2011

APOSTILA DE CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

APOSTILA PARA ACOMPANHAMENTO DO MÓDULO PROF. ORLEANS MARTINS

[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL]

PROGRAMA
1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional; Legislação Tributária; Tributos – federais, estaduais e municipais; Princípios Constitucionais Tributários; Elementos Fundamentais do Tributo; Obrigação Tributária; Imunidades e Isenção Tributária; Regulamento do Imposto de Renda; Responsabilidade do Contador; Contabilidade Tributária; Planejamento Tributário. 2. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA PIS/PASEP e COFINS; ICMS; IPI; ISS. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO IRPJ; CSLL; Regimes de Tributação do IRPJ e CSLL. 4. SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Simples Nacional. 5. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) Contabilização do ICMS em empresas em regime normal de apuração. 6. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) Breve descrição do tributo; Descrição dos eventos relacionados ao tributo; Contabilização dos eventos. 7. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS Aquisição de matéria prima; Aquisição de embalagens; Consumo de matéria prima e material de embalagem na produção; Folha de pagamento. 8. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO CSLL; IRPJ. 9. O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11.638/07; O pronunciamento CPC 32.

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1. 1.1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional

Direito e Contabilidade são ciências que caminham juntas e complementam-se, desde longa data, acompanhando a natural evolução das diversas sociedades. Direito é a ciência das normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens em sociedade, existindo para isso as diversas jurisprudências. É o conjunto das normas jurídicas vigentes num país. Entre essas, destacam-se as normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, constituindo o Sistema Tributário Nacional, que disciplina a arrecadação e distribuição de rendas. A Contabilidade, por sua vez, é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, controle e registro dos atos e fatos de uma administração econômica, servindo como ferramenta para o gerenciamento da evolução do patrimônio de uma entidade e, principalmente, para a prestação de contas entre os sócios e demais usuários, entre os quais se destacam as autoridades responsáveis pela arrecadação dos tributos de uma nação ou região. No exercício de suas funções, claro está que o contador deve obedecer, além das normas e dos princípios fundamentais de contabilidade, também à legislação tributária concernente à correta apuração, registro, divulgação e arrecadação dos diversos tributos que incidem nas diversas fases de atividade das empresas e, principalmente, sobre a obtenção de renda e lucro em determinado período. Justifica-se, portanto, a imperiosa necessidade de os contadores conhecerem determinados aspectos da legislação tributária, devido à grande influência nas rotinas das organizações. 1.2. Legislação Tributária

É oportuno, de início, transcrever o conceito dado pelo Código Tributário Nacional à legislação tributária, conforme o art. 96 da Lei nº 5.172/66, de 25 de outubro de 1966: “Art. 96. A expressão 'legislação tributária' compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes." A Constituição Federal de 1988 trouxe profundas alterações no Sistema Tributário Nacional, não só em relação à quantidade e ao campo de incidência dos tributos, mas também quanto à própria distribuição dos valores arrecadados entre União, Estados e Municípios, o que atualmente vem comprometendo uma razoável reforma tributária principalmente em razão de não haver consenso entre os governantes de como devem ser repartidos os valores arrecadados. 1.2.1. Leis, tratados, convenções internacionais e decretos De acordo com o art. 97 do Código Tributário Nacional: "Somente a lei pode estabelecer: I. II. III. IV. V. VI. A instituição de tributos, ou a sua extinção; A majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3 Q do art. 52, e do seu sujeito passivo; A fixação da alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nelas definidas; As hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. § 1 º Equipara-se à majoração do tributo a modificação de sua base de cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso.

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tanto no que se refere ao montante arrecadado.3. de CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 2 º Não constitui majoração de tributo. Já os impostos representam. Art. a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. • Contribuições de melhoria: que são cobradas quando do benefício trazido aos contribuintes por obras públicas." 1. em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. de serviços públicos específicos e divisíveis. • Cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada: a autoridade não possui liberdade para escolher a melhor oportunidade de cobrar o tributo. 99. II. os Estados. determinados com observância das regras de interpretação estabelecidas nesta Lei. e serão observados pela que lhes sobrevenha. • Que não constitua sanção de ato ilícito: as penalidades pecuniárias ou multas não se incluem no conceito de tributo. a que a lei atribua eficácia normativa. Ufir). 98. que não constitua sanção por ato ilícito. dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: I. o Sistema Tributário Nacional está estruturado de forma a permitir ao Estado a cobrança de: • Impostos: que decorrem de situação geradora independente de qualquer contraprestação do Estado em favor do contribuinte. • Compulsória: obrigação independente da vontade do contribuinte. A denominação e demais características formais adotadas pela lei. para os fins do disposto no inciso II deste artigo. o que é pago em bens ou em trabalho ou prestação de serviço. • Em moeda ou cujo valor se possa exprimir: os tributos são expressos em moeda corrente nacional (reais) ou por meio de indexadores (ORTN. IV. assim. instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. sendo irrelevantes para qualificá-Ia: I. OTN.Conceitos e Espécies O Código Tributário Nacional conceitua tributo como toda prestação pecuniária compulsória. Os convênios que entre si celebrem a União. As taxas e contribuições de melhoria têm pouco significado. Tributos . BTN. Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna. ou seja. a lei já estabelece todos os passos a serem seguidos. Para melhor entendimento sobre a definição de tributo. é possível decompor sua definição nas seguintes características: • Prestação pecuniária: significa que o tributo deve ser pago em unidades de moeda corrente. A destinação legal do produto da sua arrecadação. inexistindo o pagamento in natura ou in labore. As práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas. como ao impacto causado no contribuinte. II. o Distrito Federal e os Municípios. Seção III Normas complementares Art. 100. Os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas. Art. São normas complementares das leis. ESPÉCIES DE TRIBUTOS No que se refere às espécies de tributos. o pagamento de tributo não decorre de infração de determinada norma ou descumprimento da lei. • Instituída em lei: só existe a obrigação de pagar o tributo se uma norma jurídica com força de lei estabelecer essa obrigação. • Taxas: que estão vinculadas à utilização efetiva ou potencial por parte do contribuinte. As decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa. Orleans Martins 4 . O conteúdo e o alcance dos decretos restringem-se aos das leis em função das quais sejam expedidos. A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação. III.

chegando ao patamar no ano 2000 de 32. Essa amplitude e o detalhamento dado pelo texto constitucional promoveram um crescimento desordenado dos tributos cobrados nos últimos anos. Contribuição Sindical. • Operações de crédito. como para direcionar o comportamento da economia. corno é o caso do imposto único. Tais princípios. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. o instrumento do qual o Estado dispõe tanto para angariar recursos para gerir a Administração Pública e permitir investimentos em obras públicas. ou seja. o consumo e a propriedade. 1. surgiram para financiamento das atividades sociais as contribuições sociais.5. • Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. câmbio e seguro. de um lado aumenta a indústria da arrecadação e fiscalização e. é vedado à União. aos Estados. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: • Transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens e direitos. • Transmissão intervivos.34% do Produto Interno Bruto (PIB). • Propriedades de veículos automotores. Estaduais e Municipais A Constituição em vigor assim distribui. As contribuições sociais instituídas têm corno base os lucros das sociedades. Com a edição da Constituição Federal de 1988.4. Algumas sugestões primam pela radicalidade. • Serviços de qualquer natureza. Assim. • Exportação. • Propriedade territorial rural. de produtos nacionais ou nacionalizados. reduzindo a quantidade de tributos. segundo a Constituição Federal. com isso. Contribuição ao PIS/Pasep. Essa situação tem causado forte campanha em favor da mudança do Sistema Tributário Nacional. por ato oneroso. entre os diversos níveis de governo. • Rendas e proventos de qualquer natureza. o que tem provocado constantes recordes de arrecadação. as quais só têm validade se editadas em rigorosa consonância com eles. 1. são vistos a seguir. mais racionais.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] fato. mas mantendo na essência o que hoje se realiza. Orleans Martins 5 . sem contar as possibilidades de ocorrência de sonegação. vemos hoje urna situação em que o governo e os empresários estão onerados pelo excesso de tributos em vigor. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e Contribuição para o Fundo de Investimento Social (COFINS). Princípios Constitucionais Tributários Os princípios constitucionais tributários prevalecem sobre todas as demais normas jurídicas. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: • Propriedades predial e territorial urbana. são subdivididas em contribuições ao INSS. ao Distrito Federal e aos Municípios: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. os custos necessários a sua apuração e recolhimento. ressalvadas as exceções legais. ou relativas a títulos ou valores imobiliários. • Produtos industrializados. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. a competência de estabelecer os tributos: Compete à União instituir impostos sobre: • Importação de produtos estrangeiros. Atualmente. de outro. consequentemente. buscam aproximar o Brasil das nações do Primeiro Mundo. que passa por urna revisão de texto constitucional. a folha de pagamento dos empregados e o faturamento das empresas. a tributação sobre a renda. de bens imóveis e de direitos reais sobre imóveis. assumem as características destes para fazer face aos investimentos do governo nesse setor. e simplificando o processo de arrecadação. Tributos Federais. embora tenham sido tratadas no capítulo dos tributos. que. • Grandes fortunas. para o exterior. Outras.

Princípio da capacidade contributiva O art. Princípio da autoridade tributária No art.6. seria a possibilidade econômica de pagar tributos. por meio de uma relação jurídica.2.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] I. e são justificadas as prerrogativas da administração tributária. 1." III. Obrigação tributária Inicialmente. inciso I. não podendo criar distinções em relação aos Estados.). § 6Q.signos presuntivos de capacidade tributária ou riqueza). a tributação da União deverá ser uniforme em todo o território nacional. exercitarão as competências tributárias. b) No mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou (Princípio da anterioridade). É considerada subjetiva quando se refere à condição pessoal do contribuinte (capacidade econômica real). bases de cálculo ou qualquer outra fórmula tributária em benefício ou prejuízo da economia da União. Assim. por exemplo. § 2º. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. conforme se depreende do art. § 1 º. que. . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.6. Princípio da competência Previsto no art. § 1 º. encontram-se os três elementos básicos da obrigação tributária: a) A lei. Princípio da não discriminação tributária O art. e no art. Cobrar tributos: a) Em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (Princípio da irretroatividade tributária). títulos etc. 145. Elementos Fundamentais do Tributo 1.1. títulos ou direitos (Princípio da isonomia tributária). 145. determinada pessoa (credor) pode exigir de outra (devedor) uma prestação (objeto). é possível afirmar que obrigação tributária é a relação de Direito Público na qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do contribuinte (sujeito passivo) uma prestação (objeto) nos termos e nas condições descritos na lei (fato gerador). II. 150. 145. em razão de prévia determinação legal ou de manifestação de vontade (como. o recebimento do preço de um bem em um contrato. da Constituição Federal o exercício da competência tributária é dado à União. Instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. é importante destacar que nasce uma obrigação quando. por mera definição. estabelece o princípio da capacidade econômica do contribuinte. 152. 151. Orleans Martins 6 . por meio de sua Casa Legislativa. Princípio da tipologia tributária As taxas e os impostos não podem ter a mesma base de cálculo. é objetiva quando leva em conta manifestações objetivas de riqueza do contribuinte (bens imóveis.6. portanto. aos Municípios e ao Distrito Federal. Elementos fundamentais da obrigação tributária Dessa forma. ao Estado ou ao Município. b) O objeto. as espécies tributárias são definidas pela distinção de dois fatores: hipótese de incidência e base de cálculo. a satisfação de um pagamento pela utilização ou disposição de um serviço público etc. 151. inciso III. o pagamento de prêmio em um concurso. "Exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça (Princípio da legalidade). aparece o princípio da autoridade tributária. c) O fato gerador. proíbe a manipulação de alíquotas. não sendo permitida qualquer delegação ou prorrogação desta competência para outro ente que não seja aquele expressamente previsto na Constituição Princípio da uniformidade geográfica Nos termos do art. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou junção por eles exercida. dos Estados ou dos Municípios. visando à procedência e ao destino dos bens. que. 1.

7. destinadas a comprovar a existência e os limites da operação tributada e a exata observância da legislação aplicável (obrigação acessória). assume. em pelo menos duas ocasiões. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.4. O fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que. em concreto. perdendo eficácia após 45 dias de sua edição. este deve ser satisfeito pelo devedor por meio do pagamento ou da compensação. Sujeito passivo Denomina-se sujeito passivo o devedor da obrigação tributária. a depender de sua relação com o fato gerador da obrigação. O sujeito passivo. que define e formaliza o crédito tributário. 1. mister se faz o respectivo lançamento. formas diferentes de expressão. impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. aplicado sobre a base de cálculo. na forma da legislação aplicável. por exemplo. Essa prática já foi atestada. conforme a Constituição Federal. a apresentação de declarações de rendimentos. em um sistema jurídico. Contudo. estando sua alteração sujeita aos princípios constitucionais da legalidade (mudança somente por outra lei). e não houve maioria absoluta. vedada a reedição após esse prazo. Alíquota É o percentual definido em lei que. Basicamente. Base de cálculo É o valor sobre o qual se aplica o percentual (ou alíquota) com a finalidade de apurar o montante a ser recolhido. determina o montante do tributo a ser recolhido. Importante registrar que qualquer inobservância de obrigação acessória é possível de ser convertida em obrigação principal em razão da aplicação de multas previstas na legislação específica. têm força de Lei. pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal. que consiste.6. Uma vez constituído o crédito tributário. conceitua-se como "o fato" que gera a obrigação de pagar o tributo.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A lei A lei é o principal elemento da obrigação. deve ser definida em lei complementar. na fixação dos elementos imprescindíveis à cobrança do tributo (e/ou penalidade) incidente (CTN. Exemplo O fato gerador da obrigação fiscal com o Imposto de Renda. a escrituração de livros fiscais. da obrigação principal. como. 1. Obrigação Tributária 1.1. Um ponto que gerou muitas controvérsias foi a possibilidade de o governo criar e majorar tributos por meio da edição de Medidas Provisórias (MP). 1.5. o preenchimento de formulários etc. Para a exigência. conforme definido no Regulamento do Imposto de Renda. pode ser classificado como contribuinte ou responsável. da anterioridade (a lei deve estar vigente antes de iniciada a ocorrência do fato gerador) e da irretroatividade (a norma não pode atingir fatos passados). da anterioridade e da irretroatividade. a alteração da alíquota também está sujeita aos princípios constitucionais da legalidade. com base na ocorrência do fato gerador. pois cria os tributos e determina as condições de sua cobrança (princípio da legalidade dos tributos). é a obtenção de renda e proventos de qualquer natureza. De forma mais simples. 142). por pessoas físicas ou jurídicas. a partir de um texto fundamental (Constituição). as prestações consistem em: pagamento do valor em dinheiro referente ao tributo devido ou à multa imposta por não atendimento à determinação legal (obrigação principal) ou cumprimento de formalidades complementares.7. enquanto não apreciadas pelo Congresso Nacional. Assim como a base de cálculo. O objeto O objeto representa as obrigações que o sujeito passivo (contribuinte) deve cumprir. Orleans Martins 7 . as regras ordinárias de convivência (leis em sentido restrito). art. as quais.6. A base de cálculo. segundo as determinações legais. O fato gerador Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente para sua ocorrência.

no caso de liquidação de sociedade de pessoas. pelos tributos devidos pelos filhos menores. 1. produtos farmacêuticos. cigarros e bebidas. que podem ser de vários tipos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. pelos tributos devidos por estes. ou tenha indevidamente se omitido. escrivães e demais serventuários de ofício. Orleans Martins 8 . no entanto. pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário. Responsável é aquele a quem. tem surgido questionamentos por parte de algumas empresas sujeitas a esse tipo de tributação. Que o terceiro tenha participado do ato caracterizado como fato gerador do tributo. a lei estabelece a obrigação de pagar o tributo. tendo em vista que o tributo acaba incidindo sobre um valor estimado. o transportador. • O inventariante. normalmente naquele em que a fiscalização pode ser mais eficaz. antecipar a arrecadação de tributos e/ou evitar a sonegação fiscal. Que o contribuinte não possa cumprir sua obrigação. por exemplo. Apesar de a substituição tributária ser um mecanismo aparentemente interessante para o governo. no caso de atraso por tributos declarados ou erros não intencionais. 1.7. No caso do imposto de renda sobre salários. No caso do ICMS. os arts. São exemplos de produtos em que ocorre a substituição tributária: automóveis e autopeças. como é o caso. no caso da impossibilidade de cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte. Solidariedade em relação à obrigação tributária A responsabilidade pelos tributos pode ser atribuída de forma solidária a terceiros.3. que é o contribuinte responsável pelo pagamento do tributo cujo fato gerador deverá ocorrer posteriormente. 128 a 135 do CTN preveem a possibilidade de transferência a terceiros dos débitos fiscais. que pode ser superior ao valor final da venda. por não portar o documento fiscal. Tributação monofásica Para o governo se ver livre desses questionamentos. tintas e vernizes. seja pelo número reduzido de contribuintes. levando o contribuinte a recolher mais do que seria pago no sistema normal. seja pelo montante elevado de tributos.7. Respondem solidariamente: • Os pais. • O síndico e o comissário. se devido. e • Os sócios. Em relação a infrações fiscais. o transportador de mercadorias desacompanhadas dos documentos fiscais legalmente exigíveis toma-se responsável pelo pagamento deste imposto.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Contribuinte é aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitua o fato gerador. a legislação encarrega o empregador (responsável) de reter do empregado (contribuinte) o valor do imposto. a responsabilidade é de ordem pessoal e intransferível. e pressupõe duas condições: I. pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados. • Os administradores de bens de terceiros. Crimes tributários São considerados crimes contra a ordem tributária (arts. e combustíveis. pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles ou. perante eles. e II. Embora o contribuinte seja o comerciante. toma-se responsável. No caso em que haja infração de natureza criminal. em função de seu ofício. num elo seguinte da cadeia produtiva. da indústria de medicamentos. que consiste na incidência do tributo em apenas um dos elos da cadeia produtiva. O contribuinte do ICMS é o comerciante ou o industrial que promove a saída de mercadoria de seu estabelecimento. má-fé e intenção. providenciando seu recolhimento aos cofres públicos.2. O empregado que recebe salário é o contribuinte do imposto de renda. • Os tabeliães. 128 a 135 do CTN) aquelas ações que envolvem dolo. surgiu a figura da tributação monofásica. pelos tributos devidos pelo espólio. Substituição tributária Uma outra modalidade de contribuinte responsável é a figura do substituto tributário. não sendo o contribuinte. A responsabilidade atribuída a terceiros pelo CTN só se aplica aos tributos e penalidades de caráter moratório. com o objetivo de simplificar a fiscalização. • Os tutores e curadores.

ele pode ser suspenso. 1. independentemente de qualquer colaboração do sujeito passivo. no todo ou em parte. extinto ou excluído. Orleans Martins 9 . por iniciativa do próprio poder público (moratória.5. Lançamento A materialização do crédito é denominada lançamento.7. e que a suspensão é sempre temporária. O Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis (ITBI) é um exemplo de tributo lançado por declaração. Suspensão. Com a concretização do fato gerador da obrigação tributária. não há dispensa das obrigações acessórias.4. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. o Estado constitui um crédito tributário. para materializar o seu direito. Mesmo os tributos não lançados normalmente por esta modalidade podem ser lançados de ofício.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1. Na modalidade de lançamento por declaração. É o caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Crédito tributário Como vimos. A suspensão corresponde ao impedimento temporário de exigir o crédito tributário.7. Vale destacar que. o contribuinte ou um terceiro presta informações à autoridade fiscal para que possa ser estabelecido o valor do tributo. durante o prazo da moratória ou do julgamento do recurso administrativo ou processo judicial. O lançamento direto ou de ofício. desde que não lançados ainda de outra forma. é feito por iniciativa da autoridade administrativa. o Estado possui o direito de exigir o objeto da obrigação tributária.6. No caso em que o contribuinte antecipa o tributo sem prévio exame da autoridade. 1. da cobrança do crédito tributário (depósito judicial. extinção e exclusão do crédito tributário Suspensão Uma vez lançado o crédito tributário. processo judicial). mesmo suspensa a obrigação principal. diz-se que o lançamento se dá por homologação. recurso administrativo. e só depois tem seus cálculos verificados. É o caso do Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU). parcelamento) ou por iniciativa do sujeito passivo de discutir a validade.7. O lançamento pode se dar de várias formas: de ofício. por declaração ou por homologação.

• Transação . Extinção A extinção corresponde ao término do direito do sujeito ativo de cobrar a obrigação tributária. • Lançamento por homologação.término de processo no âmbito do Poder Judiciário. desrespeitando direito líquido e certo do contribuinte. • Decisão judicial transitada em julgado . de imposto pago antecipadamente .depósito judicial efetuado pelo sujeito passivo diante de recusa de recebimento. • Parcelamento .retirada. em outras espécies de ação judicial . 151 do CTN: • Moratória .repactuação da dívida fiscal. • A cobrança é considerada indevida.semelhantemente ao que ocorre com mandados de segurança. São situações em que ocorre extinção em razão de a cobrança do tributo ser considerada indevida: • Decisão administrativa irreformável . • Reclamações e recursos administrativos . Neste caso.concessão pelo sujeito ativo de um prazo maior para pagamento integral do crédito tributário. • Consignação em pagamento . com decisão pró-contribuinte. • Compensação com outros tributos de mesma espécie . • Depósito judicial . o pagamento precede o lançamento. com decisão pró-contribuinte. sem cobrança de multa. na forma e condições estabelecidas em lei. a obrigação tributária também deixa de existir.quando o contribuinte aproveita créditos anteriores junto ao fisco para fazer um "encontro de contas". perdão total ou parcial do crédito vencido. juros de mora e correção monetária.quando ocorreu o lançamento.o mandado de segurança é a ação judicial cabível na hipótese de a autoridade pública agir com ilegalidade ou abuso de direito. Depois de extinto o crédito tributário.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] As modalidades de suspensão são previstas no art. • Conversão de depósito em renda . • É concedido.ocorrem por meio de consulta (quando ainda não houve notificação por parte da autoridade administrativa) ou de recurso (quando já houve notificação). Orleans Martins 10 . A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial. • Concessão de medida liminar em mandado de segurança . • Concessão de medida liminar ou de tutela antecipada. A obrigação é quitada pelo contribuinte de várias formas. de depósito judicial constituído em seu favor. A medida liminar suspende a cobrança do crédito tributário enquanto se discute o direito que está sendo questionado judicialmente. em que se faz a cobrança de tributos já vencidos sem dispensa dos encargos.no lançamento por homologação. mas o sujeito ativo perdeu o direito de ação de cobrar o crédito tributário já constituído em função de não ter tomado nenhuma iniciativa dentro do prazo legal. em outros tipos de ação judicial também pode ocorrer por determinação judicial a suspensão do crédito tributário até o julgamento final da ação. mas que terá de ocorrer mediante previsão em lei. Pode ocorrer por: • Pagamento em dinheiro do exato valor devido. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. • Dação em pagamento em bens imóveis. podendo ser condicional e exigir garantias. a extinção se dá após a constatação de que o imposto pago corresponde ao montante homologado.acordo de concessão mútua entre os sujeitos ativo e passivo. por lei.término de processo no âmbito interno da administração pública.efetuado pelo contribuinte que pretende discutir judicialmente a cobrança do crédito tributário. • A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial. quando ocorre: • Prescrição . pelo sujeito ativo. mas com concessão de prazo adicional. A extinção ocorre basicamente em quatro situações: • A obrigação é quitada pelo contribuinte.

instituições de educação e de assistência sem fins lucrativos. a renda e os serviços das entidades mantenedoras de templos de qualquer culto. com o propósito de estimular o seu desenvolvimento por meio da atração de investimentos privados. Estados ou Municípios) tem o poder de tributar. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. A imunidade tributária é estabelecida pela Constituição e abrange os seguintes aspectos: • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. Ocorre por isenção ou anistia.1. sindicatos dos trabalhadores. configurando-se como uma concessão de benefício em favor do sujeito passivo. Orleans Martins 11 . Exclusão A exclusão do crédito tributário corresponde à renúncia do direito do sujeito ativo de exigir o crédito tributário. os tributos a que se aplica e. muitas vezes. periódicos e papel destinado à impressão destes. • Imunidade judicial. que somente pode ser concedido por lei. não permitindo que a autoridade administrativa efetue o lançamento.8. A isenção é concedida por lei. a entidade tributante (União. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. esquivar ou desobrigar de algum encargo que a todos pesa. a imunidade. em função de condições a ela peculiares e. Imunidade e Isenção Tributária 1. • Imunidade parlamentar. no caso da isenção.8. Estabelece o CTN que a isenção estará sempre atrelada a uma lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão. mas opta por conceder o benefício de não tributar um determinado contribuinte ou uma determinada situação. a concessão atribuída a alguma coisa ou alguma pessoa. 1. que continua sendo devido. desde que não haja ato ilícito. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. ou seja. jornais. para que se possa livrar. que não se confundem com imunidade.quando não ocorreu o lançamento dentro do prazo legalmente estabelecido. sendo caso.não alcança as atividades econômicas reguladas pelo direito privado. A isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante. • Imunidade tributária. ou para que se livre de qualquer obrigação. Isenção Entende-se na linguagem jurídica como isenção a dispensa. A anistia refere-se somente à dispensa das penalidades pecuniárias pelo não recolhimento do tributo. Enquanto que a imunidade determina uma proibição para a instituição de impostos. limitandose a um tributo determinado ou região específica ou ainda ao atendimento de determinadas condições.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Decadência . o prazo de sua duração. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre livros.corresponde ao perdão total ou parcial do crédito principal vencido.2. Imunidade As imunidades podem ser classificadas como privilégios dados a alguém para que se livre ou se isente de certas imposições legais em virtude de que não é obrigado a fazer ou cumprir certo encargo de obrigação de caráter legal: • Imunidade diplomática. a renda ou os serviços. podendo ser de caráter geral ou específico. a renda e os serviços das entidades representativas de partidos políticos. 1. Quando a extinção do crédito tributário é concedida por lei: • Remissão .8. uns dos outros .

