SUMÁRIO
CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO 1.1 1.2 1.3 1.4 OBJETIVO RETROSPECTO SOBRE OS ESTUDOS LEGAIS E PROJETOS DE PCHs ASPECTOS INSTITUCIONAIS E LEGAIS ATUALIZAÇÃO PERIÓDICA DAS DIRETRIZES

CAPÍTULO 2 - TIPOS DE PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS 2.1 DEFINIÇÃO DE PCH 2.2 CENTRAIS QUANTO À CAPACIDADE DE REGULARIZAÇÃO 2.2.1 PCH a fio d’água 2.2.2 PCH de acumulação, com regularização diária do reservatório 2.2.3 PCH de acumulação, com regularização mensal do reservatório 2.3 CENTRAIS QUANTO AO SISTEMA DE ADUÇÃO 2.4 CENTRAIS QUANTO À POTÊNCIA INSTALADA E QUANTO À QUEDA DE PROJETO

CAPÍTULO 3 - FLUXOGRAMAS DE ATIVIDADES PARA ESTUDOS E PROJETOS FLUXOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO DE UMA PCH

CAPÍTULO 4 - AVALIAÇÃO EXPEDITA DA VIABILIDADE DA USINA NO LOCAL 4.1 4.2 4.3 4.4 ADEQUABILIDADE DO LOCAL COLETA E ANÁLISE DE DADOS RECONHECIMENTO DO LOCAL AVALIAÇÃO PRELIMINAR DA VIABILIDADE DO LOCAL SELECIONADO 4.4.1 Verificação do potencial do local 4.4.2 Arranjo preliminar 4.4.3 Impactos ambientais 4.4.4 Atratividade do empreendimento

CAPÍTULO 5 - LEVANTAMENTOS DE CAMPO 5.1 TOPOGRÁFICOS 5.2 GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS 5.2.1 Investigação das fundações 5.2.1.1 Investigações preliminares 5.2.1.2 Execução de sondagens 5.2.2 Materiais de construção 5.2.2.1 Qualidade dos materias 5.2.2.2 Determinação dos volumes 5.3 HIDROLÓGICOS 5.3.1 Serviços de hidrometria 5.3.2 Serviços de sedimentologia 5.4 AMBIENTAIS

CAPÍTULO 6 - ESTUDOS BÁSICOS 6.1 TOPOGRÁFICOS 6.2 GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS 6.3 HIDROLÓGICOS 6.3.1 Caracterização fisiográfica da bacia 6.3.2 Curva-chave 6.3.3 Séries de vazões médias mensais

6.4 6.5 6.6 6.7

6.3.4 Curvas de duração/permanência 6.3.5 Estudos de vazões extremas 6.3.5.1 Aproveitamento Dispõe de Série de Vazões Médias Diárias 6.3.5.2 Aproveitamento Não Dispõe de série de Vazões Médias Diárias 6.3.6 Risco 6.3.7 Vazões mínimas 6.3.8 Avaliação sedimentológica AMBIENTAIS ARRANJO E TIPO DAS ESTRUTURAS ALTERNATIVAS CUSTOS ESTUDOS ECONÔMICOS-ENERGÉTICOS 6.7.1 Considerações iniciais 6.7.2 Dimensionamento energético e econômico sob a ótica isolada 6.7.3 Dimensionamento dos parâmetros físico-operativos do projeto

CAPÍTULO 7 - PROJETO DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS 7.1 OBRAS CIVIS 7.1.1 Barragem 7.1.1.1 Barragem de Terra 7.1.1.2 Barragem de Enrocamento 7.1.1.3 barragem de Concreto 7.1.2 Vertedouro 7.1.3 Tomada d’água 7.1.4 Canal de adução 7.1.5 Tubulação de adução em baixa pressão 7.1.6 Câmara de carga 7.1.7 Chaminé de equilíbrio 7.1.7.1 Verificação da necessidade de instalação da Chaminé de Equilíbrio 7.7.1.2 Dimensionamento de uma Chaminé de Equilíbrio do tipo simples e de seção constante 7.1.8 Conduto forçado 7.1.9 Túnel de adução 7.1.9.1 Arranjos com túnel de adução 7.1.9.2 Critérios gerais para o projeto do túnel 7.1.9.3 Critérios para o dimensionamento hidráulico do túnel 7.1.9.4 Premissas para o dimensionamento do revestimento 7.1.9.5 Métodos construtivos 7.1.10 Casa de força 7.1.11 Canal de fuga 7.1.12 Instrumentação 7.2 DETERMINAÇÃO FINAL DA QUEDA LÍQUIDA E DA POTÊNCIA INSTALADA 7.2.1 Estimativa das perdas de carga 7.2.2 Determinação da potência instalada 7.3 EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS 7.3.1 Turbinas hidráulicas 7.3.1.1 Seleção do tipo de turbina 7.3.1.2 Turbina Pelton 7.3.1.3 Turbina Francis com caixa espiral 7.3.1.4 Turbina Francis caixa aberta 7.3.1.5 Turbina Francis dupla 7.3.1.6 Turbina Tubular "S" 7.3.1.7 Turbina Bulbo com multiplicador 7.3.1.8 Outros tipos de turbinas 7.3.1.9 Volante de inércia 7.3.1.10 Sistema de regulação 7.3.2 Equipamentos hidromecânicos 7.3.2.1 Comportas 7.3.2.2 Grades 7.3.2.3 Válvula de segurança 7.3.3 Equipamentos de levantamento 7.3.3.1 Ponte rolante e talha

7.3.4 Geradores 7.3.4.1 Determinação da potência nominal 7.3.4.2 Sietema de resfriamento 7.3.4.3 Proteção contra sobretensões 7.3.4.4 Estimativa de peso 7.3.4.5 Tensão de geração 7.3.4.6 Classe de isolamento 7.3.4.7 Valores de impedância 7.3.4.8 Aterramento do neutro 7.3.4.9 Geradores de indução 7.3.4.10 Sistemas de excitação 7.3.5 Transformadores elevadores 7.3.6 Sistema de proteção 7.3.7 Sistema de supervisão e controle 7.3.8 Sistemas auxiliares elétricos 7.3.8.1 Serviços auxiliares - corrente alternada 7.3.8.2 Serviços auxiliares - corrente contínua 7.3.9 Subestação 7.3.10 Interligação gerador-transformador 7.3.11 Aterramento 7.3.12 Linha de transmissão 7.3.13 Sistema de telecomunicações 7.4 PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO E MONTAGEM 7.4.1 Desvio do rio e seqüência construtiva 7.4.2 Canteiro e acampamento 7.4.3 Esquemas de montagem 7.4.4 Estradas de acesso 7.5 OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO 7.5.1 Operação das usinas hidrelétricas 7.5.2 Manutenção das usinas hidrelétricas 7.6 CUSTOS 7.6.1 Metodologia 7.6.2 Custos das obras civis 7.6.2.1 Composição de preços unitários para execução de obras civis 7.6.2.2 Cálculo de custos nos itens diversos 7.6.3 Custos dos equipamentos eletromecânicos

CAPÍTULO 8 - ESTUDOS AMBIENTAIS 8.1 - INTRODUÇÃO 8.2 - ESTUDOS PRELIMINARES 8.2.1 - Levantamentos 8.2.2 - Análise 8.2.3 - RAP – Relatório ambiental preliminar 8.3 - ESTUDOS SIMPLIFICADOS 8.3.1 - Estudos básicos 8.3.1.1 - Geral 8.3.1.2 - Definição das áreas de influência 8.3.1.3 - Caracterização do empreendimento 8.3.1.4 - Diagnóstico ambiental 8.3.1.5 - Inserção do empreendimento, identificação e avaliação dos impactos 8.3.2 - Programas ambientais detalhados 8.4 - ESTUDOS COMPLETOS 8.4.1 - EIA – Estudos de impacto ambiental 8.4.1.1 - Geral 8.4.1.2 - Avaliação dos impactos ambientais 8.4.2 - RIMA – Relatório de impactos sobre o meio ambiente 8.4.3 - PBA – Projeto básico ambiental 8.5 - CUSTOS AMBIENTAIS 8.6 - LEGISLAÇÃO AMBIENTAL 8.6.1 - Principais documentos legais 8.6.2 - O processo de licenciamento ambiental

8.6.2.1 8.6.2.2 8.6.2.3 8.6.2.4

-

Geral Licença Prévia - LP Licença de Instalação - LI Licença de Operação - LO

CAPÍTULO 9 - ANÁLISE FINANCEIRA DO EMPREENDIMENTO

CAPÍTULO 10 - RELATÓTIO FINAL DO PROJETO 10.1 - ITEMIZAÇÃO DO RELATÓRIO FINAL 10.2 - DESENHOS - CONTEÚDO 10.3 - ESCALAS RECOMENDADAS

ANEXO 1 - PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA 1 - INTRODUÇÃO 2 - CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE OS PROGRAMAS QMÁXIMAS, REGIONALIZAÇÃO E HUT 3 - O PROGRAMA QMÁXIMAS 4 - O PROGRAMA REGIONALIZAÇÃO 5 - O PROGRAMA HUT 6 - PROGRAMA GRAFCHAV 6.1 - Introdução 6.1.1 - O que é a curva chave 6.1.2 - O que o sistema oferece 6.1.3 - Equipamento necessário 6.1.4 - Equipe de desenvolvimento 6.2 - Operações básicas 6.2.1 - Instalação do sistema 6.2.2 - Executando o GRAFCHAV 6.2.3 - O módulo editor de dados para criar arquivos 6.2.4 - O módulo gráficos para analisar medições de descarga líquida 6.2.5 - O módulo curva chave 6.3 - Operações complementares 6.3.1 - A curva chave em mais de um estágio e diferentes períodos de validade 6.3.2 - O ajuste manual 6.3.3 - Extrapolação da relação cota-vazão 6.3.4 - Digita parâmetros - para desenhar a curva chave 6.4 - Restrições de uso 6.4.1 - Maplicabilidade do módulo curva chave 6.4.2 - Tamanho do arquivo de entrada 7 - VAZÕES MÍNIMAS - PLANILHA DE CÁLCULO q7, 10 7.1 - Apresentação 7.2 - Descrição do modelo 7.3 - Utilização 7.4 - Discussão dos resultados

ANEXO 2 – EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTOS DIVERSOS CANAL LATERAL COM SOLEIRA VERTEDOURA AO FINAL CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO CONDUTO FORÇADO PERDA DE CARGA, QUEDA LÍQUIDA E POTÊNCIA INSTALADA

ANEXO 3 - COMPOSIÇÃO DE CUSTOS E PLANILHAS DE ORÇAMENTO RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS COMPOSIÇÃO DE CUSTOS

PLANILHA PARA ESTIMATIVA DE CUSTOS DE EQUIPAMENTOS PLANILHA DE ORÇAMENTO (OPE) MODELO DE ORÇAMENRO COMPACTO PARA SE'S E LT'S

ANEXO 4 - LEGISLAÇÃO PERTINENTE

ANEXO 5 - INTERFACE GRÁFICA PARA O MODELO DE SIMULAÇÃO ENERGÉTICA INTERBASE Introdução Reqiuisitos de hardware e software Tela principal Iniciando o Sistema INTERBASE Menu principal Arquivo Dados gerais Parâmetros para o MSUI Dados das usinas Menu principal Arquivo Registros Edição da série de vazões Ir para Pesquisa Ajuda APÊNDICE Descrição dos dados utilizados Informações gerais Parâmetros de simulação Dados da usina Características físicas Características energéticas Polinômios Dados de turbinas Evaporações Série de vazões Dados de simulação MSUI : Modelo de simulação a usinas individualizadas Objetivos Representação do sistema Operação do sistema Utilização Resultados

ANEXO 6 - FICHA TÉCNICA

ANEXO 7 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANEXO 8 - PARTICIPANTES DOS ESTUDOS

APRESENTAÇÃO

O “Manual de Pequenas Centrais Hidrelétricas” foi editado pela primeira vez em fevereiro de 1982. Nesses dezessete anos ocorreram diversos progressos na tecnologia de projeto, notadamente aqueles relacionados com o advento da microinformática e de implantação de aproveitamentos hidrelétricos. Além disso, ocorreu, também, profunda alteração no modelo institucional do Setor Elétrico, com ênfase na crescente participação do capital privado para o seu desenvolvimento. A Lei no 9.648, de 27/05/98, dá diretrizes básicas para os referidos empreendimentos, mais especificadamente para centrais de até 30 MW de potência instalada, para autoprodutor e produtor independente. Em complementação, a Resolução no 395 da ANEEL, de 04/12/98, estabelece regras quanto à outorgação de concessão a tais usinas, considerando que os empreendimentos mantenham as características de Pequena Central Hidrelétrica, conforme definido na Resolução no 394, também de 04/12/98.

Atualmente, existe a necessidade de um tratamento mais abrangente e profundo da questão ambiental, em consonância com a Política Nacional de Meio Ambiente e com os princípios e diretrizes contidos nos documentos setoriais a partir de 1986. A Lei Nº 9.433, de 08/01/97, que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos, representa um novo marco institucional no País e estabelece novos tipos de organização para a gestão compartilhada do uso da água.

Esses fatos corroboraram a presente revisão que produziu este documento, agora intitulado “Diretrizes para Estudos e Projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas”, consolidando as principais alterações e evoluções ocorridas nesse período. A leitura deste documento, associada à dinâmica do desenvolvimento tecnológico e ambiental, que ocorre de maneira contínua, deverá concorrer para o encaminhamento de novas sugestões.

O princípio básico adotado para a elaboração do presente trabalho foi o de abordar todas as atividades que devem ser desenvolvidas para a viabilização dos projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas, desde sua fase de identificação até sua completa implantação, incluindo, com os detalhes necessários, os aspectos metodológicos envolvidos.

Ao editar o presente documento, a ELETROBRÁS acredita estar disponibilizando, aos futuros investidores e aos atuais empreendedores, que atuam na área de Pequenas Centrais Hidrelétricas, valioso instrumento orientador, atualizado pelo resultado de pesquisas na área de engenharia, metodologias e critérios para levantamentos e estudos ambientais, técnicas modernas de projeto e construção de PCHs, bem como a legislação e temas institucionais hoje vigentes no Setor Elétrico brasileiro.

bem como aos mesmos. aos técnicos da ANEEL. cujo esforço e dedicação em muito contribuíram para a concretização da presente edição das “Diretrizes para Estudos e Projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas”. que acompanharam e participaram dos trabalhos.Finalmente. da ELETROBRÁS e da COPPETEC. FIRMINO FERREIRA SAMPAIO NETO Presidente ELETROBRÁS XISTO VIEIRA FILHO Diretor de Engenharia ELETROBRAS . cumpre consignar aqui os agradecimentos às empresas que cederam seus técnicos.

. DME – Poços de Caldas. Prevê-se que os principais usuários destas Diretrizes sejam engenheiros e técnicos de nível superior. CEMIG. hidrometristas. das obras civis. da Diretoria de Planejamento da ELETROBRÁS. ELETROSUL. como se verá ao longo deste documento. Estas "Diretrizes" fazem referência. muito menos ao seu uso por leigos. a COPPETEC. os quais terão facilidade de entendimento e aplicação dos conceitos e metodologias aqui apresentados. A atuação destes profissionais é importante para garantir a perfeita orientação de outros profissionais envolvidos. Os trabalhos desenvolvidos. de projetos. desenvolvam e implantem esses empreendimentos. tais como topógrafos. dos equipamentos e de operação e manutenção dessas centrais. no âmbito do Contrato ECV 939-97 e constituiu um Grupo de Trabalho para o devido acompanhamento e orientação. CERPCH e da SRH-MMA. COPEL. Admite-se que os possíveis interessados em implantar PCH poderão consultar estas Diretrizes para terem uma idéia do empreendimento que pretendam realizar. que contou. como uma força tarefa. Os tipos de PCH considerados neste documento são apresentados no Capítulo 2.INTRODUÇÃO OBJETIVO Este documento tem por objetivo consolidar as “Diretrizes para Estudos e Projetos Básicos de Pequenas Centrais Hidrelétricas . foram coordenados pela Área de Normalização e Engenharia Econômica de Novos Negócios. com experiência no assunto.PCH”. compatível com a realidade e as necessidades do país. projetos e construção dessas centrais. Projetos e Construção de PCH. sempre que necessário. nas atividades do GT. ELETRONORTE. listada no Capítulo 8 e no Anexo 4 destas Diretrizes. o mercado de energia e as regulamentações de comercialização do seu produto. ao Manual de Inventário (Partição da Queda) e às Instruções para Estudos de Viabilidade da ELETROBRÁS / ANEEL.CAPÍTULO 1 . mas dele não deverão fazer uso sem a assistência de engenheiro com experiência comprovada no desenvolvimento de estudos e projetos de obras dessa natureza. com a colaboração de técnicos da ANEEL. FURNAS. CHESF. e sim como um esforço de obtenção de tecnologia que conduza a um custo baixo. além da equipe técnica de outras áreas e do CEPEL. • consolidar a experiência e a tecnologia nacional sobre os estudos. Para a realização dos trabalhos. a fim de possibilitar que equipes reduzidas de técnicos de nível superior. de qualquer porte. visando: • sistematizar os conhecimentos sobre os Estudos. • o Plano Decenal de Expansão do Setor Elétrico. projetistas e desenhistas que irão participar dos estudos Alerta-se para o fato de que a forma simples. O empreendedor interessado em estudar e implantar uma PCH deverá conhecer: • a legislação sobre o assunto. CEMAT. prática e objetiva que se procurou adotar não deve ser entendida como estímulo ao excesso de simplificação. a ELETROBRÁS contratou. CERJ. anualmente atualizado. de fev/1998 a fev/1999. • reduzir os custos dos estudos. empreiteiros e fabricantes/fornecedores de equipamentos. • o roteiro de atividades necessárias e obrigatórias para os estudos e projetos de PCH (Capítulo 3). IME.

o responsável pelos estudos deverá se valer da bibliografia especializada. a análise técnico-econômica e ambiental da viabilidade do negócio. etc. em Andamento e Aprovados. Uma PCH não é uma usina grande em escala reduzida. prontos ou em elaboração. para tal. Outras limitações são ressaltadas ao longo do texto. evidentemente. No entanto. será necessário consultar especialistas no assunto. ao interessado. projetos e construção de novas PCH.que incluem. onde são estabelecidos os critérios de uso da água. “Ações Governamentais Relacionadas aos Empreendimentos de Geração” de energia elétrica. . a gama dos Estudos de Inventário existentes.br/). relacionada ao final destas Diretrizes. O endereço é http://www.ELETROBRÁS (Grupo de Trabalho de Informações Básicas para o Planejamento da Expansão da Geração) e o SIPOT – Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro. que o empreendedor tenha ciência da necessidade de proceder a consultas aos Planos Diretores de Recursos Hídricos estaduais e municipais.não se deve querer adaptar a elas a tecnologia usual das grandes usinas hidrelétricas. no que diz respeito à Legislação. recapacitação e/ou ampliação de PCH existentes. Estas Diretrizes se aplicam aos tipos de PCH listados no Capítulo 2 .br/ Para os Estudos de Inventário Autorizados.todas as fórmulas necessárias são fornecidas. O Relatório Final deve ser elaborado segundo a itemização apresentada no Capítulo 10.Tipos de Pequenas Centrais Hidrelétricas. Um roteiro para a elaboração inicial dessa análise é apresentado no Capítulo 4. Além disso. Recomenda-se. É bastante importante. ainda. Em qualquer caso. consultar o Relatório Anual do GTIB .eletrobras.foram adotadas as normas da ABNT.gov. o qual é atualizado periodicamente. que os usuários se mantenham atualizados quanto às Portarias. recomenda-se consultar o site da ANEEL (http://www. para o bom entendimento destas Diretrizes: . Caso o resultado seja positivo. os órgãos gestores estaduais ou nacional (Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente) ou os próprios Comitês de Bacias Hidrográficas que já estiverem implantados.gov. . através da página da ANEEL. . existem Estudos de Inventário já realizados ou em realização pela ELETROBRÁS-ANEEL e também por companhias privadas. Em bacias não inventariadas não se deverá inserir uma PCH sem antes realizar-se um Estudo de Inventário Hidrelétrico. que pode ser feito de forma simplificada em bacias cuja vocação hidrenergética seja para aproveitamentos com até 50 MW de potência instalada(RES-393/ANEEL) Para se conhecer. ou uma complexidade acima da prevista nestas Diretrizes. deverão ser considerados os seguintes aspectos importantes.evitaram-se as justificativas dos critérios e fórmulas utilizadas. pode e deve ser usado para estudos de reativação. recomenda-se. os quais devem ser rigorosamente analisados. . Devem ser consultados.este documento foi previsto para estudos. Resoluções.aneel. definidas no Capítulo 2. para grande parte das bacias brasileiras. bem como são devidamente explicadas suas grandezas e coeficientes. também. em detalhes.. repete-se. . Observa-se que. os estudos e projetos devem ser desenvolvidos segundo as diretrizes apresentadas nos demais Capítulos (5 ao 9). A consulta à bibliografia relacionada no Anexo 7 esclarecerá as dúvidas suscitadas. ou ainda quando as características físicas do empreendimento extrapolarem as das PCH. Quando determinado item de projeto assumir porte significativo. A ELETROBRÁS mantém um "site" na Internet onde se pode encontrar e/ou solicitar todas as informações. sempre que existentes.

000 kW de potência. Centrais Elétricas Brasileiras S.A Hidráulica Industrial S. já registrava a existência de 888 PCHS e 1. do Ministério da Ciência e Tecnologia. funcionando desde a década de 20. de maneira a atender a resolução do III Encontro para o Desenvolvimento das Energias Solar. o Programa Nacional de Pequenas Centrais Elétricas .RETROSPECTO SOBRE OS ESTUDOS E PROJETOS DE PCH A ELETROBRÁS. com o objetivo de viabilizar a implantação de usinas de geração elétrica. a construção/instalação. cabe fazer referência ao CERPCH – Centro Nacional de Referência em Pequenos Aproveitamentos Hidroenergétricos. . prioridades e diretrizes).Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro. de fabricação própria e de outras indústrias. escopo. aproximadamente. de forma a suprir carências de energia em todo o território nacional. para geração de eletricidade e outros usos. Hoje. a operação e a manutenção dessas centrais de forma segura e acessível. O Programa possui uma Política Operacional para Financiamento de Projetos que define questões tais como a origem e destinação dos recursos.A. relação custo/benefício otimizada e com tecnologia que permita o estudo.. Essa tecnologia existe no país há um século. Joaçaba (SC). . A Diretoria Executiva da ELETROBRÁS instituiu. Institucionais e Linhas de Ação do Programa. O Manual de 1982 cita as informações relacionadas a seguir. projetos e construção dessas centrais. habilitação de empresas. . existem registrados cerca de 286 aproveitamentos com potência menor que 10 MW. de São Paulo. com a privatização das empresas do Setor Elétrico e. Eólica. até 1981 já tinha fabricado mais de mil pequenas turbinas. fornecida pela empresa Herm Stoltz & Cia. tem fornecido pequenas turbinas desde 1950. ocorreu com a JOMECA Ltda. O CERPCH tem o objetivo de promover o uso dos pequenos potenciais hidráulicos. e foi desenvolvida através da implantação de um grande número de PCHS. Detalhes do PNCE (conceitos.128 pequenas unidades geradoras.A WIRZ Ltda. 1941. . Atualmente. criado sob os auspícios do Fórum Permanente de Energias Renováveis. Um dos objetivos destas "Diretrizes" é o de consolidar a experiência e a tecnologia nacional mais atualizada sobre os estudos.A Companhia Federal de Fundição publicou. definições. podem ser obtidos junto à ELETROBRÁS.Da mesma forma. seleção e prioridade dos projetos.. Finalmente.Indústria e Comércio . . Informações mais detalhadas poderão ser . A. Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica. como fonte de energia. bem como os Aspectos Legais.. com as mudanças na legislação no que diz respeito à produção e comercialização de energia. objetivo.HISA. de pequeno porte. intitulado “Utilização de Energia Elétrica no Brasil”. Estrela (RS). para usinas com capacidade de até 200 kW. com até 1. na década de 40.Agência Nacional de Energia Elétrica. condições financeiras e de liberação de recursos. Biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas. que iniciou suas atividades em 1925. o interesse de investidores privados por este tipo de empreendimento é grande. sobretudo.O Boletim no 2 do DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral..PNCE. publicou em 1982 a primeira versão do Manual de Pequenas Centrais Hidrelétricas do qual estas Diretrizes constituem uma revisão e atualização. com eficiência. . o projeto. hoje ANEEL . em 1996. em convênio com o DNAEE. no SIPOT/ELETROBRÁS . uma relação de 727 pequenas turbinas hidráulicas. Essa tendência decorre das mudanças institucionais que vêm ocorrendo no país.

inciso XII. que contempla usinas hidrelétricas com potência instalada entre 1 MW e 30 MW e com reservatório igual ou inferior a 3 km2 (Resolução ANEEL 394/98).obtidas na Secretaria Executiva do CERPCH que funciona na EFEI – Escola Federal de Engenharia Industrial (Itajubá – MG. prevê o requerimento justificado do interessado. de acordo com a Lei 9427 de 26/12/96. o aproveitamento energético dos cursos d’água.5% do valor dos dispêndios com os Estudos de Inventário Hidrelétrico (Resolução 393/1998). De acordo. desde o registro até a “aprovação do estudo” pela ANEEL e abrangem uma faixa ampla da legislação vigente.263. ainda. concessão ou permissão. produção independente e serviço público). 20. De acordo com a Constituição Federal. de 10/09/96. a declaração de utilidade pública para fins de desapropriação ou instituição de servidão administrativa de terreno e benfeitorias.efei. de modo a possibilitar a realização de obras e serviços de implantação do aproveitamento hidráulico.427 de 26 de dezembro de 1996 que instituiu à ANEEL e a legislação complementar. art. ASPECTOS INSTITUCIONAIS E LEGAIS Os aspectos institucionais e legais. . o Projeto Básico representa a condição para a obtenção da autorização/concessão para exploração do aproveitamento hidrelétrico. não dependem do tipo de pessoa jurídica (empresa estatal. de 1998.br.987 de 13de fevereiro de 1995. o interessado deve encaminhar à ANEEL os documentos necessários ao registro dos estudos em conformidade com a Resolução ANEEL no 395 de 04 de dezembro de 1998. com a Constituição. Lei 9. art. compete à União explorar diretamente ou mediante autorização.cerpch. Para o desenvolvimento do Projeto Básico desse aproveitamento. 21. sendo fixados os seguintes valores de caução: . O Relatório Final do Projeto Básico deve ser submetido à aprovação da ANEEL para obtenção da autorização/concessão para exploração do aproveitamento hidrelétrico. alínea b). internet: http://www. inciso VIII). O Projeto Básico deve ser elaborado de acordo com as Normas da ANEEL e atender como escopo mínimo aos procedimentos indicados nestas “Diretrizes”. tendo como linhas mestras a “Constituição da República Federativa do Brasil”. No caso de impedimento de acesso aos locais dos levantamentos de campo. o “Código de Águas” – Decreto no24. Do ponto de vista legal e dentro do escopo destas Diretrizes. de 10 de julho de 1934. e independem da destinação da energia a ser gerada pelo potencial (autoprodução.br/). Os procedimentos recomendados nestas Diretrizes têm caráter geral.efei. privada. os potenciais de energia hidráulica constituem bens da União (Capítulo II.2% do valor dos dispêndios com os Estudos de Viabilidade (Resolução 395/1998). Estas Diretrizes foram elaboradas considerando o ambiente institucional vigente no início do ano de 1999. etc. O artigo 30 do Decreto 2003. e-mail : mailto:cerpch@cpd. Lei 8. em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos (Capítulo II. de interesse à realização do Projeto Básico deverão ser considerados. autorização específica da ANEEL para elaboração destes serviços. o interessado poderá obter. .) que vai realizar o empreendimento hidrelétrico.

o apoio a usuários pode ser solicitado também aos endereços: rui@pec. no desenvolvimento de projetos de PCH. 409 – 12º andar – Centro – CEP:20071-003.lahc.coppe.ufrj. Presidente Vargas.br ou campelo@esquadro.ufrj.br . Durante o primeiro ano de divulgação destas Diretrizes. importantes críticas e sugestões de complementação deste documento serão extremamente benvindas. situada na Av. Rio de Janeiro . A partir de sua utilização.RJ. devendo as mesmas serem encaminhadas à Diretoria de Engenharia da ELETROBRÁS.ATUALIZAÇÃO PERIÓDICA DAS DIRETRIZES A ELETROBRÁS pretende realizar uma atualização periódica destas Diretrizes.com.br fernando@cbf.

a vazão de dimensionamento da tomada d’água fosse igual ou inferior a 20 m3/s. ou ainda a outros trabalhos específicos constantes da vasta bibliografia existente.a altura máxima das estruturas de barramento do rio (barragens.não fossem necessárias obras em túneis (conduto adutor. até esse limite de potência. tomada d’água. de 04/12/98. 1982). . diques.CAPÍTULO 2 . desvio de rio.0 km2. Não havia limite para a queda do empreendimento. Sempre que necessário. Em função das mudanças institucionais e da legislação por que passa atualmente o país. que alguns dos inventários realizados por companhias de energia de porte. referidas no Capítulo 1. . A Resolução da ANEEL 394. Nestas Diretrizes são incluídos os critérios e métodos para dimensionamento. A concessão será outorgada mediante autorização. torna-se importante atualizar esses critérios. identificaram diversos sítios potencialmente atrativos. .a capacidade do conjunto turbina-gerador estivesse compreendida entre 1. . vertedouro. autoriza a dispensa de licitações para empreendimentos hidrelétricos de até 30 MW de potência instalada. da ELETROBRÁS/ANEEL. sendo as PCH classificadas em de baixa.648. hoje privatizadas. de 27/05/98.TIPOS DE PCHs DEFINIÇÃO DE PCH Na primeira edição do Manual (ELETROBRÁS. média e alta queda. desde que os empreendimentos mantenham as características de Pequena Central Hidrelétrica. A Lei no 9. será feita referência aos critérios de dimensionamento especificados nas “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”. para a cheia centenária. Cabe registrar. ao longo dos anos de 1996 a 1998. e da experiência acumulada nos últimos 17 anos. ou às Diretrizes para Elaboração de Projeto Básico de Usinas Hidrelétricas. bem como alguns aspectos sobre os processos de construção de obras civis para usinas com potência instalada compreendida nessa faixa.). em vários casos. cujos arranjos de obras prevêem barragens com mais de 10 m de altura e circuito adutor em túneis. para Autoprodutor e Produtor Independente.) não ultrapassasse 10 m. uma Usina Hidrelétrica era considerada como uma PCH quando: .0 MW. etc. editado em abril/1997. Todas as limitações anteriores foram eliminadas.0 MW e 5. . a propósito. conduto forçado.a potência instalada total estivesse compreendida entre 1. estabelece que os aproveitamentos com características de PCH são aqueles que têm potência entre 1 e 30 MW e área inundada até 3.0 MW e 10 MW. etc.

dentre outras. o usuário deverá consultar a bibliografia referida nestas Diretrizes.do mesmo modo. Não fazem parte do escopo destas Diretrizes as centrais hidrelétricas de acumulação com regularização superior à mensal. quanto à capacidade de regularização do reservatório. . com Regularização Diária do Reservatório. despreza-se o volume do reservatório criado pela barragem. O aproveitamento energético local será parcial e o vertedouro funcionará na quase totalidade do tempo. − de Acumulação. .facilita os estudos e a concepção da tomada d’água. PCH A FIO D’ÁGUA Esse tipo de PCH é empregado quando as vazões de estiagem do rio são iguais ou maiores que a descarga necessária à potência a ser instalada para atender à demanda máxima prevista. quando a adução primária é projetada através de canal aberto. Nesse caso. a profundidade do mesmo deverá ser a menor possível.não havendo flutuações significativas do NA do reservatório.dispensa estudos de sazonalidade da carga elétrica do consumidor. são: − a Fio d’Água. No projeto: .dispensa estudos de regularização de vazões. e . extravasando o excesso de água. O sistema de adução deverá ser projetado para conduzir a descarga necessária para fornecer a potência que atenda à demanda máxima. não é necessário que a tomada d’água seja projetada para atender a depleções do NA. − de Acumulação. com Regularização Mensal do Reservatório. Esse tipo de PCH apresenta. Para essas.CENTRAIS QUANTO À CAPACIDADE DE REGULARIZAÇÃO Os tipos de PCH. as seguintes simplificações: . .

Os estudos de regularização diária e a metodologia para escolha da descarga de projeto são apresentados no item DIMENSIONAMENTO DOS PARÂMETROS FÍSICO-OPERATIVOS DO PROJETO. é desprezível. normalmente. os valores despendidos com indenizações serão reduzidos. PCH DE ACUMULAÇÃO.pelo mesmo motivo.como as áreas inundadas são pequenas. Os estudos de regularização mensal são apresentados no item “DIMENSIONAMENTO DOS PARÂMETROS FÍSICO-OPERATIVOS DO PROJETO” . analisando as vazões de estiagem médias mensais. . Nesse caso. . baixas. no caso de haver necessidade de instalação de chaminé de equilíbrio. . a sua altura será mínima. COM REGULARIZAÇÃO DIÁRIA DO RESERVATÓRIO Esse tipo de PCH é empregado quando as vazões de estiagem do rio são inferiores à necessária para fornecer a potência para suprir a demanda máxima do mercado consumidor e ocorrem com risco superior ao adotado no projeto. o qual entra no cálculo dessa altura. pois o valor da depleção do reservatório. pressupõe-se uma regularização mensal das vazões médias diárias. o reservatório fornecerá o adicional necessário de vazão regularizada.pois não haverá a necessidade de atender às depleções. COM REGULARIZAÇÃO MENSAL DO RESERVATÓRIO Quando o projeto de uma PCH considera dados de vazões médias mensais no seu dimensionamento energético.as barragens serão. PCH DE ACUMULAÇÃO. pois têm a função apenas de desviar a água para o circuito de adução. promovida pelo reservatório.

Para sistema de adução curto. em princípio. a opção por tubulação única. este tipo. deverá ser a solução mais econômica. Para sistema de adução longo. bem como de estudo econômico comparativo.CENTRAIS QUANTO AO SISTEMA DE ADUÇÃO Quanto ao sistema de adução. deve ser estudada. . A escolha de um ou outro tipo dependerá das condições topográficas e geológicas que apresente o local do aproveitamento.adução em baixa pressão com escoamento livre em canal / alta pressão em conduto forçado. A necessidade ou não de chaminé de equilíbrio será discutida mais adiante nestas Diretrizes (item “CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO”). são considerados dois tipos de PCH: .adução em baixa pressão por meio de tubulação / alta pressão em conduto forçado. . para os trechos de baixa e alta pressão. quando a inclinação da encosta e as condições de fundação forem favoráveis à construção de um canal.

normalmente. afastada da estrutura do barramento. CLASSIFICAÇÃO DAS PCH QUANTO À POTÊNCIA E QUANTO À QUEDA DE PROJETO CLASSIFICAÇÃO DAS CENTRAIS MICRO MINI PEQUENAS POTÊNCIA . considerando-se os dois parâmetros conjuntamente.000 QUEDA DE PROJETO . Para as centrais de baixa queda. todavia.000 < P < 30. a casa de força fica. onde existe um desnível natural elevado. como mostrado na Tabela 2.Hd (m) BAIXA Hd < 15 Hd < 20 Hd < 25 MÉDIA 15 < Hd < 50 20 < Hd < 100 25 < Hd < 130 ALTA Hd > 50 Hd > 100 Hd > 130 . Conseqüentemente. Para as centrais com alta e média queda. rotineiramente.CENTRAIS QUANTO À POTÊNCIA INSTALADA E QUANTO À QUEDA DE PROJETO As PCH podem ser ainda classificadas quanto à potência instalada e quanto à queda de projeto. a concepção do circuito hidráulico de adução envolve.000 1.P (kW) P < 100 100 < P < 1. adiante. sendo a adução feita através de uma tomada d’água incorporada ao barramento. canal ou conduto de baixa pressão com extensão longa. normalmente. a casa de força fica situada. junto da barragem.1. uma vez que um ou outro isoladamente não permite uma classificação adequada.

ao interessado. As atividades previstas são típicas para estudos e projetos dessa natureza. Uma adequada definição das medidas de ordem ambiental a serem tomadas poderá promover a correta inserção do empreendimento na região e. de Licenças Ambientais para as várias etapas do empreendimento: Licença Prévia (LP). desde que existam condições específicas que imponham a segmentação natural da bacia. Licença de Instalação (LI). Antes de iniciarem-se as atividades de estudos e projetos de uma PCH. mas também do próprio empreendedor. Evidentemente. ambiental e comercial. apresenta a seqüência de estudos para o projeto. referente aos Estudos Ambientais. em benefício não apenas do meio ambiente. do que o próprio licenciamento. além da outorga para utilização da água com a finalidade específica de geração de energia elétrica. Os dois fluxogramas apresentados ao final deste capítulo ilustram as etapas e atividades necessárias à consecução de um empreendimento como uma PCH. descreve as etapas percorridas durante a implantação de uma PCH e as devidas interações. Durante o processo de implantação do empreendimento. por parte do investidor. atividades multidisciplinares permeiam-se entre si. no máximo. evitar que o proprietário tenha surpresas desagradáveis futuras que resultem em problemas e custos não programados previamente. a obrigação de submeter à ANEEL um relatório de reconhecimento fundamentando tecnicamente tal simplificação. há que se considerar a necessidade de um tratamento adequado da questão ambiental. 50 MW. conforme sugerido ao longo destas Diretrizes. Sob o aspecto ambiental (ver “ESTUDOS AMBIENTAIS ”) e de gerenciamento de recursos hídricos. em bacias hidrográficas com vocação hidroenergética para aproveitamentos de. ambientais e providências institucionais. em especial. segundo o artigo 4 da Resolução 393 da ANEEL. principalmente no tocante aos estudos de engenharia. . ao final da construção.FLUXOGRAMAS DE ATIVIDADES PARA ESTUDOS E PROJETOS A exploração de um determinado potencial hidrelétrico é uma atividade sujeita a uma série de regulamentações de ordem institucional. independentemente do porte do aproveitamento. O Fluxograma de Implantação de uma PCH. Esse assunto está apresentado de forma detalhada no Capítulo 8. nestes casos. Caso o potencial do local não tenha sido definido em função de Estudos de Inventário Hidrelétrico. O Fluxograma de Atividades para Estudos e Projeto Básico de PCH. o empreendedor deverá ter conhecimento amplo do mercado de energia e das regulamentações de comercialização do seu produto (ANEXO 4). entretanto. Mais importante. deve ser a preocupação do empreendedor com as ações da usina sobre o meio ambiente e vice-versa. e Licença de Operação (LO). poderão ser realizados de forma simplificada.CAPÍTULO 3 . constituindo o arcabouço legal de todo o projeto. recomenda-se o desenvolvimento de tais estudos que. é necessário verificar se a avaliação do potencial hidrelétrico pretendido está em conformidade com o que preconiza a legislação em termos de otimização de aproveitamento de bem público. tendo como conseqüência natural a obtenção. cabendo.

Todas essas etapas de estudos são apresentadas detalhadamente nos Capítulos 4 a 8. Nessa fase. desenvolvem-se as demais atividades mostradas no Fluxograma. como descrito no Capítulo 9 deste documento. a seguir. Cabe destacar que os aspectos topográficos do sítio condicionam. Dessa forma. e a energia firme a ser gerada anualmente. a Planilha Padrão de Orçamento. de forma significativa. os Estudos de Manutenção e Operação. serão elaborados os estudos energéticos definitivos e determinada a potência a ser instalada na PCH. as . como descrito no Capítulo 4. as dimensões do circuito de adução e da casa de força deverão ser revisadas em função das dimensões definitivas dos equipamentos eletromecânicos principais. Todas as estruturas deverão ser pré-dimensionadas com base nos diversos parâmetros determinados ou estimados anteriormente. Por exemplo. Finalmente. ou programas específicos para microcomputador. Os programas e exemplos de Hidrologia. para cada uma delas. A partir da definição do Arranjo Final do Projeto. Os levantamentos e estudos básicos deverão fornecer todos os subsídios necessários para a etapa seguinte de trabalhos. será elaborada a estimativa final dos Custos do Empreendimento. e limitam os estudos de alternativas de arranjo. de acordo com as normas do Setor Elétrico. A partir desse instante. Selecionado o arranjo do aproveitamento. será realizado o dimensionamento final das estruturas. a metodologia a ser utilizada. Além desses. será realizada a Avaliação Final do Empreendimento para confirmar a atratividade do investimento. Com base na potência a ser realmente instalada. relativa aos estudos de alternativas de arranjo e tipo das estruturas do aproveitamento. Confirmada a atratividade do local. conhecida a série de vazões médias mensais e a queda disponível.A viabilidade econômica da usina no local selecionado deve ser analisada de forma expedita. deverá ser realizado. incluindo-se. os Estudos Ambientais definitivos. o que possibilitará a determinação da queda líquida com maior precisão. o Arranjo Final do Projeto da PCH será caracterizado. utilizando-se as fórmulas tradicionais para cálculos das perdas de carga ao longo do circuito hidráulico de adução. passa-se para a fase de projeto das obras civis e dos equipamentos eletromecânicos. Os procedimentos de cálculo mais trabalhosos são apresentados na forma de planilhas eletrônicas. considerando-se o custo total do empreendimento. de fácil utilização por todos os possíveis usuários destas Diretrizes. os quais incluirão os custos de operação e manutenção. Alguns ajustes no arranjo geral da alternativa escolhida serão necessários. o dimensionamento final dos equipamentos eletromecânicos principais. serão realizados os Estudos de Planejamento da Construção e Montagem. em seguida.

Composições de Custos e a Legislação aplicada a esse tipo de empreendimento. são apresentadas em anexos destas Diretrizes. .

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CAPÍTULO 4 .no local devem existir. tendo em vista seus custos ou mesmo o mercado e o correspondente interesse deempreendedores. a pesquisa para seleção do melhor local para a implantação de uma PCH deve ser feita considerando-se os Estudos de Inventário (partição de queda) de toda a bacia hidrográfica em foco. de preferência. O trecho de análise pode ser a cabeceira de uma bacia ou segmento da bacia. convém a realização de um inventário hidrelétrico simplificado para levantar os melhores sítios aproveitáveis.de preferência. Muitas vezes. segundo a metodologia preconizada no Manual de Inventário da ANEEL/ELETROBRÁS. porém. . que minimizem as distâncias de transporte até o local das obras. . Nestes casos. jazidas naturais de materiais de construção em quantidade e com qualidade adequada.além disso. ombreiras e boas condições de fundação. nestes casos normalmente baixa. .AVALIAÇÃO EXPEDITA DA VIABILIDADE DA USINA NO LOCAL SELECIONADO ADEQUABILIDADE DO LOCAL Como citado no ítem “TIPOS DE PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS”. deverão existir no local. deforma a permitir a caracterização dos possíveis impactos do empreendimento sobre a região. proporcionará a queda bruta aproveitável. deve ser realizado. deixando de levantar sítios atraentes para PCH. Em outras situações. ou na região. aliada à altura da barragem. obrigatoriamente. de acordo com a orientação do Setor Elétrico.os aspectos ambientais do sítio devem ser avaliados de maneira simplificada. deve existir no local uma queda natural acentuada que. existem grandes potenciais aproveitáveis com previsão de implantação em um horizonte distante. naturalmente. cuja realidade físico-ambiental indica o aproveitamento do seu potencial hidrelétrico através de PCH. os estudos de inventário não consideram locais com pequenos potenciais. Um local adequado para a implantação de uma PCH deve atender aos seguintes requisitos: . Esse estudo. . antes de qualquer Estudo de Viabilidade/Projeto Básico.

perfis do rio. . os estudos subseqüentes. com vistas à inserção do empreendimento em sintonia com os estudos de partição de queda já feitos.fotografias aéreas e mapas cartográficos. . Além desses. com dados hidrometeorológicos básicos das principais bacias hidrográficas brasileiras. Os dados coletados devem ser organizados com vistas a: . já existiam cerca de 40 (quarenta) PDRH prontos ou em elaboração. etc. . .mapas diversos da região.imagens de satélites. sobremaneira.estudos hidrológicos porventura já realizados na bacia. .gov.. o que facilita. deverão ser coletados dados.COLETA E ANÁLISE DE DADOS Todas as informações existentes sobre a bacia na qual será inserida a PCH e sobre o local devem ser pesquisadas em instituições oficiais.sistema energético da região. Até o segundo semestre de 1998. . A ANEEL (http://www.com base no mapa da bacia hidrográfica. a Concessionária de Energia. . . inclusive os rodo-ferroviários. a consulta aos estudos existentes é imprescindível. regionais e locais.gov. Os Planos Diretores de Recursos Hídricos (PDRH) das bacias hidrográficas deverão ser consultados. restituições aerofotogramétricas e dados topográficos.dados ambientais sobre a região.eletrobras.br/) gerencia um imprescindível sistema de informação hidrológica – SIH.dados hidrométricos observados pelas instituições oficiais. Para as bacias não inventariadas. os Produtores Independentes de energia e as Concessionárias de energia elétrica que estejam desenvolvendo ou tenham projetos implantados na região. tais como: . O Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro – SIPOT. Para as bacias já inventariadas.br/) possui dados físicos operativos das principais usinas hidrelétricas do Sistema Interligado. devem ser consultados os Autoprodutores. a CPRM. também. tais como a ANEEL.dados geológicos e geotécnicos. etc. o IBGE. a ELETROBRÁS. o Serviço Geográfico do Exército. conhecer o perfil do rio a ser estudado e identificar . caso disponíveis. visando-se a elaboração do estudo de inventário simplificado. Devem ser procurados. órgãos dos governos estaduais e municipais.aneel. da ELETROBRÁS (http://www. Tais dados podem ser obtidos pela Internet.

conhecerem-se os aspectos geológicos e geotécnicos locais. incluindo os de interferências/impactos locais e regionais. em especial sobre as máquinas. . tais como impactos sobre as zonas urbanas e rurais.a localização de possíveis quedas naturais e/ou dos locais de barramento. nesta fase de estudos. hidrológicas. mesmo os de pequenas dimensões.verificação dos locais de lançamento de esgotos domésticos e industriais . em absoluta sintonia com o planejamento do Setor Elétrico. reservas indígenas. facilmente observáveis nas imagens de satélite. .identificar as condições geomorfológicas da bacia ao longo do curso principal e de seus afluentes. .identificação das principais limitações existentes à formação de reservatórios. projetos de irrigação ou áreas irrigadas. RECONHECIMENTO DO LOCAL Após a identificação dos locais. Cabe repetir que.avaliação preliminar de possibilidades de assoreamento próximo do remanso do reservatório e na desembocadura de algum afluente.analisar-se a qualidade de água. com vistas a: . e as condições geológicas e geotécnicas. .. linhas de transmissão de energia e de telecomunicações. na região. rodovias e ferrovias. .análise da consistência dos dados hidrometeorológicos. . . etc.verificar todos os estudos elaboradospreliminarmente. é extremamente importante observar o aspecto do melhor aproveitamento possível do potencial energético do curso d’água. para verificação das conseqüências sobre o empreendimento. . por via terrestre. deverá proceder-se ao reconhecimento.avaliar as condições topográficas.confirmar e/ou alterar a posição dos locais definidos em escritório. incluindo inspeção dos postos pluviométricos e fluviométricos existentes. áreas de preservação permanente. .

para esta fase. tem-se: Pot = EFe Fc .55. igual 0. utilizando-se as seguintes fórmulas: EFe = μ ⋅ 9. sugerindo-se o valor final de 0. A vazão Q para o local deverá ser estimada a partir de dados de postos hidrométricos da bacia/região. conforme metodologia apresentada no Capítulo 6. considerando-se Q e H liq constantes durante o funcionamento da usina (1 MW médio = 8760 MWh por ano. ou Q95% . nesta fase adotadas igual a 3% para casas de força ao “pé” da barragem e 5% para aduções em túnel/canal. deverá ser avaliada a atratividade energético-econômica do local selecionado. durante a vida útil da usina). adotado. Inicialmente. ou. deverá ser estimada a energia firme ( EFe ) e a potência a ser instalada no aproveitamento ( Pot ). Q = vazão mínima medida no local. Como EFe = Fc ⋅ Pot . ainda. onde: Pot é a potência instalada (MW).0083 ⋅ Q ⋅ H liq (MW médio) onde: EFe = energia firme estimada em MW médios. Fc o fator de capacidade. μ = rendimento do conjunto turbina-gerador. ou EFe = 0. .81 ⋅ Q ⋅ H liq 1000 ⋅ Δt . Hlíq= queda líquida (m).AVALIAÇÃO PELIMINAR DA VIABILIDADE DO LOCAL SELECIONADO VERIFICAÇÃO DO POTENCIAL DO LOCAL Antes do prosseguimento do detalhamento dos estudos em nível de Projeto Básico. a vazão média ( Q ) ao longo do _ período crítico do sistema interligado (m3/s).85. Δt = intervalo de tempo igual a 1 s. A queda líquida ( H liq ) será igual à queda bruta menos as perdas hidráulicas.

como. Todos os principais impactos deverão ser orçados e incluídos na estimativa de custos do empreendimento. ainda. deverá ser elaborado um arranjo simplificado doaproveitamento. por exemplo. para efeito da estimativa de quantidades e de custos do empreendimento (Ci). com base na experiência em projetos dessa natureza. IMPACTOS AMBIENTAIS Os principais impactos ambientais.Em seguida. em função da área inundada e de outros problemas a montante e a jusante do barramento. ARRANJO PRELIMINAR A partir dos parâmetros estimados (potência instalada e vazão de dimensionamento do vertedouro) e com base nos aspectos topográficos (restituição aerofotogramétrica) e geológico-geotécnicos do local. deverá ser estimada a vazão de projeto do vertedouro a partir da vazão específica da bacia (l/s/km2) – Regionalização de Vazões (Capítulo 6). deverão ser avaliados de forma simplificada. incluindo as interferências. . Esse parâmetro poderá ser estimado em função de informações de bacias com características hidrológicas semelhantes da região e. a questão da manutenção de vazão sanitária mínima para jusante nos casos de aproveitamentos de derivação.

não é necessário que seja avaliado o benefício econômico gerado pela PCH. indicando que o valor presente da implantação da PCH é menor que o da alternativa de comparação. as despesas de O&M podem ser aproximadas da seguinte forma: O & M = custo anual de operação e manutenção da usina (US$/ano). comparando-se a implantação da PCH com outras alternativas de atendimeto ao mercado. pois a comparação se dá especificadamente entre o custo de implantação da PCH e o custo de atendimento pela outra alternativa(custo evitado). Na falta de dados mais precisos. No caso da PCH. deverá ser feito um estudo econômico.a. Neste estágio. o custo associado à implantação da PCH é composto pelo investimento inicial e as despesas de O&M durante a vida útil da usina. sugere-se a utilização de um percentual da ordem de 5% do custo total do investimento.ATRATIVIDADE DO EMPREENDIMENTO De posse dos custos aproximados de implantação da obra. etc. durante o mesmo período de análise. estimado a partir de composição de custos. e um tempo de vida útil. é representado pelo custo de implantação e respectivas despesas de O&M da outra alternativa de atendimento com a qual a PCH está sendo comparada. de 50 anos. sem juros durante a construção A taxa de desconto a ser utilizada. No fluxo de caixa. neste caso. O benefício econômico da PCH. Usualmente o setor elétrico tem utilizado uma taxa de desconto de 12% a. deverá ser a taxa de oportunidade para investimentos de infra-estrutura. experiências anteriores. para usinas hidrelétricas. O fluxo de caixa descontado deve fornecer um valor presente líquido(VPL) positivo. a ser considerado neste fluxo de caixa. Graficamente o fluxo de caixa pode ser representado da seguinte forma: . que não seja ela.

Ci alternativa O&M alternativa n Tempo O&M PCH 0 Ci PCH VP alternativa 0 Tempo VP VPL = VPalternativa − VPPCH .

. mais econômica.nivelamento da linha d’água do reservatório. instalação de canteiro e alojamento de operários. a tecnologia de rastreamento de satélite GPS. . bem como dos materiais de construção disponíveis no local. ou por profissionais autônomos qualificados. .planialtimétricos das áreas de implantação das estruturas previstas. . e é. quase sempre.planialtimétricos das áreas de empréstimo de solo. Além desses. os quais devem ser realizados de acordo com a Norma NBR 13133. jazidas de areia e cascalho e pedreiras. Essa tecnologia é particularmente atrativa quando os marcos do IBGE estão longe do sítio. e . não cabendo a sua explanação nestas Diretrizes.pesquisar e caracterizar as áreas de empréstimo de solo. . deverá ser levantado o fundo do rio na região de implantação das estruturas (topo-batimetria). alternativamente.investigar as condições das fundações e ombreiras na região das estruturas componentes do aproveitamento. uma vez que demanda menos tempo.CAPÍTULO 5 . . como será detalhado no ítem “PROJETO DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS”. além dos aspectos topográficos. bem como das encostas na vizinhança da obra.cadastro jurídico das propriedades atingidas. daABNT: . sem prejuízo para a precisão. As investigações geológicas e geotécnicas necessárias devem ser planejadas por técnicos com comprovada experiência em estudos dessa natureza. GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS Os levantamentos e estudos geológicos e geotécnicos têm os seguintes objetivos: . Esses levantamentos deverão ser executados por empresas especializadas. A determinação da queda natural poderá ser feita utilizando-se.determinação da queda natural no local. como descrito no item “LEVANTAMENTOS DE CAMPO HIDROLÓGICOS”. As características do sítio. listados a seguir. a qual tem sido muito usada para locação das Referências de Nível (RNs) no sítio da PCH. jazidas de areia e cascalho mais próximas do sítio do empreendimento. serão necessários levantamentos topográficos de precisão. o tipo de arranjo e o porte do aproveitamento condicionarão a extensão do programa de investigação.LEVANTAMENTOS DE CAMPO TOPOGRÁFICOS Para o projeto de uma PCH.levantamento das propriedades atingidas para efeito de subdivisão e averbação legal. .locais prováveis para lançamento de bota-fora. das condições geológicas e geotécnicas do sítio. Os tipos de estruturas do arranjo do aproveitamento dependerão. em substituição ao transporte de cotas para o local a partir de marcos topográficos do IBGE na região.

o reservatório. bem como a amostragem. Locais que sofreram desmatamentos intensos. deverão ser pesquisadas através de investigações específicas (sondagens a trado e poços). cuja capacidade quase sempre é pequena. A execução das sondagens.INVESTIGAÇÃO DAS FUNDAÇÕES INVESTIGAÇÕES PRELIMINARES Na escolha do eixo da barragem. onde a vegetação é muito rala ou inexistente. para investigação das fundações. o que não é desejável. deve ser sempre realizada por empresas especializadas. Esses terrenos são inadequados como suporte para fundações ou como fonte de material de construção. Fundações permeáveis. serão definidas em função do diagnóstico das . quantidade e os tipos de furos . na época de chuvas intensas e/ou prolongadas. análises de fotografias aéreas (fotointerpretação) e visam o planejamento dos trabalhos de campo. Todas as ocorrências de turfa ou argila orgânica (escura) devem ser perfeitamente identificadas e delimitadas através de sondagens. servem como fundação para as estruturas. Poços ou Trincheiras. onde ocorrem bancos de areia e cascalho ou rochas com fraturas na direção do fluxo do rio. devido ao assoreamento. ou da ABGE . Os maciços rochosos muito fraturados. o tratamento da fundação deve prever a execução de cortinas de injeções de calda de cimento de impermeabilização.Associação Brasileira de Geologia de Engenharia (consultar ANEXO 5) não cabendo repeti-las nestas Diretrizes. deve-se sempre procurar locais com boas condições para a fundação e para as ombreiras das estruturas. diretas ou indiretas (sísmica). podem sofrer. O maciço. realiza-se uma visita de reconhecimento de campo para realização do mapeamento geológico-geotécnico de superfície. processo erosivo do terreno natural.a Trado. pode ficar sujeito à deposição de grandes volumes de material sólido. Estudos iniciais são realizados em escritório e incluem consultas bibliográficas de estudos anteriores. Nesses casos. Nesses locais. a Percussão e Rotativas. associados a encostas íngremes. por ser pouco consolidado. EXECUÇÃO DE SONDAGENS A prática em estudos e projetos de aproveitamentos hidrelétricos tem mostrado que a execução de um programa mesmo que mínimo de sondagens. Locais onde ocorreram deslizamentos recentes devem ser evitados. tem baixa resistência e alta permeabilidade. o que pode comprometer sua vida útil. porém sãos. O programa de investigações e sua extensão. em pouco tempo. Após esses estudos. é sempre necessária. porque não oferecem boas condições de suporte. de acordo com as Normas da ABNT.

para utilização nos concretos e filtros. deverão ser realizados ensaios de perda d’água sob pressão (EPA). a partir do início da Sondagem Rotativa. toda obra deve ser construída com os materiais disponíveis no local. .VLF (Very Low Frequency). dispensam o uso de explosivo e são mais baratas. MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO Em princípio. Mesmo procedimento será necessário para a caracterização dos solos de fundação de barragens de terra homogêneas com alturas elevadas.condições geológicas do sítio. as quais são de fácil execução. com o objetivo de estudar a geologia estrutural. ao longo do furo de sondagem. e . para utilização nas obras de terra. transições e agregados graúdos (brita) para os concretos. deverão ser realizados ensaios de resistência . principalmente na fase de verificação da viabilidade do local selecionado. . para utilização em concretos. será necessária a execução. a partir do início da Sondagem a Percussão. Para o trecho em rocha. em ambas as margens. Tem-se especificado: . a cada metro perfurado. para a caracterização da litologia. o que significa dizer que o projeto deverá ser adaptado aos mesmos. de ensaios específicos para cada horizonte. em detalhes. em amostras indeformadas. Sondagens Indiretas Elétricas. Além dos tipos de sondagem acima especificados. Nos locais onde ocorrerem escavações de porte será necessário realizar ensaios especiais de laboratório. com a qualidade requerida e na quantidade necessária: . Esses ensaios deverão ser executados de acordo com as Normas da ABGE.rocha. Para determinação da resistência e permeabilidade dos materiais do subsolo. permeabilidade e deformabilidade.solos. Deverão ser pesquisadas as seguintes ocorrências de materiais.areia. para a determinação dos parâmetros de resistência e de deformabilidade. . o perfil do subsolo. em termos de resistência. Cabe destacar que as informações obtidas deverão ser suficientes para caracterizar. para utilização em enrocamentos. . Para o trecho em solo. atualmente tem-se realizado.Seções à base de Caminhamento Elétrico para definição do topo rochoso.SPT (Standard Penetration Test) e ensaios de infiltração. .Sondagem Elétrica Vertical (SEV).cascalho (seixo rolado).

quando contaminados. Na bibliografia referente ao assunto. Cabe registrar que o material rochoso para utilização nos concretos deverá ter. o que não é desejável. Esses materiais deverão se apresentar totalmente limpos e livres de impurezas. visando constatar sua adequabilidade para uso nos filtros e transições das barragens de terra e terra-enrocamento e como agregado para concreto. antes. Os mesmos. brita ou cascalho.NBR 7250: Identificação e Descrição de Amostras de Solos Obtidas em Sondagens de Simples Reconhecimento dos Solos.NBR 6490 : Reconhecimento e Amostragem para Fins de Caracterização de Ocorrência de Rochas. Normalmente. dependendo de seu tipo. relacionada ao final destas Diretrizes. Esse assunto deverá ser avaliado por especialistas em Tecnologia de Concreto e Geologia. através da realização de. os materiais de baixa a média plasticidade são os mais indicados. areias e cascalhos. sua composição mineralógica determinada. o volume útil a ser usado nas obras de terra deverá ser obtido do horizonte acima do lençol freático. confere ao solo mais ou menos plasticidade. pelo menos. deformação e permeabilidade. deverá ter dureza suficiente para resistir ao impacto de golpes de martelo e não se desagregar quando exposto a ciclos diários de molhagem e secagem ao tempo. Os materiais terrosos para a construção de PCH deverão ser classificados através de uma análise táctil-visual e ensaios de caracterização. Nas áreas de empréstimo. deverão passar por processos de lavagem e peneiramento antes de seu uso nas obras de barramento. uma lâmina petrográfica. A realização de ensaios especiais.QUALIDADE DOS MATERIAIS Com relação à qualidade. registra-se que a mesma varia em função do teor de argila existente no material. No que diz respeito à trabalhabilidade dos materiais finos. para determinação dos parâmetros de resistência. Da mesma forma. os materiais deverão ser classificados observando-se o exposto nas seguintes Normas da ABNT: . Solos muito úmidos ou saturados não são suscetíveis de serem compactados para a obtenção de densidades e resistências normalmente especificadas. . os materiais granulares. A presença desse mineral. O agregado graúdo. Esse ensaio tem por objetivo avaliar a possibilidade da ocorrência de minerais que possam reagir com os álcalis do cimento. . encontram-se gráficos e tabelas que permitem selecionar o material de melhor trabalhabilidade. deverão ser classificados através de análise táctil-visual e ensaios de caracterização. Os enrocamentos deverão ter as mesmas características dos cascalhos e britas. fica condicionada à ocorrência de solos especiais detectados nos ensaios de caracterização. como por exemplo matérias orgânicas e materiais finos (argila e silte).

obtida como subproduto da britagem do material rochoso. na ausência de jazidas de materiais arenosos. No caso das áreas de empréstimo de solo. . solo ou rocha muito alterada.ferro de construção de 1/2 polegada.sanidade da rocha. No caso de jazidas de areia. . por exemplo . e do volume necessário.cobertura da camada de estéril sobre o maciço rochoso. areia artificial. executam-se poços de inspeção (PIs) ou sondagens a trado (STs). deverão ser definidas as características dos materiais encontrados. que dificulta e encarece os custos de exploração. As profundidades atingidas em cada ponto devem ser anotadas. alternativamente. para exploração deverá ser ampla o suficiente para a entrada de máquinas e equipamentos para exploração do material. . executa-se uma malha de sondagens a varejão. A pesquisa de material pétreo ficará sempre condicionada à qualidade e quantidade do excedente de rocha das escavações obrigatórias. em função das dimensões e topografia da área. A profundidade do topo rochoso deverá ser estimada através de sondagens geofísicas. deverão ser considerados os seguintes aspectos: . Cabe registrar que o custo do metro cúbico de exploração de uma jazida de areia na obra deve ser comparado àquele de alguma jazida em exploração comercial na região. Cabe ainda registrar que. pode ser usada. deverão ser investigadas fontes potenciais . Nessas investigações.DETERMINAÇÃO DOS VOLUMES O volume de material é estimado multiplicando-se a área da fonte de material pela profundidade média explorável estimada ou determinada por sondagens expeditas. Caso essas escavações não atendam às necessidades da obra. sem impacto. que consiste na cravação por uma pessoa.a frente de ataque. . de uma haste metálica lisa. A profundidade média das fontes de material é estimada realizando-se uma malha de furos exploratórios ao longo da área demarcada. emboque da escavação. Para cada horizonte. além da espessura.pedreiras. isto é. O espaçamento dos furos varia entre 20 e 100 m.ocorrência de água.

HIDROLÓGICOS SERVIÇOS DE HIDROMETRIA O estudo da vazão de um curso d'água exige a instalação de uma "Estação Fluviométrica". o rio transborde. . É de suma importância que seja instalada uma estação a jusante do futuro canal de fuga. demarcada por estacas. pelo menos. na seção de medição de vazão. em alguns casos. onde serão feitas regularmente observações de altura do nível d'água e realizadas as medições de descarga líquida e. • Medição da Vazão A freqüência das medições de vazão e de declividade da linha d'água deverá ser de uma vez por semana.o acesso ao local de implantação da estação deverá ser permanente. prosseguindo pelas margens até os pontos extremos da seção (PI/PF). se possível. o escoamento deverá ser laminar (tranqüilo) sem turbulências ou redemoinhos. • Instalação da Estação Fluviométrica no Canal de Fuga A escolha do local para instalação da estação ou posto fluviométrico deverá seguir. durante o período chuvoso. com extensão definida por um ponto de início (PI) e um de fim (PF). A estação fluviométrica é constituída. Essa curvachave servirá para a calibragem do referido canal e a definição dos níveis de estanqueidade da casa de força.é recomendável que as margens sejam estáveis e suficientemente altas para impedir que. é reconstituído o alinhamento da seção transversal. . Através desses pontos de referência. manutenção e operação destas estações. estabelecer a curva-chave do rio no local da casa de força. normal ao curso d'água. de descarga sólida. à medida em que forem coletados dados de leituras de régua e de medições de vazão. É um posto de observação permanente do regime fluvial do rio. tendo a jusante uma queda ou corredeira. Deve-se instruir o observador da régua para sempre entrar . a fim de que não haja interrupção na operação da mesma. em síntese. e levantadas a partir do PI as distâncias horizontais às margens e aos pontos de medição de vazão na calha do rio. quando necessário. julgados seguros contra enchentes. onde são efetuadas as medições de descarga líquida. Entretanto. a cada campanha. de: dispositivos para obtenção da cota fluviométrica. A Resolução 396 da ANEEL (04/12/98) estabelece as condições para implantação. • Seção de Medição de Vazão/Topobatimetria É a seção transversal. da cota de afogamento do rotor das turbinas e. A seção transversal topobatimétrica deverá ser levantada com detalhes.o trecho do rio onde se localizará a estação deverá ser reto e. nas cheias. e quinzenal durante o período seco. os seguintes critérios: . subsidiar o dimensionamento das estruturas de dissipação de energia dos vertedouros e auxiliar na geração da série de vazões médias diárias. seção de medição de vazão e referências de nivelamento. abrangendo pelo menos um ciclo hidrológico. de modo a que se possa.

a demarcação das verticais pode ser feita sobre ela própria. cronômetro e haste graduada para medir a profundidade. na margem do rio.0 m. as medições podem ser realizadas a vau. Detalhes dos procedimentos para realização da medição podem ser encontrados nas “Normas e Recomendações Hidrológicas . apesar de semi-automáticos. etc.NN. desgarrar ou precisar de reparos..DNAEE. A freqüência de leituras das réguas deverá ser diária. penas. As RR. para verificação da posição dos lances da régua. RR. tinta. não dispensam a presença de um operador na realização de tarefas de manutenção e troca de materiais. tais como papel para gráficos. II e III”. fixada a uma estrutura de apoio simples.NN.Anexos I. deverão ser implantadas duas Referências de Nível. de modo geral. . admitindo-se até 2(dois) lances sucessivos por régua de leitura. caberá ao observador comunicar imediatamente o ocorrido ao responsável pela estação. utiliza-se um cabo de aço graduado ou uma trena esticada de margem a margem para demarcar a seção de medidas. Na medição a vau. deverão ser. denominados linígrafos.em contato com o responsável pela estação. Neste caso ou ainda se a régua tombar. Esses equipamentos. ou a partir de passarelas com micromolinetes fixados em uma régua graduada. publicação do Ministério das Minas e Energia . A cota fluviométrica também pode ser obtida através de registradores contínuos. em profundidades inferiores a 1.0 m. com comprimento (lances) de 1. • Referências de Nivelamento Na estação fluviométrica. O hidrometrista. suficientemente sólida e estável.Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica . O "zero" da régua deverá ficar abaixo do nível mínimo a que possam chegar as águas. é morador da região. com o molinete suspenso em um cabo de aço. contador de rotações. o observador deverá marcar com uma pequena estaca a altura atingida. em posição vertical. Recomenda-se o uso de régua em alumínio anodizado. preferencialmente. munido dos equipamentos. a medição é feita em embarcações. Em caso de uma enchente ultrapassar o lance de régua. a fim de facilitar os nivelamentos periódicos. com escala centimétrica estampada. preferencialmente. Já nas passarelas. a fim de se evitarem leituras negativas. Elas localizar-se-ão próximo à régua. Esse observador será treinado para efetuar as leituras de régua e lhe será fornecida uma caderneta de campo. às 07:00 e às 17:00 horas. no caso dele verificar a ocorrência de cheias extremas. para providências de restauração. Em rios pequenos. de 14 de junho de 1967. 1970. Em rios maiores. • Cota Fluviométrica A régua de leitura deverá estar localizada na seção de medição ou próxima desta. • Operação A estação deverá ter um observador que. A altitude do "zero" da escala será determinada na instalação por transporte topográfico de pontos de altitude conhecida. irá medir a velocidade do escoamento em verticais ao longo da seção transversal. As normas foram estabelecidas pelo Decreto no 60852. O equipamento de campo necessário para a realização deste trabalho consiste em: molinete.

medir o desnível com a precisão do aparelho topográfico utilizado. objetivando a determinação da declividade da linha d'água no trecho. Havendo no local afloramentos de rochas ou então estruturas artificiais. cuja distância entre o marco e a seção de medição deverá ser a maior entre as seguintes alternativas: . vergalhões ou calotas de bronze. Essa publicação apresenta as taxas de concentração média anual e a produção específica média de sedimentos nas principais estações existentes até aquela data e se referem somente à descarga em suspensão. . chumbadas em blocos de concreto. para montante e para jusante da estação. . caso ocorra uma cheia excepcional. com segurança. no mínimo.distância suficiente para que se possa. Eletrobrás/IPH -1992”. junto às entidades operadoras de postos sedimentométricos. e principalmente consulta à publicação “Diagnóstico das Condições Sedimentológicas dos Principais Rios Brasileiros. Todas as RNs deverão ser amarradas ao sistema planialtimétrico do projeto. SERVIÇOS DE SEDIMENTOMETRIA COLETA DE DADOS EXISTENTES Recomenda-se a coleta e análise dos dados existentes.constituídas de parafusos. Deverão também ser instalados marcos.duas vezes a largura da seção transversal do rio. estas poderão ser aproveitadas para fixação das RRNN. . contanto que sejam suficientemente elevadas para não serem atingidas pelas águas.50 metros.

até o local do barramento. descritas no ítem “SERVIÇOS DE HIDROMETRIA”. da análise laboratorial destes parâmetros. Além disto. sugere-se que. bem como o cálculo das descargas sólidas. . A metodologia de coleta das amostras de água. Deverá ser prevista a coleta de água para análise da concentração de sedimentos em suspensão e de amostragem do material do leito.MEDIÇÕES SEDIMENTOMÉTRICAS Durante a realização das campanhas hidrométricas. no mesmo período e na mesma freqüência. sejam realizadas campanhas sedimentométricas. a fim de se possibilitar a caracterização do transporte de sedimentos da bacia. deve seguir o preconizado em bibliografia especializada listada em “REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS" AMBIENTAIS Os levantamentos de campo necessários para os Estudos Ambientais são apresentados detalhadamente no ítem “ESTUDOS AMBIENTAIS”. objetivando a utilização adequada e coerente dessas informações por todos os setores envolvidos no projeto. a região deverá ser inspecionada para identificação de atividades de exploração de areia e argila. pelo menos durante um ciclo hidrológico. Cumpre registrar que as informações coletadas pela equipe de engenharia (geológicas. hidrológicas e sedimentológicas) devem ser repassadas para a equipe de meio ambiente. do material do leito.

. na escolha do eixo da barragem. Fundações permeáveis. . a partir dos dados do local. Quanto à suficiência deverá ser levantado o balanço de materiais para verificar se o volume útil de cada tipo de fonte é no mínimo 50% maior que o volume necessário para as obras. o tratamento da fundação deve prever a execução de cortinas de injeção de calda de cimento. toda obra deve ser executada com os materiais disponíveis no local. como também citado anteriormente.como. como descrito no Capítulo anterior.o levantamento do perfil do rio no trecho de interesse. . areias. levantados como especificado no Capítulo 5. . cascalho e rocha) deverão existir em quantidade e com a qualidade requerida.para barragens de terra ou enrocamento. deve-se sempre procurar locais com boas condições para a fundação e para as ombreiras das estruturas.a caracterização completa dos materiais naturais de construção disponíveis nas jazidas mais próximas do sítio do empreendimento. Nesses casos. compreenderão: . por serem muito pouco resistentes e muito compressíveis. Com relação à qualidade. destaca-se que os materiais deverão ser caracterizados observando-se o disposto nas Normas da ABNT pertinentes. se for necessário.locação dos furos de sondagem. não servem como fundação.a definição dos projetos de escavação e tratamento das fundações. As áreas com turfa ou argila escura. . . como descrito no ítem PROJETOS DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS.locação das estruturas. servem como fundação para as estruturas. orgânica. sãos. devem ser analisadas com muito cuidado. .a elaboração da base cartográfica em escala adequada ao desenvolvimento do projeto. Em princípio.ESTUDOS BÁSICOS ESTUDOS TOPOGRÁFICOS Os estudos topográficos.locação do reservatório.CAPÍTULO 6 . o que significa dizer que o projeto deverá ser adaptado aos mesmos. onde ocorrem bancos de areia ou cascalho. por exemplo. GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS Os estudos geológicos e geotécnicos compreenderão: . deverão ser realizados estudos de estabilidade. . em princípio. 1:1000. Os estudos de balanceamento de materiais são incluídos no item PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO E MONTAGEM. Os maciços rochosos muito fraturados. Como citado anteriormente. em função de sua alta permeabilidade.a determinação da queda bruta disponível no local. Os materiais (solos. . com alturas superiores a 10 m.o levantamento da curva cota x área e da curva cota x volume do reservatório.

em km. em km2. O índice de conformação ou fator de forma. É obtida através de planimetria clássica ou processos computacionais. em km2 ou ha. ocupação e relevo. desde a foz até a cabeceira mais distante. uso. em plantas de localização. já que para uma bacia circular ideal ele é igual a 1. ou seja: K c = 0. tais como área. O índice ou coeficiente de compacidade. • Área de Drenagem A área de drenagem de uma bacia é a projeção em um plano horizontal da superfície contida entre seus divisores topográficos. é a relação entre a área da bacia hidrográfica e o quadrado de seu comprimento axial. é a relação entre o perímetro da bacia e a circunferência de um círculo de área igual à da bacia. comumente. forma.HIDROLÓGICOS CARACTERIZAÇÃO FISIOGRÁFICA DA BACIA Vários aspectos fisiográficos da bacia. . conseqüentemente. próxima do divisor de águas da bacia. quanto mais próximo da unidade for o índice de compacidade maior será a potencialidade de ocorrência de picos elevados de enchentes. perímetro.28 P A . A comparação dessas características e relações é um importante subsídio para a definição de “regiões hidrologicamente homogêneas”. O índice de compacidade é uma medida do grau de irregularidade da bacia. área de drenagem da bacia. As principais características fisiográficas são descritas a seguir. Desde que outros fatores não interfiram. e expressa. Esses aspectos têm influência direta no comportamento hidrometeorológico da bacia em estudo e. medido ao longo do curso d'água principal. tempo de concentração. • Forma da Bacia Para a caracterização da forma de uma bacia são utilizados índices que buscam associála com formas geométricas conhecidas. cobertura vegetal. auxiliam na interpretação dos resultados dos estudos hidrológicos e permitem estabelecer relações e comparações com outras bacias conhecidas. conceito de caráter um tanto subjetivo e que também depende da experiência do profissional em hidrologia. • Perímetro É o comprimento linear do contorno do limite da bacia.0. densidade de drenagem. expresso geralmente em km. Kf. no regime fluvial e sedimentológico do curso d’água principal. onde: P A perímetro da bacia. Kc. declividade do rio.

5 km/km2. se numa bacia houver um número grande de tributários. Desde que outros fatores não interfiram.5 km/km2. onde: L A comprimento axial da bacia. reduzindo a eficiência de drenagem. S H diferença entre cotas do ponto mais afastado e o considerado. para bacias de mesmo tamanho. o deflúvio atingirá rapidamente o curso d'água principal e haverá. Dd. Quando este índice for da ordem de 0. da maior ou menor velocidade com que a água deixa a bacia hidrográfica. toda sua extensão. no caso de ser insuficiente. • Declividade do Rio A velocidade de escoamento de um rio depende da declividade dos canais fluviais. a drenagem é considerada pobre. onde: LT A comprimento total dos cursos d'água da bacia. O índice de conformação relaciona a forma da bacia com um retângulo. Foi considerada para este Manual a declividade média. ou seja. é a relação entre o comprimento total dos cursos d'água de uma bacia e a sua área total. área de drenagem da bacia. Quanto maior a declividade. tal que a densidade de drenagem seja superior a 3. obtida dividindo-se o desnível entre a nascente e a foz pela extensão total do curso d'água principal. Numa bacia estreita e longa. em km. provavelmente. onde: declividade média. ao mesmo tempo. é menor que em bacias largas e curtas. Desta forma. será menos sujeita a enchentes aquela que possuir menor fator de forma. Dd = LT A .Então: Kf = A L2 . em km2. maior será a velocidade de escoamento e mais pronunciados e estreitos serão os hidrogramas das enchentes. • Densidade de Drenagem A densidade de drenagem. Este índice fornece uma indicação da eficiência da drenagem. a possibilidade de ocorrência de chuvas intensas cobrindo. em m/km. pode vir a provocar um efeito de represamento. Diz-se que essas bacias são bem drenadas. área de drenagem da bacia. S= H L . . em km. em km2. picos de enchentes altos e deflúvios de estiagem baixos. ou comprimento total do curso d’água principal. Este índice não considera a capacidade de vazão dos cursos d’água que. em m.

comprimento total do curso d’água principal. Para o cálculo do tempo de concentração da bacia envoltória ao empreendimento. leva para atingir essa seção. recomenda-se a adoção da fórmula do Soil Conservation Service: ⎛ L3 t c = 0. em horas. ou comprimento total do curso d’água principal. em m.L • comprimento axial da bacia. ou seja. em m. ou. 385 .95 ⋅ ⎜ ⎜H ⎝ tc H L ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . em km. . é o tempo em que a gota que se precipita no ponto mais distante da seção transversal considerada de uma bacia. onde: tempo de concentração. comprimento axial da bacia. diferença entre cotas do ponto mais afastado e o considerado. Tempo de Concentração O tempo de concentração mede o tempo necessário para que toda a bacia contribua para o escoamento superficial numa seção considerada.

Método logarítmico: método simples. A equação que melhor expressa esta relação é do tipo: Q = a. aplicável em rios com seção transversal muito regular e com um único controle. Como esta é a faixa de interesse para o dimensionamento das obras hidráulicas. o valor de ho é positivo. sem singularidades e com concavidade voltada para cima. A determinação de ho é feita graficamente por tentativas sucessivas até se obter o melhor alinhamento possível. de poucas medições em leituras altas. Ela poderá ainda apresentar pontos de inflexão no caso de ocorrer uma mudança de controle ou uma mudança súbita na seção transversal. determinadas para o local. Os métodos de extrapolação mais simplificados são descritos a seguir. Aos pares de valores leitura e vazão. em m3/s. em caso contrário ele será negativo. procura-se determinar o valor de ho que retifica a curva. Dispõe-se. Se a convexidade da curva for orientada para as vazões. h ho leitura de régua correspondente à vazão Q. elaborada a partir dos resultados das medições hidrométricas e apoiada na análise dos parâmetros do escoamento. é necessário o conhecimento do comportamento dos parâmetros geométricos e hidráulicos nesses intervalos de cotas. ajusta-se uma curva que deve ser monotonamente crescente. em m. Se o conjunto de pontos de medição apresentar uma curvatura. As medições devem ser plotadas em papel di-log. O termo extrapolar significa complementar o traçado da função Q(h) para os intervalos de leituras observadas em que as descargas não foram medidas.(h − ho ) . onde o trecho a extrapolar se ajusta a partir da equação da reta: log Q = log(a) + b ⋅ log(h − ho ) No caso de se constatar graficamente um alinhamento dos pontos. em m. • Extrapolação da curva-chave A relação leitura x descarga deve ser definida em todo o intervalo de variação das leituras de régua. nula. geralmente. Para tanto. o valor de ho é nulo. a curva-chave deve ser extrapolada no seu ramo superior. leitura de régua correspondente à vazão Qo. onde o raio hidráulico pode ser considerado igual à profundidade média do escoamento. O método apresenta a . Desta forma. onde: b Q vazão líquida. Método de Stevens: a aplicação é adequada em rios largos. a curva-chave é uma representação gráfica desta relação.CURVA-CHAVE A relação que existe entre a descarga medida e a leitura simultânea de régua é uma função que envolve características geométricas e hidráulicas da seção de medições e do trecho do curso d’água considerado. quando ocorrem as cheias. a e b constantes.

os dois termos da equação variam muito pouco. traçada a partir das medições disponíveis. apresenta-se o manual do programa GRAFCHAV. fator de declividade. Essa reta. A função Q = f A R pode então ser representada por uma reta que passa pela origem. podendo ser considerados constantes. pode ser prolongada até o valor do fator geométrico correspondente à cota máxima observada.fórmula de Chézy separada nos fatores geométrico e de declividade: Q = C ⋅ A⋅ R ⋅ I Q A R Q A R =C I .CPRM. ( ) Sugere-se a publicação do Ministério das Minas e Energia MME/DNAEE. Este programa foi desenvolvido pelo Laboratório de Hidrologia da COPPE/UFRJ num convênio com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais . C I Nos limites da aplicação da fórmula de Chézy.1989”. como referência de consulta (ver “REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS”). “Hidrologia Curva-Chave . Além disto. A Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial da CPRM gentilmente cedeu uma versão preliminar do programa. . onde: fator geométrico.Análise e Traçado . no ítem “PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA”. também disponível em meio magnético.

gov.br/). por exemplo: reservatórios com pequena regularização em nível diário. Nesta situação. que possui série de dados a partir de 1931. pode-se gerar uma série de níveis d’água diários. onde: área de drenagem do local do aproveitamento. compreendendo. poderá ser necessária a geração de uma série histórica de vazões médias diárias. Recomenda-se. para possíveis correlações e extensão dos históricos. revisão e aprofundamento dos estudos de consistência e homogeneização dos dados fluviométricos. também. usinas especializadas em operar em ponta. como. o período crítico do Sistema Interligado Brasileiro. além dos dados básicos como séries de cotas limnimétricas. sugere-se a adoção das séries de vazões médias mensais disponíveis no Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro . Caso as séries existentes tenham registros inferiores ao mínimo desejado. Caso a diferença entre áreas seja superior a 4 vezes. de forma a permitir a correlação desses níveis com os níveis d’água de postos existentes no mesmo curso d’água. vazão do posto existente. onde: . Em algumas situações. a verificação. a série de vazões será gerada aplicando-se a curva-chave do local em estudo.aneel. recomenda-se a elaboração de um estudo de regionalização. vazão do local do aproveitamento. da existência de séries de descargas consistidas. um ciclo hidrológico. em km2. em m3/s.br). em km2. junto à ANEEL (http://www.eletrobras. a defasagem no tempo. sugere-se que. limitada à diferença entre áreas de 3 a 4 vezes. se possível. para dúvidas.SÉRIES DE VAZÕES MÉDIAS MENSAIS Deverá ser estabelecida para o local do aproveitamento uma série de vazões médias mensais derivada de uma série histórica de um posto localizado no mesmo curso d’água ou na mesma bacia. A partir da correlação definida. vazões de restrição para operação. A correlação entre níveis d’água são equações do tipo: NA1 = a ⋅ NA2 + b . As séries históricas deverão possuir pelo menos 25 anos de registro. por correlação direta entre áreas de drenagem. fichas de inspeção das estações fluviométricas. etc.SIPOT da ELETROBRÁS (www. pelo menos. alerta-se para o fato de que melhores correlações poderão ser obtidas considerando-se os tempos de concentração de cada uma das seções. conforme descrito no final do item "ESTUDOS DE VAZÕES EXTREMAS". medições de descargas. iniciada na fase de Avaliação Expedita. área de drenagem do posto existente. Se a distância entre as réguas for muito grande. a partir do posto hidrométrico implantado no local. ou seja.gov. em m3/s. sejam efetuadas leituras de réguas durante. A equação de correlação é definida por: Q1 = A1 A2 Q1 Q2 A1 ⋅ Q2 A2 .

constantes da reta. em m.NA1 NA2 aeb nível d’água no local de interesse. . em m. nível d’água no posto existente.

CURVAS DE DURAÇÃO/PERMANÊNCIA

A curva de permanência relaciona a vazão ou nível d’água de um rio com a sua probabilidade de ocorrerem valores iguais ou superiores. Ela pode ser estabelecida com base em valores diários, semanais ou mensais para todo o período da série histórica disponível, ou ainda, se necessário, para cada mês do ano. Essas curvas permitirão a identificação de valores característicos de níveis ou vazões associados a diferentes probabilidades de permanência no tempo, importantes para estudos de enchimento de reservatórios, operação da usina e, em alguns casos, para o estudo do desvio do rio e estudos energéticos, dentre outros. O procedimento para determinação da curva de permanência deverá ser o empírico, que preconiza o estabelecimento de intervalos de classe de vazões ou níveis d’água. Esses intervalos podem ser definidos de acordo com a magnitude das vazões ou níveis d’água, procurando ter uma quantidade razoável de valores que caiam em cada intervalo. Para o cálculo da amplitude, sugere-se a seguinte equação:
d= Qmax − Qmin (Nc − 1) , onde:

d Qmax

amplitude de cada intervalo, em m3/s; vazão máxima da série, em m3/s;

Qmin vazão mínima da série, em m3/s; Nc número de intervalos de classe, calculado por:

Nc = 1 + 3,3 ⋅ ln(n )
n ln número de dados da amostra; logaritmo natural. Definida a amplitude, a freqüência, f i , de cada classe é obtida contando o número de vazões da série que caem no intervalo. Acumulando os valores de f i no sentido da maior vazão para a menor, obtêm-se os valores d i de permanência. A probabilidade, Pi, em porcentagem, de uma vazão Q ser igual ou maior que Qi é:

Pi =

di ⋅ 100 , onde: Nv
é o número total de valores, ou,

Nv

∑f

i

.

Do resultado deste procedimento é elaborada uma curva relacionando a vazão, em m3/s, com o tempo, em %, conforme pode se observar na Figura 1.

DESCARGAS DIÁRIAS MÉDIAS (m3/s)

Qmédia Q50

CURVA DE FREQUÊNCIA ACUMULADA OU CURVA DE PERMANÊNCIA

Q95

25

50 TEMPO (%)

75

95

100

Figura 1 - Curva de Permanência de Vazões no Tempo Desta curva podem ser obtidos os valores de permanência de vazões no tempo. Dentre estes, destacam-se as seguintes vazões características: Q(5%), Q(50%), Q(90%) e Q(95%). • Regionalização da curva de permanência

No caso da impossibilidade da geração de série de vazões para o local do aproveitamento, sejam diárias ou mensais, sugere-se a regionalização dos valores característicos de porcentagem do tempo, a partir de postos situados no mesmo curso d’água ou em bacias circunvizinhas hidrologicamente homogêneas, conforme metodologia descrita ao final do item "ESTUDOS DE VAZÕES EXTREMAS".

ESTUDOS DE VAZÕES EXTREMAS

Os estudos de vazões extremas devem ser realizados conforme a disponibilidade de dados na bacia e na região do aproveitamento. Desta forma, existirão duas possibilidades de ocorrência: o local dispõe de uma série de vazões médias diárias ou o local não dispõe de dados diários. Na eventualidade do aproveitamento se situar no segundo caso, os eventos extremos poderão ser gerados a partir de: regionalização através de valores extremos calculados para bacias circunvizinhas ou utilização de hidrograma sintético do Soil Conservation Service. Aproveitamento Dispõe de Série de Vazões Médias Diárias A análise de freqüência de cheias tem como objetivo estabelecer a relação entre os valores de vazões máximas e os tempos de retorno ou de recorrência a elas associados. Esta análise baseia-se no exame probabilístico dos máximos registros fluviométricos anuais. Desta forma, a cada ano está associado um máximo anual resultando num conjunto { y1, y2, ..., yn }, que pode ser interpretado como sendo uma amostra de variável aleatória Y, máxima vazão anual.
1 Assim, o problema será o de determinar o valor de xT tal que P[Y > xT] = T , onde xT é a vazão correspondente a um período de retorno em anos (T). Para tanto, é necessário ajustar uma distribuição de probabilidades à amostra {y1, y2, ..., yn}, o que permitirá a definição de xT, para qualquer T.

• Seleção da Distribuição de Probabilidades Para a definição das cheias de projeto, serão utilizadas duas distribuições: exponencial de dois parâmetros (estimada pelo método dos momentos), sempre que a assimetria da amostra for superior a 1,5, e Gumbel (extremos do tipo I), para assimetrias amostrais inferiores a 1,5. • Estimação dos Quantis Seja X uma variável aleatória da qual se tem n observações. Define-se:
x= 1 n ⋅ ∑ xi n i =1

n 2⎤ ⎡ 1 s=⎢ ⋅ ∑ xi − x ⎥ ⎣ n − 1 i =1 ⎦

(

)

0,5

⎛ n ⎜ ∑ ( x i − x) 3 n ⋅ ⎜ i =1 3 g= (n − 1) ⋅ (n − 2 ) ⎜ s ⎜ ⎝

⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠

como estimadores da média, desvio-padrão e assimetria, respectivamente. O quantil de projeto xT, para as duas distribuições, associado ao período de retorno T, e 1 P (Y ≤ xT ) = 1 − P(Y > xT ) = 1 − portanto com a probabilidade (p) de não ser excedido de T é calculado através das seguintes equações: exponencial de dois parâmetros:
⎛1⎞ xT = x o − β ⋅ ln⋅ ⎜ ⎟ ⎝ T ⎠ , onde:

xo = x − s
β=s

x o e β são os parâmetros da distribuição. Gumbel:

⎛ ⎛ 1 ⎞⎞⎞ ⎛ xT = μ − α ⋅ ⎜ ln⋅ ⎜ − ln⋅ ⎜1 − ⎟ ⎟ ⎟ ⎟ ⎜ ⎜ ⎝ T ⎠ ⎠ ⎟ , onde: ⎠ ⎝ ⎝
α = 0,78 ⋅ s

μ = x − 0,577 ⋅ α

α e μ são os parâmetros da distribuição.
• Roteiro de Cálculo

De posse da série de vazões médias diárias, seleciona-se o maior valor ocorrido anualmente. Da série estabelecida de máximos anuais calcula-se a média, o desvio-padrão e assimetria. Da análise do valor da assimetria escolhe-se a distribuição, Gumbel ou Exponencial, e definem-se as vazões de projeto. O Anexo 1 apresenta o manual do programa QMáximas, acompanhado de um exemplo numérico, desenvolvido em ambiente Windows e também disponível em meio magnético. Aproveitamento Não Dispõe de Série de Vazões Médias Diárias

Regionalização dos Valores Extremos Em virtude da escassez de dados no local/bacia de interesse, por vezes, opta-se por

adotar uma curva regional que abranja os valores extremos, ou outros de interesse, tais como vazões médias, Q(95%), Q(50%), etc., calculados em bacias circunvizinhas ou em postos situados na mesma bacia, e transferir, a partir dessa curva, os valores de vazões extremas ou de interesse para o local em estudo. A partir de valores estimados de vazões para locais onde existam dados, determinam-se as curvas de regressão dessas variáveis, relacionadas com as respectivas áreas de drenagem. As curvas encontradas são definidas por expressão do tipo:

q t = a ⋅ ( A) , onde:
b

aeb qt

coeficientes; vazão específica, em l/s.km2;

t A

vazão para o tempo de recorrência (T) ou de interesse, tais como vazões médias, Q (95%), Q(50%), etc.;

área de drenagem de cada local/posto, em km2. A análise da qualidade do ajuste da correlação calculada se dará pela avaliação do coeficiente de determinação, r2. Este coeficiente indica o grau de ajuste entre a variável dependente, vazão, com a independente, área de drenagem. Quanto mais próximo for o valor de r2 da unidade, melhor será o grau de ajustamento dos pontos à curva definida. Para consulta, sugere-se a publicação da ELETROBRÁS - “Metodologia para Regionalização de Vazões - 1985”. No ítem “PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA” apresenta-se o programa REGIONALIZAÇÃO, desenvolvido em ambiente Windows e também disponível em meio magnético, com exemplo de aplicação prática. • Hidrograma Sintético Triangular

Caso o aproveitamento esteja inserido em uma bacia que não dispõe de dados ou que os mesmos sejam escassos e exista dificuldade em se conseguirem dados de bacias circunvizinhas, os eventos extremos podem ser calculados a partir da aplicação de um hidrograma sintético. Hidrograma é o gráfico que relaciona a vazão com o tempo, ou seja, a partir de um volume de água precipitado (chuva) pode-se conhecer o volume de água escoado superficialmente (vazão) no tempo. O Soil Conservation Service, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, apresentou uma formulação que define um hidrograma sintético, de forma triangular, com inclinação tal que a área do hidrograma corresponda ao deflúvio (volume escoado superficialmente) da bacia. A Figura 1, a seguir, apresenta a forma do hidrograma unitário triangular (HUT), bem como os parâmetros que o caracterizam.

tc tp ta tb qp D A

tempo de concentração da bacia, em horas; tempo de retardamento da bacia ou tempo decorrido entre o centro de gravidade da chuva até o pico do HUT, em horas; tempo de ascensão do HUT, em horas; tempo de base ou duração do HUT, em horas; vazão máxima ou pico do HUT, em m3/s.mm; duração da chuva unitária, em horas; área da bacia, em km2.

