SUMÁRIO
CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO 1.1 1.2 1.3 1.4 OBJETIVO RETROSPECTO SOBRE OS ESTUDOS LEGAIS E PROJETOS DE PCHs ASPECTOS INSTITUCIONAIS E LEGAIS ATUALIZAÇÃO PERIÓDICA DAS DIRETRIZES

CAPÍTULO 2 - TIPOS DE PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS 2.1 DEFINIÇÃO DE PCH 2.2 CENTRAIS QUANTO À CAPACIDADE DE REGULARIZAÇÃO 2.2.1 PCH a fio d’água 2.2.2 PCH de acumulação, com regularização diária do reservatório 2.2.3 PCH de acumulação, com regularização mensal do reservatório 2.3 CENTRAIS QUANTO AO SISTEMA DE ADUÇÃO 2.4 CENTRAIS QUANTO À POTÊNCIA INSTALADA E QUANTO À QUEDA DE PROJETO

CAPÍTULO 3 - FLUXOGRAMAS DE ATIVIDADES PARA ESTUDOS E PROJETOS FLUXOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO DE UMA PCH

CAPÍTULO 4 - AVALIAÇÃO EXPEDITA DA VIABILIDADE DA USINA NO LOCAL 4.1 4.2 4.3 4.4 ADEQUABILIDADE DO LOCAL COLETA E ANÁLISE DE DADOS RECONHECIMENTO DO LOCAL AVALIAÇÃO PRELIMINAR DA VIABILIDADE DO LOCAL SELECIONADO 4.4.1 Verificação do potencial do local 4.4.2 Arranjo preliminar 4.4.3 Impactos ambientais 4.4.4 Atratividade do empreendimento

CAPÍTULO 5 - LEVANTAMENTOS DE CAMPO 5.1 TOPOGRÁFICOS 5.2 GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS 5.2.1 Investigação das fundações 5.2.1.1 Investigações preliminares 5.2.1.2 Execução de sondagens 5.2.2 Materiais de construção 5.2.2.1 Qualidade dos materias 5.2.2.2 Determinação dos volumes 5.3 HIDROLÓGICOS 5.3.1 Serviços de hidrometria 5.3.2 Serviços de sedimentologia 5.4 AMBIENTAIS

CAPÍTULO 6 - ESTUDOS BÁSICOS 6.1 TOPOGRÁFICOS 6.2 GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS 6.3 HIDROLÓGICOS 6.3.1 Caracterização fisiográfica da bacia 6.3.2 Curva-chave 6.3.3 Séries de vazões médias mensais

6.4 6.5 6.6 6.7

6.3.4 Curvas de duração/permanência 6.3.5 Estudos de vazões extremas 6.3.5.1 Aproveitamento Dispõe de Série de Vazões Médias Diárias 6.3.5.2 Aproveitamento Não Dispõe de série de Vazões Médias Diárias 6.3.6 Risco 6.3.7 Vazões mínimas 6.3.8 Avaliação sedimentológica AMBIENTAIS ARRANJO E TIPO DAS ESTRUTURAS ALTERNATIVAS CUSTOS ESTUDOS ECONÔMICOS-ENERGÉTICOS 6.7.1 Considerações iniciais 6.7.2 Dimensionamento energético e econômico sob a ótica isolada 6.7.3 Dimensionamento dos parâmetros físico-operativos do projeto

CAPÍTULO 7 - PROJETO DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS 7.1 OBRAS CIVIS 7.1.1 Barragem 7.1.1.1 Barragem de Terra 7.1.1.2 Barragem de Enrocamento 7.1.1.3 barragem de Concreto 7.1.2 Vertedouro 7.1.3 Tomada d’água 7.1.4 Canal de adução 7.1.5 Tubulação de adução em baixa pressão 7.1.6 Câmara de carga 7.1.7 Chaminé de equilíbrio 7.1.7.1 Verificação da necessidade de instalação da Chaminé de Equilíbrio 7.7.1.2 Dimensionamento de uma Chaminé de Equilíbrio do tipo simples e de seção constante 7.1.8 Conduto forçado 7.1.9 Túnel de adução 7.1.9.1 Arranjos com túnel de adução 7.1.9.2 Critérios gerais para o projeto do túnel 7.1.9.3 Critérios para o dimensionamento hidráulico do túnel 7.1.9.4 Premissas para o dimensionamento do revestimento 7.1.9.5 Métodos construtivos 7.1.10 Casa de força 7.1.11 Canal de fuga 7.1.12 Instrumentação 7.2 DETERMINAÇÃO FINAL DA QUEDA LÍQUIDA E DA POTÊNCIA INSTALADA 7.2.1 Estimativa das perdas de carga 7.2.2 Determinação da potência instalada 7.3 EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS 7.3.1 Turbinas hidráulicas 7.3.1.1 Seleção do tipo de turbina 7.3.1.2 Turbina Pelton 7.3.1.3 Turbina Francis com caixa espiral 7.3.1.4 Turbina Francis caixa aberta 7.3.1.5 Turbina Francis dupla 7.3.1.6 Turbina Tubular "S" 7.3.1.7 Turbina Bulbo com multiplicador 7.3.1.8 Outros tipos de turbinas 7.3.1.9 Volante de inércia 7.3.1.10 Sistema de regulação 7.3.2 Equipamentos hidromecânicos 7.3.2.1 Comportas 7.3.2.2 Grades 7.3.2.3 Válvula de segurança 7.3.3 Equipamentos de levantamento 7.3.3.1 Ponte rolante e talha

7.3.4 Geradores 7.3.4.1 Determinação da potência nominal 7.3.4.2 Sietema de resfriamento 7.3.4.3 Proteção contra sobretensões 7.3.4.4 Estimativa de peso 7.3.4.5 Tensão de geração 7.3.4.6 Classe de isolamento 7.3.4.7 Valores de impedância 7.3.4.8 Aterramento do neutro 7.3.4.9 Geradores de indução 7.3.4.10 Sistemas de excitação 7.3.5 Transformadores elevadores 7.3.6 Sistema de proteção 7.3.7 Sistema de supervisão e controle 7.3.8 Sistemas auxiliares elétricos 7.3.8.1 Serviços auxiliares - corrente alternada 7.3.8.2 Serviços auxiliares - corrente contínua 7.3.9 Subestação 7.3.10 Interligação gerador-transformador 7.3.11 Aterramento 7.3.12 Linha de transmissão 7.3.13 Sistema de telecomunicações 7.4 PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO E MONTAGEM 7.4.1 Desvio do rio e seqüência construtiva 7.4.2 Canteiro e acampamento 7.4.3 Esquemas de montagem 7.4.4 Estradas de acesso 7.5 OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO 7.5.1 Operação das usinas hidrelétricas 7.5.2 Manutenção das usinas hidrelétricas 7.6 CUSTOS 7.6.1 Metodologia 7.6.2 Custos das obras civis 7.6.2.1 Composição de preços unitários para execução de obras civis 7.6.2.2 Cálculo de custos nos itens diversos 7.6.3 Custos dos equipamentos eletromecânicos

CAPÍTULO 8 - ESTUDOS AMBIENTAIS 8.1 - INTRODUÇÃO 8.2 - ESTUDOS PRELIMINARES 8.2.1 - Levantamentos 8.2.2 - Análise 8.2.3 - RAP – Relatório ambiental preliminar 8.3 - ESTUDOS SIMPLIFICADOS 8.3.1 - Estudos básicos 8.3.1.1 - Geral 8.3.1.2 - Definição das áreas de influência 8.3.1.3 - Caracterização do empreendimento 8.3.1.4 - Diagnóstico ambiental 8.3.1.5 - Inserção do empreendimento, identificação e avaliação dos impactos 8.3.2 - Programas ambientais detalhados 8.4 - ESTUDOS COMPLETOS 8.4.1 - EIA – Estudos de impacto ambiental 8.4.1.1 - Geral 8.4.1.2 - Avaliação dos impactos ambientais 8.4.2 - RIMA – Relatório de impactos sobre o meio ambiente 8.4.3 - PBA – Projeto básico ambiental 8.5 - CUSTOS AMBIENTAIS 8.6 - LEGISLAÇÃO AMBIENTAL 8.6.1 - Principais documentos legais 8.6.2 - O processo de licenciamento ambiental

8.6.2.1 8.6.2.2 8.6.2.3 8.6.2.4

-

Geral Licença Prévia - LP Licença de Instalação - LI Licença de Operação - LO

CAPÍTULO 9 - ANÁLISE FINANCEIRA DO EMPREENDIMENTO

CAPÍTULO 10 - RELATÓTIO FINAL DO PROJETO 10.1 - ITEMIZAÇÃO DO RELATÓRIO FINAL 10.2 - DESENHOS - CONTEÚDO 10.3 - ESCALAS RECOMENDADAS

ANEXO 1 - PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA 1 - INTRODUÇÃO 2 - CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE OS PROGRAMAS QMÁXIMAS, REGIONALIZAÇÃO E HUT 3 - O PROGRAMA QMÁXIMAS 4 - O PROGRAMA REGIONALIZAÇÃO 5 - O PROGRAMA HUT 6 - PROGRAMA GRAFCHAV 6.1 - Introdução 6.1.1 - O que é a curva chave 6.1.2 - O que o sistema oferece 6.1.3 - Equipamento necessário 6.1.4 - Equipe de desenvolvimento 6.2 - Operações básicas 6.2.1 - Instalação do sistema 6.2.2 - Executando o GRAFCHAV 6.2.3 - O módulo editor de dados para criar arquivos 6.2.4 - O módulo gráficos para analisar medições de descarga líquida 6.2.5 - O módulo curva chave 6.3 - Operações complementares 6.3.1 - A curva chave em mais de um estágio e diferentes períodos de validade 6.3.2 - O ajuste manual 6.3.3 - Extrapolação da relação cota-vazão 6.3.4 - Digita parâmetros - para desenhar a curva chave 6.4 - Restrições de uso 6.4.1 - Maplicabilidade do módulo curva chave 6.4.2 - Tamanho do arquivo de entrada 7 - VAZÕES MÍNIMAS - PLANILHA DE CÁLCULO q7, 10 7.1 - Apresentação 7.2 - Descrição do modelo 7.3 - Utilização 7.4 - Discussão dos resultados

ANEXO 2 – EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTOS DIVERSOS CANAL LATERAL COM SOLEIRA VERTEDOURA AO FINAL CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO CONDUTO FORÇADO PERDA DE CARGA, QUEDA LÍQUIDA E POTÊNCIA INSTALADA

ANEXO 3 - COMPOSIÇÃO DE CUSTOS E PLANILHAS DE ORÇAMENTO RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS COMPOSIÇÃO DE CUSTOS

PLANILHA PARA ESTIMATIVA DE CUSTOS DE EQUIPAMENTOS PLANILHA DE ORÇAMENTO (OPE) MODELO DE ORÇAMENRO COMPACTO PARA SE'S E LT'S

ANEXO 4 - LEGISLAÇÃO PERTINENTE

ANEXO 5 - INTERFACE GRÁFICA PARA O MODELO DE SIMULAÇÃO ENERGÉTICA INTERBASE Introdução Reqiuisitos de hardware e software Tela principal Iniciando o Sistema INTERBASE Menu principal Arquivo Dados gerais Parâmetros para o MSUI Dados das usinas Menu principal Arquivo Registros Edição da série de vazões Ir para Pesquisa Ajuda APÊNDICE Descrição dos dados utilizados Informações gerais Parâmetros de simulação Dados da usina Características físicas Características energéticas Polinômios Dados de turbinas Evaporações Série de vazões Dados de simulação MSUI : Modelo de simulação a usinas individualizadas Objetivos Representação do sistema Operação do sistema Utilização Resultados

ANEXO 6 - FICHA TÉCNICA

ANEXO 7 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANEXO 8 - PARTICIPANTES DOS ESTUDOS

APRESENTAÇÃO

O “Manual de Pequenas Centrais Hidrelétricas” foi editado pela primeira vez em fevereiro de 1982. Nesses dezessete anos ocorreram diversos progressos na tecnologia de projeto, notadamente aqueles relacionados com o advento da microinformática e de implantação de aproveitamentos hidrelétricos. Além disso, ocorreu, também, profunda alteração no modelo institucional do Setor Elétrico, com ênfase na crescente participação do capital privado para o seu desenvolvimento. A Lei no 9.648, de 27/05/98, dá diretrizes básicas para os referidos empreendimentos, mais especificadamente para centrais de até 30 MW de potência instalada, para autoprodutor e produtor independente. Em complementação, a Resolução no 395 da ANEEL, de 04/12/98, estabelece regras quanto à outorgação de concessão a tais usinas, considerando que os empreendimentos mantenham as características de Pequena Central Hidrelétrica, conforme definido na Resolução no 394, também de 04/12/98.

Atualmente, existe a necessidade de um tratamento mais abrangente e profundo da questão ambiental, em consonância com a Política Nacional de Meio Ambiente e com os princípios e diretrizes contidos nos documentos setoriais a partir de 1986. A Lei Nº 9.433, de 08/01/97, que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos, representa um novo marco institucional no País e estabelece novos tipos de organização para a gestão compartilhada do uso da água.

Esses fatos corroboraram a presente revisão que produziu este documento, agora intitulado “Diretrizes para Estudos e Projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas”, consolidando as principais alterações e evoluções ocorridas nesse período. A leitura deste documento, associada à dinâmica do desenvolvimento tecnológico e ambiental, que ocorre de maneira contínua, deverá concorrer para o encaminhamento de novas sugestões.

O princípio básico adotado para a elaboração do presente trabalho foi o de abordar todas as atividades que devem ser desenvolvidas para a viabilização dos projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas, desde sua fase de identificação até sua completa implantação, incluindo, com os detalhes necessários, os aspectos metodológicos envolvidos.

Ao editar o presente documento, a ELETROBRÁS acredita estar disponibilizando, aos futuros investidores e aos atuais empreendedores, que atuam na área de Pequenas Centrais Hidrelétricas, valioso instrumento orientador, atualizado pelo resultado de pesquisas na área de engenharia, metodologias e critérios para levantamentos e estudos ambientais, técnicas modernas de projeto e construção de PCHs, bem como a legislação e temas institucionais hoje vigentes no Setor Elétrico brasileiro.

Finalmente. cumpre consignar aqui os agradecimentos às empresas que cederam seus técnicos. FIRMINO FERREIRA SAMPAIO NETO Presidente ELETROBRÁS XISTO VIEIRA FILHO Diretor de Engenharia ELETROBRAS . bem como aos mesmos. cujo esforço e dedicação em muito contribuíram para a concretização da presente edição das “Diretrizes para Estudos e Projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas”. da ELETROBRÁS e da COPPETEC. aos técnicos da ANEEL. que acompanharam e participaram dos trabalhos.

e sim como um esforço de obtenção de tecnologia que conduza a um custo baixo. • consolidar a experiência e a tecnologia nacional sobre os estudos. com a colaboração de técnicos da ANEEL. DME – Poços de Caldas. CERJ.PCH”. . a COPPETEC. a ELETROBRÁS contratou. • reduzir os custos dos estudos. no âmbito do Contrato ECV 939-97 e constituiu um Grupo de Trabalho para o devido acompanhamento e orientação. os quais terão facilidade de entendimento e aplicação dos conceitos e metodologias aqui apresentados. empreiteiros e fabricantes/fornecedores de equipamentos. muito menos ao seu uso por leigos. prática e objetiva que se procurou adotar não deve ser entendida como estímulo ao excesso de simplificação. FURNAS. com experiência no assunto. • o roteiro de atividades necessárias e obrigatórias para os estudos e projetos de PCH (Capítulo 3). hidrometristas.INTRODUÇÃO OBJETIVO Este documento tem por objetivo consolidar as “Diretrizes para Estudos e Projetos Básicos de Pequenas Centrais Hidrelétricas . Admite-se que os possíveis interessados em implantar PCH poderão consultar estas Diretrizes para terem uma idéia do empreendimento que pretendam realizar. que contou. da Diretoria de Planejamento da ELETROBRÁS. das obras civis. IME. Estas "Diretrizes" fazem referência. dos equipamentos e de operação e manutenção dessas centrais. projetistas e desenhistas que irão participar dos estudos Alerta-se para o fato de que a forma simples. • o Plano Decenal de Expansão do Setor Elétrico. foram coordenados pela Área de Normalização e Engenharia Econômica de Novos Negócios. ELETROSUL. de fev/1998 a fev/1999. mas dele não deverão fazer uso sem a assistência de engenheiro com experiência comprovada no desenvolvimento de estudos e projetos de obras dessa natureza. de qualquer porte. nas atividades do GT. O empreendedor interessado em estudar e implantar uma PCH deverá conhecer: • a legislação sobre o assunto. Os trabalhos desenvolvidos. ao Manual de Inventário (Partição da Queda) e às Instruções para Estudos de Viabilidade da ELETROBRÁS / ANEEL. como se verá ao longo deste documento. de projetos. sempre que necessário. CEMIG. compatível com a realidade e as necessidades do país. Prevê-se que os principais usuários destas Diretrizes sejam engenheiros e técnicos de nível superior. listada no Capítulo 8 e no Anexo 4 destas Diretrizes. como uma força tarefa. CERPCH e da SRH-MMA. além da equipe técnica de outras áreas e do CEPEL. Para a realização dos trabalhos. projetos e construção dessas centrais. ELETRONORTE. Os tipos de PCH considerados neste documento são apresentados no Capítulo 2. anualmente atualizado. Projetos e Construção de PCH. tais como topógrafos. desenvolvam e implantem esses empreendimentos. A atuação destes profissionais é importante para garantir a perfeita orientação de outros profissionais envolvidos.CAPÍTULO 1 . o mercado de energia e as regulamentações de comercialização do seu produto. CHESF. COPEL. CEMAT. visando: • sistematizar os conhecimentos sobre os Estudos. a fim de possibilitar que equipes reduzidas de técnicos de nível superior.

foram adotadas as normas da ABNT. ao interessado. deverão ser considerados os seguintes aspectos importantes. O Relatório Final deve ser elaborado segundo a itemização apresentada no Capítulo 10. recomenda-se. “Ações Governamentais Relacionadas aos Empreendimentos de Geração” de energia elétrica. prontos ou em elaboração. em detalhes.aneel.gov. relacionada ao final destas Diretrizes. .br/ Para os Estudos de Inventário Autorizados. Recomenda-se. O endereço é http://www. . .este documento foi previsto para estudos. Outras limitações são ressaltadas ao longo do texto. onde são estabelecidos os critérios de uso da água.que incluem. através da página da ANEEL.gov. existem Estudos de Inventário já realizados ou em realização pela ELETROBRÁS-ANEEL e também por companhias privadas. Quando determinado item de projeto assumir porte significativo.eletrobras. a gama dos Estudos de Inventário existentes. será necessário consultar especialistas no assunto. evidentemente. Um roteiro para a elaboração inicial dessa análise é apresentado no Capítulo 4. Em bacias não inventariadas não se deverá inserir uma PCH sem antes realizar-se um Estudo de Inventário Hidrelétrico. Devem ser consultados. que pode ser feito de forma simplificada em bacias cuja vocação hidrenergética seja para aproveitamentos com até 50 MW de potência instalada(RES-393/ANEEL) Para se conhecer. No entanto. ainda. ou uma complexidade acima da prevista nestas Diretrizes.ELETROBRÁS (Grupo de Trabalho de Informações Básicas para o Planejamento da Expansão da Geração) e o SIPOT – Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro. para o bom entendimento destas Diretrizes: . Resoluções. Estas Diretrizes se aplicam aos tipos de PCH listados no Capítulo 2 . para grande parte das bacias brasileiras. . os órgãos gestores estaduais ou nacional (Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente) ou os próprios Comitês de Bacias Hidrográficas que já estiverem implantados.todas as fórmulas necessárias são fornecidas. Caso o resultado seja positivo. Observa-se que. em Andamento e Aprovados. que o empreendedor tenha ciência da necessidade de proceder a consultas aos Planos Diretores de Recursos Hídricos estaduais e municipais. a análise técnico-econômica e ambiental da viabilidade do negócio.evitaram-se as justificativas dos critérios e fórmulas utilizadas. A consulta à bibliografia relacionada no Anexo 7 esclarecerá as dúvidas suscitadas. os quais devem ser rigorosamente analisados. etc. É bastante importante. para tal. recomenda-se consultar o site da ANEEL (http://www.Tipos de Pequenas Centrais Hidrelétricas.br/). no que diz respeito à Legislação. Além disso. também. A ELETROBRÁS mantém um "site" na Internet onde se pode encontrar e/ou solicitar todas as informações. que os usuários se mantenham atualizados quanto às Portarias. sempre que existentes. o responsável pelos estudos deverá se valer da bibliografia especializada. Uma PCH não é uma usina grande em escala reduzida. pode e deve ser usado para estudos de reativação. definidas no Capítulo 2. recapacitação e/ou ampliação de PCH existentes. bem como são devidamente explicadas suas grandezas e coeficientes. repete-se. projetos e construção de novas PCH. consultar o Relatório Anual do GTIB . .. Em qualquer caso. os estudos e projetos devem ser desenvolvidos segundo as diretrizes apresentadas nos demais Capítulos (5 ao 9).não se deve querer adaptar a elas a tecnologia usual das grandes usinas hidrelétricas. o qual é atualizado periodicamente. ou ainda quando as características físicas do empreendimento extrapolarem as das PCH.

sobretudo. o Programa Nacional de Pequenas Centrais Elétricas . Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica.O Boletim no 2 do DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral. Institucionais e Linhas de Ação do Programa. relação custo/benefício otimizada e com tecnologia que permita o estudo. funcionando desde a década de 20. o interesse de investidores privados por este tipo de empreendimento é grande.HISA. para geração de eletricidade e outros usos. Estrela (RS).. Essa tendência decorre das mudanças institucionais que vêm ocorrendo no país.A Hidráulica Industrial S. definições. como fonte de energia. em convênio com o DNAEE. . objetivo.. ocorreu com a JOMECA Ltda.PNCE. no SIPOT/ELETROBRÁS . Centrais Elétricas Brasileiras S.Da mesma forma. . já registrava a existência de 888 PCHS e 1. criado sob os auspícios do Fórum Permanente de Energias Renováveis. projetos e construção dessas centrais. Finalmente. aproximadamente.Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro. de forma a suprir carências de energia em todo o território nacional. e foi desenvolvida através da implantação de um grande número de PCHS. fornecida pela empresa Herm Stoltz & Cia. O Programa possui uma Política Operacional para Financiamento de Projetos que define questões tais como a origem e destinação dos recursos. Atualmente.128 pequenas unidades geradoras. A. publicou em 1982 a primeira versão do Manual de Pequenas Centrais Hidrelétricas do qual estas Diretrizes constituem uma revisão e atualização. Detalhes do PNCE (conceitos.A Companhia Federal de Fundição publicou. Eólica. habilitação de empresas. Biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas. seleção e prioridade dos projetos. Um dos objetivos destas "Diretrizes" é o de consolidar a experiência e a tecnologia nacional mais atualizada sobre os estudos. . O Manual de 1982 cita as informações relacionadas a seguir. em 1996. .Agência Nacional de Energia Elétrica. hoje ANEEL . Essa tecnologia existe no país há um século. a operação e a manutenção dessas centrais de forma segura e acessível. na década de 40. cabe fazer referência ao CERPCH – Centro Nacional de Referência em Pequenos Aproveitamentos Hidroenergétricos. . o projeto. que iniciou suas atividades em 1925. O CERPCH tem o objetivo de promover o uso dos pequenos potenciais hidráulicos. Joaçaba (SC). de São Paulo.. bem como os Aspectos Legais.A. com as mudanças na legislação no que diz respeito à produção e comercialização de energia. de maneira a atender a resolução do III Encontro para o Desenvolvimento das Energias Solar. com eficiência. uma relação de 727 pequenas turbinas hidráulicas.A WIRZ Ltda. podem ser obtidos junto à ELETROBRÁS. com até 1. prioridades e diretrizes). tem fornecido pequenas turbinas desde 1950. condições financeiras e de liberação de recursos. com o objetivo de viabilizar a implantação de usinas de geração elétrica. até 1981 já tinha fabricado mais de mil pequenas turbinas. Hoje. existem registrados cerca de 286 aproveitamentos com potência menor que 10 MW. a construção/instalação. escopo. intitulado “Utilização de Energia Elétrica no Brasil”.000 kW de potência. .Indústria e Comércio . para usinas com capacidade de até 200 kW. de fabricação própria e de outras indústrias. com a privatização das empresas do Setor Elétrico e. Informações mais detalhadas poderão ser . do Ministério da Ciência e Tecnologia. de pequeno porte.RETROSPECTO SOBRE OS ESTUDOS E PROJETOS DE PCH A ELETROBRÁS. A Diretoria Executiva da ELETROBRÁS instituiu.. 1941.

o “Código de Águas” – Decreto no24. Lei 8. autorização específica da ANEEL para elaboração destes serviços. internet: http://www. sendo fixados os seguintes valores de caução: . inciso VIII). Lei 9.efei. Para o desenvolvimento do Projeto Básico desse aproveitamento.efei. ainda. de 10/09/96. De acordo com a Constituição Federal.cerpch.br.987 de 13de fevereiro de 1995. O Projeto Básico deve ser elaborado de acordo com as Normas da ANEEL e atender como escopo mínimo aos procedimentos indicados nestas “Diretrizes”. em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos (Capítulo II. Do ponto de vista legal e dentro do escopo destas Diretrizes. Estas Diretrizes foram elaboradas considerando o ambiente institucional vigente no início do ano de 1999. alínea b). produção independente e serviço público). o aproveitamento energético dos cursos d’água. O artigo 30 do Decreto 2003. e independem da destinação da energia a ser gerada pelo potencial (autoprodução.br/). o interessado poderá obter. Os procedimentos recomendados nestas Diretrizes têm caráter geral. desde o registro até a “aprovação do estudo” pela ANEEL e abrangem uma faixa ampla da legislação vigente. de 10 de julho de 1934. os potenciais de energia hidráulica constituem bens da União (Capítulo II.) que vai realizar o empreendimento hidrelétrico. com a Constituição. de 1998. 21. a declaração de utilidade pública para fins de desapropriação ou instituição de servidão administrativa de terreno e benfeitorias. 20. tendo como linhas mestras a “Constituição da República Federativa do Brasil”. o interessado deve encaminhar à ANEEL os documentos necessários ao registro dos estudos em conformidade com a Resolução ANEEL no 395 de 04 de dezembro de 1998. art. privada. que contempla usinas hidrelétricas com potência instalada entre 1 MW e 30 MW e com reservatório igual ou inferior a 3 km2 (Resolução ANEEL 394/98). não dependem do tipo de pessoa jurídica (empresa estatal. O Relatório Final do Projeto Básico deve ser submetido à aprovação da ANEEL para obtenção da autorização/concessão para exploração do aproveitamento hidrelétrico. e-mail : mailto:cerpch@cpd. de modo a possibilitar a realização de obras e serviços de implantação do aproveitamento hidráulico. de interesse à realização do Projeto Básico deverão ser considerados. . De acordo. ASPECTOS INSTITUCIONAIS E LEGAIS Os aspectos institucionais e legais. concessão ou permissão.263. . o Projeto Básico representa a condição para a obtenção da autorização/concessão para exploração do aproveitamento hidrelétrico.5% do valor dos dispêndios com os Estudos de Inventário Hidrelétrico (Resolução 393/1998). prevê o requerimento justificado do interessado. etc. compete à União explorar diretamente ou mediante autorização. inciso XII. No caso de impedimento de acesso aos locais dos levantamentos de campo.obtidas na Secretaria Executiva do CERPCH que funciona na EFEI – Escola Federal de Engenharia Industrial (Itajubá – MG.427 de 26 de dezembro de 1996 que instituiu à ANEEL e a legislação complementar. art. de acordo com a Lei 9427 de 26/12/96.2% do valor dos dispêndios com os Estudos de Viabilidade (Resolução 395/1998).

ATUALIZAÇÃO PERIÓDICA DAS DIRETRIZES A ELETROBRÁS pretende realizar uma atualização periódica destas Diretrizes.com. Presidente Vargas. Rio de Janeiro . no desenvolvimento de projetos de PCH.br .lahc. situada na Av. A partir de sua utilização.ufrj.ufrj. importantes críticas e sugestões de complementação deste documento serão extremamente benvindas.br fernando@cbf.RJ. o apoio a usuários pode ser solicitado também aos endereços: rui@pec. devendo as mesmas serem encaminhadas à Diretoria de Engenharia da ELETROBRÁS.br ou campelo@esquadro. 409 – 12º andar – Centro – CEP:20071-003. Durante o primeiro ano de divulgação destas Diretrizes.coppe.

de 04/12/98. A Resolução da ANEEL 394.0 MW e 10 MW.0 MW. 1982).0 MW e 5. Não havia limite para a queda do empreendimento. conduto forçado. de 27/05/98.0 km2. para Autoprodutor e Produtor Independente. A concessão será outorgada mediante autorização. . identificaram diversos sítios potencialmente atrativos.a vazão de dimensionamento da tomada d’água fosse igual ou inferior a 20 m3/s. até esse limite de potência. Sempre que necessário. hoje privatizadas. Todas as limitações anteriores foram eliminadas. sendo as PCH classificadas em de baixa. ao longo dos anos de 1996 a 1998.a capacidade do conjunto turbina-gerador estivesse compreendida entre 1.). . a propósito. vertedouro.TIPOS DE PCHs DEFINIÇÃO DE PCH Na primeira edição do Manual (ELETROBRÁS. cujos arranjos de obras prevêem barragens com mais de 10 m de altura e circuito adutor em túneis. em vários casos. referidas no Capítulo 1. desvio de rio. ou às Diretrizes para Elaboração de Projeto Básico de Usinas Hidrelétricas. Em função das mudanças institucionais e da legislação por que passa atualmente o país. . média e alta queda. ou ainda a outros trabalhos específicos constantes da vasta bibliografia existente. uma Usina Hidrelétrica era considerada como uma PCH quando: .648.) não ultrapassasse 10 m.a altura máxima das estruturas de barramento do rio (barragens. etc. editado em abril/1997. torna-se importante atualizar esses critérios. tomada d’água. que alguns dos inventários realizados por companhias de energia de porte. diques. A Lei no 9. etc. para a cheia centenária. estabelece que os aproveitamentos com características de PCH são aqueles que têm potência entre 1 e 30 MW e área inundada até 3.CAPÍTULO 2 . da ELETROBRÁS/ANEEL. desde que os empreendimentos mantenham as características de Pequena Central Hidrelétrica. bem como alguns aspectos sobre os processos de construção de obras civis para usinas com potência instalada compreendida nessa faixa. autoriza a dispensa de licitações para empreendimentos hidrelétricos de até 30 MW de potência instalada. Cabe registrar. e da experiência acumulada nos últimos 17 anos. Nestas Diretrizes são incluídos os critérios e métodos para dimensionamento. .não fossem necessárias obras em túneis (conduto adutor.a potência instalada total estivesse compreendida entre 1. será feita referência aos critérios de dimensionamento especificados nas “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”. .

e . as seguintes simplificações: . PCH A FIO D’ÁGUA Esse tipo de PCH é empregado quando as vazões de estiagem do rio são iguais ou maiores que a descarga necessária à potência a ser instalada para atender à demanda máxima prevista.não havendo flutuações significativas do NA do reservatório. − de Acumulação. com Regularização Mensal do Reservatório. Esse tipo de PCH apresenta.CENTRAIS QUANTO À CAPACIDADE DE REGULARIZAÇÃO Os tipos de PCH.do mesmo modo. − de Acumulação.facilita os estudos e a concepção da tomada d’água. . . O aproveitamento energético local será parcial e o vertedouro funcionará na quase totalidade do tempo. No projeto: . quando a adução primária é projetada através de canal aberto. Nesse caso. o usuário deverá consultar a bibliografia referida nestas Diretrizes. despreza-se o volume do reservatório criado pela barragem. Não fazem parte do escopo destas Diretrizes as centrais hidrelétricas de acumulação com regularização superior à mensal. Para essas. quanto à capacidade de regularização do reservatório. com Regularização Diária do Reservatório. O sistema de adução deverá ser projetado para conduzir a descarga necessária para fornecer a potência que atenda à demanda máxima.dispensa estudos de sazonalidade da carga elétrica do consumidor. a profundidade do mesmo deverá ser a menor possível. são: − a Fio d’Água. não é necessário que a tomada d’água seja projetada para atender a depleções do NA.dispensa estudos de regularização de vazões. . dentre outras. extravasando o excesso de água.

no caso de haver necessidade de instalação de chaminé de equilíbrio. PCH DE ACUMULAÇÃO. . o qual entra no cálculo dessa altura.pelo mesmo motivo. COM REGULARIZAÇÃO MENSAL DO RESERVATÓRIO Quando o projeto de uma PCH considera dados de vazões médias mensais no seu dimensionamento energético. PCH DE ACUMULAÇÃO. é desprezível. pois o valor da depleção do reservatório. COM REGULARIZAÇÃO DIÁRIA DO RESERVATÓRIO Esse tipo de PCH é empregado quando as vazões de estiagem do rio são inferiores à necessária para fornecer a potência para suprir a demanda máxima do mercado consumidor e ocorrem com risco superior ao adotado no projeto. Os estudos de regularização diária e a metodologia para escolha da descarga de projeto são apresentados no item DIMENSIONAMENTO DOS PARÂMETROS FÍSICO-OPERATIVOS DO PROJETO. .as barragens serão.pois não haverá a necessidade de atender às depleções. baixas. . normalmente. Os estudos de regularização mensal são apresentados no item “DIMENSIONAMENTO DOS PARÂMETROS FÍSICO-OPERATIVOS DO PROJETO” . os valores despendidos com indenizações serão reduzidos. o reservatório fornecerá o adicional necessário de vazão regularizada. pois têm a função apenas de desviar a água para o circuito de adução. a sua altura será mínima. analisando as vazões de estiagem médias mensais.como as áreas inundadas são pequenas. promovida pelo reservatório. pressupõe-se uma regularização mensal das vazões médias diárias. Nesse caso.

bem como de estudo econômico comparativo. a opção por tubulação única. para os trechos de baixa e alta pressão. deve ser estudada. este tipo. são considerados dois tipos de PCH: . . em princípio. quando a inclinação da encosta e as condições de fundação forem favoráveis à construção de um canal. A escolha de um ou outro tipo dependerá das condições topográficas e geológicas que apresente o local do aproveitamento. Para sistema de adução curto.adução em baixa pressão por meio de tubulação / alta pressão em conduto forçado. .adução em baixa pressão com escoamento livre em canal / alta pressão em conduto forçado. A necessidade ou não de chaminé de equilíbrio será discutida mais adiante nestas Diretrizes (item “CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO”).CENTRAIS QUANTO AO SISTEMA DE ADUÇÃO Quanto ao sistema de adução. deverá ser a solução mais econômica. Para sistema de adução longo.

Hd (m) BAIXA Hd < 15 Hd < 20 Hd < 25 MÉDIA 15 < Hd < 50 20 < Hd < 100 25 < Hd < 130 ALTA Hd > 50 Hd > 100 Hd > 130 . Conseqüentemente. afastada da estrutura do barramento. normalmente. considerando-se os dois parâmetros conjuntamente.000 < P < 30. Para as centrais de baixa queda. rotineiramente. junto da barragem. Para as centrais com alta e média queda. CLASSIFICAÇÃO DAS PCH QUANTO À POTÊNCIA E QUANTO À QUEDA DE PROJETO CLASSIFICAÇÃO DAS CENTRAIS MICRO MINI PEQUENAS POTÊNCIA .1. onde existe um desnível natural elevado. todavia.P (kW) P < 100 100 < P < 1. canal ou conduto de baixa pressão com extensão longa.CENTRAIS QUANTO À POTÊNCIA INSTALADA E QUANTO À QUEDA DE PROJETO As PCH podem ser ainda classificadas quanto à potência instalada e quanto à queda de projeto.000 1. normalmente. como mostrado na Tabela 2. sendo a adução feita através de uma tomada d’água incorporada ao barramento. adiante. uma vez que um ou outro isoladamente não permite uma classificação adequada. a casa de força fica.000 QUEDA DE PROJETO . a casa de força fica situada. a concepção do circuito hidráulico de adução envolve.

poderão ser realizados de forma simplificada. principalmente no tocante aos estudos de engenharia. 50 MW. e Licença de Operação (LO). por parte do investidor. conforme sugerido ao longo destas Diretrizes. cabendo. ambiental e comercial. descreve as etapas percorridas durante a implantação de uma PCH e as devidas interações. Caso o potencial do local não tenha sido definido em função de Estudos de Inventário Hidrelétrico. Os dois fluxogramas apresentados ao final deste capítulo ilustram as etapas e atividades necessárias à consecução de um empreendimento como uma PCH. Evidentemente. Mais importante. As atividades previstas são típicas para estudos e projetos dessa natureza. apresenta a seqüência de estudos para o projeto. em especial. O Fluxograma de Atividades para Estudos e Projeto Básico de PCH. Uma adequada definição das medidas de ordem ambiental a serem tomadas poderá promover a correta inserção do empreendimento na região e. há que se considerar a necessidade de um tratamento adequado da questão ambiental. ao final da construção. além da outorga para utilização da água com a finalidade específica de geração de energia elétrica. de Licenças Ambientais para as várias etapas do empreendimento: Licença Prévia (LP). independentemente do porte do aproveitamento. em bacias hidrográficas com vocação hidroenergética para aproveitamentos de.CAPÍTULO 3 . ambientais e providências institucionais. Esse assunto está apresentado de forma detalhada no Capítulo 8. do que o próprio licenciamento. a obrigação de submeter à ANEEL um relatório de reconhecimento fundamentando tecnicamente tal simplificação. evitar que o proprietário tenha surpresas desagradáveis futuras que resultem em problemas e custos não programados previamente. entretanto. O Fluxograma de Implantação de uma PCH. Sob o aspecto ambiental (ver “ESTUDOS AMBIENTAIS ”) e de gerenciamento de recursos hídricos. é necessário verificar se a avaliação do potencial hidrelétrico pretendido está em conformidade com o que preconiza a legislação em termos de otimização de aproveitamento de bem público. Durante o processo de implantação do empreendimento. deve ser a preocupação do empreendedor com as ações da usina sobre o meio ambiente e vice-versa. . referente aos Estudos Ambientais. em benefício não apenas do meio ambiente. tendo como conseqüência natural a obtenção. ao interessado. Antes de iniciarem-se as atividades de estudos e projetos de uma PCH. o empreendedor deverá ter conhecimento amplo do mercado de energia e das regulamentações de comercialização do seu produto (ANEXO 4). recomenda-se o desenvolvimento de tais estudos que. constituindo o arcabouço legal de todo o projeto. mas também do próprio empreendedor. segundo o artigo 4 da Resolução 393 da ANEEL. atividades multidisciplinares permeiam-se entre si. nestes casos. Licença de Instalação (LI).FLUXOGRAMAS DE ATIVIDADES PARA ESTUDOS E PROJETOS A exploração de um determinado potencial hidrelétrico é uma atividade sujeita a uma série de regulamentações de ordem institucional. desde que existam condições específicas que imponham a segmentação natural da bacia. no máximo.

será realizado o dimensionamento final das estruturas. a seguir. de fácil utilização por todos os possíveis usuários destas Diretrizes. Confirmada a atratividade do local. será realizada a Avaliação Final do Empreendimento para confirmar a atratividade do investimento. Cabe destacar que os aspectos topográficos do sítio condicionam. serão elaborados os estudos energéticos definitivos e determinada a potência a ser instalada na PCH. como descrito no Capítulo 9 deste documento. e limitam os estudos de alternativas de arranjo. considerando-se o custo total do empreendimento. a Planilha Padrão de Orçamento.A viabilidade econômica da usina no local selecionado deve ser analisada de forma expedita. Todas as estruturas deverão ser pré-dimensionadas com base nos diversos parâmetros determinados ou estimados anteriormente. Por exemplo. utilizando-se as fórmulas tradicionais para cálculos das perdas de carga ao longo do circuito hidráulico de adução. Dessa forma. de acordo com as normas do Setor Elétrico. Com base na potência a ser realmente instalada. Todas essas etapas de estudos são apresentadas detalhadamente nos Capítulos 4 a 8. será elaborada a estimativa final dos Custos do Empreendimento. de forma significativa. os Estudos Ambientais definitivos. Finalmente. A partir desse instante. o que possibilitará a determinação da queda líquida com maior precisão. Os programas e exemplos de Hidrologia. para cada uma delas. incluindo-se. o Arranjo Final do Projeto da PCH será caracterizado. Selecionado o arranjo do aproveitamento. a metodologia a ser utilizada. passa-se para a fase de projeto das obras civis e dos equipamentos eletromecânicos. serão realizados os Estudos de Planejamento da Construção e Montagem. deverá ser realizado. as . Além desses. conhecida a série de vazões médias mensais e a queda disponível. Nessa fase. os quais incluirão os custos de operação e manutenção. Os procedimentos de cálculo mais trabalhosos são apresentados na forma de planilhas eletrônicas. desenvolvem-se as demais atividades mostradas no Fluxograma. ou programas específicos para microcomputador. A partir da definição do Arranjo Final do Projeto. relativa aos estudos de alternativas de arranjo e tipo das estruturas do aproveitamento. os Estudos de Manutenção e Operação. e a energia firme a ser gerada anualmente. o dimensionamento final dos equipamentos eletromecânicos principais. em seguida. Alguns ajustes no arranjo geral da alternativa escolhida serão necessários. como descrito no Capítulo 4. as dimensões do circuito de adução e da casa de força deverão ser revisadas em função das dimensões definitivas dos equipamentos eletromecânicos principais. Os levantamentos e estudos básicos deverão fornecer todos os subsídios necessários para a etapa seguinte de trabalhos.

são apresentadas em anexos destas Diretrizes. .Composições de Custos e a Legislação aplicada a esse tipo de empreendimento.

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Um local adequado para a implantação de uma PCH deve atender aos seguintes requisitos: . nestes casos normalmente baixa. deixando de levantar sítios atraentes para PCH. Nestes casos.além disso. Muitas vezes. deve ser realizado. cuja realidade físico-ambiental indica o aproveitamento do seu potencial hidrelétrico através de PCH. aliada à altura da barragem. O trecho de análise pode ser a cabeceira de uma bacia ou segmento da bacia. deve existir no local uma queda natural acentuada que.CAPÍTULO 4 . . naturalmente.os aspectos ambientais do sítio devem ser avaliados de maneira simplificada. deverão existir no local. de preferência. que minimizem as distâncias de transporte até o local das obras. segundo a metodologia preconizada no Manual de Inventário da ANEEL/ELETROBRÁS. . jazidas naturais de materiais de construção em quantidade e com qualidade adequada. ou na região. tendo em vista seus custos ou mesmo o mercado e o correspondente interesse deempreendedores. a pesquisa para seleção do melhor local para a implantação de uma PCH deve ser feita considerando-se os Estudos de Inventário (partição de queda) de toda a bacia hidrográfica em foco. . porém. existem grandes potenciais aproveitáveis com previsão de implantação em um horizonte distante. ombreiras e boas condições de fundação. antes de qualquer Estudo de Viabilidade/Projeto Básico. .no local devem existir. obrigatoriamente. proporcionará a queda bruta aproveitável. deforma a permitir a caracterização dos possíveis impactos do empreendimento sobre a região. de acordo com a orientação do Setor Elétrico.AVALIAÇÃO EXPEDITA DA VIABILIDADE DA USINA NO LOCAL SELECIONADO ADEQUABILIDADE DO LOCAL Como citado no ítem “TIPOS DE PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS”. os estudos de inventário não consideram locais com pequenos potenciais. Em outras situações. Esse estudo. convém a realização de um inventário hidrelétrico simplificado para levantar os melhores sítios aproveitáveis.de preferência.

. . a ELETROBRÁS..estudos hidrológicos porventura já realizados na bacia. Devem ser procurados. o Serviço Geográfico do Exército. .aneel. etc. os Produtores Independentes de energia e as Concessionárias de energia elétrica que estejam desenvolvendo ou tenham projetos implantados na região.dados hidrométricos observados pelas instituições oficiais. o que facilita. Tais dados podem ser obtidos pela Internet.mapas diversos da região.gov.imagens de satélites. com dados hidrometeorológicos básicos das principais bacias hidrográficas brasileiras. O Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro – SIPOT. . da ELETROBRÁS (http://www. a CPRM.COLETA E ANÁLISE DE DADOS Todas as informações existentes sobre a bacia na qual será inserida a PCH e sobre o local devem ser pesquisadas em instituições oficiais.dados geológicos e geotécnicos. etc. . tais como: . devem ser consultados os Autoprodutores.fotografias aéreas e mapas cartográficos. regionais e locais. Além desses. a consulta aos estudos existentes é imprescindível. já existiam cerca de 40 (quarenta) PDRH prontos ou em elaboração. a Concessionária de Energia. os estudos subseqüentes.br/) possui dados físicos operativos das principais usinas hidrelétricas do Sistema Interligado. . conhecer o perfil do rio a ser estudado e identificar .dados ambientais sobre a região.perfis do rio. Até o segundo semestre de 1998.gov. órgãos dos governos estaduais e municipais.br/) gerencia um imprescindível sistema de informação hidrológica – SIH. Para as bacias não inventariadas.sistema energético da região. A ANEEL (http://www.eletrobras.com base no mapa da bacia hidrográfica. caso disponíveis. visando-se a elaboração do estudo de inventário simplificado. Os Planos Diretores de Recursos Hídricos (PDRH) das bacias hidrográficas deverão ser consultados. Os dados coletados devem ser organizados com vistas a: . também. inclusive os rodo-ferroviários. Para as bacias já inventariadas. tais como a ANEEL. com vistas à inserção do empreendimento em sintonia com os estudos de partição de queda já feitos. . o IBGE. deverão ser coletados dados. . sobremaneira. restituições aerofotogramétricas e dados topográficos.

a localização de possíveis quedas naturais e/ou dos locais de barramento. .verificação dos locais de lançamento de esgotos domésticos e industriais . para verificação das conseqüências sobre o empreendimento. . áreas de preservação permanente. incluindo os de interferências/impactos locais e regionais. .identificar as condições geomorfológicas da bacia ao longo do curso principal e de seus afluentes. em absoluta sintonia com o planejamento do Setor Elétrico. . incluindo inspeção dos postos pluviométricos e fluviométricos existentes.. deverá proceder-se ao reconhecimento. reservas indígenas.analisar-se a qualidade de água. é extremamente importante observar o aspecto do melhor aproveitamento possível do potencial energético do curso d’água. RECONHECIMENTO DO LOCAL Após a identificação dos locais. . mesmo os de pequenas dimensões. rodovias e ferrovias. nesta fase de estudos. com vistas a: . . . facilmente observáveis nas imagens de satélite.avaliar as condições topográficas. hidrológicas. linhas de transmissão de energia e de telecomunicações.conhecerem-se os aspectos geológicos e geotécnicos locais. e as condições geológicas e geotécnicas. . em especial sobre as máquinas. por via terrestre. Cabe repetir que.identificação das principais limitações existentes à formação de reservatórios. . etc. tais como impactos sobre as zonas urbanas e rurais. na região.confirmar e/ou alterar a posição dos locais definidos em escritório.análise da consistência dos dados hidrometeorológicos.verificar todos os estudos elaboradospreliminarmente.avaliação preliminar de possibilidades de assoreamento próximo do remanso do reservatório e na desembocadura de algum afluente. projetos de irrigação ou áreas irrigadas.

igual 0. ou Q95% . utilizando-se as seguintes fórmulas: EFe = μ ⋅ 9. Q = vazão mínima medida no local. deverá ser estimada a energia firme ( EFe ) e a potência a ser instalada no aproveitamento ( Pot ). . Inicialmente. Fc o fator de capacidade. ainda. considerando-se Q e H liq constantes durante o funcionamento da usina (1 MW médio = 8760 MWh por ano.0083 ⋅ Q ⋅ H liq (MW médio) onde: EFe = energia firme estimada em MW médios. Δt = intervalo de tempo igual a 1 s. onde: Pot é a potência instalada (MW).AVALIAÇÃO PELIMINAR DA VIABILIDADE DO LOCAL SELECIONADO VERIFICAÇÃO DO POTENCIAL DO LOCAL Antes do prosseguimento do detalhamento dos estudos em nível de Projeto Básico. nesta fase adotadas igual a 3% para casas de força ao “pé” da barragem e 5% para aduções em túnel/canal. a vazão média ( Q ) ao longo do _ período crítico do sistema interligado (m3/s). ou EFe = 0.85. deverá ser avaliada a atratividade energético-econômica do local selecionado. A vazão Q para o local deverá ser estimada a partir de dados de postos hidrométricos da bacia/região. tem-se: Pot = EFe Fc . adotado.81 ⋅ Q ⋅ H liq 1000 ⋅ Δt . μ = rendimento do conjunto turbina-gerador. ou. para esta fase. Hlíq= queda líquida (m). A queda líquida ( H liq ) será igual à queda bruta menos as perdas hidráulicas. durante a vida útil da usina). conforme metodologia apresentada no Capítulo 6. Como EFe = Fc ⋅ Pot . sugerindo-se o valor final de 0.55.

com base na experiência em projetos dessa natureza. . para efeito da estimativa de quantidades e de custos do empreendimento (Ci). deverá ser elaborado um arranjo simplificado doaproveitamento. em função da área inundada e de outros problemas a montante e a jusante do barramento. deverão ser avaliados de forma simplificada. a questão da manutenção de vazão sanitária mínima para jusante nos casos de aproveitamentos de derivação. deverá ser estimada a vazão de projeto do vertedouro a partir da vazão específica da bacia (l/s/km2) – Regionalização de Vazões (Capítulo 6). incluindo as interferências. ARRANJO PRELIMINAR A partir dos parâmetros estimados (potência instalada e vazão de dimensionamento do vertedouro) e com base nos aspectos topográficos (restituição aerofotogramétrica) e geológico-geotécnicos do local. ainda. Todos os principais impactos deverão ser orçados e incluídos na estimativa de custos do empreendimento. IMPACTOS AMBIENTAIS Os principais impactos ambientais. por exemplo. Esse parâmetro poderá ser estimado em função de informações de bacias com características hidrológicas semelhantes da região e. como.Em seguida.

deverá ser a taxa de oportunidade para investimentos de infra-estrutura. O fluxo de caixa descontado deve fornecer um valor presente líquido(VPL) positivo. estimado a partir de composição de custos. indicando que o valor presente da implantação da PCH é menor que o da alternativa de comparação. sugere-se a utilização de um percentual da ordem de 5% do custo total do investimento. de 50 anos. pois a comparação se dá especificadamente entre o custo de implantação da PCH e o custo de atendimento pela outra alternativa(custo evitado). que não seja ela.ATRATIVIDADE DO EMPREENDIMENTO De posse dos custos aproximados de implantação da obra. Neste estágio.a. as despesas de O&M podem ser aproximadas da seguinte forma: O & M = custo anual de operação e manutenção da usina (US$/ano). Na falta de dados mais precisos. é representado pelo custo de implantação e respectivas despesas de O&M da outra alternativa de atendimento com a qual a PCH está sendo comparada. neste caso. durante o mesmo período de análise. O benefício econômico da PCH. No caso da PCH. sem juros durante a construção A taxa de desconto a ser utilizada. o custo associado à implantação da PCH é composto pelo investimento inicial e as despesas de O&M durante a vida útil da usina. para usinas hidrelétricas. Usualmente o setor elétrico tem utilizado uma taxa de desconto de 12% a. deverá ser feito um estudo econômico. a ser considerado neste fluxo de caixa. experiências anteriores. não é necessário que seja avaliado o benefício econômico gerado pela PCH. etc. e um tempo de vida útil. comparando-se a implantação da PCH com outras alternativas de atendimeto ao mercado. Graficamente o fluxo de caixa pode ser representado da seguinte forma: . No fluxo de caixa.

Ci alternativa O&M alternativa n Tempo O&M PCH 0 Ci PCH VP alternativa 0 Tempo VP VPL = VPalternativa − VPPCH .

serão necessários levantamentos topográficos de precisão. Além desses. As características do sítio. GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS Os levantamentos e estudos geológicos e geotécnicos têm os seguintes objetivos: . . daABNT: . instalação de canteiro e alojamento de operários. . mais econômica. A determinação da queda natural poderá ser feita utilizando-se.planialtimétricos das áreas de implantação das estruturas previstas. As investigações geológicas e geotécnicas necessárias devem ser planejadas por técnicos com comprovada experiência em estudos dessa natureza. o tipo de arranjo e o porte do aproveitamento condicionarão a extensão do programa de investigação. listados a seguir.planialtimétricos das áreas de empréstimo de solo. das condições geológicas e geotécnicas do sítio. . . Esses levantamentos deverão ser executados por empresas especializadas. além dos aspectos topográficos. como será detalhado no ítem “PROJETO DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS”.determinação da queda natural no local. os quais devem ser realizados de acordo com a Norma NBR 13133. bem como das encostas na vizinhança da obra. em substituição ao transporte de cotas para o local a partir de marcos topográficos do IBGE na região. quase sempre. e . . a qual tem sido muito usada para locação das Referências de Nível (RNs) no sítio da PCH.investigar as condições das fundações e ombreiras na região das estruturas componentes do aproveitamento.nivelamento da linha d’água do reservatório. uma vez que demanda menos tempo.locais prováveis para lançamento de bota-fora. deverá ser levantado o fundo do rio na região de implantação das estruturas (topo-batimetria). alternativamente.pesquisar e caracterizar as áreas de empréstimo de solo. como descrito no item “LEVANTAMENTOS DE CAMPO HIDROLÓGICOS”.cadastro jurídico das propriedades atingidas. Essa tecnologia é particularmente atrativa quando os marcos do IBGE estão longe do sítio. Os tipos de estruturas do arranjo do aproveitamento dependerão.CAPÍTULO 5 . . não cabendo a sua explanação nestas Diretrizes. ou por profissionais autônomos qualificados. . e é. a tecnologia de rastreamento de satélite GPS. jazidas de areia e cascalho e pedreiras. jazidas de areia e cascalho mais próximas do sítio do empreendimento.levantamento das propriedades atingidas para efeito de subdivisão e averbação legal. bem como dos materiais de construção disponíveis no local. sem prejuízo para a precisão.LEVANTAMENTOS DE CAMPO TOPOGRÁFICOS Para o projeto de uma PCH.

deve ser sempre realizada por empresas especializadas. Nesses casos. realiza-se uma visita de reconhecimento de campo para realização do mapeamento geológico-geotécnico de superfície. Fundações permeáveis. Esses terrenos são inadequados como suporte para fundações ou como fonte de material de construção. é sempre necessária. deve-se sempre procurar locais com boas condições para a fundação e para as ombreiras das estruturas. cuja capacidade quase sempre é pequena. análises de fotografias aéreas (fotointerpretação) e visam o planejamento dos trabalhos de campo. de acordo com as Normas da ABNT. EXECUÇÃO DE SONDAGENS A prática em estudos e projetos de aproveitamentos hidrelétricos tem mostrado que a execução de um programa mesmo que mínimo de sondagens. Nesses locais. servem como fundação para as estruturas. associados a encostas íngremes.a Trado. processo erosivo do terreno natural.INVESTIGAÇÃO DAS FUNDAÇÕES INVESTIGAÇÕES PRELIMINARES Na escolha do eixo da barragem.Associação Brasileira de Geologia de Engenharia (consultar ANEXO 5) não cabendo repeti-las nestas Diretrizes. serão definidas em função do diagnóstico das . diretas ou indiretas (sísmica). Poços ou Trincheiras. o tratamento da fundação deve prever a execução de cortinas de injeções de calda de cimento de impermeabilização. bem como a amostragem. porém sãos. Estudos iniciais são realizados em escritório e incluem consultas bibliográficas de estudos anteriores. podem sofrer. ou da ABGE . O programa de investigações e sua extensão. para investigação das fundações. deverão ser pesquisadas através de investigações específicas (sondagens a trado e poços). em pouco tempo. Todas as ocorrências de turfa ou argila orgânica (escura) devem ser perfeitamente identificadas e delimitadas através de sondagens. Locais que sofreram desmatamentos intensos. Após esses estudos. por ser pouco consolidado. Os maciços rochosos muito fraturados. onde a vegetação é muito rala ou inexistente. o que pode comprometer sua vida útil. O maciço. pode ficar sujeito à deposição de grandes volumes de material sólido. A execução das sondagens. onde ocorrem bancos de areia e cascalho ou rochas com fraturas na direção do fluxo do rio. na época de chuvas intensas e/ou prolongadas. o que não é desejável. a Percussão e Rotativas. porque não oferecem boas condições de suporte. tem baixa resistência e alta permeabilidade. o reservatório. Locais onde ocorreram deslizamentos recentes devem ser evitados. quantidade e os tipos de furos . devido ao assoreamento.

para a determinação dos parâmetros de resistência e de deformabilidade. . para utilização nos concretos e filtros. . com o objetivo de estudar a geologia estrutural. em ambas as margens. toda obra deve ser construída com os materiais disponíveis no local. . Deverão ser pesquisadas as seguintes ocorrências de materiais. o que significa dizer que o projeto deverá ser adaptado aos mesmos. deverão ser realizados ensaios de resistência . o perfil do subsolo. a partir do início da Sondagem a Percussão.condições geológicas do sítio. para utilização nas obras de terra. . Para determinação da resistência e permeabilidade dos materiais do subsolo.Sondagem Elétrica Vertical (SEV). as quais são de fácil execução.VLF (Very Low Frequency).Seções à base de Caminhamento Elétrico para definição do topo rochoso. permeabilidade e deformabilidade.cascalho (seixo rolado). será necessária a execução. para a caracterização da litologia. de ensaios específicos para cada horizonte.rocha. em termos de resistência.areia. ao longo do furo de sondagem. com a qualidade requerida e na quantidade necessária: . deverão ser realizados ensaios de perda d’água sob pressão (EPA). em detalhes. Tem-se especificado: . Para o trecho em rocha. atualmente tem-se realizado. MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO Em princípio. a cada metro perfurado. Sondagens Indiretas Elétricas. Além dos tipos de sondagem acima especificados. Mesmo procedimento será necessário para a caracterização dos solos de fundação de barragens de terra homogêneas com alturas elevadas.SPT (Standard Penetration Test) e ensaios de infiltração. para utilização em concretos. Para o trecho em solo. para utilização em enrocamentos. transições e agregados graúdos (brita) para os concretos. Nos locais onde ocorrerem escavações de porte será necessário realizar ensaios especiais de laboratório. Cabe destacar que as informações obtidas deverão ser suficientes para caracterizar. a partir do início da Sondagem Rotativa. . Esses ensaios deverão ser executados de acordo com as Normas da ABGE. principalmente na fase de verificação da viabilidade do local selecionado. em amostras indeformadas. dispensam o uso de explosivo e são mais baratas.solos. e .

fica condicionada à ocorrência de solos especiais detectados nos ensaios de caracterização. Cabe registrar que o material rochoso para utilização nos concretos deverá ter. Nas áreas de empréstimo. A presença desse mineral. o volume útil a ser usado nas obras de terra deverá ser obtido do horizonte acima do lençol freático.QUALIDADE DOS MATERIAIS Com relação à qualidade. os materiais deverão ser classificados observando-se o exposto nas seguintes Normas da ABNT: . uma lâmina petrográfica. brita ou cascalho. Na bibliografia referente ao assunto. antes.NBR 6490 : Reconhecimento e Amostragem para Fins de Caracterização de Ocorrência de Rochas. dependendo de seu tipo. Solos muito úmidos ou saturados não são suscetíveis de serem compactados para a obtenção de densidades e resistências normalmente especificadas. Normalmente. Esse assunto deverá ser avaliado por especialistas em Tecnologia de Concreto e Geologia. os materiais de baixa a média plasticidade são os mais indicados. encontram-se gráficos e tabelas que permitem selecionar o material de melhor trabalhabilidade. registra-se que a mesma varia em função do teor de argila existente no material. areias e cascalhos. deverão passar por processos de lavagem e peneiramento antes de seu uso nas obras de barramento. Esses materiais deverão se apresentar totalmente limpos e livres de impurezas. Os enrocamentos deverão ter as mesmas características dos cascalhos e britas. A realização de ensaios especiais. para determinação dos parâmetros de resistência. Esse ensaio tem por objetivo avaliar a possibilidade da ocorrência de minerais que possam reagir com os álcalis do cimento. No que diz respeito à trabalhabilidade dos materiais finos. . os materiais granulares. confere ao solo mais ou menos plasticidade. deformação e permeabilidade. através da realização de. Da mesma forma. o que não é desejável. pelo menos. relacionada ao final destas Diretrizes. Os mesmos. . quando contaminados. sua composição mineralógica determinada. visando constatar sua adequabilidade para uso nos filtros e transições das barragens de terra e terra-enrocamento e como agregado para concreto. deverá ter dureza suficiente para resistir ao impacto de golpes de martelo e não se desagregar quando exposto a ciclos diários de molhagem e secagem ao tempo. como por exemplo matérias orgânicas e materiais finos (argila e silte). Os materiais terrosos para a construção de PCH deverão ser classificados através de uma análise táctil-visual e ensaios de caracterização. deverão ser classificados através de análise táctil-visual e ensaios de caracterização.NBR 7250: Identificação e Descrição de Amostras de Solos Obtidas em Sondagens de Simples Reconhecimento dos Solos. O agregado graúdo.

sem impacto. executam-se poços de inspeção (PIs) ou sondagens a trado (STs).cobertura da camada de estéril sobre o maciço rochoso. .DETERMINAÇÃO DOS VOLUMES O volume de material é estimado multiplicando-se a área da fonte de material pela profundidade média explorável estimada ou determinada por sondagens expeditas. que dificulta e encarece os custos de exploração. . No caso de jazidas de areia. O espaçamento dos furos varia entre 20 e 100 m.pedreiras. A pesquisa de material pétreo ficará sempre condicionada à qualidade e quantidade do excedente de rocha das escavações obrigatórias.ferro de construção de 1/2 polegada. Nessas investigações. deverão ser investigadas fontes potenciais . que consiste na cravação por uma pessoa. deverão ser definidas as características dos materiais encontrados. Cabe registrar que o custo do metro cúbico de exploração de uma jazida de areia na obra deve ser comparado àquele de alguma jazida em exploração comercial na região. executa-se uma malha de sondagens a varejão. pode ser usada. solo ou rocha muito alterada. para exploração deverá ser ampla o suficiente para a entrada de máquinas e equipamentos para exploração do material. em função das dimensões e topografia da área. As profundidades atingidas em cada ponto devem ser anotadas. Cabe ainda registrar que.a frente de ataque. deverão ser considerados os seguintes aspectos: . por exemplo . de uma haste metálica lisa. e do volume necessário. isto é. Para cada horizonte. emboque da escavação. além da espessura. . No caso das áreas de empréstimo de solo. . Caso essas escavações não atendam às necessidades da obra.ocorrência de água. na ausência de jazidas de materiais arenosos.sanidade da rocha. areia artificial. obtida como subproduto da britagem do material rochoso. alternativamente. A profundidade do topo rochoso deverá ser estimada através de sondagens geofísicas. A profundidade média das fontes de material é estimada realizando-se uma malha de furos exploratórios ao longo da área demarcada.

de modo a que se possa. Deve-se instruir o observador da régua para sempre entrar . A estação fluviométrica é constituída. a cada campanha. estabelecer a curva-chave do rio no local da casa de força. É um posto de observação permanente do regime fluvial do rio. • Medição da Vazão A freqüência das medições de vazão e de declividade da linha d'água deverá ser de uma vez por semana. seção de medição de vazão e referências de nivelamento.é recomendável que as margens sejam estáveis e suficientemente altas para impedir que. julgados seguros contra enchentes. o rio transborde. na seção de medição de vazão. quando necessário. Através desses pontos de referência. a fim de que não haja interrupção na operação da mesma. onde são efetuadas as medições de descarga líquida. de: dispositivos para obtenção da cota fluviométrica. • Seção de Medição de Vazão/Topobatimetria É a seção transversal. normal ao curso d'água. subsidiar o dimensionamento das estruturas de dissipação de energia dos vertedouros e auxiliar na geração da série de vazões médias diárias. . em alguns casos. demarcada por estacas. • Instalação da Estação Fluviométrica no Canal de Fuga A escolha do local para instalação da estação ou posto fluviométrico deverá seguir. em síntese.o trecho do rio onde se localizará a estação deverá ser reto e. os seguintes critérios: . Entretanto. prosseguindo pelas margens até os pontos extremos da seção (PI/PF). manutenção e operação destas estações. tendo a jusante uma queda ou corredeira. e levantadas a partir do PI as distâncias horizontais às margens e aos pontos de medição de vazão na calha do rio. de descarga sólida. onde serão feitas regularmente observações de altura do nível d'água e realizadas as medições de descarga líquida e. Essa curvachave servirá para a calibragem do referido canal e a definição dos níveis de estanqueidade da casa de força. . abrangendo pelo menos um ciclo hidrológico. é reconstituído o alinhamento da seção transversal. nas cheias. da cota de afogamento do rotor das turbinas e. à medida em que forem coletados dados de leituras de régua e de medições de vazão. durante o período chuvoso. com extensão definida por um ponto de início (PI) e um de fim (PF). É de suma importância que seja instalada uma estação a jusante do futuro canal de fuga. se possível. A seção transversal topobatimétrica deverá ser levantada com detalhes.o acesso ao local de implantação da estação deverá ser permanente. A Resolução 396 da ANEEL (04/12/98) estabelece as condições para implantação. o escoamento deverá ser laminar (tranqüilo) sem turbulências ou redemoinhos.HIDROLÓGICOS SERVIÇOS DE HIDROMETRIA O estudo da vazão de um curso d'água exige a instalação de uma "Estação Fluviométrica". pelo menos. e quinzenal durante o período seco.

em posição vertical. tais como papel para gráficos. não dispensam a presença de um operador na realização de tarefas de manutenção e troca de materiais. A altitude do "zero" da escala será determinada na instalação por transporte topográfico de pontos de altitude conhecida. • Referências de Nivelamento Na estação fluviométrica. O hidrometrista. deverão ser. O "zero" da régua deverá ficar abaixo do nível mínimo a que possam chegar as águas. utiliza-se um cabo de aço graduado ou uma trena esticada de margem a margem para demarcar a seção de medidas. irá medir a velocidade do escoamento em verticais ao longo da seção transversal. a fim de facilitar os nivelamentos periódicos. Em rios pequenos. penas. Na medição a vau.0 m. 1970. no caso dele verificar a ocorrência de cheias extremas. admitindo-se até 2(dois) lances sucessivos por régua de leitura. A freqüência de leituras das réguas deverá ser diária. na margem do rio. munido dos equipamentos. denominados linígrafos. preferencialmente. RR. ou a partir de passarelas com micromolinetes fixados em uma régua graduada. desgarrar ou precisar de reparos. as medições podem ser realizadas a vau.Anexos I. Detalhes dos procedimentos para realização da medição podem ser encontrados nas “Normas e Recomendações Hidrológicas . com comprimento (lances) de 1. para providências de restauração. Elas localizar-se-ão próximo à régua. • Operação A estação deverá ter um observador que. As RR. contador de rotações. Neste caso ou ainda se a régua tombar. Recomenda-se o uso de régua em alumínio anodizado. de modo geral. cronômetro e haste graduada para medir a profundidade. com escala centimétrica estampada. apesar de semi-automáticos. Esse observador será treinado para efetuar as leituras de régua e lhe será fornecida uma caderneta de campo. para verificação da posição dos lances da régua.NN. a demarcação das verticais pode ser feita sobre ela própria.. publicação do Ministério das Minas e Energia . Em caso de uma enchente ultrapassar o lance de régua.DNAEE. Em rios maiores. II e III”. O equipamento de campo necessário para a realização deste trabalho consiste em: molinete.em contato com o responsável pela estação. em profundidades inferiores a 1. a fim de se evitarem leituras negativas.NN. às 07:00 e às 17:00 horas. fixada a uma estrutura de apoio simples. tinta. . de 14 de junho de 1967. A cota fluviométrica também pode ser obtida através de registradores contínuos. As normas foram estabelecidas pelo Decreto no 60852. preferencialmente. Já nas passarelas. suficientemente sólida e estável. o observador deverá marcar com uma pequena estaca a altura atingida. etc.Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica . caberá ao observador comunicar imediatamente o ocorrido ao responsável pela estação. com o molinete suspenso em um cabo de aço. é morador da região. Esses equipamentos. deverão ser implantadas duas Referências de Nível. • Cota Fluviométrica A régua de leitura deverá estar localizada na seção de medição ou próxima desta. a medição é feita em embarcações.0 m.

Essa publicação apresenta as taxas de concentração média anual e a produção específica média de sedimentos nas principais estações existentes até aquela data e se referem somente à descarga em suspensão. Todas as RNs deverão ser amarradas ao sistema planialtimétrico do projeto. estas poderão ser aproveitadas para fixação das RRNN.50 metros. chumbadas em blocos de concreto. para montante e para jusante da estação. medir o desnível com a precisão do aparelho topográfico utilizado.constituídas de parafusos. Deverão também ser instalados marcos. SERVIÇOS DE SEDIMENTOMETRIA COLETA DE DADOS EXISTENTES Recomenda-se a coleta e análise dos dados existentes. objetivando a determinação da declividade da linha d'água no trecho. cuja distância entre o marco e a seção de medição deverá ser a maior entre as seguintes alternativas: . .distância suficiente para que se possa. vergalhões ou calotas de bronze. Havendo no local afloramentos de rochas ou então estruturas artificiais. com segurança.duas vezes a largura da seção transversal do rio. junto às entidades operadoras de postos sedimentométricos. caso ocorra uma cheia excepcional. . contanto que sejam suficientemente elevadas para não serem atingidas pelas águas. no mínimo. . Eletrobrás/IPH -1992”. e principalmente consulta à publicação “Diagnóstico das Condições Sedimentológicas dos Principais Rios Brasileiros.

sugere-se que. Cumpre registrar que as informações coletadas pela equipe de engenharia (geológicas. sejam realizadas campanhas sedimentométricas.MEDIÇÕES SEDIMENTOMÉTRICAS Durante a realização das campanhas hidrométricas. . da análise laboratorial destes parâmetros. pelo menos durante um ciclo hidrológico. no mesmo período e na mesma freqüência. descritas no ítem “SERVIÇOS DE HIDROMETRIA”. a região deverá ser inspecionada para identificação de atividades de exploração de areia e argila. a fim de se possibilitar a caracterização do transporte de sedimentos da bacia. A metodologia de coleta das amostras de água. objetivando a utilização adequada e coerente dessas informações por todos os setores envolvidos no projeto. bem como o cálculo das descargas sólidas. Além disto. do material do leito. Deverá ser prevista a coleta de água para análise da concentração de sedimentos em suspensão e de amostragem do material do leito. até o local do barramento. deve seguir o preconizado em bibliografia especializada listada em “REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS" AMBIENTAIS Os levantamentos de campo necessários para os Estudos Ambientais são apresentados detalhadamente no ítem “ESTUDOS AMBIENTAIS”. hidrológicas e sedimentológicas) devem ser repassadas para a equipe de meio ambiente.

por exemplo. o tratamento da fundação deve prever a execução de cortinas de injeção de calda de cimento. levantados como especificado no Capítulo 5.a caracterização completa dos materiais naturais de construção disponíveis nas jazidas mais próximas do sítio do empreendimento.para barragens de terra ou enrocamento. Nesses casos. como descrito no ítem PROJETOS DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS. . como também citado anteriormente. GEOLÓGICOS E GEOTÉCNICOS Os estudos geológicos e geotécnicos compreenderão: . . As áreas com turfa ou argila escura. deve-se sempre procurar locais com boas condições para a fundação e para as ombreiras das estruturas.o levantamento da curva cota x área e da curva cota x volume do reservatório. se for necessário.locação das estruturas. Os maciços rochosos muito fraturados. servem como fundação para as estruturas. compreenderão: .ESTUDOS BÁSICOS ESTUDOS TOPOGRÁFICOS Os estudos topográficos. . .locação dos furos de sondagem. .a determinação da queda bruta disponível no local. .o levantamento do perfil do rio no trecho de interesse.locação do reservatório. o que significa dizer que o projeto deverá ser adaptado aos mesmos. sãos.como. areias. por serem muito pouco resistentes e muito compressíveis. onde ocorrem bancos de areia ou cascalho. deverão ser realizados estudos de estabilidade. em princípio. Fundações permeáveis. Com relação à qualidade. 1:1000. Em princípio.a elaboração da base cartográfica em escala adequada ao desenvolvimento do projeto. Os materiais (solos. como descrito no Capítulo anterior.CAPÍTULO 6 . toda obra deve ser executada com os materiais disponíveis no local. em função de sua alta permeabilidade.a definição dos projetos de escavação e tratamento das fundações. não servem como fundação. . . . Quanto à suficiência deverá ser levantado o balanço de materiais para verificar se o volume útil de cada tipo de fonte é no mínimo 50% maior que o volume necessário para as obras. na escolha do eixo da barragem. devem ser analisadas com muito cuidado. a partir dos dados do local. com alturas superiores a 10 m. cascalho e rocha) deverão existir em quantidade e com a qualidade requerida. destaca-se que os materiais deverão ser caracterizados observando-se o disposto nas Normas da ABNT pertinentes. orgânica. Como citado anteriormente. Os estudos de balanceamento de materiais são incluídos no item PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO E MONTAGEM.

Esses aspectos têm influência direta no comportamento hidrometeorológico da bacia em estudo e. onde: P A perímetro da bacia. O índice de conformação ou fator de forma. • Forma da Bacia Para a caracterização da forma de uma bacia são utilizados índices que buscam associála com formas geométricas conhecidas. e expressa. uso. declividade do rio.28 P A . • Perímetro É o comprimento linear do contorno do limite da bacia. Desde que outros fatores não interfiram. comumente. em km. Kf. auxiliam na interpretação dos resultados dos estudos hidrológicos e permitem estabelecer relações e comparações com outras bacias conhecidas. ocupação e relevo. forma. em km2. em km2 ou ha. As principais características fisiográficas são descritas a seguir. quanto mais próximo da unidade for o índice de compacidade maior será a potencialidade de ocorrência de picos elevados de enchentes.0. próxima do divisor de águas da bacia. expresso geralmente em km. conseqüentemente. . já que para uma bacia circular ideal ele é igual a 1. • Área de Drenagem A área de drenagem de uma bacia é a projeção em um plano horizontal da superfície contida entre seus divisores topográficos. densidade de drenagem. ou seja: K c = 0. O índice de compacidade é uma medida do grau de irregularidade da bacia. área de drenagem da bacia. É obtida através de planimetria clássica ou processos computacionais. Kc. no regime fluvial e sedimentológico do curso d’água principal. desde a foz até a cabeceira mais distante. é a relação entre a área da bacia hidrográfica e o quadrado de seu comprimento axial. tempo de concentração.HIDROLÓGICOS CARACTERIZAÇÃO FISIOGRÁFICA DA BACIA Vários aspectos fisiográficos da bacia. em plantas de localização. O índice ou coeficiente de compacidade. tais como área. A comparação dessas características e relações é um importante subsídio para a definição de “regiões hidrologicamente homogêneas”. perímetro. medido ao longo do curso d'água principal. é a relação entre o perímetro da bacia e a circunferência de um círculo de área igual à da bacia. conceito de caráter um tanto subjetivo e que também depende da experiência do profissional em hidrologia. cobertura vegetal.

Desta forma. • Densidade de Drenagem A densidade de drenagem. reduzindo a eficiência de drenagem. Dd = LT A . O índice de conformação relaciona a forma da bacia com um retângulo. no caso de ser insuficiente. maior será a velocidade de escoamento e mais pronunciados e estreitos serão os hidrogramas das enchentes. picos de enchentes altos e deflúvios de estiagem baixos. Numa bacia estreita e longa. Este índice não considera a capacidade de vazão dos cursos d’água que. Este índice fornece uma indicação da eficiência da drenagem. para bacias de mesmo tamanho. S H diferença entre cotas do ponto mais afastado e o considerado. em m/km. em m. Desde que outros fatores não interfiram. é a relação entre o comprimento total dos cursos d'água de uma bacia e a sua área total. ao mesmo tempo. área de drenagem da bacia. . onde: L A comprimento axial da bacia. a drenagem é considerada pobre. tal que a densidade de drenagem seja superior a 3. Foi considerada para este Manual a declividade média. Diz-se que essas bacias são bem drenadas. em km. da maior ou menor velocidade com que a água deixa a bacia hidrográfica. pode vir a provocar um efeito de represamento. em km. área de drenagem da bacia.5 km/km2. onde: declividade média. a possibilidade de ocorrência de chuvas intensas cobrindo. em km2. Quanto maior a declividade. toda sua extensão.Então: Kf = A L2 . ou comprimento total do curso d’água principal. S= H L . será menos sujeita a enchentes aquela que possuir menor fator de forma. provavelmente. é menor que em bacias largas e curtas. ou seja. obtida dividindo-se o desnível entre a nascente e a foz pela extensão total do curso d'água principal. Quando este índice for da ordem de 0. se numa bacia houver um número grande de tributários. onde: LT A comprimento total dos cursos d'água da bacia.5 km/km2. em km2. o deflúvio atingirá rapidamente o curso d'água principal e haverá. Dd. • Declividade do Rio A velocidade de escoamento de um rio depende da declividade dos canais fluviais.

em m.L • comprimento axial da bacia. Para o cálculo do tempo de concentração da bacia envoltória ao empreendimento. é o tempo em que a gota que se precipita no ponto mais distante da seção transversal considerada de uma bacia. ou comprimento total do curso d’água principal. em horas. recomenda-se a adoção da fórmula do Soil Conservation Service: ⎛ L3 t c = 0. em km. onde: tempo de concentração. diferença entre cotas do ponto mais afastado e o considerado. comprimento axial da bacia. ou seja. em m. ou. comprimento total do curso d’água principal.95 ⋅ ⎜ ⎜H ⎝ tc H L ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 0 . Tempo de Concentração O tempo de concentração mede o tempo necessário para que toda a bacia contribua para o escoamento superficial numa seção considerada. leva para atingir essa seção. . 385 .

A determinação de ho é feita graficamente por tentativas sucessivas até se obter o melhor alinhamento possível. quando ocorrem as cheias. h ho leitura de régua correspondente à vazão Q. a curva-chave deve ser extrapolada no seu ramo superior. procura-se determinar o valor de ho que retifica a curva. Dispõe-se. As medições devem ser plotadas em papel di-log. Como esta é a faixa de interesse para o dimensionamento das obras hidráulicas. A equação que melhor expressa esta relação é do tipo: Q = a. é necessário o conhecimento do comportamento dos parâmetros geométricos e hidráulicos nesses intervalos de cotas. em m. leitura de régua correspondente à vazão Qo. onde o raio hidráulico pode ser considerado igual à profundidade média do escoamento. Método de Stevens: a aplicação é adequada em rios largos. em caso contrário ele será negativo.(h − ho ) . determinadas para o local. em m3/s. O método apresenta a . Ela poderá ainda apresentar pontos de inflexão no caso de ocorrer uma mudança de controle ou uma mudança súbita na seção transversal. Desta forma. o valor de ho é nulo. em m. o valor de ho é positivo. O termo extrapolar significa complementar o traçado da função Q(h) para os intervalos de leituras observadas em que as descargas não foram medidas. • Extrapolação da curva-chave A relação leitura x descarga deve ser definida em todo o intervalo de variação das leituras de régua. onde: b Q vazão líquida. a e b constantes. ajusta-se uma curva que deve ser monotonamente crescente. Método logarítmico: método simples. sem singularidades e com concavidade voltada para cima. Se o conjunto de pontos de medição apresentar uma curvatura. aplicável em rios com seção transversal muito regular e com um único controle. elaborada a partir dos resultados das medições hidrométricas e apoiada na análise dos parâmetros do escoamento. Os métodos de extrapolação mais simplificados são descritos a seguir. Aos pares de valores leitura e vazão. nula. Se a convexidade da curva for orientada para as vazões. de poucas medições em leituras altas.CURVA-CHAVE A relação que existe entre a descarga medida e a leitura simultânea de régua é uma função que envolve características geométricas e hidráulicas da seção de medições e do trecho do curso d’água considerado. a curva-chave é uma representação gráfica desta relação. Para tanto. onde o trecho a extrapolar se ajusta a partir da equação da reta: log Q = log(a) + b ⋅ log(h − ho ) No caso de se constatar graficamente um alinhamento dos pontos. geralmente.

1989”. os dois termos da equação variam muito pouco. podendo ser considerados constantes. Além disto. pode ser prolongada até o valor do fator geométrico correspondente à cota máxima observada.Análise e Traçado . como referência de consulta (ver “REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS”). apresenta-se o manual do programa GRAFCHAV. A Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial da CPRM gentilmente cedeu uma versão preliminar do programa. Essa reta. no ítem “PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA”. ( ) Sugere-se a publicação do Ministério das Minas e Energia MME/DNAEE. traçada a partir das medições disponíveis. também disponível em meio magnético. . fator de declividade. A função Q = f A R pode então ser representada por uma reta que passa pela origem. C I Nos limites da aplicação da fórmula de Chézy. “Hidrologia Curva-Chave .fórmula de Chézy separada nos fatores geométrico e de declividade: Q = C ⋅ A⋅ R ⋅ I Q A R Q A R =C I . onde: fator geométrico.CPRM. Este programa foi desenvolvido pelo Laboratório de Hidrologia da COPPE/UFRJ num convênio com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais .

vazão do local do aproveitamento. fichas de inspeção das estações fluviométricas. recomenda-se a elaboração de um estudo de regionalização. sugere-se a adoção das séries de vazões médias mensais disponíveis no Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro . onde: . a série de vazões será gerada aplicando-se a curva-chave do local em estudo. para possíveis correlações e extensão dos históricos. pode-se gerar uma série de níveis d’água diários. que possui série de dados a partir de 1931. também. a partir do posto hidrométrico implantado no local. em m3/s. em km2. etc. além dos dados básicos como séries de cotas limnimétricas. iniciada na fase de Avaliação Expedita. conforme descrito no final do item "ESTUDOS DE VAZÕES EXTREMAS".aneel. limitada à diferença entre áreas de 3 a 4 vezes. vazões de restrição para operação. se possível. um ciclo hidrológico. Nesta situação.gov. Caso a diferença entre áreas seja superior a 4 vezes. em km2. por exemplo: reservatórios com pequena regularização em nível diário. Em algumas situações. a defasagem no tempo. sugere-se que.br/). em m3/s. Caso as séries existentes tenham registros inferiores ao mínimo desejado.eletrobras. vazão do posto existente. ou seja. onde: área de drenagem do local do aproveitamento. compreendendo.SIPOT da ELETROBRÁS (www. poderá ser necessária a geração de uma série histórica de vazões médias diárias. para dúvidas. medições de descargas.SÉRIES DE VAZÕES MÉDIAS MENSAIS Deverá ser estabelecida para o local do aproveitamento uma série de vazões médias mensais derivada de uma série histórica de um posto localizado no mesmo curso d’água ou na mesma bacia. As séries históricas deverão possuir pelo menos 25 anos de registro. de forma a permitir a correlação desses níveis com os níveis d’água de postos existentes no mesmo curso d’água. pelo menos. Recomenda-se. por correlação direta entre áreas de drenagem. A equação de correlação é definida por: Q1 = A1 A2 Q1 Q2 A1 ⋅ Q2 A2 . usinas especializadas em operar em ponta. Se a distância entre as réguas for muito grande. junto à ANEEL (http://www. A correlação entre níveis d’água são equações do tipo: NA1 = a ⋅ NA2 + b . o período crítico do Sistema Interligado Brasileiro. como. da existência de séries de descargas consistidas. A partir da correlação definida. alerta-se para o fato de que melhores correlações poderão ser obtidas considerando-se os tempos de concentração de cada uma das seções. a verificação. área de drenagem do posto existente.br). revisão e aprofundamento dos estudos de consistência e homogeneização dos dados fluviométricos.gov. sejam efetuadas leituras de réguas durante.

em m. . constantes da reta. nível d’água no posto existente.NA1 NA2 aeb nível d’água no local de interesse. em m.

CURVAS DE DURAÇÃO/PERMANÊNCIA

A curva de permanência relaciona a vazão ou nível d’água de um rio com a sua probabilidade de ocorrerem valores iguais ou superiores. Ela pode ser estabelecida com base em valores diários, semanais ou mensais para todo o período da série histórica disponível, ou ainda, se necessário, para cada mês do ano. Essas curvas permitirão a identificação de valores característicos de níveis ou vazões associados a diferentes probabilidades de permanência no tempo, importantes para estudos de enchimento de reservatórios, operação da usina e, em alguns casos, para o estudo do desvio do rio e estudos energéticos, dentre outros. O procedimento para determinação da curva de permanência deverá ser o empírico, que preconiza o estabelecimento de intervalos de classe de vazões ou níveis d’água. Esses intervalos podem ser definidos de acordo com a magnitude das vazões ou níveis d’água, procurando ter uma quantidade razoável de valores que caiam em cada intervalo. Para o cálculo da amplitude, sugere-se a seguinte equação:
d= Qmax − Qmin (Nc − 1) , onde:

d Qmax

amplitude de cada intervalo, em m3/s; vazão máxima da série, em m3/s;

Qmin vazão mínima da série, em m3/s; Nc número de intervalos de classe, calculado por:

Nc = 1 + 3,3 ⋅ ln(n )
n ln número de dados da amostra; logaritmo natural. Definida a amplitude, a freqüência, f i , de cada classe é obtida contando o número de vazões da série que caem no intervalo. Acumulando os valores de f i no sentido da maior vazão para a menor, obtêm-se os valores d i de permanência. A probabilidade, Pi, em porcentagem, de uma vazão Q ser igual ou maior que Qi é:

Pi =

di ⋅ 100 , onde: Nv
é o número total de valores, ou,

Nv

∑f

i

.

Do resultado deste procedimento é elaborada uma curva relacionando a vazão, em m3/s, com o tempo, em %, conforme pode se observar na Figura 1.

DESCARGAS DIÁRIAS MÉDIAS (m3/s)

Qmédia Q50

CURVA DE FREQUÊNCIA ACUMULADA OU CURVA DE PERMANÊNCIA

Q95

25

50 TEMPO (%)

75

95

100

Figura 1 - Curva de Permanência de Vazões no Tempo Desta curva podem ser obtidos os valores de permanência de vazões no tempo. Dentre estes, destacam-se as seguintes vazões características: Q(5%), Q(50%), Q(90%) e Q(95%). • Regionalização da curva de permanência

No caso da impossibilidade da geração de série de vazões para o local do aproveitamento, sejam diárias ou mensais, sugere-se a regionalização dos valores característicos de porcentagem do tempo, a partir de postos situados no mesmo curso d’água ou em bacias circunvizinhas hidrologicamente homogêneas, conforme metodologia descrita ao final do item "ESTUDOS DE VAZÕES EXTREMAS".

ESTUDOS DE VAZÕES EXTREMAS

Os estudos de vazões extremas devem ser realizados conforme a disponibilidade de dados na bacia e na região do aproveitamento. Desta forma, existirão duas possibilidades de ocorrência: o local dispõe de uma série de vazões médias diárias ou o local não dispõe de dados diários. Na eventualidade do aproveitamento se situar no segundo caso, os eventos extremos poderão ser gerados a partir de: regionalização através de valores extremos calculados para bacias circunvizinhas ou utilização de hidrograma sintético do Soil Conservation Service. Aproveitamento Dispõe de Série de Vazões Médias Diárias A análise de freqüência de cheias tem como objetivo estabelecer a relação entre os valores de vazões máximas e os tempos de retorno ou de recorrência a elas associados. Esta análise baseia-se no exame probabilístico dos máximos registros fluviométricos anuais. Desta forma, a cada ano está associado um máximo anual resultando num conjunto { y1, y2, ..., yn }, que pode ser interpretado como sendo uma amostra de variável aleatória Y, máxima vazão anual.
1 Assim, o problema será o de determinar o valor de xT tal que P[Y > xT] = T , onde xT é a vazão correspondente a um período de retorno em anos (T). Para tanto, é necessário ajustar uma distribuição de probabilidades à amostra {y1, y2, ..., yn}, o que permitirá a definição de xT, para qualquer T.

• Seleção da Distribuição de Probabilidades Para a definição das cheias de projeto, serão utilizadas duas distribuições: exponencial de dois parâmetros (estimada pelo método dos momentos), sempre que a assimetria da amostra for superior a 1,5, e Gumbel (extremos do tipo I), para assimetrias amostrais inferiores a 1,5. • Estimação dos Quantis Seja X uma variável aleatória da qual se tem n observações. Define-se:
x= 1 n ⋅ ∑ xi n i =1

n 2⎤ ⎡ 1 s=⎢ ⋅ ∑ xi − x ⎥ ⎣ n − 1 i =1 ⎦

(

)

0,5

⎛ n ⎜ ∑ ( x i − x) 3 n ⋅ ⎜ i =1 3 g= (n − 1) ⋅ (n − 2 ) ⎜ s ⎜ ⎝

⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠

como estimadores da média, desvio-padrão e assimetria, respectivamente. O quantil de projeto xT, para as duas distribuições, associado ao período de retorno T, e 1 P (Y ≤ xT ) = 1 − P(Y > xT ) = 1 − portanto com a probabilidade (p) de não ser excedido de T é calculado através das seguintes equações: exponencial de dois parâmetros:
⎛1⎞ xT = x o − β ⋅ ln⋅ ⎜ ⎟ ⎝ T ⎠ , onde:

xo = x − s
β=s

x o e β são os parâmetros da distribuição. Gumbel:

⎛ ⎛ 1 ⎞⎞⎞ ⎛ xT = μ − α ⋅ ⎜ ln⋅ ⎜ − ln⋅ ⎜1 − ⎟ ⎟ ⎟ ⎟ ⎜ ⎜ ⎝ T ⎠ ⎠ ⎟ , onde: ⎠ ⎝ ⎝
α = 0,78 ⋅ s

μ = x − 0,577 ⋅ α

α e μ são os parâmetros da distribuição.
• Roteiro de Cálculo

De posse da série de vazões médias diárias, seleciona-se o maior valor ocorrido anualmente. Da série estabelecida de máximos anuais calcula-se a média, o desvio-padrão e assimetria. Da análise do valor da assimetria escolhe-se a distribuição, Gumbel ou Exponencial, e definem-se as vazões de projeto. O Anexo 1 apresenta o manual do programa QMáximas, acompanhado de um exemplo numérico, desenvolvido em ambiente Windows e também disponível em meio magnético. Aproveitamento Não Dispõe de Série de Vazões Médias Diárias

Regionalização dos Valores Extremos Em virtude da escassez de dados no local/bacia de interesse, por vezes, opta-se por

adotar uma curva regional que abranja os valores extremos, ou outros de interesse, tais como vazões médias, Q(95%), Q(50%), etc., calculados em bacias circunvizinhas ou em postos situados na mesma bacia, e transferir, a partir dessa curva, os valores de vazões extremas ou de interesse para o local em estudo. A partir de valores estimados de vazões para locais onde existam dados, determinam-se as curvas de regressão dessas variáveis, relacionadas com as respectivas áreas de drenagem. As curvas encontradas são definidas por expressão do tipo:

q t = a ⋅ ( A) , onde:
b

aeb qt

coeficientes; vazão específica, em l/s.km2;

t A

vazão para o tempo de recorrência (T) ou de interesse, tais como vazões médias, Q (95%), Q(50%), etc.;

área de drenagem de cada local/posto, em km2. A análise da qualidade do ajuste da correlação calculada se dará pela avaliação do coeficiente de determinação, r2. Este coeficiente indica o grau de ajuste entre a variável dependente, vazão, com a independente, área de drenagem. Quanto mais próximo for o valor de r2 da unidade, melhor será o grau de ajustamento dos pontos à curva definida. Para consulta, sugere-se a publicação da ELETROBRÁS - “Metodologia para Regionalização de Vazões - 1985”. No ítem “PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA” apresenta-se o programa REGIONALIZAÇÃO, desenvolvido em ambiente Windows e também disponível em meio magnético, com exemplo de aplicação prática. • Hidrograma Sintético Triangular

Caso o aproveitamento esteja inserido em uma bacia que não dispõe de dados ou que os mesmos sejam escassos e exista dificuldade em se conseguirem dados de bacias circunvizinhas, os eventos extremos podem ser calculados a partir da aplicação de um hidrograma sintético. Hidrograma é o gráfico que relaciona a vazão com o tempo, ou seja, a partir de um volume de água precipitado (chuva) pode-se conhecer o volume de água escoado superficialmente (vazão) no tempo. O Soil Conservation Service, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, apresentou uma formulação que define um hidrograma sintético, de forma triangular, com inclinação tal que a área do hidrograma corresponda ao deflúvio (volume escoado superficialmente) da bacia. A Figura 1, a seguir, apresenta a forma do hidrograma unitário triangular (HUT), bem como os parâmetros que o caracterizam.

tc tp ta tb qp D A

tempo de concentração da bacia, em horas; tempo de retardamento da bacia ou tempo decorrido entre o centro de gravidade da chuva até o pico do HUT, em horas; tempo de ascensão do HUT, em horas; tempo de base ou duração do HUT, em horas; vazão máxima ou pico do HUT, em m3/s.mm; duração da chuva unitária, em horas; área da bacia, em km2.