. o ginásio de desportos.. 5.. com fins políticos e sociais.......8............ o centro de pesquisa. (b) amparo às crianças e aos adolescentes carentes. bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução. 84.... I ....... 3...... c) Manter escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. pertencente à comunidade religiosa. III ... cuja redação é a seguinte: "Art...... É a igreja.. É aprovado pelo Presidente da República.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1.. 2. São necessárias as seguintes condições para o gozo da imunidade: a) Não distribuir a qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas o título de lucro ou participação no resultado.. segregando os contribuintes pessoas físicas das jurídicas..Entidade sindical de trabalhadores Sociedade que dirige as atividades duma classe social.......... à maternidade.. sem intuitos lucrativos. o convento e os anexos. Nesse sentido. 1.... IV. Orleans Martins 12 .. Instituição de assistência social. mas todos os que se dedicam à educação e à cultura em geral. O Regulamento é organizado por assuntos.... à infância. b) Aplicar integralmente os recursos no Brasil.. transcrevem-se a seguir alguns comentários preliminares sobre o Imposto de Renda das pessoas jurídicas. promulgar e jazer publicar as leis....... Regulamento do Imposto de Renda Devido à importância para o profissional da Contabilidade. e Entidade sindical de trabalhadores. Principais casos de imunidade e isenção tributária do Imposto de Renda 1. e essa atribuição é-lhe dada pela Constituição em seu art......Templo de qualquer culto Edificação pública dirigida ao culto religioso..... Os serviços são: (a) proteção à família... o que facilita a consulta sobre determinado item..... Para todos os efeitos...... a imunidade abrange os resultados relacionados com as atividades essenciais das entidades. à habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e à promoção de sua integração à vida comunitária etc.. inciso IV.. Partido político. sinagoga ou edifício principal onde se celebra a cerimônia pública.. as formalidades determinadas em lei e recolher os tributos retidos sobre os rendimentos pagos por elas. O Regulamento do Imposto de Renda é a consolidação das Leis e Dispositivos que regulamentam e normatizam o Imposto de Renda tanto das Pessoas Físicas como Jurídicas.. Instituição de educação sem finalidades lucrativas...... Compete privativamente ao Presidente da República: .. desde que não empregada para fins econômicos. artes e ciências. corno o laboratório. à adolescência e à velhice.......Instituição de assistência social É a entidade sem fins lucrativos que presta serviços de natureza aos membros da comunidade social. na manutenção de seus objetivos institucionais..3....Instituição de educação sem finalidades lucrativas É o estabelecimento de ensino....... as academias de letras........ às repartições lançadoras do imposto.... toma-se fácil saber qual o dispositivo que se aplica a cada caso particular..... o ateliê de pintura ou escultura. não apenas o de caráter estritamente didático." CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof..... II ... o museu. 4. Sancionar. 84.. Templo de qualquer culto..9... IV .... inclusive a casa ou residência especial do pastor ou pároco... d) Prestar..... V .Partido político Organização cujos membros programam e realizam ações comuns..

2. Orleans Martins 13 . adaptando ao dia-a-dia empresarial as obrigações tributárias. • Fornecedores. de forma a não expor a entidade às possíveis sanções fiscais e legais. pode ser responsabilizado por possíveis prejuízos que causar no exercício profissional. cresce sensivelmente a responsabilidade de todos os gestores da empresa. 1.de determinado exercício fiscal. para cálculo e formação das provisões contábeis destinadas ao pagamento dos tributos incidentes sobre o lucro da entidade. Nesse ambiente.10. Portanto.1. Tais fatores penalizam sobremaneira o custo da maioria das empresas e acarretam grandes transtornos para o gerenciamento contábil e financeiro dos impostos e demais tributos. Funções e atividades da contabilidade tributária As principais funções e atividades da Contabilidade Tributária podem ser classificadas como: • Apuração com exatidão do resultado tributável . com ou sem má-fé. tendo em vista que induzem a determinados atos. em particular a dos profissionais da controladoria e contabilidade. seja qual for o setor de atividade. • Acionistas não controladores. Da mesma forma. Conceito Pode-se entender Contabilidade Tributária como: • Especialização da contabilidade que tem como principais objetivos o estudo da teoria e a aplicação prática dos princípios e normas básicas da legislação tributária. podendo ser condenado a indenizar o empresário que for prejudicado. • Autoridades fiscais. podem vir a ser processados e condenados por perdas e danos.11. Portanto. Os empresários e executivos já estão cientes. com base na legislação pertinente. as empresas e os profissionais responsáveis que assim procederem. o contador precisa conhecer com grande profundidade a legislação tributária. na média dos últimos cinco anos. mas algo estratégico dentro das organizações de médio e grande porte. 1. constitui crime a elaboração de demonstrações contábeis sem embasamento em documentos e informações hábeis e legais. Os documentos e as demonstrações contábeis são frequentemente utilizados pelo mercado para obtenção de informações da empresa. há mais de duas décadas. Regulamentos e Normas constantemente alteradas. além de perder prestígio profissional em razão de quaisquer falhas mais relevantes na interpretação ou na aplicação no dia-a-dia das normas tributárias. ou em desacordo com as normas e os princípios fundamentais de contabilidade. O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) estima que a carga tributária em nosso país representa. com diversas Leis.11. devido a suas responsabilidades quanto à eficácia e eficiência nesse gerenciamento. • Sindicatos e funcionários que participam dos resultados. tendenciosas ou preparadas de má-fé. ou ainda com valores divergentes dos contidos nos livros contábeis da empresa. Isso porque. Entre os usuários que podem ser prejudicados ou enganados em decorrência de fraudes e irregularidades na escrituração contábil e fiscal.ou do lucro real . de que o gerenciamento das obrigações tributárias já não pode ser considerado uma necessidade quotidiana. Caracteriza-se como ato criminoso. para todos os efeitos legais e judiciais.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1. mais do que qualquer outro profissional das áreas administrativa ou financeira. tanto sobre a pessoa jurídica como sobre a pessoa física. Além da elevada carga tributária.11. • Ramo da contabilidade responsável pelo gerenciamento dos tributos incidentes nas diversas atividades de uma empresa. Estima-se a existência de aproximadamente 60 tributos vigentes. mais de 32% do Produto Interno Bruto (PIE). caso as demonstrações e os relatórios contábeis sejam elaborados com informações errôneas. citam-se: • Instituições financeiras consultadas para a concessão de empréstimos e financiamentos. por culpa ou dolo. entre outros. o Sistema Tributário brasileiro é um dos mais complexos do mundo. Contabilidade Tributária 1. decisões de investimentos. • Investidores do mercado de capitais. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. a elaboração e assinatura de qualquer documento e/ou demonstração contábil com informações inverídicas. Responsabilidades do Contador A carga tributária no Brasil é extremamente elevada. como concessões de créditos e financiamentos. ou grupo de em12resas. eles podem causar prejuízos a terceiros. Nesses casos.

departamentos) ou das sociedades coligadas e controladas. tais como: • Todas as operações em que for possível o crédito tributário. Conceito de planejamento tributário A despeito da grande importância de todas as supracitadas atribuições. ao mesmo tempo. além de emitir e providenciar a entrega aos respectivos órgãos competentes dos formulários estabelecidos pela legislação pertinente. preenchimento das guias de recolhimento e remessa para o Departamento de Contas a Pagar Controle sobre os prazos para os recolhimentos Assessoria para a correta apuração e registro do lucro tributável do exercício social. treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos Orientação fiscal para as demais unidades da empresa (filiais. Discute-se a urgente mudança de nosso sistema tributário e a adoção de novos mecanismos para simplificação das rotinas tributárias. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa. como parte integrante do sistema de informações da empresa.12. Escrituração dos documentos fiscais em livros fiscais próprios ou registros auxiliares. proteger seu patrimônio. em obediência aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. 1. para que possam racionalizar seus custos tributários. um dos mais significativos instrumentos de que dispõem as empresas. • • • • • • • 1. de um planejamento tributário criterioso e criativo.12. ou mesmo o local de origem de determinadas matérias-primas. treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos. Escrituração e controle Escrituração fiscal das atividades do dia-a-dia da empresa e dos livros fiscais Apuração dos tributos a recolher. para apurar e determinar o montante do tributo a ser recolhido dentro do prazo após encerramento do período de apuração. principalmente em relação aos chamados impostos não cumulativos ICMS e IPI. Orientação fiscal para todas as unidades da empresa (filiais. fábricas. em todo o mundo globalizado. Redução de custos é a estratégia que mais se ouve ser empregada nos dias atuais. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. as empresas necessitam. a Contabilidade Tributária tem a responsabilidade de informar. de acordo com o princípio contábil da competência de exercícios. Orleans Martins 14 . visando padronizar procedimentos Planejamento tributário Estudo das diversas alternativas legais para a redução da carga fiscal. o local de instalação da fábrica. Por exemplo.1. Enquanto isso não ocorre. A correta orientação fiscal e tributária para as demais unidades ou empresas pode representar relevantes economias com os impostos. departamentos) ou das empresas controladas e coligadas. o contador tem principalmente nas atividades de planejamento tributário a grande oportunidade de dar enormes contribuições à alta direção da empresa. • • • • As principais funções e atividades podem ser sintetizadas no Quadro a seguir. sem afrontar as diversas legislações que regem os mais diversificados tributos. em todas as fases da cadeia de valores do ciclo produtivo e comercial. Preenchimento de guias de recolhimento. Orientação. para obter o melhor resultado numa economia tão instável como a brasileira. informando o Setor Financeiro de Contas a Pagar da entidade sobre o valor e os prazos de recolhimento. pode significar menor carga tributária. conforme os princípios fundamentais de contabilidade Assessoria para o correto registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher Planejamento Tributário Orientação Orientação. • Todas as situações em que for possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos. que possa resguardar seus direitos de contribuinte e. o valor das diversas provisões para recolhimento dos tributos. pois. Sem dúvida. fábricas. cada vez mais. correta e oportunamente. é o planejamento tributário. • Todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher.

que visa excluir.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Entende-se por planejamento tributário uma forma lícita de reduzir a carga fiscal. Trata-se. o contador precisa. sem dúvida. sem infringir a legislação. Com esse procedimento. entre duas ou mais opções lícitas. Condições necessárias para um adequado planejamento tributário Qualquer que seja a forma de tributação escolhida pela empresa.3.2." Borges. as que com certeza lhe forem mais satisfatórias. • Ser oportuno e aproveitar as lacunas deixadas pela legislação. por sua vez. projeta os atos e fatos administrativos com o objetivo de informar quais os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis. • Conhecer todas as situações em que é possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos. Nas palavras do saudoso tributarista Nilton Latorraca: "Costuma-se. dissimulação etc. reduzir ou adiar os respectivos encargos tributários. gerando um desgaste desnecessário de investimentos forçado para cobertura de gastos que não estavam previstos. então.12. torna-se claro o entendimento de que o planejamento tributário é o estudo das alternativas lícitas de formalização jurídica de determinada operação. por sua vez. bastante praticado pelos norte-americanos.12. Legislação Tributária e Planejamento Tributário Legal De acordo com os preceitos tributários. 1. para tanto ficando atento às mudanças nas normas e aos impactos nos resultados da empresa. devido a urna possível insuficiência de caixa.ou Tributário . mediante o emprego de estruturas e formas jurídicas capazes de bloquear a concretização da hipótese de incidência tributária ou. a vontade das partes não pode ser alterada ou modificada. nada impede que o contribuinte antecipe a ocorrência do fato gerador e comece a projetá-lo e a dimensioná-lo. a economia tributária. Planejamento tributário não se confunde com sonegação fiscal. total ou parcialmente. a economia de impostos. após o fato gerador ter ocorrido." Dessa maneira. dos efeitos jurídicos. entre as opções legais disponíveis. assim. o contador precisa aplicar todos os seus conhecimentos sobre a legislação do tributo a ser reduzido. Trata-se do conceito de tax saving.ICMS e IPI. adotado no universo dos negócios.consiste em organizar os empreendimentos econômico-mercantis da empresa. o procedimento mais oneroso do ponto de vista fiscal. Orleans Martins 15 . principalmente com relação aos chamados impostos não cumulativos . Para alcançar êxito nessa atividade. para que o contribuinte possa optar pela que apresente o menor ônus tributário. Cotejando as várias opções legais. menciona que "a natureza ou essência do Planejamento Fiscal . a que resulte no menor imposto a pagar. objetivando a economia de impostos. pode-se verificar que a falta de planejamento estratégico tributário pode deixar a empresa mal preparada para os investimentos futuros. em última análise. possa planejar com bastante antecedência a melhor alternativa para a empresa executar suas operações comerciais. simulação. o administrador obviamente procura orientar os seus passos de forma a evitar. corno fraude. Entende-se ainda por sonegação toda a ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou a retardar. 1. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. é utilizar meios ilegais. A finalidade principal de um bom planejamento tributário é. para que. então. denominar de Planejamento Tributário a atividade empresarial que. a partir desses cenários. com profundidade: • Conhecer todas as situações em que é possível o crédito tributário. de fazer com que sua materialidade ocorra na medida ou no tempo que lhe sejam mais propícios. Trata-se do estudo prévio à concretização dos fatos administrativos. fiscais e econômicos de determinada decisão gerencial. sempre que possível. o contribuinte tem a vantagem de adotar. antes da ocorrência do fato gerador. para deixar de recolher o tributo devido. • Conhecer todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita.. O objeto do planejamento tributário é. de um comportamento técnico-funcional. desenvolvendo-se de forma estritamente preventiva. Para a correta execução das tarefas inerentes ao planejamento tributário. Sonegar. o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação principal. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa. Contudo. Planejar é escolher. o que exige alta dose de conhecimento técnico e bom-senso dos responsáveis pelas decisões estratégicas no ambiente corporativo. com o objetivo de encontrar a alternativa legal menos onerosa para o contribuinte.

em favor do Estado. Quadro-Resumo Tributos Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Programa de Integração Social . b) Atividades de industrialização estão sujeitas ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!). 2. também preste serviços de assistência técnica estará sujeita ao IPI. c) Atividades de prestação de serviços estão sujeitas ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). Programa de Integração Social (PIS). pode gerar a obrigação de pagar vários tributos simultaneamente: PIS. independentemente da denominação contábil por estas recebida. 2. Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP). PIS/PASEP e COFINS O PIS/PASEP e a COFINS são contribuições sociais com funções fiscais. ao ICMS e ao ISS. a que vale. independentemente do setor de atividade. o sujeito que praticou o ato previsto em lei. COFINS. 3. nesse caso. mas não de outras. é a situação descrita em lei que. que tem como objetivo o pagamento do tributo. sobre as receitas de determinadas atividades. Da mesma forma. Nesse mesmo momento. 2. por exemplo: a) Atividades de comercialização estão sujeitas à incidência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA Diversos são os tributos que incidem sobre a receita das empresas. determina a transferência jurídica. Orleans Martins 16 . por exemplo. de modo a deixar transparentes para todos os envolvidos as informações sobre os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis.1.PIS Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS Contribuições sociais União Fiscal Auferir receita Pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda. Em outros casos. Incidem sobre as receitas auferidas por todas as entidades. além de fabricar e vender um determinado produto. Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). como. Alguns atingem a maior parte das empresas e das receitas por elas obtidas. deixa de ser titular dessa mesma quantia. é necessário que o contribuinte esteja bem assessorado por uma equipe especializada que saiba realizar o planejamento de tributos sem distorcer. a empresa passa a desenvolver suas atividades de forma estritamente preventiva. uma vez ocorrida. IPI e ICMS. O planejamento tributário estratégico tem como objetivo fundamental a economia tributária de impostos. ou seja. de arrecadação. a venda de um produto industrializado. concretamente localizada no tempo e no espaço. evitando perdas desnecessárias para a organização. como é o caso das contribuições para: 1. da titularidade de certa quantia. Um só evento. ou encontrou-se na situação de fato. uma única indústria que. Num planejamento tributário estratégico.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Fato gerador é a obrigação tributária principal. inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias Faturamento mensal (receitas auferidas pela pessoa jurídica. procurando atender às possíveis formas da legislação fiscal. alterar ou esconder as obrigações quando o fato gerador assim o exigir. como. independentemente de sua denominação ou classificação contábil) para as pessoas jurídicas em geral CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Também procura projetar de forma clara os atos e fatos administrativos. é o fato gerador e não a natureza jurídica da empresa. Para poder usufruir em toda a sua plenitude de todas as formas legais de planejamento tributário. o tributo incide. normalmente.

b) No regime de incidência não cumulativa. os valores a serem pagos relativamente à Contribuição para o PIS/PASEP . 1 º. Implicações dos PIS/COFINS nas transações de importação de mercadorias e serviços De acordo com Instrução Normativa SRF nº 572.Importação d = alíquota da COFINS . dentro das condições estabelecidas na legislação. de 22 de novembro de 2005. condicionada à escolha do regime de tributação de Imposto de Renda escolhido.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] PIS/PASEP: 0.65% no regime de incidência não cumulativa COFINS: 3% no regime de incidência cumulativa 7.65% no regime de incidência cumulativa 1.fazenda. abatimentos. A lógica de tributação do PIS/PASEP e da COFINS A tributação do faturamento das empresas pelo PIS/PASEP e COFINS pode se dar de duas formas: a) No regime de incidência cumulativa. e as despesas e custos com energia elétrica. as alíquotas são aplicadas à receita ajustada na mesma forma da base cumulativa.Importação e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS . reversões de provisões). = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP. insumos utilizados na produção de produtos ou serviços. No entanto. para fins de apuração da contribuição devida.gov. Regime de incidência não cumulativo A opção pelo regime de incidência não cumulativo implica na necessidade de informações adicionais.1. além de algumas despesas como depreciação.1. 2. bem como para algumas receitas em especial. alguns produtos. Orleans Martins 17 .Importação e = alíquota do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) Na hipótese das empresas realizarem a importação de serviços. em geral relacionadas a itens que não se configuram como receitas (devoluções. pois a empresa tem o direito de creditar a si própria o montante da alíquota aplicada sobre compras de mercadorias ou insumos para a produção. Para a maioria dos casos. exceto quando a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!) for específica: I .6% no regime de incidência não cumulativa Por homologação Página da Receita Federal: <www. além das informações a respeito das receitas auferidas pela empresa. que deverão assim ser calculados: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. depreciação e amortização.1. aluguel e energia elétrica. conforme art.receita. elas estarão sujeitas ao pagamento de PIS e COFINS.Importação) serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas. ajustada por algumas exclusões permitidas na legislação.br> Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2. as alíquotas são aplicadas ao valor da receita bruta. a legislação estabelece a adoção obrigatória do regime cumulativo para alguns setores de atividade econômica. aluguéis pagos a pessoa jurídica. o regime de incidência é uma escolha que cabe à própria empresa.2.Na importação de bens: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISIMPORTAÇÃO = c x (VA x X) Onde. arrendamento. mas permite-se também que o contribuinte reduza o valor da contribuição devida no montante relativo à mesma alíquota aplicada aos valores de compras de bens para revenda.

nos termos da Instrução Normativa SRF nº 460.Importação e da COFINS . o valor do ICMS diferido compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP . ou redução de suas respectivas bases de cálculo. o § 2º define que nos casos de imunidade. deve ser informada a alíquota real empregada na operação. empregado ou remetido para o exterior. de 20 de outubro de 2005. Destaca-se que se aplica também o disposto no caput nas hipóteses de: • Imunidade. Esclareça-se que. VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do II β = alíquota específica do IPI c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP . nos casos de redução. na hipótese de deferimento do pagamento do ICMS.485. 2º define que na hipótese de a alíquota do IPI ser específica. deve-se informar o valor zero para a alíquota correspondente de cada tributo e.X) Onde.826. com a redação dada pela Lei nº 10. isenção ou redução. creditado.Importação e da COFINS. de 30 de dezembro de 2002. não compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP . entregue. antes da retenção do Imposto de Renda c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP . • Aplicação dos regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais.Importação f = alíquota do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza Para as empresas que realizarem a importação de mercadorias que tenha a incidência de alíquota específica. ou ainda de redução das alíquotas ou da base de cálculo do tributo.Importação d = alíquota da COFINS .637. PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x Y + W x Q) = • • • • • • • × × = × × Q = Quantidade do produto importada na unidade de medida compatível com a alíquota específica do IPI. os valores a serem pagos serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas: COFINSIMPÓRTAÇÃO = d x (VA x Y + W x Q) Onde. = • • • • V = o valor pago.Importação e = alíquota do ICMS Destaca-se também que nas operações que incorram nas hipóteses de imunidade ou de isenção ou redução do 11 ou do IPI. nº 10. Portanto. isenção ou redução do ICMS. No entanto. o art. conforme o § 3º. o art. definidas pelo art. de 18 de outubro de 2004.Importação. e nº 10. 3º. de 3 de julho de 2002. terá direito a restituição da diferença de valores.Na importação de serviços: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISlMPORTAÇÃO = c x (VA x.Importação.Importação d = alíquota da COFINS .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] II . Orleans Martins 18 . • Suspensão do pagamento do IPI vinculado à importação de que tratam as Leis nº 9. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. redução das alíquotas dos respectivos tributos.Importação e da COFINS . o valor correspondente a qualquer deles. antes da publicação desta Instrução Normativa. isenção ou da suspensão do IPI vinculado à importação de que trata o inciso III do § 1 º deste artigo.684. de 30 de maio de 2002. que seria devido caso não houvesse imunidade. de 23 de agosto de 1999.Importação em razão da utilização das fórmulas constantes da Instrução Normativa RFB nº 571. 4º define que se o contribuinte comprovar recolhimento de valores a maior que o devido da Contribuição para o PIS/PASEP .

fazenda. de petróleo.a entrada. mas que. ICMS O ICMS é um imposto de competência dos Estados.sp. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços – ICMS Imposto Estados e Distrito Federal Predominantemente fiscal Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. ou a este debitadas. sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual. Por homologação. A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo disponibiliza link para as demais secretarias nos endereços: <http://www. mas não se incluem os descontos incondicionais. a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza. a transmissão.gov. inclusive a geração.prestação onerosa de serviços de comunicação. o fato gerador do ICMS. destacamos os fatos geradores previstos pelo Regulamento do ICMS do Estado de São Paulo: I . ainda que as operações e prestações se iniciem no exterior Cada Estado regulamenta.fazenda. inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados. importados do exterior por pessoa física ou jurídica. ou o preço do serviço respectivo. II . V . Na base de cálculo se incluem as despesas recebidas do adquirente. na operação de arrendamento mercantil.Mesmo sem habitual idade. I .2. bebidas e outras mercadorias em qualquer estabelecimento. e de energia elétrica. como regra geral. bem como os descontos condicionais a este concedidos. inclusive o fornecimento de alimentação. no âmbito de sua jurisdição. os importadores ou arrematantes dos bens ou beneficiários dos serviços listados nos itens VI a VIII do quadro Fato Gerador. IV .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2. a retransmissão. VI . Orleans Martins 19 . no território paulista. a emissão.fornecimento de mercadorias com prestação de serviços: (a) não compreendidos na competência tributária dos Municípios. A título de exemplo.entrada de mercadoria ou bem. a Secretaria da Fazenda fixa um valor mínimo para a operação. por qualquer meio. a recepção. VIII . é o valor da operação relativa à circulação da mercadoria. por indicação expressa de lei complementar. por qualquer via.gov. III . Variáveis em função do tipo de bem ou serviço e também do domicílio do vendedor e comprador. Na legislação específica de cada Estado. de modo habitual ou em volume que caracterize intuito comercial.Aqueles (pessoas físicas ou jurídicas) que. qualquer que seja a sua finalidade.br/links/faz65. porque evidentemente não integram estes no valor da operação. prestação de serviços interestaduais e intermunicipais. realizam operações de circulação de mercadorias ou prestam serviços de transporte interestadual ou intermunicipal ou serviços de comunicação. e serviços de comunicação. VII . decorrente de operações interestaduais.operação relativa à circulação de mercadorias.br/confaz> Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. II .prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal. ainda que iniciados no exterior. (b) compreendidos na competência tributária dos Municípios. Várias Secretarias de Fazenda estaduais disponibilizam a legislação em seus sites na Internet.a venda do bem ao arrendatário. Em alguns casos. A base de cálculo do ICMS. que incide sobre as operações relativas à circulação de mercadorias.asp> < http://www.o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior. quando não destinados à comercialização ou à industrialização.

se vendida para empresas situadas em outros Estados das regiões Sudeste ou Sul. Nordeste e Espírito Santo.00 e é tributado a 17%. deverá somar ao preço cobrado o imposto incidente nas operações subsequentes.00 . relativo ao imposto pago em sua aquisição. uma mesma mercadoria vendida por um distribuidor situado na cidade de São Paulo. mas considera-se que integra o próprio preço.R$17. se destinada a consumidor final dentro do próprio Estado.00. Em alguns casos.1. a alíquota incide sobre o preço do bem ou serviço.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2. se um bem é vendido ao preço de R$ 100. o vendedor cobrará do comprador R$ 100. No caso de substituição tributária. O problema é que as mercadorias circulam não apenas dentro dos limites territoriais de um único Estado. referente ao bem. Ao adquirir bens ou serviços tributados pelo ICMS. entre Estados comprador e vendedor. qual seja: o imposto é calculado com base em um suposto valor final de venda do bem.00).00 cobrados de imposto correspondem a 20. seria tributada à alíquota de 18% (operações internas. IPI O IPI é um imposto de competência da União. No entanto. tendendo a aplicar alíquotas menores aos produtos considerados necessários. funcionando no sistema de débitos e créditos. Em síntese: Imposto ICMS ICMS ICMS Alíquota 18% 12% 7% Tipo de transação Destino Origem São Paulo São Paulo Tipo Venda interna Venda interestadual Venda interestadual São Paulo RS. Neste tipo de situação. o contribuinte responsável pelo recolhimento do ICMS. o contribuinte adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco. sendo que. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 2. os Estados de origem e de destino possuem alíquotas e obrigações acessórias diferentes.48% dos R$ 83. e destacará na nota fiscal que R$ 17. destaca-se que as alíquotas do ICMS podem sofrer variações em relação aos produtos e serviços e regiões. que consiste na prática de alíquotas diferenciadas e/ou concessão de benefícios fiscais por determinados Estados. Orleans Martins 20 . visando atrair investimentos para o seu território. passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco. seria aplicável a alíquota de 17%. para o desenvolvimento de determinada atividade ou região. Nordeste e ES Na operação seguinte. O ICMS é um imposto "por dentro".00. seria tributada a 12% e. por conta dos demais elos da cadeia. Ao realizar uma operação sujeita à incidência de ICMS. buscando. que tem duas funções extrafiscais: uma função reguladora. e também reduz a anterioridade para 90 dias. muitas vezes. MG. observadas as condições estabelecidas em lei. se vendida para empresas situadas dentro do próprio Estado. Em relação às alíquotas. 7%. e maiores aos considerados supérfluos. Observe que esta metodologia de cálculo implica em uma alíquota real maior do que a nominal. os Estados criaram a figura da substituição tributária. e outra função protecionista. se vendida a empresas situadas nas regiões Centro-Oeste.00 cobrados referem-se ao imposto. Essa é uma das principais razões do alto grau de complexidade operacional desse tributo.3. a Constituição Federal permite que o IPI tenha sua alíquota majorada pelo Poder Executivo. RJ São Paulo Centro-Oeste. 17% para a maioria dos bens na maioria dos Estados). que aumenta ou reduz alíquotas visando incentivar ou desestimular a produção de alguns produtos. Por exemplo. um melhor controle da arrecadação. SC. atribui-se a um determinado elo da cadeia a responsabilidade de antecipar os recolhimentos que ocorreriam nas transações subsequentes. que correspondem à receita líquida (R$ 100. que onera os produtos de acordo com sua utilidade. Esse procedimento provoca a divisão do tributo gerado pela circulação de bens e serviços interestaduais. PR. O fato de o ICMS ser um tributo de competência estadual implica em que cada Estado tenha a sua legislação própria relativa ao tributo. dentre outras questões. A lógica de tributação do ICMS O ICMS é um imposto não cumulativo. os R$ 17. Tendo em vista esta função extrafiscal. ou seja. esse fato favorece o que se denomina "guerra fiscal". Assim. Norte. a lógica primária do imposto é preservada. Norte.2. isto é. de competência estadual. Além disso.00 dos R$ 100.