Como na maioria dos casos a chuva é definida em um local ou posto, deve-se distribuí-la uniformemente por toda a bacia. Para o seu cálculo, sugere-se a adoção das equações de chuvas intensas definidas pelo Engo Otto Pfafstetter em seu livro “Chuvas Intensas no Brasil”. A transformação da chuva pontual em distribuída é possível através da aplicação da seguinte expressão: P = Po . (1-W. log _A_ ) Ao onde: P Po A Ao W chuva distribuída, em mm; chuva pontual, em mm; área da bacia em estudo, em km2; área da bacia, em km2, para a qual se tem P = Po; fator de correlação.

De modo geral, Ao = 25 km2 e W, segundo Taborga, para o Brasil é igual a 0,10. Efetuando-se as devidas substituições, a equação pode ser assim reescrita:

A⎞ ⎛ P = Po ⋅ ⎜1 − 0,10 ⋅ log ⎟ 25 ⎠ ⎝

Definida a chuva distribuída, é necessária a caracterização da capacidade de infiltração do solo, da cobertura vegetal e do tipo de ocupação da bacia onde se insere o aproveitamento em estudo. Este parâmetro é definido por:
⎞ ⎛ 1000 S = 25,4 ⋅ ⎜ − 10 ⎟ ⎠ , onde: ⎝ CN

S CN

retenção potencial do solo, em mm; complexo solo-vegetação, ou “curve number”, função do tipo de ocupação da bacia, cujos valores são tabelados.

Para a construção do hidrograma, falta definir a precipitação efetiva, que representa a parcela da chuva que gera o escoamento superficial. A precipitação efetiva, Pe, é função da chuva distribuída e do valor de S e é definida pela seguinte equação:

(P − 0,2 ⋅ S )2 Pe =
P + 0,8 ⋅ S
Pe = 0,0

para P > 0,2.S para P < 0,2.S

⎯⎯⎯⎯⎯→

No Anexo 1 apresenta-se o programa HUT, desenvolvido em ambiente Windows e também disponível em meio magnético, com exemplo de aplicação prática.

RISCO

Uma vez definidas as vazões de cheias associadas a diversos tempos de recorrência (T), deverão ser avaliados os riscos a serem adotados nos projetos das obras de desvio e do vertedouro da PCH. Os riscos podem ser calculados por:
1⎞ ⎛ r = 1 − ⎜1 − ⎟ ⎝ T ⎠ , onde:
n

r T

probabilidade ou risco de ocorrência, pelo menos uma vez, da cheia adotada; tempo de recorrência, em anos; tempo de duração da obra, em anos.

n

As Tabelas 1 e 2, a seguir, apresentam os valores recomendados a serem adotados para tempos de recorrência e riscos. Tabela 1 – Desvio do Rio durante a Construção

Tempo de Recorrência (T – anos) 10 20 25 50

Duração da Obra ( n – anos) 1 2 1 2

Risco (r - %) 10 10 4 4

Caso

Geral Geral Perigo de danos sérios a jusante Perigo de danos sérios a jusante

Tabela 2 – Projeto das Estruturas EXTRAVASORAS Tempo de recorrência (T – anos) 500 1.000 10.000 Vida Útil da Usina ( n – anos) 50 50 50 Risco (r - %) 9,5 4,9 0,5 Caso

Geral Perigo de sérios danos materiais a jusante Perigo de danos humanos a jusante.

Em geral, recomenda-se a adoção do tempo de recorrência de 500 anos para o caso de estruturas galgáveis, ou seja, de concreto. Para outras situações, como por exemplo barragem de terra, admite-se um tempo de recorrência maior, ou seja, de 1.000 anos, no mínimo.

VAZÕES MÍNIMAS
A vazão mínima a jusante deve ser definida a partir de estudos ambientais, principalmente nas PCHS que adotem arranjos do tipo derivação, ou seja, com desvios das vazões naturais através de canal, túnel ou conduto para uma Casa de Força a jusante do local do barramento, reduzindo substancialmente o afluxo de água no trecho de rio compreendido entre essas duas estruturas. Como balizamento, poderá ser adotado o menor valor entre 50% da vazão de 95% de permanência no tempo e 80% da vazão de abastecimento, Q7,10, que representa a menor média em sete dias consecutivos com recorrência de 10 anos. Seu valor definitivo deverá ser definido com os órgãos ambientais envolvidos, a partir de critérios estabelecidos caso a caso.

No ítem “PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA” apresenta-se o programa para cálculo das vazões mínimas Q7,10 desenvolvido em ambiente Windows e disponível em meio magnético. Este programa foi desenvolvido pela Divisão de Hidrologia da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM, que gentilmente cedeu uma primeira versão do programa. Além disto, recomenda-se como bibliografia a publicação “Quantificação de Vazão em Pequenas Bacias com Carência de Dados Fluviométricos” de Geraldo Lopes da Silveira, tese de doutorado, IPH/UFRS, 1997.

os reservatórios têm. corresponde ao . dando início a um processo de assoreamento. Numa avaliação preliminar. o que também pode ser feito em planilha EXCEL. em t/dia. devido à desaceleração da corrente líquida ocasionada pela presença do reservatório. pequena capacidade de regularização. em t/dia. vazão líquida. conseqüentemente. Os dados sedimentométricos. Desta forma. pouco volume e. sendo uma para a faixa de estiagem e outra para períodos de cheias. Essa equação permitirá obter uma série de valores de descarga sólida a partir da série de vazões líquidas obtidas no estudo hidrológico. a fim de que seja possível a caracterização do comportamento hidráulico e sedimentológico do curso d’água. onde: Q ST aen Q descarga sólida total. constantes. permanecendo no lago o sedimento grosso. uma vez que a maior parte da descarga em suspensão sai pelas estruturas extravasoras e/ou circuito hidráulico de geração. A construção de um barramento sempre altera o equilíbrio hidráulico-sedimentológico de um curso d’água. no caso da inexistência de dados. O valor médio anual. A equação que melhor representa este ajuste é do tipo: Q ST = a ⋅ Q n . É de primordial importância a consideração da descarga sólida do leito nos pequenos reservatórios. pode-se estimar a descarga sólida de fundo como sendo de 10 a 20% do valor da descarga sólida total. em m3/s. uma vez que este processo se inicia nas suas bordas reduzindo o já pequeno volume d’água existente. Assim. o ajuste de duas curvas. • Análise dos dados sedimentométricos Os dados coletados e os resultados das medições de descarga sólida realizadas no local do aproveitamento deverão ser objeto de uma criteriosa análise.AVALIAÇÃO SEDIMENTOLÓGICA Em PCH. não sendo suficientemente adequados para a avaliação do assoreamento de pequenos reservatórios. sempre que possível. de modo geral. Deverá se buscar. se referem à descarga em suspensão. normalmente medidos no país. como areia. de maior granulometria. é necessária a determinação da descarga de fundo ou do material do leito para ser somada à descarga em suspensão e obter-se a descarga sólida total. Os diversos valores da descarga sólida total deverão ser plotados em papel di-log. Q ST . os aspectos sedimentológicos se revestem de grande importância.

. Esta análise deverá permitir a estimativa do aporte anual de sólidos.vida útil do reservatório. Para cursos d’água com significativa produção de sedimentos ou. em m3/ano. no local de transição do regime fluvial para de reservatório. o que necessita cuidados. e.controle da produção de sedimentos pela bacia de drenagem ao local do aproveitamento. deflúvio sólido médio. em t/m3. eficiência de retenção. é obtido multiplicando-se Q ST pelo número de dias do ano. ao local em estudo. adimensional. em t/ano. peso específico aparente. • Estudo de vida útil do reservatório A partir da caracterização do transporte sólido.valor a ser adotado para avaliação do assoreamento. em t/ano. quando comparados com o volume total do reservatório. estando disponível nos manuais de inventário. que fornece a eficiência de saída de sedimento do reservatório. quando houver. . através da distribuição de sedimentos. deverão ser previstos estudos de: . A presente curva foi obtida de Morris/Fan (1997). Para pequeno reservatório utiliza-se a curva de Churchill. O deflúvio sólido anual. onde: S DST volume de sedimentos. O volume de assoreamento em um ano pode ser calculado pela seguinte expressão: S= D ST ⋅ E r γ ap . bem como a evolução do depósito no volume útil. delta. Na bibliografia consultada existem duas versões da curva. ou seja: D ST = QST ⋅ 365 Outras formas de cálculo devem ser verificadas na bibliografia especializada disponível. deverão ser desenvolvidos estudos para avaliação da deposição de sedimentos no reservatório e da sua vida útil. será necessário verificar o tempo de assoreamento até a soleira da tomada d’água. Figura 1. indicada no final deste item. Quando esta estimativa indicar valores excessivos.avaliação da sobrelevação do nível d’água provocada pela deposição de sedimentos. no caso de pequenos reservatórios. . viabilidade e projeto básico da Eletrobrás. Er γ ap A eficiência de retenção pode ser obtida da curva de Brune para reservatórios de médio e grande portes. DST .

As curvas apresentadas por ICOLD (1989) e Annandale (1987) têm dados de entrada diferentes. comprimento do reservatório. em m3. volume total do reservatório. em m. L Entrando na curva de Churchill com o valor numérico acima.no. Por diferença de 100% obtêm-se a eficiência de retenção que deve ser expressa em fração. tem-se a % de sedimento que sai do reservatório. bem como as coordenadas.5 t/m3. A curva apresentada na Figura 1 utiliza-se pelo cálculo do Índice de Sedimentação. pela seguinte expressão: IS = Período. onde: IS VT Q índice de sedimentação.1 a 1. vazão média afluente.de. em m3/s.média.Retenção de sedimentos no reservatório de acordo com Churchill (Vanoni. Figura 1 . IS.retenção V2 = T Velocidade. O peso específico aparente do sedimento depositado pode ser calculado de acordo com a orientação da bibliografia no ítem “REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS” ou arbitrado entre 1.Strand (1974) e Vanoni (1977).reservatório Q 2 L . 1977) . para depósitos argiloso-siltosos a arenosos.

conforme os riscos de inundação para montante que se pretenda avaliar. tais como desarenador e/ou outros dispositivos.O valor de DST deverá ser multiplicado por dois. Caso o valor seja inferior deverão ser adotadas medidas preventivas de controle de sedimentos ou alterações no arranjo geral do barramento. ou seja. • Controle de sedimentos Normalmente. principalmente em épocas chuvosas. operando-se adequadamente o descarregador. para diversos tempos de recorrência. utiliza-se a seguinte expressão: T= VT S . volume total do reservatório. deve-se procurar ver a taxa de aumento de transporte de sedimentos no curso d’água através de curvas de massa (consultar Carvalho. onde: T VT tempo de assoreamento. mesmo com o assoreamento do reservatório preservar-se-á a tomada d’água. . Desta forma. se os solos da bacia estiverem sujeitos à agricultura ou a outras ações antrópicas. ou vida útil do reservatório. Poderá ser também necessária a previsão de custos de operação adicionais para dragagem de material depositado junto à tomada d’água. caso se espere um aumento do transporte de sedimentos com o tempo. • Sobrelevação do nível d’água por formação de delta Para o cálculo da sobrelevação do nível d’água. a formação do reservatório exige um estudo adequado do controle de sedimentos. no extremo montante do reservatório. até projetos especiais de obras de engenharia. deverão ser seguidos os procedimentos clássicos para determinação da linha de remanso. em m3/ano. Esse controle abrange desde o planejamento do plantio de vegetação ciliar para proteção das margens do reservatório e contenção do transporte lateral de sedimentos pelas enxurradas. em anos. visando a proteção dos equipamentos contra abrasão. em m3. Para o cálculo do tempo de assoreamento. As pequenas barragens devem dispor de descarregador de fundo posicionado próximo à tomada d’água. Caso se disponha de dados sedimentométricos de cinco anos ou mais. O controle do aumento do delta. volume total de sedimentos. deverá ser feito através de dragagens. S É recomendável que a vida útil do reservatório seja pelo menos igual à vida útil do empreendimento. 1994). referência “Design of Small Dams” Bureau of Reclamation. Previsão para programas de controle de erosão na bacia contribuinte é também desejável.

de Newton de Oliveira Carvalho.Estudos Preliminares. . basicamente: . com levantamentos e análises a partir das quais se pode decidir pela continuação ou não do projeto. . . conforme Resolução CONAMA 237/97. . máquinas e estruturas. em nível de relatórios simplificados ou em nível de EIA (Estudo de Impacto Ambiental).Levantamentos e Estudos. . Sugere-se para consulta o livro “Hidrossedimentologia Prática . caracterizando os tipos de estudos que devem ser realizados.Legislação Aplicável incluindo o Processo de Licenciamento. devem ser repassados à equipe de meio ambiente para utilização nos estudos. bem como sobre o arranjo geral das obras. provocando abrasão. sedimentologia. a critério do órgão ambiental licenciador. hidrologia.Introdução. AMBIENTAIS Os estudos ambientais são detalhadamente apresentados no ítem “ESTUDOS AMBIENTAIS” destas Diretrizes e abrangem.1994”.Custos Ambientais. Os dados sobre a geologia.Se a usina tiver túnel ou canal de adução até a casa de força é necessário ter um desarenador adequadamente posicionado para eliminação das areias que poderiam obstruir parcialmente o canal ou afetar as turbinas.

contempla um barramento. Em função desses aspectos. da mesma forma. Outras alternativas de arranjo geral que pareçam atrativas. em uma das ombreiras. basicamente. onde o desnível é criado pela própria barragem. para não inviabilizar o empreendimento.o que não é raro. quase sempre. um arranjo compacto com as estruturas alinhadas e com a casa de força localizada no pé da barragem.ARRANJO E TIPO DAS ESTRUTURAS ALTERNATIVAS O arranjo das estruturas. geológicos e geotécnicos do sítio. tem-se. deve . tem-se. a montante da queda. O trecho de alta pressão é constituído por conduto(s) forçado(s). destaca-se que as características ambientais do local são também importantes na definição do arranjo geral do aproveitamento. Os impactos ambientais (ver “ESTUDOS AMBIENTAIS”) devem ser mínimos. A casa de força fica. devem ser criteriosamente avaliados. aquelas nas quais a estrutura da tomada d’água. • a vazão residual (ou sanitária) mínima a ser liberada para jusante. sendo um de baixa pressão e outro de alta pressão. Entre esses dois trechos prevê-se. • Locais com Queda Natural Localizada Nesses locais. pelos aspectos topográficos. ser menor que 3 km2 (Resolução 395 da ANEEL de 04/12/98) . os condutos forçados e a casa de força ficam longe do barramento. normalmente. dois tipos de arranjo. é composto por dois trechos. posicionada longe do barramento. basicamente. incorporada ao barramento e à casa de força. em função do desnível. os quais são descritos a seguir. por exemplo. é constituído por canal ou conduto. A adução é feita através de uma estrutura de tomada d’água. convencional. podem ser também estudadas. contendo vertedouro e tomada d’água. O circuito hidráulico de adução. O trecho de baixa pressão. A jusante do(s) conduto(s) forçado (s) posicionam-se a casa de força e o canal de fuga. uma câmara de carga e/ou chaminé de equilíbrio. Além desses. num ponto qualquer do reservatório. em qualquer aproveitamento hidrelétrico. como. em qualquer alternativa. em princípio. é condicionado. do tipo e comprimento da adução. • Locais sem Queda Natural Localizada Nesses locais. normalmente. Especial atenção deve ser dedicada aos seguintes pontos: • a área de inundação. em função de aspectos geomorfológicos da bacia (rio com meandros) . em função dos aspectos topográficos e geológico-geotécnicos locais. deverá. locais e regionais. • os impactos relativos à fauna e à flora. o arranjo.

normalmente. a jusante da estrutura. são suficientes para a completa definição do arranjo geral final do aproveitamento. em “V”. também em função dos aspectos topográficos. Este aspecto é particularmente importante no caso dos aproveitamentos de derivação. com a qualidade requerida pelo Setor Elétrico. do canteiro de obras e acampamento. em função do balanceamento de materiais disponibilidade de rocha. geológicos e geotécnicos do local. • Outras Estruturas Deverão ser definidos ainda. sem controle de comportas. para cada arranjo alternativo. deve-se definir o tipo das estruturas componentes. A necessidade de chaminé será apresentada em detalhes no item “CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO” • Tipo de Casa de Força O tipo de casa de força. incorporado ao barramento. normalmente com seção homogênea. são utilizadas barragens de terra. se for o caso. será definido em função das particularidades de cada sítio e de cada arranjo e. Por exemplo. nos vales muito encaixados. em cada caso. ainda. Se o capeamento é pouco espesso. enrocamento ou de concreto. canal ou tubulação de baixa pressão. a localização da subestação. a solução em canal é a mais econômica. Nos locais onde o capeamento de solo é espesso. condutos forçados ou túnel. Após a definição das alternativas de arranjo geral. sempre externa. devem ser utilizadas barragens de concreto. das características dos equipamentos eletromecânicos. com relevo suavemente ondulado. as barragens são de terra. . normalmente. A experiência na elaboração de estudos dessa natureza. abrigada (“indoor”) ou desabrigada (“outdoor”). como detalhado mais adiante no item VERTEDOURO. em função da legislação e das características de cada aproveitamento. um perfil tipo “Creager”. • Tipo de Circuito de Adução: tomada d’água. seja das escavações obrigatórias ou de pedreiras.ser cuidadosamente avaliada. e os acessos à obra definitivos/existentes. • Tipo de Vertedouro/Dissipação de Energia O vertedouro é. nos quais os arranjos prevêem a casa de força a jusante do barramento. Em planícies amplas. da mesma forma. demonstra que duas ou três alternativas. de terra. das áreas de empréstimo. • Tipo de Barragem O tipo de barragem. mistas ou de enrocamento. áreas de bota-fora. geológicos e geotécnicos. A dissipação da energia do escoamento vertente é feita. pode-se utilizar uma barragem com seção mista ou de enrocamento. Sempre que possível. sobre o perfil e sobre o maciço rochoso do fundo do rio. no máximo. em função da disponibilidade de materiais de construção e das condições de fundação em cada local. O circuito de adução típico das PCHS varia. varia em função dos aspectos topográficos.

plantas de situação e de interferências.Nessa fase. de acordo com osprocedimentos recomendados do Setor Elétrico. apresentado em “ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS-OPE”destas Diretrizes na forma de planilha eletrônica e disponibilizadas na versão em CD-ROM. através de consultas aos fabricantes. estão apresentados. Os custos dos equipamentos deverão ser pesquisados no mercado. Todas as planilhas deverão ser elaboradas de acordo com o modelo do Orçamento Padrão da ELETROBRÁS (OPE). . suficientes para a plena compreensão dos estudos e para o levantamento de quantidades. com base nos quantitativos levantados. Os estudos de alternativas deverão ser registrados em desenhos simplificados. contendo plantas e cortes típicos. no item “CUSTOS”. O dimensionamento mais preciso deverá ser realizado após a seleção da alternativa final a ser detalhada (PROJETOS DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS). em função da realidade local e das particularidades de cada aproveitamento. em detalhes. de acordo com os critérios definidos no item "CUSTOS". CUSTOS A metodologia e os critérios para as estimativas de custos. Cabe registrar que os custos unitários dos principais serviços das obras civis deverão ser levantados ou compostos. As estimativas de custos serão elaboradas. as estruturas deverão ser apenas pré-dimensionadas para efeito da realização dos estudos de alternativas.

de 04/12/98.ONS estão sujeitas às suas regras de operação. Quando a PCH for um empreendimento que operará de forma interligada. para o dimensionamento e a avaliação da viabilidade técnico-econômica. de acordo com a legislação vigente. o dimensionamento energético e o arranjo físico. quando são avaliadas sua factibilidade e atratividade para os possíveis investidores deste tipo de empreendimento.abril de 1997. segundo a Resolução ANEEL no 393. para garantir o atendimento a um mercado que. uma avaliação expedita de sua viabilidade. teoricamente um maior aproveitamento do potencial hidrelétrico local. Em outras palavras. Usinas de potência menor ou igual a 30 MW. não estão sujeitas às regras de operação do ONS . sendo esses benefícios de enrgia firme calculados para o período crítico do Sistema Interligado. portanto. poderá ser superior à geração efetiva da usina. ao empreendedor do projeto. o despacho dessas usinas é centralizado . uma Energia Assegurada durante todo o seu período de concessão. Para trechos de rio ou sub-bacias que apresentem apenas possibilidades de aproveitamento de seus potenciais hidrenergéticos através de PCHS. a metodologia definida na publicação “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos” ELETROBRÁS / DNAEE . Usinas Não integradas. nestas situações hidrológicas desfavoráveis. são consideradas Usinas Não Integradas. Estas usinas. energia essa definida por ocasião do Edital de Licitação da outorga da Concessão. Em contrapartida. em períodos hidrologicamente desfavoráveis estas usinas não teriam a possibilidade de usufruir do benefício da interligação elétrica com o Sistema . os Estudos de Inventário poderão ser feitos de forma simplificada. a fim de fornecer subsídios à tomada de decisão de possíveis investidores para o aprofundamento dos estudos em uma determinada sub-bacia. porém Interligadas.ESTUDOS ECONÔMICO-ENERGÉTICOS CONSIDERAÇÕES INICIAIS Os estudos de dimensionamento econômico-energético de uma PCH são desenvolvidos durante a fase de Projeto Básico. objetivando a otimização do aproveitamento energético (comprovação da viabilidade técnico-econômica e ambiental do empreendimento). inclusive. pois existem diversidades hidrológicas entre as diversas bacias hidrográficas que compõem o Sistema Interligado. Em fase antecedente a essa. Será definida a melhor alternativa de localização do eixo da barragem. a critério do Operador Nacional do Sistema . Portanto. se desenvolvem Estudos de Inventário Hidrelétrico da bacia hidrográfica. ou seja. a operação otimizada do Sistema Interligado garante. estas Diretrizes abordarão o dimensionamento econômico-energético da PCH. Em contrapartida. sugere-se que seja seguida. Neste caso. Desta forma. poderão ser dimensionadas . não fica assegurada ao empreendedor nenhuma geração complementar à efetivamente gerada no empreendimento. cujo objetivo principal é o de avaliar o potencial energético dela e a sua economicidade. indicado em estudos anteriores de inventário ou nos estudos apresentados à ANEEL quando do pedido de registro dos estudos para projeto básico da PCH. As usinas integradas. o dimensionamento ótimo do aproveitamento deve ter por base os benefícios incrementais de energia firme de correntes da sua entrada em operação. a menos que o empreendedor faça um acordo operativo com o Distribuidor/Comercializador local. mesmo que estejam eletricamente conectadas ao Sistema Interligado. o ONS garante. contemplando.a operação otimizada. Este tipo de empreendimento pode ser dividido em dois grupos: o que operará integrado ao Sistema Interligado brasileiro e o que atenderá a um mercado isolado. ou seja.operação otimizada. como as PCHs.

de outra forma. a menos que o empreendedor consiga negociar um acordo operativo com o Distribuidor/Comercializador local para. ou seja. No sistema brasileiro. calculada como se fosse uma Usina Integrada. porém isolados do Sistema Interligado brasileiro.a energia firme (ou melhor. C) Sistemas Isolados . seria contratado no mercado SPOT a preços a serm cenarizados nos estudos econômico-energéticos. admitir que a diferença entre a energia firme da usina. a energia comercializável com garantia de atendimento a um determinado mercado) poderá ser aquela garantida por 95% do tempo em simulação da operação da usina com o histórico de vazões definido para o local. A obtenção dos benefícios energéticos é realizada através da simulação da operação da usina. Para aquelas que operarão de forma isolada sugere-se a metodologia descrita no item "DIMENSIONAMENTO ENERGÉTICO E ECONÔMICO SOB A ÓTICA ISOLADA".Define-se como sendo Bacia Isolada com Complementação Térmica o mesmo caso anterior. também para atendimento ao mercado local isolado.como se fossem usinas elétricamente isoladas . O dimensionamento econômico-energético de uma PCH passa pela identificação e quantificação dos benefícios energéticos. se beneficiar da operação otimizada. de alguma forma. B) Bacia Isolada com Complementação Térmica .Define-se como Sistema Isolado um sistema composto por usinas hidrelétricas e termelétricas. em sendo a energia da PCH totalmente utilizada para deslocamento da energia térmica já existente. é o valor médio de energia que a usina é capaz de gerar ao longo do período crítico do Sistema.é definida pela sua contribuição para a energia firme do Sistema. valorização desses benefícios e comparação com alternativas equivalentes disponíveis. C) Para Sistemas Isolados . a energia firme comercializável poderá ser a média da energia produzida pela PCH em simulação com todo o histórico das vazões existentes. operando em conjunto.Define-se como Bacia Isolada a bacia hidrográfica onde se insere a PCH para atender a um mercado isolado. usinastermelétricas. Como está se tratando de Sistemas Isolados. o que lhe garantiria o suprimento adicional ao efetivamente gerado em situações hidrologicamente desfavoráveis no local do empreendimento ou. muitas vezes o período crítico a que se refere esta definição deverá ser o da própria bacia. com o histórico de vazões definido para o local do aproveitamento. porém existindo. • Energia Firme A) Para Bacias Isoladas . e o efetivamente gerado. ao qual ela está inserida. são três os benefícios energéticos considerados em um aproveitamento hidrelétrico.neste caso.ótimo isolado. de forma individualizada. . B) Para Bacia Isolada com Complementação Térmica . DIMENSIONAMENTO ENERGÉTICO E ECONÔMICO SOB A ÓTICA ISOLADA As PCHs que operarão de forma isolada do Sistema Elétrico Interligado brasileiro podem ser subdivididas em três grupos: A) Bacia Isolada .

• Capacidade de Ponta Garantida . Custo de Referência da Ponta . são: Custo de Referência da Energia . no decorrer das análises. Normalmente. • Parâmetros econômicos A partir da avaliação dos benefícios energéticos.Nessa situação. o mercado atendido estaria sendo abastecido pela Energia(Comercializável) produzida pela PCH com garantia de atendimento de 95%. os benefícios advindos do projeto serão valorizados pelo custo da geração térmica substituída ou pelo custo da interligação desse Sistema ao Sistema Interligado brasileiro. • Energia Secundária . no âmbito do planejamento da expansão do Setor Elétrico e nos estudos de dimensionamento sob o ponto de vista do ótimo. ou seja. • • • • • No enfoque atual de dimensionamento. estar-se-ia garantindo o atendimento ao mercado com risco de falhade 5%.representa a capacidade máxima de geração de potência do aproveitamento. Para os Sistemas Isolados. representam os parâmetros de valorização econômica dos benefícios energéticos avaliados ao longo da vida útil do projeto em análise. é necessário convertê-los em valores econômicos. que é de 35 anos renováveis. • Vida útil do aproveitamento Na análise econômica dos aproveitamentos.CRP (US$/MW/ano).CRE (US$/MWh). com conseqüente redução dos gastos com combustível nas termelétricas. os custos de referência representam os custos marginais de substituição dos benefícios advindos com a implementação de uma nova fonte de geração. Assim sendo. se for o caso. Taxa de desconto (%). os parâmetros econômicos necessários. No caso de Sistemas Hidrotérmicos com Bacias Isoladas. incluindo estudos.CRES (US$/MWh). disponível nos anos de hidrologia favorável. Vida Útil do Aproveitamento (anos).nos casos de Bacias Isoladas e Sistemas Isolados representa o excesso de geração de energia. Custo de Referência da Energia Secundária . construção e operação. permitindo a operação em complementação do parque termelétrico do sistema local. o ganho de energia secundária pode ser valorizado através do custo médio de geração térmica (US$/MWh) ou através do custo de geração de cada fonte térmica cuja variação de geração esperada possa seridentificada nos resultados das simulações com e sem o projeto em pauta. utiliza-se o conceito de vida útil econômica (50 anos para as usinas hidrelétricas). em relação à energia firme/comercializável. . que é superior ao período mínimo de concessão proposto pela Lei 9074/95 para as concessões outorgadas por licitação pública. ou seja. para que se possa aplicar a metodologia de análise do custo/benefício incremental. utiliza-se a capacidade de ponta garantida em 95% do tempo para a simulação da usina com o histórico de vazões disponível.

. projetos de longa maturação. as condições de concorrência perfeita não existem e a determinação da taxa de desconto a ser utilizada no Setor tem se constituído em matéria bastante controvertida. no entanto. ao se compararem custos e benefícios decorrentes de variações incrementais em determinados parâmetros. ao contrário. acabam por beneficiar projetos termelétricos. No que tange ao dimensionamento ótimo. o valor de referência tradicional que vinha sendo utilizado era de 10% ao ano. direcionando a política de expansão do sistema de um extremo ao outro. aferindo-se as soluções face às possíveis alterações conjunturais que possam pressionar bastante o custo de oportunidade para captação de recursos. No caso do Setor Elétrico brasileiro.• Taxa de desconto Pode-se demonstrar que a taxa de desconto deverá coincidir com o custo de oportunidade do capital na situação de um mercado de capitais em equilíbrio. o mais adequado. A influência da taxa de desconto é tão importante que pode condicionar totalmente o processo decisório. ou seja. em função do valor adotado. como as hidrelétricas. cuja maturação é mais rápida. é a realização de análises de sensibilidade das alternativas para variações no valor da taxa de desconto. A taxa atualmente adotada é de 12% ao ano. tendem a ser penalizados com taxas altas que. Em situações reais.

é possível tratar-se adequadamente cada um dos problemas mencionados.Namáx. em especial na definição dos níveis de operação e da depleção máxima do reservatório. para cada alternativa a ser estudada. incluindo os programas de controle ambiental. face às interfaces do empreendimento com o meio ambiente .série histórica de vazões no local do aproveitamento. o NA máximo normal de operação de um aproveitamento hidrelétrico deverá crescer até que os benefícios energéticos . levando em consideração as restrições ambientais e de custos. incluindo os programas ambientais mitigadores e/ou compensatórios. Tendo em vista que já se tem uma primeira estimativa das características da usina.curva da cota do canal de fuga x descarga (curva-chave). dos principais parâmetros de dimensionamento energético. supondo que os demais já tenham sido resolvidos. o problema consiste no refinamento da escolha da altura final do nível d'água máximo normal do reservatório. . o principal problema consiste na otimização. sua definição deve garantir o melhor uso dos recursos naturais da bacia dentro de uma perspectiva de médio e longo prazos.rendimento . Embora estes problemas estejam interrelacionados. conseqüentemente. portanto. A elaboração destes estudos exige o conhecimento de informações. embora compatível com a economicidade a curto prazo. o nível de regularização do rio.curva cota x área x volume do reservatório. do dimensionamento da queda de projeto da turbina. Esta decisão afeta a capacidade total de armazenamento e.tipo de carga no circuito hidráulico de geração. dentre as quais pode-se citar: . • Determinação do nível d'água máximo normal de operação do reservatório . Desta maneira. médio do conjunto turbina-gerador. já que. .estimativa do custo total da obra. Os aspectos ambientais deverão ser cuidadosamente analisados. A partir de um esquema geral predefinido. . não pode ser mais alterado. sob o ponto de vista técnico e econômico.DIMENSIONAMENTO DOS PARÂMETROS FÍSICO-OPERATIVOS DO PROJETO No projeto de uma PCH. Sob o ponto de vista puramente econômico-energético. . . Está ligada a um aspecto físico do projeto. eles são tratados separadamente devido à grande complexidade do problema global. de turbina. uma vez realizada a obra. caso a caso. da potência instalada e.perda .custos anuais de operação e manutenção da usina. da depleção máxima ou volume útil do reservatório.

máxima depleção operativa do reservatório. Determinação da depleção máxima ou volume útil do reservatório • Com a definição da capacidade máxima do reservatório. . . . Este estudo é feito para os casos de PCH com regularização. isto é. o uso do maior volume de um reservatório reduz seu nível médio e. Quando proporcionar uma variação de energia firme positiva. quanto maior for a depleção de qualquer reservatório.número de unidades a serem instaladas e. portanto. pela capacidade maior de reter picos de cheias que possam ocorrer no período crítico. portanto. ou se verifique algum impedimento de ordem técnica ou ambiental. A máxima depleção operativa de um reservatório deve corresponder ao limite econômico de depleção. - tipo de turbina. Esse aumento de energia firme pode resultar de dois efeitos: aumento da vazão média no período crítico. só deve ser considerada enquanto o valor econômico dos benefícios energéticos incrementais suplantar os custos incrementais correspondentes. A redução da queda diminui os ganhos de energia proporcionados pelo aumento de vazão regularizada e ainda conduz a uma perda de potência máxima da usina. máxima e mínima. ou ainda.incrementais. implica possível necessidade de reforço nas estruturas de adução e. para cada Namáx estudado: . Geralmente. Pode-se dizer que o aumento da depleção conduz a uma variação de energia firme. às vezes positiva e às vezes negativa. quando proporcionar uma variação da energia firme negativa. o que vai caracterizar o nível mínimo normal desse reservatório. a um limite de utilização de seu volume quando operado dentro do Sistema Interligado. maior será a energia firme do sistema. Deve-se então escolher a depleção máxima a ser utilizada. enquanto for verdadeira a seguinte . devidamente convertidos em valores econômicos.potência a instalar na usina. obviamente não deve ser considerada. Estes estudos englobam a análise e determinação dos seguintes parâmetros. tem-se por conseqüência o nível d'água máximo normal. ou seja. se o tempo de enchimento do volume morto (aquele abaixo do NA mínimo normal) for muito grande. com o aumento da depleção máxima permitida e do volume útil. pelo acréscimo de volume útil ao volume escoado pelo rio. sua queda líquida. e a redução dos vertimentos. de projeto. conseqüentemente. isto devido ao valor da água no reservatório e a uma variação sempre negativa na potência garantida para a usina. Entretanto. A redução do NA mínimo normal. Ao volume d'água acumulado entre esses níveis mínimo e máximo chama-se volume útil do reservatório e o volume abaixo do nível mínimo normal chama-se volume morto. a potência unitária.quedas de referência. sejam superados pelos custos correspondentes. mantidos constantes os demais fatores.

deve-se adotar. resulta de uma análise econômica.CRP + 8760. transformadores e transmissão). CRE custo de referência de dimensionamento de energia (US$/MWh). Desta forma. enquanto for verdadeira a expressão abaixo: . devido à redução do NA mínimo normal (MW ano). variação incremental de potência garantida. variação incremental dos custos do aproveitamento. CRE + DPG. Os custos de referência são aqueles previstos para a época de entrada em operação da usina. geradores. conforme definidos anteriormente. CRES DC custo de referência de energia secundária (US$/MWh). CRP custo de referência de dimensionamento de ponta (US$/MW/ano). Para o dimensionamento dos NAs máximo normal e mínimo normal. Incorre-se também em um aumento de custos. Definidos os NAs mínimos normais para cada NA máximo normal e quantificados os benefícios correspondentes. • Definição da potência instalada A definição do nível de motorização de uma PCH a ser inserida no Sistema. em uma dada época.CRES > DC onde: DEG DPG DES variação incremental de energia garantida / firme. ponta garantida e energia secundária. escolhendo-se o NA máximo normal que maximize os benefícios. seriam vertidas. nas simulações da operação da usina. deve-se aumentar a motorização de uma usina enquanto o valor econômico dos benefícios energéticos incrementais suplantar os custos incrementais correspondentes. DES. devido à redução do NA mínimo normal (MW). onde se procura maximizar os benefícios para esse sistema. através de uma análise incremental na faixa de variação determinada. devido à redução do NA mínimo normal (MW ano). Ao se elevar o valor da potência instalada de um aproveitamento hidrelétrico.expressão: 8760. para potências menores. aumentam os benefícios energéticos. circuito hidráulico de adução. relacionados com o aumento do bloco da casa de força (área de montagem. variação incremental de energia secundária. DEG. Por exemplo. uma potência instalada que não seja restritiva para a operação do aproveitamento. pode-se adotar como valor inicial aquele definido nos estudos de inventário hidrelétrico da bacia ou na avaliação do potencial hidrelétrico do local em estudo. turbinas. esses são comparados economicamente. decorrentes da motorização em pauta. através do turbinamento de vazões que. isto é. equipamentos auxiliares eletro-mecânicos. devido à redução do NA mínimo normal (US$/ano).

. 95% TEMPO (%) Figura 1 . quando existe água em abundância no sistema.CRES > ΔC onde ΔEG. • Dimensionamento das quedas da turbina Uma vez determinado o NA máximo normal e o deplecionamento ótimo do reservatório. ΔEG. pois. de um modo geral. fornece a potência máxima do gerador. o dimensionamento da potência instalada é igual ao dos outros parâmetros já apresentados. ΔES. para quedas abaixo dela. Entretanto. pode-se deixar provisão para instalação futura de unidades geradoras adicionais. QUEDA (m) Href. máxima e mínima. são realizadas simulações da operação da usina. nessa situação. a eficiência se torna importante. pois. de projeto. Nota-se que. a alta eficiência da turbina não é fundamental. pois. entretanto. Href. CRE + ΔPG.CRP + 8760. Durante o período de vazões altas. a água deve ser valorizada ao máximo. ou seja. conceitualmente. com abertura total do distribuidor. do nível do reservatório e do nível do canal de fuga. em 95% do tempo. Entende-se por queda de referência. quatro parâmetros básicos são determinados: queda de referência. em períodos hidrológicos desfavoráveis. flexibilidade não existente nos outros parâmetros. Através dela.8760. A queda líquida disponível em uma usina hidrelétrica depende dos níveis d'água a montante e a jusante da usina. correspondem agora a incrementos de potência instalada. Este critério considera que. visando obter os valores característicos de quedas que são usados no dimensionamento das turbinas. em US$/ano. Essa queda varia com a operação da usina. a queda líquida para a qual a turbina. como anteriormente definidos. A queda de referência é dimensionada para a permanência de 95% do tempo na curva de distribuição de quedas da usina. uma diferença. a turbina deve ser capaz de fornecer a potência nominal do gerador (Figura 1). em simulação para todo o histórico de vazões.Permanência de Queda no Tempo A queda de referência é também chamada de queda líquida nominal. ΔPG e ΔES. A Figura 2 ilustra esta situação. se faz o chamado "Casamento Turbina-Gerador". Há. Para o projeto das turbinas de uma usina hidrelétrica.. a turbina limita a potência máxima da usina e para quedas acima a potência fica limitada pelo gerador. e ΔC passa a ser a variação incremental dos custos do aproveitamento devido ao aumento de potência instalada.

Q/Qn= (H/Hn)α H Hn H P/P n= (H/H n) α+1 Hn Turbina Limitando a Potência H Gerador Limitando a Potência FRANCIS. A queda de projeto é dimensionada como a queda maisfreqüente. ou seja. a moda da distribuição de quedas da usina.α+1=6/5 Figura 2 . . obtida dasimulação da operação desta para o histórico de vazões naturais conhecido(Figura 3). PELTON: α=1/2.Casamento Turbina-Gerador Por queda de projeto entende-se ser aquela para a qual o rendimento daturbina é máximo. α+1=3/2 KAPLAN: α=1/5.

A queda máxima operativa é aquela obtida pela diferença entre o nível máximo normal de operação do reservatório e o nível do canal de fuga com uma unidade operando a plena carga.% CURVA DE FREQUÊNCIA DE QUEDAS QUEDA DE PROJETO QUEDA (m) Figura 3 .Distribuição de Quedas de uma Usina As quedas de referência e de projeto devem ser determinadas considerando o sistema de referência de médio prazo . sem vertimento. valendo sempre a pior condição. • limites físicos do arranjo. engenharia. e a obtida pela diferença entre o nível máximo do reservatório e o nível do canal de fuga para a cheia de projeto do vertedouro menos as perdas hidráulicas do circuito de geração. conseqüentemente. elétrica e civil. para debater pontos relativos a: • reserva de geração. admitindo todas as unidades operando a plena carga. • Determinação do tipo de turbina e do número de unidades geradoras Para determinação do tipo de turbina ver item “TURBINAS HIDRÁULICAS” É difícil estabelecer um procedimento geral que permita determinar a potência unitária dos grupos geradores e. • custos de construção (função das dimensões das unidades e da Casa de Força). recomenda-se que seja reunida uma equipe multidisciplinar de planejamento. As quedas máximas e mínimas operativas devem ser determinadas tanto para a época de entrada em operação da usina como para o horizonte de médio prazo. Por queda mínima operativa entende-se a menor queda entre a obtida pela diferença entre o nível mínimo de montante e o nível do canal de fuga (sem vertimento. com todas as unidades operando com abertura total do distribuidor e subtraídas as perdas hidráulicas do circuito de geração). • proporção entre a capacidade unitária e as dimensões do sistema elétrico.planejamento de 15 anos. subtraídas as perdas hidráulicas do circuito de geração. com o objetivo de se determinar uma potência unitária que atenda aos interesses das áreas envolvidas. No entanto. .PROBABILIDADES (QUEDAS) . • flexibilidade operativa. o número de unidades.

deve-se alertar para o fato de que rios com forte sazonalidade hidrológica podem conduzir a uma perda de geração da energia firme importante. . e • outros. Este critério visa aproveitar as vazões baixas do rio para geração de energia.• principalmente a sua capacidade de engolimento mínimo. deverá ser avaliado o engolimento mínimo (abaixo do qual a máquina deve ser desligada) de cada uma das unidades. É comum o projetista/empreendedor de PCH ficar tentado à opção do menor número de unidades e muito freqüentemente a duas. Dependendo de cada tipo de turbina a ser utilizada na PCH. tendo em vista que esse é o período em que a energia é mais valorizada. de forma a se compatibilizar esta capacidade de engolimento com as vazões de estiagem do curso d’água em estudo. porém.

em seção homogênea em solo. convencional ou compactado a rolo (CCR). A prática atual em projetos de aproveitamentos hidrelétricos tem adotado.de enrocamento. . visando. em seção tipo gravidade.PROJETO DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS OBRAS CIVIS BARRAGEM A barragem é a estrutura que tem a função de represar a água.de terra. No caso de locais de baixa queda. possibilitar a alimentação da tomada d’água.CAPÍTULO 7 . . a barragem tem também a função de criar o desnível necessário à produção da energia desejada. os seguintes tipos de barragem: . . preferencialmente. com a elevação do nível d’água do rio.de concreto.

Seções Típicas Como citado anteriormente. neste capítulo. A correta utilização das condições topográficas na definição do posicionamento do vertedouro é importante. por exemplo. e das fundações das estruturas de concreto. . a baixa produtividade dos trabalhos de compactação afeta os prazos e custos do empreendimento. facilita as condições de contorno do escoamento de aproximação. e onde existam áreas de empréstimo de materiais argilosos/arenosos suficientes para a construção do maciço compactado. No projeto.as fundações devem ter resistência e estanqueidade suficientes. Destaca-se que. no projeto.BARRAGEM DE TERRA Considerações Sobre o Tipo Como descrito anteriormente no ítem “Arranjos e Tipo das Estruturas”. a disponibilidade de materiais naturais de construção e o processo construtivo a ser utilizado. de acordo com as recomendações para Preparo e Tratamento das Fundações apresentadas.áreas de empréstimo e pedreiras localizadas em cotas superiores às da barragem. mais adiante. ainda. Essa estrutura. . no que diz respeito à utilização dos materiais terrosos provenientes das escavações exigidas para a execução da obra. visando-se minimizar escorregamentos. Adequabilidade do Local Um local considerado adequado para implantação de uma barragem de terra. como. períodos chuvosos e secos. Correntes com alta velocidade junto ao talude da barragem no contato com o vertedouro devem ser evitadas. nos vales pouco encaixados. como. visando facilitar o transporte de materiais. devem ser observadas as recomendações contidas no ítem “Estudos Geológicos e Geotécnicos”. o que é desejável. como a Amazônica. o tipo de barragem é escolhido em função das características topográficas e geológico-geotécnicas do sítio. são aspectos que devem ser bem caracterizados. as do canal de adução.as margens do reservatório devem ser estáveis. por exemplo. nas ombreiras. a intensidade das chuvas. etc. quando situada fora do corpo da barragem. considerando-se. se houver. esse tipo de barragem é apropriado para locais onde a topografia se apresente suavemente ondulada. . O regime hidrológico da região. deverá possuir as seguintes características: . além dos aspectos anteriormente citados.o eixo deve ser posicionado no local mais estreito do rio. Em regiões com alto índice de pluviosidade. . deve ser obrigatoriamente analisado o balanceamento de materiais. visando-se reduzir o volume da barragem.

e do vento que sopra sobre a superfície da água. A tabela 2 apresenta os valores usuais para os casos nos quais o material de fundação não condiciona a estabilidade do talude (as fundações são mais resistentes que os maciços compactados das barragens). • Cota da Crista A cota da crista da barragem é fixada considerando-se uma folga. utilizando-se.Engineering and Design Manual EM 1110-2-1902” . uma vez que. do material empregado. do “US Corps of Engineers . Para barragens com alturas maiores que 10 m podem ser utilizados os mesmos coeficientes (inclinações). cujos detalhes típicos são apresentados nas Figura 1 deste ítem e Figura 1 do ítem “BARRAGEM DE ENROCAMENTO” . acima da elevação do NA máximo normal de operação do reservatório. Ainda em função da altura da barragem. Se a barragem for utilizada como estrada. porém a estabilidade dos taludes deverá ser verificada para os casos correntes de carregamento (“Final de Construção”. encontrados em diversos livros de Mecânica dos Solos. Dimensões Básicas • Largura da Crista (a) Para todas os tipos de barragem de terra. Para barragem com altura maior que 10 m.0 m. tem-se utilizado barragens com seções homogêneas em solo e de enrocamento. da extensão (L) da superfície do reservatório (“fetch”). • Largura da Base da Barragem (b) . utilizando-se os tradicionais Ábacos de Estabilidade de Talude de Morgestern e Price. “Operação Normal” e “Esvaziamento Rápido”). a seção da barragem deve ser mista (terraenrocamento). e dependendo de cada caso. a largura mínima será de 6. como especificado no ítem “Estradas de Acesso”.Stability of Earth and Rockfill Dams (Instruções para Estudos de Viabilidade. A borda livre é função da profundidade da água junto à barragem. a metodologia consagrada de cálculo. a largura mínima da crista deverá ser de 3. • Inclinação dos Taludes A inclinação dos taludes da barragem é caracterizada pelo coeficiente de inclinação “m”. por exemplo. certamente. esses cálculos poderão ser realizados de forma simplificada. medida perpendicularmente ao eixo da barragem. da ELETROBRÁS /DNAEE). a borda livre deve ser estimada utilizando-se os critérios do USBR (Saville / Bertram). Para barragem com altura menor que 10 m. Caso o balanceamento de materiais mostre que existe volume de rocha excedente. o qual corresponde ao nível que ocorrerá por ocasião da passagem da descarga de projeto pelo vertedouro (ver “VERTEDOURO”). os valores da borda livre constam da tabela 1.Em função desses aspectos. significará economia para o empreendimento.April 1970 . que indica quantas vezes a projeção horizontal é maior que a projeção vertical.0 m. da altura da barragem e do material da fundação. Esse coeficiente depende do tipo de barragem. denominada “borda livre”.

00 1.00 2.00 2.00 2.05 1. m2 = inclinação do talude de jusante.20 1.25 1.25 2.75 2.ALTURA DA BORDA LIVRE (m).75 2.00 2.75 2.25 3. onde: a = largura da crista da barragem (m).00 0.25 3.50 1.A largura da base (b) é calculada em função da geometria da barragem.00 6. Tabela 1 . m1 = inclinação do talude de montante.00 1.00 Extensão do Espelho d’Água do Reservatório (**) .00 2.00 1.15 4. PARA BARRAGENS COM ALTURA ≤ 10 m (*) Profundidade da Água Junto à Barragem (m) P ≤ 6. H = altura da barragem (m).00 1.15 1.00 1.50 1.H (m) (**) H ≤ 5.00 1.L (km) 0.00 1.00 < P ≤ 10.30 5.00 < H ≤ 10.40 .35 (*) Para barragem com altura > 10 m a borda livre deve ser estimada utilizando-se os critérios do USBR (Saville / Bertram).00 1.00 2.25 5.50 1.05 3.00 1. utilizando-se a fórmula: b = a + (m1 + m2) H.00 1.35 1.25 1.INCLINAÇÃO DOS TALUDES (*) Material do Corpo da Barragem SOLOS ARGILOSOS Talude Montante (m1) Jusante (m2) SOLOS ARENOSOS Montante (m1) Jusante (m2) AREIAS E CASCALHOS Montante (m1) Jusante (m2) PEDRAS DE (Barragens de enrocamento) MÃO Montante (m1) Jusante (m2) Altura da Barragem . (**) Na cota do NA máximo TABELA 2 .00 1. como citado anteriormente.

. (**) Para barragens com altura > 10 m podem ser usadas as mesmas inclinações dos taludes para as barragens de terra.As recomendações deste item são decorrentes do tipo de fundação. a pavimento flexível m2 1 H m1 h 1 aterro compactado 0.3hm2 5. uma inclinação de 1(V) : 1. 3 det. a pavimento flexível m2 1 H m1 h 1 aterro compactado proteção com grama filtro vertical aterro compactado dreno de pé tapete drenante det.3h proteção com grama det. 3 5. como citado anteriormente.65 (H).3hm2 5. como descrito no item "ESTUDOS BÁSICOS . desde que a estabilidade da barragem seja verificada.00 BARRAGEM HOMOGÊNEA (H>10m) Figura 1-b Detalhes Construtivos Principais • Preparo da Fundação e das Ombreiras . 1 5.(*) Valores usuais considerando-se que o material de fundação não condiciona a estabilidade do talude (casos nos quais as fundações são mais resistentes que os maciços compactados das barragens).00 m1H a m2H 0. no mínimo.00 m1H a m2H 0.00 BARRAGEM HOMOGÊNEA (H[10m) Figura 1-a borda livre NA máx. 2 borda livre NA máx. Para as barragens de enrocamento convencionais (como apresentado mais adiante) os taludes devem ter.GEOLÓGICOS E GEOTÉNICOS". det.

deverá ser prevista uma trincheira de vedação. .TRINCHEIRA EM FUNDAÇÃO MUITO PERMEÁVEL Figura 3 . A compactação deverá consistir de 10 (dez) passadas do trator de esteiras por toda a área da fundação. eventuais surgências de água na fundação (olho d’água) deverão ser convenientemente tratadas. cujos detalhes e dimensões são mostrados na Figura 3 a seguir. O material removido deverá ser transportado para área de “bota-fora”. incluindo as ombreiras.Após a regularização do terreno.preencher o tubo com brita até pelo menos 1.0 m para montante e para jusante. -.A área sob a barragem. atingir o nível da brita.instalar tubos de concreto ou cerâmica na posição vertical sobre a surgência.Após a limpeza. lançamento da pasta de cimento nível de lançamento da brita (final) 1.00 NA estabilizado camadas compactadas da barragem tubo de concreto ou cerâmica (manilha) abertura do olho d`água infiltração fundação TRATAMENTO DE OLHO D`ÁGUA NA FUNDAÇÃO Figura 2 .5 1 h b B=b+3h filtro de areia até o pé do talude de jusante nota: b>=3m DETALHE 1 . mais uma faixa de 5. aterro compactado 1. como descrito a seguir: -. e registrar a altura que o nível d’água alcança no interior do tubo. . deverá ser lançada pasta de cimento sobre a brita até cobrir o seu nível. deverá ser limpa. -. incluindo o desmatamento. constatado nos ensaios realizados durante a execução das sondagens.5 1 material mais impermeável 1. ou do núcleo central no caso de seção mista.Se a fundação for mais permeável que o aterro da barragem.0 m acima do nível d’água estabilizado. fora do canteiro de obras e do futuro reservatório. o terreno deverá ser regularizado e compactado com trator de esteira.. O detalhe dessa instalação é apresentado na Figura 2. o destocamento e a remoção de terra vegetal até a profundidade que for necessária. a seguir. com diâmetro superior ao olho d’água.quando o aterro. em torno do tubo.

. a seguir. com trator de esteira equipado com lâmina ou motoniveladora. Espalhamento e Compactação . cujas dimensões mínimas são mostradas no detalhe apresentado na 4. • Proteção dos Taludes das Barragens O talude de montante das barragens de terra homogêneas deverá ser protegido contra a ação de ondas e contra a variação do nível d’água do reservatório (se houver). . medida normalmente ao talude.Nos locais onde não for possível o acesso desses equipamentos. através do plantio de grama. em camadas de 20 cm de espessura. As faixas compactadas paralelas deverão ter uma superposição mínima de 20% da largura da faixa. a compactação deverá ser realizada utilizando-se placas vibratórias (sapos mecânicos) ou manualmente. escavação obrigatória ou da central de britagem).A compactação deverá ser realizada através de 6 (seis) passadas de rolo compactador de 4 toneladas.PROTEÇÃO DO TALUDE DE MONTANTE Figura 4 O talude de jusante deverá ser protegido contra a flutuação do nível d’água de jusante (se houver) e contra a ação de chuvas.20 pedra de mão (enrocamento) 0. Evidentemente. A proteção deverá ser igual a do talude de montante até uma altura mínima de h/3. sendo h a profundidade de água do reservatório. Se o NA de jusante ultrapassar essa altura. a proteção deverá ser executada até a elevação correspondente. a qual poderá variar de acordo com o material disponível (proveniente de pedreira.40 0. m1 1 transição (brita) areia aterro compactado 0. o talude deverá ser protegido. A proteção deverá ser executada com materiais granulares. . Essa proteção deverá ser executada acompanhando o alteamento do aterro.• Lançamento. o diâmetro de cada material deverá ser menor que a espessura da camada.20 nota: dimensões em metro DETALHE 2 . sempre que possível. Acima dessa altura. Os detalhes dessa proteção são mostrados na Figura 5.O material da barragem deverá ser lançado com caminhão basculante e espalhado. rebocado por trator de esteiras. se disponível na região. rocha proveniente das escavações obrigatórias ou cascalho. por apiloamento.

O trabalho deverá estar finalizado até 60 minutos após o lançamento. 4 passadas do equipamento de compactação. deverão ser tomados cuidados com a umidade adequada para a cura das camadas executadas anteriormente. Areia Grossa/Fina Solo Arenoso Solo Argiloso 6 a 9 % em peso 7 a 9 % em peso 10 a 12 % em peso O método de execução deverá acompanhar o alteamento do aterro da barragem. . o talude de montante deverá ser protegido com uma camada de solo-cimento.0 m de espessura. se necessário. a seguir. Poderá ser adicionada água à mistura. O talude de jusante deverá ser protegido como especificado anteriormente.20 0.40 0. no mínimo. A mistura de cimento com o solo deverá ser realizada em betoneiras ou no próprio local. A Figura 6. a seguir. apresenta os detalhes da proteção e do alteamento de solo-cimento.grama transição (brita) areia filtro de areia pedra de mão (enrocamento) 0. Tabela 3 DOSAGEM DO SOLO-CIMENTO MATERIAL DO ATERRO TEOR DE CIMENTO Cascalho. medido normal ao talude.PROTEÇÃO DO TALUDE DE JUSANTE Figura 5 Caso não existam materiais granulares em abundância na região. Após o lançamento. Durante a elevação do aterro.3h mínimo 0. com 1. a camada de solo-cimento deverá ser compactada com.20 nota: dimensões em metro DETALHE 3 . obedecendo à dosagem especificada na Tabela 3. para melhorar a trabalhabilidade.

00 SEQUÊNCIA DE ALTEAMENTO Figura 6 .camada de solo-cimento 1.20 linha de escavação do talude para junção das camadas nota: dimensões em metro 1.00 m1 1 aterro compactado talude da barragem camadas de proteção de solo-cimento camadas compactadas da barragem 0.

. sejam os mesmos provenientes da escavação das fundações das outras estruturas ou das pedreiras. As pedreiras devem estar localizadas preferencialmente em cotas superiores às da área de construção da barragem.BARRAGEM DE ENROCAMENTO Considerações Sobre o Tipo Esse tipo de barragem. deve ser a mais estreita no trecho aproveitável do rio. .as fundações e as ombreiras devem ser resistentes e estanques. na cota da crista da barragem. . .a largura do vale.possibilidade de utilização direta do material. Seções Típicas 1Barragens de Enrocamento Convencional A seção típica recomendada para as barragens de enrocamento convencional é apresentada na Figura 1 a seguir.facilidade de construção e de acessos. com espaldares de rocha e núcleo impermeável. A inexistência de áreas de empréstimo de solos argilosos torna antieconômica a adoção de barragem de terra nesses locais. . onde existam condições adequadas de fundações e pedreiras facilmente exploráveis a custo competitivo e/ou excesso de escavações obrigatórias em rocha. Adequabilidade do Local Um local considerado adequado para a implantação de uma barragem de enrocamento deverá possuir as seguintes características: .disponibilidade de material rochoso em quantidade suficiente. visando facilitar o transporte de materiais. visando-se reduzir o volume da barragem. nas quais o capeamento de solo muitas vezes não existe ou é pouco espesso. é apropriado para os vales medianamente encaixados em regiões rochosas. Normalmente é necessário desmontar 100 m3 de rocha para cada 130 m3 lançado no corpo da barragem.

visando evitar a fuga do material impermeável através dos vazios dos materiais granulares do espaldar de jusante. .75h mínimo nota: dimensões em metro DETALHE 4 .5H m2H BARRAGEM DE ENROCAMENTO CONVENCIONAL Figura 1 O talude a jusante do núcleo impermeável da barragem de enrocamento convencional deverá ser protegido como indicado na Figura 2.2.50 transição (brita) 0.0 m. o tirante d’água máximo sobre a crista da barragem deve ser inferior a 1. Para os dois tipos. As seções são semelhantes. 0.5 núcleo 1 impermeável 1 0.5 enrocamento m2 1 0.PROTEÇÃO INTERNA DO CORPO DA BARRAGEM DE ENROCAMENTO Figura 2 2- Barragens de Enrocamento Vertedouras As seções típicas recomendadas para as barragens de enrocamento vertedouras são dos tipos I e II. Os detalhes típicos são mostrados nas Figuras 3 e 4. apenas. m1 H 1 h enrocamento 0.75h trincheira (eventual) 0. no processo executivo. A execução da proteção deverá ser realizada concomitantemente ao alteamento da zona impermeável.5 1 m2 1 enrocamento (pedra de mão) areia 0. 4 NA máx.a a . diferindo.5H m1H a 0.50 0.00 det.

lança-se inicialmente um cordão parte central. brita. areia e pó de pedra/solo. Se a barragem for utilizada como estrada.Na barragem Tipo I.3. a largura mínima será de 6.0 m tirante d`água sobre a crista crista da barragem (máx. = 1. menos permeável. Tipo I . = 1. O dimensionamento da estabilidade das pedras é apresentado no item 2 .Alturas < 3. selecionadas e arrumadas NA variável trincheira (eventual) cordão central área de limpeza Figura 4 d) Dimensões Básicas • Largura da Crista (a) A largura da crista mínima deverá ser de 3. • Cota da Crista .00m) brita (próximo dos taludes do cordão) pedras maiores. como especificado no ítem “Estradas de Acesso”. Esse material é constituído por mistura de pedra. crista da barragem vedação central última camada. Na barragem Tipo II.0 m < Alturas ≤ 8. visando cortar o fluxo e possibilitar o enchimento do reservatório. proveniente da pedreira. não selecionado. A crista e o talude de jusante devem ser protegidos com pedras de diâmetro suficiente para suportar a velocidade do fluxo.Vertedouro. A parte central deve ser construída com material menos permeável. com pedra selecionada e embricada trincheira (eventual) área de limpeza cordões pioneiros de pedras lançadas Figura 3 Tipo II .0 m.0 m tirante d`água sobre a crista (máx.00m) NA máx.0 m. lançam-se dois cordões de rocha (pioneiros) inicialmente.

. • Inclinação dos Taludes A inclinação dos taludes da barragem de enrocamento convencional está indicada na Tabela 2. No caso da barragem do tipo II ser construída em água corrente. • Lançamento. Espalhamento e Compactação . é calculada com base na geometria da barragem.Nas margens ou ombreiras. Detalhes Construtivos Principais • Preparo da Fundação e das Ombreiras . a inclinação do talude de montante. Deverão ser dadas 10 passadas por toda a área da fundação e no trecho das ombreiras com inclinação acessível ao trator. fora do canteiro de obras e do futuro reservatório.9 e 10 para os tipos I e II. a montante e a jusante. pelo menos. como indicado anteriormente para a barragem de terra (Figura 3). deverão ter uma espessura mínima igual a 2D.1. No caso da barragem ser construída a seco.Após a limpeza.O corpo dos prismas deve ter mais 50% de pedras com tamanho superior a 20 cm. a inclinação do talude de montante deve ser igual a 1:2 (vertical : horizontal). deverá ser escavada uma trincheira na fundação. indicadas nas Figuras 7. . como exposto anteriormente para a barragem de terra. o terreno deverá ser regularizado e a área da base da barragem deverá ser compactada com um trator de esteiras rebocando um rolo compactador de 4 t. consiste na limpeza.Caso o material da fundação seja mais permeável que o material vedante da parte central da barragem. • Largura da Base e Dimensões dos Cordões Pioneiros A largura da base e as dimensões dos cordões pioneiros. As . O material removido deverá ser transportado para locais de bota-fora pré-determinados.0 m. tanto para o tipo I como para o tipo II. . deverão ser removidos o solo coluvionar e o material solto. incluindo o desmatamento. O talude de jusante deve possuir uma inclinação mínima igual a 1:8 (vertical : horizontal). • Espessura das Camadas Externas As camadas superficiais da crista e dos taludes. incluindo a camada de vedação. sendo D o diâmetro mínimo da pedra calculado segundo a metodologia apresentada no item VERTEDOURO. pode alcançar 1:3 (vertical : horizontal).A cota da crista da barragem deve ser igual à elevação do NA normal do reservatório. o destocamento e a remoção de terra vegetal até uma profundidade de 20 cm na área dos cordões e 50 cm na área central.O preparo das fundações da barragem e de uma faixa de 5. principalmente o de jusante.

ou caminhões carregados. do material mais fino e menos permeável. contendo a fração de materiais mais finos de brita. ou mais. O material deverá ser lançado em camadas de 30 cm e a compactação poderá ser manual. em camadas de 10 a 15 cm de espessura. com diâmetro mínimo definido no item 2 . As partículas menores devem ser deixadas no centro da seção. . através de trator de esteiras rebocando um rolo compactador com 10 t. areia e pó de pedra/solo. ou com placas vibratórias (sapos). ou de caminhão carregado. devem ser colocadas nos taludes. A compactação dessa camada de reforço deverá ser feita por duas passadas de trator de esteira rebocando um rolo compactador com 10 t.brita. a compactação da parte externa deverá ser feita em camadas de 60 cm. .Vertedouro. sobretudo no de jusante. exceto as camadas finais dos taludes e da crista.Na barragem de enrocamento convencional e na barragem de enrocamento vertedoura do Tipo I. Na parte central. ao longo do talude/crista. No caso de trincheira.O material do corpo da barragem. . • Reforço da Crista e dos Taludes da Barragem As últimas camadas da crista e dos taludes deverão ser colocadas de forma cuidadosa. durante o espalhamento. O material da parte central deve ser proveniente de pedreiras. com. . Após a colocação. a parte central deverá ser constituída de pedras com dimensões não superiores a 20 cm. os vazios deverão ser preenchidos com pedras menores.Na barragem do Tipo II. no mínimo. sem seleção. a compactação será feita manualmente (apiloamento).pedras maiores.O cuidado na colocação deve aumentar do centro do aterro para a parte externa. ou seja. visando reduzir os vazios entre as pedras. areia e pó de pedra/solo. . deve ser lançado com caminhões basculante e espalhado com trator de esteiras ou moto-niveladora. deverão ser dadas 6 passadas. misturadas com a fração do material . 2 passadas em cada faixa no sentido paralelo ao eixo da barragem.

. em função dos cálculos de estabilidade (ver item Dimensões Básicas mais adiante). entre os quais deverão ser previstas juntas verticais de dilatação vedadas contra vazamentos. .as fundações e a s ombreiras devem ser resistentes. no trecho não vertente. visando não onerar o custo da obra com o serviço de remoção da mesma. em maciço rochoso pouco fraturado e com boas condições de fundação.BARRAGEM DE CONCRETO Considerações Sobre o Tipo A barragem de concreto considerada nestas Diretrizes é a do tipo muro-gravidade. na maioria dos casos. A camada aluvionar na região das fundações. Adequabilidade do Local Um local considerado adequado para o projeto de uma barragem de concreto deverá possuir as seguintes características: . . Na crista da barragem.facilidade de construção e de acessos. encaixados. caso exista. à pressão da água do reservatório e à subpressão das águas que se infiltram pelas fundações. em concreto ou em alvenaria de tijolos maciços. capaz de resistir. A seção da barragem pode incorporar o vertedouro quando as condições topográficas do local dificultarem a concepção de vertedouro lateral. visando-se reduzir o volume da barragem.disponibilidade de pedreiras para obtenção da brita e jazidas de areia facilmente exploráveis nas proximidades do local. . Registra-se que. deverá ser construída uma mureta de proteção contra ondas. Esse tipo de barragem é recomendado para vales estreitos.facilidade de conseguir cimento em quantidade suficiente na região. O trecho do vertedouro deverá ser rebaixado em altura correspondente à da lâmina d ‘água máxima vertente. Seção Típica A seção típica recomendada para a barragem de concreto é apresentada na figura 1 a seguir. não deverá ser muito espessa (£ 2. com seu peso próprio.a largura do vale na crista da barragem deve ser a mais estreita do trecho aproveitável do rio. A barragem deverá ser construída em blocos.0 m). . adota-se uma seção com paramento de montante vertical. O maciço rochoso deve ser pouco fraturado (1 a 3 fraturas/metro).

1970. normalmente. L.ASCE. Journal of Hydraulic Engineering . atualmente. Para barragens com altura maior que 10 m. deve-se protegê-lo com laje de concreto. no trecho vertente. Freeboard Allowances for Waves in Inland Reservoirs.30 mureta eventual NA máx. Engineering Monograph no 19.0 m acima da elevação do NA normal do reservatório.10 H Hv 1 0. . 88. Dimensões Básicas • Cota da Crista da Barragem Para barragem com altura menor que 10 m.00 0.70 1 superfície do terreno natural b1 b2 b1=0.10H b2=0. Bureau of Reclamation – USBR. as dimensões da base são calculadas com base na geometria. Quando o maciço é fraturado e pouco resistente. 1962. como indicado na Figura 2. para amortecer o impacto da escoamento vertente. é construído com degraus para dissipar parte da energia do escoamento vertente. W. resistente e não fraturado. Design Criteria for Concrete Arch and Gravity Dams. quando este é são. a estabilidade da estrutura deverá ser verificada de acordo com os critérios apresentados na publicação United States Department of Interior. deve-se estimar a borda-livre utilizando-se os critérios do USBR . Vol.70H nota: dimensões em metro B BARRAGEM DE CONCRETO Figura 1 O paramento de jusante da barragem.1. Denver. May.00 lâmina vertente NA normal 0. McCLENDON E. A mureta de proteção contra ondas deverá ter uma altura mínima de 30 cm e largura de 20 cm.. e COCHRAN A.50 1. a cota mínima da crista deverá estar 1. Quando o maciço é resistente. • Dimensões da Barragem Para barragens com altura menor a 10 m. escava-se uma bacia (tanque) de dissipação a jusante.SAVILLE T. mas fraturado. O restante da energia é dissipado a jusante por sobre o maciço rochoso. Para barragem com altura maior que 10 m. No 2. 0.

• Tratamento da Fundação .Os trabalhos de escavação só deverão ser dados por concluídos depois que o local estiver limpo e desimpedido de fragmentos de rocha. todo e qualquer material terroso ou rocha decomposta. para evitar fissuras no corpo da estrutura. . que possa suportar o peso da barragem sem deformações.0 m.Se o maciço for fraturado. . deverá ser executada uma cortina de injeção de impermeabilização típica. após concluída a escavação.A escavação em rocha será de preferência “a frio”. para bota-fora. se apresente bem rugosa e plana.00 VISTA DE JUSANTE (DISTÂNCIA ENTRE JUNTAS) Figura 2 Detalhes Construtivos Principais • Preparo da Fundação e das Ombreiras . incluindo o desmatamento e o destocamento.Todas as irregularidades da superfície rochosa que formem taludes negativos ou balanços deverão ser eliminadas. através de cunhagem. procurando-se evitar o uso de explosivos. uma vez que trata-se. lama ou detritos de qualquer natureza. . Se necessário executar furos secundários.• Distâncias entre as Juntas As juntas entre os blocos da barragem devem estar espaçadas entre si de no máximo 15 m. até ser atingida. . pouco fraturada. Deverá ser removido. de forma semelhante à apresentada no item “Barragem de Terra”. • Escavação da Fundação . de pequenos volumes. A limpeza deverá ser executada utilizando-se jato de água/ar. a rocha apropriada para fundação. crista da barragem crista do trecho vertedouro superfície da rocha juntas 15. normalmente.A escavação deverá ser conduzida de tal forma que a superfície da rocha. com furos primários a cada 3 m. .Deverão ser drenados os olhos d’água porventura encontrados na área da fundação. em toda a área. consiste na limpeza. a montante e a jusante. Entende-se por rocha apropriada a que apresente boas condições de impermeabilidade. o espaço deverá ser preenchido com concreto. .O preparo das fundações sob a barragem e de uma faixa de 5.Para reduzir a subpressão deverá ser executada uma cortina de drenagem típica.

para todas as fases do processo (seleção e aceitação dos materiais componentes.a colocação deverá ser. . óleos. .o cimento deverá ser armazenado na obra de modo adequado. . em pilhas de no máximo 10 sacos. . a perda de água de amassamento ou a variação da trabalhabilidade da mistura. registra-se que: . .os agregados deverão ser estocados em pilhas com sistema de drenagem eficiente. visando protegê-lo contra deterioração. A título apenas de informação. álcalis e substâncias orgânicas.a água destinada à preparação do concreto deverá ser limpa e não deverá conter sais. preferencialmente.o lançamento do concreto só deverá ser realizado sobre superfícies previamente preparadas e liberadas. por qualquer motivo. transporte. o agregado miúdo (areia) deverá ser proveniente de bancos situados no próprio leito do rio. os agregados poderão ser adquiridos de empresas comerciais da região. lançamento e cura dos concretos). livres de impurezas orgânicas de qualquer natureza e de materiais pulverulentos.o concreto deverá ser dosado na central de acordo com as especificações anteriormente referidas. durante um período nunca superior a 90 dias. . A data de chegada de cada lote na obra deverá ser rigorosamente controlada. caso isso seja atrativo economicamente. em função da resistência a ser obtida. devem ser observadas as instruções especificadas para tratamento das mesmas na ocasião da retomada da concretagem. Essa central deverá ter capacidade compatível com o volume de concreto previsto e o prazo para execução. fabricação.a resistência do concreto deverá ser especificada em função do dimensionamento estrutural. ácidos. . contínua. considera-se que o concreto será produzido na central do canteiro de obras.• Concretagem das Estruturas Para efeito destas Diretrizes. A contaminação por materiais estranhos e misturas com modificação da granulometria deve ser evitada. Da central o concreto deverá ser transportado diretamente para o local de aplicação. os controles a serem obedecidos.em f u n ç ã o d a r e a l i d a d e d o l o c a l e d a s necessidades da obra. de pedreira ou de cascalheira do leito do rio. em galpões fechados e convenientemente ventilados. quando houver necessidade de juntas de construção. O procedimento industrial de fabricação do concreto deverá atender a uma Especificação Técnica (ET) preparada por especialistas no assunto (engenheiro estrutural e tecnologista de concreto).os agregados miúdos (areia) e graúdos (brita e/ou cascalho) deverão ser de boa qualidade. ter partículas sólidas e duráveis. . em princípio. . Esse documento incluirá.o agregado graúdo (brita) deverá ser proveniente. procurando-se evitar a segregação dos agregados. .

. serão limpas logo que a superfície tiver endurecido o suficiente. o material solto e eventuais corpos estranhos.no caso do emprego de vibrador de imersão.. . . . paralelas ao eixo. para que não seja danificada pelo umedecimento. essa superfície. . .as camadas que forem concluídas num dia de trabalho ou que tiverem sido concretadas pouco antes de se interromperem temporariamente as operações.cada bloco da barragem será concretado. essas juntas de dilatação deverão ser vedadas.a superfície concretada não poderá ser exposta à ação de água de cura antes que tenha endurecido o suficiente. bem como todos os materiais soltos ou estranhos.os lançamentos serão sucessivos. de acordo com o detalhe apresentado na figura a seguir. A localização das juntas de concretagem deverá ser planejada antecipadamente e a concretagem será contínua de junta a junta. deverá ser molhada e conservada assim até a concretagem.para unir concreto fresco com outro já endurecido. a fim de evitarem-se juntas horizontais.as juntas verticais entre os blocos serão do tipo “junta seca” e deverão ser construídas de modo a permitir absoluta liberdade entre os blocos.0 m para evitar a segregação de seus componentes. por faixas de 2. . .todo concreto deverá ser lançado de uma altura inferior a 2. e em camadas de 40 cm de espessura. em princípio. . até perfazer 1. retirando-se toda a nata de cimento. este deverá penetrar na parte superior da camada subjacente. colocada na mesma concretagem. lavada e limpa com escovas de aço. será caracterizada uma junta de concretagem. a superfície da parte já endurecida deverá ser raspada para retirar a argamassa superficial.todo concreto deverá ser adensado por vibração. cada camada deverá ser concretada e compactada antes que a camada anterior tenha iniciado a pega. . para minimizar as perdas de água.5 m de altura.quando a concretagem for suspensa por período de tempo superior àquele em que se iniciou a pega. as superfícies deverão ser deixadas rugosas a fim de se obter sempre uma boa ligação com a camada seguinte.0 m de largura.

a água para cura deverá ser potável.a superfície do concreto será protegida adequadamente da ação direta do sol e da chuva. de águas em movimento e de agentes mecânicos. .a desforma só poderá ser iniciada depois de 14 dias. 14 dias após. .fluxo junta de concreto 0. pelo menos.15 nota: dimensões em metro Figura 3 .50 material de vedação pré-fabricado junta 0. . e deverá ser mantida úmida desde o lançamento até.as superfícies de concreto destinadas a ficarem aparentes e que não estiverem em contato com fôrmas durante a concretagem deverão ser alisadas enquanto o concreto ainda estiver fresco.

. como apresentado a seguir. das características geotécnicas do material do terreno. nos projetos de PCH podem ser definidos três tipos básicos de solução para o extravasamento do excesso de água afluente ao local do aproveitamento: . A seqüência de cálculo a ser utilizada no dimensionamento é descrita a seguir: . ao longo de toda a extensão da crista ou parte dela. que garanta a estabilidade do canal. a partir. . . com base na Equação da Continuidade. com seção trapezoidal.0 m. para escoamento com o tirante de 1. dependendo do porte da obra.por sobre o próprio corpo da barragem.0 m. as quais condicionam a definição do arranjo geral das obras e da vazão de projeto do vertedouro.por um canal lateral.Fixar como cota do fundo do canal extravasor a elevação do NA máximo normal de operação do reservatório. também.Determinar a largura necessária do canal ( b ). . a lâmina d’água máxima ( hmax ) no canal igual a 1.através da combinação dos tipos acima citados. a partir da vazão de projeto. . da velocidade máxima admissível e da lâmina d’água fixada. Vazão de Projeto do Vertedouro O vertedouro deverá ser dimensionado para descarregar a vazão de projeto ( Qmax ) determinada segundo a metodologia apresentada anteriormente no item “Estudos Hidrológicos” Dimensionamento do Vertedouro • Vertedouro em Canal Para o vertedouro em canal.VERTEDOURO Escolha do Tipo de Vertedouro De forma geral. deve-se considerar as características geológico-geotécnicas do local onde o mesmo será implantado. inicialmente. com base nas características geotécnicas do material do terreno. .Definir a inclinação dos taludes ( m ).Fixar a velocidade máxima admissível no canal ( Vmax ). em cota elevada em relação ao leito natural do rio. com soleira vertedoura a jusante. .Fixar. A melhor solução dependerá das condições topográficas e geológico-geotécnicas de cada local.

porém. deverão ser avaliados os tamanhos dos blocos do maciço. deve-se revestir o canal com material compatível com a velocidade máxima esperada. Por exemplo.Verificar a viabilidade da execução do canal com a largura necessária calculada. como a velocidade será maior. cujo detalhe é apresentado nas figuras 1 e 2 em “TOMADA D’ÁGUA”. para um maciço com 5 fraturas por metro. o que possibilitará diminuir a largura do canal.Verificar a possibilidade de aumentar o tirante d’água máximo fixado.mh máx. deve-se avaliar os aspectos de dissipação de energia na região de restituição das águas ao leito do rio. ou se as condições geológico-geotécnicas não sejam favoráveis à execução do canal com tal largura. será suficiente verificar se o mesmo conseguirá dissipar a energia do escoamento. Nesse caso. Se nessa região for identificada a presença de maciço rochoso fraturado. O embricamento dos mesmos significa resistência adicional à erosão de difícil avaliação.Verificar o extravasamento por sobre a barragem. NA normal do reservatório b Figura 1 2 Q max = V max A = V max (bhmax + mhmax ) b= 2 Qmax − V max mhmax Vmax hmax . . . NA máx. 1 m h máx. os quais variam em função do fraturamento. Caso a largura do canal seja excessiva. Para tanto. ⇒ Dissipação de Energia a Jusante do Canal Confirmada a viabilidade da adoção de canal lateral para extravasar a vazão de projeto. Caso a região seja composta por solo deverá ser projetada uma proteção com material rochoso. Esses blocos serão estáveis ou não em função da velocidade do escoamento (ver Tabela 2). admitir-se que os blocos têm aresta de 20 cm. . deve-se cogitar soluções alternativas como as descritas a seguir. . A altura da soleira pode ser calculada pela expressão a seguir. cujo dimensionamento é apresentado a seguir. comprovadamente a favor da segurança.Verificar a hipótese de usar uma largura menor.

através da expressão: q 2 hc = 3 g . adotando o maior valor de velocidade.7 Os demais parâmetros foram definidos anteriormente.7b ⎠ 2/3 . onde C = coeficiente de vazão = 1.5 hsol (ver figura 2 em “BARRAGEM DE ENROCAMENTO”). onde: Q max q= b = igual descarga específica . pode-se determinar: hsol ⎛Q ⎞ = ⎜ max ⎟ ⎝ 1. em (m). 3/ Q max = Cbh sol 2 . O diâmetro dos blocos. deve também ser calculado para comparação com hsol.5 m. O tirante (carga) de água sobre a soleira ( hsol ) deverá ser calculado a partir da expressão a seguir. Os blocos de rocha para construção da soleira devem ser estáveis quando submetidos à velocidade máxima do escoamento ( Vmax ) por sobre a soleira. onde hmax = tirante da água no canal. pode ser obtido da Tabela 2 apresentada mais adiante. para materiais coesivos e granulares. a partir da expressão anterior. em (m/s). Desta forma. que corresponde ao mínimo da energia específica. em (m). O tirante crítico sobre a soleira (hc ) . g = aceleração da gravidade = 9. A altura mínima da soleira é adotada igual a 0. O comprimento da soleira ( Lsol ) é adotado igual a 2. que deve ser estimada da seguinte forma. em (m3/s/m). em função da velocidades do escoamento. em (m3/s). Para o dimensionamento da escada de dissipação de energia recomenda-se que o . Vmax = Qmax Qmax hsol b ou hc ⋅ b . em m.81 m2/s.p = hmax − hsol .

comprimento de cada degrau seja no mínimo igual ao dobro da altura do mesmo. As condições de contorno de cada caso podem determinar variações no projeto. h máx.5 vezes a largura do canal. Essa proteção deve acompanhar a topografia do terreno natural. deve ser incluída uma soleira e uma escada dissipadora. Nesse caso. A entrada do canal deve ser afastada da barragem de uma distância da ordem de 1. soleira afogada canal extravasor A escada de pedra A barragem PLANTA Figura 2 NA res. protegendo o talude da margem contra erosão. O canal extravasor deve ser construído sempre com baixa declividade. p canal 1.5 L Lsol.5 1 1 1. por exemplo. devendo se desenvolver desde o final do canal até a calha do rio. h sol. ter-se que dividir o canal em dois ou mais planos. conforme mostrado na Figura 3. ao final de cada plano. como. A escada deve ter a mesma largura do canal extravasor. hc h pedra NA rio CORTE A-A . Os blocos de rocha podem ser substituídos por gabiões.

neste caso. em (m). ⇒ Soleira de Enrocamento O roteiro de cálculo é o mesmo apresentado anteriormente. à exceção do coeficiente de vazão que.0. A escolha entre um tipo e outro dependerá da comparação de custos entre ambas. Secundariamente. Os demais parâmetros foram definidos anteriormente. pode-se determinar: hsol ⎛Q ⎞ = ⎜ max ⎟ ⎝ 2. 3/ Qmax = Cbhsol2 . em (m). caso haja rocha disponível no local. em (m3/s). com um trecho rebaixado para verter a descarga de projeto. hsol ⎛Q ⎞ = ⎜ max ⎟ ⎝ 1. em (m). é da ordem de 2.Figura 3 • Barragem Vertedoura O tipo de solução usada rotineiramente é uma barragem de concreto. Desta forma.7b ⎠ 2/3 .0. onde C = coeficiente de vazão = 2. pode-se utilizar uma soleira (barragem) de enrocamento com talude de jusante bem suave (1 V:8 H). a partir da expressão anterior. 0b ⎠ 2/ 3 . b = largura da crista da soleira. h 1 8 BARRAGEM VERTEDOURA DE ENROCAMENTO Figura 4 . ⇒ Barragem Vertedoura de Concreto O roteiro de cálculo é o mesmo apresentado anteriormente.

05 0.INCLINAÇÃO DOS TALUDES .40 1.50 a 5.40 a 1.80 1.50 .05 a 0.50 0.00 1.70 a 3.00 1.50 3.90 a 4.65 0.20 a 1.20 a 0.1 (V): m (H) 0 a 0.15 a 0.MATERIAIS GRANULARES (NÃO COESIVOS) MATERIAL Lodo Areia fina Areia média Areia grossa Pedrisco fino Pedrisco médio Pedrisco grosso Cascalho fino Cascalho médio Cascalho grosso Pedra fina Pedra média Pedra grossa Pedra grande (bloco) DIÂMETRO (mm) 0.ESTABILIDADE DE CANAIS I .00 Tabela 2 .50 2.50 a 3.Métodos Construtivos Os métodos construtivos são os mesmos já especificados anteriormente para barragens de concreto e de enrocamento.00 a 100.00 a 2.30 a 0.00 10.00 40.25 0.25 0.80 a 1.00 15.00 5.25 a 1.20 1.00 a 25.20 0.00 a 40.70 1.00 a 200.00 a 300.00 a 150.00 200.00 75.90 3.30 0.00 a 1.40 2.50 a 3.70 2.00 a 75.005 a 0.00 VELOCIDADE (m/s) 0.1(V): m(H) NATUREZA DOS TALUDES Rocha dura e concreto Rocha fissurada Argila dura Aluviões compactos Cascalho grosso Enrocamento Terra INCLINAÇÃO .75 1.65 a 0.00 150.55 a 0.40 a 2.00 1. Tabela 1 ESTABILIDADE DE CANAIS .55 0.00 a 15.80 0.00 a 10.00 25.70 2.80 a 2.00 100.

30 0.20 3.50 1.6 1.2 0. Sinuoso 0.95 Muito Sinuoso 1.45 0.2 < IV < 2.80 1.00 1.90 Mod.00 Fator corretivo .50 0.2 < IV < 0.6 < IV < 1.80 Pouco Sinuoso 0.II .90 0.3 < IV < 0.20 Tabela 3 FATORES CORRETIVOS DOS VALORES DA VELOCIDADE MÁXIMA ADMISSÍVEL PARA CANAIS COM LÂMINA D’ÁGUA DIFERENTE DE 1.00 1.10 2.65 ÍNDICE DE VAZIOS (IV) Argila arenosa(% de areia < 50%) Solos argilosos 0.20 Tabela 4 FATORES CORRETIVOS DOS VALORES DA VELOCIDADE MÁXIMA ADMISSÍVEL PARA CANAIS COM CURVA Grau Sinuosidade de Retilíneo 0.00 m Tirante médio (m) Fator corretivo 0.0 0.3 1.00 1.90 0.95 1.80 0.00 1.75 0.MATERIAIS COESIVOS Grau de Compactação Muito Pouco Compactad o 1.30 1.10 2.35 Pouco Compactad o 0.50 1.80 Compactad o Muito Compactad o 0.

C . geralmente. junto à margem do reservatório. os sedimentos transportados por arraste não serão captados. Nos trechos em curva.Áreas sujeitas à deposição de materiais transportados pela corrente. os locais recomendáveis para implantação da estrutura de captação. Figura 1 Os arranjos típicos para disposição das estruturas componentes da tomada d’água serão variados.um canal de aproximação/adução do escoamento. pois o material transportado pela corrente deposita-se na parte convexa. que podem afetar as estruturas da tomada d'água. a tomada d’água deve ser posicionada do lado côncavo. ao longo de trechos retos. se depositam na parte convexa. obstruindo a frente da tomada d'água.TOMADA D’ÁGUA Escolha do Tipo de Tomada d’Água Nestas Diretrizes são consideradas as tomadas d’água de superfície e submersa. Arranjos Típicos A estrutura de tomada d’água deve ser localizada. sempre que possível. como na parte côncava as profundidades. em superfície livre. esquematicamente.Locais inconvenientes. os seguintes elementos: . . à estrutura de tomada d’água. B . A prática em projetos dessa natureza revela que têm sido adotados arranjos contendo. em geral. em função dos aspectos topográficos e geológico-geotécnicos de cada local. pois durante a época de águas altas a região recebe o impacto de materiais. ESTRUTURA DE CAPTAÇÃO LOCALIZAÇÃO C A B D A C D D B fluxo A . são maiores. Além disso. D .Locais inconvenientes. A figura a seguir mostra. pois os sedimentos transportados pelo escoamento. na maior parte. no caso da tomada d’água de superfície.Locais recomendáveis.

como mostrado nas figuras mais adiante.nos arranjos nos quais a casa de força situa-se ao pé da barragem. . é uma câmara posicionada a montante da estrutura da tomada d’água (ver figuras mais adiante). De acordo com o Sistema Unificado de Classificação de Solos. tem-se uma estrutura com uma largura estimada de 10 m.0 mm e os pedregulhos têm granulometria maior que 5. da ordem de 20 m2.1 mm e 10 mm.0 m/s).0 m/s. a jusante da estrutura posiciona-se geralmente o canal de adução em superfície livre. A título de exercício. até a estrutura da câmara de carga. Dimensionamento • Desarenador O desarenador.1 e 5.a estrutura de tomada d’água propriamente dita. apesar de estar-se tratando de PCH. A prática em projetos desses dispositivos tem revelado que os desarenadores asseguram a decantação apenas do material com diâmetro maior que 0. deverá ser previsto no canal de adução. ou tubulação de adução de baixa pressão. as areias têm granulometria compreendida entre 0.nos arranjos nos quais a casa de força situa-se afastada da tomada d’água.. uma câmara destinada à decantação do material em suspensão e/ou um desarenador.se no local do aproveitamento os estudos sedimentológicos realizados revelarem que o rio transporta sedimentos. As figuras apresentadas mais adiante ilustram os tipos de arranjos mais usados para as estruturas de captação. destinada à decantação da totalidade ou parte do material sólido grosso. com granulometria compreendida entre 0. transportado pelo escoamento. apenas para se ter uma idéia do porte deste elemento da estrutura. . a montante da estrutura de tomada d’água. com base numa vazão de 20 m3/s (máxima de projeto do Manual anterior) e considerando-se a velocidade máxima anteriormente definida (1. Parâmetros de Projeto da Tomada d’Água A estrutura de tomada d’água será dimensionada considerando-se: . ter-se-á uma área útil de escoamento. como citado anteriormente. tem-se uma estrutura de porte significativo (10 m de largura x 10 m de altura). na tomada d’água. Portanto. .5 mm. considerando-se uma altura de barragem de 10 m. a adução é feita desde a captação até as turbinas em conduto(s) forçado(s).vazão máxima de projeto. . incluindo a grade para proteção contra corpos flutuantes e as comportas para controle do escoamento. como mostrado mais adiante. Considerando-se um tirante de água. a jusante da câmara de carga situa(m)-se o(s) conduto(s) forçado(s). por onde o escoamento é conduzido à(s) turbina(s). correspondente ao limite .velocidade máxima na grade da ordem de 1. da ordem de 2 m. no canal de adução.0 mm.

0 21.0 DIMENSÕES (m) MÍNIMAS RECOM.5 11. Para as PCH.1<Q<0. HC (m) LC 5. argila/silte).0 5. pode-se adotar.7 0.0 4.8<Q<1.0 6.0 0.0 17.5 4.0 4.0 7.9 1. figura 1 do ítem CANAL DE ADUÇÃO e figuras 1 e 2 do ítem TUBULAÇÃO DE ADUÇÃO EM BAIXA PRESSÃO.5 5.0 3. devem ser observados os seguintes aspectos: .5 7.0 10.5 8.5 6. com o objetivo de possibilitar a limpeza do material sedimentado.0 9.0 8. A limpeza da grade pode ser feita manualmente. normalmente prevêse um orifício lateral.6<Q<10. como padrão. • Tomada d’Água No projeto da tomada d’água propriamente dita.inferior da faixa granulométrica da areia média.0 11.1 1.7 0.5 15. ou mecanicamente através de máquina limpa-grade. Os materiais em suspensão. Para se obter a melhor eficiência do desarenador.5 1.0 16.0 12. as quais são ilustradas nas figura 6.6<Q<17.0 7. não decantam. a montante da tomada d’água.5 18.0 3. de 75o a 80o. grades com barras chatas ou redondas.1<Q<13.0 5.0 3. formando uma cunha com ângulo igual ao ângulo de repouso do material submerso.0 6. Quando o paramento de montante é inclinado. visa impedir a entrada de corpos flutuantes que possam danificar os equipamentos.0 3.0 BC 2. com uma comporta de fundo. com diâmetros inferiores (areia fina.0 9.5 7. com o auxílio de “ancinho”.1<Q<20.5 0. durante o período de manutenção programada. sendo transportados para jusante. Na região mais baixa do desarenador.6 0.6 1.5 13.7<Q<3. no paramento de montante da tomada d’água.0 • Grade A grade.0 6. Tabela 1 DIMENSÕES DO DESARENADOR VAZÃO (m3/s) 0.1<Q<6. espaçadas de 8 a 12 cm.0 BC 3.0 m/s. a grade obedece à mesma inclinação.7 LC 4. a velocidade do escoamento de aproximação à tomada d’água deve ser inferior a 1. normalmente.3 1. A prática tem demonstrado que a abertura brusca dessa comporta possibilita o expurgo apenas do material do desarenador depositado junto à comporta. A limpeza total do desarenador deverá ser feita manualmente.0 8. Na tabela a seguir apresentam-se as dimensões mínimas e recomendadas para os desarenadores.

a cota da laje de fundo do canal de aproximação deve estar 1.26 a seguir ilustram os parâmetros acima descritos. a submergência da aresta superior da boca de entrada da tomada d’água deve ser verificada utilizando-se a fórmula de Gordon J. o eixo deve fazer um ângulo de 50o a 70o com o eixo da barragem. . em cada caso. onde C = 0. As figuras 5 a 7.1. respectivamente. como descrito anteriormente. no caso de tomada submersa. Se possível. 1970): S = CVd 0. As dimensões da passagem hidráulica. WP&DC. L. visando-se acomodar o escoamento de forma estável e sem descolamento (separação) do fluxo da estrutura de concreto e.5 . utilizando-se a equação da continuidade. .0 m abaixo da cota da soleira. largura x altura. V = velocidade do escoamento (m/s) na região da comporta. consequentemente.. A geometria da aresta superior da tomada d’água deve ter forma hidráulica que obedeça a equação definida na Figura 2 a seguir. em relação ao NA mínimo operativo.para evitar a formação de vórtices junto a estrutura. Como critério. deve-se adotar uma submergência mínima igual a 1. em função da vazão a ser aduzida.a definição do eixo da estrutura depende dos mesmos aspectos que condicionam a definição do arranjo geral. Métodos Construtivos Os métodos construtivos são os mesmos já especificados anteriormente para barragens de concreto.0 m. serão definidas. April. . com uma distribuição satisfatória de pressões. (“Vortices at Intakes”.7245 ou 0. d = altura do conduto de adução (m).5434 (para unidades métricas). para escoamento de aproximação assimétrico e simétrico.

