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78176663 Apostila de Contabilidade Tributaria

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2011

APOSTILA DE CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

APOSTILA PARA ACOMPANHAMENTO DO MÓDULO PROF. ORLEANS MARTINS

[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL]

PROGRAMA
1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional; Legislação Tributária; Tributos – federais, estaduais e municipais; Princípios Constitucionais Tributários; Elementos Fundamentais do Tributo; Obrigação Tributária; Imunidades e Isenção Tributária; Regulamento do Imposto de Renda; Responsabilidade do Contador; Contabilidade Tributária; Planejamento Tributário. 2. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA PIS/PASEP e COFINS; ICMS; IPI; ISS. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO IRPJ; CSLL; Regimes de Tributação do IRPJ e CSLL. 4. SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Simples Nacional. 5. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) Contabilização do ICMS em empresas em regime normal de apuração. 6. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) Breve descrição do tributo; Descrição dos eventos relacionados ao tributo; Contabilização dos eventos. 7. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS Aquisição de matéria prima; Aquisição de embalagens; Consumo de matéria prima e material de embalagem na produção; Folha de pagamento. 8. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO CSLL; IRPJ. 9. O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11.638/07; O pronunciamento CPC 32.

CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Orleans Martins

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[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL]
1. 1.1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional

Direito e Contabilidade são ciências que caminham juntas e complementam-se, desde longa data, acompanhando a natural evolução das diversas sociedades. Direito é a ciência das normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens em sociedade, existindo para isso as diversas jurisprudências. É o conjunto das normas jurídicas vigentes num país. Entre essas, destacam-se as normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, constituindo o Sistema Tributário Nacional, que disciplina a arrecadação e distribuição de rendas. A Contabilidade, por sua vez, é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, controle e registro dos atos e fatos de uma administração econômica, servindo como ferramenta para o gerenciamento da evolução do patrimônio de uma entidade e, principalmente, para a prestação de contas entre os sócios e demais usuários, entre os quais se destacam as autoridades responsáveis pela arrecadação dos tributos de uma nação ou região. No exercício de suas funções, claro está que o contador deve obedecer, além das normas e dos princípios fundamentais de contabilidade, também à legislação tributária concernente à correta apuração, registro, divulgação e arrecadação dos diversos tributos que incidem nas diversas fases de atividade das empresas e, principalmente, sobre a obtenção de renda e lucro em determinado período. Justifica-se, portanto, a imperiosa necessidade de os contadores conhecerem determinados aspectos da legislação tributária, devido à grande influência nas rotinas das organizações. 1.2. Legislação Tributária

É oportuno, de início, transcrever o conceito dado pelo Código Tributário Nacional à legislação tributária, conforme o art. 96 da Lei nº 5.172/66, de 25 de outubro de 1966: “Art. 96. A expressão 'legislação tributária' compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes." A Constituição Federal de 1988 trouxe profundas alterações no Sistema Tributário Nacional, não só em relação à quantidade e ao campo de incidência dos tributos, mas também quanto à própria distribuição dos valores arrecadados entre União, Estados e Municípios, o que atualmente vem comprometendo uma razoável reforma tributária principalmente em razão de não haver consenso entre os governantes de como devem ser repartidos os valores arrecadados. 1.2.1. Leis, tratados, convenções internacionais e decretos De acordo com o art. 97 do Código Tributário Nacional: "Somente a lei pode estabelecer: I. II. III. IV. V. VI. A instituição de tributos, ou a sua extinção; A majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3 Q do art. 52, e do seu sujeito passivo; A fixação da alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nelas definidas; As hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. § 1 º Equipara-se à majoração do tributo a modificação de sua base de cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso.

CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Orleans Martins

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100. instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.3. ESPÉCIES DE TRIBUTOS No que se refere às espécies de tributos. inexistindo o pagamento in natura ou in labore. IV. dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: I. Art. Os convênios que entre si celebrem a União. ou seja. II. tanto no que se refere ao montante arrecadado. para os fins do disposto no inciso II deste artigo. As taxas e contribuições de melhoria têm pouco significado.Conceitos e Espécies O Código Tributário Nacional conceitua tributo como toda prestação pecuniária compulsória. 98. e serão observados pela que lhes sobrevenha. é possível decompor sua definição nas seguintes características: • Prestação pecuniária: significa que o tributo deve ser pago em unidades de moeda corrente. OTN. BTN. que não constitua sanção por ato ilícito. A destinação legal do produto da sua arrecadação. Seção III Normas complementares Art. o que é pago em bens ou em trabalho ou prestação de serviço. de CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. • Instituída em lei: só existe a obrigação de pagar o tributo se uma norma jurídica com força de lei estabelecer essa obrigação. III. o Distrito Federal e os Municípios. II. Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna. Para melhor entendimento sobre a definição de tributo. São normas complementares das leis. Tributos . sendo irrelevantes para qualificá-Ia: I. O conteúdo e o alcance dos decretos restringem-se aos das leis em função das quais sejam expedidos. A denominação e demais características formais adotadas pela lei. Os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 2 º Não constitui majoração de tributo. • Compulsória: obrigação independente da vontade do contribuinte. determinados com observância das regras de interpretação estabelecidas nesta Lei. a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. Já os impostos representam. em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. de serviços públicos específicos e divisíveis. A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação. • Em moeda ou cujo valor se possa exprimir: os tributos são expressos em moeda corrente nacional (reais) ou por meio de indexadores (ORTN. Orleans Martins 4 . • Cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada: a autoridade não possui liberdade para escolher a melhor oportunidade de cobrar o tributo. 99. o pagamento de tributo não decorre de infração de determinada norma ou descumprimento da lei. • Contribuições de melhoria: que são cobradas quando do benefício trazido aos contribuintes por obras públicas. a que a lei atribua eficácia normativa. Art. assim. As decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa. Ufir)." 1. • Que não constitua sanção de ato ilícito: as penalidades pecuniárias ou multas não se incluem no conceito de tributo. os Estados. As práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas. • Taxas: que estão vinculadas à utilização efetiva ou potencial por parte do contribuinte. como ao impacto causado no contribuinte. o Sistema Tributário Nacional está estruturado de forma a permitir ao Estado a cobrança de: • Impostos: que decorrem de situação geradora independente de qualquer contraprestação do Estado em favor do contribuinte. a lei já estabelece todos os passos a serem seguidos.

• Transmissão intervivos. surgiram para financiamento das atividades sociais as contribuições sociais. Contribuição ao PIS/Pasep. entre os diversos níveis de governo. • Serviços de qualquer natureza.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] fato. As contribuições sociais instituídas têm corno base os lucros das sociedades.34% do Produto Interno Bruto (PIB). Estaduais e Municipais A Constituição em vigor assim distribui. a tributação sobre a renda. Princípios Constitucionais Tributários Os princípios constitucionais tributários prevalecem sobre todas as demais normas jurídicas. • Produtos industrializados. para o exterior. segundo a Constituição Federal. Contribuição Sindical. • Propriedade territorial rural. ou relativas a títulos ou valores imobiliários. as quais só têm validade se editadas em rigorosa consonância com eles. por ato oneroso. • Rendas e proventos de qualquer natureza. de bens imóveis e de direitos reais sobre imóveis. reduzindo a quantidade de tributos. Orleans Martins 5 . Compete aos Municípios instituir impostos sobre: • Propriedades predial e territorial urbana. ressalvadas as exceções legais.5. é vedado à União. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. • Propriedades de veículos automotores. de um lado aumenta a indústria da arrecadação e fiscalização e. • Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. 1. de produtos nacionais ou nacionalizados. sem contar as possibilidades de ocorrência de sonegação. • Grandes fortunas. são vistos a seguir. o consumo e a propriedade. Algumas sugestões primam pela radicalidade. que. que passa por urna revisão de texto constitucional. consequentemente. chegando ao patamar no ano 2000 de 32. mais racionais. e simplificando o processo de arrecadação. buscam aproximar o Brasil das nações do Primeiro Mundo. • Operações de crédito. assumem as características destes para fazer face aos investimentos do governo nesse setor. ao Distrito Federal e aos Municípios: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 1. a folha de pagamento dos empregados e o faturamento das empresas. como para direcionar o comportamento da economia. Tributos Federais. Com a edição da Constituição Federal de 1988.4. a competência de estabelecer os tributos: Compete à União instituir impostos sobre: • Importação de produtos estrangeiros. são subdivididas em contribuições ao INSS. Assim. de outro. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e Contribuição para o Fundo de Investimento Social (COFINS). Essa situação tem causado forte campanha em favor da mudança do Sistema Tributário Nacional. vemos hoje urna situação em que o governo e os empresários estão onerados pelo excesso de tributos em vigor. o instrumento do qual o Estado dispõe tanto para angariar recursos para gerir a Administração Pública e permitir investimentos em obras públicas. câmbio e seguro. mas mantendo na essência o que hoje se realiza. • Exportação. os custos necessários a sua apuração e recolhimento. Outras. ou seja. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. o que tem provocado constantes recordes de arrecadação. corno é o caso do imposto único. aos Estados. Atualmente. com isso. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: • Transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens e direitos. Tais princípios. Essa amplitude e o detalhamento dado pelo texto constitucional promoveram um crescimento desordenado dos tributos cobrados nos últimos anos. embora tenham sido tratadas no capítulo dos tributos.

ao Estado ou ao Município.signos presuntivos de capacidade tributária ou riqueza).6.2. por meio de sua Casa Legislativa.6. Instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. o pagamento de prêmio em um concurso. determinada pessoa (credor) pode exigir de outra (devedor) uma prestação (objeto). visando à procedência e ao destino dos bens. é possível afirmar que obrigação tributária é a relação de Direito Público na qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do contribuinte (sujeito passivo) uma prestação (objeto) nos termos e nas condições descritos na lei (fato gerador). portanto. 151. Princípio da capacidade contributiva O art. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. e são justificadas as prerrogativas da administração tributária. as espécies tributárias são definidas pela distinção de dois fatores: hipótese de incidência e base de cálculo. seria a possibilidade econômica de pagar tributos.6. Elementos fundamentais da obrigação tributária Dessa forma. 151. bases de cálculo ou qualquer outra fórmula tributária em benefício ou prejuízo da economia da União. Cobrar tributos: a) Em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (Princípio da irretroatividade tributária). a tributação da União deverá ser uniforme em todo o território nacional. proíbe a manipulação de alíquotas. Princípio da tipologia tributária As taxas e os impostos não podem ter a mesma base de cálculo. Princípio da não discriminação tributária O art. Princípio da autoridade tributária No art. Assim. não podendo criar distinções em relação aos Estados. 145. é importante destacar que nasce uma obrigação quando. § 1 º. títulos ou direitos (Princípio da isonomia tributária). conforme se depreende do art. dos Estados ou dos Municípios. não sendo permitida qualquer delegação ou prorrogação desta competência para outro ente que não seja aquele expressamente previsto na Constituição Princípio da uniformidade geográfica Nos termos do art. em razão de prévia determinação legal ou de manifestação de vontade (como. por meio de uma relação jurídica. que. inciso III. estabelece o princípio da capacidade econômica do contribuinte. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. É considerada subjetiva quando se refere à condição pessoal do contribuinte (capacidade econômica real).[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] I. inciso I." III. § 6Q. Obrigação tributária Inicialmente. II. Elementos Fundamentais do Tributo 1. Orleans Martins 6 . Princípio da competência Previsto no art. da Constituição Federal o exercício da competência tributária é dado à União. e no art.). 145. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou junção por eles exercida. b) No mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou (Princípio da anterioridade). 150. 152. 145. b) O objeto. aos Municípios e ao Distrito Federal. que. § 2º. exercitarão as competências tributárias. títulos etc. c) O fato gerador. aparece o princípio da autoridade tributária. o recebimento do preço de um bem em um contrato. 1. "Exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça (Princípio da legalidade). é objetiva quando leva em conta manifestações objetivas de riqueza do contribuinte (bens imóveis. por exemplo. . 1. § 1 º. encontram-se os três elementos básicos da obrigação tributária: a) A lei. por mera definição. a satisfação de um pagamento pela utilização ou disposição de um serviço público etc.1.

mister se faz o respectivo lançamento. da obrigação principal. da anterioridade (a lei deve estar vigente antes de iniciada a ocorrência do fato gerador) e da irretroatividade (a norma não pode atingir fatos passados). é a obtenção de renda e proventos de qualquer natureza. vedada a reedição após esse prazo. a alteração da alíquota também está sujeita aos princípios constitucionais da legalidade. conforme definido no Regulamento do Imposto de Renda.4. O fato gerador Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente para sua ocorrência. Basicamente. as prestações consistem em: pagamento do valor em dinheiro referente ao tributo devido ou à multa imposta por não atendimento à determinação legal (obrigação principal) ou cumprimento de formalidades complementares. pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal. formas diferentes de expressão. De forma mais simples. A base de cálculo. as quais. 1. O sujeito passivo. com base na ocorrência do fato gerador. e não houve maioria absoluta. em concreto. aplicado sobre a base de cálculo. as regras ordinárias de convivência (leis em sentido restrito). perdendo eficácia após 45 dias de sua edição. este deve ser satisfeito pelo devedor por meio do pagamento ou da compensação. Para a exigência.6. O objeto O objeto representa as obrigações que o sujeito passivo (contribuinte) deve cumprir. que consiste. deve ser definida em lei complementar. Essa prática já foi atestada. a partir de um texto fundamental (Constituição). o preenchimento de formulários etc.1. em pelo menos duas ocasiões. a depender de sua relação com o fato gerador da obrigação. Importante registrar que qualquer inobservância de obrigação acessória é possível de ser convertida em obrigação principal em razão da aplicação de multas previstas na legislação específica. destinadas a comprovar a existência e os limites da operação tributada e a exata observância da legislação aplicável (obrigação acessória). por exemplo. Obrigação Tributária 1. 1. conceitua-se como "o fato" que gera a obrigação de pagar o tributo. enquanto não apreciadas pelo Congresso Nacional. 142). O fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que. na forma da legislação aplicável.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A lei A lei é o principal elemento da obrigação. assume. estando sua alteração sujeita aos princípios constitucionais da legalidade (mudança somente por outra lei). Base de cálculo É o valor sobre o qual se aplica o percentual (ou alíquota) com a finalidade de apurar o montante a ser recolhido. que define e formaliza o crédito tributário. Sujeito passivo Denomina-se sujeito passivo o devedor da obrigação tributária. Alíquota É o percentual definido em lei que. Uma vez constituído o crédito tributário. Assim como a base de cálculo. art. impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal.6. a escrituração de livros fiscais. na fixação dos elementos imprescindíveis à cobrança do tributo (e/ou penalidade) incidente (CTN. conforme a Constituição Federal. pode ser classificado como contribuinte ou responsável. pois cria os tributos e determina as condições de sua cobrança (princípio da legalidade dos tributos). como. em um sistema jurídico. Um ponto que gerou muitas controvérsias foi a possibilidade de o governo criar e majorar tributos por meio da edição de Medidas Provisórias (MP). Orleans Martins 7 . por pessoas físicas ou jurídicas. segundo as determinações legais. da anterioridade e da irretroatividade. a apresentação de declarações de rendimentos.7. Contudo.5. determina o montante do tributo a ser recolhido. 1. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.7. Exemplo O fato gerador da obrigação fiscal com o Imposto de Renda. têm força de Lei.

