2011

APOSTILA DE CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

APOSTILA PARA ACOMPANHAMENTO DO MÓDULO PROF. ORLEANS MARTINS

[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL]

PROGRAMA
1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional; Legislação Tributária; Tributos – federais, estaduais e municipais; Princípios Constitucionais Tributários; Elementos Fundamentais do Tributo; Obrigação Tributária; Imunidades e Isenção Tributária; Regulamento do Imposto de Renda; Responsabilidade do Contador; Contabilidade Tributária; Planejamento Tributário. 2. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA PIS/PASEP e COFINS; ICMS; IPI; ISS. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO IRPJ; CSLL; Regimes de Tributação do IRPJ e CSLL. 4. SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Simples Nacional. 5. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) Contabilização do ICMS em empresas em regime normal de apuração. 6. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) Breve descrição do tributo; Descrição dos eventos relacionados ao tributo; Contabilização dos eventos. 7. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS Aquisição de matéria prima; Aquisição de embalagens; Consumo de matéria prima e material de embalagem na produção; Folha de pagamento. 8. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO CSLL; IRPJ. 9. O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11.638/07; O pronunciamento CPC 32.

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1. 1.1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional

Direito e Contabilidade são ciências que caminham juntas e complementam-se, desde longa data, acompanhando a natural evolução das diversas sociedades. Direito é a ciência das normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens em sociedade, existindo para isso as diversas jurisprudências. É o conjunto das normas jurídicas vigentes num país. Entre essas, destacam-se as normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, constituindo o Sistema Tributário Nacional, que disciplina a arrecadação e distribuição de rendas. A Contabilidade, por sua vez, é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, controle e registro dos atos e fatos de uma administração econômica, servindo como ferramenta para o gerenciamento da evolução do patrimônio de uma entidade e, principalmente, para a prestação de contas entre os sócios e demais usuários, entre os quais se destacam as autoridades responsáveis pela arrecadação dos tributos de uma nação ou região. No exercício de suas funções, claro está que o contador deve obedecer, além das normas e dos princípios fundamentais de contabilidade, também à legislação tributária concernente à correta apuração, registro, divulgação e arrecadação dos diversos tributos que incidem nas diversas fases de atividade das empresas e, principalmente, sobre a obtenção de renda e lucro em determinado período. Justifica-se, portanto, a imperiosa necessidade de os contadores conhecerem determinados aspectos da legislação tributária, devido à grande influência nas rotinas das organizações. 1.2. Legislação Tributária

É oportuno, de início, transcrever o conceito dado pelo Código Tributário Nacional à legislação tributária, conforme o art. 96 da Lei nº 5.172/66, de 25 de outubro de 1966: “Art. 96. A expressão 'legislação tributária' compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes." A Constituição Federal de 1988 trouxe profundas alterações no Sistema Tributário Nacional, não só em relação à quantidade e ao campo de incidência dos tributos, mas também quanto à própria distribuição dos valores arrecadados entre União, Estados e Municípios, o que atualmente vem comprometendo uma razoável reforma tributária principalmente em razão de não haver consenso entre os governantes de como devem ser repartidos os valores arrecadados. 1.2.1. Leis, tratados, convenções internacionais e decretos De acordo com o art. 97 do Código Tributário Nacional: "Somente a lei pode estabelecer: I. II. III. IV. V. VI. A instituição de tributos, ou a sua extinção; A majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3 Q do art. 52, e do seu sujeito passivo; A fixação da alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nelas definidas; As hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. § 1 º Equipara-se à majoração do tributo a modificação de sua base de cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso.

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IV. Os convênios que entre si celebrem a União.3. é possível decompor sua definição nas seguintes características: • Prestação pecuniária: significa que o tributo deve ser pago em unidades de moeda corrente. assim. As decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa. Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna. os Estados. dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: I. em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir.Conceitos e Espécies O Código Tributário Nacional conceitua tributo como toda prestação pecuniária compulsória. Para melhor entendimento sobre a definição de tributo. Orleans Martins 4 . • Contribuições de melhoria: que são cobradas quando do benefício trazido aos contribuintes por obras públicas. sendo irrelevantes para qualificá-Ia: I. o Distrito Federal e os Municípios. 100. • Taxas: que estão vinculadas à utilização efetiva ou potencial por parte do contribuinte." 1. A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação. Seção III Normas complementares Art. 98. tanto no que se refere ao montante arrecadado. o Sistema Tributário Nacional está estruturado de forma a permitir ao Estado a cobrança de: • Impostos: que decorrem de situação geradora independente de qualquer contraprestação do Estado em favor do contribuinte. a que a lei atribua eficácia normativa. • Compulsória: obrigação independente da vontade do contribuinte. Art. II. Os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas. • Cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada: a autoridade não possui liberdade para escolher a melhor oportunidade de cobrar o tributo. O conteúdo e o alcance dos decretos restringem-se aos das leis em função das quais sejam expedidos. a lei já estabelece todos os passos a serem seguidos. As práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas. instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. inexistindo o pagamento in natura ou in labore. ou seja. • Em moeda ou cujo valor se possa exprimir: os tributos são expressos em moeda corrente nacional (reais) ou por meio de indexadores (ORTN. São normas complementares das leis. para os fins do disposto no inciso II deste artigo. As taxas e contribuições de melhoria têm pouco significado. Art. • Instituída em lei: só existe a obrigação de pagar o tributo se uma norma jurídica com força de lei estabelecer essa obrigação. OTN. 99. o pagamento de tributo não decorre de infração de determinada norma ou descumprimento da lei. de CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 2 º Não constitui majoração de tributo. A destinação legal do produto da sua arrecadação. Ufir). • Que não constitua sanção de ato ilícito: as penalidades pecuniárias ou multas não se incluem no conceito de tributo. de serviços públicos específicos e divisíveis. ESPÉCIES DE TRIBUTOS No que se refere às espécies de tributos. BTN. Já os impostos representam. a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. A denominação e demais características formais adotadas pela lei. como ao impacto causado no contribuinte. II. o que é pago em bens ou em trabalho ou prestação de serviço. Tributos . III. determinados com observância das regras de interpretação estabelecidas nesta Lei. e serão observados pela que lhes sobrevenha. que não constitua sanção por ato ilícito.

entre os diversos níveis de governo. de um lado aumenta a indústria da arrecadação e fiscalização e. os custos necessários a sua apuração e recolhimento. surgiram para financiamento das atividades sociais as contribuições sociais. • Grandes fortunas. são subdivididas em contribuições ao INSS. ressalvadas as exceções legais. Outras. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: • Transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens e direitos. Com a edição da Constituição Federal de 1988. por ato oneroso. Algumas sugestões primam pela radicalidade. Contribuição Sindical. de produtos nacionais ou nacionalizados. as quais só têm validade se editadas em rigorosa consonância com eles. Orleans Martins 5 . Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. ou seja. como para direcionar o comportamento da economia. chegando ao patamar no ano 2000 de 32. que. mais racionais. câmbio e seguro. de outro. sem contar as possibilidades de ocorrência de sonegação. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: • Propriedades predial e territorial urbana. Atualmente. a folha de pagamento dos empregados e o faturamento das empresas. embora tenham sido tratadas no capítulo dos tributos. Essa situação tem causado forte campanha em favor da mudança do Sistema Tributário Nacional. 1. • Operações de crédito. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. ou relativas a títulos ou valores imobiliários. é vedado à União. • Produtos industrializados. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e Contribuição para o Fundo de Investimento Social (COFINS). com isso. Contribuição ao PIS/Pasep. assumem as características destes para fazer face aos investimentos do governo nesse setor.4. o consumo e a propriedade. segundo a Constituição Federal. Princípios Constitucionais Tributários Os princípios constitucionais tributários prevalecem sobre todas as demais normas jurídicas.5. vemos hoje urna situação em que o governo e os empresários estão onerados pelo excesso de tributos em vigor.34% do Produto Interno Bruto (PIB). • Serviços de qualquer natureza. o instrumento do qual o Estado dispõe tanto para angariar recursos para gerir a Administração Pública e permitir investimentos em obras públicas. corno é o caso do imposto único. e simplificando o processo de arrecadação. para o exterior. consequentemente. Essa amplitude e o detalhamento dado pelo texto constitucional promoveram um crescimento desordenado dos tributos cobrados nos últimos anos. ao Distrito Federal e aos Municípios: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que passa por urna revisão de texto constitucional. a tributação sobre a renda. • Propriedade territorial rural. Assim. buscam aproximar o Brasil das nações do Primeiro Mundo. Estaduais e Municipais A Constituição em vigor assim distribui.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] fato. o que tem provocado constantes recordes de arrecadação. • Transmissão intervivos. • Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. de bens imóveis e de direitos reais sobre imóveis. reduzindo a quantidade de tributos. As contribuições sociais instituídas têm corno base os lucros das sociedades. são vistos a seguir. Tais princípios. • Rendas e proventos de qualquer natureza. mas mantendo na essência o que hoje se realiza. a competência de estabelecer os tributos: Compete à União instituir impostos sobre: • Importação de produtos estrangeiros. • Exportação. • Propriedades de veículos automotores. aos Estados. 1. Tributos Federais.

1. visando à procedência e ao destino dos bens." III.2.6.6.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] I. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. II. bases de cálculo ou qualquer outra fórmula tributária em benefício ou prejuízo da economia da União. por meio de sua Casa Legislativa. Assim. por exemplo. títulos ou direitos (Princípio da isonomia tributária). encontram-se os três elementos básicos da obrigação tributária: a) A lei. b) No mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou (Princípio da anterioridade). aparece o princípio da autoridade tributária. estabelece o princípio da capacidade econômica do contribuinte. b) O objeto. a satisfação de um pagamento pela utilização ou disposição de um serviço público etc. Princípio da competência Previsto no art.signos presuntivos de capacidade tributária ou riqueza). 1. "Exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça (Princípio da legalidade). 150. em razão de prévia determinação legal ou de manifestação de vontade (como. proíbe a manipulação de alíquotas. Elementos fundamentais da obrigação tributária Dessa forma. o pagamento de prêmio em um concurso. por meio de uma relação jurídica. por mera definição. Princípio da capacidade contributiva O art. § 6Q. as espécies tributárias são definidas pela distinção de dois fatores: hipótese de incidência e base de cálculo. é objetiva quando leva em conta manifestações objetivas de riqueza do contribuinte (bens imóveis. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou junção por eles exercida. não podendo criar distinções em relação aos Estados. Princípio da tipologia tributária As taxas e os impostos não podem ter a mesma base de cálculo. títulos etc. determinada pessoa (credor) pode exigir de outra (devedor) uma prestação (objeto).1. a tributação da União deverá ser uniforme em todo o território nacional. conforme se depreende do art. Instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. Cobrar tributos: a) Em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (Princípio da irretroatividade tributária). § 1 º. Obrigação tributária Inicialmente. exercitarão as competências tributárias. da Constituição Federal o exercício da competência tributária é dado à União. . que. e no art. e são justificadas as prerrogativas da administração tributária. 152. Princípio da não discriminação tributária O art. o recebimento do preço de um bem em um contrato. 151. É considerada subjetiva quando se refere à condição pessoal do contribuinte (capacidade econômica real). Orleans Martins 6 . 151.6. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 145. Elementos Fundamentais do Tributo 1. aos Municípios e ao Distrito Federal. não sendo permitida qualquer delegação ou prorrogação desta competência para outro ente que não seja aquele expressamente previsto na Constituição Princípio da uniformidade geográfica Nos termos do art. 145. dos Estados ou dos Municípios. ao Estado ou ao Município. c) O fato gerador. que. § 2º. é possível afirmar que obrigação tributária é a relação de Direito Público na qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do contribuinte (sujeito passivo) uma prestação (objeto) nos termos e nas condições descritos na lei (fato gerador). seria a possibilidade econômica de pagar tributos. inciso I. portanto. Princípio da autoridade tributária No art. inciso III. é importante destacar que nasce uma obrigação quando.). 145. § 1 º.

a partir de um texto fundamental (Constituição). Base de cálculo É o valor sobre o qual se aplica o percentual (ou alíquota) com a finalidade de apurar o montante a ser recolhido. A base de cálculo. em concreto. Para a exigência. Basicamente. a depender de sua relação com o fato gerador da obrigação. O fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que. é a obtenção de renda e proventos de qualquer natureza. assume.6. pode ser classificado como contribuinte ou responsável. o preenchimento de formulários etc. pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal. determina o montante do tributo a ser recolhido. Uma vez constituído o crédito tributário. aplicado sobre a base de cálculo. enquanto não apreciadas pelo Congresso Nacional. na fixação dos elementos imprescindíveis à cobrança do tributo (e/ou penalidade) incidente (CTN. têm força de Lei. Assim como a base de cálculo. vedada a reedição após esse prazo. que define e formaliza o crédito tributário. em pelo menos duas ocasiões.4. conceitua-se como "o fato" que gera a obrigação de pagar o tributo.7. Importante registrar que qualquer inobservância de obrigação acessória é possível de ser convertida em obrigação principal em razão da aplicação de multas previstas na legislação específica. impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. como. O objeto O objeto representa as obrigações que o sujeito passivo (contribuinte) deve cumprir. conforme definido no Regulamento do Imposto de Renda.5. Contudo. 1. 1. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.1. Essa prática já foi atestada. estando sua alteração sujeita aos princípios constitucionais da legalidade (mudança somente por outra lei). conforme a Constituição Federal. De forma mais simples. Um ponto que gerou muitas controvérsias foi a possibilidade de o governo criar e majorar tributos por meio da edição de Medidas Provisórias (MP). e não houve maioria absoluta. perdendo eficácia após 45 dias de sua edição. Alíquota É o percentual definido em lei que. deve ser definida em lei complementar. as regras ordinárias de convivência (leis em sentido restrito). por exemplo. destinadas a comprovar a existência e os limites da operação tributada e a exata observância da legislação aplicável (obrigação acessória). este deve ser satisfeito pelo devedor por meio do pagamento ou da compensação. a escrituração de livros fiscais. O sujeito passivo. com base na ocorrência do fato gerador. segundo as determinações legais. por pessoas físicas ou jurídicas.7. as prestações consistem em: pagamento do valor em dinheiro referente ao tributo devido ou à multa imposta por não atendimento à determinação legal (obrigação principal) ou cumprimento de formalidades complementares. 142). da anterioridade (a lei deve estar vigente antes de iniciada a ocorrência do fato gerador) e da irretroatividade (a norma não pode atingir fatos passados). art. da anterioridade e da irretroatividade. da obrigação principal. Sujeito passivo Denomina-se sujeito passivo o devedor da obrigação tributária. em um sistema jurídico. mister se faz o respectivo lançamento. Exemplo O fato gerador da obrigação fiscal com o Imposto de Renda. a apresentação de declarações de rendimentos. 1. O fato gerador Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente para sua ocorrência. a alteração da alíquota também está sujeita aos princípios constitucionais da legalidade. Orleans Martins 7 .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A lei A lei é o principal elemento da obrigação. as quais. formas diferentes de expressão. Obrigação Tributária 1. pois cria os tributos e determina as condições de sua cobrança (princípio da legalidade dos tributos). na forma da legislação aplicável. que consiste.6.

da indústria de medicamentos. Que o contribuinte não possa cumprir sua obrigação. • O síndico e o comissário. Tributação monofásica Para o governo se ver livre desses questionamentos. São exemplos de produtos em que ocorre a substituição tributária: automóveis e autopeças. A responsabilidade atribuída a terceiros pelo CTN só se aplica aos tributos e penalidades de caráter moratório. e pressupõe duas condições: I. providenciando seu recolhimento aos cofres públicos. • O inventariante. no entanto. tintas e vernizes. Respondem solidariamente: • Os pais. que podem ser de vários tipos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. pelos tributos devidos pelos filhos menores. Em relação a infrações fiscais. pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário. pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles ou. produtos farmacêuticos. toma-se responsável. como é o caso. O contribuinte do ICMS é o comerciante ou o industrial que promove a saída de mercadoria de seu estabelecimento.7. tendo em vista que o tributo acaba incidindo sobre um valor estimado. em função de seu ofício. No caso em que haja infração de natureza criminal. pelos tributos devidos por estes. ou tenha indevidamente se omitido. Que o terceiro tenha participado do ato caracterizado como fato gerador do tributo. • Os tutores e curadores. pelos tributos devidos pelo espólio. 1. a legislação encarrega o empregador (responsável) de reter do empregado (contribuinte) o valor do imposto. no caso da impossibilidade de cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte. No caso do ICMS. os arts. normalmente naquele em que a fiscalização pode ser mais eficaz. • Os administradores de bens de terceiros. tem surgido questionamentos por parte de algumas empresas sujeitas a esse tipo de tributação. perante eles. seja pelo montante elevado de tributos. O empregado que recebe salário é o contribuinte do imposto de renda. e combustíveis. a responsabilidade é de ordem pessoal e intransferível. o transportador.2. no caso de atraso por tributos declarados ou erros não intencionais. por não portar o documento fiscal. Responsável é aquele a quem. • Os tabeliães. Apesar de a substituição tributária ser um mecanismo aparentemente interessante para o governo. que consiste na incidência do tributo em apenas um dos elos da cadeia produtiva. no caso de liquidação de sociedade de pessoas. levando o contribuinte a recolher mais do que seria pago no sistema normal. a lei estabelece a obrigação de pagar o tributo. surgiu a figura da tributação monofásica. Solidariedade em relação à obrigação tributária A responsabilidade pelos tributos pode ser atribuída de forma solidária a terceiros.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Contribuinte é aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitua o fato gerador. que pode ser superior ao valor final da venda. 128 a 135 do CTN preveem a possibilidade de transferência a terceiros dos débitos fiscais. Crimes tributários São considerados crimes contra a ordem tributária (arts. não sendo o contribuinte. que é o contribuinte responsável pelo pagamento do tributo cujo fato gerador deverá ocorrer posteriormente. e II. por exemplo. má-fé e intenção. num elo seguinte da cadeia produtiva. Orleans Martins 8 . antecipar a arrecadação de tributos e/ou evitar a sonegação fiscal. o transportador de mercadorias desacompanhadas dos documentos fiscais legalmente exigíveis toma-se responsável pelo pagamento deste imposto. Embora o contribuinte seja o comerciante. se devido. seja pelo número reduzido de contribuintes. cigarros e bebidas. com o objetivo de simplificar a fiscalização. Substituição tributária Uma outra modalidade de contribuinte responsável é a figura do substituto tributário. No caso do imposto de renda sobre salários. 128 a 135 do CTN) aquelas ações que envolvem dolo. e • Os sócios. pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados. 1.7.3. escrivães e demais serventuários de ofício.

7. O Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis (ITBI) é um exemplo de tributo lançado por declaração. Suspensão. o Estado constitui um crédito tributário. extinção e exclusão do crédito tributário Suspensão Uma vez lançado o crédito tributário. Crédito tributário Como vimos.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1. A suspensão corresponde ao impedimento temporário de exigir o crédito tributário. Mesmo os tributos não lançados normalmente por esta modalidade podem ser lançados de ofício. extinto ou excluído. diz-se que o lançamento se dá por homologação. Lançamento A materialização do crédito é denominada lançamento. É o caso do Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU). desde que não lançados ainda de outra forma. independentemente de qualquer colaboração do sujeito passivo. no todo ou em parte. durante o prazo da moratória ou do julgamento do recurso administrativo ou processo judicial. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. e só depois tem seus cálculos verificados. mesmo suspensa a obrigação principal.4. Orleans Martins 9 . por declaração ou por homologação. Vale destacar que. não há dispensa das obrigações acessórias. No caso em que o contribuinte antecipa o tributo sem prévio exame da autoridade. da cobrança do crédito tributário (depósito judicial. 1. por iniciativa do próprio poder público (moratória. o Estado possui o direito de exigir o objeto da obrigação tributária. O lançamento direto ou de ofício. Com a concretização do fato gerador da obrigação tributária. 1. É o caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).7. recurso administrativo.5. para materializar o seu direito. ele pode ser suspenso. Na modalidade de lançamento por declaração. o contribuinte ou um terceiro presta informações à autoridade fiscal para que possa ser estabelecido o valor do tributo. parcelamento) ou por iniciativa do sujeito passivo de discutir a validade.6. e que a suspensão é sempre temporária.7. processo judicial). O lançamento pode se dar de várias formas: de ofício. é feito por iniciativa da autoridade administrativa.

[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] As modalidades de suspensão são previstas no art. juros de mora e correção monetária.retirada. • A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Pode ocorrer por: • Pagamento em dinheiro do exato valor devido. Neste caso. • A cobrança é considerada indevida. • Decisão judicial transitada em julgado . • Concessão de medida liminar em mandado de segurança .término de processo no âmbito interno da administração pública. sem cobrança de multa.concessão pelo sujeito ativo de um prazo maior para pagamento integral do crédito tributário. • É concedido. na forma e condições estabelecidas em lei. • Compensação com outros tributos de mesma espécie . • Reclamações e recursos administrativos . Orleans Martins 10 . Depois de extinto o crédito tributário. perdão total ou parcial do crédito vencido. • Lançamento por homologação. pelo sujeito ativo. quando ocorre: • Prescrição . desrespeitando direito líquido e certo do contribuinte.término de processo no âmbito do Poder Judiciário.quando o contribuinte aproveita créditos anteriores junto ao fisco para fazer um "encontro de contas". em outras espécies de ação judicial .repactuação da dívida fiscal. em que se faz a cobrança de tributos já vencidos sem dispensa dos encargos.acordo de concessão mútua entre os sujeitos ativo e passivo.no lançamento por homologação. podendo ser condicional e exigir garantias. • Concessão de medida liminar ou de tutela antecipada.efetuado pelo contribuinte que pretende discutir judicialmente a cobrança do crédito tributário. o pagamento precede o lançamento. 151 do CTN: • Moratória . a obrigação tributária também deixa de existir. • Parcelamento . por lei. de depósito judicial constituído em seu favor. a extinção se dá após a constatação de que o imposto pago corresponde ao montante homologado. mas com concessão de prazo adicional.ocorrem por meio de consulta (quando ainda não houve notificação por parte da autoridade administrativa) ou de recurso (quando já houve notificação). com decisão pró-contribuinte. A extinção ocorre basicamente em quatro situações: • A obrigação é quitada pelo contribuinte. em outros tipos de ação judicial também pode ocorrer por determinação judicial a suspensão do crédito tributário até o julgamento final da ação. de imposto pago antecipadamente . • Consignação em pagamento . A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial.o mandado de segurança é a ação judicial cabível na hipótese de a autoridade pública agir com ilegalidade ou abuso de direito. Extinção A extinção corresponde ao término do direito do sujeito ativo de cobrar a obrigação tributária. • Transação . mas o sujeito ativo perdeu o direito de ação de cobrar o crédito tributário já constituído em função de não ter tomado nenhuma iniciativa dentro do prazo legal. A obrigação é quitada pelo contribuinte de várias formas. São situações em que ocorre extinção em razão de a cobrança do tributo ser considerada indevida: • Decisão administrativa irreformável .depósito judicial efetuado pelo sujeito passivo diante de recusa de recebimento.semelhantemente ao que ocorre com mandados de segurança. • Conversão de depósito em renda . mas que terá de ocorrer mediante previsão em lei. • Depósito judicial . • Dação em pagamento em bens imóveis.quando ocorreu o lançamento. com decisão pró-contribuinte. A medida liminar suspende a cobrança do crédito tributário enquanto se discute o direito que está sendo questionado judicialmente.

1. a imunidade. ou para que se livre de qualquer obrigação.8. Imunidade As imunidades podem ser classificadas como privilégios dados a alguém para que se livre ou se isente de certas imposições legais em virtude de que não é obrigado a fazer ou cumprir certo encargo de obrigação de caráter legal: • Imunidade diplomática. sendo caso. Estabelece o CTN que a isenção estará sempre atrelada a uma lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão. no caso da isenção. limitandose a um tributo determinado ou região específica ou ainda ao atendimento de determinadas condições. com o propósito de estimular o seu desenvolvimento por meio da atração de investimentos privados. Orleans Martins 11 . podendo ser de caráter geral ou específico. que somente pode ser concedido por lei. configurando-se como uma concessão de benefício em favor do sujeito passivo. Quando a extinção do crédito tributário é concedida por lei: • Remissão . A anistia refere-se somente à dispensa das penalidades pecuniárias pelo não recolhimento do tributo. A isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre livros. 1. periódicos e papel destinado à impressão destes. que não se confundem com imunidade. que continua sendo devido. os tributos a que se aplica e. a concessão atribuída a alguma coisa ou alguma pessoa. • Imunidade tributária. a renda ou os serviços. A imunidade tributária é estabelecida pela Constituição e abrange os seguintes aspectos: • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. sindicatos dos trabalhadores. Estados ou Municípios) tem o poder de tributar.1.2. a entidade tributante (União. o prazo de sua duração. Exclusão A exclusão do crédito tributário corresponde à renúncia do direito do sujeito ativo de exigir o crédito tributário. muitas vezes. uns dos outros . desde que não haja ato ilícito. Isenção Entende-se na linguagem jurídica como isenção a dispensa. jornais. Ocorre por isenção ou anistia.não alcança as atividades econômicas reguladas pelo direito privado.corresponde ao perdão total ou parcial do crédito principal vencido.quando não ocorreu o lançamento dentro do prazo legalmente estabelecido. ou seja. esquivar ou desobrigar de algum encargo que a todos pesa. A isenção é concedida por lei. instituições de educação e de assistência sem fins lucrativos. mas opta por conceder o benefício de não tributar um determinado contribuinte ou uma determinada situação. não permitindo que a autoridade administrativa efetue o lançamento. • Imunidade judicial. em função de condições a ela peculiares e. para que se possa livrar.8. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Decadência . a renda e os serviços das entidades mantenedoras de templos de qualquer culto. • Imunidade parlamentar. Imunidade e Isenção Tributária 1. a renda e os serviços das entidades representativas de partidos políticos. Enquanto que a imunidade determina uma proibição para a instituição de impostos.8. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.