) ARES (A 2.2 1.8 TIPO 1 TIPO 4 1.5 0 L/D 0.D PROX .6 0.0 -0. C = coeficiente de queda de pressão ENTRADA DA TOMADA D’ÁGUA COM TETO CURVO COEFICIENTES DE QUEDA DE PRESSÃO EFEITOS DA INCLINAÇÃO DO PARAMENTO DE MONTANTE .5 D 0 -1.0 ⎛ 2D ⎞ ⎟ ⎜ ⎜ 3 ⎟ ⎠ ⎝ 2 PT + Y2 =1 0.0 1.3.0.4 0.0 Figura 2 V2 2g Hd = C .2 0.0 1. ft.8 L/D 1.0 TIPO 3 4 2 L PC X Y 1. onde: Hd = queda de pressão do reservatório.4 0.0 TIPOS 2.C 0.4 RANHURA 2 TIPOS 3 4 RANHURAS DA COMPORTA 2.6 0.4 1.4 TIPO 3 COEFICIENTE DE QUEDA DE PRESSÃO .5 PROFUNDIDADE .5 -1.5 NARIZ ES D O S PIL X2 D2 1.2 TIPO 2 1.5 1.5 2.6 1 3.0 1.0 0.2 0.

= carga cinética na seção retangular da comporta V2 2g ARRANJO TÍPICO DE TOMADA D’ÁGUA ESTRUTURA DE CAPTAÇÃO COM TOMADA D'ÁGUA B tomada d'água propriamente dita grade Z canal de adução Q A comporta de controle E 8 a 10% LC comporta de limpeza Z pranchões de madeira para emergência e manutenção B BC W 8 a 10% X comporta de limpeza (1.00 E LC 1.60 1.60) camada de retenção de material sólido pré-desarenador A barragem PLANTA rio comporta de controle grade pranchões borda livre f comporta de limpeza barragem Z Q a E 8 a 10% Z Q 0.00 SEÇÃO A-A .00 x 0.

30 NA na barragem NOTAS: 1) a = 75oa 80o .ver tabela 7.ver tabela 7. 3) Desarenador .1.ver tabela 7.8 M H Oc O piso da soleira da grade B Bc SEÇÃO B-B FIGURA 3 ARRANJO TÍPICO DE TOMADA D`ÁGUA tomada d'água propriamente dita Lg grade pranchões para emergência e manutenção comportas de controle Eta B canal de adução T A Bc A Lta BC câmara de retenção de material sólido (pré-desarenador) B Eh B rio barragem comporta de limpeza PLANTA .30m (borda livre).1.L borda livre f >= 0. 2) f >= 0.1.8 4) Para dimensionamento .8 5) Câmara de retenção .

8 4) Dimensionamentos . NA Hg a HC grade LC O Oc NAmin. HC 8 a 10% Ev Uv B Bc Eh Uh VISTA FRONTAL Figura 4 ARRANJO TÍPICO DE TOMADA D’ÁGUA . Uv Ev CORTE A-A CORTE B-B NOTAS: 1) a = 75oa 80o .1.ver tabela 7. 2) f>= 0.8 NA máx.Eta Eta NA máx. NA máx. NA NA min. f Lta NA Oc O NA min.ver tabela 7.1.40m (borda livre) 3) Pré-desarenador .

1.30 NA tubulação forçada cota da soleira da grade H NA min.30 NA máx. borda livre f>=0.00 LC II PLANTA NA máx.06 e (L-0.40) de comprimento grade T comporta de controle I L 8 a 10% T I 2.1.ver tabela 7.00m. o 2) a = 75o a 80 .00 LC E 4.25 x 0.8 T T borda livre f>=0. M H OC cota da soleira da grade O E B BC CORTE II-II Figura 5 .ver tabela 7. S a 8 a 10% 10 fundo do canal de aproximação 2.II canal de aproximação desarenador pranchões de 0.8 4) Para dimensionamentos .00 ranhura para colocação de pranchões durante a manutenção CORTE I-I L NOTAS: 1) S = 1.00 a 5. 3) Desarenador .

ver tabela 7.00 8 a 10% E grade a E LC CORTE A-A borda livre NA máx.8 3) S = 1. S tubulação forçada H fundo do canal de aproximação 1.40 ranhura para os pranchões de manutenção NA máx.1.8 2) Dimensionamentos .1. M O Oc H cota do piso da soleira da tomada HC E B B Bc Bc CORTE B-B Figura 6 .ver tabela 7.00m.ARRANJO TÍPICO DE TOMADA D’ÁGUA B pranchões de madeira para emergência e manutenção 1 tubulação forçada 2 tubulações forçadas A canal de aproximação 3. NOTAS: 1) Desarenador . NA NA min.00 desarenador LC 8 a 10% A comporta de grade limpeza comportas de controle alternativa saída do escoamento de limpeza B PLANTA borda livre f>=0.

em solo. . da velocidade máxima admissível e da lâmina d’água fixada. . inicialmente. com base na Equação da Continuidade. que garanta a estabilidade do canal.Fixar.2-c e repetida a seguir. .CANAL DE ADUÇÃO Seção Típica A escolha da seção típica mais adequada para o canal vai depender das condições topográficas e geológico-geotécnicas da ombreira em cada local onde o canal será implantado. 2 Q max = V max A = V max (bhmax + mhmax ) b= 2 Qmax − V max mhmax Vmax hmax Registra-se que para canais retangulares m = 0 . a lâmina d’água máxima ( hmax ) no canal igual a 1. para escoamento com o tirante de 1.Fixar a velocidade máxima admissível no canal ( Vmax ).Subtraindo-se hmax da elevação do NA mínimo do reservatório determina-se a cota do fundo do canal. Poderão ser adotados canais trapezoidais. . A seqüência de cálculo a ser utilizada no dimensionamento preliminar das dimensões do canal é a mesma apresentada anteriormente na Seção 7. . Dimensionamento O dimensionamento do canal deverá ser realizado em sintonia com os parâmetros fixados anteriormente para o projeto da tomada d’água. com base nas características geotécnicas do material do terreno. tendo em vista os equipamentos de escavação normalmente utilizados pelos empreiteiros.Verificar a viabilidade da execução do canal com a largura necessária calculada. com ou sem revestimento. também. . como apresentado a seguir. deve-se cogitar de solução alternativa como as descritas a seguir.Definir a inclinação dos taludes ( m ). em rocha.0 m. Caso a largura do canal seja excessiva. . a partir.1. a partir da vazão de projeto.0 m. essa velocidade deve ser compatível com a velocidade do escoamento a jusante da tomada d’água. ou retangulares. ou se as condições geológico-geotécnicas não forem favoráveis à execução do canal com tal largura. das características geotécnicas do material do terreno.Estimar a largura necessária do canal ( b ).

Recomenda-se adotar um caimento de 0. deve-se revestir o canal com material compatível com a velocidade máxima esperada. Nesse caso. R = raio hidráulico (m). NA 1 m h m 1 b Figura 1 A capacidade de vazão do canal deverá ser verificada utilizando-se a fórmula de Manning. A declividade do canal deve ser mínima e constante.035 .017 0. onde n S = declividade do canal. n = coeficiente de rugosidade do canal.013 0.030 0.000 m de canal (declividade = 0. como a velocidade será maior. .0004).010 0.020 0. A tabela 1 apresenta alguns valores característicos. como descrito a seguir.Verificar a possibilidade de aumentar o tirante d’água máximo fixado o que possibilitará diminuir a largura do canal.015 0. Tabela 1 COEFICIENTES DE RUGOSIDADE Natureza das Paredes Cimento liso Argamassa de cimento Pedras e tijolos rejuntados Tijolos rugosos Alvenaria ordinária Canais com pedregulhos finos Canais com pedras e vegetação Canais em mau estado de conservação n 0.Verificar a hipótese de usar uma largura menor. O valor da rugosidade varia em função do material do revestimento.4 m a cada 1.. Q= AS 1 / 2 R 2 / 3 (m3/s).011 0.

Em princípio. A compactação deverá ser realizada com a utilização de equipamento apropriado. .Aspectos Construtivos A escavação do canal deverá ser realizada de acordo com os procedimentos usuais para obras dessa natureza. Visando a otimização do balanceamento de materiais da obra. principalmente se o volume for expressivo. Para os canais revestidos. deverá ser elaborada uma Especificação Técnica para a execução do revestimento. deve-se considerar que o material proveniente da escavação do canal deverá ser utilizado na construção das obras de terra do aproveitamento. em solos argilosos impermeáveis. de acordo com a experiência em obras dessa natureza. Para os canais sem revestimento. recomenda-se um mínimo de 6 passadas de rolo compactador. a superfície escavada deverá ser compactada.

Dimensionamento do Diâmetro O diâmetro mínimo da tubulação de adução em baixa pressão pode ser adotado como o que produz uma perda de carga por atrito igual a 1% da queda bruta. diâmetro interno do conduto (cm). Lcf Ka V Di velocidade do escoamento (m/s).VALORES DE k a TUBULAÇÃO ka Aço novo. 204 Tabela 1 . A velocidade do escoamento será calculada utilizando-se a Equação da Continuidade: V = 4Q Q Q = 2 = 1.9 Di1.32 sem costura Cimento-amianto 0. como descrito a seguir. onde: J= Hb Hb 100 Lcf perda de carga unitária (m/km). 2732 A πD D2 Substituindo-se os valores de J e V na fórmula de Scobey tem-se: D = 341. deve-se utilizar uma tubulação em baixa pressão como meio de ligação entre a tomada d’água e a entrada do conduto forçado. com juntas soldadas ou 0. O dimensionamento é feito utilizando-se a fórmula de Scobey. coeficiente que varia com o tipo de tubulação (ver quadro a seguir).TUBULAÇÃO DE ADUÇÃO EM BAIXA PRESSÃO Caso a alternativa de construção de um canal de adução em superfície livre não seja viável.38 .34 Concreto armado 0. 388 ⎛ L ⎞ ⎜ ka ⎟ ⎝ Hb ⎠ 0 . comprimento do conduto (m).278Q 0. J = 410 K a V 1.1 . queda bruta (m).

0 0.com radiografia e alívio de tensões Padronizada de fabricação normal . σ f = tensão admissível de resistência à tração do material (kgf/cm2).sem radiografia e alívio de tensões . Tabela 2 . cujos valores são apresentados no quadro a seguir.com radiografia ou com alívio de tensões . onde: e s = sobre-espessura p/ corrosão = 1. D = diâmetro interno (mm).90 1.VALORES DE k f TUBULAÇÃO Sem costura Com costura .00 0.00 .0 mm.Costura com solda por resist. onde: e = espessura da parede (mm). elétrica (*) kf 1. Para o caso específico de tubulações em aço.80 1. Pi = pressão hidrostática máxima interna (kgf/cm2).Espessura da Tubulação de Adução • Sob Pressão Interna A fórmula genérica para a determinação da espessura da tubulação metálica é a seguinte: e= Pi D 2σ f .Costura com solda por fusão elétrica . essa fórmula passa a ser: e= Pi D + es 2σ f k f .80 0. k f = eficiência das soldas.

tendo em vista que qualquer defeito de laminação ou efeitos de corrosão afetam o valor da espessura percentualmente. ou de colapso (kgf/cm2).870 a 4.400 kgf/cm2. a adoção da espessura mínima é recomendada por motivos construtivos. 3 E = módulo de elasticidade do aço (kgf/cm2). σ r = tensão de ruptura 3. Além disso. Esse reflexo é maior nas chapas mais finas e é mais difícil a elaboração de uma boa solda nessas chapas. Grau C). de montagem e de transporte.570 kgf/cm2. Essa espessura. com as seguintes características: σ e = tensão de escoamento 2.33 σ r med = 0. A tensão admissível de resistência à tração para essa classe de aço será: 0. de colapso.33 x 4. o conduto pode ser submetido a pressão externa uniforme sobre todo o seu perímetro. adotar para a tubulação de baixa pressão a espessura mínima de parede dos condutos forçados. ν = fator de contração transversal. do nível do gradiente dinâmico que ultrapasse a cota inferior do piso da tubulação. 2E ⎛ e ⎞ Pc = ⎜ ⎟ 1 − ν 2 ⎝ D ⎠ . D = diâmetro interno do conduto. A pressão externa correspondente.35 mm (1/4”) 400 • Sob Pressão Externa Em certos casos. pode ser calculada pela fórmula a seguir. e = espessura da chapa do conduto. Recomenda-se. segundo o Bureau of Reclamation. ( Pc ). poderá causar uma deformação (afundamento) na chapa e o colapso da parede da tubulação.220 ≅ 1. onde: Pc = pressão externa. quando é esvaziado sem os cuidados necessários ou quando não funciona a aeração. por exemplo. é determinada pela fórmula a seguir.110 kgf/cm2. e min = D + 500 ≥ 6. por segurança. . ou total (vácuo). A ocorrência de uma depressão parcial.(*) Relativa ao aço ABNT EB 255 CG 30 (ASTM-A283.

o aumento da espessura de toda a tubulação. tem-se: ⎛ e⎞ Pc = 882. Considerando-se as características do aço. a instalação de ventosas. com as dimensões relacionadas a seguir. Se a espessura da chapa é maior que 0. há a necessidade de instalação de um tubo (poço) de aeração visando. manter o equilíbrio das pressões externa e interna e evitar o colapso da tubulação. o reforço da tubulação com anéis.Para pressão de colapso Pc ≥ 0.500⎜ ⎟ ⎝ D⎠ . ou selas. o diâmetro da tubulação de aeração (cm) será dado pela fórmula: d = 7.94 Q Caso seja adotada uma tubulação de aeração. 3 . o diâmetro da tubulação de aeração será dado pela fórmula: d = 8. Blocos de Apoio (Selas) • Tubulação de Aço As tubulações de aço devem ser apoiadas sobre blocos.com “e” e “D” nas mesmas dimensões. a mesma poderá ser embutida no concreto do paramento de jusante da tomada d’água. como.Para pressão de colapso Pc ≤ 0. . A adoção desse tubo de aeração é mais econômica que as outras soluções. em concreto (ver figura). com a entrada de ar.49 kgf/cm2. por exemplo. .49 kgf/cm2. etc. com Q em cm3/s. Tubo de Aeração A jusante da comporta da tomada d’água.47 Q Pc . ao invés de um poço. a rigidez da chapa é suficiente para sustentar o vácuo interno.6% do diâmetro interno do conduto.

0 D 5 . Essas dimensões são válidas para qualquer tipo de terreno com taxa admissível de compressão maior que 1. 0. • Tubulação de Concreto ou Cimento-Amianto As tubulações de concreto poderão ser assentadas diretamente sobre o terreno. 1 Figura 2 .I L D 0. normalmente encontrada nos solos tipo: areia grossa compacta e argila dura dificilmente amoldável com a pressão dos dedos. D0 D 5 .25D D 0. Alternativamente podem ser usados “anéis estruturais de aço”.2 D = altura normal da sela (m). convenientemente fixados a uma base de concreto. 0 a i e r m e b D 5 2 .25D 0. C = 1.5D papelão grafitado A C I PERFIL 120 B CORTE I-I Figura 1 L ≤ 6 D ≤ 5m = espaçamento máximo entre selas.2 0.7 D = comprimento da sela (m). A = 1.25D 0. B = 1. 0 d a c o s D 6 .5D areia bem socada 0.6 D = largura normal da sela (m).5D D 5D 25 .6D 1. 0 D 5 7 .75D 0.5 kgf/cm2. como mostrado na figura a seguir.

evidentemente. em conjunto. levando em consideração.as “zonas mortas” e zonas de turbulência devem ser evitadas e/ou minimizadas. seu volume deve ser adequadamente dimensionado. pelo canal de adução. Como a operação desse dispositivo não promove uma limpeza total. ou por outro processo mecânico.visando-se manter o escoamento tranqüilo. Deve-se prever. Para alturas de queda maiores que 25 m. deve-se evitar. a câmara de carga não precisa ter volume significativo. maiores que 25 m. as características da turbina definidas pelo fabricante. na câmara de carga. Dessa forma. Esse período de tempo é o considerado necessário para que a inércia da massa d’água no interior do canal entre em regime de escoamento normal. deverá ter um volume de água suficiente para atender ao funcionamento pleno de uma turbina. . até que se estabeleça. no canal de adução. rotineiramente. aproximadamente. como estimativa preliminar. a câmara de carga. Os aspectos relacionados ao desarenador foram apresentados anteriormente no item TOMADA D’ÁGUA. como mostrado na Figura 1. Nessa estrutura prevê-se.promover a transição entre o escoamento a superfície livre. com vazão de projeto. e o escoamento sob pressão no conduto forçado. mudanças bruscas de direção na transição canal de adução/câmara de carga e câmara de carga/tomada d’água. um sangradouro lateral visando-se evitar que as variações bruscas da descarga no conduto forçado produzam flutuações no nível d’água que se propaguem para montante. por exemplo.CÂMARA DE CARGA A câmara de carga é a estrutura. o regime permanente de escoamento. recomenda-se que os sedimentos que não forem atraídos pela descarga de fundo deverão ser removidos manualmente. posicionada entre o canal de adução e a tomada d’água propriamente dita. haverá a necessidade de prever-se.fornecer água ao conduto forçado quando ocorre uma abertura brusca desse mesmo dispositivo. . como tem demonstrado a prática.aliviar o golpe de aríete que se processa no conduto forçado quando ocorre o fechamento brusco do dispositivo de controle de vazões turbinadas. Para alturas de queda até 10 m. devem ser observados os seguintes aspectos: . uma descarga de fundo por onde o material depositado deverá ser expurgado. Destaca-se que o dimensionamento final da câmara de carga. no canal de adução. e . durante a(s) parada(s) programada(s) para . sempre que possível. um alargamento na transição entre o canal de adução e a tomada d’água propriamente dita. destinada a: . Para alturas compreendidas entre 10 e 25 m. durante 60 segundos. para quedas elevadas. deverá ser elaborado por engenheiros hidráulicos e mecânicos. No projeto da câmara de carga.

conforme tabela abaixo: Tabela 7.0 .27 LTa dq Vl df c cf Eca Lvl Bvl Largura máxima da câmara alargada Descarga pelo vertedouro lateral Vertedouro lateral Descarga de fundo Comportas Tubulação forçada Extensão da câmara alargada Comprimento da crista do vertedouro lateral de soleira fixa Largura do vertedouro lateral de soleira fixa NOTA: Os valores de Lvl.12 FLUTUAÇÃO DE NÍVEL Δh (m) DIMENSÕES EM METRO Lvl 20 14 10 Bvl 1.6 0.1.4 0 flu tu a ç ã o d e n íve l e sp e ra d a h > = 0 . dq c LTa B vl C O R T E A -A P LA N TA cf cf Figura 7.1. Bvl e Eca deverão ser adotados em função da flutuação de nível esperada = Δh.6 2 Eca 30 21 15 0.manutenção(s) da(s) turbina(s) ou do(s) conduto(s).6 0 h N A n o rm a l A lm L LTa Bvl E A f dq d f. canal de adução Q v e rte d o u ro la te ra l E ca c â m a ra a la rg a d a Vl dq Lvl b o rd a liv re f> = 0 .2 1.8 1.

Lcf Hb Lcf Hb ≤5 .81 m/s2. tem-se uma indicação inicial de que a instalação de uma chaminé de equilíbrio poderá ser necessária. normalmente posicionado no final da tubulação de adução de baixa pressão e a montante do conduto forçado. Entre 3 e 6 é desejável mas não obrigatória.amortecer as variações de pressão. para reduzir o comprimento do conduto forçado e diminuir os efeitos do golpe de aríete.armazenar água para fornecer ao conduto forçado o fluxo inicial provocado pela nova abertura da turbina. Verificação da Necessidade de Instalação da Chaminé de Equilíbrio A indicação inicial para que não haja necessidade da instalação de uma chaminé de equilíbrio é obtida a partir da relação a seguir. se Lcf > 5Hb . Assim. Para t h < 3. onde comprimento do conduto forçado (m). decorrente do fechamento rápido da turbina. com as seguintes finalidades: . velocidade do escoamento no conduto forçado (m/s).CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO A chaminé de equilíbrio é um reservatório de eixo vertical. que se propagam pelo conduto forçado. . não há necessidade de instalação da chaminé. golpe de aríete. Quando necessário. A verificação dessa necessidade deverá ser feita pelo critério da constante de aceleração do escoamento no conduto forçado. até que se estabeleça o regime contínuo.0 s.0 s. a chaminé de equilíbrio deve ser instalada o mais próximo possível da casa de força. onde tempo de aceleração do escoamento no conduto forçado (s). Para t h > 6. th = th v cf g v cf Lcf gH b . queda bruta (m). aceleração da gravidade = 9. como apresentado a seguir. é obrigatória a instalação da chaminé. e .

Dimensionamento de uma Chaminé de Equilíbrio do Tipo Simples e de Seção Constante Para garantir a estabilidade das oscilações do nível d’água no interior da chaminé de equilíbrio. comprimento da tubulação adutora (m).Destaca-se que a constante de aceleração do escoamento no conduto forçado guarda uma relação com a constante de aceleração do grupo turbina-gerador. aceleração da gravidade = 9. conforme item Golpe de Aríete. que deve satisfazer. ou na caixa espiral da turbina. perda de carga no sistema adutor. queda mínima (m). entre a tomada d’água e a chaminé (m). Ac = Ac v Lta Ata v2 x 2 g ( H min − hta )hta .81 m/s2. da seguinte forma. calculada pela fórmula de Thoma. considerando a segurança que deve haver na abertura da mesma. velocidade do escoamento na tubulação adutora (m/s). área interna da seção transversal da tubulação adutora (m2). pode evitar a necessidade da chaminé. No entanto. g Lta Ata H min hta A altura da chaminé de equilíbrio ( H c ) é determinada em função da oscilação do nível d’água no seu interior. • Desprezando-se as perdas no sistema adutor Pode-se calcular a elevação ( Ye ) do nível d’água estático máximo e a depleção ( Yd ) do nível d’água estático mínimo pela fórmula. essa estrutura deve ter uma seção transversal com área interna mínima. igualmente. como apresentado a seguir. onde área interna mínima da seção transversal da chaminé de equilíbrio (m2). e da sobrevelocidade máxima admissível em caso de rejeição de carga (ver ítens “TURBINAS HIDRÁULICAS” e “GERADORES”). em caso de fechamento rápido do distribuidor. essa solução deve ser analisada criteriosamente. os critérios de sobrepressão máxima admissível. A instalação de uma válvula de alívio na entrada. Ye = Yd = • Ata Lta gAc Considerando-se as perdas no sistema adutor .

ou da tabela 3. ' ' Calcula-se YD = z d Yd ' O valor do coeficiente z d é obtido da figura 2. em folhas a seguir. entrando-se com o parâmetro k ' . baseados nos gráficos de M. dos autores referidos.M. com a ' perda de carga por atrito na tubulação ( ha ) calculada para paredes ásperas: k a = 0. Para a segunda verificação. com a perda de carga por atrito na tubulação ( ha ) calculada para paredes lisas: k a = 0. procede-se como descrito a seguir: Calcula-se YD = z d Yd O valor do coeficiente z d é obtido do gráfico 2. em folhas a seguir. Calame e Gaden. é necessário verificar qual dos dois casos é o mais desfavorável entre as seguintes situações: 1) Depleção consecutiva à elevação máxima.40 (Scobey) ou k a = 80 (Strickler). ou da tabela 2. entre a tomada d’água e a chaminé (m).Cálculo de YD Para o cálculo da depleção YD . decorrente do fechamento total (100%) da turbina. entre a tomada d’água e a chaminé (m).32 (Scobey) ou k a = 100 (Strickler).YE = z e Ye . entrando-se com o parâmetro: k' = ' hta ' ' hta hta = Yd Ye . onde: ze = 1 − 2 1 k + k2 3 9 k= hta hta Ye = perda de carga relativa. procede-se de maneira análoga. 2) Depleção decorrente da abertura parcial de 50% a 100% da turbina. Para a primeira verificação. . onde: perda de carga no sistema adutor. A altura da chaminé de equilíbrio ( H c ) será determinada então por meio da seguinte expressão: . perda de carga no sistema adutor.

CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO A) Central a fio d’água Dc y = 1 . por segurança.0 0 D D LC H L1 NA B) Central com pequena regularização diária (depleção Yr) .' H c = YE + y E + ( YD ou YD ) + y D + YR .0 m . YE YR = 0 YD ' HC y = 1 . depleção máxima do NA do reservatório.0 0 E N A m áx. onde yE e yD YR ≅ 1.acréscimo na altura da elevação e da depleção.

R H C YD o u YD' y = 1 .0 0 D v D Figura 1 .DC yE = 1 . n o rm a l Y N A m in . 0 0 YE N A m á x .

0 k’ Figura 2 Tabela 2 DEPLEÇÃO CONSECUTIVA À ELEVAÇÃO MÁXIMA DECORRENTE DO FECHAMENTO TOTAL DA TURBINA – 100% DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE z d EM FUNÇÃO DE k’ .00 0.5 0.CURVA Zd = f(k’) Zd 1.75 0.25 0.8 0.3 0.2 0.50 0.7 0.6 0.9 1.1 0.0 0.4 0.

408 0.654 0.946 0.367 0.10 0.453 0.325 0.637 0.296 - 0.350 0.305 - 0.343 0.310 - 0.852 0.619 0.603 0.382 0.475 0.500 0.422 0.964 0.360 0.755 0.374 0.000 0.673 0.586 0.487 0.00 1.08 0.40 0.00 NOTA: 0.316 0.712 0.469 0.578 0.594 0.458 0.328 0.313 0.683 0.570 0.526 0.734 0.340 0.895 0.412 0.06 0.04 0.k’ 0.539 0.403 0.319 0.555 0.532 0.346 0.723 0.547 0.371 0.90 1.07 0.481 0.322 0.881 0.780 0.80 0.982 0.298 - 0.663 0.291 - Os valores de zd constantes na tabela são negativos.70 0.513 0.645 0.60 0.289 0.00 0.300 - 0.866 0.357 0.50 0.09 0.353 0.394 0.308 - 0.417 0.427 0.494 0.837 0.611 0.01 0.823 0.432 0.744 0.390 0.562 0.386 0.928 0.331 0.506 0.519 0.692 0.03 0.303 - 0.794 0.30 0.464 0.398 0.702 0.809 0.910 0.364 0.334 0.442 0.293 - 0.02 0.447 0.378 0.437 0.628 0.20 0. .766 0.337 0.05 0.

504 0.904 0.720 0.556 0.923 0.866 0.848 0.640 0.854 0.885 0.03 0.10 0.802 0.702 0.917 0.734 0.744 0.689 0.540 0.536 0.518 0.601 0.577 0.548 0.675 0.764 0.754 0.937 - 0.680 0.739 0.618 0.716 0.50 0.581 0.00 0.610 0.597 0.07 0.605 0.666 0.636 0.08 0.500 0.00 0.544 0.658 0.797 0.944 - 0.644 0.836 0.662 0.514 0.529 0.891 0.30 0.693 0.000 0.614 0.573 0.775 0.05 0.986 - 0.897 0.780 0.814 0.860 0.711 0.20 0.973 - 0.725 0.Tabela 3 DEPLEÇÃO DECORRENTE DE UMA ABERTURA PARCIAL DE 50% A 100% DA TURBINA DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE z1d EM FUNÇÃO DE k’ k’ 0.40 0.878 0.808 0.770 0.966 - 0.980 - 0.729 0.525 0.552 0.819 0.593 0.511 0.60 0.09 0.00 0.910 0.04 0.90 1.791 0.569 0.507 0.653 0. .70 0.631 0.707 0.585 0.872 0.759 0.993 - NOTA: Os valores de z1d constantes na tabela são negativos.830 0.06 0.80 0.786 0.749 0.649 0.684 0.842 0.930 1.532 0.522 0.02 0.564 0.952 - 0.01 0.589 0.959 - 0.671 0.698 0.825 0.627 0.560 0.622 0.

descarga de projeto (m3/s). deve-se verificar se a velocidade máxima admissível para cada tipo de tubulação. Para as PCH. o diâmetro calculado pela fórmula de Bondshu como o econômico. nestas Diretrizes. tem-se H t = 1. H t = H b + hs = carga hidráulica total sobre o conduto (m). tem-se: Q3 De = 123. Tabela 1 MATERIAL Aço Concreto Vmáx admissível (m/s) 5. que significaria redução das perdas hidráulicas e.CONDUTO FORÇADO Nestas Diretrizes considera-se.0 3. apenas.2 H b . Portanto. De = 127 7 Q3 H b . Dadas as dificuldades de obter-se uma fórmula que considere exatamente os parâmetros acima mencionados. igual à soma da queda bruta ( H b ) com a sobrepressão devida ao golpe de aríete ( hs ). é atendida. o diâmetro econômico é aquele para o qual a relação custo-benefício é máxima. Entende-se por benefício o valor presente da energia a ser produzida ao longo da vida útil da PCH e por custo o investimento total necessário à implantação da PCH. onde: De Q diâmetro econômico (cm).0 . consequentemente.2 H b . Determinação do Diâmetro Econômico Teoricamente. o diâmetro econômico é o diâmetro limite para o qual um aumento de sua dimensão. Portanto. maior potência instalada. pode-se admitir que hs = 0. o conduto forçado que possui o mesmo diâmetro ao longo de todo o comprimento. Substituindose na fórmula anterior. listada na tabela a seguir.77 Ht Após o cálculo do diâmetro econômico. adota-se. promove aumento do benefício energético sem que isso compense o acréscimo de custo associado.

Essas variações são estimadas pelo Método de Allievi. estima-se a perda de carga devido ao atrito.1 . coeficiente que varia com o tipo de tubulação (ver Tabela 2). em detalhes. comprimento do conduto (m). Essas variações. Portanto. apresenta-se. conforme o engolimento da turbina diminua ou aumente repentinamente.34 0. Variação de Pressão no Conduto Forçado . utilizando-se a fórmula de Scobey. onde V = Q 4Q 2 πDe = 1.Golpe de Aríete . resultantes de fechamentos ou aberturas rápidas.Método de Allievi A pressão normal estática ao longo do conduto forçado sofre variações decorrentes do golpe de aríete quando há mudanças súbitas de vazão. diâmetro interno do conduto (cm). o cálculo das perdas de carga para diversos casos. desprezando-se as demais.32 0. J = 410 K a V 1. Tabela 2 VALORES DE k a CONDUTO ka Di Aço (*) Cimento-amianto Concreto armado (*) Novo. condicionam a espessura da chapa do conduto. A . como descrito a seguir. 0. com juntas soldadas ou sem costura. do dispositivo de fechamento da turbina.2732 De2 • Verificação da Perda de Carga Conhecidos De e V .38 No item “DETERMINAÇÃO FINAL DA QUEDA LÍQUIDA E DA POTÊNCIA INSTALADA”. como apresentado .9 Di1.• Verificação da Velocidade A velocidade é estimada pela equação da continuidade: V= Q πDe2 A= 4 . onde: J Lcf ka perda de carga unitária (m/km). parciais ou totais. positivas (sobrepressões) ou negativas (depressões).

onde: constante da linha. aceleração da gravidade = 9.0 s.3 + K Di e . . vp = 9900 48. tempo de fechamento do dispositivo de fechamento da turbina (s). pode-se adotar: θ vp V g Hb t L t = 6. em função dos parâmetros ρ e θ . no de intervalos 2 L / v p contidos em t . H b = queda bruta (m). cujo limite máximo é igual a 0.35 H b . A velocidade da onda de pressão é calculada pela fórmula a seguir. hs = ( Z 2 − 1) H b . Na falta de informações do fabricante da turbina.81 m/s2. para condutos longos: L > 3Hb . ρ= ρ v pV 2 gHb eθ = v pt 2 Lcf . onde Di diâmetro interno do conduto (mm). celeridade da onda de pressão (m/s). os quais são calculados utilizando-se as fórmulas a seguir. onde: hs = sobrepressão ou depressão (m). queda bruta (m). para sobrepressão e depressão. para condutos curtos: L ≤ 3Hb . t = 10 s. Z 2 = parâmetro obtido dos gráficos de Allievi. para condutos com uniformidade de espessura de parede e de diâmetro interno. comprimento do conduto (m). velocidade do escoamento (m/s).a seguir.

coeficiente que depende do material do conduto.00 5.00 10. conforme Tabela 3 Tabela 3 VALORES DE K CONDUTO Aço Ferro fundido Chumbo Madeira Concreto K 0.50 1.00 5.00 K Os gráficos a seguir apresentam as curvas de variação de Z 2 x ρ / θ para sobrepressão e para depressão (Figuras 1 e 2). CURVA Z 2 x ρ / θ PARA SOBREPRESSÃO .e espessura do conduto (mm).

40 0.50 2 Figura 1 CURVA Z 2 x ρ / θ PARA DEPRESSÃO .90 Z 1.20 1.30 1.40 1.30 0.10 0.10 1.ρ/θ 0.00 0.20 0.00 1.

no conduto forçado. para conduto pressão total interna máxima.6 0.7 0. ou seja.200 0.250 0.050 0. somando-se à pressão hidrostática a sobrepressão. Pt = Pi + hs .ρ/θ 0.100 Z 0.9 2 Figura 2 Espessura do Conduto Forçado A metodologia para determinação da espessura da parede do mesma apresentada em “ESPESSURA DA TUBULAÇÃO DE ”TUBULAÇÃO DE ADUÇÃO EM BAIXA PRESSÃO”.150 0. deve ser calculada de aríete. A considerando o golpe . onde: conduto forçado é a ADUÇÃO” no ítem de baixa pressão.8 0.

bloco de ancoragem.bloco de apoio ou sela. onde o conduto se apoia simplesmente. comprimento da base do bloco. largura da base = 1. • Bloco de Apoio ou Selas A figura a seguir mostra um corte esquemático de um trecho do conduto. como definido anteriormente.0 m A B C espaçamento entre selas. que tem a função de absorver os esforços que se desenvolvem no conduto. em trechos retos longos e em pontos de mudança de direção. convenientemente fixados a uma base de concreto. pressão hidrostática máxima interna devido à queda bruta (kgf/cm2). altura do bloco = 1. sobrepressão (kgf/cm2). com dois blocos de apoio.2 D . . tabelado em função do diâmetro e do ângulo de inclinação ( θ1 ) do conduto.Pt Pi hs pressão total interna máxima (kgf/cm2).6 D . cujo limite máximo é igual a 0. que atende as condições de estabilidade especificadas mais adiante.20Hb . A Tabela 4 apresenta o valor da largura da base “C” dos blocos de apoio. sendo permitido o seu deslizamento sobre o mesmo. Blocos de Apoio e de Ancoragem Dois tipos de blocos de concreto são usados para suportar o conduto forçado: . Alternativamente. para as condições físicas do sistema de apoio enumeradas a seguir: L ≤ 6 D ≤ 5. podem ser usados “anéis estruturais de aço”. .

30 1.00 1.40 1.65 1.30 1.00 1. No dimensionamento simplificado. onde: qt qa peso próprio unitário do conduto (tf/m). .5C 0.60 2.80 1.65 1.Força Normal.5D A 120 B O1 CORTE 1-1 Figura 3 Tabela 4 BLOCOS DE APOIO (*) COMPRIMENTO DA BASE “C” (m) D (m) 0.65 1.00 1.45 0. devido à carga unitária ( q ) .60 2.35 0.Esforços Atuantes A carga unitária distribuída ( q ) atuante ao longo do comprimento do conduto é igual a: q = q t + q a . peso unitário da água (tf/m).35 0.5D L 0.00 1.5C 1 0.00 30o 0.20 INCLINAÇÃO DO CONDUTO .00 1.20 1.60 2.00 2 (*) Para σ c adm = 1.5C 0. desprezando-se os demais.40 0.65 1. foram considerados os maiores valores dos esforços principais. apresentado a seguir.D 0.00 15o 0.5C A C D 1 0.θ1 0o 0.60 2.60 0.00 45o 0.30 1.5 kgf / cm (tensão admissível à compressão). .20 0.

Força tangencial. correspondente a uma areia grossa compacta ou a uma argila dura de difícil moldagem com os dedos. onde: R H resultante dos esforços atuantes na direção horizontal. adotado igual a 0.25 correspondente ao atrito entre conduto e um aparelho de apoio metálico na cabeça do bloco. em função de D e de θ1 .Fn = qL cosθ1 (tf) .A resultante dos esforços deve passar pelo terço central do bloco. para blocos apoiados em rocha. RH > 2.Coeficientes de Segurança RH > 2. . essa força transmitida ao apoio corresponde à máxima força de atrito: Ft = f a Fn (tf). resta a determinação de “C”.Esforço Transmitido à Fundação . devido às diferenças de temperatura Como o conduto é simplesmente apoiado.Peso Próprio do bloco de apoio Gc = A. para blocos apoiados em solo.Comprimento da Base do Bloco “C” Conhecidos os valores de A. ou taxa de trabalho.0 RV . . Os valores de “C” constantes da tabela apresentada anteriormente.γ c . satisfazem a uma taxa de compressão admissível da fundação ( σ c adm ) de 1. onde: γc peso específico do concreto = 2. mal lubrificado. .40 tf/m3.5 RV . B e L.50 kgf/cm2. . B. . RV resultante dos esforços atuantes na direção vertical. onde: fa coeficiente de atrito entre o conduto e o bloco de apoio. considerando-se as condições de estabilidade relacionadas a seguir. C.

área da base do bloco = BxC (cm2).5D CORTE LONGITUDINAL Figura 4 .∑ FV < σ c adm Ab . NOTA: Considerado o efeito da excentricidade. σ c adm tensão admissível à compressão (kgf/cm2). deverá ser lançada uma camada de brita de 15 cm de espessura. . de acordo com as especificações. • Bloco de Ancoragem O bloco de ancoragem é utilizado em longos trechos retos do conduto e em locais de mudança de direção. A Figura 4 mostra um detalhe típico. dois outros deverão ser considerados: .5C 0.5C L 0. Na parte superior da sela. a qual deverá ser compactada antes do lançamento do concreto. deverá ser instalado aparelho para apoio do conduto. onde: ∑ FV Ab somatório das forças verticais (kgf/cm2).Esforços Atuantes Além dos esforços considerados para o caso do bloco de apoio.5D junta de dilatação C O2 0.5D O1 D ponto de inflexão A 0.Aspectos Construtivos O concreto dos blocos de apoio deverá ser fabricado atendendo as mesmas especificações do concreto para Barragens de Concreto. 0. Após a escavação do terreno.

altura do bloco (m). A ≥ 2. onde: pressão total da água (m) no conduto. que deverá ser compactada antes do . a altura e a largura da base são fixados: L ≤ 30 m espaçamento máximo (m). não foi considerada por causa da sua pequena magnitude quando comparada às demais forças.0 D ou 4. ângulo interno da curva do conduto. . são apresentados em Tabelas adiante. deve ser considerado: .5 kgf / cm2 .Dimensões do Bloco de Ancoragem O espaçamento entre os blocos. com σc adm = 1.para fundações em solo: areia grossa compacta ou a uma argila dura de difícil moldagem com os dedos. como apresentado anteriormente.35H . .. em função de D.para fundações em rocha: rocha alterada. No dimensionamento. . com σc adm = 10 kgf / cm2 . ϕ A influência da força centrífuga na curva. para fundações em terra e rocha. Uma camada de brita de 15 cm de espessura. devido à velocidade do escoamento.Força Radial. respectivamente. igual à carga hidráulica ( H ) entre o reservatório e o local do bloco mais a sobrepressão devida a eventual golpe de aríete.espaçamento máximo entre blocos = 30 m.0 D Os valores do comprimento “C” da base do bloco. que atendam às mesmas condições de estabilidade definidas anteriormente para os blocos de apoio.Força Tangencial. Recomenda-se adotar Pt = 1. resistente a desmonte por picareta.Aspectos Construtivos O concreto dos blocos de ancoragem deverá também ser fabricado atendendo às mesmas especificações do concreto para Barragens de Concreto.0 D B = 3. θ1 . devido à carga unitária distribuída ( q ) Ft = qL sen θ1 (tf) . . devido à pressão interna da água nas curvas da tubulação FR = Pt πD 2 2 Pt sen ϕ 2 (tf). θ2 e Pt . largura da base (m).

30 1.00 1.5D ESTRIBO 03/4" C/20 A>= 2D B=3.40 0.00 1.00 Altura do bloco de apoio A = 1.65 1.35 0.00 0 o 0. espaçados a cada 20 cm e engastados na base. de 3/4”. 0. A distância da geratriz superior do conduto e o topo do bloco deve ser sempre igual a D / 2 (m).00 0.2 D.0D ou 4. deverá também ser lançada após a escavação do terreno. Registra-se que. pelo seu lado superior. Comprimento da base do bloco de apoio C = tabelado. a tubulação deverá ser solidarizada ao mesmo através de estribos de aço.30 1.45 0.60 2.80 1.20 NOTA: θ1 = INCLINAÇÃO 15 o DO 35 o CONDUTO 45 o 0.20 1.0D Figura 5 Tabela 5 . onde possível.00 1.60 2.65 1. Deverá ser obrigatoriamente instalada uma junta de dilatação no conduto forçado a jusante dos blocos.00 0.20 0.65 1.60 2. Largura da base do bloco de apoio B = 1.60 0. pelo menos.30 1. em m.60 2. a escavação da fundação do bloco escalonada (em dentes) aumentará sua resistência ao deslizamento.5D D 0.00 1. em m.6 D.40 1.lançamento do concreto. .35 0.COMPRIMENTO DA BASE DOS BLOCOS DE APOIO – C DIÂMETRO (m) 0.65 1. No caso de blocos que envolvam totalmente o conduto forçado.00 1.

30 2.30 2.50 4.60 θ2 15o 2.90 6.30 2.00 4.80 3.20 2.20 2.40 4.30 3.40 4.40 3.50 4.90 4.30 3.60 θ1=0o 3.10 3.30 3.60 θ2 15o 4.10 3.40 3.30 3.80 3.50 4.30 4.00 5.30 4.20 2.40 4.60 4.30 3.60 45o 4.40 4.00 4.30 2.30 3.10 θ1=0o 3.60 4.30 2.50 4.30 3.30 2.40 4.30 4.30 3. onde deve ser B = 4 D.30 3.80 4.50 4.2 H=25m 0.90 3.2 θ1=0o 1.80 3.80 3.80 2.80 3.00 4.80 2.40 4.0 1.30 4.80 3.40 3.20 3.10 45o 3.00 4.10 θ1=0o 2.40 3.10 =45o 30o 4.80 3.40 3.20 2.00 4.40 3.00 5.60 3.80 3.10 45o 2.30 3.00 4.50 3.30 2.40 4.00 5.50 5.70 2.00 4.30 2.60 3.10 45o 5.80 3.80 3.80 3.80 3.90 3.10 5.30 2.60 4.70 2.80 1.30 3.30 2.30 2.6 0.10 θ2 15o 3.90 4.40 5.00 3.40 4.00 5.50 4.80 1.8 1.60 4.60 3.10 =15o 30o 3.4 0.50 4.80 2.10 45o 3.10 θ1=0o 2.80 3.40 4.50 5.60 θ2 15o 3.80 2.40 4.80 1.6 0.60 θ1=0o 2.30 3.30 4.80 3.80 3.40 4.50 5.10 45o 4.30 2. Largura da base do bloco B = 3D.10 3.00 4.40 4.40 4.20 2.tabelado.50 4.10 = 0o 30o 3.40 3.00 5.50 4.40 3.00 4.90 4.40 3.8 1.10 3.30 3.90 4.10 5.70 2.90 4.10 3.00 4.30 2.0 1.30 3.30 2.30 3.10 4.80 3.40 3.80 3.80 3.4 0.90 3.40 5.60 3.80 3.70 2.60 45o 3.60 4.30 2.80 4.80 2.80 4.00 4.00 4.10 θ2 15o 4.40 4.00 3.70 2.00 4.50 4.00 3.60 θ2 15o 2.8 1.90 3.80 2.50 4.00 4.00 3.30 3.2 θ1=0o 1.80 3.80 1.10 45o 3.40 3.80 4.8 1.10 θ1=0o 3.50 4.00 5.60 θ2 15o 2.60 4.50 4.80 3.40 4.40 3.80 1.60 4.50 4.70 2.20 3.80 3.40 3.10 D (m) 0.30 3.20 2.60 θ1=0o 2.00 3.90 5.50 4.80 4.40 4. Comprimento da base do bloco C .40 3.30 2.60 45o 3.30 4.2 H=5m 0.30 3.30 3.50 5.00 4.4 0.80 3.00 4.70 2.80 3.40 3.BLOCOS DE ANCORAGEM – COMPRIMENTO DA BASE Tipo de Terreno: Terra D (m) 0.10 θ2 15o 4.60 θ2 15o 3.60 3.70 2.80 3.60 3.60 θ2 15o 3.10 Altura do bloco A ≥ 2 D.00 4.80 3.80 4.30 2.40 4.0 1.10 =30o 30o 3.90 4.30 2.90 4.80 3.80 3.70 2.90 4.80 3.00 3.20 2.80 2.60 3.00 4.60 =45o 30o 3.80 4. .70 2.2 θ1=0o 1.30 2.10 45o 3.2 θ1=0o 1.00 3.60 4.40 4.80 3.10 45o 3.30 3.80 3.10 D (m) 0.50 4.10 θ1=0o 1.80 4.90 4.40 3.00 3.4 0.00 3.40 4.0 1.10 3.80 3.60 4.30 3.40 4.90 3.10 3.80 3.80 3.60 4.00 4.10 θ2 15o 3.40 5.10 D (m) 0.80 3.00 4.30 4.80 3.10 θ1=0o 2.60 45o 4.40 4.10 =45o 30o 3.30 3.80 3.80 3.60 θ2 15o 2.30 3.10 4.00 4.10 5.60 θ2 15o 2.70 2.00 4.6 0.60 45o 2.80 3.10 4.10 =15o 30o 3.30 5.30 3.40 4.40 4.30 3.30 3.30 3.50 4.20 2.70 2.10 θ1=0o 2.80 2.10 3.6 0.4 0.00 4.00 4.2 H=20m 0.2 H=15m 0.80 4.80 3.10 =15o 30o 3.10 3.90 5.10 3.80 3.00 3.20 3.80 3.10 3.10 =45o 30o 4.70 2.80 3.30 3.20 2.40 4.60 =30o 30o 3.80 2.80 3.30 5.60 θ2 15o 3.10 4.10 3.80 3.60 θ1=0o 1.20 3.50 4.90 5.90 5.30 3.00 4.10 4.80 2.60 θ1=0o 2.70 3.10 4.80 3.30 3.30 2.80 3.40 3. conforme a solução geométrica para o bloco.50 4.10 = 0o 30o 4.80 3.00 4.30 3.00 4.90 3.80 3. exceto na região assinalada.30 3.10 = 0o 30o 4.80 3.2 NOTA: θ1=0o 1.40 4.80 4.40 4.60 45o 2.10 =30o 30o 3.10 45o 2.60 θ1=0o 4.10 3.30 4.60 =30o 30o 3.6 0.20 2.30 3.20 2.00 3.80 3.90 4.30 3.10 θ1=0o 2.10 45o 3.50 5.20 3.80 3.10 3.90 3.20 3.30 3.10 4.40 3.60 3.10 θ1=0o 2.60 θ2 15o 3.10 =15o 30o 3.30 4.60 =45o 30o 3.00 4.70 2.60 3.30 3.30 2.30 3.00 3.40 3.00 4.10 3.60 θ2 15o 3.10 = 0o 30o 4.90 4.30 3.90 4.30 3.00 3.10 = 0o 30o 3.60 45o 2.30 2.0 1.Tabela 6 .10 3.30 2.90 4.50 4.40 3.30 3.10 3.40 4.10 45o 2.90 4.00 4.60 3.30 3.40 3.60 45o 4.80 3.00 4.30 4.40 3.40 3.8 1.30 3.60 θ2 15o 3.50 4.60 θ2 15o 3.10 5.40 4.40 3.30 2.2 H=10m 0.50 4.60 45o 3.60 θ2 15o 3.10 =15o 30o 4.30 2.10 =30o 30o 3.00 4.60 4.10 θ2 15o 3.80 3.80 2.10 D (m) 0.

30 2.2 H=15m 0.00 4.50 4.10 =15o 30o 2.40 4.10 θ1=0o 2.30 3.00 4.40 3.80 2.30 2.10 3.00 4.10 3.30 3.10 θ1=0o 1.90 3.30 2.30 2.30 3.30 2.00 4.80 3.30 2.60 =30o 30o 2.6 0.40 4.90 4.70 3.30 2.70 3.60 1.60 θ1=0o 2.40 4.60 1.00 4.20 2.80 3.10 θ2 15o 3.80 4.2 θ1=0o 1.80 3.80 2.80 3.30 2.30 2.00 4.60 1.00 1.30 3.90 3.20 2.70 3.90 4.30 2.00 5.80 3.00 θ1=0 o θ2 15o 1.40 3.60 2.60 45o 1.20 2.10 NOTA: Altura do bloco A ≥ 2 D.60 θ2 15o 3.50 4.70 2.40 4.tabelado.60 θ2 15o 2.00 4.0 1.40 3.40 3.30 2.20 3.30 3.30 3.70 2.10 45o 2.60 45o 2.50 4.40 3.80 3.20 2.80 2. Comprimento da base do bloco C . exceto na região assinalada.70 2.40 3.80 2.60 θ2 15o 1.60 θ2 15o 2.90 4.10 =15o 30o 2.80 4.80 4.20 2.30 2.80 3.00 3.90 4.40 4.4 0.10 = 0o 30o 2.80 3.80 2.30 2.10 = 0o 30o 3.30 3.30 3.00 4.30 3.8 1.90 4.00 5.70 3.80 3.50 5.30 3.20 2.30 3.00 4.30 2.30 2.90 3.40 4.20 3.80 3.10 = 0o 30o 2.80 4.70 3.40 4.8 1.90 4.80 2.30 2.40 5.50 5.30 3.40 3.60 2.50 4.70 3.10 =15o 30o 2.80 3.90 4.30 2.30 3.50 4.80 3.90 4.10 2.90 4.10 45o 1.40 5.10 θ1=0 o θ2 15o 2.60 θ2 15o 1.40 3.70 3.2 θ1=0 o θ2 15o 2.80 2.60 2.70 2.40 4.80 3.20 2.10 =45o 30o 2.50 5.60 =45o 30o 2.90 3.30 2.80 3.00 3.40 4.80 3.BLOCOS DE ANCORAGEM – COMPRIMENTO DA BASE Tipo de Terreno: Rocha D (m) 0.10 = 0o 30o 3.90 3.60 45o 1.30 2.70 3.00 3.70 2.70 2.20 3.30 2.40 3.50 4.30 3.30 3.30 2.70 2.60 2.70 3.90 4.70 3.90 4. onde deve ser B = 4 D.30 3.80 3.80 3.6 0.2 H=20m 0.00 5.80 3.10 45o 1.80 3.10 D (m) 0.60 45o 2.30 3.0 1.70 3.00 4.00 3.30 3.40 3.90 3.10 45 o θ1=0 o θ2 15o 2.20 3.00 4.00 4.00 4.60 θ2 15o 2.20 2.60 θ2 15o 2.20 3.10 4.10 =15o 30o 2.00 4.50 4.00 3.10 θ2 15o 2.80 2.80 3.30 2.60 1.80 2.80 2.80 2.10 45o 1. Largura da base do bloco B = 3D.20 2.00 3.70 3.40 4.0 1.20 2.80 2.30 2.50 4.50 4.40 3.40 3.8 1.2 θ1=0o 1.30 3.90 4.10 θ1=0o 1.40 3.30 3.30 3.10 45o 2.60 1.30 2.50 3.40 3.00 4.00 4.70 2.70 2.30 2.30 3.60 3.60 1.80 2.00 3.30 2.00 3.30 3.50 4.00 3.80 2.30 3.6 0.60 45o 2.40 5.80 3.40 3.80 2.20 2.50 4.2 θ1=0 o θ2 15o 2.50 4.30 3.30 2.40 4.2 H=10m 0.20 2.50 4.90 4.60 θ1=0 o θ2 15o 2.80 3.40 4.20 2.30 2.80 3.80 2.10 3.00 3.00 4.50 4.10 45o 3.80 4.50 5.60 θ1=0o 1.30 2.70 3.10 D (m) 0.20 3.10 1.20 3.40 4.10 45o 1.60 =30o 30o 2.70 3.00 4.30 2.6 0.10 45o 1.50 5.8 1.30 3.00 4.80 2.30 2.30 3.30 3.30 2.40 3.30 3.70 3.30 2.10 D (m) 0.2 H=5m 0.50 5.30 2.40 3.50 4.30 3.10 =15o 30o 2.40 4.60 3.30 4.00 4.20 2.40 4.70 3.2 H=25m 0.20 3.80 2.00 45 o θ1=0 o θ2 15o 2.10 θ1=0o 1.10 θ1=0o 1.40 5.90 4.40 3.60 45 o θ1=0 o θ2 15o 1.00 4.00 4.30 2.00 4.90 3.30 3.50 4.20 2.70 3.40 4.4 0.60 θ2 15o 1.40 3.90 4.4 0.10 =30o 30o 2.20 2.20 2.80 2.80 3.40 4.40 4.40 4.30 2.90 4.00 3.40 4.10 =45o 30o 2.80 2.20 3.70 2.10 θ1=0o 2.10 3.80 3.40 4.60 45o 2.40 3.20 2.6 0.90 4.80 2.60 45o 1.80 3. .80 3.10 θ2 15o 2.00 4.00 4.70 2.60 1.90 4.40 4.70 2.10 D (m) 0.40 3.80 3.50 4.50 4.80 3.Tabela 7 .10 3.00 3.80 3.20 3.90 4.90 4.40 4.30 2.00 4.80 3.50 4.30 3.50 4.00 4.80 2.0 1.30 2.30 2.30 3.00 5.70 3.50 4.40 3.80 2.80 3.80 3.00 4.30 3.40 3.30 2.2 3.4 0. conforme a solução geométrica para o bloco.00 4.70 2.40 3.30 2.10 =30o 30o 2.60 3.80 3.8 1.80 3.2 θ1=0o 1.30 2.70 3.70 3.50 4.90 3.00 θ1=0o 3.70 2.20 2.30 3.60 1.10 =30o 30o 2.4 0.30 3.0 1.60 θ2 15o 2.40 4.10 1.30 3.00 3.10 = 0o 30o 2.70 2.60 1.80 4.20 2.80 3.00 4.80 2.10 45o 3.70 2.80 2.20 2.60 =45o 30o 2.80 3.50 5.10 45o 1.30 3.90 4.00 4.70 3.00 4.30 2.30 3.80 2.20 3.00 4.10 =45o 30o 2.30 3.30 2.

normalmente. de preferência. • quando houver suficiente cobertura de rocha ao longo da diretriz prevista para o túnel. com o ângulo de mergulho do túnel sendo ditado pela busca de cobertura de rocha mais favorável (ver Figura 1. será considerada nos seguintes casos: • quando a topografia for desfavorável à adução em canal ou conduto de baixa pressão. deve ser considerada como em arco-retângulo. medida no plano da seção longitudinal (na direção do eixo do túnel) e na seção transversal (na direção perpendicular ao eixo do túnel). em qualquer direção. onde. • quando houver solução econômica para a implantação de uma chaminé de equilíbrio (se esse dispositivo se mostrar necessário). Essa opção. O túnel de adução deve ser projetado para resistir à pressão máxima interna decorrente das condições operacionais extremas da usina. com pequena declividade e a chaminé de equilíbrio e o túnel de alta pressão ou conduto forçado a céu aberto até a casa de força. de cada seção/estaca (m). de baixa permeabilidade e sem suspeita de ocorrência de materiais erodíveis ou solúveis. a seguir). L menor distância (cobertura). No trecho onde se requer a sua blindagem o diâmetro final interno será circular. O mais comum nestes casos é ter o túnel de baixa pressão. a ligação mais curta entre a tomada d’água e a casa de força e deve atender ao critério de cobertura mínima de rocha preconizado por Bergh-Christensen e Dannevig (1971). O traçado do túnel deve representar. Critérios Gerais para o Projeto do Túnel Normalmente. a partir do túnel. a princípio. • quando a rocha no trecho a ser atravessado pelo túnel se mostrar de boa qualidade. cujos conceitos são os seguintes: L> KH γ r cos β . . a seção de escavação do túnel. até a superfície estimada do topo rochoso. poderá ser cogitada a adução das vazões através de túnel. por interesses construtivos. como exposto anteriormente no ítem ARRANJO E TIPO DAS ESTRUTURAS. Em alguns casos não se caracterizam os trechos de baixa e de alta pressão.TÚNEL DE ADUÇÃO Arranjos com Túnel de Adução Quando a casa de força da PCH não é incorporada ao barramento.

3 . adotado 1.H K carga estática máxima de pressão d'água na seção em estudo (m). Esses parâmetros são ilustrados nas Figuras 2 e 3. γr β ARRANJO DE TÚNEL COM TRECHOS EM BAIXA E EM ALTA PRESSÃO ARRANJO DE TÚNEL COM INCLINAÇÃO EM DIREÇÃO À CASA DE FORÇA ARRANJO DE TÚNEL EM BAIXA PRESSÃO ACOPLADO A CONDUTO FORÇADO A CÉU ABERTO Figura 1 . a seguir. verificada na seção longitudinal e na seção transversal. menor inclinação média da superfície do terreno natural. massa específica da rocha (t/m3). coeficiente de sobrelevação para a pressão.

o túnel deve ser traçado de modo que o ponto mais alto fique sempre. NA MESMA SEÇÃO. com particular atenção nos talvegues a serem atravessados. tendo em conta aspectos construtivos ligados à drenagem das águas de infiltração. EM UMA SEÇÃO. com critério. Em perfil. não se recomendando declividades inferiores a 1%. De forma geral. QUANTO ÀS CONDIÇÕES DO PERFIL TRANSVERSAL Figura 2 A análise do traçado deve ser efetuada a cada estaca da diretriz do túnel (espaçamento de 20 m) e contar. os trechos de grande declividade devem ser concentrados em pequenas extensões. . um caminhamento sobre a diretriz projetada para o túnel e um mapeamento geológico de superfície. utilizando-se túneis/janelas intermediárias. O ângulo de mergulho deverá ser adequado à necessidade de recobrimento de rocha. Quando a geometria do arranjo exigir. com segurança. isto é. talvez se mostre necessário prever frentes de ataque adicionais. tendo em conta requererem métodos construtivos diferenciados. Se o traçado for muito longo. pelo menos. em cada frente de execução. a fim de estimar.L> KH γ r cos β β N H L N' ESTACA N VERIFICAÇÃO DO CRITÉRIO DE COBERTURA. com a participação de um geólogo. A análise deverá ser precedida de. abaixo da linha piezométrica no caso mais desfavorável. QUANTO ÀS CONDIÇÕES DO PERFIL LONGITUDINAL β H L SEÇÃO NN' ESTACA N VERIFICAÇÃO DO CRITÉRIO DE COBERTURA. quando o nível d’água alcança o mínimo minimorum no reservatório e na chaminé de equilíbrio (se existir). a camada de solo superficial e a posição da superfície do topo rochoso em cada seção. a declividade máxima deve se limitar a 12%. além de informar sobre as características da rocha e sua adequabilidade para comportar o túnel. Na definição do traçado do túnel deverá ser levado em conta que o prazo de construção depende da produção diária. necessariamente.

nos trechos em que o critério de cobertura mínima de rocha é atendido. em outros trechos localizados será determinado pelo atendimento à condição da fórmula de Bergh-Christensen e Dannevig. pode ser estimado pela expressão a seguir. A seguir são sugeridos valores para o coeficiente de Manning a ser adotado de acordo com o tipo de revestimento. comprimento do túnel (m). diâmetro de referência (base ou altura da seção arco-retângulo) (m). a princípio não será previsto revestimento do túnel. onde: coeficiente de Manning. que varia em função da rugosidade das paredes do túnel. f = 124. velocidade média do escoamento no túnel (m/s). . por imposições geológico/construtivas. L D V g b) Coeficiente de Perda de Carga O coeficiente de perda de carga f é uma função da rugosidade da parede.333 . Critérios para o Dimensionamento Hidráulico do Túnel a) Dados e Parâmetros para o Dimensionamento Os dados e parâmetros para o dimensionamento hidráulico do túnel são os relacionados pela formulação de Darcy-Weisbach L V2 hf = f D 2 g . Simplificadamente.Considerando a qualidade do maciço. coeficiente de Darcy-Weisbach.58 n n2 D 0. do diâmetro do túnel e da velocidade do escoamento. aceleração da gravidade (m/s2). nos trechos onde a cobertura de rocha é insuficiente e. em trechos localizados. apenas. O comprimento necessário do trecho blindado. O revestimento deve ser necessário. eventualmente. na chegada à casa de força e. onde hf f perda de carga no túnel (m).

de forma geral. Para efeito deste Manual. a seção do túnel será ditada pelas menores dimensões que permitem a realização de escavação subterrânea de rocha. A determinação de uma situação de economicidade ótima para projeto envolve uma análise com várias hipóteses de diretrizes alternativas. por método convencional. devendo ser compreendida como uma quantidade renunciada de energia. de forma econômica.010 c) Rotina para Dimensionamento A perda de carga a ser assumida para o projeto do túnel é uma questão econômica. A extensão e diâmetro do túnel podem se mostrar determinantes nessa análise. já que o dimensionamento ótimo será ditado pela adequada análise da perda de carga no túnel (energia de geração renunciada). nunca será a ditada pela velocidade máxima admissível. sugere-se a seção arco-retângulo com altura e largura iguais a 2. diâmetros de túnel e revestimentos.013 0. por seus trechos característicos. . A perda de carga no túnel de adução. que deve se mostrar percentualmente baixa. o projeto deve considerar inicialmente o túnel não revestido. A consideração posterior de análise marginal de benefício/custo pode ser efetuada para verificação da hipótese do revestimento do túnel. sob o aspecto do aproveitamento hidrelétrico. a qual deve levar em conta.COEFICIENTE DE MANNING REVESTIMENTO Sem revestimento Concreto Aço n 0. • • para projetos com pequenas vazões para geração. confrontando-se as alternativas de diâmetros de projeto com custos e prazos necessários para execução de revestimento.50 m.025 0. Se as condições de cobertura mínima de rocha são atendidas. deve variar entre 2% e 5% da queda bruta disponível para geração. Dois aspectos devem ser lembrados: • • a seção mais econômica. inclusive. os possíveis benefícios relacionados com redução nos prazos de obras. total ou parcial (em trechos). A estimativa da perda é feita estabelecendo-se hipóteses para o diâmetro e rugosidade das paredes do túnel.

alteração. em cada ponto. for insuficiente. para efeito do presente Manual. de Bergh-Christensen e Dannevig. O revestimento. e • • um trecho. em concreto ou blindado. b) Cálculo de Túnel em Operação A situação de carregamento com o túnel em operação é facilmente visualizada e não cria dúvidas quanto à sua aplicação. Nesse processo. normalmente. Os tipos de escoramento. no caso. condições das fraturas e intrusões). calculada pela diferença entre o nível d'água de montante e a cota de piso do túnel. quando as pressões externas do lençol freático natural ou do lençol artificial criado pelo funcionamento do túnel atuam no sentido contrário. e • • o revestimento deve atender. entretanto. a) Condições para Cálculo Normalmente. onde serão necessários aplicar métodos de escoramento. juntas de alívio. enquanto o túnel percorre o maciço com cobertura suficiente. de acordo com o tipo de rocha. de acordo com o critério adotado por projeto. sem revestimento. ou em túnel revestido. Na chegada à casa de força. por geólogo com experiência. sobrelevada do coeficiente de sobrepressão considerado. O primeiro dimensionamento deve considerar a hipótese que o revestimento é responsável . esse revestimento é uma blindagem em aço. normalmente. adicionalmente. sempre devem ser previstas surpresas. quando a cobertura de rocha. integralmente. avaliação dos seus parâmetros geológico/geotécnicos (graus de fraturamento.Premissas para o Dimensionamento do Revestimento A necessidade de revestimento/escoramento será condicionada por considerações econômicas e pela qualidade do maciço rochoso a ser atravessado. a qual deve ser avaliada. deve ter o mesmo critério de dimensionamento de uma tubulação forçada a céu aberto. em conduto forçado. a céu aberto. o túnel de adução apresenta dois trechos distintos: • • um trecho. curto. normalmente. em trechos do maciço de qualidade inferior à prevista. à carga máxima de pressão interna. no desemboque. de esmagamento do revestimento. O dimensionamento da espessura do revestimento deve considerar duas situações: • • o revestimento deve atender. coerência e condutividade hidráulica). Na escavação do túnel. como já exposto. tratamentos e contenção específicas. além de suas feições estruturais (falhas. de 1. que o classificará em diversas classes. deverão ser função dessa classificação. à condição reinante na operação de esvaziamento do túnel.3. ou seja. mais longo. tratamento e contenções. cada avanço de escavação do maciço rochoso deverá ser acompanhado por um geólogo no campo. em cada trecho.

tal situação fica evidente no acompanhamento do avanço da escavação e medidas para a continuidade da execução e convenientes drenagens deverão ser tomadas. cujo valor máximo correspondente à carga hidráulica reinante no lençol. normalmente. . A primeira medida corresponde à instalação de um sistema de drenos envolvendo a blindagem. proveniente do trecho do túnel sem revestimento. a condição básica para dimensionamento é que o maciço rochoso sempre apresenta fissuras que podem se conectar com o lençol freático natural. Por ocasião do ensecamento do túnel. • • reduzir o possível afluxo de água de saturação. Três medidas de projeto são. esforços de esmagamento podem ser exercidos com o esvaziamento do túnel e algumas medidas de projeto devem ser previstas. o próprio túnel funciona como dreno. criado pela infiltração de água proveniente do próprio túnel. Se o túnel atravessar lençóis d'água naturais dentro do maciço. imediatamente antes do início do esvaziamento. mas observa-se que o maciço é francamente drenante. contudo. Se lençóis naturais não são atravessados. através da formação de um lençol artificial. Quando do esvaziamento do túnel. na direção do trecho blindado e da encosta onde desemboca o túnel. dessa forma. subtraída da pressão atmosférica dentro do túnel. A segunda medida pode ser implementada através de injeções radiais no trecho de transição entre o trecho do túnel sem revestimento e a blindagem. além de se recomendar que o dimensionamento do revestimento considere valores envoltórios para a pressão máxima de cálculo. quando do esvaziamento. o comportamento do trecho sem revestimento. criam-se condições para a ocorrência de pressões de esmagamento sobre o revestimento. não traz preocupações. em seu trecho sem revestimento. originado da acumulação de água de chuvas e/ou o lençol artificial. recomendáveis e devem ter sua aplicação avaliada: • • limitar e reduzir a pressão externa através da drenagem das águas do lençol no entorno do trecho blindado. c) Cálculo de Túnel Esvaziado Já para esse caso. como especificado a seguir. Em contrapartida. No trecho revestido. • • verificar o dimensionamento da espessura da blindagem para a condição de túnel esvaziado e a pressão externa máxima prevista nessa situação.por suportar todo o esforço. o mesmo poderá ficar saturado. sem considerar que parte da carga possa ser absorvida pela rocha. podendo entretanto se verificar eventuais e limitados desprendimentos de blocos das paredes.

A discussão. não deve ser considerado como redutor na determinação da pressão máxima de esmagamento do revestimento. reavaliadas. . majorada de um coeficiente de segurança de 1. em função de equipamentos já adquiridos pelo empreiteiro. Caso esta pressão seja superior à pressão mínima de 30 mca. premissas e recomendações aqui constantes poderão ser. Ao longo da execução das escavações torna-se indispensável o acompanhamento. os critérios. o efeito da drenagem da água de percolação. ou seja.50. ou seja de 20 mca. dispondo dessas informações ulteriores sobre o maciço onde se desenvolve o túnel. de 30 mca ou 3 kg/cm2 No trecho de desemboque do túnel deve ser verificada a pressão máxima. Por esses motivos. escavação a fogo. premissas e recomendações aqui apresentadas são válidas para o projeto inicial do túnel. já na etapa de julgamento de suas ofertas. Essa recomendação se deve ao fato que esse tipo de equipamento é encomendado com diâmetro de escavação especificado e seu custo de aquisição é elevado. é a definição de uma pressão de cálculo de esmagamento da blindagem. propostas podem ser ofertadas para implantação do túnel com diâmetros alternativos. Nessa ocasião. A possibilidade e a economicidade da execução utilizando-se outros métodos. recomendadas nos dois primeiros itens. adequadamente. como o TBM ("tunnel boring machine") e outras técnicas é uma questão a ser tratada por ocasião do projeto executivo. das injeções radiais. Métodos Construtivos Para efeito deste Manual. portanto. correspondente à diferença entre a cota da superfície do terreno natural e a do piso do túnel. quanto à terceira medida. assim como. e em outros casos. pode ser de grande interesse a aquisição do equipamento pelo empreiteiro. não se mostrando possível prever as várias possíveis hipóteses antecipadamente. do avanço das escavações. analisado seu conjunto de obras. considerou-se apenas o método de execução convencional. por geólogo. já em estreito contato com empresas construtoras. O revestimento deve resistir a uma pressão mínima de esmagamento correspondente à pressão de injeção do processo de ligação entre o maciço e a blindagem. Os critérios. Por esse motivo. A pressão mínima a que o revestimento deverá resistir será. Em determinadas situações. especificar pelo projeto um método construtivo alternativo como o TBM pode levar a uma séria limitação nas ofertas de preços por parte dos empreiteiros. considera-se que o assunto deve ser analisado em conjunto com os empreiteiros. deverá então ser utilizada como pressão para o cálculo da blindagem. No âmbito das recomendações desse Manual. normalmente recomendada de 2 kg/cm2. o custo unitário de escavação decorrente é bastante influenciado pelo volume e cronograma de escavação prevista pelo empreiteiro no seu programa global de obras. atuante sobre a blindagem. Por outro lado.

a cota de fundação da casa de força. que depende da posição do tubo de sucção da turbina. deve-se prever uma ponte rolante para os trabalhos de montagem e desmontagem em manutenções programadas. tipo e dimensões das máquinas. nos locais onde o desnível é criado pela barragem. a casa de força do tipo “exterior e abrigada”. condicionado pelo tipo da turbina e do gerador. em cada caso. elas poderão ser fornecidas pré-montadas. As principais elevações da casa de força são definidas em função dos níveis d’água notáveis de jusante e da submergência da turbina. A qualidade da curva-chave é de extrema importância para a fixação dessas elevações. Registra-se que no caso de máquinas de pequeno porte. Em qualquer caso. deverá ser analisada a necessidade de área específica para montagem dos equipamentos. portanto. deve estar a salvo de inundação. Esses equipamentos são selecionados e dimensionados como apresentado no item EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS. Deve-se lembrar que. cujas dimensões básicas deverão ser fornecidas pelo fornecedor dos equipamentos principais. como em todo projeto dessa natureza. evidentemente. definem-se as cotas e a disposição das galerias de drenagem. Além disso. Esse piso (cota). A estabilidade da estrutura deverá ser verificada para os casos correntes de carregamento.CASA DE FORÇA Escolha do Tipo de Casa de Força Foi considerada. a cota do piso dos transformadores. depende da quantidade e dimensões básicas da turbina e do gerador. Deverá ser definida. incorporada ao barramento. Da mesma forma. Em seguida. Cabe registrar que uma casa de força subterrânea não é uma escolha comum para pequenas centrais. nas dependências da casa de força. a casa de força é acoplada a tomada d’água e. Deverão ser previstas. . ainda. deverá ser analisada a necessidade de se prever uma sala para o centro de operação da PCH. por exemplo. Com base na potência. Dimensionamento A definição das principais dimensões da casa de força. quantidade. apenas. deverão ser dimensionadas as dependências da casa de força destinadas aos equipamentos elétricos e mecânicos auxiliares. áreas destinadas aos equipamentos elétricos e mecânicos auxiliares definidos em cada projeto. Arranjos Típicos O arranjo típico da casa de força é. como.

no caso das casas de força subterrâneas. Para os casos nos quais a curva-chave. visando-se reduzir as possibilidades de erosões pelo escoamento (queda de blocos de rocha). em função das particularidades de cada caso. como no canal de adução. não é bem conhecida. O dimensionamento de sua geometria será sempre condicionado pelo tipo e dimensões da casa de força e pela distância entre a casa de força e o rio. em função da diferença de elevação entre o fundo do tubo de sucção e do rio. em alguns casos. O escoamento ao longo do canal.Os acessos externos deverão ser definidos em função da cota do piso principal da área de montagem. Na confluência com o rio. por exemplo. poderá ser necessário introduzir-se uma soleira afogadora. provocar aumento das perdas de carga. a largura é comumente variável ao longo de seu comprimento. para garantir a manutenção do nível d’água mínimo necessário ao perfeito funcionamento das turbinas. também. considerar o apoio da estrutura de saída da linha de transmissão. a jusante do tubo desucção. deverão ser tomados cuidados especiais no que diz respeito ao tratamento das paredes laterais e do fundo. Para os canais com superfície livre. CANAL DE FUGA O canal de fuga. A declividade do canal será. Métodos Construtivos Os métodos construtivos são os mesmos já especificados anteriormente para barragens de concreto. deverá ser sempre laminar. é o canal através do qual a vazão turbinada é restituída ao rio. como 1 (V) : 6 (H) ou 1 (V) : 10 (H). entre a casa de força e o rio. a jusante da casa de força. Quando esse canal é escavado em rocha. deverá ser consultada bibliografia específica relacionada ao final destas Diretrizes. especialmente nas proximidades do tubo de sucção. dos aspectos topográficos do local e das rampas admissíveis para os equipamentos de transporte e da disposição das obras a jusante. seu dimensionamento hidráulico deverá ser realizado procurando-se reduzir sua escavação. também. em função da distância entre a casa de força e o rio. a largura no fim do canal de fuga deverá ter dimensão suficiente para não introduzir qualquer controle sobre o escoamento. à exceção das turbinas Pelton que funcionam desafogadas. de acordo com a geometria do tubode sucção. . Os transformadores podem ser instalados dentro ou fora da casa de força. para a descarga máxima turbinada. variável. deve-se adotar rampas ascendentes suaves. a jusante do tubo de sucção. Para os casos nos quais sejam necessários túneis de fuga. Para os casos onde o maciço rochoso é fraturado. com velocidade baixa (V < 2 m/s). O dimensionamento da parede de jusante da casa de força deverá. variável. O comprimento será. sem. no entanto. A largura inicial deverá ser igual à largura da casa de força. No início do canal.

visando verificar a adequação dos critérios de projeto. tensões internas. de outras estruturas. Fase de Operação Verificar se o desempenho geral das estruturas e de suas fundações é satisfatório ao longo do tempo. Fase de Enchimento do Reservatório Alertar sobre a ocorrência de eventuais anomalias que possam colocar em risco a segurança das estruturas de barramento. Fugas d’água do reservatório. para as fases de construção. condições térmicas ambientais e fator tempo (“aging of dams”). Possibilitar uma avaliação do desempenho estrutural das obras de barramento. de enchimento do reservatório e de operação. . Assoreamento junto às estruturas. visando verificar: Escorregamento de encostas nas margens. como especificado nas Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos da ELETROBRÁS. com vistas à auscultação do comportamento dessas estruturas. e de suas fundações durante a construção. ou a critério da projetista para outros casos em que se julgar necessário. Além da instrumentação das estruturas de barramento poderá ser de interesse monitorar a área do reservatório. Essa instrumentação. conforme previsto no projeto (deslocamentos. Possibilitar revisões do projeto durante o período construtivo. através de comparações entre grandezas medidas “in situ” e aquelas consideradas no projeto. quando estas tiverem altura maior que 15 m. ou de condições que as possam favorecer. Fornecer informações sobre os parâmetros específicos dos materiais da barragem. subpressão. tem se constituído em prática rotineira a instalação de sismógrafos nas vizinhanças dos grandes reservatórios. deverá atender aos objetivos apresentados a seguir. ou de outras estruturas. deverá ser previsto um sistema de instrumentação.INSTRUMENTAÇÃO Para as estruturas civis principais.). etc. Fase de Construção Alertar sobre a ocorrência de eventuais anomalias no comportamento da barragem. vazões de drenagem. apesar da sismicidade no Brasil ter baixa intensidade. Caracterizar o comportamento das estruturas em função da carga hidráulica. Registra-se que. após alguns anos de operação.

visando detectar possíveis sismos induzidos. operação e análise). Para o planejamento da instrumentação dos diversos tipos de estruturas e para avaliação dos diversos custos envolvidos (instrumento. . com reservatórios pequenos (igual ou inferior a 3 km2). pode-se dispensar esse tipo de instrumento. instalação. recomenda-se consultar o documentos “Auscultação e Instrumentação de Barragens no Brasil” – Volume I do 2o Simpósio sobre Instrumentação de Barragens – CBGB/1996. No caso das PCHS.

aceleração da gravidade (m/s2). que varia para cada caso como se verá a seguir. velocidade do escoamento (m/s). conseqüentemente. h=k V2 2 g .01 e 0. onde: hca V g perda de carga no canal de adução (m). coeficiente de forma do canal de aproximação. onde: h V g k perda de carga em algum ponto do circuito hidráulico de adução (m). . como deta-lhado a seguir (m/s). deve ser recalculado o valor da potência a ser instalada na PCH. pode-se estimar o valor total das perdas de carga e. que varia entre 0. velocidade do escoamento. coeficiente de perda de carga. calculada para cada caso particular. V2 hca = kca 2 g .DETERMINAÇÃO FINAL DA QUEDA LÍQUIDA E DA POTÊNCIA INSTALADA Após o conhecimento definitivo das dimensões físicas das estruturas que compõem o circuito de adução. pela energia cinética do escoamento. Perda na Aproximação a) A perda de carga no canal de aproximação pode ser estimada através da fórmula apresentada a seguir. Em seguida. aceleração da gravidade (m/s2). k ca b) Perda na Grade da Tomada d’Água A perda de carga na grade da tomada d’água pode ser estimada utilizando-se a fórmula de Kirschmer.1. determinar o valor final da queda líquida. ESTIMATIVA DAS PERDAS DE CARGA As perdas de carga são estimadas por uma equação do tipo a seguir especificado. a qual é o produto de uma constante.

coeficiente calculado utilizando-se a fórmula de Ganguillet e Kutter. espaçamento entre as barras. velocidade junto à grade (m/s). inclinação da grade.42 1.79 (*) b = largura das barras Para maiores detalhes sobre perda de carga na grade. onde: hg e1 e2 perda na grade (m). que é igual à relação entre a área molhada e o perímetro molhado Rh . o usuário deve consultar o Hydraulic Design Criteria . deve ser computada somente a perda de carga devido ao atrito ( ha ). c) Perda em Canais Para os canais de seção uniforme com escoamento em superfície livre. coeficiente de perda de carga cujo valor depende das dimensões da grade.Carta 010-7. sem curvas acentuadas (em cotovelo). como exposto mais adiante. velocidade média (m/s). raio hidráulico (m). No quadro a seguir apresentam-se os valores mais comuns. espessura ou diâmetro das barras. como exposto a seguir.Corps of Engineers .⎛e ⎞ hg = k g ⎜ 1 ⎟ ⎝ e2 ⎠ 4/ 3 sen θ1 V g2 2 g . Tabela 1 θ1 Vg kg TIPO DAS BARRAS Retangulares Circulares e1 / b (*) ≥5 ≥5 kg 2. Essa perda pode ser calculada utilizando-se a fórmula de Chézy. onde: S V C declividade da linha de energia = perda de carga unitária (m/km). V2 S= 2 C Rh .

onde: Rh ⎝ 23 + n coeficiente de rugosidade do canal apresentado a seguir (ver item 5.do canal. em reduções cônicas e em bifurcações.017 0. ou Open Channel Hydraulics . o valor numérico da perda de carga unitária devido ao atrito é praticamente igual à declividade do fundo do canal.013 0. 0.020 0.Carta 631. coeficiente variável em função da forma da boca do conduto. onde: velocidade média imediatamente a jusante da entrada (m/s). ha = LxS . • Perda na Entrada do Conduto ( he ) A perda de carga na entrada do conduto é estimada através da seguinte fórmula: he = ke V V2 2 g .Ven Te Chow. onde: L comprimento do canal (km). como ilustrado na Figura ke .4).011 0. devido ao atrito. em curvas.015 0.00155 ⎞ n ⎛ 1+ ⎜ 23 + ⎟ S ⎠ .030 0.1.035 Para maiores detalhes sugere-se que o usuário consulte o Hydraulic Design Criteria Corps of Engineers .010 0. Para canais de seção e declividade uniformes. Tabela 2 Natureza das Paredes Cimento liso Argamassa de cimento Pedras e tijolos rejuntados Tijolos rugosos Alvenaria ordinária Canais com pedregulhos finos Canais com pedras e vegetação Canais em mau estado conservação n 0.00155 1 + S n C= 0. d) Perda em Conduto sob Pressão A perda de carga em conduto sob pressão consiste no somatório das seguintes perdas: na entrada do conduto.

desprezando-se as demais. PERDA DE CARGA NA ENTRADA DA TUBULAÇÃO TIPOS DE BOCA c) a) saliente interno Ke=0.50 aresta ligeiramente arredondada Ke=0. Tabela 2 VALORES DE k a CONDUTO Aço (*) Cimento-amianto Concreto armado ka 0.38 . diâmetro interno do conduto (cm).23 Figura 1 • Perda por atrito ( he ) A perda de carga devido ao atrito.04 b) d) aresta viva Ke=0.34 0. é calculada utilizando-se a fórmula de Scobey: V 1. a seguir.32 0.78 boca em campânula Ke=0.9 J = 410 Ka 1. onde: J Lcf Ka Di perda de carga unitária (m/km).1.1 Di . comprimento do conduto (m) coeficiente que varia com o tipo de tubulação (ver quadro a seguir).

06 0. isto é. Tabela 3 ÂNGULO DE DEFLEXÃO < 10o 10o a 15o 15o a 30o 30o a 45o > 45o kc 0 0. a jusante da redução (m/s).005 a 0. como apresentado no quadro a seguir. onde: D kc R D raio da curva (m). que varia de 0. com juntas soldadas ou sem costura. onde: V velocidade média no conduto. • Perda nas Curvas ( hc ) A perda de carga nas curvas é calculada utilizando-se a expressão a seguir. diâmetro do conduto (m). Esses valores são válidos para curvas nas quais: R ≥2 . V2 hr = kr 2 g . kr . onde: V velocidade média no conduto (m/s). coeficiente que varia com o valor do ângulo de deflexão da curva.03 0. V2 hc = kc 2 g .(*) Novo.09 0. coeficiente de perda de carga nas reduções cônicas.13 • Perda nas Reduções Cônicas ( hr ) A perda de carga nas reduções cônicas é calculada utilizando-se a expressão a seguir. o ângulo de mudança de direção entre as partes retas de montante e de jusante de curva.010.

a jusante da bifurcação. onde: hb = k b 2g velocidade média no conduto. Isto ocorre quando uma das unidades geradoras está parada ou quando apenas uma delas foi instalada. os estudos hidroenergéticos descritos em “ESTUDOS ECONÔMICO-ENERGÉTICOS” serão refeitos. o valor de kb é muito menor do que quando apenas um está funcionando.25 . que depende da relação entre a área da seção de escoamento do conduto de “entrada”. prevendo-se a instalação da outra no futuro. determinando-se o valor final da potência instalada. V kb coeficiente de perda de carga nas bifurcações.20 .• Perda nas bifurcações ( ) hb A perda de carga nas bifurcações é calculada utilizando-se a expressão a seguir.escoamento para duas unidades. EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS . kb = 0. e a área da seção de escoamento dos braços de “saída”. Para deflexão de 30o ou ângulo de 60o entre os braços e relação 1 < Ae / As < 2 . bem como da deflexão de cada um dos braços em relação ao alinhamento do tronco principal. V 2 . Quando o escoamento se dá pelos dois condutos. a montante da bifurcação (m/s). As . Ae . recomenda-se adotar: kb = 1. DETERMINAÇÃO DA POTÊNCIA INSTALADA Com os valores definitivos das perdas de carga.escoamento para uma unidade.

em caso de problemas durante o funcionamento. a capacidade de imediato atendimento.f / p onde : n = velocidade de rotação síncrona em rpm f = freqüência da rede em Hertz p = no de pólos do gerador As velocidades de rotação comumente utilizadas na frequência de 60 Hz. pois a tendência é de que a usina seja operada no modo não assistido. além dos parâmetros técnicos e do seu preço. deve-se procurar a velocidade síncrona mais próxima da calculada (conforme fórmulas típicas para cada tipo de turbina).TURBINAS HIDRÁULICAS As turbinas hidráulicas utilizadas nas PCH devem ser escolhidas de modo a se obter facilidade de operação e de manutenção. a velocidade de rotação é a mesma para turbina e gerador e.3 450 400 360 300 257.1 240 225 200 . do tipo de turbina e do tipo de gerador. da altura de queda. Na escolha da turbina. síncrono com multiplicador de velocidade e síncrono sem multiplicador.800 1. Tabela 1 . As características referentes a cada turbina serão tratadas juntamente com o tipo específico da turbina.VELOCIDADE DE ROTAÇÃO No DE PÓLOS 4 6 8 10 12 14 16 18 20 24 28 30 32 36 ROTAÇÃO (rpm) 1. São considerados três tipos de geradores : assíncrono.200 900 720 600 514. deve-se analisar. porém a influência do tipo de gerador na escolha da velocidade de rotação da unidade é enfocado de um modo abrangente para os diversos tipos de turbinas. Para o gerador assíncrono ou para o síncrono sem multiplicador. são as constantes da Tabela 1. A escolha da velocidade de rotação da turbina depende da potência nominal. e a disponibilidade para fornecimento de peças sobressalentes. por parte do fabricante. Essa velocidade de rotação pode ser calculada pela relação n = 120. sendo assim. dando-se grande importância à sua robustez e confiabilidade.

conforme gráfico da Figura 1. ESCOLHA DO TIPO DE TURBINA Figura 1 . para 1800 rpm. a ser utilizada pelo gerador. será feita pelo multiplicador de velocidade. normalmente. A correção para a velocidade síncrona. a velocidade de rotação calculada para a turbina deve ser mantida. 1200 rpm ou 900 rpm. Seleção do Tipo de Turbina A queda líquida (m) e a vazão de projeto por turbina (m3/s) são os parâmetros utilizados para a escolha preliminar do tipo de turbina.Se a unidade possui multiplicador de velocidade. mesmo que não seja uma velocidade síncrona. que aumentará seu valor. A potência (kW) estimada na saída pode ser obtida da mesma figura. bastando interpolar os valores das linhas oblíquas.

velocidade de rotação da turbina (rpm). é possível determinar a velocidade específica da turbina. Qr Hr O gráfico constante deste Manual orienta o Usuário para uma solução viável. na fórmula a seguir.5 n s = 1. onde: ns n velocidade específica da turbina. vazão da turbina (m3/s). vazão garantida ou nominal (m3/s).81QH liq η T η G . Em alguns casos. as condições e parâmetros apresentados permitem que seja selecionado mais de um tipo de turbina. altura de queda nominal (m).5 H r0. devendo a escolha final ser feita.25 H liq .A partir desses dados. onde: PG Q potência na saída do gerador (kW). após consulta a diversos fabricantes especializados. rendimento do gerador. queda líquida (m). PG = 9. velocidade de rotação da turbina (rpm). A potência indicada no gráfico da Figura 1 corresponde à saída do gerador e supõe um rendimento constante para o conjunto turbina-gerador de 85%. queda líquida (m). utiliza o conceito de velocidade específica calculada através da queda e da vazão nominal pela fórmula: N qr = N qr n nQr0. nesse caso. fator importante para o seu dimensionamento futuro. onde: velocidade específica da turbina. rendimento da turbina. Pn H liq A Norma NBR 12591 – Dimensões Principais de Turbinas para PCH. 75 . potência nominal da turbina (kW). pela fórmula : nPn0. H liq ηT ηG Turbina Pelton • Aplicação .

integralmente fundida.500 kW. peça de fundamental importância. Rotor . de modo que suas conchas fiquem distantes do espelho d’água. para em seguida ser convertida em energia mecânica no rotor da turbina. Controle da Vazão – O controle da vazão turbinada e.O rotor. Em geral. ou seja. é feito por meio de uma agulha móvel disposta no interior de cada injetor e acionada por mecanismo hidráulico. por meio de agulha e de defletor. Com a tendência moderna de automação das usinas. Possui ótimas características de desempenho sob cargas parciais. é aconselhável utilizar um defletor de água. deve-se considerar a utilização de controle duplo e conjugado da vazão. Figura 2 . Em turbinas com vários injetores. é possível parcelar a potência fornecida com a utilização de defletores de jato. esse último necessário em casos de rede isolada. com um ou dois jatos. que deve garantir o bom funcionamento e a durabilidade da máquina. funcionando suavemente e praticamente sem cavitação até 20% da carga nominal. colocado à frente de cada jato. Além disso. no âmbito destas Diretrizes. evitando o efeito indesejável de frenagem. conseqüentemente. da potência desenvolvida. A elevação do ponto mais baixo do rotor deve ser aproximadamente um metro acima do nível de água máximo de jusante. A Pelton se caracteriza por um rotor com pás ou conchas na periferia e por uma tubulação de adução alimentando um ou mais injetores. de acordo com sua experiência. com as conchas dispostas em sua periferia e posteriormente usinada.Na faixa das PCH. a turbina Pelton. tem por característica a transformação da energia potencial de queda em energia cinética no jato injetor. • Descrição A turbina Pelton. o arranjo poderá ser feito com três (menos utilizado) ou quatro jatos e o eixo na disposição vertical. atuando em alguns dos injetores. Tomar como referência a Figura 2. • Dimensionamento Básico As dimensões finais da turbina deverão ser determinadas pelo Fabricante. e/ou para conseguir velocidades de rotação maiores. é escolhido o arranjo com eixo horizontal. Assim. atende a quedas de 100 m a 500 m e potências de 500 a 12. Em casos excepcionais a queda pode ir até 1000 m. e mesmo abaixo desse valor quando utilizado um maior número de jatos. As fórmulas apresentadas a seguir para o dimensionamento são simplificadas e permitem a determinação das características principais da turbina para consulta aos Fabricantes. pode ser construído a partir de uma peça única em aço inoxidável. classificada como turbina de ação. é aconselhável fazer uma comparação entre os custos do conjunto turbina-gerador para as diversas opções. que poderá ser do tipo aberto/fechado ou do tipo de regulação contínua. Para maiores vazões.

Para obtenção de dimensões preliminares básicas destinadas à implantação das obras civis.5 ) / D1 ou n = 5.5 ) / Q Hliq Q Z0 Qj Q ij d0 D D1 n queda líquida (m) vazão da turbina (m3/s) número de injetores descarga por injetor descarga unitária por injetor diâmetro do jato d’água (m) diâmetro do tubo de adução (m) diâmetro de incidência do jato sobre o rotor (m) rotação adequada para a turbina (rpm) As fórmulas acima indicam que a utilização de dois injetores na turbina Pelton ( Z o = 2 ) conduz a uma velocidade de rotação mais alta.3 Hliq 0. pois a mesma deve estar normalmente sincronizada em relação à freqüência da rede. No âmbito destas Diretrizes.d 0 = 0. o que normalmente corresponde a um gerador mais barato.54 Q ij 0. Exceção é feita para os casos de utilização de gerador assíncrono ou com multiplicador de velocidade.5 D1 = 12 d 0 n = ( 37. a turbina Francis atende a quedas de 15 a 250 m e potências de 500 a 15000 kW possuindo ótimas características de desempenho sob cargas parciais de . É importante considerar que a velocidade de rotação calculada pela fórmula acima não é a definitiva. pode ser utilizada a Norma NBR 12591 – Dimensões Principais de Turbinas para Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH).75 Z 00. Turbina Francis com Caixa Espiral • Aplicação A faixa de aplicação da turbina Francis é bem mais abrangente.5 D = 3 d 0 Z 0 0.76 ( Hliq 0.