Alguns produtos estão sujeitos a alíquotas específicas e outros a ad valorem.1. A legislação estabelece o que se considera produto industrializado e o que não é considerado industrialização.fazenda. mas isto não ocorre necessariamente. Em se tratando de produto leiloado. o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados levados a leilão. • Montagem .altera apresentação pela colocação de embalagem.a saída de produto do estabelecimento industrial. porém a maioria das alíquotas está abaixo de 20%. que os forneça aos industriais ou aos a estes equiparados. utilização. O contribuinte do IPI é o importador ou a quem a lei o equiparar. o comerciante de produtos sujeitos ao imposto. a base de cálculo será o preço corrente da mercadoria ou de sua similar no mercado atacadista da praça do contribuinte. A lógica de tributação do IPI O IPI é um imposto não cumulativo. Não tendo valor a operação.produto deteriorado ou inutilizado em condições de utilização.receita. ao vender produtos industrializados. ou sendo omissos os documentos respectivos. as alíquotas vão de zero até 365. o montante devido resulta da diferença entre o imposto devido na operação posterior e o exigido na anterior. pois eventuais diferenças de alíquotas ou isenções nas fases precedentes alteram a carga tributária final. funcionando de maneira semelhante à do ICMS. • Beneficiamento . a indústria adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco. Ao adquirir insumos tributados pelo IPI.reunião que resulte em nova unidade.IPI Imposto União Extrafiscal O imposto incide sobre produtos industrializados. Após efetuar o processo industrial. É possível baixar o Regulamento do IPI (RIPI) e a tabela de alíquotas (TIPI). CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IPI incide sobre os produtos industrializados. considerados como tais tanto os produtos produzidos no país quanto os importados do exterior.TIPI. no caso de produtos apreendidos pelo fisco ou abandonados pelo importador. ou equiparado a industrial. Por homologação Na página da Receita Federal «www. I . obedecidas as especificações constantes da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TlPI). e • Renovação ou recondicionamento .gov. • Acondicionamento ou reacondicionamento . Em linhas gerais. Orleans Martins 21 . Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2. II .modifica funcionamento.o desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira. sofre a incidência de IPI. acabamento ou aparência.3. exceto apenas para transporte. nacionais e estrangeiros. ou a sua arrematação em leilão.63%.obtenção de espécie nova. tais como: • Transformação . A base de cálculo do IPI é o valor da operação de que decorrer a saída dos produtos industrializados do estabelecimento do contribuinte. No caso de ad vaIorem. o industrial ou a quem a lei o equiparar. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Imposto sobre Produtos Industrializados . Veja também a seção Perguntas e Respostas. relativo ao imposto pago na aquisição do insumo. o preço da respectiva arrematação. A alíquota aplicável em cada caso é obtida na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados .br». Nos tributos não cumulativos. considera-se industrializado o produto que tenha sido submetido a qualquer operação que lhe modifique a natureza ou a finalidade. Aparentemente este procedimento é semelhante a tributar o valor agregado no processo de industrialização. e passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco.

e é somada ao valor do produto.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Em relação ao preço do produto.00. se um produto é vendido ao preço de R$ 100. Orleans Martins 22 .00 e é tributado a 5%. é necessário consultar a legislação específica A íntegra da Lei Complementar nº 116/03. decoração e jardinagem. segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional. o IPI é um imposto "por fora". Assim. pode ser encontrada na página do 5enado Federal (<www. No entanto. de fornecer recursos financeiros para o Município. a alíquota incide sobre o preço do produto. o vendedor cobrará do comprador R$ 105. Anteriormente à Lei Complementar nº 116/03. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes Imposto sobre serviço de qualquer natureza (ISS) Imposto Municípios e Distrito Federal Predominantemente fiscal Prestação de serviços informados na lista constante em lei complementar (atualmente. os Municípios têm a faculdade de reduzir a alíquota mínima Por homologação Quando o prestador de serviço está localizado em um determinado município e o serviço é prestado em outro município.4. ou seja.senado. 2. Na esteira desta discussão. referente ao preço do produto mais IPI. na sua falta. havia muita controvérsia quanto ao local da prestação do serviço. Outra observação importante é que o ISS e o ICMS não podem incidir sobre a mesma operação. bem como qualquer outra lei federal. Para alguns serviços. nas quais a alíquota de ISS era mais baixa. o local de domicílio do prestador de serviços. para alguns serviços a Lei Complementar nº 116/03 determina que o ISS deve ser pago em favor do Município onde o serviço foi prestado ou está localizado o tomado r.br>) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. ou seja. definida em lei complementar. o valor destes materiais não deve compor a base de cálculo do ISS. Embora de competência dos Municípios. ISS O ISS é um imposto de competência dos Municípios e do Distrito Federal. • Vigilância e segurança. conforme o caso. muitas empresas prestadoras de serviços transferiram suas matrizes para cidades vizinhas às grandes metrópoles. a lei complementar esclarece em cada caso qual Município tem direito ao imposto Para cada Município. o ISS foi responsável por 42% da receita tributária consolidada de todos os Municípios brasileiros. • Alguns serviços ligados à construção civil. portanto. o Município a quem é devido o imposto) é o do estabelecimento prestador dos serviços ou. cessão de mão de obra e empreitada. Tem função predominantemente fiscal. A LC 116/03 estabeleceu que o local da prestação de serviços (e. Em 2004. • Serviços de limpeza. obedecidas as regras determinadas na Lei Complementar nº 116/03 e pela Constituição Federal O contribuinte do ISS é a empresa ou o trabalhador que presta o serviço tributável O preço cobrado pelos serviços A Constituição Federal estabelece uma alíquota mínima de 2% e a Lei Complementar nº 116/03 determina uma alíquota máxima de 5%. Em alguns casos em que a legislação especifica a tributação pelo ICMS dos materiais fornecidos pelo prestador de serviços. entre os quais se destacam: • Importação de serviços.gov. Lei Complementar nº116. quando o prestador e o adquirente dos serviços estavam em Municípios diferentes. de 31 de julho de 2003) O fato gerador desse imposto é o descrito em lei ordinária do Município. a incidência do ISS está limitada à lista dos serviços que podem ser objeto de tributação.

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2.4.1. A lógica de tributação do ISS

O ISS é um imposto cumulativo, ou seja, o ISS cobrado em operações anteriores não é compensado nas operações posteriores. Por exemplo, se um hotel contrata uma lavanderia para lavar toda a roupa de cama, mesa e banho, sobre o valor dos serviços prestados pela lavanderia ao hotel incide ISS, o qual é embutido no preço. O hotel, por sua vez, ao prestar serviços de hospedagem aos seus clientes, também terá que pagar ISS, sem direito à compensação do ISS pago no preço dos serviços de lavanderia que comprou. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO

Incidem sobre o lucro das empresas dois tributos: o Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O IR incide tanto sobre a renda das pessoas como das empresas (pessoas jurídicas). Quando se trata do IR relativo às pessoas jurídicas, é costume usar a sigla IRPJ. A base de cálculo dos dois tributos é o lucro, na forma definida na legislação. Uma vez que cada tributo tem a sua legislação específica, o valor em reais da base de cálculo de cada um dos dois tributos pode ser diferente. Segundo a legislação do IRPJ, o lucro tributável pode ser apurado de três formas, ou regimes de tributação: Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. O contribuinte pode optar em qual modalidade de apuração quer ser tributado, observadas algumas restrições ligadas à atividade realizada ou ao volume de receitas - no caso do Lucro Real ou Presumido -, e de eventos justificadores do tratamento excepcional no caso do Lucro Arbitrado. O Lucro Real corresponde ao lucro apurado pela contabilidade, ajustado por adições exigidas e exclusões e compensações permitidas pela legislação. O Lucro Presumido corresponde ao lucro calculado pela aplicação, ao valor do faturamento, de um percentual de margem de lucro determinado na legislação, ou seja, o lucro não é apurado pelo encontro entre receitas e despesas do período, mas sim presumido. Corresponde a um processo de apuração simplificada da base de cálculo do imposto. O Lucro Arbitrado é apurado de forma semelhante ao presumido, com acréscimo de 20%, quando a receita é conhecida, ou por parâmetros técnicos, em situações especiais em que não é possível determinar o montante do faturamento. A opção pelo regime de tributação do IRPJ não traz consequências apenas para este tributo, mas condiciona também a base de cálculo da CSLL (com base no lucro contábil ajustado, lucro presumido ou lucro arbitrado), PIS/PASEP e COFINS (na forma cumulativa ou não cumulativa). 3.1. IRPJ

O Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza é um imposto direto, de natureza basicamente fiscal, ou seja, arrecadatória, de competência da União, que tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica o jurídica de renda. O IR atinge tanto pessoas físicas (IRPF) quanto pessoas jurídicas (IRPJ). No caso das pessoas jurídicas, a base de cálculo é o lucro, que pode ser calculado de formas alternativas apontadas na legislação. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza - IR Imposto União Fiscal É a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; e de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no conceito de renda. Pessoas físicas e jurídicas A base de cálculo do imposto é o montante real, arbitrado ou presumido da renda ou dos proventos tributáveis. Pessoas físicas: 15% e 27,5%, em tabela progressiva Pessoas jurídicas: 15%, mais adicional de 10% sobre a parcela de lucro que exceder a R$ 20.000,00 mensais.

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Lançamento Por homologação Sobre alguns pagamentos a pessoas físicas ou jurídicas, a pessoa jurídica que efetuou pagamento deve atuar como contribuinte responsável, efetuando a retenção do Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF, e posterior recolhimento. O imposto retido, na maioria dos casos, é compensável na apuração do imposto devido pelo contribuinte que sofreu a retenção. Alguns exemplos de rendimentos sujeitos à retenção, e alíquotas respectivas: • Rendimentos do trabalho: 15% e 27,5% conforme tabela progressiva mensal • Rendimentos de capital: fundos de longo prazo e aplicações de renda fixa, em geral de 15% a 22,5% conforme o prazo da aplicação. • Fundos de curto prazo - 20% ou 22,5% conforme o prazo. Fundos de ações: 15% • Prêmios e sorteios pagos em dinheiro: 30% • Remuneração de serviços de propaganda: 1,5% • Remuneração de serviços profissionais prestados por PJ: 1,5% Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>). É possível baixar o Regulamento do Imposto de Renda, programas para preenchimento das declarações e cálculo de tributos em atraso, dentre outras funcionalidades. Veja também a seção Perguntas e Respostas.

Outras considerações

Onde pesquisar mais detalhes 3.1.1.

A lógica de tributação do IRPJ

O IRPJ é calculado mediante aplicação da alíquota ao lucro tributável, apurado nas modalidades Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. Sobre o lucro que exceder a R$ 20.000,00 no mês, é devido ainda um adicional de 10%. O contribuinte do IRPJ pode optar em apurar o imposto em períodos trimestrais ou anuais, sendo que este último condiciona o contribuinte a apurar o lucro tributável pela modalidade Lucro Real. Optando pela apuração trimestral, o contribuinte deverá pagar o imposto de uma só vez ou em até três parcelas, com base no valor efetivamente apurado. Já se optar pela apuração anual, o contribuinte está obrigado a fazer antecipações mensais do IRPJ, que serão compensadas com o IRPJ devido, calculado na Declaração de Ajuste. O valor da antecipação, por sua vez, pode ser calculado de acordo com as regras do Lucro Real, ou basear-se em uma estimativa de lucro, efetuada a partir do faturamento da empresa. Qualquer que seja a modalidade de apuração escolhida, o contribuinte pode descontar, no momento do pagamento, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) que tenha sido retido por ocasião de recebimento de rendimentos. 3.2. CSLL

A criação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) amparou-se no art. 195 da Constituição Federal, que trata das contribuições para o custeio da seguridade social. A CSLL é uma contribuição social, de competência da União, incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas, incluídos nesse grupo aqueles que são equiparados à pessoa jurídica para fins de tributação do Imposto de Renda. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquota Lançamento Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) Contribuição Social. União Fiscal O fato gerador é a obtenção de lucro no exercício. São contribuintes as pessoas jurídicas domiciliadas no país e as que Ihes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda. Resultado apurado pela contabilidade, ajustado conforme determinações legais, resultado presumido ou arbitrado. 9% Por homologação

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Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes 3.2.1. Por ser uma contribuição social, este tributo está sujeito à anterioridade de 90 dias. Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>)

A lógica de tributação da CSLL

A lógica de tributação da CSLL segue a do IRPJ. As opções de regime de tributação são semelhantes, ou seja, existe a possibilidade de apurar a base de cálculo da CSLL a partir do resultado contábil, ajustado pelas adições, exclusões e compensações descritas na legislação, ou com base em Resultado Presumido ou Arbitrado. Embora semelhantes na forma de apuração, as bases de cálculo do IRPJ ou CSLL não são necessariamente iguais. Existem diferenças quanto aos ajustes (adições, exclusões e compensações) feitas ao lucro contábil para apuração do Lucro Real (IRPJ) ou do Resultado Ajustado (CSLL), bem como nos percentuais aplicáveis ao faturamento para determinação do Resultado Presumido ou Arbitrado. A CSLL é calculada mediante aplicação da alíquota ao resultado tributável, apurado nas modalidades Resultado Ajustado, Resultado Presumido ou Resultado Arbitrado. A apuração e o recolhimento da CSLL estão atrelados à escolha de regime de tributação do IRPJ, e seguem o mesmo modelo de antecipações mensais, caso a empresa tenha optado pela apuração anual. 3.3. Regimes de tributação do IRPJ e CSLL

Conforme explicamos ao descrever a lógica de tributação do IRPJ, o que muda na apuração dos tributos na modalidade de lucro real, presumido ou arbitrado é a metodologia de apuração da base de cálculo, e não a metodologia de cálculo do imposto. Lucro Real é o lucro líquido do período de apuração, apurado de acordo com a legislação societária e ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR. Qualquer empresa pode optar pela tributação pelo lucro real, mas algumas são obrigadas a utilizar esta modalidade, em função de características relacionadas a tamanho e tipo de atividade desenvolvida. Lucro Presumido consiste em uma modalidade mais simplificada de apuração em relação ao lucro real, na qual o lucro é estimado (presumido) pela aplicação de um percentual sobre a receita bruta obtida pelo contribuinte. O percentual representa, portanto, a suposta margem de lucro que a empresa obteve no período. O percentual é estabelecido em legislação, e tem variações em função do porte e atividade da empresa. Lucro Arbitrado também consiste na aplicação de percentual sobre a receita bruta, e diferencia-se do lucro presumido por ser aplicado, em geral, por iniciativa da autoridade fiscal, quando diante de situações tais como enquadramento indevido no lucro presumido, ausência ou vícios na escrituração contábil, dentre outras. Os percentuais para estimativa do lucro são os mesmos do lucro presumido acrescidos em 20%. O contribuinte também pode optar pelo lucro arbitrado, o que só se justifica em situações-limite, uma vez que esta opção é sempre pior do que a tributação pelo lucro presumido. A escolha da modalidade de tributação do IRPJ condiciona os regimes de tributação da CSLL, e regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS, a saber: Regime de tributação do IRPJ Lucro presumido Lucro Real Lucro Arbitrado Regime de tributação da CSLL Resultado presumido Resultado contábil ajustado Resultado arbitrado Regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS Incidência cumulativa Incidência não cumulativa PIS/COFINS cumulativa

A opção pelo regime de tributação é feita no início de cada ano, no momento do primeiro recolhimento e vale para todo o exercício financeiro. A opção condicionada de diversos tributos e o fato de que é realizada antes da ocorrência dos fatos geradores torna necessário realizar projeções de resultado, considerando o efeito conjunto de todos os tributos nos diversos itens (faturamento, aquisição de insumos ou mercadorias, gastos com energia elétrica etc.) que compõem o resultado projetado, de forma a poder determinar a opção que minimiza o gasto tributário de uma determinada empresa.

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1. a base de cálculo do IRPJ. rendimentos. • Provisões consideradas indedutíveis em período-base anterior. Um exemplo de despesa submetida a algumas condições para que seja considerada dedutível é a constituição de provisão para perdas em créditos de clientes. • Reversão de provisão não dedutível de período anterior . mas não afetou o resultado contábil.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Existe ainda uma quarta opção. sua reversão em contrapartida também não será tributável. veja a nota de rodapé 3 deste capítulo). Orleans Martins 26 . Exclusões Para fins de apuração do lucro real. instituições financeiras.3. • Benefício fiscal . o valor anteriormente provisionado atingiu os requisitos para ser considerado dedutível (por exemplo: para alguns créditos de liquidação duvidosa. PIS. portanto. e que atingiram condições de dedutibilidade . INSS Patronal e IPI (se for contribuinte do IP!). ajustado por adições. o fisco determina como condição que tenha sido iniciada medida de cobrança judicial para que a perda seja considerada dedutível). a provisão foi considerada não dedutível e adicionada ao lucro real. factorings e empresas que usufruem de benefícios fiscais de isenção ou redução do IR são alguns exemplos de contribuintes obrigados a apurar o IRPJ devido utilizando o Lucro Real como base de cálculo. devendo. CSLL. são excluídos do lucro contábil: • Resultados. efetuados a crédito da conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. COFINS. não admitindo algumas despesas. aumentando a base de cálculo do IR. dividendos recebidos de outras empresas e resultado positivo de participações societárias avaliadas pelo método da equivalência patrimonial. ser excluído para fins de apuração do lucro real. ou impondo algumas condições para que algumas dessas despesas reduzam o lucro contábil e. por exemplo. como forma de benefício fiscal caso da depreciação incentivada deduzida em períodos anteriores e realização do lucro inflacionário.Lucro Real CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. podendo incluir também ICMS e ISS. que é a apuração do SIMPLES NACIONAL.como. IRPJ O Regulamento do Imposto de Renda estabelece a obrigatoriedade da adoção do regime de apuração pelo Lucro Real Empresas que excedam um determinado limite de receita total.os ajustes e resultados anteriores. • Valores excluídos do lucro real de períodos anteriores. Estes valores são controlados na parte B do LALUR.no período em que foi efetuado o registro contábil. 3. quando se referirem a receitas tributáveis. Como exemplo de despesas indedutíveis. por conseguinte. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR. que consiste em depreciar um bem em período inferior à depreciação contábil. são adicionados ao lucro contábil: • Custos e despesas considerados indedutíveis pela legislação do IRPJ . • Receitas tributáveis não incluídas no resultado contábil .caso da depreciação incentivada.a reversão de provisão é contabilizada como receita aumentando. podemos citar as multas por infração à legislação. um sistema de tributação nacional que consiste no pagamento unificado de IRPJ. O Lucro Real é calculado a partir do lucro contábil? apurado pela empresa e escriturado em seus livros contábeis. já que não foram incluídos no resultado do exercício.o fisco se reserva o direito de impor limites à apuração do lucro por parte do contribuinte. devem ser acrescidos ao cálculo do lucro real. Regime de Tributação . o lucro contábil. Em período seguinte. portanto. e que será tratado no capítulo seguinte. Quando se referir à provisão considerada indedutível no passado. exceto as de natureza compensatória e CSLL (a respeito desta última. Adições Para fins de apuração do lucro real. receitas e outros valores não tributáveis inclusos no lucro líquido .

Ganho na desapropriação para reforma agrária Adição Adição Adição Adição CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Comissões condicionadas ao recebimento do cliente 12. Remuneração de diretores de S. Lucros distribuídos disfarçadamente 11. Adição Adição Adição Exclusão Adição 9. 19. Pagamento a sociedade civil de profissão regulamentada controlada por pessoa física controladora da fonte pagadora Adição Adição 13. Ajustes credores de exercícios anteriores 2. Investimentos em atividades audiovisuais 25. Multas impostas por infrações ou transgressões de leis de natureza não tributária. apurados conforme a sistemática do lucro real) obtidos em períodos anteriores.A. Tributos e contribuições com exigibilidade suspensa 23. 6. Aquisição com cupom fiscal que não atender as exigências da legislação 18. 4. que não residam no país 21. são compensados prejuízos fiscais (isto é. Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 10. equivalência patrimonial 16. ficam salvas as de natureza compensatória e as impostas por descumprimento de obrigações tributárias meramente acessórias de que não resultem falta ou insuficiência de Adição pagamento de tributo). Orleans Martins 27 . 5. Perdas em operações no exterior exceto hedge (adição somente em dezembro) Adição Rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior. que devem ser considerados pelos seus valores antes de descontado o tributo pago no país de Exclusão origem.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Compensações Para fins de apuração do lucro real. excedentes ao limite admitido. Apresenta-se uma lista de transações que são dedutíveis para fins de cálculo de IRPJ e CSL. 24. controlados na parte B do LALUR. Alimentação de empregados quando não fornecida indistinta mente a todos 14. apropriação indébita ou furto praticado por sócios ou acionistas. A legislação estabelece limitações para compensação destes prejuízos. 17. Perdas incorridas no mercado de renda variável que excederem os ganhos no período de apuração Perdas incorridas em operações day-trade no período de apuração (renda fixa ou variável) Participações e gratificações a administradores e dirigentes IRPJ Adição Adição CSLL 3. 7. 20. Excesso relativo aos preços de transferências (transfer price) arbitrados Adição mediante ajustes pelos métodos admitidos pela legislação Lucros disponibilizados no exterior (filiais. coligadas e controladas) Adição Multas por infrações fiscais cobradas DE OFICIO (portanto. Juros sobre o patrimônio líquido. 8. LIVRO DE APURAÇÃO DO LUCRO REAL (LALUR) LISTA DE ADIÇÕES E EXCLUSÕES PARA APURAÇÃO DE IRPJ E CSLL 1 . Seguro de vida de sócios ou acionistas Prejuízo por desfalque. sucursais. Lucro inflacionário realizado 22. Prejuízo na baixa de investimento adquirido por incentivo fiscal Amortização de ágio na aquisição de investimento avaliado pela equivalência patrimonial Amortização de deságio na aquisição de investimento avaliado pela 15.

Reserva de reavaliação realizada durante o período-base 30. Alimentação de sócios. acionistas e administradores Adição As contribuições não compulsórias. realizada no período Encargos de depreciação. aluguel de móveis ou imóveis. Resultado da equivalência patrimonial ou Adição 29. que. Exclusão tanto em virtude do registro no estoque de crias nascidas no período de 48. exceto as destinadas a custear seguros e 38. ou apuração. Adição relacionados intrinsecamente com a atividade Custos ou despesas de depreciação e demais gastos com bens móveis ou 36. assessores. somados. que ou serão adicionados quando efetivamente recebidos Adição Reserva especial de correção monetária do ativo permanente (equivalente à 33. Exclusão no todo ou em parte. exceto quando 35. Adição planos de saúde. § 3º. Computados como Exclusão receita. que corresponderem à diferença de correção monetária entre o IPC e o BTNF do ano de 1990 Custos ou despesas com leasing. e cujos ônus sejam da Adição pessoa jurídica. Orleans Martins 28 . Exclusão de consumo). qualquer título. aquisição (inclusive de sociedade em conta de participação). Resultados positivos relativos aos atos cooperativos (exceto para cooperativas 45. dirigentes. Depreciação ou amortização acelerada incentivada Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. exceto quando relacionados com a atividade 37. gerentes. 358. Resultados negativos com atos cooperativos 47. amortização e exaustão de bens relativo à diferença de correção monetária . 46. Remuneração Indireta de administradores. excederem a 20% do total dos salários dos empregados e da remuneração dos dirigentes da empresa. de fornecimento de serviços. Adição imóveis. para empregados e dirigentes As contribuições não compulsórias. As despesas com brindes Adição Lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de 43. constitui receita Adição operacional. computados em conta de resultado.Fapi desde 39. que comporá a base de cálculo no período de apuração em que ocorrer a venda dos respectivos estoques. para empregados e dirigentes (e ao Fundo de Aposentadoria Programada Individual . vinculados ao referido plano. Reversão de provisões não dedutíveis Adição Adição Exclusão Parcela não recebida dos lucros de contratos de construção por empreitada ou Exclusão 32. que este atinja. em decorrência da atualização do valor dos estoques de produtos agrícolas. 27. não identificados e não individualizados os beneficiários assim como o imposto 44. celebrados com entidades governamentais. Ganho em desapropriação com diferimento da tributação Exclusão Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Ganho na venda de ativo permanente a longo prazo com recebimento do preço. Adição de renda na fonte (art.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 26. 50% dos empregados). animais e extrativos destinados à venda. Pagamento sem causa ou a beneficiário não identificado. no mínimo. Adição reavaliação) efetivada em 1991.IPC/BTNF e parcela do custo de bem baixado a 34. 49. Depreciação acelerada incentivada Adição Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição Exclusão ou Adição Exclusão ou Adição A contra partida do aumento do ativo. exceto as destinadas a custear benefícios complementares assemelhados ao da previdência social. como pela avaliação do estoque a preço de mercado. As doações em geral Adição 41. após o ano calendário seguinte Exclusão 28. Provisões não dedutíveis 31. As doações aos Fundos da Criança e Adolescente Adição 42. 40. do RIR/99).