.. cuja redação é a seguinte: "Art. II . Instituição de educação sem finalidades lucrativas........ IV . na manutenção de seus objetivos institucionais..... 1... 84.... d) Prestar...Entidade sindical de trabalhadores Sociedade que dirige as atividades duma classe social........ inclusive a casa ou residência especial do pastor ou pároco... corno o laboratório. 3... segregando os contribuintes pessoas físicas das jurídicas..3. 2.... e Entidade sindical de trabalhadores. Sancionar.Templo de qualquer culto Edificação pública dirigida ao culto religioso...[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1.. O Regulamento é organizado por assuntos... à infância... a imunidade abrange os resultados relacionados com as atividades essenciais das entidades.. promulgar e jazer publicar as leis.. b) Aplicar integralmente os recursos no Brasil.......Partido político Organização cujos membros programam e realizam ações comuns.............. artes e ciências. É aprovado pelo Presidente da República.. o convento e os anexos.. V . Instituição de assistência social. desde que não empregada para fins econômicos.. São necessárias as seguintes condições para o gozo da imunidade: a) Não distribuir a qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas o título de lucro ou participação no resultado.... mas todos os que se dedicam à educação e à cultura em geral.... O Regulamento do Imposto de Renda é a consolidação das Leis e Dispositivos que regulamentam e normatizam o Imposto de Renda tanto das Pessoas Físicas como Jurídicas.. I .. Principais casos de imunidade e isenção tributária do Imposto de Renda 1.. à habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e à promoção de sua integração à vida comunitária etc. Regulamento do Imposto de Renda Devido à importância para o profissional da Contabilidade.Instituição de educação sem finalidades lucrativas É o estabelecimento de ensino..... sem intuitos lucrativos...... Compete privativamente ao Presidente da República: .. Para todos os efeitos. o ateliê de pintura ou escultura. Orleans Martins 12 ..... É a igreja... (b) amparo às crianças e aos adolescentes carentes.. o ginásio de desportos. c) Manter escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. com fins políticos e sociais.. inciso IV.9... as academias de letras..... Templo de qualquer culto.Instituição de assistência social É a entidade sem fins lucrativos que presta serviços de natureza aos membros da comunidade social. Nesse sentido." CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.. à adolescência e à velhice.......... transcrevem-se a seguir alguns comentários preliminares sobre o Imposto de Renda das pessoas jurídicas........... 84. as formalidades determinadas em lei e recolher os tributos retidos sobre os rendimentos pagos por elas. não apenas o de caráter estritamente didático. Partido político... à maternidade... o que facilita a consulta sobre determinado item.. o museu.. 4... sinagoga ou edifício principal onde se celebra a cerimônia pública.. toma-se fácil saber qual o dispositivo que se aplica a cada caso particular... III .. Os serviços são: (a) proteção à família..8.. bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução. pertencente à comunidade religiosa. o centro de pesquisa.... e essa atribuição é-lhe dada pela Constituição em seu art. às repartições lançadoras do imposto...... 5...... IV....

Caracteriza-se como ato criminoso. • Acionistas não controladores. a elaboração e assinatura de qualquer documento e/ou demonstração contábil com informações inverídicas. • Investidores do mercado de capitais. 1. Além da elevada carga tributária. citam-se: • Instituições financeiras consultadas para a concessão de empréstimos e financiamentos. Funções e atividades da contabilidade tributária As principais funções e atividades da Contabilidade Tributária podem ser classificadas como: • Apuração com exatidão do resultado tributável . Conceito Pode-se entender Contabilidade Tributária como: • Especialização da contabilidade que tem como principais objetivos o estudo da teoria e a aplicação prática dos princípios e normas básicas da legislação tributária. cresce sensivelmente a responsabilidade de todos os gestores da empresa.10. Da mesma forma.ou do lucro real .de determinado exercício fiscal. decisões de investimentos.11. Entre os usuários que podem ser prejudicados ou enganados em decorrência de fraudes e irregularidades na escrituração contábil e fiscal. ou grupo de em12resas. Contabilidade Tributária 1. ou em desacordo com as normas e os princípios fundamentais de contabilidade. tanto sobre a pessoa jurídica como sobre a pessoa física. mais de 32% do Produto Interno Bruto (PIE). 1. na média dos últimos cinco anos. o contador precisa conhecer com grande profundidade a legislação tributária. Os empresários e executivos já estão cientes. eles podem causar prejuízos a terceiros. de forma a não expor a entidade às possíveis sanções fiscais e legais. tendenciosas ou preparadas de má-fé. O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) estima que a carga tributária em nosso país representa. tendo em vista que induzem a determinados atos. Portanto. ou ainda com valores divergentes dos contidos nos livros contábeis da empresa. além de perder prestígio profissional em razão de quaisquer falhas mais relevantes na interpretação ou na aplicação no dia-a-dia das normas tributárias. Estima-se a existência de aproximadamente 60 tributos vigentes. Responsabilidades do Contador A carga tributária no Brasil é extremamente elevada. • Fornecedores. as empresas e os profissionais responsáveis que assim procederem. caso as demonstrações e os relatórios contábeis sejam elaborados com informações errôneas. constitui crime a elaboração de demonstrações contábeis sem embasamento em documentos e informações hábeis e legais. por culpa ou dolo. Regulamentos e Normas constantemente alteradas. Isso porque.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1. Portanto. com base na legislação pertinente. para cálculo e formação das provisões contábeis destinadas ao pagamento dos tributos incidentes sobre o lucro da entidade. • Sindicatos e funcionários que participam dos resultados. com diversas Leis. mais do que qualquer outro profissional das áreas administrativa ou financeira. há mais de duas décadas. com ou sem má-fé. adaptando ao dia-a-dia empresarial as obrigações tributárias. o Sistema Tributário brasileiro é um dos mais complexos do mundo. como concessões de créditos e financiamentos.11. de que o gerenciamento das obrigações tributárias já não pode ser considerado uma necessidade quotidiana. Tais fatores penalizam sobremaneira o custo da maioria das empresas e acarretam grandes transtornos para o gerenciamento contábil e financeiro dos impostos e demais tributos. • Ramo da contabilidade responsável pelo gerenciamento dos tributos incidentes nas diversas atividades de uma empresa.2. para todos os efeitos legais e judiciais. podendo ser condenado a indenizar o empresário que for prejudicado. seja qual for o setor de atividade.11.1. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. • Autoridades fiscais. podem vir a ser processados e condenados por perdas e danos. entre outros. devido a suas responsabilidades quanto à eficácia e eficiência nesse gerenciamento. Os documentos e as demonstrações contábeis são frequentemente utilizados pelo mercado para obtenção de informações da empresa. mas algo estratégico dentro das organizações de médio e grande porte. pode ser responsabilizado por possíveis prejuízos que causar no exercício profissional. Orleans Martins 13 . Nesse ambiente. Nesses casos. em particular a dos profissionais da controladoria e contabilidade.

1. o contador tem principalmente nas atividades de planejamento tributário a grande oportunidade de dar enormes contribuições à alta direção da empresa. de acordo com o princípio contábil da competência de exercícios. a Contabilidade Tributária tem a responsabilidade de informar. • Todas as situações em que for possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos. treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos Orientação fiscal para as demais unidades da empresa (filiais. fábricas. treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos. correta e oportunamente. Por exemplo. fábricas. as empresas necessitam.12. • • • • • • • 1. ou mesmo o local de origem de determinadas matérias-primas. A correta orientação fiscal e tributária para as demais unidades ou empresas pode representar relevantes economias com os impostos. preenchimento das guias de recolhimento e remessa para o Departamento de Contas a Pagar Controle sobre os prazos para os recolhimentos Assessoria para a correta apuração e registro do lucro tributável do exercício social. um dos mais significativos instrumentos de que dispõem as empresas. • • • • As principais funções e atividades podem ser sintetizadas no Quadro a seguir. Orleans Martins 14 . além de emitir e providenciar a entrega aos respectivos órgãos competentes dos formulários estabelecidos pela legislação pertinente. pois. como parte integrante do sistema de informações da empresa. Escrituração e controle Escrituração fiscal das atividades do dia-a-dia da empresa e dos livros fiscais Apuração dos tributos a recolher. sem afrontar as diversas legislações que regem os mais diversificados tributos. informando o Setor Financeiro de Contas a Pagar da entidade sobre o valor e os prazos de recolhimento. ao mesmo tempo. Enquanto isso não ocorre.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher. pode significar menor carga tributária. 1. Escrituração dos documentos fiscais em livros fiscais próprios ou registros auxiliares. Sem dúvida. Conceito de planejamento tributário A despeito da grande importância de todas as supracitadas atribuições. para apurar e determinar o montante do tributo a ser recolhido dentro do prazo após encerramento do período de apuração. departamentos) ou das sociedades coligadas e controladas. Orientação. Discute-se a urgente mudança de nosso sistema tributário e a adoção de novos mecanismos para simplificação das rotinas tributárias. cada vez mais. Preenchimento de guias de recolhimento. em todo o mundo globalizado. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que possa resguardar seus direitos de contribuinte e. visando padronizar procedimentos Planejamento tributário Estudo das diversas alternativas legais para a redução da carga fiscal. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa. para obter o melhor resultado numa economia tão instável como a brasileira. proteger seu patrimônio. em todas as fases da cadeia de valores do ciclo produtivo e comercial. em obediência aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. • Todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita. Orientação fiscal para todas as unidades da empresa (filiais. o valor das diversas provisões para recolhimento dos tributos. de um planejamento tributário criterioso e criativo. principalmente em relação aos chamados impostos não cumulativos ICMS e IPI. é o planejamento tributário. tais como: • Todas as operações em que for possível o crédito tributário. conforme os princípios fundamentais de contabilidade Assessoria para o correto registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher Planejamento Tributário Orientação Orientação. o local de instalação da fábrica. Redução de custos é a estratégia que mais se ouve ser empregada nos dias atuais.12. departamentos) ou das empresas controladas e coligadas. para que possam racionalizar seus custos tributários.

o procedimento mais oneroso do ponto de vista fiscal. para deixar de recolher o tributo devido. Planejar é escolher. entre duas ou mais opções lícitas. então.3.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Entende-se por planejamento tributário uma forma lícita de reduzir a carga fiscal. o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação principal. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa. a que resulte no menor imposto a pagar. A finalidade principal de um bom planejamento tributário é. assim. Cotejando as várias opções legais. bastante praticado pelos norte-americanos. Contudo. dos efeitos jurídicos. sempre que possível. Orleans Martins 15 .ICMS e IPI. por sua vez. o que exige alta dose de conhecimento técnico e bom-senso dos responsáveis pelas decisões estratégicas no ambiente corporativo. a vontade das partes não pode ser alterada ou modificada. devido a urna possível insuficiência de caixa. adotado no universo dos negócios. o administrador obviamente procura orientar os seus passos de forma a evitar. por sua vez. total ou parcialmente. nada impede que o contribuinte antecipe a ocorrência do fato gerador e comece a projetá-lo e a dimensioná-lo. Para a correta execução das tarefas inerentes ao planejamento tributário. menciona que "a natureza ou essência do Planejamento Fiscal .12. sem infringir a legislação. Condições necessárias para um adequado planejamento tributário Qualquer que seja a forma de tributação escolhida pela empresa. torna-se claro o entendimento de que o planejamento tributário é o estudo das alternativas lícitas de formalização jurídica de determinada operação.. Sonegar. mediante o emprego de estruturas e formas jurídicas capazes de bloquear a concretização da hipótese de incidência tributária ou. com profundidade: • Conhecer todas as situações em que é possível o crédito tributário. Trata-se. possa planejar com bastante antecedência a melhor alternativa para a empresa executar suas operações comerciais. após o fato gerador ter ocorrido. principalmente com relação aos chamados impostos não cumulativos . Entende-se ainda por sonegação toda a ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou a retardar.ou Tributário . Para alcançar êxito nessa atividade. em última análise. Trata-se do conceito de tax saving. Legislação Tributária e Planejamento Tributário Legal De acordo com os preceitos tributários. reduzir ou adiar os respectivos encargos tributários. é utilizar meios ilegais. sem dúvida. a economia tributária. 1. então. Nas palavras do saudoso tributarista Nilton Latorraca: "Costuma-se.2. para tanto ficando atento às mudanças nas normas e aos impactos nos resultados da empresa. com o objetivo de encontrar a alternativa legal menos onerosa para o contribuinte. a economia de impostos. Trata-se do estudo prévio à concretização dos fatos administrativos." Borges.consiste em organizar os empreendimentos econômico-mercantis da empresa. as que com certeza lhe forem mais satisfatórias. a partir desses cenários. de um comportamento técnico-funcional.12. o contador precisa aplicar todos os seus conhecimentos sobre a legislação do tributo a ser reduzido. • Conhecer todas as situações em que é possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos. projeta os atos e fatos administrativos com o objetivo de informar quais os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis. corno fraude. para que o contribuinte possa optar pela que apresente o menor ônus tributário. pode-se verificar que a falta de planejamento estratégico tributário pode deixar a empresa mal preparada para os investimentos futuros. objetivando a economia de impostos. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. gerando um desgaste desnecessário de investimentos forçado para cobertura de gastos que não estavam previstos. 1. • Ser oportuno e aproveitar as lacunas deixadas pela legislação. Planejamento tributário não se confunde com sonegação fiscal. de fazer com que sua materialidade ocorra na medida ou no tempo que lhe sejam mais propícios. desenvolvendo-se de forma estritamente preventiva. fiscais e econômicos de determinada decisão gerencial. que visa excluir. antes da ocorrência do fato gerador. denominar de Planejamento Tributário a atividade empresarial que. • Conhecer todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita. Com esse procedimento. o contribuinte tem a vantagem de adotar." Dessa maneira. O objeto do planejamento tributário é. o contador precisa. para que. dissimulação etc. simulação. entre as opções legais disponíveis.

procurando atender às possíveis formas da legislação fiscal. normalmente. como.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Fato gerador é a obrigação tributária principal. por exemplo: a) Atividades de comercialização estão sujeitas à incidência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). a que vale. Nesse mesmo momento. Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). Da mesma forma. independentemente do setor de atividade. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA Diversos são os tributos que incidem sobre a receita das empresas. 2. IPI e ICMS. Num planejamento tributário estratégico. Um só evento. da titularidade de certa quantia. deixa de ser titular dessa mesma quantia. também preste serviços de assistência técnica estará sujeita ao IPI. Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP). em favor do Estado. é necessário que o contribuinte esteja bem assessorado por uma equipe especializada que saiba realizar o planejamento de tributos sem distorcer. a venda de um produto industrializado. o sujeito que praticou o ato previsto em lei. 2. c) Atividades de prestação de serviços estão sujeitas ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). Alguns atingem a maior parte das empresas e das receitas por elas obtidas. que tem como objetivo o pagamento do tributo. Para poder usufruir em toda a sua plenitude de todas as formas legais de planejamento tributário. de modo a deixar transparentes para todos os envolvidos as informações sobre os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis. como. é o fato gerador e não a natureza jurídica da empresa. inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias Faturamento mensal (receitas auferidas pela pessoa jurídica. alterar ou esconder as obrigações quando o fato gerador assim o exigir. por exemplo. ou seja. pode gerar a obrigação de pagar vários tributos simultaneamente: PIS.PIS Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS Contribuições sociais União Fiscal Auferir receita Pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda. b) Atividades de industrialização estão sujeitas ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!). mas não de outras. Quadro-Resumo Tributos Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Programa de Integração Social . uma vez ocorrida. Incidem sobre as receitas auferidas por todas as entidades. COFINS. sobre as receitas de determinadas atividades. é a situação descrita em lei que. ao ICMS e ao ISS. independentemente da denominação contábil por estas recebida. O planejamento tributário estratégico tem como objetivo fundamental a economia tributária de impostos. Também procura projetar de forma clara os atos e fatos administrativos. ou encontrou-se na situação de fato. como é o caso das contribuições para: 1. determina a transferência jurídica. 2. além de fabricar e vender um determinado produto. PIS/PASEP e COFINS O PIS/PASEP e a COFINS são contribuições sociais com funções fiscais. de arrecadação. Programa de Integração Social (PIS).1. nesse caso. uma única indústria que. independentemente de sua denominação ou classificação contábil) para as pessoas jurídicas em geral CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. o tributo incide. 3. concretamente localizada no tempo e no espaço. Em outros casos. Orleans Martins 16 . a empresa passa a desenvolver suas atividades de forma estritamente preventiva. evitando perdas desnecessárias para a organização.

conforme art. além das informações a respeito das receitas auferidas pela empresa. condicionada à escolha do regime de tributação de Imposto de Renda escolhido. além de algumas despesas como depreciação.Na importação de bens: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISIMPORTAÇÃO = c x (VA x X) Onde. aluguel e energia elétrica. Para a maioria dos casos.gov. ajustada por algumas exclusões permitidas na legislação. 2. reversões de provisões). dentro das condições estabelecidas na legislação.Importação e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS . Implicações dos PIS/COFINS nas transações de importação de mercadorias e serviços De acordo com Instrução Normativa SRF nº 572. insumos utilizados na produção de produtos ou serviços.6% no regime de incidência não cumulativa Por homologação Página da Receita Federal: <www.receita. mas permite-se também que o contribuinte reduza o valor da contribuição devida no montante relativo à mesma alíquota aplicada aos valores de compras de bens para revenda. = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP. Orleans Martins 17 . os valores a serem pagos relativamente à Contribuição para o PIS/PASEP .1. em geral relacionadas a itens que não se configuram como receitas (devoluções. arrendamento. as alíquotas são aplicadas à receita ajustada na mesma forma da base cumulativa. aluguéis pagos a pessoa jurídica.Importação) serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas. No entanto.Importação e = alíquota do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) Na hipótese das empresas realizarem a importação de serviços. as alíquotas são aplicadas ao valor da receita bruta. depreciação e amortização. Regime de incidência não cumulativo A opção pelo regime de incidência não cumulativo implica na necessidade de informações adicionais. b) No regime de incidência não cumulativa. pois a empresa tem o direito de creditar a si própria o montante da alíquota aplicada sobre compras de mercadorias ou insumos para a produção. alguns produtos. A lógica de tributação do PIS/PASEP e da COFINS A tributação do faturamento das empresas pelo PIS/PASEP e COFINS pode se dar de duas formas: a) No regime de incidência cumulativa. elas estarão sujeitas ao pagamento de PIS e COFINS. para fins de apuração da contribuição devida. e as despesas e custos com energia elétrica. a legislação estabelece a adoção obrigatória do regime cumulativo para alguns setores de atividade econômica.1.65% no regime de incidência não cumulativa COFINS: 3% no regime de incidência cumulativa 7.2. 1 º. abatimentos.br> Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2.Importação d = alíquota da COFINS . exceto quando a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!) for específica: I . que deverão assim ser calculados: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.65% no regime de incidência cumulativa 1.1. de 22 de novembro de 2005.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] PIS/PASEP: 0. o regime de incidência é uma escolha que cabe à própria empresa. bem como para algumas receitas em especial.fazenda.

de 30 de maio de 2002. o art.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] II . empregado ou remetido para o exterior. não compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP . ou ainda de redução das alíquotas ou da base de cálculo do tributo. Orleans Martins 18 . 3º. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.Importação.Importação d = alíquota da COFINS .Importação em razão da utilização das fórmulas constantes da Instrução Normativa RFB nº 571. Destaca-se que se aplica também o disposto no caput nas hipóteses de: • Imunidade.Importação e da COFINS .826. • Suspensão do pagamento do IPI vinculado à importação de que tratam as Leis nº 9. os valores a serem pagos serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas: COFINSIMPÓRTAÇÃO = d x (VA x Y + W x Q) Onde. que seria devido caso não houvesse imunidade.Importação e = alíquota do ICMS Destaca-se também que nas operações que incorram nas hipóteses de imunidade ou de isenção ou redução do 11 ou do IPI. Esclareça-se que. o art. No entanto.637.X) Onde. redução das alíquotas dos respectivos tributos. o valor do ICMS diferido compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP . = • • • • V = o valor pago. PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x Y + W x Q) = • • • • • • • × × = × × Q = Quantidade do produto importada na unidade de medida compatível com a alíquota específica do IPI.Importação e da COFINS. isenção ou redução do ICMS. o valor correspondente a qualquer deles. de 30 de dezembro de 2002. definidas pelo art. 4º define que se o contribuinte comprovar recolhimento de valores a maior que o devido da Contribuição para o PIS/PASEP .Na importação de serviços: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISlMPORTAÇÃO = c x (VA x. 2º define que na hipótese de a alíquota do IPI ser específica.Importação. Portanto.Importação e da COFINS . com a redação dada pela Lei nº 10. deve-se informar o valor zero para a alíquota correspondente de cada tributo e. de 18 de outubro de 2004. nº 10. nos casos de redução. na hipótese de deferimento do pagamento do ICMS.485.Importação f = alíquota do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza Para as empresas que realizarem a importação de mercadorias que tenha a incidência de alíquota específica. antes da publicação desta Instrução Normativa. de 20 de outubro de 2005. creditado.684. terá direito a restituição da diferença de valores. de 23 de agosto de 1999. conforme o § 3º. ou redução de suas respectivas bases de cálculo. antes da retenção do Imposto de Renda c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP . entregue. nos termos da Instrução Normativa SRF nº 460. isenção ou redução. • Aplicação dos regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais. isenção ou da suspensão do IPI vinculado à importação de que trata o inciso III do § 1 º deste artigo. de 3 de julho de 2002.Importação d = alíquota da COFINS . VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do II β = alíquota específica do IPI c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP . o § 2º define que nos casos de imunidade. deve ser informada a alíquota real empregada na operação. e nº 10.

VIII . A base de cálculo do ICMS.br/confaz> Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. III .prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal.a entrada.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2.gov. VI . e de energia elétrica. Na legislação específica de cada Estado.entrada de mercadoria ou bem. II . ainda que as operações e prestações se iniciem no exterior Cada Estado regulamenta. sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual. inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados. como regra geral. quando não destinados à comercialização ou à industrialização. e serviços de comunicação. por indicação expressa de lei complementar. bebidas e outras mercadorias em qualquer estabelecimento. a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza. Em alguns casos. A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo disponibiliza link para as demais secretarias nos endereços: <http://www. mas que. prestação de serviços interestaduais e intermunicipais. ou o preço do serviço respectivo. VII . ou a este debitadas.2.fornecimento de mercadorias com prestação de serviços: (a) não compreendidos na competência tributária dos Municípios. Por homologação. ICMS O ICMS é um imposto de competência dos Estados.fazenda. bem como os descontos condicionais a este concedidos.o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior.Mesmo sem habitual idade.Aqueles (pessoas físicas ou jurídicas) que. IV .asp> < http://www. o fato gerador do ICMS. por qualquer via. os importadores ou arrematantes dos bens ou beneficiários dos serviços listados nos itens VI a VIII do quadro Fato Gerador. (b) compreendidos na competência tributária dos Municípios. inclusive a geração. A título de exemplo.operação relativa à circulação de mercadorias. a Secretaria da Fazenda fixa um valor mínimo para a operação. de modo habitual ou em volume que caracterize intuito comercial. Variáveis em função do tipo de bem ou serviço e também do domicílio do vendedor e comprador. mas não se incluem os descontos incondicionais. no âmbito de sua jurisdição. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços – ICMS Imposto Estados e Distrito Federal Predominantemente fiscal Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. ainda que iniciados no exterior. porque evidentemente não integram estes no valor da operação. I . de petróleo. V .prestação onerosa de serviços de comunicação. que incide sobre as operações relativas à circulação de mercadorias. importados do exterior por pessoa física ou jurídica. decorrente de operações interestaduais. a recepção.fazenda. Na base de cálculo se incluem as despesas recebidas do adquirente. inclusive o fornecimento de alimentação. na operação de arrendamento mercantil. é o valor da operação relativa à circulação da mercadoria. qualquer que seja a sua finalidade. Várias Secretarias de Fazenda estaduais disponibilizam a legislação em seus sites na Internet. a emissão. realizam operações de circulação de mercadorias ou prestam serviços de transporte interestadual ou intermunicipal ou serviços de comunicação. por qualquer meio.br/links/faz65. Orleans Martins 19 .a venda do bem ao arrendatário. II .gov. no território paulista. destacamos os fatos geradores previstos pelo Regulamento do ICMS do Estado de São Paulo: I . a transmissão.sp. a retransmissão.

o vendedor cobrará do comprador R$ 100. os Estados de origem e de destino possuem alíquotas e obrigações acessórias diferentes.1. se vendida para empresas situadas em outros Estados das regiões Sudeste ou Sul. que tem duas funções extrafiscais: uma função reguladora. 17% para a maioria dos bens na maioria dos Estados). Esse procedimento provoca a divisão do tributo gerado pela circulação de bens e serviços interestaduais.3. O fato de o ICMS ser um tributo de competência estadual implica em que cada Estado tenha a sua legislação própria relativa ao tributo. a lógica primária do imposto é preservada. Ao adquirir bens ou serviços tributados pelo ICMS.00. SC. entre Estados comprador e vendedor.00 . o contribuinte adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco.2. Nordeste e ES Na operação seguinte. se vendida a empresas situadas nas regiões Centro-Oeste. os R$ 17.00 e é tributado a 17%. esse fato favorece o que se denomina "guerra fiscal". sendo que. a Constituição Federal permite que o IPI tenha sua alíquota majorada pelo Poder Executivo. seria tributada a 12% e. os Estados criaram a figura da substituição tributária. No caso de substituição tributária. IPI O IPI é um imposto de competência da União. qual seja: o imposto é calculado com base em um suposto valor final de venda do bem. RJ São Paulo Centro-Oeste. e também reduz a anterioridade para 90 dias.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2. Neste tipo de situação. 7%. mas considera-se que integra o próprio preço. se destinada a consumidor final dentro do próprio Estado. deverá somar ao preço cobrado o imposto incidente nas operações subsequentes. se vendida para empresas situadas dentro do próprio Estado. tendendo a aplicar alíquotas menores aos produtos considerados necessários. MG. Nordeste e Espírito Santo. Norte. uma mesma mercadoria vendida por um distribuidor situado na cidade de São Paulo. atribui-se a um determinado elo da cadeia a responsabilidade de antecipar os recolhimentos que ocorreriam nas transações subsequentes. buscando. referente ao bem. No entanto. Em alguns casos. Orleans Martins 20 . para o desenvolvimento de determinada atividade ou região. A lógica de tributação do ICMS O ICMS é um imposto não cumulativo. relativo ao imposto pago em sua aquisição. seria aplicável a alíquota de 17%. e outra função protecionista. Em relação às alíquotas. que aumenta ou reduz alíquotas visando incentivar ou desestimular a produção de alguns produtos.00 dos R$ 100.00 cobrados referem-se ao imposto. funcionando no sistema de débitos e créditos. PR.00). Tendo em vista esta função extrafiscal. O ICMS é um imposto "por dentro". que consiste na prática de alíquotas diferenciadas e/ou concessão de benefícios fiscais por determinados Estados. passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco. se um bem é vendido ao preço de R$ 100. 2. Assim. e destacará na nota fiscal que R$ 17. destaca-se que as alíquotas do ICMS podem sofrer variações em relação aos produtos e serviços e regiões. por conta dos demais elos da cadeia. Além disso. Norte.00 cobrados de imposto correspondem a 20. o contribuinte responsável pelo recolhimento do ICMS. visando atrair investimentos para o seu território. e maiores aos considerados supérfluos. seria tributada à alíquota de 18% (operações internas. Ao realizar uma operação sujeita à incidência de ICMS.R$17. Em síntese: Imposto ICMS ICMS ICMS Alíquota 18% 12% 7% Tipo de transação Destino Origem São Paulo São Paulo Tipo Venda interna Venda interestadual Venda interestadual São Paulo RS. a alíquota incide sobre o preço do bem ou serviço. Observe que esta metodologia de cálculo implica em uma alíquota real maior do que a nominal. isto é. de competência estadual. Essa é uma das principais razões do alto grau de complexidade operacional desse tributo. um melhor controle da arrecadação. Por exemplo. ou seja. observadas as condições estabelecidas em lei. dentre outras questões.00. muitas vezes. que onera os produtos de acordo com sua utilidade. que correspondem à receita líquida (R$ 100.48% dos R$ 83. O problema é que as mercadorias circulam não apenas dentro dos limites territoriais de um único Estado. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.