Recomenda-se a escolha de uma velocidade de rotação que permita a disposição do rotor da turbina acima do nível de água de jusante. é vantajoso prever o rotor em aço inoxidável fundido. funcionando ainda adequadamente entre 70 e 50 % da carga. o que facilita a instalação e a manutenção do gerador correspondente. KH liq75 P 0. um anel rígido suporta as pás fixas do pré-distribuidor. Em compensação. onde coeficiente adimensional entre 1300 e 1900. exige um posicionamento da linha de centro . para PCH utilizar o valor 1600.até 70% da carga nominal.5 . Na periferia interna da caixa espiral. potência da turbina (kW). em caso de intervenção e reparo simples. segundo a fórmula : n= K P 0. A velocidade de rotação mais alta conduz a turbinas de dimensões menores e geradores mais baratos. que poderá propor soluções específicas para o caso. Rotor – O rotor da turbina Francis é normalmente feito em uma única peça fundida e usinada. Essa implantação visa facilitar os trabalhos de inspeção e manutenção. Não é aconselhável o funcionamento da turbina abaixo de 50% da vazão nominal. devendo ser consultado o Fabricante. é aconselhada a disposição com eixo horizontal. embora com perda progressiva do rendimento. onde a qualidade e a garantia de menor manutenção compensam o custo maior. A variação da potência fornecida pela turbina é obtida com a abertura ou fechamento das palhetas diretrizes situadas na periferia interna do pré-distribuidor em um conjunto chamado distribuidor. Para a faixa de potência e vazão considerada neste Manual. Velocidade de Rotação – A velocidade de rotação é preliminarmente escolhida em função da queda e da potência da turbina. Possui uma caixa espiral em aço ligada em seu lado montante a um conduto forçado. tem por característica a transformação da energia potencial de queda em energia mecânica no rotor da turbina. conforme descrito anteriormente. Modernamente. classificada como turbina de reação. Se o gerador escolhido for do tipo síncrono e não houver multiplicador de velocidade. • Descrição A turbina Francis com Caixa Espiral. o valor encontrado deve ser corrigido para a velocidade síncrona mais próxima. caso necessário. dispensando o esvaziamento do tubo de sucção.

e de modo a permitir a previsão de espaço necessário à instalação dos equipamentos . que deve garantir o bom funcionamento e a durabilidade da máquina. até que a pressão a jusante do rotor seja suficiente para garantir condições apropriadas de operação.5 ) / n kU = 0.0 m acima do nível máximo de jusante. citada anteriormente. D3 = ( 84. As dimensões básicas apresentadas na Figura 9 da Norma NBR 12591. é possível determinar as dimensões principais em função do diâmetro nominal de saída do rotor da turbina ( D3 ). Como alternativa. o que permitirá a abertura do recinto do rotor sem necessidade de esvaziamento do tubo de sucção. de acordo com a fórmula a seguir. de acordo com sua experiência. Para obtenção de dimensões preliminares básicas destinadas à implantação das obras civis.5 kU H 0. o valor da velocidade específica deve ser diminuído. • Dimensionamento Básico As dimensões finais da turbina deverão ser determinadas pelo Fabricante. dentro dos limites admissíveis de cavitação da turbina.da turbina em elevação mais baixa com conseqüente aumento de escavação e de infraestrutura da casa de força. pode ser utilizada a Norma NBR 12591 – Dimensões Principais de Turbinas para Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH). Para isso. velocidade específica da turbina. As medidas estão referidas ao diâmetro máximo do aro de saída do rotor D2a . podem ser utilizadas a título de orientação. deve ser estudada a solução mais econômica. No desenvolvimento do projeto. Altura de Sucção – A altura de sucção deve ser calculada para determinar a elevação de assentamento da turbina. A Norma NBR 12591 indica o cálculo da altura de sucção em função da velocidade específica e da altura de queda. queda líquida (m). velocidade de rotação (rpm).27 ( 1 + n S /100 ) D3 kU H n nS onde diâmetro de saída da turbina (m). coeficiente de velocidade. . Para facilidade de inspeção e manutenção das turbinas Francis de pequeno porte.0 a 2. a elevação do rotor deve ficar cerca de 1.

eventualmente. um diâmetro um pouco maior. de modo a obter uma altura de sucção positiva. Altura de Sucção – A altura de sucção deve ser calculada para determinar a elevação de assentamento da turbina. o tubo de sucção situados dentro de uma câmara em comunicação direta com a tomada d’água. • Velocidade de Rotação A mesma metodologia aplicada para a escolha da velocidade de rotação para turbina Francis Espiral pode ser usada para a turbina Francis Caixa Aberta. É aconselhável utilizar um coeficiente K entre 1300 e 1100. Modernamente. Nesse segundo caso.A turbina Francis Caixa Aberta é viável para baixas quedas até 10 m e potências de 500 a 1800 kW. O arranjo pode ser com eixo vertical ou horizontal. como será descrito neste Manual. sendo o controle da vazão é feito por meio de um distribuidor semelhante ao utilizado na turbina Francis Espiral. . No entanto. • Dimensionamento Básico As dimensões do rotor da turbina são aproximadamente iguais aos valores obtidos com as fórmulas para turbina Francis Espiral e também podem ser obtidas na Norma NBR 12591. com valor menor. apoiado na laje superior. duas soluções são viáveis: o distribuidor da turbina apoiado na laje inferior ou. A ausência de conduto forçado e de caixa espiral simplificam a concepção e diminuem o custo do equipamento. implica se obter uma velocidade de rotação também menor e. as empresas com tecnologia mais apurada preferem a escolha de turbinas do tipo “S”. o distribuidor e. então. dispensando a existência de conduto e caixa espiral. em virtude do baixo rendimento alcançado. como será mostrado posteriormente. A desvantagem é que haverá tendência a trabalhar com velocidade de rotação baixa. O fato de ser utilizado o fator K descrito acima. conseqüentemente. Com o eixo vertical.Turbina Francis Caixa Aberta Aplicação . Descrição A turbina Francis Caixa Aberta tem o rotor. como no caso de eixo horizontal. A câmara é normalmente construída em concreto e o tubo de sucção em chapas de aço em forma de cone. torna-se necessário prever uma tampa estanque entre a câmara da turbina e o recinto onde se localiza o gerador. deve ser utilizada com reservas.

caracterizando uma turbina de dupla regulação. pode ser colocada na posição de eixo horizontal ou na posição inclinada.Em turbinas Francis Caixa Aberta. o distribuidor também for regulável. dividindo a vazão afluente em duas partes. Turbina Francis Dupla Podem ser consideradas como variantes das turbinas Francis anteriormente descritas. adicionalmente. considerando a flexibilidade de operação nesse caso. menos freqüentemente. são necessários dois tubos de sucção separados. dentro dos limites admissíveis de cavitação da turbina. Caso o distribuidor seja fixo. o que conduz a uma velocidade de rotação maior. • Descrição A turbina Tubular “S”. Possui ótimas características de operação. o limite inferior de operação se limita a 40% da carga nominal. ou seja. a faixa de operação irá de 100% até 20% da carga nominal. A utilização de rotor de pás fixas só é considerada se a variação de carga for pequena (entre 100% e 80% da carga nominal). o eixo se estende até um único gerador que poderá ter uma velocidade síncrona maior. permitindo a inspeção e a manutenção desse recinto sem necessidade de esvaziamento do tubo de sucção. A Norma NBR 12591 indica o cálculo da altura de sucção em função da velocidade específica e da altura de queda. mantida a mesma velocidade específica. A Francis Dupla tem por característica o rotor duplo. Para isso.5 m3/s. Se. Conseqüentemente. deve ficar acima do nível máximo de jusante. Nesse caso. a montante. desde que utilizado o rotor Kaplan de pás reguláveis. o valor da velocidade específica deve ser diminuído até que a pressão a jusante do rotor seja suficiente para garantir condições apropriadas de operação. possui um eixo que se prolonga através da . Turbina Tubular “S” • Aplicação A turbina Tubular “S” atende a quedas de 4 a 25 m e potências de 500 a 5000 kW para vazões de até 22. Ligado ao rotor Kaplan. uma peça com uma única coroa. já que a turbina é calculada considerando a metade da vazão para cada banda do rotor. assim chamada por ter o tubo de sucção em forma de “S”. a laje de piso da câmara aberta. Deve ser feita uma comparação econômica entre o custo maior da dupla regulação e seu benefício de ganho de produção de energia elétrica. duas cintas e dois conjuntos de pás. mesmo a cargas parciais.

Altura de Sucção – A altura de sucção deve ser calculada para determinar a elevação de assentamento da turbina. para permitir a inspeção e manutenção da turbina. por meio de cálculos simplificados. de acordo com sua experiência. A Norma NBR 12591 – Dimensões Principais de Turbinas para PCH indica as dimensões necessárias. As dimensões básicas resultantes são apenas orientadoras. . a inclusão da comporta ensecadeira de jusante é necessária. Nesse caso. A Norma NBR 12591 indica o cálculo da altura de sucção em função da velocidade específica e da altura de queda. Nesse caso. é uma razão para diminuição do rendimento da unidade. normalmente mais a jusante. As medidas estão referidas ao diâmetro da câmara do rotor D1 . permitindo que o gerador e eventual multiplicador de velocidade se situem fora da passagem hidráulica.blindagem metálica. Turbina Bulbo com Multiplicador • Aplicação A turbina Bulbo com Multiplicador atende a quedas de 4 a 12 m e potência até 1700 kW. A extensão do eixo de ligação entre rotor e gerador. a linha de centro do rotor esteja abaixo do nível de água de jusante. que deve garantir o bom funcionamento e a durabilidade da máquina. usualmente. que permitem a determinação de características principais da turbina para facilitar o arranjo civil. A disposição do conjunto de geração leva ao arranjo de uma casa de força com vão grande. com influência direta no peso e preço da ponte rolante. a utilização de velocidades específicas altas faz com que. colocado diretamente no fluxo de água. de modo a permitir a previsão de espaço necessário à instalação dos equipamentos. Velocidade de Rotação – A mesma metodologia aplicada para a escolha da velocidade de rotação para turbina Francis Espiral pode ser usada para a turbina “S”. • Dimensionamento Básico As dimensões finais da turbina deverão ser determinadas pelo Fabricante. o coeficiente K será usado com valor em torno de 2100. Em turbinas tubulares Kaplan.

tendo o gerador acoplado ao eixo de saída. O rotor possui três ou quatro pás em aço inoxidável. e o multiplicador possui o mancal de escora para suportar o empuxo axial. D1 = ( 84. É aconselhável utilizar um coeficiente K entre 1900 e 1800.É usada como alternativa à turbina tubular “S”. de preferência. A limitação na potência está mais ligada ao multiplicador de velocidade do que à turbina. que pode ser calculado segundo a norma NBR 12591. no máximo. trabalhando satisfatoriamente sob cargas parciais de até 10% a 20% da carga nominal. que deve garantir o bom funcionamento e a durabilidade da máquina. Construção – A turbina é normalmente fornecida totalmente pré-montada. o multiplicador pode ser desmontado independente da turbina. incluindo um multiplicador de velocidade com engrenagens cônicas. A turbina é. inclinado de 15o com a horizontal. Apenas não é necessário procurar a velocidade síncrona do gerador. uma vez que o multiplicador elevará a rotação para 1200 ou 900 rpm. É própria para operação com grandes variações de vazão. ou alternativamente pela expressão abaixo. As medidas estão referidas ao diâmetro externo das pás do rotor D1 . • Dimensionamento Básico As dimensões finais da turbina deverão ser determinadas pelo Fabricante. Caso seja necessário. de acordo com sua experiência. permitindo que o gerador fique com o eixo a 90o do eixo da turbina. • Descrição O arranjo para o conjunto turbina-gerador permite projetar uma casa de força compacta. facilitando e encurtando o tempo para a montagem de campo. A utilização de turbina com pás fixas (tipo hélice) elimina a flexibilidade de operação com vazões abaixo de 80% da vazão nominal. O rotor tem o eixo na posição horizontal ou. do tipo Kaplan com pás móveis.5 ) / n . Velocidade de Rotação – Metodologia semelhante à aplicada para a escolha da velocidade de rotação para turbina Francis Espiral pode ser usada para a turbina Bulbo com Multiplicador. O multiplicador se situa a montante do rotor.5 kU H 0. normalmente em posição vertical.

Altura de Sucção – A altura de sucção deve ser calculada para determinar a elevação de assentamento da turbina. de modo a permitir a previsão de espaço necessário à instalação dos equipamentos. Turbina Straflo – Essa turbina de fluxo axial possui o gerador disposto em sua periferia. que é especializada no assunto. e devem ser referidas ao desenhos das Figuras 21 e 22 da Norma NBR 12591. dificilmente será escolhida a turbina Francis ou Kaplan de eixo vertical. Para a faixa de potência utilizada e adicionalmente limitada pela vazão considerada máxima para PCH. Ainda está protegida por patente de um único fabricante estrangeiro e as dificuldades encontradas no seu desenvolvimento ainda não permitiram o seu uso intensivo. Os fabricantes tradicionais de turbinas nacionais e internacionais não se dedicam ao fornecimento da turbina Banki. queda líquida (m). Turbinas Francis e Kaplan de eixo vertical . velocidade de rotação em rpm. podendo ser utilizada a metodologia indicada na Norma NBR 12591.Informações e pré-dimensionamento podem ser obtidas na Norma NBR 12591. sendo aqui citados para conhecimento do usuário. velocidade específica da turbina. As dimensões básicas apresentadas são apenas orientadoras. instalada no sul da Alemanha. usualmente. Turbina de fluxo transversal ou Michell-Banki – Informações e pré-dimensionamento podem ser obtidos na Norma NBR 12591. Esse tipo de turbina é produzido por fabricante nacional de pequeno porte em potência inferior à faixa abrangida por este Manual. O Manual de Inventário da Eletrobrás trata da utilização desses tipos de turbinas. .85 + ( n S / 600 ) D1 kU H n nS onde: diâmetro externo das pás do rotor (m). O rendimento obtido é baixo. coeficiente de velocidade. Outros Tipos de Turbinas Alguns tipos de turbinas não têm sido.kU = 0. utilizados em PCH. da ordem de 50 a 60%. Exceção é feita à empresa Ossberger.

em aumento da sobrepressão ou conduto de adução e em diminuição da sobrevelocidade transitória.Volante de Inércia Nas unidades geradoras de pequena capacidade pode ocorrer que o efeito de inércia (GD2) das massas girantes seja insuficiente para garantir uma regulação estável. São.1% (um décimo por cento) do custo do gerador para cada 1% (um por cento) de aumento no efeito de inércia das partes girantes. pois implica em dimensionar a chapa do conduto com espessura maior. ou seja gerando um custo maior. Porém. e é normalmente menor do que o custo adicional para aumento de espessura de chapa do conduto de adução. o volante de inércia servirá para manter a sobrevelocidade da unidade e a sobrepressão no conduto a montante do distribuidor da turbina. o aumento do efeito de inércia girante produzirá o efeito desejado sem interferir com a sobrepressão no conduto. em caso de rede interligada ao sistema. Quatro grandezas tem um inter-relacionamento na variação brusca de carga e em suas conseqüências. Para uma determinada unidade geradora. sobrevelocidade transitória da unidade e sobrepressão no conduto de adução. Em caso de ligação com rede elétrica de grande porte. Nesse caso. o regulador não terá capacidade para controlar as variações bruscas de carga na unidade geradora. o regulador comanda a tomada de carga até o valor estipulado pelo operador. simultaneamente. Sistema de Regulação O sistema de regulação em unidades de PCH tem por objetivo inicial permitir a tomada de velocidade até a rotação nominal de projeto e posterior sincronização da unidade com a rede elétrica. assim. previstos discos de aço ou de ferro fundido. . necessário o acréscimo de material. e nesse caso. que resulte em aumento do efeito de inércia (GD2). Torna-se. A seguir. Esses limites variam para cada caso. São elas: efeito de inércia das massas girantes. mas podem ser tomados como primeira referência os valores limites de 30% de sobrepressão e 50% para sobrevelocidade da unidade. ligados diretamente ao eixo do gerador e denominados volantes de inércia. pode ser necessário diminuir a sobrevelocidade transitória. dentro das condições de regulação estabelecidas. então. O custo do volante de inércia pode ser estimado como 0. permanecendo no monitoramento desse valor e certificando que a unidade está sincronizada coma rede. velocidade de fechamento do distribuidor. dentro de limites preestabelecidos no projeto da usina. Em caso de rejeição de carga total ou parcial. a unidade geradora acompanha a freqüência da rede. e o regulador passa a ter a função de controlar a potência ativa fornecida pela máquina. O aumento da sobrepressão é indesejável. o aumento da velocidade de fechamento do distribuidor implica. já que o tempo de fechamento do distribuidor é mantido constante. no caso de se optar por aceitar o aumento de sobrepressão anteriormente citado.

EQUIPAMENTOS HIDROMECÂNICOS COMPORTAS As comportas hidráulicas são previstas com o objetivo de bloquear uma passagem hidráulica. um dimensionamento preliminar da estrutura das mesmas. constituído de bomba. para trabalho de regulação de até 32. As comportas que auxiliam a inspeção e a manutenção das estruturas civis. acumulador de pressão. As comportas de desarenação ou limpeza têm a função de permitir. permanecem normalmente abertas. são comportas de pequenas dimensões. Em geral. e é medido em N. tubulação de baixa pressão e passagens hidráulicas da Casa de Força. de acordo com sua função. sob queda máxima. é chamado trabalho de regulação da turbina. isto é. por estarem situadas próximas ao fundo do reservatório. O trabalho necessário para mover o distribuidor da turbina. por ocasião de sua abertura. A Norma NBR 12289 – Seleção de comportas hidráulicas para pequenas centrais hidrelétricas (PCH) indica diretrizes para a seleção de comportas e fornece. a eliminação de areia ou qualquer outro material decantado no fundo do reservatório. O atuador. sendo a ligação entre as partes feita pela válvula proporcional. O Comprador deve preencher formulário próprio fornecido pelo Fabricante. podendo operar normalmente fechadas ou normalmente abertas. e este fornecerá catálogo e indicará o regulador de velocidade apropriado para o caso. Atualmente. porém sujeitas a pressões consideráveis.m. .000 N. válvulas distribuidoras e acessórios. possibilita a chegada de óleo sob pressão até o servomotor hidráulico ligado ao distribuidor ou ao injetor (tipo Pelton) da turbina.O regulador de velocidade pode ser eletro-hidráulico ou digital. O regulador de velocidade é formado por duas partes distintas: a parte eletro eletrônica e a parte hidráulica ou atuador. controlando desse modo a variação de potência fornecida pela turbina. O distribuidor ou o injetor regula a vazão de água passando pelo rotor. os fabricantes possuem reguladores de velocidade padronizados de diversos tamanhos. como canal de adução. filtro. fora de operação. da posição fechada até a abertura máxima. em forma de tabelas.m.

É. deve ser feita com perfis adequados de borracha sintética sobre quadro de aço inoxidável.Necessitam ser protegidas por adequada pintura. . também. Assim. porém o custo está relacionado à dificuldade crescente em se obter madeira de boa qualidade. de preferência. As madeiras empregadas na fabricação das comportas devem possuir boa resistência ao tempo e à umidade. Acionamento Para pequenas comportas. do tipo móvel colocada entre duas guias embutidas nas paredes laterais da tomada d’água. GRADES De acordo com o arranjo do projeto civil da tomada d’água. não tendo influência direta na produção da usina. deve ser feita uma comparação entre o investimento inicial necessário e os benefícios obtidos na eletrificação do acionamento das comportas. Guias e vedação As comportas são guiadas em seu movimento de subida e descida por perfis metálicos. possível a utilização de talha movida a corrente ou mesmo talha elétrica. A vedação. baixo custo e de grande durabilidade. porém de uso limitado. por meio de haste de aço com rosca ligada à comporta e movimentada por pinhão ligado a um volante. se possível.Material As comportas podem ser construídas utilizando o ferro fundido. chumbados ao concreto nas extremidades laterais. a rapidez na manutenção implica diminuição do tempo ocioso ou improdutivo da usina. em alguns casos. As comportas de madeira são de construção simples. são previstas para suportar colunas d’água de até 10 metros sobre a soleira. desde que a instalação completa esteja dentro das disponibilidades orçamentárias. principalmente na linha d’água onde a agressividade da corrosão é maior.sendo o conjunto fixado na travessa superior de armação. durante o projeto. É importante considerar o fato de que as comportas são elementos acessórios. padronizadas por algunsfornecedores. As comportas de aço são de construção leve. No entanto. o aço e. A grade deve ser. com o objetivo de impedir a passagem de detritos carreados peloescoamento. As comportas de ferro fundido são comportas pesadas. deverão ser previstos um ou mais painéis de grade. Normalmente. o que garante um baixo índice de vazamento. que possam danificar partes da turbina. a madeira. o acionamento poderá ser feito manualmente. a fim de evitar o apodrecimento prematuro.

por razões de segurança. após a abertura de uma válvula solenóide. individual para cada turbina. é efetuado por contrapeso ligado diretamente ao eixo do disco da Válvula. Esférica ou Borboleta. onde se acumulam detritos de toda a espécie. poderá ser necessária a instalação de Válvula de Segurança. em caso de falha do mecanismo de controle da turbina. a Válvula de Segurança cortará o fluxo próximo da turbina. pode-se efetuar a abertura da Válvula por meio de volante. O fechamento. a Válvula de Segurança. sem interferência com as demais. e principalmente folhas e plantas aquáticas. b) existência de uma tubulação de adução muito longa. devem ser consideradas as dimensões finais das passagens hidráulicas da turbina. evitando que uma grande massa d’água passe pela turbina. quando então. liberando o óleo da parte inferior do cilindro hidráulico. como orientadoras para a decisão do valor do espaçamento entre barras verticais da grade. o valor de 30 mm. A Válvula de Segurança é conveniente principalmente em casos de: a) existência de uma única tubulação de adução.0 m. nesse caso havendo comporta ensecadeira de jusante. dividindo-se em duas ou mais para alimentação de diversas turbinas. quando. Além disso. o fechamento da Válvula permite o esvaziamento da caixa espiral e do tubo de sucção. ou mecanicamente através de máquina limpa-grades. após a rejeição de carga. é necessário quando a turbina for de pequena dimensão. aproximadamente. Podem ser encontradas no mercado nacional em tamanhos padronizados até diâmetros de 2. em caso de manutenção. Relativamente ao vão livre entre barras verticais. interrompendo o fluxo de água e protegendo a unidade. então. pois precisará também de ação manual. VÁLVULA DE SEGURANÇA Dependendo do arranjo das passagens hidráulicas. Em geral. são abertas por meio de cilindro hidráulico com pressão do próprio regulador de velocidade. Deve haver previsão para limpeza periódica da grade. poderá controlar o fechamento de cada uma delas. logo a montante da entrada da caixa espiral da turbina.A Norma NBR 12271 – Seleção de Grade para Pequenas Centrais Hidrelétricas indica diretrizes para o dimensionamento preliminar das grades. Nos demais casos. preconizado pela Norma. o fechamento de emergência fica prejudicado. do tipo Gaveta. . Nesse caso. Para pequenos diâmetros e pressões não elevadas. As Válvulas Borboleta são de fácil instalação e manutenção e proporcionam boa estanqueidade. para quedas médias. A Válvula de Segurança assume as funções da comporta de emergência da tomada d’água. Essa limpeza pode ser feita manualmente com auxílio de ancinho.

Em certos casos. montado sobre caminhão. A capacidade da ponte rolante deve ser suficiente para permitir a movimentação da peça mais pesada. que. parando a unidade em época de estiagem. os equipamentos de levantamento poderão ser equipados com motores elétricos. correndo em monovia suportada por estrutura de concreto ou até mesmo apoiada na parede da Casa de Força. permitindo um trabalho mais confortável. Utilizam-se. quando o tempo de retirada da máquina do serviço deve ser o menor possível. do gerador e dos equipamentos colocados dentro da Casa de Força. Sua importância está na facilidade e rapidez que proporcionam um trabalho emergencial de conserto de unidades. as comportas em PCH não atuam como elementos de fechamento de emergência. Essas informações devem ser obtidas diretamente do fabricante do gerador. dependendo da capacidade e da disponibilidade de energia elétrica do usuário. servirá para a manutenção da turbina. os equipamentos de içamento são elementos destinados à montagem e à desmontagem das unidades.EQUIPAMENTOS DE LEVANTAMENTO Ponte Rolante e Talha Nas usinas hidrelétricas. é possível contar com equipamento de levantamento móvel. em monovia formada por perfil metálico do tipo “I”. Entretanto. também. o gerador chega à usina completamente montado. normalmente o rotor do gerador. além de auxiliar na montagem das unidades. talhas de levantamento deslocando-se por meio de um trole. A movimentação das comportas pode ser feita com talhas manuais ou elétricas. possibilitando uma programação prévia da sua utilização. O principal equipamento de levantamento é a ponte rolante da Casa de Força. devendo a ponte rolante ser capaz de transportá-lo. porém a um custo mais elevado. tendo em vista a baixa freqüência de utilização e a simplicidade do equipamento. já que. . A movimentação da talha ou da ponte rolante pode ser manual por meio de correntes. em casos de reparos. de um modo geral. Deve-se fazer uma programação para atender à manutenção rotineira. Para certas unidades horizontais.

Sistema de Resfriamento Os sistemas de resfriamento mais comumente adotados para os geradores na faixa de potência das PCH. Para o caso de geradores que operem interligados ao sistema elétrico. cos φ = fator de potência do gerador. são os . Quando o acionamento direto do gerador resultar antieconômico. podem ser utilizados os seguintes valores: . para a freqüência de 60 Hz. ⎛ η ⎞ PG = PT ⎜ G ⎟ ⎝ cos φ ⎠ onde: PG = potência do gerador (kVA). O rendimento do gerador deve ser obtido junto ao fabricante do equipamento.80. um fator de potência nominal de 0. Não é economicamente vantajoso.95 é adequado.GERADORES Determinação da Potência Nominal A potência do gerador é determinada após o cálculo da potência disponível no eixo da turbina. . Na falta de informações. η G = rendimento do gerador. . no caso de sistemas isolados. através da fórmula a seguir. 6 ou 8 pólos. A rotação nominal do gerador fica definida quando se estabelece a velocidade nominal síncrona da turbina. O fator de potência deve ser definido em função das necessidades do sistema elétrico ao qual o gerador será ligado. utilizar geradores com fator de potência nominal abaixo de 0. PT = potência no eixo da turbina (kW). usualmente utilizam-se geradores de 4.98% para geradores até 30 MVA.97% para geradores até 10 MVA.96% para geradores até 1 MVA. conforme codificação estabelecida pela norma ABNT NBR 5110. adota-se o acionamento indireto do gerador através de um multiplicador de velocidade. Neste caso.90 a 0.

• IC 21 . Para estimativa da ventilação da Casa de Força pode-se considerar que a vazão de ar requerida para o gerador é de. devem ser utilizados filtros nas entradas de ar. resultando numa operação termicamente mais estável do gerador. Os dutos de exaustão devem ser providos de tela ou venezianas basculantes para impedir a entrada de pequenos animais. não está sujeito a entrada de animais e depósitos de poeira. . aproximadamente. além do fato que a variação de temperatura da água é menor e mais lenta do que a do ar. grau de proteção IP23 e o ar ambiente da Casa de Força circula pelo gerador através de aberturas de ventilação. Nos sistemas IC 01 e IC 21. O equipamento de proteção contra surtos para máquinas rotativas consiste de uma combinação de capacitores especiais e pára–raios tipo estação.O gerador é do tipo autoventilado. grau de proteção IP23 e o ar ambiente da Casa de Força é admitido através de aberturas de ventilação e expelido para fora da Casa de Força por um duto de exaustão. que produzem alto índice de poluição.O gerador é do tipo autoventilado. como o sistema é totalmente fechado. Nos locais próximos a indústrias. Deve-se tomar cuidado com a qualidade da água disponível. para uma velocidade do ar de 2. • IC W87 A81 – O gerador é do tipo autoventilado. o ar fresco circula internamente através do gerador e o ar quente é forçado através de serpentinas. ou impurezas que tendem a formar depósitos internos.seguintes: • IC 01 . o ar aspirado contém pó e pequenos insetos que se depositam nos canais de ventilação e nos enrolamentos do gerador. Com geradores dotados de trocadores de calor ar – água. com o ar circulando através de um trocador de calor ar– água montado diretamente no gerador. grau de proteção IP44. ligados o mais próximo possível aos terminais do gerador. A função do conjunto é limitar a amplitude da onda de impulso e diminuir a inclinação da frente de onda que atinge os enrolamentos do gerador. Neste caso. Proteção contra Sobretensões Os geradores devem ser protegidos contra sobretensões originadas por descargas atmosféricas e surtos de manobras.3 a 2. ou tubos. deve-se proceder a uma análise da água do rio para se detectar a existência de elementos químicos que possam atacar o material das serpentinas. Em qualquer caso. 2. O sistema de resfriamento é totalmente fechado. e proporcionando uma vida útil maior.5 m/seg. tubos ou placas onde é resfriado e retorna ao gerador. no caso da usina estar situada a jusante de cidades ou indústrias localizadas às margens do rio.8 m3 por minuto para cada kW de perda do gerador. diminuindo a eficiência da ventilação. o que implica necessidade de limpeza periódica.

a sua resistência a impulso é. ⎠ 0 . ⎛ P ⎞ R = K ⎜ 0G5 ⎟ ⎝n . igual à resistência à freqüência industrial. PG = potência do gerador (MVA). deve ser previsto espaço suficiente para remoção do rotor no caso de reparo do gerador.Devido às características de isolamento do gerador. E = 0. de maneira que deve-se procurar limitar a tensão de impulso ao valor de pico da tensão de ensaio à freqüência industrial estabelecida pela Norma ABNT NBR 5117. onde os pesos são obtidos a partir da relação kVA/rpm. WT = 1. o que facilita a sua instalação na obra. Para geradores de eixo horizontal com potência nominal abaixo de 5 MVA pode ser utilizado o gráfico da Figura 1.3( R + E ) . K = 40 para gerador de eixo horizontal e 50 para gerador de eixo vertical. . Para os geradores verticais. n = rotação nominal (rpm). na maioria dos casos. definindo a capacidade da ponte rolante. o rotor costuma ser a peça mais pesada a ser movimentada na casa de força. 74 . podem ser adotadas as fórmulas a seguir indicadas. No arranjo da Casa de Força. são completamente montados e ensaiados na fábrica. Para uma estimativa preliminar do peso de geradores com potência nominal acima de 5 MVA e velocidade nominal acima de 200 rpm. aproximadamente. onde: R = peso de rotor (t). Estimativa do Peso Geradores horizontais na faixa de potência das PCHS.65R . sendo E peso do estator (t). onde WT peso total (t).

Peso de Geradores de Eixo Horizontal até 5 MVA 35000 30000 25000 Peso ( kg ) 20000 15000 10000 5000 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 kVA / rpm 9 10 11 12 13 14 15 16 Figura 1 .

sugere-se que a tensão seja a maior possível (até 480 V). Tabela 2 Tensão primária 220/380 ou 480 V 2300 V Potência do Transformador Até 2 MVA Até 5 MVA . considerando a perda de geração no caso de defeito no transformador. apresenta-se também uma tabela sugerindo valores que resultam numa solução econômica para o transformador bem como de sua tensão primária considerando o caso de dois geradores ligados ao sistema através de um transformador. Caso a potência do transformador seja ultrapassada. dando-se liberdade aos fabricantes de apresentarem proposta para o valor que julgarem mais adequado ao seu fornecimento. Como a potência do transformador pode influenciar na tensão do gerador. A escolha da tensão de geração deve considerar não só os custos do gerador.Tensão de Geração Quando o gerador está ligado ao sistema de transmissão através de um transformador. Recomenda-se também que a distância entre o gerador e o transformador elevador não ultrapasse 50 m. a determinação da tensão de geração é geralmente baseada em fatores econômicos. deve-se adotar o esquema unitário. o valor especificado da tensão seja orientado. para uma determinada potência nominal e velocidade. variam com a tensão. mas também os custos da interligação gerador–transformador e dos equipamentos ligados à tensão de geração. Recomenda-se que. o que evidentemente deve resultar num custo total final mais reduzido. visto que o custo dos geradores varia pouco com a tensão e o custo dos painéis e da instalação elétrica é tanto menor quanto menor for a corrente nominal do gerador. Convém observar que a solução de adotar um transformador para cada dois geradores deve ser analisada também sob o aspecto econômico. ou seja. apresenta-se uma tabela que serve como orientação para seleção da tensão de geração que resulta numa solução economicamente atraente. um transformador por gerador. a menos que hajam razões especiais para se adotar uma determinada tensão. A seguir. Os custos de um gerador. Tabela 1 Tensão do Gerador 220/380 ou 480 V 2300 V 4160 V 6900 V 13800 V Potência do Gerador Até 2 MVA Até 3 MVA Até 5 MVA Até 15 MVA Acima de 10 MVA Para aplicação de geradores em baixa tensão.

ou de 30oC para água de resfriamento. é indispensável que sejam fornecidos os seguintes dados: .dos estudos hidroenergéticos. • Aterramento de baixa resistência com resistor no neutro. operando em regime contínuo nas condições nominais com temperatura de referência do ar ambiente de até 40oC. fornecidos com terminais acessíveis para ligação do ponto neutro à terra. Com o intuito de prolongar a vida útil do equipamento. em virtude das suas caraterísticas técnicas e econômicas. ste método é mais adequado para o caso em que os geradores estão ligados diretamente ao sistema. nos casos em que o gerador opere continuamente fornecendo a potência máxima. no caso de uma falta para terra no sistema.os referentes às condições de operação das unidades geradoras (número de horas de operação anual para diferentes valores de potência). recomenda-se especificar que os enrolamentos do estator e do rotor possuam isolamento classe F. recomenda-se que sejam adotados os valores naturais de impedância dos geradores propostos pelos fabricantes. .4160 V 6900 V 13800 V Até 10 MVA Até 15 MVA Até 30 MVA Para que os proponentes apresentem preço para um projeto otimizado e adequado às necessidades do cliente. O aterramento do neutro do gerador está diretamente relacionado com a proteção do gerador contra os efeitos nocivos das faltas para terra. referentes ao valor do custo da energia e a taxa de juros que foi utilizada na avaliação econômica. Classe de Isolamento Tornou-se prática comum. Aterramento do Neutro Os geradores devem ser adequados para ligação em estrela. Os métodos mais comuns para o aterramento do neutro dos geradores são os relacionados a seguir. o resistor é dimensionado para limitar a corrente que circula no neutro do gerador. Valores de Impedância Exceto nos casos em que a potência da PCH seja grande em relação ao sistema elétrico ao qual será interligada. requerendo um estudo de estabilidade para definição dos parâmetros do gerador. a um valor suficiente para . que deverão ser compatíveis com as características do sistema de excitação. sem transformadores. de modo a atender às especificações de desempenho da unidade geradora nas condições de regime permanente e transitório. porém. a utilização de materiais com isolamento classe F. não devendo ultrapassar a elevação de temperatura da classe B.

ste método é utilizado tanto para geradores ligados diretamente ao sistema quanto para sistemas unitários. vide Figura 2 G 51 GN Figura 2 • Aterramento de alta resistência com resistor no neutro. O neutro do gerador é ligado à terra através de um resistor com um transformador de potencial em paralelo. . G 59 GN Figura 3 • Aterramento com transformador de distribuição. O resistor é dimensionado para limitar a corrente de falta fase–terra para valores da ordem de 5 a 25A.ensibilizar os relés de terra do sistema.

As suas desvantagens são: . A principal vantagem do gerador de indução reside no menor custo de aquisição. requerendo um sistema de controle e proteção relativamente simples. aproximadamente. pela inexistência da excitatriz. passa a operar como gerador. regulador de velocidade.G 59 GN Figura 4 Este método é muito utilizado nos sistemas de geração unitários. limitando a corrente de falta fase–terra nos terminais do gerador para valores da ordem de 5 a 25A. Geradores de Indução Uma máquina de indução.a impossibilidade de controle da tensão. .5 e 5% acima da velocidade síncrona. que deverá ser fornecida pelo sistema ao qual será ligado ou através de capacitores. .o desligamento de um gerador de indução sob carga acarreta velocidades de disparo elevadas. A uma velocidade entre 1. O neutro do gerador é ligado à terra através de um transformador monofásico de distribuição com um resistor no secundário. instalação e manutenção. o gerador de indução está fornecendo sua potência nominal.a utilização de capacitores para fornecimento de reativo aumenta os custos e diminui a simplicidade da instalação. . . da ordem de 300%. o que o torna inadequado para ser utilizado num sistema isolado. regulador de tensão.o consumo de reativo da rede diminui o fator de potência da usina. equipamento de sincronização. O gerador de indução não possui excitação própria. obrigando os geradores síncronos da usina a operar com menor rendimento. quando acionada acima de sua velocidade síncrona.

Devido a estes aspectos e às restrições operacionais do sistema. onde não haja necessidade de recuperação rápida da tensão para grandes variações de carga (alta resposta inicial). A corrente de armadura é retificada por diodos montados no eixo da máquina e alimenta diretamente o campo do gerador principal. a aplicação de geradores de indução fica limitada a máquinas com potência até 1 MW. G EXC Figura 5 O sistema de excitação estática consiste em um transformador de excitação normalmente ligado aos terminais do próprio gerador. . Este sistema é comumente adotado para pequenos geradores. sem escovas. consiste em um pequeno gerador síncrono com o enrolamento de campo montado no estator e a armadura montada no eixo do gerador principal. e o de excitação estática. ou “brushless”. O sistema de excitação sem escovas. e torna-se particularmente atraente sob o aspecto econômico para geradores com rotação nominal acima de 200 rpm. A corrente retificada alimenta o enrolamento de campo do gerador principal através de escovas e anéis coletores. Sistemas de Excitação Os sistemas de excitação mais comuns atualmente são: o de excitação rotativa. cujo secundário alimenta um conversor tiristorizado que retifica a corrente alternada.

desde vazio a plena carga. para os casos em que o magnetismo residual da máquina não é suficiente para o auto escorvamento.G Figura 6 Durante a partida da máquina. torna-se necessária a utilização de uma fonte externa para a excitação inicial. a) Em Regime Permanente O sistema de excitação deve ser capaz de manter a tensão nos terminais do gerador dentro de ± 0. A definição dos parâmetros do sistema de excitação deve ser feita considerando as condições sob as quais o mesmo irá operar. O sistema de excitação deve possibilitar o ajuste da tensão para valores compreendidos entre ± 10% da tensão nominal. para esta finalidade. o sistema de excitação deve ser capaz de manter a tensão de excitação em 20% do valor de teto. Para efeito de estimativa da capacidade requerida da bateria para excitação inicial. o sistema auxiliar de corrente contínua da usina e. quando a tensão . b) Em Regime Transitório Para um curto circuito no lado de alta tensão do transformador. com variação de freqüência de ± 5%. as especificações mínimas de desempenho relacionadas a seguir devem ser atendidas. Para operação em sistema interligado deverá ser analisada a estabilidade da máquina perante o sistema nos regimes permanente e transitório. utiliza-se. utiliza-se uma fonte retificada incorporada no equipamento de excitação. para as máquinas maiores. Como regra geral. quando o tamanho requerido para a bateria tornar-se exageradamente grande e houver disponível uma fonte externa de alimentação em corrente alternada.5% do valor ajustado em toda a faixa de operação. Para as máquinas de menor porte. pode– se adotar como máximo um valor de corrente igual a 60% da corrente nominal de excitação em vazio durante um tempo de 10 segundos.

a utilização de transformadores com sistema de ventilação forçada começa a se tornar uma alternativa atraente. acessórios desejados. podem ser usados os dados de dimensões e pesos indicados nas Figuras 1 e 2 e Tabelas a seguir. Devem ser especificadas as seguintes características principais: • • • • • • • • • • • • potência nominal.terminal do gerador for 20% do valor nominal. freqüência nominal. impedância de curto-circuito. método de resfriamento. Norma aplicável: NBR 5356. Recomenda-se que. Para potências nominais acima de 5 MVA. Nos casos em que a PCH estiver interligada ao sistema elétrico através de duas linhas. . o que possibilita obter uma redução nos custos de aquisição e instalação dos cabos e menores perdas. TRANSFORMADORES ELEVADORES O transformador elevador deverá ter potência nominal igual ou superior à potência máxima do gerador. os geradores não deverão perder o sincronismo quando da abertura de uma delas. Recomenda-se procurar especificar um valor de potência padronizado. tensão nominal do enrolamento primário. tensão suportável nominal de impulso atmosférico para os enrolamentos primário e secundário. Recomenda-se a instalação dos transformadores elevadores o mais próximo possível da casa de força. devido à importância do transformador elevador para a usina. designação da ligação dos enrolamentos. deslocamento angular. condições especiais. o que possibilita um prazo de entrega mais rápido. Para efeitos de uma estimativa preliminar de instalação dos transformadores. de modo a utilizar um comprimento mínimo de cabos de interligação. tensão nominal do enrolamento secundário. os mesmos sejam especificados para os valores superiores de tensão suportável nominal de impulso atmosférico constantes da Norma ABNT NBR 5356. menor custo de aquisição e mais facilidade de eventual reposição. correspondentes a transformadores trifásicos de dois fabricantes distintos.

Transformador Trifásico (Dimensões Preliminares – ver Tabela 1) 4 5 6 2 1 3 f a 50 7 g 8 H b h 9 10 11 N 1 o ACESSÓRIOS Bucha Bucha Ganchos para suspensão do Válvula de segurança Indicador de nível de óleo com Válvula de separação Dispositivo de manobra do Radiadores removíveis Secador de ar com silica-gel Placa de identificação e diagramas Termômetro para temperatura do Caixa com terminais para Sapata para macaco Rodas orientáveis Válvula para filtro prensa superior Terminal para terra (2) Tampa de inspeção Válvula para drenagem com 12 13 2 Bitola mxm 14 18 16 3 4 5 contato 6 transformador 15 17 l H1 H2 H3 7 8 9 L comutador sem carga 19 10 11 20 X0 X1 X2 X3 l óleo com contatos 12 13 14 equipamento de proteção 21 C1 C C2 15 16 17 18 amostra 19 20 adaptador para filtro prensa e retirada de Conservador de óleo Tampa de inspeção para o n 5 e o entrada de óleo 21 Relé de gás com contatos de alarme e desligamento (Vista frontal e de topo do transformador trifásico) Figura 1 .

5 3150 2250 2400 1800 600 1125 1525 1625 1200 2250 1800 4100 3130 870 1150 5150 1600 2050 1800 4470 Cotas em mm Pesos em kg Dimensões p / transp. kV 34.5 2800 2150 2250 1700 550 1075 1250 1550 1200 2250 1700 4000 2810 750 940 4500 1600 1900 1700 3550 Cotas em mm Pesos em kg Dimensões p / transp.5 3.8 2 2. Comprim (mm).X2 .X1 .H3 X0 . Óleo Total Largura (mm).5 ± 2 x 2.5% 13.5% 13.Tabela 1 BUCHAS H1 .H2 .8 2 2. Peso c/ óleo (Kg) HZ 60 1. Óleo Total Largura (mm).5 3700 3800 2800 3000 3050 3350 2200 2500 850 850 1400 1500 1700 1700 2000 2100 1435 1435 2450 2750 2200 2500 4700 5300 6950 8800 2110 2800 2090 2600 11150 14200 1600 1600 2400 2500 2200 2500 9170 11550 BUCHAS H1 . kV 25 ± 2 x 2.5 3700 3800 2800 3000 3050 3350 2200 2500 850 850 1400 1500 1700 1700 2000 2100 1435 1435 2450 2750 2200 2500 4700 5300 6980 8880 2170 2870 2350 2850 11500 14600 1600 1600 2400 2500 2200 2500 9930 12420 .X3 MVA C L H h f l C1 C2 m a b g Parte Ativa Tanque c/ aces.X3 MVA C L H h f l C1 C2 m a b g Parte Ativa Tanque c/ aces. Altura (mm).5 3.H3 X0 . Comprim (mm).75 2600 2900 3400 2150 2450 2750 2550 2600 2850 1900 1950 2100 650 650 750 1075 1225 1375 1300 1450 1700 1300 1450 1700 1200 1200 1200 2350 2500 2250 1900 1950 2100 4300 4500 4400 3370 3950 5750 930 1130 1740 1100 1270 1660 5400 6350 9150 1600 1600 1600 1950 2000 2200 1850 1950 2100 4270 5030 7550 LIGAÇÃO Δ YN 5 7.X2 .H2 .X1 . Peso c/ óleo (Kg) HZ 60 1. Altura (mm).75 3000 3000 3400 2250 2550 2750 2500 2600 2850 1900 1950 2100 600 650 750 1125 1275 1375 1500 1550 1700 1500 1450 1700 1200 1200 1200 2250 2350 2250 1900 1950 2100 4200 4350 4400 3560 4050 5780 1010 1270 1830 1280 1480 1890 5850 6800 9500 1600 1600 1600 2050 2050 2200 1900 1950 2100 5040 5840 8230 LIGAÇÃO Δ YN 5 7.

H2 .X1 .H2 .5% 13.5 10 15 20 3800 4350 4300 5100 5100 3200 3300 3500 3800 3800 3550 3650 3950 4250 4450 2400 2500 2800 3100 3300 1150 1150 1150 1150 1150 1600 1650 1750 1900 1900 2000 2000 2000 2400 2400 1800 2350 2300 2700 2700 1435 1435 1435 1435 1435 3150 3500 3850 3850 4050 2400 2500 2800 3100 3300 5600 6050 6700 7000 7400 7120 9400 11750 14000 18100 2880 3600 4450 5800 6100 3400 4100 5200 5700 6800 13400 17100 21400 25500 31000 1600 1600 1600 1600 1600 2650 2900 2950 3200 3200 2400 2500 2800 3100 3300 11580 14600 18400 21300 26000 2 3100 2900 3300 2150 1150 1450 1900 1200 1200 2700 2150 4900 4130 1320 2100 7550 1600 2400 2150 6550 2.X1 .Tabela 1 (continuação) BUCHAS H1 . .5 3200 2900 3350 2200 1150 1450 1900 1300 1200 2750 2200 5000 4400 1760 2340 8500 1600 2550 2200 7340 Hz 60 3. em kg Óleo Total Largura (mm).H3 X0 . Peso c/ óleo (Kg) kV Ligação 69 ± 2 x 2.X2 .75 3650 3000 3450 2300 1150 1500 2000 1650 1435 3050 2300 5400 5900 2330 2770 11000 1600 2550 2300 9500 BUCHAS H1 .5 10 4800 4800 3300 3300 3950 4050 2770 2870 1180 1180 1650 1650 2500 2500 2300 2300 3180 3280 2770 2870 6000 6200 10050 12150 4150 5150 5000 5900 19200 23200 1700 1800 3200 3300 2500 2600 16200 19700 15 5450 3900 4400 3220 1180 1950 2600 2850 3730 3220 7000 15750 5750 7200 28700 1850 3450 2950 24500 LIGAÇÃO Δ YN 20 5500 4000 4500 3320 1180 2000 2600 2900 3830 3320 7200 18600 6800 8100 33500 1900 3500 3050 31000 . Altura (mm).8 YN 5 7.X2 . p / transp. Dimensões Comprim (mm). kV 88 ± 2 x 2. Altura (mm).H3 X0 . Óleo Total Largura (mm). Peso c/ óleo (Kg) HZ 60 2 4700 3300 3550 2400 1150 1650 2400 2300 2950 2400 5400 7600 3400 4300 15300 1700 3100 2400 13300 Cotas em mm Pesos em kg Dimensões p / transp.X3 MVA C L H h F l C1 C2 a b g Parte Ativa Tanque c/ aces.8 7.5% Δ 13. Comprim (mm).X3 MVA C L H Cotas h f em l C1 mm C2 m a b g Parte Ativa Pesos Tanque c/ aces.

H3 X0 .Tabela 1 (continuação) BUCHAS H1 . Altura (mm).5 10 15 6000 6200 6400 3600 3800 4000 5100 5150 5300 3120 3170 3320 1980 1980 1980 1800 1900 2000 3400 3550 3600 2600 2650 2800 3400 3650 3850 3100 3150 3300 6500 6850 7200 10500 14400 18500 6500 6900 7600 7500 9200 10900 24500 30500 37000 1800 1900 1900 3800 3900 4100 3150 3200 3350 20000 26000 33000 LIGAÇÃO Δ YN 20 6600 4100 5500 3520 1980 2050 3600 3000 4050 3500 7600 22100 8300 11800 42200 1950 4100 3350 37500 HZ 60 5 5850 3500 4900 2920 1980 1750 3400 2450 3250 2900 6200 9600 4800 6900 21300 1800 3700 2950 18500 Cotas em mm Pesos em kg Dimensões p / transp. Óleo Total Largura mm. Peso c/ óleo (Kg) kV 138 ± 2 x 2.X2 .5% 13. .8 7.X1 .H2 . .X3 MVA C L H h f l C1 C2 a b g Parte Ativa Tanque c/ aces. Comprim (mm).

16 .900 3.Z Y X (Vista frontal.500 13.900 2.000 7.200 4.000 DIMENSÕES EM MM Y Z 5.000 10.000 36.700 2.8 ± 2x2.000 58.000 18.800 3.150 4.750 2. lateral e de topo de transformador .800 4.600 2.600 3.500 1.400 3.500 5.100 3.100 3.600 2.000 11.350 3.500 22.500 2.100 4.800 4.300 5.000 16.000 2.000 3.500 4.500 1.600 27.900 3.300 11.500 5.500 2.300 5.800 3.100 22.600 3.350 3.500 10.800 2.800 2.900 4. .300 2.100 4.600 6.550 3.500 13.700 14.000 15.000 3.000 10.400 4.600 4.000 2.500 11.5) Figura 7.500 5.000 3.000 34.300 11.600 5.3.500 5.650 2.500 4.500 5.000 20.100 3.5 ± 2x2.400 9.500 3.300 16.400 6.000 42.400 3.300 3.200 7.200 3.5% 13.600 4.500 4.150 2.250 8.400 9.000 3.800 2.700 3.300 2.5% POTÊNCIA kVA 30.200 7.600 5.500 13.000 7.000 7.500 2.900 2.000 15.400 5.000 17.300 2.000 21.900 3.800 2.700 4.650 2.Dimensões preliminares na tabela 7.5% 4.000 48.500 3.500 69 ± 2x2.800 2.500 14.750 2.600 2.000 5.000 7.000 41.000 52.500 3.5% 13.300 3.300 2.500 4.8 34.200 6.000 6.500 3. ( kg) 62.800 5.300 6.750 2.200 3.300 3.800 4.150 Óleo ( I ) (I) 25.000 21.100 5.000 25.700 3.700 5.000 17.900 3.150 2.10 Tabela 2 TENSÃO kVA 138 ± 2x2.600 3.000 3.500 20.500 1.300 5.3.700 2.000 10.500 1.000 23.500 5.500 Peso tot.600 2.400 5.000 3.600 6.750 2.8 X 5.000 6.100 3.500 5.600 3.8 13.500 14.200 4.

que devem ser analisados caso a caso. A atuação da proteção anti-incêndio através do relé diferencial do gerador ou de falta para terra no estator deve ser avaliada levando em conta o inconveniente de uma descarga de CO2 no caso de uma operação indevida dos referidos relés. quase que exclusivamente. Um fator importante a ser analisado na definição do grau de proteção desejado é a forma como a usina será operada. de modo a atender aos requisitos de medição e proteção simultaneamente. se assistida por operadores ou automaticamente. Os defeitos de origem mecânica. função 86E. No caso de usinas automáticas ou semi-automáticas a inexistência de operadores torna necessário prover desligamento para a maioria das condições anormais de operação que impliquem em risco para a integridade da máquina.SISTEMA DE PROTEÇÃO A escolha de um sistema de proteção para os equipamentos elétricos constituintes de uma PCH envolve aspectos operacionais. em particular os relacionados com aquecimento de mancais devem atuar sobre um relé eletromecânico de bloqueio. Recomendações para proteção de unidades geradoras são geralmente encontradas em publicações editadas por fabricantes de relés. Nas usinas assistidas por operadores. de modo a garantir a parada da máquina sem necessidade do sistema de controle digital. como no caso de sobrecarga. exceto para os casos de medição para faturamento. econômicos. sobre os disjuntores ou dispositivos de parada. . os defeitos de origem elétrica devem atuar sobre um relé auxiliar eletromecânico de bloqueio. através de seus contatos de saída. encontram-se disponíveis. não permitindo que a máquina seja reposta em operação antes de ter sido inspecionada. Este relé deve efetuar a parada total da máquina após a retirada automática de carga da unidade de modo a evitar a ocorrência de sobrevelocidade após abertura do disjuntor com maior sobrecarga para os mancais. função 86M. Nesses casos. O sistema de proteção deve constituir um sistema independente do sistema de controle digital e as proteções devem atuar diretamente. de segurança física e pessoal. algumas condições anormais de operação podem apenas acionar um alarme. eventualmente. Estas recomendações podem ser utilizadas como um ponto de partida para a definição do esquema de proteção desejado. Atualmente. devem-se especificar os transformadores de corrente para assegurar ± 1% a 1In e ± 10% a 20In. mesmo que a longo prazo. conforme a Norma IEC 185. Para máquinas com sistema de proteção anti-incêndio por meio de CO2 os detectores de fumaça ou termovelocimétricos devem atuar simultaneamente nos relés de bloqueio 86E e de descarga de CO2. permitindo que o operador decida se conserva a máquina em operação ou não. Este relé deve efetuar a parada total da máquina com abertura imediata dos disjuntores geral e de campo. De um modo geral. Os relés digitais incorporam funções de medição que. podem dispensar a utilização de um sistema dedicado apenas à medição. relés de proteção com tecnologia digital.

direcional ou subtensão. Para a proteção de geradores existem disponíveis relés multifunção. para máquinas de pequeno e grande porte. Alguns relés digitais permitem o controle de abertura e fechamento de disjuntor. principalmente quando ocorre falha nas proteções de outros equipamentos. fica evidente que a utilização de transformadores de corrente com secundário para 1A conduz a transformadores de corrente com menor potência. A proteção para esta condição pode ser realizada por meio de relés de sobrecorrente de seqüência negativa. interfaces de entrada e saída com outros equipamentos. A proteção para perda de excitação pode ser desejável nestes casos. • Proteção contra carga desequilibrada (46) A ocorrência de faltas assimétricas externas à máquina. mais baratos. A proteção mais efetiva para falta entre fases é realizada pelos relés diferenciais. Estas correntes induzem correntes de freqüência dupla no rotor do gerador que causam sobreaquecimento e em casos mais severos danos à estrutura do rotor. • Proteção contra motorização (32) . assim como personalização através de alteração na lógica de programação. a maior parcela de carga imposta aos transformadores de corrente é representada pelos cabos de interligação entre os transformadores de corrente e o relé. a máquina passa a operar como um gerador de indução. A seguir estão relacionadas as principais funções disponíveis nos relés de proteção digital para geradores: • Proteção diferencial (87G) Faltas internas no gerador geralmente se desenvolvem como uma falta à terra numa das fases do enrolamento e podem ocasionalmente envolver mais de uma fase. Esta situação pode causar colapso da tensão e tornar instável o sistema ao qual está conectada. girando abaixo da velocidade síncrona e absorvendo reativos do sistema. Para máquinas de médio porte. adota-se como solução a utilização de um relé multifunção básico. • Proteção contra perda de excitação (40) Quando ocorre a perda de excitação. Como o consumo desses relés é extremamente pequeno. pode causar a circulação de correntes de seqüência negativa no estator da máquina.Os relés digitais possibilitam a utilização de transformadores de corrente com secundário de 5A ou 1A. A utilização destes relés somente é possível quando os terminais de neutro de cada uma das fases forem acessíveis para a instalação dos transformadores de corrente. Sendo a carga imposta pelos cabos diretamente proporcional ao quadrado da corrente. como as que ocorrem nas PCH. complementado por relés individuais para funções adicionais. possibilitando a implementação de comandos externos e intertravamentos para subestações simples. Os relés para perda de excitação costumam utilizar unidades de impedância (tipo off-set mho).

Para aterramento de alta resistência com resistor no neutro ou aterramento de alta impedância com transformador de distribuição a proteção é feita por relé de sobretensão (59GN). o baixo fluxo de água na turbina pode ocasionar cavitação e conseqüentes danos. A aceleração depende da inércia do gerador. Nestas ocasiões. Se a proteção primária é feita por relés de sobrecorrente a proteção de retaguarda deve ser feita por relés de sobrecorrente com restrição de tensão (51V). • Proteção contra sobretensão (59) m gerador de pequena potência em relação ao sistema ao qual está interligado pode ficar sujeito às sobretensões oriundas do sistema devido à incapacidade do regulador de tensão em modificar a tensão do sistema. Se a proteção primária é feita por relés de distância a proteção de retaguarda deve ser feita por relés de distância (21). da carga perdida e da dinâmica do regulador de velocidade. quando há bloqueio da tomada d’água do gerador. 2. As Figuras 1. • Proteção de retaguarda para faltas externas (21) ou (51V) Proteção de retaguarda para falhas externas opera de forma seletiva no caso de não operação do relé de proteção primária. A proteção sob estas condições é dada para o primeiro caso por um relé de sobretensão temporizado com ajuste acima de 105% da tensão nominal e para o segundo caso por um relé de sobretensão instantâneo com ajuste acima da máxima sobretensão limitada pelo regulador de tensão. . A proteção de retaguarda deve possuir princípio de operação semelhante ao do relé primário. apresentam configurações mínimas recomendáveis para usinas não assistidas. A utilização de proteção contra motorização é dada por meio de relé de reversão de potência e recomendável no caso de usinas não atendidas. • Proteção contra falta para terra no estator (51GN) ou (59GN) proteção contra faltas para terra no estator está diretamente relacionada com o método de aterramento do neutro adotado. e 3. • Proteção contra sobrevelocidade (12) Os geradores estão sujeitos a aceleração na ocorrência de rejeição de carga.tentativa de funcionar como motor pode ocorrer. por exemplo. Sobretensões também podem ocorrer durante uma rejeição de carga devido a uma falha do regulador de tensão. Para aterramento de baixa resistência com resistor no neutro a proteção é feita por relé de sobrecorrente (51GN). A proteção contra sobrevelocidade é dada por relés de velocidade normalmente associados ao regulador de velocidade e por uma chave centrífuga incorporada ao eixo do gerador. • Proteção contra sobrecarga (49) A proteção contra sobrecarga pode ser realizada por meio de relés que estimam o comportamento térmico do gerador pela medição da corrente de carga (imagem térmica) ou por meio de detectores resistivos de temperatura embutidos nos pontos críticos do gerador.

TP A V W Hz TP 32 49 51 GN 51 V TEX TC G EXC TC TC RA SISTEMA DE PROTEÇÃO .CONFIGURAÇÕES MÍNIMAS RECOMENDÁVEIS PARA USINAS NÃO ASSISTIDAS GERADOR ATÉ 2 MVA Figura 1 .

TC TC 51 51 N TP A V W Hz TP 32 51V 40 59 GN 46 81 49 87 TC TEX G EXC TC TP RA SISTEMA DE PROTEÇÃO .CONFIGURAÇÕES MÍNIMAS RECOMENDÁVEIS PARA USINAS NÃO ASSISTIDAS GERADOR ATÉ 10 MVA Figura 2 .

TC TC e TP A 21 46 50 BF 24 V 27 W 32 Hz TP 38 40 81 87 TC TC 87T TEX 50 BFN 59 GN 60 G e v TC TC SISTEMA DE PROTEÇÃO .CONFIGURAÇÕES MÍNIMAS RECOMENDÁVEIS PARA USINAS NÃO ASSISTIDAS GERADOR ACIMA DE 10 MVA Figura 3 .

• Subsistema de controle da casa de força e subestação Esta divisão é importante. No atual contexto tecnológico e econômico. a semi-automação ou automação das instalações das usinas apresenta as seguintes vantagens: • Redução dos custos operacionais • Ganhos de qualidade sobre o processo • Melhor utilização do pessoal • Maior agilidade operativa • Melhor utilização dos recursos disponíveis • Melhor produtividade No caso específico das pequenas centrais hidroelétricas. as máquinas são desligadas automaticamente. A automação ou semi-automação de uma PCH normalmente envolve dois subsistemas. para soluções técnicas adequadas. as iniciativas nesta área apontam. ativada por condições que coloquem em risco a integridade da máquina e a parada automática que é ativada por condições operacionais que . já que o controle do reservatório envolve questões de segurança operativa da usina e de pessoas e propriedades a jusante. os investimentos recomendados no processo de automação ou semi-automação são balizados pelos custos operacionais destas instalações (basicamente mão de obra) e pelo custo da energia comercializada. Basicamente devem ser analisadas e comparadas duas possibilidades: a operação convencional. a tomada de carga prefixada pode ser realizada automaticamente pelo sistema de controle. porém com custos reduzidos. É possível a otimização da geração por meio da medida do nível do reservatório na câmara de carga. Na semi-automação. Assim. a saber: • Subsistema de controle da barragem ou reservatório. Se o nível do reservatório atingir o mínimo operacional. São geralmente definidos dois procedimentos para a parada das unidades geradoras: parada de emergência. geralmente as transições de estado até a sincronização da máquina na rede são realizadas pelo operador da usina. é necessária a presença do operador para a reposição da máquina no sistema. Se a máquina é desligada do sistema. Após a sincronização. por meio de operadores ou a automação ou semi-automação da usina. quase sempre. chaveando pontos de operação predefinidos das máquinas.SISTEMA DE SUPERVISÃO E CONTROLE A definição do sistema de supervisão e controle de uma PCH é essencialmente uma decisão econômica.

facilitando a substituição de componentes defeituosos. cujo objetivo é manter o nível do reservatório na faixa normal ou de equilíbrio. Na automação. sensivelmente menor. envolvendo soluções complexas e equipamentos de custo relativamente elevado. Além disto. Alguns aspectos que possibilitam uma solução tecnicamente adequada com custo reduzido são listados a seguir. • Utilização de relés de proteção multifunção com recursos de medição e intertravamento para a subestação. A parada automática permite a retirada de operação da unidade geradora de forma suave. afluente e turbinada além de programar a geração das máquinas e o vertimento pelas comportas da barragem. devido à utilização de rotinas de autocontrole e diagnóstico. em sistemas totalmente automáticos. A usina desassistida pode ser totalmente supervisionada e controlada remotamente. Até recentemente. Geralmente o sistema de controle do reservatório realiza a supervisão do nível do reservatório. independente da presença de operadores. Em situações em que o nível do reservatório atinja limites de atenção. o sistema de controle do reservatório pode acionar as comportas no sentido de reverter a cota para a faixa de operação normal. alerta ou emergência. de forma a atender às restrições impostas pelos equipamentos (geração mínima por máquina) ou pela legislação (vazão sanitária). A solução para o automatismo de uma PCH deve ser orientada no sentido da simplicidade. A rápida evolução na área dos microprocessadores tornou disponíveis equipamentos de baixo custo com desempenho adequado para automação de pequenas centrais. o controle do reservatório é simplificado (realizado por sensor de nível). • Utilização de relés de proteção multifunção com recursos de medição para os geradores. com os automatismos com lógica convencional a relés. os sistemas de automação com utilização das modernas tecnologias de comando digital encontravam aplicação apenas para as usinas de grande porte. é possível a realização da otimização da geração considerando as vazões afluentes. . atendendo apenas às questões de segurança. compatível com o porte do empreendimento. Normalmente. ou possuir um mínimo essencial de supervisão remota e controle local. inicialmente reduzindo a carga da máquina. controlando o mesmo através do aumento ou diminuição da geração das máquinas. A comparação econômica entre um sistema convencional e um sistema digital não deve ser feita apenas considerando-se os custos de aquisição inicial do equipamento. as vazões vertida. Esta otimização pode ser feita pelo sistema de controle do reservatório. Esta realidade se reflete no fato dos grandes fabricantes estarem lançando sistemas de controle digital com características compatíveis com o porte das pequenas centrais a preço competitivo.permitam a parada sem rejeição de carga. evitando golpes de aríete causados pelo fechamento brusco dos equipamentos hidráulicos. tanto a parada quanto a partida e sincronização das máquinas são realizadas automaticamente pelo sistema de controle. As vantagens dos sistemas digitais começam a ficar mais evidentes quando são levados em consideração a sua baixa taxa de defeitos e o tempo necessário para reparo.

• Parametrização local para os relés de proteção. Utilização de sincronização manual com verificação de sincronismo para o caso de PCH sem telecomando.• Comando local das unidades geradoras dispensando a necessidade de uma Sala de Comando e Estação de Trabalho. • Utilização de Unidades de Aquisição e Controle com lógica de automatismo efetuada através de Controladores Lógicos Programáveis. • Interface Homem-Máquina com tela de cristal líquido e acionamento por toque na tela ou teclado funcional de membrana. .

não diretamente associados com as unidades geradoras. sendo os mais comuns: . operação e parada do grupo turbina– gerador.Sistema de excitação. . .Motores de carregamento de mola ou compressores para disjuntores. sendo as mais comuns: .Bomba de injeção de óleo nos mancais (para as máquinas verticais de maior porte).Ar comprimido de serviço.Comporta de emergência ou válvula borboleta.Drenagem do poço da turbina. . . . . .Carregadores de bateria.SISTEMAS AUXILIARES ELÉTRICOS Serviços Auxiliares .Bombas de drenagem da Casa de Força.Bombas de circulação de óleo dos mancais.Corrente Alternada As cargas normalmente alimentadas pelo Sistema de Serviços Auxiliares da Usina podem ser divididas em três categorias: a) Auxiliares da unidade essenciais para a partida. . Estas cargas variam conforme o tipo de usina e equipamento fornecido.Ar comprimido de regulação.Motores de acionamento de chaves secionadoras. .Comportas de vertedouro. b) Auxiliares gerais.Bomba de água de resfriamento. . .Sistema de ventilação forçada do transformador elevador. .Sistema de frenagem.Sistema de óleo de regulação. . . . . mas que são essenciais para a operação da usina.Regulador de velocidade.

É recomendada a utilização dos seguintes valores de tensão de alimentação: . não existe uma solução típica.Deve ser considerada a utilização de um sistema de transferência automática de fonte de alimentação. deve ser prevista a instalação de um grupo gerador de emergência. .Os quadros de serviços auxiliares devem ser fornecidos com disjuntores providos de disparadores de operação seletiva. .Deve haver possibilidade de alimentação através de qualquer um dos geradores da usina e através de uma fonte externa. compatível com o grau de confiabilidade do sistema. . A tensão de alimentação dos auxiliares em corrente alternada deve ser compatível com o tamanho da usina e a potência das cargas a serem alimentadas. certos princípios que devem ser seguidos para que se obtenha uma solução adequada.Oficina Eletromecânica.Sistema de ventilação da Casa de Força. deve haver uma duplicação de alimentação.Aquecimento de painéis.Pórtico rolante ou monovia. ou por questões de segurança.Equipamento de comunicação. de fácil operação. sendo os mais comuns: . devendo cada caso ser analisado separadamente. Nos casos em que não se dispõe de uma fonte externa. de fácil aquisição no mercado. sem necessidade de encomenda especial no caso de reposição. . . c) Auxiliares não essenciais à operação da usina. Para a definição da configuração do sistema de auxiliares em corrente alternada.Recomenda-se que o sistema possua uma configuração radial. . . Deve ser considerada também a utilização de motores com tensão nominal padronizada. entretanto. de modo a que o defeito em um circuito não interfira com a operação dos demais. . de modo a evitar erros operacionais.. . necessária à operação da usina sob os aspectos de continuidade de serviço e segurança pessoal e das instalações.Máquina limpa-grade.Para os sistemas mecânicos que requeiram duplicação de equipamento. a usina opera isolada do sistema e necessita de alimentação em corrente alternada para a partida de uma unidade.Ponte rolante. . . .Sistema de esgotamento.Iluminação e tomadas. Existem.

. Para o dimensionamento adequado da bateria. não ultrapassar os valores de queda de tensão admissível para continuidade de operação dos motores durante uma transferência automática e atender às condições de ponta de carga sem redução da vida útil. sistema trifásico a quatro fios com neutro solidamente aterrado. O tipo de bateria mais utilizado em virtude de suas características e desempenho é o tipo chumbo – ácido com placas positivas tubulares.. praticamente todos os equipamentos que requerem alimentação em corrente contínua estão disponíveis para alimentação nesta tensão. A tensão nominal de 125 V tem demonstrado ser a mais adequada para este tipo de aplicação. devem ser utilizados transformadores de boa procedência. deverão ser do tipo seco. se for possível. é de execução difícil. com isolamento sólido. Quando se julgar necessário uma maior confiabilidade deve-se adotar um sistema com duas baterias e dois retificadores. deve ser adotado o método de conversão do ciclo de carga real para o ciclo de carga equivalente. não possuem características adequadas que possibilitem ajustes para uma operação seletiva da proteção entre disjuntores. Serviços Auxiliares . Os transformadores para serviços auxiliares devem ser dimensionados para atender ao ciclo de carga mais desfavorável. Para o dimensionamento. Embora a utilização de um sistema isolado de terra permita a continuidade de operação para defeitos para terra envolvendo apenas um dos pólos. nas diversas condições de operação. O dimensionamento deve ser feito seguindo a metodologia proposta na Norma ANSI/IEEE Std 485. estabelecido pela Norma NBR 5416. recomenda-se que os circuitos de corrente contínua sejam protegidos por fusíveis do tipo Diazed ou NH. Se os transformadores para serviços auxiliares forem instalados dentro da casa de força. a probabilidade de ocorrência de um curto circuito sempre está presente. combinado com a seleção criteriosa de equipamentos de boa qualidade e a simplicidade inerente aos sistemas de controle das pequenas centrais. Neste caso. o que possibilita a utilização de apenas um nível de tensão de corrente contínua na usina. Os disjuntores para aplicação em corrente contínua disponíveis atualmente.380/220 Vca 60 Hz.Corrente Contínua O elevado grau de continuidade dos sistemas de corrente contínua não aterrados. pois seu reparo. Atualmente. para usinas maiores que requeiram transformador para serviços auxiliares com potência nominal ≥ 500 kVA. A operação seletiva dos dispositivos de proteção é fundamental para a operação do sistema de corrente contínua. no mercado. para as usinas menores. . deve ser elaborado um ciclo de descarga que atenda às condições mais desfavoráveis de operação durante uma falta de alimentação de corrente alternada para o retificador. sistema trifásico a quatro fios com neutro solidamente aterrado.220/127 Vca 60 Hz. conduzem a um sistema de corrente contínua constituído por uma única bateria operando em paralelo com uma unidade retificadora. Devido a este fato.

estão relacionados os principais equipamentos que compõem uma subestação.Tensão nominal . As subestações para instalação ao tempo podem ser do tipo Conjunto de Manobra e Controle Blindado ou convencional. Quando a subestação estiver interligada a um sistema elétrico existente. A seguir. a utilização de relés de sobrecorrente com características de tempo inverso associados a relés de sobrecorrente instantâneos é uma solução economicamente interessante.SUBESTAÇÃO As subestações para pequenas centrais hidrelétricas podem ser instaladas dentro da casa de força ou ao tempo. conforme definido pela Norma ABNT NBR 6979.Tipo de acionamento . Deve-se dar preferência à subestação do tipo Conjunto de Manobra e Controle Blindado.Meio isolante e para interrupção do arco . Recomenda-se que as subestações para instalação abrigada na casa de força sejam do tipo Conjunto de Manobra e Controle Blindado. bem como as normas que devem ser seguidas no seu projeto e fabricação. com as características mínimas que devem ser especificadas. • Disjuntores .Para uso interior ou ao tempo . Para a proteção das linhas são utilizados basicamente dois tipos de sistema de proteção: proteção por relés de sobrecorrente e proteção de relés de distância. Os equipamentos componentes da subestação devem ser dimensionados para operar sob as condições mais adversas a que estiverem expostos. que proporciona melhores condições de segurança pessoal contra riscos de acidentes e maior rapidez na fase de instalação do equipamento na usina. considerando as futuras expansões previstas.Número de pólos .Tensão suportável nominal de impulso atmosférico . sempre que possível. os equipamentos deverão ser adequados para os níveis de curto circuito no sistema. deve ser utilizado um sistema de proteção compatível com o sistema existente no ponto de interligação. Quando a usina opera interligada a um sistema elétrico. Quando a usina opera em sistema isolado.

Corrente de interrupção simétrica nominal .Seqüência nominal de operações .Tensão nominal .Duração nominal da corrente de curto–circuito desejada (quando diferente do valor normalizado) .Tensão suportável nominal de impulso atmosférico .Freqüência nominal .Tipo construtivo ( se houver preferência ) .Corrente nominal .Corrente suportável nominal de curta duração .Corrente nominal .Tipo de acionamento .Para uso interior ou ao tempo .Norma aplicável: NBR 7118 • Secionadores .Freqüência nominal .Tensão nominal dos dispositivos de comando .Número de pólos .Tensão máxima de operação contínua .Valor de crista nominal da corrente suportável .Duração da corrente suportável de curta duração ..Porcentagem da componente de corrente contínua .Tensão nominal .Norma aplicável: NBR 6935 • Pára-raios .Tensão suportável nominal à freqüência industrial durante 1 min .Tensão suportável nominal à freqüência industrial durante 1 min .

Valor de crista nominal da corrente suportável .Capacidade de sobretensão temporária para 1 s e 10 s (só para ZnO) .Carga nominal .Corrente suportável nominal de curta duração .Número de núcleos para medição e proteção .Tensão máxima de descarga por surto atmosférico com onda de corrente de 8/20 ms.Norma aplicável: NBR 6856 • Transformador de Corrente .Tipo construtivo (SiC ou ZnO) .Capacidade de alívio de pressão . 10 e 20 kA) valor de pico . IEC 99-4 (ZnO) • Transformador de Potencial Indutivo .Tipo de isolamento (seco ou óleo) .Classe de exatidão .Corrente nominal de descarga .Tensão máxima de operação .Tensão nominal primária e relação nominal .Fator térmico nominal .(5.Norma aplicável: NBR 5287 (SiC).Freqüência nominal ..Tensão suportável nominal de impulso atmosférico .Tensão suportável nominal à freqüência industrial durante 1 min .Tipo de aterramento do sistema .Para uso interior ou ao tempo .Capacidade de absorção de energia .Tipo de isolamento (seco ou óleo) .Corrente nominal primária e relação nominal .

Carga simultânea para TP de dois ou mais secundários .Tensão suportável nominal de impulso atmosférico . .Norma aplicável: NBR 6855.Carga nominal .Freqüência nominal .Potência térmica nominal .Classe de exatidão .Tensão suportável nominal à freqüência industrial durante 1 min .Para uso interior ou ao tempo .Tensão máxima de operação ..Grupo de ligação ou fator de sobretensão nominal e tipo de aterramento do sistema .

deve-se adotar a metodologia proposta no item 10. A seção nominal do cabo deve ser escolhida utilizando-se as tabelas e fatores de correção dos fabricantes. continuamente. os cabos de força de média tensão devem ser instalados no nível superior. recomenda-se a utilização de cabos em paralelo. Para o caso de cabos instalados em canaletas. Quando o dimensionamento conduzir à utilização de seções nominais elevadas. Nas instalações em suportes metálicos para cabos (bandejas) com várias camadas verticais. queda de tensão e curto – circuito. Os cabos de força de média tensão devem ser instalados em condutos separados dos cabos de força e controle de baixa tensão. deve ser feita uma avaliação econômica. pode ser feita por meio de barramento ou cabos isolados. recomendando-se neste caso a utilização das isolações termofixas do tipo polietileno reticulado ou borracha etileno-propileno. Após o dimensionamento do cabo pelos critérios de corrente nominal. conforme a importância da usina. mas envolve certos cuidados nas fases de seleção.INTERLIGAÇÃO GERADOR – TRANSFORMADOR A interligação entre o gerador e o transformador. Devem ser usados. Nestes casos. A capacidade de condução de corrente do cabo deve ser adequada para conduzir a corrente correspondente ao valor de potência nominal máxima do gerador. Devem ser rigorosamente seguidos os valores de curvatura admissível e tensão máxima de puxamento dos cabos recomendados pelo fabricante. a seção nominal do cabo deve ser definida pela condição mais desfavorável. dimensionamento e projeto de instalação dos cabos. normalmente instalado fora da Casa de Força. Quando forem necessários mais de quatro cabos em paralelo. A tensão de isolamento do cabo deve ser especificada seguindo-se as recomendações da Norma ABNT NBR 6251. o valor do custo da energia e a taxa de juros adotada. A solução com cabos é sempre mais atraente sob o ponto de vista econômico. deve-se optar pela utilização de um barramento. mais adequadas ao tipo de instalação. considerando o custo de aquisição dos cabos e as perdas capitalizadas ao longo da vida útil do cabo e levando em conta as condições de operação das unidades geradoras. pré-fabricado do tipo blindado. as soluções adotadas para usina não costumam constar nos catálogos de fabricantes. . no máximo. de fases segregadas ou não segregadas. Quando mais de um tipo de instalação é adotado ao longo do percurso do cabo. quatro cabos em paralelo. com características isolantes superiores. Devem ser utilizados cabos isolados de cobre. A solução com barramento deve ser orientada na utilização de barramento padronizado.9 da NBR 11301.

manter os potenciais de toque e de passo dentro de valores toleráveis.impedância dos condutores e cabos pára-raios e resistência de pé-de-torre das linhas de transmissão de alta tensão. . . os seguintes dados básicos deverão ser levantados no início do projeto: .proporcionar um caminho de escoamento para terra adequado aos dispositivos de proteção contra descargas atmosféricas.ATERRAMENTO Deve ser previsto um sistema de aterramento de todas as instalações da usina e respectiva subestação para a segurança do pessoal e dos equipamentos. . . .assegurar um retorno para terra para os geradores e transformadores ligados em estrela com neutro aterrado. Para o dimensionamento adequado do sistema de aterramento. de modo a permitir uma rápida e consistente operação das proteções. O sistema de aterramento deve ser concebido seguindo-se as recomendações das Normas ANSI / IEEE Std 80 e ANSI / IEEE Std 665. atendendo aos seguintes requisitos: . .resistividade do solo e da água do rio no local do empreendimento.assegurar um trajeto de baixa resistência às correntes de curto-circuito à terra.corrente máxima de defeito à terra na barra de alta-tensão da usina e/ou da subestação da usina. considerando-se a expansão futura do sistema.

com a finalidade de controlar os potenciais de terra na subestação. o orçamento da subestação associada a usina e da linha de transmissão deverá ser feito e incluído no orçamento total do empreendimento. seja pelo baixo nível de tensão. Para efeito dos estudos preliminares. Caso se aplique. como custo da conexão. Recomenda-se que. sejam utilizados cabos pára–raios. até alguns poucos quilômetros da subestação. No ítem “MODELO DE ORÇAMENTO COMPACTO PARA SE E LT”. Para a linha de transmissão. apresenta-se um modelo de orçamento compacto para subestação e linha de transmissão. O dimensionamento otimizado da linha e o seu projeto mecânico devem ficar a cargo de consultor especializado no assunto. com base nos valores de potência a transmitir e comprimento da linha. do tipo CAA. mesmo que seja desnecessária a utilização de cabo pára–raios na linha de transmissão. seja pelo baixo nível isoceráunico. A tensão de transmissão deverá ser definida através de um estudo de alternativas para interligação entre a usina e o ponto de interligação com o sistema que resulte na solução economicamente mais interessante. . devem ser definidas a tensão de transmissão e a seção nominal dos condutores.LINHA DE TRANSMISSÃO A interligação da usina com o consumidor ou com um sistema elétrico existente é feita através da linha de transmissão. a seção nominal dos condutores pode ser determinada utilizando os parâmetros elétricos da linha para a configuração escolhida.

contra a elevação de potencial de terra sob as condições de curto–circuito e descargas atmosféricas que ocorrem na linha de transmissão. devendo ser analisada a sua viabilidade. proteção de linha. telecomandada ou apenas telesupervisionada. Em alguns casos. para alarme remoto através de discagem automática.SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES A definição do sistema de telecomunicações deve ser feita considerando-se as necessidades em função do modo de operação da usina. Quando a usina for interligada a um sistema elétrico que já utilize este sistema para proteção de linha na tensão da linha de interligação. assim como a utilização de um sistema de proteção de linha com o mesmo princípio do adotado para a outra extremidade. pode ser uma alternativa interessante. A utilização de uma linha telefônica. sua utilização. requer proteção especial para o equipamento e para as pessoas. torna-se necessária. na área de uma central hidrelétrica. se assistida ou desassistida. constituída por condutores metálicos. UHF ou microondas. Para esta alternativa. devido às condições locais. telecomando e transmissão de dados. pode ser usada uma linha telefônica privada ou alugada uma linha da Companhia Telefônica local. a utilização de rádio na faixa das freqüências de VHF. . O Sistema de Ondas Portadoras sobre as Linhas de Alta Tensão (OPLAT) tem sido muito utilizado para as finalidades de comunicação por voz. A utilização de uma central telefônica digital atende às necessidades de comunicação por voz e funções limitadas de transmissão de dados.

construídas em uma das margens. ou por tubulações. Na segunda fase. deverão ser realizados de forma detalhada para o arranjo final do projeto.PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO E MONTAGEM O estudos de planejamento da construção e montagem. dos muros. Esses estudos deverão considerar: DESVIO DO RIO E SEQÜÊNCIA CONSTRUTIVA Apresentam-se a seguir. após a construção da ensecadeira. Normalmente. na primeira fase. conclui-se a execução da casa de força. com o rio escoando pelas adufas/galerias sob o vertedouro ou sob a barragem. alguns aspectos principais. a diferença básica é que. . após a construção das ensecadeiras de montante e jusante. na primeira fase. visando estabelecer o Cronograma de Implantação do empreendimento. por exemplo.1 Estudos Topográficos Os estudos topográficos abrangem. b) Estudos Básicos b. gerais. de forma resumida. os estudos devem serelaborados detalhadamente. • Sítios em Vales Abertos Na primeira fase. na margem oposta. Concluída a execução das estruturas de barramento. • Sítios em Vales Encaixados No caso dos vales encaixados. a) Esquemas de Desvio Os esquemas de desvio do rio variam em função dos aspectos topográficos. o desvio é realizado em duas fases. o rio é desviado por túneis escavados em uma das margens. hidrológicos e geológico-geotécnicos do sítio da PCH. executam-se partes das estruturas do vertedouro. do projeto de desvio do rio. • Sítios em Vales Medianamente Encaixados No caso dos vales medianamente encaixados. os aspectos relacionadosanteriormente. Para cada caso. da casa de força e da barragem. fecham-se as adufas/galerias e inicia-se a operação de enchimento do reservatório. o rio poderá ser desviado por galerias de concreto. com o rio escoando em sua calha natural ou em canal escavado em uma das margens. incluindo os estudos de logística de implantação da obra. basicamente. do vertedouro e da barragem.

. Os riscos inerentes para cada fase de desvio do rio. esse valor poderá. e a determinação da descarga de projeto do desvio e dos riscos a serem assumidos em cada fasede desvio. onde: T r probabilidade ou risco de ocorrência. a identificação da existência de materiais aluvionares que precisam ser removidos para assentar as ensecadeiras. Para PCH. Poderão ser necessários. deverão ser estimados pela fórmula a seguir: r = 1 – (1.b. A determinação da descarga de desvio deverá ser feita segundo a metodologia descrita no item ‘’ESTUDOS BÁSICOS – HIDROLÓGICOS”. Cabe observar que a fixação dos riscos a serem assumidos durante as fases de desvio afetará diretamente os volumes das ensecadeiras. blocos de rocha de dimensões consideráveis para execução do fechamento do rio em todas as fases de desvio e para proteção das ensecadeiras. em quantidade e com as características necessárias para a execução das ensecadeiras. em função do tempo de recorrência da cheia de projeto do desvio. da cheia de projeto adotada.a verificação da disponibilidade de materiais naturais de construção e da necessidade demateriais processados. como.1 )n . Durante os estudos. seja com equipamentos convencionais de terraplanagem ou por dragagem. A possibilidade de obtenção desses blocos poderá ser condicionada pelos aspectos geológicos do maciço rochoso no local. se julgado necessário. As áreas de empréstimo (jazidas) de solos e de pedreiras deverão ser caracterizadas com precisão. por exemplo. ser alterado em função das características de cada aproveitamento. Quanto menor o risco (>10 anos).2 Estudos Hidrológicos Os estudos hidrológicos abrangem a caracterização dos períodos úmidos e secos. maiores serão os volumes das ensecadeiras. b. Esses riscos deverão ser avaliados criteriosamente visando-se otimizar o dimensionamento dos equipamentos de construção. da localização e do tempo de duração de cada obra. o que condicionará o dimensionamento da frota de equipamentos necessária para a execução das mesmas. e n tempo de duração da fase de desvio (anos). o tempo de recorrência será considerado igual a 10 anos. . pelo menos uma vez. no tempo T.a determinação das condições das fundações. T tempo de recorrência (anos).3 Estudos Geológico-Geotécnicos Os estudos geológico-geotécnicos básicos abrangem: . por exemplo.

o fornecimento de energia elétrica à obra. origem e destino. bem como produtos e equipamentos a serem trazidos para a obra e lá manuseados. c) Dimensionamento das Obras de Desvio O dimensionamento das obras necessárias ao desvio do rio. ou seja.Determinação da produtividade de execução dos principais serviços das obras civis notempo. . o planejamento do canteiro de obras (civil e eletromecânico. . . que podem variar em função da frota de equipamentos de cada empreiteiro. . esses estudos deverão incluir: o dimensionamento da mão-de-obra de diversas categorias a ser utilizada na construção. utilizados ou processados. Além disso. galerias e túneis deverá ser realizado segundo as metodologias apresentadas no ítem “OBRAS CIVIS”. os períodos secos e chuvosos.4 Planejamento da Construção A elaboração do Cronograma de Implantação do empreendimento envolve atividades típicas de planejamento da construção descritas a seguir. tais como cimento.b. canais. a facilidade de telecomunicações e a produção local de materiais e de alimentos. considerando o regime hidrológico da bacia.Estudos de balanceamento dos diversos materiais.Estudos de logística de implantação da obra da PCH que abrangem a identificação das procedências e o fluxo de todos os materiais de construção necessários. os esquemas de acesso à obra. e do acampamento). aço e madeira.

.subestação de energia do canteiro.escritórios diversos e depósitos. . Toda e qualquer intervenção no local deverá ser planejada. .pátio de carpintaria. . . A área deverá estar situada o mais próximo da obra e. e demais instalações necessárias para apoio aos diversos trabalhos. de acordo com as exigências ambientais. apresentam-se a seguir algumas recomendações. .estacionamentos. A localização dos diversos equipamentos deve ser tal que reduza os deslocamentos dentro do canteiro. deverá ser prevista uma área destinada ao canteiro.central de britagem e de concreto. . . . .áreas para pilhas de estoque de agregados. Após a conclusão da obra. desde os locais de jazidas e estocagem até os locais de aplicação. escritórios. em cota mais elevada que o futuro nível d’água do reservatório. . tentando-se minimizar a degradação da natureza.almoxarifados específicos. oficinas. .reservatório de água potável. pátios diversos. as quais deverão ser observadas na estimativa da área necessária.refeitório. a qual deverá abrigar as instalações industriais. O projeto de instalação do canteiro deverá prever a urbanização integral da área. deverá situarse em terreno plano. De um modo geral.reservatório de água industrial. .posto de saúde/enfermaria. toda a área deverá ser recuperada. preferencialmente.depósito de cimento. O planejamento da área do canteiro é de responsabilidade do empreiteiro civil. o canteiro de obras deverá prever as seguintes instalações: . depósitos.CANTEIRO E ACAMPAMENTO Canteiro No local de implantação da obra. No entanto.pátio de armação. .pátio de tubulação.

Todos os locais deverão ter. . ..pátios de estocagem e de pré-montagem. devendo ser conduzido para sumidouros ou fossas sépticas. No acampamento deverão ser previstos os seguintes equipamentos: dormitórios (containers). . O canteiro deverá ter uma sinalização simples que facilite a localização e o trânsito e evite acidentes. O acesso à área deverá ser controlado e só deverá ser permitido às pessoas envolvidas diretamente com a obra. As estradas de serviço deverão ser encascalhadas. Toda a área deverá ser drenada convenientemente. uma área para o acampamento. O refeitório deverá ser o mesmo do canteiro. instalações sanitárias completas e áreas de lazer. instalações hidráulico-sanitárias. . Acampamento Deverá ser prevista. O dimensionamento do pessoal a ser mobilizado para a obra. visando-se evitar nuvens de poeira causadas pelo tráfego prejudiciais a uma boa visibilidade. escavação e tratamento das fundações. Todos os aspectos ambientais e legais associados deverão ser considerados na seleção do local para o acampamento e em sua utilização. Deve-se prever a rega das mesmas. execução de aterros compactados e montagens dos equipamentos principais.pátio de pré-moldados (eventual). a qual deverá apresentar condições de abrigar o pessoal envolvido na obra que não se conseguir alojar aproveitando a infra-estrutura local. próxima a obra.instalação de ar comprimido.oficina mecânica. também. deverá ser elaborado com base nos histogramas de produção e nos índices de produtividade de execução dos principais serviços: limpeza. O efluente não poderá ser lançado diretamente no rio. produção industrial de concretos diversos. ou revestidas com brita. obrigatoriamente. visando-se manter a trafegabilidade durante todo o ano.