Como na maioria dos casos a chuva é definida em um local ou posto, deve-se distribuí-la uniformemente por toda a bacia. Para o seu cálculo, sugere-se a adoção das equações de chuvas intensas definidas pelo Engo Otto Pfafstetter em seu livro “Chuvas Intensas no Brasil”. A transformação da chuva pontual em distribuída é possível através da aplicação da seguinte expressão: P = Po . (1-W. log _A_ ) Ao onde: P Po A Ao W chuva distribuída, em mm; chuva pontual, em mm; área da bacia em estudo, em km2; área da bacia, em km2, para a qual se tem P = Po; fator de correlação.

De modo geral, Ao = 25 km2 e W, segundo Taborga, para o Brasil é igual a 0,10. Efetuando-se as devidas substituições, a equação pode ser assim reescrita:

A⎞ ⎛ P = Po ⋅ ⎜1 − 0,10 ⋅ log ⎟ 25 ⎠ ⎝

Definida a chuva distribuída, é necessária a caracterização da capacidade de infiltração do solo, da cobertura vegetal e do tipo de ocupação da bacia onde se insere o aproveitamento em estudo. Este parâmetro é definido por:
⎞ ⎛ 1000 S = 25,4 ⋅ ⎜ − 10 ⎟ ⎠ , onde: ⎝ CN

S CN

retenção potencial do solo, em mm; complexo solo-vegetação, ou “curve number”, função do tipo de ocupação da bacia, cujos valores são tabelados.

Para a construção do hidrograma, falta definir a precipitação efetiva, que representa a parcela da chuva que gera o escoamento superficial. A precipitação efetiva, Pe, é função da chuva distribuída e do valor de S e é definida pela seguinte equação:

(P − 0,2 ⋅ S )2 Pe =
P + 0,8 ⋅ S
Pe = 0,0

para P > 0,2.S para P < 0,2.S

⎯⎯⎯⎯⎯→

No Anexo 1 apresenta-se o programa HUT, desenvolvido em ambiente Windows e também disponível em meio magnético, com exemplo de aplicação prática.

RISCO

Uma vez definidas as vazões de cheias associadas a diversos tempos de recorrência (T), deverão ser avaliados os riscos a serem adotados nos projetos das obras de desvio e do vertedouro da PCH. Os riscos podem ser calculados por:
1⎞ ⎛ r = 1 − ⎜1 − ⎟ ⎝ T ⎠ , onde:
n

r T

probabilidade ou risco de ocorrência, pelo menos uma vez, da cheia adotada; tempo de recorrência, em anos; tempo de duração da obra, em anos.

n

As Tabelas 1 e 2, a seguir, apresentam os valores recomendados a serem adotados para tempos de recorrência e riscos. Tabela 1 – Desvio do Rio durante a Construção

Tempo de Recorrência (T – anos) 10 20 25 50

Duração da Obra ( n – anos) 1 2 1 2

Risco (r - %) 10 10 4 4

Caso

Geral Geral Perigo de danos sérios a jusante Perigo de danos sérios a jusante

Tabela 2 – Projeto das Estruturas EXTRAVASORAS Tempo de recorrência (T – anos) 500 1.000 10.000 Vida Útil da Usina ( n – anos) 50 50 50 Risco (r - %) 9,5 4,9 0,5 Caso

Geral Perigo de sérios danos materiais a jusante Perigo de danos humanos a jusante.

Em geral, recomenda-se a adoção do tempo de recorrência de 500 anos para o caso de estruturas galgáveis, ou seja, de concreto. Para outras situações, como por exemplo barragem de terra, admite-se um tempo de recorrência maior, ou seja, de 1.000 anos, no mínimo.

VAZÕES MÍNIMAS
A vazão mínima a jusante deve ser definida a partir de estudos ambientais, principalmente nas PCHS que adotem arranjos do tipo derivação, ou seja, com desvios das vazões naturais através de canal, túnel ou conduto para uma Casa de Força a jusante do local do barramento, reduzindo substancialmente o afluxo de água no trecho de rio compreendido entre essas duas estruturas. Como balizamento, poderá ser adotado o menor valor entre 50% da vazão de 95% de permanência no tempo e 80% da vazão de abastecimento, Q7,10, que representa a menor média em sete dias consecutivos com recorrência de 10 anos. Seu valor definitivo deverá ser definido com os órgãos ambientais envolvidos, a partir de critérios estabelecidos caso a caso.

No ítem “PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA” apresenta-se o programa para cálculo das vazões mínimas Q7,10 desenvolvido em ambiente Windows e disponível em meio magnético. Este programa foi desenvolvido pela Divisão de Hidrologia da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM, que gentilmente cedeu uma primeira versão do programa. Além disto, recomenda-se como bibliografia a publicação “Quantificação de Vazão em Pequenas Bacias com Carência de Dados Fluviométricos” de Geraldo Lopes da Silveira, tese de doutorado, IPH/UFRS, 1997.

uma vez que a maior parte da descarga em suspensão sai pelas estruturas extravasoras e/ou circuito hidráulico de geração. A equação que melhor representa este ajuste é do tipo: Q ST = a ⋅ Q n . pode-se estimar a descarga sólida de fundo como sendo de 10 a 20% do valor da descarga sólida total. devido à desaceleração da corrente líquida ocasionada pela presença do reservatório. não sendo suficientemente adequados para a avaliação do assoreamento de pequenos reservatórios. uma vez que este processo se inicia nas suas bordas reduzindo o já pequeno volume d’água existente. é necessária a determinação da descarga de fundo ou do material do leito para ser somada à descarga em suspensão e obter-se a descarga sólida total. sempre que possível. de modo geral. permanecendo no lago o sedimento grosso. Desta forma. pouco volume e. pequena capacidade de regularização. como areia. se referem à descarga em suspensão. em t/dia. em m3/s. O valor médio anual. Deverá se buscar. A construção de um barramento sempre altera o equilíbrio hidráulico-sedimentológico de um curso d’água. conseqüentemente. Assim. dando início a um processo de assoreamento. sendo uma para a faixa de estiagem e outra para períodos de cheias. Q ST . os reservatórios têm. o que também pode ser feito em planilha EXCEL. É de primordial importância a consideração da descarga sólida do leito nos pequenos reservatórios. a fim de que seja possível a caracterização do comportamento hidráulico e sedimentológico do curso d’água. no caso da inexistência de dados. onde: Q ST aen Q descarga sólida total. Numa avaliação preliminar. Essa equação permitirá obter uma série de valores de descarga sólida a partir da série de vazões líquidas obtidas no estudo hidrológico. o ajuste de duas curvas.AVALIAÇÃO SEDIMENTOLÓGICA Em PCH. Os diversos valores da descarga sólida total deverão ser plotados em papel di-log. corresponde ao . vazão líquida. de maior granulometria. em t/dia. os aspectos sedimentológicos se revestem de grande importância. • Análise dos dados sedimentométricos Os dados coletados e os resultados das medições de descarga sólida realizadas no local do aproveitamento deverão ser objeto de uma criteriosa análise. Os dados sedimentométricos. normalmente medidos no país. constantes.

quando comparados com o volume total do reservatório. Quando esta estimativa indicar valores excessivos. indicada no final deste item. Para cursos d’água com significativa produção de sedimentos ou.vida útil do reservatório. em m3/ano. onde: S DST volume de sedimentos. deverão ser previstos estudos de: . em t/ano. e. DST . O volume de assoreamento em um ano pode ser calculado pela seguinte expressão: S= D ST ⋅ E r γ ap . • Estudo de vida útil do reservatório A partir da caracterização do transporte sólido. em t/m3. Er γ ap A eficiência de retenção pode ser obtida da curva de Brune para reservatórios de médio e grande portes. viabilidade e projeto básico da Eletrobrás. ao local em estudo. peso específico aparente. o que necessita cuidados. bem como a evolução do depósito no volume útil. que fornece a eficiência de saída de sedimento do reservatório. Esta análise deverá permitir a estimativa do aporte anual de sólidos. ou seja: D ST = QST ⋅ 365 Outras formas de cálculo devem ser verificadas na bibliografia especializada disponível. deverão ser desenvolvidos estudos para avaliação da deposição de sedimentos no reservatório e da sua vida útil. deflúvio sólido médio. . eficiência de retenção. .avaliação da sobrelevação do nível d’água provocada pela deposição de sedimentos. O deflúvio sólido anual. através da distribuição de sedimentos. é obtido multiplicando-se Q ST pelo número de dias do ano. A presente curva foi obtida de Morris/Fan (1997).valor a ser adotado para avaliação do assoreamento. em t/ano. será necessário verificar o tempo de assoreamento até a soleira da tomada d’água. no local de transição do regime fluvial para de reservatório. delta. Para pequeno reservatório utiliza-se a curva de Churchill. no caso de pequenos reservatórios. estando disponível nos manuais de inventário. . Na bibliografia consultada existem duas versões da curva. adimensional.controle da produção de sedimentos pela bacia de drenagem ao local do aproveitamento. Figura 1. quando houver.

em m3/s.reservatório Q 2 L . em m. comprimento do reservatório. volume total do reservatório.Strand (1974) e Vanoni (1977). A curva apresentada na Figura 1 utiliza-se pelo cálculo do Índice de Sedimentação. onde: IS VT Q índice de sedimentação. vazão média afluente.5 t/m3. Figura 1 .média.de.1 a 1. pela seguinte expressão: IS = Período. IS. As curvas apresentadas por ICOLD (1989) e Annandale (1987) têm dados de entrada diferentes. Por diferença de 100% obtêm-se a eficiência de retenção que deve ser expressa em fração.no. O peso específico aparente do sedimento depositado pode ser calculado de acordo com a orientação da bibliografia no ítem “REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS” ou arbitrado entre 1.retenção V2 = T Velocidade.Retenção de sedimentos no reservatório de acordo com Churchill (Vanoni. tem-se a % de sedimento que sai do reservatório. L Entrando na curva de Churchill com o valor numérico acima. bem como as coordenadas. 1977) . em m3. para depósitos argiloso-siltosos a arenosos.

até projetos especiais de obras de engenharia. deverão ser seguidos os procedimentos clássicos para determinação da linha de remanso. utiliza-se a seguinte expressão: T= VT S . para diversos tempos de recorrência. tais como desarenador e/ou outros dispositivos. ou vida útil do reservatório. Poderá ser também necessária a previsão de custos de operação adicionais para dragagem de material depositado junto à tomada d’água. referência “Design of Small Dams” Bureau of Reclamation. Para o cálculo do tempo de assoreamento. se os solos da bacia estiverem sujeitos à agricultura ou a outras ações antrópicas. volume total do reservatório. Esse controle abrange desde o planejamento do plantio de vegetação ciliar para proteção das margens do reservatório e contenção do transporte lateral de sedimentos pelas enxurradas. caso se espere um aumento do transporte de sedimentos com o tempo. As pequenas barragens devem dispor de descarregador de fundo posicionado próximo à tomada d’água. em anos. a formação do reservatório exige um estudo adequado do controle de sedimentos. operando-se adequadamente o descarregador. mesmo com o assoreamento do reservatório preservar-se-á a tomada d’água. • Controle de sedimentos Normalmente. deverá ser feito através de dragagens. principalmente em épocas chuvosas. Desta forma. Caso se disponha de dados sedimentométricos de cinco anos ou mais. volume total de sedimentos. Previsão para programas de controle de erosão na bacia contribuinte é também desejável. conforme os riscos de inundação para montante que se pretenda avaliar. Caso o valor seja inferior deverão ser adotadas medidas preventivas de controle de sedimentos ou alterações no arranjo geral do barramento. visando a proteção dos equipamentos contra abrasão. em m3/ano. S É recomendável que a vida útil do reservatório seja pelo menos igual à vida útil do empreendimento. O controle do aumento do delta. onde: T VT tempo de assoreamento. no extremo montante do reservatório. ou seja.O valor de DST deverá ser multiplicado por dois. em m3. deve-se procurar ver a taxa de aumento de transporte de sedimentos no curso d’água através de curvas de massa (consultar Carvalho. . • Sobrelevação do nível d’água por formação de delta Para o cálculo da sobrelevação do nível d’água. 1994).

Introdução. bem como sobre o arranjo geral das obras. conforme Resolução CONAMA 237/97. hidrologia. de Newton de Oliveira Carvalho. AMBIENTAIS Os estudos ambientais são detalhadamente apresentados no ítem “ESTUDOS AMBIENTAIS” destas Diretrizes e abrangem. devem ser repassados à equipe de meio ambiente para utilização nos estudos.Legislação Aplicável incluindo o Processo de Licenciamento. em nível de relatórios simplificados ou em nível de EIA (Estudo de Impacto Ambiental).1994”.Estudos Preliminares. provocando abrasão.Levantamentos e Estudos. . basicamente: . máquinas e estruturas. Sugere-se para consulta o livro “Hidrossedimentologia Prática . a critério do órgão ambiental licenciador.Custos Ambientais. caracterizando os tipos de estudos que devem ser realizados. com levantamentos e análises a partir das quais se pode decidir pela continuação ou não do projeto. .Se a usina tiver túnel ou canal de adução até a casa de força é necessário ter um desarenador adequadamente posicionado para eliminação das areias que poderiam obstruir parcialmente o canal ou afetar as turbinas. . . Os dados sobre a geologia. . sedimentologia.

tem-se. por exemplo. os condutos forçados e a casa de força ficam longe do barramento. ser menor que 3 km2 (Resolução 395 da ANEEL de 04/12/98) . • Locais com Queda Natural Localizada Nesses locais. Os impactos ambientais (ver “ESTUDOS AMBIENTAIS”) devem ser mínimos. basicamente. A casa de força fica. aquelas nas quais a estrutura da tomada d’água. O trecho de alta pressão é constituído por conduto(s) forçado(s). num ponto qualquer do reservatório. do tipo e comprimento da adução. normalmente. • Locais sem Queda Natural Localizada Nesses locais. contendo vertedouro e tomada d’água. em função de aspectos geomorfológicos da bacia (rio com meandros) . podem ser também estudadas. basicamente. da mesma forma. em qualquer aproveitamento hidrelétrico.o que não é raro. pelos aspectos topográficos. em função do desnível. deve . A jusante do(s) conduto(s) forçado (s) posicionam-se a casa de força e o canal de fuga. posicionada longe do barramento. um arranjo compacto com as estruturas alinhadas e com a casa de força localizada no pé da barragem. • os impactos relativos à fauna e à flora. como. é composto por dois trechos. Especial atenção deve ser dedicada aos seguintes pontos: • a área de inundação. Em função desses aspectos. normalmente. contempla um barramento. Além desses. é constituído por canal ou conduto. deverá. o arranjo. O trecho de baixa pressão. Entre esses dois trechos prevê-se. uma câmara de carga e/ou chaminé de equilíbrio. devem ser criteriosamente avaliados. convencional. A adução é feita através de uma estrutura de tomada d’água. a montante da queda. em função dos aspectos topográficos e geológico-geotécnicos locais. em uma das ombreiras. onde o desnível é criado pela própria barragem. Outras alternativas de arranjo geral que pareçam atrativas. geológicos e geotécnicos do sítio. O circuito hidráulico de adução. incorporada ao barramento e à casa de força. sendo um de baixa pressão e outro de alta pressão. para não inviabilizar o empreendimento. em princípio. tem-se. em qualquer alternativa. os quais são descritos a seguir. dois tipos de arranjo. • a vazão residual (ou sanitária) mínima a ser liberada para jusante. quase sempre. destaca-se que as características ambientais do local são também importantes na definição do arranjo geral do aproveitamento.ARRANJO E TIPO DAS ESTRUTURAS ALTERNATIVAS O arranjo das estruturas. é condicionado. locais e regionais.

em função do balanceamento de materiais disponibilidade de rocha. a localização da subestação. abrigada (“indoor”) ou desabrigada (“outdoor”). • Tipo de Vertedouro/Dissipação de Energia O vertedouro é. em “V”. em função da disponibilidade de materiais de construção e das condições de fundação em cada local. devem ser utilizadas barragens de concreto. . Nos locais onde o capeamento de solo é espesso. também em função dos aspectos topográficos. A necessidade de chaminé será apresentada em detalhes no item “CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO” • Tipo de Casa de Força O tipo de casa de força. normalmente. A experiência na elaboração de estudos dessa natureza. da mesma forma. a solução em canal é a mais econômica. seja das escavações obrigatórias ou de pedreiras. das características dos equipamentos eletromecânicos. para cada arranjo alternativo. sobre o perfil e sobre o maciço rochoso do fundo do rio. no máximo. em cada caso. demonstra que duas ou três alternativas. deve-se definir o tipo das estruturas componentes. Sempre que possível. são utilizadas barragens de terra. enrocamento ou de concreto. normalmente com seção homogênea. • Outras Estruturas Deverão ser definidos ainda. sempre externa. Em planícies amplas. varia em função dos aspectos topográficos. sem controle de comportas. com relevo suavemente ondulado. são suficientes para a completa definição do arranjo geral final do aproveitamento. A dissipação da energia do escoamento vertente é feita. O circuito de adução típico das PCHS varia. Se o capeamento é pouco espesso. como detalhado mais adiante no item VERTEDOURO. com a qualidade requerida pelo Setor Elétrico. geológicos e geotécnicos do local. normalmente. um perfil tipo “Creager”. canal ou tubulação de baixa pressão. nos quais os arranjos prevêem a casa de força a jusante do barramento. de terra. condutos forçados ou túnel. Após a definição das alternativas de arranjo geral. do canteiro de obras e acampamento. nos vales muito encaixados. será definido em função das particularidades de cada sítio e de cada arranjo e. Por exemplo. mistas ou de enrocamento. áreas de bota-fora.ser cuidadosamente avaliada. geológicos e geotécnicos. em função da legislação e das características de cada aproveitamento. • Tipo de Circuito de Adução: tomada d’água. pode-se utilizar uma barragem com seção mista ou de enrocamento. a jusante da estrutura. as barragens são de terra. ainda. e os acessos à obra definitivos/existentes. incorporado ao barramento. se for o caso. das áreas de empréstimo. Este aspecto é particularmente importante no caso dos aproveitamentos de derivação. • Tipo de Barragem O tipo de barragem.

em função da realidade local e das particularidades de cada aproveitamento. de acordo com os critérios definidos no item "CUSTOS". suficientes para a plena compreensão dos estudos e para o levantamento de quantidades. . apresentado em “ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS-OPE”destas Diretrizes na forma de planilha eletrônica e disponibilizadas na versão em CD-ROM. no item “CUSTOS”. Os custos dos equipamentos deverão ser pesquisados no mercado. através de consultas aos fabricantes. estão apresentados. em detalhes. Todas as planilhas deverão ser elaboradas de acordo com o modelo do Orçamento Padrão da ELETROBRÁS (OPE). com base nos quantitativos levantados. Os estudos de alternativas deverão ser registrados em desenhos simplificados. de acordo com osprocedimentos recomendados do Setor Elétrico. plantas de situação e de interferências. CUSTOS A metodologia e os critérios para as estimativas de custos. as estruturas deverão ser apenas pré-dimensionadas para efeito da realização dos estudos de alternativas. As estimativas de custos serão elaboradas.Nessa fase. Cabe registrar que os custos unitários dos principais serviços das obras civis deverão ser levantados ou compostos. contendo plantas e cortes típicos. O dimensionamento mais preciso deverá ser realizado após a seleção da alternativa final a ser detalhada (PROJETOS DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS).

a menos que o empreendedor faça um acordo operativo com o Distribuidor/Comercializador local. a metodologia definida na publicação “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos” ELETROBRÁS / DNAEE . mesmo que estejam eletricamente conectadas ao Sistema Interligado. a operação otimizada do Sistema Interligado garante. Em fase antecedente a essa. porém Interligadas. contemplando. não estão sujeitas às regras de operação do ONS . Estas usinas. o ONS garante. de 04/12/98. Em contrapartida. estas Diretrizes abordarão o dimensionamento econômico-energético da PCH. ou seja. cujo objetivo principal é o de avaliar o potencial energético dela e a sua economicidade. o dimensionamento ótimo do aproveitamento deve ter por base os benefícios incrementais de energia firme de correntes da sua entrada em operação. nestas situações hidrológicas desfavoráveis. sendo esses benefícios de enrgia firme calculados para o período crítico do Sistema Interligado. o despacho dessas usinas é centralizado .a operação otimizada. inclusive. Será definida a melhor alternativa de localização do eixo da barragem. Usinas Não integradas. os Estudos de Inventário poderão ser feitos de forma simplificada. energia essa definida por ocasião do Edital de Licitação da outorga da Concessão.ESTUDOS ECONÔMICO-ENERGÉTICOS CONSIDERAÇÕES INICIAIS Os estudos de dimensionamento econômico-energético de uma PCH são desenvolvidos durante a fase de Projeto Básico. não fica assegurada ao empreendedor nenhuma geração complementar à efetivamente gerada no empreendimento.operação otimizada. Portanto. são consideradas Usinas Não Integradas. Neste caso. para o dimensionamento e a avaliação da viabilidade técnico-econômica. ou seja. objetivando a otimização do aproveitamento energético (comprovação da viabilidade técnico-econômica e ambiental do empreendimento). ao empreendedor do projeto. uma avaliação expedita de sua viabilidade. quando são avaliadas sua factibilidade e atratividade para os possíveis investidores deste tipo de empreendimento. Em contrapartida.abril de 1997. pois existem diversidades hidrológicas entre as diversas bacias hidrográficas que compõem o Sistema Interligado.ONS estão sujeitas às suas regras de operação. poderão ser dimensionadas . sugere-se que seja seguida. Desta forma. Este tipo de empreendimento pode ser dividido em dois grupos: o que operará integrado ao Sistema Interligado brasileiro e o que atenderá a um mercado isolado. indicado em estudos anteriores de inventário ou nos estudos apresentados à ANEEL quando do pedido de registro dos estudos para projeto básico da PCH. portanto. As usinas integradas. teoricamente um maior aproveitamento do potencial hidrelétrico local. para garantir o atendimento a um mercado que. se desenvolvem Estudos de Inventário Hidrelétrico da bacia hidrográfica. Usinas de potência menor ou igual a 30 MW. o dimensionamento energético e o arranjo físico. Em outras palavras. uma Energia Assegurada durante todo o seu período de concessão. Para trechos de rio ou sub-bacias que apresentem apenas possibilidades de aproveitamento de seus potenciais hidrenergéticos através de PCHS. em períodos hidrologicamente desfavoráveis estas usinas não teriam a possibilidade de usufruir do benefício da interligação elétrica com o Sistema . a fim de fornecer subsídios à tomada de decisão de possíveis investidores para o aprofundamento dos estudos em uma determinada sub-bacia. a critério do Operador Nacional do Sistema . como as PCHs. segundo a Resolução ANEEL no 393. de acordo com a legislação vigente. Quando a PCH for um empreendimento que operará de forma interligada. poderá ser superior à geração efetiva da usina.

a energia firme (ou melhor. porém existindo. calculada como se fosse uma Usina Integrada. de forma individualizada. valorização desses benefícios e comparação com alternativas equivalentes disponíveis. a energia comercializável com garantia de atendimento a um determinado mercado) poderá ser aquela garantida por 95% do tempo em simulação da operação da usina com o histórico de vazões definido para o local. seria contratado no mercado SPOT a preços a serm cenarizados nos estudos econômico-energéticos. de outra forma. Como está se tratando de Sistemas Isolados. • Energia Firme A) Para Bacias Isoladas .ótimo isolado. porém isolados do Sistema Interligado brasileiro. B) Bacia Isolada com Complementação Térmica . admitir que a diferença entre a energia firme da usina. a energia firme comercializável poderá ser a média da energia produzida pela PCH em simulação com todo o histórico das vazões existentes.Define-se como Sistema Isolado um sistema composto por usinas hidrelétricas e termelétricas. ao qual ela está inserida. se beneficiar da operação otimizada.é definida pela sua contribuição para a energia firme do Sistema. No sistema brasileiro.Define-se como Bacia Isolada a bacia hidrográfica onde se insere a PCH para atender a um mercado isolado. usinastermelétricas. com o histórico de vazões definido para o local do aproveitamento. ou seja. muitas vezes o período crítico a que se refere esta definição deverá ser o da própria bacia. O dimensionamento econômico-energético de uma PCH passa pela identificação e quantificação dos benefícios energéticos. C) Sistemas Isolados . DIMENSIONAMENTO ENERGÉTICO E ECONÔMICO SOB A ÓTICA ISOLADA As PCHs que operarão de forma isolada do Sistema Elétrico Interligado brasileiro podem ser subdivididas em três grupos: A) Bacia Isolada .neste caso.como se fossem usinas elétricamente isoladas . A obtenção dos benefícios energéticos é realizada através da simulação da operação da usina. a menos que o empreendedor consiga negociar um acordo operativo com o Distribuidor/Comercializador local para. B) Para Bacia Isolada com Complementação Térmica . também para atendimento ao mercado local isolado. e o efetivamente gerado. são três os benefícios energéticos considerados em um aproveitamento hidrelétrico. de alguma forma. operando em conjunto. . em sendo a energia da PCH totalmente utilizada para deslocamento da energia térmica já existente. é o valor médio de energia que a usina é capaz de gerar ao longo do período crítico do Sistema. o que lhe garantiria o suprimento adicional ao efetivamente gerado em situações hidrologicamente desfavoráveis no local do empreendimento ou. C) Para Sistemas Isolados . Para aquelas que operarão de forma isolada sugere-se a metodologia descrita no item "DIMENSIONAMENTO ENERGÉTICO E ECONÔMICO SOB A ÓTICA ISOLADA".Define-se como sendo Bacia Isolada com Complementação Térmica o mesmo caso anterior.

representam os parâmetros de valorização econômica dos benefícios energéticos avaliados ao longo da vida útil do projeto em análise.representa a capacidade máxima de geração de potência do aproveitamento. com conseqüente redução dos gastos com combustível nas termelétricas. • Energia Secundária . ou seja.Nessa situação. Vida Útil do Aproveitamento (anos). se for o caso. é necessário convertê-los em valores econômicos. • Capacidade de Ponta Garantida . • • • • • No enfoque atual de dimensionamento. No caso de Sistemas Hidrotérmicos com Bacias Isoladas. ou seja. no âmbito do planejamento da expansão do Setor Elétrico e nos estudos de dimensionamento sob o ponto de vista do ótimo.CRP (US$/MW/ano). disponível nos anos de hidrologia favorável. Custo de Referência da Energia Secundária .CRES (US$/MWh). o mercado atendido estaria sendo abastecido pela Energia(Comercializável) produzida pela PCH com garantia de atendimento de 95%. Assim sendo.CRE (US$/MWh).nos casos de Bacias Isoladas e Sistemas Isolados representa o excesso de geração de energia. os custos de referência representam os custos marginais de substituição dos benefícios advindos com a implementação de uma nova fonte de geração. • Parâmetros econômicos A partir da avaliação dos benefícios energéticos. Taxa de desconto (%). permitindo a operação em complementação do parque termelétrico do sistema local. . utiliza-se o conceito de vida útil econômica (50 anos para as usinas hidrelétricas). construção e operação. em relação à energia firme/comercializável. o ganho de energia secundária pode ser valorizado através do custo médio de geração térmica (US$/MWh) ou através do custo de geração de cada fonte térmica cuja variação de geração esperada possa seridentificada nos resultados das simulações com e sem o projeto em pauta. os parâmetros econômicos necessários. Para os Sistemas Isolados. que é superior ao período mínimo de concessão proposto pela Lei 9074/95 para as concessões outorgadas por licitação pública. incluindo estudos. que é de 35 anos renováveis. estar-se-ia garantindo o atendimento ao mercado com risco de falhade 5%. utiliza-se a capacidade de ponta garantida em 95% do tempo para a simulação da usina com o histórico de vazões disponível. são: Custo de Referência da Energia . para que se possa aplicar a metodologia de análise do custo/benefício incremental. • Vida útil do aproveitamento Na análise econômica dos aproveitamentos. no decorrer das análises. Normalmente. os benefícios advindos do projeto serão valorizados pelo custo da geração térmica substituída ou pelo custo da interligação desse Sistema ao Sistema Interligado brasileiro. Custo de Referência da Ponta .

as condições de concorrência perfeita não existem e a determinação da taxa de desconto a ser utilizada no Setor tem se constituído em matéria bastante controvertida. ao se compararem custos e benefícios decorrentes de variações incrementais em determinados parâmetros. é a realização de análises de sensibilidade das alternativas para variações no valor da taxa de desconto. ou seja. aferindo-se as soluções face às possíveis alterações conjunturais que possam pressionar bastante o custo de oportunidade para captação de recursos. Em situações reais. No caso do Setor Elétrico brasileiro. A taxa atualmente adotada é de 12% ao ano. No que tange ao dimensionamento ótimo. como as hidrelétricas. em função do valor adotado. acabam por beneficiar projetos termelétricos. o valor de referência tradicional que vinha sendo utilizado era de 10% ao ano. no entanto. projetos de longa maturação. o mais adequado. ao contrário. cuja maturação é mais rápida. A influência da taxa de desconto é tão importante que pode condicionar totalmente o processo decisório. direcionando a política de expansão do sistema de um extremo ao outro. tendem a ser penalizados com taxas altas que. .• Taxa de desconto Pode-se demonstrar que a taxa de desconto deverá coincidir com o custo de oportunidade do capital na situação de um mercado de capitais em equilíbrio.

. levando em consideração as restrições ambientais e de custos. Os aspectos ambientais deverão ser cuidadosamente analisados.rendimento . .tipo de carga no circuito hidráulico de geração. o principal problema consiste na otimização.curva cota x área x volume do reservatório.Namáx. dos principais parâmetros de dimensionamento energético. Tendo em vista que já se tem uma primeira estimativa das características da usina. face às interfaces do empreendimento com o meio ambiente . . Está ligada a um aspecto físico do projeto. incluindo os programas de controle ambiental. já que. . não pode ser mais alterado. Embora estes problemas estejam interrelacionados. de turbina. uma vez realizada a obra. é possível tratar-se adequadamente cada um dos problemas mencionados. em especial na definição dos níveis de operação e da depleção máxima do reservatório. médio do conjunto turbina-gerador. incluindo os programas ambientais mitigadores e/ou compensatórios.perda . do dimensionamento da queda de projeto da turbina. da depleção máxima ou volume útil do reservatório.DIMENSIONAMENTO DOS PARÂMETROS FÍSICO-OPERATIVOS DO PROJETO No projeto de uma PCH. Sob o ponto de vista puramente econômico-energético. Esta decisão afeta a capacidade total de armazenamento e. o NA máximo normal de operação de um aproveitamento hidrelétrico deverá crescer até que os benefícios energéticos . Desta maneira.série histórica de vazões no local do aproveitamento. embora compatível com a economicidade a curto prazo. o nível de regularização do rio. supondo que os demais já tenham sido resolvidos. para cada alternativa a ser estudada.curva da cota do canal de fuga x descarga (curva-chave). A elaboração destes estudos exige o conhecimento de informações. portanto.estimativa do custo total da obra. da potência instalada e. • Determinação do nível d'água máximo normal de operação do reservatório . dentre as quais pode-se citar: . caso a caso.custos anuais de operação e manutenção da usina. conseqüentemente. . sua definição deve garantir o melhor uso dos recursos naturais da bacia dentro de uma perspectiva de médio e longo prazos. sob o ponto de vista técnico e econômico. A partir de um esquema geral predefinido. o problema consiste no refinamento da escolha da altura final do nível d'água máximo normal do reservatório. eles são tratados separadamente devido à grande complexidade do problema global.

a potência unitária.quedas de referência.incrementais. obviamente não deve ser considerada. sua queda líquida. pela capacidade maior de reter picos de cheias que possam ocorrer no período crítico. mantidos constantes os demais fatores. ou se verifique algum impedimento de ordem técnica ou ambiental. o uso do maior volume de um reservatório reduz seu nível médio e. sejam superados pelos custos correspondentes. . Geralmente. Deve-se então escolher a depleção máxima a ser utilizada. só deve ser considerada enquanto o valor econômico dos benefícios energéticos incrementais suplantar os custos incrementais correspondentes. Determinação da depleção máxima ou volume útil do reservatório • Com a definição da capacidade máxima do reservatório.potência a instalar na usina. implica possível necessidade de reforço nas estruturas de adução e. com o aumento da depleção máxima permitida e do volume útil. de projeto. tem-se por conseqüência o nível d'água máximo normal. quando proporcionar uma variação da energia firme negativa. Quando proporcionar uma variação de energia firme positiva. . A redução da queda diminui os ganhos de energia proporcionados pelo aumento de vazão regularizada e ainda conduz a uma perda de potência máxima da usina. Pode-se dizer que o aumento da depleção conduz a uma variação de energia firme. ou ainda. Ao volume d'água acumulado entre esses níveis mínimo e máximo chama-se volume útil do reservatório e o volume abaixo do nível mínimo normal chama-se volume morto. quanto maior for a depleção de qualquer reservatório. Este estudo é feito para os casos de PCH com regularização. isto devido ao valor da água no reservatório e a uma variação sempre negativa na potência garantida para a usina. o que vai caracterizar o nível mínimo normal desse reservatório. Estes estudos englobam a análise e determinação dos seguintes parâmetros.número de unidades a serem instaladas e. para cada Namáx estudado: . Esse aumento de energia firme pode resultar de dois efeitos: aumento da vazão média no período crítico. enquanto for verdadeira a seguinte .máxima depleção operativa do reservatório. a um limite de utilização de seu volume quando operado dentro do Sistema Interligado. . portanto. maior será a energia firme do sistema. A redução do NA mínimo normal. - tipo de turbina. pelo acréscimo de volume útil ao volume escoado pelo rio. se o tempo de enchimento do volume morto (aquele abaixo do NA mínimo normal) for muito grande. devidamente convertidos em valores econômicos. Entretanto. isto é. máxima e mínima. ou seja. portanto. A máxima depleção operativa de um reservatório deve corresponder ao limite econômico de depleção. e a redução dos vertimentos. conseqüentemente. às vezes positiva e às vezes negativa.

Desta forma. enquanto for verdadeira a expressão abaixo: . devido à redução do NA mínimo normal (MW). devido à redução do NA mínimo normal (MW ano). relacionados com o aumento do bloco da casa de força (área de montagem. transformadores e transmissão). esses são comparados economicamente. Ao se elevar o valor da potência instalada de um aproveitamento hidrelétrico. devido à redução do NA mínimo normal (MW ano).CRES > DC onde: DEG DPG DES variação incremental de energia garantida / firme. seriam vertidas. deve-se adotar. Para o dimensionamento dos NAs máximo normal e mínimo normal. Definidos os NAs mínimos normais para cada NA máximo normal e quantificados os benefícios correspondentes. turbinas. decorrentes da motorização em pauta. ponta garantida e energia secundária. CRE custo de referência de dimensionamento de energia (US$/MWh). devido à redução do NA mínimo normal (US$/ano). em uma dada época. equipamentos auxiliares eletro-mecânicos. através do turbinamento de vazões que. variação incremental de potência garantida. isto é. para potências menores.expressão: 8760. através de uma análise incremental na faixa de variação determinada. geradores. CRP custo de referência de dimensionamento de ponta (US$/MW/ano). Os custos de referência são aqueles previstos para a época de entrada em operação da usina. uma potência instalada que não seja restritiva para a operação do aproveitamento. CRES DC custo de referência de energia secundária (US$/MWh). nas simulações da operação da usina. variação incremental dos custos do aproveitamento. • Definição da potência instalada A definição do nível de motorização de uma PCH a ser inserida no Sistema. DEG. pode-se adotar como valor inicial aquele definido nos estudos de inventário hidrelétrico da bacia ou na avaliação do potencial hidrelétrico do local em estudo. Por exemplo.CRP + 8760. escolhendo-se o NA máximo normal que maximize os benefícios. circuito hidráulico de adução. variação incremental de energia secundária. Incorre-se também em um aumento de custos. deve-se aumentar a motorização de uma usina enquanto o valor econômico dos benefícios energéticos incrementais suplantar os custos incrementais correspondentes. aumentam os benefícios energéticos. conforme definidos anteriormente. onde se procura maximizar os benefícios para esse sistema. DES. resulta de uma análise econômica. CRE + DPG.

pois. a eficiência se torna importante. Durante o período de vazões altas. fornece a potência máxima do gerador. Através dela. • Dimensionamento das quedas da turbina Uma vez determinado o NA máximo normal e o deplecionamento ótimo do reservatório. em períodos hidrológicos desfavoráveis. a alta eficiência da turbina não é fundamental. A queda de referência é dimensionada para a permanência de 95% do tempo na curva de distribuição de quedas da usina. correspondem agora a incrementos de potência instalada.CRES > ΔC onde ΔEG. ou seja. são realizadas simulações da operação da usina. flexibilidade não existente nos outros parâmetros.. quatro parâmetros básicos são determinados: queda de referência. do nível do reservatório e do nível do canal de fuga. nessa situação. Essa queda varia com a operação da usina. A Figura 2 ilustra esta situação. como anteriormente definidos.Permanência de Queda no Tempo A queda de referência é também chamada de queda líquida nominal. Entretanto. QUEDA (m) Href. ΔES. se faz o chamado "Casamento Turbina-Gerador". Nota-se que. 95% TEMPO (%) Figura 1 . para quedas abaixo dela. Href. pode-se deixar provisão para instalação futura de unidades geradoras adicionais. ΔEG. e ΔC passa a ser a variação incremental dos custos do aproveitamento devido ao aumento de potência instalada. o dimensionamento da potência instalada é igual ao dos outros parâmetros já apresentados. entretanto. de um modo geral. em US$/ano. a turbina limita a potência máxima da usina e para quedas acima a potência fica limitada pelo gerador. Para o projeto das turbinas de uma usina hidrelétrica. em simulação para todo o histórico de vazões. visando obter os valores característicos de quedas que são usados no dimensionamento das turbinas.8760. ΔPG e ΔES. . com abertura total do distribuidor. Este critério considera que. a água deve ser valorizada ao máximo. de projeto. Entende-se por queda de referência. quando existe água em abundância no sistema. pois. A queda líquida disponível em uma usina hidrelétrica depende dos níveis d'água a montante e a jusante da usina. uma diferença. conceitualmente. máxima e mínima. CRE + ΔPG.CRP + 8760. pois. a queda líquida para a qual a turbina. a turbina deve ser capaz de fornecer a potência nominal do gerador (Figura 1). em 95% do tempo. Há.

obtida dasimulação da operação desta para o histórico de vazões naturais conhecido(Figura 3). α+1=3/2 KAPLAN: α=1/5. ou seja.α+1=6/5 Figura 2 . PELTON: α=1/2.Q/Qn= (H/Hn)α H Hn H P/P n= (H/H n) α+1 Hn Turbina Limitando a Potência H Gerador Limitando a Potência FRANCIS.Casamento Turbina-Gerador Por queda de projeto entende-se ser aquela para a qual o rendimento daturbina é máximo. a moda da distribuição de quedas da usina. . A queda de projeto é dimensionada como a queda maisfreqüente.

subtraídas as perdas hidráulicas do circuito de geração. • Determinação do tipo de turbina e do número de unidades geradoras Para determinação do tipo de turbina ver item “TURBINAS HIDRÁULICAS” É difícil estabelecer um procedimento geral que permita determinar a potência unitária dos grupos geradores e. o número de unidades.Distribuição de Quedas de uma Usina As quedas de referência e de projeto devem ser determinadas considerando o sistema de referência de médio prazo . com todas as unidades operando com abertura total do distribuidor e subtraídas as perdas hidráulicas do circuito de geração). para debater pontos relativos a: • reserva de geração. No entanto. A queda máxima operativa é aquela obtida pela diferença entre o nível máximo normal de operação do reservatório e o nível do canal de fuga com uma unidade operando a plena carga. e a obtida pela diferença entre o nível máximo do reservatório e o nível do canal de fuga para a cheia de projeto do vertedouro menos as perdas hidráulicas do circuito de geração. conseqüentemente. valendo sempre a pior condição.planejamento de 15 anos. Por queda mínima operativa entende-se a menor queda entre a obtida pela diferença entre o nível mínimo de montante e o nível do canal de fuga (sem vertimento. sem vertimento. elétrica e civil. admitindo todas as unidades operando a plena carga. As quedas máximas e mínimas operativas devem ser determinadas tanto para a época de entrada em operação da usina como para o horizonte de médio prazo. com o objetivo de se determinar uma potência unitária que atenda aos interesses das áreas envolvidas. . • limites físicos do arranjo. recomenda-se que seja reunida uma equipe multidisciplinar de planejamento.PROBABILIDADES (QUEDAS) . engenharia.% CURVA DE FREQUÊNCIA DE QUEDAS QUEDA DE PROJETO QUEDA (m) Figura 3 . • custos de construção (função das dimensões das unidades e da Casa de Força). • flexibilidade operativa. • proporção entre a capacidade unitária e as dimensões do sistema elétrico.

deve-se alertar para o fato de que rios com forte sazonalidade hidrológica podem conduzir a uma perda de geração da energia firme importante.• principalmente a sua capacidade de engolimento mínimo. tendo em vista que esse é o período em que a energia é mais valorizada. Dependendo de cada tipo de turbina a ser utilizada na PCH. deverá ser avaliado o engolimento mínimo (abaixo do qual a máquina deve ser desligada) de cada uma das unidades. porém. É comum o projetista/empreendedor de PCH ficar tentado à opção do menor número de unidades e muito freqüentemente a duas. de forma a se compatibilizar esta capacidade de engolimento com as vazões de estiagem do curso d’água em estudo. e • outros. . Este critério visa aproveitar as vazões baixas do rio para geração de energia.

visando. . . a barragem tem também a função de criar o desnível necessário à produção da energia desejada. . No caso de locais de baixa queda. com a elevação do nível d’água do rio.CAPÍTULO 7 . convencional ou compactado a rolo (CCR). em seção tipo gravidade. A prática atual em projetos de aproveitamentos hidrelétricos tem adotado. em seção homogênea em solo.PROJETO DAS OBRAS CIVIS E DOS EQUIPAMENTOS OBRAS CIVIS BARRAGEM A barragem é a estrutura que tem a função de represar a água. possibilitar a alimentação da tomada d’água.de concreto. preferencialmente.de terra.de enrocamento. os seguintes tipos de barragem: .

e onde existam áreas de empréstimo de materiais argilosos/arenosos suficientes para a construção do maciço compactado. Adequabilidade do Local Um local considerado adequado para implantação de uma barragem de terra. como. deverá possuir as seguintes características: . a intensidade das chuvas. Essa estrutura.as margens do reservatório devem ser estáveis.as fundações devem ter resistência e estanqueidade suficientes. esse tipo de barragem é apropriado para locais onde a topografia se apresente suavemente ondulada. . . devem ser observadas as recomendações contidas no ítem “Estudos Geológicos e Geotécnicos”. Em regiões com alto índice de pluviosidade. visando-se minimizar escorregamentos. se houver. etc. neste capítulo. visando facilitar o transporte de materiais.BARRAGEM DE TERRA Considerações Sobre o Tipo Como descrito anteriormente no ítem “Arranjos e Tipo das Estruturas”. no projeto. a baixa produtividade dos trabalhos de compactação afeta os prazos e custos do empreendimento. no que diz respeito à utilização dos materiais terrosos provenientes das escavações exigidas para a execução da obra. como. a disponibilidade de materiais naturais de construção e o processo construtivo a ser utilizado. facilita as condições de contorno do escoamento de aproximação. são aspectos que devem ser bem caracterizados. por exemplo. quando situada fora do corpo da barragem. nos vales pouco encaixados. No projeto. mais adiante. períodos chuvosos e secos. ainda. . por exemplo. . O regime hidrológico da região. A correta utilização das condições topográficas na definição do posicionamento do vertedouro é importante. Destaca-se que. o tipo de barragem é escolhido em função das características topográficas e geológico-geotécnicas do sítio. as do canal de adução. Correntes com alta velocidade junto ao talude da barragem no contato com o vertedouro devem ser evitadas. o que é desejável.o eixo deve ser posicionado no local mais estreito do rio. como a Amazônica. e das fundações das estruturas de concreto.áreas de empréstimo e pedreiras localizadas em cotas superiores às da barragem. além dos aspectos anteriormente citados. visando-se reduzir o volume da barragem. deve ser obrigatoriamente analisado o balanceamento de materiais. considerando-se. de acordo com as recomendações para Preparo e Tratamento das Fundações apresentadas. nas ombreiras. Seções Típicas Como citado anteriormente.

Em função desses aspectos. como especificado no ítem “Estradas de Acesso”. uma vez que. Se a barragem for utilizada como estrada.April 1970 . medida perpendicularmente ao eixo da barragem. Para barragem com altura menor que 10 m. Para barragem com altura maior que 10 m. e dependendo de cada caso. os valores da borda livre constam da tabela 1. utilizando-se. significará economia para o empreendimento. Dimensões Básicas • Largura da Crista (a) Para todas os tipos de barragem de terra. por exemplo. porém a estabilidade dos taludes deverá ser verificada para os casos correntes de carregamento (“Final de Construção”. do material empregado.0 m. Para barragens com alturas maiores que 10 m podem ser utilizados os mesmos coeficientes (inclinações). esses cálculos poderão ser realizados de forma simplificada. a largura mínima será de 6. tem-se utilizado barragens com seções homogêneas em solo e de enrocamento. denominada “borda livre”. da extensão (L) da superfície do reservatório (“fetch”).Stability of Earth and Rockfill Dams (Instruções para Estudos de Viabilidade. da ELETROBRÁS /DNAEE). a seção da barragem deve ser mista (terraenrocamento). e do vento que sopra sobre a superfície da água.0 m. a largura mínima da crista deverá ser de 3. certamente. acima da elevação do NA máximo normal de operação do reservatório. encontrados em diversos livros de Mecânica dos Solos. Caso o balanceamento de materiais mostre que existe volume de rocha excedente. • Cota da Crista A cota da crista da barragem é fixada considerando-se uma folga. A tabela 2 apresenta os valores usuais para os casos nos quais o material de fundação não condiciona a estabilidade do talude (as fundações são mais resistentes que os maciços compactados das barragens). A borda livre é função da profundidade da água junto à barragem. Esse coeficiente depende do tipo de barragem.Engineering and Design Manual EM 1110-2-1902” . cujos detalhes típicos são apresentados nas Figura 1 deste ítem e Figura 1 do ítem “BARRAGEM DE ENROCAMENTO” . o qual corresponde ao nível que ocorrerá por ocasião da passagem da descarga de projeto pelo vertedouro (ver “VERTEDOURO”). utilizando-se os tradicionais Ábacos de Estabilidade de Talude de Morgestern e Price. • Inclinação dos Taludes A inclinação dos taludes da barragem é caracterizada pelo coeficiente de inclinação “m”. “Operação Normal” e “Esvaziamento Rápido”). • Largura da Base da Barragem (b) . a borda livre deve ser estimada utilizando-se os critérios do USBR (Saville / Bertram). que indica quantas vezes a projeção horizontal é maior que a projeção vertical. da altura da barragem e do material da fundação. Ainda em função da altura da barragem. do “US Corps of Engineers . a metodologia consagrada de cálculo.

00 2. Tabela 1 .H (m) (**) H ≤ 5.A largura da base (b) é calculada em função da geometria da barragem.00 1.00 1.25 2.35 1.00 1.40 . PARA BARRAGENS COM ALTURA ≤ 10 m (*) Profundidade da Água Junto à Barragem (m) P ≤ 6.00 6.35 (*) Para barragem com altura > 10 m a borda livre deve ser estimada utilizando-se os critérios do USBR (Saville / Bertram). onde: a = largura da crista da barragem (m).25 5.00 2.00 0.05 3.00 Extensão do Espelho d’Água do Reservatório (**) .15 4. m2 = inclinação do talude de jusante.50 1.00 1.00 1. utilizando-se a fórmula: b = a + (m1 + m2) H.75 2.00 1.00 < P ≤ 10.00 1.25 1.50 1.L (km) 0.50 1.00 2.15 1.00 2.00 2. H = altura da barragem (m).00 1. (**) Na cota do NA máximo TABELA 2 . m1 = inclinação do talude de montante.25 1.ALTURA DA BORDA LIVRE (m).00 1.INCLINAÇÃO DOS TALUDES (*) Material do Corpo da Barragem SOLOS ARGILOSOS Talude Montante (m1) Jusante (m2) SOLOS ARENOSOS Montante (m1) Jusante (m2) AREIAS E CASCALHOS Montante (m1) Jusante (m2) PEDRAS DE (Barragens de enrocamento) MÃO Montante (m1) Jusante (m2) Altura da Barragem .00 1.00 < H ≤ 10.75 2.00 1.30 5.75 2.20 1.05 1.00 2.25 3.25 3. como citado anteriormente.

uma inclinação de 1(V) : 1. Para as barragens de enrocamento convencionais (como apresentado mais adiante) os taludes devem ter.65 (H).3h proteção com grama det. (**) Para barragens com altura > 10 m podem ser usadas as mesmas inclinações dos taludes para as barragens de terra. 1 5. como descrito no item "ESTUDOS BÁSICOS .00 m1H a m2H 0.00 BARRAGEM HOMOGÊNEA (H[10m) Figura 1-a borda livre NA máx. a pavimento flexível m2 1 H m1 h 1 aterro compactado 0. desde que a estabilidade da barragem seja verificada. a pavimento flexível m2 1 H m1 h 1 aterro compactado proteção com grama filtro vertical aterro compactado dreno de pé tapete drenante det.(*) Valores usuais considerando-se que o material de fundação não condiciona a estabilidade do talude (casos nos quais as fundações são mais resistentes que os maciços compactados das barragens). 2 borda livre NA máx. como citado anteriormente.3hm2 5. det.GEOLÓGICOS E GEOTÉNICOS".00 m1H a m2H 0. 3 det.3hm2 5.00 BARRAGEM HOMOGÊNEA (H>10m) Figura 1-b Detalhes Construtivos Principais • Preparo da Fundação e das Ombreiras . 3 5. .As recomendações deste item são decorrentes do tipo de fundação. no mínimo.

deverá ser prevista uma trincheira de vedação. o destocamento e a remoção de terra vegetal até a profundidade que for necessária. cujos detalhes e dimensões são mostrados na Figura 3 a seguir. constatado nos ensaios realizados durante a execução das sondagens. fora do canteiro de obras e do futuro reservatório. -.instalar tubos de concreto ou cerâmica na posição vertical sobre a surgência.TRINCHEIRA EM FUNDAÇÃO MUITO PERMEÁVEL Figura 3 . incluindo o desmatamento. O detalhe dessa instalação é apresentado na Figura 2.0 m acima do nível d’água estabilizado. em torno do tubo. A compactação deverá consistir de 10 (dez) passadas do trator de esteiras por toda a área da fundação. atingir o nível da brita. o terreno deverá ser regularizado e compactado com trator de esteira. mais uma faixa de 5. a seguir. incluindo as ombreiras. ou do núcleo central no caso de seção mista. . ..00 NA estabilizado camadas compactadas da barragem tubo de concreto ou cerâmica (manilha) abertura do olho d`água infiltração fundação TRATAMENTO DE OLHO D`ÁGUA NA FUNDAÇÃO Figura 2 .preencher o tubo com brita até pelo menos 1. e registrar a altura que o nível d’água alcança no interior do tubo. eventuais surgências de água na fundação (olho d’água) deverão ser convenientemente tratadas. -. O material removido deverá ser transportado para área de “bota-fora”.Após a limpeza.Após a regularização do terreno.0 m para montante e para jusante. como descrito a seguir: -. lançamento da pasta de cimento nível de lançamento da brita (final) 1.Se a fundação for mais permeável que o aterro da barragem. aterro compactado 1. com diâmetro superior ao olho d’água. deverá ser lançada pasta de cimento sobre a brita até cobrir o seu nível.quando o aterro.5 1 h b B=b+3h filtro de areia até o pé do talude de jusante nota: b>=3m DETALHE 1 .5 1 material mais impermeável 1. deverá ser limpa.A área sob a barragem.

A proteção deverá ser executada com materiais granulares.A compactação deverá ser realizada através de 6 (seis) passadas de rolo compactador de 4 toneladas.O material da barragem deverá ser lançado com caminhão basculante e espalhado.• Lançamento. . Se o NA de jusante ultrapassar essa altura. Os detalhes dessa proteção são mostrados na Figura 5. com trator de esteira equipado com lâmina ou motoniveladora. o diâmetro de cada material deverá ser menor que a espessura da camada. por apiloamento. Essa proteção deverá ser executada acompanhando o alteamento do aterro. m1 1 transição (brita) areia aterro compactado 0. escavação obrigatória ou da central de britagem). Acima dessa altura.20 pedra de mão (enrocamento) 0. em camadas de 20 cm de espessura. As faixas compactadas paralelas deverão ter uma superposição mínima de 20% da largura da faixa. rocha proveniente das escavações obrigatórias ou cascalho. sendo h a profundidade de água do reservatório. Evidentemente. o talude deverá ser protegido. A proteção deverá ser igual a do talude de montante até uma altura mínima de h/3. cujas dimensões mínimas são mostradas no detalhe apresentado na 4. medida normalmente ao talude. através do plantio de grama. a compactação deverá ser realizada utilizando-se placas vibratórias (sapos mecânicos) ou manualmente. a seguir. a proteção deverá ser executada até a elevação correspondente. • Proteção dos Taludes das Barragens O talude de montante das barragens de terra homogêneas deverá ser protegido contra a ação de ondas e contra a variação do nível d’água do reservatório (se houver). a qual poderá variar de acordo com o material disponível (proveniente de pedreira.PROTEÇÃO DO TALUDE DE MONTANTE Figura 4 O talude de jusante deverá ser protegido contra a flutuação do nível d’água de jusante (se houver) e contra a ação de chuvas. . Espalhamento e Compactação . . rebocado por trator de esteiras.20 nota: dimensões em metro DETALHE 2 .Nos locais onde não for possível o acesso desses equipamentos. se disponível na região. sempre que possível.40 0.

Após o lançamento.grama transição (brita) areia filtro de areia pedra de mão (enrocamento) 0. . Tabela 3 DOSAGEM DO SOLO-CIMENTO MATERIAL DO ATERRO TEOR DE CIMENTO Cascalho.20 0. para melhorar a trabalhabilidade. O talude de jusante deverá ser protegido como especificado anteriormente. Durante a elevação do aterro. a seguir. com 1. O trabalho deverá estar finalizado até 60 minutos após o lançamento. se necessário. a camada de solo-cimento deverá ser compactada com.40 0. o talude de montante deverá ser protegido com uma camada de solo-cimento. 4 passadas do equipamento de compactação. Areia Grossa/Fina Solo Arenoso Solo Argiloso 6 a 9 % em peso 7 a 9 % em peso 10 a 12 % em peso O método de execução deverá acompanhar o alteamento do aterro da barragem. Poderá ser adicionada água à mistura. a seguir. A mistura de cimento com o solo deverá ser realizada em betoneiras ou no próprio local. medido normal ao talude.PROTEÇÃO DO TALUDE DE JUSANTE Figura 5 Caso não existam materiais granulares em abundância na região. obedecendo à dosagem especificada na Tabela 3. A Figura 6.0 m de espessura. deverão ser tomados cuidados com a umidade adequada para a cura das camadas executadas anteriormente.20 nota: dimensões em metro DETALHE 3 . no mínimo. apresenta os detalhes da proteção e do alteamento de solo-cimento.3h mínimo 0.

00 SEQUÊNCIA DE ALTEAMENTO Figura 6 .00 m1 1 aterro compactado talude da barragem camadas de proteção de solo-cimento camadas compactadas da barragem 0.camada de solo-cimento 1.20 linha de escavação do talude para junção das camadas nota: dimensões em metro 1.

As pedreiras devem estar localizadas preferencialmente em cotas superiores às da área de construção da barragem.as fundações e as ombreiras devem ser resistentes e estanques. onde existam condições adequadas de fundações e pedreiras facilmente exploráveis a custo competitivo e/ou excesso de escavações obrigatórias em rocha. com espaldares de rocha e núcleo impermeável.a largura do vale. visando facilitar o transporte de materiais. Adequabilidade do Local Um local considerado adequado para a implantação de uma barragem de enrocamento deverá possuir as seguintes características: .facilidade de construção e de acessos. na cota da crista da barragem. . é apropriado para os vales medianamente encaixados em regiões rochosas.disponibilidade de material rochoso em quantidade suficiente. . . Seções Típicas 1Barragens de Enrocamento Convencional A seção típica recomendada para as barragens de enrocamento convencional é apresentada na Figura 1 a seguir.possibilidade de utilização direta do material. . visando-se reduzir o volume da barragem. sejam os mesmos provenientes da escavação das fundações das outras estruturas ou das pedreiras. .BARRAGEM DE ENROCAMENTO Considerações Sobre o Tipo Esse tipo de barragem. A inexistência de áreas de empréstimo de solos argilosos torna antieconômica a adoção de barragem de terra nesses locais. Normalmente é necessário desmontar 100 m3 de rocha para cada 130 m3 lançado no corpo da barragem. nas quais o capeamento de solo muitas vezes não existe ou é pouco espesso. deve ser a mais estreita no trecho aproveitável do rio.

A execução da proteção deverá ser realizada concomitantemente ao alteamento da zona impermeável. o tirante d’água máximo sobre a crista da barragem deve ser inferior a 1. 0. m1 H 1 h enrocamento 0.5 1 m2 1 enrocamento (pedra de mão) areia 0.50 transição (brita) 0. As seções são semelhantes.0 m.75h mínimo nota: dimensões em metro DETALHE 4 .a a .5H m1H a 0. Os detalhes típicos são mostrados nas Figuras 3 e 4. .PROTEÇÃO INTERNA DO CORPO DA BARRAGEM DE ENROCAMENTO Figura 2 2- Barragens de Enrocamento Vertedouras As seções típicas recomendadas para as barragens de enrocamento vertedouras são dos tipos I e II. visando evitar a fuga do material impermeável através dos vazios dos materiais granulares do espaldar de jusante. Para os dois tipos.00 det. no processo executivo.5H m2H BARRAGEM DE ENROCAMENTO CONVENCIONAL Figura 1 O talude a jusante do núcleo impermeável da barragem de enrocamento convencional deverá ser protegido como indicado na Figura 2.50 0.2.75h trincheira (eventual) 0.5 núcleo 1 impermeável 1 0.5 enrocamento m2 1 0. apenas. 4 NA máx. diferindo.

como especificado no ítem “Estradas de Acesso”. crista da barragem vedação central última camada. Se a barragem for utilizada como estrada. Na barragem Tipo II. lançam-se dois cordões de rocha (pioneiros) inicialmente.0 m.0 m < Alturas ≤ 8.0 m. A crista e o talude de jusante devem ser protegidos com pedras de diâmetro suficiente para suportar a velocidade do fluxo. areia e pó de pedra/solo. lança-se inicialmente um cordão parte central. = 1. menos permeável.Alturas < 3. a largura mínima será de 6.00m) NA máx. A parte central deve ser construída com material menos permeável. brita.Na barragem Tipo I. • Cota da Crista . proveniente da pedreira.00m) brita (próximo dos taludes do cordão) pedras maiores. Tipo I . Esse material é constituído por mistura de pedra.Vertedouro. com pedra selecionada e embricada trincheira (eventual) área de limpeza cordões pioneiros de pedras lançadas Figura 3 Tipo II .0 m tirante d`água sobre a crista (máx. visando cortar o fluxo e possibilitar o enchimento do reservatório. não selecionado.3. selecionadas e arrumadas NA variável trincheira (eventual) cordão central área de limpeza Figura 4 d) Dimensões Básicas • Largura da Crista (a) A largura da crista mínima deverá ser de 3.0 m tirante d`água sobre a crista crista da barragem (máx. O dimensionamento da estabilidade das pedras é apresentado no item 2 . = 1.

0 m.9 e 10 para os tipos I e II. As . principalmente o de jusante. O talude de jusante deve possuir uma inclinação mínima igual a 1:8 (vertical : horizontal). indicadas nas Figuras 7. como indicado anteriormente para a barragem de terra (Figura 3). No caso da barragem do tipo II ser construída em água corrente. .O corpo dos prismas deve ter mais 50% de pedras com tamanho superior a 20 cm. Espalhamento e Compactação . a inclinação do talude de montante. No caso da barragem ser construída a seco. deverão ter uma espessura mínima igual a 2D. sendo D o diâmetro mínimo da pedra calculado segundo a metodologia apresentada no item VERTEDOURO. a inclinação do talude de montante deve ser igual a 1:2 (vertical : horizontal). a montante e a jusante. O material removido deverá ser transportado para locais de bota-fora pré-determinados.1. • Largura da Base e Dimensões dos Cordões Pioneiros A largura da base e as dimensões dos cordões pioneiros. Detalhes Construtivos Principais • Preparo da Fundação e das Ombreiras . consiste na limpeza. . . é calculada com base na geometria da barragem.Nas margens ou ombreiras. incluindo a camada de vedação.O preparo das fundações da barragem e de uma faixa de 5. pode alcançar 1:3 (vertical : horizontal). como exposto anteriormente para a barragem de terra. fora do canteiro de obras e do futuro reservatório.A cota da crista da barragem deve ser igual à elevação do NA normal do reservatório. deverá ser escavada uma trincheira na fundação. Deverão ser dadas 10 passadas por toda a área da fundação e no trecho das ombreiras com inclinação acessível ao trator. pelo menos. tanto para o tipo I como para o tipo II. o terreno deverá ser regularizado e a área da base da barragem deverá ser compactada com um trator de esteiras rebocando um rolo compactador de 4 t. deverão ser removidos o solo coluvionar e o material solto. • Inclinação dos Taludes A inclinação dos taludes da barragem de enrocamento convencional está indicada na Tabela 2. • Lançamento. o destocamento e a remoção de terra vegetal até uma profundidade de 20 cm na área dos cordões e 50 cm na área central. • Espessura das Camadas Externas As camadas superficiais da crista e dos taludes.Caso o material da fundação seja mais permeável que o material vedante da parte central da barragem.Após a limpeza. incluindo o desmatamento.

ao longo do talude/crista. misturadas com a fração do material . ou caminhões carregados. A compactação dessa camada de reforço deverá ser feita por duas passadas de trator de esteira rebocando um rolo compactador com 10 t. com diâmetro mínimo definido no item 2 . a compactação da parte externa deverá ser feita em camadas de 60 cm. O material deverá ser lançado em camadas de 30 cm e a compactação poderá ser manual. no mínimo. ou seja.O material do corpo da barragem.brita. sem seleção.Vertedouro.O cuidado na colocação deve aumentar do centro do aterro para a parte externa. sobretudo no de jusante. As partículas menores devem ser deixadas no centro da seção.Na barragem do Tipo II. • Reforço da Crista e dos Taludes da Barragem As últimas camadas da crista e dos taludes deverão ser colocadas de forma cuidadosa. . através de trator de esteiras rebocando um rolo compactador com 10 t. a compactação será feita manualmente (apiloamento). . ou com placas vibratórias (sapos). contendo a fração de materiais mais finos de brita. com. deve ser lançado com caminhões basculante e espalhado com trator de esteiras ou moto-niveladora. ou mais. Após a colocação. os vazios deverão ser preenchidos com pedras menores. areia e pó de pedra/solo. O material da parte central deve ser proveniente de pedreiras. exceto as camadas finais dos taludes e da crista. No caso de trincheira. devem ser colocadas nos taludes. ou de caminhão carregado.pedras maiores. visando reduzir os vazios entre as pedras. a parte central deverá ser constituída de pedras com dimensões não superiores a 20 cm. em camadas de 10 a 15 cm de espessura. . .Na barragem de enrocamento convencional e na barragem de enrocamento vertedoura do Tipo I. areia e pó de pedra/solo. . durante o espalhamento. 2 passadas em cada faixa no sentido paralelo ao eixo da barragem. deverão ser dadas 6 passadas. Na parte central. do material mais fino e menos permeável.

a largura do vale na crista da barragem deve ser a mais estreita do trecho aproveitável do rio. encaixados. em maciço rochoso pouco fraturado e com boas condições de fundação. O trecho do vertedouro deverá ser rebaixado em altura correspondente à da lâmina d ‘água máxima vertente. Seção Típica A seção típica recomendada para a barragem de concreto é apresentada na figura 1 a seguir. A barragem deverá ser construída em blocos.BARRAGEM DE CONCRETO Considerações Sobre o Tipo A barragem de concreto considerada nestas Diretrizes é a do tipo muro-gravidade. deverá ser construída uma mureta de proteção contra ondas. adota-se uma seção com paramento de montante vertical. visando-se reduzir o volume da barragem. caso exista. em função dos cálculos de estabilidade (ver item Dimensões Básicas mais adiante). A camada aluvionar na região das fundações. com seu peso próprio. em concreto ou em alvenaria de tijolos maciços. entre os quais deverão ser previstas juntas verticais de dilatação vedadas contra vazamentos. A seção da barragem pode incorporar o vertedouro quando as condições topográficas do local dificultarem a concepção de vertedouro lateral. no trecho não vertente. Registra-se que. .facilidade de conseguir cimento em quantidade suficiente na região. Esse tipo de barragem é recomendado para vales estreitos. . na maioria dos casos. Adequabilidade do Local Um local considerado adequado para o projeto de uma barragem de concreto deverá possuir as seguintes características: . O maciço rochoso deve ser pouco fraturado (1 a 3 fraturas/metro). à pressão da água do reservatório e à subpressão das águas que se infiltram pelas fundações. . capaz de resistir.facilidade de construção e de acessos.as fundações e a s ombreiras devem ser resistentes. . . visando não onerar o custo da obra com o serviço de remoção da mesma.disponibilidade de pedreiras para obtenção da brita e jazidas de areia facilmente exploráveis nas proximidades do local. não deverá ser muito espessa (£ 2.0 m). Na crista da barragem.

Dimensões Básicas • Cota da Crista da Barragem Para barragem com altura menor que 10 m.00 0.70H nota: dimensões em metro B BARRAGEM DE CONCRETO Figura 1 O paramento de jusante da barragem. 1962. May. 0. W. atualmente. deve-se protegê-lo com laje de concreto. e COCHRAN A. L.10 H Hv 1 0. Vol. resistente e não fraturado. Freeboard Allowances for Waves in Inland Reservoirs.. .SAVILLE T. McCLENDON E. Journal of Hydraulic Engineering . 88. Denver. como indicado na Figura 2. Bureau of Reclamation – USBR. Engineering Monograph no 19. Para barragens com altura maior que 10 m.50 1.30 mureta eventual NA máx. a estabilidade da estrutura deverá ser verificada de acordo com os critérios apresentados na publicação United States Department of Interior.1. no trecho vertente. Quando o maciço é fraturado e pouco resistente. mas fraturado. deve-se estimar a borda-livre utilizando-se os critérios do USBR . • Dimensões da Barragem Para barragens com altura menor a 10 m.00 lâmina vertente NA normal 0. quando este é são. normalmente. Design Criteria for Concrete Arch and Gravity Dams.10H b2=0. as dimensões da base são calculadas com base na geometria.70 1 superfície do terreno natural b1 b2 b1=0. a cota mínima da crista deverá estar 1. é construído com degraus para dissipar parte da energia do escoamento vertente. No 2.0 m acima da elevação do NA normal do reservatório.ASCE. para amortecer o impacto da escoamento vertente. A mureta de proteção contra ondas deverá ter uma altura mínima de 30 cm e largura de 20 cm. Quando o maciço é resistente. 1970. O restante da energia é dissipado a jusante por sobre o maciço rochoso. Para barragem com altura maior que 10 m. escava-se uma bacia (tanque) de dissipação a jusante.

Se necessário executar furos secundários. o espaço deverá ser preenchido com concreto. de pequenos volumes.A escavação em rocha será de preferência “a frio”. . em toda a área. uma vez que trata-se.• Distâncias entre as Juntas As juntas entre os blocos da barragem devem estar espaçadas entre si de no máximo 15 m. pouco fraturada. deverá ser executada uma cortina de injeção de impermeabilização típica. procurando-se evitar o uso de explosivos. que possa suportar o peso da barragem sem deformações. a rocha apropriada para fundação. normalmente. todo e qualquer material terroso ou rocha decomposta. com furos primários a cada 3 m. .Os trabalhos de escavação só deverão ser dados por concluídos depois que o local estiver limpo e desimpedido de fragmentos de rocha. • Escavação da Fundação . de forma semelhante à apresentada no item “Barragem de Terra”.Para reduzir a subpressão deverá ser executada uma cortina de drenagem típica. Entende-se por rocha apropriada a que apresente boas condições de impermeabilidade. lama ou detritos de qualquer natureza. Deverá ser removido. após concluída a escavação. . . através de cunhagem. para evitar fissuras no corpo da estrutura.Todas as irregularidades da superfície rochosa que formem taludes negativos ou balanços deverão ser eliminadas.00 VISTA DE JUSANTE (DISTÂNCIA ENTRE JUNTAS) Figura 2 Detalhes Construtivos Principais • Preparo da Fundação e das Ombreiras .0 m. consiste na limpeza.Deverão ser drenados os olhos d’água porventura encontrados na área da fundação. crista da barragem crista do trecho vertedouro superfície da rocha juntas 15. para bota-fora. A limpeza deverá ser executada utilizando-se jato de água/ar. incluindo o desmatamento e o destocamento.A escavação deverá ser conduzida de tal forma que a superfície da rocha. • Tratamento da Fundação .O preparo das fundações sob a barragem e de uma faixa de 5. .Se o maciço for fraturado. se apresente bem rugosa e plana. a montante e a jusante. até ser atingida. .

em princípio. os controles a serem obedecidos. . procurando-se evitar a segregação dos agregados. fabricação.a água destinada à preparação do concreto deverá ser limpa e não deverá conter sais. transporte. em função da resistência a ser obtida. de pedreira ou de cascalheira do leito do rio. ácidos. preferencialmente. considera-se que o concreto será produzido na central do canteiro de obras. contínua. ter partículas sólidas e duráveis. . visando protegê-lo contra deterioração. em pilhas de no máximo 10 sacos. .os agregados miúdos (areia) e graúdos (brita e/ou cascalho) deverão ser de boa qualidade.o concreto deverá ser dosado na central de acordo com as especificações anteriormente referidas.a resistência do concreto deverá ser especificada em função do dimensionamento estrutural. lançamento e cura dos concretos). . para todas as fases do processo (seleção e aceitação dos materiais componentes. em galpões fechados e convenientemente ventilados. a perda de água de amassamento ou a variação da trabalhabilidade da mistura. devem ser observadas as instruções especificadas para tratamento das mesmas na ocasião da retomada da concretagem.o lançamento do concreto só deverá ser realizado sobre superfícies previamente preparadas e liberadas. A data de chegada de cada lote na obra deverá ser rigorosamente controlada. Esse documento incluirá. óleos. A título apenas de informação.o cimento deverá ser armazenado na obra de modo adequado. Essa central deverá ter capacidade compatível com o volume de concreto previsto e o prazo para execução. por qualquer motivo. o agregado miúdo (areia) deverá ser proveniente de bancos situados no próprio leito do rio. durante um período nunca superior a 90 dias. os agregados poderão ser adquiridos de empresas comerciais da região. . registra-se que: . . . caso isso seja atrativo economicamente.o agregado graúdo (brita) deverá ser proveniente. livres de impurezas orgânicas de qualquer natureza e de materiais pulverulentos. . O procedimento industrial de fabricação do concreto deverá atender a uma Especificação Técnica (ET) preparada por especialistas no assunto (engenheiro estrutural e tecnologista de concreto).a colocação deverá ser. .em f u n ç ã o d a r e a l i d a d e d o l o c a l e d a s necessidades da obra.os agregados deverão ser estocados em pilhas com sistema de drenagem eficiente. quando houver necessidade de juntas de construção. Da central o concreto deverá ser transportado diretamente para o local de aplicação.• Concretagem das Estruturas Para efeito destas Diretrizes. álcalis e substâncias orgânicas. . A contaminação por materiais estranhos e misturas com modificação da granulometria deve ser evitada.

paralelas ao eixo. para que não seja danificada pelo umedecimento. . deverá ser molhada e conservada assim até a concretagem. .0 m de largura.todo concreto deverá ser adensado por vibração.as camadas que forem concluídas num dia de trabalho ou que tiverem sido concretadas pouco antes de se interromperem temporariamente as operações. para minimizar as perdas de água. . .0 m para evitar a segregação de seus componentes. a superfície da parte já endurecida deverá ser raspada para retirar a argamassa superficial. até perfazer 1. de acordo com o detalhe apresentado na figura a seguir. essas juntas de dilatação deverão ser vedadas.as juntas verticais entre os blocos serão do tipo “junta seca” e deverão ser construídas de modo a permitir absoluta liberdade entre os blocos.os lançamentos serão sucessivos. em princípio. o material solto e eventuais corpos estranhos. as superfícies deverão ser deixadas rugosas a fim de se obter sempre uma boa ligação com a camada seguinte. será caracterizada uma junta de concretagem. a fim de evitarem-se juntas horizontais. essa superfície. . . retirando-se toda a nata de cimento. . A localização das juntas de concretagem deverá ser planejada antecipadamente e a concretagem será contínua de junta a junta.quando a concretagem for suspensa por período de tempo superior àquele em que se iniciou a pega.todo concreto deverá ser lançado de uma altura inferior a 2. .para unir concreto fresco com outro já endurecido. cada camada deverá ser concretada e compactada antes que a camada anterior tenha iniciado a pega. . lavada e limpa com escovas de aço. este deverá penetrar na parte superior da camada subjacente.no caso do emprego de vibrador de imersão. . serão limpas logo que a superfície tiver endurecido o suficiente.a superfície concretada não poderá ser exposta à ação de água de cura antes que tenha endurecido o suficiente.cada bloco da barragem será concretado.. por faixas de 2.5 m de altura. colocada na mesma concretagem. e em camadas de 40 cm de espessura. bem como todos os materiais soltos ou estranhos.

. 14 dias após.a superfície do concreto será protegida adequadamente da ação direta do sol e da chuva. . e deverá ser mantida úmida desde o lançamento até. a água para cura deverá ser potável.as superfícies de concreto destinadas a ficarem aparentes e que não estiverem em contato com fôrmas durante a concretagem deverão ser alisadas enquanto o concreto ainda estiver fresco.50 material de vedação pré-fabricado junta 0.a desforma só poderá ser iniciada depois de 14 dias.15 nota: dimensões em metro Figura 3 .fluxo junta de concreto 0. . de águas em movimento e de agentes mecânicos. pelo menos.

com soleira vertedoura a jusante.Determinar a largura necessária do canal ( b ). ao longo de toda a extensão da crista ou parte dela. a lâmina d’água máxima ( hmax ) no canal igual a 1. Vazão de Projeto do Vertedouro O vertedouro deverá ser dimensionado para descarregar a vazão de projeto ( Qmax ) determinada segundo a metodologia apresentada anteriormente no item “Estudos Hidrológicos” Dimensionamento do Vertedouro • Vertedouro em Canal Para o vertedouro em canal.Fixar como cota do fundo do canal extravasor a elevação do NA máximo normal de operação do reservatório. das características geotécnicas do material do terreno. em cota elevada em relação ao leito natural do rio.Definir a inclinação dos taludes ( m ).0 m. que garanta a estabilidade do canal. . também. como apresentado a seguir.Fixar. a partir da vazão de projeto.Fixar a velocidade máxima admissível no canal ( Vmax ). . . dependendo do porte da obra. a partir.por sobre o próprio corpo da barragem. com seção trapezoidal. . .VERTEDOURO Escolha do Tipo de Vertedouro De forma geral. . . nos projetos de PCH podem ser definidos três tipos básicos de solução para o extravasamento do excesso de água afluente ao local do aproveitamento: . A melhor solução dependerá das condições topográficas e geológico-geotécnicas de cada local. para escoamento com o tirante de 1. com base na Equação da Continuidade. A seqüência de cálculo a ser utilizada no dimensionamento é descrita a seguir: . deve-se considerar as características geológico-geotécnicas do local onde o mesmo será implantado. da velocidade máxima admissível e da lâmina d’água fixada.por um canal lateral. com base nas características geotécnicas do material do terreno. inicialmente.através da combinação dos tipos acima citados.0 m. as quais condicionam a definição do arranjo geral das obras e da vazão de projeto do vertedouro.

deverão ser avaliados os tamanhos dos blocos do maciço. Esses blocos serão estáveis ou não em função da velocidade do escoamento (ver Tabela 2). deve-se avaliar os aspectos de dissipação de energia na região de restituição das águas ao leito do rio. será suficiente verificar se o mesmo conseguirá dissipar a energia do escoamento. os quais variam em função do fraturamento. comprovadamente a favor da segurança. A altura da soleira pode ser calculada pela expressão a seguir. Se nessa região for identificada a presença de maciço rochoso fraturado.Verificar o extravasamento por sobre a barragem. Caso a largura do canal seja excessiva. . Caso a região seja composta por solo deverá ser projetada uma proteção com material rochoso. NA normal do reservatório b Figura 1 2 Q max = V max A = V max (bhmax + mhmax ) b= 2 Qmax − V max mhmax Vmax hmax . Por exemplo.mh máx. cujo detalhe é apresentado nas figuras 1 e 2 em “TOMADA D’ÁGUA”. O embricamento dos mesmos significa resistência adicional à erosão de difícil avaliação. . Para tanto.Verificar a viabilidade da execução do canal com a largura necessária calculada. deve-se revestir o canal com material compatível com a velocidade máxima esperada. o que possibilitará diminuir a largura do canal. . cujo dimensionamento é apresentado a seguir. 1 m h máx. Nesse caso. ou se as condições geológico-geotécnicas não sejam favoráveis à execução do canal com tal largura. admitir-se que os blocos têm aresta de 20 cm.Verificar a hipótese de usar uma largura menor. para um maciço com 5 fraturas por metro. como a velocidade será maior.Verificar a possibilidade de aumentar o tirante d’água máximo fixado. . ⇒ Dissipação de Energia a Jusante do Canal Confirmada a viabilidade da adoção de canal lateral para extravasar a vazão de projeto. NA máx. porém. deve-se cogitar soluções alternativas como as descritas a seguir.

a partir da expressão anterior. O diâmetro dos blocos. onde: Q max q= b = igual descarga específica . em (m/s). para materiais coesivos e granulares. em função da velocidades do escoamento. A altura mínima da soleira é adotada igual a 0. através da expressão: q 2 hc = 3 g . em (m3/s). g = aceleração da gravidade = 9. que corresponde ao mínimo da energia específica. pode ser obtido da Tabela 2 apresentada mais adiante. Os blocos de rocha para construção da soleira devem ser estáveis quando submetidos à velocidade máxima do escoamento ( Vmax ) por sobre a soleira. que deve ser estimada da seguinte forma. em (m). adotando o maior valor de velocidade. Vmax = Qmax Qmax hsol b ou hc ⋅ b .5 m. Desta forma. O tirante crítico sobre a soleira (hc ) . Para o dimensionamento da escada de dissipação de energia recomenda-se que o . onde hmax = tirante da água no canal.7 Os demais parâmetros foram definidos anteriormente. em (m).p = hmax − hsol . O comprimento da soleira ( Lsol ) é adotado igual a 2. onde C = coeficiente de vazão = 1. O tirante (carga) de água sobre a soleira ( hsol ) deverá ser calculado a partir da expressão a seguir. em (m3/s/m).7b ⎠ 2/3 . em m. 3/ Q max = Cbh sol 2 .81 m2/s. pode-se determinar: hsol ⎛Q ⎞ = ⎜ max ⎟ ⎝ 1.5 hsol (ver figura 2 em “BARRAGEM DE ENROCAMENTO”). deve também ser calculado para comparação com hsol.

hc h pedra NA rio CORTE A-A . ter-se que dividir o canal em dois ou mais planos. Essa proteção deve acompanhar a topografia do terreno natural.5 L Lsol.comprimento de cada degrau seja no mínimo igual ao dobro da altura do mesmo. h máx. protegendo o talude da margem contra erosão. deve ser incluída uma soleira e uma escada dissipadora. h sol. ao final de cada plano. Os blocos de rocha podem ser substituídos por gabiões. soleira afogada canal extravasor A escada de pedra A barragem PLANTA Figura 2 NA res. A entrada do canal deve ser afastada da barragem de uma distância da ordem de 1.5 1 1 1. A escada deve ter a mesma largura do canal extravasor. Nesse caso.5 vezes a largura do canal. conforme mostrado na Figura 3. como. devendo se desenvolver desde o final do canal até a calha do rio. O canal extravasor deve ser construído sempre com baixa declividade. por exemplo. p canal 1. As condições de contorno de cada caso podem determinar variações no projeto.

a partir da expressão anterior.0. em (m). pode-se determinar: hsol ⎛Q ⎞ = ⎜ max ⎟ ⎝ 2. em (m). em (m3/s).7b ⎠ 2/3 . Desta forma. b = largura da crista da soleira. Os demais parâmetros foram definidos anteriormente. ⇒ Soleira de Enrocamento O roteiro de cálculo é o mesmo apresentado anteriormente. 0b ⎠ 2/ 3 . à exceção do coeficiente de vazão que. é da ordem de 2. Secundariamente.0. com um trecho rebaixado para verter a descarga de projeto. 3/ Qmax = Cbhsol2 . onde C = coeficiente de vazão = 2. em (m). hsol ⎛Q ⎞ = ⎜ max ⎟ ⎝ 1. caso haja rocha disponível no local.Figura 3 • Barragem Vertedoura O tipo de solução usada rotineiramente é uma barragem de concreto. A escolha entre um tipo e outro dependerá da comparação de custos entre ambas. pode-se utilizar uma soleira (barragem) de enrocamento com talude de jusante bem suave (1 V:8 H). h 1 8 BARRAGEM VERTEDOURA DE ENROCAMENTO Figura 4 . neste caso. ⇒ Barragem Vertedoura de Concreto O roteiro de cálculo é o mesmo apresentado anteriormente.

20 a 0.25 0.00 10.00 Tabela 2 .00 a 1.50 a 3.80 a 2.50 .25 0.90 a 4.40 a 1.50 3.00 a 200.Métodos Construtivos Os métodos construtivos são os mesmos já especificados anteriormente para barragens de concreto e de enrocamento.00 25.00 1.80 0.25 a 1.20 1.00 1.80 a 1.30 a 0.00 40. Tabela 1 ESTABILIDADE DE CANAIS .75 1.00 a 15.50 0.90 3.70 1.00 a 150.65 0.ESTABILIDADE DE CANAIS I .05 a 0.40 2.00 VELOCIDADE (m/s) 0.50 a 3.20 a 1.00 150.20 0.00 a 2.MATERIAIS GRANULARES (NÃO COESIVOS) MATERIAL Lodo Areia fina Areia média Areia grossa Pedrisco fino Pedrisco médio Pedrisco grosso Cascalho fino Cascalho médio Cascalho grosso Pedra fina Pedra média Pedra grossa Pedra grande (bloco) DIÂMETRO (mm) 0.00 a 40.40 1.55 a 0.40 a 2.00 15.70 a 3.00 100.00 1.65 a 0.05 0.50 a 5.70 2.1(V): m(H) NATUREZA DOS TALUDES Rocha dura e concreto Rocha fissurada Argila dura Aluviões compactos Cascalho grosso Enrocamento Terra INCLINAÇÃO .00 a 25.00 a 300.00 5.1 (V): m (H) 0 a 0.70 2.00 a 100.00 a 10.50 2.00 75.INCLINAÇÃO DOS TALUDES .15 a 0.005 a 0.00 200.55 0.00 a 75.80 1.30 0.

2 < IV < 2.MATERIAIS COESIVOS Grau de Compactação Muito Pouco Compactad o 1.3 1.20 Tabela 4 FATORES CORRETIVOS DOS VALORES DA VELOCIDADE MÁXIMA ADMISSÍVEL PARA CANAIS COM CURVA Grau Sinuosidade de Retilíneo 0.6 1.2 0.10 2.65 ÍNDICE DE VAZIOS (IV) Argila arenosa(% de areia < 50%) Solos argilosos 0.20 3.00 1.II .95 Muito Sinuoso 1.00 1.0 0.20 Tabela 3 FATORES CORRETIVOS DOS VALORES DA VELOCIDADE MÁXIMA ADMISSÍVEL PARA CANAIS COM LÂMINA D’ÁGUA DIFERENTE DE 1.50 1.45 0.00 1. Sinuoso 0.3 < IV < 0.80 0.30 1.90 Mod.35 Pouco Compactad o 0.30 0.80 Pouco Sinuoso 0.00 Fator corretivo .6 < IV < 1.75 0.90 0.90 0.50 0.00 1.50 1.10 2.80 1.00 m Tirante médio (m) Fator corretivo 0.80 Compactad o Muito Compactad o 0.95 1.2 < IV < 0.

D . os sedimentos transportados por arraste não serão captados. geralmente. C . os locais recomendáveis para implantação da estrutura de captação. A figura a seguir mostra. se depositam na parte convexa. esquematicamente. na maior parte. em geral. ao longo de trechos retos. Nos trechos em curva. que podem afetar as estruturas da tomada d'água.Áreas sujeitas à deposição de materiais transportados pela corrente. junto à margem do reservatório. . Além disso.Locais inconvenientes. A prática em projetos dessa natureza revela que têm sido adotados arranjos contendo.Locais inconvenientes. a tomada d’água deve ser posicionada do lado côncavo. os seguintes elementos: . à estrutura de tomada d’água. pois o material transportado pela corrente deposita-se na parte convexa.um canal de aproximação/adução do escoamento. pois durante a época de águas altas a região recebe o impacto de materiais. sempre que possível. pois os sedimentos transportados pelo escoamento. obstruindo a frente da tomada d'água. como na parte côncava as profundidades. são maiores. B . Figura 1 Os arranjos típicos para disposição das estruturas componentes da tomada d’água serão variados.TOMADA D’ÁGUA Escolha do Tipo de Tomada d’Água Nestas Diretrizes são consideradas as tomadas d’água de superfície e submersa. ESTRUTURA DE CAPTAÇÃO LOCALIZAÇÃO C A B D A C D D B fluxo A .Locais recomendáveis. em superfície livre. em função dos aspectos topográficos e geológico-geotécnicos de cada local. no caso da tomada d’água de superfície. Arranjos Típicos A estrutura de tomada d’água deve ser localizada.

a montante da estrutura de tomada d’água. A prática em projetos desses dispositivos tem revelado que os desarenadores asseguram a decantação apenas do material com diâmetro maior que 0.1 e 5. como mostrado nas figuras mais adiante.a estrutura de tomada d’água propriamente dita. considerando-se uma altura de barragem de 10 m. Dimensionamento • Desarenador O desarenador. destinada à decantação da totalidade ou parte do material sólido grosso. a jusante da estrutura posiciona-se geralmente o canal de adução em superfície livre. até a estrutura da câmara de carga.se no local do aproveitamento os estudos sedimentológicos realizados revelarem que o rio transporta sedimentos. . ter-se-á uma área útil de escoamento. A título de exercício.velocidade máxima na grade da ordem de 1. apenas para se ter uma idéia do porte deste elemento da estrutura. as areias têm granulometria compreendida entre 0. correspondente ao limite . ou tubulação de adução de baixa pressão. Parâmetros de Projeto da Tomada d’Água A estrutura de tomada d’água será dimensionada considerando-se: . Considerando-se um tirante de água. da ordem de 2 m. da ordem de 20 m2.0 m/s). como mostrado mais adiante. deverá ser previsto no canal de adução. uma câmara destinada à decantação do material em suspensão e/ou um desarenador.nos arranjos nos quais a casa de força situa-se afastada da tomada d’água. é uma câmara posicionada a montante da estrutura da tomada d’água (ver figuras mais adiante).. Portanto.1 mm e 10 mm.5 mm. apesar de estar-se tratando de PCH.nos arranjos nos quais a casa de força situa-se ao pé da barragem. As figuras apresentadas mais adiante ilustram os tipos de arranjos mais usados para as estruturas de captação. a jusante da câmara de carga situa(m)-se o(s) conduto(s) forçado(s). na tomada d’água. com base numa vazão de 20 m3/s (máxima de projeto do Manual anterior) e considerando-se a velocidade máxima anteriormente definida (1. como citado anteriormente. com granulometria compreendida entre 0.0 m/s. transportado pelo escoamento. incluindo a grade para proteção contra corpos flutuantes e as comportas para controle do escoamento. por onde o escoamento é conduzido à(s) turbina(s). De acordo com o Sistema Unificado de Classificação de Solos. tem-se uma estrutura de porte significativo (10 m de largura x 10 m de altura). no canal de adução.0 mm e os pedregulhos têm granulometria maior que 5.0 mm. a adução é feita desde a captação até as turbinas em conduto(s) forçado(s). . .vazão máxima de projeto. . tem-se uma estrutura com uma largura estimada de 10 m.

como padrão.0 BC 3. pode-se adotar.6 0.5 15.5 18. A prática tem demonstrado que a abertura brusca dessa comporta possibilita o expurgo apenas do material do desarenador depositado junto à comporta.0 10.0 6.5 0.0 m/s.7 0. argila/silte). Na tabela a seguir apresentam-se as dimensões mínimas e recomendadas para os desarenadores.0 • Grade A grade.0 BC 2. Na região mais baixa do desarenador.1<Q<20.0 3.6 1.3 1.0 6.0 8. HC (m) LC 5. de 75o a 80o.1 1.0 DIMENSÕES (m) MÍNIMAS RECOM.inferior da faixa granulométrica da areia média.0 21. a velocidade do escoamento de aproximação à tomada d’água deve ser inferior a 1. A limpeza da grade pode ser feita manualmente. espaçadas de 8 a 12 cm.0 7. durante o período de manutenção programada.0 8. não decantam.5 7.0 7.5 7.6<Q<17. as quais são ilustradas nas figura 6.1<Q<0.5 11.7 LC 4. Para se obter a melhor eficiência do desarenador. Para as PCH.0 3.9 1. normalmente prevêse um orifício lateral.5 5.0 4. Quando o paramento de montante é inclinado. com uma comporta de fundo.5 6.0 6.0 16. a grade obedece à mesma inclinação. grades com barras chatas ou redondas. Tabela 1 DIMENSÕES DO DESARENADOR VAZÃO (m3/s) 0.7<Q<3.8<Q<1.5 8. Os materiais em suspensão. formando uma cunha com ângulo igual ao ângulo de repouso do material submerso.0 4.5 1. ou mecanicamente através de máquina limpa-grade.5 4.0 5. com diâmetros inferiores (areia fina. devem ser observados os seguintes aspectos: . figura 1 do ítem CANAL DE ADUÇÃO e figuras 1 e 2 do ítem TUBULAÇÃO DE ADUÇÃO EM BAIXA PRESSÃO.0 0. a montante da tomada d’água.1<Q<13. com o objetivo de possibilitar a limpeza do material sedimentado.1<Q<6.5 13. no paramento de montante da tomada d’água. visa impedir a entrada de corpos flutuantes que possam danificar os equipamentos. A limpeza total do desarenador deverá ser feita manualmente. • Tomada d’Água No projeto da tomada d’água propriamente dita.0 3.0 3.0 9.0 12.0 11.0 9.0 5.7 0. normalmente.0 17.6<Q<10. com o auxílio de “ancinho”. sendo transportados para jusante.

o eixo deve fazer um ângulo de 50o a 70o com o eixo da barragem.a cota da laje de fundo do canal de aproximação deve estar 1.0 m. V = velocidade do escoamento (m/s) na região da comporta. As figuras 5 a 7. As dimensões da passagem hidráulica. L. em relação ao NA mínimo operativo. A geometria da aresta superior da tomada d’água deve ter forma hidráulica que obedeça a equação definida na Figura 2 a seguir. largura x altura. utilizando-se a equação da continuidade. Métodos Construtivos Os métodos construtivos são os mesmos já especificados anteriormente para barragens de concreto. com uma distribuição satisfatória de pressões. deve-se adotar uma submergência mínima igual a 1. visando-se acomodar o escoamento de forma estável e sem descolamento (separação) do fluxo da estrutura de concreto e.a definição do eixo da estrutura depende dos mesmos aspectos que condicionam a definição do arranjo geral. no caso de tomada submersa.26 a seguir ilustram os parâmetros acima descritos. 1970): S = CVd 0. .0 m abaixo da cota da soleira. Como critério. em função da vazão a ser aduzida. consequentemente. em cada caso. (“Vortices at Intakes”. WP&DC. Se possível. para escoamento de aproximação assimétrico e simétrico.. . April. respectivamente. serão definidas. onde C = 0.5434 (para unidades métricas).7245 ou 0. d = altura do conduto de adução (m). . como descrito anteriormente.para evitar a formação de vórtices junto a estrutura. a submergência da aresta superior da boca de entrada da tomada d’água deve ser verificada utilizando-se a fórmula de Gordon J.5 .1.

