço de areia e reaterro compactado Não está incluído os custos de obras de 2 bocas ( uma em cada extremidade).EQUIPAMENTOS m3 hora hora hora hora 3.7000 1.33 5.60m Inclue custos de escavação .47 81. etc.22 3. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.50 32.

98 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .38 172.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00% 10.38 5.98 Servente hora hora hora hora 0.DIVERSOS hora m3 t m3 m gl 2 9.3000 7.1000 6.18 1.2000 1.81 10. Unidade para Medição dos trabalhos executados: unidade EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.33 4.450 0.230 1.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Boca de Bueiro Tubular simples de Concreto d = 0.EQUIPAMENTOS 16.EQUIPAMENTOS 25.3000 1.24 Servente hora hora hora hora 0.00 71.22 3.000 7.000 3.95 79.80 32.48 TOTAL .22 20.80m Inclue custos de escavação .TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .33 4.22 .47 4.69 67.39 TOTAL.47 25.6000 3.22 3.69 22.15 28.81 226.14 1.1500 9.20 6.53 3.43 306.98 71.88 2. etc.75 12. ferramentas.14 2. berço de areia e concretagem de pisos e muros laterais.43 8.39 27. TOTAL .15 13. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /unidade = 35.0500 2.00 126.4500 7.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Cimento Portland Concreto Preparado em Betoneira Forma de Madeira Diversos: madeiras.6500 0.88 2.

50 32.610 5.76 128.42 17.77 TOTAL.30 26.70 75. TOTAL .000 7.39 .600 7.4000 2.47 48.EQUIPAMENTOS 48.90 46.00 126.5000 0.62 115.TOTAL .69 7.42 365.600 2.05 m3 t m3 1. berço de areia e concretagem de pisos e muros laterais.33 4.96 2.07 280.3000 55.71 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Boca de Bueiro Tubular simples de Concreto d = 1. etc.88 2.93 8.71 Servente hora hora hora hora 0.96 TOTAL .MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Cimento Portland Concreto Preparado em Betoneira Forma de Madeira Diversos: madeiras. ferramentas.01 493.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Cimento Portland Concreto Preparado em Betoneira hora 19.39 4.60 186.370 1.6000 7.86 16.39 41.100 0.14 2.DIVERSOS hora m3 t m3 m gl 2 14.97 5.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00 71. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /unidade = 35.69 22.22 3.1000 4.00 126.700 0.00m Inclue custos de escavação .2000 12.00% 17.00 71.42 111. Unidade para Medição dos trabalhos executados: unidade EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 1.

MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .40m Inclue custos de escavação.74 Servente hora hora hora hora 0.22 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .9600 0.74 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro . TOTAL . fornecimento e colocação de Meio Tubo.75 451.29 6.20 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Calha (Meio Tubo) circular de Concreto simples Prémoldado d = 0.77 583.10 1.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia Cimento Portland Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.14 2.33 4.09 787.DIVERSOS m2 gl 8.14 0. exclusive BDI .29 0.11 TOTAL.3000 32.001 1.000 22.33 2.Forma de Madeira Diversos: madeiras.88 2.58 5.2000 7.00% 204.51 2.00 126.1200 0. etc.47 9.01 0.00% 27.77 27.EQUIPAMENTOS 9. ferramentas. ferramentas. TOTAL .10 23.40m Diversos: madeiras.020 7. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /unidade = 35.65 5.DIVERSOS hora m3 t m gl 1.00 6.39 179.6000 1. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.00% 1.10 5.0400 0.19 TOTAL. etc.13 6.002 0.57 TOTAL .22 3.70 0.

02 0.2000 3.003 0. ferramentas.90 0.EQUIPAMENTOS 16.25 TOTAL.27 5.78 18.00% 8.24 Servente hora hora hora hora 0.14 0.6000 7.74 19.020 7.66 7. fornecimento e colocação de Meio Tubo.31 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Calha (Meio Tubo) circular de Concreto simples Prémoldado d = 0.47 16.51 52.33 4. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.51 2.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ .52 4. TOTAL .00 126.88 1.DIVERSOS hora 5.24 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.12 31.47 71.88 2.26 0.002 1.5000 32.60m Diversos: madeiras. etc.25 18.00 17.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia Cimento Portland Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.76 m3 t m gl 0.00% 2.60m Inclue custos de escavação.22 3.1200 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.2800 14.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .3600 1.70 TOTAL .

02 92.27 5.27 68.89 TOTAL .3000 0.00 26.88 2. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Carregadeira c/ Retroescadeira tipo CASE 580-L 75 HP hora hora 0.74 14.6500 0.92 Servente hora hora hora hora 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.5500 32. fornecimento e colocação de Meio Tubo.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .003 1.80m JANEIRO/98 Inclue custos de escavação.47 25. ferramentas.64 TOTAL. etc.10 13.69 27.73 5.020 7.3000 1.62 0.38 26.14 0.Custos Referidos a: SERVIÇO: Calha (Meio Tubo) circular de Concreto simples Prémoldado d = 0.EQUIPAMENTOS 23.82 5.18 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .73 1.006 0. TOTAL .00 126.78 9.22 3.DIVERSOS hora m3 t m gl 4.1000 0.33 4.62 24.04 0.7500 7.80m Diversos: madeiras.71 0.27 3.5000 2.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia Cimento Portland Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.00% .00% 3.

Síncrona= Quantidade = = Potencia Outros tipos de Turbinas + Regulador de Velocidade = kW Custo Aquisição+ Impostos rpm un Custo Aquisição de Reg.62% un Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Gerador (H) US$ US$ US$ US$ = Potencia Ponte Rolante da Casa de Força kVA 1 Gerador= rpm Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Ponte Rol.Sinc.eixo Horizontal (Pot > 5MVA e Rot.Síncrona= Quantidade = = Geradores .=46. Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Turbina US$ US$ US$ US$ US$ Rot.Síncrona= = L = Vão Comporta Ensecadeira (stoplogs) (Equipamento p/ Fechamento do Desvio) = m Custo Aquisição+ Impostos mca até a soleira US$ US$ US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade stoplogs = Qtde de Guias Extras Transporte e Seguro Montagem e Teste cj completo Custo Total de 1 stoplogs = cj só de guias Custo Total de ??Guias Extras = Custo Total de Ensecadeiras + ?? Guias Extras = m Pórtico Rolante da Tomada d'Agua .= 5. > 200rpm) Potencia = MVA Custo Aquisição+ Impostos Rot.00% Transp. Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Turbina (F) US$ US$ US$ US$ US$ Rot.Vel.+teste 10.Síncrona= Peso Rotor = Quantidade = rpm ton.Sinc.eixo Vertical (Pot > 5MVA e Rot.Síncrona= Peso Rotor = Quantidade = rpm ton. > 200rpm) Potencia = MVA Custo Aquisição+ Impostos Rot.Vel.00% Mont.+Seg.00% Potencia Turbinas Tipo Francis+Regulador de Velocidade = kW Custo Aquisição+ Impostos rpm un Custo Aquisição de Reg.PLANILHA PARA ESTIMATIVA DE CUSTOS DE EQUIPAMENTOS Essa planilha está disponível no diretório OPE nesse CD-ROM PLANILHA PARA ESTIMATIVA DE CUSTOS DE EQUIPAMENTOS Percentuais adotados para çalculo de custo total de equipamento Impostos = 15.62% un Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Gerador (V) US$ US$ US$ US$ = Geradores .=46. US$ US$ US$ US$ Rot.

Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Port.Içamento ton. US$ US$ US$ US$ = L = Vão Comporta Vagão (Tomada d'Água) = m m mca até a soleira Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 comporta US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade = un = L = Vão Comporta Ensecadeira (stoplogs) (Tomada d'Água) = m Custo Aquisição+ Impostos mca até a soleira US$ US$ US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade stoplogs = Qtde de Guias Extras Transporte e Seguro Montagem e Teste cj completo Custo Total de 1 stoplogs = cj só de guias Custo Total de ??Guias Extras = Custo Total de Ensecadeiras + ?? Guias Extras = m Área Total Grade da Tomada d'Água = m2 Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de GRADE US$ US$ US$ US$ = Peso Total Conduto Forçado = ton.Borb. Rol.Capac. US$ US$ US$ US$ = Diâmetro US$ US$ US$ US$ Pressão Proj.= Quantidade = = . Válvula Borboleta (Gráfico B29 do Manual de Inventário/edição Nov/97) = m Custo Aquisição+ Impostos mca un Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Válv.Içamento Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Port. Rol. Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de CONDUTO US$ US$ US$ US$ = L = Vão = Comporta Ensecadeira (stoplogs) p/ Fechamento do Tubo de Sucção m Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste mca até a soleira cj completo Custo Total de 1 stoplogs = cj só de guias Custo Total de ??Guias Extras = Custo Total de Ensecadeiras + ?? Guias Extras = m US$ US$ US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade stoplogs = Qtde de Guias Extras Pórtico Rolante (Movimentação de Stoplogs do Tubo de Sucção ton. Custo Aquisição+ Impostos Capac.

