SUMÁRIO
CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO 1.1 1.2 1.3 1.4 OBJETIVO RETROSPECTO SOBRE OS ESTUDOS LEGAIS E PROJETOS DE PCHs ASPECTOS INSTITUCIONAIS E LEGAIS ATUALIZAÇÃO PERIÓDICA DAS DIRETRIZES

CAPÍTULO 2 - TIPOS DE PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS 2.1 DEFINIÇÃO DE PCH 2.2 CENTRAIS QUANTO À CAPACIDADE DE REGULARIZAÇÃO 2.2.1 PCH a fio d’água 2.2.2 PCH de acumulação, com regularização diária do reservatório 2.2.3 PCH de acumulação, com regularização mensal do reservatório 2.3 CENTRAIS QUANTO AO SISTEMA DE ADUÇÃO 2.4 CENTRAIS QUANTO À POTÊNCIA INSTALADA E QUANTO À QUEDA DE PROJETO

CAPÍTULO 3 - FLUXOGRAMAS DE ATIVIDADES PARA ESTUDOS E PROJETOS FLUXOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO DE UMA PCH

CAPÍTULO 4 - AVALIAÇÃO EXPEDITA DA VIABILIDADE DA USINA NO LOCAL 4.1 4.2 4.3 4.4 ADEQUABILIDADE DO LOCAL COLETA E ANÁLISE DE DADOS RECONHECIMENTO DO LOCAL AVALIAÇÃO PRELIMINAR DA VIABILIDADE DO LOCAL SELECIONADO 4.4.1 Verificação do potencial do local 4.4.2 Arranjo preliminar 4.4.3 Impactos ambientais 4.4.4 Atratividade do empreendimento

CAPÍTULO 5 - LEVANTAMENTOS DE CAMPO 5.1 TOPOGRÁFICOS 5.2 GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS 5.2.1 Investigação das fundações 5.2.1.1 Investigações preliminares 5.2.1.2 Execução de sondagens 5.2.2 Materiais de construção 5.2.2.1 Qualidade dos materias 5.2.2.2 Determinação dos volumes 5.3 HIDROLÓGICOS 5.3.1 Serviços de hidrometria 5.3.2 Serviços de sedimentologia 5.4 AMBIENTAIS

CAPÍTULO 6 - ESTUDOS BÁSICOS 6.1 TOPOGRÁFICOS 6.2 GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS 6.3 HIDROLÓGICOS 6.3.1 Caracterização fisiográfica da bacia 6.3.2 Curva-chave 6.3.3 Séries de vazões médias mensais

6.4 6.5 6.6 6.7

6.3.4 Curvas de duração/permanência 6.3.5 Estudos de vazões extremas 6.3.5.1 Aproveitamento Dispõe de Série de Vazões Médias Diárias 6.3.5.2 Aproveitamento Não Dispõe de série de Vazões Médias Diárias 6.3.6 Risco 6.3.7 Vazões mínimas 6.3.8 Avaliação sedimentológica AMBIENTAIS ARRANJO E TIPO DAS ESTRUTURAS ALTERNATIVAS CUSTOS ESTUDOS ECONÔMICOS-ENERGÉTICOS 6.7.1 Considerações iniciais 6.7.2 Dimensionamento energético e econômico sob a ótica isolada 6.7.3 Dimensionamento dos parâmetros físico-operativos do projeto

CAPÍTULO 7 - PROJETO DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS 7.1 OBRAS CIVIS 7.1.1 Barragem 7.1.1.1 Barragem de Terra 7.1.1.2 Barragem de Enrocamento 7.1.1.3 barragem de Concreto 7.1.2 Vertedouro 7.1.3 Tomada d’água 7.1.4 Canal de adução 7.1.5 Tubulação de adução em baixa pressão 7.1.6 Câmara de carga 7.1.7 Chaminé de equilíbrio 7.1.7.1 Verificação da necessidade de instalação da Chaminé de Equilíbrio 7.7.1.2 Dimensionamento de uma Chaminé de Equilíbrio do tipo simples e de seção constante 7.1.8 Conduto forçado 7.1.9 Túnel de adução 7.1.9.1 Arranjos com túnel de adução 7.1.9.2 Critérios gerais para o projeto do túnel 7.1.9.3 Critérios para o dimensionamento hidráulico do túnel 7.1.9.4 Premissas para o dimensionamento do revestimento 7.1.9.5 Métodos construtivos 7.1.10 Casa de força 7.1.11 Canal de fuga 7.1.12 Instrumentação 7.2 DETERMINAÇÃO FINAL DA QUEDA LÍQUIDA E DA POTÊNCIA INSTALADA 7.2.1 Estimativa das perdas de carga 7.2.2 Determinação da potência instalada 7.3 EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS 7.3.1 Turbinas hidráulicas 7.3.1.1 Seleção do tipo de turbina 7.3.1.2 Turbina Pelton 7.3.1.3 Turbina Francis com caixa espiral 7.3.1.4 Turbina Francis caixa aberta 7.3.1.5 Turbina Francis dupla 7.3.1.6 Turbina Tubular "S" 7.3.1.7 Turbina Bulbo com multiplicador 7.3.1.8 Outros tipos de turbinas 7.3.1.9 Volante de inércia 7.3.1.10 Sistema de regulação 7.3.2 Equipamentos hidromecânicos 7.3.2.1 Comportas 7.3.2.2 Grades 7.3.2.3 Válvula de segurança 7.3.3 Equipamentos de levantamento 7.3.3.1 Ponte rolante e talha

7.3.4 Geradores 7.3.4.1 Determinação da potência nominal 7.3.4.2 Sietema de resfriamento 7.3.4.3 Proteção contra sobretensões 7.3.4.4 Estimativa de peso 7.3.4.5 Tensão de geração 7.3.4.6 Classe de isolamento 7.3.4.7 Valores de impedância 7.3.4.8 Aterramento do neutro 7.3.4.9 Geradores de indução 7.3.4.10 Sistemas de excitação 7.3.5 Transformadores elevadores 7.3.6 Sistema de proteção 7.3.7 Sistema de supervisão e controle 7.3.8 Sistemas auxiliares elétricos 7.3.8.1 Serviços auxiliares - corrente alternada 7.3.8.2 Serviços auxiliares - corrente contínua 7.3.9 Subestação 7.3.10 Interligação gerador-transformador 7.3.11 Aterramento 7.3.12 Linha de transmissão 7.3.13 Sistema de telecomunicações 7.4 PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO E MONTAGEM 7.4.1 Desvio do rio e seqüência construtiva 7.4.2 Canteiro e acampamento 7.4.3 Esquemas de montagem 7.4.4 Estradas de acesso 7.5 OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO 7.5.1 Operação das usinas hidrelétricas 7.5.2 Manutenção das usinas hidrelétricas 7.6 CUSTOS 7.6.1 Metodologia 7.6.2 Custos das obras civis 7.6.2.1 Composição de preços unitários para execução de obras civis 7.6.2.2 Cálculo de custos nos itens diversos 7.6.3 Custos dos equipamentos eletromecânicos

CAPÍTULO 8 - ESTUDOS AMBIENTAIS 8.1 - INTRODUÇÃO 8.2 - ESTUDOS PRELIMINARES 8.2.1 - Levantamentos 8.2.2 - Análise 8.2.3 - RAP – Relatório ambiental preliminar 8.3 - ESTUDOS SIMPLIFICADOS 8.3.1 - Estudos básicos 8.3.1.1 - Geral 8.3.1.2 - Definição das áreas de influência 8.3.1.3 - Caracterização do empreendimento 8.3.1.4 - Diagnóstico ambiental 8.3.1.5 - Inserção do empreendimento, identificação e avaliação dos impactos 8.3.2 - Programas ambientais detalhados 8.4 - ESTUDOS COMPLETOS 8.4.1 - EIA – Estudos de impacto ambiental 8.4.1.1 - Geral 8.4.1.2 - Avaliação dos impactos ambientais 8.4.2 - RIMA – Relatório de impactos sobre o meio ambiente 8.4.3 - PBA – Projeto básico ambiental 8.5 - CUSTOS AMBIENTAIS 8.6 - LEGISLAÇÃO AMBIENTAL 8.6.1 - Principais documentos legais 8.6.2 - O processo de licenciamento ambiental

8.6.2.1 8.6.2.2 8.6.2.3 8.6.2.4

-

Geral Licença Prévia - LP Licença de Instalação - LI Licença de Operação - LO

CAPÍTULO 9 - ANÁLISE FINANCEIRA DO EMPREENDIMENTO

CAPÍTULO 10 - RELATÓTIO FINAL DO PROJETO 10.1 - ITEMIZAÇÃO DO RELATÓRIO FINAL 10.2 - DESENHOS - CONTEÚDO 10.3 - ESCALAS RECOMENDADAS

ANEXO 1 - PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA 1 - INTRODUÇÃO 2 - CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE OS PROGRAMAS QMÁXIMAS, REGIONALIZAÇÃO E HUT 3 - O PROGRAMA QMÁXIMAS 4 - O PROGRAMA REGIONALIZAÇÃO 5 - O PROGRAMA HUT 6 - PROGRAMA GRAFCHAV 6.1 - Introdução 6.1.1 - O que é a curva chave 6.1.2 - O que o sistema oferece 6.1.3 - Equipamento necessário 6.1.4 - Equipe de desenvolvimento 6.2 - Operações básicas 6.2.1 - Instalação do sistema 6.2.2 - Executando o GRAFCHAV 6.2.3 - O módulo editor de dados para criar arquivos 6.2.4 - O módulo gráficos para analisar medições de descarga líquida 6.2.5 - O módulo curva chave 6.3 - Operações complementares 6.3.1 - A curva chave em mais de um estágio e diferentes períodos de validade 6.3.2 - O ajuste manual 6.3.3 - Extrapolação da relação cota-vazão 6.3.4 - Digita parâmetros - para desenhar a curva chave 6.4 - Restrições de uso 6.4.1 - Maplicabilidade do módulo curva chave 6.4.2 - Tamanho do arquivo de entrada 7 - VAZÕES MÍNIMAS - PLANILHA DE CÁLCULO q7, 10 7.1 - Apresentação 7.2 - Descrição do modelo 7.3 - Utilização 7.4 - Discussão dos resultados

ANEXO 2 – EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTOS DIVERSOS CANAL LATERAL COM SOLEIRA VERTEDOURA AO FINAL CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO CONDUTO FORÇADO PERDA DE CARGA, QUEDA LÍQUIDA E POTÊNCIA INSTALADA

ANEXO 3 - COMPOSIÇÃO DE CUSTOS E PLANILHAS DE ORÇAMENTO RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS COMPOSIÇÃO DE CUSTOS

PLANILHA PARA ESTIMATIVA DE CUSTOS DE EQUIPAMENTOS PLANILHA DE ORÇAMENTO (OPE) MODELO DE ORÇAMENRO COMPACTO PARA SE'S E LT'S

ANEXO 4 - LEGISLAÇÃO PERTINENTE

ANEXO 5 - INTERFACE GRÁFICA PARA O MODELO DE SIMULAÇÃO ENERGÉTICA INTERBASE Introdução Reqiuisitos de hardware e software Tela principal Iniciando o Sistema INTERBASE Menu principal Arquivo Dados gerais Parâmetros para o MSUI Dados das usinas Menu principal Arquivo Registros Edição da série de vazões Ir para Pesquisa Ajuda APÊNDICE Descrição dos dados utilizados Informações gerais Parâmetros de simulação Dados da usina Características físicas Características energéticas Polinômios Dados de turbinas Evaporações Série de vazões Dados de simulação MSUI : Modelo de simulação a usinas individualizadas Objetivos Representação do sistema Operação do sistema Utilização Resultados

ANEXO 6 - FICHA TÉCNICA

ANEXO 7 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANEXO 8 - PARTICIPANTES DOS ESTUDOS

APRESENTAÇÃO

O “Manual de Pequenas Centrais Hidrelétricas” foi editado pela primeira vez em fevereiro de 1982. Nesses dezessete anos ocorreram diversos progressos na tecnologia de projeto, notadamente aqueles relacionados com o advento da microinformática e de implantação de aproveitamentos hidrelétricos. Além disso, ocorreu, também, profunda alteração no modelo institucional do Setor Elétrico, com ênfase na crescente participação do capital privado para o seu desenvolvimento. A Lei no 9.648, de 27/05/98, dá diretrizes básicas para os referidos empreendimentos, mais especificadamente para centrais de até 30 MW de potência instalada, para autoprodutor e produtor independente. Em complementação, a Resolução no 395 da ANEEL, de 04/12/98, estabelece regras quanto à outorgação de concessão a tais usinas, considerando que os empreendimentos mantenham as características de Pequena Central Hidrelétrica, conforme definido na Resolução no 394, também de 04/12/98.

Atualmente, existe a necessidade de um tratamento mais abrangente e profundo da questão ambiental, em consonância com a Política Nacional de Meio Ambiente e com os princípios e diretrizes contidos nos documentos setoriais a partir de 1986. A Lei Nº 9.433, de 08/01/97, que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos, representa um novo marco institucional no País e estabelece novos tipos de organização para a gestão compartilhada do uso da água.

Esses fatos corroboraram a presente revisão que produziu este documento, agora intitulado “Diretrizes para Estudos e Projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas”, consolidando as principais alterações e evoluções ocorridas nesse período. A leitura deste documento, associada à dinâmica do desenvolvimento tecnológico e ambiental, que ocorre de maneira contínua, deverá concorrer para o encaminhamento de novas sugestões.

O princípio básico adotado para a elaboração do presente trabalho foi o de abordar todas as atividades que devem ser desenvolvidas para a viabilização dos projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas, desde sua fase de identificação até sua completa implantação, incluindo, com os detalhes necessários, os aspectos metodológicos envolvidos.

Ao editar o presente documento, a ELETROBRÁS acredita estar disponibilizando, aos futuros investidores e aos atuais empreendedores, que atuam na área de Pequenas Centrais Hidrelétricas, valioso instrumento orientador, atualizado pelo resultado de pesquisas na área de engenharia, metodologias e critérios para levantamentos e estudos ambientais, técnicas modernas de projeto e construção de PCHs, bem como a legislação e temas institucionais hoje vigentes no Setor Elétrico brasileiro.

aos técnicos da ANEEL. bem como aos mesmos. cumpre consignar aqui os agradecimentos às empresas que cederam seus técnicos. da ELETROBRÁS e da COPPETEC. cujo esforço e dedicação em muito contribuíram para a concretização da presente edição das “Diretrizes para Estudos e Projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas”. FIRMINO FERREIRA SAMPAIO NETO Presidente ELETROBRÁS XISTO VIEIRA FILHO Diretor de Engenharia ELETROBRAS . que acompanharam e participaram dos trabalhos.Finalmente.

mas dele não deverão fazer uso sem a assistência de engenheiro com experiência comprovada no desenvolvimento de estudos e projetos de obras dessa natureza. e sim como um esforço de obtenção de tecnologia que conduza a um custo baixo. dos equipamentos e de operação e manutenção dessas centrais. de fev/1998 a fev/1999. tais como topógrafos. além da equipe técnica de outras áreas e do CEPEL. como uma força tarefa. CEMAT.CAPÍTULO 1 . DME – Poços de Caldas. foram coordenados pela Área de Normalização e Engenharia Econômica de Novos Negócios. a COPPETEC. no âmbito do Contrato ECV 939-97 e constituiu um Grupo de Trabalho para o devido acompanhamento e orientação. COPEL. • consolidar a experiência e a tecnologia nacional sobre os estudos. desenvolvam e implantem esses empreendimentos. • o roteiro de atividades necessárias e obrigatórias para os estudos e projetos de PCH (Capítulo 3). Prevê-se que os principais usuários destas Diretrizes sejam engenheiros e técnicos de nível superior. O empreendedor interessado em estudar e implantar uma PCH deverá conhecer: • a legislação sobre o assunto. Os trabalhos desenvolvidos. nas atividades do GT. de qualquer porte. de projetos.INTRODUÇÃO OBJETIVO Este documento tem por objetivo consolidar as “Diretrizes para Estudos e Projetos Básicos de Pequenas Centrais Hidrelétricas . hidrometristas. anualmente atualizado. ELETROSUL. prática e objetiva que se procurou adotar não deve ser entendida como estímulo ao excesso de simplificação. o mercado de energia e as regulamentações de comercialização do seu produto. com a colaboração de técnicos da ANEEL. Estas "Diretrizes" fazem referência. CEMIG. a ELETROBRÁS contratou. da Diretoria de Planejamento da ELETROBRÁS. compatível com a realidade e as necessidades do país. a fim de possibilitar que equipes reduzidas de técnicos de nível superior. ELETRONORTE. CERJ. empreiteiros e fabricantes/fornecedores de equipamentos. IME.PCH”. Admite-se que os possíveis interessados em implantar PCH poderão consultar estas Diretrizes para terem uma idéia do empreendimento que pretendam realizar. com experiência no assunto. projetistas e desenhistas que irão participar dos estudos Alerta-se para o fato de que a forma simples. das obras civis. . listada no Capítulo 8 e no Anexo 4 destas Diretrizes. Os tipos de PCH considerados neste documento são apresentados no Capítulo 2. • reduzir os custos dos estudos. A atuação destes profissionais é importante para garantir a perfeita orientação de outros profissionais envolvidos. Projetos e Construção de PCH. • o Plano Decenal de Expansão do Setor Elétrico. projetos e construção dessas centrais. os quais terão facilidade de entendimento e aplicação dos conceitos e metodologias aqui apresentados. CERPCH e da SRH-MMA. FURNAS. muito menos ao seu uso por leigos. ao Manual de Inventário (Partição da Queda) e às Instruções para Estudos de Viabilidade da ELETROBRÁS / ANEEL. sempre que necessário. que contou. Para a realização dos trabalhos. visando: • sistematizar os conhecimentos sobre os Estudos. como se verá ao longo deste documento. CHESF.

“Ações Governamentais Relacionadas aos Empreendimentos de Geração” de energia elétrica. através da página da ANEEL. para tal. projetos e construção de novas PCH. relacionada ao final destas Diretrizes. ainda.. em Andamento e Aprovados. Outras limitações são ressaltadas ao longo do texto. a gama dos Estudos de Inventário existentes. ou uma complexidade acima da prevista nestas Diretrizes.este documento foi previsto para estudos.evitaram-se as justificativas dos critérios e fórmulas utilizadas. ou ainda quando as características físicas do empreendimento extrapolarem as das PCH. sempre que existentes. É bastante importante. Recomenda-se. os órgãos gestores estaduais ou nacional (Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente) ou os próprios Comitês de Bacias Hidrográficas que já estiverem implantados. Em bacias não inventariadas não se deverá inserir uma PCH sem antes realizar-se um Estudo de Inventário Hidrelétrico.não se deve querer adaptar a elas a tecnologia usual das grandes usinas hidrelétricas. deverão ser considerados os seguintes aspectos importantes. . os quais devem ser rigorosamente analisados.todas as fórmulas necessárias são fornecidas. bem como são devidamente explicadas suas grandezas e coeficientes. Além disso. recapacitação e/ou ampliação de PCH existentes. A ELETROBRÁS mantém um "site" na Internet onde se pode encontrar e/ou solicitar todas as informações. também.gov. . no que diz respeito à Legislação. Em qualquer caso. Um roteiro para a elaboração inicial dessa análise é apresentado no Capítulo 4. O endereço é http://www. No entanto.br/ Para os Estudos de Inventário Autorizados. definidas no Capítulo 2. .que incluem. que o empreendedor tenha ciência da necessidade de proceder a consultas aos Planos Diretores de Recursos Hídricos estaduais e municipais.eletrobras. que pode ser feito de forma simplificada em bacias cuja vocação hidrenergética seja para aproveitamentos com até 50 MW de potência instalada(RES-393/ANEEL) Para se conhecer. que os usuários se mantenham atualizados quanto às Portarias.ELETROBRÁS (Grupo de Trabalho de Informações Básicas para o Planejamento da Expansão da Geração) e o SIPOT – Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro. Estas Diretrizes se aplicam aos tipos de PCH listados no Capítulo 2 . A consulta à bibliografia relacionada no Anexo 7 esclarecerá as dúvidas suscitadas. ao interessado. recomenda-se consultar o site da ANEEL (http://www. repete-se. o qual é atualizado periodicamente. os estudos e projetos devem ser desenvolvidos segundo as diretrizes apresentadas nos demais Capítulos (5 ao 9). em detalhes. Caso o resultado seja positivo.Tipos de Pequenas Centrais Hidrelétricas. . para o bom entendimento destas Diretrizes: . existem Estudos de Inventário já realizados ou em realização pela ELETROBRÁS-ANEEL e também por companhias privadas. Observa-se que. O Relatório Final deve ser elaborado segundo a itemização apresentada no Capítulo 10. Resoluções. para grande parte das bacias brasileiras. etc. . onde são estabelecidos os critérios de uso da água. evidentemente. consultar o Relatório Anual do GTIB . pode e deve ser usado para estudos de reativação. a análise técnico-econômica e ambiental da viabilidade do negócio. Uma PCH não é uma usina grande em escala reduzida. Devem ser consultados. o responsável pelos estudos deverá se valer da bibliografia especializada.aneel. prontos ou em elaboração. recomenda-se.foram adotadas as normas da ABNT. Quando determinado item de projeto assumir porte significativo.gov. será necessário consultar especialistas no assunto.br/).

RETROSPECTO SOBRE OS ESTUDOS E PROJETOS DE PCH A ELETROBRÁS. Centrais Elétricas Brasileiras S. com a privatização das empresas do Setor Elétrico e. . o Programa Nacional de Pequenas Centrais Elétricas . definições. Essa tecnologia existe no país há um século. de forma a suprir carências de energia em todo o território nacional.A. Institucionais e Linhas de Ação do Programa. Joaçaba (SC).A Hidráulica Industrial S. . Hoje. que iniciou suas atividades em 1925. escopo. condições financeiras e de liberação de recursos. O CERPCH tem o objetivo de promover o uso dos pequenos potenciais hidráulicos.O Boletim no 2 do DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral.Da mesma forma. uma relação de 727 pequenas turbinas hidráulicas. cabe fazer referência ao CERPCH – Centro Nacional de Referência em Pequenos Aproveitamentos Hidroenergétricos. Essa tendência decorre das mudanças institucionais que vêm ocorrendo no país. com as mudanças na legislação no que diz respeito à produção e comercialização de energia. funcionando desde a década de 20.000 kW de potência. intitulado “Utilização de Energia Elétrica no Brasil”.HISA..Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro. Informações mais detalhadas poderão ser . projetos e construção dessas centrais. Estrela (RS). O Manual de 1982 cita as informações relacionadas a seguir.A WIRZ Ltda. o projeto. com até 1. já registrava a existência de 888 PCHS e 1. em 1996. . de São Paulo. podem ser obtidos junto à ELETROBRÁS. com eficiência. no SIPOT/ELETROBRÁS . tem fornecido pequenas turbinas desde 1950.Agência Nacional de Energia Elétrica. prioridades e diretrizes). . A. a construção/instalação. para usinas com capacidade de até 200 kW. hoje ANEEL . habilitação de empresas. como fonte de energia. até 1981 já tinha fabricado mais de mil pequenas turbinas. 1941. relação custo/benefício otimizada e com tecnologia que permita o estudo.. a operação e a manutenção dessas centrais de forma segura e acessível. sobretudo. de pequeno porte. Um dos objetivos destas "Diretrizes" é o de consolidar a experiência e a tecnologia nacional mais atualizada sobre os estudos. ocorreu com a JOMECA Ltda. . publicou em 1982 a primeira versão do Manual de Pequenas Centrais Hidrelétricas do qual estas Diretrizes constituem uma revisão e atualização.PNCE. Eólica. do Ministério da Ciência e Tecnologia. A Diretoria Executiva da ELETROBRÁS instituiu.Indústria e Comércio . O Programa possui uma Política Operacional para Financiamento de Projetos que define questões tais como a origem e destinação dos recursos. de fabricação própria e de outras indústrias. com o objetivo de viabilizar a implantação de usinas de geração elétrica. criado sob os auspícios do Fórum Permanente de Energias Renováveis. Atualmente. para geração de eletricidade e outros usos. Finalmente. Detalhes do PNCE (conceitos. Biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas.. na década de 40. em convênio com o DNAEE. seleção e prioridade dos projetos. . o interesse de investidores privados por este tipo de empreendimento é grande. e foi desenvolvida através da implantação de um grande número de PCHS. Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica. bem como os Aspectos Legais. existem registrados cerca de 286 aproveitamentos com potência menor que 10 MW.128 pequenas unidades geradoras. de maneira a atender a resolução do III Encontro para o Desenvolvimento das Energias Solar.A Companhia Federal de Fundição publicou. fornecida pela empresa Herm Stoltz & Cia.. objetivo. aproximadamente.

compete à União explorar diretamente ou mediante autorização. com a Constituição. e independem da destinação da energia a ser gerada pelo potencial (autoprodução. que contempla usinas hidrelétricas com potência instalada entre 1 MW e 30 MW e com reservatório igual ou inferior a 3 km2 (Resolução ANEEL 394/98). O artigo 30 do Decreto 2003. em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos (Capítulo II. inciso VIII). não dependem do tipo de pessoa jurídica (empresa estatal.cerpch.) que vai realizar o empreendimento hidrelétrico. concessão ou permissão. Os procedimentos recomendados nestas Diretrizes têm caráter geral.obtidas na Secretaria Executiva do CERPCH que funciona na EFEI – Escola Federal de Engenharia Industrial (Itajubá – MG. desde o registro até a “aprovação do estudo” pela ANEEL e abrangem uma faixa ampla da legislação vigente.5% do valor dos dispêndios com os Estudos de Inventário Hidrelétrico (Resolução 393/1998).br/). o Projeto Básico representa a condição para a obtenção da autorização/concessão para exploração do aproveitamento hidrelétrico. de 1998. prevê o requerimento justificado do interessado. o aproveitamento energético dos cursos d’água. ainda. a declaração de utilidade pública para fins de desapropriação ou instituição de servidão administrativa de terreno e benfeitorias. O Projeto Básico deve ser elaborado de acordo com as Normas da ANEEL e atender como escopo mínimo aos procedimentos indicados nestas “Diretrizes”.br. Para o desenvolvimento do Projeto Básico desse aproveitamento.2% do valor dos dispêndios com os Estudos de Viabilidade (Resolução 395/1998). . de acordo com a Lei 9427 de 26/12/96. Lei 8. inciso XII. 21. De acordo. O Relatório Final do Projeto Básico deve ser submetido à aprovação da ANEEL para obtenção da autorização/concessão para exploração do aproveitamento hidrelétrico. Estas Diretrizes foram elaboradas considerando o ambiente institucional vigente no início do ano de 1999.263. de modo a possibilitar a realização de obras e serviços de implantação do aproveitamento hidráulico. de 10/09/96. o “Código de Águas” – Decreto no24. o interessado deve encaminhar à ANEEL os documentos necessários ao registro dos estudos em conformidade com a Resolução ANEEL no 395 de 04 de dezembro de 1998. privada. . ASPECTOS INSTITUCIONAIS E LEGAIS Os aspectos institucionais e legais. 20. Do ponto de vista legal e dentro do escopo destas Diretrizes. os potenciais de energia hidráulica constituem bens da União (Capítulo II. etc.427 de 26 de dezembro de 1996 que instituiu à ANEEL e a legislação complementar.987 de 13de fevereiro de 1995. art. No caso de impedimento de acesso aos locais dos levantamentos de campo. e-mail : mailto:cerpch@cpd. tendo como linhas mestras a “Constituição da República Federativa do Brasil”. Lei 9. internet: http://www. autorização específica da ANEEL para elaboração destes serviços. art. alínea b). De acordo com a Constituição Federal. de interesse à realização do Projeto Básico deverão ser considerados. o interessado poderá obter. produção independente e serviço público).efei. de 10 de julho de 1934. sendo fixados os seguintes valores de caução: .efei.

lahc.br . 409 – 12º andar – Centro – CEP:20071-003.coppe.ATUALIZAÇÃO PERIÓDICA DAS DIRETRIZES A ELETROBRÁS pretende realizar uma atualização periódica destas Diretrizes. importantes críticas e sugestões de complementação deste documento serão extremamente benvindas. Rio de Janeiro .ufrj.RJ.com.br fernando@cbf.ufrj. devendo as mesmas serem encaminhadas à Diretoria de Engenharia da ELETROBRÁS. situada na Av. no desenvolvimento de projetos de PCH. o apoio a usuários pode ser solicitado também aos endereços: rui@pec. Presidente Vargas. Durante o primeiro ano de divulgação destas Diretrizes.br ou campelo@esquadro. A partir de sua utilização.

a capacidade do conjunto turbina-gerador estivesse compreendida entre 1. em vários casos.a altura máxima das estruturas de barramento do rio (barragens.0 km2. 1982). . de 04/12/98.a potência instalada total estivesse compreendida entre 1. editado em abril/1997.) não ultrapassasse 10 m. identificaram diversos sítios potencialmente atrativos. desde que os empreendimentos mantenham as características de Pequena Central Hidrelétrica. Cabe registrar. . a propósito. estabelece que os aproveitamentos com características de PCH são aqueles que têm potência entre 1 e 30 MW e área inundada até 3. será feita referência aos critérios de dimensionamento especificados nas “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”. e da experiência acumulada nos últimos 17 anos. autoriza a dispensa de licitações para empreendimentos hidrelétricos de até 30 MW de potência instalada. ou às Diretrizes para Elaboração de Projeto Básico de Usinas Hidrelétricas.0 MW e 5. diques. Nestas Diretrizes são incluídos os critérios e métodos para dimensionamento.a vazão de dimensionamento da tomada d’água fosse igual ou inferior a 20 m3/s. A concessão será outorgada mediante autorização. Sempre que necessário. sendo as PCH classificadas em de baixa. . A Resolução da ANEEL 394. conduto forçado.0 MW e 10 MW. etc. etc. vertedouro.CAPÍTULO 2 .0 MW. da ELETROBRÁS/ANEEL. ao longo dos anos de 1996 a 1998. Todas as limitações anteriores foram eliminadas. . hoje privatizadas. para a cheia centenária. média e alta queda. até esse limite de potência. tomada d’água. de 27/05/98. cujos arranjos de obras prevêem barragens com mais de 10 m de altura e circuito adutor em túneis. referidas no Capítulo 1. Não havia limite para a queda do empreendimento. desvio de rio.648. .TIPOS DE PCHs DEFINIÇÃO DE PCH Na primeira edição do Manual (ELETROBRÁS. bem como alguns aspectos sobre os processos de construção de obras civis para usinas com potência instalada compreendida nessa faixa. A Lei no 9.). torna-se importante atualizar esses critérios. que alguns dos inventários realizados por companhias de energia de porte. uma Usina Hidrelétrica era considerada como uma PCH quando: . Em função das mudanças institucionais e da legislação por que passa atualmente o país. ou ainda a outros trabalhos específicos constantes da vasta bibliografia existente.não fossem necessárias obras em túneis (conduto adutor. para Autoprodutor e Produtor Independente.

e . dentre outras. as seguintes simplificações: . extravasando o excesso de água. Não fazem parte do escopo destas Diretrizes as centrais hidrelétricas de acumulação com regularização superior à mensal. com Regularização Mensal do Reservatório. quando a adução primária é projetada através de canal aberto. No projeto: . PCH A FIO D’ÁGUA Esse tipo de PCH é empregado quando as vazões de estiagem do rio são iguais ou maiores que a descarga necessária à potência a ser instalada para atender à demanda máxima prevista. Nesse caso. despreza-se o volume do reservatório criado pela barragem. . Para essas. o usuário deverá consultar a bibliografia referida nestas Diretrizes. O sistema de adução deverá ser projetado para conduzir a descarga necessária para fornecer a potência que atenda à demanda máxima. − de Acumulação. Esse tipo de PCH apresenta.do mesmo modo.facilita os estudos e a concepção da tomada d’água. com Regularização Diária do Reservatório.dispensa estudos de sazonalidade da carga elétrica do consumidor.não havendo flutuações significativas do NA do reservatório. O aproveitamento energético local será parcial e o vertedouro funcionará na quase totalidade do tempo. a profundidade do mesmo deverá ser a menor possível. . quanto à capacidade de regularização do reservatório. não é necessário que a tomada d’água seja projetada para atender a depleções do NA. . são: − a Fio d’Água.CENTRAIS QUANTO À CAPACIDADE DE REGULARIZAÇÃO Os tipos de PCH.dispensa estudos de regularização de vazões. − de Acumulação.

. os valores despendidos com indenizações serão reduzidos. COM REGULARIZAÇÃO MENSAL DO RESERVATÓRIO Quando o projeto de uma PCH considera dados de vazões médias mensais no seu dimensionamento energético. .pois não haverá a necessidade de atender às depleções. . pressupõe-se uma regularização mensal das vazões médias diárias. PCH DE ACUMULAÇÃO. pois têm a função apenas de desviar a água para o circuito de adução. Os estudos de regularização diária e a metodologia para escolha da descarga de projeto são apresentados no item DIMENSIONAMENTO DOS PARÂMETROS FÍSICO-OPERATIVOS DO PROJETO. baixas.as barragens serão. Nesse caso. promovida pelo reservatório.pelo mesmo motivo. COM REGULARIZAÇÃO DIÁRIA DO RESERVATÓRIO Esse tipo de PCH é empregado quando as vazões de estiagem do rio são inferiores à necessária para fornecer a potência para suprir a demanda máxima do mercado consumidor e ocorrem com risco superior ao adotado no projeto. Os estudos de regularização mensal são apresentados no item “DIMENSIONAMENTO DOS PARÂMETROS FÍSICO-OPERATIVOS DO PROJETO” . PCH DE ACUMULAÇÃO. é desprezível. analisando as vazões de estiagem médias mensais. pois o valor da depleção do reservatório. o qual entra no cálculo dessa altura. o reservatório fornecerá o adicional necessário de vazão regularizada. no caso de haver necessidade de instalação de chaminé de equilíbrio. normalmente.como as áreas inundadas são pequenas. a sua altura será mínima.

A escolha de um ou outro tipo dependerá das condições topográficas e geológicas que apresente o local do aproveitamento. Para sistema de adução curto. deverá ser a solução mais econômica. . para os trechos de baixa e alta pressão.adução em baixa pressão com escoamento livre em canal / alta pressão em conduto forçado. A necessidade ou não de chaminé de equilíbrio será discutida mais adiante nestas Diretrizes (item “CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO”).adução em baixa pressão por meio de tubulação / alta pressão em conduto forçado. em princípio. bem como de estudo econômico comparativo.CENTRAIS QUANTO AO SISTEMA DE ADUÇÃO Quanto ao sistema de adução. Para sistema de adução longo. quando a inclinação da encosta e as condições de fundação forem favoráveis à construção de um canal. deve ser estudada. . são considerados dois tipos de PCH: . a opção por tubulação única. este tipo.

a concepção do circuito hidráulico de adução envolve. canal ou conduto de baixa pressão com extensão longa. uma vez que um ou outro isoladamente não permite uma classificação adequada. rotineiramente. junto da barragem.1. onde existe um desnível natural elevado.000 < P < 30. considerando-se os dois parâmetros conjuntamente. afastada da estrutura do barramento. Conseqüentemente. adiante. Para as centrais com alta e média queda. Para as centrais de baixa queda.P (kW) P < 100 100 < P < 1.Hd (m) BAIXA Hd < 15 Hd < 20 Hd < 25 MÉDIA 15 < Hd < 50 20 < Hd < 100 25 < Hd < 130 ALTA Hd > 50 Hd > 100 Hd > 130 . normalmente. sendo a adução feita através de uma tomada d’água incorporada ao barramento. todavia. a casa de força fica situada. normalmente.000 1.000 QUEDA DE PROJETO . como mostrado na Tabela 2. a casa de força fica.CENTRAIS QUANTO À POTÊNCIA INSTALADA E QUANTO À QUEDA DE PROJETO As PCH podem ser ainda classificadas quanto à potência instalada e quanto à queda de projeto. CLASSIFICAÇÃO DAS PCH QUANTO À POTÊNCIA E QUANTO À QUEDA DE PROJETO CLASSIFICAÇÃO DAS CENTRAIS MICRO MINI PEQUENAS POTÊNCIA .

por parte do investidor. independentemente do porte do aproveitamento. entretanto. O Fluxograma de Atividades para Estudos e Projeto Básico de PCH. . desde que existam condições específicas que imponham a segmentação natural da bacia. Sob o aspecto ambiental (ver “ESTUDOS AMBIENTAIS ”) e de gerenciamento de recursos hídricos.FLUXOGRAMAS DE ATIVIDADES PARA ESTUDOS E PROJETOS A exploração de um determinado potencial hidrelétrico é uma atividade sujeita a uma série de regulamentações de ordem institucional. atividades multidisciplinares permeiam-se entre si. Uma adequada definição das medidas de ordem ambiental a serem tomadas poderá promover a correta inserção do empreendimento na região e. Evidentemente. há que se considerar a necessidade de um tratamento adequado da questão ambiental. cabendo. descreve as etapas percorridas durante a implantação de uma PCH e as devidas interações. nestes casos. é necessário verificar se a avaliação do potencial hidrelétrico pretendido está em conformidade com o que preconiza a legislação em termos de otimização de aproveitamento de bem público. conforme sugerido ao longo destas Diretrizes. Caso o potencial do local não tenha sido definido em função de Estudos de Inventário Hidrelétrico. em especial. ao interessado. referente aos Estudos Ambientais. tendo como conseqüência natural a obtenção. 50 MW. ambientais e providências institucionais. recomenda-se o desenvolvimento de tais estudos que. O Fluxograma de Implantação de uma PCH. principalmente no tocante aos estudos de engenharia. em bacias hidrográficas com vocação hidroenergética para aproveitamentos de. além da outorga para utilização da água com a finalidade específica de geração de energia elétrica. constituindo o arcabouço legal de todo o projeto. o empreendedor deverá ter conhecimento amplo do mercado de energia e das regulamentações de comercialização do seu produto (ANEXO 4). deve ser a preocupação do empreendedor com as ações da usina sobre o meio ambiente e vice-versa. apresenta a seqüência de estudos para o projeto. Antes de iniciarem-se as atividades de estudos e projetos de uma PCH. Licença de Instalação (LI). As atividades previstas são típicas para estudos e projetos dessa natureza. Os dois fluxogramas apresentados ao final deste capítulo ilustram as etapas e atividades necessárias à consecução de um empreendimento como uma PCH. ao final da construção. em benefício não apenas do meio ambiente. do que o próprio licenciamento. Durante o processo de implantação do empreendimento. ambiental e comercial. evitar que o proprietário tenha surpresas desagradáveis futuras que resultem em problemas e custos não programados previamente. segundo o artigo 4 da Resolução 393 da ANEEL. a obrigação de submeter à ANEEL um relatório de reconhecimento fundamentando tecnicamente tal simplificação. e Licença de Operação (LO). mas também do próprio empreendedor. poderão ser realizados de forma simplificada.CAPÍTULO 3 . Mais importante. de Licenças Ambientais para as várias etapas do empreendimento: Licença Prévia (LP). no máximo. Esse assunto está apresentado de forma detalhada no Capítulo 8.

utilizando-se as fórmulas tradicionais para cálculos das perdas de carga ao longo do circuito hidráulico de adução. Cabe destacar que os aspectos topográficos do sítio condicionam. Selecionado o arranjo do aproveitamento.A viabilidade econômica da usina no local selecionado deve ser analisada de forma expedita. o Arranjo Final do Projeto da PCH será caracterizado. os quais incluirão os custos de operação e manutenção. em seguida. as dimensões do circuito de adução e da casa de força deverão ser revisadas em função das dimensões definitivas dos equipamentos eletromecânicos principais. os Estudos Ambientais definitivos. como descrito no Capítulo 4. de acordo com as normas do Setor Elétrico. a Planilha Padrão de Orçamento. ou programas específicos para microcomputador. Confirmada a atratividade do local. conhecida a série de vazões médias mensais e a queda disponível. a metodologia a ser utilizada. incluindo-se. o dimensionamento final dos equipamentos eletromecânicos principais. a seguir. será realizada a Avaliação Final do Empreendimento para confirmar a atratividade do investimento. Dessa forma. será realizado o dimensionamento final das estruturas. passa-se para a fase de projeto das obras civis e dos equipamentos eletromecânicos. A partir da definição do Arranjo Final do Projeto. Com base na potência a ser realmente instalada. Todas essas etapas de estudos são apresentadas detalhadamente nos Capítulos 4 a 8. Os procedimentos de cálculo mais trabalhosos são apresentados na forma de planilhas eletrônicas. as . Alguns ajustes no arranjo geral da alternativa escolhida serão necessários. serão elaborados os estudos energéticos definitivos e determinada a potência a ser instalada na PCH. serão realizados os Estudos de Planejamento da Construção e Montagem. Todas as estruturas deverão ser pré-dimensionadas com base nos diversos parâmetros determinados ou estimados anteriormente. deverá ser realizado. considerando-se o custo total do empreendimento. relativa aos estudos de alternativas de arranjo e tipo das estruturas do aproveitamento. como descrito no Capítulo 9 deste documento. de fácil utilização por todos os possíveis usuários destas Diretrizes. Os levantamentos e estudos básicos deverão fornecer todos os subsídios necessários para a etapa seguinte de trabalhos. será elaborada a estimativa final dos Custos do Empreendimento. Nessa fase. de forma significativa. e a energia firme a ser gerada anualmente. os Estudos de Manutenção e Operação. e limitam os estudos de alternativas de arranjo. para cada uma delas. A partir desse instante. Além desses. Os programas e exemplos de Hidrologia. desenvolvem-se as demais atividades mostradas no Fluxograma. o que possibilitará a determinação da queda líquida com maior precisão. Finalmente. Por exemplo.

são apresentadas em anexos destas Diretrizes.Composições de Custos e a Legislação aplicada a esse tipo de empreendimento. .

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convém a realização de um inventário hidrelétrico simplificado para levantar os melhores sítios aproveitáveis. os estudos de inventário não consideram locais com pequenos potenciais. . deve ser realizado. nestes casos normalmente baixa. segundo a metodologia preconizada no Manual de Inventário da ANEEL/ELETROBRÁS. de preferência. jazidas naturais de materiais de construção em quantidade e com qualidade adequada. ombreiras e boas condições de fundação. tendo em vista seus custos ou mesmo o mercado e o correspondente interesse deempreendedores. obrigatoriamente. cuja realidade físico-ambiental indica o aproveitamento do seu potencial hidrelétrico através de PCH.no local devem existir. Muitas vezes. deixando de levantar sítios atraentes para PCH. . proporcionará a queda bruta aproveitável. Um local adequado para a implantação de uma PCH deve atender aos seguintes requisitos: . a pesquisa para seleção do melhor local para a implantação de uma PCH deve ser feita considerando-se os Estudos de Inventário (partição de queda) de toda a bacia hidrográfica em foco. Nestes casos. aliada à altura da barragem.CAPÍTULO 4 . deforma a permitir a caracterização dos possíveis impactos do empreendimento sobre a região. . Esse estudo. naturalmente.AVALIAÇÃO EXPEDITA DA VIABILIDADE DA USINA NO LOCAL SELECIONADO ADEQUABILIDADE DO LOCAL Como citado no ítem “TIPOS DE PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS”. existem grandes potenciais aproveitáveis com previsão de implantação em um horizonte distante. porém.além disso. antes de qualquer Estudo de Viabilidade/Projeto Básico. .os aspectos ambientais do sítio devem ser avaliados de maneira simplificada.de preferência. ou na região. O trecho de análise pode ser a cabeceira de uma bacia ou segmento da bacia. Em outras situações. deverão existir no local. que minimizem as distâncias de transporte até o local das obras. deve existir no local uma queda natural acentuada que. de acordo com a orientação do Setor Elétrico.

. com dados hidrometeorológicos básicos das principais bacias hidrográficas brasileiras. Para as bacias já inventariadas. o Serviço Geográfico do Exército.. . . Além desses. já existiam cerca de 40 (quarenta) PDRH prontos ou em elaboração. restituições aerofotogramétricas e dados topográficos. caso disponíveis. .dados ambientais sobre a região.eletrobras. etc. Até o segundo semestre de 1998. A ANEEL (http://www.sistema energético da região. O Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro – SIPOT. a ELETROBRÁS.estudos hidrológicos porventura já realizados na bacia. a CPRM. os Produtores Independentes de energia e as Concessionárias de energia elétrica que estejam desenvolvendo ou tenham projetos implantados na região.mapas diversos da região. Os Planos Diretores de Recursos Hídricos (PDRH) das bacias hidrográficas deverão ser consultados.dados geológicos e geotécnicos. Devem ser procurados. tais como a ANEEL.imagens de satélites. os estudos subseqüentes.dados hidrométricos observados pelas instituições oficiais.fotografias aéreas e mapas cartográficos. visando-se a elaboração do estudo de inventário simplificado. o que facilita. com vistas à inserção do empreendimento em sintonia com os estudos de partição de queda já feitos. etc.aneel. também.com base no mapa da bacia hidrográfica. devem ser consultados os Autoprodutores.gov. . inclusive os rodo-ferroviários. regionais e locais. conhecer o perfil do rio a ser estudado e identificar . . a consulta aos estudos existentes é imprescindível.perfis do rio. sobremaneira.COLETA E ANÁLISE DE DADOS Todas as informações existentes sobre a bacia na qual será inserida a PCH e sobre o local devem ser pesquisadas em instituições oficiais. . Os dados coletados devem ser organizados com vistas a: . o IBGE.br/) possui dados físicos operativos das principais usinas hidrelétricas do Sistema Interligado. da ELETROBRÁS (http://www. órgãos dos governos estaduais e municipais. tais como: . deverão ser coletados dados. Para as bacias não inventariadas.gov. Tais dados podem ser obtidos pela Internet.br/) gerencia um imprescindível sistema de informação hidrológica – SIH. . a Concessionária de Energia.

na região. . reservas indígenas. . RECONHECIMENTO DO LOCAL Após a identificação dos locais.identificar as condições geomorfológicas da bacia ao longo do curso principal e de seus afluentes.avaliação preliminar de possibilidades de assoreamento próximo do remanso do reservatório e na desembocadura de algum afluente. rodovias e ferrovias.a localização de possíveis quedas naturais e/ou dos locais de barramento. . facilmente observáveis nas imagens de satélite. é extremamente importante observar o aspecto do melhor aproveitamento possível do potencial energético do curso d’água. . mesmo os de pequenas dimensões.conhecerem-se os aspectos geológicos e geotécnicos locais. linhas de transmissão de energia e de telecomunicações. . áreas de preservação permanente. nesta fase de estudos. hidrológicas. e as condições geológicas e geotécnicas.analisar-se a qualidade de água.verificação dos locais de lançamento de esgotos domésticos e industriais . em especial sobre as máquinas.análise da consistência dos dados hidrometeorológicos. .. por via terrestre. incluindo os de interferências/impactos locais e regionais. em absoluta sintonia com o planejamento do Setor Elétrico. tais como impactos sobre as zonas urbanas e rurais. incluindo inspeção dos postos pluviométricos e fluviométricos existentes. . etc. deverá proceder-se ao reconhecimento. com vistas a: .identificação das principais limitações existentes à formação de reservatórios. Cabe repetir que.verificar todos os estudos elaboradospreliminarmente.avaliar as condições topográficas. para verificação das conseqüências sobre o empreendimento.confirmar e/ou alterar a posição dos locais definidos em escritório. projetos de irrigação ou áreas irrigadas. . .

ou Q95% . ou EFe = 0. para esta fase. Fc o fator de capacidade. μ = rendimento do conjunto turbina-gerador.AVALIAÇÃO PELIMINAR DA VIABILIDADE DO LOCAL SELECIONADO VERIFICAÇÃO DO POTENCIAL DO LOCAL Antes do prosseguimento do detalhamento dos estudos em nível de Projeto Básico. considerando-se Q e H liq constantes durante o funcionamento da usina (1 MW médio = 8760 MWh por ano.0083 ⋅ Q ⋅ H liq (MW médio) onde: EFe = energia firme estimada em MW médios. durante a vida útil da usina). Como EFe = Fc ⋅ Pot . A queda líquida ( H liq ) será igual à queda bruta menos as perdas hidráulicas. ainda. tem-se: Pot = EFe Fc . Inicialmente. deverá ser avaliada a atratividade energético-econômica do local selecionado. Hlíq= queda líquida (m). adotado. igual 0. utilizando-se as seguintes fórmulas: EFe = μ ⋅ 9. conforme metodologia apresentada no Capítulo 6. a vazão média ( Q ) ao longo do _ período crítico do sistema interligado (m3/s). deverá ser estimada a energia firme ( EFe ) e a potência a ser instalada no aproveitamento ( Pot ). sugerindo-se o valor final de 0.81 ⋅ Q ⋅ H liq 1000 ⋅ Δt . Q = vazão mínima medida no local.55. A vazão Q para o local deverá ser estimada a partir de dados de postos hidrométricos da bacia/região. onde: Pot é a potência instalada (MW). . nesta fase adotadas igual a 3% para casas de força ao “pé” da barragem e 5% para aduções em túnel/canal. Δt = intervalo de tempo igual a 1 s. ou.85.

. IMPACTOS AMBIENTAIS Os principais impactos ambientais. com base na experiência em projetos dessa natureza. incluindo as interferências. a questão da manutenção de vazão sanitária mínima para jusante nos casos de aproveitamentos de derivação. em função da área inundada e de outros problemas a montante e a jusante do barramento. por exemplo. ARRANJO PRELIMINAR A partir dos parâmetros estimados (potência instalada e vazão de dimensionamento do vertedouro) e com base nos aspectos topográficos (restituição aerofotogramétrica) e geológico-geotécnicos do local. como. deverá ser estimada a vazão de projeto do vertedouro a partir da vazão específica da bacia (l/s/km2) – Regionalização de Vazões (Capítulo 6). ainda. deverá ser elaborado um arranjo simplificado doaproveitamento. Todos os principais impactos deverão ser orçados e incluídos na estimativa de custos do empreendimento. para efeito da estimativa de quantidades e de custos do empreendimento (Ci). Esse parâmetro poderá ser estimado em função de informações de bacias com características hidrológicas semelhantes da região e.Em seguida. deverão ser avaliados de forma simplificada.

pois a comparação se dá especificadamente entre o custo de implantação da PCH e o custo de atendimento pela outra alternativa(custo evitado). sem juros durante a construção A taxa de desconto a ser utilizada. Na falta de dados mais precisos. durante o mesmo período de análise. Graficamente o fluxo de caixa pode ser representado da seguinte forma: . O benefício econômico da PCH. não é necessário que seja avaliado o benefício econômico gerado pela PCH. sugere-se a utilização de um percentual da ordem de 5% do custo total do investimento. Neste estágio. etc. de 50 anos. é representado pelo custo de implantação e respectivas despesas de O&M da outra alternativa de atendimento com a qual a PCH está sendo comparada.a. No fluxo de caixa. O fluxo de caixa descontado deve fornecer um valor presente líquido(VPL) positivo.ATRATIVIDADE DO EMPREENDIMENTO De posse dos custos aproximados de implantação da obra. No caso da PCH. Usualmente o setor elétrico tem utilizado uma taxa de desconto de 12% a. as despesas de O&M podem ser aproximadas da seguinte forma: O & M = custo anual de operação e manutenção da usina (US$/ano). e um tempo de vida útil. para usinas hidrelétricas. deverá ser a taxa de oportunidade para investimentos de infra-estrutura. a ser considerado neste fluxo de caixa. comparando-se a implantação da PCH com outras alternativas de atendimeto ao mercado. estimado a partir de composição de custos. que não seja ela. experiências anteriores. neste caso. o custo associado à implantação da PCH é composto pelo investimento inicial e as despesas de O&M durante a vida útil da usina. deverá ser feito um estudo econômico. indicando que o valor presente da implantação da PCH é menor que o da alternativa de comparação.

Ci alternativa O&M alternativa n Tempo O&M PCH 0 Ci PCH VP alternativa 0 Tempo VP VPL = VPalternativa − VPPCH .

sem prejuízo para a precisão. As características do sítio. . Esses levantamentos deverão ser executados por empresas especializadas. além dos aspectos topográficos. os quais devem ser realizados de acordo com a Norma NBR 13133. serão necessários levantamentos topográficos de precisão. GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS Os levantamentos e estudos geológicos e geotécnicos têm os seguintes objetivos: .nivelamento da linha d’água do reservatório. instalação de canteiro e alojamento de operários. bem como dos materiais de construção disponíveis no local. jazidas de areia e cascalho e pedreiras. . Além desses. alternativamente. jazidas de areia e cascalho mais próximas do sítio do empreendimento.CAPÍTULO 5 . o tipo de arranjo e o porte do aproveitamento condicionarão a extensão do programa de investigação. ou por profissionais autônomos qualificados.LEVANTAMENTOS DE CAMPO TOPOGRÁFICOS Para o projeto de uma PCH.levantamento das propriedades atingidas para efeito de subdivisão e averbação legal. quase sempre. não cabendo a sua explanação nestas Diretrizes. em substituição ao transporte de cotas para o local a partir de marcos topográficos do IBGE na região. deverá ser levantado o fundo do rio na região de implantação das estruturas (topo-batimetria). .planialtimétricos das áreas de implantação das estruturas previstas. a tecnologia de rastreamento de satélite GPS. listados a seguir.locais prováveis para lançamento de bota-fora. e é. .determinação da queda natural no local. como será detalhado no ítem “PROJETO DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS”. .cadastro jurídico das propriedades atingidas. Essa tecnologia é particularmente atrativa quando os marcos do IBGE estão longe do sítio. bem como das encostas na vizinhança da obra. daABNT: . As investigações geológicas e geotécnicas necessárias devem ser planejadas por técnicos com comprovada experiência em estudos dessa natureza. e . como descrito no item “LEVANTAMENTOS DE CAMPO HIDROLÓGICOS”.planialtimétricos das áreas de empréstimo de solo. a qual tem sido muito usada para locação das Referências de Nível (RNs) no sítio da PCH. A determinação da queda natural poderá ser feita utilizando-se. das condições geológicas e geotécnicas do sítio. . .pesquisar e caracterizar as áreas de empréstimo de solo. mais econômica. Os tipos de estruturas do arranjo do aproveitamento dependerão.investigar as condições das fundações e ombreiras na região das estruturas componentes do aproveitamento. uma vez que demanda menos tempo.

INVESTIGAÇÃO DAS FUNDAÇÕES INVESTIGAÇÕES PRELIMINARES Na escolha do eixo da barragem. porque não oferecem boas condições de suporte. o tratamento da fundação deve prever a execução de cortinas de injeções de calda de cimento de impermeabilização. deve-se sempre procurar locais com boas condições para a fundação e para as ombreiras das estruturas. processo erosivo do terreno natural. de acordo com as Normas da ABNT. Locais onde ocorreram deslizamentos recentes devem ser evitados. deverão ser pesquisadas através de investigações específicas (sondagens a trado e poços). tem baixa resistência e alta permeabilidade. Todas as ocorrências de turfa ou argila orgânica (escura) devem ser perfeitamente identificadas e delimitadas através de sondagens. ou da ABGE . Poços ou Trincheiras. podem sofrer. pode ficar sujeito à deposição de grandes volumes de material sólido. cuja capacidade quase sempre é pequena. a Percussão e Rotativas. quantidade e os tipos de furos . O programa de investigações e sua extensão. A execução das sondagens. devido ao assoreamento. diretas ou indiretas (sísmica). deve ser sempre realizada por empresas especializadas. Esses terrenos são inadequados como suporte para fundações ou como fonte de material de construção. realiza-se uma visita de reconhecimento de campo para realização do mapeamento geológico-geotécnico de superfície. bem como a amostragem. para investigação das fundações. porém sãos.Associação Brasileira de Geologia de Engenharia (consultar ANEXO 5) não cabendo repeti-las nestas Diretrizes. onde ocorrem bancos de areia e cascalho ou rochas com fraturas na direção do fluxo do rio. serão definidas em função do diagnóstico das .a Trado. Estudos iniciais são realizados em escritório e incluem consultas bibliográficas de estudos anteriores. análises de fotografias aéreas (fotointerpretação) e visam o planejamento dos trabalhos de campo. Fundações permeáveis. o que não é desejável. Nesses locais. Nesses casos. onde a vegetação é muito rala ou inexistente. servem como fundação para as estruturas. é sempre necessária. o reservatório. em pouco tempo. O maciço. EXECUÇÃO DE SONDAGENS A prática em estudos e projetos de aproveitamentos hidrelétricos tem mostrado que a execução de um programa mesmo que mínimo de sondagens. na época de chuvas intensas e/ou prolongadas. Os maciços rochosos muito fraturados. Após esses estudos. o que pode comprometer sua vida útil. por ser pouco consolidado. associados a encostas íngremes. Locais que sofreram desmatamentos intensos.

Deverão ser pesquisadas as seguintes ocorrências de materiais. para a determinação dos parâmetros de resistência e de deformabilidade. em termos de resistência. Esses ensaios deverão ser executados de acordo com as Normas da ABGE. Tem-se especificado: . MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO Em princípio. Para o trecho em solo. Além dos tipos de sondagem acima especificados. para utilização nas obras de terra. o perfil do subsolo. atualmente tem-se realizado. . permeabilidade e deformabilidade.VLF (Very Low Frequency). será necessária a execução. toda obra deve ser construída com os materiais disponíveis no local. para a caracterização da litologia.condições geológicas do sítio.rocha. deverão ser realizados ensaios de perda d’água sob pressão (EPA).cascalho (seixo rolado). . Sondagens Indiretas Elétricas. a partir do início da Sondagem Rotativa. Cabe destacar que as informações obtidas deverão ser suficientes para caracterizar.SPT (Standard Penetration Test) e ensaios de infiltração. com o objetivo de estudar a geologia estrutural. dispensam o uso de explosivo e são mais baratas. Mesmo procedimento será necessário para a caracterização dos solos de fundação de barragens de terra homogêneas com alturas elevadas. o que significa dizer que o projeto deverá ser adaptado aos mesmos. para utilização em concretos. Nos locais onde ocorrerem escavações de porte será necessário realizar ensaios especiais de laboratório. principalmente na fase de verificação da viabilidade do local selecionado.Sondagem Elétrica Vertical (SEV). Para determinação da resistência e permeabilidade dos materiais do subsolo. em detalhes. a partir do início da Sondagem a Percussão. . ao longo do furo de sondagem. . a cada metro perfurado. transições e agregados graúdos (brita) para os concretos. com a qualidade requerida e na quantidade necessária: .solos. em amostras indeformadas. em ambas as margens. as quais são de fácil execução. para utilização em enrocamentos.areia.Seções à base de Caminhamento Elétrico para definição do topo rochoso. para utilização nos concretos e filtros. deverão ser realizados ensaios de resistência . Para o trecho em rocha. . de ensaios específicos para cada horizonte. e .

o volume útil a ser usado nas obras de terra deverá ser obtido do horizonte acima do lençol freático. Cabe registrar que o material rochoso para utilização nos concretos deverá ter.QUALIDADE DOS MATERIAIS Com relação à qualidade. Os materiais terrosos para a construção de PCH deverão ser classificados através de uma análise táctil-visual e ensaios de caracterização. Nas áreas de empréstimo. registra-se que a mesma varia em função do teor de argila existente no material. deverão ser classificados através de análise táctil-visual e ensaios de caracterização. deformação e permeabilidade. areias e cascalhos. . quando contaminados. os materiais deverão ser classificados observando-se o exposto nas seguintes Normas da ABNT: . encontram-se gráficos e tabelas que permitem selecionar o material de melhor trabalhabilidade. confere ao solo mais ou menos plasticidade. o que não é desejável. Da mesma forma. através da realização de. No que diz respeito à trabalhabilidade dos materiais finos. antes. Solos muito úmidos ou saturados não são suscetíveis de serem compactados para a obtenção de densidades e resistências normalmente especificadas. deverá ter dureza suficiente para resistir ao impacto de golpes de martelo e não se desagregar quando exposto a ciclos diários de molhagem e secagem ao tempo. os materiais de baixa a média plasticidade são os mais indicados.NBR 7250: Identificação e Descrição de Amostras de Solos Obtidas em Sondagens de Simples Reconhecimento dos Solos. Esses materiais deverão se apresentar totalmente limpos e livres de impurezas. para determinação dos parâmetros de resistência. fica condicionada à ocorrência de solos especiais detectados nos ensaios de caracterização. os materiais granulares. Normalmente. brita ou cascalho. Na bibliografia referente ao assunto. sua composição mineralógica determinada. O agregado graúdo. uma lâmina petrográfica. A presença desse mineral. A realização de ensaios especiais. Os mesmos. como por exemplo matérias orgânicas e materiais finos (argila e silte). visando constatar sua adequabilidade para uso nos filtros e transições das barragens de terra e terra-enrocamento e como agregado para concreto.NBR 6490 : Reconhecimento e Amostragem para Fins de Caracterização de Ocorrência de Rochas. Esse assunto deverá ser avaliado por especialistas em Tecnologia de Concreto e Geologia. Os enrocamentos deverão ter as mesmas características dos cascalhos e britas. Esse ensaio tem por objetivo avaliar a possibilidade da ocorrência de minerais que possam reagir com os álcalis do cimento. relacionada ao final destas Diretrizes. deverão passar por processos de lavagem e peneiramento antes de seu uso nas obras de barramento. dependendo de seu tipo. . pelo menos.

sem impacto. areia artificial.a frente de ataque. emboque da escavação. isto é. que dificulta e encarece os custos de exploração. na ausência de jazidas de materiais arenosos. Para cada horizonte. que consiste na cravação por uma pessoa. No caso de jazidas de areia. de uma haste metálica lisa. .ferro de construção de 1/2 polegada. No caso das áreas de empréstimo de solo.sanidade da rocha. A pesquisa de material pétreo ficará sempre condicionada à qualidade e quantidade do excedente de rocha das escavações obrigatórias. executam-se poços de inspeção (PIs) ou sondagens a trado (STs). O espaçamento dos furos varia entre 20 e 100 m.cobertura da camada de estéril sobre o maciço rochoso. executa-se uma malha de sondagens a varejão. . obtida como subproduto da britagem do material rochoso. por exemplo . As profundidades atingidas em cada ponto devem ser anotadas. A profundidade média das fontes de material é estimada realizando-se uma malha de furos exploratórios ao longo da área demarcada.ocorrência de água. deverão ser considerados os seguintes aspectos: . alternativamente. Cabe ainda registrar que. Cabe registrar que o custo do metro cúbico de exploração de uma jazida de areia na obra deve ser comparado àquele de alguma jazida em exploração comercial na região. . A profundidade do topo rochoso deverá ser estimada através de sondagens geofísicas. em função das dimensões e topografia da área. deverão ser investigadas fontes potenciais . deverão ser definidas as características dos materiais encontrados. para exploração deverá ser ampla o suficiente para a entrada de máquinas e equipamentos para exploração do material. Nessas investigações. Caso essas escavações não atendam às necessidades da obra. .pedreiras.DETERMINAÇÃO DOS VOLUMES O volume de material é estimado multiplicando-se a área da fonte de material pela profundidade média explorável estimada ou determinada por sondagens expeditas. e do volume necessário. além da espessura. pode ser usada. solo ou rocha muito alterada.

A seção transversal topobatimétrica deverá ser levantada com detalhes. de descarga sólida. subsidiar o dimensionamento das estruturas de dissipação de energia dos vertedouros e auxiliar na geração da série de vazões médias diárias. • Medição da Vazão A freqüência das medições de vazão e de declividade da linha d'água deverá ser de uma vez por semana. onde serão feitas regularmente observações de altura do nível d'água e realizadas as medições de descarga líquida e. julgados seguros contra enchentes. . e levantadas a partir do PI as distâncias horizontais às margens e aos pontos de medição de vazão na calha do rio. seção de medição de vazão e referências de nivelamento. se possível. estabelecer a curva-chave do rio no local da casa de força. a fim de que não haja interrupção na operação da mesma. • Seção de Medição de Vazão/Topobatimetria É a seção transversal. . é reconstituído o alinhamento da seção transversal. com extensão definida por um ponto de início (PI) e um de fim (PF).o trecho do rio onde se localizará a estação deverá ser reto e. prosseguindo pelas margens até os pontos extremos da seção (PI/PF). à medida em que forem coletados dados de leituras de régua e de medições de vazão. quando necessário. manutenção e operação destas estações. A estação fluviométrica é constituída. A Resolução 396 da ANEEL (04/12/98) estabelece as condições para implantação. Essa curvachave servirá para a calibragem do referido canal e a definição dos níveis de estanqueidade da casa de força. da cota de afogamento do rotor das turbinas e.é recomendável que as margens sejam estáveis e suficientemente altas para impedir que. pelo menos. normal ao curso d'água. a cada campanha. em alguns casos. o escoamento deverá ser laminar (tranqüilo) sem turbulências ou redemoinhos. demarcada por estacas.HIDROLÓGICOS SERVIÇOS DE HIDROMETRIA O estudo da vazão de um curso d'água exige a instalação de uma "Estação Fluviométrica". os seguintes critérios: . É de suma importância que seja instalada uma estação a jusante do futuro canal de fuga. e quinzenal durante o período seco.o acesso ao local de implantação da estação deverá ser permanente. onde são efetuadas as medições de descarga líquida. de modo a que se possa. de: dispositivos para obtenção da cota fluviométrica. em síntese. abrangendo pelo menos um ciclo hidrológico. na seção de medição de vazão. durante o período chuvoso. Deve-se instruir o observador da régua para sempre entrar . o rio transborde. É um posto de observação permanente do regime fluvial do rio. Através desses pontos de referência. • Instalação da Estação Fluviométrica no Canal de Fuga A escolha do local para instalação da estação ou posto fluviométrico deverá seguir. nas cheias. tendo a jusante uma queda ou corredeira. Entretanto.

admitindo-se até 2(dois) lances sucessivos por régua de leitura. Detalhes dos procedimentos para realização da medição podem ser encontrados nas “Normas e Recomendações Hidrológicas . RR. apesar de semi-automáticos. em posição vertical. • Cota Fluviométrica A régua de leitura deverá estar localizada na seção de medição ou próxima desta. suficientemente sólida e estável. Neste caso ou ainda se a régua tombar. A altitude do "zero" da escala será determinada na instalação por transporte topográfico de pontos de altitude conhecida. às 07:00 e às 17:00 horas. fixada a uma estrutura de apoio simples. tinta. não dispensam a presença de um operador na realização de tarefas de manutenção e troca de materiais. no caso dele verificar a ocorrência de cheias extremas. com escala centimétrica estampada. 1970. etc.0 m. a medição é feita em embarcações.DNAEE. O hidrometrista. de 14 de junho de 1967.NN. O "zero" da régua deverá ficar abaixo do nível mínimo a que possam chegar as águas. cronômetro e haste graduada para medir a profundidade. As normas foram estabelecidas pelo Decreto no 60852.em contato com o responsável pela estação. com o molinete suspenso em um cabo de aço. na margem do rio. II e III”. em profundidades inferiores a 1. deverão ser. é morador da região. utiliza-se um cabo de aço graduado ou uma trena esticada de margem a margem para demarcar a seção de medidas. .Anexos I. • Operação A estação deverá ter um observador que. a fim de se evitarem leituras negativas. Recomenda-se o uso de régua em alumínio anodizado. as medições podem ser realizadas a vau. a demarcação das verticais pode ser feita sobre ela própria. • Referências de Nivelamento Na estação fluviométrica.. publicação do Ministério das Minas e Energia . desgarrar ou precisar de reparos. munido dos equipamentos. com comprimento (lances) de 1. Em rios pequenos. ou a partir de passarelas com micromolinetes fixados em uma régua graduada. denominados linígrafos.NN. O equipamento de campo necessário para a realização deste trabalho consiste em: molinete. Esse observador será treinado para efetuar as leituras de régua e lhe será fornecida uma caderneta de campo. Em caso de uma enchente ultrapassar o lance de régua. tais como papel para gráficos. Em rios maiores. As RR. A cota fluviométrica também pode ser obtida através de registradores contínuos. contador de rotações. o observador deverá marcar com uma pequena estaca a altura atingida. para providências de restauração. Na medição a vau. Já nas passarelas. A freqüência de leituras das réguas deverá ser diária. preferencialmente. preferencialmente. penas. irá medir a velocidade do escoamento em verticais ao longo da seção transversal.Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica .0 m. Elas localizar-se-ão próximo à régua. para verificação da posição dos lances da régua. caberá ao observador comunicar imediatamente o ocorrido ao responsável pela estação. Esses equipamentos. de modo geral. a fim de facilitar os nivelamentos periódicos. deverão ser implantadas duas Referências de Nível.

duas vezes a largura da seção transversal do rio. para montante e para jusante da estação. vergalhões ou calotas de bronze. caso ocorra uma cheia excepcional. Eletrobrás/IPH -1992”. . medir o desnível com a precisão do aparelho topográfico utilizado. . Havendo no local afloramentos de rochas ou então estruturas artificiais.constituídas de parafusos. SERVIÇOS DE SEDIMENTOMETRIA COLETA DE DADOS EXISTENTES Recomenda-se a coleta e análise dos dados existentes. com segurança.50 metros. e principalmente consulta à publicação “Diagnóstico das Condições Sedimentológicas dos Principais Rios Brasileiros. Deverão também ser instalados marcos. junto às entidades operadoras de postos sedimentométricos. objetivando a determinação da declividade da linha d'água no trecho. estas poderão ser aproveitadas para fixação das RRNN. . chumbadas em blocos de concreto. contanto que sejam suficientemente elevadas para não serem atingidas pelas águas. Essa publicação apresenta as taxas de concentração média anual e a produção específica média de sedimentos nas principais estações existentes até aquela data e se referem somente à descarga em suspensão. cuja distância entre o marco e a seção de medição deverá ser a maior entre as seguintes alternativas: . no mínimo.distância suficiente para que se possa. Todas as RNs deverão ser amarradas ao sistema planialtimétrico do projeto.

até o local do barramento. sejam realizadas campanhas sedimentométricas. Deverá ser prevista a coleta de água para análise da concentração de sedimentos em suspensão e de amostragem do material do leito. hidrológicas e sedimentológicas) devem ser repassadas para a equipe de meio ambiente. pelo menos durante um ciclo hidrológico. do material do leito. da análise laboratorial destes parâmetros. a fim de se possibilitar a caracterização do transporte de sedimentos da bacia. no mesmo período e na mesma freqüência.MEDIÇÕES SEDIMENTOMÉTRICAS Durante a realização das campanhas hidrométricas. Além disto. objetivando a utilização adequada e coerente dessas informações por todos os setores envolvidos no projeto. A metodologia de coleta das amostras de água. sugere-se que. descritas no ítem “SERVIÇOS DE HIDROMETRIA”. a região deverá ser inspecionada para identificação de atividades de exploração de areia e argila. bem como o cálculo das descargas sólidas. . Cumpre registrar que as informações coletadas pela equipe de engenharia (geológicas. deve seguir o preconizado em bibliografia especializada listada em “REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS" AMBIENTAIS Os levantamentos de campo necessários para os Estudos Ambientais são apresentados detalhadamente no ítem “ESTUDOS AMBIENTAIS”.

areias. não servem como fundação. Nesses casos. levantados como especificado no Capítulo 5. em função de sua alta permeabilidade. . a partir dos dados do local. compreenderão: . .locação das estruturas. Os estudos de balanceamento de materiais são incluídos no item PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO E MONTAGEM.a determinação da queda bruta disponível no local. . .como.o levantamento da curva cota x área e da curva cota x volume do reservatório.a caracterização completa dos materiais naturais de construção disponíveis nas jazidas mais próximas do sítio do empreendimento. como descrito no ítem PROJETOS DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS. . Fundações permeáveis. na escolha do eixo da barragem. . o tratamento da fundação deve prever a execução de cortinas de injeção de calda de cimento. Quanto à suficiência deverá ser levantado o balanço de materiais para verificar se o volume útil de cada tipo de fonte é no mínimo 50% maior que o volume necessário para as obras. GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS Os estudos geológicos e geotécnicos compreenderão: . As áreas com turfa ou argila escura. toda obra deve ser executada com os materiais disponíveis no local.CAPÍTULO 6 .a definição dos projetos de escavação e tratamento das fundações. Em princípio.locação do reservatório. com alturas superiores a 10 m.locação dos furos de sondagem.para barragens de terra ou enrocamento. destaca-se que os materiais deverão ser caracterizados observando-se o disposto nas Normas da ABNT pertinentes. o que significa dizer que o projeto deverá ser adaptado aos mesmos. por serem muito pouco resistentes e muito compressíveis. devem ser analisadas com muito cuidado. como descrito no Capítulo anterior. por exemplo. 1:1000. Como citado anteriormente. . Os maciços rochosos muito fraturados. Com relação à qualidade. em princípio. . orgânica.a elaboração da base cartográfica em escala adequada ao desenvolvimento do projeto.ESTUDOS BÁSICOS ESTUDOS TOPOGRÁFICOS Os estudos topográficos. sãos. deve-se sempre procurar locais com boas condições para a fundação e para as ombreiras das estruturas. cascalho e rocha) deverão existir em quantidade e com a qualidade requerida. onde ocorrem bancos de areia ou cascalho. . deverão ser realizados estudos de estabilidade. como também citado anteriormente. Os materiais (solos. se for necessário.o levantamento do perfil do rio no trecho de interesse. servem como fundação para as estruturas.

expresso geralmente em km. medido ao longo do curso d'água principal. em plantas de localização. • Perímetro É o comprimento linear do contorno do limite da bacia. Desde que outros fatores não interfiram. Kc. Kf. O índice ou coeficiente de compacidade. declividade do rio. uso. É obtida através de planimetria clássica ou processos computacionais. em km. próxima do divisor de águas da bacia. em km2 ou ha. • Área de Drenagem A área de drenagem de uma bacia é a projeção em um plano horizontal da superfície contida entre seus divisores topográficos. O índice de compacidade é uma medida do grau de irregularidade da bacia. já que para uma bacia circular ideal ele é igual a 1. cobertura vegetal. ou seja: K c = 0. perímetro. tempo de concentração.28 P A . As principais características fisiográficas são descritas a seguir. área de drenagem da bacia. • Forma da Bacia Para a caracterização da forma de uma bacia são utilizados índices que buscam associála com formas geométricas conhecidas. é a relação entre a área da bacia hidrográfica e o quadrado de seu comprimento axial. forma.0. onde: P A perímetro da bacia. quanto mais próximo da unidade for o índice de compacidade maior será a potencialidade de ocorrência de picos elevados de enchentes. Esses aspectos têm influência direta no comportamento hidrometeorológico da bacia em estudo e. desde a foz até a cabeceira mais distante. ocupação e relevo. O índice de conformação ou fator de forma. e expressa. em km2. é a relação entre o perímetro da bacia e a circunferência de um círculo de área igual à da bacia. tais como área. A comparação dessas características e relações é um importante subsídio para a definição de “regiões hidrologicamente homogêneas”. . auxiliam na interpretação dos resultados dos estudos hidrológicos e permitem estabelecer relações e comparações com outras bacias conhecidas. no regime fluvial e sedimentológico do curso d’água principal.HIDROLÓGICOS CARACTERIZAÇÃO FISIOGRÁFICA DA BACIA Vários aspectos fisiográficos da bacia. conceito de caráter um tanto subjetivo e que também depende da experiência do profissional em hidrologia. comumente. densidade de drenagem. conseqüentemente.

obtida dividindo-se o desnível entre a nascente e a foz pela extensão total do curso d'água principal. S= H L . em m. provavelmente. • Densidade de Drenagem A densidade de drenagem. pode vir a provocar um efeito de represamento. toda sua extensão. ao mesmo tempo. Dd. área de drenagem da bacia. onde: declividade média. Quando este índice for da ordem de 0. é a relação entre o comprimento total dos cursos d'água de uma bacia e a sua área total.Então: Kf = A L2 . • Declividade do Rio A velocidade de escoamento de um rio depende da declividade dos canais fluviais. da maior ou menor velocidade com que a água deixa a bacia hidrográfica. em km. Desta forma. picos de enchentes altos e deflúvios de estiagem baixos. Este índice fornece uma indicação da eficiência da drenagem. Numa bacia estreita e longa. para bacias de mesmo tamanho. Quanto maior a declividade. ou comprimento total do curso d’água principal.5 km/km2. reduzindo a eficiência de drenagem. área de drenagem da bacia. O índice de conformação relaciona a forma da bacia com um retângulo. onde: L A comprimento axial da bacia. Diz-se que essas bacias são bem drenadas. Dd = LT A . é menor que em bacias largas e curtas. a possibilidade de ocorrência de chuvas intensas cobrindo. será menos sujeita a enchentes aquela que possuir menor fator de forma. S H diferença entre cotas do ponto mais afastado e o considerado. no caso de ser insuficiente. maior será a velocidade de escoamento e mais pronunciados e estreitos serão os hidrogramas das enchentes. Desde que outros fatores não interfiram.5 km/km2. em km2. Foi considerada para este Manual a declividade média. ou seja. . onde: LT A comprimento total dos cursos d'água da bacia. em km2. Este índice não considera a capacidade de vazão dos cursos d’água que. se numa bacia houver um número grande de tributários. o deflúvio atingirá rapidamente o curso d'água principal e haverá. tal que a densidade de drenagem seja superior a 3. a drenagem é considerada pobre. em m/km. em km.

L • comprimento axial da bacia. é o tempo em que a gota que se precipita no ponto mais distante da seção transversal considerada de uma bacia. 385 . onde: tempo de concentração. ou. leva para atingir essa seção. . ou seja. em km. diferença entre cotas do ponto mais afastado e o considerado.95 ⋅ ⎜ ⎜H ⎝ tc H L ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . em m. em horas. Para o cálculo do tempo de concentração da bacia envoltória ao empreendimento. comprimento total do curso d’água principal. Tempo de Concentração O tempo de concentração mede o tempo necessário para que toda a bacia contribua para o escoamento superficial numa seção considerada. comprimento axial da bacia. recomenda-se a adoção da fórmula do Soil Conservation Service: ⎛ L3 t c = 0. ou comprimento total do curso d’água principal. em m.

o valor de ho é nulo. ajusta-se uma curva que deve ser monotonamente crescente. Se o conjunto de pontos de medição apresentar uma curvatura. Desta forma. procura-se determinar o valor de ho que retifica a curva. onde o trecho a extrapolar se ajusta a partir da equação da reta: log Q = log(a) + b ⋅ log(h − ho ) No caso de se constatar graficamente um alinhamento dos pontos. h ho leitura de régua correspondente à vazão Q. determinadas para o local. O termo extrapolar significa complementar o traçado da função Q(h) para os intervalos de leituras observadas em que as descargas não foram medidas. a curva-chave é uma representação gráfica desta relação.(h − ho ) .CURVA-CHAVE A relação que existe entre a descarga medida e a leitura simultânea de régua é uma função que envolve características geométricas e hidráulicas da seção de medições e do trecho do curso d’água considerado. Como esta é a faixa de interesse para o dimensionamento das obras hidráulicas. Se a convexidade da curva for orientada para as vazões. nula. quando ocorrem as cheias. aplicável em rios com seção transversal muito regular e com um único controle. de poucas medições em leituras altas. Método logarítmico: método simples. em m3/s. a e b constantes. Método de Stevens: a aplicação é adequada em rios largos. leitura de régua correspondente à vazão Qo. onde o raio hidráulico pode ser considerado igual à profundidade média do escoamento. • Extrapolação da curva-chave A relação leitura x descarga deve ser definida em todo o intervalo de variação das leituras de régua. A determinação de ho é feita graficamente por tentativas sucessivas até se obter o melhor alinhamento possível. Para tanto. elaborada a partir dos resultados das medições hidrométricas e apoiada na análise dos parâmetros do escoamento. As medições devem ser plotadas em papel di-log. onde: b Q vazão líquida. Aos pares de valores leitura e vazão. Dispõe-se. A equação que melhor expressa esta relação é do tipo: Q = a. em m. Os métodos de extrapolação mais simplificados são descritos a seguir. O método apresenta a . em m. é necessário o conhecimento do comportamento dos parâmetros geométricos e hidráulicos nesses intervalos de cotas. a curva-chave deve ser extrapolada no seu ramo superior. sem singularidades e com concavidade voltada para cima. Ela poderá ainda apresentar pontos de inflexão no caso de ocorrer uma mudança de controle ou uma mudança súbita na seção transversal. em caso contrário ele será negativo. o valor de ho é positivo. geralmente.

onde: fator geométrico.1989”. fator de declividade. Essa reta. pode ser prolongada até o valor do fator geométrico correspondente à cota máxima observada. ( ) Sugere-se a publicação do Ministério das Minas e Energia MME/DNAEE. podendo ser considerados constantes. C I Nos limites da aplicação da fórmula de Chézy. os dois termos da equação variam muito pouco. A Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial da CPRM gentilmente cedeu uma versão preliminar do programa. apresenta-se o manual do programa GRAFCHAV. como referência de consulta (ver “REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS”). traçada a partir das medições disponíveis.fórmula de Chézy separada nos fatores geométrico e de declividade: Q = C ⋅ A⋅ R ⋅ I Q A R Q A R =C I . também disponível em meio magnético. Além disto. Este programa foi desenvolvido pelo Laboratório de Hidrologia da COPPE/UFRJ num convênio com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais . “Hidrologia Curva-Chave . no ítem “PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA”.CPRM.Análise e Traçado . . A função Q = f A R pode então ser representada por uma reta que passa pela origem.

vazão do posto existente. pelo menos. vazões de restrição para operação.eletrobras. da existência de séries de descargas consistidas.br/). junto à ANEEL (http://www. compreendendo. a defasagem no tempo. em m3/s. se possível. por exemplo: reservatórios com pequena regularização em nível diário. A equação de correlação é definida por: Q1 = A1 A2 Q1 Q2 A1 ⋅ Q2 A2 . limitada à diferença entre áreas de 3 a 4 vezes. poderá ser necessária a geração de uma série histórica de vazões médias diárias. por correlação direta entre áreas de drenagem. a série de vazões será gerada aplicando-se a curva-chave do local em estudo. além dos dados básicos como séries de cotas limnimétricas. em m3/s. a verificação.aneel. Nesta situação. vazão do local do aproveitamento.br). onde: . área de drenagem do posto existente. revisão e aprofundamento dos estudos de consistência e homogeneização dos dados fluviométricos. sugere-se a adoção das séries de vazões médias mensais disponíveis no Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro . Recomenda-se. ou seja. sugere-se que. As séries históricas deverão possuir pelo menos 25 anos de registro. A partir da correlação definida. para possíveis correlações e extensão dos históricos. que possui série de dados a partir de 1931. em km2. onde: área de drenagem do local do aproveitamento.SIPOT da ELETROBRÁS (www. um ciclo hidrológico. fichas de inspeção das estações fluviométricas. iniciada na fase de Avaliação Expedita. etc. também. para dúvidas. Se a distância entre as réguas for muito grande. pode-se gerar uma série de níveis d’água diários. a partir do posto hidrométrico implantado no local. A correlação entre níveis d’água são equações do tipo: NA1 = a ⋅ NA2 + b . de forma a permitir a correlação desses níveis com os níveis d’água de postos existentes no mesmo curso d’água. alerta-se para o fato de que melhores correlações poderão ser obtidas considerando-se os tempos de concentração de cada uma das seções.gov. Em algumas situações. recomenda-se a elaboração de um estudo de regionalização. em km2. sejam efetuadas leituras de réguas durante. como.gov.SÉRIES DE VAZÕES MÉDIAS MENSAIS Deverá ser estabelecida para o local do aproveitamento uma série de vazões médias mensais derivada de uma série histórica de um posto localizado no mesmo curso d’água ou na mesma bacia. Caso as séries existentes tenham registros inferiores ao mínimo desejado. usinas especializadas em operar em ponta. Caso a diferença entre áreas seja superior a 4 vezes. o período crítico do Sistema Interligado Brasileiro. medições de descargas. conforme descrito no final do item "ESTUDOS DE VAZÕES EXTREMAS".

nível d’água no posto existente. em m. em m. constantes da reta. .NA1 NA2 aeb nível d’água no local de interesse.

CURVAS DE DURAÇÃO/PERMANÊNCIA

A curva de permanência relaciona a vazão ou nível d’água de um rio com a sua probabilidade de ocorrerem valores iguais ou superiores. Ela pode ser estabelecida com base em valores diários, semanais ou mensais para todo o período da série histórica disponível, ou ainda, se necessário, para cada mês do ano. Essas curvas permitirão a identificação de valores característicos de níveis ou vazões associados a diferentes probabilidades de permanência no tempo, importantes para estudos de enchimento de reservatórios, operação da usina e, em alguns casos, para o estudo do desvio do rio e estudos energéticos, dentre outros. O procedimento para determinação da curva de permanência deverá ser o empírico, que preconiza o estabelecimento de intervalos de classe de vazões ou níveis d’água. Esses intervalos podem ser definidos de acordo com a magnitude das vazões ou níveis d’água, procurando ter uma quantidade razoável de valores que caiam em cada intervalo. Para o cálculo da amplitude, sugere-se a seguinte equação:
d= Qmax − Qmin (Nc − 1) , onde:

d Qmax

amplitude de cada intervalo, em m3/s; vazão máxima da série, em m3/s;

Qmin vazão mínima da série, em m3/s; Nc número de intervalos de classe, calculado por:

Nc = 1 + 3,3 ⋅ ln(n )
n ln número de dados da amostra; logaritmo natural. Definida a amplitude, a freqüência, f i , de cada classe é obtida contando o número de vazões da série que caem no intervalo. Acumulando os valores de f i no sentido da maior vazão para a menor, obtêm-se os valores d i de permanência. A probabilidade, Pi, em porcentagem, de uma vazão Q ser igual ou maior que Qi é:

Pi =

di ⋅ 100 , onde: Nv
é o número total de valores, ou,

Nv

∑f

i

.

Do resultado deste procedimento é elaborada uma curva relacionando a vazão, em m3/s, com o tempo, em %, conforme pode se observar na Figura 1.

DESCARGAS DIÁRIAS MÉDIAS (m3/s)

Qmédia Q50

CURVA DE FREQUÊNCIA ACUMULADA OU CURVA DE PERMANÊNCIA

Q95

25

50 TEMPO (%)

75

95

100

Figura 1 - Curva de Permanência de Vazões no Tempo Desta curva podem ser obtidos os valores de permanência de vazões no tempo. Dentre estes, destacam-se as seguintes vazões características: Q(5%), Q(50%), Q(90%) e Q(95%). • Regionalização da curva de permanência

No caso da impossibilidade da geração de série de vazões para o local do aproveitamento, sejam diárias ou mensais, sugere-se a regionalização dos valores característicos de porcentagem do tempo, a partir de postos situados no mesmo curso d’água ou em bacias circunvizinhas hidrologicamente homogêneas, conforme metodologia descrita ao final do item "ESTUDOS DE VAZÕES EXTREMAS".

ESTUDOS DE VAZÕES EXTREMAS

Os estudos de vazões extremas devem ser realizados conforme a disponibilidade de dados na bacia e na região do aproveitamento. Desta forma, existirão duas possibilidades de ocorrência: o local dispõe de uma série de vazões médias diárias ou o local não dispõe de dados diários. Na eventualidade do aproveitamento se situar no segundo caso, os eventos extremos poderão ser gerados a partir de: regionalização através de valores extremos calculados para bacias circunvizinhas ou utilização de hidrograma sintético do Soil Conservation Service. Aproveitamento Dispõe de Série de Vazões Médias Diárias A análise de freqüência de cheias tem como objetivo estabelecer a relação entre os valores de vazões máximas e os tempos de retorno ou de recorrência a elas associados. Esta análise baseia-se no exame probabilístico dos máximos registros fluviométricos anuais. Desta forma, a cada ano está associado um máximo anual resultando num conjunto { y1, y2, ..., yn }, que pode ser interpretado como sendo uma amostra de variável aleatória Y, máxima vazão anual.
1 Assim, o problema será o de determinar o valor de xT tal que P[Y > xT] = T , onde xT é a vazão correspondente a um período de retorno em anos (T). Para tanto, é necessário ajustar uma distribuição de probabilidades à amostra {y1, y2, ..., yn}, o que permitirá a definição de xT, para qualquer T.

• Seleção da Distribuição de Probabilidades Para a definição das cheias de projeto, serão utilizadas duas distribuições: exponencial de dois parâmetros (estimada pelo método dos momentos), sempre que a assimetria da amostra for superior a 1,5, e Gumbel (extremos do tipo I), para assimetrias amostrais inferiores a 1,5. • Estimação dos Quantis Seja X uma variável aleatória da qual se tem n observações. Define-se:
x= 1 n ⋅ ∑ xi n i =1

n 2⎤ ⎡ 1 s=⎢ ⋅ ∑ xi − x ⎥ ⎣ n − 1 i =1 ⎦

(

)

0,5

⎛ n ⎜ ∑ ( x i − x) 3 n ⋅ ⎜ i =1 3 g= (n − 1) ⋅ (n − 2 ) ⎜ s ⎜ ⎝

⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠

como estimadores da média, desvio-padrão e assimetria, respectivamente. O quantil de projeto xT, para as duas distribuições, associado ao período de retorno T, e 1 P (Y ≤ xT ) = 1 − P(Y > xT ) = 1 − portanto com a probabilidade (p) de não ser excedido de T é calculado através das seguintes equações: exponencial de dois parâmetros:
⎛1⎞ xT = x o − β ⋅ ln⋅ ⎜ ⎟ ⎝ T ⎠ , onde:

xo = x − s
β=s

x o e β são os parâmetros da distribuição. Gumbel:

⎛ ⎛ 1 ⎞⎞⎞ ⎛ xT = μ − α ⋅ ⎜ ln⋅ ⎜ − ln⋅ ⎜1 − ⎟ ⎟ ⎟ ⎟ ⎜ ⎜ ⎝ T ⎠ ⎠ ⎟ , onde: ⎠ ⎝ ⎝
α = 0,78 ⋅ s

μ = x − 0,577 ⋅ α

α e μ são os parâmetros da distribuição.
• Roteiro de Cálculo

De posse da série de vazões médias diárias, seleciona-se o maior valor ocorrido anualmente. Da série estabelecida de máximos anuais calcula-se a média, o desvio-padrão e assimetria. Da análise do valor da assimetria escolhe-se a distribuição, Gumbel ou Exponencial, e definem-se as vazões de projeto. O Anexo 1 apresenta o manual do programa QMáximas, acompanhado de um exemplo numérico, desenvolvido em ambiente Windows e também disponível em meio magnético. Aproveitamento Não Dispõe de Série de Vazões Médias Diárias

Regionalização dos Valores Extremos Em virtude da escassez de dados no local/bacia de interesse, por vezes, opta-se por

adotar uma curva regional que abranja os valores extremos, ou outros de interesse, tais como vazões médias, Q(95%), Q(50%), etc., calculados em bacias circunvizinhas ou em postos situados na mesma bacia, e transferir, a partir dessa curva, os valores de vazões extremas ou de interesse para o local em estudo. A partir de valores estimados de vazões para locais onde existam dados, determinam-se as curvas de regressão dessas variáveis, relacionadas com as respectivas áreas de drenagem. As curvas encontradas são definidas por expressão do tipo:

q t = a ⋅ ( A) , onde:
b

aeb qt

coeficientes; vazão específica, em l/s.km2;

t A

vazão para o tempo de recorrência (T) ou de interesse, tais como vazões médias, Q (95%), Q(50%), etc.;

área de drenagem de cada local/posto, em km2. A análise da qualidade do ajuste da correlação calculada se dará pela avaliação do coeficiente de determinação, r2. Este coeficiente indica o grau de ajuste entre a variável dependente, vazão, com a independente, área de drenagem. Quanto mais próximo for o valor de r2 da unidade, melhor será o grau de ajustamento dos pontos à curva definida. Para consulta, sugere-se a publicação da ELETROBRÁS - “Metodologia para Regionalização de Vazões - 1985”. No ítem “PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA” apresenta-se o programa REGIONALIZAÇÃO, desenvolvido em ambiente Windows e também disponível em meio magnético, com exemplo de aplicação prática. • Hidrograma Sintético Triangular

Caso o aproveitamento esteja inserido em uma bacia que não dispõe de dados ou que os mesmos sejam escassos e exista dificuldade em se conseguirem dados de bacias circunvizinhas, os eventos extremos podem ser calculados a partir da aplicação de um hidrograma sintético. Hidrograma é o gráfico que relaciona a vazão com o tempo, ou seja, a partir de um volume de água precipitado (chuva) pode-se conhecer o volume de água escoado superficialmente (vazão) no tempo. O Soil Conservation Service, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, apresentou uma formulação que define um hidrograma sintético, de forma triangular, com inclinação tal que a área do hidrograma corresponda ao deflúvio (volume escoado superficialmente) da bacia. A Figura 1, a seguir, apresenta a forma do hidrograma unitário triangular (HUT), bem como os parâmetros que o caracterizam.

tc tp ta tb qp D A

tempo de concentração da bacia, em horas; tempo de retardamento da bacia ou tempo decorrido entre o centro de gravidade da chuva até o pico do HUT, em horas; tempo de ascensão do HUT, em horas; tempo de base ou duração do HUT, em horas; vazão máxima ou pico do HUT, em m3/s.mm; duração da chuva unitária, em horas; área da bacia, em km2.