D PROX .2 0.3.C 0.0 0.0 Figura 2 V2 2g Hd = C .4 0.5 -1.4 TIPO 3 COEFICIENTE DE QUEDA DE PRESSÃO .8 L/D 1.0 1.8 TIPO 1 TIPO 4 1. onde: Hd = queda de pressão do reservatório.) ARES (A 2.6 0.4 0.0 1.0 ⎛ 2D ⎞ ⎟ ⎜ ⎜ 3 ⎟ ⎠ ⎝ 2 PT + Y2 =1 0.6 1 3.0 TIPOS 2.2 1.4 1.5 NARIZ ES D O S PIL X2 D2 1.2 0.5 1.5 2. C = coeficiente de queda de pressão ENTRADA DA TOMADA D’ÁGUA COM TETO CURVO COEFICIENTES DE QUEDA DE PRESSÃO EFEITOS DA INCLINAÇÃO DO PARAMENTO DE MONTANTE .5 D 0 -1.0 TIPO 3 4 2 L PC X Y 1.5 0 L/D 0.5 PROFUNDIDADE .0 1.6 0.0.0 -0. ft.2 TIPO 2 1.4 RANHURA 2 TIPOS 3 4 RANHURAS DA COMPORTA 2.

60) camada de retenção de material sólido pré-desarenador A barragem PLANTA rio comporta de controle grade pranchões borda livre f comporta de limpeza barragem Z Q a E 8 a 10% Z Q 0.00 SEÇÃO A-A .60 1.00 x 0.= carga cinética na seção retangular da comporta V2 2g ARRANJO TÍPICO DE TOMADA D’ÁGUA ESTRUTURA DE CAPTAÇÃO COM TOMADA D'ÁGUA B tomada d'água propriamente dita grade Z canal de adução Q A comporta de controle E 8 a 10% LC comporta de limpeza Z pranchões de madeira para emergência e manutenção B BC W 8 a 10% X comporta de limpeza (1.00 E LC 1.

8 5) Câmara de retenção .30m (borda livre).ver tabela 7.ver tabela 7.1.ver tabela 7. 3) Desarenador .8 M H Oc O piso da soleira da grade B Bc SEÇÃO B-B FIGURA 3 ARRANJO TÍPICO DE TOMADA D`ÁGUA tomada d'água propriamente dita Lg grade pranchões para emergência e manutenção comportas de controle Eta B canal de adução T A Bc A Lta BC câmara de retenção de material sólido (pré-desarenador) B Eh B rio barragem comporta de limpeza PLANTA .30 NA na barragem NOTAS: 1) a = 75oa 80o .8 4) Para dimensionamento .L borda livre f >= 0.1. 2) f >= 0.1.

ver tabela 7.1. f Lta NA Oc O NA min.ver tabela 7.40m (borda livre) 3) Pré-desarenador .8 NA máx. NA NA min. 2) f>= 0. Uv Ev CORTE A-A CORTE B-B NOTAS: 1) a = 75oa 80o . NA Hg a HC grade LC O Oc NAmin. NA máx. HC 8 a 10% Ev Uv B Bc Eh Uh VISTA FRONTAL Figura 4 ARRANJO TÍPICO DE TOMADA D’ÁGUA .8 4) Dimensionamentos .Eta Eta NA máx.1.

S a 8 a 10% 10 fundo do canal de aproximação 2.25 x 0.00m.1.00 a 5.06 e (L-0.ver tabela 7.40) de comprimento grade T comporta de controle I L 8 a 10% T I 2.8 4) Para dimensionamentos .00 ranhura para colocação de pranchões durante a manutenção CORTE I-I L NOTAS: 1) S = 1.00 LC II PLANTA NA máx.30 NA tubulação forçada cota da soleira da grade H NA min.00 LC E 4.ver tabela 7. M H OC cota da soleira da grade O E B BC CORTE II-II Figura 5 .1. 3) Desarenador .8 T T borda livre f>=0. o 2) a = 75o a 80 .30 NA máx. borda livre f>=0.II canal de aproximação desarenador pranchões de 0.

ver tabela 7. NA NA min.00 8 a 10% E grade a E LC CORTE A-A borda livre NA máx. NOTAS: 1) Desarenador .40 ranhura para os pranchões de manutenção NA máx. M O Oc H cota do piso da soleira da tomada HC E B B Bc Bc CORTE B-B Figura 6 .ARRANJO TÍPICO DE TOMADA D’ÁGUA B pranchões de madeira para emergência e manutenção 1 tubulação forçada 2 tubulações forçadas A canal de aproximação 3.1.8 2) Dimensionamentos .ver tabela 7. S tubulação forçada H fundo do canal de aproximação 1.1.8 3) S = 1.00m.00 desarenador LC 8 a 10% A comporta de grade limpeza comportas de controle alternativa saída do escoamento de limpeza B PLANTA borda livre f>=0.

inicialmente.Fixar a velocidade máxima admissível no canal ( Vmax ). ou se as condições geológico-geotécnicas não forem favoráveis à execução do canal com tal largura. . . Caso a largura do canal seja excessiva. A seqüência de cálculo a ser utilizada no dimensionamento preliminar das dimensões do canal é a mesma apresentada anteriormente na Seção 7. com base nas características geotécnicas do material do terreno. .Verificar a viabilidade da execução do canal com a largura necessária calculada. que garanta a estabilidade do canal. em solo. em rocha. para escoamento com o tirante de 1. a partir da vazão de projeto.2-c e repetida a seguir. Poderão ser adotados canais trapezoidais. ou retangulares. . Dimensionamento O dimensionamento do canal deverá ser realizado em sintonia com os parâmetros fixados anteriormente para o projeto da tomada d’água. . a partir.1. deve-se cogitar de solução alternativa como as descritas a seguir. com ou sem revestimento. da velocidade máxima admissível e da lâmina d’água fixada.CANAL DE ADUÇÃO Seção Típica A escolha da seção típica mais adequada para o canal vai depender das condições topográficas e geológico-geotécnicas da ombreira em cada local onde o canal será implantado.Subtraindo-se hmax da elevação do NA mínimo do reservatório determina-se a cota do fundo do canal. .Definir a inclinação dos taludes ( m ).Estimar a largura necessária do canal ( b ). tendo em vista os equipamentos de escavação normalmente utilizados pelos empreiteiros.0 m. a lâmina d’água máxima ( hmax ) no canal igual a 1.Fixar. essa velocidade deve ser compatível com a velocidade do escoamento a jusante da tomada d’água. também.0 m. das características geotécnicas do material do terreno. como apresentado a seguir. 2 Q max = V max A = V max (bhmax + mhmax ) b= 2 Qmax − V max mhmax Vmax hmax Registra-se que para canais retangulares m = 0 . . com base na Equação da Continuidade.

como descrito a seguir. . R = raio hidráulico (m).011 0. A tabela 1 apresenta alguns valores característicos.000 m de canal (declividade = 0. Recomenda-se adotar um caimento de 0. deve-se revestir o canal com material compatível com a velocidade máxima esperada. NA 1 m h m 1 b Figura 1 A capacidade de vazão do canal deverá ser verificada utilizando-se a fórmula de Manning.Verificar a hipótese de usar uma largura menor.Verificar a possibilidade de aumentar o tirante d’água máximo fixado o que possibilitará diminuir a largura do canal.013 0. O valor da rugosidade varia em função do material do revestimento. A declividade do canal deve ser mínima e constante.017 0. Tabela 1 COEFICIENTES DE RUGOSIDADE Natureza das Paredes Cimento liso Argamassa de cimento Pedras e tijolos rejuntados Tijolos rugosos Alvenaria ordinária Canais com pedregulhos finos Canais com pedras e vegetação Canais em mau estado de conservação n 0. Nesse caso.010 0. Q= AS 1 / 2 R 2 / 3 (m3/s).4 m a cada 1. onde n S = declividade do canal.0004)..035 . n = coeficiente de rugosidade do canal.020 0.015 0. como a velocidade será maior.030 0.

recomenda-se um mínimo de 6 passadas de rolo compactador. de acordo com a experiência em obras dessa natureza. Em princípio. Para os canais sem revestimento. . A compactação deverá ser realizada com a utilização de equipamento apropriado. Visando a otimização do balanceamento de materiais da obra. a superfície escavada deverá ser compactada. deverá ser elaborada uma Especificação Técnica para a execução do revestimento.Aspectos Construtivos A escavação do canal deverá ser realizada de acordo com os procedimentos usuais para obras dessa natureza. Para os canais revestidos. deve-se considerar que o material proveniente da escavação do canal deverá ser utilizado na construção das obras de terra do aproveitamento. em solos argilosos impermeáveis. principalmente se o volume for expressivo.

como descrito a seguir.TUBULAÇÃO DE ADUÇÃO EM BAIXA PRESSÃO Caso a alternativa de construção de um canal de adução em superfície livre não seja viável. Lcf Ka V Di velocidade do escoamento (m/s).34 Concreto armado 0. onde: J= Hb Hb 100 Lcf perda de carga unitária (m/km). queda bruta (m). 388 ⎛ L ⎞ ⎜ ka ⎟ ⎝ Hb ⎠ 0 .1 . coeficiente que varia com o tipo de tubulação (ver quadro a seguir).VALORES DE k a TUBULAÇÃO ka Aço novo.32 sem costura Cimento-amianto 0. Dimensionamento do Diâmetro O diâmetro mínimo da tubulação de adução em baixa pressão pode ser adotado como o que produz uma perda de carga por atrito igual a 1% da queda bruta. 204 Tabela 1 .278Q 0. O dimensionamento é feito utilizando-se a fórmula de Scobey. deve-se utilizar uma tubulação em baixa pressão como meio de ligação entre a tomada d’água e a entrada do conduto forçado. comprimento do conduto (m). diâmetro interno do conduto (cm). 2732 A πD D2 Substituindo-se os valores de J e V na fórmula de Scobey tem-se: D = 341. A velocidade do escoamento será calculada utilizando-se a Equação da Continuidade: V = 4Q Q Q = 2 = 1. com juntas soldadas ou 0.38 .9 Di1. J = 410 K a V 1.

k f = eficiência das soldas.80 0.0 0. D = diâmetro interno (mm). Pi = pressão hidrostática máxima interna (kgf/cm2). onde: e = espessura da parede (mm).com radiografia ou com alívio de tensões .80 1. elétrica (*) kf 1.90 1.Espessura da Tubulação de Adução • Sob Pressão Interna A fórmula genérica para a determinação da espessura da tubulação metálica é a seguinte: e= Pi D 2σ f .00 .00 0.Costura com solda por fusão elétrica . cujos valores são apresentados no quadro a seguir.Costura com solda por resist. onde: e s = sobre-espessura p/ corrosão = 1.com radiografia e alívio de tensões Padronizada de fabricação normal .sem radiografia e alívio de tensões . Tabela 2 . σ f = tensão admissível de resistência à tração do material (kgf/cm2). essa fórmula passa a ser: e= Pi D + es 2σ f k f .VALORES DE k f TUBULAÇÃO Sem costura Com costura . Para o caso específico de tubulações em aço.0 mm.

o conduto pode ser submetido a pressão externa uniforme sobre todo o seu perímetro. quando é esvaziado sem os cuidados necessários ou quando não funciona a aeração. D = diâmetro interno do conduto.(*) Relativa ao aço ABNT EB 255 CG 30 (ASTM-A283. de montagem e de transporte. tendo em vista que qualquer defeito de laminação ou efeitos de corrosão afetam o valor da espessura percentualmente. ou total (vácuo). segundo o Bureau of Reclamation. ν = fator de contração transversal.400 kgf/cm2. com as seguintes características: σ e = tensão de escoamento 2. onde: Pc = pressão externa. de colapso.110 kgf/cm2. por exemplo. pode ser calculada pela fórmula a seguir. a adoção da espessura mínima é recomendada por motivos construtivos.33 σ r med = 0. A tensão admissível de resistência à tração para essa classe de aço será: 0.35 mm (1/4”) 400 • Sob Pressão Externa Em certos casos. 3 E = módulo de elasticidade do aço (kgf/cm2). poderá causar uma deformação (afundamento) na chapa e o colapso da parede da tubulação.220 ≅ 1. por segurança. do nível do gradiente dinâmico que ultrapasse a cota inferior do piso da tubulação. ou de colapso (kgf/cm2). Esse reflexo é maior nas chapas mais finas e é mais difícil a elaboração de uma boa solda nessas chapas. A ocorrência de uma depressão parcial. ( Pc ). . adotar para a tubulação de baixa pressão a espessura mínima de parede dos condutos forçados.33 x 4. Essa espessura. 2E ⎛ e ⎞ Pc = ⎜ ⎟ 1 − ν 2 ⎝ D ⎠ .570 kgf/cm2.870 a 4. A pressão externa correspondente. σ r = tensão de ruptura 3. e min = D + 500 ≥ 6. e = espessura da chapa do conduto. Grau C). Além disso. Recomenda-se. é determinada pela fórmula a seguir.

ou selas. . há a necessidade de instalação de um tubo (poço) de aeração visando. como.47 Q Pc . . por exemplo. etc.6% do diâmetro interno do conduto. com Q em cm3/s. o reforço da tubulação com anéis. ao invés de um poço.49 kgf/cm2. A adoção desse tubo de aeração é mais econômica que as outras soluções.Para pressão de colapso Pc ≤ 0.Para pressão de colapso Pc ≥ 0. o diâmetro da tubulação de aeração será dado pela fórmula: d = 8. Tubo de Aeração A jusante da comporta da tomada d’água. Considerando-se as características do aço. o aumento da espessura de toda a tubulação. com a entrada de ar.94 Q Caso seja adotada uma tubulação de aeração. a mesma poderá ser embutida no concreto do paramento de jusante da tomada d’água. tem-se: ⎛ e⎞ Pc = 882. manter o equilíbrio das pressões externa e interna e evitar o colapso da tubulação. com as dimensões relacionadas a seguir.com “e” e “D” nas mesmas dimensões. Blocos de Apoio (Selas) • Tubulação de Aço As tubulações de aço devem ser apoiadas sobre blocos. Se a espessura da chapa é maior que 0. 3 . em concreto (ver figura).500⎜ ⎟ ⎝ D⎠ . a rigidez da chapa é suficiente para sustentar o vácuo interno. a instalação de ventosas.49 kgf/cm2. o diâmetro da tubulação de aeração (cm) será dado pela fórmula: d = 7.

0 d a c o s D 6 . 0 D 5 7 .75D 0. 0 a i e r m e b D 5 2 .5D papelão grafitado A C I PERFIL 120 B CORTE I-I Figura 1 L ≤ 6 D ≤ 5m = espaçamento máximo entre selas.25D 0. Alternativamente podem ser usados “anéis estruturais de aço”.6D 1. C = 1.I L D 0.25D D 0.25D 0. 1 Figura 2 . D0 D 5 .5 kgf/cm2.5D areia bem socada 0. Essas dimensões são válidas para qualquer tipo de terreno com taxa admissível de compressão maior que 1. A = 1. • Tubulação de Concreto ou Cimento-Amianto As tubulações de concreto poderão ser assentadas diretamente sobre o terreno. como mostrado na figura a seguir. B = 1.2 0. 0. 0 D 5 . normalmente encontrada nos solos tipo: areia grossa compacta e argila dura dificilmente amoldável com a pressão dos dedos.2 D = altura normal da sela (m).5D D 5D 25 . convenientemente fixados a uma base de concreto.7 D = comprimento da sela (m).6 D = largura normal da sela (m).

visando-se manter o escoamento tranqüilo. recomenda-se que os sedimentos que não forem atraídos pela descarga de fundo deverão ser removidos manualmente. Dessa forma. maiores que 25 m. rotineiramente. para quedas elevadas. haverá a necessidade de prever-se. a câmara de carga não precisa ter volume significativo. as características da turbina definidas pelo fabricante. deverá ter um volume de água suficiente para atender ao funcionamento pleno de uma turbina. levando em consideração. pelo canal de adução. devem ser observados os seguintes aspectos: . Deve-se prever. uma descarga de fundo por onde o material depositado deverá ser expurgado. no canal de adução. com vazão de projeto. um alargamento na transição entre o canal de adução e a tomada d’água propriamente dita. seu volume deve ser adequadamente dimensionado.promover a transição entre o escoamento a superfície livre. Os aspectos relacionados ao desarenador foram apresentados anteriormente no item TOMADA D’ÁGUA. mudanças bruscas de direção na transição canal de adução/câmara de carga e câmara de carga/tomada d’água.aliviar o golpe de aríete que se processa no conduto forçado quando ocorre o fechamento brusco do dispositivo de controle de vazões turbinadas. em conjunto. durante 60 segundos.as “zonas mortas” e zonas de turbulência devem ser evitadas e/ou minimizadas. a câmara de carga. sempre que possível. Como a operação desse dispositivo não promove uma limpeza total. Para alturas de queda até 10 m.CÂMARA DE CARGA A câmara de carga é a estrutura. Destaca-se que o dimensionamento final da câmara de carga. posicionada entre o canal de adução e a tomada d’água propriamente dita. como estimativa preliminar. por exemplo. deverá ser elaborado por engenheiros hidráulicos e mecânicos. como mostrado na Figura 1.fornecer água ao conduto forçado quando ocorre uma abertura brusca desse mesmo dispositivo. deve-se evitar. . e o escoamento sob pressão no conduto forçado. destinada a: . Esse período de tempo é o considerado necessário para que a inércia da massa d’água no interior do canal entre em regime de escoamento normal. Nessa estrutura prevê-se. No projeto da câmara de carga. Para alturas compreendidas entre 10 e 25 m. e . o regime permanente de escoamento. aproximadamente. na câmara de carga. durante a(s) parada(s) programada(s) para . um sangradouro lateral visando-se evitar que as variações bruscas da descarga no conduto forçado produzam flutuações no nível d’água que se propaguem para montante. como tem demonstrado a prática. . até que se estabeleça. no canal de adução. evidentemente. Para alturas de queda maiores que 25 m. ou por outro processo mecânico.

6 0 h N A n o rm a l A lm L LTa Bvl E A f dq d f.2 1.1. Bvl e Eca deverão ser adotados em função da flutuação de nível esperada = Δh.6 0.manutenção(s) da(s) turbina(s) ou do(s) conduto(s). conforme tabela abaixo: Tabela 7. dq c LTa B vl C O R T E A -A P LA N TA cf cf Figura 7.4 0 flu tu a ç ã o d e n íve l e sp e ra d a h > = 0 .1.12 FLUTUAÇÃO DE NÍVEL Δh (m) DIMENSÕES EM METRO Lvl 20 14 10 Bvl 1.8 1.27 LTa dq Vl df c cf Eca Lvl Bvl Largura máxima da câmara alargada Descarga pelo vertedouro lateral Vertedouro lateral Descarga de fundo Comportas Tubulação forçada Extensão da câmara alargada Comprimento da crista do vertedouro lateral de soleira fixa Largura do vertedouro lateral de soleira fixa NOTA: Os valores de Lvl.6 2 Eca 30 21 15 0. canal de adução Q v e rte d o u ro la te ra l E ca c â m a ra a la rg a d a Vl dq Lvl b o rd a liv re f> = 0 .0 .

Assim. aceleração da gravidade = 9. .CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO A chaminé de equilíbrio é um reservatório de eixo vertical. que se propagam pelo conduto forçado. Lcf Hb Lcf Hb ≤5 . onde tempo de aceleração do escoamento no conduto forçado (s). tem-se uma indicação inicial de que a instalação de uma chaminé de equilíbrio poderá ser necessária.amortecer as variações de pressão. th = th v cf g v cf Lcf gH b . Para t h > 6. não há necessidade de instalação da chaminé. com as seguintes finalidades: . se Lcf > 5Hb . golpe de aríete.0 s. Verificação da Necessidade de Instalação da Chaminé de Equilíbrio A indicação inicial para que não haja necessidade da instalação de uma chaminé de equilíbrio é obtida a partir da relação a seguir. até que se estabeleça o regime contínuo. e .81 m/s2. para reduzir o comprimento do conduto forçado e diminuir os efeitos do golpe de aríete. a chaminé de equilíbrio deve ser instalada o mais próximo possível da casa de força.0 s.armazenar água para fornecer ao conduto forçado o fluxo inicial provocado pela nova abertura da turbina. decorrente do fechamento rápido da turbina. velocidade do escoamento no conduto forçado (m/s). queda bruta (m). é obrigatória a instalação da chaminé. Entre 3 e 6 é desejável mas não obrigatória. Para t h < 3. A verificação dessa necessidade deverá ser feita pelo critério da constante de aceleração do escoamento no conduto forçado. normalmente posicionado no final da tubulação de adução de baixa pressão e a montante do conduto forçado. onde comprimento do conduto forçado (m). como apresentado a seguir. Quando necessário.

área interna da seção transversal da tubulação adutora (m2).81 m/s2.Destaca-se que a constante de aceleração do escoamento no conduto forçado guarda uma relação com a constante de aceleração do grupo turbina-gerador. onde área interna mínima da seção transversal da chaminé de equilíbrio (m2). comprimento da tubulação adutora (m). g Lta Ata H min hta A altura da chaminé de equilíbrio ( H c ) é determinada em função da oscilação do nível d’água no seu interior. e da sobrevelocidade máxima admissível em caso de rejeição de carga (ver ítens “TURBINAS HIDRÁULICAS” e “GERADORES”). A instalação de uma válvula de alívio na entrada. considerando a segurança que deve haver na abertura da mesma. essa estrutura deve ter uma seção transversal com área interna mínima. igualmente. ou na caixa espiral da turbina. conforme item Golpe de Aríete. • Desprezando-se as perdas no sistema adutor Pode-se calcular a elevação ( Ye ) do nível d’água estático máximo e a depleção ( Yd ) do nível d’água estático mínimo pela fórmula. entre a tomada d’água e a chaminé (m). No entanto. essa solução deve ser analisada criteriosamente. queda mínima (m). pode evitar a necessidade da chaminé. como apresentado a seguir. em caso de fechamento rápido do distribuidor. perda de carga no sistema adutor. velocidade do escoamento na tubulação adutora (m/s). Ac = Ac v Lta Ata v2 x 2 g ( H min − hta )hta . Ye = Yd = • Ata Lta gAc Considerando-se as perdas no sistema adutor . calculada pela fórmula de Thoma. os critérios de sobrepressão máxima admissível. da seguinte forma. aceleração da gravidade = 9. que deve satisfazer. Dimensionamento de uma Chaminé de Equilíbrio do Tipo Simples e de Seção Constante Para garantir a estabilidade das oscilações do nível d’água no interior da chaminé de equilíbrio.

YE = z e Ye . é necessário verificar qual dos dois casos é o mais desfavorável entre as seguintes situações: 1) Depleção consecutiva à elevação máxima. procede-se como descrito a seguir: Calcula-se YD = z d Yd O valor do coeficiente z d é obtido do gráfico 2. 2) Depleção decorrente da abertura parcial de 50% a 100% da turbina. ou da tabela 2. baseados nos gráficos de M. em folhas a seguir. perda de carga no sistema adutor. A altura da chaminé de equilíbrio ( H c ) será determinada então por meio da seguinte expressão: . entrando-se com o parâmetro k ' . dos autores referidos.40 (Scobey) ou k a = 80 (Strickler). entre a tomada d’água e a chaminé (m).M. decorrente do fechamento total (100%) da turbina. onde: perda de carga no sistema adutor. com a perda de carga por atrito na tubulação ( ha ) calculada para paredes lisas: k a = 0. entrando-se com o parâmetro: k' = ' hta ' ' hta hta = Yd Ye . Para a segunda verificação. com a ' perda de carga por atrito na tubulação ( ha ) calculada para paredes ásperas: k a = 0. Para a primeira verificação. entre a tomada d’água e a chaminé (m). ' ' Calcula-se YD = z d Yd ' O valor do coeficiente z d é obtido da figura 2. ou da tabela 3.Cálculo de YD Para o cálculo da depleção YD . em folhas a seguir. . procede-se de maneira análoga. onde: ze = 1 − 2 1 k + k2 3 9 k= hta hta Ye = perda de carga relativa.32 (Scobey) ou k a = 100 (Strickler). Calame e Gaden.

0 0 D D LC H L1 NA B) Central com pequena regularização diária (depleção Yr) . por segurança.0 m . YE YR = 0 YD ' HC y = 1 . CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO A) Central a fio d’água Dc y = 1 .0 0 E N A m áx. depleção máxima do NA do reservatório.' H c = YE + y E + ( YD ou YD ) + y D + YR .acréscimo na altura da elevação e da depleção. onde yE e yD YR ≅ 1.

R H C YD o u YD' y = 1 . n o rm a l Y N A m in .DC yE = 1 .0 0 D v D Figura 1 . 0 0 YE N A m á x .

4 0.CURVA Zd = f(k’) Zd 1.3 0.1 0.25 0.50 0.75 0.7 0.0 0.0 k’ Figura 2 Tabela 2 DEPLEÇÃO CONSECUTIVA À ELEVAÇÃO MÁXIMA DECORRENTE DO FECHAMENTO TOTAL DA TURBINA – 100% DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE z d EM FUNÇÃO DE k’ .6 0.8 0.5 0.2 0.9 1.00 0.

526 0.328 0.403 0.928 0.353 0.469 0.06 0.343 0.555 0.487 0.000 0.70 0.780 0.09 0.442 0.394 0.01 0.367 0.417 0.458 0.360 0.382 0.30 0.90 1.371 0.500 0.645 0.464 0.60 0.513 0.374 0.04 0.628 0.80 0.386 0.432 0.334 0.755 0.331 0.291 - Os valores de zd constantes na tabela são negativos.00 0.k’ 0.357 0.02 0.398 0.05 0.494 0.663 0.447 0.809 0.289 0.578 0.296 - 0.547 0.562 0.07 0.303 - 0.310 - 0.570 0.734 0.00 NOTA: 0.350 0.308 - 0.637 0.03 0.702 0.619 0.337 0.594 0.982 0.390 0.964 0.427 0.437 0.08 0.506 0.794 0.692 0.378 0.910 0.298 - 0.316 0.340 0.837 0.823 0.881 0.852 0.946 0.50 0.519 0.325 0.313 0.412 0.322 0.422 0.475 0.364 0.654 0.683 0.453 0.00 1.603 0.895 0.586 0. .293 - 0.408 0.10 0.673 0.305 - 0.346 0.539 0.866 0.766 0.611 0.40 0.532 0.744 0.723 0.20 0.481 0.712 0.300 - 0.319 0.

786 0.860 0.02 0.80 0.556 0.658 0.640 0.09 0.610 0.966 - 0.937 - 0.808 0.00 0.529 0.511 0.684 0.819 0.952 - 0.770 0.830 0.593 0.680 0.725 0.597 0.891 0.930 1.614 0.923 0.577 0.744 0.814 0.548 0.791 0.000 0.00 0.689 0.518 0.885 0.897 0. .532 0.90 1.675 0.605 0.980 - 0.973 - 0.05 0.866 0.560 0.60 0.514 0.631 0.507 0.00 0.50 0.707 0.836 0.666 0.589 0.825 0.986 - 0.854 0.30 0.601 0.618 0.649 0.878 0.842 0.653 0.573 0.585 0.848 0.04 0.749 0.754 0.01 0.07 0.780 0.644 0.636 0.734 0.70 0.662 0.729 0.720 0.564 0.872 0.10 0.627 0.522 0.739 0.716 0.764 0.540 0.569 0.581 0.910 0.944 - 0.03 0.993 - NOTA: Os valores de z1d constantes na tabela são negativos.693 0.702 0.959 - 0.759 0.552 0.802 0.525 0.904 0.544 0.536 0.06 0.40 0.775 0.797 0.917 0.711 0.698 0.500 0.Tabela 3 DEPLEÇÃO DECORRENTE DE UMA ABERTURA PARCIAL DE 50% A 100% DA TURBINA DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE z1d EM FUNÇÃO DE k’ k’ 0.504 0.671 0.20 0.622 0.08 0.

De = 127 7 Q3 H b . H t = H b + hs = carga hidráulica total sobre o conduto (m). o diâmetro calculado pela fórmula de Bondshu como o econômico.2 H b . é atendida. apenas.CONDUTO FORÇADO Nestas Diretrizes considera-se. deve-se verificar se a velocidade máxima admissível para cada tipo de tubulação. Portanto. igual à soma da queda bruta ( H b ) com a sobrepressão devida ao golpe de aríete ( hs ). listada na tabela a seguir. que significaria redução das perdas hidráulicas e. onde: De Q diâmetro econômico (cm). maior potência instalada. Tabela 1 MATERIAL Aço Concreto Vmáx admissível (m/s) 5. pode-se admitir que hs = 0.0 . adota-se. tem-se H t = 1. Portanto. Substituindose na fórmula anterior. descarga de projeto (m3/s). promove aumento do benefício energético sem que isso compense o acréscimo de custo associado.2 H b . consequentemente. o diâmetro econômico é aquele para o qual a relação custo-benefício é máxima.77 Ht Após o cálculo do diâmetro econômico. nestas Diretrizes. Dadas as dificuldades de obter-se uma fórmula que considere exatamente os parâmetros acima mencionados. tem-se: Q3 De = 123. o conduto forçado que possui o mesmo diâmetro ao longo de todo o comprimento. Entende-se por benefício o valor presente da energia a ser produzida ao longo da vida útil da PCH e por custo o investimento total necessário à implantação da PCH. o diâmetro econômico é o diâmetro limite para o qual um aumento de sua dimensão. Para as PCH. Determinação do Diâmetro Econômico Teoricamente.0 3.

apresenta-se. Essas variações. o cálculo das perdas de carga para diversos casos. resultantes de fechamentos ou aberturas rápidas. Portanto.34 0. desprezando-se as demais. do dispositivo de fechamento da turbina. J = 410 K a V 1.2732 De2 • Verificação da Perda de Carga Conhecidos De e V . com juntas soldadas ou sem costura.• Verificação da Velocidade A velocidade é estimada pela equação da continuidade: V= Q πDe2 A= 4 . comprimento do conduto (m). diâmetro interno do conduto (cm). parciais ou totais. onde: J Lcf ka perda de carga unitária (m/km).38 No item “DETERMINAÇÃO FINAL DA QUEDA LÍQUIDA E DA POTÊNCIA INSTALADA”. onde V = Q 4Q 2 πDe = 1. condicionam a espessura da chapa do conduto. em detalhes. Essas variações são estimadas pelo Método de Allievi. 0. conforme o engolimento da turbina diminua ou aumente repentinamente.Golpe de Aríete . como apresentado .32 0. estima-se a perda de carga devido ao atrito. Tabela 2 VALORES DE k a CONDUTO ka Di Aço (*) Cimento-amianto Concreto armado (*) Novo.1 . utilizando-se a fórmula de Scobey.9 Di1. coeficiente que varia com o tipo de tubulação (ver Tabela 2). A . como descrito a seguir. positivas (sobrepressões) ou negativas (depressões).Método de Allievi A pressão normal estática ao longo do conduto forçado sofre variações decorrentes do golpe de aríete quando há mudanças súbitas de vazão. Variação de Pressão no Conduto Forçado .

queda bruta (m). tempo de fechamento do dispositivo de fechamento da turbina (s). A velocidade da onda de pressão é calculada pela fórmula a seguir.35 H b . H b = queda bruta (m). onde Di diâmetro interno do conduto (mm). em função dos parâmetros ρ e θ . onde: hs = sobrepressão ou depressão (m). para condutos longos: L > 3Hb .81 m/s2. t = 10 s. para condutos com uniformidade de espessura de parede e de diâmetro interno. aceleração da gravidade = 9. hs = ( Z 2 − 1) H b . pode-se adotar: θ vp V g Hb t L t = 6. os quais são calculados utilizando-se as fórmulas a seguir. celeridade da onda de pressão (m/s). para condutos curtos: L ≤ 3Hb . onde: constante da linha.a seguir. Na falta de informações do fabricante da turbina. cujo limite máximo é igual a 0. velocidade do escoamento (m/s). Z 2 = parâmetro obtido dos gráficos de Allievi. comprimento do conduto (m).3 + K Di e . vp = 9900 48. no de intervalos 2 L / v p contidos em t . . para sobrepressão e depressão.0 s. ρ= ρ v pV 2 gHb eθ = v pt 2 Lcf .

coeficiente que depende do material do conduto. conforme Tabela 3 Tabela 3 VALORES DE K CONDUTO Aço Ferro fundido Chumbo Madeira Concreto K 0. CURVA Z 2 x ρ / θ PARA SOBREPRESSÃO .50 1.00 5.00 5.00 K Os gráficos a seguir apresentam as curvas de variação de Z 2 x ρ / θ para sobrepressão e para depressão (Figuras 1 e 2).e espessura do conduto (mm).00 10.

00 0.50 2 Figura 1 CURVA Z 2 x ρ / θ PARA DEPRESSÃO .20 1.ρ/θ 0.10 1.30 0.40 1.90 Z 1.00 1.10 0.40 0.30 1.20 0.

A considerando o golpe .250 0.8 0.ρ/θ 0. somando-se à pressão hidrostática a sobrepressão. ou seja.7 0. no conduto forçado. onde: conduto forçado é a ADUÇÃO” no ítem de baixa pressão.150 0.9 2 Figura 2 Espessura do Conduto Forçado A metodologia para determinação da espessura da parede do mesma apresentada em “ESPESSURA DA TUBULAÇÃO DE ”TUBULAÇÃO DE ADUÇÃO EM BAIXA PRESSÃO”. Pt = Pi + hs . para conduto pressão total interna máxima.050 0. deve ser calculada de aríete.6 0.200 0.100 Z 0.

• Bloco de Apoio ou Selas A figura a seguir mostra um corte esquemático de um trecho do conduto. Alternativamente. comprimento da base do bloco. pressão hidrostática máxima interna devido à queda bruta (kgf/cm2). altura do bloco = 1.20Hb .2 D . . podem ser usados “anéis estruturais de aço”. com dois blocos de apoio. largura da base = 1. como definido anteriormente. cujo limite máximo é igual a 0.bloco de apoio ou sela. que tem a função de absorver os esforços que se desenvolvem no conduto. sendo permitido o seu deslizamento sobre o mesmo. sobrepressão (kgf/cm2). convenientemente fixados a uma base de concreto.Pt Pi hs pressão total interna máxima (kgf/cm2). tabelado em função do diâmetro e do ângulo de inclinação ( θ1 ) do conduto. onde o conduto se apoia simplesmente.0 m A B C espaçamento entre selas. em trechos retos longos e em pontos de mudança de direção.6 D . Blocos de Apoio e de Ancoragem Dois tipos de blocos de concreto são usados para suportar o conduto forçado: . para as condições físicas do sistema de apoio enumeradas a seguir: L ≤ 6 D ≤ 5. que atende as condições de estabilidade especificadas mais adiante.bloco de ancoragem. A Tabela 4 apresenta o valor da largura da base “C” dos blocos de apoio. .

80 1.00 1.00 1.40 0.D 0. No dimensionamento simplificado.00 45o 0.20 1.5C 0.60 2.5D A 120 B O1 CORTE 1-1 Figura 3 Tabela 4 BLOCOS DE APOIO (*) COMPRIMENTO DA BASE “C” (m) D (m) 0. devido à carga unitária ( q ) .00 15o 0.65 1.5C 1 0.00 2 (*) Para σ c adm = 1.5 kgf / cm (tensão admissível à compressão).20 0.65 1.θ1 0o 0.5C 0. apresentado a seguir. peso unitário da água (tf/m). .65 1.60 2.00 1.45 0.Esforços Atuantes A carga unitária distribuída ( q ) atuante ao longo do comprimento do conduto é igual a: q = q t + q a . foram considerados os maiores valores dos esforços principais.20 INCLINAÇÃO DO CONDUTO .00 30o 0.30 1.60 0.35 0.5D L 0.35 0. .00 1.60 2.00 1.30 1.60 2. onde: qt qa peso próprio unitário do conduto (tf/m).65 1.30 1.40 1.Força Normal. desprezando-se os demais.5C A C D 1 0.

C.50 kgf/cm2. . devido às diferenças de temperatura Como o conduto é simplesmente apoiado.25 correspondente ao atrito entre conduto e um aparelho de apoio metálico na cabeça do bloco. para blocos apoiados em solo. B e L.40 tf/m3. . adotado igual a 0. resta a determinação de “C”.Fn = qL cosθ1 (tf) . . essa força transmitida ao apoio corresponde à máxima força de atrito: Ft = f a Fn (tf).5 RV .Comprimento da Base do Bloco “C” Conhecidos os valores de A. B. em função de D e de θ1 . onde: γc peso específico do concreto = 2. satisfazem a uma taxa de compressão admissível da fundação ( σ c adm ) de 1. considerando-se as condições de estabilidade relacionadas a seguir.Esforço Transmitido à Fundação .Peso Próprio do bloco de apoio Gc = A. . mal lubrificado. ou taxa de trabalho. onde: fa coeficiente de atrito entre o conduto e o bloco de apoio. RH > 2.Coeficientes de Segurança RH > 2.A resultante dos esforços deve passar pelo terço central do bloco. . correspondente a uma areia grossa compacta ou a uma argila dura de difícil moldagem com os dedos. RV resultante dos esforços atuantes na direção vertical.0 RV . Os valores de “C” constantes da tabela apresentada anteriormente.Força tangencial. para blocos apoiados em rocha.γ c . onde: R H resultante dos esforços atuantes na direção horizontal.

Após a escavação do terreno.5D O1 D ponto de inflexão A 0. deverá ser lançada uma camada de brita de 15 cm de espessura. onde: ∑ FV Ab somatório das forças verticais (kgf/cm2). • Bloco de Ancoragem O bloco de ancoragem é utilizado em longos trechos retos do conduto e em locais de mudança de direção.∑ FV < σ c adm Ab .Esforços Atuantes Além dos esforços considerados para o caso do bloco de apoio. NOTA: Considerado o efeito da excentricidade. a qual deverá ser compactada antes do lançamento do concreto. σ c adm tensão admissível à compressão (kgf/cm2).5D junta de dilatação C O2 0. deverá ser instalado aparelho para apoio do conduto.Aspectos Construtivos O concreto dos blocos de apoio deverá ser fabricado atendendo as mesmas especificações do concreto para Barragens de Concreto. área da base do bloco = BxC (cm2).5C 0. 0.5C L 0. de acordo com as especificações. A Figura 4 mostra um detalhe típico.5D CORTE LONGITUDINAL Figura 4 . Na parte superior da sela. dois outros deverão ser considerados: . .

. com σc adm = 10 kgf / cm2 . para fundações em terra e rocha.. . θ1 .0 D B = 3. ϕ A influência da força centrífuga na curva.35H . respectivamente. com σc adm = 1. a altura e a largura da base são fixados: L ≤ 30 m espaçamento máximo (m). No dimensionamento. igual à carga hidráulica ( H ) entre o reservatório e o local do bloco mais a sobrepressão devida a eventual golpe de aríete. Recomenda-se adotar Pt = 1.Força Radial. onde: pressão total da água (m) no conduto.Força Tangencial.para fundações em rocha: rocha alterada. θ2 e Pt . devido à carga unitária distribuída ( q ) Ft = qL sen θ1 (tf) . como apresentado anteriormente. são apresentados em Tabelas adiante. deve ser considerado: .0 D ou 4. .0 D Os valores do comprimento “C” da base do bloco. não foi considerada por causa da sua pequena magnitude quando comparada às demais forças. altura do bloco (m).5 kgf / cm2 . A ≥ 2. . em função de D.Dimensões do Bloco de Ancoragem O espaçamento entre os blocos. largura da base (m). devido à velocidade do escoamento. que deverá ser compactada antes do .Aspectos Construtivos O concreto dos blocos de ancoragem deverá também ser fabricado atendendo às mesmas especificações do concreto para Barragens de Concreto. ângulo interno da curva do conduto. devido à pressão interna da água nas curvas da tubulação FR = Pt πD 2 2 Pt sen ϕ 2 (tf). Uma camada de brita de 15 cm de espessura.para fundações em solo: areia grossa compacta ou a uma argila dura de difícil moldagem com os dedos.espaçamento máximo entre blocos = 30 m. que atendam às mesmas condições de estabilidade definidas anteriormente para os blocos de apoio. resistente a desmonte por picareta.

onde possível. Registra-se que. em m. deverá também ser lançada após a escavação do terreno.65 1. A distância da geratriz superior do conduto e o topo do bloco deve ser sempre igual a D / 2 (m). espaçados a cada 20 cm e engastados na base.0D ou 4.COMPRIMENTO DA BASE DOS BLOCOS DE APOIO – C DIÂMETRO (m) 0.00 1. pelo menos. a escavação da fundação do bloco escalonada (em dentes) aumentará sua resistência ao deslizamento.5D ESTRIBO 03/4" C/20 A>= 2D B=3.35 0.60 2. a tubulação deverá ser solidarizada ao mesmo através de estribos de aço. em m.00 1.30 1.5D D 0.60 0.00 0 o 0.20 1. No caso de blocos que envolvam totalmente o conduto forçado.80 1.60 2.30 1.30 1.45 0.0D Figura 5 Tabela 5 . Largura da base do bloco de apoio B = 1.60 2.00 0.00 1.40 0.lançamento do concreto. 0. .00 1.20 0. Deverá ser obrigatoriamente instalada uma junta de dilatação no conduto forçado a jusante dos blocos.65 1. Comprimento da base do bloco de apoio C = tabelado.65 1. de 3/4”.00 0.65 1.20 NOTA: θ1 = INCLINAÇÃO 15 o DO 35 o CONDUTO 45 o 0.00 Altura do bloco de apoio A = 1.60 2.35 0.00 1.40 1. pelo seu lado superior.6 D.2 D.

80 3. Largura da base do bloco B = 3D.90 4.70 2.30 3.10 =15o 30o 3.80 3.40 4.60 45o 2.30 2.00 4.30 3.2 H=10m 0.30 2.90 3. onde deve ser B = 4 D.00 4.00 3.20 2.80 2.40 4.4 0.80 3.60 θ2 15o 3.90 3.70 3.90 6.30 4.30 2.80 3.60 θ1=0o 2.tabelado.20 2.40 3.30 3.50 5.10 45o 4.00 4. .80 3.8 1.10 3.60 θ2 15o 3.90 3.10 3.50 5. conforme a solução geométrica para o bloco.00 3.30 3.90 3.00 4.30 2.30 3.60 45o 2.60 4.70 2.10 θ1=0o 2.80 3.6 0.10 =30o 30o 3.10 θ2 15o 3.10 =15o 30o 4.80 3.10 =45o 30o 4.60 θ2 15o 3.40 4.90 4.30 3.80 3.00 4.50 4.70 2.80 3.60 =30o 30o 3.40 4.40 5.60 4.80 3.60 4.10 =30o 30o 3.2 θ1=0o 1.40 3.10 =45o 30o 4.60 3.30 3.70 2.8 1.50 4.30 3.10 =45o 30o 3.10 θ1=0o 2.80 3.70 2.80 1.Tabela 6 .4 0.4 0.10 45o 3.40 3.10 4.40 4.40 4.60 θ2 15o 2.40 4.6 0.90 4.80 3.90 5.40 3.60 =45o 30o 3.30 2.80 2.90 5.60 θ1=0o 2.10 = 0o 30o 4.30 2.10 45o 3.10 3.80 3.30 2.30 2.90 4.80 3.30 3.50 4.90 4.60 3.70 2.10 θ2 15o 3.60 4.40 4.50 4.90 3.80 4.50 4.10 =15o 30o 3.60 θ1=0o 1.40 3.20 3.80 3.50 4.20 3.80 3.00 4.60 4.80 4.40 3.30 2.60 4.20 3.80 3.10 θ1=0o 2.10 45o 2.30 2.30 3.50 4.80 2.20 2.80 4.90 4.10 5.90 4.10 45o 3.60 45o 3.30 3.00 4.20 2.40 3.90 5.70 2.30 3.30 3.10 3.00 4.50 4.80 3.30 3.10 3.50 4.80 3.10 = 0o 30o 3.20 2.00 3.60 45o 3.00 4.40 4.2 H=5m 0.60 θ2 15o 2.60 4.30 3.60 3.30 3.60 θ2 15o 4.2 θ1=0o 1.40 4.00 3.10 3.30 4.30 3.10 4.80 3.30 3.00 3.00 4.80 3.30 2.80 2.10 θ2 15o 4.10 θ1=0o 2.00 4.80 3.80 3.80 1.80 4.10 3.30 2.40 3.60 45o 4.40 3.20 3.80 3.40 4.60 4.10 θ2 15o 3.70 2.50 4.00 3.80 4.80 3.70 2.40 4.40 3.10 3.30 3.90 3.80 3.40 3.40 4.30 3.40 3.60 θ1=0o 3.80 1.40 3.00 4.30 3.10 θ1=0o 2.2 NOTA: θ1=0o 1.10 45o 3.80 1.40 3.60 θ2 15o 3.20 3.00 4.00 5.50 4.50 4.80 2.80 3.0 1.10 4.80 3.50 5.60 θ2 15o 3.80 4.60 θ2 15o 3.00 4.00 4.90 4.2 θ1=0o 1.30 4.10 3.10 3.40 4.10 θ1=0o 3.40 4.0 1. Comprimento da base do bloco C .30 4.80 3.20 2.10 45o 3.50 4.10 D (m) 0.30 3.00 4.40 4.00 5.20 3.40 4.60 45o 4.80 2.80 3.00 5.10 θ1=0o 3.50 5.10 45o 2.30 3.10 D (m) 0.10 45o 3.80 3.10 4.60 45o 2.80 3.80 3.80 3.20 2.60 θ1=0o 2.40 4.10 3.00 3.80 3.30 3.50 4.0 1.00 3.10 3.60 3.80 3.10 5.00 5.90 5.10 = 0o 30o 4.40 3.30 2.80 2.00 3.20 2.00 3.80 4.30 3.40 4.60 3.90 4.10 =15o 30o 3.00 4.8 1.70 2.30 3.50 4.80 1.80 2.60 θ2 15o 3.2 θ1=0o 1.30 2.30 3.40 3.30 2.90 3.30 2.80 3.40 3.10 3.2 H=25m 0.00 3.30 2.80 3.00 4.00 3.10 = 0o 30o 3.60 θ2 15o 3.90 4.00 4.40 3.40 4.40 3. exceto na região assinalada.4 0.30 3.30 2.10 =30o 30o 3.30 3.10 4.40 4.60 =45o 30o 3.10 Altura do bloco A ≥ 2 D.50 4.60 θ2 15o 2.20 2.00 5.30 5.2 H=15m 0.60 θ2 15o 2.10 θ2 15o 4.80 3.70 2.80 3.80 2.40 4.00 4.80 3.30 2.80 4.50 4.80 3.90 4.10 θ1=0o 2.80 3.40 3.80 3.10 D (m) 0.40 5.80 4.6 0.00 4.40 5.30 4.40 3.4 0.40 4.20 2.10 D (m) 0.30 2.00 4.40 3.30 3.70 2.30 3.00 4.10 45o 5.00 4.30 4.60 θ2 15o 2.30 3.8 1.10 θ1=0o 1.30 3.80 3.00 4.30 4.60 3.80 3.10 3.60 θ1=0o 4.60 =30o 30o 3.20 2.60 3.40 4.00 4.60 3.80 3.00 4.50 4.70 2.30 2.30 2.30 2.00 3.00 4.30 2.8 1.10 5.00 4.90 4.60 3.80 3.80 3.50 4.30 3.6 0.60 4.60 3.30 2.80 3.10 3.0 1.40 4.30 3.40 4.10 =15o 30o 3.40 3.10 45o 2.10 4.BLOCOS DE ANCORAGEM – COMPRIMENTO DA BASE Tipo de Terreno: Terra D (m) 0.40 4.00 4.60 45o 3.00 4.60 4.80 2.10 3.50 4.6 0.90 4.80 4.00 5.50 3.10 = 0o 30o 4.50 5.80 3.60 45o 4.80 2.30 3.30 3.50 4.2 H=20m 0.10 4.50 4.60 4.80 3.80 3.90 4.30 5.30 3.30 4.80 3.60 θ2 15o 3.70 2.10 3.00 4.40 3.30 3.30 4.10 5.30 3.40 4.30 3.30 3.30 4.0 1.

10 θ2 15o 2.80 3.80 2.80 3.40 5.30 2.40 4.00 4.40 3.70 2.90 4.80 3.40 4.00 3.50 4.90 3.40 4.80 3.60 45 o θ1=0 o θ2 15o 1.20 2.70 2.90 4.80 3.80 2.40 4.40 5.00 3.40 3.4 0.00 θ1=0 o θ2 15o 1.40 3.30 3.60 3.30 3.10 θ2 15o 2.80 2.50 5.30 3.30 2.30 3.60 θ2 15o 1.80 2.70 2.40 3.00 4.10 =15o 30o 2.90 4.2 H=5m 0.90 4.40 5.80 3. Comprimento da base do bloco C .4 0.00 1.30 2.30 2.40 3.30 3.50 4.00 5.90 4.00 4.40 3.60 θ1=0o 1.2 3.40 4.10 θ2 15o 3.30 2.70 3.60 =45o 30o 2.80 3.70 2.60 1.40 4.80 3.30 3.80 2.30 3.60 1.4 0.60 =30o 30o 2.10 45o 1.20 2.40 4.70 2.40 3.2 H=20m 0.40 3.10 =45o 30o 2.00 3.80 4.70 3.80 4.30 3.10 D (m) 0.50 3.70 2.2 H=10m 0.80 3.00 3.50 4.2 θ1=0o 1.80 3.00 3.80 2.80 3.00 5.60 45o 1.50 5.80 3.30 3.30 3.00 4.80 2.50 4.70 2.70 3.60 1.30 2.10 D (m) 0.00 4.00 3.10 45 o θ1=0 o θ2 15o 2.2 H=15m 0.70 3.80 3.10 θ1=0o 2.80 2.50 4.30 3.80 3.30 2. Largura da base do bloco B = 3D.40 3.90 4.80 3.20 2.10 =45o 30o 2.60 3.30 2.30 3.30 2.40 4.70 3.60 45o 2.80 2.30 2.00 4.10 4.30 4.40 3.30 2.60 =30o 30o 2.30 2.00 4.00 θ1=0o 3.30 2.00 4.40 3.80 4.40 5.00 4.90 4.8 1.40 4.30 2.90 4.50 5.10 1.40 3.20 2.80 2.70 3.90 3.60 θ2 15o 3.80 3.60 1.10 θ1=0 o θ2 15o 2.10 θ1=0o 2.80 3.60 θ2 15o 2.50 4.40 3.80 2.40 4.20 2.30 3.10 = 0o 30o 2.90 3.00 4.70 2.50 5.10 D (m) 0.10 45o 2.30 3.00 4.30 3.20 3.00 3.80 3.30 3.60 2.20 2.20 2.50 4.00 4.10 =30o 30o 2.00 3.60 θ2 15o 2.50 4.30 2.00 45 o θ1=0 o θ2 15o 2.20 3.30 3.70 3.20 2.0 1.30 2.50 4.70 3.80 2.70 3.00 4.20 3.30 3.90 4.20 3.80 2.00 3.40 3.30 3.30 3.40 4.30 2.10 θ1=0o 1.70 3.70 2.70 3.10 =30o 30o 2.70 3.60 45o 2.70 3.00 3.80 3.00 4.30 2.60 1.20 3.80 3.80 4.90 4.40 4.00 4.80 3.60 θ2 15o 1.30 3.20 2.20 2.30 2.40 4.2 θ1=0o 1.80 2.80 2.10 θ1=0o 1.90 3.20 2.20 2.00 4.80 3.10 = 0o 30o 2.50 4.70 2.40 3.30 3.30 2.30 3.00 4.30 2.30 3.60 3.30 3.20 2.10 45o 1.10 θ1=0o 1.20 2.70 3.80 2.60 =45o 30o 2.90 4.80 3.60 45o 1.70 3.90 3.80 2.30 3.70 2.00 4.10 θ1=0o 1.50 4.50 4.6 0.90 4.30 2.40 4.00 3.60 45o 1.40 4.10 3.10 D (m) 0.BLOCOS DE ANCORAGEM – COMPRIMENTO DA BASE Tipo de Terreno: Rocha D (m) 0. .70 3.30 3.30 3.40 3.90 4.20 2.0 1.80 2.80 2.30 2.00 4.4 0.80 3.50 4.10 2.80 2.10 45o 1.40 4.60 2.2 θ1=0o 1.2 H=25m 0.20 3.10 3.40 3.40 4.60 θ2 15o 1.10 = 0o 30o 2.00 4.60 θ2 15o 2.10 1.2 θ1=0 o θ2 15o 2.10 45o 3.30 2.10 NOTA: Altura do bloco A ≥ 2 D.30 2.40 4.30 2.30 2.20 3.00 4.60 θ1=0o 2.50 5.50 4.80 2.80 3.0 1.30 2.40 3.30 2.80 3.00 5.50 5.30 2.60 1.40 3.10 45o 1.70 2.40 3.80 4.60 45o 2.90 4.40 3.90 4.10 45o 2.50 4.10 3.60 2.30 2.80 3.70 3.80 3.8 1.10 3.10 3.30 2.00 4.60 45o 2.2 θ1=0 o θ2 15o 2.10 =15o 30o 2.70 2.20 2.80 3.30 2.10 =15o 30o 2.6 0.40 3.50 4.30 3.80 2.30 3.00 3.70 3.70 2.40 4.70 3.60 1.30 3.30 2.80 3.30 2.60 2.00 4.20 2.10 =30o 30o 2.40 3.70 3.30 2.20 2.80 3.50 5.50 4.90 4.50 4.80 3.6 0.30 2.30 2.8 1.40 4. conforme a solução geométrica para o bloco.20 3.90 4.30 2.60 θ1=0 o θ2 15o 2.10 =45o 30o 2.70 2.90 4.00 4.80 3.80 2.50 4.10 45o 3.00 4.30 3.20 2.20 3.30 3.20 3.30 3.10 45o 1.00 4.00 4.00 4.30 2.10 =15o 30o 2.90 3.0 1. exceto na região assinalada.0 1.90 3.80 3.20 3.20 2.30 3.8 1.4 0.90 4.30 2.40 4.6 0.20 2.30 3.80 3.60 1.00 3.10 = 0o 30o 3.50 4.30 3.90 4.10 45o 1.40 4.30 3.10 = 0o 30o 3.00 5.30 2.00 4.6 0.00 4.8 1.00 4.90 4.40 4.80 2.60 1.40 3.80 3.70 3.80 3.60 θ2 15o 2.10 =15o 30o 2.80 2.30 3.30 2.70 2.50 4.90 3.80 4.tabelado.40 4.00 4.80 2.Tabela 7 . onde deve ser B = 4 D.60 θ2 15o 2.00 4.30 2.30 3.50 4.

• quando houver solução econômica para a implantação de uma chaminé de equilíbrio (se esse dispositivo se mostrar necessário). cujos conceitos são os seguintes: L> KH γ r cos β .TÚNEL DE ADUÇÃO Arranjos com Túnel de Adução Quando a casa de força da PCH não é incorporada ao barramento. como exposto anteriormente no ítem ARRANJO E TIPO DAS ESTRUTURAS. de baixa permeabilidade e sem suspeita de ocorrência de materiais erodíveis ou solúveis. L menor distância (cobertura). medida no plano da seção longitudinal (na direção do eixo do túnel) e na seção transversal (na direção perpendicular ao eixo do túnel). Critérios Gerais para o Projeto do Túnel Normalmente. poderá ser cogitada a adução das vazões através de túnel. O mais comum nestes casos é ter o túnel de baixa pressão. a princípio. O traçado do túnel deve representar. • quando a rocha no trecho a ser atravessado pelo túnel se mostrar de boa qualidade. de preferência. Essa opção. em qualquer direção. No trecho onde se requer a sua blindagem o diâmetro final interno será circular. • quando houver suficiente cobertura de rocha ao longo da diretriz prevista para o túnel. deve ser considerada como em arco-retângulo. será considerada nos seguintes casos: • quando a topografia for desfavorável à adução em canal ou conduto de baixa pressão. a seção de escavação do túnel. Em alguns casos não se caracterizam os trechos de baixa e de alta pressão. com pequena declividade e a chaminé de equilíbrio e o túnel de alta pressão ou conduto forçado a céu aberto até a casa de força. O túnel de adução deve ser projetado para resistir à pressão máxima interna decorrente das condições operacionais extremas da usina. com o ângulo de mergulho do túnel sendo ditado pela busca de cobertura de rocha mais favorável (ver Figura 1. por interesses construtivos. de cada seção/estaca (m). a seguir). . a ligação mais curta entre a tomada d’água e a casa de força e deve atender ao critério de cobertura mínima de rocha preconizado por Bergh-Christensen e Dannevig (1971). até a superfície estimada do topo rochoso. normalmente. onde. a partir do túnel.

3 . adotado 1. a seguir. menor inclinação média da superfície do terreno natural.H K carga estática máxima de pressão d'água na seção em estudo (m). massa específica da rocha (t/m3). Esses parâmetros são ilustrados nas Figuras 2 e 3. γr β ARRANJO DE TÚNEL COM TRECHOS EM BAIXA E EM ALTA PRESSÃO ARRANJO DE TÚNEL COM INCLINAÇÃO EM DIREÇÃO À CASA DE FORÇA ARRANJO DE TÚNEL EM BAIXA PRESSÃO ACOPLADO A CONDUTO FORÇADO A CÉU ABERTO Figura 1 . verificada na seção longitudinal e na seção transversal. coeficiente de sobrelevação para a pressão.

EM UMA SEÇÃO. Em perfil. quando o nível d’água alcança o mínimo minimorum no reservatório e na chaminé de equilíbrio (se existir). O ângulo de mergulho deverá ser adequado à necessidade de recobrimento de rocha. tendo em conta requererem métodos construtivos diferenciados. tendo em conta aspectos construtivos ligados à drenagem das águas de infiltração. com critério. não se recomendando declividades inferiores a 1%. Na definição do traçado do túnel deverá ser levado em conta que o prazo de construção depende da produção diária. abaixo da linha piezométrica no caso mais desfavorável. De forma geral. a camada de solo superficial e a posição da superfície do topo rochoso em cada seção. necessariamente. talvez se mostre necessário prever frentes de ataque adicionais. isto é. QUANTO ÀS CONDIÇÕES DO PERFIL TRANSVERSAL Figura 2 A análise do traçado deve ser efetuada a cada estaca da diretriz do túnel (espaçamento de 20 m) e contar. Se o traçado for muito longo. a fim de estimar. um caminhamento sobre a diretriz projetada para o túnel e um mapeamento geológico de superfície.L> KH γ r cos β β N H L N' ESTACA N VERIFICAÇÃO DO CRITÉRIO DE COBERTURA. Quando a geometria do arranjo exigir. o túnel deve ser traçado de modo que o ponto mais alto fique sempre. QUANTO ÀS CONDIÇÕES DO PERFIL LONGITUDINAL β H L SEÇÃO NN' ESTACA N VERIFICAÇÃO DO CRITÉRIO DE COBERTURA. . NA MESMA SEÇÃO. utilizando-se túneis/janelas intermediárias. com a participação de um geólogo. com segurança. os trechos de grande declividade devem ser concentrados em pequenas extensões. A análise deverá ser precedida de. além de informar sobre as características da rocha e sua adequabilidade para comportar o túnel. com particular atenção nos talvegues a serem atravessados. em cada frente de execução. a declividade máxima deve se limitar a 12%. pelo menos.

velocidade média do escoamento no túnel (m/s).58 n n2 D 0.Considerando a qualidade do maciço. . f = 124. por imposições geológico/construtivas. na chegada à casa de força e. nos trechos onde a cobertura de rocha é insuficiente e. onde hf f perda de carga no túnel (m). L D V g b) Coeficiente de Perda de Carga O coeficiente de perda de carga f é uma função da rugosidade da parede. em trechos localizados. Critérios para o Dimensionamento Hidráulico do Túnel a) Dados e Parâmetros para o Dimensionamento Os dados e parâmetros para o dimensionamento hidráulico do túnel são os relacionados pela formulação de Darcy-Weisbach L V2 hf = f D 2 g . coeficiente de Darcy-Weisbach. pode ser estimado pela expressão a seguir. a princípio não será previsto revestimento do túnel.333 . do diâmetro do túnel e da velocidade do escoamento. comprimento do túnel (m). diâmetro de referência (base ou altura da seção arco-retângulo) (m). aceleração da gravidade (m/s2). onde: coeficiente de Manning. apenas. O revestimento deve ser necessário. O comprimento necessário do trecho blindado. nos trechos em que o critério de cobertura mínima de rocha é atendido. que varia em função da rugosidade das paredes do túnel. A seguir são sugeridos valores para o coeficiente de Manning a ser adotado de acordo com o tipo de revestimento. em outros trechos localizados será determinado pelo atendimento à condição da fórmula de Bergh-Christensen e Dannevig. eventualmente. Simplificadamente.

Dois aspectos devem ser lembrados: • • a seção mais econômica.010 c) Rotina para Dimensionamento A perda de carga a ser assumida para o projeto do túnel é uma questão econômica.50 m. • • para projetos com pequenas vazões para geração. por método convencional. A determinação de uma situação de economicidade ótima para projeto envolve uma análise com várias hipóteses de diretrizes alternativas. que deve se mostrar percentualmente baixa. por seus trechos característicos.013 0. os possíveis benefícios relacionados com redução nos prazos de obras. sugere-se a seção arco-retângulo com altura e largura iguais a 2. Se as condições de cobertura mínima de rocha são atendidas. de forma econômica. nunca será a ditada pela velocidade máxima admissível. a seção do túnel será ditada pelas menores dimensões que permitem a realização de escavação subterrânea de rocha. A extensão e diâmetro do túnel podem se mostrar determinantes nessa análise. sob o aspecto do aproveitamento hidrelétrico. o projeto deve considerar inicialmente o túnel não revestido. inclusive. A consideração posterior de análise marginal de benefício/custo pode ser efetuada para verificação da hipótese do revestimento do túnel. já que o dimensionamento ótimo será ditado pela adequada análise da perda de carga no túnel (energia de geração renunciada).COEFICIENTE DE MANNING REVESTIMENTO Sem revestimento Concreto Aço n 0. A estimativa da perda é feita estabelecendo-se hipóteses para o diâmetro e rugosidade das paredes do túnel. diâmetros de túnel e revestimentos. confrontando-se as alternativas de diâmetros de projeto com custos e prazos necessários para execução de revestimento. a qual deve levar em conta. devendo ser compreendida como uma quantidade renunciada de energia. . total ou parcial (em trechos). de forma geral. Para efeito deste Manual.025 0. A perda de carga no túnel de adução. deve variar entre 2% e 5% da queda bruta disponível para geração.

Premissas para o Dimensionamento do Revestimento A necessidade de revestimento/escoramento será condicionada por considerações econômicas e pela qualidade do maciço rochoso a ser atravessado. onde serão necessários aplicar métodos de escoramento. e • • o revestimento deve atender. tratamento e contenções. avaliação dos seus parâmetros geológico/geotécnicos (graus de fraturamento. Os tipos de escoramento. esse revestimento é uma blindagem em aço. a céu aberto. ou em túnel revestido. integralmente. sem revestimento. juntas de alívio. condições das fraturas e intrusões). para efeito do presente Manual. no desemboque. de Bergh-Christensen e Dannevig. enquanto o túnel percorre o maciço com cobertura suficiente. em concreto ou blindado. deverão ser função dessa classificação. Na chegada à casa de força. de 1. normalmente. de acordo com o critério adotado por projeto. tratamentos e contenção específicas. por geólogo com experiência. que o classificará em diversas classes. curto. a qual deve ser avaliada. além de suas feições estruturais (falhas. quando as pressões externas do lençol freático natural ou do lençol artificial criado pelo funcionamento do túnel atuam no sentido contrário. em trechos do maciço de qualidade inferior à prevista. em cada trecho. a) Condições para Cálculo Normalmente.3. adicionalmente. ou seja. normalmente. o túnel de adução apresenta dois trechos distintos: • • um trecho. como já exposto. entretanto. calculada pela diferença entre o nível d'água de montante e a cota de piso do túnel. b) Cálculo de Túnel em Operação A situação de carregamento com o túnel em operação é facilmente visualizada e não cria dúvidas quanto à sua aplicação. O revestimento. mais longo. coerência e condutividade hidráulica). O dimensionamento da espessura do revestimento deve considerar duas situações: • • o revestimento deve atender. O primeiro dimensionamento deve considerar a hipótese que o revestimento é responsável . e • • um trecho. em conduto forçado. de acordo com o tipo de rocha. alteração. no caso. cada avanço de escavação do maciço rochoso deverá ser acompanhado por um geólogo no campo. à carga máxima de pressão interna. sempre devem ser previstas surpresas. normalmente. Nesse processo. em cada ponto. Na escavação do túnel. de esmagamento do revestimento. for insuficiente. à condição reinante na operação de esvaziamento do túnel. sobrelevada do coeficiente de sobrepressão considerado. deve ter o mesmo critério de dimensionamento de uma tubulação forçada a céu aberto. quando a cobertura de rocha.

cujo valor máximo correspondente à carga hidráulica reinante no lençol. imediatamente antes do início do esvaziamento.por suportar todo o esforço. c) Cálculo de Túnel Esvaziado Já para esse caso. dessa forma. Por ocasião do ensecamento do túnel. criado pela infiltração de água proveniente do próprio túnel. quando do esvaziamento. tal situação fica evidente no acompanhamento do avanço da escavação e medidas para a continuidade da execução e convenientes drenagens deverão ser tomadas. • • verificar o dimensionamento da espessura da blindagem para a condição de túnel esvaziado e a pressão externa máxima prevista nessa situação. recomendáveis e devem ter sua aplicação avaliada: • • limitar e reduzir a pressão externa através da drenagem das águas do lençol no entorno do trecho blindado. Se o túnel atravessar lençóis d'água naturais dentro do maciço. No trecho revestido. a condição básica para dimensionamento é que o maciço rochoso sempre apresenta fissuras que podem se conectar com o lençol freático natural. Em contrapartida. A primeira medida corresponde à instalação de um sistema de drenos envolvendo a blindagem. o comportamento do trecho sem revestimento. através da formação de um lençol artificial. em seu trecho sem revestimento. Se lençóis naturais não são atravessados. originado da acumulação de água de chuvas e/ou o lençol artificial. além de se recomendar que o dimensionamento do revestimento considere valores envoltórios para a pressão máxima de cálculo. A segunda medida pode ser implementada através de injeções radiais no trecho de transição entre o trecho do túnel sem revestimento e a blindagem. o próprio túnel funciona como dreno. normalmente. . subtraída da pressão atmosférica dentro do túnel. esforços de esmagamento podem ser exercidos com o esvaziamento do túnel e algumas medidas de projeto devem ser previstas. Quando do esvaziamento do túnel. não traz preocupações. o mesmo poderá ficar saturado. na direção do trecho blindado e da encosta onde desemboca o túnel. proveniente do trecho do túnel sem revestimento. mas observa-se que o maciço é francamente drenante. Três medidas de projeto são. sem considerar que parte da carga possa ser absorvida pela rocha. • • reduzir o possível afluxo de água de saturação. contudo. criam-se condições para a ocorrência de pressões de esmagamento sobre o revestimento. podendo entretanto se verificar eventuais e limitados desprendimentos de blocos das paredes. como especificado a seguir.

premissas e recomendações aqui apresentadas são válidas para o projeto inicial do túnel. por geólogo. O revestimento deve resistir a uma pressão mínima de esmagamento correspondente à pressão de injeção do processo de ligação entre o maciço e a blindagem. premissas e recomendações aqui constantes poderão ser. não deve ser considerado como redutor na determinação da pressão máxima de esmagamento do revestimento. analisado seu conjunto de obras.50. do avanço das escavações. majorada de um coeficiente de segurança de 1. dispondo dessas informações ulteriores sobre o maciço onde se desenvolve o túnel. Por esses motivos. Em determinadas situações. como o TBM ("tunnel boring machine") e outras técnicas é uma questão a ser tratada por ocasião do projeto executivo. No âmbito das recomendações desse Manual. o efeito da drenagem da água de percolação. adequadamente. recomendadas nos dois primeiros itens. Métodos Construtivos Para efeito deste Manual. A possibilidade e a economicidade da execução utilizando-se outros métodos. propostas podem ser ofertadas para implantação do túnel com diâmetros alternativos. pode ser de grande interesse a aquisição do equipamento pelo empreiteiro. escavação a fogo. considerou-se apenas o método de execução convencional. atuante sobre a blindagem. não se mostrando possível prever as várias possíveis hipóteses antecipadamente. e em outros casos. já na etapa de julgamento de suas ofertas. em função de equipamentos já adquiridos pelo empreiteiro. Nessa ocasião. Essa recomendação se deve ao fato que esse tipo de equipamento é encomendado com diâmetro de escavação especificado e seu custo de aquisição é elevado. A pressão mínima a que o revestimento deverá resistir será. os critérios. Os critérios. portanto. já em estreito contato com empresas construtoras. ou seja de 20 mca. o custo unitário de escavação decorrente é bastante influenciado pelo volume e cronograma de escavação prevista pelo empreiteiro no seu programa global de obras. deverá então ser utilizada como pressão para o cálculo da blindagem. normalmente recomendada de 2 kg/cm2. quanto à terceira medida. é a definição de uma pressão de cálculo de esmagamento da blindagem. especificar pelo projeto um método construtivo alternativo como o TBM pode levar a uma séria limitação nas ofertas de preços por parte dos empreiteiros. Ao longo da execução das escavações torna-se indispensável o acompanhamento. .A discussão. de 30 mca ou 3 kg/cm2 No trecho de desemboque do túnel deve ser verificada a pressão máxima. assim como. Por esse motivo. ou seja. Caso esta pressão seja superior à pressão mínima de 30 mca. reavaliadas. correspondente à diferença entre a cota da superfície do terreno natural e a do piso do túnel. das injeções radiais. Por outro lado. considera-se que o assunto deve ser analisado em conjunto com os empreiteiros.

Da mesma forma. a casa de força do tipo “exterior e abrigada”. a cota de fundação da casa de força. Em qualquer caso. ainda. Com base na potência. por exemplo. como. em cada caso. Além disso. que depende da posição do tubo de sucção da turbina. a casa de força é acoplada a tomada d’água e. incorporada ao barramento. Deverá ser definida. evidentemente. áreas destinadas aos equipamentos elétricos e mecânicos auxiliares definidos em cada projeto. . portanto. como em todo projeto dessa natureza. deverá ser analisada a necessidade de se prever uma sala para o centro de operação da PCH. Cabe registrar que uma casa de força subterrânea não é uma escolha comum para pequenas centrais. cujas dimensões básicas deverão ser fornecidas pelo fornecedor dos equipamentos principais. definem-se as cotas e a disposição das galerias de drenagem. deve estar a salvo de inundação. A qualidade da curva-chave é de extrema importância para a fixação dessas elevações. Dimensionamento A definição das principais dimensões da casa de força. Registra-se que no caso de máquinas de pequeno porte. depende da quantidade e dimensões básicas da turbina e do gerador. deverão ser dimensionadas as dependências da casa de força destinadas aos equipamentos elétricos e mecânicos auxiliares. Em seguida. apenas. quantidade. Arranjos Típicos O arranjo típico da casa de força é. a cota do piso dos transformadores. As principais elevações da casa de força são definidas em função dos níveis d’água notáveis de jusante e da submergência da turbina. A estabilidade da estrutura deverá ser verificada para os casos correntes de carregamento. tipo e dimensões das máquinas.CASA DE FORÇA Escolha do Tipo de Casa de Força Foi considerada. Deverão ser previstas. Esses equipamentos são selecionados e dimensionados como apresentado no item EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS. deve-se prever uma ponte rolante para os trabalhos de montagem e desmontagem em manutenções programadas. Deve-se lembrar que. Esse piso (cota). deverá ser analisada a necessidade de área específica para montagem dos equipamentos. nos locais onde o desnível é criado pela barragem. elas poderão ser fornecidas pré-montadas. nas dependências da casa de força. condicionado pelo tipo da turbina e do gerador.

entre a casa de força e o rio. variável. em alguns casos. também. variável. no entanto. como no canal de adução. a largura no fim do canal de fuga deverá ter dimensão suficiente para não introduzir qualquer controle sobre o escoamento. Para os canais com superfície livre. não é bem conhecida. O dimensionamento de sua geometria será sempre condicionado pelo tipo e dimensões da casa de força e pela distância entre a casa de força e o rio.Os acessos externos deverão ser definidos em função da cota do piso principal da área de montagem. também. No início do canal. a largura é comumente variável ao longo de seu comprimento. deve-se adotar rampas ascendentes suaves. sem. com velocidade baixa (V < 2 m/s). em função da distância entre a casa de força e o rio. . Na confluência com o rio. em função da diferença de elevação entre o fundo do tubo de sucção e do rio. poderá ser necessário introduzir-se uma soleira afogadora. no caso das casas de força subterrâneas. CANAL DE FUGA O canal de fuga. Para os casos nos quais a curva-chave. dos aspectos topográficos do local e das rampas admissíveis para os equipamentos de transporte e da disposição das obras a jusante. a jusante do tubo de sucção. deverão ser tomados cuidados especiais no que diz respeito ao tratamento das paredes laterais e do fundo. como 1 (V) : 6 (H) ou 1 (V) : 10 (H). provocar aumento das perdas de carga. O comprimento será. deverá ser consultada bibliografia específica relacionada ao final destas Diretrizes. em função das particularidades de cada caso. Os transformadores podem ser instalados dentro ou fora da casa de força. A declividade do canal será. Quando esse canal é escavado em rocha. considerar o apoio da estrutura de saída da linha de transmissão. a jusante do tubo desucção. para garantir a manutenção do nível d’água mínimo necessário ao perfeito funcionamento das turbinas. A largura inicial deverá ser igual à largura da casa de força. Para os casos nos quais sejam necessários túneis de fuga. O escoamento ao longo do canal. visando-se reduzir as possibilidades de erosões pelo escoamento (queda de blocos de rocha). especialmente nas proximidades do tubo de sucção. é o canal através do qual a vazão turbinada é restituída ao rio. à exceção das turbinas Pelton que funcionam desafogadas. por exemplo. deverá ser sempre laminar. seu dimensionamento hidráulico deverá ser realizado procurando-se reduzir sua escavação. Para os casos onde o maciço rochoso é fraturado. a jusante da casa de força. para a descarga máxima turbinada. Métodos Construtivos Os métodos construtivos são os mesmos já especificados anteriormente para barragens de concreto. O dimensionamento da parede de jusante da casa de força deverá. de acordo com a geometria do tubode sucção.

vazões de drenagem. subpressão. visando verificar a adequação dos critérios de projeto. e de suas fundações durante a construção. para as fases de construção. Fornecer informações sobre os parâmetros específicos dos materiais da barragem. deverá atender aos objetivos apresentados a seguir. quando estas tiverem altura maior que 15 m. após alguns anos de operação. condições térmicas ambientais e fator tempo (“aging of dams”). com vistas à auscultação do comportamento dessas estruturas. Registra-se que. visando verificar: Escorregamento de encostas nas margens.). etc. . como especificado nas Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos da ELETROBRÁS. Possibilitar uma avaliação do desempenho estrutural das obras de barramento. Caracterizar o comportamento das estruturas em função da carga hidráulica. tem se constituído em prática rotineira a instalação de sismógrafos nas vizinhanças dos grandes reservatórios. Fase de Operação Verificar se o desempenho geral das estruturas e de suas fundações é satisfatório ao longo do tempo. através de comparações entre grandezas medidas “in situ” e aquelas consideradas no projeto. ou de outras estruturas. conforme previsto no projeto (deslocamentos. Assoreamento junto às estruturas.INSTRUMENTAÇÃO Para as estruturas civis principais. tensões internas. Além da instrumentação das estruturas de barramento poderá ser de interesse monitorar a área do reservatório. deverá ser previsto um sistema de instrumentação. Fugas d’água do reservatório. apesar da sismicidade no Brasil ter baixa intensidade. Essa instrumentação. ou de condições que as possam favorecer. Fase de Construção Alertar sobre a ocorrência de eventuais anomalias no comportamento da barragem. de enchimento do reservatório e de operação. de outras estruturas. Fase de Enchimento do Reservatório Alertar sobre a ocorrência de eventuais anomalias que possam colocar em risco a segurança das estruturas de barramento. ou a critério da projetista para outros casos em que se julgar necessário. Possibilitar revisões do projeto durante o período construtivo.

instalação.visando detectar possíveis sismos induzidos. Para o planejamento da instrumentação dos diversos tipos de estruturas e para avaliação dos diversos custos envolvidos (instrumento. com reservatórios pequenos (igual ou inferior a 3 km2). operação e análise). recomenda-se consultar o documentos “Auscultação e Instrumentação de Barragens no Brasil” – Volume I do 2o Simpósio sobre Instrumentação de Barragens – CBGB/1996. No caso das PCHS. . pode-se dispensar esse tipo de instrumento.

conseqüentemente. como deta-lhado a seguir (m/s). calculada para cada caso particular. aceleração da gravidade (m/s2). pode-se estimar o valor total das perdas de carga e. ESTIMATIVA DAS PERDAS DE CARGA As perdas de carga são estimadas por uma equação do tipo a seguir especificado. Perda na Aproximação a) A perda de carga no canal de aproximação pode ser estimada através da fórmula apresentada a seguir. velocidade do escoamento (m/s). pela energia cinética do escoamento. coeficiente de perda de carga. k ca b) Perda na Grade da Tomada d’Água A perda de carga na grade da tomada d’água pode ser estimada utilizando-se a fórmula de Kirschmer. onde: h V g k perda de carga em algum ponto do circuito hidráulico de adução (m). a qual é o produto de uma constante.1. aceleração da gravidade (m/s2). Em seguida. h=k V2 2 g . que varia entre 0. onde: hca V g perda de carga no canal de adução (m). deve ser recalculado o valor da potência a ser instalada na PCH.DETERMINAÇÃO FINAL DA QUEDA LÍQUIDA E DA POTÊNCIA INSTALADA Após o conhecimento definitivo das dimensões físicas das estruturas que compõem o circuito de adução. que varia para cada caso como se verá a seguir.01 e 0. determinar o valor final da queda líquida. velocidade do escoamento. coeficiente de forma do canal de aproximação. . V2 hca = kca 2 g .

Corps of Engineers . velocidade média (m/s). coeficiente calculado utilizando-se a fórmula de Ganguillet e Kutter. onde: hg e1 e2 perda na grade (m). Tabela 1 θ1 Vg kg TIPO DAS BARRAS Retangulares Circulares e1 / b (*) ≥5 ≥5 kg 2. coeficiente de perda de carga cujo valor depende das dimensões da grade.Carta 010-7. sem curvas acentuadas (em cotovelo). como exposto a seguir. velocidade junto à grade (m/s).42 1. que é igual à relação entre a área molhada e o perímetro molhado Rh . como exposto mais adiante. espessura ou diâmetro das barras. Essa perda pode ser calculada utilizando-se a fórmula de Chézy.⎛e ⎞ hg = k g ⎜ 1 ⎟ ⎝ e2 ⎠ 4/ 3 sen θ1 V g2 2 g . inclinação da grade. deve ser computada somente a perda de carga devido ao atrito ( ha ). onde: S V C declividade da linha de energia = perda de carga unitária (m/km). No quadro a seguir apresentam-se os valores mais comuns. raio hidráulico (m).79 (*) b = largura das barras Para maiores detalhes sobre perda de carga na grade. V2 S= 2 C Rh . espaçamento entre as barras. c) Perda em Canais Para os canais de seção uniforme com escoamento em superfície livre. o usuário deve consultar o Hydraulic Design Criteria .

do canal.035 Para maiores detalhes sugere-se que o usuário consulte o Hydraulic Design Criteria Corps of Engineers . 0. coeficiente variável em função da forma da boca do conduto.1. • Perda na Entrada do Conduto ( he ) A perda de carga na entrada do conduto é estimada através da seguinte fórmula: he = ke V V2 2 g . o valor numérico da perda de carga unitária devido ao atrito é praticamente igual à declividade do fundo do canal. ha = LxS . Tabela 2 Natureza das Paredes Cimento liso Argamassa de cimento Pedras e tijolos rejuntados Tijolos rugosos Alvenaria ordinária Canais com pedregulhos finos Canais com pedras e vegetação Canais em mau estado conservação n 0. d) Perda em Conduto sob Pressão A perda de carga em conduto sob pressão consiste no somatório das seguintes perdas: na entrada do conduto. como ilustrado na Figura ke . ou Open Channel Hydraulics . em reduções cônicas e em bifurcações.015 0.Carta 631.00155 ⎞ n ⎛ 1+ ⎜ 23 + ⎟ S ⎠ .017 0.013 0. Para canais de seção e declividade uniformes.4).020 0. onde: L comprimento do canal (km).00155 1 + S n C= 0. em curvas. onde: velocidade média imediatamente a jusante da entrada (m/s).010 0. devido ao atrito. onde: Rh ⎝ 23 + n coeficiente de rugosidade do canal apresentado a seguir (ver item 5.011 0.Ven Te Chow.030 0.

78 boca em campânula Ke=0.9 J = 410 Ka 1. desprezando-se as demais.23 Figura 1 • Perda por atrito ( he ) A perda de carga devido ao atrito.04 b) d) aresta viva Ke=0. comprimento do conduto (m) coeficiente que varia com o tipo de tubulação (ver quadro a seguir). a seguir.38 . onde: J Lcf Ka Di perda de carga unitária (m/km).34 0.1. diâmetro interno do conduto (cm). PERDA DE CARGA NA ENTRADA DA TUBULAÇÃO TIPOS DE BOCA c) a) saliente interno Ke=0. é calculada utilizando-se a fórmula de Scobey: V 1.32 0.1 Di .50 aresta ligeiramente arredondada Ke=0. Tabela 2 VALORES DE k a CONDUTO Aço (*) Cimento-amianto Concreto armado ka 0.

onde: D kc R D raio da curva (m).010. a jusante da redução (m/s).13 • Perda nas Reduções Cônicas ( hr ) A perda de carga nas reduções cônicas é calculada utilizando-se a expressão a seguir.(*) Novo.09 0. o ângulo de mudança de direção entre as partes retas de montante e de jusante de curva. V2 hr = kr 2 g . Tabela 3 ÂNGULO DE DEFLEXÃO < 10o 10o a 15o 15o a 30o 30o a 45o > 45o kc 0 0. Esses valores são válidos para curvas nas quais: R ≥2 . kr .005 a 0.06 0. coeficiente que varia com o valor do ângulo de deflexão da curva. V2 hc = kc 2 g .03 0. como apresentado no quadro a seguir. diâmetro do conduto (m). • Perda nas Curvas ( hc ) A perda de carga nas curvas é calculada utilizando-se a expressão a seguir. isto é. com juntas soldadas ou sem costura. onde: V velocidade média no conduto (m/s). coeficiente de perda de carga nas reduções cônicas. onde: V velocidade média no conduto. que varia de 0.

Isto ocorre quando uma das unidades geradoras está parada ou quando apenas uma delas foi instalada.25 .20 . determinando-se o valor final da potência instalada. DETERMINAÇÃO DA POTÊNCIA INSTALADA Com os valores definitivos das perdas de carga. e a área da seção de escoamento dos braços de “saída”. kb = 0. V kb coeficiente de perda de carga nas bifurcações.• Perda nas bifurcações ( ) hb A perda de carga nas bifurcações é calculada utilizando-se a expressão a seguir. V 2 . Quando o escoamento se dá pelos dois condutos. recomenda-se adotar: kb = 1. Para deflexão de 30o ou ângulo de 60o entre os braços e relação 1 < Ae / As < 2 .escoamento para uma unidade. EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS . os estudos hidroenergéticos descritos em “ESTUDOS ECONÔMICO-ENERGÉTICOS” serão refeitos. Ae . onde: hb = k b 2g velocidade média no conduto. o valor de kb é muito menor do que quando apenas um está funcionando. prevendo-se a instalação da outra no futuro. que depende da relação entre a área da seção de escoamento do conduto de “entrada”.escoamento para duas unidades. a montante da bifurcação (m/s). a jusante da bifurcação. As . bem como da deflexão de cada um dos braços em relação ao alinhamento do tronco principal.

a velocidade de rotação é a mesma para turbina e gerador e. a capacidade de imediato atendimento. síncrono com multiplicador de velocidade e síncrono sem multiplicador. por parte do fabricante.TURBINAS HIDRÁULICAS As turbinas hidráulicas utilizadas nas PCH devem ser escolhidas de modo a se obter facilidade de operação e de manutenção. deve-se procurar a velocidade síncrona mais próxima da calculada (conforme fórmulas típicas para cada tipo de turbina).VELOCIDADE DE ROTAÇÃO No DE PÓLOS 4 6 8 10 12 14 16 18 20 24 28 30 32 36 ROTAÇÃO (rpm) 1. pois a tendência é de que a usina seja operada no modo não assistido.800 1. em caso de problemas durante o funcionamento. Para o gerador assíncrono ou para o síncrono sem multiplicador.f / p onde : n = velocidade de rotação síncrona em rpm f = freqüência da rede em Hertz p = no de pólos do gerador As velocidades de rotação comumente utilizadas na frequência de 60 Hz.1 240 225 200 . além dos parâmetros técnicos e do seu preço. e a disponibilidade para fornecimento de peças sobressalentes. deve-se analisar. Tabela 1 .3 450 400 360 300 257. são as constantes da Tabela 1. Na escolha da turbina. A escolha da velocidade de rotação da turbina depende da potência nominal.200 900 720 600 514. do tipo de turbina e do tipo de gerador. Essa velocidade de rotação pode ser calculada pela relação n = 120. São considerados três tipos de geradores : assíncrono. As características referentes a cada turbina serão tratadas juntamente com o tipo específico da turbina. porém a influência do tipo de gerador na escolha da velocidade de rotação da unidade é enfocado de um modo abrangente para os diversos tipos de turbinas. da altura de queda. sendo assim. dando-se grande importância à sua robustez e confiabilidade.

normalmente. será feita pelo multiplicador de velocidade. ESCOLHA DO TIPO DE TURBINA Figura 1 . bastando interpolar os valores das linhas oblíquas.Se a unidade possui multiplicador de velocidade. para 1800 rpm. a ser utilizada pelo gerador. que aumentará seu valor. 1200 rpm ou 900 rpm. A correção para a velocidade síncrona. conforme gráfico da Figura 1. mesmo que não seja uma velocidade síncrona. a velocidade de rotação calculada para a turbina deve ser mantida. Seleção do Tipo de Turbina A queda líquida (m) e a vazão de projeto por turbina (m3/s) são os parâmetros utilizados para a escolha preliminar do tipo de turbina. A potência (kW) estimada na saída pode ser obtida da mesma figura.

Em alguns casos. utiliza o conceito de velocidade específica calculada através da queda e da vazão nominal pela fórmula: N qr = N qr n nQr0. onde: PG Q potência na saída do gerador (kW). vazão garantida ou nominal (m3/s). na fórmula a seguir. 75 . Pn H liq A Norma NBR 12591 – Dimensões Principais de Turbinas para PCH. onde: velocidade específica da turbina. fator importante para o seu dimensionamento futuro. vazão da turbina (m3/s). devendo a escolha final ser feita. após consulta a diversos fabricantes especializados. PG = 9.5 n s = 1. velocidade de rotação da turbina (rpm).5 H r0. H liq ηT ηG Turbina Pelton • Aplicação . queda líquida (m). queda líquida (m). A potência indicada no gráfico da Figura 1 corresponde à saída do gerador e supõe um rendimento constante para o conjunto turbina-gerador de 85%. as condições e parâmetros apresentados permitem que seja selecionado mais de um tipo de turbina. pela fórmula : nPn0. rendimento da turbina.A partir desses dados. rendimento do gerador. altura de queda nominal (m). potência nominal da turbina (kW).25 H liq . onde: ns n velocidade específica da turbina. velocidade de rotação da turbina (rpm). é possível determinar a velocidade específica da turbina.81QH liq η T η G . nesse caso. Qr Hr O gráfico constante deste Manual orienta o Usuário para uma solução viável.

atende a quedas de 100 m a 500 m e potências de 500 a 12. Possui ótimas características de desempenho sob cargas parciais. por meio de agulha e de defletor. com as conchas dispostas em sua periferia e posteriormente usinada. Controle da Vazão – O controle da vazão turbinada e. da potência desenvolvida.O rotor. Para maiores vazões. ou seja. e/ou para conseguir velocidades de rotação maiores. A elevação do ponto mais baixo do rotor deve ser aproximadamente um metro acima do nível de água máximo de jusante. As fórmulas apresentadas a seguir para o dimensionamento são simplificadas e permitem a determinação das características principais da turbina para consulta aos Fabricantes. e mesmo abaixo desse valor quando utilizado um maior número de jatos.Na faixa das PCH. evitando o efeito indesejável de frenagem. é possível parcelar a potência fornecida com a utilização de defletores de jato. é aconselhável utilizar um defletor de água. integralmente fundida. Em turbinas com vários injetores. A Pelton se caracteriza por um rotor com pás ou conchas na periferia e por uma tubulação de adução alimentando um ou mais injetores. Em geral. de modo que suas conchas fiquem distantes do espelho d’água. Assim. colocado à frente de cada jato. é escolhido o arranjo com eixo horizontal. de acordo com sua experiência. classificada como turbina de ação. deve-se considerar a utilização de controle duplo e conjugado da vazão. atuando em alguns dos injetores. é aconselhável fazer uma comparação entre os custos do conjunto turbina-gerador para as diversas opções. no âmbito destas Diretrizes. conseqüentemente. Em casos excepcionais a queda pode ir até 1000 m. • Descrição A turbina Pelton. com um ou dois jatos. Além disso. é feito por meio de uma agulha móvel disposta no interior de cada injetor e acionada por mecanismo hidráulico. • Dimensionamento Básico As dimensões finais da turbina deverão ser determinadas pelo Fabricante. peça de fundamental importância. Figura 2 . que deve garantir o bom funcionamento e a durabilidade da máquina.500 kW. para em seguida ser convertida em energia mecânica no rotor da turbina. Com a tendência moderna de automação das usinas. funcionando suavemente e praticamente sem cavitação até 20% da carga nominal. a turbina Pelton. Rotor . pode ser construído a partir de uma peça única em aço inoxidável. esse último necessário em casos de rede isolada. que poderá ser do tipo aberto/fechado ou do tipo de regulação contínua. tem por característica a transformação da energia potencial de queda em energia cinética no jato injetor. Tomar como referência a Figura 2. o arranjo poderá ser feito com três (menos utilizado) ou quatro jatos e o eixo na disposição vertical.

5 ) / D1 ou n = 5.5 D = 3 d 0 Z 0 0.d 0 = 0. Para obtenção de dimensões preliminares básicas destinadas à implantação das obras civis. No âmbito destas Diretrizes. a turbina Francis atende a quedas de 15 a 250 m e potências de 500 a 15000 kW possuindo ótimas características de desempenho sob cargas parciais de . pode ser utilizada a Norma NBR 12591 – Dimensões Principais de Turbinas para Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH).54 Q ij 0.5 D1 = 12 d 0 n = ( 37. Exceção é feita para os casos de utilização de gerador assíncrono ou com multiplicador de velocidade.5 ) / Q Hliq Q Z0 Qj Q ij d0 D D1 n queda líquida (m) vazão da turbina (m3/s) número de injetores descarga por injetor descarga unitária por injetor diâmetro do jato d’água (m) diâmetro do tubo de adução (m) diâmetro de incidência do jato sobre o rotor (m) rotação adequada para a turbina (rpm) As fórmulas acima indicam que a utilização de dois injetores na turbina Pelton ( Z o = 2 ) conduz a uma velocidade de rotação mais alta. É importante considerar que a velocidade de rotação calculada pela fórmula acima não é a definitiva.76 ( Hliq 0.3 Hliq 0.75 Z 00. pois a mesma deve estar normalmente sincronizada em relação à freqüência da rede. Turbina Francis com Caixa Espiral • Aplicação A faixa de aplicação da turbina Francis é bem mais abrangente. o que normalmente corresponde a um gerador mais barato.

embora com perda progressiva do rendimento. Se o gerador escolhido for do tipo síncrono e não houver multiplicador de velocidade. Modernamente. para PCH utilizar o valor 1600. Recomenda-se a escolha de uma velocidade de rotação que permita a disposição do rotor da turbina acima do nível de água de jusante. Possui uma caixa espiral em aço ligada em seu lado montante a um conduto forçado. • Descrição A turbina Francis com Caixa Espiral.5 . é vantajoso prever o rotor em aço inoxidável fundido. dispensando o esvaziamento do tubo de sucção. A variação da potência fornecida pela turbina é obtida com a abertura ou fechamento das palhetas diretrizes situadas na periferia interna do pré-distribuidor em um conjunto chamado distribuidor. KH liq75 P 0. o que facilita a instalação e a manutenção do gerador correspondente. Essa implantação visa facilitar os trabalhos de inspeção e manutenção. em caso de intervenção e reparo simples. segundo a fórmula : n= K P 0. exige um posicionamento da linha de centro . que poderá propor soluções específicas para o caso. devendo ser consultado o Fabricante. onde coeficiente adimensional entre 1300 e 1900. A velocidade de rotação mais alta conduz a turbinas de dimensões menores e geradores mais baratos. potência da turbina (kW). Não é aconselhável o funcionamento da turbina abaixo de 50% da vazão nominal. classificada como turbina de reação. tem por característica a transformação da energia potencial de queda em energia mecânica no rotor da turbina. é aconselhada a disposição com eixo horizontal. um anel rígido suporta as pás fixas do pré-distribuidor. caso necessário. onde a qualidade e a garantia de menor manutenção compensam o custo maior. Para a faixa de potência e vazão considerada neste Manual. conforme descrito anteriormente. Na periferia interna da caixa espiral. funcionando ainda adequadamente entre 70 e 50 % da carga. Em compensação. Velocidade de Rotação – A velocidade de rotação é preliminarmente escolhida em função da queda e da potência da turbina.até 70% da carga nominal. o valor encontrado deve ser corrigido para a velocidade síncrona mais próxima. Rotor – O rotor da turbina Francis é normalmente feito em uma única peça fundida e usinada.