Ganho com bens ou direitos recebidos em devolução de participação no capital registrados pelo valor de mercado Total dos custos e despesas vinculados às receitas da atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Total das receitas próprias vinculadas a atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Ajuste por diminuição no valor de investimentos avaliados pelo PL Exclusão Adição Adição 52. aplicáveis a produtos. Contingências 71. Lucro da exploração correspondente a atividade rural 69. quando a opção for pelo regime de caixa. ou onde esta não existir. O valor total da variação cambial passiva. podendo o saldo não depreciado ser excluído na determinação do lucro real. A parcela correspondente à diferença entre o valor de integralização de capital. Exclusão Exclusão 61. quando a opção for pelo regime de caixa. Royalties e assistência técnica não dedutíveis 67. sistemas e pessoal. na forma da lei. contabilizada pelo regime de competência. Exclusão Exclusão 60. Prejuízo na venda de ações em tesouraria 53. pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país Os valores relativos aos dispêndios incorridos em instalações fixas e na aquisição de aparelhos. Adição 54. Garantias 72. adicionada em período anterior. de participação societária de titularidade da empresa que efetuar a subscrição e integralização. admitidos pela legislação do imposto de renda Exclusão Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Perda na alienação de bens que serão tomados em arrendamento pelo próprio vendedor do bem Prejuízo na alienação de participações não integrantes do ativo permanente. 62. Perda de equivalência patrimonial 70. 64. no período de apuração em que concluída sua utilização. máquinas e equipamentos. e o valor dessa participação societária registrado na escrituração contábil desta mesma pessoa jurídica. contabilizada pelo regime de competência. pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país. As despesas operacionais relativas aos dispêndios realizados com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica de produtos. destinados à utilização em projetos de pesquisa e desenvolvimentos tecnológicos. poderão ser depreciados na forma da legislação vigente. homologações e suas formas correlatas. Lucro de exploração correspondente a exportação incentivada 68. com deságio superior a 10% dos respectivos valores de aquisição. durante 3 dias no período de um mês. quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial passiva. Exclusão Adição Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Adição Exclusão 65. Orleans Martins 29 . 55. licenças. caso a venda não tenha sido realizada em bolsa de valores. excluída em período anterior e que tenha sido liquidada no período de apuração. não tenha sido efetuada por meio de leilão público. Exaustão Incentivada 51. bem como relativos a procedimentos de proteção de propriedade intelectual. 63. O valor total da variação cambial ativa. 57. Lucro inflacionário diferido Receitas ou rendimentos incluídos na apuração do lucro líquido que não são 73. procedimentos de autorização de registros. liquidada no período de apuração. quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial ativa.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 50. Lucro de exploração negativo (atividade rural) 66. Exclusão Exclusão 59. resultante da incorporação ao patrimônio de outra pessoa jurídica. com divulgação do respectivo edital. 56. processos. normalização técnica e avaliação da conformidade. Adição Exclusão Exclusão Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 58. metrologia.

400. em livro específico.com.100.000.br>.100.000. amortizações e exaustões incentivadas. que tenha sido creditada ao resultado.00 (-) Despesas administrativas . que afetam apenas a base de cálculo da contribuição social.1º TRIMESTRE . LALUR Os ajustes mencionados são realizados. são lançados os valores que afetarão o lucro real de períodos futuros. titular ou administrador da pessoa jurídica credora ou parente até terceiro grau. tais como prejuízos a compensar.00 assim discriminado: DRE DO PERÍODO . por exemplo. no primeiro trimestre do ano.000.40.000.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. inclusive com escrituração do LALUR e registros contábeis. Portal tributário: <www.00 .130. o Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR).000.00 500.2006 ITENS R$ RECEITA DA VENDA DE MERCADORIAS E SERVIÇOS Venda de mercadorias 1. 74.00 (+) Resultado da equivalência patrimonial 20.000.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Perdas decorrentes de créditos não liquidados. como.00 . Diferença entre o valor de mercado e o valor contábil de bens e direitos 76. Boa parte dos ajustes coincidem. a base de cálculo muito se assemelha à apuração IRPJ pelo lucro real.000. e as parcelas não realizadas de lucros em contratos de empreitada com órgãos públicos.000. separadamente. controlada.00 1. que houverem sido computadas no resultado sem observância dos limites previstos na legislação.com. na parte B.000.00 .00 (-) Impostos incidentes s/vendas = Receita líquida operacional (-) Custo das mercadorias e serviços vendidos = Lucro bruto (-) Despesas com vendas .500. O LALUR é composto de duas partes: na parte A. depreciação acelerada incentivada e provisões momentaneamente não dedutíveis. Ao final do capítulo será apresentado um exemplo mais completo.000. mas nem todos são realizados em ambas as bases de cálculo. que afetam apenas a base de cálculo do IRPJ.000. sócio. Perdas no recebimento de créditos com pessoa jurídica que seja controladora.000. um lucro de R$ 400.00 Venda de serviços 500. Exemplo de cálculo O exemplo apresentado a seguir é bastante simplificado. CSLL Quanto ao cálculo da Contribuição Social sobre Lucro Líquido. Da mesma forma que na apuração do lucro real. apenas para permitir a comparação entre os regimes de tributação.00 (+) Receitas financeiras 50. pelo regime de tributação pelo resultado ajustado. ou com pessoa física que seja acionista 75. recebidos a título de devolução de participação no capital social de outra sociedade. são escriturados os ajustes ao lucro e é transcrita a demonstração do lucro real. Uma empresa obteve. coligada ou interligada.00 400. Orleans Martins 30 . Fontes: Receita Federal do Brasil Portal de auditoria: <www. exclusões e compensações previstas pela legislação.600.00 = Lucro antes do IRPJ e CSLL Adição Adição Exclusão R$ 1.br>. controlador.portaltributario. ao qual são realizadas adições.000. o ponto de partida é o lucro contábil. as depreciações.000.portaldeauditoria.000.

3.000. não impede o exercício da opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido.620. inclusive do adicional. O Lucro Presumido é apurado mediante: • Aplicação do percentual correspondente ao tipo de atividade sobre a receita bruta auferida para aquela atividade no período. tais como IPI. No cálculo da receita bruta. álcool etílico carburante e gás natural Prestação de serviços: a) exclusivamente prestação de serviços: faturamento anual até R$ 120.00) R$ 382. algumas deduções são permitidas. Orleans Martins 31 . o ponto de partida é o lucro contábil após computada a CSLL.00) Base de Cálculo da CSLL R$ 382.00 .00 Adicional. O fato de a pessoa jurídica não ter efetuado o pagamento do imposto no prazo legal ou ter efetuado com insuficiência.00 referem-se a despesas não dedutíveis conforme a legislação do IRPJ. Calculando o Lucro Real: Lucro Antes do IRPJ e CSLL Mais: Adições Despesas Indedutíveis CSLL Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial Base de Cálculo da CSLL O IRPJ devido é: Alíquota normal.500. industrial.00 b) exclusivamente superior a R$ 120.380.00.00 = 34. • Soma de receitas computadas integralmente como lucro. Atividade Comercial.00 R$ 2.000. R$ 365. A base de cálculo da CSLL é.000.380.000.15% x R$ 382.300.000.00 R$ 34.00 (R$ 400.200. Para apuração da base de cálculo do IRPJ (Lucro Real).620. ou seja.000.000. combustível derivado de petróleo.6% 16% 32% 16% R$ 57.00 anuais e demais serviços não exclusivamente c) transporte (exceto carga) % de Presunção 8% 1.R$ 60.R$ 34.000.00 . tiver sido igual ou inferior a 48 milhões de reais ou ao limite proporcional de R$ 4 milhões multiplicados pelo número de meses de atividades no ano. descontos incondicionais e vendas canceladas.00).00 Mais: Adições Despesas Indedutíveis R$ 2.380.00. transporte de carga e serviços hospitalares Revendas. Também para a CSLL o somatório de despesas indedutíveis da base de cálculo é igual a R$ 2.00 R$ 89.000.00 (R$ 20.000.000. IRPJ Poderão optar pelo regime de tributação com base no lucro presumido as pessoas jurídicas cuja receita bruta total.00) Total IRPJ devido 3. tais corno ganhos de capital e receitas financeiras.000. Tabela: Percentuais de presunção. portanto: Lucro Antes do IRPJ e CSLL R$ 400.2.10% x (R$ 382.00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Dentre as despesas administrativas. apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x 382.00 R$ 365.00 Lucro Presumido (IRPJ)/Resultado Presumido (CSLL) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000. para consumo.000.00 Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial (R$ 20.000.00 R$ 32. no ano calendário anterior.000. R$ 2.

quando: • O contribuinte. administração.000.000.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CSLL Na apuração da base de cálculo da CSLL com base no resultado presumido.000. locação ou cessão de bens imóveis. retornamos à demonstração de resultados do primeiro trimestre de 2006. e factoring.00) Total IRPJ devido No cálculo da CSLL.000.000.000.3. Atividade Pessoas jurídicas em geral Prestação de serviços. apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x R$ 330.00 290.00.000. Orleans Martins 32 .00 330. exceto hospitalares. devidos no período no decorrer do ano calendário pelas pessoas jurídicas.000. A escrituração revelar evidentes indícios de fraude ou contiver erros ou deficiências que a tomem imprestável para: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000.000.00 160.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1. 3. que pode arbitrar o resultado para o cálculo do imposto e da contribuição social.00 . para fins de tributação.000.3.000.00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo.000.15% x R$ 290.500.00 % de Presunção 12% 32% 80.00 Adicional.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido O IRPJ devido é: Alíquota normal.000. obrigado à tributação com base no Lucro Real.00 R$ 23. Na apuração do lucro presumido.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido R$ 43.00 8% Serviços 500.000.00 120. ou seja.700.00 12% Serviços 500. na forma da lei.R$ 60.000. Tabela: Receita bruta no trimestre.000.000.00 160. APURAÇÃO .000.00 50. Exemplo de cálculo Considerando o mesmo exemplo utilizado para demonstração do cálculo do IRPJ/CSLL com base no lucro real. O lucro arbitrado pode ser aplicado nas situações em que a escrituração contábil e fiscal do contribuinte for desclassificada por parte da autoridade fiscal.10% x CR$ 290.00 50.500. na página 31. mas os percentuais são diferentes dos adotados para apuração do lucro presumido: Tabela: Percentuais de presunção. ignora-se o lucro contábil apurado. não mantiver escrituração na forma das leis comerciais ou fiscais. teríamos: Tabela: Receita bruta no trimestre. Lucro Arbitrado (IRPJ)/Resultado Arbitrado (CSLL) O Lucro Arbitrado é uma prerrogativa do Fisco. ou deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal. móveis e direitos de qualquer natureza.00 R$ 66. também ocorre a aplicação de percentuais sobre a receita bruta. e calcula-se um lucro estimado. APURAÇÃO . intermediação de negócios.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1. em função da receita bruta.00 = R$ 29.

• • • • Autoarbitramento É possível ao contribuinte autoarbitrar a base de cálculo do IRPJ e CSLL. das demais receitas e dos resultados positivos decorrentes de receitas não compreendidas na atividade. O contribuinte não apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial ou fiscal ou o livro-caixa. inclusive bancária.3. acrescidos em 20%. Orleans Martins 33 . IRPJ e CSLL pelo Lucro Real Anual . em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas. os lançamentos efetuados no livro-diário. sobre a receita bruta auferida mensalmente. deverão recolher mensalmente antecipações de IRPJ e CSLL com base em lucro estimado ou Lucro Real apurado em balancete de suspensão/redução. 223 e 225): • Valor resultante da aplicação dos percentuais fixados na lei.60% 16% 8% 32% 8% 32% 32% 16% 32% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Este "encontro de contas" acontece por ocasião da entrega da Declaração de Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas . bancos e assemelhados Factoring Suspensão/redução do IR A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês. 518) Revenda de combustíveis Serviços de transporte (exceto transporte de carga) Serviços de transporte de cargas Serviços em geral (exceto serviços hospitalares) Serviços hospitalares Intermediação de negócios Administração. inclusive adicional. nos quais deverá estar escriturada toda a movimentação financeira. art. o Determinar o Lucro Real. por conta ou subconta. Tabela: Percentuais por atividades. • Ganhos de capital. conforme tabela de percentuais a seguir. o livro-razão ou fichas para resumir e totalizar.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] o Identificar a efetiva movimentação financeira. O montante do tributo pago em antecipações mensais será compensado com o montante devido com base no Lucro Real. que optaram pela apuração anual. Percentuais 8% 1. arts. que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto. 3. O lucro estimado para servir de base ao cálculo à antecipação do IRPJ e CSLL consiste na soma das seguintes parcelas (RIR/1999. apenas nos casos em que for possível apurar a sua receita bruta. O contribuinte optar indevidamente pelo regime de tributação com base no Lucro Presumido. Atividades Atividades em geral (RIR/1999. Os percentuais aplicáveis para apuração do Lucro Arbitrado são os mesmos do Lucro Presumido. se houver.4. inclusive bancária. calculado com base no lucro real do período em curso.por ocasião da entrega da DIPJ. desde que demonstre. O comissário ou representante de pessoa jurídica estrangeira deixar de escriturar e apurar o lucro de sua atividade separadamente do lucro do comi tente residente ou domiciliado no exterior. O contribuinte não mantiver. e a empresa deverá providenciar o recolhimento da diferença. através de balanços ou balancetes mensais. locação ou cessão de bens e direitos de qualquer natureza (inclusive imóveis) Instituições financeiras. variáveis conforme o tipo de atividade explorada.Recolhimento por Estimativa As empresas tributadas pelo Lucro Real.

500. Dez.09 45.00 200.700.00 35.00 6.80 1.600.00 60.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para uma demonstração de como se faz o cálculo.00 15.00 20.600.840.000.00 1.00 15.00 1.00 756.00 17.00 4.000.600.40 524. não tendo obtido no período ganhos de capital e outras receitas não compreendidas na atividade.00 19.900. Resultado contábil No mês Jan.596.00 456.00 (3.00 9.400.368.00 400. Set. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 39.00 840.450.500.000. Fev.00 2.200.00 70.900. 45.40 23.400.550.640.00 2.000.950.00) 5.00 100.00 2.00 276.300.00 216.760.000.00) 4.000. calcula-se os valores devidos de IRPJ e CSLL. é necessário acompanhar o lucro tributável acumulado mês a mês. Ago.00 1.00 216.00 70.00) 5.00 3.596.00 7.000.600. os ajustes são .00 194.00 23.00 O IRPJ e CSLL estimados em função do faturamento mensal são: Meses Faturamento Base cálculo IRPJ IRPJ Base cálculo CSLL IRPJ + CSLL no mês Estimativa Estimativa CSLL Estimativa Estimativa (C) = (E) = (A) (B) = 0.000. Nov.160.000.00 14.000.00 612.00 2.00.00 550.400. Os valores mensais e acumulados no ano do resultado contábil e ajustes (adições menos exclusões) encontram-se demonstrados a seguir. Nov.00 Jul.000.00 1.680. Maio Jun.00 240.00 648.00 1.00 200. Mar.200.00 756. Maio Jun.000. Dez.00 7.80 1.600.00 300.000. Jul. Nov.00 1.00 1.000.00 150.300. 8.00 1.120. Orleans Martins 34 .00 40.00 16.200. considere uma empresa comercial com faturamento de R$ 480.00 2.00 18. Set.00 8.00 2.440.00 5.00 Meses A partir do Lucro Real/Base de cálculo da CSLL acumulado ao final de cada mês.00 70.00 4.000.000.00 27.00 2. Ago. com aplicação das alíquotas de 15% para IRPJ e 9% para CSLL.00 3.000. 22.80 60.00 2.800.00 1.00 1.00 2.00 720.100. Nesta empresa.00 486.800.00 51.000.600.00 496.000.00 46.900.00 5.00 (4. Para tanto.00 51.00 (200.00 600.000. Out.00 480.00 20.00 21.000.00 432.00 3. Abr.400.500. Maio Jun. Out.00) (2.700.08 x (A) (D)=0. Set.00 24.00 7.700.000.00 19.000.00 40.00 5.00 162.00 1.00 Ajustes Lucro Real / (Adições menos Exclusões) Base de cálculo CSLL Acumulado no ano No mês Acumulado no ano Acumulado no ano 8.00 6.550.000.162.80 22.00) (5.600.00 3.40 46.000.00 50.00 600.00 9.00 1.000.500. Abr.500.800.850.00 11.000.60 18.600.1512 (D) x 0. Jul.026.000.400.000.00 5.000.00 248.600.00 3.00 264.00 1.00 1.00 5.40 410.00 840. Meses Faturamento no mês Jan.00 Jan. Para apuração do valor devido de IRPJ e CSLL.00 100.00 237.200.800. cujo detalhe mês a mês encontra-se na tabela a seguir. Dez.00 1.00 500.00 4.00 11.400.900.00 7.700.048.00 180.080. a empresa precisa acompanhar os ajustes (adições e exclusões).00 300.100.800.00 14.00 18.12 x (A) (F) = (C) + (E) (B) x 0.300.00 8. Abr.050.00 342.00 11.000.mesmos para apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL.00 100.760.000. Mar. além de apurar o resultado contábil.00 700. Out.00 70.60 501.00 540.000.400. Ago. Fev.520. Mar. Fev.00 2.00 552.000.000.00 16.00 912.

00 1.000.560. A tabela a seguir evidencia a melhor opção de recolhimento da antecipação a cada mês.440.40 524.00.00 6. Em fevereiro.00 estimativa 1.755. 4.00 4.026.00 4.305.80 Jul.00 estimativa 1. 27.800.680.00 1.00 240.40 suspensão 0. e o IRPJ e CSLL devidos no ano passou a ser de R$ 1.162.15 (C) Jan. a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 456.00 912.596.175. a melhor alternativa é transcrever para o LALUR o balancete que justifica a redução do valor da antecipação dos tributos para R$ 414.00 1.00 1.00 1.00 3. 6.00 39.026.850. 1.754.00 .850.500.00 1.000.00 17.026. considerando-se o menor desembolso possível. ou no efetivamente devido (balancete de suspensão/redução).00 Set.510.00 O montante a ser recolhido mensalmente a título de antecipação pode basear-se no valor estimado.00 1.480.000.00 1. IRPJ + CSLL Recolhimento com Recolhimento devidos base em balancete Recolhimento Opção IRPJ + CSLL a Meses acumulado até acumulado no de suspensão/ por estimativa escolhida recolher o mês anterior ano redução Jan.026. 1.00.026.368.00 5.00 suspensão 0.596.000. Assim.00 3.00 240.00 5.596. A opção é conjunta para IRPJ e CSLL.680.00.640.550.00 2.00 9.00.00 = R$ 456. 9.000.000.440. comprovando essa situação com levantamento de balancete que justifica a suspensão do recolhimento de antecipações de IRPJ e CSLL.480.000.60 Ago. Caso a empresa não obtivesse mais lucro nem faturamento durante o ano.00 Nov.040.256.40 423.00 150.162. 14.285.00 redução 414.00 Out.00 redução 240.00 Set.480. 2. Em março.00 1.00 Abr. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 14. 21.500.360.00 19. 17.482. 7.00 4.680.00 Ago.00 2.00). 19.000.00).134. efetuando recolhimento da antecipação com base em estimativa a empresa recolheria mais tributo do que o devido relativo ao ano CR$ 1.00 .00 1.00 Jul.000.00 4.00 2.80 redução 423.440. 19.000. que é o montante que iguala tributos devidos e antecipados.00 4.00 Dez.890.500.00 1.160.430.00 estimativa 1.00 Mar.050.710.925.000.00 19. a empresa fica autorizada a não proceder a recolhimento de antecipação.000.80 estimativa 1.368. 4.530.00 456.080.00).048. 4.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Lucro Real IRPJ devido Base de cálculo acumulado até o acumulado até o CSLL acumulada até Meses mês mês o mês (A) (B) = A* 0.00 em janeiro.640.00 2.00. 9.00 Em janeiro.00 960.00 1.60 estimativa 501.80 1.00 630.60 1.00 1.00 Abr.00 Dez.00 (R$ 2.00.048.160.00 900.00.00 11.00 3. de R$ 1.040.680. novos prejuízos reduziram ainda mais o tributo devido no ano.00 Maio 11. 39.080.00 2.00 3.560.00 1.00 21.000.000.00 2.000.00 9.00 414.650.00 CSLL devida acumulada até o IRPJ + CSLL mês (O) = (C)*0.00 7.000.00 1.000. apurado com base no lucro real/base de cálculo da CSLL.00 2.00 90.40 suspensão 0. 3.60 Nov.350.00 27. Como já foram recolhidos R$ 1.000.00 6.360.00 estimativa 912.00 + R$ 1.00 Mar. 5.00 342.480.680.440.160.20 501.00 990.00 para R$ 6.00 1. que passou a ser de R$ 240.40 410.256.00 540.440.026.00 (R$ 1. tornando mais atraente o recolhimento por estimativa.160.592.00 1.00 2. a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 1.000.026. Orleans Martins 35 .09 (E) = (B) + (O) 810.440. o lucro real acumulado no ano caiu de R$ 9.00 Out.00 2.00 1. teria que recolher por ocasião da entrega da declaração de ajuste a diferença entre tributo devido e tributo antecipado.000.050.00 1.00 Maio 2. 1.968.R$ 1.000.000.500. e o IRPJ e CSLL devidos com base no lucro real apurado no mês era R$ 2.00 1.00 Fev.256.00 1.00 1. 240.440.150.R$1.00 Jun.00 3.00 4.160.00 6. Em decorrência do registro de prejuízo contábil no mês.00 Fev. Como já recolheu até fevereiro R$ 1.680.026.00 Jun.00 4.00 4. 6.312.

e não precisaria fazer recolhimento complementar na declaração de ajuste). os quais eram considerados no sistema simplificado. Vale ressaltar que o recolhimento da antecipação por estimativa é uma faculdade que é concedida às empresas.00. Uma vez que até março haviam sido recolhidos R$ 1. Com o Simples Nacional.3.00. há uma simplificação no recolhimento e na burocracia administrativa da gestão de tributos das empresas enquadradas. setembro e outubro. situação que se inverteu em agosto. a empresa deverá apresentar histórico de rentabilidade.00. Microempresa: receitas brutas anuais até R$ 240.680. o recolhimento por estimativa mostrou-se mais interessante.estadual). As empresas que se enquadrarem no regime simplificado recolhem oito impostos das três esferas (federal.644.00. 4. Portanto. Definição ampla de Micro e Pequena Empresa: a definição ampla está atrelada ao valor Receita Bruta de Vendas que uma empresa obtém durante o ano fiscal.000.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IRPJ e CSLL devidos no ano com base no lucro real acumulado até abril foi de R$ 1.5.00 até R$ 2. Pequena Empresa: vendas anuais acima de R$ 240. No entanto.municipal) e o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias . quando permitido. a empresa recolheria até dezembro R$ 7. a Comissão de Valores Mobiliários e o Banco Central do Brasil.1. 4. ensejando o registro de Ativos e Passivos Fiscais Diferidos. diversos órgãos que emitem normas contábeis. pois permitia efetuar um recolhimento inferior ao devido com base no lucro real.00 (R$ 9.360. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Orleans Martins 36 . O Simples abrange o ISS (Imposto sobre Serviços .400.00 (redução). na declaração de ajuste a empresa deverá recolher a diferença de R$ 1. Note que o ponto fundamental para que o direito legal de compensação se torne efetivamente um direito para a empresa tributada pelo Lucro Real é a existência de resultados tributáveis no futuro.716.644. Assim. a estimativa tornou-se novamente mais atrativa.360.00.000.440. Ativos e passivos fiscais diferidos Na apuração do IRPJ e CSLL devidos.00.000. através do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) uma vez por mês. Em novembro e dezembro. como a apuração de prejuízo fiscal/base de cálculo negativa e ajustes temporários ao lucro.00). de 14/12/2006 (Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas). somente mediante convênio do Município e do Estado com o governo federal. Nos meses de maio. SISTEMAS DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Um tributo que resume diversos outros: SIMPLES Nacional Simples Nacional é o nome dado ao novo tratamento tributário para microempresas e empresas de pequeno porte instituído pela Lei Complementar nº 123. parece-nos estranho que a empresa não opte por postergar o pagamento dos tributos. 3. Uma vez que o tributo devido no ano é de R$ 9. existem alguns eventos que geram direitos de compensação futura ou postergação de pagamento de tributo. Atentos a este fato. Esse direito de redução futura das bases de cálculo de IRPJ e CSLL constitui-se em um ativo para a empresa que apurou o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) desde que existam perspectivas de lucros futuros. como o Conselho Federal de Contabilidade. só é necessário recolher um complemento de R$ 240. quando a empresa beneficiou-se da possibilidade de reduzir ou suspender o recolhimento das antecipações de IRPJ e CSLL. estadual e municipal) de uma única vez. do ponto de vista de administração dos recursos financeiros. mês a mês (e nesse caso a nossa empresa encerraria o ano tendo recolhido R$ 9.360.00. junho e julho. anterior ao Simples Nacional. Utilizando as alternativas descritas. expectativa de geração de lucros tributáveis futuros fundamentada em estudos técnicos de viabilidade que permitam a realização deste ativo fiscal. Prejuízo fiscal (IRPJ) e base de cálculo negativa (CSLL) As empresas tributadas com base no Lucro Real têm direito de compensar e períodos futuros o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) calculado com base na legislação específica do IRPJ (CSLL).00. o processo de abrangência ficou automatizado. estabelecem que a constituição do ativo fiscal diferido deve estar atrelada à possibilidade de utilização destes valores nos próximos períodos.R$ 7. Nada impede que a empresa recolha antecipações com base no valor apurado pelo lucro real.

e constam no anexo da Lei nº 123/06. bem como as relativas ao salário-educação e à Contribuição Sindical Patronal. ao SENAC. em que geralmente dependem de um capital maior para suas operações como também têm regulação específica. • Forma de organização social . • Origem do capital social . o que evidencia uma preocupação em relação à participação de um acionista pessoa física. excluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. a lei exige que se somem as receitas totais e não apenas a proporção de participação do sócio que detém outras participações. A lei tem a preocupação de dar vantagem para a empresa que realmente é pequena. A possibilidade de optar pelo SIMPLES Nacional está condicionada ao atendimento de uma série de condições relacionadas a: • Tipo de atividade econômica desenvolvida .sociedades de cujo capital participe estrangeiro residente no exterior ou outra pessoa jurídica. sua forma jurídica poderia até se enquadrar. ao SENAI. Por exemplo. estão entre as empresas que não podem optar pelo SIMPLES. as empresas que obtiveram receita bruta anual até R$ 240. imobiliárias e prestadoras de serviços típicos de profissões regulamentadas. Pode-se verificar que as exceções que a lei trata estão atreladas a negócios que não têm natureza comercial ou industrial e sim a serviços de natureza financeira.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Obs. A base de cálculo do SIMPLES Nacional é a receita bruta. A lei permite que um sócio tenha participação em uma outra empresa.00 e R$ 2. o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia. dentre outros. financeiras pelo BACEN.00.só poderão optar pelo SIMPLES. os valores máximos da receita bruta para micro e pequena empresa serão respectivamente R$ 200.00 no ano anterior e. com algumas exceções.000. As alíquotas aplicáveis variam por faixa de faturamento e atividade. • Limite máximo de faturamento .por exemplo. não podem optar.000. Isto tira a possibilidade de um grupo de empresas fazer uso da lei. mas na essência econômica é um grupo que não pode ter as vantagens tributárias da lei. Sigla do Tributo IRPJ CSLL IPI PIS COFINS ICMS ISS INSS Patronal Municipal Estadual Federal X X X X X X X X A inscrição no SIMPLES Nacional também dispensa a pessoa jurídica do pagamento das contribuições instituídas pela União.: em caso da empresa começar a operar durante o ano. individualmente ou em conjunto. deverá ser considerada a proporcionalidade. na condição de Empresa de Pequeno Porte (EPP). participa em outras empresas que podem ter suas receitas brutas acima.00. construtoras. No quadro abaixo está a relação de tributos e suas respectivas esferas que fazem parte do regime simplificado nacional. instituições financeiras.as empresas que exercem determinadas atividades. pois mesmo tendo receita bruta na faixa permitida. como. empresas organizadas na forma de sociedade por ações estão impedidas. Orleans Martins 37 . Independentemente do percentual de participação. como. empresas cuja receita bruta anual atingiu o limite máximo de R$ 2. são empresas de porte naturalmente maior e que podem buscar recursos no mercado acionário (negociadas em bolsa e supervisionadas pela CVM). ao SESI. mas que a receita bruta de todas as empresas não ultrapasse o valor máximo. para uma empresa que começou a operar em 1 Q de março. do limite imposto. As sociedades por ações. geralmente.000. Por exemplo. na condição de Microempresa (ME). por exemplo. ou seja.000. por exemplo: seguradoras que são supervisionadas pela SUSEP.400. entendida como tal o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria.000. como as destinadas ao SESC. uma empresa que participa em diversas outras empresas não tem perfil de empresa pequena para a lei. ao SEBRAE e seus congêneres.

