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SÉRIE RADIOLOGIA E SABER

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MANUAL BÁSICO DE POSICIONAMENTO EM EXAMES ESPECIALIZADOS (CONTRASTADO)

André F. Siqueira Marcondes Bernardo

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Sumário

Sialografia de Submandibular e Parótida

05

Esofagograma

06

Trânsito Intestinal

07

Enema Opaco

09

Colecistograma Oral

13

Colangiografia Venosa

15

Colangiografia Via Dreno

16

Colangiografia Retrograda Endoscópica

17

Urografia Excretora

18

Fotos Ilustrativas com Planigrafia na fase Nefrograma

19

Uretrocistografia Miccional

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Uretrocistografia Retrógrada

21

Uretrocistografia com Correntinha

22

Pielografia Ascendente Retrógrada

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Sialografia de Submandibular e Parótida

Os métodos de Rabinov e Weber nos orientam das seguintes

formas:

A ponta de um cateter fino (21 a 25), ou ainda um tubo de teflon fino e maleável (gelco) com paredes delgadas e extremidade afilada, pode ser usado ainda agulhas longas de infusão com extremidade acha- tada e lisa e borboletas, podendo ser mantida entre os dentes e mucosa oral, todos os meios deve progredir cerca de 01 a 03cm através do ducto da glândula a ser examinada, neste caso deve ser introduzida no canal (ducto) submandibular. Posteriormente injeta-se cerca de 03ml de um meio de contraste iodado diluído em água. Realizando-se incidências radiográficas locali- zadas da região examinada em projeções de:

Mandíbula oblíqua Mandíbula perfil Mandíbula frente AP

Nota:

Habitualmente, após a injeção de contraste e a realização das incidências, o paciente deve ingerir limão (prova de estímulo) para então se executarem novas incidências.

das incidências, o paciente deve ingerir limão (prova de estímulo) para então se executarem novas incidências.
das incidências, o paciente deve ingerir limão (prova de estímulo) para então se executarem novas incidências.
das incidências, o paciente deve ingerir limão (prova de estímulo) para então se executarem novas incidências.
das incidências, o paciente deve ingerir limão (prova de estímulo) para então se executarem novas incidências.
das incidências, o paciente deve ingerir limão (prova de estímulo) para então se executarem novas incidências.

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Esofagograma

O paciente irá ingerir uma substância radiopaca positiva, não hidrossolúvel (sulfato de bário), em pequenos goles, durante a deglutição, se- rão obtidas aquisições de imagens através de exposições radiográficas, ou ainda um sistema de vídeo cassete interligado no aparelho de raios-X, junto à monitoração (TV), gravará os momentos de deglutíções pela TV do aparelho.

Deverão ser realizadas aquisições de imagens nas projeções: Fren- te, Perfil e Oblíquas.

pela TV do aparelho. Deverão ser realizadas aquisições de imagens nas projeções: Fren- te, Perfil e
pela TV do aparelho. Deverão ser realizadas aquisições de imagens nas projeções: Fren- te, Perfil e
pela TV do aparelho. Deverão ser realizadas aquisições de imagens nas projeções: Fren- te, Perfil e
pela TV do aparelho. Deverão ser realizadas aquisições de imagens nas projeções: Fren- te, Perfil e
pela TV do aparelho. Deverão ser realizadas aquisições de imagens nas projeções: Fren- te, Perfil e

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Trânsito Intestinal

Realizar a radiografia piloto (simples de abdômen), e posteriormente o paciente irá ingerir aproximadamente 350 ml de uma substância radiopaca positiva não hidrossolúvel (sulfato de bário), realizando em seguida radiogra- fias do estômago (localizadas), e radiografias de abdômen de preferência com o paciente em decúbito ventral, obedecendo aos seguintes intervalos de tempos:

15

minutos (AP)

30

minutos (PA)

45

minutos (PA)

60

minutos (PA)

90

minutos (PA)

02

horas

03

horas

04

horas, etc.