Para obtenção de dimensões preliminares básicas destinadas à implantação das obras civis. Para isso. é possível determinar as dimensões principais em função do diâmetro nominal de saída do rotor da turbina ( D3 ). deve ser estudada a solução mais econômica.5 ) / n kU = 0. As medidas estão referidas ao diâmetro máximo do aro de saída do rotor D2a . de acordo com a fórmula a seguir. queda líquida (m).0 m acima do nível máximo de jusante. a elevação do rotor deve ficar cerca de 1. No desenvolvimento do projeto.da turbina em elevação mais baixa com conseqüente aumento de escavação e de infraestrutura da casa de força. de acordo com sua experiência. o que permitirá a abertura do recinto do rotor sem necessidade de esvaziamento do tubo de sucção.5 kU H 0. citada anteriormente. Como alternativa. As dimensões básicas apresentadas na Figura 9 da Norma NBR 12591. dentro dos limites admissíveis de cavitação da turbina. . • Dimensionamento Básico As dimensões finais da turbina deverão ser determinadas pelo Fabricante. e de modo a permitir a previsão de espaço necessário à instalação dos equipamentos . pode ser utilizada a Norma NBR 12591 – Dimensões Principais de Turbinas para Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH). coeficiente de velocidade. Altura de Sucção – A altura de sucção deve ser calculada para determinar a elevação de assentamento da turbina. até que a pressão a jusante do rotor seja suficiente para garantir condições apropriadas de operação. Para facilidade de inspeção e manutenção das turbinas Francis de pequeno porte. A Norma NBR 12591 indica o cálculo da altura de sucção em função da velocidade específica e da altura de queda. o valor da velocidade específica deve ser diminuído. velocidade de rotação (rpm). velocidade específica da turbina.0 a 2.27 ( 1 + n S /100 ) D3 kU H n nS onde diâmetro de saída da turbina (m). D3 = ( 84. podem ser utilizadas a título de orientação. que deve garantir o bom funcionamento e a durabilidade da máquina.

o tubo de sucção situados dentro de uma câmara em comunicação direta com a tomada d’água. O fato de ser utilizado o fator K descrito acima. então. A câmara é normalmente construída em concreto e o tubo de sucção em chapas de aço em forma de cone. No entanto. em virtude do baixo rendimento alcançado. deve ser utilizada com reservas.A turbina Francis Caixa Aberta é viável para baixas quedas até 10 m e potências de 500 a 1800 kW. sendo o controle da vazão é feito por meio de um distribuidor semelhante ao utilizado na turbina Francis Espiral. Modernamente. . A desvantagem é que haverá tendência a trabalhar com velocidade de rotação baixa. com valor menor.Turbina Francis Caixa Aberta Aplicação . O arranjo pode ser com eixo vertical ou horizontal. as empresas com tecnologia mais apurada preferem a escolha de turbinas do tipo “S”. Descrição A turbina Francis Caixa Aberta tem o rotor. É aconselhável utilizar um coeficiente K entre 1300 e 1100. um diâmetro um pouco maior. dispensando a existência de conduto e caixa espiral. duas soluções são viáveis: o distribuidor da turbina apoiado na laje inferior ou. conseqüentemente. o distribuidor e. Altura de Sucção – A altura de sucção deve ser calculada para determinar a elevação de assentamento da turbina. como será descrito neste Manual. • Velocidade de Rotação A mesma metodologia aplicada para a escolha da velocidade de rotação para turbina Francis Espiral pode ser usada para a turbina Francis Caixa Aberta. • Dimensionamento Básico As dimensões do rotor da turbina são aproximadamente iguais aos valores obtidos com as fórmulas para turbina Francis Espiral e também podem ser obtidas na Norma NBR 12591. A ausência de conduto forçado e de caixa espiral simplificam a concepção e diminuem o custo do equipamento. como será mostrado posteriormente. de modo a obter uma altura de sucção positiva. apoiado na laje superior. Com o eixo vertical. torna-se necessário prever uma tampa estanque entre a câmara da turbina e o recinto onde se localiza o gerador. eventualmente. Nesse segundo caso. como no caso de eixo horizontal. implica se obter uma velocidade de rotação também menor e.

Nesse caso. a laje de piso da câmara aberta. o eixo se estende até um único gerador que poderá ter uma velocidade síncrona maior. já que a turbina é calculada considerando a metade da vazão para cada banda do rotor. a faixa de operação irá de 100% até 20% da carga nominal. o limite inferior de operação se limita a 40% da carga nominal. considerando a flexibilidade de operação nesse caso. desde que utilizado o rotor Kaplan de pás reguláveis. Caso o distribuidor seja fixo. A Norma NBR 12591 indica o cálculo da altura de sucção em função da velocidade específica e da altura de queda. permitindo a inspeção e a manutenção desse recinto sem necessidade de esvaziamento do tubo de sucção. Possui ótimas características de operação. assim chamada por ter o tubo de sucção em forma de “S”. menos freqüentemente. possui um eixo que se prolonga através da . Turbina Tubular “S” • Aplicação A turbina Tubular “S” atende a quedas de 4 a 25 m e potências de 500 a 5000 kW para vazões de até 22. a montante. ou seja. mesmo a cargas parciais.Em turbinas Francis Caixa Aberta. mantida a mesma velocidade específica. deve ficar acima do nível máximo de jusante. Deve ser feita uma comparação econômica entre o custo maior da dupla regulação e seu benefício de ganho de produção de energia elétrica. caracterizando uma turbina de dupla regulação. dentro dos limites admissíveis de cavitação da turbina. Turbina Francis Dupla Podem ser consideradas como variantes das turbinas Francis anteriormente descritas. A utilização de rotor de pás fixas só é considerada se a variação de carga for pequena (entre 100% e 80% da carga nominal). Se. o que conduz a uma velocidade de rotação maior. uma peça com uma única coroa. dividindo a vazão afluente em duas partes. o distribuidor também for regulável. duas cintas e dois conjuntos de pás. • Descrição A turbina Tubular “S”. A Francis Dupla tem por característica o rotor duplo.5 m3/s. adicionalmente. são necessários dois tubos de sucção separados. Para isso. Ligado ao rotor Kaplan. pode ser colocada na posição de eixo horizontal ou na posição inclinada. o valor da velocidade específica deve ser diminuído até que a pressão a jusante do rotor seja suficiente para garantir condições apropriadas de operação. Conseqüentemente.

o coeficiente K será usado com valor em torno de 2100. Nesse caso. por meio de cálculos simplificados. Nesse caso. Em turbinas tubulares Kaplan. normalmente mais a jusante. A disposição do conjunto de geração leva ao arranjo de uma casa de força com vão grande. Altura de Sucção – A altura de sucção deve ser calculada para determinar a elevação de assentamento da turbina. de modo a permitir a previsão de espaço necessário à instalação dos equipamentos. As medidas estão referidas ao diâmetro da câmara do rotor D1 . para permitir a inspeção e manutenção da turbina. A Norma NBR 12591 indica o cálculo da altura de sucção em função da velocidade específica e da altura de queda. a inclusão da comporta ensecadeira de jusante é necessária. com influência direta no peso e preço da ponte rolante. permitindo que o gerador e eventual multiplicador de velocidade se situem fora da passagem hidráulica.blindagem metálica. a linha de centro do rotor esteja abaixo do nível de água de jusante. . a utilização de velocidades específicas altas faz com que. que deve garantir o bom funcionamento e a durabilidade da máquina. que permitem a determinação de características principais da turbina para facilitar o arranjo civil. Turbina Bulbo com Multiplicador • Aplicação A turbina Bulbo com Multiplicador atende a quedas de 4 a 12 m e potência até 1700 kW. • Dimensionamento Básico As dimensões finais da turbina deverão ser determinadas pelo Fabricante. A Norma NBR 12591 – Dimensões Principais de Turbinas para PCH indica as dimensões necessárias. é uma razão para diminuição do rendimento da unidade. Velocidade de Rotação – A mesma metodologia aplicada para a escolha da velocidade de rotação para turbina Francis Espiral pode ser usada para a turbina “S”. usualmente. As dimensões básicas resultantes são apenas orientadoras. colocado diretamente no fluxo de água. A extensão do eixo de ligação entre rotor e gerador. de acordo com sua experiência.

É própria para operação com grandes variações de vazão. facilitando e encurtando o tempo para a montagem de campo. A turbina é. que deve garantir o bom funcionamento e a durabilidade da máquina. A utilização de turbina com pás fixas (tipo hélice) elimina a flexibilidade de operação com vazões abaixo de 80% da vazão nominal. trabalhando satisfatoriamente sob cargas parciais de até 10% a 20% da carga nominal. normalmente em posição vertical. uma vez que o multiplicador elevará a rotação para 1200 ou 900 rpm. O multiplicador se situa a montante do rotor.5 kU H 0. de preferência. D1 = ( 84. no máximo. O rotor tem o eixo na posição horizontal ou. • Descrição O arranjo para o conjunto turbina-gerador permite projetar uma casa de força compacta. Construção – A turbina é normalmente fornecida totalmente pré-montada. É aconselhável utilizar um coeficiente K entre 1900 e 1800. A limitação na potência está mais ligada ao multiplicador de velocidade do que à turbina.5 ) / n . permitindo que o gerador fique com o eixo a 90o do eixo da turbina. inclinado de 15o com a horizontal. do tipo Kaplan com pás móveis. que pode ser calculado segundo a norma NBR 12591.É usada como alternativa à turbina tubular “S”. O rotor possui três ou quatro pás em aço inoxidável. e o multiplicador possui o mancal de escora para suportar o empuxo axial. Apenas não é necessário procurar a velocidade síncrona do gerador. de acordo com sua experiência. As medidas estão referidas ao diâmetro externo das pás do rotor D1 . Caso seja necessário. tendo o gerador acoplado ao eixo de saída. ou alternativamente pela expressão abaixo. o multiplicador pode ser desmontado independente da turbina. • Dimensionamento Básico As dimensões finais da turbina deverão ser determinadas pelo Fabricante. Velocidade de Rotação – Metodologia semelhante à aplicada para a escolha da velocidade de rotação para turbina Francis Espiral pode ser usada para a turbina Bulbo com Multiplicador. incluindo um multiplicador de velocidade com engrenagens cônicas.

usualmente. sendo aqui citados para conhecimento do usuário. coeficiente de velocidade.kU = 0. Altura de Sucção – A altura de sucção deve ser calculada para determinar a elevação de assentamento da turbina. queda líquida (m). Exceção é feita à empresa Ossberger. O Manual de Inventário da Eletrobrás trata da utilização desses tipos de turbinas. Turbinas Francis e Kaplan de eixo vertical .85 + ( n S / 600 ) D1 kU H n nS onde: diâmetro externo das pás do rotor (m). Turbina Straflo – Essa turbina de fluxo axial possui o gerador disposto em sua periferia. Ainda está protegida por patente de um único fabricante estrangeiro e as dificuldades encontradas no seu desenvolvimento ainda não permitiram o seu uso intensivo. e devem ser referidas ao desenhos das Figuras 21 e 22 da Norma NBR 12591. Outros Tipos de Turbinas Alguns tipos de turbinas não têm sido. O rendimento obtido é baixo. Os fabricantes tradicionais de turbinas nacionais e internacionais não se dedicam ao fornecimento da turbina Banki. As dimensões básicas apresentadas são apenas orientadoras. Para a faixa de potência utilizada e adicionalmente limitada pela vazão considerada máxima para PCH. Turbina de fluxo transversal ou Michell-Banki – Informações e pré-dimensionamento podem ser obtidos na Norma NBR 12591. velocidade específica da turbina. Esse tipo de turbina é produzido por fabricante nacional de pequeno porte em potência inferior à faixa abrangida por este Manual. instalada no sul da Alemanha. que é especializada no assunto. utilizados em PCH. podendo ser utilizada a metodologia indicada na Norma NBR 12591. velocidade de rotação em rpm. . da ordem de 50 a 60%. de modo a permitir a previsão de espaço necessário à instalação dos equipamentos.Informações e pré-dimensionamento podem ser obtidas na Norma NBR 12591. dificilmente será escolhida a turbina Francis ou Kaplan de eixo vertical.

Esses limites variam para cada caso. a unidade geradora acompanha a freqüência da rede. mas podem ser tomados como primeira referência os valores limites de 30% de sobrepressão e 50% para sobrevelocidade da unidade. necessário o acréscimo de material. Porém. simultaneamente. o volante de inércia servirá para manter a sobrevelocidade da unidade e a sobrepressão no conduto a montante do distribuidor da turbina. dentro das condições de regulação estabelecidas. O custo do volante de inércia pode ser estimado como 0. A seguir. em caso de rede interligada ao sistema. e é normalmente menor do que o custo adicional para aumento de espessura de chapa do conduto de adução. Para uma determinada unidade geradora. Torna-se. São. O aumento da sobrepressão é indesejável. em aumento da sobrepressão ou conduto de adução e em diminuição da sobrevelocidade transitória. pode ser necessário diminuir a sobrevelocidade transitória. o regulador não terá capacidade para controlar as variações bruscas de carga na unidade geradora. e o regulador passa a ter a função de controlar a potência ativa fornecida pela máquina. Sistema de Regulação O sistema de regulação em unidades de PCH tem por objetivo inicial permitir a tomada de velocidade até a rotação nominal de projeto e posterior sincronização da unidade com a rede elétrica. dentro de limites preestabelecidos no projeto da usina. o aumento do efeito de inércia girante produzirá o efeito desejado sem interferir com a sobrepressão no conduto. São elas: efeito de inércia das massas girantes. ou seja gerando um custo maior. Em caso de ligação com rede elétrica de grande porte. velocidade de fechamento do distribuidor. ligados diretamente ao eixo do gerador e denominados volantes de inércia. Nesse caso. o aumento da velocidade de fechamento do distribuidor implica.1% (um décimo por cento) do custo do gerador para cada 1% (um por cento) de aumento no efeito de inércia das partes girantes. que resulte em aumento do efeito de inércia (GD2). . no caso de se optar por aceitar o aumento de sobrepressão anteriormente citado. pois implica em dimensionar a chapa do conduto com espessura maior. o regulador comanda a tomada de carga até o valor estipulado pelo operador. e nesse caso. sobrevelocidade transitória da unidade e sobrepressão no conduto de adução. já que o tempo de fechamento do distribuidor é mantido constante.Volante de Inércia Nas unidades geradoras de pequena capacidade pode ocorrer que o efeito de inércia (GD2) das massas girantes seja insuficiente para garantir uma regulação estável. Em caso de rejeição de carga total ou parcial. Quatro grandezas tem um inter-relacionamento na variação brusca de carga e em suas conseqüências. assim. permanecendo no monitoramento desse valor e certificando que a unidade está sincronizada coma rede. previstos discos de aço ou de ferro fundido. então.

A Norma NBR 12289 – Seleção de comportas hidráulicas para pequenas centrais hidrelétricas (PCH) indica diretrizes para a seleção de comportas e fornece. um dimensionamento preliminar da estrutura das mesmas. filtro. válvulas distribuidoras e acessórios.000 N. controlando desse modo a variação de potência fornecida pela turbina. . O regulador de velocidade é formado por duas partes distintas: a parte eletro eletrônica e a parte hidráulica ou atuador. e é medido em N. os fabricantes possuem reguladores de velocidade padronizados de diversos tamanhos. EQUIPAMENTOS HIDROMECÂNICOS COMPORTAS As comportas hidráulicas são previstas com o objetivo de bloquear uma passagem hidráulica. isto é. são comportas de pequenas dimensões. a eliminação de areia ou qualquer outro material decantado no fundo do reservatório. sob queda máxima.O regulador de velocidade pode ser eletro-hidráulico ou digital.m. O distribuidor ou o injetor regula a vazão de água passando pelo rotor. O atuador. é chamado trabalho de regulação da turbina. porém sujeitas a pressões consideráveis. por ocasião de sua abertura. em forma de tabelas. O Comprador deve preencher formulário próprio fornecido pelo Fabricante. da posição fechada até a abertura máxima. possibilita a chegada de óleo sob pressão até o servomotor hidráulico ligado ao distribuidor ou ao injetor (tipo Pelton) da turbina. As comportas que auxiliam a inspeção e a manutenção das estruturas civis. por estarem situadas próximas ao fundo do reservatório. como canal de adução. Em geral. acumulador de pressão. sendo a ligação entre as partes feita pela válvula proporcional.m. para trabalho de regulação de até 32. constituído de bomba. O trabalho necessário para mover o distribuidor da turbina. permanecem normalmente abertas. tubulação de baixa pressão e passagens hidráulicas da Casa de Força. fora de operação. de acordo com sua função. Atualmente. As comportas de desarenação ou limpeza têm a função de permitir. e este fornecerá catálogo e indicará o regulador de velocidade apropriado para o caso. podendo operar normalmente fechadas ou normalmente abertas.

porém de uso limitado. não tendo influência direta na produção da usina. A vedação. são previstas para suportar colunas d’água de até 10 metros sobre a soleira. por meio de haste de aço com rosca ligada à comporta e movimentada por pinhão ligado a um volante. GRADES De acordo com o arranjo do projeto civil da tomada d’água. durante o projeto. As comportas de ferro fundido são comportas pesadas. a rapidez na manutenção implica diminuição do tempo ocioso ou improdutivo da usina.sendo o conjunto fixado na travessa superior de armação. em alguns casos. desde que a instalação completa esteja dentro das disponibilidades orçamentárias.Material As comportas podem ser construídas utilizando o ferro fundido. a madeira. padronizadas por algunsfornecedores. deverão ser previstos um ou mais painéis de grade. com o objetivo de impedir a passagem de detritos carreados peloescoamento. se possível. As comportas de aço são de construção leve. É. possível a utilização de talha movida a corrente ou mesmo talha elétrica. As madeiras empregadas na fabricação das comportas devem possuir boa resistência ao tempo e à umidade. principalmente na linha d’água onde a agressividade da corrosão é maior. No entanto. As comportas de madeira são de construção simples. o acionamento poderá ser feito manualmente. deve ser feita uma comparação entre o investimento inicial necessário e os benefícios obtidos na eletrificação do acionamento das comportas. Acionamento Para pequenas comportas. de preferência. que possam danificar partes da turbina. chumbados ao concreto nas extremidades laterais. do tipo móvel colocada entre duas guias embutidas nas paredes laterais da tomada d’água. É importante considerar o fato de que as comportas são elementos acessórios. o que garante um baixo índice de vazamento. A grade deve ser. deve ser feita com perfis adequados de borracha sintética sobre quadro de aço inoxidável. Guias e vedação As comportas são guiadas em seu movimento de subida e descida por perfis metálicos. Normalmente. . Assim. porém o custo está relacionado à dificuldade crescente em se obter madeira de boa qualidade. a fim de evitar o apodrecimento prematuro. o aço e.Necessitam ser protegidas por adequada pintura. também. baixo custo e de grande durabilidade.

a Válvula de Segurança. Para pequenos diâmetros e pressões não elevadas. quando então. As Válvulas Borboleta são de fácil instalação e manutenção e proporcionam boa estanqueidade. o valor de 30 mm. pois precisará também de ação manual. em caso de falha do mecanismo de controle da turbina. poderá ser necessária a instalação de Válvula de Segurança. VÁLVULA DE SEGURANÇA Dependendo do arranjo das passagens hidráulicas. pode-se efetuar a abertura da Válvula por meio de volante. Deve haver previsão para limpeza periódica da grade. o fechamento de emergência fica prejudicado. Nos demais casos. é efetuado por contrapeso ligado diretamente ao eixo do disco da Válvula. nesse caso havendo comporta ensecadeira de jusante. após a abertura de uma válvula solenóide. então. Podem ser encontradas no mercado nacional em tamanhos padronizados até diâmetros de 2. devem ser consideradas as dimensões finais das passagens hidráulicas da turbina. A Válvula de Segurança é conveniente principalmente em casos de: a) existência de uma única tubulação de adução. Essa limpeza pode ser feita manualmente com auxílio de ancinho. aproximadamente. em caso de manutenção. é necessário quando a turbina for de pequena dimensão. evitando que uma grande massa d’água passe pela turbina. após a rejeição de carga. O fechamento. onde se acumulam detritos de toda a espécie. quando. do tipo Gaveta. b) existência de uma tubulação de adução muito longa. A Válvula de Segurança assume as funções da comporta de emergência da tomada d’água.A Norma NBR 12271 – Seleção de Grade para Pequenas Centrais Hidrelétricas indica diretrizes para o dimensionamento preliminar das grades. o fechamento da Válvula permite o esvaziamento da caixa espiral e do tubo de sucção. são abertas por meio de cilindro hidráulico com pressão do próprio regulador de velocidade. Nesse caso. ou mecanicamente através de máquina limpa-grades. Relativamente ao vão livre entre barras verticais. Esférica ou Borboleta. . para quedas médias.0 m. e principalmente folhas e plantas aquáticas. como orientadoras para a decisão do valor do espaçamento entre barras verticais da grade. Em geral. sem interferência com as demais. liberando o óleo da parte inferior do cilindro hidráulico. a Válvula de Segurança cortará o fluxo próximo da turbina. logo a montante da entrada da caixa espiral da turbina. individual para cada turbina. poderá controlar o fechamento de cada uma delas. por razões de segurança. interrompendo o fluxo de água e protegendo a unidade. Além disso. dividindo-se em duas ou mais para alimentação de diversas turbinas. preconizado pela Norma.

que. os equipamentos de levantamento poderão ser equipados com motores elétricos. o gerador chega à usina completamente montado. A movimentação da talha ou da ponte rolante pode ser manual por meio de correntes. possibilitando uma programação prévia da sua utilização. Para certas unidades horizontais. O principal equipamento de levantamento é a ponte rolante da Casa de Força. é possível contar com equipamento de levantamento móvel. correndo em monovia suportada por estrutura de concreto ou até mesmo apoiada na parede da Casa de Força. Essas informações devem ser obtidas diretamente do fabricante do gerador. devendo a ponte rolante ser capaz de transportá-lo. de um modo geral. montado sobre caminhão. permitindo um trabalho mais confortável. tendo em vista a baixa freqüência de utilização e a simplicidade do equipamento. as comportas em PCH não atuam como elementos de fechamento de emergência. Sua importância está na facilidade e rapidez que proporcionam um trabalho emergencial de conserto de unidades. já que. em monovia formada por perfil metálico do tipo “I”. A movimentação das comportas pode ser feita com talhas manuais ou elétricas. porém a um custo mais elevado. Utilizam-se. Entretanto. os equipamentos de içamento são elementos destinados à montagem e à desmontagem das unidades. Em certos casos. dependendo da capacidade e da disponibilidade de energia elétrica do usuário. Deve-se fazer uma programação para atender à manutenção rotineira. A capacidade da ponte rolante deve ser suficiente para permitir a movimentação da peça mais pesada. talhas de levantamento deslocando-se por meio de um trole. do gerador e dos equipamentos colocados dentro da Casa de Força. normalmente o rotor do gerador. além de auxiliar na montagem das unidades. parando a unidade em época de estiagem. em casos de reparos. também. quando o tempo de retirada da máquina do serviço deve ser o menor possível. servirá para a manutenção da turbina.EQUIPAMENTOS DE LEVANTAMENTO Ponte Rolante e Talha Nas usinas hidrelétricas. .

Na falta de informações. cos φ = fator de potência do gerador. utilizar geradores com fator de potência nominal abaixo de 0. .90 a 0. adota-se o acionamento indireto do gerador através de um multiplicador de velocidade. no caso de sistemas isolados. Não é economicamente vantajoso. Para o caso de geradores que operem interligados ao sistema elétrico.95 é adequado. η G = rendimento do gerador. ⎛ η ⎞ PG = PT ⎜ G ⎟ ⎝ cos φ ⎠ onde: PG = potência do gerador (kVA).96% para geradores até 1 MVA. são os . através da fórmula a seguir. 6 ou 8 pólos.GERADORES Determinação da Potência Nominal A potência do gerador é determinada após o cálculo da potência disponível no eixo da turbina. PT = potência no eixo da turbina (kW). podem ser utilizados os seguintes valores: . um fator de potência nominal de 0. conforme codificação estabelecida pela norma ABNT NBR 5110. . O rendimento do gerador deve ser obtido junto ao fabricante do equipamento. O fator de potência deve ser definido em função das necessidades do sistema elétrico ao qual o gerador será ligado. A rotação nominal do gerador fica definida quando se estabelece a velocidade nominal síncrona da turbina. Neste caso.80. usualmente utilizam-se geradores de 4.97% para geradores até 10 MVA. para a freqüência de 60 Hz. Quando o acionamento direto do gerador resultar antieconômico. Sistema de Resfriamento Os sistemas de resfriamento mais comumente adotados para os geradores na faixa de potência das PCH.98% para geradores até 30 MVA.

diminuindo a eficiência da ventilação. Para estimativa da ventilação da Casa de Força pode-se considerar que a vazão de ar requerida para o gerador é de. o ar aspirado contém pó e pequenos insetos que se depositam nos canais de ventilação e nos enrolamentos do gerador. Com geradores dotados de trocadores de calor ar – água. • IC W87 A81 – O gerador é do tipo autoventilado. Os dutos de exaustão devem ser providos de tela ou venezianas basculantes para impedir a entrada de pequenos animais. o que implica necessidade de limpeza periódica. O sistema de resfriamento é totalmente fechado. ligados o mais próximo possível aos terminais do gerador. • IC 21 . O equipamento de proteção contra surtos para máquinas rotativas consiste de uma combinação de capacitores especiais e pára–raios tipo estação.3 a 2. grau de proteção IP23 e o ar ambiente da Casa de Força é admitido através de aberturas de ventilação e expelido para fora da Casa de Força por um duto de exaustão.8 m3 por minuto para cada kW de perda do gerador. ou tubos. devem ser utilizados filtros nas entradas de ar. grau de proteção IP44.5 m/seg. Nos locais próximos a indústrias. como o sistema é totalmente fechado. . Nos sistemas IC 01 e IC 21. Proteção contra Sobretensões Os geradores devem ser protegidos contra sobretensões originadas por descargas atmosféricas e surtos de manobras.seguintes: • IC 01 . Em qualquer caso. para uma velocidade do ar de 2. Deve-se tomar cuidado com a qualidade da água disponível. além do fato que a variação de temperatura da água é menor e mais lenta do que a do ar. com o ar circulando através de um trocador de calor ar– água montado diretamente no gerador. Neste caso. não está sujeito a entrada de animais e depósitos de poeira. que produzem alto índice de poluição. aproximadamente. ou impurezas que tendem a formar depósitos internos. e proporcionando uma vida útil maior. resultando numa operação termicamente mais estável do gerador. deve-se proceder a uma análise da água do rio para se detectar a existência de elementos químicos que possam atacar o material das serpentinas. o ar fresco circula internamente através do gerador e o ar quente é forçado através de serpentinas. 2.O gerador é do tipo autoventilado. A função do conjunto é limitar a amplitude da onda de impulso e diminuir a inclinação da frente de onda que atinge os enrolamentos do gerador. tubos ou placas onde é resfriado e retorna ao gerador. grau de proteção IP23 e o ar ambiente da Casa de Força circula pelo gerador através de aberturas de ventilação.O gerador é do tipo autoventilado. no caso da usina estar situada a jusante de cidades ou indústrias localizadas às margens do rio.

definindo a capacidade da ponte rolante. na maioria dos casos. são completamente montados e ensaiados na fábrica. K = 40 para gerador de eixo horizontal e 50 para gerador de eixo vertical. aproximadamente.Devido às características de isolamento do gerador. o rotor costuma ser a peça mais pesada a ser movimentada na casa de força. podem ser adotadas as fórmulas a seguir indicadas. ⎛ P ⎞ R = K ⎜ 0G5 ⎟ ⎝n . deve ser previsto espaço suficiente para remoção do rotor no caso de reparo do gerador. WT = 1. Para uma estimativa preliminar do peso de geradores com potência nominal acima de 5 MVA e velocidade nominal acima de 200 rpm. de maneira que deve-se procurar limitar a tensão de impulso ao valor de pico da tensão de ensaio à freqüência industrial estabelecida pela Norma ABNT NBR 5117. onde WT peso total (t). igual à resistência à freqüência industrial. .65R . No arranjo da Casa de Força. n = rotação nominal (rpm). onde os pesos são obtidos a partir da relação kVA/rpm. PG = potência do gerador (MVA). Para os geradores verticais. o que facilita a sua instalação na obra. sendo E peso do estator (t). 74 . a sua resistência a impulso é.3( R + E ) . ⎠ 0 . Estimativa do Peso Geradores horizontais na faixa de potência das PCHS. onde: R = peso de rotor (t). Para geradores de eixo horizontal com potência nominal abaixo de 5 MVA pode ser utilizado o gráfico da Figura 1. E = 0.

Peso de Geradores de Eixo Horizontal até 5 MVA 35000 30000 25000 Peso ( kg ) 20000 15000 10000 5000 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 kVA / rpm 9 10 11 12 13 14 15 16 Figura 1 .

para uma determinada potência nominal e velocidade. Como a potência do transformador pode influenciar na tensão do gerador. A seguir.Tensão de Geração Quando o gerador está ligado ao sistema de transmissão através de um transformador. a determinação da tensão de geração é geralmente baseada em fatores econômicos. apresenta-se também uma tabela sugerindo valores que resultam numa solução econômica para o transformador bem como de sua tensão primária considerando o caso de dois geradores ligados ao sistema através de um transformador. mas também os custos da interligação gerador–transformador e dos equipamentos ligados à tensão de geração. deve-se adotar o esquema unitário. dando-se liberdade aos fabricantes de apresentarem proposta para o valor que julgarem mais adequado ao seu fornecimento. considerando a perda de geração no caso de defeito no transformador. um transformador por gerador. Recomenda-se também que a distância entre o gerador e o transformador elevador não ultrapasse 50 m. o valor especificado da tensão seja orientado. ou seja. apresenta-se uma tabela que serve como orientação para seleção da tensão de geração que resulta numa solução economicamente atraente. a menos que hajam razões especiais para se adotar uma determinada tensão. Recomenda-se que. A escolha da tensão de geração deve considerar não só os custos do gerador. Tabela 2 Tensão primária 220/380 ou 480 V 2300 V Potência do Transformador Até 2 MVA Até 5 MVA . sugere-se que a tensão seja a maior possível (até 480 V). Convém observar que a solução de adotar um transformador para cada dois geradores deve ser analisada também sob o aspecto econômico. variam com a tensão. Os custos de um gerador. Caso a potência do transformador seja ultrapassada. visto que o custo dos geradores varia pouco com a tensão e o custo dos painéis e da instalação elétrica é tanto menor quanto menor for a corrente nominal do gerador. o que evidentemente deve resultar num custo total final mais reduzido. Tabela 1 Tensão do Gerador 220/380 ou 480 V 2300 V 4160 V 6900 V 13800 V Potência do Gerador Até 2 MVA Até 3 MVA Até 5 MVA Até 15 MVA Acima de 10 MVA Para aplicação de geradores em baixa tensão.

4160 V 6900 V 13800 V Até 10 MVA Até 15 MVA Até 30 MVA Para que os proponentes apresentem preço para um projeto otimizado e adequado às necessidades do cliente. ou de 30oC para água de resfriamento. . Com o intuito de prolongar a vida útil do equipamento. ste método é mais adequado para o caso em que os geradores estão ligados diretamente ao sistema. de modo a atender às especificações de desempenho da unidade geradora nas condições de regime permanente e transitório. recomenda-se que sejam adotados os valores naturais de impedância dos geradores propostos pelos fabricantes. Os métodos mais comuns para o aterramento do neutro dos geradores são os relacionados a seguir. requerendo um estudo de estabilidade para definição dos parâmetros do gerador. a um valor suficiente para . referentes ao valor do custo da energia e a taxa de juros que foi utilizada na avaliação econômica. porém. fornecidos com terminais acessíveis para ligação do ponto neutro à terra. no caso de uma falta para terra no sistema. recomenda-se especificar que os enrolamentos do estator e do rotor possuam isolamento classe F. O aterramento do neutro do gerador está diretamente relacionado com a proteção do gerador contra os efeitos nocivos das faltas para terra.os referentes às condições de operação das unidades geradoras (número de horas de operação anual para diferentes valores de potência). Aterramento do Neutro Os geradores devem ser adequados para ligação em estrela. que deverão ser compatíveis com as características do sistema de excitação. nos casos em que o gerador opere continuamente fornecendo a potência máxima. sem transformadores. é indispensável que sejam fornecidos os seguintes dados: . o resistor é dimensionado para limitar a corrente que circula no neutro do gerador. em virtude das suas caraterísticas técnicas e econômicas. operando em regime contínuo nas condições nominais com temperatura de referência do ar ambiente de até 40oC. não devendo ultrapassar a elevação de temperatura da classe B. a utilização de materiais com isolamento classe F.dos estudos hidroenergéticos. Classe de Isolamento Tornou-se prática comum. • Aterramento de baixa resistência com resistor no neutro. Valores de Impedância Exceto nos casos em que a potência da PCH seja grande em relação ao sistema elétrico ao qual será interligada.

O resistor é dimensionado para limitar a corrente de falta fase–terra para valores da ordem de 5 a 25A. . G 59 GN Figura 3 • Aterramento com transformador de distribuição. O neutro do gerador é ligado à terra através de um resistor com um transformador de potencial em paralelo. vide Figura 2 G 51 GN Figura 2 • Aterramento de alta resistência com resistor no neutro. ste método é utilizado tanto para geradores ligados diretamente ao sistema quanto para sistemas unitários.ensibilizar os relés de terra do sistema.

regulador de tensão. O neutro do gerador é ligado à terra através de um transformador monofásico de distribuição com um resistor no secundário. O gerador de indução não possui excitação própria. As suas desvantagens são: . Geradores de Indução Uma máquina de indução. A uma velocidade entre 1. passa a operar como gerador. que deverá ser fornecida pelo sistema ao qual será ligado ou através de capacitores. . o gerador de indução está fornecendo sua potência nominal. A principal vantagem do gerador de indução reside no menor custo de aquisição. da ordem de 300%. obrigando os geradores síncronos da usina a operar com menor rendimento. . limitando a corrente de falta fase–terra nos terminais do gerador para valores da ordem de 5 a 25A. quando acionada acima de sua velocidade síncrona. requerendo um sistema de controle e proteção relativamente simples. o que o torna inadequado para ser utilizado num sistema isolado. . equipamento de sincronização.o consumo de reativo da rede diminui o fator de potência da usina.o desligamento de um gerador de indução sob carga acarreta velocidades de disparo elevadas. pela inexistência da excitatriz. regulador de velocidade. instalação e manutenção.a utilização de capacitores para fornecimento de reativo aumenta os custos e diminui a simplicidade da instalação.a impossibilidade de controle da tensão. aproximadamente. .G 59 GN Figura 4 Este método é muito utilizado nos sistemas de geração unitários.5 e 5% acima da velocidade síncrona.

Este sistema é comumente adotado para pequenos geradores. G EXC Figura 5 O sistema de excitação estática consiste em um transformador de excitação normalmente ligado aos terminais do próprio gerador. A corrente retificada alimenta o enrolamento de campo do gerador principal através de escovas e anéis coletores. e torna-se particularmente atraente sob o aspecto econômico para geradores com rotação nominal acima de 200 rpm. A corrente de armadura é retificada por diodos montados no eixo da máquina e alimenta diretamente o campo do gerador principal. ou “brushless”. cujo secundário alimenta um conversor tiristorizado que retifica a corrente alternada. sem escovas. . O sistema de excitação sem escovas. consiste em um pequeno gerador síncrono com o enrolamento de campo montado no estator e a armadura montada no eixo do gerador principal. a aplicação de geradores de indução fica limitada a máquinas com potência até 1 MW. Sistemas de Excitação Os sistemas de excitação mais comuns atualmente são: o de excitação rotativa. e o de excitação estática.Devido a estes aspectos e às restrições operacionais do sistema. onde não haja necessidade de recuperação rápida da tensão para grandes variações de carga (alta resposta inicial).

utiliza-se. pode– se adotar como máximo um valor de corrente igual a 60% da corrente nominal de excitação em vazio durante um tempo de 10 segundos. b) Em Regime Transitório Para um curto circuito no lado de alta tensão do transformador. para os casos em que o magnetismo residual da máquina não é suficiente para o auto escorvamento. a) Em Regime Permanente O sistema de excitação deve ser capaz de manter a tensão nos terminais do gerador dentro de ± 0. utiliza-se uma fonte retificada incorporada no equipamento de excitação.5% do valor ajustado em toda a faixa de operação. Para operação em sistema interligado deverá ser analisada a estabilidade da máquina perante o sistema nos regimes permanente e transitório. com variação de freqüência de ± 5%. Como regra geral. para esta finalidade. para as máquinas maiores. o sistema de excitação deve ser capaz de manter a tensão de excitação em 20% do valor de teto. desde vazio a plena carga. O sistema de excitação deve possibilitar o ajuste da tensão para valores compreendidos entre ± 10% da tensão nominal. o sistema auxiliar de corrente contínua da usina e. A definição dos parâmetros do sistema de excitação deve ser feita considerando as condições sob as quais o mesmo irá operar. quando a tensão . Para as máquinas de menor porte. Para efeito de estimativa da capacidade requerida da bateria para excitação inicial. torna-se necessária a utilização de uma fonte externa para a excitação inicial. as especificações mínimas de desempenho relacionadas a seguir devem ser atendidas.G Figura 6 Durante a partida da máquina. quando o tamanho requerido para a bateria tornar-se exageradamente grande e houver disponível uma fonte externa de alimentação em corrente alternada.

designação da ligação dos enrolamentos. o que possibilita um prazo de entrega mais rápido. de modo a utilizar um comprimento mínimo de cabos de interligação. Nos casos em que a PCH estiver interligada ao sistema elétrico através de duas linhas. podem ser usados os dados de dimensões e pesos indicados nas Figuras 1 e 2 e Tabelas a seguir. os mesmos sejam especificados para os valores superiores de tensão suportável nominal de impulso atmosférico constantes da Norma ABNT NBR 5356. menor custo de aquisição e mais facilidade de eventual reposição. . tensão nominal do enrolamento primário. devido à importância do transformador elevador para a usina. a utilização de transformadores com sistema de ventilação forçada começa a se tornar uma alternativa atraente. freqüência nominal. Recomenda-se procurar especificar um valor de potência padronizado. TRANSFORMADORES ELEVADORES O transformador elevador deverá ter potência nominal igual ou superior à potência máxima do gerador. impedância de curto-circuito. Para potências nominais acima de 5 MVA. o que possibilita obter uma redução nos custos de aquisição e instalação dos cabos e menores perdas.terminal do gerador for 20% do valor nominal. os geradores não deverão perder o sincronismo quando da abertura de uma delas. Devem ser especificadas as seguintes características principais: • • • • • • • • • • • • potência nominal. método de resfriamento. Recomenda-se a instalação dos transformadores elevadores o mais próximo possível da casa de força. correspondentes a transformadores trifásicos de dois fabricantes distintos. tensão suportável nominal de impulso atmosférico para os enrolamentos primário e secundário. Recomenda-se que. tensão nominal do enrolamento secundário. Para efeitos de uma estimativa preliminar de instalação dos transformadores. acessórios desejados. deslocamento angular. Norma aplicável: NBR 5356. condições especiais.

Transformador Trifásico (Dimensões Preliminares – ver Tabela 1) 4 5 6 2 1 3 f a 50 7 g 8 H b h 9 10 11 N 1 o ACESSÓRIOS Bucha Bucha Ganchos para suspensão do Válvula de segurança Indicador de nível de óleo com Válvula de separação Dispositivo de manobra do Radiadores removíveis Secador de ar com silica-gel Placa de identificação e diagramas Termômetro para temperatura do Caixa com terminais para Sapata para macaco Rodas orientáveis Válvula para filtro prensa superior Terminal para terra (2) Tampa de inspeção Válvula para drenagem com 12 13 2 Bitola mxm 14 18 16 3 4 5 contato 6 transformador 15 17 l H1 H2 H3 7 8 9 L comutador sem carga 19 10 11 20 X0 X1 X2 X3 l óleo com contatos 12 13 14 equipamento de proteção 21 C1 C C2 15 16 17 18 amostra 19 20 adaptador para filtro prensa e retirada de Conservador de óleo Tampa de inspeção para o n 5 e o entrada de óleo 21 Relé de gás com contatos de alarme e desligamento (Vista frontal e de topo do transformador trifásico) Figura 1 .

5 3.8 2 2. Comprim (mm). kV 34.H2 .5% 13.X3 MVA C L H h f l C1 C2 m a b g Parte Ativa Tanque c/ aces. Peso c/ óleo (Kg) HZ 60 1.75 2600 2900 3400 2150 2450 2750 2550 2600 2850 1900 1950 2100 650 650 750 1075 1225 1375 1300 1450 1700 1300 1450 1700 1200 1200 1200 2350 2500 2250 1900 1950 2100 4300 4500 4400 3370 3950 5750 930 1130 1740 1100 1270 1660 5400 6350 9150 1600 1600 1600 1950 2000 2200 1850 1950 2100 4270 5030 7550 LIGAÇÃO Δ YN 5 7.5% 13.X2 .8 2 2.5 2800 2150 2250 1700 550 1075 1250 1550 1200 2250 1700 4000 2810 750 940 4500 1600 1900 1700 3550 Cotas em mm Pesos em kg Dimensões p / transp.Tabela 1 BUCHAS H1 .75 3000 3000 3400 2250 2550 2750 2500 2600 2850 1900 1950 2100 600 650 750 1125 1275 1375 1500 1550 1700 1500 1450 1700 1200 1200 1200 2250 2350 2250 1900 1950 2100 4200 4350 4400 3560 4050 5780 1010 1270 1830 1280 1480 1890 5850 6800 9500 1600 1600 1600 2050 2050 2200 1900 1950 2100 5040 5840 8230 LIGAÇÃO Δ YN 5 7.X2 . kV 25 ± 2 x 2.H2 . Altura (mm).5 3. Peso c/ óleo (Kg) HZ 60 1.5 3150 2250 2400 1800 600 1125 1525 1625 1200 2250 1800 4100 3130 870 1150 5150 1600 2050 1800 4470 Cotas em mm Pesos em kg Dimensões p / transp.H3 X0 .X3 MVA C L H h f l C1 C2 m a b g Parte Ativa Tanque c/ aces.X1 . Óleo Total Largura (mm).5 3700 3800 2800 3000 3050 3350 2200 2500 850 850 1400 1500 1700 1700 2000 2100 1435 1435 2450 2750 2200 2500 4700 5300 6980 8880 2170 2870 2350 2850 11500 14600 1600 1600 2400 2500 2200 2500 9930 12420 . Comprim (mm).H3 X0 . Altura (mm).X1 .5 ± 2 x 2.5 3700 3800 2800 3000 3050 3350 2200 2500 850 850 1400 1500 1700 1700 2000 2100 1435 1435 2450 2750 2200 2500 4700 5300 6950 8800 2110 2800 2090 2600 11150 14200 1600 1600 2400 2500 2200 2500 9170 11550 BUCHAS H1 . Óleo Total Largura (mm).

8 7.H3 X0 .X1 .5 10 4800 4800 3300 3300 3950 4050 2770 2870 1180 1180 1650 1650 2500 2500 2300 2300 3180 3280 2770 2870 6000 6200 10050 12150 4150 5150 5000 5900 19200 23200 1700 1800 3200 3300 2500 2600 16200 19700 15 5450 3900 4400 3220 1180 1950 2600 2850 3730 3220 7000 15750 5750 7200 28700 1850 3450 2950 24500 LIGAÇÃO Δ YN 20 5500 4000 4500 3320 1180 2000 2600 2900 3830 3320 7200 18600 6800 8100 33500 1900 3500 3050 31000 .X1 .8 YN 5 7.75 3650 3000 3450 2300 1150 1500 2000 1650 1435 3050 2300 5400 5900 2330 2770 11000 1600 2550 2300 9500 BUCHAS H1 . Comprim (mm).X2 .5% Δ 13.5 3200 2900 3350 2200 1150 1450 1900 1300 1200 2750 2200 5000 4400 1760 2340 8500 1600 2550 2200 7340 Hz 60 3. Peso c/ óleo (Kg) kV Ligação 69 ± 2 x 2.Tabela 1 (continuação) BUCHAS H1 .H2 .5 10 15 20 3800 4350 4300 5100 5100 3200 3300 3500 3800 3800 3550 3650 3950 4250 4450 2400 2500 2800 3100 3300 1150 1150 1150 1150 1150 1600 1650 1750 1900 1900 2000 2000 2000 2400 2400 1800 2350 2300 2700 2700 1435 1435 1435 1435 1435 3150 3500 3850 3850 4050 2400 2500 2800 3100 3300 5600 6050 6700 7000 7400 7120 9400 11750 14000 18100 2880 3600 4450 5800 6100 3400 4100 5200 5700 6800 13400 17100 21400 25500 31000 1600 1600 1600 1600 1600 2650 2900 2950 3200 3200 2400 2500 2800 3100 3300 11580 14600 18400 21300 26000 2 3100 2900 3300 2150 1150 1450 1900 1200 1200 2700 2150 4900 4130 1320 2100 7550 1600 2400 2150 6550 2.H2 .X3 MVA C L H Cotas h f em l C1 mm C2 m a b g Parte Ativa Pesos Tanque c/ aces. Altura (mm). kV 88 ± 2 x 2. Altura (mm). p / transp.H3 X0 . Dimensões Comprim (mm).5% 13. Óleo Total Largura (mm). Peso c/ óleo (Kg) HZ 60 2 4700 3300 3550 2400 1150 1650 2400 2300 2950 2400 5400 7600 3400 4300 15300 1700 3100 2400 13300 Cotas em mm Pesos em kg Dimensões p / transp.X2 . em kg Óleo Total Largura (mm).X3 MVA C L H h F l C1 C2 a b g Parte Ativa Tanque c/ aces. .

.5% 13.5 10 15 6000 6200 6400 3600 3800 4000 5100 5150 5300 3120 3170 3320 1980 1980 1980 1800 1900 2000 3400 3550 3600 2600 2650 2800 3400 3650 3850 3100 3150 3300 6500 6850 7200 10500 14400 18500 6500 6900 7600 7500 9200 10900 24500 30500 37000 1800 1900 1900 3800 3900 4100 3150 3200 3350 20000 26000 33000 LIGAÇÃO Δ YN 20 6600 4100 5500 3520 1980 2050 3600 3000 4050 3500 7600 22100 8300 11800 42200 1950 4100 3350 37500 HZ 60 5 5850 3500 4900 2920 1980 1750 3400 2450 3250 2900 6200 9600 4800 6900 21300 1800 3700 2950 18500 Cotas em mm Pesos em kg Dimensões p / transp.X1 .H3 X0 .8 7.X2 . Altura (mm).H2 . Óleo Total Largura mm.X3 MVA C L H h f l C1 C2 a b g Parte Ativa Tanque c/ aces.Tabela 1 (continuação) BUCHAS H1 . Peso c/ óleo (Kg) kV 138 ± 2 x 2. . Comprim (mm).

000 6.800 3.600 4.200 4.500 11.600 5.3.100 3.600 4.5 ± 2x2.000 23.600 2.750 2.Dimensões preliminares na tabela 7.000 3.000 6.900 3.600 3.000 15.200 3.Z Y X (Vista frontal.5% 13.16 .000 20.500 3.600 27.500 2.800 3.300 5.8 ± 2x2.5% 4.8 13.500 3.500 13.3.150 2.800 4.500 13.900 4.000 3.500 3.800 4.500 1.200 4.400 4.000 11.300 2.000 5.000 18.750 2.700 14.300 3.500 10.600 3.5% POTÊNCIA kVA 30.500 13.500 4.000 21.650 2. .400 5.500 4.000 7.300 5.000 36.300 6.400 5.600 6.000 34.750 2. lateral e de topo de transformador .400 9.100 22.100 4.150 4.500 5.600 6.700 4.000 21.000 3.400 6.750 2.900 2.000 58.500 20.000 10.500 69 ± 2x2.400 9.000 3.350 3.200 7.100 4.500 22.800 5.500 3.000 10.300 3.100 3.500 2.900 3.500 1.500 5.900 3.300 2.900 3.000 15.10 Tabela 2 TENSÃO kVA 138 ± 2x2.500 14.8 34.000 2.500 4.900 2.300 3.000 42.700 2.200 3.500 1.500 5.000 17.550 3.000 48.000 7.800 2.000 3.200 7.000 17. ( kg) 62.700 2.600 2.650 2.500 4.700 3.500 5.8 X 5.100 5.500 5.100 3.300 16.000 52.800 2.700 3.700 5.000 41.000 DIMENSÕES EM MM Y Z 5.800 2.400 3.150 Óleo ( I ) (I) 25.000 25.600 3.350 3.500 5.5) Figura 7.100 3.800 2.500 14.300 2.000 16.800 2.300 5.600 5.600 2.200 6.800 4.250 8.500 1.000 10.300 11.500 5.600 3.600 2.000 3.150 2.300 11.500 2.5% 13.500 Peso tot.000 7.000 7.300 2.400 3.000 2.

econômicos. De um modo geral. que devem ser analisados caso a caso. os defeitos de origem elétrica devem atuar sobre um relé auxiliar eletromecânico de bloqueio. No caso de usinas automáticas ou semi-automáticas a inexistência de operadores torna necessário prover desligamento para a maioria das condições anormais de operação que impliquem em risco para a integridade da máquina. A atuação da proteção anti-incêndio através do relé diferencial do gerador ou de falta para terra no estator deve ser avaliada levando em conta o inconveniente de uma descarga de CO2 no caso de uma operação indevida dos referidos relés. Estas recomendações podem ser utilizadas como um ponto de partida para a definição do esquema de proteção desejado. relés de proteção com tecnologia digital. Um fator importante a ser analisado na definição do grau de proteção desejado é a forma como a usina será operada. não permitindo que a máquina seja reposta em operação antes de ter sido inspecionada. encontram-se disponíveis. Nesses casos. algumas condições anormais de operação podem apenas acionar um alarme. Os relés digitais incorporam funções de medição que. eventualmente. de modo a garantir a parada da máquina sem necessidade do sistema de controle digital. sobre os disjuntores ou dispositivos de parada. função 86E. Este relé deve efetuar a parada total da máquina após a retirada automática de carga da unidade de modo a evitar a ocorrência de sobrevelocidade após abertura do disjuntor com maior sobrecarga para os mancais. Nas usinas assistidas por operadores. quase que exclusivamente. exceto para os casos de medição para faturamento. permitindo que o operador decida se conserva a máquina em operação ou não. como no caso de sobrecarga. Este relé deve efetuar a parada total da máquina com abertura imediata dos disjuntores geral e de campo. Recomendações para proteção de unidades geradoras são geralmente encontradas em publicações editadas por fabricantes de relés. se assistida por operadores ou automaticamente. Atualmente. Para máquinas com sistema de proteção anti-incêndio por meio de CO2 os detectores de fumaça ou termovelocimétricos devem atuar simultaneamente nos relés de bloqueio 86E e de descarga de CO2. através de seus contatos de saída. de modo a atender aos requisitos de medição e proteção simultaneamente. O sistema de proteção deve constituir um sistema independente do sistema de controle digital e as proteções devem atuar diretamente. função 86M. em particular os relacionados com aquecimento de mancais devem atuar sobre um relé eletromecânico de bloqueio. . Os defeitos de origem mecânica. devem-se especificar os transformadores de corrente para assegurar ± 1% a 1In e ± 10% a 20In. conforme a Norma IEC 185. podem dispensar a utilização de um sistema dedicado apenas à medição.SISTEMA DE PROTEÇÃO A escolha de um sistema de proteção para os equipamentos elétricos constituintes de uma PCH envolve aspectos operacionais. mesmo que a longo prazo. de segurança física e pessoal.

• Proteção contra perda de excitação (40) Quando ocorre a perda de excitação. complementado por relés individuais para funções adicionais. assim como personalização através de alteração na lógica de programação. a maior parcela de carga imposta aos transformadores de corrente é representada pelos cabos de interligação entre os transformadores de corrente e o relé. Sendo a carga imposta pelos cabos diretamente proporcional ao quadrado da corrente. Os relés para perda de excitação costumam utilizar unidades de impedância (tipo off-set mho). • Proteção contra motorização (32) . interfaces de entrada e saída com outros equipamentos. como as que ocorrem nas PCH. adota-se como solução a utilização de um relé multifunção básico. A utilização destes relés somente é possível quando os terminais de neutro de cada uma das fases forem acessíveis para a instalação dos transformadores de corrente. Esta situação pode causar colapso da tensão e tornar instável o sistema ao qual está conectada. Para a proteção de geradores existem disponíveis relés multifunção. • Proteção contra carga desequilibrada (46) A ocorrência de faltas assimétricas externas à máquina. a máquina passa a operar como um gerador de indução. Para máquinas de médio porte. A proteção para esta condição pode ser realizada por meio de relés de sobrecorrente de seqüência negativa. mais baratos. para máquinas de pequeno e grande porte. principalmente quando ocorre falha nas proteções de outros equipamentos. girando abaixo da velocidade síncrona e absorvendo reativos do sistema. A seguir estão relacionadas as principais funções disponíveis nos relés de proteção digital para geradores: • Proteção diferencial (87G) Faltas internas no gerador geralmente se desenvolvem como uma falta à terra numa das fases do enrolamento e podem ocasionalmente envolver mais de uma fase. possibilitando a implementação de comandos externos e intertravamentos para subestações simples. Estas correntes induzem correntes de freqüência dupla no rotor do gerador que causam sobreaquecimento e em casos mais severos danos à estrutura do rotor. direcional ou subtensão. Alguns relés digitais permitem o controle de abertura e fechamento de disjuntor. A proteção mais efetiva para falta entre fases é realizada pelos relés diferenciais. pode causar a circulação de correntes de seqüência negativa no estator da máquina. fica evidente que a utilização de transformadores de corrente com secundário para 1A conduz a transformadores de corrente com menor potência. Como o consumo desses relés é extremamente pequeno. A proteção para perda de excitação pode ser desejável nestes casos.Os relés digitais possibilitam a utilização de transformadores de corrente com secundário de 5A ou 1A.

• Proteção contra falta para terra no estator (51GN) ou (59GN) proteção contra faltas para terra no estator está diretamente relacionada com o método de aterramento do neutro adotado. Se a proteção primária é feita por relés de distância a proteção de retaguarda deve ser feita por relés de distância (21). Para aterramento de baixa resistência com resistor no neutro a proteção é feita por relé de sobrecorrente (51GN). A proteção sob estas condições é dada para o primeiro caso por um relé de sobretensão temporizado com ajuste acima de 105% da tensão nominal e para o segundo caso por um relé de sobretensão instantâneo com ajuste acima da máxima sobretensão limitada pelo regulador de tensão. apresentam configurações mínimas recomendáveis para usinas não assistidas. 2. A aceleração depende da inércia do gerador.tentativa de funcionar como motor pode ocorrer. A utilização de proteção contra motorização é dada por meio de relé de reversão de potência e recomendável no caso de usinas não atendidas. Nestas ocasiões. Para aterramento de alta resistência com resistor no neutro ou aterramento de alta impedância com transformador de distribuição a proteção é feita por relé de sobretensão (59GN). • Proteção contra sobrevelocidade (12) Os geradores estão sujeitos a aceleração na ocorrência de rejeição de carga. da carga perdida e da dinâmica do regulador de velocidade. por exemplo. Se a proteção primária é feita por relés de sobrecorrente a proteção de retaguarda deve ser feita por relés de sobrecorrente com restrição de tensão (51V). quando há bloqueio da tomada d’água do gerador. As Figuras 1. A proteção contra sobrevelocidade é dada por relés de velocidade normalmente associados ao regulador de velocidade e por uma chave centrífuga incorporada ao eixo do gerador. . Sobretensões também podem ocorrer durante uma rejeição de carga devido a uma falha do regulador de tensão. • Proteção de retaguarda para faltas externas (21) ou (51V) Proteção de retaguarda para falhas externas opera de forma seletiva no caso de não operação do relé de proteção primária. • Proteção contra sobrecarga (49) A proteção contra sobrecarga pode ser realizada por meio de relés que estimam o comportamento térmico do gerador pela medição da corrente de carga (imagem térmica) ou por meio de detectores resistivos de temperatura embutidos nos pontos críticos do gerador. e 3. • Proteção contra sobretensão (59) m gerador de pequena potência em relação ao sistema ao qual está interligado pode ficar sujeito às sobretensões oriundas do sistema devido à incapacidade do regulador de tensão em modificar a tensão do sistema. o baixo fluxo de água na turbina pode ocasionar cavitação e conseqüentes danos. A proteção de retaguarda deve possuir princípio de operação semelhante ao do relé primário.

TP A V W Hz TP 32 49 51 GN 51 V TEX TC G EXC TC TC RA SISTEMA DE PROTEÇÃO .CONFIGURAÇÕES MÍNIMAS RECOMENDÁVEIS PARA USINAS NÃO ASSISTIDAS GERADOR ATÉ 2 MVA Figura 1 .

CONFIGURAÇÕES MÍNIMAS RECOMENDÁVEIS PARA USINAS NÃO ASSISTIDAS GERADOR ATÉ 10 MVA Figura 2 .TC TC 51 51 N TP A V W Hz TP 32 51V 40 59 GN 46 81 49 87 TC TEX G EXC TC TP RA SISTEMA DE PROTEÇÃO .

TC TC e TP A 21 46 50 BF 24 V 27 W 32 Hz TP 38 40 81 87 TC TC 87T TEX 50 BFN 59 GN 60 G e v TC TC SISTEMA DE PROTEÇÃO .CONFIGURAÇÕES MÍNIMAS RECOMENDÁVEIS PARA USINAS NÃO ASSISTIDAS GERADOR ACIMA DE 10 MVA Figura 3 .

ativada por condições que coloquem em risco a integridade da máquina e a parada automática que é ativada por condições operacionais que . • Subsistema de controle da casa de força e subestação Esta divisão é importante. chaveando pontos de operação predefinidos das máquinas. as iniciativas nesta área apontam. Assim. É possível a otimização da geração por meio da medida do nível do reservatório na câmara de carga. já que o controle do reservatório envolve questões de segurança operativa da usina e de pessoas e propriedades a jusante. por meio de operadores ou a automação ou semi-automação da usina. a semi-automação ou automação das instalações das usinas apresenta as seguintes vantagens: • Redução dos custos operacionais • Ganhos de qualidade sobre o processo • Melhor utilização do pessoal • Maior agilidade operativa • Melhor utilização dos recursos disponíveis • Melhor produtividade No caso específico das pequenas centrais hidroelétricas. quase sempre. porém com custos reduzidos. a saber: • Subsistema de controle da barragem ou reservatório. Se o nível do reservatório atingir o mínimo operacional. Na semi-automação. para soluções técnicas adequadas.SISTEMA DE SUPERVISÃO E CONTROLE A definição do sistema de supervisão e controle de uma PCH é essencialmente uma decisão econômica. os investimentos recomendados no processo de automação ou semi-automação são balizados pelos custos operacionais destas instalações (basicamente mão de obra) e pelo custo da energia comercializada. Se a máquina é desligada do sistema. as máquinas são desligadas automaticamente. Basicamente devem ser analisadas e comparadas duas possibilidades: a operação convencional. São geralmente definidos dois procedimentos para a parada das unidades geradoras: parada de emergência. a tomada de carga prefixada pode ser realizada automaticamente pelo sistema de controle. No atual contexto tecnológico e econômico. geralmente as transições de estado até a sincronização da máquina na rede são realizadas pelo operador da usina. Após a sincronização. A automação ou semi-automação de uma PCH normalmente envolve dois subsistemas. é necessária a presença do operador para a reposição da máquina no sistema.

alerta ou emergência. Esta otimização pode ser feita pelo sistema de controle do reservatório. A parada automática permite a retirada de operação da unidade geradora de forma suave. Esta realidade se reflete no fato dos grandes fabricantes estarem lançando sistemas de controle digital com características compatíveis com o porte das pequenas centrais a preço competitivo. Até recentemente. devido à utilização de rotinas de autocontrole e diagnóstico. A comparação econômica entre um sistema convencional e um sistema digital não deve ser feita apenas considerando-se os custos de aquisição inicial do equipamento. o sistema de controle do reservatório pode acionar as comportas no sentido de reverter a cota para a faixa de operação normal. A usina desassistida pode ser totalmente supervisionada e controlada remotamente. de forma a atender às restrições impostas pelos equipamentos (geração mínima por máquina) ou pela legislação (vazão sanitária). inicialmente reduzindo a carga da máquina. o controle do reservatório é simplificado (realizado por sensor de nível). em sistemas totalmente automáticos. controlando o mesmo através do aumento ou diminuição da geração das máquinas. com os automatismos com lógica convencional a relés. evitando golpes de aríete causados pelo fechamento brusco dos equipamentos hidráulicos. independente da presença de operadores. . facilitando a substituição de componentes defeituosos. as vazões vertida.permitam a parada sem rejeição de carga. Além disto. • Utilização de relés de proteção multifunção com recursos de medição para os geradores. Geralmente o sistema de controle do reservatório realiza a supervisão do nível do reservatório. As vantagens dos sistemas digitais começam a ficar mais evidentes quando são levados em consideração a sua baixa taxa de defeitos e o tempo necessário para reparo. envolvendo soluções complexas e equipamentos de custo relativamente elevado. ou possuir um mínimo essencial de supervisão remota e controle local. tanto a parada quanto a partida e sincronização das máquinas são realizadas automaticamente pelo sistema de controle. Normalmente. A rápida evolução na área dos microprocessadores tornou disponíveis equipamentos de baixo custo com desempenho adequado para automação de pequenas centrais. os sistemas de automação com utilização das modernas tecnologias de comando digital encontravam aplicação apenas para as usinas de grande porte. Na automação. compatível com o porte do empreendimento. é possível a realização da otimização da geração considerando as vazões afluentes. afluente e turbinada além de programar a geração das máquinas e o vertimento pelas comportas da barragem. • Utilização de relés de proteção multifunção com recursos de medição e intertravamento para a subestação. Em situações em que o nível do reservatório atinja limites de atenção. cujo objetivo é manter o nível do reservatório na faixa normal ou de equilíbrio. sensivelmente menor. atendendo apenas às questões de segurança. Alguns aspectos que possibilitam uma solução tecnicamente adequada com custo reduzido são listados a seguir. A solução para o automatismo de uma PCH deve ser orientada no sentido da simplicidade.

. • Interface Homem-Máquina com tela de cristal líquido e acionamento por toque na tela ou teclado funcional de membrana.• Comando local das unidades geradoras dispensando a necessidade de uma Sala de Comando e Estação de Trabalho. • Utilização de Unidades de Aquisição e Controle com lógica de automatismo efetuada através de Controladores Lógicos Programáveis. Utilização de sincronização manual com verificação de sincronismo para o caso de PCH sem telecomando. • Parametrização local para os relés de proteção.

b) Auxiliares gerais. .Comporta de emergência ou válvula borboleta.Motores de carregamento de mola ou compressores para disjuntores.Ar comprimido de serviço.Sistema de frenagem.Bombas de circulação de óleo dos mancais. . . . . . mas que são essenciais para a operação da usina.SISTEMAS AUXILIARES ELÉTRICOS Serviços Auxiliares . .Bomba de água de resfriamento.Ar comprimido de regulação.Regulador de velocidade.Carregadores de bateria. . sendo os mais comuns: . .Sistema de excitação.Corrente Alternada As cargas normalmente alimentadas pelo Sistema de Serviços Auxiliares da Usina podem ser divididas em três categorias: a) Auxiliares da unidade essenciais para a partida. .Comportas de vertedouro. .Sistema de óleo de regulação. .Motores de acionamento de chaves secionadoras.Sistema de ventilação forçada do transformador elevador.Drenagem do poço da turbina. não diretamente associados com as unidades geradoras. operação e parada do grupo turbina– gerador. . Estas cargas variam conforme o tipo de usina e equipamento fornecido. .Bombas de drenagem da Casa de Força.Bomba de injeção de óleo nos mancais (para as máquinas verticais de maior porte). . sendo as mais comuns: . .

de fácil operação. devendo cada caso ser analisado separadamente. entretanto.. deve haver uma duplicação de alimentação. certos princípios que devem ser seguidos para que se obtenha uma solução adequada. . de modo a que o defeito em um circuito não interfira com a operação dos demais. . .Aquecimento de painéis. Para a definição da configuração do sistema de auxiliares em corrente alternada. . a usina opera isolada do sistema e necessita de alimentação em corrente alternada para a partida de uma unidade. c) Auxiliares não essenciais à operação da usina. . .Iluminação e tomadas. É recomendada a utilização dos seguintes valores de tensão de alimentação: .Sistema de ventilação da Casa de Força. compatível com o grau de confiabilidade do sistema. Nos casos em que não se dispõe de uma fonte externa. A tensão de alimentação dos auxiliares em corrente alternada deve ser compatível com o tamanho da usina e a potência das cargas a serem alimentadas.Deve haver possibilidade de alimentação através de qualquer um dos geradores da usina e através de uma fonte externa. . deve ser prevista a instalação de um grupo gerador de emergência. .Pórtico rolante ou monovia. sendo os mais comuns: .Máquina limpa-grade.Ponte rolante.Equipamento de comunicação. não existe uma solução típica. sem necessidade de encomenda especial no caso de reposição.Recomenda-se que o sistema possua uma configuração radial.Sistema de esgotamento. . de fácil aquisição no mercado. Deve ser considerada também a utilização de motores com tensão nominal padronizada.Os quadros de serviços auxiliares devem ser fornecidos com disjuntores providos de disparadores de operação seletiva. Existem. .Para os sistemas mecânicos que requeiram duplicação de equipamento. . de modo a evitar erros operacionais.Deve ser considerada a utilização de um sistema de transferência automática de fonte de alimentação. . necessária à operação da usina sob os aspectos de continuidade de serviço e segurança pessoal e das instalações. ou por questões de segurança.Oficina Eletromecânica.

Quando se julgar necessário uma maior confiabilidade deve-se adotar um sistema com duas baterias e dois retificadores. Serviços Auxiliares . para usinas maiores que requeiram transformador para serviços auxiliares com potência nominal ≥ 500 kVA. deverão ser do tipo seco. devem ser utilizados transformadores de boa procedência. deve ser elaborado um ciclo de descarga que atenda às condições mais desfavoráveis de operação durante uma falta de alimentação de corrente alternada para o retificador. não ultrapassar os valores de queda de tensão admissível para continuidade de operação dos motores durante uma transferência automática e atender às condições de ponta de carga sem redução da vida útil. Embora a utilização de um sistema isolado de terra permita a continuidade de operação para defeitos para terra envolvendo apenas um dos pólos. Os transformadores para serviços auxiliares devem ser dimensionados para atender ao ciclo de carga mais desfavorável. é de execução difícil. praticamente todos os equipamentos que requerem alimentação em corrente contínua estão disponíveis para alimentação nesta tensão. Para o dimensionamento. Devido a este fato. para as usinas menores. Se os transformadores para serviços auxiliares forem instalados dentro da casa de força. Para o dimensionamento adequado da bateria. O tipo de bateria mais utilizado em virtude de suas características e desempenho é o tipo chumbo – ácido com placas positivas tubulares.Corrente Contínua O elevado grau de continuidade dos sistemas de corrente contínua não aterrados. O dimensionamento deve ser feito seguindo a metodologia proposta na Norma ANSI/IEEE Std 485. deve ser adotado o método de conversão do ciclo de carga real para o ciclo de carga equivalente. sistema trifásico a quatro fios com neutro solidamente aterrado. o que possibilita a utilização de apenas um nível de tensão de corrente contínua na usina. combinado com a seleção criteriosa de equipamentos de boa qualidade e a simplicidade inerente aos sistemas de controle das pequenas centrais.220/127 Vca 60 Hz. recomenda-se que os circuitos de corrente contínua sejam protegidos por fusíveis do tipo Diazed ou NH. . se for possível. a probabilidade de ocorrência de um curto circuito sempre está presente. sistema trifásico a quatro fios com neutro solidamente aterrado. Os disjuntores para aplicação em corrente contínua disponíveis atualmente. estabelecido pela Norma NBR 5416. conduzem a um sistema de corrente contínua constituído por uma única bateria operando em paralelo com uma unidade retificadora. pois seu reparo. com isolamento sólido. no mercado. . nas diversas condições de operação. A tensão nominal de 125 V tem demonstrado ser a mais adequada para este tipo de aplicação. Atualmente.380/220 Vca 60 Hz. A operação seletiva dos dispositivos de proteção é fundamental para a operação do sistema de corrente contínua. não possuem características adequadas que possibilitem ajustes para uma operação seletiva da proteção entre disjuntores. Neste caso..

com as características mínimas que devem ser especificadas. a utilização de relés de sobrecorrente com características de tempo inverso associados a relés de sobrecorrente instantâneos é uma solução economicamente interessante. Os equipamentos componentes da subestação devem ser dimensionados para operar sob as condições mais adversas a que estiverem expostos.Para uso interior ou ao tempo . estão relacionados os principais equipamentos que compõem uma subestação. Recomenda-se que as subestações para instalação abrigada na casa de força sejam do tipo Conjunto de Manobra e Controle Blindado. Deve-se dar preferência à subestação do tipo Conjunto de Manobra e Controle Blindado.SUBESTAÇÃO As subestações para pequenas centrais hidrelétricas podem ser instaladas dentro da casa de força ou ao tempo. Para a proteção das linhas são utilizados basicamente dois tipos de sistema de proteção: proteção por relés de sobrecorrente e proteção de relés de distância.Meio isolante e para interrupção do arco .Número de pólos . que proporciona melhores condições de segurança pessoal contra riscos de acidentes e maior rapidez na fase de instalação do equipamento na usina. os equipamentos deverão ser adequados para os níveis de curto circuito no sistema. conforme definido pela Norma ABNT NBR 6979. deve ser utilizado um sistema de proteção compatível com o sistema existente no ponto de interligação. A seguir.Tensão nominal . sempre que possível. Quando a subestação estiver interligada a um sistema elétrico existente. Quando a usina opera interligada a um sistema elétrico.Tensão suportável nominal de impulso atmosférico . bem como as normas que devem ser seguidas no seu projeto e fabricação.Tipo de acionamento . considerando as futuras expansões previstas. As subestações para instalação ao tempo podem ser do tipo Conjunto de Manobra e Controle Blindado ou convencional. Quando a usina opera em sistema isolado. • Disjuntores .

Seqüência nominal de operações .Tensão nominal dos dispositivos de comando .Freqüência nominal .Duração nominal da corrente de curto–circuito desejada (quando diferente do valor normalizado) .Porcentagem da componente de corrente contínua .Tensão máxima de operação contínua .Corrente de interrupção simétrica nominal .Norma aplicável: NBR 6935 • Pára-raios .Corrente nominal .Valor de crista nominal da corrente suportável .Tensão nominal .Número de pólos .Corrente suportável nominal de curta duração .Tensão suportável nominal à freqüência industrial durante 1 min .Tensão nominal .Tipo de acionamento .Corrente nominal .Duração da corrente suportável de curta duração ..Tensão suportável nominal à freqüência industrial durante 1 min .Freqüência nominal .Norma aplicável: NBR 7118 • Secionadores .Tensão suportável nominal de impulso atmosférico .Tipo construtivo ( se houver preferência ) .Para uso interior ou ao tempo .

Tensão máxima de descarga por surto atmosférico com onda de corrente de 8/20 ms.Freqüência nominal .Tipo de isolamento (seco ou óleo) .Número de núcleos para medição e proteção .Capacidade de absorção de energia ..Corrente nominal primária e relação nominal .Fator térmico nominal .Tensão suportável nominal de impulso atmosférico .Classe de exatidão . IEC 99-4 (ZnO) • Transformador de Potencial Indutivo .Carga nominal .Tensão máxima de operação .Tipo de aterramento do sistema .Para uso interior ou ao tempo .Tipo construtivo (SiC ou ZnO) . 10 e 20 kA) valor de pico .Corrente suportável nominal de curta duração .Tipo de isolamento (seco ou óleo) .Tensão nominal primária e relação nominal .Capacidade de sobretensão temporária para 1 s e 10 s (só para ZnO) .Capacidade de alívio de pressão .Valor de crista nominal da corrente suportável .Tensão suportável nominal à freqüência industrial durante 1 min .Corrente nominal de descarga .(5.Norma aplicável: NBR 5287 (SiC).Norma aplicável: NBR 6856 • Transformador de Corrente .

Potência térmica nominal .Norma aplicável: NBR 6855. .Freqüência nominal .Tensão suportável nominal à freqüência industrial durante 1 min .Para uso interior ou ao tempo ..Tensão máxima de operação .Carga nominal .Carga simultânea para TP de dois ou mais secundários .Tensão suportável nominal de impulso atmosférico .Grupo de ligação ou fator de sobretensão nominal e tipo de aterramento do sistema .Classe de exatidão .

INTERLIGAÇÃO GERADOR – TRANSFORMADOR A interligação entre o gerador e o transformador. Quando mais de um tipo de instalação é adotado ao longo do percurso do cabo. Após o dimensionamento do cabo pelos critérios de corrente nominal. Devem ser usados. dimensionamento e projeto de instalação dos cabos. Nas instalações em suportes metálicos para cabos (bandejas) com várias camadas verticais. deve-se adotar a metodologia proposta no item 10. Nestes casos. Quando o dimensionamento conduzir à utilização de seções nominais elevadas. considerando o custo de aquisição dos cabos e as perdas capitalizadas ao longo da vida útil do cabo e levando em conta as condições de operação das unidades geradoras. normalmente instalado fora da Casa de Força. A tensão de isolamento do cabo deve ser especificada seguindo-se as recomendações da Norma ABNT NBR 6251. A solução com cabos é sempre mais atraente sob o ponto de vista econômico. de fases segregadas ou não segregadas. queda de tensão e curto – circuito. mas envolve certos cuidados nas fases de seleção. recomenda-se a utilização de cabos em paralelo. conforme a importância da usina. pré-fabricado do tipo blindado. deve-se optar pela utilização de um barramento. . continuamente. A solução com barramento deve ser orientada na utilização de barramento padronizado. as soluções adotadas para usina não costumam constar nos catálogos de fabricantes. Devem ser utilizados cabos isolados de cobre. Os cabos de força de média tensão devem ser instalados em condutos separados dos cabos de força e controle de baixa tensão. os cabos de força de média tensão devem ser instalados no nível superior. recomendando-se neste caso a utilização das isolações termofixas do tipo polietileno reticulado ou borracha etileno-propileno. A capacidade de condução de corrente do cabo deve ser adequada para conduzir a corrente correspondente ao valor de potência nominal máxima do gerador. A seção nominal do cabo deve ser escolhida utilizando-se as tabelas e fatores de correção dos fabricantes. Para o caso de cabos instalados em canaletas. a seção nominal do cabo deve ser definida pela condição mais desfavorável. no máximo. Devem ser rigorosamente seguidos os valores de curvatura admissível e tensão máxima de puxamento dos cabos recomendados pelo fabricante. com características isolantes superiores. mais adequadas ao tipo de instalação. pode ser feita por meio de barramento ou cabos isolados. o valor do custo da energia e a taxa de juros adotada. deve ser feita uma avaliação econômica.9 da NBR 11301. Quando forem necessários mais de quatro cabos em paralelo. quatro cabos em paralelo.

impedância dos condutores e cabos pára-raios e resistência de pé-de-torre das linhas de transmissão de alta tensão. . . atendendo aos seguintes requisitos: . O sistema de aterramento deve ser concebido seguindo-se as recomendações das Normas ANSI / IEEE Std 80 e ANSI / IEEE Std 665.assegurar um trajeto de baixa resistência às correntes de curto-circuito à terra. . considerando-se a expansão futura do sistema.corrente máxima de defeito à terra na barra de alta-tensão da usina e/ou da subestação da usina.proporcionar um caminho de escoamento para terra adequado aos dispositivos de proteção contra descargas atmosféricas. os seguintes dados básicos deverão ser levantados no início do projeto: .assegurar um retorno para terra para os geradores e transformadores ligados em estrela com neutro aterrado.ATERRAMENTO Deve ser previsto um sistema de aterramento de todas as instalações da usina e respectiva subestação para a segurança do pessoal e dos equipamentos. . Para o dimensionamento adequado do sistema de aterramento.resistividade do solo e da água do rio no local do empreendimento. de modo a permitir uma rápida e consistente operação das proteções.manter os potenciais de toque e de passo dentro de valores toleráveis. . .

Para efeito dos estudos preliminares. mesmo que seja desnecessária a utilização de cabo pára–raios na linha de transmissão. .LINHA DE TRANSMISSÃO A interligação da usina com o consumidor ou com um sistema elétrico existente é feita através da linha de transmissão. como custo da conexão. com a finalidade de controlar os potenciais de terra na subestação. seja pelo baixo nível de tensão. No ítem “MODELO DE ORÇAMENTO COMPACTO PARA SE E LT”. A tensão de transmissão deverá ser definida através de um estudo de alternativas para interligação entre a usina e o ponto de interligação com o sistema que resulte na solução economicamente mais interessante. com base nos valores de potência a transmitir e comprimento da linha. O dimensionamento otimizado da linha e o seu projeto mecânico devem ficar a cargo de consultor especializado no assunto. devem ser definidas a tensão de transmissão e a seção nominal dos condutores. Para a linha de transmissão. do tipo CAA. o orçamento da subestação associada a usina e da linha de transmissão deverá ser feito e incluído no orçamento total do empreendimento. seja pelo baixo nível isoceráunico. a seção nominal dos condutores pode ser determinada utilizando os parâmetros elétricos da linha para a configuração escolhida. apresenta-se um modelo de orçamento compacto para subestação e linha de transmissão. Recomenda-se que. sejam utilizados cabos pára–raios. até alguns poucos quilômetros da subestação. Caso se aplique.

proteção de linha. Quando a usina for interligada a um sistema elétrico que já utilize este sistema para proteção de linha na tensão da linha de interligação. . se assistida ou desassistida. Em alguns casos. devendo ser analisada a sua viabilidade. requer proteção especial para o equipamento e para as pessoas. UHF ou microondas. telecomandada ou apenas telesupervisionada.SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES A definição do sistema de telecomunicações deve ser feita considerando-se as necessidades em função do modo de operação da usina. assim como a utilização de um sistema de proteção de linha com o mesmo princípio do adotado para a outra extremidade. telecomando e transmissão de dados. para alarme remoto através de discagem automática. pode ser uma alternativa interessante. torna-se necessária. na área de uma central hidrelétrica. O Sistema de Ondas Portadoras sobre as Linhas de Alta Tensão (OPLAT) tem sido muito utilizado para as finalidades de comunicação por voz. pode ser usada uma linha telefônica privada ou alugada uma linha da Companhia Telefônica local. sua utilização. A utilização de uma central telefônica digital atende às necessidades de comunicação por voz e funções limitadas de transmissão de dados. A utilização de uma linha telefônica. contra a elevação de potencial de terra sob as condições de curto–circuito e descargas atmosféricas que ocorrem na linha de transmissão. constituída por condutores metálicos. devido às condições locais. Para esta alternativa. a utilização de rádio na faixa das freqüências de VHF.

dos muros. Na segunda fase. incluindo os estudos de logística de implantação da obra. os estudos devem serelaborados detalhadamente. alguns aspectos principais. da casa de força e da barragem. executam-se partes das estruturas do vertedouro. o desvio é realizado em duas fases. os aspectos relacionadosanteriormente. basicamente. a diferença básica é que. por exemplo.PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO E MONTAGEM O estudos de planejamento da construção e montagem. do vertedouro e da barragem. com o rio escoando em sua calha natural ou em canal escavado em uma das margens. na primeira fase. o rio é desviado por túneis escavados em uma das margens. • Sítios em Vales Medianamente Encaixados No caso dos vales medianamente encaixados. . fecham-se as adufas/galerias e inicia-se a operação de enchimento do reservatório. na margem oposta. Concluída a execução das estruturas de barramento. conclui-se a execução da casa de força. a) Esquemas de Desvio Os esquemas de desvio do rio variam em função dos aspectos topográficos.1 Estudos Topográficos Os estudos topográficos abrangem. Esses estudos deverão considerar: DESVIO DO RIO E SEQÜÊNCIA CONSTRUTIVA Apresentam-se a seguir. de forma resumida. Para cada caso. o rio poderá ser desviado por galerias de concreto. gerais. após a construção da ensecadeira. • Sítios em Vales Encaixados No caso dos vales encaixados. do projeto de desvio do rio. ou por tubulações. Normalmente. construídas em uma das margens. b) Estudos Básicos b. • Sítios em Vales Abertos Na primeira fase. deverão ser realizados de forma detalhada para o arranjo final do projeto. hidrológicos e geológico-geotécnicos do sítio da PCH. após a construção das ensecadeiras de montante e jusante. com o rio escoando pelas adufas/galerias sob o vertedouro ou sob a barragem. na primeira fase. visando estabelecer o Cronograma de Implantação do empreendimento.

a determinação das condições das fundações.2 Estudos Hidrológicos Os estudos hidrológicos abrangem a caracterização dos períodos úmidos e secos. maiores serão os volumes das ensecadeiras. como.1 )n . Quanto menor o risco (>10 anos). o que condicionará o dimensionamento da frota de equipamentos necessária para a execução das mesmas. A possibilidade de obtenção desses blocos poderá ser condicionada pelos aspectos geológicos do maciço rochoso no local. a identificação da existência de materiais aluvionares que precisam ser removidos para assentar as ensecadeiras. As áreas de empréstimo (jazidas) de solos e de pedreiras deverão ser caracterizadas com precisão. T tempo de recorrência (anos). o tempo de recorrência será considerado igual a 10 anos.a verificação da disponibilidade de materiais naturais de construção e da necessidade demateriais processados. Esses riscos deverão ser avaliados criteriosamente visando-se otimizar o dimensionamento dos equipamentos de construção. ser alterado em função das características de cada aproveitamento. . em quantidade e com as características necessárias para a execução das ensecadeiras.3 Estudos Geológico-Geotécnicos Os estudos geológico-geotécnicos básicos abrangem: . Para PCH. Poderão ser necessários. b. seja com equipamentos convencionais de terraplanagem ou por dragagem. onde: T r probabilidade ou risco de ocorrência. e n tempo de duração da fase de desvio (anos). Durante os estudos.b. Cabe observar que a fixação dos riscos a serem assumidos durante as fases de desvio afetará diretamente os volumes das ensecadeiras. A determinação da descarga de desvio deverá ser feita segundo a metodologia descrita no item ‘’ESTUDOS BÁSICOS – HIDROLÓGICOS”. por exemplo. se julgado necessário. deverão ser estimados pela fórmula a seguir: r = 1 – (1. em função do tempo de recorrência da cheia de projeto do desvio. . pelo menos uma vez. esse valor poderá. da cheia de projeto adotada. no tempo T. e a determinação da descarga de projeto do desvio e dos riscos a serem assumidos em cada fasede desvio. por exemplo. Os riscos inerentes para cada fase de desvio do rio. blocos de rocha de dimensões consideráveis para execução do fechamento do rio em todas as fases de desvio e para proteção das ensecadeiras. da localização e do tempo de duração de cada obra.

4 Planejamento da Construção A elaboração do Cronograma de Implantação do empreendimento envolve atividades típicas de planejamento da construção descritas a seguir.Determinação da produtividade de execução dos principais serviços das obras civis notempo. os esquemas de acesso à obra. considerando o regime hidrológico da bacia. Além disso. tais como cimento. e do acampamento). o fornecimento de energia elétrica à obra. . c) Dimensionamento das Obras de Desvio O dimensionamento das obras necessárias ao desvio do rio. origem e destino. .Estudos de logística de implantação da obra da PCH que abrangem a identificação das procedências e o fluxo de todos os materiais de construção necessários. utilizados ou processados. que podem variar em função da frota de equipamentos de cada empreiteiro. o planejamento do canteiro de obras (civil e eletromecânico. aço e madeira.b. .Estudos de balanceamento dos diversos materiais. bem como produtos e equipamentos a serem trazidos para a obra e lá manuseados. a facilidade de telecomunicações e a produção local de materiais e de alimentos. ou seja. canais. os períodos secos e chuvosos. galerias e túneis deverá ser realizado segundo as metodologias apresentadas no ítem “OBRAS CIVIS”. . esses estudos deverão incluir: o dimensionamento da mão-de-obra de diversas categorias a ser utilizada na construção.

escritórios.subestação de energia do canteiro. . a qual deverá abrigar as instalações industriais. . e demais instalações necessárias para apoio aos diversos trabalhos. pátios diversos. tentando-se minimizar a degradação da natureza. . A área deverá estar situada o mais próximo da obra e. . O planejamento da área do canteiro é de responsabilidade do empreiteiro civil. De um modo geral. toda a área deverá ser recuperada. . em cota mais elevada que o futuro nível d’água do reservatório. . depósitos.almoxarifados específicos. .reservatório de água potável. Toda e qualquer intervenção no local deverá ser planejada. Após a conclusão da obra. oficinas. . deverá ser prevista uma área destinada ao canteiro.áreas para pilhas de estoque de agregados. . O projeto de instalação do canteiro deverá prever a urbanização integral da área. .central de britagem e de concreto.posto de saúde/enfermaria.reservatório de água industrial. de acordo com as exigências ambientais. as quais deverão ser observadas na estimativa da área necessária. No entanto. .refeitório.pátio de armação. o canteiro de obras deverá prever as seguintes instalações: .CANTEIRO E ACAMPAMENTO Canteiro No local de implantação da obra.pátio de tubulação.estacionamentos.escritórios diversos e depósitos. . desde os locais de jazidas e estocagem até os locais de aplicação. .depósito de cimento. deverá situarse em terreno plano. A localização dos diversos equipamentos deve ser tal que reduza os deslocamentos dentro do canteiro. apresentam-se a seguir algumas recomendações. .pátio de carpintaria. preferencialmente.

.pátio de pré-moldados (eventual). Acampamento Deverá ser prevista. obrigatoriamente. O refeitório deverá ser o mesmo do canteiro.pátios de estocagem e de pré-montagem. Deve-se prever a rega das mesmas. instalações sanitárias completas e áreas de lazer. . produção industrial de concretos diversos. Toda a área deverá ser drenada convenientemente. próxima a obra. . O dimensionamento do pessoal a ser mobilizado para a obra. No acampamento deverão ser previstos os seguintes equipamentos: dormitórios (containers). ou revestidas com brita. Todos os aspectos ambientais e legais associados deverão ser considerados na seleção do local para o acampamento e em sua utilização. O canteiro deverá ter uma sinalização simples que facilite a localização e o trânsito e evite acidentes. deverá ser elaborado com base nos histogramas de produção e nos índices de produtividade de execução dos principais serviços: limpeza. .instalação de ar comprimido.. Todos os locais deverão ter. O efluente não poderá ser lançado diretamente no rio. As estradas de serviço deverão ser encascalhadas. execução de aterros compactados e montagens dos equipamentos principais. também. devendo ser conduzido para sumidouros ou fossas sépticas.oficina mecânica. uma área para o acampamento. a qual deverá apresentar condições de abrigar o pessoal envolvido na obra que não se conseguir alojar aproveitando a infra-estrutura local. O acesso à área deverá ser controlado e só deverá ser permitido às pessoas envolvidas diretamente com a obra. instalações hidráulico-sanitárias. escavação e tratamento das fundações. visando-se evitar nuvens de poeira causadas pelo tráfego prejudiciais a uma boa visibilidade. visando-se manter a trafegabilidade durante todo o ano.

evidentemente. ao invés de pórticos fixos. deve-se pesquisar. para movimentação das comportas ensecadeiras da tomada d’água e do tubo de sucção. serão variáveis em função do tipo e porte desses equipamentos e das particularidades de cada fabricante. na montagem e desmontagem das peças mais pesadas. essa possibilidade deverá ser analisada técnica e economicamente. Se a PCH estiver localizada próximo a alguma localidade onde existam esses equipamentos móveis para alugar. Na elaboração dos estudos e projetos. normalmente. muitas vezes. nestas Diretrizes. possibilitará a redução do tamanho da área de montagem no interior da usina ou mesmo eliminá-la. Por outro lado. os esquemas de montagem dos equipamentos. pode ser significativa. poderão significar economia que. em função do porte do empreendimento. externa e temporária. algumas considerações gerais sobre esses esquemas que deverão ser analisados caso a caso. Apresentam-se a seguir. Esse detalhe. principalmente através de consultas aos fabricantes. uma vez que poderão significar economia para os empreendimentos das PCHS. apenas. . Em outros casos.ESQUEMAS DE MONTAGEM Os esquemas de montagem dos equipamentos eletromecânicos principais das PCHS (turbina e gerador). pré-montados ou montados. Finalmente. Equipamentos de pequeno porte vêm da fábrica. visando-se reduzir o peso unitário dos mesmos e permitir a adoção das talhas. não cabe tentar estabelecer. também. visando subsidiar o dimensionamento da área destinada à montagem no interior da usina. deverá ser analisada a viabilidade de utilizarem-se. ser considerada. a área de montagem interna poderá ser substituída por outra menor. Nos projetos das PCHS. os guindastes móveis sobre rodas. deve-se registrar que a peça mais pesada condicionará o projeto da ponte rolante da casa de força. A utilização de talhas elétricas deverá. Portanto. Esses aspectos. cabe registrar que deverá ser ainda considerada a alternativa de aumentar o número de elementos das comportas ensecadeiras. ao invés de equipamentos fixos (ponte rolante). qualquer critério específico sobre os esquemas de montagem desses equipamentos.

com vistas à licitação/contratação desse serviço. em função do porte da PCH. As características geométricas dos acessos. mesmo que em nível de estrada de serviço. incluindo o período chuvoso. evidentemente. ou do DER Departamento Estadual de Estradas de Rodagem de cada Estado. deve ter condições de tráfego durante o ano todo. que deverão ser transportados para a obra. Providências no sentido de minimizar. Na fase de estudos preliminares. o acesso ao local é identificado a partir das rotas de transporte nacional e regional. deverão atender às maiores dimensões e pesos dos equipamentos. compensar ou até mesmo. devem. incluindo o reforço de suas obras de arte. que a estrada de acesso. É importante lembrar. a necessidade de construção de acesso muito longo. ser convenientemente drenados e protegidos com cascalho. incluindo a capacidade das obras de arte das rotas. fornecidos pelos fabricantes.ESTRADAS DE ACESSO O acesso ao local da obra. A estrada de acesso poderá ser executada independentemente da obra principal. a existência de acessos aéreo e fluvial. não cabendo transcrevêlos nestas Diretrizes.dos estudos de inventário à licitação do projeto executivo. ainda. biótico e antrópico da região. Os pontos críticos. Considera-se. como citado anteriormente. eliminar os impactos negativos deverão ser tomadas em tempo hábil. que deve ser obrigatoriamente considerado em todas as fases do projeto de qualquer empreendimento dessa natureza . poderá implicar em ônus significativo para o orçamento global do empreendimento. apenas.Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. identificados ao longo do traçado. Nos estudos finais. pelo menos. largura e rampas. normalmente. ao local da obra da PCH. Os critérios de projeto e detalhes típicos desses acessos rodoviários são encontrados nos álbuns de projetos do DNER . incluindo projeto e custos. deve-se ressaltar que deverão ser levantados e equacionados adequadamente os problemas de interferências desses acessos com os meios físico. com vista à elaboração dos projetos de melhoria e de reforços. adicionalmente. nos estudos de planejamento da construção. . se possível. a melhoria de acessos secundários existentes. deve-se ter uma avaliação precisa das condições de acesso ao local da PCH. A prática em projetos dessa natureza tem mostrado que. Cabe registrar que. é um aspecto importante. é considerada. considerando as malhas rodoviária e ferroviária. Esses acessos secundários devem ser levantados em detalhes. Finalmente.