Se a PCH estiver localizada próximo a alguma localidade onde existam esses equipamentos móveis para alugar. essa possibilidade deverá ser analisada técnica e economicamente. Na elaboração dos estudos e projetos. Esses aspectos. deve-se pesquisar. evidentemente. Finalmente. visando subsidiar o dimensionamento da área destinada à montagem no interior da usina. poderão significar economia que. apenas. deve-se registrar que a peça mais pesada condicionará o projeto da ponte rolante da casa de força. Por outro lado. . serão variáveis em função do tipo e porte desses equipamentos e das particularidades de cada fabricante. na montagem e desmontagem das peças mais pesadas. pode ser significativa. ser considerada. muitas vezes. externa e temporária. visando-se reduzir o peso unitário dos mesmos e permitir a adoção das talhas. não cabe tentar estabelecer. a área de montagem interna poderá ser substituída por outra menor. possibilitará a redução do tamanho da área de montagem no interior da usina ou mesmo eliminá-la. Em outros casos. ao invés de pórticos fixos. algumas considerações gerais sobre esses esquemas que deverão ser analisados caso a caso. os guindastes móveis sobre rodas. Esse detalhe. cabe registrar que deverá ser ainda considerada a alternativa de aumentar o número de elementos das comportas ensecadeiras. principalmente através de consultas aos fabricantes. em função do porte do empreendimento. Equipamentos de pequeno porte vêm da fábrica. A utilização de talhas elétricas deverá. Portanto. também. Apresentam-se a seguir. qualquer critério específico sobre os esquemas de montagem desses equipamentos. deverá ser analisada a viabilidade de utilizarem-se. pré-montados ou montados. nestas Diretrizes. Nos projetos das PCHS. para movimentação das comportas ensecadeiras da tomada d’água e do tubo de sucção. ao invés de equipamentos fixos (ponte rolante). normalmente. uma vez que poderão significar economia para os empreendimentos das PCHS.ESQUEMAS DE MONTAGEM Os esquemas de montagem dos equipamentos eletromecânicos principais das PCHS (turbina e gerador). os esquemas de montagem dos equipamentos.

que deverão ser transportados para a obra. ao local da obra da PCH. se possível. a existência de acessos aéreo e fluvial. Nos estudos finais. mesmo que em nível de estrada de serviço.dos estudos de inventário à licitação do projeto executivo. que a estrada de acesso. deve-se ter uma avaliação precisa das condições de acesso ao local da PCH. é um aspecto importante. largura e rampas. ser convenientemente drenados e protegidos com cascalho. é considerada. biótico e antrópico da região. pelo menos. Na fase de estudos preliminares. Cabe registrar que. incluindo o reforço de suas obras de arte. compensar ou até mesmo. identificados ao longo do traçado. eliminar os impactos negativos deverão ser tomadas em tempo hábil. nos estudos de planejamento da construção. evidentemente.Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. com vistas à licitação/contratação desse serviço. que deve ser obrigatoriamente considerado em todas as fases do projeto de qualquer empreendimento dessa natureza . deve-se ressaltar que deverão ser levantados e equacionados adequadamente os problemas de interferências desses acessos com os meios físico. poderá implicar em ônus significativo para o orçamento global do empreendimento. ainda. A prática em projetos dessa natureza tem mostrado que. como citado anteriormente. o acesso ao local é identificado a partir das rotas de transporte nacional e regional. apenas. incluindo a capacidade das obras de arte das rotas. A estrada de acesso poderá ser executada independentemente da obra principal. considerando as malhas rodoviária e ferroviária. incluindo projeto e custos.ESTRADAS DE ACESSO O acesso ao local da obra. . em função do porte da PCH. Os critérios de projeto e detalhes típicos desses acessos rodoviários são encontrados nos álbuns de projetos do DNER . Considera-se. As características geométricas dos acessos. É importante lembrar. ou do DER Departamento Estadual de Estradas de Rodagem de cada Estado. Os pontos críticos. deverão atender às maiores dimensões e pesos dos equipamentos. adicionalmente. Finalmente. não cabendo transcrevêlos nestas Diretrizes. Providências no sentido de minimizar. devem. a melhoria de acessos secundários existentes. incluindo o período chuvoso. fornecidos pelos fabricantes. Esses acessos secundários devem ser levantados em detalhes. normalmente. deve ter condições de tráfego durante o ano todo. a necessidade de construção de acesso muito longo. com vista à elaboração dos projetos de melhoria e de reforços.

ainda não foi completamente implantada a tecnologia de usinas “desassistidas”. totalmente automatizadas e operadas remotamente. não possui comportas. na grande maioria das vezes. no Brasil. poderão sofrer processo de eutrofização. registra-se que os reservatórios em regiões onde o uso do solo é inadequado ou com pontos de poluição industrial.OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO OPERAÇÃO DAS USINAS HIDRELÉTRICAS Conceitualmente. a fio d’água. devem ser observadas as regras de operação e de manutenção. constantes dos manuais fornecidos pelos fabricantes. No que diz respeito aos aspectos ambientais. largamente utilizada em outros países. de uma maneira geral. com vistas a renovação da Licença de Operação (LO) a cada 5 a 10 anos. às regras operativas constantes dos manuais elaborados especificamente para esse fim. se o mesmo possuir comportas. e. deve-se destacar a necessidade de que sejam respeitadas as regras de operação do vertedouro. no caso específico de uma PCH. normalmente. Essas plantas. com vistas a garantir o funcionamento adequado e o desempenho satisfatório das diversas estruturas e equipamentos existentes. No que diz respeito aos equipamentos. Quando for o caso. com o conseqüente desenvolvimento de plantas aquáticas (água pé). portanto. ainda de forma lenta e tímida. Cabe registrar que. em pontos pré-selecionados e com periodicidade definida. o usuário deverá se valer de consultoria especializada. uma vez que o reservatório é. No que diz respeito às obras civis da usina. com vistas às garantias. vem sendo incorporada gradativamente. Essa tecnologia. conforme definido no Projeto Básico Ambiental – PBA (ver ítem “ESTUDOS AMBIENTAIS”). O monitoramento deve começar no início da obra e continuar durante a operação da usina. rigorosamente. mineração ou de agricultura com utilização intensiva de agrotóxicos. que normalmente é considerado o único responsável. deve ser feito o acompanhamento ambiental das condições do reservatório. . poderão trazer problemas para o funcionamento da usina e prejudicar à qualidade da água. pequeno. porém. O monitoramento ambiental é fundamental para resguardar o empreendedor. a operação de qualquer usina hidrelétrica deve ser realizada obedecendo-se. Além disso. quando em grande quantidade. com reflexos indesejáveis para os usuários da água do rio (população ribeirinha). o vertedouro. Cabe registrar que.

limpeza e reparos. • Canal Adutor . verificação do processo de assoreamento. Apresentam-se. Os serviços de inspeção e manutenção são realizados. alguns tópicos que são incluídos rotineiramente nos “Check lists” de inspeção e manutenção das principais obras civis. além do desempenho. .limpeza e reparos.Instrumentação.Vegetação indesejável. que variam em função da cultura de cada proprietário. . com vistas a garantir.Sistema de drenagem.MANUTENÇÃO DAS USINAS HIDRELÉTRICAS A manutenção programada das obras e equipamentos de qualquer usina hidrelétrica é fundamental. para cada obra e equipamento da usina.Surgimento de água a jusante. erosão.Estado geral do concreto (trincas e erosão). segundo “checklists” padronizados.Surgimento de água a jusante. a seguir. • Barragem de Terra e Enrocamento . em função da idade da usina e de critérios e normas específicos. . .Estado geral da estrutura do canal. . • Reservatório . A periodicidade varia. . . remoção de plantas aquáticas (água pé). se existir.Sistema de drenagem. . a segurança do empreendimento. • Tomada d’Água .Estado geral do concreto (trincas e erosão). .Instrumentação. recalques e solapamentos.Estado geral do reservatório e encostas. • Barragem de Concreto e Vertedouro . . verificação da qualidade da água do reservatório e de jusante.Estado geral da grade .Trincas. se existir. periodicamente.

apoios e flanges das juntas de dilatação .Sistema de drenagem (poço) .Estado geral do leito e das canaletas de drenagem . . .Verificação da instrumentação.reparos/limpeza. . • Casa de Força .limpeza e reparos.Estado geral das comportas . • Subestação .Estado geral do concreto (trincas e erosão).reparos. se existir. .limpeza. .Estado geral da área da plataforma e do sistema de drenagem (trincas e erosão).Instalações. • Conduto Forçado .Estado geral do pórtico/talha .Estado geral do conduto. .reparos/pintura.lubrificação.Estado geral da grade .. .

Esse programa está disponível na edição em CD-ROM destas Diretrizes. Em linhas gerais. obras de porte bem menor que das UHES convencionais.0 de Julho de 1997. a seguir. do ponto de vista econômico. Manual do Usuário e Banco de Preços para algumas Datas de Referência. A solicitação de versões mais atualizadas e/ou banco de preços para outras datas de referência deverá ser feita à DFAG –Diretoria de Engenharia da ELETROBRÁS.eletrobras. para a elaboração da estimativa de custos do empreendimento. a planilha de estimativa de custos estará organizada de acordo com o Plano de Contas Padrão ELETROBRÁS para usinas hidrelétricas. principalmente. Quantidade de Serviços e Obras: todas as quantidades deverão ser obtidas através do levantamento direto dos desenhos de projeto. recomenda-se. A metodologia aqui recomendada para elaboração de estimativa de custos visa oferecer informações que conduzam à obtenção de resultados cuja precisão permita a tomada de decisão segura quanto à viabilidade ou não do empreendimento.br). de modo a se enquadrar na linguagem usualmente utilizada pelo Setor Elétrico. dará o suporte técnico necessário ou auxílio ao usuário para possibilitar melhor utilização do programa SISORH. como processo principal. o programa processa o Banco de Dados com todas as informações técnicas de construção do empreendimento. Para avaliação do Custo Total do empreendimento. tabelas diversas de totalização. Para utilização do programa SISORH. obtidos na implantação de grandes obras. Por serem as obras para implantação de PCHS. mão-de-obra. composições básicas. a utilização do programa SISORH3 – SISTEMA PARA ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTO DE OBRAS CIVIS DE USINAS HIDRELÉTRICAS – Versão 3. o Capítulo 8 onde é mostrado “passo a passo” os principais procedimentos de operação. não é recomendada a utilização de curvas de custos.gov. de fácil utilização e cuja facilidade na troca de Data Base de Referência de Orçamento conduz a valores de orçamentos bastante confiáveis. histogramas. Alem disso. nos levam à elaboração de um arranjo de aproveitamento hidrelétrico considerado como o mais adequado tanto tecnologicamente quanto do ponto de vista econômico. inicialmente. imprimir todo o Manual do Usuário e praticar acompanhando. na medida do possível. Possibilita a introdução de qualquer tipo de particularidade específica de cada empreendimento e ainda poderá servir de ferramenta para otimizar o planejamento de implantação do empreendimento. para facilitar o entendimento: . Esse programa tem a vantagem de: ser bastante flexível.METODOLOGIA Os estudos e os critérios de projetos recomendados nos itens anteriores. Esse fluxo de dados no SISORH está apresentado de maneira esquemática no Manual de Usuário e reproduzido. por carta ou através da home page da Empresa (http://www. A ELETROBRÁS. etc. como as apresentadas nos Manuais de Inventário Hidrelétrico e de Viabilidade. é recomendada. equipamentos de construção) obtendo-se como resultado Orçamentos. com gravação de todo o Programa Base. combinando com Banco de Preços de insumos diversos (materiais.

etc. Uma vez processadas. . para qualquer data. necessários na apresentação de Relatórios de Estudos e Projetos de PCH. desde que o Banco de Dados do empreendimento esteja adequadamente gravado pelo programa SISORH ou importado para o programa. após a emissão do relatório. onde ficam gravadas todas as informações técnicas relativas à construção (Informações descritivas. de custos indiretos e de juros durante a construção. prazo. O orçamento do empreendimento estará automaticamente revisado em função da alteração do cronograma de construção e estará atualizado para qualquer data de referência. de equipamentos eletromecânicos. Uma vez gravado o Banco de Dados do empreendimento.Dados dos Projetos Resultados Orçamentos por Estruturas Orçamento Padrão Eletrobrás Estruturas Orçamentárias Custo dos Serviços Tecnologias de Construção Processamento Custo das Composições Básicas Descrições dos Insumos Custo dos Insumos Preços Histogramas Tabelas de Totalização Observe-se que os 4 primeiros quadros do lado esquerdo constituem o Banco de Dados do empreendimento. Não efetua nenhum cálculo de custos dos itens relativos as contas de meio ambiente. distâncias de transporte. esse programa poderá ser utilizado como ferramenta auxiliar para otimização do planejamento de construção através da análise dos diversos histogramas e tabelas de totalizações. poderão ser impressos. bastando combinar com novo Banco de Preços. traços previstos nos diversos tipos de concreto. tipos de estruturas.).XLS) apresentada no ítem “PLANILHAS DE ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS-OPE”. todas as Tabelas de Orçamentos e Quadros Resumos de Custos. Esse Banco de Preços poderá ser trocado para outro com outra Data de Referência. de maneira muito simples e rápida. pelo programa SISORH. Para esses itens deverão ser completados os cálculos com aplicação das respectivas metodologias e ou critérios citados em seus respectivos itens (“CÁLCULO DE CUSTOS NOS ÍTENS DIVERSOS” e “CUSTO DOS EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS”) ou fixados na Planilha OPE (PLN-OPE. pois o programa SISORH realiza esta tarefa de maneira automática. O trabalho de enquadramento dos diversos custos de serviços nos itens de Conta do OPE/ELETROBRAS não é necessário. Nota: O programa SISORH só compõe os custos unitários ou totais dos itens principais de OBRAS CIVIS. será quase que instantâneo. numa revisão ou alteração da data do início de construção. tipos de serviços. método construtivo. O quadro 5 da esquerda é o Banco de Preços para uma determinada data de Referência de Custos. o trabalho de orçar. volumes. Com isso.

Com isso. 4) aplicação de preços unitários de insumos extraídos do Banco de Preços do SISORH 3. Para tanto. tais como diferenças de ICMS. ISS sobre a mão-de-obra de montagem e.0. etc. os custos relativos a impostos a serem pagos pelo proprietário. Válvulas. 3) consulta e/ou pesquisa de preços em órgãos do tipo Prefeitura. mão-de-obra) do estudo do empreendimento. além da parcela de aquisição. . Geradores. etc. Está disponível também. DER. já que não são parâmetros para obras e serviços e/ou obras específicas de UHE.. porém menos precisa e com recursos restritos a procedimentos de elaboração de orçamentos convencionais com utilização de Planilha eletrônica Excel versão 5 ou superior. uma segunda metodologia alternativa. deverão ser verificados. Ponte Rolante. neste manual.O programa SISORH contém o cadastro completo de todo Plano de Contas . órgãos ou empresas de saneamento. tais como: • Obras Civis: 1) consulta a empresas Empreiteiras habilitadas para execução de obras hidráulicas. a partir de valores obtidos através de consulta a fabricantes ou fornecedores. montadoras. Equipamentos Permanentes (Turbinas. A composição de preços unitários de obras civis apresentada em forma de planilha eletrônica (RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS) permite a atualização. 2) composição de preços unitários.): os custos deverão ser definidos. Secretaria de Obras Públicas. o programa totaliza os custos de maneira a possibilitar impressão de relatório com Orçamento Completo da Usina. deverão ser adicionados os custos relativos a transporte da fábrica até a obra e de montagem. No custo de aquisição. inclusive com adoção de processo adequado quando se tratar de utilização de equipamento de construção próprio ou alugado de terceiros com ou sem subsídio. No custo do equipamento. Inserindo Quantidade Prevista e Preço Unitário ou Custo Total de uma determinada conta.materiais. os preços unitários deverão ser preferencialmente obtidos a partir de pesquisas específicas para o empreendimento. Preços Unitários de Serviços: todos os preços a serem adotados para estimavas de custos deverão retratar as condições locais. etc. empreiteiras. Comportas.OPE para Usinas Hidrelétricas. os valores relativos a IPI não incluídos pelo fabricante ou fornecedor. eventualmente. principalmente. para qualquer data e melhor adequação dos preços para o empreendimento em estudo. Deverão ser consultadas também as informações recentes de banco de dados de projetistas. a estimativa de custos ficará devidamente atualizada sem a utilização de índices econômicos diversos que não conduzem a resultados sempre satisfatórios. preferencialmente. características do projeto e da época (mercado .

A planilha apresentada no ítem “RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS”. Varia de 50% a 200% da depreciação.calculados como (C x J)/h. como processo alternativo. batizado com o nome de CMPSICAO. São apresentados a seguir os itens a serem verificados ou ajustados para elaboração de composição de preços adequada para avaliação do empreendimento. valor médio de 5%.calculada como sendo o resultado da divisão do custo de aquisição pela vida útil estimada em horas. a) Cálculo de Encargos Sociais: Número de horas normais de trabalho por semana. cuja finalidade é a obtenção de custo unitário.CUSTO DAS OBRAS CIVIS COMPOSIÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS PARA EXECUÇÃO DE OBRAS CIVIS No caso da adoção da metodologia SISORH. recargas. o valor associado à hoas extras poderá ser maior do que os 50% apresentados na planilha).estimada como sendo proporcional ao valor atribuído para depreciação. gravado em planilha EXCEL. PIS e Contribuição Social em vigor e demais percentuais incluídos na composição. previsão de turnos de trabalhos .horas/semana. atualizado e adequado para o empreendimento em estudo. d) Custo da Mão-de-Obra: deverão ser pesquisados e alterados os valores constantes na coluna “Salário médio por Hora em R$” para nova data e de maneira a espelhar as condições locais ou específicas do empreendimento em estudo. está sendo fornecida em forma de arquivo. preços de materiais de construção. todas as considerações a seguir apresentadas são desnecessárias. e) Aluguel Horário de Equipamentos de Construção: em todos os custos horários. b) BDI (benefícios e despesas indiretas do empreiteiro): deverão ser verificadas as taxas de incidência de ISS. pois o detalhamento do programa base já é muito maior e mais rigoroso nas considerações. impostos). etc. J = taxa de Juros ao ano e h = número de horas trabalhadas (previstas) por ano. etc. a título de exemplo.). etc. levando em consideração: legislação em vigor (encargos sociais. . c) Mobilização e Desmobilização de equipamentos e pessoal: na composição apresentada está citado. COFINS. dependendo do tipo de equipamento e dos serviços a executar. que deverá ser analisado e reavaliado para melhor atendimento da necessidade de cada caso (localização do empreendimento.. e3 Manutenção . da mão-de-obra. e2 Juros . provável distância de deslocamento de equipamentos de construção. disponibilidade de materiais e mão-de-obra na região. de aluguéis horários de equipamentos de construção e características específicas da obra (distância de transporte.). sendo C = custo de aquisição. número de horas extras por semana e acréscimo sobre salário hora normal para pagamento de horas extras (caso exista “Acordo Coletivo do tipo Sindical ou não”.xls. deverão estar incluídas as seguintes parcelas de custos: e1 Depreciação .

Relocações e Outras Ações Sócio-Ambientais Todos os valores a serem considerados nesta conta deverão ser extraídos dos trabalhos desenvolvidos nos assuntos relativos a Meio Ambiente.) e mão-de-obra do operador. etc. Boletim Mensal de Custos da EMOP/RJ.aluguel horário R$/h levantados em publicações técnicas. em relação a custo de depreciação.. Conta . iluminação. etc.10 . A coluna “Cotação pesquisada na Região R$/un” deverá ser preenchida com valores coletados exclusivamente para aplicação nas obras em estudo. Vertedouro e Tomada d’Água.364 de 31 de Janeiro de 1998” e “Boletim Mensal de Custos de Janeiro de 1998. utilizada nas composições de preços unitários para execução de obras civis.e4 Operação . como provisão de recursos para obras e serviços de acabamentos. correias.Terrenos. previsão de horas trabalhadas por ano dos principais tipos de equipamentos de construção. mangueiras. f) Materiais de Construção: Todos os custos a serem considerados deverão ser referentes a “posto obra”. adotar.. Os custos horários. Esse procedimento é recomendado para estruturas do tipo Barragem e/ou Dique de terra ou de enrocamento. citados na composição.valor calculado a partir do conhecimento do custo de aquisição do equipamento. etc. foram extraídos da revista “Informador das Construções . publicado pela EMOP/RJ”. . A planilha de Composição está programada para sempre dar preferência aos valores constantes nessa coluna. drenagem. pavimentação da crista. graxas. está apresentada a tabela contendo vida útil. óleos. Na planilha de Composição está apresentada também a relação entre aluguel/horário e o custo de aquisição para possibilitar um cálculo rápido do custo horário quando se tem somente o preço de aquisição do equipamento. incluindo todos os custos de transporte até a obra. . Despesas Legais e de Aquisição: adotar 15% da soma dos valores de aquisição de terras e benfeitorias. .12 .cotação levantada para o empreendimento em estudo. pneus. Tabelas DER. obedecendo à seguinte hierarquia de preferência: . ou seja. CÁLCULO DE CUSTOS NOS ITENS DIVERSOS Conta . obtidos através de consultas a fabricantes e/ou fornecedores. etc. % de custo de Manutenção. Na planilha de Composição.edição 1. Barragem de Concreto. revistas de construções. A planilha de Composição está programada para adoção do custo horário.deverão estar incluídos todos os materiais de consumo (combustíveis. A coluna Preço Unitário em R$/un “pesquisas diversas” é de valores levantados de publicações dos tipos Revista de Construção Civil.Outros Custos: na ausência de outras informações. o valor correspondente a 2% do custo de construção da estrutura.

18 Juros Durante a Construção: adotar a taxa de 10% a.23.a.10.a. Impostos e Taxas.10 e .39 17.14. edição (1997).16 Custo de Estradas e Pontes: os custos de construção de estradas e pontes. . Engenharia Básica Serviços Especiais de Engenharia Estudos e Projetos Ambientais Administração do Proprietário 5% 3% 5% 1% 0. como 6% da soma dos custos de Turbinas e Geradores.2% da soma dos Custos Diretos e Indiretos.14 .40. Esses percentuais que estão gravados no arquivo PLNOPE$. Os custos ambientais são apresentados no ítem “ESTUDOS AMBIENTAIS”. .40. . Em obras com prazo de construção acima de 2 anos.31. deverá ser estimado como 18% da soma dos custos de Turbinas e Geradores e o custo de Equipamentos Diversos.36 17. é recomendada a adoção de Custo de Aquisição mais 30%. da conta . ou considerar o custo financeiro do empréstimo durante a construção. com cronograma de desembolso de 40% no primeiro ano e 60% no segundo ano de construção (prazo de construção de 2 anos). poderão ser estimados com base nas Tabelas constantes do Manual de Inventário da Eletrobrás. incluir o valor correspondente à aplicação da taxa de 10% sobre todos os custos considerados em cada conta. Conta . Eventuais: no fechamento de grandes contas do OPE. consultar Quadro B04 do Manual de Inventário.22. Na ausência de outras informações.22.Contas . caso já exista esta estimativa.41 Construção do Canteiro e Acampamento Operação e Manutenção do Cant/Acamp. foram consideradas as seguintes parcelas: Impostos e Taxas 15%. adotar o valor correspondente a 9. que deverão ser calculados incidindo sobre o CUSTO DIRETO TOTAL.37 17.22.13 . que corresponde à aplicação da taxa de 10% a.XLS. Equipamentos: no custo total de cada equipamento deverá estar incluído o custo de Aquisição (FOB).15.38 17. Para tanto. considerar os percentuais indicados no modelo de OPE. No caso de haver informações que permitam alterar as taxas de Eventuais.22. O custo de Equipamentos Elétricos Acessórios. Contas .16 e de Relocações da conta .54 17.21. . poderá ser adotado um valor diferente do recomendado neste Manual.15. da conta .12 . são os seguintes: 17.21.5% 10% Conta . Supervisão e Teste 10%. Transporte até a obra e Seguro e custo de Montagem e Teste. tanto de obras permanentes da conta . Não tendo outras informações.17 Custos Indiretos: nos estudos preliminares e/ou não tendo outras informações.00. Transporte e Seguro 5% e Montagem.00. 2a.40.

12. Todas as fórmulas ou gráficos apresentados a seguir.13.13. em US$ equivalentes.200x(kVA/rpm) + 6. em rotações por minuto. rpm = rotação síncrona da Turbina. em US$ equivalentes. kW = Potência de 1 turbina. 12. em rotações por minuto.23. a) Turbinas .20.23.000 Para outros tipos de Turbinas.000x(kW/rpm) + 100.18.000.CUSTOS DOS EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS Em todas as contas de custos de equipamentos deverão incluir os valores provenientes das recomendações citadas no ítem “METODOLOGIA” ou seja acrescentar sobre o custo de aquisição (Custo FOB) as parcelas referentes a Impostos + Taxas. c) Pórtico Rolante (contas .29.000 O custo de aquisição do regulador de velocidade poderá ser estimado como: CRG = 7. em kW.28. apresentam o Custo de Aquisição (incluído apenas os impostos de origem ou aqueles pagos pelo Fabricante) e expressos em US$ equivalentes na Data Base de Janeiro de 1998.20.20) O custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CPR = 6. o custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CTT = 24.23. CTT = custo de aquisição de 1 turbina do tipo que não seja Francis.15. em US$ equivalentes. sendo: CTF = custo de aquisição de 1 turbina do tipo Francis . em US$ equivalentes.23.3 .Na conta .000x(kW/rpm) + 120. CRG = Custo de aquisição de 1 regulador de velocidade.18.00.00. Transporte e Seguro. No caso da Turbina prevista ser do tipo Francis. sendo: CPR = Custo de aquisição de 1 ponte rolante.23.28 deverá ser considerado a soma dos custos de turbina e de regulador.13.20. b) Ponte Rolante da Casa de Força (conta . Montagem/Supervisão e Teste. o custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CTF = 20.00. totalizando 30% do custo de aquisição. kVA = Potência de 1 gerador em kVA rpm = Rotação síncrona do Gerador ou da Turbina.15.13.500 x (kW)0. .

ou seja número de Guias e Peças Fixas dos vãos sem comportas.12. em kg.20.23.30.19.000.000) x (N + 0.23. R = Lc x Lc x Hc x Ha Lc = Largura da Comporta (vão).23. CARGA = carga de içamento prevista. .12.23. sendo: CCV = Custo de aquisição de 1 comporta tipo vagão. O custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CCE = (24xR + 12. em metros. sendo: CCE = Custo total de aquisição de comportas tipo ensecadeira (stoplogs) e guias + peças fixas. até a soleira da comporta.12. em US$ equivalentes. d) Comporta Vagão (conta .19.12.00.23. em metros. N = número de comportas previstas GPF= número total de vãos menos número de comportas previstas.19.17.13.1GPF). 13. em metros Hc = Altura da comporta.17) (stoplogs).17. (contas . em metros Ha = Pressão Máxima prevista.16) O custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CCV = 40xR + 20.13.23.20) O custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CPORT = 8x(CARGA).13. .30.28. Exemplo: Tubo de sucção c/ número total de vãos = 4 (usina c/ 2 máquinas) . em metros Hc = Altura da comporta. e) Comporta Ensecadeira .23.16. em metros Ha = Pressão Máxima prevista. em US$ equivalentes.12.24. sendo: CPORT = Custo de aquisição de 1 pórtico rolante. até a soleira da comporta.18. R = Lc x Lc x Hc x Ha Lc = Largura da Comporta (vão).00.17.30. em US$ equivalentes.

21 O custo de aquisição da grade.12.86/kg.12.500/tonelada de conduto metálico. O custo total de aquisição poderá ser estimado como sendo 18% do custo total da conta . • unidades de pequena potência.23. comprimento total previsto.Comporta Segmento . poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CGD = 1.12.23.doc) onde o custo é dado em função do DN (diâmetro nominal) e pressão de projeto em mca (metro coluna d'água). g) Válvulas (tipo borboleta e esférica) conta .19. h) Gerador (conta .doc e grfB30.39/kg.24 Caso haja previsão de utilização de válvulas dos tipos borboleta e/ou esférica. A quantidade deverá ser calculada com base na espessura da chapa definida no item 7.1.28. A = área total das grades.13. eixo horizontal.00/kg ou US$17. Conta 15. GrfB021. R$15.Turbinas e Geradores.23.considerar como custo de aquisição o valor de US$2. • unidades com potência superior a 2 MVA. Conta . e figura 1 do ítem “VELOCIDADE DE ROTAÇÃO”.34. f) Grades (da Tomada d'Água) conta .caso haja previsão de utilização desse tipo de equipamento. R$20.29) O custo de aquisição de 1 gerador deverá ser estimado a partir do cálculo do peso próprio. Para o custo de aquisição em $/kg deverá ser adotado os valores a seguir citados. R$25.00/kg ou US$28.Equipamentos Elétricos Acessórios.Equipamentos Diversos.31 .00. • unidades com potência superior a 2 MVA. Conta .23 Conduto Forçado (Revestimento Metálico) . referidos a janeiro de 1998.5. I) Demais Equipamentos Conta 14.23. o custo de aquisição deverá ser estimado com aplicação dos gráficos B29 e B30 do Manual de Inventário (arquivos grfB29.30.Turbinas e Geradores. sendo: CGD = custo total de aquisição das grades. o custo de aquisição poderá ser feito com a aplicação do gráfico B21 do Manual de Inventário (arq.13 .32/kg.00.19.500 x A. em metros quadrados.18.00. eixo horizontal. cuja metodologia está apresentada no item “ESTIMATIVA DO PESO” .19.12.doc) .34. O custo total de aquisição poderá ser estimado como sendo 6% do custo total da conta . em US$ equivalentes. eixo vertical.23 .00/kg ou US$13. até 2 MVA.23.16 .N = número de comportas a adquirir = 2 (fecha-mento de 1 unidade) Portanto GPF = 4 .13.13 .00785 t/m2 para cada mm de espessura.00.00. diâmetro e peso de 0.23.2 = 2.

pressão nominal de projeto = altura estática + sobrepressão (m. pontes e túneis. de Novembro de 1997.95 H .85) para válvulas com DB ≤ 2.diâmetro nominal da válvula do tipo borboleta KB DN Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico. K) Toda a metodologia de cálculo de Custos de Equipamentos poderá ser simplificada com a utilização da planilha gravada em EXCEL e incluído no CD-ROM como PCHEQPT.1.a) DB .XLS. 1997.1. é recomendada consulta a outras publicações técnicas.2 x DB .c.97) para válvulas com DB > 2. listadas em REFERÊNCIAS BIBLIOGRÄFICAS.0 m Notas: Valores monetários em US$ de dez.0. . versão 2. para válvulas.0 m KB = 1000 x (10.6 x DB2+ 8. Necessitando de mais informações.35 x KB KB = 1000 x (9. VÁLVULA BORBOLETA Custo unitário 400 DN=2000 6000 5500 350 DN=1800 5000 DN=8000 300 DN=1600 4500 4000 DN=7000 250 3500 DN=1400 200 DN=1200 3000 DN=6000 2500 2000 1500 DN=5000 150 DN=1000 100 DN=750 DN=4000 1000 DN=3000 DN=2500 50 500 0 0 50 100 150 200 Pressão de Projeto (mca) 250 300 0 0 50 100 150 200 250 300 Pressão de Projeto (mca) Custo=H 0. comportas segmento e obras de estradas. que poderão auxiliar nos trabalhos de elaboração da estimativa de custos de Usinas Hidrelétricas. ELETROBRÁS.J) Apresentados a seguir os seguintes gráficos constantes do Manual de Inventário.6 x DB .2 x DB2+ 9.

95 .37) 4000 DN=3000 3500 DN=2500 3000 2500 DN=2000 2000 1500 DN=1500 1000 DN=1000 500 0 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 Pressão de Projeto (mca) Notas: Valores monetários em US$ de dez.VÁLVULA ESFÉRICA Custo unitário 5500 5000 DN=4000 4500 Custo = H 0.4 x DE 2+ 4.4 x DE +12.40 x KE DN=3500 KE = 1000 x (24.

pressão nominal de projeto (altura estática+sobrepressão). Hc . em mca DE .Hmáx=1.95 Limites de aplicação: 2. ELETROBRÁS. 1997.Limites de aplicação:DEmáx =4.0m.0mca H .0 ≤ (Lc2xHcxH/1000) ≤ 180.c.Largura da comporta (vão livre).a) Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico. em m.diâmetro nominal da válvula do tipo esférica KE Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico. 1997.Carga hidráulica . COMPORTA SEGMENTO DE SUPERFÍCIE DO VERTEDOURO Custo unitário(com acionamento) 1400 1200 1000 800 600 400 200 0 0 20 40 60 80 2 100 120 140 160 180 Bcp xHcpxHx/1000 Notas: Valores monetários em US$ de dez. em m.Hmín=200. e H . ELETROBRÁS.Altura da comporta. .0 Lc .altura desde o nível de água até a soleira da comporta (m.500mca.

.Custo por m3 1. 1997.000 100 10 1 10 100 2 1.000 SEÇÃO DE ESCAVAÇÃO.ESCAVAÇÃO SUBTERRÂNEA EM ROCHA . em m Notas: Valores monetários em US$ de dez 95 Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico. ELETROBRÁS.

AO SUL DO RIO AMAZONAS 882.000 200.000 112.000 182.000 306.00 700.120.440.000 420.000 84. .260.000 80.000 350.000 280. AO NORTE DO RIO AMAZONAS 900.00 NORTE. ELETROBRÁS.000 NÃO PAVIMENTADA PAVIMENTADA 300.00 PAVIMENTADA 630. PONTES RODOVIÁRIAS .Custos unitários (US$/km) CLASSIFICAÇÃO DNER ARTÉRIA ARTÉRIA ARTÉRIA COLETORA COLETORA LOCAL PRINCIPAL PRIMÁRIA SECUNDÁRIA PRIMÁRIA SECUNDÁRIA CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE PISTA ( m ) PLATAFORMA ( m ) 14.000 130.000 180. AO SUL DO RIO AMAZONAS 700.000 60.Custos unitários (US$/m2) CLASSIFICAÇÃO CONFORME TIPO DE FUNDAÇÃO SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE FUNDAÇÃO TIPO DIRETA FUNDAÇÃO TIPO ESTACAS FUNDAÇÃO TIPO TUBULÃO A CÉU ABERTO FUNDAÇÃO TIPO TUBULÃO A AR COMPRIMIDO 500.000 270.00 7.00 6.00 1.00 11.00 840.00 NORTE.00 1.ESTRADAS DE RODAGEM .00 600.00 6.000 300. 1997.000 Notas: Valores monetários em US$ de dez95 Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico.080.000 NÃO PAVIMENTADA PAVIMENTADA 420.000 630.000 210.00 Notas: Valores monetários em US$ de dez 95 Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico. AO NORTE DO RIO AMAZONAS NÃO PAVIMENTADA 540.000 252.000 150.00 8.00 7. ELETROBRÁS.000 324.00 7.000 NORTE.000 100.00 6.000 1.00 800.00 6. 1997.00 980.134.000 238.000 NORTE.000 490.000 540.000 144.000 170.00 24.000 234.00 1.000 108.000 180.000 360.00 13.00 1.000 140.

86. que.. em 1998/99.ESTUDOS AMBIENTAIS INTRODUÇÃO No intervalo de tempo transcorrido entre a edição do Manual de Pequenas Centrais Hidrelétricas. A própria conceituação do que é uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) sofreu mudanças recentes. em 1982. o limite de 10 MW para a isenção de apresentação de EIA/RIMA. de que o empreendimento é ou não “potencialmente causador de significativa degradação ao meio ambiente”.” A análise da legislação ambiental em vigor. de uma paralisação temporária ou até definitiva de seu .. com o estabelecimento de regras e normas mais adaptadas à realidade brasileira. a ser feita pelo órgão ambiental. Um estudo ambiental bem realizado. com necessidade. conforme já explicado no Capítulo 2 deste documento. a Resolução CONAMA no 01/86. A principal delas é quanto ao aumento da potência instalada. 3o e 12o. sofreu mudanças em 19. mas. a legislação ambiental evoluiu. muitas das vezes. A execução dessas medidas e programas também pode se refletir em uma garantia ao investidor de que ele não terá surpresas no futuro que venham a onerar o seu orçamento. esse licenciamento ocorrerá de forma mais rápida e tranqüila do que nos casos em que a preocupação básica for apenas o atendimento às exigências e condicionantes dos órgãos ambientais para obtenção do documento de licenciamento. tendo por resultado as necessárias soluções. econômicos e.97. antes limitada em 10 MW. da ELETROBRÁS. pela Resolução CONAMA 237/97. Ao mesmo tempo. em seus Artigos 2º.12. e a elaboração destas “Diretrizes”. incluindo a Resolução CONAMA 237/97 e a recém-editada Lei 9605/98. acima de 10 MW” (inciso XI do Artigo 2o). A esse respeito. neste capítulo. ambientais. que poderão vir a embargar uma obra. podendo “ser estabelecidos procedimentos simplificados para as atividades e empreendimentos de pequeno potencial de impacto ambiental. inclusive não governamentais. envolvendo aspectos técnicos. evitando a atuação de organismos. sim. de forma associada com o processo de licenciamento. para “usinas de geração de eletricidade. Dessa forma. cabe ressaltar que o licenciamento deve ser considerado como uma conseqüência do bom e adequado tratamento da questão ambiental. Para as usinas hidrelétricas. de 23. e agora estendida à 30 MW. com os impactos do empreendimento sobre o meio ambiente e deste sobre a PCH e seu reservatório associado corretamente enfocados. que exigia a elaboração de estudos detalhados. é apresentada adiante. em forma de EIA – Estudos de Impacto Ambiental e RIMA – Relatório de Impacto Ambiental.01.CAPÍTULO 8 . a consideração. com a previsão e também a implantação das indispensáveis medidas e dos programas de mitigação. não há mais. nos estudos e projetos de engenharia. Se os aspectos ambientais forem devidamente equacionados. compensação e controle. diversas evoluções ocorreram. mais especialmente. conhecida como “Lei dos Crimes Ambientais” ou “Lei da Natureza”. portanto. é muito importante e indispensável. em condições prefixadas em lei. deixa a critério do órgão ambiental licenciador a decisão quanto aos casos em que serão necessários estudos detalhados ou simplificados.

O primeiro passo. do que foi acertado nos documentos anteriores. do assoreamento total de seu reservatório após poucos anos de vida. sobre a necessidade de elaboração de um EIA/RIMA ou de um documento similar mais simplificado. Obviamente. um documento complementar. durante os estudos. não for considerada inviável. Esse documento deve ser encaminhado ao órgão ambiental. por causa.97. por não ter ele se preocupado previamente com questões como essa no projeto. como estabelece a Resolução 237/97. A experiência nacional indica que. O passo seguinte deverá ser a elaboração de um novo documento. de 19.empreendimento. o PBA – Projeto Básico Ambiental pode ser exigido em um ou outro tipo. como devem ser os primeiros e decisivos passos do empreendedor e de quem estiver realizando os estudos ambientais.6. em relação aos estudos que deram origem à Licença Prévia (LP). Numa etapa posterior. do CONAMA. conforme fluxograma apresentado na Figura 1. a fim de que imprevistos ou desconhecimento dos vários fatores envolvidos no projeto não venham a promover mudanças fora de época e com reflexos em aumentos de custos não esperados pelo empreendedor. na qual se procede à adequada integração sociedade-empreendedor. em diversos Estados. procurou-se dividir estas “Diretrizes”. a integração entre as equipes de engenharia e meio ambiente deverá ser constantemente perseguida por ambas as partes. Para que se atinja uma dessas fases. que representa a confirmação quanto à viabilidade ambiental da PCH. na parte ambiental. Como se verá mais adiante. o empreendedor deve ser conscientizado da importância de consolidar essas atividades em programas. de Estudos Preliminares. um PCA geralmente mais simplificado (Plano de Controle Ambiental) ou. com levantamentos e análises que permitam indicar a viabilidade ambiental ou não da PCH. passa-se a uma segunda etapa. . para que este decida. a Resolução CONAMA 237/97. de acordo com a legislação vigente. o PBA (Projeto Básico Ambiental). poderá ser determinada a apresentação de um PBA detalhado. é a realização de uma avaliação prévia do empreendimento. Desta forma. em princípio. deixa a critério do órgão ambiental licenciador a exigência quanto à profundidade dos estudos. durante a construção e nos testes pré-operacionais. conforme descrito em ESTUDOS PRELIMINARES. em dois tipos de PCH: as que exigirão estudos simplificados e as que demandarão os convencionais e detalhados EIA/RIMA. Por isso. A Licença de Operação (LO). Como se verá na parte de legislação ambiental. pelo menos. no item 8. até mesmo. ou seu similar simplificado. Se ela. a partir de cuja aprovação se obterá a Licença de Instalação (LI) que autoriza o início das obras. este documento orienta. conforme o caso. que culmina com um documento que. duas atividades são quase sempre exigidas: a de recuperação das áreas degradadas pelas obras e a de comunicação social. por exemplo. em benefício do meio ambiente e do próprio empreendimento.12. a critério do órgão ambiental. é conhecido como RAP – Relatório de Avaliação Preliminar ou Relatório Ambiental Preliminar. Independente dos meros aspectos e necessidades de licenciamento. qualquer desses documentos deverá convergir para a liberação da Licença Prévia (LP). caso por caso. passa a ser o resultado do cumprimento. com os órgãos ambientais e a sociedade em geral.

resultando essa postura em benefícios técnicos. por ele ou pelas autoridades competentes. de forma que as necessárias providências sejam sempre tomadas em tempo hábil.Posteriormente. de acordo com cada problema constatado. . durante a vida útil da usina. promover a gestão ambiental do empreendimento. com o acompanhamento e controle sistemático das ações deste sobre o meio ambiente e vice-versa. econômicos e ambientais para todas as partes envolvidas. o proprietário deverá.

geologia. deverão ser levantados todos os dados e informações sobre as características técnicas então disponíveis sobre o empreendimento. deverão ser feitas anotações de aspectos importantes da região. etc. o grau de conservação dos ecossistemas (observações visuais e informações de moradores). bem como o uso do solo na região. deverão ser também levantados dados sobre hidrologia. LEVANTAMENTOS Inicialmente. Deverão ser localizadas as indústrias e cidades que no rio jogam seus despejos. De forma associada com os estudos de engenharia. a prefixação do Nível d’Água Máximo Normal de Operação e a conseqüente área de inundação relativa ao reservatório a ser criado. além de mapas com a delimitação do reservatório. além de ecossistemas importantes. deverá ser feito um reconhecimento de campo. também só possível com autorização do Congresso Nacional. se poderá avaliar a viabilidade ambiental do empreendimento e decidir sobre a continuação dos estudos. Esses aspectos abrangem impactos do empreendimento sobre o meio ambiente e vice-versa. • inundação de áreas de quilombos e necessidade de possível relocação. recursos minerais e usos múltiplos atuais e previstos (se existirem) dos recursos hídricos disponíveis. de expansão. já de posse de plantas preliminares com locação das obras de barramento e das obras de adução. industriais. Parques Nacionais e outras Unidades de Conservação da Flora e da Fauna. a partir dos levantamentos e análises previstos. visando a análise de problemas associados à qualidade da água e ao assoreamento. por exemplo. como a Mata Atlântica e o Pantanal Matogrossense. como. os seguintes: • inundação de Terras Indígenas. como a população e as benfeitorias a serem diretamente afetadas. Dentre esses aspectos.ESTUDOS PRELIMINARES Esta fase é de grande importância. ANÁLISE A análise preliminar a ser realizada terá por objetivo a identificação dos aspectos que poderão dificultar ou até mesmo inviabilizar a implantação e operação do empreendimento. abrangendo um arranjo preliminar das obras. a infra-estrutura existente e o zoneamento regional. com a definição das áreas rurais. os projetos de PCH devem evitar. pois. • inundação de áreas de preservação ambiental legalmente constituídas. residenciais. Nesse trabalho. Posteriormente. urbanas. climatologia. só viável após ampla e demorada discussão do assunto e edição de permissão do Congresso Nacional. face à provável inviabilização ambiental ou ao possível acréscimo nos custos de implantação do empreendimento. .

considerados sagrados pela população local. • • • áreas de exploração de minerais estratégicos. por exemplo. como a de canoagem. • reservatórios onde o zoneamento regional ou municipal prevê áreas de expansão urbana ou de conservação ambiental. Após a constatação de que o empreendimento é ambientalmente viável. ou cachoeiras e trechos de rios onde haja muitas atividades turísticas ou de lazer na região. • áreas tombadas por órgãos de defesa do Patrimônio Histórico. inundação de áreas cársticas. Em geral. Cultural. um pré-diagnóstico ambiental. como corredeiras onde haja intensa e histórica prática esportiva. • onde houver sensíveis prejuízos para outros usos considerados mais importantes. ou • Relatório Ambiental Preliminar (RAP) ou similar.• inundação de áreas onde haja aglomerações urbanas ou comunidades rurais que. identificadas como patrimônio espeleológico. esse documento acompanha o requerimento de Licença Prévia (LP) da usina e se consubstancia em: • ficha própria do órgão ambiental licenciador. como as que ficam a montante de mananciais para futuro abastecimento d’água. por isso. Arqueológico e Paisagístico. O documento inicial exigível tem escopo variável. em função do órgão que o irá analisar. uma avaliação preliminar dos impactos e das medidas mitigadoras. inundação de locais tipo cemitérios. deverá ser elaborado um documento com um estudo preliminar (RAP). na qual são informadas as características técnicas do empreendimento. . necessitarão de relocação. • eliminação de patrimônios naturais. a partir do qual o órgão ambiental definirá a necessidade e o nível de elaboração dos estudos ambientais. como abastecimento d’água e irrigação.

Identificação Preliminar dos Impactos. será função da consideração de todos esses fatores. etc. O RAP deverá ser basicamente composto por: • • • • • Justificativas do Empreendimento. bióticos e antrópicos da região já levantados. Quanto mais completo. deverão ser feitas as avaliações preliminares de impactos e medidas mitigadoras/compensatórias.RAP – RELATÓRIO AMBIENTAL PRELIMINAR A partir de uma análise preliminar das características do projeto e das especificidades ambientais da área de sua implantação. envolvendo usinas cuja implantação e operação provocam ou não efeitos ambientais significativos. O grau de aprofundamento dos estudos. objetivo e claro for o RAP. com grandes ou pequenas dimensões do reservatório. Diagnóstico Ambiental Preliminar. Caracterização do Empreendimento. duas situações básicas deverão ser consideradas. maior a possibilidade de uma decisão mais rápida e mais acertada do órgão ambiental para o prosseguimento dos estudos. Prováveis Medidas Mitigadoras e Programas Ambientais. com os dados disponíveis sobre a usina e o reservatório associado. conforme as características particulares de cada empreendimento. nos estudos a serem realizados. poderiam ser desnecessários. Em cada uma dessas situações. em diversos casos. demandam maior esforço de avaliação de impactos ambientais as usinas cujos projetos contemplam desvios por canais ou túneis que afetem o fluxo normal a jusante do barramento. Normalmente. com problemas associados à presença de peixes de piracema e às correspondentes rotas migratórias. em área já bastante degradada ou não. decisão essa do órgão ambiental. onde há o problema da exigência legal de uma vazão remanescente mínima. com os principais aspectos físicos. . Um RAP mal feito ou muito incompleto pode provocar uma demora na análise e a exigência de estudos aprofundados que.

no item “ESTUDOS COMPLETOS”. Em outras palavras. Esses estudos ambientais deverão fornecer subsídios tanto para a concepção geral do aproveitamento. para os casos em que o órgão ambiental. muitas vezes. ter continuidade na fase de operação. portanto. mais detalhadamente.ESTUDOS SIMPLIFICADOS ESTUDOS BÁSICOS . Reconhece-se também que a significância dos impactos sobre o meio ambiente local e deste sobre o empreendimento determinará o nível de detalhamento dos estudos ambientais. e não análises meramente genéricas. conforme já comentado. compreendem a realização de uma série de atividades específicas. Algumas dessas instruções são transcritas neste capítulo. sem a consulta ao outro. construção e operação. importantes conceitos no projeto de engenharia.GERAL Os estudos ambientais simplificados. . É fundamental. Cabe ressaltar que as recomendações aqui apresentadas estão coerentes com as que foram fixadas no documento “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”. considerar que o empreendimento não causará sérios danos ambientais. muitas vezes. inserindo. Tendo em vista tais preceitos. Fazem parte do conjunto de procedimentos que constituem os estudos: a caracterização do empreendimento. as quais deverão levar em consideração a realidade ambiental em que o aproveitamento proposto se enquadra. aqui de forma resumida e. editadas em abril de 1997. às vezes sem utilidade prática. não provoque imprevistos futuros que obriguem o empreendedor a executar alterações indesejáveis e onerosas. podendo. para que o avanço de um. os estudos deverão preocupar-se em desenvolver análises coerentes com as reais interferências do empreendimento. e não somente como uma peça no processo de licenciamento ambiental. que haja uma inter-relação constante entre o projeto de engenharia e os estudos ambientais. a identificação e análise dos impactos ambientais nas fases de projeto. o documento a ser produzido deverá ser reconhecido como uma importante ferramenta de gestão ambiental do empreendimento. como para a harmonização ambiental do empreendimento na região de sua implantação. a proposição de medidas mitigadoras e/ou compensatórias dos impactos negativos ou de maximização dos benefícios relativos aos impactos positivos e os programas ambientais. do DNAEE/ELETROBRÁS. As diretrizes nele apresentadas. o diagnóstico ambiental da região onde este será inserido. de antemão. deverão ser incorporadas e aprofundadas quando do detalhamento dos Programas e implementadas na fase de construção. de acordo com as etapas comentadas a seguir.

deverão ser. são sentidos os impactos do empreendimento. a Área de Influência (AI) e a Área Diretamente Afetada (ADA). principalmente no que se refere à delimitação da faixa de preservação permanente ao longo do reservatório. etc. o incremento das atividades comerciais. reservatório. uma vez que somente a partir de seu reconhecimento é que será possível orientar as diferentes análises temáticas. possíveis interferências com comunidades e suas atividades no entorno do barramento e do reservatório. em particular. podem interferir ou sofrer interferências do aproveitamento. acessos. Normalmente. inclusive nas vias de comunicação. etc.). Levando em consideração essas variáveis. dentre outras. ou alterado. alojamentos da mão-de-obra. independentemente do recorte municipal. bem como a intensidade dos impactos a serem provocados pelo empreendimento. a utilização de serviços em cidades próximas sobrecarregando a infra-estrutura da região. a critério do órgão ambiental licenciador. adotam essas ou outras nomenclaturas (Subseção 8. Considera-se como Área Diretamente Afetada aquela cuja abrangência dos impactos incide diretamente sobre os recursos naturais e antrópicos locais. bacia hidrográfica. recomenda-se levar em consideração. Diversos exemplos podem ser citados. canteiros. as seguintes variáveis: características e abrangência do projeto (área do reservatório. a Área de Influência abrange a região onde.DEFINIÇÃO DAS ÁREAS DE INFLUÊNCIA Entendem-se como Áreas de Influência os diferentes espaços geográficos nos quais serão sentidos os impactos diretos e indiretos do empreendimento nas fases de implantação e de operação. desta forma. a ADA abrange a região de intervenção direta. Esse tratamento é simplificado. bem como a área da bacia hidrográfica que. o aumento do tráfego. definidas duas áreas de estudo. áreas de empréstimo e de bota-fora. Essa Área. se caracteriza como o cenário potencial de processos naturais ou sócio-econômicos e que. canteiro de obras. características específicas da região. compreende o conjunto ou parte de municípios que terão suas terras afetadas. acomodação da mão-de-obra. Por sua vez. necessária à implantação do empreendimento e o seu entorno (barramento e casa de força. Na delimitação das diferentes áreas de estudo. possíveis interferências ambientais no trecho do rio a jusante do empreendimento. podendo ser mantido no caso de exigência de estudos completos. A sua delimitação é peça-chave nos estudos. alternativas de localização de barramentos. normalmente. . a contratação de mão-de-obra local ou regional.4). de alguma forma. indiretamente. bota-fora e áreas de empréstimo). acessos. incluindo esta última o seu entorno. Os órgãos estaduais. legislação ambiental pertinente. como a criação de expectativas.

Este tópico deverá conter informações técnicas sobre o projeto. localização e acessos. justificativas para a implantação do empreendimento. especialmente municipais.Os levantamentos e análises temáticas deverão ser diferenciados para cada uma das duas Áreas. aspectos do processo construtivo. cronograma das obras e dimensionamento da mão-de-obra necessária para todas as fases e custos. e características básicas do empreendimento. apresentadas de uma forma consolidada e de fácil leitura. os seguintes itens deverão estar relacionados: • • • • identificação do empreendedor. tais como dados técnicos de projeto. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO A caraterização do empreendimento deverá ser feita tendo como base os documentos de engenharia produzidos. sendo necessária. onde se deverá indicar que o projeto não contraria as leis locais de uso do solo. nem interfere com planos governamentais. Como conteúdo básico. uma vez que nela se verificarão os principais impactos. na ADA. a realização de investigações mais aprofundadas. . A delimitação das Áreas deverá ser apresentada em mapas com escalas adequadas. de desenvolvimento.

As informações deverão ser. o outro. Além disso. o máximo que possível. na maioria dos casos. Cabe destacar que o diagnóstico deverá refletir o trabalho interdisciplinar da equipe técnica. etc. Levando-se em consideração as Áreas de Influência. biológicos e antrópicos. irrigação. na identificação das principais interferências que o empreendimento deverá provocar sobre os diferentes recursos naturais e sócio-econômicos da Área Diretamente Afetada e vice-versa. lazer. devendo ser realizado em dois níveis de abordagem: um referente à Área de Influência e. No caso da Área de Influência. umidade relativa. • .). a relevância dos fatores ambientais e os critérios exigidos pelo órgão ambiental. imagens de satélites. principalmente. identificando possíveis ações nas bacias e sub-bacias que possam interferir no empreendimento.Diagnóstico Climatologia e Hidrologia • Caracterização do clima. Levantamento de Dados Os levantamentos deverão se concentrar. construção e operação do empreendimento. máximas e mínimas absolutas). Meio Físico . de caráter específico. temperatura (médias mensais. o Diagnóstico Ambiental deverá ter abrangência e profundidade suficientes para permitir uma consistente avaliação de impactos e definir corretas estratégias de gestão ambiental nas fases de projeto. evapotranspiração e balanço hídrico. utilizando bases em escalas compatíveis com os níveis dos estudos e com o material cartográfico disponível (mapas. assim como ações do aproveitamento sobre o meio ambiente existente. fotos aéreas. com relação a: precipitação (médias anuais e mensais). incluindo ou excluindo atividades conforme as situações encontradas. As diretrizes a seguir apresentadas para cada tema deverão ser adaptadas a diferentes arranjos de projeto. bem como as características básicas do projeto. os estudos deverão.DIAGNÓSTICO AMBIENTAL O desenvolvimento do Diagnóstico Ambiental deverá considerar a natureza e o porte do aproveitamento. referente à Área Diretamente Afetada e ao seu entorno. É importante também que se identifiquem os conflitos existentes ou potenciais nos diferentes usos da água (abastecimento. Por outro lado. Esses dados poderão ser obtidos a partir dos estudos de engenharia. Avaliação dos recursos hídricos. bem como de áreas degradadas e que podem influir na vida útil do empreendimento. ele deverá permitir a identificação de zonas de fragilidade ambiental. concentrar-se no levantamento de dados secundários. analisando as interações dos diversos componentes físicos. espacializadas. a localização prevista. o diagnóstico se inicia pelos levantamentos ambientais.

Diagnóstico O diagnóstico do meio biológico deverá ter como ponto central a caracterização e o mapeamento das possíveis interferências do empreendimento sobre as comunidades florística e faunística locais. natural ou provocado por ações antrópicas a montante. se já há bancos de areia ou ilhas em formação. aumentando. • . • Geologia. das espécies características da fauna terrestre local. ao cruzar essas informações com dados do empreendimento (tempo de residência) e a carga orgânica a ser inundada (biomassa vegetal. será possível obter um cenário futuro das condições de qualidade da água do reservatório a ser criado. pocilgas. etc). desta forma. comparando-a com a situação da cobertura vegetal da Área de Influência. a vida útil do empreendimento. também. em nível de ADA. bem como reconhecida a sua qualidade em relação às atividades que se desenvolvem na bacia (índice de qualidade da água). os seguintes aspectos deverão ser considerados: • • • descrição das fitofisionomias naturais em seus vários estágios de desenvolvimento. Pedologia. Elaboração de Mapas de Uso e Ocupação do Solo. que afetem as máquinas. Com relação à água. mapa da cobertura vegetal atual da ADA. etc. uma vez que. Uso do Solo e Aptidão Agrícola • Avaliação dos indicadores geológicos e geomorfológicos que permitam a obtenção de informações sobre a estabilidade dos terrenos. incluindo as tipologias identificadas (expressas em percentual). principalmente as localizadas na Área Diretamente Afetada (ADA).). deverão ser identificados os principais habitats e sua fauna associada. etc. tanto para a AI quanto para a ADA. presença de aqüíferos e a interferência sobre recursos minerais. suscetibilidade a sismos. a partir de dados secundários e indiretos (entrevistas). identificação.. endêmicas e/ou ameaçadas de extinção. fossas.belezas cênicas. conforme exemplo ilustrativo apresentado na Figura 8. visando o fornecimento de subsídios para possíveis programas de controle e/ou melhoria desse uso na bacia. O reconhecimento desse parâmetro é de fundamental importância. verificando a existência de espécies raras. Para tanto. • Caracterização da drenagem atingida quanto ao transporte de sedimentos. deverão ser identificadas as fontes poluidoras. Geomorfologia. é importante que se consolidem as diversas incompatibilidades entre o uso potencial e atual dos solos da bacia hidrográfica. Avaliação e mapeamento das unidades pedológicas sob a ótica de sua suscetibilidade à erosão. Recursos Minerais. Nessa análise.2. para verificação da tendência existente quanto ao assoreamento. as informações da qualidade da água com as características geológicas da região. aptidão agrícola e uso atual. pH alto. • • Meio Biológico . Recursos Hídricos. Deverão ser cruzadas. para detecção de problemas de ferro na água.

condições físico-químicas da água. etc.). caracterização da infra-estrutura regional. . reconhecimento do nível de aceitabilidade do projeto na região.. dimensões. deverão ser identificados aspectos básicos da estrutura das comunidades e deverá ser feito o reconhecimento das exigências ambientais das espécies inventariadas (migração reprodutiva.• para a fauna aquática. identificando possíveis conflitos com o aproveitamento ou mesmo reconhecendo eventuais participações do empreendedor a partir de programas de compensação. análise das Unidades de Conservação existentes na região. situação jurídica. alojamentos em vilas ou cidades. através de processo interativo com os diversos atores sociais envolvidos. durante o período de obras. cronograma de implantação. comércio. • • • • • • Esta fase deverá permitir o conhecimento e interação suficientes para a formulação de critérios de remanejamento e negociação nas etapas futuras de planejamento. dentre outros. A participação da população e o reconhecimento de seus representantes são fatores básicos para a viabilização do aproveitamento. Para tanto. identificação das lideranças. de hospitais. a partir da aplicação de um questionário específico. caracterização dos planos e programas governamentais para a região (objetivos. levantamento e análise de problemas associados a interferências com atividades minerárias. formulação. fundiária. associação com mata ciliar. etc. patrimônios culturais. históricos. a partir daí. • Meio Antrópico – Diagnóstico Prevê-se a realização dos seguintes estudos: • reconhecimento do perfil da população da Área Diretamente Afetada. considerando suas expectativas com relação ao empreendimento. e da situação fundiária das propriedades a serem afetadas. acessos. destacando o seu estado de manutenção. de critérios gerais para um eventual remanejamento de algumas famílias. etc. pela aplicação de um questionário. deverão ser considerados aspectos como as relações das pessoas a serem diretamente atingidas com a terra em que vivem. etc. e dos legítimos interlocutores com que o empreendedor negociará. arqueológicos e turísticos. instituições e recursos envolvidos. em especial para atender às necessidades. identificação dos formadores de opinião na área de estudos e das organizações sociais existentes e.).

por exemplo. conforme exemplo mostrado na Figura 2. . A integração das características do empreendimento com as características locais e regionais onde se pretende inserí-lo é fundamental para a adequada identificação e análise dos impactos. É muito importante. A partir daí. um túnel ou uma tubulação . os impactos deverão ser espacializados. deverão ser elaboradas as previsões e avaliadas as respectivas grandezas dos impactos. formando um “Mapa de Interferências”. as diversas fases de implantação do empreendimento. no primeiro caso. distintamente. o enchimento do reservatório. Quando possível. Uma usina com casa de força afastada da barragem tem impactos distintos de uma outra que é compacta. o planejamento. IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS A identificação e a análise de impactos se iniciam a partir do resultado do cruzamento dos elementos de projeto com o Diagnóstico Ambiental realizado. ou seja. por meio de um canal. a análise do que pode ocorrer no rio a jusante. a construção. a desativação do canteiro de obras e a operação da usina.INSERÇÃO DO EMPREENDIMENTO. A identificação deverá abranger. em função de uma vazão reduzida por causa do desvio de águas para adução à casa de força afastada.

Campos Hidrófilos e Higrófilos de Várzea) Cerrado Degradado Lavoura Área Urbana Ced L FIGURA 1 .7898000 Ced 7897000 o dã do l Su C 9 34 ha pa 7896000 Costa R M S- ica PARAÍSO 7895000 M 7894000 S31 6 Ino cê n cia 49 MS-3 7893000 uã ap CANTEIRO DE OBRAS Ca m 7892000 7891000 288000 289000 290000 291000 Curso d'água Estrada Pavimentada Estrada não Pavimentada Caminho 551 Fes Co Mc P Floresta Estacional Semidecidual Cerradão Mata Ciliar Degradada Pastagem Reservatório Benfeitoria Lavoura + Floresta Estacional L+Fed Decidual (Mata Seca) CBU Complexo de Biótopos Úmidos (Mata Ciliar.

deverão ser contemplados tanto os impactos negativos como . Campos Hidrófilos e Higrófilos de Várzea) Lavoura Benfeitoria Área Urbana L Ponte Caminho FIGURA 2 A partir daí.7898000 7897000 do l Su C pa ha o dã 7896000 Costa R M S- 9 34 ica PARAÍSO 7895000 M S- 31 6 7894000 Ino 49 MS-3 cê n cia 7893000 Ca ap m uã CANAL DE ADUÇÃO CANTEIRO DE OBRAS SUBESTAÇÃO 7892000 CASA DE FORÇA 7891000 288000 289000 290000 291000 Curso d'água Estrada Pavimentada Estrada não Pavimentada Caminho 551 Fes Co Mc P Floresta Estacional Semidecidual Cerradão Mata Ciliar Degradada Corredeiras Cachoeira 1 a 19 Pastagem Limite das propriedades Reservatório Benfeitoria Lavoura + Floresta Estacional L+Fed Decidual (Mata Seca) CBU Complexo de Biótopos Úmidos (Mata Ciliar. na avaliação.

Horizonte temporal (imediato ou durante a construção. apresenta-se uma Matriz de Identificação e Avaliação de Impactos no item “EIA – ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL”. média e grande ). Reversibilidade ( reversíveis e irreversíveis). Magnitude (pequena. permanente e cíclico). deverá estar associada a um prognóstico. deverá ser identificado. Duração (curta. evitando-se expressões vagas. que deverá ser explicitada. deverão ser apresentados dados numéricos. Importância (pequena. e regional. A avaliação dos impactos. Os impactos deverão ser estudados tendo por base resultados analíticos confiáveis e respaldados em métodos claros e bem definidos. para cada etapa de implantação do empreendimento. a partir dos aspectos a seguir relacionados. média e longa). considerando a AI). médio prazo ou quando do enchimento do reservatório e longo prazo ou durante a operação). Sempre que possível. traçando possíveis cenários durante todo o tempo de ocorrência desses impactos. • • • • • • • • Natureza ( direto ou indireto). por sua vez. Além disso. associada à ADA. de acordo com a metodologia adotada.os positivos. A título de ilustração. . Abrangência (local. o efeito esperado com relação a cada um dos impactos. adiante (Figura 1). Periodicidade (ocasional. média e grande).

áreas de empréstimos. Alguns dos Programas normalmente previstos são explicitados a seguir. quando da emissão da Licença Prévia (LP).). servindo como instrumento de acompanhamento e gerenciamento tanto pelo empreendedor como pelo órgão ambiental.justificativas. deverão ser. e visando. públicas ou não. dentre outras. até o nível de Projeto. . este documento deverá ser elaborado após as devidas análises dos estudos da fase anterior pelos órgãos ambientais competentes. para cada Programa. Desta forma. • Programa de Recuperação de Áreas Degradadas Este Programa deverá ter por foco a recuperação das áreas que sofreram impactos diretos da obra. tais como obras civis. . permitirá. . detalhados. articular de forma eficiente os agentes multiplicadores de opiniões e. e não a de mera recuperação. de um lado. etc. não deverá ser reconstituída a condição original existente. . Em seu conteúdo. devendo ser incorporadas as recomendações que eventualmente forem inseridas em seus pareceres. a aprovação futura da Licença de Instalação (LI) que permitirá o início das obras. a seguinte estrutura básica deverá ser apresentada: . que obrigatoriamente deverão participar). de outro. mas sim harmonizada a que foi degradada com a paisagem local. garantir que se utilizem as técnicas mais eficientes de proteção e recuperação ambiental. alojamentos. informações detalhadas do projeto de engenharia já deverão estar consolidadas. em particular. nesta etapa.custos. pedreiras. (em especial o empreendedor privado.cronograma físico–financeiro de implantação. equipamentos eletromecânicos. Por outro lado. acessos. dentre outros objetivos.PROGRAMAS AMBIENTAIS DETALHADOS Cronologicamente.objetivos principais. bota-foras.entidades envolvidas. cronograma de implantação das obras e mapa de intervenções (canteiro de obras. . conforme cada região e cada Programa. . Para o seu desenvolvimento. tais como áreas de canteiro. permitindo a sua implementação praticamente imediata. de forma genérica e concisa.procedimentos para implantação. de empréstimos e de bota-foras. desvio do rio. A sua execução deverá levar em conta a visão de reabilitação de áreas. Os Programas Preliminares propostos nos Estudos da fase anterior. Em outras palavras. o novo documento deverá ser elaborado dentro de uma eficiente estrutura operacional. deverá ter clareza quanto às instituições.

a legislação estabelece que as margens dos reservatórios das hidrelétricas devam ser protegidas. a promoção da inserção do empreendimento junto à sociedade local. ser implantado um Programa de Recomposição Ciliar. A Resolução CONAMA 02/96 determina o dispêndio não inferior a 0. Além desses Programas. até mesmo. se o órgão ambiental assim o exigir. melhorar as condições locais existentes.ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL . o que possibilitará minimizar custos e.5% do custo total do empreendimento nos casos considerados de “relevante impacto ambiental”. por exemplo.O ideal é que a recuperação vá ocorrendo na medida em que vá havendo a exploração. como. como meta principal. Dependendo da decisão do órgão ambiental licenciador. • Programa de Comunicação Social Deverá ter. • Programa de Gerenciamento e Controle dos Impactos Ambientais A partir de uma estrutura de Gestão Ambiental. ESTUDOS COMPLETOS EIA . devendo. desenvolvendo um processo de informação/diálogo permanente entre os diferentes atores sociais atuantes na região. este Programa objetivará o acompanhamento dos impactos previstos durante a implantação e operação do empreendimento e a correta aplicação das medidas mitigadoras e/ou compensatórias previstas. outros Programas poderão ser necessários. o de implantação de Unidade de Conservação de domínio público e uso indireto. para tal.

conforme já citado. em conjunto com o antigo DNAEE (hoje. a inserção regional das obras propostas.ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL . • • • Para o alcance desses objetivos. resumidas no Quadro 8. à concepção técnica do aproveitamento envolvendo túneis.ESTUDOS COMPLETOS EIA . um documento com as “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”. o EIA deverá atender. pelo menos. uma decisão subjetiva de cada analista e é fruto de sua própria experiência. caracterizar a qualidade ambiental atual e futura da Área de Influência. Para uma delas. há diversos métodos. permitir. os quais podem sofrer pequenas adaptações e incluir complementações com base nas rotineiras exigências dos órgãos ambientais. estes últimos em forma de EIA/RIMA.GERAL A legislação. complementar e ordenar uma base de dados temáticos sobre a região onde se inserem as obras propostas. para as instituições públicas e privadas nacionais. definir os programas de acompanhamento/monitoramento que deverão ser iniciados e/ou continuados durante e/ou após a implantação do empreendimento. à vizinhança com áreas ambientalmente sensíveis. Normalmente. a importante atividade de Avaliação dos Impactos Ambientais (AIA).4-1. em 1997. na medida do possível. A ELETROBRÁS. à redução da vazão liberada para jusante. deixa a critério de cada órgão ambiental a decisão quanto à necessidade ou não de estudos detalhados. adaptado do roteiro básico desse órgão. esses órgãos deverão exigir a edição e discussão pública de um EIA/RIMA. onde são apresentadas as principais orientações para os estudos de engenharia e ambientais de usinas hidrelétricas. promovendo. editou e distribuiu. ANEEL). estabelecer programas que visem prevenir. cuja seleção é. Quando houver a previsão de ocorrência de impactos de grande magnitude. por exemplo. às exigências do citado documento da ELETROBRÁS e também as do IBAMA. esses impactos potenciais estão associados à existência de populações próximas. como agente modificador. dentre outros aspectos. O EIA tem os seguintes objetivos principais: • • • avaliar a viabilidade ambiental do empreendimento e fornecer subsídios para o seu licenciamento (LP) junto ao órgão ambiental competente. através de métodos e técnicas de identificação/avaliação de impactos. mitigar e/ou compensar os impactos negativos e reforçar os positivos. provocados pelo empreendimento. o conhecimento e o grau de transformação que a região sofrerá com a introdução das obras propostas. É usual proceder-se a uma aplicação . normalmente.

A cada linha representativa de um impacto. Área de Influência Indireta (AII): aquela onde incidem os impactos indiretos.” • Fazendo uma analogia. considerando a região. Geologia e Geomorfologia (AI e ADA). sob a forma de interferência nas suas interrelações ecológicas. se necessários. apresenta-se. quadros e figuras inseridos no seu texto. isoladamente. Arranjo Geral das Obras (projeto).” citadas da ELETROBRAS: • “Área de Influência Direta (AID): aquela cuja abrangência dos impactos incide diretamente sobre os recursos ambientais e a rede de relações sociais. Áreas de Influência – Delimitação (região). podendo extrapolar os divisores da bacia hidrográfica e os limites municipais. em função do que estiver sendo adotado por cada órgão ambiental licencidador. que a equipe responsável pela elaboração dos estudos tenha conhecimento das ferramentas disponíveis e capacidade de discernimento quanto à melhor combinação em cada caso. As mais usuais. É fundamental. eles. A título de ilustração. podendo se estender além dos limites da área a ser definida como polígono de utilidade pública. até o momento. não são considerados completos. portanto. . um exemplo de uma “matriz de interação”. além do texto básico. decorrentes e associados aos impactos diretos. a AI corresponderia à AII e a ADA à AID.conjunta de mais de um método. também poderão ser necessários outros desenhos. estadual ou municipal. e que podem ser utilizadas. Uso e Ocupação dos Solos (AI e ADA) e Principais Interferências (AI e ADA). adiante. em nível federal. Solos e Aptidão Agrícola das Terras (AI e ADA). devem ser associadas as medidas a serem tomadas e definidos os correspondentes programas ambientais. neste caso de “Estudos Completos”.. de vez que. em geral. econômicas e culturais. em função das características específicas de cada empreendimento em estudo.. Os principais produtos do EIA. Neste caso. sociais e econômicas. muito utilizada no Brasil. Cabe destacar que têm sido admitidas outras nomenclaturas para as Áreas de Influência (AI) e Área Diretamente Afetada (ADA). são as definições apresentadas nas “Instruções . o projeto e as Áreas de Influência (AI) e Diretamente Afetada (ADA): Localização e Acessos (região). aplicada em um caso de uma usina de 21 MW de potência instalada e que inunda uma área de 105 ha onde há 19 propriedades. são as seguintes ilustrações. Suscetibilidade à Erosão (AI).

ser incluídos ou não na análise. são apresentados outros Quadros. Base Econômica. mostram os elementos de caracterização de cada componente-síntese. em cada caso. o meio ambiente pode ser representado por “componentes-síntese”. Os Quadros 1 a 10. Ecossistemas Terrestres. A análise de todos esses Quadros permitirá a elaboração de uma precisa matriz de interação. Normalmente. serão uma resultante dessa análise. As medidas mitigadoras compensatórias e de controle. . conforme cada caso. admite-se um sexto componente-síntese. o de “População e Reserva Indígena”. bem como os necessários programas ambientais. aqui não considerado. onde cada componente-síntese é associado a critérios e elementos da avaliação. abrangendo: Ecossistemas Aquáticos. com a inclusão dos elementos que forem considerados importantes e a eliminação dos que forem julgados inexistentes ou desprezíveis. nesse caso. como descrito no início destas “Diretrizes”. que podem. por concorrer para a inviabilização da PCH e. Logo em seguida. que têm por base o atual Manual de Inventário Hidrelétrico da ELETROBRAS. Organização Territorial. Modos de Vida. não ter havido prosseguimento nos estudos.AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS Para a identificação e a avaliação dos impactos ambientais de forma detalhada.

telefone e fax dos representantes legais e pessoas de contato. sob o ponto de vista tecnológico e de localização.6 2. sociais e econômicos utilizados para sua delimitação. para os registros dos dos resultados dos estudos. em escalas compatíveis com as características e complexidades das Áreas de Influência e Diretamente Afetada relativas aos efeitos ambientais.6 . incluindo a não implantação do projeto. CPF.ROTEIRO BÁSICO (IBAMA – adaptado) (*) ATIVIDADES Identificação empreendedor IBAMA do Nome ou razão social. fax. anteriores ao empreendimento. 1. Apresentação dos critérios ecológicos. à identificação de recursos tecnológicos e financeiros para mitigar os impactos negativos. registros legais.EIA . Detalhamento do método e técnicas escolhidos para a condução do estudo ambiental. ou seja.QUADRO 1 . bem como dos passos metodológicos que levem ao diagnóstico. Nome. ao prognóstico. do Caracterização e análise do projeto.4. sociais e econômicos que determinaram a sua delimitação. sob a forma de interferências nas suas diversas interrelações ecológicas. sociais e econômicas. endereço completo. Referência ELETROBRÁS (**) - Caracterização empreendimento - Métodos e técnicas utilizados para a realização dos estudos ambientais - Delimitação das áreas Delimitação da Área Diretamente Afetada. telefone. Definição das alternativas tecnológicas e de localização possíveis. às medidas de controle e monitoramento dos impactos. das áreas que sofrerão impactos indiretos decorrentes e associados. de influência do baseando-se na abrangência dos recursos empreendimento naturais atingidos pelo empreendimento. Espacialização análise e apresentação resultados da Elaboração de base cartográfica referenciada da geograficamente. Apresentação dos critérios ecológicos. Delimitação das Áreas de Influência do empreendimento.

Procedimentos e Ferramentas.20 (*) IBAMA – “Avaliação de Impacto Ambiental – Agentes Sociais. escolha da alternativa mais favorável.6 5. através da integração dos resultados da análise dos meios físico e biológico com os do meio antrópico. mitigação e reparação dos impactos negativos. além de medidas compensatórias. controle. incluindo o de Acompanhamento e Monitoramento dos Impactos (positivos e negativos). Elaboração de Programas Ambientais. eficazes e efetivas de mitigação ou de anulação dos impactos negativos e de potencialização dos impactos positivos.5 3. com indicação dos fatores e parâmetros a serem considerados.1.4 1. Controle ambiental do Avaliação do impacto ambiental da alternativa empreendimento selecionada do projeto.3 1.7 4. Análise e seleção de medidas eficientes.3 3.Diagnóstico ambiental Descrição e análise do meio natural e sóciodas Áreas de econômico e de suas interações.4 3. antes da Influência e implementação do empreendimento. devem constar: uma classificação do grau de sensibilidade e vulnerabilidade do meio natural e a caracterização da qualidade ambiental futura. Comparação entre o projeto e cada uma de suas alternativas. mitigação e compensação dos seus efeitos negativos. controle. Rio de Janeiro. 1997.3 5.4. (**) Referência ELETROBRÁS – indicação do item correspondente no documento “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”.3 5.10 2. na hipótese de não realização do empreendimento) Prognóstico dos impactos ambientais do projeto e de suas alternativas Identificação dos efeitos ambientais potenciais (positivos e negativos) do projeto e das possibilidades tecnológicas e econômicas de prevenção. 1995.6. Diretamente Afetada (Dentre os produtos dessa análise.” Brasília. . com base nos seus efeitos potenciais e nas suas possibilidades de prevenção. 2.

Figura 1 – Matriz Paraíso .

ecossistemas sob proteção legal. cachoeiras.. Aquático • Qualidade da água: − sistema de comprometimento quanto às suas características ecológicas. − sistema com alto comprometimento de suas características ecológicas pela intensidade das atividades poluidoras. desmatamento). • Fatores de pressão sobre os ecossistemas (extrativismo. ecossistemas ameaçados. − ocorrência de outras espécies da fauna (p. • Ecologia da paisagem (forma média dos remanescentes florestais. − identificação e espacialização das principais rotas migratórias. refletindo a interferência de fontes poluidoras. • Aspectos Biológicos : − biologia e ecologia das espécies ictíicas mais representativas.Elementos de Caracterização ComponenteElementos de Caracterização Síntese Ecossistema • Vegetação marginal (mata ciliar. etc. • Fisiografia fluvial : − hierarquia fluvial/densidade de drenagem − diversidade física do canal fluvial (meandros. − identificação das principais espécies. isolamento entre os mosaicos e classificação fito-fisionômica entre os mosaicos). agropecuária. sobretudo as espécies migradoras e as espécies associadas a ambientes de elevada energia hidrodinâmica. répteis). ecossistemas mantenedores de espécies ameaçadas de extinção. ecótonos. mamíferos aquáticos.ex. − sistema com algum grau de comprometimento de suas características ecológicas. retificações. sem a presença de poluição. • Ocorrência e distribuição faunística na bacia.QUADRO 2 – Ecossistema Aquático . QUADRO 3 – Ecossistema Terrestre . . reprodutivas e tróficas. mata de várzea). − identificação e espacialização da produtividade pesqueira.Elementos de Caracterização ComponenteSíntese Ecossistema Terrestre Elementos de Caracterização • Cobertura vegetal e uso do solo na bacia. • Ecossistema de relevante interesse ecológico. ecossistemas importantes na manutenção de fluxos populacionais.).

compartimentação do relevo). serviços oferecidos (educação. transporte e lazer). saúde. valores. representações. organização espaço-temporal. aptidão agrícola. situação de conflito. energia. • Sistema de Produção: − − − − organização da população rural. • Condições de Vida: qualidade de vida (indicadores básicos). patrimônio histórico/cultural). crenças. espacial da população (situação de domicílio taxa de crescimento. hídricos. áreas de várzea. • Organização Social: − − − − − − processo histórico de ocupação.QUADRO 4 . fluxos migratórios. recursos naturais disponíveis (minerais. comunicação. áreas de erosão. . distribuição rural/urbano). saneamento. identidade sócio-cultural (hábitos. florestais e pesqueiros). pedológicos. formas de associação.Modos de Vida – Elementos de Caracterização ComponenteSíntese Modos de Vida Elementos de Caracterização • Dinâmica Demográfica: − − − − − − quantitativo populacional. organização da população urbana. condições ambientais do sítio (dinâmica das cheias.

estrutura e distribuição espacial das populações urbana e rural. importância relativa à população total. colégio eleitoral e representação nas instâncias parlamentares municipais. por município. relações origem-destino e articulação intermodal. características. estaduais e federais. hidro e ferroviário. . estaduais e federais. • Ocupação do Território: processo histórico de ocupação. características e importância relativa dos sistemas rodo. principais usos da água e estimativa do contigente de usuários. condicionantes ambientais do território. superfície territorial municipal e relação com a superfície total. por município. localização.QUADRO 5 . grau de urbanização. • Circulação e Comunicação: localização e características dos núcleos urbanos: diversidade e hierarquia funcional.Elementos de Caracterização Componente Organização Territorial Elementos de Caracterização • Dinâmica Demográfica: − − − − − − − − − − − − − − − − − − − evolução das populações urbana e rural. por uso. consumo e serviços. distribuição espacial das categorias de uso do solo e respectivas intensidades de uso. localização. relações urbano-rurais e padrões de assentamento resultantes. capacidade e raio de atendimento dos equipamentos de produção. programas de desenvolvimento existentes e planejados. função do recurso hídrico na organização do território. • Organização Político-Administrativa: localização das sedes municipais e distritais.Organização Territorial . localização e raio de atendimento das principais instituições públicas municipais. que apontem indução ou restrição à ocupação.

− recursos minerais. relações históricas dos principais ramos e setores. valor bruto e de transformação. PO.º de estabelecimentos. − potencial energético.Elementos de Caracterização Componente Elementos De Caracterização Base Econômica • Atividades Econômicas (caracterização geral e setorial): − características. capacidade de geração de renda e emprego. arrecadação de ICMS e ISS. medicinal e alimentar. − espécies de valor econômico. − setor primário: estrutura fundiária. − áreas de potencial agrícola.QUADRO 6 . − usos potenciais e efetivos dos recursos hídricos. extrativista. − participação em receitas tributárias da União e do Estado. − mercados atendidos e importância econômica e social das atividades econômicas. − infra-estrutura existente e planejada. valor da produção e superfície ocupada. • Recursos e Potencialidades da Bacia Hidrográfica: − características e respectiva localização espacial. ex. n.: setor de alimentação e setores responsáveis por absorção da mão-de-obra). PEA. grau de mecanização).Base Econômica . − investimentos e programas de desenvolvimento existentes e planejados. − atividades econômicas relacionadas aos recursos hídricos.º de estabelecimentos. PEA. tipo de produto. e localização espacial dos principais ramos produtivos e estabelecimentos. . • Finanças: − arrecadação de tributos municipais. − condicionantes ambientais das atividades (indução/restrição) e fatores de pressão sobre os recursos naturais. biológico. genético e turístico. − setor terciário: n. − atividades econômicas vinculadas à manutenção da qualidade de vida das populações residentes (p.º de estabelecimentos. − estrutura produtiva. − formas de apropriação dos recursos (intensivo/extensivo. − setor secundário: n. PO. população economicamente ativa (PEA). pessoal ocupado (PO). madeireiro. receita total.

Comprometimento ecossistemas e de espécies de .Diversidade .Tempo de residência .Profundidade média .Relevância biológica na área afetada Indicador de Impacto: comprometiment o das características determinantes na manutenção da diversidade biológica.Ecossistemas Terrestres: Critérios e Elementos de Avaliação ComponenteSíntese Ecossistema Terrestre Critérios de Avaliação Elementos de Avaliação . . de espécies migratórias. .Comprometimento dos ambientes mantenedores da biodiversidade.Perda de cobertura vegetal .Hierarquia fluvial .Ocorrência de outras espécies da fauna passíveis de impacto (mamíferos aquáticos.Características morfométricas trecho de rio afetado Indicador de Impacto: grau de comprometiment o das características determinadas na manutenção da diversidade biológica.Rotas migratórias afetadas .Perda de ambiente de elevada energia hidrodinâmica .Perda de vegetação marginal . endêmicas ou exclusivas (e de outros grupos da fauna vertebrada) .Alteração da vegetação marginal .Volume de fitomassa afetada .Tipologia dos solos afetados .Quadro 7 .Perda de lagoas marginais .Ecossistemas Aquáticos: Critérios e Elementos de Avaliação Critérios de Avaliação ComponenteSíntese Ecossistema Aquático . répteis) QUADRO 8 .Qualidade da reservatório água do futuro do Elementos de Avaliação .

Modos de Vida: Critérios e Elementos de Avaliação Componentesíntese Modos de Vida Critérios de avaliação Elementos de avaliação .Comprometimento da sociedade historicamente construída .Mudanças nas condições capitalização/descapitalização de Indicador de Impacto: grau de interferência sobre as formas de reprodução da vida social .Modificação nos qualidade de vida indicadores de .Comprometimento da identidade sócio-cultural e de sua expressão espaço-temporal .Alteração no sistema de produção de cada Modo de Vida .Alteração ambientais nos condicionantes .Ruptura dos vínculos de dependência entre rural e urbano .Alteração nos aspectos que estratégias de sobrevivência conformam as condições de vida .Comprometimento das .QUADRO 9 .Bens de consumo coletivo atingidos .Alteração no quadro epidemiológico .Queda no padrão de consumo .Alteração na rede de relações das quais os grupos sociais urbanos dependem para garantir sua sobrevivência .Vínculos de comprometidos socialização .

.Número. relação com a população local Acessibilidade: . consumo e serviços atingidos.Disponibilidade de áreas reassentamentos previstos . Reversibilidade das interferências circulação e comunicação: na . . contingente de .articulações intermodais atingidas.perda de território: (superfície e participação no território total do município).alternativas às relações funcionais interrompidas.extensão e funções da infra-estrutura circulação e comunicação viária atingida. localização e características assentamento e mobilidade da dos núcleos atingidos parcial e população totalmente . associação à obra.alternativas aos fluxos de circulação e comunicação interrompidos. .Vila residencial: localização. político-administrativa dos municípios .equipamentos de produção.Comprometimento dos fluxos de . .Organização Territorial: Critérios e Elementos de Avaliação ComponenteSíntese Organização Territorial Critérios de Avaliação Elementos de Avaliação . estaduais e federais atingidas.papel das sedes municipais e instituições públicas municipais.Estimativa da remanejada população para a os ser .perda no representantes.Comprometimento da organização . participação no eleitorado municipal.Interferência nos padrões de . Indicador de Impacto: grau de desarticulação da circulação e comunicação .QUADRO 10 .estimativa da população atingida por perda de infra-estrutura viária. população prevista. .estimativa do contingente de eleitores remanejados. .

Diferencial da arrecadação tributária e das transferências de receitas .Comprometimento das finanças . áreas de aptidão agrícola.Quantitativo e valor afetada. por setor da dos produção atingidas .Expressão econômica e social das potencialidade atingidas .Base Econômica: Critérios e Elementos de Avaliação ComponenteCritérios de Avaliação Elementos de Avaliação Síntese e características .QUADRO 11 . potencial turístico e dotadas de potencial biológico genético) .Comprometimento potencialidades com para usos da água .Expressão econômica e social das atividades .Características e ordem de grandeza das dos recursos de potencialidades da destaque bacia hidrográfica suprimidos (jazidas minerais.Ocorrência de condições de suporte para reprodução das atividades .Mercado afetado .Emprego e renda suprimidos Indicador de Impacto: grau de interferência nas atividades econômicas . extrativismo.Número Base estabelecimentos atingidos econômicas Econômica .Atividades econômicas vinculadas ao rio .Usos existentes e potenciais dos municipais recursos hídricos atingidos/inviabilizados e respectiva população afetada .Comprometimento das atividades .

suas alternativas. de modo que se possam entender as vantagens e desvantagens do projeto. gráficos e demais técnicas de comunicação visual.RIMA – RELATÓRIO DE IMPACTOS SOBRE O MEIO AMBIENTE O RIMA é um documento elaborado a partir do EIA. III – A síntese dos resultados dos estudos de diagnóstico ambiental da área de influência do projeto. ilustradas por mapas. a área de influência. considerando o projeto. a mão-de-obra. O RIMA deve ser apresentado de forma objetiva e adequada à sua compreensão. VI – A descrição do efeito esperado das medidas mitigadoras previstas em relação aos impactos negativos. os empregos diretos e indiretos a serem gerados. que determina o seu conteúdo mínimo: “I – Os objetivos e justificativas do projeto. IV – A descrição dos prováveis impactos ambientais da implantação e operação da atividade. bem como todas as conseqüências ambientais de sua implementação”. comparando as diferentes situações da adoção do projeto e suas alternativas. O EIA compreende o detalhamento técnico-científico associado aos meios físico. segundo a própria Resolução 01/86 do CONAMA. os prováveis efluentes. às medidas necessárias e aos programas ambientais correspondentes. quantificação e interpretação. V – A caracterização da qualidade ambiental futura da área de influência. O RIMA reflete as conclusões do EIA. aos impactos provocados. Recomenda-se a elaboração do RIMA com as seguintes Seções. biótico e antrópico. VII – O programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos. técnicas e critérios adotados para sua identificação. planos e programas governamentais. as fontes de energia. VIII – Recomendação quanto à alternativa mais favorável (conclusões e comentários de ordem geral). cartas. sua relação e compatibilidade com as políticas setoriais. a serem adaptadas ou alteradas em função de cada caso: . e o grau de alteração esperado. especificando para cada um deles. As informações devem ser traduzidas em linguagem acessível. podendo ser considerado um resumo deste último. nas fases de construção e operação. bem como com a hipótese de sua não realização. mas que apresenta uma abrangência menor. II – A descrição do projeto e suas alternativas tecnológicas e locacionais. à inserção do empreendimento em uma região. as matérias primas. os processos e técnicas operacionais. Parágrafo único. os horizontes de tempo de incidência dos impactos e indicando os métodos. quadros. emissões. resíduos e perda de energia. mencionando aqueles que não puderam ser evitados.

Os Impactos e as Medidas Recomendadas para Resolvê-los • • Os Impactos Negativos. Os Programas Ambientais 6. Apresentação 2. O Empreendimento • • • • • O Que É? O Porquê de Sua Construção Dados Básicos O Empreendedor A Empresa Responsável pelos Estudos 3.1. sua Mitigação e/ou Compensação Os Impactos Positivos e sua Maximização 5. A Região do Empreendimento • • • Aspectos Físicos Aspectos Bióticos Aspectos Sócio-Econômicos 4. Conclusões 7. Equipe Técnica Básica .

no mínimo. a de início das obras. como. ou seja. Nesse instrumento legal. por exemplo: • • • • • • • Conservação da Fauna e da Flora. o nível de detalhamento e de precisão deverá ser incrementado. os seguintes Programas. O Projeto Básico Ambiental (PBA) é um conjunto de Programas a serem implantados. é determinada a exigência de elaboração e aprovação do Projeto Básico Ambiental. para que o órgão ambiental forneça a Licença de Instalação (LI). usinas termelétricas e linhas de transmissão. uma vez que os custos ambientais serão maiores e deverão ser bem orçados e aplicados. Comunicação Social.87. Salvamento do Patrimônio Arqueológico. mas. Reorganização da Infra-Estrutura.09. devem ser detalhados. Saúde da Mão-de-Obra.PBA – PROJETO BÁSICO AMBIENTAL Há uma Resolução específica do CONAMA. De acordo com o caso. há um quadro que apresenta os documentos necessários ao licenciamento para usinas hidrelétricas. de: • • • Recuperação de Áreas Degradadas. separadamente. a de no 06/87. Educação Ambiental. Monitoramento da Qualidade da Água e Controle da Ictiofauna. visando viabilizar as recomendações emitidas no EIA e no RIMA e atender às exigências e condicionantes fixadas pelo órgão ambiental licenciador. em especial as de geração de energia elétrica. Cada Programa deverá ter a mesma abrangência de atividades dos similares citados no item “PROGRAMAS AMBIENTAIS DETALHADOS”. de 16. Em geral. Em anexo a essa Resolução. Relocação e Assentamento de Pequenos Produtores Rurais. . outros Programas poderão ser exigidos pelos órgãos ambientais. Gerenciamento e Controle dos Impactos Ambientais. que trata do licenciamento ambiental de obras consideradas de grande porte.

e os institucionais (da elaboração dos estudos ambientais para as diferentes etapas do empreendimento. “O procedimento de orçamentação dos custos ambientais está voltado para aqueles custos que serão efetivamente internalizados no custo total do empreendimento. da ELETROBRÁS. com a não exigência dos estudos de viabilidade. A identificação dos custos ambientais. havendo necessidade. da elaboração dos estudos requeridos pelos órgãos ambientais. de vez que. Apesar de esse documento se referir a “estudos de viabilidade”. entretanto.CUSTOS AMBIENTAIS A estimativa dos custos ambientais é claramente explicada no documento “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”. ou seja: • • • • • os custos de controle (incorridos para evitar a ocorrência. dos impactos ambientais de um empreendimento). de uma precisão maior na estimativa dos custos ambientais. da obtenção das licenças ambientais e de realização de audiências públicas). de compensação (das ações que compensam os impactos ambientais provocados por um empreendimento nas situações em que a reparação é impossível). a sua apropriação em rubricas orçamentárias próprias e a adoção de critérios uniformes entre as empresas do setor elétrico visam reduzir a incerteza na avaliação do custo global dos empreendimentos e verificar a sua viabilidade econômica. são transcritos e/ou adaptados alguns trechos. não sendo portanto aqui considerados. . o grau de precisão das estimativas de custos ambientais deverá acompanhar a mesma precisão requerida para os demais componentes do aproveitamento. entre a Viabilidade e o Projeto Básico ou entre o EIA e o PBA. de monitoramento (das ações de acompanhamento e avaliação dos impactos e programas ambientais). as orientações não mudam. estes não podem ter o mesmo tratamento de valoração que os demais. total ou parcial. os estudos de inventário hidrelétrico da bacia hidrográfica têm por seqüência imediata a elaboração do Projeto Básico de Engenharia. de mitigação (das ações para redução das conseqüências dos impactos ambientais provocados). geralmente. Pelas dificuldades intrínsecas da natureza dos custos de degradação. que se referem muitas vezes a impactos não quantificáveis ou não mensuráveis. Quanto à parte ambiental. Desse documento. no caso de PCH. A estimativa de custos ambientais deverá considerar os seguintes aspectos: • na etapa de Viabilidade. suas diretrizes são válidas aqui. a seguir.