Içamento Guindaste Pórtico (Movimentação de Stoplogs do Vertedouro) ton..Diâmetro Válvula Esférica = Pressão mínima = 200 mca (Grafico B30 Inventário) m Custo Aquisição+ Impostos mca un Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Válv.mecanicos) 6..) 18. Equipamentos Elétricos Acessórios (Sist. Auxiliares ..B21 . Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Port.00% Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total Equipamentos Diversos (Sist. Auxil.= Quantidade = = Comporta tipo Segmento (vertedouro de superfície) Graf.Inventário L = Vão = m Custo Aquisição+ Impostos H = Altura = P = pressão = Quantidade = m mca até a soleira US$ US$ US$ US$ Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 stoplogs = L = Vão = Comporta Ensecadeira (stoplogs) p/ Vertedouro de Superfície m Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste mca até a soleira cj completo Custo Total de 1 stoplogs = cj só de guias Custo Total de ??Guias Extras = Custo Total de Ensecadeiras + ?? Guias Extras = m US$ US$ US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade stoplogs = Qtde de Guias Extras Capac. US$ US$ US$ US$ Pressão Proj. etc. Rol.00% Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total US$ US$ US$ US$ = US$ US$ US$ US$ US$ US$ US$ US$ CUSTO TOTAL DE TODOS OS EQUIPAMENTOS PERMANENTES Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total = = = US$ US$ US$ US$ . Elétricos+cabos. Esf.

yy MW X Casa de Força com Máquinas FRANCIS. Estudos de Viabilidade / Básico LOCALIZAÇÃO Projetista: PROJ-PCH Ltda . eixo Horizontal Máquinas KAPLAN Preços de JANEIRO/1998 Taxa de Câmbio = 1.: PLN-OPE$.normal do Reservatório = ???.12 R $ = 1 US$ Prog.00 m Energia Firme Potência Instalada = = x.xx MW y.OPE para PCH Exemplo Exemplo Serviços Elétricos Ltda.XLS Data: 28-nov-07 Cálculo: Mister ZZ Verificação: MssMMsx ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO Página 1 PRELIMINAR . Rio Bacia Região Município Estado Imbirá Alça Sul do Rio Peixe Grande Sudeste Garajarak do Sul I I Espírito Santo ESTIMATIVA DE CUSTO Aproveitamento: AHE FICTÍCIO (PCH) Alternativa: NA max.PLANILHA PADRÃO .

10.13 .40 .20.10.18 .51 .11.10.43 .17 PLANILHA PADRÃO .10.42 . Jazidas e Áreas Afins ha Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente ha Reassentamento Rural ha Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos ha Cidades e Vilas gl Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada gl Outros custos gl DESPESAS LEGAIS E DE AQUISIÇÃO gl 15% OUTROS CUSTOS gl RELOCAÇÕES ESTRADAS DE RODAGEM km ESTRADAS DE FERRO km PONTES m SISTEMA DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO gl SISTEMA DE COMUNICAÇÃO gl RELOCAÇÕES DE POPULAÇÃO gl Reassentamento Rural gl Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos gl Cidades e Vilas gl Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada gl Outros custos gl OUTRAS RELOCAÇÕES gl OUTROS CUSTOS gl OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS COMUNICAÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL gl MEIO FÍSICO-BIÓTICO gl Limpeza do Reservatório ha Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente ha Conservação da Flora gl Qualidade da Água gl Recuperação de Áreas Degradadas gl Outros custos gl MEIO SÓCIO-ECONÔMICO-CULTURAL gl Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos gl Saúde e Saneamento Básico gl Estrutura Habitacional e Educacional gl Salvamento do Patrimônio Cultural gl Apoio aos Municípios gl Outros custos gl Custo Total R$ Custo Unitário US$ Custo Total US$ ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO Página 2 PRELIMINAR .11.14 .10 .17 .11.11.45.10.10.10.10.10. RELOCAÇÕES E OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS AQUISIÇÃO DE TERRENOS E BENFEITORIAS PROPRIEDADES RURAIS gl Reservatório ha Canteiro.20 .10.10.10.11.15.11.15.11.11.15 .10.46.41 .44 .11.10.15.10.20.10.15.18 .47 .10.11.11.10.10.11.46.10.44 .15.10.10 .11.CONTA .10.49 .11.46.42 .10.15.15.11 .45.15.50 .15.20.11.15.15.15 .45 .10.11.46.10.10.10.45.11 .48 .52 .10.10.11 .20.11.44 .45.17 .45.10.10.10.46 .10.10.10.10.16 .10.15.10.43 .10.10.11.OPE para PCH Custo Unitário DISCRIMINAÇÃO un Qtdade R$ TERRENOS.41 .10.42 .10.15.13 .15.19 .11.11.10.10.20.10.10.11.10. .40 .17 .15.46. Acampamento.10.45.12 .46.10.10.10.21 .45 .10.10.10.

CONTA .10.15.47 .10.15.47.53 .10.15.47.55 .10.15.47.17 .10.15.48 .10.15.13 .10.27 .11. .11.12 .11.13 .11.13.00.12 .11.13.00.12.10 .11.13.00.12.11 .11.13.00.13 .11.13.00.14 .11.13.00.14.13 .11.13.00.14.14 .11.13.00.14.15 .11.13.00.15 .11.13.00.15.10 .11.13.00.15.11 .11.13.00.15.12 .11.27 .12. .12.16 .12.16.22 .12.16.22.19 .12.16.22.21 .12.16.22.22 .12.16.24. .12.16.24.12 .12.16.24.12.10 .12.16.24.12.11 .12.16.24.13 .12.16.24.14 .12.16.24.14.13 .12.16.24.14.14 .12.16.24.14.15 .12.16.24.23. .12.16.24.23.17 .12.16.24.17

DISCRIMINAÇÃO LICENCIAMENTO E GESTÃO INSTITUCIONAL Licenciamento Gestão Institucional Outros custos USOS MÚLTIPLOS OUTROS CUSTOS EVENTUAIS DA CONTA .10

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário un Qtdade R$ gl gl gl gl gl gl gl 10%

Custo Total R$

Custo Unitário US$

Custo Total US$

ESTRUTURAS E OUTRAS BENFEITORIAS BENFEITORIAS NA ÁREA DA USINA CASA DE FORÇA Escavação Comum Em Rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Instalações e acabamentos Alvenaria (paredes) Cobertura Esquadrias/Instal.Eletricas e Hidraulicas/Banheiros EVENTUAIS DA CONTA .11 BARRAGENS E ADUTORAS DESVIO DO RIO ENSECADEIRAS Ensecadeira de rocha e terra Remoção de ensecadeiras Esgotamento e outros custos CANAL OU GALERIA / ADUFA DE DESVIO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Equipamento de fechamento Stoplogs Outros custos

MW gl m³ m³ gl m³ t m³ t gl m2 m2 gl gl

y,yy

10%

gl m³ gl gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl gl

15%

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 3

PRELIMINAR

CONTA .12.17 .12.17.25 .12.17.25.12 .12.17.25.12.10 .12.17.25.12.11 .12.17.25.13 .12.17.25.24 .12.17.25.25 .12.17.25.26 .12.17.25.29 .12.17.25.32 .12.17.25.32.18 .12.17.25.32.19 .12.17.25.17 .12.17.26 .12.17.26.12 .12.17.26.12.10 .12.17.26.12.11 .12.17.26.13 .12.17.26.14. .12.17.26.14.13 .12.17.26.14.14a .12.17.26.14.14b .12.17.26.14.15 .12.17.26.17 .12.17.27 .12.17.27.12 .12.17.27.12.10 .12.17.27.12.11 .12.17.27.13 .12.17.27.14 .12.17.27.14.13 .12.17.27.14.14a .12.17.27.14.14b .12.17.27.14.15 .12.17.27.17 .12.18 .12.18.28 .12.18.28.12 .12.18.28.12.10 .12.18.28.12.11 .12.18.28.13

DISCRIMINAÇÃO

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário un Qtdade R$ gl m³ m³ m³ gl m³ m³ m³ m³ gl m³ m2 gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ m³ t gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ m³ t gl gl m³ m³ m³ gl

Custo Total R$

Custo Unitário US$

Custo Total US$

BARRAGENS E DIQUES BARRAGENS E DIQUES DE TERRA E ENROCAMENTO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Aterro compactado Enrocamento Núcleo de argila Transições / Filtros Proteção de taludes Talude de montante (Enrocamento) Talude de jusante (grama) Outros custos BARRAGENS DE CONCRETO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento (convencional) Concreto sem Cimento (CCR) Armadura Outros custos TRANSIÇÕES E MUROS DE CONCRETO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento (convencional) Concreto sem Cimento (CCR) Armadura Outros custos VERTEDOUROS VERTEDOUROS DE SUPERFÍCIE Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação

2%

2%

2%

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 4

PRELIMINAR

CONTA .12.18.28.14. .12.18.28.14.13 .12.18.28.14.14a .12.18.28.14.14b .12.18.28.14.15 .12.18.28.23 .12.18.28.23.16 .12.18.28.23.17 .12.18.28.23.20 .12.18.28.17 .12.18.29 .12.18.29.12 .12.18.29.12.10 .12.18.29.12.11 .12.18.29.13 .12.18.29.14 .12.18.29.14.13 .12.18.29.14.14 .12.18.29.14.15 .12.18.29.23 .12.18.29.23.16 .12.18.29.23.17 .12.18.29.23.20 .12.18.29.17 .12.19 .12.19.30 .12.19.30.12 .12.19.30.12.10 .12.19.30.12.11 .12.19.30.13 .12.19.30.14 .12.19.30.14.13 .12.19.30.14.14 .12.19.30.14.15 .12.19.30.23 .12.19.30.23.16 .12.19.30.23.17 .12.19.30.23.20 .12.19.30.23.21 .12.19.30.17