por exemplo. com o objetivo de simplificar a fiscalização. • Os tutores e curadores. pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Contribuinte é aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitua o fato gerador. por não portar o documento fiscal. e • Os sócios. como é o caso. A responsabilidade atribuída a terceiros pelo CTN só se aplica aos tributos e penalidades de caráter moratório. pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados. o transportador de mercadorias desacompanhadas dos documentos fiscais legalmente exigíveis toma-se responsável pelo pagamento deste imposto. no caso da impossibilidade de cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte. no caso de liquidação de sociedade de pessoas.3. Orleans Martins 8 . não sendo o contribuinte. que pode ser superior ao valor final da venda. seja pelo montante elevado de tributos. Solidariedade em relação à obrigação tributária A responsabilidade pelos tributos pode ser atribuída de forma solidária a terceiros. Que o contribuinte não possa cumprir sua obrigação. 128 a 135 do CTN) aquelas ações que envolvem dolo. São exemplos de produtos em que ocorre a substituição tributária: automóveis e autopeças. no caso de atraso por tributos declarados ou erros não intencionais. o transportador. Crimes tributários São considerados crimes contra a ordem tributária (arts. • O síndico e o comissário. pelos tributos devidos pelos filhos menores. perante eles. Embora o contribuinte seja o comerciante. No caso em que haja infração de natureza criminal. No caso do imposto de renda sobre salários. que consiste na incidência do tributo em apenas um dos elos da cadeia produtiva. a responsabilidade é de ordem pessoal e intransferível. Substituição tributária Uma outra modalidade de contribuinte responsável é a figura do substituto tributário. e pressupõe duas condições: I. No caso do ICMS. pelos tributos devidos por estes. • Os tabeliães.7. pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles ou. escrivães e demais serventuários de ofício. levando o contribuinte a recolher mais do que seria pago no sistema normal. Tributação monofásica Para o governo se ver livre desses questionamentos. tintas e vernizes. toma-se responsável. em função de seu ofício. que podem ser de vários tipos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. os arts. que é o contribuinte responsável pelo pagamento do tributo cujo fato gerador deverá ocorrer posteriormente. • O inventariante. Que o terceiro tenha participado do ato caracterizado como fato gerador do tributo. Responsável é aquele a quem. pelos tributos devidos pelo espólio. num elo seguinte da cadeia produtiva. surgiu a figura da tributação monofásica. seja pelo número reduzido de contribuintes. ou tenha indevidamente se omitido. Em relação a infrações fiscais. cigarros e bebidas. normalmente naquele em que a fiscalização pode ser mais eficaz. 1.7. e combustíveis. a legislação encarrega o empregador (responsável) de reter do empregado (contribuinte) o valor do imposto. antecipar a arrecadação de tributos e/ou evitar a sonegação fiscal. 128 a 135 do CTN preveem a possibilidade de transferência a terceiros dos débitos fiscais. e II. da indústria de medicamentos. tendo em vista que o tributo acaba incidindo sobre um valor estimado. tem surgido questionamentos por parte de algumas empresas sujeitas a esse tipo de tributação. O contribuinte do ICMS é o comerciante ou o industrial que promove a saída de mercadoria de seu estabelecimento. 1. Respondem solidariamente: • Os pais. produtos farmacêuticos. Apesar de a substituição tributária ser um mecanismo aparentemente interessante para o governo. se devido. a lei estabelece a obrigação de pagar o tributo. má-fé e intenção. providenciando seu recolhimento aos cofres públicos.2. • Os administradores de bens de terceiros. O empregado que recebe salário é o contribuinte do imposto de renda. no entanto.

1. é feito por iniciativa da autoridade administrativa.7.4. e só depois tem seus cálculos verificados.6. É o caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Com a concretização do fato gerador da obrigação tributária. e que a suspensão é sempre temporária. É o caso do Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU). Na modalidade de lançamento por declaração. Suspensão. Orleans Martins 9 .5. Vale destacar que. por declaração ou por homologação. O lançamento direto ou de ofício. o Estado possui o direito de exigir o objeto da obrigação tributária. Lançamento A materialização do crédito é denominada lançamento.7. para materializar o seu direito. da cobrança do crédito tributário (depósito judicial. o Estado constitui um crédito tributário. No caso em que o contribuinte antecipa o tributo sem prévio exame da autoridade. extinção e exclusão do crédito tributário Suspensão Uma vez lançado o crédito tributário. Crédito tributário Como vimos. 1. processo judicial). mesmo suspensa a obrigação principal. por iniciativa do próprio poder público (moratória. extinto ou excluído. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. diz-se que o lançamento se dá por homologação. recurso administrativo. independentemente de qualquer colaboração do sujeito passivo. Mesmo os tributos não lançados normalmente por esta modalidade podem ser lançados de ofício. A suspensão corresponde ao impedimento temporário de exigir o crédito tributário. no todo ou em parte.7. parcelamento) ou por iniciativa do sujeito passivo de discutir a validade. desde que não lançados ainda de outra forma. ele pode ser suspenso. O Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis (ITBI) é um exemplo de tributo lançado por declaração. o contribuinte ou um terceiro presta informações à autoridade fiscal para que possa ser estabelecido o valor do tributo. O lançamento pode se dar de várias formas: de ofício. não há dispensa das obrigações acessórias. durante o prazo da moratória ou do julgamento do recurso administrativo ou processo judicial.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1.

acordo de concessão mútua entre os sujeitos ativo e passivo. na forma e condições estabelecidas em lei. • Conversão de depósito em renda . A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial.concessão pelo sujeito ativo de um prazo maior para pagamento integral do crédito tributário. em outros tipos de ação judicial também pode ocorrer por determinação judicial a suspensão do crédito tributário até o julgamento final da ação. • Reclamações e recursos administrativos . Depois de extinto o crédito tributário. mas o sujeito ativo perdeu o direito de ação de cobrar o crédito tributário já constituído em função de não ter tomado nenhuma iniciativa dentro do prazo legal. mas que terá de ocorrer mediante previsão em lei.quando ocorreu o lançamento. perdão total ou parcial do crédito vencido. pelo sujeito ativo. • Consignação em pagamento . • Concessão de medida liminar ou de tutela antecipada.o mandado de segurança é a ação judicial cabível na hipótese de a autoridade pública agir com ilegalidade ou abuso de direito. • A cobrança é considerada indevida. Neste caso. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. • Lançamento por homologação. • Compensação com outros tributos de mesma espécie .término de processo no âmbito do Poder Judiciário. • É concedido.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] As modalidades de suspensão são previstas no art. • Depósito judicial . A obrigação é quitada pelo contribuinte de várias formas.retirada. • A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial. • Transação . juros de mora e correção monetária. • Concessão de medida liminar em mandado de segurança . com decisão pró-contribuinte.no lançamento por homologação. em outras espécies de ação judicial . a extinção se dá após a constatação de que o imposto pago corresponde ao montante homologado.término de processo no âmbito interno da administração pública. em que se faz a cobrança de tributos já vencidos sem dispensa dos encargos. desrespeitando direito líquido e certo do contribuinte.semelhantemente ao que ocorre com mandados de segurança. Orleans Martins 10 . mas com concessão de prazo adicional. a obrigação tributária também deixa de existir. Pode ocorrer por: • Pagamento em dinheiro do exato valor devido.efetuado pelo contribuinte que pretende discutir judicialmente a cobrança do crédito tributário. • Dação em pagamento em bens imóveis. de depósito judicial constituído em seu favor. de imposto pago antecipadamente .ocorrem por meio de consulta (quando ainda não houve notificação por parte da autoridade administrativa) ou de recurso (quando já houve notificação). • Parcelamento . com decisão pró-contribuinte.quando o contribuinte aproveita créditos anteriores junto ao fisco para fazer um "encontro de contas".depósito judicial efetuado pelo sujeito passivo diante de recusa de recebimento. podendo ser condicional e exigir garantias. São situações em que ocorre extinção em razão de a cobrança do tributo ser considerada indevida: • Decisão administrativa irreformável . quando ocorre: • Prescrição . o pagamento precede o lançamento. A medida liminar suspende a cobrança do crédito tributário enquanto se discute o direito que está sendo questionado judicialmente. A extinção ocorre basicamente em quatro situações: • A obrigação é quitada pelo contribuinte. sem cobrança de multa. por lei. • Decisão judicial transitada em julgado .repactuação da dívida fiscal. 151 do CTN: • Moratória . Extinção A extinção corresponde ao término do direito do sujeito ativo de cobrar a obrigação tributária.

não permitindo que a autoridade administrativa efetue o lançamento. que continua sendo devido. Orleans Martins 11 .2. com o propósito de estimular o seu desenvolvimento por meio da atração de investimentos privados. os tributos a que se aplica e. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. limitandose a um tributo determinado ou região específica ou ainda ao atendimento de determinadas condições. jornais. ou para que se livre de qualquer obrigação. podendo ser de caráter geral ou específico. a concessão atribuída a alguma coisa ou alguma pessoa. que não se confundem com imunidade. no caso da isenção. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre livros. a renda ou os serviços. Imunidade As imunidades podem ser classificadas como privilégios dados a alguém para que se livre ou se isente de certas imposições legais em virtude de que não é obrigado a fazer ou cumprir certo encargo de obrigação de caráter legal: • Imunidade diplomática. Exclusão A exclusão do crédito tributário corresponde à renúncia do direito do sujeito ativo de exigir o crédito tributário. esquivar ou desobrigar de algum encargo que a todos pesa.8. A isenção é concedida por lei. configurando-se como uma concessão de benefício em favor do sujeito passivo. Ocorre por isenção ou anistia. para que se possa livrar. • Imunidade tributária. A isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante. desde que não haja ato ilícito.8.não alcança as atividades econômicas reguladas pelo direito privado. instituições de educação e de assistência sem fins lucrativos. • Imunidade judicial. sendo caso. mas opta por conceder o benefício de não tributar um determinado contribuinte ou uma determinada situação.quando não ocorreu o lançamento dentro do prazo legalmente estabelecido. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. periódicos e papel destinado à impressão destes. muitas vezes. a entidade tributante (União.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Decadência . 1. Enquanto que a imunidade determina uma proibição para a instituição de impostos. a renda e os serviços das entidades mantenedoras de templos de qualquer culto. em função de condições a ela peculiares e. A anistia refere-se somente à dispensa das penalidades pecuniárias pelo não recolhimento do tributo. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. sindicatos dos trabalhadores.8. Imunidade e Isenção Tributária 1. 1. o prazo de sua duração. Isenção Entende-se na linguagem jurídica como isenção a dispensa. Estados ou Municípios) tem o poder de tributar. que somente pode ser concedido por lei. A imunidade tributária é estabelecida pela Constituição e abrange os seguintes aspectos: • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. uns dos outros . Estabelece o CTN que a isenção estará sempre atrelada a uma lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão. a renda e os serviços das entidades representativas de partidos políticos. a imunidade.1. • Imunidade parlamentar. Quando a extinção do crédito tributário é concedida por lei: • Remissão .corresponde ao perdão total ou parcial do crédito principal vencido. ou seja.

3. desde que não empregada para fins econômicos. b) Aplicar integralmente os recursos no Brasil... Nesse sentido.... O Regulamento do Imposto de Renda é a consolidação das Leis e Dispositivos que regulamentam e normatizam o Imposto de Renda tanto das Pessoas Físicas como Jurídicas........Instituição de educação sem finalidades lucrativas É o estabelecimento de ensino. transcrevem-se a seguir alguns comentários preliminares sobre o Imposto de Renda das pessoas jurídicas.... o museu.Instituição de assistência social É a entidade sem fins lucrativos que presta serviços de natureza aos membros da comunidade social.....Entidade sindical de trabalhadores Sociedade que dirige as atividades duma classe social.. sinagoga ou edifício principal onde se celebra a cerimônia pública. (b) amparo às crianças e aos adolescentes carentes..." CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.... promulgar e jazer publicar as leis.. à maternidade.. c) Manter escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão... d) Prestar. cuja redação é a seguinte: "Art... não apenas o de caráter estritamente didático. São necessárias as seguintes condições para o gozo da imunidade: a) Não distribuir a qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas o título de lucro ou participação no resultado.....Partido político Organização cujos membros programam e realizam ações comuns.. bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução..... com fins políticos e sociais... Sancionar. pertencente à comunidade religiosa...... as formalidades determinadas em lei e recolher os tributos retidos sobre os rendimentos pagos por elas. inclusive a casa ou residência especial do pastor ou pároco. 2.. e essa atribuição é-lhe dada pela Constituição em seu art....... o convento e os anexos..... mas todos os que se dedicam à educação e à cultura em geral.... 1.... Instituição de assistência social. 84..... o ginásio de desportos.... Partido político..... Templo de qualquer culto. à habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e à promoção de sua integração à vida comunitária etc.. segregando os contribuintes pessoas físicas das jurídicas.... IV .. Regulamento do Imposto de Renda Devido à importância para o profissional da Contabilidade. o centro de pesquisa.. 4........... artes e ciências.... Instituição de educação sem finalidades lucrativas.. às repartições lançadoras do imposto.. à adolescência e à velhice. as academias de letras.. IV.. Principais casos de imunidade e isenção tributária do Imposto de Renda 1......... É a igreja. III .. a imunidade abrange os resultados relacionados com as atividades essenciais das entidades.. O Regulamento é organizado por assuntos. Os serviços são: (a) proteção à família... o que facilita a consulta sobre determinado item.Templo de qualquer culto Edificação pública dirigida ao culto religioso.. sem intuitos lucrativos. na manutenção de seus objetivos institucionais....... Orleans Martins 12 ..... inciso IV.......9.... V . à infância.. Para todos os efeitos.8.. Compete privativamente ao Presidente da República: .... toma-se fácil saber qual o dispositivo que se aplica a cada caso particular. 84.. 5. I ...... É aprovado pelo Presidente da República.3... e Entidade sindical de trabalhadores...[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1. corno o laboratório.. o ateliê de pintura ou escultura. II ....