Essas plantas. no Brasil. com reflexos indesejáveis para os usuários da água do rio (população ribeirinha). conforme definido no Projeto Básico Ambiental – PBA (ver ítem “ESTUDOS AMBIENTAIS”). na grande maioria das vezes. O monitoramento ambiental é fundamental para resguardar o empreendedor. normalmente. constantes dos manuais fornecidos pelos fabricantes. se o mesmo possuir comportas. às regras operativas constantes dos manuais elaborados especificamente para esse fim.OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO OPERAÇÃO DAS USINAS HIDRELÉTRICAS Conceitualmente. devem ser observadas as regras de operação e de manutenção. em pontos pré-selecionados e com periodicidade definida. No que diz respeito aos equipamentos. rigorosamente. Cabe registrar que. No que diz respeito às obras civis da usina. Cabe registrar que. pequeno. com vistas às garantias. o vertedouro. com vistas a renovação da Licença de Operação (LO) a cada 5 a 10 anos. vem sendo incorporada gradativamente. de uma maneira geral. porém. totalmente automatizadas e operadas remotamente. Quando for o caso. poderão sofrer processo de eutrofização. a operação de qualquer usina hidrelétrica deve ser realizada obedecendo-se. com o conseqüente desenvolvimento de plantas aquáticas (água pé). ainda não foi completamente implantada a tecnologia de usinas “desassistidas”. . a fio d’água. mineração ou de agricultura com utilização intensiva de agrotóxicos. O monitoramento deve começar no início da obra e continuar durante a operação da usina. poderão trazer problemas para o funcionamento da usina e prejudicar à qualidade da água. com vistas a garantir o funcionamento adequado e o desempenho satisfatório das diversas estruturas e equipamentos existentes. no caso específico de uma PCH. que normalmente é considerado o único responsável. uma vez que o reservatório é. largamente utilizada em outros países. e. o usuário deverá se valer de consultoria especializada. Essa tecnologia. ainda de forma lenta e tímida. deve-se destacar a necessidade de que sejam respeitadas as regras de operação do vertedouro. deve ser feito o acompanhamento ambiental das condições do reservatório. No que diz respeito aos aspectos ambientais. Além disso. registra-se que os reservatórios em regiões onde o uso do solo é inadequado ou com pontos de poluição industrial. portanto. não possui comportas. quando em grande quantidade.

. . para cada obra e equipamento da usina.Instrumentação. • Barragem de Terra e Enrocamento . A periodicidade varia. segundo “checklists” padronizados. se existir.limpeza e reparos.Surgimento de água a jusante. verificação da qualidade da água do reservatório e de jusante. . . Apresentam-se.Estado geral do concreto (trincas e erosão). .Vegetação indesejável. recalques e solapamentos. . • Tomada d’Água . .Estado geral do reservatório e encostas. . se existir.Surgimento de água a jusante.Sistema de drenagem.Sistema de drenagem.Estado geral do concreto (trincas e erosão). • Canal Adutor . .Estado geral da grade .MANUTENÇÃO DAS USINAS HIDRELÉTRICAS A manutenção programada das obras e equipamentos de qualquer usina hidrelétrica é fundamental. Os serviços de inspeção e manutenção são realizados. a seguir. verificação do processo de assoreamento. remoção de plantas aquáticas (água pé). periodicamente.Trincas. . que variam em função da cultura de cada proprietário. com vistas a garantir.Instrumentação. • Reservatório . além do desempenho. em função da idade da usina e de critérios e normas específicos.limpeza e reparos.Estado geral da estrutura do canal. alguns tópicos que são incluídos rotineiramente nos “Check lists” de inspeção e manutenção das principais obras civis. a segurança do empreendimento. erosão. • Barragem de Concreto e Vertedouro .

Sistema de drenagem (poço) . .Estado geral da área da plataforma e do sistema de drenagem (trincas e erosão). .Estado geral do concreto (trincas e erosão).reparos..limpeza.Verificação da instrumentação.limpeza e reparos.Instalações. . . . .Estado geral da grade . • Subestação .lubrificação.reparos/limpeza.reparos/pintura.Estado geral do conduto.Estado geral do leito e das canaletas de drenagem . • Conduto Forçado . se existir.Estado geral das comportas . .Estado geral do pórtico/talha . • Casa de Força . apoios e flanges das juntas de dilatação .

Esse programa tem a vantagem de: ser bastante flexível. A solicitação de versões mais atualizadas e/ou banco de preços para outras datas de referência deverá ser feita à DFAG –Diretoria de Engenharia da ELETROBRÁS.br). a utilização do programa SISORH3 – SISTEMA PARA ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTO DE OBRAS CIVIS DE USINAS HIDRELÉTRICAS – Versão 3. o Capítulo 8 onde é mostrado “passo a passo” os principais procedimentos de operação. de modo a se enquadrar na linguagem usualmente utilizada pelo Setor Elétrico. com gravação de todo o Programa Base. Para utilização do programa SISORH. Possibilita a introdução de qualquer tipo de particularidade específica de cada empreendimento e ainda poderá servir de ferramenta para otimizar o planejamento de implantação do empreendimento. principalmente. é recomendada. do ponto de vista econômico.gov. dará o suporte técnico necessário ou auxílio ao usuário para possibilitar melhor utilização do programa SISORH. como as apresentadas nos Manuais de Inventário Hidrelétrico e de Viabilidade. obtidos na implantação de grandes obras. obras de porte bem menor que das UHES convencionais. a seguir. Quantidade de Serviços e Obras: todas as quantidades deverão ser obtidas através do levantamento direto dos desenhos de projeto. Em linhas gerais. para facilitar o entendimento: . equipamentos de construção) obtendo-se como resultado Orçamentos. Manual do Usuário e Banco de Preços para algumas Datas de Referência. A metodologia aqui recomendada para elaboração de estimativa de custos visa oferecer informações que conduzam à obtenção de resultados cuja precisão permita a tomada de decisão segura quanto à viabilidade ou não do empreendimento. Alem disso. não é recomendada a utilização de curvas de custos. como processo principal. Para avaliação do Custo Total do empreendimento. de fácil utilização e cuja facilidade na troca de Data Base de Referência de Orçamento conduz a valores de orçamentos bastante confiáveis.eletrobras. histogramas. por carta ou através da home page da Empresa (http://www. composições básicas. a planilha de estimativa de custos estará organizada de acordo com o Plano de Contas Padrão ELETROBRÁS para usinas hidrelétricas. A ELETROBRÁS. o programa processa o Banco de Dados com todas as informações técnicas de construção do empreendimento. recomenda-se. imprimir todo o Manual do Usuário e praticar acompanhando. Esse fluxo de dados no SISORH está apresentado de maneira esquemática no Manual de Usuário e reproduzido. na medida do possível. mão-de-obra. combinando com Banco de Preços de insumos diversos (materiais. Por serem as obras para implantação de PCHS.0 de Julho de 1997. etc. tabelas diversas de totalização. inicialmente. para a elaboração da estimativa de custos do empreendimento. Esse programa está disponível na edição em CD-ROM destas Diretrizes.METODOLOGIA Os estudos e os critérios de projetos recomendados nos itens anteriores. nos levam à elaboração de um arranjo de aproveitamento hidrelétrico considerado como o mais adequado tanto tecnologicamente quanto do ponto de vista econômico.

volumes. Nota: O programa SISORH só compõe os custos unitários ou totais dos itens principais de OBRAS CIVIS.Dados dos Projetos Resultados Orçamentos por Estruturas Orçamento Padrão Eletrobrás Estruturas Orçamentárias Custo dos Serviços Tecnologias de Construção Processamento Custo das Composições Básicas Descrições dos Insumos Custo dos Insumos Preços Histogramas Tabelas de Totalização Observe-se que os 4 primeiros quadros do lado esquerdo constituem o Banco de Dados do empreendimento. para qualquer data. esse programa poderá ser utilizado como ferramenta auxiliar para otimização do planejamento de construção através da análise dos diversos histogramas e tabelas de totalizações. . etc.). Com isso. onde ficam gravadas todas as informações técnicas relativas à construção (Informações descritivas. de equipamentos eletromecânicos. traços previstos nos diversos tipos de concreto. poderão ser impressos. o trabalho de orçar. Para esses itens deverão ser completados os cálculos com aplicação das respectivas metodologias e ou critérios citados em seus respectivos itens (“CÁLCULO DE CUSTOS NOS ÍTENS DIVERSOS” e “CUSTO DOS EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS”) ou fixados na Planilha OPE (PLN-OPE. prazo. será quase que instantâneo. método construtivo. todas as Tabelas de Orçamentos e Quadros Resumos de Custos. Uma vez gravado o Banco de Dados do empreendimento. O quadro 5 da esquerda é o Banco de Preços para uma determinada data de Referência de Custos. desde que o Banco de Dados do empreendimento esteja adequadamente gravado pelo programa SISORH ou importado para o programa. necessários na apresentação de Relatórios de Estudos e Projetos de PCH. Uma vez processadas. bastando combinar com novo Banco de Preços. numa revisão ou alteração da data do início de construção. de custos indiretos e de juros durante a construção. após a emissão do relatório. pois o programa SISORH realiza esta tarefa de maneira automática. tipos de estruturas. Não efetua nenhum cálculo de custos dos itens relativos as contas de meio ambiente. Esse Banco de Preços poderá ser trocado para outro com outra Data de Referência. tipos de serviços. O trabalho de enquadramento dos diversos custos de serviços nos itens de Conta do OPE/ELETROBRAS não é necessário. O orçamento do empreendimento estará automaticamente revisado em função da alteração do cronograma de construção e estará atualizado para qualquer data de referência.XLS) apresentada no ítem “PLANILHAS DE ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS-OPE”. distâncias de transporte. de maneira muito simples e rápida. pelo programa SISORH.

Está disponível também. tais como: • Obras Civis: 1) consulta a empresas Empreiteiras habilitadas para execução de obras hidráulicas. uma segunda metodologia alternativa. para qualquer data e melhor adequação dos preços para o empreendimento em estudo. os preços unitários deverão ser preferencialmente obtidos a partir de pesquisas específicas para o empreendimento. A composição de preços unitários de obras civis apresentada em forma de planilha eletrônica (RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS) permite a atualização. Inserindo Quantidade Prevista e Preço Unitário ou Custo Total de uma determinada conta. inclusive com adoção de processo adequado quando se tratar de utilização de equipamento de construção próprio ou alugado de terceiros com ou sem subsídio. 4) aplicação de preços unitários de insumos extraídos do Banco de Preços do SISORH 3. Com isso. neste manual. deverão ser adicionados os custos relativos a transporte da fábrica até a obra e de montagem. órgãos ou empresas de saneamento. Deverão ser consultadas também as informações recentes de banco de dados de projetistas. Comportas. ISS sobre a mão-de-obra de montagem e. tais como diferenças de ICMS.OPE para Usinas Hidrelétricas. além da parcela de aquisição. No custo do equipamento. deverão ser verificados. porém menos precisa e com recursos restritos a procedimentos de elaboração de orçamentos convencionais com utilização de Planilha eletrônica Excel versão 5 ou superior. Equipamentos Permanentes (Turbinas. Preços Unitários de Serviços: todos os preços a serem adotados para estimavas de custos deverão retratar as condições locais. etc. os custos relativos a impostos a serem pagos pelo proprietário. a estimativa de custos ficará devidamente atualizada sem a utilização de índices econômicos diversos que não conduzem a resultados sempre satisfatórios. Secretaria de Obras Públicas. características do projeto e da época (mercado . 3) consulta e/ou pesquisa de preços em órgãos do tipo Prefeitura.. Ponte Rolante. mão-de-obra) do estudo do empreendimento. principalmente. etc. o programa totaliza os custos de maneira a possibilitar impressão de relatório com Orçamento Completo da Usina. Geradores. . 2) composição de preços unitários. etc. Válvulas. No custo de aquisição.0. os valores relativos a IPI não incluídos pelo fabricante ou fornecedor. preferencialmente. empreiteiras. a partir de valores obtidos através de consulta a fabricantes ou fornecedores.materiais.O programa SISORH contém o cadastro completo de todo Plano de Contas . montadoras. eventualmente.): os custos deverão ser definidos. já que não são parâmetros para obras e serviços e/ou obras específicas de UHE. DER. Para tanto.

número de horas extras por semana e acréscimo sobre salário hora normal para pagamento de horas extras (caso exista “Acordo Coletivo do tipo Sindical ou não”. COFINS.). e) Aluguel Horário de Equipamentos de Construção: em todos os custos horários. recargas.xls. disponibilidade de materiais e mão-de-obra na região.calculados como (C x J)/h. deverão estar incluídas as seguintes parcelas de custos: e1 Depreciação . levando em consideração: legislação em vigor (encargos sociais. e3 Manutenção . como processo alternativo. gravado em planilha EXCEL.estimada como sendo proporcional ao valor atribuído para depreciação. etc. . etc. São apresentados a seguir os itens a serem verificados ou ajustados para elaboração de composição de preços adequada para avaliação do empreendimento. etc.calculada como sendo o resultado da divisão do custo de aquisição pela vida útil estimada em horas. pois o detalhamento do programa base já é muito maior e mais rigoroso nas considerações.).. da mão-de-obra. dependendo do tipo de equipamento e dos serviços a executar. J = taxa de Juros ao ano e h = número de horas trabalhadas (previstas) por ano.horas/semana. atualizado e adequado para o empreendimento em estudo. b) BDI (benefícios e despesas indiretas do empreiteiro): deverão ser verificadas as taxas de incidência de ISS. PIS e Contribuição Social em vigor e demais percentuais incluídos na composição. o valor associado à hoas extras poderá ser maior do que os 50% apresentados na planilha). Varia de 50% a 200% da depreciação. provável distância de deslocamento de equipamentos de construção. c) Mobilização e Desmobilização de equipamentos e pessoal: na composição apresentada está citado. d) Custo da Mão-de-Obra: deverão ser pesquisados e alterados os valores constantes na coluna “Salário médio por Hora em R$” para nova data e de maneira a espelhar as condições locais ou específicas do empreendimento em estudo. impostos). A planilha apresentada no ítem “RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS”. de aluguéis horários de equipamentos de construção e características específicas da obra (distância de transporte. está sendo fornecida em forma de arquivo. e2 Juros . preços de materiais de construção. valor médio de 5%. sendo C = custo de aquisição. todas as considerações a seguir apresentadas são desnecessárias. a) Cálculo de Encargos Sociais: Número de horas normais de trabalho por semana. cuja finalidade é a obtenção de custo unitário.CUSTO DAS OBRAS CIVIS COMPOSIÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS PARA EXECUÇÃO DE OBRAS CIVIS No caso da adoção da metodologia SISORH. batizado com o nome de CMPSICAO. a título de exemplo. previsão de turnos de trabalhos . que deverá ser analisado e reavaliado para melhor atendimento da necessidade de cada caso (localização do empreendimento.

aluguel horário R$/h levantados em publicações técnicas. CÁLCULO DE CUSTOS NOS ITENS DIVERSOS Conta . utilizada nas composições de preços unitários para execução de obras civis. pavimentação da crista.Outros Custos: na ausência de outras informações. Conta .edição 1. etc. revistas de construções. Na planilha de Composição está apresentada também a relação entre aluguel/horário e o custo de aquisição para possibilitar um cálculo rápido do custo horário quando se tem somente o preço de aquisição do equipamento. etc. A planilha de Composição está programada para sempre dar preferência aos valores constantes nessa coluna. Na planilha de Composição. f) Materiais de Construção: Todos os custos a serem considerados deverão ser referentes a “posto obra”. Despesas Legais e de Aquisição: adotar 15% da soma dos valores de aquisição de terras e benfeitorias... . Tabelas DER. ou seja. Boletim Mensal de Custos da EMOP/RJ. Os custos horários. correias. iluminação. publicado pela EMOP/RJ”.Terrenos. pneus. A coluna “Cotação pesquisada na Região R$/un” deverá ser preenchida com valores coletados exclusivamente para aplicação nas obras em estudo. etc.e4 Operação .valor calculado a partir do conhecimento do custo de aquisição do equipamento. Vertedouro e Tomada d’Água.10 . Barragem de Concreto. Relocações e Outras Ações Sócio-Ambientais Todos os valores a serem considerados nesta conta deverão ser extraídos dos trabalhos desenvolvidos nos assuntos relativos a Meio Ambiente. óleos. está apresentada a tabela contendo vida útil.12 . obedecendo à seguinte hierarquia de preferência: . como provisão de recursos para obras e serviços de acabamentos. foram extraídos da revista “Informador das Construções . drenagem. mangueiras. etc. . graxas. previsão de horas trabalhadas por ano dos principais tipos de equipamentos de construção. % de custo de Manutenção. obtidos através de consultas a fabricantes e/ou fornecedores. citados na composição.) e mão-de-obra do operador. adotar. o valor correspondente a 2% do custo de construção da estrutura. Esse procedimento é recomendado para estruturas do tipo Barragem e/ou Dique de terra ou de enrocamento.cotação levantada para o empreendimento em estudo. . incluindo todos os custos de transporte até a obra. A planilha de Composição está programada para adoção do custo horário. em relação a custo de depreciação.deverão estar incluídos todos os materiais de consumo (combustíveis. A coluna Preço Unitário em R$/un “pesquisas diversas” é de valores levantados de publicações dos tipos Revista de Construção Civil.364 de 31 de Janeiro de 1998” e “Boletim Mensal de Custos de Janeiro de 1998.

são os seguintes: 17. poderão ser estimados com base nas Tabelas constantes do Manual de Inventário da Eletrobrás. Engenharia Básica Serviços Especiais de Engenharia Estudos e Projetos Ambientais Administração do Proprietário 5% 3% 5% 1% 0. da conta . da conta . tanto de obras permanentes da conta . que deverão ser calculados incidindo sobre o CUSTO DIRETO TOTAL. Para tanto.21. considerar os percentuais indicados no modelo de OPE.40.17 Custos Indiretos: nos estudos preliminares e/ou não tendo outras informações. O custo de Equipamentos Elétricos Acessórios. Transporte e Seguro 5% e Montagem.37 17. ou considerar o custo financeiro do empréstimo durante a construção. Eventuais: no fechamento de grandes contas do OPE.12 .10 e . Impostos e Taxas.22.XLS.14 . . como 6% da soma dos custos de Turbinas e Geradores.18 Juros Durante a Construção: adotar a taxa de 10% a. incluir o valor correspondente à aplicação da taxa de 10% sobre todos os custos considerados em cada conta.40. Em obras com prazo de construção acima de 2 anos.15. Os custos ambientais são apresentados no ítem “ESTUDOS AMBIENTAIS”. poderá ser adotado um valor diferente do recomendado neste Manual. Conta . deverá ser estimado como 18% da soma dos custos de Turbinas e Geradores e o custo de Equipamentos Diversos. 2a.23. Na ausência de outras informações.40. edição (1997).41 Construção do Canteiro e Acampamento Operação e Manutenção do Cant/Acamp.36 17. consultar Quadro B04 do Manual de Inventário. Transporte até a obra e Seguro e custo de Montagem e Teste.22. com cronograma de desembolso de 40% no primeiro ano e 60% no segundo ano de construção (prazo de construção de 2 anos).22.16 Custo de Estradas e Pontes: os custos de construção de estradas e pontes.10. que corresponde à aplicação da taxa de 10% a.00. No caso de haver informações que permitam alterar as taxas de Eventuais. .a.a. é recomendada a adoção de Custo de Aquisição mais 30%.21. Não tendo outras informações.Contas . . adotar o valor correspondente a 9.5% 10% Conta .38 17.15.16 e de Relocações da conta .39 17. Contas .22.00.2% da soma dos Custos Diretos e Indiretos. caso já exista esta estimativa. Equipamentos: no custo total de cada equipamento deverá estar incluído o custo de Aquisição (FOB).54 17. Esses percentuais que estão gravados no arquivo PLNOPE$. . foram consideradas as seguintes parcelas: Impostos e Taxas 15%.31.14. Supervisão e Teste 10%.13 .

20. em rotações por minuto.13. em US$ equivalentes. b) Ponte Rolante da Casa de Força (conta .000 Para outros tipos de Turbinas.200x(kVA/rpm) + 6. em rotações por minuto.CUSTOS DOS EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS Em todas as contas de custos de equipamentos deverão incluir os valores provenientes das recomendações citadas no ítem “METODOLOGIA” ou seja acrescentar sobre o custo de aquisição (Custo FOB) as parcelas referentes a Impostos + Taxas.20) O custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CPR = 6. rpm = rotação síncrona da Turbina.15. em kW. o custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CTT = 24.000 O custo de aquisição do regulador de velocidade poderá ser estimado como: CRG = 7. a) Turbinas . apresentam o Custo de Aquisição (incluído apenas os impostos de origem ou aqueles pagos pelo Fabricante) e expressos em US$ equivalentes na Data Base de Janeiro de 1998. sendo: CPR = Custo de aquisição de 1 ponte rolante.28 deverá ser considerado a soma dos custos de turbina e de regulador.000x(kW/rpm) + 120.28.23.500 x (kW)0.00. sendo: CTF = custo de aquisição de 1 turbina do tipo Francis . Montagem/Supervisão e Teste.29.13. em US$ equivalentes. em US$ equivalentes.00.3 .Na conta .23.00.13.18.18. CRG = Custo de aquisição de 1 regulador de velocidade. Todas as fórmulas ou gráficos apresentados a seguir.13. em US$ equivalentes.23. kVA = Potência de 1 gerador em kVA rpm = Rotação síncrona do Gerador ou da Turbina.23.20.000x(kW/rpm) + 100. kW = Potência de 1 turbina. c) Pórtico Rolante (contas .15. CTT = custo de aquisição de 1 turbina do tipo que não seja Francis.23.20. Transporte e Seguro. No caso da Turbina prevista ser do tipo Francis. totalizando 30% do custo de aquisição. . 12.000. 12. o custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CTF = 20.

Exemplo: Tubo de sucção c/ número total de vãos = 4 (usina c/ 2 máquinas) . em kg. em US$ equivalentes. em US$ equivalentes.13.17.20.23.16. em metros Ha = Pressão Máxima prevista.00. sendo: CPORT = Custo de aquisição de 1 pórtico rolante.24.30.28.23.17) (stoplogs). até a soleira da comporta.19. em metros.19.12.000.23.12.13. em US$ equivalentes.000) x (N + 0. sendo: CCE = Custo total de aquisição de comportas tipo ensecadeira (stoplogs) e guias + peças fixas. em metros. . O custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CCE = (24xR + 12. R = Lc x Lc x Hc x Ha Lc = Largura da Comporta (vão).20) O custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CPORT = 8x(CARGA).13.23. em metros Hc = Altura da comporta.17.00.12. . (contas . CARGA = carga de içamento prevista. sendo: CCV = Custo de aquisição de 1 comporta tipo vagão. N = número de comportas previstas GPF= número total de vãos menos número de comportas previstas.19. até a soleira da comporta.23.18. ou seja número de Guias e Peças Fixas dos vãos sem comportas. R = Lc x Lc x Hc x Ha Lc = Largura da Comporta (vão).16) O custo de aquisição poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CCV = 40xR + 20. d) Comporta Vagão (conta .17.30. e) Comporta Ensecadeira . em metros Ha = Pressão Máxima prevista.30. 13.1GPF). em metros Hc = Altura da comporta.23.23.12.12.

doc) .13.00. • unidades com potência superior a 2 MVA.23. R$15.32/kg.21 O custo de aquisição da grade. h) Gerador (conta .00. Conta 15.500 x A. • unidades de pequena potência.Comporta Segmento .28.16 .5.Turbinas e Geradores.caso haja previsão de utilização desse tipo de equipamento.13 .00.1.24 Caso haja previsão de utilização de válvulas dos tipos borboleta e/ou esférica.23. e figura 1 do ítem “VELOCIDADE DE ROTAÇÃO”. Para o custo de aquisição em $/kg deverá ser adotado os valores a seguir citados. em metros quadrados. poderá ser estimado com a aplicação da expressão: CGD = 1.doc e grfB30.Equipamentos Diversos.Equipamentos Elétricos Acessórios.19.13. A = área total das grades.00. o custo de aquisição poderá ser feito com a aplicação do gráfico B21 do Manual de Inventário (arq.86/kg. eixo vertical. O custo total de aquisição poderá ser estimado como sendo 6% do custo total da conta .00/kg ou US$13.2 = 2.doc) onde o custo é dado em função do DN (diâmetro nominal) e pressão de projeto em mca (metro coluna d'água).23.considerar como custo de aquisição o valor de US$2. o custo de aquisição deverá ser estimado com aplicação dos gráficos B29 e B30 do Manual de Inventário (arquivos grfB29.31 . em US$ equivalentes.12. até 2 MVA. GrfB021.39/kg.Turbinas e Geradores. diâmetro e peso de 0.00/kg ou US$28.23.23.13 .00785 t/m2 para cada mm de espessura.00. Conta .19.12.34. A quantidade deverá ser calculada com base na espessura da chapa definida no item 7. cuja metodologia está apresentada no item “ESTIMATIVA DO PESO” . referidos a janeiro de 1998.30. eixo horizontal. R$20. R$25.23. Conta .34. I) Demais Equipamentos Conta 14.23 Conduto Forçado (Revestimento Metálico) .500/tonelada de conduto metálico. comprimento total previsto. sendo: CGD = custo total de aquisição das grades.23 .18. f) Grades (da Tomada d'Água) conta . O custo total de aquisição poderá ser estimado como sendo 18% do custo total da conta . eixo horizontal.12. g) Válvulas (tipo borboleta e esférica) conta .29) O custo de aquisição de 1 gerador deverá ser estimado a partir do cálculo do peso próprio.19.N = número de comportas a adquirir = 2 (fecha-mento de 1 unidade) Portanto GPF = 4 .00/kg ou US$17.12. • unidades com potência superior a 2 MVA.

comportas segmento e obras de estradas. para válvulas.J) Apresentados a seguir os seguintes gráficos constantes do Manual de Inventário. ELETROBRÁS.2 x DB2+ 9.a) DB .diâmetro nominal da válvula do tipo borboleta KB DN Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico.2 x DB .0 m Notas: Valores monetários em US$ de dez.XLS. 1997.35 x KB KB = 1000 x (9. Necessitando de mais informações. é recomendada consulta a outras publicações técnicas. pontes e túneis.pressão nominal de projeto = altura estática + sobrepressão (m.c. versão 2. K) Toda a metodologia de cálculo de Custos de Equipamentos poderá ser simplificada com a utilização da planilha gravada em EXCEL e incluído no CD-ROM como PCHEQPT.1.1. de Novembro de 1997.97) para válvulas com DB > 2.0. listadas em REFERÊNCIAS BIBLIOGRÄFICAS.6 x DB . .95 H .0 m KB = 1000 x (10.6 x DB2+ 8. que poderão auxiliar nos trabalhos de elaboração da estimativa de custos de Usinas Hidrelétricas.85) para válvulas com DB ≤ 2. VÁLVULA BORBOLETA Custo unitário 400 DN=2000 6000 5500 350 DN=1800 5000 DN=8000 300 DN=1600 4500 4000 DN=7000 250 3500 DN=1400 200 DN=1200 3000 DN=6000 2500 2000 1500 DN=5000 150 DN=1000 100 DN=750 DN=4000 1000 DN=3000 DN=2500 50 500 0 0 50 100 150 200 Pressão de Projeto (mca) 250 300 0 0 50 100 150 200 250 300 Pressão de Projeto (mca) Custo=H 0.

VÁLVULA ESFÉRICA Custo unitário 5500 5000 DN=4000 4500 Custo = H 0.40 x KE DN=3500 KE = 1000 x (24.4 x DE 2+ 4.37) 4000 DN=3000 3500 DN=2500 3000 2500 DN=2000 2000 1500 DN=1500 1000 DN=1000 500 0 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 Pressão de Projeto (mca) Notas: Valores monetários em US$ de dez.95 .4 x DE +12.

em mca DE .Hmín=200.Hmáx=1.diâmetro nominal da válvula do tipo esférica KE Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico. em m.Altura da comporta.c.a) Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico.0 ≤ (Lc2xHcxH/1000) ≤ 180. ELETROBRÁS. e H .altura desde o nível de água até a soleira da comporta (m.Largura da comporta (vão livre). 1997.Limites de aplicação:DEmáx =4.0 Lc .0m. . Hc .95 Limites de aplicação: 2.0mca H .pressão nominal de projeto (altura estática+sobrepressão). ELETROBRÁS. 1997. COMPORTA SEGMENTO DE SUPERFÍCIE DO VERTEDOURO Custo unitário(com acionamento) 1400 1200 1000 800 600 400 200 0 0 20 40 60 80 2 100 120 140 160 180 Bcp xHcpxHx/1000 Notas: Valores monetários em US$ de dez. em m.500mca.Carga hidráulica .

ELETROBRÁS. 1997. .ESCAVAÇÃO SUBTERRÂNEA EM ROCHA .Custo por m3 1. em m Notas: Valores monetários em US$ de dez 95 Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico.000 100 10 1 10 100 2 1.000 SEÇÃO DE ESCAVAÇÃO.

000 238.000 130.000 112.00 1.000 360.00 1.00 800.000 NORTE. AO SUL DO RIO AMAZONAS 882.000 140.00 7.000 306.000 540.000 200.000 630.000 300.00 6.00 6.00 1.000 1.00 8.134.080.00 7.000 182.00 6. ELETROBRÁS.000 324.000 100.00 PAVIMENTADA 630.00 7.ESTRADAS DE RODAGEM . 1997.000 NORTE.000 350.000 420.260.000 280.000 234.00 1. ELETROBRÁS.000 210.00 24.000 NÃO PAVIMENTADA PAVIMENTADA 300.00 13.000 170. AO SUL DO RIO AMAZONAS 700.000 180. .00 840.000 252.Custos unitários (US$/km) CLASSIFICAÇÃO DNER ARTÉRIA ARTÉRIA ARTÉRIA COLETORA COLETORA LOCAL PRINCIPAL PRIMÁRIA SECUNDÁRIA PRIMÁRIA SECUNDÁRIA CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE PISTA ( m ) PLATAFORMA ( m ) 14. PONTES RODOVIÁRIAS .000 180.000 490. AO NORTE DO RIO AMAZONAS NÃO PAVIMENTADA 540.000 144.000 150.000 108.00 Notas: Valores monetários em US$ de dez 95 Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico.000 NÃO PAVIMENTADA PAVIMENTADA 420.120.440.00 NORTE.00 NORTE.000 84.000 60.00 6. 1997. AO NORTE DO RIO AMAZONAS 900.00 700.00 11.00 600.00 980.000 Notas: Valores monetários em US$ de dez95 Fonte: Manual de Inventário Hidrelétrico.000 80.000 270.Custos unitários (US$/m2) CLASSIFICAÇÃO CONFORME TIPO DE FUNDAÇÃO SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE FUNDAÇÃO TIPO DIRETA FUNDAÇÃO TIPO ESTACAS FUNDAÇÃO TIPO TUBULÃO A CÉU ABERTO FUNDAÇÃO TIPO TUBULÃO A AR COMPRIMIDO 500.

A própria conceituação do que é uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) sofreu mudanças recentes. deixa a critério do órgão ambiental licenciador a decisão quanto aos casos em que serão necessários estudos detalhados ou simplificados. mais especialmente. para “usinas de geração de eletricidade. envolvendo aspectos técnicos. a legislação ambiental evoluiu. em forma de EIA – Estudos de Impacto Ambiental e RIMA – Relatório de Impacto Ambiental. a Resolução CONAMA no 01/86. ambientais. conhecida como “Lei dos Crimes Ambientais” ou “Lei da Natureza”. de que o empreendimento é ou não “potencialmente causador de significativa degradação ao meio ambiente”. com a previsão e também a implantação das indispensáveis medidas e dos programas de mitigação. esse licenciamento ocorrerá de forma mais rápida e tranqüila do que nos casos em que a preocupação básica for apenas o atendimento às exigências e condicionantes dos órgãos ambientais para obtenção do documento de licenciamento. a ser feita pelo órgão ambiental. é apresentada adiante. muitas das vezes.97.12. da ELETROBRÁS. em 1982. com o estabelecimento de regras e normas mais adaptadas à realidade brasileira.86. Dessa forma. que exigia a elaboração de estudos detalhados. Ao mesmo tempo. 3o e 12o. em 1998/99.01. conforme já explicado no Capítulo 2 deste documento. A principal delas é quanto ao aumento da potência instalada.. que poderão vir a embargar uma obra. antes limitada em 10 MW. nos estudos e projetos de engenharia. de forma associada com o processo de licenciamento. a consideração. compensação e controle. econômicos e. evitando a atuação de organismos.. diversas evoluções ocorreram. inclusive não governamentais. com os impactos do empreendimento sobre o meio ambiente e deste sobre a PCH e seu reservatório associado corretamente enfocados.ESTUDOS AMBIENTAIS INTRODUÇÃO No intervalo de tempo transcorrido entre a edição do Manual de Pequenas Centrais Hidrelétricas. de uma paralisação temporária ou até definitiva de seu . em seus Artigos 2º. incluindo a Resolução CONAMA 237/97 e a recém-editada Lei 9605/98. Um estudo ambiental bem realizado. A esse respeito. A execução dessas medidas e programas também pode se refletir em uma garantia ao investidor de que ele não terá surpresas no futuro que venham a onerar o seu orçamento. acima de 10 MW” (inciso XI do Artigo 2o). é muito importante e indispensável. e a elaboração destas “Diretrizes”. tendo por resultado as necessárias soluções.CAPÍTULO 8 . Se os aspectos ambientais forem devidamente equacionados. Para as usinas hidrelétricas. portanto. sofreu mudanças em 19. pela Resolução CONAMA 237/97. não há mais. podendo “ser estabelecidos procedimentos simplificados para as atividades e empreendimentos de pequeno potencial de impacto ambiental. mas. com necessidade. de 23.” A análise da legislação ambiental em vigor. que. e agora estendida à 30 MW. o limite de 10 MW para a isenção de apresentação de EIA/RIMA. cabe ressaltar que o licenciamento deve ser considerado como uma conseqüência do bom e adequado tratamento da questão ambiental. sim. em condições prefixadas em lei. neste capítulo.

como estabelece a Resolução 237/97. Se ela. este documento orienta. A experiência nacional indica que. passa-se a uma segunda etapa. procurou-se dividir estas “Diretrizes”. a partir de cuja aprovação se obterá a Licença de Instalação (LI) que autoriza o início das obras. Como se verá mais adiante. de 19. do assoreamento total de seu reservatório após poucos anos de vida. que representa a confirmação quanto à viabilidade ambiental da PCH. o PBA – Projeto Básico Ambiental pode ser exigido em um ou outro tipo. em benefício do meio ambiente e do próprio empreendimento. durante a construção e nos testes pré-operacionais. a Resolução CONAMA 237/97. Esse documento deve ser encaminhado ao órgão ambiental. sobre a necessidade de elaboração de um EIA/RIMA ou de um documento similar mais simplificado. qualquer desses documentos deverá convergir para a liberação da Licença Prévia (LP). Para que se atinja uma dessas fases. O passo seguinte deverá ser a elaboração de um novo documento. até mesmo. . Desta forma. O primeiro passo. durante os estudos. de acordo com a legislação vigente. para que este decida. de Estudos Preliminares.12. um PCA geralmente mais simplificado (Plano de Controle Ambiental) ou. um documento complementar. na parte ambiental. deixa a critério do órgão ambiental licenciador a exigência quanto à profundidade dos estudos. poderá ser determinada a apresentação de um PBA detalhado. passa a ser o resultado do cumprimento. na qual se procede à adequada integração sociedade-empreendedor. por não ter ele se preocupado previamente com questões como essa no projeto.6. é conhecido como RAP – Relatório de Avaliação Preliminar ou Relatório Ambiental Preliminar. em relação aos estudos que deram origem à Licença Prévia (LP). no item 8. como devem ser os primeiros e decisivos passos do empreendedor e de quem estiver realizando os estudos ambientais. que culmina com um documento que. Como se verá na parte de legislação ambiental. em diversos Estados. A Licença de Operação (LO). duas atividades são quase sempre exigidas: a de recuperação das áreas degradadas pelas obras e a de comunicação social. ou seu similar simplificado. não for considerada inviável. do que foi acertado nos documentos anteriores.97. do CONAMA. com levantamentos e análises que permitam indicar a viabilidade ambiental ou não da PCH. Por isso. conforme descrito em ESTUDOS PRELIMINARES. em princípio. caso por caso. Obviamente. conforme o caso. com os órgãos ambientais e a sociedade em geral. a critério do órgão ambiental. o empreendedor deve ser conscientizado da importância de consolidar essas atividades em programas. é a realização de uma avaliação prévia do empreendimento.empreendimento. a integração entre as equipes de engenharia e meio ambiente deverá ser constantemente perseguida por ambas as partes. conforme fluxograma apresentado na Figura 1. por exemplo. Independente dos meros aspectos e necessidades de licenciamento. pelo menos. por causa. Numa etapa posterior. o PBA (Projeto Básico Ambiental). em dois tipos de PCH: as que exigirão estudos simplificados e as que demandarão os convencionais e detalhados EIA/RIMA. a fim de que imprevistos ou desconhecimento dos vários fatores envolvidos no projeto não venham a promover mudanças fora de época e com reflexos em aumentos de custos não esperados pelo empreendedor.

durante a vida útil da usina. com o acompanhamento e controle sistemático das ações deste sobre o meio ambiente e vice-versa. de acordo com cada problema constatado. o proprietário deverá. resultando essa postura em benefícios técnicos. .Posteriormente. de forma que as necessárias providências sejam sempre tomadas em tempo hábil. promover a gestão ambiental do empreendimento. por ele ou pelas autoridades competentes. econômicos e ambientais para todas as partes envolvidas.

• inundação de áreas de preservação ambiental legalmente constituídas. climatologia. a partir dos levantamentos e análises previstos. também só possível com autorização do Congresso Nacional. como a Mata Atlântica e o Pantanal Matogrossense. de expansão. abrangendo um arranjo preliminar das obras. os projetos de PCH devem evitar. Deverão ser localizadas as indústrias e cidades que no rio jogam seus despejos. bem como o uso do solo na região.ESTUDOS PRELIMINARES Esta fase é de grande importância. recursos minerais e usos múltiplos atuais e previstos (se existirem) dos recursos hídricos disponíveis. a infra-estrutura existente e o zoneamento regional. deverão ser feitas anotações de aspectos importantes da região. se poderá avaliar a viabilidade ambiental do empreendimento e decidir sobre a continuação dos estudos. além de ecossistemas importantes. geologia. só viável após ampla e demorada discussão do assunto e edição de permissão do Congresso Nacional. a prefixação do Nível d’Água Máximo Normal de Operação e a conseqüente área de inundação relativa ao reservatório a ser criado. deverão ser também levantados dados sobre hidrologia. o grau de conservação dos ecossistemas (observações visuais e informações de moradores). LEVANTAMENTOS Inicialmente. como a população e as benfeitorias a serem diretamente afetadas. face à provável inviabilização ambiental ou ao possível acréscimo nos custos de implantação do empreendimento. visando a análise de problemas associados à qualidade da água e ao assoreamento. . industriais. residenciais. com a definição das áreas rurais. De forma associada com os estudos de engenharia. além de mapas com a delimitação do reservatório. deverão ser levantados todos os dados e informações sobre as características técnicas então disponíveis sobre o empreendimento. já de posse de plantas preliminares com locação das obras de barramento e das obras de adução. urbanas. os seguintes: • inundação de Terras Indígenas. Nesse trabalho. • inundação de áreas de quilombos e necessidade de possível relocação. Posteriormente. etc. deverá ser feito um reconhecimento de campo. Parques Nacionais e outras Unidades de Conservação da Flora e da Fauna. como. Esses aspectos abrangem impactos do empreendimento sobre o meio ambiente e vice-versa. pois. Dentre esses aspectos. por exemplo. ANÁLISE A análise preliminar a ser realizada terá por objetivo a identificação dos aspectos que poderão dificultar ou até mesmo inviabilizar a implantação e operação do empreendimento.

por isso. um pré-diagnóstico ambiental. por exemplo. • reservatórios onde o zoneamento regional ou municipal prevê áreas de expansão urbana ou de conservação ambiental. como corredeiras onde haja intensa e histórica prática esportiva. a partir do qual o órgão ambiental definirá a necessidade e o nível de elaboração dos estudos ambientais. inundação de áreas cársticas. como a de canoagem. • onde houver sensíveis prejuízos para outros usos considerados mais importantes. como as que ficam a montante de mananciais para futuro abastecimento d’água. ou • Relatório Ambiental Preliminar (RAP) ou similar. Cultural. identificadas como patrimônio espeleológico. O documento inicial exigível tem escopo variável. como abastecimento d’água e irrigação. inundação de locais tipo cemitérios. • eliminação de patrimônios naturais. na qual são informadas as características técnicas do empreendimento. Arqueológico e Paisagístico. considerados sagrados pela população local.• inundação de áreas onde haja aglomerações urbanas ou comunidades rurais que. em função do órgão que o irá analisar. • • • áreas de exploração de minerais estratégicos. . deverá ser elaborado um documento com um estudo preliminar (RAP). esse documento acompanha o requerimento de Licença Prévia (LP) da usina e se consubstancia em: • ficha própria do órgão ambiental licenciador. necessitarão de relocação. Em geral. • áreas tombadas por órgãos de defesa do Patrimônio Histórico. Após a constatação de que o empreendimento é ambientalmente viável. uma avaliação preliminar dos impactos e das medidas mitigadoras. ou cachoeiras e trechos de rios onde haja muitas atividades turísticas ou de lazer na região.

Diagnóstico Ambiental Preliminar. conforme as características particulares de cada empreendimento. decisão essa do órgão ambiental. envolvendo usinas cuja implantação e operação provocam ou não efeitos ambientais significativos. em diversos casos. demandam maior esforço de avaliação de impactos ambientais as usinas cujos projetos contemplam desvios por canais ou túneis que afetem o fluxo normal a jusante do barramento. com os dados disponíveis sobre a usina e o reservatório associado. O RAP deverá ser basicamente composto por: • • • • • Justificativas do Empreendimento. Normalmente. objetivo e claro for o RAP. duas situações básicas deverão ser consideradas. bióticos e antrópicos da região já levantados. O grau de aprofundamento dos estudos. Um RAP mal feito ou muito incompleto pode provocar uma demora na análise e a exigência de estudos aprofundados que. poderiam ser desnecessários. Identificação Preliminar dos Impactos.RAP – RELATÓRIO AMBIENTAL PRELIMINAR A partir de uma análise preliminar das características do projeto e das especificidades ambientais da área de sua implantação. onde há o problema da exigência legal de uma vazão remanescente mínima. com problemas associados à presença de peixes de piracema e às correspondentes rotas migratórias. Quanto mais completo. . com grandes ou pequenas dimensões do reservatório. Em cada uma dessas situações. nos estudos a serem realizados. será função da consideração de todos esses fatores. Prováveis Medidas Mitigadoras e Programas Ambientais. maior a possibilidade de uma decisão mais rápida e mais acertada do órgão ambiental para o prosseguimento dos estudos. Caracterização do Empreendimento. etc. com os principais aspectos físicos. deverão ser feitas as avaliações preliminares de impactos e medidas mitigadoras/compensatórias. em área já bastante degradada ou não.

portanto. como para a harmonização ambiental do empreendimento na região de sua implantação. as quais deverão levar em consideração a realidade ambiental em que o aproveitamento proposto se enquadra. o diagnóstico ambiental da região onde este será inserido. compreendem a realização de uma série de atividades específicas. podendo. os estudos deverão preocupar-se em desenvolver análises coerentes com as reais interferências do empreendimento. construção e operação. mais detalhadamente. É fundamental. importantes conceitos no projeto de engenharia. Fazem parte do conjunto de procedimentos que constituem os estudos: a caracterização do empreendimento. para os casos em que o órgão ambiental. aqui de forma resumida e. de antemão. Reconhece-se também que a significância dos impactos sobre o meio ambiente local e deste sobre o empreendimento determinará o nível de detalhamento dos estudos ambientais. As diretrizes nele apresentadas. inserindo. Tendo em vista tais preceitos. conforme já comentado. do DNAEE/ELETROBRÁS. editadas em abril de 1997. a proposição de medidas mitigadoras e/ou compensatórias dos impactos negativos ou de maximização dos benefícios relativos aos impactos positivos e os programas ambientais. Em outras palavras. sem a consulta ao outro. no item “ESTUDOS COMPLETOS”. deverão ser incorporadas e aprofundadas quando do detalhamento dos Programas e implementadas na fase de construção. considerar que o empreendimento não causará sérios danos ambientais. para que o avanço de um. Cabe ressaltar que as recomendações aqui apresentadas estão coerentes com as que foram fixadas no documento “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”. a identificação e análise dos impactos ambientais nas fases de projeto. e não análises meramente genéricas. Esses estudos ambientais deverão fornecer subsídios tanto para a concepção geral do aproveitamento. não provoque imprevistos futuros que obriguem o empreendedor a executar alterações indesejáveis e onerosas. de acordo com as etapas comentadas a seguir. . Algumas dessas instruções são transcritas neste capítulo. que haja uma inter-relação constante entre o projeto de engenharia e os estudos ambientais. às vezes sem utilidade prática. muitas vezes. e não somente como uma peça no processo de licenciamento ambiental. muitas vezes. o documento a ser produzido deverá ser reconhecido como uma importante ferramenta de gestão ambiental do empreendimento.GERAL Os estudos ambientais simplificados.ESTUDOS SIMPLIFICADOS ESTUDOS BÁSICOS . ter continuidade na fase de operação.

incluindo esta última o seu entorno. Esse tratamento é simplificado.). bem como a área da bacia hidrográfica que. legislação ambiental pertinente. se caracteriza como o cenário potencial de processos naturais ou sócio-econômicos e que. de alguma forma. independentemente do recorte municipal. inclusive nas vias de comunicação. podem interferir ou sofrer interferências do aproveitamento. como a criação de expectativas. indiretamente. alternativas de localização de barramentos. a ADA abrange a região de intervenção direta. adotam essas ou outras nomenclaturas (Subseção 8. Levando em consideração essas variáveis. bem como a intensidade dos impactos a serem provocados pelo empreendimento. bota-fora e áreas de empréstimo). acomodação da mão-de-obra. . bacia hidrográfica. a utilização de serviços em cidades próximas sobrecarregando a infra-estrutura da região. etc. possíveis interferências com comunidades e suas atividades no entorno do barramento e do reservatório. normalmente. em particular. etc. as seguintes variáveis: características e abrangência do projeto (área do reservatório. Diversos exemplos podem ser citados. Considera-se como Área Diretamente Afetada aquela cuja abrangência dos impactos incide diretamente sobre os recursos naturais e antrópicos locais. alojamentos da mão-de-obra. uma vez que somente a partir de seu reconhecimento é que será possível orientar as diferentes análises temáticas. a contratação de mão-de-obra local ou regional. deverão ser. Por sua vez.4). características específicas da região. a critério do órgão ambiental licenciador. Essa Área. áreas de empréstimo e de bota-fora. recomenda-se levar em consideração. acessos. Os órgãos estaduais. desta forma. Na delimitação das diferentes áreas de estudo. Normalmente. compreende o conjunto ou parte de municípios que terão suas terras afetadas. acessos. canteiro de obras. podendo ser mantido no caso de exigência de estudos completos. possíveis interferências ambientais no trecho do rio a jusante do empreendimento. são sentidos os impactos do empreendimento. necessária à implantação do empreendimento e o seu entorno (barramento e casa de força. reservatório. a Área de Influência abrange a região onde.DEFINIÇÃO DAS ÁREAS DE INFLUÊNCIA Entendem-se como Áreas de Influência os diferentes espaços geográficos nos quais serão sentidos os impactos diretos e indiretos do empreendimento nas fases de implantação e de operação. o aumento do tráfego. dentre outras. a Área de Influência (AI) e a Área Diretamente Afetada (ADA). definidas duas áreas de estudo. o incremento das atividades comerciais. canteiros. principalmente no que se refere à delimitação da faixa de preservação permanente ao longo do reservatório. A sua delimitação é peça-chave nos estudos. ou alterado.

. A delimitação das Áreas deverá ser apresentada em mapas com escalas adequadas.Os levantamentos e análises temáticas deverão ser diferenciados para cada uma das duas Áreas. tais como dados técnicos de projeto. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO A caraterização do empreendimento deverá ser feita tendo como base os documentos de engenharia produzidos. de desenvolvimento. sendo necessária. os seguintes itens deverão estar relacionados: • • • • identificação do empreendedor. a realização de investigações mais aprofundadas. cronograma das obras e dimensionamento da mão-de-obra necessária para todas as fases e custos. justificativas para a implantação do empreendimento. localização e acessos. nem interfere com planos governamentais. Este tópico deverá conter informações técnicas sobre o projeto. uma vez que nela se verificarão os principais impactos. apresentadas de uma forma consolidada e de fácil leitura. na ADA. onde se deverá indicar que o projeto não contraria as leis locais de uso do solo. aspectos do processo construtivo. especialmente municipais. e características básicas do empreendimento. Como conteúdo básico.

assim como ações do aproveitamento sobre o meio ambiente existente. Levantamento de Dados Os levantamentos deverão se concentrar. Esses dados poderão ser obtidos a partir dos estudos de engenharia. lazer. biológicos e antrópicos. concentrar-se no levantamento de dados secundários. utilizando bases em escalas compatíveis com os níveis dos estudos e com o material cartográfico disponível (mapas. No caso da Área de Influência. com relação a: precipitação (médias anuais e mensais). identificando possíveis ações nas bacias e sub-bacias que possam interferir no empreendimento. Por outro lado. evapotranspiração e balanço hídrico. principalmente. o outro. temperatura (médias mensais.DIAGNÓSTICO AMBIENTAL O desenvolvimento do Diagnóstico Ambiental deverá considerar a natureza e o porte do aproveitamento. referente à Área Diretamente Afetada e ao seu entorno. bem como de áreas degradadas e que podem influir na vida útil do empreendimento. construção e operação do empreendimento. As diretrizes a seguir apresentadas para cada tema deverão ser adaptadas a diferentes arranjos de projeto. o máximo que possível. irrigação. Meio Físico . imagens de satélites. É importante também que se identifiquem os conflitos existentes ou potenciais nos diferentes usos da água (abastecimento. Levando-se em consideração as Áreas de Influência. os estudos deverão. As informações deverão ser.Diagnóstico Climatologia e Hidrologia • Caracterização do clima. fotos aéreas. a relevância dos fatores ambientais e os critérios exigidos pelo órgão ambiental. incluindo ou excluindo atividades conforme as situações encontradas. máximas e mínimas absolutas). umidade relativa.). o Diagnóstico Ambiental deverá ter abrangência e profundidade suficientes para permitir uma consistente avaliação de impactos e definir corretas estratégias de gestão ambiental nas fases de projeto. bem como as características básicas do projeto. na maioria dos casos. espacializadas. etc. analisando as interações dos diversos componentes físicos. • . de caráter específico. ele deverá permitir a identificação de zonas de fragilidade ambiental. na identificação das principais interferências que o empreendimento deverá provocar sobre os diferentes recursos naturais e sócio-econômicos da Área Diretamente Afetada e vice-versa. devendo ser realizado em dois níveis de abordagem: um referente à Área de Influência e. Avaliação dos recursos hídricos. Além disso. a localização prevista. o diagnóstico se inicia pelos levantamentos ambientais. Cabe destacar que o diagnóstico deverá refletir o trabalho interdisciplinar da equipe técnica.

os seguintes aspectos deverão ser considerados: • • • descrição das fitofisionomias naturais em seus vários estágios de desenvolvimento. Pedologia. pH alto. das espécies características da fauna terrestre local. Avaliação e mapeamento das unidades pedológicas sob a ótica de sua suscetibilidade à erosão. visando o fornecimento de subsídios para possíveis programas de controle e/ou melhoria desse uso na bacia. O reconhecimento desse parâmetro é de fundamental importância. se já há bancos de areia ou ilhas em formação. aptidão agrícola e uso atual. Recursos Hídricos. mapa da cobertura vegetal atual da ADA. comparando-a com a situação da cobertura vegetal da Área de Influência. identificação. aumentando.belezas cênicas. Para tanto. a partir de dados secundários e indiretos (entrevistas). é importante que se consolidem as diversas incompatibilidades entre o uso potencial e atual dos solos da bacia hidrográfica. Nessa análise.. principalmente as localizadas na Área Diretamente Afetada (ADA). que afetem as máquinas.). Uso do Solo e Aptidão Agrícola • Avaliação dos indicadores geológicos e geomorfológicos que permitam a obtenção de informações sobre a estabilidade dos terrenos. para verificação da tendência existente quanto ao assoreamento. também. verificando a existência de espécies raras.2. será possível obter um cenário futuro das condições de qualidade da água do reservatório a ser criado. deverão ser identificadas as fontes poluidoras. natural ou provocado por ações antrópicas a montante. fossas. para detecção de problemas de ferro na água. • Geologia. bem como reconhecida a sua qualidade em relação às atividades que se desenvolvem na bacia (índice de qualidade da água). a vida útil do empreendimento. suscetibilidade a sismos. ao cruzar essas informações com dados do empreendimento (tempo de residência) e a carga orgânica a ser inundada (biomassa vegetal. Deverão ser cruzadas. • • Meio Biológico . endêmicas e/ou ameaçadas de extinção. etc). Com relação à água.Diagnóstico O diagnóstico do meio biológico deverá ter como ponto central a caracterização e o mapeamento das possíveis interferências do empreendimento sobre as comunidades florística e faunística locais. desta forma. etc. incluindo as tipologias identificadas (expressas em percentual). conforme exemplo ilustrativo apresentado na Figura 8. Geomorfologia. etc. • . em nível de ADA. uma vez que. deverão ser identificados os principais habitats e sua fauna associada. pocilgas. Recursos Minerais. • Caracterização da drenagem atingida quanto ao transporte de sedimentos. tanto para a AI quanto para a ADA. presença de aqüíferos e a interferência sobre recursos minerais. Elaboração de Mapas de Uso e Ocupação do Solo. as informações da qualidade da água com as características geológicas da região.

alojamentos em vilas ou cidades. a partir da aplicação de um questionário específico. durante o período de obras. instituições e recursos envolvidos. cronograma de implantação. dentre outros. destacando o seu estado de manutenção. . reconhecimento do nível de aceitabilidade do projeto na região. caracterização da infra-estrutura regional.. comércio. • Meio Antrópico – Diagnóstico Prevê-se a realização dos seguintes estudos: • reconhecimento do perfil da população da Área Diretamente Afetada. e dos legítimos interlocutores com que o empreendedor negociará. situação jurídica. identificando possíveis conflitos com o aproveitamento ou mesmo reconhecendo eventuais participações do empreendedor a partir de programas de compensação. etc. formulação. etc. Para tanto. A participação da população e o reconhecimento de seus representantes são fatores básicos para a viabilização do aproveitamento. etc. levantamento e análise de problemas associados a interferências com atividades minerárias. • • • • • • Esta fase deverá permitir o conhecimento e interação suficientes para a formulação de critérios de remanejamento e negociação nas etapas futuras de planejamento. dimensões. arqueológicos e turísticos. acessos. e da situação fundiária das propriedades a serem afetadas. análise das Unidades de Conservação existentes na região. deverão ser considerados aspectos como as relações das pessoas a serem diretamente atingidas com a terra em que vivem. fundiária. deverão ser identificados aspectos básicos da estrutura das comunidades e deverá ser feito o reconhecimento das exigências ambientais das espécies inventariadas (migração reprodutiva. condições físico-químicas da água. etc. históricos.). identificação das lideranças. a partir daí. identificação dos formadores de opinião na área de estudos e das organizações sociais existentes e. em especial para atender às necessidades. pela aplicação de um questionário. associação com mata ciliar.• para a fauna aquática. considerando suas expectativas com relação ao empreendimento. através de processo interativo com os diversos atores sociais envolvidos.). de hospitais. caracterização dos planos e programas governamentais para a região (objetivos. de critérios gerais para um eventual remanejamento de algumas famílias. patrimônios culturais.

A partir daí. no primeiro caso. o planejamento. um túnel ou uma tubulação . a construção. por exemplo.INSERÇÃO DO EMPREENDIMENTO. ou seja. as diversas fases de implantação do empreendimento. os impactos deverão ser espacializados. A identificação deverá abranger. distintamente. . por meio de um canal. em função de uma vazão reduzida por causa do desvio de águas para adução à casa de força afastada. A integração das características do empreendimento com as características locais e regionais onde se pretende inserí-lo é fundamental para a adequada identificação e análise dos impactos. Quando possível. conforme exemplo mostrado na Figura 2. Uma usina com casa de força afastada da barragem tem impactos distintos de uma outra que é compacta. a desativação do canteiro de obras e a operação da usina. IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS A identificação e a análise de impactos se iniciam a partir do resultado do cruzamento dos elementos de projeto com o Diagnóstico Ambiental realizado. o enchimento do reservatório. formando um “Mapa de Interferências”. É muito importante. a análise do que pode ocorrer no rio a jusante. deverão ser elaboradas as previsões e avaliadas as respectivas grandezas dos impactos.

Campos Hidrófilos e Higrófilos de Várzea) Cerrado Degradado Lavoura Área Urbana Ced L FIGURA 1 .7898000 Ced 7897000 o dã do l Su C 9 34 ha pa 7896000 Costa R M S- ica PARAÍSO 7895000 M 7894000 S31 6 Ino cê n cia 49 MS-3 7893000 uã ap CANTEIRO DE OBRAS Ca m 7892000 7891000 288000 289000 290000 291000 Curso d'água Estrada Pavimentada Estrada não Pavimentada Caminho 551 Fes Co Mc P Floresta Estacional Semidecidual Cerradão Mata Ciliar Degradada Pastagem Reservatório Benfeitoria Lavoura + Floresta Estacional L+Fed Decidual (Mata Seca) CBU Complexo de Biótopos Úmidos (Mata Ciliar.

7898000 7897000 do l Su C pa ha o dã 7896000 Costa R M S- 9 34 ica PARAÍSO 7895000 M S- 31 6 7894000 Ino 49 MS-3 cê n cia 7893000 Ca ap m uã CANAL DE ADUÇÃO CANTEIRO DE OBRAS SUBESTAÇÃO 7892000 CASA DE FORÇA 7891000 288000 289000 290000 291000 Curso d'água Estrada Pavimentada Estrada não Pavimentada Caminho 551 Fes Co Mc P Floresta Estacional Semidecidual Cerradão Mata Ciliar Degradada Corredeiras Cachoeira 1 a 19 Pastagem Limite das propriedades Reservatório Benfeitoria Lavoura + Floresta Estacional L+Fed Decidual (Mata Seca) CBU Complexo de Biótopos Úmidos (Mata Ciliar. na avaliação. Campos Hidrófilos e Higrófilos de Várzea) Lavoura Benfeitoria Área Urbana L Ponte Caminho FIGURA 2 A partir daí. deverão ser contemplados tanto os impactos negativos como .

evitando-se expressões vagas. Abrangência (local. deverão ser apresentados dados numéricos. traçando possíveis cenários durante todo o tempo de ocorrência desses impactos. para cada etapa de implantação do empreendimento. permanente e cíclico). Reversibilidade ( reversíveis e irreversíveis). Os impactos deverão ser estudados tendo por base resultados analíticos confiáveis e respaldados em métodos claros e bem definidos. deverá estar associada a um prognóstico. Sempre que possível. média e longa). • • • • • • • • Natureza ( direto ou indireto). média e grande ). Periodicidade (ocasional. considerando a AI). associada à ADA. Importância (pequena. apresenta-se uma Matriz de Identificação e Avaliação de Impactos no item “EIA – ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL”. . o efeito esperado com relação a cada um dos impactos. deverá ser identificado.os positivos. Além disso. médio prazo ou quando do enchimento do reservatório e longo prazo ou durante a operação). Horizonte temporal (imediato ou durante a construção. que deverá ser explicitada. por sua vez. A título de ilustração. de acordo com a metodologia adotada. Duração (curta. adiante (Figura 1). a partir dos aspectos a seguir relacionados. média e grande). e regional. Magnitude (pequena. A avaliação dos impactos.

permitindo a sua implementação praticamente imediata. servindo como instrumento de acompanhamento e gerenciamento tanto pelo empreendedor como pelo órgão ambiental.PROGRAMAS AMBIENTAIS DETALHADOS Cronologicamente. Desta forma. de forma genérica e concisa. pedreiras. nesta etapa. cronograma de implantação das obras e mapa de intervenções (canteiro de obras. até o nível de Projeto. • Programa de Recuperação de Áreas Degradadas Este Programa deverá ter por foco a recuperação das áreas que sofreram impactos diretos da obra. a aprovação futura da Licença de Instalação (LI) que permitirá o início das obras. Alguns dos Programas normalmente previstos são explicitados a seguir. . de outro. conforme cada região e cada Programa.objetivos principais. públicas ou não. devendo ser incorporadas as recomendações que eventualmente forem inseridas em seus pareceres. detalhados. . em particular. a seguinte estrutura básica deverá ser apresentada: . Por outro lado. quando da emissão da Licença Prévia (LP). tais como obras civis. permitirá.). Em seu conteúdo. e não a de mera recuperação. articular de forma eficiente os agentes multiplicadores de opiniões e. . Os Programas Preliminares propostos nos Estudos da fase anterior. A sua execução deverá levar em conta a visão de reabilitação de áreas. Para o seu desenvolvimento. áreas de empréstimos. acessos. equipamentos eletromecânicos. dentre outras. desvio do rio. dentre outros objetivos. bota-foras.cronograma físico–financeiro de implantação. e visando. que obrigatoriamente deverão participar). de empréstimos e de bota-foras.justificativas. . o novo documento deverá ser elaborado dentro de uma eficiente estrutura operacional. (em especial o empreendedor privado. informações detalhadas do projeto de engenharia já deverão estar consolidadas. . este documento deverá ser elaborado após as devidas análises dos estudos da fase anterior pelos órgãos ambientais competentes. alojamentos. deverão ser. . etc.entidades envolvidas. tais como áreas de canteiro. Em outras palavras. mas sim harmonizada a que foi degradada com a paisagem local.procedimentos para implantação. não deverá ser reconstituída a condição original existente. garantir que se utilizem as técnicas mais eficientes de proteção e recuperação ambiental. de um lado.custos. para cada Programa. deverá ter clareza quanto às instituições.

A Resolução CONAMA 02/96 determina o dispêndio não inferior a 0. devendo. outros Programas poderão ser necessários. por exemplo.ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL . • Programa de Gerenciamento e Controle dos Impactos Ambientais A partir de uma estrutura de Gestão Ambiental.O ideal é que a recuperação vá ocorrendo na medida em que vá havendo a exploração. o que possibilitará minimizar custos e.5% do custo total do empreendimento nos casos considerados de “relevante impacto ambiental”. a promoção da inserção do empreendimento junto à sociedade local. Além desses Programas. se o órgão ambiental assim o exigir. a legislação estabelece que as margens dos reservatórios das hidrelétricas devam ser protegidas. ser implantado um Programa de Recomposição Ciliar. o de implantação de Unidade de Conservação de domínio público e uso indireto. até mesmo. este Programa objetivará o acompanhamento dos impactos previstos durante a implantação e operação do empreendimento e a correta aplicação das medidas mitigadoras e/ou compensatórias previstas. para tal. desenvolvendo um processo de informação/diálogo permanente entre os diferentes atores sociais atuantes na região. melhorar as condições locais existentes. Dependendo da decisão do órgão ambiental licenciador. como meta principal. • Programa de Comunicação Social Deverá ter. ESTUDOS COMPLETOS EIA . como.

O EIA tem os seguintes objetivos principais: • • • avaliar a viabilidade ambiental do empreendimento e fornecer subsídios para o seu licenciamento (LP) junto ao órgão ambiental competente. A ELETROBRÁS.ESTUDOS COMPLETOS EIA . resumidas no Quadro 8. esses órgãos deverão exigir a edição e discussão pública de um EIA/RIMA. o EIA deverá atender. estes últimos em forma de EIA/RIMA. dentre outros aspectos. Quando houver a previsão de ocorrência de impactos de grande magnitude. a importante atividade de Avaliação dos Impactos Ambientais (AIA). normalmente. permitir. onde são apresentadas as principais orientações para os estudos de engenharia e ambientais de usinas hidrelétricas. ANEEL). Para uma delas. complementar e ordenar uma base de dados temáticos sobre a região onde se inserem as obras propostas. deixa a critério de cada órgão ambiental a decisão quanto à necessidade ou não de estudos detalhados. conforme já citado. o conhecimento e o grau de transformação que a região sofrerá com a introdução das obras propostas. às exigências do citado documento da ELETROBRÁS e também as do IBAMA. à concepção técnica do aproveitamento envolvendo túneis. estabelecer programas que visem prevenir. promovendo.GERAL A legislação. em conjunto com o antigo DNAEE (hoje. mitigar e/ou compensar os impactos negativos e reforçar os positivos. por exemplo. um documento com as “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”. através de métodos e técnicas de identificação/avaliação de impactos. • • • Para o alcance desses objetivos. à redução da vazão liberada para jusante. como agente modificador. para as instituições públicas e privadas nacionais. a inserção regional das obras propostas. Normalmente. na medida do possível. pelo menos.4-1. caracterizar a qualidade ambiental atual e futura da Área de Influência. em 1997. É usual proceder-se a uma aplicação . definir os programas de acompanhamento/monitoramento que deverão ser iniciados e/ou continuados durante e/ou após a implantação do empreendimento. cuja seleção é. os quais podem sofrer pequenas adaptações e incluir complementações com base nas rotineiras exigências dos órgãos ambientais. adaptado do roteiro básico desse órgão. provocados pelo empreendimento. esses impactos potenciais estão associados à existência de populações próximas. há diversos métodos. à vizinhança com áreas ambientalmente sensíveis. uma decisão subjetiva de cada analista e é fruto de sua própria experiência. editou e distribuiu.ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL .

Áreas de Influência – Delimitação (região). Os principais produtos do EIA. isoladamente. decorrentes e associados aos impactos diretos. também poderão ser necessários outros desenhos. quadros e figuras inseridos no seu texto. em função do que estiver sendo adotado por cada órgão ambiental licencidador.conjunta de mais de um método. adiante. Suscetibilidade à Erosão (AI)..” • Fazendo uma analogia. até o momento.. eles. Geologia e Geomorfologia (AI e ADA). não são considerados completos. É fundamental. sob a forma de interferência nas suas interrelações ecológicas. Uso e Ocupação dos Solos (AI e ADA) e Principais Interferências (AI e ADA). muito utilizada no Brasil. podendo se estender além dos limites da área a ser definida como polígono de utilidade pública. que a equipe responsável pela elaboração dos estudos tenha conhecimento das ferramentas disponíveis e capacidade de discernimento quanto à melhor combinação em cada caso. o projeto e as Áreas de Influência (AI) e Diretamente Afetada (ADA): Localização e Acessos (região). considerando a região. Neste caso. estadual ou municipal. Arranjo Geral das Obras (projeto). em geral. portanto. a AI corresponderia à AII e a ADA à AID.” citadas da ELETROBRAS: • “Área de Influência Direta (AID): aquela cuja abrangência dos impactos incide diretamente sobre os recursos ambientais e a rede de relações sociais. Área de Influência Indireta (AII): aquela onde incidem os impactos indiretos. Cabe destacar que têm sido admitidas outras nomenclaturas para as Áreas de Influência (AI) e Área Diretamente Afetada (ADA). neste caso de “Estudos Completos”. e que podem ser utilizadas. sociais e econômicas. apresenta-se. devem ser associadas as medidas a serem tomadas e definidos os correspondentes programas ambientais. As mais usuais. Solos e Aptidão Agrícola das Terras (AI e ADA). são as seguintes ilustrações. aplicada em um caso de uma usina de 21 MW de potência instalada e que inunda uma área de 105 ha onde há 19 propriedades. se necessários. A título de ilustração. . A cada linha representativa de um impacto. de vez que. em nível federal. são as definições apresentadas nas “Instruções . econômicas e culturais. além do texto básico. em função das características específicas de cada empreendimento em estudo. podendo extrapolar os divisores da bacia hidrográfica e os limites municipais. um exemplo de uma “matriz de interação”.

abrangendo: Ecossistemas Aquáticos. onde cada componente-síntese é associado a critérios e elementos da avaliação. Normalmente. Ecossistemas Terrestres. com a inclusão dos elementos que forem considerados importantes e a eliminação dos que forem julgados inexistentes ou desprezíveis. admite-se um sexto componente-síntese. serão uma resultante dessa análise. Organização Territorial. . nesse caso. Os Quadros 1 a 10. Logo em seguida. As medidas mitigadoras compensatórias e de controle. são apresentados outros Quadros. por concorrer para a inviabilização da PCH e. o de “População e Reserva Indígena”. A análise de todos esses Quadros permitirá a elaboração de uma precisa matriz de interação. Base Econômica. como descrito no início destas “Diretrizes”. aqui não considerado. que podem. o meio ambiente pode ser representado por “componentes-síntese”. em cada caso. conforme cada caso. que têm por base o atual Manual de Inventário Hidrelétrico da ELETROBRAS. mostram os elementos de caracterização de cada componente-síntese.AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS Para a identificação e a avaliação dos impactos ambientais de forma detalhada. não ter havido prosseguimento nos estudos. bem como os necessários programas ambientais. ser incluídos ou não na análise. Modos de Vida.

QUADRO 1 . em escalas compatíveis com as características e complexidades das Áreas de Influência e Diretamente Afetada relativas aos efeitos ambientais. para os registros dos dos resultados dos estudos. telefone. Delimitação das Áreas de Influência do empreendimento. sociais e econômicos utilizados para sua delimitação. registros legais. sob o ponto de vista tecnológico e de localização.ROTEIRO BÁSICO (IBAMA – adaptado) (*) ATIVIDADES Identificação empreendedor IBAMA do Nome ou razão social. telefone e fax dos representantes legais e pessoas de contato. incluindo a não implantação do projeto. fax. de influência do baseando-se na abrangência dos recursos empreendimento naturais atingidos pelo empreendimento. anteriores ao empreendimento.EIA . das áreas que sofrerão impactos indiretos decorrentes e associados.6 . bem como dos passos metodológicos que levem ao diagnóstico. Nome. sob a forma de interferências nas suas diversas interrelações ecológicas. à identificação de recursos tecnológicos e financeiros para mitigar os impactos negativos. sociais e econômicas. sociais e econômicos que determinaram a sua delimitação. às medidas de controle e monitoramento dos impactos. Definição das alternativas tecnológicas e de localização possíveis. Apresentação dos critérios ecológicos. Detalhamento do método e técnicas escolhidos para a condução do estudo ambiental. CPF. Referência ELETROBRÁS (**) - Caracterização empreendimento - Métodos e técnicas utilizados para a realização dos estudos ambientais - Delimitação das áreas Delimitação da Área Diretamente Afetada. do Caracterização e análise do projeto. endereço completo. ao prognóstico. ou seja. 1.6 2.4. Apresentação dos critérios ecológicos. Espacialização análise e apresentação resultados da Elaboração de base cartográfica referenciada da geograficamente.

através da integração dos resultados da análise dos meios físico e biológico com os do meio antrópico. eficazes e efetivas de mitigação ou de anulação dos impactos negativos e de potencialização dos impactos positivos. Comparação entre o projeto e cada uma de suas alternativas. mitigação e compensação dos seus efeitos negativos. 1997. com indicação dos fatores e parâmetros a serem considerados. controle.3 5. Rio de Janeiro.5 3.6 5. .10 2.3 5.” Brasília. Procedimentos e Ferramentas. além de medidas compensatórias. com base nos seus efeitos potenciais e nas suas possibilidades de prevenção.3 3.Diagnóstico ambiental Descrição e análise do meio natural e sóciodas Áreas de econômico e de suas interações. Análise e seleção de medidas eficientes. incluindo o de Acompanhamento e Monitoramento dos Impactos (positivos e negativos).4. escolha da alternativa mais favorável. 1995. 2. devem constar: uma classificação do grau de sensibilidade e vulnerabilidade do meio natural e a caracterização da qualidade ambiental futura. Elaboração de Programas Ambientais.3 1.4 1.6.4 3. na hipótese de não realização do empreendimento) Prognóstico dos impactos ambientais do projeto e de suas alternativas Identificação dos efeitos ambientais potenciais (positivos e negativos) do projeto e das possibilidades tecnológicas e econômicas de prevenção.7 4. mitigação e reparação dos impactos negativos. (**) Referência ELETROBRÁS – indicação do item correspondente no documento “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”. Controle ambiental do Avaliação do impacto ambiental da alternativa empreendimento selecionada do projeto. controle.20 (*) IBAMA – “Avaliação de Impacto Ambiental – Agentes Sociais.1. antes da Influência e implementação do empreendimento. Diretamente Afetada (Dentre os produtos dessa análise.

Figura 1 – Matriz Paraíso .

• Fatores de pressão sobre os ecossistemas (extrativismo. isolamento entre os mosaicos e classificação fito-fisionômica entre os mosaicos). • Fisiografia fluvial : − hierarquia fluvial/densidade de drenagem − diversidade física do canal fluvial (meandros.Elementos de Caracterização ComponenteSíntese Ecossistema Terrestre Elementos de Caracterização • Cobertura vegetal e uso do solo na bacia. mamíferos aquáticos. − identificação e espacialização das principais rotas migratórias. − identificação e espacialização da produtividade pesqueira. ecossistemas mantenedores de espécies ameaçadas de extinção. Aquático • Qualidade da água: − sistema de comprometimento quanto às suas características ecológicas. • Ocorrência e distribuição faunística na bacia.). agropecuária.ex. − identificação das principais espécies. . − ocorrência de outras espécies da fauna (p. etc. sem a presença de poluição.QUADRO 2 – Ecossistema Aquático . refletindo a interferência de fontes poluidoras.Elementos de Caracterização ComponenteElementos de Caracterização Síntese Ecossistema • Vegetação marginal (mata ciliar. mata de várzea). ecossistemas ameaçados. QUADRO 3 – Ecossistema Terrestre . sobretudo as espécies migradoras e as espécies associadas a ambientes de elevada energia hidrodinâmica. • Ecologia da paisagem (forma média dos remanescentes florestais. retificações. cachoeiras. ecótonos. ecossistemas importantes na manutenção de fluxos populacionais. − sistema com algum grau de comprometimento de suas características ecológicas. − sistema com alto comprometimento de suas características ecológicas pela intensidade das atividades poluidoras. • Aspectos Biológicos : − biologia e ecologia das espécies ictíicas mais representativas.. desmatamento). • Ecossistema de relevante interesse ecológico. répteis). reprodutivas e tróficas. ecossistemas sob proteção legal.

aptidão agrícola. pedológicos. florestais e pesqueiros). hídricos. transporte e lazer). distribuição rural/urbano). organização espaço-temporal. representações. saneamento. . áreas de várzea. • Organização Social: − − − − − − processo histórico de ocupação. saúde.QUADRO 4 . fluxos migratórios. serviços oferecidos (educação. identidade sócio-cultural (hábitos. comunicação. formas de associação. condições ambientais do sítio (dinâmica das cheias. • Condições de Vida: qualidade de vida (indicadores básicos). recursos naturais disponíveis (minerais.Modos de Vida – Elementos de Caracterização ComponenteSíntese Modos de Vida Elementos de Caracterização • Dinâmica Demográfica: − − − − − − quantitativo populacional. valores. energia. situação de conflito. • Sistema de Produção: − − − − organização da população rural. crenças. áreas de erosão. compartimentação do relevo). patrimônio histórico/cultural). organização da população urbana. espacial da população (situação de domicílio taxa de crescimento.

localização. por município. relações urbano-rurais e padrões de assentamento resultantes. por município. localização e raio de atendimento das principais instituições públicas municipais. capacidade e raio de atendimento dos equipamentos de produção. grau de urbanização. • Organização Político-Administrativa: localização das sedes municipais e distritais. função do recurso hídrico na organização do território.Organização Territorial .QUADRO 5 . principais usos da água e estimativa do contigente de usuários. que apontem indução ou restrição à ocupação. condicionantes ambientais do território.Elementos de Caracterização Componente Organização Territorial Elementos de Caracterização • Dinâmica Demográfica: − − − − − − − − − − − − − − − − − − − evolução das populações urbana e rural. características e importância relativa dos sistemas rodo. consumo e serviços. hidro e ferroviário. localização. relações origem-destino e articulação intermodal. colégio eleitoral e representação nas instâncias parlamentares municipais. características. . estaduais e federais. importância relativa à população total. estrutura e distribuição espacial das populações urbana e rural. estaduais e federais. programas de desenvolvimento existentes e planejados. • Circulação e Comunicação: localização e características dos núcleos urbanos: diversidade e hierarquia funcional. • Ocupação do Território: processo histórico de ocupação. por uso. distribuição espacial das categorias de uso do solo e respectivas intensidades de uso. superfície territorial municipal e relação com a superfície total.

extrativista. PEA. − recursos minerais. grau de mecanização). capacidade de geração de renda e emprego. população economicamente ativa (PEA). genético e turístico. PO. − participação em receitas tributárias da União e do Estado. arrecadação de ICMS e ISS. − infra-estrutura existente e planejada. − atividades econômicas relacionadas aos recursos hídricos.º de estabelecimentos.º de estabelecimentos. receita total. − setor primário: estrutura fundiária. − potencial energético. − áreas de potencial agrícola. − condicionantes ambientais das atividades (indução/restrição) e fatores de pressão sobre os recursos naturais. madeireiro.º de estabelecimentos. n. • Recursos e Potencialidades da Bacia Hidrográfica: − características e respectiva localização espacial. − formas de apropriação dos recursos (intensivo/extensivo. PEA. medicinal e alimentar. − atividades econômicas vinculadas à manutenção da qualidade de vida das populações residentes (p. valor da produção e superfície ocupada. − setor terciário: n. biológico.: setor de alimentação e setores responsáveis por absorção da mão-de-obra). relações históricas dos principais ramos e setores.QUADRO 6 . − usos potenciais e efetivos dos recursos hídricos. − estrutura produtiva.Elementos de Caracterização Componente Elementos De Caracterização Base Econômica • Atividades Econômicas (caracterização geral e setorial): − características. . − investimentos e programas de desenvolvimento existentes e planejados. PO. − mercados atendidos e importância econômica e social das atividades econômicas. − setor secundário: n. e localização espacial dos principais ramos produtivos e estabelecimentos. • Finanças: − arrecadação de tributos municipais. pessoal ocupado (PO).Base Econômica . tipo de produto. − espécies de valor econômico. valor bruto e de transformação. ex.

Comprometimento ecossistemas e de espécies de .Perda de vegetação marginal .Ecossistemas Aquáticos: Critérios e Elementos de Avaliação Critérios de Avaliação ComponenteSíntese Ecossistema Aquático .Ocorrência de outras espécies da fauna passíveis de impacto (mamíferos aquáticos. répteis) QUADRO 8 .Tipologia dos solos afetados .Perda de cobertura vegetal .Qualidade da reservatório água do futuro do Elementos de Avaliação .Alteração da vegetação marginal .Perda de ambiente de elevada energia hidrodinâmica .Volume de fitomassa afetada .Relevância biológica na área afetada Indicador de Impacto: comprometiment o das características determinantes na manutenção da diversidade biológica.Diversidade .Rotas migratórias afetadas .Profundidade média . endêmicas ou exclusivas (e de outros grupos da fauna vertebrada) .Perda de lagoas marginais . .Tempo de residência .Características morfométricas trecho de rio afetado Indicador de Impacto: grau de comprometiment o das características determinadas na manutenção da diversidade biológica.Ecossistemas Terrestres: Critérios e Elementos de Avaliação ComponenteSíntese Ecossistema Terrestre Critérios de Avaliação Elementos de Avaliação .Quadro 7 .Comprometimento dos ambientes mantenedores da biodiversidade. .Hierarquia fluvial . de espécies migratórias.

Alteração na rede de relações das quais os grupos sociais urbanos dependem para garantir sua sobrevivência .Bens de consumo coletivo atingidos .Ruptura dos vínculos de dependência entre rural e urbano .Comprometimento da identidade sócio-cultural e de sua expressão espaço-temporal .Modificação nos qualidade de vida indicadores de .Queda no padrão de consumo .Comprometimento das .Alteração nos aspectos que estratégias de sobrevivência conformam as condições de vida .Alteração no sistema de produção de cada Modo de Vida .Alteração no quadro epidemiológico .Comprometimento da sociedade historicamente construída .Modos de Vida: Critérios e Elementos de Avaliação Componentesíntese Modos de Vida Critérios de avaliação Elementos de avaliação .Vínculos de comprometidos socialização .Mudanças nas condições capitalização/descapitalização de Indicador de Impacto: grau de interferência sobre as formas de reprodução da vida social .QUADRO 9 .Alteração ambientais nos condicionantes .

perda no representantes.Disponibilidade de áreas reassentamentos previstos .articulações intermodais atingidas. . contingente de .perda de território: (superfície e participação no território total do município).alternativas às relações funcionais interrompidas. .estimativa do contingente de eleitores remanejados. político-administrativa dos municípios .papel das sedes municipais e instituições públicas municipais.Comprometimento dos fluxos de .QUADRO 10 . consumo e serviços atingidos.Comprometimento da organização . .alternativas aos fluxos de circulação e comunicação interrompidos. participação no eleitorado municipal.extensão e funções da infra-estrutura circulação e comunicação viária atingida.Estimativa da remanejada população para a os ser . . . associação à obra.equipamentos de produção.Interferência nos padrões de . . localização e características assentamento e mobilidade da dos núcleos atingidos parcial e população totalmente . estaduais e federais atingidas. relação com a população local Acessibilidade: . Indicador de Impacto: grau de desarticulação da circulação e comunicação . Reversibilidade das interferências circulação e comunicação: na .Organização Territorial: Critérios e Elementos de Avaliação ComponenteSíntese Organização Territorial Critérios de Avaliação Elementos de Avaliação . população prevista.Vila residencial: localização.Número.estimativa da população atingida por perda de infra-estrutura viária.

Usos existentes e potenciais dos municipais recursos hídricos atingidos/inviabilizados e respectiva população afetada . extrativismo.Comprometimento potencialidades com para usos da água .Ocorrência de condições de suporte para reprodução das atividades .Expressão econômica e social das atividades .Expressão econômica e social das potencialidade atingidas .Comprometimento das atividades .Quantitativo e valor afetada. áreas de aptidão agrícola.Base Econômica: Critérios e Elementos de Avaliação ComponenteCritérios de Avaliação Elementos de Avaliação Síntese e características .Mercado afetado .Emprego e renda suprimidos Indicador de Impacto: grau de interferência nas atividades econômicas .Comprometimento das finanças .Características e ordem de grandeza das dos recursos de potencialidades da destaque bacia hidrográfica suprimidos (jazidas minerais. por setor da dos produção atingidas .Número Base estabelecimentos atingidos econômicas Econômica . potencial turístico e dotadas de potencial biológico genético) .Atividades econômicas vinculadas ao rio .QUADRO 11 .Diferencial da arrecadação tributária e das transferências de receitas .

as matérias primas. que determina o seu conteúdo mínimo: “I – Os objetivos e justificativas do projeto. a mão-de-obra. IV – A descrição dos prováveis impactos ambientais da implantação e operação da atividade. podendo ser considerado um resumo deste último. Parágrafo único. os processos e técnicas operacionais. VII – O programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos. sua relação e compatibilidade com as políticas setoriais. VIII – Recomendação quanto à alternativa mais favorável (conclusões e comentários de ordem geral). a área de influência. bem como com a hipótese de sua não realização. à inserção do empreendimento em uma região. As informações devem ser traduzidas em linguagem acessível. de modo que se possam entender as vantagens e desvantagens do projeto. nas fases de construção e operação. os empregos diretos e indiretos a serem gerados. quadros. Recomenda-se a elaboração do RIMA com as seguintes Seções. biótico e antrópico. as fontes de energia. cartas. mencionando aqueles que não puderam ser evitados. os prováveis efluentes. O RIMA deve ser apresentado de forma objetiva e adequada à sua compreensão. e o grau de alteração esperado. III – A síntese dos resultados dos estudos de diagnóstico ambiental da área de influência do projeto. considerando o projeto. segundo a própria Resolução 01/86 do CONAMA. resíduos e perda de energia. O EIA compreende o detalhamento técnico-científico associado aos meios físico. gráficos e demais técnicas de comunicação visual. às medidas necessárias e aos programas ambientais correspondentes. V – A caracterização da qualidade ambiental futura da área de influência. técnicas e critérios adotados para sua identificação. especificando para cada um deles. aos impactos provocados. suas alternativas. ilustradas por mapas. mas que apresenta uma abrangência menor. quantificação e interpretação.RIMA – RELATÓRIO DE IMPACTOS SOBRE O MEIO AMBIENTE O RIMA é um documento elaborado a partir do EIA. bem como todas as conseqüências ambientais de sua implementação”. a serem adaptadas ou alteradas em função de cada caso: . planos e programas governamentais. emissões. VI – A descrição do efeito esperado das medidas mitigadoras previstas em relação aos impactos negativos. O RIMA reflete as conclusões do EIA. II – A descrição do projeto e suas alternativas tecnológicas e locacionais. os horizontes de tempo de incidência dos impactos e indicando os métodos. comparando as diferentes situações da adoção do projeto e suas alternativas.

Equipe Técnica Básica . Os Programas Ambientais 6. sua Mitigação e/ou Compensação Os Impactos Positivos e sua Maximização 5. Conclusões 7. A Região do Empreendimento • • • Aspectos Físicos Aspectos Bióticos Aspectos Sócio-Econômicos 4. Os Impactos e as Medidas Recomendadas para Resolvê-los • • Os Impactos Negativos.1. Apresentação 2. O Empreendimento • • • • • O Que É? O Porquê de Sua Construção Dados Básicos O Empreendedor A Empresa Responsável pelos Estudos 3.

87. em especial as de geração de energia elétrica. Educação Ambiental. outros Programas poderão ser exigidos pelos órgãos ambientais. Salvamento do Patrimônio Arqueológico. Relocação e Assentamento de Pequenos Produtores Rurais. Comunicação Social. mas. usinas termelétricas e linhas de transmissão. ou seja. uma vez que os custos ambientais serão maiores e deverão ser bem orçados e aplicados. a de início das obras. como. por exemplo: • • • • • • • Conservação da Fauna e da Flora. O Projeto Básico Ambiental (PBA) é um conjunto de Programas a serem implantados. Em anexo a essa Resolução. Reorganização da Infra-Estrutura. De acordo com o caso. que trata do licenciamento ambiental de obras consideradas de grande porte. visando viabilizar as recomendações emitidas no EIA e no RIMA e atender às exigências e condicionantes fixadas pelo órgão ambiental licenciador. Nesse instrumento legal. Em geral. devem ser detalhados. . Saúde da Mão-de-Obra. Monitoramento da Qualidade da Água e Controle da Ictiofauna. os seguintes Programas. de 16. de: • • • Recuperação de Áreas Degradadas.09. a de no 06/87. Cada Programa deverá ter a mesma abrangência de atividades dos similares citados no item “PROGRAMAS AMBIENTAIS DETALHADOS”. Gerenciamento e Controle dos Impactos Ambientais. no mínimo. é determinada a exigência de elaboração e aprovação do Projeto Básico Ambiental. separadamente.PBA – PROJETO BÁSICO AMBIENTAL Há uma Resolução específica do CONAMA. para que o órgão ambiental forneça a Licença de Instalação (LI). o nível de detalhamento e de precisão deverá ser incrementado. há um quadro que apresenta os documentos necessários ao licenciamento para usinas hidrelétricas.

suas diretrizes são válidas aqui. Apesar de esse documento se referir a “estudos de viabilidade”. e os institucionais (da elaboração dos estudos ambientais para as diferentes etapas do empreendimento. no caso de PCH. são transcritos e/ou adaptados alguns trechos. entre a Viabilidade e o Projeto Básico ou entre o EIA e o PBA. Quanto à parte ambiental. dos impactos ambientais de um empreendimento). da elaboração dos estudos requeridos pelos órgãos ambientais. de monitoramento (das ações de acompanhamento e avaliação dos impactos e programas ambientais). A estimativa de custos ambientais deverá considerar os seguintes aspectos: • na etapa de Viabilidade. da obtenção das licenças ambientais e de realização de audiências públicas). ou seja: • • • • • os custos de controle (incorridos para evitar a ocorrência.CUSTOS AMBIENTAIS A estimativa dos custos ambientais é claramente explicada no documento “Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos”. a seguir. “O procedimento de orçamentação dos custos ambientais está voltado para aqueles custos que serão efetivamente internalizados no custo total do empreendimento. de uma precisão maior na estimativa dos custos ambientais. que se referem muitas vezes a impactos não quantificáveis ou não mensuráveis. a sua apropriação em rubricas orçamentárias próprias e a adoção de critérios uniformes entre as empresas do setor elétrico visam reduzir a incerteza na avaliação do custo global dos empreendimentos e verificar a sua viabilidade econômica. não sendo portanto aqui considerados. as orientações não mudam. o grau de precisão das estimativas de custos ambientais deverá acompanhar a mesma precisão requerida para os demais componentes do aproveitamento. da ELETROBRÁS. de compensação (das ações que compensam os impactos ambientais provocados por um empreendimento nas situações em que a reparação é impossível). de vez que. entretanto. os estudos de inventário hidrelétrico da bacia hidrográfica têm por seqüência imediata a elaboração do Projeto Básico de Engenharia. . com a não exigência dos estudos de viabilidade. havendo necessidade. total ou parcial. Pelas dificuldades intrínsecas da natureza dos custos de degradação. geralmente. estes não podem ter o mesmo tratamento de valoração que os demais. A identificação dos custos ambientais. de mitigação (das ações para redução das conseqüências dos impactos ambientais provocados). Desse documento.

A elaboração da estimativa de custos ambientais deverá ser feita tendo como base o “Referencial para Orçamentação dos Programas Ambientais” aprovado pela Diretoria Executiva da ELETROBRÁS (Resolução no 201/95).• os instrumentos disponíveis no setor elétrico referentes à orçamentação. os índices de reajuste e demais critérios de orçamentação deverão ser estabelecidos em acordo com o orçamento relativo às obras civis e equipamentos. tomando-se como referência empreendimentos similares implantados na mesma região. minimizar ou compensar os impactos ambientais advindos da implantação do aproveitamento. são apresentados: a tabela de identificação de impactos e programas ambientais. na etapa de Viabilidade. todos os itens de custos ambientais estimados nesta etapa devem ser considerados como investimento. a estimativa de custos dos programas ambientais deverá ser realizada considerando os estudos. levantamentos e a implantação das ações necessárias para evitar. seus principais itens de custo a serem orçados e sua correlação com as rubricas do OPE (Orçamento Padrão do Setor Elétrico). Nesse documento. Para a estimativa dos custos ambientais. Para tanto. em especial o Roteiro para Orçamentação dos Programas Ambientais e o Orçamento Padrão ELETROBRÁS (OPE). em seus principais itens de custo. Projeto Executivo. Esses parâmetros servirão para aferir os custos alocados na composição atual ou.” LEGISLAÇÃO AMBIENTAL PRINCIPAIS DOCUMENTOS LEGAIS As principais Leis. a estrutura básica das contas do OPE/94. poderão ser utilizados outros parâmetros – desde que justificados e apresentados na memória de cálculo – a partir de dados recentes. e a apresentação destas estimativas apropriadas de acordo com as rubricas estabelecidas no OPE. deverão ser considerados os estudos e ações a serem desenvolvidos na etapa de Projeto Básico. A definição da moeda a ser utilizada. para fornecer um referencial. e o roteiro de orçamentação dos programas ambientais. o produto da estimativa de custos ambientais da etapa de Viabilidade compreende os resultados individualizados de cada programa ambiental identificado. Portanto. Construção e Operação. que inclui a listagem dos programas ambientais característicos de empreendimentos hidrelétricos. . se constituem nas referências básicas para elaboração das estimativas de custos relativas à etapa de Viabilidade. Resoluções e Portarias associadas a empreendimentos hidrelétricos estão relacionadas no Quadro 1. • Assim. a descrição das contas e instruções para sua aplicação. na falta destes. Decretos.

ordená-las cronologicamente. de 19. instituídas há cerca de meio século atrás. Procurou-se organizá-las em função de seus objetivos e. o Comitê da Bacia em foco. Flora. também é listada nesse Quadro. tanto do empreendedor quanto dos funcionários do órgão ambiental licenciador.12. retardando a emissão das necessárias Licenças. Nessa lista.97. no 9605.2.01. até mesmo. o qual é uma importante fonte de referência e que pode ser encontrado no sitehttp://www. também pode também ser útil a consulta a outro importante documento da ELETROBRÁS: os “Instrumentos Legais de Interesse de Empreendimentos Elétricos”.htm. Cabe ressaltar que a responsabilização. Os detalhes sobre este último assunto estão tratados no tópico 8. Compensação Financeira. a de no 9433. ser consultada a Secretaria Estadual correspondente. .98. em março de 1999. foram estabelecidos os seguintes grupos: • • • • • • Direitos e Deveres Individuais e Coletivos. em caso de liberação inadequada de atividades danosas ao meio ambiente. de 08. caso já esteja formado. da forma mais completa possível.br/atuação/comase. Proteção do Meio Ambiente.Nesse Quadro. em cada conjunto formado. são apresentadas as mais importantes determinações legais ou com força de lei na área de meio ambiente e que se aplicam também ao caso de usinas hidrelétricas. para tal. Lembramos ainda que o Grupo de Trabalho de Legislação Ambiental do Comitê Coordenador das Atividades de Meio Ambiente do Setor Elétrico – COMASE. devendo. em geral. podem concorrer para períodos mais longos de análises e decisões por essas instituições. Recursos Hídricos. Outra importante Lei listada é a que trata da Política Nacional de Recursos Hídricos. que vier a ser elaborado. Dessa forma.6. qualquer projeto de usina hidrelétrica. publicou. que estabelece novas diretrizes para os processos de licenciamento ambiental. A Lei da Natureza ou Lei dos Crimes Ambientais.eletrobrás. Sua aplicação está sendo gradativamente regulamentada.02. A partir dessa Lei. deverá considerar os já existentes ou em elaboração nos Planos Diretores de Recursos Hídricos das bacias.97. como o Código de Águas e o Código Florestal. o documento “Legislação Ambiental de Interesse do Setor Elétrico”. Além deste documento. Licenciamento Ambiental. Fauna e Unidades de Conservação. até a recente e importante Resolução CONAMA 237/97. editado em março de 1999. a Secretaria Federal e. com as devidas penalidades.gov. de 12. são consideradas desde a tradicional lei brasileira. como é conhecida. que representa uma das mais importantes medidas no disciplinamento da múltipla utilização das águas das bacias hidrográficas brasileiras. com o objetivo de esclarecer dúvidas e orientar o usuário destas “Diretrizes”.