Como na maioria dos casos a chuva é definida em um local ou posto, deve-se distribuí-la uniformemente por toda a bacia. Para o seu cálculo, sugere-se a adoção das equações de chuvas intensas definidas pelo Engo Otto Pfafstetter em seu livro “Chuvas Intensas no Brasil”. A transformação da chuva pontual em distribuída é possível através da aplicação da seguinte expressão: P = Po . (1-W. log _A_ ) Ao onde: P Po A Ao W chuva distribuída, em mm; chuva pontual, em mm; área da bacia em estudo, em km2; área da bacia, em km2, para a qual se tem P = Po; fator de correlação.

De modo geral, Ao = 25 km2 e W, segundo Taborga, para o Brasil é igual a 0,10. Efetuando-se as devidas substituições, a equação pode ser assim reescrita:

A⎞ ⎛ P = Po ⋅ ⎜1 − 0,10 ⋅ log ⎟ 25 ⎠ ⎝

Definida a chuva distribuída, é necessária a caracterização da capacidade de infiltração do solo, da cobertura vegetal e do tipo de ocupação da bacia onde se insere o aproveitamento em estudo. Este parâmetro é definido por:
⎞ ⎛ 1000 S = 25,4 ⋅ ⎜ − 10 ⎟ ⎠ , onde: ⎝ CN

S CN

retenção potencial do solo, em mm; complexo solo-vegetação, ou “curve number”, função do tipo de ocupação da bacia, cujos valores são tabelados.

Para a construção do hidrograma, falta definir a precipitação efetiva, que representa a parcela da chuva que gera o escoamento superficial. A precipitação efetiva, Pe, é função da chuva distribuída e do valor de S e é definida pela seguinte equação:

(P − 0,2 ⋅ S )2 Pe =
P + 0,8 ⋅ S
Pe = 0,0

para P > 0,2.S para P < 0,2.S

⎯⎯⎯⎯⎯→

No Anexo 1 apresenta-se o programa HUT, desenvolvido em ambiente Windows e também disponível em meio magnético, com exemplo de aplicação prática.

RISCO

Uma vez definidas as vazões de cheias associadas a diversos tempos de recorrência (T), deverão ser avaliados os riscos a serem adotados nos projetos das obras de desvio e do vertedouro da PCH. Os riscos podem ser calculados por:
1⎞ ⎛ r = 1 − ⎜1 − ⎟ ⎝ T ⎠ , onde:
n

r T

probabilidade ou risco de ocorrência, pelo menos uma vez, da cheia adotada; tempo de recorrência, em anos; tempo de duração da obra, em anos.

n

As Tabelas 1 e 2, a seguir, apresentam os valores recomendados a serem adotados para tempos de recorrência e riscos. Tabela 1 – Desvio do Rio durante a Construção

Tempo de Recorrência (T – anos) 10 20 25 50

Duração da Obra ( n – anos) 1 2 1 2

Risco (r - %) 10 10 4 4

Caso

Geral Geral Perigo de danos sérios a jusante Perigo de danos sérios a jusante

Tabela 2 – Projeto das Estruturas EXTRAVASORAS Tempo de recorrência (T – anos) 500 1.000 10.000 Vida Útil da Usina ( n – anos) 50 50 50 Risco (r - %) 9,5 4,9 0,5 Caso

Geral Perigo de sérios danos materiais a jusante Perigo de danos humanos a jusante.

Em geral, recomenda-se a adoção do tempo de recorrência de 500 anos para o caso de estruturas galgáveis, ou seja, de concreto. Para outras situações, como por exemplo barragem de terra, admite-se um tempo de recorrência maior, ou seja, de 1.000 anos, no mínimo.

VAZÕES MÍNIMAS
A vazão mínima a jusante deve ser definida a partir de estudos ambientais, principalmente nas PCHS que adotem arranjos do tipo derivação, ou seja, com desvios das vazões naturais através de canal, túnel ou conduto para uma Casa de Força a jusante do local do barramento, reduzindo substancialmente o afluxo de água no trecho de rio compreendido entre essas duas estruturas. Como balizamento, poderá ser adotado o menor valor entre 50% da vazão de 95% de permanência no tempo e 80% da vazão de abastecimento, Q7,10, que representa a menor média em sete dias consecutivos com recorrência de 10 anos. Seu valor definitivo deverá ser definido com os órgãos ambientais envolvidos, a partir de critérios estabelecidos caso a caso.

No ítem “PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA” apresenta-se o programa para cálculo das vazões mínimas Q7,10 desenvolvido em ambiente Windows e disponível em meio magnético. Este programa foi desenvolvido pela Divisão de Hidrologia da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM, que gentilmente cedeu uma primeira versão do programa. Além disto, recomenda-se como bibliografia a publicação “Quantificação de Vazão em Pequenas Bacias com Carência de Dados Fluviométricos” de Geraldo Lopes da Silveira, tese de doutorado, IPH/UFRS, 1997.

se referem à descarga em suspensão. Os dados sedimentométricos. não sendo suficientemente adequados para a avaliação do assoreamento de pequenos reservatórios. Assim. o ajuste de duas curvas. onde: Q ST aen Q descarga sólida total. é necessária a determinação da descarga de fundo ou do material do leito para ser somada à descarga em suspensão e obter-se a descarga sólida total. uma vez que este processo se inicia nas suas bordas reduzindo o já pequeno volume d’água existente. vazão líquida. É de primordial importância a consideração da descarga sólida do leito nos pequenos reservatórios. de maior granulometria. no caso da inexistência de dados. A equação que melhor representa este ajuste é do tipo: Q ST = a ⋅ Q n . Q ST . de modo geral. em t/dia. O valor médio anual.AVALIAÇÃO SEDIMENTOLÓGICA Em PCH. em t/dia. conseqüentemente. A construção de um barramento sempre altera o equilíbrio hidráulico-sedimentológico de um curso d’água. Deverá se buscar. o que também pode ser feito em planilha EXCEL. dando início a um processo de assoreamento. corresponde ao . os reservatórios têm. pequena capacidade de regularização. • Análise dos dados sedimentométricos Os dados coletados e os resultados das medições de descarga sólida realizadas no local do aproveitamento deverão ser objeto de uma criteriosa análise. como areia. pode-se estimar a descarga sólida de fundo como sendo de 10 a 20% do valor da descarga sólida total. devido à desaceleração da corrente líquida ocasionada pela presença do reservatório. pouco volume e. a fim de que seja possível a caracterização do comportamento hidráulico e sedimentológico do curso d’água. os aspectos sedimentológicos se revestem de grande importância. sendo uma para a faixa de estiagem e outra para períodos de cheias. sempre que possível. Numa avaliação preliminar. em m3/s. Os diversos valores da descarga sólida total deverão ser plotados em papel di-log. uma vez que a maior parte da descarga em suspensão sai pelas estruturas extravasoras e/ou circuito hidráulico de geração. Desta forma. normalmente medidos no país. Essa equação permitirá obter uma série de valores de descarga sólida a partir da série de vazões líquidas obtidas no estudo hidrológico. constantes. permanecendo no lago o sedimento grosso.

Figura 1. no caso de pequenos reservatórios. peso específico aparente. Esta análise deverá permitir a estimativa do aporte anual de sólidos. estando disponível nos manuais de inventário. em t/ano. • Estudo de vida útil do reservatório A partir da caracterização do transporte sólido. o que necessita cuidados. eficiência de retenção. deverão ser previstos estudos de: . em t/m3. O deflúvio sólido anual. Na bibliografia consultada existem duas versões da curva. deverão ser desenvolvidos estudos para avaliação da deposição de sedimentos no reservatório e da sua vida útil. indicada no final deste item. quando houver. que fornece a eficiência de saída de sedimento do reservatório. em t/ano. DST .controle da produção de sedimentos pela bacia de drenagem ao local do aproveitamento. adimensional.vida útil do reservatório. será necessário verificar o tempo de assoreamento até a soleira da tomada d’água. é obtido multiplicando-se Q ST pelo número de dias do ano. Para cursos d’água com significativa produção de sedimentos ou. deflúvio sólido médio.avaliação da sobrelevação do nível d’água provocada pela deposição de sedimentos. Er γ ap A eficiência de retenção pode ser obtida da curva de Brune para reservatórios de médio e grande portes.valor a ser adotado para avaliação do assoreamento. em m3/ano. delta. onde: S DST volume de sedimentos. A presente curva foi obtida de Morris/Fan (1997). quando comparados com o volume total do reservatório. bem como a evolução do depósito no volume útil. O volume de assoreamento em um ano pode ser calculado pela seguinte expressão: S= D ST ⋅ E r γ ap . ao local em estudo. através da distribuição de sedimentos. e. no local de transição do regime fluvial para de reservatório. . ou seja: D ST = QST ⋅ 365 Outras formas de cálculo devem ser verificadas na bibliografia especializada disponível. Para pequeno reservatório utiliza-se a curva de Churchill. . . Quando esta estimativa indicar valores excessivos. viabilidade e projeto básico da Eletrobrás.

1 a 1.média. L Entrando na curva de Churchill com o valor numérico acima.5 t/m3. IS. em m. comprimento do reservatório.Retenção de sedimentos no reservatório de acordo com Churchill (Vanoni. para depósitos argiloso-siltosos a arenosos. onde: IS VT Q índice de sedimentação.retenção V2 = T Velocidade.reservatório Q 2 L . em m3. bem como as coordenadas. em m3/s.de. Por diferença de 100% obtêm-se a eficiência de retenção que deve ser expressa em fração. Figura 1 . pela seguinte expressão: IS = Período. tem-se a % de sedimento que sai do reservatório. A curva apresentada na Figura 1 utiliza-se pelo cálculo do Índice de Sedimentação.Strand (1974) e Vanoni (1977). O peso específico aparente do sedimento depositado pode ser calculado de acordo com a orientação da bibliografia no ítem “REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS” ou arbitrado entre 1.no. vazão média afluente. As curvas apresentadas por ICOLD (1989) e Annandale (1987) têm dados de entrada diferentes. 1977) . volume total do reservatório.

até projetos especiais de obras de engenharia. ou seja. 1994). em m3. As pequenas barragens devem dispor de descarregador de fundo posicionado próximo à tomada d’água. referência “Design of Small Dams” Bureau of Reclamation. O controle do aumento do delta. Poderá ser também necessária a previsão de custos de operação adicionais para dragagem de material depositado junto à tomada d’água. operando-se adequadamente o descarregador. deverão ser seguidos os procedimentos clássicos para determinação da linha de remanso. ou vida útil do reservatório. Previsão para programas de controle de erosão na bacia contribuinte é também desejável. visando a proteção dos equipamentos contra abrasão. • Controle de sedimentos Normalmente. • Sobrelevação do nível d’água por formação de delta Para o cálculo da sobrelevação do nível d’água. Para o cálculo do tempo de assoreamento. caso se espere um aumento do transporte de sedimentos com o tempo. em anos. deve-se procurar ver a taxa de aumento de transporte de sedimentos no curso d’água através de curvas de massa (consultar Carvalho. Desta forma. tais como desarenador e/ou outros dispositivos. onde: T VT tempo de assoreamento. se os solos da bacia estiverem sujeitos à agricultura ou a outras ações antrópicas. volume total de sedimentos. . S É recomendável que a vida útil do reservatório seja pelo menos igual à vida útil do empreendimento. Esse controle abrange desde o planejamento do plantio de vegetação ciliar para proteção das margens do reservatório e contenção do transporte lateral de sedimentos pelas enxurradas.O valor de DST deverá ser multiplicado por dois. deverá ser feito através de dragagens. conforme os riscos de inundação para montante que se pretenda avaliar. Caso se disponha de dados sedimentométricos de cinco anos ou mais. para diversos tempos de recorrência. volume total do reservatório. no extremo montante do reservatório. em m3/ano. a formação do reservatório exige um estudo adequado do controle de sedimentos. principalmente em épocas chuvosas. Caso o valor seja inferior deverão ser adotadas medidas preventivas de controle de sedimentos ou alterações no arranjo geral do barramento. mesmo com o assoreamento do reservatório preservar-se-á a tomada d’água. utiliza-se a seguinte expressão: T= VT S .

bem como sobre o arranjo geral das obras.Se a usina tiver túnel ou canal de adução até a casa de força é necessário ter um desarenador adequadamente posicionado para eliminação das areias que poderiam obstruir parcialmente o canal ou afetar as turbinas. máquinas e estruturas. devem ser repassados à equipe de meio ambiente para utilização nos estudos.Custos Ambientais. a critério do órgão ambiental licenciador. basicamente: . . em nível de relatórios simplificados ou em nível de EIA (Estudo de Impacto Ambiental). conforme Resolução CONAMA 237/97.Introdução. . Sugere-se para consulta o livro “Hidrossedimentologia Prática . provocando abrasão.Levantamentos e Estudos. . . hidrologia.Estudos Preliminares. . Os dados sobre a geologia. sedimentologia.1994”.Legislação Aplicável incluindo o Processo de Licenciamento. de Newton de Oliveira Carvalho. com levantamentos e análises a partir das quais se pode decidir pela continuação ou não do projeto. AMBIENTAIS Os estudos ambientais são detalhadamente apresentados no ítem “ESTUDOS AMBIENTAIS” destas Diretrizes e abrangem. caracterizando os tipos de estudos que devem ser realizados.

• Locais sem Queda Natural Localizada Nesses locais. sendo um de baixa pressão e outro de alta pressão. por exemplo. uma câmara de carga e/ou chaminé de equilíbrio.o que não é raro. Especial atenção deve ser dedicada aos seguintes pontos: • a área de inundação. o arranjo. incorporada ao barramento e à casa de força. O circuito hidráulico de adução. convencional. devem ser criteriosamente avaliados. pelos aspectos topográficos. em princípio. contempla um barramento. contendo vertedouro e tomada d’água. tem-se. em função do desnível. • os impactos relativos à fauna e à flora. O trecho de alta pressão é constituído por conduto(s) forçado(s). Os impactos ambientais (ver “ESTUDOS AMBIENTAIS”) devem ser mínimos. normalmente. tem-se. os condutos forçados e a casa de força ficam longe do barramento. deverá. aquelas nas quais a estrutura da tomada d’água. destaca-se que as características ambientais do local são também importantes na definição do arranjo geral do aproveitamento. A jusante do(s) conduto(s) forçado (s) posicionam-se a casa de força e o canal de fuga. da mesma forma.ARRANJO E TIPO DAS ESTRUTURAS ALTERNATIVAS O arranjo das estruturas. • Locais com Queda Natural Localizada Nesses locais. basicamente. em qualquer aproveitamento hidrelétrico. O trecho de baixa pressão. A casa de força fica. do tipo e comprimento da adução. normalmente. a montante da queda. geológicos e geotécnicos do sítio. Entre esses dois trechos prevê-se. para não inviabilizar o empreendimento. deve . basicamente. em função de aspectos geomorfológicos da bacia (rio com meandros) . onde o desnível é criado pela própria barragem. num ponto qualquer do reservatório. podem ser também estudadas. em uma das ombreiras. A adução é feita através de uma estrutura de tomada d’água. é condicionado. Outras alternativas de arranjo geral que pareçam atrativas. como. Em função desses aspectos. é constituído por canal ou conduto. em qualquer alternativa. os quais são descritos a seguir. locais e regionais. dois tipos de arranjo. é composto por dois trechos. um arranjo compacto com as estruturas alinhadas e com a casa de força localizada no pé da barragem. em função dos aspectos topográficos e geológico-geotécnicos locais. posicionada longe do barramento. ser menor que 3 km2 (Resolução 395 da ANEEL de 04/12/98) . • a vazão residual (ou sanitária) mínima a ser liberada para jusante. quase sempre. Além desses.

no máximo. as barragens são de terra. Por exemplo. com a qualidade requerida pelo Setor Elétrico. como detalhado mais adiante no item VERTEDOURO. Nos locais onde o capeamento de solo é espesso. se for o caso. geológicos e geotécnicos. nos quais os arranjos prevêem a casa de força a jusante do barramento. com relevo suavemente ondulado. nos vales muito encaixados. do canteiro de obras e acampamento. normalmente com seção homogênea. O circuito de adução típico das PCHS varia. varia em função dos aspectos topográficos. também em função dos aspectos topográficos. um perfil tipo “Creager”. a jusante da estrutura. A dissipação da energia do escoamento vertente é feita. seja das escavações obrigatórias ou de pedreiras. será definido em função das particularidades de cada sítio e de cada arranjo e. pode-se utilizar uma barragem com seção mista ou de enrocamento. mistas ou de enrocamento. incorporado ao barramento. em função da disponibilidade de materiais de construção e das condições de fundação em cada local. em função da legislação e das características de cada aproveitamento. para cada arranjo alternativo. abrigada (“indoor”) ou desabrigada (“outdoor”). deve-se definir o tipo das estruturas componentes. em cada caso. são utilizadas barragens de terra. Em planícies amplas. sem controle de comportas. a solução em canal é a mais econômica. sempre externa. das áreas de empréstimo. ainda. das características dos equipamentos eletromecânicos. . demonstra que duas ou três alternativas. e os acessos à obra definitivos/existentes. • Outras Estruturas Deverão ser definidos ainda. em função do balanceamento de materiais disponibilidade de rocha. geológicos e geotécnicos do local. são suficientes para a completa definição do arranjo geral final do aproveitamento. devem ser utilizadas barragens de concreto. da mesma forma. • Tipo de Vertedouro/Dissipação de Energia O vertedouro é. A experiência na elaboração de estudos dessa natureza. Este aspecto é particularmente importante no caso dos aproveitamentos de derivação. • Tipo de Barragem O tipo de barragem. normalmente. normalmente. canal ou tubulação de baixa pressão. condutos forçados ou túnel. Sempre que possível. • Tipo de Circuito de Adução: tomada d’água. áreas de bota-fora. Após a definição das alternativas de arranjo geral.ser cuidadosamente avaliada. A necessidade de chaminé será apresentada em detalhes no item “CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO” • Tipo de Casa de Força O tipo de casa de força. em “V”. sobre o perfil e sobre o maciço rochoso do fundo do rio. de terra. enrocamento ou de concreto. Se o capeamento é pouco espesso. a localização da subestação.

. com base nos quantitativos levantados. As estimativas de custos serão elaboradas. em função da realidade local e das particularidades de cada aproveitamento. em detalhes. Os estudos de alternativas deverão ser registrados em desenhos simplificados. plantas de situação e de interferências. suficientes para a plena compreensão dos estudos e para o levantamento de quantidades. Cabe registrar que os custos unitários dos principais serviços das obras civis deverão ser levantados ou compostos. apresentado em “ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS-OPE”destas Diretrizes na forma de planilha eletrônica e disponibilizadas na versão em CD-ROM. as estruturas deverão ser apenas pré-dimensionadas para efeito da realização dos estudos de alternativas.Nessa fase. no item “CUSTOS”. contendo plantas e cortes típicos. O dimensionamento mais preciso deverá ser realizado após a seleção da alternativa final a ser detalhada (PROJETOS DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS). de acordo com osprocedimentos recomendados do Setor Elétrico. através de consultas aos fabricantes. CUSTOS A metodologia e os critérios para as estimativas de custos. Os custos dos equipamentos deverão ser pesquisados no mercado. Todas as planilhas deverão ser elaboradas de acordo com o modelo do Orçamento Padrão da ELETROBRÁS (OPE). estão apresentados. de acordo com os critérios definidos no item "CUSTOS".

são consideradas Usinas Não Integradas. a critério do Operador Nacional do Sistema . Quando a PCH for um empreendimento que operará de forma interligada. sugere-se que seja seguida. o dimensionamento energético e o arranjo físico. o ONS garante. de 04/12/98.ONS estão sujeitas às suas regras de operação. como as PCHs. ao empreendedor do projeto. a menos que o empreendedor faça um acordo operativo com o Distribuidor/Comercializador local. Portanto. o despacho dessas usinas é centralizado . o dimensionamento ótimo do aproveitamento deve ter por base os benefícios incrementais de energia firme de correntes da sua entrada em operação. se desenvolvem Estudos de Inventário Hidrelétrico da bacia hidrográfica. quando são avaliadas sua factibilidade e atratividade para os possíveis investidores deste tipo de empreendimento.abril de 1997. não fica assegurada ao empreendedor nenhuma geração complementar à efetivamente gerada no empreendimento. contemplando. poderão ser dimensionadas . para o dimensionamento e a avaliação da viabilidade técnico-econômica. Este tipo de empreendimento pode ser dividido em dois grupos: o que operará integrado ao Sistema Interligado brasileiro e o que atenderá a um mercado isolado. nestas situações hidrológicas desfavoráveis.ESTUDOS ECONÔMICO-ENERGÉTICOS CONSIDERAÇÕES INICIAIS Os estudos de dimensionamento econômico-energético de uma PCH são desenvolvidos durante a fase de Projeto Básico. porém Interligadas. inclusive. indicado em estudos anteriores de inventário ou nos estudos apresentados à ANEEL quando do pedido de registro dos estudos para projeto básico da PCH. pois existem diversidades hidrológicas entre as diversas bacias hidrográficas que compõem o Sistema Interligado. Neste caso. Em fase antecedente a essa. Para trechos de rio ou sub-bacias que apresentem apenas possibilidades de aproveitamento de seus potenciais hidrenergéticos através de PCHS. ou seja. Em contrapartida. Estas usinas. segundo a Resolução ANEEL no 393. poderá ser superior à geração efetiva da usina. cujo objetivo principal é o de avaliar o potencial energético dela e a sua economicidade. As usinas integradas. uma avaliação expedita de sua viabilidade. Usinas Não integradas. Desta forma. a metodologia definida na publicação “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos” ELETROBRÁS / DNAEE . teoricamente um maior aproveitamento do potencial hidrelétrico local. Em outras palavras. para garantir o atendimento a um mercado que. portanto. Usinas de potência menor ou igual a 30 MW. de acordo com a legislação vigente. Será definida a melhor alternativa de localização do eixo da barragem. os Estudos de Inventário poderão ser feitos de forma simplificada.a operação otimizada.operação otimizada. em períodos hidrologicamente desfavoráveis estas usinas não teriam a possibilidade de usufruir do benefício da interligação elétrica com o Sistema . Em contrapartida. a fim de fornecer subsídios à tomada de decisão de possíveis investidores para o aprofundamento dos estudos em uma determinada sub-bacia. sendo esses benefícios de enrgia firme calculados para o período crítico do Sistema Interligado. não estão sujeitas às regras de operação do ONS . ou seja. energia essa definida por ocasião do Edital de Licitação da outorga da Concessão. uma Energia Assegurada durante todo o seu período de concessão. objetivando a otimização do aproveitamento energético (comprovação da viabilidade técnico-econômica e ambiental do empreendimento). mesmo que estejam eletricamente conectadas ao Sistema Interligado. a operação otimizada do Sistema Interligado garante. estas Diretrizes abordarão o dimensionamento econômico-energético da PCH.

No sistema brasileiro. usinastermelétricas. de forma individualizada. de outra forma. se beneficiar da operação otimizada. valorização desses benefícios e comparação com alternativas equivalentes disponíveis. a energia comercializável com garantia de atendimento a um determinado mercado) poderá ser aquela garantida por 95% do tempo em simulação da operação da usina com o histórico de vazões definido para o local. e o efetivamente gerado. ou seja.a energia firme (ou melhor. O dimensionamento econômico-energético de uma PCH passa pela identificação e quantificação dos benefícios energéticos. ao qual ela está inserida. Para aquelas que operarão de forma isolada sugere-se a metodologia descrita no item "DIMENSIONAMENTO ENERGÉTICO E ECONÔMICO SOB A ÓTICA ISOLADA". operando em conjunto. são três os benefícios energéticos considerados em um aproveitamento hidrelétrico. também para atendimento ao mercado local isolado.como se fossem usinas elétricamente isoladas . seria contratado no mercado SPOT a preços a serm cenarizados nos estudos econômico-energéticos. C) Para Sistemas Isolados . a menos que o empreendedor consiga negociar um acordo operativo com o Distribuidor/Comercializador local para. • Energia Firme A) Para Bacias Isoladas . com o histórico de vazões definido para o local do aproveitamento. C) Sistemas Isolados . .é definida pela sua contribuição para a energia firme do Sistema. DIMENSIONAMENTO ENERGÉTICO E ECONÔMICO SOB A ÓTICA ISOLADA As PCHs que operarão de forma isolada do Sistema Elétrico Interligado brasileiro podem ser subdivididas em três grupos: A) Bacia Isolada . em sendo a energia da PCH totalmente utilizada para deslocamento da energia térmica já existente.Define-se como Bacia Isolada a bacia hidrográfica onde se insere a PCH para atender a um mercado isolado. de alguma forma.ótimo isolado. B) Para Bacia Isolada com Complementação Térmica . B) Bacia Isolada com Complementação Térmica . é o valor médio de energia que a usina é capaz de gerar ao longo do período crítico do Sistema. A obtenção dos benefícios energéticos é realizada através da simulação da operação da usina. muitas vezes o período crítico a que se refere esta definição deverá ser o da própria bacia.Define-se como sendo Bacia Isolada com Complementação Térmica o mesmo caso anterior. admitir que a diferença entre a energia firme da usina. Como está se tratando de Sistemas Isolados. porém existindo. o que lhe garantiria o suprimento adicional ao efetivamente gerado em situações hidrologicamente desfavoráveis no local do empreendimento ou. calculada como se fosse uma Usina Integrada. porém isolados do Sistema Interligado brasileiro.Define-se como Sistema Isolado um sistema composto por usinas hidrelétricas e termelétricas.neste caso. a energia firme comercializável poderá ser a média da energia produzida pela PCH em simulação com todo o histórico das vazões existentes.

ou seja. no âmbito do planejamento da expansão do Setor Elétrico e nos estudos de dimensionamento sob o ponto de vista do ótimo. que é de 35 anos renováveis. Normalmente.CRES (US$/MWh). o mercado atendido estaria sendo abastecido pela Energia(Comercializável) produzida pela PCH com garantia de atendimento de 95%. incluindo estudos. • Energia Secundária . • Parâmetros econômicos A partir da avaliação dos benefícios energéticos.Nessa situação. • • • • • No enfoque atual de dimensionamento.CRP (US$/MW/ano). os benefícios advindos do projeto serão valorizados pelo custo da geração térmica substituída ou pelo custo da interligação desse Sistema ao Sistema Interligado brasileiro. . construção e operação. é necessário convertê-los em valores econômicos. permitindo a operação em complementação do parque termelétrico do sistema local. Taxa de desconto (%).nos casos de Bacias Isoladas e Sistemas Isolados representa o excesso de geração de energia. utiliza-se a capacidade de ponta garantida em 95% do tempo para a simulação da usina com o histórico de vazões disponível. estar-se-ia garantindo o atendimento ao mercado com risco de falhade 5%. utiliza-se o conceito de vida útil econômica (50 anos para as usinas hidrelétricas). os custos de referência representam os custos marginais de substituição dos benefícios advindos com a implementação de uma nova fonte de geração. • Vida útil do aproveitamento Na análise econômica dos aproveitamentos.representa a capacidade máxima de geração de potência do aproveitamento. Assim sendo.CRE (US$/MWh). os parâmetros econômicos necessários. Vida Útil do Aproveitamento (anos). disponível nos anos de hidrologia favorável. Para os Sistemas Isolados. No caso de Sistemas Hidrotérmicos com Bacias Isoladas. são: Custo de Referência da Energia . representam os parâmetros de valorização econômica dos benefícios energéticos avaliados ao longo da vida útil do projeto em análise. ou seja. Custo de Referência da Energia Secundária . em relação à energia firme/comercializável. que é superior ao período mínimo de concessão proposto pela Lei 9074/95 para as concessões outorgadas por licitação pública. • Capacidade de Ponta Garantida . o ganho de energia secundária pode ser valorizado através do custo médio de geração térmica (US$/MWh) ou através do custo de geração de cada fonte térmica cuja variação de geração esperada possa seridentificada nos resultados das simulações com e sem o projeto em pauta. Custo de Referência da Ponta . com conseqüente redução dos gastos com combustível nas termelétricas. para que se possa aplicar a metodologia de análise do custo/benefício incremental. se for o caso. no decorrer das análises.

cuja maturação é mais rápida. No caso do Setor Elétrico brasileiro. como as hidrelétricas. . o mais adequado. acabam por beneficiar projetos termelétricos. Em situações reais. no entanto. projetos de longa maturação. A taxa atualmente adotada é de 12% ao ano. aferindo-se as soluções face às possíveis alterações conjunturais que possam pressionar bastante o custo de oportunidade para captação de recursos. direcionando a política de expansão do sistema de um extremo ao outro. em função do valor adotado. as condições de concorrência perfeita não existem e a determinação da taxa de desconto a ser utilizada no Setor tem se constituído em matéria bastante controvertida. ao se compararem custos e benefícios decorrentes de variações incrementais em determinados parâmetros. ao contrário. A influência da taxa de desconto é tão importante que pode condicionar totalmente o processo decisório. ou seja.• Taxa de desconto Pode-se demonstrar que a taxa de desconto deverá coincidir com o custo de oportunidade do capital na situação de um mercado de capitais em equilíbrio. tendem a ser penalizados com taxas altas que. No que tange ao dimensionamento ótimo. é a realização de análises de sensibilidade das alternativas para variações no valor da taxa de desconto. o valor de referência tradicional que vinha sendo utilizado era de 10% ao ano.

o principal problema consiste na otimização. . do dimensionamento da queda de projeto da turbina. supondo que os demais já tenham sido resolvidos. o problema consiste no refinamento da escolha da altura final do nível d'água máximo normal do reservatório.tipo de carga no circuito hidráulico de geração. uma vez realizada a obra. embora compatível com a economicidade a curto prazo.Namáx. Desta maneira. da potência instalada e. incluindo os programas de controle ambiental. Está ligada a um aspecto físico do projeto. conseqüentemente. A partir de um esquema geral predefinido. . em especial na definição dos níveis de operação e da depleção máxima do reservatório. sua definição deve garantir o melhor uso dos recursos naturais da bacia dentro de uma perspectiva de médio e longo prazos. . sob o ponto de vista técnico e econômico.rendimento . de turbina. Os aspectos ambientais deverão ser cuidadosamente analisados. já que.série histórica de vazões no local do aproveitamento.curva cota x área x volume do reservatório.estimativa do custo total da obra.perda . da depleção máxima ou volume útil do reservatório.curva da cota do canal de fuga x descarga (curva-chave). face às interfaces do empreendimento com o meio ambiente . incluindo os programas ambientais mitigadores e/ou compensatórios. dos principais parâmetros de dimensionamento energético. . A elaboração destes estudos exige o conhecimento de informações. médio do conjunto turbina-gerador. Sob o ponto de vista puramente econômico-energético. dentre as quais pode-se citar: . Embora estes problemas estejam interrelacionados. eles são tratados separadamente devido à grande complexidade do problema global. para cada alternativa a ser estudada.DIMENSIONAMENTO DOS PARÂMETROS FÍSICO-OPERATIVOS DO PROJETO No projeto de uma PCH. Esta decisão afeta a capacidade total de armazenamento e.custos anuais de operação e manutenção da usina. o NA máximo normal de operação de um aproveitamento hidrelétrico deverá crescer até que os benefícios energéticos . é possível tratar-se adequadamente cada um dos problemas mencionados. Tendo em vista que já se tem uma primeira estimativa das características da usina. caso a caso. não pode ser mais alterado. • Determinação do nível d'água máximo normal de operação do reservatório . levando em consideração as restrições ambientais e de custos. portanto. o nível de regularização do rio. .

conseqüentemente. quando proporcionar uma variação da energia firme negativa. portanto. se o tempo de enchimento do volume morto (aquele abaixo do NA mínimo normal) for muito grande. Ao volume d'água acumulado entre esses níveis mínimo e máximo chama-se volume útil do reservatório e o volume abaixo do nível mínimo normal chama-se volume morto. para cada Namáx estudado: . o que vai caracterizar o nível mínimo normal desse reservatório. - tipo de turbina. pelo acréscimo de volume útil ao volume escoado pelo rio. implica possível necessidade de reforço nas estruturas de adução e. o uso do maior volume de um reservatório reduz seu nível médio e. pela capacidade maior de reter picos de cheias que possam ocorrer no período crítico. Pode-se dizer que o aumento da depleção conduz a uma variação de energia firme. Este estudo é feito para os casos de PCH com regularização. portanto.máxima depleção operativa do reservatório. de projeto. . às vezes positiva e às vezes negativa.número de unidades a serem instaladas e. sejam superados pelos custos correspondentes. Entretanto. a potência unitária. isto é.incrementais. só deve ser considerada enquanto o valor econômico dos benefícios energéticos incrementais suplantar os custos incrementais correspondentes. devidamente convertidos em valores econômicos.potência a instalar na usina. com o aumento da depleção máxima permitida e do volume útil. e a redução dos vertimentos. ou se verifique algum impedimento de ordem técnica ou ambiental. ou seja. obviamente não deve ser considerada. isto devido ao valor da água no reservatório e a uma variação sempre negativa na potência garantida para a usina. ou ainda. mantidos constantes os demais fatores. . tem-se por conseqüência o nível d'água máximo normal. Quando proporcionar uma variação de energia firme positiva. Esse aumento de energia firme pode resultar de dois efeitos: aumento da vazão média no período crítico. Determinação da depleção máxima ou volume útil do reservatório • Com a definição da capacidade máxima do reservatório. enquanto for verdadeira a seguinte . A redução da queda diminui os ganhos de energia proporcionados pelo aumento de vazão regularizada e ainda conduz a uma perda de potência máxima da usina. Estes estudos englobam a análise e determinação dos seguintes parâmetros. A máxima depleção operativa de um reservatório deve corresponder ao limite econômico de depleção. Deve-se então escolher a depleção máxima a ser utilizada. sua queda líquida. quanto maior for a depleção de qualquer reservatório. a um limite de utilização de seu volume quando operado dentro do Sistema Interligado. máxima e mínima.quedas de referência. A redução do NA mínimo normal. Geralmente. maior será a energia firme do sistema. .

através do turbinamento de vazões que.CRP + 8760. deve-se aumentar a motorização de uma usina enquanto o valor econômico dos benefícios energéticos incrementais suplantar os custos incrementais correspondentes.CRES > DC onde: DEG DPG DES variação incremental de energia garantida / firme. Para o dimensionamento dos NAs máximo normal e mínimo normal. Ao se elevar o valor da potência instalada de um aproveitamento hidrelétrico. Por exemplo. enquanto for verdadeira a expressão abaixo: . relacionados com o aumento do bloco da casa de força (área de montagem. devido à redução do NA mínimo normal (US$/ano). onde se procura maximizar os benefícios para esse sistema. isto é. para potências menores. equipamentos auxiliares eletro-mecânicos. escolhendo-se o NA máximo normal que maximize os benefícios. deve-se adotar. DES. devido à redução do NA mínimo normal (MW). Incorre-se também em um aumento de custos. Desta forma. ponta garantida e energia secundária. circuito hidráulico de adução. devido à redução do NA mínimo normal (MW ano). variação incremental de potência garantida. variação incremental dos custos do aproveitamento. devido à redução do NA mínimo normal (MW ano). decorrentes da motorização em pauta. DEG. resulta de uma análise econômica. Os custos de referência são aqueles previstos para a época de entrada em operação da usina. seriam vertidas. geradores. aumentam os benefícios energéticos. turbinas. CRES DC custo de referência de energia secundária (US$/MWh). • Definição da potência instalada A definição do nível de motorização de uma PCH a ser inserida no Sistema. em uma dada época. transformadores e transmissão). CRE custo de referência de dimensionamento de energia (US$/MWh). através de uma análise incremental na faixa de variação determinada. nas simulações da operação da usina. CRE + DPG. variação incremental de energia secundária. Definidos os NAs mínimos normais para cada NA máximo normal e quantificados os benefícios correspondentes. uma potência instalada que não seja restritiva para a operação do aproveitamento. esses são comparados economicamente. pode-se adotar como valor inicial aquele definido nos estudos de inventário hidrelétrico da bacia ou na avaliação do potencial hidrelétrico do local em estudo.expressão: 8760. conforme definidos anteriormente. CRP custo de referência de dimensionamento de ponta (US$/MW/ano).

ΔPG e ΔES. a alta eficiência da turbina não é fundamental. correspondem agora a incrementos de potência instalada. em 95% do tempo. a água deve ser valorizada ao máximo. a eficiência se torna importante. em simulação para todo o histórico de vazões. para quedas abaixo dela. Href. pois. Nota-se que. o dimensionamento da potência instalada é igual ao dos outros parâmetros já apresentados. a turbina limita a potência máxima da usina e para quedas acima a potência fica limitada pelo gerador. pois. de projeto. Para o projeto das turbinas de uma usina hidrelétrica. Entretanto. entretanto. ΔEG. • Dimensionamento das quedas da turbina Uma vez determinado o NA máximo normal e o deplecionamento ótimo do reservatório. uma diferença. 95% TEMPO (%) Figura 1 . quando existe água em abundância no sistema. fornece a potência máxima do gerador. como anteriormente definidos. Através dela. com abertura total do distribuidor. A queda de referência é dimensionada para a permanência de 95% do tempo na curva de distribuição de quedas da usina.8760. flexibilidade não existente nos outros parâmetros. pode-se deixar provisão para instalação futura de unidades geradoras adicionais. máxima e mínima. em US$/ano. Há. QUEDA (m) Href. pois. do nível do reservatório e do nível do canal de fuga. conceitualmente. Entende-se por queda de referência. se faz o chamado "Casamento Turbina-Gerador". em períodos hidrológicos desfavoráveis. A queda líquida disponível em uma usina hidrelétrica depende dos níveis d'água a montante e a jusante da usina. . Essa queda varia com a operação da usina. são realizadas simulações da operação da usina. e ΔC passa a ser a variação incremental dos custos do aproveitamento devido ao aumento de potência instalada. nessa situação.Permanência de Queda no Tempo A queda de referência é também chamada de queda líquida nominal.CRES > ΔC onde ΔEG. ou seja. de um modo geral. Este critério considera que. visando obter os valores característicos de quedas que são usados no dimensionamento das turbinas. a queda líquida para a qual a turbina. Durante o período de vazões altas. CRE + ΔPG. a turbina deve ser capaz de fornecer a potência nominal do gerador (Figura 1). quatro parâmetros básicos são determinados: queda de referência. ΔES..CRP + 8760. A Figura 2 ilustra esta situação.

A queda de projeto é dimensionada como a queda maisfreqüente. α+1=3/2 KAPLAN: α=1/5. a moda da distribuição de quedas da usina.Q/Qn= (H/Hn)α H Hn H P/P n= (H/H n) α+1 Hn Turbina Limitando a Potência H Gerador Limitando a Potência FRANCIS.Casamento Turbina-Gerador Por queda de projeto entende-se ser aquela para a qual o rendimento daturbina é máximo. PELTON: α=1/2.α+1=6/5 Figura 2 . obtida dasimulação da operação desta para o histórico de vazões naturais conhecido(Figura 3). . ou seja.

• Determinação do tipo de turbina e do número de unidades geradoras Para determinação do tipo de turbina ver item “TURBINAS HIDRÁULICAS” É difícil estabelecer um procedimento geral que permita determinar a potência unitária dos grupos geradores e. As quedas máximas e mínimas operativas devem ser determinadas tanto para a época de entrada em operação da usina como para o horizonte de médio prazo. e a obtida pela diferença entre o nível máximo do reservatório e o nível do canal de fuga para a cheia de projeto do vertedouro menos as perdas hidráulicas do circuito de geração. elétrica e civil. No entanto. engenharia. o número de unidades. subtraídas as perdas hidráulicas do circuito de geração.Distribuição de Quedas de uma Usina As quedas de referência e de projeto devem ser determinadas considerando o sistema de referência de médio prazo .PROBABILIDADES (QUEDAS) .% CURVA DE FREQUÊNCIA DE QUEDAS QUEDA DE PROJETO QUEDA (m) Figura 3 . para debater pontos relativos a: • reserva de geração. com todas as unidades operando com abertura total do distribuidor e subtraídas as perdas hidráulicas do circuito de geração). recomenda-se que seja reunida uma equipe multidisciplinar de planejamento.planejamento de 15 anos. Por queda mínima operativa entende-se a menor queda entre a obtida pela diferença entre o nível mínimo de montante e o nível do canal de fuga (sem vertimento. . • limites físicos do arranjo. admitindo todas as unidades operando a plena carga. A queda máxima operativa é aquela obtida pela diferença entre o nível máximo normal de operação do reservatório e o nível do canal de fuga com uma unidade operando a plena carga. com o objetivo de se determinar uma potência unitária que atenda aos interesses das áreas envolvidas. • custos de construção (função das dimensões das unidades e da Casa de Força). valendo sempre a pior condição. sem vertimento. • proporção entre a capacidade unitária e as dimensões do sistema elétrico. conseqüentemente. • flexibilidade operativa.

porém. deverá ser avaliado o engolimento mínimo (abaixo do qual a máquina deve ser desligada) de cada uma das unidades. de forma a se compatibilizar esta capacidade de engolimento com as vazões de estiagem do curso d’água em estudo.• principalmente a sua capacidade de engolimento mínimo. Este critério visa aproveitar as vazões baixas do rio para geração de energia. Dependendo de cada tipo de turbina a ser utilizada na PCH. . É comum o projetista/empreendedor de PCH ficar tentado à opção do menor número de unidades e muito freqüentemente a duas. e • outros. tendo em vista que esse é o período em que a energia é mais valorizada. deve-se alertar para o fato de que rios com forte sazonalidade hidrológica podem conduzir a uma perda de geração da energia firme importante.

convencional ou compactado a rolo (CCR). em seção homogênea em solo. a barragem tem também a função de criar o desnível necessário à produção da energia desejada.de enrocamento. em seção tipo gravidade. preferencialmente. visando. .CAPÍTULO 7 . . . os seguintes tipos de barragem: .PROJETO DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS OBRAS CIVIS BARRAGEM A barragem é a estrutura que tem a função de represar a água.de terra. possibilitar a alimentação da tomada d’água. com a elevação do nível d’água do rio. A prática atual em projetos de aproveitamentos hidrelétricos tem adotado. No caso de locais de baixa queda.de concreto.

. esse tipo de barragem é apropriado para locais onde a topografia se apresente suavemente ondulada. as do canal de adução. considerando-se. no projeto.as margens do reservatório devem ser estáveis. neste capítulo. e das fundações das estruturas de concreto. a baixa produtividade dos trabalhos de compactação afeta os prazos e custos do empreendimento. deve ser obrigatoriamente analisado o balanceamento de materiais. Adequabilidade do Local Um local considerado adequado para implantação de uma barragem de terra. se houver.BARRAGEM DE TERRA Considerações Sobre o Tipo Como descrito anteriormente no ítem “Arranjos e Tipo das Estruturas”. são aspectos que devem ser bem caracterizados. devem ser observadas as recomendações contidas no ítem “Estudos Geológicos e Geotécnicos”. além dos aspectos anteriormente citados. O regime hidrológico da região. . Seções Típicas Como citado anteriormente.o eixo deve ser posicionado no local mais estreito do rio.áreas de empréstimo e pedreiras localizadas em cotas superiores às da barragem. nas ombreiras. visando-se reduzir o volume da barragem. períodos chuvosos e secos. por exemplo. Essa estrutura. o tipo de barragem é escolhido em função das características topográficas e geológico-geotécnicas do sítio. mais adiante. visando-se minimizar escorregamentos. por exemplo. a disponibilidade de materiais naturais de construção e o processo construtivo a ser utilizado. o que é desejável. facilita as condições de contorno do escoamento de aproximação. a intensidade das chuvas. visando facilitar o transporte de materiais. nos vales pouco encaixados. e onde existam áreas de empréstimo de materiais argilosos/arenosos suficientes para a construção do maciço compactado. de acordo com as recomendações para Preparo e Tratamento das Fundações apresentadas. no que diz respeito à utilização dos materiais terrosos provenientes das escavações exigidas para a execução da obra. No projeto. . A correta utilização das condições topográficas na definição do posicionamento do vertedouro é importante. quando situada fora do corpo da barragem. como. como.as fundações devem ter resistência e estanqueidade suficientes. Em regiões com alto índice de pluviosidade. . como a Amazônica. Destaca-se que. Correntes com alta velocidade junto ao talude da barragem no contato com o vertedouro devem ser evitadas. deverá possuir as seguintes características: . ainda. etc.

April 1970 . do material empregado.0 m. como especificado no ítem “Estradas de Acesso”. do “US Corps of Engineers . o qual corresponde ao nível que ocorrerá por ocasião da passagem da descarga de projeto pelo vertedouro (ver “VERTEDOURO”). medida perpendicularmente ao eixo da barragem. e do vento que sopra sobre a superfície da água. Ainda em função da altura da barragem. A tabela 2 apresenta os valores usuais para os casos nos quais o material de fundação não condiciona a estabilidade do talude (as fundações são mais resistentes que os maciços compactados das barragens). Para barragem com altura menor que 10 m. esses cálculos poderão ser realizados de forma simplificada.Engineering and Design Manual EM 1110-2-1902” . uma vez que. da altura da barragem e do material da fundação.Stability of Earth and Rockfill Dams (Instruções para Estudos de Viabilidade. significará economia para o empreendimento. Dimensões Básicas • Largura da Crista (a) Para todas os tipos de barragem de terra. utilizando-se. utilizando-se os tradicionais Ábacos de Estabilidade de Talude de Morgestern e Price.0 m. Para barragem com altura maior que 10 m. • Cota da Crista A cota da crista da barragem é fixada considerando-se uma folga. que indica quantas vezes a projeção horizontal é maior que a projeção vertical. a seção da barragem deve ser mista (terraenrocamento).Em função desses aspectos. os valores da borda livre constam da tabela 1. • Largura da Base da Barragem (b) . Se a barragem for utilizada como estrada. denominada “borda livre”. por exemplo. Para barragens com alturas maiores que 10 m podem ser utilizados os mesmos coeficientes (inclinações). da ELETROBRÁS /DNAEE). da extensão (L) da superfície do reservatório (“fetch”). Esse coeficiente depende do tipo de barragem. “Operação Normal” e “Esvaziamento Rápido”). certamente. • Inclinação dos Taludes A inclinação dos taludes da barragem é caracterizada pelo coeficiente de inclinação “m”. acima da elevação do NA máximo normal de operação do reservatório. cujos detalhes típicos são apresentados nas Figura 1 deste ítem e Figura 1 do ítem “BARRAGEM DE ENROCAMENTO” . Caso o balanceamento de materiais mostre que existe volume de rocha excedente. tem-se utilizado barragens com seções homogêneas em solo e de enrocamento. A borda livre é função da profundidade da água junto à barragem. porém a estabilidade dos taludes deverá ser verificada para os casos correntes de carregamento (“Final de Construção”. encontrados em diversos livros de Mecânica dos Solos. a borda livre deve ser estimada utilizando-se os critérios do USBR (Saville / Bertram). e dependendo de cada caso. a metodologia consagrada de cálculo. a largura mínima será de 6. a largura mínima da crista deverá ser de 3.

20 1.INCLINAÇÃO DOS TALUDES (*) Material do Corpo da Barragem SOLOS ARGILOSOS Talude Montante (m1) Jusante (m2) SOLOS ARENOSOS Montante (m1) Jusante (m2) AREIAS E CASCALHOS Montante (m1) Jusante (m2) PEDRAS DE (Barragens de enrocamento) MÃO Montante (m1) Jusante (m2) Altura da Barragem .00 < P ≤ 10.25 2.25 1.30 5.00 2.00 1.00 1.75 2.35 1.00 1.00 2.00 2. PARA BARRAGENS COM ALTURA ≤ 10 m (*) Profundidade da Água Junto à Barragem (m) P ≤ 6.15 4. H = altura da barragem (m).00 1.00 1.50 1.ALTURA DA BORDA LIVRE (m).L (km) 0.50 1. (**) Na cota do NA máximo TABELA 2 .00 2.05 1.25 3. onde: a = largura da crista da barragem (m). como citado anteriormente.00 1.00 < H ≤ 10.25 1.00 1.35 (*) Para barragem com altura > 10 m a borda livre deve ser estimada utilizando-se os critérios do USBR (Saville / Bertram).00 2. utilizando-se a fórmula: b = a + (m1 + m2) H.00 1.00 2.00 1.25 5.A largura da base (b) é calculada em função da geometria da barragem.40 .00 1.50 1.00 6.00 Extensão do Espelho d’Água do Reservatório (**) .75 2.15 1.25 3. Tabela 1 . m2 = inclinação do talude de jusante. m1 = inclinação do talude de montante.00 0.00 1.75 2.05 3.H (m) (**) H ≤ 5.

00 BARRAGEM HOMOGÊNEA (H[10m) Figura 1-a borda livre NA máx. como citado anteriormente. Para as barragens de enrocamento convencionais (como apresentado mais adiante) os taludes devem ter. desde que a estabilidade da barragem seja verificada. a pavimento flexível m2 1 H m1 h 1 aterro compactado 0.00 BARRAGEM HOMOGÊNEA (H>10m) Figura 1-b Detalhes Construtivos Principais • Preparo da Fundação e das Ombreiras . det.00 m1H a m2H 0.(*) Valores usuais considerando-se que o material de fundação não condiciona a estabilidade do talude (casos nos quais as fundações são mais resistentes que os maciços compactados das barragens).3hm2 5. 1 5. a pavimento flexível m2 1 H m1 h 1 aterro compactado proteção com grama filtro vertical aterro compactado dreno de pé tapete drenante det. uma inclinação de 1(V) : 1.00 m1H a m2H 0. 2 borda livre NA máx.GEOLÓGICOS E GEOTÉNICOS". 3 det.65 (H). no mínimo. (**) Para barragens com altura > 10 m podem ser usadas as mesmas inclinações dos taludes para as barragens de terra. .3h proteção com grama det.3hm2 5. como descrito no item "ESTUDOS BÁSICOS . 3 5.As recomendações deste item são decorrentes do tipo de fundação.

o terreno deverá ser regularizado e compactado com trator de esteira.0 m acima do nível d’água estabilizado. em torno do tubo.Após a regularização do terreno. eventuais surgências de água na fundação (olho d’água) deverão ser convenientemente tratadas. aterro compactado 1.5 1 material mais impermeável 1.A área sob a barragem. cujos detalhes e dimensões são mostrados na Figura 3 a seguir. como descrito a seguir: -. . atingir o nível da brita. lançamento da pasta de cimento nível de lançamento da brita (final) 1. A compactação deverá consistir de 10 (dez) passadas do trator de esteiras por toda a área da fundação.instalar tubos de concreto ou cerâmica na posição vertical sobre a surgência.quando o aterro. deverá ser prevista uma trincheira de vedação. e registrar a altura que o nível d’água alcança no interior do tubo. O material removido deverá ser transportado para área de “bota-fora”. -.preencher o tubo com brita até pelo menos 1.Se a fundação for mais permeável que o aterro da barragem.Após a limpeza. deverá ser limpa.5 1 h b B=b+3h filtro de areia até o pé do talude de jusante nota: b>=3m DETALHE 1 .. deverá ser lançada pasta de cimento sobre a brita até cobrir o seu nível. . ou do núcleo central no caso de seção mista. mais uma faixa de 5.0 m para montante e para jusante. constatado nos ensaios realizados durante a execução das sondagens. -.00 NA estabilizado camadas compactadas da barragem tubo de concreto ou cerâmica (manilha) abertura do olho d`água infiltração fundação TRATAMENTO DE OLHO D`ÁGUA NA FUNDAÇÃO Figura 2 . O detalhe dessa instalação é apresentado na Figura 2.TRINCHEIRA EM FUNDAÇÃO MUITO PERMEÁVEL Figura 3 . fora do canteiro de obras e do futuro reservatório. incluindo as ombreiras. o destocamento e a remoção de terra vegetal até a profundidade que for necessária. a seguir. incluindo o desmatamento. com diâmetro superior ao olho d’água.

a proteção deverá ser executada até a elevação correspondente. em camadas de 20 cm de espessura.20 nota: dimensões em metro DETALHE 2 . A proteção deverá ser executada com materiais granulares.• Lançamento. o talude deverá ser protegido.O material da barragem deverá ser lançado com caminhão basculante e espalhado. rocha proveniente das escavações obrigatórias ou cascalho. sempre que possível. com trator de esteira equipado com lâmina ou motoniveladora.20 pedra de mão (enrocamento) 0. Se o NA de jusante ultrapassar essa altura. Os detalhes dessa proteção são mostrados na Figura 5. A proteção deverá ser igual a do talude de montante até uma altura mínima de h/3. a qual poderá variar de acordo com o material disponível (proveniente de pedreira. • Proteção dos Taludes das Barragens O talude de montante das barragens de terra homogêneas deverá ser protegido contra a ação de ondas e contra a variação do nível d’água do reservatório (se houver). . medida normalmente ao talude. m1 1 transição (brita) areia aterro compactado 0. o diâmetro de cada material deverá ser menor que a espessura da camada. por apiloamento. a compactação deverá ser realizada utilizando-se placas vibratórias (sapos mecânicos) ou manualmente. se disponível na região. . As faixas compactadas paralelas deverão ter uma superposição mínima de 20% da largura da faixa. Acima dessa altura. rebocado por trator de esteiras.Nos locais onde não for possível o acesso desses equipamentos. a seguir. cujas dimensões mínimas são mostradas no detalhe apresentado na 4. . Espalhamento e Compactação . Essa proteção deverá ser executada acompanhando o alteamento do aterro.PROTEÇÃO DO TALUDE DE MONTANTE Figura 4 O talude de jusante deverá ser protegido contra a flutuação do nível d’água de jusante (se houver) e contra a ação de chuvas. sendo h a profundidade de água do reservatório. escavação obrigatória ou da central de britagem). Evidentemente.A compactação deverá ser realizada através de 6 (seis) passadas de rolo compactador de 4 toneladas.40 0. através do plantio de grama.

a seguir.0 m de espessura. Após o lançamento. obedecendo à dosagem especificada na Tabela 3. deverão ser tomados cuidados com a umidade adequada para a cura das camadas executadas anteriormente. o talude de montante deverá ser protegido com uma camada de solo-cimento. com 1. medido normal ao talude. O talude de jusante deverá ser protegido como especificado anteriormente. apresenta os detalhes da proteção e do alteamento de solo-cimento. A mistura de cimento com o solo deverá ser realizada em betoneiras ou no próprio local. O trabalho deverá estar finalizado até 60 minutos após o lançamento. A Figura 6. Poderá ser adicionada água à mistura.3h mínimo 0.40 0. 4 passadas do equipamento de compactação. Areia Grossa/Fina Solo Arenoso Solo Argiloso 6 a 9 % em peso 7 a 9 % em peso 10 a 12 % em peso O método de execução deverá acompanhar o alteamento do aterro da barragem. Durante a elevação do aterro. para melhorar a trabalhabilidade. a camada de solo-cimento deverá ser compactada com.20 0. se necessário. . a seguir.grama transição (brita) areia filtro de areia pedra de mão (enrocamento) 0.PROTEÇÃO DO TALUDE DE JUSANTE Figura 5 Caso não existam materiais granulares em abundância na região. no mínimo. Tabela 3 DOSAGEM DO SOLO-CIMENTO MATERIAL DO ATERRO TEOR DE CIMENTO Cascalho.20 nota: dimensões em metro DETALHE 3 .

00 m1 1 aterro compactado talude da barragem camadas de proteção de solo-cimento camadas compactadas da barragem 0.00 SEQUÊNCIA DE ALTEAMENTO Figura 6 .20 linha de escavação do talude para junção das camadas nota: dimensões em metro 1.camada de solo-cimento 1.

. . é apropriado para os vales medianamente encaixados em regiões rochosas. sejam os mesmos provenientes da escavação das fundações das outras estruturas ou das pedreiras. A inexistência de áreas de empréstimo de solos argilosos torna antieconômica a adoção de barragem de terra nesses locais. com espaldares de rocha e núcleo impermeável. . nas quais o capeamento de solo muitas vezes não existe ou é pouco espesso. Seções Típicas 1Barragens de Enrocamento Convencional A seção típica recomendada para as barragens de enrocamento convencional é apresentada na Figura 1 a seguir. .BARRAGEM DE ENROCAMENTO Considerações Sobre o Tipo Esse tipo de barragem. .a largura do vale. visando facilitar o transporte de materiais.facilidade de construção e de acessos. visando-se reduzir o volume da barragem. na cota da crista da barragem. As pedreiras devem estar localizadas preferencialmente em cotas superiores às da área de construção da barragem.as fundações e as ombreiras devem ser resistentes e estanques.possibilidade de utilização direta do material. Normalmente é necessário desmontar 100 m3 de rocha para cada 130 m3 lançado no corpo da barragem. onde existam condições adequadas de fundações e pedreiras facilmente exploráveis a custo competitivo e/ou excesso de escavações obrigatórias em rocha.disponibilidade de material rochoso em quantidade suficiente. Adequabilidade do Local Um local considerado adequado para a implantação de uma barragem de enrocamento deverá possuir as seguintes características: . deve ser a mais estreita no trecho aproveitável do rio.

Os detalhes típicos são mostrados nas Figuras 3 e 4. A execução da proteção deverá ser realizada concomitantemente ao alteamento da zona impermeável.5 núcleo 1 impermeável 1 0.PROTEÇÃO INTERNA DO CORPO DA BARRAGEM DE ENROCAMENTO Figura 2 2- Barragens de Enrocamento Vertedouras As seções típicas recomendadas para as barragens de enrocamento vertedouras são dos tipos I e II.5H m2H BARRAGEM DE ENROCAMENTO CONVENCIONAL Figura 1 O talude a jusante do núcleo impermeável da barragem de enrocamento convencional deverá ser protegido como indicado na Figura 2. o tirante d’água máximo sobre a crista da barragem deve ser inferior a 1.50 transição (brita) 0. apenas.a a .75h trincheira (eventual) 0.00 det. As seções são semelhantes. m1 H 1 h enrocamento 0. 0.5 enrocamento m2 1 0.5H m1H a 0. visando evitar a fuga do material impermeável através dos vazios dos materiais granulares do espaldar de jusante.50 0. . no processo executivo.5 1 m2 1 enrocamento (pedra de mão) areia 0. diferindo.0 m. Para os dois tipos.2.75h mínimo nota: dimensões em metro DETALHE 4 . 4 NA máx.

lançam-se dois cordões de rocha (pioneiros) inicialmente. visando cortar o fluxo e possibilitar o enchimento do reservatório.Vertedouro.00m) NA máx. A parte central deve ser construída com material menos permeável.00m) brita (próximo dos taludes do cordão) pedras maiores.0 m. Tipo I .Alturas < 3. menos permeável.0 m. Na barragem Tipo II. selecionadas e arrumadas NA variável trincheira (eventual) cordão central área de limpeza Figura 4 d) Dimensões Básicas • Largura da Crista (a) A largura da crista mínima deverá ser de 3.0 m tirante d`água sobre a crista crista da barragem (máx. Se a barragem for utilizada como estrada. crista da barragem vedação central última camada. proveniente da pedreira. como especificado no ítem “Estradas de Acesso”. = 1. lança-se inicialmente um cordão parte central. = 1.0 m < Alturas ≤ 8. a largura mínima será de 6. brita.3. O dimensionamento da estabilidade das pedras é apresentado no item 2 .0 m tirante d`água sobre a crista (máx.Na barragem Tipo I. não selecionado. areia e pó de pedra/solo. Esse material é constituído por mistura de pedra. com pedra selecionada e embricada trincheira (eventual) área de limpeza cordões pioneiros de pedras lançadas Figura 3 Tipo II . A crista e o talude de jusante devem ser protegidos com pedras de diâmetro suficiente para suportar a velocidade do fluxo. • Cota da Crista .

consiste na limpeza.O preparo das fundações da barragem e de uma faixa de 5.Após a limpeza. Detalhes Construtivos Principais • Preparo da Fundação e das Ombreiras .1. fora do canteiro de obras e do futuro reservatório. • Espessura das Camadas Externas As camadas superficiais da crista e dos taludes. é calculada com base na geometria da barragem. o destocamento e a remoção de terra vegetal até uma profundidade de 20 cm na área dos cordões e 50 cm na área central. incluindo a camada de vedação.Nas margens ou ombreiras. tanto para o tipo I como para o tipo II. como indicado anteriormente para a barragem de terra (Figura 3).9 e 10 para os tipos I e II. No caso da barragem do tipo II ser construída em água corrente.O corpo dos prismas deve ter mais 50% de pedras com tamanho superior a 20 cm. o terreno deverá ser regularizado e a área da base da barragem deverá ser compactada com um trator de esteiras rebocando um rolo compactador de 4 t. . deverão ser removidos o solo coluvionar e o material solto. • Largura da Base e Dimensões dos Cordões Pioneiros A largura da base e as dimensões dos cordões pioneiros. pode alcançar 1:3 (vertical : horizontal). a inclinação do talude de montante deve ser igual a 1:2 (vertical : horizontal). como exposto anteriormente para a barragem de terra. a inclinação do talude de montante.0 m. principalmente o de jusante. As . Espalhamento e Compactação . O talude de jusante deve possuir uma inclinação mínima igual a 1:8 (vertical : horizontal). • Lançamento. Deverão ser dadas 10 passadas por toda a área da fundação e no trecho das ombreiras com inclinação acessível ao trator. incluindo o desmatamento. O material removido deverá ser transportado para locais de bota-fora pré-determinados. . deverão ter uma espessura mínima igual a 2D. deverá ser escavada uma trincheira na fundação. pelo menos. sendo D o diâmetro mínimo da pedra calculado segundo a metodologia apresentada no item VERTEDOURO. • Inclinação dos Taludes A inclinação dos taludes da barragem de enrocamento convencional está indicada na Tabela 2. . No caso da barragem ser construída a seco. a montante e a jusante.Caso o material da fundação seja mais permeável que o material vedante da parte central da barragem.A cota da crista da barragem deve ser igual à elevação do NA normal do reservatório. indicadas nas Figuras 7.

ou mais. através de trator de esteiras rebocando um rolo compactador com 10 t. a compactação da parte externa deverá ser feita em camadas de 60 cm. . ou de caminhão carregado. O material da parte central deve ser proveniente de pedreiras. visando reduzir os vazios entre as pedras. ou com placas vibratórias (sapos). no mínimo. A compactação dessa camada de reforço deverá ser feita por duas passadas de trator de esteira rebocando um rolo compactador com 10 t. com diâmetro mínimo definido no item 2 . durante o espalhamento.Vertedouro. os vazios deverão ser preenchidos com pedras menores. ou caminhões carregados. .brita.Na barragem de enrocamento convencional e na barragem de enrocamento vertedoura do Tipo I. misturadas com a fração do material . sobretudo no de jusante. No caso de trincheira. • Reforço da Crista e dos Taludes da Barragem As últimas camadas da crista e dos taludes deverão ser colocadas de forma cuidadosa.O cuidado na colocação deve aumentar do centro do aterro para a parte externa. areia e pó de pedra/solo. . deve ser lançado com caminhões basculante e espalhado com trator de esteiras ou moto-niveladora.pedras maiores.Na barragem do Tipo II. As partículas menores devem ser deixadas no centro da seção. exceto as camadas finais dos taludes e da crista. . areia e pó de pedra/solo. a parte central deverá ser constituída de pedras com dimensões não superiores a 20 cm. contendo a fração de materiais mais finos de brita. com. deverão ser dadas 6 passadas.O material do corpo da barragem. . 2 passadas em cada faixa no sentido paralelo ao eixo da barragem. ou seja. ao longo do talude/crista. devem ser colocadas nos taludes. O material deverá ser lançado em camadas de 30 cm e a compactação poderá ser manual. em camadas de 10 a 15 cm de espessura. Após a colocação. do material mais fino e menos permeável. sem seleção. a compactação será feita manualmente (apiloamento). Na parte central.

disponibilidade de pedreiras para obtenção da brita e jazidas de areia facilmente exploráveis nas proximidades do local. A camada aluvionar na região das fundações. O maciço rochoso deve ser pouco fraturado (1 a 3 fraturas/metro). Adequabilidade do Local Um local considerado adequado para o projeto de uma barragem de concreto deverá possuir as seguintes características: . Esse tipo de barragem é recomendado para vales estreitos. . encaixados.as fundações e a s ombreiras devem ser resistentes. entre os quais deverão ser previstas juntas verticais de dilatação vedadas contra vazamentos. em concreto ou em alvenaria de tijolos maciços. em função dos cálculos de estabilidade (ver item Dimensões Básicas mais adiante).0 m).a largura do vale na crista da barragem deve ser a mais estreita do trecho aproveitável do rio. visando não onerar o custo da obra com o serviço de remoção da mesma. caso exista.BARRAGEM DE CONCRETO Considerações Sobre o Tipo A barragem de concreto considerada nestas Diretrizes é a do tipo muro-gravidade. adota-se uma seção com paramento de montante vertical. Registra-se que. com seu peso próprio. em maciço rochoso pouco fraturado e com boas condições de fundação. não deverá ser muito espessa (£ 2. capaz de resistir. . .facilidade de conseguir cimento em quantidade suficiente na região.facilidade de construção e de acessos. . O trecho do vertedouro deverá ser rebaixado em altura correspondente à da lâmina d ‘água máxima vertente. Seção Típica A seção típica recomendada para a barragem de concreto é apresentada na figura 1 a seguir. . deverá ser construída uma mureta de proteção contra ondas. A seção da barragem pode incorporar o vertedouro quando as condições topográficas do local dificultarem a concepção de vertedouro lateral. Na crista da barragem. na maioria dos casos. visando-se reduzir o volume da barragem. A barragem deverá ser construída em blocos. no trecho não vertente. à pressão da água do reservatório e à subpressão das águas que se infiltram pelas fundações.

Para barragem com altura maior que 10 m. W. quando este é são. Journal of Hydraulic Engineering . McCLENDON E.00 lâmina vertente NA normal 0. deve-se estimar a borda-livre utilizando-se os critérios do USBR . May. Freeboard Allowances for Waves in Inland Reservoirs. Quando o maciço é fraturado e pouco resistente. atualmente.10H b2=0. Vol. L. 1962. a cota mínima da crista deverá estar 1. Bureau of Reclamation – USBR. normalmente. Quando o maciço é resistente.1. Para barragens com altura maior que 10 m. 88. O restante da energia é dissipado a jusante por sobre o maciço rochoso. como indicado na Figura 2. • Dimensões da Barragem Para barragens com altura menor a 10 m. 0. Denver. as dimensões da base são calculadas com base na geometria.SAVILLE T. escava-se uma bacia (tanque) de dissipação a jusante. Engineering Monograph no 19. A mureta de proteção contra ondas deverá ter uma altura mínima de 30 cm e largura de 20 cm.70H nota: dimensões em metro B BARRAGEM DE CONCRETO Figura 1 O paramento de jusante da barragem. resistente e não fraturado.70 1 superfície do terreno natural b1 b2 b1=0. e COCHRAN A. é construído com degraus para dissipar parte da energia do escoamento vertente..30 mureta eventual NA máx. Dimensões Básicas • Cota da Crista da Barragem Para barragem com altura menor que 10 m.10 H Hv 1 0. Design Criteria for Concrete Arch and Gravity Dams.00 0. a estabilidade da estrutura deverá ser verificada de acordo com os critérios apresentados na publicação United States Department of Interior. deve-se protegê-lo com laje de concreto. 1970.50 1.0 m acima da elevação do NA normal do reservatório. . No 2. mas fraturado. para amortecer o impacto da escoamento vertente. no trecho vertente.ASCE.

para bota-fora.00 VISTA DE JUSANTE (DISTÂNCIA ENTRE JUNTAS) Figura 2 Detalhes Construtivos Principais • Preparo da Fundação e das Ombreiras . .Os trabalhos de escavação só deverão ser dados por concluídos depois que o local estiver limpo e desimpedido de fragmentos de rocha. todo e qualquer material terroso ou rocha decomposta. a rocha apropriada para fundação.• Distâncias entre as Juntas As juntas entre os blocos da barragem devem estar espaçadas entre si de no máximo 15 m. Se necessário executar furos secundários. • Tratamento da Fundação .A escavação deverá ser conduzida de tal forma que a superfície da rocha. o espaço deverá ser preenchido com concreto.Para reduzir a subpressão deverá ser executada uma cortina de drenagem típica. que possa suportar o peso da barragem sem deformações. • Escavação da Fundação . deverá ser executada uma cortina de injeção de impermeabilização típica. se apresente bem rugosa e plana. para evitar fissuras no corpo da estrutura. com furos primários a cada 3 m. de forma semelhante à apresentada no item “Barragem de Terra”.A escavação em rocha será de preferência “a frio”.Deverão ser drenados os olhos d’água porventura encontrados na área da fundação. Entende-se por rocha apropriada a que apresente boas condições de impermeabilidade. normalmente. em toda a área. consiste na limpeza. . através de cunhagem.0 m.Se o maciço for fraturado. a montante e a jusante. A limpeza deverá ser executada utilizando-se jato de água/ar. pouco fraturada. lama ou detritos de qualquer natureza. incluindo o desmatamento e o destocamento. .O preparo das fundações sob a barragem e de uma faixa de 5.Todas as irregularidades da superfície rochosa que formem taludes negativos ou balanços deverão ser eliminadas. . Deverá ser removido. procurando-se evitar o uso de explosivos. uma vez que trata-se. crista da barragem crista do trecho vertedouro superfície da rocha juntas 15. até ser atingida. após concluída a escavação. . de pequenos volumes. .

a colocação deverá ser. o agregado miúdo (areia) deverá ser proveniente de bancos situados no próprio leito do rio. devem ser observadas as instruções especificadas para tratamento das mesmas na ocasião da retomada da concretagem. contínua. álcalis e substâncias orgânicas.a água destinada à preparação do concreto deverá ser limpa e não deverá conter sais. em função da resistência a ser obtida. ter partículas sólidas e duráveis. a perda de água de amassamento ou a variação da trabalhabilidade da mistura. lançamento e cura dos concretos).os agregados miúdos (areia) e graúdos (brita e/ou cascalho) deverão ser de boa qualidade. em galpões fechados e convenientemente ventilados.a resistência do concreto deverá ser especificada em função do dimensionamento estrutural. . preferencialmente. registra-se que: . A título apenas de informação. livres de impurezas orgânicas de qualquer natureza e de materiais pulverulentos. A data de chegada de cada lote na obra deverá ser rigorosamente controlada. A contaminação por materiais estranhos e misturas com modificação da granulometria deve ser evitada.o agregado graúdo (brita) deverá ser proveniente.o lançamento do concreto só deverá ser realizado sobre superfícies previamente preparadas e liberadas.em f u n ç ã o d a r e a l i d a d e d o l o c a l e d a s necessidades da obra. transporte.os agregados deverão ser estocados em pilhas com sistema de drenagem eficiente. . os controles a serem obedecidos. . caso isso seja atrativo economicamente. quando houver necessidade de juntas de construção. durante um período nunca superior a 90 dias. .o cimento deverá ser armazenado na obra de modo adequado. . fabricação. . em pilhas de no máximo 10 sacos. considera-se que o concreto será produzido na central do canteiro de obras.o concreto deverá ser dosado na central de acordo com as especificações anteriormente referidas. procurando-se evitar a segregação dos agregados. . em princípio.• Concretagem das Estruturas Para efeito destas Diretrizes. os agregados poderão ser adquiridos de empresas comerciais da região. Da central o concreto deverá ser transportado diretamente para o local de aplicação. Essa central deverá ter capacidade compatível com o volume de concreto previsto e o prazo para execução. . Esse documento incluirá. de pedreira ou de cascalheira do leito do rio. óleos. O procedimento industrial de fabricação do concreto deverá atender a uma Especificação Técnica (ET) preparada por especialistas no assunto (engenheiro estrutural e tecnologista de concreto). por qualquer motivo. ácidos. para todas as fases do processo (seleção e aceitação dos materiais componentes. . visando protegê-lo contra deterioração. .

os lançamentos serão sucessivos.5 m de altura.todo concreto deverá ser lançado de uma altura inferior a 2. para que não seja danificada pelo umedecimento. A localização das juntas de concretagem deverá ser planejada antecipadamente e a concretagem será contínua de junta a junta. para minimizar as perdas de água. cada camada deverá ser concretada e compactada antes que a camada anterior tenha iniciado a pega.0 m de largura.a superfície concretada não poderá ser exposta à ação de água de cura antes que tenha endurecido o suficiente. por faixas de 2. o material solto e eventuais corpos estranhos. essas juntas de dilatação deverão ser vedadas. até perfazer 1. e em camadas de 40 cm de espessura. .0 m para evitar a segregação de seus componentes. .cada bloco da barragem será concretado. . as superfícies deverão ser deixadas rugosas a fim de se obter sempre uma boa ligação com a camada seguinte. a fim de evitarem-se juntas horizontais. deverá ser molhada e conservada assim até a concretagem.todo concreto deverá ser adensado por vibração. será caracterizada uma junta de concretagem.para unir concreto fresco com outro já endurecido. . . de acordo com o detalhe apresentado na figura a seguir. bem como todos os materiais soltos ou estranhos. serão limpas logo que a superfície tiver endurecido o suficiente. . lavada e limpa com escovas de aço. paralelas ao eixo. este deverá penetrar na parte superior da camada subjacente. retirando-se toda a nata de cimento.. em princípio. a superfície da parte já endurecida deverá ser raspada para retirar a argamassa superficial. .quando a concretagem for suspensa por período de tempo superior àquele em que se iniciou a pega.as camadas que forem concluídas num dia de trabalho ou que tiverem sido concretadas pouco antes de se interromperem temporariamente as operações.no caso do emprego de vibrador de imersão. colocada na mesma concretagem. . essa superfície. . .as juntas verticais entre os blocos serão do tipo “junta seca” e deverão ser construídas de modo a permitir absoluta liberdade entre os blocos.

e deverá ser mantida úmida desde o lançamento até. .a desforma só poderá ser iniciada depois de 14 dias. 14 dias após.fluxo junta de concreto 0.15 nota: dimensões em metro Figura 3 .50 material de vedação pré-fabricado junta 0.as superfícies de concreto destinadas a ficarem aparentes e que não estiverem em contato com fôrmas durante a concretagem deverão ser alisadas enquanto o concreto ainda estiver fresco. de águas em movimento e de agentes mecânicos. pelo menos. . . a água para cura deverá ser potável.a superfície do concreto será protegida adequadamente da ação direta do sol e da chuva.

com base na Equação da Continuidade. a partir. em cota elevada em relação ao leito natural do rio. deve-se considerar as características geológico-geotécnicas do local onde o mesmo será implantado. . a partir da vazão de projeto. . com base nas características geotécnicas do material do terreno. com seção trapezoidal.Determinar a largura necessária do canal ( b ). .através da combinação dos tipos acima citados.0 m.Fixar a velocidade máxima admissível no canal ( Vmax ). dependendo do porte da obra. as quais condicionam a definição do arranjo geral das obras e da vazão de projeto do vertedouro. com soleira vertedoura a jusante. como apresentado a seguir.0 m.Fixar. ao longo de toda a extensão da crista ou parte dela. inicialmente.Fixar como cota do fundo do canal extravasor a elevação do NA máximo normal de operação do reservatório. A melhor solução dependerá das condições topográficas e geológico-geotécnicas de cada local. . a lâmina d’água máxima ( hmax ) no canal igual a 1. para escoamento com o tirante de 1. A seqüência de cálculo a ser utilizada no dimensionamento é descrita a seguir: . nos projetos de PCH podem ser definidos três tipos básicos de solução para o extravasamento do excesso de água afluente ao local do aproveitamento: .por um canal lateral.por sobre o próprio corpo da barragem.VERTEDOURO Escolha do Tipo de Vertedouro De forma geral. . que garanta a estabilidade do canal. . . da velocidade máxima admissível e da lâmina d’água fixada.Definir a inclinação dos taludes ( m ). Vazão de Projeto do Vertedouro O vertedouro deverá ser dimensionado para descarregar a vazão de projeto ( Qmax ) determinada segundo a metodologia apresentada anteriormente no item “Estudos Hidrológicos” Dimensionamento do Vertedouro • Vertedouro em Canal Para o vertedouro em canal. também. das características geotécnicas do material do terreno.

deve-se avaliar os aspectos de dissipação de energia na região de restituição das águas ao leito do rio. . deve-se cogitar soluções alternativas como as descritas a seguir. ou se as condições geológico-geotécnicas não sejam favoráveis à execução do canal com tal largura. deverão ser avaliados os tamanhos dos blocos do maciço. comprovadamente a favor da segurança. os quais variam em função do fraturamento.Verificar a possibilidade de aumentar o tirante d’água máximo fixado. Por exemplo. Para tanto. para um maciço com 5 fraturas por metro. 1 m h máx.Verificar a viabilidade da execução do canal com a largura necessária calculada. porém. como a velocidade será maior. Se nessa região for identificada a presença de maciço rochoso fraturado. será suficiente verificar se o mesmo conseguirá dissipar a energia do escoamento. Caso a largura do canal seja excessiva. Esses blocos serão estáveis ou não em função da velocidade do escoamento (ver Tabela 2). A altura da soleira pode ser calculada pela expressão a seguir. . cujo dimensionamento é apresentado a seguir. O embricamento dos mesmos significa resistência adicional à erosão de difícil avaliação. cujo detalhe é apresentado nas figuras 1 e 2 em “TOMADA D’ÁGUA”. deve-se revestir o canal com material compatível com a velocidade máxima esperada.Verificar o extravasamento por sobre a barragem. . Nesse caso. o que possibilitará diminuir a largura do canal. ⇒ Dissipação de Energia a Jusante do Canal Confirmada a viabilidade da adoção de canal lateral para extravasar a vazão de projeto. NA normal do reservatório b Figura 1 2 Q max = V max A = V max (bhmax + mhmax ) b= 2 Qmax − V max mhmax Vmax hmax .mh máx. Caso a região seja composta por solo deverá ser projetada uma proteção com material rochoso. admitir-se que os blocos têm aresta de 20 cm.Verificar a hipótese de usar uma largura menor. NA máx. .

p = hmax − hsol . em função da velocidades do escoamento. O tirante (carga) de água sobre a soleira ( hsol ) deverá ser calculado a partir da expressão a seguir. a partir da expressão anterior. O tirante crítico sobre a soleira (hc ) . em (m). onde C = coeficiente de vazão = 1. onde: Q max q= b = igual descarga específica . deve também ser calculado para comparação com hsol.81 m2/s. onde hmax = tirante da água no canal. em (m3/s). O comprimento da soleira ( Lsol ) é adotado igual a 2. em (m/s). que corresponde ao mínimo da energia específica. O diâmetro dos blocos. Desta forma. g = aceleração da gravidade = 9. que deve ser estimada da seguinte forma. pode ser obtido da Tabela 2 apresentada mais adiante. 3/ Q max = Cbh sol 2 . Os blocos de rocha para construção da soleira devem ser estáveis quando submetidos à velocidade máxima do escoamento ( Vmax ) por sobre a soleira. em (m). Para o dimensionamento da escada de dissipação de energia recomenda-se que o .7b ⎠ 2/3 . em (m3/s/m). A altura mínima da soleira é adotada igual a 0.5 hsol (ver figura 2 em “BARRAGEM DE ENROCAMENTO”). através da expressão: q 2 hc = 3 g .5 m. adotando o maior valor de velocidade. em m. para materiais coesivos e granulares. Vmax = Qmax Qmax hsol b ou hc ⋅ b . pode-se determinar: hsol ⎛Q ⎞ = ⎜ max ⎟ ⎝ 1.7 Os demais parâmetros foram definidos anteriormente.

5 vezes a largura do canal. As condições de contorno de cada caso podem determinar variações no projeto.5 1 1 1. p canal 1. A escada deve ter a mesma largura do canal extravasor. h máx. Nesse caso.comprimento de cada degrau seja no mínimo igual ao dobro da altura do mesmo. devendo se desenvolver desde o final do canal até a calha do rio. deve ser incluída uma soleira e uma escada dissipadora. ter-se que dividir o canal em dois ou mais planos. O canal extravasor deve ser construído sempre com baixa declividade. soleira afogada canal extravasor A escada de pedra A barragem PLANTA Figura 2 NA res. conforme mostrado na Figura 3. como. ao final de cada plano. Os blocos de rocha podem ser substituídos por gabiões. Essa proteção deve acompanhar a topografia do terreno natural. A entrada do canal deve ser afastada da barragem de uma distância da ordem de 1. hc h pedra NA rio CORTE A-A . protegendo o talude da margem contra erosão. h sol.5 L Lsol. por exemplo.

hsol ⎛Q ⎞ = ⎜ max ⎟ ⎝ 1. Desta forma. com um trecho rebaixado para verter a descarga de projeto. b = largura da crista da soleira. em (m). 3/ Qmax = Cbhsol2 . neste caso. A escolha entre um tipo e outro dependerá da comparação de custos entre ambas. pode-se utilizar uma soleira (barragem) de enrocamento com talude de jusante bem suave (1 V:8 H). caso haja rocha disponível no local. em (m3/s). Os demais parâmetros foram definidos anteriormente. Secundariamente. a partir da expressão anterior. ⇒ Barragem Vertedoura de Concreto O roteiro de cálculo é o mesmo apresentado anteriormente. em (m).0.7b ⎠ 2/3 . à exceção do coeficiente de vazão que.0. h 1 8 BARRAGEM VERTEDOURA DE ENROCAMENTO Figura 4 . onde C = coeficiente de vazão = 2. 0b ⎠ 2/ 3 .Figura 3 • Barragem Vertedoura O tipo de solução usada rotineiramente é uma barragem de concreto. pode-se determinar: hsol ⎛Q ⎞ = ⎜ max ⎟ ⎝ 2. é da ordem de 2. em (m). ⇒ Soleira de Enrocamento O roteiro de cálculo é o mesmo apresentado anteriormente.

00 75.80 a 1.40 a 2.00 200.00 150.1(V): m(H) NATUREZA DOS TALUDES Rocha dura e concreto Rocha fissurada Argila dura Aluviões compactos Cascalho grosso Enrocamento Terra INCLINAÇÃO .25 0.00 25.00 VELOCIDADE (m/s) 0.80 0.00 1.00 a 75.20 a 1.55 a 0.ESTABILIDADE DE CANAIS I .00 a 100.00 a 25.00 40.Métodos Construtivos Os métodos construtivos são os mesmos já especificados anteriormente para barragens de concreto e de enrocamento.65 a 0.005 a 0.00 100.80 a 2.90 3.70 a 3.70 2.40 a 1.20 a 0.00 a 150.1 (V): m (H) 0 a 0.50 .00 a 2.30 0.00 a 10.40 2.50 2.05 a 0.00 10.50 a 3.00 15.00 Tabela 2 .75 1.50 a 5.20 1.20 0. Tabela 1 ESTABILIDADE DE CANAIS .00 a 40.00 a 200.25 0.00 1.00 a 15.70 1.INCLINAÇÃO DOS TALUDES .05 0.40 1.00 5.30 a 0.00 a 1.90 a 4.80 1.50 0.50 3.00 1.25 a 1.15 a 0.MATERIAIS GRANULARES (NÃO COESIVOS) MATERIAL Lodo Areia fina Areia média Areia grossa Pedrisco fino Pedrisco médio Pedrisco grosso Cascalho fino Cascalho médio Cascalho grosso Pedra fina Pedra média Pedra grossa Pedra grande (bloco) DIÂMETRO (mm) 0.65 0.00 a 300.55 0.50 a 3.70 2.

2 < IV < 2.20 Tabela 4 FATORES CORRETIVOS DOS VALORES DA VELOCIDADE MÁXIMA ADMISSÍVEL PARA CANAIS COM CURVA Grau Sinuosidade de Retilíneo 0.80 Compactad o Muito Compactad o 0.90 0.2 < IV < 0.20 Tabela 3 FATORES CORRETIVOS DOS VALORES DA VELOCIDADE MÁXIMA ADMISSÍVEL PARA CANAIS COM LÂMINA D’ÁGUA DIFERENTE DE 1.45 0.95 Muito Sinuoso 1.90 0.35 Pouco Compactad o 0.80 Pouco Sinuoso 0.50 1.30 0.10 2. Sinuoso 0.2 0.00 m Tirante médio (m) Fator corretivo 0.00 Fator corretivo .10 2.75 0.6 < IV < 1.30 1.00 1.3 1.20 3.80 0.3 < IV < 0.95 1.00 1.50 0.II .00 1.80 1.90 Mod.65 ÍNDICE DE VAZIOS (IV) Argila arenosa(% de areia < 50%) Solos argilosos 0.6 1.50 1.MATERIAIS COESIVOS Grau de Compactação Muito Pouco Compactad o 1.0 0.00 1.

Figura 1 Os arranjos típicos para disposição das estruturas componentes da tomada d’água serão variados.Locais recomendáveis. pois durante a época de águas altas a região recebe o impacto de materiais. na maior parte. no caso da tomada d’água de superfície. como na parte côncava as profundidades. C .TOMADA D’ÁGUA Escolha do Tipo de Tomada d’Água Nestas Diretrizes são consideradas as tomadas d’água de superfície e submersa. em superfície livre. a tomada d’água deve ser posicionada do lado côncavo.um canal de aproximação/adução do escoamento. D . ao longo de trechos retos. ESTRUTURA DE CAPTAÇÃO LOCALIZAÇÃO C A B D A C D D B fluxo A . sempre que possível. pois o material transportado pela corrente deposita-se na parte convexa. Arranjos Típicos A estrutura de tomada d’água deve ser localizada. B . que podem afetar as estruturas da tomada d'água.Locais inconvenientes. em função dos aspectos topográficos e geológico-geotécnicos de cada local.Áreas sujeitas à deposição de materiais transportados pela corrente. A prática em projetos dessa natureza revela que têm sido adotados arranjos contendo. os locais recomendáveis para implantação da estrutura de captação. Nos trechos em curva. obstruindo a frente da tomada d'água. geralmente. os seguintes elementos: . se depositam na parte convexa. à estrutura de tomada d’água. junto à margem do reservatório. Além disso. são maiores.Locais inconvenientes. em geral. pois os sedimentos transportados pelo escoamento. . A figura a seguir mostra. os sedimentos transportados por arraste não serão captados. esquematicamente.

se no local do aproveitamento os estudos sedimentológicos realizados revelarem que o rio transporta sedimentos. transportado pelo escoamento. da ordem de 20 m2. Portanto. as areias têm granulometria compreendida entre 0.velocidade máxima na grade da ordem de 1. . As figuras apresentadas mais adiante ilustram os tipos de arranjos mais usados para as estruturas de captação. Parâmetros de Projeto da Tomada d’Água A estrutura de tomada d’água será dimensionada considerando-se: . no canal de adução. a jusante da estrutura posiciona-se geralmente o canal de adução em superfície livre. com base numa vazão de 20 m3/s (máxima de projeto do Manual anterior) e considerando-se a velocidade máxima anteriormente definida (1. como mostrado nas figuras mais adiante. . até a estrutura da câmara de carga. A título de exercício. a jusante da câmara de carga situa(m)-se o(s) conduto(s) forçado(s). tem-se uma estrutura de porte significativo (10 m de largura x 10 m de altura).5 mm. apesar de estar-se tratando de PCH. da ordem de 2 m.nos arranjos nos quais a casa de força situa-se ao pé da barragem.0 mm e os pedregulhos têm granulometria maior que 5. Dimensionamento • Desarenador O desarenador.0 m/s).1 mm e 10 mm. ter-se-á uma área útil de escoamento. correspondente ao limite . Considerando-se um tirante de água. uma câmara destinada à decantação do material em suspensão e/ou um desarenador. a adução é feita desde a captação até as turbinas em conduto(s) forçado(s). como mostrado mais adiante. tem-se uma estrutura com uma largura estimada de 10 m. com granulometria compreendida entre 0..0 m/s.vazão máxima de projeto. deverá ser previsto no canal de adução.0 mm.1 e 5.a estrutura de tomada d’água propriamente dita. considerando-se uma altura de barragem de 10 m. . incluindo a grade para proteção contra corpos flutuantes e as comportas para controle do escoamento. . De acordo com o Sistema Unificado de Classificação de Solos. destinada à decantação da totalidade ou parte do material sólido grosso.nos arranjos nos quais a casa de força situa-se afastada da tomada d’água. como citado anteriormente. na tomada d’água. por onde o escoamento é conduzido à(s) turbina(s). A prática em projetos desses dispositivos tem revelado que os desarenadores asseguram a decantação apenas do material com diâmetro maior que 0. apenas para se ter uma idéia do porte deste elemento da estrutura. ou tubulação de adução de baixa pressão. a montante da estrutura de tomada d’água. é uma câmara posicionada a montante da estrutura da tomada d’água (ver figuras mais adiante).

A limpeza total do desarenador deverá ser feita manualmente. como padrão.0 21.5 18.0 6. • Tomada d’Água No projeto da tomada d’água propriamente dita.3 1.0 12.0 3.7 LC 4.0 3.0 0.0 BC 3.5 4. Tabela 1 DIMENSÕES DO DESARENADOR VAZÃO (m3/s) 0.6<Q<10. normalmente prevêse um orifício lateral. Para as PCH. sendo transportados para jusante.0 7. normalmente. formando uma cunha com ângulo igual ao ângulo de repouso do material submerso. as quais são ilustradas nas figura 6. Quando o paramento de montante é inclinado.5 5.1<Q<20. argila/silte). a grade obedece à mesma inclinação.0 6.0 9.5 8.0 8. A limpeza da grade pode ser feita manualmente.0 5.0 • Grade A grade.6 1.5 15.0 6.9 1. Os materiais em suspensão. grades com barras chatas ou redondas.inferior da faixa granulométrica da areia média.0 m/s. HC (m) LC 5. não decantam. A prática tem demonstrado que a abertura brusca dessa comporta possibilita o expurgo apenas do material do desarenador depositado junto à comporta.0 11. a montante da tomada d’água. Para se obter a melhor eficiência do desarenador.0 17.5 11.0 3. visa impedir a entrada de corpos flutuantes que possam danificar os equipamentos.1 1.5 7. espaçadas de 8 a 12 cm. no paramento de montante da tomada d’água. com uma comporta de fundo.7 0. devem ser observados os seguintes aspectos: .0 DIMENSÕES (m) MÍNIMAS RECOM.1<Q<6.0 BC 2.1<Q<13.5 0.0 3.5 13.5 1.0 4.7<Q<3. a velocidade do escoamento de aproximação à tomada d’água deve ser inferior a 1.0 9.5 6. com diâmetros inferiores (areia fina.1<Q<0.7 0. figura 1 do ítem CANAL DE ADUÇÃO e figuras 1 e 2 do ítem TUBULAÇÃO DE ADUÇÃO EM BAIXA PRESSÃO. Na tabela a seguir apresentam-se as dimensões mínimas e recomendadas para os desarenadores.6<Q<17.0 7.0 4. com o auxílio de “ancinho”.5 7.6 0.0 8.8<Q<1.0 10. pode-se adotar. ou mecanicamente através de máquina limpa-grade.0 5. de 75o a 80o. durante o período de manutenção programada. Na região mais baixa do desarenador. com o objetivo de possibilitar a limpeza do material sedimentado.0 16.