O trânsito completo poderá durar até 24 horas. Os tempos de inter- valos das radiografias poderão ser alternados por conveniência médica e nor- malmente a fase considerada final, é o estudo da válvula íleo-cecal, a qual deverá ser estudada com e sem compressão local, nos tempos enchendo, cheio, esvaziando e vazia.

local, nos tempos enchendo, cheio, esvaziando e vazia. POSICIONAMENTO DO ABDÔMEM SIMPLES LOCALIZADA - ESTÔMAGO

POSICIONAMENTO DO ABDÔMEM SIMPLES

esvaziando e vazia. POSICIONAMENTO DO ABDÔMEM SIMPLES LOCALIZADA - ESTÔMAGO EM AP (ESTÔMAGO E DUODENO

LOCALIZADA - ESTÔMAGO EM AP (ESTÔMAGO E DUODENO DESCENDENTE)

- ESTÔMAGO EM AP (ESTÔMAGO E DUODENO DESCENDENTE) R A I O S - X P

RAIOS - X PILOTO

DUODENO DESCENDENTE) R A I O S - X P I L O T O 15

15 MINUTOS EM AP (ESTÔMADO, DUODENO E JEJUNO - INÍCIO)

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8 SÉRIE RADIOLOGIA E SABER POSICIONAMENTO EM PA 45 MINUTOS EM PA (JEJUNO E ÍLEO -

POSICIONAMENTO EM PA

8 SÉRIE RADIOLOGIA E SABER POSICIONAMENTO EM PA 45 MINUTOS EM PA (JEJUNO E ÍLEO -

45 MINUTOS EM PA (JEJUNO E ÍLEO - INICIAL)

EM PA 45 MINUTOS EM PA (JEJUNO E ÍLEO - INICIAL) POSICIONAMENTO LOCALIZADO (VÁLVULA ÍLEO-CECA) 30

POSICIONAMENTO LOCALIZADO (VÁLVULA ÍLEO-CECA)

- INICIAL) POSICIONAMENTO LOCALIZADO (VÁLVULA ÍLEO-CECA) 30 MINUTOS EM PA (DUODENO E JEJUNO COMPLETO) 60, 90,

30 MINUTOS EM PA (DUODENO E JEJUNO COMPLETO)

ÍLEO-CECA) 30 MINUTOS EM PA (DUODENO E JEJUNO COMPLETO) 60, 90, 120 E 150 MINUTOS EM

60, 90, 120 E 150 MINUTOS EM PA (ÍLEO TERMINAL E CECO - INÍCIO)

60, 90, 120 E 150 MINUTOS EM PA (ÍLEO TERMINAL E CECO - INÍCIO) POSICIONAMENTO LOCALIZADO

POSICIONAMENTO LOCALIZADO (VÁLVULA ÍLEO-CECA)

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Enema Opaco

É o estudo radiológico contrastado do intestino grosso e requer um preparo intestinal prévio sob critério médico, variando de paciente para pa- ciente (de acordo com a função intestinal de cada indivíduo). Realiza-se uma radiografia piloto (Simples de Abdômen), caso o preparo não seja satisfatório, é aconselhável suspender a realização do exame, exceto a critério médico. Sendo o preparo intestinal adequado:

Deve-se realizar a passagem de sonda retal, através da qual será ínjetada uma substância radiopaca positiva, não hidrossolúvel (sulfato de bário), diluída em água ou soro fisiológico na proporção aproximada de 80% de bário e 20% de água:

O meio de contraste, injetado via retrógrada no intestino grosso, deve atingir até a região do ceco (acompanhar através de escopia, ou monitoração TV) Retira-se o excesso de contraste positivo e injetam-se aproximada- mente 200cc de ar , (contraste negativo - duplo contraste) até causar um enchimento das alças intestinais (distensão). Este duplo contraste é conhecido como prova de Fischer. Ao retirar a sonda reta, radiograva-se o paciente em:

- Decúbito ventral (abdômen panorâmico);

- Decúbito dorsal (abdômen panorâmico);

- Oblíqua anterior esquerda (flexura esplênica);

- Oblíqua anterior direita (flexura hepãtica);

- Perfil de reto;

Projeções axiais de sínfise púbica, chassard-Iapné e decúbitos com raios horizontais, são realizados a critério médico. Pacientes em casos pós-operatórío e com bolsas de colostomia, podem se submeter ao exame, sendo realizado via fístula da colostomia, este tipo de exame denomina-se Fistulografia Intestinal.