o preço da respectiva arrematação. exceto apenas para transporte. considerados como tais tanto os produtos produzidos no país quanto os importados do exterior.3. • Acondicionamento ou reacondicionamento . A lógica de tributação do IPI O IPI é um imposto não cumulativo. o comerciante de produtos sujeitos ao imposto. sofre a incidência de IPI.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IPI incide sobre os produtos industrializados.receita. acabamento ou aparência.gov. Alguns produtos estão sujeitos a alíquotas específicas e outros a ad valorem. ao vender produtos industrializados. porém a maioria das alíquotas está abaixo de 20%. • Montagem . nacionais e estrangeiros. A base de cálculo do IPI é o valor da operação de que decorrer a saída dos produtos industrializados do estabelecimento do contribuinte. a indústria adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco.a saída de produto do estabelecimento industrial. no caso de produtos apreendidos pelo fisco ou abandonados pelo importador. e • Renovação ou recondicionamento . Não tendo valor a operação. No caso de ad vaIorem. a base de cálculo será o preço corrente da mercadoria ou de sua similar no mercado atacadista da praça do contribuinte. O contribuinte do IPI é o importador ou a quem a lei o equiparar. relativo ao imposto pago na aquisição do insumo. I . Nos tributos não cumulativos. ou equiparado a industrial. e passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco. que os forneça aos industriais ou aos a estes equiparados. mas isto não ocorre necessariamente. Veja também a seção Perguntas e Respostas. Em se tratando de produto leiloado. Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2. Por homologação Na página da Receita Federal «www.altera apresentação pela colocação de embalagem.TIPI. Em linhas gerais.produto deteriorado ou inutilizado em condições de utilização. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Aparentemente este procedimento é semelhante a tributar o valor agregado no processo de industrialização.63%. Ao adquirir insumos tributados pelo IPI. o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados levados a leilão. É possível baixar o Regulamento do IPI (RIPI) e a tabela de alíquotas (TIPI). • Beneficiamento . as alíquotas vão de zero até 365.1. Após efetuar o processo industrial. o industrial ou a quem a lei o equiparar. tais como: • Transformação . ou sendo omissos os documentos respectivos.obtenção de espécie nova. A alíquota aplicável em cada caso é obtida na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados . ou a sua arrematação em leilão. II . utilização. obedecidas as especificações constantes da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TlPI). Orleans Martins 21 .IPI Imposto União Extrafiscal O imposto incide sobre produtos industrializados.fazenda. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Imposto sobre Produtos Industrializados . considera-se industrializado o produto que tenha sido submetido a qualquer operação que lhe modifique a natureza ou a finalidade.reunião que resulte em nova unidade. pois eventuais diferenças de alíquotas ou isenções nas fases precedentes alteram a carga tributária final.o desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira. funcionando de maneira semelhante à do ICMS.br». A legislação estabelece o que se considera produto industrializado e o que não é considerado industrialização. o montante devido resulta da diferença entre o imposto devido na operação posterior e o exigido na anterior.modifica funcionamento.

bem como qualquer outra lei federal. na sua falta. cessão de mão de obra e empreitada. ISS O ISS é um imposto de competência dos Municípios e do Distrito Federal. pode ser encontrada na página do 5enado Federal (<www. • Alguns serviços ligados à construção civil.gov. a lei complementar esclarece em cada caso qual Município tem direito ao imposto Para cada Município. conforme o caso.senado. Lei Complementar nº116. os Municípios têm a faculdade de reduzir a alíquota mínima Por homologação Quando o prestador de serviço está localizado em um determinado município e o serviço é prestado em outro município. Para alguns serviços. Em 2004. Em alguns casos em que a legislação especifica a tributação pelo ICMS dos materiais fornecidos pelo prestador de serviços. portanto. o Município a quem é devido o imposto) é o do estabelecimento prestador dos serviços ou. muitas empresas prestadoras de serviços transferiram suas matrizes para cidades vizinhas às grandes metrópoles. ou seja. o IPI é um imposto "por fora".4. Na esteira desta discussão. a incidência do ISS está limitada à lista dos serviços que podem ser objeto de tributação. Tem função predominantemente fiscal. No entanto. quando o prestador e o adquirente dos serviços estavam em Municípios diferentes. se um produto é vendido ao preço de R$ 100. • Serviços de limpeza. nas quais a alíquota de ISS era mais baixa. definida em lei complementar.00. a alíquota incide sobre o preço do produto. Orleans Martins 22 . ou seja. de 31 de julho de 2003) O fato gerador desse imposto é o descrito em lei ordinária do Município. decoração e jardinagem. o ISS foi responsável por 42% da receita tributária consolidada de todos os Municípios brasileiros. Outra observação importante é que o ISS e o ICMS não podem incidir sobre a mesma operação. Assim. havia muita controvérsia quanto ao local da prestação do serviço. obedecidas as regras determinadas na Lei Complementar nº 116/03 e pela Constituição Federal O contribuinte do ISS é a empresa ou o trabalhador que presta o serviço tributável O preço cobrado pelos serviços A Constituição Federal estabelece uma alíquota mínima de 2% e a Lei Complementar nº 116/03 determina uma alíquota máxima de 5%. Anteriormente à Lei Complementar nº 116/03. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes Imposto sobre serviço de qualquer natureza (ISS) Imposto Municípios e Distrito Federal Predominantemente fiscal Prestação de serviços informados na lista constante em lei complementar (atualmente.00 e é tributado a 5%. o vendedor cobrará do comprador R$ 105. • Vigilância e segurança. o valor destes materiais não deve compor a base de cálculo do ISS. para alguns serviços a Lei Complementar nº 116/03 determina que o ISS deve ser pago em favor do Município onde o serviço foi prestado ou está localizado o tomado r. 2. é necessário consultar a legislação específica A íntegra da Lei Complementar nº 116/03.br>) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. e é somada ao valor do produto. o local de domicílio do prestador de serviços. Embora de competência dos Municípios. de fornecer recursos financeiros para o Município. segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional. referente ao preço do produto mais IPI.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Em relação ao preço do produto. entre os quais se destacam: • Importação de serviços. A LC 116/03 estabeleceu que o local da prestação de serviços (e.

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2.4.1. A lógica de tributação do ISS

O ISS é um imposto cumulativo, ou seja, o ISS cobrado em operações anteriores não é compensado nas operações posteriores. Por exemplo, se um hotel contrata uma lavanderia para lavar toda a roupa de cama, mesa e banho, sobre o valor dos serviços prestados pela lavanderia ao hotel incide ISS, o qual é embutido no preço. O hotel, por sua vez, ao prestar serviços de hospedagem aos seus clientes, também terá que pagar ISS, sem direito à compensação do ISS pago no preço dos serviços de lavanderia que comprou. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO

Incidem sobre o lucro das empresas dois tributos: o Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O IR incide tanto sobre a renda das pessoas como das empresas (pessoas jurídicas). Quando se trata do IR relativo às pessoas jurídicas, é costume usar a sigla IRPJ. A base de cálculo dos dois tributos é o lucro, na forma definida na legislação. Uma vez que cada tributo tem a sua legislação específica, o valor em reais da base de cálculo de cada um dos dois tributos pode ser diferente. Segundo a legislação do IRPJ, o lucro tributável pode ser apurado de três formas, ou regimes de tributação: Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. O contribuinte pode optar em qual modalidade de apuração quer ser tributado, observadas algumas restrições ligadas à atividade realizada ou ao volume de receitas - no caso do Lucro Real ou Presumido -, e de eventos justificadores do tratamento excepcional no caso do Lucro Arbitrado. O Lucro Real corresponde ao lucro apurado pela contabilidade, ajustado por adições exigidas e exclusões e compensações permitidas pela legislação. O Lucro Presumido corresponde ao lucro calculado pela aplicação, ao valor do faturamento, de um percentual de margem de lucro determinado na legislação, ou seja, o lucro não é apurado pelo encontro entre receitas e despesas do período, mas sim presumido. Corresponde a um processo de apuração simplificada da base de cálculo do imposto. O Lucro Arbitrado é apurado de forma semelhante ao presumido, com acréscimo de 20%, quando a receita é conhecida, ou por parâmetros técnicos, em situações especiais em que não é possível determinar o montante do faturamento. A opção pelo regime de tributação do IRPJ não traz consequências apenas para este tributo, mas condiciona também a base de cálculo da CSLL (com base no lucro contábil ajustado, lucro presumido ou lucro arbitrado), PIS/PASEP e COFINS (na forma cumulativa ou não cumulativa). 3.1. IRPJ

O Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza é um imposto direto, de natureza basicamente fiscal, ou seja, arrecadatória, de competência da União, que tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica o jurídica de renda. O IR atinge tanto pessoas físicas (IRPF) quanto pessoas jurídicas (IRPJ). No caso das pessoas jurídicas, a base de cálculo é o lucro, que pode ser calculado de formas alternativas apontadas na legislação. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza - IR Imposto União Fiscal É a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; e de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no conceito de renda. Pessoas físicas e jurídicas A base de cálculo do imposto é o montante real, arbitrado ou presumido da renda ou dos proventos tributáveis. Pessoas físicas: 15% e 27,5%, em tabela progressiva Pessoas jurídicas: 15%, mais adicional de 10% sobre a parcela de lucro que exceder a R$ 20.000,00 mensais.

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Lançamento Por homologação Sobre alguns pagamentos a pessoas físicas ou jurídicas, a pessoa jurídica que efetuou pagamento deve atuar como contribuinte responsável, efetuando a retenção do Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF, e posterior recolhimento. O imposto retido, na maioria dos casos, é compensável na apuração do imposto devido pelo contribuinte que sofreu a retenção. Alguns exemplos de rendimentos sujeitos à retenção, e alíquotas respectivas: • Rendimentos do trabalho: 15% e 27,5% conforme tabela progressiva mensal • Rendimentos de capital: fundos de longo prazo e aplicações de renda fixa, em geral de 15% a 22,5% conforme o prazo da aplicação. • Fundos de curto prazo - 20% ou 22,5% conforme o prazo. Fundos de ações: 15% • Prêmios e sorteios pagos em dinheiro: 30% • Remuneração de serviços de propaganda: 1,5% • Remuneração de serviços profissionais prestados por PJ: 1,5% Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>). É possível baixar o Regulamento do Imposto de Renda, programas para preenchimento das declarações e cálculo de tributos em atraso, dentre outras funcionalidades. Veja também a seção Perguntas e Respostas.

Outras considerações

Onde pesquisar mais detalhes 3.1.1.

A lógica de tributação do IRPJ

O IRPJ é calculado mediante aplicação da alíquota ao lucro tributável, apurado nas modalidades Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. Sobre o lucro que exceder a R$ 20.000,00 no mês, é devido ainda um adicional de 10%. O contribuinte do IRPJ pode optar em apurar o imposto em períodos trimestrais ou anuais, sendo que este último condiciona o contribuinte a apurar o lucro tributável pela modalidade Lucro Real. Optando pela apuração trimestral, o contribuinte deverá pagar o imposto de uma só vez ou em até três parcelas, com base no valor efetivamente apurado. Já se optar pela apuração anual, o contribuinte está obrigado a fazer antecipações mensais do IRPJ, que serão compensadas com o IRPJ devido, calculado na Declaração de Ajuste. O valor da antecipação, por sua vez, pode ser calculado de acordo com as regras do Lucro Real, ou basear-se em uma estimativa de lucro, efetuada a partir do faturamento da empresa. Qualquer que seja a modalidade de apuração escolhida, o contribuinte pode descontar, no momento do pagamento, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) que tenha sido retido por ocasião de recebimento de rendimentos. 3.2. CSLL

A criação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) amparou-se no art. 195 da Constituição Federal, que trata das contribuições para o custeio da seguridade social. A CSLL é uma contribuição social, de competência da União, incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas, incluídos nesse grupo aqueles que são equiparados à pessoa jurídica para fins de tributação do Imposto de Renda. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquota Lançamento Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) Contribuição Social. União Fiscal O fato gerador é a obtenção de lucro no exercício. São contribuintes as pessoas jurídicas domiciliadas no país e as que Ihes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda. Resultado apurado pela contabilidade, ajustado conforme determinações legais, resultado presumido ou arbitrado. 9% Por homologação

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Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes 3.2.1. Por ser uma contribuição social, este tributo está sujeito à anterioridade de 90 dias. Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>)

A lógica de tributação da CSLL

A lógica de tributação da CSLL segue a do IRPJ. As opções de regime de tributação são semelhantes, ou seja, existe a possibilidade de apurar a base de cálculo da CSLL a partir do resultado contábil, ajustado pelas adições, exclusões e compensações descritas na legislação, ou com base em Resultado Presumido ou Arbitrado. Embora semelhantes na forma de apuração, as bases de cálculo do IRPJ ou CSLL não são necessariamente iguais. Existem diferenças quanto aos ajustes (adições, exclusões e compensações) feitas ao lucro contábil para apuração do Lucro Real (IRPJ) ou do Resultado Ajustado (CSLL), bem como nos percentuais aplicáveis ao faturamento para determinação do Resultado Presumido ou Arbitrado. A CSLL é calculada mediante aplicação da alíquota ao resultado tributável, apurado nas modalidades Resultado Ajustado, Resultado Presumido ou Resultado Arbitrado. A apuração e o recolhimento da CSLL estão atrelados à escolha de regime de tributação do IRPJ, e seguem o mesmo modelo de antecipações mensais, caso a empresa tenha optado pela apuração anual. 3.3. Regimes de tributação do IRPJ e CSLL

Conforme explicamos ao descrever a lógica de tributação do IRPJ, o que muda na apuração dos tributos na modalidade de lucro real, presumido ou arbitrado é a metodologia de apuração da base de cálculo, e não a metodologia de cálculo do imposto. Lucro Real é o lucro líquido do período de apuração, apurado de acordo com a legislação societária e ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR. Qualquer empresa pode optar pela tributação pelo lucro real, mas algumas são obrigadas a utilizar esta modalidade, em função de características relacionadas a tamanho e tipo de atividade desenvolvida. Lucro Presumido consiste em uma modalidade mais simplificada de apuração em relação ao lucro real, na qual o lucro é estimado (presumido) pela aplicação de um percentual sobre a receita bruta obtida pelo contribuinte. O percentual representa, portanto, a suposta margem de lucro que a empresa obteve no período. O percentual é estabelecido em legislação, e tem variações em função do porte e atividade da empresa. Lucro Arbitrado também consiste na aplicação de percentual sobre a receita bruta, e diferencia-se do lucro presumido por ser aplicado, em geral, por iniciativa da autoridade fiscal, quando diante de situações tais como enquadramento indevido no lucro presumido, ausência ou vícios na escrituração contábil, dentre outras. Os percentuais para estimativa do lucro são os mesmos do lucro presumido acrescidos em 20%. O contribuinte também pode optar pelo lucro arbitrado, o que só se justifica em situações-limite, uma vez que esta opção é sempre pior do que a tributação pelo lucro presumido. A escolha da modalidade de tributação do IRPJ condiciona os regimes de tributação da CSLL, e regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS, a saber: Regime de tributação do IRPJ Lucro presumido Lucro Real Lucro Arbitrado Regime de tributação da CSLL Resultado presumido Resultado contábil ajustado Resultado arbitrado Regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS Incidência cumulativa Incidência não cumulativa PIS/COFINS cumulativa

A opção pelo regime de tributação é feita no início de cada ano, no momento do primeiro recolhimento e vale para todo o exercício financeiro. A opção condicionada de diversos tributos e o fato de que é realizada antes da ocorrência dos fatos geradores torna necessário realizar projeções de resultado, considerando o efeito conjunto de todos os tributos nos diversos itens (faturamento, aquisição de insumos ou mercadorias, gastos com energia elétrica etc.) que compõem o resultado projetado, de forma a poder determinar a opção que minimiza o gasto tributário de uma determinada empresa.

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como.o fisco se reserva o direito de impor limites à apuração do lucro por parte do contribuinte.1. dividendos recebidos de outras empresas e resultado positivo de participações societárias avaliadas pelo método da equivalência patrimonial.a reversão de provisão é contabilizada como receita aumentando. IRPJ O Regulamento do Imposto de Renda estabelece a obrigatoriedade da adoção do regime de apuração pelo Lucro Real Empresas que excedam um determinado limite de receita total. efetuados a crédito da conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. rendimentos. INSS Patronal e IPI (se for contribuinte do IP!). a provisão foi considerada não dedutível e adicionada ao lucro real. factorings e empresas que usufruem de benefícios fiscais de isenção ou redução do IR são alguns exemplos de contribuintes obrigados a apurar o IRPJ devido utilizando o Lucro Real como base de cálculo. exceto as de natureza compensatória e CSLL (a respeito desta última. • Benefício fiscal . PIS. O Lucro Real é calculado a partir do lucro contábil? apurado pela empresa e escriturado em seus livros contábeis. como forma de benefício fiscal caso da depreciação incentivada deduzida em períodos anteriores e realização do lucro inflacionário. COFINS. ajustado por adições. receitas e outros valores não tributáveis inclusos no lucro líquido . não admitindo algumas despesas. Em período seguinte.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Existe ainda uma quarta opção. • Receitas tributáveis não incluídas no resultado contábil . • Provisões consideradas indedutíveis em período-base anterior. Exclusões Para fins de apuração do lucro real. aumentando a base de cálculo do IR. são adicionados ao lucro contábil: • Custos e despesas considerados indedutíveis pela legislação do IRPJ . o valor anteriormente provisionado atingiu os requisitos para ser considerado dedutível (por exemplo: para alguns créditos de liquidação duvidosa.no período em que foi efetuado o registro contábil. o fisco determina como condição que tenha sido iniciada medida de cobrança judicial para que a perda seja considerada dedutível). são excluídos do lucro contábil: • Resultados. ser excluído para fins de apuração do lucro real. 3. e que será tratado no capítulo seguinte. a base de cálculo do IRPJ. por conseguinte. Adições Para fins de apuração do lucro real.caso da depreciação incentivada. quando se referirem a receitas tributáveis. o lucro contábil. portanto. CSLL. e que atingiram condições de dedutibilidade . Como exemplo de despesas indedutíveis. • Reversão de provisão não dedutível de período anterior . portanto. • Valores excluídos do lucro real de períodos anteriores. instituições financeiras. sua reversão em contrapartida também não será tributável. Regime de Tributação . Um exemplo de despesa submetida a algumas condições para que seja considerada dedutível é a constituição de provisão para perdas em créditos de clientes. podemos citar as multas por infração à legislação. podendo incluir também ICMS e ISS. Estes valores são controlados na parte B do LALUR. já que não foram incluídos no resultado do exercício.3. devem ser acrescidos ao cálculo do lucro real. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR. Quando se referir à provisão considerada indedutível no passado. veja a nota de rodapé 3 deste capítulo).Lucro Real CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. por exemplo. devendo. Orleans Martins 26 .os ajustes e resultados anteriores. que consiste em depreciar um bem em período inferior à depreciação contábil. que é a apuração do SIMPLES NACIONAL. ou impondo algumas condições para que algumas dessas despesas reduzam o lucro contábil e. mas não afetou o resultado contábil. um sistema de tributação nacional que consiste no pagamento unificado de IRPJ.

19. Pagamento a sociedade civil de profissão regulamentada controlada por pessoa física controladora da fonte pagadora Adição Adição 13. apurados conforme a sistemática do lucro real) obtidos em períodos anteriores. ficam salvas as de natureza compensatória e as impostas por descumprimento de obrigações tributárias meramente acessórias de que não resultem falta ou insuficiência de Adição pagamento de tributo). Ajustes credores de exercícios anteriores 2. Investimentos em atividades audiovisuais 25. Aquisição com cupom fiscal que não atender as exigências da legislação 18. Lucros distribuídos disfarçadamente 11. Prejuízo na baixa de investimento adquirido por incentivo fiscal Amortização de ágio na aquisição de investimento avaliado pela equivalência patrimonial Amortização de deságio na aquisição de investimento avaliado pela 15. Lucro inflacionário realizado 22. que não residam no país 21. Multas impostas por infrações ou transgressões de leis de natureza não tributária. 7. 20. controlados na parte B do LALUR. Juros sobre o patrimônio líquido. Remuneração de diretores de S. Alimentação de empregados quando não fornecida indistinta mente a todos 14. Seguro de vida de sócios ou acionistas Prejuízo por desfalque. são compensados prejuízos fiscais (isto é.A. 4. Perdas incorridas no mercado de renda variável que excederem os ganhos no período de apuração Perdas incorridas em operações day-trade no período de apuração (renda fixa ou variável) Participações e gratificações a administradores e dirigentes IRPJ Adição Adição CSLL 3. Perdas em operações no exterior exceto hedge (adição somente em dezembro) Adição Rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior. Apresenta-se uma lista de transações que são dedutíveis para fins de cálculo de IRPJ e CSL. excedentes ao limite admitido.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Compensações Para fins de apuração do lucro real. 5. apropriação indébita ou furto praticado por sócios ou acionistas. Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 10. LIVRO DE APURAÇÃO DO LUCRO REAL (LALUR) LISTA DE ADIÇÕES E EXCLUSÕES PARA APURAÇÃO DE IRPJ E CSLL 1 . 17. Adição Adição Adição Exclusão Adição 9. Excesso relativo aos preços de transferências (transfer price) arbitrados Adição mediante ajustes pelos métodos admitidos pela legislação Lucros disponibilizados no exterior (filiais. que devem ser considerados pelos seus valores antes de descontado o tributo pago no país de Exclusão origem. Orleans Martins 27 . 8. Comissões condicionadas ao recebimento do cliente 12. Ganho na desapropriação para reforma agrária Adição Adição Adição Adição CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. A legislação estabelece limitações para compensação destes prejuízos. Tributos e contribuições com exigibilidade suspensa 23. 24. sucursais. coligadas e controladas) Adição Multas por infrações fiscais cobradas DE OFICIO (portanto. 6. equivalência patrimonial 16.

que. somados. após o ano calendário seguinte Exclusão 28. excederem a 20% do total dos salários dos empregados e da remuneração dos dirigentes da empresa. acionistas e administradores Adição As contribuições não compulsórias. § 3º. Orleans Martins 28 . amortização e exaustão de bens relativo à diferença de correção monetária . Adição planos de saúde. assessores. que este atinja. celebrados com entidades governamentais. de fornecimento de serviços. como pela avaliação do estoque a preço de mercado. Resultados positivos relativos aos atos cooperativos (exceto para cooperativas 45. do RIR/99). As despesas com brindes Adição Lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de 43.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 26. computados em conta de resultado. Adição reavaliação) efetivada em 1991. para empregados e dirigentes (e ao Fundo de Aposentadoria Programada Individual . e cujos ônus sejam da Adição pessoa jurídica. Exclusão tanto em virtude do registro no estoque de crias nascidas no período de 48. qualquer título. Adição imóveis. Adição de renda na fonte (art. As doações aos Fundos da Criança e Adolescente Adição 42. Adição relacionados intrinsecamente com a atividade Custos ou despesas de depreciação e demais gastos com bens móveis ou 36. Computados como Exclusão receita. 40. exceto quando 35. Pagamento sem causa ou a beneficiário não identificado. Resultados negativos com atos cooperativos 47. Ganho em desapropriação com diferimento da tributação Exclusão Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Ganho na venda de ativo permanente a longo prazo com recebimento do preço.IPC/BTNF e parcela do custo de bem baixado a 34. no mínimo. gerentes. aquisição (inclusive de sociedade em conta de participação). Remuneração Indireta de administradores. Reserva de reavaliação realizada durante o período-base 30. Depreciação ou amortização acelerada incentivada Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que corresponderem à diferença de correção monetária entre o IPC e o BTNF do ano de 1990 Custos ou despesas com leasing. exceto as destinadas a custear seguros e 38. 27. Exclusão no todo ou em parte. para empregados e dirigentes As contribuições não compulsórias. dirigentes. Resultado da equivalência patrimonial ou Adição 29. em decorrência da atualização do valor dos estoques de produtos agrícolas. animais e extrativos destinados à venda. 358. vinculados ao referido plano. Provisões não dedutíveis 31. 46. 49. que comporá a base de cálculo no período de apuração em que ocorrer a venda dos respectivos estoques. exceto as destinadas a custear benefícios complementares assemelhados ao da previdência social. ou apuração. 50% dos empregados). Reversão de provisões não dedutíveis Adição Adição Exclusão Parcela não recebida dos lucros de contratos de construção por empreitada ou Exclusão 32. Depreciação acelerada incentivada Adição Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição Exclusão ou Adição Exclusão ou Adição A contra partida do aumento do ativo. As doações em geral Adição 41. aluguel de móveis ou imóveis. Alimentação de sócios. não identificados e não individualizados os beneficiários assim como o imposto 44. exceto quando relacionados com a atividade 37. constitui receita Adição operacional. realizada no período Encargos de depreciação.Fapi desde 39. que ou serão adicionados quando efetivamente recebidos Adição Reserva especial de correção monetária do ativo permanente (equivalente à 33. Exclusão de consumo).

quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial ativa. bem como relativos a procedimentos de proteção de propriedade intelectual. quando a opção for pelo regime de caixa. A parcela correspondente à diferença entre o valor de integralização de capital. Orleans Martins 29 . 64. O valor total da variação cambial passiva. adicionada em período anterior. poderão ser depreciados na forma da legislação vigente. destinados à utilização em projetos de pesquisa e desenvolvimentos tecnológicos. quando a opção for pelo regime de caixa. Lucro de exploração correspondente a exportação incentivada 68.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 50. Exclusão Exclusão 60. admitidos pela legislação do imposto de renda Exclusão Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Lucro inflacionário diferido Receitas ou rendimentos incluídos na apuração do lucro líquido que não são 73. Perda na alienação de bens que serão tomados em arrendamento pelo próprio vendedor do bem Prejuízo na alienação de participações não integrantes do ativo permanente. de participação societária de titularidade da empresa que efetuar a subscrição e integralização. liquidada no período de apuração. O valor total da variação cambial ativa. Adição Exclusão Exclusão Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 58. resultante da incorporação ao patrimônio de outra pessoa jurídica. pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país Os valores relativos aos dispêndios incorridos em instalações fixas e na aquisição de aparelhos. podendo o saldo não depreciado ser excluído na determinação do lucro real. Contingências 71. Exclusão Exclusão 61. Prejuízo na venda de ações em tesouraria 53. sistemas e pessoal. procedimentos de autorização de registros. homologações e suas formas correlatas. normalização técnica e avaliação da conformidade. caso a venda não tenha sido realizada em bolsa de valores. 56. contabilizada pelo regime de competência. 63. ou onde esta não existir. quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial passiva. pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país. com deságio superior a 10% dos respectivos valores de aquisição. Exclusão Exclusão 59. durante 3 dias no período de um mês. excluída em período anterior e que tenha sido liquidada no período de apuração. com divulgação do respectivo edital. 55. Royalties e assistência técnica não dedutíveis 67. Ganho com bens ou direitos recebidos em devolução de participação no capital registrados pelo valor de mercado Total dos custos e despesas vinculados às receitas da atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Total das receitas próprias vinculadas a atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Ajuste por diminuição no valor de investimentos avaliados pelo PL Exclusão Adição Adição 52. Adição 54. Lucro de exploração negativo (atividade rural) 66. Exaustão Incentivada 51. não tenha sido efetuada por meio de leilão público. no período de apuração em que concluída sua utilização. e o valor dessa participação societária registrado na escrituração contábil desta mesma pessoa jurídica. Exclusão Adição Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Adição Exclusão 65. máquinas e equipamentos. licenças. Lucro da exploração correspondente a atividade rural 69. processos. Perda de equivalência patrimonial 70. Garantias 72. As despesas operacionais relativas aos dispêndios realizados com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica de produtos. contabilizada pelo regime de competência. 57. aplicáveis a produtos. metrologia. 62. na forma da lei.