elaboração de programas de computadores. estadual e municipal) terá seus respectivos representantes em um comitê que irá gerir e normatizar os aspectos tributários do Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. manutenção e atualização de páginas • • • • • • • CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. o que faz sentido. cursos técnicos e gerenciais. produção cultural e artística e produção cinematográfica e de artes cênicas Cumulativamente. inclusive jogos eletrônicos. chamado de Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. inclusive sob a forma de subempreitada. escolas livres. desportivas. consultando a tabela correspondente (indústria. academias de atividades físicas. planejamento.1. Urna vez encontrada a alíquota. que varia de alíquota por total das respectivas receitas. há a necessidade de segregação.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Como é administrado o SIMPLES Nacional entre as três esferas? Cada esfera (federal. 4. Tal comitê está vinculado ao Ministério da Fazenda e tem a seguinte estrutura normatizada em lei: Secretaria-Executiva do Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (CGSN/SE) A Secretaria-Executiva tem por finalidade prestar apoio institucional e técnico-administrativo necessários ao desempenho das competências do CGSN. ela é aplicada ao valor do faturamento obtido no mês. Sua apuração deve ser efetuada após a empresa ter todos os dados mensais sobre suas receitas brutas. confecção. administração e locação de imóveis de terceiros. locação de bens e móveis). inclusive as vendas realizadas por meio de comercial exportadora ou do consórcio previsto na lei complementar Construção de imóveis e obras de engenharia em geral. a empresa deve considerar o tipo de atividade e a receita bruta acumulada no ano. pois urna empresa que presta serviço e revende mercadorias não poderia aplicar a mesma alíquota para a atividade serviços e de revenda respectivamente. corno também qual a faixa de alíquota em que se enquadra. de capoeira. academias de dança. A lógica de tributação e cálculo do SIMPLES Nacional A apuração do tributo devido pelo SIMPLES Nacional ocorre mediante aplicação da alíquota devida ao valor da receita bruta mensal auferida pela empresa. de natação e escolas de esportes. de línguas estrangeiras. A lei trata as receitas por "atividades".1. de ioga e de artes marciais. licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação. empresas montadoras de estandes para feiras. Para cada tipo de receita. desde que desenvolvidos em estabelecimento do optante. Orleans Martins 38 . bem como a de locação de bens móveis e outras que não relacionadas como vetadas na Lei Complementar nº 123/06 Receitas decorrentes da venda de mercadorias sujeitas a substituição tributária Receitas decorrentes da exportação de mercadorias para o exterior. ou seja. Devem ser separados os seguintes tipos de receitas: Tipos de receitas (por atividade) Receitas decorrentes da revenda de mercadorias Receitas decorrentes da venda de mercadorias industrializadas pelo contribuinte Receitas decorrentes da prestação de serviços. existe um tipo de tabela. artes. Para encontrar a alíquota devida. comércio serviços.

esta lei permite que seja retido na fonte o valor do ISS no Município onde a micro ou pequena empresa estiver prestando o serviço. • Entregar declaração eletrônica que deva conter os dados referentes aos serviços prestados ou tomados de terceiros. pode-se perceber que tal regime de tributação tem uma certa rigidez quanto a planejamento de cadeia de suprimentos no tocante a impostos. que foi alterado pela Lei Complementar nº 128/08. serviço de vigilância. 23 que impedia o uso de créditos de ICMS e de IPI por compradores de mercadorias de empresas que optaram pelo SIMPLES Nacional. • Manter o livro-caixa em que será escriturada sua movimentação financeira e bancária. conforme descrito pelo art. escritórios de serviços contábeis. Mas permitir ao tomador de serviço ou o comprador. limpeza ou conservação • Transporte municipal e interestadual de passageiros. Tal fator gera uma limitação na cadeia de valor de grandes distribuidores que não podem se creditar destes impostos. Além disso. como limite. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. o ICMS efetivamente devido pelas optantes pelo SIMPLES Nacional em relação a essas aquisições. COFINS. IPI. • Anotação das férias dos empregados nos respectivos livros ou fichas de registro.impostos não cumulativos) para as empresas compradoras ou clientes. a empresa enquadrada no SIMPLES Nacional deverá: • Fazer declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais. as pessoas jurídicas não optantes pelo SIMPLES Nacional terão direito a crédito correspondente ao ICMS incidente sobre as suas aquisições de mercadorias de microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo SIMPLES Nacional. Obrigações trabalhistas Da mesma maneira que a simplificação em relação às obrigações acessórias. desde que realizados em estabelecimento do optante. aproveitassem o crédito destas contribuições ao adquirir produtos e serviços de empresas enquadradas no SIMPLES Nacional. • Empregar e matricular seus aprendizes nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem. Créditos As empresas que estão enquadradas no SIMPLES Nacional não geram crédito de impostos (PIS. Obrigações acessórias O SIMPLES Nacional traz uma grande simplificação em relação às obrigações acessórias exigidas pelo Fisco. proibia que empresas tributadas pelo lucro real. pois a diferença na receita líquida é um percentual considerável. 6º da Lei Complementar nº 116/03) . Desta maneira. Desse modo. Além de manter em boa ordem e guarda os documentos que fundamentaram a apuração dos impostos. observados prazo e modelos aprovados pelo Comitê Gestor. de acordo com instruções expedidas pelo Comitê Gestor. Orleans Martins 39 . Retenções de ISS Retenções de ISS pelas micro e pequenas empresas (relação de serviços conforme art. da Lei Complementar nº 123/06. das trabalhistas foram dispensadas as seguintes exigências: • Afixação de quadro de trabalho em suas dependências. A alíquota segue a tabela da legislação da localidade ou Município. § 1 º. ICMS . na conformidade do que dispuser o Comitê Gestor. sujeitas ao regime não cumulativo de PIS/COFINS. • Comunicar ao Ministério do Trabalho e Emprego a concessão de férias coletivas.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] eletrônicas. desde que destinadas a comercialização ou industrialização e observado. pois não permite que a empresa enquadrada possa se utilizar de créditos relativos a impostos. 23. • Emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço. e a micro ou pequena empresa poderá abater este valor do ISS que deve conforme o respectivo anexo. • Posse do livro intitulado "Inspeção do Trabalho". que deverão ser disponibilizadas aos órgãos de fiscalização tributária e previdenciária. a partir da publicação pela Receita Federal de um Ato Declaratório Interpretativo (nº 15). foi a solução encontrada para o impasse do art.

1. receita bruta acumulada de R$ 100.000.680.000. enquanto não prescreverem essas obrigações.00 De 720.01 a 1.000. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.000.95% 10.000.00 x 5.01 a 480.000.560.01 a 840.800.000.00 (receita bruta acumulada efetiva).exemplo prático A empresa comercial A. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5. • Imposto devido = R$ 10. auferiu receita de R$ 60.080.000.00 De 840.320.SIMPLES a Recolher (Passivo) No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170.040. A tabela para comércio é o Anexo de alíquotas vigente para empresas comerciais: Receita Bruta em 12 meses (em R$) Alíquota Até 120.000.920.00 De 1.000.01 a 240.28% 8.560.00.282.000.000. • Apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP).000.36% 8.01 a 1.00 De 1.000.00.680.Impostos e contribuições incidentes s/Vendas SIMPLES (Resultado) C .00 De 120.47% 6.01 a 1.01 a 1.282.000. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.23% 10. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de setembro seria: D . até julho de 2007.00 De 480.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O que foi mantido como obrigatório: • Anotações na carteira de trabalho e previdência social. o valor do imposto devido seria: • Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$160.000.00 Note que a mudança de faixa faz com que a empresa aplique a nova alíquota sobre o valor do faturamento no mês sem distinção entre a parcela que teoricamente ainda estaria dentro do limite anterior de faturamento.60% 8.000.00.47% = R$ 547.200.01 a 960.00 De 360.000.01 a 1.000.000. • Apresentação das Relações Anuais de Empregados e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).01 a 1.000.440.01 a 720.00 x 5.00 De 1.000.SIMPLES a Recolher (Passivo) R$ 547.000.45% 9. obteve.000.800.47%.00 De 960.23% 11.03% 9.32% No mês de agosto. Cálculo e contabilização do SIMPLES Nacional .00 De 1.00 De 1.000.000.47%.000.54% 7.000.000.47% = R$ 3. optante pelo SIMPLES Nacional na condição de ME.000.00 De 600.000. 4.00 4.00% 5.Impostos e contribuições incidentes s!Vendas/SIMPLES (Resultado) C .000.00 e R$ 10.01 a 1. • Imposto devido = R$ 60.04% 10.00 respectivamente.00 R$ 3.440.00 De 240. Nos meses de agosto e setembro.2.00 De 1.000.01 a 600.84% 7.000.00 De 1.00. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de agosto seria: D .01 a 1.000.00 De 1.000.000.000.32% 11.000. Orleans Martins 40 .320. • Arquivamento dos documentos comprobatórios de cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias.200.01 a 2.000.13% 10.920.01 a 360.080.12% 9.

sendo que ambas faturaram no total R$ 70.680.00. serviços e comércio.000.00 até julho. • Total empresa X = R$ 119.00.00.000.000.00 x 4% = R$ 400.000. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5. somando-se os meses de agosto e setembro.400.000.000.47%.829.47%. acabaria pagando um valor a maior do que se tivesse mais de um tipo.400. Para melhor compreender os efeitos desta regra estabelecida pelo fisco para apuração do tributo devido. R$ 10.00. O fato de uma empresa ter mudado de faixa no mês de agosto. Convênios anteriores: antes do SIMPLES Nacional havia o SIMPLES.000.000. que faturasse os mesmos R$ 70.000.000.00 nos dois meses considerados no exemplo.000. • Valor da receita bruta de serviços x alíquota conforme a Tabela (Anexo IV): R$ 600. considere o caso da empresa B. que tem uma diversificação maior da natureza de suas receitas. Imposto devido = R$ 10.000.000. para o ICMS e ISS havia necessidade de que a respectiva esfera CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. como.78% = 58.47%.00 Apuração do imposto simples para empresa Y: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 600.00 x 9.282. • Total empresa Y = R$ 108.400.00 x 9.000.00 que é o valor limite máximo de receita bruta para o enquadramento ao regime do SIMPLES Nacional.00.000. só que em ordem inversa (ou seja.680. a empresa passou do patamar de tributação de 4% para 5.200. há a possibilidade de uma empresa enquadrada no regime simplificado (EPP) ter dois tipos diferentes de receita bruta. Por exemplo.00 x 8.000. • Receita bruta de comércio empresa Y: R$ 600. tendo que sujeitar toda a receita do mês (R$ 60. Apuração com mais de um tipo de receita bruta Pelo fato da apuração e cálculo do Imposto Simplificado nacional levar em consideração o tipo de receita.00.00. tende a ter um valor menor de imposto a pagar devido à sistemática da apuração que a lei codificou. Veja que.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] No mês de agosto.00. Vamos ver por quê: • Receita bruta de comércio empresa X: R$ 1. Apuração do imposto simples para empresa X: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 1. enquanto que a empresa B pagou R$ 3. se a empresa tivesse um tipo de receita.360.00 com um total de receitas brutas anuais no valor de R$ 2.00.95% = R$ 119. uma vez que a empresa faturou R$ 100. • Imposto devido = R$ 60.00 no bimestre agosto/setembro.00. que tinha a abrangência automática dos mesmos impostos abrangidos pelo SIMPLES Nacional (da esfera federal) quando do enquadramento da empresa.682. Evidentemente. enquanto a outra só mudou de faixa em setembro. por exemplo. cada receita alcançando um total de R$ 1. fez com que a empresa A tenha pago R$ 3.000.00. tiveram um total de receitas brutas iguais.00 x 4% = R$ 3. apuraria os seguintes valores: Em • • • agosto: Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$ 110. quando parte destas vendas ainda estaria no limite anterior. A empresa comercial B.000. No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170.00 de imposto.00. Orleans Martins 41 . temos que considerar o limite total de receita bruta de modo a totalizar tais valores. X e Y.00 em setembro). Veja que o imposto para negócio. Porém. • Receita bruta de serviços empresa X: zero. • Receita bruta de serviços empresa Y: R$ 600.200. com as mesmas características da empresa A e faturamento até julho também de R$ 100. a empresa comercial X tem um tipo de receita e a empresa Y tem receitas originárias de revenda (comercial) e de serviços.00.28% = R$ 49. As duas empresas.00) à alíquota de 5. Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 4%.200.000. mas apuraram o valor de seu imposto simples diferentemente.00 em agosto e R$ 60.

Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: II . II . mediante resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros. quando o destinatário não for contribuinte dele. De acordo com o art. adotar-se-á: a) a alíquota interestadual. sob competência tributária dos Estados e do Distrito Federal. Ainda segundo a Constituição Federal: § 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3. Orleans Martins 42 . mediante resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços de seus membros. nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços. caberá ao Estado da localização do destinatário o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual. em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços. não poderão ser inferiores às previstas para as operações interestaduais. IX .salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal. salvo determinação em contrário da legislação: a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes. VI . compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal. VIII . assegurada a manutenção e o aproveitamento CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. de 1993). aprovada pela maioria absoluta de seus membros. nos termos do disposto no inciso XII. é um imposto previsto na Constituição Federal. aderisse ao sistema de modo que se fizesse um convênio aceitando que o imposto que esta tributa possa estar incluso na alíquota única do imposto simplificado.será não cumulativo.resolução do Senado Federal.na hipótese da alínea "a" do inciso anterior.operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação.é facultado ao Senado Federal: a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas. 155. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte e Comunicação (lCMS). 155. b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores. b) a alíquota interna. estadual e/ou municipal. estabelecerá as alíquotas aplicáveis às operações e prestações. b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito específico que envolva interesse de Estados. V . X . III . cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria.a isenção ou não incidência.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] local. 5. g. I . bem ou serviço. estadual (ICMS) e municipal (ISS) está sendo tratada em lei.em relação às operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado. qualquer que seja a sua finalidade. quando o destinatário for contribuinte do imposto. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 33. quando mercadorias forem fornecidas com serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios. interestaduais e de exportação. Com o SIMPLES Nacional. de 2001) b) sobre o valor total da operação.incidirá também: a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica. de iniciativa do Presidente da República ou de um terço dos Senadores.não incidirá: a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior. assim como sobre o serviço prestado no exterior. o que deixa a empresa menos refém de sua respectiva jurisdição tributária local. ainda que não seja contribuinte habitual do imposto. tal unificação de impostos federais. as alíquotas internas. inciso 11: Art. nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior. VII . IV .poderá ser seletivo. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior.

12. o montante do imposto sobre produtos industrializados. ocorre o fato gerador do ICMS: Art. III . de 19. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores. VIII . sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual. VII . § 5º. d) fixar.2001) IV . de estabelecimento de contribuinte. b) dispor sobre substituição tributária. combustíveis líquidos e gasosos dele derivados.na transmissão de propriedade de mercadoria depositada em armazém geral ou em depósito fechado.02. quando não destinados à comercialização ou à industrialização. IV . g) regular a forma corno. II . de mercadoria ou bem importados do exterior e apreendidos ou abandonados. para fins de legislação base). isenções. configure fato gerador dos dois impostos. VI . c) disciplinar o regime de compensação do imposto. h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidirá urna única vez. e energia elétrica. a qualquer título. de modo que o montante do imposto a integre também na importação do exterior de bem.374/89. observado o disposto no § 1º (Lei 6. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42. 153.12.na entrada.529 de 04. XII . VIII).12.02. indicação expressa de lei complementar.2002. d) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita. mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal. na redação da Lei 11.no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior. ] I . incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados. no território paulista. 2º.no fornecimento de mercadoria com prestação de serviços: a) não compreendidos na competência tributária dos municípios.no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior.. bebidas e outras mercadorias qualquer estabelecimento. de 19. b) compreendidos na competência tributária dos municípios. de 2001) i) fixar a base de cálculo. e) excluir da incidência do imposto. o local das operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações de serviços. 2º [ .na aquisição. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsável. efeitos a partir de 22.na saída de mercadoria.. nas hipóteses definidas no art. (Redação dada ao inciso IV pelo inciso II do art. em estabelecimento de contribuinte. f) prever casos de manutenção de crédito. de mercadoria oriunda de outro Estado destinada a uso ou consumo ou ao ativo permanente. b. a. art. Orleans Martins 43 . V . incluídos os serviços que lhe sejam inerentes.na transmissão de propriedade de mercadoria ou de título que a represente. art.não compreenderá. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. c) sobre o ouro. mas que. de lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e de energia elétrica oriundos de outro Estado. relativamente à remessa para outro Estado e exportação para o exterior. DOE 05.cabe à lei complementar: a) definir seus contribuintes.001/01. mercadoria ou serviço. quando esta não transitar pelo estabelecimento do transmitente. hipótese em que não se aplicará o disposto no inciso X.na entrada. nas exportações para o exterior. de 2001) De acordo com a legislação vigente (será considerado o Regulamento do ICMS do estado de São Paulo. IV. ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular. de serviços e de mercadorias. serviços e outros produtos além dos mencionados no inciso X. inclusive lubrificantes.no fornecimento de alimentação. qualquer que seja a sua finalidade. em sua base de cálculo. IX .2003) b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo. em licitação promovida pelo Poder Público. 1º.2003) XI . quando a operação. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização. 1 º do Decreto nº 46.2002.

3. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. na redação da Lei 10. § 1º. tiver estado na posse do respectivo titular. salvo disposição em contrário prevista na legislação. se a entrega da mercadoria ou bem importados do exterior ocorrer antes da formalização do desembaraço aduaneiro. repetição e ampliação de comunicação de qualquer natureza. inclusive na geração. utilizado para a prestação do serviço.02.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] X . ainda que por débito em conta corrente ou meio eletrônico de dados. Orleans Martins 44 . XIV . a natureza jurídica das operações de que resultem as situações previstas neste artigo. tendo transitado pelo estabelecimento transmitente. caso o serviço seja prestado mediante pagamento em ficha. XI . após o desembaraço aduaneiro.0001/2001.02.2003. § 3º O imposto incide.626 de 05. IV): (Redação dada ao § 1 º pelo inciso 11 do art. e de outros documentos previstos na legislação. sobre a ulterior transmissão de propriedade de mercadoria que.na utilização.02. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro.2001) 1. por qualquer via. salvo disposição em contrário prevista na legislação. b) se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. o pagamento do imposto. cartão ou assemelhados. oportunidade em que o contribuinte deverá comprovar. ou por qualquer outro instrumento liberatório do serviço.12. XIII . saída ou consumida no estabelecimento. acrescentado pela Lei 11. por contribuinte.12. 3. emissão. transmissão. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. a entrega pelo depositário. pelo destinatário. a entrega pelo depositário. de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outro Estado e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente alcançada pela incidência do imposto. § 1 º Na hipótese do inciso Iv. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. após o desembaraço aduaneiro. DOE 06. 4. 5. na operação de arrendamento mercantil. 2. também.529 de 04. deste tenha saído sem pagamento do imposto em decorrência de operações não tributadas.2002. ou quando do seu pagamento.619/00.143/02): (Redação dada ao item 2 pelo inciso I do art. 2. efeitos a partir de 19. XII .2003. 1 º do Decreto nº 47. 2º. efeitos a partir de 22. se for o caso. salvo disposição em contrário prevista na legislação.no recebimento. 1º. art. o título jurídico pelo qual o bem.374/89. 1 º do Decreto 46. art. e § 6º. § 1º Na hipótese do inciso IV (Lei 6. § 2º Na hipótese do inciso XII. a validade jurídica do ato praticado. 11. salvo disposição em contrário. 2º.no ato final do transporte iniciado no exterior. se tal pagamento se fizer em momento anterior. a entrega. recepção. pelo depositário.no início da prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal. § 4º São irrelevantes para a caracterização do fato gerador: 1. art.2002. o título jurídico pelo qual a mercadoria.por ocasião da venda do bem arrendado. após o desembaraço aduaneiro. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro.2002) a) à vista do comprovante de recolhimento do imposto ou do comprovante de exoneração do pagamento.na prestação onerosa de serviços de comunicação feita por qualquer meio. considera-se ocorrido o fato gerador no momento da entrega. tiver estado na posse do prestador. de serviço prestado ou iniciado no exterior. XV . DOE 05.02. retransmissão. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará (Convênio ICMS . considera-se ocorrido o fato gerador quando do fornecimento ou disponibilidade desses instrumentos pelo prestador. os efeitos dos fatos efetivamente ocorridos.

que serão posteriormente utilizados em sua atividade-fim. é um dos tributos que apresenta maior número de eventos econômicos.br/img/_publicacao/13710/181. com os respectivos registros contábeis das operações. Por esse regime. Serão expostos.00 ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 1.00.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . pelo valor de R$ 10. como a aquisição de materiais secundários de produção e material de embalagem. o saldo a pagar ou a recuperar do tributo. gerando lançamentos contábeis de média complexidade. A seguir. Aquisição de matérias-primas Quando da aquisição de matérias-primas.ibpt. nas fases subsequentes. para constituir seus estoques. O mesmo procedimento deve ser aplicado a todas as aquisições que resultem em recuperação do ICMS. relativas ao ICMS. não há débito ou créditos de imposto. ao final. afinal. realizadas com a aquisição e comercialização de matérias-primas. Dentre as suas características. O ICMS é caracterizado como um dos principais impostos. a obrigação do contribuinte consistirá.800. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. há diversos eventos econômicos que podem ocorrer. produtos. a saber: a) Regime Normal de Apuração . Orleans Martins 45 .Fornecedores R$ 1.Estoque de Matérias-primas C . as formas de contabilização mais comuns.regime pelo qual o ICMS é recolhido na fonte em determinada fase de sua circulação. relativos apenas às operações realizadas por ele mesmo. em pagar o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual.Fornecedores R$ 8. b) Regime de Substituição Tributária . pois o mesmo já foi recolhido pelo contribuinte eleito como substituto tributário. Evento: aquisição de matérias-primas. no dia a dia das empresas. as empresas devem apurar o saldo a pagar ou a recuperar do imposto.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 5º Nas hipóteses dos incisos VI e XIv. Contabilização do ICMS de empresas em regime normal de apuração Quando a empresa está sujeita ao regime normal de tributação. as indústrias possuem o direito de recuperar o crédito do ICMS destacado na Nota Fiscal. haja vista que o ICMS é um imposto recuperável.200.pdf>). compensando os referidos créditos com os débitos oriundos da venda de produtos e mercadorias. o custo de aquisição efetivo da matéria-prima corresponde a R$ 8.1.regime de apuração pelo qual a empresa realiza o aproveitamento dos créditos provenientes da aquisição de matérias-primas destinadas à produção e de mercadorias destinadas à revenda.00 Lançamento contábil . a aproximadamente 20% do total de tributos arrecadados por todas as esferas de governo (Fonte: IBPT. conforme estudos realizados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).000. mercadorias. Sempre que ocorrido o fato gerador do ICMS. nos tópicos seguintes. apresentando especificidades quanto às formas de arrecadação.800. o ICMS possui basicamente duas formas de apuração. serão apresentados os eventos. com o registro de créditos e débitos de imposto. dentre outros. quando das operações corriqueiras.200.Pela aquisição de matérias-primas (valor líquido): D . sendo que. para as indústrias. entre outros. ao final do mês.com.00 Dessa forma. pois o produto de sua arrecadação corresponde.ICMS a Recuperar C . têm-se operações nas quais deverá haver o respectivo lançamento contábil. Por ter natureza não cumulativa. <http://www. visando-se apurar. 5.

a empresa adquirente poderá se creditar do ICMS destacado no CTRC.000.00 Verifica-se que.00 (Inventário periódico) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120. pelo valor de R$ 1. bem como o custo de aquisição da mercadoria. devoluções de vendas. quando da realização de transporte intermunicipal. Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100. de acordo com o tipo de inventário adotado pela empresa. no curso das atividades normais.00 Lançamento contábil . em virtude da legislação específica do Estado.ICMS a Recuperar C . como não há o destaque do ICMS.Pela aquisição de mercadorias (valor líquido): D . Orleans Martins 46 . Todas essas operações podem ser tributadas pelo ICMS. também possuem o direito de se creditar do imposto.Compra de Mercadorias C .000. com tributação pelo ICMS Quando uma empresa adquire mercadorias e. veremos os lançamentos relativos a cada um dos sistemas de registro de estoques. Nesse caso. realiza o pagamento do transporte.Contas a Pagar R$ 12. pelo valor de R$ 1. não há a possibilidade de aproveitamento do crédito do ICMS correspondente. embora a operação de compra de mercadorias seja a mesma. em alguns estados. quando as empresas aderem a determinada tributação simplificada. mas no interior do mesmo Estado a operação de transporte de cargas não tem o destaque do ICMS.00 D . diversas operações.Fornecedores R$ 120. As empresas comerciais podem efetuar o registro contábil de seus estoques por intermédio de dois sistemas: o sistema de registro permanente de estoques (inventário permanente) e o sistema de registro periódico (também conhecido como inventário periódico). com incidência do ICMS pela alíquota de 12% (Inventário Permanente) D .00 Lançamento contábil .00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. de acordo com o sistema de inventário adotado pela empresa. têm-se registros contábeis distintos.Estoque de Mercadorias . como aquisição de frete.00 Evento: aquisição de mercadorias para revenda. devoluções de compras.00 (Inventário permanente) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120. quando adquirem mercadorias para revenda.000. proveniente de aquisição de mercadorias. por exemplo.ICMS a Recuperar C .Produto X (pelo valor líquido) C . juntamente com as operações de compra de mercadorias. as empresas comerciais.Pela aquisição de mercadorias: D .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aquisição de mercadorias para revenda Da mesma forma que as empresas industriais.ICMS si Compras R$ 120.ICMS a Recuperar C . as empresas podem realizar.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D .Fornecedores R$ 1. juntamente com essas mercadorias. A seguir. Destaca-se que.Fornecedores R$ 880. Aquisição de fretes em operações de compra de mercadorias. salvo situações específicas vedadas em lei. Evento: aquisição de mercadorias para revenda.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D .Estoque de Mercadorias .00. recebimento de bonificação de mercadorias. possuindo um tratamento distinto.Produto X C . entre outras. Além das operações de aquisição de mercadorias. como.Contas a Pagar R$ 88. por intermédio do Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas (CTRC).