Enema em crianças não se insufla ar, o contraste progride onde for possível, a medida em que progride vai-se radiografando.

for possível, a medida em que progride vai-se radiografando. POSICIONAMENTO DO ABDÔMEM SIMPLES RAIOS - X

POSICIONAMENTO DO ABDÔMEM SIMPLES

for possível, a medida em que progride vai-se radiografando. POSICIONAMENTO DO ABDÔMEM SIMPLES RAIOS - X

RAIOS - X PILOTO

até

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10 SÉRIE RADIOLOGIA E SABER ENEMA BARITADO SIMPLES OBLÍQUA ANTERIOR DIREITA (ORTOSTÁTICO) PARA ÂNGU- LO HEPÁTICO

ENEMA BARITADO SIMPLES

10 SÉRIE RADIOLOGIA E SABER ENEMA BARITADO SIMPLES OBLÍQUA ANTERIOR DIREITA (ORTOSTÁTICO) PARA ÂNGU- LO HEPÁTICO

OBLÍQUA ANTERIOR DIREITA (ORTOSTÁTICO) PARA ÂNGU- LO HEPÁTICO

ANTERIOR DIREITA (ORTOSTÁTICO) PARA ÂNGU- LO HEPÁTICO OBLÍQUA ANTERIOR ESQUERDA (ORTOSTÁTICA) PARA ÂNGULO

OBLÍQUA ANTERIOR ESQUERDA (ORTOSTÁTICA) PARA ÂNGULO ESPLÊNICO

ANTERIOR ESQUERDA (ORTOSTÁTICA) PARA ÂNGULO ESPLÊNICO E N E M A D U P L O

ENEMA DUPLO CONTRASTE

ESPLÊNICO E N E M A D U P L O C O N T R

ÂNGULO HEPÁTICO (OAD)

ESPLÊNICO E N E M A D U P L O C O N T R

ÂNGULO ESPLÊNICO (OAE)

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SÉRIE RADIOLOGIA E SABER 11 ENEMA AXÍAL CAUDAL 30º - PA PARA RETO -SIGMÓIDE ENEMA AXÍAL

ENEMA AXÍAL CAUDAL 30º - PA PARA RETO -SIGMÓIDE

11 ENEMA AXÍAL CAUDAL 30º - PA PARA RETO -SIGMÓIDE ENEMA AXÍAL CRANIAL 30º - PA

ENEMA AXÍAL CRANIAL 30º - PA PARA RETO -SIGMÓIDE

ENEMA AXÍAL CRANIAL 30º - PA PARA RETO -SIGMÓIDE POSIÇÃO PERFIL DO RETO (VISTA AÉREA) AXÍAL

POSIÇÃO PERFIL DO RETO (VISTA AÉREA)

PARA RETO -SIGMÓIDE POSIÇÃO PERFIL DO RETO (VISTA AÉREA) AXÍAL CAUDAL 30º - PA PARA RETO

AXÍAL CAUDAL 30º - PA PARA RETO -SIGMÓIDE

(VISTA AÉREA) AXÍAL CAUDAL 30º - PA PARA RETO -SIGMÓIDE AXÍAL CRANIAL 30º - PA PARA

AXÍAL CRANIAL 30º - PA PARA RETO -SIGMÓIDE

AXÍAL CAUDAL 30º - PA PARA RETO -SIGMÓIDE AXÍAL CRANIAL 30º - PA PARA RETO -SIGMÓIDE

PERFIL DO RETO (BARITADO)

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12 SÉRIE RADIOLOGIA E SABER PERFIL DO RETO PARA DUPLO CON- TRASTE (MESA EM TREM DE

PERFIL DO RETO PARA DUPLO CON- TRASTE (MESA EM TREM DE LEMBURG)

DO RETO PARA DUPLO CON- TRASTE (MESA EM TREM DE LEMBURG) PERFIL DO RETO PARA (DUPLO

PERFIL DO RETO PARA (DUPLO CONTRASTE)

EM TREM DE LEMBURG) PERFIL DO RETO PARA (DUPLO CONTRASTE) POSIÇÃO CHASSARD-LAPNÉ ESQUEMA CHASSARD-LAPNÉ

POSIÇÃO CHASSARD-LAPNÉ

ESQUEMA CHASSARD-LAPNÉ

CONTRASTE) POSIÇÃO CHASSARD-LAPNÉ ESQUEMA CHASSARD-LAPNÉ RADIOGRAFIA DA POSIÇÃO CHASSARD- LAPNÉ RETO-SIGMÓIDE

RADIOGRAFIA DA POSIÇÃO CHASSARD- LAPNÉ RETO-SIGMÓIDE VISTA SUPERIOR)