Nesse documento. Esses parâmetros servirão para aferir os custos alocados na composição atual ou. Portanto. seus principais itens de custo a serem orçados e sua correlação com as rubricas do OPE (Orçamento Padrão do Setor Elétrico). deverão ser considerados os estudos e ações a serem desenvolvidos na etapa de Projeto Básico. levantamentos e a implantação das ações necessárias para evitar. que inclui a listagem dos programas ambientais característicos de empreendimentos hidrelétricos. se constituem nas referências básicas para elaboração das estimativas de custos relativas à etapa de Viabilidade. tomando-se como referência empreendimentos similares implantados na mesma região. A elaboração da estimativa de custos ambientais deverá ser feita tendo como base o “Referencial para Orçamentação dos Programas Ambientais” aprovado pela Diretoria Executiva da ELETROBRÁS (Resolução no 201/95). Decretos. a estrutura básica das contas do OPE/94. todos os itens de custos ambientais estimados nesta etapa devem ser considerados como investimento. Para tanto. a estimativa de custos dos programas ambientais deverá ser realizada considerando os estudos. Projeto Executivo. A definição da moeda a ser utilizada. os índices de reajuste e demais critérios de orçamentação deverão ser estabelecidos em acordo com o orçamento relativo às obras civis e equipamentos. na etapa de Viabilidade. são apresentados: a tabela de identificação de impactos e programas ambientais. • Assim. e a apresentação destas estimativas apropriadas de acordo com as rubricas estabelecidas no OPE.• os instrumentos disponíveis no setor elétrico referentes à orçamentação. e o roteiro de orçamentação dos programas ambientais. Resoluções e Portarias associadas a empreendimentos hidrelétricos estão relacionadas no Quadro 1. em especial o Roteiro para Orçamentação dos Programas Ambientais e o Orçamento Padrão ELETROBRÁS (OPE). o produto da estimativa de custos ambientais da etapa de Viabilidade compreende os resultados individualizados de cada programa ambiental identificado. em seus principais itens de custo. a descrição das contas e instruções para sua aplicação. Para a estimativa dos custos ambientais. na falta destes. .” LEGISLAÇÃO AMBIENTAL PRINCIPAIS DOCUMENTOS LEGAIS As principais Leis. Construção e Operação. poderão ser utilizados outros parâmetros – desde que justificados e apresentados na memória de cálculo – a partir de dados recentes. para fornecer um referencial. minimizar ou compensar os impactos ambientais advindos da implantação do aproveitamento.

o Comitê da Bacia em foco. da forma mais completa possível. Cabe ressaltar que a responsabilização. em março de 1999. a Secretaria Federal e. o documento “Legislação Ambiental de Interesse do Setor Elétrico”.ordená-las cronologicamente. são apresentadas as mais importantes determinações legais ou com força de lei na área de meio ambiente e que se aplicam também ao caso de usinas hidrelétricas. Fauna e Unidades de Conservação. com as devidas penalidades. como é conhecida. editado em março de 1999. para tal. qualquer projeto de usina hidrelétrica. caso já esteja formado.eletrobrás. retardando a emissão das necessárias Licenças. também é listada nesse Quadro. foram estabelecidos os seguintes grupos: • • • • • • Direitos e Deveres Individuais e Coletivos. de 12.Nesse Quadro. Procurou-se organizá-las em função de seus objetivos e.01. em cada conjunto formado. deverá considerar os já existentes ou em elaboração nos Planos Diretores de Recursos Hídricos das bacias.br/atuação/comase. Os detalhes sobre este último assunto estão tratados no tópico 8. Lembramos ainda que o Grupo de Trabalho de Legislação Ambiental do Comitê Coordenador das Atividades de Meio Ambiente do Setor Elétrico – COMASE. podem concorrer para períodos mais longos de análises e decisões por essas instituições.02. que representa uma das mais importantes medidas no disciplinamento da múltipla utilização das águas das bacias hidrográficas brasileiras.98. Flora. no 9605. em geral. de 08. Recursos Hídricos. Proteção do Meio Ambiente.12. até mesmo. Licenciamento Ambiental. como o Código de Águas e o Código Florestal. Dessa forma. também pode também ser útil a consulta a outro importante documento da ELETROBRÁS: os “Instrumentos Legais de Interesse de Empreendimentos Elétricos”. Sua aplicação está sendo gradativamente regulamentada. de 19. A Lei da Natureza ou Lei dos Crimes Ambientais. o qual é uma importante fonte de referência e que pode ser encontrado no sitehttp://www. Nessa lista. que vier a ser elaborado.htm. Compensação Financeira. são consideradas desde a tradicional lei brasileira.gov. que estabelece novas diretrizes para os processos de licenciamento ambiental. devendo.97.6. até a recente e importante Resolução CONAMA 237/97.97. em caso de liberação inadequada de atividades danosas ao meio ambiente. . publicou. A partir dessa Lei. ser consultada a Secretaria Estadual correspondente.2. tanto do empreendedor quanto dos funcionários do órgão ambiental licenciador. instituídas há cerca de meio século atrás. com o objetivo de esclarecer dúvidas e orientar o usuário destas “Diretrizes”. Além deste documento. Outra importante Lei listada é a que trata da Política Nacional de Recursos Hídricos. a de no 9433.

como instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente. 05.QUADRO 8.938 31. Flora e Unidades de Conservação Decreto nº 750 definições e conceitos sobre Reservas 18.824 23. A Lei estabelece. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.02. determina que: “Todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.08.09.” Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente.06. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente.11.10.81 Proteção do Meio Ambiente Lei nº 9. e dá outras providências.60 Lei nº 4.88 Constituição Federal 05.65 18.09.535/78 15. fica determinado que qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise anular ato lesivo ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural.02.10. Torna obrigatória a destoca e conseqüente limpeza das bacias hidráulicas dos açudes.88 Proteção do Meio Ambiente Lei nº 6. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Artigo 5º.90 Lei nº 3.78 Unidades de Resolução CONAMA Estabelece Conservação 04/85 Ecológicas. e dá outras providências.93 .98 Proteção do Meio Ambiente Proteção do Meio Ambiente Flora. Artigo 225. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida.85 Dispõe sobre o corte. o licenciamento pelo órgão competente. a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras e o Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras dos recursos ambientais (atualizado pela Lei nº 7. Fauna e Unidades de Conservação Decreto nº 99. represas e lagos artificiais. constitui o Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA e institui o Cadastro de Defesa Ambiental.274 06. 10. ainda. O Capítulo VI. seus fins e mecanismos de formulação e aplicação.804/89). e dá outras providências.771/65 e Lei nº 6.06.6-1 – LEGISLAÇÃO AMBIENTAL APLICÁVEL TEMA REFERÊNCIAS LEGAIS Constituição Federal DESCRIÇÃO DATA Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Proteção do Meio Ambiente No Capítulo I. Institui o Novo Código Florestal e promove alterações nas leis anteriores. a exploração e a supressão da vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regeneração da Mata Atlântica.605 12.

No mesmo artigo. para os Estados.91 Compensação Financeira Lei nº 9.5% do custo global como compensação.. Estabelece os casos que dependem de pela Lei 9. ao Distrito Federal e aos Municípios.433 Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos. O Capítulo II. Estende.98 Compensação Financeira . 08. Inciso XI.01. Institui.752 11. aos Estados.97 Compensação Financeira Lei nº 7. incluindo PCH (até 10 MW).12. O parágrafo único considera como área do reservatório a “delimitada pela cota d’água associada à vazão de cheia com tempo de recorrência de 100 anos”.34 Lei nº 9.”. Inciso III.12.0 km2”. alterada Institui a ANEEL. a isenção de compensação financeira de que trata a Lei 7.12. 18. participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural.07. de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica.” Define os percentuais da distribuição da compensação financeira de que trata a Lei nº 7.10.000 a 30. para produção independente ou autoprodução. Altera..88 Compensação Financeira Lei nº 8. Institui o Código das Águas. e dá outras providências. compensação financeira pelo resultado da exploração de petróleo ou gás natural. Distrito Federal e Municípios. Estabelece.. cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. de recursos hídricos para fins de energia elétrica. bem como a órgãos da administração direta da União.427.89 Compensação Financeira Constituição Federal 05. os casos de isenção.01.03.000 a 30. determina como bens da União: “os lagos. para esses casos. “é assegurada. e dá outras providências. “mantidas as características de PCH”.000 kW. de 28 de dezembro de 1989.643 10.98 04. ou compensação financeira por essa exploração.96 Recursos Hídricos Recursos Hídricos Decreto-Lei 24.. o Código das Águas. de 28 de dezembro de 1989.Unidades de Conservação Lei nº 8.04. nos termos da lei.001 13. 26.990. Regulamenta o pagamento da compensação financeira instituída pela Lei nº 7.990.90 Compensação Financeira Decreto nº 1. no Art. 4o .990.990 28. Artigo 20. Fixação de 0. rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio. parcialmente. de recursos minerais e dá outras providências.648 autorização: potência de 1... Resolução 394 da ANEEL Define como PCH as usinas com 1. e dá outras providências. Parágrafo 1º.96 e 27.001 Reparação dos danos ambientais causados pela destruição de florestas e outros ecossistemas por empreendimentos de relevante impacto ambiental.000 kW de potência instalada e “área total do reservatório igual ou inferior a 3.05.

Editora CEJUP.97 NOTAS: 1 2 Os Estados e Municípios têm legislação própria que.902. em publicação recente. nº 6/87 geração e distribuição de energia elétrica. • PINTO.01.90 Licenciamento Ambiental Resolução CONAMA Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para uso e nº 1/86 implementação de avaliação de impacto ambiental (EIA/RIMA). Resolução CONAMA Regulamenta o licenciamento ambiental para exploração. nº 9/87 Resolução CONAMA Estabelece critérios e procedimentos básicos para a nº 1/88 implementação do Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental.06. acompanham os documentos legais federais citados no Quadro. Brasília. em qualquer de suas modalidades.274 Regulamenta as Leis nº 6.01.Licenciamento Ambiental Decreto nº 99.87 16. previsto na Lei nº 6.03. Resolução CONAMA Revisão dos procedimentos e critérios utilizados no nº 237/97 licenciamento ambiental. IBAMA. 23. O IBAMA. de 31 de agosto de 1981.86 Licenciamento Ambiental Licenciamento Ambiental Licenciamento Ambiental 16.938. 2081 páginas. Resolução CONAMA Estabelece os modelos de publicação de pedidos de nº 6/86 licenciamento. 1997. Brasília. e estabelece que dependerão de licenciamento do órgão ambiental competente as atividades que utilizam recursos ambientais. de forma a efetivar a utilização do sistema de licenciamento como instrumento de gestão ambiental.938/81. sua renovação e respectiva concessão da licença. Resolução CONAMA Regulamenta a Audiência Pública. consideradas efetivas ou potencialmente poluidoras ou capazes de causar degradação ambiental e que será exigido EIA e respectivo RIMA para fins do licenciamento.87 03. Waldir de Deus Suplemento à Legislação Federal de Meio Ambiente Um volume. de 27 de abril de 1981 e a Lei nº 6. 06. 1996.12.88 Licenciamento Ambiental 19. consolidou praticamente toda a legislação ambiental federal existente até outubro de 1997: • PINTO.86 Licenciamento Ambiental 24. em geral. 690 páginas.12.09. Waldir de Deus Legislação Federal de Meio Ambiente Três volumes. .

instalação. considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso. aplicáveis aos estudos de usinas hidrelétricas. ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadoras dos recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que.” . de forma simplificada ou detalhada. operação e ampliação de uma atividade ou empreendimento. a serem amplamente divulgados e discutidos.97. pessoa física ou jurídica. 1º . possam causar degradação ambiental. ampliação e a operação de empreendimento e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que. Uma das formas de concretização dessa ação é a exigência que deve ser comandada pelo Poder Público de estudos prévios de impactos ambientais.O PROCESSO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL GERAL A Constituição Federal em vigor estabelece que o Poder Público e a sociedade têm o dever de defender e preservar o meio ambiente “para as presentes e futuras gerações”. sob qualquer forma. de 19. IV – Impacto Ambiental Regional: é todo e qualquer impacto ambiental que afete diretamente (área de influência direta do projeto). II – Licença Ambiental: ato administrativo pelo qual o órgão ambiental competente estabelece as condições. plano e projeto de controle ambiental. • Definições “Art. diagnóstico ambiental. qualquer que seja a potência instalada. restrições e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor. quando houver a possibilidade de instalação de empreendimento ou a execução de atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente. plano de manejo. para localizar. instalação. Os principais artigos de interesse dessa Resolução. são apresentados a seguir. o território de dois ou mais Estados. instalar. sob qualquer forma.12. III – Estudos Ambientais: são todos e quaisquer estudos relativos aos aspectos ambientais relacionados à localização.Licenciamento Ambiental: procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização. dos quais um dos mais recentes e o mais completo em vigor é a Resolução nº 237/97. apresentados como subsídio para a análise da licença requerida. A implantação de usinas hidrelétricas se enquadra como um dos casos onde existe a necessidade de estudos ambientais antes das obras. O licenciamento ambiental envolve órgãos federais e/ou estaduais e/ou municipais e é disciplinado por diversos dispositivos legais. no todo ou em parte. plano de recuperação de área degradada e análise preliminar de risco. conforme vier a exigir o órgão ambiental licenciador. possam causar degradação ambiental.Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições: I . do CONAMA. relatório ambiental preliminar. tais como: relatório ambiental.

“Art. 8º - O Poder Público, no exercício de sua competência de controle, expedirá as seguintes licenças: I – Licença Prévia (LP) – concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade, aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação; II – Licença de Instalação (LI) – autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes da qual constituem motivo determinante; III – Licença de Operação (LO) – autoriza a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação. Parágrafo único – As licenças poderão ser expedidas isolada ou sucessivamente, de acordo com a natureza, características e fase do empreendimento ou atividade.” • Competências

“Art. 4º - Compete ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, órgão executor do SISNAMA, o licenciamento ambiental, a que se refere o artigo 10 da Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, de empreendimentos e atividades com significativo impacto ambiental de âmbito nacional ou regional, a saber: I – localizadas ou desenvolvidas conjuntamente no Brasil e em país limítrofe; no mar territorial; na plataforma continental; na zona econômica exclusiva; em terras indígenas ou em unidades de conservação do domínio da União; II – localizadas ou desenvolvidas em dois ou mais Estados; III – cujos impactos ambientais diretos ultrapassem os limites territoriais do País ou de um ou mais Estados; IV – destinados a pesquisar, lavrar, produzir, beneficiar, transportar, armazenar e dispor material radioativo, em qualquer estágio, ou que utilizem energia nuclear em qualquer de suas formas e aplicações, mediante parecer da Comissão Nacional de Energia Nuclear CNEN; V – bases ou empreendimentos militares, quando couber, observada a legislação específica. § 1º - O IBAMA fará o licenciamento de que trata este artigo após considerar o exame técnico procedido pelos órgãos ambientais dos Estados e Municípios em que se localizar a atividade ou empreendimento, bem como, quando couber, o parecer dos demais órgãos competentes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios envolvidos no procedimento de licenciamento. § 2º - O IBAMA, ressalvada sua competência supletiva, poderá delegar aos Estados o

licenciamento de atividade com significativo impacto ambiental de âmbito regional, uniformizando, quando possível, as exigências.” “Art. 5º - Compete ao órgão ambiental estadual ou do Distrito Federal o licenciamento ambiental dos empreendimentos e atividades: I – localizados ou desenvolvidos em mais de um Município ou em unidades de conservação de domínio estadual ou do Distrito Federal; II – localizados ou desenvolvidos nas florestas e demais formas de vegetação natural de preservação permanente relacionadas no artigo 2º da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, e em todas as que assim forem consideradas por normas federais, estaduais ou municipais; III – cujos impactos ambientais diretos ultrapassem os limites territoriais de um ou mais Municípios; IV – delegados pela União aos Estados ou ao Distrito Federal, por instrumento legal ou convênio. Parágrafo único – O órgão ambiental estadual ou do Distrito Federal fará o licenciamento de que trata este artigo após considerar o exame técnico procedido pelos órgãos ambientais dos Municípios em que se localizar a atividade ou empreendimento, bem como, quando couber, o parecer dos demais órgãos competentes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, envolvidos no procedimento de licenciamento.” “Art. 6º - Compete ao órgão ambiental municipal, ouvidos os órgãos competentes da União, dos Estados e do Distrito Federal, quando couber, o licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades de impacto ambiental local e daquelas que lhe forem delegadas pelo Estado por instrumento legal ou convênio.” “Art. 7º - Os empreendimentos e atividades serão licenciados em um único nível de competência, conforme estabelecido nos artigos anteriores.” NOTA: Como as PCH, na maioria dos casos, não atingem mais de um Estado ou países vizinhos, os órgãos licenciadores deverão ser os estaduais. • Procedimentos

“Art. 10 - O procedimento de licenciamento ambiental obedecerá às seguintes etapas: I – Definição pelo órgão ambiental competente, com a participação do empreendedor, dos documentos, projetos e estudos ambientais, necessários ao início do processo de licenciamento correspondente à licença a ser requerida; II – Requerimento da licença ambiental pelo empreendedor, acompanhado dos documentos, projetos e estudos ambientais pertinentes, dando-se a devida publicidade;
III – Análise, pelo órgão ambiental competente, integrante do SISNAMA, dos documentos, projetos e estudos ambientais apresentados e a realização de vistorias técnicas, quando necessárias;

IV – Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental

competente, integrante do SISNAMA, uma única vez, em decorrência da análise dos documentos, projetos e estudos ambientais apresentados, quando couber, podendo haver a reiteração da mesma solicitação caso os esclarecimentos e complementações não tenham sido satisfatórios; V – Audiência pública, quando couber, de acordo com a regulamentação pertinente; VI – Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental competente, decorrentes de audiências públicas, quando couber, podendo haver reiteração da solicitação quando os esclarecimentos e complementações não tenham sido satisfatórios; VII – Emissão de parecer técnico conclusivo e, quando couber, parecer jurídico; VIII – Deferimento ou indeferimento do pedido de licença, dando-se a devida publicidade. § 1º - No procedimento de licenciamento ambiental deverá constar, obrigatoriamente, a certidão da Prefeitura Municipal, declarando que o local e o tipo de empreendimento ou atividade estão em conformidade com a legislação aplicável ao uso e ocupação do solo, e, quando for o caso, a autorização para supressão de vegetação e a outorga para o uso da água, emitidas pelos órgãos competentes. § 2º - No caso de empreendimentos e atividades sujeitos ao estudo de impacto ambiental – EIA, se verificada a necessidade de nova complementação em decorrência de esclarecimentos já prestados, conforme incisos IV e VI, o órgão ambiental competente, mediante decisão motivada e com a participação do empreendedor, poderá formular novo pedido de complementação.” • Nível dos Estudos

“Art.2º - A localização, construção, instalação, ampliação, modificação e operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, bem como os empreendimentos capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependerão de prévio licenciamento do órgão ambiental competente, sem prejuízo de outras licenças legalmente exigíveis. § 1º - Estão sujeitos ao licenciamento ambiental os empreendimentos e as atividades relacionadas no Anexo l, parte integrante desta Resolução. § 2º - Caberá ao órgão ambiental competente definir os critérios de exigibilidade, o detalhamento e a complementação do Anexo l, levando em consideração as especificidades, os riscos ambientais, o porte e outras características do empreendimento ou atividade. “Art.3º - A licença ambiental para empreendimento e atividades consideradas efetiva ou potencialmente causadoras de significativa degradação do meio dependerá de prévio estudo de impacto ambiental e respectivo relatório de impacto sobre o meio ambiente (EIA/RIMA), ao qual dar-se-á publicidade, garantida a realização de audiências públicas, quando couber, de acordo com a regulamentação. Parágrafo único. O órgão ambiental competente, verificando que a atividade ou empreendimento não é potencialmente causador de significativa degradação do meio ambiente, definirá os estudos ambientais pertinentes ao respectivo processo de

licenciamento.” “Art. 12 - O órgão ambiental definirá, se necessário, procedimentos específicos para as licenças ambientais, observadas a natureza, características e peculiaridades da atividade ou empreendimento e, ainda, a compatibilização do processo de licenciamento com as etapas de planejamento, implantação e operação. § 1º - Poderão ser estabelecidos procedimentos simplificados para as atividades e empreendimentos de pequeno potencial de impacto ambiental, que deverão ser aprovados pelos respectivos Conselhos de Meio Ambiente. § 2º - Poderá ser admitido um único processo de licenciamento ambiental para pequenos empreendimentos e atividades similares e vizinhos ou para aqueles integrantes de planos de desenvolvimento aprovados, previamente, pelo órgão governamental competente, desde que definida a responsabilidade legal pelo conjunto de empreendimentos ou atividades. § 3º - Deverão ser estabelecidos critérios para agilizar e simplificar os procedimentos de licenciamento ambiental das atividades e empreendimentos que implementem planos e programas voluntários de gestão ambiental, visando a melhoria contínua e o aprimoramento do desempenho ambiental.” Os demais artigos dessa Resolução discorrem sobre licenças ambientais específicas para outros empreendimentos (Art. 9º), sobre os profissionais habilitados para a execução e a análise dos estudos (Arts. 11 e 20), sobre os custos de análise dos órgãos ambientais, a serem ressarcidos pelo empreendedor (Art. 13), sobre os prazos de análise (Arts. 14, 15 e 16), sobre o arquivamento e reinício do processo (Art. 17), sobre os prazos de validade das licenças concedidas (Art. 18), sobre as modificações nas exigências e nessas licenças (Art. 19). Pelo que foi determinado, portanto, por essa nova Resolução do CONAMA, em seu Art. 10, o órgão ambiental competente definirá, em conjunto com o empreendedor, quais os “documentos, projetos e estudos ambientais necessários ao início do processo de licenciamento...”, bem como o nível dos estudos, de vez que, pelo parágrafo 1º do Art. 12, “poderão ser estabelecidos procedimentos simplificados para as atividades e empreendimentos de pequeno potencial de impacto ambiental...” Além disso, conforme adaptado do documento “Avaliação de Impacto Ambiental – Agentes Sociais, Procedimentos e Ferramentas” (IBAMA, 1995), cabe registrar, com mais detalhes, a seqüência de edição usual das licenças juntamente com uma lista de documentos a elas relacionados. De forma ilustrativa, apresenta-se também um fluxograma com um Roteiro Geral do processo de licenciamento ambiental de usinas hidrelétricas.

LICENÇA PRÉVIA – LP

Entendimentos com o órgão ambiental licenciador sobre o nível dos estudos a realizar, com recebimento dos Termos de Referência do que deve ser feito. O encaminhamento de um RAP - Relatório Ambiental Preliminar pode, dependendo do caso e do órgão avaliador, conduzir à dispensa de EIA/RIMA, nos casos julgados desnecessários pelos órgãos ambientais. Normalmente, nesses casos, são exigidos estudos simplificados, como mostrado no item 8.3. Requerimento Padrão da LP devidamente preenchido pelo empreendedor, anexando, conforme a atividade, os seguintes documentos: • Estudo de Impacto Ambiental – EIA e Relatório de Impacto Ambiental – RIMA, ou Estudos simplificados, quando, a critério do órgão ambiental, houver dispensa de EIA/RIMA; Certidões das Prefeituras Municipais, com o “nada a opor”, conforme Art. 10, Parágrafo 1o , da Resolução CONAMA 237/97, já citada; Outros documentos, a critério do órgão ambiental, como, por exemplo: Contrato Social registrado para sociedades por quotas de responsabilidade limitada; Atas de Eleição da última Diretoria para sociedades anônimas, etc.

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Cópia da publicação do requerimento da LP no Diário Oficial da União – DOU ou Diário Oficial Estadual – DOE e, se exigido no Estado, em jornal local de grande circulação, pelo empreendedor, de acordo com os modelos aprovados pela Resolução CONAMA 006/86. Recolhimento, pelo empreendedor, de taxa fixada pelo órgão de meio ambiente para emissão da LP e análise do Projeto. Relatório Técnico de Vistoria ao local do empreendimento, elaborado pelo órgão ambiental, para “checagem” das informações contidas no EIA/RIMA ou nos Estudos Ambientais simplificados (apenas quando a Vistoria Técnica for julgada necessária). Responsável: órgão ambiental. Ata da Audiência Pública e documentos anexados quando da sua realização. Responsável: órgão ambiental. Parecer Técnico do órgão de meio ambiente sobre o pedido de LP. Contém condicionantes para a concessão da LI (etapa subseqüente do licenciamento) e prazos de validade para a LP. Concessão da Licença Prévia (segundo Modelo Padrão), pelo órgão ambiental.

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LICENÇA DE INSTALAÇÃO – LI

Requerimento Padrão da LI devidamente preenchido pelo empreendedor, anexando, conforme a atividade: • • Projeto Básico Ambiental – PBA (detalhado) ou Programas Ambientais simplificados, contendo os projetos de minimização de impacto ambiental avaliados na fase da LP; outros documentos exigidos em lei, como outorga para o uso da água, Autorização para Desmatamentos, etc.

Cópia da publicação da concessão da LP no Diário Oficial da União - DOU ou no Diário Oficial Estadual – DOE e, se exigido no Estado, em jornal local de grande circulação, pelo empreendedor, de acordo com os modelos de publicação aprovados através da Resolução CONAMA 006/86. Cópia da publicação do requerimento da LI no Diário Oficial da União - DOU ou no Diário Oficial Estadual – DOE e, se exigido no Estado, em jornal local de grande circulação, pelo empreendedor, de acordo com os modelos aprovados através da Resolução CONAMA 006/86. Recolhimento, pelo empreendedor, da taxa fixada pelo órgão de meio ambiente para a emissão da LI. Parecer Técnico do órgão de meio ambiente para concessão da LI. Contém condicionantes para concessão da LO (etapa subseqüente do licenciamento) e prazos de validade para a LI.

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Concessão da Licença de Instalação (segundo Modelo Padrão), pelo órgão ambiental.

LICENÇA DE OPERAÇÃO – LO

Requerimento Padrão de LO devidamente preenchido pelo empreendedor, anexando: cópias das publicações do requerimento de LO e da concessão da LI no Diário Oficial da União - DOU ou no Diário Oficial Estadual – DOE e, se exigido no Estado, em jornal local de grande circulação, pelo empreendedor, de acordo com os modelos de publicação aprovados através da Resolução CONAMA 006/86. Recolhimento, pelo empreendedor, da taxa fixada pelo órgão de meio ambiente para emissão da LO. Relatório de Vistoria confirmando se os sistemas de controle ambiental especificados na LI foram efetivamente instalados. Responsável: órgão ambiental. Parecer Técnico do órgão de meio ambiente sobre o pedido de LO. Contém condicionantes para a operação do empreendimento e prazo de validade da LO.

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Concessão da Licença de Operação (segundo Modelo Padrão), pelo órgão ambiental. Essa LO tem validade, conforme decisão a ser registrada no correspondente documento e de acordo com o Art. 17 da Resolução CONAMA 237/97, por cerca de quatro a dez anos. Após esse período, haverá necessidade de renová-la, ocasião em que o órgão ambiental verificará se foram cumpridos os compromissos assumidos pelo empreendedor, incluindo o adequado monitoramento ambiental. A preocupação com o meio ambiente deve, portanto, ir além da fase de construção, ou seja, deve ser uma constante na vida útil do empreendimento, havendo assim benefícios diversos, até mesmo para a própria PCH.

CAPÍTULO 9 - ANÁLISE FINANCEIRA DO EMPREENDIMENTO

Como visto ao longo destas Diretrizes, a implantação de uma usina hidrelétrica, no caso uma PCH, importa em custos que, evidentemente, devem gerar benefícios econômicos e ambientais que compensem os investimentos a serem realizados. Os benefícios econômicos significam recompensar financeiramente os investimentos realizados, garantindo ao investidor o retorno do capital aplicado. Ressalta-se que, do ponto de vista de política macroeconômica, no Brasil, a implantação de uma usina hidrelétrica, que utiliza um recurso renovável e abundante como combustível, no caso a água, substitui, com algumas vantagens, incluindo os aspectos ambientais, a implantação de usinas que utilizam outros combustíveis (óleo, carvão, gás, etc.). Os benefícios ambientais significam as melhorias no padrão de vida da população que usufruirá da energia a ser produzida, principalmente nos casos em que a PCH for implantada em região pouco desenvolvida. Os reflexos sobre todos os setores da economia regional são imediatos, incluindo também os associados às condições de saúde da população. As melhorias, em alguns casos, são quantificáveis através de previsões, como, por exemplo, o aumento da produção agrícola e industrial e, ainda, na oferta de empregos locais, diretos e indiretos. Em outros casos, a quantificação das melhorias é difícil, como, por exemplo, as relacionadas com a saúde, lazer e bem estar da população, advindas da iluminação pública e doméstica, bem como as possibilidades de recreação em torno do reservatório. No ítem ESTUDOS AMBIENTAIS estão abordados, detalhadamente, os aspectos relacionados aos impactos e benefícios ambientais. A análise financeira do empreendimento deverá ser feita considerando o resultado dos Estudos Finais realizados, incluindo todos os custos para implantação da PCH. Com base em todos os custos estimados, monta-se o diagrama de fluxo de caixa do empreendimento (DFC), considerando-se as receitas e despesas. A avaliação da economicidade de um empreendimento desta natureza pode ser efetuada com diversos graus de profundidade e de diferentes maneiras. Todos os métodos devem permitir a avaliação da viabilidade financeira do empreendimento, no período ou horizonte determinado (prazo de autorização, vida útil do empreendimento ou outro período escolhido), considerando-se as entradas e saídas de capital (fluxo de caixa) no referido período. A análise financeirea, do ponto de vista do investidor ("equity"), deverá ainda levar em conta, não só a remuneração requerida do seu capital (capital próprio), mas a do capital de terceiros (empréstimo, ou outras formas de participação de terceiros). Dentre os métodos de análise financeira, são muito utilizados o método do fluxo de caixa descontado (valor presente líquido – VPL), o método da taxa interna de retorno do investimento (TIR), o método das mínimas receitas requeridas, além de outros que possibilitem a determinação da viabilidade ou não do empreendimento.

Neste caso. A tarifa de equilíbrio do empreendimento será. PIS .RGR. Renda (=) Resultado Operacional Líquido (+) Depreciação (+) Subsídio da C.C. é abatida da parcela referente à sua cota da Reserva Global de Reversão . ANOS 1 ..Na análise a ser feita sugere-se determinar a tarifa de equilíbrio do empreendimento. a taxa de fiscalização da ANEEL. durante o período ou horizonte determinado. equilibra todos os custos envolvidos. n . devida por concessionários. deve-se prestar atenção para não incluir o tributo duas vezes no fluxo de caixa... Para determinar o diagrama de fluxo de caixa do empreendimento. Compensação Financeira . incluindo as remunerações do capital próprio e de terceiros. Fiscaliz.. utilizando um dos métodos mencionados ou outro semelhante. pelo qual a energia vendida. Outros (-) Encargos de Transmissão(Pedágio) (-) Seguros (=) Resultado Operacional Bruto (-) Provisões para I. COFINS . aquela que representa o valor mínimo. . do ponto de vista do "equity". ANEEL(*) TFSEE . RGR(Uso de Bem Público-UBP) .C (-) Contribuição Social (-) Investimentos Fixos (-) Amortização (+) Valor Residual do Empreendimento (=) Fluxo de Caixa do Empreendimento Valor Presente Líquido (VPL) Taxa de Desconto = i% (*) Na data de publicação deste documento. pode-se utilizar a planilha de demonstração de resultados adiante: ITENS 0 (+) Receita da Venda de Energia (-) Operação e Manutenção (-) Depreciação (-) Despesa Financeira (Juros) (-) Impostos e Taxas ...

Representa os custos de operação e manutenção da usina e de todo o pessoal administrativo durante o período de análise. são: • Cotas Anuais da Reserva Global de Reversão (RGR) – O valor é estabelecido anualmente pela ANEEL.incluir outras despesas. no empreendimento.0% da receita anual de venda de energia oriunda do mesmo. Outros . O custo de operação e manutenção deverá ser baseado em: composição de custos. na moeda escolhida. Custos Anuais de Operação e Manutenção (O&M) . Este valor poderá ser estimado. Neste cálculo a energia utilizada deverá ser a efetivamente contratada (energia garantida). considerando-se 6% do montante de energia gerada.Deverá. Como estimativa . durante o período de amortização estipulado. bem como os juros durante a construção. etc. PIS – Ver legislação pertinente. Receita de Venda de Energia (RE) – Representa a receita anual com a venda de energia a uma tarifa TE. ao Distrito Federal e aos Municípios pelo uso dos recursos hídricos.Horizonte de Planejamento (n) . para o empréstimo tomado. tributos ou taxas não indicadas e que devam ser consideradas. Como estimativa. experiências anteriores. na moeda escolhida. grau de automação. observado o limite de 3. para este fim. sugere-se utilizar como estimativa o valor de 5% do custo total do investimento inicial.Refere-se a pagamento devido aos Estados. Considerar o aproveitamento isoladamente.5% do valor da receita anual de venda de energia auferida pelo empreendimento. considerar 0. valorada à tarifa estabelecida pela ANEEL. na falta de outros métodos. ser considerado como valor reembolsado e deste modo isento de pagamento de imposto de renda . • • • • • . sendo que. Segundo a legislação em vigor estão isentas de pagamento as centrais hidrelétricas consideradas PCHs. utiliza-se usualmente o prazo de validade da autorização concedida pela ANEEL.Representa o horizonte de planejamento ou o prazo para a recuperação do capital em anos. COFINS . Ver legislação pertinente. prioritariamente. se for o caso. considerar 2. permitido por lei. quando aplicável. Taxa de Fiscalização da ANEEL (TFSEE) – O valor é estabelecido anualmente pela ANEEL . Depreciação – Representa o valor anual de depreciação da usina. Compensação Financeira . Subsídio da Conta de Consumo de Combustível (CCC) . Impostos e Taxas (I & T) – Os impostos e taxas anuais incidentes neste tipo de empreendimento e que deverão ser considerados.5% do investimento anual do concessionário.Ver legislação pertinente. Despesa Financeira – Representa o custo do financiamento (juros).

Encargos de Transmissão – Refere-se. resulte numa receita anual RE. capaz de equilibrar os custos anuais envolvidos na implantação e operação da usina. então. Vu n vida útil da usina. no horizonte de planejamento de n anos. Ci custo total do empreendimento. que leva a um VPL igual a zero. onde: Vu valor residual para o horizonte (n anos).i (%)= O recomendável é utilizar como taxa de desconto o custo médio de oportunidade do capital ( CAPM . na moeda escolhida. Valor Residual . que com a taxa de desconto i %. sugere-se a seguinte sistemática: VRn = Ci ⋅ VRn Vu − n . horizonte de planejamento ( anos). Imposto sobre a Renda (IR) – Representa a provisão para pagamento do Imposto sobre a Renda. Após a determinação do fluxo de caixa a resolução do problema passa a ser. quando aplicável. Amortização – Representa a parcela do financiamento correspondente as amortizações do valor de empréstimo assumido (capital de terceiros). no ano zero( capital próprio + capital de terceiros). para a recuperação do investimento ( anos).Ver legislação pertinente.Representa o montante de capital próprio investido na implantação do empreendimento. Investimento Fixo (If).(VRn) – Representa o valor residual da usina no final do horizonte de planejamento ou recuperação do capital. Contribuição Social . Alternativamente pode-se utilizar a taxa de atratividade requerida pelo investidor. normalmente adotado no Setor Elétrico Brasileiro como sendo igual a 50 anos. ao custo do uso da rede de transmissão de energia elétrica. Taxa de desconto. Devem ser incluído os gastos com o sistema de transmissão de energia associado (Linhas de Transmissão e Subestações necessárias à entrega da energia gerada aos compradores). . Seguros – Refere-se ao custo dos seguros contratados pelo empreendedor. encontrar uma tarifa de equilíbrio TE . ou seja.Capital Asset Pricing Model). Para a estimativa do valor residual da usina. O investidor deverá considerar este parâmetro quando desejar recuperar o seu investimento em tempo inferior ao prazo legal de depreciação instituído pela ANEEL (50 anos – Resolução 44 de 17/03/1999). no final do horizonte de planejamento.

visando facilitar a análise por parte da ANEEL. Geotécnicos e de Materiais de Construção 4. em função das particularidades de cada aproveitamento.6 .CAPÍTULO 10 .Estudos de Eixos 5. Com as adaptações que se fizerem necessárias.3 .2 .5 .4 .Hidrometeorológicos 4.Pré-Dimensionamento das Obras Civis e dos Equipamentos 5.INTRODUÇÃO 2.Hidráulicos 4.LEVANTAMENTOS COMPLEMENTARES E ESTUDOS BÁSICOS 4.Estudos Anteriores 2.Estudos Energéticos 4. ITEMIZAÇÃO DO RELATÓRIO FINAL 1 . Registra-se que. visando a padronização desse tipo de relatório pelo Setor Elétrico.4 . para textos e desenhos. o Relatório Final deverá conter os ítens apresentados a seguir. a itemização sugerida é a mesma apresentada nas Diretrizes para Elaboração de Projeto Básico de Usinas Hidrelétricas da Eletrobrás/ANEEL.APRESENTAÇÃO 2 .1 .7 . que é o Agente Regulador do setor.SUMÁRIO DAS PRINCIPAIS CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES 4 .Integração da Usina ao Sistema de Transmissão 4.Seleção da Alternativa .2 .Histórico 2.2 .Objetivo 2.ESTUDOS DE ALTERNATIVAS 5.4 .Ambientais 4.8 .Aerofotogramétricos e Topobatimétricos 4.3 .1 .Arranjos para o Eixo Selecionado 5. deverá ser elaborado o Relatório Final do Projeto Básico da PCH.RELATÓRIO FINAL DO PROJETO BÁSICO No enceramento dos estudos. que sintetizará de forma conclusiva os trabalhos realizados.Custos 5 .3 .Características Principais 3 .1 .Geológicos.

INFRA-ESTRUTURA E LOGÍSTICA 9 .7 . .Tomada d’Água e Circuito Hidráulico de Adução 6.Situação regional do empreendimento.Base cartográfica (topo-batimétrica) e geodésica da área do empreendimento. .Subestação e Linha de Transmissão 6.Obras Acessórias (se houver) 7 .Desenhos ilustrativos típicos. Para maiores detalhes.FICHA TÉCNICA 2 . os quais deverão cobrir: .Casa de Força e Canal de Fuga 6.Vertedouro 6. uma consulta às Diretrizes para Elaboração de Projeto Básico de Usinas Hidrelétricas da Eletrobrás/ANEEL.Desvio do Rio 6.9 . .1 .Barragens (Diques) 6.ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS 11 .Arranjo Geral do Projeto 6.PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO E CRONOGRAMA FÍSICO 10 . em princípio. .DETALHAMENTO DO PROJETO 6.5 .ESTUDOS AMBIENTAIS 8 .6 .Localização geral do empreendimento.DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA DESENHOS – CONTEÚDO Os desenhos deverão ser suficientes para a plena compreensão do Projeto Básico e deverão cobrir.sugere-se ao usuário destas Diretrizes.2 .3 .GERAIS Incluem-se nesse grupo os desenhos de caracterização geral do empreendimento.Mapa do reservatório e de localização das estações hidrometeorológicas no local e na região do empreendimento utilizadas nos estudos. No item “ESCALAS” são indicadas as escalas usuais para elaboração dos desenhos. mostrando as características hidrológicas e climatológicas da região.6 . . os títulos seguintes (autoexplicativos).4 .Equipamentos e Sistemas Eletromecânicos 6. 1 .8 .

EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS Incluem-se nesse grupo os desenhos típicos dos equipamentos eletromecânicos principais do empreendimento (turbinas. .Cortes típicos de cada uma das estruturas e detalhes sempre que necessário. etc. mostrando as características geológicas e geotécnicas regionais e locais. pórticos. além das obras.SUBESTAÇÃO E LINHA DE TRANSMISSÃO Incluem-se nesse grupo os desenhos típicos das obras civis da subestação da usina. em plantas. 4 . necessários à plena compreensão do projeto e ao levantamento de quantidades. com os volumes e características dos materiais necessários para execução das ensecadeiras.Arranjo geral do aproveitamento.Arranjo geral de cada uma das estruturas. incluem-se. 2 . cortes. Incluem-se ainda nesse grupo os diversos diagramas unifilares e fluxogramas dos sistemas auxiliares eletromecânicos. de adução. . de geração e de restituição do escoamento ao rio.. . 3 .Desenhos ilustrativos típicos. as áreas destinadas ao canteiro. o desenho simplificado de seu traçado (ou diretriz) básico até o ponto de interligação com o sistema elétrico da região. apenas. acampamento. pedreiras e bota-fora.Plantas de cada uma das estruturas. enfocando os aspectos de utilização territorial. Para a linha de transmissão prevê-se. de extravasão. onde necessário. . em níveis variados. .). também. bem como de seus equipamentos. peças fixas.Implantação local das obras principais. mostrando.Implantação geométrica das estruturas de barramento. . áreas de empréstimos. Além desses.OBRAS DE DESVIO Incluem-se nesse grupo os desenhos das fases/seqüências construtivas do empreendimento. os equipamentos hidromecânicos e respectivos sistemas de acionamento/movimentação (comportas corta-fluxo e ensecadeiras. jazidas. geradores e transformadores).OBRAS CIVIS PRINCIPAIS Incluem-se nesse grupo os desenhos típicos das diversas estruturas componentes do empreendimento. seções e detalhes. . 5 . dentre outros. talhas. .Cortes e detalhes típicos das estruturas das obras civis.

TIPO DE DESENHO Gerais (Regionais) Implantação (Locais) Arranjo Geral Estruturas Estruturas Aproveitamento Detalhes Geral das do ESCALA 1:100.000 1:100 a 1:500 1:10 a 1:50 Registra-se que as escalas para os desenhos gerais (regionais) e de implantação geral (locais) poderão variar em função do porte do empreendimento.000 a 1:10.000.000 1:200 a 1:2.ESCALAS RECOMENDADAS As escalas recomendadas para cada tipo de desenho são apresentadas no quadro a seguir. .000 1:2.000 a 1:1.

especificada no Painel de Controle. então. Testes efetuados por usuários indicaram que há um grande risco do arquivo ser inutilizado. Quando os programas se iniciam. 4 e 5. a qualquer momento. nos três programas. bastando apenas conhecimentos básicos na plataforma citada anteriormente. no menu Ajuda Sobre. São programas desenvolvidos para ambiente Windows 95/98. A qualquer momento. O programa GRAFCHAV foi desenvolvido pelo Laboratório de Hidrologia da COPPE/UFRJ. pode-se. os mesmos podem ser movidos. REGIONALIZAÇÃO E HUT 1. em convênio com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais . Se houver a necessidade de efetuar a impressão numa impressora que não a impressora padrão.ANEXO 1 .CPRM. sendo necessária uma nova instalação do programa para restaurar o Banco de Dados. Esses arquivos possuem o formato do Banco de Dados MS Acess. e disponibilizados à ELETROBRÁS S. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE OS PROGRAMAS QMÁXIMAS. Se isso for realmente necessário.10. pode-se sair dos programas clicando o botão “Sair”. mas a troca só será efetuada se feita antes da ativação do botão “Imprimir”. o arquivo com a extensão “. etc. primeiro surge a tela de apresentação dos mesmos. os programas são iniciados por um clique simples do mouse em seus ícones. ao se repetir uma consulta. o programa de instalação colocará esses ícones no Menu Iniciar. menus. podem ser acessadas. porém. Inicialmente. digitar a combinação Alt+<letra sublinhada> que o efeito será o mesmo que um clique simples do mouse. Como em grande parte dos aplicativos para a plataforma Windows 95/98.mdb” deve ser copiado em outro diretório. alternativamente.0 os mesmos estão rotulados com o número 3/3). mesmo sem experiência anterior nos cálculos hidrológicos que os mesmos efetuam. Nos itens 3. não seja necessário digitar novamente todos os dados.). REGIONALIZAÇÃO E HUT Algumas considerações. de interface bastante amigável e que podem ser operados por qualquer pessoa. que se efetue qualquer edição nos mesmos que não as realizadas automaticamente pelos aplicativos. caso surja algum problema. os demais gravam as informações digitadas em um banco de dados. para que seja possível a recuperação dos dados. Regionalização e HUT foram desenvolvidos pela COPPETEC. Algumas informações que não constam deste texto. Essa tela é automaticamente fechada e. nos programas Qmáximas e HUT. Sempre que uma letra estiver sublinhada em um objeto (botões. O aplicativo pode permanecer aberto.PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA MANUAL DO USUÁRIO DOS PROGRAMAS QMÁXIMAS. . localizado no mesmo diretório escolhido para a instalação. serão feitas a seguir. 2. aplicáveis a esses três programas . Informações de última hora e sobre o processo de instalação estão localizadas no arquivo leiame. Com exceção do programa HUT. para uma outra pasta. também foi cedida pela CPRM. a tela principal de cada programa será disponibilizada para trabalho. A Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial da CPRM gentilmente cedeu uma versão preliminar do programa para estas Diretrizes. a troca deve ser efetuada através do Painel de Controle. serão abordadas as características individuais de cada um deles. através das “Diretrizes para os projetos de PCH”. presente em todos os últimos discos de instalação (na versão 1.A. A planilha Vazões Mínimas Planilha de Cálculo q7.txt. inclusive os meios de contato para eventuais suportes. INTRODUÇÃO Os programas Qmáximas. a impressão é direcionada para a impressora padrão. para que mais tarde. sem qualquer prejuízo para os programas. não sendo recomendável. Mais tarde. Quando se clica no botão “Imprimir”.

Posto: Próximo Costa Rica Código DNAEE: 63001000 Ano 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 Vazão (m3/s) 98 81 112 125 145 87 96 69 212 78 67 110 92 Ano 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 Vazão (m3/s) 142 65 172 64 81 136 128 98 83 82 71 73 83 Após a inicialização do programa Qmáximas. Estado do Mato Grosso do Sul.A navegação nos programas é feita através do mouse ou da tecla <Tab>. quais sejam: . Informações mais detalhadas serão encontradas nos capítulos destinados a cada um dos programas. 3. novamente. apresentadas a seguir. Desta forma. O programa Qmáximas é destinado ao primeiro caso. o período de observação se estende de 01/70 a 12/95.095 km2 . Nas tabelas onde há entrada de dados. existirão duas possibilidades de ocorrência: o local dispõe de uma série de vazões médias diárias ou o local não dispõe de dados diários. deve-se digitar o número ou o código do posto. bastando o usuário clicar no botão “Calcular”. nas caixas de texto destinadas para tal. Na eventualidade do aproveitamento se situar no segundo caso. foram selecionadas as maiores vazões médias diárias em cada ano para o posto. Caso essa consulta já tenha sido feita anteriormente. a navegação é feita. conforme for mais conveniente. cuja área de drenagem no local é de 1. Sua utilização será demonstrada através do exemplo a seguir apresentado. O PROGRAMA QMÁXIMAS Os estudos de vazões extremas devem ser realizados conforme a disponibilidade de dados na bacia e na região do aproveitamento. A partir da série disponível. os eventos extremos poderão ser gerados a partir de: regionalização através de valores extremos calculados para bacias circunvizinhas ou utilização de hidrograma sintético triangular do Soil Conservation Service. para que os resultados da consulta sejam disponibilizados. Exemplo: Deseja-se determinar as vazões de cheia do posto Próximo Costa Rica. e teclar <enter>. localizado no rio Sucuriú. todos os dados de entrada serão preenchidos automaticamente. através do mouse ou através das setas do teclado.

que a ordem seja seguida. É recomendável. Se o evento tiver ocorrido na ‘caixa de texto’ destinada ao código. dependendo do parâmetro que tenha sido inserido anteriormente. portanto. caso o método utilizado seja “Exponencial de dois parâmetros”. 500. Incluir?” surgirá.000 anos. distribuição. nas caixas de textos destinadas para tal. 10. desvio padrão e α e μ. caso a assimetria seja menor ou igual a 1. ela conterá uma das seguintes ordens: “Digite o código do posto. Se a consulta não tiver sido efetuada anteriormente. Se o nome e/ou código do posto no qual deseja-se efetuar as consultas estiverem corretos. uma ‘Input Box’ aparecerá. Dependendo do local de onde se tenha teclado <enter>.• vazão em m³/s para os tempos de recorrência (TR) de 5. Após o botão “Sim” ter sido clicado. . juntamente com a probabilidade (p) das mesmas na tabela “Resultados”. Se. clique em “Não” e efetue a pesquisa novamente. 1. a mensagem “Posto não encontrado. assimetria.5. a ordem será a segunda. Caso contrário. a consulta mais tarde só poderá ser efetuada pelo nome ou pelo posto.000 e 10. O usuário pode ou não seguir o recomendado.” ou “Digite o nome do posto”. caso o método utilizado seja o de “Gumbel” ou Xo e β. 20. 50. ele optar por deixar a ‘Input Box’ em branco. entretanto. em caso contrário. a primeira ordem aparecerá. Se o <enter> tiver sido dado na ‘caixa de texto’ destinada ao nome do posto. será utilizada a distribuição Exponencial de dois parâmetros. clique em “Sim” para incluir esse novo posto. média. • Cabe ressaltar que a distribuição utilizada será a de Gumbel. 100.

localizado no rio Verde e com área de drenagem de 5. Quando todos os dados desejados forem inseridos.200 km2. basta clicar em “Sair”. não dispõe de dados.832 173. Posto Próximo Costa Rica Porto de Pedras Alto Sucuriú Estrada Iguatemi Rio Sucuriú Sucuriú Sucuriú Iguatemi Área de Drenagem Vazão de 25 anos (km2) (m3/s) 1. etc. Se o usuário desejar imprimir o resultado da pesquisa. Obs. será disponibilizado.3 265. decidiu-se optar por um estudo de regionalização desses postos.7 552. Q95%. todos os recursos do programa já foram utilizados. conforme dito no item 2. é feita através do mouse ou das setas do teclado.↑.096 6. Caso deseje-se imprimir em outra impressora que não a padrão. basta digitar o código ou o nome do posto com o qual será feita a nova pesquisa. Exemplo: Sabe-se que o aproveitamento Reg1. Porém nos postos situados no rio Sucuriú. o foco do programa será direcionado para a “Tabela de Vazões”. bacia vizinha. Não há limite para o número de dados inseridos. clique em “Calcular” e o resultado da consulta será mostrado. basta clicar neste botão que. Clique na célula da tabela a qual deseja-se entrar com os dados ou vá até ela usando as setas ←. Caso queira fazer uma nova pesquisa. Q50%.. serão impressos. A troca é simples e qualquer usuário com alguma familiaridade com o Windows 95/98 poderá fazê-la prontamente.1 . A partir daqui. A fim de definir a vazão de desvio da obra. Os dados.095 2. a utilização do programa Regionalização será demonstrada. conforme dito anteriormente. Novamente a partir de um exemplo. deve-se utilizar os dados de bacias circunvizinhas daquela cuja vazão deseja-se estimar. basta se dirigir à última linha da “Tabela de Vazões” e prosseguir com a digitação normalmente. 4. Os dados são apresentados a seguir. Caso o usuário queira modificar algum valor. existem dados de vazões extremas. a impressão será direcionada para a Impressora Padrão do sistema. Nessa tabela.3 613. até então se encontrava desativado. basta ir à célula que contenha o valor desejado para a alteração. o botão “Imprimir” que. O PROGRAMA REGIONALIZAÇÃO O programa regionalização deve ser utilizado para se estimar em vazões extremas ou outras de interesse. Para tanto. deve-se entrar com o ano e com as vazões máximas médias diárias observadas no respectivo ano. com 25 anos de recorrência. O usuário agora deve decidir se fará uma nova pesquisa ou se deseja deixar o aplicativo.↓ e →. os mesmos só poderão ser restaurados com a nova digitação dos valores antigos. quando o local de interesse não dispuser de séries de vazões. afluente ao rio Verde. que anteriormente haviam sido mostrados na tela. Isso significa que. e no rio Iguatemi. O usuário deve estar atento para o fato de que os valores são corrigidos no Banco de Dados em tempo real. a troca deve ser efetuada através do Painel de Controles.: caso haja a necessidade de se inserirem novos dados em um posto já cadastrado. A navegação dentro dessa tabela. Depois do clique em “Calcular”. uma vez alterados os valores. Os procedimentos serão análogos aos descritos anteriormente.590 6. tais como vazões médias.Uma vez que se tenha clicado em “Ok” ou “Cancelar”. Caso deseje deixar o aplicativo.

a navegação na mesma é exatamente análoga. a equação pode ser tanto uma automática. mostrados no quadro anterior. deve-se preencher a caixa de texto “Nome da Regionalização”. retirada do “Estudos de Chuvas Intensas no Brasil – Otto Pfafstetter” a partir dos postos pluviométricos existentes nos vários Estados brasileiros. 5. Se essa consulta já tiver sido efetuada anteriormente. O gráfico terá a forma de dispersão e a equação do mesmo. os dados de entrada serão preenchidos automaticamente e o usuário deverá clicar. juntamente com r² será mostrada. Pode-se usar tanto o mouse quanto as setas do teclado. deve-se ter a equação de chuvas para o local. novamente. o usuário deve inserir os dados. o usuário deve clicar no botão “Exibir Gráfico” para dar prosseguimento ao programa. na “Tabela de Regionalização”. mas não será capaz de obter o gráfico da regionalização. Os dados serão inseridos na planilha “Dados” e o gráfico na planilha “Regionalização”. O PROGRAMA HUT O programa HUT deve ser utilizado quando. Neste programa. que o usuário disponha e deseje inserir para a execução dos cálculos. Se a consulta ainda não tiver sido efetuada. para que o aplicativo Microsoft Excel® seja automaticamente aberto. Se isso não ocorrer. Afora o fato de possuir mais coluna do que a tabela do programa Qmáximas. . O programa Microsoft Excel® deverá estar instalado na máquina em que se deseja executar o aplicativo Regionalização. ou uma própria. sobre o botão “Exibir Gráfico”. inserindo ou modificando consultas. então.Ao iniciar-se o programa Regionalização. Para tanto. Quando a digitação dos dados tiver sido completa. que até então encontrava-se desabilitado. o usuário poderá manipular o Banco de Dados do programa. não se dispõe de dados diários sobre o local em estudo.

duração da chuva unitária e tempo de recorrência. comprimento do talvegue. Terminada esta etapa. quanto na ‘caixa de texto’ “CN:”.Quando se executa o aplicativo HUT. deve-se informar qual o posto do qual a equação será retirada. O usuário deve inserir o nome do rio cuja bacia está se estudando. A seguir. deve-se continuar inserindo os dados de entrada nos locais apropriados: área. o que não impede que o mesmo seja alterado. . conforme o desejo do usuário. na caixa de listagem destinada para tal. desnível. Se a opção de “Equação Automática” estiver marcada (Default). o Estado no qual o posto está localizado será automaticamente preenchido. Isto é feito a partir da caixa de listagem “Posto:” ou “Código:”. Quando a escolha tiver sido efetuada. servindo apenas para identificar a consulta no ato da impressão. Se o usuário escolher um terreno. deve-se escolher um CN. o que pode ser feito tanto com a escolha de um terreno. o valor do CN será automaticamente mostrado. Esse procedimento não tem efeitos para cálculo. deve-se decidir qual das duas opções acima será utilizada.

Para imprimir a consulta. Por default. que até então encontrava-se desabilitado. basta um clique em “Calcular” para que sejam mostrados o tempo de concentração e as vazões para diversos intervalos de tempo. Entretanto. esse botão só será disponibilizado ao usuário quando os cálculos tiverem sido executados com êxito. A consulta também pode ser exportada para um arquivo texto. ele poderá ser modificado livremente. o nome do arquivo será o mesmo do rio em que se está realizando a consulta. leia o tópico a este respeito no item 3. Assim como o botão “Imprimir”. Para tanto. assim como sua localização. Uma nova tela será exibida.A seguir. . basta clicar sobre o botão “Imprimir”. “O programa QMáximas”. o usuário deverá clicar sobre o botão “Exportar”. deverão ser escolhidos o nome do arquivo de destino. Nela. conforme queira o usuário. e a consulta será impressa na impressora padrão. Se a impressão tiver que ser efetuada em outra impressora.

os casos mais simples são aqueles em que se pode considerar unívoca e permanente a relação cota x vazão. definir uma equação matemática que represente as medições existentes. A extrapolação para cotas altas pode ser feita por três métodos consagrados: LOGARÍTMICO. admitindo-se que a curva-chave possa ser uma parábola de 2º ou 3º graus. Cota x Área e Cota x Velocidade. em relação à reta estabelecida.INTRODUÇÃO 6. com todas ou parte das medições de uma estação. para as vazões por ela calculada. estas medições são feitas de forma esporádica. cota e vazão. de onde empiricamente se obtém pares de pontos para montar uma tabela.O QUE É A CURVA CHAVE A medição da vazão de um curso d'água é um processo relativamente complexo que envolve equipamentos e técnicos especializados. de tal forma que a partir da medida da cota linimétrica se obtenha a vazão correspondente. constroem-se os gráficos Cota x Vazão. pode ser feito através da representação gráfica. Com esta finalidade. de modo a permitir ao hidrólogo o conhecimento pleno do regime fluvial dos rios. muitas vezes torna-se necessária a sua extrapolação. fundamentando-a na equação de Manning para o escoamento uniforme e admitindo-se a regularidade da seção transversal.6. é importante porém observar o valor resultante para o expoente m. log (h-h0). ou através da utilização de equações matemáticas. STEVENS. nestes casos. Esse processo de ajuste nem sempre é fácil. Isto é obtido ajustando-se. da enchente para a vazante. os pares cota x vazão. Nesta etapa também se identificam eventuais erros cometidos no campo ou no processamento dos dados das medições. for desprezível se comparada à precisão do método de medição de vazão. A evolução no tempo pode ser avaliada analisando-se as medições. justamente as faixas de grande interesse para a maioria dos estudos hidrológicos. atribuem-se cores diferentes aos respectivos conjuntos de pontos.1 . procurando-se definir uma relação entre o nível d'água e a vazão. que ocorrem em situações extremas. Para que a equação tenha significado físico. Não sendo economicamente viável a realização de medições de vazões de forma contínua. também denominado calibragem da estação. é denominada pelos hidrólogos de curvachave. 1 . m e h0 faz-se a anamorfose logarítmica da equação para a reta: log Q = log k + m log( h − h 0 ) A definição dos parâmetros se obtém ajustando-se a reta aos pares (log Q. de cheias ou estiagem. para a nuvem de pontos. O ajuste da curva-chave. dado que a relação entre as duas variáveis não é perfeitamente unívoca. apresentando. Este não deve se afastar muito de 5/3. que torne mínimo. Geralmente se dispõem de poucas medições para cotas altas. para a faixa validada pelas medições de descarga líquida. . ou muito baixas. sofrendo modificações ao longo do tempo. na equação de Manning (fazendo-se: área = base média x altura e altura = raio hidráulico). A minimização dos desvios se verifica através do coeficiente de correlação r. o somatório dos quadrados dos desvios da variável dependente (log Q). Pode-se. que deverá ser o mais próximo possível da unidade. e a seção for regular e estável durante o período considerado. Expoentes próximos de 2 ou 3 seriam aceitáveis. muitas vezes possibilitando sua correção. os menores desvios relativos às vazões medidas. Esta simplificação será válida quando: a variação da linha d'água. e MANNING. houver controle definido.1. A relação entre estas variáveis. uma equação potencial do tipo: Q = k ∗ ( h − h0) m Para definir os parâmetros k. Na definição da curva-chave. separando-os visualmente. À medida que os pontos (medições) são colocados no gráfico e se identificam períodos com tendências distintas de comportamento. Será possível então definir uma relação cota x vazão para cada tendência identificada. PROGRAMA GRAFCHAV 6. pelo método dos Mínimos Quadrados. Após a definição das equações da curva. que seria o expoente da profundidade média (h).

segundo a equação potencial Q = k ∗ ( h − h0) m .vazão n . A.I 1 2 12 A. Com o valor de h (cota de extrapolação). se utiliza do levantamento da seção transversal do curso d'água na seção de réguas Em um mesmo gráfico são traçadas as relações h x A R1/2 e A R1/2 x Q (quase uma reta).I 1 2 Q = C . Se a convexidade da curva for orientada para as vazões. • Método de MANNING Fundamenta-se na fórmula de Manning para o escoamento uniforme: Q= 1 A. Definido o valor de h0.I ) onde 12 A. Inicia-se com h0=0.I 1 2 n onde: Q .declividade . em papel bilogarítmico e constatar se os pontos se alinham segundo um ou mais seguimentos de reta. que pode ser considerado constante para os níveis mais elevados. O procedimento usual.R Para o cálculo do fator geométrico em cotas altas. e . faz-se novo ajuste que resultará em novos valores para os outros dois parâmetros k e m. É um método gráfico que se fundamenta na fórmula de Chezy para o escoamento uniforme: Q = C.o fator de declividade.(R. prolongadas até a cota de extrapolação. E ainda para os casos de estações com medições de vazão em cotas suficientemente elevadas.área da seção transversal R . sem variação entre cheia e depleção. = constante.coeficiente de rugosidade de Manning A . O método não utiliza os parâmetros hidráulicos da seção transversal. usando-se para as cotas o valor (h . consiste em plotar as medições.h0). a partir do gráfico.raio hidráulico I . C. caso contrário deverá ser negativo.R 1 2 . pelo menos em sua parte superior. Com este valor em AR1/2 x Q obtém-se a vazão correspondente. admite que a curva a ser extrapolada seja unívoca e se ajuste. para verificar se a equação se aplica. • Método de STEVENS O método é indicado para rios largos em escoamento praticamente uniforme com perfil da linha d'água estável.é o fator geométrico. para que a direção do trecho superior da curva (uma reta na escala logarítmica) esteja bem definida. h0 deverá ser positivo. não ocorrendo o alinhamento deve-se procurar o valor de h0 que retifique o conjunto superior do pontos.R 2 3 . Só é aplicável quando há disponibilidade suficiente de medições corretamente alinhadas.• Método LOGARÍTMICO Aplicável a cursos d'água com seção aproximadamente trapezoidal (sem descontinuidade no intervalo de cotas de extrapolação). se obtém A R 1/2. representando uma reta que passa pela origem.

em papel. os gráficos da curva-chave e da seção transversal e um relatório. numa sequência própria do procedimento de análise de consistência de medições e definição da curva-chave. em papel milimetrado.5).O QUE O SISTEMA OFERECE O Sistema GRAFCHAV foi criado visando a proporcionar ao usuário uma ferramenta ágil e eficaz. que poderá conter as equações.visa a uma interação completa com o usuário. a área e o raio hidráulico da seção transversal. a partir destas. Para a extrapolação da curva estão automatizados os procedimentos originalmente gráficos e manuais.4). Os gráficos são apresentados na tela e podem ser impressos em papel. A desvantagem principal do método é que nem sempre a função K=f(h) estará bem definida graficamente pelas medições realizadas. limite para os níveis mais altos (verificado no gráfico). obtém-se uma curva com tendência vertical e assintótica para um determinado valor de K. para analisar medições de vazão líquida. e. relativos às medições de descarga líquida. os pares ordenados cota x vazão. É composto de três módulos: [ CURVA-CHAVE ] [ GRÁFICOS ] [ EDITOR DE DADOS ] As funções oferecidas pelos dois primeiros são aquelas usualmente desempenhadas manualmente pelo hidrólogo. utilizando-se do método dos Mínimos Quadrados. Plotando-se h x K. Com o valor de K. cota x área e cota x velocidade. . MANNING e LOGARÍTMICO. perímetro molhado e raio hidráulico. e em seguida extrapolá-la por três métodos consagrados. No módulo Editor de dados podem ser criados os arquivos de entrada cujos conteúdos devem ser os resumos de medições de descarga e levantamento de seção transversal (ver instruções 2. é otimizado pelo módulo GRAFICOS (ver instruções 2.3). podem-se calcular: área. representada por uma equação potencial da forma: Q = k ∗ ( h − h0) m . é desempenhada pelo módulo CURVA-CHAVE (ver instruções 2. 6. conhecida como curva-chave.COPPE/UFRJ .2 . determinam-se os valores de K para o trecho conhecido da curva. calculam-se os valores correspondentes de Q. ajustar a relação cota x vazão. O trabalho dispendioso de plotar. A etapa de definição da relação cota x vazão. as medições e desvios em vazão (diferença entre os valores medidos e definidos pela curva). Através da velocidade (v) e do raio hidráulico (R) calculados para as diversas cotas.Considerando para cotas altas a tendência: 1 12 I = cte = K n Então efetuando-se as devidas substituições Q = K ⋅ A⋅ R 2 / 3 ou v = K ⋅R2/3 A partir do levantamento da seção transversal do curso d'água na seção de réguas. conhecidos como métodos de: STEVENS. É oferecida também a opção de gravar o relatório em disco. É possível obter.1. A interface desenvolvida pelo Laboratório de Hidrologia .

placa VGA.exe.2.2 .1.Departamento de Hidrologia: Engª Lígia Maria Nascimento de Araujo e Engº Flávio Machado Moreira. Fernanda Bogado de Azevedo e Rafael Kelman .INSTALAÇÕ DO SISTEMA No ambiente DOS executar da unidade do disquete o comando instala. 6.1.exe. A:\> instala No ambiente WINDOWS usar o gerenciador de arquivos para executar o comando instala.Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais .participaram do projeto com a utilização intensiva do sistema em suas versões iniciais.OPERAÇÕES BÁSICAS 6.EQUIPE DE DESENVOLVIMENTO O sistema foi inteiramente desenvolvido no Laboratório de Hidrologia da COPPE .] . Para aceitar a sugestão pressione [ENTER]. Envolveram-se mais diretamente com o projeto. A tela indicará o percentual dos arquivos copiados e o status da instalação. sob o sistema operacional MS-DOS. Serão copiados os arquivos: egavga. em micros PC de configuração mínima: 450 kb de memória livre.3 .EXECUTANDO O GRAFCHAV Do diretório adotado para instalação do Sistema execute: :\>GRAFCHAV A tela inicial será exibida com as opções: [ CURVA-CHAVE ] [ GRÁFICOS ] [ Editor de dados ] [Sobre.2.1 . Foram atestadas as suas vantagens sobre os métodos tradicionais e feitas sugestões que se incorporaram à versão definitiva.0 ou mais recente.2 ..bgi litt.da UFRJ . Para substituição da sugestão C:\GRAFCHAV use a tecla [backspace] para apagá-la e digite o nome desejado.da rotina de cálculo dos parâmetros da seção transversal: Engº Rodolpho Barbosa Moreira Na fase de testes dos programas..4 . 6.6. engenheiros hidrólogos da CPRM .EQUIPAMENTO NECESSÁRIO Os programas trabalham em modo local e ambiente de rede. sendo recomendável o 386DX ou superior e mouse para o acesso às diversas opções.como coordenadores: Engª Fernanda Rocha Thomaz e Engª Luciene Pimentel . Na tela de instalação é dada a possibilidade de escolha de um diretório destino para instalação do programa.chr grafchav. versão 2.chr trip.Coordenação de Programas de Engenharia .exe Para finalizar a instalação acione (ao centro da tela) Arquivos copiados ! OK 6. os técnicos do DEHID .como programadores: Renato da Silva Ferreira.Universidade Federal do Rio de Janeiro Participaram do projeto: .

O de extensão . por exemplo) e as demais informações que constam dos resumos de medições de descarga de uma estação data da medição: (dd/mm/aa ) pressionando [ENTER]. será atribuída 01/01/01.COP ou . A opção [Sobre.2. O arquivo de seção transversal. A janela de edição se abre informando o nome escolhido para o arquivo e solicitando: Código da estação: (código da estação do SIH .4 e 6. 6. O arquivo com os resumos de medições de descarga.COP". de extensão .3 .SEC. de extensão .O MÓDULO EDITOR DE DADOS PARA CRIAR ARQUIVOS O módulo CURVA-CHAVE admite dois arquivos de entrada que se complementam: o de resumos de medições de descarga e outro de levantamento da seção transversal. respectivamente.DNAEE.Arquivos de Resumos de Medições Com [Resumos de medições] será perguntado Cria novo arquivo ? sim não A) Respondendo sim uma janela solicitará Nome do arquivo (sem extensão) deve ser informado o diretório destino (caminho completo) e dado o nome do arquivo sem extensão. O arquivo de extensão . além de informar o número máximo de medições que poderão ser analisadas de uma só vez (total de 400) e a data da última revisão do programa.3. sem digitar a data. é também o arquivo de entrada do módulo GRAFICOS. 6.RSM.5.COP é do tipo texto com o formato próprio do sistema GRAFCHAV e poderá ser editado em qualquer editor para MS-DOS. o próprio programa acrescentará ".[Sai do programa] Para os três primeiros módulos veja instruções 6. é opcional e exclusivo para rodar o módulo CURVACHAVE.] apresenta os créditos do trabalho de elaboração e aprimoramento do sistema.2. [Editor de dados] abre a janela com as opções: [Resumos de medições] [Seção Transversal] [Divisão por datas] [Junção de arquivos] [Menu Principal] (retorna à tela inicial) • ..RSM é do tipo binário e só pode ser criado e alterado dentro do sistema MSDHD do DNAEE.2.2. Para sair do GRAFCHAV para o sistema operacional do computador escolha [Sai do programa] e em seguida confirme respondendo sim ou não a [Deseja sair do programa?] no canto superior esquerdo da tela. sendo necessário apenas quando se deseja extrapolar a curva pelos métodos de STEVENS ou de MANNING. Com [ESC] retorna-se ao menu principal.. É um arquivo do tipo texto que pode ser editado em qualquer editor para MS-DOS. Nº da medição: é o número de ordem da medição dado pela entidade operadora da estação Cota (cm): .

Aperte [Esc] para finalizar .Vazão (m3/s): Velocidade (m/s): Área (m²): Em todos os campos para correção deve ser usada [backspace] e para confirmação [ENTER]. • Arquivos de Seções Transversais Com [Seção Transversal] a janela de edição solicitará Nome do arquivo (sem extensão) deve ser informado o diretório destino e dado o nome do arquivo sem extensão. automaticamente será atribuído o valor 0. Aperte [Esc] para acesso ao menu de edição que possibilitará: Incluir Avançar Voltar Editar Excluir (uma medição por vez) ou para finalizar Fim Confirmando gravação de arquivo sim ou não retornará ao menu principal. por exemplo) e as demais informações que constam dos levantamentos de seção transversal Nº do ponto: é automaticamente e em sequência atribuído pelo programa Distância (m): Cota (cm): Nos dois campos para correção deve ser usada [backspace] e para confirmação [ENTER].1 para seleção de arquivo). Quando se está criando o arquivo para uso somente com o módulo CURVA-CHAVE. pressionando-se somente [ENTER]. Selecionado o arquivo tem-se a janela de edição indicando o nome do arquivo.SEC".DNAEE. para os dois campos. Código da estação: (código da estação do SIH . pois o próprio programa acrescentará ". Aperte [Esc] para acesso aos dados das medições e ao menu de edição que possibilitará: Incluir Avançar Voltar Editar Excluir (uma medição por vez) ou para finalizar Fim Confirmando gravação de arquivo sim ou não retornará ao menu principal. Assim. pode ser útil não digitar os valores de velocidade e área.5. B) Respondendo não a janela de seleção de arquivo será aberta (ver 2.0.

com extensão . Caso o arquivo original do MSDHD contenha mais de um levantamento.2.SEC. Cota x Área e Cota x Velocidade. todos com a extensão . Deve-se ter o cuidado de ao final do arquivo não deixar qualquer linha em branco e de salvá-lo com a extensão . No arquivo convertido do MSDHD os pares já se encontram neste formato. Na primeira linha constará apenas o código da estação e nas demais. Na falta do mouse podem-se usar as setas para movimentação. em um mesmo campo. percorrendo-se toda a "árvore" de diretórios. .COP ou . Oferece a opção de separar visualmente períodos com tendências distintas de comportamento.RSM. um em cada linha. será necessário separá-los em arquivos distintos. com todas as medições de uma estação (até o máximo de 400 medições).O MÓDULO GRAFICOS PARA ANALISAR MEDIÇÕES DE DESCARGA LÍQUIDA O GRAFICOS possibilita a análise das medições de descarga líquida através da construção dos gráficos Cota x Vazão.Confirmando gravação de arquivo sim ou não retornará ao menu principal. dispondo-se dos arquivos de perfil transversal do MSDHD. a tecla [Tab] para passar de um campo a outro. • Selecionar Arquivo de Medições ]e[ ] para ativar o comando Com [Selecionar arquivo].) no lado direito superior da janela. [ENTER] para efetivar as opções e [ESC] para abandoná-las.0 700 1. O formato é selecionado na parte inferior esquerda da janela aberta.SEC A edição do arquivo pode ser feita utilizando-se um editor para MS-DOS. ou CANCELA para retornar à tela anterior ([ESC] no uso sem mouse). com dois cliques do mouse sobre os dois pontos (. porém exige a edição do arquivo convertido deixando-o com o seguinte conteúdo: código distância cota ex: 40025000 0. com os dois valores separados por um espaço em branco. tal qual se faz no papel. os pares distância (m) x cota (cm). Este procedimento evita a digitação dos dados da seção transversal. Alternativamente. .PRF". Para efetivar o comando pressione [Enter]. Na tela inicial selecione [ GRÁFICOS ] e em seguida [continua].4 . . surgirá a janela exibindo os arquivos disponíveis no diretório corrente. É possível alternar para qualquer diretório. através da atribuição de cores aos respectivos conjuntos de pontos (medições).SEC". convertendo-os para texto. O arquivo será criado no diretório grafchav (corrente). através do programa CONVPERF do próprio MSDHD. 6. Seleciona-se o arquivo desejado com apenas um clique sobre o nome do mesmo (ou [ENTER] no uso sem mouse). Aciona-se: OK para efetivar a seleção ([ENTER] no uso sem mouse). podemse obter os arquivos de extensão ".5 550 . de extensão ". No menu principal à direita do vídeo têmse então: [Selecionar arquivo] [Dividir arquivo] [Sair] (retorna à tela inicial do GRAFCHAV ) É possível o acesso às funções sem uso do mouse através das teclas [ desejado.

ou no formato texto próprio do sistema. O cursor de tela se acende sobre a medição em cor diferente dos demais pontos (azul é o padrão). Cota x Velocidade Ao lado de cada gráfico há o botão [X].COP (mesmo que o arquivo original tenha o formato MSDHD). fará os gráficos retornarem à escala decimal. • Operação Efetivada a seleção de arquivo surgirão os gráficos das três funções: 1. vazão. Para retornar à exibição dos três gráficos acione [Geral]. área e velocidade) são informados no quadro à direita e à meia altura da tela. opção então habilitada no menu principal. que será dada automaticamente no padrão do sistema (. Não poderá ser usado para dividir arquivo com mais de 400 medições. Para percorrer as medições. Selecionado o arquivo solicitam-se: Nº de períodos (o limite máximo de períodos é 99) 1ª data: dd/mm/aa 2ª data: dd/mm/aa (serão solicitadas as datas limites para cada período) Arquivo de saída: poderá conter todo o caminho de subdiretórios mas não deverá ter extensão. Os dados da medição apontada (número. Cota x Área 3. .4. A nova cor permanecerá ativa até que uma outra seja selecionada do mesmo modo. Surge então a opção [Escala decimal] que. Cota x Vazão 2. Ao ser acionada surge a janela para seleção do arquivo a ser dividido. Com [Mudar Cor do Ponto] será alterada a cor da medição apontada pelo cursor e das que forem apontadas em seguida.COP (ver 2. cota. uma a uma.1). Os arquivos serão criados em formato texto próprio do sistema e com extensão . para criar arquivos menores.• Dividir Arquivo A opção é interessante quando já se conhecem os períodos de mudanças da curva-chave.RSM. de extensão . que poderá estar no formato do MSDHD. de extensão . data. Com a seleção do arquivo foram habilitadas as opções: [Impressão] [Colorir pontos] [Mudar cor do ponto] [Escala logarítmica] Com [Escala logarítmica] os gráficos se apresentarão em escala bilogarítmica.COP). o programa não aceitará a divisão. em sua ordem crescente de números (cronológica) utilize a tecla [ ]. Caso as datas limites não englobem um conjunto de medições (mais de uma em cada um). ou para sua ordem inversa [ ]. se acionada. que ao ser acionado ampliará o respectivo gráfico para ocupar toda a tela disponível.

ou o azul padrão. Ao se executar CURVA-CHAVE. É possível alternar para qualquer diretório. o programa apresentará erro. a tecla [Tab] para passar de um campo a outro. (ou [ENTER] no uso sem mouse). . Na falta do mouse podem-se usar as setas para movimentação.) no lado direito superior da janela. .RSM ou *. [vazões] ou número de [medições]. percorrendo-se toda a árvore de diretórios. As opções [Mudar Cor do Ponto] e [Colorir pontos] oferecem muita flexibilidade para se executar o trabalho de identificação de tendências das medições e os períodos em que ocorreram as mudanças. em [Editor de dados] (veja instruções 2. em um mesmo campo. a menos do ponto corrente (cursor). Em caso contrário será necessário primeiro criá-los.3). ao se [voltar ao menu]. mantém-se a janela para a escolha do arquivo de seção transversal (*.indicada na parte inferior esquerda).SEC . • Impressão Com [Impressão] é possível optar por cada um dos três gráficos por página: [cota x vazão] [cota x velocidade] [cota x área] ou pelos três na mesma página com [Geral] Há opções de impressora matricial laser (com [ESC] retorna-se ao menu) Se a impressora escolhida não estiver conectada. Será necessário informar o intervalo de seleção em cada caso: 1º valor (mínimo) 2º valor (máximo) Com [descolorir] todas as medições retornarão brancas. Recomenda-se a utilização prévia do módulo GRAFICOS para conhecimento das datas de eventuais mudanças de tendência das medições e identificação das medições incorretas. que guardará a última cor selecionada com [Mudar Cor]. Para seleção do arquivo de resumos de medições (*. com as opções: Selecionar arquivo Digitar parâmetros Sair do programa (retorna à tela inicial) • Seleção dos Arquivos de Entrada [Seleciona arquivo] Só deverá ser escolhida com os arquivos de entrada já disponíveis. surgirá a tela do "Menu Principal". e então escolher o grupo de medições que serão coloridas por [período] ou faixas de valores de: [cotas]. 6.2.4.5 .O MÓDULO CURVA-CHAVE Para sua adequada utilização é necessário estabelecer uma sequência de procedimentos. Seleciona-se o arquivo desejado com apenas um clique sobre o nome do mesmo.Com [Colorir pontos] deve-se primeiramente [Selecionar cor] diferente da cor vigente. Em seguida à seleção do arquivo de resumos de medições. anotando-se estas observações. [ENTER] para efetivar as opções e [ESC] para abandoná-las. com dois cliques do mouse sobre os dois pontos (.COP) veja instruções 2.1.

quando já houver curva ajustada. data. à meia altura. Do lado direito. vazão e. o desvio em relação à curva. Na parte inferior da tela tem-se o menu com as principais funções do programa.SEC). Procura por: cota (Entre com a 1ª cota e a 2ª . A seleção do arquivo (*.Movimentação do cursor de tela para apontar a medição desejada. Medição A setas permitem percorrer as medições. têm-se os dados da medição sobre a qual o cursor (ponto em vermelho) se encontra. .o cursor irá para a medição de cota igual ou imediatamente superior ao valor informado para a 1ª cota). ou CANCELA para retornar à tela anterior ([ESC] no uso sem mouse). Exclusão de pontos Curva-Chave Extrapolação Impressão Ajuste Manual No de trechos:1 Escalas Gráficas Divisão por períodos Medição ESC . à esquerda da tela surgirão os gráficos da seção transversal (ao alto. cota. na seqüência direta ou inversa de sua numeração. São indicados na tela os dados referentes à medição apontada: no. uma a uma. Medição oferece as opções. só é necessária quando o objetivo é extrapolar a curva-chave pelos métodos de STEVENS ou de MANNING.Sair A) .Aciona-se: OK para efetivar a seleção ([ENTER] no uso sem mouse). • Definição da Curva-Chave Selecionados os arquivos de resumos de medição e o de seção transversal (opcional). que contém apenas um levantamento da seção transversal. A extrapolação poderá ser feita em etapa posterior à definição da curva para a faixa de cotas correspondentes às medições. se for o caso) e dos pares cota x vazão (embaixo ou ocupando toda a altura).

Exclusão de pontos Exclusão de pontos Esta opção é usada para se excluir do conjunto as medições consideradas incorretas. Exclusão de pontos por vazão (intervalo) 1ª vazão: 2ª vazão: . uma por vez. Exclusão de pontos por datas. Período (Serão excluídas as medições do período definido por suas datas de início e final .no formato (01/02/84). (intervalo) 1ª data: 2ª data: Cotas (Serão excluídas as medições do intervalo de cotas definido por seus limites inferior e superior . para que não influam na definição da equação.medição (digite o número da medição e em seguida [ENTER] para confirmar ou [ESC] para cancelar e retornar) B) . em seguida o cursor se posicionará sobre a medição de número imediatamente superior. Será feita a exclusão da medição que estiver sob o cursor de tela. Pode-se repetir a operação quantas vezes se queira. Exclusão de medição Ponto atual Período Cotas Vazão Medição Volta ao Menu Ponto atual Serve para excluir medições.em cm). Exclusão de pontos por cotas (intervalo) 1ª cota: 2ª cota: Vazão (Serão excluídas as medições do intervalo de vazões definido por seus limites inferior e superior em m3/s).

1. . Exclusão de pontos por medição (intervalo) 1ª medição: 2ª medição: Para reconsiderar as medições excluídas. pode-se retornar ao "Menu principal" e recomeçar todo o procedimento desde a seleção de arquivo.1.2.Curva-chave Para defini-la aciona-se Curva-Chave podendo-se escolher: Ajuste por: cotas datas Volta ao Menu [ENTER] confirma [ESC] cancela A opção datas é detalhada em 3. D) . C) . No caso mais simples. Para mais de um trecho veja instruções 3.Medição (Serão excluídas as medições de números compreendidos no intervalo definido pelos limites inferior e superior). Com No de trechos: 1 será solicitado Digite o valor inicial de aproximação de h (em centímetros) _ [ENTER] confirma [ESC] cancela 0 Menor cota: é informado o valor em cm da medição mais baixa para escolha adequada do valor de h0 Cota de Fundo: (quando há arquivo de seção transversal) Caso seja informado um valor superior ao da menor cota surgirá a mensagem Cota inválida!! Clicando-se ok será possível informar um novo valor Em seguida será definida uma equação matemática do tipo: Q = k ∗ ( h − h0) m com seus parâmetros apresentados do lado direito superior da tela.Número de trechos (estágios de cotas) da curva-chave No de trechos: 1 (padrão) deve ser mantido 1 no caso mais simples ou em uma primeira aproximação. com apenas um período. escolhe-se ajuste por cotas.

clique ok na pequena janela ao centro da tela. quanto mais próximo de 1. DEC (linear.O valor de r (coeficiente de correlação) informa sobre a qualidade do ajuste da equação.1. • As "Escalas Gráficas" . prt (preto) e azul para o Fundo do gráfico. medições e curva Em disco (relatório) é solicitado o nome do arquivo de saída (caminho completo nome e extensão) OK para confirmar e CANCELA para retornar à tela anterior Há opção de impressora Epson Laser (com [ESC] volta-se ao menu) Escolha orientação do papel : Retrato Paisagem Confirma impressão do gráfico? sim não Prepare a impressora OK Se a impressora escolhida não estiver conectada.Atributos do Gráfico A opção Escalas Gráficas oferece as funções: Alteração de escala gráfica Escala: LOG (ou DEC) Grid: OFF Fundo: prt Voltar ao menu Voltar ao menu faz retornar à tela anterior. .3). decimal) e LOG (logarítmica) para Escala.Seção Gráfico . Grid (ON) • linhas verticais e horizontais originadas na graduação dos eixos Impressão .Relatório e Gráficos Pode-se optar pela impressão de: Medições Extrapolação Medições excluídas Parâmetros . o programa apresentará erro. As outras funções apresentam apenas dois estados: ON e OFF. para Grid.Seção quando houver. A alternância para o estado oposto se faz com um clique do mouse ou [ENTER] sobre a função. menores são os desvios entre os valores medidos de vazão e os calculados pela equação. Para ver desenhada a curva na tela.Curva Parâmetros . Surge então uma janela com Ponto obrigatório ?sim não Deve ser respondido não para curva com uma só tendência (ver 3.

3.D para ajuste da curva.1. 2 ou 3 Período nº 1 1ª data: dd/mm/aa (mais cedo) 2ª data: dd/mm/aa (mais tarde) O mesmo procedimento deverá ocorrer para o Período nº2 e Período nº 3.2. • Divisão Por Períodos . para diversos períodos. sugeridos como padrão para início do 2º e 3º trechos. Assim para divisão por datas deverá ser mantido Número de trechos: 1. • Divisão Por Estágios De Cotas É possível estabelecer até três equações distintas para três trechos da curva. com mais outro passará a 3. O “ponto obrigatório” poderá ser usado. Havendo a identificação das datas de início e final destes períodos.D para ajuste da curva. com mais outro retornará a 1.6.3 .OPERAÇÕES COMPLEMENTARES 6. servindo apenas como exemplos. quando houver. correspondem respectivamente a 1/3 e 2/3 da amplitude de cotas. • O "Ponto Obrigatório" . Os trechos deverão concordar em seus extremos.1 .2. Deve-se primeiramente alterar No de trechos: 1 com um clique do mouse sobre a opção.5. para que a curva como um todo seja contínua. É então solicitado um valor para H0 e deverá se repetir a seqüência de 2. em seguida digite o valor desejado e tecle [ENTER]) e ainda Entre com um valor para o início do 3º trecho da curva (se No de trechos: 3) Padrão: 709 (mesmo procedimento de substituição) Os valores.3).A CURVA CHAVE EM MAIS DE UM ESTÁGIO E DIFERENTES PERÍODOS DE VALIDADE Na maioria das aplicações as medições apresentarão tendências distintas para diversos períodos ou ainda mudanças ao longo da faixa de variação de níveis d'água.5. nesse caso. Com Ajuste por: datas Entre com o número de períodos ___ deverá ser 1.Em Um Mesmo Arquivo As medições poderão se apresentar grupadas segundo tendências distintas. Em seguida se escolhe Curva-Chave e será solicitado Entre com um valor para o início do 2º trecho da curva (se No de trechos: 2 ou 3) Padrão: 209 (para substituir o valor sugerido use [backspace] apagando-o. para forçar o encontro das curvas (ver instruções 3. Não é possível ajustar simultaneamente a curva com mais de um trecho de cotas e mais de um período para um mesmo arquivo. passará a 2. será possível definir equações distintas para até três períodos dentro de um mesmo arquivo de medições. definidos pela cota a partir da qual se deseja a mudança. É então solicitado um valor para H0 e deverá se repetir a seqüência apresentada em 2.

correspondendo cada uma a um período. Isto significa considerar que a calha do rio (seção) se alterou daquela cota (nível d'água atingido pela cheia) para baixo. A cota associada a este pico deverá ser o ponto de encontro. As repetições funcionam como peso no Método dos Mínimos Quadrados. A cada tentativa somente será considerado o último ponto informado. no extremo superior. Com Retraçar a curva. para que as diversas tendências se encontrem em cotas mais altas. imediatamente anterior à data de mudança de tendência das medições. As opções para seleção do ponto obrigatório continuam na tela para sucessivos ajustes se necessários. Ponto obrigatório Resposta usual no caso de uma só tendência das medições: não Resposta usual no caso de mais de uma tendência das medições: sim Passagem por ponto obrigatório Digita Ponto No de repetições Retraçar curva Voltar ao Menu Digita Ponto digitar valores para cota:(cm) vazão:(m3/s) confirmando-os sim não em seguida deve-se escolher No de repetições para 1 o trecho No de repetições 1 o trecho Pontos no trecho:158 (informado para orientação) Pode-se escolher No de repetições para todos os trechos. especificando-se os valores de cota e vazão. Sua utilidade torna-se mais significativa quando se têm diversas equações para a curva-chave. . um novo ajuste será feito considerando-se o ponto digitado. Acima daquela cota (onde a cheia não alcançou) as características da seção permaneceram como antes e portanto o trecho da curva-chave se manteve. Este ponto de encontro pode ser identificado procurando-se o pico de cheia.É um artifício usado para forçar a curva a passar por um ponto determinado. Equivale a criar um ponto confirmado por N (="número de repetições") medições realizadas.

A alternativa pode ser valiosa nos casos em que há muitas mudanças de tendências das medições e poucas medições para caracterizar cada período. que encontrará seus valores ótimos. k e m. para cotas altas. k e m O programa desenhará a curva e calculará os desvios relativos às medições. O parâmetro k deverá transladar lateralmente a curva.SEC correspondente à estação (ver 2.O AJUSTE MANUAL Atenderá aos casos em que o ajuste automático não resultou satisfatório. Os métodos STEVENS. • Fixando os Três Parâmetros h0.1).3 . ou ainda para se avaliar uma curva já definida frente a novas medições realizadas. observando a sensibilidade da curva ao valor de h0. perímetro molhado e raio hidráulico.Resultando Vários Arquivos de Medições A limitação de três períodos de datas com apenas um trecho de cotas pode ser contornada separando o arquivo em quantos forem necessários. m influirá mais sensivelmente sobre a sua curvatura e h0 mais sobre a sua inclinação. É possível obter o ajuste ideal por tentativas. por três métodos: LOGARÍTMICO.EXTRAPOLAÇÃO DA RELAÇÃO COTA-VAZÃO O CURVA-CHAVE permite a extrapolação.2 . isto é.3. • Fixando o h0 O valor informado será fixado e o cálculo dos demais parâmetros será automático pelo método dos mínimos quadrados. 6. Para qualquer dos dois deverá ter sido previamente selecionado o arquivo de seção *. e MANNING se utilizam do levantamento da seção transversal do curso d'água na seção de réguas.• Divisão Por Datas . É possível obter o ajuste ideal por tentativas. É necessário efetivar um ajuste automático prévio. Deve-se partir para a extrapolação com as equações já definidas para a faixa de cotas das medições. dentro do próprio programa CURVA-CHAVE na opção Divisão por datas que é idêntico a Dividir arquivo do módulo GRÁFICOS(ver instruções 2. alterando-se um por vez. para cálculo de seus parâmetros hidráulicos: área.2). Com EXTRAPOLAÇÃO surgem as opções Logarítmico Volta ao Menu quando não há arquivo de seção transversal selecionado ou Logarítmico Stevens Manning Volta ao Menu quando há arquivo de seção transversal selecionado • O Método LOGARÍTMICO . ou o programa informará: Não há curva traçada !! Há duas possibilidades de ajuste manual: fixando o h0 ou fixando os três parâmetros h0. e MANNING. STEVENS.3.4. para adequar os valores dos parâmetros da equação e os desvios resultantes.5. 6. observando a sensibilidade da curva ao valor de cada parâmetro isoladamente.

mudar para escala logarítmica e assim avaliar o trecho superior da curva ajustada pelo programa. obtendo-se novos valores para os parâmetros k e m. pode-se. a curva-chave é redesenhada com o trecho extrapolado exibido em cor diferente da adotada em sua parte inferior. ____ digitar o valor (em cm) e [ENTER] É baseado na fórmula de Manning 1 A. calculadas através da equação definida para o trecho superior da curva-chave. as curvas h x AR 1/2 e A1/2 x Q para os pontos medidos. sendo exibida na tela a cota da medição mais alta.3. ____ digitar o valor (em cm) e [ENTER] É exibida na tela a tabela de vazões extrapoladas.R 2 3 .PARA DESENHAR A CURVA-CHAVE A opção permite que se desenhem curvas previamente definidas. para o trecho conhecido da curva . Pressionando-se uma tecla qualquer. Obtido um novo ajuste deve-se solicitar Extrapolação e em seguida Logaritmico para se ter o trecho extrapolado. na tentativa de se obter a linearidade do trecho em escala logarítmica.O método não utiliza os parâmetros hidráulicos da seção transversal e portanto dispensa a seleção do arquivo de seção transversal. no gráfico cota x vazão e ainda o gráfico de seção transversal (opcional) . O programa constrói. Em seguida o programa calcula Q para dez valores de cotas entre a medição mais alta e a cota de extrapolação.a partir da n Q= velocidade (v) e do raio hidráulico (R) calculados para as diversas cotas. • O Método de STEVENS É solicitada a cota máxima para extrapolação com a cota da medição mais alta exibida na tela. através da opção "Escalas gráficas".DIGITA PARÂMETROS . Caso o trecho se apresente com curvatura. para dez pontos intermediários entre a cota máxima de medição e a cota de extrapolação. e portanto do método. A tabela apresenta as vazões para dez pontos de cotas intermediárias. • O Método de MANNING É solicitada a cota máxima para extrapolação com a cota da medição mais alta exibida na tela. quanto à sua linearização. É solicitada a cota máxima para extrapolação. será necessário utilizar o Ajuste manual fixando-se um novo valor para h0. A curva-chave é redesenhada com o trecho extrapolado exibido em cor diferente da adotada em sua parte inferior. através da informação de seus três parâmetros (h0. n 1 1/2 O programa determina os valores de K ( I = cte = K ). 6. É solicitado então informar o valor de K para as cotas altas. que é do tipo Q = k ∗ ( h − h0) m . sem exibir. entre a da medição mais alta e a de extrapolação fornecida pelo usuário.I 1 2 (ver 1. O procedimento poderá ser repetido. fazendo a comunicação entre elas e fornecendo os valores de vazão. e plota os pontos h x K. a partir da tendência exibida. ____ digitar o valor (em cm) e [ENTER] O método é originalmente gráfico e se baseia na fórmula de Chezy (ver 1.4 . Para verificação da aplicabilidade da equação. exibindoos na tela. O valor a ser informado poderá ser o da cota máxima observada nas leituras de régua do período em análise. A curva-chave é desenhada com o trecho extrapolado exibido em cor diferente da adotada em sua parte inferior.1). k e m).1).