100.000. depreciação acelerada incentivada e provisões momentaneamente não dedutíveis. na parte B.000. no primeiro trimestre do ano.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Perdas decorrentes de créditos não liquidados. ao qual são realizadas adições.00 . que tenha sido creditada ao resultado. são lançados os valores que afetarão o lucro real de períodos futuros. exclusões e compensações previstas pela legislação. por exemplo. recebidos a título de devolução de participação no capital social de outra sociedade.com.br>.000.br>.130. pelo regime de tributação pelo resultado ajustado.00 500.000.00 . sócio. Ao final do capítulo será apresentado um exemplo mais completo. titular ou administrador da pessoa jurídica credora ou parente até terceiro grau.1º TRIMESTRE .000.000. que houverem sido computadas no resultado sem observância dos limites previstos na legislação.000.00 (-) Despesas administrativas .00 assim discriminado: DRE DO PERÍODO . coligada ou interligada.00 .00 1.00 (-) Impostos incidentes s/vendas = Receita líquida operacional (-) Custo das mercadorias e serviços vendidos = Lucro bruto (-) Despesas com vendas . Orleans Martins 30 . Diferença entre o valor de mercado e o valor contábil de bens e direitos 76.000. em livro específico. e as parcelas não realizadas de lucros em contratos de empreitada com órgãos públicos. que afetam apenas a base de cálculo do IRPJ.2006 ITENS R$ RECEITA DA VENDA DE MERCADORIAS E SERVIÇOS Venda de mercadorias 1. Portal tributário: <www. Uma empresa obteve. as depreciações. são escriturados os ajustes ao lucro e é transcrita a demonstração do lucro real.00 = Lucro antes do IRPJ e CSLL Adição Adição Exclusão R$ 1.000.com.00 (+) Receitas financeiras 50.100. que afetam apenas a base de cálculo da contribuição social. apenas para permitir a comparação entre os regimes de tributação.600. CSLL Quanto ao cálculo da Contribuição Social sobre Lucro Líquido. 74. Exemplo de cálculo O exemplo apresentado a seguir é bastante simplificado. mas nem todos são realizados em ambas as bases de cálculo.400. controlador.000. O LALUR é composto de duas partes: na parte A.00 Venda de serviços 500. Perdas no recebimento de créditos com pessoa jurídica que seja controladora.portaltributario.00 400. Boa parte dos ajustes coincidem.00 (+) Resultado da equivalência patrimonial 20.40. amortizações e exaustões incentivadas. controlada.000. a base de cálculo muito se assemelha à apuração IRPJ pelo lucro real.000. LALUR Os ajustes mencionados são realizados.000. o ponto de partida é o lucro contábil. inclusive com escrituração do LALUR e registros contábeis.000.500. o Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). como.000.portaldeauditoria. Fontes: Receita Federal do Brasil Portal de auditoria: <www. Da mesma forma que na apuração do lucro real. um lucro de R$ 400. tais como prejuízos a compensar. separadamente. ou com pessoa física que seja acionista 75.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.

00) Total IRPJ devido 3.00 anuais e demais serviços não exclusivamente c) transporte (exceto carga) % de Presunção 8% 1.00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo.000.000.00 (R$ 20.00 R$ 2. O Lucro Presumido é apurado mediante: • Aplicação do percentual correspondente ao tipo de atividade sobre a receita bruta auferida para aquela atividade no período.00 . algumas deduções são permitidas.3. A base de cálculo da CSLL é.00) Base de Cálculo da CSLL R$ 382.00 = 34. para consumo. descontos incondicionais e vendas canceladas.380. no ano calendário anterior.000.00 referem-se a despesas não dedutíveis conforme a legislação do IRPJ. tais como IPI.000.00. R$ 365. inclusive do adicional.000.00 R$ 32. o ponto de partida é o lucro contábil após computada a CSLL.00 Mais: Adições Despesas Indedutíveis R$ 2. álcool etílico carburante e gás natural Prestação de serviços: a) exclusivamente prestação de serviços: faturamento anual até R$ 120. Tabela: Percentuais de presunção.000. No cálculo da receita bruta.000.620.R$ 60.000.00). transporte de carga e serviços hospitalares Revendas. não impede o exercício da opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido. tiver sido igual ou inferior a 48 milhões de reais ou ao limite proporcional de R$ 4 milhões multiplicados pelo número de meses de atividades no ano.2. Orleans Martins 31 .000. IRPJ Poderão optar pelo regime de tributação com base no lucro presumido as pessoas jurídicas cuja receita bruta total. Atividade Comercial.000.000. R$ 2.380. Para apuração da base de cálculo do IRPJ (Lucro Real).00 b) exclusivamente superior a R$ 120.380.000.00 R$ 34.R$ 34.00 (R$ 400. O fato de a pessoa jurídica não ter efetuado o pagamento do imposto no prazo legal ou ter efetuado com insuficiência.000.00. • Soma de receitas computadas integralmente como lucro.500.00 Lucro Presumido (IRPJ)/Resultado Presumido (CSLL) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000.00 R$ 89.000. tais corno ganhos de capital e receitas financeiras.15% x R$ 382. ou seja. portanto: Lucro Antes do IRPJ e CSLL R$ 400.00 Adicional.000.00 . combustível derivado de petróleo.00) R$ 382.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Dentre as despesas administrativas. Também para a CSLL o somatório de despesas indedutíveis da base de cálculo é igual a R$ 2.00 Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial (R$ 20.300. industrial.620.6% 16% 32% 16% R$ 57. Calculando o Lucro Real: Lucro Antes do IRPJ e CSLL Mais: Adições Despesas Indedutíveis CSLL Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial Base de Cálculo da CSLL O IRPJ devido é: Alíquota normal.200. apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x 382.00 R$ 365.10% x (R$ 382.

15% x R$ 290. Atividade Pessoas jurídicas em geral Prestação de serviços.000. e calcula-se um lucro estimado. teríamos: Tabela: Receita bruta no trimestre. Tabela: Receita bruta no trimestre.000.00 160. A escrituração revelar evidentes indícios de fraude ou contiver erros ou deficiências que a tomem imprestável para: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. ou deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1.500.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1.00 Adicional.00 .000.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido O IRPJ devido é: Alíquota normal. móveis e direitos de qualquer natureza. não mantiver escrituração na forma das leis comerciais ou fiscais. ou seja. locação ou cessão de bens imóveis.000. obrigado à tributação com base no Lucro Real. Na apuração do lucro presumido.00 12% Serviços 500.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido R$ 43. APURAÇÃO . intermediação de negócios.000.00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo. para fins de tributação. O lucro arbitrado pode ser aplicado nas situações em que a escrituração contábil e fiscal do contribuinte for desclassificada por parte da autoridade fiscal.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CSLL Na apuração da base de cálculo da CSLL com base no resultado presumido. exceto hospitalares.00 120. retornamos à demonstração de resultados do primeiro trimestre de 2006.00 % de Presunção 12% 32% 80.00) Total IRPJ devido No cálculo da CSLL.000.3. na forma da lei. na página 31.700.000.000.000.000. também ocorre a aplicação de percentuais sobre a receita bruta.R$ 60. Orleans Martins 32 . devidos no período no decorrer do ano calendário pelas pessoas jurídicas.00 R$ 23.000. APURAÇÃO .3. quando: • O contribuinte.000.000. em função da receita bruta.10% x CR$ 290.500.00 290.000.00 = R$ 29. apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x R$ 330.00.00 330. administração.00 50.000. Exemplo de cálculo Considerando o mesmo exemplo utilizado para demonstração do cálculo do IRPJ/CSLL com base no lucro real. que pode arbitrar o resultado para o cálculo do imposto e da contribuição social.00 160.000. e factoring. 3.00 8% Serviços 500.000. Lucro Arbitrado (IRPJ)/Resultado Arbitrado (CSLL) O Lucro Arbitrado é uma prerrogativa do Fisco.00 50.000.00 R$ 66. mas os percentuais são diferentes dos adotados para apuração do lucro presumido: Tabela: Percentuais de presunção. ignora-se o lucro contábil apurado.000.

e a empresa deverá providenciar o recolhimento da diferença. em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas. sobre a receita bruta auferida mensalmente.Recolhimento por Estimativa As empresas tributadas pelo Lucro Real. • • • • Autoarbitramento É possível ao contribuinte autoarbitrar a base de cálculo do IRPJ e CSLL. variáveis conforme o tipo de atividade explorada. inclusive bancária.3. art. 3. o Determinar o Lucro Real. O lucro estimado para servir de base ao cálculo à antecipação do IRPJ e CSLL consiste na soma das seguintes parcelas (RIR/1999. bancos e assemelhados Factoring Suspensão/redução do IR A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês. se houver.por ocasião da entrega da DIPJ. 223 e 225): • Valor resultante da aplicação dos percentuais fixados na lei. por conta ou subconta. deverão recolher mensalmente antecipações de IRPJ e CSLL com base em lucro estimado ou Lucro Real apurado em balancete de suspensão/redução. Percentuais 8% 1. 518) Revenda de combustíveis Serviços de transporte (exceto transporte de carga) Serviços de transporte de cargas Serviços em geral (exceto serviços hospitalares) Serviços hospitalares Intermediação de negócios Administração. locação ou cessão de bens e direitos de qualquer natureza (inclusive imóveis) Instituições financeiras. Orleans Martins 33 . O contribuinte não mantiver. IRPJ e CSLL pelo Lucro Real Anual . O montante do tributo pago em antecipações mensais será compensado com o montante devido com base no Lucro Real. Atividades Atividades em geral (RIR/1999. conforme tabela de percentuais a seguir. • Ganhos de capital. apenas nos casos em que for possível apurar a sua receita bruta. Este "encontro de contas" acontece por ocasião da entrega da Declaração de Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas . das demais receitas e dos resultados positivos decorrentes de receitas não compreendidas na atividade. desde que demonstre. nos quais deverá estar escriturada toda a movimentação financeira. O contribuinte não apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial ou fiscal ou o livro-caixa.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] o Identificar a efetiva movimentação financeira. acrescidos em 20%. O contribuinte optar indevidamente pelo regime de tributação com base no Lucro Presumido. O comissário ou representante de pessoa jurídica estrangeira deixar de escriturar e apurar o lucro de sua atividade separadamente do lucro do comi tente residente ou domiciliado no exterior. Tabela: Percentuais por atividades. que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto. Os percentuais aplicáveis para apuração do Lucro Arbitrado são os mesmos do Lucro Presumido. através de balanços ou balancetes mensais. inclusive bancária.4. inclusive adicional. os lançamentos efetuados no livro-diário. que optaram pela apuração anual.60% 16% 8% 32% 8% 32% 32% 16% 32% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. arts. calculado com base no lucro real do período em curso. o livro-razão ou fichas para resumir e totalizar.

00 51. Os valores mensais e acumulados no ano do resultado contábil e ajustes (adições menos exclusões) encontram-se demonstrados a seguir.00 20.00 4.00 1.00 496. Ago.60 501.00 2.00 50.00) (5.000.400.00 5. com aplicação das alíquotas de 15% para IRPJ e 9% para CSLL.00 16.00 15.00 24.00 248.00 1.100.00 480.00 3.600. Mar. Nov.00 200.00 1.00 100.00 648.950.00 2. além de apurar o resultado contábil.00 550.026.048.600.000.640.00 240.000.596. Mar.760.00 2. Mar.900.000. cujo detalhe mês a mês encontra-se na tabela a seguir.00 552.700. Out.00) 4.00 300. Dez.00 342.00 400.00 14.00 18.00 9.000.800.000.00 3.00 1.200.00 7. Para tanto.00 1.000.700.00 2.000.00 700.00 2.520.000.00 612.368. Set. Nesta empresa.00 912.00 17.000.00 (4.60 18.00 3.900.00 (3.00 19.00 11.00 Ajustes Lucro Real / (Adições menos Exclusões) Base de cálculo CSLL Acumulado no ano No mês Acumulado no ano Acumulado no ano 8.00 (200. Nov.00 2.000.160.850.840.000.00 70. 45.700.600.700. Fev. Para apuração do valor devido de IRPJ e CSLL.00 2.00 1.00) (2. Jul. Out.00 2.00 27.400.300.00 1.00 456.00 1.00 51.00 23.900.000.596.00 600.1512 (D) x 0.600.00 11. Set.600.600.000.000.00 432.00 1.00 150.900.00 21.40 46.300.000.162. Dez.00 720.40 524.400.00 180.00 2.80 1. Maio Jun.000.00 9.00 264.000.200. não tendo obtido no período ganhos de capital e outras receitas não compreendidas na atividade.00 5.120.00 11.600.00. Maio Jun.00 18.300. 22.000.80 60.80 1.00 39.000.00 4.00 14.00 200. Fev.00 300. é necessário acompanhar o lucro tributável acumulado mês a mês. Out.00 756. Maio Jun.550.00 486.050.00 1.00 1.00 35.00 70.00 1.00 6.00 194.08 x (A) (D)=0. a empresa precisa acompanhar os ajustes (adições e exclusões).00 40.500.00 500.00 20.000.100.550. 8.40 23.00 5.600.000.440.00 276.800. Fev.00 162.00 Jan.12 x (A) (F) = (C) + (E) (B) x 0. os ajustes são .00 756. Jul.400.00 540.080.00 3.00 216.00 7.450.500.00 237.00 19.00 Meses A partir do Lucro Real/Base de cálculo da CSLL acumulado ao final de cada mês.00 15.00 Jul.00 100.800.200.680.00 70.00 46. calcula-se os valores devidos de IRPJ e CSLL. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 7.00 840.00) 5.40 410.00 600. Orleans Martins 34 .00 216.800.00 8.800.000.000.400.00 5.00 2.00 1.00 8. considere uma empresa comercial com faturamento de R$ 480. Abr.200.000. Meses Faturamento no mês Jan. Nov.000.500.00 1.00 60.500.mesmos para apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL.00 840.00 40.400.00 100. Dez. Resultado contábil No mês Jan.09 45.00 3.000.600.760. Abr.00) 5. Set.000.00 7.00 O IRPJ e CSLL estimados em função do faturamento mensal são: Meses Faturamento Base cálculo IRPJ IRPJ Base cálculo CSLL IRPJ + CSLL no mês Estimativa Estimativa CSLL Estimativa Estimativa (C) = (E) = (A) (B) = 0.00 6.00 16.00 70.00 4.000.00 1.400.000.000.500. Ago.000.000. Ago.80 22.00 5.000. Abr.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para uma demonstração de como se faz o cálculo.000.

Como já recolheu até fevereiro R$ 1.00 2.00 Jun.026.00 + R$ 1.755.60 1.00 Set.00 1. ou no efetivamente devido (balancete de suspensão/redução).00 suspensão 0. e o IRPJ e CSLL devidos no ano passou a ser de R$ 1.00 14.00 39. 19. considerando-se o menor desembolso possível.00.00 5. 14.00 .00 1.00 6.440.680.000. 9.160.00 1.00 estimativa 1. que passou a ser de R$ 240.00 3.00 456.00 2. A opção é conjunta para IRPJ e CSLL.026. 2.680.40 524.00).00 estimativa 1.00 2.596.026.00 2. Em março.00 1.000.680.00 1.00 1.560.710.00 Maio 11. 4.482.00 240.680.040.00 Abr. 6.00.000.368. apurado com base no lucro real/base de cálculo da CSLL.00 3.00 2.040.00 1.00 960.00 912.R$1.00 Abr. 27.256.026.00 em janeiro.00 9.00. 1.00 Mar.000.00 6.360. tornando mais atraente o recolhimento por estimativa.00 17.754. 240.00.00 540.00 = R$ 456.440. Orleans Martins 35 .00 Fev.890.40 410.592.256.480.00 1. 5.00 (R$ 2.00 1.00 1.000.000.00 O montante a ser recolhido mensalmente a título de antecipação pode basear-se no valor estimado.000.500.440.440.00 414.00 CSLL devida acumulada até o IRPJ + CSLL mês (O) = (C)*0.00 1.050. comprovando essa situação com levantamento de balancete que justifica a suspensão do recolhimento de antecipações de IRPJ e CSLL.160.00 Out.00 4.00 19.00 630.480.00 redução 414.850.134.00 estimativa 912. 1.00 4.026.60 estimativa 501.080.000.00 342.305.000. Como já foram recolhidos R$ 1.00 27.925.R$ 1.00 5.560.162. e o IRPJ e CSLL devidos com base no lucro real apurado no mês era R$ 2.00 2.00 1.40 423.440.00 4.00 (R$ 1. 1.00 990.00 Jul.00 7.00 240.510.00 6.00 estimativa 1.00 1. A tabela a seguir evidencia a melhor opção de recolhimento da antecipação a cada mês. novos prejuízos reduziram ainda mais o tributo devido no ano.500.00 3. 9.640.500.00 150.00).000.000.60 Nov.00 1. 19. 4. o lucro real acumulado no ano caiu de R$ 9.00 1. IRPJ + CSLL Recolhimento com Recolhimento devidos base em balancete Recolhimento Opção IRPJ + CSLL a Meses acumulado até acumulado no de suspensão/ por estimativa escolhida recolher o mês anterior ano redução Jan.00 4.360. 3.00 Maio 2.00 1.00 19.00.000. 6. Assim.00 1.680.850.162.00).00 3. 17.430.00 1. que é o montante que iguala tributos devidos e antecipados.000. 39.160.00 2.050.256.80 redução 423.000.00 Ago. a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 456.00 Jun.000.00 1. 21.530.00 Set.596.00 Dez.000.00 11.048. Caso a empresa não obtivesse mais lucro nem faturamento durante o ano.285.80 Jul. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.800.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Lucro Real IRPJ devido Base de cálculo acumulado até o acumulado até o CSLL acumulada até Meses mês mês o mês (A) (B) = A* 0. a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 1.00 para R$ 6.80 estimativa 1.00 4.00 9.550.026.80 1.00 Fev.000.350.000.000. efetuando recolhimento da antecipação com base em estimativa a empresa recolheria mais tributo do que o devido relativo ao ano CR$ 1.00 Dez.40 suspensão 0. 4.640.150.500.680.000.00 1.160.20 501.00 Mar. 7.00 3.596.00 Em janeiro.00 2.00 900.15 (C) Jan.00 90.09 (E) = (B) + (O) 810.00 2.968. de R$ 1.480.00.440. a melhor alternativa é transcrever para o LALUR o balancete que justifica a redução do valor da antecipação dos tributos para R$ 414.048. Em fevereiro.160.312.00 4.60 Ago.000.00 .026.00.00 1.080.00 4.00 21.368.440. Em decorrência do registro de prejuízo contábil no mês.175.00 redução 240.480.40 suspensão 0.00 4.026. a empresa fica autorizada a não proceder a recolhimento de antecipação. teria que recolher por ocasião da entrega da declaração de ajuste a diferença entre tributo devido e tributo antecipado.00 1.00 Out.650.000.00 Nov.

quando a empresa beneficiou-se da possibilidade de reduzir ou suspender o recolhimento das antecipações de IRPJ e CSLL. anterior ao Simples Nacional.3. 4. diversos órgãos que emitem normas contábeis. Portanto.360. Note que o ponto fundamental para que o direito legal de compensação se torne efetivamente um direito para a empresa tributada pelo Lucro Real é a existência de resultados tributáveis no futuro. pois permitia efetuar um recolhimento inferior ao devido com base no lucro real.360.000. Esse direito de redução futura das bases de cálculo de IRPJ e CSLL constitui-se em um ativo para a empresa que apurou o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) desde que existam perspectivas de lucros futuros. Pequena Empresa: vendas anuais acima de R$ 240.00.000.644. há uma simplificação no recolhimento e na burocracia administrativa da gestão de tributos das empresas enquadradas.00. Orleans Martins 36 . 3. Uma vez que o tributo devido no ano é de R$ 9.municipal) e o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias . expectativa de geração de lucros tributáveis futuros fundamentada em estudos técnicos de viabilidade que permitam a realização deste ativo fiscal. somente mediante convênio do Município e do Estado com o governo federal.00). setembro e outubro. mês a mês (e nesse caso a nossa empresa encerraria o ano tendo recolhido R$ 9. Vale ressaltar que o recolhimento da antecipação por estimativa é uma faculdade que é concedida às empresas.00. 4. SISTEMAS DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Um tributo que resume diversos outros: SIMPLES Nacional Simples Nacional é o nome dado ao novo tratamento tributário para microempresas e empresas de pequeno porte instituído pela Lei Complementar nº 123. de 14/12/2006 (Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas).440. quando permitido. Nos meses de maio. Definição ampla de Micro e Pequena Empresa: a definição ampla está atrelada ao valor Receita Bruta de Vendas que uma empresa obtém durante o ano fiscal.00. a empresa deverá apresentar histórico de rentabilidade.00. existem alguns eventos que geram direitos de compensação futura ou postergação de pagamento de tributo.000. a Comissão de Valores Mobiliários e o Banco Central do Brasil. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. o recolhimento por estimativa mostrou-se mais interessante. Nada impede que a empresa recolha antecipações com base no valor apurado pelo lucro real.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IRPJ e CSLL devidos no ano com base no lucro real acumulado até abril foi de R$ 1.5. como o Conselho Federal de Contabilidade.00 até R$ 2. estadual e municipal) de uma única vez.00 (redução).00 (R$ 9.00. Com o Simples Nacional.716. o processo de abrangência ficou automatizado. estabelecem que a constituição do ativo fiscal diferido deve estar atrelada à possibilidade de utilização destes valores nos próximos períodos.R$ 7. Uma vez que até março haviam sido recolhidos R$ 1. situação que se inverteu em agosto. Prejuízo fiscal (IRPJ) e base de cálculo negativa (CSLL) As empresas tributadas com base no Lucro Real têm direito de compensar e períodos futuros o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) calculado com base na legislação específica do IRPJ (CSLL). a estimativa tornou-se novamente mais atrativa.estadual).1.644. do ponto de vista de administração dos recursos financeiros.00. ensejando o registro de Ativos e Passivos Fiscais Diferidos. os quais eram considerados no sistema simplificado. na declaração de ajuste a empresa deverá recolher a diferença de R$ 1. e não precisaria fazer recolhimento complementar na declaração de ajuste). Microempresa: receitas brutas anuais até R$ 240. No entanto. Ativos e passivos fiscais diferidos Na apuração do IRPJ e CSLL devidos. através do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) uma vez por mês. parece-nos estranho que a empresa não opte por postergar o pagamento dos tributos. As empresas que se enquadrarem no regime simplificado recolhem oito impostos das três esferas (federal. Atentos a este fato. Utilizando as alternativas descritas. só é necessário recolher um complemento de R$ 240.400. como a apuração de prejuízo fiscal/base de cálculo negativa e ajustes temporários ao lucro.00. O Simples abrange o ISS (Imposto sobre Serviços . a empresa recolheria até dezembro R$ 7. junho e julho. Assim. Em novembro e dezembro.680.360.

ao SENAC.000. geralmente. • Limite máximo de faturamento .00. estão entre as empresas que não podem optar pelo SIMPLES. ao SEBRAE e seus congêneres. mas na essência econômica é um grupo que não pode ter as vantagens tributárias da lei. Orleans Martins 37 . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. como. A possibilidade de optar pelo SIMPLES Nacional está condicionada ao atendimento de uma série de condições relacionadas a: • Tipo de atividade econômica desenvolvida . deverá ser considerada a proporcionalidade. A lei permite que um sócio tenha participação em uma outra empresa. A lei tem a preocupação de dar vantagem para a empresa que realmente é pequena. Por exemplo. as empresas que obtiveram receita bruta anual até R$ 240. como as destinadas ao SESC. com algumas exceções.00 no ano anterior e. o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia. mas que a receita bruta de todas as empresas não ultrapasse o valor máximo.as empresas que exercem determinadas atividades. entendida como tal o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria. ou seja. Independentemente do percentual de participação. excluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos. não podem optar. uma empresa que participa em diversas outras empresas não tem perfil de empresa pequena para a lei. empresas cuja receita bruta anual atingiu o limite máximo de R$ 2. por exemplo.000. No quadro abaixo está a relação de tributos e suas respectivas esferas que fazem parte do regime simplificado nacional. A base de cálculo do SIMPLES Nacional é a receita bruta. empresas organizadas na forma de sociedade por ações estão impedidas.400. Por exemplo. Pode-se verificar que as exceções que a lei trata estão atreladas a negócios que não têm natureza comercial ou industrial e sim a serviços de natureza financeira. bem como as relativas ao salário-educação e à Contribuição Sindical Patronal.: em caso da empresa começar a operar durante o ano.00 e R$ 2. ao SESI. • Forma de organização social . em que geralmente dependem de um capital maior para suas operações como também têm regulação específica. na condição de Microempresa (ME).[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Obs. do limite imposto. As sociedades por ações. Sigla do Tributo IRPJ CSLL IPI PIS COFINS ICMS ISS INSS Patronal Municipal Estadual Federal X X X X X X X X A inscrição no SIMPLES Nacional também dispensa a pessoa jurídica do pagamento das contribuições instituídas pela União.000. imobiliárias e prestadoras de serviços típicos de profissões regulamentadas. e constam no anexo da Lei nº 123/06. como.000.000. ao SENAI. construtoras. dentre outros.sociedades de cujo capital participe estrangeiro residente no exterior ou outra pessoa jurídica. As alíquotas aplicáveis variam por faixa de faturamento e atividade. por exemplo: seguradoras que são supervisionadas pela SUSEP. Isto tira a possibilidade de um grupo de empresas fazer uso da lei. o que evidencia uma preocupação em relação à participação de um acionista pessoa física. pois mesmo tendo receita bruta na faixa permitida. • Origem do capital social .só poderão optar pelo SIMPLES. instituições financeiras. participa em outras empresas que podem ter suas receitas brutas acima.por exemplo.00. individualmente ou em conjunto. para uma empresa que começou a operar em 1 Q de março. a lei exige que se somem as receitas totais e não apenas a proporção de participação do sócio que detém outras participações. na condição de Empresa de Pequeno Porte (EPP). os valores máximos da receita bruta para micro e pequena empresa serão respectivamente R$ 200. são empresas de porte naturalmente maior e que podem buscar recursos no mercado acionário (negociadas em bolsa e supervisionadas pela CVM). financeiras pelo BACEN. sua forma jurídica poderia até se enquadrar.