DISCRIMINAÇÃO Concreto Cimento Concreto sem Cimento (convencional) Concreto sem Cimento (CCR) Armadura Equipamentos Comportas e guinchos Stoplogs Guindaste Outros custos VERTEDOUROS DE FUNDO E OUTROS Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Equipamentos Comportas e guinchos Stoplogs Guindaste Outros custos TOMADA D'ÁGUA E ADUTORAS TOMADA D'ÁGUA Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Equipamentos Comportas e guinchos Stoplogs Guindaste Grades e Limpa-grades Outros custos

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário un Qtdade R$ m³ t m³ m³ t gl gl gl gl gl 2% gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl gl gl gl 2% gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl gl gl gl gl

Custo Total R$

Custo Unitário US$

Custo Total US$

2%

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 5

PRELIMINAR

CONTA

DISCRIMINAÇÃO

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário un Qtdade R$ gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl

Custo Total R$

Custo Unitário US$

Custo Total US$

.12.19.31 .12.19.31.12 .12.19.31.12.10 .12.19.31.12.11 .12.19.31.13 .12.19.31.14 .12.19.31.14.13 .12.19.31.14.14 .12.19.31.14.15 .12.19.31.17 .12.19.32 .12.19.32.12 .12.19.32.12.10 .12.19.32.12.11 .12.19.32.13 .12.19.32.14 .12.19.32.14.13 .12.19.32.14.14 .12.19.32.14.15 .12.19.32.17 .12.19.33 .12.19.33.12 .12.19.33.12.10 .12.19.33.12.11 .12.19.33.13 .12.19.33.14 .12.19.33.14.13 .12.19.33.14.14 .12.19.33.14.15 .12.19.33.17 .12.19.34. .12.19.34.12 .12.19.34.12.10 .12.19.34.12.11 .12.19.34.13 .12.19.34.14 .12.19.34.14.13 .12.19.34.14.14 .12.19.34.14.15 .12.19.34.23 .12.19.34.23.23

CANAL DE ADUÇÃO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos CONDUTO ADUTOR Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos CHAMINÉS DE EQUILÍBRIO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos CONDUTO FORÇADO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Equipamento Revestimento metálico (Blindagem

m; D = x, j 0 m)

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 6

PRELIMINAR

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário CONTA DISCRIMINAÇÃO un Qtdade R$ .12.19.34.23.24 .12.19.34.17 .12.19.35 .12.19.35.12 .12.19.35.12.10 .12.19.35.12.11 .12.19.35.13 .12.19.35.14 .12.19.35.14.13 .12.19.35.14.14 .12.19.35.14.15 .12.19.35.17 .12.20.37 .12.20.37.12 .12.20.37.12.10 .12.20.37.12.11 .12.20.37.13 .12.20.37.14 .12.20.37.14.13 .12.20.37.14.14 .12.20.37.14.15 .12.20.37.17 .12.27.98 .12.27.99 .13. .13.13.00.23.28 .13.13.00.23.17 .13.13.00.23.20 .13.13.00.23.29 .13.27 .14. .14.00.00.23.30 .14.27 .15. .15.13.00.23.20 .15.00.00.23.31 .15.27 Equipamento (Válvula Tipo:_________; D = y, x0 m) Outros custos CANAL DE FUGA Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos OUTRAS CONSTRUÇÕES ESPECIAIS (Escada de Peixe) Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos EVENTUAIS DA CONTA .12 obras civis EVENTUAIS DA CONTA .12 equipamentos TURBINAS E GERADORES Turbinas _______kW/un. ______rpm Stoplogs Guindaste Geradores _______kVA/un. ______rpm EVENTUAIS DA CONTA .13 EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS ACESSÓRIOS Equipamento Elétrico Acessório EVENTUAIS DA CONTA .14 DIVERSOS EQUIPAMENTOS DA USINA Ponte rolante Equipamentos diversos EVENTUAIS DA CONTA .15 gl gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl gl R$ US$ US$ Custo Total Custo Unitário Custo Total

10% 10%

gl gl gl gl gl 10%

gl gl

10%

gl gl gl Página 7 10% Custo Unitário Custo Total Custo Unitário Custo Total PRELIMINAR

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

CONTA .16. .16.00.14 .16.00.16 .16.27

DISCRIMINAÇÃO ESTRADAS DE RODAGEM, DE FERRO E PONTES ESTRADAS DE RODAGEM ESTRADA DE FERRO PONTES EVENTUAIS DA CONTA .16 CUSTO DIRETO TOTAL = (CDT) Custo direto total em R$ Custo direto total em US$ equivalentes

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH un Qtdade R$ km km m gl 10% R$ US$ US$

.17. .17.21 .17.21.38 .17.21.39 .17.22 .17.22.40 .17.22.40.36 .17.22.40.37 .17.22.40.54 .17.22.41 .17.27

CUSTOS INDIRETOS CANTEIRO E ACAMPAMENTO CONSTRUÇÕES DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO MANUTENÇÃO E OPERAÇÃO DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO ENGENHARIA E ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO ENGENHARIA Engenharia Básica Serviços Especiais de Engenharia Estudos e Projetos Ambientais ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO EVENTUAIS DA CONTA .17 CUSTO TOTAL (Exclusive Juros Durante a Construção)

gl gl gl gl gl gl gl gl gl gl

5,00% 3,00%

5,00% 1,00% 0,50% 10,00% 10%

.18.

JUROS DURANTE A CONSTRUÇÃO (construção em 2 anos) 10% a.a

9,20%

CUSTO TOTAL (Inclusive Juros Durante a Construção) = (CT) Potência instalada Custo em US$/kW Instalado

gl kW US$/kW

Custo Unitário CONTA
ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Custo Total

Custo Unitário

Custo Total

DISCRIMINAÇÃO

un Qtdade Página 8

PRELIMINAR

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH R$ R E S U M O R$ US$ US$

Aproveitamento: AHE FICTÍCIO
Potência Instalada Energia Firme

(PCH)
y,yy x,xx MW MWmédio

Custo Total do Empreendimento

x1000US$ (Ref. JANEIRO/98) , Exclusive LT e Subestação

Vida Útil 50 anos, Taxa de Retorno de 10% a.a Custo - Geração (Energia Firme)

e

O & M = Critério ELETROBRÁS US$/MWh
(EXCLUSIVE LT, Subestação, ROYALTIES, PEDÁGIO e IMPOSTOS)

INVESTIMENTOS EM SUBESTAÇÃO E LINHA DE TRANSMISSÃO Custo Unitário CONTA DISCRIMINAÇÃO un Qtdade R$ Subestação de ........................................................ un R$ US$ US$ Custo Total Custo Unitário Custo Total

Linha de Transmissão de

kV

km

Investimento Total (Subestação + Linha de Transmissão)

gl

Preços de JANEIRO/1998 Custo Total em US$ Custo Total em R $

INVESTIMENTO TOTAL em Usina, Subestação e Linha de Transmissão

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 9

PRELIMINAR

MODELO DE ORÇAMENTO COMPACTO PARA SUBESTAÇÕES
Item 1 2 TERRENOS E SERVIDÕES OBRAS CIVIS (Inclui Benfeitorias Gerais no Pátio, Urbanização e Acabamento, Fundações e Bases, Edifícios da Subestação, Estruturas, etc..) EQUIPAMENTOS - AQUISIÇÃO Equipamentos Principais Demais Equipamentos MONTAGEM ELETROMECÂNICA TRANSPORTE E SEGUROS MEIO AMBIENTE CUSTOS DIRETOS (Somatório dos itens anteriores) CUSTOS INDIRETOS (Corresponde aos custos do Canteiro e Acampamento, Engenharia e Administração) EVENTUAIS CUSTO TOTAL Descrição Und. gl gl

3 3.1 a 3.7 3.8 a 3.22 4 5 6 7 8

und und e/ou gl gl gl gl

9 10

MODELO DE ORÇAMENTO COMPACTO PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO
Item 1 2/3/7 TERRENOS E SERVIDÕES OBRAS CIVIS (Inclui a Limpeza de Faixa de Servidão, as Fundações e as Estradas de Acesso) ESTRUTURAS (Metálicas ou outras - Especificar) CONDUTORES AÉREOS E ACESSÓRIOS Isoladores e Ferragens Cabo Condutor Cabos Pára-Raios Fio Contrapeso Acessórios MONTAGEM ELETROMECÂNICA TRANSPORTE E SEGUROS MEIO AMBIENTE CUSTOS DIRETOS (Somatório dos itens anteriores) CUSTOS INDIRETOS (Corresponde aos custos de Canteiro, Engenharia e Administração) EVENTUAIS CUSTO TOTAL und t t t gl gl gl gl Descrição Und. gl gl

4/5

t e/ou und

6 6.1 6.2 6.3 6.4 6.5/6.6 7 8 9 10 11 12 13

ANEXO 4 - LEGISLAÇÃO PERTINENTE
O conjunto de leis considerado de grande importância, no panorama do Setor Elétrico de hoje, está relacionado a seguir. A legislação de meio ambiente é apresentada no Capítulo 8. • Decreto-Lei no 1.872, de 21.05.81 Dispõe sobre a aquisição, pelo concessionários, de energia elétrica excedente gerada por Autoprodutores. • Decreto-Lei no 915, de 06.09.93 Este Decreto autoriza a formação de consórcios para geração de energia elétrica para Autoprodução. • Decreto no 1.348, de 28.12.94 Este Decreto regula a participação de concessionários de serviço público de energia elétrica em aproveitamento hidrelétrico de outro concessionário (arrendamento). • Lei no 8.987, de 13.02.95 Dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos, liberando o mercado de energia elétrica do monopólio estatal. • Lei no 9.074, de 07.07.95 Estabelece normas para outorga e prorrogações das concessões e permissões de Serviços Públicos. Em seu capítulo II trata especificamente dos serviços de energia elétrica. • Decreto no 1.717, de 24.11.95 Estabelece procedimentos para prorrogações das concessões dos serviços públicos de energia elétrica de que trata a Lei 9.074 de 07.07.95. • Decreto no 2.003, de 10.09.96 Regulamenta a produção de energia elétrica por Produtor Independente e por Autoprodutor. • Lei no 9.427, de 26.12.96 Institui a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, disciplina o regime de concessões de serviços públicos de energia elétrica. • Medida Provisória 1.549, de 12.08.97 Aprova Estrutura Regimental e Quadro de cargos em comissão e função de confiança da