(“Vortices at Intakes”. V = velocidade do escoamento (m/s) na região da comporta.5 . . Como critério.a cota da laje de fundo do canal de aproximação deve estar 1. em relação ao NA mínimo operativo. respectivamente. d = altura do conduto de adução (m). com uma distribuição satisfatória de pressões. As dimensões da passagem hidráulica. em função da vazão a ser aduzida.0 m.a definição do eixo da estrutura depende dos mesmos aspectos que condicionam a definição do arranjo geral. deve-se adotar uma submergência mínima igual a 1. visando-se acomodar o escoamento de forma estável e sem descolamento (separação) do fluxo da estrutura de concreto e. . April.0 m abaixo da cota da soleira. utilizando-se a equação da continuidade. 1970): S = CVd 0. onde C = 0. A geometria da aresta superior da tomada d’água deve ter forma hidráulica que obedeça a equação definida na Figura 2 a seguir. WP&DC.26 a seguir ilustram os parâmetros acima descritos. em cada caso. Se possível. como descrito anteriormente.7245 ou 0. Métodos Construtivos Os métodos construtivos são os mesmos já especificados anteriormente para barragens de concreto. L. o eixo deve fazer um ângulo de 50o a 70o com o eixo da barragem. para escoamento de aproximação assimétrico e simétrico..1. . consequentemente. largura x altura.5434 (para unidades métricas). As figuras 5 a 7. no caso de tomada submersa. serão definidas. a submergência da aresta superior da boca de entrada da tomada d’água deve ser verificada utilizando-se a fórmula de Gordon J.para evitar a formação de vórtices junto a estrutura.

4 0.4 TIPO 3 COEFICIENTE DE QUEDA DE PRESSÃO .5 1.C 0.2 1.0.0 ⎛ 2D ⎞ ⎟ ⎜ ⎜ 3 ⎟ ⎠ ⎝ 2 PT + Y2 =1 0.0 1.5 2.0 TIPOS 2.) ARES (A 2.0 1. C = coeficiente de queda de pressão ENTRADA DA TOMADA D’ÁGUA COM TETO CURVO COEFICIENTES DE QUEDA DE PRESSÃO EFEITOS DA INCLINAÇÃO DO PARAMENTO DE MONTANTE .2 0.5 PROFUNDIDADE .8 TIPO 1 TIPO 4 1.0 0.3.6 0. ft.0 TIPO 3 4 2 L PC X Y 1. onde: Hd = queda de pressão do reservatório.6 0.0 1.2 0.4 1.5 0 L/D 0.8 L/D 1.0 -0.6 1 3.0 Figura 2 V2 2g Hd = C .4 RANHURA 2 TIPOS 3 4 RANHURAS DA COMPORTA 2.5 NARIZ ES D O S PIL X2 D2 1.D PROX .5 -1.5 D 0 -1.4 0.2 TIPO 2 1.

00 x 0.= carga cinética na seção retangular da comporta V2 2g ARRANJO TÍPICO DE TOMADA D’ÁGUA ESTRUTURA DE CAPTAÇÃO COM TOMADA D'ÁGUA B tomada d'água propriamente dita grade Z canal de adução Q A comporta de controle E 8 a 10% LC comporta de limpeza Z pranchões de madeira para emergência e manutenção B BC W 8 a 10% X comporta de limpeza (1.60) camada de retenção de material sólido pré-desarenador A barragem PLANTA rio comporta de controle grade pranchões borda livre f comporta de limpeza barragem Z Q a E 8 a 10% Z Q 0.00 SEÇÃO A-A .00 E LC 1.60 1.

1.1.30m (borda livre).8 5) Câmara de retenção .L borda livre f >= 0.ver tabela 7.ver tabela 7.30 NA na barragem NOTAS: 1) a = 75oa 80o . 3) Desarenador .8 M H Oc O piso da soleira da grade B Bc SEÇÃO B-B FIGURA 3 ARRANJO TÍPICO DE TOMADA D`ÁGUA tomada d'água propriamente dita Lg grade pranchões para emergência e manutenção comportas de controle Eta B canal de adução T A Bc A Lta BC câmara de retenção de material sólido (pré-desarenador) B Eh B rio barragem comporta de limpeza PLANTA .ver tabela 7.8 4) Para dimensionamento . 2) f >= 0.1.

f Lta NA Oc O NA min. HC 8 a 10% Ev Uv B Bc Eh Uh VISTA FRONTAL Figura 4 ARRANJO TÍPICO DE TOMADA D’ÁGUA . NA máx.ver tabela 7. 2) f>= 0.1.40m (borda livre) 3) Pré-desarenador . NA Hg a HC grade LC O Oc NAmin.Eta Eta NA máx.8 NA máx.ver tabela 7. Uv Ev CORTE A-A CORTE B-B NOTAS: 1) a = 75oa 80o .1.8 4) Dimensionamentos . NA NA min.

30 NA máx.00 ranhura para colocação de pranchões durante a manutenção CORTE I-I L NOTAS: 1) S = 1.ver tabela 7. M H OC cota da soleira da grade O E B BC CORTE II-II Figura 5 .1. 3) Desarenador .00 LC II PLANTA NA máx.00 a 5.8 T T borda livre f>=0.8 4) Para dimensionamentos .ver tabela 7.00m.00 LC E 4. S a 8 a 10% 10 fundo do canal de aproximação 2. o 2) a = 75o a 80 .30 NA tubulação forçada cota da soleira da grade H NA min.40) de comprimento grade T comporta de controle I L 8 a 10% T I 2.06 e (L-0. borda livre f>=0.II canal de aproximação desarenador pranchões de 0.1.25 x 0.

1. S tubulação forçada H fundo do canal de aproximação 1.ver tabela 7.40 ranhura para os pranchões de manutenção NA máx. NA NA min.ver tabela 7.ARRANJO TÍPICO DE TOMADA D’ÁGUA B pranchões de madeira para emergência e manutenção 1 tubulação forçada 2 tubulações forçadas A canal de aproximação 3.8 3) S = 1.8 2) Dimensionamentos .00 desarenador LC 8 a 10% A comporta de grade limpeza comportas de controle alternativa saída do escoamento de limpeza B PLANTA borda livre f>=0.00 8 a 10% E grade a E LC CORTE A-A borda livre NA máx. M O Oc H cota do piso da soleira da tomada HC E B B Bc Bc CORTE B-B Figura 6 .1. NOTAS: 1) Desarenador .00m.

. a partir da vazão de projeto. a lâmina d’água máxima ( hmax ) no canal igual a 1. . essa velocidade deve ser compatível com a velocidade do escoamento a jusante da tomada d’água.Subtraindo-se hmax da elevação do NA mínimo do reservatório determina-se a cota do fundo do canal. também. Poderão ser adotados canais trapezoidais. ou se as condições geológico-geotécnicas não forem favoráveis à execução do canal com tal largura.Estimar a largura necessária do canal ( b ). a partir. da velocidade máxima admissível e da lâmina d’água fixada.0 m. que garanta a estabilidade do canal. com base na Equação da Continuidade. com ou sem revestimento. . Caso a largura do canal seja excessiva. tendo em vista os equipamentos de escavação normalmente utilizados pelos empreiteiros.0 m. das características geotécnicas do material do terreno. . como apresentado a seguir.1. inicialmente. para escoamento com o tirante de 1.Definir a inclinação dos taludes ( m ). A seqüência de cálculo a ser utilizada no dimensionamento preliminar das dimensões do canal é a mesma apresentada anteriormente na Seção 7. em rocha. com base nas características geotécnicas do material do terreno. em solo. 2 Q max = V max A = V max (bhmax + mhmax ) b= 2 Qmax − V max mhmax Vmax hmax Registra-se que para canais retangulares m = 0 . deve-se cogitar de solução alternativa como as descritas a seguir. .CANAL DE ADUÇÃO Seção Típica A escolha da seção típica mais adequada para o canal vai depender das condições topográficas e geológico-geotécnicas da ombreira em cada local onde o canal será implantado. . .Verificar a viabilidade da execução do canal com a largura necessária calculada.Fixar.Fixar a velocidade máxima admissível no canal ( Vmax ).2-c e repetida a seguir. Dimensionamento O dimensionamento do canal deverá ser realizado em sintonia com os parâmetros fixados anteriormente para o projeto da tomada d’água. ou retangulares.

013 0. Tabela 1 COEFICIENTES DE RUGOSIDADE Natureza das Paredes Cimento liso Argamassa de cimento Pedras e tijolos rejuntados Tijolos rugosos Alvenaria ordinária Canais com pedregulhos finos Canais com pedras e vegetação Canais em mau estado de conservação n 0. Nesse caso. Q= AS 1 / 2 R 2 / 3 (m3/s).000 m de canal (declividade = 0. Recomenda-se adotar um caimento de 0. deve-se revestir o canal com material compatível com a velocidade máxima esperada.4 m a cada 1. como descrito a seguir.015 0. n = coeficiente de rugosidade do canal. A tabela 1 apresenta alguns valores característicos.011 0.Verificar a hipótese de usar uma largura menor.0004).010 0. como a velocidade será maior.020 0.Verificar a possibilidade de aumentar o tirante d’água máximo fixado o que possibilitará diminuir a largura do canal.030 0. .017 0.. R = raio hidráulico (m). A declividade do canal deve ser mínima e constante.035 . O valor da rugosidade varia em função do material do revestimento. onde n S = declividade do canal. NA 1 m h m 1 b Figura 1 A capacidade de vazão do canal deverá ser verificada utilizando-se a fórmula de Manning.

. principalmente se o volume for expressivo. a superfície escavada deverá ser compactada.Aspectos Construtivos A escavação do canal deverá ser realizada de acordo com os procedimentos usuais para obras dessa natureza. deverá ser elaborada uma Especificação Técnica para a execução do revestimento. deve-se considerar que o material proveniente da escavação do canal deverá ser utilizado na construção das obras de terra do aproveitamento. recomenda-se um mínimo de 6 passadas de rolo compactador. em solos argilosos impermeáveis. Para os canais sem revestimento. de acordo com a experiência em obras dessa natureza. Visando a otimização do balanceamento de materiais da obra. Para os canais revestidos. A compactação deverá ser realizada com a utilização de equipamento apropriado. Em princípio.

J = 410 K a V 1.32 sem costura Cimento-amianto 0. onde: J= Hb Hb 100 Lcf perda de carga unitária (m/km). A velocidade do escoamento será calculada utilizando-se a Equação da Continuidade: V = 4Q Q Q = 2 = 1.1 . Lcf Ka V Di velocidade do escoamento (m/s).278Q 0.38 .34 Concreto armado 0. O dimensionamento é feito utilizando-se a fórmula de Scobey. como descrito a seguir. coeficiente que varia com o tipo de tubulação (ver quadro a seguir). Dimensionamento do Diâmetro O diâmetro mínimo da tubulação de adução em baixa pressão pode ser adotado como o que produz uma perda de carga por atrito igual a 1% da queda bruta. queda bruta (m).9 Di1. diâmetro interno do conduto (cm). 388 ⎛ L ⎞ ⎜ ka ⎟ ⎝ Hb ⎠ 0 . com juntas soldadas ou 0. 204 Tabela 1 .VALORES DE k a TUBULAÇÃO ka Aço novo.TUBULAÇÃO DE ADUÇÃO EM BAIXA PRESSÃO Caso a alternativa de construção de um canal de adução em superfície livre não seja viável. 2732 A πD D2 Substituindo-se os valores de J e V na fórmula de Scobey tem-se: D = 341. deve-se utilizar uma tubulação em baixa pressão como meio de ligação entre a tomada d’água e a entrada do conduto forçado. comprimento do conduto (m).

cujos valores são apresentados no quadro a seguir. k f = eficiência das soldas. elétrica (*) kf 1. onde: e = espessura da parede (mm). Pi = pressão hidrostática máxima interna (kgf/cm2).0 0.80 0.00 . Tabela 2 . D = diâmetro interno (mm).VALORES DE k f TUBULAÇÃO Sem costura Com costura .80 1. onde: e s = sobre-espessura p/ corrosão = 1.90 1.Costura com solda por fusão elétrica .com radiografia ou com alívio de tensões .Costura com solda por resist.sem radiografia e alívio de tensões . σ f = tensão admissível de resistência à tração do material (kgf/cm2).00 0.0 mm.Espessura da Tubulação de Adução • Sob Pressão Interna A fórmula genérica para a determinação da espessura da tubulação metálica é a seguinte: e= Pi D 2σ f . essa fórmula passa a ser: e= Pi D + es 2σ f k f .com radiografia e alívio de tensões Padronizada de fabricação normal . Para o caso específico de tubulações em aço.

com as seguintes características: σ e = tensão de escoamento 2.220 ≅ 1. D = diâmetro interno do conduto. ou de colapso (kgf/cm2). de colapso. a adoção da espessura mínima é recomendada por motivos construtivos. 2E ⎛ e ⎞ Pc = ⎜ ⎟ 1 − ν 2 ⎝ D ⎠ . A pressão externa correspondente.570 kgf/cm2. tendo em vista que qualquer defeito de laminação ou efeitos de corrosão afetam o valor da espessura percentualmente. por exemplo. Essa espessura. Recomenda-se. Grau C). e min = D + 500 ≥ 6. σ r = tensão de ruptura 3. é determinada pela fórmula a seguir. segundo o Bureau of Reclamation. quando é esvaziado sem os cuidados necessários ou quando não funciona a aeração.35 mm (1/4”) 400 • Sob Pressão Externa Em certos casos. onde: Pc = pressão externa. Esse reflexo é maior nas chapas mais finas e é mais difícil a elaboração de uma boa solda nessas chapas.(*) Relativa ao aço ABNT EB 255 CG 30 (ASTM-A283.33 σ r med = 0. por segurança. ν = fator de contração transversal. e = espessura da chapa do conduto.33 x 4.400 kgf/cm2. adotar para a tubulação de baixa pressão a espessura mínima de parede dos condutos forçados. Além disso. o conduto pode ser submetido a pressão externa uniforme sobre todo o seu perímetro. 3 E = módulo de elasticidade do aço (kgf/cm2). pode ser calculada pela fórmula a seguir. A tensão admissível de resistência à tração para essa classe de aço será: 0.870 a 4. . poderá causar uma deformação (afundamento) na chapa e o colapso da parede da tubulação. ( Pc ). de montagem e de transporte.110 kgf/cm2. do nível do gradiente dinâmico que ultrapasse a cota inferior do piso da tubulação. A ocorrência de uma depressão parcial. ou total (vácuo).

49 kgf/cm2. há a necessidade de instalação de um tubo (poço) de aeração visando.94 Q Caso seja adotada uma tubulação de aeração. . o reforço da tubulação com anéis. etc. o diâmetro da tubulação de aeração será dado pela fórmula: d = 8. tem-se: ⎛ e⎞ Pc = 882.6% do diâmetro interno do conduto. como. Blocos de Apoio (Selas) • Tubulação de Aço As tubulações de aço devem ser apoiadas sobre blocos. a instalação de ventosas. A adoção desse tubo de aeração é mais econômica que as outras soluções. a mesma poderá ser embutida no concreto do paramento de jusante da tomada d’água. ou selas. com Q em cm3/s. em concreto (ver figura).49 kgf/cm2.com “e” e “D” nas mesmas dimensões. Se a espessura da chapa é maior que 0.Para pressão de colapso Pc ≤ 0. a rigidez da chapa é suficiente para sustentar o vácuo interno. ao invés de um poço. manter o equilíbrio das pressões externa e interna e evitar o colapso da tubulação. com as dimensões relacionadas a seguir. 3 .Para pressão de colapso Pc ≥ 0. por exemplo. o aumento da espessura de toda a tubulação.500⎜ ⎟ ⎝ D⎠ . o diâmetro da tubulação de aeração (cm) será dado pela fórmula: d = 7.47 Q Pc . Tubo de Aeração A jusante da comporta da tomada d’água. Considerando-se as características do aço. com a entrada de ar. .

5D areia bem socada 0. 0 D 5 . normalmente encontrada nos solos tipo: areia grossa compacta e argila dura dificilmente amoldável com a pressão dos dedos. Alternativamente podem ser usados “anéis estruturais de aço”. B = 1.I L D 0. 0 d a c o s D 6 .5D D 5D 25 . • Tubulação de Concreto ou Cimento-Amianto As tubulações de concreto poderão ser assentadas diretamente sobre o terreno.6D 1.2 D = altura normal da sela (m).25D 0.5 kgf/cm2. Essas dimensões são válidas para qualquer tipo de terreno com taxa admissível de compressão maior que 1. 0 D 5 7 . D0 D 5 .6 D = largura normal da sela (m).25D 0. convenientemente fixados a uma base de concreto. 0.75D 0. 1 Figura 2 . 0 a i e r m e b D 5 2 .5D papelão grafitado A C I PERFIL 120 B CORTE I-I Figura 1 L ≤ 6 D ≤ 5m = espaçamento máximo entre selas.2 0.25D D 0. C = 1. A = 1. como mostrado na figura a seguir.7 D = comprimento da sela (m).

Esse período de tempo é o considerado necessário para que a inércia da massa d’água no interior do canal entre em regime de escoamento normal. Deve-se prever. sempre que possível. . e o escoamento sob pressão no conduto forçado. evidentemente.fornecer água ao conduto forçado quando ocorre uma abertura brusca desse mesmo dispositivo. uma descarga de fundo por onde o material depositado deverá ser expurgado. durante a(s) parada(s) programada(s) para . pelo canal de adução. Como a operação desse dispositivo não promove uma limpeza total. como tem demonstrado a prática. deverá ser elaborado por engenheiros hidráulicos e mecânicos. ou por outro processo mecânico. maiores que 25 m. em conjunto. como estimativa preliminar. deve-se evitar.promover a transição entre o escoamento a superfície livre. no canal de adução. rotineiramente. por exemplo. para quedas elevadas. recomenda-se que os sedimentos que não forem atraídos pela descarga de fundo deverão ser removidos manualmente. seu volume deve ser adequadamente dimensionado. Dessa forma. no canal de adução. Para alturas de queda até 10 m. Para alturas compreendidas entre 10 e 25 m. mudanças bruscas de direção na transição canal de adução/câmara de carga e câmara de carga/tomada d’água.visando-se manter o escoamento tranqüilo. a câmara de carga não precisa ter volume significativo. deverá ter um volume de água suficiente para atender ao funcionamento pleno de uma turbina. um sangradouro lateral visando-se evitar que as variações bruscas da descarga no conduto forçado produzam flutuações no nível d’água que se propaguem para montante. até que se estabeleça. haverá a necessidade de prever-se. devem ser observados os seguintes aspectos: .as “zonas mortas” e zonas de turbulência devem ser evitadas e/ou minimizadas. No projeto da câmara de carga.aliviar o golpe de aríete que se processa no conduto forçado quando ocorre o fechamento brusco do dispositivo de controle de vazões turbinadas. como mostrado na Figura 1. as características da turbina definidas pelo fabricante. Destaca-se que o dimensionamento final da câmara de carga. durante 60 segundos. aproximadamente. com vazão de projeto. Nessa estrutura prevê-se. e . posicionada entre o canal de adução e a tomada d’água propriamente dita. o regime permanente de escoamento. . Para alturas de queda maiores que 25 m.CÂMARA DE CARGA A câmara de carga é a estrutura. na câmara de carga. levando em consideração. Os aspectos relacionados ao desarenador foram apresentados anteriormente no item TOMADA D’ÁGUA. um alargamento na transição entre o canal de adução e a tomada d’água propriamente dita. destinada a: . a câmara de carga.

6 2 Eca 30 21 15 0. Bvl e Eca deverão ser adotados em função da flutuação de nível esperada = Δh.6 0 h N A n o rm a l A lm L LTa Bvl E A f dq d f.4 0 flu tu a ç ã o d e n íve l e sp e ra d a h > = 0 .1.0 . conforme tabela abaixo: Tabela 7.12 FLUTUAÇÃO DE NÍVEL Δh (m) DIMENSÕES EM METRO Lvl 20 14 10 Bvl 1.8 1. dq c LTa B vl C O R T E A -A P LA N TA cf cf Figura 7.manutenção(s) da(s) turbina(s) ou do(s) conduto(s).27 LTa dq Vl df c cf Eca Lvl Bvl Largura máxima da câmara alargada Descarga pelo vertedouro lateral Vertedouro lateral Descarga de fundo Comportas Tubulação forçada Extensão da câmara alargada Comprimento da crista do vertedouro lateral de soleira fixa Largura do vertedouro lateral de soleira fixa NOTA: Os valores de Lvl. canal de adução Q v e rte d o u ro la te ra l E ca c â m a ra a la rg a d a Vl dq Lvl b o rd a liv re f> = 0 .6 0.1.2 1.

se Lcf > 5Hb . normalmente posicionado no final da tubulação de adução de baixa pressão e a montante do conduto forçado. é obrigatória a instalação da chaminé. velocidade do escoamento no conduto forçado (m/s). e . a chaminé de equilíbrio deve ser instalada o mais próximo possível da casa de força. até que se estabeleça o regime contínuo. .0 s. Entre 3 e 6 é desejável mas não obrigatória.amortecer as variações de pressão. não há necessidade de instalação da chaminé. Lcf Hb Lcf Hb ≤5 . decorrente do fechamento rápido da turbina. com as seguintes finalidades: .armazenar água para fornecer ao conduto forçado o fluxo inicial provocado pela nova abertura da turbina. Verificação da Necessidade de Instalação da Chaminé de Equilíbrio A indicação inicial para que não haja necessidade da instalação de uma chaminé de equilíbrio é obtida a partir da relação a seguir. Assim. Para t h > 6. para reduzir o comprimento do conduto forçado e diminuir os efeitos do golpe de aríete. Quando necessário. th = th v cf g v cf Lcf gH b . como apresentado a seguir. A verificação dessa necessidade deverá ser feita pelo critério da constante de aceleração do escoamento no conduto forçado. onde comprimento do conduto forçado (m). que se propagam pelo conduto forçado. golpe de aríete. Para t h < 3. tem-se uma indicação inicial de que a instalação de uma chaminé de equilíbrio poderá ser necessária.CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO A chaminé de equilíbrio é um reservatório de eixo vertical.0 s. aceleração da gravidade = 9. queda bruta (m).81 m/s2. onde tempo de aceleração do escoamento no conduto forçado (s).

ou na caixa espiral da turbina. considerando a segurança que deve haver na abertura da mesma. como apresentado a seguir. A instalação de uma válvula de alívio na entrada. Ac = Ac v Lta Ata v2 x 2 g ( H min − hta )hta . essa solução deve ser analisada criteriosamente. calculada pela fórmula de Thoma. Dimensionamento de uma Chaminé de Equilíbrio do Tipo Simples e de Seção Constante Para garantir a estabilidade das oscilações do nível d’água no interior da chaminé de equilíbrio. g Lta Ata H min hta A altura da chaminé de equilíbrio ( H c ) é determinada em função da oscilação do nível d’água no seu interior. área interna da seção transversal da tubulação adutora (m2). • Desprezando-se as perdas no sistema adutor Pode-se calcular a elevação ( Ye ) do nível d’água estático máximo e a depleção ( Yd ) do nível d’água estático mínimo pela fórmula. da seguinte forma. Ye = Yd = • Ata Lta gAc Considerando-se as perdas no sistema adutor . onde área interna mínima da seção transversal da chaminé de equilíbrio (m2).Destaca-se que a constante de aceleração do escoamento no conduto forçado guarda uma relação com a constante de aceleração do grupo turbina-gerador. comprimento da tubulação adutora (m). aceleração da gravidade = 9. e da sobrevelocidade máxima admissível em caso de rejeição de carga (ver ítens “TURBINAS HIDRÁULICAS” e “GERADORES”). em caso de fechamento rápido do distribuidor. os critérios de sobrepressão máxima admissível.81 m/s2. perda de carga no sistema adutor. velocidade do escoamento na tubulação adutora (m/s). pode evitar a necessidade da chaminé. igualmente. entre a tomada d’água e a chaminé (m). No entanto. queda mínima (m). conforme item Golpe de Aríete. essa estrutura deve ter uma seção transversal com área interna mínima. que deve satisfazer.

baseados nos gráficos de M. onde: perda de carga no sistema adutor. .32 (Scobey) ou k a = 100 (Strickler). ' ' Calcula-se YD = z d Yd ' O valor do coeficiente z d é obtido da figura 2. decorrente do fechamento total (100%) da turbina. A altura da chaminé de equilíbrio ( H c ) será determinada então por meio da seguinte expressão: . entre a tomada d’água e a chaminé (m). ou da tabela 2.M. Para a primeira verificação. entrando-se com o parâmetro k ' .Cálculo de YD Para o cálculo da depleção YD . dos autores referidos.YE = z e Ye . Para a segunda verificação. é necessário verificar qual dos dois casos é o mais desfavorável entre as seguintes situações: 1) Depleção consecutiva à elevação máxima. entrando-se com o parâmetro: k' = ' hta ' ' hta hta = Yd Ye . onde: ze = 1 − 2 1 k + k2 3 9 k= hta hta Ye = perda de carga relativa. em folhas a seguir.40 (Scobey) ou k a = 80 (Strickler). com a ' perda de carga por atrito na tubulação ( ha ) calculada para paredes ásperas: k a = 0. em folhas a seguir. procede-se como descrito a seguir: Calcula-se YD = z d Yd O valor do coeficiente z d é obtido do gráfico 2. perda de carga no sistema adutor. 2) Depleção decorrente da abertura parcial de 50% a 100% da turbina. com a perda de carga por atrito na tubulação ( ha ) calculada para paredes lisas: k a = 0. Calame e Gaden. entre a tomada d’água e a chaminé (m). procede-se de maneira análoga. ou da tabela 3.

' H c = YE + y E + ( YD ou YD ) + y D + YR . depleção máxima do NA do reservatório. por segurança. onde yE e yD YR ≅ 1.0 0 D D LC H L1 NA B) Central com pequena regularização diária (depleção Yr) . YE YR = 0 YD ' HC y = 1 .0 m .0 0 E N A m áx. CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO A) Central a fio d’água Dc y = 1 .acréscimo na altura da elevação e da depleção.

n o rm a l Y N A m in . 0 0 YE N A m á x .0 0 D v D Figura 1 .DC yE = 1 . R H C YD o u YD' y = 1 .

6 0.8 0.3 0.1 0.2 0.4 0.25 0.9 1.5 0.7 0.50 0.CURVA Zd = f(k’) Zd 1.75 0.00 0.0 k’ Figura 2 Tabela 2 DEPLEÇÃO CONSECUTIVA À ELEVAÇÃO MÁXIMA DECORRENTE DO FECHAMENTO TOTAL DA TURBINA – 100% DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE z d EM FUNÇÃO DE k’ .0 0.

10 0.374 0.594 0.408 0.394 0.360 0.539 0.442 0.00 0.60 0.723 0.481 0.293 - 0.645 0.823 0.353 0.458 0.20 0.000 0.05 0.80 0.755 0.654 0.296 - 0.343 0.437 0.357 0.513 0.469 0.367 0.310 - 0.378 0.766 0.364 0.526 0.910 0.403 0.432 0.06 0.328 0.611 0.334 0.637 0.00 NOTA: 0.712 0.08 0.673 0.464 0.398 0.90 1.70 0.422 0. .k’ 0.866 0.603 0.04 0.412 0.382 0.289 0.702 0.928 0.319 0.453 0.09 0.30 0.852 0.964 0.316 0.619 0.313 0.40 0.982 0.350 0.427 0.305 - 0.300 - 0.303 - 0.794 0.547 0.03 0.895 0.337 0.07 0.744 0.325 0.562 0.586 0.506 0.494 0.390 0.02 0.386 0.946 0.532 0.578 0.692 0.487 0.837 0.734 0.308 - 0.340 0.298 - 0.881 0.500 0.417 0.50 0.447 0.628 0.01 0.809 0.00 1.371 0.519 0.683 0.346 0.555 0.331 0.780 0.570 0.291 - Os valores de zd constantes na tabela são negativos.475 0.663 0.322 0.

860 0.05 0.80 0.507 0.556 0.622 0.504 0.675 0.698 0.636 0.791 0.959 - 0.08 0.514 0.518 0.802 0.819 0.711 0.897 0.878 0.749 0.693 0.627 0.930 1.605 0.904 0.548 0.973 - 0.20 0.00 0.00 0.511 0.658 0.597 0.653 0.90 1.06 0.980 - 0.544 0.952 - 0.808 0.910 0.581 0.702 0.729 0.848 0.529 0.573 0.560 0.923 0.569 0.937 - 0.631 0.786 0.993 - NOTA: Os valores de z1d constantes na tabela são negativos.689 0.720 0.797 0.564 0.666 0.770 0.09 0.552 0.585 0.830 0.525 0.739 0.885 0.754 0.601 0.589 0.986 - 0.891 0.671 0.07 0.825 0.644 0.40 0.866 0.10 0.716 0.50 0.04 0.649 0.618 0.000 0.640 0.522 0.944 - 0.780 0.872 0.30 0.662 0.00 0.854 0.744 0.775 0.759 0.70 0.593 0.60 0. .966 - 0.03 0.917 0.540 0.764 0.01 0.734 0.684 0.814 0.680 0.500 0.725 0.707 0.532 0.836 0.610 0.842 0.02 0.Tabela 3 DEPLEÇÃO DECORRENTE DE UMA ABERTURA PARCIAL DE 50% A 100% DA TURBINA DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE z1d EM FUNÇÃO DE k’ k’ 0.536 0.614 0.577 0.

que significaria redução das perdas hidráulicas e. apenas.0 3. o diâmetro calculado pela fórmula de Bondshu como o econômico. o diâmetro econômico é aquele para o qual a relação custo-benefício é máxima. H t = H b + hs = carga hidráulica total sobre o conduto (m). o conduto forçado que possui o mesmo diâmetro ao longo de todo o comprimento. adota-se.77 Ht Após o cálculo do diâmetro econômico. nestas Diretrizes. o diâmetro econômico é o diâmetro limite para o qual um aumento de sua dimensão. Tabela 1 MATERIAL Aço Concreto Vmáx admissível (m/s) 5. Para as PCH. deve-se verificar se a velocidade máxima admissível para cada tipo de tubulação.0 . promove aumento do benefício energético sem que isso compense o acréscimo de custo associado. Entende-se por benefício o valor presente da energia a ser produzida ao longo da vida útil da PCH e por custo o investimento total necessário à implantação da PCH. Dadas as dificuldades de obter-se uma fórmula que considere exatamente os parâmetros acima mencionados. Determinação do Diâmetro Econômico Teoricamente. Substituindose na fórmula anterior. tem-se: Q3 De = 123. onde: De Q diâmetro econômico (cm). Portanto.2 H b . igual à soma da queda bruta ( H b ) com a sobrepressão devida ao golpe de aríete ( hs ). pode-se admitir que hs = 0. listada na tabela a seguir. De = 127 7 Q3 H b . maior potência instalada. consequentemente. Portanto. tem-se H t = 1. descarga de projeto (m3/s).CONDUTO FORÇADO Nestas Diretrizes considera-se.2 H b . é atendida.

diâmetro interno do conduto (cm).• Verificação da Velocidade A velocidade é estimada pela equação da continuidade: V= Q πDe2 A= 4 . desprezando-se as demais.Método de Allievi A pressão normal estática ao longo do conduto forçado sofre variações decorrentes do golpe de aríete quando há mudanças súbitas de vazão. positivas (sobrepressões) ou negativas (depressões).34 0. onde: J Lcf ka perda de carga unitária (m/km).Golpe de Aríete . resultantes de fechamentos ou aberturas rápidas. Tabela 2 VALORES DE k a CONDUTO ka Di Aço (*) Cimento-amianto Concreto armado (*) Novo. como apresentado .9 Di1.2732 De2 • Verificação da Perda de Carga Conhecidos De e V .1 . em detalhes. utilizando-se a fórmula de Scobey. conforme o engolimento da turbina diminua ou aumente repentinamente. A . condicionam a espessura da chapa do conduto. como descrito a seguir.38 No item “DETERMINAÇÃO FINAL DA QUEDA LÍQUIDA E DA POTÊNCIA INSTALADA”. comprimento do conduto (m). apresenta-se. J = 410 K a V 1. do dispositivo de fechamento da turbina. parciais ou totais. com juntas soldadas ou sem costura. Essas variações são estimadas pelo Método de Allievi. coeficiente que varia com o tipo de tubulação (ver Tabela 2). o cálculo das perdas de carga para diversos casos.32 0. estima-se a perda de carga devido ao atrito. Essas variações. Variação de Pressão no Conduto Forçado . 0. onde V = Q 4Q 2 πDe = 1. Portanto.

Na falta de informações do fabricante da turbina. hs = ( Z 2 − 1) H b . para condutos curtos: L ≤ 3Hb . queda bruta (m).a seguir. para sobrepressão e depressão. tempo de fechamento do dispositivo de fechamento da turbina (s).0 s. para condutos com uniformidade de espessura de parede e de diâmetro interno.81 m/s2. onde Di diâmetro interno do conduto (mm).3 + K Di e . H b = queda bruta (m). pode-se adotar: θ vp V g Hb t L t = 6. em função dos parâmetros ρ e θ .35 H b . comprimento do conduto (m). . t = 10 s. velocidade do escoamento (m/s). no de intervalos 2 L / v p contidos em t . celeridade da onda de pressão (m/s). vp = 9900 48. aceleração da gravidade = 9. para condutos longos: L > 3Hb . cujo limite máximo é igual a 0. os quais são calculados utilizando-se as fórmulas a seguir. ρ= ρ v pV 2 gHb eθ = v pt 2 Lcf . onde: constante da linha. Z 2 = parâmetro obtido dos gráficos de Allievi. onde: hs = sobrepressão ou depressão (m). A velocidade da onda de pressão é calculada pela fórmula a seguir.

00 5.e espessura do conduto (mm). coeficiente que depende do material do conduto.00 10.00 K Os gráficos a seguir apresentam as curvas de variação de Z 2 x ρ / θ para sobrepressão e para depressão (Figuras 1 e 2). conforme Tabela 3 Tabela 3 VALORES DE K CONDUTO Aço Ferro fundido Chumbo Madeira Concreto K 0.50 1.00 5. CURVA Z 2 x ρ / θ PARA SOBREPRESSÃO .

10 0.40 0.30 0.30 1.20 1.10 1.00 0.ρ/θ 0.40 1.20 0.00 1.50 2 Figura 1 CURVA Z 2 x ρ / θ PARA DEPRESSÃO .90 Z 1.

ou seja. Pt = Pi + hs .ρ/θ 0.6 0. somando-se à pressão hidrostática a sobrepressão. A considerando o golpe .7 0.9 2 Figura 2 Espessura do Conduto Forçado A metodologia para determinação da espessura da parede do mesma apresentada em “ESPESSURA DA TUBULAÇÃO DE ”TUBULAÇÃO DE ADUÇÃO EM BAIXA PRESSÃO”.050 0.250 0.150 0. onde: conduto forçado é a ADUÇÃO” no ítem de baixa pressão.100 Z 0. deve ser calculada de aríete. para conduto pressão total interna máxima.200 0.8 0. no conduto forçado.

Pt Pi hs pressão total interna máxima (kgf/cm2). sobrepressão (kgf/cm2).0 m A B C espaçamento entre selas. Blocos de Apoio e de Ancoragem Dois tipos de blocos de concreto são usados para suportar o conduto forçado: . A Tabela 4 apresenta o valor da largura da base “C” dos blocos de apoio.6 D . convenientemente fixados a uma base de concreto. podem ser usados “anéis estruturais de aço”. com dois blocos de apoio. que tem a função de absorver os esforços que se desenvolvem no conduto. . em trechos retos longos e em pontos de mudança de direção. largura da base = 1. pressão hidrostática máxima interna devido à queda bruta (kgf/cm2).bloco de apoio ou sela. sendo permitido o seu deslizamento sobre o mesmo.20Hb . como definido anteriormente. altura do bloco = 1.2 D . Alternativamente. para as condições físicas do sistema de apoio enumeradas a seguir: L ≤ 6 D ≤ 5. comprimento da base do bloco. que atende as condições de estabilidade especificadas mais adiante. tabelado em função do diâmetro e do ângulo de inclinação ( θ1 ) do conduto. cujo limite máximo é igual a 0.bloco de ancoragem. onde o conduto se apoia simplesmente. . • Bloco de Apoio ou Selas A figura a seguir mostra um corte esquemático de um trecho do conduto.

5D L 0. onde: qt qa peso próprio unitário do conduto (tf/m).5C 0.00 15o 0.40 0.65 1.60 2.60 2.5D A 120 B O1 CORTE 1-1 Figura 3 Tabela 4 BLOCOS DE APOIO (*) COMPRIMENTO DA BASE “C” (m) D (m) 0.65 1.00 45o 0.D 0. peso unitário da água (tf/m).00 30o 0. .20 1.00 2 (*) Para σ c adm = 1.60 2.65 1.30 1.60 0.80 1.00 1. desprezando-se os demais.Força Normal. . apresentado a seguir. No dimensionamento simplificado.5C 1 0.60 2.35 0. foram considerados os maiores valores dos esforços principais.65 1.00 1.40 1.00 1.20 0.45 0.5 kgf / cm (tensão admissível à compressão).Esforços Atuantes A carga unitária distribuída ( q ) atuante ao longo do comprimento do conduto é igual a: q = q t + q a .θ1 0o 0.00 1. devido à carga unitária ( q ) .30 1.20 INCLINAÇÃO DO CONDUTO .35 0.5C 0.00 1.30 1.5C A C D 1 0.

. .40 tf/m3. resta a determinação de “C”. devido às diferenças de temperatura Como o conduto é simplesmente apoiado. mal lubrificado. B.γ c . . onde: R H resultante dos esforços atuantes na direção horizontal. correspondente a uma areia grossa compacta ou a uma argila dura de difícil moldagem com os dedos. considerando-se as condições de estabilidade relacionadas a seguir. para blocos apoiados em solo. para blocos apoiados em rocha.Coeficientes de Segurança RH > 2. . ou taxa de trabalho.Comprimento da Base do Bloco “C” Conhecidos os valores de A.Força tangencial.Esforço Transmitido à Fundação . RV resultante dos esforços atuantes na direção vertical. RH > 2.A resultante dos esforços deve passar pelo terço central do bloco. B e L. onde: fa coeficiente de atrito entre o conduto e o bloco de apoio. onde: γc peso específico do concreto = 2.5 RV .50 kgf/cm2. C. . Os valores de “C” constantes da tabela apresentada anteriormente.Peso Próprio do bloco de apoio Gc = A.25 correspondente ao atrito entre conduto e um aparelho de apoio metálico na cabeça do bloco.0 RV . em função de D e de θ1 . essa força transmitida ao apoio corresponde à máxima força de atrito: Ft = f a Fn (tf). adotado igual a 0.Fn = qL cosθ1 (tf) . satisfazem a uma taxa de compressão admissível da fundação ( σ c adm ) de 1.

• Bloco de Ancoragem O bloco de ancoragem é utilizado em longos trechos retos do conduto e em locais de mudança de direção.Aspectos Construtivos O concreto dos blocos de apoio deverá ser fabricado atendendo as mesmas especificações do concreto para Barragens de Concreto. 0.5D O1 D ponto de inflexão A 0. deverá ser instalado aparelho para apoio do conduto. Na parte superior da sela. de acordo com as especificações.5C L 0. onde: ∑ FV Ab somatório das forças verticais (kgf/cm2). σ c adm tensão admissível à compressão (kgf/cm2). dois outros deverão ser considerados: .5C 0. a qual deverá ser compactada antes do lançamento do concreto. deverá ser lançada uma camada de brita de 15 cm de espessura.5D CORTE LONGITUDINAL Figura 4 . . área da base do bloco = BxC (cm2). A Figura 4 mostra um detalhe típico. NOTA: Considerado o efeito da excentricidade.∑ FV < σ c adm Ab . Após a escavação do terreno.5D junta de dilatação C O2 0.Esforços Atuantes Além dos esforços considerados para o caso do bloco de apoio.

θ2 e Pt . Uma camada de brita de 15 cm de espessura. resistente a desmonte por picareta.para fundações em rocha: rocha alterada.Aspectos Construtivos O concreto dos blocos de ancoragem deverá também ser fabricado atendendo às mesmas especificações do concreto para Barragens de Concreto. onde: pressão total da água (m) no conduto. como apresentado anteriormente.0 D B = 3. a altura e a largura da base são fixados: L ≤ 30 m espaçamento máximo (m). θ1 .para fundações em solo: areia grossa compacta ou a uma argila dura de difícil moldagem com os dedos. são apresentados em Tabelas adiante. altura do bloco (m). para fundações em terra e rocha.Dimensões do Bloco de Ancoragem O espaçamento entre os blocos..Força Radial. Recomenda-se adotar Pt = 1. não foi considerada por causa da sua pequena magnitude quando comparada às demais forças.35H . igual à carga hidráulica ( H ) entre o reservatório e o local do bloco mais a sobrepressão devida a eventual golpe de aríete. . ϕ A influência da força centrífuga na curva. que deverá ser compactada antes do . devido à pressão interna da água nas curvas da tubulação FR = Pt πD 2 2 Pt sen ϕ 2 (tf). ângulo interno da curva do conduto. devido à carga unitária distribuída ( q ) Ft = qL sen θ1 (tf) . respectivamente.espaçamento máximo entre blocos = 30 m.5 kgf / cm2 . deve ser considerado: .Força Tangencial. No dimensionamento. largura da base (m). que atendam às mesmas condições de estabilidade definidas anteriormente para os blocos de apoio. . com σc adm = 1. devido à velocidade do escoamento. A ≥ 2. . com σc adm = 10 kgf / cm2 .0 D ou 4. .0 D Os valores do comprimento “C” da base do bloco. em função de D.

Deverá ser obrigatoriamente instalada uma junta de dilatação no conduto forçado a jusante dos blocos.35 0. em m. Comprimento da base do bloco de apoio C = tabelado. deverá também ser lançada após a escavação do terreno.00 1.45 0.2 D. onde possível.00 1. .5D ESTRIBO 03/4" C/20 A>= 2D B=3.60 0.00 1.60 2.COMPRIMENTO DA BASE DOS BLOCOS DE APOIO – C DIÂMETRO (m) 0.20 NOTA: θ1 = INCLINAÇÃO 15 o DO 35 o CONDUTO 45 o 0.00 0.00 Altura do bloco de apoio A = 1. Largura da base do bloco de apoio B = 1.0D ou 4. espaçados a cada 20 cm e engastados na base.20 0.30 1.65 1.80 1. a escavação da fundação do bloco escalonada (em dentes) aumentará sua resistência ao deslizamento. de 3/4”.30 1.20 1.65 1. em m.0D Figura 5 Tabela 5 .00 0 o 0.5D D 0. 0.65 1.60 2.60 2. Registra-se que.00 1.6 D.lançamento do concreto. pelo seu lado superior. a tubulação deverá ser solidarizada ao mesmo através de estribos de aço.60 2.00 0. pelo menos.65 1.30 1. A distância da geratriz superior do conduto e o topo do bloco deve ser sempre igual a D / 2 (m).00 1.40 0.35 0. No caso de blocos que envolvam totalmente o conduto forçado.40 1.

10 =30o 30o 3.10 3.80 3.50 4.30 2. Comprimento da base do bloco C .30 3.60 θ2 15o 2.60 θ2 15o 3.60 4.10 = 0o 30o 4.10 =45o 30o 4.30 2.90 4.00 3.00 4.40 3.10 45o 2.60 45o 2.80 3.80 1.90 4.10 θ1=0o 2.50 5.80 3.60 45o 3.60 45o 3.8 1.00 4.40 4.40 3.20 2.10 4.30 2.80 3.60 θ2 15o 3.30 4.80 3.00 3.40 4.60 3.10 3.80 3.4 0.30 3.00 4.80 2.10 45o 5.40 5.30 3.80 2.4 0.30 3.10 θ2 15o 3.10 =15o 30o 3.4 0.80 3.40 4.50 4.60 θ2 15o 4.30 4.80 3.00 4.50 4.50 5.30 5.40 4.40 4.00 4.40 3.80 3.60 =45o 30o 3.00 4.10 3.60 θ2 15o 3.00 3.50 4.60 3.10 θ2 15o 4.10 3.30 3.30 3.00 4.60 θ2 15o 3.30 4.70 2.80 3.80 2.30 3.30 2.6 0.60 θ2 15o 2. .30 3.10 5.40 3.50 4.2 θ1=0o 1.40 3.10 θ2 15o 3.80 3.10 3.50 5.50 5.80 3.00 4.80 3.00 4.80 3.80 3.10 D (m) 0.00 4.30 3.20 2.40 3.20 3.70 2.10 θ1=0o 1.30 3.80 4.90 3.80 3.6 0.60 3.30 2.50 5.20 2.90 6.6 0.30 2.00 3.30 3.60 θ2 15o 3.60 3.20 2.30 2.80 1.00 4.30 3.80 4.70 2.30 2.30 3.30 3.10 D (m) 0.80 3.00 4.30 5.10 θ1=0o 2.30 2.00 3.10 45o 3.80 3.90 5.40 4.00 4.70 2.8 1.30 3.60 =30o 30o 3.60 θ1=0o 3.30 3.40 4.20 3.00 4.80 3.60 4.2 H=15m 0.90 4.60 θ1=0o 4.30 2.40 4.30 2.00 5.60 45o 2.70 2.60 θ2 15o 3.00 3.30 3.60 3.10 45o 4.10 θ2 15o 4.50 4.10 =45o 30o 4.40 4.00 4.80 2.60 θ2 15o 3.10 θ1=0o 2.30 3.20 3.00 3.80 4.60 4.10 =45o 30o 3.60 3.90 4.30 3.80 3.40 4.40 4.10 = 0o 30o 4.10 D (m) 0.30 3.2 θ1=0o 1.30 3.80 3.50 4.30 3.2 H=25m 0.10 3.40 3.60 4.80 4.60 4.30 3.70 2.30 4.50 4.10 =30o 30o 3.90 3.30 2.30 3.80 2.0 1.40 4.10 4.80 4.10 =15o 30o 4.00 3.80 4.60 θ2 15o 2.50 4.10 θ1=0o 2.20 2.00 4.40 4.30 2.40 3.30 3.60 4.40 4.30 2.80 3.90 4.80 4.30 3.80 3.00 4.00 4.40 3.60 θ2 15o 2.80 1.70 2.10 45o 2.10 = 0o 30o 3.60 45o 4.10 5. exceto na região assinalada.30 2.30 2.60 θ1=0o 2.20 3.40 4.30 4.70 2.00 5.50 4.10 45o 3.40 4.80 3.40 3.60 4.10 4.20 2.80 3.20 3.90 4.60 3.00 3.80 3.00 4.00 3.40 4.20 2.30 3.50 4.30 2.90 4.50 4.90 4.80 2.00 4.2 H=10m 0.60 4.60 θ1=0o 2.90 5.40 3.10 4.10 45o 3.80 2.30 2.90 4.80 3.2 θ1=0o 1.10 =15o 30o 3.80 3.10 θ1=0o 2.40 3.40 4.40 4.80 4.90 4.50 4.10 45o 3.20 3.40 3.60 θ1=0o 1.8 1.50 4.2 NOTA: θ1=0o 1.20 2.30 3.30 2.30 3.40 3.40 3.00 4. Largura da base do bloco B = 3D.10 4.60 45o 4.10 3.50 4.80 3.60 4.80 3.80 3.00 5.10 3.00 4.00 3.2 H=20m 0.90 4.90 3.10 θ1=0o 3.90 3.40 4.8 1.30 2.40 3.80 3.80 3.80 3.50 4.30 3.00 3.80 3.2 H=5m 0.30 3.70 2.50 3.6 0.10 θ1=0o 3.10 =15o 30o 3.30 3.30 3.10 3.80 3.10 Altura do bloco A ≥ 2 D.30 2.70 2.80 3.4 0.60 45o 2.60 =45o 30o 3.80 3.80 4.30 4.10 θ2 15o 3.80 3.20 2.8 1.60 4.60 45o 4.00 4.40 3.30 2.80 2.30 3.80 2.80 3.80 4.60 =30o 30o 3.10 45o 2.00 4.10 5.10 = 0o 30o 3.0 1.90 5.40 3.00 4.2 θ1=0o 1.90 3.80 3.10 θ1=0o 2.10 5.40 4.40 5.40 4.80 3.30 3.20 2.40 3.60 4.30 2.Tabela 6 .80 3.30 2.30 2.00 4.50 4.10 D (m) 0.80 2.80 3.80 3.90 4.40 4.00 5.40 3.10 3.30 3.0 1.4 0.40 4.30 4. conforme a solução geométrica para o bloco.50 4.00 4.80 3.10 3.10 4.60 θ1=0o 2.80 3.0 1.10 3.10 3.60 3.10 3.10 3.50 4.30 3.80 2. onde deve ser B = 4 D.BLOCOS DE ANCORAGEM – COMPRIMENTO DA BASE Tipo de Terreno: Terra D (m) 0.00 4.90 4.70 2.40 4.40 3.10 4.40 4.00 4.80 3.10 3.70 2.00 5.80 3.tabelado.50 4.80 3.30 3.40 3.10 45o 3.10 =30o 30o 3.60 45o 3.70 2.00 4.30 4.60 3.30 3.40 3.70 3.80 3.80 3.30 3.30 4.30 3.00 4.00 5.40 4.60 3.40 3.80 1.60 θ2 15o 2.30 3.80 3.6 0.40 4.00 4.80 3.90 5.10 45o 3.60 θ2 15o 3.00 3.0 1.50 4.40 5.20 2.10 = 0o 30o 4.90 3.50 4.60 θ2 15o 3.10 3.10 =15o 30o 3.90 4.70 2.30 4.90 3.80 1.

20 2.10 =15o 30o 2.10 θ1=0o 1.60 =45o 30o 2.80 2.70 2.30 2.70 3.60 θ1=0 o θ2 15o 2.90 4.70 3.30 3.90 4.tabelado.80 3. exceto na região assinalada.40 3.60 1.00 4.60 θ2 15o 2.80 3.80 3.60 1.20 3.70 3.2 3.30 2.40 4.10 45 o θ1=0 o θ2 15o 2.00 1.20 2.30 2.30 3.00 4.Tabela 7 .80 3.10 3.90 4.40 4.80 3.50 4.80 3.30 2.30 3.10 45o 2.10 D (m) 0.80 4.80 2.2 H=20m 0.40 3.80 3.90 3.10 θ1=0o 1.80 2.30 3.70 2.80 3.10 3.40 3.40 3.00 4.50 5.20 2.80 3.50 4.10 =30o 30o 2.30 3.40 4.30 2.20 2.20 2.30 2.70 2.10 45o 1.80 3.00 3.40 4.40 3.30 2.4 0.20 3.90 4.20 3.80 3.40 3.10 =45o 30o 2.90 4.70 2.00 4.10 45o 1.60 45o 2.80 3.00 θ1=0 o θ2 15o 1.30 2.00 4.00 5.70 3.80 2.40 3.70 2.30 3.4 0.30 2.30 2.50 4.40 4. .50 4.90 3.70 3.80 3.10 =15o 30o 2.50 4.00 3.40 4.60 2.50 4.0 1.70 3. conforme a solução geométrica para o bloco.00 4.80 2.80 3.00 4.20 2.20 2.20 2.20 2.30 2.30 3.30 2.30 2.20 2.70 3.40 3.50 4.80 3.30 3.2 H=25m 0.10 =15o 30o 2.40 3.10 1.50 4.40 3.40 3.10 θ2 15o 3.70 3.70 3.10 45o 3.50 4.90 4.20 2.2 θ1=0o 1.50 4.80 3.30 2.30 3.80 2.90 4.0 1.60 =45o 30o 2.00 3.20 2.70 3.10 θ1=0o 2.40 4.40 3.90 4.00 5.50 4.00 3.80 3.70 3.10 1.50 4.80 2.30 3.40 5.30 2.30 2.80 2.80 4.30 3.40 3.00 4.90 3.90 3.50 4.80 4.30 3.00 4.70 2.40 4.80 2.70 2.10 45o 3.00 45 o θ1=0 o θ2 15o 2.60 45 o θ1=0 o θ2 15o 1.50 5.60 3.40 3.20 2.80 3.60 θ2 15o 2.10 θ2 15o 2.40 3.80 2.50 4. Largura da base do bloco B = 3D.10 D (m) 0.40 3.80 2.30 3. onde deve ser B = 4 D.80 3.70 2.00 3.8 1.70 3.80 2.20 3.30 2.00 4.60 1.30 3.90 3.30 4.80 3.20 3.40 4.60 =30o 30o 2.30 2.90 4.50 4.30 2.40 4.70 2.60 θ2 15o 1.60 2.00 4.10 θ1=0o 1.30 2.60 θ2 15o 2.30 2.10 3.60 2.30 3.30 3.30 2.40 3.40 4.00 4.00 θ1=0o 3.10 D (m) 0.6 0.60 45o 2.80 3.20 2.40 4.60 2.90 4.70 3.90 4.60 45o 2.20 2.60 45o 2.10 =45o 30o 2.30 2.30 3.70 3.50 5.00 4.10 θ1=0 o θ2 15o 2.6 0.40 5.30 3.60 45o 1.70 3.00 4.30 3.00 4.6 0.60 45o 1.30 3.10 D (m) 0.90 3.70 2.20 2.00 4.40 4.80 3.30 3.50 4.30 2.40 4.80 2.60 θ2 15o 2.30 2.00 3.80 3.80 4.80 2.10 θ1=0o 1.60 θ2 15o 3.40 4.30 3.30 3.10 = 0o 30o 2.00 4.60 θ1=0o 1.6 0.90 4.10 3.60 1.2 H=10m 0.80 3.80 3.BLOCOS DE ANCORAGEM – COMPRIMENTO DA BASE Tipo de Terreno: Rocha D (m) 0.30 2.30 3.90 4.00 3.90 3.30 2.40 4.4 0.10 = 0o 30o 3.00 4.40 4.80 3.10 θ1=0o 2.30 2.40 4.00 4.40 3.80 2.20 2.20 2.20 3.8 1.30 3.30 3.00 4.80 4.80 2.30 3.00 4.4 0.40 4.10 45o 2.8 1.00 3.80 3.40 4.80 3.50 4.90 4.00 3.70 2.80 3.50 3.10 =30o 30o 2.70 2.80 2.30 3.80 3.90 4.50 4.10 45o 1.30 2.00 3.00 4.10 45o 1.00 4.30 2.70 3.80 3.10 =15o 30o 2.10 θ2 15o 2.30 2.30 2.80 2.30 2.70 3.40 4.10 = 0o 30o 3.40 3.2 H=5m 0.00 4.70 3.30 2.00 4.30 2.30 3.8 1.30 3.00 4.30 2.2 H=15m 0.20 3.70 3.10 2.00 4.80 2.10 NOTA: Altura do bloco A ≥ 2 D.6 0.40 4.40 5.2 θ1=0 o θ2 15o 2.30 3.30 3.70 2.50 5.20 3.30 2.30 2.60 =30o 30o 2.30 2.60 θ1=0o 2.30 3.70 2.10 = 0o 30o 2.30 3.20 2.70 3.80 2.80 2.00 3.80 4.60 1.00 4.60 3.80 2.80 2.60 θ2 15o 1.40 4.10 =15o 30o 2.40 4.00 3.40 3.40 3.50 5.80 3.20 3.30 2.30 3.40 5.60 1.00 4.60 1.80 2.30 2.90 4.10 =30o 30o 2.60 θ2 15o 1.60 1.10 =45o 30o 2.60 1.20 3.20 2.2 θ1=0o 1.00 5.30 2.50 4.10 45o 1.0 1.50 4.20 2.80 3.30 3.4 0.40 3.10 4.90 4.30 3.50 4.60 θ2 15o 2.50 5.10 = 0o 30o 2.80 2.8 1.60 45o 1.2 θ1=0o 1.30 3.00 4.70 3.30 2.50 5.40 3.0 1.00 3.80 3.20 3.80 3.80 2.70 2.10 3.90 3.90 4.70 2. Comprimento da base do bloco C .30 2.40 3.30 3.00 4.90 4.00 4.2 θ1=0 o θ2 15o 2.00 5.30 3.80 3.00 4.10 45o 1.90 4.80 3.0 1.60 3.50 4.90 4.

poderá ser cogitada a adução das vazões através de túnel. de cada seção/estaca (m). . de preferência. a seção de escavação do túnel. onde. a partir do túnel. a princípio. a ligação mais curta entre a tomada d’água e a casa de força e deve atender ao critério de cobertura mínima de rocha preconizado por Bergh-Christensen e Dannevig (1971). cujos conceitos são os seguintes: L> KH γ r cos β . até a superfície estimada do topo rochoso. normalmente. deve ser considerada como em arco-retângulo. Essa opção. L menor distância (cobertura). O traçado do túnel deve representar. será considerada nos seguintes casos: • quando a topografia for desfavorável à adução em canal ou conduto de baixa pressão. • quando houver suficiente cobertura de rocha ao longo da diretriz prevista para o túnel. • quando a rocha no trecho a ser atravessado pelo túnel se mostrar de boa qualidade. com pequena declividade e a chaminé de equilíbrio e o túnel de alta pressão ou conduto forçado a céu aberto até a casa de força. em qualquer direção. Em alguns casos não se caracterizam os trechos de baixa e de alta pressão.TÚNEL DE ADUÇÃO Arranjos com Túnel de Adução Quando a casa de força da PCH não é incorporada ao barramento. Critérios Gerais para o Projeto do Túnel Normalmente. medida no plano da seção longitudinal (na direção do eixo do túnel) e na seção transversal (na direção perpendicular ao eixo do túnel). como exposto anteriormente no ítem ARRANJO E TIPO DAS ESTRUTURAS. por interesses construtivos. de baixa permeabilidade e sem suspeita de ocorrência de materiais erodíveis ou solúveis. No trecho onde se requer a sua blindagem o diâmetro final interno será circular. O túnel de adução deve ser projetado para resistir à pressão máxima interna decorrente das condições operacionais extremas da usina. • quando houver solução econômica para a implantação de uma chaminé de equilíbrio (se esse dispositivo se mostrar necessário). O mais comum nestes casos é ter o túnel de baixa pressão. a seguir). com o ângulo de mergulho do túnel sendo ditado pela busca de cobertura de rocha mais favorável (ver Figura 1.

3 . menor inclinação média da superfície do terreno natural.H K carga estática máxima de pressão d'água na seção em estudo (m). Esses parâmetros são ilustrados nas Figuras 2 e 3. a seguir. verificada na seção longitudinal e na seção transversal. adotado 1. γr β ARRANJO DE TÚNEL COM TRECHOS EM BAIXA E EM ALTA PRESSÃO ARRANJO DE TÚNEL COM INCLINAÇÃO EM DIREÇÃO À CASA DE FORÇA ARRANJO DE TÚNEL EM BAIXA PRESSÃO ACOPLADO A CONDUTO FORÇADO A CÉU ABERTO Figura 1 . coeficiente de sobrelevação para a pressão. massa específica da rocha (t/m3).

a fim de estimar. abaixo da linha piezométrica no caso mais desfavorável. pelo menos. em cada frente de execução. o túnel deve ser traçado de modo que o ponto mais alto fique sempre. tendo em conta requererem métodos construtivos diferenciados. EM UMA SEÇÃO. quando o nível d’água alcança o mínimo minimorum no reservatório e na chaminé de equilíbrio (se existir). com a participação de um geólogo. com particular atenção nos talvegues a serem atravessados.L> KH γ r cos β β N H L N' ESTACA N VERIFICAÇÃO DO CRITÉRIO DE COBERTURA. não se recomendando declividades inferiores a 1%. De forma geral. além de informar sobre as características da rocha e sua adequabilidade para comportar o túnel. a declividade máxima deve se limitar a 12%. talvez se mostre necessário prever frentes de ataque adicionais. O ângulo de mergulho deverá ser adequado à necessidade de recobrimento de rocha. . isto é. Quando a geometria do arranjo exigir. com segurança. a camada de solo superficial e a posição da superfície do topo rochoso em cada seção. os trechos de grande declividade devem ser concentrados em pequenas extensões. Na definição do traçado do túnel deverá ser levado em conta que o prazo de construção depende da produção diária. A análise deverá ser precedida de. Se o traçado for muito longo. um caminhamento sobre a diretriz projetada para o túnel e um mapeamento geológico de superfície. tendo em conta aspectos construtivos ligados à drenagem das águas de infiltração. QUANTO ÀS CONDIÇÕES DO PERFIL TRANSVERSAL Figura 2 A análise do traçado deve ser efetuada a cada estaca da diretriz do túnel (espaçamento de 20 m) e contar. com critério. QUANTO ÀS CONDIÇÕES DO PERFIL LONGITUDINAL β H L SEÇÃO NN' ESTACA N VERIFICAÇÃO DO CRITÉRIO DE COBERTURA. utilizando-se túneis/janelas intermediárias. NA MESMA SEÇÃO. Em perfil. necessariamente.

. aceleração da gravidade (m/s2). Simplificadamente. que varia em função da rugosidade das paredes do túnel. do diâmetro do túnel e da velocidade do escoamento. onde hf f perda de carga no túnel (m).58 n n2 D 0. Critérios para o Dimensionamento Hidráulico do Túnel a) Dados e Parâmetros para o Dimensionamento Os dados e parâmetros para o dimensionamento hidráulico do túnel são os relacionados pela formulação de Darcy-Weisbach L V2 hf = f D 2 g . coeficiente de Darcy-Weisbach. comprimento do túnel (m). f = 124. eventualmente. O comprimento necessário do trecho blindado. nos trechos onde a cobertura de rocha é insuficiente e. onde: coeficiente de Manning.333 . em outros trechos localizados será determinado pelo atendimento à condição da fórmula de Bergh-Christensen e Dannevig. pode ser estimado pela expressão a seguir. na chegada à casa de força e. velocidade média do escoamento no túnel (m/s). apenas. nos trechos em que o critério de cobertura mínima de rocha é atendido. O revestimento deve ser necessário. diâmetro de referência (base ou altura da seção arco-retângulo) (m). por imposições geológico/construtivas.Considerando a qualidade do maciço. A seguir são sugeridos valores para o coeficiente de Manning a ser adotado de acordo com o tipo de revestimento. L D V g b) Coeficiente de Perda de Carga O coeficiente de perda de carga f é uma função da rugosidade da parede. a princípio não será previsto revestimento do túnel. em trechos localizados.

a seção do túnel será ditada pelas menores dimensões que permitem a realização de escavação subterrânea de rocha. de forma econômica. Para efeito deste Manual. diâmetros de túnel e revestimentos.013 0. nunca será a ditada pela velocidade máxima admissível.025 0. os possíveis benefícios relacionados com redução nos prazos de obras.50 m. por seus trechos característicos. devendo ser compreendida como uma quantidade renunciada de energia. a qual deve levar em conta. por método convencional. sob o aspecto do aproveitamento hidrelétrico. de forma geral. já que o dimensionamento ótimo será ditado pela adequada análise da perda de carga no túnel (energia de geração renunciada).COEFICIENTE DE MANNING REVESTIMENTO Sem revestimento Concreto Aço n 0. sugere-se a seção arco-retângulo com altura e largura iguais a 2. Se as condições de cobertura mínima de rocha são atendidas. A consideração posterior de análise marginal de benefício/custo pode ser efetuada para verificação da hipótese do revestimento do túnel. deve variar entre 2% e 5% da queda bruta disponível para geração. confrontando-se as alternativas de diâmetros de projeto com custos e prazos necessários para execução de revestimento. o projeto deve considerar inicialmente o túnel não revestido.010 c) Rotina para Dimensionamento A perda de carga a ser assumida para o projeto do túnel é uma questão econômica. que deve se mostrar percentualmente baixa. A determinação de uma situação de economicidade ótima para projeto envolve uma análise com várias hipóteses de diretrizes alternativas. inclusive. A extensão e diâmetro do túnel podem se mostrar determinantes nessa análise. total ou parcial (em trechos). Dois aspectos devem ser lembrados: • • a seção mais econômica. . A perda de carga no túnel de adução. A estimativa da perda é feita estabelecendo-se hipóteses para o diâmetro e rugosidade das paredes do túnel. • • para projetos com pequenas vazões para geração.

de acordo com o tipo de rocha. normalmente. tratamento e contenções. entretanto. sempre devem ser previstas surpresas. o túnel de adução apresenta dois trechos distintos: • • um trecho. integralmente. quando as pressões externas do lençol freático natural ou do lençol artificial criado pelo funcionamento do túnel atuam no sentido contrário. à condição reinante na operação de esvaziamento do túnel. Nesse processo. no desemboque. sobrelevada do coeficiente de sobrepressão considerado. sem revestimento. em cada ponto. de Bergh-Christensen e Dannevig. mais longo. ou em túnel revestido. onde serão necessários aplicar métodos de escoramento.Premissas para o Dimensionamento do Revestimento A necessidade de revestimento/escoramento será condicionada por considerações econômicas e pela qualidade do maciço rochoso a ser atravessado. no caso. calculada pela diferença entre o nível d'água de montante e a cota de piso do túnel. deve ter o mesmo critério de dimensionamento de uma tubulação forçada a céu aberto. condições das fraturas e intrusões). a céu aberto. b) Cálculo de Túnel em Operação A situação de carregamento com o túnel em operação é facilmente visualizada e não cria dúvidas quanto à sua aplicação. O primeiro dimensionamento deve considerar a hipótese que o revestimento é responsável .3. juntas de alívio. em trechos do maciço de qualidade inferior à prevista. a qual deve ser avaliada. em cada trecho. além de suas feições estruturais (falhas. Os tipos de escoramento. O dimensionamento da espessura do revestimento deve considerar duas situações: • • o revestimento deve atender. em conduto forçado. coerência e condutividade hidráulica). tratamentos e contenção específicas. de acordo com o critério adotado por projeto. Na chegada à casa de força. e • • um trecho. de esmagamento do revestimento. que o classificará em diversas classes. ou seja. em concreto ou blindado. cada avanço de escavação do maciço rochoso deverá ser acompanhado por um geólogo no campo. e • • o revestimento deve atender. O revestimento. curto. a) Condições para Cálculo Normalmente. por geólogo com experiência. quando a cobertura de rocha. for insuficiente. Na escavação do túnel. enquanto o túnel percorre o maciço com cobertura suficiente. normalmente. para efeito do presente Manual. de 1. alteração. à carga máxima de pressão interna. adicionalmente. como já exposto. avaliação dos seus parâmetros geológico/geotécnicos (graus de fraturamento. esse revestimento é uma blindagem em aço. normalmente. deverão ser função dessa classificação.

c) Cálculo de Túnel Esvaziado Já para esse caso. o mesmo poderá ficar saturado. proveniente do trecho do túnel sem revestimento. Em contrapartida. sem considerar que parte da carga possa ser absorvida pela rocha. A primeira medida corresponde à instalação de um sistema de drenos envolvendo a blindagem. criam-se condições para a ocorrência de pressões de esmagamento sobre o revestimento. imediatamente antes do início do esvaziamento.por suportar todo o esforço. tal situação fica evidente no acompanhamento do avanço da escavação e medidas para a continuidade da execução e convenientes drenagens deverão ser tomadas. mas observa-se que o maciço é francamente drenante. podendo entretanto se verificar eventuais e limitados desprendimentos de blocos das paredes. Três medidas de projeto são. No trecho revestido. Quando do esvaziamento do túnel. Se lençóis naturais não são atravessados. em seu trecho sem revestimento. além de se recomendar que o dimensionamento do revestimento considere valores envoltórios para a pressão máxima de cálculo. através da formação de um lençol artificial. quando do esvaziamento. na direção do trecho blindado e da encosta onde desemboca o túnel. normalmente. o próprio túnel funciona como dreno. • • reduzir o possível afluxo de água de saturação. criado pela infiltração de água proveniente do próprio túnel. Por ocasião do ensecamento do túnel. . a condição básica para dimensionamento é que o maciço rochoso sempre apresenta fissuras que podem se conectar com o lençol freático natural. cujo valor máximo correspondente à carga hidráulica reinante no lençol. Se o túnel atravessar lençóis d'água naturais dentro do maciço. não traz preocupações. recomendáveis e devem ter sua aplicação avaliada: • • limitar e reduzir a pressão externa através da drenagem das águas do lençol no entorno do trecho blindado. como especificado a seguir. A segunda medida pode ser implementada através de injeções radiais no trecho de transição entre o trecho do túnel sem revestimento e a blindagem. dessa forma. esforços de esmagamento podem ser exercidos com o esvaziamento do túnel e algumas medidas de projeto devem ser previstas. • • verificar o dimensionamento da espessura da blindagem para a condição de túnel esvaziado e a pressão externa máxima prevista nessa situação. subtraída da pressão atmosférica dentro do túnel. o comportamento do trecho sem revestimento. originado da acumulação de água de chuvas e/ou o lençol artificial. contudo.

dispondo dessas informações ulteriores sobre o maciço onde se desenvolve o túnel. considera-se que o assunto deve ser analisado em conjunto com os empreiteiros. em função de equipamentos já adquiridos pelo empreiteiro. já na etapa de julgamento de suas ofertas. os critérios. o custo unitário de escavação decorrente é bastante influenciado pelo volume e cronograma de escavação prevista pelo empreiteiro no seu programa global de obras. correspondente à diferença entre a cota da superfície do terreno natural e a do piso do túnel. não deve ser considerado como redutor na determinação da pressão máxima de esmagamento do revestimento. considerou-se apenas o método de execução convencional. O revestimento deve resistir a uma pressão mínima de esmagamento correspondente à pressão de injeção do processo de ligação entre o maciço e a blindagem. premissas e recomendações aqui apresentadas são válidas para o projeto inicial do túnel. portanto. majorada de um coeficiente de segurança de 1. assim como. recomendadas nos dois primeiros itens. deverá então ser utilizada como pressão para o cálculo da blindagem. escavação a fogo. é a definição de uma pressão de cálculo de esmagamento da blindagem. atuante sobre a blindagem. Por esse motivo. Em determinadas situações. já em estreito contato com empresas construtoras. pode ser de grande interesse a aquisição do equipamento pelo empreiteiro. normalmente recomendada de 2 kg/cm2. A possibilidade e a economicidade da execução utilizando-se outros métodos. não se mostrando possível prever as várias possíveis hipóteses antecipadamente. Essa recomendação se deve ao fato que esse tipo de equipamento é encomendado com diâmetro de escavação especificado e seu custo de aquisição é elevado. Caso esta pressão seja superior à pressão mínima de 30 mca. quanto à terceira medida. e em outros casos. Métodos Construtivos Para efeito deste Manual. das injeções radiais. premissas e recomendações aqui constantes poderão ser. adequadamente. Nessa ocasião. como o TBM ("tunnel boring machine") e outras técnicas é uma questão a ser tratada por ocasião do projeto executivo. No âmbito das recomendações desse Manual. A pressão mínima a que o revestimento deverá resistir será. do avanço das escavações.A discussão. analisado seu conjunto de obras. Por outro lado. Os critérios. de 30 mca ou 3 kg/cm2 No trecho de desemboque do túnel deve ser verificada a pressão máxima. . ou seja de 20 mca. propostas podem ser ofertadas para implantação do túnel com diâmetros alternativos.50. o efeito da drenagem da água de percolação. reavaliadas. Por esses motivos. especificar pelo projeto um método construtivo alternativo como o TBM pode levar a uma séria limitação nas ofertas de preços por parte dos empreiteiros. Ao longo da execução das escavações torna-se indispensável o acompanhamento. por geólogo. ou seja.

a casa de força do tipo “exterior e abrigada”. nas dependências da casa de força. Além disso. condicionado pelo tipo da turbina e do gerador. como. . definem-se as cotas e a disposição das galerias de drenagem. apenas. ainda. portanto. quantidade. a cota do piso dos transformadores. elas poderão ser fornecidas pré-montadas. Em seguida. a casa de força é acoplada a tomada d’água e. deverá ser analisada a necessidade de se prever uma sala para o centro de operação da PCH. tipo e dimensões das máquinas. evidentemente. Dimensionamento A definição das principais dimensões da casa de força.CASA DE FORÇA Escolha do Tipo de Casa de Força Foi considerada. em cada caso. como em todo projeto dessa natureza. deve-se prever uma ponte rolante para os trabalhos de montagem e desmontagem em manutenções programadas. A qualidade da curva-chave é de extrema importância para a fixação dessas elevações. deverão ser dimensionadas as dependências da casa de força destinadas aos equipamentos elétricos e mecânicos auxiliares. Em qualquer caso. que depende da posição do tubo de sucção da turbina. deverá ser analisada a necessidade de área específica para montagem dos equipamentos. nos locais onde o desnível é criado pela barragem. cujas dimensões básicas deverão ser fornecidas pelo fornecedor dos equipamentos principais. Da mesma forma. Esses equipamentos são selecionados e dimensionados como apresentado no item EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS. A estabilidade da estrutura deverá ser verificada para os casos correntes de carregamento. incorporada ao barramento. Esse piso (cota). Registra-se que no caso de máquinas de pequeno porte. Deverá ser definida. por exemplo. Arranjos Típicos O arranjo típico da casa de força é. a cota de fundação da casa de força. áreas destinadas aos equipamentos elétricos e mecânicos auxiliares definidos em cada projeto. Deverão ser previstas. Com base na potência. deve estar a salvo de inundação. Deve-se lembrar que. depende da quantidade e dimensões básicas da turbina e do gerador. Cabe registrar que uma casa de força subterrânea não é uma escolha comum para pequenas centrais. As principais elevações da casa de força são definidas em função dos níveis d’água notáveis de jusante e da submergência da turbina.

Os transformadores podem ser instalados dentro ou fora da casa de força. em função das particularidades de cada caso. Para os casos nos quais sejam necessários túneis de fuga. seu dimensionamento hidráulico deverá ser realizado procurando-se reduzir sua escavação. Para os casos nos quais a curva-chave. com velocidade baixa (V < 2 m/s). A largura inicial deverá ser igual à largura da casa de força. . no caso das casas de força subterrâneas. a jusante do tubo desucção. não é bem conhecida. visando-se reduzir as possibilidades de erosões pelo escoamento (queda de blocos de rocha). deverá ser sempre laminar. também. para a descarga máxima turbinada. considerar o apoio da estrutura de saída da linha de transmissão. no entanto. a jusante do tubo de sucção. entre a casa de força e o rio. deve-se adotar rampas ascendentes suaves. Para os casos onde o maciço rochoso é fraturado. Para os canais com superfície livre. a largura no fim do canal de fuga deverá ter dimensão suficiente para não introduzir qualquer controle sobre o escoamento. especialmente nas proximidades do tubo de sucção. Quando esse canal é escavado em rocha. em alguns casos. por exemplo. sem. variável. deverão ser tomados cuidados especiais no que diz respeito ao tratamento das paredes laterais e do fundo. A declividade do canal será. Métodos Construtivos Os métodos construtivos são os mesmos já especificados anteriormente para barragens de concreto. é o canal através do qual a vazão turbinada é restituída ao rio. como 1 (V) : 6 (H) ou 1 (V) : 10 (H). provocar aumento das perdas de carga. para garantir a manutenção do nível d’água mínimo necessário ao perfeito funcionamento das turbinas. deverá ser consultada bibliografia específica relacionada ao final destas Diretrizes. O dimensionamento de sua geometria será sempre condicionado pelo tipo e dimensões da casa de força e pela distância entre a casa de força e o rio.Os acessos externos deverão ser definidos em função da cota do piso principal da área de montagem. a largura é comumente variável ao longo de seu comprimento. O comprimento será. O escoamento ao longo do canal. O dimensionamento da parede de jusante da casa de força deverá. à exceção das turbinas Pelton que funcionam desafogadas. em função da distância entre a casa de força e o rio. também. CANAL DE FUGA O canal de fuga. de acordo com a geometria do tubode sucção. No início do canal. poderá ser necessário introduzir-se uma soleira afogadora. a jusante da casa de força. em função da diferença de elevação entre o fundo do tubo de sucção e do rio. como no canal de adução. Na confluência com o rio. dos aspectos topográficos do local e das rampas admissíveis para os equipamentos de transporte e da disposição das obras a jusante. variável.

e de suas fundações durante a construção. condições térmicas ambientais e fator tempo (“aging of dams”). etc. Registra-se que. . tensões internas. deverá atender aos objetivos apresentados a seguir. Essa instrumentação. através de comparações entre grandezas medidas “in situ” e aquelas consideradas no projeto. de enchimento do reservatório e de operação. Assoreamento junto às estruturas. com vistas à auscultação do comportamento dessas estruturas. ou a critério da projetista para outros casos em que se julgar necessário. para as fases de construção. Possibilitar revisões do projeto durante o período construtivo. Além da instrumentação das estruturas de barramento poderá ser de interesse monitorar a área do reservatório. quando estas tiverem altura maior que 15 m. subpressão. Fornecer informações sobre os parâmetros específicos dos materiais da barragem. Fase de Operação Verificar se o desempenho geral das estruturas e de suas fundações é satisfatório ao longo do tempo. tem se constituído em prática rotineira a instalação de sismógrafos nas vizinhanças dos grandes reservatórios. de outras estruturas. Possibilitar uma avaliação do desempenho estrutural das obras de barramento. Fase de Construção Alertar sobre a ocorrência de eventuais anomalias no comportamento da barragem. conforme previsto no projeto (deslocamentos.). ou de outras estruturas. ou de condições que as possam favorecer. vazões de drenagem. Fugas d’água do reservatório. como especificado nas Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos da ELETROBRÁS. visando verificar: Escorregamento de encostas nas margens. visando verificar a adequação dos critérios de projeto. apesar da sismicidade no Brasil ter baixa intensidade. Fase de Enchimento do Reservatório Alertar sobre a ocorrência de eventuais anomalias que possam colocar em risco a segurança das estruturas de barramento. após alguns anos de operação.INSTRUMENTAÇÃO Para as estruturas civis principais. Caracterizar o comportamento das estruturas em função da carga hidráulica. deverá ser previsto um sistema de instrumentação.

pode-se dispensar esse tipo de instrumento.visando detectar possíveis sismos induzidos. Para o planejamento da instrumentação dos diversos tipos de estruturas e para avaliação dos diversos custos envolvidos (instrumento. recomenda-se consultar o documentos “Auscultação e Instrumentação de Barragens no Brasil” – Volume I do 2o Simpósio sobre Instrumentação de Barragens – CBGB/1996. operação e análise). No caso das PCHS. . com reservatórios pequenos (igual ou inferior a 3 km2). instalação.

coeficiente de perda de carga. determinar o valor final da queda líquida. que varia entre 0. como deta-lhado a seguir (m/s). pode-se estimar o valor total das perdas de carga e. h=k V2 2 g . ESTIMATIVA DAS PERDAS DE CARGA As perdas de carga são estimadas por uma equação do tipo a seguir especificado. V2 hca = kca 2 g . coeficiente de forma do canal de aproximação. aceleração da gravidade (m/s2). velocidade do escoamento (m/s). a qual é o produto de uma constante. deve ser recalculado o valor da potência a ser instalada na PCH. aceleração da gravidade (m/s2). k ca b) Perda na Grade da Tomada d’Água A perda de carga na grade da tomada d’água pode ser estimada utilizando-se a fórmula de Kirschmer. Em seguida. conseqüentemente. pela energia cinética do escoamento. velocidade do escoamento. que varia para cada caso como se verá a seguir. onde: hca V g perda de carga no canal de adução (m).01 e 0. onde: h V g k perda de carga em algum ponto do circuito hidráulico de adução (m).DETERMINAÇÃO FINAL DA QUEDA LÍQUIDA E DA POTÊNCIA INSTALADA Após o conhecimento definitivo das dimensões físicas das estruturas que compõem o circuito de adução. .1. Perda na Aproximação a) A perda de carga no canal de aproximação pode ser estimada através da fórmula apresentada a seguir. calculada para cada caso particular.

velocidade média (m/s).Carta 010-7. espessura ou diâmetro das barras. que é igual à relação entre a área molhada e o perímetro molhado Rh . sem curvas acentuadas (em cotovelo). coeficiente calculado utilizando-se a fórmula de Ganguillet e Kutter. deve ser computada somente a perda de carga devido ao atrito ( ha ). como exposto a seguir. velocidade junto à grade (m/s). como exposto mais adiante.Corps of Engineers . inclinação da grade. Essa perda pode ser calculada utilizando-se a fórmula de Chézy. coeficiente de perda de carga cujo valor depende das dimensões da grade. V2 S= 2 C Rh . espaçamento entre as barras.42 1. No quadro a seguir apresentam-se os valores mais comuns. Tabela 1 θ1 Vg kg TIPO DAS BARRAS Retangulares Circulares e1 / b (*) ≥5 ≥5 kg 2. c) Perda em Canais Para os canais de seção uniforme com escoamento em superfície livre.⎛e ⎞ hg = k g ⎜ 1 ⎟ ⎝ e2 ⎠ 4/ 3 sen θ1 V g2 2 g . onde: S V C declividade da linha de energia = perda de carga unitária (m/km). o usuário deve consultar o Hydraulic Design Criteria .79 (*) b = largura das barras Para maiores detalhes sobre perda de carga na grade. raio hidráulico (m). onde: hg e1 e2 perda na grade (m).

4).00155 1 + S n C= 0.010 0.013 0. devido ao atrito.015 0.do canal. em curvas.017 0. onde: velocidade média imediatamente a jusante da entrada (m/s).035 Para maiores detalhes sugere-se que o usuário consulte o Hydraulic Design Criteria Corps of Engineers . o valor numérico da perda de carga unitária devido ao atrito é praticamente igual à declividade do fundo do canal. onde: Rh ⎝ 23 + n coeficiente de rugosidade do canal apresentado a seguir (ver item 5. 0. d) Perda em Conduto sob Pressão A perda de carga em conduto sob pressão consiste no somatório das seguintes perdas: na entrada do conduto.1.030 0. ha = LxS . ou Open Channel Hydraulics .Carta 631.020 0. como ilustrado na Figura ke . Tabela 2 Natureza das Paredes Cimento liso Argamassa de cimento Pedras e tijolos rejuntados Tijolos rugosos Alvenaria ordinária Canais com pedregulhos finos Canais com pedras e vegetação Canais em mau estado conservação n 0. em reduções cônicas e em bifurcações. Para canais de seção e declividade uniformes. coeficiente variável em função da forma da boca do conduto.Ven Te Chow. onde: L comprimento do canal (km).011 0.00155 ⎞ n ⎛ 1+ ⎜ 23 + ⎟ S ⎠ . • Perda na Entrada do Conduto ( he ) A perda de carga na entrada do conduto é estimada através da seguinte fórmula: he = ke V V2 2 g .

04 b) d) aresta viva Ke=0.38 . Tabela 2 VALORES DE k a CONDUTO Aço (*) Cimento-amianto Concreto armado ka 0. é calculada utilizando-se a fórmula de Scobey: V 1.1 Di .1. a seguir.9 J = 410 Ka 1.78 boca em campânula Ke=0.34 0. desprezando-se as demais.50 aresta ligeiramente arredondada Ke=0. diâmetro interno do conduto (cm).23 Figura 1 • Perda por atrito ( he ) A perda de carga devido ao atrito. PERDA DE CARGA NA ENTRADA DA TUBULAÇÃO TIPOS DE BOCA c) a) saliente interno Ke=0. comprimento do conduto (m) coeficiente que varia com o tipo de tubulação (ver quadro a seguir).32 0. onde: J Lcf Ka Di perda de carga unitária (m/km).

06 0. onde: V velocidade média no conduto (m/s). o ângulo de mudança de direção entre as partes retas de montante e de jusante de curva. diâmetro do conduto (m). com juntas soldadas ou sem costura. isto é. kr . V2 hc = kc 2 g .005 a 0.03 0. como apresentado no quadro a seguir. Tabela 3 ÂNGULO DE DEFLEXÃO < 10o 10o a 15o 15o a 30o 30o a 45o > 45o kc 0 0. que varia de 0. • Perda nas Curvas ( hc ) A perda de carga nas curvas é calculada utilizando-se a expressão a seguir.13 • Perda nas Reduções Cônicas ( hr ) A perda de carga nas reduções cônicas é calculada utilizando-se a expressão a seguir. onde: V velocidade média no conduto. onde: D kc R D raio da curva (m).(*) Novo. Esses valores são válidos para curvas nas quais: R ≥2 .09 0. coeficiente que varia com o valor do ângulo de deflexão da curva. coeficiente de perda de carga nas reduções cônicas.010. a jusante da redução (m/s). V2 hr = kr 2 g .

20 . a jusante da bifurcação. As . Para deflexão de 30o ou ângulo de 60o entre os braços e relação 1 < Ae / As < 2 . Isto ocorre quando uma das unidades geradoras está parada ou quando apenas uma delas foi instalada. V 2 . EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS . recomenda-se adotar: kb = 1. o valor de kb é muito menor do que quando apenas um está funcionando. Quando o escoamento se dá pelos dois condutos. DETERMINAÇÃO DA POTÊNCIA INSTALADA Com os valores definitivos das perdas de carga.escoamento para uma unidade.escoamento para duas unidades.25 . e a área da seção de escoamento dos braços de “saída”. bem como da deflexão de cada um dos braços em relação ao alinhamento do tronco principal. os estudos hidroenergéticos descritos em “ESTUDOS ECONÔMICO-ENERGÉTICOS” serão refeitos. determinando-se o valor final da potência instalada.• Perda nas bifurcações ( ) hb A perda de carga nas bifurcações é calculada utilizando-se a expressão a seguir. que depende da relação entre a área da seção de escoamento do conduto de “entrada”. onde: hb = k b 2g velocidade média no conduto. a montante da bifurcação (m/s). V kb coeficiente de perda de carga nas bifurcações. Ae . prevendo-se a instalação da outra no futuro. kb = 0.

do tipo de turbina e do tipo de gerador. deve-se procurar a velocidade síncrona mais próxima da calculada (conforme fórmulas típicas para cada tipo de turbina). dando-se grande importância à sua robustez e confiabilidade.3 450 400 360 300 257. e a disponibilidade para fornecimento de peças sobressalentes. Para o gerador assíncrono ou para o síncrono sem multiplicador. da altura de queda. Tabela 1 . a velocidade de rotação é a mesma para turbina e gerador e. em caso de problemas durante o funcionamento. síncrono com multiplicador de velocidade e síncrono sem multiplicador.200 900 720 600 514. porém a influência do tipo de gerador na escolha da velocidade de rotação da unidade é enfocado de um modo abrangente para os diversos tipos de turbinas. São considerados três tipos de geradores : assíncrono. além dos parâmetros técnicos e do seu preço.TURBINAS HIDRÁULICAS As turbinas hidráulicas utilizadas nas PCH devem ser escolhidas de modo a se obter facilidade de operação e de manutenção. A escolha da velocidade de rotação da turbina depende da potência nominal.1 240 225 200 . deve-se analisar. Na escolha da turbina.800 1.VELOCIDADE DE ROTAÇÃO No DE PÓLOS 4 6 8 10 12 14 16 18 20 24 28 30 32 36 ROTAÇÃO (rpm) 1. por parte do fabricante. são as constantes da Tabela 1.f / p onde : n = velocidade de rotação síncrona em rpm f = freqüência da rede em Hertz p = no de pólos do gerador As velocidades de rotação comumente utilizadas na frequência de 60 Hz. sendo assim. Essa velocidade de rotação pode ser calculada pela relação n = 120. As características referentes a cada turbina serão tratadas juntamente com o tipo específico da turbina. pois a tendência é de que a usina seja operada no modo não assistido. a capacidade de imediato atendimento.

Se a unidade possui multiplicador de velocidade. que aumentará seu valor. ESCOLHA DO TIPO DE TURBINA Figura 1 . a ser utilizada pelo gerador. normalmente. Seleção do Tipo de Turbina A queda líquida (m) e a vazão de projeto por turbina (m3/s) são os parâmetros utilizados para a escolha preliminar do tipo de turbina. a velocidade de rotação calculada para a turbina deve ser mantida. mesmo que não seja uma velocidade síncrona. A potência (kW) estimada na saída pode ser obtida da mesma figura. A correção para a velocidade síncrona. 1200 rpm ou 900 rpm. bastando interpolar os valores das linhas oblíquas. será feita pelo multiplicador de velocidade. para 1800 rpm. conforme gráfico da Figura 1.

H liq ηT ηG Turbina Pelton • Aplicação . velocidade de rotação da turbina (rpm). Qr Hr O gráfico constante deste Manual orienta o Usuário para uma solução viável. onde: ns n velocidade específica da turbina. A potência indicada no gráfico da Figura 1 corresponde à saída do gerador e supõe um rendimento constante para o conjunto turbina-gerador de 85%. fator importante para o seu dimensionamento futuro.A partir desses dados. queda líquida (m).5 H r0.25 H liq . onde: velocidade específica da turbina. utiliza o conceito de velocidade específica calculada através da queda e da vazão nominal pela fórmula: N qr = N qr n nQr0. queda líquida (m). após consulta a diversos fabricantes especializados.5 n s = 1. 75 . devendo a escolha final ser feita. potência nominal da turbina (kW). as condições e parâmetros apresentados permitem que seja selecionado mais de um tipo de turbina. Pn H liq A Norma NBR 12591 – Dimensões Principais de Turbinas para PCH. nesse caso. na fórmula a seguir.81QH liq η T η G . PG = 9. é possível determinar a velocidade específica da turbina. velocidade de rotação da turbina (rpm). vazão da turbina (m3/s). rendimento do gerador. rendimento da turbina. pela fórmula : nPn0. onde: PG Q potência na saída do gerador (kW). altura de queda nominal (m). vazão garantida ou nominal (m3/s). Em alguns casos.

é aconselhável utilizar um defletor de água. Rotor . de acordo com sua experiência. Figura 2 . esse último necessário em casos de rede isolada. com as conchas dispostas em sua periferia e posteriormente usinada. com um ou dois jatos. integralmente fundida. Possui ótimas características de desempenho sob cargas parciais. e/ou para conseguir velocidades de rotação maiores. Em casos excepcionais a queda pode ir até 1000 m. • Descrição A turbina Pelton. colocado à frente de cada jato.500 kW. tem por característica a transformação da energia potencial de queda em energia cinética no jato injetor. • Dimensionamento Básico As dimensões finais da turbina deverão ser determinadas pelo Fabricante. conseqüentemente. é escolhido o arranjo com eixo horizontal. que poderá ser do tipo aberto/fechado ou do tipo de regulação contínua. Além disso. que deve garantir o bom funcionamento e a durabilidade da máquina. A elevação do ponto mais baixo do rotor deve ser aproximadamente um metro acima do nível de água máximo de jusante. Para maiores vazões. funcionando suavemente e praticamente sem cavitação até 20% da carga nominal. é feito por meio de uma agulha móvel disposta no interior de cada injetor e acionada por mecanismo hidráulico. peça de fundamental importância.O rotor. Em turbinas com vários injetores. no âmbito destas Diretrizes. da potência desenvolvida. As fórmulas apresentadas a seguir para o dimensionamento são simplificadas e permitem a determinação das características principais da turbina para consulta aos Fabricantes. Em geral. é possível parcelar a potência fornecida com a utilização de defletores de jato. Tomar como referência a Figura 2. evitando o efeito indesejável de frenagem. ou seja. por meio de agulha e de defletor. pode ser construído a partir de uma peça única em aço inoxidável. e mesmo abaixo desse valor quando utilizado um maior número de jatos. classificada como turbina de ação. Controle da Vazão – O controle da vazão turbinada e. Assim. a turbina Pelton. de modo que suas conchas fiquem distantes do espelho d’água. para em seguida ser convertida em energia mecânica no rotor da turbina. atuando em alguns dos injetores.Na faixa das PCH. deve-se considerar a utilização de controle duplo e conjugado da vazão. A Pelton se caracteriza por um rotor com pás ou conchas na periferia e por uma tubulação de adução alimentando um ou mais injetores. atende a quedas de 100 m a 500 m e potências de 500 a 12. o arranjo poderá ser feito com três (menos utilizado) ou quatro jatos e o eixo na disposição vertical. é aconselhável fazer uma comparação entre os custos do conjunto turbina-gerador para as diversas opções. Com a tendência moderna de automação das usinas.

o que normalmente corresponde a um gerador mais barato. a turbina Francis atende a quedas de 15 a 250 m e potências de 500 a 15000 kW possuindo ótimas características de desempenho sob cargas parciais de . pode ser utilizada a Norma NBR 12591 – Dimensões Principais de Turbinas para Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH).75 Z 00. É importante considerar que a velocidade de rotação calculada pela fórmula acima não é a definitiva. Para obtenção de dimensões preliminares básicas destinadas à implantação das obras civis.54 Q ij 0.5 ) / Q Hliq Q Z0 Qj Q ij d0 D D1 n queda líquida (m) vazão da turbina (m3/s) número de injetores descarga por injetor descarga unitária por injetor diâmetro do jato d’água (m) diâmetro do tubo de adução (m) diâmetro de incidência do jato sobre o rotor (m) rotação adequada para a turbina (rpm) As fórmulas acima indicam que a utilização de dois injetores na turbina Pelton ( Z o = 2 ) conduz a uma velocidade de rotação mais alta.3 Hliq 0.5 ) / D1 ou n = 5. No âmbito destas Diretrizes.5 D1 = 12 d 0 n = ( 37. pois a mesma deve estar normalmente sincronizada em relação à freqüência da rede. Exceção é feita para os casos de utilização de gerador assíncrono ou com multiplicador de velocidade.76 ( Hliq 0. Turbina Francis com Caixa Espiral • Aplicação A faixa de aplicação da turbina Francis é bem mais abrangente.5 D = 3 d 0 Z 0 0.d 0 = 0.

em caso de intervenção e reparo simples. segundo a fórmula : n= K P 0. KH liq75 P 0. Essa implantação visa facilitar os trabalhos de inspeção e manutenção.até 70% da carga nominal. devendo ser consultado o Fabricante. • Descrição A turbina Francis com Caixa Espiral. A variação da potência fornecida pela turbina é obtida com a abertura ou fechamento das palhetas diretrizes situadas na periferia interna do pré-distribuidor em um conjunto chamado distribuidor. é aconselhada a disposição com eixo horizontal. Possui uma caixa espiral em aço ligada em seu lado montante a um conduto forçado.5 . o que facilita a instalação e a manutenção do gerador correspondente. o valor encontrado deve ser corrigido para a velocidade síncrona mais próxima. onde coeficiente adimensional entre 1300 e 1900. embora com perda progressiva do rendimento. Não é aconselhável o funcionamento da turbina abaixo de 50% da vazão nominal. Velocidade de Rotação – A velocidade de rotação é preliminarmente escolhida em função da queda e da potência da turbina. Se o gerador escolhido for do tipo síncrono e não houver multiplicador de velocidade. exige um posicionamento da linha de centro . conforme descrito anteriormente. Recomenda-se a escolha de uma velocidade de rotação que permita a disposição do rotor da turbina acima do nível de água de jusante. para PCH utilizar o valor 1600. tem por característica a transformação da energia potencial de queda em energia mecânica no rotor da turbina. Modernamente. Em compensação. um anel rígido suporta as pás fixas do pré-distribuidor. Na periferia interna da caixa espiral. classificada como turbina de reação. é vantajoso prever o rotor em aço inoxidável fundido. A velocidade de rotação mais alta conduz a turbinas de dimensões menores e geradores mais baratos. que poderá propor soluções específicas para o caso. Para a faixa de potência e vazão considerada neste Manual. funcionando ainda adequadamente entre 70 e 50 % da carga. caso necessário. onde a qualidade e a garantia de menor manutenção compensam o custo maior. dispensando o esvaziamento do tubo de sucção. potência da turbina (kW). Rotor – O rotor da turbina Francis é normalmente feito em uma única peça fundida e usinada.