escolas livres. de ioga e de artes marciais. inclusive sob a forma de subempreitada. administração e locação de imóveis de terceiros. de capoeira. desde que desenvolvidos em estabelecimento do optante. existe um tipo de tabela. A lei trata as receitas por "atividades". pois urna empresa que presta serviço e revende mercadorias não poderia aplicar a mesma alíquota para a atividade serviços e de revenda respectivamente.1. Sua apuração deve ser efetuada após a empresa ter todos os dados mensais sobre suas receitas brutas. A lógica de tributação e cálculo do SIMPLES Nacional A apuração do tributo devido pelo SIMPLES Nacional ocorre mediante aplicação da alíquota devida ao valor da receita bruta mensal auferida pela empresa. chamado de Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. estadual e municipal) terá seus respectivos representantes em um comitê que irá gerir e normatizar os aspectos tributários do Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. ou seja. artes. corno também qual a faixa de alíquota em que se enquadra. Para encontrar a alíquota devida. Devem ser separados os seguintes tipos de receitas: Tipos de receitas (por atividade) Receitas decorrentes da revenda de mercadorias Receitas decorrentes da venda de mercadorias industrializadas pelo contribuinte Receitas decorrentes da prestação de serviços. Tal comitê está vinculado ao Ministério da Fazenda e tem a seguinte estrutura normatizada em lei: Secretaria-Executiva do Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (CGSN/SE) A Secretaria-Executiva tem por finalidade prestar apoio institucional e técnico-administrativo necessários ao desempenho das competências do CGSN. produção cultural e artística e produção cinematográfica e de artes cênicas Cumulativamente. de línguas estrangeiras. licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação. desportivas. Urna vez encontrada a alíquota. academias de atividades físicas. Para cada tipo de receita. inclusive as vendas realizadas por meio de comercial exportadora ou do consórcio previsto na lei complementar Construção de imóveis e obras de engenharia em geral. academias de dança. de natação e escolas de esportes. manutenção e atualização de páginas • • • • • • • CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. a empresa deve considerar o tipo de atividade e a receita bruta acumulada no ano. que varia de alíquota por total das respectivas receitas. consultando a tabela correspondente (indústria. Orleans Martins 38 . planejamento. elaboração de programas de computadores.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Como é administrado o SIMPLES Nacional entre as três esferas? Cada esfera (federal.1. confecção. há a necessidade de segregação. cursos técnicos e gerenciais. bem como a de locação de bens móveis e outras que não relacionadas como vetadas na Lei Complementar nº 123/06 Receitas decorrentes da venda de mercadorias sujeitas a substituição tributária Receitas decorrentes da exportação de mercadorias para o exterior. empresas montadoras de estandes para feiras. locação de bens e móveis). inclusive jogos eletrônicos. 4. ela é aplicada ao valor do faturamento obtido no mês. comércio serviços. o que faz sentido.

como limite. foi a solução encontrada para o impasse do art. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. e a micro ou pequena empresa poderá abater este valor do ISS que deve conforme o respectivo anexo. • Entregar declaração eletrônica que deva conter os dados referentes aos serviços prestados ou tomados de terceiros. das trabalhistas foram dispensadas as seguintes exigências: • Afixação de quadro de trabalho em suas dependências. Orleans Martins 39 . Além de manter em boa ordem e guarda os documentos que fundamentaram a apuração dos impostos.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] eletrônicas. • Empregar e matricular seus aprendizes nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem. escritórios de serviços contábeis. A alíquota segue a tabela da legislação da localidade ou Município. que deverão ser disponibilizadas aos órgãos de fiscalização tributária e previdenciária. 6º da Lei Complementar nº 116/03) . Desse modo. limpeza ou conservação • Transporte municipal e interestadual de passageiros. IPI. Créditos As empresas que estão enquadradas no SIMPLES Nacional não geram crédito de impostos (PIS. sujeitas ao regime não cumulativo de PIS/COFINS. proibia que empresas tributadas pelo lucro real. Obrigações acessórias O SIMPLES Nacional traz uma grande simplificação em relação às obrigações acessórias exigidas pelo Fisco. Retenções de ISS Retenções de ISS pelas micro e pequenas empresas (relação de serviços conforme art. ICMS . a partir da publicação pela Receita Federal de um Ato Declaratório Interpretativo (nº 15). Obrigações trabalhistas Da mesma maneira que a simplificação em relação às obrigações acessórias.esta lei permite que seja retido na fonte o valor do ISS no Município onde a micro ou pequena empresa estiver prestando o serviço. na conformidade do que dispuser o Comitê Gestor. serviço de vigilância. COFINS. aproveitassem o crédito destas contribuições ao adquirir produtos e serviços de empresas enquadradas no SIMPLES Nacional. • Manter o livro-caixa em que será escriturada sua movimentação financeira e bancária. § 1 º. observados prazo e modelos aprovados pelo Comitê Gestor. • Anotação das férias dos empregados nos respectivos livros ou fichas de registro. as pessoas jurídicas não optantes pelo SIMPLES Nacional terão direito a crédito correspondente ao ICMS incidente sobre as suas aquisições de mercadorias de microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo SIMPLES Nacional. 23 que impedia o uso de créditos de ICMS e de IPI por compradores de mercadorias de empresas que optaram pelo SIMPLES Nacional. pois não permite que a empresa enquadrada possa se utilizar de créditos relativos a impostos. Tal fator gera uma limitação na cadeia de valor de grandes distribuidores que não podem se creditar destes impostos. • Emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço. Desta maneira. a empresa enquadrada no SIMPLES Nacional deverá: • Fazer declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais. de acordo com instruções expedidas pelo Comitê Gestor. • Posse do livro intitulado "Inspeção do Trabalho". desde que realizados em estabelecimento do optante. da Lei Complementar nº 123/06. desde que destinadas a comercialização ou industrialização e observado. 23. conforme descrito pelo art. • Comunicar ao Ministério do Trabalho e Emprego a concessão de férias coletivas. Além disso. que foi alterado pela Lei Complementar nº 128/08. pois a diferença na receita líquida é um percentual considerável.impostos não cumulativos) para as empresas compradoras ou clientes. Mas permitir ao tomador de serviço ou o comprador. o ICMS efetivamente devido pelas optantes pelo SIMPLES Nacional em relação a essas aquisições. pode-se perceber que tal regime de tributação tem uma certa rigidez quanto a planejamento de cadeia de suprimentos no tocante a impostos.

47%.000.000.01 a 1.00 4.920.00 De 1.680.282.2. • Imposto devido = R$ 60.SIMPLES a Recolher (Passivo) No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170.000.36% 8. Cálculo e contabilização do SIMPLES Nacional .00 De 1.00 R$ 3.01 a 240.32% 11.000.00 (receita bruta acumulada efetiva).080.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O que foi mantido como obrigatório: • Anotações na carteira de trabalho e previdência social.60% 8.000.00 De 1.000.000.000.28% 8.000.000.00.800. A tabela para comércio é o Anexo de alíquotas vigente para empresas comerciais: Receita Bruta em 12 meses (em R$) Alíquota Até 120.000.01 a 1.200.exemplo prático A empresa comercial A.01 a 960.440. • Arquivamento dos documentos comprobatórios de cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias.12% 9.000.00 De 120.000.080.000.00.000.03% 9.000.00 De 480.00 De 1.560.01 a 480.01 a 1.680.000.000.320.000. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000.800. até julho de 2007.47% = R$ 547.000.00 De 600. 4.00 De 720.040.47% 6.000. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de setembro seria: D . • Apresentação das Relações Anuais de Empregados e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).00% 5.01 a 600.000.1.Impostos e contribuições incidentes s!Vendas/SIMPLES (Resultado) C . receita bruta acumulada de R$ 100.000. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.00 De 1. Nos meses de agosto e setembro. • Apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP).00.00 De 840.01 a 1.000.000. • Imposto devido = R$ 10. obteve.000.13% 10.000. auferiu receita de R$ 60.00.47% = R$ 3.01 a 720. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.00 De 360.320.04% 10.00 respectivamente.00 e R$ 10.000.00 x 5.000. Orleans Martins 40 .00 x 5.00 De 1.01 a 1.23% 11.200.SIMPLES a Recolher (Passivo) R$ 547.440.000. o valor do imposto devido seria: • Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$160.000.54% 7.45% 9.000.00 De 1.000.01 a 1.01 a 360.00 De 1.95% 10. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de agosto seria: D .23% 10.000.00 Note que a mudança de faixa faz com que a empresa aplique a nova alíquota sobre o valor do faturamento no mês sem distinção entre a parcela que teoricamente ainda estaria dentro do limite anterior de faturamento.000.560.000.47%.01 a 1.01 a 2. optante pelo SIMPLES Nacional na condição de ME.000.Impostos e contribuições incidentes s/Vendas SIMPLES (Resultado) C .000.282.01 a 840.000.00 De 240.00 De 960.84% 7. enquanto não prescreverem essas obrigações.01 a 1.32% No mês de agosto.920.

que tem uma diversificação maior da natureza de suas receitas. que faturasse os mesmos R$ 70.000. acabaria pagando um valor a maior do que se tivesse mais de um tipo.00. • Valor da receita bruta de serviços x alíquota conforme a Tabela (Anexo IV): R$ 600. O fato de uma empresa ter mudado de faixa no mês de agosto.00. Evidentemente. tende a ter um valor menor de imposto a pagar devido à sistemática da apuração que a lei codificou. • Total empresa X = R$ 119. a empresa comercial X tem um tipo de receita e a empresa Y tem receitas originárias de revenda (comercial) e de serviços.00.000. • Receita bruta de serviços empresa X: zero. somando-se os meses de agosto e setembro. No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170.00.000.400.00.000.360.000.00 em agosto e R$ 60.282.680.200.000. uma vez que a empresa faturou R$ 100.47%. serviços e comércio. A empresa comercial B.200.28% = R$ 49.000.00 x 4% = R$ 3. considere o caso da empresa B.00 x 9.00. há a possibilidade de uma empresa enquadrada no regime simplificado (EPP) ter dois tipos diferentes de receita bruta. por exemplo. X e Y. Para melhor compreender os efeitos desta regra estabelecida pelo fisco para apuração do tributo devido.78% = 58.000.00 com um total de receitas brutas anuais no valor de R$ 2.47%. que tinha a abrangência automática dos mesmos impostos abrangidos pelo SIMPLES Nacional (da esfera federal) quando do enquadramento da empresa. quando parte destas vendas ainda estaria no limite anterior.000. Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 4%.829.00 x 4% = R$ 400.00 de imposto.000.000.00 Apuração do imposto simples para empresa Y: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 600. Por exemplo. Veja que o imposto para negócio.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] No mês de agosto. R$ 10.00.000. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.47%. enquanto a outra só mudou de faixa em setembro.682.680. mas apuraram o valor de seu imposto simples diferentemente.00 x 9. • Receita bruta de serviços empresa Y: R$ 600. só que em ordem inversa (ou seja.00) à alíquota de 5. cada receita alcançando um total de R$ 1.000.00.00 x 8.00. para o ICMS e ISS havia necessidade de que a respectiva esfera CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000. Imposto devido = R$ 10.00 até julho. Apuração com mais de um tipo de receita bruta Pelo fato da apuração e cálculo do Imposto Simplificado nacional levar em consideração o tipo de receita. tendo que sujeitar toda a receita do mês (R$ 60. Vamos ver por quê: • Receita bruta de comércio empresa X: R$ 1. tiveram um total de receitas brutas iguais.000.000.000.00. como. sendo que ambas faturaram no total R$ 70. • Total empresa Y = R$ 108. Porém.200.400.95% = R$ 119. apuraria os seguintes valores: Em • • • agosto: Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$ 110. temos que considerar o limite total de receita bruta de modo a totalizar tais valores. se a empresa tivesse um tipo de receita. Veja que.00 em setembro). As duas empresas. com as mesmas características da empresa A e faturamento até julho também de R$ 100. Orleans Martins 41 .00. Convênios anteriores: antes do SIMPLES Nacional havia o SIMPLES.400. • Receita bruta de comércio empresa Y: R$ 600.00 no bimestre agosto/setembro.00 que é o valor limite máximo de receita bruta para o enquadramento ao regime do SIMPLES Nacional.00.00.00 nos dois meses considerados no exemplo. fez com que a empresa A tenha pago R$ 3.000. • Imposto devido = R$ 60.000. enquanto que a empresa B pagou R$ 3. a empresa passou do patamar de tributação de 4% para 5. Apuração do imposto simples para empresa X: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 1.

III . De acordo com o art. nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior. bem ou serviço. IV . 155. quando o destinatário não for contribuinte dele. tal unificação de impostos federais. cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria. Com o SIMPLES Nacional. as alíquotas internas.a isenção ou não incidência. Orleans Martins 42 . o que deixa a empresa menos refém de sua respectiva jurisdição tributária local.incidirá também: a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica. ainda que não seja contribuinte habitual do imposto. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: II .não incidirá: a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior.será não cumulativo. qualquer que seja a sua finalidade. 5.resolução do Senado Federal. VI . não poderão ser inferiores às previstas para as operações interestaduais. VII . b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores.na hipótese da alínea "a" do inciso anterior.operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. assegurada a manutenção e o aproveitamento CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. quando mercadorias forem fornecidas com serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte e Comunicação (lCMS). aderisse ao sistema de modo que se fizesse um convênio aceitando que o imposto que esta tributa possa estar incluso na alíquota única do imposto simplificado. V . b) a alíquota interna. quando o destinatário for contribuinte do imposto.em relação às operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] local. 155. II .é facultado ao Senado Federal: a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas. IX . de iniciativa do Presidente da República ou de um terço dos Senadores. Ainda segundo a Constituição Federal: § 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3. de 2001) b) sobre o valor total da operação. de 1993). (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 33. nos termos do disposto no inciso XII. estadual e/ou municipal. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. estabelecerá as alíquotas aplicáveis às operações e prestações. inciso 11: Art. X . sob competência tributária dos Estados e do Distrito Federal. assim como sobre o serviço prestado no exterior. aprovada pela maioria absoluta de seus membros. em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços. adotar-se-á: a) a alíquota interestadual. interestaduais e de exportação. b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito específico que envolva interesse de Estados. estadual (ICMS) e municipal (ISS) está sendo tratada em lei. g. I . mediante resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros. salvo determinação em contrário da legislação: a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes. compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal. nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços. caberá ao Estado da localização do destinatário o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual.salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal. é um imposto previsto na Constituição Federal.poderá ser seletivo. mediante resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços de seus membros. VIII .

serviços e outros produtos além dos mencionados no inciso X. mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal. mercadoria ou serviço.529 de 04. VIII . g) regular a forma corno. quando não destinados à comercialização ou à industrialização. d) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita.na aquisição. V . VII .02.. indicação expressa de lei complementar. (Redação dada ao inciso IV pelo inciso II do art. XII . na redação da Lei 11.na entrada. III . IX . combustíveis líquidos e gasosos dele derivados.no fornecimento de alimentação. de 2001) De acordo com a legislação vigente (será considerado o Regulamento do ICMS do estado de São Paulo. bebidas e outras mercadorias qualquer estabelecimento. de serviços e de mercadorias. art. de 19. § 5º. inclusive lubrificantes.cabe à lei complementar: a) definir seus contribuintes.12. f) prever casos de manutenção de crédito. ] I . 1º. hipótese em que não se aplicará o disposto no inciso X.001/01. isenções. quando esta não transitar pelo estabelecimento do transmitente. para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsável..no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior. configure fato gerador dos dois impostos. incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados.na entrada. IV . 153. c) disciplinar o regime de compensação do imposto. realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização. efeitos a partir de 22.12. de mercadoria oriunda de outro Estado destinada a uso ou consumo ou ao ativo permanente. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. IV. no território paulista. art.no fornecimento de mercadoria com prestação de serviços: a) não compreendidos na competência tributária dos municípios. ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular.2001) IV . a qualquer título. mas que. 2º.2003) XI . relativamente à remessa para outro Estado e exportação para o exterior. em sua base de cálculo. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. VIII). o montante do imposto sobre produtos industrializados. 1 º do Decreto nº 46. h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidirá urna única vez. de estabelecimento de contribuinte. c) sobre o ouro. qualquer que seja a sua finalidade. nas hipóteses definidas no art.na saída de mercadoria. e energia elétrica. VI . b) dispor sobre substituição tributária. ocorre o fato gerador do ICMS: Art. para fins de legislação base). em estabelecimento de contribuinte. d) fixar.02.2002. de 2001) i) fixar a base de cálculo.2002.2003) b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. observado o disposto no § 1º (Lei 6. 2º [ . Orleans Martins 43 .no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior. nas exportações para o exterior. a.não compreenderá.12. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. em licitação promovida pelo Poder Público. II .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores. b. incluídos os serviços que lhe sejam inerentes. quando a operação.374/89. o local das operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações de serviços.na transmissão de propriedade de mercadoria depositada em armazém geral ou em depósito fechado. de 19. DOE 05. de modo que o montante do imposto a integre também na importação do exterior de bem. b) compreendidos na competência tributária dos municípios. de mercadoria ou bem importados do exterior e apreendidos ou abandonados. e) excluir da incidência do imposto. de lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e de energia elétrica oriundos de outro Estado. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42.na transmissão de propriedade de mercadoria ou de título que a represente. sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual.

DOE 06. efeitos a partir de 22.por ocasião da venda do bem arrendado.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] X . da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. tiver estado na posse do prestador. inclusive na geração. e de outros documentos previstos na legislação. oportunidade em que o contribuinte deverá comprovar. salvo disposição em contrário prevista na legislação. 5.2001) 1. transmissão.2002) a) à vista do comprovante de recolhimento do imposto ou do comprovante de exoneração do pagamento. XV . ou quando do seu pagamento. art. se for o caso. retransmissão.626 de 05. salvo disposição em contrário. e § 6º. após o desembaraço aduaneiro. o título jurídico pelo qual o bem. após o desembaraço aduaneiro.2003.143/02): (Redação dada ao item 2 pelo inciso I do art. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. § 4º São irrelevantes para a caracterização do fato gerador: 1. os efeitos dos fatos efetivamente ocorridos.02. considera-se ocorrido o fato gerador quando do fornecimento ou disponibilidade desses instrumentos pelo prestador. considera-se ocorrido o fato gerador no momento da entrega. o título jurídico pelo qual a mercadoria. na redação da Lei 10.2003.2002. também. § 1º.na prestação onerosa de serviços de comunicação feita por qualquer meio. a entrega pelo depositário. por qualquer via. ainda que por débito em conta corrente ou meio eletrônico de dados. se tal pagamento se fizer em momento anterior.12. a entrega pelo depositário. 1 º do Decreto 46. 2. a validade jurídica do ato praticado. de serviço prestado ou iniciado no exterior.12. acrescentado pela Lei 11. a entrega. na operação de arrendamento mercantil. XII . art. de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outro Estado e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente alcançada pela incidência do imposto. utilizado para a prestação do serviço. § 2º Na hipótese do inciso XII. pelo destinatário. cartão ou assemelhados. XI .02. repetição e ampliação de comunicação de qualquer natureza. 1 º do Decreto nº 47. emissão. 2º. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. 1º. caso o serviço seja prestado mediante pagamento em ficha.0001/2001.2002.619/00. ou por qualquer outro instrumento liberatório do serviço. recepção.na utilização.02. 11. após o desembaraço aduaneiro. § 3º O imposto incide. a natureza jurídica das operações de que resultem as situações previstas neste artigo. salvo disposição em contrário prevista na legislação. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará (Convênio ICMS .02. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. XIII .374/89. Orleans Martins 44 . IV): (Redação dada ao § 1 º pelo inciso 11 do art.529 de 04. se a entrega da mercadoria ou bem importados do exterior ocorrer antes da formalização do desembaraço aduaneiro. 3. art. XIV . 2º. sobre a ulterior transmissão de propriedade de mercadoria que. efeitos a partir de 19. salvo disposição em contrário prevista na legislação. 2. tiver estado na posse do respectivo titular.no recebimento. saída ou consumida no estabelecimento. tendo transitado pelo estabelecimento transmitente. § 1 º Na hipótese do inciso Iv.no início da prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal.no ato final do transporte iniciado no exterior. o pagamento do imposto. 4. por contribuinte. 3. pelo depositário. § 1º Na hipótese do inciso IV (Lei 6. DOE 05. deste tenha saído sem pagamento do imposto em decorrência de operações não tributadas. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. b) se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço.

têm-se operações nas quais deverá haver o respectivo lançamento contábil. as formas de contabilização mais comuns.00 ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 1. como a aquisição de materiais secundários de produção e material de embalagem. Por esse regime. o saldo a pagar ou a recuperar do tributo.000.regime de apuração pelo qual a empresa realiza o aproveitamento dos créditos provenientes da aquisição de matérias-primas destinadas à produção e de mercadorias destinadas à revenda. ao final.ibpt. realizadas com a aquisição e comercialização de matérias-primas. O mesmo procedimento deve ser aplicado a todas as aquisições que resultem em recuperação do ICMS. A seguir.br/img/_publicacao/13710/181.800. com o registro de créditos e débitos de imposto. nas fases subsequentes. o custo de aquisição efetivo da matéria-prima corresponde a R$ 8.com. quando das operações corriqueiras. o ICMS possui basicamente duas formas de apuração. compensando os referidos créditos com os débitos oriundos da venda de produtos e mercadorias. Evento: aquisição de matérias-primas. há diversos eventos econômicos que podem ocorrer. nos tópicos seguintes. mercadorias. conforme estudos realizados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). pelo valor de R$ 10. Aquisição de matérias-primas Quando da aquisição de matérias-primas. gerando lançamentos contábeis de média complexidade.regime pelo qual o ICMS é recolhido na fonte em determinada fase de sua circulação. apresentando especificidades quanto às formas de arrecadação. é um dos tributos que apresenta maior número de eventos econômicos. serão apresentados os eventos.800. pois o mesmo já foi recolhido pelo contribuinte eleito como substituto tributário. a obrigação do contribuinte consistirá. Contabilização do ICMS de empresas em regime normal de apuração Quando a empresa está sujeita ao regime normal de tributação. <http://www.00 Lançamento contábil . 5.00. Orleans Martins 45 . relativas ao ICMS.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 5º Nas hipóteses dos incisos VI e XIv. Por ter natureza não cumulativa.Fornecedores R$ 8.200. as indústrias possuem o direito de recuperar o crédito do ICMS destacado na Nota Fiscal. as empresas devem apurar o saldo a pagar ou a recuperar do imposto.Estoque de Matérias-primas C .200.1. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. a saber: a) Regime Normal de Apuração . pois o produto de sua arrecadação corresponde. Serão expostos. com os respectivos registros contábeis das operações. Sempre que ocorrido o fato gerador do ICMS. não há débito ou créditos de imposto. b) Regime de Substituição Tributária .Pela aquisição de matérias-primas (valor líquido): D .pdf>). a aproximadamente 20% do total de tributos arrecadados por todas as esferas de governo (Fonte: IBPT. para constituir seus estoques. afinal. visando-se apurar.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . entre outros.Fornecedores R$ 1. que serão posteriormente utilizados em sua atividade-fim.ICMS a Recuperar C . relativos apenas às operações realizadas por ele mesmo. O ICMS é caracterizado como um dos principais impostos. ao final do mês. haja vista que o ICMS é um imposto recuperável. Dentre as suas características. sendo que.00 Dessa forma. em pagar o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual. no dia a dia das empresas. dentre outros. produtos. para as indústrias.

Aquisição de fretes em operações de compra de mercadorias.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aquisição de mercadorias para revenda Da mesma forma que as empresas industriais. com tributação pelo ICMS Quando uma empresa adquire mercadorias e.00 Verifica-se que. entre outras.ICMS a Recuperar C . A seguir. Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100.ICMS si Compras R$ 120.Compra de Mercadorias C . as empresas podem realizar.Pela aquisição de mercadorias (valor líquido): D .00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. no curso das atividades normais.Contas a Pagar R$ 88. Nesse caso. diversas operações. recebimento de bonificação de mercadorias. proveniente de aquisição de mercadorias. quando da realização de transporte intermunicipal. as empresas comerciais.Produto X C . bem como o custo de aquisição da mercadoria. pelo valor de R$ 1.00 Lançamento contábil . como.00 Lançamento contábil . têm-se registros contábeis distintos. como não há o destaque do ICMS.00. Todas essas operações podem ser tributadas pelo ICMS.Fornecedores R$ 120.000.00 Evento: aquisição de mercadorias para revenda. de acordo com o sistema de inventário adotado pela empresa.000. não há a possibilidade de aproveitamento do crédito do ICMS correspondente. pelo valor de R$ 1. devoluções de compras.Estoque de Mercadorias . As empresas comerciais podem efetuar o registro contábil de seus estoques por intermédio de dois sistemas: o sistema de registro permanente de estoques (inventário permanente) e o sistema de registro periódico (também conhecido como inventário periódico). veremos os lançamentos relativos a cada um dos sistemas de registro de estoques.Fornecedores R$ 1. como aquisição de frete. de acordo com o tipo de inventário adotado pela empresa. devoluções de vendas.Contas a Pagar R$ 12. Evento: aquisição de mercadorias para revenda.Fornecedores R$ 880. juntamente com as operações de compra de mercadorias. Orleans Martins 46 .00 D .00 (Inventário periódico) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D .00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D .ICMS a Recuperar C . por exemplo.ICMS a Recuperar C . a empresa adquirente poderá se creditar do ICMS destacado no CTRC. Destaca-se que. com incidência do ICMS pela alíquota de 12% (Inventário Permanente) D . salvo situações específicas vedadas em lei. por intermédio do Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas (CTRC).000. também possuem o direito de se creditar do imposto. possuindo um tratamento distinto.Produto X (pelo valor líquido) C . mas no interior do mesmo Estado a operação de transporte de cargas não tem o destaque do ICMS. realiza o pagamento do transporte.Pela aquisição de mercadorias: D .Estoque de Mercadorias . embora a operação de compra de mercadorias seja a mesma. em virtude da legislação específica do Estado. em alguns estados.00 (Inventário permanente) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120. quando adquirem mercadorias para revenda. Além das operações de aquisição de mercadorias. juntamente com essas mercadorias. quando as empresas aderem a determinada tributação simplificada.