Altera oficialmente o Código de Águas. 8. • Lei no 9.427. de 04. contado da data de assinatura do contrato.01.96.02.61. de 04.987. na modalidade de concorrência.98 Altera dispositivos das Leis nos 3.93). assim como da autorização para exploração de centrais hidrelétricas até 30 MW e dá outras providências A legislação citada permite destacar os seguintes pontos principais: • os concessionários de serviço público de eletricidade ficam autorizados a adquirir energia excedente de Autoprodutores gerada com a utilização de fontes energéticas que não empreguem combustível derivado de petróleo (Dec. • os concessionários de serviço público de energia elétrica ficam autorizados a efetuar investimentos em aproveitamento hidrelétrico objeto de concessão a outro concessionário.95). de 04. de 13.05.12.02.94).97 Institui a Política Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências. a serem dados em arrendamento ao titular da concessão (Decreto no 1.81). a concessão de serviço público será concedida mediante licitação. 9.12.98 Estabelece os critérios para o enquadramento de empreendimentos hidrelétricos na condição de pequenas centrais hidrelétricas.12.06. de 13.95.433.074.987. • • • as concessões de geração de energia elétrica terão prazo necessário a amortização dos investimentos. de 27. por sua conta e risco e por prazo determinado (Lei no 8. limitado a 35 anos. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho. podendo ser .ANEEL.12. • ANEEL Resolução no 393. de 28.98 Estabelece os procedimentos gerais para registro e aprovação de estudos de viabilidade e projeto básico de empreendimentos de geração hidrelétrica.666. de 21. 8.890-A.93.04.05.648. de 06.98 Estabelece os procedimentos gerais para registro e aprovação dos estudos de inventário hidrelétrico de bacias hidrográficas. • ANEEL Resolução no 394.09. de 08. de 25. • Lei no 9.348. Lei no 1. de 07. é assegurada a formação de consórcios entre os concessionários de Serviço Público. • ANEEL Resolução no 395.07.872. de 21.12. e entre esses e os Autoprodutores de energia elétrica para exploração de aproveitamentos hidrelétricos (Decreto no 915.95 e 9. de 26.

por sua conta e risco (Decreto no 2. c) consumidores já existentes. mediante o ressarcimento do custo de transporte envolvido (Decreto no 2. a pessoa jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebam concessão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao comércio de toda ou parte da energia produzida. de 07. conforme a seguinte tabela: ANO Tensão Potência ↓ 1995 = ou maior 69 KV = ou maior 2000 = ou maior 69 KV = ou maior 2003 ↓ ↓ 10 MW 3 MW decresce de acordo com as regras do Poder Concedente.003. • • o Produtor Independente e o Autoprodutor terão assegurados o livre acesso aos sistemas de transmissão e de distribuição de concessionários e permissionários de serviço público de energia elétrica. contado da respectiva solicitação. • o Decreto no 2. a pessoa física ou jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebam concessão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao seu uso exclusivo (Decreto no 2.003. d) consumidores de energia elétrica integrantes de complexo industrial ou comercial.003 ainda estabelece que a comercialização da energia produzida por Produtor Independente poderá ser feita com: a) concessionários ou permissionários de Serviço Público de Energia Elétrica.96). de 10.95). destinadas a Produção Independente ou Autoprodução poderão comercializar energia elétrica com consumidores .003. de 10. define-se Autoprodutor de Energia Elétrica.074.prorrogado no máximo por igual período (Lei no 9. independentemente de tensão ou carga. • define-se Produtor Independente de Energia Elétrica. e) conjunto de consumidores de energia elétrica. respeitados os prazos dos contratos vigentes. f) qualquer consumidor que demonstre ao Poder Concedente não ter o concessionário local lhe assegurado o fornecimento no prazo de até 180 dias.07.96). aos quais forneça vapor ou outro insumo oriundo de processo de cogeração.09.96).09. nas condições previamente ajustadas com o concessionário local de distribuição. • As PCHs de potência superior a 1MW e inferior a 30MW.09. b) novos consumidores com carga igual ou superior a 3 MW atendidos em qualquer tensão. de 10.

parágrafo 5º) • Estas mesmas PCHs contam ainda com redução mínima de 50%. Os Estudos de Inventário em bacias hidrográficas com vocação hidrenergética para aproveitamentos de. informação dos Estudos de Inventário Hidrelétrico realizados. poderão ser realizados de forma simplificada. ♦ AUTOPRODUTOR E PRODUTOR INDEPENDENTE Hidrelétrica . pelo uso dos recursos hídricos. • Para o registro de realização de estudos para o Projeto Básico de uma PCH. As novas PCHs estão também isentas do pagamento da compensação financeira. quando promoverem a substituição da geração termelétrica que utiliza derivados de petróleo. • Os empreendedores de aproveitamentos hidrelétricos deverão se articular junto aos órgão de recursos hídricos para regularizar sua situação quanto ao uso da água para geração hidrelétrica. com área inundada menor ou igual a 3 km2 .até 1 MW: .só registro.só registro. em função da natureza do empreendimento e da faixa de potência conforme resumido a seguir: • ♦ SERVIÇO PÚBLICO Hidrelétrica . ainda. No caso de sistemas isolados elas contam ainda com a possibilidade de uso dos recursos da CCC.concessão por licitação. 394 e 395 definem. adotados como referência para as características do aproveitamento.até 1 MW: . Deverá ser apresentado à ANEEL relatório de reconhecimento da bacia ou sub-bacia. desde que existam condições específicas que indiquem potencial de aproveitamentos até aquele limite ou imponham a segmentação natural da bacia em sub-bacias cujos aproveitamentos estejam dentro do citado limite de 50 MW. acima de 1 MW . de 1 MW até 30 MW. . para as tarifas de uso dos sistemas elétricos de transmissão e distribuição.cuja carga seja maior ou igual a 500kW (Lei no 9. justificando a simplificação adotada para os Estudos de Inventário.concessão por licitação. no máximo. acima de 30 MW . além do relatório de reconhecimento do sítio onde se localiza o potencial. permissão ou autorização de exploração. 50 MW. 26. restrições e/ou facilidades em termos de condições determinadas para concessão. Art.autorização. aos Estados e Municípios.468. A Lei 9. dentre outras. o interessado deverá apresentar.468 e as Resoluções ANEEL 393.

sendo acrescentadas as seguintes declarações: files=90 buffers=50 Para que as declarações acima tenham efeito no sistema.tem como objetivo principal facilitar a execução do Modelo de Simulação a Usinas Individualizadas (MSUI). Os aplicativos dividem-se basicamente no gerenciamento da base de dados. Neste manual estão descritos os procedimentos necessários para a inicialização do sistema INTERBASE.ANEXO 5 . Requisitos de software: • Sistema operacional Windows 95 ou superior. REQUISITOS DE HARDWARE E SOFTWARE Para o perfeito funcionamento do sistema são necessários os seguintes requisitos: Requisitos de hardware: • Computador do tipo PC com processador Pentium (ou compatível) 100 Mhz ou superior[1]. bem como disponibilizar um eficazgerenciador de dados de usinas hidrelétricas.0[3]. ensinando a manipular os seus registros.Interface Gráfica e Gerenciamento da Base de Dados de PequenasCentrais Elétricas . • Controles e bibliotecas do Visual Basic 5. • Terminologias adotadas no setor elétrico. A INTERBASE foi construída de tal forma que o usuário não necessite consultar o manual de formatação dos arquivos de entrada do MSUI. • 32 MB de memória RAM. é necessário reiniciar o computador. • Mínimo 15 Mb disponíveis[2]. Para usar efetivamente este produto.sys será criado ou modificado. • Windows 95 ou superior. o arquivo config. [1] Para a utilização do modelo MSUI é recomendável a utilização de um computador com processador de 166 Mhz ou superior. o usuário deve estar familiarizado com: • Computador pessoal do tipo PC. inclusive o programa executável MSUI. [2] Para a instalação do software é necessário cerca de 30 Mb livres. . • Conhecimento básico dos objetivos da modelagem do MSUI. e na formatação dos arquivos de entrada do modelo MSUI. No processo de instalação.INTERFACE GRÁFICA PARA O MODELO DE SIMULAÇÃO ENERGÉTICA INTRODUÇÃO A INTERBASE . O programa de instalação grava todos os arquivos necessários ao bom funcionamento do sistema. tarefa trabalhosa e sujeita a inúmeros erros de digitação. [3] Os controles e bibliotecas do Visual Basic serão instalados automaticamente pelo programa de instalação.

clique sobre o item Interbase. 1 A partir desse momento o programa será executado. Fig. no grupo Interbase. mostrando sua janela principal.INICIANDO O SISTEMA INTERBASE Para iniciar o sistema. . como pode ser visto no item “MENU PRINCIPAL”. do menu Iniciar (fig. 1).