Dessa forma. debitados no Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga (CTRV).Inventário Periódico D . ou então a crédito da conta Caixa.ICMS a Recuperar C .ICMS de Fretes s/ Vendas R$ 150. quando vendem mercadorias. Operações de venda de mercadorias As empresas adquirem mercadorias. por motivos diversos. na conta Fornecedores (por opção do contador/empresa) ou contas a pagar. com a finalidade de posteriormente realizar a venda das mesmas. nas operações a prazo.00 R$ 3. Evento: responsabilidade pelo pagamento do frete. tendo como objetivo cobrir todas as despesas e custos. Orleans Martins 47 .ICMS s/ Vendas C . por R$ 20.Fretes sobre Vendas C . o frete incidente sobre compras integra o custo da mercadoria vendida. Quando da realização de operações de venda de mercadorias. de acordo com o sistema de inventário. deverá ser realizada uma contabilização diferenciada. bem como proporcionar um retorno ao capital investido pelo sócio ou acionista. Operações de devoluções de compras de mercadorias No curso normal das atividades empresariais.00 De acordo com os princípios de custo. compensando-se os créditos provenientes da aquisição de mercadorias.00 Corno se pode observar.000. ocasionalmente podem ficar responsáveis pelo pagamento dos fretes incidentes sobre as vendas.ICMS a Recuperar C . ocorre o débito do ICMS.00 ICMS incidente sobre a venda: R$ 3. se na operação de transporte de cargas ocorrer incidência do ICMS. obtendo uma margem de lucro.00.00 Pelo ICMS incidente sobre as vendas: D . nas operações a vista.Contas a Pagar D .00 D .Caixa/Duplicatas a Receber C .600.00 ICMS incidente na operação: R$ 18.ICMS a Recolher Fretes sobre vendas de mercadorias As empresas. Evento: venda de mercadorias a vista/a prazo.600.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100.00 Pela venda de mercadorias: D . a empresa responsável pelo pagamento terá o direito de recuperar os referidos créditos de ICMS.00 R$ 18.000.00 R$ 12. ao qual a empresa deverá realizar a apuração do mesmo. eventualmente ocorrem situações onde o fornecedor de determinada mercadoria recebe de seu cliente a mercadoria em devolução. deduzindo-se os impostos recuperáveis incidentes sobre o mesmo.ICMS si Fretes R$ 100.Fornecedores/Contas a Pagar/Caixa D . corno não conformidade com o pedido ou mercadoria deteriorada. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. a operação de contratação de fretes pode ser contabilizada. proveniente de aquisição de mercadorias. com incidência do ICMS pela alíquota de 12% . no valor de R$ 150.Frete sobre Compras C . em operação de venda de mercadorias ou produtos.Venda de Mercadorias R$ 20. Quando isso ocorre.

há reflexos no ICMS que foi debitado. por ocasião da venda de mercadorias. no valor de R$ 5.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C . por ocasião da devolução de compras. Evento: devolução de vendas de mercadorias. Da mesma forma que. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. quando da aquisição de mercadorias.00 (Inventário permanente) ICMS destacado no valor de R$ 600.ICMS a Recuperar C . uma conta redutora da conta devolução de vendas. do que a contabilização diretamente na conta ICMS sobre vendas.ICMS a Recolher R$ 5. As contas de resultado. Quando ocorre essa situação. no caso em questão.00 R$ 600. Dessa forma.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C . no momento da negociação: abatimento do valor da mercadoria devolvida nas duplicatas a pagar (fornecedores). ou ainda vendas canceladas.00 D . destacando-se os efeitos tributários das operações de devoluções de mercadorias. em determinadas situações os clientes das empresas também podem efetuar essa operação. caso elas sejam operações tributadas pelo ICMS.00 D . contabiliza-se o ICMS sobre devolução de compras separadamente.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Nessas situações. ocasionando o que comum ente é chamado de devolução de mercadorias de clientes. Orleans Martins 48 . ocorrerá o débito correspondente. Evento: devolução de compras mercadorias.ICMS s/ Devolução de Compras C . denominada "ICMS sobre devolução de vendas".Estoque de Mercadorias D . que poderá ser utilizado quando a empresa vier a realizar novas compras junto ao seu fornecedor. nesse caso. Nesse caso específico. Entendemos tratar-se de uma técnica mais adequada. Na saída por ocasião de urna devolução. Outro fator a ser considerado é a natureza da conta.Devoluções de Compras D .ICMS sobre Devolução de Vendas R$ 500. no caso de devolução de vendas o tratamento seria o mesmo.Duplicatas a Receber/Caixa D . o valor debitado por ocasião da devolução de vendas será aquele correspondente ao valor total da nota fiscal. para fins tributários.Devolução de Vendas C . além de realizar a devolução das mercadorias.00 D . tem natureza Devedora.00 (Inventário periódico) ICMS destacado no valor de R$ 600. Isso decorre da necessidade de informação por parte dos usuários da contabilidade.00 R$ 600.000. Há três opções na conta devedora.000. independe o tipo de inventário adotado pela empresa.00 ICMS incidente sobre a devolução de R$ 60.ICMS a Recolher R$ 4. Operações de devoluções de vendas de mercadorias Da mesma forma que as empresas podem devolver mercadorias aos seus fornecedores. é a venda de mercadorias.00 Evento: devolução de compras mercadorias.00 Observe-se que.00 R$ 60.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C . constituição de um direito (créditos a receber). cria-se uma conta redutora. a empresa possui o direito de creditar-se do ICMS correspondente. pois a operação a ser considerada. correspondente a despesas.400. de acordo com as condições comerciais estabelecidas.00 Corno se pode observar pelos registros acima. no valor de R$ 5. recebendo créditos apenas quando do encerramento para apuração do Resultado do Exercício. no valor de R$ 500. restituição em dinheiro do valor correspondente às mercadorias devolvidas (caixa) ou ainda. usualmente. Adota-se.000. toma-se necessário o registro correspondente do imposto incidente sobre as referidas operações.

então.000. Evento: recebimento de mercadorias em bonificação.00 e o preço de venda da empresa Beta S. a mercadoria continua de propriedade do consignador. segue abaixo um exemplo prático. no valor de R$ 3. A. A. Note-se.000. Quando ocorre a comunicação da venda. pois foram enviadas a outra empresa em consignação. a empresa consignatária efetua a devolução das vendas. a existência de conceitos distintos: há mercadorias que podem estar fisicamente no estoque da empresa. no comércio. quando tributadas. Orleans Martins 49 . a empresa consignatária deverá emitir uma nota fiscal de devolução simbólica para o consignador. 100 unidades da mercadoria Y. que não são de sua propriedade. A empresa Gama S.Receita de Bonificação de Mercadorias R$ 2. a utilização do recurso de bonificação de mercadorias. não tendo qualquer benefício específico.Mercadorias Recebidas em Bonificação C . Essa operação consiste no envio. se essas forem tributadas. Caso não ocorra a venda das mercadorias. mas não a propriedade.ICMS s/ Mercadorias Recebidas em Bonificação Operações de consignação de mercadorias Dentre as diversas atividades desenvolvidas pela empresa. entre duas empresas comerciais. uma nota de venda de mercadorias (para simples faturamento). ao valor unitário de R$ 100. devendo haver o respectivo débito de ICMS.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Recebimento de bonificação de mercadorias É prática costumeira. A foi de R$ 2.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. A empresa que fornece as mercadorias em bonificação deve tratá-Ias como vendas normais. ocorreu o fato gerado do ICMS. nesse caso. ocorre por ocasião da circulação das mercadorias. ou ainda.00 D .00 D . para que outra empresa (consignatária) realize a venda das referidas mercadorias. Se a mercadoria circulou da empresa A para a empresa B. pois não possuíram custos de aquisição. que detém a posse das mercadorias.000.00 (Inventário Periódico) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360.00 R$ 360. para aqueles clientes que realizam compras em grande quantidade.Estoque de Mercadorias C . de uma operação de consignação de mercadorias. em regime de consignação para a empresa Beta S. essas serão tributadas normalmente. para a empresa que recebeu as mercadorias em consignação. via de regra. pela empresa vendedora (denominada consignadora). Visando esclarecer essas questões.00 R$ 360.000. A remeteu.Receita de Bonificação de Mercadorias D . A diferença existente entre uma compra e venda comum reside no fato de que. A comunicou à empresa Gama S. R$ 3. para a empresa que efetuou a remessa em consignação. O custo das unidades. No entanto. no valor de R$ 3. seja total ou parcialmente.Receita de Bonificação de Mercadorias D . o fato gerador do ICMS. A No dia 31 de janeiro de 20xO.640. O ICMS incidente sobre todas as operações é de 12%. tem o direito de recuperar o ICMS incidente sobre as mercadorias recebidas em bonificação. quando do lançamento de um novo produto. para a empresa Gama S. que havia vendido 30 unidades. Entretanto.00 (Inventário Permanente) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360. até a empresa consignatária realizar a venda para terceiros.ICMS a Recuperar C . era de R$ 600. mas não serem de sua propriedade.000. bem como há a possibilidade de inexistência de mercadorias na empresa.00. pois quando da venda das mercadorias. no que diz respeito ao ICMS. gerando uma margem de lucro maior para o vendedor.00 Evento: recebimento de mercadorias em bonificação. pode ocorrer uma operação denominada consignação de mercadorias.00. e o crédito do ICMS. quotidianamente. sendo que este emitirá. em 2 de janeiro de 20xO.ICMS a Recuperar C . a empresa que recebe as bonificações. na operação de consignação. a empresa Beta S.

000.00 Valor de venda varejo .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: remessa de mercadorias em consignação D .00 Como se pode observar. recebimento em bonificação ou consignação de mercadorias. Diz o referido artigo: § 7º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição.000. o contribuinte torna-se responsável pelo cálculo.Mercadorias em Consignação (estoque em poder de terceiros) C .000. quando da ocorrência de fato gerador do ICMS. deve ocorrer o registro dos fatos contábeis relativos às denominadas operações próprias. contudo.ICMS a Recolher D .00 ICMS das operações próprias: R$ 1.Mercadorias Consignadas (contas de compensação) R$ 100. Há situações.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000. retenção e recolhimento do ICMS sobre duas ou mais operações da cadeia produtiva. conforme será observado no tópico a seguir. não há qualquer compensação do imposto pago nas operações anteriores. automóveis etc. por intermédio do § 7º do art.000. em que.Mercadorias Consignadas (contas de compensação) C . 150 da Constituição Federal. Um dos tributos que mais se utiliza do recurso da denominada Substituição Tributária é o ICMS. por meio da Emenda Constitucional nº 3. relativo às operações de aquisição. fretes e outros.00 D . Esse fato decorre de que. em produtos como combustíveis. pneus.200. de 1993.1. tintas. ele deverá observar a segregação entre o tributo devido nas próprias operações do tributo retido por substituição tributária.ICMS si Mercadorias em Consignação C . venda. Já para o substituto. basta o comerciante substituído agregar todos os custos pagos pelo produto como custos de comercialização e/ou produção. As operações ocorridas sob esse regime devem ser objeto de contabilização distinta.600.00 R$ 100. a outro sujeito passivo. Todo o tributo já foi todo retido e recolhido nas operações anteriores. nas operações de produtos adquiridos pelo regime de tributação pela substituição tributária. uma vez que. das operações subsequentes. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga. da possibilidade de atribuição. além da operação envolver o ICMS incidente sobre as denominadas "operações próprias".00 D .ICMS si Mercadorias Recebidas em Consignação R$ 12. caso não se realize o fato gerador presumido. Contabilização do ICMS para empresas em regime de Substituição Tributária A figura da substituição tributária teve seu ápice com a introdução.00 ICMS das operações subsequentes: R$ 600.000.000. de fatos tributários posteriores. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. em todas as operações anteriormente relacionadas.ICMS a Recuperar C . devolução. O tratamento contábil da substituição tributária deve ser observado com muito mais cuidado pelo substituto (aquele que vende o produto com substituição tributária).00 Valor total da Nota Fiscal: R$ 10. do que por aquele que recebe o produto em substituição tributária.substituído: R$ 15.Estoque de Mercadorias R$ 60.1.Consignação de Mercadorias (contas de compensação) Evento: recebimento de mercadorias em consignação D . temos a seguinte operação de um produto vendido por substituição tributária: Valor de venda pelo substituto: R$ 10. Para fins de exemplificar. 5. Orleans Martins 50 . nesse regime. em um regime conhecido como Substituição Tributária.Mercadorias Recebidas em Consignação (contas de compensação) C .00 R$ 12.

00) .. seja pelo regime de substituição tributária.. destinado às suas atividades.600. a aquisição de um ativo imobilizado é considerada uma operação de longo prazo.00 Evento: contabilização do ICMS por substituição tributária D . Entretanto. seja pelo regime normal.Inventário Permanente D . pois o valor corresponde ao ICMS a ser recolhido pelo substituto..Fornecedores/Caixa R$ 10. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 Evento: aquisição de produto pelo substituído . que o ICMS por substituição tributária. de acordo com determinado fator.ICMS s/ Vendas C . às empresas.ICMS a Recolher R$ 1.00 Verifica-se.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda de produto com substituição tributária D .600. em razão das operações posteriores realizadas pelo contribuinte substituído..00 Quando da realização da venda. deverá ocorrer nos 48 meses seguintes à aquisição do imobilizado.200. não é realizado qualquer débito de imposto.600. Orleans Martins 51 . Dessa forma. não constitui um elemento de sua Receita Operacional Bruta. ao contrário do ICMS incidente sobre as operações mensais da empresa. Basta contabilizar o valor efetivamente pago como estoque.Faturamento Bruto R$ 10. No exemplo em questão. a recuperação imediata de todo o ICMS incidente em uma operação de aquisição de ativo imobilizado.1.00 R$ 600. A parte inicial da Demonstração do Resultado do Exercício. Aproveitamento de créditos de ICMS sobre venda de Ativos Imobilizados e a contabilidade As empresas sujeitas à tributação do ICMS. O fator deverá ser igual ao produto entre 1/48 (um quarenta e oito avos) com a relação entre a soma das saídas e prestações tributadas e o total das saídas e prestações escrituradas no mês. os lançamentos seriam os seguintes: Evento: aquisição de produto pelo substituído ...ICMS por Substituição Tributária C . Vamos a um exemplo.2. ficaria assim expressa: Faturamento Bruto 10.operações próprias D .600. em virtude do imposto já ter sido recolhido nas fases anteriores. Esse processo de recuperação. destinado à manutenção das atividades da empresa.00) (-) ICMS Substituição Tributária Receita Operacional Bruta 10.. .Estoques C .Fornecedores/Caixa R$ 10.00 (600. não havendo qualquer possibilidade de creditarnento do ICMS das operações anteriores.000. para melhor compreensão: Exemplo de cálculo do FATOR a ser utilizado no cálculo do aproveitamento do ICMS incidente sobre aquisição de ativo permanente.00 (-) ICMS s/ Vendas (1.200.ICMS . possuem o direito de recuperar o ICMS sobre essa aquisição.Duplicatas a Receber/Caixa (Cliente Alfa) C .. não é permitida pela legislação vigente.Inventário Periódico D . embora integrante do faturamento da empresa.Compras de Mercadorias C . dessa forma. de acordo com a legislação vigente.Substituição Tributária a Recolher Evento: contabilização do ICMS . 5. a operação é bem simples. quando realizam operações de aquisição de ativo fixo. Já para o contribuinte substituído. pelo contribuinte substituído. dessa operação.

sendo que o saldo restante. A seguir.000.083333%.949 Totais Valor Contábil 100.00 9.00.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 1.950. A diferença do ICMS não aproveitado.950.000.000. ao final do mês de janeiro de 20xO.00/850.000.000. Então. O ICMS incidente sobre as operações de aquisição de imobilizado.00 850.000.00 em operações tributadas.00 50.00 Outras 200.00 R$ 52.00. como já vimos anteriormente.00 ICMS 12. serão abordados todos os eventos provenientes de situações envolvendo aquisição.000.000.00 O custo de aquisição do veículo será representado pelo valor de aquisição do bem.000.02083333 * (0.000. para um total de saídas no valor de R$ 850. teve as seguintes operações registradas em seu Livro de Registro de Saídas: CFOP 5.000.. 1. e uma parcela que será utilizada após o término do exercício social subsequente. que resultam em um montante de R$ 1.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 60. deve ser realizada a segregação entre o ICMS a ser aproveitado no curto prazo (ativo circulante) e a parcela a ser aproveitada no longo prazo (ativo não circulante).800.00. Dessa forma.00 será aproveitado no longo prazo. para as empresas que promovem saídas não tributadas.000.000. Aquisição de ativo imobilizado Evento: aquisição de ativo imobilizado tributado pelo ICMS a vista Bem: Máquina Empacotadora .00/48 = R$ 150.00 500.00 Nesse caso em questão. No exemplo em questão: R$ 7. caso a empresa possuísse créditos de ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado.00 --281.00 60.000. que não for aproveitado.102 CFOP 6. O fator para utilização. ou seja.Data operação: 20.200. 13 meses a R$ 150.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.200. a empresa teve um total de R$ 650.000.76470588) FATOR = 0. Caso a empresa apresentasse somente saídas tributadas.00 BC 100.250.00 --650.000.20x0 Valor do bem adquirido: ICMS incidente sobre a aquisição: D .00 50.Máquinas e Equipamentos C . o saldo de créditos do ICMS sobre aquisição de determinado ativo. A. Os lançamentos correspondentes seriam os seguintes: Evento: apropriação do ICMS incidente sobre aquisição de bem do Ativo Imobilizado D . Meses nos quais irão ser creditados os valores do ICMS: De dezembro de 20x0 a dezembro de 20x1 = 13 meses Após dezembro de 20x1 = 35 meses Têm-se. deverá ser calculado da seguinte forma: FATOR = 1/48 * (650.000.00 R$ 7.00 > parcela máxima mensal do ICMS a ser aproveitada. então. Ao final dos 48 meses.00 200. será realizado em um prazo previsto de 48 meses.0159313. deduzido dos impostos recuperáveis incidentes sobre a operação. o fator a ser multiplicado pelo ICMS incidente sobre aquisição de ativo imobilizado seria 0.00 500.000. teremos uma parcela do ICMS a ser aproveitado que será utilizado no exercício social imediatamente posterior. não poderá ser aproveitada nos meses subsequentes. o percentual a ser utilizado seria de 2.102 CFOP 5.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A empresa ALFA S. que é inerente à aplicação do fator. no valor de R$ 5.ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) C .59313% do valor total do ICMS.000.202 CFOP 6. Orleans Martins 52 .00) FATOR = 0. a serem aproveitados no curto prazo.0159313 Neste mês em questão. deverá ser cancelado.12. venda e cancelamento de créditos decorrentes de operações com ativo imobilizado.

Dessa forma.00 Verifica-se a apropriação do saldo do ICMS sobre ativo imobilizado como despesa. as duas situações anteriormente descritas. Orleans Martins 53 . Evento: alienação de ativo imobilizado. à razão de 1/48. Em relação ao ativo imobilizado adquirido: Valor total do ICMS a recuperar: Fator: Valor do ICMS a recuperar no primeiro mês: R$ 7.250. devem ser cancelados. podendo ocorrer variações no valor a ser aproveitado. mensalmente. em um saldo de créditos.00 R$ 455.000. no Livro de Registro de Entradas. Ele é creditado diretamente na apuração do ICMS. O lançamento contábil correspondente a essa operação seria: Evento: aproveitamento mensal do ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado D . ao final de 48 meses: R$ 3. ao final de 48 meses. uma vez que tais valores não poderão ser recuperados no futuro. a seguir.00 A apuração do fator de aproveitamento do crédito do ICMS sobre ativo imobilizado ocorrerá mensalmente.400.Outras despesas operacionais (ICMS si Ativo Imobilizado Não Utilizado) C .280. devendo ser provisionado pelo seu total. pois devem receber tratamento contábil distinto. ou por ocasião da venda do ativo imobilizado.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 5. proveniente de saldo remanescente. vamos considerar que.Ativo não Circulante: R$ 26. Máquinas e Equipamentos. teríamos uma situação onde o custo de aquisição do imobilizado será representado pelo valor de aquisição.Ativo Circulante: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . com saldo de créditos de ICMS a recuperar Operação: Venda de Ativo Imobilizado.00 0.00 R$ 900. não utilizados. resultado.ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) R$ 120.00 R$ 5.00 Importante é ressaltar que o aproveitamento do crédito do ICMS sobre aquisição de ativo imobilizado não ocorre juntamente com os créditos provenientes da aquisição de mercadorias. ao final dos 48 meses previstos para aproveitamento Situação: Valor total do ICMS sobre ativo imobilizado: Saldo remanescente. Evento: cancelamento do ICMS sobre ativo imobilizado. a partir do primeiro mês de aquisição.00 R$ 900. a possibilidade de recuperação do ICMS na aquisição do Ativo Imobilizado existe.0166667. Dessa forma. a empresa poderá aproveitar o crédito do ICMS. após 24 meses de aquisição Custo contábil do bem: Depreciação acumulada do bem: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . o fator de aproveitamento do ICMS seria 0.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar (Ativo Circulante) R$ 455.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] D . pois não é permitida pela legislação a sua utilização. A primeira situação decorre do fato de a empresa promover saídas não tributadas. Aproveitamento mensal de ICMS incidente sobre ativo imobilizado Após a aquisição. de acordo com o percentual de saídas tributadas em relação às saídas totais. proporcionalmente às saídas tributadas.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. os créditos remanescentes. a empresa em questão teve 80% de suas saídas tributadas.0166667 R$ 120. antes do término desse prazo.200. perdendo as suas características intrínsecas de ativo. deduzido dos impostos recuperáveis. possa não ser aproveitada. são aproveitados créditos em percentual inferior a 1/48. Utilizando-se o exemplo anterior. Cancelamento de crédito do ICMS sobre ativo imobilizado não utilizado Ao final do período de 48 meses.ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Não Circulante) C .00 D . no primeiro mês.ICMS a Recuperar C . não utilizados. Serão analisadas. Embora haja uma parcela que.00 Após os referidos lançamentos.

no item em questão.Ativo Não Circulante R$ 900.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar. remessa ou entrega de correspondências.03 e 12. Sociedades seguradoras. 7. São responsáveis pela retenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza e compreendem fatos geradores passíveis para talos serviços prestados nas condições que seguem: I. não aproveitado em virtude da alienação do bem. 7. quando tomarem ou intermediarem serviços de coleta.09.17 e 16. 7. o saldo do ICMS. prestados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo.14.13.00 R$ 26.Ativo Circulante Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar.06. IV.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C .00 R$ 5. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo.19.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda do bem do ativo imobilizado D . quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços listados no art. inclusive imunes ou isentas. não inscritos no Cadastro de Prestadores de Outros Municípios. bens ou valores. 6. 7. 3 (exceto o subitem 3.02.12.01. bem como nos subitens 7. quando tomarem ou intermediarem serviços: a) Dos quais resultem remunerações ou comissões.05 e 17.07.400.Máquinas e Equipamentos C .13. c) Itens 1. objetos. 7. executados por prestadores de serviços que emitam nota fiscal ou outro documento fiscal equivalente autorizado por outro município ou pelo Distrito Federal. por pessoa física ou jurídica. realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. corretagens ou intermediações de seguro. 7.03. 13 a 15. 7. 7.00 Observe-se que. 7. por elas pagas a seus agentes.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C . a prestação dos serviços constantes da relação do art.Depreciação Acumulada . b) Subitens 7.896/2009: a) Subitens 3. 17. documentos. 7. 2.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . com ou sem estabelecimento fixo. 11.08.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C .Município de São Paulo Breve descrição do tributo Fato gerador Constitui fato gerador do Imposto sobre Serviços (lSS) no município de São Paulo a prestação.15.10. Tomadores ou intermediários de serviços provenientes do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior do País.280. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) . especificamente. 7. de serviço não compreendido na competência da União ou dos Estados e. 19 e 21 a 40. 18. Orleans Martins 54 . 11. 7.04. 17 (exceto os subitens 17. Instituições financeiras.701/2003.11. 7. 7. pelos agenciamentos. 4 a 6.8 aIO. deverá integrar o custo do bem vendido. Pessoas jurídicas.05 e 17.05.09).02. 6. II.09 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo.1. 7.01 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo por prestadores de serviços estabelecidos fora do Município de São Paulo.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . b) De conserto e restauração de bens sinistrados por elas segurados.20.04. no Ativo Não Circulante D .Máquinas e Equipamentos Evento: lançamento da depreciação acumulada do bem D .00 R$ R$ 900. e condomínios edifícios residenciais ou comerciais. 1Q do Decreto nº 50.04). III.18. 7. 1 Q da Lei nº 13. no Ativo Circulante D . 7.

o mês de emissão do documento fiscal (nota fiscal de serviço. Sociedades que explorem serviços de planos de medicina de grupo ou individual e convênios ou de outros planos de saúde. bancos de sangue. qual seja. de pele.2009. a alíquota prevista nos Anexos III. VIII. remessa ou entrega de correspondências. movimentação de aeronaves. Entretanto. para cálculo do imposto a ser retido na fonte. movimentação de mercadorias. de patologia. tem-se como sujeito ativo o Município de São Paulo. corretagens ou intermediações de planos ou convênios.01. no caso dos serviços prestados pelas Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) optantes pelo SIMPLES Nacional. quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo: a) tinturaria e lavanderia. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. b) coleta. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. Empresas administradoras de aeroportos e de terminais rodoviários. Hospitais e prontos-socorros. de eletricidade médica. a partir de 01. documentos. gozar de isenção ou gozar de imunidade. laboratórios de análises. Ao tomador do serviço. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. corretagens ou intermediações de planos e títulos de capitalização. Sujeito passivo O contribuinte de fato consiste do prestador de serviços. realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. Orleans Martins 55 . Também. então. de sêmen e congêneres. logística e congêneres. de inspeção e avaliação de riscos para cobertura de contratos de seguros e de prevenção e gerência de riscos seguráveis. pelos agenciamentos. Tal alíquota deve ser destacada pelo prestador de serviço em documento fiscal fornecido à fonte pagadora. por elas pagas a seus agentes. objetos.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] c) De regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros. Sociedades de capitalização. compete o recolhimento do valor retido na fonte no dia 10 ou dia útil posterior do mês subsequente ao mês de ocorrência do fato gerador. tratado na Lei Complementar Federal nº 123/2006. comprovado via declaração cadastral (profissional autônomo). clínicas. capatazia. V. IV ou V da Lei Complementar nº 123/2006 considerando-se a faixa de receita bruta a que a ME ou EPP estiver sujeita no mês anterior ao da prestação dos serviços. IX. serviços acessórios. b) de hospitais. o momento de incidência/retenção do ISSQN ocorre quando do recebimento/pagamento do serviço prestado. recibo de profissional autônomo. bens ou valores. objetos. quando tomarem ou intermediarem os serviços de coleta. casas de saúde e de recuperação. prontos-socorros. deve ser considerada. serviços de apoio aeroportuários. quando tomarem ou intermediarem os serviços aeroportuários. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. entre outros). movimentação de passageiros. os responsáveis tributários ficam desobrigados da retenção e do pagamento do imposto. ambulatórios. Momento de incidência/retenção/recolhimento Fundamentado o fato gerador. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. pelos agenciamentos. remessa ou entrega de correspondências. quando tomarem ou intermediarem serviços dos quais resultem remunerações ou comissões. bens ou valores. Empresas de aviação. em relação aos serviços tomados ou intermediados de prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo e nos enquadramentos que seguem. VII. armazenagem de qualquer natureza. VI. documentos. por elas pagas a seus agentes. sendo o tomador do serviço caracterizado como o contribuinte responsável pela retenção e recolhimento do tributo. quando tomarem ou intermediarem serviços: a) dos quais resultem remunerações ou comissões. de olhos. utilização de aeroporto. prestados dentro do território do Município de São Paulo. Sujeito ativo Decorrente desse Imposto.