00 R$ 3. quando vendem mercadorias. ocorre o débito do ICMS. Dessa forma.00 Pela venda de mercadorias: D . ocasionalmente podem ficar responsáveis pelo pagamento dos fretes incidentes sobre as vendas.000.000.Caixa/Duplicatas a Receber C . o frete incidente sobre compras integra o custo da mercadoria vendida.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100. ou então a crédito da conta Caixa.00 D .Venda de Mercadorias R$ 20. proveniente de aquisição de mercadorias.00 Corno se pode observar. obtendo uma margem de lucro. deduzindo-se os impostos recuperáveis incidentes sobre o mesmo.00 ICMS incidente na operação: R$ 18. debitados no Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga (CTRV).Fornecedores/Contas a Pagar/Caixa D . Operações de venda de mercadorias As empresas adquirem mercadorias.00. nas operações a prazo. compensando-se os créditos provenientes da aquisição de mercadorias. por motivos diversos. na conta Fornecedores (por opção do contador/empresa) ou contas a pagar. com a finalidade de posteriormente realizar a venda das mesmas.00 R$ 18.00 R$ 12. Operações de devoluções de compras de mercadorias No curso normal das atividades empresariais.00 ICMS incidente sobre a venda: R$ 3.ICMS a Recuperar C . Evento: responsabilidade pelo pagamento do frete.ICMS s/ Vendas C .Inventário Periódico D . no valor de R$ 150.Frete sobre Compras C . eventualmente ocorrem situações onde o fornecedor de determinada mercadoria recebe de seu cliente a mercadoria em devolução.600.Contas a Pagar D . por R$ 20. Quando da realização de operações de venda de mercadorias.ICMS a Recuperar C . de acordo com o sistema de inventário. em operação de venda de mercadorias ou produtos. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.ICMS de Fretes s/ Vendas R$ 150.00 Pelo ICMS incidente sobre as vendas: D . tendo como objetivo cobrir todas as despesas e custos. Quando isso ocorre. deverá ser realizada uma contabilização diferenciada.600. Evento: venda de mercadorias a vista/a prazo. a operação de contratação de fretes pode ser contabilizada. ao qual a empresa deverá realizar a apuração do mesmo. bem como proporcionar um retorno ao capital investido pelo sócio ou acionista. corno não conformidade com o pedido ou mercadoria deteriorada. com incidência do ICMS pela alíquota de 12% .Fretes sobre Vendas C . nas operações a vista. Orleans Martins 47 .ICMS si Fretes R$ 100.ICMS a Recolher Fretes sobre vendas de mercadorias As empresas.00 De acordo com os princípios de custo. se na operação de transporte de cargas ocorrer incidência do ICMS. a empresa responsável pelo pagamento terá o direito de recuperar os referidos créditos de ICMS.

em determinadas situações os clientes das empresas também podem efetuar essa operação.400.000.Devoluções de Compras D . Há três opções na conta devedora.00 (Inventário permanente) ICMS destacado no valor de R$ 600. ocasionando o que comum ente é chamado de devolução de mercadorias de clientes.00 ICMS incidente sobre a devolução de R$ 60. Dessa forma. no momento da negociação: abatimento do valor da mercadoria devolvida nas duplicatas a pagar (fornecedores).ICMS a Recolher R$ 4. no caso de devolução de vendas o tratamento seria o mesmo. destacando-se os efeitos tributários das operações de devoluções de mercadorias.000. que poderá ser utilizado quando a empresa vier a realizar novas compras junto ao seu fornecedor.00 D . uma conta redutora da conta devolução de vendas. além de realizar a devolução das mercadorias.Devolução de Vendas C . por ocasião da venda de mercadorias. Entendemos tratar-se de uma técnica mais adequada. ocorrerá o débito correspondente.ICMS a Recuperar C . contabiliza-se o ICMS sobre devolução de compras separadamente. de acordo com as condições comerciais estabelecidas. é a venda de mercadorias.00 R$ 600. Operações de devoluções de vendas de mercadorias Da mesma forma que as empresas podem devolver mercadorias aos seus fornecedores. para fins tributários.Estoque de Mercadorias D .Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C .Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C . Evento: devolução de compras mercadorias. usualmente. As contas de resultado. Isso decorre da necessidade de informação por parte dos usuários da contabilidade. a empresa possui o direito de creditar-se do ICMS correspondente. cria-se uma conta redutora. por ocasião da devolução de compras. no valor de R$ 5.00 D . Outro fator a ser considerado é a natureza da conta. no valor de R$ 500. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 Evento: devolução de compras mercadorias. Da mesma forma que. denominada "ICMS sobre devolução de vendas". do que a contabilização diretamente na conta ICMS sobre vendas. ou ainda vendas canceladas.Duplicatas a Receber/Caixa D .ICMS sobre Devolução de Vendas R$ 500. Evento: devolução de vendas de mercadorias.00 Corno se pode observar pelos registros acima. Nesse caso específico.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Nessas situações.ICMS s/ Devolução de Compras C .00 (Inventário periódico) ICMS destacado no valor de R$ 600. o valor debitado por ocasião da devolução de vendas será aquele correspondente ao valor total da nota fiscal.00 Observe-se que.00 R$ 600. Quando ocorre essa situação. correspondente a despesas.00 R$ 60. constituição de um direito (créditos a receber). Orleans Martins 48 . recebendo créditos apenas quando do encerramento para apuração do Resultado do Exercício. caso elas sejam operações tributadas pelo ICMS. restituição em dinheiro do valor correspondente às mercadorias devolvidas (caixa) ou ainda.00 D .ICMS a Recolher R$ 5. toma-se necessário o registro correspondente do imposto incidente sobre as referidas operações. tem natureza Devedora. no valor de R$ 5.000. há reflexos no ICMS que foi debitado. pois a operação a ser considerada. no caso em questão. Adota-se. nesse caso.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C . independe o tipo de inventário adotado pela empresa. Na saída por ocasião de urna devolução. quando da aquisição de mercadorias.

000. que não são de sua propriedade. a mercadoria continua de propriedade do consignador.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. gerando uma margem de lucro maior para o vendedor. ao valor unitário de R$ 100. que detém a posse das mercadorias. pois foram enviadas a outra empresa em consignação. no comércio. no que diz respeito ao ICMS. Visando esclarecer essas questões.ICMS a Recuperar C . pode ocorrer uma operação denominada consignação de mercadorias. em regime de consignação para a empresa Beta S. A empresa Gama S. Entretanto. devendo haver o respectivo débito de ICMS. nesse caso. para a empresa Gama S. para a empresa que efetuou a remessa em consignação. O custo das unidades. essas serão tributadas normalmente.00 (Inventário Periódico) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360. No entanto. e o crédito do ICMS. Note-se. pela empresa vendedora (denominada consignadora).00 D . R$ 3.000. a utilização do recurso de bonificação de mercadorias. Evento: recebimento de mercadorias em bonificação.640. de uma operação de consignação de mercadorias. 100 unidades da mercadoria Y. a empresa consignatária deverá emitir uma nota fiscal de devolução simbólica para o consignador. Quando ocorre a comunicação da venda.ICMS a Recuperar C . quando do lançamento de um novo produto.Estoque de Mercadorias C . ocorre por ocasião da circulação das mercadorias.Mercadorias Recebidas em Bonificação C .00 R$ 360.000. ou ainda. Essa operação consiste no envio.00 D . A empresa que fornece as mercadorias em bonificação deve tratá-Ias como vendas normais. quotidianamente. O ICMS incidente sobre todas as operações é de 12%. pois não possuíram custos de aquisição. uma nota de venda de mercadorias (para simples faturamento). bem como há a possibilidade de inexistência de mercadorias na empresa. A comunicou à empresa Gama S.00 R$ 360. na operação de consignação. tem o direito de recuperar o ICMS incidente sobre as mercadorias recebidas em bonificação. que havia vendido 30 unidades. para que outra empresa (consignatária) realize a venda das referidas mercadorias.000. seja total ou parcialmente.Receita de Bonificação de Mercadorias R$ 2.00. A. A diferença existente entre uma compra e venda comum reside no fato de que. para a empresa que recebeu as mercadorias em consignação. não tendo qualquer benefício específico. a empresa que recebe as bonificações. a empresa consignatária efetua a devolução das vendas. a empresa Beta S. Caso não ocorra a venda das mercadorias. para aqueles clientes que realizam compras em grande quantidade. então.00.ICMS s/ Mercadorias Recebidas em Bonificação Operações de consignação de mercadorias Dentre as diversas atividades desenvolvidas pela empresa. sendo que este emitirá.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Recebimento de bonificação de mercadorias É prática costumeira. mas não a propriedade. quando tributadas. se essas forem tributadas. via de regra. Orleans Martins 49 .Receita de Bonificação de Mercadorias D . em 2 de janeiro de 20xO. no valor de R$ 3. o fato gerador do ICMS.00 (Inventário Permanente) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360. Se a mercadoria circulou da empresa A para a empresa B.00 e o preço de venda da empresa Beta S. até a empresa consignatária realizar a venda para terceiros. A remeteu. pois quando da venda das mercadorias. a existência de conceitos distintos: há mercadorias que podem estar fisicamente no estoque da empresa.00 Evento: recebimento de mercadorias em bonificação. mas não serem de sua propriedade.000. segue abaixo um exemplo prático.Receita de Bonificação de Mercadorias D . no valor de R$ 3. A No dia 31 de janeiro de 20xO. A. entre duas empresas comerciais. era de R$ 600. ocorreu o fato gerado do ICMS. A foi de R$ 2.

00 ICMS das operações subsequentes: R$ 600. além da operação envolver o ICMS incidente sobre as denominadas "operações próprias".600. em todas as operações anteriormente relacionadas.00 ICMS das operações próprias: R$ 1. das operações subsequentes.substituído: R$ 15. da possibilidade de atribuição. Um dos tributos que mais se utiliza do recurso da denominada Substituição Tributária é o ICMS.000.Mercadorias Recebidas em Consignação (contas de compensação) C .000. basta o comerciante substituído agregar todos os custos pagos pelo produto como custos de comercialização e/ou produção. As operações ocorridas sob esse regime devem ser objeto de contabilização distinta. a outro sujeito passivo.00 R$ 100. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente.ICMS a Recolher D . Há situações. recebimento em bonificação ou consignação de mercadorias. retenção e recolhimento do ICMS sobre duas ou mais operações da cadeia produtiva.ICMS si Mercadorias em Consignação C .Mercadorias Consignadas (contas de compensação) C .ICMS si Mercadorias Recebidas em Consignação R$ 12. em um regime conhecido como Substituição Tributária. 150 da Constituição Federal.000. 5.Mercadorias Consignadas (contas de compensação) R$ 100. conforme será observado no tópico a seguir. não há qualquer compensação do imposto pago nas operações anteriores.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: remessa de mercadorias em consignação D . por meio da Emenda Constitucional nº 3. Esse fato decorre de que.000. pneus.Consignação de Mercadorias (contas de compensação) Evento: recebimento de mercadorias em consignação D . Orleans Martins 50 .Mercadorias em Consignação (estoque em poder de terceiros) C . O tratamento contábil da substituição tributária deve ser observado com muito mais cuidado pelo substituto (aquele que vende o produto com substituição tributária). do que por aquele que recebe o produto em substituição tributária.000.000.1. fretes e outros. Contabilização do ICMS para empresas em regime de Substituição Tributária A figura da substituição tributária teve seu ápice com a introdução.000.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. temos a seguinte operação de um produto vendido por substituição tributária: Valor de venda pelo substituto: R$ 10. contudo. por intermédio do § 7º do art. de fatos tributários posteriores.00 Valor de venda varejo .Estoque de Mercadorias R$ 60.00 R$ 12. Diz o referido artigo: § 7º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. Todo o tributo já foi todo retido e recolhido nas operações anteriores.00 D . Para fins de exemplificar. quando da ocorrência de fato gerador do ICMS.00 Valor total da Nota Fiscal: R$ 10. ele deverá observar a segregação entre o tributo devido nas próprias operações do tributo retido por substituição tributária. tintas. de 1993.00 D . Já para o substituto.00 Como se pode observar. uma vez que. deve ocorrer o registro dos fatos contábeis relativos às denominadas operações próprias. venda. em produtos como combustíveis.ICMS a Recuperar C .1. o contribuinte torna-se responsável pelo cálculo. devolução. nesse regime. automóveis etc. nas operações de produtos adquiridos pelo regime de tributação pela substituição tributária.200. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga. em que. relativo às operações de aquisição. caso não se realize o fato gerador presumido.

00 (-) ICMS s/ Vendas (1.Inventário Permanente D .1.000. a operação é bem simples. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. No exemplo em questão. para melhor compreensão: Exemplo de cálculo do FATOR a ser utilizado no cálculo do aproveitamento do ICMS incidente sobre aquisição de ativo permanente. pois o valor corresponde ao ICMS a ser recolhido pelo substituto. . embora integrante do faturamento da empresa.200. Basta contabilizar o valor efetivamente pago como estoque.600. que o ICMS por substituição tributária.00 Evento: contabilização do ICMS por substituição tributária D ..2. A parte inicial da Demonstração do Resultado do Exercício. destinado à manutenção das atividades da empresa.00 Verifica-se. Aproveitamento de créditos de ICMS sobre venda de Ativos Imobilizados e a contabilidade As empresas sujeitas à tributação do ICMS..Substituição Tributária a Recolher Evento: contabilização do ICMS .Fornecedores/Caixa R$ 10.00) (-) ICMS Substituição Tributária Receita Operacional Bruta 10.600.. Vamos a um exemplo.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda de produto com substituição tributária D .ICMS .. Entretanto. seja pelo regime normal.00 Evento: aquisição de produto pelo substituído . não havendo qualquer possibilidade de creditarnento do ICMS das operações anteriores. 5. ao contrário do ICMS incidente sobre as operações mensais da empresa. quando realizam operações de aquisição de ativo fixo.Fornecedores/Caixa R$ 10. em razão das operações posteriores realizadas pelo contribuinte substituído.Duplicatas a Receber/Caixa (Cliente Alfa) C .00 (600.operações próprias D . em virtude do imposto já ter sido recolhido nas fases anteriores.00) .600. não constitui um elemento de sua Receita Operacional Bruta. possuem o direito de recuperar o ICMS sobre essa aquisição.ICMS s/ Vendas C .00 R$ 600.Estoques C . de acordo com determinado fator. dessa operação. Já para o contribuinte substituído. O fator deverá ser igual ao produto entre 1/48 (um quarenta e oito avos) com a relação entre a soma das saídas e prestações tributadas e o total das saídas e prestações escrituradas no mês. ficaria assim expressa: Faturamento Bruto 10. seja pelo regime de substituição tributária. Orleans Martins 51 .ICMS por Substituição Tributária C . deverá ocorrer nos 48 meses seguintes à aquisição do imobilizado. às empresas..Inventário Periódico D . Esse processo de recuperação. a aquisição de um ativo imobilizado é considerada uma operação de longo prazo.600.Compras de Mercadorias C . dessa forma.. de acordo com a legislação vigente.200.. destinado às suas atividades.Faturamento Bruto R$ 10. não é realizado qualquer débito de imposto. não é permitida pela legislação vigente. a recuperação imediata de todo o ICMS incidente em uma operação de aquisição de ativo imobilizado. Dessa forma.ICMS a Recolher R$ 1. pelo contribuinte substituído. os lançamentos seriam os seguintes: Evento: aquisição de produto pelo substituído .00 Quando da realização da venda..

00/850.00 em operações tributadas.000.000. No exemplo em questão: R$ 7. Meses nos quais irão ser creditados os valores do ICMS: De dezembro de 20x0 a dezembro de 20x1 = 13 meses Após dezembro de 20x1 = 35 meses Têm-se.0159313 Neste mês em questão.250.00 R$ 52. deduzido dos impostos recuperáveis incidentes sobre a operação.950.000. a serem aproveitados no curto prazo.200.00/48 = R$ 150.000. O ICMS incidente sobre as operações de aquisição de imobilizado.Data operação: 20. que resultam em um montante de R$ 1.00 > parcela máxima mensal do ICMS a ser aproveitada. venda e cancelamento de créditos decorrentes de operações com ativo imobilizado.200. Aquisição de ativo imobilizado Evento: aquisição de ativo imobilizado tributado pelo ICMS a vista Bem: Máquina Empacotadora .00 50.083333%.000.00 50.00 O custo de aquisição do veículo será representado pelo valor de aquisição do bem.ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) C .00 R$ 7.00 --281.00 --650.000.00.00 500.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 1.00) FATOR = 0. Orleans Martins 52 .000.000.000. que é inerente à aplicação do fator.202 CFOP 6.00 Outras 200.00 será aproveitado no longo prazo.000.12. caso a empresa possuísse créditos de ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado.000.00 500. para as empresas que promovem saídas não tributadas. no valor de R$ 5.950. deverá ser calculado da seguinte forma: FATOR = 1/48 * (650. deverá ser cancelado.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 60.59313% do valor total do ICMS.000. o percentual a ser utilizado seria de 2. A seguir. ou seja.000.102 CFOP 6.00 200.000.00 ICMS 12. será realizado em um prazo previsto de 48 meses.000. serão abordados todos os eventos provenientes de situações envolvendo aquisição.000.102 CFOP 5.00 BC 100. O fator para utilização.76470588) FATOR = 0.00 9. A diferença do ICMS não aproveitado.000. Ao final dos 48 meses. para um total de saídas no valor de R$ 850.20x0 Valor do bem adquirido: ICMS incidente sobre a aquisição: D .Máquinas e Equipamentos C . deve ser realizada a segregação entre o ICMS a ser aproveitado no curto prazo (ativo circulante) e a parcela a ser aproveitada no longo prazo (ativo não circulante). que não for aproveitado. teve as seguintes operações registradas em seu Livro de Registro de Saídas: CFOP 5.02083333 * (0. 1.00. 13 meses a R$ 150. não poderá ser aproveitada nos meses subsequentes. o fator a ser multiplicado pelo ICMS incidente sobre aquisição de ativo imobilizado seria 0. e uma parcela que será utilizada após o término do exercício social subsequente. então. teremos uma parcela do ICMS a ser aproveitado que será utilizado no exercício social imediatamente posterior. como já vimos anteriormente.0159313.000..00.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A empresa ALFA S. Caso a empresa apresentasse somente saídas tributadas.00 60.00 850. A. Então. a empresa teve um total de R$ 650. sendo que o saldo restante.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 Nesse caso em questão.000. o saldo de créditos do ICMS sobre aquisição de determinado ativo.949 Totais Valor Contábil 100. Dessa forma. Os lançamentos correspondentes seriam os seguintes: Evento: apropriação do ICMS incidente sobre aquisição de bem do Ativo Imobilizado D .800. ao final do mês de janeiro de 20xO.

00 D . Aproveitamento mensal de ICMS incidente sobre ativo imobilizado Após a aquisição. ao final de 48 meses: R$ 3. após 24 meses de aquisição Custo contábil do bem: Depreciação acumulada do bem: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar .Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 5. A primeira situação decorre do fato de a empresa promover saídas não tributadas. a possibilidade de recuperação do ICMS na aquisição do Ativo Imobilizado existe. não utilizados.00 R$ 455.00 R$ 5.Ativo Circulante: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . resultado. antes do término desse prazo. à razão de 1/48. Ele é creditado diretamente na apuração do ICMS. a partir do primeiro mês de aquisição. no primeiro mês. Serão analisadas. os créditos remanescentes. devem ser cancelados.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar (Ativo Circulante) R$ 455. proveniente de saldo remanescente. Utilizando-se o exemplo anterior. Evento: cancelamento do ICMS sobre ativo imobilizado. ao final dos 48 meses previstos para aproveitamento Situação: Valor total do ICMS sobre ativo imobilizado: Saldo remanescente.00 R$ 900. Orleans Martins 53 . vamos considerar que.ICMS a Recuperar C . com saldo de créditos de ICMS a recuperar Operação: Venda de Ativo Imobilizado. são aproveitados créditos em percentual inferior a 1/48.00 R$ 900. deduzido dos impostos recuperáveis. Em relação ao ativo imobilizado adquirido: Valor total do ICMS a recuperar: Fator: Valor do ICMS a recuperar no primeiro mês: R$ 7.250. podendo ocorrer variações no valor a ser aproveitado. devendo ser provisionado pelo seu total.00 Após os referidos lançamentos. O lançamento contábil correspondente a essa operação seria: Evento: aproveitamento mensal do ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado D . uma vez que tais valores não poderão ser recuperados no futuro. ou por ocasião da venda do ativo imobilizado. a seguir. perdendo as suas características intrínsecas de ativo.ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Não Circulante) C . teríamos uma situação onde o custo de aquisição do imobilizado será representado pelo valor de aquisição. de acordo com o percentual de saídas tributadas em relação às saídas totais.00 Importante é ressaltar que o aproveitamento do crédito do ICMS sobre aquisição de ativo imobilizado não ocorre juntamente com os créditos provenientes da aquisição de mercadorias. ao final de 48 meses.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] D .ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) R$ 120.000.200.0166667. no Livro de Registro de Entradas. pois devem receber tratamento contábil distinto. possa não ser aproveitada. em um saldo de créditos. a empresa em questão teve 80% de suas saídas tributadas. não utilizados. mensalmente. Evento: alienação de ativo imobilizado. pois não é permitida pela legislação a sua utilização. Máquinas e Equipamentos. proporcionalmente às saídas tributadas.400. Dessa forma.0166667 R$ 120.00 A apuração do fator de aproveitamento do crédito do ICMS sobre ativo imobilizado ocorrerá mensalmente. o fator de aproveitamento do ICMS seria 0. a empresa poderá aproveitar o crédito do ICMS.Outras despesas operacionais (ICMS si Ativo Imobilizado Não Utilizado) C .00 Verifica-se a apropriação do saldo do ICMS sobre ativo imobilizado como despesa.00 0.280.Ativo não Circulante: R$ 26. Dessa forma. Cancelamento de crédito do ICMS sobre ativo imobilizado não utilizado Ao final do período de 48 meses. as duas situações anteriormente descritas. Embora haja uma parcela que.

realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. bens ou valores.02. 1Q do Decreto nº 50. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. e condomínios edifícios residenciais ou comerciais. 7. Instituições financeiras. 3 (exceto o subitem 3.8 aIO. por elas pagas a seus agentes. 4 a 6.06. Orleans Martins 54 . Pessoas jurídicas. especificamente.00 Observe-se que.896/2009: a) Subitens 3. o saldo do ICMS. quando tomarem ou intermediarem serviços de coleta. 7. 7.05 e 17.15. 17 (exceto os subitens 17. 7. executados por prestadores de serviços que emitam nota fiscal ou outro documento fiscal equivalente autorizado por outro município ou pelo Distrito Federal. 7.Máquinas e Equipamentos C .Município de São Paulo Breve descrição do tributo Fato gerador Constitui fato gerador do Imposto sobre Serviços (lSS) no município de São Paulo a prestação.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . não inscritos no Cadastro de Prestadores de Outros Municípios.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar .04.04.09. não aproveitado em virtude da alienação do bem. Sociedades seguradoras. 19 e 21 a 40. deverá integrar o custo do bem vendido. 7.19. no Ativo Não Circulante D .01.07.400. b) De conserto e restauração de bens sinistrados por elas segurados. 6. bem como nos subitens 7. quando tomarem ou intermediarem serviços: a) Dos quais resultem remunerações ou comissões.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C . II. por pessoa física ou jurídica.00 R$ 26.1. remessa ou entrega de correspondências.03.Máquinas e Equipamentos Evento: lançamento da depreciação acumulada do bem D .Depreciação Acumulada . objetos. corretagens ou intermediações de seguro. 7. com ou sem estabelecimento fixo. 7.13.08. b) Subitens 7. 11.Ativo Não Circulante R$ 900.09).20.12. São responsáveis pela retenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza e compreendem fatos geradores passíveis para talos serviços prestados nas condições que seguem: I. inclusive imunes ou isentas.10.09 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo.05 e 17.11.17 e 16.00 R$ R$ 900. documentos. 18. quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços listados no art.00 R$ 5.18.04).280.03 e 12.02. 7. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.13. 7. 7. III. no item em questão. 7. 11.05. 7. no Ativo Circulante D . Tomadores ou intermediários de serviços provenientes do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior do País. de serviço não compreendido na competência da União ou dos Estados e.01 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo por prestadores de serviços estabelecidos fora do Município de São Paulo.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C . IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) . 13 a 15. prestados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda do bem do ativo imobilizado D . 7. IV. 17. 2. 7. 7.701/2003. 6. pelos agenciamentos. c) Itens 1. 1 Q da Lei nº 13. a prestação dos serviços constantes da relação do art.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C . 7.Ativo Circulante Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar.14.