a elaboração e assinatura de qualquer documento e/ou demonstração contábil com informações inverídicas. Caracteriza-se como ato criminoso. por culpa ou dolo. Os documentos e as demonstrações contábeis são frequentemente utilizados pelo mercado para obtenção de informações da empresa. • Autoridades fiscais. há mais de duas décadas. Responsabilidades do Contador A carga tributária no Brasil é extremamente elevada. como concessões de créditos e financiamentos. 1. • Acionistas não controladores. Tais fatores penalizam sobremaneira o custo da maioria das empresas e acarretam grandes transtornos para o gerenciamento contábil e financeiro dos impostos e demais tributos. constitui crime a elaboração de demonstrações contábeis sem embasamento em documentos e informações hábeis e legais. citam-se: • Instituições financeiras consultadas para a concessão de empréstimos e financiamentos. mais do que qualquer outro profissional das áreas administrativa ou financeira. para todos os efeitos legais e judiciais.11. Os empresários e executivos já estão cientes.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1. Regulamentos e Normas constantemente alteradas.11. o Sistema Tributário brasileiro é um dos mais complexos do mundo. além de perder prestígio profissional em razão de quaisquer falhas mais relevantes na interpretação ou na aplicação no dia-a-dia das normas tributárias. Orleans Martins 13 . Portanto. • Investidores do mercado de capitais. com ou sem má-fé.1. na média dos últimos cinco anos. caso as demonstrações e os relatórios contábeis sejam elaborados com informações errôneas.10. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. tanto sobre a pessoa jurídica como sobre a pessoa física. Estima-se a existência de aproximadamente 60 tributos vigentes.11. devido a suas responsabilidades quanto à eficácia e eficiência nesse gerenciamento. Nesse ambiente. mais de 32% do Produto Interno Bruto (PIE). adaptando ao dia-a-dia empresarial as obrigações tributárias. Contabilidade Tributária 1. entre outros. • Fornecedores. mas algo estratégico dentro das organizações de médio e grande porte. pode ser responsabilizado por possíveis prejuízos que causar no exercício profissional. seja qual for o setor de atividade. eles podem causar prejuízos a terceiros. Isso porque. 1.de determinado exercício fiscal. com diversas Leis. • Ramo da contabilidade responsável pelo gerenciamento dos tributos incidentes nas diversas atividades de uma empresa. tendo em vista que induzem a determinados atos. em particular a dos profissionais da controladoria e contabilidade. tendenciosas ou preparadas de má-fé. ou em desacordo com as normas e os princípios fundamentais de contabilidade. para cálculo e formação das provisões contábeis destinadas ao pagamento dos tributos incidentes sobre o lucro da entidade. ou grupo de em12resas.ou do lucro real . podem vir a ser processados e condenados por perdas e danos. • Sindicatos e funcionários que participam dos resultados. o contador precisa conhecer com grande profundidade a legislação tributária. de que o gerenciamento das obrigações tributárias já não pode ser considerado uma necessidade quotidiana.2. com base na legislação pertinente. Da mesma forma. decisões de investimentos. as empresas e os profissionais responsáveis que assim procederem. Nesses casos. O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) estima que a carga tributária em nosso país representa. Conceito Pode-se entender Contabilidade Tributária como: • Especialização da contabilidade que tem como principais objetivos o estudo da teoria e a aplicação prática dos princípios e normas básicas da legislação tributária. de forma a não expor a entidade às possíveis sanções fiscais e legais. Além da elevada carga tributária. ou ainda com valores divergentes dos contidos nos livros contábeis da empresa. podendo ser condenado a indenizar o empresário que for prejudicado. cresce sensivelmente a responsabilidade de todos os gestores da empresa. Portanto. Entre os usuários que podem ser prejudicados ou enganados em decorrência de fraudes e irregularidades na escrituração contábil e fiscal. Funções e atividades da contabilidade tributária As principais funções e atividades da Contabilidade Tributária podem ser classificadas como: • Apuração com exatidão do resultado tributável .

em obediência aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. Orientação fiscal para todas as unidades da empresa (filiais. informando o Setor Financeiro de Contas a Pagar da entidade sobre o valor e os prazos de recolhimento. Discute-se a urgente mudança de nosso sistema tributário e a adoção de novos mecanismos para simplificação das rotinas tributárias. sem afrontar as diversas legislações que regem os mais diversificados tributos. • • • • As principais funções e atividades podem ser sintetizadas no Quadro a seguir. é o planejamento tributário. treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos Orientação fiscal para as demais unidades da empresa (filiais. Redução de custos é a estratégia que mais se ouve ser empregada nos dias atuais. Sem dúvida. Preenchimento de guias de recolhimento. para apurar e determinar o montante do tributo a ser recolhido dentro do prazo após encerramento do período de apuração. Escrituração dos documentos fiscais em livros fiscais próprios ou registros auxiliares.12.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher. visando padronizar procedimentos Planejamento tributário Estudo das diversas alternativas legais para a redução da carga fiscal. o local de instalação da fábrica. departamentos) ou das sociedades coligadas e controladas. departamentos) ou das empresas controladas e coligadas. ou mesmo o local de origem de determinadas matérias-primas. como parte integrante do sistema de informações da empresa. 1. em todo o mundo globalizado. A correta orientação fiscal e tributária para as demais unidades ou empresas pode representar relevantes economias com os impostos. Escrituração e controle Escrituração fiscal das atividades do dia-a-dia da empresa e dos livros fiscais Apuração dos tributos a recolher. além de emitir e providenciar a entrega aos respectivos órgãos competentes dos formulários estabelecidos pela legislação pertinente. as empresas necessitam. Orleans Martins 14 . Por exemplo. • Todas as situações em que for possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos.12. para obter o melhor resultado numa economia tão instável como a brasileira. • Todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita. em todas as fases da cadeia de valores do ciclo produtivo e comercial. • • • • • • • 1. principalmente em relação aos chamados impostos não cumulativos ICMS e IPI. o contador tem principalmente nas atividades de planejamento tributário a grande oportunidade de dar enormes contribuições à alta direção da empresa. pois. de acordo com o princípio contábil da competência de exercícios. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa. pode significar menor carga tributária. para que possam racionalizar seus custos tributários. a Contabilidade Tributária tem a responsabilidade de informar. ao mesmo tempo. correta e oportunamente. proteger seu patrimônio. um dos mais significativos instrumentos de que dispõem as empresas.1. preenchimento das guias de recolhimento e remessa para o Departamento de Contas a Pagar Controle sobre os prazos para os recolhimentos Assessoria para a correta apuração e registro do lucro tributável do exercício social. tais como: • Todas as operações em que for possível o crédito tributário. conforme os princípios fundamentais de contabilidade Assessoria para o correto registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher Planejamento Tributário Orientação Orientação. Enquanto isso não ocorre. Orientação. o valor das diversas provisões para recolhimento dos tributos. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos. fábricas. Conceito de planejamento tributário A despeito da grande importância de todas as supracitadas atribuições. cada vez mais. que possa resguardar seus direitos de contribuinte e. fábricas. de um planejamento tributário criterioso e criativo.

a que resulte no menor imposto a pagar. pode-se verificar que a falta de planejamento estratégico tributário pode deixar a empresa mal preparada para os investimentos futuros. o administrador obviamente procura orientar os seus passos de forma a evitar. adotado no universo dos negócios. Para alcançar êxito nessa atividade. principalmente com relação aos chamados impostos não cumulativos . O objeto do planejamento tributário é. Planejamento tributário não se confunde com sonegação fiscal. devido a urna possível insuficiência de caixa. desenvolvendo-se de forma estritamente preventiva. a economia tributária. então. Legislação Tributária e Planejamento Tributário Legal De acordo com os preceitos tributários. antes da ocorrência do fato gerador. bastante praticado pelos norte-americanos. sem dúvida. Sonegar. Com esse procedimento. Trata-se do conceito de tax saving. o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação principal. possa planejar com bastante antecedência a melhor alternativa para a empresa executar suas operações comerciais. 1. reduzir ou adiar os respectivos encargos tributários. de um comportamento técnico-funcional. Trata-se do estudo prévio à concretização dos fatos administrativos. objetivando a economia de impostos. sempre que possível. torna-se claro o entendimento de que o planejamento tributário é o estudo das alternativas lícitas de formalização jurídica de determinada operação. Trata-se.2. total ou parcialmente." Borges. Cotejando as várias opções legais. projeta os atos e fatos administrativos com o objetivo de informar quais os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis. A finalidade principal de um bom planejamento tributário é. para que o contribuinte possa optar pela que apresente o menor ônus tributário. corno fraude. de fazer com que sua materialidade ocorra na medida ou no tempo que lhe sejam mais propícios. Nas palavras do saudoso tributarista Nilton Latorraca: "Costuma-se.. Condições necessárias para um adequado planejamento tributário Qualquer que seja a forma de tributação escolhida pela empresa. sem infringir a legislação. dissimulação etc. com o objetivo de encontrar a alternativa legal menos onerosa para o contribuinte. o procedimento mais oneroso do ponto de vista fiscal. é utilizar meios ilegais. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa.3. em última análise.12.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Entende-se por planejamento tributário uma forma lícita de reduzir a carga fiscal. o que exige alta dose de conhecimento técnico e bom-senso dos responsáveis pelas decisões estratégicas no ambiente corporativo. assim.consiste em organizar os empreendimentos econômico-mercantis da empresa. então. 1. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. o contribuinte tem a vantagem de adotar. Entende-se ainda por sonegação toda a ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou a retardar." Dessa maneira. denominar de Planejamento Tributário a atividade empresarial que. o contador precisa. • Conhecer todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita. Contudo. o contador precisa aplicar todos os seus conhecimentos sobre a legislação do tributo a ser reduzido. dos efeitos jurídicos. simulação. para que. a partir desses cenários. menciona que "a natureza ou essência do Planejamento Fiscal . • Conhecer todas as situações em que é possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos. para tanto ficando atento às mudanças nas normas e aos impactos nos resultados da empresa.12.ou Tributário . gerando um desgaste desnecessário de investimentos forçado para cobertura de gastos que não estavam previstos. por sua vez. entre as opções legais disponíveis. por sua vez. nada impede que o contribuinte antecipe a ocorrência do fato gerador e comece a projetá-lo e a dimensioná-lo. que visa excluir. a economia de impostos.ICMS e IPI. a vontade das partes não pode ser alterada ou modificada. as que com certeza lhe forem mais satisfatórias. Para a correta execução das tarefas inerentes ao planejamento tributário. com profundidade: • Conhecer todas as situações em que é possível o crédito tributário. • Ser oportuno e aproveitar as lacunas deixadas pela legislação. mediante o emprego de estruturas e formas jurídicas capazes de bloquear a concretização da hipótese de incidência tributária ou. para deixar de recolher o tributo devido. Planejar é escolher. entre duas ou mais opções lícitas. fiscais e econômicos de determinada decisão gerencial. Orleans Martins 15 . após o fato gerador ter ocorrido.

concretamente localizada no tempo e no espaço. pode gerar a obrigação de pagar vários tributos simultaneamente: PIS.1. independentemente da denominação contábil por estas recebida. além de fabricar e vender um determinado produto. Em outros casos. em favor do Estado. que tem como objetivo o pagamento do tributo. da titularidade de certa quantia. ou seja. o sujeito que praticou o ato previsto em lei.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Fato gerador é a obrigação tributária principal. o tributo incide. independentemente de sua denominação ou classificação contábil) para as pessoas jurídicas em geral CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 2. nesse caso. Programa de Integração Social (PIS). é necessário que o contribuinte esteja bem assessorado por uma equipe especializada que saiba realizar o planejamento de tributos sem distorcer. de modo a deixar transparentes para todos os envolvidos as informações sobre os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis. sobre as receitas de determinadas atividades. evitando perdas desnecessárias para a organização. Da mesma forma. ao ICMS e ao ISS. deixa de ser titular dessa mesma quantia. uma única indústria que. COFINS. por exemplo. Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). Nesse mesmo momento. de arrecadação. é o fato gerador e não a natureza jurídica da empresa. O planejamento tributário estratégico tem como objetivo fundamental a economia tributária de impostos. Orleans Martins 16 . TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA Diversos são os tributos que incidem sobre a receita das empresas. Incidem sobre as receitas auferidas por todas as entidades. Também procura projetar de forma clara os atos e fatos administrativos. uma vez ocorrida. é a situação descrita em lei que. mas não de outras. como. 3. c) Atividades de prestação de serviços estão sujeitas ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). 2. determina a transferência jurídica. a empresa passa a desenvolver suas atividades de forma estritamente preventiva. Alguns atingem a maior parte das empresas e das receitas por elas obtidas. Num planejamento tributário estratégico. normalmente. a venda de um produto industrializado. Um só evento. procurando atender às possíveis formas da legislação fiscal. a que vale. ou encontrou-se na situação de fato. b) Atividades de industrialização estão sujeitas ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!). alterar ou esconder as obrigações quando o fato gerador assim o exigir. também preste serviços de assistência técnica estará sujeita ao IPI. 2. PIS/PASEP e COFINS O PIS/PASEP e a COFINS são contribuições sociais com funções fiscais.PIS Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS Contribuições sociais União Fiscal Auferir receita Pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda. por exemplo: a) Atividades de comercialização estão sujeitas à incidência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). como. Quadro-Resumo Tributos Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Programa de Integração Social . independentemente do setor de atividade. Para poder usufruir em toda a sua plenitude de todas as formas legais de planejamento tributário. inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias Faturamento mensal (receitas auferidas pela pessoa jurídica. como é o caso das contribuições para: 1. IPI e ICMS. Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP).