ISS a Recolher . D . os eventos atrelados ao tributo consistem dos que seguem: • Pagamento em atraso de ISS retido na fonte. Para o tomador do serviço.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aspecto geográfico A retenção é aplicável aos sujeitos passivos prestadores dos serviços listados no art. com exceção de descontos e abatimentos concedidos independentemente de condição.Receita de Serviços Para o tomador do serviço.Serviços de Terceiros a Pagar D . os eventos relacionados ao tributo compreendem a(o): • Incidência do fato gerador. • Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento. o ISS constitui-se numa despesa que deve ser assim contabilizada: • Recebimento de serviços prestados no valor de R$ 1. no curso irregular da obediência à legislação vigente.33% por dia de atraso. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço. a receita bruta a ele correspondente. Descrição dos eventos relacionados ao tributo Para o prestador de serviço. no curso regular da obediência à legislação vigente.00. aplicam-se alíquotas de 2. com retenção do ISS de 5% pelo tomador do serviço: R$ 50. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço.896/2009. isto é.Despesas com ISS (redutora da receita) C . 1º do Decreto nº 50.Serviços Prestados por Terceiros R 50. com retenção do ISS pelo tomador do serviço. limitada a 20%.ISS a Recolher . 6. ocorre o seguinte evento relacionado ao tributo: • Recebimento de serviços prestados com retenção do ISS pelo tomador do serviço.Disponibilidades R$ 50.Serviços Prestados por Terceiros C .00 R$ 950.000. Contabilização dos eventos Para o prestador de serviço. Apurada a base de cálculo.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Base de cálculo e alíquotas A base de cálculo do ISSQN compreende o preço do serviço prestado. Orleans Martins 56 . a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido.2. no prazo estabelecido pela legislação.00 D . sem dedução.Receita de Serviços D . R$ 950. implicando no seguinte acréscimo legal sobre o valor do principal devido e não recolhido no prazo estipulado pela legislação vigente: (I) multa moratória de 0. 6.Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C . Para o tomador do serviço.3.00 • Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento. compreende: • Incidência do fato gerador.00 D .Disponibilidades C .Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C .5% a 5% segundo normatização pela Portaria SF nº 014/2004 aos serviços nela expressos. quando do recebimento do serviço prestado.

A posição patrimonial da Cia. D . industrialização (acondicionamento) e comercialização de bebidas.ISS a Recolher .Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C .Serviços de Terceiros a Pagar D . A Cia.ISS a Recolher . A Cia. situada na zona rural.Disponibilidades D .00 15.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que serão comercializadas no território nacional. Orleans Martins 57 .000.Despesa de Multa com Caráter Compensatório C .000.ISS a Recolher .000.000. Atenas. compreende: • Incidência do fato gerador. Atenas possui um limite de crédito junto ao Banco "X".000. apenas para exemplificar o lançamento contábil. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço.Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C . vinho e uísque. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS O CASO DA CIA. a empresa adquiriu uma propriedade.Serviços Prestados por Terceiros • Pagamento do respectivo valor de ISS com acréscimo legal fora do prazo de recolhimento.00 555.00 285. Atenas é uma empresa que atua no ramo de importação. • Decreto nº 50.Lojas (comercialização) Equipamentos e utensílios Veículos (-) Depreciação Acumuladas Total BALANÇO PATRIMONIAL 31/12/2006 PASSIVO 290.00 150. Os valores deverão respeitar a legislação vigente no município onde ocorrer o fato gerador. era a apresentada no quadro da página seguinte.00 555.000. em 31/12/2006. 7.00 Passivo Não Circulante 265.Escritório (sede) Imóveis . tais como: vodca.00 Passivo Circulante 5. que funciona de forma semelhante ao cheque especial de pessoa física. C .000.000.000.000.000. onde construiu suas instalações industriais com o objetivo de acondicionamento das bebidas importadas. ATENAS A Cia. D .00 Total 31/12/2006 555.Serviços Prestados por Terceiros Valores hipotéticos.701/2003.00 555.896/2009. fora do prazo estabelecido pela legislação. ATIVO Ativo Circulante Caixa Bancos conta Movimento Ativo Não Circulante Imobilizado Instalações industriais (produção) Imóvel .00 Patrimônio Líquido 35.000. denominado "conta empresarial". • Portaria SF nº 14/2004.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para o tomador do serviço.00 Capital Social 40. No ano de 2006.000. A empresa iniciou suas atividades no final de 2006.00 25.Serviços Prestados por Terceiros • Provisão do acréscimo legal referente à multa moratória. Atenas foi constituída com o objetivo de importar bebidas e recondicioná-las para a comercialização no mercado brasileiro.00 265. Fontes • Lei nº 13.000. a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido.

46 importação de insumos (bebidas).10 12 superior ou igual a 50 litros Vinhos de uvas frescas.573. Total U$ 297.22 403.052. As importações das bebidas.04 uvas.Bancos conta Movimento/Banco "X" Na impostos: • • • • R$ 10.777. R$ 2.09 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.777.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7. Atenas contratou ambos por U$ 5.555.60.361.1. 7.188. Produto (tonel) QTOE .78. Orleans Martins 58 . Imposto de Importação Na apuração do Imposto de Importação. Quando não há o valor do seguro ou o frete internacional. comercializadas. os quais também devem integrar o custo de aquisição da bebida em tonéis: D . incluídos os vinhos enriquecidos com álcool. PIS e COFINS importação..Cost.30 Com um teor alcoólico.261. Os cálculos dos tributos incidentes nesta operação iniciaram-se pelo Imposto de Importação.1. Deve-se observar que a alíquota. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).00 1. será: D . O percentual a ser cobrado de imposto (alíquota) fica a cargo do órgão regulador. representam.00 Vodca 20 Uísques 2208. Os custos referentes ao frete das mercadorias adquiridas. ocorre a incidência dos seguintes Imposto de Importação (II).75.1.: Cada tonel de bebida tem capacidade de 100 litros. foram de responsabilidade do importador (FOB .30. com 120 dias de prazo para o pagamento. que. e. superior a 50% vol. convertido pela taxa de câmbio do dia. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual ou de Comunicação (ICMS). a base de cálculo é formada pela soma dos custos de importação (matéria-prima. Insurance and Freight (Custo. O registro contábil da aquisição de matéria-prima. no valor de R$ 1. a Cia. irá arbitrar um valor para o frete e o seguro internacional para se chegar ao preço CIF que é a base de cálculo do II.Fornecedores (Passivo) R$ 2. a Receita Federal. Seguro e Frete internacional). a serem acondicionados. A composição do CIF deverá ser o valor FOB da fatura comercial. excluídos os da posição 20.56 472. mostos de 22.12.33 Total 750 Obs. foram: Tabela: Volume de bebidas importadas. em volume.172. Aquisição de matéria-prima No dia 2 de janeiro de 2007.863.89 Uísque 200 2. posteriormente.052. em reais.Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C . mais o valor do frete e seguro internacional. que estipula e/ou modifica o percentual aplicável. fretes e seguros).172.000. pode variar de acordo com a natureza/tipo de produto e/ou serviço.361. multiplicada pela alíquota incidente.12 Uma vez que seguro e frete corriam por sua conta. em operações com importação de mercadorias e serviços.Free on Board). nessa transação. geralmente em moeda estrangeira. A base de cálculo do II é o Valor CIF . a prazo. através do SISCOMEX. em recipientes de capacidade 2208.Tonéis Preço por Tonel U$ Vodka Ballaloc 250 1. As alíquotas são as seguintes: Cod TEC Descrição Aliq % 2208.222.78 O valor da aquisição (compra) dos tonéis de bebidas totalizou U$ 1. a empresa realizou a importação de bebidas a serem acondicionadas e. para o exercício.Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .017.89.78 Vinho Seco Fino 300 1.

387.687.49 709.129.10.2.172.744.33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.90 85.67 • Taxa do dólar ou moeda estrangeira negociada 1.97 355.50 2. Orleans Martins 59 .86 2.062.863.387.622.080.361.744. conforme demonstrado a seguir: Tabela: Valor das compras (estoque de matérias-primas).50 R$ 355.025.Estoquei Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .1.10. • CIF em dólar = 1. de forma a apurar a base de cálculo e o imposto devido.754.170.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7.50 9.547.622.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2204. distribuindo-se proporcionalmente o valor do seguro e frete. a empresa pagou as seguintes taxas aduaneiras.26 20 20 O valor do Imposto de Importação.39 166.46 355.777. representa R$ 355. Produtos (tonel) Valor ClF da Importação (MP) R$ Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 522.22 830. Taxa aduaneira Sobre as mercadorias importadas.052.50 Taxas aduaneiras 6.57 A seguir.444.26 e o registro se faz a débito da conta de estoque: Contabilização D .Bancos conta Movimentol Banco "X" (Ativo) R$ 26. Tabela: Apuração do Imposto de Importação.90 Outros Adotando-se as alíquotas conforme TEC.78 + 5. demonstramos o cálculo do Imposto de Importação por tipo de bebida adquirida. Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Contabilização D . Contas Preço da matéria-prima adquirida (bebida em tonéis) Fretes e Seguros Imposto de Importação Taxas aduaneiras Valor total dos Estoques R$ 2.26 26.26 O valor dos estoques.00 26. dos impostos não recuperáveis e taxas aduaneiras.744. portanto.620. é representado pela soma dos custos das matérias-primas adquiridas mais o valor do frete e seguros.10 Vinhos espumantes e vinhos espumosos 2204. que define os imposto de importação por mercadoria.12 10.744.89 1.178.753.739.00 10.57 Alíquota do II Total Imposto de Importação a recolher Valor CIF x 5% 20% 12% 20% 104.387.75 • Valor CIF em reais 2. nesta operação.641.Estoque/ Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .261.10 Tipo champanha (champagne) 2204.062.

Atenas.93 241.09.384.33 60% 30% 40% 380.409. por determinação legal.296. ocorre fato gerador do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e de Comunicação. por isso é que se divide por 1 menos a alíquota do ICMS.003. Imposto sobre Produtos Industrializados Para os produtos importados pela Cia.4.IPI a Recuperar (Ativo) C .296.486.006.201. Imposto sobre Produtos Industrializados e Imposto sobre Operações de Crédito.1.775.024.69 1. acrescido do imposto de importação.IOF e despesas aduaneiras. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. mostos de uvas.RIPI.Destilado alcoólico chamado uísque de malte (malt whisky) com teor alcoólico em volume superior a 54% e inferior a 70%.710.68 O valor do IPI a ser pago pela empresa poderá ser recuperado em operações posteriores.444. Ex 01 . Atenas.974. pela importação de mercadoria. do porto e de xerez 2208.33 1.04 Vinhos de uvas frescas. utilizaram-se as alíquotas descritas na TIPI.16 3.1. Orleans Martins 60 .61 1.024.Vinhos da madeira. excluídos os da posição 20. em volume. Base de cálculo do IPI = valor CIF + valor do II Para este caso. conforme regulamento do ICMS .08 402.3. incluindo o Imposto de Importação.35 Imposto sobre as Operações Relativas a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação Para os produtos importados pela Cia. Câmbio e Seguro e sobre Operações Relativas a Títulos e Valores Mobiliários .82 1. A lógica de tributação do ICMS na IMPORTAÇÃO O valor da operação (mercadoria mais serviços) ou importação.35 1. além dos encargos efetivamente pagos pelo importador.204.Alíquota do ICMS) Veja que a base de cálculo do ICMS é feita como se o valor da sua respectiva alíquota entrasse "por dentro". as operações de importações realizadas sofrem incidência do respectivo imposto. superior a 50% vol. devido à importação dos tonéis de bebidas.050.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7. Base de cálculo do ICMS A composição da base de cálculo é assim formada: (Valor CIF + 11 + IPI + IOC + IOF + Despesas Aduaneiras)j(l.469. a empresa enquadra-se como contribuinte de fato do IPI. de forma que o registro contábil fica: Contabilização D . obtido de cevada maltada 40 60 30 Descrição Aliq % 60 Tabela: Apuração do IPI.014.. Produtos (tonel) Base de Cálculo Alíquota (IPI ) Total do IPI si e a matéria-prima Total c/ IPI Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 633.754.60.10 Com um teor alcoólico.00 Vodca 22. após desembaraço. R$ 1.RICMS. conforme regulamento do IPI .30. pois. em recipientes de capacidade superior ou igual a 50 litros Ex 01 . A composição da base de cálculo é feita da seguinte forma: A lógica de tributação do IPI na IMPORTAÇÃO Base de cálculo do IPI dos produtos importados: é o valor que serviu de base de cálculo do Imposto de Importação (Valor CIF).045. incluídos os vinhos enriquecidos com álcool.89 804. Cod TIPI 2208.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7.359.83 2.

Assim.56 1.393. associados ao transporte da mercadoria importada.ICMS a Recuperar (Ativo) C .409.479. • O custo do seguro da mercadoria durante as operações.050.401.400.879. Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Base de cálculo colocando Base de cálculo Alíquota Total Imposto de ICMS o ICMS “por dentro" (MP + IPI) recuperar ICMS = (3) x 25% (3) = (2) / (1-0.314. A composição da base de cálculo é assim formada: Tabela: Apuração do ICMS. independentemente do método de valoração utilizado: • O custo de transporte da mercadoria importada até o porto ou o aeroporto alfandegado de descarga ou o ponto de fronteira alfandegado.94 1.156. A fórmula padrão para apuração da base de cálculo é a seguinte: Base de Cálculo do PIS e COFINS: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x X) O Valor Aduaneiro representa toda mercadoria submetida a despacho de importação está sujeita ao controle do correspondente valor aduaneiro.5.25) 1. e.014.76 25% 338.82 1. • Os gastos relativos à carga. à descarga e ao manuseio.1. já que não poderão compensar com os valores de saída. tais valores podem ser compensados.Aduana) realizar o controle.156.Importação d = alíquota da COFINS . Orleans Martins 61 . de 22 de novembro de 2005.359. o ICMS a ser pago na importação será recuperado nas operações posteriores: Contabilização D .625.69 1.23 Da mesma forma que ocorre com o IPI. Cabe ao poder público (Receita Federal do Brasil .68 4.23 A apuração do PIS e COFINS incidentes de transações de importação devem orientar-se pela instrução normativa da Receita Federal do Brasil nº 572.90 1. Cálculo de X: = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP.350. até a chegada aos locais.469. não agregarão ao custo dos estoques.25 25% 348.Importação e = alíquota do ICMS CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.89 25% 469. Para as empresas que estão sob o regime de tributação não cumulativo de PIS e COFINS.72 3.606.828.486.204.119. mas para as empresas que estão sob o regime cumulativo (lucro presumido e simples) deverão considerar tais valores como custo das compras. PIS e COFINS Importação R$ 1. entendese que integram o valor aduaneiro.16 1. que dispõe sobre o cálculo das referidas contribuições.350. que consiste na verificação da conformidade do valor aduaneiro declarado pelo importador com as regras estabelecidas no Acordo de Valoração Aduaneira. onde devam ser cumpridas as formalidades de entrada no território aduaneiro.352. ou seja.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Na importação o IPI faz parte da base de cálculo do ICMS.Bancos conta Movimento! Banco "x" (Ativo) 7.045. o que não acontece nas operações de compra realizadas no país.

94 Ballaloc Uísque 709. a carga tributária da empresa. tem-se as seguintes bases de cálculo e a apuração dos respectivos tributos: Tabela: Apuração do PIS e COFINS Importação Produtos Vodca 8allaloc Uísque Vinho Seco Fino Total VA (CIF) X Base cálculo Pis/ Cofins 944.587.235.97 10.161.201.PIS a recuperar(Ativo) C . A tabela a seguir demonstra a composição do gasto total da Cia.545.622.57 Contabilização do PIS D .50 380.534. Imp. PIS Total de PIS Aliq COFINS 1. Os valores por produto estão descritos na tabela abaixo.739.534.63 R$ 58. % % .7% 58.080. PIS* COFINS* TOTAL 15.28 7.129.3% Média 41.22 1.119.64 88.300.32 88. Atenas: Tabela: Composição do gasto total com aquisição de matéria-prima.427.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) Contabilização da COFINS D .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Cálculo dos parâmetros para apuração do PIS e da COFINS Importação: = = .3% Uísque 47.35% (1) Custo.675.401.167. Produtos Custo da Matéria-prima Vodca Ballaloc 36.384.622.37% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. considerando apenas transações de importação.350.753.00 241.18% 5. % % × × % % × % × % × % ] % ] = 1.20 23.300.39 58.312.67.00% No entanto.39 9.42% 100. Tabela: Carga tributária por produtos.18% 0.72 Seco Fino Total 2. Taxas Produtos MP+ Frete e IPI* ICMS* Importação Aduaneiras Seguro (1) (1) (1) Vodca 522.744.300.687.COFINS a recuperar(Ativo) C .753.129.00 402.062.14 19.35 1.828.000.501.675.6367 % % ] = . representa uma média de 58.545.53% 20. % % % × = 1.795.50 1. observa-se que o valor pago pela Cia.50 108.287.170.011.57 355.37 Aliq.81 1. % % . Atenas pela aquisição da matéria-prima propriamente dita (US$ 1.63% Carga Tributária 63.23 % 41.65% do total gasto com a aquisição.452.50 58.739.287.86 166. Orleans Martins 62 .65% 1.60% 7.30 1. ×[ .Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) R$ 268.8072 ×[ % = 1.22 1.49 1.65% 1.587.062.387.641.64 830.33 469. equivalente a R$ 2.22 19.32 1.7% 52.57) corresponde a 41.56 Vinho 830.72 2.14 71.452. incluindo frete e seguros.81 709.65% 7.061.93 338.90 6.60% Total de COFINS 71.024.86 1. quando somados os tributos que a empresa teve que pagar.68% 23.534.63 4.64 23.439.622.296.710.28 268. (*) Imposto a recuperar.06 1.178.7190 Assim.062.01 2.167.862.49 104.30 108.65% 15.533.3% Vinho Seco Fino 41. % % % ×[ .350.60% 7.4% em relação ao valor total da transação.01 268.7% 58.63 522.547.08 348.28 Expostos todos os tributos incidentes sobre aquisição de matéria-prima importada.09 3.620.22 85.156.795.025.26 26.952.

00 82. possibilita que a empresa credite (recupere) o valor dos tributos pagos no momento da venda (comercialização) de seus produtos. que será utilizado no processo de acondicionamento.00 COFINS = (246.507. o custo do estoque é representado pelo total do gasto com a aquisição.ICMS a Recuperar (Ativo) D .65% COFINS . Atenas adquiriu bebidas em tonéis para serem acondicionadas e.320. Atenas adquiriu embalagens no mercado nacional.444.alíquota de 18% PIS/PASEP .89 804.75 30. ou seja.00 22.400) x 7.00 246.2.00 R$ 246. irá compensar com o imposto devido incidente nas operações de vendas os valores de IPI. Os demais tributos (ICMS.00 17.439. Valor da Matéria-Prima Valor do Custo dos produtos Impostos a Creditar (8) + Tributos (A) importados (A) . Considerando que a Cia.696.000.00 D .952. Para a realização do acondicionamento das bebidas importadas.65% = 3.alíquota de 7.061.696.00 R$ 17. comercializadas. PIS/PASEP e COFINS) estão embutidos no preço das embalagens.22. Compra de Embalagens . tanto pela legislação do IPI quanto do ICMS.004. Orleans Martins 63 .974.000 .320.83 2.000 Total 75.400.400. PIS e COFINS pagos.024. Produtos Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 7.500. o que se encontra evidenciado na tabela a seguir.Fornecedores (Passivo) R$ 162.400.alíquota 1.887.400. Atenas irá recuperar. Produtos Preço Unitário R$ Total de Garrafas Vodca Ballaloc 2.000 Vinho Seco Fino 2.20 2.024.696.000.481.60% = 17.00 R$ 3.6% R$ 224.COFINS a Recuperar (Ativo) C .alíquota de 10% (destacada na nota fiscal) .00 R$ 40. PIS = (246.057.960.33 697.235.00 79.00 Somando-se ao preço cobrado pelas embalagens o IPI incidente sobre as compras.312.775.00 3.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.024.22.Valor total da NF ICMS .Estoque/Material de Embalagem (Ativo) D . a Cia. no entanto.754.00 224.00 Esta transação de aquisição de insumos.501.862.95 20.536.000 .00.39 4.56 2.000 Uísque 3.33 Aquisição de embalagens A Cia. Tabela: Quantidade e preço de aquisição das embalagens.81 805. ICMS. posteriormente. também foi adquirido material de embalagens. pode ser recuperada.400) x 1.00 R$ 22.IPI .50 25. Tabela: Compra de embalagens. a nota fiscal da compra totalizou R$ 246.400.003. menos os impostos recuperáveis.500.006.59 1.000.Valor das embalagens sem IPI .(8) 1. Tabela: Custo de aquisição da matéria-prima importada.61 1.00 40.PIS a Recuperar (Ativo) D .IPI a Recuperar (Ativo) D .000 Total (R$) 62.22 1.48 633. O valor do PIS e COFINS a recuperar é calculado aplicando o valor da fatura de Embalagens menos o IPI (receita bruta) multiplicado pela alíquota respectiva.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Parte dos tributos.011.

50 R$ 2.40.00 26.33 D . Somando-se os empregados que fazem jus a salário-família.027.00 2. 7.00 Nem todos os empregados fazem jus a salário-família. Além da folha de pagamento.869. o valor de PIS e COFINS embutidos na NF de compra compõe o custo de aquisição do estoque. ocorreram pagamentos de saláriofamília e salário-maternidade.57 até 654. todo o estoque de matéria-prima e de material de embalagem foi utilizado na produção.996.Estoques/Custos de Produção/Matéria-Prima (Ativo) C . cujo ônus financeiro é da empresa. Atenas possui 24 funcionários na área de produção da empresa.444.00 R$ 19. Fazem jus a salário-maternidade as empregadas em gozo de licençamaternidade por nascimento ou adoção de filho.00 157. Folha de pagamento da ClA.376.400.00.Salários a pagar (Passivo) C .Estoques/Matéria-Prima (Ativo) R$ 2. Consumo de matéria-prima e material de embalagem na produção Durante o mês de janeiro de 2007.50 R$ 4.INSS a recolher (Passivo) R$ 26. ATENAS A Cia. cujos salários brutos somaram R$ 26.mpas. Resumindo os valores a receber e descontos.R retido na fonte a pagar (Passivo) C .34 De 435.00 4. conforme portaria do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS).376.Estoque/ Material de Embalagem (Ativo) R$ 162. consulte o site do MPAS: <http://www. temos: Folha de Pagamento Salários Brutos Mais: Salário-família Salário-maternidade Menos: INSS funcionários IR retido na fonte Salários Líquidos Contabilização do custo com mão de obra Registrando a folha de pagamento do pessoal encarregado da produção: Pelo salário e descontos dos empregados encarregados da produção: D .br/>): Critérios p/ Cálculo do Salário-Família Remuneração (R$) Salário-Família (R$) Até 435.56 22.400.67 15.00 no mês de janeiro.3. Uma funcionária encontra-se em licençamaternidade.40 716.68 0.4.50 20. D .754.Estoques/Custos de Produção/Material de Embalagem (Ativo) C .50 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. a empresa terá que desembolsar R$ 157. e faz jus a um salário de R$ 716. No regime cumulativo.Estoques/Custos de Produção/Salários (Ativo) C .00 7.027.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Voltamos a ressaltar que PIS/PASEP e COFINS estão sendo lançados em conta de ativo porque a nossa empresa exemplo é tributada pelo regime não cumulativo.gov. Orleans Martins 64 .74 Acima de 654. a tabela de faixas salariais e valores de salário-família eram (para consulta do valor atualizado.960.400. e fazem jus ao salário-família os empregados que percebem até uma determinada faixa salarial. Em janeiro de 2007.