OBLÍQUA ANTERIOR DIREI- TA-POSTERIOR ESQUERDA

NADADOR

PARA CÓLON-SIGMÓIDE)

(POSIÇÃO

DE

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Colecistograma Oral

E o estudo radiológico contrastado da vesícula biliar por via oral, a

qual veio a ser realizada a primeira vez em 1924, e requer um preparo intes- tinal e jejum absoluto ,antecedendo-o, a critério médico. O meio de con- traste utilizado deverá ser positivo, hidrossolúvel, hepatotrópico oral (ácido iopanóico ou ácido iocetâmico), que equivalem a 06 comprimidos tomados no almoço e 06 no jantar, de aproximadamente 15 a 20 horas antes do exame.

Paciente Ictérico (taxa de bilirrubina inferior a 20mg e taxa de reten- ção da BSP inferior a 45% em 45 minutos). Não devem tomar o meio de contraste positivo hepatotrópico (telepaque I colebrina), nem por via venosa (ioglicamato de meglumina). Aproximadamente 15 horas após o paciente ter ingerido o meio de contraste/será submetido a uma radiografia simples localizada da loja biliar, ou deve-se realizar simples de abdômen quando a vesícula não for visualizada nos raios X localizada.

A radiografia inicial poderá ser realizada em decúbito dorsal, ou em

oblíqua posterior direita (posição Manoel de Abreu, que serve para dissociar

loja biliar de loja renal). Caso a vesícula não tenha sido contrastada a algum fator qualquer, tais como: obstrução do canal cístico, diarréia, úlceras estomacais, etc. Poderá recorrer ao método de TWISS, que consiste em manter je- jum sólido no paciente, dobrar a dose de meio contraste ingerida, fazendo radiografias com 24hs após a primeira dosagem. Sendo observado nítida imagem da vesícula biliar e ducto cístico,

solicita-se ao paciente deglutir uma substância gordurosa (ovo, iogurte, etc) conhecida como prova de Boyden, provocando um esvaziamento da vesícula, sendo que é sempre bom atentarmos para o risco de se executar tal prova em pacientes portadores de cálculos biliares multiformes, o que não é acon- selhável.

A prova de Boyden nunca deve ser realizada com apenas uma só

radiografia, mas também com 10, 20, 30, 40, 50 e 60 minutos após a ingestão da substância gordurosa, pesquisando assim uma possível adenomiose e colesteterose, além da chamada vesícula preguiçosa e até mesmo um pos- sível esvaziamento exagerado da vesícula biliar correlacionada com uma colecistose (alteração da parede). Para o estudo de cálculo que não sejam do tipo porcelana, aconse-

lha-se realizar a manobra de AKERLUND KIRKLIN, que consiste em exami- nar o paciente em decúbito lateral direito com raios horizontais, e a mano- bra de AKERLUND, onde o paciente será examinado em posição ortostática

e

se possível recebendo uma leve compressão localizada na loja biliar, caso

o

paciente não fique ortostático, podendo recorrer à manobra de Kirklin.

Este exame é considerado um método em desuso, pois se conse- gue um bom diagnóstico da vesícula bíliar através do ultra-som.

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14 SÉRIE RADIOLOGIA E SABER F A S E I N I C I A L

FASE INICIAL

14 SÉRIE RADIOLOGIA E SABER F A S E I N I C I A L

PROVA DE ESTÍMULO

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Colangiografia Venosa

Embora sendo um exame ultrapassado e de alto risco, consiste em um estudo radiológicos das vias biliares via venosa, por um agente de con- traste positivo hepatotrópico (ioglicamato de meglumina), normalmente rea- lizado posteriormente a um colecistograma oral negativo (não contrastou a vesícula).

Exame por infusão contínua: Consiste em injetar 30g do meio de contraste via endovenosa lentamente, utilizando um buterfly, de modo que a injeção demore cerca de 10 minutos durante a administração (aproximada- mente 20ml).

Exame Gota/Gota: Consiste em diluir 02 (duas) ampolas de con- traste 60g em aproximadamente 200ml de soro fisiológico, corridos endovenosamente durante 0 mínimo 60 minutos e no máximo 120 minutos, onde serão obtidas aquisições de imagens em ambos os casos com: 30, 60, 120, 150, 180, 240 e 300 minutos, o encerramento fica sob o critério médico.