Importação d = alíquota da COFINS . além das informações a respeito das receitas auferidas pela empresa. a legislação estabelece a adoção obrigatória do regime cumulativo para alguns setores de atividade econômica. 2. de 22 de novembro de 2005.2. = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP. arrendamento. Para a maioria dos casos. insumos utilizados na produção de produtos ou serviços.br> Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2. depreciação e amortização. as alíquotas são aplicadas à receita ajustada na mesma forma da base cumulativa.65% no regime de incidência cumulativa 1. abatimentos. alguns produtos. A lógica de tributação do PIS/PASEP e da COFINS A tributação do faturamento das empresas pelo PIS/PASEP e COFINS pode se dar de duas formas: a) No regime de incidência cumulativa. ajustada por algumas exclusões permitidas na legislação. as alíquotas são aplicadas ao valor da receita bruta. b) No regime de incidência não cumulativa. pois a empresa tem o direito de creditar a si própria o montante da alíquota aplicada sobre compras de mercadorias ou insumos para a produção. Regime de incidência não cumulativo A opção pelo regime de incidência não cumulativo implica na necessidade de informações adicionais. Implicações dos PIS/COFINS nas transações de importação de mercadorias e serviços De acordo com Instrução Normativa SRF nº 572. aluguel e energia elétrica. bem como para algumas receitas em especial. aluguéis pagos a pessoa jurídica. exceto quando a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!) for específica: I .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] PIS/PASEP: 0.fazenda.receita. elas estarão sujeitas ao pagamento de PIS e COFINS. reversões de provisões).1.Importação e = alíquota do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) Na hipótese das empresas realizarem a importação de serviços. o regime de incidência é uma escolha que cabe à própria empresa. 1 º. Orleans Martins 17 . em geral relacionadas a itens que não se configuram como receitas (devoluções. os valores a serem pagos relativamente à Contribuição para o PIS/PASEP . condicionada à escolha do regime de tributação de Imposto de Renda escolhido. e as despesas e custos com energia elétrica. que deverão assim ser calculados: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.gov. dentro das condições estabelecidas na legislação.1. além de algumas despesas como depreciação. conforme art.65% no regime de incidência não cumulativa COFINS: 3% no regime de incidência cumulativa 7.Na importação de bens: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISIMPORTAÇÃO = c x (VA x X) Onde. No entanto.Importação e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS . para fins de apuração da contribuição devida. mas permite-se também que o contribuinte reduza o valor da contribuição devida no montante relativo à mesma alíquota aplicada aos valores de compras de bens para revenda.1.6% no regime de incidência não cumulativa Por homologação Página da Receita Federal: <www.Importação) serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas.

ou redução de suas respectivas bases de cálculo. o valor do ICMS diferido compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP . isenção ou da suspensão do IPI vinculado à importação de que trata o inciso III do § 1 º deste artigo. • Aplicação dos regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais. 2º define que na hipótese de a alíquota do IPI ser específica. Portanto.Importação.684. Orleans Martins 18 . de 18 de outubro de 2004. ou ainda de redução das alíquotas ou da base de cálculo do tributo. VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do II β = alíquota específica do IPI c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP . isenção ou redução do ICMS. deve-se informar o valor zero para a alíquota correspondente de cada tributo e. nos termos da Instrução Normativa SRF nº 460. com a redação dada pela Lei nº 10. de 30 de dezembro de 2002. o art. isenção ou redução. Esclareça-se que.Importação e da COFINS. antes da publicação desta Instrução Normativa. nos casos de redução.Importação e da COFINS . nº 10. os valores a serem pagos serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas: COFINSIMPÓRTAÇÃO = d x (VA x Y + W x Q) Onde. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que seria devido caso não houvesse imunidade. redução das alíquotas dos respectivos tributos. empregado ou remetido para o exterior. 3º. de 3 de julho de 2002. entregue. 4º define que se o contribuinte comprovar recolhimento de valores a maior que o devido da Contribuição para o PIS/PASEP .Importação em razão da utilização das fórmulas constantes da Instrução Normativa RFB nº 571. = • • • • V = o valor pago. • Suspensão do pagamento do IPI vinculado à importação de que tratam as Leis nº 9. conforme o § 3º.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] II . Destaca-se que se aplica também o disposto no caput nas hipóteses de: • Imunidade. de 20 de outubro de 2005.Importação d = alíquota da COFINS . o § 2º define que nos casos de imunidade. definidas pelo art. o art.826.X) Onde.485. na hipótese de deferimento do pagamento do ICMS. e nº 10. No entanto.Importação e da COFINS . de 30 de maio de 2002.Importação. terá direito a restituição da diferença de valores.Importação e = alíquota do ICMS Destaca-se também que nas operações que incorram nas hipóteses de imunidade ou de isenção ou redução do 11 ou do IPI. não compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP . PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x Y + W x Q) = • • • • • • • × × = × × Q = Quantidade do produto importada na unidade de medida compatível com a alíquota específica do IPI. deve ser informada a alíquota real empregada na operação.Importação d = alíquota da COFINS .Na importação de serviços: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISlMPORTAÇÃO = c x (VA x. antes da retenção do Imposto de Renda c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP . creditado.637. o valor correspondente a qualquer deles. de 23 de agosto de 1999.Importação f = alíquota do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza Para as empresas que realizarem a importação de mercadorias que tenha a incidência de alíquota específica.

bebidas e outras mercadorias em qualquer estabelecimento. (b) compreendidos na competência tributária dos Municípios.2. a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza. por qualquer meio. a transmissão. o fato gerador do ICMS.o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior.fazenda.br/confaz> Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. ou o preço do serviço respectivo. por indicação expressa de lei complementar. de modo habitual ou em volume que caracterize intuito comercial.prestação onerosa de serviços de comunicação. A base de cálculo do ICMS.entrada de mercadoria ou bem. ainda que iniciados no exterior.Aqueles (pessoas físicas ou jurídicas) que. a emissão.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2.gov. a recepção.fornecimento de mercadorias com prestação de serviços: (a) não compreendidos na competência tributária dos Municípios. Várias Secretarias de Fazenda estaduais disponibilizam a legislação em seus sites na Internet. na operação de arrendamento mercantil. V . prestação de serviços interestaduais e intermunicipais. II . bem como os descontos condicionais a este concedidos. mas que. III . I . mas não se incluem os descontos incondicionais. por qualquer via. a Secretaria da Fazenda fixa um valor mínimo para a operação. e serviços de comunicação. Por homologação. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços – ICMS Imposto Estados e Distrito Federal Predominantemente fiscal Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. porque evidentemente não integram estes no valor da operação. realizam operações de circulação de mercadorias ou prestam serviços de transporte interestadual ou intermunicipal ou serviços de comunicação. Orleans Martins 19 . é o valor da operação relativa à circulação da mercadoria. IV .gov. Em alguns casos. qualquer que seja a sua finalidade. no âmbito de sua jurisdição. II . quando não destinados à comercialização ou à industrialização. decorrente de operações interestaduais. inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados. inclusive a geração. A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo disponibiliza link para as demais secretarias nos endereços: <http://www. importados do exterior por pessoa física ou jurídica.Mesmo sem habitual idade. ou a este debitadas. no território paulista.br/links/faz65. Na base de cálculo se incluem as despesas recebidas do adquirente. e de energia elétrica. A título de exemplo. inclusive o fornecimento de alimentação. os importadores ou arrematantes dos bens ou beneficiários dos serviços listados nos itens VI a VIII do quadro Fato Gerador. sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual.operação relativa à circulação de mercadorias.sp.a entrada. a retransmissão. destacamos os fatos geradores previstos pelo Regulamento do ICMS do Estado de São Paulo: I .fazenda. de petróleo.prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal. Na legislação específica de cada Estado. que incide sobre as operações relativas à circulação de mercadorias. Variáveis em função do tipo de bem ou serviço e também do domicílio do vendedor e comprador. ICMS O ICMS é um imposto de competência dos Estados. como regra geral. ainda que as operações e prestações se iniciem no exterior Cada Estado regulamenta. VIII . VI .asp> < http://www.a venda do bem ao arrendatário. VII .

O fato de o ICMS ser um tributo de competência estadual implica em que cada Estado tenha a sua legislação própria relativa ao tributo. seria tributada a 12% e. passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco. de competência estadual. O ICMS é um imposto "por dentro". Nordeste e Espírito Santo. e maiores aos considerados supérfluos. Em relação às alíquotas. Assim. Orleans Martins 20 . Além disso. a Constituição Federal permite que o IPI tenha sua alíquota majorada pelo Poder Executivo.2. que consiste na prática de alíquotas diferenciadas e/ou concessão de benefícios fiscais por determinados Estados. A lógica de tributação do ICMS O ICMS é um imposto não cumulativo. Ao realizar uma operação sujeita à incidência de ICMS. Esse procedimento provoca a divisão do tributo gerado pela circulação de bens e serviços interestaduais. e também reduz a anterioridade para 90 dias. qual seja: o imposto é calculado com base em um suposto valor final de venda do bem. por conta dos demais elos da cadeia. IPI O IPI é um imposto de competência da União. destaca-se que as alíquotas do ICMS podem sofrer variações em relação aos produtos e serviços e regiões.3. SC. seria tributada à alíquota de 18% (operações internas. Observe que esta metodologia de cálculo implica em uma alíquota real maior do que a nominal. deverá somar ao preço cobrado o imposto incidente nas operações subsequentes. sendo que. Ao adquirir bens ou serviços tributados pelo ICMS. mas considera-se que integra o próprio preço. os Estados criaram a figura da substituição tributária. 7%.00). um melhor controle da arrecadação. observadas as condições estabelecidas em lei. se vendida para empresas situadas dentro do próprio Estado.48% dos R$ 83. PR. buscando. se destinada a consumidor final dentro do próprio Estado.00 . os R$ 17. que tem duas funções extrafiscais: uma função reguladora. ou seja.00 dos R$ 100. que correspondem à receita líquida (R$ 100. que onera os produtos de acordo com sua utilidade. Neste tipo de situação. visando atrair investimentos para o seu território.00. No caso de substituição tributária.R$17. para o desenvolvimento de determinada atividade ou região. e destacará na nota fiscal que R$ 17. relativo ao imposto pago em sua aquisição.00 cobrados referem-se ao imposto. O problema é que as mercadorias circulam não apenas dentro dos limites territoriais de um único Estado. Por exemplo. atribui-se a um determinado elo da cadeia a responsabilidade de antecipar os recolhimentos que ocorreriam nas transações subsequentes. o vendedor cobrará do comprador R$ 100. No entanto. 2.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2. Norte. se um bem é vendido ao preço de R$ 100. dentre outras questões. muitas vezes. RJ São Paulo Centro-Oeste. funcionando no sistema de débitos e créditos.1. isto é. o contribuinte responsável pelo recolhimento do ICMS. a lógica primária do imposto é preservada. seria aplicável a alíquota de 17%. Tendo em vista esta função extrafiscal. e outra função protecionista.00. o contribuinte adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco. entre Estados comprador e vendedor. MG. que aumenta ou reduz alíquotas visando incentivar ou desestimular a produção de alguns produtos. Nordeste e ES Na operação seguinte. tendendo a aplicar alíquotas menores aos produtos considerados necessários. uma mesma mercadoria vendida por um distribuidor situado na cidade de São Paulo. se vendida a empresas situadas nas regiões Centro-Oeste. a alíquota incide sobre o preço do bem ou serviço. 17% para a maioria dos bens na maioria dos Estados).00 cobrados de imposto correspondem a 20. Norte. Essa é uma das principais razões do alto grau de complexidade operacional desse tributo. Em síntese: Imposto ICMS ICMS ICMS Alíquota 18% 12% 7% Tipo de transação Destino Origem São Paulo São Paulo Tipo Venda interna Venda interestadual Venda interestadual São Paulo RS. os Estados de origem e de destino possuem alíquotas e obrigações acessórias diferentes. referente ao bem. Em alguns casos. esse fato favorece o que se denomina "guerra fiscal". se vendida para empresas situadas em outros Estados das regiões Sudeste ou Sul.00 e é tributado a 17%. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.

A lógica de tributação do IPI O IPI é um imposto não cumulativo. Em linhas gerais. • Acondicionamento ou reacondicionamento . nacionais e estrangeiros. Por homologação Na página da Receita Federal «www. porém a maioria das alíquotas está abaixo de 20%. É possível baixar o Regulamento do IPI (RIPI) e a tabela de alíquotas (TIPI). sofre a incidência de IPI.a saída de produto do estabelecimento industrial. I . Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Imposto sobre Produtos Industrializados . relativo ao imposto pago na aquisição do insumo.produto deteriorado ou inutilizado em condições de utilização. • Montagem . funcionando de maneira semelhante à do ICMS.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IPI incide sobre os produtos industrializados. mas isto não ocorre necessariamente. tais como: • Transformação . Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2. A alíquota aplicável em cada caso é obtida na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados . II . Alguns produtos estão sujeitos a alíquotas específicas e outros a ad valorem. as alíquotas vão de zero até 365. Orleans Martins 21 . No caso de ad vaIorem. o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados levados a leilão. e passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco. ou equiparado a industrial. o comerciante de produtos sujeitos ao imposto. acabamento ou aparência. considerados como tais tanto os produtos produzidos no país quanto os importados do exterior.altera apresentação pela colocação de embalagem. que os forneça aos industriais ou aos a estes equiparados. a base de cálculo será o preço corrente da mercadoria ou de sua similar no mercado atacadista da praça do contribuinte. o preço da respectiva arrematação. Em se tratando de produto leiloado. exceto apenas para transporte. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Veja também a seção Perguntas e Respostas.gov. obedecidas as especificações constantes da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TlPI).receita.3. Nos tributos não cumulativos. a indústria adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco. Não tendo valor a operação. A legislação estabelece o que se considera produto industrializado e o que não é considerado industrialização. no caso de produtos apreendidos pelo fisco ou abandonados pelo importador.fazenda.63%.reunião que resulte em nova unidade.TIPI.1. pois eventuais diferenças de alíquotas ou isenções nas fases precedentes alteram a carga tributária final. • Beneficiamento . A base de cálculo do IPI é o valor da operação de que decorrer a saída dos produtos industrializados do estabelecimento do contribuinte. e • Renovação ou recondicionamento . Após efetuar o processo industrial.br». considera-se industrializado o produto que tenha sido submetido a qualquer operação que lhe modifique a natureza ou a finalidade. Ao adquirir insumos tributados pelo IPI.IPI Imposto União Extrafiscal O imposto incide sobre produtos industrializados.obtenção de espécie nova.modifica funcionamento. O contribuinte do IPI é o importador ou a quem a lei o equiparar. Aparentemente este procedimento é semelhante a tributar o valor agregado no processo de industrialização. ou a sua arrematação em leilão. o industrial ou a quem a lei o equiparar. o montante devido resulta da diferença entre o imposto devido na operação posterior e o exigido na anterior. utilização. ou sendo omissos os documentos respectivos.o desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira. ao vender produtos industrializados.

e é somada ao valor do produto. se um produto é vendido ao preço de R$ 100. o valor destes materiais não deve compor a base de cálculo do ISS. cessão de mão de obra e empreitada. para alguns serviços a Lei Complementar nº 116/03 determina que o ISS deve ser pago em favor do Município onde o serviço foi prestado ou está localizado o tomado r. nas quais a alíquota de ISS era mais baixa. • Vigilância e segurança. referente ao preço do produto mais IPI.00 e é tributado a 5%. a incidência do ISS está limitada à lista dos serviços que podem ser objeto de tributação. Em 2004. a alíquota incide sobre o preço do produto. • Serviços de limpeza. de 31 de julho de 2003) O fato gerador desse imposto é o descrito em lei ordinária do Município. a lei complementar esclarece em cada caso qual Município tem direito ao imposto Para cada Município. definida em lei complementar. segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional. entre os quais se destacam: • Importação de serviços. o vendedor cobrará do comprador R$ 105.00. Para alguns serviços. Orleans Martins 22 . muitas empresas prestadoras de serviços transferiram suas matrizes para cidades vizinhas às grandes metrópoles. conforme o caso. Anteriormente à Lei Complementar nº 116/03. o local de domicílio do prestador de serviços. o Município a quem é devido o imposto) é o do estabelecimento prestador dos serviços ou.br>) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. obedecidas as regras determinadas na Lei Complementar nº 116/03 e pela Constituição Federal O contribuinte do ISS é a empresa ou o trabalhador que presta o serviço tributável O preço cobrado pelos serviços A Constituição Federal estabelece uma alíquota mínima de 2% e a Lei Complementar nº 116/03 determina uma alíquota máxima de 5%. ou seja.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Em relação ao preço do produto. Tem função predominantemente fiscal. Na esteira desta discussão.4. • Alguns serviços ligados à construção civil. quando o prestador e o adquirente dos serviços estavam em Municípios diferentes. ISS O ISS é um imposto de competência dos Municípios e do Distrito Federal. Lei Complementar nº116. é necessário consultar a legislação específica A íntegra da Lei Complementar nº 116/03. ou seja. Outra observação importante é que o ISS e o ICMS não podem incidir sobre a mesma operação. bem como qualquer outra lei federal. havia muita controvérsia quanto ao local da prestação do serviço.senado. portanto. Em alguns casos em que a legislação especifica a tributação pelo ICMS dos materiais fornecidos pelo prestador de serviços. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes Imposto sobre serviço de qualquer natureza (ISS) Imposto Municípios e Distrito Federal Predominantemente fiscal Prestação de serviços informados na lista constante em lei complementar (atualmente. na sua falta. pode ser encontrada na página do 5enado Federal (<www. os Municípios têm a faculdade de reduzir a alíquota mínima Por homologação Quando o prestador de serviço está localizado em um determinado município e o serviço é prestado em outro município. Assim. o IPI é um imposto "por fora". No entanto.gov. A LC 116/03 estabeleceu que o local da prestação de serviços (e. 2. o ISS foi responsável por 42% da receita tributária consolidada de todos os Municípios brasileiros. Embora de competência dos Municípios. de fornecer recursos financeiros para o Município. decoração e jardinagem.