5 ) / n kU = 0. • Dimensionamento Básico As dimensões finais da turbina deverão ser determinadas pelo Fabricante. citada anteriormente. de acordo com a fórmula a seguir. podem ser utilizadas a título de orientação. Para facilidade de inspeção e manutenção das turbinas Francis de pequeno porte. Para isso. A Norma NBR 12591 indica o cálculo da altura de sucção em função da velocidade específica e da altura de queda. Como alternativa. As dimensões básicas apresentadas na Figura 9 da Norma NBR 12591. a elevação do rotor deve ficar cerca de 1. velocidade de rotação (rpm).27 ( 1 + n S /100 ) D3 kU H n nS onde diâmetro de saída da turbina (m). que deve garantir o bom funcionamento e a durabilidade da máquina. velocidade específica da turbina. de acordo com sua experiência. As medidas estão referidas ao diâmetro máximo do aro de saída do rotor D2a . . pode ser utilizada a Norma NBR 12591 – Dimensões Principais de Turbinas para Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH). Para obtenção de dimensões preliminares básicas destinadas à implantação das obras civis.da turbina em elevação mais baixa com conseqüente aumento de escavação e de infraestrutura da casa de força. dentro dos limites admissíveis de cavitação da turbina. No desenvolvimento do projeto. D3 = ( 84. o que permitirá a abertura do recinto do rotor sem necessidade de esvaziamento do tubo de sucção. é possível determinar as dimensões principais em função do diâmetro nominal de saída do rotor da turbina ( D3 ). até que a pressão a jusante do rotor seja suficiente para garantir condições apropriadas de operação.0 m acima do nível máximo de jusante. o valor da velocidade específica deve ser diminuído.5 kU H 0. Altura de Sucção – A altura de sucção deve ser calculada para determinar a elevação de assentamento da turbina. queda líquida (m). e de modo a permitir a previsão de espaço necessário à instalação dos equipamentos . deve ser estudada a solução mais econômica. coeficiente de velocidade.0 a 2.

Turbina Francis Caixa Aberta Aplicação . A ausência de conduto forçado e de caixa espiral simplificam a concepção e diminuem o custo do equipamento. A câmara é normalmente construída em concreto e o tubo de sucção em chapas de aço em forma de cone. Modernamente. Nesse segundo caso. torna-se necessário prever uma tampa estanque entre a câmara da turbina e o recinto onde se localiza o gerador. eventualmente. Descrição A turbina Francis Caixa Aberta tem o rotor. dispensando a existência de conduto e caixa espiral. então. Com o eixo vertical. Altura de Sucção – A altura de sucção deve ser calculada para determinar a elevação de assentamento da turbina. A desvantagem é que haverá tendência a trabalhar com velocidade de rotação baixa. . com valor menor. como será descrito neste Manual. de modo a obter uma altura de sucção positiva. em virtude do baixo rendimento alcançado. sendo o controle da vazão é feito por meio de um distribuidor semelhante ao utilizado na turbina Francis Espiral. as empresas com tecnologia mais apurada preferem a escolha de turbinas do tipo “S”. um diâmetro um pouco maior. apoiado na laje superior. como no caso de eixo horizontal. duas soluções são viáveis: o distribuidor da turbina apoiado na laje inferior ou.A turbina Francis Caixa Aberta é viável para baixas quedas até 10 m e potências de 500 a 1800 kW. O arranjo pode ser com eixo vertical ou horizontal. o distribuidor e. o tubo de sucção situados dentro de uma câmara em comunicação direta com a tomada d’água. É aconselhável utilizar um coeficiente K entre 1300 e 1100. conseqüentemente. • Velocidade de Rotação A mesma metodologia aplicada para a escolha da velocidade de rotação para turbina Francis Espiral pode ser usada para a turbina Francis Caixa Aberta. como será mostrado posteriormente. O fato de ser utilizado o fator K descrito acima. No entanto. deve ser utilizada com reservas. implica se obter uma velocidade de rotação também menor e. • Dimensionamento Básico As dimensões do rotor da turbina são aproximadamente iguais aos valores obtidos com as fórmulas para turbina Francis Espiral e também podem ser obtidas na Norma NBR 12591.

menos freqüentemente. o valor da velocidade específica deve ser diminuído até que a pressão a jusante do rotor seja suficiente para garantir condições apropriadas de operação. A utilização de rotor de pás fixas só é considerada se a variação de carga for pequena (entre 100% e 80% da carga nominal). o que conduz a uma velocidade de rotação maior. Caso o distribuidor seja fixo. a faixa de operação irá de 100% até 20% da carga nominal. adicionalmente. o eixo se estende até um único gerador que poderá ter uma velocidade síncrona maior. dentro dos limites admissíveis de cavitação da turbina. ou seja. A Norma NBR 12591 indica o cálculo da altura de sucção em função da velocidade específica e da altura de queda. pode ser colocada na posição de eixo horizontal ou na posição inclinada. Possui ótimas características de operação. Turbina Francis Dupla Podem ser consideradas como variantes das turbinas Francis anteriormente descritas. o limite inferior de operação se limita a 40% da carga nominal. a montante. assim chamada por ter o tubo de sucção em forma de “S”. Para isso. possui um eixo que se prolonga através da . a laje de piso da câmara aberta. Conseqüentemente. permitindo a inspeção e a manutenção desse recinto sem necessidade de esvaziamento do tubo de sucção. mantida a mesma velocidade específica. mesmo a cargas parciais. Ligado ao rotor Kaplan. uma peça com uma única coroa. duas cintas e dois conjuntos de pás. são necessários dois tubos de sucção separados. Deve ser feita uma comparação econômica entre o custo maior da dupla regulação e seu benefício de ganho de produção de energia elétrica.Em turbinas Francis Caixa Aberta. deve ficar acima do nível máximo de jusante.5 m3/s. Se. considerando a flexibilidade de operação nesse caso. Nesse caso. caracterizando uma turbina de dupla regulação. o distribuidor também for regulável. desde que utilizado o rotor Kaplan de pás reguláveis. • Descrição A turbina Tubular “S”. Turbina Tubular “S” • Aplicação A turbina Tubular “S” atende a quedas de 4 a 25 m e potências de 500 a 5000 kW para vazões de até 22. já que a turbina é calculada considerando a metade da vazão para cada banda do rotor. dividindo a vazão afluente em duas partes. A Francis Dupla tem por característica o rotor duplo.

por meio de cálculos simplificados. colocado diretamente no fluxo de água. As dimensões básicas resultantes são apenas orientadoras. é uma razão para diminuição do rendimento da unidade. com influência direta no peso e preço da ponte rolante. de modo a permitir a previsão de espaço necessário à instalação dos equipamentos. a linha de centro do rotor esteja abaixo do nível de água de jusante. a inclusão da comporta ensecadeira de jusante é necessária. A disposição do conjunto de geração leva ao arranjo de uma casa de força com vão grande. Nesse caso. Nesse caso. Altura de Sucção – A altura de sucção deve ser calculada para determinar a elevação de assentamento da turbina. Turbina Bulbo com Multiplicador • Aplicação A turbina Bulbo com Multiplicador atende a quedas de 4 a 12 m e potência até 1700 kW. Velocidade de Rotação – A mesma metodologia aplicada para a escolha da velocidade de rotação para turbina Francis Espiral pode ser usada para a turbina “S”. . de acordo com sua experiência. a utilização de velocidades específicas altas faz com que. usualmente. A Norma NBR 12591 indica o cálculo da altura de sucção em função da velocidade específica e da altura de queda. permitindo que o gerador e eventual multiplicador de velocidade se situem fora da passagem hidráulica. As medidas estão referidas ao diâmetro da câmara do rotor D1 . A Norma NBR 12591 – Dimensões Principais de Turbinas para PCH indica as dimensões necessárias. normalmente mais a jusante. Em turbinas tubulares Kaplan. o coeficiente K será usado com valor em torno de 2100. para permitir a inspeção e manutenção da turbina. que permitem a determinação de características principais da turbina para facilitar o arranjo civil. que deve garantir o bom funcionamento e a durabilidade da máquina. A extensão do eixo de ligação entre rotor e gerador. • Dimensionamento Básico As dimensões finais da turbina deverão ser determinadas pelo Fabricante.blindagem metálica.

do tipo Kaplan com pás móveis.5 ) / n . de acordo com sua experiência. A utilização de turbina com pás fixas (tipo hélice) elimina a flexibilidade de operação com vazões abaixo de 80% da vazão nominal. o multiplicador pode ser desmontado independente da turbina. Apenas não é necessário procurar a velocidade síncrona do gerador. tendo o gerador acoplado ao eixo de saída. facilitando e encurtando o tempo para a montagem de campo. • Descrição O arranjo para o conjunto turbina-gerador permite projetar uma casa de força compacta. O multiplicador se situa a montante do rotor. O rotor tem o eixo na posição horizontal ou. Construção – A turbina é normalmente fornecida totalmente pré-montada. que deve garantir o bom funcionamento e a durabilidade da máquina. incluindo um multiplicador de velocidade com engrenagens cônicas. que pode ser calculado segundo a norma NBR 12591.5 kU H 0. inclinado de 15o com a horizontal. É aconselhável utilizar um coeficiente K entre 1900 e 1800. A limitação na potência está mais ligada ao multiplicador de velocidade do que à turbina. trabalhando satisfatoriamente sob cargas parciais de até 10% a 20% da carga nominal. • Dimensionamento Básico As dimensões finais da turbina deverão ser determinadas pelo Fabricante. e o multiplicador possui o mancal de escora para suportar o empuxo axial. É própria para operação com grandes variações de vazão. As medidas estão referidas ao diâmetro externo das pás do rotor D1 . O rotor possui três ou quatro pás em aço inoxidável. de preferência. uma vez que o multiplicador elevará a rotação para 1200 ou 900 rpm. normalmente em posição vertical. A turbina é. Velocidade de Rotação – Metodologia semelhante à aplicada para a escolha da velocidade de rotação para turbina Francis Espiral pode ser usada para a turbina Bulbo com Multiplicador. Caso seja necessário. permitindo que o gerador fique com o eixo a 90o do eixo da turbina. ou alternativamente pela expressão abaixo.É usada como alternativa à turbina tubular “S”. D1 = ( 84. no máximo.

kU = 0. O rendimento obtido é baixo. Turbinas Francis e Kaplan de eixo vertical . Os fabricantes tradicionais de turbinas nacionais e internacionais não se dedicam ao fornecimento da turbina Banki. e devem ser referidas ao desenhos das Figuras 21 e 22 da Norma NBR 12591. utilizados em PCH. Turbina Straflo – Essa turbina de fluxo axial possui o gerador disposto em sua periferia. sendo aqui citados para conhecimento do usuário. Exceção é feita à empresa Ossberger. Para a faixa de potência utilizada e adicionalmente limitada pela vazão considerada máxima para PCH. coeficiente de velocidade. de modo a permitir a previsão de espaço necessário à instalação dos equipamentos. Outros Tipos de Turbinas Alguns tipos de turbinas não têm sido. .Informações e pré-dimensionamento podem ser obtidas na Norma NBR 12591.85 + ( n S / 600 ) D1 kU H n nS onde: diâmetro externo das pás do rotor (m). queda líquida (m). Turbina de fluxo transversal ou Michell-Banki – Informações e pré-dimensionamento podem ser obtidos na Norma NBR 12591. velocidade específica da turbina. dificilmente será escolhida a turbina Francis ou Kaplan de eixo vertical. As dimensões básicas apresentadas são apenas orientadoras. O Manual de Inventário da Eletrobrás trata da utilização desses tipos de turbinas. da ordem de 50 a 60%. usualmente. que é especializada no assunto. Altura de Sucção – A altura de sucção deve ser calculada para determinar a elevação de assentamento da turbina. Ainda está protegida por patente de um único fabricante estrangeiro e as dificuldades encontradas no seu desenvolvimento ainda não permitiram o seu uso intensivo. velocidade de rotação em rpm. podendo ser utilizada a metodologia indicada na Norma NBR 12591. Esse tipo de turbina é produzido por fabricante nacional de pequeno porte em potência inferior à faixa abrangida por este Manual. instalada no sul da Alemanha.

dentro de limites preestabelecidos no projeto da usina. Nesse caso. o regulador comanda a tomada de carga até o valor estipulado pelo operador. e o regulador passa a ter a função de controlar a potência ativa fornecida pela máquina. Sistema de Regulação O sistema de regulação em unidades de PCH tem por objetivo inicial permitir a tomada de velocidade até a rotação nominal de projeto e posterior sincronização da unidade com a rede elétrica. Em caso de ligação com rede elétrica de grande porte. em caso de rede interligada ao sistema. Esses limites variam para cada caso. Quatro grandezas tem um inter-relacionamento na variação brusca de carga e em suas conseqüências. velocidade de fechamento do distribuidor.Volante de Inércia Nas unidades geradoras de pequena capacidade pode ocorrer que o efeito de inércia (GD2) das massas girantes seja insuficiente para garantir uma regulação estável. o volante de inércia servirá para manter a sobrevelocidade da unidade e a sobrepressão no conduto a montante do distribuidor da turbina. já que o tempo de fechamento do distribuidor é mantido constante. Em caso de rejeição de carga total ou parcial. o regulador não terá capacidade para controlar as variações bruscas de carga na unidade geradora. O custo do volante de inércia pode ser estimado como 0. mas podem ser tomados como primeira referência os valores limites de 30% de sobrepressão e 50% para sobrevelocidade da unidade. ou seja gerando um custo maior. sobrevelocidade transitória da unidade e sobrepressão no conduto de adução. pode ser necessário diminuir a sobrevelocidade transitória. Torna-se. Para uma determinada unidade geradora. simultaneamente. que resulte em aumento do efeito de inércia (GD2). permanecendo no monitoramento desse valor e certificando que a unidade está sincronizada coma rede. São. o aumento da velocidade de fechamento do distribuidor implica. O aumento da sobrepressão é indesejável. a unidade geradora acompanha a freqüência da rede. Porém. o aumento do efeito de inércia girante produzirá o efeito desejado sem interferir com a sobrepressão no conduto. pois implica em dimensionar a chapa do conduto com espessura maior. ligados diretamente ao eixo do gerador e denominados volantes de inércia. no caso de se optar por aceitar o aumento de sobrepressão anteriormente citado. A seguir. . previstos discos de aço ou de ferro fundido. necessário o acréscimo de material. em aumento da sobrepressão ou conduto de adução e em diminuição da sobrevelocidade transitória. dentro das condições de regulação estabelecidas. e é normalmente menor do que o custo adicional para aumento de espessura de chapa do conduto de adução. assim. São elas: efeito de inércia das massas girantes. e nesse caso.1% (um décimo por cento) do custo do gerador para cada 1% (um por cento) de aumento no efeito de inércia das partes girantes. então.

Atualmente. para trabalho de regulação de até 32. A Norma NBR 12289 – Seleção de comportas hidráulicas para pequenas centrais hidrelétricas (PCH) indica diretrizes para a seleção de comportas e fornece. e é medido em N. um dimensionamento preliminar da estrutura das mesmas. por estarem situadas próximas ao fundo do reservatório.000 N. sendo a ligação entre as partes feita pela válvula proporcional. O atuador. O Comprador deve preencher formulário próprio fornecido pelo Fabricante. é chamado trabalho de regulação da turbina. O trabalho necessário para mover o distribuidor da turbina. de acordo com sua função. O distribuidor ou o injetor regula a vazão de água passando pelo rotor. O regulador de velocidade é formado por duas partes distintas: a parte eletro eletrônica e a parte hidráulica ou atuador. EQUIPAMENTOS HIDROMECÂNICOS COMPORTAS As comportas hidráulicas são previstas com o objetivo de bloquear uma passagem hidráulica. da posição fechada até a abertura máxima. porém sujeitas a pressões consideráveis. podendo operar normalmente fechadas ou normalmente abertas. controlando desse modo a variação de potência fornecida pela turbina.m. As comportas de desarenação ou limpeza têm a função de permitir. a eliminação de areia ou qualquer outro material decantado no fundo do reservatório.m. e este fornecerá catálogo e indicará o regulador de velocidade apropriado para o caso.O regulador de velocidade pode ser eletro-hidráulico ou digital. possibilita a chegada de óleo sob pressão até o servomotor hidráulico ligado ao distribuidor ou ao injetor (tipo Pelton) da turbina. por ocasião de sua abertura. fora de operação. isto é. em forma de tabelas. constituído de bomba. tubulação de baixa pressão e passagens hidráulicas da Casa de Força. acumulador de pressão. . filtro. Em geral. As comportas que auxiliam a inspeção e a manutenção das estruturas civis. sob queda máxima. permanecem normalmente abertas. válvulas distribuidoras e acessórios. os fabricantes possuem reguladores de velocidade padronizados de diversos tamanhos. são comportas de pequenas dimensões. como canal de adução.

porém de uso limitado. deverão ser previstos um ou mais painéis de grade. chumbados ao concreto nas extremidades laterais. porém o custo está relacionado à dificuldade crescente em se obter madeira de boa qualidade. desde que a instalação completa esteja dentro das disponibilidades orçamentárias. a fim de evitar o apodrecimento prematuro. a rapidez na manutenção implica diminuição do tempo ocioso ou improdutivo da usina. se possível. principalmente na linha d’água onde a agressividade da corrosão é maior. de preferência.Necessitam ser protegidas por adequada pintura. do tipo móvel colocada entre duas guias embutidas nas paredes laterais da tomada d’água. o que garante um baixo índice de vazamento. Guias e vedação As comportas são guiadas em seu movimento de subida e descida por perfis metálicos. o aço e. . As madeiras empregadas na fabricação das comportas devem possuir boa resistência ao tempo e à umidade. A vedação. por meio de haste de aço com rosca ligada à comporta e movimentada por pinhão ligado a um volante.sendo o conjunto fixado na travessa superior de armação. Acionamento Para pequenas comportas. são previstas para suportar colunas d’água de até 10 metros sobre a soleira. em alguns casos. As comportas de madeira são de construção simples. deve ser feita com perfis adequados de borracha sintética sobre quadro de aço inoxidável. a madeira. padronizadas por algunsfornecedores. com o objetivo de impedir a passagem de detritos carreados peloescoamento.Material As comportas podem ser construídas utilizando o ferro fundido. também. possível a utilização de talha movida a corrente ou mesmo talha elétrica. As comportas de ferro fundido são comportas pesadas. É. baixo custo e de grande durabilidade. não tendo influência direta na produção da usina. GRADES De acordo com o arranjo do projeto civil da tomada d’água. que possam danificar partes da turbina. o acionamento poderá ser feito manualmente. durante o projeto. Assim. Normalmente. deve ser feita uma comparação entre o investimento inicial necessário e os benefícios obtidos na eletrificação do acionamento das comportas. No entanto. A grade deve ser. As comportas de aço são de construção leve. É importante considerar o fato de que as comportas são elementos acessórios.

para quedas médias. são abertas por meio de cilindro hidráulico com pressão do próprio regulador de velocidade. Esférica ou Borboleta. Essa limpeza pode ser feita manualmente com auxílio de ancinho. Podem ser encontradas no mercado nacional em tamanhos padronizados até diâmetros de 2. VÁLVULA DE SEGURANÇA Dependendo do arranjo das passagens hidráulicas. quando então. nesse caso havendo comporta ensecadeira de jusante. individual para cada turbina. o valor de 30 mm. aproximadamente. A Válvula de Segurança assume as funções da comporta de emergência da tomada d’água. Para pequenos diâmetros e pressões não elevadas. Nesse caso. liberando o óleo da parte inferior do cilindro hidráulico. logo a montante da entrada da caixa espiral da turbina. Em geral. após a rejeição de carga. após a abertura de uma válvula solenóide. pode-se efetuar a abertura da Válvula por meio de volante. Nos demais casos. O fechamento. A Válvula de Segurança é conveniente principalmente em casos de: a) existência de uma única tubulação de adução. como orientadoras para a decisão do valor do espaçamento entre barras verticais da grade. . o fechamento da Válvula permite o esvaziamento da caixa espiral e do tubo de sucção. poderá ser necessária a instalação de Válvula de Segurança. quando. b) existência de uma tubulação de adução muito longa. preconizado pela Norma. em caso de manutenção. poderá controlar o fechamento de cada uma delas. o fechamento de emergência fica prejudicado. em caso de falha do mecanismo de controle da turbina. devem ser consideradas as dimensões finais das passagens hidráulicas da turbina. onde se acumulam detritos de toda a espécie. por razões de segurança. é necessário quando a turbina for de pequena dimensão. a Válvula de Segurança.0 m. As Válvulas Borboleta são de fácil instalação e manutenção e proporcionam boa estanqueidade. pois precisará também de ação manual. é efetuado por contrapeso ligado diretamente ao eixo do disco da Válvula. evitando que uma grande massa d’água passe pela turbina. a Válvula de Segurança cortará o fluxo próximo da turbina. sem interferência com as demais.A Norma NBR 12271 – Seleção de Grade para Pequenas Centrais Hidrelétricas indica diretrizes para o dimensionamento preliminar das grades. Relativamente ao vão livre entre barras verticais. Além disso. então. Deve haver previsão para limpeza periódica da grade. interrompendo o fluxo de água e protegendo a unidade. dividindo-se em duas ou mais para alimentação de diversas turbinas. e principalmente folhas e plantas aquáticas. ou mecanicamente através de máquina limpa-grades. do tipo Gaveta.

correndo em monovia suportada por estrutura de concreto ou até mesmo apoiada na parede da Casa de Força. também. Sua importância está na facilidade e rapidez que proporcionam um trabalho emergencial de conserto de unidades. Essas informações devem ser obtidas diretamente do fabricante do gerador. em monovia formada por perfil metálico do tipo “I”. Para certas unidades horizontais. permitindo um trabalho mais confortável. Entretanto. possibilitando uma programação prévia da sua utilização. já que. Utilizam-se. parando a unidade em época de estiagem. normalmente o rotor do gerador. em casos de reparos. quando o tempo de retirada da máquina do serviço deve ser o menor possível. montado sobre caminhão. A movimentação da talha ou da ponte rolante pode ser manual por meio de correntes. além de auxiliar na montagem das unidades.EQUIPAMENTOS DE LEVANTAMENTO Ponte Rolante e Talha Nas usinas hidrelétricas. servirá para a manutenção da turbina. o gerador chega à usina completamente montado. talhas de levantamento deslocando-se por meio de um trole. dependendo da capacidade e da disponibilidade de energia elétrica do usuário. devendo a ponte rolante ser capaz de transportá-lo. tendo em vista a baixa freqüência de utilização e a simplicidade do equipamento. de um modo geral. os equipamentos de levantamento poderão ser equipados com motores elétricos. A movimentação das comportas pode ser feita com talhas manuais ou elétricas. A capacidade da ponte rolante deve ser suficiente para permitir a movimentação da peça mais pesada. do gerador e dos equipamentos colocados dentro da Casa de Força. é possível contar com equipamento de levantamento móvel. que. Deve-se fazer uma programação para atender à manutenção rotineira. . os equipamentos de içamento são elementos destinados à montagem e à desmontagem das unidades. as comportas em PCH não atuam como elementos de fechamento de emergência. O principal equipamento de levantamento é a ponte rolante da Casa de Força. porém a um custo mais elevado. Em certos casos.

através da fórmula a seguir. . são os . O rendimento do gerador deve ser obtido junto ao fabricante do equipamento. ⎛ η ⎞ PG = PT ⎜ G ⎟ ⎝ cos φ ⎠ onde: PG = potência do gerador (kVA). Não é economicamente vantajoso. Para o caso de geradores que operem interligados ao sistema elétrico. Na falta de informações. PT = potência no eixo da turbina (kW).GERADORES Determinação da Potência Nominal A potência do gerador é determinada após o cálculo da potência disponível no eixo da turbina. Quando o acionamento direto do gerador resultar antieconômico.80. . adota-se o acionamento indireto do gerador através de um multiplicador de velocidade.90 a 0. A rotação nominal do gerador fica definida quando se estabelece a velocidade nominal síncrona da turbina. podem ser utilizados os seguintes valores: . O fator de potência deve ser definido em função das necessidades do sistema elétrico ao qual o gerador será ligado. conforme codificação estabelecida pela norma ABNT NBR 5110. Neste caso. Sistema de Resfriamento Os sistemas de resfriamento mais comumente adotados para os geradores na faixa de potência das PCH. usualmente utilizam-se geradores de 4.98% para geradores até 30 MVA.95 é adequado. η G = rendimento do gerador. utilizar geradores com fator de potência nominal abaixo de 0.97% para geradores até 10 MVA. um fator de potência nominal de 0.96% para geradores até 1 MVA. no caso de sistemas isolados. 6 ou 8 pólos. cos φ = fator de potência do gerador. para a freqüência de 60 Hz.

seguintes: • IC 01 . O sistema de resfriamento é totalmente fechado. que produzem alto índice de poluição. ou tubos. Nos locais próximos a indústrias. o ar aspirado contém pó e pequenos insetos que se depositam nos canais de ventilação e nos enrolamentos do gerador. grau de proteção IP44. • IC 21 . diminuindo a eficiência da ventilação. Os dutos de exaustão devem ser providos de tela ou venezianas basculantes para impedir a entrada de pequenos animais. . grau de proteção IP23 e o ar ambiente da Casa de Força é admitido através de aberturas de ventilação e expelido para fora da Casa de Força por um duto de exaustão. para uma velocidade do ar de 2. Proteção contra Sobretensões Os geradores devem ser protegidos contra sobretensões originadas por descargas atmosféricas e surtos de manobras. 2. além do fato que a variação de temperatura da água é menor e mais lenta do que a do ar. O equipamento de proteção contra surtos para máquinas rotativas consiste de uma combinação de capacitores especiais e pára–raios tipo estação.O gerador é do tipo autoventilado. como o sistema é totalmente fechado. Para estimativa da ventilação da Casa de Força pode-se considerar que a vazão de ar requerida para o gerador é de. Em qualquer caso. e proporcionando uma vida útil maior. o ar fresco circula internamente através do gerador e o ar quente é forçado através de serpentinas. deve-se proceder a uma análise da água do rio para se detectar a existência de elementos químicos que possam atacar o material das serpentinas. no caso da usina estar situada a jusante de cidades ou indústrias localizadas às margens do rio. • IC W87 A81 – O gerador é do tipo autoventilado. Com geradores dotados de trocadores de calor ar – água. resultando numa operação termicamente mais estável do gerador. Neste caso.3 a 2. aproximadamente. devem ser utilizados filtros nas entradas de ar. Nos sistemas IC 01 e IC 21.O gerador é do tipo autoventilado. ou impurezas que tendem a formar depósitos internos. grau de proteção IP23 e o ar ambiente da Casa de Força circula pelo gerador através de aberturas de ventilação. ligados o mais próximo possível aos terminais do gerador. tubos ou placas onde é resfriado e retorna ao gerador.5 m/seg. não está sujeito a entrada de animais e depósitos de poeira. o que implica necessidade de limpeza periódica. com o ar circulando através de um trocador de calor ar– água montado diretamente no gerador.8 m3 por minuto para cada kW de perda do gerador. Deve-se tomar cuidado com a qualidade da água disponível. A função do conjunto é limitar a amplitude da onda de impulso e diminuir a inclinação da frente de onda que atinge os enrolamentos do gerador.

PG = potência do gerador (MVA). definindo a capacidade da ponte rolante. ⎠ 0 . Para geradores de eixo horizontal com potência nominal abaixo de 5 MVA pode ser utilizado o gráfico da Figura 1. Para uma estimativa preliminar do peso de geradores com potência nominal acima de 5 MVA e velocidade nominal acima de 200 rpm. onde os pesos são obtidos a partir da relação kVA/rpm. . E = 0. WT = 1. onde: R = peso de rotor (t). podem ser adotadas as fórmulas a seguir indicadas. Para os geradores verticais. de maneira que deve-se procurar limitar a tensão de impulso ao valor de pico da tensão de ensaio à freqüência industrial estabelecida pela Norma ABNT NBR 5117. K = 40 para gerador de eixo horizontal e 50 para gerador de eixo vertical. na maioria dos casos.3( R + E ) .Devido às características de isolamento do gerador. aproximadamente. são completamente montados e ensaiados na fábrica. onde WT peso total (t). Estimativa do Peso Geradores horizontais na faixa de potência das PCHS. igual à resistência à freqüência industrial.65R . deve ser previsto espaço suficiente para remoção do rotor no caso de reparo do gerador. a sua resistência a impulso é. o rotor costuma ser a peça mais pesada a ser movimentada na casa de força. No arranjo da Casa de Força. o que facilita a sua instalação na obra. n = rotação nominal (rpm). 74 . sendo E peso do estator (t). ⎛ P ⎞ R = K ⎜ 0G5 ⎟ ⎝n .

Peso de Geradores de Eixo Horizontal até 5 MVA 35000 30000 25000 Peso ( kg ) 20000 15000 10000 5000 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 kVA / rpm 9 10 11 12 13 14 15 16 Figura 1 .

ou seja. Convém observar que a solução de adotar um transformador para cada dois geradores deve ser analisada também sob o aspecto econômico. a determinação da tensão de geração é geralmente baseada em fatores econômicos. Recomenda-se também que a distância entre o gerador e o transformador elevador não ultrapasse 50 m. a menos que hajam razões especiais para se adotar uma determinada tensão. Caso a potência do transformador seja ultrapassada. apresenta-se uma tabela que serve como orientação para seleção da tensão de geração que resulta numa solução economicamente atraente. Tabela 2 Tensão primária 220/380 ou 480 V 2300 V Potência do Transformador Até 2 MVA Até 5 MVA . visto que o custo dos geradores varia pouco com a tensão e o custo dos painéis e da instalação elétrica é tanto menor quanto menor for a corrente nominal do gerador. dando-se liberdade aos fabricantes de apresentarem proposta para o valor que julgarem mais adequado ao seu fornecimento. o que evidentemente deve resultar num custo total final mais reduzido. deve-se adotar o esquema unitário. o valor especificado da tensão seja orientado. considerando a perda de geração no caso de defeito no transformador. A escolha da tensão de geração deve considerar não só os custos do gerador. Tabela 1 Tensão do Gerador 220/380 ou 480 V 2300 V 4160 V 6900 V 13800 V Potência do Gerador Até 2 MVA Até 3 MVA Até 5 MVA Até 15 MVA Acima de 10 MVA Para aplicação de geradores em baixa tensão. para uma determinada potência nominal e velocidade. apresenta-se também uma tabela sugerindo valores que resultam numa solução econômica para o transformador bem como de sua tensão primária considerando o caso de dois geradores ligados ao sistema através de um transformador. Os custos de um gerador. Recomenda-se que. A seguir. variam com a tensão. Como a potência do transformador pode influenciar na tensão do gerador. sugere-se que a tensão seja a maior possível (até 480 V). mas também os custos da interligação gerador–transformador e dos equipamentos ligados à tensão de geração. um transformador por gerador.Tensão de Geração Quando o gerador está ligado ao sistema de transmissão através de um transformador.

ou de 30oC para água de resfriamento. operando em regime contínuo nas condições nominais com temperatura de referência do ar ambiente de até 40oC. nos casos em que o gerador opere continuamente fornecendo a potência máxima. recomenda-se que sejam adotados os valores naturais de impedância dos geradores propostos pelos fabricantes. • Aterramento de baixa resistência com resistor no neutro. em virtude das suas caraterísticas técnicas e econômicas.os referentes às condições de operação das unidades geradoras (número de horas de operação anual para diferentes valores de potência). Os métodos mais comuns para o aterramento do neutro dos geradores são os relacionados a seguir. que deverão ser compatíveis com as características do sistema de excitação. o resistor é dimensionado para limitar a corrente que circula no neutro do gerador. Valores de Impedância Exceto nos casos em que a potência da PCH seja grande em relação ao sistema elétrico ao qual será interligada. Aterramento do Neutro Os geradores devem ser adequados para ligação em estrela. O aterramento do neutro do gerador está diretamente relacionado com a proteção do gerador contra os efeitos nocivos das faltas para terra. referentes ao valor do custo da energia e a taxa de juros que foi utilizada na avaliação econômica. é indispensável que sejam fornecidos os seguintes dados: . de modo a atender às especificações de desempenho da unidade geradora nas condições de regime permanente e transitório. no caso de uma falta para terra no sistema. . a um valor suficiente para . porém.dos estudos hidroenergéticos. Com o intuito de prolongar a vida útil do equipamento. sem transformadores. fornecidos com terminais acessíveis para ligação do ponto neutro à terra.4160 V 6900 V 13800 V Até 10 MVA Até 15 MVA Até 30 MVA Para que os proponentes apresentem preço para um projeto otimizado e adequado às necessidades do cliente. recomenda-se especificar que os enrolamentos do estator e do rotor possuam isolamento classe F. requerendo um estudo de estabilidade para definição dos parâmetros do gerador. não devendo ultrapassar a elevação de temperatura da classe B. Classe de Isolamento Tornou-se prática comum. ste método é mais adequado para o caso em que os geradores estão ligados diretamente ao sistema. a utilização de materiais com isolamento classe F.

. ste método é utilizado tanto para geradores ligados diretamente ao sistema quanto para sistemas unitários.ensibilizar os relés de terra do sistema. G 59 GN Figura 3 • Aterramento com transformador de distribuição. vide Figura 2 G 51 GN Figura 2 • Aterramento de alta resistência com resistor no neutro. O neutro do gerador é ligado à terra através de um resistor com um transformador de potencial em paralelo. O resistor é dimensionado para limitar a corrente de falta fase–terra para valores da ordem de 5 a 25A.

a utilização de capacitores para fornecimento de reativo aumenta os custos e diminui a simplicidade da instalação. . o gerador de indução está fornecendo sua potência nominal. requerendo um sistema de controle e proteção relativamente simples. O neutro do gerador é ligado à terra através de um transformador monofásico de distribuição com um resistor no secundário. da ordem de 300%.a impossibilidade de controle da tensão. .G 59 GN Figura 4 Este método é muito utilizado nos sistemas de geração unitários. O gerador de indução não possui excitação própria. obrigando os geradores síncronos da usina a operar com menor rendimento. instalação e manutenção. A uma velocidade entre 1. Geradores de Indução Uma máquina de indução. equipamento de sincronização. quando acionada acima de sua velocidade síncrona. .5 e 5% acima da velocidade síncrona. aproximadamente. . pela inexistência da excitatriz. o que o torna inadequado para ser utilizado num sistema isolado. As suas desvantagens são: . regulador de tensão.o consumo de reativo da rede diminui o fator de potência da usina.o desligamento de um gerador de indução sob carga acarreta velocidades de disparo elevadas. que deverá ser fornecida pelo sistema ao qual será ligado ou através de capacitores. regulador de velocidade. limitando a corrente de falta fase–terra nos terminais do gerador para valores da ordem de 5 a 25A. A principal vantagem do gerador de indução reside no menor custo de aquisição. passa a operar como gerador.

ou “brushless”.Devido a estes aspectos e às restrições operacionais do sistema. onde não haja necessidade de recuperação rápida da tensão para grandes variações de carga (alta resposta inicial). consiste em um pequeno gerador síncrono com o enrolamento de campo montado no estator e a armadura montada no eixo do gerador principal. Sistemas de Excitação Os sistemas de excitação mais comuns atualmente são: o de excitação rotativa. e o de excitação estática. A corrente de armadura é retificada por diodos montados no eixo da máquina e alimenta diretamente o campo do gerador principal. . e torna-se particularmente atraente sob o aspecto econômico para geradores com rotação nominal acima de 200 rpm. sem escovas. G EXC Figura 5 O sistema de excitação estática consiste em um transformador de excitação normalmente ligado aos terminais do próprio gerador. cujo secundário alimenta um conversor tiristorizado que retifica a corrente alternada. A corrente retificada alimenta o enrolamento de campo do gerador principal através de escovas e anéis coletores. a aplicação de geradores de indução fica limitada a máquinas com potência até 1 MW. O sistema de excitação sem escovas. Este sistema é comumente adotado para pequenos geradores.

desde vazio a plena carga.G Figura 6 Durante a partida da máquina. torna-se necessária a utilização de uma fonte externa para a excitação inicial. Para operação em sistema interligado deverá ser analisada a estabilidade da máquina perante o sistema nos regimes permanente e transitório. o sistema auxiliar de corrente contínua da usina e. para os casos em que o magnetismo residual da máquina não é suficiente para o auto escorvamento. as especificações mínimas de desempenho relacionadas a seguir devem ser atendidas. Como regra geral. pode– se adotar como máximo um valor de corrente igual a 60% da corrente nominal de excitação em vazio durante um tempo de 10 segundos. para as máquinas maiores. utiliza-se. Para efeito de estimativa da capacidade requerida da bateria para excitação inicial. A definição dos parâmetros do sistema de excitação deve ser feita considerando as condições sob as quais o mesmo irá operar. a) Em Regime Permanente O sistema de excitação deve ser capaz de manter a tensão nos terminais do gerador dentro de ± 0. O sistema de excitação deve possibilitar o ajuste da tensão para valores compreendidos entre ± 10% da tensão nominal. o sistema de excitação deve ser capaz de manter a tensão de excitação em 20% do valor de teto. quando a tensão . com variação de freqüência de ± 5%. utiliza-se uma fonte retificada incorporada no equipamento de excitação. para esta finalidade. b) Em Regime Transitório Para um curto circuito no lado de alta tensão do transformador. quando o tamanho requerido para a bateria tornar-se exageradamente grande e houver disponível uma fonte externa de alimentação em corrente alternada. Para as máquinas de menor porte.5% do valor ajustado em toda a faixa de operação.

Nos casos em que a PCH estiver interligada ao sistema elétrico através de duas linhas. Recomenda-se a instalação dos transformadores elevadores o mais próximo possível da casa de força. acessórios desejados. tensão nominal do enrolamento primário. Norma aplicável: NBR 5356. podem ser usados os dados de dimensões e pesos indicados nas Figuras 1 e 2 e Tabelas a seguir. os mesmos sejam especificados para os valores superiores de tensão suportável nominal de impulso atmosférico constantes da Norma ABNT NBR 5356. devido à importância do transformador elevador para a usina. deslocamento angular. Recomenda-se procurar especificar um valor de potência padronizado. menor custo de aquisição e mais facilidade de eventual reposição. a utilização de transformadores com sistema de ventilação forçada começa a se tornar uma alternativa atraente. impedância de curto-circuito. Para efeitos de uma estimativa preliminar de instalação dos transformadores. condições especiais. . TRANSFORMADORES ELEVADORES O transformador elevador deverá ter potência nominal igual ou superior à potência máxima do gerador. designação da ligação dos enrolamentos. método de resfriamento. de modo a utilizar um comprimento mínimo de cabos de interligação. freqüência nominal. tensão nominal do enrolamento secundário. os geradores não deverão perder o sincronismo quando da abertura de uma delas.terminal do gerador for 20% do valor nominal. Recomenda-se que. Devem ser especificadas as seguintes características principais: • • • • • • • • • • • • potência nominal. correspondentes a transformadores trifásicos de dois fabricantes distintos. o que possibilita um prazo de entrega mais rápido. tensão suportável nominal de impulso atmosférico para os enrolamentos primário e secundário. o que possibilita obter uma redução nos custos de aquisição e instalação dos cabos e menores perdas. Para potências nominais acima de 5 MVA.

Transformador Trifásico (Dimensões Preliminares – ver Tabela 1) 4 5 6 2 1 3 f a 50 7 g 8 H b h 9 10 11 N 1 o ACESSÓRIOS Bucha Bucha Ganchos para suspensão do Válvula de segurança Indicador de nível de óleo com Válvula de separação Dispositivo de manobra do Radiadores removíveis Secador de ar com silica-gel Placa de identificação e diagramas Termômetro para temperatura do Caixa com terminais para Sapata para macaco Rodas orientáveis Válvula para filtro prensa superior Terminal para terra (2) Tampa de inspeção Válvula para drenagem com 12 13 2 Bitola mxm 14 18 16 3 4 5 contato 6 transformador 15 17 l H1 H2 H3 7 8 9 L comutador sem carga 19 10 11 20 X0 X1 X2 X3 l óleo com contatos 12 13 14 equipamento de proteção 21 C1 C C2 15 16 17 18 amostra 19 20 adaptador para filtro prensa e retirada de Conservador de óleo Tampa de inspeção para o n 5 e o entrada de óleo 21 Relé de gás com contatos de alarme e desligamento (Vista frontal e de topo do transformador trifásico) Figura 1 .

5% 13.8 2 2.X1 .H2 . kV 34.75 3000 3000 3400 2250 2550 2750 2500 2600 2850 1900 1950 2100 600 650 750 1125 1275 1375 1500 1550 1700 1500 1450 1700 1200 1200 1200 2250 2350 2250 1900 1950 2100 4200 4350 4400 3560 4050 5780 1010 1270 1830 1280 1480 1890 5850 6800 9500 1600 1600 1600 2050 2050 2200 1900 1950 2100 5040 5840 8230 LIGAÇÃO Δ YN 5 7.5 3700 3800 2800 3000 3050 3350 2200 2500 850 850 1400 1500 1700 1700 2000 2100 1435 1435 2450 2750 2200 2500 4700 5300 6950 8800 2110 2800 2090 2600 11150 14200 1600 1600 2400 2500 2200 2500 9170 11550 BUCHAS H1 .5% 13.5 3150 2250 2400 1800 600 1125 1525 1625 1200 2250 1800 4100 3130 870 1150 5150 1600 2050 1800 4470 Cotas em mm Pesos em kg Dimensões p / transp. Altura (mm).X3 MVA C L H h f l C1 C2 m a b g Parte Ativa Tanque c/ aces.5 3.H3 X0 . Comprim (mm). Altura (mm).Tabela 1 BUCHAS H1 . Óleo Total Largura (mm).H2 .5 3700 3800 2800 3000 3050 3350 2200 2500 850 850 1400 1500 1700 1700 2000 2100 1435 1435 2450 2750 2200 2500 4700 5300 6980 8880 2170 2870 2350 2850 11500 14600 1600 1600 2400 2500 2200 2500 9930 12420 . Óleo Total Largura (mm).X2 .5 3.5 ± 2 x 2.X3 MVA C L H h f l C1 C2 m a b g Parte Ativa Tanque c/ aces.5 2800 2150 2250 1700 550 1075 1250 1550 1200 2250 1700 4000 2810 750 940 4500 1600 1900 1700 3550 Cotas em mm Pesos em kg Dimensões p / transp. kV 25 ± 2 x 2.X1 .H3 X0 .75 2600 2900 3400 2150 2450 2750 2550 2600 2850 1900 1950 2100 650 650 750 1075 1225 1375 1300 1450 1700 1300 1450 1700 1200 1200 1200 2350 2500 2250 1900 1950 2100 4300 4500 4400 3370 3950 5750 930 1130 1740 1100 1270 1660 5400 6350 9150 1600 1600 1600 1950 2000 2200 1850 1950 2100 4270 5030 7550 LIGAÇÃO Δ YN 5 7. Comprim (mm).X2 . Peso c/ óleo (Kg) HZ 60 1.8 2 2. Peso c/ óleo (Kg) HZ 60 1.

Altura (mm).H3 X0 .5% 13.X3 MVA C L H h F l C1 C2 a b g Parte Ativa Tanque c/ aces.X2 .H2 . Dimensões Comprim (mm).75 3650 3000 3450 2300 1150 1500 2000 1650 1435 3050 2300 5400 5900 2330 2770 11000 1600 2550 2300 9500 BUCHAS H1 . em kg Óleo Total Largura (mm).X2 .8 7. Peso c/ óleo (Kg) kV Ligação 69 ± 2 x 2. Comprim (mm).5 10 15 20 3800 4350 4300 5100 5100 3200 3300 3500 3800 3800 3550 3650 3950 4250 4450 2400 2500 2800 3100 3300 1150 1150 1150 1150 1150 1600 1650 1750 1900 1900 2000 2000 2000 2400 2400 1800 2350 2300 2700 2700 1435 1435 1435 1435 1435 3150 3500 3850 3850 4050 2400 2500 2800 3100 3300 5600 6050 6700 7000 7400 7120 9400 11750 14000 18100 2880 3600 4450 5800 6100 3400 4100 5200 5700 6800 13400 17100 21400 25500 31000 1600 1600 1600 1600 1600 2650 2900 2950 3200 3200 2400 2500 2800 3100 3300 11580 14600 18400 21300 26000 2 3100 2900 3300 2150 1150 1450 1900 1200 1200 2700 2150 4900 4130 1320 2100 7550 1600 2400 2150 6550 2.H3 X0 .H2 . Altura (mm).8 YN 5 7.5 10 4800 4800 3300 3300 3950 4050 2770 2870 1180 1180 1650 1650 2500 2500 2300 2300 3180 3280 2770 2870 6000 6200 10050 12150 4150 5150 5000 5900 19200 23200 1700 1800 3200 3300 2500 2600 16200 19700 15 5450 3900 4400 3220 1180 1950 2600 2850 3730 3220 7000 15750 5750 7200 28700 1850 3450 2950 24500 LIGAÇÃO Δ YN 20 5500 4000 4500 3320 1180 2000 2600 2900 3830 3320 7200 18600 6800 8100 33500 1900 3500 3050 31000 .X3 MVA C L H Cotas h f em l C1 mm C2 m a b g Parte Ativa Pesos Tanque c/ aces. kV 88 ± 2 x 2. Óleo Total Largura (mm). .Tabela 1 (continuação) BUCHAS H1 .X1 . p / transp. Peso c/ óleo (Kg) HZ 60 2 4700 3300 3550 2400 1150 1650 2400 2300 2950 2400 5400 7600 3400 4300 15300 1700 3100 2400 13300 Cotas em mm Pesos em kg Dimensões p / transp.5% Δ 13.X1 .5 3200 2900 3350 2200 1150 1450 1900 1300 1200 2750 2200 5000 4400 1760 2340 8500 1600 2550 2200 7340 Hz 60 3.

5 10 15 6000 6200 6400 3600 3800 4000 5100 5150 5300 3120 3170 3320 1980 1980 1980 1800 1900 2000 3400 3550 3600 2600 2650 2800 3400 3650 3850 3100 3150 3300 6500 6850 7200 10500 14400 18500 6500 6900 7600 7500 9200 10900 24500 30500 37000 1800 1900 1900 3800 3900 4100 3150 3200 3350 20000 26000 33000 LIGAÇÃO Δ YN 20 6600 4100 5500 3520 1980 2050 3600 3000 4050 3500 7600 22100 8300 11800 42200 1950 4100 3350 37500 HZ 60 5 5850 3500 4900 2920 1980 1750 3400 2450 3250 2900 6200 9600 4800 6900 21300 1800 3700 2950 18500 Cotas em mm Pesos em kg Dimensões p / transp. .H3 X0 .5% 13. .8 7. Comprim (mm).X1 .X3 MVA C L H h f l C1 C2 a b g Parte Ativa Tanque c/ aces.X2 . Altura (mm). Peso c/ óleo (Kg) kV 138 ± 2 x 2. Óleo Total Largura mm.Tabela 1 (continuação) BUCHAS H1 .H2 .

8 13.600 4.500 1.200 6.150 4.700 2.100 4.000 3.000 18.Dimensões preliminares na tabela 7.000 3.100 5.500 11. lateral e de topo de transformador .650 2.5% POTÊNCIA kVA 30.8 ± 2x2.000 7.150 2.000 5.250 8. .000 3.000 11.000 36.500 5.500 5.900 2.150 2.400 6.300 2.500 13.000 17.100 3.400 4.000 2.500 2.300 5.000 10.750 2.8 34.300 3.600 2.700 3.500 3.700 2.500 Peso tot.200 3.600 4.5% 13.400 5.000 17.500 13.3.500 1.700 4.500 5.500 1.350 3.000 42.300 3.500 3.000 7.500 3.300 2.000 16.5% 4.650 2.500 2.350 3.5 ± 2x2.3.800 2.700 5.5% 13.500 4.300 5.000 3.600 3.500 3.750 2.000 10.300 2.000 6.100 3.10 Tabela 2 TENSÃO kVA 138 ± 2x2.000 41.750 2.200 7.000 15.500 4.500 14.300 5.550 3.500 20.300 2.000 7.150 Óleo ( I ) (I) 25.300 6.900 3.8 X 5.000 58.800 3.000 21.100 4.700 14.900 3.500 22.800 4.750 2.500 5.600 2.200 7.000 3.500 5.300 11.5) Figura 7.000 3.500 69 ± 2x2.16 .500 5.900 3.000 20.000 10.500 4.400 9.000 DIMENSÕES EM MM Y Z 5.700 3.100 3.500 13.800 2.200 4.600 3.000 15.Z Y X (Vista frontal.800 2.100 3.900 2.500 2. ( kg) 62.800 5.000 21.800 2.200 3.300 3.600 3.800 3.800 4.400 3.000 7.600 5.600 6.000 34.900 4.300 16.600 2.600 6.500 5.000 6.500 4.500 1.400 9.000 2.400 5.600 5.600 3.400 3.000 52.600 27.500 10.000 25.300 11.800 2.600 2.800 4.000 23.900 3.200 4.500 14.000 48.100 22.

função 86E. não permitindo que a máquina seja reposta em operação antes de ter sido inspecionada. através de seus contatos de saída. de modo a garantir a parada da máquina sem necessidade do sistema de controle digital. eventualmente. Este relé deve efetuar a parada total da máquina após a retirada automática de carga da unidade de modo a evitar a ocorrência de sobrevelocidade após abertura do disjuntor com maior sobrecarga para os mancais. Este relé deve efetuar a parada total da máquina com abertura imediata dos disjuntores geral e de campo. conforme a Norma IEC 185. Atualmente. os defeitos de origem elétrica devem atuar sobre um relé auxiliar eletromecânico de bloqueio. Um fator importante a ser analisado na definição do grau de proteção desejado é a forma como a usina será operada. em particular os relacionados com aquecimento de mancais devem atuar sobre um relé eletromecânico de bloqueio.SISTEMA DE PROTEÇÃO A escolha de um sistema de proteção para os equipamentos elétricos constituintes de uma PCH envolve aspectos operacionais. encontram-se disponíveis. Nesses casos. Para máquinas com sistema de proteção anti-incêndio por meio de CO2 os detectores de fumaça ou termovelocimétricos devem atuar simultaneamente nos relés de bloqueio 86E e de descarga de CO2. mesmo que a longo prazo. de modo a atender aos requisitos de medição e proteção simultaneamente. sobre os disjuntores ou dispositivos de parada. de segurança física e pessoal. Os defeitos de origem mecânica. exceto para os casos de medição para faturamento. O sistema de proteção deve constituir um sistema independente do sistema de controle digital e as proteções devem atuar diretamente. Estas recomendações podem ser utilizadas como um ponto de partida para a definição do esquema de proteção desejado. função 86M. podem dispensar a utilização de um sistema dedicado apenas à medição. Os relés digitais incorporam funções de medição que. devem-se especificar os transformadores de corrente para assegurar ± 1% a 1In e ± 10% a 20In. relés de proteção com tecnologia digital. como no caso de sobrecarga. que devem ser analisados caso a caso. De um modo geral. se assistida por operadores ou automaticamente. Nas usinas assistidas por operadores. econômicos. No caso de usinas automáticas ou semi-automáticas a inexistência de operadores torna necessário prover desligamento para a maioria das condições anormais de operação que impliquem em risco para a integridade da máquina. permitindo que o operador decida se conserva a máquina em operação ou não. quase que exclusivamente. Recomendações para proteção de unidades geradoras são geralmente encontradas em publicações editadas por fabricantes de relés. A atuação da proteção anti-incêndio através do relé diferencial do gerador ou de falta para terra no estator deve ser avaliada levando em conta o inconveniente de uma descarga de CO2 no caso de uma operação indevida dos referidos relés. . algumas condições anormais de operação podem apenas acionar um alarme.

direcional ou subtensão.Os relés digitais possibilitam a utilização de transformadores de corrente com secundário de 5A ou 1A. Alguns relés digitais permitem o controle de abertura e fechamento de disjuntor. Como o consumo desses relés é extremamente pequeno. Estas correntes induzem correntes de freqüência dupla no rotor do gerador que causam sobreaquecimento e em casos mais severos danos à estrutura do rotor. interfaces de entrada e saída com outros equipamentos. fica evidente que a utilização de transformadores de corrente com secundário para 1A conduz a transformadores de corrente com menor potência. • Proteção contra motorização (32) . Para a proteção de geradores existem disponíveis relés multifunção. assim como personalização através de alteração na lógica de programação. girando abaixo da velocidade síncrona e absorvendo reativos do sistema. como as que ocorrem nas PCH. A utilização destes relés somente é possível quando os terminais de neutro de cada uma das fases forem acessíveis para a instalação dos transformadores de corrente. mais baratos. Esta situação pode causar colapso da tensão e tornar instável o sistema ao qual está conectada. A proteção para perda de excitação pode ser desejável nestes casos. adota-se como solução a utilização de um relé multifunção básico. a máquina passa a operar como um gerador de indução. pode causar a circulação de correntes de seqüência negativa no estator da máquina. Os relés para perda de excitação costumam utilizar unidades de impedância (tipo off-set mho). A seguir estão relacionadas as principais funções disponíveis nos relés de proteção digital para geradores: • Proteção diferencial (87G) Faltas internas no gerador geralmente se desenvolvem como uma falta à terra numa das fases do enrolamento e podem ocasionalmente envolver mais de uma fase. principalmente quando ocorre falha nas proteções de outros equipamentos. a maior parcela de carga imposta aos transformadores de corrente é representada pelos cabos de interligação entre os transformadores de corrente e o relé. • Proteção contra carga desequilibrada (46) A ocorrência de faltas assimétricas externas à máquina. possibilitando a implementação de comandos externos e intertravamentos para subestações simples. A proteção mais efetiva para falta entre fases é realizada pelos relés diferenciais. A proteção para esta condição pode ser realizada por meio de relés de sobrecorrente de seqüência negativa. • Proteção contra perda de excitação (40) Quando ocorre a perda de excitação. Sendo a carga imposta pelos cabos diretamente proporcional ao quadrado da corrente. complementado por relés individuais para funções adicionais. para máquinas de pequeno e grande porte. Para máquinas de médio porte.

• Proteção contra sobrecarga (49) A proteção contra sobrecarga pode ser realizada por meio de relés que estimam o comportamento térmico do gerador pela medição da corrente de carga (imagem térmica) ou por meio de detectores resistivos de temperatura embutidos nos pontos críticos do gerador. e 3. Para aterramento de alta resistência com resistor no neutro ou aterramento de alta impedância com transformador de distribuição a proteção é feita por relé de sobretensão (59GN). • Proteção de retaguarda para faltas externas (21) ou (51V) Proteção de retaguarda para falhas externas opera de forma seletiva no caso de não operação do relé de proteção primária. Para aterramento de baixa resistência com resistor no neutro a proteção é feita por relé de sobrecorrente (51GN). As Figuras 1. A proteção de retaguarda deve possuir princípio de operação semelhante ao do relé primário. A utilização de proteção contra motorização é dada por meio de relé de reversão de potência e recomendável no caso de usinas não atendidas. 2. quando há bloqueio da tomada d’água do gerador.tentativa de funcionar como motor pode ocorrer. apresentam configurações mínimas recomendáveis para usinas não assistidas. por exemplo. Sobretensões também podem ocorrer durante uma rejeição de carga devido a uma falha do regulador de tensão. Se a proteção primária é feita por relés de sobrecorrente a proteção de retaguarda deve ser feita por relés de sobrecorrente com restrição de tensão (51V). . A aceleração depende da inércia do gerador. Nestas ocasiões. • Proteção contra sobrevelocidade (12) Os geradores estão sujeitos a aceleração na ocorrência de rejeição de carga. A proteção contra sobrevelocidade é dada por relés de velocidade normalmente associados ao regulador de velocidade e por uma chave centrífuga incorporada ao eixo do gerador. A proteção sob estas condições é dada para o primeiro caso por um relé de sobretensão temporizado com ajuste acima de 105% da tensão nominal e para o segundo caso por um relé de sobretensão instantâneo com ajuste acima da máxima sobretensão limitada pelo regulador de tensão. • Proteção contra sobretensão (59) m gerador de pequena potência em relação ao sistema ao qual está interligado pode ficar sujeito às sobretensões oriundas do sistema devido à incapacidade do regulador de tensão em modificar a tensão do sistema. Se a proteção primária é feita por relés de distância a proteção de retaguarda deve ser feita por relés de distância (21). o baixo fluxo de água na turbina pode ocasionar cavitação e conseqüentes danos. da carga perdida e da dinâmica do regulador de velocidade. • Proteção contra falta para terra no estator (51GN) ou (59GN) proteção contra faltas para terra no estator está diretamente relacionada com o método de aterramento do neutro adotado.

TP A V W Hz TP 32 49 51 GN 51 V TEX TC G EXC TC TC RA SISTEMA DE PROTEÇÃO .CONFIGURAÇÕES MÍNIMAS RECOMENDÁVEIS PARA USINAS NÃO ASSISTIDAS GERADOR ATÉ 2 MVA Figura 1 .

CONFIGURAÇÕES MÍNIMAS RECOMENDÁVEIS PARA USINAS NÃO ASSISTIDAS GERADOR ATÉ 10 MVA Figura 2 .TC TC 51 51 N TP A V W Hz TP 32 51V 40 59 GN 46 81 49 87 TC TEX G EXC TC TP RA SISTEMA DE PROTEÇÃO .

TC TC e TP A 21 46 50 BF 24 V 27 W 32 Hz TP 38 40 81 87 TC TC 87T TEX 50 BFN 59 GN 60 G e v TC TC SISTEMA DE PROTEÇÃO .CONFIGURAÇÕES MÍNIMAS RECOMENDÁVEIS PARA USINAS NÃO ASSISTIDAS GERADOR ACIMA DE 10 MVA Figura 3 .

a saber: • Subsistema de controle da barragem ou reservatório. a semi-automação ou automação das instalações das usinas apresenta as seguintes vantagens: • Redução dos custos operacionais • Ganhos de qualidade sobre o processo • Melhor utilização do pessoal • Maior agilidade operativa • Melhor utilização dos recursos disponíveis • Melhor produtividade No caso específico das pequenas centrais hidroelétricas. quase sempre. É possível a otimização da geração por meio da medida do nível do reservatório na câmara de carga. Assim.SISTEMA DE SUPERVISÃO E CONTROLE A definição do sistema de supervisão e controle de uma PCH é essencialmente uma decisão econômica. ativada por condições que coloquem em risco a integridade da máquina e a parada automática que é ativada por condições operacionais que . por meio de operadores ou a automação ou semi-automação da usina. Na semi-automação. para soluções técnicas adequadas. • Subsistema de controle da casa de força e subestação Esta divisão é importante. Basicamente devem ser analisadas e comparadas duas possibilidades: a operação convencional. os investimentos recomendados no processo de automação ou semi-automação são balizados pelos custos operacionais destas instalações (basicamente mão de obra) e pelo custo da energia comercializada. porém com custos reduzidos. No atual contexto tecnológico e econômico. as iniciativas nesta área apontam. chaveando pontos de operação predefinidos das máquinas. geralmente as transições de estado até a sincronização da máquina na rede são realizadas pelo operador da usina. A automação ou semi-automação de uma PCH normalmente envolve dois subsistemas. São geralmente definidos dois procedimentos para a parada das unidades geradoras: parada de emergência. as máquinas são desligadas automaticamente. já que o controle do reservatório envolve questões de segurança operativa da usina e de pessoas e propriedades a jusante. a tomada de carga prefixada pode ser realizada automaticamente pelo sistema de controle. Se o nível do reservatório atingir o mínimo operacional. é necessária a presença do operador para a reposição da máquina no sistema. Após a sincronização. Se a máquina é desligada do sistema.

• Utilização de relés de proteção multifunção com recursos de medição para os geradores. envolvendo soluções complexas e equipamentos de custo relativamente elevado. A usina desassistida pode ser totalmente supervisionada e controlada remotamente. Geralmente o sistema de controle do reservatório realiza a supervisão do nível do reservatório. Na automação. tanto a parada quanto a partida e sincronização das máquinas são realizadas automaticamente pelo sistema de controle. Esta otimização pode ser feita pelo sistema de controle do reservatório. Esta realidade se reflete no fato dos grandes fabricantes estarem lançando sistemas de controle digital com características compatíveis com o porte das pequenas centrais a preço competitivo. com os automatismos com lógica convencional a relés. as vazões vertida. As vantagens dos sistemas digitais começam a ficar mais evidentes quando são levados em consideração a sua baixa taxa de defeitos e o tempo necessário para reparo. evitando golpes de aríete causados pelo fechamento brusco dos equipamentos hidráulicos. atendendo apenas às questões de segurança. inicialmente reduzindo a carga da máquina. facilitando a substituição de componentes defeituosos. controlando o mesmo através do aumento ou diminuição da geração das máquinas. sensivelmente menor. Até recentemente. os sistemas de automação com utilização das modernas tecnologias de comando digital encontravam aplicação apenas para as usinas de grande porte. . em sistemas totalmente automáticos. de forma a atender às restrições impostas pelos equipamentos (geração mínima por máquina) ou pela legislação (vazão sanitária). A parada automática permite a retirada de operação da unidade geradora de forma suave. cujo objetivo é manter o nível do reservatório na faixa normal ou de equilíbrio. A solução para o automatismo de uma PCH deve ser orientada no sentido da simplicidade. ou possuir um mínimo essencial de supervisão remota e controle local. compatível com o porte do empreendimento. alerta ou emergência. Em situações em que o nível do reservatório atinja limites de atenção. o controle do reservatório é simplificado (realizado por sensor de nível). Normalmente.permitam a parada sem rejeição de carga. A rápida evolução na área dos microprocessadores tornou disponíveis equipamentos de baixo custo com desempenho adequado para automação de pequenas centrais. • Utilização de relés de proteção multifunção com recursos de medição e intertravamento para a subestação. Além disto. é possível a realização da otimização da geração considerando as vazões afluentes. devido à utilização de rotinas de autocontrole e diagnóstico. A comparação econômica entre um sistema convencional e um sistema digital não deve ser feita apenas considerando-se os custos de aquisição inicial do equipamento. independente da presença de operadores. afluente e turbinada além de programar a geração das máquinas e o vertimento pelas comportas da barragem. o sistema de controle do reservatório pode acionar as comportas no sentido de reverter a cota para a faixa de operação normal. Alguns aspectos que possibilitam uma solução tecnicamente adequada com custo reduzido são listados a seguir.

• Utilização de Unidades de Aquisição e Controle com lógica de automatismo efetuada através de Controladores Lógicos Programáveis.• Comando local das unidades geradoras dispensando a necessidade de uma Sala de Comando e Estação de Trabalho. • Interface Homem-Máquina com tela de cristal líquido e acionamento por toque na tela ou teclado funcional de membrana. • Parametrização local para os relés de proteção. . Utilização de sincronização manual com verificação de sincronismo para o caso de PCH sem telecomando.

Ar comprimido de regulação. . .Bombas de circulação de óleo dos mancais.Comportas de vertedouro.Bomba de injeção de óleo nos mancais (para as máquinas verticais de maior porte). Estas cargas variam conforme o tipo de usina e equipamento fornecido. . .Motores de acionamento de chaves secionadoras. operação e parada do grupo turbina– gerador. . . .Motores de carregamento de mola ou compressores para disjuntores.Sistema de frenagem.Drenagem do poço da turbina.Bombas de drenagem da Casa de Força. sendo os mais comuns: . sendo as mais comuns: . mas que são essenciais para a operação da usina.Ar comprimido de serviço.SISTEMAS AUXILIARES ELÉTRICOS Serviços Auxiliares . . . . . b) Auxiliares gerais. . .Sistema de óleo de regulação. .Sistema de excitação. não diretamente associados com as unidades geradoras.Corrente Alternada As cargas normalmente alimentadas pelo Sistema de Serviços Auxiliares da Usina podem ser divididas em três categorias: a) Auxiliares da unidade essenciais para a partida.Bomba de água de resfriamento. .Comporta de emergência ou válvula borboleta.Carregadores de bateria.Sistema de ventilação forçada do transformador elevador. .Regulador de velocidade.

.Ponte rolante.Iluminação e tomadas. . de fácil aquisição no mercado. . . de fácil operação. Nos casos em que não se dispõe de uma fonte externa. entretanto. Existem.Oficina Eletromecânica.Sistema de ventilação da Casa de Força. . de modo a que o defeito em um circuito não interfira com a operação dos demais. A tensão de alimentação dos auxiliares em corrente alternada deve ser compatível com o tamanho da usina e a potência das cargas a serem alimentadas. . Para a definição da configuração do sistema de auxiliares em corrente alternada.Pórtico rolante ou monovia.Equipamento de comunicação.Os quadros de serviços auxiliares devem ser fornecidos com disjuntores providos de disparadores de operação seletiva.Deve haver possibilidade de alimentação através de qualquer um dos geradores da usina e através de uma fonte externa. É recomendada a utilização dos seguintes valores de tensão de alimentação: . compatível com o grau de confiabilidade do sistema. . .Recomenda-se que o sistema possua uma configuração radial.Sistema de esgotamento. não existe uma solução típica. . sem necessidade de encomenda especial no caso de reposição. ou por questões de segurança.Aquecimento de painéis. devendo cada caso ser analisado separadamente. Deve ser considerada também a utilização de motores com tensão nominal padronizada. . de modo a evitar erros operacionais. deve ser prevista a instalação de um grupo gerador de emergência. certos princípios que devem ser seguidos para que se obtenha uma solução adequada.. deve haver uma duplicação de alimentação. c) Auxiliares não essenciais à operação da usina. sendo os mais comuns: .Máquina limpa-grade. a usina opera isolada do sistema e necessita de alimentação em corrente alternada para a partida de uma unidade.Para os sistemas mecânicos que requeiram duplicação de equipamento.Deve ser considerada a utilização de um sistema de transferência automática de fonte de alimentação. . . necessária à operação da usina sob os aspectos de continuidade de serviço e segurança pessoal e das instalações.

recomenda-se que os circuitos de corrente contínua sejam protegidos por fusíveis do tipo Diazed ou NH. Para o dimensionamento adequado da bateria. Os transformadores para serviços auxiliares devem ser dimensionados para atender ao ciclo de carga mais desfavorável. não possuem características adequadas que possibilitem ajustes para uma operação seletiva da proteção entre disjuntores. para usinas maiores que requeiram transformador para serviços auxiliares com potência nominal ≥ 500 kVA. Se os transformadores para serviços auxiliares forem instalados dentro da casa de força. sistema trifásico a quatro fios com neutro solidamente aterrado. no mercado. A tensão nominal de 125 V tem demonstrado ser a mais adequada para este tipo de aplicação. conduzem a um sistema de corrente contínua constituído por uma única bateria operando em paralelo com uma unidade retificadora. se for possível.Corrente Contínua O elevado grau de continuidade dos sistemas de corrente contínua não aterrados. O dimensionamento deve ser feito seguindo a metodologia proposta na Norma ANSI/IEEE Std 485.220/127 Vca 60 Hz. combinado com a seleção criteriosa de equipamentos de boa qualidade e a simplicidade inerente aos sistemas de controle das pequenas centrais. praticamente todos os equipamentos que requerem alimentação em corrente contínua estão disponíveis para alimentação nesta tensão. . . pois seu reparo.380/220 Vca 60 Hz. O tipo de bateria mais utilizado em virtude de suas características e desempenho é o tipo chumbo – ácido com placas positivas tubulares. o que possibilita a utilização de apenas um nível de tensão de corrente contínua na usina. A operação seletiva dos dispositivos de proteção é fundamental para a operação do sistema de corrente contínua. Quando se julgar necessário uma maior confiabilidade deve-se adotar um sistema com duas baterias e dois retificadores. a probabilidade de ocorrência de um curto circuito sempre está presente. sistema trifásico a quatro fios com neutro solidamente aterrado. Devido a este fato. estabelecido pela Norma NBR 5416. Neste caso. Para o dimensionamento. Embora a utilização de um sistema isolado de terra permita a continuidade de operação para defeitos para terra envolvendo apenas um dos pólos. é de execução difícil. nas diversas condições de operação. Os disjuntores para aplicação em corrente contínua disponíveis atualmente. devem ser utilizados transformadores de boa procedência. deve ser adotado o método de conversão do ciclo de carga real para o ciclo de carga equivalente. Serviços Auxiliares . deve ser elaborado um ciclo de descarga que atenda às condições mais desfavoráveis de operação durante uma falta de alimentação de corrente alternada para o retificador. para as usinas menores. deverão ser do tipo seco. Atualmente.. não ultrapassar os valores de queda de tensão admissível para continuidade de operação dos motores durante uma transferência automática e atender às condições de ponta de carga sem redução da vida útil. com isolamento sólido.

Para a proteção das linhas são utilizados basicamente dois tipos de sistema de proteção: proteção por relés de sobrecorrente e proteção de relés de distância.Meio isolante e para interrupção do arco . A seguir. Os equipamentos componentes da subestação devem ser dimensionados para operar sob as condições mais adversas a que estiverem expostos.Tensão suportável nominal de impulso atmosférico .Para uso interior ou ao tempo . os equipamentos deverão ser adequados para os níveis de curto circuito no sistema. sempre que possível. Deve-se dar preferência à subestação do tipo Conjunto de Manobra e Controle Blindado. • Disjuntores . Quando a subestação estiver interligada a um sistema elétrico existente.Tensão nominal . Quando a usina opera em sistema isolado. bem como as normas que devem ser seguidas no seu projeto e fabricação. Quando a usina opera interligada a um sistema elétrico. a utilização de relés de sobrecorrente com características de tempo inverso associados a relés de sobrecorrente instantâneos é uma solução economicamente interessante. deve ser utilizado um sistema de proteção compatível com o sistema existente no ponto de interligação.SUBESTAÇÃO As subestações para pequenas centrais hidrelétricas podem ser instaladas dentro da casa de força ou ao tempo. As subestações para instalação ao tempo podem ser do tipo Conjunto de Manobra e Controle Blindado ou convencional. conforme definido pela Norma ABNT NBR 6979.Número de pólos . que proporciona melhores condições de segurança pessoal contra riscos de acidentes e maior rapidez na fase de instalação do equipamento na usina. Recomenda-se que as subestações para instalação abrigada na casa de força sejam do tipo Conjunto de Manobra e Controle Blindado.Tipo de acionamento . considerando as futuras expansões previstas. com as características mínimas que devem ser especificadas. estão relacionados os principais equipamentos que compõem uma subestação.

Corrente nominal .Duração nominal da corrente de curto–circuito desejada (quando diferente do valor normalizado) .Freqüência nominal .Tensão suportável nominal à freqüência industrial durante 1 min .Norma aplicável: NBR 6935 • Pára-raios .Porcentagem da componente de corrente contínua .Corrente nominal .Tipo construtivo ( se houver preferência ) .Tensão nominal .Número de pólos .Seqüência nominal de operações .Norma aplicável: NBR 7118 • Secionadores .Para uso interior ou ao tempo .Corrente de interrupção simétrica nominal .Tensão suportável nominal de impulso atmosférico ..Corrente suportável nominal de curta duração .Tipo de acionamento .Tensão máxima de operação contínua .Duração da corrente suportável de curta duração .Tensão suportável nominal à freqüência industrial durante 1 min .Tensão nominal .Freqüência nominal .Valor de crista nominal da corrente suportável .Tensão nominal dos dispositivos de comando .

Fator térmico nominal .(5.Tensão suportável nominal de impulso atmosférico .Para uso interior ou ao tempo .Tensão nominal primária e relação nominal .Freqüência nominal .Tensão suportável nominal à freqüência industrial durante 1 min .Corrente suportável nominal de curta duração .Corrente nominal primária e relação nominal .Carga nominal .Tipo de isolamento (seco ou óleo) ..Norma aplicável: NBR 5287 (SiC). IEC 99-4 (ZnO) • Transformador de Potencial Indutivo .Corrente nominal de descarga .Classe de exatidão .Tensão máxima de descarga por surto atmosférico com onda de corrente de 8/20 ms.Capacidade de absorção de energia .Capacidade de sobretensão temporária para 1 s e 10 s (só para ZnO) .Capacidade de alívio de pressão .Tipo construtivo (SiC ou ZnO) . 10 e 20 kA) valor de pico .Número de núcleos para medição e proteção .Tipo de aterramento do sistema .Tensão máxima de operação .Norma aplicável: NBR 6856 • Transformador de Corrente .Valor de crista nominal da corrente suportável .Tipo de isolamento (seco ou óleo) .

Freqüência nominal .Tensão suportável nominal à freqüência industrial durante 1 min .Tensão suportável nominal de impulso atmosférico .Carga simultânea para TP de dois ou mais secundários .Para uso interior ou ao tempo .Potência térmica nominal . .Classe de exatidão .Norma aplicável: NBR 6855.Grupo de ligação ou fator de sobretensão nominal e tipo de aterramento do sistema ..Carga nominal .Tensão máxima de operação .

o valor do custo da energia e a taxa de juros adotada. deve ser feita uma avaliação econômica. a seção nominal do cabo deve ser definida pela condição mais desfavorável. Nestes casos. considerando o custo de aquisição dos cabos e as perdas capitalizadas ao longo da vida útil do cabo e levando em conta as condições de operação das unidades geradoras. com características isolantes superiores. A capacidade de condução de corrente do cabo deve ser adequada para conduzir a corrente correspondente ao valor de potência nominal máxima do gerador. Para o caso de cabos instalados em canaletas. recomenda-se a utilização de cabos em paralelo. . Nas instalações em suportes metálicos para cabos (bandejas) com várias camadas verticais. continuamente. quatro cabos em paralelo. queda de tensão e curto – circuito. A seção nominal do cabo deve ser escolhida utilizando-se as tabelas e fatores de correção dos fabricantes. pode ser feita por meio de barramento ou cabos isolados. Devem ser usados. A solução com cabos é sempre mais atraente sob o ponto de vista econômico. Devem ser utilizados cabos isolados de cobre. no máximo. deve-se adotar a metodologia proposta no item 10. pré-fabricado do tipo blindado. de fases segregadas ou não segregadas. Quando forem necessários mais de quatro cabos em paralelo. deve-se optar pela utilização de um barramento. mas envolve certos cuidados nas fases de seleção. dimensionamento e projeto de instalação dos cabos. Devem ser rigorosamente seguidos os valores de curvatura admissível e tensão máxima de puxamento dos cabos recomendados pelo fabricante. Após o dimensionamento do cabo pelos critérios de corrente nominal. Quando o dimensionamento conduzir à utilização de seções nominais elevadas. conforme a importância da usina. os cabos de força de média tensão devem ser instalados no nível superior.INTERLIGAÇÃO GERADOR – TRANSFORMADOR A interligação entre o gerador e o transformador. Quando mais de um tipo de instalação é adotado ao longo do percurso do cabo. normalmente instalado fora da Casa de Força. mais adequadas ao tipo de instalação. recomendando-se neste caso a utilização das isolações termofixas do tipo polietileno reticulado ou borracha etileno-propileno. A tensão de isolamento do cabo deve ser especificada seguindo-se as recomendações da Norma ABNT NBR 6251. A solução com barramento deve ser orientada na utilização de barramento padronizado.9 da NBR 11301. Os cabos de força de média tensão devem ser instalados em condutos separados dos cabos de força e controle de baixa tensão. as soluções adotadas para usina não costumam constar nos catálogos de fabricantes.

Para o dimensionamento adequado do sistema de aterramento. .ATERRAMENTO Deve ser previsto um sistema de aterramento de todas as instalações da usina e respectiva subestação para a segurança do pessoal e dos equipamentos. de modo a permitir uma rápida e consistente operação das proteções. considerando-se a expansão futura do sistema.manter os potenciais de toque e de passo dentro de valores toleráveis.impedância dos condutores e cabos pára-raios e resistência de pé-de-torre das linhas de transmissão de alta tensão. . atendendo aos seguintes requisitos: . .assegurar um trajeto de baixa resistência às correntes de curto-circuito à terra.resistividade do solo e da água do rio no local do empreendimento.corrente máxima de defeito à terra na barra de alta-tensão da usina e/ou da subestação da usina. os seguintes dados básicos deverão ser levantados no início do projeto: . . O sistema de aterramento deve ser concebido seguindo-se as recomendações das Normas ANSI / IEEE Std 80 e ANSI / IEEE Std 665.proporcionar um caminho de escoamento para terra adequado aos dispositivos de proteção contra descargas atmosféricas. . .assegurar um retorno para terra para os geradores e transformadores ligados em estrela com neutro aterrado.

No ítem “MODELO DE ORÇAMENTO COMPACTO PARA SE E LT”. devem ser definidas a tensão de transmissão e a seção nominal dos condutores. seja pelo baixo nível de tensão. Recomenda-se que. a seção nominal dos condutores pode ser determinada utilizando os parâmetros elétricos da linha para a configuração escolhida. Para efeito dos estudos preliminares. sejam utilizados cabos pára–raios. O dimensionamento otimizado da linha e o seu projeto mecânico devem ficar a cargo de consultor especializado no assunto. até alguns poucos quilômetros da subestação. como custo da conexão. apresenta-se um modelo de orçamento compacto para subestação e linha de transmissão. mesmo que seja desnecessária a utilização de cabo pára–raios na linha de transmissão. A tensão de transmissão deverá ser definida através de um estudo de alternativas para interligação entre a usina e o ponto de interligação com o sistema que resulte na solução economicamente mais interessante. seja pelo baixo nível isoceráunico. .LINHA DE TRANSMISSÃO A interligação da usina com o consumidor ou com um sistema elétrico existente é feita através da linha de transmissão. Caso se aplique. Para a linha de transmissão. do tipo CAA. o orçamento da subestação associada a usina e da linha de transmissão deverá ser feito e incluído no orçamento total do empreendimento. com base nos valores de potência a transmitir e comprimento da linha. com a finalidade de controlar os potenciais de terra na subestação.

. contra a elevação de potencial de terra sob as condições de curto–circuito e descargas atmosféricas que ocorrem na linha de transmissão. pode ser uma alternativa interessante. na área de uma central hidrelétrica. telecomandada ou apenas telesupervisionada. telecomando e transmissão de dados. pode ser usada uma linha telefônica privada ou alugada uma linha da Companhia Telefônica local. se assistida ou desassistida. O Sistema de Ondas Portadoras sobre as Linhas de Alta Tensão (OPLAT) tem sido muito utilizado para as finalidades de comunicação por voz. constituída por condutores metálicos. UHF ou microondas. Para esta alternativa. Quando a usina for interligada a um sistema elétrico que já utilize este sistema para proteção de linha na tensão da linha de interligação. requer proteção especial para o equipamento e para as pessoas. A utilização de uma central telefônica digital atende às necessidades de comunicação por voz e funções limitadas de transmissão de dados.SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES A definição do sistema de telecomunicações deve ser feita considerando-se as necessidades em função do modo de operação da usina. A utilização de uma linha telefônica. para alarme remoto através de discagem automática. proteção de linha. assim como a utilização de um sistema de proteção de linha com o mesmo princípio do adotado para a outra extremidade. sua utilização. a utilização de rádio na faixa das freqüências de VHF. torna-se necessária. devido às condições locais. devendo ser analisada a sua viabilidade. Em alguns casos.

dos muros. executam-se partes das estruturas do vertedouro. do projeto de desvio do rio. Esses estudos deverão considerar: DESVIO DO RIO E SEQÜÊNCIA CONSTRUTIVA Apresentam-se a seguir. hidrológicos e geológico-geotécnicos do sítio da PCH.PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO E MONTAGEM O estudos de planejamento da construção e montagem. da casa de força e da barragem. o desvio é realizado em duas fases. Para cada caso. construídas em uma das margens. Concluída a execução das estruturas de barramento. • Sítios em Vales Abertos Na primeira fase. alguns aspectos principais. após a construção das ensecadeiras de montante e jusante. visando estabelecer o Cronograma de Implantação do empreendimento. do vertedouro e da barragem. • Sítios em Vales Encaixados No caso dos vales encaixados. a) Esquemas de Desvio Os esquemas de desvio do rio variam em função dos aspectos topográficos. de forma resumida.1 Estudos Topográficos Os estudos topográficos abrangem. basicamente. incluindo os estudos de logística de implantação da obra. por exemplo. com o rio escoando em sua calha natural ou em canal escavado em uma das margens. Normalmente. Na segunda fase. o rio poderá ser desviado por galerias de concreto. ou por tubulações. o rio é desviado por túneis escavados em uma das margens. na primeira fase. fecham-se as adufas/galerias e inicia-se a operação de enchimento do reservatório. b) Estudos Básicos b. na primeira fase. na margem oposta. conclui-se a execução da casa de força. deverão ser realizados de forma detalhada para o arranjo final do projeto. após a construção da ensecadeira. os estudos devem serelaborados detalhadamente. • Sítios em Vales Medianamente Encaixados No caso dos vales medianamente encaixados. gerais. com o rio escoando pelas adufas/galerias sob o vertedouro ou sob a barragem. a diferença básica é que. os aspectos relacionadosanteriormente. .

A determinação da descarga de desvio deverá ser feita segundo a metodologia descrita no item ‘’ESTUDOS BÁSICOS – HIDROLÓGICOS”. pelo menos uma vez. blocos de rocha de dimensões consideráveis para execução do fechamento do rio em todas as fases de desvio e para proteção das ensecadeiras. Quanto menor o risco (>10 anos). se julgado necessário. onde: T r probabilidade ou risco de ocorrência.3 Estudos Geológico-Geotécnicos Os estudos geológico-geotécnicos básicos abrangem: .2 Estudos Hidrológicos Os estudos hidrológicos abrangem a caracterização dos períodos úmidos e secos.a verificação da disponibilidade de materiais naturais de construção e da necessidade demateriais processados. b. por exemplo. A possibilidade de obtenção desses blocos poderá ser condicionada pelos aspectos geológicos do maciço rochoso no local. As áreas de empréstimo (jazidas) de solos e de pedreiras deverão ser caracterizadas com precisão. da localização e do tempo de duração de cada obra. esse valor poderá. seja com equipamentos convencionais de terraplanagem ou por dragagem. T tempo de recorrência (anos). o que condicionará o dimensionamento da frota de equipamentos necessária para a execução das mesmas. deverão ser estimados pela fórmula a seguir: r = 1 – (1. Os riscos inerentes para cada fase de desvio do rio. a identificação da existência de materiais aluvionares que precisam ser removidos para assentar as ensecadeiras. . da cheia de projeto adotada. ser alterado em função das características de cada aproveitamento. em quantidade e com as características necessárias para a execução das ensecadeiras. Para PCH. maiores serão os volumes das ensecadeiras. Esses riscos deverão ser avaliados criteriosamente visando-se otimizar o dimensionamento dos equipamentos de construção.b. e a determinação da descarga de projeto do desvio e dos riscos a serem assumidos em cada fasede desvio.1 )n . Poderão ser necessários. Cabe observar que a fixação dos riscos a serem assumidos durante as fases de desvio afetará diretamente os volumes das ensecadeiras. o tempo de recorrência será considerado igual a 10 anos.a determinação das condições das fundações. . como. por exemplo. Durante os estudos. em função do tempo de recorrência da cheia de projeto do desvio. no tempo T. e n tempo de duração da fase de desvio (anos).

Determinação da produtividade de execução dos principais serviços das obras civis notempo. canais. os esquemas de acesso à obra. a facilidade de telecomunicações e a produção local de materiais e de alimentos. os períodos secos e chuvosos.Estudos de balanceamento dos diversos materiais.b. ou seja. . o fornecimento de energia elétrica à obra. esses estudos deverão incluir: o dimensionamento da mão-de-obra de diversas categorias a ser utilizada na construção. . bem como produtos e equipamentos a serem trazidos para a obra e lá manuseados. galerias e túneis deverá ser realizado segundo as metodologias apresentadas no ítem “OBRAS CIVIS”. . que podem variar em função da frota de equipamentos de cada empreiteiro.4 Planejamento da Construção A elaboração do Cronograma de Implantação do empreendimento envolve atividades típicas de planejamento da construção descritas a seguir. aço e madeira. Além disso. o planejamento do canteiro de obras (civil e eletromecânico.Estudos de logística de implantação da obra da PCH que abrangem a identificação das procedências e o fluxo de todos os materiais de construção necessários. origem e destino. e do acampamento). tais como cimento. considerando o regime hidrológico da bacia. utilizados ou processados. . c) Dimensionamento das Obras de Desvio O dimensionamento das obras necessárias ao desvio do rio.

. .pátio de armação. de acordo com as exigências ambientais. pátios diversos.reservatório de água industrial. . apresentam-se a seguir algumas recomendações. O planejamento da área do canteiro é de responsabilidade do empreiteiro civil. a qual deverá abrigar as instalações industriais. deverá ser prevista uma área destinada ao canteiro.escritórios diversos e depósitos. e demais instalações necessárias para apoio aos diversos trabalhos.central de britagem e de concreto. preferencialmente. . .estacionamentos. . escritórios. oficinas. . tentando-se minimizar a degradação da natureza. No entanto.áreas para pilhas de estoque de agregados. Toda e qualquer intervenção no local deverá ser planejada.almoxarifados específicos.refeitório. O projeto de instalação do canteiro deverá prever a urbanização integral da área. De um modo geral. em cota mais elevada que o futuro nível d’água do reservatório. . . as quais deverão ser observadas na estimativa da área necessária.posto de saúde/enfermaria.reservatório de água potável.pátio de carpintaria. A localização dos diversos equipamentos deve ser tal que reduza os deslocamentos dentro do canteiro. .pátio de tubulação. toda a área deverá ser recuperada. . o canteiro de obras deverá prever as seguintes instalações: . .depósito de cimento. . depósitos. .subestação de energia do canteiro. desde os locais de jazidas e estocagem até os locais de aplicação. deverá situarse em terreno plano.CANTEIRO E ACAMPAMENTO Canteiro No local de implantação da obra. A área deverá estar situada o mais próximo da obra e. Após a conclusão da obra.

próxima a obra. ou revestidas com brita. instalações sanitárias completas e áreas de lazer. .oficina mecânica. .instalação de ar comprimido. visando-se evitar nuvens de poeira causadas pelo tráfego prejudiciais a uma boa visibilidade. instalações hidráulico-sanitárias. O acesso à área deverá ser controlado e só deverá ser permitido às pessoas envolvidas diretamente com a obra. também. Todos os locais deverão ter. Deve-se prever a rega das mesmas.pátios de estocagem e de pré-montagem. . a qual deverá apresentar condições de abrigar o pessoal envolvido na obra que não se conseguir alojar aproveitando a infra-estrutura local. O canteiro deverá ter uma sinalização simples que facilite a localização e o trânsito e evite acidentes. As estradas de serviço deverão ser encascalhadas. O efluente não poderá ser lançado diretamente no rio. No acampamento deverão ser previstos os seguintes equipamentos: dormitórios (containers). execução de aterros compactados e montagens dos equipamentos principais. Todos os aspectos ambientais e legais associados deverão ser considerados na seleção do local para o acampamento e em sua utilização. Acampamento Deverá ser prevista. . Toda a área deverá ser drenada convenientemente. obrigatoriamente. uma área para o acampamento. visando-se manter a trafegabilidade durante todo o ano. deverá ser elaborado com base nos histogramas de produção e nos índices de produtividade de execução dos principais serviços: limpeza.pátio de pré-moldados (eventual). O dimensionamento do pessoal a ser mobilizado para a obra.. devendo ser conduzido para sumidouros ou fossas sépticas. O refeitório deverá ser o mesmo do canteiro. produção industrial de concretos diversos. escavação e tratamento das fundações.

muitas vezes. pré-montados ou montados. Na elaboração dos estudos e projetos. também. deve-se pesquisar. qualquer critério específico sobre os esquemas de montagem desses equipamentos. algumas considerações gerais sobre esses esquemas que deverão ser analisados caso a caso. ao invés de equipamentos fixos (ponte rolante). não cabe tentar estabelecer. normalmente. Nos projetos das PCHS. Equipamentos de pequeno porte vêm da fábrica. na montagem e desmontagem das peças mais pesadas. ser considerada. Finalmente. evidentemente. os esquemas de montagem dos equipamentos. Portanto. . nestas Diretrizes. externa e temporária. deve-se registrar que a peça mais pesada condicionará o projeto da ponte rolante da casa de força. uma vez que poderão significar economia para os empreendimentos das PCHS. cabe registrar que deverá ser ainda considerada a alternativa de aumentar o número de elementos das comportas ensecadeiras. a área de montagem interna poderá ser substituída por outra menor. deverá ser analisada a viabilidade de utilizarem-se. visando-se reduzir o peso unitário dos mesmos e permitir a adoção das talhas. serão variáveis em função do tipo e porte desses equipamentos e das particularidades de cada fabricante. Esse detalhe. principalmente através de consultas aos fabricantes. para movimentação das comportas ensecadeiras da tomada d’água e do tubo de sucção. apenas. Esses aspectos. em função do porte do empreendimento. essa possibilidade deverá ser analisada técnica e economicamente. Por outro lado. pode ser significativa. visando subsidiar o dimensionamento da área destinada à montagem no interior da usina. A utilização de talhas elétricas deverá. ao invés de pórticos fixos. os guindastes móveis sobre rodas.ESQUEMAS DE MONTAGEM Os esquemas de montagem dos equipamentos eletromecânicos principais das PCHS (turbina e gerador). possibilitará a redução do tamanho da área de montagem no interior da usina ou mesmo eliminá-la. poderão significar economia que. Apresentam-se a seguir. Se a PCH estiver localizada próximo a alguma localidade onde existam esses equipamentos móveis para alugar. Em outros casos.

em função do porte da PCH. A prática em projetos dessa natureza tem mostrado que. largura e rampas. As características geométricas dos acessos. devem. é um aspecto importante. com vistas à licitação/contratação desse serviço. É importante lembrar. ou do DER Departamento Estadual de Estradas de Rodagem de cada Estado. Esses acessos secundários devem ser levantados em detalhes. deverão atender às maiores dimensões e pesos dos equipamentos. que deverão ser transportados para a obra. identificados ao longo do traçado. biótico e antrópico da região. como citado anteriormente. ainda. nos estudos de planejamento da construção. compensar ou até mesmo. Os pontos críticos. Finalmente. a melhoria de acessos secundários existentes. ser convenientemente drenados e protegidos com cascalho. a existência de acessos aéreo e fluvial. que deve ser obrigatoriamente considerado em todas as fases do projeto de qualquer empreendimento dessa natureza . incluindo o reforço de suas obras de arte. eliminar os impactos negativos deverão ser tomadas em tempo hábil. deve-se ressaltar que deverão ser levantados e equacionados adequadamente os problemas de interferências desses acessos com os meios físico. que a estrada de acesso. evidentemente. Providências no sentido de minimizar. Considera-se. com vista à elaboração dos projetos de melhoria e de reforços. ao local da obra da PCH. poderá implicar em ônus significativo para o orçamento global do empreendimento. considerando as malhas rodoviária e ferroviária. normalmente. pelo menos. incluindo projeto e custos. mesmo que em nível de estrada de serviço. é considerada. não cabendo transcrevêlos nestas Diretrizes.Departamento Nacional de Estradas de Rodagem.ESTRADAS DE ACESSO O acesso ao local da obra. fornecidos pelos fabricantes. Na fase de estudos preliminares. . A estrada de acesso poderá ser executada independentemente da obra principal. Os critérios de projeto e detalhes típicos desses acessos rodoviários são encontrados nos álbuns de projetos do DNER . incluindo o período chuvoso. deve-se ter uma avaliação precisa das condições de acesso ao local da PCH. Nos estudos finais. adicionalmente. incluindo a capacidade das obras de arte das rotas. se possível.dos estudos de inventário à licitação do projeto executivo. o acesso ao local é identificado a partir das rotas de transporte nacional e regional. a necessidade de construção de acesso muito longo. Cabe registrar que. deve ter condições de tráfego durante o ano todo. apenas.

normalmente. pequeno. com o conseqüente desenvolvimento de plantas aquáticas (água pé). no caso específico de uma PCH. conforme definido no Projeto Básico Ambiental – PBA (ver ítem “ESTUDOS AMBIENTAIS”). com vistas a garantir o funcionamento adequado e o desempenho satisfatório das diversas estruturas e equipamentos existentes. totalmente automatizadas e operadas remotamente. com reflexos indesejáveis para os usuários da água do rio (população ribeirinha). No que diz respeito às obras civis da usina. poderão sofrer processo de eutrofização. com vistas a renovação da Licença de Operação (LO) a cada 5 a 10 anos. Essa tecnologia. em pontos pré-selecionados e com periodicidade definida. o vertedouro. não possui comportas. . O monitoramento ambiental é fundamental para resguardar o empreendedor. No que diz respeito aos equipamentos. deve-se destacar a necessidade de que sejam respeitadas as regras de operação do vertedouro. que normalmente é considerado o único responsável. o usuário deverá se valer de consultoria especializada. rigorosamente. deve ser feito o acompanhamento ambiental das condições do reservatório. portanto. Essas plantas. e. com vistas às garantias. uma vez que o reservatório é. a operação de qualquer usina hidrelétrica deve ser realizada obedecendo-se. poderão trazer problemas para o funcionamento da usina e prejudicar à qualidade da água. O monitoramento deve começar no início da obra e continuar durante a operação da usina. de uma maneira geral. No que diz respeito aos aspectos ambientais. quando em grande quantidade. ainda de forma lenta e tímida. na grande maioria das vezes. vem sendo incorporada gradativamente. Cabe registrar que. devem ser observadas as regras de operação e de manutenção. largamente utilizada em outros países. a fio d’água. se o mesmo possuir comportas. Cabe registrar que. às regras operativas constantes dos manuais elaborados especificamente para esse fim. ainda não foi completamente implantada a tecnologia de usinas “desassistidas”. mineração ou de agricultura com utilização intensiva de agrotóxicos. porém.OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO OPERAÇÃO DAS USINAS HIDRELÉTRICAS Conceitualmente. no Brasil. registra-se que os reservatórios em regiões onde o uso do solo é inadequado ou com pontos de poluição industrial. constantes dos manuais fornecidos pelos fabricantes. Além disso. Quando for o caso.