O exame realizado em pacientes colecistectomizados recomenda- se a manipulação do paciente apenas em decúbito durante todo o exame (método Robert Wiser - não colocar o paciente em posição ortostática) . Em pesquisas recentes os pacientes que tenham uma taxa de biliirrubina menor que 03mg e maior que 05mg não devem submeter-se a este tipo de exame, do mesmo modo os pacientes que fazem o uso de anticoncepcionais e antibióticos.

devem submeter-se a este tipo de exame, do mesmo modo os pacientes que fazem o uso
devem submeter-se a este tipo de exame, do mesmo modo os pacientes que fazem o uso

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Colangiografia Via Dreno

É o estudo radiológico contrastado das vias biliares, principalmente em casos pós-operatório. Os exames contratados intra e pós-operatórios de vias biliares devem ser realizados após uma boa assepsia do orifício externo do dreno ou fístula, e a completa retirada de ar do trajeto, para tanto; deve- mos entre outros cuidados observar o refluxo da bile (suco biliar) através do dreno (pós-operatório). Em seguida conectar uma seringa com aproximada- mente 15ml de contraste radiológico positivo Hidrossolúvel no cateter (dre- no).

Existem maneiras diferentes referentes à aquisição de imagens nes- tes exames. Exemplos:

1- Quando realizados em aparelhos de raios-x convencionais sem TV (escopia) a procedência deverá ser a seguinte:

-Injetar de 03 a 05ml do meio de contraste e radiografar as vias biliares (pequeno enchimento)- -Aguardar de aproximadamente 03 minutos e efetuar nova radiografia da região biliar (esvaziamento). -Injetar o restante do contraste, de aproxima- damente 10ml, e novamente radiografar as vias biliares, obtendo imagem panorâmica de enchimento, com extravasamento pela papila de valer para o duodeno

2- Quando realizados em aparelhos de raios-X telecomandados ou com dispositivos de imagem digital (subtração de imagem) a procedência será a seguinte:

-Aquisições de imagens 1 por segundo durante 20 segundos, docu- mentado e tomando visível todo o trajeto.

a seguinte: -Aquisições de imagens 1 por segundo durante 20 segundos, docu- mentado e tomando visível

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Colangiografia Retrógrada Endoscópica

É o exame contrastado das vias biliares realizados via

fibroduodenoscópio, é indicado aos pacientes ictéricos.

Do ponto de vista anatômico a bile produzida no fígado, alcança os dúetulos bilíferos intra-hepáticos os quais, após confluências suces- sivas, terminam por formar os ductos hepático, direito e esquerdo; esta ao nível da veia porta do fígado se une para formar o ducto hepático comum, um dos elementos do pedículo hepático.

O dueto hepático comum conflui com o ducto colédoco (biliar

principal), este último se abre no duodeno, quase sempre juntamente com o ducto pancreático principal, através do músculo esfíncter colédoco (papila duodenal). A bile não flui diretamente do fígado para o duodeno. Isto é pos- sível porque na desembocadura do colédoco há um dispositivo muscular (papila de Oddi) que controla a abertura e o fechamento deste dueto. Quando fechado, a bile reflui para a vesícula biliar, onde é arma- zenada e concentrada. A contração da vesícula biliar eliminando o seu conteúdo no colédoco através do dueto cístico coincide com a abertura da papila.

A extirpação da vesícula biliar (colecistectomia) afeta pouco a

excreção biliar, porque ela se regulariza rapidamente. Este exame é realizado por um médico gastroendoscopista, o qual introduzindo fibroscópio (fibroduodenoscópio) na boca do paciente, passa pelo esôfago, atravessa todo o estômago, até o duodeno locali- zando a papila duodenal (Vater-oddi) onde será injetado um meio de contraste positivo hidrossolúvel diretamente dentro das vias biliares via retrógrada. Este exame deve ser realizado em aparelhos de raios-x com intensificador de imagem (TV).

Obs. : Através do fibroduodenoscópio. poderão ser realizados vários exames de vias hepáticas.

de imagem (TV). Obs. : Através do fibroduodenoscópio. poderão ser realizados vários exames de vias hepáticas.
de imagem (TV). Obs. : Através do fibroduodenoscópio. poderão ser realizados vários exames de vias hepáticas.