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2.4.1. A lógica de tributação do ISS

O ISS é um imposto cumulativo, ou seja, o ISS cobrado em operações anteriores não é compensado nas operações posteriores. Por exemplo, se um hotel contrata uma lavanderia para lavar toda a roupa de cama, mesa e banho, sobre o valor dos serviços prestados pela lavanderia ao hotel incide ISS, o qual é embutido no preço. O hotel, por sua vez, ao prestar serviços de hospedagem aos seus clientes, também terá que pagar ISS, sem direito à compensação do ISS pago no preço dos serviços de lavanderia que comprou. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO

Incidem sobre o lucro das empresas dois tributos: o Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O IR incide tanto sobre a renda das pessoas como das empresas (pessoas jurídicas). Quando se trata do IR relativo às pessoas jurídicas, é costume usar a sigla IRPJ. A base de cálculo dos dois tributos é o lucro, na forma definida na legislação. Uma vez que cada tributo tem a sua legislação específica, o valor em reais da base de cálculo de cada um dos dois tributos pode ser diferente. Segundo a legislação do IRPJ, o lucro tributável pode ser apurado de três formas, ou regimes de tributação: Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. O contribuinte pode optar em qual modalidade de apuração quer ser tributado, observadas algumas restrições ligadas à atividade realizada ou ao volume de receitas - no caso do Lucro Real ou Presumido -, e de eventos justificadores do tratamento excepcional no caso do Lucro Arbitrado. O Lucro Real corresponde ao lucro apurado pela contabilidade, ajustado por adições exigidas e exclusões e compensações permitidas pela legislação. O Lucro Presumido corresponde ao lucro calculado pela aplicação, ao valor do faturamento, de um percentual de margem de lucro determinado na legislação, ou seja, o lucro não é apurado pelo encontro entre receitas e despesas do período, mas sim presumido. Corresponde a um processo de apuração simplificada da base de cálculo do imposto. O Lucro Arbitrado é apurado de forma semelhante ao presumido, com acréscimo de 20%, quando a receita é conhecida, ou por parâmetros técnicos, em situações especiais em que não é possível determinar o montante do faturamento. A opção pelo regime de tributação do IRPJ não traz consequências apenas para este tributo, mas condiciona também a base de cálculo da CSLL (com base no lucro contábil ajustado, lucro presumido ou lucro arbitrado), PIS/PASEP e COFINS (na forma cumulativa ou não cumulativa). 3.1. IRPJ

O Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza é um imposto direto, de natureza basicamente fiscal, ou seja, arrecadatória, de competência da União, que tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica o jurídica de renda. O IR atinge tanto pessoas físicas (IRPF) quanto pessoas jurídicas (IRPJ). No caso das pessoas jurídicas, a base de cálculo é o lucro, que pode ser calculado de formas alternativas apontadas na legislação. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza - IR Imposto União Fiscal É a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; e de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no conceito de renda. Pessoas físicas e jurídicas A base de cálculo do imposto é o montante real, arbitrado ou presumido da renda ou dos proventos tributáveis. Pessoas físicas: 15% e 27,5%, em tabela progressiva Pessoas jurídicas: 15%, mais adicional de 10% sobre a parcela de lucro que exceder a R$ 20.000,00 mensais.

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Lançamento Por homologação Sobre alguns pagamentos a pessoas físicas ou jurídicas, a pessoa jurídica que efetuou pagamento deve atuar como contribuinte responsável, efetuando a retenção do Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF, e posterior recolhimento. O imposto retido, na maioria dos casos, é compensável na apuração do imposto devido pelo contribuinte que sofreu a retenção. Alguns exemplos de rendimentos sujeitos à retenção, e alíquotas respectivas: • Rendimentos do trabalho: 15% e 27,5% conforme tabela progressiva mensal • Rendimentos de capital: fundos de longo prazo e aplicações de renda fixa, em geral de 15% a 22,5% conforme o prazo da aplicação. • Fundos de curto prazo - 20% ou 22,5% conforme o prazo. Fundos de ações: 15% • Prêmios e sorteios pagos em dinheiro: 30% • Remuneração de serviços de propaganda: 1,5% • Remuneração de serviços profissionais prestados por PJ: 1,5% Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>). É possível baixar o Regulamento do Imposto de Renda, programas para preenchimento das declarações e cálculo de tributos em atraso, dentre outras funcionalidades. Veja também a seção Perguntas e Respostas.

Outras considerações

Onde pesquisar mais detalhes 3.1.1.

A lógica de tributação do IRPJ

O IRPJ é calculado mediante aplicação da alíquota ao lucro tributável, apurado nas modalidades Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. Sobre o lucro que exceder a R$ 20.000,00 no mês, é devido ainda um adicional de 10%. O contribuinte do IRPJ pode optar em apurar o imposto em períodos trimestrais ou anuais, sendo que este último condiciona o contribuinte a apurar o lucro tributável pela modalidade Lucro Real. Optando pela apuração trimestral, o contribuinte deverá pagar o imposto de uma só vez ou em até três parcelas, com base no valor efetivamente apurado. Já se optar pela apuração anual, o contribuinte está obrigado a fazer antecipações mensais do IRPJ, que serão compensadas com o IRPJ devido, calculado na Declaração de Ajuste. O valor da antecipação, por sua vez, pode ser calculado de acordo com as regras do Lucro Real, ou basear-se em uma estimativa de lucro, efetuada a partir do faturamento da empresa. Qualquer que seja a modalidade de apuração escolhida, o contribuinte pode descontar, no momento do pagamento, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) que tenha sido retido por ocasião de recebimento de rendimentos. 3.2. CSLL

A criação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) amparou-se no art. 195 da Constituição Federal, que trata das contribuições para o custeio da seguridade social. A CSLL é uma contribuição social, de competência da União, incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas, incluídos nesse grupo aqueles que são equiparados à pessoa jurídica para fins de tributação do Imposto de Renda. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquota Lançamento Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) Contribuição Social. União Fiscal O fato gerador é a obtenção de lucro no exercício. São contribuintes as pessoas jurídicas domiciliadas no país e as que Ihes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda. Resultado apurado pela contabilidade, ajustado conforme determinações legais, resultado presumido ou arbitrado. 9% Por homologação

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Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes 3.2.1. Por ser uma contribuição social, este tributo está sujeito à anterioridade de 90 dias. Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>)

A lógica de tributação da CSLL

A lógica de tributação da CSLL segue a do IRPJ. As opções de regime de tributação são semelhantes, ou seja, existe a possibilidade de apurar a base de cálculo da CSLL a partir do resultado contábil, ajustado pelas adições, exclusões e compensações descritas na legislação, ou com base em Resultado Presumido ou Arbitrado. Embora semelhantes na forma de apuração, as bases de cálculo do IRPJ ou CSLL não são necessariamente iguais. Existem diferenças quanto aos ajustes (adições, exclusões e compensações) feitas ao lucro contábil para apuração do Lucro Real (IRPJ) ou do Resultado Ajustado (CSLL), bem como nos percentuais aplicáveis ao faturamento para determinação do Resultado Presumido ou Arbitrado. A CSLL é calculada mediante aplicação da alíquota ao resultado tributável, apurado nas modalidades Resultado Ajustado, Resultado Presumido ou Resultado Arbitrado. A apuração e o recolhimento da CSLL estão atrelados à escolha de regime de tributação do IRPJ, e seguem o mesmo modelo de antecipações mensais, caso a empresa tenha optado pela apuração anual. 3.3. Regimes de tributação do IRPJ e CSLL

Conforme explicamos ao descrever a lógica de tributação do IRPJ, o que muda na apuração dos tributos na modalidade de lucro real, presumido ou arbitrado é a metodologia de apuração da base de cálculo, e não a metodologia de cálculo do imposto. Lucro Real é o lucro líquido do período de apuração, apurado de acordo com a legislação societária e ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR. Qualquer empresa pode optar pela tributação pelo lucro real, mas algumas são obrigadas a utilizar esta modalidade, em função de características relacionadas a tamanho e tipo de atividade desenvolvida. Lucro Presumido consiste em uma modalidade mais simplificada de apuração em relação ao lucro real, na qual o lucro é estimado (presumido) pela aplicação de um percentual sobre a receita bruta obtida pelo contribuinte. O percentual representa, portanto, a suposta margem de lucro que a empresa obteve no período. O percentual é estabelecido em legislação, e tem variações em função do porte e atividade da empresa. Lucro Arbitrado também consiste na aplicação de percentual sobre a receita bruta, e diferencia-se do lucro presumido por ser aplicado, em geral, por iniciativa da autoridade fiscal, quando diante de situações tais como enquadramento indevido no lucro presumido, ausência ou vícios na escrituração contábil, dentre outras. Os percentuais para estimativa do lucro são os mesmos do lucro presumido acrescidos em 20%. O contribuinte também pode optar pelo lucro arbitrado, o que só se justifica em situações-limite, uma vez que esta opção é sempre pior do que a tributação pelo lucro presumido. A escolha da modalidade de tributação do IRPJ condiciona os regimes de tributação da CSLL, e regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS, a saber: Regime de tributação do IRPJ Lucro presumido Lucro Real Lucro Arbitrado Regime de tributação da CSLL Resultado presumido Resultado contábil ajustado Resultado arbitrado Regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS Incidência cumulativa Incidência não cumulativa PIS/COFINS cumulativa

A opção pelo regime de tributação é feita no início de cada ano, no momento do primeiro recolhimento e vale para todo o exercício financeiro. A opção condicionada de diversos tributos e o fato de que é realizada antes da ocorrência dos fatos geradores torna necessário realizar projeções de resultado, considerando o efeito conjunto de todos os tributos nos diversos itens (faturamento, aquisição de insumos ou mercadorias, gastos com energia elétrica etc.) que compõem o resultado projetado, de forma a poder determinar a opção que minimiza o gasto tributário de uma determinada empresa.

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no período em que foi efetuado o registro contábil. um sistema de tributação nacional que consiste no pagamento unificado de IRPJ.3. 3.o fisco se reserva o direito de impor limites à apuração do lucro por parte do contribuinte.Lucro Real CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. CSLL. veja a nota de rodapé 3 deste capítulo). quando se referirem a receitas tributáveis. Como exemplo de despesas indedutíveis. ser excluído para fins de apuração do lucro real. factorings e empresas que usufruem de benefícios fiscais de isenção ou redução do IR são alguns exemplos de contribuintes obrigados a apurar o IRPJ devido utilizando o Lucro Real como base de cálculo.caso da depreciação incentivada. portanto. Estes valores são controlados na parte B do LALUR. O Lucro Real é calculado a partir do lucro contábil? apurado pela empresa e escriturado em seus livros contábeis. mas não afetou o resultado contábil. podemos citar as multas por infração à legislação. IRPJ O Regulamento do Imposto de Renda estabelece a obrigatoriedade da adoção do regime de apuração pelo Lucro Real Empresas que excedam um determinado limite de receita total. por exemplo.a reversão de provisão é contabilizada como receita aumentando. • Receitas tributáveis não incluídas no resultado contábil . instituições financeiras. ou impondo algumas condições para que algumas dessas despesas reduzam o lucro contábil e. dividendos recebidos de outras empresas e resultado positivo de participações societárias avaliadas pelo método da equivalência patrimonial. e que atingiram condições de dedutibilidade . aumentando a base de cálculo do IR. • Provisões consideradas indedutíveis em período-base anterior. devendo.os ajustes e resultados anteriores.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Existe ainda uma quarta opção. não admitindo algumas despesas. que é a apuração do SIMPLES NACIONAL. Um exemplo de despesa submetida a algumas condições para que seja considerada dedutível é a constituição de provisão para perdas em créditos de clientes. portanto. são excluídos do lucro contábil: • Resultados. que consiste em depreciar um bem em período inferior à depreciação contábil. Orleans Martins 26 . e que será tratado no capítulo seguinte. efetuados a crédito da conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. a provisão foi considerada não dedutível e adicionada ao lucro real. exceto as de natureza compensatória e CSLL (a respeito desta última. o fisco determina como condição que tenha sido iniciada medida de cobrança judicial para que a perda seja considerada dedutível). exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR. sua reversão em contrapartida também não será tributável. Adições Para fins de apuração do lucro real. a base de cálculo do IRPJ. COFINS.como. Quando se referir à provisão considerada indedutível no passado. o valor anteriormente provisionado atingiu os requisitos para ser considerado dedutível (por exemplo: para alguns créditos de liquidação duvidosa. por conseguinte. o lucro contábil. receitas e outros valores não tributáveis inclusos no lucro líquido . Regime de Tributação . INSS Patronal e IPI (se for contribuinte do IP!). Em período seguinte. • Valores excluídos do lucro real de períodos anteriores. já que não foram incluídos no resultado do exercício. como forma de benefício fiscal caso da depreciação incentivada deduzida em períodos anteriores e realização do lucro inflacionário. são adicionados ao lucro contábil: • Custos e despesas considerados indedutíveis pela legislação do IRPJ . devem ser acrescidos ao cálculo do lucro real. rendimentos. • Benefício fiscal .1. PIS. podendo incluir também ICMS e ISS. ajustado por adições. • Reversão de provisão não dedutível de período anterior . Exclusões Para fins de apuração do lucro real.