Hospitais e prontos-socorros. comprovado via declaração cadastral (profissional autônomo). Sujeito ativo Decorrente desse Imposto. gozar de isenção ou gozar de imunidade. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. remessa ou entrega de correspondências. bens ou valores. recibo de profissional autônomo. corretagens ou intermediações de planos ou convênios. serviços de apoio aeroportuários. pelos agenciamentos. Empresas administradoras de aeroportos e de terminais rodoviários. o mês de emissão do documento fiscal (nota fiscal de serviço. a partir de 01. Orleans Martins 55 . b) de hospitais. qual seja. Sujeito passivo O contribuinte de fato consiste do prestador de serviços. bens ou valores. bancos de sangue. armazenagem de qualquer natureza. utilização de aeroporto. sendo o tomador do serviço caracterizado como o contribuinte responsável pela retenção e recolhimento do tributo. Empresas de aviação. objetos. movimentação de aeronaves. pelos agenciamentos. Tal alíquota deve ser destacada pelo prestador de serviço em documento fiscal fornecido à fonte pagadora. VI. V. Ao tomador do serviço. prontos-socorros. realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. para cálculo do imposto a ser retido na fonte. Momento de incidência/retenção/recolhimento Fundamentado o fato gerador. prestados dentro do território do Município de São Paulo. documentos. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. no caso dos serviços prestados pelas Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) optantes pelo SIMPLES Nacional. movimentação de mercadorias. capatazia. b) coleta. entre outros). corretagens ou intermediações de planos e títulos de capitalização. objetos. casas de saúde e de recuperação. laboratórios de análises. logística e congêneres. VII. por elas pagas a seus agentes.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] c) De regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros. de olhos. quando tomarem ou intermediarem os serviços de coleta. documentos. os responsáveis tributários ficam desobrigados da retenção e do pagamento do imposto. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. IX. quando tomarem ou intermediarem serviços: a) dos quais resultem remunerações ou comissões. tratado na Lei Complementar Federal nº 123/2006. então. Também. movimentação de passageiros. de pele. de patologia. Sociedades de capitalização.2009. compete o recolhimento do valor retido na fonte no dia 10 ou dia útil posterior do mês subsequente ao mês de ocorrência do fato gerador. ambulatórios. por elas pagas a seus agentes. quando tomarem ou intermediarem serviços dos quais resultem remunerações ou comissões. serviços acessórios. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. clínicas. remessa ou entrega de correspondências. VIII. quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo: a) tinturaria e lavanderia. Entretanto.01. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. Sociedades que explorem serviços de planos de medicina de grupo ou individual e convênios ou de outros planos de saúde. quando tomarem ou intermediarem os serviços aeroportuários. de inspeção e avaliação de riscos para cobertura de contratos de seguros e de prevenção e gerência de riscos seguráveis. o momento de incidência/retenção do ISSQN ocorre quando do recebimento/pagamento do serviço prestado. de eletricidade médica. em relação aos serviços tomados ou intermediados de prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo e nos enquadramentos que seguem. deve ser considerada. IV ou V da Lei Complementar nº 123/2006 considerando-se a faixa de receita bruta a que a ME ou EPP estiver sujeita no mês anterior ao da prestação dos serviços. tem-se como sujeito ativo o Município de São Paulo. a alíquota prevista nos Anexos III. de sêmen e congêneres.

2. o ISS constitui-se numa despesa que deve ser assim contabilizada: • Recebimento de serviços prestados no valor de R$ 1. • Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento. compreende: • Incidência do fato gerador.Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C . R$ 950. Para o tomador do serviço.ISS a Recolher . no curso irregular da obediência à legislação vigente. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço. com exceção de descontos e abatimentos concedidos independentemente de condição.Receita de Serviços Para o tomador do serviço. no curso regular da obediência à legislação vigente. Apurada a base de cálculo. Contabilização dos eventos Para o prestador de serviço. sem dedução. quando do recebimento do serviço prestado.00 R$ 950. a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido.Receita de Serviços D . 1º do Decreto nº 50. D . implicando no seguinte acréscimo legal sobre o valor do principal devido e não recolhido no prazo estipulado pela legislação vigente: (I) multa moratória de 0.Disponibilidades C . 6. no prazo estabelecido pela legislação. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço. isto é. os eventos relacionados ao tributo compreendem a(o): • Incidência do fato gerador.Disponibilidades R$ 50.00.00 D .Despesas com ISS (redutora da receita) C . Base de cálculo e alíquotas A base de cálculo do ISSQN compreende o preço do serviço prestado.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aspecto geográfico A retenção é aplicável aos sujeitos passivos prestadores dos serviços listados no art.Serviços Prestados por Terceiros C .ISS a Recolher .5% a 5% segundo normatização pela Portaria SF nº 014/2004 aos serviços nela expressos. Orleans Martins 56 .000. limitada a 20%.00 • Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento.896/2009.00 D . os eventos atrelados ao tributo consistem dos que seguem: • Pagamento em atraso de ISS retido na fonte. a receita bruta a ele correspondente. aplicam-se alíquotas de 2. Descrição dos eventos relacionados ao tributo Para o prestador de serviço. 6.Serviços de Terceiros a Pagar D .Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C .3. com retenção do ISS pelo tomador do serviço. Para o tomador do serviço.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.33% por dia de atraso. ocorre o seguinte evento relacionado ao tributo: • Recebimento de serviços prestados com retenção do ISS pelo tomador do serviço. com retenção do ISS de 5% pelo tomador do serviço: R$ 50.Serviços Prestados por Terceiros R 50.

Serviços Prestados por Terceiros • Pagamento do respectivo valor de ISS com acréscimo legal fora do prazo de recolhimento.Serviços de Terceiros a Pagar D .000.00 265. Fontes • Lei nº 13.000. ATIVO Ativo Circulante Caixa Bancos conta Movimento Ativo Não Circulante Imobilizado Instalações industriais (produção) Imóvel . A Cia. onde construiu suas instalações industriais com o objetivo de acondicionamento das bebidas importadas. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço. que serão comercializadas no território nacional.ISS a Recolher . fora do prazo estabelecido pela legislação.00 Patrimônio Líquido 35.000. Os valores deverão respeitar a legislação vigente no município onde ocorrer o fato gerador.Despesa de Multa com Caráter Compensatório C .701/2003. Atenas. 7.000. D .000. No ano de 2006.00 25.Serviços Prestados por Terceiros Valores hipotéticos. A Cia. vinho e uísque.00 555.00 Capital Social 40.Escritório (sede) Imóveis . • Portaria SF nº 14/2004.000.896/2009. ATENAS A Cia.ISS a Recolher .00 Total 31/12/2006 555.00 555.ISS a Recolher . Atenas é uma empresa que atua no ramo de importação.00 Passivo Não Circulante 265.000.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. denominado "conta empresarial".Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C . industrialização (acondicionamento) e comercialização de bebidas.000.000.Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C .00 Passivo Circulante 5.00 15.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para o tomador do serviço.Serviços Prestados por Terceiros • Provisão do acréscimo legal referente à multa moratória. a empresa adquiriu uma propriedade.000.00 555. • Decreto nº 50. que funciona de forma semelhante ao cheque especial de pessoa física. C .00 150. era a apresentada no quadro da página seguinte.000. compreende: • Incidência do fato gerador. Orleans Martins 57 . situada na zona rural. A empresa iniciou suas atividades no final de 2006. Atenas possui um limite de crédito junto ao Banco "X".000. apenas para exemplificar o lançamento contábil. tais como: vodca.000. em 31/12/2006. A posição patrimonial da Cia.00 285. a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido.Lojas (comercialização) Equipamentos e utensílios Veículos (-) Depreciação Acumuladas Total BALANÇO PATRIMONIAL 31/12/2006 PASSIVO 290.000.Disponibilidades D . Atenas foi constituída com o objetivo de importar bebidas e recondicioná-las para a comercialização no mercado brasileiro. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS O CASO DA CIA. D .

Imposto de Importação Na apuração do Imposto de Importação. em recipientes de capacidade 2208.052. a Receita Federal.573.Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .017. foram de responsabilidade do importador (FOB . A composição do CIF deverá ser o valor FOB da fatura comercial.04 uvas.00 1. que estipula e/ou modifica o percentual aplicável. O registro contábil da aquisição de matéria-prima. Atenas contratou ambos por U$ 5.777.Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C . em operações com importação de mercadorias e serviços. excluídos os da posição 20.89 Uísque 200 2. Orleans Martins 58 . no valor de R$ 1.00 Vodca 20 Uísques 2208.000.Bancos conta Movimento/Banco "X" Na impostos: • • • • R$ 10. será: D . a prazo. Os cálculos dos tributos incidentes nesta operação iniciaram-se pelo Imposto de Importação. incluídos os vinhos enriquecidos com álcool. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual ou de Comunicação (ICMS).361. a Cia.60.30 Com um teor alcoólico.1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7. fretes e seguros).09 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.555.172.78. superior a 50% vol. Quando não há o valor do seguro ou o frete internacional. Total U$ 297.172.12 Uma vez que seguro e frete corriam por sua conta. Seguro e Frete internacional). multiplicada pela alíquota incidente. ocorre a incidência dos seguintes Imposto de Importação (II).777.78 O valor da aquisição (compra) dos tonéis de bebidas totalizou U$ 1. para o exercício. Aquisição de matéria-prima No dia 2 de janeiro de 2007. As importações das bebidas.Tonéis Preço por Tonel U$ Vodka Ballaloc 250 1. Os custos referentes ao frete das mercadorias adquiridas. PIS e COFINS importação.: Cada tonel de bebida tem capacidade de 100 litros. Deve-se observar que a alíquota.46 importação de insumos (bebidas). Insurance and Freight (Custo. foram: Tabela: Volume de bebidas importadas.1. O percentual a ser cobrado de imposto (alíquota) fica a cargo do órgão regulador.89.863.Cost. e.75. com 120 dias de prazo para o pagamento. a serem acondicionados.56 472. A base de cálculo do II é o Valor CIF .12.361.33 Total 750 Obs. R$ 2. Produto (tonel) QTOE . mais o valor do frete e seguro internacional. em volume. As alíquotas são as seguintes: Cod TEC Descrição Aliq % 2208. mostos de 22.1. irá arbitrar um valor para o frete e o seguro internacional para se chegar ao preço CIF que é a base de cálculo do II. a empresa realizou a importação de bebidas a serem acondicionadas e. convertido pela taxa de câmbio do dia.261. nessa transação. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).10 12 superior ou igual a 50 litros Vinhos de uvas frescas. que.222..78 Vinho Seco Fino 300 1.188.22 403. os quais também devem integrar o custo de aquisição da bebida em tonéis: D . representam.Free on Board). a base de cálculo é formada pela soma dos custos de importação (matéria-prima.Fornecedores (Passivo) R$ 2. posteriormente.052. através do SISCOMEX. em reais. 7.30. geralmente em moeda estrangeira. pode variar de acordo com a natureza/tipo de produto e/ou serviço. comercializadas.

777. Contas Preço da matéria-prima adquirida (bebida em tonéis) Fretes e Seguros Imposto de Importação Taxas aduaneiras Valor total dos Estoques R$ 2.744.739.Bancos conta Movimentol Banco "X" (Ativo) R$ 26. representa R$ 355.754.753.620.39 166.387.90 Outros Adotando-se as alíquotas conforme TEC.387.547. Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Contabilização D .50 2.26 20 20 O valor do Imposto de Importação.361.622. de forma a apurar a base de cálculo e o imposto devido.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7.622. Orleans Martins 59 .50 Taxas aduaneiras 6. é representado pela soma dos custos das matérias-primas adquiridas mais o valor do frete e seguros. Tabela: Apuração do Imposto de Importação. a empresa pagou as seguintes taxas aduaneiras.00 10. conforme demonstrado a seguir: Tabela: Valor das compras (estoque de matérias-primas).33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Taxa aduaneira Sobre as mercadorias importadas.10 Vinhos espumantes e vinhos espumosos 2204.12 10.26 O valor dos estoques. que define os imposto de importação por mercadoria.863. Produtos (tonel) Valor ClF da Importação (MP) R$ Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 522.10.170.025.46 355.2. • CIF em dólar = 1.00 26. dos impostos não recuperáveis e taxas aduaneiras.75 • Valor CIF em reais 2.57 A seguir. distribuindo-se proporcionalmente o valor do seguro e frete. portanto.78 + 5.57 Alíquota do II Total Imposto de Importação a recolher Valor CIF x 5% 20% 12% 20% 104.687.50 R$ 355.129.387.97 355.Estoquei Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .080.67 • Taxa do dólar ou moeda estrangeira negociada 1.10.062.26 26. nesta operação.744.744.052.26 e o registro se faz a débito da conta de estoque: Contabilização D .062.Estoque/ Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .1.178.172.90 85.22 830. demonstramos o cálculo do Imposto de Importação por tipo de bebida adquirida.50 9.261.744.10 Tipo champanha (champagne) 2204.49 709.86 2.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2204.444.89 1.641.

Base de cálculo do ICMS A composição da base de cálculo é assim formada: (Valor CIF + 11 + IPI + IOC + IOF + Despesas Aduaneiras)j(l. Ex 01 .045.93 241. A composição da base de cálculo é feita da seguinte forma: A lógica de tributação do IPI na IMPORTAÇÃO Base de cálculo do IPI dos produtos importados: é o valor que serviu de base de cálculo do Imposto de Importação (Valor CIF). CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.. Orleans Martins 60 .4. pela importação de mercadoria.35 Imposto sobre as Operações Relativas a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação Para os produtos importados pela Cia.RICMS.024.04 Vinhos de uvas frescas. acrescido do imposto de importação. além dos encargos efetivamente pagos pelo importador. devido à importação dos tonéis de bebidas.014.775.296.754. após desembaraço.IOF e despesas aduaneiras.00 Vodca 22.69 1.35 1. Base de cálculo do IPI = valor CIF + valor do II Para este caso.IPI a Recuperar (Ativo) C .024.204.68 O valor do IPI a ser pago pela empresa poderá ser recuperado em operações posteriores.444.296.30.16 3.201. por determinação legal. em volume.486.61 1.359. utilizaram-se as alíquotas descritas na TIPI. incluindo o Imposto de Importação.83 2.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7.Destilado alcoólico chamado uísque de malte (malt whisky) com teor alcoólico em volume superior a 54% e inferior a 70%.RIPI.1.3. em recipientes de capacidade superior ou igual a 50 litros Ex 01 . conforme regulamento do ICMS .82 1. Atenas.08 402.003. a empresa enquadra-se como contribuinte de fato do IPI. Imposto sobre Produtos Industrializados Para os produtos importados pela Cia.050.409.384. mostos de uvas. por isso é que se divide por 1 menos a alíquota do ICMS.09. Câmbio e Seguro e sobre Operações Relativas a Títulos e Valores Mobiliários . do porto e de xerez 2208. A lógica de tributação do ICMS na IMPORTAÇÃO O valor da operação (mercadoria mais serviços) ou importação.006. as operações de importações realizadas sofrem incidência do respectivo imposto. Produtos (tonel) Base de Cálculo Alíquota (IPI ) Total do IPI si e a matéria-prima Total c/ IPI Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 633. R$ 1. conforme regulamento do IPI . Atenas. Imposto sobre Produtos Industrializados e Imposto sobre Operações de Crédito.1. incluídos os vinhos enriquecidos com álcool.10 Com um teor alcoólico.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7.974.Alíquota do ICMS) Veja que a base de cálculo do ICMS é feita como se o valor da sua respectiva alíquota entrasse "por dentro". superior a 50% vol.89 804.710. de forma que o registro contábil fica: Contabilização D .Vinhos da madeira. obtido de cevada maltada 40 60 30 Descrição Aliq % 60 Tabela: Apuração do IPI. pois.60.469.33 60% 30% 40% 380.33 1. Cod TIPI 2208. excluídos os da posição 20. ocorre fato gerador do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e de Comunicação.

ou seja.156. de 22 de novembro de 2005.72 3. Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Base de cálculo colocando Base de cálculo Alíquota Total Imposto de ICMS o ICMS “por dentro" (MP + IPI) recuperar ICMS = (3) x 25% (3) = (2) / (1-0.119.050. tais valores podem ser compensados.Bancos conta Movimento! Banco "x" (Ativo) 7.409.89 25% 469. que dispõe sobre o cálculo das referidas contribuições. Orleans Martins 61 .014.350.25 25% 348.68 4. independentemente do método de valoração utilizado: • O custo de transporte da mercadoria importada até o porto ou o aeroporto alfandegado de descarga ou o ponto de fronteira alfandegado. não agregarão ao custo dos estoques.359.828. Cabe ao poder público (Receita Federal do Brasil .479.ICMS a Recuperar (Ativo) C . Para as empresas que estão sob o regime de tributação não cumulativo de PIS e COFINS. PIS e COFINS Importação R$ 1.56 1.23 Da mesma forma que ocorre com o IPI.69 1.23 A apuração do PIS e COFINS incidentes de transações de importação devem orientar-se pela instrução normativa da Receita Federal do Brasil nº 572.606.625. mas para as empresas que estão sob o regime cumulativo (lucro presumido e simples) deverão considerar tais valores como custo das compras.350.5. já que não poderão compensar com os valores de saída.879.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Na importação o IPI faz parte da base de cálculo do ICMS. e. o ICMS a ser pago na importação será recuperado nas operações posteriores: Contabilização D . entendese que integram o valor aduaneiro.393. • O custo do seguro da mercadoria durante as operações.401. A fórmula padrão para apuração da base de cálculo é a seguinte: Base de Cálculo do PIS e COFINS: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x X) O Valor Aduaneiro representa toda mercadoria submetida a despacho de importação está sujeita ao controle do correspondente valor aduaneiro. Assim.352.94 1.Importação e = alíquota do ICMS CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. até a chegada aos locais.76 25% 338.204.Importação d = alíquota da COFINS .82 1.314.1. Cálculo de X: = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP.90 1. • Os gastos relativos à carga. à descarga e ao manuseio.045. A composição da base de cálculo é assim formada: Tabela: Apuração do ICMS.486.16 1.25) 1.Aduana) realizar o controle.156. o que não acontece nas operações de compra realizadas no país. associados ao transporte da mercadoria importada. que consiste na verificação da conformidade do valor aduaneiro declarado pelo importador com as regras estabelecidas no Acordo de Valoração Aduaneira.400. onde devam ser cumpridas as formalidades de entrada no território aduaneiro.469.

501.710.795. % % % × = 1.7190 Assim.952.828. Produtos Custo da Matéria-prima Vodca Ballaloc 36. quando somados os tributos que a empresa teve que pagar.622.312.42% 100.675.53% 20. Tabela: Carga tributária por produtos.22 85.65% 1.7% 58.60% 7.60% Total de COFINS 71.93 338.156.7% 58.37% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.622.COFINS a recuperar(Ativo) C .49 1. a carga tributária da empresa.35 1.22 1.97 10. A tabela a seguir demonstra a composição do gasto total da Cia. considerando apenas transações de importação.56 Vinho 830.744.72 2.439.687.81 709.452.533. Atenas: Tabela: Composição do gasto total com aquisição de matéria-prima.28 Expostos todos os tributos incidentes sobre aquisição de matéria-prima importada.287.300.384.57) corresponde a 41.28 268.18% 5. observa-se que o valor pago pela Cia. incluindo frete e seguros.3% Vinho Seco Fino 41.00% No entanto.387. PIS* COFINS* TOTAL 15. % % % ×[ .129. Imp.35% (1) Custo. % % × × % % × % × % × % ] % ] = 1.641.26 26.7% 52.65% 15.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) R$ 268.739.63 4. % % .8072 ×[ % = 1.64 88.235.129.170.72 Seco Fino Total 2.00 241.350.09 3.30 1.01 2.90 6.30 108.167.427.14 71.080.PIS a recuperar(Ativo) C .00 402.119.4% em relação ao valor total da transação.753.86 166.63% Carga Tributária 63.167.547.86 1. PIS Total de PIS Aliq COFINS 1.6367 % % ] = . representa uma média de 58.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) Contabilização da COFINS D .534.587.675.20 23.06 1.23 % 41.161.753.32 1.452.622.178.739. Taxas Produtos MP+ Frete e IPI* ICMS* Importação Aduaneiras Seguro (1) (1) (1) Vodca 522.024.94 Ballaloc Uísque 709.50 108.545.50 380. Os valores por produto estão descritos na tabela abaixo. Orleans Martins 62 .57 Contabilização do PIS D .32 88.65% 1.33 469.620.3% Uísque 47.300.350.795.062.68% 23.587.49 104. tem-se as seguintes bases de cálculo e a apuração dos respectivos tributos: Tabela: Apuração do PIS e COFINS Importação Produtos Vodca 8allaloc Uísque Vinho Seco Fino Total VA (CIF) X Base cálculo Pis/ Cofins 944.287. Atenas pela aquisição da matéria-prima propriamente dita (US$ 1.862.28 7.60% 7.401.201.000.08 348.81 1.50 58.3% Média 41. (*) Imposto a recuperar.14 19.062.50 1.64 830.39 58.534.67.63 522.061.545.011.18% 0.22 1.025.296.57 355.22 19.65% do total gasto com a aquisição.64 23.534.37 Aliq.39 9.63 R$ 58. ×[ . % % .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Cálculo dos parâmetros para apuração do PIS e da COFINS Importação: = = .300.01 268.65% 7. equivalente a R$ 2.062.

ICMS. também foi adquirido material de embalagens. PIS e COFINS pagos.862.60% = 17.alíquota de 7. Tabela: Compra de embalagens. Atenas adquiriu embalagens no mercado nacional.00 79.952.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.481. Atenas adquiriu bebidas em tonéis para serem acondicionadas e.006.400) x 1.75 30. Orleans Martins 63 .501.000 Uísque 3.000.50 25.000 .00 R$ 40.22.65% = 3.00 Esta transação de aquisição de insumos.061.89 804.000 Total 75. Produtos Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 7. Considerando que a Cia.960.000 .312. o custo do estoque é representado pelo total do gasto com a aquisição. irá compensar com o imposto devido incidente nas operações de vendas os valores de IPI.500.00 3. Para a realização do acondicionamento das bebidas importadas.507.00 82.Valor das embalagens sem IPI .400) x 7.00 R$ 22.00.235.000 Total (R$) 62.Estoque/Material de Embalagem (Ativo) D . o que se encontra evidenciado na tabela a seguir.22 1.024. que será utilizado no processo de acondicionamento.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Parte dos tributos.00 40.004.00 22.444.COFINS a Recuperar (Ativo) C .61 1. Os demais tributos (ICMS.48 633.887.33 697. PIS/PASEP e COFINS) estão embutidos no preço das embalagens.696.39 4. pode ser recuperada.057.696.20 2.IPI a Recuperar (Ativo) D .500. possibilita que a empresa credite (recupere) o valor dos tributos pagos no momento da venda (comercialização) de seus produtos.974.alíquota de 18% PIS/PASEP .00 17.400. Tabela: Quantidade e preço de aquisição das embalagens.024.400.320.011.IPI . ou seja.6% R$ 224.83 2.003.00 246.320. no entanto.00 224.(8) 1. O valor do PIS e COFINS a recuperar é calculado aplicando o valor da fatura de Embalagens menos o IPI (receita bruta) multiplicado pela alíquota respectiva. Tabela: Custo de aquisição da matéria-prima importada.2.00 R$ 17. tanto pela legislação do IPI quanto do ICMS. Compra de Embalagens .alíquota de 10% (destacada na nota fiscal) . comercializadas.33 Aquisição de embalagens A Cia.ICMS a Recuperar (Ativo) D .00 COFINS = (246.59 1.024.95 20. Valor da Matéria-Prima Valor do Custo dos produtos Impostos a Creditar (8) + Tributos (A) importados (A) . Produtos Preço Unitário R$ Total de Garrafas Vodca Ballaloc 2.Fornecedores (Passivo) R$ 162.00 Somando-se ao preço cobrado pelas embalagens o IPI incidente sobre as compras.536. PIS = (246.00 D . Atenas irá recuperar.400.400.65% COFINS .00 R$ 3. a Cia.439.81 805.000.22.696.754. menos os impostos recuperáveis.PIS a Recuperar (Ativo) D .400. posteriormente.000. a nota fiscal da compra totalizou R$ 246.56 2.alíquota 1.00 R$ 246.000 Vinho Seco Fino 2.775.Valor total da NF ICMS .

e faz jus a um salário de R$ 716.00 no mês de janeiro.00 2.400. e fazem jus ao salário-família os empregados que percebem até uma determinada faixa salarial. Em janeiro de 2007. temos: Folha de Pagamento Salários Brutos Mais: Salário-família Salário-maternidade Menos: INSS funcionários IR retido na fonte Salários Líquidos Contabilização do custo com mão de obra Registrando a folha de pagamento do pessoal encarregado da produção: Pelo salário e descontos dos empregados encarregados da produção: D .996.mpas.400. ocorreram pagamentos de saláriofamília e salário-maternidade.Estoques/Matéria-Prima (Ativo) R$ 2.Estoques/Custos de Produção/Salários (Ativo) C .400.00 R$ 19.00 7.74 Acima de 654.34 De 435.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Voltamos a ressaltar que PIS/PASEP e COFINS estão sendo lançados em conta de ativo porque a nossa empresa exemplo é tributada pelo regime não cumulativo.40 716. Consumo de matéria-prima e material de embalagem na produção Durante o mês de janeiro de 2007.50 R$ 4. 7. Fazem jus a salário-maternidade as empregadas em gozo de licençamaternidade por nascimento ou adoção de filho. conforme portaria do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS).gov.376. cujos salários brutos somaram R$ 26.INSS a recolher (Passivo) R$ 26.00. a tabela de faixas salariais e valores de salário-família eram (para consulta do valor atualizado.68 0. cujo ônus financeiro é da empresa. Uma funcionária encontra-se em licençamaternidade.027. Além da folha de pagamento.4.Salários a pagar (Passivo) C .754.Estoques/Custos de Produção/Matéria-Prima (Ativo) C .869.027. consulte o site do MPAS: <http://www.33 D .Estoques/Custos de Produção/Material de Embalagem (Ativo) C .br/>): Critérios p/ Cálculo do Salário-Família Remuneração (R$) Salário-Família (R$) Até 435. todo o estoque de matéria-prima e de material de embalagem foi utilizado na produção.56 22.50 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.50 20.Estoque/ Material de Embalagem (Ativo) R$ 162.R retido na fonte a pagar (Passivo) C .00 26.00 157.376.40. Somando-se os empregados que fazem jus a salário-família. No regime cumulativo.67 15.444.00 Nem todos os empregados fazem jus a salário-família. Atenas possui 24 funcionários na área de produção da empresa.57 até 654.00 4. Resumindo os valores a receber e descontos.50 R$ 2. o valor de PIS e COFINS embutidos na NF de compra compõe o custo de aquisição do estoque. ATENAS A Cia. Folha de pagamento da ClA.3. D . Orleans Martins 64 .960. a empresa terá que desembolsar R$ 157.