09. Artigo 225.88 Proteção do Meio Ambiente Lei nº 6. A Lei estabelece.804/89). o licenciamento pelo órgão competente. Institui o Novo Código Florestal e promove alterações nas leis anteriores. fica determinado que qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise anular ato lesivo ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. Fauna e Unidades de Conservação Decreto nº 99.08. 05.10.605 12. como instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente.10.771/65 e Lei nº 6. Torna obrigatória a destoca e conseqüente limpeza das bacias hidráulicas dos açudes.88 Constituição Federal 05.535/78 15.824 23.6-1 – LEGISLAÇÃO AMBIENTAL APLICÁVEL TEMA REFERÊNCIAS LEGAIS Constituição Federal DESCRIÇÃO DATA Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Proteção do Meio Ambiente No Capítulo I.06. e dá outras providências. e dá outras providências.06.93 .90 Lei nº 3.98 Proteção do Meio Ambiente Proteção do Meio Ambiente Flora. a exploração e a supressão da vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regeneração da Mata Atlântica.81 Proteção do Meio Ambiente Lei nº 9.09.938 31.60 Lei nº 4. determina que: “Todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.274 06. seus fins e mecanismos de formulação e aplicação. a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras e o Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras dos recursos ambientais (atualizado pela Lei nº 7.QUADRO 8. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente. O Capítulo VI.85 Dispõe sobre o corte. e dá outras providências. Artigo 5º.11.” Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente. constitui o Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA e institui o Cadastro de Defesa Ambiental. ainda. 10.02. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.78 Unidades de Resolução CONAMA Estabelece Conservação 04/85 Ecológicas. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. Flora e Unidades de Conservação Decreto nº 750 definições e conceitos sobre Reservas 18. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.02.65 18. represas e lagos artificiais.

000 a 30. no Art. e dá outras providências. Resolução 394 da ANEEL Define como PCH as usinas com 1.000 kW de potência instalada e “área total do reservatório igual ou inferior a 3.990. Inciso III.000 a 30.07.648 autorização: potência de 1. de recursos hídricos para fins de energia elétrica. “é assegurada. 18.96 e 27. aos Estados. Parágrafo 1º. alterada Institui a ANEEL.88 Compensação Financeira Lei nº 8. rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio. Distrito Federal e Municípios.990.752 11. Altera. os casos de isenção. 08. para esses casos.. de 28 de dezembro de 1989.97 Compensação Financeira Lei nº 7. parcialmente.04. incluindo PCH (até 10 MW).90 Compensação Financeira Decreto nº 1. para os Estados.433 Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos.01. Regulamenta o pagamento da compensação financeira instituída pela Lei nº 7. Institui o Código das Águas. de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica.427. ou compensação financeira por essa exploração. a isenção de compensação financeira de que trata a Lei 7. Fixação de 0. 26.. O Capítulo II. o Código das Águas.05.34 Lei nº 9.001 13. O parágrafo único considera como área do reservatório a “delimitada pela cota d’água associada à vazão de cheia com tempo de recorrência de 100 anos”. bem como a órgãos da administração direta da União. para produção independente ou autoprodução.643 10.91 Compensação Financeira Lei nº 9.0 km2”. cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.Unidades de Conservação Lei nº 8. de recursos minerais e dá outras providências. determina como bens da União: “os lagos. compensação financeira pelo resultado da exploração de petróleo ou gás natural.12. Institui. ao Distrito Federal e aos Municípios.96 Recursos Hídricos Recursos Hídricos Decreto-Lei 24. Inciso XI..5% do custo global como compensação. Estende. e dá outras providências. 4o ..12.”.001 Reparação dos danos ambientais causados pela destruição de florestas e outros ecossistemas por empreendimentos de relevante impacto ambiental. e dá outras providências.98 04. “mantidas as características de PCH”.990 28.10.89 Compensação Financeira Constituição Federal 05. nos termos da lei. Estabelece. de 28 de dezembro de 1989..990. participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural.” Define os percentuais da distribuição da compensação financeira de que trata a Lei nº 7. Artigo 20..01.12.000 kW. No mesmo artigo.03.98 Compensação Financeira . Estabelece os casos que dependem de pela Lei 9.

previsto na Lei nº 6.87 16. Brasília. 23. . • PINTO.90 Licenciamento Ambiental Resolução CONAMA Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para uso e nº 1/86 implementação de avaliação de impacto ambiental (EIA/RIMA). em geral.06. 1997.09. consideradas efetivas ou potencialmente poluidoras ou capazes de causar degradação ambiental e que será exigido EIA e respectivo RIMA para fins do licenciamento. Editora CEJUP. Waldir de Deus Suplemento à Legislação Federal de Meio Ambiente Um volume. consolidou praticamente toda a legislação ambiental federal existente até outubro de 1997: • PINTO. Brasília. IBAMA.01. e estabelece que dependerão de licenciamento do órgão ambiental competente as atividades que utilizam recursos ambientais. de 31 de agosto de 1981.87 03. em qualquer de suas modalidades. 1996. 06. acompanham os documentos legais federais citados no Quadro.01.Licenciamento Ambiental Decreto nº 99. em publicação recente. nº 9/87 Resolução CONAMA Estabelece critérios e procedimentos básicos para a nº 1/88 implementação do Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental. sua renovação e respectiva concessão da licença.12.938/81.97 NOTAS: 1 2 Os Estados e Municípios têm legislação própria que.12.938. de 27 de abril de 1981 e a Lei nº 6. 690 páginas. Waldir de Deus Legislação Federal de Meio Ambiente Três volumes. 2081 páginas. Resolução CONAMA Regulamenta o licenciamento ambiental para exploração.88 Licenciamento Ambiental 19. Resolução CONAMA Regulamenta a Audiência Pública. Resolução CONAMA Revisão dos procedimentos e critérios utilizados no nº 237/97 licenciamento ambiental.86 Licenciamento Ambiental Licenciamento Ambiental Licenciamento Ambiental 16.274 Regulamenta as Leis nº 6.902.86 Licenciamento Ambiental 24. nº 6/87 geração e distribuição de energia elétrica. de forma a efetivar a utilização do sistema de licenciamento como instrumento de gestão ambiental.03. Resolução CONAMA Estabelece os modelos de publicação de pedidos de nº 6/86 licenciamento. O IBAMA.

de 19. diagnóstico ambiental. dos quais um dos mais recentes e o mais completo em vigor é a Resolução nº 237/97. o território de dois ou mais Estados. do CONAMA.” . a serem amplamente divulgados e discutidos. relatório ambiental preliminar. quando houver a possibilidade de instalação de empreendimento ou a execução de atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente. sob qualquer forma.12. ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadoras dos recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que. possam causar degradação ambiental. A implantação de usinas hidrelétricas se enquadra como um dos casos onde existe a necessidade de estudos ambientais antes das obras. pessoa física ou jurídica. conforme vier a exigir o órgão ambiental licenciador. plano de recuperação de área degradada e análise preliminar de risco. II – Licença Ambiental: ato administrativo pelo qual o órgão ambiental competente estabelece as condições. IV – Impacto Ambiental Regional: é todo e qualquer impacto ambiental que afete diretamente (área de influência direta do projeto). III – Estudos Ambientais: são todos e quaisquer estudos relativos aos aspectos ambientais relacionados à localização. O licenciamento ambiental envolve órgãos federais e/ou estaduais e/ou municipais e é disciplinado por diversos dispositivos legais. aplicáveis aos estudos de usinas hidrelétricas. ampliação e a operação de empreendimento e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que. de forma simplificada ou detalhada. possam causar degradação ambiental.Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições: I . instalação. plano e projeto de controle ambiental. para localizar. qualquer que seja a potência instalada. sob qualquer forma.O PROCESSO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL GERAL A Constituição Federal em vigor estabelece que o Poder Público e a sociedade têm o dever de defender e preservar o meio ambiente “para as presentes e futuras gerações”. são apresentados a seguir. tais como: relatório ambiental.Licenciamento Ambiental: procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização.97. no todo ou em parte. operação e ampliação de uma atividade ou empreendimento. • Definições “Art. Uma das formas de concretização dessa ação é a exigência que deve ser comandada pelo Poder Público de estudos prévios de impactos ambientais. considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso. apresentados como subsídio para a análise da licença requerida. instalar. Os principais artigos de interesse dessa Resolução. 1º . instalação. restrições e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor. plano de manejo.

“Art. 8º - O Poder Público, no exercício de sua competência de controle, expedirá as seguintes licenças: I – Licença Prévia (LP) – concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade, aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação; II – Licença de Instalação (LI) – autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes da qual constituem motivo determinante; III – Licença de Operação (LO) – autoriza a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação. Parágrafo único – As licenças poderão ser expedidas isolada ou sucessivamente, de acordo com a natureza, características e fase do empreendimento ou atividade.” • Competências

“Art. 4º - Compete ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, órgão executor do SISNAMA, o licenciamento ambiental, a que se refere o artigo 10 da Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, de empreendimentos e atividades com significativo impacto ambiental de âmbito nacional ou regional, a saber: I – localizadas ou desenvolvidas conjuntamente no Brasil e em país limítrofe; no mar territorial; na plataforma continental; na zona econômica exclusiva; em terras indígenas ou em unidades de conservação do domínio da União; II – localizadas ou desenvolvidas em dois ou mais Estados; III – cujos impactos ambientais diretos ultrapassem os limites territoriais do País ou de um ou mais Estados; IV – destinados a pesquisar, lavrar, produzir, beneficiar, transportar, armazenar e dispor material radioativo, em qualquer estágio, ou que utilizem energia nuclear em qualquer de suas formas e aplicações, mediante parecer da Comissão Nacional de Energia Nuclear CNEN; V – bases ou empreendimentos militares, quando couber, observada a legislação específica. § 1º - O IBAMA fará o licenciamento de que trata este artigo após considerar o exame técnico procedido pelos órgãos ambientais dos Estados e Municípios em que se localizar a atividade ou empreendimento, bem como, quando couber, o parecer dos demais órgãos competentes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios envolvidos no procedimento de licenciamento. § 2º - O IBAMA, ressalvada sua competência supletiva, poderá delegar aos Estados o

licenciamento de atividade com significativo impacto ambiental de âmbito regional, uniformizando, quando possível, as exigências.” “Art. 5º - Compete ao órgão ambiental estadual ou do Distrito Federal o licenciamento ambiental dos empreendimentos e atividades: I – localizados ou desenvolvidos em mais de um Município ou em unidades de conservação de domínio estadual ou do Distrito Federal; II – localizados ou desenvolvidos nas florestas e demais formas de vegetação natural de preservação permanente relacionadas no artigo 2º da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, e em todas as que assim forem consideradas por normas federais, estaduais ou municipais; III – cujos impactos ambientais diretos ultrapassem os limites territoriais de um ou mais Municípios; IV – delegados pela União aos Estados ou ao Distrito Federal, por instrumento legal ou convênio. Parágrafo único – O órgão ambiental estadual ou do Distrito Federal fará o licenciamento de que trata este artigo após considerar o exame técnico procedido pelos órgãos ambientais dos Municípios em que se localizar a atividade ou empreendimento, bem como, quando couber, o parecer dos demais órgãos competentes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, envolvidos no procedimento de licenciamento.” “Art. 6º - Compete ao órgão ambiental municipal, ouvidos os órgãos competentes da União, dos Estados e do Distrito Federal, quando couber, o licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades de impacto ambiental local e daquelas que lhe forem delegadas pelo Estado por instrumento legal ou convênio.” “Art. 7º - Os empreendimentos e atividades serão licenciados em um único nível de competência, conforme estabelecido nos artigos anteriores.” NOTA: Como as PCH, na maioria dos casos, não atingem mais de um Estado ou países vizinhos, os órgãos licenciadores deverão ser os estaduais. • Procedimentos

“Art. 10 - O procedimento de licenciamento ambiental obedecerá às seguintes etapas: I – Definição pelo órgão ambiental competente, com a participação do empreendedor, dos documentos, projetos e estudos ambientais, necessários ao início do processo de licenciamento correspondente à licença a ser requerida; II – Requerimento da licença ambiental pelo empreendedor, acompanhado dos documentos, projetos e estudos ambientais pertinentes, dando-se a devida publicidade;
III – Análise, pelo órgão ambiental competente, integrante do SISNAMA, dos documentos, projetos e estudos ambientais apresentados e a realização de vistorias técnicas, quando necessárias;

IV – Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental

competente, integrante do SISNAMA, uma única vez, em decorrência da análise dos documentos, projetos e estudos ambientais apresentados, quando couber, podendo haver a reiteração da mesma solicitação caso os esclarecimentos e complementações não tenham sido satisfatórios; V – Audiência pública, quando couber, de acordo com a regulamentação pertinente; VI – Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental competente, decorrentes de audiências públicas, quando couber, podendo haver reiteração da solicitação quando os esclarecimentos e complementações não tenham sido satisfatórios; VII – Emissão de parecer técnico conclusivo e, quando couber, parecer jurídico; VIII – Deferimento ou indeferimento do pedido de licença, dando-se a devida publicidade. § 1º - No procedimento de licenciamento ambiental deverá constar, obrigatoriamente, a certidão da Prefeitura Municipal, declarando que o local e o tipo de empreendimento ou atividade estão em conformidade com a legislação aplicável ao uso e ocupação do solo, e, quando for o caso, a autorização para supressão de vegetação e a outorga para o uso da água, emitidas pelos órgãos competentes. § 2º - No caso de empreendimentos e atividades sujeitos ao estudo de impacto ambiental – EIA, se verificada a necessidade de nova complementação em decorrência de esclarecimentos já prestados, conforme incisos IV e VI, o órgão ambiental competente, mediante decisão motivada e com a participação do empreendedor, poderá formular novo pedido de complementação.” • Nível dos Estudos

“Art.2º - A localização, construção, instalação, ampliação, modificação e operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, bem como os empreendimentos capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependerão de prévio licenciamento do órgão ambiental competente, sem prejuízo de outras licenças legalmente exigíveis. § 1º - Estão sujeitos ao licenciamento ambiental os empreendimentos e as atividades relacionadas no Anexo l, parte integrante desta Resolução. § 2º - Caberá ao órgão ambiental competente definir os critérios de exigibilidade, o detalhamento e a complementação do Anexo l, levando em consideração as especificidades, os riscos ambientais, o porte e outras características do empreendimento ou atividade. “Art.3º - A licença ambiental para empreendimento e atividades consideradas efetiva ou potencialmente causadoras de significativa degradação do meio dependerá de prévio estudo de impacto ambiental e respectivo relatório de impacto sobre o meio ambiente (EIA/RIMA), ao qual dar-se-á publicidade, garantida a realização de audiências públicas, quando couber, de acordo com a regulamentação. Parágrafo único. O órgão ambiental competente, verificando que a atividade ou empreendimento não é potencialmente causador de significativa degradação do meio ambiente, definirá os estudos ambientais pertinentes ao respectivo processo de

licenciamento.” “Art. 12 - O órgão ambiental definirá, se necessário, procedimentos específicos para as licenças ambientais, observadas a natureza, características e peculiaridades da atividade ou empreendimento e, ainda, a compatibilização do processo de licenciamento com as etapas de planejamento, implantação e operação. § 1º - Poderão ser estabelecidos procedimentos simplificados para as atividades e empreendimentos de pequeno potencial de impacto ambiental, que deverão ser aprovados pelos respectivos Conselhos de Meio Ambiente. § 2º - Poderá ser admitido um único processo de licenciamento ambiental para pequenos empreendimentos e atividades similares e vizinhos ou para aqueles integrantes de planos de desenvolvimento aprovados, previamente, pelo órgão governamental competente, desde que definida a responsabilidade legal pelo conjunto de empreendimentos ou atividades. § 3º - Deverão ser estabelecidos critérios para agilizar e simplificar os procedimentos de licenciamento ambiental das atividades e empreendimentos que implementem planos e programas voluntários de gestão ambiental, visando a melhoria contínua e o aprimoramento do desempenho ambiental.” Os demais artigos dessa Resolução discorrem sobre licenças ambientais específicas para outros empreendimentos (Art. 9º), sobre os profissionais habilitados para a execução e a análise dos estudos (Arts. 11 e 20), sobre os custos de análise dos órgãos ambientais, a serem ressarcidos pelo empreendedor (Art. 13), sobre os prazos de análise (Arts. 14, 15 e 16), sobre o arquivamento e reinício do processo (Art. 17), sobre os prazos de validade das licenças concedidas (Art. 18), sobre as modificações nas exigências e nessas licenças (Art. 19). Pelo que foi determinado, portanto, por essa nova Resolução do CONAMA, em seu Art. 10, o órgão ambiental competente definirá, em conjunto com o empreendedor, quais os “documentos, projetos e estudos ambientais necessários ao início do processo de licenciamento...”, bem como o nível dos estudos, de vez que, pelo parágrafo 1º do Art. 12, “poderão ser estabelecidos procedimentos simplificados para as atividades e empreendimentos de pequeno potencial de impacto ambiental...” Além disso, conforme adaptado do documento “Avaliação de Impacto Ambiental – Agentes Sociais, Procedimentos e Ferramentas” (IBAMA, 1995), cabe registrar, com mais detalhes, a seqüência de edição usual das licenças juntamente com uma lista de documentos a elas relacionados. De forma ilustrativa, apresenta-se também um fluxograma com um Roteiro Geral do processo de licenciamento ambiental de usinas hidrelétricas.

LICENÇA PRÉVIA – LP

Entendimentos com o órgão ambiental licenciador sobre o nível dos estudos a realizar, com recebimento dos Termos de Referência do que deve ser feito. O encaminhamento de um RAP - Relatório Ambiental Preliminar pode, dependendo do caso e do órgão avaliador, conduzir à dispensa de EIA/RIMA, nos casos julgados desnecessários pelos órgãos ambientais. Normalmente, nesses casos, são exigidos estudos simplificados, como mostrado no item 8.3. Requerimento Padrão da LP devidamente preenchido pelo empreendedor, anexando, conforme a atividade, os seguintes documentos: • Estudo de Impacto Ambiental – EIA e Relatório de Impacto Ambiental – RIMA, ou Estudos simplificados, quando, a critério do órgão ambiental, houver dispensa de EIA/RIMA; Certidões das Prefeituras Municipais, com o “nada a opor”, conforme Art. 10, Parágrafo 1o , da Resolução CONAMA 237/97, já citada; Outros documentos, a critério do órgão ambiental, como, por exemplo: Contrato Social registrado para sociedades por quotas de responsabilidade limitada; Atas de Eleição da última Diretoria para sociedades anônimas, etc.

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Cópia da publicação do requerimento da LP no Diário Oficial da União – DOU ou Diário Oficial Estadual – DOE e, se exigido no Estado, em jornal local de grande circulação, pelo empreendedor, de acordo com os modelos aprovados pela Resolução CONAMA 006/86. Recolhimento, pelo empreendedor, de taxa fixada pelo órgão de meio ambiente para emissão da LP e análise do Projeto. Relatório Técnico de Vistoria ao local do empreendimento, elaborado pelo órgão ambiental, para “checagem” das informações contidas no EIA/RIMA ou nos Estudos Ambientais simplificados (apenas quando a Vistoria Técnica for julgada necessária). Responsável: órgão ambiental. Ata da Audiência Pública e documentos anexados quando da sua realização. Responsável: órgão ambiental. Parecer Técnico do órgão de meio ambiente sobre o pedido de LP. Contém condicionantes para a concessão da LI (etapa subseqüente do licenciamento) e prazos de validade para a LP. Concessão da Licença Prévia (segundo Modelo Padrão), pelo órgão ambiental.

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LICENÇA DE INSTALAÇÃO – LI

Requerimento Padrão da LI devidamente preenchido pelo empreendedor, anexando, conforme a atividade: • • Projeto Básico Ambiental – PBA (detalhado) ou Programas Ambientais simplificados, contendo os projetos de minimização de impacto ambiental avaliados na fase da LP; outros documentos exigidos em lei, como outorga para o uso da água, Autorização para Desmatamentos, etc.

Cópia da publicação da concessão da LP no Diário Oficial da União - DOU ou no Diário Oficial Estadual – DOE e, se exigido no Estado, em jornal local de grande circulação, pelo empreendedor, de acordo com os modelos de publicação aprovados através da Resolução CONAMA 006/86. Cópia da publicação do requerimento da LI no Diário Oficial da União - DOU ou no Diário Oficial Estadual – DOE e, se exigido no Estado, em jornal local de grande circulação, pelo empreendedor, de acordo com os modelos aprovados através da Resolução CONAMA 006/86. Recolhimento, pelo empreendedor, da taxa fixada pelo órgão de meio ambiente para a emissão da LI. Parecer Técnico do órgão de meio ambiente para concessão da LI. Contém condicionantes para concessão da LO (etapa subseqüente do licenciamento) e prazos de validade para a LI.

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Concessão da Licença de Instalação (segundo Modelo Padrão), pelo órgão ambiental.

LICENÇA DE OPERAÇÃO – LO

Requerimento Padrão de LO devidamente preenchido pelo empreendedor, anexando: cópias das publicações do requerimento de LO e da concessão da LI no Diário Oficial da União - DOU ou no Diário Oficial Estadual – DOE e, se exigido no Estado, em jornal local de grande circulação, pelo empreendedor, de acordo com os modelos de publicação aprovados através da Resolução CONAMA 006/86. Recolhimento, pelo empreendedor, da taxa fixada pelo órgão de meio ambiente para emissão da LO. Relatório de Vistoria confirmando se os sistemas de controle ambiental especificados na LI foram efetivamente instalados. Responsável: órgão ambiental. Parecer Técnico do órgão de meio ambiente sobre o pedido de LO. Contém condicionantes para a operação do empreendimento e prazo de validade da LO.

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Concessão da Licença de Operação (segundo Modelo Padrão), pelo órgão ambiental. Essa LO tem validade, conforme decisão a ser registrada no correspondente documento e de acordo com o Art. 17 da Resolução CONAMA 237/97, por cerca de quatro a dez anos. Após esse período, haverá necessidade de renová-la, ocasião em que o órgão ambiental verificará se foram cumpridos os compromissos assumidos pelo empreendedor, incluindo o adequado monitoramento ambiental. A preocupação com o meio ambiente deve, portanto, ir além da fase de construção, ou seja, deve ser uma constante na vida útil do empreendimento, havendo assim benefícios diversos, até mesmo para a própria PCH.

CAPÍTULO 9 - ANÁLISE FINANCEIRA DO EMPREENDIMENTO

Como visto ao longo destas Diretrizes, a implantação de uma usina hidrelétrica, no caso uma PCH, importa em custos que, evidentemente, devem gerar benefícios econômicos e ambientais que compensem os investimentos a serem realizados. Os benefícios econômicos significam recompensar financeiramente os investimentos realizados, garantindo ao investidor o retorno do capital aplicado. Ressalta-se que, do ponto de vista de política macroeconômica, no Brasil, a implantação de uma usina hidrelétrica, que utiliza um recurso renovável e abundante como combustível, no caso a água, substitui, com algumas vantagens, incluindo os aspectos ambientais, a implantação de usinas que utilizam outros combustíveis (óleo, carvão, gás, etc.). Os benefícios ambientais significam as melhorias no padrão de vida da população que usufruirá da energia a ser produzida, principalmente nos casos em que a PCH for implantada em região pouco desenvolvida. Os reflexos sobre todos os setores da economia regional são imediatos, incluindo também os associados às condições de saúde da população. As melhorias, em alguns casos, são quantificáveis através de previsões, como, por exemplo, o aumento da produção agrícola e industrial e, ainda, na oferta de empregos locais, diretos e indiretos. Em outros casos, a quantificação das melhorias é difícil, como, por exemplo, as relacionadas com a saúde, lazer e bem estar da população, advindas da iluminação pública e doméstica, bem como as possibilidades de recreação em torno do reservatório. No ítem ESTUDOS AMBIENTAIS estão abordados, detalhadamente, os aspectos relacionados aos impactos e benefícios ambientais. A análise financeira do empreendimento deverá ser feita considerando o resultado dos Estudos Finais realizados, incluindo todos os custos para implantação da PCH. Com base em todos os custos estimados, monta-se o diagrama de fluxo de caixa do empreendimento (DFC), considerando-se as receitas e despesas. A avaliação da economicidade de um empreendimento desta natureza pode ser efetuada com diversos graus de profundidade e de diferentes maneiras. Todos os métodos devem permitir a avaliação da viabilidade financeira do empreendimento, no período ou horizonte determinado (prazo de autorização, vida útil do empreendimento ou outro período escolhido), considerando-se as entradas e saídas de capital (fluxo de caixa) no referido período. A análise financeirea, do ponto de vista do investidor ("equity"), deverá ainda levar em conta, não só a remuneração requerida do seu capital (capital próprio), mas a do capital de terceiros (empréstimo, ou outras formas de participação de terceiros). Dentre os métodos de análise financeira, são muito utilizados o método do fluxo de caixa descontado (valor presente líquido – VPL), o método da taxa interna de retorno do investimento (TIR), o método das mínimas receitas requeridas, além de outros que possibilitem a determinação da viabilidade ou não do empreendimento.

C (-) Contribuição Social (-) Investimentos Fixos (-) Amortização (+) Valor Residual do Empreendimento (=) Fluxo de Caixa do Empreendimento Valor Presente Líquido (VPL) Taxa de Desconto = i% (*) Na data de publicação deste documento.Na análise a ser feita sugere-se determinar a tarifa de equilíbrio do empreendimento. RGR(Uso de Bem Público-UBP) . PIS . Outros (-) Encargos de Transmissão(Pedágio) (-) Seguros (=) Resultado Operacional Bruto (-) Provisões para I. Renda (=) Resultado Operacional Líquido (+) Depreciação (+) Subsídio da C. pode-se utilizar a planilha de demonstração de resultados adiante: ITENS 0 (+) Receita da Venda de Energia (-) Operação e Manutenção (-) Depreciação (-) Despesa Financeira (Juros) (-) Impostos e Taxas . deve-se prestar atenção para não incluir o tributo duas vezes no fluxo de caixa. devida por concessionários.. n . aquela que representa o valor mínimo. durante o período ou horizonte determinado.. utilizando um dos métodos mencionados ou outro semelhante.C.. ANOS 1 . COFINS . a taxa de fiscalização da ANEEL.. A tarifa de equilíbrio do empreendimento será. equilibra todos os custos envolvidos. Neste caso. é abatida da parcela referente à sua cota da Reserva Global de Reversão . do ponto de vista do "equity". . ANEEL(*) TFSEE .. Compensação Financeira . incluindo as remunerações do capital próprio e de terceiros. pelo qual a energia vendida. Fiscaliz. Para determinar o diagrama de fluxo de caixa do empreendimento.RGR..

na moeda escolhida.Representa os custos de operação e manutenção da usina e de todo o pessoal administrativo durante o período de análise.Representa o horizonte de planejamento ou o prazo para a recuperação do capital em anos. experiências anteriores.5% do valor da receita anual de venda de energia auferida pelo empreendimento.Refere-se a pagamento devido aos Estados. Subsídio da Conta de Consumo de Combustível (CCC) . utiliza-se usualmente o prazo de validade da autorização concedida pela ANEEL. Este valor poderá ser estimado. Compensação Financeira .Deverá. Neste cálculo a energia utilizada deverá ser a efetivamente contratada (energia garantida). sugere-se utilizar como estimativa o valor de 5% do custo total do investimento inicial.5% do investimento anual do concessionário. se for o caso. Despesa Financeira – Representa o custo do financiamento (juros). Ver legislação pertinente. para o empréstimo tomado. PIS – Ver legislação pertinente. Segundo a legislação em vigor estão isentas de pagamento as centrais hidrelétricas consideradas PCHs. no empreendimento. Outros .incluir outras despesas. Receita de Venda de Energia (RE) – Representa a receita anual com a venda de energia a uma tarifa TE. observado o limite de 3.Ver legislação pertinente. grau de automação. sendo que. considerando-se 6% do montante de energia gerada. ser considerado como valor reembolsado e deste modo isento de pagamento de imposto de renda . prioritariamente. são: • Cotas Anuais da Reserva Global de Reversão (RGR) – O valor é estabelecido anualmente pela ANEEL. Como estimativa . considerar 0. permitido por lei. Considerar o aproveitamento isoladamente. valorada à tarifa estabelecida pela ANEEL. Impostos e Taxas (I & T) – Os impostos e taxas anuais incidentes neste tipo de empreendimento e que deverão ser considerados. ao Distrito Federal e aos Municípios pelo uso dos recursos hídricos. • • • • • . O custo de operação e manutenção deverá ser baseado em: composição de custos. na falta de outros métodos. tributos ou taxas não indicadas e que devam ser consideradas. Depreciação – Representa o valor anual de depreciação da usina. quando aplicável. para este fim. Como estimativa. na moeda escolhida. durante o período de amortização estipulado. etc.Horizonte de Planejamento (n) . considerar 2. COFINS . Taxa de Fiscalização da ANEEL (TFSEE) – O valor é estabelecido anualmente pela ANEEL .0% da receita anual de venda de energia oriunda do mesmo. bem como os juros durante a construção. Custos Anuais de Operação e Manutenção (O&M) .

para a recuperação do investimento ( anos). Devem ser incluído os gastos com o sistema de transmissão de energia associado (Linhas de Transmissão e Subestações necessárias à entrega da energia gerada aos compradores). capaz de equilibrar os custos anuais envolvidos na implantação e operação da usina. encontrar uma tarifa de equilíbrio TE .Encargos de Transmissão – Refere-se. ou seja.Capital Asset Pricing Model). sugere-se a seguinte sistemática: VRn = Ci ⋅ VRn Vu − n .i (%)= O recomendável é utilizar como taxa de desconto o custo médio de oportunidade do capital ( CAPM . no ano zero( capital próprio + capital de terceiros).Ver legislação pertinente. normalmente adotado no Setor Elétrico Brasileiro como sendo igual a 50 anos. quando aplicável. ao custo do uso da rede de transmissão de energia elétrica. Para a estimativa do valor residual da usina. Imposto sobre a Renda (IR) – Representa a provisão para pagamento do Imposto sobre a Renda. Taxa de desconto. na moeda escolhida. Após a determinação do fluxo de caixa a resolução do problema passa a ser. onde: Vu valor residual para o horizonte (n anos).(VRn) – Representa o valor residual da usina no final do horizonte de planejamento ou recuperação do capital. Vu n vida útil da usina. Seguros – Refere-se ao custo dos seguros contratados pelo empreendedor. resulte numa receita anual RE. Alternativamente pode-se utilizar a taxa de atratividade requerida pelo investidor. horizonte de planejamento ( anos). Contribuição Social . Investimento Fixo (If).Representa o montante de capital próprio investido na implantação do empreendimento. que com a taxa de desconto i %. Valor Residual . então. Ci custo total do empreendimento. Amortização – Representa a parcela do financiamento correspondente as amortizações do valor de empréstimo assumido (capital de terceiros). no final do horizonte de planejamento. . que leva a um VPL igual a zero. no horizonte de planejamento de n anos. O investidor deverá considerar este parâmetro quando desejar recuperar o seu investimento em tempo inferior ao prazo legal de depreciação instituído pela ANEEL (50 anos – Resolução 44 de 17/03/1999).

o Relatório Final deverá conter os ítens apresentados a seguir. em função das particularidades de cada aproveitamento.1 .Ambientais 4.Custos 5 .Integração da Usina ao Sistema de Transmissão 4.Seleção da Alternativa .1 .Estudos Energéticos 4.8 . que é o Agente Regulador do setor.4 . ITEMIZAÇÃO DO RELATÓRIO FINAL 1 .SUMÁRIO DAS PRINCIPAIS CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES 4 . a itemização sugerida é a mesma apresentada nas Diretrizes para Elaboração de Projeto Básico de Usinas Hidrelétricas da Eletrobrás/ANEEL. para textos e desenhos.Geológicos. visando facilitar a análise por parte da ANEEL. Geotécnicos e de Materiais de Construção 4.Arranjos para o Eixo Selecionado 5.Pré-Dimensionamento das Obras Civis e dos Equipamentos 5.3 .LEVANTAMENTOS COMPLEMENTARES E ESTUDOS BÁSICOS 4.APRESENTAÇÃO 2 .Histórico 2.INTRODUÇÃO 2.3 .RELATÓRIO FINAL DO PROJETO BÁSICO No enceramento dos estudos.Hidráulicos 4.Aerofotogramétricos e Topobatimétricos 4. Registra-se que. Com as adaptações que se fizerem necessárias.6 .2 .Hidrometeorológicos 4.CAPÍTULO 10 . que sintetizará de forma conclusiva os trabalhos realizados.Objetivo 2.7 .5 . deverá ser elaborado o Relatório Final do Projeto Básico da PCH. visando a padronização desse tipo de relatório pelo Setor Elétrico.Características Principais 3 .2 .Estudos de Eixos 5.3 .Estudos Anteriores 2.1 .2 .ESTUDOS DE ALTERNATIVAS 5.4 .4 .

.PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO E CRONOGRAMA FÍSICO 10 .sugere-se ao usuário destas Diretrizes.ESTUDOS AMBIENTAIS 8 .GERAIS Incluem-se nesse grupo os desenhos de caracterização geral do empreendimento.Desenhos ilustrativos típicos. No item “ESCALAS” são indicadas as escalas usuais para elaboração dos desenhos. mostrando as características hidrológicas e climatológicas da região. .Casa de Força e Canal de Fuga 6.4 .1 .ORÇAMENTO PADRÃO ELETROBRÁS 11 .Desvio do Rio 6. .Barragens (Diques) 6.DETALHAMENTO DO PROJETO 6.Equipamentos e Sistemas Eletromecânicos 6.FICHA TÉCNICA 2 .7 .3 .Subestação e Linha de Transmissão 6. os quais deverão cobrir: .Base cartográfica (topo-batimétrica) e geodésica da área do empreendimento.Mapa do reservatório e de localização das estações hidrometeorológicas no local e na região do empreendimento utilizadas nos estudos.6 .9 .2 .Localização geral do empreendimento.5 .Tomada d’Água e Circuito Hidráulico de Adução 6. em princípio. 1 . os títulos seguintes (autoexplicativos). . uma consulta às Diretrizes para Elaboração de Projeto Básico de Usinas Hidrelétricas da Eletrobrás/ANEEL.Vertedouro 6.INFRA-ESTRUTURA E LOGÍSTICA 9 .8 . .Situação regional do empreendimento.DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA DESENHOS – CONTEÚDO Os desenhos deverão ser suficientes para a plena compreensão do Projeto Básico e deverão cobrir.Obras Acessórias (se houver) 7 .Arranjo Geral do Projeto 6. Para maiores detalhes.6 .

SUBESTAÇÃO E LINHA DE TRANSMISSÃO Incluem-se nesse grupo os desenhos típicos das obras civis da subestação da usina. necessários à plena compreensão do projeto e ao levantamento de quantidades. pedreiras e bota-fora. peças fixas. Além desses. incluem-se. Incluem-se ainda nesse grupo os diversos diagramas unifilares e fluxogramas dos sistemas auxiliares eletromecânicos. áreas de empréstimos. além das obras.Implantação local das obras principais. geradores e transformadores).Arranjo geral de cada uma das estruturas. . o desenho simplificado de seu traçado (ou diretriz) básico até o ponto de interligação com o sistema elétrico da região. 5 . etc. Para a linha de transmissão prevê-se. talhas. acampamento.Cortes e detalhes típicos das estruturas das obras civis. . bem como de seus equipamentos. de geração e de restituição do escoamento ao rio. mostrando.EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS Incluem-se nesse grupo os desenhos típicos dos equipamentos eletromecânicos principais do empreendimento (turbinas.Plantas de cada uma das estruturas. . mostrando as características geológicas e geotécnicas regionais e locais. dentre outros.Implantação geométrica das estruturas de barramento. com os volumes e características dos materiais necessários para execução das ensecadeiras. enfocando os aspectos de utilização territorial. também. jazidas. cortes.Cortes típicos de cada uma das estruturas e detalhes sempre que necessário. de adução.). seções e detalhes.Desenhos ilustrativos típicos.OBRAS DE DESVIO Incluem-se nesse grupo os desenhos das fases/seqüências construtivas do empreendimento. 4 . . as áreas destinadas ao canteiro. onde necessário.OBRAS CIVIS PRINCIPAIS Incluem-se nesse grupo os desenhos típicos das diversas estruturas componentes do empreendimento. pórticos. . 2 .Arranjo geral do aproveitamento.. em níveis variados. de extravasão. em plantas. os equipamentos hidromecânicos e respectivos sistemas de acionamento/movimentação (comportas corta-fluxo e ensecadeiras. . apenas. . . 3 .

000 a 1:1.000.ESCALAS RECOMENDADAS As escalas recomendadas para cada tipo de desenho são apresentadas no quadro a seguir.000 a 1:10. .000 1:200 a 1:2. TIPO DE DESENHO Gerais (Regionais) Implantação (Locais) Arranjo Geral Estruturas Estruturas Aproveitamento Detalhes Geral das do ESCALA 1:100.000 1:2.000 1:100 a 1:500 1:10 a 1:50 Registra-se que as escalas para os desenhos gerais (regionais) e de implantação geral (locais) poderão variar em função do porte do empreendimento.

aplicáveis a esses três programas . pode-se sair dos programas clicando o botão “Sair”.10. não seja necessário digitar novamente todos os dados. ao se repetir uma consulta. Sempre que uma letra estiver sublinhada em um objeto (botões. o programa de instalação colocará esses ícones no Menu Iniciar. A Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial da CPRM gentilmente cedeu uma versão preliminar do programa para estas Diretrizes. A planilha Vazões Mínimas Planilha de Cálculo q7. Inicialmente. Essa tela é automaticamente fechada e.A. alternativamente. para uma outra pasta. Quando os programas se iniciam. a troca deve ser efetuada através do Painel de Controle. Nos itens 3. o arquivo com a extensão “. podem ser acessadas. menus. Esses arquivos possuem o formato do Banco de Dados MS Acess. através das “Diretrizes para os projetos de PCH”. os demais gravam as informações digitadas em um banco de dados. 2. Se houver a necessidade de efetuar a impressão numa impressora que não a impressora padrão. etc. que se efetue qualquer edição nos mesmos que não as realizadas automaticamente pelos aplicativos. de interface bastante amigável e que podem ser operados por qualquer pessoa. INTRODUÇÃO Os programas Qmáximas. Testes efetuados por usuários indicaram que há um grande risco do arquivo ser inutilizado. Se isso for realmente necessário.0 os mesmos estão rotulados com o número 3/3). a tela principal de cada programa será disponibilizada para trabalho. nos três programas. Com exceção do programa HUT. O aplicativo pode permanecer aberto. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE OS PROGRAMAS QMÁXIMAS.CPRM. em convênio com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais . os mesmos podem ser movidos. para que mais tarde. Algumas informações que não constam deste texto. presente em todos os últimos discos de instalação (na versão 1. caso surja algum problema.txt. serão abordadas as características individuais de cada um deles. então. inclusive os meios de contato para eventuais suportes. serão feitas a seguir.). no menu Ajuda Sobre. os programas são iniciados por um clique simples do mouse em seus ícones. também foi cedida pela CPRM. O programa GRAFCHAV foi desenvolvido pelo Laboratório de Hidrologia da COPPE/UFRJ. a qualquer momento. Quando se clica no botão “Imprimir”. para que seja possível a recuperação dos dados. primeiro surge a tela de apresentação dos mesmos. nos programas Qmáximas e HUT. pode-se. São programas desenvolvidos para ambiente Windows 95/98. mas a troca só será efetuada se feita antes da ativação do botão “Imprimir”.PROGRAMAS E EXEMPLOS DE HIDROLOGIA MANUAL DO USUÁRIO DOS PROGRAMAS QMÁXIMAS. localizado no mesmo diretório escolhido para a instalação. mesmo sem experiência anterior nos cálculos hidrológicos que os mesmos efetuam. Como em grande parte dos aplicativos para a plataforma Windows 95/98. sendo necessária uma nova instalação do programa para restaurar o Banco de Dados. sem qualquer prejuízo para os programas. Regionalização e HUT foram desenvolvidos pela COPPETEC.mdb” deve ser copiado em outro diretório. A qualquer momento. e disponibilizados à ELETROBRÁS S. especificada no Painel de Controle. 4 e 5. REGIONALIZAÇÃO E HUT Algumas considerações. . porém. bastando apenas conhecimentos básicos na plataforma citada anteriormente. não sendo recomendável.ANEXO 1 . REGIONALIZAÇÃO E HUT 1. a impressão é direcionada para a impressora padrão. digitar a combinação Alt+<letra sublinhada> que o efeito será o mesmo que um clique simples do mouse. Mais tarde. Informações de última hora e sobre o processo de instalação estão localizadas no arquivo leiame.

Na eventualidade do aproveitamento se situar no segundo caso. Informações mais detalhadas serão encontradas nos capítulos destinados a cada um dos programas. deve-se digitar o número ou o código do posto. para que os resultados da consulta sejam disponibilizados. conforme for mais conveniente. Exemplo: Deseja-se determinar as vazões de cheia do posto Próximo Costa Rica. apresentadas a seguir. foram selecionadas as maiores vazões médias diárias em cada ano para o posto. quais sejam: . O programa Qmáximas é destinado ao primeiro caso. Sua utilização será demonstrada através do exemplo a seguir apresentado. cuja área de drenagem no local é de 1. bastando o usuário clicar no botão “Calcular”. 3.095 km2 . Nas tabelas onde há entrada de dados. Estado do Mato Grosso do Sul. Caso essa consulta já tenha sido feita anteriormente. os eventos extremos poderão ser gerados a partir de: regionalização através de valores extremos calculados para bacias circunvizinhas ou utilização de hidrograma sintético triangular do Soil Conservation Service. nas caixas de texto destinadas para tal. Desta forma.A navegação nos programas é feita através do mouse ou da tecla <Tab>. e teclar <enter>. A partir da série disponível. localizado no rio Sucuriú. novamente. a navegação é feita. através do mouse ou através das setas do teclado. existirão duas possibilidades de ocorrência: o local dispõe de uma série de vazões médias diárias ou o local não dispõe de dados diários. o período de observação se estende de 01/70 a 12/95. Posto: Próximo Costa Rica Código DNAEE: 63001000 Ano 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 Vazão (m3/s) 98 81 112 125 145 87 96 69 212 78 67 110 92 Ano 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 Vazão (m3/s) 142 65 172 64 81 136 128 98 83 82 71 73 83 Após a inicialização do programa Qmáximas. todos os dados de entrada serão preenchidos automaticamente. O PROGRAMA QMÁXIMAS Os estudos de vazões extremas devem ser realizados conforme a disponibilidade de dados na bacia e na região do aproveitamento.

000 anos. Caso contrário. É recomendável. a primeira ordem aparecerá. dependendo do parâmetro que tenha sido inserido anteriormente. 1. Dependendo do local de onde se tenha teclado <enter>. Se.000 e 10.” ou “Digite o nome do posto”. Se o evento tiver ocorrido na ‘caixa de texto’ destinada ao código. distribuição. caso o método utilizado seja o de “Gumbel” ou Xo e β. 500. a consulta mais tarde só poderá ser efetuada pelo nome ou pelo posto. • Cabe ressaltar que a distribuição utilizada será a de Gumbel. Se a consulta não tiver sido efetuada anteriormente. clique em “Sim” para incluir esse novo posto. ele optar por deixar a ‘Input Box’ em branco. 20.5. ela conterá uma das seguintes ordens: “Digite o código do posto. O usuário pode ou não seguir o recomendado. 50. desvio padrão e α e μ. entretanto. juntamente com a probabilidade (p) das mesmas na tabela “Resultados”. . clique em “Não” e efetue a pesquisa novamente. portanto. caso o método utilizado seja “Exponencial de dois parâmetros”. nas caixas de textos destinadas para tal. em caso contrário. uma ‘Input Box’ aparecerá. a ordem será a segunda. Incluir?” surgirá. 100. Se o <enter> tiver sido dado na ‘caixa de texto’ destinada ao nome do posto. Se o nome e/ou código do posto no qual deseja-se efetuar as consultas estiverem corretos. que a ordem seja seguida. assimetria. será utilizada a distribuição Exponencial de dois parâmetros. 10.• vazão em m³/s para os tempos de recorrência (TR) de 5. a mensagem “Posto não encontrado. Após o botão “Sim” ter sido clicado. caso a assimetria seja menor ou igual a 1. média.

Uma vez que se tenha clicado em “Ok” ou “Cancelar”.3 613. com 25 anos de recorrência. Clique na célula da tabela a qual deseja-se entrar com os dados ou vá até ela usando as setas ←. os mesmos só poderão ser restaurados com a nova digitação dos valores antigos. bacia vizinha. Caso deseje-se imprimir em outra impressora que não a padrão. Caso queira fazer uma nova pesquisa. é feita através do mouse ou das setas do teclado. Depois do clique em “Calcular”. etc.7 552. Para tanto.096 6. que anteriormente haviam sido mostrados na tela. Obs. Porém nos postos situados no rio Sucuriú. conforme dito anteriormente. tais como vazões médias. A troca é simples e qualquer usuário com alguma familiaridade com o Windows 95/98 poderá fazê-la prontamente. basta clicar neste botão que. existem dados de vazões extremas. basta se dirigir à última linha da “Tabela de Vazões” e prosseguir com a digitação normalmente. decidiu-se optar por um estudo de regionalização desses postos. localizado no rio Verde e com área de drenagem de 5. A partir daqui. Os dados.832 173. basta digitar o código ou o nome do posto com o qual será feita a nova pesquisa. a troca deve ser efetuada através do Painel de Controles. basta clicar em “Sair”. O usuário deve estar atento para o fato de que os valores são corrigidos no Banco de Dados em tempo real. todos os recursos do programa já foram utilizados.1 . Q50%.200 km2. Q95%. basta ir à célula que contenha o valor desejado para a alteração. Caso deseje deixar o aplicativo. Os procedimentos serão análogos aos descritos anteriormente. serão impressos. uma vez alterados os valores. O PROGRAMA REGIONALIZAÇÃO O programa regionalização deve ser utilizado para se estimar em vazões extremas ou outras de interesse. afluente ao rio Verde. até então se encontrava desativado.590 6. A navegação dentro dessa tabela. 4. será disponibilizado.↓ e →. clique em “Calcular” e o resultado da consulta será mostrado. A fim de definir a vazão de desvio da obra. Se o usuário desejar imprimir o resultado da pesquisa. Exemplo: Sabe-se que o aproveitamento Reg1. Nessa tabela. a utilização do programa Regionalização será demonstrada. Isso significa que. Os dados são apresentados a seguir. não dispõe de dados. O usuário agora deve decidir se fará uma nova pesquisa ou se deseja deixar o aplicativo. deve-se entrar com o ano e com as vazões máximas médias diárias observadas no respectivo ano. Posto Próximo Costa Rica Porto de Pedras Alto Sucuriú Estrada Iguatemi Rio Sucuriú Sucuriú Sucuriú Iguatemi Área de Drenagem Vazão de 25 anos (km2) (m3/s) 1.: caso haja a necessidade de se inserirem novos dados em um posto já cadastrado.↑. Novamente a partir de um exemplo. e no rio Iguatemi. quando o local de interesse não dispuser de séries de vazões. deve-se utilizar os dados de bacias circunvizinhas daquela cuja vazão deseja-se estimar. o foco do programa será direcionado para a “Tabela de Vazões”. conforme dito no item 2..3 265. Quando todos os dados desejados forem inseridos.095 2. a impressão será direcionada para a Impressora Padrão do sistema. o botão “Imprimir” que. Não há limite para o número de dados inseridos. Caso o usuário queira modificar algum valor.

. então. os dados de entrada serão preenchidos automaticamente e o usuário deverá clicar. o usuário deve clicar no botão “Exibir Gráfico” para dar prosseguimento ao programa. O gráfico terá a forma de dispersão e a equação do mesmo. não se dispõe de dados diários sobre o local em estudo. sobre o botão “Exibir Gráfico”. o usuário poderá manipular o Banco de Dados do programa. que até então encontrava-se desabilitado. na “Tabela de Regionalização”. Se a consulta ainda não tiver sido efetuada. Afora o fato de possuir mais coluna do que a tabela do programa Qmáximas. Pode-se usar tanto o mouse quanto as setas do teclado. novamente. retirada do “Estudos de Chuvas Intensas no Brasil – Otto Pfafstetter” a partir dos postos pluviométricos existentes nos vários Estados brasileiros. que o usuário disponha e deseje inserir para a execução dos cálculos. mas não será capaz de obter o gráfico da regionalização. a equação pode ser tanto uma automática. O programa Microsoft Excel® deverá estar instalado na máquina em que se deseja executar o aplicativo Regionalização. deve-se preencher a caixa de texto “Nome da Regionalização”. para que o aplicativo Microsoft Excel® seja automaticamente aberto. Quando a digitação dos dados tiver sido completa. o usuário deve inserir os dados. ou uma própria.Ao iniciar-se o programa Regionalização. Neste programa. Se essa consulta já tiver sido efetuada anteriormente. juntamente com r² será mostrada. inserindo ou modificando consultas. deve-se ter a equação de chuvas para o local. mostrados no quadro anterior. a navegação na mesma é exatamente análoga. Se isso não ocorrer. Os dados serão inseridos na planilha “Dados” e o gráfico na planilha “Regionalização”. Para tanto. O PROGRAMA HUT O programa HUT deve ser utilizado quando. 5.

o Estado no qual o posto está localizado será automaticamente preenchido. comprimento do talvegue. o valor do CN será automaticamente mostrado. . Se a opção de “Equação Automática” estiver marcada (Default). Esse procedimento não tem efeitos para cálculo. desnível. Quando a escolha tiver sido efetuada. O usuário deve inserir o nome do rio cuja bacia está se estudando. na caixa de listagem destinada para tal. duração da chuva unitária e tempo de recorrência. quanto na ‘caixa de texto’ “CN:”. o que não impede que o mesmo seja alterado. A seguir. deve-se continuar inserindo os dados de entrada nos locais apropriados: área. Se o usuário escolher um terreno. Terminada esta etapa. conforme o desejo do usuário. Isto é feito a partir da caixa de listagem “Posto:” ou “Código:”. o que pode ser feito tanto com a escolha de um terreno.Quando se executa o aplicativo HUT. deve-se informar qual o posto do qual a equação será retirada. servindo apenas para identificar a consulta no ato da impressão. deve-se escolher um CN. deve-se decidir qual das duas opções acima será utilizada.

conforme queira o usuário. o nome do arquivo será o mesmo do rio em que se está realizando a consulta. Por default. o usuário deverá clicar sobre o botão “Exportar”. e a consulta será impressa na impressora padrão. deverão ser escolhidos o nome do arquivo de destino. leia o tópico a este respeito no item 3. Para tanto. assim como sua localização. basta clicar sobre o botão “Imprimir”. que até então encontrava-se desabilitado. Nela. A consulta também pode ser exportada para um arquivo texto. Se a impressão tiver que ser efetuada em outra impressora.A seguir. “O programa QMáximas”. Uma nova tela será exibida. Para imprimir a consulta. Assim como o botão “Imprimir”. ele poderá ser modificado livremente. esse botão só será disponibilizado ao usuário quando os cálculos tiverem sido executados com êxito. Entretanto. . basta um clique em “Calcular” para que sejam mostrados o tempo de concentração e as vazões para diversos intervalos de tempo.

Após a definição das equações da curva. muitas vezes possibilitando sua correção. definir uma equação matemática que represente as medições existentes. de cheias ou estiagem. de modo a permitir ao hidrólogo o conhecimento pleno do regime fluvial dos rios. os casos mais simples são aqueles em que se pode considerar unívoca e permanente a relação cota x vazão. apresentando. O ajuste da curva-chave. os pares cota x vazão. atribuem-se cores diferentes aos respectivos conjuntos de pontos. Esta simplificação será válida quando: a variação da linha d'água. Será possível então definir uma relação cota x vazão para cada tendência identificada. os menores desvios relativos às vazões medidas. Nesta etapa também se identificam eventuais erros cometidos no campo ou no processamento dos dados das medições. ou muito baixas. m e h0 faz-se a anamorfose logarítmica da equação para a reta: log Q = log k + m log( h − h 0 ) A definição dos parâmetros se obtém ajustando-se a reta aos pares (log Q. Para que a equação tenha significado físico. Expoentes próximos de 2 ou 3 seriam aceitáveis. Com esta finalidade. com todas ou parte das medições de uma estação. for desprezível se comparada à precisão do método de medição de vazão. dado que a relação entre as duas variáveis não é perfeitamente unívoca. separando-os visualmente. muitas vezes torna-se necessária a sua extrapolação. de onde empiricamente se obtém pares de pontos para montar uma tabela. A relação entre estas variáveis. A evolução no tempo pode ser avaliada analisando-se as medições. Pode-se. STEVENS. . e MANNING. que ocorrem em situações extremas. e a seção for regular e estável durante o período considerado. admitindo-se que a curva-chave possa ser uma parábola de 2º ou 3º graus. é importante porém observar o valor resultante para o expoente m. Este não deve se afastar muito de 5/3. que seria o expoente da profundidade média (h). pode ser feito através da representação gráfica. fundamentando-a na equação de Manning para o escoamento uniforme e admitindo-se a regularidade da seção transversal. na equação de Manning (fazendo-se: área = base média x altura e altura = raio hidráulico). o somatório dos quadrados dos desvios da variável dependente (log Q). para a nuvem de pontos. Cota x Área e Cota x Velocidade. para a faixa validada pelas medições de descarga líquida. da enchente para a vazante. procurando-se definir uma relação entre o nível d'água e a vazão. que deverá ser o mais próximo possível da unidade. A minimização dos desvios se verifica através do coeficiente de correlação r. PROGRAMA GRAFCHAV 6. estas medições são feitas de forma esporádica. ou através da utilização de equações matemáticas. para as vazões por ela calculada. pelo método dos Mínimos Quadrados. log (h-h0). A extrapolação para cotas altas pode ser feita por três métodos consagrados: LOGARÍTMICO. é denominada pelos hidrólogos de curvachave. em relação à reta estabelecida. que torne mínimo. À medida que os pontos (medições) são colocados no gráfico e se identificam períodos com tendências distintas de comportamento. Isto é obtido ajustando-se. Na definição da curva-chave. Geralmente se dispõem de poucas medições para cotas altas. constroem-se os gráficos Cota x Vazão. também denominado calibragem da estação.INTRODUÇÃO 6. Não sendo economicamente viável a realização de medições de vazões de forma contínua.1. uma equação potencial do tipo: Q = k ∗ ( h − h0) m Para definir os parâmetros k. de tal forma que a partir da medida da cota linimétrica se obtenha a vazão correspondente. 1 . houver controle definido.O QUE É A CURVA CHAVE A medição da vazão de um curso d'água é um processo relativamente complexo que envolve equipamentos e técnicos especializados.1 . cota e vazão. justamente as faixas de grande interesse para a maioria dos estudos hidrológicos. nestes casos.6. Esse processo de ajuste nem sempre é fácil. sofrendo modificações ao longo do tempo.

vazão n . h0 deverá ser positivo.I 1 2 Q = C . admite que a curva a ser extrapolada seja unívoca e se ajuste. para que a direção do trecho superior da curva (uma reta na escala logarítmica) esteja bem definida. A.I 1 2 n onde: Q . • Método de STEVENS O método é indicado para rios largos em escoamento praticamente uniforme com perfil da linha d'água estável.R 2 3 .I 1 2 12 A.I ) onde 12 A. Com o valor de h (cota de extrapolação). prolongadas até a cota de extrapolação. • Método de MANNING Fundamenta-se na fórmula de Manning para o escoamento uniforme: Q= 1 A. C.é o fator geométrico. Com este valor em AR1/2 x Q obtém-se a vazão correspondente. usando-se para as cotas o valor (h . É um método gráfico que se fundamenta na fórmula de Chezy para o escoamento uniforme: Q = C. = constante. e . segundo a equação potencial Q = k ∗ ( h − h0) m . O procedimento usual.• Método LOGARÍTMICO Aplicável a cursos d'água com seção aproximadamente trapezoidal (sem descontinuidade no intervalo de cotas de extrapolação). O método não utiliza os parâmetros hidráulicos da seção transversal. E ainda para os casos de estações com medições de vazão em cotas suficientemente elevadas.raio hidráulico I .R 1 2 . faz-se novo ajuste que resultará em novos valores para os outros dois parâmetros k e m. representando uma reta que passa pela origem.h0). em papel bilogarítmico e constatar se os pontos se alinham segundo um ou mais seguimentos de reta. se obtém A R 1/2. sem variação entre cheia e depleção.(R. que pode ser considerado constante para os níveis mais elevados.o fator de declividade. Se a convexidade da curva for orientada para as vazões. pelo menos em sua parte superior.coeficiente de rugosidade de Manning A . a partir do gráfico. consiste em plotar as medições. para verificar se a equação se aplica.área da seção transversal R .R Para o cálculo do fator geométrico em cotas altas. caso contrário deverá ser negativo. Inicia-se com h0=0. Definido o valor de h0.declividade . se utiliza do levantamento da seção transversal do curso d'água na seção de réguas Em um mesmo gráfico são traçadas as relações h x A R1/2 e A R1/2 x Q (quase uma reta). Só é aplicável quando há disponibilidade suficiente de medições corretamente alinhadas. não ocorrendo o alinhamento deve-se procurar o valor de h0 que retifique o conjunto superior do pontos.

2 . em papel milimetrado. Através da velocidade (v) e do raio hidráulico (R) calculados para as diversas cotas. MANNING e LOGARÍTMICO. Os gráficos são apresentados na tela e podem ser impressos em papel. limite para os níveis mais altos (verificado no gráfico). e em seguida extrapolá-la por três métodos consagrados. em papel. que poderá conter as equações. as medições e desvios em vazão (diferença entre os valores medidos e definidos pela curva). Plotando-se h x K. representada por uma equação potencial da forma: Q = k ∗ ( h − h0) m . É oferecida também a opção de gravar o relatório em disco. Para a extrapolação da curva estão automatizados os procedimentos originalmente gráficos e manuais. A etapa de definição da relação cota x vazão.3). perímetro molhado e raio hidráulico. utilizando-se do método dos Mínimos Quadrados. conhecida como curva-chave.Considerando para cotas altas a tendência: 1 12 I = cte = K n Então efetuando-se as devidas substituições Q = K ⋅ A⋅ R 2 / 3 ou v = K ⋅R2/3 A partir do levantamento da seção transversal do curso d'água na seção de réguas. O trabalho dispendioso de plotar. conhecidos como métodos de: STEVENS. é desempenhada pelo módulo CURVA-CHAVE (ver instruções 2. A desvantagem principal do método é que nem sempre a função K=f(h) estará bem definida graficamente pelas medições realizadas. A interface desenvolvida pelo Laboratório de Hidrologia .4).O QUE O SISTEMA OFERECE O Sistema GRAFCHAV foi criado visando a proporcionar ao usuário uma ferramenta ágil e eficaz. a partir destas. podem-se calcular: área.COPPE/UFRJ . para analisar medições de vazão líquida. .visa a uma interação completa com o usuário. relativos às medições de descarga líquida. é otimizado pelo módulo GRAFICOS (ver instruções 2. os gráficos da curva-chave e da seção transversal e um relatório. 6. os pares ordenados cota x vazão. obtém-se uma curva com tendência vertical e assintótica para um determinado valor de K. Com o valor de K. e. No módulo Editor de dados podem ser criados os arquivos de entrada cujos conteúdos devem ser os resumos de medições de descarga e levantamento de seção transversal (ver instruções 2. calculam-se os valores correspondentes de Q. É composto de três módulos: [ CURVA-CHAVE ] [ GRÁFICOS ] [ EDITOR DE DADOS ] As funções oferecidas pelos dois primeiros são aquelas usualmente desempenhadas manualmente pelo hidrólogo. ajustar a relação cota x vazão. cota x área e cota x velocidade. determinam-se os valores de K para o trecho conhecido da curva.1.5). numa sequência própria do procedimento de análise de consistência de medições e definição da curva-chave. a área e o raio hidráulico da seção transversal. É possível obter.

bgi litt.Coordenação de Programas de Engenharia .2 .4 .exe.1. A tela indicará o percentual dos arquivos copiados e o status da instalação.2 .como coordenadores: Engª Fernanda Rocha Thomaz e Engª Luciene Pimentel . placa VGA. Para aceitar a sugestão pressione [ENTER].Departamento de Hidrologia: Engª Lígia Maria Nascimento de Araujo e Engº Flávio Machado Moreira. Na tela de instalação é dada a possibilidade de escolha de um diretório destino para instalação do programa. Serão copiados os arquivos: egavga. engenheiros hidrólogos da CPRM .. A:\> instala No ambiente WINDOWS usar o gerenciador de arquivos para executar o comando instala.] . Envolveram-se mais diretamente com o projeto. os técnicos do DEHID . Foram atestadas as suas vantagens sobre os métodos tradicionais e feitas sugestões que se incorporaram à versão definitiva.da UFRJ .1 .1.. 6.INSTALAÇÕ DO SISTEMA No ambiente DOS executar da unidade do disquete o comando instala.2.participaram do projeto com a utilização intensiva do sistema em suas versões iniciais. Fernanda Bogado de Azevedo e Rafael Kelman .Universidade Federal do Rio de Janeiro Participaram do projeto: . em micros PC de configuração mínima: 450 kb de memória livre. versão 2.OPERAÇÕES BÁSICAS 6.chr trip. Para substituição da sugestão C:\GRAFCHAV use a tecla [backspace] para apagá-la e digite o nome desejado.exe.3 .EQUIPAMENTO NECESSÁRIO Os programas trabalham em modo local e ambiente de rede.da rotina de cálculo dos parâmetros da seção transversal: Engº Rodolpho Barbosa Moreira Na fase de testes dos programas.2.chr grafchav.como programadores: Renato da Silva Ferreira.exe Para finalizar a instalação acione (ao centro da tela) Arquivos copiados ! OK 6.EQUIPE DE DESENVOLVIMENTO O sistema foi inteiramente desenvolvido no Laboratório de Hidrologia da COPPE .EXECUTANDO O GRAFCHAV Do diretório adotado para instalação do Sistema execute: :\>GRAFCHAV A tela inicial será exibida com as opções: [ CURVA-CHAVE ] [ GRÁFICOS ] [ Editor de dados ] [Sobre. sob o sistema operacional MS-DOS.6.0 ou mais recente. sendo recomendável o 386DX ou superior e mouse para o acesso às diversas opções.Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais . 6.

além de informar o número máximo de medições que poderão ser analisadas de uma só vez (total de 400) e a data da última revisão do programa.RSM.O MÓDULO EDITOR DE DADOS PARA CRIAR ARQUIVOS O módulo CURVA-CHAVE admite dois arquivos de entrada que se complementam: o de resumos de medições de descarga e outro de levantamento da seção transversal..] apresenta os créditos do trabalho de elaboração e aprimoramento do sistema.COP é do tipo texto com o formato próprio do sistema GRAFCHAV e poderá ser editado em qualquer editor para MS-DOS.4 e 6. O arquivo com os resumos de medições de descarga. Para sair do GRAFCHAV para o sistema operacional do computador escolha [Sai do programa] e em seguida confirme respondendo sim ou não a [Deseja sair do programa?] no canto superior esquerdo da tela.COP ou .2. respectivamente. sendo necessário apenas quando se deseja extrapolar a curva pelos métodos de STEVENS ou de MANNING. Com [ESC] retorna-se ao menu principal. por exemplo) e as demais informações que constam dos resumos de medições de descarga de uma estação data da medição: (dd/mm/aa ) pressionando [ENTER]. A opção [Sobre. 6. é também o arquivo de entrada do módulo GRAFICOS.COP". é opcional e exclusivo para rodar o módulo CURVACHAVE.RSM é do tipo binário e só pode ser criado e alterado dentro do sistema MSDHD do DNAEE.2.3. O de extensão .SEC. 6. de extensão . será atribuída 01/01/01. de extensão .[Sai do programa] Para os três primeiros módulos veja instruções 6. o próprio programa acrescentará ".2.3 . A janela de edição se abre informando o nome escolhido para o arquivo e solicitando: Código da estação: (código da estação do SIH . É um arquivo do tipo texto que pode ser editado em qualquer editor para MS-DOS. Nº da medição: é o número de ordem da medição dado pela entidade operadora da estação Cota (cm): ..2.Arquivos de Resumos de Medições Com [Resumos de medições] será perguntado Cria novo arquivo ? sim não A) Respondendo sim uma janela solicitará Nome do arquivo (sem extensão) deve ser informado o diretório destino (caminho completo) e dado o nome do arquivo sem extensão. O arquivo de extensão .5. sem digitar a data.DNAEE. [Editor de dados] abre a janela com as opções: [Resumos de medições] [Seção Transversal] [Divisão por datas] [Junção de arquivos] [Menu Principal] (retorna à tela inicial) • . O arquivo de seção transversal.

Selecionado o arquivo tem-se a janela de edição indicando o nome do arquivo. B) Respondendo não a janela de seleção de arquivo será aberta (ver 2. pressionando-se somente [ENTER]. Assim.SEC". Quando se está criando o arquivo para uso somente com o módulo CURVA-CHAVE. Aperte [Esc] para acesso aos dados das medições e ao menu de edição que possibilitará: Incluir Avançar Voltar Editar Excluir (uma medição por vez) ou para finalizar Fim Confirmando gravação de arquivo sim ou não retornará ao menu principal.1 para seleção de arquivo). Aperte [Esc] para acesso ao menu de edição que possibilitará: Incluir Avançar Voltar Editar Excluir (uma medição por vez) ou para finalizar Fim Confirmando gravação de arquivo sim ou não retornará ao menu principal.0.Vazão (m3/s): Velocidade (m/s): Área (m²): Em todos os campos para correção deve ser usada [backspace] e para confirmação [ENTER]. Aperte [Esc] para finalizar . pode ser útil não digitar os valores de velocidade e área.5. para os dois campos. pois o próprio programa acrescentará ". por exemplo) e as demais informações que constam dos levantamentos de seção transversal Nº do ponto: é automaticamente e em sequência atribuído pelo programa Distância (m): Cota (cm): Nos dois campos para correção deve ser usada [backspace] e para confirmação [ENTER].DNAEE. automaticamente será atribuído o valor 0. • Arquivos de Seções Transversais Com [Seção Transversal] a janela de edição solicitará Nome do arquivo (sem extensão) deve ser informado o diretório destino e dado o nome do arquivo sem extensão. Código da estação: (código da estação do SIH .

através do programa CONVPERF do próprio MSDHD. O arquivo será criado no diretório grafchav (corrente). Caso o arquivo original do MSDHD contenha mais de um levantamento. os pares distância (m) x cota (cm). Para efetivar o comando pressione [Enter]. Na tela inicial selecione [ GRÁFICOS ] e em seguida [continua]. será necessário separá-los em arquivos distintos. Seleciona-se o arquivo desejado com apenas um clique sobre o nome do mesmo (ou [ENTER] no uso sem mouse). ou CANCELA para retornar à tela anterior ([ESC] no uso sem mouse). Na falta do mouse podem-se usar as setas para movimentação.0 700 1. em um mesmo campo. . um em cada linha. podemse obter os arquivos de extensão ". dispondo-se dos arquivos de perfil transversal do MSDHD. convertendo-os para texto. • Selecionar Arquivo de Medições ]e[ ] para ativar o comando Com [Selecionar arquivo]. tal qual se faz no papel. Alternativamente. Cota x Área e Cota x Velocidade. O formato é selecionado na parte inferior esquerda da janela aberta. Na primeira linha constará apenas o código da estação e nas demais. É possível alternar para qualquer diretório. . 6.4 . Deve-se ter o cuidado de ao final do arquivo não deixar qualquer linha em branco e de salvá-lo com a extensão .5 550 .SEC". No menu principal à direita do vídeo têmse então: [Selecionar arquivo] [Dividir arquivo] [Sair] (retorna à tela inicial do GRAFCHAV ) É possível o acesso às funções sem uso do mouse através das teclas [ desejado. todos com a extensão . com os dois valores separados por um espaço em branco.SEC.PRF".COP ou .RSM. com extensão . com dois cliques do mouse sobre os dois pontos (. . através da atribuição de cores aos respectivos conjuntos de pontos (medições).SEC A edição do arquivo pode ser feita utilizando-se um editor para MS-DOS.) no lado direito superior da janela. No arquivo convertido do MSDHD os pares já se encontram neste formato. com todas as medições de uma estação (até o máximo de 400 medições). Oferece a opção de separar visualmente períodos com tendências distintas de comportamento. a tecla [Tab] para passar de um campo a outro. percorrendo-se toda a "árvore" de diretórios.2.Confirmando gravação de arquivo sim ou não retornará ao menu principal. Aciona-se: OK para efetivar a seleção ([ENTER] no uso sem mouse). surgirá a janela exibindo os arquivos disponíveis no diretório corrente. [ENTER] para efetivar as opções e [ESC] para abandoná-las. Este procedimento evita a digitação dos dados da seção transversal. de extensão ".O MÓDULO GRAFICOS PARA ANALISAR MEDIÇÕES DE DESCARGA LÍQUIDA O GRAFICOS possibilita a análise das medições de descarga líquida através da construção dos gráficos Cota x Vazão. porém exige a edição do arquivo convertido deixando-o com o seguinte conteúdo: código distância cota ex: 40025000 0.

4. cota. Com [Mudar Cor do Ponto] será alterada a cor da medição apontada pelo cursor e das que forem apontadas em seguida. Cota x Vazão 2. A nova cor permanecerá ativa até que uma outra seja selecionada do mesmo modo. área e velocidade) são informados no quadro à direita e à meia altura da tela. vazão.1).• Dividir Arquivo A opção é interessante quando já se conhecem os períodos de mudanças da curva-chave. Surge então a opção [Escala decimal] que. data.COP). O cursor de tela se acende sobre a medição em cor diferente dos demais pontos (azul é o padrão). que será dada automaticamente no padrão do sistema (. Com a seleção do arquivo foram habilitadas as opções: [Impressão] [Colorir pontos] [Mudar cor do ponto] [Escala logarítmica] Com [Escala logarítmica] os gráficos se apresentarão em escala bilogarítmica. Os arquivos serão criados em formato texto próprio do sistema e com extensão . Ao ser acionada surge a janela para seleção do arquivo a ser dividido. que poderá estar no formato do MSDHD. Para percorrer as medições. Cota x Velocidade Ao lado de cada gráfico há o botão [X]. o programa não aceitará a divisão.RSM. para criar arquivos menores. em sua ordem crescente de números (cronológica) utilize a tecla [ ].COP (ver 2. fará os gráficos retornarem à escala decimal. que ao ser acionado ampliará o respectivo gráfico para ocupar toda a tela disponível. ou no formato texto próprio do sistema. opção então habilitada no menu principal. de extensão . • Operação Efetivada a seleção de arquivo surgirão os gráficos das três funções: 1. Os dados da medição apontada (número. . Selecionado o arquivo solicitam-se: Nº de períodos (o limite máximo de períodos é 99) 1ª data: dd/mm/aa 2ª data: dd/mm/aa (serão solicitadas as datas limites para cada período) Arquivo de saída: poderá conter todo o caminho de subdiretórios mas não deverá ter extensão.COP (mesmo que o arquivo original tenha o formato MSDHD). uma a uma. ou para sua ordem inversa [ ]. Não poderá ser usado para dividir arquivo com mais de 400 medições. de extensão . Cota x Área 3. Para retornar à exibição dos três gráficos acione [Geral]. se acionada. Caso as datas limites não englobem um conjunto de medições (mais de uma em cada um).

[vazões] ou número de [medições]. Na falta do mouse podem-se usar as setas para movimentação. É possível alternar para qualquer diretório. [ENTER] para efetivar as opções e [ESC] para abandoná-las.1. ao se [voltar ao menu]. Em caso contrário será necessário primeiro criá-los.O MÓDULO CURVA-CHAVE Para sua adequada utilização é necessário estabelecer uma sequência de procedimentos. Seleciona-se o arquivo desejado com apenas um clique sobre o nome do mesmo. Será necessário informar o intervalo de seleção em cada caso: 1º valor (mínimo) 2º valor (máximo) Com [descolorir] todas as medições retornarão brancas.4.5 . ou o azul padrão. percorrendo-se toda a árvore de diretórios. (ou [ENTER] no uso sem mouse).COP) veja instruções 2. Ao se executar CURVA-CHAVE.Com [Colorir pontos] deve-se primeiramente [Selecionar cor] diferente da cor vigente. anotando-se estas observações. em um mesmo campo. As opções [Mudar Cor do Ponto] e [Colorir pontos] oferecem muita flexibilidade para se executar o trabalho de identificação de tendências das medições e os períodos em que ocorreram as mudanças. com as opções: Selecionar arquivo Digitar parâmetros Sair do programa (retorna à tela inicial) • Seleção dos Arquivos de Entrada [Seleciona arquivo] Só deverá ser escolhida com os arquivos de entrada já disponíveis. Recomenda-se a utilização prévia do módulo GRAFICOS para conhecimento das datas de eventuais mudanças de tendência das medições e identificação das medições incorretas. e então escolher o grupo de medições que serão coloridas por [período] ou faixas de valores de: [cotas]. Para seleção do arquivo de resumos de medições (*. surgirá a tela do "Menu Principal". • Impressão Com [Impressão] é possível optar por cada um dos três gráficos por página: [cota x vazão] [cota x velocidade] [cota x área] ou pelos três na mesma página com [Geral] Há opções de impressora matricial laser (com [ESC] retorna-se ao menu) Se a impressora escolhida não estiver conectada.) no lado direito superior da janela. .indicada na parte inferior esquerda). Em seguida à seleção do arquivo de resumos de medições. que guardará a última cor selecionada com [Mudar Cor]. 6. com dois cliques do mouse sobre os dois pontos (. a tecla [Tab] para passar de um campo a outro.3). mantém-se a janela para a escolha do arquivo de seção transversal (*. a menos do ponto corrente (cursor).RSM ou *.SEC . em [Editor de dados] (veja instruções 2. o programa apresentará erro. .2.

à esquerda da tela surgirão os gráficos da seção transversal (ao alto.Movimentação do cursor de tela para apontar a medição desejada.SEC). Na parte inferior da tela tem-se o menu com as principais funções do programa. . têm-se os dados da medição sobre a qual o cursor (ponto em vermelho) se encontra. São indicados na tela os dados referentes à medição apontada: no. ou CANCELA para retornar à tela anterior ([ESC] no uso sem mouse). Medição oferece as opções. só é necessária quando o objetivo é extrapolar a curva-chave pelos métodos de STEVENS ou de MANNING. se for o caso) e dos pares cota x vazão (embaixo ou ocupando toda a altura). que contém apenas um levantamento da seção transversal. A extrapolação poderá ser feita em etapa posterior à definição da curva para a faixa de cotas correspondentes às medições. Procura por: cota (Entre com a 1ª cota e a 2ª . vazão e. Do lado direito. uma a uma. data. Medição A setas permitem percorrer as medições. A seleção do arquivo (*. cota.Aciona-se: OK para efetivar a seleção ([ENTER] no uso sem mouse). • Definição da Curva-Chave Selecionados os arquivos de resumos de medição e o de seção transversal (opcional).o cursor irá para a medição de cota igual ou imediatamente superior ao valor informado para a 1ª cota). o desvio em relação à curva. quando já houver curva ajustada. Exclusão de pontos Curva-Chave Extrapolação Impressão Ajuste Manual No de trechos:1 Escalas Gráficas Divisão por períodos Medição ESC . à meia altura.Sair A) . na seqüência direta ou inversa de sua numeração.

Pode-se repetir a operação quantas vezes se queira. para que não influam na definição da equação. Exclusão de medição Ponto atual Período Cotas Vazão Medição Volta ao Menu Ponto atual Serve para excluir medições.medição (digite o número da medição e em seguida [ENTER] para confirmar ou [ESC] para cancelar e retornar) B) . Exclusão de pontos por vazão (intervalo) 1ª vazão: 2ª vazão: . em seguida o cursor se posicionará sobre a medição de número imediatamente superior. Será feita a exclusão da medição que estiver sob o cursor de tela.no formato (01/02/84). (intervalo) 1ª data: 2ª data: Cotas (Serão excluídas as medições do intervalo de cotas definido por seus limites inferior e superior .Exclusão de pontos Exclusão de pontos Esta opção é usada para se excluir do conjunto as medições consideradas incorretas. Exclusão de pontos por cotas (intervalo) 1ª cota: 2ª cota: Vazão (Serão excluídas as medições do intervalo de vazões definido por seus limites inferior e superior em m3/s). Exclusão de pontos por datas. Período (Serão excluídas as medições do período definido por suas datas de início e final . uma por vez.em cm).

1.Curva-chave Para defini-la aciona-se Curva-Chave podendo-se escolher: Ajuste por: cotas datas Volta ao Menu [ENTER] confirma [ESC] cancela A opção datas é detalhada em 3. No caso mais simples.2.Número de trechos (estágios de cotas) da curva-chave No de trechos: 1 (padrão) deve ser mantido 1 no caso mais simples ou em uma primeira aproximação. C) . com apenas um período. pode-se retornar ao "Menu principal" e recomeçar todo o procedimento desde a seleção de arquivo. . escolhe-se ajuste por cotas. Para mais de um trecho veja instruções 3. Com No de trechos: 1 será solicitado Digite o valor inicial de aproximação de h (em centímetros) _ [ENTER] confirma [ESC] cancela 0 Menor cota: é informado o valor em cm da medição mais baixa para escolha adequada do valor de h0 Cota de Fundo: (quando há arquivo de seção transversal) Caso seja informado um valor superior ao da menor cota surgirá a mensagem Cota inválida!! Clicando-se ok será possível informar um novo valor Em seguida será definida uma equação matemática do tipo: Q = k ∗ ( h − h0) m com seus parâmetros apresentados do lado direito superior da tela.1.Medição (Serão excluídas as medições de números compreendidos no intervalo definido pelos limites inferior e superior). Exclusão de pontos por medição (intervalo) 1ª medição: 2ª medição: Para reconsiderar as medições excluídas. D) .

A alternância para o estado oposto se faz com um clique do mouse ou [ENTER] sobre a função.Seção Gráfico .Curva Parâmetros . quanto mais próximo de 1. . As outras funções apresentam apenas dois estados: ON e OFF. Surge então uma janela com Ponto obrigatório ?sim não Deve ser respondido não para curva com uma só tendência (ver 3. • As "Escalas Gráficas" . Grid (ON) • linhas verticais e horizontais originadas na graduação dos eixos Impressão . Para ver desenhada a curva na tela.3). prt (preto) e azul para o Fundo do gráfico.O valor de r (coeficiente de correlação) informa sobre a qualidade do ajuste da equação.Relatório e Gráficos Pode-se optar pela impressão de: Medições Extrapolação Medições excluídas Parâmetros . o programa apresentará erro.1. decimal) e LOG (logarítmica) para Escala. clique ok na pequena janela ao centro da tela.Atributos do Gráfico A opção Escalas Gráficas oferece as funções: Alteração de escala gráfica Escala: LOG (ou DEC) Grid: OFF Fundo: prt Voltar ao menu Voltar ao menu faz retornar à tela anterior. para Grid. DEC (linear. medições e curva Em disco (relatório) é solicitado o nome do arquivo de saída (caminho completo nome e extensão) OK para confirmar e CANCELA para retornar à tela anterior Há opção de impressora Epson Laser (com [ESC] volta-se ao menu) Escolha orientação do papel : Retrato Paisagem Confirma impressão do gráfico? sim não Prepare a impressora OK Se a impressora escolhida não estiver conectada. menores são os desvios entre os valores medidos de vazão e os calculados pela equação.Seção quando houver.

É então solicitado um valor para H0 e deverá se repetir a seqüência de 2.2.5.3. servindo apenas como exemplos.5. para diversos períodos.6. com mais outro passará a 3. para que a curva como um todo seja contínua. correspondem respectivamente a 1/3 e 2/3 da amplitude de cotas. Deve-se primeiramente alterar No de trechos: 1 com um clique do mouse sobre a opção. em seguida digite o valor desejado e tecle [ENTER]) e ainda Entre com um valor para o início do 3º trecho da curva (se No de trechos: 3) Padrão: 709 (mesmo procedimento de substituição) Os valores. para forçar o encontro das curvas (ver instruções 3. nesse caso. Os trechos deverão concordar em seus extremos.D para ajuste da curva. quando houver.3 . Havendo a identificação das datas de início e final destes períodos.Em Um Mesmo Arquivo As medições poderão se apresentar grupadas segundo tendências distintas.1.2. O “ponto obrigatório” poderá ser usado. Com Ajuste por: datas Entre com o número de períodos ___ deverá ser 1. será possível definir equações distintas para até três períodos dentro de um mesmo arquivo de medições. • Divisão Por Estágios De Cotas É possível estabelecer até três equações distintas para três trechos da curva.A CURVA CHAVE EM MAIS DE UM ESTÁGIO E DIFERENTES PERÍODOS DE VALIDADE Na maioria das aplicações as medições apresentarão tendências distintas para diversos períodos ou ainda mudanças ao longo da faixa de variação de níveis d'água. • Divisão Por Períodos . É então solicitado um valor para H0 e deverá se repetir a seqüência apresentada em 2. sugeridos como padrão para início do 2º e 3º trechos. definidos pela cota a partir da qual se deseja a mudança. Não é possível ajustar simultaneamente a curva com mais de um trecho de cotas e mais de um período para um mesmo arquivo.D para ajuste da curva. passará a 2.3). Assim para divisão por datas deverá ser mantido Número de trechos: 1. Em seguida se escolhe Curva-Chave e será solicitado Entre com um valor para o início do 2º trecho da curva (se No de trechos: 2 ou 3) Padrão: 209 (para substituir o valor sugerido use [backspace] apagando-o.1 . 2 ou 3 Período nº 1 1ª data: dd/mm/aa (mais cedo) 2ª data: dd/mm/aa (mais tarde) O mesmo procedimento deverá ocorrer para o Período nº2 e Período nº 3. com mais outro retornará a 1. • O "Ponto Obrigatório" .OPERAÇÕES COMPLEMENTARES 6.

A cota associada a este pico deverá ser o ponto de encontro. imediatamente anterior à data de mudança de tendência das medições. para que as diversas tendências se encontrem em cotas mais altas.É um artifício usado para forçar a curva a passar por um ponto determinado. no extremo superior. Com Retraçar a curva. Sua utilidade torna-se mais significativa quando se têm diversas equações para a curva-chave. Isto significa considerar que a calha do rio (seção) se alterou daquela cota (nível d'água atingido pela cheia) para baixo. um novo ajuste será feito considerando-se o ponto digitado. Acima daquela cota (onde a cheia não alcançou) as características da seção permaneceram como antes e portanto o trecho da curva-chave se manteve. Equivale a criar um ponto confirmado por N (="número de repetições") medições realizadas. A cada tentativa somente será considerado o último ponto informado. . Este ponto de encontro pode ser identificado procurando-se o pico de cheia. especificando-se os valores de cota e vazão. As repetições funcionam como peso no Método dos Mínimos Quadrados. correspondendo cada uma a um período. Ponto obrigatório Resposta usual no caso de uma só tendência das medições: não Resposta usual no caso de mais de uma tendência das medições: sim Passagem por ponto obrigatório Digita Ponto No de repetições Retraçar curva Voltar ao Menu Digita Ponto digitar valores para cota:(cm) vazão:(m3/s) confirmando-os sim não em seguida deve-se escolher No de repetições para 1 o trecho No de repetições 1 o trecho Pontos no trecho:158 (informado para orientação) Pode-se escolher No de repetições para todos os trechos. As opções para seleção do ponto obrigatório continuam na tela para sucessivos ajustes se necessários.

3 . A alternativa pode ser valiosa nos casos em que há muitas mudanças de tendências das medições e poucas medições para caracterizar cada período.2 . para cotas altas. e MANNING. isto é. alterando-se um por vez. ou ainda para se avaliar uma curva já definida frente a novas medições realizadas. ou o programa informará: Não há curva traçada !! Há duas possibilidades de ajuste manual: fixando o h0 ou fixando os três parâmetros h0. por três métodos: LOGARÍTMICO. É necessário efetivar um ajuste automático prévio. para adequar os valores dos parâmetros da equação e os desvios resultantes. observando a sensibilidade da curva ao valor de cada parâmetro isoladamente. Com EXTRAPOLAÇÃO surgem as opções Logarítmico Volta ao Menu quando não há arquivo de seção transversal selecionado ou Logarítmico Stevens Manning Volta ao Menu quando há arquivo de seção transversal selecionado • O Método LOGARÍTMICO . k e m O programa desenhará a curva e calculará os desvios relativos às medições. k e m. Deve-se partir para a extrapolação com as equações já definidas para a faixa de cotas das medições. • Fixando os Três Parâmetros h0. que encontrará seus valores ótimos.EXTRAPOLAÇÃO DA RELAÇÃO COTA-VAZÃO O CURVA-CHAVE permite a extrapolação. para cálculo de seus parâmetros hidráulicos: área. Os métodos STEVENS.SEC correspondente à estação (ver 2.O AJUSTE MANUAL Atenderá aos casos em que o ajuste automático não resultou satisfatório.5.1). 6. 6. É possível obter o ajuste ideal por tentativas.3. É possível obter o ajuste ideal por tentativas. STEVENS. perímetro molhado e raio hidráulico. dentro do próprio programa CURVA-CHAVE na opção Divisão por datas que é idêntico a Dividir arquivo do módulo GRÁFICOS(ver instruções 2.4. • Fixando o h0 O valor informado será fixado e o cálculo dos demais parâmetros será automático pelo método dos mínimos quadrados. observando a sensibilidade da curva ao valor de h0.• Divisão Por Datas . m influirá mais sensivelmente sobre a sua curvatura e h0 mais sobre a sua inclinação. Para qualquer dos dois deverá ter sido previamente selecionado o arquivo de seção *.Resultando Vários Arquivos de Medições A limitação de três períodos de datas com apenas um trecho de cotas pode ser contornada separando o arquivo em quantos forem necessários. e MANNING se utilizam do levantamento da seção transversal do curso d'água na seção de réguas. O parâmetro k deverá transladar lateralmente a curva.2).3.

DIGITA PARÂMETROS . É solicitada a cota máxima para extrapolação. A tabela apresenta as vazões para dez pontos de cotas intermediárias. A curva-chave é desenhada com o trecho extrapolado exibido em cor diferente da adotada em sua parte inferior. n 1 1/2 O programa determina os valores de K ( I = cte = K ). para dez pontos intermediários entre a cota máxima de medição e a cota de extrapolação. • O Método de MANNING É solicitada a cota máxima para extrapolação com a cota da medição mais alta exibida na tela.3. É solicitado então informar o valor de K para as cotas altas. O programa constrói. O procedimento poderá ser repetido. na tentativa de se obter a linearidade do trecho em escala logarítmica. Para verificação da aplicabilidade da equação. fazendo a comunicação entre elas e fornecendo os valores de vazão. Caso o trecho se apresente com curvatura.a partir da n Q= velocidade (v) e do raio hidráulico (R) calculados para as diversas cotas. no gráfico cota x vazão e ainda o gráfico de seção transversal (opcional) . será necessário utilizar o Ajuste manual fixando-se um novo valor para h0. Em seguida o programa calcula Q para dez valores de cotas entre a medição mais alta e a cota de extrapolação. através da informação de seus três parâmetros (h0. O valor a ser informado poderá ser o da cota máxima observada nas leituras de régua do período em análise. para o trecho conhecido da curva . sem exibir. • O Método de STEVENS É solicitada a cota máxima para extrapolação com a cota da medição mais alta exibida na tela. Pressionando-se uma tecla qualquer. quanto à sua linearização. a curva-chave é redesenhada com o trecho extrapolado exibido em cor diferente da adotada em sua parte inferior.O método não utiliza os parâmetros hidráulicos da seção transversal e portanto dispensa a seleção do arquivo de seção transversal. obtendo-se novos valores para os parâmetros k e m. sendo exibida na tela a cota da medição mais alta. as curvas h x AR 1/2 e A1/2 x Q para os pontos medidos.1). 6. calculadas através da equação definida para o trecho superior da curva-chave. que é do tipo Q = k ∗ ( h − h0) m . entre a da medição mais alta e a de extrapolação fornecida pelo usuário.4 . e plota os pontos h x K.R 2 3 . ____ digitar o valor (em cm) e [ENTER] É exibida na tela a tabela de vazões extrapoladas. pode-se.1). Obtido um novo ajuste deve-se solicitar Extrapolação e em seguida Logaritmico para se ter o trecho extrapolado. k e m). ____ digitar o valor (em cm) e [ENTER] É baseado na fórmula de Manning 1 A.PARA DESENHAR A CURVA-CHAVE A opção permite que se desenhem curvas previamente definidas. exibindoos na tela.I 1 2 (ver 1. ____ digitar o valor (em cm) e [ENTER] O método é originalmente gráfico e se baseia na fórmula de Chezy (ver 1. através da opção "Escalas gráficas". mudar para escala logarítmica e assim avaliar o trecho superior da curva ajustada pelo programa. e portanto do método. A curva-chave é redesenhada com o trecho extrapolado exibido em cor diferente da adotada em sua parte inferior. a partir da tendência exibida.

COP FEVEREIRO/1999 7. 1998) e aos ajustes de distribuições e intervalos de confiança. discriminadas a seguir: . 6. colocando-o em formato adequado (próprio do Sistema GRAFCHAVE). 6.RESTRIÇÕES DE USO 6. e a seção for regular e estável durante o período considerado. 7.4. contém 4 folhas de tabelas e 1 folha de gráfico. Nº de trechos: e Divisão por datas.PLANILHA DE CÁLCULO q7.TAMANHO DO ARQUIVO DE ENTRADA O GRAFCHAV pode aceitar no máximo um conjunto de 400 medições por arquivo.RSM será necessário convertê-lo no sistema MSDHD e depois editá-lo em editor para MS-DOS. VAZÕES MÍNIMAS . uma vez que se fundamenta na equação de Manning para o escoamento uniforme e admite a regularidade da seção transversal. 4 .1 APLICABILIDADE DO MÓDULO CURVA-CHAVE A metodologia utilizada no CURVA-CHAVE é aplicável aos casos em que se considera unívoca e permanente a relação cota-vazão.Nº de trechos ____ (até 3 estágios de cotas ou períodos de datas). O modelo de planilha eletrônica desenvolvido para cálculo de vazões mínimas está sendo refinado. Será válida quando: a variação da linha d'água. O Menu apresentará desabilitadas as opções Curva-Chave. visando à uma versão mais completa e robusta.SEC). houver controle definido. for desprezível se comparada à precisão do método de medição de vazão.10 7. especialmente quanto à inserção automatizada dos dados de entrada (interface de comunicação com o Microssistema de Dados Hidrometeorológicos – MSDHD (ANEEL. e salvando-o com extensão . no formato MS Excel 97. Ultrapassando-se este limite.2 . o programa não apresentará resultados válidos.1 – APRESENTAÇÃO Este trabalho foi realizado pelo engenheiro Afonso Kalil da Divisão de Hidrologia Aplicada do Departamento de Hidrologia .4. da enchente para a vazante.2 – DESCRIÇÃO DO MODELO A planilha eletrônica. Para superar esta restrição será necessário editar o arquivo e dividí-lo em outros de até 400 medições. Maior cota : (cm) Menor cota : (cm) H0 : (cm) K: m: Se desejar incluir seção transversal a janela de seleção será aberta para a escolha do arquivo (*.DEHID. Partindo-se do arquivo . dividindo-o.

capturados automaticamente das respectivas folhas. com 52 anos no histórico.dsc (MSDHD) para o formato *. 1. 1977.gráfico do ajuste de q7 = q7 (TR). mas 49 aptos para análise (sem lacunas maiores que 13 dias). q7) conforme a habilidade e sensibilidade estatística e hidrológica do operador (Lanna. Nas colunas H. 1997).3 – UTILIZAÇÃO A base de dados necessária para o trabalho consiste nas séries históricas de vazões diárias.apresenta um resumo de estatísticas extremas da série histórica de vazões (máximo. Haan.4 – DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Um exemplo é demonstrado. respectivamente média e desvio padrão amostrais. também. por Gumbel e Weibull e o resumo dos ajustes para diversos períodos de retorno (TR).calcula o ajuste dos mínimos pela distribuição de Gumbel. I e J de Plan1 (Kite.0 . Chow et al. Q7-min . sendo default a formulação de Cunnanne (Cunnanne. 2. 1977. 2. 1978. listando-os e classificando-os para que seja possível o cálculo de suas posições de locação. 1988 e Lanna.4 e 70. Plan1 . média e mínimo). 5. 7. rio Paraíba do Sul. A formulação de posições de locação adotada foi a de Cunnanne. 4. ajustados para posições de locação de acordo com o critério desejado pelo operador (via ferramenta de cenários). F e G são listados os valores da coluna D de maneira mais prática para o trabalho. código 58235000.1. 1979 e Lanna. O q7. q7) conforme a habilidade e sensibilidade estatística e hidrológica do operador (Lanna. 3. 4.realiza os cálculos dos q7 anuais (mínimos das médias móveis de sete dias). O ajuste na folha Weibull precisa do cálculo do coeficiente de assimetria amostral.. Além do coeficiente de assimetria amostral. a média e o desvio padrão (Kite. 1997). sendo as colunas D e E para este ajuste mais refinado.v. 5. DMQ e Resumo . 3.vdd (ASCII duas colunas. um quadro com o cálculo de desvios médios quadráticos (DMQ) e coeficientes de correlação (CORR) entre a amostra e os ajustes.calcula o ajuste dos mínimos pela distribuição de Weibull. 1979 e Lanna. convertidas do formato *.. A planilha permite que sejam descartados pares de valores (TR. a primeira é a data e a segunda a vazão média diária). os DMQs e CORRs são calculados (q. Introdução) e também são listados os melhores ajustes conseguidos para Gumbel e Weibull. adaptada para trabalhar com mínimos. obtidos das colunas H. nas colunas H. mas cada ajuste substitui o anterior. I e J. Na folha DMQ e Resumo. 1997). Calcular as médias móveis de sete dias na coluna C e os seus mínimos anuais na coluna D. Importar a série de vazões para as colunas A e B de Plan1. A folha gráfica serve como apoio aos procedimentos de ajustes. A planilha permite que sejam descartados pares de valores (TR. estação Queluz. utiliza-se.10 ajustado por Gumbel e Weibull foi calculado em 71. Nas colunas E. I e J classificam-se estes valores. O ajuste na folha Gumbel faz-se pelas variáveis x e s . Weibull . 1997). Haan. 1997). 7. Gumbel . assumindo-se pequenas amostras como o caso geral.

desvio padrão e assimetria) permitem esta adaptação à configuração curvilínea da amostra. . Os três parâmetros da distribuição Weibull (média. Para 33 estações analisadas na bacia do rio Paraíba do Sul. que se mostra fundamental no trecho inferior da curva (longos períodos de recorrência). Observa-se. razoavelmente próximos. o ajuste por Weibull se mostrou mais adequado em todas as estações. Contudo. que para longos períodos de retorno. há um distanciamento considerável das distribuições.m3/s. seja Gumbel ou Weibull. verificou-se uma proximidade muito grande entre os dois ajustes para o q7. sendo a de Weibull mais próxima dos dados.10 . no espectro de períodos de retorno entre 2 e 1000 anos. entretanto.