1 . no menu principal encontram-se as seguintes opções: Fig.MENU PRINCIPAL Ao iniciar o sistema.

Sair – Finaliza a execução do programa. Esta ação pode causar danos irreparáveis. por exemplo. 3 • Reparar Banco de Dados – Como algumas vezes o arquivo do banco de dados é danificado acidentalmente como. é preciso repará-lo para que volte a funcionar corretamente. queda de energia elétrica. Nunca abra o arquivo com a base de dados diretamente pelo MS-Access. O arquivo deve estar no formato do MS-Access 2. execute este item do menu para tentar resolver o problema. Caso o arquivo não siga os padrões preestabelecidos o sistema apresentará uma mensagem de erro (ver fig. Juntamente com o sistema. Nesse menu são dadas três opções para o usuário escolher (ver fig. Esse item do menu estará desabilitado se houver alguma base de dados aberta. Fig. será distribuído uma base de dados com alguns registros representativos para a execução de caso exemplo com o modelo MSUI. 3). Mantenha sempre uma cópia de segurança atualizada de seus dados para evitar problemas futuros.Arquivo Todas as informações sobre as usinas gerenciadas pelo sistema são armazenadas em arquivos de banco de dados Access. Quando tentar abrir um arquivo válido e receber uma mensagem do tipo “Arquivo corrompido”.0 e ser compatível com os dados requeridos pelo programa. MSUI • . 2 • Abrir Banco de Dados – Abre o arquivo com o banco de dados. 2) Fig.

Todos os Arquivos – Gera os arquivos com dados gerais.Neste menu o usuário encontra todas as facilidades para a execução do modelo. Fig. será apresentada uma janela confirmando a criação dos arquivos de entrada do modelo MSUI (veja figura abaixo). bem como o gerenciamento da base de dados. caso não ocorra erros durante a formatação. Formatar Arquivos – Contém as opções necessárias para gerar os arquivos de entrada do modelo MSUI no formato adequado. de usinas e vazões. 4 • • • Dados Gerais – Abre a janela com os dados gerais para edição e formatação de arquivo de entrada para o modelo MSUI (ver tópico: Parâmetros para o MSUI). Dados das Usinas – Gera o arquivo com os dados das usinas. Serão apresentados três tipos de relatórios gerados pelo modelo. Depois que todos os dados necessários à simulação forem preenchidos corretamente. Para maiores informações sobre o MSUI veja o apêndice. Vazões – Gera o arquivo com os dados das Séries de Vazões. o arquivo correspondente será criado automaticamente. . O programa de instalação grava o programa executável MSUI. Executar Modelo – Executa o modelo MSUI. Acesse o menu MSUI. 5 • • • • • • Dados Gerais – Gera o arquivo com os parâmetros da simulação. Fig. Dados das Usinas – Abre o formulário com os dados das usinas contendo as opções para o gerenciamento da base de dados (ver tópico: Dados das Usinas). Resultados – Exibe os relatórios com os resultados da simulação. Ao final da execução. deve-se gerar os arquivos para a execução do modelo MSUI. Sempre que os parâmetros de simulação forem modificados. depois Formatar Arquivos e por fim uma das quatro opções apresentadas como na figura 8.

sai – possui os relatórios de entrada. O seu conteúdo é bastante semelhante a este manual. • • • 7 . Fig. complementado com o Manual de Metodologia do MSUI. Reslus4.sai. os arquivos de saída disponíveis para consulta dos resultados da simulação são os seguintes: • Energias. Reslus3. 6 • Índice da Ajuda – Exibe o conteúdo da ajuda do programa. versão para PCH. bem como os resultados gerais da simulação.Após a execução do MSUI. Sobre – Exibe uma janela com informações gerais sobre o programa (Fig.sai – relatório específico possuindo as energias firme por usina da configuração.sai. Manual do Sistema – Exibe este manual no MS-Word (Este manual foi desenvolvido para ser visualizado nas versões 97 ou superiores do MS-Word). ou seja: carga crítica (energia firme do sistema).sai – Os dados destes arquivos dependem das opções escolhidas no formulário Dados Gerais.sai. energias firmes e médias por usina e acumulada na cascata.sai. • Reslus1. Fig. Reslus5. Reslus2. Manual do MSUI – Exibe o manual do MSUI no MS-Word. Contém informações sobre a utilização do sistema bem como a descrição dos campos utilizados na base de dados. Ajuda Neste menu estão disponíveis todas as informações necessárias para a utilização do sistema INTERBASE e do modelo MSUI. • Msui. configuração a ser estudada. 7).

Ver figuras 1 e 2. 1 Fig.DADOS GERAIS PARÂMETROS PARA O MSUI Os dados são apresentados em duas telas distintas: informações gerais e parâmetros de simulação. Fig. Sempre que os dados da simulação forem atualizados. 2 A descrição dos campos está disponível no apêndice . é executado o formatador para gerar os novos parâmetros da simulação.

Os dados são apresentados em quatro telas distintas: dados gerais e físicos. Fig. dados de simulação (ver fig. dados energéticos e evaporações.2 . série de vazões. 1). 1 A descrição dos campos está disponível no apêndice.DADOS DAS USINAS Nesta janela se encontram os meios para o gerenciamento das informações referentes às usinas. Fig. MENU PRINCIPAL Arquivo Neste menu o usuário encontra todas as facilidades para o gerenciamento da base de dados de usina hidrelétrica e impressão de relatórios.

• Atualizar Base de Dados – Verifica se a base de dados sofreu alguma alteração durante a execução do programa. CSV (texto separado por vírgula). TXT (texto separado por marcas de tabulação) e HTML (HiperText MarkedUp Language). 3 • Configurar Impressora – especificações do usuário. DOC (MS-Word). se não desejar imprimir nenhum registro clique no botão Fechar. incluindo a série de vazões. caso deseje configurar a impressora clique no botão Configurar Impressora. Configura a impressora de acordo com as • Ordenação – Muda a ordem com que os registros da base de dados são exibidos na tela. utilize esse comando para se certificar que o dado sendo exibido é a versão mais atual. todo o banco de dados ou os registros retornados pela pesquisa. Código. Será aberta uma janela com diversas opções de impressão (ver figura abaixo). Serão impressos todos os seus dados. caso haja uma ativa. A impressão das séries de vazões é opcional. • Relatório – Permite a escolha dos registros a serem impressos. A impressão do relatório pode ser realizada de duas maneiras. • Registro Atual – Imprime apenas os dados da usina exibida no momento. gerado apenas para visualização em tela ou salvo em um dos seguintes formatos de arquivo: XLS (MS-Excel 5. Fig. além do formato de visualização (ver fig. Se duas ou mais pessoas estiverem utilizando a mesma base de dados ao mesmo tempo. • Imprimir – Gera um relatório sobre os registros da base de dados. O relatório pode ser enviado para a impressora.0). A ordenação default é por Código. Os possíveis campos de ordenação são: Nome. Escolhidas as opões desejadas. . Estado e Rio. clique no botão Imprimir. RTF (Rich Text Format). Essa é a maneira mais rápida e prática de obtenção de um relatório. O usuário pode escolher por imprimir apenas o registro sendo visualizado. 3).

incluindo a série de vazões.• Sair – Fecha a janela dos Dados das Usinas retornando à janela principal. Não é possível alterar o valor do código da usina. Com um registro que deseja replicar previamente selecionado. Caso deseje cancelar as modificações realizadas. 4 • Editar Registro – Edita o registro atualmente sendo exibido. apagando o registro indesejado. acesse o item Cancelar Alterações. Responda com cuidado. Feito isso. do menu Registros. do menu Registros. não poderá ser desfeita. Após iniciar a edição dos dados percorra as quatros diferentes telas de dados da USINA e efetue as modificações necessárias. Em ambos os casos será exibido um pedido de confirmação. dando o novo código (ver item abaixo) e. em seguida. Ao clicar no botão Criar Registro. • Baseado no Atual –Os dados do registro inserido são copiados de um outro. Fig.4). acesse o menu Registros. será inserido um registro totalmen necessário entrar com todos os dados referentes à nova usina. pois esta ação. o item Novo. Várias ações não poderão ser realizadas durante a edição. Acesse o menu R por fim. um novo código. Registros Neste menu o usuário encontra todas as facilidades para a manutenção dos registros na base de dados (Fig. Feito isso digite na janela que se abrirá (ver figura 5). crie um novo registro a partir deste. Os dados de simulação não serão gravados. Inserir Registro – Insere um novo registro na base de dados. Há duas formas de adicionar um novo registro à base de dados. Estes comandos não estarão disponíveis se os dados estiverem sendo editados • • • Novo – O registro inserido é totalmente novo. depois Inserir Registro e por fim o item Baseado no Atual. acesse o item Salvar Alterações. . caso isso seja necessário. uma vez realizada. já existente. Para confirmar a alteração. a nova usina será incluída na base de dados com os mesmos valores do registro atual.