Estoques/Custo de Produção/INSS (Ativo) C .Provisões Trabalhistas/Provisão para Férias (Passivo) R$ 2.53 FGTS 8% 234. INCRA etc.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pelo salário-família e salário-maternidade dos empregados encarregados da produção: A empresa paga salário-família e salário-maternidade.933.INSS a Recolher (Passivo) R$ 7.112. Encargos sociais (INSS e FGTS) R$ 873. o registro dos encargos sociais incidentes sobre a remuneração paga ao pessoal encarregado da produção impacta o custo da produção.312. incidem FGTS.00 Da mesma forma que em relação à folha de pagamento.Salários a pagar (Passivo) 7. reduzindo-os do montante a recolher ao INSS: D .33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.59 Pelas provisões de férias e adicional de férias relativas ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .400.1. férias e adicional de férias (1/3).00 Total 6. SESI. Pelos encargos devidos ao INSS incidentes sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .80 FGTS 8. O somatório das contribuições incidentes sobre remuneração de empregados a serem recolhidas ao INSS totalizou 27. Alíquotas Produção Salários Brutos 26.40 FGTS 8% 176. que repassa às demais entidades.00 Em observância ao regime de competência.Estoques/ Custos de Produção/ FGTS (Ativo) C . Tabela: Provisões e encargos sobre 13º e férias do pessoal da produção.4.INSS a recolher (Passivo) C .70% 812.4.00 INSS Empresa 27.2.70% 609. Transações Alíquotas R$ Provisão de Férias + 1/3 de férias 2. Tabela: Encargos sociais sobre remuneração a empregados da produção.70% 7.40 A empresa está obrigada ao pagamento de tributos que incidem sobre a remuneração do trabalho.991. SEBRAE.7%.312.).Estoques/Custos de Produção/ Férias (Ativo) C . a empresa realiza a contabilização da provisão de décimo-terceiro salário.200.80 Pelo FGTS incidente sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . A tabela seguir apresenta o resumo" dos valores a serem registrados. As contribuições a terceiros são recolhidas juntamente com as devidas ao INSS. Provisões trabalhistas R$ 2. e também os encargos trabalhistas (INSS empresa e FGTS) sobre o valor das provisões.00% 2. contribuição previdenciária e contribuições a terceiros (SESC.00 INSS Empresa 27.933.112. Sobre a remuneração de empregados.FGTS a recolher (Passivo) 7.33 INSS Empresa 27. mas tem o direito de recuperar estes valores. Orleans Martins 65 .67 Provisão de 13º 2.

CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.312. Salários + encargos de pessoal da produção = Custo total com mão de obra Custo total com mão de obra Salários Brutos 26.790. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO Sobre o lucro auferido pela Cia.112. neste caso.996.Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C . conforme discriminado a seguir.00 INSS Empresa 609.Provisões Trabalhistas/ Provisão 13º Salário (Passivo) R$ 2. o custo total com mão de obra da empresa somou R$ 42.790.40 FGTS 176.933.33 INSS Empresa 812.400. é necessário que se faça mensalmente o cálculo do tributo devido com base no Lucro Real (IRPJ) e Resultado Ajustado (CSLL). encargos e provisões.00 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .00 Somando-se salários. Atenas.50 sem contar o salário-família e maternidade) o custo total com mão de obra corresponde a 214% do salário líquido. há a incidência dos seguintes tributos: • Imposto de Renda Pessoa Jurídica e • Contribuição Social Sobre o Lucro. A Cia. adota a tributação pelo Lucro Real anual.Provisões Trabalhistas /Provisão INSS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 609.200.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pela provisão do 13º salário relativo ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .67 obra): Pela provisão de FGTS incidente sobre 13Q salário do pessoal encarregado da produção (mão de D .Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ Férias (Passivo) R$ 234. Assim.400.40 Pela provisão de FGTS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .Provisões Trabalhistas/Provisão INSS s/ Férias (Passivo) R$ 812.73.00).67 Provisão de 132 Salário 2.Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C .00 Total 42. Orleans Martins 66 .80 FGTS 2.Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C . a 162% dos salários brutos (R$ 26.200.53 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre 13º salário do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . o que lhe permite recolher as antecipações do IRPJ e CSLL mensalmente por estimativa' ou com base em balancete de suspensão/redução.Estoques/Custos de Produção/ Décimo terceiro Salário (Ativo) C .Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 176. Se compararmos este montante com o salário líquido que os empregados irão receber (R$ 19.Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C . O custo total com mão de obra corresponde.53 FGTS 234.00 INSS Empresa 7.73 8.00 Provisão de férias 2.

00. O ponto de partida no cálculo é o resultado parcial de R$ 4.R$ 35. ao qual serão feitos os ajustes determinados pela legislação.342.87 apurado conforme demonstração do resultado do exercício.33 4.87 407.66 .00 5.80 O valor da despesa com CSLL no período é R$ 417. Orleans Martins 67 .900.220.2.525.00) (209.00 8. portanto: Tabela: Apuração da CSLL. uma parcela das despesas administrativas e de vendas.00 (5. IRPJ . no valor de R$ 8. Foi instituído pela Lei nº 7. 8.00) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Lucro antes do IR e CSLL Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para créditos de liquidação duvidosa Exclusões Base de Cálculo para Contribuição Social sobre o Lucro Líquido Alíquota CSLL devida no Período Contabilização Pela CSLL devida no período: D . Transcrevemos a seguir a demonstração do resultado antes do IRPJ: Demonstração de Resultado Mensal Faturamento Bruto IPI Receita Bruta de Vendas Impostos incidentes sobre vendas PIS 17.420. I).87 9. no caso do IRPJ. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível.0% 486.405.689. com a finalidade de custear os benefícios da seguridade social do país.497.752.998.998. A base de cálculo e o valor da CSLL devida no período são. Aplicam-se à CSLL as mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidas para o imposto de renda das pessoas jurídicas.86 (R$ 453.00 399.947.00) 12.105. é o lucro após computada a CSLL.680.947. A determinação do lucro real será precedida da apuração do lucro líquido de cada período de apuração com observância das disposições das leis comerciais.072. 195. ajustado pelas adições.497. por não contar com documentação adequada.1.Provisão para CSLL (Resultado) C . uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária.947.541.420. No período.80).105.000.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 8.420.000. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação.CSLL a pagar (Passivo) R$ 486.00 x 9% = R$ 35. mantidas a base de cálculo e as alíquotas previstas na legislação específica em vigor.Ativo Diferido CSLL (Ativo Realizável a Longo Prazo) C .Provisão para CSLL (Resultado) R$ 35.593. o que.00 (4.000.33 Pela CSLL incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Ativo Diferido) Ativo Diferido CSLL = R$ 399. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido .Imposto de Renda Pessoa Jurídica O lucro real é o lucro líquido do período de apuração. em 15 de dezembro de 1988. tal como definida no Capítulo II do Título VIII da Constituição Federal de 1988 (art.80 D .000.000. foi considerada indedutível.CSLL A contribuição social é um tributo incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas.

947.00) (3.105.420. Caso a sua realização seja colocada em dúvida.381.405.87 810.20) (91.002) IRPJ devido no Período Contabilização Pelo IRPJ devido no período: D .00 x 25% = R$ 35.546.Provisão para IRPJ (Resultado) C .653.683. sem sua respectiva contabilização.88 538.039.420. despesas administrativas e de vendas.405.00 5.998.105.41 ) (75.608.100. O Lucro Real e o valor do IRPJ devida no período são.337.525.855.538.33 4.349.00 399.75) IRPJ Alíquota Adicional (10% x (5.000. tal diferimento não deverá ser efetuado.59 1.349. foram consideradas despesas indedutíveis. D .93) 5.07 (518.59) 4. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível.00 (2.80.54 No período.Ativo Diferido IRPJ (Ativo) C .170.47 Pelo IRPJ incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Registro de Ativo Diferido) Ativo Diferido IRPJ = R$ 399. Lucro antes do Imposto de Renda Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Exclusões Lucro Real (Base de cálculo do IRPJ) IRPJ Alíquota Normal (15% x 5.998.552.00 O diferimento de impostos segue o regime de competência.87 407.497.00.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] (OFINS ICMS sobre Vendas Receita Líquida de Vendas Custo dos Produtos Vendidos Lucro Bruto Despesas de Vendas Despesas Financeiras Despesas Administrativas Lucro Operacional Resultado não Operacional Lucro Antes do IRPJ e CSLL CSLL Lucro Antes do IRPJ (963.511.998. no valor de R$ 8.452.00 8. uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária.351. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000.105.680.420.IRPJ a Pagar (Passivo) R$ 1.000. portanto: Tabela: Apuração do IRPJ.433. pois na contabilidade foram consideradas despesas.87 486.561.87 4. deverá ser considerada quando da realização financeira de tal despesa.525. porém a dedutibilidade.828.47 4. Orleans Martins 68 .Provisão IRPJ (Resultado) R$ 99.87 .00) 8. para efeito de IRPJ e CSLL.20.000.381.

em referência ao "LALUR Livro de Apuração do Lucro Real". será optativo apenas nos anos de 2008 e 2009. apuração de resultados . • APIMEC NACIONAL . convertida na Lei 11. a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). fariam os ajustes necessários a atender aos novos critérios contábeis trazidos pela Lei nº 11. através da emissão de uma lei específica. de 27 de maio de 2009. os elaboradores da Lei nº 11. Regime Tributário de Transição Em linhas gerais.e consequentemente. Atuariais e Financeiras. que efetuou alguns ajustes na Lei nº 11. tornando obrigatória a partir de 2010. uma vez que o modelo de contabilidade que está sendo implementado é aderente ao modelo internacional delineado pelo IASB .941. as quais deverão ser elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade. este regime oferece às empresas contribuintes maior segurança jurídica no momento da apuração das bases de cálculo do tributos federais.Conselho Federal de Contabilidade. que é uma entidade ligada à Universidade de São Paulo e que.638/07 veio atender a questões que já vinham sendo discutidas pelos contabilistas brasileiros há cerca de duas décadas. A expectativa presente é que. após a consolidação das mudanças no plano contábil. E o que isso tem a ver com a questão tributária? Tudo. a Receita Federal do Brasil e a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). • IBRACON .1. que foi criado por um resolução do Conselho Federal de Contabilidade e que é formado por seis entidades: • ABRASCA .1. muitos dos critérios para avaliação de ativos e passivos . Conscientes do problema que seria gerado. Um grande passo concreto dado nessa direção foi a criação do CPC (o Comitê de Pronunciamentos Contábeis). para fins de tributação.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 9. Cabe destacar que a neutralidade fiscal! proposta pelo Regime Tributário de Transição (RTT) para empresas optantes do regime do lucro real vigerá até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos tributários dos novos métodos e critérios contábeis. o Banco Central do Brasil.International Accounting Standards Board. que coordena e congrega os auditores independentes. Mudando-se os critérios contábeis. em seguida. a base de cálculo dos tributos.Regime Tributário de Transição. • CFC . em um livro à parte. da contribuição para o PIS/PASEP e da contribuição para o financiamento da seguridade social (COFINS). de 4 de dezembro de 2008. revogou o parágrafo que criava o LALUC e garantiu a neutralidade tributária criando o RTT . em especial daqueles incidentes sobre o lucro. pode-se dizer de forma simplificada. uma vez que a lei traz em seu texto a possibilidade de normas adicionais.638 preocuparam-se em garantir que os novos critérios contábeis não afetariam a base de cálculo dos tributos.638. Com as alterações introduzidas pela Lei nº 11. emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários.Associação Brasileira das Companhias Abertas. Posteriormente. A ideia era a seguinte: as empresas fariam os seus registros contábeis conforme os critérios aceitos pela legislação tributária.638/07 A contabilidade brasileira encontra-se num processo de convergência aos padrões internacionais contábeis. que representa os analistas de mercado.Bolsa de Valores de São Paulo. que representa as companhias abertas. a Medida Provisória 449.Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais. as autoridades fiscais deverão ajustar a legislação fiscal à nova configuração contábil. e. • BOVESPA .Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.1.638. 9. que congrega os profissionais da área de contabilidade. e as demais que estão por vir. A publicação da Lei 11. "congelou" os métodos e critérios contábeis. representa a academia. que representa o mercado de títulos e valores imobiliários. existente na legislação do Imposto de Renda. foi criado o que passou a ser chamado de "LALUC . portanto. da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).International Pinancial Reporting Standards.Livro de Apuração do Lucro Contábil". As autoridades tributárias baseiam-se nos números contábeis (aos quais alguns ajustes são feitos) para tributar as empresas. 9. Fazem parte também. inclusive para a apuração do imposto sobre a renda com base no lucro presumido ou arbitrado. em dezembro de 2007.mudaram. O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11. composto por um conjunto de normas orientativas: IFRS . seria afetada. O RTT.Instituto dos Auditores Independentes do Brasil.638. Orleans Martins 69 . • FIPECAFI . como convidados permanentes do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Assim.

mas sim submetido ao teste de recuperação. recebem isenção ou redução de impostos. Além disso. para fins de aplicação do RTT. 941/09 estabelece que as pessoas jurídicas deverão primeiramente apurar o resultado do exercício de acordo com as disposições da Lei nº 6. cabe destacar que as empresas que não optaram pelo RTT não terão a neutralidade assegurada. a empresa optante poderá efetuar as adições e exclusões inerentes às diferenças de critério contábil diretamente no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR).638/07. Orleans Martins 70 . para empresas optantes da sistemática do lucro presumido. recomenda-se avaliar as especificidades de cada empresa. PIS e COFINS. definido como uma escrituração das contas patrimoniais e de resultado. resultando em apropriação de despesas relativas a estes contratos num período de tempo superior. referente ao ano calendário de 2008.1. para apuração da base de cálculo do imposto. a opção pelo RTT parece assegurar. o parágrafo único do art.941/09 deixa claro que as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelos demais órgãos reguladores que visem alinhar a legislação específica com os padrões internacionais contábeis também não poderão alterar a base de cálculo do IRPJ. CSL. Dentre as hipóteses em que a opção pelo RTT pode ser uma alternativa para a manutenção da carga tributária: • Empresas que possuem incentivos fiscais considerados como subvenção para investimento: como tais subvenções passam a ser contabilizadas no resultado do exercício. Empresas tributadas pelo lucro presumido e real A Lei nº 11. poderão ser realizados outros ajustes no LALUR (adição. a dedutibilidade da amortização com base no critério vigente em 31/12/2007. alguns destes contratos deverão ser considerados como uma operação de compra e venda a prazo. • Empresas que operam com contratos de arrendamento mercantil (leasing): para fins contábeis. estabelece que. 17 da Lei nº 11. • Empresas que estão amortizando ágio justificado por rentabilidade futura (após incorporação): considerando que as novas práticas determinam que este ativo diferido não será mais amortizado. as empresas optantes poderão continuar realizando as apurações do IRPJ e da CSLL com base nos métodos e critérios contábeis vigentes em 31/12/2007. no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). Portanto.1. Destaca-se também que as companhias abertas e outras que fizerem a opção deverão aplicar as normas emitidas pela CVM. A Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil nº 949/09.404/76.941/09 será também aplicável para a apuração do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ). Assim. a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social. no LALUR. ao menos para 2008 e 2009. Portanto. que serão concedidas como estímulo à implantação ou/e expansão de empreendimentos econômicos. considerando os critérios contábeis aplicáveis à legislação tributária. 21 da Lei nº 11. considerando os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007). O art.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Às empresas optantes do RTT segundo o art. Lembrando que. 9. Possam existir situações em que adesão ao RTT poderá ser menos complexa. inclusive o PIS e a COFINS somente ocorre se a PJ optar pelo RTT. conforme os novos métodos e critérios contábeis) para o lucro líquido para fins tributários (ou seja. A formalização da opção ocorreu no momento da entrega da DIPJ. 16 da Lei nº 11.941/09 fica estabelecido que a sua adoção para fins de apuração do IRPJ implicará na adoção automática para os demais tributos federais: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). normalmente com taxas que levam em conta a vida útil efetiva.941/09. De acordo com as instruções do RTT. No entanto.1. o bem estará sujeito à depreciação. Subvenções para investimento As transações relacionadas a subvenções para investimento é disciplinada pelo artigo 18 da Lei nº 11. que regulamentou o RTT.2. a não tributação pelo IRPJ. exclusão e compensação) de valores prescritos ou/e autorizados pela legislação tributária. 9. que estabelece que. O detalhamento deste ajuste global será objeto do FCONT (Controle Fiscal Contábil de Transição). em partidas dobradas. as pessoas jurídicas que fizerem opção pelo REGIME TRIBUTÁRIO DE TRANSIÇÃO deverão realizar os ajustes específicos no lucro líquido do período. Para garantir a neutralidade.COFINS. com as modificações introduzidas pela Lei nº 11.2. com a finalidade de reverter o efeito da utilização de métodos e critérios contábeis diferentes daqueles vigentes em 31 de dezembro de 2007. CSLL e. as empresas devem fazer um ajuste global do lucro líquido societário (ou seja. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.

9. conforme refere o art. De acordo com as orientações constantes das normas expedidas pela CVM.1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Destaca-se também que as doações realizadas pelo Poder Público deverão ser registradas em conta do resultado pelo regime de competência. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. com posterior capitalização do valor da doação ou subvenção. 9. excluir o valor do prêmio de emissão nas debêntures do LALUR para fins de determinação da base de cálculo do IRPJ e da CSL e da base de cálculo do PIS e da COFINS. destaca-se que as empresas deveriam identificar que ajustes podem e são aplicáveis às demonstrações contábeis. as empresas optantes do regime tributário transitório deverão reconhecer o prêmio recebido em conta do resultado pelo regime de competência. será necessária a comprovação para atendimento inclusive do Fisco NÃO Opção Em princípio. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmio na emissão de debêntures.1. é exigido que as subvenções para investimentos e as doações recebidas do Poder Público deverão ser mantidas em conta de reserva de lucros. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 (Benefício via LALUR) Dedutibilidade da contra prestação paga assegurada. desde que esse valor seja mantido em urna reserva de lucro específica. para fins de apuração do lucro real e da base de cálculo do PIS e da COFINS posteriormente. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular.1. se considerarmos que não ocorre mudança de critério contábil. posteriormente. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. o valor do prêmio na emissão de debêntures será tributado caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmios na emissão de debêntures. ou • Integração à base dos dividendos obrigatórios. Entretanto. sendo necessária a avaliação do efeito do teste de recuperação Passará a registrar a depreciação dedutível do bem ativado e encargos financeiros do passivo registrado Mesmos efeitos da opção. Ágio na emissão de debêntures No caso de haver ágio na emissão de debêntures. os gestores terão condições de realizar urna avaliação mais precisa e decidir sobre a viabilidade da opção ou não ao RTT. Orleans Martins 71 .3. Sendo que. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos. Na tabela a seguir. Esta nova regra assegura a não tributação das subvenções para investimentos. com posterior capitalização do valor do prêmio. apresentam-se algumas transações que poderão provocar efeitos tributários em função da opção do RTT.2. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. No entanto. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. Entretanto. mediante redução do capital social nos 5 (cinco) anos anteriores à data da emissão das debêntures corno prêmio. somente revisão de estimativa da vida útil CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. não aproveita fiscal mente.404/76. ou • Integração à base de cálculo dos dividendos obrigatórios. mediante redução do capital social. enquanto mantidas em reservas e não disponibilizadas aos sócios. os valores das subvenções para investimento e doações recebidas do Poder Público serão tributadas caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos.alteração de vida útil econômica Opção pelo RTI Dedutibilidade da amortização assegurada. 195-A da Lei nº 6. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular. mediante redução do capital social. A lógica subjacente refere-se ao fato de que não se devem onerar benefícios fiscais cedidos pelo próprio Poder Público. mediante redução do capital social. Descrição Ágio fundamentado por rentabilidade futura (após incorporação) Arrendamento mercantil Leasing Depreciação . de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 Se a taxa for aumentada. Transações contábeis que provocam efeitos tributários em função da opção da RTT Dentre as orientações e recomendações em relação ao RTT. A partir desta avaliação sobre os reflexos fiscais que podem decorrer dos respectivos ajustes. nos 5 (cinco) anos anteriores à data de doação ou subvenção. esses valores poderão ser excluídos do LALUR. as companhias abertas e outras poderão.

O pronunciamento também trata de reconhecimento de ativos fiscais diferidos decorrentes de prejuízos e créditos fiscais não usados. Cita-se como exemplo vedação da compensação dos valores de IRPJ e CSLL devidos por estimativa.despesas pré.vigente em 1/12/2007. que prescreve o tratamento contábil para os tributos sobre o lucro.Income Taxes O Comitê de Pronunciamentos Contábeis aprovou. • Despesa tributária (receita tributária) é o valor total incluído na determinação do lucro ou prejuízo para o período relacionado com o tributo sobre o lucro corrente ou diferido. da apresentação dos tributos sobre o lucro nas demonstrações contábeis e da divulgação das informações relacionadas aos tributos sobre o lucro.exceto em relação a pequenas adaptações para tornar a tradução melhor compreensível .1. que já estão sendo questionadas judicialmente pelos contribuintes.638/07 e das medidas instituídas pela Lei 11. PIS e COFINS Também deverá cumprir o critério fiscal previsto no artigo 327 do RIR (cinco anos) Tratamento de provisão temporariamente indedutível Diante das mudanças introduzidas pela Lei nº 11.2. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 emissão de ações Dedutibilidade ocorrerá pelo critério Ativo diferido . em 17 de julho de 2009. que pareciam perfeitamente estabelecidos.o IAS 12 . 327 do RIR) (adição temporária) Teste de recuperação Tratamento de provisão (lmpairment) temporariamente indedutível Fonte: Terco Grant Throrntton (2009). determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias. o pronunciamento do CPC reproduz . Em relação às opções de tributação do IPRJ e CSLL. cabe destaque para a apuração com base no lucro real trimestral. A questão principal do CPC 32 são as consequências fiscais atuais e futuras da futura recuperação do valor contábil de ativos (por venda ou uso). sobre o qual os tributos sobre o lucro são devidos. • Tributo corrente é o valor do tributo devido (ou recuperável) sobre o lucro tributável (ou prejuízo fiscal) do período. • Ativo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro recuperável em período futuro relacionado a: a) Diferenças temporárias dedutíveis. Orleans Martins 72 . não obteve-se o consenso esperado.2. Pois têm-se observado diversas discussões que destacam que estas medidas instituídas restringem alguns dos direitos das empresas. 941/09. CSLL. • Prejuízo fiscal é o prejuízo para um período. operacionais recuperação. Algumas definições importantes utilizadas pelo pronunciamento são: • Resultado contábil é o lucro ou prejuízo para um período antes da dedução dos tributos sobre o lucro. determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias. As diferenças temporárias podem ser tanto: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. pois reduziria os efeitos impostos pela MP 448. o pronunciamento CPC 32. sobre o qual os tributos sobre o lucro são recuperáveis. e. • Passivo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro devido em período futuro relacionado às diferenças temporárias tributáveis. Como tem ocorrido em relação a outros assuntos contábeis. que teve como finalidade a neutralidade fiscal. 9. e das transações e eventos no período atual reconhecidas nas demonstrações contábeis. • Diferença temporária é a diferença entre o valor contábil de ativo ou passivo no balanço e sua base fiscal. que veda a compensação das estimativas de IRPJ e CSL1. qual seja. conforme o caso Será tributado para fins de IRPJ.Income Taxes.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Efeitos de natureza credora ou devedora serão neutralizados no LALUR (adição/exclusão) Reserva para subvenção na Não tributação assegurada. 9. Ajustes a valor presente de contas a receber e a pagar Os ajustes aumentarão ou reduzirão o lucro tributável. b) Compensação futura de prejuízos fiscais não utilizados. O Pronunciamento CPC 32 Tributos sobre o lucro .IAS 12 . c) Compensação futura de créditos fiscais não utilizados. da futura liquidação de passivos. • Lucro tributável é o lucro para um período. não inferior a cinco anos (art. que é a norma internacional. que pode ser uma alternativa viável.

e no momento da transação. ou • Reconhecimento inicial de ativo ou passivo em uma transação que: não é uma combinação de negócios. a qual é a diferença temporária que resulta em valores que são dedutíveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de futuros períodos quando o valor contábil do ativo ou passivo é recuperado ou liquidado. Base fiscal de ativo ou passivo é o valor atribuído àquele ativo ou passivo para fins fiscais. não afeta nem o lucro contábil nem o lucro tributável (prejuízo fiscal). A figura a seguir ilustra o modelo de decisão para o reconhecimento de ativos e passivos fiscais diferidos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. além das mesmas exceções relacionadas para os passivos fiscais diferidos. a qual é a diferença temporária que resulta em valores tributáveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de períodos futuros quando o valor contábil de ativo ou passivo é recuperado ou liquidado. exceto quando o passivo fiscal diferido advenha de: • Reconhecimento inicial de ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill). ou. conforme o CPC 32/IAS 12: Em relação aos ativos: O pronunciamento torna obrigatório o reconhecimento de passivo fiscal diferido para todas as diferenças temporárias tributáveis. Orleans Martins 73 . o CPC destaca que tais ativos só deverão ser reconhecidos na medida em que seja provável a existência de lucro tributável contra o qual a diferença temporária dedutível possa ser utilizada. Diferença temporária dedutível. • • As figuras a seguir ilustram de forma gráfica o tratamento prescrito para registro de ativos e passivos fiscais diferidos.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Diferença temporária tributável. Já para o reconhecimento de ativos fiscais diferidos.

Orleans Martins 74 .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.

Imposto de Renda Pessoa Jurídica para Contadores. 2009. Contabilidade Tributária na Prática. Contabilidade Tributária. GOMES. Gustavo Pedro de.blogspot. PEREZ JÚNIOR. Carlos Alberto. 2007. Silvério das. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: CHAVES. Carlos Alberto. Renato. PEREIRA. Manual de Contabilização de Tributos e Contribuições Sociais. SANTOS. ed. atual. 13. Legislações específicas (leis. rev. Francisco Coutinho. São Paulo: Fase Editora. São Paulo: Atlas. 3. São Paulo: Atlas. Sidney Ferro. São Paulo: IOB – Thonsom. Cleônimo dos Santos. VICECONTI. REIS. ed. Luciano Gomes dos. 2010. Érica Gadêlha. e ampl. São Paulo: Atlas. José Hernandez. 2009. Luís Martins de. 9. 2010. V. ed. 2010. PEREIRA. Orleans Martins 75 . Amaury José. MUNIZ. Barros. Contabilidade Tributária. CHIEREGATO.br Web site: informacaocontabil. Marilete Bezerra. REZENDE. decretos e normas). GALLO. Manual de Contabilidade Tributária: textos e testes com as respostas. Roberta Carvalho de. Paulo E. Curso Prático de Imposto de Renda: pessoa jurídica e tributos conexos. 2007. Contabilidade Tributária: entendendo a lógica dos tributos e seus reflexos sobre os resultados das empresas.com. ALENCAR. OLIVEIRA.com CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. São Paulo: Saraiva. Mauro Fernando. São Paulo: Atlas. 2010. 11.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] BIBLIOGRAFIA BÁSICA: FABRETTI. Láudio Camargo. ed. São Paulo: Atlas. OLIVEIRA. NEVES. ORLEANS SILVA MARTINS Doutorando e Mestre em Ciências Contábeis pela UnB Email: orleansmartins@yahoo.

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