ficam salvas as de natureza compensatória e as impostas por descumprimento de obrigações tributárias meramente acessórias de que não resultem falta ou insuficiência de Adição pagamento de tributo). Seguro de vida de sócios ou acionistas Prejuízo por desfalque. LIVRO DE APURAÇÃO DO LUCRO REAL (LALUR) LISTA DE ADIÇÕES E EXCLUSÕES PARA APURAÇÃO DE IRPJ E CSLL 1 . Adição Adição Adição Exclusão Adição 9. 7. 20. Aquisição com cupom fiscal que não atender as exigências da legislação 18. Alimentação de empregados quando não fornecida indistinta mente a todos 14. Lucros distribuídos disfarçadamente 11. Apresenta-se uma lista de transações que são dedutíveis para fins de cálculo de IRPJ e CSL. Orleans Martins 27 . que devem ser considerados pelos seus valores antes de descontado o tributo pago no país de Exclusão origem. Investimentos em atividades audiovisuais 25. 8. Lucro inflacionário realizado 22. equivalência patrimonial 16. 5. Juros sobre o patrimônio líquido. Multas impostas por infrações ou transgressões de leis de natureza não tributária. Pagamento a sociedade civil de profissão regulamentada controlada por pessoa física controladora da fonte pagadora Adição Adição 13. A legislação estabelece limitações para compensação destes prejuízos. 24. 17. apurados conforme a sistemática do lucro real) obtidos em períodos anteriores. Perdas em operações no exterior exceto hedge (adição somente em dezembro) Adição Rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior. 6. Tributos e contribuições com exigibilidade suspensa 23. apropriação indébita ou furto praticado por sócios ou acionistas. controlados na parte B do LALUR. Ganho na desapropriação para reforma agrária Adição Adição Adição Adição CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que não residam no país 21. são compensados prejuízos fiscais (isto é. 19. Prejuízo na baixa de investimento adquirido por incentivo fiscal Amortização de ágio na aquisição de investimento avaliado pela equivalência patrimonial Amortização de deságio na aquisição de investimento avaliado pela 15. Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 10. Ajustes credores de exercícios anteriores 2. Perdas incorridas no mercado de renda variável que excederem os ganhos no período de apuração Perdas incorridas em operações day-trade no período de apuração (renda fixa ou variável) Participações e gratificações a administradores e dirigentes IRPJ Adição Adição CSLL 3. 4. sucursais.A.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Compensações Para fins de apuração do lucro real. Excesso relativo aos preços de transferências (transfer price) arbitrados Adição mediante ajustes pelos métodos admitidos pela legislação Lucros disponibilizados no exterior (filiais. Comissões condicionadas ao recebimento do cliente 12. coligadas e controladas) Adição Multas por infrações fiscais cobradas DE OFICIO (portanto. Remuneração de diretores de S. excedentes ao limite admitido.

As doações aos Fundos da Criança e Adolescente Adição 42. animais e extrativos destinados à venda. como pela avaliação do estoque a preço de mercado. Depreciação acelerada incentivada Adição Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição Exclusão ou Adição Exclusão ou Adição A contra partida do aumento do ativo. 40. aluguel de móveis ou imóveis. acionistas e administradores Adição As contribuições não compulsórias. Computados como Exclusão receita. para empregados e dirigentes As contribuições não compulsórias. amortização e exaustão de bens relativo à diferença de correção monetária .IPC/BTNF e parcela do custo de bem baixado a 34. 358. exceto quando relacionados com a atividade 37. Resultados negativos com atos cooperativos 47. Adição de renda na fonte (art. aquisição (inclusive de sociedade em conta de participação). somados. Exclusão de consumo). gerentes. qualquer título. Adição planos de saúde. exceto as destinadas a custear benefícios complementares assemelhados ao da previdência social. As despesas com brindes Adição Lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de 43. 46. Adição relacionados intrinsecamente com a atividade Custos ou despesas de depreciação e demais gastos com bens móveis ou 36. Exclusão no todo ou em parte. Depreciação ou amortização acelerada incentivada Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. do RIR/99). para empregados e dirigentes (e ao Fundo de Aposentadoria Programada Individual . realizada no período Encargos de depreciação. que corresponderem à diferença de correção monetária entre o IPC e o BTNF do ano de 1990 Custos ou despesas com leasing. constitui receita Adição operacional. celebrados com entidades governamentais. Ganho em desapropriação com diferimento da tributação Exclusão Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Ganho na venda de ativo permanente a longo prazo com recebimento do preço. exceto quando 35. ou apuração. não identificados e não individualizados os beneficiários assim como o imposto 44.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 26. excederem a 20% do total dos salários dos empregados e da remuneração dos dirigentes da empresa. de fornecimento de serviços. Pagamento sem causa ou a beneficiário não identificado. 27. que este atinja. no mínimo. Alimentação de sócios. após o ano calendário seguinte Exclusão 28. Orleans Martins 28 . Remuneração Indireta de administradores. Reversão de provisões não dedutíveis Adição Adição Exclusão Parcela não recebida dos lucros de contratos de construção por empreitada ou Exclusão 32.Fapi desde 39. exceto as destinadas a custear seguros e 38. 50% dos empregados). que comporá a base de cálculo no período de apuração em que ocorrer a venda dos respectivos estoques. Adição reavaliação) efetivada em 1991. computados em conta de resultado. Resultados positivos relativos aos atos cooperativos (exceto para cooperativas 45. e cujos ônus sejam da Adição pessoa jurídica. 49. que ou serão adicionados quando efetivamente recebidos Adição Reserva especial de correção monetária do ativo permanente (equivalente à 33. § 3º. que. dirigentes. Resultado da equivalência patrimonial ou Adição 29. Provisões não dedutíveis 31. assessores. em decorrência da atualização do valor dos estoques de produtos agrícolas. Exclusão tanto em virtude do registro no estoque de crias nascidas no período de 48. Reserva de reavaliação realizada durante o período-base 30. Adição imóveis. vinculados ao referido plano. As doações em geral Adição 41.

ou onde esta não existir. 57. O valor total da variação cambial passiva. na forma da lei. resultante da incorporação ao patrimônio de outra pessoa jurídica. procedimentos de autorização de registros. com divulgação do respectivo edital. Contingências 71. quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial ativa. quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial passiva. durante 3 dias no período de um mês. 55. destinados à utilização em projetos de pesquisa e desenvolvimentos tecnológicos. Lucro inflacionário diferido Receitas ou rendimentos incluídos na apuração do lucro líquido que não são 73. 64. Garantias 72. Exaustão Incentivada 51.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 50. Perda na alienação de bens que serão tomados em arrendamento pelo próprio vendedor do bem Prejuízo na alienação de participações não integrantes do ativo permanente. Lucro de exploração correspondente a exportação incentivada 68. normalização técnica e avaliação da conformidade. Royalties e assistência técnica não dedutíveis 67. Orleans Martins 29 . contabilizada pelo regime de competência. poderão ser depreciados na forma da legislação vigente. 62. contabilizada pelo regime de competência. pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país. As despesas operacionais relativas aos dispêndios realizados com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica de produtos. O valor total da variação cambial ativa. aplicáveis a produtos. não tenha sido efetuada por meio de leilão público. excluída em período anterior e que tenha sido liquidada no período de apuração. e o valor dessa participação societária registrado na escrituração contábil desta mesma pessoa jurídica. Adição 54. quando a opção for pelo regime de caixa. Exclusão Adição Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Adição Exclusão 65. sistemas e pessoal. adicionada em período anterior. admitidos pela legislação do imposto de renda Exclusão Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. podendo o saldo não depreciado ser excluído na determinação do lucro real. Prejuízo na venda de ações em tesouraria 53. Exclusão Exclusão 60. metrologia. A parcela correspondente à diferença entre o valor de integralização de capital. 56. processos. caso a venda não tenha sido realizada em bolsa de valores. liquidada no período de apuração. Exclusão Exclusão 61. máquinas e equipamentos. Adição Exclusão Exclusão Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 58. de participação societária de titularidade da empresa que efetuar a subscrição e integralização. licenças. Perda de equivalência patrimonial 70. quando a opção for pelo regime de caixa. com deságio superior a 10% dos respectivos valores de aquisição. Lucro da exploração correspondente a atividade rural 69. homologações e suas formas correlatas. Lucro de exploração negativo (atividade rural) 66. Ganho com bens ou direitos recebidos em devolução de participação no capital registrados pelo valor de mercado Total dos custos e despesas vinculados às receitas da atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Total das receitas próprias vinculadas a atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Ajuste por diminuição no valor de investimentos avaliados pelo PL Exclusão Adição Adição 52. Exclusão Exclusão 59. pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país Os valores relativos aos dispêndios incorridos em instalações fixas e na aquisição de aparelhos. no período de apuração em que concluída sua utilização. bem como relativos a procedimentos de proteção de propriedade intelectual. 63.

LALUR Os ajustes mencionados são realizados.000.00 500.00 . Da mesma forma que na apuração do lucro real.000.1º TRIMESTRE . Uma empresa obteve.130. por exemplo. ao qual são realizadas adições.00 (+) Resultado da equivalência patrimonial 20. CSLL Quanto ao cálculo da Contribuição Social sobre Lucro Líquido. Ao final do capítulo será apresentado um exemplo mais completo. e as parcelas não realizadas de lucros em contratos de empreitada com órgãos públicos.100.000. coligada ou interligada. o ponto de partida é o lucro contábil.00 (-) Impostos incidentes s/vendas = Receita líquida operacional (-) Custo das mercadorias e serviços vendidos = Lucro bruto (-) Despesas com vendas .com. amortizações e exaustões incentivadas.100. na parte B.000.00 (-) Despesas administrativas .000. que houverem sido computadas no resultado sem observância dos limites previstos na legislação. apenas para permitir a comparação entre os regimes de tributação. um lucro de R$ 400. Portal tributário: <www.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Perdas decorrentes de créditos não liquidados.com. são lançados os valores que afetarão o lucro real de períodos futuros. O LALUR é composto de duas partes: na parte A.00 .40.br>.portaltributario. no primeiro trimestre do ano. pelo regime de tributação pelo resultado ajustado.000. separadamente. Orleans Martins 30 . depreciação acelerada incentivada e provisões momentaneamente não dedutíveis. inclusive com escrituração do LALUR e registros contábeis.00 400.000. Diferença entre o valor de mercado e o valor contábil de bens e direitos 76.00 = Lucro antes do IRPJ e CSLL Adição Adição Exclusão R$ 1.000. recebidos a título de devolução de participação no capital social de outra sociedade. a base de cálculo muito se assemelha à apuração IRPJ pelo lucro real.br>.00 . tais como prejuízos a compensar. como.000.00 1. controlador. são escriturados os ajustes ao lucro e é transcrita a demonstração do lucro real. controlada. 74. Exemplo de cálculo O exemplo apresentado a seguir é bastante simplificado.000. que afetam apenas a base de cálculo da contribuição social.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000.00 (+) Receitas financeiras 50. sócio. as depreciações.portaldeauditoria. o Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR).2006 ITENS R$ RECEITA DA VENDA DE MERCADORIAS E SERVIÇOS Venda de mercadorias 1.000.500. mas nem todos são realizados em ambas as bases de cálculo. Boa parte dos ajustes coincidem.000.00 assim discriminado: DRE DO PERÍODO . em livro específico.000. titular ou administrador da pessoa jurídica credora ou parente até terceiro grau.400.600. ou com pessoa física que seja acionista 75. que afetam apenas a base de cálculo do IRPJ. exclusões e compensações previstas pela legislação. que tenha sido creditada ao resultado. Perdas no recebimento de créditos com pessoa jurídica que seja controladora. Fontes: Receita Federal do Brasil Portal de auditoria: <www.000.00 Venda de serviços 500.

• Soma de receitas computadas integralmente como lucro.00 . apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x 382.00 Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial (R$ 20.000.2. R$ 2.00 referem-se a despesas não dedutíveis conforme a legislação do IRPJ.000.15% x R$ 382.00 Lucro Presumido (IRPJ)/Resultado Presumido (CSLL) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.380.000.00 Mais: Adições Despesas Indedutíveis R$ 2. Calculando o Lucro Real: Lucro Antes do IRPJ e CSLL Mais: Adições Despesas Indedutíveis CSLL Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial Base de Cálculo da CSLL O IRPJ devido é: Alíquota normal.10% x (R$ 382. Atividade Comercial.620.00 anuais e demais serviços não exclusivamente c) transporte (exceto carga) % de Presunção 8% 1. portanto: Lucro Antes do IRPJ e CSLL R$ 400. Também para a CSLL o somatório de despesas indedutíveis da base de cálculo é igual a R$ 2. combustível derivado de petróleo.000. o ponto de partida é o lucro contábil após computada a CSLL. tiver sido igual ou inferior a 48 milhões de reais ou ao limite proporcional de R$ 4 milhões multiplicados pelo número de meses de atividades no ano.00 (R$ 400. tais corno ganhos de capital e receitas financeiras. tais como IPI.00. Orleans Martins 31 .000.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Dentre as despesas administrativas.00 R$ 2. inclusive do adicional.500.6% 16% 32% 16% R$ 57.00 b) exclusivamente superior a R$ 120. O Lucro Presumido é apurado mediante: • Aplicação do percentual correspondente ao tipo de atividade sobre a receita bruta auferida para aquela atividade no período.00) Total IRPJ devido 3. álcool etílico carburante e gás natural Prestação de serviços: a) exclusivamente prestação de serviços: faturamento anual até R$ 120.00 R$ 34. O fato de a pessoa jurídica não ter efetuado o pagamento do imposto no prazo legal ou ter efetuado com insuficiência.000.620.00 R$ 365.300. A base de cálculo da CSLL é.000. Para apuração da base de cálculo do IRPJ (Lucro Real).000.000. para consumo.000.R$ 34. ou seja.00 R$ 32.000. não impede o exercício da opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido.00 = 34.380.00) R$ 382. descontos incondicionais e vendas canceladas. transporte de carga e serviços hospitalares Revendas.00 (R$ 20.00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo.00 .000.000. Tabela: Percentuais de presunção.00) Base de Cálculo da CSLL R$ 382. no ano calendário anterior. industrial. R$ 365.380.000. algumas deduções são permitidas.00 R$ 89. IRPJ Poderão optar pelo regime de tributação com base no lucro presumido as pessoas jurídicas cuja receita bruta total.00).3.R$ 60.000.200.000.00 Adicional.00. No cálculo da receita bruta.