Salvar Alterações – Salva as alterações decorrentes de edição ou inserção de um novo registro. não poderá ser desfeita. ou utilizando as opções demonstradas a seguir: • Copiando série de outro aproveitamento da base de dados – Selecione o aproveitamento na base de dados com a série pretendida. acesse o menu Registros. não poderá ser desfeita. para a base de dados do sistema Interbase. acione o botão “Copiar” do aplicativo. Não disponível se os dados estiverem sendo editados. Com um registro previamente selecionado. Responda com cuidado. • • • . Para a realização desse procedimento o usuário deve obedecer o formato apresentado no MS-Excel como na figura abaixo. uma vez realizada. em seguida acione o botão “Colar”. acione o botão “Copiar”. 5 • Apagar Registro – Apaga o registro atualmente sendo exibido. Responda com cuidado pois esta ação. Responda com cuidado pois esta ação. depois Apagar Registro. pois esta ação. Edição da Série de Vazões A edição de cada campo da série de vazões pode ser realizada como descrito anteriormente no item Editar Registro. uma vez realizada. Cancelar Alterações – Cancela as alterações realizadas na edição do registro ou cancela a sua inserção. não poderá ser desfeita. Copiando série de outro aplicativo – Este procedimento foi elaborado para facilitar a importação de séries de vazões. Selecione o aproveitamento desejado. retorne para o registro onde deseja copiar a série. Disponível somente se os dados estiverem sendo modificados. Feito isso será exibido um pedido de confirmação.Fig. uma vez realizada. execute o aplicativo onde a série está arquivada. retorne para o sistema Interbase na tela “Série de Vazões” e clique no botão “Colar”. Disponível somente se os dados estiverem sendo modificados. cujos valores já estejam gravadas em outro aplicativo.

• Excluir Série – Proceda como no item “Alterar Período da Série de Vazões” e em seguida acione o botão “Excluir Série”. será apresentada uma janela como na figura a abaixo. entre com o novo período nos campos “Ano Inicial” e “Ano Final” e acione o botão “Alterar Período” para efetuar a modificação. Ir Para Fig. Feito isso.• Alterar Período da Série de Vazões – Para modificar o período da série de um aproveitamento. 6 . selecione o registro no modo “Edição” na tela “Série de Vazões” e acione o botão “Período”.

Pode-se escolher visualizar o registro a ser localizado. Registro Anterior – Exibe o registro anterior da base de dados. que permite a localização de registros específicos. 8 • Localizar – Abre uma janela. Código de Jusante. como visto na figura 9. conforme a ordenação especificada no item Ordenação do menu Arquivo. Próximo Registro – Exibe o próximo registro da base de dados.O menu Ir Para contém cinco opções de navegação. . Estado e Estágio. Para os campos Código. pode-se também. Fig. Registro Número – Exibe o registro especificado (ver figura 7). indo do primeiro ao último registro. Rio. através da opção Registro Número. acessá-lo diretamente (ver figura 7). Nome. Código de Jusante e Rio. A procura poderá ser feita por um dos seguintes campos: Código. em que o valor digitado esteja no início ou em qualquer parte do campo. Pode-se caminhar pela base de dados. Fig. Caso seja sabido o número do registro. Último Registro – Exibe o último registro da base de dados. • • • • • Primeiro Registro – Exibe o primeiro registro da base de dados. pode-se. fazer uma procura parcial. Os comandos deste menu não estarão disponíveis se os dados estiverem sendo editados. Nome. 7 Pesquisa Neste menu encontram-se facilidades para localização de registro específicos na base de dados segundo critérios fornecidos pelo usuário.

10) que permite fazer uma pesquisa sobre todos os campos dos registros.Realizada a procura. portanto. . Fig. o item Localizar Próximo do menu Pesquisa aparecerá habilitado e. 10 • Desligar Pesquisa – Faz com que todos os registros da base de dados sejam exibidos novamente. desfazendo pesquisa anteriormente realizada. Somente serão exibidos os registros que satisfaçam os critérios escolhidos. 9 • • Localizar Próximo – Localiza o próximo registro seguindo a localização anterior. Pesquisar – Abre uma janela (ver fig. poderá ser utilizado para repetir a procura anterior. Fig.

Manual do Sistema – Exibe este manual no MS-Word1[1]. O seu conteúdo é bastante semelhante a este manual. complementado com o Manual de Metodologia do MSUI. . 12). 12 1[1] Este manual foi desenvolvido para ser visualizado nas versões 97 ou superiores do MS-Word. 11 • Índice da Ajuda – Exibe o conteúdo da ajuda do programa. Contém informações sobre a utilização do sistema bem como a descrição dos campos utilizados na base de dados. versão para PCH. • • • Fig. 1[1] Este manual foi desenvolvido para ser visualizado nas versões 97 ou superiores do MS-Word. Sobre – Exibe uma janela com informações gerais sobre o programa (Fig.Ajuda Fig. Manual do MSUI – Exibe o manual do MSUI no MS-Word.

DESCRIÇÃO DOS DADOS UTILIZADOS Informações Gerais Campo Título Sub-Sistema Ano Inicial da Simulação Data de Convergência da carga crítica Período Crítico do Sistema Descrição Título que será impresso nos relatórios do MSUI. minutos e segundos. Sub-sistema a ser simulado.APÊNDICE . correspondente à localização do eixo da barragem da usina. de Código da usina situada imediatamente a jusante. Nível de desenvolvimento da usina: • • Inventário (IN). correspondente à localização do eixo da barragem da usina Estado (ou fronteira entre Estados) onde está localizado o eixo da USINA. Longitude em graus. Máximo de 5 relatórios. Data de convergência da carga crítica.usina que apresenta como estudo aprovado mais recente o estudo de inventário hidrelétrico da bacia hidrográfica na qual está situado. de acordo com a classificação da ANEEL. Ano inicial da simulação. com ordenação crescente no sentido montante-jusante. minutos e segundos. Nome do rio onde se localiza a usina. Dados da Usina Campo Código Nome Código Jusante Rio Latitude Longitude UF Estágio Descrição Número associado a cada usina. Os dois primeiros dígitos são obrigatoriamente de identificação da sub-bacia. Nome oficial da usina. Latitude em graus. em cada sub-bacia hidrográfica.usina que apresenta como estudo . Período correspondente do sistema. Parâmetros de Simulação Campo Usinas a serem Simuladas Relatórios a serem Gerados Descrição Máximo de 50 usinas. • • Viabilidade (VI) .

Expressa em km². Expressa em metros. Expressa em km². • Operação (OP) . Área do espelho d'água do reservatório referente ao nível d'água máximo normal. definido no projeto. Expressa em metros. Área do espelho d'água do reservatório referente ao nível d'água mínimo normal. referência principal para os documentos de licitação das obras. É o volume que não pode ser vertido em qualquer situação.usina que dispõe de pelo menos 1 unidade geradora em operação. Corresponde ao nível d'água mínimo do reservatório.usina em que todas as unidades • geradoras foram desativadas. desde a tomada d'água até a entrada da turbina. se este nível for mais elevado. Expresso em metros. Expressa em km². Expresso em hm³. Corresponde ao nível d'água máximo do reservatório definido no projeto. para uma vazão igual a 1. Expressa em metros. Expresso em hm³. Volume do reservatório correspondente ao nível d'água na cota da soleira do vertedor.usina que teve suas obras iniciadas e ainda não opera a primeira unidade geradora. Área de contribuição da bacia hidrográfica no local da usina.1 da vazão média no período crítico ou o NA máximo normal do reservatório imediatamente a jusante. Volume do reservatório no nível d'água mínimo. • Construção (CO) . Desativado (DE). Perdas de carga hidráulica verificadas nos circuitos de adução. • Projeto Básico (PB) .• • • • aprovado mais recente o estudo de viabilidade técnicoeconômico. Expresso em metros. Cota de projeto da soleira do vertedor. Volume do reservatório no nível d'água máximo normal. Corresponde ao nível d'água natural no canal de fuga. Expresso em hm³. Volume no Nível d'Água Máximo Normal Volume no Nível d'Água Mínimo Normal Volume na Soleira do Vertedor Área no Nível d'Água Máximo Normal Área no Nível d'Água Mínimo Normal .usina que apresenta como estudo aprovado mais recente o projeto básico. Características Físicas Campo Queda Bruta Máxima Perdas Hidráulicas Área de Drenagem Nível d'Água Máximo Normal Nível d'Água Mínimo Normal Cota da Soleira do Vertedor NA Normal de Jusante Descrição Diferença entre os níveis d'água máximo normal e normal de jusante. independente do valor da potência instalada e da finalidade da geração (serviço público ou autoprodução).

A3 e A4). Dados de Turbinas Campo Número de Unidades de Base Número Total de Unidades Tipo de Turbina Descrição Número de unidades geradoras necessárias para garantir a energia firme da usina. A3 e A4). Obtido pelo somatório do número de unidades. A3 e A4). A1. Evaporações Campo Evaporação média Descrição 13 valores representando a evaporação média mensal e anual.5 valores (A0. A1. Coeficientes do polinômio Vazão x Nível de Jusante . Francis. de Queda líquida sob a qual é atingida a potência efetiva do gerador. obtidos a partir dos pontos Volume x Cota do reservatório. Rendimento médio do conjunto turbina-gerador.Características Energéticas Campo Potência Queda Referência Rendimento Descrição Soma das potências das unidades geradoras da usina.5 valores (A0. Polinômios Campo Coeficientes do Polinômio Cota x Área Coeficientes do Polinômio Volume x Cota Coeficientes do Polinômio Vazão x NA de Jusante Descrição Coeficientes do polinômio Cota x Área . A1. . obtidos a partir dos pontos Cota x Área do reservatório. obtidos a partir dos pontos de Vazão X Cota do Canal de Fuga. Expresso em porcentagem. Número total de unidades geradoras da usina. Pelton. que pode ser: Kaplan. A2. Coeficientes do polinômio Volume x Cota .5 valores (A0. Expressa em MW. Expressa em metros. Tipo de turbina da usina. com engolimento máximo da turbina. A2. A2.