53 FGTS 8% 234. Sobre a remuneração de empregados. contribuição previdenciária e contribuições a terceiros (SESC.33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.4.312. e também os encargos trabalhistas (INSS empresa e FGTS) sobre o valor das provisões.70% 609. As contribuições a terceiros são recolhidas juntamente com as devidas ao INSS.4. reduzindo-os do montante a recolher ao INSS: D .Estoques/Custo de Produção/INSS (Ativo) C .00 INSS Empresa 27.2.200. férias e adicional de férias (1/3).Provisões Trabalhistas/Provisão para Férias (Passivo) R$ 2.00 Em observância ao regime de competência. Encargos sociais (INSS e FGTS) R$ 873.70% 7. O somatório das contribuições incidentes sobre remuneração de empregados a serem recolhidas ao INSS totalizou 27.00 INSS Empresa 27.40 A empresa está obrigada ao pagamento de tributos que incidem sobre a remuneração do trabalho.80 Pelo FGTS incidente sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .Salários a pagar (Passivo) 7.00 Da mesma forma que em relação à folha de pagamento.400.7%. que repassa às demais entidades. Provisões trabalhistas R$ 2. o registro dos encargos sociais incidentes sobre a remuneração paga ao pessoal encarregado da produção impacta o custo da produção.Estoques/Custos de Produção/ Férias (Ativo) C . SEBRAE.33 INSS Empresa 27.67 Provisão de 13º 2. INCRA etc. SESI.59 Pelas provisões de férias e adicional de férias relativas ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .312. mas tem o direito de recuperar estes valores. Tabela: Encargos sociais sobre remuneração a empregados da produção.40 FGTS 8% 176.1. Alíquotas Produção Salários Brutos 26.INSS a recolher (Passivo) C .70% 812.Estoques/ Custos de Produção/ FGTS (Ativo) C .933. incidem FGTS. Transações Alíquotas R$ Provisão de Férias + 1/3 de férias 2.112.00 Total 6. A tabela seguir apresenta o resumo" dos valores a serem registrados. Pelos encargos devidos ao INSS incidentes sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .).00% 2.INSS a Recolher (Passivo) R$ 7.FGTS a recolher (Passivo) 7. Orleans Martins 65 .991.933.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pelo salário-família e salário-maternidade dos empregados encarregados da produção: A empresa paga salário-família e salário-maternidade.112. a empresa realiza a contabilização da provisão de décimo-terceiro salário.80 FGTS 8. Tabela: Provisões e encargos sobre 13º e férias do pessoal da produção.

Salários + encargos de pessoal da produção = Custo total com mão de obra Custo total com mão de obra Salários Brutos 26.933.00 Total 42.40 Pela provisão de FGTS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .50 sem contar o salário-família e maternidade) o custo total com mão de obra corresponde a 214% do salário líquido. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO Sobre o lucro auferido pela Cia. há a incidência dos seguintes tributos: • Imposto de Renda Pessoa Jurídica e • Contribuição Social Sobre o Lucro.790.00 INSS Empresa 609.312. Assim.53 FGTS 234.00 Somando-se salários. A Cia. neste caso.00 INSS Empresa 7. o custo total com mão de obra da empresa somou R$ 42.112.Estoques/Custos de Produção/ Décimo terceiro Salário (Ativo) C .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pela provisão do 13º salário relativo ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .73 8.67 obra): Pela provisão de FGTS incidente sobre 13Q salário do pessoal encarregado da produção (mão de D .00).400. a 162% dos salários brutos (R$ 26. encargos e provisões.Provisões Trabalhistas /Provisão INSS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 609.Provisões Trabalhistas/Provisão INSS s/ Férias (Passivo) R$ 812.Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C .400.53 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre 13º salário do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .996.Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C .Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 176. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ Férias (Passivo) R$ 234. Orleans Martins 66 . o que lhe permite recolher as antecipações do IRPJ e CSLL mensalmente por estimativa' ou com base em balancete de suspensão/redução. O custo total com mão de obra corresponde.80 FGTS 2.33 INSS Empresa 812.Provisões Trabalhistas/ Provisão 13º Salário (Passivo) R$ 2.00 Provisão de férias 2.Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C . Se compararmos este montante com o salário líquido que os empregados irão receber (R$ 19.790. Atenas.73.67 Provisão de 132 Salário 2.200.200. é necessário que se faça mensalmente o cálculo do tributo devido com base no Lucro Real (IRPJ) e Resultado Ajustado (CSLL).40 FGTS 176. conforme discriminado a seguir. adota a tributação pelo Lucro Real anual.Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C .00 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .

00 (5.000.420.00) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária. com a finalidade de custear os benefícios da seguridade social do país.33 4.87 407.000. Transcrevemos a seguir a demonstração do resultado antes do IRPJ: Demonstração de Resultado Mensal Faturamento Bruto IPI Receita Bruta de Vendas Impostos incidentes sobre vendas PIS 17. Orleans Martins 67 . Foi instituído pela Lei nº 7.87 9. I).072.998. O ponto de partida no cálculo é o resultado parcial de R$ 4. tal como definida no Capítulo II do Título VIII da Constituição Federal de 1988 (art.1.00 8.000. ajustado pelas adições.000.000. portanto: Tabela: Apuração da CSLL.Imposto de Renda Pessoa Jurídica O lucro real é o lucro líquido do período de apuração.947.86 (R$ 453.593.R$ 35.80). Contribuição Social sobre o Lucro Líquido .541.66 . 8.105.420. no caso do IRPJ.947.Provisão para CSLL (Resultado) C .497. por não contar com documentação adequada. foi considerada indedutível. Lucro antes do IR e CSLL Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para créditos de liquidação duvidosa Exclusões Base de Cálculo para Contribuição Social sobre o Lucro Líquido Alíquota CSLL devida no Período Contabilização Pela CSLL devida no período: D .220.80 D .00 x 9% = R$ 35.420.CSLL a pagar (Passivo) R$ 486. no valor de R$ 8. 195. No período.525. Aplicam-se à CSLL as mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidas para o imposto de renda das pessoas jurídicas. IRPJ . A base de cálculo e o valor da CSLL devida no período são.947.00 (4. mantidas a base de cálculo e as alíquotas previstas na legislação específica em vigor.900.342.80 O valor da despesa com CSLL no período é R$ 417.752.00) (209.2.Ativo Diferido CSLL (Ativo Realizável a Longo Prazo) C .0% 486. em 15 de dezembro de 1988.CSLL A contribuição social é um tributo incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas. ao qual serão feitos os ajustes determinados pela legislação.00. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível.680. uma parcela das despesas administrativas e de vendas.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 8.00 5. é o lucro após computada a CSLL. A determinação do lucro real será precedida da apuração do lucro líquido de cada período de apuração com observância das disposições das leis comerciais.689. o que. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação.Provisão para CSLL (Resultado) R$ 35.00 399.00) 12.33 Pela CSLL incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Ativo Diferido) Ativo Diferido CSLL = R$ 399.87 apurado conforme demonstração do resultado do exercício.998.497.105.405.

653.349. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível.47 Pelo IRPJ incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Registro de Ativo Diferido) Ativo Diferido IRPJ = R$ 399.497.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] (OFINS ICMS sobre Vendas Receita Líquida de Vendas Custo dos Produtos Vendidos Lucro Bruto Despesas de Vendas Despesas Financeiras Despesas Administrativas Lucro Operacional Resultado não Operacional Lucro Antes do IRPJ e CSLL CSLL Lucro Antes do IRPJ (963. portanto: Tabela: Apuração do IRPJ.33 4.561.00) (3.552.88 538.00 8.000.998.54 No período.525.546.41 ) (75.420.59 1.07 (518.87 486. foram consideradas despesas indedutíveis.00) 8.998.170.608.381.349.00 399.00.420.Provisão para IRPJ (Resultado) C .87 4. deverá ser considerada quando da realização financeira de tal despesa.000.87 407.683. Lucro antes do Imposto de Renda Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Exclusões Lucro Real (Base de cálculo do IRPJ) IRPJ Alíquota Normal (15% x 5.000.538. O Lucro Real e o valor do IRPJ devida no período são.998.855.00 x 25% = R$ 35.20.105. uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária.511.87 810.00 (2.Ativo Diferido IRPJ (Ativo) C .75) IRPJ Alíquota Adicional (10% x (5.00 O diferimento de impostos segue o regime de competência.105.351.828.93) 5.433.680.405. porém a dedutibilidade. para efeito de IRPJ e CSLL.87 .59) 4. D .420.47 4. Orleans Martins 68 . no valor de R$ 8. despesas administrativas e de vendas.20) (91.105.Provisão IRPJ (Resultado) R$ 99.039.337.002) IRPJ devido no Período Contabilização Pelo IRPJ devido no período: D .IRPJ a Pagar (Passivo) R$ 1. sem sua respectiva contabilização.452.100.525. Caso a sua realização seja colocada em dúvida.000.381. tal diferimento não deverá ser efetuado.405.80. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.947.00 5. pois na contabilidade foram consideradas despesas.

em um livro à parte. Cabe destacar que a neutralidade fiscal! proposta pelo Regime Tributário de Transição (RTT) para empresas optantes do regime do lucro real vigerá até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos tributários dos novos métodos e critérios contábeis. "congelou" os métodos e critérios contábeis. as autoridades fiscais deverão ajustar a legislação fiscal à nova configuração contábil. O RTT. que representa os analistas de mercado. a Medida Provisória 449.Associação Brasileira das Companhias Abertas.Livro de Apuração do Lucro Contábil". que foi criado por um resolução do Conselho Federal de Contabilidade e que é formado por seis entidades: • ABRASCA . a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). a Receita Federal do Brasil e a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). os elaboradores da Lei nº 11. seria afetada. da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). revogou o parágrafo que criava o LALUC e garantiu a neutralidade tributária criando o RTT . como convidados permanentes do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). pode-se dizer de forma simplificada. • BOVESPA .e consequentemente.941.International Pinancial Reporting Standards. portanto. A publicação da Lei 11. o Banco Central do Brasil. e as demais que estão por vir. as quais deverão ser elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade. apuração de resultados . após a consolidação das mudanças no plano contábil. Fazem parte também.638. este regime oferece às empresas contribuintes maior segurança jurídica no momento da apuração das bases de cálculo do tributos federais. foi criado o que passou a ser chamado de "LALUC . O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11. em dezembro de 2007. muitos dos critérios para avaliação de ativos e passivos .638/07 A contabilidade brasileira encontra-se num processo de convergência aos padrões internacionais contábeis.Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais. inclusive para a apuração do imposto sobre a renda com base no lucro presumido ou arbitrado. em referência ao "LALUR Livro de Apuração do Lucro Real".638 preocuparam-se em garantir que os novos critérios contábeis não afetariam a base de cálculo dos tributos.Regime Tributário de Transição. 9. que representa as companhias abertas. E o que isso tem a ver com a questão tributária? Tudo.Bolsa de Valores de São Paulo. que representa o mercado de títulos e valores imobiliários. existente na legislação do Imposto de Renda.Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. através da emissão de uma lei específica. emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários. convertida na Lei 11.638. que é uma entidade ligada à Universidade de São Paulo e que. Conscientes do problema que seria gerado.Conselho Federal de Contabilidade. em seguida. As autoridades tributárias baseiam-se nos números contábeis (aos quais alguns ajustes são feitos) para tributar as empresas. uma vez que a lei traz em seu texto a possibilidade de normas adicionais. Posteriormente. da contribuição para o PIS/PASEP e da contribuição para o financiamento da seguridade social (COFINS). Um grande passo concreto dado nessa direção foi a criação do CPC (o Comitê de Pronunciamentos Contábeis). que coordena e congrega os auditores independentes. será optativo apenas nos anos de 2008 e 2009. composto por um conjunto de normas orientativas: IFRS . • APIMEC NACIONAL .638.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 9. a base de cálculo dos tributos. de 27 de maio de 2009. 9. A expectativa presente é que.1. que efetuou alguns ajustes na Lei nº 11. Mudando-se os critérios contábeis. • CFC . que congrega os profissionais da área de contabilidade. fariam os ajustes necessários a atender aos novos critérios contábeis trazidos pela Lei nº 11. Orleans Martins 69 .Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis. e. para fins de tributação. uma vez que o modelo de contabilidade que está sendo implementado é aderente ao modelo internacional delineado pelo IASB . Regime Tributário de Transição Em linhas gerais. representa a academia. A ideia era a seguinte: as empresas fariam os seus registros contábeis conforme os critérios aceitos pela legislação tributária. de 4 de dezembro de 2008.1.638/07 veio atender a questões que já vinham sendo discutidas pelos contabilistas brasileiros há cerca de duas décadas. Atuariais e Financeiras.mudaram. Assim. tornando obrigatória a partir de 2010. • IBRACON .1. Com as alterações introduzidas pela Lei nº 11.International Accounting Standards Board. • FIPECAFI . em especial daqueles incidentes sobre o lucro.

941/09. 17 da Lei nº 11.1. no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). Para garantir a neutralidade. • Empresas que operam com contratos de arrendamento mercantil (leasing): para fins contábeis. Portanto. considerando os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007). mas sim submetido ao teste de recuperação.638/07. inclusive o PIS e a COFINS somente ocorre se a PJ optar pelo RTT. O detalhamento deste ajuste global será objeto do FCONT (Controle Fiscal Contábil de Transição).941/09 deixa claro que as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelos demais órgãos reguladores que visem alinhar a legislação específica com os padrões internacionais contábeis também não poderão alterar a base de cálculo do IRPJ. conforme os novos métodos e critérios contábeis) para o lucro líquido para fins tributários (ou seja.1. resultando em apropriação de despesas relativas a estes contratos num período de tempo superior. definido como uma escrituração das contas patrimoniais e de resultado.1. cabe destacar que as empresas que não optaram pelo RTT não terão a neutralidade assegurada. com as modificações introduzidas pela Lei nº 11. Dentre as hipóteses em que a opção pelo RTT pode ser uma alternativa para a manutenção da carga tributária: • Empresas que possuem incentivos fiscais considerados como subvenção para investimento: como tais subvenções passam a ser contabilizadas no resultado do exercício. exclusão e compensação) de valores prescritos ou/e autorizados pela legislação tributária. A Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil nº 949/09. para fins de aplicação do RTT. a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social. com a finalidade de reverter o efeito da utilização de métodos e critérios contábeis diferentes daqueles vigentes em 31 de dezembro de 2007. O art. Além disso. Portanto. recomenda-se avaliar as especificidades de cada empresa. A formalização da opção ocorreu no momento da entrega da DIPJ. estabelece que. CSL. que estabelece que.2. • Empresas que estão amortizando ágio justificado por rentabilidade futura (após incorporação): considerando que as novas práticas determinam que este ativo diferido não será mais amortizado. Orleans Martins 70 . em partidas dobradas.COFINS. o bem estará sujeito à depreciação. no LALUR. considerando os critérios contábeis aplicáveis à legislação tributária. para apuração da base de cálculo do imposto. PIS e COFINS. Assim. 941/09 estabelece que as pessoas jurídicas deverão primeiramente apurar o resultado do exercício de acordo com as disposições da Lei nº 6. 9. para empresas optantes da sistemática do lucro presumido.404/76. que serão concedidas como estímulo à implantação ou/e expansão de empreendimentos econômicos. De acordo com as instruções do RTT. Lembrando que. as empresas optantes poderão continuar realizando as apurações do IRPJ e da CSLL com base nos métodos e critérios contábeis vigentes em 31/12/2007. Possam existir situações em que adesão ao RTT poderá ser menos complexa. normalmente com taxas que levam em conta a vida útil efetiva. a dedutibilidade da amortização com base no critério vigente em 31/12/2007. recebem isenção ou redução de impostos. alguns destes contratos deverão ser considerados como uma operação de compra e venda a prazo. a empresa optante poderá efetuar as adições e exclusões inerentes às diferenças de critério contábil diretamente no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). poderão ser realizados outros ajustes no LALUR (adição.941/09 fica estabelecido que a sua adoção para fins de apuração do IRPJ implicará na adoção automática para os demais tributos federais: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Às empresas optantes do RTT segundo o art. No entanto. 9. as empresas devem fazer um ajuste global do lucro líquido societário (ou seja.2. Empresas tributadas pelo lucro presumido e real A Lei nº 11. o parágrafo único do art. Destaca-se também que as companhias abertas e outras que fizerem a opção deverão aplicar as normas emitidas pela CVM. CSLL e. que regulamentou o RTT. a não tributação pelo IRPJ. 21 da Lei nº 11. referente ao ano calendário de 2008. a opção pelo RTT parece assegurar.941/09 será também aplicável para a apuração do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ). ao menos para 2008 e 2009. Subvenções para investimento As transações relacionadas a subvenções para investimento é disciplinada pelo artigo 18 da Lei nº 11. 16 da Lei nº 11. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. as pessoas jurídicas que fizerem opção pelo REGIME TRIBUTÁRIO DE TRANSIÇÃO deverão realizar os ajustes específicos no lucro líquido do período.

A lógica subjacente refere-se ao fato de que não se devem onerar benefícios fiscais cedidos pelo próprio Poder Público. somente revisão de estimativa da vida útil CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos.1. No entanto. nos 5 (cinco) anos anteriores à data de doação ou subvenção. Orleans Martins 71 . sendo necessária a avaliação do efeito do teste de recuperação Passará a registrar a depreciação dedutível do bem ativado e encargos financeiros do passivo registrado Mesmos efeitos da opção. ou • Integração à base dos dividendos obrigatórios. Sendo que. De acordo com as orientações constantes das normas expedidas pela CVM. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. posteriormente.2. é exigido que as subvenções para investimentos e as doações recebidas do Poder Público deverão ser mantidas em conta de reserva de lucros.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Destaca-se também que as doações realizadas pelo Poder Público deverão ser registradas em conta do resultado pelo regime de competência. 9. as companhias abertas e outras poderão. enquanto mantidas em reservas e não disponibilizadas aos sócios. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 Se a taxa for aumentada. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular. Esta nova regra assegura a não tributação das subvenções para investimentos. os gestores terão condições de realizar urna avaliação mais precisa e decidir sobre a viabilidade da opção ou não ao RTT.404/76. não aproveita fiscal mente. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 (Benefício via LALUR) Dedutibilidade da contra prestação paga assegurada. Entretanto.1. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmio na emissão de debêntures. 9. os valores das subvenções para investimento e doações recebidas do Poder Público serão tributadas caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular. destaca-se que as empresas deveriam identificar que ajustes podem e são aplicáveis às demonstrações contábeis. A partir desta avaliação sobre os reflexos fiscais que podem decorrer dos respectivos ajustes. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos.alteração de vida útil econômica Opção pelo RTI Dedutibilidade da amortização assegurada. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. mediante redução do capital social. mediante redução do capital social. desde que esse valor seja mantido em urna reserva de lucro específica. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. o valor do prêmio na emissão de debêntures será tributado caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular. conforme refere o art. Transações contábeis que provocam efeitos tributários em função da opção da RTT Dentre as orientações e recomendações em relação ao RTT.1. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. Entretanto. mediante redução do capital social. apresentam-se algumas transações que poderão provocar efeitos tributários em função da opção do RTT. ou • Integração à base de cálculo dos dividendos obrigatórios. Descrição Ágio fundamentado por rentabilidade futura (após incorporação) Arrendamento mercantil Leasing Depreciação . Ágio na emissão de debêntures No caso de haver ágio na emissão de debêntures. excluir o valor do prêmio de emissão nas debêntures do LALUR para fins de determinação da base de cálculo do IRPJ e da CSL e da base de cálculo do PIS e da COFINS. Na tabela a seguir. se considerarmos que não ocorre mudança de critério contábil. para fins de apuração do lucro real e da base de cálculo do PIS e da COFINS posteriormente. as empresas optantes do regime tributário transitório deverão reconhecer o prêmio recebido em conta do resultado pelo regime de competência. mediante redução do capital social nos 5 (cinco) anos anteriores à data da emissão das debêntures corno prêmio. será necessária a comprovação para atendimento inclusive do Fisco NÃO Opção Em princípio. esses valores poderão ser excluídos do LALUR. 195-A da Lei nº 6. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmios na emissão de debêntures.3. com posterior capitalização do valor do prêmio. com posterior capitalização do valor da doação ou subvenção.

determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias. que veda a compensação das estimativas de IRPJ e CSL1. As diferenças temporárias podem ser tanto: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. O pronunciamento também trata de reconhecimento de ativos fiscais diferidos decorrentes de prejuízos e créditos fiscais não usados.o IAS 12 . cabe destaque para a apuração com base no lucro real trimestral. PIS e COFINS Também deverá cumprir o critério fiscal previsto no artigo 327 do RIR (cinco anos) Tratamento de provisão temporariamente indedutível Diante das mudanças introduzidas pela Lei nº 11. Pois têm-se observado diversas discussões que destacam que estas medidas instituídas restringem alguns dos direitos das empresas. • Prejuízo fiscal é o prejuízo para um período. A questão principal do CPC 32 são as consequências fiscais atuais e futuras da futura recuperação do valor contábil de ativos (por venda ou uso). que teve como finalidade a neutralidade fiscal. • Passivo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro devido em período futuro relacionado às diferenças temporárias tributáveis. CSLL.2. o pronunciamento CPC 32. o pronunciamento do CPC reproduz . • Diferença temporária é a diferença entre o valor contábil de ativo ou passivo no balanço e sua base fiscal. • Ativo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro recuperável em período futuro relacionado a: a) Diferenças temporárias dedutíveis. b) Compensação futura de prejuízos fiscais não utilizados. c) Compensação futura de créditos fiscais não utilizados. que é a norma internacional. pois reduziria os efeitos impostos pela MP 448. Ajustes a valor presente de contas a receber e a pagar Os ajustes aumentarão ou reduzirão o lucro tributável. O Pronunciamento CPC 32 Tributos sobre o lucro .2. determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias.1. 9. e das transações e eventos no período atual reconhecidas nas demonstrações contábeis. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 emissão de ações Dedutibilidade ocorrerá pelo critério Ativo diferido . Em relação às opções de tributação do IPRJ e CSLL. sobre o qual os tributos sobre o lucro são devidos. Como tem ocorrido em relação a outros assuntos contábeis. e. 9. que prescreve o tratamento contábil para os tributos sobre o lucro.638/07 e das medidas instituídas pela Lei 11.Income Taxes.IAS 12 .exceto em relação a pequenas adaptações para tornar a tradução melhor compreensível . não inferior a cinco anos (art. da futura liquidação de passivos. não obteve-se o consenso esperado. Orleans Martins 72 .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Efeitos de natureza credora ou devedora serão neutralizados no LALUR (adição/exclusão) Reserva para subvenção na Não tributação assegurada. • Despesa tributária (receita tributária) é o valor total incluído na determinação do lucro ou prejuízo para o período relacionado com o tributo sobre o lucro corrente ou diferido. • Lucro tributável é o lucro para um período.vigente em 1/12/2007. em 17 de julho de 2009. • Tributo corrente é o valor do tributo devido (ou recuperável) sobre o lucro tributável (ou prejuízo fiscal) do período. qual seja. que já estão sendo questionadas judicialmente pelos contribuintes. que pode ser uma alternativa viável. operacionais recuperação. 941/09. sobre o qual os tributos sobre o lucro são recuperáveis. conforme o caso Será tributado para fins de IRPJ. Cita-se como exemplo vedação da compensação dos valores de IRPJ e CSLL devidos por estimativa. que pareciam perfeitamente estabelecidos.Income Taxes O Comitê de Pronunciamentos Contábeis aprovou.despesas pré. Algumas definições importantes utilizadas pelo pronunciamento são: • Resultado contábil é o lucro ou prejuízo para um período antes da dedução dos tributos sobre o lucro. da apresentação dos tributos sobre o lucro nas demonstrações contábeis e da divulgação das informações relacionadas aos tributos sobre o lucro. 327 do RIR) (adição temporária) Teste de recuperação Tratamento de provisão (lmpairment) temporariamente indedutível Fonte: Terco Grant Throrntton (2009).

Diferença temporária dedutível. e no momento da transação. conforme o CPC 32/IAS 12: Em relação aos ativos: O pronunciamento torna obrigatório o reconhecimento de passivo fiscal diferido para todas as diferenças temporárias tributáveis.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Diferença temporária tributável. A figura a seguir ilustra o modelo de decisão para o reconhecimento de ativos e passivos fiscais diferidos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. • • As figuras a seguir ilustram de forma gráfica o tratamento prescrito para registro de ativos e passivos fiscais diferidos. a qual é a diferença temporária que resulta em valores que são dedutíveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de futuros períodos quando o valor contábil do ativo ou passivo é recuperado ou liquidado. Já para o reconhecimento de ativos fiscais diferidos. o CPC destaca que tais ativos só deverão ser reconhecidos na medida em que seja provável a existência de lucro tributável contra o qual a diferença temporária dedutível possa ser utilizada. ou. além das mesmas exceções relacionadas para os passivos fiscais diferidos. Base fiscal de ativo ou passivo é o valor atribuído àquele ativo ou passivo para fins fiscais. exceto quando o passivo fiscal diferido advenha de: • Reconhecimento inicial de ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill). a qual é a diferença temporária que resulta em valores tributáveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de períodos futuros quando o valor contábil de ativo ou passivo é recuperado ou liquidado. ou • Reconhecimento inicial de ativo ou passivo em uma transação que: não é uma combinação de negócios. não afeta nem o lucro contábil nem o lucro tributável (prejuízo fiscal). Orleans Martins 73 .

[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Orleans Martins 74 .

São Paulo: Atlas. REIS. VICECONTI. São Paulo: Saraiva. GOMES. CHIEREGATO. São Paulo: Fase Editora. ORLEANS SILVA MARTINS Doutorando e Mestre em Ciências Contábeis pela UnB Email: orleansmartins@yahoo. Imposto de Renda Pessoa Jurídica para Contadores. 9. 11. Renato. 2009. Contabilidade Tributária: entendendo a lógica dos tributos e seus reflexos sobre os resultados das empresas. PEREZ JÚNIOR. 13. 2010.com. São Paulo: Atlas. OLIVEIRA. SANTOS. Amaury José. rev. Legislações específicas (leis. Láudio Camargo. PEREIRA. Luciano Gomes dos. São Paulo: Atlas. e ampl. Contabilidade Tributária na Prática.blogspot. 3. 2007. PEREIRA. 2007. São Paulo: Atlas. Gustavo Pedro de. Mauro Fernando. Manual de Contabilização de Tributos e Contribuições Sociais.com CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. V. Contabilidade Tributária. Luís Martins de. 2010. Érica Gadêlha. ed. 2010. Contabilidade Tributária. São Paulo: IOB – Thonsom. Manual de Contabilidade Tributária: textos e testes com as respostas. ed. Sidney Ferro.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] BIBLIOGRAFIA BÁSICA: FABRETTI. decretos e normas). 2010. José Hernandez. atual. Orleans Martins 75 .br Web site: informacaocontabil. Cleônimo dos Santos. Carlos Alberto. ALENCAR. Barros. ed. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: CHAVES. 2009. Roberta Carvalho de. São Paulo: Atlas. GALLO. OLIVEIRA. NEVES. ed. Francisco Coutinho. Marilete Bezerra. Silvério das. Paulo E. REZENDE. Carlos Alberto. Curso Prático de Imposto de Renda: pessoa jurídica e tributos conexos. MUNIZ.

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