. A periodicidade varia. periodicamente. . recalques e solapamentos. a segurança do empreendimento. .Instrumentação. Os serviços de inspeção e manutenção são realizados. para cada obra e equipamento da usina.Sistema de drenagem.Vegetação indesejável. . Apresentam-se. a seguir.Sistema de drenagem.Estado geral da estrutura do canal. verificação da qualidade da água do reservatório e de jusante. se existir. erosão. com vistas a garantir.Estado geral do concreto (trincas e erosão). .Trincas. remoção de plantas aquáticas (água pé).Estado geral do reservatório e encostas.Surgimento de água a jusante. • Barragem de Terra e Enrocamento .Estado geral do concreto (trincas e erosão).Instrumentação. se existir. além do desempenho. que variam em função da cultura de cada proprietário. . • Barragem de Concreto e Vertedouro . verificação do processo de assoreamento. • Canal Adutor . .Estado geral da grade .limpeza e reparos.limpeza e reparos. segundo “checklists” padronizados. . . em função da idade da usina e de critérios e normas específicos. • Tomada d’Água .MANUTENÇÃO DAS USINAS HIDRELÉTRICAS A manutenção programada das obras e equipamentos de qualquer usina hidrelétrica é fundamental.Surgimento de água a jusante. . alguns tópicos que são incluídos rotineiramente nos “Check lists” de inspeção e manutenção das principais obras civis. • Reservatório .

.Sistema de drenagem (poço) .Estado geral do leito e das canaletas de drenagem .Estado geral da grade .lubrificação. • Casa de Força .Instalações.Estado geral das comportas . apoios e flanges das juntas de dilatação . .Estado geral do conduto.Estado geral da área da plataforma e do sistema de drenagem (trincas e erosão). .reparos/limpeza. . se existir.limpeza e reparos.reparos/pintura. • Subestação . . .reparos.Estado geral do concreto (trincas e erosão).Estado geral do pórtico/talha .Verificação da instrumentação.limpeza. • Conduto Forçado .. .

equipamentos de construção) obtendo-se como resultado Orçamentos. o Capítulo 8 onde é mostrado “passo a passo” os principais procedimentos de operação. com gravação de todo o Programa Base. recomenda-se.0 de Julho de 1997. Por serem as obras para implantação de PCHS. não é recomendada a utilização de curvas de custos. Em linhas gerais. a utilização do programa SISORH3 – SISTEMA PARA ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTO DE OBRAS CIVIS DE USINAS HIDRELÉTRICAS – Versão 3. para facilitar o entendimento: . como processo principal.gov. Esse fluxo de dados no SISORH está apresentado de maneira esquemática no Manual de Usuário e reproduzido. de fácil utilização e cuja facilidade na troca de Data Base de Referência de Orçamento conduz a valores de orçamentos bastante confiáveis. Para avaliação do Custo Total do empreendimento.METODOLOGIA Os estudos e os critérios de projetos recomendados nos itens anteriores. como as apresentadas nos Manuais de Inventário Hidrelétrico e de Viabilidade. Quantidade de Serviços e Obras: todas as quantidades deverão ser obtidas através do levantamento direto dos desenhos de projeto. etc. composições básicas. dará o suporte técnico necessário ou auxílio ao usuário para possibilitar melhor utilização do programa SISORH. a seguir. Esse programa tem a vantagem de: ser bastante flexível. Esse programa está disponível na edição em CD-ROM destas Diretrizes. Possibilita a introdução de qualquer tipo de particularidade específica de cada empreendimento e ainda poderá servir de ferramenta para otimizar o planejamento de implantação do empreendimento. Para utilização do programa SISORH. inicialmente. na medida do possível. A ELETROBRÁS. histogramas. A metodologia aqui recomendada para elaboração de estimativa de custos visa oferecer informações que conduzam à obtenção de resultados cuja precisão permita a tomada de decisão segura quanto à viabilidade ou não do empreendimento. nos levam à elaboração de um arranjo de aproveitamento hidrelétrico considerado como o mais adequado tanto tecnologicamente quanto do ponto de vista econômico. por carta ou através da home page da Empresa (http://www. combinando com Banco de Preços de insumos diversos (materiais. A solicitação de versões mais atualizadas e/ou banco de preços para outras datas de referência deverá ser feita à DFAG –Diretoria de Engenharia da ELETROBRÁS. Alem disso. obras de porte bem menor que das UHES convencionais. principalmente.br). o programa processa o Banco de Dados com todas as informações técnicas de construção do empreendimento. tabelas diversas de totalização.eletrobras. é recomendada. do ponto de vista econômico. Manual do Usuário e Banco de Preços para algumas Datas de Referência. de modo a se enquadrar na linguagem usualmente utilizada pelo Setor Elétrico. imprimir todo o Manual do Usuário e praticar acompanhando. obtidos na implantação de grandes obras. mão-de-obra. para a elaboração da estimativa de custos do empreendimento. a planilha de estimativa de custos estará organizada de acordo com o Plano de Contas Padrão ELETROBRÁS para usinas hidrelétricas.

após a emissão do relatório. Não efetua nenhum cálculo de custos dos itens relativos as contas de meio ambiente. de equipamentos eletromecânicos. pois o programa SISORH realiza esta tarefa de maneira automática. Com isso.XLS) apresentada no ítem “PLANILHAS DE ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS-OPE”. bastando combinar com novo Banco de Preços. de maneira muito simples e rápida. pelo programa SISORH. prazo. desde que o Banco de Dados do empreendimento esteja adequadamente gravado pelo programa SISORH ou importado para o programa. Nota: O programa SISORH só compõe os custos unitários ou totais dos itens principais de OBRAS CIVIS. será quase que instantâneo. o trabalho de orçar. poderão ser impressos. etc. O quadro 5 da esquerda é o Banco de Preços para uma determinada data de Referência de Custos. traços previstos nos diversos tipos de concreto.). Uma vez processadas. Para esses itens deverão ser completados os cálculos com aplicação das respectivas metodologias e ou critérios citados em seus respectivos itens (“CÁLCULO DE CUSTOS NOS ÍTENS DIVERSOS” e “CUSTO DOS EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS”) ou fixados na Planilha OPE (PLN-OPE. necessários na apresentação de Relatórios de Estudos e Projetos de PCH. tipos de estruturas. O orçamento do empreendimento estará automaticamente revisado em função da alteração do cronograma de construção e estará atualizado para qualquer data de referência. onde ficam gravadas todas as informações técnicas relativas à construção (Informações descritivas. tipos de serviços. . Uma vez gravado o Banco de Dados do empreendimento. para qualquer data. Esse Banco de Preços poderá ser trocado para outro com outra Data de Referência. esse programa poderá ser utilizado como ferramenta auxiliar para otimização do planejamento de construção através da análise dos diversos histogramas e tabelas de totalizações. método construtivo. distâncias de transporte.Dados dos Projetos Resultados Orçamentos por Estruturas Orçamento Padrão Eletrobrás Estruturas Orçamentárias Custo dos Serviços Tecnologias de Construção Processamento Custo das Composições Básicas Descrições dos Insumos Custo dos Insumos Preços Histogramas Tabelas de Totalização Observe-se que os 4 primeiros quadros do lado esquerdo constituem o Banco de Dados do empreendimento. numa revisão ou alteração da data do início de construção. O trabalho de enquadramento dos diversos custos de serviços nos itens de Conta do OPE/ELETROBRAS não é necessário. todas as Tabelas de Orçamentos e Quadros Resumos de Custos. de custos indiretos e de juros durante a construção. volumes.

materiais. Para tanto. órgãos ou empresas de saneamento. para qualquer data e melhor adequação dos preços para o empreendimento em estudo. inclusive com adoção de processo adequado quando se tratar de utilização de equipamento de construção próprio ou alugado de terceiros com ou sem subsídio. etc. Comportas. características do projeto e da época (mercado . a partir de valores obtidos através de consulta a fabricantes ou fornecedores. os valores relativos a IPI não incluídos pelo fabricante ou fornecedor. No custo de aquisição. tais como diferenças de ICMS. já que não são parâmetros para obras e serviços e/ou obras específicas de UHE..O programa SISORH contém o cadastro completo de todo Plano de Contas . preferencialmente. eventualmente. Deverão ser consultadas também as informações recentes de banco de dados de projetistas. Está disponível também. Geradores. Válvulas. ISS sobre a mão-de-obra de montagem e. montadoras. o programa totaliza os custos de maneira a possibilitar impressão de relatório com Orçamento Completo da Usina. etc. além da parcela de aquisição. . 4) aplicação de preços unitários de insumos extraídos do Banco de Preços do SISORH 3.0. empreiteiras. 2) composição de preços unitários. deverão ser adicionados os custos relativos a transporte da fábrica até a obra e de montagem. A composição de preços unitários de obras civis apresentada em forma de planilha eletrônica (RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS) permite a atualização. a estimativa de custos ficará devidamente atualizada sem a utilização de índices econômicos diversos que não conduzem a resultados sempre satisfatórios. No custo do equipamento. porém menos precisa e com recursos restritos a procedimentos de elaboração de orçamentos convencionais com utilização de Planilha eletrônica Excel versão 5 ou superior. 3) consulta e/ou pesquisa de preços em órgãos do tipo Prefeitura. etc. mão-de-obra) do estudo do empreendimento.OPE para Usinas Hidrelétricas. Com isso. os custos relativos a impostos a serem pagos pelo proprietário. tais como: • Obras Civis: 1) consulta a empresas Empreiteiras habilitadas para execução de obras hidráulicas.): os custos deverão ser definidos. Preços Unitários de Serviços: todos os preços a serem adotados para estimavas de custos deverão retratar as condições locais. Equipamentos Permanentes (Turbinas. Inserindo Quantidade Prevista e Preço Unitário ou Custo Total de uma determinada conta. principalmente. neste manual. deverão ser verificados. uma segunda metodologia alternativa. Ponte Rolante. DER. Secretaria de Obras Públicas. os preços unitários deverão ser preferencialmente obtidos a partir de pesquisas específicas para o empreendimento.

o valor associado à hoas extras poderá ser maior do que os 50% apresentados na planilha).calculados como (C x J)/h.).estimada como sendo proporcional ao valor atribuído para depreciação. número de horas extras por semana e acréscimo sobre salário hora normal para pagamento de horas extras (caso exista “Acordo Coletivo do tipo Sindical ou não”. c) Mobilização e Desmobilização de equipamentos e pessoal: na composição apresentada está citado. está sendo fornecida em forma de arquivo. como processo alternativo. disponibilidade de materiais e mão-de-obra na região. e) Aluguel Horário de Equipamentos de Construção: em todos os custos horários. todas as considerações a seguir apresentadas são desnecessárias. impostos). COFINS.calculada como sendo o resultado da divisão do custo de aquisição pela vida útil estimada em horas. a título de exemplo.horas/semana. PIS e Contribuição Social em vigor e demais percentuais incluídos na composição. que deverá ser analisado e reavaliado para melhor atendimento da necessidade de cada caso (localização do empreendimento. valor médio de 5%. e3 Manutenção . levando em consideração: legislação em vigor (encargos sociais. A planilha apresentada no ítem “RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS”.CUSTO DAS OBRAS CIVIS COMPOSIÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS PARA EXECUÇÃO DE OBRAS CIVIS No caso da adoção da metodologia SISORH. previsão de turnos de trabalhos . gravado em planilha EXCEL. etc. cuja finalidade é a obtenção de custo unitário. da mão-de-obra. Varia de 50% a 200% da depreciação. a) Cálculo de Encargos Sociais: Número de horas normais de trabalho por semana. sendo C = custo de aquisição. São apresentados a seguir os itens a serem verificados ou ajustados para elaboração de composição de preços adequada para avaliação do empreendimento. etc. preços de materiais de construção. batizado com o nome de CMPSICAO.xls. de aluguéis horários de equipamentos de construção e características específicas da obra (distância de transporte. . pois o detalhamento do programa base já é muito maior e mais rigoroso nas considerações. b) BDI (benefícios e despesas indiretas do empreiteiro): deverão ser verificadas as taxas de incidência de ISS. recargas. deverão estar incluídas as seguintes parcelas de custos: e1 Depreciação . etc. e2 Juros . provável distância de deslocamento de equipamentos de construção. atualizado e adequado para o empreendimento em estudo.). dependendo do tipo de equipamento e dos serviços a executar. J = taxa de Juros ao ano e h = número de horas trabalhadas (previstas) por ano. d) Custo da Mão-de-Obra: deverão ser pesquisados e alterados os valores constantes na coluna “Salário médio por Hora em R$” para nova data e de maneira a espelhar as condições locais ou específicas do empreendimento em estudo..

correias. iluminação. mangueiras. publicado pela EMOP/RJ”. foram extraídos da revista “Informador das Construções . Esse procedimento é recomendado para estruturas do tipo Barragem e/ou Dique de terra ou de enrocamento. A coluna Preço Unitário em R$/un “pesquisas diversas” é de valores levantados de publicações dos tipos Revista de Construção Civil. está apresentada a tabela contendo vida útil. pneus. Vertedouro e Tomada d’Água. Barragem de Concreto. % de custo de Manutenção. citados na composição.deverão estar incluídos todos os materiais de consumo (combustíveis. etc.e4 Operação . ou seja. Conta . drenagem. obedecendo à seguinte hierarquia de preferência: . . etc.. etc. A planilha de Composição está programada para adoção do custo horário. revistas de construções. . A planilha de Composição está programada para sempre dar preferência aos valores constantes nessa coluna. Relocações e Outras Ações Sócio-Ambientais Todos os valores a serem considerados nesta conta deverão ser extraídos dos trabalhos desenvolvidos nos assuntos relativos a Meio Ambiente. Os custos horários.10 . previsão de horas trabalhadas por ano dos principais tipos de equipamentos de construção.Terrenos. adotar. o valor correspondente a 2% do custo de construção da estrutura. Tabelas DER. Na planilha de Composição está apresentada também a relação entre aluguel/horário e o custo de aquisição para possibilitar um cálculo rápido do custo horário quando se tem somente o preço de aquisição do equipamento. em relação a custo de depreciação.12 . Boletim Mensal de Custos da EMOP/RJ. etc. f) Materiais de Construção: Todos os custos a serem considerados deverão ser referentes a “posto obra”. .valor calculado a partir do conhecimento do custo de aquisição do equipamento. graxas.. CÁLCULO DE CUSTOS NOS ITENS DIVERSOS Conta . Despesas Legais e de Aquisição: adotar 15% da soma dos valores de aquisição de terras e benfeitorias. pavimentação da crista.Outros Custos: na ausência de outras informações.) e mão-de-obra do operador. utilizada nas composições de preços unitários para execução de obras civis.cotação levantada para o empreendimento em estudo. como provisão de recursos para obras e serviços de acabamentos.aluguel horário R$/h levantados em publicações técnicas. Na planilha de Composição. obtidos através de consultas a fabricantes e/ou fornecedores.edição 1.364 de 31 de Janeiro de 1998” e “Boletim Mensal de Custos de Janeiro de 1998. óleos. incluindo todos os custos de transporte até a obra. A coluna “Cotação pesquisada na Região R$/un” deverá ser preenchida com valores coletados exclusivamente para aplicação nas obras em estudo.

Eventuais: no fechamento de grandes contas do OPE.14. 2a. Equipamentos: no custo total de cada equipamento deverá estar incluído o custo de Aquisição (FOB). com cronograma de desembolso de 40% no primeiro ano e 60% no segundo ano de construção (prazo de construção de 2 anos).41 Construção do Canteiro e Acampamento Operação e Manutenção do Cant/Acamp.00.16 Custo de Estradas e Pontes: os custos de construção de estradas e pontes.22.a.31. Não tendo outras informações.39 17. adotar o valor correspondente a 9.00. Na ausência de outras informações.21.14 . Contas .15.23.38 17. que deverão ser calculados incidindo sobre o CUSTO DIRETO TOTAL. foram consideradas as seguintes parcelas: Impostos e Taxas 15%. são os seguintes: 17. poderá ser adotado um valor diferente do recomendado neste Manual.22. Os custos ambientais são apresentados no ítem “ESTUDOS AMBIENTAIS”.22. ou considerar o custo financeiro do empréstimo durante a construção.40. Para tanto. como 6% da soma dos custos de Turbinas e Geradores.40. tanto de obras permanentes da conta . incluir o valor correspondente à aplicação da taxa de 10% sobre todos os custos considerados em cada conta. da conta . No caso de haver informações que permitam alterar as taxas de Eventuais.XLS. O custo de Equipamentos Elétricos Acessórios.21.a. .54 17. . . deverá ser estimado como 18% da soma dos custos de Turbinas e Geradores e o custo de Equipamentos Diversos. Impostos e Taxas. consultar Quadro B04 do Manual de Inventário.40. poderão ser estimados com base nas Tabelas constantes do Manual de Inventário da Eletrobrás.16 e de Relocações da conta . Engenharia Básica Serviços Especiais de Engenharia Estudos e Projetos Ambientais Administração do Proprietário 5% 3% 5% 1% 0.18 Juros Durante a Construção: adotar a taxa de 10% a.Contas .15. Transporte até a obra e Seguro e custo de Montagem e Teste.5% 10% Conta .13 .12 .22.17 Custos Indiretos: nos estudos preliminares e/ou não tendo outras informações. da conta . caso já exista esta estimativa. Em obras com prazo de construção acima de 2 anos. é recomendada a adoção de Custo de Aquisição mais 30%.36 17. Esses percentuais que estão gravados no arquivo PLNOPE$.2% da soma dos Custos Diretos e Indiretos.10 e . que corresponde à aplicação da taxa de 10% a. Supervisão e Teste 10%.10. Conta . Transporte e Seguro 5% e Montagem. considerar os percentuais indicados no modelo de OPE. .37 17. edição (1997).

00.13. em rotações por minuto. em rotações por minuto.CUSTOS DOS EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS Em todas as contas de custos de equipamentos deverão incluir os valores provenientes das recomendações citadas no ítem “METODOLOGIA” ou seja acrescentar sobre o custo de aquisição (Custo FOB) as parcelas referentes a Impostos + Taxas. sendo: CTF = custo de aquisição de 1 turbina do tipo Francis .Na conta .18. b) Ponte Rolante da Casa de Força (conta .28 deverá ser considerado a soma dos custos de turbina e de regulador. em US$ equivalentes. Montagem/Supervisão e Teste.23.200x(kVA/rpm) + 6.000x(kW/rpm) + 100.20) O custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CPR = 6. sendo: CPR = Custo de aquisição de 1 ponte rolante. CTT = custo de aquisição de 1 turbina do tipo que não seja Francis.00. Transporte e Seguro. Todas as fórmulas ou gráficos apresentados a seguir.15.000.20. kW = Potência de 1 turbina. 12.23.29. o custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CTF = 20.500 x (kW)0. kVA = Potência de 1 gerador em kVA rpm = Rotação síncrona do Gerador ou da Turbina.13.23. em US$ equivalentes. 12.23.15.000 O custo de aquisição do regulador de velocidade poderá ser estimado como: CRG = 7.3 .000 Para outros tipos de Turbinas.18. No caso da Turbina prevista ser do tipo Francis. em kW.23. em US$ equivalentes. o custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CTT = 24. totalizando 30% do custo de aquisição.20. a) Turbinas .13. apresentam o Custo de Aquisição (incluído apenas os impostos de origem ou aqueles pagos pelo Fabricante) e expressos em US$ equivalentes na Data Base de Janeiro de 1998.000x(kW/rpm) + 120. .00. CRG = Custo de aquisição de 1 regulador de velocidade. em US$ equivalentes.28.20. rpm = rotação síncrona da Turbina.13. c) Pórtico Rolante (contas .

23.23.18. em metros. e) Comporta Ensecadeira .28.000.13.13.23.17. R = Lc x Lc x Hc x Ha Lc = Largura da Comporta (vão). ou seja número de Guias e Peças Fixas dos vãos sem comportas.24.1GPF). até a soleira da comporta. em metros Hc = Altura da comporta.17. em metros Ha = Pressão Máxima prevista. 13. N = número de comportas previstas GPF= número total de vãos menos número de comportas previstas.23.19.12. em US$ equivalentes. CARGA = carga de içamento prevista.23.20. sendo: CCE = Custo total de aquisição de comportas tipo ensecadeira (stoplogs) e guias + peças fixas. Exemplo: Tubo de sucção c/ número total de vãos = 4 (usina c/ 2 máquinas) .13. R = Lc x Lc x Hc x Ha Lc = Largura da Comporta (vão). .12.00.12.19.19.30.30.16.17) (stoplogs). em metros Ha = Pressão Máxima prevista. em metros Hc = Altura da comporta. em US$ equivalentes. . (contas .17.16) O custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CCV = 40xR + 20.23. sendo: CPORT = Custo de aquisição de 1 pórtico rolante. em kg. sendo: CCV = Custo de aquisição de 1 comporta tipo vagão.12.12. d) Comporta Vagão (conta . em US$ equivalentes.00. em metros.000) x (N + 0.30. até a soleira da comporta.20) O custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CPORT = 8x(CARGA).23. O custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CCE = (24xR + 12.

12. A quantidade deverá ser calculada com base na espessura da chapa definida no item 7.29) O custo de aquisição de 1 gerador deverá ser estimado a partir do cálculo do peso próprio. • unidades com potência superior a 2 MVA.23 Conduto Forçado (Revestimento Metálico) .Turbinas e Geradores.23. R$15.34.13.doc e grfB30. em metros quadrados.32/kg. comprimento total previsto. o custo de aquisição poderá ser feito com a aplicação do gráfico B21 do Manual de Inventário (arq. • unidades com potência superior a 2 MVA.23 .13 . I) Demais Equipamentos Conta 14.23.23. GrfB021. eixo horizontal. Conta . O custo total de aquisição poderá ser estimado como sendo 6% do custo total da conta .23.caso haja previsão de utilização desse tipo de equipamento. o custo de aquisição deverá ser estimado com aplicação dos gráficos B29 e B30 do Manual de Inventário (arquivos grfB29.18.28.00.30.doc) .00. f) Grades (da Tomada d'Água) conta .00. • unidades de pequena potência.23.24 Caso haja previsão de utilização de válvulas dos tipos borboleta e/ou esférica.23. g) Válvulas (tipo borboleta e esférica) conta .00.39/kg.considerar como custo de aquisição o valor de US$2.Equipamentos Elétricos Acessórios.21 O custo de aquisição da grade. R$25.500 x A. até 2 MVA.19. Para o custo de aquisição em $/kg deverá ser adotado os valores a seguir citados. Conta . referidos a janeiro de 1998.34. cuja metodologia está apresentada no item “ESTIMATIVA DO PESO” . O custo total de aquisição poderá ser estimado como sendo 18% do custo total da conta . h) Gerador (conta . R$20.00/kg ou US$17.12.N = número de comportas a adquirir = 2 (fecha-mento de 1 unidade) Portanto GPF = 4 .13. eixo vertical. eixo horizontal.12.2 = 2.12.5.19. em US$ equivalentes.86/kg.13 . A = área total das grades.1.500/tonelada de conduto metálico. e figura 1 do ítem “VELOCIDADE DE ROTAÇÃO”.Turbinas e Geradores.16 .00/kg ou US$28. poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CGD = 1. diâmetro e peso de 0.doc) onde o custo é dado em função do DN (diâmetro nominal) e pressão de projeto em mca (metro coluna d'água). sendo: CGD = custo total de aquisição das grades.00.31 .00/kg ou US$13.00785 t/m2 para cada mm de espessura.19.Comporta Segmento . Conta 15.Equipamentos Diversos.

VÁLVULA BORBOLETA Custo unitário 400 DN=2000 6000 5500 350 DN=1800 5000 DN=8000 300 DN=1600 4500 4000 DN=7000 250 3500 DN=1400 200 DN=1200 3000 DN=6000 2500 2000 1500 DN=5000 150 DN=1000 100 DN=750 DN=4000 1000 DN=3000 DN=2500 50 500 0 0 50 100 150 200 Pressão de Projeto (mca) 250 300 0 0 50 100 150 200 250 300 Pressão de Projeto (mca) Custo=H 0.2 x DB2+ 9. de Novembro de 1997.95 H . 1997.0 m Notas: Valores monetários em US$ de dez. ELETROBRÁS. para válvulas. K) Toda a metodologia de cálculo de Custos de Equipamentos poderá ser simplificada com a utilização da planilha gravada em EXCEL e incluído no CD-ROM como PCHEQPT. comportas segmento e obras de estradas.1.35 x KB KB = 1000 x (9. listadas em REFERÊNCIAS BIBLIOGRÄFICAS.J) Apresentados a seguir os seguintes gráficos constantes do Manual de Inventário.c. . versão 2. é recomendada consulta a outras publicações técnicas.pressão nominal de projeto = altura estática + sobrepressão (m.a) DB . que poderão auxiliar nos trabalhos de elaboração da estimativa de custos de Usinas Hidrelétricas. Necessitando de mais informações.2 x DB .1.6 x DB .6 x DB2+ 8.97) para válvulas com DB > 2.0 m KB = 1000 x (10.0.XLS.diâmetro nominal da válvula do tipo borboleta KB DN Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico.85) para válvulas com DB ≤ 2. pontes e túneis.

40 x KE DN=3500 KE = 1000 x (24.4 x DE +12.4 x DE 2+ 4.95 .37) 4000 DN=3000 3500 DN=2500 3000 2500 DN=2000 2000 1500 DN=1500 1000 DN=1000 500 0 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 Pressão de Projeto (mca) Notas: Valores monetários em US$ de dez.VÁLVULA ESFÉRICA Custo unitário 5500 5000 DN=4000 4500 Custo = H 0.

Hmín=200.Hmáx=1.diâmetro nominal da válvula do tipo esférica KE Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico. 1997. .pressão nominal de projeto (altura estática+sobrepressão). em m. em mca DE . Hc .Largura da comporta (vão livre). COMPORTA SEGMENTO DE SUPERFÍCIE DO VERTEDOURO Custo unitário(com acionamento) 1400 1200 1000 800 600 400 200 0 0 20 40 60 80 2 100 120 140 160 180 Bcp xHcpxHx/1000 Notas: Valores monetários em US$ de dez.0 ≤ (Lc2xHcxH/1000) ≤ 180. e H .a) Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico.0mca H .Carga hidráulica . ELETROBRÁS. 1997. em m. ELETROBRÁS.Limites de aplicação:DEmáx =4.c.0 Lc .altura desde o nível de água até a soleira da comporta (m.95 Limites de aplicação: 2.0m.500mca.Altura da comporta.

000 SEÇÃO DE ESCAVAÇÃO.Custo por m3 1.ESCAVAÇÃO SUBTERRÂNEA EM ROCHA . 1997.000 100 10 1 10 100 2 1. . em m Notas: Valores monetários em US$ de dez 95 Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico. ELETROBRÁS.

000 540.00 6.Custos unitários (US$/km) CLASSIFICAÇÃO DNER ARTÉRIA ARTÉRIA ARTÉRIA COLETORA COLETORA LOCAL PRINCIPAL PRIMÁRIA SECUNDÁRIA PRIMÁRIA SECUNDÁRIA CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE PISTA ( m ) PLATAFORMA ( m ) 14.000 NORTE.00 6.00 Notas: Valores monetários em US$ de dez 95 Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico.00 7.000 324.000 NÃO PAVIMENTADA PAVIMENTADA 300.000 NORTE.000 80.00 840.000 84.00 13.00 1. 1997.000 200.ESTRADAS DE RODAGEM .000 280.00 11. ELETROBRÁS.00 800.000 306.00 980.00 NORTE.000 140.000 490.00 24.00 600. ELETROBRÁS.00 8.00 6.00 7.000 1.000 630.000 238.00 1.000 NÃO PAVIMENTADA PAVIMENTADA 420. AO SUL DO RIO AMAZONAS 882. 1997.000 108.00 PAVIMENTADA 630.000 350.134.000 130.Custos unitários (US$/m2) CLASSIFICAÇÃO CONFORME TIPO DE FUNDAÇÃO SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE FUNDAÇÃO TIPO DIRETA FUNDAÇÃO TIPO ESTACAS FUNDAÇÃO TIPO TUBULÃO A CÉU ABERTO FUNDAÇÃO TIPO TUBULÃO A AR COMPRIMIDO 500.000 150. PONTES RODOVIÁRIAS .000 144.000 270.00 1.00 NORTE.00 1.440.000 300.000 180.00 6.000 112.000 210.000 170.000 60.00 7.000 Notas: Valores monetários em US$ de dez95 Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico.080.000 420.120. AO NORTE DO RIO AMAZONAS NÃO PAVIMENTADA 540. AO SUL DO RIO AMAZONAS 700.000 180. .000 360.000 252.000 234. AO NORTE DO RIO AMAZONAS 900.00 700.000 100.260.000 182.

a consideração.. A principal delas é quanto ao aumento da potência instalada. a ser feita pelo órgão ambiental. para “usinas de geração de eletricidade. antes limitada em 10 MW. deixa a critério do órgão ambiental licenciador a decisão quanto aos casos em que serão necessários estudos detalhados ou simplificados. que. evitando a atuação de organismos. e a elaboração destas “Diretrizes”. é apresentada adiante.CAPÍTULO 8 . de forma associada com o processo de licenciamento. com a previsão e também a implantação das indispensáveis medidas e dos programas de mitigação. de que o empreendimento é ou não “potencialmente causador de significativa degradação ao meio ambiente”. muitas das vezes. conforme já explicado no Capítulo 2 deste documento. não há mais. A própria conceituação do que é uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) sofreu mudanças recentes. nos estudos e projetos de engenharia. Dessa forma. sofreu mudanças em 19. envolvendo aspectos técnicos. acima de 10 MW” (inciso XI do Artigo 2o). A esse respeito.. em condições prefixadas em lei. em seus Artigos 2º. da ELETROBRÁS. Ao mesmo tempo. Para as usinas hidrelétricas.12.01. podendo “ser estabelecidos procedimentos simplificados para as atividades e empreendimentos de pequeno potencial de impacto ambiental. sim. a legislação ambiental evoluiu. mais especialmente. com os impactos do empreendimento sobre o meio ambiente e deste sobre a PCH e seu reservatório associado corretamente enfocados. inclusive não governamentais. incluindo a Resolução CONAMA 237/97 e a recém-editada Lei 9605/98. portanto. esse licenciamento ocorrerá de forma mais rápida e tranqüila do que nos casos em que a preocupação básica for apenas o atendimento às exigências e condicionantes dos órgãos ambientais para obtenção do documento de licenciamento. mas. que poderão vir a embargar uma obra. em 1982. a Resolução CONAMA no 01/86. Um estudo ambiental bem realizado.97. de uma paralisação temporária ou até definitiva de seu . de 23. o limite de 10 MW para a isenção de apresentação de EIA/RIMA. A execução dessas medidas e programas também pode se refletir em uma garantia ao investidor de que ele não terá surpresas no futuro que venham a onerar o seu orçamento. tendo por resultado as necessárias soluções. conhecida como “Lei dos Crimes Ambientais” ou “Lei da Natureza”. neste capítulo. em 1998/99. 3o e 12o. compensação e controle.” A análise da legislação ambiental em vigor. cabe ressaltar que o licenciamento deve ser considerado como uma conseqüência do bom e adequado tratamento da questão ambiental. diversas evoluções ocorreram. pela Resolução CONAMA 237/97.86. econômicos e.ESTUDOS AMBIENTAIS INTRODUÇÃO No intervalo de tempo transcorrido entre a edição do Manual de Pequenas Centrais Hidrelétricas. Se os aspectos ambientais forem devidamente equacionados. e agora estendida à 30 MW. que exigia a elaboração de estudos detalhados. com o estabelecimento de regras e normas mais adaptadas à realidade brasileira. ambientais. com necessidade. em forma de EIA – Estudos de Impacto Ambiental e RIMA – Relatório de Impacto Ambiental. é muito importante e indispensável.

O primeiro passo. em benefício do meio ambiente e do próprio empreendimento. por causa. o PBA – Projeto Básico Ambiental pode ser exigido em um ou outro tipo. como devem ser os primeiros e decisivos passos do empreendedor e de quem estiver realizando os estudos ambientais. passa a ser o resultado do cumprimento. do CONAMA. em dois tipos de PCH: as que exigirão estudos simplificados e as que demandarão os convencionais e detalhados EIA/RIMA. de acordo com a legislação vigente. como estabelece a Resolução 237/97. conforme o caso.12. pelo menos. a partir de cuja aprovação se obterá a Licença de Instalação (LI) que autoriza o início das obras. este documento orienta. a integração entre as equipes de engenharia e meio ambiente deverá ser constantemente perseguida por ambas as partes. é a realização de uma avaliação prévia do empreendimento. é conhecido como RAP – Relatório de Avaliação Preliminar ou Relatório Ambiental Preliminar. sobre a necessidade de elaboração de um EIA/RIMA ou de um documento similar mais simplificado. qualquer desses documentos deverá convergir para a liberação da Licença Prévia (LP). de Estudos Preliminares. Independente dos meros aspectos e necessidades de licenciamento. que representa a confirmação quanto à viabilidade ambiental da PCH. Numa etapa posterior.97. de 19. do que foi acertado nos documentos anteriores. procurou-se dividir estas “Diretrizes”. a critério do órgão ambiental. passa-se a uma segunda etapa. A experiência nacional indica que. Como se verá na parte de legislação ambiental. Desta forma. com os órgãos ambientais e a sociedade em geral. não for considerada inviável. conforme descrito em ESTUDOS PRELIMINARES. para que este decida. Esse documento deve ser encaminhado ao órgão ambiental. um documento complementar. Se ela. em princípio. Obviamente. em relação aos estudos que deram origem à Licença Prévia (LP). duas atividades são quase sempre exigidas: a de recuperação das áreas degradadas pelas obras e a de comunicação social. poderá ser determinada a apresentação de um PBA detalhado. o PBA (Projeto Básico Ambiental). por exemplo. a Resolução CONAMA 237/97. conforme fluxograma apresentado na Figura 1. com levantamentos e análises que permitam indicar a viabilidade ambiental ou não da PCH. deixa a critério do órgão ambiental licenciador a exigência quanto à profundidade dos estudos. no item 8. por não ter ele se preocupado previamente com questões como essa no projeto. na qual se procede à adequada integração sociedade-empreendedor. em diversos Estados. Para que se atinja uma dessas fases. ou seu similar simplificado. A Licença de Operação (LO). caso por caso. do assoreamento total de seu reservatório após poucos anos de vida.6. Por isso. Como se verá mais adiante. o empreendedor deve ser conscientizado da importância de consolidar essas atividades em programas. . durante a construção e nos testes pré-operacionais. a fim de que imprevistos ou desconhecimento dos vários fatores envolvidos no projeto não venham a promover mudanças fora de época e com reflexos em aumentos de custos não esperados pelo empreendedor. até mesmo.empreendimento. durante os estudos. O passo seguinte deverá ser a elaboração de um novo documento. um PCA geralmente mais simplificado (Plano de Controle Ambiental) ou. que culmina com um documento que. na parte ambiental.

durante a vida útil da usina. promover a gestão ambiental do empreendimento. com o acompanhamento e controle sistemático das ações deste sobre o meio ambiente e vice-versa. . resultando essa postura em benefícios técnicos. econômicos e ambientais para todas as partes envolvidas. de acordo com cada problema constatado. o proprietário deverá.Posteriormente. por ele ou pelas autoridades competentes. de forma que as necessárias providências sejam sempre tomadas em tempo hábil.

deverá ser feito um reconhecimento de campo. deverão ser feitas anotações de aspectos importantes da região. industriais. face à provável inviabilização ambiental ou ao possível acréscimo nos custos de implantação do empreendimento. Deverão ser localizadas as indústrias e cidades que no rio jogam seus despejos. etc. Parques Nacionais e outras Unidades de Conservação da Flora e da Fauna. a partir dos levantamentos e análises previstos. Posteriormente. visando a análise de problemas associados à qualidade da água e ao assoreamento. De forma associada com os estudos de engenharia. bem como o uso do solo na região. LEVANTAMENTOS Inicialmente. geologia. de expansão. deverão ser levantados todos os dados e informações sobre as características técnicas então disponíveis sobre o empreendimento. urbanas. a infra-estrutura existente e o zoneamento regional. como a Mata Atlântica e o Pantanal Matogrossense. a prefixação do Nível d’Água Máximo Normal de Operação e a conseqüente área de inundação relativa ao reservatório a ser criado. além de ecossistemas importantes. recursos minerais e usos múltiplos atuais e previstos (se existirem) dos recursos hídricos disponíveis. os seguintes: • inundação de Terras Indígenas.ESTUDOS PRELIMINARES Esta fase é de grande importância. climatologia. Esses aspectos abrangem impactos do empreendimento sobre o meio ambiente e vice-versa. Dentre esses aspectos. residenciais. como. ANÁLISE A análise preliminar a ser realizada terá por objetivo a identificação dos aspectos que poderão dificultar ou até mesmo inviabilizar a implantação e operação do empreendimento. com a definição das áreas rurais. os projetos de PCH devem evitar. além de mapas com a delimitação do reservatório. pois. deverão ser também levantados dados sobre hidrologia. • inundação de áreas de quilombos e necessidade de possível relocação. abrangendo um arranjo preliminar das obras. o grau de conservação dos ecossistemas (observações visuais e informações de moradores). se poderá avaliar a viabilidade ambiental do empreendimento e decidir sobre a continuação dos estudos. Nesse trabalho. também só possível com autorização do Congresso Nacional. • inundação de áreas de preservação ambiental legalmente constituídas. já de posse de plantas preliminares com locação das obras de barramento e das obras de adução. . por exemplo. como a população e as benfeitorias a serem diretamente afetadas. só viável após ampla e demorada discussão do assunto e edição de permissão do Congresso Nacional.

• eliminação de patrimônios naturais. como as que ficam a montante de mananciais para futuro abastecimento d’água. Após a constatação de que o empreendimento é ambientalmente viável. a partir do qual o órgão ambiental definirá a necessidade e o nível de elaboração dos estudos ambientais. Cultural. por exemplo. . uma avaliação preliminar dos impactos e das medidas mitigadoras. • onde houver sensíveis prejuízos para outros usos considerados mais importantes.• inundação de áreas onde haja aglomerações urbanas ou comunidades rurais que. como corredeiras onde haja intensa e histórica prática esportiva. inundação de locais tipo cemitérios. • áreas tombadas por órgãos de defesa do Patrimônio Histórico. deverá ser elaborado um documento com um estudo preliminar (RAP). ou cachoeiras e trechos de rios onde haja muitas atividades turísticas ou de lazer na região. • reservatórios onde o zoneamento regional ou municipal prevê áreas de expansão urbana ou de conservação ambiental. Em geral. por isso. inundação de áreas cársticas. como a de canoagem. necessitarão de relocação. em função do órgão que o irá analisar. Arqueológico e Paisagístico. esse documento acompanha o requerimento de Licença Prévia (LP) da usina e se consubstancia em: • ficha própria do órgão ambiental licenciador. como abastecimento d’água e irrigação. O documento inicial exigível tem escopo variável. ou • Relatório Ambiental Preliminar (RAP) ou similar. considerados sagrados pela população local. • • • áreas de exploração de minerais estratégicos. identificadas como patrimônio espeleológico. na qual são informadas as características técnicas do empreendimento. um pré-diagnóstico ambiental.

em área já bastante degradada ou não. com problemas associados à presença de peixes de piracema e às correspondentes rotas migratórias. Caracterização do Empreendimento. . Diagnóstico Ambiental Preliminar. com grandes ou pequenas dimensões do reservatório. maior a possibilidade de uma decisão mais rápida e mais acertada do órgão ambiental para o prosseguimento dos estudos.RAP – RELATÓRIO AMBIENTAL PRELIMINAR A partir de uma análise preliminar das características do projeto e das especificidades ambientais da área de sua implantação. Um RAP mal feito ou muito incompleto pode provocar uma demora na análise e a exigência de estudos aprofundados que. conforme as características particulares de cada empreendimento. com os principais aspectos físicos. será função da consideração de todos esses fatores. Normalmente. Em cada uma dessas situações. Prováveis Medidas Mitigadoras e Programas Ambientais. Identificação Preliminar dos Impactos. bióticos e antrópicos da região já levantados. O RAP deverá ser basicamente composto por: • • • • • Justificativas do Empreendimento. nos estudos a serem realizados. com os dados disponíveis sobre a usina e o reservatório associado. duas situações básicas deverão ser consideradas. em diversos casos. Quanto mais completo. onde há o problema da exigência legal de uma vazão remanescente mínima. deverão ser feitas as avaliações preliminares de impactos e medidas mitigadoras/compensatórias. O grau de aprofundamento dos estudos. poderiam ser desnecessários. objetivo e claro for o RAP. decisão essa do órgão ambiental. envolvendo usinas cuja implantação e operação provocam ou não efeitos ambientais significativos. etc. demandam maior esforço de avaliação de impactos ambientais as usinas cujos projetos contemplam desvios por canais ou túneis que afetem o fluxo normal a jusante do barramento.

inserindo. mais detalhadamente. aqui de forma resumida e. portanto.GERAL Os estudos ambientais simplificados. a proposição de medidas mitigadoras e/ou compensatórias dos impactos negativos ou de maximização dos benefícios relativos aos impactos positivos e os programas ambientais. no item “ESTUDOS COMPLETOS”. Cabe ressaltar que as recomendações aqui apresentadas estão coerentes com as que foram fixadas no documento “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”. para os casos em que o órgão ambiental. e não somente como uma peça no processo de licenciamento ambiental. Tendo em vista tais preceitos. conforme já comentado. Fazem parte do conjunto de procedimentos que constituem os estudos: a caracterização do empreendimento. muitas vezes. às vezes sem utilidade prática. As diretrizes nele apresentadas. não provoque imprevistos futuros que obriguem o empreendedor a executar alterações indesejáveis e onerosas. Reconhece-se também que a significância dos impactos sobre o meio ambiente local e deste sobre o empreendimento determinará o nível de detalhamento dos estudos ambientais. de acordo com as etapas comentadas a seguir. É fundamental. o documento a ser produzido deverá ser reconhecido como uma importante ferramenta de gestão ambiental do empreendimento. deverão ser incorporadas e aprofundadas quando do detalhamento dos Programas e implementadas na fase de construção. do DNAEE/ELETROBRÁS. muitas vezes. compreendem a realização de uma série de atividades específicas. . Algumas dessas instruções são transcritas neste capítulo. Esses estudos ambientais deverão fornecer subsídios tanto para a concepção geral do aproveitamento. como para a harmonização ambiental do empreendimento na região de sua implantação. para que o avanço de um. de antemão. construção e operação.ESTUDOS SIMPLIFICADOS ESTUDOS BÁSICOS . que haja uma inter-relação constante entre o projeto de engenharia e os estudos ambientais. e não análises meramente genéricas. considerar que o empreendimento não causará sérios danos ambientais. sem a consulta ao outro. os estudos deverão preocupar-se em desenvolver análises coerentes com as reais interferências do empreendimento. podendo. o diagnóstico ambiental da região onde este será inserido. editadas em abril de 1997. importantes conceitos no projeto de engenharia. ter continuidade na fase de operação. a identificação e análise dos impactos ambientais nas fases de projeto. as quais deverão levar em consideração a realidade ambiental em que o aproveitamento proposto se enquadra. Em outras palavras.

bem como a intensidade dos impactos a serem provocados pelo empreendimento. Esse tratamento é simplificado. A sua delimitação é peça-chave nos estudos.4). legislação ambiental pertinente. compreende o conjunto ou parte de municípios que terão suas terras afetadas. se caracteriza como o cenário potencial de processos naturais ou sócio-econômicos e que. alojamentos da mão-de-obra. principalmente no que se refere à delimitação da faixa de preservação permanente ao longo do reservatório. adotam essas ou outras nomenclaturas (Subseção 8. acessos. . canteiro de obras. possíveis interferências com comunidades e suas atividades no entorno do barramento e do reservatório. Essa Área. o incremento das atividades comerciais. acomodação da mão-de-obra. etc. etc. em particular. a Área de Influência abrange a região onde. Os órgãos estaduais. independentemente do recorte municipal. são sentidos os impactos do empreendimento. Por sua vez. recomenda-se levar em consideração. o aumento do tráfego. bacia hidrográfica. deverão ser. desta forma. Diversos exemplos podem ser citados. como a criação de expectativas. reservatório. Levando em consideração essas variáveis. a utilização de serviços em cidades próximas sobrecarregando a infra-estrutura da região. a contratação de mão-de-obra local ou regional. ou alterado. Na delimitação das diferentes áreas de estudo. bem como a área da bacia hidrográfica que. podendo ser mantido no caso de exigência de estudos completos. uma vez que somente a partir de seu reconhecimento é que será possível orientar as diferentes análises temáticas. Normalmente. Considera-se como Área Diretamente Afetada aquela cuja abrangência dos impactos incide diretamente sobre os recursos naturais e antrópicos locais. de alguma forma. bota-fora e áreas de empréstimo). dentre outras.DEFINIÇÃO DAS ÁREAS DE INFLUÊNCIA Entendem-se como Áreas de Influência os diferentes espaços geográficos nos quais serão sentidos os impactos diretos e indiretos do empreendimento nas fases de implantação e de operação. inclusive nas vias de comunicação. a Área de Influência (AI) e a Área Diretamente Afetada (ADA). incluindo esta última o seu entorno. necessária à implantação do empreendimento e o seu entorno (barramento e casa de força. a ADA abrange a região de intervenção direta. indiretamente. podem interferir ou sofrer interferências do aproveitamento. a critério do órgão ambiental licenciador. possíveis interferências ambientais no trecho do rio a jusante do empreendimento. as seguintes variáveis: características e abrangência do projeto (área do reservatório. acessos. características específicas da região.). canteiros. alternativas de localização de barramentos. definidas duas áreas de estudo. áreas de empréstimo e de bota-fora. normalmente.

justificativas para a implantação do empreendimento. . sendo necessária. Este tópico deverá conter informações técnicas sobre o projeto. na ADA. Como conteúdo básico. uma vez que nela se verificarão os principais impactos. aspectos do processo construtivo. A delimitação das Áreas deverá ser apresentada em mapas com escalas adequadas. apresentadas de uma forma consolidada e de fácil leitura.Os levantamentos e análises temáticas deverão ser diferenciados para cada uma das duas Áreas. nem interfere com planos governamentais. a realização de investigações mais aprofundadas. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO A caraterização do empreendimento deverá ser feita tendo como base os documentos de engenharia produzidos. e características básicas do empreendimento. de desenvolvimento. os seguintes itens deverão estar relacionados: • • • • identificação do empreendedor. tais como dados técnicos de projeto. cronograma das obras e dimensionamento da mão-de-obra necessária para todas as fases e custos. especialmente municipais. localização e acessos. onde se deverá indicar que o projeto não contraria as leis locais de uso do solo.

assim como ações do aproveitamento sobre o meio ambiente existente. lazer.DIAGNÓSTICO AMBIENTAL O desenvolvimento do Diagnóstico Ambiental deverá considerar a natureza e o porte do aproveitamento. Levantamento de Dados Os levantamentos deverão se concentrar. Avaliação dos recursos hídricos. umidade relativa. os estudos deverão. identificando possíveis ações nas bacias e sub-bacias que possam interferir no empreendimento. Levando-se em consideração as Áreas de Influência. fotos aéreas. o máximo que possível. concentrar-se no levantamento de dados secundários. Além disso. Esses dados poderão ser obtidos a partir dos estudos de engenharia. o Diagnóstico Ambiental deverá ter abrangência e profundidade suficientes para permitir uma consistente avaliação de impactos e definir corretas estratégias de gestão ambiental nas fases de projeto. É importante também que se identifiquem os conflitos existentes ou potenciais nos diferentes usos da água (abastecimento.Diagnóstico Climatologia e Hidrologia • Caracterização do clima. máximas e mínimas absolutas). a localização prevista. • . Meio Físico . temperatura (médias mensais. No caso da Área de Influência. imagens de satélites. As informações deverão ser. incluindo ou excluindo atividades conforme as situações encontradas. na maioria dos casos. utilizando bases em escalas compatíveis com os níveis dos estudos e com o material cartográfico disponível (mapas. de caráter específico. irrigação. analisando as interações dos diversos componentes físicos.). bem como de áreas degradadas e que podem influir na vida útil do empreendimento. principalmente. com relação a: precipitação (médias anuais e mensais). As diretrizes a seguir apresentadas para cada tema deverão ser adaptadas a diferentes arranjos de projeto. o outro. na identificação das principais interferências que o empreendimento deverá provocar sobre os diferentes recursos naturais e sócio-econômicos da Área Diretamente Afetada e vice-versa. ele deverá permitir a identificação de zonas de fragilidade ambiental. a relevância dos fatores ambientais e os critérios exigidos pelo órgão ambiental. Cabe destacar que o diagnóstico deverá refletir o trabalho interdisciplinar da equipe técnica. evapotranspiração e balanço hídrico. Por outro lado. devendo ser realizado em dois níveis de abordagem: um referente à Área de Influência e. etc. biológicos e antrópicos. construção e operação do empreendimento. bem como as características básicas do projeto. referente à Área Diretamente Afetada e ao seu entorno. espacializadas. o diagnóstico se inicia pelos levantamentos ambientais.

Geomorfologia. • Geologia. incluindo as tipologias identificadas (expressas em percentual). os seguintes aspectos deverão ser considerados: • • • descrição das fitofisionomias naturais em seus vários estágios de desenvolvimento. conforme exemplo ilustrativo apresentado na Figura 8. em nível de ADA. • Caracterização da drenagem atingida quanto ao transporte de sedimentos. aptidão agrícola e uso atual. endêmicas e/ou ameaçadas de extinção. Deverão ser cruzadas. natural ou provocado por ações antrópicas a montante. Para tanto.belezas cênicas. O reconhecimento desse parâmetro é de fundamental importância. será possível obter um cenário futuro das condições de qualidade da água do reservatório a ser criado. que afetem as máquinas. se já há bancos de areia ou ilhas em formação. ao cruzar essas informações com dados do empreendimento (tempo de residência) e a carga orgânica a ser inundada (biomassa vegetal. fossas. é importante que se consolidem as diversas incompatibilidades entre o uso potencial e atual dos solos da bacia hidrográfica. etc. identificação. das espécies características da fauna terrestre local. • .). Elaboração de Mapas de Uso e Ocupação do Solo.2. etc). deverão ser identificadas as fontes poluidoras. Uso do Solo e Aptidão Agrícola • Avaliação dos indicadores geológicos e geomorfológicos que permitam a obtenção de informações sobre a estabilidade dos terrenos. para detecção de problemas de ferro na água. principalmente as localizadas na Área Diretamente Afetada (ADA). • • Meio Biológico . presença de aqüíferos e a interferência sobre recursos minerais. as informações da qualidade da água com as características geológicas da região. bem como reconhecida a sua qualidade em relação às atividades que se desenvolvem na bacia (índice de qualidade da água). Nessa análise. pocilgas. tanto para a AI quanto para a ADA. desta forma. mapa da cobertura vegetal atual da ADA.. também. Com relação à água. suscetibilidade a sismos.Diagnóstico O diagnóstico do meio biológico deverá ter como ponto central a caracterização e o mapeamento das possíveis interferências do empreendimento sobre as comunidades florística e faunística locais. visando o fornecimento de subsídios para possíveis programas de controle e/ou melhoria desse uso na bacia. aumentando. etc. pH alto. para verificação da tendência existente quanto ao assoreamento. deverão ser identificados os principais habitats e sua fauna associada. a partir de dados secundários e indiretos (entrevistas). comparando-a com a situação da cobertura vegetal da Área de Influência. Recursos Hídricos. Pedologia. Avaliação e mapeamento das unidades pedológicas sob a ótica de sua suscetibilidade à erosão. Recursos Minerais. uma vez que. verificando a existência de espécies raras. a vida útil do empreendimento.

históricos. levantamento e análise de problemas associados a interferências com atividades minerárias. considerando suas expectativas com relação ao empreendimento. condições físico-químicas da água. cronograma de implantação. identificando possíveis conflitos com o aproveitamento ou mesmo reconhecendo eventuais participações do empreendedor a partir de programas de compensação. e dos legítimos interlocutores com que o empreendedor negociará. associação com mata ciliar. . etc. acessos. Para tanto. a partir daí. • Meio Antrópico – Diagnóstico Prevê-se a realização dos seguintes estudos: • reconhecimento do perfil da população da Área Diretamente Afetada. etc. dimensões. destacando o seu estado de manutenção.). a partir da aplicação de um questionário específico. formulação. patrimônios culturais. caracterização da infra-estrutura regional.• para a fauna aquática.). de critérios gerais para um eventual remanejamento de algumas famílias. arqueológicos e turísticos. etc. identificação das lideranças.. A participação da população e o reconhecimento de seus representantes são fatores básicos para a viabilização do aproveitamento. instituições e recursos envolvidos. dentre outros. caracterização dos planos e programas governamentais para a região (objetivos. reconhecimento do nível de aceitabilidade do projeto na região. etc. através de processo interativo com os diversos atores sociais envolvidos. alojamentos em vilas ou cidades. identificação dos formadores de opinião na área de estudos e das organizações sociais existentes e. pela aplicação de um questionário. deverão ser considerados aspectos como as relações das pessoas a serem diretamente atingidas com a terra em que vivem. em especial para atender às necessidades. durante o período de obras. situação jurídica. fundiária. análise das Unidades de Conservação existentes na região. e da situação fundiária das propriedades a serem afetadas. comércio. deverão ser identificados aspectos básicos da estrutura das comunidades e deverá ser feito o reconhecimento das exigências ambientais das espécies inventariadas (migração reprodutiva. • • • • • • Esta fase deverá permitir o conhecimento e interação suficientes para a formulação de critérios de remanejamento e negociação nas etapas futuras de planejamento. de hospitais.

. a análise do que pode ocorrer no rio a jusante. A identificação deverá abranger. A integração das características do empreendimento com as características locais e regionais onde se pretende inserí-lo é fundamental para a adequada identificação e análise dos impactos. um túnel ou uma tubulação . deverão ser elaboradas as previsões e avaliadas as respectivas grandezas dos impactos. IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS A identificação e a análise de impactos se iniciam a partir do resultado do cruzamento dos elementos de projeto com o Diagnóstico Ambiental realizado. ou seja. no primeiro caso. distintamente. formando um “Mapa de Interferências”. Uma usina com casa de força afastada da barragem tem impactos distintos de uma outra que é compacta. em função de uma vazão reduzida por causa do desvio de águas para adução à casa de força afastada. por meio de um canal.INSERÇÃO DO EMPREENDIMENTO. É muito importante. o enchimento do reservatório. o planejamento. os impactos deverão ser espacializados. conforme exemplo mostrado na Figura 2. a desativação do canteiro de obras e a operação da usina. A partir daí. as diversas fases de implantação do empreendimento. por exemplo. Quando possível. a construção.

7898000 Ced 7897000 o dã do l Su C 9 34 ha pa 7896000 Costa R M S- ica PARAÍSO 7895000 M 7894000 S31 6 Ino cê n cia 49 MS-3 7893000 uã ap CANTEIRO DE OBRAS Ca m 7892000 7891000 288000 289000 290000 291000 Curso d'água Estrada Pavimentada Estrada não Pavimentada Caminho 551 Fes Co Mc P Floresta Estacional Semidecidual Cerradão Mata Ciliar Degradada Pastagem Reservatório Benfeitoria Lavoura + Floresta Estacional L+Fed Decidual (Mata Seca) CBU Complexo de Biótopos Úmidos (Mata Ciliar. Campos Hidrófilos e Higrófilos de Várzea) Cerrado Degradado Lavoura Área Urbana Ced L FIGURA 1 .

deverão ser contemplados tanto os impactos negativos como .7898000 7897000 do l Su C pa ha o dã 7896000 Costa R M S- 9 34 ica PARAÍSO 7895000 M S- 31 6 7894000 Ino 49 MS-3 cê n cia 7893000 Ca ap m uã CANAL DE ADUÇÃO CANTEIRO DE OBRAS SUBESTAÇÃO 7892000 CASA DE FORÇA 7891000 288000 289000 290000 291000 Curso d'água Estrada Pavimentada Estrada não Pavimentada Caminho 551 Fes Co Mc P Floresta Estacional Semidecidual Cerradão Mata Ciliar Degradada Corredeiras Cachoeira 1 a 19 Pastagem Limite das propriedades Reservatório Benfeitoria Lavoura + Floresta Estacional L+Fed Decidual (Mata Seca) CBU Complexo de Biótopos Úmidos (Mata Ciliar. na avaliação. Campos Hidrófilos e Higrófilos de Várzea) Lavoura Benfeitoria Área Urbana L Ponte Caminho FIGURA 2 A partir daí.

média e longa). Duração (curta. Abrangência (local. que deverá ser explicitada. deverão ser apresentados dados numéricos. média e grande ). deverá ser identificado. para cada etapa de implantação do empreendimento. de acordo com a metodologia adotada. associada à ADA. • • • • • • • • Natureza ( direto ou indireto). . apresenta-se uma Matriz de Identificação e Avaliação de Impactos no item “EIA – ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL”. adiante (Figura 1). Importância (pequena. considerando a AI). permanente e cíclico). traçando possíveis cenários durante todo o tempo de ocorrência desses impactos. a partir dos aspectos a seguir relacionados. por sua vez. o efeito esperado com relação a cada um dos impactos. Sempre que possível. evitando-se expressões vagas. médio prazo ou quando do enchimento do reservatório e longo prazo ou durante a operação). Horizonte temporal (imediato ou durante a construção. Periodicidade (ocasional. A avaliação dos impactos. e regional. deverá estar associada a um prognóstico. Além disso.os positivos. média e grande). Magnitude (pequena. Reversibilidade ( reversíveis e irreversíveis). A título de ilustração. Os impactos deverão ser estudados tendo por base resultados analíticos confiáveis e respaldados em métodos claros e bem definidos.

cronograma físico–financeiro de implantação. A sua execução deverá levar em conta a visão de reabilitação de áreas. dentre outros objetivos. em particular. bota-foras. garantir que se utilizem as técnicas mais eficientes de proteção e recuperação ambiental. acessos. que obrigatoriamente deverão participar).PROGRAMAS AMBIENTAIS DETALHADOS Cronologicamente. a seguinte estrutura básica deverá ser apresentada: . não deverá ser reconstituída a condição original existente. . de forma genérica e concisa. Desta forma. Em seu conteúdo. . • Programa de Recuperação de Áreas Degradadas Este Programa deverá ter por foco a recuperação das áreas que sofreram impactos diretos da obra.custos. dentre outras. quando da emissão da Licença Prévia (LP). a aprovação futura da Licença de Instalação (LI) que permitirá o início das obras. servindo como instrumento de acompanhamento e gerenciamento tanto pelo empreendedor como pelo órgão ambiental. articular de forma eficiente os agentes multiplicadores de opiniões e. detalhados. (em especial o empreendedor privado. . . deverá ter clareza quanto às instituições. Os Programas Preliminares propostos nos Estudos da fase anterior. e visando. o novo documento deverá ser elaborado dentro de uma eficiente estrutura operacional. áreas de empréstimos. tais como áreas de canteiro. devendo ser incorporadas as recomendações que eventualmente forem inseridas em seus pareceres. conforme cada região e cada Programa. mas sim harmonizada a que foi degradada com a paisagem local. . Para o seu desenvolvimento. este documento deverá ser elaborado após as devidas análises dos estudos da fase anterior pelos órgãos ambientais competentes. Por outro lado.). Alguns dos Programas normalmente previstos são explicitados a seguir. informações detalhadas do projeto de engenharia já deverão estar consolidadas. de empréstimos e de bota-foras. Em outras palavras. permitindo a sua implementação praticamente imediata. e não a de mera recuperação. pedreiras. tais como obras civis. etc. alojamentos. para cada Programa. até o nível de Projeto. de um lado. equipamentos eletromecânicos.objetivos principais.entidades envolvidas. . públicas ou não. cronograma de implantação das obras e mapa de intervenções (canteiro de obras.justificativas.procedimentos para implantação. deverão ser. desvio do rio. permitirá. nesta etapa. de outro.

Além desses Programas. até mesmo. o que possibilitará minimizar custos e. a promoção da inserção do empreendimento junto à sociedade local.ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL . devendo. Dependendo da decisão do órgão ambiental licenciador. desenvolvendo um processo de informação/diálogo permanente entre os diferentes atores sociais atuantes na região. • Programa de Gerenciamento e Controle dos Impactos Ambientais A partir de uma estrutura de Gestão Ambiental. melhorar as condições locais existentes.5% do custo total do empreendimento nos casos considerados de “relevante impacto ambiental”.O ideal é que a recuperação vá ocorrendo na medida em que vá havendo a exploração. por exemplo. outros Programas poderão ser necessários. ESTUDOS COMPLETOS EIA . A Resolução CONAMA 02/96 determina o dispêndio não inferior a 0. para tal. como. este Programa objetivará o acompanhamento dos impactos previstos durante a implantação e operação do empreendimento e a correta aplicação das medidas mitigadoras e/ou compensatórias previstas. se o órgão ambiental assim o exigir. a legislação estabelece que as margens dos reservatórios das hidrelétricas devam ser protegidas. como meta principal. • Programa de Comunicação Social Deverá ter. ser implantado um Programa de Recomposição Ciliar. o de implantação de Unidade de Conservação de domínio público e uso indireto.

onde são apresentadas as principais orientações para os estudos de engenharia e ambientais de usinas hidrelétricas. dentre outros aspectos. o EIA deverá atender. cuja seleção é. Para uma delas. à vizinhança com áreas ambientalmente sensíveis. os quais podem sofrer pequenas adaptações e incluir complementações com base nas rotineiras exigências dos órgãos ambientais. O EIA tem os seguintes objetivos principais: • • • avaliar a viabilidade ambiental do empreendimento e fornecer subsídios para o seu licenciamento (LP) junto ao órgão ambiental competente. Normalmente. a inserção regional das obras propostas. resumidas no Quadro 8. complementar e ordenar uma base de dados temáticos sobre a região onde se inserem as obras propostas.GERAL A legislação. em conjunto com o antigo DNAEE (hoje. estabelecer programas que visem prevenir. uma decisão subjetiva de cada analista e é fruto de sua própria experiência. editou e distribuiu. mitigar e/ou compensar os impactos negativos e reforçar os positivos. caracterizar a qualidade ambiental atual e futura da Área de Influência. o conhecimento e o grau de transformação que a região sofrerá com a introdução das obras propostas. como agente modificador. às exigências do citado documento da ELETROBRÁS e também as do IBAMA.ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL .ESTUDOS COMPLETOS EIA . para as instituições públicas e privadas nacionais. a importante atividade de Avaliação dos Impactos Ambientais (AIA). provocados pelo empreendimento. normalmente. pelo menos. um documento com as “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”.4-1. à concepção técnica do aproveitamento envolvendo túneis. esses órgãos deverão exigir a edição e discussão pública de um EIA/RIMA. por exemplo. definir os programas de acompanhamento/monitoramento que deverão ser iniciados e/ou continuados durante e/ou após a implantação do empreendimento. permitir. em 1997. conforme já citado. através de métodos e técnicas de identificação/avaliação de impactos. A ELETROBRÁS. estes últimos em forma de EIA/RIMA. adaptado do roteiro básico desse órgão. há diversos métodos. • • • Para o alcance desses objetivos. deixa a critério de cada órgão ambiental a decisão quanto à necessidade ou não de estudos detalhados. na medida do possível. Quando houver a previsão de ocorrência de impactos de grande magnitude. É usual proceder-se a uma aplicação . promovendo. à redução da vazão liberada para jusante. ANEEL). esses impactos potenciais estão associados à existência de populações próximas.

se necessários.conjunta de mais de um método. a AI corresponderia à AII e a ADA à AID. além do texto básico. econômicas e culturais. estadual ou municipal. . de vez que. são as definições apresentadas nas “Instruções . Os principais produtos do EIA. devem ser associadas as medidas a serem tomadas e definidos os correspondentes programas ambientais. que a equipe responsável pela elaboração dos estudos tenha conhecimento das ferramentas disponíveis e capacidade de discernimento quanto à melhor combinação em cada caso. um exemplo de uma “matriz de interação”. eles. considerando a região. A título de ilustração. Cabe destacar que têm sido admitidas outras nomenclaturas para as Áreas de Influência (AI) e Área Diretamente Afetada (ADA). apresenta-se. em nível federal. o projeto e as Áreas de Influência (AI) e Diretamente Afetada (ADA): Localização e Acessos (região). em função do que estiver sendo adotado por cada órgão ambiental licencidador. Solos e Aptidão Agrícola das Terras (AI e ADA). Uso e Ocupação dos Solos (AI e ADA) e Principais Interferências (AI e ADA). quadros e figuras inseridos no seu texto. aplicada em um caso de uma usina de 21 MW de potência instalada e que inunda uma área de 105 ha onde há 19 propriedades. são as seguintes ilustrações.” • Fazendo uma analogia. decorrentes e associados aos impactos diretos. Área de Influência Indireta (AII): aquela onde incidem os impactos indiretos. também poderão ser necessários outros desenhos. isoladamente.. Arranjo Geral das Obras (projeto). As mais usuais. portanto. Áreas de Influência – Delimitação (região). sob a forma de interferência nas suas interrelações ecológicas. Suscetibilidade à Erosão (AI). neste caso de “Estudos Completos”. não são considerados completos. em função das características específicas de cada empreendimento em estudo. e que podem ser utilizadas. podendo se estender além dos limites da área a ser definida como polígono de utilidade pública. sociais e econômicas.” citadas da ELETROBRAS: • “Área de Influência Direta (AID): aquela cuja abrangência dos impactos incide diretamente sobre os recursos ambientais e a rede de relações sociais. Geologia e Geomorfologia (AI e ADA). A cada linha representativa de um impacto. podendo extrapolar os divisores da bacia hidrográfica e os limites municipais.. até o momento. Neste caso. É fundamental. em geral. adiante. muito utilizada no Brasil.

Modos de Vida. aqui não considerado. em cada caso. nesse caso. Normalmente. . Organização Territorial. o meio ambiente pode ser representado por “componentes-síntese”. serão uma resultante dessa análise.AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS Para a identificação e a avaliação dos impactos ambientais de forma detalhada. que podem. admite-se um sexto componente-síntese. abrangendo: Ecossistemas Aquáticos. Os Quadros 1 a 10. Logo em seguida. são apresentados outros Quadros. por concorrer para a inviabilização da PCH e. As medidas mitigadoras compensatórias e de controle. não ter havido prosseguimento nos estudos. Base Econômica. como descrito no início destas “Diretrizes”. mostram os elementos de caracterização de cada componente-síntese. que têm por base o atual Manual de Inventário Hidrelétrico da ELETROBRAS. conforme cada caso. o de “População e Reserva Indígena”. ser incluídos ou não na análise. Ecossistemas Terrestres. com a inclusão dos elementos que forem considerados importantes e a eliminação dos que forem julgados inexistentes ou desprezíveis. A análise de todos esses Quadros permitirá a elaboração de uma precisa matriz de interação. onde cada componente-síntese é associado a critérios e elementos da avaliação. bem como os necessários programas ambientais.

incluindo a não implantação do projeto.6 . das áreas que sofrerão impactos indiretos decorrentes e associados. telefone. ou seja. para os registros dos dos resultados dos estudos. sob o ponto de vista tecnológico e de localização. telefone e fax dos representantes legais e pessoas de contato.EIA .4. sociais e econômicas. sociais e econômicos utilizados para sua delimitação.6 2. em escalas compatíveis com as características e complexidades das Áreas de Influência e Diretamente Afetada relativas aos efeitos ambientais.QUADRO 1 . CPF. Detalhamento do método e técnicas escolhidos para a condução do estudo ambiental. sociais e econômicos que determinaram a sua delimitação. Espacialização análise e apresentação resultados da Elaboração de base cartográfica referenciada da geograficamente. sob a forma de interferências nas suas diversas interrelações ecológicas. anteriores ao empreendimento. Definição das alternativas tecnológicas e de localização possíveis. à identificação de recursos tecnológicos e financeiros para mitigar os impactos negativos. Apresentação dos critérios ecológicos. 1. às medidas de controle e monitoramento dos impactos. registros legais.ROTEIRO BÁSICO (IBAMA – adaptado) (*) ATIVIDADES Identificação empreendedor IBAMA do Nome ou razão social. Apresentação dos critérios ecológicos. Delimitação das Áreas de Influência do empreendimento. do Caracterização e análise do projeto. endereço completo. bem como dos passos metodológicos que levem ao diagnóstico. Nome. Referência ELETROBRÁS (**) - Caracterização empreendimento - Métodos e técnicas utilizados para a realização dos estudos ambientais - Delimitação das áreas Delimitação da Área Diretamente Afetada. fax. de influência do baseando-se na abrangência dos recursos empreendimento naturais atingidos pelo empreendimento. ao prognóstico.

” Brasília.4 3. 2. mitigação e compensação dos seus efeitos negativos. 1997. Procedimentos e Ferramentas.7 4.5 3.10 2.3 3. escolha da alternativa mais favorável. mitigação e reparação dos impactos negativos. Controle ambiental do Avaliação do impacto ambiental da alternativa empreendimento selecionada do projeto. devem constar: uma classificação do grau de sensibilidade e vulnerabilidade do meio natural e a caracterização da qualidade ambiental futura. com indicação dos fatores e parâmetros a serem considerados.4 1. (**) Referência ELETROBRÁS – indicação do item correspondente no documento “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”.4. com base nos seus efeitos potenciais e nas suas possibilidades de prevenção. .6 5. 1995. controle.1.20 (*) IBAMA – “Avaliação de Impacto Ambiental – Agentes Sociais. Rio de Janeiro. através da integração dos resultados da análise dos meios físico e biológico com os do meio antrópico. Análise e seleção de medidas eficientes. incluindo o de Acompanhamento e Monitoramento dos Impactos (positivos e negativos). na hipótese de não realização do empreendimento) Prognóstico dos impactos ambientais do projeto e de suas alternativas Identificação dos efeitos ambientais potenciais (positivos e negativos) do projeto e das possibilidades tecnológicas e econômicas de prevenção.3 5. eficazes e efetivas de mitigação ou de anulação dos impactos negativos e de potencialização dos impactos positivos.Diagnóstico ambiental Descrição e análise do meio natural e sóciodas Áreas de econômico e de suas interações. antes da Influência e implementação do empreendimento. Elaboração de Programas Ambientais. Diretamente Afetada (Dentre os produtos dessa análise.3 5.3 1. controle.6. Comparação entre o projeto e cada uma de suas alternativas. além de medidas compensatórias.

Figura 1 – Matriz Paraíso .

− sistema com algum grau de comprometimento de suas características ecológicas. ecossistemas importantes na manutenção de fluxos populacionais. reprodutivas e tróficas. • Ecologia da paisagem (forma média dos remanescentes florestais.. ecótonos. • Aspectos Biológicos : − biologia e ecologia das espécies ictíicas mais representativas. sobretudo as espécies migradoras e as espécies associadas a ambientes de elevada energia hidrodinâmica.Elementos de Caracterização ComponenteSíntese Ecossistema Terrestre Elementos de Caracterização • Cobertura vegetal e uso do solo na bacia. desmatamento). retificações. . ecossistemas sob proteção legal. − identificação das principais espécies. sem a presença de poluição. • Fisiografia fluvial : − hierarquia fluvial/densidade de drenagem − diversidade física do canal fluvial (meandros. répteis). Aquático • Qualidade da água: − sistema de comprometimento quanto às suas características ecológicas.ex.QUADRO 2 – Ecossistema Aquático . mamíferos aquáticos. • Ocorrência e distribuição faunística na bacia.). etc. − identificação e espacialização da produtividade pesqueira.Elementos de Caracterização ComponenteElementos de Caracterização Síntese Ecossistema • Vegetação marginal (mata ciliar. agropecuária. QUADRO 3 – Ecossistema Terrestre . − sistema com alto comprometimento de suas características ecológicas pela intensidade das atividades poluidoras. ecossistemas ameaçados. − identificação e espacialização das principais rotas migratórias. ecossistemas mantenedores de espécies ameaçadas de extinção. • Ecossistema de relevante interesse ecológico. isolamento entre os mosaicos e classificação fito-fisionômica entre os mosaicos). mata de várzea). refletindo a interferência de fontes poluidoras. − ocorrência de outras espécies da fauna (p. • Fatores de pressão sobre os ecossistemas (extrativismo. cachoeiras.

transporte e lazer). áreas de erosão. recursos naturais disponíveis (minerais. energia. formas de associação. • Condições de Vida: qualidade de vida (indicadores básicos). identidade sócio-cultural (hábitos. • Organização Social: − − − − − − processo histórico de ocupação. condições ambientais do sítio (dinâmica das cheias. saneamento. aptidão agrícola. saúde. florestais e pesqueiros). compartimentação do relevo). crenças. representações. comunicação. organização da população urbana. organização espaço-temporal. fluxos migratórios. distribuição rural/urbano). patrimônio histórico/cultural).Modos de Vida – Elementos de Caracterização ComponenteSíntese Modos de Vida Elementos de Caracterização • Dinâmica Demográfica: − − − − − − quantitativo populacional. pedológicos. situação de conflito. valores. .QUADRO 4 . áreas de várzea. hídricos. serviços oferecidos (educação. • Sistema de Produção: − − − − organização da população rural. espacial da população (situação de domicílio taxa de crescimento.

principais usos da água e estimativa do contigente de usuários. hidro e ferroviário. função do recurso hídrico na organização do território. capacidade e raio de atendimento dos equipamentos de produção. • Ocupação do Território: processo histórico de ocupação.QUADRO 5 . grau de urbanização.Elementos de Caracterização Componente Organização Territorial Elementos de Caracterização • Dinâmica Demográfica: − − − − − − − − − − − − − − − − − − − evolução das populações urbana e rural. estaduais e federais. características e importância relativa dos sistemas rodo. condicionantes ambientais do território. importância relativa à população total. por município. . relações origem-destino e articulação intermodal. • Organização Político-Administrativa: localização das sedes municipais e distritais. estaduais e federais. que apontem indução ou restrição à ocupação. localização. consumo e serviços. por município. distribuição espacial das categorias de uso do solo e respectivas intensidades de uso. características.Organização Territorial . • Circulação e Comunicação: localização e características dos núcleos urbanos: diversidade e hierarquia funcional. estrutura e distribuição espacial das populações urbana e rural. localização e raio de atendimento das principais instituições públicas municipais. localização. superfície territorial municipal e relação com a superfície total. relações urbano-rurais e padrões de assentamento resultantes. colégio eleitoral e representação nas instâncias parlamentares municipais. programas de desenvolvimento existentes e planejados. por uso.

grau de mecanização). e localização espacial dos principais ramos produtivos e estabelecimentos. relações históricas dos principais ramos e setores. extrativista. − setor secundário: n. − condicionantes ambientais das atividades (indução/restrição) e fatores de pressão sobre os recursos naturais. − estrutura produtiva. medicinal e alimentar. receita total. genético e turístico. capacidade de geração de renda e emprego.Elementos de Caracterização Componente Elementos De Caracterização Base Econômica • Atividades Econômicas (caracterização geral e setorial): − características. .Base Econômica . pessoal ocupado (PO). • Finanças: − arrecadação de tributos municipais.: setor de alimentação e setores responsáveis por absorção da mão-de-obra). PO. − infra-estrutura existente e planejada. população economicamente ativa (PEA).º de estabelecimentos. ex. PEA. − setor primário: estrutura fundiária. valor bruto e de transformação. n. valor da produção e superfície ocupada. − investimentos e programas de desenvolvimento existentes e planejados. − participação em receitas tributárias da União e do Estado. tipo de produto. − espécies de valor econômico.º de estabelecimentos. − atividades econômicas vinculadas à manutenção da qualidade de vida das populações residentes (p. − usos potenciais e efetivos dos recursos hídricos.º de estabelecimentos. − mercados atendidos e importância econômica e social das atividades econômicas.QUADRO 6 . madeireiro. − áreas de potencial agrícola. PEA. arrecadação de ICMS e ISS. PO. biológico. − potencial energético. − atividades econômicas relacionadas aos recursos hídricos. − recursos minerais. • Recursos e Potencialidades da Bacia Hidrográfica: − características e respectiva localização espacial. − setor terciário: n. − formas de apropriação dos recursos (intensivo/extensivo.

endêmicas ou exclusivas (e de outros grupos da fauna vertebrada) .Perda de lagoas marginais .Rotas migratórias afetadas .Perda de cobertura vegetal .Hierarquia fluvial .Ecossistemas Terrestres: Critérios e Elementos de Avaliação ComponenteSíntese Ecossistema Terrestre Critérios de Avaliação Elementos de Avaliação .Comprometimento dos ambientes mantenedores da biodiversidade.Perda de ambiente de elevada energia hidrodinâmica .Tempo de residência .Relevância biológica na área afetada Indicador de Impacto: comprometiment o das características determinantes na manutenção da diversidade biológica. .Perda de vegetação marginal .Quadro 7 .Características morfométricas trecho de rio afetado Indicador de Impacto: grau de comprometiment o das características determinadas na manutenção da diversidade biológica.Alteração da vegetação marginal . . de espécies migratórias.Comprometimento ecossistemas e de espécies de .Ecossistemas Aquáticos: Critérios e Elementos de Avaliação Critérios de Avaliação ComponenteSíntese Ecossistema Aquático .Profundidade média .Tipologia dos solos afetados .Volume de fitomassa afetada .Diversidade .Ocorrência de outras espécies da fauna passíveis de impacto (mamíferos aquáticos. répteis) QUADRO 8 .Qualidade da reservatório água do futuro do Elementos de Avaliação .

Comprometimento da identidade sócio-cultural e de sua expressão espaço-temporal .Bens de consumo coletivo atingidos .Vínculos de comprometidos socialização .Alteração no quadro epidemiológico .Comprometimento da sociedade historicamente construída .Ruptura dos vínculos de dependência entre rural e urbano .Alteração na rede de relações das quais os grupos sociais urbanos dependem para garantir sua sobrevivência .Alteração no sistema de produção de cada Modo de Vida .Comprometimento das .Modificação nos qualidade de vida indicadores de .QUADRO 9 .Queda no padrão de consumo .Mudanças nas condições capitalização/descapitalização de Indicador de Impacto: grau de interferência sobre as formas de reprodução da vida social .Alteração nos aspectos que estratégias de sobrevivência conformam as condições de vida .Alteração ambientais nos condicionantes .Modos de Vida: Critérios e Elementos de Avaliação Componentesíntese Modos de Vida Critérios de avaliação Elementos de avaliação .

consumo e serviços atingidos. .Vila residencial: localização.extensão e funções da infra-estrutura circulação e comunicação viária atingida. estaduais e federais atingidas. . político-administrativa dos municípios .Interferência nos padrões de .perda no representantes. contingente de .estimativa do contingente de eleitores remanejados.QUADRO 10 . associação à obra. população prevista. .alternativas às relações funcionais interrompidas. .equipamentos de produção.Organização Territorial: Critérios e Elementos de Avaliação ComponenteSíntese Organização Territorial Critérios de Avaliação Elementos de Avaliação . Indicador de Impacto: grau de desarticulação da circulação e comunicação .papel das sedes municipais e instituições públicas municipais.Estimativa da remanejada população para a os ser .Disponibilidade de áreas reassentamentos previstos . relação com a população local Acessibilidade: .alternativas aos fluxos de circulação e comunicação interrompidos.perda de território: (superfície e participação no território total do município). participação no eleitorado municipal.Comprometimento dos fluxos de . .articulações intermodais atingidas. localização e características assentamento e mobilidade da dos núcleos atingidos parcial e população totalmente . .Número. Reversibilidade das interferências circulação e comunicação: na .Comprometimento da organização .estimativa da população atingida por perda de infra-estrutura viária.

extrativismo.Quantitativo e valor afetada.Comprometimento das atividades .Número Base estabelecimentos atingidos econômicas Econômica .Expressão econômica e social das potencialidade atingidas .Diferencial da arrecadação tributária e das transferências de receitas . áreas de aptidão agrícola. por setor da dos produção atingidas . potencial turístico e dotadas de potencial biológico genético) .Comprometimento potencialidades com para usos da água .Base Econômica: Critérios e Elementos de Avaliação ComponenteCritérios de Avaliação Elementos de Avaliação Síntese e características .Mercado afetado .Atividades econômicas vinculadas ao rio .Expressão econômica e social das atividades .Características e ordem de grandeza das dos recursos de potencialidades da destaque bacia hidrográfica suprimidos (jazidas minerais.Emprego e renda suprimidos Indicador de Impacto: grau de interferência nas atividades econômicas .Usos existentes e potenciais dos municipais recursos hídricos atingidos/inviabilizados e respectiva população afetada .Comprometimento das finanças .QUADRO 11 .Ocorrência de condições de suporte para reprodução das atividades .

quantificação e interpretação. suas alternativas. os prováveis efluentes. V – A caracterização da qualidade ambiental futura da área de influência. Recomenda-se a elaboração do RIMA com as seguintes Seções. a mão-de-obra. sua relação e compatibilidade com as políticas setoriais. cartas. a área de influência. os processos e técnicas operacionais. as fontes de energia. considerando o projeto. segundo a própria Resolução 01/86 do CONAMA. podendo ser considerado um resumo deste último. à inserção do empreendimento em uma região. VI – A descrição do efeito esperado das medidas mitigadoras previstas em relação aos impactos negativos. mas que apresenta uma abrangência menor. VII – O programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos. II – A descrição do projeto e suas alternativas tecnológicas e locacionais. biótico e antrópico. os empregos diretos e indiretos a serem gerados. bem como com a hipótese de sua não realização. as matérias primas. planos e programas governamentais. O RIMA deve ser apresentado de forma objetiva e adequada à sua compreensão. VIII – Recomendação quanto à alternativa mais favorável (conclusões e comentários de ordem geral). a serem adaptadas ou alteradas em função de cada caso: . III – A síntese dos resultados dos estudos de diagnóstico ambiental da área de influência do projeto. técnicas e critérios adotados para sua identificação. mencionando aqueles que não puderam ser evitados. O RIMA reflete as conclusões do EIA.RIMA – RELATÓRIO DE IMPACTOS SOBRE O MEIO AMBIENTE O RIMA é um documento elaborado a partir do EIA. comparando as diferentes situações da adoção do projeto e suas alternativas. emissões. às medidas necessárias e aos programas ambientais correspondentes. quadros. nas fases de construção e operação. ilustradas por mapas. bem como todas as conseqüências ambientais de sua implementação”. aos impactos provocados. As informações devem ser traduzidas em linguagem acessível. O EIA compreende o detalhamento técnico-científico associado aos meios físico. IV – A descrição dos prováveis impactos ambientais da implantação e operação da atividade. os horizontes de tempo de incidência dos impactos e indicando os métodos. especificando para cada um deles. e o grau de alteração esperado. que determina o seu conteúdo mínimo: “I – Os objetivos e justificativas do projeto. gráficos e demais técnicas de comunicação visual. resíduos e perda de energia. de modo que se possam entender as vantagens e desvantagens do projeto. Parágrafo único.

O Empreendimento • • • • • O Que É? O Porquê de Sua Construção Dados Básicos O Empreendedor A Empresa Responsável pelos Estudos 3. A Região do Empreendimento • • • Aspectos Físicos Aspectos Bióticos Aspectos Sócio-Econômicos 4. Conclusões 7. Os Impactos e as Medidas Recomendadas para Resolvê-los • • Os Impactos Negativos.1. sua Mitigação e/ou Compensação Os Impactos Positivos e sua Maximização 5. Os Programas Ambientais 6. Apresentação 2. Equipe Técnica Básica .

Em anexo a essa Resolução.87. Reorganização da Infra-Estrutura. que trata do licenciamento ambiental de obras consideradas de grande porte. Monitoramento da Qualidade da Água e Controle da Ictiofauna. . os seguintes Programas. por exemplo: • • • • • • • Conservação da Fauna e da Flora. Em geral. para que o órgão ambiental forneça a Licença de Instalação (LI). em especial as de geração de energia elétrica. ou seja. De acordo com o caso. uma vez que os custos ambientais serão maiores e deverão ser bem orçados e aplicados.09. O Projeto Básico Ambiental (PBA) é um conjunto de Programas a serem implantados. mas. é determinada a exigência de elaboração e aprovação do Projeto Básico Ambiental.PBA – PROJETO BÁSICO AMBIENTAL Há uma Resolução específica do CONAMA. a de início das obras. Educação Ambiental. no mínimo. há um quadro que apresenta os documentos necessários ao licenciamento para usinas hidrelétricas. como. de 16. o nível de detalhamento e de precisão deverá ser incrementado. Gerenciamento e Controle dos Impactos Ambientais. Saúde da Mão-de-Obra. devem ser detalhados. Comunicação Social. de: • • • Recuperação de Áreas Degradadas. separadamente. usinas termelétricas e linhas de transmissão. outros Programas poderão ser exigidos pelos órgãos ambientais. Salvamento do Patrimônio Arqueológico. a de no 06/87. Nesse instrumento legal. Cada Programa deverá ter a mesma abrangência de atividades dos similares citados no item “PROGRAMAS AMBIENTAIS DETALHADOS”. Relocação e Assentamento de Pequenos Produtores Rurais. visando viabilizar as recomendações emitidas no EIA e no RIMA e atender às exigências e condicionantes fixadas pelo órgão ambiental licenciador.

os estudos de inventário hidrelétrico da bacia hidrográfica têm por seqüência imediata a elaboração do Projeto Básico de Engenharia. estes não podem ter o mesmo tratamento de valoração que os demais. . de compensação (das ações que compensam os impactos ambientais provocados por um empreendimento nas situações em que a reparação é impossível). o grau de precisão das estimativas de custos ambientais deverá acompanhar a mesma precisão requerida para os demais componentes do aproveitamento. suas diretrizes são válidas aqui. e os institucionais (da elaboração dos estudos ambientais para as diferentes etapas do empreendimento. Pelas dificuldades intrínsecas da natureza dos custos de degradação.CUSTOS AMBIENTAIS A estimativa dos custos ambientais é claramente explicada no documento “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”. “O procedimento de orçamentação dos custos ambientais está voltado para aqueles custos que serão efetivamente internalizados no custo total do empreendimento. Desse documento. dos impactos ambientais de um empreendimento). de mitigação (das ações para redução das conseqüências dos impactos ambientais provocados). a seguir. são transcritos e/ou adaptados alguns trechos. de monitoramento (das ações de acompanhamento e avaliação dos impactos e programas ambientais). da ELETROBRÁS. a sua apropriação em rubricas orçamentárias próprias e a adoção de critérios uniformes entre as empresas do setor elétrico visam reduzir a incerteza na avaliação do custo global dos empreendimentos e verificar a sua viabilidade econômica. entre a Viabilidade e o Projeto Básico ou entre o EIA e o PBA. total ou parcial. com a não exigência dos estudos de viabilidade. havendo necessidade. que se referem muitas vezes a impactos não quantificáveis ou não mensuráveis. A estimativa de custos ambientais deverá considerar os seguintes aspectos: • na etapa de Viabilidade. da elaboração dos estudos requeridos pelos órgãos ambientais. geralmente. ou seja: • • • • • os custos de controle (incorridos para evitar a ocorrência. de vez que. A identificação dos custos ambientais. entretanto. não sendo portanto aqui considerados. no caso de PCH. de uma precisão maior na estimativa dos custos ambientais. Apesar de esse documento se referir a “estudos de viabilidade”. as orientações não mudam. Quanto à parte ambiental. da obtenção das licenças ambientais e de realização de audiências públicas).

Construção e Operação.• os instrumentos disponíveis no setor elétrico referentes à orçamentação. e o roteiro de orçamentação dos programas ambientais. o produto da estimativa de custos ambientais da etapa de Viabilidade compreende os resultados individualizados de cada programa ambiental identificado. que inclui a listagem dos programas ambientais característicos de empreendimentos hidrelétricos. • Assim. são apresentados: a tabela de identificação de impactos e programas ambientais. Portanto. tomando-se como referência empreendimentos similares implantados na mesma região. Resoluções e Portarias associadas a empreendimentos hidrelétricos estão relacionadas no Quadro 1. A definição da moeda a ser utilizada. na etapa de Viabilidade. . para fornecer um referencial. os índices de reajuste e demais critérios de orçamentação deverão ser estabelecidos em acordo com o orçamento relativo às obras civis e equipamentos. em especial o Roteiro para Orçamentação dos Programas Ambientais e o Orçamento Padrão ELETROBRÁS (OPE). na falta destes. e a apresentação destas estimativas apropriadas de acordo com as rubricas estabelecidas no OPE. deverão ser considerados os estudos e ações a serem desenvolvidos na etapa de Projeto Básico. a descrição das contas e instruções para sua aplicação. Para a estimativa dos custos ambientais. em seus principais itens de custo. minimizar ou compensar os impactos ambientais advindos da implantação do aproveitamento. poderão ser utilizados outros parâmetros – desde que justificados e apresentados na memória de cálculo – a partir de dados recentes. Para tanto. Esses parâmetros servirão para aferir os custos alocados na composição atual ou. todos os itens de custos ambientais estimados nesta etapa devem ser considerados como investimento. levantamentos e a implantação das ações necessárias para evitar. Decretos. A elaboração da estimativa de custos ambientais deverá ser feita tendo como base o “Referencial para Orçamentação dos Programas Ambientais” aprovado pela Diretoria Executiva da ELETROBRÁS (Resolução no 201/95).” LEGISLAÇÃO AMBIENTAL PRINCIPAIS DOCUMENTOS LEGAIS As principais Leis. Projeto Executivo. seus principais itens de custo a serem orçados e sua correlação com as rubricas do OPE (Orçamento Padrão do Setor Elétrico). se constituem nas referências básicas para elaboração das estimativas de custos relativas à etapa de Viabilidade. a estrutura básica das contas do OPE/94. a estimativa de custos dos programas ambientais deverá ser realizada considerando os estudos. Nesse documento.