87 x1.87m / s .ANEXO 2 . Experimenta-se então um hmáx = 1.7 m/s b= Q máx − mhmáx v máx hmáx b= 30 − 0. seja excessiva e. • Definição da geometria do canal. dados: Q máx = 30m 3 / s material do local: solo muito compactado. admitindo-se que a largura máxima seja 10 m. em função dos aspectos topográficos locais.5. v' máx = Q máx hmáx b'+ mh 2 máx = 30 = 2.5 m.6 tem-se o valor de 1.1. admite-se v máx = 1. o canal seria estável se fosse revestido com pedras de 10 a 15 cm.1 para a correção da velocidade admissível no canal (tendo em conta o tirante de 1.75 Da Tabela 7. Assim. considerando-se Daí: hmáx = 1 m. pode-se fixar m = 0.5 m atende às condições de estabilidade do material de fundo.EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTOS DIVERSOS CANAL LATERAL COM SOLEIRA VERTEDOURA AO FINAL I ) Dimensionar um canal extravasor lateral com soleira vertedoura ao final. Da Tabela 7.1.75 x1.7 x1. com grande quantidade de argila.79m / s 1x10 + 0. Como alternativa pode-se verificar as condições de funcionamento do canal com largura de 10 m e tirante máximo de 1 m. Daí: b= 30 − 0.75 x1 = 16.4.75 x12 Pela Tabela 7. Assim: v máx = 1. . estudar-se-ia o aumento da lâmina prevista para o canal.1.6 = 10m 1. Da Tabela 7.9 m é adequada para o canal sem revestimento. a largura de fundo Supondo-se que a largura calculada.7 x1 b = 16. • Proteção do canal de restituição das águas vertidas ao rio.9m 1.5 m).5 = 9.1 = 1.5 Observa-se assim que o canal com 10 m de largura e tirante de 1.5. por exemplo.1.

dimensiona-se a soleira afogadora ao final h sol ⎛Q ⎞ = ⎜ máx ⎟ ⎝ 1.04m Adota-se o valor mínimo p = 0.5hsol = 2.50 + 1.46 = 3. ter-se-ia que recalcular o canal extravasor. Note-se que.1.46m Altura da soleira: p = hmáx − hsol = 1.50 − 1. .46 x10 Pela Tabela 7.7 x10 ⎠ 2/3 = 1.96 m.46 = 0.05m / s h sol b 1.7b ⎠ 2/3 ⎛ 30 ⎞ =⎜ ⎟ ⎝ 1.5 x1. nesse caso.46 = 1. partindo-se de hmáx = 1. verifica-se que o material adequado para construção da soleira é cascalho grosso com diâmetro de 40 a 75 mm.5 m.Supondo-se que se adote a solução do canal extravasor: Altura d’água sobre a soleira: b = 10 m.5.96m Extensão da soleira: L sol = 2. hmáx = 1.65m Velocidade de escoamento sobre a soleira: v sol = Q máx 30 = = 2.05 m e o canal terá o tirante máximo igual a: hmáx = p + hsol = 0.

97 s > 3s (6s ) gH 9.165 x540 = = 6.012 m (ver Exemplo VI) Perda de carga nas grades da tomada d’água h g = 0.76 cm) e = 3/8” (9.9479 m2 v= Q 3. • Determinação das perdas de carga no sistema adutor a montante da chaminé de equilíbrio.9479 Verificação da necessidade da chaminé de equilíbrio: L 540 = = 21.6 > 5 H 25 th = e vL 3.0 = = 3.0 m3/s ver Exemplo VI Cálculo da velocidade da água no interior da tubulação: Diâmetro interno Área interna D = 109. Dimensionamento da chaminé de equilíbrio: Supõe-se a instalação dessa chaminé de equilíbrio no ponto da tubulação distante 500 m da tomada d’água e a 40 m da casa de máquinas.81x 25 o que mostra haver necessidade da instalação de uma chaminé de equilíbrio.044 m (ver Exemplo VI) Perda de carga na entrada da tubulação adutora .86 cm A = 0.165m / s A 0.CHAMINÉ DE EQUILÍBRIO II ) Verificar a necessidade da instalação de uma chaminé de equilíbrio em um aproveitamento hidrelétrico com as seguintes características: Tomada d’água: igual à descrita no Exemplo VI Tubulação forçada: Diâmetro nominal Dn = 44” (111. Perda de carga inicial na tomada d’água hi = 0.52 mm) Espessura da parede Comprimento total Altura de queda bruta Descarga de projeto L = 540 m H = 25 m ver Exemplo VI Q = 3.

241 m • Determinação da área mínima interna da seção transversal Supondo o aproveitamento “a fio d’água”.020m 2g 2 x9.1651.020 + 3.165m 109. o NA do reservatório não varia e: H m = H = 25.241 m Com tubulação de paredes ásperas: ht' = hi + h g + he + ha = 0. majorando-se o diâmetro interno seja: Dc Dc = 4.1651.40 3.he = k e 3.5 km ha = JLc = 410 K a ha = 410 x0. a altura da chaminé de equilíbrio será: H c = 19.1 Para paredes ásperas: K a = 0.044 + 0.9479 v2 x = x = 3.012 + 0.9 Lc D 1.81 (25 − 3.32 Lc = 500 m = 0.32 x v 1.00m πDc2 π4.9 x0.1 h' a = J ' Lc = 410 x0. pode-se aumentar a área da seção transversal da mesma.020 + 4.165 = 4.861.0m Ac = Lc At 3. por motivo econômico ou para tornar a sua construção mais fácil.288m 2 2 g ( H m − ht )ht 2 x9.165 2 v2 = 0.00 2 Ac = = = 12.5664m 2 4 4 .5 = 4.332 = 4.332m 109.408 Dc = 2.408)3.165 2 500 x0.9 x0.81 Perda de carga por atrito na tubulação adutora a montante da chaminé de equilíbrio Para paredes lisas: K a = 0.40 x Perda total de carga no sistema adutor Com tubulação de paredes lisas: ht = hi + h g + he + ha = 0.1 3.044 + 0.861.046m resultado Para esse diâmetro.04 = 0.5 = 3.012 + 0.62m Com a finalidade de reduzir a altura da chaminé de equilíbrio.

• Cálculo da altura da chaminé de equilíbrio ' H c = YE + y E + YD + y D + YR H c = 4. Entrando-se com k '= 0.667 x6.1.797 x6.21 = 4.667 3 9 Ye = z eYe = 0.21m gAc 9.81x12.95m que identifica a depleção ' YD com abertura parcial de 50% a 100% como mais favorável que a depleção YD logo após a elevação com fechamento 100%.21 Yd k ' = 0.9479 x500 = 3.0 + 4.21 Ye 2 1 z e = 1 − k + k 2 = 0.683 na Tabela 7.21 = 4.• Determinação da oscilação da água no interior da chaminé de equilíbrio Elevação máxima da água.40m Depleção decorrente da abertura parcial de 50% a 100% do dispositivo de fechamento.165 = 6.33. encontra-se ' z d = 0. para um fechamento de 100%.13 ou na Figura 7.1. encontra-se Entrando-se com z d = 0.21 = 2.95 + 1.408 = = 0.14 ou na Figura 7.683 6.14m Depleção consecutiva da água após a elevação máxima para um fechamento de 100%.1.0 + 0 = 11.32.5664 ht 3. considerando as perdas de carga: k'= ht' 4.386 YD = z d Yd = 0.797 ' ' YD = z d Yd = 0.09m . considerando as perdas de carga: Ye = Yd = v k= At Lc 0.14 + 1.549 6.386 x6.683 na Tabela 7.1.241 = = 0.

• Verificação da perda de carga Pela fórmula de Scobey.92 2 A = área interna da seção transversal da tubulação A velocidade de 1. sabendo-se que o tempo de fechamento para a turbina é de 6 segundos.32 x0.9 L = 410 x0.1 921.50m / s .1.29m D 1. Dados colhidos do Exemplo VI: Queda bruta do aproveitamento Comprimento da tubulação forçada Diâmetro interno da tubulação forçada Velocidade da água no interior da tubulação forçada Deduzidas as perdas ' hi' . IV )Verificar a espessura de parede da tubulação forçada apresentada no Exemplo VI. onde A 3.0m L = 40.7mm v = 4. portanto.1 que eqüivale a uma perda de carga percentual de 4% da queda bruta.1416 x0.70m / s e ' ha relativas ao canal de adução. tem-se: ha = 410 K a v 1.15 = 0. hg H = 25.15 .15km • Cálculo do diâmetro econômico Aplicando-se a fórmula de Bondschu simplificada.9 1.77 = 92cm H 8 • Verificação da velocidade A velocidade da água no interior será: v= Q 4 x1 = = 1. tem-se: De = 123.CONDUTO FORÇADO III ) Determinar o diâmetro econômico de uma tubulação de aço que opera dentro das seguintes condições: Descarga máxima Queda bruta Comprimento Q = 1m 3 / s H = 8m L = 150m = 0.501.5 m/s) e. aceitável.50 m/s é menor que a máxima admissível (Tabela 7.0m D = 901.77 Q3 13 = 123. a queda bruta em relação ao NA da câmara de carga da tubulação forçada será: .

52mm 400 400 e e Espessura mínima: emin = Pelos valores encontrados para emin .041m pi = 28.47 Q pc = 7.0 − 0.b) encontra-se: Sobrepressão: Depressão: ρ = 0.638m Cálculo da espessura de parede da tubulação forçada e= pi D + es 2σ f k f onde: pi = H 1 + hs = 24.3082kgf / cm 2 ⎝D⎠ O diâmetro da tubulação de aeração será de: 3 d = 7.1.1.9% H 1 = −5.422 = 28.619m Cálculo da sobrepressão e depressão para t = 6s : ρ vL 4. De acordo com a metodologia apresentada no item 7.9% de de H 1 = +3.3.4 com parâmetro equação de hs (item 7. encontra-se Z2.3082 = 10cm .500⎜ ⎟ = 0.130 .1.5 deve ser calculado o diâmetro da tubulação de aeração para prevenção do colapso.7 + 1. Substituindo-se Z2 na θ + hs = 13. .13mm 2 x1400 x0.7 + 508 = = 3.81x 24.804 x901.00 = 2.325 = 24.35 mm (1/4”) foi adotada corretamente para a espessura de parede da tubulação forçada no Exemplo VII.619 x6 Entrando-se no gráfico da Fig.47 1 0.8 D + 508 901.8.044 − 0.619 + 3.130 θ gH 1t 9.8 e1 = 1.012 − 0. 7.H 1 = 25. Adota-se tubo de 10 cm de diâmetro ou 4”.70 x 40 = = = 0.804kgf / cm 2 D = 901.7mm de coluna d’água σ f = 1400kgf / cm 2 k f = 0. conclui-se que a espessura mínima permissível de 6. ⎛e⎞ p c = 882.041tf / m 2 = 2.00mm e= 2.422m − hs = 22.

3/8” diâmetro.20m / s A 12 v e Com os parâmetros se Rh e n . apresentando as seguintes dimensões: Tomada d’água do canal Grade constituída com barras de ferro redondas.21m A 12 = = 1.5 x 2) = 12.00m h = 2.4 m3/s. com seção transversal trapezoidal.5 Área da seção molhada: Perímetro molhado: Raio hidráulico: A = 2(3 + 1. tendo 3.4km b = 3.5 2 = 10. inclinadas de 85 em relação ao piso da tomada d’água.4 = 0.40m 3 / s m = 1. sabendo-se que a unidade turbogeradora é alimentada por um sistema adutor constituído de um canal entre a barragem e a câmara de carga e de uma tubulação forçada em aço alimentando uma única unidade geradora. cobrindo uma área bruta de 1.00 m e uma descarga de 14.0 m de altura x 2.PERDA DE CARGA. 0 .40 = = 1.72 x0.0 m de largura. temos conhecidos os seguintes elementos básicos: L = 400m = 0.5 horizontal e onde a água flui com uma profundidade de 2. escavado em terra.00 m de largura no fundo. Solução: De acordo com o enunciado do problema.21 Rh = Calculando-se a velocidade da água no canal. e utilizando-se as fórmulas de Chézy e Ganguillet e Kutter determina- J = 0.72m / km A perda de carga será: ha = JL = 0. QUEDA LÍQUIDA E POTÊNCIA INSTALADA V ) Qual a perda de carga por atrito em um canal com 400 m de comprimento.288m VI)Determinar a potência a ser instalada em um aproveitamento hidrelétrico com 25 m queda bruta e uma descarga de projeto de 3 m3/s. espaçadas de 30 mm.00m n = 0.175m P 10. tem-se: v= Q 14.025 (caixa do canal em terra) Q = 14.00m 2 P = 3 + 2 x 2 1 + 1. inclinação das paredes de 1 vertical e 1. entre a câmara de carga e a casa de máquinas.

81 Perda de carga • hi' = 0.5m / s A 2.53mm (3/8”) 4 3 Descarga Área bruta da grade Inclinação da grade Velocidade da água a montante da grade Espessuras das barras (diâmetro) .44 cm externo). Cálculo das perdas de carga no sistema adutor Perda de carga na tomada d’água do canal • Perda de carga inicial hi' = k i v2 2g k i = 0.0m 2 θ1 = 85 0 vg = Q 3.Canal Em concreto. de seção retangular 10 mm x 60 mm.10 Perda de carga na grade ⎛e h = Kg ⎜ 1 ⎜e ⎝ 2 ' g ⎞ v2 ⎟ sen θ1 ⎟ 2g ⎠ Q = 3.0 = = 1.0115m 2 x9. 500 m de comprimento e com curvas suaves. seção retangular uniforme. diâmetro nominal 36” (91.10 Descarga Área de escoamento Velocidade da água Q = 3. com acabamento de argamassa de cimento na proporção 1:3.635 m) e 40 m de comprimento. inclinadas de 900 em relação ao piso da tomada d’água. com área útil de 1. espaçadas de 35 mm.0 1.0 e1 = 9.5 m de largura. na câmara de carga Grade construída com barras de ferro com arestas vivas.5 2 = 0.0 = = 1.0m 3 / s A = 1x 2 = 2. cobrindo uma área bruta de 2. Boca da tubulação forçada em forma de campânula Tubulação forçada Construída em chapa de aço soldada.0m 3 / s A = 1x 2 = 2.5m / s Ag 2. Tomada d’água da tubulação forçada.0 m de largura.0 m de altura x 1.0m 2 v= Q 3. espessura de parede 1/4” (0.0 m de altura x 2.

0m n = 0.0 + 2 x1.0 Rh = Calculando-se a velocidade da água no canal.996 2 g = 2 x9.5m P 4.Espaçamento entre barras e2 = 30mm K g = 1.00065 0. temos: 0.996 19.5 ⎝ 23 + Levando o valor C à fórmula de Chezy: v = 83.011 (revestimento com argamassa de cimento 1:3) Q = 3.011 ⎛ 0.0 x 2.0m A 2.502m .316 0.1.0 = = 0.0 = 4.00155 1 + 0.5 x0.00m 2 P = 2. Perda de carga na tomada d’água da tubulação forçada .0 = 2.011 C= = 83.5km h = 1.00065 = 1.5 = 0.65 x0.0 J = 0.50m / s A 2.00065 ⎠ 0.62 ⎝ 30 ⎠ ' g 4 Perda de carga no canal • Perda de carga por atrito Dados: L = 500m = 0. o que comprova que a declividade adotada é adequada.0m 3 / s Área da seção molhada: Perímetro molhado: Raio hidráulico: A = 1.325m Verificação: Aplicando a fórmula de Ganguillet e Kutter.2.316 0.044m ⎟ 0.62 Perda de carga 1. tem-se: v= Q 3.79 ver Tabela 7.5 2 ⎛ 9.0 = = 1.65 m/km tem-se: Adotando-se uma declividade ha = JL = 0.79⎜ = 0.00155 ⎞ 1+ ⎜ 23 + ⎟ 0. sen θ1 = sen 85 0 = 0.0m b = 2.53 ⎞ 3 h = 1.81 = 19.

04 Diâmetro interno da tubulação D = 91.17cm .5 = 3.0m 3 / s Ag = 2.0 2 = 0.2.0 = 0.0m 3 / s .5 = 3.023m 19.42 ver Tabela 7.0 x1.0m / s Ag 3.0 = = 1.000 2 g = 2 x9.0 2 ⎛ 10 ⎞ 3 ' hg' = 2.ver Figura 7.0m / s A 3.42⎜ ⎟ 1. sen θ1 = sen 90 0 = 1.0 1.81 = 19.62 Perda de carga 1.0m 3 / s A = 2.• Perda de carga inicial hi'' = k i v2 2g Descarga Área de escoamento Velocidade da água Q = 3.10 Perda de carga na grade ⎛e ' hg' = K g ⎜ 1 ⎜e ⎝ 2 Descarga ⎞3 v2 ⎟ sen θ1 ⎟ 2g ⎠ Q = 3.005m 2 x9.44 − 2 x0.1 .1.0 e1 = 10mm e2 = 35mm 4 Área bruta da grade Velocidade da água a montante da grade Espessuras das barras (diâmetro) Espaçamento entre barras K g = 2.62 ⎝ 35 ⎠ 4 • Perda de carga na entrada da tubulação forçada v2 he = K e 2g Descarga Q = 3.635 = 90.0 x1.0m 2 v= Q 3.2.81 Perda de carga • hi'' = 0.em forma de campânula K e = 0.0m 2 vg = Q 3.0 = = 1.

023 + 0.9 90.32 4.32 18.156m queda bruta.045m 2 x9.005 + 0.70 2 = 0.comprimento da tubulação L = 40m = 0. Cálculo da queda líquida sabendo-se que: que representa 4.701.040km v = 4.012 + 0.44 A perda de carga será: ' ha' = JL = 17.6386 Velocidade da água no interior da tubulação A perda de carga na entrada da tubulação será: he = 0.702m Perda total de carga no sistema adutor ' ' ' ' ht = hi' + hg + ha + hi'' + hg' + he + ha' ht = 0.Área interna da seção transversal A= πD 2 3.0m 3 / s .923 = 17.325 + 0.8% da H = 25m Queda bruta Perda total de carga no sistema adutor ht = 1.702 = 1.0 = = 4.045 + 0.553m / km 141.553x0.70m / s A 0.17cm (já calculado) (já calculado) Pela fórmula de Scobey: J = 410 x0.156 = 23.156m A queda líquida será: H L = H − ht = 25 − 1.044 + 0.1416 x0.6386m 2 4 4 v= Q 3.81 • Perda de carga por atrito Dados: K a = 0.32 .171.tubulação nova em chapas de aço soldadas .9017 2 = = 0.1 J = 410 x0.04 4.040 = 0.844m Cálculo da potência instalada sabendo-se que: Q = 3.70m / s D = 90.

60 m H = 25.0 m 0.5C 0.5D junta de dilatação B = 1.40 CORTE PERFIL H = Altura de água sobre o bloco D = Diâmetro da tubulação C = Comprimento da base do bloco (tabelado) B = Largura da base do bloco = 3D (no caso) A = Valor que deve ser no mínimo igual a 2D Nota: No caso o bloco foi enterrado a fim de garantir A = 2D . VII) CASO: Terra D = 0.85 P = 9.81rt rg QH L .5C 45° face de parede perpendicular ao talude face de parede vertical 2. portanto a potência instalada será de 597 kW.80 C = 4.H L = 23.844m rt rg = 0.5D D A 0.60 0.

50 km 2.33 5. R$ / unid. carga e transporte de Terra com Pá Carregadeira.49 3. 50m Escavação.87 4.00 km 1.02 2.66 3.38 US$ / unid. de 3 m un. 2.50 km 2.93 Desmatamento.52 Recarga de Terra no Estoque ou Botafora com Pá Carregadeira de pneus e transporte com Caminhão Basculante comum Preço Total em m3 (veículo) p/ dist.56 3.44 3.30 2.72 m3 m3 m m m m 3 3 3 3 2.08 3.50 km 1. 0. 0.18 .49 2. trator e Caminhão Basculante comum Preço Total em m3 (corte) para dist.30 km 0.58 2. 2 0.37 18.98 3.06 2.00 km Escavação.80 1.21 3.91 2.30 km 0.87 3.49 1.00 km m m m m m 3 3 3 3 3 R$ / unid. destocamento e remoção de árvores D > 0.15m Desmatamento.00 km 1.50 km 1.94 2.COMPOSIÇÃO DE CUSTOS E PLANILHAS DE ORÇAMENTO RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS RELAÇÃO DE PREÇOS UNITÁRIOS DE OBRAS CIVÍS Custos Referidos a: JANEIRO/98 Fonte: Composição de Custos .ANEXO 2 Taxa Câmbio = 1.71 1.15m Remoção de Camada de Solo com mat.ANEXO 3 . de 0.79 2.12 R$ / 1US$ US$ / unid. destocamento e limpeza de terrenos com árvores D < 0. de 0.50 km m3 m 3 1.91 4.60 4.30 km 0.) até dist.41 20. carga e transporte de Terra com Motoescavotransportador tipo CAT 621 ou similar Preço Total em m (corte) para dist. orgânico (raízes. etc.

30 km 0.96 3.89 11.00 km 1. de 0.86 12. m3 m m m m 3 3 3 3 10.30 km 0. transportador) e transporte em Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" inclusive prefissuramento 0.00 km 1.29 2. Rocha .43 9.62 13.64 2.48 18.37 10.00 km Pré Fissuramento para escav.00 km m3 m m 3 3 2.85 .99 13.00 km 1.95 11.13 12.50 km 2. transportador e transporte em Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" Preço Total em m3 (corte) para dist. etc.02m2/m3 (escav. R$ / unid.99 2. rocha (geometria definida) Escavação de Rocha a Céu Aberto (para fundações.64 11.81 12.58 14.89 13. de 0.50 km 2.50 km 1.20 13.57 2.56 10.78 10.17 14.10 20.30 km 0.62 13.67 11. transportador e transporte em Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" Preço Total em m3 (corte) para dist.50 km 2.35 m3 m m m m m 3 3 3 3 2 10.26 12.55 10.50 km 1.23 12.50 km 1.00 km Escavação de Rocha a céu aberto (perfuração/desmonte/carga no veículo.51 12. Preço Total em m3 (corte) para dist. de 0.1.91 US$ / unid.92 12.50 km 2.00 km 1.00 km Escavação de Rocha em Pedreira (perfuração/desmonte/carga no veículo. canais.52 m3 m m m m 3 3 3 3 9.55 15.92 11.geometria definida).) Escavação de Rocha a céu aberto (perfuração/desmonte/carga no veículo.13 15.76 12.

00 km Material de Emprestimo (Terra) --------> ATERRO LANÇADO Escavação + Carga + Transporte + Lançamento e Espalhamento de Terra 0.30 km 0.42 3.46 3. Preço/ m de Aterro 3 2. ENSECADEIRA.85 4.50 km 1. 2. Material direto da Escavação Obrigatória (Terra) -----> ATERRO LANÇADO Lançamento e Espalhamento de Terra Material de Depósito ou Botafora (Terra)------->ATERRO LANÇADO Recarga + Transporte + Lançamento e Espalhamento de Terra 0.50 km 2.67 3.10 1.50 km 2. ATERRO LANÇADO ( Solo.60 0.60 0.50 km 2.94 3.10 3.91 2.10 3 Espalhamento 0.58 R$ / unid.60 0.60 Preço/ m de Aterro 3 Vol.00 km m3 m m m m 3 3 3 3 US$ / unid.20 3.91 4.60 Preço/ m de Aterro 3 2.60 0.41 .82 2.44 1.01 4.87 4.62 2.00 km 1.35 Vol.52 2.27 3.60 0.43 3.90 5.66 3.37 4.Recarga de Rocha em Depósito ou Botafora no veículo transportador e transporte em Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" Preço Total em m3 (veiculo) para dist. em m 1. ETC.49 5.10 1.38 4. sem compactação) Distância Preço/unid.60 Preço/ m de Aterro 3 Preço/ m de Aterro 3 0.10 1.57 2.50 km 3.30 km 2.10 1. em m 3 Espalhamento 0.84 4.10 1.82 2. 0.50 km 1.30 km 0.05 3.60 0.00 km 1.60 0.10 1.02 2.10 1.99 3.60 R$ / unid.43 4.00 km 3.85 3.38 Espalhamento 0.83 3.28 Preço/ m de Aterro 3 1.53 US$ / unid.10 1.98 1.13 SERVIÇO EM TERRA E ROCHA para BARRAGEM.18 2. 2.79 0. de 0.96 3.60 0.00 km 4.

Vol.19 1.14 4.66 3.com Motoscraper) --------> ATERRO COMPACTADO Escavação/Carga + Transporte + Compactação 0.18 2.74 5. Preço/ m de Enrocamento 3 Preço/ m de Espalhamento Enrocamento 3 2.39 7.20 Compactação 1.64 5. Vol.10 4.19 1.83 4.ATERRO COMPACTADO ( Solo compactado) Distância Preço/unid.00 km ENROCAMENTO ( Rocha.00 km 1.51 6.60 4.20 1.19 1.50 km 1.70 6. 0.61 3.86 R$ / unid.19 1.87 3.81 4.19 1. Preço/ m de Aterro 3 1. sem compactação) Distância Preço/unid.50 km 2.20 1.21 Material de Emprestimo (Terra .06 1.49 4.92 5.91 4.86 0. em m 1.86 3.19 1.20 0. em m3 Material direto da Escavação Obrigatória (Terra) -------> ATERRO COMPACTADO Lançamento e Espalhamento e Compactação Material de Depósito ou Botafora (Terra) --------> ATERRO COMPACTADO Recarga + Transporte + Compactação de Terra 0.20 1.26 Preço/ m de Espalhamento Enrocamento 3 Preço/ m de Enrocamento 3 0.30 km 0.58 2.19 Preço/ m de Aterro 3 Preço/ m de Aterro 3 1.50 km 1.86 0.19 R$ / unid. Preço/ m de Aterro 3 2.96 3. em m Material direto da Escavação Obrigatória (Rocha) --------> ENROCAMENTO LANÇADO Lançamento e Espalhamento de Rocha Material de Depósito ou Botafora (Rocha) --------> ENROCAMENTO LANÇADO Recarga + Transporte + Lançamento e Espalhamento de Rocha 0.23 3.20 1.06 US$ / unid.30 km 0.27 4. em m3 1.39 3.19 1.20 1.10 1.77 US$ / unid.19 Preço/ m de Aterro 3 Preço/ m de Aterro 3 3.94 3.20 1.23 4.20 Compactação 1.50 km Vol.35 3.10 3 3 2.30 km 0.50 km 2.57 2.19 1.65 3.28 4.20 1.00 km Vol.38 .19 Compactação 1.02 2.33 5.20 1.80 4.00 km 1.

00 km 13.10 1.26 6.30 km 10.27 5.70 0.13 US$ / unid.86 0.84 4.43 8.51 Escavação + Carga + Transporte + Lançamento e Espalhamento de Rocha 0.72 1.86 0.89 2.86 7.10 1.90 6.86 0.80 0.83 9.57 1.70 0.10 Preço/ m de 3 Compactação Enrocamento 1.00 km Material de Pedreira (Rocha) -------> ENROCAMENTO COMPACTADO Vol.49 5.80 Compactação Enrocamento Enrocamento 9.62 8.26 4.50 km 2.80 0.85 ENROCAMENTO COMPACTADO ( Rocha compactada) Preço/ m de Espalhamento Enrocamento 3 Preço/ m de Enrocamento 3 0.89 0.92 1. Preço/ m de 3 Preço/ m de Enrocamento 3 1.50 km 10.33 .17 Preço/ m de 3 Preço/ m de 3 Escavação + Carga + Transporte + Lançamento e Compactação de Rocha 0.26 5. Preço/ m de 3 2.26 8.26 10.53 9.1.00 km 11.30 km 10.95 10.10 1.56 0.03 1.95 1.10 1.10 1. em m3 1.50 km 1.80 1.21 9.84 4.13 Compactação Enrocamento Enrocamento 4.00 km Material de Pedreira (Rocha) --------> ENROCAMENTO LANÇADO 3.54 5. em m3 Material direto da Escavação Obrigatória (Rocha) --------> ENROCAMENTO COMPACTADO Lançamento e Compactação de Rocha Material de Depósito ou Botafora (Rocha) ------> ENROCAMENTO COMPACTADO Recarga + Transporte + Lançamento e Compactação de Rocha 0.00 km 1.86 0.50 km 12.70 0.54 6.86 4.30 km 0.50 km 2.26 1.26 8.64 11.56 0. Vol.80 6.10 0.80 0.02 4.00 km 1.37 7.18 5.91 1.26 R$ / unid.00 km 11.68 10.78 1.13 1.92 1.56 Distância Preço/unid.50 1.20 3.26 4.20 1.09 5.81 5.10 1.26 4.26 9.86 0.94 3.50 km 10.70 0.49 5.95 1.50 km 12.49 1.88 10.22 8.86 0.26 8.70 0.

84 64.62 14.76 Diâmetro = BX 59.35 13.3.85 0.40 22.3.91 m m m m m m 23.2.02 53.19 66.43 5.76 39.85 7.44 80.3.84 44.31 R$ / unid.3.78 59.2.15 11.27 Perfuração em Rocha c/ sonda Rotativa c/ coroa de Vidia (incl.23 Diâmetro = 10" 1.58 3.85 13.24 Perfuração em Rocha c/ Wagon Drill e Martelete (basalto) Wagon Drill Diâm.05 3.61 4. = 2 1/2" 1.32 41.21 Diâmetro = 4 1/2" 1.25 Martelete Diâm. = até 1 1/2" 1.01 4.70 13.88 14.43 57.2.95 8.07 36.2.77 Diâmetro = NX 75.75 Diâmetro = AX 47.3.38 27.3. 53.33 89. 0.46 30.80 1.12 6.13 18.63 R$ / unid. EMOP Perfuração c/ sonda a percussão em Solo (incl.5mm vertical 1.22 Diâmetro = 6" 1.11 Código Catálogo Ref.00 km Transição Lançada Transição Compactada Filtro Horizontal Filtro Vertical 13.31 15.33 47.78 Diâmetro = H 100 mm vertical 19.68 Serviços Diversos para Limpeza e Tratamento de Fundações Limpeza de superficie de Solo para fundação de Barragem de Terra ou Enrocamento Limpeza de superficie de Rocha para fundação de Barragem de Terra Limpeza de superficie de Rocha para fundação de Estruturas de Concreto m m m 2 2 2 0.2.97 14.26 m3 m m m 3 3 3 11.22 22.65 66.19 30. Mob/Desmobil 20%) 1. Mobiliz. 12.6mm vertical 1.51 49.77 59.32 25.02 11.3mm vertical 1.49 m m m m .92 US$ / unid. 48.15 26.85 US$ / unid.41 15.73 Remoção de Ensecadeira Plantio de Grama em Placas m3 m2 4./Desmobiliz = 15%) Diâmetro = 3" 1.

91 31.707.69 126.75 3. 58. Preço Unitário Concreto Armado em R$ /m3 = Concreto SEM CIMENTO para estrutura "TIPO GRAVIDADE" (Massa) Preparo de Concreto na Central Dosador Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Lançamento Cimento 200 kg/m 3 2 3 3 m m m m m m m 3 3 3 3 3 3 3 0.0 km 1.98 126.05 104. etc.22 30. escoramentos.10 11.91 31. 1.48 US$ / unid.40 18.77 271.300 0.5 km)= .46 saco 50 kg m 3 3 21.000 1.1+11.97 m kg Concreto Armado para estruturas isoladas (preparo em Betoneira) Preparo de Concreto em Betoneira Cimento 300 kg/m 3 3 2 3 US$ / unid.93 439.98 2.98 37.707.00 1.000 1.98 2.78 4. escoramentos.72 151.2 m /m Diversos: Juntas.100 5.97 140.5 km 1.78 4.4mm 15x15 Concreto Forma de Madeira Armadura CA . etc. 58.58 1.23 116.000 1.44 Preço Unitário Concreto em $ /m3 (transporte d= 0.23 392. 1.75 3. ( 5% ) 6.000 0.69 m 3 ton ton m 2 Armadura 100 kg/m Forma de Madeira 5 m /m Diversos: Juntas.Injeção de Calda de Cimento Injeção de Argamassa de Cimento/Areia Concreto Projetado (seção de projeto) Tela de Aço tipo "TELCON" 3.82 5.84 7.30 7.50.67 303.84 7.25 R$ / unid.80 170.000 58.61 157.15 20.79 1.000 1.23 93.5 km 2.76 24.0 km 3.000 1.23.0 km ton ton m 2 Armadura 10 kg/m Forma de Madeira 0.00 1.200 30.22 0.82 5.100.000 1.58 R$ / unid.11.50 7.000 58.05 1.

36 141.22 1.73 0.Preço inclusive fornecimento de cimento Preço Unitário Estrut.5 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 1.23 139.000 58.Preço Unitário Concreto em $ /m3 (transporte d= 1..15 98.= 0.23 US$ / unid. > 50. 38.91 125.0 km)= Concreto SEM CIMENTO para estrutura "FORTEMENTE ARMADA" Preparo de Concreto na Central Dosador Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Transporte de Concreto Lançamento de Concreto Cimento 300 kg/m 3 3 2 3 3 3 3 94.68 109.0 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 1.78 4.29 144.84 7.09 105. Concreto Ciclópico em $ /m3 (Pedreira dist.5 km 2. Concreto Ciclópico em $ /m (Pedreira dist.0 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 1.84 7.19 96..22 95.5 km)= Preço Unitário Estrut. escoramentos.98 2.84 111.75 3. etc.73 126.0 km 1.0 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 3.98 2.00 1.5 km 1.5 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 2.78 4.33 142.34 .0 km ton ton m 2 Armadura 100 kg/m Forma de Madeira 1.0 km)= 3 111.82 5.23 156.86 (Estrutural) 1.000 1.94 Obra em Concreto Ciclópico (pequenas obras.61 107.0 km 3.30 159.000m m 3 3 3 3 3 33.707.000 1.000 30.0 m /m Diversos: Juntas.37 161.000 1.82 5. 3 m m m m m m m 3 3 3 3 3 3 3 58.5 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 2.91 56.com "rachão" ou pedra de mão de PEDREIRA) Concreto Ciclópico .53 106.91 56.39 140.000 1.21 158.75 3.000 1.12 157.Preço exclusive fornecimento de cimento Vol.= 1. ( 5% ) 30.02 Preço Unitário Concreto em $ /m3 (transporte d= 0.26 125.54 R$ / unid.000 1.0 km)= Preço Unitário Concreto em $ /m (transporte d= 3.0 km)= Estrutura em Concreto COMPACTADO A ROLO (CCR) Concreto sem Cimento .

62 82.63 33.20 31. 11.56 440.Preço Unitário Estrut.39 493.810.= 1.91 37. Concreto Ciclópico em $ /m (Pedreira dist.97 306.80 m m m m m un.39 153.83 126.92 US$ / unid.89 206.11 323.294.80 m Bueiro Tubular Simples de Concreto diâmetro = 1.19 273.34 32.00 m Boca de Bueiro para BTSC diâmetro = 0.84 4. .77 787.09 112. m m m 3 m2 m m 2 2 2 35.tipo francesa Cobertura com Telha de Chapa de Cimento Amianto Ondulado 8 mm Cobertura com Telha de Chapa de Cimento Amianto Trapezoidal tipo "Canalete 90" Parede de Alvenaria e = 20 cm (revestido e pintado) Instalação Eletrica.87 702.72 39.25 4.80 m Boca de Bueiro para BTSC diâmetro = 1.27 125.60 m Boca de Bueiro para BTSC diâmetro = 0.31 230.40 m Canaleta (meia cana) ou calha circular de concreto simples prémoldado d = 0.40 53.0 km)= 3 112.= 2.17 136. 10.86 27.06 113.95 63.85 361.64 m ponto de luz un.31 R$ / unid.54 125.5 km)= Preço Unitário Estrut. un.25 92.75 INSTALAÇÕES E ACABAMENTOS .00 m Canaleta (meia cana) ou calha circular de concreto simples prémoldado d = 0.60 m Canaleta (meia cana) ou calha circular de concreto simples prémoldado d = 0. un. tipo predial Banheiro completo (wc de 5 m2) SERVIÇOS E OBRAS DIVERSAS Escavação Manual de Vala em terra Bueiro Tubular Simples de Concreto diâmetro = 0.CASA DE FORÇA Cobertura com Telha de Barro .93 48.31 71. Concreto Ciclópico em $ /m3 (Pedreira dist.34 28.60 m Bueiro Tubular Simples de Concreto diâmetro = 0.

00% 3.89% 1.63% 4.33% 52.37% .942.53 0. Total de Horas 381.20% 2.00% 50.xls Composição de Encargos Sociais GRUPO I (Horas Normais jornada de 44h/semana) Obrigações de Lei que incidem diretamente sobre a Folha de Pagamento.33 80.26 Trab.3333 7.53 0.40 3.3333 7.Efetivo 1.942.50% 1.00% Total de Horas de Afastamento = Trab. 20.02% 11.3333 7.3333 Fecundidade % dos Trab's.676.676.33 14. = 97% e Trab.35 semanas/mes (365/12/7) 7.67 29.40 1.3333 30 381.15% 1.40 220 horas trab.26 Cálculo dos Percentuais do GRUPO I I horas não Tra Domingo Feriados Enfermidade Acidente de Trabalho Ausência Legal Férias (com abono de 33%) Licença Paternidade Licença Maternidade 13o Salário Total do Grupo I I 7.40 1.942.76% 13.67 734.942.30% 1.67 0.40 1.3333 7.942.942.942.COMPOSIÇÕES DE CUSTOS cmpscao.67 0.51% 0.00% 3.67 36.80% 3.67 190. Total de Horas/Ano efetivamente Trabalhadas 2.00% 50.67 horas totais do ano (365 x 7. 1.03% 0.40 1.67 190.00% 97.40 1.3333 7.40 1.00 horas/semana = <---variável 4.67 29.33 80.40 1.942.06% 0.Masc.942.33 14. = 3% e 50% dos trab's em idade Fértil (18 a 59 anos).40 734.00% 8. Total Anual Total Não Trab.Femin.00% 0.3333 horas/dia (44/6) 2.333) Horas não trabalhadas no ano Dias Domingo Feriados Enfermidade Acidente de Trabalho Ausência Legal Férias Licença Paternidade Licença Maternidade 52 11 5 4 2 26 5 120 h/dia 7.40 1.67 36.40 Incidência % 19. em idade fértil % Masc e % Fem.80% INSS INCRA Salário Educação SENAI SESI Seguro Acidente de Trabalho FGTS Total do Grupo I GRUPO I I Direito de recepção de salários dos dias em que não há prestação de serviços e portanto sofrem incidência do Grupo I Parâmetros Básicos 44.3333 Número de Feriados = <---Variável 7.942.3333 7.00% 36.

20% são MENSALISTAS.19% 1.333x365/12)x95% x 6meses x (12/6)) x 40%/1.708. SEMANALISTA MENSALISTA ((30 x 7.27% 17.80% Acréscimo sobre o Salário hora diurna (b) Incidência (a) x (b) Obs. seja ele optante ou não do FGTS.62% 242.37% = 19. porém não recebem incidência do GRUPO I AVISO PRÉVIO 95% dos empregados recebem aviso prévio (5% se aposentam ou pedem demissão) 80% são SEMANALISTAS. com média de permanência de 6 meses.15% 19.59% 25.00% 133.333 x 80% x 95%)/1.942.Lei 6.40 INDENIZAÇÃO ADICIONAL . o empregado dispensado sem justa causa. temos: Total = 14% x 7.37% 25. com média de permanência na Empresa de mais de 1 ano de serviço.333 x 30/1942.942. com menos de 1 ano de serviço e recebem aviso indenizado. terá direito a uma indenização adicional equivalente equivalente a um salário mensal (30 dias).708 De acordo com artigo 9 da Lei 6.91% 161.00% TOTAL GERAL = para cálculo de custo de Horas Extras.22% 2.62% 150.37% 4.942. no período de 30 dias que antecede a data base de sua correção salarial. 50% se não tiver "Acordo Sindical" alterando essa % para mais.00% Total do Grupo I 36. Não há acréscimo sobre os Grupos 2 e 3 da hora normal Total do Grupo I I Total do GRUPO I I I Total do GRUPO I V (total do Grupo I x Grupo II) TOTAL GERAL = GRUPO I + GRUPO I I + GRUPO I I I + GRUPO IV TOTAL GERAL = Soma de Encargos Sociais + Acréscimo de Salário sobre Hora Normal) 161. acréscimo de 50% sobre Horas Normais ) (a) 50.40% 52. a partir da Tabela de Horas Normais 18. Estimando que 14% dos empregados se desligam da Empresa dentro de 30 dias que antecede a data base.58% 134.40 Total do GRUPO I I I GRUPO I V São encargos que recebem a reincidência dos ENCARGOS SOCIAIS GRUPO I x GRUPO I I = 36.80% x 52.333 x 20% x 95%)/1.14% 28.40) x (12/6) ((30 x 7.40) x (12/12) Subtotal = INDENIZAÇÃO POR DISPENSA SEM JUSTA CAUSA (40% sobre os depósitos FGTS) Total = (8%x(7.14% TOTAL GERAL = GRUPO I + GRUPO I I + GRUPO I I I + GRUPO IV ADOTADO Composição de Encargos Sociais (Horas Extras.43% .GRUPO I I I Pagos diretamente ao empregado.

000 2.24% 157. contabilidade.00% <<--.24% (44 x 134% + 12 x 242.000 .00% 10.00% 1.00% Benefício ou Lucro Bruto do Empreiteiro Riscos. no total 56 horas. Administrativo e de Suprimentos Administração Local Despesas com corpo técnico.Adotado Taxa de Manutenção em % da Depreciação 100% 80% 80% Trator de Esteira Trator sobre Pneus (inclusive tipo agrícola) Motoniveladora 10. Pis e Contribuição Social Subtotal TOTAL DE BDI = {(1+28%)/(1-5.50% 3.15%)} -1 = ADOTADO 10.000 10. comunicações despesas de locomoção.15% 34.000 2. 3. Estrutura de Apôio Técnico. comandos de produção. Contabilidade Geral. topografia. por ano 5. consultorias. veículos. materiais de consumo do escritório. despesas com energia.65% 5. Imprevistos ou Contingências Subtotal Impostos ISS 5% sobre o Custo da Mão de Obra 5% x 30% = Cofins.00% 28.43% 44 12 157. % PARA MANUTENÇÃO E HORAS TRABALHADAS POR ANO DISCRIMINAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Vida Útil em horas Horas Trab.000 10.ADOTADO JORNADA DE TRABALHO ADMITIDO PARA EXECUÇÃO DE OBRAS (implantação de PCH) Adotando Trabalho Semanal de 44 horas normais e 2h Extras/dia.00% 5.43%)/56 horas = ADOTADO para composiçã (Benefícios e Despesas Indiretas do empreiteiro) Administração Central Rateio de despesas de Diretoria. temos Total de Horas Normais /Semana = Total de Horas Extras /Semana Encargos Sociais + Acréscimo de Salário = Para Jornada de trabalho de 56h/semana Composição da taxa de BDI = 242.95% 35. almoxarifados. contrôle tecnológico.etc.00% Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TABELA : VIDA ÚTIL .000 2.

670 1.000 2.05 1.em R$ 2.05 1.000 6.500 2.000 10.000 2.750 1.70 3.000 5.000 10.44 1.33 .000 10.000 2.12 R$ / 1US$ MÃO DE OBRA Ajudante Armador Encanador (ou Bombeiro) Encanador Meio Oficial (ou Bombeiro Meio Oficial) Carpinteiro de Esquadrias Carpinteiro de Formas para Concreto Compressorista Eletricista Encarregado de Serviços Salário Médio por Hora em R$ (previsto) 0.46 1.45 1.73 3.750 2.85 Custo por hora inclusive Enc.70 3.000 6.70 4.000 14.63 2.000 1.000 1.41 1.000 10.000 12.000 2.000 2.55 3.000 12.48 7.76 2.000 10.000 14. Sociais e Horas Extras.000 12.000 100% 100% 100% 80% 80% 90% 50% 80% 100% 100% 80% 50% 60% 50% 50% 90% 50% 50% 50% Custos Referidos a: JANEIRO/98 Taxa de Cambio Adotado: 1.000 1.250 2.000 6.000 2.000 10. Pipa ou Irrigadeira Grade de Disco Guindaste Bomba de Concreto Compactador Placa Vibratória Carreta para perf.000 6. Rocha Roc 601 Perfuratriz tipo RH 658 Máquina de Solda Grupo Gerador (motor Diesel) 10.500 1.000 7.74 2.Pá Carregadeira de Pneus Pá Carregadeira de Esteiras Motoescavotransportador (Motoscraper) Escavadeira Compressor Rolo Compactador tipo Autopropulsor Rolo Pé de Carneiro Rebocável Caminhão com Carroceria Fixa Caminhão Basculante Transportador Basculante tipo "Fora de Estrada" Caminhão Tanque.99 1.000 2.750 1.000 2.000 1.000 8.

Caminhão Basculante tipo "Fora de Estrada" =Bas.20 30.3 m3 Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Caminhão Carroceria Madeira Scania T-113H 320 HP Caminhão MB L1620/51 184 HP com "Brooks" Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Caminhão Basculante F12000 174" 172 HP 12 ton.620 253.0400% 0.0485% 72.20 30.0302% 0.87 72.0406% 0.0451% 0.08 18.857 81.881 150.450 190.00 1.73 Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Trator de Esteira tipo Cat D 5B 105 HP Trator Agrícola de Pneus tipo CBT .88 32.84 48.0557% 0.939 45.63 2.247 64.19 103.23 140.84 48.12 45.72 55.0364% 0.87 .458 641.500 155.955 340.595kg Motoescavotransportador tipo Cat 621 335 HP 15.26 1.38 71.=32ton.0296% 0.000 148.4 1.93 72.0273% 0.45 67.06m3 Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 938 114 HP 1.0307% 0.Feitor Marteleteiro Pedreiro Pintor Servente Soldador Vibradorista 1.500 50.0291% 0.67 94.042 82. F.72 55.1 auxiliar R$/h calc.9 26.87 72.469 3.854 0.38 71.000 481.0286% 0.08 18.125 Relação Cotação Aluguel Horário Aluguel/Aquilevantada p/o R$/h sição em % Projeto R$/h 0.55 120.84 48.54 45.73 36.31 184.52 25. Tipo Cat 769 cap.64 1.45 67.53m3 Carregadeira c/ Retroescadeira tipo CASE 580-L 75 HP Trator Compacto c/Pá Carreagadeira 753 BOBCAT 40H Motoniveladora tipo Cat 120 140 HP 12.F.0406% 0.2. 415 HP Bas.22 3.78 13.47 55.520 237.0316% 0.68 32.98 79.3 auxiliar R$/h 159.31 184.0403% 0.01 62.0222% 0.88 32.E.67 94.2 30 1.47 55.31 184.72m3 Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT 973 190 HP 2.93 72.68 32.40 1.72 55.927 227.78 13.93 72.97 25.40 1.000 litros MB 1620/51 184 HP Caminhão Pipa 6.0423% 0.54 45.0369% 0.47 55.55 120.73 38.0312% 0.867 95.62 1. meia lança 45HP K-110A Central de concreto Usina tipo Dosadora Pavimak P40 40m3/h ou similar Usina tipo Dosadora Pavimak P80 80m3/h ou similar Central tipo "Misturadora de Concreto" (para CCR) Betoneira 580 litros com motor eletrico 159.67 94.51 1.0288% 0.19 38.=25ton.09 4.12 45.0361% 0.964 36.0305% 159.0250% 0.97 25.14 4.00 1.0351% 0.97 25.0293% 0.80 ALUGUEL HORÁRIO DE EQUIPAMENTOS DE CONSTRUÇÃO (Fonte: Revista "Informador das Construções" no 1364 de 31/Jan/98) e EMOP / RJ Custo de Aquisição R$ 572.500 442.98 79.40 104.96 36.5m3 Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT953 130 HP 1.0630% 0.12 45.105 126 HP Grade de Disco tipo GA 28-24 da marca TATÚ Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.78 13.45 67.0279% 0.40 104.55 120. Scania 296 HP Caminhão Pipa 10. F.0314% 0.0701% 0.54 45.500 79.88 3.000 143.38 71.23 140.19 Custo Horário "ADOTADO" R$/h Discriminação calc.600 71.52 25.41 0.68 32. 5 ton.4 104.01 62.2 auxiliar R$/h calc.Tipo Randon RK425 cap.700 149.08 18.17 2.544 5.000 litros MB 1218/51 136 HP Esvavadeira Fiat Allis SH-200 (nacional) 104 HP Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Guindaste sobre Pneus.90 26.01 62.E.500 227.471 280.E.98 79.500 32.52 25. Basc.90 26.24 3.83 1.88 32.23 140.

SP-84 T.90 0.39 38.00 9.29 33.28 5.43 30.39 38.00 0.29 33.120 132.5mm Arame Recozido no 18 Madeira Serrada Bruta 3 .90Pd 170 pcm Compressor XA .28 5.88 5.44 1.43 30.22 31.0312% 1.843 89.06 19.12 200.0344% 0. CA15P Dynapac 76.07 0.28 0.57 2.0312% 0.5m3 MB 2318/42 192 HP Caminhão Betoneira cap. Pinus.28 44.elet.0426% 0.480 38.87 m t kg kg Pinho.00 9.88 5.00 126.97 40.43333 30.705 36.29 33.44 1.836 85.39 38.07 0.0429% 0.330 120.88 5.508 99. unid.560 12.0373% 0. CA25P Dynapac 125HP Rolo Pé Carneiro autoprop.35 41.80 36.12 200.8731 26.35 41.8 36.57 2.125Pd 250 pcm Compressor XA .15 6.00 126.97 40.000 3.420Pd 764 pcm 80HP (Pd = Perkins Diesel) 94HP 119HP 180HP 1.05 13.741 86.175Pd 335 pcm Compressor XA .97 40. JANEIRO/98 Gelatina 60% (explosivo) Espoleta Elétrica Espoleta Simples Estopim Grama em Placas Pedra Britada Areia Cimento Portland Ferro Redondo CA .autoprop.12 400.37 2.57 16.28 44.6 11. 2 cv Vibrador 48x480mm com mangote 5 m.000kg Rolo Pé Carneiro Reboc.90 0.07 0.3.00 126.25 1.09 1. "pesquisas diversas" Cotação pesquisada na Região R$/unid.28 0.Betoneira 320 litros com motor a gasolina Vibrador 48x480mm com mangote 5 m.60 11.76 1.Claridon CS-30 45x66 9HP Compactador Vibratório autopropelido CG11 Rolo Vibratório 7 t .28 5.09 1.22 31.15 6.92 2. etc.06 19. PC-35 c/1 tambor Ferflex Compactador Placa Vibrat.00 7. Dynapac CA-15 MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO (Fonte: Revista "Informador das Construções" n s 1363 e 1364 de 15 e 31/Jan/98) e EMOP / RJ o DISCRIMINAÇÃO Unidade Preço unitário em R$/unid.7613 Roc601 Perfuratriz sobre Carreta c/ Esteira Perfuratriz RH658 24kg Rompedor tipo Tex-11 Rolo Pé Carn.22 31.083 15.7m3 MB 2318/42 192 HP Compressor XA .37 2.223 43.0142% 0.0375% 0.15 6. m m2 m 3 3 3. mot.0660% 0.00 8.78 0.57 2.5HP 1.87 3.87 3.35 41.25 1.62 1.00 8.0363% 0.00 9.00 9.00 8. PC/2PE 2 tambores Ferflex Rolo Pé Carneiro Reboc.00 300.00 9.05 13.5cv Conjunto de Projeção de Concreto ESTE CP-6 Caminhão Betoneira cap.0552% 0.62 1.650 0.0312% 0. m 3 2 m kg m3 mil m2 .28 44.00 7.0305% 0.00 300.0444% 0.06 19.57 16.116 119.92 2.92 2.37 2.76 1.783 992 2.12 400.00 300.50 12. mot.0424% 0.00 0.000 85.0473% 0.422 28.170 8.80 36.TERRA 165HP Rolo Liso autoprop.0832% 0. Chapa Compensado Resinado 18mm Prego Comum 18x30 Madeira Serrada Bruta (madeira de lei) Telha de Barro tipo Francesa Telha de Chapa Ondulada Cimento Amianto 8mm a kg unid.87 26.78 0.57 16.78 0.87 26.9 0.0439% 0.TERRA 130HP 10.60 11.00 7.00 0.510 6. Preço unitário "ADOTADO" em R$/unid.0143% 0.00 9.09 1.1066% 0.05 13. SP255 T.25 1.12 400.85m Rolo Pé Carneiro autoprop.0443% 0.28 0.12 200.62 1.000 88.gas.44 1.

1 un un un cj m m m kg kg m m m m m m .66 51.10 17.60m Tubo de Concreto Simples d = 0.66 51.21 10.12 1.85 18.27 1.85 6.36 20.13 0.52 31.34 1.69 6.80m Tubo de Concreto Simples d = 1.12 1.67 11.73 6.cromado simples Tubo PVC rígido soldável 100mm Tubo PVC rígido soldável 75mm Tubo PVC rígido soldável 50mm Tubo de Aço Galvanizado 3/4" (1.36 20.59 2.82 0.95 1.53 0.10 3.9 26.Latex Lixa d'Água Plafonier de Alumínio 4" Eletroduto 3/4 PVC pesado Fio Pirastic 14 AWG (1.00 40.12 1. mil galão galão folha un m m un un un un un un un un un un un un un un un un un m2 m kg 2 16.90 5.75 11.60m Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.14 38.00 0.55 4.19 12.46 26.27 1.80 42.10 17.00 40.85 6.19 12.34 1.75 11.00 0.82 0.74 597.85 18.46 2.75kg/m) Tubo de Aço Galvanizado 1 1/2" (4.46 26.46 2.44 16.81 18.85 18.74 597.55 1.Telha de Cimento Amianto Trapezoidal "Canalete 90" Parafuso 5/16" para Chapa.69 6.44 16.70 x 2.76 0.17 0.90 26.40m Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.13 0.46 2.30 0.98 0.95 1.52 16.55 4.22 2.46 26.74 597.80m m2 un.14 38.19 12.13 79.08 0.59 2.90 26.8 42.20kg/m) Tubo de Concreto Simples d = 0.14 38.34 1.67 11.00 0.80 42. 110mm Lampada incandescente de 100W Bloco de Concreto 40x20x20 Líquido Selador "Liquibase" Tinta PVA .2cm Dobradiça 3x 3 Fechadura Completa .5 mm2) Caixa Chapa Ferro Esmaltada 4x4 Interruptor Comum (1 alavanca) Placa de Baquerite 2x4 Tomada de Embutir Caixa Estampada 4 x2 Globo Esférico de Vidro 4x8" Vaso Sanitário Louça Branca Parafuso p/ Fixação de Vaso Sanitário Válvula Descarga "Primor" Lisa Tubo de Ligação para Vaso Sanitário Bolsa de Borracha p/ Ligação de Vaso Sanitário Lavatório de Louça BRanca s/ coluna Fixador de Lavatório sem coluna Sifão Metal Cromado p/Lavatorio Torneira para Lavatório Chuveiro Simples s/braço Articul.76 0.44 16.67 11. 15 x 15 Piso Ceramico Vermelho 12 x 24 Cimento Branco Aduela e Guarnição p/Porta de 0.90 5.10 16.81 18. un.9 5.13 1.70 x 2.52 31.22 2.30 0.13 0.00m Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.81 18.37 0.53 0.17 0.73 6.82 0.37 0. Cromado Registro de Pressão 3/4" Azulejo Branco 1a.98 0.30 0.85 6.13 1.21 10.66 51.98 0.52 31.17 8.21 10.59 2.1 17.55 1.13 79.37 0.73 6.13 79.52 16.10 Folha Porta de Madeira 0.27 1.76 0.08 0.00 40.75 11.36 20.53 0.52 16.69 6.22 2.95 1.17 8.17 8.55 1.10 16.17 0.55 4.13 1.08 0.

001667 0.11 0. destocamento e Limpeza de terrenos com árvores de diametro até 0.33 2.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Desmatamento.DIVERSOS TOTAL.01 0.00% 0.006667 7.01 0. destocamento e Remoção de árvores de diâmetro acima de 0.15m com trator tipo D8 ou similar (empurrado até 50m) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP hora 0.01 TOTAL .MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .14 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.41 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Desmatamento. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 35.45 0.01 0.00% 5.001667 159.27 0.02 TOTAL .15m com trator tipo D8 ou similar (empurrado até 50m) Unidade para Medição dos trabalhos executados: por árvore .27 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente .EQUIPAMENTOS hora hora 0.30 0.

EQUIPAMENTOS Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP hora 0.71 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Remoção de Material estéril e/ou com mat.EQUIPAMENTOS hora hora 0.14 13.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .EQUIPAMENTOS 1. etc. orgânico (terra c/raízes.29 0. com trator tipo D8 ou similar (camada de 0.00% 0.71 TOTAL .083333 0.73 15.333333 7.DIVERSOS TOTAL.MÃO DE OBRA MATERIAIS 1.33 .33 TOTAL MÃO DE OBRA .008333 159.61 0.37 20.34 5.33 2.73 0.45 1. tocos.29 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente .) para limpeza da área de emprestimo. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /árvore= 35.083333 159.30m.32 TOTAL .00% 5.45 13. empurrado até 50m) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP hora 0.

07 0.06 .02 TOTAL .MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.55 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente .45 36.000833 0.97 0.50 1.003846 0.DIVERSOS TOTAL.03 0.07 1.MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.03 TOTAL .00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Escavação e Carga mecânica em Caminhão Basculante.71 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .06m3 Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP 130 m3/h Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP 8m3v/viagem 3min+3min hora hora hora 0.03 TOTAL .007692 0.14 0.EQUIPAMENTOS hora hora 0.43 0.008333 7.003846 0.93 35. de terra com utilização de Trator tipo D8 e Pá carregadeira tipo Cat 950 inclusive tempo de espera e de carga do veículo tramsportador.55 0.Encarregado de Serviços Servente hora hora 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico = 5.61 0.84 159.00% 0.33 2.015385 7.33 2.14 1.01 0.015000 71. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte) EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.

TOTAL .00% 0.015000 36.97 0.09 0.00% 0.DIVERSOS TOTAL.EQUIPAMENTOS 0.51 35.09 1.03 .MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) 5. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte) = 5.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Transporte de Terra com Caminhão Basculante comum Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico veículo x quilômetro EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP 8m3v/viagem 20 km/h hora 0.65 2.55 TOTAL MÃO DE OBRA .MÃO DE OBRA MATERIAIS TOTAL .86 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .55 TOTAL .

TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico(v)xkm =

0,03 0,58 0,20 0,78

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Escavação e carga de terra com utilização de Motoescavotransportador tipo CAT 621

Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte)

EQUIPAMENTOS Motoescavotransportador tipo Cat 621 335 HP 15,3 m3 Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Motoniveladora tipo Cat 120 140 HP 12.595kg

minutos, incl. espera

5,00

hora hora hora

0,005991 0,002996 0,002996

140,88 159,45 55,23

0,84 0,48 0,17

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente

- EQUIPAMENTOS
trabalhadores

1,49 hora hora 0,000999 0,003994 7,33 2,14 0,01 0,01

1 4

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,02

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte) = 5,00% 0,08 0,08 1,59 0,55 2,14

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

Custos Referidos a: SERVIÇO: Transporte de terra com utilização de Motoescavotransportador tipo CAT 621

Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte)xquilometro

EQUIPAMENTOS Motoescavotransportador tipo Cat 621 335 HP 15,3 m3 Motoniveladora tipo Cat 120 140 HP 12.595kg

veloc. =

km/h

20,00

hora hora

0,007190 0,000359

140,88 55,23

1,01 0,02

TOTAL MÃO DE OBRA

- EQUIPAMENTOS

1,03

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte)xkm 35,00% 5,00% 0,05 0,05 1,08 0,38 1,46

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Carga mecânica de terra em DEPÓSITO ou BOTAFORA em Caminhão Basculante com utilização de Pá carregadeira tipo Cat 950, inclusive tempo de espera e de carga no veículo transportador. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (veículo)

EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3,06m3 Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP

Produção/hora

100

hora hora

0,010000 0,012500

71,84 36,97

0,72 0,46

8m3v/viagem 3min+3min

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente

- EQUIPAMENTOS hora hora 0,005000 0,020000 7,33 2,14

1,18 0,04 0,04

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,08

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (veículo) =
Especificação da Unidade de Consumo

5,00%

0,06 0,06 1,32

35,00%

0,46 1,79

DISCRIMINAÇÃO

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$

SERVIÇO:

Custos Referidos a: JANEIRO/98 Escavação de Rocha Céu Aberto, incluindo Perfuração, Desmonte, Carga no veículo transportador e tempo de espera e de carga do veículo transportador. (Escavação obrigatória para fundação de estruturas diversas - geometria definida) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte)

EQUIPAMENTOS

Roc601 Perfuratriz sobre Carreta c/ Esteira
Perfuratriz RH658 24kg Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT 973 190 HP 2,5m3 Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP Compressor XA - 420Pd 764 pcm 180HP TOTAL MÃO DE OBRA - EQUIPAMENTOS

hora hora hora hora hora hora

0,014286
0,028571 0,004000 0,012500 0,009233 0,014286

44,37
2,92 159,45 120,93 79,68 31,28

0,63 0,08 0,64 1,51 0,74 0,45 4,05

Encarregado de Serviços

Feitor
Cabo de Fogo Marteleteiro Ajudante Servente TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS Gelatina 60% (explosivo) Espoleta Elétrica Espoleta Simples Estopim Diversos: Fios, Bits, Brocas, etc. TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS

hora hora hora hora hora hora

0,003571

7,33

0,014286
0,014286 0,085714 0,085714 0,042857

4,22 4,22
3,24 2,55 2,14

0,03 0,06 0,06 0,28 0,22 0,09 0,74

kg unid. unid. m gl

0,350 0,112 0,224 1,100

3,28 5,07 0,28 0,57

1,15 0,57 0,06 0,63 0,72 3,13

5,00%

0,40 0,40 8,32 2,91 11,23

TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte) =

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

Custos Referidos a: SERVIÇO: Transporte de Rocha com utilização de Caminhão Basculante "Fora d e Estrada" tipo Randon RK425 (cap. = 25t)
Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (veíc.)xquilometro

EQUIPAMENTOS Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP Motoniveladora tipo Cat 120 140 HP 12.595kg

veloc. =

km/h

20,00

hora hora

0,011080 0,000554

79,68 55,23

0,88 0,03

TOTAL MÃO DE OBRA

- EQUIPAMENTOS

0,91

TOTAL - MÃO DE OBRA

MATERIAIS

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (veíc.)xkm =
Especificação da Unidade de Consumo

5,00%

0,05 0,05 0,96 0,33 1,29

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

Custos Referidos a: SERVIÇO: Prefissuramento, incluindo Perfuração, Desmonte para obtenção de superfícies uniformes de taludes de rocha em escavações obrigatórias (geometria definida).
Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado

EQUIPAMENTOS

Roc601 Perfuratriz sobre Carreta c/ Esteira
Compressor XA - 420Pd 764 pcm 180HP

hora hora

0,166667
0,083333

44,37
31,28

7,40 2,61

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Marteleteiro Cabo de Fogo Ajudante

- EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0,010000 0,083333 0,027778 0,083333 7,33 3,24

10,01 0,07 0,27 0,12 0,21

4,22
2,55

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS Gelatina 60% (explosivo) Espoleta Elétrica

0,67

kg unid.

0,800 0,100

3,28 5,07

2,62 0,51

Diversos: Fios, Bits, Brocas, etc. TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS

gl

0,94 4,07

Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado =

5,00%

0,74 0,74 15,49 5,42 20,91
JANEIRO/98

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

Custos Referidos a: SERVIÇO: Escavação de Rocha em Pedreira, incluindo Perfuração, Desmonte, Carga no veículo transportador e tempo de espera e de carga do veículo transportador.

Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (corte)

EQUIPAMENTOS

Roc601 Perfuratriz sobre Carreta c/ Esteira
Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT 973 190 HP 2,5m3 Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP Compressor XA - 420Pd 764 pcm 180HP TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços - EQUIPAMENTOS

hora hora hora hora hora

0,011905
0,004000 0,010000 0,009233 0,005952

44,37
159,45 120,93 79,68 31,28

0,53 0,64 1,21 0,74 0,19 3,31

Feitor
Cabo de Fogo Marteleteiro Ajudante Servente TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS Gelatina 60% (explosivo) Espoleta Elétrica Espoleta Simples Estopim Diversos: Fios, Bits, Brocas, etc. TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS

hora hora hora hora hora hora

0,001786

7,33

0,011905
0,011905 0,071429 0,071429 0,035714

4,22 4,22
3,24 2,55 2,14

0,01 0,05 0,05 0,23 0,18 0,08 0,60

kg unid. unid. m gl

0,350 0,112 0,224 1,100

3,28 5,07 0,28 0,57

1,15 0,57 0,06 0,63 0,72 3,13

5,00%

0,35 0,35 7,40

TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (corte) = 35,00%

2,59 9,98

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Recarga de Rocha em DEPÓSITO ou BOTAFORA para Caminhão Basculante com utilização de Pá carregadeira tipo Cat 973, inclusive tempo de espera e de carga no veículo transportador. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (veículo)
Produção/hora

EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Esteira tipo CAT 973 190 HP 2,5m3 Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP

100

hora hora

0,010000 0,006410

120,93 79,68

1,21 0,51

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente

- EQUIPAMENTOS hora hora 0,005000 0,020000 7,33 2,14

1,72 0,04 0,04

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,08

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (veículo) = 35,00% 5,00% 0,09 0,09 1,89 0,66 2,55

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Solo Lançado, incluindo os serviços de Descarga ou Lançamento e Espalhamento nas frentes de trabalho (barragem, ensecadeira, botafora, etc.).
Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto)

EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP

(tempo descarga = 1min) 30 caminhões/hora

hora hora

0,002292 0,004583

36,97 67,12

0,08 0,31

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Ajudante

- EQUIPAMENTOS

0,39

hora hora

0,001667 0,006667

7,33 2,55

0,01 0,02

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,03

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) =
Especificação da Unidade de Consumo

5,00%

0,02 0,02 0,44

35,00%

0,15 0,60

DISCRIMINAÇÃO

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Solo Compactado, incluindo os serviços de Descarga ou Lançamento, Espalhamento , homogeneização e compactação nas estruturas - barragem, ensecadeira, etc.
Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto)

EQUIPAMENTOS Motoescavotransportador tipo Cat 621 335 HP 15,3 m3 Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP

descarga = 1min.

hora hora

0,001307 0,004000

Trator Agrícola de Pneus tipo CBT - 2.105 126 HP
Grade de Disco tipo GA 28-24 da marca TATÚ Caminhão Pipa 10.000 litros MB 1620/51 184 HP Rolo Pé Carn.autoprop. CA15P Dynapac 76,5HP 1,85m Rolo Pé Carneiro autoprop. CA25P Dynapac 125HP TOTAL MÃO DE OBRA - EQUIPAMENTOS

0,004000
0,004000

0,002000
0,004000 0,001333

140,88 67,12 18,40 1,38 32,90 30,97 40,35

0,18 0,27 0,07 0,01 0,07 0,12 0,05 0,77

Encarregado de Serviços

Feitor
Ajudante TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

hora hora hora

0,001000 0,002000 0,020000

7,33

4,22
2,55

0,01 0,01 0,05 0,07

TOTAL - MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL - DIVERSOS TOTAL, exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 5,00% 0,04 0,04 0,88 0,31 1,19

35,00%

DISCRIMINAÇÃO

Especificação da Unidade de Consumo

Quantidade Prevista

Custo Unitário R$/unidade

Custo Total R$ JANEIRO/98

SERVIÇO:

Custos Referidos a: Enrocamento Lançado Descarga ou Lançamento e Espalhamento em Ensecadeira, Barragem, Área de de Estoque ou Botafora. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto)

EQUIPAMENTOS Bas.F.E.Tipo Randon RK425 cap.=25ton. Scania 296 HP Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP

Descarga=1,5min 30 caminhões/hora

hora hora

0,001980 0,002640

79,68 159,45

0,16 0,42

TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Ajudante

- EQUIPAMENTOS

0,58

hora hora

0,001667 0,006667

7,33 2,55

0,01 0,02

TOTAL - MÃO DE OBRA MATERIAIS

0,03

81 0.46 0.03 0.00% 0.22 2.55 TOTAL .17 0.=25ton.18 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0. Barragem.88 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) 5. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = Especificação da Unidade de Consumo 5.00% 0.08 TOTAL .45 67.002160 0.DIVERSOS TOTAL.TOTAL .E.001100 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS 0.06 Feitor Ajudante 4. Scania 296 HP Trator de Esteira tipo Cat D 8R 300 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Rolo Pé Carneiro Reboc. Pé de Carneiro TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços .01 0.86 35.64 0.01 0.00 Reboc.04 .022000 7. etc.22 0.002640 79. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) EQUIPAMENTOS Bas.33 0.F.002640 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .002200 0.002880 0. PC-35 c/1 tambor Ferflex Descarga=1.00% DISCRIMINAÇÃO Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Enrocamento Compactado Descarga ou Lançamento. Espalhamento e Compactação em Ensecadeira.68 159.Tipo Randon RK425 cap.03 0.12 0.5min 30 caminhões/hora hora hora hora hora 0.

94 0.12 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 5.11 8.88 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Ajudante .MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .05 8.88 hora hora 0.40 TOTAL . incluindo Fornecimento de Material e os serviços de Descarga ou Lançamento e Espalhamento (Ensecadeira.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Transição Lançado. proteção de taludes.TOTAL .013125 67.40 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 0.025000 7. etc.00% .MÃO DE OBRA MATERIAIS Pedra Britada m3 1.45 13.DIVERSOS TOTAL.04 0.26 35.00% 8.) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP (Descarga considerado Fornecimento) 10 caminhões/hora hora 0.55 0.86 3.06 TOTAL . Barragem.33 1.33 2.DIVERSOS TOTAL.EQUIPAMENTOS 0.47 9.00 0.05 0.006250 0.47 0.31 35.

EQUIPAMENTOS 1.5HP 1. Espalhamento e Compactação (barragem.47 hora hora 0.33 2.60 0.00 0.025000 7. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) .85 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Filtro Horizontal.12 30.015000 0.56 11.DIVERSOS TOTAL.85m hora hora 0.015000 67. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 35. Espalhamento e Compactação (Ensecadeira.55 0.11 9.97 1.74 4.46 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Ajudante .00% 5.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . CA15P Dynapac 76.).06 TOTAL .11 15.01 0.56 0. etc. incluindo fornecimeno de material e os serviços de Descarga ou Lançamento. etc.00% 9.05 0.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Transição Compactada. Ensecadeira.006250 0.20 8.) Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP (Descarga considerado Fornecimento) Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP 10 caminhões/hora Rolo Pé Carn. Barragem. incluindo Fornecimento de Material e os serviços de Descarga ou Lançamento.autoprop.60 TOTAL .MÃO DE OBRA MATERIAIS Pedra Britada m3 1.

007500 0.41 DISCRIMINAÇÃO Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Filtro Vertical.000 litros MB 1620/51 184 HP Rolo Pé Carneiro autoprop.40 TOTAL .60 0.90 40.33 0.13 0.55 Servente TOTAL .MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .no fornecimento) 50m /hora 3 Carregadeira c/ Retroescadeira tipo CASE 580-L 75 HP Caminhão Pipa 10.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia 2.22 .DIVERSOS TOTAL.22 2.47 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0.EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Caminhão Pipa 10. etc.12 32.35 0.14 m3 1. incluindo fornecimeno de material e os serviços de Descarga ou Lançamento.90 5.30 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços .).93 35. Espalhamento e Compactação (barragem.78 32.20 7.007500 67.000 litros MB 1620/51 184 HP Compactador Placa Vibrat.48 13.04 0.00 8.40 5.47 9.50 0.004000 0.03 0.00% 3.08 0.037500 7. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção de projeto) EQUIPAMENTOS Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP (descarga =incl. CA25P Dynapac 125HP (descarga =fornecimento) 20 caminhões/hora hora hora hora 0.18 Feitor Ajudante 4.Claridon CS-30 45x66 9HP hora hora hora 0.00% 0.002500 0.020000 0.003750 0.040000 25.08 0.52 0.03 0.88 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = Especificação da Unidade de Consumo 8.007500 0.015000 0.

66 4.020000 1.80 TOTAL .040000 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção) EQUIPAMENTOS Esvavadeira Fiat Allis SH-200 (nacional) 104 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Transporte em Caminhão Basculante Lançamento e Espalhamento no botafora TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Servente 80 m3/h 8m3v/viagem 5min+3min Dist. = km 0.020000 0.EQUIPAMENTOS hora hora 0.006250 0.MÃO DE OBRA 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Remoção de Ensecadeira de Terra e Rocha Inclue custos de Escavação e Carga.DIVERSOS TOTAL.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia 2.73 35.14 m3 1.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00% 9.55 Servente TOTAL .78 0.12 36.05 0. transporte até botafora.TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços .44 0.35 0.00 9.33 2.08 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0.22 2.10 0.05 TOTAL .04 0.97 0.40 7.10 .73 .58 0. lançamento e espalhamento de materiais no botafora.56 0.40 67.33 0.200 1.80 0.012500 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção de projeto) = 5.44 2.025000 7.100000 7.21 0.43 Feitor Ajudante 4.14 0.74 0.500 hora hora hora m3v m 3 0.000 62.006250 0.42 0.87 0.56 11.005000 0.08 15.

aplicação e irrigação.47 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Caminhão Pipa 6.14 2.08 0.04 4.002500 26.00% 0.010000 0.200000 7.020000 0.22 2.08 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Servente 1 2 20 .01 32.15 0.21 TOTAL .MÃO DE OBRA MATERIAIS Grama em Placas Sarrafos de Madeira.43 TOTAL .10 0.00 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Plantio de Grama em Placas Inclue os custos de Fornecimento.14 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção) 5. preparo de taludes.002500 0. estacas.97 1.07 0.01 35.MATERIAIS TOTAL .58 2.MATERIAIS DIVERSOS 2.07 0.33 4.31 . pregos.14 0.000 litros MB 1218/51 136 HP Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora hora 0. etc m2 vb 1.050000 10% 2.DIVERSOS TOTAL.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0.

010000 0. regularizacão e compactação.14 0.11 0.15 0.84 36.04 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.35 0.07 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .90 40.03 0.18 0.105 126 HP Grade de Disco tipo GA 28-24 da marca TATÚ Caminhão Pipa 10.00% 5.12 4.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora 0.08 0.004800 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Limpeza de superfície de solo para fundação de Barragem de Terra ou de Enrocamento Inclui limpeza.33 4.002700 0.00% 0.001000 71.2.000 litros MB 1620/51 184 HP Rolo Pé Carneiro autoprop.40 1.38 32. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 5.04 0.05 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 35.31 35.04 0.97 18.002700 0.03 0.70 0.001600 0.06m3 Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator Agrícola de Pneus tipo CBT .DIVERSOS TOTAL.DIVERSOS TOTAL.005000 0.030000 7.22 2.MÃO DE OBRA MATERIAIS 0. CA25P Dynapac 125HP TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Ajudante .06 TOTAL .15 3.22 TOTAL .95 .25 0.002000 0.Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .55 2.030000 0.45 Servente hora hora hora hora 0.00% 0.19 1.

14 2.63 0.30 6.006700 0.55 2.96 31.62 TOTAL. .14 hora hora hora 0. carga e transporte de material misturado para botafora. Mangueiras.97 0.00 7.025000 0. TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro Ajudante .420Pd 764 pcm 180HP Equipamentos Diversos: Bombas/Espingardas/marteletes ou rompedores/etc.45 0.89 5. TOTAL . etc.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .88 2. regularizacão.74 Servente ton.78 0.06m3 Caminhão MB L1620/51 184 HP com "Brooks" Compressor XA .00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Limpeza de superfície de rocha para fundação de Estruturas de Concreto Inclui limpeza. carga e transporte de material de limpeza para botafora.21 0.010000 0. pregos.025000 71.18 Diversos: Tábuas.025 126. m 3 0.050000 1.48 0.DIVERSOS gl 0.33 4.00 0.000000 7.08 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora TOTAL .00% 0.005 0.13 2.30 0.07 0.22 2. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3.39 2.28 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia 0.24 8.050000 0.22 3. regularizacão c/ eliminação de taludes negativos e aplicação de argamassas.19 0.84 38. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 35.050000 0.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Limpeza de superfície de rocha para fundação de Barragem de Terra Inclui limpeza.

51 49.51 3.18 0.420Pd 764 pcm 180HP Rompedor tipo Tex-11 Equipamentos Diversos: Bombas/Espingardas/etc.88 3.200000 0.19 30. Mobiliz.40 22.025000 0.87 3.33 4. etc.95 8.20 0.00 7.78 0.075000 71.32 41.025 0. inclusive BDI em R$ /metro quadrado = 5.3.78 0.3.16 1.100000 0.010 0.14 0.Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 950 170 HP 3. m m 3 3 hora hora hora hora 0.52 0.26 0.23 1.97 31. TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro Marteleteiro Ajudante .06m3 Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Compressor XA . Mangueiras.19 66.83 Servente 0.80 gl 35.22 3.13 0.28 2.3.22 1.55 2.68 ton.200000 1.72 0. Pregos.006700 0.21 5.62 14.3.200000 0.92 0.21 1./Desmobiliz = 15%) Diâmetro = 3" Diâmetro = 4 1/2" Diâmetro = 6" Diâmetro = 10" m2 m2 m2 1.00 1.84 36.68 26.24 m m m m 19.52 10.DIVERSOS TOTAL.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . exclusive BDI Custo em R$/un.81 14.46 30.020000 0.43 0.47 2.025000 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Pedra Britada Diversos: Tábuas.15 0.00 8. TOTAL .24 2.32 .18 0.00% 0.48 0.025 126.500000 7.65 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora TOTAL .00% Limpeza de superficie de Solo para fundação de Barragem de Terra ou Enrocamento Limpeza de superficie de Rocha para fundação de Barragem de Terra Limpeza de superficie de Rocha para fundação de Estruturas de Concreto Perfuração c/ sonda a percussão em Solo (incl.42 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário TABELA : Serviços relativos a ítens de LIMPEZA E TRATAMENTO DE FUNDAÇÕES DISCRIMINAÇÃO Código EMOP/RJ Unidade Custo em R$/un.

11.10 11.MÃO DE OBRA MATERIAIS Concreto Preparado em Betoneira m3 1.6mm vertical 1.65 66.40 9.30 7.175Pd 335 pcm 119HP Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora hora hora 0.78 Diâmetro = H 100 mm vertical Injeção de Calda de Cimento Injeção de Argamassa de Cimento/Areia Tela de Aço tipo "TELCON" 3.23 116.12 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro Operador Máq.33 4.5000 71.3mm vertical 1.49 18.13 1.2.2.50.40 kg DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Concreto Projetado Inclue custos de Preparo de Concreto em Betoneira.53 .22 32.10 12.23.55 21.78 59.97 7.84 64.100.69 107.1+11.46 53.61 8.5000 0.3.5000 2.11 1.80 2. = até 1 1/2" 1.27 m m 18.5000 0.5000 0.Perfuração em Rocha c/ Wagon Drill e Martelete (basalto) Wagon Drill Diâm.4mm 15x15 m m m m saco 50 kg m 3 39.2.80 19.63 Perfuração em Rocha c/ sonda Rotativa c/ coroa de Vidia (incl.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora 0.84 44.3.25 1.77 Diâmetro = NX 75.0000 7.94 1.76 Diâmetro = BX 59. Projeção Ajudante .47 3. Mob/Desmobil 20%) 1. Lançamento e perda por reflexão de 50%.76 24.61 4.33 47.91 25. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico (seção) EQUIPAMENTOS Conjunto de Projeção de Concreto ESTE CP-6 Compressor XA .2500 0.88 2.79 1.12 6.40 5.33 89.83 2.5mm vertical 1.75 Diâmetro = AX 47.2.5000 0.67 1.61 157.38 TOTAL .2500 6.22 3. = 2 1/2" Martelete Diâm.

07 11.61 0.34 3. parafusos.00% 16. TOTAL . meia lança 45HP K-110A Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Equipamentos Diversos: Maq.0250 45.00% 10.55 2. Desmontagem após a cura do concreto e escoramentos.00 9.42 180.57 1. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro cúbico (seção) 5. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Guindaste sobre Pneus.09 1. etc.60 6.300 200.0100 0.12 2.0500 1.63 2.5000 7.Cimento Portland t 0.03 0.00 3. 5 ton. tupia. aranhas.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Forma de Madeira para Concreto Armado Inclui custos de Preparação. etc.serra circular. fios.DIVERSOS TOTAL.87 78.34 0.54 0.400 0.4000 1.010 0.32 2. Carga e Transporte até o local de aplicação.00 56.64 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora TOTAL . TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Carpinteiro de Formas para Concreto Ajudante .08 3.33 4.70 303.4000 0.58 35.65 Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .45 0.4500 126.MÃO DE OBRA MATERIAIS Madeira Serrada Bruta 3a.0100 0.MATERIAIS DIVERSOS m3 m kg gl 2 hora hora hora 0.19 32. etc. TOTAL .MATERIAIS DIVERSOS 10.22 3.58 . Montagem. plaina. mangueiras.71 10. Chapa Compensado Resinado 18mm Prego Comum 18x30 Diversos: Óleo Desmoldante.1500 0. de Carpintaria .70 Materiais Diversos: Andaimes.72 Servente 0.14 1.47 104.21 5.10 0.71 224.

acompanhamento de concretagem e perdas.00 137. Preparação. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /tonelada = 35.2000 0.00% 60.54 9.5mm Arame Recozido no 18 hora kg kg 5.264.39 7.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00 41. emendas. Montagem.00 22.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora TOTAL .40 Servente Diversos: Soldas.22 .70 102.00 20.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Armadura (ferro redondo CA-50) Inclui custos de Fornecimento.00 20.84 30.22 3.70 4.2000 0.00 42. TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Armador Soldador Ajudante .07 22.67 707.00% 442.19 32.33 4.00 60.00% 1. Carga e Transporte até o local de aplicação. Corte. Dobramento. etc. de solda.050.49 20. Unidade para Medição dos trabalhos executados: tonelada EQUIPAMENTOS Guindaste sobre Pneus. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /metro quadrado = 5.61 TOTAL.91 7.61 1. meia lança 45HP K-110A Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Equipamentos Diversos: Maq.14 hora hora hora 0. de pateo de armação.00 1.12 7.23 35.07 5.MÃO DE OBRA MATERIAIS Ferro Redondo CA .07 1. TOTAL .55 2.17 2.73 36.47 104.DIVERSOS gl 33.00 0. etc.22 1.Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .29 43.00 2.22 60.707.2000 45.00 40.62 1.04 6.50 12.65 8.80 453.DIVERSOS TOTAL.00 10.44 222.59 651. 5 ton.

80 4.47 0.92 54. fios.00 7.DIVERSOS hora 5.20 0.50 5.00% em R$ /m3 = Preço Unitário em R$ /m (sem fornec.98 TOTAL.78 58. mangueiras.05 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Pedra Britada Diversos: energia elétrica.19 ton m m 3 3 0.87 32.84 1.65 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Ajudante .MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .41 71.07 gl 5.37 0. TOTAL .55 6.00 37.09 96.55 2.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ SERVIÇO: Custos Referidos a: JANEIRO/98 Preparo de Concreto com Betoneira Inclui custos de Fornecimento de Agregados. . cabos.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0.75 13.14 1.37 0.00 7.00% 3.80 4. etc.00 8.33 4. água.0200 1.69 25.70 Servente TOTAL . Preparação de concreto em Betoneira de 580 litros com motor elétrico e perdas de agregados.41 3.65 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Betoneira 580 litros com motor eletrico Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora hora (auxílio/apoio) 0. Preparação de concreto em Central de Concreto e perdas de agregados.cimento)= DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Preparo de Concreto com Central de Concreto Inclui custos de Fornecimento de Agregados.22 2.2000 0.28 10.30 0.85 126. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário 3 35.02 0.

mangueiras.71 Encanador (ou Bombeiro) Ajudante Servente TOTAL .MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Pedra Britada Diversos: energia elétrica.0110 0.26 1. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário 3 35.Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Usina tipo Dosadora Pavimak P40 40m3/h ou similar Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 938 114 HP 1.0800 0.22 4.0333 0.000 h/m3(transporte) = 0.00 8.0110 0.1000 0.DIVERSOS hora ton m3 m 3 0.000 3.60 0.5000 0.cimento)= Especificação da Unidade de Consumo DISCRIMINAÇÃO Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Transporte de Concreto em Caminhão Betoneira Inclui tempo de Carga.96 0.55 32.07 1.67 48. etc.1200 10 km/hora .40 1.11 27.47 2.05 gl 5.11 TOTAL.08 7.76 2.21 0.36 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Eletricista .14 4. ar comprimido.96 20.55 6.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Tempo de Carga e Descarga Velocidade Média 10 min/viagem Dist. cabos.36 0.03 27.72m3 Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora hora hora (auxílio/apoio) 0.33 4.0500 0.0110 72.00 4.08 0.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora 0.000 1.0330 0. transporte propriamente dito e tempo de descarga.00% em R$ /m3 = Preço Unitário em R$ /m (sem fornec.500 2.65 0.0110 0.80 1.6830 7.500 1. em km = h/m3(carg+desc) = 0. TOTAL .0400 0.0200 0.55 2.85 7.0330 0.00% 0.05 0.0600 0. fios.48 3.70 13.04 0. água.

5000 104. em km = 5.000 1.23 0.94 2.500 1.67 3.58 1.5m3 Caminhão Betoneira cap.55 6. em km = Dist.5000 1.58 DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL.33 5.500 2.000 hora hora hora hora hora 0.40 2.500 2.0300 0.39 36. etc.78 1.1533 36.97 0.15 5. etc.55 2. lançamento.gas.33 4.70 3.13 0.000 35.88 2. em km = Dist.86 Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m3 (inclusive BDI)= Dist.000 1.39 36.1400 7.000 3.5m3 Caminhão Betoneira cap. em km = Dist.5m3 Caminhão Betoneira cap.80 3.500 1.000 3.5m3 Caminhão Betoneira cap. mot.000 2. adensamento e cura do concreto.40 4.91 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Lançamento de Concreto em estrutura tipo "GRAVIDADE" (Concreto Massa) Inclue custos de preparo de juntas.63 3.39 1.5m3 MB 2318/42 MB 2318/42 MB 2318/42 MB 2318/42 MB 2318/42 192 HP 192 HP 192 HP 192 HP 192 HP 0.00% 0.000 3.500 1.2000 0. cura.74 0.) 20% TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Carpinteiro de Formas para Concreto Armador Pedreiro .0533 0.0100 0.80 2.07 0.12 5. em km = Dist.42 12.MÃO DE OBRA hora 0.82 Vibradorista Ajudante Servente . em km = Caminhão Betoneira cap.2000 0.22 3.0733 0.14 hora hora 0.39 36.5cv Equipamentos Diversos para corte.39 36.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora hora hora TOTAL .73 0.57 4.75 3.16 6. em km = Dist. em km = Dist.500 2.04 2. em km = Dist.0000 5. bombas. (jatos.0933 0.84 7.0000 3.00% 2.1133 0.3.2000 0. em km = Dist.Dist. espingardas. exclusive BDI Dist.78 4. em km = 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Vibrador 48x480mm com mangote 5 m.0500 0.000 1.54 1.82 5.

etc.70 21. bombas. etc.27 13.8000 2.33 4.22 3.8000 104.3000 0.16 2. água.54 1.70 3.8000 7. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Guindaste tipo S628 20 ton da Bantam 140 HP Vibrador 48x480mm com mangote 5 m.11 1.09 1.3000 0. Lajes. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 3 35.63 3.21 1. (jatos. cabos.3000 0.DIVERSOS gl 2.0000 5. adensamento e cura do concreto.22 31.0500 0.80 2.37 0. Vigas.56 2. ar comprimido.00% 8. ar comprimido.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .45 0.40 .EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora hora hora TOTAL .MÃO DE OBRA MATERIAIS hora 0.14 hora hora 0. fios.40 4.10 10. TOTAL . espingardas. cabos.) 20% TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Carpinteiro de Formas para Concreto Armador Pedreiro .15 10. ( Concreto Estutural ou Fortemente Armado) Inclue custos de preparo de juntas.47 TOTAL. lançamento. etc.64 0.55 2. mangueiras.MATERIAIS DIVERSOS gl 4.98 Vibradorista Ajudante Servente Diversos: energia elétrica.3. água. etc. mangueiras.gas. mot.69 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Lançamento de Concreto em estruturas dos tipos Pilares.12 23. TOTAL .12 1.0000 8.92 2.1000 0.56 5. etc.5cv Equipamentos Diversos para corte. cura.MATERIAIS Diversos: energia elétrica.24 5.0500 0.88 2. fios.00% 1.

28 5.00% em R$ /m3 = Preço Unitário em R$ /m (sem fornec.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ SERVIÇO: Custos Referidos a: JANEIRO/98 Concreto Compactado a Rolo (CCR) Inclui custos de Fornecimento de Agregados.84 0.Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário 3 35.0110 0. lançamento. adensamento com Rolo Compactador e cura.86 38.6000 0.90 7.2000 0.000 m3. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico Obs.02 14. etc.33 4.00 2. ar comprimido.60 0.00 48.0660 3% 30. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 3 5.88 3.0330 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .20 1.21 0.59 0.99 1.63 2.97 67.00 42. Preparação de concreto em Central Misturadora.02 38.cimento)= .: Composição para Volumes maiores que 50.14 0. Dynapac CA-15 Diversos: (compressor.2000 0.) TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .6000 1.00% 1. etc.00 8. bombas.22 3.0330 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Pedra Britada Diversos: energia elétrica.DIVERSOS TOTAL.78 1.0330 0.76 Carpinteiro de Formas para Concreto Ajudante Servente TOTAL .2000 0.21 13.78 0.75 0. água.70 0. rompedor.12 11.0800 0. mangueiras.73 1.41 2.34 1.31 gl 5.71 56. fios.8800 7. cabos.76 0.53 1.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora hora hora 0.87 26.02 TOTAL.55 36.90 7.00 4.72m3 Caminhão Basculante MB L1718/48 184 HP Trator de Esteira tipo Cat D 6RXL 155 HP Compactador Vibratório autopropelido CG11 Rolo Vibratório 7 t .26 7. EQUIPAMENTOS Central tipo "Misturadora de Concreto" (para CCR) Pá Carregadeira de Pneus tipo CAT 938 114 HP 1.55 2.00% 2.DIVERSOS hora hora hora hora hora hora hora ton m3 m 3 0.0660 0. TOTAL .16 9. madeira.77 0.73 35.34 28.