de Vazão . Expressa em m³/s. Expressa em m³/s. nordeste. Vazão mínima que deve ser garantida a jusante da usina. ambientais. Nome da usina utilizado pelo modelo MSUI. Média das vazões que compõem a série de Série de Vazões para Utilização nos Modelos. por restrições de navegação. norte. Expressa em m³/s. sudeste. Código do Posto Código do posto de vazão utilizado pelo modelo MSUI. Sistema ao qual pertence a usina. operativas etc. Vazão Mínima Defluente Vazão Média de Longo Termo (MLT) Dados de Simulação Campo Código Nome Sistema Descrição Código da usina utilizado pelo modelo MSUI.Série de Vazões Campo Série de Vazões para Utilização nos Modelos Descrição É a série de vazões afluentes ao local da usina em condições naturais. Os valores possíveis são: sul.

simula a operação detalhada do sistema hidrelétrico operando cada reservatório e cada usina segundo suas características particulares. avaliação dos balanços de empresas decorrentes da operação integrada do sistema. retratando o comportamento do sistema no caso de ocorrência de uma repetição das vazões naturais registradas no passado. subordinadas a um conjunto de parâmetros definidores de prioridades. se for maior. a situação muda por completo. se a energia natural for menor que a carga. mantendo o excesso ou complementando o requisito com a usina de reservatório. o operador tentará turbinar toda água nelas disponível. existe um sistema de reservatórios e de usinas em cascata e em paralelo. o estoque aumentará até o volume máximo. porém. A operação de um hipotético sistema isolado com apenas um reservatório é simples. avaliação do comportamento de uma usina individualizada através de seus parâmetros característicos. evitando qualquer desperdício e distribuindo a reserva de água de forma a otimizar a produção de energia e a utilização dessa reserva. limitado à capacidade das máquinas ou à carga. O objetivo da operação de um sistema constituído de usinas hidroelétricas é atender ao mercado ao menor custo possível. o que pode ser expresso por duas diretrizes: minimizar os gastos com combustível. uma vez que este é o componente básico do custo variável de operação. . isto é. pois o operador desse sistema não necessita de nenhuma regra de operação: deve apenas atender ao requisito da carga. pois existem infinitas maneiras de armazenar ou de desestocar a água dos reservatórios. cada uma com resultados um pouco diferentes. o reservatório se esvaziará.MSUI : MODELO DE SIMULAÇÃO A USINAS INDIVIDUALIZADAS Face à complexidade de cálculo de soluções ótimas para operação de sistema de geração de energia elétrica. Assim. maximizar a eficiência das usinas hidroelétricas. os modelos de simulação tornam-se uma importante e imprescindível ferramenta para o planejamento da expansão e operação de tais sistemas. OBJETIVOS O modelo foi projetado para simular a operação de um sistema constituído de usinas hidráulicas sob diversas condições de carga e hidraulicidade. Seus principais objetivos englobam: convergência da carga máxima garantida de uma determinada configuração de usinas e cálculo do respectivo período crítico. Existindo usinas a fio d'água. avaliação do comportamento de um sistema em expansão face a projeções de mercado e séries hidrológicas dadas. O Modelo de Simulação a Usinas Individualizadas (MSUI) é desse tipo. Quando. Estes modelos tentam representar com o máximo rigor as características das usinas hidráulicas.

. as usinas hidrelétricas são representadas pelos seguintes dados de entrada: curva de cota do reservatório em função do volume. valorizando deste modo. Tenta ainda. 1 No MSUI. OPERAÇÃO DO SISTEMA A operação do sistema é simulada mês a mês tendo por objetivo atender aos requisitos mensais e condicionada pelas vazões naturais dos postos correspondentes às usinas hidráulicas. dados de evaporação. minimizando o vertimento e procurando manter o volume dos reservatórios entre as curvas de controle superiores e inferiores. as afluências futuras e aumentando a expectativa de geração hidráulica.REPRESENTAÇÃO DO SISTEMA PERFIL DE UMA USINA HIDRELÉTRICA Fig. perda hidráulicas média nas tubulações. redistribuir a reserva hidráulicas disponível de modo a recuperar o nível dos reservatórios de alta prioridade de enchimento. O programa tenta atender à carga mensal. dados das turbinas e geradores. curva do nível de jusante em função da vazão defluente. rendimento médio do conjunto turbina e gerador. curva de área do reservatório em função da cota. fator de carga máximo para operação continua. nível de montante e área no caso de usinas a fio d'água.

os arquivos de saída disponíveis para consulta dos resultados da simulação são os seguintes: • • • • MSUI. coeficientes informados para manter esvaziamento proporcional abaixo das curvas de controle inferiores durante períodos muito secos.A operação dos reservatórios é controlada pelas seguintes variáveis: prioridade de enchimento e esvaziamento. do Menu Principal da INTERBASE.SAI ( n=1. ou seja: carga crítica(energia firme do sistema). Versão PCH.2. curvas de controle superiores e inferiores dos reservatórios (ou através de faixas paralelas).3. vazões mínimas defluentes. . O enchimento‚ feito pela ordem de prioridade de enchimento até as curvas de controle inferiores e depois até as superiores (ou faixa por faixa).5) – relatório detalhado da operação de cada usina. pode ser consultado na opção Ajuda/Manual. bem como os resultados gerais da simulação. O esvaziamento‚ feito pela ordem de prioridade até as curvas de controle superiores e depois‚ até as inferiores (ou faixas por faixas). • ENERGIAS. energias firmes e médias por usina e acumulada na cascata.4. cujo pedido foi efetuado no gerenciador. configuração a ser estudada. UTILIZAÇÃO A versão disponibilizada para os estudos energéticos de Pequenas Centrais Hidrelétricas possui alguns parâmetros pré-definidos: • • • • Limite máximo de unidades hidrelétricas – 50 usinas.SAI – possui os relatórios de entrada. Convergência da energia firme com período crítico calculado pelo programa. O Manual de Metodologia do MSUI. RESULTADOS Após a execução do MSUI.SAI – relatório específico possuindo as energias firmes por usina. • RELUSn. capacidades máximas de turbinamento das usinas.

……… m VIDA ÚTIL DO RESERVATÓRIO : ……….. m3/s VAZÃO PROJ DESVIO (TR: 10 ANOS) :….. DATA:…………. DIAS DE CHUVA (MÉDIA MENSAL) . m3/s …….... m3 TIPO : ……….: …………… COD. MÉDIA MENSAL: ………………... EM ROCHA A CÉU ABERTO :…………… m3 CONCRETO CONVENCIONAL: …………..A. MAXIMORUM : N. DEZ …….......A. OUT ……… NOV ……..:………………………………m3/s VAZÕES MÉDIAS MENSAIS (m3/ s) – PERÍODO : JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL …….: ………. m3/s VAZÃO MLT (PER..A. EXCEPCIONAL : ÁREAS INUNDADAS NO N. m3/s GALERIAS NÚMERO DE UNIDADES : SEÇÃO : COMPRIMENTO : ……………..DA FOZ: MUNICÍPIO NA ÁREA DA BAR. (TR:10..... km2 PREC. ha TEMPO DE FORMAÇÃO DO RESERV..ANEXO 6 .. m3 ENSECADEIRA : ……..: LONG. RIO: ……………………… AD:…....000ANOS) :….. ……………. km2 VAZÃO GARANTIDA (95%):…………………… m3/s ÁREA DE DRENAGEM DO BARRAM. MÉDIA ANUAL (…………):……………. JUL ……. VAZÃO DE DESVIO (TR: 10 ANOS) :. NORMAL : 4. NOME: ……………………….. NORMAL : NO N..…………… km2 RIO: ……………………… AD:………………....... AGO …….. …….. Km MUNICÍPIO NA ÁREA DA C.A.…..... : ………… dias ……. m ..: …………… COD. NOME: ……………………….. mm VAZÃO MÍN.. SET …….FICHA TÉCNICA PEQUENA CENTRAL HIDRELÉTRICA :.A.....……….. DEZ …….. NORMAL : MÁX.:……….………………………………………………………………………… EMPRESA:…………………………………………………………………………………………. m ...PERÍODO : JAN FEV MAR ABR ……… MAI ……… JUN ……...... VERT.. m ÚTIL : ……….. dias ………. MÁXIMORUM : NO N. …… …… …….. MÁXIMO NORMAL : ………. DADOS HIDROMETEOROLÓGICOS POSTOS FLUVIOMÉTRICOS DE REFERÊNCIA COD.. VAZÃO PROJ.. ……… 3. DE MONTANTE MÍN. m …………. AGO ……. MÍN... m ……….….. ……. DE JUSANTE MÍNIMO : MÁX...……….. ha ESC...: …………… NOME: ………………………. ha TEMPO DE RESIDÊNCIA : ……….:’ DIST... LOCALIZAÇÃO RIO: SUB-BACIA: BACIA: LAT... NORMAL : MÁX..A. DESVIO VOLUMES ………. …….. anos . ……...: ……… 106 m3 Fio d’água ……… 106 m3 OUTRAS INFORMAÇÕES . 1... NORMAL : MÁX. m ABAIXO DA SOLEIRA DO VERT. m PROFUNDIDADE MÁXIMA : …………..... m NO N. km2 RIO: ……………………… AD: ……………….. OUT ……… NOV …….. RESERVATÓRIO N. SET ……. FORÇA: 2.....……… m VAZÃO REGULARIZADA Fio d’água PROFUNDIDADE MÉDIA : ………….………………… ETAPA: .