Exemplo de cálculo Considerando o mesmo exemplo utilizado para demonstração do cálculo do IRPJ/CSLL com base no lucro real. apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x R$ 330.00 R$ 23.3.00 % de Presunção 12% 32% 80. administração.000.000. na página 31. Na apuração do lucro presumido.00 120. ou seja.R$ 60. devidos no período no decorrer do ano calendário pelas pessoas jurídicas. Atividade Pessoas jurídicas em geral Prestação de serviços.000. retornamos à demonstração de resultados do primeiro trimestre de 2006. APURAÇÃO . e factoring.00 50. 3.000. para fins de tributação.00) Total IRPJ devido No cálculo da CSLL.700.000.000. ignora-se o lucro contábil apurado.00 8% Serviços 500.10% x CR$ 290.000.500. O lucro arbitrado pode ser aplicado nas situações em que a escrituração contábil e fiscal do contribuinte for desclassificada por parte da autoridade fiscal.00 R$ 66.00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo. Lucro Arbitrado (IRPJ)/Resultado Arbitrado (CSLL) O Lucro Arbitrado é uma prerrogativa do Fisco.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CSLL Na apuração da base de cálculo da CSLL com base no resultado presumido.3.00 12% Serviços 500. A escrituração revelar evidentes indícios de fraude ou contiver erros ou deficiências que a tomem imprestável para: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. mas os percentuais são diferentes dos adotados para apuração do lucro presumido: Tabela: Percentuais de presunção. Orleans Martins 32 .000.00 330. Tabela: Receita bruta no trimestre.00 50. em função da receita bruta. teríamos: Tabela: Receita bruta no trimestre. também ocorre a aplicação de percentuais sobre a receita bruta.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1. obrigado à tributação com base no Lucro Real.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1. APURAÇÃO .000.000.000.00 . que pode arbitrar o resultado para o cálculo do imposto e da contribuição social.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido R$ 43. intermediação de negócios.500.00 290.000.000. não mantiver escrituração na forma das leis comerciais ou fiscais. exceto hospitalares.000.000. móveis e direitos de qualquer natureza.00 Adicional. ou deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal. locação ou cessão de bens imóveis.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido O IRPJ devido é: Alíquota normal. quando: • O contribuinte.000. na forma da lei.000.15% x R$ 290.00.000.000.00 160.00 = R$ 29. e calcula-se um lucro estimado.00 160.

O montante do tributo pago em antecipações mensais será compensado com o montante devido com base no Lucro Real. locação ou cessão de bens e direitos de qualquer natureza (inclusive imóveis) Instituições financeiras. que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto. por conta ou subconta. os lançamentos efetuados no livro-diário. desde que demonstre. o livro-razão ou fichas para resumir e totalizar. O contribuinte optar indevidamente pelo regime de tributação com base no Lucro Presumido. calculado com base no lucro real do período em curso. Este "encontro de contas" acontece por ocasião da entrega da Declaração de Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas . das demais receitas e dos resultados positivos decorrentes de receitas não compreendidas na atividade. que optaram pela apuração anual. o Determinar o Lucro Real. variáveis conforme o tipo de atividade explorada.60% 16% 8% 32% 8% 32% 32% 16% 32% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Tabela: Percentuais por atividades. Orleans Martins 33 . 518) Revenda de combustíveis Serviços de transporte (exceto transporte de carga) Serviços de transporte de cargas Serviços em geral (exceto serviços hospitalares) Serviços hospitalares Intermediação de negócios Administração. através de balanços ou balancetes mensais. art. inclusive bancária. inclusive bancária. inclusive adicional. deverão recolher mensalmente antecipações de IRPJ e CSLL com base em lucro estimado ou Lucro Real apurado em balancete de suspensão/redução. arts. nos quais deverá estar escriturada toda a movimentação financeira. apenas nos casos em que for possível apurar a sua receita bruta. acrescidos em 20%. conforme tabela de percentuais a seguir. O contribuinte não mantiver. se houver.Recolhimento por Estimativa As empresas tributadas pelo Lucro Real.por ocasião da entrega da DIPJ.3. sobre a receita bruta auferida mensalmente. Os percentuais aplicáveis para apuração do Lucro Arbitrado são os mesmos do Lucro Presumido. IRPJ e CSLL pelo Lucro Real Anual .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] o Identificar a efetiva movimentação financeira. e a empresa deverá providenciar o recolhimento da diferença. • • • • Autoarbitramento É possível ao contribuinte autoarbitrar a base de cálculo do IRPJ e CSLL. Percentuais 8% 1. em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas.4. O lucro estimado para servir de base ao cálculo à antecipação do IRPJ e CSLL consiste na soma das seguintes parcelas (RIR/1999. bancos e assemelhados Factoring Suspensão/redução do IR A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês. • Ganhos de capital. 223 e 225): • Valor resultante da aplicação dos percentuais fixados na lei. O contribuinte não apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial ou fiscal ou o livro-caixa. Atividades Atividades em geral (RIR/1999. 3. O comissário ou representante de pessoa jurídica estrangeira deixar de escriturar e apurar o lucro de sua atividade separadamente do lucro do comi tente residente ou domiciliado no exterior.

00 1.520.500.00) 5.400.00 5.600.000. Abr.00 1. Jul.000.00 46.400.00 480.00 17.00 2. Os valores mensais e acumulados no ano do resultado contábil e ajustes (adições menos exclusões) encontram-se demonstrados a seguir.00 720.120.900.000.00 248.00 550.600.00 1.40 46.900. Nov.100.700.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para uma demonstração de como se faz o cálculo.00 2. Abr.600. considere uma empresa comercial com faturamento de R$ 480.00 50.000.60 18.00 496.00 3.00 1.840.300.00 11.00 600.760.200. Set.00 11.00 6. Abr. 45.00.800.000.00 1.00 51.000.368.00 7.00 200.00 4.00 1.00 540.00 342.80 1.048.00 Jul. Para apuração do valor devido de IRPJ e CSLL.00) 4.00 1.000.00 7.00 264.00 912.00 24.00 1.00 200.500.00 400.40 23.00 11. Out. Orleans Martins 34 .000. os ajustes são . Fev.800.000.00 27.00 240.00 18.00 7.12 x (A) (F) = (C) + (E) (B) x 0.00 648. Maio Jun.00 19.08 x (A) (D)=0.800.00 600.000.500.800.000. além de apurar o resultado contábil. Ago.000.00) (5.450.00 194.00 552.00 15.300.00 840.000.00 20.80 60. Dez.00 21.000.600.00 3. cujo detalhe mês a mês encontra-se na tabela a seguir.000. não tendo obtido no período ganhos de capital e outras receitas não compreendidas na atividade.550.09 45.00 70.00 20.00 (4.760. Nov.00 840.00 4.000.00 216. Meses Faturamento no mês Jan.00 3.900. Fev.600.00 Jan. Nov. Mar.80 1.000.00 Ajustes Lucro Real / (Adições menos Exclusões) Base de cálculo CSLL Acumulado no ano No mês Acumulado no ano Acumulado no ano 8.100.700.00 4.400. 22.00 14.00 16.00 756.700.00 9. Out.000.00 1.00 15.00 3.00) (2.000.000.400.400.00 2.00 39.00 276.000.00 9.500.mesmos para apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL.00 1.596.000.00 8.00 5.00 14.000. é necessário acompanhar o lucro tributável acumulado mês a mês. 8.000.000.00 O IRPJ e CSLL estimados em função do faturamento mensal são: Meses Faturamento Base cálculo IRPJ IRPJ Base cálculo CSLL IRPJ + CSLL no mês Estimativa Estimativa CSLL Estimativa Estimativa (C) = (E) = (A) (B) = 0. Dez.000.080. a empresa precisa acompanhar os ajustes (adições e exclusões).596.40 524. Maio Jun.00 432.00 2.00 (3.00 1.550.00 100.00 5. Para tanto.000.00 40.80 22.00 16.00 612.00) 5.000. Set.400.00 1.000. Mar.950.700.640. Mar.026. Resultado contábil No mês Jan.00 Meses A partir do Lucro Real/Base de cálculo da CSLL acumulado ao final de cada mês.00 70.00 300.850. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.800.000.00 180.00 70.00 100. Out.00 2.00 1.600.000.00 (200. Set. Fev.200.000.200. Jul. Nesta empresa.00 5. Maio Jun.00 486.00 100.600.00 3.00 700.00 216.00 70.00 51.400.000.40 410. com aplicação das alíquotas de 15% para IRPJ e 9% para CSLL.00 19.162. Dez.050.1512 (D) x 0.00 40.00 500. Ago.500.00 162.200.00 7.000.00 23.00 18.00 6.00 150.00 8.00 456.680.00 300.00 237. Ago.00 2.00 2.00 756.900.00 2.00 2.300.00 1.600.00 60.00 5.00 1.160.00 35.60 501.440.000.600. calcula-se os valores devidos de IRPJ e CSLL.00 2.

00 11.00 240.640.80 Jul.000. 39.040.00 .430.000.00 (R$ 2.60 1. a melhor alternativa é transcrever para o LALUR o balancete que justifica a redução do valor da antecipação dos tributos para R$ 414.026.00 1.00 4.00 90.00 1.368.368.040.00 2.00 1.00 CSLL devida acumulada até o IRPJ + CSLL mês (O) = (C)*0.00. que passou a ser de R$ 240.00 2.480.680.440.00 1.350.360.00 6.440.00 Set.160.160.40 423.530.162.000. a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 456. 4.00.968.00 Mar.256.00 1.680.00 1.00 1.00 1. comprovando essa situação com levantamento de balancete que justifica a suspensão do recolhimento de antecipações de IRPJ e CSLL. 14.680.00 redução 240.00 Fev.134.00 Jun.00 1.596.00 4.000.00 Dez.000.050.00 estimativa 1.480.312.640.00 4.00 6.00. a empresa fica autorizada a não proceder a recolhimento de antecipação.440. 6.00 1.00 Ago.000.048.00 4. 5.00 5.000. 9.755.00 912.000.710.00 342.560.000. 1.00 19.00 estimativa 1. Assim. 4. Em março.00 redução 414.00 Maio 2.026.00.00).00 630.00 3. que é o montante que iguala tributos devidos e antecipados.00 990.60 Ago. 21.20 501.285.162.00 em janeiro.00 19. 2.500.440.00 27.00 Maio 11.026.00 2. Em decorrência do registro de prejuízo contábil no mês.596.00 3.00. considerando-se o menor desembolso possível.00 21.00 Jun. 1.440.00 1.482. o lucro real acumulado no ano caiu de R$ 9.850.00 (R$ 1.500. A opção é conjunta para IRPJ e CSLL.048.256.00 1.000.560. 6. de R$ 1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Lucro Real IRPJ devido Base de cálculo acumulado até o acumulado até o CSLL acumulada até Meses mês mês o mês (A) (B) = A* 0. efetuando recolhimento da antecipação com base em estimativa a empresa recolheria mais tributo do que o devido relativo ao ano CR$ 1.00 estimativa 912.00 900. apurado com base no lucro real/base de cálculo da CSLL.550.80 estimativa 1. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.160. 240. a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 1.00 suspensão 0.00 1.00 39.850.000.680.00 + R$ 1.000.00 2.40 suspensão 0. A tabela a seguir evidencia a melhor opção de recolhimento da antecipação a cada mês.000.00 Nov.026.40 524.80 1.00 6.00 Abr.00 Jul.00 7.480.00.00 1.000.00 1.00 Out.00 3.050.175.00 540.00 9.754.00 3.500. 3. Como já recolheu até fevereiro R$ 1. Orleans Martins 35 .650.000. novos prejuízos reduziram ainda mais o tributo devido no ano.026.40 suspensão 0.00 960.15 (C) Jan.000. 9.00 estimativa 1.60 Nov.080. e o IRPJ e CSLL devidos no ano passou a ser de R$ 1.00 1. 1.596.800.000. 19.00 Set.026. 27.00 4.480.680.00 1.00 414. Caso a empresa não obtivesse mais lucro nem faturamento durante o ano.305.000.00 3.440.60 estimativa 501.080.00 Abr.09 (E) = (B) + (O) 810.510. tornando mais atraente o recolhimento por estimativa.00 5.80 redução 423.00).00 Out.00).00 9.R$ 1.00 = R$ 456.160.00 para R$ 6. Como já foram recolhidos R$ 1. IRPJ + CSLL Recolhimento com Recolhimento devidos base em balancete Recolhimento Opção IRPJ + CSLL a Meses acumulado até acumulado no de suspensão/ por estimativa escolhida recolher o mês anterior ano redução Jan.00 1.026.00 14.925.00 1.000.00 Dez.000. Em fevereiro. teria que recolher por ocasião da entrega da declaração de ajuste a diferença entre tributo devido e tributo antecipado.00 456.00 1.360.00 2.00 240.500.00 Em janeiro.00 2.00 1.026.592. ou no efetivamente devido (balancete de suspensão/redução).00 4.256.000.000.00 Fev.00 17.680. 19.00 O montante a ser recolhido mensalmente a título de antecipação pode basear-se no valor estimado.00 2.00 .440.00 4. 17. 4.890.00 1. 7. e o IRPJ e CSLL devidos com base no lucro real apurado no mês era R$ 2.40 410.160.00 150.R$1.150.00 2.00 Mar.00 2.00.00 4.