Nessa lista. a de no 9433. de 08.97. tanto do empreendedor quanto dos funcionários do órgão ambiental licenciador. Os detalhes sobre este último assunto estão tratados no tópico 8. caso já esteja formado.01. que representa uma das mais importantes medidas no disciplinamento da múltipla utilização das águas das bacias hidrográficas brasileiras. de 12. Lembramos ainda que o Grupo de Trabalho de Legislação Ambiental do Comitê Coordenador das Atividades de Meio Ambiente do Setor Elétrico – COMASE. Proteção do Meio Ambiente.6. Compensação Financeira. Recursos Hídricos. também pode também ser útil a consulta a outro importante documento da ELETROBRÁS: os “Instrumentos Legais de Interesse de Empreendimentos Elétricos”. a Secretaria Federal e.02. em cada conjunto formado. Dessa forma. com as devidas penalidades. Outra importante Lei listada é a que trata da Política Nacional de Recursos Hídricos. no 9605.htm. foram estabelecidos os seguintes grupos: • • • • • • Direitos e Deveres Individuais e Coletivos. Além deste documento. o qual é uma importante fonte de referência e que pode ser encontrado no sitehttp://www. retardando a emissão das necessárias Licenças. Cabe ressaltar que a responsabilização. como é conhecida. ser consultada a Secretaria Estadual correspondente. A Lei da Natureza ou Lei dos Crimes Ambientais. até a recente e importante Resolução CONAMA 237/97. editado em março de 1999. Flora. qualquer projeto de usina hidrelétrica. o Comitê da Bacia em foco. Procurou-se organizá-las em função de seus objetivos e.97. publicou. podem concorrer para períodos mais longos de análises e decisões por essas instituições. com o objetivo de esclarecer dúvidas e orientar o usuário destas “Diretrizes”. A partir dessa Lei.2. são consideradas desde a tradicional lei brasileira. Licenciamento Ambiental.eletrobrás.gov.Nesse Quadro. que estabelece novas diretrizes para os processos de licenciamento ambiental. que vier a ser elaborado.98. Fauna e Unidades de Conservação. devendo. também é listada nesse Quadro. o documento “Legislação Ambiental de Interesse do Setor Elétrico”. da forma mais completa possível. . de 19. Sua aplicação está sendo gradativamente regulamentada. em geral.ordená-las cronologicamente. deverá considerar os já existentes ou em elaboração nos Planos Diretores de Recursos Hídricos das bacias. em caso de liberação inadequada de atividades danosas ao meio ambiente. instituídas há cerca de meio século atrás. como o Código de Águas e o Código Florestal. em março de 1999.12. são apresentadas as mais importantes determinações legais ou com força de lei na área de meio ambiente e que se aplicam também ao caso de usinas hidrelétricas.br/atuação/comase. para tal. até mesmo.

771/65 e Lei nº 6.804/89).605 12.09.65 18.90 Lei nº 3. Flora e Unidades de Conservação Decreto nº 750 definições e conceitos sobre Reservas 18. Artigo 225. a exploração e a supressão da vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regeneração da Mata Atlântica.11. ainda.274 06.10. 10. A Lei estabelece. e dá outras providências. Artigo 5º.” Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida.824 23. como instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente.QUADRO 8.88 Proteção do Meio Ambiente Lei nº 6.81 Proteção do Meio Ambiente Lei nº 9.02. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.93 . Torna obrigatória a destoca e conseqüente limpeza das bacias hidráulicas dos açudes.78 Unidades de Resolução CONAMA Estabelece Conservação 04/85 Ecológicas. represas e lagos artificiais.06. a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras e o Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras dos recursos ambientais (atualizado pela Lei nº 7. 05. fica determinado que qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise anular ato lesivo ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural.60 Lei nº 4.938 31.6-1 – LEGISLAÇÃO AMBIENTAL APLICÁVEL TEMA REFERÊNCIAS LEGAIS Constituição Federal DESCRIÇÃO DATA Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Proteção do Meio Ambiente No Capítulo I.08.85 Dispõe sobre o corte. constitui o Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA e institui o Cadastro de Defesa Ambiental. O Capítulo VI. Institui o Novo Código Florestal e promove alterações nas leis anteriores.88 Constituição Federal 05.09.98 Proteção do Meio Ambiente Proteção do Meio Ambiente Flora. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente. o licenciamento pelo órgão competente.10.06. seus fins e mecanismos de formulação e aplicação.02.535/78 15. e dá outras providências. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. e dá outras providências. Fauna e Unidades de Conservação Decreto nº 99. determina que: “Todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.

rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio. aos Estados.990. Institui o Código das Águas.433 Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos.427. Artigo 20. No mesmo artigo. Estabelece. para os Estados.89 Compensação Financeira Constituição Federal 05. o Código das Águas.96 Recursos Hídricos Recursos Hídricos Decreto-Lei 24. Regulamenta o pagamento da compensação financeira instituída pela Lei nº 7. Estende.Unidades de Conservação Lei nº 8.990.12. Resolução 394 da ANEEL Define como PCH as usinas com 1. Estabelece os casos que dependem de pela Lei 9.12.0 km2”.. cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. de 28 de dezembro de 1989. de recursos minerais e dá outras providências.. Altera.001 Reparação dos danos ambientais causados pela destruição de florestas e outros ecossistemas por empreendimentos de relevante impacto ambiental.98 04.752 11.5% do custo global como compensação. “é assegurada.000 a 30. 4o . Fixação de 0. a isenção de compensação financeira de que trata a Lei 7. de recursos hídricos para fins de energia elétrica.12.88 Compensação Financeira Lei nº 8.34 Lei nº 9.”. ao Distrito Federal e aos Municípios.98 Compensação Financeira . de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica.990 28.90 Compensação Financeira Decreto nº 1..001 13. para esses casos. de 28 de dezembro de 1989.97 Compensação Financeira Lei nº 7..91 Compensação Financeira Lei nº 9. ou compensação financeira por essa exploração.10.04.07. Inciso XI. O parágrafo único considera como área do reservatório a “delimitada pela cota d’água associada à vazão de cheia com tempo de recorrência de 100 anos”. O Capítulo II.643 10.. e dá outras providências.05. determina como bens da União: “os lagos.01.03. bem como a órgãos da administração direta da União.648 autorização: potência de 1. para produção independente ou autoprodução. “mantidas as características de PCH”. compensação financeira pelo resultado da exploração de petróleo ou gás natural. e dá outras providências.000 a 30. 26. Distrito Federal e Municípios.000 kW de potência instalada e “área total do reservatório igual ou inferior a 3. incluindo PCH (até 10 MW). 08.01. participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural.990.” Define os percentuais da distribuição da compensação financeira de que trata a Lei nº 7. Parágrafo 1º. Institui.000 kW. 18. e dá outras providências.96 e 27. os casos de isenção. nos termos da lei. parcialmente. Inciso III. no Art.. alterada Institui a ANEEL.

06. nº 9/87 Resolução CONAMA Estabelece critérios e procedimentos básicos para a nº 1/88 implementação do Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental. consideradas efetivas ou potencialmente poluidoras ou capazes de causar degradação ambiental e que será exigido EIA e respectivo RIMA para fins do licenciamento. Resolução CONAMA Revisão dos procedimentos e critérios utilizados no nº 237/97 licenciamento ambiental.12. .86 Licenciamento Ambiental 24.938/81.274 Regulamenta as Leis nº 6. 1996. Resolução CONAMA Estabelece os modelos de publicação de pedidos de nº 6/86 licenciamento.01. 2081 páginas.86 Licenciamento Ambiental Licenciamento Ambiental Licenciamento Ambiental 16. nº 6/87 geração e distribuição de energia elétrica. acompanham os documentos legais federais citados no Quadro.12.03. em qualquer de suas modalidades. • PINTO.97 NOTAS: 1 2 Os Estados e Municípios têm legislação própria que. Brasília. previsto na Lei nº 6.09.88 Licenciamento Ambiental 19. em publicação recente. Resolução CONAMA Regulamenta a Audiência Pública. de forma a efetivar a utilização do sistema de licenciamento como instrumento de gestão ambiental. em geral.90 Licenciamento Ambiental Resolução CONAMA Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para uso e nº 1/86 implementação de avaliação de impacto ambiental (EIA/RIMA). Waldir de Deus Suplemento à Legislação Federal de Meio Ambiente Um volume.01. consolidou praticamente toda a legislação ambiental federal existente até outubro de 1997: • PINTO.87 03. Brasília. de 27 de abril de 1981 e a Lei nº 6.938.87 16.902. sua renovação e respectiva concessão da licença. Resolução CONAMA Regulamenta o licenciamento ambiental para exploração. Waldir de Deus Legislação Federal de Meio Ambiente Três volumes. O IBAMA. 1997. 690 páginas. e estabelece que dependerão de licenciamento do órgão ambiental competente as atividades que utilizam recursos ambientais. de 31 de agosto de 1981. IBAMA. Editora CEJUP. 23. 06.Licenciamento Ambiental Decreto nº 99.

Os principais artigos de interesse dessa Resolução. III – Estudos Ambientais: são todos e quaisquer estudos relativos aos aspectos ambientais relacionados à localização. considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso. ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadoras dos recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que.97. do CONAMA. de 19. sob qualquer forma.Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições: I . sob qualquer forma. quando houver a possibilidade de instalação de empreendimento ou a execução de atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente. A implantação de usinas hidrelétricas se enquadra como um dos casos onde existe a necessidade de estudos ambientais antes das obras. tais como: relatório ambiental. dos quais um dos mais recentes e o mais completo em vigor é a Resolução nº 237/97. aplicáveis aos estudos de usinas hidrelétricas.O PROCESSO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL GERAL A Constituição Federal em vigor estabelece que o Poder Público e a sociedade têm o dever de defender e preservar o meio ambiente “para as presentes e futuras gerações”. operação e ampliação de uma atividade ou empreendimento.Licenciamento Ambiental: procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização. plano de recuperação de área degradada e análise preliminar de risco. ampliação e a operação de empreendimento e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que. pessoa física ou jurídica. o território de dois ou mais Estados.12. IV – Impacto Ambiental Regional: é todo e qualquer impacto ambiental que afete diretamente (área de influência direta do projeto). qualquer que seja a potência instalada. II – Licença Ambiental: ato administrativo pelo qual o órgão ambiental competente estabelece as condições. 1º . instalação. a serem amplamente divulgados e discutidos. conforme vier a exigir o órgão ambiental licenciador. plano e projeto de controle ambiental. possam causar degradação ambiental. são apresentados a seguir. • Definições “Art. no todo ou em parte. de forma simplificada ou detalhada. instalar. possam causar degradação ambiental. apresentados como subsídio para a análise da licença requerida. relatório ambiental preliminar.” . restrições e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor. Uma das formas de concretização dessa ação é a exigência que deve ser comandada pelo Poder Público de estudos prévios de impactos ambientais. O licenciamento ambiental envolve órgãos federais e/ou estaduais e/ou municipais e é disciplinado por diversos dispositivos legais. instalação. plano de manejo. diagnóstico ambiental. para localizar.

“Art. 8º - O Poder Público, no exercício de sua competência de controle, expedirá as seguintes licenças: I – Licença Prévia (LP) – concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade, aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação; II – Licença de Instalação (LI) – autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes da qual constituem motivo determinante; III – Licença de Operação (LO) – autoriza a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação. Parágrafo único – As licenças poderão ser expedidas isolada ou sucessivamente, de acordo com a natureza, características e fase do empreendimento ou atividade.” • Competências

“Art. 4º - Compete ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, órgão executor do SISNAMA, o licenciamento ambiental, a que se refere o artigo 10 da Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, de empreendimentos e atividades com significativo impacto ambiental de âmbito nacional ou regional, a saber: I – localizadas ou desenvolvidas conjuntamente no Brasil e em país limítrofe; no mar territorial; na plataforma continental; na zona econômica exclusiva; em terras indígenas ou em unidades de conservação do domínio da União; II – localizadas ou desenvolvidas em dois ou mais Estados; III – cujos impactos ambientais diretos ultrapassem os limites territoriais do País ou de um ou mais Estados; IV – destinados a pesquisar, lavrar, produzir, beneficiar, transportar, armazenar e dispor material radioativo, em qualquer estágio, ou que utilizem energia nuclear em qualquer de suas formas e aplicações, mediante parecer da Comissão Nacional de Energia Nuclear CNEN; V – bases ou empreendimentos militares, quando couber, observada a legislação específica. § 1º - O IBAMA fará o licenciamento de que trata este artigo após considerar o exame técnico procedido pelos órgãos ambientais dos Estados e Municípios em que se localizar a atividade ou empreendimento, bem como, quando couber, o parecer dos demais órgãos competentes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios envolvidos no procedimento de licenciamento. § 2º - O IBAMA, ressalvada sua competência supletiva, poderá delegar aos Estados o

licenciamento de atividade com significativo impacto ambiental de âmbito regional, uniformizando, quando possível, as exigências.” “Art. 5º - Compete ao órgão ambiental estadual ou do Distrito Federal o licenciamento ambiental dos empreendimentos e atividades: I – localizados ou desenvolvidos em mais de um Município ou em unidades de conservação de domínio estadual ou do Distrito Federal; II – localizados ou desenvolvidos nas florestas e demais formas de vegetação natural de preservação permanente relacionadas no artigo 2º da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, e em todas as que assim forem consideradas por normas federais, estaduais ou municipais; III – cujos impactos ambientais diretos ultrapassem os limites territoriais de um ou mais Municípios; IV – delegados pela União aos Estados ou ao Distrito Federal, por instrumento legal ou convênio. Parágrafo único – O órgão ambiental estadual ou do Distrito Federal fará o licenciamento de que trata este artigo após considerar o exame técnico procedido pelos órgãos ambientais dos Municípios em que se localizar a atividade ou empreendimento, bem como, quando couber, o parecer dos demais órgãos competentes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, envolvidos no procedimento de licenciamento.” “Art. 6º - Compete ao órgão ambiental municipal, ouvidos os órgãos competentes da União, dos Estados e do Distrito Federal, quando couber, o licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades de impacto ambiental local e daquelas que lhe forem delegadas pelo Estado por instrumento legal ou convênio.” “Art. 7º - Os empreendimentos e atividades serão licenciados em um único nível de competência, conforme estabelecido nos artigos anteriores.” NOTA: Como as PCH, na maioria dos casos, não atingem mais de um Estado ou países vizinhos, os órgãos licenciadores deverão ser os estaduais. • Procedimentos

“Art. 10 - O procedimento de licenciamento ambiental obedecerá às seguintes etapas: I – Definição pelo órgão ambiental competente, com a participação do empreendedor, dos documentos, projetos e estudos ambientais, necessários ao início do processo de licenciamento correspondente à licença a ser requerida; II – Requerimento da licença ambiental pelo empreendedor, acompanhado dos documentos, projetos e estudos ambientais pertinentes, dando-se a devida publicidade;
III – Análise, pelo órgão ambiental competente, integrante do SISNAMA, dos documentos, projetos e estudos ambientais apresentados e a realização de vistorias técnicas, quando necessárias;

IV – Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental

competente, integrante do SISNAMA, uma única vez, em decorrência da análise dos documentos, projetos e estudos ambientais apresentados, quando couber, podendo haver a reiteração da mesma solicitação caso os esclarecimentos e complementações não tenham sido satisfatórios; V – Audiência pública, quando couber, de acordo com a regulamentação pertinente; VI – Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental competente, decorrentes de audiências públicas, quando couber, podendo haver reiteração da solicitação quando os esclarecimentos e complementações não tenham sido satisfatórios; VII – Emissão de parecer técnico conclusivo e, quando couber, parecer jurídico; VIII – Deferimento ou indeferimento do pedido de licença, dando-se a devida publicidade. § 1º - No procedimento de licenciamento ambiental deverá constar, obrigatoriamente, a certidão da Prefeitura Municipal, declarando que o local e o tipo de empreendimento ou atividade estão em conformidade com a legislação aplicável ao uso e ocupação do solo, e, quando for o caso, a autorização para supressão de vegetação e a outorga para o uso da água, emitidas pelos órgãos competentes. § 2º - No caso de empreendimentos e atividades sujeitos ao estudo de impacto ambiental – EIA, se verificada a necessidade de nova complementação em decorrência de esclarecimentos já prestados, conforme incisos IV e VI, o órgão ambiental competente, mediante decisão motivada e com a participação do empreendedor, poderá formular novo pedido de complementação.” • Nível dos Estudos

“Art.2º - A localização, construção, instalação, ampliação, modificação e operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, bem como os empreendimentos capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependerão de prévio licenciamento do órgão ambiental competente, sem prejuízo de outras licenças legalmente exigíveis. § 1º - Estão sujeitos ao licenciamento ambiental os empreendimentos e as atividades relacionadas no Anexo l, parte integrante desta Resolução. § 2º - Caberá ao órgão ambiental competente definir os critérios de exigibilidade, o detalhamento e a complementação do Anexo l, levando em consideração as especificidades, os riscos ambientais, o porte e outras características do empreendimento ou atividade. “Art.3º - A licença ambiental para empreendimento e atividades consideradas efetiva ou potencialmente causadoras de significativa degradação do meio dependerá de prévio estudo de impacto ambiental e respectivo relatório de impacto sobre o meio ambiente (EIA/RIMA), ao qual dar-se-á publicidade, garantida a realização de audiências públicas, quando couber, de acordo com a regulamentação. Parágrafo único. O órgão ambiental competente, verificando que a atividade ou empreendimento não é potencialmente causador de significativa degradação do meio ambiente, definirá os estudos ambientais pertinentes ao respectivo processo de

licenciamento.” “Art. 12 - O órgão ambiental definirá, se necessário, procedimentos específicos para as licenças ambientais, observadas a natureza, características e peculiaridades da atividade ou empreendimento e, ainda, a compatibilização do processo de licenciamento com as etapas de planejamento, implantação e operação. § 1º - Poderão ser estabelecidos procedimentos simplificados para as atividades e empreendimentos de pequeno potencial de impacto ambiental, que deverão ser aprovados pelos respectivos Conselhos de Meio Ambiente. § 2º - Poderá ser admitido um único processo de licenciamento ambiental para pequenos empreendimentos e atividades similares e vizinhos ou para aqueles integrantes de planos de desenvolvimento aprovados, previamente, pelo órgão governamental competente, desde que definida a responsabilidade legal pelo conjunto de empreendimentos ou atividades. § 3º - Deverão ser estabelecidos critérios para agilizar e simplificar os procedimentos de licenciamento ambiental das atividades e empreendimentos que implementem planos e programas voluntários de gestão ambiental, visando a melhoria contínua e o aprimoramento do desempenho ambiental.” Os demais artigos dessa Resolução discorrem sobre licenças ambientais específicas para outros empreendimentos (Art. 9º), sobre os profissionais habilitados para a execução e a análise dos estudos (Arts. 11 e 20), sobre os custos de análise dos órgãos ambientais, a serem ressarcidos pelo empreendedor (Art. 13), sobre os prazos de análise (Arts. 14, 15 e 16), sobre o arquivamento e reinício do processo (Art. 17), sobre os prazos de validade das licenças concedidas (Art. 18), sobre as modificações nas exigências e nessas licenças (Art. 19). Pelo que foi determinado, portanto, por essa nova Resolução do CONAMA, em seu Art. 10, o órgão ambiental competente definirá, em conjunto com o empreendedor, quais os “documentos, projetos e estudos ambientais necessários ao início do processo de licenciamento...”, bem como o nível dos estudos, de vez que, pelo parágrafo 1º do Art. 12, “poderão ser estabelecidos procedimentos simplificados para as atividades e empreendimentos de pequeno potencial de impacto ambiental...” Além disso, conforme adaptado do documento “Avaliação de Impacto Ambiental – Agentes Sociais, Procedimentos e Ferramentas” (IBAMA, 1995), cabe registrar, com mais detalhes, a seqüência de edição usual das licenças juntamente com uma lista de documentos a elas relacionados. De forma ilustrativa, apresenta-se também um fluxograma com um Roteiro Geral do processo de licenciamento ambiental de usinas hidrelétricas.

LICENÇA PRÉVIA – LP

Entendimentos com o órgão ambiental licenciador sobre o nível dos estudos a realizar, com recebimento dos Termos de Referência do que deve ser feito. O encaminhamento de um RAP - Relatório Ambiental Preliminar pode, dependendo do caso e do órgão avaliador, conduzir à dispensa de EIA/RIMA, nos casos julgados desnecessários pelos órgãos ambientais. Normalmente, nesses casos, são exigidos estudos simplificados, como mostrado no item 8.3. Requerimento Padrão da LP devidamente preenchido pelo empreendedor, anexando, conforme a atividade, os seguintes documentos: • Estudo de Impacto Ambiental – EIA e Relatório de Impacto Ambiental – RIMA, ou Estudos simplificados, quando, a critério do órgão ambiental, houver dispensa de EIA/RIMA; Certidões das Prefeituras Municipais, com o “nada a opor”, conforme Art. 10, Parágrafo 1o , da Resolução CONAMA 237/97, já citada; Outros documentos, a critério do órgão ambiental, como, por exemplo: Contrato Social registrado para sociedades por quotas de responsabilidade limitada; Atas de Eleição da última Diretoria para sociedades anônimas, etc.

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Cópia da publicação do requerimento da LP no Diário Oficial da União – DOU ou Diário Oficial Estadual – DOE e, se exigido no Estado, em jornal local de grande circulação, pelo empreendedor, de acordo com os modelos aprovados pela Resolução CONAMA 006/86. Recolhimento, pelo empreendedor, de taxa fixada pelo órgão de meio ambiente para emissão da LP e análise do Projeto. Relatório Técnico de Vistoria ao local do empreendimento, elaborado pelo órgão ambiental, para “checagem” das informações contidas no EIA/RIMA ou nos Estudos Ambientais simplificados (apenas quando a Vistoria Técnica for julgada necessária). Responsável: órgão ambiental. Ata da Audiência Pública e documentos anexados quando da sua realização. Responsável: órgão ambiental. Parecer Técnico do órgão de meio ambiente sobre o pedido de LP. Contém condicionantes para a concessão da LI (etapa subseqüente do licenciamento) e prazos de validade para a LP. Concessão da Licença Prévia (segundo Modelo Padrão), pelo órgão ambiental.

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LICENÇA DE INSTALAÇÃO – LI

Requerimento Padrão da LI devidamente preenchido pelo empreendedor, anexando, conforme a atividade: • • Projeto Básico Ambiental – PBA (detalhado) ou Programas Ambientais simplificados, contendo os projetos de minimização de impacto ambiental avaliados na fase da LP; outros documentos exigidos em lei, como outorga para o uso da água, Autorização para Desmatamentos, etc.

Cópia da publicação da concessão da LP no Diário Oficial da União - DOU ou no Diário Oficial Estadual – DOE e, se exigido no Estado, em jornal local de grande circulação, pelo empreendedor, de acordo com os modelos de publicação aprovados através da Resolução CONAMA 006/86. Cópia da publicação do requerimento da LI no Diário Oficial da União - DOU ou no Diário Oficial Estadual – DOE e, se exigido no Estado, em jornal local de grande circulação, pelo empreendedor, de acordo com os modelos aprovados através da Resolução CONAMA 006/86. Recolhimento, pelo empreendedor, da taxa fixada pelo órgão de meio ambiente para a emissão da LI. Parecer Técnico do órgão de meio ambiente para concessão da LI. Contém condicionantes para concessão da LO (etapa subseqüente do licenciamento) e prazos de validade para a LI.

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Concessão da Licença de Instalação (segundo Modelo Padrão), pelo órgão ambiental.

LICENÇA DE OPERAÇÃO – LO

Requerimento Padrão de LO devidamente preenchido pelo empreendedor, anexando: cópias das publicações do requerimento de LO e da concessão da LI no Diário Oficial da União - DOU ou no Diário Oficial Estadual – DOE e, se exigido no Estado, em jornal local de grande circulação, pelo empreendedor, de acordo com os modelos de publicação aprovados através da Resolução CONAMA 006/86. Recolhimento, pelo empreendedor, da taxa fixada pelo órgão de meio ambiente para emissão da LO. Relatório de Vistoria confirmando se os sistemas de controle ambiental especificados na LI foram efetivamente instalados. Responsável: órgão ambiental. Parecer Técnico do órgão de meio ambiente sobre o pedido de LO. Contém condicionantes para a operação do empreendimento e prazo de validade da LO.

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Concessão da Licença de Operação (segundo Modelo Padrão), pelo órgão ambiental. Essa LO tem validade, conforme decisão a ser registrada no correspondente documento e de acordo com o Art. 17 da Resolução CONAMA 237/97, por cerca de quatro a dez anos. Após esse período, haverá necessidade de renová-la, ocasião em que o órgão ambiental verificará se foram cumpridos os compromissos assumidos pelo empreendedor, incluindo o adequado monitoramento ambiental. A preocupação com o meio ambiente deve, portanto, ir além da fase de construção, ou seja, deve ser uma constante na vida útil do empreendimento, havendo assim benefícios diversos, até mesmo para a própria PCH.

CAPÍTULO 9 - ANÁLISE FINANCEIRA DO EMPREENDIMENTO

Como visto ao longo destas Diretrizes, a implantação de uma usina hidrelétrica, no caso uma PCH, importa em custos que, evidentemente, devem gerar benefícios econômicos e ambientais que compensem os investimentos a serem realizados. Os benefícios econômicos significam recompensar financeiramente os investimentos realizados, garantindo ao investidor o retorno do capital aplicado. Ressalta-se que, do ponto de vista de política macroeconômica, no Brasil, a implantação de uma usina hidrelétrica, que utiliza um recurso renovável e abundante como combustível, no caso a água, substitui, com algumas vantagens, incluindo os aspectos ambientais, a implantação de usinas que utilizam outros combustíveis (óleo, carvão, gás, etc.). Os benefícios ambientais significam as melhorias no padrão de vida da população que usufruirá da energia a ser produzida, principalmente nos casos em que a PCH for implantada em região pouco desenvolvida. Os reflexos sobre todos os setores da economia regional são imediatos, incluindo também os associados às condições de saúde da população. As melhorias, em alguns casos, são quantificáveis através de previsões, como, por exemplo, o aumento da produção agrícola e industrial e, ainda, na oferta de empregos locais, diretos e indiretos. Em outros casos, a quantificação das melhorias é difícil, como, por exemplo, as relacionadas com a saúde, lazer e bem estar da população, advindas da iluminação pública e doméstica, bem como as possibilidades de recreação em torno do reservatório. No ítem ESTUDOS AMBIENTAIS estão abordados, detalhadamente, os aspectos relacionados aos impactos e benefícios ambientais. A análise financeira do empreendimento deverá ser feita considerando o resultado dos Estudos Finais realizados, incluindo todos os custos para implantação da PCH. Com base em todos os custos estimados, monta-se o diagrama de fluxo de caixa do empreendimento (DFC), considerando-se as receitas e despesas. A avaliação da economicidade de um empreendimento desta natureza pode ser efetuada com diversos graus de profundidade e de diferentes maneiras. Todos os métodos devem permitir a avaliação da viabilidade financeira do empreendimento, no período ou horizonte determinado (prazo de autorização, vida útil do empreendimento ou outro período escolhido), considerando-se as entradas e saídas de capital (fluxo de caixa) no referido período. A análise financeirea, do ponto de vista do investidor ("equity"), deverá ainda levar em conta, não só a remuneração requerida do seu capital (capital próprio), mas a do capital de terceiros (empréstimo, ou outras formas de participação de terceiros). Dentre os métodos de análise financeira, são muito utilizados o método do fluxo de caixa descontado (valor presente líquido – VPL), o método da taxa interna de retorno do investimento (TIR), o método das mínimas receitas requeridas, além de outros que possibilitem a determinação da viabilidade ou não do empreendimento.

A tarifa de equilíbrio do empreendimento será. pelo qual a energia vendida. ANOS 1 . utilizando um dos métodos mencionados ou outro semelhante.. aquela que representa o valor mínimo.C (-) Contribuição Social (-) Investimentos Fixos (-) Amortização (+) Valor Residual do Empreendimento (=) Fluxo de Caixa do Empreendimento Valor Presente Líquido (VPL) Taxa de Desconto = i% (*) Na data de publicação deste documento. ANEEL(*) TFSEE . incluindo as remunerações do capital próprio e de terceiros. Renda (=) Resultado Operacional Líquido (+) Depreciação (+) Subsídio da C. Neste caso. devida por concessionários. RGR(Uso de Bem Público-UBP) . Compensação Financeira . n . Fiscaliz. equilibra todos os custos envolvidos. pode-se utilizar a planilha de demonstração de resultados adiante: ITENS 0 (+) Receita da Venda de Energia (-) Operação e Manutenção (-) Depreciação (-) Despesa Financeira (Juros) (-) Impostos e Taxas . a taxa de fiscalização da ANEEL.. PIS .Na análise a ser feita sugere-se determinar a tarifa de equilíbrio do empreendimento. do ponto de vista do "equity". Para determinar o diagrama de fluxo de caixa do empreendimento.... .C. durante o período ou horizonte determinado. é abatida da parcela referente à sua cota da Reserva Global de Reversão . Outros (-) Encargos de Transmissão(Pedágio) (-) Seguros (=) Resultado Operacional Bruto (-) Provisões para I.RGR. COFINS .. deve-se prestar atenção para não incluir o tributo duas vezes no fluxo de caixa.

observado o limite de 3. durante o período de amortização estipulado.Representa os custos de operação e manutenção da usina e de todo o pessoal administrativo durante o período de análise. sendo que. experiências anteriores. COFINS . PIS – Ver legislação pertinente.5% do investimento anual do concessionário. O custo de operação e manutenção deverá ser baseado em: composição de custos. são: • Cotas Anuais da Reserva Global de Reversão (RGR) – O valor é estabelecido anualmente pela ANEEL. se for o caso.5% do valor da receita anual de venda de energia auferida pelo empreendimento. ser considerado como valor reembolsado e deste modo isento de pagamento de imposto de renda .Refere-se a pagamento devido aos Estados.Horizonte de Planejamento (n) . considerar 0. considerar 2. sugere-se utilizar como estimativa o valor de 5% do custo total do investimento inicial. valorada à tarifa estabelecida pela ANEEL.0% da receita anual de venda de energia oriunda do mesmo. quando aplicável. considerando-se 6% do montante de energia gerada. Despesa Financeira – Representa o custo do financiamento (juros). Outros .Ver legislação pertinente. prioritariamente. para este fim. Neste cálculo a energia utilizada deverá ser a efetivamente contratada (energia garantida). • • • • • . Taxa de Fiscalização da ANEEL (TFSEE) – O valor é estabelecido anualmente pela ANEEL . Este valor poderá ser estimado. etc. Ver legislação pertinente. Considerar o aproveitamento isoladamente. Como estimativa. Receita de Venda de Energia (RE) – Representa a receita anual com a venda de energia a uma tarifa TE. no empreendimento.Deverá. na moeda escolhida. Impostos e Taxas (I & T) – Os impostos e taxas anuais incidentes neste tipo de empreendimento e que deverão ser considerados. na moeda escolhida. bem como os juros durante a construção. para o empréstimo tomado. Segundo a legislação em vigor estão isentas de pagamento as centrais hidrelétricas consideradas PCHs. Compensação Financeira . na falta de outros métodos. Como estimativa . ao Distrito Federal e aos Municípios pelo uso dos recursos hídricos.Representa o horizonte de planejamento ou o prazo para a recuperação do capital em anos. utiliza-se usualmente o prazo de validade da autorização concedida pela ANEEL. Depreciação – Representa o valor anual de depreciação da usina.incluir outras despesas. Subsídio da Conta de Consumo de Combustível (CCC) . grau de automação. Custos Anuais de Operação e Manutenção (O&M) . tributos ou taxas não indicadas e que devam ser consideradas. permitido por lei.

Vu n vida útil da usina.i (%)= O recomendável é utilizar como taxa de desconto o custo médio de oportunidade do capital ( CAPM . Imposto sobre a Renda (IR) – Representa a provisão para pagamento do Imposto sobre a Renda. para a recuperação do investimento ( anos). Seguros – Refere-se ao custo dos seguros contratados pelo empreendedor. capaz de equilibrar os custos anuais envolvidos na implantação e operação da usina.(VRn) – Representa o valor residual da usina no final do horizonte de planejamento ou recuperação do capital. no horizonte de planejamento de n anos. Taxa de desconto. Após a determinação do fluxo de caixa a resolução do problema passa a ser. no final do horizonte de planejamento. na moeda escolhida. normalmente adotado no Setor Elétrico Brasileiro como sendo igual a 50 anos.Representa o montante de capital próprio investido na implantação do empreendimento.Encargos de Transmissão – Refere-se. horizonte de planejamento ( anos). onde: Vu valor residual para o horizonte (n anos). Devem ser incluído os gastos com o sistema de transmissão de energia associado (Linhas de Transmissão e Subestações necessárias à entrega da energia gerada aos compradores). Contribuição Social . Investimento Fixo (If). Valor Residual . . Alternativamente pode-se utilizar a taxa de atratividade requerida pelo investidor. quando aplicável. Amortização – Representa a parcela do financiamento correspondente as amortizações do valor de empréstimo assumido (capital de terceiros). Ci custo total do empreendimento. então. no ano zero( capital próprio + capital de terceiros). que leva a um VPL igual a zero. ao custo do uso da rede de transmissão de energia elétrica. ou seja. Para a estimativa do valor residual da usina.Capital Asset Pricing Model). resulte numa receita anual RE. O investidor deverá considerar este parâmetro quando desejar recuperar o seu investimento em tempo inferior ao prazo legal de depreciação instituído pela ANEEL (50 anos – Resolução 44 de 17/03/1999). encontrar uma tarifa de equilíbrio TE . que com a taxa de desconto i %.Ver legislação pertinente. sugere-se a seguinte sistemática: VRn = Ci ⋅ VRn Vu − n .

a itemização sugerida é a mesma apresentada nas Diretrizes para Elaboração de Projeto Básico de Usinas Hidrelétricas da Eletrobrás/ANEEL.4 . que sintetizará de forma conclusiva os trabalhos realizados.APRESENTAÇÃO 2 .3 .3 .Ambientais 4.Estudos Anteriores 2. Geotécnicos e de Materiais de Construção 4.6 .4 .RELATÓRIO FINAL DO PROJETO BÁSICO No enceramento dos estudos. em função das particularidades de cada aproveitamento.2 .Estudos Energéticos 4.LEVANTAMENTOS COMPLEMENTARES E ESTUDOS BÁSICOS 4.Custos 5 .SUMÁRIO DAS PRINCIPAIS CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES 4 .CAPÍTULO 10 .Seleção da Alternativa .2 .Pré-Dimensionamento das Obras Civis e dos Equipamentos 5. para textos e desenhos.Hidrometeorológicos 4. Registra-se que.5 .Características Principais 3 . que é o Agente Regulador do setor.1 .3 .Objetivo 2.Aerofotogramétricos e Topobatimétricos 4. Com as adaptações que se fizerem necessárias.Estudos de Eixos 5.4 .Hidráulicos 4.INTRODUÇÃO 2.1 .Arranjos para o Eixo Selecionado 5.1 .Histórico 2. ITEMIZAÇÃO DO RELATÓRIO FINAL 1 .ESTUDOS DE ALTERNATIVAS 5. deverá ser elaborado o Relatório Final do Projeto Básico da PCH.Geológicos. visando facilitar a análise por parte da ANEEL. visando a padronização desse tipo de relatório pelo Setor Elétrico.2 .8 .7 . o Relatório Final deverá conter os ítens apresentados a seguir.Integração da Usina ao Sistema de Transmissão 4.

Localização geral do empreendimento.5 .INFRA-ESTRUTURA E LOGÍSTICA 9 .Base cartográfica (topo-batimétrica) e geodésica da área do empreendimento.Equipamentos e Sistemas Eletromecânicos 6.1 . . No item “ESCALAS” são indicadas as escalas usuais para elaboração dos desenhos. os quais deverão cobrir: .8 .2 .Obras Acessórias (se houver) 7 .ESTUDOS AMBIENTAIS 8 .Casa de Força e Canal de Fuga 6.DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA DESENHOS – CONTEÚDO Os desenhos deverão ser suficientes para a plena compreensão do Projeto Básico e deverão cobrir. uma consulta às Diretrizes para Elaboração de Projeto Básico de Usinas Hidrelétricas da Eletrobrás/ANEEL.4 . .Tomada d’Água e Circuito Hidráulico de Adução 6.7 .sugere-se ao usuário destas Diretrizes.DETALHAMENTO DO PROJETO 6.Desvio do Rio 6.ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS 11 . 1 .Arranjo Geral do Projeto 6.Situação regional do empreendimento.9 . Para maiores detalhes.PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO E CRONOGRAMA FÍSICO 10 .GERAIS Incluem-se nesse grupo os desenhos de caracterização geral do empreendimento.Mapa do reservatório e de localização das estações hidrometeorológicas no local e na região do empreendimento utilizadas nos estudos. .Subestação e Linha de Transmissão 6. os títulos seguintes (autoexplicativos). em princípio.FICHA TÉCNICA 2 .6 . . . mostrando as características hidrológicas e climatológicas da região.Barragens (Diques) 6.6 .Desenhos ilustrativos típicos.3 .Vertedouro 6.

acampamento. 3 . onde necessário.Implantação geométrica das estruturas de barramento.OBRAS CIVIS PRINCIPAIS Incluem-se nesse grupo os desenhos típicos das diversas estruturas componentes do empreendimento. com os volumes e características dos materiais necessários para execução das ensecadeiras. jazidas.Arranjo geral de cada uma das estruturas. necessários à plena compreensão do projeto e ao levantamento de quantidades. etc. áreas de empréstimos. os equipamentos hidromecânicos e respectivos sistemas de acionamento/movimentação (comportas corta-fluxo e ensecadeiras. também. peças fixas. pórticos. . . o desenho simplificado de seu traçado (ou diretriz) básico até o ponto de interligação com o sistema elétrico da região. .). Incluem-se ainda nesse grupo os diversos diagramas unifilares e fluxogramas dos sistemas auxiliares eletromecânicos.Plantas de cada uma das estruturas. . além das obras. . 5 . dentre outros. mostrando as características geológicas e geotécnicas regionais e locais.Cortes e detalhes típicos das estruturas das obras civis. cortes. pedreiras e bota-fora.EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS Incluem-se nesse grupo os desenhos típicos dos equipamentos eletromecânicos principais do empreendimento (turbinas.SUBESTAÇÃO E LINHA DE TRANSMISSÃO Incluem-se nesse grupo os desenhos típicos das obras civis da subestação da usina. 2 . mostrando. 4 . bem como de seus equipamentos. . de adução.OBRAS DE DESVIO Incluem-se nesse grupo os desenhos das fases/seqüências construtivas do empreendimento. incluem-se. em plantas. em níveis variados. geradores e transformadores).Implantação local das obras principais. de extravasão.Cortes típicos de cada uma das estruturas e detalhes sempre que necessário. as áreas destinadas ao canteiro. seções e detalhes. Além desses.. enfocando os aspectos de utilização territorial.Arranjo geral do aproveitamento. de geração e de restituição do escoamento ao rio. Para a linha de transmissão prevê-se. apenas.Desenhos ilustrativos típicos. . talhas. .

000 1:200 a 1:2. TIPO DE DESENHO Gerais (Regionais) Implantação (Locais) Arranjo Geral Estruturas Estruturas Aproveitamento Detalhes Geral das do ESCALA 1:100.000 a 1:10.000 a 1:1.000 1:100 a 1:500 1:10 a 1:50 Registra-se que as escalas para os desenhos gerais (regionais) e de implantação geral (locais) poderão variar em função do porte do empreendimento.000 1:2. .ESCALAS RECOMENDADAS As escalas recomendadas para cada tipo de desenho são apresentadas no quadro a seguir.000.

Testes efetuados por usuários indicaram que há um grande risco do arquivo ser inutilizado. Regionalização e HUT foram desenvolvidos pela COPPETEC. A qualquer momento. no menu Ajuda Sobre.0 os mesmos estão rotulados com o número 3/3). etc. Quando os programas se iniciam. nos programas Qmáximas e HUT.ANEXO 1 . podem ser acessadas. também foi cedida pela CPRM. Nos itens 3. o programa de instalação colocará esses ícones no Menu Iniciar. inclusive os meios de contato para eventuais suportes. que se efetue qualquer edição nos mesmos que não as realizadas automaticamente pelos aplicativos. os mesmos podem ser movidos. para uma outra pasta. os programas são iniciados por um clique simples do mouse em seus ícones. presente em todos os últimos discos de instalação (na versão 1. especificada no Painel de Controle.). Algumas informações que não constam deste texto. em convênio com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais . o arquivo com a extensão “.10. O aplicativo pode permanecer aberto. Sempre que uma letra estiver sublinhada em um objeto (botões. Se houver a necessidade de efetuar a impressão numa impressora que não a impressora padrão. INTRODUÇÃO Os programas Qmáximas. não sendo recomendável. caso surja algum problema. A Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial da CPRM gentilmente cedeu uma versão preliminar do programa para estas Diretrizes. Como em grande parte dos aplicativos para a plataforma Windows 95/98. a tela principal de cada programa será disponibilizada para trabalho. a troca deve ser efetuada através do Painel de Controle. Quando se clica no botão “Imprimir”. então. não seja necessário digitar novamente todos os dados. sendo necessária uma nova instalação do programa para restaurar o Banco de Dados. Mais tarde. nos três programas. e disponibilizados à ELETROBRÁS S. a qualquer momento. porém. mas a troca só será efetuada se feita antes da ativação do botão “Imprimir”. Inicialmente. a impressão é direcionada para a impressora padrão. REGIONALIZAÇÃO E HUT Algumas considerações.A. 2. para que seja possível a recuperação dos dados. mesmo sem experiência anterior nos cálculos hidrológicos que os mesmos efetuam. São programas desenvolvidos para ambiente Windows 95/98. Esses arquivos possuem o formato do Banco de Dados MS Acess.CPRM. Se isso for realmente necessário. Com exceção do programa HUT. os demais gravam as informações digitadas em um banco de dados. Informações de última hora e sobre o processo de instalação estão localizadas no arquivo leiame. de interface bastante amigável e que podem ser operados por qualquer pessoa. primeiro surge a tela de apresentação dos mesmos. serão feitas a seguir. aplicáveis a esses três programas . pode-se.txt. serão abordadas as características individuais de cada um deles. para que mais tarde. ao se repetir uma consulta. localizado no mesmo diretório escolhido para a instalação. através das “Diretrizes para os projetos de PCH”. digitar a combinação Alt+<letra sublinhada> que o efeito será o mesmo que um clique simples do mouse. O programa GRAFCHAV foi desenvolvido pelo Laboratório de Hidrologia da COPPE/UFRJ. . Essa tela é automaticamente fechada e. alternativamente. menus. REGIONALIZAÇÃO E HUT 1.PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA MANUAL DO USUÁRIO DOS PROGRAMAS QMÁXIMAS. 4 e 5.mdb” deve ser copiado em outro diretório. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE OS PROGRAMAS QMÁXIMAS. sem qualquer prejuízo para os programas. A planilha Vazões Mínimas Planilha de Cálculo q7. bastando apenas conhecimentos básicos na plataforma citada anteriormente. pode-se sair dos programas clicando o botão “Sair”.

Estado do Mato Grosso do Sul. Caso essa consulta já tenha sido feita anteriormente. Na eventualidade do aproveitamento se situar no segundo caso. Nas tabelas onde há entrada de dados. novamente. A partir da série disponível. nas caixas de texto destinadas para tal. todos os dados de entrada serão preenchidos automaticamente.095 km2 . para que os resultados da consulta sejam disponibilizados. foram selecionadas as maiores vazões médias diárias em cada ano para o posto. deve-se digitar o número ou o código do posto. conforme for mais conveniente. apresentadas a seguir. Sua utilização será demonstrada através do exemplo a seguir apresentado. bastando o usuário clicar no botão “Calcular”. o período de observação se estende de 01/70 a 12/95. Exemplo: Deseja-se determinar as vazões de cheia do posto Próximo Costa Rica. O programa Qmáximas é destinado ao primeiro caso. a navegação é feita. existirão duas possibilidades de ocorrência: o local dispõe de uma série de vazões médias diárias ou o local não dispõe de dados diários. 3. Desta forma. Informações mais detalhadas serão encontradas nos capítulos destinados a cada um dos programas. localizado no rio Sucuriú. O PROGRAMA QMÁXIMAS Os estudos de vazões extremas devem ser realizados conforme a disponibilidade de dados na bacia e na região do aproveitamento. Posto: Próximo Costa Rica Código DNAEE: 63001000 Ano 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 Vazão (m3/s) 98 81 112 125 145 87 96 69 212 78 67 110 92 Ano 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 Vazão (m3/s) 142 65 172 64 81 136 128 98 83 82 71 73 83 Após a inicialização do programa Qmáximas.A navegação nos programas é feita através do mouse ou da tecla <Tab>. através do mouse ou através das setas do teclado. quais sejam: . cuja área de drenagem no local é de 1. e teclar <enter>. os eventos extremos poderão ser gerados a partir de: regionalização através de valores extremos calculados para bacias circunvizinhas ou utilização de hidrograma sintético triangular do Soil Conservation Service.

a ordem será a segunda. Caso contrário. caso o método utilizado seja o de “Gumbel” ou Xo e β. em caso contrário. 100.” ou “Digite o nome do posto”.5. a mensagem “Posto não encontrado. 1. juntamente com a probabilidade (p) das mesmas na tabela “Resultados”. clique em “Não” e efetue a pesquisa novamente.000 e 10. 10. Se o nome e/ou código do posto no qual deseja-se efetuar as consultas estiverem corretos. . desvio padrão e α e μ. É recomendável. • Cabe ressaltar que a distribuição utilizada será a de Gumbel. Se o evento tiver ocorrido na ‘caixa de texto’ destinada ao código. Dependendo do local de onde se tenha teclado <enter>. 20. a consulta mais tarde só poderá ser efetuada pelo nome ou pelo posto. uma ‘Input Box’ aparecerá. Se a consulta não tiver sido efetuada anteriormente.000 anos. 500. nas caixas de textos destinadas para tal. a primeira ordem aparecerá. assimetria.• vazão em m³/s para os tempos de recorrência (TR) de 5. será utilizada a distribuição Exponencial de dois parâmetros. ela conterá uma das seguintes ordens: “Digite o código do posto. ele optar por deixar a ‘Input Box’ em branco. Após o botão “Sim” ter sido clicado. média. Se. clique em “Sim” para incluir esse novo posto. caso a assimetria seja menor ou igual a 1. distribuição. caso o método utilizado seja “Exponencial de dois parâmetros”. Se o <enter> tiver sido dado na ‘caixa de texto’ destinada ao nome do posto. 50. portanto. que a ordem seja seguida. entretanto. O usuário pode ou não seguir o recomendado. Incluir?” surgirá. dependendo do parâmetro que tenha sido inserido anteriormente.

serão impressos. Exemplo: Sabe-se que o aproveitamento Reg1.Uma vez que se tenha clicado em “Ok” ou “Cancelar”.↑. Novamente a partir de um exemplo. O PROGRAMA REGIONALIZAÇÃO O programa regionalização deve ser utilizado para se estimar em vazões extremas ou outras de interesse. o foco do programa será direcionado para a “Tabela de Vazões”. Os procedimentos serão análogos aos descritos anteriormente.: caso haja a necessidade de se inserirem novos dados em um posto já cadastrado. deve-se entrar com o ano e com as vazões máximas médias diárias observadas no respectivo ano. Nessa tabela. Não há limite para o número de dados inseridos. conforme dito no item 2. o botão “Imprimir” que.3 265.832 173. Q95%. conforme dito anteriormente.3 613. a impressão será direcionada para a Impressora Padrão do sistema. basta clicar neste botão que. O usuário agora deve decidir se fará uma nova pesquisa ou se deseja deixar o aplicativo. com 25 anos de recorrência. decidiu-se optar por um estudo de regionalização desses postos. será disponibilizado. os mesmos só poderão ser restaurados com a nova digitação dos valores antigos. Depois do clique em “Calcular”. quando o local de interesse não dispuser de séries de vazões. 4. Clique na célula da tabela a qual deseja-se entrar com os dados ou vá até ela usando as setas ←. Q50%. existem dados de vazões extremas. Caso deseje deixar o aplicativo.1 . todos os recursos do programa já foram utilizados. deve-se utilizar os dados de bacias circunvizinhas daquela cuja vazão deseja-se estimar. afluente ao rio Verde. até então se encontrava desativado.7 552. etc. bacia vizinha. Isso significa que. tais como vazões médias. Caso queira fazer uma nova pesquisa.096 6. Caso deseje-se imprimir em outra impressora que não a padrão. Porém nos postos situados no rio Sucuriú. a utilização do programa Regionalização será demonstrada. Caso o usuário queira modificar algum valor. Obs. uma vez alterados os valores.200 km2. localizado no rio Verde e com área de drenagem de 5. e no rio Iguatemi.095 2. Os dados. a troca deve ser efetuada através do Painel de Controles. não dispõe de dados. Os dados são apresentados a seguir. é feita através do mouse ou das setas do teclado. A fim de definir a vazão de desvio da obra. A troca é simples e qualquer usuário com alguma familiaridade com o Windows 95/98 poderá fazê-la prontamente. basta clicar em “Sair”. Quando todos os dados desejados forem inseridos. clique em “Calcular” e o resultado da consulta será mostrado. basta ir à célula que contenha o valor desejado para a alteração.↓ e →. que anteriormente haviam sido mostrados na tela. A partir daqui. O usuário deve estar atento para o fato de que os valores são corrigidos no Banco de Dados em tempo real. Se o usuário desejar imprimir o resultado da pesquisa. Para tanto. A navegação dentro dessa tabela. basta digitar o código ou o nome do posto com o qual será feita a nova pesquisa. Posto Próximo Costa Rica Porto de Pedras Alto Sucuriú Estrada Iguatemi Rio Sucuriú Sucuriú Sucuriú Iguatemi Área de Drenagem Vazão de 25 anos (km2) (m3/s) 1. basta se dirigir à última linha da “Tabela de Vazões” e prosseguir com a digitação normalmente.590 6..

os dados de entrada serão preenchidos automaticamente e o usuário deverá clicar. Pode-se usar tanto o mouse quanto as setas do teclado. que o usuário disponha e deseje inserir para a execução dos cálculos. então. Se essa consulta já tiver sido efetuada anteriormente. na “Tabela de Regionalização”. sobre o botão “Exibir Gráfico”. inserindo ou modificando consultas. mostrados no quadro anterior. mas não será capaz de obter o gráfico da regionalização. Quando a digitação dos dados tiver sido completa. a navegação na mesma é exatamente análoga. deve-se preencher a caixa de texto “Nome da Regionalização”. o usuário poderá manipular o Banco de Dados do programa. Se a consulta ainda não tiver sido efetuada. para que o aplicativo Microsoft Excel® seja automaticamente aberto. O programa Microsoft Excel® deverá estar instalado na máquina em que se deseja executar o aplicativo Regionalização. O PROGRAMA HUT O programa HUT deve ser utilizado quando. a equação pode ser tanto uma automática. não se dispõe de dados diários sobre o local em estudo. . o usuário deve clicar no botão “Exibir Gráfico” para dar prosseguimento ao programa. retirada do “Estudos de Chuvas Intensas no Brasil – Otto Pfafstetter” a partir dos postos pluviométricos existentes nos vários Estados brasileiros. 5. novamente. o usuário deve inserir os dados. que até então encontrava-se desabilitado. Para tanto. deve-se ter a equação de chuvas para o local. Neste programa. Afora o fato de possuir mais coluna do que a tabela do programa Qmáximas. Se isso não ocorrer. juntamente com r² será mostrada. Os dados serão inseridos na planilha “Dados” e o gráfico na planilha “Regionalização”.Ao iniciar-se o programa Regionalização. ou uma própria. O gráfico terá a forma de dispersão e a equação do mesmo.

o que pode ser feito tanto com a escolha de um terreno. deve-se informar qual o posto do qual a equação será retirada. comprimento do talvegue. deve-se decidir qual das duas opções acima será utilizada. Se a opção de “Equação Automática” estiver marcada (Default). Esse procedimento não tem efeitos para cálculo. A seguir. servindo apenas para identificar a consulta no ato da impressão. quanto na ‘caixa de texto’ “CN:”. o Estado no qual o posto está localizado será automaticamente preenchido. Se o usuário escolher um terreno. o que não impede que o mesmo seja alterado. conforme o desejo do usuário. Quando a escolha tiver sido efetuada. deve-se escolher um CN. desnível. duração da chuva unitária e tempo de recorrência. Terminada esta etapa. na caixa de listagem destinada para tal. . deve-se continuar inserindo os dados de entrada nos locais apropriados: área. O usuário deve inserir o nome do rio cuja bacia está se estudando.Quando se executa o aplicativo HUT. Isto é feito a partir da caixa de listagem “Posto:” ou “Código:”. o valor do CN será automaticamente mostrado.

Por default. . assim como sua localização. o nome do arquivo será o mesmo do rio em que se está realizando a consulta. Uma nova tela será exibida. conforme queira o usuário. que até então encontrava-se desabilitado. o usuário deverá clicar sobre o botão “Exportar”. Se a impressão tiver que ser efetuada em outra impressora. basta um clique em “Calcular” para que sejam mostrados o tempo de concentração e as vazões para diversos intervalos de tempo. basta clicar sobre o botão “Imprimir”. “O programa QMáximas”. leia o tópico a este respeito no item 3. Para imprimir a consulta. esse botão só será disponibilizado ao usuário quando os cálculos tiverem sido executados com êxito. Assim como o botão “Imprimir”. deverão ser escolhidos o nome do arquivo de destino. A consulta também pode ser exportada para um arquivo texto. ele poderá ser modificado livremente. Para tanto. Entretanto.A seguir. Nela. e a consulta será impressa na impressora padrão.

Nesta etapa também se identificam eventuais erros cometidos no campo ou no processamento dos dados das medições.1. Após a definição das equações da curva. os casos mais simples são aqueles em que se pode considerar unívoca e permanente a relação cota x vazão. nestes casos. fundamentando-a na equação de Manning para o escoamento uniforme e admitindo-se a regularidade da seção transversal. Cota x Área e Cota x Velocidade. Esse processo de ajuste nem sempre é fácil. para as vazões por ela calculada. separando-os visualmente. e a seção for regular e estável durante o período considerado. ou através da utilização de equações matemáticas. para a faixa validada pelas medições de descarga líquida. que torne mínimo. constroem-se os gráficos Cota x Vazão. com todas ou parte das medições de uma estação. Será possível então definir uma relação cota x vazão para cada tendência identificada. admitindo-se que a curva-chave possa ser uma parábola de 2º ou 3º graus. atribuem-se cores diferentes aos respectivos conjuntos de pontos. de cheias ou estiagem. 1 . sofrendo modificações ao longo do tempo. da enchente para a vazante. Este não deve se afastar muito de 5/3. de modo a permitir ao hidrólogo o conhecimento pleno do regime fluvial dos rios. muitas vezes possibilitando sua correção. estas medições são feitas de forma esporádica. O ajuste da curva-chave. que seria o expoente da profundidade média (h). cota e vazão. A relação entre estas variáveis. procurando-se definir uma relação entre o nível d'água e a vazão. log (h-h0). Para que a equação tenha significado físico. Pode-se. A evolução no tempo pode ser avaliada analisando-se as medições. de tal forma que a partir da medida da cota linimétrica se obtenha a vazão correspondente. também denominado calibragem da estação. os pares cota x vazão. que ocorrem em situações extremas. Isto é obtido ajustando-se. Não sendo economicamente viável a realização de medições de vazões de forma contínua. ou muito baixas. os menores desvios relativos às vazões medidas. Expoentes próximos de 2 ou 3 seriam aceitáveis. pelo método dos Mínimos Quadrados. é denominada pelos hidrólogos de curvachave. Com esta finalidade. Na definição da curva-chave. definir uma equação matemática que represente as medições existentes.1 . para a nuvem de pontos.INTRODUÇÃO 6. pode ser feito através da representação gráfica. e MANNING. Geralmente se dispõem de poucas medições para cotas altas. de onde empiricamente se obtém pares de pontos para montar uma tabela. A extrapolação para cotas altas pode ser feita por três métodos consagrados: LOGARÍTMICO. em relação à reta estabelecida.O QUE É A CURVA CHAVE A medição da vazão de um curso d'água é um processo relativamente complexo que envolve equipamentos e técnicos especializados. justamente as faixas de grande interesse para a maioria dos estudos hidrológicos. muitas vezes torna-se necessária a sua extrapolação. STEVENS. PROGRAMA GRAFCHAV 6. na equação de Manning (fazendo-se: área = base média x altura e altura = raio hidráulico). Esta simplificação será válida quando: a variação da linha d'água. dado que a relação entre as duas variáveis não é perfeitamente unívoca. . for desprezível se comparada à precisão do método de medição de vazão. uma equação potencial do tipo: Q = k ∗ ( h − h0) m Para definir os parâmetros k. houver controle definido. que deverá ser o mais próximo possível da unidade. À medida que os pontos (medições) são colocados no gráfico e se identificam períodos com tendências distintas de comportamento. é importante porém observar o valor resultante para o expoente m. apresentando. A minimização dos desvios se verifica através do coeficiente de correlação r. o somatório dos quadrados dos desvios da variável dependente (log Q).6. m e h0 faz-se a anamorfose logarítmica da equação para a reta: log Q = log k + m log( h − h 0 ) A definição dos parâmetros se obtém ajustando-se a reta aos pares (log Q.

declividade . usando-se para as cotas o valor (h . Definido o valor de h0. Só é aplicável quando há disponibilidade suficiente de medições corretamente alinhadas. O método não utiliza os parâmetros hidráulicos da seção transversal. que pode ser considerado constante para os níveis mais elevados.raio hidráulico I . • Método de STEVENS O método é indicado para rios largos em escoamento praticamente uniforme com perfil da linha d'água estável. Inicia-se com h0=0.I 1 2 12 A. não ocorrendo o alinhamento deve-se procurar o valor de h0 que retifique o conjunto superior do pontos. e .I 1 2 n onde: Q . sem variação entre cheia e depleção. prolongadas até a cota de extrapolação. h0 deverá ser positivo. Com este valor em AR1/2 x Q obtém-se a vazão correspondente. em papel bilogarítmico e constatar se os pontos se alinham segundo um ou mais seguimentos de reta.R 2 3 .I 1 2 Q = C . É um método gráfico que se fundamenta na fórmula de Chezy para o escoamento uniforme: Q = C. para verificar se a equação se aplica. Se a convexidade da curva for orientada para as vazões.R Para o cálculo do fator geométrico em cotas altas. representando uma reta que passa pela origem. a partir do gráfico. O procedimento usual.I ) onde 12 A.o fator de declividade. segundo a equação potencial Q = k ∗ ( h − h0) m .h0). pelo menos em sua parte superior. A. E ainda para os casos de estações com medições de vazão em cotas suficientemente elevadas. se utiliza do levantamento da seção transversal do curso d'água na seção de réguas Em um mesmo gráfico são traçadas as relações h x A R1/2 e A R1/2 x Q (quase uma reta). consiste em plotar as medições.vazão n . para que a direção do trecho superior da curva (uma reta na escala logarítmica) esteja bem definida. admite que a curva a ser extrapolada seja unívoca e se ajuste. • Método de MANNING Fundamenta-se na fórmula de Manning para o escoamento uniforme: Q= 1 A. C. = constante. Com o valor de h (cota de extrapolação).coeficiente de rugosidade de Manning A . caso contrário deverá ser negativo.R 1 2 . se obtém A R 1/2. faz-se novo ajuste que resultará em novos valores para os outros dois parâmetros k e m.é o fator geométrico.área da seção transversal R .• Método LOGARÍTMICO Aplicável a cursos d'água com seção aproximadamente trapezoidal (sem descontinuidade no intervalo de cotas de extrapolação).(R.

Através da velocidade (v) e do raio hidráulico (R) calculados para as diversas cotas.COPPE/UFRJ . ajustar a relação cota x vazão. Com o valor de K. perímetro molhado e raio hidráulico.4). é otimizado pelo módulo GRAFICOS (ver instruções 2. obtém-se uma curva com tendência vertical e assintótica para um determinado valor de K.5).1. podem-se calcular: área. conhecida como curva-chave. determinam-se os valores de K para o trecho conhecido da curva.O QUE O SISTEMA OFERECE O Sistema GRAFCHAV foi criado visando a proporcionar ao usuário uma ferramenta ágil e eficaz. cota x área e cota x velocidade.3). que poderá conter as equações. No módulo Editor de dados podem ser criados os arquivos de entrada cujos conteúdos devem ser os resumos de medições de descarga e levantamento de seção transversal (ver instruções 2. 6. a partir destas. O trabalho dispendioso de plotar. em papel. Plotando-se h x K. em papel milimetrado. numa sequência própria do procedimento de análise de consistência de medições e definição da curva-chave. É composto de três módulos: [ CURVA-CHAVE ] [ GRÁFICOS ] [ EDITOR DE DADOS ] As funções oferecidas pelos dois primeiros são aquelas usualmente desempenhadas manualmente pelo hidrólogo. É possível obter. Os gráficos são apresentados na tela e podem ser impressos em papel. A interface desenvolvida pelo Laboratório de Hidrologia .Considerando para cotas altas a tendência: 1 12 I = cte = K n Então efetuando-se as devidas substituições Q = K ⋅ A⋅ R 2 / 3 ou v = K ⋅R2/3 A partir do levantamento da seção transversal do curso d'água na seção de réguas. é desempenhada pelo módulo CURVA-CHAVE (ver instruções 2. A etapa de definição da relação cota x vazão. a área e o raio hidráulico da seção transversal. representada por uma equação potencial da forma: Q = k ∗ ( h − h0) m . . A desvantagem principal do método é que nem sempre a função K=f(h) estará bem definida graficamente pelas medições realizadas. e. relativos às medições de descarga líquida. limite para os níveis mais altos (verificado no gráfico). os gráficos da curva-chave e da seção transversal e um relatório. conhecidos como métodos de: STEVENS. calculam-se os valores correspondentes de Q.2 . os pares ordenados cota x vazão. para analisar medições de vazão líquida. e em seguida extrapolá-la por três métodos consagrados.visa a uma interação completa com o usuário. Para a extrapolação da curva estão automatizados os procedimentos originalmente gráficos e manuais. É oferecida também a opção de gravar o relatório em disco. MANNING e LOGARÍTMICO. utilizando-se do método dos Mínimos Quadrados. as medições e desvios em vazão (diferença entre os valores medidos e definidos pela curva).

chr trip.2 .participaram do projeto com a utilização intensiva do sistema em suas versões iniciais.1 . placa VGA.2 . em micros PC de configuração mínima: 450 kb de memória livre.EQUIPE DE DESENVOLVIMENTO O sistema foi inteiramente desenvolvido no Laboratório de Hidrologia da COPPE .6.1.1.EQUIPAMENTO NECESSÁRIO Os programas trabalham em modo local e ambiente de rede.Departamento de Hidrologia: Engª Lígia Maria Nascimento de Araujo e Engº Flávio Machado Moreira. Na tela de instalação é dada a possibilidade de escolha de um diretório destino para instalação do programa. A:\> instala No ambiente WINDOWS usar o gerenciador de arquivos para executar o comando instala. 6.3 . versão 2. A tela indicará o percentual dos arquivos copiados e o status da instalação.2. Para aceitar a sugestão pressione [ENTER]. Fernanda Bogado de Azevedo e Rafael Kelman . sob o sistema operacional MS-DOS.INSTALAÇÕ DO SISTEMA No ambiente DOS executar da unidade do disquete o comando instala.EXECUTANDO O GRAFCHAV Do diretório adotado para instalação do Sistema execute: :\>GRAFCHAV A tela inicial será exibida com as opções: [ CURVA-CHAVE ] [ GRÁFICOS ] [ Editor de dados ] [Sobre. Foram atestadas as suas vantagens sobre os métodos tradicionais e feitas sugestões que se incorporaram à versão definitiva.da UFRJ . os técnicos do DEHID .da rotina de cálculo dos parâmetros da seção transversal: Engº Rodolpho Barbosa Moreira Na fase de testes dos programas. Envolveram-se mais diretamente com o projeto..4 .0 ou mais recente.exe.Universidade Federal do Rio de Janeiro Participaram do projeto: .OPERAÇÕES BÁSICAS 6. Serão copiados os arquivos: egavga.Coordenação de Programas de Engenharia . Para substituição da sugestão C:\GRAFCHAV use a tecla [backspace] para apagá-la e digite o nome desejado.2.como programadores: Renato da Silva Ferreira. engenheiros hidrólogos da CPRM .] . 6.bgi litt.exe Para finalizar a instalação acione (ao centro da tela) Arquivos copiados ! OK 6.como coordenadores: Engª Fernanda Rocha Thomaz e Engª Luciene Pimentel .Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais .exe.chr grafchav. sendo recomendável o 386DX ou superior e mouse para o acesso às diversas opções..

[Sai do programa] Para os três primeiros módulos veja instruções 6.4 e 6.DNAEE. o próprio programa acrescentará ". 6. de extensão . A opção [Sobre. é opcional e exclusivo para rodar o módulo CURVACHAVE. será atribuída 01/01/01.5.] apresenta os créditos do trabalho de elaboração e aprimoramento do sistema.. de extensão .COP é do tipo texto com o formato próprio do sistema GRAFCHAV e poderá ser editado em qualquer editor para MS-DOS. O arquivo com os resumos de medições de descarga. além de informar o número máximo de medições que poderão ser analisadas de uma só vez (total de 400) e a data da última revisão do programa.COP". O arquivo de seção transversal.O MÓDULO EDITOR DE DADOS PARA CRIAR ARQUIVOS O módulo CURVA-CHAVE admite dois arquivos de entrada que se complementam: o de resumos de medições de descarga e outro de levantamento da seção transversal. Com [ESC] retorna-se ao menu principal. Nº da medição: é o número de ordem da medição dado pela entidade operadora da estação Cota (cm): . respectivamente. O arquivo de extensão .RSM. Para sair do GRAFCHAV para o sistema operacional do computador escolha [Sai do programa] e em seguida confirme respondendo sim ou não a [Deseja sair do programa?] no canto superior esquerdo da tela. [Editor de dados] abre a janela com as opções: [Resumos de medições] [Seção Transversal] [Divisão por datas] [Junção de arquivos] [Menu Principal] (retorna à tela inicial) • .Arquivos de Resumos de Medições Com [Resumos de medições] será perguntado Cria novo arquivo ? sim não A) Respondendo sim uma janela solicitará Nome do arquivo (sem extensão) deve ser informado o diretório destino (caminho completo) e dado o nome do arquivo sem extensão.RSM é do tipo binário e só pode ser criado e alterado dentro do sistema MSDHD do DNAEE. sem digitar a data. é também o arquivo de entrada do módulo GRAFICOS.. É um arquivo do tipo texto que pode ser editado em qualquer editor para MS-DOS.2. sendo necessário apenas quando se deseja extrapolar a curva pelos métodos de STEVENS ou de MANNING.COP ou .SEC.2. O de extensão .3 .2. por exemplo) e as demais informações que constam dos resumos de medições de descarga de uma estação data da medição: (dd/mm/aa ) pressionando [ENTER].2.3. 6. A janela de edição se abre informando o nome escolhido para o arquivo e solicitando: Código da estação: (código da estação do SIH .

Selecionado o arquivo tem-se a janela de edição indicando o nome do arquivo. B) Respondendo não a janela de seleção de arquivo será aberta (ver 2.1 para seleção de arquivo).SEC". pois o próprio programa acrescentará ". pode ser útil não digitar os valores de velocidade e área. Aperte [Esc] para finalizar .Vazão (m3/s): Velocidade (m/s): Área (m²): Em todos os campos para correção deve ser usada [backspace] e para confirmação [ENTER].0. automaticamente será atribuído o valor 0. Aperte [Esc] para acesso aos dados das medições e ao menu de edição que possibilitará: Incluir Avançar Voltar Editar Excluir (uma medição por vez) ou para finalizar Fim Confirmando gravação de arquivo sim ou não retornará ao menu principal. Quando se está criando o arquivo para uso somente com o módulo CURVA-CHAVE. pressionando-se somente [ENTER]. por exemplo) e as demais informações que constam dos levantamentos de seção transversal Nº do ponto: é automaticamente e em sequência atribuído pelo programa Distância (m): Cota (cm): Nos dois campos para correção deve ser usada [backspace] e para confirmação [ENTER]. Código da estação: (código da estação do SIH .5. para os dois campos. Assim. Aperte [Esc] para acesso ao menu de edição que possibilitará: Incluir Avançar Voltar Editar Excluir (uma medição por vez) ou para finalizar Fim Confirmando gravação de arquivo sim ou não retornará ao menu principal.DNAEE. • Arquivos de Seções Transversais Com [Seção Transversal] a janela de edição solicitará Nome do arquivo (sem extensão) deve ser informado o diretório destino e dado o nome do arquivo sem extensão.

PRF". . Para efetivar o comando pressione [Enter]. em um mesmo campo. O formato é selecionado na parte inferior esquerda da janela aberta. • Selecionar Arquivo de Medições ]e[ ] para ativar o comando Com [Selecionar arquivo]. Na falta do mouse podem-se usar as setas para movimentação. dispondo-se dos arquivos de perfil transversal do MSDHD. todos com a extensão . No menu principal à direita do vídeo têmse então: [Selecionar arquivo] [Dividir arquivo] [Sair] (retorna à tela inicial do GRAFCHAV ) É possível o acesso às funções sem uso do mouse através das teclas [ desejado. com todas as medições de uma estação (até o máximo de 400 medições). Aciona-se: OK para efetivar a seleção ([ENTER] no uso sem mouse). Seleciona-se o arquivo desejado com apenas um clique sobre o nome do mesmo (ou [ENTER] no uso sem mouse). Este procedimento evita a digitação dos dados da seção transversal.Confirmando gravação de arquivo sim ou não retornará ao menu principal. através da atribuição de cores aos respectivos conjuntos de pontos (medições). porém exige a edição do arquivo convertido deixando-o com o seguinte conteúdo: código distância cota ex: 40025000 0.RSM. será necessário separá-los em arquivos distintos. com extensão . percorrendo-se toda a "árvore" de diretórios. O arquivo será criado no diretório grafchav (corrente). com dois cliques do mouse sobre os dois pontos (.5 550 .SEC". com os dois valores separados por um espaço em branco. Cota x Área e Cota x Velocidade. um em cada linha. No arquivo convertido do MSDHD os pares já se encontram neste formato. tal qual se faz no papel.2. . através do programa CONVPERF do próprio MSDHD.O MÓDULO GRAFICOS PARA ANALISAR MEDIÇÕES DE DESCARGA LÍQUIDA O GRAFICOS possibilita a análise das medições de descarga líquida através da construção dos gráficos Cota x Vazão. Na primeira linha constará apenas o código da estação e nas demais. Oferece a opção de separar visualmente períodos com tendências distintas de comportamento. de extensão ".SEC.4 . os pares distância (m) x cota (cm). Alternativamente. Caso o arquivo original do MSDHD contenha mais de um levantamento. 6. a tecla [Tab] para passar de um campo a outro. podemse obter os arquivos de extensão ".COP ou .0 700 1. surgirá a janela exibindo os arquivos disponíveis no diretório corrente. É possível alternar para qualquer diretório. Na tela inicial selecione [ GRÁFICOS ] e em seguida [continua]. [ENTER] para efetivar as opções e [ESC] para abandoná-las. Deve-se ter o cuidado de ao final do arquivo não deixar qualquer linha em branco e de salvá-lo com a extensão . convertendo-os para texto. ou CANCELA para retornar à tela anterior ([ESC] no uso sem mouse).) no lado direito superior da janela.SEC A edição do arquivo pode ser feita utilizando-se um editor para MS-DOS. .

que será dada automaticamente no padrão do sistema (. que ao ser acionado ampliará o respectivo gráfico para ocupar toda a tela disponível.COP (mesmo que o arquivo original tenha o formato MSDHD).COP). data.COP (ver 2. . Com a seleção do arquivo foram habilitadas as opções: [Impressão] [Colorir pontos] [Mudar cor do ponto] [Escala logarítmica] Com [Escala logarítmica] os gráficos se apresentarão em escala bilogarítmica. para criar arquivos menores. Cota x Área 3. Os dados da medição apontada (número. ou para sua ordem inversa [ ]. se acionada. Não poderá ser usado para dividir arquivo com mais de 400 medições. Para percorrer as medições. opção então habilitada no menu principal. Cota x Vazão 2. que poderá estar no formato do MSDHD. em sua ordem crescente de números (cronológica) utilize a tecla [ ]. vazão. Para retornar à exibição dos três gráficos acione [Geral]. A nova cor permanecerá ativa até que uma outra seja selecionada do mesmo modo. de extensão . área e velocidade) são informados no quadro à direita e à meia altura da tela. • Operação Efetivada a seleção de arquivo surgirão os gráficos das três funções: 1. O cursor de tela se acende sobre a medição em cor diferente dos demais pontos (azul é o padrão).4. Os arquivos serão criados em formato texto próprio do sistema e com extensão . Com [Mudar Cor do Ponto] será alterada a cor da medição apontada pelo cursor e das que forem apontadas em seguida. ou no formato texto próprio do sistema. Selecionado o arquivo solicitam-se: Nº de períodos (o limite máximo de períodos é 99) 1ª data: dd/mm/aa 2ª data: dd/mm/aa (serão solicitadas as datas limites para cada período) Arquivo de saída: poderá conter todo o caminho de subdiretórios mas não deverá ter extensão. Surge então a opção [Escala decimal] que. uma a uma. Caso as datas limites não englobem um conjunto de medições (mais de uma em cada um). Cota x Velocidade Ao lado de cada gráfico há o botão [X]. Ao ser acionada surge a janela para seleção do arquivo a ser dividido. cota.1). de extensão . o programa não aceitará a divisão. fará os gráficos retornarem à escala decimal.RSM.• Dividir Arquivo A opção é interessante quando já se conhecem os períodos de mudanças da curva-chave.

SEC .5 . que guardará a última cor selecionada com [Mudar Cor]. com dois cliques do mouse sobre os dois pontos (. o programa apresentará erro. em [Editor de dados] (veja instruções 2.3). mantém-se a janela para a escolha do arquivo de seção transversal (*.COP) veja instruções 2.RSM ou *. em um mesmo campo. ao se [voltar ao menu]. Recomenda-se a utilização prévia do módulo GRAFICOS para conhecimento das datas de eventuais mudanças de tendência das medições e identificação das medições incorretas. 6. Ao se executar CURVA-CHAVE. ou o azul padrão. Para seleção do arquivo de resumos de medições (*. percorrendo-se toda a árvore de diretórios. • Impressão Com [Impressão] é possível optar por cada um dos três gráficos por página: [cota x vazão] [cota x velocidade] [cota x área] ou pelos três na mesma página com [Geral] Há opções de impressora matricial laser (com [ESC] retorna-se ao menu) Se a impressora escolhida não estiver conectada. Em caso contrário será necessário primeiro criá-los. com as opções: Selecionar arquivo Digitar parâmetros Sair do programa (retorna à tela inicial) • Seleção dos Arquivos de Entrada [Seleciona arquivo] Só deverá ser escolhida com os arquivos de entrada já disponíveis. É possível alternar para qualquer diretório. .) no lado direito superior da janela. a tecla [Tab] para passar de um campo a outro.2.1. Será necessário informar o intervalo de seleção em cada caso: 1º valor (mínimo) 2º valor (máximo) Com [descolorir] todas as medições retornarão brancas. anotando-se estas observações. . a menos do ponto corrente (cursor). [vazões] ou número de [medições]. As opções [Mudar Cor do Ponto] e [Colorir pontos] oferecem muita flexibilidade para se executar o trabalho de identificação de tendências das medições e os períodos em que ocorreram as mudanças. surgirá a tela do "Menu Principal". (ou [ENTER] no uso sem mouse). Na falta do mouse podem-se usar as setas para movimentação.O MÓDULO CURVA-CHAVE Para sua adequada utilização é necessário estabelecer uma sequência de procedimentos.indicada na parte inferior esquerda). e então escolher o grupo de medições que serão coloridas por [período] ou faixas de valores de: [cotas]. Seleciona-se o arquivo desejado com apenas um clique sobre o nome do mesmo. Em seguida à seleção do arquivo de resumos de medições. [ENTER] para efetivar as opções e [ESC] para abandoná-las.4.Com [Colorir pontos] deve-se primeiramente [Selecionar cor] diferente da cor vigente.

Do lado direito. Medição A setas permitem percorrer as medições. o desvio em relação à curva.o cursor irá para a medição de cota igual ou imediatamente superior ao valor informado para a 1ª cota). . na seqüência direta ou inversa de sua numeração. Na parte inferior da tela tem-se o menu com as principais funções do programa. que contém apenas um levantamento da seção transversal.Movimentação do cursor de tela para apontar a medição desejada. só é necessária quando o objetivo é extrapolar a curva-chave pelos métodos de STEVENS ou de MANNING. A seleção do arquivo (*. data. uma a uma. • Definição da Curva-Chave Selecionados os arquivos de resumos de medição e o de seção transversal (opcional).SEC).Aciona-se: OK para efetivar a seleção ([ENTER] no uso sem mouse). se for o caso) e dos pares cota x vazão (embaixo ou ocupando toda a altura). Exclusão de pontos Curva-Chave Extrapolação Impressão Ajuste Manual No de trechos:1 Escalas Gráficas Divisão por períodos Medição ESC . têm-se os dados da medição sobre a qual o cursor (ponto em vermelho) se encontra.Sair A) . cota. São indicados na tela os dados referentes à medição apontada: no. ou CANCELA para retornar à tela anterior ([ESC] no uso sem mouse). à meia altura. Procura por: cota (Entre com a 1ª cota e a 2ª . quando já houver curva ajustada. A extrapolação poderá ser feita em etapa posterior à definição da curva para a faixa de cotas correspondentes às medições. à esquerda da tela surgirão os gráficos da seção transversal (ao alto. Medição oferece as opções. vazão e.

Exclusão de pontos por datas. Período (Serão excluídas as medições do período definido por suas datas de início e final . Será feita a exclusão da medição que estiver sob o cursor de tela. (intervalo) 1ª data: 2ª data: Cotas (Serão excluídas as medições do intervalo de cotas definido por seus limites inferior e superior .medição (digite o número da medição e em seguida [ENTER] para confirmar ou [ESC] para cancelar e retornar) B) .Exclusão de pontos Exclusão de pontos Esta opção é usada para se excluir do conjunto as medições consideradas incorretas. para que não influam na definição da equação. uma por vez. Exclusão de medição Ponto atual Período Cotas Vazão Medição Volta ao Menu Ponto atual Serve para excluir medições.no formato (01/02/84). Exclusão de pontos por cotas (intervalo) 1ª cota: 2ª cota: Vazão (Serão excluídas as medições do intervalo de vazões definido por seus limites inferior e superior em m3/s). em seguida o cursor se posicionará sobre a medição de número imediatamente superior. Exclusão de pontos por vazão (intervalo) 1ª vazão: 2ª vazão: . Pode-se repetir a operação quantas vezes se queira.em cm).

Número de trechos (estágios de cotas) da curva-chave No de trechos: 1 (padrão) deve ser mantido 1 no caso mais simples ou em uma primeira aproximação. com apenas um período. Exclusão de pontos por medição (intervalo) 1ª medição: 2ª medição: Para reconsiderar as medições excluídas. Com No de trechos: 1 será solicitado Digite o valor inicial de aproximação de h (em centímetros) _ [ENTER] confirma [ESC] cancela 0 Menor cota: é informado o valor em cm da medição mais baixa para escolha adequada do valor de h0 Cota de Fundo: (quando há arquivo de seção transversal) Caso seja informado um valor superior ao da menor cota surgirá a mensagem Cota inválida!! Clicando-se ok será possível informar um novo valor Em seguida será definida uma equação matemática do tipo: Q = k ∗ ( h − h0) m com seus parâmetros apresentados do lado direito superior da tela. escolhe-se ajuste por cotas. D) .1. No caso mais simples. C) .2.Curva-chave Para defini-la aciona-se Curva-Chave podendo-se escolher: Ajuste por: cotas datas Volta ao Menu [ENTER] confirma [ESC] cancela A opção datas é detalhada em 3. Para mais de um trecho veja instruções 3. pode-se retornar ao "Menu principal" e recomeçar todo o procedimento desde a seleção de arquivo.Medição (Serão excluídas as medições de números compreendidos no intervalo definido pelos limites inferior e superior). .1.

quanto mais próximo de 1.Seção Gráfico . medições e curva Em disco (relatório) é solicitado o nome do arquivo de saída (caminho completo nome e extensão) OK para confirmar e CANCELA para retornar à tela anterior Há opção de impressora Epson Laser (com [ESC] volta-se ao menu) Escolha orientação do papel : Retrato Paisagem Confirma impressão do gráfico? sim não Prepare a impressora OK Se a impressora escolhida não estiver conectada.3). Surge então uma janela com Ponto obrigatório ?sim não Deve ser respondido não para curva com uma só tendência (ver 3. clique ok na pequena janela ao centro da tela. As outras funções apresentam apenas dois estados: ON e OFF. A alternância para o estado oposto se faz com um clique do mouse ou [ENTER] sobre a função. Grid (ON) • linhas verticais e horizontais originadas na graduação dos eixos Impressão . . menores são os desvios entre os valores medidos de vazão e os calculados pela equação.Curva Parâmetros . para Grid. decimal) e LOG (logarítmica) para Escala. DEC (linear. o programa apresentará erro. Para ver desenhada a curva na tela.O valor de r (coeficiente de correlação) informa sobre a qualidade do ajuste da equação.1.Atributos do Gráfico A opção Escalas Gráficas oferece as funções: Alteração de escala gráfica Escala: LOG (ou DEC) Grid: OFF Fundo: prt Voltar ao menu Voltar ao menu faz retornar à tela anterior. • As "Escalas Gráficas" .Seção quando houver.Relatório e Gráficos Pode-se optar pela impressão de: Medições Extrapolação Medições excluídas Parâmetros . prt (preto) e azul para o Fundo do gráfico.

3. Havendo a identificação das datas de início e final destes períodos.6. Os trechos deverão concordar em seus extremos. Assim para divisão por datas deverá ser mantido Número de trechos: 1. para forçar o encontro das curvas (ver instruções 3. • Divisão Por Estágios De Cotas É possível estabelecer até três equações distintas para três trechos da curva.2. para que a curva como um todo seja contínua.A CURVA CHAVE EM MAIS DE UM ESTÁGIO E DIFERENTES PERÍODOS DE VALIDADE Na maioria das aplicações as medições apresentarão tendências distintas para diversos períodos ou ainda mudanças ao longo da faixa de variação de níveis d'água.Em Um Mesmo Arquivo As medições poderão se apresentar grupadas segundo tendências distintas. quando houver. É então solicitado um valor para H0 e deverá se repetir a seqüência apresentada em 2. • Divisão Por Períodos .5. em seguida digite o valor desejado e tecle [ENTER]) e ainda Entre com um valor para o início do 3º trecho da curva (se No de trechos: 3) Padrão: 709 (mesmo procedimento de substituição) Os valores. correspondem respectivamente a 1/3 e 2/3 da amplitude de cotas. será possível definir equações distintas para até três períodos dentro de um mesmo arquivo de medições. Em seguida se escolhe Curva-Chave e será solicitado Entre com um valor para o início do 2º trecho da curva (se No de trechos: 2 ou 3) Padrão: 209 (para substituir o valor sugerido use [backspace] apagando-o.2. Com Ajuste por: datas Entre com o número de períodos ___ deverá ser 1. definidos pela cota a partir da qual se deseja a mudança. passará a 2.D para ajuste da curva.D para ajuste da curva. O “ponto obrigatório” poderá ser usado.3 . servindo apenas como exemplos. Deve-se primeiramente alterar No de trechos: 1 com um clique do mouse sobre a opção. 2 ou 3 Período nº 1 1ª data: dd/mm/aa (mais cedo) 2ª data: dd/mm/aa (mais tarde) O mesmo procedimento deverá ocorrer para o Período nº2 e Período nº 3. para diversos períodos. nesse caso.3).OPERAÇÕES COMPLEMENTARES 6.1.1 . • O "Ponto Obrigatório" . com mais outro retornará a 1. Não é possível ajustar simultaneamente a curva com mais de um trecho de cotas e mais de um período para um mesmo arquivo. É então solicitado um valor para H0 e deverá se repetir a seqüência de 2. sugeridos como padrão para início do 2º e 3º trechos. com mais outro passará a 3.5.

Sua utilidade torna-se mais significativa quando se têm diversas equações para a curva-chave.É um artifício usado para forçar a curva a passar por um ponto determinado. correspondendo cada uma a um período. A cada tentativa somente será considerado o último ponto informado. Com Retraçar a curva. Isto significa considerar que a calha do rio (seção) se alterou daquela cota (nível d'água atingido pela cheia) para baixo. Acima daquela cota (onde a cheia não alcançou) as características da seção permaneceram como antes e portanto o trecho da curva-chave se manteve. um novo ajuste será feito considerando-se o ponto digitado. . imediatamente anterior à data de mudança de tendência das medições. Equivale a criar um ponto confirmado por N (="número de repetições") medições realizadas. As opções para seleção do ponto obrigatório continuam na tela para sucessivos ajustes se necessários. As repetições funcionam como peso no Método dos Mínimos Quadrados. especificando-se os valores de cota e vazão. A cota associada a este pico deverá ser o ponto de encontro. Ponto obrigatório Resposta usual no caso de uma só tendência das medições: não Resposta usual no caso de mais de uma tendência das medições: sim Passagem por ponto obrigatório Digita Ponto No de repetições Retraçar curva Voltar ao Menu Digita Ponto digitar valores para cota:(cm) vazão:(m3/s) confirmando-os sim não em seguida deve-se escolher No de repetições para 1 o trecho No de repetições 1 o trecho Pontos no trecho:158 (informado para orientação) Pode-se escolher No de repetições para todos os trechos. para que as diversas tendências se encontrem em cotas mais altas. no extremo superior. Este ponto de encontro pode ser identificado procurando-se o pico de cheia.

Com EXTRAPOLAÇÃO surgem as opções Logarítmico Volta ao Menu quando não há arquivo de seção transversal selecionado ou Logarítmico Stevens Manning Volta ao Menu quando há arquivo de seção transversal selecionado • O Método LOGARÍTMICO . 6.3. • Fixando os Três Parâmetros h0.5. por três métodos: LOGARÍTMICO. É necessário efetivar um ajuste automático prévio.EXTRAPOLAÇÃO DA RELAÇÃO COTA-VAZÃO O CURVA-CHAVE permite a extrapolação. k e m.• Divisão Por Datas . para cálculo de seus parâmetros hidráulicos: área. ou ainda para se avaliar uma curva já definida frente a novas medições realizadas.1). O parâmetro k deverá transladar lateralmente a curva. É possível obter o ajuste ideal por tentativas. perímetro molhado e raio hidráulico. ou o programa informará: Não há curva traçada !! Há duas possibilidades de ajuste manual: fixando o h0 ou fixando os três parâmetros h0. Deve-se partir para a extrapolação com as equações já definidas para a faixa de cotas das medições.4.Resultando Vários Arquivos de Medições A limitação de três períodos de datas com apenas um trecho de cotas pode ser contornada separando o arquivo em quantos forem necessários.O AJUSTE MANUAL Atenderá aos casos em que o ajuste automático não resultou satisfatório. Os métodos STEVENS. para adequar os valores dos parâmetros da equação e os desvios resultantes. k e m O programa desenhará a curva e calculará os desvios relativos às medições. É possível obter o ajuste ideal por tentativas.3 .3. e MANNING se utilizam do levantamento da seção transversal do curso d'água na seção de réguas. 6. m influirá mais sensivelmente sobre a sua curvatura e h0 mais sobre a sua inclinação. que encontrará seus valores ótimos.SEC correspondente à estação (ver 2. para cotas altas. alterando-se um por vez.2 .2). observando a sensibilidade da curva ao valor de cada parâmetro isoladamente. dentro do próprio programa CURVA-CHAVE na opção Divisão por datas que é idêntico a Dividir arquivo do módulo GRÁFICOS(ver instruções 2. observando a sensibilidade da curva ao valor de h0. e MANNING. • Fixando o h0 O valor informado será fixado e o cálculo dos demais parâmetros será automático pelo método dos mínimos quadrados. isto é. A alternativa pode ser valiosa nos casos em que há muitas mudanças de tendências das medições e poucas medições para caracterizar cada período. Para qualquer dos dois deverá ter sido previamente selecionado o arquivo de seção *. STEVENS.

para o trecho conhecido da curva . ____ digitar o valor (em cm) e [ENTER] É exibida na tela a tabela de vazões extrapoladas. no gráfico cota x vazão e ainda o gráfico de seção transversal (opcional) . Para verificação da aplicabilidade da equação. para dez pontos intermediários entre a cota máxima de medição e a cota de extrapolação. Pressionando-se uma tecla qualquer. a partir da tendência exibida.a partir da n Q= velocidade (v) e do raio hidráulico (R) calculados para as diversas cotas. calculadas através da equação definida para o trecho superior da curva-chave. na tentativa de se obter a linearidade do trecho em escala logarítmica. mudar para escala logarítmica e assim avaliar o trecho superior da curva ajustada pelo programa. a curva-chave é redesenhada com o trecho extrapolado exibido em cor diferente da adotada em sua parte inferior. pode-se.DIGITA PARÂMETROS . Em seguida o programa calcula Q para dez valores de cotas entre a medição mais alta e a cota de extrapolação. k e m). as curvas h x AR 1/2 e A1/2 x Q para os pontos medidos. É solicitado então informar o valor de K para as cotas altas.O método não utiliza os parâmetros hidráulicos da seção transversal e portanto dispensa a seleção do arquivo de seção transversal.R 2 3 . • O Método de MANNING É solicitada a cota máxima para extrapolação com a cota da medição mais alta exibida na tela. será necessário utilizar o Ajuste manual fixando-se um novo valor para h0. obtendo-se novos valores para os parâmetros k e m.1). O valor a ser informado poderá ser o da cota máxima observada nas leituras de régua do período em análise. A curva-chave é desenhada com o trecho extrapolado exibido em cor diferente da adotada em sua parte inferior.3. 6. A tabela apresenta as vazões para dez pontos de cotas intermediárias. ____ digitar o valor (em cm) e [ENTER] É baseado na fórmula de Manning 1 A. É solicitada a cota máxima para extrapolação. Caso o trecho se apresente com curvatura.4 . quanto à sua linearização. fazendo a comunicação entre elas e fornecendo os valores de vazão.1). O procedimento poderá ser repetido. entre a da medição mais alta e a de extrapolação fornecida pelo usuário. sem exibir. exibindoos na tela. que é do tipo Q = k ∗ ( h − h0) m . através da opção "Escalas gráficas". e portanto do método. sendo exibida na tela a cota da medição mais alta.I 1 2 (ver 1.PARA DESENHAR A CURVA-CHAVE A opção permite que se desenhem curvas previamente definidas. A curva-chave é redesenhada com o trecho extrapolado exibido em cor diferente da adotada em sua parte inferior. n 1 1/2 O programa determina os valores de K ( I = cte = K ). e plota os pontos h x K. Obtido um novo ajuste deve-se solicitar Extrapolação e em seguida Logaritmico para se ter o trecho extrapolado. O programa constrói. através da informação de seus três parâmetros (h0. • O Método de STEVENS É solicitada a cota máxima para extrapolação com a cota da medição mais alta exibida na tela. ____ digitar o valor (em cm) e [ENTER] O método é originalmente gráfico e se baseia na fórmula de Chezy (ver 1.