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Urografia Excretora

É o estudo radiológico contrastado dos rins, ureteres e bexiga e tor-

nou-se possível de ser realizado a partir de 1930, necessita de um ótimo preparo intestinal, na véspera do exame.

1- Solicitar ao paciente que esvazie a bexiga (miccione) e realizar uma radiografia piloto (simples de abdômen). 2- O exame será cancelado a critério médico, devido às condições do preparo. 3- O meio de contraste positivo hidrossolúvel será injetado via endovenosa de acordo com o peso e idade do paciente (aproximadamente 01 a 1,5ml p/kg)

Serão realizadas radiografias após o inicio da administração do meio de contrastes com os seguintes tempos de intervalos;

Fase nefrográfica -Técnica de Poutasse:

-1 minuto (localizado das lojas renais, é aconselhável realizar está radiografia com corte medial dos rins utilizando um planigráfo) -2 minutos (localizado das lojas renais, é aconselhável realizar está radiografia com corte medial dos rins utilizando um planigráfo ). -3 minutos (localizado das lojas renais, é aconselhável realizar está radiografia com corte medial dos rins utilizando um planigráfo).

Fase estudo aparelho urinário panorâmico:

-5 minutos (visualizando todo o abdômen panorâmico)

-10 minutos (localizada das lojas renais e se possivel com compres- são na região distal dos ureteres-compressão das lojas renais).

-15 minutos (abdômen panorâmico e com descompressão das lojas

renais).

-20 minutos (abdômen panorâmico) radiografia pós miccional (residual), também conhecida como prova de Brasch.

A prova de Brasch é especialmente recomendada em pacientes do

sexo masculino, com idade superior a 40 anos.

Obs.: Para visualizar melhor os ureteres poderemos realizar a radio- grafia de 20 minutos em decúbito ventral ou solicitar ao paciente, tossir antes da exposição radiográfica.

A prova de Wast-out consiste em administrar um agente diurético

durante a realização da Urografia Excretora, a injeção deve ser aplicada em tomo de 10 minutos, após o meio de constrate ter percorrido pelo sistema urinário do paciente, efetuando as demais exposições radiográficas descri- tas acima.

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Fotos Ilustrativas de Urografia Excretora com Planigrafia na fase Nefrograma

de Urografia Excretora com Planigrafia na fase Nefrograma S I M P L E S 1

SIMPLES

Excretora com Planigrafia na fase Nefrograma S I M P L E S 1 5 M

15 MINUTOS

Excretora com Planigrafia na fase Nefrograma S I M P L E S 1 5 M

NEFROGRAMA

Excretora com Planigrafia na fase Nefrograma S I M P L E S 1 5 M

PÓS MICCIONAL

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Uretrocistografia Miccional

É o estudo radiológico contrastados da uretra, bexiga e re- fluxo vésico ureteral, realizado em pacientes de ambos os sexos. Caso seja solicitada a fase miccional e retrógrada, a fase retrógrada deverá sempre anteceder a fase miccional nos pacien- tes do sexo masculino, sendo que somente estes se submetem à fase retrógrada.

Realizar radiografia piloto, com bexiga vazia (abdômen sim- ples). Após a passagem de uma sonda vesical (uretral), o meio de contraste positivo hidrossolúvel será diluído (aproximadamente 60 ml) em um frasco de soro fisiológico (aproximadamente 250ml) é conectada a sonda vesical, deixar fluir até obter o pequeno, médio e grande enchimento da bexiga, documentando radiograficamente todos esses enchimentos. Estas radiografias proporcionarão estudos de possíveis re- fluxos vésico ureterais e estudo da parede da bexiga. Principal- mente as radiografias de grande enchimento devem conter todo o trato urinário (abdômen panorâmico).

bexiga. Principal- mente as radiografias de grande enchimento devem conter todo o trato urinário (abdômen panorâmico).
bexiga. Principal- mente as radiografias de grande enchimento devem conter todo o trato urinário (abdômen panorâmico).
bexiga. Principal- mente as radiografias de grande enchimento devem conter todo o trato urinário (abdômen panorâmico).
bexiga. Principal- mente as radiografias de grande enchimento devem conter todo o trato urinário (abdômen panorâmico).