MÃO DE OBRA MATERIAIS hora 2.EQUIPAMENTOS hora hora hora hora 0.77 Diversos: Carrinhos de aterro.82 2.37 7.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Estrutura em Concreto ciclópico com 30% de pedra (obras isoladas) .2000 0.22 2.37 0. etc.74 10.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .28 4.0500 0. TOTAL .56 TOTAL.DIVERSOS gl 0.00% 0.68 5.7500 6.14 0.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Colocação de "Rachão" para Concreto ciclópico Preço exclusive fornecimento de pedra de mão ou "rachão". tábuas.28 Servente TOTAL .33 4.37 0.84 1. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 3 35.5000 2.68 0. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Ajudante .0000 7.55 2.

5 km)= Preço Unitário Estrut.34 125.64 2.97 0.0 km)= Preço Unitário Estrut.98 30.23 8.71 41.56 10.= 1.Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico Fornecimento de Cimento Fornecimento de Pedra extraído de Pedreira Fornecimento de Pedra extraído de Pedreira Fornecimento de Pedra extraído de Pedreira Fornecimento de Pedra extraído de Pedreira Preparo de Concreto em Betoneira Forma de Madeira Armadura Lançamento de Concreto Colocação de Pedra no Concreto dist = km dist = km dist = km dist = km 0.500 1.50 2.37 .89 58.22 31.210 0.18 3. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.95 11.EQUIPAMENTOS hora 0.26 125.30 2.000 0.54 22.0500 7.69 10.005 0.33 0.97 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços .= 2.17 m3 m ton m3 m 3 2 Preço Unitário Estrut.210 0. Concreto Ciclópico em R$ /m (Pedreira dist.92 12.140 0.210 0.54 125.300 126.0300 32.00 10.210 0.29 30.47 0.500 2.= 1. Concreto Ciclópico em R$ /m (Pedreira dist.0 km)= 3 3 3 125.700 1.= 0.56 17.000 ton m3 m m m 3 3 3 0.22 2.23 1.75 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Cobertura com Telha de Barro tipo Francesa Inclue custos de madeiramento e telhado propriamente dito.700 0.5 km)= Preço Unitário Estrut.000 1. Concreto Ciclópico em R$ /m (Pedreira dist. Concreto Ciclópico em R$ /m3 (Pedreira dist.707.

EQUIPAMENTOS hora hora hora 0.025 0. TOTAL .55 2. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.73 1.Carpinteiro de Esquadrias Pedreiro Ajudante Servente hora hora hora hora 1.65 0. argamassas.55 .56 10.016 400. calhas.00% 1.14 TOTAL .0000 3.0150 1.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Cobertura com Chapa de Cimento Amianto Ondulada 8mm Inclue custos de madeiramento e telhado propriamente dito.73 3.07 16.33 3.14 3.41 1.35 39.0000 0.41 29.5500 10.94 2. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m2 = 35.0000 1.520 0.88 2.73 m3 kg mil gl 0.0000 7.0200 32. etc.00 10.45 5.5000 1.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .80 1.11 3.00 0.47 0.58 4.91 TOTAL.DIVERSOS hora 3.73 2.73 2.55 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Madeira Serrada Bruta (madeira de lei) Prego Comum 18x30 Telha de Barro tipo Francesa Diversos: cumieira.0000 1.00 1.65 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Carpinteiro de Esquadrias Ajudante .12 300.55 2.

00 1.60 0.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Cobertura com Chapa de Cimento Amianto Trapezoidal tipo "Canalete 90" Inclue custos de madeiramento e telhado propriamente dito.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.01 0.MATERIAIS hora 0.02 TOTAL .65 0.32 27. pingadeiras. calhas.12 9.DIVERSOS hora m3 kg m2 un gl 2.TOTAL .68 37.30 6.64 19.07 1.000 400. 110mm Diversos: TOTAL .55 0.49 1. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m2 = 35.30 0.84 0.100 2.200 1.66 9.0100 0.22 18.47 0.60 19.22 11.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0. 110mm Diversos: cumieira.4000 7.39 6.34 TOTAL.0150 0.4000 0.63 .87 0.73 2.8100 2.00 1.MÃO DE OBRA MATERIAIS Madeira Serrada Bruta (madeira de lei) Prego Comum 18x30 Telha de Chapa Ondulada Cimento Amianto 8mm Parafuso 5/16" para Chapa.00% 1.015 0.37 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Madeira Serrada Bruta (madeira de lei) Prego Comum 18x30 Telha de Cimento Amianto Trapezoidal "Canalete 90" Parafuso 5/16" para Chapa.12 16.80 0.0200 32.002 0.32 1.00 0.58 m3 kg m2 un 0.000 400.30 5. TOTAL . etc.33 3.65 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Carpinteiro de Esquadrias Ajudante .200 2.200 1.

36 1.011 0.5000 2.82 4.120 126. Chapisco.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Parede de Alvenaria de Bloco de Concreto (e = 20 cm) Inclui custos de fornecimento de todos os materiais e execução de Alvenaria de Bloco de Concreto de 40x20x20. pregos.49 6.14 1.38 2.DIVERSOS TOTAL.67 11.4800 0.40 32.14 1.500 Diversos: madeira para andaimes e proteções diversas. TOTAL .00% 13. etc.82 0.87 35.2000 0.013 0.Latex Lixa d'Água hora ton m mil galão galão 3 folha 0.89 5.DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .68 14.28 17.00 8.2000 32.39 0.00% 1.90 1.DIVERSOS gl 5% 0. preparo das superficies interna e externa e Pintura PVA / Latex Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro quadrado hora EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Diversos: TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .49 hora hora hora hora hora hora 0.40 35.52 0.00 7.90 39.43 7.5000 1.77 1.0700 0.14 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Cimento Portland Areia Bloco de Concreto 40x20x20 Líquido Selador "Liquibase" Tinta PVA .EQUIPAMENTOS 0.96 53. Revestimento Interno e Externo com argamassa de cimento e areia. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 2 5.34 5.88 3.17 Pintor Ajudante Servente TOTAL .28 4.00 597.150 0.14 24.34 7.00% 1.2100 1.55 2.63 2.062 0.33 4.52 16.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .83 TOTAL.51 0.22 3. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 2 .0000 5.47 6.

18 2.DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Instalação Elétrica.47 1.12 1.14 1.000 10% 5.84 TOTAL.00 0.000 7.17 8. ferramentas.08 0.88 35. esquadrias.04 2.0000 0.88 126.000 1.12 3. fios. disjuntores.27 3. Unidade para Medição dos trabalhos executados: Ponto de Luz EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .MATERIAIS DIVERSOS : Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . Inclui custos de fornecimento de todos os materiais e execução de alvenaria.22 3. colocação de aparelhos sanitários. completo (wc).48 2.006 4.08 0. Inclui custos de fornecimento de todos os materiais e instalação de Eletrodutos.98 0.74 2.MÃO DE OBRA hora ton m m m un un un un un un un un gl 3 0.0000 2.5000 18. instalação hidráulica.00 0.000 1.84 15.30 5.0000 6. folha de serra.000 24. tomada.47 3.88 4.34 0. etc.1000 32.17 8.000 1.98 0.12 1.00 0.25 0.3000 1.25 Eletricista Ajudante hora hora hora hora hora hora TOTAL .35 63.000 1.59 2.00% 4. tipo predial.000 1.47 4.2000 0.11 Servente MATERIAIS Cimento Portland Areia Eletroduto 3/4 PVC pesado Fio Pirastic 14 AWG (1.25 3.74 0.5 mm2) Caixa Chapa Ferro Esmaltada 4x4 Interruptor Comum (1 alavanca) Placa de Baquerite 2x4 Tomada de Embutir Caixa Estampada 4 x2 Globo Esférico de Vidro 4x8" Plafonier de Alumínio 4" Lampada incandescente de 100W Diversos: Quadros.000 2. lustre tipo globo com lampada incandescente.96 32.DIVERSOS 126.00 1.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Construção de Banheiro. etc.EQUIPAMENTOS hora 0.53 0.00 1.47 93.55 2. interruptor.000 1. TOTAL .002 0.00 7. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /ponto de luz = 35.33 4.0000 8. instalação elétrica.13 1. fita isolante. assentamento de pisos e .10 23.34 1.

EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro Encanador (ou Bombeiro) Encanador Meio Oficial (ou Bombeiro Meio Oficial) .MÃO DE OBRA MATERIAIS Parede de Bloco de Concreto (e = 20cm) Cimento Portland Areia Cimento Branco Azulejo Branco 1a.66 8.40 27.55 4.13 1. saboneteira.19 343.08 16.68 40.88 3.000 7.87 126.90 5.75 11.azulejos.13 1.000 0.0000 190.33 4.14 38.000 1.85 18.000 10% .81 5.0000 8.75kg/m) Tubo de Aço Galvanizado 1 1/2" (4. papeleira.70 3.0000 7.55 2. de pilares e vigas.46 2.44 85.46 26.196.94 m2 ton m kg m2 m un un un un m m m kg kg un un un un un un un un un un un gl 2 3 30.10 0.500 84.000 39. etc.000 1.00 0.2cm Aduela e Guarnição p/Porta de 0.0000 22.44 3.000 3.97 47. Unidade para Medição dos trabalhos executados: 1 Banheiro completo.76 2.000 1.000 7.10 Dobradiça 3x 3 Fechadura Completa .22 3.0000 32.14 14.36 20.0000 103.000 27. ferramentas.47 324.36 120.0000 13.15 11.85 1.95 42.00 7. (tamanho base: 5 m2) Não está incluido os custos de Concreto de estrutura de piso.22 14.76 0. folha serra.95 42. Cromado Registro de Pressão 3/4" Diversos: ralos.81 18.000 1.63 10.000 1.000 1. hora hora hora hora hora hora hora hora hora 2.0000 2.71 45.52 40.46 26.34 2.090 0.10 29.70 x 2.22 2.20kg/m) Vaso Sanitário Louça Branca Parafuso p/ Fixação de Vaso Sanitário Válvula Descarga "Primor" Lisa Tubo de Ligação para Vaso Sanitário Bolsa de Borracha p/ Ligação de Vaso Sanitário Lavatório de Louça BRanca s/ coluna Fixador de Lavatório sem coluna Sifão Metal Cromado p/Lavatorio Torneira para Lavatório Chuveiro Simples s/braço Articul.70 x 2. etc.81 18.cromado simples Tubo PVC rígido soldável 100mm Tubo PVC rígido soldável 75mm Tubo PVC rígido soldável 50mm Tubo de Aço Galvanizado 3/4" (1.32 278.000 1.25 58.000 87. zarcão. de forro.76 0.82 584.63 127.22 2.73 2.0000 8.90 5.44 1.17 16. 15 x 15 Piso Ceramico Vermelho 12 x 24 Folha Porta de Madeira 0.14 38.10 3.70 Carpinteiro de Esquadrias Ajudante Servente TOTAL .44 6.84 20.EQUIPAMENTOS hora 10.55 4.200 7.21 10.19 12.000 1.85 103.000 1.85 18.000 1.000 1.73 6.000 1.55 1. pinturas.12 1.70 324.0000 32.36 20.200 1.300 2.000 1. cabide.84 135.

96 93.32 0.68 TOTAL.90 2. pilares e vigas de concreto armado) Especificação da Unidade de Consumo DISCRIMINAÇÃO Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Escavação Manual de Vala em Solo Inclue custos de escavação e colocação de material ao lado da vala.9000 7.5000 7.12 4.247.68 169.31 (Preço exclusive piso. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro cúbico EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.00% 3.35 .000 93.96 Diversos: Janelas.EQUIPAMENTOS hora hora hora 0.47 0. forro.3000 2.88 DIVERSOS : Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . pintura forro. TOTAL .DIVERSOS 5.MÃO DE OBRA MATERIAIS hora 2.27 5.33 4.35 Servente TOTAL .1000 0.563.810.14 0.MATERIAIS gl 5% 51.73 1.19 1.32 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor .00% 169.483. etc.Instalação Elétrica (ponto de luz) pt 1.0100 32. Vidros. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ / 1 Banheiro Completo = 35.22 2.

ferramentas.3000 0.20 32.18 2.00 31.95 2.00% 0.0000 32.7000 0.39 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 SERVIÇO: Custos Referidos a: Bueiro Tubular simples de Concreto Prémoldado d = 0.47 TOTAL MÃO DE OBRA Escavação Manual de Vala Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .60m hora m3 m 8.41 113.00% 5.72 15.28 Servente TOTAL .40 0.40 8. berço de areia e reaterro compactado Não está incluído os custos de obras de 2 bocas ( uma em cada extremidade). Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 1. exclusive BDI .95 11.00% 2. etc.DIVERSOS gl 1.8400 0.88 2. ferramentas.DIVERSOS gl 0.56 TOTAL.1400 8.33 4.41 5.60m Inclue custos de escavação e fornecimento e colocação de Tubo. TOTAL .44 TOTAL.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .33 4.14 32. etc.6800 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Tubo de Concreto Simples d = 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m3 = 35. TOTAL .020 7.7000 7.87 38.37 5.66 37.37 0.47 14.22 3.EQUIPAMENTOS m3 hora hora hora hora 1.20 2.44 7.Diversos: madeiras.36 5.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .600 1.47 32.29 Diversos: madeiras.

80m Inclue custos de escavação e fornecimento e colocação de Tubo.88 22.14 8.80m hora 12.00% 39.EQUIPAMENTOS m3 hora hora hora hora 2.22 3. ferramentas.71 m3 m 0.0000 10.15 Diversos: madeiras.8800 53. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.22 3.71 20.88 2. TOTAL .93 4.33 4.DIVERSOS gl 2.Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.4000 1.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .4800 8. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 1.25 2.14 171.0000 1.5000 32.44 5.4000 0. etc. berço de areia e reaterro compactado Não está incluído os custos de obras de 2 bocas ( uma em cada extremidade).MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Tubo de Concreto Simples d = 0.47 48.69 60.00 59.43 Servente TOTAL .31 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Bueiro Tubular simples de Concreto Prémoldado d = 0.14 48.800 1.00% 8.60 52.85 TOTAL.13 5.85 230.44 7.00 51.71 TOTAL MÃO DE OBRA Escavação Manual de Vala Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ .75 153.020 7.

33 5.18 TOTAL MÃO DE OBRA Escavação Manual de Vala Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro . berço de areia e reaterro compactado Não está incluído os custos de obras de 2 bocas ( uma em cada extremidade).24 .00 79.47 81.82 34.44 7.77 268.81 7. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro JANEIRO/98 EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 2.00 81.47 16.020 7.DIVERSOS gl 4.22 3.SERVIÇO: Custos Referidos a: Bueiro Tubular simples de Concreto Prémoldado d = 1. Unidade para Medição dos trabalhos executados: unidade EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.5000 1.84 361.14 81.54 5.00m Inclue custos de escavação e fornecimento e colocação de Tubo.60m Inclue custos de escavação .5000 16.50 32. ferramentas. etc.5000 32.28 Diversos: madeiras.77 12.5000 0.99 Servente TOTAL . berço de areia e concretagem de pisos e muros laterais. TOTAL .69 81.97 TOTAL.88 2.37 5.3500 8.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .00% 12.13 93.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Tubo de Concreto Simples d = 1.18 29.EQUIPAMENTOS m3 hora hora hora hora 3.13 6.7000 1.09 92.33 4.000 1.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Boca de Bueiro Tubular simples de Concreto d = 0. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.00m hora m3 m 20.0500 1.

Unidade para Medição dos trabalhos executados: unidade EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.39 TOTAL.3000 1.4500 7.3000 7. berço de areia e concretagem de pisos e muros laterais.22 3.38 5.EQUIPAMENTOS 16.6000 3.230 1.38 172.47 4.95 79.98 Servente hora hora hora hora 0.98 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .39 27.00% 10.88 2.33 4.18 1.0500 2.000 7.2000 1.00 126.15 13. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /unidade = 35.80m Inclue custos de escavação .14 2.EQUIPAMENTOS 25.33 4.00 71.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Boca de Bueiro Tubular simples de Concreto d = 0.43 8. TOTAL .14 1.22 20.69 67.000 3. etc.24 Servente hora hora hora hora 0.20 6.22 .48 TOTAL . ferramentas.1500 9.47 25.69 22.22 3.53 3.TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .6500 0.1000 6.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Cimento Portland Concreto Preparado em Betoneira Forma de Madeira Diversos: madeiras.98 71.81 226.80 32.DIVERSOS hora m3 t m3 m gl 2 9.450 0.88 2.81 10.43 306.15 28.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .75 12.

01 493.42 365.90 46.610 5.69 7.33 4.600 7.2000 12.05 m3 t m3 1.71 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Cimento Portland Concreto Preparado em Betoneira hora 19.700 0.00 126.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .97 5. berço de areia e concretagem de pisos e muros laterais.96 2.00m Inclue custos de escavação .14 2.88 2.77 TOTAL.30 26. ferramentas.42 111.00% 17.DIVERSOS hora m3 t m3 m gl 2 14.00 71.86 16.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia (berço) Cimento Portland Concreto Preparado em Betoneira Forma de Madeira Diversos: madeiras.70 75.00 71.60 186.EQUIPAMENTOS 48.3000 55.39 41.39 .93 8. Unidade para Medição dos trabalhos executados: unidade EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 1.000 7.07 280.5000 0.TOTAL .1000 4. TOTAL .600 2.69 22.370 1.42 17.00 126.39 4.62 115.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Boca de Bueiro Tubular simples de Concreto d = 1.47 48.71 Servente hora hora hora hora 0.4000 2.100 0.22 3. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /unidade = 35.6000 7.76 128.96 TOTAL .50 32. etc.

exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /unidade = 35.57 TOTAL .29 0. etc.47 9.00 126. TOTAL .88 2. ferramentas.10 23. TOTAL .20 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Calha (Meio Tubo) circular de Concreto simples Prémoldado d = 0.40m Inclue custos de escavação.DIVERSOS m2 gl 8.00 6.0400 0.11 TOTAL.00% 1.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .EQUIPAMENTOS 9.19 TOTAL.2000 7.33 4.14 2.14 0.74 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .1200 0.000 22. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.002 0.33 2.22 3.74 Servente hora hora hora hora 0.Forma de Madeira Diversos: madeiras.77 583.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia Cimento Portland Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.6000 1.51 2.09 787.01 0.001 1.29 6.13 6. exclusive BDI . fornecimento e colocação de Meio Tubo.10 5.9600 0.70 0.65 5.40m Diversos: madeiras.39 179.DIVERSOS hora m3 t m gl 1.58 5.00% 27.020 7.77 27.10 1.75 451.3000 32. ferramentas. etc.00% 204.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .22 0.

3600 1.1200 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia Cimento Portland Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.22 3.00 17.47 16. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP hora 0.66 7.25 18.31 DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ JANEIRO/98 Custos Referidos a: SERVIÇO: Calha (Meio Tubo) circular de Concreto simples Prémoldado d = 0.002 1.51 52.020 7.47 71.88 1. etc.26 0.02 0.33 4. TOTAL .70 TOTAL .24 Servente hora hora hora hora 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL .Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.74 19.12 31.00% 8.00% DISCRIMINAÇÃO Especificação da Unidade de Consumo Quantidade Prevista Custo Unitário R$/unidade Custo Total R$ .25 TOTAL.76 m3 t m gl 0.88 2. fornecimento e colocação de Meio Tubo.60m Inclue custos de escavação.EQUIPAMENTOS 16.00% 2.2800 14.6000 7.27 5.00 126.52 4.24 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro . exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.DIVERSOS hora 5. ferramentas.51 2.5000 32.2000 3.14 0.003 0.78 18.60m Diversos: madeiras.90 0.

020 7.82 5. ferramentas.38 26.00 26. Unidade para Medição dos trabalhos executados: metro EQUIPAMENTOS Caminhão Carroceria Madeira MB L1620/51 184 HP Carregadeira c/ Retroescadeira tipo CASE 580-L 75 HP hora hora 0.80m JANEIRO/98 Inclue custos de escavação.10 13.47 25.73 5.27 68.71 0.Custos Referidos a: SERVIÇO: Calha (Meio Tubo) circular de Concreto simples Prémoldado d = 0.27 3.64 TOTAL.003 1.89 TOTAL .80m Diversos: madeiras. etc.3000 0.74 14.6500 0.62 0.22 3.00% 3.88 2.69 27.33 4. fornecimento e colocação de Meio Tubo.04 0.62 24. exclusive BDI Taxa de BDI Preço Unitário em R$ /m = 35.78 9.7500 7.3000 1.DIVERSOS hora m3 t m gl 4.006 0.18 TOTAL MÃO DE OBRA Encarregado de Serviços Feitor Pedreiro .00 126.02 92.5000 2.1000 0.92 Servente hora hora hora hora 0.00% .73 1.5500 32.27 5.14 0.MÃO DE OBRA MATERIAIS Areia Cimento Portland Calha de Concreto Simples (meio-tubo) d = 0.MATERIAIS DIVERSOS Recursos para Mobilização e Desmobilização (Pessoal + Equipamentos) TOTAL . TOTAL .EQUIPAMENTOS 23.

=46.=46.= 5.+Seg.Síncrona= Peso Rotor = Quantidade = rpm ton. Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Turbina US$ US$ US$ US$ US$ Rot.Síncrona= Peso Rotor = Quantidade = rpm ton.Vel.00% Transp.eixo Vertical (Pot > 5MVA e Rot.Síncrona= = L = Vão Comporta Ensecadeira (stoplogs) (Equipamento p/ Fechamento do Desvio) = m Custo Aquisição+ Impostos mca até a soleira US$ US$ US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade stoplogs = Qtde de Guias Extras Transporte e Seguro Montagem e Teste cj completo Custo Total de 1 stoplogs = cj só de guias Custo Total de ??Guias Extras = Custo Total de Ensecadeiras + ?? Guias Extras = m Pórtico Rolante da Tomada d'Agua .Síncrona= Quantidade = = Potencia Outros tipos de Turbinas + Regulador de Velocidade = kW Custo Aquisição+ Impostos rpm un Custo Aquisição de Reg.Síncrona= Quantidade = = Geradores .PLANILHA PARA ESTIMATIVA DE CUSTOS DE EQUIPAMENTOS Essa planilha está disponível no diretório OPE nesse CD-ROM PLANILHA PARA ESTIMATIVA DE CUSTOS DE EQUIPAMENTOS Percentuais adotados para çalculo de custo total de equipamento Impostos = 15.62% un Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Gerador (V) US$ US$ US$ US$ = Geradores .62% un Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Gerador (H) US$ US$ US$ US$ = Potencia Ponte Rolante da Casa de Força kVA 1 Gerador= rpm Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Ponte Rol.+teste 10.Vel.eixo Horizontal (Pot > 5MVA e Rot. US$ US$ US$ US$ Rot. > 200rpm) Potencia = MVA Custo Aquisição+ Impostos Rot. Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Turbina (F) US$ US$ US$ US$ US$ Rot.00% Mont.00% Potencia Turbinas Tipo Francis+Regulador de Velocidade = kW Custo Aquisição+ Impostos rpm un Custo Aquisição de Reg. > 200rpm) Potencia = MVA Custo Aquisição+ Impostos Rot.Sinc.Sinc.

US$ US$ US$ US$ = Diâmetro US$ US$ US$ US$ Pressão Proj. Custo Aquisição+ Impostos Capac. Rol.Capac. Rol.Borb.= Quantidade = = . US$ US$ US$ US$ = L = Vão Comporta Vagão (Tomada d'Água) = m m mca até a soleira Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 comporta US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade = un = L = Vão Comporta Ensecadeira (stoplogs) (Tomada d'Água) = m Custo Aquisição+ Impostos mca até a soleira US$ US$ US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade stoplogs = Qtde de Guias Extras Transporte e Seguro Montagem e Teste cj completo Custo Total de 1 stoplogs = cj só de guias Custo Total de ??Guias Extras = Custo Total de Ensecadeiras + ?? Guias Extras = m Área Total Grade da Tomada d'Água = m2 Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de GRADE US$ US$ US$ US$ = Peso Total Conduto Forçado = ton.Içamento Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Port.Içamento ton. Válvula Borboleta (Gráfico B29 do Manual de Inventário/edição Nov/97) = m Custo Aquisição+ Impostos mca un Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Válv. Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de CONDUTO US$ US$ US$ US$ = L = Vão = Comporta Ensecadeira (stoplogs) p/ Fechamento do Tubo de Sucção m Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste mca até a soleira cj completo Custo Total de 1 stoplogs = cj só de guias Custo Total de ??Guias Extras = Custo Total de Ensecadeiras + ?? Guias Extras = m US$ US$ US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade stoplogs = Qtde de Guias Extras Pórtico Rolante (Movimentação de Stoplogs do Tubo de Sucção ton. Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Port.

etc. Auxiliares ..Inventário L = Vão = m Custo Aquisição+ Impostos H = Altura = P = pressão = Quantidade = m mca até a soleira US$ US$ US$ US$ Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 stoplogs = L = Vão = Comporta Ensecadeira (stoplogs) p/ Vertedouro de Superfície m Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste mca até a soleira cj completo Custo Total de 1 stoplogs = cj só de guias Custo Total de ??Guias Extras = Custo Total de Ensecadeiras + ?? Guias Extras = m US$ US$ US$ US$ US$ US$ H = Altura = P = pressão = Quantidade stoplogs = Qtde de Guias Extras Capac. Equipamentos Elétricos Acessórios (Sist.Içamento Guindaste Pórtico (Movimentação de Stoplogs do Vertedouro) ton. Elétricos+cabos. US$ US$ US$ US$ Pressão Proj.00% Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total Equipamentos Diversos (Sist.) 18. Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Port.Diâmetro Válvula Esférica = Pressão mínima = 200 mca (Grafico B30 Inventário) m Custo Aquisição+ Impostos mca un Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total de 1 Válv.= Quantidade = = Comporta tipo Segmento (vertedouro de superfície) Graf. Rol.B21 . Auxil..00% Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total US$ US$ US$ US$ = US$ US$ US$ US$ US$ US$ US$ US$ CUSTO TOTAL DE TODOS OS EQUIPAMENTOS PERMANENTES Custo Aquisição+ Impostos Transporte e Seguro Montagem e Teste Custo Total = = = US$ US$ US$ US$ .mecanicos) 6. Esf..

00 m Energia Firme Potência Instalada = = x.OPE para PCH Exemplo Exemplo Serviços Elétricos Ltda. eixo Horizontal Máquinas KAPLAN Preços de JANEIRO/1998 Taxa de Câmbio = 1. Rio Bacia Região Município Estado Imbirá Alça Sul do Rio Peixe Grande Sudeste Garajarak do Sul I I Espírito Santo ESTIMATIVA DE CUSTO Aproveitamento: AHE FICTÍCIO (PCH) Alternativa: NA max.yy MW X Casa de Força com Máquinas FRANCIS.: PLN-OPE$. Estudos de Viabilidade / Básico LOCALIZAÇÃO Projetista: PROJ-PCH Ltda .XLS Data: 28-nov-07 Cálculo: Mister ZZ Verificação: MssMMsx ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO Página 1 PRELIMINAR .xx MW y.normal do Reservatório = ???.PLANILHA PADRÃO .12 R $ = 1 US$ Prog.

10.10.10.15.44 .11.15.46.46.45.10.10.19 .11.44 .45.11.10.10.15.10 .46.10.15.10.11.10.45.15.CONTA .10.10.11 .13 .11 .10.11.20.10.11.46.10.11.20.15.46.15.11.14 .20.10.17 .11.15.47 .11.10.49 .18 .45 .10.15 .10.44 .10.10.15.11.10. Jazidas e Áreas Afins ha Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente ha Reassentamento Rural ha Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos ha Cidades e Vilas gl Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada gl Outros custos gl DESPESAS LEGAIS E DE AQUISIÇÃO gl 15% OUTROS CUSTOS gl RELOCAÇÕES ESTRADAS DE RODAGEM km ESTRADAS DE FERRO km PONTES m SISTEMA DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO gl SISTEMA DE COMUNICAÇÃO gl RELOCAÇÕES DE POPULAÇÃO gl Reassentamento Rural gl Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos gl Cidades e Vilas gl Infra-Estrutura Econômica e Social Isolada gl Outros custos gl OUTRAS RELOCAÇÕES gl OUTROS CUSTOS gl OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS COMUNICAÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL gl MEIO FÍSICO-BIÓTICO gl Limpeza do Reservatório ha Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente ha Conservação da Flora gl Qualidade da Água gl Recuperação de Áreas Degradadas gl Outros custos gl MEIO SÓCIO-ECONÔMICO-CULTURAL gl Comunidades Indígenas e outros grupos étnicos gl Saúde e Saneamento Básico gl Estrutura Habitacional e Educacional gl Salvamento do Patrimônio Cultural gl Apoio aos Municípios gl Outros custos gl Custo Total R$ Custo Unitário US$ Custo Total US$ ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO Página 2 PRELIMINAR .10.10.15.10.10. Acampamento.11.10.45.11.10.50 .18 .10.10.10.15.10.15.43 .10.48 .11.43 .20 .51 .17 .10.10.11.10.15.OPE para PCH Custo Unitário DISCRIMINAÇÃO un Qtdade R$ TERRENOS.46 .42 .17 .10 . RELOCAÇÕES E OUTRAS AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS AQUISIÇÃO DE TERRENOS E BENFEITORIAS PROPRIEDADES RURAIS gl Reservatório ha Canteiro.42 .10.45.20.10.15 .11 .52 .15.10.10.40 .11.10.17 PLANILHA PADRÃO .11.10.16 .10.10.46.11.10.21 .42 .41 .10.10.10.12 .11.40 .45 .10.10.10.45.10.15.20.13 . .10.10.11.11.41 .

CONTA .10.15.47 .10.15.47.53 .10.15.47.55 .10.15.47.17 .10.15.48 .10.15.13 .10.27 .11. .11.12 .11.13 .11.13.00.12 .11.13.00.12.10 .11.13.00.12.11 .11.13.00.13 .11.13.00.14 .11.13.00.14.13 .11.13.00.14.14 .11.13.00.14.15 .11.13.00.15 .11.13.00.15.10 .11.13.00.15.11 .11.13.00.15.12 .11.27 .12. .12.16 .12.16.22 .12.16.22.19 .12.16.22.21 .12.16.22.22 .12.16.24. .12.16.24.12 .12.16.24.12.10 .12.16.24.12.11 .12.16.24.13 .12.16.24.14 .12.16.24.14.13 .12.16.24.14.14 .12.16.24.14.15 .12.16.24.23. .12.16.24.23.17 .12.16.24.17

DISCRIMINAÇÃO LICENCIAMENTO E GESTÃO INSTITUCIONAL Licenciamento Gestão Institucional Outros custos USOS MÚLTIPLOS OUTROS CUSTOS EVENTUAIS DA CONTA .10

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário un Qtdade R$ gl gl gl gl gl gl gl 10%

Custo Total R$

Custo Unitário US$

Custo Total US$

ESTRUTURAS E OUTRAS BENFEITORIAS BENFEITORIAS NA ÁREA DA USINA CASA DE FORÇA Escavação Comum Em Rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Instalações e acabamentos Alvenaria (paredes) Cobertura Esquadrias/Instal.Eletricas e Hidraulicas/Banheiros EVENTUAIS DA CONTA .11 BARRAGENS E ADUTORAS DESVIO DO RIO ENSECADEIRAS Ensecadeira de rocha e terra Remoção de ensecadeiras Esgotamento e outros custos CANAL OU GALERIA / ADUFA DE DESVIO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Equipamento de fechamento Stoplogs Outros custos

MW gl m³ m³ gl m³ t m³ t gl m2 m2 gl gl

y,yy

10%

gl m³ gl gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl gl

15%

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 3

PRELIMINAR

CONTA .12.17 .12.17.25 .12.17.25.12 .12.17.25.12.10 .12.17.25.12.11 .12.17.25.13 .12.17.25.24 .12.17.25.25 .12.17.25.26 .12.17.25.29 .12.17.25.32 .12.17.25.32.18 .12.17.25.32.19 .12.17.25.17 .12.17.26 .12.17.26.12 .12.17.26.12.10 .12.17.26.12.11 .12.17.26.13 .12.17.26.14. .12.17.26.14.13 .12.17.26.14.14a .12.17.26.14.14b .12.17.26.14.15 .12.17.26.17 .12.17.27 .12.17.27.12 .12.17.27.12.10 .12.17.27.12.11 .12.17.27.13 .12.17.27.14 .12.17.27.14.13 .12.17.27.14.14a .12.17.27.14.14b .12.17.27.14.15 .12.17.27.17 .12.18 .12.18.28 .12.18.28.12 .12.18.28.12.10 .12.18.28.12.11 .12.18.28.13

DISCRIMINAÇÃO

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário un Qtdade R$ gl m³ m³ m³ gl m³ m³ m³ m³ gl m³ m2 gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ m³ t gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ m³ t gl gl m³ m³ m³ gl

Custo Total R$

Custo Unitário US$

Custo Total US$

BARRAGENS E DIQUES BARRAGENS E DIQUES DE TERRA E ENROCAMENTO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Aterro compactado Enrocamento Núcleo de argila Transições / Filtros Proteção de taludes Talude de montante (Enrocamento) Talude de jusante (grama) Outros custos BARRAGENS DE CONCRETO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento (convencional) Concreto sem Cimento (CCR) Armadura Outros custos TRANSIÇÕES E MUROS DE CONCRETO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento (convencional) Concreto sem Cimento (CCR) Armadura Outros custos VERTEDOUROS VERTEDOUROS DE SUPERFÍCIE Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação

2%

2%

2%

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 4

PRELIMINAR

CONTA .12.18.28.14. .12.18.28.14.13 .12.18.28.14.14a .12.18.28.14.14b .12.18.28.14.15 .12.18.28.23 .12.18.28.23.16 .12.18.28.23.17 .12.18.28.23.20 .12.18.28.17 .12.18.29 .12.18.29.12 .12.18.29.12.10 .12.18.29.12.11 .12.18.29.13 .12.18.29.14 .12.18.29.14.13 .12.18.29.14.14 .12.18.29.14.15 .12.18.29.23 .12.18.29.23.16 .12.18.29.23.17 .12.18.29.23.20 .12.18.29.17 .12.19 .12.19.30 .12.19.30.12 .12.19.30.12.10 .12.19.30.12.11 .12.19.30.13 .12.19.30.14 .12.19.30.14.13 .12.19.30.14.14 .12.19.30.14.15 .12.19.30.23 .12.19.30.23.16 .12.19.30.23.17 .12.19.30.23.20 .12.19.30.23.21 .12.19.30.17

DISCRIMINAÇÃO Concreto Cimento Concreto sem Cimento (convencional) Concreto sem Cimento (CCR) Armadura Equipamentos Comportas e guinchos Stoplogs Guindaste Outros custos VERTEDOUROS DE FUNDO E OUTROS Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Equipamentos Comportas e guinchos Stoplogs Guindaste Outros custos TOMADA D'ÁGUA E ADUTORAS TOMADA D'ÁGUA Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Equipamentos Comportas e guinchos Stoplogs Guindaste Grades e Limpa-grades Outros custos

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário un Qtdade R$ m³ t m³ m³ t gl gl gl gl gl 2% gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl gl gl gl 2% gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl gl gl gl gl

Custo Total R$

Custo Unitário US$

Custo Total US$

2%

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 5

PRELIMINAR

CONTA

DISCRIMINAÇÃO

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário un Qtdade R$ gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl

Custo Total R$

Custo Unitário US$

Custo Total US$

.12.19.31 .12.19.31.12 .12.19.31.12.10 .12.19.31.12.11 .12.19.31.13 .12.19.31.14 .12.19.31.14.13 .12.19.31.14.14 .12.19.31.14.15 .12.19.31.17 .12.19.32 .12.19.32.12 .12.19.32.12.10 .12.19.32.12.11 .12.19.32.13 .12.19.32.14 .12.19.32.14.13 .12.19.32.14.14 .12.19.32.14.15 .12.19.32.17 .12.19.33 .12.19.33.12 .12.19.33.12.10 .12.19.33.12.11 .12.19.33.13 .12.19.33.14 .12.19.33.14.13 .12.19.33.14.14 .12.19.33.14.15 .12.19.33.17 .12.19.34. .12.19.34.12 .12.19.34.12.10 .12.19.34.12.11 .12.19.34.13 .12.19.34.14 .12.19.34.14.13 .12.19.34.14.14 .12.19.34.14.15 .12.19.34.23 .12.19.34.23.23

CANAL DE ADUÇÃO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos CONDUTO ADUTOR Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos CHAMINÉS DE EQUILÍBRIO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos CONDUTO FORÇADO Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Equipamento Revestimento metálico (Blindagem

m; D = x, j 0 m)

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 6

PRELIMINAR

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH Custo Unitário CONTA DISCRIMINAÇÃO un Qtdade R$ .12.19.34.23.24 .12.19.34.17 .12.19.35 .12.19.35.12 .12.19.35.12.10 .12.19.35.12.11 .12.19.35.13 .12.19.35.14 .12.19.35.14.13 .12.19.35.14.14 .12.19.35.14.15 .12.19.35.17 .12.20.37 .12.20.37.12 .12.20.37.12.10 .12.20.37.12.11 .12.20.37.13 .12.20.37.14 .12.20.37.14.13 .12.20.37.14.14 .12.20.37.14.15 .12.20.37.17 .12.27.98 .12.27.99 .13. .13.13.00.23.28 .13.13.00.23.17 .13.13.00.23.20 .13.13.00.23.29 .13.27 .14. .14.00.00.23.30 .14.27 .15. .15.13.00.23.20 .15.00.00.23.31 .15.27 Equipamento (Válvula Tipo:_________; D = y, x0 m) Outros custos CANAL DE FUGA Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos OUTRAS CONSTRUÇÕES ESPECIAIS (Escada de Peixe) Escavação Comum Em rocha a céu aberto Limpeza e tratamento de fundação Concreto Cimento Concreto sem Cimento Armadura Outros custos EVENTUAIS DA CONTA .12 obras civis EVENTUAIS DA CONTA .12 equipamentos TURBINAS E GERADORES Turbinas _______kW/un. ______rpm Stoplogs Guindaste Geradores _______kVA/un. ______rpm EVENTUAIS DA CONTA .13 EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS ACESSÓRIOS Equipamento Elétrico Acessório EVENTUAIS DA CONTA .14 DIVERSOS EQUIPAMENTOS DA USINA Ponte rolante Equipamentos diversos EVENTUAIS DA CONTA .15 gl gl gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl m³ m³ m³ gl m³ t m³ t gl gl gl R$ US$ US$ Custo Total Custo Unitário Custo Total

10% 10%

gl gl gl gl gl 10%

gl gl

10%

gl gl gl Página 7 10% Custo Unitário Custo Total Custo Unitário Custo Total PRELIMINAR

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

CONTA .16. .16.00.14 .16.00.16 .16.27

DISCRIMINAÇÃO ESTRADAS DE RODAGEM, DE FERRO E PONTES ESTRADAS DE RODAGEM ESTRADA DE FERRO PONTES EVENTUAIS DA CONTA .16 CUSTO DIRETO TOTAL = (CDT) Custo direto total em R$ Custo direto total em US$ equivalentes

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH un Qtdade R$ km km m gl 10% R$ US$ US$

.17. .17.21 .17.21.38 .17.21.39 .17.22 .17.22.40 .17.22.40.36 .17.22.40.37 .17.22.40.54 .17.22.41 .17.27

CUSTOS INDIRETOS CANTEIRO E ACAMPAMENTO CONSTRUÇÕES DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO MANUTENÇÃO E OPERAÇÃO DO CANTEIRO E ACAMPAMENTO ENGENHARIA E ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO ENGENHARIA Engenharia Básica Serviços Especiais de Engenharia Estudos e Projetos Ambientais ADMINISTRAÇÃO DO PROPRIETÁRIO EVENTUAIS DA CONTA .17 CUSTO TOTAL (Exclusive Juros Durante a Construção)

gl gl gl gl gl gl gl gl gl gl

5,00% 3,00%

5,00% 1,00% 0,50% 10,00% 10%

.18.

JUROS DURANTE A CONSTRUÇÃO (construção em 2 anos) 10% a.a

9,20%

CUSTO TOTAL (Inclusive Juros Durante a Construção) = (CT) Potência instalada Custo em US$/kW Instalado

gl kW US$/kW

Custo Unitário CONTA
ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Custo Total

Custo Unitário

Custo Total

DISCRIMINAÇÃO

un Qtdade Página 8

PRELIMINAR

PLANILHA PADRÃO - OPE para PCH R$ R E S U M O R$ US$ US$

Aproveitamento: AHE FICTÍCIO
Potência Instalada Energia Firme

(PCH)
y,yy x,xx MW MWmédio

Custo Total do Empreendimento

x1000US$ (Ref. JANEIRO/98) , Exclusive LT e Subestação

Vida Útil 50 anos, Taxa de Retorno de 10% a.a Custo - Geração (Energia Firme)

e

O & M = Critério ELETROBRÁS US$/MWh
(EXCLUSIVE LT, Subestação, ROYALTIES, PEDÁGIO e IMPOSTOS)

INVESTIMENTOS EM SUBESTAÇÃO E LINHA DE TRANSMISSÃO Custo Unitário CONTA DISCRIMINAÇÃO un Qtdade R$ Subestação de ........................................................ un R$ US$ US$ Custo Total Custo Unitário Custo Total

Linha de Transmissão de

kV

km

Investimento Total (Subestação + Linha de Transmissão)

gl

Preços de JANEIRO/1998 Custo Total em US$ Custo Total em R $

INVESTIMENTO TOTAL em Usina, Subestação e Linha de Transmissão

ANEXO 5 PLANILHA DE ORÇAMENTO

Página 9

PRELIMINAR

MODELO DE ORÇAMENTO COMPACTO PARA SUBESTAÇÕES
Item 1 2 TERRENOS E SERVIDÕES OBRAS CIVIS (Inclui Benfeitorias Gerais no Pátio, Urbanização e Acabamento, Fundações e Bases, Edifícios da Subestação, Estruturas, etc..) EQUIPAMENTOS - AQUISIÇÃO Equipamentos Principais Demais Equipamentos MONTAGEM ELETROMECÂNICA TRANSPORTE E SEGUROS MEIO AMBIENTE CUSTOS DIRETOS (Somatório dos itens anteriores) CUSTOS INDIRETOS (Corresponde aos custos do Canteiro e Acampamento, Engenharia e Administração) EVENTUAIS CUSTO TOTAL Descrição Und. gl gl

3 3.1 a 3.7 3.8 a 3.22 4 5 6 7 8

und und e/ou gl gl gl gl

9 10

MODELO DE ORÇAMENTO COMPACTO PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO
Item 1 2/3/7 TERRENOS E SERVIDÕES OBRAS CIVIS (Inclui a Limpeza de Faixa de Servidão, as Fundações e as Estradas de Acesso) ESTRUTURAS (Metálicas ou outras - Especificar) CONDUTORES AÉREOS E ACESSÓRIOS Isoladores e Ferragens Cabo Condutor Cabos Pára-Raios Fio Contrapeso Acessórios MONTAGEM ELETROMECÂNICA TRANSPORTE E SEGUROS MEIO AMBIENTE CUSTOS DIRETOS (Somatório dos itens anteriores) CUSTOS INDIRETOS (Corresponde aos custos de Canteiro, Engenharia e Administração) EVENTUAIS CUSTO TOTAL und t t t gl gl gl gl Descrição Und. gl gl

4/5

t e/ou und

6 6.1 6.2 6.3 6.4 6.5/6.6 7 8 9 10 11 12 13

ANEXO 4 - LEGISLAÇÃO PERTINENTE
O conjunto de leis considerado de grande importância, no panorama do Setor Elétrico de hoje, está relacionado a seguir. A legislação de meio ambiente é apresentada no Capítulo 8. • Decreto-Lei no 1.872, de 21.05.81 Dispõe sobre a aquisição, pelo concessionários, de energia elétrica excedente gerada por Autoprodutores. • Decreto-Lei no 915, de 06.09.93 Este Decreto autoriza a formação de consórcios para geração de energia elétrica para Autoprodução. • Decreto no 1.348, de 28.12.94 Este Decreto regula a participação de concessionários de serviço público de energia elétrica em aproveitamento hidrelétrico de outro concessionário (arrendamento). • Lei no 8.987, de 13.02.95 Dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos, liberando o mercado de energia elétrica do monopólio estatal. • Lei no 9.074, de 07.07.95 Estabelece normas para outorga e prorrogações das concessões e permissões de Serviços Públicos. Em seu capítulo II trata especificamente dos serviços de energia elétrica. • Decreto no 1.717, de 24.11.95 Estabelece procedimentos para prorrogações das concessões dos serviços públicos de energia elétrica de que trata a Lei 9.074 de 07.07.95. • Decreto no 2.003, de 10.09.96 Regulamenta a produção de energia elétrica por Produtor Independente e por Autoprodutor. • Lei no 9.427, de 26.12.96 Institui a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, disciplina o regime de concessões de serviços públicos de energia elétrica. • Medida Provisória 1.549, de 12.08.97 Aprova Estrutura Regimental e Quadro de cargos em comissão e função de confiança da

98 Altera dispositivos das Leis nos 3.06. • • • as concessões de geração de energia elétrica terão prazo necessário a amortização dos investimentos. na modalidade de concorrência. de 21.12. de 04. de 13.433. Lei no 1.93). de 08. assim como da autorização para exploração de centrais hidrelétricas até 30 MW e dá outras providências A legislação citada permite destacar os seguintes pontos principais: • os concessionários de serviço público de eletricidade ficam autorizados a adquirir energia excedente de Autoprodutores gerada com a utilização de fontes energéticas que não empreguem combustível derivado de petróleo (Dec.01.09. de 06.94). • Lei no 9.81).95.98 Estabelece os procedimentos gerais para registro e aprovação de estudos de viabilidade e projeto básico de empreendimentos de geração hidrelétrica.872. de 28.12. • ANEEL Resolução no 393. • Lei no 9. Altera oficialmente o Código de Águas.98 Estabelece os critérios para o enquadramento de empreendimentos hidrelétricos na condição de pequenas centrais hidrelétricas. de 25. limitado a 35 anos. • ANEEL Resolução no 394.890-A. contado da data de assinatura do contrato. • os concessionários de serviço público de energia elétrica ficam autorizados a efetuar investimentos em aproveitamento hidrelétrico objeto de concessão a outro concessionário.95).98 Estabelece os procedimentos gerais para registro e aprovação dos estudos de inventário hidrelétrico de bacias hidrográficas.95 e 9.074.ANEEL.93.348. a concessão de serviço público será concedida mediante licitação. 8.987. de 21.07. de 27.97 Institui a Política Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências.12. é assegurada a formação de consórcios entre os concessionários de Serviço Público. de 26.05. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho. de 04.05. de 04.02.666.96. a serem dados em arrendamento ao titular da concessão (Decreto no 1. de 13.02. por sua conta e risco e por prazo determinado (Lei no 8.12. 9.427. podendo ser .648.12.61.04. e entre esses e os Autoprodutores de energia elétrica para exploração de aproveitamentos hidrelétricos (Decreto no 915.987. de 07. • ANEEL Resolução no 395. 8.

• As PCHs de potência superior a 1MW e inferior a 30MW.003.003. respeitados os prazos dos contratos vigentes. b) novos consumidores com carga igual ou superior a 3 MW atendidos em qualquer tensão.96).95). a pessoa jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebam concessão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao comércio de toda ou parte da energia produzida. de 10. • define-se Produtor Independente de Energia Elétrica. aos quais forneça vapor ou outro insumo oriundo de processo de cogeração. por sua conta e risco (Decreto no 2. contado da respectiva solicitação.09. nas condições previamente ajustadas com o concessionário local de distribuição. c) consumidores já existentes. mediante o ressarcimento do custo de transporte envolvido (Decreto no 2.96). independentemente de tensão ou carga.003 ainda estabelece que a comercialização da energia produzida por Produtor Independente poderá ser feita com: a) concessionários ou permissionários de Serviço Público de Energia Elétrica. d) consumidores de energia elétrica integrantes de complexo industrial ou comercial.09.07. de 07. define-se Autoprodutor de Energia Elétrica.96). e) conjunto de consumidores de energia elétrica.074. conforme a seguinte tabela: ANO Tensão Potência ↓ 1995 = ou maior 69 KV = ou maior 2000 = ou maior 69 KV = ou maior 2003 ↓ ↓ 10 MW 3 MW decresce de acordo com as regras do Poder Concedente. f) qualquer consumidor que demonstre ao Poder Concedente não ter o concessionário local lhe assegurado o fornecimento no prazo de até 180 dias. de 10.09.003. destinadas a Produção Independente ou Autoprodução poderão comercializar energia elétrica com consumidores . de 10. a pessoa física ou jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebam concessão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao seu uso exclusivo (Decreto no 2. • o Decreto no 2. • • o Produtor Independente e o Autoprodutor terão assegurados o livre acesso aos sistemas de transmissão e de distribuição de concessionários e permissionários de serviço público de energia elétrica.prorrogado no máximo por igual período (Lei no 9.

até 1 MW: . Art.só registro. • Os empreendedores de aproveitamentos hidrelétricos deverão se articular junto aos órgão de recursos hídricos para regularizar sua situação quanto ao uso da água para geração hidrelétrica. pelo uso dos recursos hídricos. adotados como referência para as características do aproveitamento.concessão por licitação. No caso de sistemas isolados elas contam ainda com a possibilidade de uso dos recursos da CCC. . para as tarifas de uso dos sistemas elétricos de transmissão e distribuição. em função da natureza do empreendimento e da faixa de potência conforme resumido a seguir: • ♦ SERVIÇO PÚBLICO Hidrelétrica .concessão por licitação. ainda. acima de 1 MW . poderão ser realizados de forma simplificada. A Lei 9. ♦ AUTOPRODUTOR E PRODUTOR INDEPENDENTE Hidrelétrica . 50 MW.cuja carga seja maior ou igual a 500kW (Lei no 9. Os Estudos de Inventário em bacias hidrográficas com vocação hidrenergética para aproveitamentos de. aos Estados e Municípios. As novas PCHs estão também isentas do pagamento da compensação financeira.até 1 MW: . dentre outras. quando promoverem a substituição da geração termelétrica que utiliza derivados de petróleo. justificando a simplificação adotada para os Estudos de Inventário. Deverá ser apresentado à ANEEL relatório de reconhecimento da bacia ou sub-bacia. permissão ou autorização de exploração.autorização.468. 26. além do relatório de reconhecimento do sítio onde se localiza o potencial. o interessado deverá apresentar. • Para o registro de realização de estudos para o Projeto Básico de uma PCH. informação dos Estudos de Inventário Hidrelétrico realizados.468 e as Resoluções ANEEL 393. no máximo. acima de 30 MW . restrições e/ou facilidades em termos de condições determinadas para concessão.só registro. desde que existam condições específicas que indiquem potencial de aproveitamentos até aquele limite ou imponham a segmentação natural da bacia em sub-bacias cujos aproveitamentos estejam dentro do citado limite de 50 MW. com área inundada menor ou igual a 3 km2 . 394 e 395 definem. de 1 MW até 30 MW. parágrafo 5º) • Estas mesmas PCHs contam ainda com redução mínima de 50%.

Interface Gráfica e Gerenciamento da Base de Dados de PequenasCentrais Elétricas . • Terminologias adotadas no setor elétrico. o usuário deve estar familiarizado com: • Computador pessoal do tipo PC. [1] Para a utilização do modelo MSUI é recomendável a utilização de um computador com processador de 166 Mhz ou superior. sendo acrescentadas as seguintes declarações: files=90 buffers=50 Para que as declarações acima tenham efeito no sistema. No processo de instalação. A INTERBASE foi construída de tal forma que o usuário não necessite consultar o manual de formatação dos arquivos de entrada do MSUI. • Windows 95 ou superior. . tarefa trabalhosa e sujeita a inúmeros erros de digitação. [2] Para a instalação do software é necessário cerca de 30 Mb livres.0[3].sys será criado ou modificado. • Mínimo 15 Mb disponíveis[2]. inclusive o programa executável MSUI. O programa de instalação grava todos os arquivos necessários ao bom funcionamento do sistema. • Controles e bibliotecas do Visual Basic 5. é necessário reiniciar o computador. Neste manual estão descritos os procedimentos necessários para a inicialização do sistema INTERBASE. bem como disponibilizar um eficazgerenciador de dados de usinas hidrelétricas. • 32 MB de memória RAM. Para usar efetivamente este produto. ensinando a manipular os seus registros. [3] Os controles e bibliotecas do Visual Basic serão instalados automaticamente pelo programa de instalação. o arquivo config. e na formatação dos arquivos de entrada do modelo MSUI.ANEXO 5 . Os aplicativos dividem-se basicamente no gerenciamento da base de dados. Requisitos de software: • Sistema operacional Windows 95 ou superior. REQUISITOS DE HARDWARE E SOFTWARE Para o perfeito funcionamento do sistema são necessários os seguintes requisitos: Requisitos de hardware: • Computador do tipo PC com processador Pentium (ou compatível) 100 Mhz ou superior[1]. • Conhecimento básico dos objetivos da modelagem do MSUI.tem como objetivo principal facilitar a execução do Modelo de Simulação a Usinas Individualizadas (MSUI).INTERFACE GRÁFICA PARA O MODELO DE SIMULAÇÃO ENERGÉTICA INTRODUÇÃO A INTERBASE .

como pode ser visto no item “MENU PRINCIPAL”. 1).INICIANDO O SISTEMA INTERBASE Para iniciar o sistema. mostrando sua janela principal. no grupo Interbase. 1 A partir desse momento o programa será executado. Fig. clique sobre o item Interbase. . do menu Iniciar (fig.

MENU PRINCIPAL Ao iniciar o sistema. no menu principal encontram-se as seguintes opções: Fig. 1 .

Quando tentar abrir um arquivo válido e receber uma mensagem do tipo “Arquivo corrompido”. Nunca abra o arquivo com a base de dados diretamente pelo MS-Access.Arquivo Todas as informações sobre as usinas gerenciadas pelo sistema são armazenadas em arquivos de banco de dados Access. 3). Sair – Finaliza a execução do programa. será distribuído uma base de dados com alguns registros representativos para a execução de caso exemplo com o modelo MSUI. Nesse menu são dadas três opções para o usuário escolher (ver fig. O arquivo deve estar no formato do MS-Access 2. Mantenha sempre uma cópia de segurança atualizada de seus dados para evitar problemas futuros. 2) Fig. execute este item do menu para tentar resolver o problema. Caso o arquivo não siga os padrões preestabelecidos o sistema apresentará uma mensagem de erro (ver fig. Esse item do menu estará desabilitado se houver alguma base de dados aberta. 3 • Reparar Banco de Dados – Como algumas vezes o arquivo do banco de dados é danificado acidentalmente como. queda de energia elétrica. Juntamente com o sistema. Fig. é preciso repará-lo para que volte a funcionar corretamente. MSUI • . por exemplo.0 e ser compatível com os dados requeridos pelo programa. Esta ação pode causar danos irreparáveis. 2 • Abrir Banco de Dados – Abre o arquivo com o banco de dados.

. Resultados – Exibe os relatórios com os resultados da simulação. O programa de instalação grava o programa executável MSUI. 5 • • • • • • Dados Gerais – Gera o arquivo com os parâmetros da simulação. Para maiores informações sobre o MSUI veja o apêndice.Neste menu o usuário encontra todas as facilidades para a execução do modelo. caso não ocorra erros durante a formatação. Ao final da execução. 4 • • • Dados Gerais – Abre a janela com os dados gerais para edição e formatação de arquivo de entrada para o modelo MSUI (ver tópico: Parâmetros para o MSUI). de usinas e vazões. Todos os Arquivos – Gera os arquivos com dados gerais. será apresentada uma janela confirmando a criação dos arquivos de entrada do modelo MSUI (veja figura abaixo). Acesse o menu MSUI. Executar Modelo – Executa o modelo MSUI. Formatar Arquivos – Contém as opções necessárias para gerar os arquivos de entrada do modelo MSUI no formato adequado. deve-se gerar os arquivos para a execução do modelo MSUI. Dados das Usinas – Abre o formulário com os dados das usinas contendo as opções para o gerenciamento da base de dados (ver tópico: Dados das Usinas). Depois que todos os dados necessários à simulação forem preenchidos corretamente. o arquivo correspondente será criado automaticamente. Fig. Vazões – Gera o arquivo com os dados das Séries de Vazões. Serão apresentados três tipos de relatórios gerados pelo modelo. bem como o gerenciamento da base de dados. Fig. Sempre que os parâmetros de simulação forem modificados. depois Formatar Arquivos e por fim uma das quatro opções apresentadas como na figura 8. Dados das Usinas – Gera o arquivo com os dados das usinas.

Reslus5. Fig. Manual do Sistema – Exibe este manual no MS-Word (Este manual foi desenvolvido para ser visualizado nas versões 97 ou superiores do MS-Word). os arquivos de saída disponíveis para consulta dos resultados da simulação são os seguintes: • Energias. Ajuda Neste menu estão disponíveis todas as informações necessárias para a utilização do sistema INTERBASE e do modelo MSUI.Após a execução do MSUI.sai – relatório específico possuindo as energias firme por usina da configuração. • Reslus1. Sobre – Exibe uma janela com informações gerais sobre o programa (Fig. versão para PCH.sai. Reslus2. energias firmes e médias por usina e acumulada na cascata. Manual do MSUI – Exibe o manual do MSUI no MS-Word. Reslus4. bem como os resultados gerais da simulação.sai. complementado com o Manual de Metodologia do MSUI. 6 • Índice da Ajuda – Exibe o conteúdo da ajuda do programa. configuração a ser estudada.sai – Os dados destes arquivos dependem das opções escolhidas no formulário Dados Gerais. ou seja: carga crítica (energia firme do sistema). Fig. Contém informações sobre a utilização do sistema bem como a descrição dos campos utilizados na base de dados.sai. • • • 7 . 7). • Msui. O seu conteúdo é bastante semelhante a este manual. Reslus3.sai.sai – possui os relatórios de entrada.

2 A descrição dos campos está disponível no apêndice . Fig. é executado o formatador para gerar os novos parâmetros da simulação.DADOS GERAIS PARÂMETROS PARA O MSUI Os dados são apresentados em duas telas distintas: informações gerais e parâmetros de simulação. 1 Fig. Ver figuras 1 e 2. Sempre que os dados da simulação forem atualizados.

DADOS DAS USINAS Nesta janela se encontram os meios para o gerenciamento das informações referentes às usinas. MENU PRINCIPAL Arquivo Neste menu o usuário encontra todas as facilidades para o gerenciamento da base de dados de usina hidrelétrica e impressão de relatórios. 1). dados energéticos e evaporações. Os dados são apresentados em quatro telas distintas: dados gerais e físicos. série de vazões.2 . dados de simulação (ver fig. Fig. 1 A descrição dos campos está disponível no apêndice. Fig.

Será aberta uma janela com diversas opções de impressão (ver figura abaixo). caso haja uma ativa. A ordenação default é por Código. DOC (MS-Word). Código. além do formato de visualização (ver fig. A impressão do relatório pode ser realizada de duas maneiras. clique no botão Imprimir. incluindo a série de vazões. Serão impressos todos os seus dados. utilize esse comando para se certificar que o dado sendo exibido é a versão mais atual. se não desejar imprimir nenhum registro clique no botão Fechar.• Atualizar Base de Dados – Verifica se a base de dados sofreu alguma alteração durante a execução do programa. 3). caso deseje configurar a impressora clique no botão Configurar Impressora. . RTF (Rich Text Format). gerado apenas para visualização em tela ou salvo em um dos seguintes formatos de arquivo: XLS (MS-Excel 5. • Imprimir – Gera um relatório sobre os registros da base de dados. CSV (texto separado por vírgula). O usuário pode escolher por imprimir apenas o registro sendo visualizado. Escolhidas as opões desejadas. TXT (texto separado por marcas de tabulação) e HTML (HiperText MarkedUp Language). • Registro Atual – Imprime apenas os dados da usina exibida no momento. A impressão das séries de vazões é opcional.0). Estado e Rio. Os possíveis campos de ordenação são: Nome. 3 • Configurar Impressora – especificações do usuário. Fig. Se duas ou mais pessoas estiverem utilizando a mesma base de dados ao mesmo tempo. • Relatório – Permite a escolha dos registros a serem impressos. todo o banco de dados ou os registros retornados pela pesquisa. O relatório pode ser enviado para a impressora. Essa é a maneira mais rápida e prática de obtenção de um relatório. Configura a impressora de acordo com as • Ordenação – Muda a ordem com que os registros da base de dados são exibidos na tela.

• Baseado no Atual –Os dados do registro inserido são copiados de um outro. dando o novo código (ver item abaixo) e. Os dados de simulação não serão gravados. um novo código. incluindo a série de vazões. Inserir Registro – Insere um novo registro na base de dados. do menu Registros. acesse o item Cancelar Alterações. em seguida. Em ambos os casos será exibido um pedido de confirmação. Ao clicar no botão Criar Registro. o item Novo. não poderá ser desfeita. Caso deseje cancelar as modificações realizadas. Fig. Para confirmar a alteração. caso isso seja necessário. Não é possível alterar o valor do código da usina. Há duas formas de adicionar um novo registro à base de dados. Responda com cuidado. . crie um novo registro a partir deste. será inserido um registro totalmen necessário entrar com todos os dados referentes à nova usina. 4 • Editar Registro – Edita o registro atualmente sendo exibido. a nova usina será incluída na base de dados com os mesmos valores do registro atual. do menu Registros. apagando o registro indesejado. Acesse o menu R por fim. Feito isso digite na janela que se abrirá (ver figura 5). acesse o item Salvar Alterações. uma vez realizada. Várias ações não poderão ser realizadas durante a edição. Feito isso.• Sair – Fecha a janela dos Dados das Usinas retornando à janela principal. Com um registro que deseja replicar previamente selecionado. depois Inserir Registro e por fim o item Baseado no Atual. Após iniciar a edição dos dados percorra as quatros diferentes telas de dados da USINA e efetue as modificações necessárias. acesse o menu Registros. pois esta ação.4). já existente. Registros Neste menu o usuário encontra todas as facilidades para a manutenção dos registros na base de dados (Fig. Estes comandos não estarão disponíveis se os dados estiverem sendo editados • • • Novo – O registro inserido é totalmente novo.

pois esta ação. Selecione o aproveitamento desejado. ou utilizando as opções demonstradas a seguir: • Copiando série de outro aproveitamento da base de dados – Selecione o aproveitamento na base de dados com a série pretendida. acesse o menu Registros. Para a realização desse procedimento o usuário deve obedecer o formato apresentado no MS-Excel como na figura abaixo. retorne para o sistema Interbase na tela “Série de Vazões” e clique no botão “Colar”. Cancelar Alterações – Cancela as alterações realizadas na edição do registro ou cancela a sua inserção. em seguida acione o botão “Colar”. Disponível somente se os dados estiverem sendo modificados. 5 • Apagar Registro – Apaga o registro atualmente sendo exibido. Com um registro previamente selecionado. uma vez realizada. execute o aplicativo onde a série está arquivada. para a base de dados do sistema Interbase. uma vez realizada. Responda com cuidado pois esta ação. Responda com cuidado. retorne para o registro onde deseja copiar a série. não poderá ser desfeita.Fig. depois Apagar Registro. Copiando série de outro aplicativo – Este procedimento foi elaborado para facilitar a importação de séries de vazões. Edição da Série de Vazões A edição de cada campo da série de vazões pode ser realizada como descrito anteriormente no item Editar Registro. acione o botão “Copiar” do aplicativo. não poderá ser desfeita. acione o botão “Copiar”. Feito isso será exibido um pedido de confirmação. uma vez realizada. Não disponível se os dados estiverem sendo editados. Salvar Alterações – Salva as alterações decorrentes de edição ou inserção de um novo registro. Disponível somente se os dados estiverem sendo modificados. não poderá ser desfeita. cujos valores já estejam gravadas em outro aplicativo. • • • . Responda com cuidado pois esta ação.

6 .• Alterar Período da Série de Vazões – Para modificar o período da série de um aproveitamento. • Excluir Série – Proceda como no item “Alterar Período da Série de Vazões” e em seguida acione o botão “Excluir Série”. selecione o registro no modo “Edição” na tela “Série de Vazões” e acione o botão “Período”. Ir Para Fig. Feito isso. será apresentada uma janela como na figura a abaixo. entre com o novo período nos campos “Ano Inicial” e “Ano Final” e acione o botão “Alterar Período” para efetuar a modificação.

7 Pesquisa Neste menu encontram-se facilidades para localização de registro específicos na base de dados segundo critérios fornecidos pelo usuário. Fig. Para os campos Código. .O menu Ir Para contém cinco opções de navegação. Caso seja sabido o número do registro. Código de Jusante e Rio. • • • • • Primeiro Registro – Exibe o primeiro registro da base de dados. Registro Número – Exibe o registro especificado (ver figura 7). Nome. Os comandos deste menu não estarão disponíveis se os dados estiverem sendo editados. Estado e Estágio. Fig. Último Registro – Exibe o último registro da base de dados. fazer uma procura parcial. em que o valor digitado esteja no início ou em qualquer parte do campo. que permite a localização de registros específicos. acessá-lo diretamente (ver figura 7). Próximo Registro – Exibe o próximo registro da base de dados. como visto na figura 9. conforme a ordenação especificada no item Ordenação do menu Arquivo. indo do primeiro ao último registro. Nome. pode-se. Rio. Pode-se escolher visualizar o registro a ser localizado. A procura poderá ser feita por um dos seguintes campos: Código. 8 • Localizar – Abre uma janela. Registro Anterior – Exibe o registro anterior da base de dados. pode-se também. através da opção Registro Número. Pode-se caminhar pela base de dados. Código de Jusante.

10) que permite fazer uma pesquisa sobre todos os campos dos registros. Fig. 10 • Desligar Pesquisa – Faz com que todos os registros da base de dados sejam exibidos novamente.Realizada a procura. poderá ser utilizado para repetir a procura anterior. desfazendo pesquisa anteriormente realizada. Pesquisar – Abre uma janela (ver fig. o item Localizar Próximo do menu Pesquisa aparecerá habilitado e. portanto. Somente serão exibidos os registros que satisfaçam os critérios escolhidos. . Fig. 9 • • Localizar Próximo – Localiza o próximo registro seguindo a localização anterior.

1[1] Este manual foi desenvolvido para ser visualizado nas versões 97 ou superiores do MS-Word. Contém informações sobre a utilização do sistema bem como a descrição dos campos utilizados na base de dados. 12 1[1] Este manual foi desenvolvido para ser visualizado nas versões 97 ou superiores do MS-Word. O seu conteúdo é bastante semelhante a este manual. Manual do MSUI – Exibe o manual do MSUI no MS-Word. 12). 11 • Índice da Ajuda – Exibe o conteúdo da ajuda do programa. versão para PCH. • • • Fig. Manual do Sistema – Exibe este manual no MS-Word1[1].Ajuda Fig. complementado com o Manual de Metodologia do MSUI. Sobre – Exibe uma janela com informações gerais sobre o programa (Fig. .

Latitude em graus. Máximo de 5 relatórios. correspondente à localização do eixo da barragem da usina. Ano inicial da simulação. Nível de desenvolvimento da usina: • • Inventário (IN). Os dois primeiros dígitos são obrigatoriamente de identificação da sub-bacia. • • Viabilidade (VI) . Nome do rio onde se localiza a usina.usina que apresenta como estudo . Nome oficial da usina. correspondente à localização do eixo da barragem da usina Estado (ou fronteira entre Estados) onde está localizado o eixo da USINA. Período correspondente do sistema. Data de convergência da carga crítica. Longitude em graus.usina que apresenta como estudo aprovado mais recente o estudo de inventário hidrelétrico da bacia hidrográfica na qual está situado.APÊNDICE . em cada sub-bacia hidrográfica. minutos e segundos. Parâmetros de Simulação Campo Usinas a serem Simuladas Relatórios a serem Gerados Descrição Máximo de 50 usinas. Sub-sistema a ser simulado.DESCRIÇÃO DOS DADOS UTILIZADOS Informações Gerais Campo Título Sub-Sistema Ano Inicial da Simulação Data de Convergência da carga crítica Período Crítico do Sistema Descrição Título que será impresso nos relatórios do MSUI. de acordo com a classificação da ANEEL. minutos e segundos. com ordenação crescente no sentido montante-jusante. de Código da usina situada imediatamente a jusante. Dados da Usina Campo Código Nome Código Jusante Rio Latitude Longitude UF Estágio Descrição Número associado a cada usina.

Expressa em km². Expressa em metros. Expresso em hm³. Volume do reservatório no nível d'água mínimo. Perdas de carga hidráulica verificadas nos circuitos de adução. para uma vazão igual a 1. Expresso em metros.• • • • aprovado mais recente o estudo de viabilidade técnicoeconômico. Corresponde ao nível d'água natural no canal de fuga. Expressa em metros. Corresponde ao nível d'água máximo do reservatório definido no projeto. desde a tomada d'água até a entrada da turbina. Expresso em metros. Expresso em hm³. Desativado (DE). Volume do reservatório no nível d'água máximo normal. • Operação (OP) .1 da vazão média no período crítico ou o NA máximo normal do reservatório imediatamente a jusante. Expressa em metros.usina em que todas as unidades • geradoras foram desativadas. Volume do reservatório correspondente ao nível d'água na cota da soleira do vertedor. independente do valor da potência instalada e da finalidade da geração (serviço público ou autoprodução). definido no projeto. Volume no Nível d'Água Máximo Normal Volume no Nível d'Água Mínimo Normal Volume na Soleira do Vertedor Área no Nível d'Água Máximo Normal Área no Nível d'Água Mínimo Normal . Área do espelho d'água do reservatório referente ao nível d'água máximo normal. Área do espelho d'água do reservatório referente ao nível d'água mínimo normal. Expressa em km². • Construção (CO) .usina que apresenta como estudo aprovado mais recente o projeto básico.usina que teve suas obras iniciadas e ainda não opera a primeira unidade geradora. Características Físicas Campo Queda Bruta Máxima Perdas Hidráulicas Área de Drenagem Nível d'Água Máximo Normal Nível d'Água Mínimo Normal Cota da Soleira do Vertedor NA Normal de Jusante Descrição Diferença entre os níveis d'água máximo normal e normal de jusante. Corresponde ao nível d'água mínimo do reservatório. Expressa em km². • Projeto Básico (PB) . Expresso em hm³. se este nível for mais elevado. Cota de projeto da soleira do vertedor.usina que dispõe de pelo menos 1 unidade geradora em operação. É o volume que não pode ser vertido em qualquer situação. referência principal para os documentos de licitação das obras. Área de contribuição da bacia hidrográfica no local da usina.

obtidos a partir dos pontos Cota x Área do reservatório. A2. Francis. A3 e A4).Características Energéticas Campo Potência Queda Referência Rendimento Descrição Soma das potências das unidades geradoras da usina. A3 e A4). obtidos a partir dos pontos Volume x Cota do reservatório. A3 e A4). Coeficientes do polinômio Volume x Cota . obtidos a partir dos pontos de Vazão X Cota do Canal de Fuga. Rendimento médio do conjunto turbina-gerador.5 valores (A0. Expressa em MW. Expressa em metros. Expresso em porcentagem. A2. Evaporações Campo Evaporação média Descrição 13 valores representando a evaporação média mensal e anual. Coeficientes do polinômio Vazão x Nível de Jusante .5 valores (A0. Pelton. A1. . A2. Dados de Turbinas Campo Número de Unidades de Base Número Total de Unidades Tipo de Turbina Descrição Número de unidades geradoras necessárias para garantir a energia firme da usina. com engolimento máximo da turbina. Polinômios Campo Coeficientes do Polinômio Cota x Área Coeficientes do Polinômio Volume x Cota Coeficientes do Polinômio Vazão x NA de Jusante Descrição Coeficientes do polinômio Cota x Área . Tipo de turbina da usina. de Queda líquida sob a qual é atingida a potência efetiva do gerador. que pode ser: Kaplan. A1. Obtido pelo somatório do número de unidades. A1.5 valores (A0. Número total de unidades geradoras da usina.

Nome da usina utilizado pelo modelo MSUI.Série de Vazões Campo Série de Vazões para Utilização nos Modelos Descrição É a série de vazões afluentes ao local da usina em condições naturais. Os valores possíveis são: sul. Código do Posto Código do posto de vazão utilizado pelo modelo MSUI. Sistema ao qual pertence a usina. Média das vazões que compõem a série de Série de Vazões para Utilização nos Modelos. operativas etc. ambientais. por restrições de navegação. norte. Expressa em m³/s. Vazão mínima que deve ser garantida a jusante da usina. Expressa em m³/s. Expressa em m³/s. de Vazão . nordeste. sudeste. Vazão Mínima Defluente Vazão Média de Longo Termo (MLT) Dados de Simulação Campo Código Nome Sistema Descrição Código da usina utilizado pelo modelo MSUI.

avaliação dos balanços de empresas decorrentes da operação integrada do sistema. simula a operação detalhada do sistema hidrelétrico operando cada reservatório e cada usina segundo suas características particulares. avaliação do comportamento de um sistema em expansão face a projeções de mercado e séries hidrológicas dadas. maximizar a eficiência das usinas hidroelétricas. limitado à capacidade das máquinas ou à carga. OBJETIVOS O modelo foi projetado para simular a operação de um sistema constituído de usinas hidráulicas sob diversas condições de carga e hidraulicidade. . subordinadas a um conjunto de parâmetros definidores de prioridades. o reservatório se esvaziará. pois o operador desse sistema não necessita de nenhuma regra de operação: deve apenas atender ao requisito da carga. Existindo usinas a fio d'água. se a energia natural for menor que a carga. porém. isto é. Quando. avaliação do comportamento de uma usina individualizada através de seus parâmetros característicos. mantendo o excesso ou complementando o requisito com a usina de reservatório. o estoque aumentará até o volume máximo. pois existem infinitas maneiras de armazenar ou de desestocar a água dos reservatórios. O objetivo da operação de um sistema constituído de usinas hidroelétricas é atender ao mercado ao menor custo possível. Seus principais objetivos englobam: convergência da carga máxima garantida de uma determinada configuração de usinas e cálculo do respectivo período crítico. A operação de um hipotético sistema isolado com apenas um reservatório é simples. o que pode ser expresso por duas diretrizes: minimizar os gastos com combustível. se for maior. o operador tentará turbinar toda água nelas disponível. O Modelo de Simulação a Usinas Individualizadas (MSUI) é desse tipo. retratando o comportamento do sistema no caso de ocorrência de uma repetição das vazões naturais registradas no passado. uma vez que este é o componente básico do custo variável de operação. os modelos de simulação tornam-se uma importante e imprescindível ferramenta para o planejamento da expansão e operação de tais sistemas.MSUI : MODELO DE SIMULAÇÃO A USINAS INDIVIDUALIZADAS Face à complexidade de cálculo de soluções ótimas para operação de sistema de geração de energia elétrica. a situação muda por completo. Estes modelos tentam representar com o máximo rigor as características das usinas hidráulicas. Assim. existe um sistema de reservatórios e de usinas em cascata e em paralelo. cada uma com resultados um pouco diferentes. evitando qualquer desperdício e distribuindo a reserva de água de forma a otimizar a produção de energia e a utilização dessa reserva.

curva do nível de jusante em função da vazão defluente. minimizando o vertimento e procurando manter o volume dos reservatórios entre as curvas de controle superiores e inferiores. 1 No MSUI. perda hidráulicas média nas tubulações. redistribuir a reserva hidráulicas disponível de modo a recuperar o nível dos reservatórios de alta prioridade de enchimento. O programa tenta atender à carga mensal. valorizando deste modo. as afluências futuras e aumentando a expectativa de geração hidráulica. dados das turbinas e geradores. fator de carga máximo para operação continua. nível de montante e área no caso de usinas a fio d'água. OPERAÇÃO DO SISTEMA A operação do sistema é simulada mês a mês tendo por objetivo atender aos requisitos mensais e condicionada pelas vazões naturais dos postos correspondentes às usinas hidráulicas. curva de área do reservatório em função da cota. dados de evaporação. Tenta ainda.REPRESENTAÇÃO DO SISTEMA PERFIL DE UMA USINA HIDRELÉTRICA Fig. rendimento médio do conjunto turbina e gerador. . as usinas hidrelétricas são representadas pelos seguintes dados de entrada: curva de cota do reservatório em função do volume.

• RELUSn.4. RESULTADOS Após a execução do MSUI. pode ser consultado na opção Ajuda/Manual. bem como os resultados gerais da simulação. curvas de controle superiores e inferiores dos reservatórios (ou através de faixas paralelas). Versão PCH.5) – relatório detalhado da operação de cada usina.3. configuração a ser estudada. coeficientes informados para manter esvaziamento proporcional abaixo das curvas de controle inferiores durante períodos muito secos. cujo pedido foi efetuado no gerenciador. Convergência da energia firme com período crítico calculado pelo programa. O Manual de Metodologia do MSUI. do Menu Principal da INTERBASE.SAI – relatório específico possuindo as energias firmes por usina. • ENERGIAS. ou seja: carga crítica(energia firme do sistema).SAI ( n=1. O esvaziamento‚ feito pela ordem de prioridade até as curvas de controle superiores e depois‚ até as inferiores (ou faixas por faixas).SAI – possui os relatórios de entrada.A operação dos reservatórios é controlada pelas seguintes variáveis: prioridade de enchimento e esvaziamento. UTILIZAÇÃO A versão disponibilizada para os estudos energéticos de Pequenas Centrais Hidrelétricas possui alguns parâmetros pré-definidos: • • • • Limite máximo de unidades hidrelétricas – 50 usinas. os arquivos de saída disponíveis para consulta dos resultados da simulação são os seguintes: • • • • MSUI. . capacidades máximas de turbinamento das usinas. energias firmes e médias por usina e acumulada na cascata.2. vazões mínimas defluentes. O enchimento‚ feito pela ordem de prioridade de enchimento até as curvas de controle inferiores e depois até as superiores (ou faixa por faixa).

NORMAL : MÁX. dias ………. OUT ……… NOV ……..DA FOZ: MUNICÍPIO NA ÁREA DA BAR.. m3 TIPO : ……….. Km MUNICÍPIO NA ÁREA DA C.………………… ETAPA: ... MÉDIA ANUAL (…………):……………. …………….……… m VIDA ÚTIL DO RESERVATÓRIO : ………. MÁXIMO NORMAL : ……….: ……… 106 m3 Fio d’água ……… 106 m3 OUTRAS INFORMAÇÕES . ……. NORMAL : MÁX.. m3 ENSECADEIRA : ……. m3/s VAZÃO MLT (PER.…………… km2 RIO: ……………………… AD:……………….……… m VAZÃO REGULARIZADA Fio d’água PROFUNDIDADE MÉDIA : …………....A.………. mm VAZÃO MÍN.A.... …….. m ..: …………… NOME: ………………………. DESVIO VOLUMES ………. m3/s …….. m NO N.: LONG. MAXIMORUM : N. ha TEMPO DE RESIDÊNCIA : ………....... DEZ ……. km2 PREC.:………………………………m3/s VAZÕES MÉDIAS MENSAIS (m3/ s) – PERÍODO : JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL ……..... m ………….... m . DE JUSANTE MÍNIMO : MÁX.....: …………… COD. ……… 3. VAZÃO PROJ.FICHA TÉCNICA PEQUENA CENTRAL HIDRELÉTRICA :....A... m ABAIXO DA SOLEIRA DO VERT... km2 RIO: ……………………… AD: ………………. m3/s GALERIAS NÚMERO DE UNIDADES : SEÇÃO : COMPRIMENTO : …………….: …………… COD..…. JUL …….. FORÇA: 2.. OUT ……… NOV ……. m3/s VAZÃO PROJ DESVIO (TR: 10 ANOS) :…. NORMAL : NO N... VERT.…. DATA:………….. NORMAL : MÁX... NOME: ……………………….A. anos ..... NOME: ………………………..PERÍODO : JAN FEV MAR ABR ……… MAI ……… JUN …….. : ………… dias ……..... m ………... RIO: ……………………… AD:…. RESERVATÓRIO N.A..………………………………………………………………………… EMPRESA:…………………………………………………………………………………………......... AGO ……... DIAS DE CHUVA (MÉDIA MENSAL) .....000ANOS) :…...A. ha TEMPO DE FORMAÇÃO DO RESERV. DE MONTANTE MÍN. ……..... MÉDIA MENSAL: ………………. EXCEPCIONAL : ÁREAS INUNDADAS NO N.. VAZÃO DE DESVIO (TR: 10 ANOS) :.. 1..:’ DIST.: ………. NORMAL : 4.. ha ESC. MÍN.. EM ROCHA A CÉU ABERTO :…………… m3 CONCRETO CONVENCIONAL: …………. m ÚTIL : ………. m PROFUNDIDADE MÁXIMA : ………….. DADOS HIDROMETEOROLÓGICOS POSTOS FLUVIOMÉTRICOS DE REFERÊNCIA COD. AGO ……. (TR:10.. LOCALIZAÇÃO RIO: SUB-BACIA: BACIA: LAT. …… …… …….. MÁXIMORUM : NO N..……….. km2 VAZÃO GARANTIDA (95%):…………………… m3/s ÁREA DE DRENAGEM DO BARRAM.ANEXO 6 . SET …….:………. SET ……. …….. DEZ …….

… m 6........ m NÚMERO DE UNIDADES : …………………… COMPRIMENTO MÉDIO : …………………....…. m ESCAVAÇÃO COMUM : …………… m3 ESC. m3 …….. m3 COMP. DA ÁREA DE MONTAGEM : COMPRIMENTO TOTAL : 9. EM ROCHA A CÉU ABERTO : …………… m3 ESC....... m3 CONCRETO : …….... m3 ALTURA MÁXIMA : …. VERTEDOURO TIPO : CAPACIDADE : COTA DA SOLEIRA : COMPRIMENTO TOTAL : 7..…. CASA DE FORÇA TIPO : Nº DE UNIDADES GERADORAS : LARG. m ESCAVAÇÃO EM ROCHA : COTA DA CRISTA : .. m3 CONDUTO OU TÚNEL FORÇADO DIÂMETRO (EM AÇO) : …………….... BARRAGEM TIPO DE ESTRUTURA: .....) :…. CONCRETO (CONVENCIONAL/CCR) : …….. m3 CONCRETO : ………. MVA RENDIMENTO MÁXIMO : ……… rpm FATOR DE POTÊNCIA : ……... % ... m DIÂMETRO (arco retângulo): ………….....……… m3 COMPORTAS TIPO : ACIONAMENTO : LARGURA : ALTURA : ……………. ..... EM ROCHA SUBTERRÂNEA : .. m DIÂMETRO(EM ROCHA) : ..…………... 3 …………………….. GERADORES POTÊNCIA UNIT.. m3 ESC......…… m DIÂMETRO(EM CONCRETO) :…………………. TOTAL DA CRISTA (COM VERTED.m CONCRETO (CONVENCIONAL /CCR): …...... NOMINAL : ROTAÇÃO SÍNCRONA : TENSÃO NOMINAL : ……... …………………… m …………………… m . NOMINAL : ROTAÇÃO SÍNCRONA : QUEDA DE PROJETO : 10..………… m3 CONCRETO : …………… m TOMADA D’ÁGUA TIPO: ………………………… COMPRIMENTO TOTAL : ………………………… m NÚMERO DE VÃOS : ………………………… ESCAVAÇÃO COMUM : ……………………...…. kV ………………% ………….... m ESCAVAÇÃO COMUM : ……...... ……………... EM ROCHA A CÉU ABERTO :…………….. ……………. m3 8.. m /s ESTRUTURA DE DISSIP........5. DE ENERGIA : …….. SISTEMA ADUTOR TÚNEL DE ADUÇÃO COMPRIMENTO : …………….. rpm ………m VAZÃO UNITÁRIA NOMINAL : RENDIMENTO MÁXIMO : …………...…… ……… MW ……. m ESC. m ESC.... DO BLOCO : LARG. …………… m …………… m …………. EM ROCHA SUBTERRÂNEA :…………… m3 CONCRETO: ......... m3/s ………….. m …………….…………………. TURBINAS TIPO : POTÊNCIA UNIT.. m2 .. EM ROCHA SUBTERRÂNEA : …………. ……………..

………. JUROS DURANTE A CONSTRUÇÃO : ……… CUSTO TOTAL C/ JDC : ……… CUSTO OPERAÇÃO & MANUTENÇÃO :……. ATÉ GERAÇÃO ( 1ª UNID. m ENERGIA FIRME : …. VOLUMES TOTAIS ESCAVAÇÃO COMUM : ………. ………. anos): …………. IMPACTOS SÓCIO-AMBIENTAIS PROPRIEDADES ATINGIDAS : RURAL: RESIDÊNCIAS ATINGIDAS : RURAL : …..: PRAZO TOTAL DE EXECUÇÃO: ……… meses ……… meses QUANTIDADE DE NÚCLEOS URBANOS ATINGIDOS: INTERFERÊNCIA COM ÁREAS LEGALMENTE PROTEGIDAS : INTERFERÊNCIA COM ÁREAS INDÍGENAS : RELOCAÇÃO DE ESTRADAS: DENOMINAÇÃO :... ….E. m CONCRETO COMPACTADO A ROLO : ………. m2 16..% aa.. m CONCRETO CONVENCIONAL : …………… m2 2 ESCAV. RELOCAÇÃO DE PONTES : QUANTIDADE :.. ……….………. (….GWh/ano ………… US$/kW ……….) :…… meses 12.…………. ……….. GERAÇÃO COMERCIAL 1ª UNID. US$/MWh ………. EM ROCHA CÉU ABERTO : ……….... CUSTO TOTAL S/ JDC : ………. CRONOGRAMA ....11.. m2 2 ESCAV.... CUSTOS ( x 103 US$) MEIO AMBIENTE : OBRAS CIVIS : EQUIPAMENTOS ELETROMECÂNICOS : OUTROS CUSTOS : CUSTO DIRETO TOTAL : CUSTOS INDIRETOS : 13. km EXTENSÃO:………………. MW C..…… km 15. /ano DATA DE REFERÊNCIA (MÊS/ANO) : ………/…..... EM ROCHA SUBTERRÂNEA : ……….G. PRINCIPAIS IMPACTOS AMBIENTAIS : EXTENSÃO: …………………….. ..PRINCIPAIS FASES INÍCIO DAS OBRAS ATÉ O DESVIO : …… meses DESVIO ATÉ O FECHAMENTO : …… meses FECHAM. m CUSTO ÍNDICE: …..... ESTUDOS ENERGÉTICOS QUEDA BRUTA MÁXIMA : QUEDA NOMINAL : POTÊNCIA DA USINA : 14. TAXA DE CÂMBIO (R$/US$) : ………….... OBSERVAÇÕES .... m2 ENSECADEIRAS : …………….

Usinas Hidrelétricas . BERTRAM G.Centrais Elétricas Brasileiras S. -----. 1997. . E. 1963. G. McGraw Hill. 1997. 1951.. Instruções para Estudos de Viabilidade de Aproveitamentos Hidrelétricos. -----. P. Hydroelectric Handbook. Slope Protection for Earth Dams. 1972. GULLIVER JOHN S. Bureau of Reclamation – USBR. Geologia de Engenharia. M. 26. CRUZ P. 1978. 1982. D. São Paulo. 100 Barragens Brasileiras.. Moscow.A. 1999. Mir Publishers. • GEOLOGIA E GEOTECNIA ABGE – Associação Brasileira de Geologia de Engenharia. Inc. Sétima Conferência Panamericana de Mecânica dos Solos. R. Critérios de Projeto. United States Department of Interior. 1962. Rio de Janeiro. 1998. V. T. 1983. Universidade de São Paulo. New York. A.. Rio de Janeiro. Diretrizes para Execução de Sondagens. São Paulo.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • GERAL ARNDT ROGER E. John Wiley & Sons. ELETROBRÁS . 1990. Critérios de Projeto. Estabilidade de Taludes. DEERE D. -----. GRISHIN M. São Paulo. Hydropower Engineering Handbook.P E JUSTIN J. Unique Geotechnical Problems at Some Hydroelectrics Projects. 13. -----. São Paulo. 1996. Rio de Janeiro.ANEXO 7 . Hydraulic Structures. 4o Congresso Internacional de Grandes Barragens – Q. New Delhi.. Diretrizes para Elaboração de Projeto Básico de Usinas Hidrelétricas. CESP – Companhia Energética de São Paulo. SCHREIBER. CREAGER W./ANEEL Agência Nacional de Energia Elétrica. Inc. Manual de Inventário de Usinas Hidrelétricas. Design of Small Dams. CEMIG – Companhia Energética de Minas Gerais.ENGEVIX. Denver.

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segundo as diretrizes do Grupo de Trabalho. ANEEL. a ELETROBRÁS contratou.PARTICIPANTES DOS ESTUDOS Para a elaboração das Diretrizes para Estudos e Projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas. CEMAT. em fevereiro de 1998. CEMIG.pela ELETROBRÁS Joaliza Paulon João de Moraes Martins Neto Luiz Menandro de Vasconcelos Maria Cristina Cals de Oliveira Míriam Regina Nutti Paulo Fernando V. DME . como força tarefa. CHESF. Capacitação da Indústria e Apoio ao Desenvolvimento de Novos Negócios Joaliza Paulon Coordenadora do Grupo de Trabalho O Grupo de Trabalho foi formado com representantes das seguintes entidades: ELETROBRÁS. S. Normalização.ANEXO 8 . composto por técnicos da ELETROBRÁS e de empresas do Setor Elétrico Brasileiro. COPEL. CERPCH e SRH-MMA.pela ANEEL Wilson Fernandes de Paula . para a Revisão do Manual de Pequenas Centrais Hidrelétricas. foi constituído. no âmbito do Contrato ECV939-97. IME. Para efetuar a revisão. FURNAS. ELETRONORTE. Resende Rafael Mora de Mello Rogério Neves Mundim Sérgio Pimenta . esteve sob a responsabilidade de: Benedito Carraro Diretor de Planejamento e Engenharia Ricardo Chagas de Oliveira Gerente da Área de Normalização e Engenharia Econômica de Novos Negócios Péricles de Amorim Figueiredo Coordenador do Programa de Qualidade. Os trabalhos foram desenvolvidos pelos seguintes técnicos: . um Grupo de Trabalho.Poços de Caldas. a COPPETEC. CERJ. ELETROSUL. A coordenação institucional. durante o período de desenvolvimento dos trabalhos.

pela CERJ Celso Voto Akil .por FURNAS Hélio Goulart Júnior Pedro Fernandes Motta .pela CEMIG Fanny Tereza Lusardo de Almeida Lobo Leite Helena Marta Penido Scotti .pela CHESF Aurélio Alves de Vasconcelos Belmirando Koury Costa Eduardo Manuel de Mota Silveira José Ronaldo de Melo Jucá Manoel Pereira de Andrade Filho .pela CEMAT Míriam de Lourdes Gomes da Silva .pelo DME (Poços de Caldas) Manoel Machado de Morais pela ELETRONORTE José Adalberto Calainho .pela ELETROSUL João José Cascaes Dias Luiz Fernando Waschelke .pela COPEL Emílio Hoffman Gomes Júnior Jorge Andriguetto Júnior .

pela COPPETEC Prof..pelo IME/CERPCH José Carlos César Amorim .Coordenador da Equipe Externa . Sandoval Carneiro Antônio Ferreira da Hora Fernando C.pela COPPETEC/CONSULTORES EXTERNOS ENGENHARIA CIVIL Geraldo Magela Pereira Mônica de Aquino G. Rui Carlos Vieira da Silva . Cavalcanti de Albuquerque .Coordenador Prof. Massera da Hora Paulo Roberto Guimarães Benegas ENGENHARIA ELETROMECÂNICA Paulo Peter Baumotte Pedro Ivo da Fonseca ENGENHARIA DE CUSTOS Tsuneo Sato INFORMÁTICA Max Moura Wolosker Gleison dos Santos Souza MEIO AMBIENTE Edson Nomiyama Ivan Soares Telles de Souza Paulo Mário Correia de Araújo Raul Odemar Pitthan .pela SRH-MMA Maria Manuela Martins Moreira .

CEPEL Mario Jorge Daher .ELETROBRÁS Marcio Gomes Catharino .CEPEL .Consultor Independente Leslie Afonso Terry .ELETROBRÁS Moacyr Pereira dos Santos .DIGITAÇÃO Lais Helena Cortes Costa Foram recebidas contribuições das seguintes pessoas.ENGEVIX José Renato Kling Cotim . além dos técnicos já citados: Andre Jules Balança .ELETROBRÁS Rui Menezes de Moraes .ELETROBRÁS Newton de Oliveira Carvalho .