TAMANHO DO ARQUIVO DE ENTRADA O GRAFCHAV pode aceitar no máximo um conjunto de 400 medições por arquivo.4. visando à uma versão mais completa e robusta. VAZÕES MÍNIMAS .Nº de trechos ____ (até 3 estágios de cotas ou períodos de datas). 1998) e aos ajustes de distribuições e intervalos de confiança. 6.RESTRIÇÕES DE USO 6.10 7. Será válida quando: a variação da linha d'água. Ultrapassando-se este limite. O modelo de planilha eletrônica desenvolvido para cálculo de vazões mínimas está sendo refinado.RSM será necessário convertê-lo no sistema MSDHD e depois editá-lo em editor para MS-DOS. especialmente quanto à inserção automatizada dos dados de entrada (interface de comunicação com o Microssistema de Dados Hidrometeorológicos – MSDHD (ANEEL. Para superar esta restrição será necessário editar o arquivo e dividí-lo em outros de até 400 medições.4.1 APLICABILIDADE DO MÓDULO CURVA-CHAVE A metodologia utilizada no CURVA-CHAVE é aplicável aos casos em que se considera unívoca e permanente a relação cota-vazão. O Menu apresentará desabilitadas as opções Curva-Chave. e a seção for regular e estável durante o período considerado.1 – APRESENTAÇÃO Este trabalho foi realizado pelo engenheiro Afonso Kalil da Divisão de Hidrologia Aplicada do Departamento de Hidrologia . for desprezível se comparada à precisão do método de medição de vazão. e salvando-o com extensão . dividindo-o. da enchente para a vazante.COP FEVEREIRO/1999 7. Maior cota : (cm) Menor cota : (cm) H0 : (cm) K: m: Se desejar incluir seção transversal a janela de seleção será aberta para a escolha do arquivo (*.2 . 6.PLANILHA DE CÁLCULO q7. no formato MS Excel 97. 4 . Nº de trechos: e Divisão por datas. houver controle definido. colocando-o em formato adequado (próprio do Sistema GRAFCHAVE).DEHID.2 – DESCRIÇÃO DO MODELO A planilha eletrônica. uma vez que se fundamenta na equação de Manning para o escoamento uniforme e admite a regularidade da seção transversal. o programa não apresentará resultados válidos. contém 4 folhas de tabelas e 1 folha de gráfico.SEC). Partindo-se do arquivo . 7. discriminadas a seguir: .

3. 1997).1. convertidas do formato *. 1997). Introdução) e também são listados os melhores ajustes conseguidos para Gumbel e Weibull. mas cada ajuste substitui o anterior. DMQ e Resumo .10 ajustado por Gumbel e Weibull foi calculado em 71. sendo as colunas D e E para este ajuste mais refinado. 5. sendo default a formulação de Cunnanne (Cunnanne. 1979 e Lanna. também. A folha gráfica serve como apoio aos procedimentos de ajustes. 7. 1997). com 52 anos no histórico. por Gumbel e Weibull e o resumo dos ajustes para diversos períodos de retorno (TR). O ajuste na folha Weibull precisa do cálculo do coeficiente de assimetria amostral. 5.0 . Nas colunas H. 4. A planilha permite que sejam descartados pares de valores (TR. Importar a série de vazões para as colunas A e B de Plan1. a primeira é a data e a segunda a vazão média diária). obtidos das colunas H. utiliza-se..4 e 70.dsc (MSDHD) para o formato *. adaptada para trabalhar com mínimos.apresenta um resumo de estatísticas extremas da série histórica de vazões (máximo. um quadro com o cálculo de desvios médios quadráticos (DMQ) e coeficientes de correlação (CORR) entre a amostra e os ajustes. listando-os e classificando-os para que seja possível o cálculo de suas posições de locação. 2. 1997). A planilha permite que sejam descartados pares de valores (TR. O ajuste na folha Gumbel faz-se pelas variáveis x e s .calcula o ajuste dos mínimos pela distribuição de Gumbel. 1979 e Lanna.v.vdd (ASCII duas colunas. mas 49 aptos para análise (sem lacunas maiores que 13 dias). F e G são listados os valores da coluna D de maneira mais prática para o trabalho. 1978.calcula o ajuste dos mínimos pela distribuição de Weibull. capturados automaticamente das respectivas folhas. I e J. O q7. código 58235000. 4. 1997). assumindo-se pequenas amostras como o caso geral. I e J de Plan1 (Kite. Nas colunas E. Além do coeficiente de assimetria amostral.. Haan.gráfico do ajuste de q7 = q7 (TR). Gumbel . q7) conforme a habilidade e sensibilidade estatística e hidrológica do operador (Lanna. Calcular as médias móveis de sete dias na coluna C e os seus mínimos anuais na coluna D. 1977. 2. 3. q7) conforme a habilidade e sensibilidade estatística e hidrológica do operador (Lanna. 7. a média e o desvio padrão (Kite. Plan1 . I e J classificam-se estes valores. A formulação de posições de locação adotada foi a de Cunnanne. rio Paraíba do Sul. 1977. 1988 e Lanna. Q7-min .4 – DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Um exemplo é demonstrado.3 – UTILIZAÇÃO A base de dados necessária para o trabalho consiste nas séries históricas de vazões diárias. respectivamente média e desvio padrão amostrais.realiza os cálculos dos q7 anuais (mínimos das médias móveis de sete dias). Haan. estação Queluz. Weibull . média e mínimo). Chow et al. os DMQs e CORRs são calculados (q. ajustados para posições de locação de acordo com o critério desejado pelo operador (via ferramenta de cenários). nas colunas H. Na folha DMQ e Resumo. 1.

entretanto.m3/s. há um distanciamento considerável das distribuições. o ajuste por Weibull se mostrou mais adequado em todas as estações. verificou-se uma proximidade muito grande entre os dois ajustes para o q7. razoavelmente próximos. que para longos períodos de retorno. . Os três parâmetros da distribuição Weibull (média. Observa-se. que se mostra fundamental no trecho inferior da curva (longos períodos de recorrência). Para 33 estações analisadas na bacia do rio Paraíba do Sul. seja Gumbel ou Weibull.10 . sendo a de Weibull mais próxima dos dados. desvio padrão e assimetria) permitem esta adaptação à configuração curvilínea da amostra. no espectro de períodos de retorno entre 2 e 1000 anos. Contudo.

estudar-se-ia o aumento da lâmina prevista para o canal. • Proteção do canal de restituição das águas vertidas ao rio.5 = 9.9m 1.7 x1 b = 16. v' máx = Q máx hmáx b'+ mh 2 máx = 30 = 2.87m / s . por exemplo. Assim: v máx = 1. com grande quantidade de argila.6 = 10m 1.5 Observa-se assim que o canal com 10 m de largura e tirante de 1.1. Experimenta-se então um hmáx = 1.5.1.7 m/s b= Q máx − mhmáx v máx hmáx b= 30 − 0. Como alternativa pode-se verificar as condições de funcionamento do canal com largura de 10 m e tirante máximo de 1 m. seja excessiva e. .ANEXO 2 .75 Da Tabela 7. Da Tabela 7. • Definição da geometria do canal. Assim. pode-se fixar m = 0. admitindo-se que a largura máxima seja 10 m. considerando-se Daí: hmáx = 1 m.1 = 1.4. o canal seria estável se fosse revestido com pedras de 10 a 15 cm.75 x1 = 16. admite-se v máx = 1. a largura de fundo Supondo-se que a largura calculada.EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTOS DIVERSOS CANAL LATERAL COM SOLEIRA VERTEDOURA AO FINAL I ) Dimensionar um canal extravasor lateral com soleira vertedoura ao final.75 x12 Pela Tabela 7. Daí: b= 30 − 0.7 x1. Da Tabela 7.5.5 m).1.5 m atende às condições de estabilidade do material de fundo.79m / s 1x10 + 0. em função dos aspectos topográficos locais. dados: Q máx = 30m 3 / s material do local: solo muito compactado.6 tem-se o valor de 1.75 x1.9 m é adequada para o canal sem revestimento.1.1 para a correção da velocidade admissível no canal (tendo em conta o tirante de 1.5 m.87 x1.

. nesse caso. dimensiona-se a soleira afogadora ao final h sol ⎛Q ⎞ = ⎜ máx ⎟ ⎝ 1.46 x10 Pela Tabela 7.5hsol = 2. ter-se-ia que recalcular o canal extravasor.05 m e o canal terá o tirante máximo igual a: hmáx = p + hsol = 0.50 − 1. partindo-se de hmáx = 1.5 m.96m Extensão da soleira: L sol = 2.05m / s h sol b 1.7 x10 ⎠ 2/3 = 1.46 = 3.Supondo-se que se adote a solução do canal extravasor: Altura d’água sobre a soleira: b = 10 m.1. Note-se que.7b ⎠ 2/3 ⎛ 30 ⎞ =⎜ ⎟ ⎝ 1.04m Adota-se o valor mínimo p = 0.65m Velocidade de escoamento sobre a soleira: v sol = Q máx 30 = = 2.5.46 = 0.5 x1.96 m.46 = 1.46m Altura da soleira: p = hmáx − hsol = 1. hmáx = 1. verifica-se que o material adequado para construção da soleira é cascalho grosso com diâmetro de 40 a 75 mm.50 + 1.

Dimensionamento da chaminé de equilíbrio: Supõe-se a instalação dessa chaminé de equilíbrio no ponto da tubulação distante 500 m da tomada d’água e a 40 m da casa de máquinas.81x 25 o que mostra haver necessidade da instalação de uma chaminé de equilíbrio. Perda de carga inicial na tomada d’água hi = 0.9479 Verificação da necessidade da chaminé de equilíbrio: L 540 = = 21. • Determinação das perdas de carga no sistema adutor a montante da chaminé de equilíbrio.6 > 5 H 25 th = e vL 3.0 m3/s ver Exemplo VI Cálculo da velocidade da água no interior da tubulação: Diâmetro interno Área interna D = 109.044 m (ver Exemplo VI) Perda de carga na entrada da tubulação adutora .CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO II ) Verificar a necessidade da instalação de uma chaminé de equilíbrio em um aproveitamento hidrelétrico com as seguintes características: Tomada d’água: igual à descrita no Exemplo VI Tubulação forçada: Diâmetro nominal Dn = 44” (111.76 cm) e = 3/8” (9.86 cm A = 0.012 m (ver Exemplo VI) Perda de carga nas grades da tomada d’água h g = 0.165 x540 = = 6.52 mm) Espessura da parede Comprimento total Altura de queda bruta Descarga de projeto L = 540 m H = 25 m ver Exemplo VI Q = 3.9479 m2 v= Q 3.97 s > 3s (6s ) gH 9.0 = = 3.165m / s A 0.

241 m Com tubulação de paredes ásperas: ht' = hi + h g + he + ha = 0.046m resultado Para esse diâmetro.1 Para paredes ásperas: K a = 0.288m 2 2 g ( H m − ht )ht 2 x9.012 + 0. pode-se aumentar a área da seção transversal da mesma.00 2 Ac = = = 12.165m 109.81 Perda de carga por atrito na tubulação adutora a montante da chaminé de equilíbrio Para paredes lisas: K a = 0.044 + 0.020m 2g 2 x9.861.5 = 3.40 3.04 = 0.9 x0.00m πDc2 π4. o NA do reservatório não varia e: H m = H = 25.165 2 500 x0.020 + 4.he = k e 3.9479 v2 x = x = 3.9 Lc D 1.5664m 2 4 4 .81 (25 − 3.408)3.020 + 3.165 = 4. por motivo econômico ou para tornar a sua construção mais fácil.044 + 0.62m Com a finalidade de reduzir a altura da chaminé de equilíbrio.012 + 0.165 2 v2 = 0.241 m • Determinação da área mínima interna da seção transversal Supondo o aproveitamento “a fio d’água”.332m 109.9 x0.1651.5 = 4.1651.408 Dc = 2. majorando-se o diâmetro interno seja: Dc Dc = 4.332 = 4.40 x Perda total de carga no sistema adutor Com tubulação de paredes lisas: ht = hi + h g + he + ha = 0.1 3. a altura da chaminé de equilíbrio será: H c = 19.32 x v 1.0m Ac = Lc At 3.32 Lc = 500 m = 0.1 h' a = J ' Lc = 410 x0.861.5 km ha = JLc = 410 K a ha = 410 x0.

667 x6.32.• Determinação da oscilação da água no interior da chaminé de equilíbrio Elevação máxima da água. encontra-se Entrando-se com z d = 0.95 + 1.14 + 1.408 = = 0.21m gAc 9.21 = 4.14 ou na Figura 7.797 ' ' YD = z d Yd = 0.165 = 6.1. para um fechamento de 100%.21 = 4.683 6. Entrando-se com k '= 0.0 + 4.21 Yd k ' = 0.797 x6.9479 x500 = 3.0 + 0 = 11.549 6. • Cálculo da altura da chaminé de equilíbrio ' H c = YE + y E + YD + y D + YR H c = 4.14m Depleção consecutiva da água após a elevação máxima para um fechamento de 100%.33.683 na Tabela 7.5664 ht 3.683 na Tabela 7.1.09m .13 ou na Figura 7.667 3 9 Ye = z eYe = 0. considerando as perdas de carga: Ye = Yd = v k= At Lc 0.1.40m Depleção decorrente da abertura parcial de 50% a 100% do dispositivo de fechamento.81x12.21 = 2.386 x6.241 = = 0.95m que identifica a depleção ' YD com abertura parcial de 50% a 100% como mais favorável que a depleção YD logo após a elevação com fechamento 100%. encontra-se ' z d = 0. considerando as perdas de carga: k'= ht' 4.386 YD = z d Yd = 0.21 Ye 2 1 z e = 1 − k + k 2 = 0.1.

77 = 92cm H 8 • Verificação da velocidade A velocidade da água no interior será: v= Q 4 x1 = = 1. sabendo-se que o tempo de fechamento para a turbina é de 6 segundos. tem-se: ha = 410 K a v 1.0m L = 40.0m D = 901.1416 x0.50 m/s é menor que a máxima admissível (Tabela 7.9 1.70m / s e ' ha relativas ao canal de adução. hg H = 25.7mm v = 4.50m / s .1 921.77 Q3 13 = 123. onde A 3. portanto. • Verificação da perda de carga Pela fórmula de Scobey.9 L = 410 x0. aceitável. Dados colhidos do Exemplo VI: Queda bruta do aproveitamento Comprimento da tubulação forçada Diâmetro interno da tubulação forçada Velocidade da água no interior da tubulação forçada Deduzidas as perdas ' hi' .29m D 1.15 .501.92 2 A = área interna da seção transversal da tubulação A velocidade de 1. a queda bruta em relação ao NA da câmara de carga da tubulação forçada será: .15km • Cálculo do diâmetro econômico Aplicando-se a fórmula de Bondschu simplificada.1 que eqüivale a uma perda de carga percentual de 4% da queda bruta.1. tem-se: De = 123.15 = 0.5 m/s) e.CONDUTO FORÇADO III ) Determinar o diâmetro econômico de uma tubulação de aço que opera dentro das seguintes condições: Descarga máxima Queda bruta Comprimento Q = 1m 3 / s H = 8m L = 150m = 0.32 x0. IV )Verificar a espessura de parede da tubulação forçada apresentada no Exemplo VI.

9% H 1 = −5.00mm e= 2.8 D + 508 901.13mm 2 x1400 x0.041m pi = 28.b) encontra-se: Sobrepressão: Depressão: ρ = 0. Adota-se tubo de 10 cm de diâmetro ou 4”.7 + 1.7 + 508 = = 3. conclui-se que a espessura mínima permissível de 6.3. 7.3082kgf / cm 2 ⎝D⎠ O diâmetro da tubulação de aeração será de: 3 d = 7. .500⎜ ⎟ = 0.325 = 24.041tf / m 2 = 2.0 − 0.422m − hs = 22.3082 = 10cm .1.81x 24. De acordo com a metodologia apresentada no item 7.H 1 = 25.1.1.70 x 40 = = = 0.35 mm (1/4”) foi adotada corretamente para a espessura de parede da tubulação forçada no Exemplo VII.619m Cálculo da sobrepressão e depressão para t = 6s : ρ vL 4.619 x6 Entrando-se no gráfico da Fig.422 = 28.804kgf / cm 2 D = 901.5 deve ser calculado o diâmetro da tubulação de aeração para prevenção do colapso.9% de de H 1 = +3.7mm de coluna d’água σ f = 1400kgf / cm 2 k f = 0.638m Cálculo da espessura de parede da tubulação forçada e= pi D + es 2σ f k f onde: pi = H 1 + hs = 24.47 Q pc = 7.619 + 3. ⎛e⎞ p c = 882.012 − 0.4 com parâmetro equação de hs (item 7. encontra-se Z2.130 θ gH 1t 9. Substituindo-se Z2 na θ + hs = 13.804 x901.47 1 0.130 .8 e1 = 1.8.52mm 400 400 e e Espessura mínima: emin = Pelos valores encontrados para emin .044 − 0.00 = 2.

PERDA DE CARGA. QUEDA LÍQUIDA E POTÊNCIA INSTALADA V ) Qual a perda de carga por atrito em um canal com 400 m de comprimento. tendo 3.21m A 12 = = 1.72 x0.025 (caixa do canal em terra) Q = 14.4 m3/s. escavado em terra. e utilizando-se as fórmulas de Chézy e Ganguillet e Kutter determina- J = 0.00m h = 2. inclinadas de 85 em relação ao piso da tomada d’água.00 m de largura no fundo. apresentando as seguintes dimensões: Tomada d’água do canal Grade constituída com barras de ferro redondas.20m / s A 12 v e Com os parâmetros se Rh e n .40m 3 / s m = 1.72m / km A perda de carga será: ha = JL = 0. 3/8” diâmetro. 0 .00 m e uma descarga de 14. temos conhecidos os seguintes elementos básicos: L = 400m = 0.4km b = 3.5 x 2) = 12.00m 2 P = 3 + 2 x 2 1 + 1.5 2 = 10.0 m de largura.175m P 10.0 m de altura x 2. sabendo-se que a unidade turbogeradora é alimentada por um sistema adutor constituído de um canal entre a barragem e a câmara de carga e de uma tubulação forçada em aço alimentando uma única unidade geradora.40 = = 1.5 horizontal e onde a água flui com uma profundidade de 2. tem-se: v= Q 14.21 Rh = Calculando-se a velocidade da água no canal. Solução: De acordo com o enunciado do problema. espaçadas de 30 mm. cobrindo uma área bruta de 1. com seção transversal trapezoidal.00m n = 0.288m VI)Determinar a potência a ser instalada em um aproveitamento hidrelétrico com 25 m queda bruta e uma descarga de projeto de 3 m3/s.4 = 0. entre a câmara de carga e a casa de máquinas.5 Área da seção molhada: Perímetro molhado: Raio hidráulico: A = 2(3 + 1. inclinação das paredes de 1 vertical e 1.

de seção retangular 10 mm x 60 mm. na câmara de carga Grade construída com barras de ferro com arestas vivas. Cálculo das perdas de carga no sistema adutor Perda de carga na tomada d’água do canal • Perda de carga inicial hi' = k i v2 2g k i = 0.5m / s Ag 2. Tomada d’água da tubulação forçada.10 Descarga Área de escoamento Velocidade da água Q = 3.0m 2 θ1 = 85 0 vg = Q 3. espaçadas de 35 mm. com área útil de 1.81 Perda de carga • hi' = 0.0m 3 / s A = 1x 2 = 2. seção retangular uniforme. Boca da tubulação forçada em forma de campânula Tubulação forçada Construída em chapa de aço soldada.Canal Em concreto.5 2 = 0.635 m) e 40 m de comprimento. cobrindo uma área bruta de 2.44 cm externo).0 e1 = 9.0 1.0 m de altura x 1. espessura de parede 1/4” (0. diâmetro nominal 36” (91.53mm (3/8”) 4 3 Descarga Área bruta da grade Inclinação da grade Velocidade da água a montante da grade Espessuras das barras (diâmetro) .5 m de largura. 500 m de comprimento e com curvas suaves.0115m 2 x9. inclinadas de 900 em relação ao piso da tomada d’água.0m 2 v= Q 3.0m 3 / s A = 1x 2 = 2.0 m de altura x 2.0 = = 1.0 = = 1.0 m de largura. com acabamento de argamassa de cimento na proporção 1:3.10 Perda de carga na grade ⎛e h = Kg ⎜ 1 ⎜e ⎝ 2 ' g ⎞ v2 ⎟ sen θ1 ⎟ 2g ⎠ Q = 3.5m / s A 2.

316 0. Perda de carga na tomada d’água da tubulação forçada .50m / s A 2.0 x 2.79 ver Tabela 7. temos: 0.65 x0.81 = 19.65 m/km tem-se: Adotando-se uma declividade ha = JL = 0.0m n = 0.0 + 2 x1.0 = = 0. sen θ1 = sen 85 0 = 0.2.5km h = 1.00m 2 P = 2.996 19.53 ⎞ 3 h = 1.62 ⎝ 30 ⎠ ' g 4 Perda de carga no canal • Perda de carga por atrito Dados: L = 500m = 0.79⎜ = 0.0m 3 / s Área da seção molhada: Perímetro molhado: Raio hidráulico: A = 1.325m Verificação: Aplicando a fórmula de Ganguillet e Kutter.0m A 2.0 Rh = Calculando-se a velocidade da água no canal.5m P 4.0 = 2.011 ⎛ 0.0 J = 0.Espaçamento entre barras e2 = 30mm K g = 1.00155 1 + 0.996 2 g = 2 x9.011 (revestimento com argamassa de cimento 1:3) Q = 3. tem-se: v= Q 3.502m . o que comprova que a declividade adotada é adequada.044m ⎟ 0.00065 = 1.011 C= = 83.00065 ⎠ 0.5 = 0.00065 0.0m b = 2.5 x0.316 0.00155 ⎞ 1+ ⎜ 23 + ⎟ 0.62 Perda de carga 1.5 ⎝ 23 + Levando o valor C à fórmula de Chezy: v = 83.0 = = 1.5 2 ⎛ 9.0 = 4.1.

2.0m / s A 3.0 2 = 0.2.023m 19.0m 3 / s A = 2.5 = 3.62 ⎝ 35 ⎠ 4 • Perda de carga na entrada da tubulação forçada v2 he = K e 2g Descarga Q = 3.10 Perda de carga na grade ⎛e ' hg' = K g ⎜ 1 ⎜e ⎝ 2 Descarga ⎞3 v2 ⎟ sen θ1 ⎟ 2g ⎠ Q = 3.0m 3 / s Ag = 2.000 2 g = 2 x9.005m 2 x9.1 .44 − 2 x0.81 Perda de carga • hi'' = 0.0 = = 1.0 e1 = 10mm e2 = 35mm 4 Área bruta da grade Velocidade da água a montante da grade Espessuras das barras (diâmetro) Espaçamento entre barras K g = 2.42⎜ ⎟ 1.0m 2 v= Q 3. sen θ1 = sen 90 0 = 1.1.0 x1.0 1.17cm .635 = 90.0 = 0.04 Diâmetro interno da tubulação D = 91.• Perda de carga inicial hi'' = k i v2 2g Descarga Área de escoamento Velocidade da água Q = 3.5 = 3.em forma de campânula K e = 0.0m 2 vg = Q 3.0 2 ⎛ 10 ⎞ 3 ' hg' = 2.81 = 19.0 = = 1.42 ver Tabela 7.62 Perda de carga 1.ver Figura 7.0m 3 / s .0 x1.0m / s Ag 3.

tubulação nova em chapas de aço soldadas .1 J = 410 x0.1416 x0.0 = = 4.17cm (já calculado) (já calculado) Pela fórmula de Scobey: J = 410 x0.702m Perda total de carga no sistema adutor ' ' ' ' ht = hi' + hg + ha + hi'' + hg' + he + ha' ht = 0.32 18.023 + 0. Cálculo da queda líquida sabendo-se que: que representa 4.553m / km 141.040 = 0.701.32 4.005 + 0.6386 Velocidade da água no interior da tubulação A perda de carga na entrada da tubulação será: he = 0.70 2 = 0.04 4.156m A queda líquida será: H L = H − ht = 25 − 1.045m 2 x9.325 + 0.6386m 2 4 4 v= Q 3.171.comprimento da tubulação L = 40m = 0.32 .44 A perda de carga será: ' ha' = JL = 17.040km v = 4.844m Cálculo da potência instalada sabendo-se que: Q = 3.Área interna da seção transversal A= πD 2 3.553x0.156 = 23.012 + 0.045 + 0.8% da H = 25m Queda bruta Perda total de carga no sistema adutor ht = 1.044 + 0.81 • Perda de carga por atrito Dados: K a = 0.9017 2 = = 0.923 = 17.702 = 1.9 90.0m 3 / s .70m / s D = 90.156m queda bruta.70m / s A 0.

H L = 23.40 CORTE PERFIL H = Altura de água sobre o bloco D = Diâmetro da tubulação C = Comprimento da base do bloco (tabelado) B = Largura da base do bloco = 3D (no caso) A = Valor que deve ser no mínimo igual a 2D Nota: No caso o bloco foi enterrado a fim de garantir A = 2D .5D D A 0.5D junta de dilatação B = 1.80 C = 4.0 m 0.60 m H = 25.5C 0. portanto a potência instalada será de 597 kW.81rt rg QH L .5C 45° face de parede perpendicular ao talude face de parede vertical 2.60 0.85 P = 9.844m rt rg = 0. VII) CASO: Terra D = 0.

destocamento e remoção de árvores D > 0.50 km 1.15m Remoção de Camada de Solo com mat.98 3.41 20.ANEXO 3 .93 Desmatamento.50 km 2. 2.49 1. 2 0. 0.30 km 0.91 2.38 US$ / unid.00 km 1.50 km 2.91 4. de 0.37 18.30 km 0.49 3.87 4. de 0.06 2.94 2.21 3. R$ / unid.71 1.08 3. 0.15m Desmatamento. carga e transporte de Terra com Motoescavotransportador tipo CAT 621 ou similar Preço Total em m (corte) para dist.COMPOSIÇÃO DE CUSTOS E PLANILHAS DE ORÇAMENTO RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS DE OBRAS CIVÍS Custos Referidos a: JANEIRO/98 Fonte: Composição de Custos .49 2.18 .00 km Escavação. de 3 m un.79 2. etc.58 2.33 5.80 1.12 R$ / 1US$ US$ / unid. trator e Caminhão Basculante comum Preço Total em m3 (corte) para dist.02 2. carga e transporte de Terra com Pá Carregadeira.30 km 0. destocamento e limpeza de terrenos com árvores D < 0.66 3.44 3.30 2. orgânico (raízes.60 4.52 Recarga de Terra no Estoque ou Botafora com Pá Carregadeira de pneus e transporte com Caminhão Basculante comum Preço Total em m3 (veículo) p/ dist.) até dist.50 km m3 m 3 1.87 3. 50m Escavação.72 m3 m3 m m m m 3 3 3 3 2.ANEXO 2 Taxa Câmbio = 1.56 3.00 km m m m m m 3 3 3 3 3 R$ / unid.50 km 1.00 km 1.

48 18.00 km Escavação de Rocha a céu aberto (perfuração/desmonte/carga no veículo.58 14.86 12. Rocha .00 km Escavação de Rocha em Pedreira (perfuração/desmonte/carga no veículo. de 0.50 km 2.78 10.99 2.52 m3 m m m m 3 3 3 3 9.26 12. transportador e transporte em Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" Preço Total em m3 (corte) para dist.17 14.50 km 2.55 10. rocha (geometria definida) Escavação de Rocha a Céu Aberto (para fundações. R$ / unid.62 13.62 13. Preço Total em m3 (corte) para dist.56 10.35 m3 m m m m m 3 3 3 3 2 10. de 0.67 11. transportador e transporte em Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" Preço Total em m3 (corte) para dist.76 12.91 US$ / unid.50 km 1.geometria definida).00 km 1.30 km 0.92 11.30 km 0.92 12. m3 m m m m 3 3 3 3 10.96 3.43 9.51 12.50 km 2.64 2.89 11.57 2.00 km 1.00 km 1.95 11.10 20.89 13.00 km 1.29 2.00 km Pré Fissuramento para escav.81 12.00 km m3 m m 3 3 2.99 13.64 11.50 km 1. de 0.23 12.1.02m2/m3 (escav.13 12. etc.13 15.20 13.37 10.50 km 1.55 15. transportador) e transporte em Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" inclusive prefissuramento 0.50 km 2.) Escavação de Rocha a céu aberto (perfuração/desmonte/carga no veículo.85 .30 km 0. canais.

30 km 2.00 km 3. 2.38 4.60 0.67 3.00 km 1.50 km 1. de 0.53 US$ / unid.85 3.85 4.60 0.66 3.99 3.60 0.02 2.28 Preço/ m de Aterro 3 1. 2.79 0. 0.10 1.60 0.35 Vol.43 4.62 2.00 km m3 m m m m 3 3 3 3 US$ / unid.50 km 1. ETC.50 km 3.10 1.13 SERVIÇO EM TERRA E ROCHA para BARRAGEM.60 R$ / unid.10 1.60 0.84 4.82 2.50 km 2.52 2.10 1.01 4.10 3.10 1.83 3.18 2.96 3.00 km 1.20 3. ENSECADEIRA.91 4.49 5. ATERRO LANÇADO ( Solo.50 km 2.60 Preço/ m de Aterro 3 Preço/ m de Aterro 3 0.00 km 4. Material direto da Escavação Obrigatória (Terra) -----> ATERRO LANÇADO Lançamento e Espalhamento de Terra Material de Depósito ou Botafora (Terra)------->ATERRO LANÇADO Recarga + Transporte + Lançamento e Espalhamento de Terra 0.27 3.58 R$ / unid.42 3.30 km 0.87 4. Preço/ m de Aterro 3 2. sem compactação) Distância Preço/unid.44 1.05 3.37 4.10 1.60 0. em m 1.Recarga de Rocha em Depósito ou Botafora no veículo transportador e transporte em Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" Preço Total em m3 (veiculo) para dist.98 1.94 3.46 3.43 3.10 1.60 Preço/ m de Aterro 3 2.60 0.60 0.60 Preço/ m de Aterro 3 Vol.50 km 2.91 2.30 km 0.41 .82 2.10 1.57 2.90 5.10 3 Espalhamento 0. em m 3 Espalhamento 0.00 km Material de Emprestimo (Terra) --------> ATERRO LANÇADO Escavação + Carga + Transporte + Lançamento e Espalhamento de Terra 0.38 Espalhamento 0.

83 4.39 7.94 3. Preço/ m de Enrocamento 3 Preço/ m de Espalhamento Enrocamento 3 2.06 US$ / unid.com Motoscraper) --------> ATERRO COMPACTADO Escavação/Carga + Transporte + Compactação 0.91 4.06 1.50 km 2.30 km 0.86 R$ / unid.65 3.30 km 0.10 1.20 Compactação 1.87 3.20 1.20 1.23 3.39 3.28 4.00 km ENROCAMENTO ( Rocha.00 km 1.81 4.20 1. Vol. em m3 1.50 km Vol.02 2.57 2.18 2.96 3.20 1.19 1. 0.50 km 1.86 0.74 5.20 1.26 Preço/ m de Espalhamento Enrocamento 3 Preço/ m de Enrocamento 3 0. em m3 Material direto da Escavação Obrigatória (Terra) -------> ATERRO COMPACTADO Lançamento e Espalhamento e Compactação Material de Depósito ou Botafora (Terra) --------> ATERRO COMPACTADO Recarga + Transporte + Compactação de Terra 0.49 4.86 3.50 km 2.14 4.33 5.27 4.19 1.20 Compactação 1. em m Material direto da Escavação Obrigatória (Rocha) --------> ENROCAMENTO LANÇADO Lançamento e Espalhamento de Rocha Material de Depósito ou Botafora (Rocha) --------> ENROCAMENTO LANÇADO Recarga + Transporte + Lançamento e Espalhamento de Rocha 0.38 .19 Preço/ m de Aterro 3 Preço/ m de Aterro 3 3.70 6.20 1.58 2.19 1. Vol.10 3 3 2.00 km 1. sem compactação) Distância Preço/unid.20 1.51 6.92 5.21 Material de Emprestimo (Terra .30 km 0. Preço/ m de Aterro 3 2.20 0.19 R$ / unid.86 0.00 km Vol.20 1.19 Compactação 1. em m 1.61 3.ATERRO COMPACTADO ( Solo compactado) Distância Preço/unid.19 1.60 4.19 1.80 4.66 3.50 km 1.64 5.19 Preço/ m de Aterro 3 Preço/ m de Aterro 3 1.19 1.23 4.19 1.77 US$ / unid. Preço/ m de Aterro 3 1.10 4.35 3.19 1.

92 1.03 1.26 4.33 .54 6.20 3.26 8.26 6.80 0. Preço/ m de 3 2.10 1.92 1.56 0.86 4.88 10.00 km 1.95 10.10 1.56 0.1.00 km 11.26 8.81 5.86 0.53 9.13 Compactação Enrocamento Enrocamento 4.10 0.56 Distância Preço/unid.50 km 12.54 5. em m3 1.00 km 1.50 km 10.10 1.80 0.49 1.10 Preço/ m de 3 Compactação Enrocamento 1.62 8.91 1.26 9.89 0.70 0.80 0.00 km 11.49 5.80 Compactação Enrocamento Enrocamento 9.83 9. Preço/ m de 3 Preço/ m de Enrocamento 3 1.26 8.86 0.22 8.84 4.30 km 10.50 1.26 10.37 7.68 10.10 1.85 ENROCAMENTO COMPACTADO ( Rocha compactada) Preço/ m de Espalhamento Enrocamento 3 Preço/ m de Enrocamento 3 0.20 1.02 4.70 0.70 0.26 R$ / unid.18 5.95 1.50 km 1. Vol.13 US$ / unid.00 km 13.50 km 10.51 Escavação + Carga + Transporte + Lançamento e Espalhamento de Rocha 0.89 2.94 3.86 0.86 0.21 9.10 1.30 km 10.17 Preço/ m de 3 Preço/ m de 3 Escavação + Carga + Transporte + Lançamento e Compactação de Rocha 0.90 6.95 1.09 5.26 4.50 km 2.70 0.78 1.72 1.43 8.00 km Material de Pedreira (Rocha) -------> ENROCAMENTO COMPACTADO Vol.27 5.50 km 2.50 km 12.13 1.70 0.49 5.86 7.64 11.86 0.26 5.57 1.00 km Material de Pedreira (Rocha) --------> ENROCAMENTO LANÇADO 3.86 0.26 4.26 1.30 km 0.84 4.10 1.80 1.80 6. em m3 Material direto da Escavação Obrigatória (Rocha) --------> ENROCAMENTO COMPACTADO Lançamento e Compactação de Rocha Material de Depósito ou Botafora (Rocha) ------> ENROCAMENTO COMPACTADO Recarga + Transporte + Lançamento e Compactação de Rocha 0.

97 14.15 26.24 Perfuração em Rocha c/ Wagon Drill e Martelete (basalto) Wagon Drill Diâm.21 Diâmetro = 4 1/2" 1.11 Código Catálogo Ref.35 13.2.00 km Transição Lançada Transição Compactada Filtro Horizontal Filtro Vertical 13.65 66.33 47.2. EMOP Perfuração c/ sonda a percussão em Solo (incl. 0.78 59.40 22.3. = 2 1/2" 1.46 30.2.3mm vertical 1.5mm vertical 1. = até 1 1/2" 1.43 57. 53.31 R$ / unid.49 m m m m .13 18.15 11.12 6.27 Perfuração em Rocha c/ sonda Rotativa c/ coroa de Vidia (incl.31 15.95 8.62 14.77 59. 12.07 36.76 39.2.91 m m m m m m 23.02 53.84 44. 48.70 13.85 7.23 Diâmetro = 10" 1.22 22. Mobiliz. Mob/Desmobil 20%) 1.85 0.6mm vertical 1.51 49./Desmobiliz = 15%) Diâmetro = 3" 1.2.02 11.63 R$ / unid.44 80.3.3.38 27.80 1.01 4.85 US$ / unid.92 US$ / unid.77 Diâmetro = NX 75.32 41.41 15.32 25.3.68 Serviços Diversos para Limpeza e Tratamento de Fundações Limpeza de superficie de Solo para fundação de Barragem de Terra ou Enrocamento Limpeza de superficie de Rocha para fundação de Barragem de Terra Limpeza de superficie de Rocha para fundação de Estruturas de Concreto m m m 2 2 2 0.22 Diâmetro = 6" 1.26 m3 m m m 3 3 3 11.78 Diâmetro = H 100 mm vertical 19.19 66.84 64.43 5.58 3.75 Diâmetro = AX 47.19 30.3.73 Remoção de Ensecadeira Plantio de Grama em Placas m3 m2 4.61 4.76 Diâmetro = BX 59.33 89.05 3.88 14.85 13.3.25 Martelete Diâm.

58.707.100.76 24.000 1.91 31.84 7.48 US$ / unid.05 104.000 1.44 Preço Unitário Concreto em $ /m3 (transporte d= 0.75 3.000 0.5 km)= . escoramentos.0 km ton ton m 2 Armadura 10 kg/m Forma de Madeira 0.000 1.23.000 1.98 2. ( 5% ) 6.23 116.00 1.4mm 15x15 Concreto Forma de Madeira Armadura CA .Injeção de Calda de Cimento Injeção de Argamassa de Cimento/Areia Concreto Projetado (seção de projeto) Tela de Aço tipo "TELCON" 3.58 1.97 m kg Concreto Armado para estruturas isoladas (preparo em Betoneira) Preparo de Concreto em Betoneira Cimento 300 kg/m 3 3 2 3 US$ / unid.67 303.69 m 3 ton ton m 2 Armadura 100 kg/m Forma de Madeira 5 m /m Diversos: Juntas.05 1.58 R$ / unid.72 151.93 439.82 5. etc.91 31. 1.40 18. escoramentos.75 3.97 140.25 R$ / unid.1+11.11. Preço Unitário Concreto Armado em R$ /m3 = Concreto SEM CIMENTO para estrutura "TIPO GRAVIDADE" (Massa) Preparo de Concreto na Central Dosador Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Lançamento Cimento 200 kg/m 3 2 3 3 m m m m m m m 3 3 3 3 3 3 3 0.100 5.0 km 1.61 157.77 271.0 km 3.22 0. etc.78 4.82 5.10 11.5 km 1.300 0.30 7.79 1.98 37. 1.69 126.50 7.15 20.46 saco 50 kg m 3 3 21.78 4.5 km 2.98 2.84 7.000 58.23 392. 58.23 93.707.200 30.000 1.22 30.2 m /m Diversos: Juntas.000 58.000 1.50.00 1.80 170.98 126.

26 125.02 Preço Unitário Concreto em $ /m3 (transporte d= 0.91 125.09 105.0 km 3.0 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 3.5 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 2. 3 m m m m m m m 3 3 3 3 3 3 3 58.0 km ton ton m 2 Armadura 100 kg/m Forma de Madeira 1.= 0. Concreto Ciclópico em $ /m3 (Pedreira dist.0 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 1.000m m 3 3 3 3 3 33.84 7.12 157.61 107.0 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 1.5 km)= Preço Unitário Estrut. escoramentos.75 3.30 159.000 1.000 1.707.84 7. 38..15 98.78 4.23 US$ / unid.75 3.53 106.34 .00 1. Concreto Ciclópico em $ /m (Pedreira dist.86 (Estrutural) 1.Preço Unitário Concreto em $ /m3 (transporte d= 1.000 30.0 km)= 3 111.36 141.0 km 1.000 1.5 km 2.0 m /m Diversos: Juntas.5 km 1.21 158.98 2.73 0.84 111.Preço exclusive fornecimento de cimento Vol.000 1.000 58.37 161.91 56.0 km)= Concreto SEM CIMENTO para estrutura "FORTEMENTE ARMADA" Preparo de Concreto na Central Dosador Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Lançamento de Concreto Cimento 300 kg/m 3 3 2 3 3 3 3 94.33 142.0 km)= Estrutura em Concreto COMPACTADO A ROLO (CCR) Concreto sem Cimento .5 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 1.94 Obra em Concreto Ciclópico (pequenas obras. > 50.68 109.22 95..23 156.39 140.23 139.5 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 2.000 1.78 4.000 1.54 R$ / unid.19 96.29 144.0 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 3.98 2. ( 5% ) 30.82 5.= 1.Preço inclusive fornecimento de cimento Preço Unitário Estrut.82 5.22 1.91 56.com "rachão" ou pedra de mão de PEDREIRA) Concreto Ciclópico .73 126. etc.

. 10.25 4. m m m 3 m2 m m 2 2 2 35.31 R$ / unid.810.11 323.40 53. tipo predial Banheiro completo (wc de 5 m2) SERVIÇOS E OBRAS DIVERSAS Escavação Manual de Vala em terra Bueiro Tubular Simples de Concreto diâmetro = 0.34 32.294.91 37.83 126.tipo francesa Cobertura com Telha de Chapa de Cimento Amianto Ondulado 8 mm Cobertura com Telha de Chapa de Cimento Amianto Trapezoidal tipo "Canalete 90" Parede de Alvenaria e = 20 cm (revestido e pintado) Instalação Eletrica.40 m Canaleta (meia cana) ou calha circular de concreto simples prémoldado d = 0.19 273.60 m Canaleta (meia cana) ou calha circular de concreto simples prémoldado d = 0.06 113.00 m Boca de Bueiro para BTSC diâmetro = 0.09 112. Concreto Ciclópico em $ /m (Pedreira dist.80 m m m m m un.85 361.27 125.64 m ponto de luz un.63 33.60 m Bueiro Tubular Simples de Concreto diâmetro = 0.93 48.80 m Bueiro Tubular Simples de Concreto diâmetro = 1.72 39.39 153.84 4.= 2.75 INSTALAÇÕES E ACABAMENTOS .Preço Unitário Estrut.92 US$ / unid.20 31.62 82.60 m Boca de Bueiro para BTSC diâmetro = 0. 11.86 27. un.31 71.87 702.34 28.39 493.89 206.5 km)= Preço Unitário Estrut.00 m Canaleta (meia cana) ou calha circular de concreto simples prémoldado d = 0.80 m Boca de Bueiro para BTSC diâmetro = 1.97 306. Concreto Ciclópico em $ /m3 (Pedreira dist.31 230.CASA DE FORÇA Cobertura com Telha de Barro .= 1.95 63.77 787.25 92.56 440.17 136.0 km)= 3 112.54 125. un.

40 1.3333 7.00% 36.3333 Número de Feriados = <---Variável 7.3333 Fecundidade % dos Trab's.26 Cálculo dos Percentuais do GRUPO I I horas não Tra Domingo Feriados Enfermidade Acidente de Trabalho Ausência Legal Férias (com abono de 33%) Licença Paternidade Licença Maternidade 13o Salário Total do Grupo I I 7.40 1.76% 13.00% Total de Horas de Afastamento = Trab.3333 7.67 29.40 1.03% 0.67 horas totais do ano (365 x 7.40 734.53 0.3333 horas/dia (44/6) 2.37% .40 1.67 734.40 1.33 14.Femin.942. Total Anual Total Não Trab.676.3333 7.942.00% 97.942.67 0.942.53 0.67 36.xls Composição de Encargos Sociais GRUPO I (Horas Normais jornada de 44h/semana) Obrigações de Lei que incidem diretamente sobre a Folha de Pagamento.333) Horas não trabalhadas no ano Dias Domingo Feriados Enfermidade Acidente de Trabalho Ausência Legal Férias Licença Paternidade Licença Maternidade 52 11 5 4 2 26 5 120 h/dia 7.942.20% 2.00% 3.33 80. em idade fértil % Masc e % Fem.30% 1.3333 7.80% INSS INCRA Salário Educação SENAI SESI Seguro Acidente de Trabalho FGTS Total do Grupo I GRUPO I I Direito de recepção de salários dos dias em que não há prestação de serviços e portanto sofrem incidência do Grupo I Parâmetros Básicos 44.942.00% 50.67 190.Efetivo 1.40 3. = 3% e 50% dos trab's em idade Fértil (18 a 59 anos).COMPOSIÇÕES DE CUSTOS cmpscao.00 horas/semana = <---variável 4.942.3333 7.942.3333 7.00% 3.40 1.80% 3.67 29.02% 11.40 1.15% 1.50% 1. 1.63% 4.40 Incidência % 19.35 semanas/mes (365/12/7) 7. Total de Horas/Ano efetivamente Trabalhadas 2.3333 30 381.40 1.33 80. Total de Horas 381. 20.Masc.40 220 horas trab.33 14.942.942.67 190.89% 1.00% 8.06% 0.00% 0.67 0.26 Trab.33% 52.676.51% 0.00% 50. = 97% e Trab.67 36.

Estimando que 14% dos empregados se desligam da Empresa dentro de 30 dias que antecede a data base.708.40) x (12/6) ((30 x 7.942.80% x 52.40% 52.62% 242.00% TOTAL GERAL = para cálculo de custo de Horas Extras. o empregado dispensado sem justa causa. seja ele optante ou não do FGTS.19% 1.333x365/12)x95% x 6meses x (12/6)) x 40%/1.Lei 6.91% 161. terá direito a uma indenização adicional equivalente equivalente a um salário mensal (30 dias).40) x (12/12) Subtotal = INDENIZAÇÃO POR DISPENSA SEM JUSTA CAUSA (40% sobre os depósitos FGTS) Total = (8%x(7.708 De acordo com artigo 9 da Lei 6. porém não recebem incidência do GRUPO I AVISO PRÉVIO 95% dos empregados recebem aviso prévio (5% se aposentam ou pedem demissão) 80% são SEMANALISTAS.942. temos: Total = 14% x 7. 20% são MENSALISTAS. 50% se não tiver "Acordo Sindical" alterando essa % para mais.37% 4. SEMANALISTA MENSALISTA ((30 x 7. com menos de 1 ano de serviço e recebem aviso indenizado. com média de permanência na Empresa de mais de 1 ano de serviço.27% 17.59% 25.40 Total do GRUPO I I I GRUPO I V São encargos que recebem a reincidência dos ENCARGOS SOCIAIS GRUPO I x GRUPO I I = 36.15% 19.43% . acréscimo de 50% sobre Horas Normais ) (a) 50.58% 134. no período de 30 dias que antecede a data base de sua correção salarial.22% 2.333 x 30/1942.333 x 80% x 95%)/1.37% = 19.14% 28.40 INDENIZAÇÃO ADICIONAL . com média de permanência de 6 meses.00% Total do Grupo I 36.333 x 20% x 95%)/1.14% TOTAL GERAL = GRUPO I + GRUPO I I + GRUPO I I I + GRUPO IV ADOTADO Composição de Encargos Sociais (Horas Extras.942. Não há acréscimo sobre os Grupos 2 e 3 da hora normal Total do Grupo I I Total do GRUPO I I I Total do GRUPO I V (total do Grupo I x Grupo II) TOTAL GERAL = GRUPO I + GRUPO I I + GRUPO I I I + GRUPO IV TOTAL GERAL = Soma de Encargos Sociais + Acréscimo de Salário sobre Hora Normal) 161.37% 25.80% Acréscimo sobre o Salário hora diurna (b) Incidência (a) x (b) Obs.GRUPO I I I Pagos diretamente ao empregado.00% 133.62% 150. a partir da Tabela de Horas Normais 18.

ADOTADO JORNADA DE TRABALHO ADMITIDO PARA EXECUÇÃO DE OBRAS (implantação de PCH) Adotando Trabalho Semanal de 44 horas normais e 2h Extras/dia. despesas com energia. veículos.etc. consultorias. % PARA MANUTENÇÃO E HORAS TRABALHADAS POR ANO DISCRIMINAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Vida Útil em horas Horas Trab. contabilidade. comandos de produção. almoxarifados. Imprevistos ou Contingências Subtotal Impostos ISS 5% sobre o Custo da Mão de Obra 5% x 30% = Cofins. materiais de consumo do escritório.00% 10.95% 35. por ano 5. Pis e Contribuição Social Subtotal TOTAL DE BDI = {(1+28%)/(1-5.000 . 3. Contabilidade Geral.Adotado Taxa de Manutenção em % da Depreciação 100% 80% 80% Trator de Esteira Trator sobre Pneus (inclusive tipo agrícola) Motoniveladora 10. Estrutura de Apôio Técnico.15% 34.65% 5.43%)/56 horas = ADOTADO para composiçã (Benefícios e Despesas Indiretas do empreiteiro) Administração Central Rateio de despesas de Diretoria. topografia.24% 157.43% 44 12 157.00% <<--. temos Total de Horas Normais /Semana = Total de Horas Extras /Semana Encargos Sociais + Acréscimo de Salário = Para Jornada de trabalho de 56h/semana Composição da taxa de BDI = 242.000 10.24% (44 x 134% + 12 x 242.000 2.00% 1.00% 28. no total 56 horas.000 2.000 2.00% Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TABELA : VIDA ÚTIL .00% Benefício ou Lucro Bruto do Empreiteiro Riscos. comunicações despesas de locomoção.000 10.50% 3.00% 5.15%)} -1 = ADOTADO 10. contrôle tecnológico. Administrativo e de Suprimentos Administração Local Despesas com corpo técnico.

000 12.670 1.750 1.05 1.41 1.250 2.000 6.70 4.000 1.48 7.000 7.000 2.000 2.44 1.000 12.74 2.000 10.76 2.750 1.55 3.000 6.000 14.45 1.000 2.000 10.500 2.Pá Carregadeira de Pneus Pá Carregadeira de Esteiras Motoescavotransportador (Motoscraper) Escavadeira Compressor Rolo Compactador tipo Autopropulsor Rolo Pé de Carneiro Rebocável Caminhão com Carroceria Fixa Caminhão Basculante Transportador Basculante tipo "Fora de Estrada" Caminhão Tanque.000 1.000 2.000 2.000 14. Rocha Roc 601 Perfuratriz tipo RH 658 Máquina de Solda Grupo Gerador (motor Diesel) 10.750 2.000 10.em R$ 2.70 3.70 3.46 1.000 100% 100% 100% 80% 80% 90% 50% 80% 100% 100% 80% 50% 60% 50% 50% 90% 50% 50% 50% Custos Referidos a: JANEIRO/98 Taxa de Cambio Adotado: 1.12 R$ / 1US$ MÃO DE OBRA Ajudante Armador Encanador (ou Bombeiro) Encanador Meio Oficial (ou Bombeiro Meio Oficial) Carpinteiro de Esquadrias Carpinteiro de Formas para Concreto Compressorista Eletricista Encarregado de Serviços Salário Médio por Hora em R$ (previsto) 0.000 2.000 2. Sociais e Horas Extras.63 2.500 1.000 5.000 1.000 10.33 .000 6.000 10.000 6.05 1.000 1.000 2.000 10.73 3.000 12. Pipa ou Irrigadeira Grade de Disco Guindaste Bomba de Concreto Compactador Placa Vibratória Carreta para perf.99 1.85 Custo por hora inclusive Enc.000 8.

F.23 140.595kg Motoescavotransportador tipo Cat 621 335 HP 15.0314% 0.08 18.06m3 Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 938 114 HP 1.3 auxiliar R$/h 159.38 71.01 62.0305% 159.0293% 0.469 3.23 140.68 32.105 126 HP Grade de Disco tipo GA 28-24 da marca TATÚ Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.38 71.20 30.700 149.20 30.93 72.0406% 0.520 237.3 m3 Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Caminhão Carroceria Madeira Scania T-113H 320 HP Caminhão MB L1620/51 184 HP com "Brooks" Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Caminhão Basculante F12000 174" 172 HP 12 ton.0403% 0.97 25.88 32.0364% 0.471 280.98 79.68 32.31 184.000 litros MB 1218/51 136 HP Esvavadeira Fiat Allis SH-200 (nacional) 104 HP Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Guindaste sobre Pneus.54 45.84 48.64 1.E.87 72. Tipo Cat 769 cap.51 1.54 45.14 4.55 120.98 79.500 50.500 442. Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" =Bas.0316% 0.78 13.867 95. Scania 296 HP Caminhão Pipa 10.0406% 0.247 64.84 48.52 25.0222% 0.87 .964 36.927 227.Tipo Randon RK425 cap.2 30 1.84 48.955 340.73 Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Trator de Esteira tipo Cat D 5B 105 HP Trator Agrícola de Pneus tipo CBT .67 94.24 3. F.72m3 Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT 973 190 HP 2.47 55.0557% 0. meia lança 45HP K-110A Central de concreto Usina tipo Dosadora Pavimak P40 40m3/h ou similar Usina tipo Dosadora Pavimak P80 80m3/h ou similar Central tipo "Misturadora de Concreto" (para CCR) Betoneira 580 litros com motor eletrico 159.0250% 0.0302% 0.12 45.55 120.500 155.67 94.00 1.00 1.40 1.0423% 0.4 1.40 104.31 184.12 45.54 45.000 143.2.=25ton.08 18.45 67.26 1.67 94.0273% 0.45 67.854 0. 415 HP Bas.000 litros MB 1620/51 184 HP Caminhão Pipa 6.96 36.0451% 0. Basc.=32ton.500 79.0291% 0.620 253.0485% 72.97 25.31 184.0351% 0.63 2.01 62.08 18.72 55.544 5.5m3 Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT953 130 HP 1.83 1.0286% 0.939 45.600 71.9 26.19 Custo Horário "ADOTADO" R$/h Discriminação calc.47 55.47 55.93 72. F.88 3.88 32.52 25.40 104.0312% 0.0369% 0.0701% 0.53m3 Carregadeira c/ Retroescadeira tipo CASE 580-L 75 HP Trator Compacto c/Pá Carreagadeira 753 BOBCAT 40H Motoniveladora tipo Cat 120 140 HP 12.87 72. 5 ton.90 26.857 81.01 62.23 140.E.2 auxiliar R$/h calc.78 13.125 Relação Cotação Aluguel Horário Aluguel/Aquilevantada p/o R$/h sição em % Projeto R$/h 0.042 82.45 67.52 25.458 641.72 55.000 481.93 72.41 0.72 55.62 1.0361% 0.88 32.881 150.73 36.4 104.0279% 0.97 25.19 38.0307% 0.500 32.000 148.55 120.09 4.68 32.0296% 0.Feitor Marteleteiro Pedreiro Pintor Servente Soldador Vibradorista 1.0288% 0.0400% 0.17 2.19 103.0630% 0.12 45.98 79.90 26.73 38.500 227.1 auxiliar R$/h calc.40 1.E.38 71.80 ALUGUEL HORÁRIO DE EQUIPAMENTOS DE CONSTRUÇÃO (Fonte: Revista "Informador das Construções" no 1364 de 31/Jan/98) e EMOP / RJ Custo de Aquisição R$ 572.22 3.78 13.450 190.

7m3 MB 2318/42 192 HP Compressor XA .88 5.05 13.97 40.80 36.15 6.12 200.39 38. PC/2PE 2 tambores Ferflex Rolo Pé Carneiro Reboc.0312% 0.420Pd 764 pcm 80HP (Pd = Perkins Diesel) 94HP 119HP 180HP 1.22 31.000 88.62 1.741 86.125Pd 250 pcm Compressor XA .00 9.09 1.90 0. CA15P Dynapac 76.12 400.422 28.44 1.78 0.00 7.28 5. SP-84 T.0344% 0.37 2.76 1.60 11.480 38.87 m t kg kg Pinho.00 126.92 2.783 992 2.1066% 0. JANEIRO/98 Gelatina 60% (explosivo) Espoleta Elétrica Espoleta Simples Estopim Grama em Placas Pedra Britada Areia Cimento Portland Ferro Redondo CA .560 12.44 1.elet.8731 26.0832% 0. CA25P Dynapac 125HP Rolo Pé Carneiro autoprop.35 41.57 16.43 30.43 30.57 16.0429% 0. m 3 2 m kg m3 mil m2 . etc.00 9.57 2.85m Rolo Pé Carneiro autoprop. SP255 T.35 41.000 3.62 1.37 2.5HP 1.00 7.00 7.12 400.60 11.87 3.Claridon CS-30 45x66 9HP Compactador Vibratório autopropelido CG11 Rolo Vibratório 7 t .29 33.06 19.25 1.0305% 0.57 16.28 5.0426% 0.00 300.3.15 6.07 0.508 99.12 200.07 0.28 5. Chapa Compensado Resinado 18mm Prego Comum 18x30 Madeira Serrada Bruta (madeira de lei) Telha de Barro tipo Francesa Telha de Chapa Ondulada Cimento Amianto 8mm a kg unid.22 31.6 11.35 41.0444% 0.00 8.0142% 0.8 36.00 9.Betoneira 320 litros com motor a gasolina Vibrador 48x480mm com mangote 5 m.29 33.0660% 0.50 12. unid.87 26.92 2. Pinus.44 1.gas.25 1.05 13.06 19.76 1.00 9.7613 Roc601 Perfuratriz sobre Carreta c/ Esteira Perfuratriz RH658 24kg Rompedor tipo Tex-11 Rolo Pé Carn.88 5.120 132.78 0.0552% 0.0375% 0.705 36.175Pd 335 pcm Compressor XA .06 19.0312% 0.09 1. Dynapac CA-15 MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO (Fonte: Revista "Informador das Construções" n s 1363 e 1364 de 15 e 31/Jan/98) e EMOP / RJ o DISCRIMINAÇÃO Unidade Preço unitário em R$/unid.TERRA 130HP 10.TERRA 165HP Rolo Liso autoprop.29 33.00 300.0373% 0.000kg Rolo Pé Carneiro Reboc.28 0.836 85. Preço unitário "ADOTADO" em R$/unid.0439% 0.09 1.88 5.90 0. mot.97 40.5m3 MB 2318/42 192 HP Caminhão Betoneira cap.5mm Arame Recozido no 18 Madeira Serrada Bruta 3 .37 2. mot.5cv Conjunto de Projeção de Concreto ESTE CP-6 Caminhão Betoneira cap.000 85.28 44.90Pd 170 pcm Compressor XA .0473% 0.083 15.39 38.57 2.0363% 0.00 0.9 0.0443% 0. m m2 m 3 3 3.97 40.57 2.78 0.28 0.87 26.00 0.28 0.12 400.0312% 1.39 38.170 8. 2 cv Vibrador 48x480mm com mangote 5 m.92 2.116 119.00 0.00 8. PC-35 c/1 tambor Ferflex Compactador Placa Vibrat.05 13.28 44.00 300.00 8.62 1.autoprop.07 0.00 9.87 3. "pesquisas diversas" Cotação pesquisada na Região R$/unid.843 89.650 0.80 36.00 126.25 1.15 6.510 6.330 120.43333 30.12 200.00 126.0424% 0.22 31.28 44.00 9.223 43.0143% 0.

34 1.17 8.73 6.21 10.46 2.55 4.17 0.30 0.85 6.75 11. Cromado Registro de Pressão 3/4" Azulejo Branco 1a.55 1. mil galão galão folha un m m un un un un un un un un un un un un un un un un un m2 m kg 2 16.81 18.81 18.75 11.66 51.90 26.85 18.17 0.27 1.36 20.80m m2 un.00m Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.10 16.1 17.22 2.69 6.73 6.82 0.69 6.85 6.14 38.46 26.46 26.19 12.10 Folha Porta de Madeira 0.73 6.67 11.52 31.46 2.85 6.30 0.13 0.59 2.19 12.34 1.46 26.17 8.13 0.66 51.69 6.36 20.08 0.80m Tubo de Concreto Simples d = 1.19 12.13 79.80 42.13 1.52 31.53 0. 15 x 15 Piso Ceramico Vermelho 12 x 24 Cimento Branco Aduela e Guarnição p/Porta de 0.95 1.00 40.00 40.00 40.55 1.52 16.80 42.8 42.44 16.59 2.90 5.1 un un un cj m m m kg kg m m m m m m .37 0.44 16.52 31.75 11.10 17.85 18.46 2.17 8.55 4.95 1.82 0.98 0.76 0.82 0.70 x 2.21 10.59 2.13 79.14 38.74 597.85 18.76 0.12 1.34 1.76 0.36 20.37 0.21 10.2cm Dobradiça 3x 3 Fechadura Completa .10 3.08 0.52 16.66 51.5 mm2) Caixa Chapa Ferro Esmaltada 4x4 Interruptor Comum (1 alavanca) Placa de Baquerite 2x4 Tomada de Embutir Caixa Estampada 4 x2 Globo Esférico de Vidro 4x8" Vaso Sanitário Louça Branca Parafuso p/ Fixação de Vaso Sanitário Válvula Descarga "Primor" Lisa Tubo de Ligação para Vaso Sanitário Bolsa de Borracha p/ Ligação de Vaso Sanitário Lavatório de Louça BRanca s/ coluna Fixador de Lavatório sem coluna Sifão Metal Cromado p/Lavatorio Torneira para Lavatório Chuveiro Simples s/braço Articul.22 2.17 0.Telha de Cimento Amianto Trapezoidal "Canalete 90" Parafuso 5/16" para Chapa.60m Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.70 x 2.40m Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.20kg/m) Tubo de Concreto Simples d = 0.10 17.00 0.30 0.60m Tubo de Concreto Simples d = 0.08 0.55 4. 110mm Lampada incandescente de 100W Bloco de Concreto 40x20x20 Líquido Selador "Liquibase" Tinta PVA .27 1.00 0.44 16.9 5.74 597.cromado simples Tubo PVC rígido soldável 100mm Tubo PVC rígido soldável 75mm Tubo PVC rígido soldável 50mm Tubo de Aço Galvanizado 3/4" (1. un.53 0.Latex Lixa d'Água Plafonier de Alumínio 4" Eletroduto 3/4 PVC pesado Fio Pirastic 14 AWG (1.53 0.13 0.52 16.90 5.10 16.98 0.98 0.00 0.27 1.67 11.75kg/m) Tubo de Aço Galvanizado 1 1/2" (4.9 26.67 11.37 0.55 1.13 79.14 38.13 1.12 1.74 597.81 18.95 1.12 1.22 2.13 1.90 26.

DIVERSOS TOTAL.001667 159.01 0.27 0.006667 7.001667 0.EQUIPAMENTOS hora hora 0.14 0. destocamento e Limpeza de terrenos com árvores de diametro até 0. destocamento e Remoção de árvores de diâmetro acima de 0.00% 0.15m com trator tipo D8 ou similar (empurrado até 50m) Unidade para Medição dos trabalhos executados: por árvore . exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 35.01 0.11 0.41 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Desmatamento.33 2.30 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Desmatamento.45 0.27 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente .02 TOTAL .15m com trator tipo D8 ou similar (empurrado até 50m) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP hora 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00% 5.01 TOTAL .01 0.

) para limpeza da área de emprestimo.333333 7.EQUIPAMENTOS Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP hora 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS 1.083333 159. empurrado até 50m) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP hora 0.73 0.008333 159. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /árvore= 35.37 20.33 2.33 .00% 5.45 13.34 5.61 0.33 TOTAL MÃO DE OBRA .30m.EQUIPAMENTOS 1.73 15. tocos. orgânico (terra c/raízes.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00% 0.45 1.71 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Remoção de Material estéril e/ou com mat.29 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente . com trator tipo D8 ou similar (camada de 0.EQUIPAMENTOS hora hora 0.32 TOTAL . etc.083333 0.71 TOTAL .14 13.29 0.DIVERSOS TOTAL.

MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.008333 7.06m3 Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP 130 m3/h Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP 8m3v/viagem 3min+3min hora hora hora 0.DIVERSOS TOTAL.61 0.43 0.14 1.015000 71.003846 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.02 TOTAL . exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico = 5.00% 0.06 .71 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Escavação e Carga mecânica em Caminhão Basculante.03 TOTAL .33 2.003846 0.000833 0.007692 0.50 1. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte) EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.03 TOTAL .55 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente .MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . de terra com utilização de Trator tipo D8 e Pá carregadeira tipo Cat 950 inclusive tempo de espera e de carga do veículo tramsportador.01 0.07 1.07 0.Encarregado de Serviços Servente hora hora 0.97 0.55 0.45 36.14 0.84 159.EQUIPAMENTOS hora hora 0.93 35.015385 7.33 2.03 0.

00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Transporte de Terra com Caminhão Basculante comum Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico veículo x quilômetro EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP 8m3v/viagem 20 km/h hora 0.DIVERSOS TOTAL.MÃO DE OBRA MATERIAIS TOTAL .65 2.97 0.09 1.55 TOTAL .51 35.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) 5.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00% 0.09 0.86 0.55 TOTAL MÃO DE OBRA .03 .015000 36.TOTAL . exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte) = 5.EQUIPAMENTOS 0.00% 0.

TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico(v)xkm =

0,03 0,58 0,20 0,78

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Escavação e carga de terra com utilização de Motoescavotransportador tipo CAT 621

Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte)

EQUIPAMENTOS Motoescavotransportador tipo Cat 621 335 HP 15,3 m3 Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Motoniveladora tipo Cat 120 140 HP 12.595kg

minutos, incl. espera

5,00

hora hora hora

0,005991 0,002996 0,002996

140,88 159,45 55,23

0,84 0,48 0,17

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente

- EQUIPAMENTOS
trabalhadores

1,49 hora hora 0,000999 0,003994 7,33 2,14 0,01 0,01

1 4

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,02

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte) = 5,00% 0,08 0,08 1,59 0,55 2,14

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

Custos Referidos a: SERVIÇO: Transporte de terra com utilização de Motoescavotransportador tipo CAT 621

Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte)xquilometro

EQUIPAMENTOS Motoescavotransportador tipo Cat 621 335 HP 15,3 m3 Motoniveladora tipo Cat 120 140 HP 12.595kg

veloc. =

km/h

20,00

hora hora

0,007190 0,000359

140,88 55,23

1,01 0,02

TOTAL MÃO DE OBRA

- EQUIPAMENTOS

1,03

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte)xkm 35,00% 5,00% 0,05 0,05 1,08 0,38 1,46

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Carga mecânica de terra em DEPÓSITO ou BOTAFORA em Caminhão Basculante com utilização de Pá carregadeira tipo Cat 950, inclusive tempo de espera e de carga no veículo transportador. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (veículo)

EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3,06m3 Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP

Produção/hora

100

hora hora

0,010000 0,012500

71,84 36,97

0,72 0,46

8m3v/viagem 3min+3min

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente

- EQUIPAMENTOS hora hora 0,005000 0,020000 7,33 2,14

1,18 0,04 0,04

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,08

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (veículo) =
Especificação da Unidade de Consumo

5,00%

0,06 0,06 1,32

35,00%

0,46 1,79

DISCRIMINAÇÃO

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$

SERVIÇO:

Custos Referidos a: JANEIRO/98 Escavação de Rocha Céu Aberto, incluindo Perfuração, Desmonte, Carga no veículo transportador e tempo de espera e de carga do veículo transportador. (Escavação obrigatória para fundação de estruturas diversas - geometria definida) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte)

EQUIPAMENTOS

Roc601 Perfuratriz sobre Carreta c/ Esteira
Perfuratriz RH658 24kg Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT 973 190 HP 2,5m3 Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP Compressor XA - 420Pd 764 pcm 180HP TOTAL MÃO DE OBRA - EQUIPAMENTOS

hora hora hora hora hora hora

0,014286
0,028571 0,004000 0,012500 0,009233 0,014286

44,37
2,92 159,45 120,93 79,68 31,28

0,63 0,08 0,64 1,51 0,74 0,45 4,05

Encarregado de Serviços

Feitor
Cabo de Fogo Marteleteiro Ajudante Servente TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS Gelatina 60% (explosivo) Espoleta Elétrica Espoleta Simples Estopim Diversos: Fios, Bits, Brocas, etc. TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS

hora hora hora hora hora hora

0,003571

7,33

0,014286
0,014286 0,085714 0,085714 0,042857

4,22 4,22
3,24 2,55 2,14

0,03 0,06 0,06 0,28 0,22 0,09 0,74

kg unid. unid. m gl

0,350 0,112 0,224 1,100

3,28 5,07 0,28 0,57

1,15 0,57 0,06 0,63 0,72 3,13

5,00%

0,40 0,40 8,32 2,91 11,23

TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte) =

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

Custos Referidos a: SERVIÇO: Transporte de Rocha com utilização de Caminhão Basculante "Fora d e Estrada" tipo Randon RK425 (cap. = 25t)
Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (veíc.)xquilometro

EQUIPAMENTOS Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP Motoniveladora tipo Cat 120 140 HP 12.595kg

veloc. =

km/h

20,00

hora hora

0,011080 0,000554

79,68 55,23

0,88 0,03

TOTAL MÃO DE OBRA

- EQUIPAMENTOS

0,91

TOTAL - MÃO DE OBRA

MATERIAIS

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (veíc.)xkm =
Especificação da Unidade de Consumo

5,00%

0,05 0,05 0,96 0,33 1,29

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

Custos Referidos a: SERVIÇO: Prefissuramento, incluindo Perfuração, Desmonte para obtenção de superfícies uniformes de taludes de rocha em escavações obrigatórias (geometria definida).
Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado

EQUIPAMENTOS

Roc601 Perfuratriz sobre Carreta c/ Esteira
Compressor XA - 420Pd 764 pcm 180HP

hora hora

0,166667
0,083333

44,37
31,28

7,40 2,61

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Marteleteiro Cabo de Fogo Ajudante

- EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0,010000 0,083333 0,027778 0,083333 7,33 3,24

10,01 0,07 0,27 0,12 0,21

4,22
2,55

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS Gelatina 60% (explosivo) Espoleta Elétrica

0,67

kg unid.

0,800 0,100

3,28 5,07

2,62 0,51

Diversos: Fios, Bits, Brocas, etc. TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS

gl

0,94 4,07

Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado =

5,00%

0,74 0,74 15,49 5,42 20,91
JANEIRO/98

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

Custos Referidos a: SERVIÇO: Escavação de Rocha em Pedreira, incluindo Perfuração, Desmonte, Carga no veículo transportador e tempo de espera e de carga do veículo transportador.

Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte)

EQUIPAMENTOS

Roc601 Perfuratriz sobre Carreta c/ Esteira
Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT 973 190 HP 2,5m3 Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP Compressor XA - 420Pd 764 pcm 180HP TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços - EQUIPAMENTOS

hora hora hora hora hora

0,011905
0,004000 0,010000 0,009233 0,005952

44,37
159,45 120,93 79,68 31,28

0,53 0,64 1,21 0,74 0,19 3,31

Feitor
Cabo de Fogo Marteleteiro Ajudante Servente TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS Gelatina 60% (explosivo) Espoleta Elétrica Espoleta Simples Estopim Diversos: Fios, Bits, Brocas, etc. TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS

hora hora hora hora hora hora

0,001786

7,33

0,011905
0,011905 0,071429 0,071429 0,035714

4,22 4,22
3,24 2,55 2,14

0,01 0,05 0,05 0,23 0,18 0,08 0,60

kg unid. unid. m gl

0,350 0,112 0,224 1,100

3,28 5,07 0,28 0,57

1,15 0,57 0,06 0,63 0,72 3,13

5,00%

0,35 0,35 7,40

TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte) = 35,00%

2,59 9,98

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Recarga de Rocha em DEPÓSITO ou BOTAFORA para Caminhão Basculante com utilização de Pá carregadeira tipo Cat 973, inclusive tempo de espera e de carga no veículo transportador. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (veículo)
Produção/hora

EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT 973 190 HP 2,5m3 Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP

100

hora hora

0,010000 0,006410

120,93 79,68

1,21 0,51

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente

- EQUIPAMENTOS hora hora 0,005000 0,020000 7,33 2,14

1,72 0,04 0,04

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,08

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (veículo) = 35,00% 5,00% 0,09 0,09 1,89 0,66 2,55

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Solo Lançado, incluindo os serviços de Descarga ou Lançamento e Espalhamento nas frentes de trabalho (barragem, ensecadeira, botafora, etc.).
Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto)

EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP

(tempo descarga = 1min) 30 caminhões/hora

hora hora

0,002292 0,004583

36,97 67,12

0,08 0,31

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Ajudante

- EQUIPAMENTOS

0,39

hora hora

0,001667 0,006667

7,33 2,55

0,01 0,02

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,03

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) =
Especificação da Unidade de Consumo

5,00%

0,02 0,02 0,44

35,00%

0,15 0,60

DISCRIMINAÇÃO

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Solo Compactado, incluindo os serviços de Descarga ou Lançamento, Espalhamento , homogeneização e compactação nas estruturas - barragem, ensecadeira, etc.
Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto)

EQUIPAMENTOS Motoescavotransportador tipo Cat 621 335 HP 15,3 m3 Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP

descarga = 1min.

hora hora

0,001307 0,004000

Trator Agrícola de Pneus tipo CBT - 2.105 126 HP
Grade de Disco tipo GA 28-24 da marca TATÚ Caminhão Pipa 10.000 litros MB 1620/51 184 HP Rolo Pé Carn.autoprop. CA15P Dynapac 76,5HP 1,85m Rolo Pé Carneiro autoprop. CA25P Dynapac 125HP TOTAL MÃO DE OBRA - EQUIPAMENTOS

0,004000
0,004000

0,002000
0,004000 0,001333

140,88 67,12 18,40 1,38 32,90 30,97 40,35

0,18 0,27 0,07 0,01 0,07 0,12 0,05 0,77

Encarregado de Serviços

Feitor
Ajudante TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

hora hora hora

0,001000 0,002000 0,020000

7,33

4,22
2,55

0,01 0,01 0,05 0,07

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 5,00% 0,04 0,04 0,88 0,31 1,19

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Enrocamento Lançado Descarga ou Lançamento e Espalhamento em Ensecadeira, Barragem, Área de de Estoque ou Botafora. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto)

EQUIPAMENTOS Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP

Descarga=1,5min 30 caminhões/hora

hora hora

0,001980 0,002640

79,68 159,45

0,16 0,42

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Ajudante

- EQUIPAMENTOS

0,58

hora hora

0,001667 0,006667

7,33 2,55

0,01 0,02

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,03

55 TOTAL . Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) EQUIPAMENTOS Bas.TOTAL .MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.E.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0.17 0.46 0.06 Feitor Ajudante 4.001100 0.68 159.00% 0.002640 0. Espalhamento e Compactação em Ensecadeira.002160 0.00% 0.04 .002640 79.86 35.00% DISCRIMINAÇÃO Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Enrocamento Compactado Descarga ou Lançamento.022000 7. etc.33 0. PC-35 c/1 tambor Ferflex Descarga=1.08 TOTAL .88 0.002880 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) 5.00 Reboc.01 0.22 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = Especificação da Unidade de Consumo 5.DIVERSOS TOTAL.45 67. Barragem.03 0.=25ton.F.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .12 0.Tipo Randon RK425 cap. Scania 296 HP Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Rolo Pé Carneiro Reboc.5min 30 caminhões/hora hora hora hora hora 0. Pé de Carneiro TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços .81 0.22 2.64 0.03 0.01 0.18 0.002200 0.

05 8.86 3. proteção de taludes.00% .88 hora hora 0.12 0.013125 67.40 0.47 0.33 1.025000 7.55 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 0.) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP (Descarga considerado Fornecimento) 10 caminhões/hora hora 0.TOTAL .DIVERSOS TOTAL.11 8.00 0.45 13.00% 8.05 0. etc.33 2. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 5.DIVERSOS TOTAL.04 0.31 35.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .26 35.EQUIPAMENTOS 0.006250 0. incluindo Fornecimento de Material e os serviços de Descarga ou Lançamento e Espalhamento (Ensecadeira.88 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Ajudante .00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Transição Lançado.MÃO DE OBRA MATERIAIS Pedra Britada m3 1.47 9.94 0. Barragem.40 TOTAL .06 TOTAL .

01 0.EQUIPAMENTOS 1.5HP 1.56 11.). Barragem.00 0.025000 7. incluindo Fornecimento de Material e os serviços de Descarga ou Lançamento.56 0.85m hora hora 0.60 TOTAL .015000 0.55 0. etc.20 8. CA15P Dynapac 76.74 4.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . Espalhamento e Compactação (Ensecadeira.015000 67.06 TOTAL .33 2.11 15. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 35.46 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Ajudante .47 hora hora 0.85 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Filtro Horizontal. Ensecadeira.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Transição Compactada.MÃO DE OBRA MATERIAIS Pedra Britada m3 1.05 0.60 0.DIVERSOS TOTAL.00% 5.11 9.97 1. Espalhamento e Compactação (barragem. etc.00% 9. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) .12 30.) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP (Descarga considerado Fornecimento) Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP 10 caminhões/hora Rolo Pé Carn.006250 0. incluindo fornecimeno de material e os serviços de Descarga ou Lançamento.autoprop.

020000 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = Especificação da Unidade de Consumo 8.000 litros MB 1620/51 184 HP Rolo Pé Carneiro autoprop.22 .08 0.90 40.08 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .003750 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0.03 0.002500 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP (descarga =incl.47 0. Espalhamento e Compactação (barragem.33 0.35 0.47 9.no fornecimento) 50m /hora 3 Carregadeira c/ Retroescadeira tipo CASE 580-L 75 HP Caminhão Pipa 10.).00% 3.040000 25.007500 67. CA25P Dynapac 125HP (descarga =fornecimento) 20 caminhões/hora hora hora hora 0.40 5.EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Caminhão Pipa 10.Claridon CS-30 45x66 9HP hora hora hora 0.55 Servente TOTAL .00 8. incluindo fornecimeno de material e os serviços de Descarga ou Lançamento.004000 0.12 32.007500 0.78 32.DIVERSOS TOTAL.41 DISCRIMINAÇÃO Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Filtro Vertical.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia 2.48 13.50 0.015000 0.18 Feitor Ajudante 4.000 litros MB 1620/51 184 HP Compactador Placa Vibrat.04 0.40 TOTAL .03 0.007500 0.90 5.22 2.13 0.88 0.93 35.037500 7.00% 0.20 7.14 m3 1.30 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços .52 0.60 0. etc.

40 67.14 m3 1.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia 2.97 0.33 0.012500 0. transporte até botafora.35 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços .EQUIPAMENTOS hora hora 0.44 0.000 62.80 0.74 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 5.08 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Remoção de Ensecadeira de Terra e Rocha Inclue custos de Escavação e Carga.22 2.006250 0.10 0.00 9. lançamento e espalhamento de materiais no botafora.80 TOTAL .DIVERSOS TOTAL.100000 7.12 36.05 0.55 Servente TOTAL .200 1.006250 0.08 15.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0.00% 9.10 .040000 0.05 TOTAL .40 7.56 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção) EQUIPAMENTOS Esvavadeira Fiat Allis SH-200 (nacional) 104 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Transporte em Caminhão Basculante Lançamento e Espalhamento no botafora TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente 80 m3/h 8m3v/viagem 5min+3min Dist.020000 1.56 11.14 0.78 0.58 0.73 .43 Feitor Ajudante 4.73 35.87 0.500 hora hora hora m3v m 3 0.005000 0.025000 7.42 0.MÃO DE OBRA 0.33 2.21 0.020000 0.44 2.04 0.66 4. = km 0.

01 32. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Caminhão Pipa 6.10 0.47 0.14 0.58 2. preparo de taludes.22 2.000 litros MB 1218/51 136 HP Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora hora 0.14 0. estacas.07 0.33 4. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção) 5.010000 0.DIVERSOS TOTAL.MÃO DE OBRA MATERIAIS Grama em Placas Sarrafos de Madeira.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Plantio de Grama em Placas Inclue os custos de Fornecimento.43 TOTAL .15 0.00% 0.MATERIAIS DIVERSOS 2.08 0.04 4. etc m2 vb 1.01 35.31 . aplicação e irrigação.14 2.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .21 TOTAL .00 0.97 1.07 0.002500 0.002500 26.08 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Servente 1 2 20 .020000 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0.200000 7.MATERIAIS TOTAL .050000 10% 2. pregos.

001600 0.15 0.55 2.DIVERSOS TOTAL.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora 0.00% 0.105 126 HP Grade de Disco tipo GA 28-24 da marca TATÚ Caminhão Pipa 10. regularizacão e compactação.40 1.38 32. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.31 35.07 0.08 0.001000 71.04 0.DIVERSOS TOTAL.15 3.MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.90 40.03 0.19 1.05 0.70 0.35 0.03 0.005000 0.2.18 0.11 0.04 0.25 0.030000 0.004800 0.002000 0.22 2.04 0.06m3 Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator Agrícola de Pneus tipo CBT . CA25P Dynapac 125HP TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Ajudante .06 TOTAL .97 18.Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00% 0.002700 0.000 litros MB 1620/51 184 HP Rolo Pé Carneiro autoprop.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Limpeza de superfície de solo para fundação de Barragem de Terra ou de Enrocamento Inclui limpeza. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 35.95 .45 Servente hora hora hora hora 0.22 TOTAL .84 36.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .010000 0.00% 5.33 4.12 4.002700 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 5.030000 7.14 0.

006700 0.39 2.89 5.28 0.00 7.06m3 Caminhão MB L1620/51 184 HP com "Brooks" Compressor XA .30 0. m 3 0.33 4.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Limpeza de superfície de rocha para fundação de Barragem de Terra Inclui limpeza.96 31. .18 Diversos: Tábuas.13 2.000000 7. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.14 hora hora hora 0. carga e transporte de material de limpeza para botafora.55 2.48 0.45 0.005 0.025000 0.420Pd 764 pcm 180HP Equipamentos Diversos: Bombas/Espingardas/marteletes ou rompedores/etc.025 126.22 3. Mangueiras. carga e transporte de material misturado para botafora. regularizacão c/ eliminação de taludes negativos e aplicação de argamassas.19 0. regularizacão.97 0. pregos.74 Servente ton.14 2.30 6.22 2.DIVERSOS gl 0.24 8. etc. TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro Ajudante . TOTAL .010000 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 35.08 0.21 0.050000 1.63 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .88 2.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora TOTAL .025000 71.00% 0.62 TOTAL.00 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Limpeza de superfície de rocha para fundação de Estruturas de Concreto Inclui limpeza.84 38.07 0.050000 0.050000 0.78 0.

025000 0.3.24 2.00% Limpeza de superficie de Solo para fundação de Barragem de Terra ou Enrocamento Limpeza de superficie de Rocha para fundação de Barragem de Terra Limpeza de superficie de Rocha para fundação de Estruturas de Concreto Perfuração c/ sonda a percussão em Solo (incl.DIVERSOS TOTAL.52 10.025 0.83 Servente 0.3.48 0. Pregos. m m 3 3 hora hora hora hora 0.32 41.16 1.18 0.3.55 2.18 0.00% 0.81 14.43 0.78 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário TABELA : Serviços relativos a ítens de LIMPEZA E TRATAMENTO DE FUNDAÇÕES DISCRIMINAÇÃO Código EMOP/RJ Unidade Custo em R$/un.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora TOTAL .15 0.65 0.Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.21 1.46 30.19 30.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .3.33 4.22 1.200000 0.200000 0.21 5.78 0.13 0. Mangueiras.020000 0.95 8.500000 7.62 14.80 gl 35.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Pedra Britada Diversos: Tábuas.24 m m m m 19.68 ton.88 3.51 49.26 0.20 0.28 2.00 1.23 1.72 0.68 26.14 0. exclusive BDI Custo em R$/un. inclusive BDI em R$ /metro quadrado = 5. TOTAL .51 3.06m3 Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Compressor XA .010 0. TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro Marteleteiro Ajudante .92 0.87 3.420Pd 764 pcm 180HP Rompedor tipo Tex-11 Equipamentos Diversos: Bombas/Espingardas/etc.075000 71.100000 0.00 7.025000 0.40 22.52 0.006700 0.47 2.19 66.97 31./Desmobiliz = 15%) Diâmetro = 3" Diâmetro = 4 1/2" Diâmetro = 6" Diâmetro = 10" m2 m2 m2 1. etc. Mobiliz.22 3.84 36.00 8.025 126.200000 1.32 .42 0.

5000 0.40 9.61 157.2500 6.10 11.38 TOTAL .23.61 8.80 2.77 Diâmetro = NX 75.5mm vertical 1.6mm vertical 1.13 1.2.61 4.55 21.22 3.47 3.12 6.69 107.10 12.76 Diâmetro = BX 59. = 2 1/2" Martelete Diâm.2.23 116.3. = até 1 1/2" 1.5000 0.12 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro Operador Máq.53 .40 kg DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Concreto Projetado Inclue custos de Preparo de Concreto em Betoneira.100. Projeção Ajudante .88 2.83 2.46 53.33 89.97 7.78 59.2. Lançamento e perda por reflexão de 50%.175Pd 335 pcm 119HP Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora hora hora 0.27 m m 18.84 64.25 1.30 7.11 1. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção) EQUIPAMENTOS Conjunto de Projeção de Concreto ESTE CP-6 Compressor XA .1+11.80 19. Mob/Desmobil 20%) 1.63 Perfuração em Rocha c/ sonda Rotativa c/ coroa de Vidia (incl.Perfuração em Rocha c/ Wagon Drill e Martelete (basalto) Wagon Drill Diâm.5000 2.78 Diâmetro = H 100 mm vertical Injeção de Calda de Cimento Injeção de Argamassa de Cimento/Areia Tela de Aço tipo "TELCON" 3.33 4.40 5.91 25.4mm 15x15 m m m m saco 50 kg m 3 39.3.49 18.22 32.84 44.67 1.5000 0.2500 0.76 24.0000 7.11.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora 0.5000 0.65 66.50.33 47.79 1.MÃO DE OBRA MATERIAIS Concreto Preparado em Betoneira m3 1.5000 71.94 1.2.75 Diâmetro = AX 47.3mm vertical 1.

5 ton.0500 1.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora TOTAL . Carga e Transporte até o local de aplicação.08 3.0100 0.14 1.65 Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .47 104. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Guindaste sobre Pneus.00 56.34 3.55 2.0100 0.1500 0.Cimento Portland t 0. TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Carpinteiro de Formas para Concreto Ajudante .300 200.4000 1.42 180.32 2.00 3.34 0. etc.22 3.60 6. Desmontagem após a cura do concreto e escoramentos. etc.10 0.33 4.MÃO DE OBRA MATERIAIS Madeira Serrada Bruta 3a.DIVERSOS TOTAL.03 0.4500 126. de Carpintaria .54 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção) 5. aranhas.58 .010 0. meia lança 45HP K-110A Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Equipamentos Diversos: Maq.00% 10.71 224.64 0.serra circular.45 0. parafusos.61 0. tupia.70 303.4000 0.70 Materiais Diversos: Andaimes.09 1.19 32.00 9.07 11.MATERIAIS DIVERSOS 10.58 35. Montagem. fios.00% 16. mangueiras.MATERIAIS DIVERSOS m3 m kg gl 2 hora hora hora 0.87 78.71 10.63 2.12 2.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Forma de Madeira para Concreto Armado Inclui custos de Preparação. TOTAL .5000 7. etc.21 5. TOTAL .57 1.400 0.0250 45.72 Servente 0. Chapa Compensado Resinado 18mm Prego Comum 18x30 Diversos: Óleo Desmoldante. plaina.

MÃO DE OBRA MATERIAIS Ferro Redondo CA .04 6.00 20.22 1.22 .22 60.07 5.70 102.67 707.5mm Arame Recozido no 18 hora kg kg 5. etc. de pateo de armação.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Armadura (ferro redondo CA-50) Inclui custos de Fornecimento.19 32.91 7.DIVERSOS TOTAL.59 651.DIVERSOS gl 33.00 10. Carga e Transporte até o local de aplicação.55 2.49 20.00 0.Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .264.44 222.00 40. Preparação.33 4. etc.14 hora hora hora 0. TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Armador Soldador Ajudante .40 Servente Diversos: Soldas.2000 0.47 104.2000 45.00% 442. 5 ton.29 43.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00% 60.61 1.12 7. Unidade para Medição dos trabalhos executados: tonelada EQUIPAMENTOS Guindaste sobre Pneus.50 12. de solda.00 60.23 35.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora TOTAL . Dobramento. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 5.62 1.707.07 22. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /tonelada = 35.2000 0.84 30.00 41.00 42.00% 1.22 3.00 1.050.00 20.17 2.00 137.70 4.54 9.80 453.00 2.00 22.73 36.39 7. meia lança 45HP K-110A Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Equipamentos Diversos: Maq. Corte.07 1. TOTAL . emendas.65 8. Montagem.61 TOTAL. acompanhamento de concretagem e perdas.

14 1.DIVERSOS hora 5.69 25.02 0.80 4.87 32.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0.55 6.84 1.37 0.92 54. Preparação de concreto em Betoneira de 580 litros com motor elétrico e perdas de agregados.47 0.85 126.65 0. cabos.00% 3.33 4. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Betoneira 580 litros com motor eletrico Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora hora (auxílio/apoio) 0.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ SERVIÇO: Custos Referidos a: JANEIRO/98 Preparo de Concreto com Betoneira Inclui custos de Fornecimento de Agregados.00 7. mangueiras.55 2.65 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Ajudante .00% em R$ /m3 = Preço Unitário em R$ /m (sem fornec.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00 8.50 5.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Pedra Britada Diversos: energia elétrica. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário 3 35. fios.70 Servente TOTAL .2000 0.cimento)= DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Preparo de Concreto com Central de Concreto Inclui custos de Fornecimento de Agregados.07 gl 5. etc.80 4.00 7.41 3.75 13.28 10. . Preparação de concreto em Central de Concreto e perdas de agregados.30 0.20 0.0200 1. TOTAL .19 ton m m 3 3 0.05 0.78 58.98 TOTAL.37 0.00 37.41 71.22 2.09 96. água.

11 27.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora 0.000 3.80 1.Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Usina tipo Dosadora Pavimak P40 40m3/h ou similar Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 938 114 HP 1.500 2.05 0.000 1.65 0.00 8.0600 0.0110 72.96 0.07 1.1000 0.500 1.08 7.40 1.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Pedra Britada Diversos: energia elétrica.11 TOTAL.48 3.0800 0. em km = h/m3(carg+desc) = 0.04 0.0200 0.0330 0.21 0.cimento)= Especificação da Unidade de Consumo DISCRIMINAÇÃO Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Transporte de Concreto em Caminhão Betoneira Inclui tempo de Carga. cabos.36 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Eletricista .00 4. água.00% em R$ /m3 = Preço Unitário em R$ /m (sem fornec.47 2.03 27.85 7. TOTAL .71 Encanador (ou Bombeiro) Ajudante Servente TOTAL .70 13.60 0. ar comprimido.000 h/m3(transporte) = 0.0330 0.55 6.0110 0. etc.1200 10 km/hora .DIVERSOS hora ton m3 m 3 0.67 48.55 32.08 0.14 4.5000 0.22 4.96 20.26 1.0110 0.0333 0.6830 7. fios.05 gl 5. transporte propriamente dito e tempo de descarga.36 0.0500 0. mangueiras.0400 0.55 2. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Tempo de Carga e Descarga Velocidade Média 10 min/viagem Dist.00% 0.72m3 Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora hora hora (auxílio/apoio) 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário 3 35.33 4.0110 0.76 2.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .

000 3.00% 0.67 3.16 6.Dist.39 36.5m3 Caminhão Betoneira cap.5000 1.58 DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL.000 35.40 4.42 12.1400 7. em km = Dist.58 1.82 5.88 2.0733 0.2000 0.000 1.73 0.39 36.39 36.70 3.33 5.23 0. exclusive BDI Dist.0533 0.1533 36. em km = Dist.0000 5.55 2.07 0.97 0.75 3.gas.84 7. etc.94 2.0000 3. adensamento e cura do concreto.22 3.14 hora hora 0.500 1.500 2. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Vibrador 48x480mm com mangote 5 m.13 0.2000 0.86 Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m3 (inclusive BDI)= Dist.5m3 MB 2318/42 MB 2318/42 MB 2318/42 MB 2318/42 MB 2318/42 192 HP 192 HP 192 HP 192 HP 192 HP 0.33 4.39 1.0300 0.57 4.500 2.00% 2.) 20% TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Carpinteiro de Formas para Concreto Armador Pedreiro .5m3 Caminhão Betoneira cap.3.500 2.5m3 Caminhão Betoneira cap.000 hora hora hora hora hora 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora hora hora TOTAL . em km = Dist.91 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Lançamento de Concreto em estrutura tipo "GRAVIDADE" (Concreto Massa) Inclue custos de preparo de juntas.000 3.54 1.78 1.40 2.80 3. cura.0933 0.80 2.0100 0.000 1.82 Vibradorista Ajudante Servente . mot. em km = Dist. etc.12 5.78 4. em km = 0.000 2.5cv Equipamentos Diversos para corte. em km = Dist. bombas. em km = 5. (jatos.500 1.0500 0.1133 0.2000 0. espingardas.15 5.500 1.55 6.04 2.39 36.000 3. em km = Dist. em km = Dist.5000 104.63 3.74 0.000 1. lançamento. em km = Dist. em km = Caminhão Betoneira cap.5m3 Caminhão Betoneira cap.MÃO DE OBRA hora 0.