Ultrapassando-se este limite. uma vez que se fundamenta na equação de Manning para o escoamento uniforme e admite a regularidade da seção transversal. houver controle definido. no formato MS Excel 97. e salvando-o com extensão . 1998) e aos ajustes de distribuições e intervalos de confiança. Partindo-se do arquivo . O Menu apresentará desabilitadas as opções Curva-Chave.RSM será necessário convertê-lo no sistema MSDHD e depois editá-lo em editor para MS-DOS.2 .2 – DESCRIÇÃO DO MODELO A planilha eletrônica. contém 4 folhas de tabelas e 1 folha de gráfico.4. da enchente para a vazante. especialmente quanto à inserção automatizada dos dados de entrada (interface de comunicação com o Microssistema de Dados Hidrometeorológicos – MSDHD (ANEEL. colocando-o em formato adequado (próprio do Sistema GRAFCHAVE).1 APLICABILIDADE DO MÓDULO CURVA-CHAVE A metodologia utilizada no CURVA-CHAVE é aplicável aos casos em que se considera unívoca e permanente a relação cota-vazão.SEC). for desprezível se comparada à precisão do método de medição de vazão. Maior cota : (cm) Menor cota : (cm) H0 : (cm) K: m: Se desejar incluir seção transversal a janela de seleção será aberta para a escolha do arquivo (*.1 – APRESENTAÇÃO Este trabalho foi realizado pelo engenheiro Afonso Kalil da Divisão de Hidrologia Aplicada do Departamento de Hidrologia .10 7.4.COP FEVEREIRO/1999 7. Nº de trechos: e Divisão por datas. o programa não apresentará resultados válidos. 7. Para superar esta restrição será necessário editar o arquivo e dividí-lo em outros de até 400 medições.RESTRIÇÕES DE USO 6.TAMANHO DO ARQUIVO DE ENTRADA O GRAFCHAV pode aceitar no máximo um conjunto de 400 medições por arquivo. visando à uma versão mais completa e robusta. 6.DEHID. 4 . discriminadas a seguir: . dividindo-o. O modelo de planilha eletrônica desenvolvido para cálculo de vazões mínimas está sendo refinado. 6. e a seção for regular e estável durante o período considerado. Será válida quando: a variação da linha d'água.PLANILHA DE CÁLCULO q7. VAZÕES MÍNIMAS .Nº de trechos ____ (até 3 estágios de cotas ou períodos de datas).

DMQ e Resumo . ajustados para posições de locação de acordo com o critério desejado pelo operador (via ferramenta de cenários). a média e o desvio padrão (Kite. 1977. I e J. sendo default a formulação de Cunnanne (Cunnanne. por Gumbel e Weibull e o resumo dos ajustes para diversos períodos de retorno (TR). respectivamente média e desvio padrão amostrais. rio Paraíba do Sul. um quadro com o cálculo de desvios médios quadráticos (DMQ) e coeficientes de correlação (CORR) entre a amostra e os ajustes. também. 1997). 1997). obtidos das colunas H. A planilha permite que sejam descartados pares de valores (TR.dsc (MSDHD) para o formato *. Plan1 . I e J de Plan1 (Kite. 5.4 – DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Um exemplo é demonstrado. Nas colunas E. A planilha permite que sejam descartados pares de valores (TR. Introdução) e também são listados os melhores ajustes conseguidos para Gumbel e Weibull. 1978. 4.1. A formulação de posições de locação adotada foi a de Cunnanne. 1997).v. q7) conforme a habilidade e sensibilidade estatística e hidrológica do operador (Lanna. os DMQs e CORRs são calculados (q. Haan. média e mínimo).3 – UTILIZAÇÃO A base de dados necessária para o trabalho consiste nas séries históricas de vazões diárias. 1997). Chow et al. 4. O q7.calcula o ajuste dos mínimos pela distribuição de Gumbel. capturados automaticamente das respectivas folhas. convertidas do formato *. utiliza-se. estação Queluz. Importar a série de vazões para as colunas A e B de Plan1.4 e 70. 3. código 58235000. 1997). 1979 e Lanna. Além do coeficiente de assimetria amostral.10 ajustado por Gumbel e Weibull foi calculado em 71. adaptada para trabalhar com mínimos. 2. 1. 3. q7) conforme a habilidade e sensibilidade estatística e hidrológica do operador (Lanna. 1988 e Lanna..vdd (ASCII duas colunas. Nas colunas H.calcula o ajuste dos mínimos pela distribuição de Weibull. Na folha DMQ e Resumo. A folha gráfica serve como apoio aos procedimentos de ajustes. nas colunas H.apresenta um resumo de estatísticas extremas da série histórica de vazões (máximo. 1979 e Lanna. I e J classificam-se estes valores. 2. 7.gráfico do ajuste de q7 = q7 (TR). a primeira é a data e a segunda a vazão média diária). Q7-min . mas 49 aptos para análise (sem lacunas maiores que 13 dias). 1977. F e G são listados os valores da coluna D de maneira mais prática para o trabalho. sendo as colunas D e E para este ajuste mais refinado. Calcular as médias móveis de sete dias na coluna C e os seus mínimos anuais na coluna D. assumindo-se pequenas amostras como o caso geral. Weibull . com 52 anos no histórico. Gumbel .. O ajuste na folha Weibull precisa do cálculo do coeficiente de assimetria amostral. 7. 5. listando-os e classificando-os para que seja possível o cálculo de suas posições de locação. Haan.0 . O ajuste na folha Gumbel faz-se pelas variáveis x e s . mas cada ajuste substitui o anterior.realiza os cálculos dos q7 anuais (mínimos das médias móveis de sete dias).

o ajuste por Weibull se mostrou mais adequado em todas as estações.m3/s. sendo a de Weibull mais próxima dos dados. desvio padrão e assimetria) permitem esta adaptação à configuração curvilínea da amostra. seja Gumbel ou Weibull. que se mostra fundamental no trecho inferior da curva (longos períodos de recorrência). Os três parâmetros da distribuição Weibull (média.10 . razoavelmente próximos. há um distanciamento considerável das distribuições. . verificou-se uma proximidade muito grande entre os dois ajustes para o q7. entretanto. que para longos períodos de retorno. Contudo. no espectro de períodos de retorno entre 2 e 1000 anos. Observa-se. Para 33 estações analisadas na bacia do rio Paraíba do Sul.

EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTOS DIVERSOS CANAL LATERAL COM SOLEIRA VERTEDOURA AO FINAL I ) Dimensionar um canal extravasor lateral com soleira vertedoura ao final. .5 m. admitindo-se que a largura máxima seja 10 m. o canal seria estável se fosse revestido com pedras de 10 a 15 cm.87m / s .5 m). Assim: v máx = 1. por exemplo.1.75 x1 = 16.1 = 1. estudar-se-ia o aumento da lâmina prevista para o canal.7 x1. seja excessiva e.1 para a correção da velocidade admissível no canal (tendo em conta o tirante de 1. Daí: b= 30 − 0. a largura de fundo Supondo-se que a largura calculada. Experimenta-se então um hmáx = 1.6 tem-se o valor de 1.75 x1. com grande quantidade de argila.75 Da Tabela 7. Assim.9m 1.5 Observa-se assim que o canal com 10 m de largura e tirante de 1.7 x1 b = 16. considerando-se Daí: hmáx = 1 m. • Definição da geometria do canal.9 m é adequada para o canal sem revestimento.1.6 = 10m 1. Como alternativa pode-se verificar as condições de funcionamento do canal com largura de 10 m e tirante máximo de 1 m. em função dos aspectos topográficos locais.4.75 x12 Pela Tabela 7. • Proteção do canal de restituição das águas vertidas ao rio.7 m/s b= Q máx − mhmáx v máx hmáx b= 30 − 0. pode-se fixar m = 0.79m / s 1x10 + 0.87 x1. dados: Q máx = 30m 3 / s material do local: solo muito compactado. Da Tabela 7.1. Da Tabela 7.ANEXO 2 . v' máx = Q máx hmáx b'+ mh 2 máx = 30 = 2.5.1. admite-se v máx = 1.5 m atende às condições de estabilidade do material de fundo.5.5 = 9.

partindo-se de hmáx = 1.46 = 0.04m Adota-se o valor mínimo p = 0.50 − 1.7 x10 ⎠ 2/3 = 1. . Note-se que.1. verifica-se que o material adequado para construção da soleira é cascalho grosso com diâmetro de 40 a 75 mm.5.65m Velocidade de escoamento sobre a soleira: v sol = Q máx 30 = = 2.46m Altura da soleira: p = hmáx − hsol = 1.46 = 3. dimensiona-se a soleira afogadora ao final h sol ⎛Q ⎞ = ⎜ máx ⎟ ⎝ 1.5hsol = 2.46 = 1.Supondo-se que se adote a solução do canal extravasor: Altura d’água sobre a soleira: b = 10 m.05 m e o canal terá o tirante máximo igual a: hmáx = p + hsol = 0.96 m. hmáx = 1.05m / s h sol b 1.46 x10 Pela Tabela 7.5 x1.5 m. nesse caso. ter-se-ia que recalcular o canal extravasor.96m Extensão da soleira: L sol = 2.50 + 1.7b ⎠ 2/3 ⎛ 30 ⎞ =⎜ ⎟ ⎝ 1.

012 m (ver Exemplo VI) Perda de carga nas grades da tomada d’água h g = 0.9479 m2 v= Q 3. • Determinação das perdas de carga no sistema adutor a montante da chaminé de equilíbrio. Perda de carga inicial na tomada d’água hi = 0.CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO II ) Verificar a necessidade da instalação de uma chaminé de equilíbrio em um aproveitamento hidrelétrico com as seguintes características: Tomada d’água: igual à descrita no Exemplo VI Tubulação forçada: Diâmetro nominal Dn = 44” (111.0 = = 3.9479 Verificação da necessidade da chaminé de equilíbrio: L 540 = = 21.52 mm) Espessura da parede Comprimento total Altura de queda bruta Descarga de projeto L = 540 m H = 25 m ver Exemplo VI Q = 3. Dimensionamento da chaminé de equilíbrio: Supõe-se a instalação dessa chaminé de equilíbrio no ponto da tubulação distante 500 m da tomada d’água e a 40 m da casa de máquinas.6 > 5 H 25 th = e vL 3.044 m (ver Exemplo VI) Perda de carga na entrada da tubulação adutora .76 cm) e = 3/8” (9.86 cm A = 0.165 x540 = = 6.97 s > 3s (6s ) gH 9.0 m3/s ver Exemplo VI Cálculo da velocidade da água no interior da tubulação: Diâmetro interno Área interna D = 109.165m / s A 0.81x 25 o que mostra haver necessidade da instalação de uma chaminé de equilíbrio.

majorando-se o diâmetro interno seja: Dc Dc = 4.165 = 4.9479 v2 x = x = 3.62m Com a finalidade de reduzir a altura da chaminé de equilíbrio.0m Ac = Lc At 3.32 Lc = 500 m = 0. o NA do reservatório não varia e: H m = H = 25.00 2 Ac = = = 12.020m 2g 2 x9.241 m • Determinação da área mínima interna da seção transversal Supondo o aproveitamento “a fio d’água”.288m 2 2 g ( H m − ht )ht 2 x9.165 2 500 x0.1651.408)3.012 + 0.044 + 0.81 Perda de carga por atrito na tubulação adutora a montante da chaminé de equilíbrio Para paredes lisas: K a = 0.165 2 v2 = 0.020 + 3.00m πDc2 π4.332m 109.861. pode-se aumentar a área da seção transversal da mesma.165m 109.9 x0.5 = 4.40 x Perda total de carga no sistema adutor Com tubulação de paredes lisas: ht = hi + h g + he + ha = 0.012 + 0.332 = 4.9 x0.861.40 3.241 m Com tubulação de paredes ásperas: ht' = hi + h g + he + ha = 0.81 (25 − 3.he = k e 3.046m resultado Para esse diâmetro.04 = 0.5 = 3.044 + 0. a altura da chaminé de equilíbrio será: H c = 19.408 Dc = 2.1 h' a = J ' Lc = 410 x0.1 3.5664m 2 4 4 .020 + 4. por motivo econômico ou para tornar a sua construção mais fácil.1 Para paredes ásperas: K a = 0.5 km ha = JLc = 410 K a ha = 410 x0.9 Lc D 1.1651.32 x v 1.

5664 ht 3.13 ou na Figura 7.21 Yd k ' = 0.683 na Tabela 7.0 + 4.21m gAc 9.95m que identifica a depleção ' YD com abertura parcial de 50% a 100% como mais favorável que a depleção YD logo após a elevação com fechamento 100%.386 YD = z d Yd = 0. considerando as perdas de carga: k'= ht' 4.• Determinação da oscilação da água no interior da chaminé de equilíbrio Elevação máxima da água.14 + 1.21 = 2.241 = = 0.21 Ye 2 1 z e = 1 − k + k 2 = 0.9479 x500 = 3. considerando as perdas de carga: Ye = Yd = v k= At Lc 0.21 = 4.0 + 0 = 11.33. encontra-se Entrando-se com z d = 0.95 + 1.1.32.667 x6. para um fechamento de 100%.1. Entrando-se com k '= 0.683 6.14 ou na Figura 7. encontra-se ' z d = 0.797 ' ' YD = z d Yd = 0. • Cálculo da altura da chaminé de equilíbrio ' H c = YE + y E + YD + y D + YR H c = 4.386 x6.81x12.667 3 9 Ye = z eYe = 0.408 = = 0.165 = 6.21 = 4.797 x6.09m .1.1.40m Depleção decorrente da abertura parcial de 50% a 100% do dispositivo de fechamento.683 na Tabela 7.14m Depleção consecutiva da água após a elevação máxima para um fechamento de 100%.549 6.

50 m/s é menor que a máxima admissível (Tabela 7.9 1.32 x0.77 Q3 13 = 123.50m / s .0m L = 40. IV )Verificar a espessura de parede da tubulação forçada apresentada no Exemplo VI.5 m/s) e. hg H = 25. aceitável.77 = 92cm H 8 • Verificação da velocidade A velocidade da água no interior será: v= Q 4 x1 = = 1. onde A 3. a queda bruta em relação ao NA da câmara de carga da tubulação forçada será: .501.92 2 A = área interna da seção transversal da tubulação A velocidade de 1.70m / s e ' ha relativas ao canal de adução. portanto. Dados colhidos do Exemplo VI: Queda bruta do aproveitamento Comprimento da tubulação forçada Diâmetro interno da tubulação forçada Velocidade da água no interior da tubulação forçada Deduzidas as perdas ' hi' .15km • Cálculo do diâmetro econômico Aplicando-se a fórmula de Bondschu simplificada.15 .9 L = 410 x0.29m D 1.1 921.7mm v = 4.0m D = 901.1416 x0. sabendo-se que o tempo de fechamento para a turbina é de 6 segundos.1.1 que eqüivale a uma perda de carga percentual de 4% da queda bruta. tem-se: De = 123. tem-se: ha = 410 K a v 1.CONDUTO FORÇADO III ) Determinar o diâmetro econômico de uma tubulação de aço que opera dentro das seguintes condições: Descarga máxima Queda bruta Comprimento Q = 1m 3 / s H = 8m L = 150m = 0. • Verificação da perda de carga Pela fórmula de Scobey.15 = 0.

81x 24.00mm e= 2.8. .041tf / m 2 = 2.325 = 24.3082kgf / cm 2 ⎝D⎠ O diâmetro da tubulação de aeração será de: 3 d = 7.1.422m − hs = 22.70 x 40 = = = 0.500⎜ ⎟ = 0. 7. Adota-se tubo de 10 cm de diâmetro ou 4”. ⎛e⎞ p c = 882.4 com parâmetro equação de hs (item 7.00 = 2. De acordo com a metodologia apresentada no item 7.3082 = 10cm .9% de de H 1 = +3.3.9% H 1 = −5.130 θ gH 1t 9.8 D + 508 901.1.619 + 3.619 x6 Entrando-se no gráfico da Fig.041m pi = 28.52mm 400 400 e e Espessura mínima: emin = Pelos valores encontrados para emin .422 = 28.619m Cálculo da sobrepressão e depressão para t = 6s : ρ vL 4. conclui-se que a espessura mínima permissível de 6.5 deve ser calculado o diâmetro da tubulação de aeração para prevenção do colapso.7mm de coluna d’água σ f = 1400kgf / cm 2 k f = 0.H 1 = 25.0 − 0.b) encontra-se: Sobrepressão: Depressão: ρ = 0. encontra-se Z2.804 x901.1.7 + 508 = = 3.7 + 1.012 − 0.47 Q pc = 7.13mm 2 x1400 x0. Substituindo-se Z2 na θ + hs = 13.130 .638m Cálculo da espessura de parede da tubulação forçada e= pi D + es 2σ f k f onde: pi = H 1 + hs = 24.35 mm (1/4”) foi adotada corretamente para a espessura de parede da tubulação forçada no Exemplo VII.804kgf / cm 2 D = 901.044 − 0.47 1 0.8 e1 = 1.

40 = = 1. espaçadas de 30 mm. escavado em terra.20m / s A 12 v e Com os parâmetros se Rh e n .4 m3/s.21m A 12 = = 1.175m P 10.5 horizontal e onde a água flui com uma profundidade de 2. Solução: De acordo com o enunciado do problema.5 x 2) = 12. QUEDA LÍQUIDA E POTÊNCIA INSTALADA V ) Qual a perda de carga por atrito em um canal com 400 m de comprimento.0 m de altura x 2. 3/8” diâmetro. inclinação das paredes de 1 vertical e 1. e utilizando-se as fórmulas de Chézy e Ganguillet e Kutter determina- J = 0.288m VI)Determinar a potência a ser instalada em um aproveitamento hidrelétrico com 25 m queda bruta e uma descarga de projeto de 3 m3/s.00 m e uma descarga de 14.00m h = 2.025 (caixa do canal em terra) Q = 14.40m 3 / s m = 1. com seção transversal trapezoidal.21 Rh = Calculando-se a velocidade da água no canal. tem-se: v= Q 14.00m 2 P = 3 + 2 x 2 1 + 1.00m n = 0.4km b = 3. temos conhecidos os seguintes elementos básicos: L = 400m = 0. inclinadas de 85 em relação ao piso da tomada d’água.00 m de largura no fundo.4 = 0. tendo 3. cobrindo uma área bruta de 1.5 2 = 10. apresentando as seguintes dimensões: Tomada d’água do canal Grade constituída com barras de ferro redondas.5 Área da seção molhada: Perímetro molhado: Raio hidráulico: A = 2(3 + 1. sabendo-se que a unidade turbogeradora é alimentada por um sistema adutor constituído de um canal entre a barragem e a câmara de carga e de uma tubulação forçada em aço alimentando uma única unidade geradora.72m / km A perda de carga será: ha = JL = 0.0 m de largura. 0 .72 x0. entre a câmara de carga e a casa de máquinas.PERDA DE CARGA.

500 m de comprimento e com curvas suaves.0 m de altura x 2. com área útil de 1.10 Perda de carga na grade ⎛e h = Kg ⎜ 1 ⎜e ⎝ 2 ' g ⎞ v2 ⎟ sen θ1 ⎟ 2g ⎠ Q = 3. espaçadas de 35 mm.0m 2 θ1 = 85 0 vg = Q 3.0 e1 = 9.0m 2 v= Q 3.0 = = 1.44 cm externo).0 = = 1.0m 3 / s A = 1x 2 = 2. inclinadas de 900 em relação ao piso da tomada d’água. Boca da tubulação forçada em forma de campânula Tubulação forçada Construída em chapa de aço soldada.0 m de altura x 1. com acabamento de argamassa de cimento na proporção 1:3. Cálculo das perdas de carga no sistema adutor Perda de carga na tomada d’água do canal • Perda de carga inicial hi' = k i v2 2g k i = 0. cobrindo uma área bruta de 2.0 1.81 Perda de carga • hi' = 0. na câmara de carga Grade construída com barras de ferro com arestas vivas.10 Descarga Área de escoamento Velocidade da água Q = 3.Canal Em concreto. diâmetro nominal 36” (91. Tomada d’água da tubulação forçada.0115m 2 x9. seção retangular uniforme.5m / s A 2.0m 3 / s A = 1x 2 = 2.5m / s Ag 2. de seção retangular 10 mm x 60 mm. espessura de parede 1/4” (0.53mm (3/8”) 4 3 Descarga Área bruta da grade Inclinação da grade Velocidade da água a montante da grade Espessuras das barras (diâmetro) .5 m de largura.0 m de largura.5 2 = 0.635 m) e 40 m de comprimento.

0m n = 0.0m A 2.1.0m b = 2.5 2 ⎛ 9.0 x 2.00155 ⎞ 1+ ⎜ 23 + ⎟ 0.00065 0.00155 1 + 0.044m ⎟ 0.996 2 g = 2 x9.011 ⎛ 0.81 = 19.0 = 2.0 Rh = Calculando-se a velocidade da água no canal.011 C= = 83.5 x0.0 J = 0.5m P 4.79⎜ = 0.325m Verificação: Aplicando a fórmula de Ganguillet e Kutter.0 = = 1.996 19.65 m/km tem-se: Adotando-se uma declividade ha = JL = 0.79 ver Tabela 7.62 ⎝ 30 ⎠ ' g 4 Perda de carga no canal • Perda de carga por atrito Dados: L = 500m = 0.0m 3 / s Área da seção molhada: Perímetro molhado: Raio hidráulico: A = 1.00065 ⎠ 0. sen θ1 = sen 85 0 = 0.316 0.50m / s A 2.00065 = 1.0 + 2 x1.011 (revestimento com argamassa de cimento 1:3) Q = 3. temos: 0.Espaçamento entre barras e2 = 30mm K g = 1.5 = 0.502m .0 = = 0.5km h = 1.00m 2 P = 2. tem-se: v= Q 3.0 = 4.53 ⎞ 3 h = 1.65 x0.62 Perda de carga 1.2. Perda de carga na tomada d’água da tubulação forçada .316 0.5 ⎝ 23 + Levando o valor C à fórmula de Chezy: v = 83. o que comprova que a declividade adotada é adequada.

005m 2 x9.0 x1.000 2 g = 2 x9.04 Diâmetro interno da tubulação D = 91.0m 2 v= Q 3.1.0 2 = 0.62 Perda de carga 1.ver Figura 7.0 = = 1.5 = 3.• Perda de carga inicial hi'' = k i v2 2g Descarga Área de escoamento Velocidade da água Q = 3.10 Perda de carga na grade ⎛e ' hg' = K g ⎜ 1 ⎜e ⎝ 2 Descarga ⎞3 v2 ⎟ sen θ1 ⎟ 2g ⎠ Q = 3.42⎜ ⎟ 1.0m / s A 3.0 x1.2.0 2 ⎛ 10 ⎞ 3 ' hg' = 2.81 = 19.em forma de campânula K e = 0.0m 3 / s A = 2.0 1.1 .0m 2 vg = Q 3.0m 3 / s Ag = 2.81 Perda de carga • hi'' = 0.0 = 0.44 − 2 x0.42 ver Tabela 7.0m / s Ag 3.62 ⎝ 35 ⎠ 4 • Perda de carga na entrada da tubulação forçada v2 he = K e 2g Descarga Q = 3. sen θ1 = sen 90 0 = 1.0m 3 / s .0 e1 = 10mm e2 = 35mm 4 Área bruta da grade Velocidade da água a montante da grade Espessuras das barras (diâmetro) Espaçamento entre barras K g = 2.023m 19.635 = 90.17cm .5 = 3.0 = = 1.2.

553m / km 141.171.045 + 0.156 = 23.32 18.012 + 0.701.9 90.70 2 = 0.81 • Perda de carga por atrito Dados: K a = 0.Área interna da seção transversal A= πD 2 3.8% da H = 25m Queda bruta Perda total de carga no sistema adutor ht = 1.17cm (já calculado) (já calculado) Pela fórmula de Scobey: J = 410 x0.044 + 0.6386 Velocidade da água no interior da tubulação A perda de carga na entrada da tubulação será: he = 0.32 4.040 = 0.44 A perda de carga será: ' ha' = JL = 17.70m / s A 0.040km v = 4.553x0.32 .comprimento da tubulação L = 40m = 0.702 = 1.325 + 0.6386m 2 4 4 v= Q 3.tubulação nova em chapas de aço soldadas .023 + 0. Cálculo da queda líquida sabendo-se que: que representa 4.005 + 0.1 J = 410 x0.702m Perda total de carga no sistema adutor ' ' ' ' ht = hi' + hg + ha + hi'' + hg' + he + ha' ht = 0.1416 x0.923 = 17.04 4.045m 2 x9.70m / s D = 90.844m Cálculo da potência instalada sabendo-se que: Q = 3.156m queda bruta.156m A queda líquida será: H L = H − ht = 25 − 1.0m 3 / s .0 = = 4.9017 2 = = 0.

844m rt rg = 0.80 C = 4.5C 0.60 m H = 25.5C 45° face de parede perpendicular ao talude face de parede vertical 2.5D D A 0.85 P = 9.60 0.0 m 0. VII) CASO: Terra D = 0.40 CORTE PERFIL H = Altura de água sobre o bloco D = Diâmetro da tubulação C = Comprimento da base do bloco (tabelado) B = Largura da base do bloco = 3D (no caso) A = Valor que deve ser no mínimo igual a 2D Nota: No caso o bloco foi enterrado a fim de garantir A = 2D . portanto a potência instalada será de 597 kW.5D junta de dilatação B = 1.81rt rg QH L .H L = 23.

ANEXO 2 Taxa Câmbio = 1.30 km 0.) até dist. R$ / unid. de 3 m un.37 18.49 3.98 3.00 km 1. de 0.44 3.21 3.00 km 1.30 km 0.66 3.93 Desmatamento.00 km m m m m m 3 3 3 3 3 R$ / unid. carga e transporte de Terra com Motoescavotransportador tipo CAT 621 ou similar Preço Total em m (corte) para dist.87 3.33 5.49 1.72 m3 m3 m m m m 3 3 3 3 2.50 km 1.56 3.87 4.49 2.15m Desmatamento.91 4. 2. 0.38 US$ / unid. orgânico (raízes.18 .50 km 2.52 Recarga de Terra no Estoque ou Botafora com Pá Carregadeira de pneus e transporte com Caminhão Basculante comum Preço Total em m3 (veículo) p/ dist. destocamento e limpeza de terrenos com árvores D < 0.60 4.08 3.50 km 2.30 2.00 km Escavação.COMPOSIÇÃO DE CUSTOS E PLANILHAS DE ORÇAMENTO RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS DE OBRAS CIVÍS Custos Referidos a: JANEIRO/98 Fonte: Composição de Custos .50 km 1. carga e transporte de Terra com Pá Carregadeira.02 2.12 R$ / 1US$ US$ / unid.15m Remoção de Camada de Solo com mat.41 20.ANEXO 3 .71 1.91 2.58 2.80 1. 0.94 2. 50m Escavação.50 km m3 m 3 1.30 km 0.06 2. 2 0. etc. de 0.79 2. trator e Caminhão Basculante comum Preço Total em m3 (corte) para dist. destocamento e remoção de árvores D > 0.

00 km 1.30 km 0.67 11.85 .55 10.50 km 1.10 20. etc.00 km m3 m m 3 3 2.99 13.81 12.00 km 1. de 0.17 14.96 3.89 11. de 0.26 12.) Escavação de Rocha a céu aberto (perfuração/desmonte/carga no veículo.35 m3 m m m m m 3 3 3 3 2 10.30 km 0.00 km Escavação de Rocha a céu aberto (perfuração/desmonte/carga no veículo.50 km 2.50 km 1.62 13.57 2.62 13.50 km 2.00 km 1.99 2. de 0.52 m3 m m m m 3 3 3 3 9.92 11.23 12.00 km Escavação de Rocha em Pedreira (perfuração/desmonte/carga no veículo.89 13.58 14.92 12.00 km 1.37 10.55 15.20 13.02m2/m3 (escav.1.91 US$ / unid.50 km 2. rocha (geometria definida) Escavação de Rocha a Céu Aberto (para fundações.50 km 2.64 11.00 km Pré Fissuramento para escav.50 km 1. canais. transportador e transporte em Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" Preço Total em m3 (corte) para dist.78 10.43 9. m3 m m m m 3 3 3 3 10. Rocha .95 11.51 12.56 10. transportador) e transporte em Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" inclusive prefissuramento 0.48 18.29 2.30 km 0.76 12. transportador e transporte em Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" Preço Total em m3 (corte) para dist.86 12.13 12. Preço Total em m3 (corte) para dist.64 2.geometria definida). R$ / unid.13 15.

00 km 4.10 1.30 km 0.10 3 Espalhamento 0. ATERRO LANÇADO ( Solo.53 US$ / unid.90 5.Recarga de Rocha em Depósito ou Botafora no veículo transportador e transporte em Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" Preço Total em m3 (veiculo) para dist.60 Preço/ m de Aterro 3 Vol.38 4.20 3.01 4.44 1.60 0.10 1.18 2. de 0.79 0. Material direto da Escavação Obrigatória (Terra) -----> ATERRO LANÇADO Lançamento e Espalhamento de Terra Material de Depósito ou Botafora (Terra)------->ATERRO LANÇADO Recarga + Transporte + Lançamento e Espalhamento de Terra 0.28 Preço/ m de Aterro 3 1.37 4. Preço/ m de Aterro 3 2.43 3.10 1.50 km 2.46 3.10 1.00 km m3 m m m m 3 3 3 3 US$ / unid.91 4.84 4.43 4. sem compactação) Distância Preço/unid.50 km 2.99 3.60 0.91 2.10 1.60 Preço/ m de Aterro 3 2. em m 1.83 3.50 km 1.60 0.00 km 1.00 km 1. ENSECADEIRA.35 Vol.60 0.57 2.00 km Material de Emprestimo (Terra) --------> ATERRO LANÇADO Escavação + Carga + Transporte + Lançamento e Espalhamento de Terra 0. ETC.98 1.05 3.50 km 3.10 1.60 0. 2.00 km 3.13 SERVIÇO EM TERRA E ROCHA para BARRAGEM.52 2.60 0.82 2.82 2.10 1.50 km 2.85 4.50 km 1.85 3.62 2.58 R$ / unid. em m 3 Espalhamento 0.49 5.10 3.41 .66 3.02 2.10 1.96 3. 2. 0.60 Preço/ m de Aterro 3 Preço/ m de Aterro 3 0.42 3.38 Espalhamento 0.60 0.60 R$ / unid.94 3.60 0.30 km 2.67 3.27 3.87 4.30 km 0.

19 1.92 5. em m3 1.86 0.20 1.10 3 3 2.50 km 2.00 km Vol.20 1.27 4.66 3.com Motoscraper) --------> ATERRO COMPACTADO Escavação/Carga + Transporte + Compactação 0.39 7.20 Compactação 1.26 Preço/ m de Espalhamento Enrocamento 3 Preço/ m de Enrocamento 3 0.57 2.18 2.86 3.50 km Vol.74 5.00 km 1. Preço/ m de Enrocamento 3 Preço/ m de Espalhamento Enrocamento 3 2.58 2. Preço/ m de Aterro 3 2.20 1.19 1.ATERRO COMPACTADO ( Solo compactado) Distância Preço/unid.33 5.19 1. Vol.19 R$ / unid.39 3.19 Compactação 1.02 2.87 3.19 Preço/ m de Aterro 3 Preço/ m de Aterro 3 3.94 3.23 3.20 1.86 R$ / unid.06 1.10 4.64 5.80 4.23 4.65 3.28 4.19 1.50 km 1. em m3 Material direto da Escavação Obrigatória (Terra) -------> ATERRO COMPACTADO Lançamento e Espalhamento e Compactação Material de Depósito ou Botafora (Terra) --------> ATERRO COMPACTADO Recarga + Transporte + Compactação de Terra 0.51 6.60 4.30 km 0.21 Material de Emprestimo (Terra .38 .20 0.83 4.19 1.20 1.19 Preço/ m de Aterro 3 Preço/ m de Aterro 3 1.50 km 1.10 1.19 1.20 1.19 1.00 km ENROCAMENTO ( Rocha.91 4.50 km 2. em m Material direto da Escavação Obrigatória (Rocha) --------> ENROCAMENTO LANÇADO Lançamento e Espalhamento de Rocha Material de Depósito ou Botafora (Rocha) --------> ENROCAMENTO LANÇADO Recarga + Transporte + Lançamento e Espalhamento de Rocha 0. 0.70 6.20 Compactação 1.30 km 0.35 3.86 0.96 3.61 3.77 US$ / unid.14 4.00 km 1.20 1.49 4. Vol.06 US$ / unid. sem compactação) Distância Preço/unid.30 km 0. em m 1. Preço/ m de Aterro 3 1.81 4.20 1.19 1.

92 1.50 km 2.80 6.88 10.26 4.56 0.33 .50 km 10.30 km 10.80 0.49 5.00 km Material de Pedreira (Rocha) --------> ENROCAMENTO LANÇADO 3.95 1.54 6.85 ENROCAMENTO COMPACTADO ( Rocha compactada) Preço/ m de Espalhamento Enrocamento 3 Preço/ m de Enrocamento 3 0.26 1.84 4.92 1.80 Compactação Enrocamento Enrocamento 9.26 8.68 10.81 5.00 km Material de Pedreira (Rocha) -------> ENROCAMENTO COMPACTADO Vol.10 1.50 km 1.57 1. Preço/ m de 3 Preço/ m de Enrocamento 3 1.10 1.26 9.64 11.90 6.86 0.80 0.37 7.86 0.80 1.00 km 1.62 8.51 Escavação + Carga + Transporte + Lançamento e Espalhamento de Rocha 0.10 Preço/ m de 3 Compactação Enrocamento 1.72 1.50 km 10.70 0.13 US$ / unid.10 1.70 0.95 1.26 5.80 0.02 4.26 8. em m3 1.70 0.94 3.86 0.26 8. Vol.70 0.30 km 0.22 8.49 1.10 1.00 km 11.30 km 10.50 1.89 0.00 km 11.86 0.86 0. em m3 Material direto da Escavação Obrigatória (Rocha) --------> ENROCAMENTO COMPACTADO Lançamento e Compactação de Rocha Material de Depósito ou Botafora (Rocha) ------> ENROCAMENTO COMPACTADO Recarga + Transporte + Lançamento e Compactação de Rocha 0. Preço/ m de 3 2.50 km 12.78 1.26 R$ / unid.20 1.95 10.03 1.26 4.56 Distância Preço/unid.10 1.70 0.91 1.00 km 13.49 5.10 1.20 3.1.17 Preço/ m de 3 Preço/ m de 3 Escavação + Carga + Transporte + Lançamento e Compactação de Rocha 0.00 km 1.43 8.09 5.21 9.10 0.26 6.13 1.84 4.86 0.83 9.13 Compactação Enrocamento Enrocamento 4.18 5.56 0.26 10.26 4.86 4.54 5.50 km 2.27 5.86 7.89 2.50 km 12.53 9.

85 0.32 25./Desmobiliz = 15%) Diâmetro = 3" 1. Mob/Desmobil 20%) 1.70 13.2.31 15.43 57.07 36.19 30.63 R$ / unid.75 Diâmetro = AX 47. 48.31 R$ / unid.43 5.78 Diâmetro = H 100 mm vertical 19.61 4.2.92 US$ / unid. = 2 1/2" 1.91 m m m m m m 23.23 Diâmetro = 10" 1.77 59.3.84 64.3.27 Perfuração em Rocha c/ sonda Rotativa c/ coroa de Vidia (incl. 0.25 Martelete Diâm.12 6.13 18.3. 12.76 39.5mm vertical 1.85 13.58 3.76 Diâmetro = BX 59.05 3.2.02 53.32 41.3mm vertical 1. 53.33 89.38 27.35 13.46 30. Mobiliz.6mm vertical 1.85 7.21 Diâmetro = 4 1/2" 1.95 8. = até 1 1/2" 1. EMOP Perfuração c/ sonda a percussão em Solo (incl.01 4.3.80 1.78 59.19 66.49 m m m m .22 Diâmetro = 6" 1.44 80.97 14.77 Diâmetro = NX 75.84 44.22 22.40 22.2.3.11 Código Catálogo Ref.02 11.68 Serviços Diversos para Limpeza e Tratamento de Fundações Limpeza de superficie de Solo para fundação de Barragem de Terra ou Enrocamento Limpeza de superficie de Rocha para fundação de Barragem de Terra Limpeza de superficie de Rocha para fundação de Estruturas de Concreto m m m 2 2 2 0.2.62 14.73 Remoção de Ensecadeira Plantio de Grama em Placas m3 m2 4.65 66.51 49.85 US$ / unid.26 m3 m m m 3 3 3 11.3.24 Perfuração em Rocha c/ Wagon Drill e Martelete (basalto) Wagon Drill Diâm.88 14.15 11.33 47.41 15.00 km Transição Lançada Transição Compactada Filtro Horizontal Filtro Vertical 13.15 26.

1.5 km)= .1+11.50.82 5.0 km 1.707.58 1.75 3.91 31.98 126.0 km 3.200 30.100.69 126.11.84 7. escoramentos.80 170.77 271.78 4.67 303.23 93.5 km 2.76 24.00 1.22 0.00 1.000 1.05 104.000 1.000 58.23 116.5 km 1.75 3.4mm 15x15 Concreto Forma de Madeira Armadura CA .0 km ton ton m 2 Armadura 10 kg/m Forma de Madeira 0.78 4.10 11. ( 5% ) 6.61 157.000 1.84 7.97 m kg Concreto Armado para estruturas isoladas (preparo em Betoneira) Preparo de Concreto em Betoneira Cimento 300 kg/m 3 3 2 3 US$ / unid.000 0.98 2.91 31.98 37. 58.69 m 3 ton ton m 2 Armadura 100 kg/m Forma de Madeira 5 m /m Diversos: Juntas.2 m /m Diversos: Juntas.25 R$ / unid.23. etc.000 1. Preço Unitário Concreto Armado em R$ /m3 = Concreto SEM CIMENTO para estrutura "TIPO GRAVIDADE" (Massa) Preparo de Concreto na Central Dosador Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Lançamento Cimento 200 kg/m 3 2 3 3 m m m m m m m 3 3 3 3 3 3 3 0.23 392.82 5.58 R$ / unid.30 7.79 1. escoramentos.000 1.707.93 439.48 US$ / unid.98 2.46 saco 50 kg m 3 3 21. 58.44 Preço Unitário Concreto em $ /m3 (transporte d= 0.05 1.50 7.15 20.300 0.000 58.72 151.22 30.97 140. etc.40 18.Injeção de Calda de Cimento Injeção de Argamassa de Cimento/Areia Concreto Projetado (seção de projeto) Tela de Aço tipo "TELCON" 3. 1.100 5.000 1.

.= 0.5 km 2.91 56.29 144. Concreto Ciclópico em $ /m3 (Pedreira dist.98 2.00 1.000 1.26 125.com "rachão" ou pedra de mão de PEDREIRA) Concreto Ciclópico .53 106.23 139.91 125.75 3.0 km ton ton m 2 Armadura 100 kg/m Forma de Madeira 1.84 111.0 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 1.000 1.0 km)= Concreto SEM CIMENTO para estrutura "FORTEMENTE ARMADA" Preparo de Concreto na Central Dosador Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Lançamento de Concreto Cimento 300 kg/m 3 3 2 3 3 3 3 94.000 1.000 1.86 (Estrutural) 1.12 157.0 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 1. > 50.73 0.Preço exclusive fornecimento de cimento Vol.Preço inclusive fornecimento de cimento Preço Unitário Estrut.30 159.39 140.98 2.78 4.54 R$ / unid.000 58..75 3.000 30.0 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 3.09 105. Concreto Ciclópico em $ /m (Pedreira dist. 3 m m m m m m m 3 3 3 3 3 3 3 58.61 107.707.37 161.82 5.Preço Unitário Concreto em $ /m3 (transporte d= 1.0 km 1. 38.0 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 3.33 142.5 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 2.21 158. escoramentos.23 US$ / unid.000 1.82 5.68 109.5 km 1.73 126.0 m /m Diversos: Juntas.0 km 3.36 141.000 1.78 4. ( 5% ) 30.22 1.23 156.94 Obra em Concreto Ciclópico (pequenas obras.84 7.5 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 1.22 95.0 km)= Estrutura em Concreto COMPACTADO A ROLO (CCR) Concreto sem Cimento .34 .0 km)= 3 111.15 98.91 56.19 96.84 7.= 1.5 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 2.000m m 3 3 3 3 3 33.02 Preço Unitário Concreto em $ /m3 (transporte d= 0.5 km)= Preço Unitário Estrut. etc.

72 39. 10. Concreto Ciclópico em $ /m3 (Pedreira dist. m m m 3 m2 m m 2 2 2 35.95 63. 11.83 126.56 440.86 27.5 km)= Preço Unitário Estrut.06 113.80 m m m m m un.27 125.810.CASA DE FORÇA Cobertura com Telha de Barro .77 787.80 m Bueiro Tubular Simples de Concreto diâmetro = 1.40 53.75 INSTALAÇÕES E ACABAMENTOS .34 32.84 4.= 2.00 m Canaleta (meia cana) ou calha circular de concreto simples prémoldado d = 0.0 km)= 3 112. un.09 112.31 230.91 37.39 493.31 R$ / unid.54 125.60 m Bueiro Tubular Simples de Concreto diâmetro = 0.92 US$ / unid.= 1.60 m Canaleta (meia cana) ou calha circular de concreto simples prémoldado d = 0.25 4.62 82.93 48.60 m Boca de Bueiro para BTSC diâmetro = 0.80 m Boca de Bueiro para BTSC diâmetro = 1.17 136.63 33.89 206.34 28.11 323.tipo francesa Cobertura com Telha de Chapa de Cimento Amianto Ondulado 8 mm Cobertura com Telha de Chapa de Cimento Amianto Trapezoidal tipo "Canalete 90" Parede de Alvenaria e = 20 cm (revestido e pintado) Instalação Eletrica.19 273.25 92. un.00 m Boca de Bueiro para BTSC diâmetro = 0. Concreto Ciclópico em $ /m (Pedreira dist.97 306.40 m Canaleta (meia cana) ou calha circular de concreto simples prémoldado d = 0.31 71.294.39 153.87 702.64 m ponto de luz un. tipo predial Banheiro completo (wc de 5 m2) SERVIÇOS E OBRAS DIVERSAS Escavação Manual de Vala em terra Bueiro Tubular Simples de Concreto diâmetro = 0. .20 31.85 361.Preço Unitário Estrut.

3333 Fecundidade % dos Trab's.63% 4.00% 50.942.00% 3.50% 1.53 0.40 734.35 semanas/mes (365/12/7) 7.80% 3.53 0.02% 11.xls Composição de Encargos Sociais GRUPO I (Horas Normais jornada de 44h/semana) Obrigações de Lei que incidem diretamente sobre a Folha de Pagamento.Masc.40 220 horas trab.40 1.3333 30 381.40 1.20% 2.333) Horas não trabalhadas no ano Dias Domingo Feriados Enfermidade Acidente de Trabalho Ausência Legal Férias Licença Paternidade Licença Maternidade 52 11 5 4 2 26 5 120 h/dia 7.00% 97.942.33 80.40 1. Total de Horas 381.03% 0.3333 7.3333 7.40 3.3333 horas/dia (44/6) 2.00% 3. = 97% e Trab.676.00% 50.3333 Número de Feriados = <---Variável 7.Femin. em idade fértil % Masc e % Fem.00% Total de Horas de Afastamento = Trab.40 1.80% INSS INCRA Salário Educação SENAI SESI Seguro Acidente de Trabalho FGTS Total do Grupo I GRUPO I I Direito de recepção de salários dos dias em que não há prestação de serviços e portanto sofrem incidência do Grupo I Parâmetros Básicos 44.00 horas/semana = <---variável 4.00% 8.3333 7.67 0.942.67 734.67 29. = 3% e 50% dos trab's em idade Fértil (18 a 59 anos).40 1.51% 0.67 36. Total Anual Total Não Trab.40 1.06% 0. 20.942.15% 1.76% 13. 1.Efetivo 1.30% 1.33 80.942.00% 0.89% 1.33% 52.COMPOSIÇÕES DE CUSTOS cmpscao.67 horas totais do ano (365 x 7.942. Total de Horas/Ano efetivamente Trabalhadas 2.67 36.26 Trab.67 190.67 190.33 14.40 1.26 Cálculo dos Percentuais do GRUPO I I horas não Tra Domingo Feriados Enfermidade Acidente de Trabalho Ausência Legal Férias (com abono de 33%) Licença Paternidade Licença Maternidade 13o Salário Total do Grupo I I 7.3333 7.37% .942.40 1.67 29.676.67 0.33 14.3333 7.3333 7.942.00% 36.40 Incidência % 19.942.942.

22% 2.14% 28. Não há acréscimo sobre os Grupos 2 e 3 da hora normal Total do Grupo I I Total do GRUPO I I I Total do GRUPO I V (total do Grupo I x Grupo II) TOTAL GERAL = GRUPO I + GRUPO I I + GRUPO I I I + GRUPO IV TOTAL GERAL = Soma de Encargos Sociais + Acréscimo de Salário sobre Hora Normal) 161. acréscimo de 50% sobre Horas Normais ) (a) 50.Lei 6.00% Total do Grupo I 36.62% 242.942.43% . no período de 30 dias que antecede a data base de sua correção salarial.942. 20% são MENSALISTAS. com média de permanência de 6 meses.40) x (12/6) ((30 x 7.40% 52. com menos de 1 ano de serviço e recebem aviso indenizado.GRUPO I I I Pagos diretamente ao empregado.59% 25.00% 133.942. porém não recebem incidência do GRUPO I AVISO PRÉVIO 95% dos empregados recebem aviso prévio (5% se aposentam ou pedem demissão) 80% são SEMANALISTAS.333 x 20% x 95%)/1. a partir da Tabela de Horas Normais 18.708 De acordo com artigo 9 da Lei 6. seja ele optante ou não do FGTS.37% 25.58% 134.333 x 30/1942.40) x (12/12) Subtotal = INDENIZAÇÃO POR DISPENSA SEM JUSTA CAUSA (40% sobre os depósitos FGTS) Total = (8%x(7.40 Total do GRUPO I I I GRUPO I V São encargos que recebem a reincidência dos ENCARGOS SOCIAIS GRUPO I x GRUPO I I = 36.14% TOTAL GERAL = GRUPO I + GRUPO I I + GRUPO I I I + GRUPO IV ADOTADO Composição de Encargos Sociais (Horas Extras.62% 150.708.37% = 19.15% 19. SEMANALISTA MENSALISTA ((30 x 7. com média de permanência na Empresa de mais de 1 ano de serviço. terá direito a uma indenização adicional equivalente equivalente a um salário mensal (30 dias).333 x 80% x 95%)/1.00% TOTAL GERAL = para cálculo de custo de Horas Extras. Estimando que 14% dos empregados se desligam da Empresa dentro de 30 dias que antecede a data base.80% x 52. 50% se não tiver "Acordo Sindical" alterando essa % para mais.333x365/12)x95% x 6meses x (12/6)) x 40%/1. o empregado dispensado sem justa causa.40 INDENIZAÇÃO ADICIONAL .19% 1.27% 17.37% 4.80% Acréscimo sobre o Salário hora diurna (b) Incidência (a) x (b) Obs.91% 161. temos: Total = 14% x 7.

24% (44 x 134% + 12 x 242. Estrutura de Apôio Técnico. por ano 5.95% 35.15%)} -1 = ADOTADO 10. contabilidade. topografia.50% 3.00% 1. materiais de consumo do escritório.00% 28.43%)/56 horas = ADOTADO para composiçã (Benefícios e Despesas Indiretas do empreiteiro) Administração Central Rateio de despesas de Diretoria.15% 34. Administrativo e de Suprimentos Administração Local Despesas com corpo técnico. Contabilidade Geral.000 .00% 5.etc.Adotado Taxa de Manutenção em % da Depreciação 100% 80% 80% Trator de Esteira Trator sobre Pneus (inclusive tipo agrícola) Motoniveladora 10.00% <<--. Pis e Contribuição Social Subtotal TOTAL DE BDI = {(1+28%)/(1-5.24% 157. temos Total de Horas Normais /Semana = Total de Horas Extras /Semana Encargos Sociais + Acréscimo de Salário = Para Jornada de trabalho de 56h/semana Composição da taxa de BDI = 242.43% 44 12 157. 3.000 10.000 2.000 2.000 2.65% 5.000 10. despesas com energia. no total 56 horas. Imprevistos ou Contingências Subtotal Impostos ISS 5% sobre o Custo da Mão de Obra 5% x 30% = Cofins. comandos de produção. % PARA MANUTENÇÃO E HORAS TRABALHADAS POR ANO DISCRIMINAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Vida Útil em horas Horas Trab.ADOTADO JORNADA DE TRABALHO ADMITIDO PARA EXECUÇÃO DE OBRAS (implantação de PCH) Adotando Trabalho Semanal de 44 horas normais e 2h Extras/dia.00% Benefício ou Lucro Bruto do Empreiteiro Riscos. consultorias.00% 10. contrôle tecnológico. veículos. comunicações despesas de locomoção.00% Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TABELA : VIDA ÚTIL . almoxarifados.

44 1.000 2.000 10.000 2.85 Custo por hora inclusive Enc.70 3.000 14.70 3.000 12.000 2.000 10.55 3.500 1.500 2.000 1.000 100% 100% 100% 80% 80% 90% 50% 80% 100% 100% 80% 50% 60% 50% 50% 90% 50% 50% 50% Custos Referidos a: JANEIRO/98 Taxa de Cambio Adotado: 1.000 2. Rocha Roc 601 Perfuratriz tipo RH 658 Máquina de Solda Grupo Gerador (motor Diesel) 10.000 6.48 7.em R$ 2.000 10.670 1.000 7.05 1.12 R$ / 1US$ MÃO DE OBRA Ajudante Armador Encanador (ou Bombeiro) Encanador Meio Oficial (ou Bombeiro Meio Oficial) Carpinteiro de Esquadrias Carpinteiro de Formas para Concreto Compressorista Eletricista Encarregado de Serviços Salário Médio por Hora em R$ (previsto) 0.33 .Pá Carregadeira de Pneus Pá Carregadeira de Esteiras Motoescavotransportador (Motoscraper) Escavadeira Compressor Rolo Compactador tipo Autopropulsor Rolo Pé de Carneiro Rebocável Caminhão com Carroceria Fixa Caminhão Basculante Transportador Basculante tipo "Fora de Estrada" Caminhão Tanque.000 8.000 10.05 1.000 6.750 2.74 2.46 1.000 1.000 2.000 14.750 1.000 12.000 10.70 4.750 1. Pipa ou Irrigadeira Grade de Disco Guindaste Bomba de Concreto Compactador Placa Vibratória Carreta para perf.63 2.000 10.000 1.76 2.45 1.000 6.000 2.41 1.000 5.000 12.73 3.000 2.000 2.000 1.250 2.99 1.000 6. Sociais e Horas Extras.

0400% 0.0305% 159.93 72.98 79.63 2.0485% 72.67 94.78 13.12 45.45 67.544 5.47 55.0351% 0.93 72.83 1.31 184.19 38.471 280.73 38.0361% 0.78 13.2 auxiliar R$/h calc.0369% 0.17 2.62 1.0288% 0.700 149.867 95.93 72.000 litros MB 1218/51 136 HP Esvavadeira Fiat Allis SH-200 (nacional) 104 HP Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Guindaste sobre Pneus.105 126 HP Grade de Disco tipo GA 28-24 da marca TATÚ Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.0302% 0.40 104.247 64.01 62.55 120.0423% 0.88 3.0316% 0.469 3.00 1.9 26.0406% 0.0291% 0.98 79.500 32.45 67.3 m3 Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Caminhão Carroceria Madeira Scania T-113H 320 HP Caminhão MB L1620/51 184 HP com "Brooks" Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Caminhão Basculante F12000 174" 172 HP 12 ton.E.595kg Motoescavotransportador tipo Cat 621 335 HP 15.40 104.14 4.84 48.955 340.0286% 0.1 auxiliar R$/h calc.0314% 0.0557% 0.0273% 0.87 .47 55.Feitor Marteleteiro Pedreiro Pintor Servente Soldador Vibradorista 1.2 30 1.67 94.520 237.0296% 0.F. Basc.53m3 Carregadeira c/ Retroescadeira tipo CASE 580-L 75 HP Trator Compacto c/Pá Carreagadeira 753 BOBCAT 40H Motoniveladora tipo Cat 120 140 HP 12.67 94. Tipo Cat 769 cap.23 140.54 45.09 4.38 71.2. F.23 140.55 120.458 641.857 81.0364% 0.54 45.08 18.000 481.500 442.68 32.38 71.881 150.0222% 0.45 67.08 18.00 1.450 190.0403% 0. meia lança 45HP K-110A Central de concreto Usina tipo Dosadora Pavimak P40 40m3/h ou similar Usina tipo Dosadora Pavimak P80 80m3/h ou similar Central tipo "Misturadora de Concreto" (para CCR) Betoneira 580 litros com motor eletrico 159.97 25.12 45.88 32.52 25.927 227.88 32.939 45. F. Scania 296 HP Caminhão Pipa 10.=25ton.01 62.0307% 0.80 ALUGUEL HORÁRIO DE EQUIPAMENTOS DE CONSTRUÇÃO (Fonte: Revista "Informador das Construções" no 1364 de 31/Jan/98) e EMOP / RJ Custo de Aquisição R$ 572.72 55.06m3 Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 938 114 HP 1.19 Custo Horário "ADOTADO" R$/h Discriminação calc.31 184.78 13.620 253.20 30.22 3.3 auxiliar R$/h 159.08 18.000 148.Tipo Randon RK425 cap.68 32.90 26.600 71.000 litros MB 1620/51 184 HP Caminhão Pipa 6.90 26.38 71.52 25.72 55.24 3.125 Relação Cotação Aluguel Horário Aluguel/Aquilevantada p/o R$/h sição em % Projeto R$/h 0.19 103.97 25.0701% 0.54 45.64 1.0451% 0.042 82.68 32.87 72.5m3 Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT953 130 HP 1.854 0.500 79.40 1.72 55.0279% 0.E. 415 HP Bas.964 36.20 30.73 Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Trator de Esteira tipo Cat D 5B 105 HP Trator Agrícola de Pneus tipo CBT .0250% 0.98 79.0630% 0. 5 ton.72m3 Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT 973 190 HP 2.26 1.55 120.0312% 0.4 1.500 155.0406% 0.41 0.96 36.0293% 0. Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" =Bas.000 143.23 140.01 62.87 72.88 32.500 50.73 36.52 25.97 25.51 1.12 45.4 104.40 1.=32ton.84 48.47 55.E.84 48.31 184.500 227.

0344% 0.06 19.00 9. SP255 T.76 1.120 132.12 200.28 0.5cv Conjunto de Projeção de Concreto ESTE CP-6 Caminhão Betoneira cap.gas.87 3.39 38.5mm Arame Recozido no 18 Madeira Serrada Bruta 3 .Betoneira 320 litros com motor a gasolina Vibrador 48x480mm com mangote 5 m.88 5.97 40.05 13.43333 30. m m2 m 3 3 3.92 2. Chapa Compensado Resinado 18mm Prego Comum 18x30 Madeira Serrada Bruta (madeira de lei) Telha de Barro tipo Francesa Telha de Chapa Ondulada Cimento Amianto 8mm a kg unid.0305% 0.9 0.87 26.TERRA 165HP Rolo Liso autoprop. CA25P Dynapac 125HP Rolo Pé Carneiro autoprop.TERRA 130HP 10.0375% 0.05 13.25 1.78 0.05 13.125Pd 250 pcm Compressor XA .06 19.78 0.083 15.43 30.12 200.00 126.39 38.62 1. PC-35 c/1 tambor Ferflex Compactador Placa Vibrat.29 33.28 0. Preço unitário "ADOTADO" em R$/unid.35 41.28 0.330 120.5m3 MB 2318/42 192 HP Caminhão Betoneira cap.0444% 0.0424% 0.88 5.28 5.0426% 0.12 200.12 400. mot.0143% 0.0429% 0.87 26.12 400.87 3.60 11.60 11.8 36.00 9.09 1.37 2.00 7.62 1.1066% 0.00 300.76 1.57 16.57 16.92 2. SP-84 T.0552% 0.422 28.0312% 1.00 9.510 6.09 1.836 85.650 0.741 86.09 1.560 12.00 126.6 11.22 31.3. unid.37 2.90 0.87 m t kg kg Pinho.62 1.39 38.57 2. Pinus. m 3 2 m kg m3 mil m2 .autoprop.28 5.0363% 0.elet.0660% 0.00 126.843 89. PC/2PE 2 tambores Ferflex Rolo Pé Carneiro Reboc.00 0.78 0. 2 cv Vibrador 48x480mm com mangote 5 m.0142% 0.00 9.00 7.35 41.00 9. "pesquisas diversas" Cotação pesquisada na Região R$/unid.0443% 0.7m3 MB 2318/42 192 HP Compressor XA .44 1.15 6.000 3. CA15P Dynapac 76.000kg Rolo Pé Carneiro Reboc.0312% 0.25 1.000 85.57 2.00 8.175Pd 335 pcm Compressor XA .508 99.80 36. etc.480 38.15 6.25 1.97 40.7613 Roc601 Perfuratriz sobre Carreta c/ Esteira Perfuratriz RH658 24kg Rompedor tipo Tex-11 Rolo Pé Carn.28 44.50 12.000 88.Claridon CS-30 45x66 9HP Compactador Vibratório autopropelido CG11 Rolo Vibratório 7 t .783 992 2.97 40.57 16.28 44.90 0.00 300.07 0.0439% 0.00 300.37 2.0312% 0.00 8.29 33.00 0.5HP 1.8731 26.90Pd 170 pcm Compressor XA .705 36.44 1.88 5.06 19.80 36.12 400.00 9.07 0.85m Rolo Pé Carneiro autoprop.22 31.00 7.28 5.29 33.223 43.0373% 0. mot.57 2.07 0.44 1.92 2.0473% 0.0832% 0.35 41.43 30.170 8.420Pd 764 pcm 80HP (Pd = Perkins Diesel) 94HP 119HP 180HP 1.00 0.28 44. Dynapac CA-15 MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO (Fonte: Revista "Informador das Construções" n s 1363 e 1364 de 15 e 31/Jan/98) e EMOP / RJ o DISCRIMINAÇÃO Unidade Preço unitário em R$/unid.116 119.15 6.22 31. JANEIRO/98 Gelatina 60% (explosivo) Espoleta Elétrica Espoleta Simples Estopim Grama em Placas Pedra Britada Areia Cimento Portland Ferro Redondo CA .00 8.

00 0.1 un un un cj m m m kg kg m m m m m m .14 38. 15 x 15 Piso Ceramico Vermelho 12 x 24 Cimento Branco Aduela e Guarnição p/Porta de 0.73 6.34 1.82 0.12 1.14 38.90 26.17 8.14 38.12 1.19 12.9 5.13 1.60m Tubo de Concreto Simples d = 0.5 mm2) Caixa Chapa Ferro Esmaltada 4x4 Interruptor Comum (1 alavanca) Placa de Baquerite 2x4 Tomada de Embutir Caixa Estampada 4 x2 Globo Esférico de Vidro 4x8" Vaso Sanitário Louça Branca Parafuso p/ Fixação de Vaso Sanitário Válvula Descarga "Primor" Lisa Tubo de Ligação para Vaso Sanitário Bolsa de Borracha p/ Ligação de Vaso Sanitário Lavatório de Louça BRanca s/ coluna Fixador de Lavatório sem coluna Sifão Metal Cromado p/Lavatorio Torneira para Lavatório Chuveiro Simples s/braço Articul.75 11.08 0.00 40.53 0.59 2.17 0.Telha de Cimento Amianto Trapezoidal "Canalete 90" Parafuso 5/16" para Chapa.80m Tubo de Concreto Simples d = 1.34 1.00 0.46 2.13 79.74 597.85 6.95 1.52 16.Latex Lixa d'Água Plafonier de Alumínio 4" Eletroduto 3/4 PVC pesado Fio Pirastic 14 AWG (1.00 0.95 1.13 0.19 12.59 2.55 4.12 1.19 12.9 26. mil galão galão folha un m m un un un un un un un un un un un un un un un un un m2 m kg 2 16.55 1.46 2.44 16.59 2.76 0.90 5.10 17.52 31.67 11.67 11.21 10.85 18.13 1.37 0.13 79.00 40.73 6.81 18.69 6.46 2.70 x 2.80 42. Cromado Registro de Pressão 3/4" Azulejo Branco 1a.46 26.74 597.90 5.44 16.30 0.73 6.17 0.10 16.81 18.20kg/m) Tubo de Concreto Simples d = 0.36 20.27 1.46 26.75kg/m) Tubo de Aço Galvanizado 1 1/2" (4. 110mm Lampada incandescente de 100W Bloco de Concreto 40x20x20 Líquido Selador "Liquibase" Tinta PVA .22 2.8 42.17 8.85 18.13 1.27 1.52 31.10 16.13 0.76 0.90 26.52 31.55 1.22 2.40m Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.66 51.81 18.82 0.69 6.85 6.37 0.76 0.52 16.10 3.66 51.69 6.30 0.75 11.36 20.82 0.85 6.22 2.98 0.30 0.21 10.95 1.17 0.60m Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.2cm Dobradiça 3x 3 Fechadura Completa .46 26.13 0.75 11.13 79.52 16.85 18.80 42.80m m2 un.17 8.53 0.74 597.55 4.21 10.cromado simples Tubo PVC rígido soldável 100mm Tubo PVC rígido soldável 75mm Tubo PVC rígido soldável 50mm Tubo de Aço Galvanizado 3/4" (1.70 x 2.53 0.08 0.98 0.37 0. un.10 Folha Porta de Madeira 0.10 17.1 17.98 0.00m Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.00 40.36 20.67 11.55 1.08 0.27 1.44 16.34 1.66 51.55 4.

001667 0.41 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Desmatamento.01 TOTAL .45 0.01 0.EQUIPAMENTOS hora hora 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.DIVERSOS TOTAL. destocamento e Remoção de árvores de diâmetro acima de 0.15m com trator tipo D8 ou similar (empurrado até 50m) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP hora 0.02 TOTAL . destocamento e Limpeza de terrenos com árvores de diametro até 0.15m com trator tipo D8 ou similar (empurrado até 50m) Unidade para Medição dos trabalhos executados: por árvore .27 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente .MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .27 0.00% 0.14 0.33 2.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Desmatamento.30 0.01 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 35.00% 5.11 0.01 0.006667 7.001667 159.

083333 0.45 13.37 20.MÃO DE OBRA MATERIAIS 1.008333 159.33 2. com trator tipo D8 ou similar (camada de 0.73 15.333333 7.29 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente .45 1.EQUIPAMENTOS hora hora 0.30m.14 13. etc.61 0.71 TOTAL .EQUIPAMENTOS Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP hora 0.00% 0.DIVERSOS TOTAL.33 .33 TOTAL MÃO DE OBRA .73 0.EQUIPAMENTOS 1. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /árvore= 35.32 TOTAL . orgânico (terra c/raízes.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .29 0. empurrado até 50m) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP hora 0.34 5. tocos.71 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Remoção de Material estéril e/ou com mat.) para limpeza da área de emprestimo.083333 159.00% 5.

61 0.003846 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .Encarregado de Serviços Servente hora hora 0.EQUIPAMENTOS hora hora 0.93 35.015385 7.000833 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Escavação e Carga mecânica em Caminhão Basculante.84 159.01 0.07 1.03 TOTAL .015000 71.97 0.33 2.06 .03 TOTAL .55 0.003846 0.43 0.45 36.07 0.DIVERSOS TOTAL.33 2.MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.14 0.14 1.00% 0.50 1. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico = 5.007692 0.02 TOTAL . de terra com utilização de Trator tipo D8 e Pá carregadeira tipo Cat 950 inclusive tempo de espera e de carga do veículo tramsportador.55 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente . Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte) EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.008333 7.06m3 Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP 130 m3/h Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP 8m3v/viagem 3min+3min hora hora hora 0.03 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.71 0.

TOTAL .65 2.51 35.97 0.00% 0.55 TOTAL .MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) 5.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .DIVERSOS TOTAL.03 . exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte) = 5.55 TOTAL MÃO DE OBRA .09 1.015000 36.86 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS TOTAL .EQUIPAMENTOS 0.00% 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Transporte de Terra com Caminhão Basculante comum Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico veículo x quilômetro EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP 8m3v/viagem 20 km/h hora 0.09 0.

TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico(v)xkm =

0,03 0,58 0,20 0,78

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Escavação e carga de terra com utilização de Motoescavotransportador tipo CAT 621

Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte)

EQUIPAMENTOS Motoescavotransportador tipo Cat 621 335 HP 15,3 m3 Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Motoniveladora tipo Cat 120 140 HP 12.595kg

minutos, incl. espera

5,00

hora hora hora

0,005991 0,002996 0,002996

140,88 159,45 55,23

0,84 0,48 0,17

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente

- EQUIPAMENTOS
trabalhadores

1,49 hora hora 0,000999 0,003994 7,33 2,14 0,01 0,01

1 4

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,02

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte) = 5,00% 0,08 0,08 1,59 0,55 2,14

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

Custos Referidos a: SERVIÇO: Transporte de terra com utilização de Motoescavotransportador tipo CAT 621

Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte)xquilometro

EQUIPAMENTOS Motoescavotransportador tipo Cat 621 335 HP 15,3 m3 Motoniveladora tipo Cat 120 140 HP 12.595kg

veloc. =

km/h

20,00

hora hora

0,007190 0,000359

140,88 55,23

1,01 0,02

TOTAL MÃO DE OBRA

- EQUIPAMENTOS

1,03

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte)xkm 35,00% 5,00% 0,05 0,05 1,08 0,38 1,46

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Carga mecânica de terra em DEPÓSITO ou BOTAFORA em Caminhão Basculante com utilização de Pá carregadeira tipo Cat 950, inclusive tempo de espera e de carga no veículo transportador. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (veículo)

EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3,06m3 Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP

Produção/hora

100

hora hora

0,010000 0,012500

71,84 36,97

0,72 0,46

8m3v/viagem 3min+3min

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente

- EQUIPAMENTOS hora hora 0,005000 0,020000 7,33 2,14

1,18 0,04 0,04

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,08

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (veículo) =
Especificação da Unidade de Consumo

5,00%

0,06 0,06 1,32

35,00%

0,46 1,79

DISCRIMINAÇÃO

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$

SERVIÇO:

Custos Referidos a: JANEIRO/98 Escavação de Rocha Céu Aberto, incluindo Perfuração, Desmonte, Carga no veículo transportador e tempo de espera e de carga do veículo transportador. (Escavação obrigatória para fundação de estruturas diversas - geometria definida) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte)

EQUIPAMENTOS

Roc601 Perfuratriz sobre Carreta c/ Esteira
Perfuratriz RH658 24kg Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT 973 190 HP 2,5m3 Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP Compressor XA - 420Pd 764 pcm 180HP TOTAL MÃO DE OBRA - EQUIPAMENTOS

hora hora hora hora hora hora

0,014286
0,028571 0,004000 0,012500 0,009233 0,014286

44,37
2,92 159,45 120,93 79,68 31,28

0,63 0,08 0,64 1,51 0,74 0,45 4,05

Encarregado de Serviços

Feitor
Cabo de Fogo Marteleteiro Ajudante Servente TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS Gelatina 60% (explosivo) Espoleta Elétrica Espoleta Simples Estopim Diversos: Fios, Bits, Brocas, etc. TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS

hora hora hora hora hora hora

0,003571

7,33

0,014286
0,014286 0,085714 0,085714 0,042857

4,22 4,22
3,24 2,55 2,14

0,03 0,06 0,06 0,28 0,22 0,09 0,74

kg unid. unid. m gl

0,350 0,112 0,224 1,100

3,28 5,07 0,28 0,57

1,15 0,57 0,06 0,63 0,72 3,13

5,00%

0,40 0,40 8,32 2,91 11,23

TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte) =

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

Custos Referidos a: SERVIÇO: Transporte de Rocha com utilização de Caminhão Basculante "Fora d e Estrada" tipo Randon RK425 (cap. = 25t)
Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (veíc.)xquilometro

EQUIPAMENTOS Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP Motoniveladora tipo Cat 120 140 HP 12.595kg

veloc. =

km/h

20,00

hora hora

0,011080 0,000554

79,68 55,23

0,88 0,03

TOTAL MÃO DE OBRA

- EQUIPAMENTOS

0,91

TOTAL - MÃO DE OBRA

MATERIAIS

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (veíc.)xkm =
Especificação da Unidade de Consumo

5,00%

0,05 0,05 0,96 0,33 1,29

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

Custos Referidos a: SERVIÇO: Prefissuramento, incluindo Perfuração, Desmonte para obtenção de superfícies uniformes de taludes de rocha em escavações obrigatórias (geometria definida).
Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado

EQUIPAMENTOS

Roc601 Perfuratriz sobre Carreta c/ Esteira
Compressor XA - 420Pd 764 pcm 180HP

hora hora

0,166667
0,083333

44,37
31,28

7,40 2,61

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Marteleteiro Cabo de Fogo Ajudante

- EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0,010000 0,083333 0,027778 0,083333 7,33 3,24

10,01 0,07 0,27 0,12 0,21

4,22
2,55

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS Gelatina 60% (explosivo) Espoleta Elétrica

0,67

kg unid.

0,800 0,100

3,28 5,07

2,62 0,51

Diversos: Fios, Bits, Brocas, etc. TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS

gl

0,94 4,07

Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado =

5,00%

0,74 0,74 15,49 5,42 20,91
JANEIRO/98

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

Custos Referidos a: SERVIÇO: Escavação de Rocha em Pedreira, incluindo Perfuração, Desmonte, Carga no veículo transportador e tempo de espera e de carga do veículo transportador.

Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte)

EQUIPAMENTOS

Roc601 Perfuratriz sobre Carreta c/ Esteira
Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT 973 190 HP 2,5m3 Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP Compressor XA - 420Pd 764 pcm 180HP TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços - EQUIPAMENTOS

hora hora hora hora hora

0,011905
0,004000 0,010000 0,009233 0,005952

44,37
159,45 120,93 79,68 31,28

0,53 0,64 1,21 0,74 0,19 3,31

Feitor
Cabo de Fogo Marteleteiro Ajudante Servente TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS Gelatina 60% (explosivo) Espoleta Elétrica Espoleta Simples Estopim Diversos: Fios, Bits, Brocas, etc. TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS

hora hora hora hora hora hora

0,001786

7,33

0,011905
0,011905 0,071429 0,071429 0,035714

4,22 4,22
3,24 2,55 2,14

0,01 0,05 0,05 0,23 0,18 0,08 0,60

kg unid. unid. m gl

0,350 0,112 0,224 1,100

3,28 5,07 0,28 0,57

1,15 0,57 0,06 0,63 0,72 3,13

5,00%

0,35 0,35 7,40

TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte) = 35,00%

2,59 9,98

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Recarga de Rocha em DEPÓSITO ou BOTAFORA para Caminhão Basculante com utilização de Pá carregadeira tipo Cat 973, inclusive tempo de espera e de carga no veículo transportador. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (veículo)
Produção/hora

EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT 973 190 HP 2,5m3 Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP

100

hora hora

0,010000 0,006410

120,93 79,68

1,21 0,51

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente

- EQUIPAMENTOS hora hora 0,005000 0,020000 7,33 2,14

1,72 0,04 0,04

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,08

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (veículo) = 35,00% 5,00% 0,09 0,09 1,89 0,66 2,55

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Solo Lançado, incluindo os serviços de Descarga ou Lançamento e Espalhamento nas frentes de trabalho (barragem, ensecadeira, botafora, etc.).
Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto)

EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP

(tempo descarga = 1min) 30 caminhões/hora

hora hora

0,002292 0,004583

36,97 67,12

0,08 0,31

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Ajudante

- EQUIPAMENTOS

0,39

hora hora

0,001667 0,006667

7,33 2,55

0,01 0,02

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,03

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) =
Especificação da Unidade de Consumo

5,00%

0,02 0,02 0,44

35,00%

0,15 0,60

DISCRIMINAÇÃO

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Solo Compactado, incluindo os serviços de Descarga ou Lançamento, Espalhamento , homogeneização e compactação nas estruturas - barragem, ensecadeira, etc.
Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto)

EQUIPAMENTOS Motoescavotransportador tipo Cat 621 335 HP 15,3 m3 Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP

descarga = 1min.

hora hora

0,001307 0,004000

Trator Agrícola de Pneus tipo CBT - 2.105 126 HP
Grade de Disco tipo GA 28-24 da marca TATÚ Caminhão Pipa 10.000 litros MB 1620/51 184 HP Rolo Pé Carn.autoprop. CA15P Dynapac 76,5HP 1,85m Rolo Pé Carneiro autoprop. CA25P Dynapac 125HP TOTAL MÃO DE OBRA - EQUIPAMENTOS

0,004000
0,004000

0,002000
0,004000 0,001333

140,88 67,12 18,40 1,38 32,90 30,97 40,35

0,18 0,27 0,07 0,01 0,07 0,12 0,05 0,77

Encarregado de Serviços

Feitor
Ajudante TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

hora hora hora

0,001000 0,002000 0,020000

7,33

4,22
2,55

0,01 0,01 0,05 0,07

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 5,00% 0,04 0,04 0,88 0,31 1,19

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Enrocamento Lançado Descarga ou Lançamento e Espalhamento em Ensecadeira, Barragem, Área de de Estoque ou Botafora. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto)

EQUIPAMENTOS Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP

Descarga=1,5min 30 caminhões/hora

hora hora

0,001980 0,002640

79,68 159,45

0,16 0,42

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Ajudante

- EQUIPAMENTOS

0,58

hora hora

0,001667 0,006667

7,33 2,55

0,01 0,02

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,03

03 0.46 0.F.01 0.22 2.00% 0.68 159.002640 79.88 0.55 TOTAL .022000 7.=25ton.45 67.002160 0.002200 0.22 0.002880 0.E.17 0.86 35.00% 0. Pé de Carneiro TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços .01 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.33 0.5min 30 caminhões/hora hora hora hora hora 0. Scania 296 HP Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Rolo Pé Carneiro Reboc.18 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = Especificação da Unidade de Consumo 5. etc.Tipo Randon RK425 cap.TOTAL .002640 0.00 Reboc. Barragem. Espalhamento e Compactação em Ensecadeira. PC-35 c/1 tambor Ferflex Descarga=1.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0.001100 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00% DISCRIMINAÇÃO Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Enrocamento Compactado Descarga ou Lançamento.64 0.81 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) 5.12 0.04 .08 TOTAL .03 0.06 Feitor Ajudante 4. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) EQUIPAMENTOS Bas.DIVERSOS TOTAL.

06 TOTAL .MÃO DE OBRA MATERIAIS Pedra Britada m3 1. proteção de taludes.12 0.DIVERSOS TOTAL.) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP (Descarga considerado Fornecimento) 10 caminhões/hora hora 0.26 35.40 TOTAL .025000 7.47 9. etc.33 2.00 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .013125 67.00% . incluindo Fornecimento de Material e os serviços de Descarga ou Lançamento e Espalhamento (Ensecadeira.04 0.45 13.DIVERSOS TOTAL.88 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Ajudante .TOTAL .31 35.006250 0. Barragem.88 hora hora 0.33 1.94 0.47 0.05 0.40 0.05 8.EQUIPAMENTOS 0.00% 8.55 0.86 3. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 5.11 8. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Transição Lançado.

Espalhamento e Compactação (Ensecadeira. incluindo fornecimeno de material e os serviços de Descarga ou Lançamento.74 4. Ensecadeira.06 TOTAL . CA15P Dynapac 76.DIVERSOS TOTAL.55 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Pedra Britada m3 1.11 9.85m hora hora 0.12 30.00% 5.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .025000 7. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) .60 TOTAL .33 2.). etc.) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP (Descarga considerado Fornecimento) Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP 10 caminhões/hora Rolo Pé Carn.015000 0.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Transição Compactada.85 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Filtro Horizontal. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 35.00% 9.47 hora hora 0.006250 0.015000 67.EQUIPAMENTOS 1. Barragem.20 8.5HP 1.46 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Ajudante .autoprop.97 1.60 0. etc. incluindo Fornecimento de Material e os serviços de Descarga ou Lançamento.11 15.00 0.56 0. Espalhamento e Compactação (barragem.01 0.56 11.05 0.

incluindo fornecimeno de material e os serviços de Descarga ou Lançamento.48 13.00% 0.55 Servente TOTAL .007500 0.08 0.47 9. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = Especificação da Unidade de Consumo 8.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .30 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços .90 40. etc.40 5.35 0.90 5.007500 0.13 0.015000 0.14 m3 1.03 0.037500 7.88 0.93 35.08 0. Espalhamento e Compactação (barragem.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia 2.47 0.60 0.33 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0. CA25P Dynapac 125HP (descarga =fornecimento) 20 caminhões/hora hora hora hora 0.EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Caminhão Pipa 10.000 litros MB 1620/51 184 HP Compactador Placa Vibrat.50 0.40 TOTAL .).22 .003750 0.00 8.007500 67.002500 0.12 32.004000 0.18 Feitor Ajudante 4. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP (descarga =incl.52 0.41 DISCRIMINAÇÃO Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Filtro Vertical.20 7.no fornecimento) 50m /hora 3 Carregadeira c/ Retroescadeira tipo CASE 580-L 75 HP Caminhão Pipa 10.78 32.03 0.020000 0.22 2.Claridon CS-30 45x66 9HP hora hora hora 0.000 litros MB 1620/51 184 HP Rolo Pé Carneiro autoprop.00% 3.04 0.DIVERSOS TOTAL.040000 25.

42 0.020000 0.44 0.14 m3 1.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Remoção de Ensecadeira de Terra e Rocha Inclue custos de Escavação e Carga.97 0.35 0.025000 7. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção) EQUIPAMENTOS Esvavadeira Fiat Allis SH-200 (nacional) 104 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Transporte em Caminhão Basculante Lançamento e Espalhamento no botafora TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente 80 m3/h 8m3v/viagem 5min+3min Dist.EQUIPAMENTOS hora hora 0.04 0.10 . lançamento e espalhamento de materiais no botafora.006250 0.08 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 5.73 .500 hora hora hora m3v m 3 0.100000 7.200 1.040000 0.05 TOTAL .006250 0.14 0.000 62.74 0.005000 0.80 0.020000 1.00 9.33 0.MÃO DE OBRA 0.78 0.40 7.58 0.33 2.43 Feitor Ajudante 4.22 2.55 Servente TOTAL .66 4.DIVERSOS TOTAL.21 0.05 0.56 11.12 36.80 TOTAL .08 15.73 35.012500 0.00% 9.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia 2. transporte até botafora.40 67.44 2.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços .56 0.10 0.87 0. = km 0.

58 2. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Caminhão Pipa 6. etc m2 vb 1.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0. pregos.04 4.08 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Servente 1 2 20 . aplicação e irrigação.002500 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Grama em Placas Sarrafos de Madeira.14 0.020000 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .01 32.08 0.050000 10% 2.21 TOTAL .00% 0.10 0.22 2.200000 7.002500 26.14 2.01 35. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção) 5.97 1.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Plantio de Grama em Placas Inclue os custos de Fornecimento.33 4.MATERIAIS TOTAL .07 0.MATERIAIS DIVERSOS 2. preparo de taludes.14 0.00 0.07 0.31 .43 TOTAL .47 0.DIVERSOS TOTAL. estacas.010000 0.15 0.000 litros MB 1218/51 136 HP Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora hora 0.

regularizacão e compactação.25 0.07 0.22 TOTAL .45 Servente hora hora hora hora 0.18 0.000 litros MB 1620/51 184 HP Rolo Pé Carneiro autoprop.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .DIVERSOS TOTAL.00% 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 35.105 126 HP Grade de Disco tipo GA 28-24 da marca TATÚ Caminhão Pipa 10.004800 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.55 2.00% 0.04 0.15 3.08 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 5.31 35.010000 0.06 TOTAL .04 0.35 0.15 0.001600 0.95 .Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .030000 7.12 4.70 0.03 0.030000 0.002700 0.97 18.MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.2.005000 0.38 32.06m3 Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator Agrícola de Pneus tipo CBT .84 36.04 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Limpeza de superfície de solo para fundação de Barragem de Terra ou de Enrocamento Inclui limpeza.90 40.22 2.002000 0.33 4.DIVERSOS TOTAL.14 0.40 1.11 0.001000 71.00% 5.002700 0.03 0.05 0.19 1. CA25P Dynapac 125HP TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Ajudante .

Mangueiras.39 2.30 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.420Pd 764 pcm 180HP Equipamentos Diversos: Bombas/Espingardas/marteletes ou rompedores/etc.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Limpeza de superfície de rocha para fundação de Barragem de Terra Inclui limpeza.45 0.010000 0.DIVERSOS gl 0.14 hora hora hora 0.005 0.00 0.025000 71. regularizacão.00% 0. regularizacão c/ eliminação de taludes negativos e aplicação de argamassas.62 TOTAL.33 4.13 2. carga e transporte de material de limpeza para botafora.21 0.48 0. m 3 0.63 0.30 6.22 3.08 0.74 Servente ton.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Limpeza de superfície de rocha para fundação de Estruturas de Concreto Inclui limpeza.28 0. etc.22 2.025000 0.84 38.18 Diversos: Tábuas.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00 7. TOTAL .88 2. pregos.55 2. carga e transporte de material misturado para botafora.006700 0.07 0. .MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia 0.050000 1.000000 7. TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro Ajudante .24 8.050000 0.78 0.025 126.14 2.19 0.06m3 Caminhão MB L1620/51 184 HP com "Brooks" Compressor XA . exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 35.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora TOTAL .89 5.97 0.050000 0.96 31.

46 30.006700 0.14 0.55 2.020000 0. TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro Marteleteiro Ajudante .010 0.87 3. TOTAL .24 m m m m 19.42 0.075000 71.00 1.200000 0.Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.23 1.025000 0.33 4.19 30.3. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário TABELA : Serviços relativos a ítens de LIMPEZA E TRATAMENTO DE FUNDAÇÕES DISCRIMINAÇÃO Código EMOP/RJ Unidade Custo em R$/un.00% 0.22 1.13 0.52 10.62 14.88 3.40 22.16 1. m m 3 3 hora hora hora hora 0. inclusive BDI em R$ /metro quadrado = 5.92 0. Mangueiras.47 2.80 gl 35.52 0.200000 1. Pregos./Desmobiliz = 15%) Diâmetro = 3" Diâmetro = 4 1/2" Diâmetro = 6" Diâmetro = 10" m2 m2 m2 1.26 0.025 126.24 2.43 0.DIVERSOS TOTAL.32 41.51 49.025 0.22 3.78 0.00 8.84 36.95 8.420Pd 764 pcm 180HP Rompedor tipo Tex-11 Equipamentos Diversos: Bombas/Espingardas/etc.78 0.15 0.51 3.18 0. exclusive BDI Custo em R$/un.48 0.00 7.06m3 Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Compressor XA .MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .21 1.32 .3.00% Limpeza de superficie de Solo para fundação de Barragem de Terra ou Enrocamento Limpeza de superficie de Rocha para fundação de Barragem de Terra Limpeza de superficie de Rocha para fundação de Estruturas de Concreto Perfuração c/ sonda a percussão em Solo (incl.21 5.68 26. Mobiliz.500000 7.3.97 31.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Pedra Britada Diversos: Tábuas.83 Servente 0.20 0.025000 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora TOTAL .100000 0. etc.28 2.3.19 66.18 0.68 ton.65 0.81 14.72 0.200000 0.

30 7.78 59.75 Diâmetro = AX 47.97 7.79 1.5000 2.91 25. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção) EQUIPAMENTOS Conjunto de Projeção de Concreto ESTE CP-6 Compressor XA .84 44.69 107.63 Perfuração em Rocha c/ sonda Rotativa c/ coroa de Vidia (incl.11.4mm 15x15 m m m m saco 50 kg m 3 39.78 Diâmetro = H 100 mm vertical Injeção de Calda de Cimento Injeção de Argamassa de Cimento/Areia Tela de Aço tipo "TELCON" 3.23 116.5000 0. Projeção Ajudante .22 3.2500 0.77 Diâmetro = NX 75.1+11.23.84 64.94 1.25 1.65 66.40 kg DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Concreto Projetado Inclue custos de Preparo de Concreto em Betoneira.3.2.2500 6.0000 7.33 47.2.2.11 1. = até 1 1/2" 1.12 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro Operador Máq.5mm vertical 1.5000 0.10 12.5000 0.100.22 32.33 4.10 11.13 1.33 89.67 1.88 2.12 6.5000 71.5000 0.61 4.80 2.175Pd 335 pcm 119HP Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora hora hora 0. Mob/Desmobil 20%) 1.40 5.55 21.49 18.61 8.27 m m 18.76 24.47 3.61 157.76 Diâmetro = BX 59.6mm vertical 1.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora 0.3mm vertical 1.MÃO DE OBRA MATERIAIS Concreto Preparado em Betoneira m3 1.Perfuração em Rocha c/ Wagon Drill e Martelete (basalto) Wagon Drill Diâm.2.46 53. = 2 1/2" Martelete Diâm.80 19.50.3.40 9. Lançamento e perda por reflexão de 50%.83 2.53 .38 TOTAL .

00 9.33 4.MATERIAIS DIVERSOS m3 m kg gl 2 hora hora hora 0.5000 7.1500 0. Chapa Compensado Resinado 18mm Prego Comum 18x30 Diversos: Óleo Desmoldante. Desmontagem após a cura do concreto e escoramentos.45 0. tupia.71 10.58 . etc.00% 16.72 Servente 0.32 2.400 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora TOTAL .47 104.19 32. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Guindaste sobre Pneus.22 3.64 0.08 3.60 6.58 35.55 2. TOTAL . Carga e Transporte até o local de aplicação.12 2.21 5.03 0. TOTAL . parafusos.14 1.00 56.DIVERSOS TOTAL. 5 ton.34 3. etc.0100 0.4000 0.00% 10. etc.10 0.300 200. TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Carpinteiro de Formas para Concreto Ajudante .09 1.0500 1.54 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção) 5.63 2.07 11.42 180.65 Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .4500 126. Montagem.00 3.MÃO DE OBRA MATERIAIS Madeira Serrada Bruta 3a. aranhas.87 78. mangueiras.Cimento Portland t 0. de Carpintaria .010 0.0100 0.61 0. meia lança 45HP K-110A Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Equipamentos Diversos: Maq.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Forma de Madeira para Concreto Armado Inclui custos de Preparação.4000 1. fios.serra circular.MATERIAIS DIVERSOS 10.70 303. plaina.57 1.34 0.0250 45.70 Materiais Diversos: Andaimes.71 224.

TOTAL .62 1.00 137.19 32.23 35.2000 0.00 42.264. de pateo de armação.707. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /tonelada = 35.55 2.00% 1.2000 45.00 20.22 .70 102. acompanhamento de concretagem e perdas.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora TOTAL .39 7.Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .22 1.33 4.00 1.70 4. Montagem.2000 0. 5 ton.00 10.73 36.22 3.40 Servente Diversos: Soldas.67 707.00% 442.07 5. etc.DIVERSOS gl 33. Unidade para Medição dos trabalhos executados: tonelada EQUIPAMENTOS Guindaste sobre Pneus.61 1.00 40.61 TOTAL.MÃO DE OBRA MATERIAIS Ferro Redondo CA .00 2.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .91 7.00 60. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 5. de solda.07 1. Carga e Transporte até o local de aplicação.050.80 453.12 7.00 22. emendas. TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Armador Soldador Ajudante .47 104.44 222.84 30. Corte.07 22.22 60.14 hora hora hora 0.29 43.00 41.5mm Arame Recozido no 18 hora kg kg 5. meia lança 45HP K-110A Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Equipamentos Diversos: Maq.65 8.50 12.54 9.17 2.00 0. Preparação.59 651.04 6.00% 60.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Armadura (ferro redondo CA-50) Inclui custos de Fornecimento. etc.DIVERSOS TOTAL.00 20. Dobramento.49 20.

28 10.55 6.70 Servente TOTAL .0200 1.98 TOTAL.80 4.69 25. etc. água.80 4. fios.41 3.00 37.55 2.00 7.2000 0. Preparação de concreto em Betoneira de 580 litros com motor elétrico e perdas de agregados. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário 3 35.02 0. Preparação de concreto em Central de Concreto e perdas de agregados.50 5.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Pedra Britada Diversos: energia elétrica.19 ton m m 3 3 0. .75 13.30 0.00% 3.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0. TOTAL .47 0.09 96.05 0. mangueiras.92 54.84 1.87 32.00% em R$ /m3 = Preço Unitário em R$ /m (sem fornec.00 7.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .14 1. cabos.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ SERVIÇO: Custos Referidos a: JANEIRO/98 Preparo de Concreto com Betoneira Inclui custos de Fornecimento de Agregados.85 126.37 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Betoneira 580 litros com motor eletrico Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora hora (auxílio/apoio) 0.65 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Ajudante .22 2.00 8.33 4.37 0.78 58.cimento)= DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Preparo de Concreto com Central de Concreto Inclui custos de Fornecimento de Agregados.65 0.DIVERSOS hora 5.41 71.07 gl 5.20 0.

000 h/m3(transporte) = 0.04 0.DIVERSOS hora ton m3 m 3 0.0330 0. mangueiras.26 1.36 0.71 Encanador (ou Bombeiro) Ajudante Servente TOTAL .03 27.0110 0.00 4.0330 0.67 48.14 4. ar comprimido.0600 0.70 13.0110 0.000 1.85 7.00 8. cabos.96 0.0500 0.65 0.0110 72. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário 3 35.05 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Pedra Britada Diversos: energia elétrica.000 3. água.40 1.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Usina tipo Dosadora Pavimak P40 40m3/h ou similar Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 938 114 HP 1.05 gl 5.cimento)= Especificação da Unidade de Consumo DISCRIMINAÇÃO Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Transporte de Concreto em Caminhão Betoneira Inclui tempo de Carga.33 4.0800 0.0200 0.6830 7.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora 0.1200 10 km/hora . transporte propriamente dito e tempo de descarga.48 3.07 1.0333 0.500 1.55 32.5000 0.0110 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Tempo de Carga e Descarga Velocidade Média 10 min/viagem Dist.96 20.500 2.60 0. em km = h/m3(carg+desc) = 0.11 27.08 0.11 TOTAL.76 2.72m3 Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora hora hora (auxílio/apoio) 0.21 0.22 4.0400 0.55 6.80 1.00% em R$ /m3 = Preço Unitário em R$ /m (sem fornec. TOTAL .47 2.1000 0.55 2. etc. fios.08 7.00% 0.36 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Eletricista .

80 2.0500 0.000 3.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora hora hora TOTAL .39 36.5m3 Caminhão Betoneira cap.) 20% TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Carpinteiro de Formas para Concreto Armador Pedreiro .78 4. em km = Dist.000 2.39 1.58 DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL.13 0.2000 0. em km = 0.15 5.00% 2.000 3.91 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Lançamento de Concreto em estrutura tipo "GRAVIDADE" (Concreto Massa) Inclue custos de preparo de juntas.78 1. em km = Dist. em km = Dist.97 0.0000 3.gas.88 2.5m3 MB 2318/42 MB 2318/42 MB 2318/42 MB 2318/42 MB 2318/42 192 HP 192 HP 192 HP 192 HP 192 HP 0.Dist.5m3 Caminhão Betoneira cap.1400 7.04 2. em km = Dist.0533 0.0000 5.500 2.82 5. lançamento. adensamento e cura do concreto. em km = Dist.33 4.74 0.82 Vibradorista Ajudante Servente .12 5.40 4.57 4.23 0.3. em km = 5. espingardas.16 6.67 3.5000 1. cura. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Vibrador 48x480mm com mangote 5 m.73 0.000 1.55 2.500 2. etc.70 3.54 1.0100 0.5000 104.40 2.94 2.500 1.42 12.39 36. em km = Caminhão Betoneira cap.000 35.000 1.14 hora hora 0.39 36.500 1. (jatos. etc.0300 0.58 1.500 1.0933 0.000 3.5m3 Caminhão Betoneira cap. em km = Dist.75 3.2000 0.80 3.5m3 Caminhão Betoneira cap.22 3.55 6.07 0. em km = Dist.0733 0.33 5. em km = Dist. mot.5cv Equipamentos Diversos para corte.MÃO DE OBRA hora 0. exclusive BDI Dist.00% 0.39 36.500 2.84 7.86 Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m3 (inclusive BDI)= Dist.000 hora hora hora hora hora 0.1533 36.000 1.1133 0. bombas.2000 0.63 3.