m3 8. m3 CONDUTO OU TÚNEL FORÇADO DIÂMETRO (EM AÇO) : ……………... DA ÁREA DE MONTAGEM : COMPRIMENTO TOTAL : 9.. CASA DE FORÇA TIPO : Nº DE UNIDADES GERADORAS : LARG.. EM ROCHA SUBTERRÂNEA :…………… m3 CONCRETO: .. DE ENERGIA : ……......... …………….………… m3 CONCRETO : …………… m TOMADA D’ÁGUA TIPO: ………………………… COMPRIMENTO TOTAL : ………………………… m NÚMERO DE VÃOS : ………………………… ESCAVAÇÃO COMUM : ……………………. m /s ESTRUTURA DE DISSIP.. m ESC.. MVA RENDIMENTO MÁXIMO : ……… rpm FATOR DE POTÊNCIA : ……. m3 ALTURA MÁXIMA : …. m3/s …………... …………… m …………… m …………. NOMINAL : ROTAÇÃO SÍNCRONA : QUEDA DE PROJETO : 10. m DIÂMETRO (arco retângulo): …………. kV ………………% …………. GERADORES POTÊNCIA UNIT.. NOMINAL : ROTAÇÃO SÍNCRONA : TENSÃO NOMINAL : …….…………………. m ESC...... rpm ………m VAZÃO UNITÁRIA NOMINAL : RENDIMENTO MÁXIMO : …………. m3 ESC............... TOTAL DA CRISTA (COM VERTED. DO BLOCO : LARG. 3 …………………….....) :…... m3 …….m CONCRETO (CONVENCIONAL /CCR): ….. m ESCAVAÇÃO EM ROCHA : COTA DA CRISTA : . CONCRETO (CONVENCIONAL/CCR) : ……... BARRAGEM TIPO DE ESTRUTURA: .... …………….…… m DIÂMETRO(EM CONCRETO) :…………………. SISTEMA ADUTOR TÚNEL DE ADUÇÃO COMPRIMENTO : ……………..…… ……… MW ……......... m ESCAVAÇÃO COMUM : …………… m3 ESC...…..... EM ROCHA A CÉU ABERTO : …………… m3 ESC. EM ROCHA SUBTERRÂNEA : ......……… m3 COMPORTAS TIPO : ACIONAMENTO : LARGURA : ALTURA : …………….....… m 6... m2 .... m …………….. VERTEDOURO TIPO : CAPACIDADE : COTA DA SOLEIRA : COMPRIMENTO TOTAL : 7....5. % .….…………. m DIÂMETRO(EM ROCHA) : . EM ROCHA SUBTERRÂNEA : …………... TURBINAS TIPO : POTÊNCIA UNIT.. …………………… m …………………… m . m ESCAVAÇÃO COMUM : ……....... EM ROCHA A CÉU ABERTO :……………... m3 COMP. . m3 CONCRETO : …….. m NÚMERO DE UNIDADES : …………………… COMPRIMENTO MÉDIO : ………………….......…. m3 CONCRETO : ……….. …………….

. IMPACTOS SÓCIO-AMBIENTAIS PROPRIEDADES ATINGIDAS : RURAL: RESIDÊNCIAS ATINGIDAS : RURAL : …... m CONCRETO COMPACTADO A ROLO : ……….. TAXA DE CÂMBIO (R$/US$) : …………. EM ROCHA SUBTERRÂNEA : ………....…… km 15. US$/MWh ………. (…. m2 16. anos): ………….... . OBSERVAÇÕES . ………. MW C..PRINCIPAIS FASES INÍCIO DAS OBRAS ATÉ O DESVIO : …… meses DESVIO ATÉ O FECHAMENTO : …… meses FECHAM....: PRAZO TOTAL DE EXECUÇÃO: ……… meses ……… meses QUANTIDADE DE NÚCLEOS URBANOS ATINGIDOS: INTERFERÊNCIA COM ÁREAS LEGALMENTE PROTEGIDAS : INTERFERÊNCIA COM ÁREAS INDÍGENAS : RELOCAÇÃO DE ESTRADAS: DENOMINAÇÃO :.. km EXTENSÃO:……………….. m2 2 ESCAV.. m CONCRETO CONVENCIONAL : …………… m2 2 ESCAV.. GERAÇÃO COMERCIAL 1ª UNID.11.. VOLUMES TOTAIS ESCAVAÇÃO COMUM : ……….% aa.. PRINCIPAIS IMPACTOS AMBIENTAIS : EXTENSÃO: ……………………. RELOCAÇÃO DE PONTES : QUANTIDADE :... ………. m2 ENSECADEIRAS : ……………. JUROS DURANTE A CONSTRUÇÃO : ……… CUSTO TOTAL C/ JDC : ……… CUSTO OPERAÇÃO & MANUTENÇÃO :……. /ano DATA DE REFERÊNCIA (MÊS/ANO) : ………/…...GWh/ano ………… US$/kW ………..) :…… meses 12..………. …... ………. CRONOGRAMA . ATÉ GERAÇÃO ( 1ª UNID...…………. ESTUDOS ENERGÉTICOS QUEDA BRUTA MÁXIMA : QUEDA NOMINAL : POTÊNCIA DA USINA : 14.. ………..G. m ENERGIA FIRME : ….. CUSTO TOTAL S/ JDC : ……….E.. EM ROCHA CÉU ABERTO : ………. m CUSTO ÍNDICE: …. CUSTOS ( x 103 US$) MEIO AMBIENTE : OBRAS CIVIS : EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS : OUTROS CUSTOS : CUSTO DIRETO TOTAL : CUSTOS INDIRETOS : 13.

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pela ANEEL Wilson Fernandes de Paula . Para efetuar a revisão. Normalização. Os trabalhos foram desenvolvidos pelos seguintes técnicos: . CHESF. para a Revisão do Manual de Pequenas Centrais Hidrelétricas.Poços de Caldas. a COPPETEC.pela ELETROBRÁS Joaliza Paulon João de Moraes Martins Neto Luiz Menandro de Vasconcelos Maria Cristina Cals de Oliveira Míriam Regina Nutti Paulo Fernando V. foi constituído. ANEEL. Capacitação da Indústria e Apoio ao Desenvolvimento de Novos Negócios Joaliza Paulon Coordenadora do Grupo de Trabalho O Grupo de Trabalho foi formado com representantes das seguintes entidades: ELETROBRÁS. CERPCH e SRH-MMA. ELETROSUL. CERJ. IME. CEMAT. no âmbito do Contrato ECV939-97. um Grupo de Trabalho. em fevereiro de 1998. como força tarefa. A coordenação institucional. Resende Rafael Mora de Mello Rogério Neves Mundim Sérgio Pimenta . ELETRONORTE. segundo as diretrizes do Grupo de Trabalho. COPEL. FURNAS. CEMIG. S. composto por técnicos da ELETROBRÁS e de empresas do Setor Elétrico Brasileiro. esteve sob a responsabilidade de: Benedito Carraro Diretor de Planejamento e Engenharia Ricardo Chagas de Oliveira Gerente da Área de Normalização e Engenharia Econômica de Novos Negócios Péricles de Amorim Figueiredo Coordenador do Programa de Qualidade.ANEXO 8 . a ELETROBRÁS contratou. durante o período de desenvolvimento dos trabalhos.PARTICIPANTES DOS ESTUDOS Para a elaboração das Diretrizes para Estudos e Projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas. DME .

pela CERJ Celso Voto Akil .pelo DME (Poços de Caldas) Manoel Machado de Morais pela ELETRONORTE José Adalberto Calainho .pela CHESF Aurélio Alves de Vasconcelos Belmirando Koury Costa Eduardo Manuel de Mota Silveira José Ronaldo de Melo Jucá Manoel Pereira de Andrade Filho .pela ELETROSUL João José Cascaes Dias Luiz Fernando Waschelke .por FURNAS Hélio Goulart Júnior Pedro Fernandes Motta .pela CEMAT Míriam de Lourdes Gomes da Silva .pela CEMIG Fanny Tereza Lusardo de Almeida Lobo Leite Helena Marta Penido Scotti .pela COPEL Emílio Hoffman Gomes Júnior Jorge Andriguetto Júnior .

pela COPPETEC Prof.Coordenador Prof.pelo IME/CERPCH José Carlos César Amorim . Massera da Hora Paulo Roberto Guimarães Benegas ENGENHARIA ELETROMECÂNICA Paulo Peter Baumotte Pedro Ivo da Fonseca ENGENHARIA DE CUSTOS Tsuneo Sato INFORMÁTICA Max Moura Wolosker Gleison dos Santos Souza MEIO AMBIENTE Edson Nomiyama Ivan Soares Telles de Souza Paulo Mário Correia de Araújo Raul Odemar Pitthan .pela SRH-MMA Maria Manuela Martins Moreira . Rui Carlos Vieira da Silva . Sandoval Carneiro Antônio Ferreira da Hora Fernando C.Coordenador da Equipe Externa .pela COPPETEC/CONSULTORES EXTERNOS ENGENHARIA CIVIL Geraldo Magela Pereira Mônica de Aquino G.. Cavalcanti de Albuquerque .

além dos técnicos já citados: Andre Jules Balança .Consultor Independente Leslie Afonso Terry .ELETROBRÁS Newton de Oliveira Carvalho .CEPEL Mario Jorge Daher .ELETROBRÁS Rui Menezes de Moraes .DIGITAÇÃO Lais Helena Cortes Costa Foram recebidas contribuições das seguintes pessoas.ENGEVIX José Renato Kling Cotim .CEPEL .ELETROBRÁS Marcio Gomes Catharino .ELETROBRÁS Moacyr Pereira dos Santos .

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