água. TOTAL . mangueiras. etc. bombas. cabos. lançamento.0500 0.21 1.55 2.8000 104.MATERIAIS DIVERSOS gl 4.64 0. fios. ( Concreto Estutural ou Fortemente Armado) Inclue custos de preparo de juntas.3000 0.5cv Equipamentos Diversos para corte.22 3.0000 8.00% 8.09 1.10 10.40 .54 1. ar comprimido.14 hora hora 0.00% 1.40 4. adensamento e cura do concreto.37 0. cabos.gas.MATERIAIS Diversos: energia elétrica.33 4. (jatos.56 2. etc. mangueiras.1000 0.DIVERSOS gl 2.0000 5.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . fios.3. etc.12 23. cura.47 TOTAL.8000 2.16 2.70 3.22 31. água.69 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Lançamento de Concreto em estruturas dos tipos Pilares. Vigas.63 3.98 Vibradorista Ajudante Servente Diversos: energia elétrica.11 1.8000 7.3000 0.80 2.45 0.92 2.70 21.) 20% TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Carpinteiro de Formas para Concreto Armador Pedreiro .56 5.27 13. TOTAL . exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 3 35.MÃO DE OBRA MATERIAIS hora 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora hora hora TOTAL .15 10. ar comprimido. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Vibrador 48x480mm com mangote 5 m.0500 0. etc. espingardas.88 2. mot.12 1.3000 0.24 5. etc. Lajes.

02 38.0660 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .60 0.97 67.72m3 Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Compactador Vibratório autopropelido CG11 Rolo Vibratório 7 t .00% em R$ /m3 = Preço Unitário em R$ /m (sem fornec.76 Carpinteiro de Formas para Concreto Ajudante Servente TOTAL .78 1.0330 0.21 13.76 0.12 11. Preparação de concreto em Central Misturadora.59 0.99 1.02 14.00 8. ar comprimido.00 2.90 7.02 TOTAL.Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .8800 7.71 56.73 1.90 7. fios.34 1.6000 1.87 26.53 1.) TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Pedra Britada Diversos: energia elétrica.22 3. EQUIPAMENTOS Central tipo "Misturadora de Concreto" (para CCR) Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 938 114 HP 1.00 48.00% 2. rompedor.73 35. lançamento.77 0. TOTAL . Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico Obs. adensamento com Rolo Compactador e cura.00% 1.2000 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário 3 35.41 2.86 38.55 2.0800 0.16 9. etc.75 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 3 5.00 42.63 2. Dynapac CA-15 Diversos: (compressor.00 4.2000 0.cimento)= .88 3.34 28. etc.0110 0. cabos.33 4.0330 0.14 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ SERVIÇO: Custos Referidos a: JANEIRO/98 Concreto Compactado a Rolo (CCR) Inclui custos de Fornecimento de Agregados.21 0.28 5.6000 0.84 0.000 m3. água.55 36.70 0.26 7.DIVERSOS TOTAL.DIVERSOS hora hora hora hora hora hora hora ton m3 m 3 0.78 0. mangueiras.31 gl 5.0660 3% 30. madeira. bombas.0330 0.2000 0.: Composição para Volumes maiores que 50.20 1.

7500 6.68 5.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Colocação de "Rachão" para Concreto ciclópico Preço exclusive fornecimento de pedra de mão ou "rachão".37 0.68 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 3 35.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Estrutura em Concreto ciclópico com 30% de pedra (obras isoladas) .0000 7.37 0.14 0.28 Servente TOTAL .0500 0.74 10. tábuas.77 Diversos: Carrinhos de aterro.33 4.2000 0.DIVERSOS gl 0.56 TOTAL.MÃO DE OBRA MATERIAIS hora 2.37 7.84 1.22 2.00% 0.55 2.28 4.82 2.5000 2. etc. TOTAL . Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Ajudante .

22 2.210 0.50 2.0300 32. Concreto Ciclópico em R$ /m (Pedreira dist.Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico Fornecimento de Cimento Fornecimento de Pedra extraído de Pedreira Fornecimento de Pedra extraído de Pedreira Fornecimento de Pedra extraído de Pedreira Fornecimento de Pedra extraído de Pedreira Preparo de Concreto em Betoneira Forma de Madeira Armadura Lançamento de Concreto Colocação de Pedra no Concreto dist = km dist = km dist = km dist = km 0.700 0.95 11.210 0.89 58.97 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços .33 0.000 0.54 125.37 .140 0.005 0.97 0.300 126.56 17.23 8.26 125.500 2.22 31.= 0.64 2. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.54 22.500 1.98 30.17 m3 m ton m3 m 3 2 Preço Unitário Estrut.= 1.69 10.000 1.0500 7.23 1.EQUIPAMENTOS hora 0.71 41.18 3.47 0.30 2.= 2. Concreto Ciclópico em R$ /m3 (Pedreira dist.92 12.00 10.5 km)= Preço Unitário Estrut.0 km)= 3 3 3 125.210 0.707.29 30.000 ton m3 m m m 3 3 3 0. Concreto Ciclópico em R$ /m (Pedreira dist.210 0.5 km)= Preço Unitário Estrut.75 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Cobertura com Telha de Barro tipo Francesa Inclue custos de madeiramento e telhado propriamente dito. Concreto Ciclópico em R$ /m (Pedreira dist.= 1.0 km)= Preço Unitário Estrut.34 125.700 1.56 10.

12 300.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0.41 1.41 29.016 400.55 . calhas.88 2.0000 1.65 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Carpinteiro de Esquadrias Ajudante .00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Cobertura com Chapa de Cimento Amianto Ondulada 8mm Inclue custos de madeiramento e telhado propriamente dito.94 2.33 3.11 3.80 1.5500 10.00 10.025 0.55 0.47 0.14 3.0000 3. argamassas.0000 7.520 0.73 m3 kg mil gl 0.0000 0.0150 1.58 4.MÃO DE OBRA MATERIAIS Madeira Serrada Bruta (madeira de lei) Prego Comum 18x30 Telha de Barro tipo Francesa Diversos: cumieira.55 2. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0. TOTAL .MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .73 2.35 39.00 1.56 10.0200 32.0000 1.91 TOTAL.00% 1.55 2.73 3. etc.Carpinteiro de Esquadrias Pedreiro Ajudante Servente hora hora hora hora 1. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m2 = 35.00 0.DIVERSOS hora 3.65 0.73 1.07 16.45 5.73 2.5000 1.14 TOTAL .

TOTAL .65 0.65 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Carpinteiro de Esquadrias Ajudante .00 0.12 16.02 TOTAL .30 0.8100 2.0150 0.100 2.DIVERSOS hora m3 kg m2 un gl 2.22 18.55 0.0100 0.34 TOTAL.4000 7.00 1.MÃO DE OBRA MATERIAIS Madeira Serrada Bruta (madeira de lei) Prego Comum 18x30 Telha de Chapa Ondulada Cimento Amianto 8mm Parafuso 5/16" para Chapa.60 0.30 5.000 400.84 0.22 11.015 0.80 0. 110mm Diversos: TOTAL .64 19.4000 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Cobertura com Chapa de Cimento Amianto Trapezoidal tipo "Canalete 90" Inclue custos de madeiramento e telhado propriamente dito.12 9.47 0.66 9. etc. calhas.200 2.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0.00% 1.87 0.63 . pingadeiras.01 0.32 1.32 27. 110mm Diversos: cumieira. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m2 = 35.200 1.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.00 1.MATERIAIS hora 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Madeira Serrada Bruta (madeira de lei) Prego Comum 18x30 Telha de Cimento Amianto Trapezoidal "Canalete 90" Parafuso 5/16" para Chapa.58 m3 kg m2 un 0.002 0.37 0.TOTAL .0200 32.68 37.73 2.49 1.39 6.30 6.33 3.07 1.000 400.200 1.60 19.

49 hora hora hora hora hora hora 0.5000 2.43 7.90 1. Revestimento Interno e Externo com argamassa de cimento e areia.47 6.88 3.87 35. preparo das superficies interna e externa e Pintura PVA / Latex Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado hora EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Diversos: TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .14 0.013 0.63 2.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Parede de Alvenaria de Bloco de Concreto (e = 20 cm) Inclui custos de fornecimento de todos os materiais e execução de Alvenaria de Bloco de Concreto de 40x20x20. pregos.00 8.34 5.DIVERSOS TOTAL.28 4.14 24.Latex Lixa d'Água hora ton m mil galão galão 3 folha 0.22 3.2100 1. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 2 .39 0.150 0.52 0.500 Diversos: madeira para andaimes e proteções diversas.51 0.011 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .67 11.0700 0.DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00% 1.68 14.40 35.49 6.EQUIPAMENTOS 0.120 126.82 4.00% 1.96 53.2000 32.40 32.38 2.28 17.17 Pintor Ajudante Servente TOTAL .36 1.4800 0.52 16. TOTAL .14 1.DIVERSOS gl 5% 0.34 7.00 7.83 TOTAL.82 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Bloco de Concreto 40x20x20 Líquido Selador "Liquibase" Tinta PVA .33 4.5000 1.77 1.14 1.062 0.2000 0.90 39.00% 13. Chapisco.0000 5.00 597.55 2. etc.89 5. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 2 5.

ferramentas.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Construção de Banheiro. instalação elétrica.3000 1. folha de serra.14 1. instalação hidráulica.MÃO DE OBRA hora ton m m m un un un un un un un un gl 3 0.84 TOTAL.88 35.EQUIPAMENTOS hora 0.000 2.0000 8. tipo predial.000 10% 5.1000 32.0000 6. Unidade para Medição dos trabalhos executados: Ponto de Luz EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .12 1.000 1.2000 0.0000 0.47 93.27 3.18 2.00 7.000 24.48 2. disjuntores. esquadrias.25 0. colocação de aparelhos sanitários.00 0.47 1.000 1.22 3.34 0.59 2.10 23.33 4.08 0.84 15. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /ponto de luz = 35. completo (wc). TOTAL .00 1.74 0. Inclui custos de fornecimento de todos os materiais e execução de alvenaria.MATERIAIS DIVERSOS : Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .98 0.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Instalação Elétrica.98 0. tomada. Inclui custos de fornecimento de todos os materiais e instalação de Eletrodutos.25 Eletricista Ajudante hora hora hora hora hora hora TOTAL .08 0.47 4.00% 4.88 4.55 2.00 0.17 8.12 1.000 1.00 1.96 32. assentamento de pisos e .47 3. fios. interruptor.000 1.25 3.0000 2.5000 18.13 1. fita isolante.88 126.DIVERSOS 126.002 0. lustre tipo globo com lampada incandescente. etc.53 0.00 0.000 1.000 1.30 5.34 1.5 mm2) Caixa Chapa Ferro Esmaltada 4x4 Interruptor Comum (1 alavanca) Placa de Baquerite 2x4 Tomada de Embutir Caixa Estampada 4 x2 Globo Esférico de Vidro 4x8" Plafonier de Alumínio 4" Lampada incandescente de 100W Diversos: Quadros. etc.12 3.74 2.11 Servente MATERIAIS Cimento Portland Areia Eletroduto 3/4 PVC pesado Fio Pirastic 14 AWG (1.17 8.006 4.04 2.000 7.35 63.

19 343.15 11.000 39.500 84.10 3.63 10. zarcão. pinturas.97 47.000 7.000 27.10 0. Cromado Registro de Pressão 3/4" Diversos: ralos.84 135. etc.0000 8.000 1.36 120.000 3.84 20.300 2.88 3.44 85.46 2.76 2.196.73 6.76 0.52 40.21 10.22 3.000 1.47 324.200 1.19 12.55 4. hora hora hora hora hora hora hora hora hora 2.71 45.20kg/m) Vaso Sanitário Louça Branca Parafuso p/ Fixação de Vaso Sanitário Válvula Descarga "Primor" Lisa Tubo de Ligação para Vaso Sanitário Bolsa de Borracha p/ Ligação de Vaso Sanitário Lavatório de Louça BRanca s/ coluna Fixador de Lavatório sem coluna Sifão Metal Cromado p/Lavatorio Torneira para Lavatório Chuveiro Simples s/braço Articul.000 1.70 3.70 Carpinteiro de Esquadrias Ajudante Servente TOTAL .0000 2.95 42. EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro Encanador (ou Bombeiro) Encanador Meio Oficial (ou Bombeiro Meio Oficial) .44 1.08 16. ferramentas.000 0. 15 x 15 Piso Ceramico Vermelho 12 x 24 Folha Porta de Madeira 0.36 20.82 584.44 6.46 26.36 20.70 x 2.MÃO DE OBRA MATERIAIS Parede de Bloco de Concreto (e = 20cm) Cimento Portland Areia Cimento Branco Azulejo Branco 1a.0000 8.000 1.10 29.46 26.94 m2 ton m kg m2 m un un un un m m m kg kg un un un un un un un un un un un gl 2 3 30.000 87.10 Dobradiça 3x 3 Fechadura Completa .90 5. de forro.0000 13.95 42.000 1.75kg/m) Tubo de Aço Galvanizado 1 1/2" (4.22 2.55 2.76 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: 1 Banheiro completo.14 38.22 14.73 2.40 27.90 5.66 8.17 16.000 1. de pilares e vigas. (tamanho base: 5 m2) Não está incluido os custos de Concreto de estrutura de piso.70 324.70 x 2.68 40.00 0.12 1.32 278.22 2.0000 103.000 1.00 7.000 1.81 18.13 1. folha serra.000 10% .EQUIPAMENTOS hora 10.azulejos.75 11.14 14.55 4.0000 32.85 103.000 7.000 1.81 5.14 38.cromado simples Tubo PVC rígido soldável 100mm Tubo PVC rígido soldável 75mm Tubo PVC rígido soldável 50mm Tubo de Aço Galvanizado 3/4" (1.000 1.25 58.200 7.2cm Aduela e Guarnição p/Porta de 0. etc.87 126.44 3. papeleira.000 1.0000 22.33 4.55 1. cabide. saboneteira.85 18.0000 32.13 1.81 18.000 1.34 2.000 1.0000 7.63 127.0000 190.090 0.85 18.85 1.

Instalação Elétrica (ponto de luz) pt 1.00% 3.5000 7.33 4.00% 169. pilares e vigas de concreto armado) Especificação da Unidade de Consumo DISCRIMINAÇÃO Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Escavação Manual de Vala em Solo Inclue custos de escavação e colocação de material ao lado da vala.90 2.0100 32.247.31 (Preço exclusive piso.MATERIAIS gl 5% 51.563.19 1.96 93.68 TOTAL. TOTAL .73 1.68 169.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0.27 5.32 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor .35 Servente TOTAL .22 2.1000 0. Vidros.9000 7.000 93.483.35 . forro.810.32 0.3000 2. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ / 1 Banheiro Completo = 35.DIVERSOS 5.MÃO DE OBRA MATERIAIS hora 2.12 4. pintura forro.96 Diversos: Janelas.47 0.14 0. etc.88 DIVERSOS : Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.

MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .47 TOTAL MÃO DE OBRA Escavação Manual de Vala Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .EQUIPAMENTOS m3 hora hora hora hora 1.7000 7.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Tubo de Concreto Simples d = 0.33 4.14 32.1400 8.56 TOTAL.22 3.95 2.44 7.28 Servente TOTAL .40 0.37 0.41 113.6800 0.00% 0.40 8.18 2. exclusive BDI .60m hora m3 m 8.3000 0. berço de areia e reaterro compactado Não está incluído os custos de obras de 2 bocas ( uma em cada extremidade).8400 0.33 4.37 5. TOTAL .39 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Bueiro Tubular simples de Concreto Prémoldado d = 0.88 2. etc. TOTAL .00 31.DIVERSOS gl 1.41 5. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 1.60m Inclue custos de escavação e fornecimento e colocação de Tubo.0000 32.DIVERSOS gl 0. ferramentas.7000 0.47 14.66 37.20 32.72 15.020 7.20 2.44 TOTAL.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .29 Diversos: madeiras.36 5.95 11.00% 5. etc.87 38.Diversos: madeiras. ferramentas.00% 2.600 1. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m3 = 35.47 32.

13 5. ferramentas.020 7.15 Diversos: madeiras.14 48.88 22.0000 10. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 1.44 7.Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.47 48.31 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Bueiro Tubular simples de Concreto Prémoldado d = 0.8800 53.33 4.00% 39. etc.88 2. TOTAL .80m hora 12.00 59.22 3.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Tubo de Concreto Simples d = 0. berço de areia e reaterro compactado Não está incluído os custos de obras de 2 bocas ( uma em cada extremidade).DIVERSOS gl 2.0000 1.00% 8.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ .4000 0.800 1.71 TOTAL MÃO DE OBRA Escavação Manual de Vala Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .85 230.71 20. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.5000 32.69 60.75 153.4800 8.80m Inclue custos de escavação e fornecimento e colocação de Tubo.14 8.EQUIPAMENTOS m3 hora hora hora hora 2.4000 1.93 4.25 2.60 52.71 m3 m 0.85 TOTAL.14 171.00 51.44 5.22 3.43 Servente TOTAL .MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .

28 Diversos: madeiras. TOTAL .020 7.88 2.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Boca de Bueiro Tubular simples de Concreto d = 0.00m Inclue custos de escavação e fornecimento e colocação de Tubo.97 TOTAL.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .69 81.00 81.37 5.EQUIPAMENTOS m3 hora hora hora hora 3. etc.82 34.5000 0. ferramentas. Unidade para Medição dos trabalhos executados: unidade EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.33 5.44 7.SERVIÇO: Custos Referidos a: Bueiro Tubular simples de Concreto Prémoldado d = 1.77 268.24 .18 TOTAL MÃO DE OBRA Escavação Manual de Vala Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .18 29.47 81. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Tubo de Concreto Simples d = 1.DIVERSOS gl 4.5000 1. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro JANEIRO/98 EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 2.13 93.22 3.00% 12.14 81.00m hora m3 m 20.81 7.60m Inclue custos de escavação . berço de areia e reaterro compactado Não está incluído os custos de obras de 2 bocas ( uma em cada extremidade).3500 8.000 1.09 92.00 79.0500 1.50 32.99 Servente TOTAL . berço de areia e concretagem de pisos e muros laterais.84 361.5000 32.13 6.54 5.77 12.5000 16.7000 1.33 4.47 16.

etc.47 25.80 32.47 4.000 7.95 79.18 1.EQUIPAMENTOS 16.15 13.15 28.24 Servente hora hora hora hora 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: unidade EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.14 2.43 8.81 226.69 67.22 .6000 3.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Boca de Bueiro Tubular simples de Concreto d = 0. berço de areia e concretagem de pisos e muros laterais.14 1.88 2.22 3.00 71.4500 7.98 71.450 0.81 10. TOTAL .1000 6.22 3.98 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .39 TOTAL.39 27.6500 0.00 126.2000 1.EQUIPAMENTOS 25.3000 1.00% 10.22 20.3000 7.33 4.88 2.69 22.000 3.38 5.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Cimento Portland Concreto Preparado em Betoneira Forma de Madeira Diversos: madeiras.80m Inclue custos de escavação .38 172.DIVERSOS hora m3 t m3 m gl 2 9. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /unidade = 35.43 306.48 TOTAL .20 6.230 1. ferramentas.75 12.33 4.1500 9.98 Servente hora hora hora hora 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .0500 2.53 3.

370 1.100 0. ferramentas. Unidade para Medição dos trabalhos executados: unidade EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 1.DIVERSOS hora m3 t m3 m gl 2 14.000 7.69 22.39 41.60 186.22 3.14 2.5000 0. etc.00 126.90 46.00m Inclue custos de escavação .39 4.50 32. berço de areia e concretagem de pisos e muros laterais.700 0.33 4.05 m3 t m3 1.39 . exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /unidade = 35.93 8.600 7.42 365.1000 4.6000 7.86 16.2000 12.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Boca de Bueiro Tubular simples de Concreto d = 1.76 128.97 5.42 17.71 Servente hora hora hora hora 0.00 71.00% 17.00 71.96 2.600 2.62 115.TOTAL .07 280.42 111.610 5.00 126.4000 2.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Cimento Portland Concreto Preparado em Betoneira Forma de Madeira Diversos: madeiras.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . TOTAL .70 75.88 2.71 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .96 TOTAL .MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Cimento Portland Concreto Preparado em Betoneira hora 19.69 7.EQUIPAMENTOS 48.47 48.01 493.30 26.3000 55.77 TOTAL.

002 0. etc. fornecimento e colocação de Meio Tubo.19 TOTAL.22 3.01 0.75 451.40m Diversos: madeiras.70 0. exclusive BDI .00 6.1200 0.2000 7.Forma de Madeira Diversos: madeiras.10 1.001 1. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.EQUIPAMENTOS 9.00 126.10 5. etc.DIVERSOS m2 gl 8. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /unidade = 35.DIVERSOS hora m3 t m gl 1.09 787.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .29 0.40m Inclue custos de escavação.9600 0.74 Servente hora hora hora hora 0.39 179.77 27. TOTAL .00% 1.74 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .10 23.20 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Calha (Meio Tubo) circular de Concreto simples Prémoldado d = 0.11 TOTAL.88 2.22 0.020 7.00% 204.14 2.000 22.65 5. ferramentas.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia Cimento Portland Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.33 2. TOTAL .58 5.77 583.0400 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .29 6.57 TOTAL .00% 27.51 2.47 9.6000 1. ferramentas.33 4.13 6.14 0.3000 32.

27 5. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.24 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .2000 3.020 7.Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.25 18.47 16.EQUIPAMENTOS 16.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .47 71.51 52. etc.002 1. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.00% 8.33 4.24 Servente hora hora hora hora 0. TOTAL .60m Diversos: madeiras.60m Inclue custos de escavação.DIVERSOS hora 5.25 TOTAL.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia Cimento Portland Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.76 m3 t m gl 0.2800 14.3600 1.66 7.00 17.88 1.26 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ .52 4.74 19.14 0.5000 32.02 0. ferramentas.78 18. fornecimento e colocação de Meio Tubo.22 3.88 2.70 TOTAL .90 0.6000 7.003 0.31 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Calha (Meio Tubo) circular de Concreto simples Prémoldado d = 0.1200 0.00 126.12 31.00% 2.51 2.

exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.00 26.62 0.006 0.47 25.Custos Referidos a: SERVIÇO: Calha (Meio Tubo) circular de Concreto simples Prémoldado d = 0. etc.3000 0.27 3.1000 0.02 92.62 24.92 Servente hora hora hora hora 0.27 5.89 TOTAL .88 2.5500 32.18 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .82 5.64 TOTAL.73 1.14 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .80m Diversos: madeiras.71 0.00% 3.00% .27 68.78 9.80m JANEIRO/98 Inclue custos de escavação. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Carregadeira c/ Retroescadeira tipo CASE 580-L 75 HP hora hora 0.EQUIPAMENTOS 23.3000 1. fornecimento e colocação de Meio Tubo.020 7.5000 2.6500 0.003 1.7500 7.74 14.10 13.04 0.38 26.69 27.33 4. TOTAL .DIVERSOS hora m3 t m gl 4. ferramentas.00 126.22 3.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia Cimento Portland Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.73 5.

eixo Horizontal (Pot > 5MVA e Rot.Síncrona= Quantidade = = Potencia Outros tipos de Turbinas + Regulador de Velocidade = kW Custo Aquisição+ Impostos rpm un Custo Aquisição de Reg.=46.+Seg. > 200rpm) Potencia = MVA Custo Aquisição+ Impostos Rot.62% un Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Gerador (H) US$ US$ US$ US$ = Potencia Ponte Rolante da Casa de Força kVA 1 Gerador= rpm Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Ponte Rol.PLANILHA PARA ESTIMATIVA DE CUSTOS DE EQUIPAMENTOS Essa planilha está disponível no diretório OPE nesse CD-ROM PLANILHA PARA ESTIMATIVA DE CUSTOS DE EQUIPAMENTOS Percentuais adotados para çalculo de custo total de equipamento Impostos = 15.Sinc.Síncrona= Peso Rotor = Quantidade = rpm ton.= 5.+teste 10.00% Mont.62% un Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Gerador (V) US$ US$ US$ US$ = Geradores .Síncrona= Peso Rotor = Quantidade = rpm ton.Vel.Síncrona= Quantidade = = Geradores . Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Turbina (F) US$ US$ US$ US$ US$ Rot.00% Potencia Turbinas Tipo Francis+Regulador de Velocidade = kW Custo Aquisição+ Impostos rpm un Custo Aquisição de Reg.00% Transp. > 200rpm) Potencia = MVA Custo Aquisição+ Impostos Rot. US$ US$ US$ US$ Rot.=46.Vel. Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Turbina US$ US$ US$ US$ US$ Rot.eixo Vertical (Pot > 5MVA e Rot.Síncrona= = L = Vão Comporta Ensecadeira (stoplogs) (Equipamento p/ Fechamento do Desvio) = m Custo Aquisição+ Impostos mca até a soleira US$ US$ US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade stoplogs = Qtde de Guias Extras Transporte e Seguro Montagem e Teste cj completo Custo Total de 1 stoplogs = cj só de guias Custo Total de ??Guias Extras = Custo Total de Ensecadeiras + ?? Guias Extras = m Pórtico Rolante da Tomada d'Agua .Sinc.

Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de CONDUTO US$ US$ US$ US$ = L = Vão = Comporta Ensecadeira (stoplogs) p/ Fechamento do Tubo de Sucção m Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste mca até a soleira cj completo Custo Total de 1 stoplogs = cj só de guias Custo Total de ??Guias Extras = Custo Total de Ensecadeiras + ?? Guias Extras = m US$ US$ US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade stoplogs = Qtde de Guias Extras Pórtico Rolante (Movimentação de Stoplogs do Tubo de Sucção ton. Rol. US$ US$ US$ US$ = L = Vão Comporta Vagão (Tomada d'Água) = m m mca até a soleira Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 comporta US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade = un = L = Vão Comporta Ensecadeira (stoplogs) (Tomada d'Água) = m Custo Aquisição+ Impostos mca até a soleira US$ US$ US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade stoplogs = Qtde de Guias Extras Transporte e Seguro Montagem e Teste cj completo Custo Total de 1 stoplogs = cj só de guias Custo Total de ??Guias Extras = Custo Total de Ensecadeiras + ?? Guias Extras = m Área Total Grade da Tomada d'Água = m2 Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de GRADE US$ US$ US$ US$ = Peso Total Conduto Forçado = ton.Içamento ton.= Quantidade = = .Içamento Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Port. Válvula Borboleta (Gráfico B29 do Manual de Inventário/edição Nov/97) = m Custo Aquisição+ Impostos mca un Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Válv.Borb. Rol.Capac. Custo Aquisição+ Impostos Capac. US$ US$ US$ US$ = Diâmetro US$ US$ US$ US$ Pressão Proj. Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Port.

US$ US$ US$ US$ Pressão Proj. Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Port. Rol.Inventário L = Vão = m Custo Aquisição+ Impostos H = Altura = P = pressão = Quantidade = m mca até a soleira US$ US$ US$ US$ Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 stoplogs = L = Vão = Comporta Ensecadeira (stoplogs) p/ Vertedouro de Superfície m Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste mca até a soleira cj completo Custo Total de 1 stoplogs = cj só de guias Custo Total de ??Guias Extras = Custo Total de Ensecadeiras + ?? Guias Extras = m US$ US$ US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade stoplogs = Qtde de Guias Extras Capac.) 18. Auxiliares . Elétricos+cabos..Içamento Guindaste Pórtico (Movimentação de Stoplogs do Vertedouro) ton.mecanicos) 6.= Quantidade = = Comporta tipo Segmento (vertedouro de superfície) Graf.B21 .00% Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total Equipamentos Diversos (Sist..Diâmetro Válvula Esférica = Pressão mínima = 200 mca (Grafico B30 Inventário) m Custo Aquisição+ Impostos mca un Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Válv.00% Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total US$ US$ US$ US$ = US$ US$ US$ US$ US$ US$ US$ US$ CUSTO TOTAL DE TODOS OS EQUIPAMENTOS PERMANENTES Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total = = = US$ US$ US$ US$ .. etc. Equipamentos Elétricos Acessórios (Sist. Auxil. Esf.

Rio Bacia Região Município Estado Imbirá Alça Sul do Rio Peixe Grande Sudeste Garajarak do Sul I I Espírito Santo ESTIMATIVA DE CUSTO Aproveitamento: AHE FICTÍCIO (PCH) Alternativa: NA max.OPE para PCH Exemplo Exemplo Serviços Elétricos Ltda.00 m Energia Firme Potência Instalada = = x.12 R $ = 1 US$ Prog.yy MW X Casa de Força com Máquinas FRANCIS.: PLN-OPE$.PLANILHA PADRÃO . eixo Horizontal Máquinas KAPLAN Preços de JANEIRO/1998 Taxa de Câmbio = 1.xx MW y.normal do Reservatório = ???.XLS Data: 28-nov-07 Cálculo: Mister ZZ Verificação: MssMMsx ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO Página 1 PRELIMINAR . Estudos de Viabilidade / Básico LOCALIZAÇÃO Projetista: PROJ-PCH Ltda .

10.45 .10.11.18 .45.10.52 .11.11.10.40 .20.10.10.15.10.11.10.43 .10.46 .15 .11.10.11.10.OPE para PCH Custo Unitário DISCRIMINAÇÃO un Qtdade R$ TERRENOS.11.10.10.41 .51 .45.49 .10.13 .11.11.10.15.10.50 .10.11.20.41 .17 .18 .10.10.10.10.10.42 .46.15.10. Acampamento.10.10.10.11.10.15.10.11.10 .10.15.43 .11.17 PLANILHA PADRÃO .14 . RELOCAÇÕES E OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS AQUISIÇÃO DE TERRENOS E BENFEITORIAS PROPRIEDADES RURAIS gl Reservatório ha Canteiro.42 .46.10.10.20.15.15.45.45 .10.11.15.20.10.10. Jazidas e Áreas Afins ha Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente ha Reassentamento Rural ha Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos ha Cidades e Vilas gl Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada gl Outros custos gl DESPESAS LEGAIS E DE AQUISIÇÃO gl 15% OUTROS CUSTOS gl RELOCAÇÕES ESTRADAS DE RODAGEM km ESTRADAS DE FERRO km PONTES m SISTEMA DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO gl SISTEMA DE COMUNICAÇÃO gl RELOCAÇÕES DE POPULAÇÃO gl Reassentamento Rural gl Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos gl Cidades e Vilas gl Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada gl Outros custos gl OUTRAS RELOCAÇÕES gl OUTROS CUSTOS gl OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS COMUNICAÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL gl MEIO FÍSICO-BIÓTICO gl Limpeza do Reservatório ha Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente ha Conservação da Flora gl Qualidade da Água gl Recuperação de Áreas Degradadas gl Outros custos gl MEIO SÓCIO-ECONÔMICO-CULTURAL gl Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos gl Saúde e Saneamento Básico gl Estrutura Habitacional e Educacional gl Salvamento do Patrimônio Cultural gl Apoio aos Municípios gl Outros custos gl Custo Total R$ Custo Unitário US$ Custo Total US$ ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO Página 2 PRELIMINAR .45.46. .11 .15.45.15.10.15.13 .10.11.47 .10.10.20.40 .11.10.15.10.10 .21 .12 .11 .46.10.15.44 .19 .10.46.10.17 .48 .10.10.CONTA .15 .45.15.16 .11 .11.10.10.11.44 .17 .10.10.10.10.11.15.11.46.10.42 .10.11.44 .20 .10.

CONTA .10.15.47 .10.15.47.53 .10.15.47.55 .10.15.47.17 .10.15.48 .10.15.13 .10.27 .11. .11.12 .11.13 .11.13.00.12 .11.13.00.12.10 .11.13.00.12.11 .11.13.00.13 .11.13.00.14 .11.13.00.14.13 .11.13.00.14.14 .11.13.00.14.15 .11.13.00.15 .11.13.00.15.10 .11.13.00.15.11 .11.13.00.15.12 .11.27 .12. .12.16 .12.16.22 .12.16.22.19 .12.16.22.21 .12.16.22.22 .12.16.24. .12.16.24.12 .12.16.24.12.10 .12.16.24.12.11 .12.16.24.13 .12.16.24.14 .12.16.24.14.13 .12.16.24.14.14 .12.16.24.14.15 .12.16.24.23. .12.16.24.23.17 .12.16.24.17

DISCRIMINAÇÃO LICENCIAMENTO E GESTÃO INSTITUCIONAL Licenciamento Gestão Institucional Outros custos USOS MÚLTIPLOS OUTROS CUSTOS EVENTUAIS DA CONTA .10

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário un Qtdade R$ gl gl gl gl gl gl gl 10%

Custo Total R$

Custo Unitário US$

Custo Total US$

ESTRUTURAS E OUTRAS BENFEITORIAS BENFEITORIAS NA ÁREA DA USINA CASA DE FORÇA Escavação Comum Em Rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Instalações e acabamentos Alvenaria (paredes) Cobertura Esquadrias/Instal.Eletricas e Hidraulicas/Banheiros EVENTUAIS DA CONTA .11 BARRAGENS E ADUTORAS DESVIO DO RIO ENSECADEIRAS Ensecadeira de rocha e terra Remoção de ensecadeiras Esgotamento e outros custos CANAL OU GALERIA / ADUFA DE DESVIO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Equipamento de fechamento Stoplogs Outros custos

MW gl m³ m³ gl m³ t m³ t gl m2 m2 gl gl

y,yy

10%

gl m³ gl gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl gl

15%

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 3

PRELIMINAR

CONTA .12.17 .12.17.25 .12.17.25.12 .12.17.25.12.10 .12.17.25.12.11 .12.17.25.13 .12.17.25.24 .12.17.25.25 .12.17.25.26 .12.17.25.29 .12.17.25.32 .12.17.25.32.18 .12.17.25.32.19 .12.17.25.17 .12.17.26 .12.17.26.12 .12.17.26.12.10 .12.17.26.12.11 .12.17.26.13 .12.17.26.14. .12.17.26.14.13 .12.17.26.14.14a .12.17.26.14.14b .12.17.26.14.15 .12.17.26.17 .12.17.27 .12.17.27.12 .12.17.27.12.10 .12.17.27.12.11 .12.17.27.13 .12.17.27.14 .12.17.27.14.13 .12.17.27.14.14a .12.17.27.14.14b .12.17.27.14.15 .12.17.27.17 .12.18 .12.18.28 .12.18.28.12 .12.18.28.12.10 .12.18.28.12.11 .12.18.28.13

DISCRIMINAÇÃO

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário un Qtdade R$ gl m³ m³ m³ gl m³ m³ m³ m³ gl m³ m2 gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ m³ t gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ m³ t gl gl m³ m³ m³ gl

Custo Total R$

Custo Unitário US$

Custo Total US$

BARRAGENS E DIQUES BARRAGENS E DIQUES DE TERRA E ENROCAMENTO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Aterro compactado Enrocamento Núcleo de argila Transições / Filtros Proteção de taludes Talude de montante (Enrocamento) Talude de jusante (grama) Outros custos BARRAGENS DE CONCRETO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento (convencional) Concreto sem Cimento (CCR) Armadura Outros custos TRANSIÇÕES E MUROS DE CONCRETO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento (convencional) Concreto sem Cimento (CCR) Armadura Outros custos VERTEDOUROS VERTEDOUROS DE SUPERFÍCIE Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação

2%

2%

2%

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 4

PRELIMINAR

CONTA .12.18.28.14. .12.18.28.14.13 .12.18.28.14.14a .12.18.28.14.14b .12.18.28.14.15 .12.18.28.23 .12.18.28.23.16 .12.18.28.23.17 .12.18.28.23.20 .12.18.28.17 .12.18.29 .12.18.29.12 .12.18.29.12.10 .12.18.29.12.11 .12.18.29.13 .12.18.29.14 .12.18.29.14.13 .12.18.29.14.14 .12.18.29.14.15 .12.18.29.23 .12.18.29.23.16 .12.18.29.23.17 .12.18.29.23.20 .12.18.29.17 .12.19 .12.19.30 .12.19.30.12 .12.19.30.12.10 .12.19.30.12.11 .12.19.30.13 .12.19.30.14 .12.19.30.14.13 .12.19.30.14.14 .12.19.30.14.15 .12.19.30.23 .12.19.30.23.16 .12.19.30.23.17 .12.19.30.23.20 .12.19.30.23.21 .12.19.30.17

DISCRIMINAÇÃO Concreto Cimento Concreto sem Cimento (convencional) Concreto sem Cimento (CCR) Armadura Equipamentos Comportas e guinchos Stoplogs Guindaste Outros custos VERTEDOUROS DE FUNDO E OUTROS Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Equipamentos Comportas e guinchos Stoplogs Guindaste Outros custos TOMADA D'ÁGUA E ADUTORAS TOMADA D'ÁGUA Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Equipamentos Comportas e guinchos Stoplogs Guindaste Grades e Limpa-grades Outros custos

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário un Qtdade R$ m³ t m³ m³ t gl gl gl gl gl 2% gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl gl gl gl 2% gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl gl gl gl gl

Custo Total R$

Custo Unitário US$

Custo Total US$

2%

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 5

PRELIMINAR

CONTA

DISCRIMINAÇÃO

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário un Qtdade R$ gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl

Custo Total R$

Custo Unitário US$

Custo Total US$

.12.19.31 .12.19.31.12 .12.19.31.12.10 .12.19.31.12.11 .12.19.31.13 .12.19.31.14 .12.19.31.14.13 .12.19.31.14.14 .12.19.31.14.15 .12.19.31.17 .12.19.32 .12.19.32.12 .12.19.32.12.10 .12.19.32.12.11 .12.19.32.13 .12.19.32.14 .12.19.32.14.13 .12.19.32.14.14 .12.19.32.14.15 .12.19.32.17 .12.19.33 .12.19.33.12 .12.19.33.12.10 .12.19.33.12.11 .12.19.33.13 .12.19.33.14 .12.19.33.14.13 .12.19.33.14.14 .12.19.33.14.15 .12.19.33.17 .12.19.34. .12.19.34.12 .12.19.34.12.10 .12.19.34.12.11 .12.19.34.13 .12.19.34.14 .12.19.34.14.13 .12.19.34.14.14 .12.19.34.14.15 .12.19.34.23 .12.19.34.23.23

CANAL DE ADUÇÃO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos CONDUTO ADUTOR Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos CHAMINÉS DE EQUILÍBRIO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos CONDUTO FORÇADO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Equipamento Revestimento metálico (Blindagem

m; D = x, j 0 m)

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 6

PRELIMINAR

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário CONTA DISCRIMINAÇÃO un Qtdade R$ .12.19.34.23.24 .12.19.34.17 .12.19.35 .12.19.35.12 .12.19.35.12.10 .12.19.35.12.11 .12.19.35.13 .12.19.35.14 .12.19.35.14.13 .12.19.35.14.14 .12.19.35.14.15 .12.19.35.17 .12.20.37 .12.20.37.12 .12.20.37.12.10 .12.20.37.12.11 .12.20.37.13 .12.20.37.14 .12.20.37.14.13 .12.20.37.14.14 .12.20.37.14.15 .12.20.37.17 .12.27.98 .12.27.99 .13. .13.13.00.23.28 .13.13.00.23.17 .13.13.00.23.20 .13.13.00.23.29 .13.27 .14. .14.00.00.23.30 .14.27 .15. .15.13.00.23.20 .15.00.00.23.31 .15.27 Equipamento (Válvula Tipo:_________; D = y, x0 m) Outros custos CANAL DE FUGA Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos OUTRAS CONSTRUÇÕES ESPECIAIS (Escada de Peixe) Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos EVENTUAIS DA CONTA .12 obras civis EVENTUAIS DA CONTA .12 equipamentos TURBINAS E GERADORES Turbinas _______kW/un. ______rpm Stoplogs Guindaste Geradores _______kVA/un. ______rpm EVENTUAIS DA CONTA .13 EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS ACESSÓRIOS Equipamento Elétrico Acessório EVENTUAIS DA CONTA .14 DIVERSOS EQUIPAMENTOS DA USINA Ponte rolante Equipamentos diversos EVENTUAIS DA CONTA .15 gl gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl gl R$ US$ US$ Custo Total Custo Unitário Custo Total

10% 10%

gl gl gl gl gl 10%

gl gl

10%

gl gl gl Página 7 10% Custo Unitário Custo Total Custo Unitário Custo Total PRELIMINAR

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

CONTA .16. .16.00.14 .16.00.16 .16.27

DISCRIMINAÇÃO ESTRADAS DE RODAGEM, DE FERRO E PONTES ESTRADAS DE RODAGEM ESTRADA DE FERRO PONTES EVENTUAIS DA CONTA .16 CUSTO DIRETO TOTAL = (CDT) Custo direto total em R$ Custo direto total em US$ equivalentes

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH un Qtdade R$ km km m gl 10% R$ US$ US$

.17. .17.21 .17.21.38 .17.21.39 .17.22 .17.22.40 .17.22.40.36 .17.22.40.37 .17.22.40.54 .17.22.41 .17.27

CUSTOS INDIRETOS CANTEIRO E ACAMPAMENTO CONSTRUÇÕES DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO MANUTENÇÃO E OPERAÇÃO DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO ENGENHARIA E ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO ENGENHARIA Engenharia Básica Serviços Especiais de Engenharia Estudos e Projetos Ambientais ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO EVENTUAIS DA CONTA .17 CUSTO TOTAL (Exclusive Juros Durante a Construção)

gl gl gl gl gl gl gl gl gl gl

5,00% 3,00%

5,00% 1,00% 0,50% 10,00% 10%

.18.

JUROS DURANTE A CONSTRUÇÃO (construção em 2 anos) 10% a.a

9,20%

CUSTO TOTAL (Inclusive Juros Durante a Construção) = (CT) Potência instalada Custo em US$/kW Instalado

gl kW US$/kW

Custo Unitário CONTA
ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Custo Total

Custo Unitário

Custo Total

DISCRIMINAÇÃO

un Qtdade Página 8

PRELIMINAR

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH R$ R E S U M O R$ US$ US$

Aproveitamento: AHE FICTÍCIO
Potência Instalada Energia Firme

(PCH)
y,yy x,xx MW MWmédio

Custo Total do Empreendimento

x1000US$ (Ref. JANEIRO/98) , Exclusive LT e Subestação

Vida Útil 50 anos, Taxa de Retorno de 10% a.a Custo - Geração (Energia Firme)

e

O & M = Critério ELETROBRÁS US$/MWh
(EXCLUSIVE LT, Subestação, ROYALTIES, PEDÁGIO e IMPOSTOS)

INVESTIMENTOS EM SUBESTAÇÃO E LINHA DE TRANSMISSÃO Custo Unitário CONTA DISCRIMINAÇÃO un Qtdade R$ Subestação de ........................................................ un R$ US$ US$ Custo Total Custo Unitário Custo Total

Linha de Transmissão de

kV

km

Investimento Total (Subestação + Linha de Transmissão)

gl

Preços de JANEIRO/1998 Custo Total em US$ Custo Total em R $

INVESTIMENTO TOTAL em Usina, Subestação e Linha de Transmissão

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 9

PRELIMINAR

MODELO DE ORÇAMENTO COMPACTO PARA SUBESTAÇÕES
Item 1 2 TERRENOS E SERVIDÕES OBRAS CIVIS (Inclui Benfeitorias Gerais no Pátio, Urbanização e Acabamento, Fundações e Bases, Edifícios da Subestação, Estruturas, etc..) EQUIPAMENTOS - AQUISIÇÃO Equipamentos Principais Demais Equipamentos MONTAGEM ELETROMECÂNICA TRANSPORTE E SEGUROS MEIO AMBIENTE CUSTOS DIRETOS (Somatório dos itens anteriores) CUSTOS INDIRETOS (Corresponde aos custos do Canteiro e Acampamento, Engenharia e Administração) EVENTUAIS CUSTO TOTAL Descrição Und. gl gl

3 3.1 a 3.7 3.8 a 3.22 4 5 6 7 8

und und e/ou gl gl gl gl

9 10

MODELO DE ORÇAMENTO COMPACTO PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO
Item 1 2/3/7 TERRENOS E SERVIDÕES OBRAS CIVIS (Inclui a Limpeza de Faixa de Servidão, as Fundações e as Estradas de Acesso) ESTRUTURAS (Metálicas ou outras - Especificar) CONDUTORES AÉREOS E ACESSÓRIOS Isoladores e Ferragens Cabo Condutor Cabos Pára-Raios Fio Contrapeso Acessórios MONTAGEM ELETROMECÂNICA TRANSPORTE E SEGUROS MEIO AMBIENTE CUSTOS DIRETOS (Somatório dos itens anteriores) CUSTOS INDIRETOS (Corresponde aos custos de Canteiro, Engenharia e Administração) EVENTUAIS CUSTO TOTAL und t t t gl gl gl gl Descrição Und. gl gl

4/5

t e/ou und

6 6.1 6.2 6.3 6.4 6.5/6.6 7 8 9 10 11 12 13

ANEXO 4 - LEGISLAÇÃO PERTINENTE
O conjunto de leis considerado de grande importância, no panorama do Setor Elétrico de hoje, está relacionado a seguir. A legislação de meio ambiente é apresentada no Capítulo 8. • Decreto-Lei no 1.872, de 21.05.81 Dispõe sobre a aquisição, pelo concessionários, de energia elétrica excedente gerada por Autoprodutores. • Decreto-Lei no 915, de 06.09.93 Este Decreto autoriza a formação de consórcios para geração de energia elétrica para Autoprodução. • Decreto no 1.348, de 28.12.94 Este Decreto regula a participação de concessionários de serviço público de energia elétrica em aproveitamento hidrelétrico de outro concessionário (arrendamento). • Lei no 8.987, de 13.02.95 Dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos, liberando o mercado de energia elétrica do monopólio estatal. • Lei no 9.074, de 07.07.95 Estabelece normas para outorga e prorrogações das concessões e permissões de Serviços Públicos. Em seu capítulo II trata especificamente dos serviços de energia elétrica. • Decreto no 1.717, de 24.11.95 Estabelece procedimentos para prorrogações das concessões dos serviços públicos de energia elétrica de que trata a Lei 9.074 de 07.07.95. • Decreto no 2.003, de 10.09.96 Regulamenta a produção de energia elétrica por Produtor Independente e por Autoprodutor. • Lei no 9.427, de 26.12.96 Institui a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, disciplina o regime de concessões de serviços públicos de energia elétrica. • Medida Provisória 1.549, de 12.08.97 Aprova Estrutura Regimental e Quadro de cargos em comissão e função de confiança da

890-A.06.95.93. de 04. de 13.81).648.95). podendo ser . de 21. • Lei no 9. de 04. de 06. de 26. • os concessionários de serviço público de energia elétrica ficam autorizados a efetuar investimentos em aproveitamento hidrelétrico objeto de concessão a outro concessionário. de 08.01. de 27.07.02.987.05.12.12. 8. de 28.09.074.433.98 Estabelece os procedimentos gerais para registro e aprovação dos estudos de inventário hidrelétrico de bacias hidrográficas. é assegurada a formação de consórcios entre os concessionários de Serviço Público.98 Altera dispositivos das Leis nos 3. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho. • • • as concessões de geração de energia elétrica terão prazo necessário a amortização dos investimentos. limitado a 35 anos.93).12.04.987.05. 8. • Lei no 9.666. a serem dados em arrendamento ao titular da concessão (Decreto no 1. na modalidade de concorrência. a concessão de serviço público será concedida mediante licitação. de 21.61.12. de 04. por sua conta e risco e por prazo determinado (Lei no 8.98 Estabelece os procedimentos gerais para registro e aprovação de estudos de viabilidade e projeto básico de empreendimentos de geração hidrelétrica. assim como da autorização para exploração de centrais hidrelétricas até 30 MW e dá outras providências A legislação citada permite destacar os seguintes pontos principais: • os concessionários de serviço público de eletricidade ficam autorizados a adquirir energia excedente de Autoprodutores gerada com a utilização de fontes energéticas que não empreguem combustível derivado de petróleo (Dec. 9.ANEEL.94).95 e 9. Altera oficialmente o Código de Águas.427.98 Estabelece os critérios para o enquadramento de empreendimentos hidrelétricos na condição de pequenas centrais hidrelétricas. de 07. e entre esses e os Autoprodutores de energia elétrica para exploração de aproveitamentos hidrelétricos (Decreto no 915. de 13. contado da data de assinatura do contrato.872. de 25.96.12.348. • ANEEL Resolução no 394. Lei no 1.02. • ANEEL Resolução no 395.97 Institui a Política Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências. • ANEEL Resolução no 393.

contado da respectiva solicitação. a pessoa física ou jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebam concessão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao seu uso exclusivo (Decreto no 2. destinadas a Produção Independente ou Autoprodução poderão comercializar energia elétrica com consumidores . c) consumidores já existentes.003.96).003.95). nas condições previamente ajustadas com o concessionário local de distribuição. por sua conta e risco (Decreto no 2. b) novos consumidores com carga igual ou superior a 3 MW atendidos em qualquer tensão. f) qualquer consumidor que demonstre ao Poder Concedente não ter o concessionário local lhe assegurado o fornecimento no prazo de até 180 dias. • define-se Produtor Independente de Energia Elétrica. • o Decreto no 2. mediante o ressarcimento do custo de transporte envolvido (Decreto no 2. aos quais forneça vapor ou outro insumo oriundo de processo de cogeração. define-se Autoprodutor de Energia Elétrica. • As PCHs de potência superior a 1MW e inferior a 30MW.96).09.09. • • o Produtor Independente e o Autoprodutor terão assegurados o livre acesso aos sistemas de transmissão e de distribuição de concessionários e permissionários de serviço público de energia elétrica. de 07.003 ainda estabelece que a comercialização da energia produzida por Produtor Independente poderá ser feita com: a) concessionários ou permissionários de Serviço Público de Energia Elétrica. de 10.003. a pessoa jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebam concessão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao comércio de toda ou parte da energia produzida. respeitados os prazos dos contratos vigentes. d) consumidores de energia elétrica integrantes de complexo industrial ou comercial. conforme a seguinte tabela: ANO Tensão Potência ↓ 1995 = ou maior 69 KV = ou maior 2000 = ou maior 69 KV = ou maior 2003 ↓ ↓ 10 MW 3 MW decresce de acordo com as regras do Poder Concedente.96). independentemente de tensão ou carga. de 10. de 10.prorrogado no máximo por igual período (Lei no 9.09. e) conjunto de consumidores de energia elétrica.074.07.

dentre outras.concessão por licitação. no máximo. Os Estudos de Inventário em bacias hidrográficas com vocação hidrenergética para aproveitamentos de. • Os empreendedores de aproveitamentos hidrelétricos deverão se articular junto aos órgão de recursos hídricos para regularizar sua situação quanto ao uso da água para geração hidrelétrica. Deverá ser apresentado à ANEEL relatório de reconhecimento da bacia ou sub-bacia. o interessado deverá apresentar.468 e as Resoluções ANEEL 393. com área inundada menor ou igual a 3 km2 . justificando a simplificação adotada para os Estudos de Inventário. acima de 1 MW . ♦ AUTOPRODUTOR E PRODUTOR INDEPENDENTE Hidrelétrica . ainda.468. Art. desde que existam condições específicas que indiquem potencial de aproveitamentos até aquele limite ou imponham a segmentação natural da bacia em sub-bacias cujos aproveitamentos estejam dentro do citado limite de 50 MW.autorização. No caso de sistemas isolados elas contam ainda com a possibilidade de uso dos recursos da CCC. • Para o registro de realização de estudos para o Projeto Básico de uma PCH. em função da natureza do empreendimento e da faixa de potência conforme resumido a seguir: • ♦ SERVIÇO PÚBLICO Hidrelétrica . poderão ser realizados de forma simplificada.até 1 MW: .só registro. 50 MW. 26. . informação dos Estudos de Inventário Hidrelétrico realizados.concessão por licitação. A Lei 9. para as tarifas de uso dos sistemas elétricos de transmissão e distribuição. permissão ou autorização de exploração. além do relatório de reconhecimento do sítio onde se localiza o potencial. de 1 MW até 30 MW. pelo uso dos recursos hídricos.cuja carga seja maior ou igual a 500kW (Lei no 9. acima de 30 MW . restrições e/ou facilidades em termos de condições determinadas para concessão. adotados como referência para as características do aproveitamento. parágrafo 5º) • Estas mesmas PCHs contam ainda com redução mínima de 50%. As novas PCHs estão também isentas do pagamento da compensação financeira. 394 e 395 definem. quando promoverem a substituição da geração termelétrica que utiliza derivados de petróleo.só registro.até 1 MW: . aos Estados e Municípios.

tarefa trabalhosa e sujeita a inúmeros erros de digitação. [3] Os controles e bibliotecas do Visual Basic serão instalados automaticamente pelo programa de instalação. [2] Para a instalação do software é necessário cerca de 30 Mb livres. • Mínimo 15 Mb disponíveis[2]. No processo de instalação. o usuário deve estar familiarizado com: • Computador pessoal do tipo PC. • Conhecimento básico dos objetivos da modelagem do MSUI.tem como objetivo principal facilitar a execução do Modelo de Simulação a Usinas Individualizadas (MSUI). bem como disponibilizar um eficazgerenciador de dados de usinas hidrelétricas.ANEXO 5 . Neste manual estão descritos os procedimentos necessários para a inicialização do sistema INTERBASE. • Terminologias adotadas no setor elétrico.Interface Gráfica e Gerenciamento da Base de Dados de PequenasCentrais Elétricas . é necessário reiniciar o computador. REQUISITOS DE HARDWARE E SOFTWARE Para o perfeito funcionamento do sistema são necessários os seguintes requisitos: Requisitos de hardware: • Computador do tipo PC com processador Pentium (ou compatível) 100 Mhz ou superior[1].0[3]. ensinando a manipular os seus registros.INTERFACE GRÁFICA PARA O MODELO DE SIMULAÇÃO ENERGÉTICA INTRODUÇÃO A INTERBASE . O programa de instalação grava todos os arquivos necessários ao bom funcionamento do sistema. o arquivo config. • 32 MB de memória RAM. [1] Para a utilização do modelo MSUI é recomendável a utilização de um computador com processador de 166 Mhz ou superior. Requisitos de software: • Sistema operacional Windows 95 ou superior. Os aplicativos dividem-se basicamente no gerenciamento da base de dados. • Windows 95 ou superior. inclusive o programa executável MSUI. Para usar efetivamente este produto. • Controles e bibliotecas do Visual Basic 5. . e na formatação dos arquivos de entrada do modelo MSUI. A INTERBASE foi construída de tal forma que o usuário não necessite consultar o manual de formatação dos arquivos de entrada do MSUI.sys será criado ou modificado. sendo acrescentadas as seguintes declarações: files=90 buffers=50 Para que as declarações acima tenham efeito no sistema.

1 A partir desse momento o programa será executado. como pode ser visto no item “MENU PRINCIPAL”. no grupo Interbase. mostrando sua janela principal. . do menu Iniciar (fig.INICIANDO O SISTEMA INTERBASE Para iniciar o sistema. clique sobre o item Interbase. 1). Fig.

no menu principal encontram-se as seguintes opções: Fig. 1 .MENU PRINCIPAL Ao iniciar o sistema.

Mantenha sempre uma cópia de segurança atualizada de seus dados para evitar problemas futuros.0 e ser compatível com os dados requeridos pelo programa. 2) Fig. por exemplo. Fig. Caso o arquivo não siga os padrões preestabelecidos o sistema apresentará uma mensagem de erro (ver fig. O arquivo deve estar no formato do MS-Access 2. MSUI • . 3 • Reparar Banco de Dados – Como algumas vezes o arquivo do banco de dados é danificado acidentalmente como. queda de energia elétrica. execute este item do menu para tentar resolver o problema. Esta ação pode causar danos irreparáveis. Sair – Finaliza a execução do programa. será distribuído uma base de dados com alguns registros representativos para a execução de caso exemplo com o modelo MSUI. Nesse menu são dadas três opções para o usuário escolher (ver fig. Juntamente com o sistema. 2 • Abrir Banco de Dados – Abre o arquivo com o banco de dados. Esse item do menu estará desabilitado se houver alguma base de dados aberta. é preciso repará-lo para que volte a funcionar corretamente. Quando tentar abrir um arquivo válido e receber uma mensagem do tipo “Arquivo corrompido”. Nunca abra o arquivo com a base de dados diretamente pelo MS-Access. 3).Arquivo Todas as informações sobre as usinas gerenciadas pelo sistema são armazenadas em arquivos de banco de dados Access.

Dados das Usinas – Gera o arquivo com os dados das usinas. bem como o gerenciamento da base de dados. O programa de instalação grava o programa executável MSUI. Acesse o menu MSUI. . Formatar Arquivos – Contém as opções necessárias para gerar os arquivos de entrada do modelo MSUI no formato adequado. Serão apresentados três tipos de relatórios gerados pelo modelo. 4 • • • Dados Gerais – Abre a janela com os dados gerais para edição e formatação de arquivo de entrada para o modelo MSUI (ver tópico: Parâmetros para o MSUI). Para maiores informações sobre o MSUI veja o apêndice. Fig. o arquivo correspondente será criado automaticamente. será apresentada uma janela confirmando a criação dos arquivos de entrada do modelo MSUI (veja figura abaixo). 5 • • • • • • Dados Gerais – Gera o arquivo com os parâmetros da simulação. Resultados – Exibe os relatórios com os resultados da simulação. Dados das Usinas – Abre o formulário com os dados das usinas contendo as opções para o gerenciamento da base de dados (ver tópico: Dados das Usinas). Todos os Arquivos – Gera os arquivos com dados gerais. Fig.Neste menu o usuário encontra todas as facilidades para a execução do modelo. Sempre que os parâmetros de simulação forem modificados. deve-se gerar os arquivos para a execução do modelo MSUI. caso não ocorra erros durante a formatação. depois Formatar Arquivos e por fim uma das quatro opções apresentadas como na figura 8. Depois que todos os dados necessários à simulação forem preenchidos corretamente. Ao final da execução. de usinas e vazões. Vazões – Gera o arquivo com os dados das Séries de Vazões. Executar Modelo – Executa o modelo MSUI.

7). Fig.sai – possui os relatórios de entrada. Reslus3.sai. versão para PCH. Fig.sai. bem como os resultados gerais da simulação.sai. • • • 7 . Reslus4. O seu conteúdo é bastante semelhante a este manual. configuração a ser estudada. ou seja: carga crítica (energia firme do sistema).sai – Os dados destes arquivos dependem das opções escolhidas no formulário Dados Gerais.sai – relatório específico possuindo as energias firme por usina da configuração. 6 • Índice da Ajuda – Exibe o conteúdo da ajuda do programa. Reslus2.Após a execução do MSUI. • Msui. os arquivos de saída disponíveis para consulta dos resultados da simulação são os seguintes: • Energias. complementado com o Manual de Metodologia do MSUI. Sobre – Exibe uma janela com informações gerais sobre o programa (Fig. • Reslus1. Manual do MSUI – Exibe o manual do MSUI no MS-Word.sai. Manual do Sistema – Exibe este manual no MS-Word (Este manual foi desenvolvido para ser visualizado nas versões 97 ou superiores do MS-Word). energias firmes e médias por usina e acumulada na cascata. Reslus5. Contém informações sobre a utilização do sistema bem como a descrição dos campos utilizados na base de dados. Ajuda Neste menu estão disponíveis todas as informações necessárias para a utilização do sistema INTERBASE e do modelo MSUI.

Ver figuras 1 e 2. 1 Fig.DADOS GERAIS PARÂMETROS PARA O MSUI Os dados são apresentados em duas telas distintas: informações gerais e parâmetros de simulação. é executado o formatador para gerar os novos parâmetros da simulação. 2 A descrição dos campos está disponível no apêndice . Fig. Sempre que os dados da simulação forem atualizados.

série de vazões. dados de simulação (ver fig. Fig. Os dados são apresentados em quatro telas distintas: dados gerais e físicos. 1 A descrição dos campos está disponível no apêndice.DADOS DAS USINAS Nesta janela se encontram os meios para o gerenciamento das informações referentes às usinas. dados energéticos e evaporações.2 . 1). Fig. MENU PRINCIPAL Arquivo Neste menu o usuário encontra todas as facilidades para o gerenciamento da base de dados de usina hidrelétrica e impressão de relatórios.

Estado e Rio. 3). gerado apenas para visualização em tela ou salvo em um dos seguintes formatos de arquivo: XLS (MS-Excel 5. Se duas ou mais pessoas estiverem utilizando a mesma base de dados ao mesmo tempo. Fig. RTF (Rich Text Format). Os possíveis campos de ordenação são: Nome. além do formato de visualização (ver fig. • Imprimir – Gera um relatório sobre os registros da base de dados. se não desejar imprimir nenhum registro clique no botão Fechar. Código. incluindo a série de vazões. caso deseje configurar a impressora clique no botão Configurar Impressora. todo o banco de dados ou os registros retornados pela pesquisa. . A ordenação default é por Código. • Registro Atual – Imprime apenas os dados da usina exibida no momento. Serão impressos todos os seus dados. DOC (MS-Word). A impressão das séries de vazões é opcional. Será aberta uma janela com diversas opções de impressão (ver figura abaixo). A impressão do relatório pode ser realizada de duas maneiras. Escolhidas as opões desejadas. O relatório pode ser enviado para a impressora.• Atualizar Base de Dados – Verifica se a base de dados sofreu alguma alteração durante a execução do programa.0). Configura a impressora de acordo com as • Ordenação – Muda a ordem com que os registros da base de dados são exibidos na tela. CSV (texto separado por vírgula). TXT (texto separado por marcas de tabulação) e HTML (HiperText MarkedUp Language). O usuário pode escolher por imprimir apenas o registro sendo visualizado. • Relatório – Permite a escolha dos registros a serem impressos. Essa é a maneira mais rápida e prática de obtenção de um relatório. utilize esse comando para se certificar que o dado sendo exibido é a versão mais atual. clique no botão Imprimir. caso haja uma ativa. 3 • Configurar Impressora – especificações do usuário.

Ao clicar no botão Criar Registro. Registros Neste menu o usuário encontra todas as facilidades para a manutenção dos registros na base de dados (Fig. Há duas formas de adicionar um novo registro à base de dados. Inserir Registro – Insere um novo registro na base de dados. uma vez realizada. já existente. 4 • Editar Registro – Edita o registro atualmente sendo exibido. apagando o registro indesejado. um novo código. dando o novo código (ver item abaixo) e. não poderá ser desfeita.4). Acesse o menu R por fim. Feito isso digite na janela que se abrirá (ver figura 5). será inserido um registro totalmen necessário entrar com todos os dados referentes à nova usina. incluindo a série de vazões. Os dados de simulação não serão gravados. acesse o menu Registros. . Com um registro que deseja replicar previamente selecionado. Várias ações não poderão ser realizadas durante a edição. • Baseado no Atual –Os dados do registro inserido são copiados de um outro. acesse o item Cancelar Alterações. Feito isso. crie um novo registro a partir deste. do menu Registros. acesse o item Salvar Alterações. Responda com cuidado. do menu Registros. pois esta ação. em seguida. depois Inserir Registro e por fim o item Baseado no Atual. Para confirmar a alteração. Caso deseje cancelar as modificações realizadas. Não é possível alterar o valor do código da usina. a nova usina será incluída na base de dados com os mesmos valores do registro atual. Estes comandos não estarão disponíveis se os dados estiverem sendo editados • • • Novo – O registro inserido é totalmente novo. o item Novo.• Sair – Fecha a janela dos Dados das Usinas retornando à janela principal. caso isso seja necessário. Em ambos os casos será exibido um pedido de confirmação. Após iniciar a edição dos dados percorra as quatros diferentes telas de dados da USINA e efetue as modificações necessárias. Fig.

Edição da Série de Vazões A edição de cada campo da série de vazões pode ser realizada como descrito anteriormente no item Editar Registro. retorne para o registro onde deseja copiar a série. uma vez realizada. não poderá ser desfeita. Responda com cuidado. Selecione o aproveitamento desejado. acione o botão “Copiar” do aplicativo. Cancelar Alterações – Cancela as alterações realizadas na edição do registro ou cancela a sua inserção. depois Apagar Registro. Com um registro previamente selecionado. uma vez realizada. Disponível somente se os dados estiverem sendo modificados. Feito isso será exibido um pedido de confirmação. retorne para o sistema Interbase na tela “Série de Vazões” e clique no botão “Colar”. Responda com cuidado pois esta ação. Disponível somente se os dados estiverem sendo modificados. para a base de dados do sistema Interbase. não poderá ser desfeita. 5 • Apagar Registro – Apaga o registro atualmente sendo exibido. uma vez realizada. acesse o menu Registros.Fig. em seguida acione o botão “Colar”. Para a realização desse procedimento o usuário deve obedecer o formato apresentado no MS-Excel como na figura abaixo. pois esta ação. execute o aplicativo onde a série está arquivada. não poderá ser desfeita. Não disponível se os dados estiverem sendo editados. cujos valores já estejam gravadas em outro aplicativo. • • • . Copiando série de outro aplicativo – Este procedimento foi elaborado para facilitar a importação de séries de vazões. acione o botão “Copiar”. Responda com cuidado pois esta ação. ou utilizando as opções demonstradas a seguir: • Copiando série de outro aproveitamento da base de dados – Selecione o aproveitamento na base de dados com a série pretendida. Salvar Alterações – Salva as alterações decorrentes de edição ou inserção de um novo registro.

selecione o registro no modo “Edição” na tela “Série de Vazões” e acione o botão “Período”. entre com o novo período nos campos “Ano Inicial” e “Ano Final” e acione o botão “Alterar Período” para efetuar a modificação. será apresentada uma janela como na figura a abaixo.• Alterar Período da Série de Vazões – Para modificar o período da série de um aproveitamento. 6 . Ir Para Fig. Feito isso. • Excluir Série – Proceda como no item “Alterar Período da Série de Vazões” e em seguida acione o botão “Excluir Série”.

Pode-se escolher visualizar o registro a ser localizado. 8 • Localizar – Abre uma janela. como visto na figura 9. 7 Pesquisa Neste menu encontram-se facilidades para localização de registro específicos na base de dados segundo critérios fornecidos pelo usuário. pode-se também. Código de Jusante. Caso seja sabido o número do registro. indo do primeiro ao último registro. Os comandos deste menu não estarão disponíveis se os dados estiverem sendo editados. Fig. Fig. • • • • • Primeiro Registro – Exibe o primeiro registro da base de dados. em que o valor digitado esteja no início ou em qualquer parte do campo. Pode-se caminhar pela base de dados. Para os campos Código. que permite a localização de registros específicos. Registro Anterior – Exibe o registro anterior da base de dados. Nome. fazer uma procura parcial. Próximo Registro – Exibe o próximo registro da base de dados. . conforme a ordenação especificada no item Ordenação do menu Arquivo. através da opção Registro Número. Registro Número – Exibe o registro especificado (ver figura 7). Nome. pode-se. Estado e Estágio. Código de Jusante e Rio. acessá-lo diretamente (ver figura 7). Rio. Último Registro – Exibe o último registro da base de dados. A procura poderá ser feita por um dos seguintes campos: Código.O menu Ir Para contém cinco opções de navegação.

10 • Desligar Pesquisa – Faz com que todos os registros da base de dados sejam exibidos novamente. Fig. desfazendo pesquisa anteriormente realizada. o item Localizar Próximo do menu Pesquisa aparecerá habilitado e. Somente serão exibidos os registros que satisfaçam os critérios escolhidos.Realizada a procura. 10) que permite fazer uma pesquisa sobre todos os campos dos registros. poderá ser utilizado para repetir a procura anterior. 9 • • Localizar Próximo – Localiza o próximo registro seguindo a localização anterior. Pesquisar – Abre uma janela (ver fig. Fig. portanto. .

. 1[1] Este manual foi desenvolvido para ser visualizado nas versões 97 ou superiores do MS-Word. Manual do MSUI – Exibe o manual do MSUI no MS-Word. Manual do Sistema – Exibe este manual no MS-Word1[1]. versão para PCH. complementado com o Manual de Metodologia do MSUI. 12). 12 1[1] Este manual foi desenvolvido para ser visualizado nas versões 97 ou superiores do MS-Word. • • • Fig. Sobre – Exibe uma janela com informações gerais sobre o programa (Fig. O seu conteúdo é bastante semelhante a este manual. 11 • Índice da Ajuda – Exibe o conteúdo da ajuda do programa.Ajuda Fig. Contém informações sobre a utilização do sistema bem como a descrição dos campos utilizados na base de dados.

correspondente à localização do eixo da barragem da usina Estado (ou fronteira entre Estados) onde está localizado o eixo da USINA. Nome do rio onde se localiza a usina. • • Viabilidade (VI) . com ordenação crescente no sentido montante-jusante. Nome oficial da usina. Os dois primeiros dígitos são obrigatoriamente de identificação da sub-bacia.usina que apresenta como estudo aprovado mais recente o estudo de inventário hidrelétrico da bacia hidrográfica na qual está situado. de acordo com a classificação da ANEEL. de Código da usina situada imediatamente a jusante.APÊNDICE . Data de convergência da carga crítica. em cada sub-bacia hidrográfica.usina que apresenta como estudo . Longitude em graus. minutos e segundos. minutos e segundos. Nível de desenvolvimento da usina: • • Inventário (IN). Sub-sistema a ser simulado. correspondente à localização do eixo da barragem da usina. Máximo de 5 relatórios. Período correspondente do sistema.DESCRIÇÃO DOS DADOS UTILIZADOS Informações Gerais Campo Título Sub-Sistema Ano Inicial da Simulação Data de Convergência da carga crítica Período Crítico do Sistema Descrição Título que será impresso nos relatórios do MSUI. Latitude em graus. Dados da Usina Campo Código Nome Código Jusante Rio Latitude Longitude UF Estágio Descrição Número associado a cada usina. Ano inicial da simulação. Parâmetros de Simulação Campo Usinas a serem Simuladas Relatórios a serem Gerados Descrição Máximo de 50 usinas.

Expresso em metros. referência principal para os documentos de licitação das obras. Expresso em metros. Desativado (DE). Corresponde ao nível d'água natural no canal de fuga. • Projeto Básico (PB) .• • • • aprovado mais recente o estudo de viabilidade técnicoeconômico.1 da vazão média no período crítico ou o NA máximo normal do reservatório imediatamente a jusante. Volume do reservatório no nível d'água mínimo. É o volume que não pode ser vertido em qualquer situação. Expressa em km². Volume do reservatório correspondente ao nível d'água na cota da soleira do vertedor. desde a tomada d'água até a entrada da turbina. Características Físicas Campo Queda Bruta Máxima Perdas Hidráulicas Área de Drenagem Nível d'Água Máximo Normal Nível d'Água Mínimo Normal Cota da Soleira do Vertedor NA Normal de Jusante Descrição Diferença entre os níveis d'água máximo normal e normal de jusante. Área do espelho d'água do reservatório referente ao nível d'água máximo normal. Área de contribuição da bacia hidrográfica no local da usina. Expressa em metros. Área do espelho d'água do reservatório referente ao nível d'água mínimo normal. Volume do reservatório no nível d'água máximo normal. para uma vazão igual a 1. Corresponde ao nível d'água máximo do reservatório definido no projeto. Expressa em km². se este nível for mais elevado. Expresso em hm³. Corresponde ao nível d'água mínimo do reservatório. independente do valor da potência instalada e da finalidade da geração (serviço público ou autoprodução). Volume no Nível d'Água Máximo Normal Volume no Nível d'Água Mínimo Normal Volume na Soleira do Vertedor Área no Nível d'Água Máximo Normal Área no Nível d'Água Mínimo Normal . Expressa em metros. • Construção (CO) . Expresso em hm³.usina em que todas as unidades • geradoras foram desativadas. Cota de projeto da soleira do vertedor. • Operação (OP) .usina que dispõe de pelo menos 1 unidade geradora em operação. Expressa em metros. definido no projeto. Expressa em km². Expresso em hm³. Perdas de carga hidráulica verificadas nos circuitos de adução.usina que apresenta como estudo aprovado mais recente o projeto básico.usina que teve suas obras iniciadas e ainda não opera a primeira unidade geradora.

Evaporações Campo Evaporação média Descrição 13 valores representando a evaporação média mensal e anual. Dados de Turbinas Campo Número de Unidades de Base Número Total de Unidades Tipo de Turbina Descrição Número de unidades geradoras necessárias para garantir a energia firme da usina.Características Energéticas Campo Potência Queda Referência Rendimento Descrição Soma das potências das unidades geradoras da usina. Número total de unidades geradoras da usina. com engolimento máximo da turbina. que pode ser: Kaplan. Expresso em porcentagem.5 valores (A0. A3 e A4). A2. Expressa em metros. obtidos a partir dos pontos Volume x Cota do reservatório. de Queda líquida sob a qual é atingida a potência efetiva do gerador. Tipo de turbina da usina. Polinômios Campo Coeficientes do Polinômio Cota x Área Coeficientes do Polinômio Volume x Cota Coeficientes do Polinômio Vazão x NA de Jusante Descrição Coeficientes do polinômio Cota x Área . A3 e A4). A3 e A4). A1. A1. A1. A2.5 valores (A0. Coeficientes do polinômio Vazão x Nível de Jusante . Expressa em MW.5 valores (A0. . obtidos a partir dos pontos de Vazão X Cota do Canal de Fuga. Rendimento médio do conjunto turbina-gerador. Coeficientes do polinômio Volume x Cota . Francis. Obtido pelo somatório do número de unidades. Pelton. obtidos a partir dos pontos Cota x Área do reservatório. A2.

Vazão mínima que deve ser garantida a jusante da usina. operativas etc. ambientais.Série de Vazões Campo Série de Vazões para Utilização nos Modelos Descrição É a série de vazões afluentes ao local da usina em condições naturais. Vazão Mínima Defluente Vazão Média de Longo Termo (MLT) Dados de Simulação Campo Código Nome Sistema Descrição Código da usina utilizado pelo modelo MSUI. Média das vazões que compõem a série de Série de Vazões para Utilização nos Modelos. Nome da usina utilizado pelo modelo MSUI. nordeste. Os valores possíveis são: sul. Expressa em m³/s. Expressa em m³/s. de Vazão . Sistema ao qual pertence a usina. por restrições de navegação. Código do Posto Código do posto de vazão utilizado pelo modelo MSUI. norte. sudeste. Expressa em m³/s.

existe um sistema de reservatórios e de usinas em cascata e em paralelo. a situação muda por completo. evitando qualquer desperdício e distribuindo a reserva de água de forma a otimizar a produção de energia e a utilização dessa reserva. Assim. isto é. retratando o comportamento do sistema no caso de ocorrência de uma repetição das vazões naturais registradas no passado. o reservatório se esvaziará. se for maior. OBJETIVOS O modelo foi projetado para simular a operação de um sistema constituído de usinas hidráulicas sob diversas condições de carga e hidraulicidade. porém.MSUI : MODELO DE SIMULAÇÃO A USINAS INDIVIDUALIZADAS Face à complexidade de cálculo de soluções ótimas para operação de sistema de geração de energia elétrica. uma vez que este é o componente básico do custo variável de operação. o estoque aumentará até o volume máximo. avaliação do comportamento de uma usina individualizada através de seus parâmetros característicos. o operador tentará turbinar toda água nelas disponível. os modelos de simulação tornam-se uma importante e imprescindível ferramenta para o planejamento da expansão e operação de tais sistemas. pois o operador desse sistema não necessita de nenhuma regra de operação: deve apenas atender ao requisito da carga. O Modelo de Simulação a Usinas Individualizadas (MSUI) é desse tipo. Quando. subordinadas a um conjunto de parâmetros definidores de prioridades. Estes modelos tentam representar com o máximo rigor as características das usinas hidráulicas. mantendo o excesso ou complementando o requisito com a usina de reservatório. Existindo usinas a fio d'água. maximizar a eficiência das usinas hidroelétricas. avaliação dos balanços de empresas decorrentes da operação integrada do sistema. avaliação do comportamento de um sistema em expansão face a projeções de mercado e séries hidrológicas dadas. . Seus principais objetivos englobam: convergência da carga máxima garantida de uma determinada configuração de usinas e cálculo do respectivo período crítico. se a energia natural for menor que a carga. A operação de um hipotético sistema isolado com apenas um reservatório é simples. limitado à capacidade das máquinas ou à carga. o que pode ser expresso por duas diretrizes: minimizar os gastos com combustível. O objetivo da operação de um sistema constituído de usinas hidroelétricas é atender ao mercado ao menor custo possível. simula a operação detalhada do sistema hidrelétrico operando cada reservatório e cada usina segundo suas características particulares. cada uma com resultados um pouco diferentes. pois existem infinitas maneiras de armazenar ou de desestocar a água dos reservatórios.

dados das turbinas e geradores.REPRESENTAÇÃO DO SISTEMA PERFIL DE UMA USINA HIDRELÉTRICA Fig. curva de área do reservatório em função da cota. minimizando o vertimento e procurando manter o volume dos reservatórios entre as curvas de controle superiores e inferiores. dados de evaporação. redistribuir a reserva hidráulicas disponível de modo a recuperar o nível dos reservatórios de alta prioridade de enchimento. perda hidráulicas média nas tubulações. 1 No MSUI. as usinas hidrelétricas são representadas pelos seguintes dados de entrada: curva de cota do reservatório em função do volume. nível de montante e área no caso de usinas a fio d'água. OPERAÇÃO DO SISTEMA A operação do sistema é simulada mês a mês tendo por objetivo atender aos requisitos mensais e condicionada pelas vazões naturais dos postos correspondentes às usinas hidráulicas. as afluências futuras e aumentando a expectativa de geração hidráulica. valorizando deste modo. . O programa tenta atender à carga mensal. curva do nível de jusante em função da vazão defluente. fator de carga máximo para operação continua. Tenta ainda. rendimento médio do conjunto turbina e gerador.

O enchimento‚ feito pela ordem de prioridade de enchimento até as curvas de controle inferiores e depois até as superiores (ou faixa por faixa). vazões mínimas defluentes. O Manual de Metodologia do MSUI. Convergência da energia firme com período crítico calculado pelo programa. pode ser consultado na opção Ajuda/Manual. UTILIZAÇÃO A versão disponibilizada para os estudos energéticos de Pequenas Centrais Hidrelétricas possui alguns parâmetros pré-definidos: • • • • Limite máximo de unidades hidrelétricas – 50 usinas. coeficientes informados para manter esvaziamento proporcional abaixo das curvas de controle inferiores durante períodos muito secos. O esvaziamento‚ feito pela ordem de prioridade até as curvas de controle superiores e depois‚ até as inferiores (ou faixas por faixas). bem como os resultados gerais da simulação. Versão PCH. • ENERGIAS. cujo pedido foi efetuado no gerenciador.A operação dos reservatórios é controlada pelas seguintes variáveis: prioridade de enchimento e esvaziamento. capacidades máximas de turbinamento das usinas.5) – relatório detalhado da operação de cada usina. curvas de controle superiores e inferiores dos reservatórios (ou através de faixas paralelas). configuração a ser estudada.SAI – possui os relatórios de entrada.4. os arquivos de saída disponíveis para consulta dos resultados da simulação são os seguintes: • • • • MSUI.3. . • RELUSn.SAI – relatório específico possuindo as energias firmes por usina.2. energias firmes e médias por usina e acumulada na cascata. RESULTADOS Após a execução do MSUI. do Menu Principal da INTERBASE. ou seja: carga crítica(energia firme do sistema).SAI ( n=1.

. (TR:10.: …………… COD. 1... DEZ …….. JUL ……. ……… 3.. Km MUNICÍPIO NA ÁREA DA C. mm VAZÃO MÍN. NORMAL : MÁX. AGO ……. …… …… …….. DE JUSANTE MÍNIMO : MÁX. AGO ……. VERT. …………….. DEZ ……. anos . MÁXIMO NORMAL : ……….:’ DIST.. RIO: ……………………… AD:….A.........A. km2 PREC. EXCEPCIONAL : ÁREAS INUNDADAS NO N. NOME: ……………………….... MÉDIA MENSAL: ………………. m ABAIXO DA SOLEIRA DO VERT. m3 TIPO : ………..:………………………………m3/s VAZÕES MÉDIAS MENSAIS (m3/ s) – PERÍODO : JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL ……. ha ESC... ha TEMPO DE RESIDÊNCIA : ………....... m PROFUNDIDADE MÁXIMA : …………... ……......FICHA TÉCNICA PEQUENA CENTRAL HIDRELÉTRICA :. MAXIMORUM : N... EM ROCHA A CÉU ABERTO :…………… m3 CONCRETO CONVENCIONAL: ………….: ……… 106 m3 Fio d’água ……… 106 m3 OUTRAS INFORMAÇÕES .... m . m NO N. m ……….... RESERVATÓRIO N. m ÚTIL : ……….. MÍN.. DESVIO VOLUMES ……….PERÍODO : JAN FEV MAR ABR ……… MAI ……… JUN ……. m3/s VAZÃO PROJ DESVIO (TR: 10 ANOS) :….. LOCALIZAÇÃO RIO: SUB-BACIA: BACIA: LAT. VAZÃO PROJ. km2 VAZÃO GARANTIDA (95%):…………………… m3/s ÁREA DE DRENAGEM DO BARRAM..……… m VAZÃO REGULARIZADA Fio d’água PROFUNDIDADE MÉDIA : …………..…. m3/s VAZÃO MLT (PER. m . m3/s GALERIAS NÚMERO DE UNIDADES : SEÇÃO : COMPRIMENTO : …………….………. …….…. NORMAL : NO N. ha TEMPO DE FORMAÇÃO DO RESERV. DATA:…………...... m3/s …….ANEXO 6 . FORÇA: 2.. km2 RIO: ……………………… AD: ………………... DADOS HIDROMETEOROLÓGICOS POSTOS FLUVIOMÉTRICOS DE REFERÊNCIA COD.000ANOS) :…. SET ……..... DE MONTANTE MÍN. ……..:………...A. dias ………..………..: …………… COD. m3 ENSECADEIRA : ……. : ………… dias …….A.………………… ETAPA: ... NORMAL : 4..………………………………………………………………………… EMPRESA:…………………………………………………………………………………………. MÉDIA ANUAL (…………):……………... MÁXIMORUM : NO N....... DIAS DE CHUVA (MÉDIA MENSAL) .. SET ……....: ……….A..……… m VIDA ÚTIL DO RESERVATÓRIO : ………. NORMAL : MÁX.... OUT ……… NOV …….: …………… NOME: ………………………. m …………. OUT ……… NOV …….DA FOZ: MUNICÍPIO NA ÁREA DA BAR..A..: LONG. VAZÃO DE DESVIO (TR: 10 ANOS) :. NORMAL : MÁX.... NOME: ………………………...…………… km2 RIO: ……………………… AD:………………. …….

5..... m ESC.… m 6. . rpm ………m VAZÃO UNITÁRIA NOMINAL : RENDIMENTO MÁXIMO : ………….……… m3 COMPORTAS TIPO : ACIONAMENTO : LARGURA : ALTURA : ……………..... GERADORES POTÊNCIA UNIT.. …………………… m …………………… m . m3 COMP. m ESCAVAÇÃO COMUM : …………… m3 ESC....…… ……… MW ……. EM ROCHA A CÉU ABERTO :…………….. BARRAGEM TIPO DE ESTRUTURA: .. m ESCAVAÇÃO COMUM : ……. NOMINAL : ROTAÇÃO SÍNCRONA : TENSÃO NOMINAL : …….... VERTEDOURO TIPO : CAPACIDADE : COTA DA SOLEIRA : COMPRIMENTO TOTAL : 7...m CONCRETO (CONVENCIONAL /CCR): …. CONCRETO (CONVENCIONAL/CCR) : …….. CASA DE FORÇA TIPO : Nº DE UNIDADES GERADORAS : LARG....... …………….. m2 . TURBINAS TIPO : POTÊNCIA UNIT.... DO BLOCO : LARG. m NÚMERO DE UNIDADES : …………………… COMPRIMENTO MÉDIO : ………………….. EM ROCHA SUBTERRÂNEA : ………….…..………….... 3 …………………….... …………… m …………… m ………….…....…... m3 CONDUTO OU TÚNEL FORÇADO DIÂMETRO (EM AÇO) : ……………... EM ROCHA SUBTERRÂNEA :…………… m3 CONCRETO: . m3 ALTURA MÁXIMA : …..…………………... MVA RENDIMENTO MÁXIMO : ……… rpm FATOR DE POTÊNCIA : ……. TOTAL DA CRISTA (COM VERTED.... ……………...………… m3 CONCRETO : …………… m TOMADA D’ÁGUA TIPO: ………………………… COMPRIMENTO TOTAL : ………………………… m NÚMERO DE VÃOS : ………………………… ESCAVAÇÃO COMUM : ……………………. m3 CONCRETO : ……...... m DIÂMETRO(EM ROCHA) : ..) :….. m3 ESC. EM ROCHA A CÉU ABERTO : …………… m3 ESC. kV ………………% …………. % .. m ESCAVAÇÃO EM ROCHA : COTA DA CRISTA : ..... m3/s …………........ m3 8.. m /s ESTRUTURA DE DISSIP.. ……………. m ESC..…… m DIÂMETRO(EM CONCRETO) :…………………. m3 ……. DE ENERGIA : ……........ m …………….. NOMINAL : ROTAÇÃO SÍNCRONA : QUEDA DE PROJETO : 10....... m DIÂMETRO (arco retângulo): …………. DA ÁREA DE MONTAGEM : COMPRIMENTO TOTAL : 9.. m3 CONCRETO : ……….. SISTEMA ADUTOR TÚNEL DE ADUÇÃO COMPRIMENTO : ……………... EM ROCHA SUBTERRÂNEA : .........

m2 ENSECADEIRAS : …………….E.. ………...GWh/ano ………… US$/kW ……….11. km EXTENSÃO:………………. CUSTO TOTAL S/ JDC : ………. PRINCIPAIS IMPACTOS AMBIENTAIS : EXTENSÃO: ……………………... JUROS DURANTE A CONSTRUÇÃO : ……… CUSTO TOTAL C/ JDC : ……… CUSTO OPERAÇÃO & MANUTENÇÃO :……. VOLUMES TOTAIS ESCAVAÇÃO COMUM : ………... (…. CUSTOS ( x 103 US$) MEIO AMBIENTE : OBRAS CIVIS : EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS : OUTROS CUSTOS : CUSTO DIRETO TOTAL : CUSTOS INDIRETOS : 13... m ENERGIA FIRME : ….………….: PRAZO TOTAL DE EXECUÇÃO: ……… meses ……… meses QUANTIDADE DE NÚCLEOS URBANOS ATINGIDOS: INTERFERÊNCIA COM ÁREAS LEGALMENTE PROTEGIDAS : INTERFERÊNCIA COM ÁREAS INDÍGENAS : RELOCAÇÃO DE ESTRADAS: DENOMINAÇÃO :. m CONCRETO COMPACTADO A ROLO : ………. ……….. ESTUDOS ENERGÉTICOS QUEDA BRUTA MÁXIMA : QUEDA NOMINAL : POTÊNCIA DA USINA : 14. GERAÇÃO COMERCIAL 1ª UNID. MW C. EM ROCHA CÉU ABERTO : ………. m CONCRETO CONVENCIONAL : …………… m2 2 ESCAV...PRINCIPAIS FASES INÍCIO DAS OBRAS ATÉ O DESVIO : …… meses DESVIO ATÉ O FECHAMENTO : …… meses FECHAM.. ….. IMPACTOS SÓCIO-AMBIENTAIS PROPRIEDADES ATINGIDAS : RURAL: RESIDÊNCIAS ATINGIDAS : RURAL : ….. ………... /ano DATA DE REFERÊNCIA (MÊS/ANO) : ………/…..... OBSERVAÇÕES .. m CUSTO ÍNDICE: …. CRONOGRAMA .G. ………... ATÉ GERAÇÃO ( 1ª UNID. US$/MWh ………. RELOCAÇÃO DE PONTES : QUANTIDADE :......…… km 15.………. ...% aa. TAXA DE CÂMBIO (R$/US$) : …………. anos): …………. EM ROCHA SUBTERRÂNEA : ……….. m2 2 ESCAV.) :…… meses 12... m2 16.

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S. foi constituído. A coordenação institucional.pela ELETROBRÁS Joaliza Paulon João de Moraes Martins Neto Luiz Menandro de Vasconcelos Maria Cristina Cals de Oliveira Míriam Regina Nutti Paulo Fernando V. COPEL.PARTICIPANTES DOS ESTUDOS Para a elaboração das Diretrizes para Estudos e Projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas. ANEEL. no âmbito do Contrato ECV939-97. segundo as diretrizes do Grupo de Trabalho. Resende Rafael Mora de Mello Rogério Neves Mundim Sérgio Pimenta .ANEXO 8 . composto por técnicos da ELETROBRÁS e de empresas do Setor Elétrico Brasileiro. ELETROSUL. Os trabalhos foram desenvolvidos pelos seguintes técnicos: . IME. CEMAT. ELETRONORTE. CERJ. a ELETROBRÁS contratou. durante o período de desenvolvimento dos trabalhos. Capacitação da Indústria e Apoio ao Desenvolvimento de Novos Negócios Joaliza Paulon Coordenadora do Grupo de Trabalho O Grupo de Trabalho foi formado com representantes das seguintes entidades: ELETROBRÁS. a COPPETEC. CHESF. esteve sob a responsabilidade de: Benedito Carraro Diretor de Planejamento e Engenharia Ricardo Chagas de Oliveira Gerente da Área de Normalização e Engenharia Econômica de Novos Negócios Péricles de Amorim Figueiredo Coordenador do Programa de Qualidade. Para efetuar a revisão. Normalização.Poços de Caldas. para a Revisão do Manual de Pequenas Centrais Hidrelétricas. CEMIG. como força tarefa. um Grupo de Trabalho.pela ANEEL Wilson Fernandes de Paula . CERPCH e SRH-MMA. FURNAS. em fevereiro de 1998. DME .

pelo DME (Poços de Caldas) Manoel Machado de Morais pela ELETRONORTE José Adalberto Calainho .pela COPEL Emílio Hoffman Gomes Júnior Jorge Andriguetto Júnior .pela ELETROSUL João José Cascaes Dias Luiz Fernando Waschelke .pela CHESF Aurélio Alves de Vasconcelos Belmirando Koury Costa Eduardo Manuel de Mota Silveira José Ronaldo de Melo Jucá Manoel Pereira de Andrade Filho .pela CEMAT Míriam de Lourdes Gomes da Silva .pela CERJ Celso Voto Akil .pela CEMIG Fanny Tereza Lusardo de Almeida Lobo Leite Helena Marta Penido Scotti .por FURNAS Hélio Goulart Júnior Pedro Fernandes Motta .

pela COPPETEC/CONSULTORES EXTERNOS ENGENHARIA CIVIL Geraldo Magela Pereira Mônica de Aquino G.pela COPPETEC Prof.Coordenador da Equipe Externa . Rui Carlos Vieira da Silva .Coordenador Prof.pelo IME/CERPCH José Carlos César Amorim . Massera da Hora Paulo Roberto Guimarães Benegas ENGENHARIA ELETROMECÂNICA Paulo Peter Baumotte Pedro Ivo da Fonseca ENGENHARIA DE CUSTOS Tsuneo Sato INFORMÁTICA Max Moura Wolosker Gleison dos Santos Souza MEIO AMBIENTE Edson Nomiyama Ivan Soares Telles de Souza Paulo Mário Correia de Araújo Raul Odemar Pitthan . Sandoval Carneiro Antônio Ferreira da Hora Fernando C..pela SRH-MMA Maria Manuela Martins Moreira . Cavalcanti de Albuquerque .

ENGEVIX José Renato Kling Cotim .ELETROBRÁS Rui Menezes de Moraes .CEPEL Mario Jorge Daher .DIGITAÇÃO Lais Helena Cortes Costa Foram recebidas contribuições das seguintes pessoas.CEPEL .Consultor Independente Leslie Afonso Terry .ELETROBRÁS Moacyr Pereira dos Santos .ELETROBRÁS Newton de Oliveira Carvalho . além dos técnicos já citados: Andre Jules Balança .ELETROBRÁS Marcio Gomes Catharino .

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