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Uretrocistografia Retrógrada

É o estudo radiológico contrastado da extensão da uretra masculi-

na e pesquisa de cálculos, estenoses, etc. Fazer radiografia piloto da região pélvica (bexiga vazia). Tomar os devidos cuidados assépticos da região genital principalmente ao redor da glande e meato urinário.

Usar o meio de contraste positivo hidrossolúvel, diluído em soro fisiológico na cuba, rim em proporção aproximada de 60% contraste e 40% soro, obtendo um total de aproximadamente 100ml. Conectar o equipamento no meato urinário (garra metálica), esten-

dendo a uretra o rnáxirno possível e não permitir a entrada de ar na uretra e também no embolo da seringa (risco de causar pseudo-imagem).

 

O

paciente será submetido ás exposições radiográficas em O.A.D.

e

O.A.E.

Exposições Radiográficas:

-Injetando-se aproximadamente 50ml do meio de contraste, ao se aproximar dos 30ml, efetua-se a exposição de raios-X em oblíqua, em filme 24x30 ou 35x35, contendo a uretra e bexiga. -Injetando-se aproximadamente 50ml do meio de contraste, ao se

aproximar dos 20ml, efetua-se, em filme 24x30 ou 35x35, contendo a uretra

e bexiga. Neste exame obteremos o pequeno enchimento da bexiga (aproxi- madamente 80 a 100ml). Em certos casos poderá ser realizada a radiogra- fia pós-miccional, sob acompanhamento médico.

madamente 80 a 100ml). Em certos casos poderá ser realizada a radiogra- fia pós-miccional, sob acompanhamento
madamente 80 a 100ml). Em certos casos poderá ser realizada a radiogra- fia pós-miccional, sob acompanhamento

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Uretrocistografia com Correntinha

É o estudo radiológico contrastado da incontinência de esforço urinário feminino, prolapso na base bexiga e tem também o objetivo de rnensurar o ângulo entre a uretra e a bexiga. Após preparo intestinal, jejum

sólido de 12 horas e boa restrição líquida, e se possível tricotomia da região genital antes da realização do exame, procedência está que fica a critério médico. Em seguida:

- Realizar a passagem da correntinha pela uretra e posteriormente da sonda vesical.

- Encher a bexiga na proporção aproximada de 40% com um meio

de contraste positivo hidrossolúvel e 60% de soro fisiológico (fazendo um total aproximado de 250/300ml).

- Conectar o equipo de soro diluído com constrate, na sonda vesical.

- Deixar fluir o soro e observar que cesse o gotejarnento no equipo, para que se obtenha o enchimento normal da bexiga.

- Retira-se a sonda com cuidado, ficando somente a correntinha.

- Realizar radiografias com a paciente em AP e Perfil absoluto.

Radiografias:

- Frente AP e Perfil absoluto da bexiga em repouso (relaxada)

- Frente APe Perfil absoluto da bexiga com esforço simulando a

saída da urina

- Radiografias miccionando e pós-miccional fica a critério médico.

Obs.: Na falta da correntinha, poderá como recurso: Após a intro- dução do meio de contraste na bexiga utilizar uma sonda uretral com constrate não Hidrossolúvel (sulfato de bário) dentro dela (na quantidade suficiente apenas para enche-Ia) mantendo-a na uretra.

não Hidrossolúvel (sulfato de bário) dentro dela (na quantidade suficiente apenas para enche-Ia) mantendo-a na uretra.
não Hidrossolúvel (sulfato de bário) dentro dela (na quantidade suficiente apenas para enche-Ia) mantendo-a na uretra.

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Pielografia Ascendente ou Retrógrada

É o estudo radiológico contrastado do sistema urinário em pa- cientes onde não se obteve uma boa visualização renal e ureteral em exames anteriores (normalmente urografia excretora insatisfatória). O preparo intestinal fica a critério médico.

Exame:

Um Cateter retrógrado é introduzido via uretra, durante cistoscopia, sob efeito anestésico no paciente. O médico urologista injetará o meio de contraste positivo hidrossolúvel nefrotrópico através do cateter, na quantidade apropriada ao paciente diretamente no lado da via urinária a ser estudada.

do cateter, na quantidade apropriada ao paciente diretamente no lado da via urinária a ser estudada.
do cateter, na quantidade apropriada ao paciente diretamente no lado da via urinária a ser estudada.