70 3.92 2.5cv Equipamentos Diversos para corte. TOTAL .DIVERSOS gl 2.55 2. fios.3000 0.8000 7. fios.09 1.40 .14 hora hora 0.54 1.11 1.63 3.69 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Lançamento de Concreto em estruturas dos tipos Pilares.12 1. adensamento e cura do concreto. cabos. mangueiras.24 5.) 20% TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Carpinteiro de Formas para Concreto Armador Pedreiro .8000 104.12 23.gas.15 10. Vigas. etc.10 10.45 0. etc. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Vibrador 48x480mm com mangote 5 m.33 4.3.MATERIAIS Diversos: energia elétrica.64 0. etc.56 2. TOTAL .22 3.40 4. ar comprimido.0000 5. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 3 35.00% 1.21 1. etc.37 0.22 31.47 TOTAL.70 21. etc. cabos.MÃO DE OBRA MATERIAIS hora 0.0500 0. água.1000 0.98 Vibradorista Ajudante Servente Diversos: energia elétrica.16 2. mot. mangueiras.56 5.3000 0.3000 0.27 13.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora hora hora TOTAL .0500 0.00% 8. ar comprimido.8000 2. espingardas. ( Concreto Estutural ou Fortemente Armado) Inclue custos de preparo de juntas. (jatos.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . água.MATERIAIS DIVERSOS gl 4. cura.80 2.88 2.0000 8. Lajes. bombas. lançamento.

76 0.77 0.78 0.Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .22 3.63 2.6000 0.59 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 3 5.76 Carpinteiro de Formas para Concreto Ajudante Servente TOTAL .70 0.0660 3% 30. água.0330 0.2000 0.cimento)= . Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico Obs.33 4.02 38.21 0.20 1.75 0. mangueiras. TOTAL .84 0.0330 0.00 8. bombas.88 3.02 TOTAL.00 4.0330 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ SERVIÇO: Custos Referidos a: JANEIRO/98 Concreto Compactado a Rolo (CCR) Inclui custos de Fornecimento de Agregados.31 gl 5.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Pedra Britada Diversos: energia elétrica. cabos.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00 48.34 1.71 56.6000 1.0660 0.000 m3. fios.2000 0. etc.0800 0. ar comprimido.02 14.99 1.14 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora 0.00% 1. etc.55 2.) TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .00% 2.: Composição para Volumes maiores que 50.78 1.00% em R$ /m3 = Preço Unitário em R$ /m (sem fornec.55 36. lançamento.34 28.DIVERSOS hora hora hora hora hora hora hora ton m3 m 3 0.73 35.73 1.DIVERSOS TOTAL.60 0.41 2. rompedor. adensamento com Rolo Compactador e cura.00 2.28 5.26 7. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário 3 35.90 7.16 9.21 13.90 7. Dynapac CA-15 Diversos: (compressor. madeira.87 26.8800 7.97 67. Preparação de concreto em Central Misturadora.86 38.72m3 Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Compactador Vibratório autopropelido CG11 Rolo Vibratório 7 t .12 11.2000 0.00 42.0110 0.53 1. EQUIPAMENTOS Central tipo "Misturadora de Concreto" (para CCR) Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 938 114 HP 1.

22 2.82 2. TOTAL .7500 6.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Estrutura em Concreto ciclópico com 30% de pedra (obras isoladas) .28 Servente TOTAL . tábuas.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .5000 2. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 3 35.68 0. etc.77 Diversos: Carrinhos de aterro.DIVERSOS gl 0.37 0.37 0.56 TOTAL.33 4.28 4.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0.68 5.00% 0.0000 7.0500 0.55 2. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Ajudante .74 10.MÃO DE OBRA MATERIAIS hora 2.14 0.2000 0.37 7.84 1.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Colocação de "Rachão" para Concreto ciclópico Preço exclusive fornecimento de pedra de mão ou "rachão".

700 1.210 0.500 2.= 1.005 0.89 58.700 0.0 km)= Preço Unitário Estrut.50 2.0 km)= 3 3 3 125.EQUIPAMENTOS hora 0.210 0.140 0.300 126.23 1. Concreto Ciclópico em R$ /m (Pedreira dist. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.95 11.69 10.54 22.5 km)= Preço Unitário Estrut.18 3.0500 7.5 km)= Preço Unitário Estrut.33 0. Concreto Ciclópico em R$ /m3 (Pedreira dist.= 0.23 8.0300 32.210 0. Concreto Ciclópico em R$ /m (Pedreira dist. Concreto Ciclópico em R$ /m (Pedreira dist.17 m3 m ton m3 m 3 2 Preço Unitário Estrut.= 1.00 10.500 1.64 2.Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico Fornecimento de Cimento Fornecimento de Pedra extraído de Pedreira Fornecimento de Pedra extraído de Pedreira Fornecimento de Pedra extraído de Pedreira Fornecimento de Pedra extraído de Pedreira Preparo de Concreto em Betoneira Forma de Madeira Armadura Lançamento de Concreto Colocação de Pedra no Concreto dist = km dist = km dist = km dist = km 0.47 0.37 .000 1.22 31.71 41.210 0.56 10.= 2.56 17.75 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Cobertura com Telha de Barro tipo Francesa Inclue custos de madeiramento e telhado propriamente dito.97 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços .000 0.34 125.97 0.92 12.98 30.29 30.22 2.26 125.54 125.707.000 ton m3 m m m 3 3 3 0.30 2.

65 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Carpinteiro de Esquadrias Ajudante .00 1.Carpinteiro de Esquadrias Pedreiro Ajudante Servente hora hora hora hora 1.35 39.00 0.00% 1.80 1. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.41 1.55 0.47 0.65 0. argamassas.11 3.0000 7.56 10.88 2.5000 1.55 2.025 0.55 2.73 m3 kg mil gl 0.58 4.07 16.MÃO DE OBRA MATERIAIS Madeira Serrada Bruta (madeira de lei) Prego Comum 18x30 Telha de Barro tipo Francesa Diversos: cumieira. etc.00 10.73 3.14 3.73 2.55 . exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m2 = 35.0150 1.DIVERSOS hora 3. TOTAL .MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .0000 1.94 2.0000 0.14 TOTAL .00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Cobertura com Chapa de Cimento Amianto Ondulada 8mm Inclue custos de madeiramento e telhado propriamente dito.33 3.41 29.5500 10.0000 3.45 5.12 300.520 0.73 2.016 400.0200 32.91 TOTAL.73 1. calhas.0000 1.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0.

39 6.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0.68 37.80 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.200 2.MATERIAIS hora 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Madeira Serrada Bruta (madeira de lei) Prego Comum 18x30 Telha de Cimento Amianto Trapezoidal "Canalete 90" Parafuso 5/16" para Chapa.66 9.100 2.0200 32.015 0.200 1.63 . 110mm Diversos: cumieira.22 18.58 m3 kg m2 un 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m2 = 35.49 1.002 0.60 19.00 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Cobertura com Chapa de Cimento Amianto Trapezoidal tipo "Canalete 90" Inclue custos de madeiramento e telhado propriamente dito.12 9.02 TOTAL . etc.01 0.37 0.73 2.TOTAL .30 5.000 400.4000 0.00 1.0100 0.12 16.32 27. calhas.33 3.4000 7.32 1.65 0. TOTAL .34 TOTAL.00 1.00% 1.200 1.65 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Carpinteiro de Esquadrias Ajudante .87 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Madeira Serrada Bruta (madeira de lei) Prego Comum 18x30 Telha de Chapa Ondulada Cimento Amianto 8mm Parafuso 5/16" para Chapa.000 400.8100 2.30 6.07 1.84 0.60 0.30 0.47 0.55 0.64 19.0150 0. pingadeiras.DIVERSOS hora m3 kg m2 un gl 2. 110mm Diversos: TOTAL .22 11.

34 5.5000 1.0700 0.40 35.47 6.4800 0.49 6.150 0.83 TOTAL.00% 13.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Bloco de Concreto 40x20x20 Líquido Selador "Liquibase" Tinta PVA .00% 1.28 4.14 1.28 17.00 597.DIVERSOS TOTAL.77 1.14 1. etc.43 7.EQUIPAMENTOS 0.34 7.5000 2.49 hora hora hora hora hora hora 0. Chapisco.DIVERSOS gl 5% 0.90 1.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00% 1. preparo das superficies interna e externa e Pintura PVA / Latex Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado hora EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Diversos: TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .013 0.33 4.2000 0.Latex Lixa d'Água hora ton m mil galão galão 3 folha 0.14 24.22 3.90 39.87 35.63 2.500 Diversos: madeira para andaimes e proteções diversas.14 0.40 32.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Parede de Alvenaria de Bloco de Concreto (e = 20 cm) Inclui custos de fornecimento de todos os materiais e execução de Alvenaria de Bloco de Concreto de 40x20x20.82 4. pregos.062 0.120 126.55 2.88 3. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 2 .0000 5. Revestimento Interno e Externo com argamassa de cimento e areia. TOTAL .011 0.51 0.00 8.00 7.36 1.DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .96 53. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 2 5.17 Pintor Ajudante Servente TOTAL .52 16.39 0.89 5.67 11.2100 1.82 0.2000 32.38 2.68 14.52 0.

000 1. etc. ferramentas.08 0.34 0. assentamento de pisos e .000 1.12 1.74 0.08 0.25 Eletricista Ajudante hora hora hora hora hora hora TOTAL .17 8.18 2.002 0.25 0.47 3.0000 0.00% 4. folha de serra. Inclui custos de fornecimento de todos os materiais e instalação de Eletrodutos.47 93.MATERIAIS DIVERSOS : Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .96 32.MÃO DE OBRA hora ton m m m un un un un un un un un gl 3 0.25 3.88 4.10 23.000 1. colocação de aparelhos sanitários.88 126.11 Servente MATERIAIS Cimento Portland Areia Eletroduto 3/4 PVC pesado Fio Pirastic 14 AWG (1.12 1. TOTAL .47 1.3000 1.12 3.00 0.53 0. fita isolante. disjuntores.EQUIPAMENTOS hora 0.84 15.30 5.00 0.0000 2.27 3. tipo predial.000 2.48 2.0000 6.98 0.000 1.04 2.35 63.006 4.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Instalação Elétrica.000 10% 5.55 2. fios.84 TOTAL.5 mm2) Caixa Chapa Ferro Esmaltada 4x4 Interruptor Comum (1 alavanca) Placa de Baquerite 2x4 Tomada de Embutir Caixa Estampada 4 x2 Globo Esférico de Vidro 4x8" Plafonier de Alumínio 4" Lampada incandescente de 100W Diversos: Quadros.34 1. lustre tipo globo com lampada incandescente. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /ponto de luz = 35.00 1.000 1.98 0. tomada.74 2. completo (wc).13 1.17 8.88 35.00 7. interruptor. instalação hidráulica.22 3. Inclui custos de fornecimento de todos os materiais e execução de alvenaria.59 2.0000 8. esquadrias. Unidade para Medição dos trabalhos executados: Ponto de Luz EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .14 1.47 4.5000 18.33 4.000 24. instalação elétrica. etc.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Construção de Banheiro.00 0.000 7.00 1.2000 0.DIVERSOS 126.000 1.1000 32.

55 4.73 6.81 18.000 1. de pilares e vigas.97 47. ferramentas.10 0. EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro Encanador (ou Bombeiro) Encanador Meio Oficial (ou Bombeiro Meio Oficial) .000 1.90 5.000 1.10 3.2cm Aduela e Guarnição p/Porta de 0.000 1.55 4.55 2.000 1.200 1.95 42.33 4. pinturas. Unidade para Medição dos trabalhos executados: 1 Banheiro completo. zarcão.15 11.22 3.52 40.EQUIPAMENTOS hora 10.000 10% .300 2.75kg/m) Tubo de Aço Galvanizado 1 1/2" (4.94 m2 ton m kg m2 m un un un un m m m kg kg un un un un un un un un un un un gl 2 3 30.44 85.22 2.70 x 2.22 14.73 2.36 20.000 1.44 1. cabide.85 18.85 1. de forro.36 120. (tamanho base: 5 m2) Não está incluido os custos de Concreto de estrutura de piso.MÃO DE OBRA MATERIAIS Parede de Bloco de Concreto (e = 20cm) Cimento Portland Areia Cimento Branco Azulejo Branco 1a.47 324.0000 32. Cromado Registro de Pressão 3/4" Diversos: ralos.0000 7.46 26.0000 8.20kg/m) Vaso Sanitário Louça Branca Parafuso p/ Fixação de Vaso Sanitário Válvula Descarga "Primor" Lisa Tubo de Ligação para Vaso Sanitário Bolsa de Borracha p/ Ligação de Vaso Sanitário Lavatório de Louça BRanca s/ coluna Fixador de Lavatório sem coluna Sifão Metal Cromado p/Lavatorio Torneira para Lavatório Chuveiro Simples s/braço Articul.10 29.76 2.32 278.00 7.azulejos.0000 13.000 87. etc.68 40.71 45.13 1. etc.40 27.0000 22.0000 2.000 1. saboneteira.00 0.000 39.cromado simples Tubo PVC rígido soldável 100mm Tubo PVC rígido soldável 75mm Tubo PVC rígido soldável 50mm Tubo de Aço Galvanizado 3/4" (1.19 343. papeleira.46 2.000 1.090 0.000 1.000 27.14 38.70 3.200 7.25 58.81 18.63 10.84 135.0000 103.13 1.000 0.000 1.000 1.84 20.0000 32.75 11.81 5.70 Carpinteiro de Esquadrias Ajudante Servente TOTAL . folha serra.14 38.63 127.14 14.000 1.34 2.0000 8.87 126.44 3.66 8.500 84.08 16.21 10.0000 190.82 584.000 1.85 18.76 0.76 0.36 20. hora hora hora hora hora hora hora hora hora 2.55 1.000 7.000 7.19 12.44 6.95 42.17 16.85 103.70 x 2.70 324.46 26.12 1. 15 x 15 Piso Ceramico Vermelho 12 x 24 Folha Porta de Madeira 0.10 Dobradiça 3x 3 Fechadura Completa .22 2.000 3.90 5.196.88 3.

33 4.68 169.MATERIAIS gl 5% 51.483.1000 0.88 DIVERSOS : Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .68 TOTAL.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0.22 2.DIVERSOS 5.32 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor . Vidros. TOTAL .9000 7.35 Servente TOTAL .0100 32. forro.96 93.47 0.00% 169.Instalação Elétrica (ponto de luz) pt 1.12 4. pintura forro.27 5.96 Diversos: Janelas.19 1.000 93.00% 3. pilares e vigas de concreto armado) Especificação da Unidade de Consumo DISCRIMINAÇÃO Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Escavação Manual de Vala em Solo Inclue custos de escavação e colocação de material ao lado da vala.563.32 0.73 1.90 2.5000 7.35 .247.31 (Preço exclusive piso.3000 2.810. etc. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.14 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ / 1 Banheiro Completo = 35.MÃO DE OBRA MATERIAIS hora 2.

MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Tubo de Concreto Simples d = 0.600 1.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .020 7. TOTAL .29 Diversos: madeiras.3000 0.20 2.Diversos: madeiras. ferramentas. berço de areia e reaterro compactado Não está incluído os custos de obras de 2 bocas ( uma em cada extremidade). etc.1400 8.37 5. ferramentas.7000 0.47 32.95 2. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m3 = 35.95 11.39 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Bueiro Tubular simples de Concreto Prémoldado d = 0.20 32.8400 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .33 4.18 2.41 5.56 TOTAL.60m hora m3 m 8.41 113.37 0.44 TOTAL.40 8.60m Inclue custos de escavação e fornecimento e colocação de Tubo.EQUIPAMENTOS m3 hora hora hora hora 1.33 4.DIVERSOS gl 0.14 32.DIVERSOS gl 1.7000 7. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 1.47 TOTAL MÃO DE OBRA Escavação Manual de Vala Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .0000 32.40 0. TOTAL .88 2.72 15.22 3.00% 0.66 37.28 Servente TOTAL .00% 5.87 38.00% 2.47 14.00 31. etc.6800 0.44 7.36 5. exclusive BDI .

MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .44 5.44 7.800 1.00 59.5000 32.31 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Bueiro Tubular simples de Concreto Prémoldado d = 0.22 3.25 2.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Tubo de Concreto Simples d = 0.80m Inclue custos de escavação e fornecimento e colocação de Tubo.60 52.93 4.22 3. etc.0000 10.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ .4800 8.8800 53.80m hora 12. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 1.4000 0.71 m3 m 0.14 171.88 22.4000 1. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.13 5.00% 39.85 TOTAL.Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.0000 1.75 153.33 4.69 60.EQUIPAMENTOS m3 hora hora hora hora 2.85 230.020 7.47 48.88 2. berço de areia e reaterro compactado Não está incluído os custos de obras de 2 bocas ( uma em cada extremidade).00 51.00% 8.14 8.43 Servente TOTAL .71 TOTAL MÃO DE OBRA Escavação Manual de Vala Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro . ferramentas.14 48.15 Diversos: madeiras. TOTAL .71 20.DIVERSOS gl 2.

00 81.3500 8.33 4.28 Diversos: madeiras.00 79.020 7.13 93. berço de areia e concretagem de pisos e muros laterais.5000 32.69 81. TOTAL .13 6.24 .00% 12.77 12.09 92.84 361.00m hora m3 m 20. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro JANEIRO/98 EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 2.0500 1.22 3.SERVIÇO: Custos Referidos a: Bueiro Tubular simples de Concreto Prémoldado d = 1.5000 0.50 32.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Tubo de Concreto Simples d = 1. berço de areia e reaterro compactado Não está incluído os custos de obras de 2 bocas ( uma em cada extremidade).EQUIPAMENTOS m3 hora hora hora hora 3.5000 16. Unidade para Medição dos trabalhos executados: unidade EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.47 81.82 34.60m Inclue custos de escavação . etc.54 5.77 268.47 16.81 7.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Boca de Bueiro Tubular simples de Concreto d = 0.97 TOTAL.00m Inclue custos de escavação e fornecimento e colocação de Tubo.33 5.44 7.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . ferramentas.37 5.99 Servente TOTAL .5000 1.DIVERSOS gl 4.7000 1.18 TOTAL MÃO DE OBRA Escavação Manual de Vala Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .14 81.000 1.18 29.88 2.

000 7.39 27.80 32.53 3.43 8.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Boca de Bueiro Tubular simples de Concreto d = 0.47 4.81 226.69 22.88 2. Unidade para Medição dos trabalhos executados: unidade EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.00% 10.DIVERSOS hora m3 t m3 m gl 2 9.22 3.20 6.95 79.33 4.38 172.00 71.81 10.98 71. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /unidade = 35.47 25.18 1. berço de areia e concretagem de pisos e muros laterais.15 13. etc.48 TOTAL .3000 7.33 4.14 2.2000 1.6000 3.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .80m Inclue custos de escavação .1500 9.000 3.75 12.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Cimento Portland Concreto Preparado em Betoneira Forma de Madeira Diversos: madeiras.38 5.450 0.98 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .6500 0.EQUIPAMENTOS 25.98 Servente hora hora hora hora 0.230 1.00 126.0500 2.3000 1.69 67.15 28.4500 7.TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro . ferramentas.22 20.14 1.EQUIPAMENTOS 16.88 2.39 TOTAL. TOTAL .22 .43 306.1000 6.24 Servente hora hora hora hora 0.22 3.

5000 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Cimento Portland Concreto Preparado em Betoneira hora 19.30 26.1000 4.42 365.6000 7.69 22.370 1.76 128.00 71. TOTAL .96 TOTAL .07 280.71 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .01 493.14 2.90 46.60 186.00m Inclue custos de escavação .96 2.39 .00% 17.TOTAL .33 4.39 4.00 71.88 2. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /unidade = 35.69 7.71 Servente hora hora hora hora 0.50 32.000 7. ferramentas.00 126.EQUIPAMENTOS 48.3000 55. berço de areia e concretagem de pisos e muros laterais.600 2.610 5.700 0.4000 2.42 17.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Boca de Bueiro Tubular simples de Concreto d = 1.70 75. Unidade para Medição dos trabalhos executados: unidade EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 1.05 m3 t m3 1.00 126.42 111.62 115.39 41.600 7.77 TOTAL.100 0. etc.DIVERSOS hora m3 t m3 m gl 2 14.22 3.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Cimento Portland Concreto Preparado em Betoneira Forma de Madeira Diversos: madeiras.47 48.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .93 8.86 16.97 5.2000 12.

EQUIPAMENTOS 9. ferramentas.00% 204.DIVERSOS hora m3 t m gl 1.74 Servente hora hora hora hora 0. TOTAL .22 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /unidade = 35.19 TOTAL.00% 1.33 4.77 27.70 0.88 2.09 787.00 6.002 0.39 179.DIVERSOS m2 gl 8. TOTAL .20 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Calha (Meio Tubo) circular de Concreto simples Prémoldado d = 0.29 6.9600 0.29 0.3000 32.14 2. fornecimento e colocação de Meio Tubo.01 0. ferramentas.33 2.74 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .Forma de Madeira Diversos: madeiras.13 6.000 22.1200 0.11 TOTAL.57 TOTAL .2000 7.10 23.40m Diversos: madeiras. exclusive BDI . etc.47 9. etc.58 5.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia Cimento Portland Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.00% 27.10 1.00 126.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .22 3.001 1.77 583.10 5.020 7. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .0400 0.75 451.14 0.6000 1.51 2.40m Inclue custos de escavação.65 5.

88 1. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.24 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .25 18. TOTAL .47 71.70 TOTAL .020 7. etc.26 0.51 2.DIVERSOS hora 5. fornecimento e colocação de Meio Tubo.5000 32.2800 14.60m Inclue custos de escavação.47 16.EQUIPAMENTOS 16.25 TOTAL.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia Cimento Portland Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.24 Servente hora hora hora hora 0.00% 8.14 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ .002 1. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.33 4.22 3.90 0.51 52.1200 0.52 4.88 2. ferramentas.3600 1.27 5.02 0.6000 7.00% 2.003 0.66 7.00 126.2000 3.78 18.74 19.31 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Calha (Meio Tubo) circular de Concreto simples Prémoldado d = 0.60m Diversos: madeiras.12 31.00 17.76 m3 t m gl 0.

etc.02 92. ferramentas.00% 3.Custos Referidos a: SERVIÇO: Calha (Meio Tubo) circular de Concreto simples Prémoldado d = 0.00% .82 5.020 7.80m JANEIRO/98 Inclue custos de escavação.7500 7.47 25. TOTAL .MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia Cimento Portland Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.003 1.14 0.3000 0.71 0.62 24. fornecimento e colocação de Meio Tubo.27 5.04 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.62 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Carregadeira c/ Retroescadeira tipo CASE 580-L 75 HP hora hora 0.1000 0.6500 0.00 126.DIVERSOS hora m3 t m gl 4.88 2.69 27.38 26.73 1.78 9.10 13.80m Diversos: madeiras.5500 32.33 4.5000 2.27 3.EQUIPAMENTOS 23.89 TOTAL .3000 1.27 68.18 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .64 TOTAL.00 26.22 3.92 Servente hora hora hora hora 0.74 14.73 5.006 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .

Síncrona= = L = Vão Comporta Ensecadeira (stoplogs) (Equipamento p/ Fechamento do Desvio) = m Custo Aquisição+ Impostos mca até a soleira US$ US$ US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade stoplogs = Qtde de Guias Extras Transporte e Seguro Montagem e Teste cj completo Custo Total de 1 stoplogs = cj só de guias Custo Total de ??Guias Extras = Custo Total de Ensecadeiras + ?? Guias Extras = m Pórtico Rolante da Tomada d'Agua .+teste 10.PLANILHA PARA ESTIMATIVA DE CUSTOS DE EQUIPAMENTOS Essa planilha está disponível no diretório OPE nesse CD-ROM PLANILHA PARA ESTIMATIVA DE CUSTOS DE EQUIPAMENTOS Percentuais adotados para çalculo de custo total de equipamento Impostos = 15.00% Transp.Vel.Sinc.Síncrona= Quantidade = = Potencia Outros tipos de Turbinas + Regulador de Velocidade = kW Custo Aquisição+ Impostos rpm un Custo Aquisição de Reg.62% un Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Gerador (H) US$ US$ US$ US$ = Potencia Ponte Rolante da Casa de Força kVA 1 Gerador= rpm Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Ponte Rol.= 5. Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Turbina US$ US$ US$ US$ US$ Rot.Síncrona= Peso Rotor = Quantidade = rpm ton.eixo Horizontal (Pot > 5MVA e Rot. US$ US$ US$ US$ Rot.=46.00% Mont.Vel.Sinc.eixo Vertical (Pot > 5MVA e Rot. > 200rpm) Potencia = MVA Custo Aquisição+ Impostos Rot.62% un Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Gerador (V) US$ US$ US$ US$ = Geradores .Síncrona= Quantidade = = Geradores .Síncrona= Peso Rotor = Quantidade = rpm ton. Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Turbina (F) US$ US$ US$ US$ US$ Rot.+Seg. > 200rpm) Potencia = MVA Custo Aquisição+ Impostos Rot.=46.00% Potencia Turbinas Tipo Francis+Regulador de Velocidade = kW Custo Aquisição+ Impostos rpm un Custo Aquisição de Reg.

Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Port.= Quantidade = = .Capac. US$ US$ US$ US$ = L = Vão Comporta Vagão (Tomada d'Água) = m m mca até a soleira Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 comporta US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade = un = L = Vão Comporta Ensecadeira (stoplogs) (Tomada d'Água) = m Custo Aquisição+ Impostos mca até a soleira US$ US$ US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade stoplogs = Qtde de Guias Extras Transporte e Seguro Montagem e Teste cj completo Custo Total de 1 stoplogs = cj só de guias Custo Total de ??Guias Extras = Custo Total de Ensecadeiras + ?? Guias Extras = m Área Total Grade da Tomada d'Água = m2 Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de GRADE US$ US$ US$ US$ = Peso Total Conduto Forçado = ton.Içamento ton. US$ US$ US$ US$ = Diâmetro US$ US$ US$ US$ Pressão Proj. Rol. Válvula Borboleta (Gráfico B29 do Manual de Inventário/edição Nov/97) = m Custo Aquisição+ Impostos mca un Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Válv. Rol.Içamento Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Port. Custo Aquisição+ Impostos Capac. Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de CONDUTO US$ US$ US$ US$ = L = Vão = Comporta Ensecadeira (stoplogs) p/ Fechamento do Tubo de Sucção m Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste mca até a soleira cj completo Custo Total de 1 stoplogs = cj só de guias Custo Total de ??Guias Extras = Custo Total de Ensecadeiras + ?? Guias Extras = m US$ US$ US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade stoplogs = Qtde de Guias Extras Pórtico Rolante (Movimentação de Stoplogs do Tubo de Sucção ton.Borb.

= Quantidade = = Comporta tipo Segmento (vertedouro de superfície) Graf.00% Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total US$ US$ US$ US$ = US$ US$ US$ US$ US$ US$ US$ US$ CUSTO TOTAL DE TODOS OS EQUIPAMENTOS PERMANENTES Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total = = = US$ US$ US$ US$ . Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Port. etc.) 18. Elétricos+cabos. Equipamentos Elétricos Acessórios (Sist..mecanicos) 6.. Auxiliares .Inventário L = Vão = m Custo Aquisição+ Impostos H = Altura = P = pressão = Quantidade = m mca até a soleira US$ US$ US$ US$ Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 stoplogs = L = Vão = Comporta Ensecadeira (stoplogs) p/ Vertedouro de Superfície m Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste mca até a soleira cj completo Custo Total de 1 stoplogs = cj só de guias Custo Total de ??Guias Extras = Custo Total de Ensecadeiras + ?? Guias Extras = m US$ US$ US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade stoplogs = Qtde de Guias Extras Capac. US$ US$ US$ US$ Pressão Proj.B21 .Diâmetro Válvula Esférica = Pressão mínima = 200 mca (Grafico B30 Inventário) m Custo Aquisição+ Impostos mca un Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Válv.Içamento Guindaste Pórtico (Movimentação de Stoplogs do Vertedouro) ton.. Auxil.00% Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total Equipamentos Diversos (Sist. Rol. Esf.

: PLN-OPE$.normal do Reservatório = ???.xx MW y.PLANILHA PADRÃO .yy MW X Casa de Força com Máquinas FRANCIS. eixo Horizontal Máquinas KAPLAN Preços de JANEIRO/1998 Taxa de Câmbio = 1.OPE para PCH Exemplo Exemplo Serviços Elétricos Ltda. Estudos de Viabilidade / Básico LOCALIZAÇÃO Projetista: PROJ-PCH Ltda .XLS Data: 28-nov-07 Cálculo: Mister ZZ Verificação: MssMMsx ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO Página 1 PRELIMINAR .12 R $ = 1 US$ Prog. Rio Bacia Região Município Estado Imbirá Alça Sul do Rio Peixe Grande Sudeste Garajarak do Sul I I Espírito Santo ESTIMATIVA DE CUSTO Aproveitamento: AHE FICTÍCIO (PCH) Alternativa: NA max.00 m Energia Firme Potência Instalada = = x.

10.42 .15.45 .CONTA .10.15.15.46.20.10.11.10.10.20 .17 .15.10.11.10.11.10.11.18 .10.43 .10.42 .11.44 .40 .10.46.11.15.44 .10.11.10.51 .10.10.10 .10.10.11.15.10.49 .48 .10.15.11. .10.10.10.46.10.11 .10.10.52 .45.11.41 .41 .10.46.11.10.10.10.11.10.11.40 .16 .10.20.10.18 .44 .11.10.47 .20.45.46.10.43 .OPE para PCH Custo Unitário DISCRIMINAÇÃO un Qtdade R$ TERRENOS.14 .10.15.10.20. Acampamento.46 .10.11.10.10.46.17 .11.19 .10.10.11.11. Jazidas e Áreas Afins ha Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente ha Reassentamento Rural ha Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos ha Cidades e Vilas gl Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada gl Outros custos gl DESPESAS LEGAIS E DE AQUISIÇÃO gl 15% OUTROS CUSTOS gl RELOCAÇÕES ESTRADAS DE RODAGEM km ESTRADAS DE FERRO km PONTES m SISTEMA DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO gl SISTEMA DE COMUNICAÇÃO gl RELOCAÇÕES DE POPULAÇÃO gl Reassentamento Rural gl Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos gl Cidades e Vilas gl Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada gl Outros custos gl OUTRAS RELOCAÇÕES gl OUTROS CUSTOS gl OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS COMUNICAÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL gl MEIO FÍSICO-BIÓTICO gl Limpeza do Reservatório ha Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente ha Conservação da Flora gl Qualidade da Água gl Recuperação de Áreas Degradadas gl Outros custos gl MEIO SÓCIO-ECONÔMICO-CULTURAL gl Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos gl Saúde e Saneamento Básico gl Estrutura Habitacional e Educacional gl Salvamento do Patrimônio Cultural gl Apoio aos Municípios gl Outros custos gl Custo Total R$ Custo Unitário US$ Custo Total US$ ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO Página 2 PRELIMINAR .50 .10.10.10.10.15 .45.15.11 .10.15.15.10.15.20.10.45.45.11 .42 .10.10 .10.15 .10. RELOCAÇÕES E OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS AQUISIÇÃO DE TERRENOS E BENFEITORIAS PROPRIEDADES RURAIS gl Reservatório ha Canteiro.11.11.10.45.12 .10.17 PLANILHA PADRÃO .13 .13 .15.21 .15.17 .15.11.45 .10.

CONTA .10.15.47 .10.15.47.53 .10.15.47.55 .10.15.47.17 .10.15.48 .10.15.13 .10.27 .11. .11.12 .11.13 .11.13.00.12 .11.13.00.12.10 .11.13.00.12.11 .11.13.00.13 .11.13.00.14 .11.13.00.14.13 .11.13.00.14.14 .11.13.00.14.15 .11.13.00.15 .11.13.00.15.10 .11.13.00.15.11 .11.13.00.15.12 .11.27 .12. .12.16 .12.16.22 .12.16.22.19 .12.16.22.21 .12.16.22.22 .12.16.24. .12.16.24.12 .12.16.24.12.10 .12.16.24.12.11 .12.16.24.13 .12.16.24.14 .12.16.24.14.13 .12.16.24.14.14 .12.16.24.14.15 .12.16.24.23. .12.16.24.23.17 .12.16.24.17

DISCRIMINAÇÃO LICENCIAMENTO E GESTÃO INSTITUCIONAL Licenciamento Gestão Institucional Outros custos USOS MÚLTIPLOS OUTROS CUSTOS EVENTUAIS DA CONTA .10

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário un Qtdade R$ gl gl gl gl gl gl gl 10%

Custo Total R$

Custo Unitário US$

Custo Total US$

ESTRUTURAS E OUTRAS BENFEITORIAS BENFEITORIAS NA ÁREA DA USINA CASA DE FORÇA Escavação Comum Em Rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Instalações e acabamentos Alvenaria (paredes) Cobertura Esquadrias/Instal.Eletricas e Hidraulicas/Banheiros EVENTUAIS DA CONTA .11 BARRAGENS E ADUTORAS DESVIO DO RIO ENSECADEIRAS Ensecadeira de rocha e terra Remoção de ensecadeiras Esgotamento e outros custos CANAL OU GALERIA / ADUFA DE DESVIO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Equipamento de fechamento Stoplogs Outros custos

MW gl m³ m³ gl m³ t m³ t gl m2 m2 gl gl

y,yy

10%

gl m³ gl gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl gl

15%

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 3

PRELIMINAR

CONTA .12.17 .12.17.25 .12.17.25.12 .12.17.25.12.10 .12.17.25.12.11 .12.17.25.13 .12.17.25.24 .12.17.25.25 .12.17.25.26 .12.17.25.29 .12.17.25.32 .12.17.25.32.18 .12.17.25.32.19 .12.17.25.17 .12.17.26 .12.17.26.12 .12.17.26.12.10 .12.17.26.12.11 .12.17.26.13 .12.17.26.14. .12.17.26.14.13 .12.17.26.14.14a .12.17.26.14.14b .12.17.26.14.15 .12.17.26.17 .12.17.27 .12.17.27.12 .12.17.27.12.10 .12.17.27.12.11 .12.17.27.13 .12.17.27.14 .12.17.27.14.13 .12.17.27.14.14a .12.17.27.14.14b .12.17.27.14.15 .12.17.27.17 .12.18 .12.18.28 .12.18.28.12 .12.18.28.12.10 .12.18.28.12.11 .12.18.28.13

DISCRIMINAÇÃO

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário un Qtdade R$ gl m³ m³ m³ gl m³ m³ m³ m³ gl m³ m2 gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ m³ t gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ m³ t gl gl m³ m³ m³ gl

Custo Total R$

Custo Unitário US$

Custo Total US$

BARRAGENS E DIQUES BARRAGENS E DIQUES DE TERRA E ENROCAMENTO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Aterro compactado Enrocamento Núcleo de argila Transições / Filtros Proteção de taludes Talude de montante (Enrocamento) Talude de jusante (grama) Outros custos BARRAGENS DE CONCRETO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento (convencional) Concreto sem Cimento (CCR) Armadura Outros custos TRANSIÇÕES E MUROS DE CONCRETO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento (convencional) Concreto sem Cimento (CCR) Armadura Outros custos VERTEDOUROS VERTEDOUROS DE SUPERFÍCIE Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação

2%

2%

2%

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 4

PRELIMINAR

CONTA .12.18.28.14. .12.18.28.14.13 .12.18.28.14.14a .12.18.28.14.14b .12.18.28.14.15 .12.18.28.23 .12.18.28.23.16 .12.18.28.23.17 .12.18.28.23.20 .12.18.28.17 .12.18.29 .12.18.29.12 .12.18.29.12.10 .12.18.29.12.11 .12.18.29.13 .12.18.29.14 .12.18.29.14.13 .12.18.29.14.14 .12.18.29.14.15 .12.18.29.23 .12.18.29.23.16 .12.18.29.23.17 .12.18.29.23.20 .12.18.29.17 .12.19 .12.19.30 .12.19.30.12 .12.19.30.12.10 .12.19.30.12.11 .12.19.30.13 .12.19.30.14 .12.19.30.14.13 .12.19.30.14.14 .12.19.30.14.15 .12.19.30.23 .12.19.30.23.16 .12.19.30.23.17 .12.19.30.23.20 .12.19.30.23.21 .12.19.30.17

DISCRIMINAÇÃO Concreto Cimento Concreto sem Cimento (convencional) Concreto sem Cimento (CCR) Armadura Equipamentos Comportas e guinchos Stoplogs Guindaste Outros custos VERTEDOUROS DE FUNDO E OUTROS Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Equipamentos Comportas e guinchos Stoplogs Guindaste Outros custos TOMADA D'ÁGUA E ADUTORAS TOMADA D'ÁGUA Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Equipamentos Comportas e guinchos Stoplogs Guindaste Grades e Limpa-grades Outros custos

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário un Qtdade R$ m³ t m³ m³ t gl gl gl gl gl 2% gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl gl gl gl 2% gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl gl gl gl gl

Custo Total R$

Custo Unitário US$

Custo Total US$

2%

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 5

PRELIMINAR

CONTA

DISCRIMINAÇÃO

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário un Qtdade R$ gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl

Custo Total R$

Custo Unitário US$

Custo Total US$

.12.19.31 .12.19.31.12 .12.19.31.12.10 .12.19.31.12.11 .12.19.31.13 .12.19.31.14 .12.19.31.14.13 .12.19.31.14.14 .12.19.31.14.15 .12.19.31.17 .12.19.32 .12.19.32.12 .12.19.32.12.10 .12.19.32.12.11 .12.19.32.13 .12.19.32.14 .12.19.32.14.13 .12.19.32.14.14 .12.19.32.14.15 .12.19.32.17 .12.19.33 .12.19.33.12 .12.19.33.12.10 .12.19.33.12.11 .12.19.33.13 .12.19.33.14 .12.19.33.14.13 .12.19.33.14.14 .12.19.33.14.15 .12.19.33.17 .12.19.34. .12.19.34.12 .12.19.34.12.10 .12.19.34.12.11 .12.19.34.13 .12.19.34.14 .12.19.34.14.13 .12.19.34.14.14 .12.19.34.14.15 .12.19.34.23 .12.19.34.23.23

CANAL DE ADUÇÃO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos CONDUTO ADUTOR Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos CHAMINÉS DE EQUILÍBRIO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos CONDUTO FORÇADO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Equipamento Revestimento metálico (Blindagem

m; D = x, j 0 m)

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 6

PRELIMINAR

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário CONTA DISCRIMINAÇÃO un Qtdade R$ .12.19.34.23.24 .12.19.34.17 .12.19.35 .12.19.35.12 .12.19.35.12.10 .12.19.35.12.11 .12.19.35.13 .12.19.35.14 .12.19.35.14.13 .12.19.35.14.14 .12.19.35.14.15 .12.19.35.17 .12.20.37 .12.20.37.12 .12.20.37.12.10 .12.20.37.12.11 .12.20.37.13 .12.20.37.14 .12.20.37.14.13 .12.20.37.14.14 .12.20.37.14.15 .12.20.37.17 .12.27.98 .12.27.99 .13. .13.13.00.23.28 .13.13.00.23.17 .13.13.00.23.20 .13.13.00.23.29 .13.27 .14. .14.00.00.23.30 .14.27 .15. .15.13.00.23.20 .15.00.00.23.31 .15.27 Equipamento (Válvula Tipo:_________; D = y, x0 m) Outros custos CANAL DE FUGA Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos OUTRAS CONSTRUÇÕES ESPECIAIS (Escada de Peixe) Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos EVENTUAIS DA CONTA .12 obras civis EVENTUAIS DA CONTA .12 equipamentos TURBINAS E GERADORES Turbinas _______kW/un. ______rpm Stoplogs Guindaste Geradores _______kVA/un. ______rpm EVENTUAIS DA CONTA .13 EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS ACESSÓRIOS Equipamento Elétrico Acessório EVENTUAIS DA CONTA .14 DIVERSOS EQUIPAMENTOS DA USINA Ponte rolante Equipamentos diversos EVENTUAIS DA CONTA .15 gl gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl gl R$ US$ US$ Custo Total Custo Unitário Custo Total

10% 10%

gl gl gl gl gl 10%

gl gl

10%

gl gl gl Página 7 10% Custo Unitário Custo Total Custo Unitário Custo Total PRELIMINAR

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

CONTA .16. .16.00.14 .16.00.16 .16.27

DISCRIMINAÇÃO ESTRADAS DE RODAGEM, DE FERRO E PONTES ESTRADAS DE RODAGEM ESTRADA DE FERRO PONTES EVENTUAIS DA CONTA .16 CUSTO DIRETO TOTAL = (CDT) Custo direto total em R$ Custo direto total em US$ equivalentes

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH un Qtdade R$ km km m gl 10% R$ US$ US$

.17. .17.21 .17.21.38 .17.21.39 .17.22 .17.22.40 .17.22.40.36 .17.22.40.37 .17.22.40.54 .17.22.41 .17.27

CUSTOS INDIRETOS CANTEIRO E ACAMPAMENTO CONSTRUÇÕES DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO MANUTENÇÃO E OPERAÇÃO DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO ENGENHARIA E ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO ENGENHARIA Engenharia Básica Serviços Especiais de Engenharia Estudos e Projetos Ambientais ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO EVENTUAIS DA CONTA .17 CUSTO TOTAL (Exclusive Juros Durante a Construção)

gl gl gl gl gl gl gl gl gl gl

5,00% 3,00%

5,00% 1,00% 0,50% 10,00% 10%

.18.

JUROS DURANTE A CONSTRUÇÃO (construção em 2 anos) 10% a.a

9,20%

CUSTO TOTAL (Inclusive Juros Durante a Construção) = (CT) Potência instalada Custo em US$/kW Instalado

gl kW US$/kW

Custo Unitário CONTA
ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Custo Total

Custo Unitário

Custo Total

DISCRIMINAÇÃO

un Qtdade Página 8

PRELIMINAR

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH R$ R E S U M O R$ US$ US$

Aproveitamento: AHE FICTÍCIO
Potência Instalada Energia Firme

(PCH)
y,yy x,xx MW MWmédio

Custo Total do Empreendimento

x1000US$ (Ref. JANEIRO/98) , Exclusive LT e Subestação

Vida Útil 50 anos, Taxa de Retorno de 10% a.a Custo - Geração (Energia Firme)

e

O & M = Critério ELETROBRÁS US$/MWh
(EXCLUSIVE LT, Subestação, ROYALTIES, PEDÁGIO e IMPOSTOS)

INVESTIMENTOS EM SUBESTAÇÃO E LINHA DE TRANSMISSÃO Custo Unitário CONTA DISCRIMINAÇÃO un Qtdade R$ Subestação de ........................................................ un R$ US$ US$ Custo Total Custo Unitário Custo Total

Linha de Transmissão de

kV

km

Investimento Total (Subestação + Linha de Transmissão)

gl

Preços de JANEIRO/1998 Custo Total em US$ Custo Total em R $

INVESTIMENTO TOTAL em Usina, Subestação e Linha de Transmissão

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 9

PRELIMINAR

MODELO DE ORÇAMENTO COMPACTO PARA SUBESTAÇÕES
Item 1 2 TERRENOS E SERVIDÕES OBRAS CIVIS (Inclui Benfeitorias Gerais no Pátio, Urbanização e Acabamento, Fundações e Bases, Edifícios da Subestação, Estruturas, etc..) EQUIPAMENTOS - AQUISIÇÃO Equipamentos Principais Demais Equipamentos MONTAGEM ELETROMECÂNICA TRANSPORTE E SEGUROS MEIO AMBIENTE CUSTOS DIRETOS (Somatório dos itens anteriores) CUSTOS INDIRETOS (Corresponde aos custos do Canteiro e Acampamento, Engenharia e Administração) EVENTUAIS CUSTO TOTAL Descrição Und. gl gl

3 3.1 a 3.7 3.8 a 3.22 4 5 6 7 8

und und e/ou gl gl gl gl

9 10

MODELO DE ORÇAMENTO COMPACTO PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO
Item 1 2/3/7 TERRENOS E SERVIDÕES OBRAS CIVIS (Inclui a Limpeza de Faixa de Servidão, as Fundações e as Estradas de Acesso) ESTRUTURAS (Metálicas ou outras - Especificar) CONDUTORES AÉREOS E ACESSÓRIOS Isoladores e Ferragens Cabo Condutor Cabos Pára-Raios Fio Contrapeso Acessórios MONTAGEM ELETROMECÂNICA TRANSPORTE E SEGUROS MEIO AMBIENTE CUSTOS DIRETOS (Somatório dos itens anteriores) CUSTOS INDIRETOS (Corresponde aos custos de Canteiro, Engenharia e Administração) EVENTUAIS CUSTO TOTAL und t t t gl gl gl gl Descrição Und. gl gl

4/5

t e/ou und

6 6.1 6.2 6.3 6.4 6.5/6.6 7 8 9 10 11 12 13

ANEXO 4 - LEGISLAÇÃO PERTINENTE
O conjunto de leis considerado de grande importância, no panorama do Setor Elétrico de hoje, está relacionado a seguir. A legislação de meio ambiente é apresentada no Capítulo 8. • Decreto-Lei no 1.872, de 21.05.81 Dispõe sobre a aquisição, pelo concessionários, de energia elétrica excedente gerada por Autoprodutores. • Decreto-Lei no 915, de 06.09.93 Este Decreto autoriza a formação de consórcios para geração de energia elétrica para Autoprodução. • Decreto no 1.348, de 28.12.94 Este Decreto regula a participação de concessionários de serviço público de energia elétrica em aproveitamento hidrelétrico de outro concessionário (arrendamento). • Lei no 8.987, de 13.02.95 Dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos, liberando o mercado de energia elétrica do monopólio estatal. • Lei no 9.074, de 07.07.95 Estabelece normas para outorga e prorrogações das concessões e permissões de Serviços Públicos. Em seu capítulo II trata especificamente dos serviços de energia elétrica. • Decreto no 1.717, de 24.11.95 Estabelece procedimentos para prorrogações das concessões dos serviços públicos de energia elétrica de que trata a Lei 9.074 de 07.07.95. • Decreto no 2.003, de 10.09.96 Regulamenta a produção de energia elétrica por Produtor Independente e por Autoprodutor. • Lei no 9.427, de 26.12.96 Institui a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, disciplina o regime de concessões de serviços públicos de energia elétrica. • Medida Provisória 1.549, de 12.08.97 Aprova Estrutura Regimental e Quadro de cargos em comissão e função de confiança da

987.648.12. limitado a 35 anos.666. de 04.98 Estabelece os critérios para o enquadramento de empreendimentos hidrelétricos na condição de pequenas centrais hidrelétricas. de 26. de 07. • ANEEL Resolução no 394. a serem dados em arrendamento ao titular da concessão (Decreto no 1. de 13.06.12. de 21.95 e 9. • ANEEL Resolução no 395. por sua conta e risco e por prazo determinado (Lei no 8. Altera oficialmente o Código de Águas.98 Estabelece os procedimentos gerais para registro e aprovação de estudos de viabilidade e projeto básico de empreendimentos de geração hidrelétrica.93). 8. de 28. de 04. 8.05. assim como da autorização para exploração de centrais hidrelétricas até 30 MW e dá outras providências A legislação citada permite destacar os seguintes pontos principais: • os concessionários de serviço público de eletricidade ficam autorizados a adquirir energia excedente de Autoprodutores gerada com a utilização de fontes energéticas que não empreguem combustível derivado de petróleo (Dec. Lei no 1.890-A.433. de 04.12.427. de 13. e entre esses e os Autoprodutores de energia elétrica para exploração de aproveitamentos hidrelétricos (Decreto no 915.07.01. a concessão de serviço público será concedida mediante licitação.81).98 Estabelece os procedimentos gerais para registro e aprovação dos estudos de inventário hidrelétrico de bacias hidrográficas.05.987.98 Altera dispositivos das Leis nos 3. de 06. de 08.074.ANEEL.97 Institui a Política Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências.93. na modalidade de concorrência.02. • • • as concessões de geração de energia elétrica terão prazo necessário a amortização dos investimentos. é assegurada a formação de consórcios entre os concessionários de Serviço Público.94). à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho.04.12.12. podendo ser .96. • os concessionários de serviço público de energia elétrica ficam autorizados a efetuar investimentos em aproveitamento hidrelétrico objeto de concessão a outro concessionário.348.02. de 21. de 25. contado da data de assinatura do contrato. • Lei no 9.95. 9.872.61.95).09. • Lei no 9. de 27. • ANEEL Resolução no 393.

074.003.003.09. independentemente de tensão ou carga.07. contado da respectiva solicitação. aos quais forneça vapor ou outro insumo oriundo de processo de cogeração. define-se Autoprodutor de Energia Elétrica. • As PCHs de potência superior a 1MW e inferior a 30MW. respeitados os prazos dos contratos vigentes. • • o Produtor Independente e o Autoprodutor terão assegurados o livre acesso aos sistemas de transmissão e de distribuição de concessionários e permissionários de serviço público de energia elétrica.09. c) consumidores já existentes. de 10.003 ainda estabelece que a comercialização da energia produzida por Produtor Independente poderá ser feita com: a) concessionários ou permissionários de Serviço Público de Energia Elétrica. destinadas a Produção Independente ou Autoprodução poderão comercializar energia elétrica com consumidores . conforme a seguinte tabela: ANO Tensão Potência ↓ 1995 = ou maior 69 KV = ou maior 2000 = ou maior 69 KV = ou maior 2003 ↓ ↓ 10 MW 3 MW decresce de acordo com as regras do Poder Concedente. a pessoa jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebam concessão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao comércio de toda ou parte da energia produzida.96). f) qualquer consumidor que demonstre ao Poder Concedente não ter o concessionário local lhe assegurado o fornecimento no prazo de até 180 dias.prorrogado no máximo por igual período (Lei no 9. nas condições previamente ajustadas com o concessionário local de distribuição.96). • define-se Produtor Independente de Energia Elétrica.003.09. • o Decreto no 2. a pessoa física ou jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebam concessão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao seu uso exclusivo (Decreto no 2. mediante o ressarcimento do custo de transporte envolvido (Decreto no 2. de 10. d) consumidores de energia elétrica integrantes de complexo industrial ou comercial. b) novos consumidores com carga igual ou superior a 3 MW atendidos em qualquer tensão. de 10. e) conjunto de consumidores de energia elétrica. por sua conta e risco (Decreto no 2. de 07.96).95).

no máximo. permissão ou autorização de exploração.autorização. adotados como referência para as características do aproveitamento. em função da natureza do empreendimento e da faixa de potência conforme resumido a seguir: • ♦ SERVIÇO PÚBLICO Hidrelétrica .cuja carga seja maior ou igual a 500kW (Lei no 9. quando promoverem a substituição da geração termelétrica que utiliza derivados de petróleo. restrições e/ou facilidades em termos de condições determinadas para concessão. 50 MW. de 1 MW até 30 MW. aos Estados e Municípios.até 1 MW: .só registro. poderão ser realizados de forma simplificada. acima de 1 MW . • Os empreendedores de aproveitamentos hidrelétricos deverão se articular junto aos órgão de recursos hídricos para regularizar sua situação quanto ao uso da água para geração hidrelétrica. 394 e 395 definem. Os Estudos de Inventário em bacias hidrográficas com vocação hidrenergética para aproveitamentos de.468. . • Para o registro de realização de estudos para o Projeto Básico de uma PCH. ♦ AUTOPRODUTOR E PRODUTOR INDEPENDENTE Hidrelétrica . para as tarifas de uso dos sistemas elétricos de transmissão e distribuição.concessão por licitação. A Lei 9. com área inundada menor ou igual a 3 km2 . Deverá ser apresentado à ANEEL relatório de reconhecimento da bacia ou sub-bacia.concessão por licitação. dentre outras. parágrafo 5º) • Estas mesmas PCHs contam ainda com redução mínima de 50%. informação dos Estudos de Inventário Hidrelétrico realizados. No caso de sistemas isolados elas contam ainda com a possibilidade de uso dos recursos da CCC. Art. pelo uso dos recursos hídricos. além do relatório de reconhecimento do sítio onde se localiza o potencial.até 1 MW: .468 e as Resoluções ANEEL 393. justificando a simplificação adotada para os Estudos de Inventário. As novas PCHs estão também isentas do pagamento da compensação financeira. acima de 30 MW . ainda. desde que existam condições específicas que indiquem potencial de aproveitamentos até aquele limite ou imponham a segmentação natural da bacia em sub-bacias cujos aproveitamentos estejam dentro do citado limite de 50 MW. o interessado deverá apresentar. 26.só registro.

• 32 MB de memória RAM. A INTERBASE foi construída de tal forma que o usuário não necessite consultar o manual de formatação dos arquivos de entrada do MSUI. [3] Os controles e bibliotecas do Visual Basic serão instalados automaticamente pelo programa de instalação. O programa de instalação grava todos os arquivos necessários ao bom funcionamento do sistema. • Terminologias adotadas no setor elétrico.INTERFACE GRÁFICA PARA O MODELO DE SIMULAÇÃO ENERGÉTICA INTRODUÇÃO A INTERBASE .ANEXO 5 .sys será criado ou modificado. • Conhecimento básico dos objetivos da modelagem do MSUI.0[3]. • Mínimo 15 Mb disponíveis[2].Interface Gráfica e Gerenciamento da Base de Dados de PequenasCentrais Elétricas . • Windows 95 ou superior. . [1] Para a utilização do modelo MSUI é recomendável a utilização de um computador com processador de 166 Mhz ou superior. é necessário reiniciar o computador. tarefa trabalhosa e sujeita a inúmeros erros de digitação.tem como objetivo principal facilitar a execução do Modelo de Simulação a Usinas Individualizadas (MSUI). o usuário deve estar familiarizado com: • Computador pessoal do tipo PC. Os aplicativos dividem-se basicamente no gerenciamento da base de dados. Requisitos de software: • Sistema operacional Windows 95 ou superior. sendo acrescentadas as seguintes declarações: files=90 buffers=50 Para que as declarações acima tenham efeito no sistema. bem como disponibilizar um eficazgerenciador de dados de usinas hidrelétricas. No processo de instalação. • Controles e bibliotecas do Visual Basic 5. Neste manual estão descritos os procedimentos necessários para a inicialização do sistema INTERBASE. REQUISITOS DE HARDWARE E SOFTWARE Para o perfeito funcionamento do sistema são necessários os seguintes requisitos: Requisitos de hardware: • Computador do tipo PC com processador Pentium (ou compatível) 100 Mhz ou superior[1]. [2] Para a instalação do software é necessário cerca de 30 Mb livres. e na formatação dos arquivos de entrada do modelo MSUI. o arquivo config. ensinando a manipular os seus registros. Para usar efetivamente este produto. inclusive o programa executável MSUI.

INICIANDO O SISTEMA INTERBASE Para iniciar o sistema. Fig. como pode ser visto no item “MENU PRINCIPAL”. no grupo Interbase. mostrando sua janela principal. clique sobre o item Interbase. do menu Iniciar (fig. 1). . 1 A partir desse momento o programa será executado.

1 . no menu principal encontram-se as seguintes opções: Fig.MENU PRINCIPAL Ao iniciar o sistema.

queda de energia elétrica. 2) Fig. MSUI • . Esta ação pode causar danos irreparáveis. Nesse menu são dadas três opções para o usuário escolher (ver fig. 2 • Abrir Banco de Dados – Abre o arquivo com o banco de dados. Quando tentar abrir um arquivo válido e receber uma mensagem do tipo “Arquivo corrompido”.0 e ser compatível com os dados requeridos pelo programa. O arquivo deve estar no formato do MS-Access 2. será distribuído uma base de dados com alguns registros representativos para a execução de caso exemplo com o modelo MSUI. 3). Nunca abra o arquivo com a base de dados diretamente pelo MS-Access. Mantenha sempre uma cópia de segurança atualizada de seus dados para evitar problemas futuros. 3 • Reparar Banco de Dados – Como algumas vezes o arquivo do banco de dados é danificado acidentalmente como. é preciso repará-lo para que volte a funcionar corretamente. Sair – Finaliza a execução do programa. por exemplo. Fig. execute este item do menu para tentar resolver o problema. Caso o arquivo não siga os padrões preestabelecidos o sistema apresentará uma mensagem de erro (ver fig. Esse item do menu estará desabilitado se houver alguma base de dados aberta.Arquivo Todas as informações sobre as usinas gerenciadas pelo sistema são armazenadas em arquivos de banco de dados Access. Juntamente com o sistema.

O programa de instalação grava o programa executável MSUI. de usinas e vazões. Vazões – Gera o arquivo com os dados das Séries de Vazões.Neste menu o usuário encontra todas as facilidades para a execução do modelo. Resultados – Exibe os relatórios com os resultados da simulação. depois Formatar Arquivos e por fim uma das quatro opções apresentadas como na figura 8. Serão apresentados três tipos de relatórios gerados pelo modelo. Acesse o menu MSUI. será apresentada uma janela confirmando a criação dos arquivos de entrada do modelo MSUI (veja figura abaixo). Fig. Ao final da execução. Executar Modelo – Executa o modelo MSUI. bem como o gerenciamento da base de dados. Formatar Arquivos – Contém as opções necessárias para gerar os arquivos de entrada do modelo MSUI no formato adequado. Dados das Usinas – Gera o arquivo com os dados das usinas. Fig. o arquivo correspondente será criado automaticamente. . deve-se gerar os arquivos para a execução do modelo MSUI. 4 • • • Dados Gerais – Abre a janela com os dados gerais para edição e formatação de arquivo de entrada para o modelo MSUI (ver tópico: Parâmetros para o MSUI). Sempre que os parâmetros de simulação forem modificados. Todos os Arquivos – Gera os arquivos com dados gerais. Dados das Usinas – Abre o formulário com os dados das usinas contendo as opções para o gerenciamento da base de dados (ver tópico: Dados das Usinas). Para maiores informações sobre o MSUI veja o apêndice. 5 • • • • • • Dados Gerais – Gera o arquivo com os parâmetros da simulação. caso não ocorra erros durante a formatação. Depois que todos os dados necessários à simulação forem preenchidos corretamente.

Reslus4. versão para PCH. • • • 7 . Reslus2.sai – possui os relatórios de entrada.sai. complementado com o Manual de Metodologia do MSUI.sai. energias firmes e médias por usina e acumulada na cascata. Manual do Sistema – Exibe este manual no MS-Word (Este manual foi desenvolvido para ser visualizado nas versões 97 ou superiores do MS-Word). Fig. Contém informações sobre a utilização do sistema bem como a descrição dos campos utilizados na base de dados.sai.sai. configuração a ser estudada.sai – relatório específico possuindo as energias firme por usina da configuração. 6 • Índice da Ajuda – Exibe o conteúdo da ajuda do programa. Ajuda Neste menu estão disponíveis todas as informações necessárias para a utilização do sistema INTERBASE e do modelo MSUI. Reslus5. ou seja: carga crítica (energia firme do sistema). Fig. Manual do MSUI – Exibe o manual do MSUI no MS-Word.Após a execução do MSUI. • Reslus1. • Msui. 7). bem como os resultados gerais da simulação. Sobre – Exibe uma janela com informações gerais sobre o programa (Fig.sai – Os dados destes arquivos dependem das opções escolhidas no formulário Dados Gerais. os arquivos de saída disponíveis para consulta dos resultados da simulação são os seguintes: • Energias. Reslus3. O seu conteúdo é bastante semelhante a este manual.

Ver figuras 1 e 2. 2 A descrição dos campos está disponível no apêndice . é executado o formatador para gerar os novos parâmetros da simulação. Sempre que os dados da simulação forem atualizados.DADOS GERAIS PARÂMETROS PARA O MSUI Os dados são apresentados em duas telas distintas: informações gerais e parâmetros de simulação. Fig. 1 Fig.

dados de simulação (ver fig. dados energéticos e evaporações. Fig.DADOS DAS USINAS Nesta janela se encontram os meios para o gerenciamento das informações referentes às usinas. Fig. 1). Os dados são apresentados em quatro telas distintas: dados gerais e físicos. 1 A descrição dos campos está disponível no apêndice.2 . série de vazões. MENU PRINCIPAL Arquivo Neste menu o usuário encontra todas as facilidades para o gerenciamento da base de dados de usina hidrelétrica e impressão de relatórios.

CSV (texto separado por vírgula). Código. gerado apenas para visualização em tela ou salvo em um dos seguintes formatos de arquivo: XLS (MS-Excel 5. O relatório pode ser enviado para a impressora. 3). Os possíveis campos de ordenação são: Nome. • Relatório – Permite a escolha dos registros a serem impressos. utilize esse comando para se certificar que o dado sendo exibido é a versão mais atual. clique no botão Imprimir. Escolhidas as opões desejadas. Estado e Rio.0). Serão impressos todos os seus dados. A impressão do relatório pode ser realizada de duas maneiras. Essa é a maneira mais rápida e prática de obtenção de um relatório. Fig. . Será aberta uma janela com diversas opções de impressão (ver figura abaixo). incluindo a série de vazões. Se duas ou mais pessoas estiverem utilizando a mesma base de dados ao mesmo tempo. • Registro Atual – Imprime apenas os dados da usina exibida no momento. A impressão das séries de vazões é opcional. além do formato de visualização (ver fig. 3 • Configurar Impressora – especificações do usuário. • Imprimir – Gera um relatório sobre os registros da base de dados. caso haja uma ativa. caso deseje configurar a impressora clique no botão Configurar Impressora. A ordenação default é por Código. O usuário pode escolher por imprimir apenas o registro sendo visualizado. Configura a impressora de acordo com as • Ordenação – Muda a ordem com que os registros da base de dados são exibidos na tela. TXT (texto separado por marcas de tabulação) e HTML (HiperText MarkedUp Language). todo o banco de dados ou os registros retornados pela pesquisa. DOC (MS-Word). se não desejar imprimir nenhum registro clique no botão Fechar. RTF (Rich Text Format).• Atualizar Base de Dados – Verifica se a base de dados sofreu alguma alteração durante a execução do programa.

já existente. não poderá ser desfeita. acesse o menu Registros. acesse o item Cancelar Alterações. uma vez realizada. Em ambos os casos será exibido um pedido de confirmação. Estes comandos não estarão disponíveis se os dados estiverem sendo editados • • • Novo – O registro inserido é totalmente novo. acesse o item Salvar Alterações.4). Há duas formas de adicionar um novo registro à base de dados. Após iniciar a edição dos dados percorra as quatros diferentes telas de dados da USINA e efetue as modificações necessárias. a nova usina será incluída na base de dados com os mesmos valores do registro atual. do menu Registros. • Baseado no Atual –Os dados do registro inserido são copiados de um outro. Acesse o menu R por fim. . Para confirmar a alteração. Ao clicar no botão Criar Registro. pois esta ação. Com um registro que deseja replicar previamente selecionado. apagando o registro indesejado. incluindo a série de vazões. em seguida. Feito isso. 4 • Editar Registro – Edita o registro atualmente sendo exibido. do menu Registros. crie um novo registro a partir deste. dando o novo código (ver item abaixo) e. Feito isso digite na janela que se abrirá (ver figura 5). Não é possível alterar o valor do código da usina. Registros Neste menu o usuário encontra todas as facilidades para a manutenção dos registros na base de dados (Fig. caso isso seja necessário. será inserido um registro totalmen necessário entrar com todos os dados referentes à nova usina. Responda com cuidado. Caso deseje cancelar as modificações realizadas. depois Inserir Registro e por fim o item Baseado no Atual. Os dados de simulação não serão gravados. Fig.• Sair – Fecha a janela dos Dados das Usinas retornando à janela principal. o item Novo. um novo código. Várias ações não poderão ser realizadas durante a edição. Inserir Registro – Insere um novo registro na base de dados.

execute o aplicativo onde a série está arquivada. Disponível somente se os dados estiverem sendo modificados. Copiando série de outro aplicativo – Este procedimento foi elaborado para facilitar a importação de séries de vazões. acione o botão “Copiar” do aplicativo. Disponível somente se os dados estiverem sendo modificados. Edição da Série de Vazões A edição de cada campo da série de vazões pode ser realizada como descrito anteriormente no item Editar Registro. depois Apagar Registro. retorne para o registro onde deseja copiar a série. ou utilizando as opções demonstradas a seguir: • Copiando série de outro aproveitamento da base de dados – Selecione o aproveitamento na base de dados com a série pretendida. uma vez realizada. em seguida acione o botão “Colar”.Fig. Cancelar Alterações – Cancela as alterações realizadas na edição do registro ou cancela a sua inserção. não poderá ser desfeita. Não disponível se os dados estiverem sendo editados. acesse o menu Registros. Selecione o aproveitamento desejado. Responda com cuidado. acione o botão “Copiar”. uma vez realizada. não poderá ser desfeita. para a base de dados do sistema Interbase. cujos valores já estejam gravadas em outro aplicativo. Para a realização desse procedimento o usuário deve obedecer o formato apresentado no MS-Excel como na figura abaixo. • • • . uma vez realizada. pois esta ação. Responda com cuidado pois esta ação. Feito isso será exibido um pedido de confirmação. retorne para o sistema Interbase na tela “Série de Vazões” e clique no botão “Colar”. Salvar Alterações – Salva as alterações decorrentes de edição ou inserção de um novo registro. 5 • Apagar Registro – Apaga o registro atualmente sendo exibido. não poderá ser desfeita. Com um registro previamente selecionado. Responda com cuidado pois esta ação.

selecione o registro no modo “Edição” na tela “Série de Vazões” e acione o botão “Período”. Ir Para Fig. • Excluir Série – Proceda como no item “Alterar Período da Série de Vazões” e em seguida acione o botão “Excluir Série”.• Alterar Período da Série de Vazões – Para modificar o período da série de um aproveitamento. Feito isso. será apresentada uma janela como na figura a abaixo. 6 . entre com o novo período nos campos “Ano Inicial” e “Ano Final” e acione o botão “Alterar Período” para efetuar a modificação.

acessá-lo diretamente (ver figura 7). Registro Anterior – Exibe o registro anterior da base de dados. 7 Pesquisa Neste menu encontram-se facilidades para localização de registro específicos na base de dados segundo critérios fornecidos pelo usuário. Estado e Estágio. Rio. fazer uma procura parcial. A procura poderá ser feita por um dos seguintes campos: Código. conforme a ordenação especificada no item Ordenação do menu Arquivo. indo do primeiro ao último registro. Caso seja sabido o número do registro. Fig. • • • • • Primeiro Registro – Exibe o primeiro registro da base de dados. Os comandos deste menu não estarão disponíveis se os dados estiverem sendo editados. Código de Jusante. pode-se também.O menu Ir Para contém cinco opções de navegação. Fig. . pode-se. Pode-se caminhar pela base de dados. que permite a localização de registros específicos. Código de Jusante e Rio. Registro Número – Exibe o registro especificado (ver figura 7). Para os campos Código. como visto na figura 9. Último Registro – Exibe o último registro da base de dados. Próximo Registro – Exibe o próximo registro da base de dados. através da opção Registro Número. em que o valor digitado esteja no início ou em qualquer parte do campo. 8 • Localizar – Abre uma janela. Nome. Nome. Pode-se escolher visualizar o registro a ser localizado.

poderá ser utilizado para repetir a procura anterior. Somente serão exibidos os registros que satisfaçam os critérios escolhidos. . 10 • Desligar Pesquisa – Faz com que todos os registros da base de dados sejam exibidos novamente. Pesquisar – Abre uma janela (ver fig. portanto. Fig. desfazendo pesquisa anteriormente realizada. 10) que permite fazer uma pesquisa sobre todos os campos dos registros. o item Localizar Próximo do menu Pesquisa aparecerá habilitado e. 9 • • Localizar Próximo – Localiza o próximo registro seguindo a localização anterior. Fig.Realizada a procura.

versão para PCH. Contém informações sobre a utilização do sistema bem como a descrição dos campos utilizados na base de dados. 12 1[1] Este manual foi desenvolvido para ser visualizado nas versões 97 ou superiores do MS-Word. Manual do Sistema – Exibe este manual no MS-Word1[1]. 1[1] Este manual foi desenvolvido para ser visualizado nas versões 97 ou superiores do MS-Word.Ajuda Fig. Manual do MSUI – Exibe o manual do MSUI no MS-Word. 11 • Índice da Ajuda – Exibe o conteúdo da ajuda do programa. . 12). complementado com o Manual de Metodologia do MSUI. Sobre – Exibe uma janela com informações gerais sobre o programa (Fig. • • • Fig. O seu conteúdo é bastante semelhante a este manual.

Máximo de 5 relatórios. minutos e segundos. Parâmetros de Simulação Campo Usinas a serem Simuladas Relatórios a serem Gerados Descrição Máximo de 50 usinas. Longitude em graus. Nome do rio onde se localiza a usina.usina que apresenta como estudo aprovado mais recente o estudo de inventário hidrelétrico da bacia hidrográfica na qual está situado. Latitude em graus. em cada sub-bacia hidrográfica. Ano inicial da simulação. • • Viabilidade (VI) . Sub-sistema a ser simulado. correspondente à localização do eixo da barragem da usina. Data de convergência da carga crítica. com ordenação crescente no sentido montante-jusante. Nome oficial da usina. Nível de desenvolvimento da usina: • • Inventário (IN). Período correspondente do sistema. de Código da usina situada imediatamente a jusante. Dados da Usina Campo Código Nome Código Jusante Rio Latitude Longitude UF Estágio Descrição Número associado a cada usina. de acordo com a classificação da ANEEL. minutos e segundos.usina que apresenta como estudo .APÊNDICE . correspondente à localização do eixo da barragem da usina Estado (ou fronteira entre Estados) onde está localizado o eixo da USINA.DESCRIÇÃO DOS DADOS UTILIZADOS Informações Gerais Campo Título Sub-Sistema Ano Inicial da Simulação Data de Convergência da carga crítica Período Crítico do Sistema Descrição Título que será impresso nos relatórios do MSUI. Os dois primeiros dígitos são obrigatoriamente de identificação da sub-bacia.

Expressa em metros. Corresponde ao nível d'água máximo do reservatório definido no projeto. Expressa em km². Desativado (DE). Expresso em hm³. • Operação (OP) . Volume no Nível d'Água Máximo Normal Volume no Nível d'Água Mínimo Normal Volume na Soleira do Vertedor Área no Nível d'Água Máximo Normal Área no Nível d'Água Mínimo Normal . Expresso em metros.usina que dispõe de pelo menos 1 unidade geradora em operação. • Construção (CO) .usina que teve suas obras iniciadas e ainda não opera a primeira unidade geradora. Perdas de carga hidráulica verificadas nos circuitos de adução. para uma vazão igual a 1.1 da vazão média no período crítico ou o NA máximo normal do reservatório imediatamente a jusante. Área do espelho d'água do reservatório referente ao nível d'água máximo normal. Expresso em metros. Expressa em metros. Expressa em km². • Projeto Básico (PB) . Volume do reservatório no nível d'água mínimo. referência principal para os documentos de licitação das obras. se este nível for mais elevado. Características Físicas Campo Queda Bruta Máxima Perdas Hidráulicas Área de Drenagem Nível d'Água Máximo Normal Nível d'Água Mínimo Normal Cota da Soleira do Vertedor NA Normal de Jusante Descrição Diferença entre os níveis d'água máximo normal e normal de jusante. Expressa em km². Expresso em hm³. Expresso em hm³. Volume do reservatório correspondente ao nível d'água na cota da soleira do vertedor.• • • • aprovado mais recente o estudo de viabilidade técnicoeconômico. Corresponde ao nível d'água natural no canal de fuga. Cota de projeto da soleira do vertedor. desde a tomada d'água até a entrada da turbina. É o volume que não pode ser vertido em qualquer situação. independente do valor da potência instalada e da finalidade da geração (serviço público ou autoprodução).usina em que todas as unidades • geradoras foram desativadas. definido no projeto.usina que apresenta como estudo aprovado mais recente o projeto básico. Expressa em metros. Área de contribuição da bacia hidrográfica no local da usina. Corresponde ao nível d'água mínimo do reservatório. Área do espelho d'água do reservatório referente ao nível d'água mínimo normal. Volume do reservatório no nível d'água máximo normal.

A1. Expressa em MW. A3 e A4). A2. obtidos a partir dos pontos Cota x Área do reservatório. Expresso em porcentagem.5 valores (A0. Expressa em metros. Coeficientes do polinômio Volume x Cota . A2. Polinômios Campo Coeficientes do Polinômio Cota x Área Coeficientes do Polinômio Volume x Cota Coeficientes do Polinômio Vazão x NA de Jusante Descrição Coeficientes do polinômio Cota x Área . Pelton. A3 e A4). Francis. . A2. Número total de unidades geradoras da usina.5 valores (A0.Características Energéticas Campo Potência Queda Referência Rendimento Descrição Soma das potências das unidades geradoras da usina. de Queda líquida sob a qual é atingida a potência efetiva do gerador. Evaporações Campo Evaporação média Descrição 13 valores representando a evaporação média mensal e anual.5 valores (A0. Obtido pelo somatório do número de unidades. com engolimento máximo da turbina. que pode ser: Kaplan. obtidos a partir dos pontos Volume x Cota do reservatório. Tipo de turbina da usina. A3 e A4). A1. Dados de Turbinas Campo Número de Unidades de Base Número Total de Unidades Tipo de Turbina Descrição Número de unidades geradoras necessárias para garantir a energia firme da usina. Rendimento médio do conjunto turbina-gerador. obtidos a partir dos pontos de Vazão X Cota do Canal de Fuga. Coeficientes do polinômio Vazão x Nível de Jusante . A1.

Os valores possíveis são: sul. Código do Posto Código do posto de vazão utilizado pelo modelo MSUI. Expressa em m³/s.Série de Vazões Campo Série de Vazões para Utilização nos Modelos Descrição É a série de vazões afluentes ao local da usina em condições naturais. Vazão mínima que deve ser garantida a jusante da usina. Nome da usina utilizado pelo modelo MSUI. Sistema ao qual pertence a usina. Expressa em m³/s. Média das vazões que compõem a série de Série de Vazões para Utilização nos Modelos. ambientais. operativas etc. Expressa em m³/s. sudeste. nordeste. por restrições de navegação. Vazão Mínima Defluente Vazão Média de Longo Termo (MLT) Dados de Simulação Campo Código Nome Sistema Descrição Código da usina utilizado pelo modelo MSUI. de Vazão . norte.

uma vez que este é o componente básico do custo variável de operação. retratando o comportamento do sistema no caso de ocorrência de uma repetição das vazões naturais registradas no passado. A operação de um hipotético sistema isolado com apenas um reservatório é simples. isto é. se for maior. o reservatório se esvaziará. os modelos de simulação tornam-se uma importante e imprescindível ferramenta para o planejamento da expansão e operação de tais sistemas. maximizar a eficiência das usinas hidroelétricas. o operador tentará turbinar toda água nelas disponível. Seus principais objetivos englobam: convergência da carga máxima garantida de uma determinada configuração de usinas e cálculo do respectivo período crítico. existe um sistema de reservatórios e de usinas em cascata e em paralelo. evitando qualquer desperdício e distribuindo a reserva de água de forma a otimizar a produção de energia e a utilização dessa reserva. porém. pois o operador desse sistema não necessita de nenhuma regra de operação: deve apenas atender ao requisito da carga. avaliação do comportamento de um sistema em expansão face a projeções de mercado e séries hidrológicas dadas. avaliação do comportamento de uma usina individualizada através de seus parâmetros característicos. . cada uma com resultados um pouco diferentes. subordinadas a um conjunto de parâmetros definidores de prioridades. limitado à capacidade das máquinas ou à carga. OBJETIVOS O modelo foi projetado para simular a operação de um sistema constituído de usinas hidráulicas sob diversas condições de carga e hidraulicidade. pois existem infinitas maneiras de armazenar ou de desestocar a água dos reservatórios. O Modelo de Simulação a Usinas Individualizadas (MSUI) é desse tipo. O objetivo da operação de um sistema constituído de usinas hidroelétricas é atender ao mercado ao menor custo possível. Quando. Assim. Existindo usinas a fio d'água. o que pode ser expresso por duas diretrizes: minimizar os gastos com combustível. se a energia natural for menor que a carga. a situação muda por completo. o estoque aumentará até o volume máximo. simula a operação detalhada do sistema hidrelétrico operando cada reservatório e cada usina segundo suas características particulares. avaliação dos balanços de empresas decorrentes da operação integrada do sistema. Estes modelos tentam representar com o máximo rigor as características das usinas hidráulicas.MSUI : MODELO DE SIMULAÇÃO A USINAS INDIVIDUALIZADAS Face à complexidade de cálculo de soluções ótimas para operação de sistema de geração de energia elétrica. mantendo o excesso ou complementando o requisito com a usina de reservatório.

redistribuir a reserva hidráulicas disponível de modo a recuperar o nível dos reservatórios de alta prioridade de enchimento. curva de área do reservatório em função da cota. curva do nível de jusante em função da vazão defluente. valorizando deste modo. 1 No MSUI. minimizando o vertimento e procurando manter o volume dos reservatórios entre as curvas de controle superiores e inferiores. perda hidráulicas média nas tubulações.REPRESENTAÇÃO DO SISTEMA PERFIL DE UMA USINA HIDRELÉTRICA Fig. as afluências futuras e aumentando a expectativa de geração hidráulica. nível de montante e área no caso de usinas a fio d'água. rendimento médio do conjunto turbina e gerador. . OPERAÇÃO DO SISTEMA A operação do sistema é simulada mês a mês tendo por objetivo atender aos requisitos mensais e condicionada pelas vazões naturais dos postos correspondentes às usinas hidráulicas. dados das turbinas e geradores. O programa tenta atender à carga mensal. fator de carga máximo para operação continua. Tenta ainda. dados de evaporação. as usinas hidrelétricas são representadas pelos seguintes dados de entrada: curva de cota do reservatório em função do volume.

bem como os resultados gerais da simulação. vazões mínimas defluentes. ou seja: carga crítica(energia firme do sistema). do Menu Principal da INTERBASE. O enchimento‚ feito pela ordem de prioridade de enchimento até as curvas de controle inferiores e depois até as superiores (ou faixa por faixa). capacidades máximas de turbinamento das usinas.4.A operação dos reservatórios é controlada pelas seguintes variáveis: prioridade de enchimento e esvaziamento.SAI – relatório específico possuindo as energias firmes por usina. UTILIZAÇÃO A versão disponibilizada para os estudos energéticos de Pequenas Centrais Hidrelétricas possui alguns parâmetros pré-definidos: • • • • Limite máximo de unidades hidrelétricas – 50 usinas. configuração a ser estudada. O Manual de Metodologia do MSUI. • RELUSn. RESULTADOS Após a execução do MSUI. coeficientes informados para manter esvaziamento proporcional abaixo das curvas de controle inferiores durante períodos muito secos. Versão PCH. pode ser consultado na opção Ajuda/Manual. O esvaziamento‚ feito pela ordem de prioridade até as curvas de controle superiores e depois‚ até as inferiores (ou faixas por faixas). cujo pedido foi efetuado no gerenciador. curvas de controle superiores e inferiores dos reservatórios (ou através de faixas paralelas). • ENERGIAS.SAI ( n=1. Convergência da energia firme com período crítico calculado pelo programa.2. os arquivos de saída disponíveis para consulta dos resultados da simulação são os seguintes: • • • • MSUI.SAI – possui os relatórios de entrada.3.5) – relatório detalhado da operação de cada usina. energias firmes e médias por usina e acumulada na cascata. .

. m ABAIXO DA SOLEIRA DO VERT.. VAZÃO DE DESVIO (TR: 10 ANOS) :.. (TR:10..DA FOZ: MUNICÍPIO NA ÁREA DA BAR... DESVIO VOLUMES ………. NORMAL : 4. DIAS DE CHUVA (MÉDIA MENSAL) ....: LONG.: …………… COD. NOME: ………………………. DE JUSANTE MÍNIMO : MÁX.. MÁXIMO NORMAL : ……….. DADOS HIDROMETEOROLÓGICOS POSTOS FLUVIOMÉTRICOS DE REFERÊNCIA COD. ha TEMPO DE RESIDÊNCIA : ……….PERÍODO : JAN FEV MAR ABR ……… MAI ……… JUN ……. m3 TIPO : ……….. m . m ÚTIL : ………. m3/s ……. DE MONTANTE MÍN..A. NORMAL : MÁX..….. km2 VAZÃO GARANTIDA (95%):…………………… m3/s ÁREA DE DRENAGEM DO BARRAM. AGO …….. DEZ …….A.FICHA TÉCNICA PEQUENA CENTRAL HIDRELÉTRICA :. MAXIMORUM : N....... RESERVATÓRIO N. AGO …….: ……… 106 m3 Fio d’água ……… 106 m3 OUTRAS INFORMAÇÕES ......:’ DIST.A. FORÇA: 2.. km2 RIO: ……………………… AD: ………………. NORMAL : MÁX..... m . m3/s GALERIAS NÚMERO DE UNIDADES : SEÇÃO : COMPRIMENTO : ……………. ……. JUL ……. m3/s VAZÃO MLT (PER.... ha ESC.. DATA:…………..………………… ETAPA: . NOME: ……………………….. m …………. …….. ……………..:………………………………m3/s VAZÕES MÉDIAS MENSAIS (m3/ s) – PERÍODO : JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL …….. RIO: ……………………… AD:….:………...…..: ………. Km MUNICÍPIO NA ÁREA DA C.. MÁXIMORUM : NO N.... VERT. 1...………………………………………………………………………… EMPRESA:…………………………………………………………………………………………..... km2 PREC. VAZÃO PROJ.……….. SET …….. m NO N..……… m VIDA ÚTIL DO RESERVATÓRIO : ………. SET ……. m3 ENSECADEIRA : …….: …………… NOME: ……………………….A. OUT ……… NOV ……... DEZ …….: …………… COD.ANEXO 6 . : ………… dias …….…………… km2 RIO: ……………………… AD:……………….. EXCEPCIONAL : ÁREAS INUNDADAS NO N.A. …… …… ……... ……... anos .....A. OUT ……… NOV …….000ANOS) :…..... NORMAL : MÁX. mm VAZÃO MÍN.... MÉDIA MENSAL: ………………. m3/s VAZÃO PROJ DESVIO (TR: 10 ANOS) :…. MÉDIA ANUAL (…………):……………. …….………...... m ……….……… m VAZÃO REGULARIZADA Fio d’água PROFUNDIDADE MÉDIA : ………….. EM ROCHA A CÉU ABERTO :…………… m3 CONCRETO CONVENCIONAL: …………. dias ……….. ……… 3.. MÍN. ha TEMPO DE FORMAÇÃO DO RESERV.... m PROFUNDIDADE MÁXIMA : ………….... LOCALIZAÇÃO RIO: SUB-BACIA: BACIA: LAT. NORMAL : NO N...

…. DE ENERGIA : ……..…... EM ROCHA SUBTERRÂNEA :…………… m3 CONCRETO: . m ESCAVAÇÃO EM ROCHA : COTA DA CRISTA : ..... m3 ALTURA MÁXIMA : …... m ESCAVAÇÃO COMUM : …….... m3 8..... EM ROCHA SUBTERRÂNEA : …………...) :….. m3/s …………. …………… m …………… m …………. m ESC.. DO BLOCO : LARG. NOMINAL : ROTAÇÃO SÍNCRONA : TENSÃO NOMINAL : ……......… m 6.………………….. ……………... GERADORES POTÊNCIA UNIT....m CONCRETO (CONVENCIONAL /CCR): ….. kV ………………% …………. m DIÂMETRO (arco retângulo): …………..... DA ÁREA DE MONTAGEM : COMPRIMENTO TOTAL : 9. NOMINAL : ROTAÇÃO SÍNCRONA : QUEDA DE PROJETO : 10......... MVA RENDIMENTO MÁXIMO : ……… rpm FATOR DE POTÊNCIA : ……. m3 CONCRETO : …….. m3 COMP. m DIÂMETRO(EM ROCHA) : .. TOTAL DA CRISTA (COM VERTED. BARRAGEM TIPO DE ESTRUTURA: ... m3 CONDUTO OU TÚNEL FORÇADO DIÂMETRO (EM AÇO) : ……………. TURBINAS TIPO : POTÊNCIA UNIT... EM ROCHA A CÉU ABERTO : …………… m3 ESC. m /s ESTRUTURA DE DISSIP... m3 ESC... % ... VERTEDOURO TIPO : CAPACIDADE : COTA DA SOLEIRA : COMPRIMENTO TOTAL : 7...... CONCRETO (CONVENCIONAL/CCR) : ……........ m ……………..…....... m3 ……... m ESCAVAÇÃO COMUM : …………… m3 ESC..……… m3 COMPORTAS TIPO : ACIONAMENTO : LARGURA : ALTURA : ……………....………… m3 CONCRETO : …………… m TOMADA D’ÁGUA TIPO: ………………………… COMPRIMENTO TOTAL : ………………………… m NÚMERO DE VÃOS : ………………………… ESCAVAÇÃO COMUM : ……………………. 3 ……………………. m NÚMERO DE UNIDADES : …………………… COMPRIMENTO MÉDIO : …………………. EM ROCHA SUBTERRÂNEA : .…… m DIÂMETRO(EM CONCRETO) :…………………. ……………. SISTEMA ADUTOR TÚNEL DE ADUÇÃO COMPRIMENTO : ……………. m ESC.....………….5.... m3 CONCRETO : ……….. EM ROCHA A CÉU ABERTO :…………….. .....…… ……… MW …….. …………………… m …………………… m ... m2 ... rpm ………m VAZÃO UNITÁRIA NOMINAL : RENDIMENTO MÁXIMO : …………. CASA DE FORÇA TIPO : Nº DE UNIDADES GERADORAS : LARG.. ……………..

CRONOGRAMA . ….G... EM ROCHA SUBTERRÂNEA : ………. ………. m ENERGIA FIRME : ….% aa... m CONCRETO COMPACTADO A ROLO : ………... ………. m CUSTO ÍNDICE: ….. ………. TAXA DE CÂMBIO (R$/US$) : …………. VOLUMES TOTAIS ESCAVAÇÃO COMUM : ………. OBSERVAÇÕES .. ATÉ GERAÇÃO ( 1ª UNID. m CONCRETO CONVENCIONAL : …………… m2 2 ESCAV. m2 2 ESCAV.. MW C..: PRAZO TOTAL DE EXECUÇÃO: ……… meses ……… meses QUANTIDADE DE NÚCLEOS URBANOS ATINGIDOS: INTERFERÊNCIA COM ÁREAS LEGALMENTE PROTEGIDAS : INTERFERÊNCIA COM ÁREAS INDÍGENAS : RELOCAÇÃO DE ESTRADAS: DENOMINAÇÃO :.. GERAÇÃO COMERCIAL 1ª UNID.. km EXTENSÃO:………………. m2 16... m2 ENSECADEIRAS : …………….11.………. JUROS DURANTE A CONSTRUÇÃO : ……… CUSTO TOTAL C/ JDC : ……… CUSTO OPERAÇÃO & MANUTENÇÃO :……. (….GWh/ano ………… US$/kW ……….. US$/MWh ………..) :…… meses 12....…… km 15... anos): ………….... PRINCIPAIS IMPACTOS AMBIENTAIS : EXTENSÃO: ……………………... CUSTOS ( x 103 US$) MEIO AMBIENTE : OBRAS CIVIS : EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS : OUTROS CUSTOS : CUSTO DIRETO TOTAL : CUSTOS INDIRETOS : 13.…………. ……….. /ano DATA DE REFERÊNCIA (MÊS/ANO) : ………/…..PRINCIPAIS FASES INÍCIO DAS OBRAS ATÉ O DESVIO : …… meses DESVIO ATÉ O FECHAMENTO : …… meses FECHAM.. EM ROCHA CÉU ABERTO : ………. CUSTO TOTAL S/ JDC : ………. ESTUDOS ENERGÉTICOS QUEDA BRUTA MÁXIMA : QUEDA NOMINAL : POTÊNCIA DA USINA : 14..E..... RELOCAÇÃO DE PONTES : QUANTIDADE :. IMPACTOS SÓCIO-AMBIENTAIS PROPRIEDADES ATINGIDAS : RURAL: RESIDÊNCIAS ATINGIDAS : RURAL : …. .

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IME. um Grupo de Trabalho. no âmbito do Contrato ECV939-97.ANEXO 8 . em fevereiro de 1998. esteve sob a responsabilidade de: Benedito Carraro Diretor de Planejamento e Engenharia Ricardo Chagas de Oliveira Gerente da Área de Normalização e Engenharia Econômica de Novos Negócios Péricles de Amorim Figueiredo Coordenador do Programa de Qualidade. CERPCH e SRH-MMA. COPEL.PARTICIPANTES DOS ESTUDOS Para a elaboração das Diretrizes para Estudos e Projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas. Capacitação da Indústria e Apoio ao Desenvolvimento de Novos Negócios Joaliza Paulon Coordenadora do Grupo de Trabalho O Grupo de Trabalho foi formado com representantes das seguintes entidades: ELETROBRÁS.pela ELETROBRÁS Joaliza Paulon João de Moraes Martins Neto Luiz Menandro de Vasconcelos Maria Cristina Cals de Oliveira Míriam Regina Nutti Paulo Fernando V. Normalização. a COPPETEC. para a Revisão do Manual de Pequenas Centrais Hidrelétricas. ANEEL. CEMAT. composto por técnicos da ELETROBRÁS e de empresas do Setor Elétrico Brasileiro. Para efetuar a revisão. durante o período de desenvolvimento dos trabalhos. Os trabalhos foram desenvolvidos pelos seguintes técnicos: . ELETRONORTE. CERJ. a ELETROBRÁS contratou. como força tarefa. DME . ELETROSUL. segundo as diretrizes do Grupo de Trabalho. CHESF. CEMIG. A coordenação institucional. S. FURNAS.pela ANEEL Wilson Fernandes de Paula .Poços de Caldas. Resende Rafael Mora de Mello Rogério Neves Mundim Sérgio Pimenta . foi constituído.

pela CERJ Celso Voto Akil .pela CEMAT Míriam de Lourdes Gomes da Silva .pela CHESF Aurélio Alves de Vasconcelos Belmirando Koury Costa Eduardo Manuel de Mota Silveira José Ronaldo de Melo Jucá Manoel Pereira de Andrade Filho .pela COPEL Emílio Hoffman Gomes Júnior Jorge Andriguetto Júnior .pelo DME (Poços de Caldas) Manoel Machado de Morais pela ELETRONORTE José Adalberto Calainho .por FURNAS Hélio Goulart Júnior Pedro Fernandes Motta .pela CEMIG Fanny Tereza Lusardo de Almeida Lobo Leite Helena Marta Penido Scotti .pela ELETROSUL João José Cascaes Dias Luiz Fernando Waschelke .

Massera da Hora Paulo Roberto Guimarães Benegas ENGENHARIA ELETROMECÂNICA Paulo Peter Baumotte Pedro Ivo da Fonseca ENGENHARIA DE CUSTOS Tsuneo Sato INFORMÁTICA Max Moura Wolosker Gleison dos Santos Souza MEIO AMBIENTE Edson Nomiyama Ivan Soares Telles de Souza Paulo Mário Correia de Araújo Raul Odemar Pitthan . Sandoval Carneiro Antônio Ferreira da Hora Fernando C.Coordenador Prof.pela COPPETEC/CONSULTORES EXTERNOS ENGENHARIA CIVIL Geraldo Magela Pereira Mônica de Aquino G.pela SRH-MMA Maria Manuela Martins Moreira .pelo IME/CERPCH José Carlos César Amorim . Cavalcanti de Albuquerque .Coordenador da Equipe Externa ..pela COPPETEC Prof. Rui Carlos Vieira da Silva .

CEPEL Mario Jorge Daher .Consultor Independente Leslie Afonso Terry .ELETROBRÁS Marcio Gomes Catharino . além dos técnicos já citados: Andre Jules Balança .DIGITAÇÃO Lais Helena Cortes Costa Foram recebidas contribuições das seguintes pessoas.ELETROBRÁS Rui Menezes de Moraes .CEPEL .ELETROBRÁS Newton de Oliveira Carvalho .ENGEVIX José Renato Kling Cotim .ELETROBRÁS Moacyr Pereira dos Santos .

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