Nos meses de maio. o recolhimento por estimativa mostrou-se mais interessante. SISTEMAS DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Um tributo que resume diversos outros: SIMPLES Nacional Simples Nacional é o nome dado ao novo tratamento tributário para microempresas e empresas de pequeno porte instituído pela Lei Complementar nº 123. a estimativa tornou-se novamente mais atrativa. pois permitia efetuar um recolhimento inferior ao devido com base no lucro real. como a apuração de prejuízo fiscal/base de cálculo negativa e ajustes temporários ao lucro. de 14/12/2006 (Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas). ensejando o registro de Ativos e Passivos Fiscais Diferidos. parece-nos estranho que a empresa não opte por postergar o pagamento dos tributos.00.00 (redução). 4. só é necessário recolher um complemento de R$ 240.680. expectativa de geração de lucros tributáveis futuros fundamentada em estudos técnicos de viabilidade que permitam a realização deste ativo fiscal.360. Atentos a este fato. os quais eram considerados no sistema simplificado. anterior ao Simples Nacional.00.estadual).400.00.000. Em novembro e dezembro. Nada impede que a empresa recolha antecipações com base no valor apurado pelo lucro real.440.R$ 7. Esse direito de redução futura das bases de cálculo de IRPJ e CSLL constitui-se em um ativo para a empresa que apurou o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) desde que existam perspectivas de lucros futuros.00 (R$ 9. Com o Simples Nacional. Note que o ponto fundamental para que o direito legal de compensação se torne efetivamente um direito para a empresa tributada pelo Lucro Real é a existência de resultados tributáveis no futuro. Assim. do ponto de vista de administração dos recursos financeiros. situação que se inverteu em agosto. estabelecem que a constituição do ativo fiscal diferido deve estar atrelada à possibilidade de utilização destes valores nos próximos períodos. Pequena Empresa: vendas anuais acima de R$ 240. mês a mês (e nesse caso a nossa empresa encerraria o ano tendo recolhido R$ 9. há uma simplificação no recolhimento e na burocracia administrativa da gestão de tributos das empresas enquadradas. quando a empresa beneficiou-se da possibilidade de reduzir ou suspender o recolhimento das antecipações de IRPJ e CSLL.360. estadual e municipal) de uma única vez. quando permitido. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.716. Uma vez que até março haviam sido recolhidos R$ 1.00. setembro e outubro.00). e não precisaria fazer recolhimento complementar na declaração de ajuste).1. Utilizando as alternativas descritas. somente mediante convênio do Município e do Estado com o governo federal. Ativos e passivos fiscais diferidos Na apuração do IRPJ e CSLL devidos.00. existem alguns eventos que geram direitos de compensação futura ou postergação de pagamento de tributo. junho e julho.00. diversos órgãos que emitem normas contábeis.00.000. Uma vez que o tributo devido no ano é de R$ 9. No entanto.00. Orleans Martins 36 . 3. Portanto. As empresas que se enquadrarem no regime simplificado recolhem oito impostos das três esferas (federal.360. Prejuízo fiscal (IRPJ) e base de cálculo negativa (CSLL) As empresas tributadas com base no Lucro Real têm direito de compensar e períodos futuros o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) calculado com base na legislação específica do IRPJ (CSLL). Definição ampla de Micro e Pequena Empresa: a definição ampla está atrelada ao valor Receita Bruta de Vendas que uma empresa obtém durante o ano fiscal. 4.000. através do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) uma vez por mês.00 até R$ 2. o processo de abrangência ficou automatizado. como o Conselho Federal de Contabilidade. a empresa deverá apresentar histórico de rentabilidade. O Simples abrange o ISS (Imposto sobre Serviços . a empresa recolheria até dezembro R$ 7.644.municipal) e o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias . na declaração de ajuste a empresa deverá recolher a diferença de R$ 1.3. Microempresa: receitas brutas anuais até R$ 240. Vale ressaltar que o recolhimento da antecipação por estimativa é uma faculdade que é concedida às empresas.644.5. a Comissão de Valores Mobiliários e o Banco Central do Brasil.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IRPJ e CSLL devidos no ano com base no lucro real acumulado até abril foi de R$ 1.

as empresas que obtiveram receita bruta anual até R$ 240. empresas cuja receita bruta anual atingiu o limite máximo de R$ 2. construtoras. • Forma de organização social . Independentemente do percentual de participação. ao SENAI.000. a lei exige que se somem as receitas totais e não apenas a proporção de participação do sócio que detém outras participações. Por exemplo. empresas organizadas na forma de sociedade por ações estão impedidas. As alíquotas aplicáveis variam por faixa de faturamento e atividade. em que geralmente dependem de um capital maior para suas operações como também têm regulação específica. estão entre as empresas que não podem optar pelo SIMPLES.00 no ano anterior e. o que evidencia uma preocupação em relação à participação de um acionista pessoa física. na condição de Microempresa (ME).[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Obs. A lei permite que um sócio tenha participação em uma outra empresa. na condição de Empresa de Pequeno Porte (EPP). pois mesmo tendo receita bruta na faixa permitida. entendida como tal o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria.as empresas que exercem determinadas atividades.por exemplo.000. participa em outras empresas que podem ter suas receitas brutas acima.00 e R$ 2. Pode-se verificar que as exceções que a lei trata estão atreladas a negócios que não têm natureza comercial ou industrial e sim a serviços de natureza financeira.400. como. A lei tem a preocupação de dar vantagem para a empresa que realmente é pequena. ao SENAC.só poderão optar pelo SIMPLES. Orleans Martins 37 .: em caso da empresa começar a operar durante o ano.00. A possibilidade de optar pelo SIMPLES Nacional está condicionada ao atendimento de uma série de condições relacionadas a: • Tipo de atividade econômica desenvolvida . por exemplo: seguradoras que são supervisionadas pela SUSEP. o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia. ou seja. No quadro abaixo está a relação de tributos e suas respectivas esferas que fazem parte do regime simplificado nacional. ao SEBRAE e seus congêneres. como. com algumas exceções. por exemplo. Por exemplo. dentre outros. geralmente. Sigla do Tributo IRPJ CSLL IPI PIS COFINS ICMS ISS INSS Patronal Municipal Estadual Federal X X X X X X X X A inscrição no SIMPLES Nacional também dispensa a pessoa jurídica do pagamento das contribuições instituídas pela União. para uma empresa que começou a operar em 1 Q de março.sociedades de cujo capital participe estrangeiro residente no exterior ou outra pessoa jurídica. • Origem do capital social . bem como as relativas ao salário-educação e à Contribuição Sindical Patronal. sua forma jurídica poderia até se enquadrar. deverá ser considerada a proporcionalidade. não podem optar. ao SESI. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. e constam no anexo da Lei nº 123/06.00. uma empresa que participa em diversas outras empresas não tem perfil de empresa pequena para a lei. imobiliárias e prestadoras de serviços típicos de profissões regulamentadas. Isto tira a possibilidade de um grupo de empresas fazer uso da lei. mas que a receita bruta de todas as empresas não ultrapasse o valor máximo. • Limite máximo de faturamento . como as destinadas ao SESC. excluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos. do limite imposto.000. instituições financeiras. os valores máximos da receita bruta para micro e pequena empresa serão respectivamente R$ 200. são empresas de porte naturalmente maior e que podem buscar recursos no mercado acionário (negociadas em bolsa e supervisionadas pela CVM). financeiras pelo BACEN.000. mas na essência econômica é um grupo que não pode ter as vantagens tributárias da lei.000. individualmente ou em conjunto. A base de cálculo do SIMPLES Nacional é a receita bruta. As sociedades por ações.

4. de natação e escolas de esportes. licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação. A lógica de tributação e cálculo do SIMPLES Nacional A apuração do tributo devido pelo SIMPLES Nacional ocorre mediante aplicação da alíquota devida ao valor da receita bruta mensal auferida pela empresa. pois urna empresa que presta serviço e revende mercadorias não poderia aplicar a mesma alíquota para a atividade serviços e de revenda respectivamente. artes. consultando a tabela correspondente (indústria. A lei trata as receitas por "atividades". inclusive jogos eletrônicos. planejamento. Devem ser separados os seguintes tipos de receitas: Tipos de receitas (por atividade) Receitas decorrentes da revenda de mercadorias Receitas decorrentes da venda de mercadorias industrializadas pelo contribuinte Receitas decorrentes da prestação de serviços. desde que desenvolvidos em estabelecimento do optante. corno também qual a faixa de alíquota em que se enquadra. comércio serviços. confecção. inclusive as vendas realizadas por meio de comercial exportadora ou do consórcio previsto na lei complementar Construção de imóveis e obras de engenharia em geral. bem como a de locação de bens móveis e outras que não relacionadas como vetadas na Lei Complementar nº 123/06 Receitas decorrentes da venda de mercadorias sujeitas a substituição tributária Receitas decorrentes da exportação de mercadorias para o exterior. de capoeira. academias de dança. o que faz sentido. Para encontrar a alíquota devida. elaboração de programas de computadores. a empresa deve considerar o tipo de atividade e a receita bruta acumulada no ano. estadual e municipal) terá seus respectivos representantes em um comitê que irá gerir e normatizar os aspectos tributários do Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. administração e locação de imóveis de terceiros. de línguas estrangeiras. desportivas. de ioga e de artes marciais. há a necessidade de segregação. cursos técnicos e gerenciais. que varia de alíquota por total das respectivas receitas. escolas livres. empresas montadoras de estandes para feiras. Sua apuração deve ser efetuada após a empresa ter todos os dados mensais sobre suas receitas brutas. chamado de Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. ela é aplicada ao valor do faturamento obtido no mês. Orleans Martins 38 .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Como é administrado o SIMPLES Nacional entre as três esferas? Cada esfera (federal. locação de bens e móveis). Urna vez encontrada a alíquota. manutenção e atualização de páginas • • • • • • • CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. inclusive sob a forma de subempreitada. academias de atividades físicas. Para cada tipo de receita. produção cultural e artística e produção cinematográfica e de artes cênicas Cumulativamente. existe um tipo de tabela.1. Tal comitê está vinculado ao Ministério da Fazenda e tem a seguinte estrutura normatizada em lei: Secretaria-Executiva do Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (CGSN/SE) A Secretaria-Executiva tem por finalidade prestar apoio institucional e técnico-administrativo necessários ao desempenho das competências do CGSN.1. ou seja.

conforme descrito pelo art. Tal fator gera uma limitação na cadeia de valor de grandes distribuidores que não podem se creditar destes impostos. COFINS. A alíquota segue a tabela da legislação da localidade ou Município. a partir da publicação pela Receita Federal de um Ato Declaratório Interpretativo (nº 15). • Anotação das férias dos empregados nos respectivos livros ou fichas de registro. • Emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço. 6º da Lei Complementar nº 116/03) . como limite. pois não permite que a empresa enquadrada possa se utilizar de créditos relativos a impostos. desde que realizados em estabelecimento do optante. de acordo com instruções expedidas pelo Comitê Gestor. pois a diferença na receita líquida é um percentual considerável. das trabalhistas foram dispensadas as seguintes exigências: • Afixação de quadro de trabalho em suas dependências. as pessoas jurídicas não optantes pelo SIMPLES Nacional terão direito a crédito correspondente ao ICMS incidente sobre as suas aquisições de mercadorias de microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo SIMPLES Nacional. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. sujeitas ao regime não cumulativo de PIS/COFINS. Desta maneira. e a micro ou pequena empresa poderá abater este valor do ISS que deve conforme o respectivo anexo. • Comunicar ao Ministério do Trabalho e Emprego a concessão de férias coletivas. Retenções de ISS Retenções de ISS pelas micro e pequenas empresas (relação de serviços conforme art. • Empregar e matricular seus aprendizes nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem. da Lei Complementar nº 123/06. 23. limpeza ou conservação • Transporte municipal e interestadual de passageiros. observados prazo e modelos aprovados pelo Comitê Gestor. Orleans Martins 39 . Créditos As empresas que estão enquadradas no SIMPLES Nacional não geram crédito de impostos (PIS. Além de manter em boa ordem e guarda os documentos que fundamentaram a apuração dos impostos. proibia que empresas tributadas pelo lucro real.impostos não cumulativos) para as empresas compradoras ou clientes. que foi alterado pela Lei Complementar nº 128/08. Desse modo. 23 que impedia o uso de créditos de ICMS e de IPI por compradores de mercadorias de empresas que optaram pelo SIMPLES Nacional. na conformidade do que dispuser o Comitê Gestor. IPI. escritórios de serviços contábeis. • Manter o livro-caixa em que será escriturada sua movimentação financeira e bancária. • Posse do livro intitulado "Inspeção do Trabalho".[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] eletrônicas.esta lei permite que seja retido na fonte o valor do ISS no Município onde a micro ou pequena empresa estiver prestando o serviço. Mas permitir ao tomador de serviço ou o comprador. o ICMS efetivamente devido pelas optantes pelo SIMPLES Nacional em relação a essas aquisições. pode-se perceber que tal regime de tributação tem uma certa rigidez quanto a planejamento de cadeia de suprimentos no tocante a impostos. § 1 º. ICMS . desde que destinadas a comercialização ou industrialização e observado. Obrigações acessórias O SIMPLES Nacional traz uma grande simplificação em relação às obrigações acessórias exigidas pelo Fisco. serviço de vigilância. Além disso. Obrigações trabalhistas Da mesma maneira que a simplificação em relação às obrigações acessórias. foi a solução encontrada para o impasse do art. • Entregar declaração eletrônica que deva conter os dados referentes aos serviços prestados ou tomados de terceiros. aproveitassem o crédito destas contribuições ao adquirir produtos e serviços de empresas enquadradas no SIMPLES Nacional. a empresa enquadrada no SIMPLES Nacional deverá: • Fazer declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais. que deverão ser disponibilizadas aos órgãos de fiscalização tributária e previdenciária.

enquanto não prescreverem essas obrigações.040.01 a 1.440.00 De 240.000.01 a 1.01 a 1.exemplo prático A empresa comercial A.080.01 a 840.000.560.00 (receita bruta acumulada efetiva). Orleans Martins 40 . • Imposto devido = R$ 60. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de setembro seria: D .000.00. auferiu receita de R$ 60.84% 7.01 a 1.01 a 1.01 a 1.000.000.00 respectivamente.00 De 1.000.47% 6.000.00% 5.SIMPLES a Recolher (Passivo) No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170.00 De 1.00 Note que a mudança de faixa faz com que a empresa aplique a nova alíquota sobre o valor do faturamento no mês sem distinção entre a parcela que teoricamente ainda estaria dentro do limite anterior de faturamento.36% 8.32% 11.00 De 120.01 a 1.00 De 1.680.54% 7. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de agosto seria: D .00.000. • Apresentação das Relações Anuais de Empregados e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).000.00 De 1.12% 9.000.00 R$ 3.000.45% 9.23% 11.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O que foi mantido como obrigatório: • Anotações na carteira de trabalho e previdência social.00 x 5.01 a 360. A tabela para comércio é o Anexo de alíquotas vigente para empresas comerciais: Receita Bruta em 12 meses (em R$) Alíquota Até 120. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.01 a 1.04% 10.000.00 De 960.000. Nos meses de agosto e setembro.000.000.13% 10. • Apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP).000.00 4.000.800.680.00 x 5.282.01 a 960.000.01 a 720. • Imposto devido = R$ 10.28% 8.000.000.000.32% No mês de agosto.000.000.00 De 1.23% 10.800.00.00 De 480.000.Impostos e contribuições incidentes s/Vendas SIMPLES (Resultado) C .320.00 De 840.00 De 600.200.560.000.00.000.000.000.01 a 600.000.01 a 2.282.01 a 240.47% = R$ 3.00 De 1. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.00 De 1.080.00 e R$ 10.920.00 De 720.000.03% 9.320.47% = R$ 547.00 De 360.95% 10.440. receita bruta acumulada de R$ 100.60% 8.SIMPLES a Recolher (Passivo) R$ 547.000. obteve.Impostos e contribuições incidentes s!Vendas/SIMPLES (Resultado) C . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000. o valor do imposto devido seria: • Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$160. optante pelo SIMPLES Nacional na condição de ME.920.47%.1.00 De 1.000.000.000.000.01 a 480.200. Cálculo e contabilização do SIMPLES Nacional .000.000. até julho de 2007. 4.000. • Arquivamento dos documentos comprobatórios de cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias.2.000.47%.

00 x 4% = R$ 400. enquanto a outra só mudou de faixa em setembro.00. fez com que a empresa A tenha pago R$ 3. X e Y. Vamos ver por quê: • Receita bruta de comércio empresa X: R$ 1.95% = R$ 119. só que em ordem inversa (ou seja.829. No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170.00 em setembro). Apuração do imposto simples para empresa X: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 1.000. que tem uma diversificação maior da natureza de suas receitas.282. sendo que ambas faturaram no total R$ 70.00.00.000. considere o caso da empresa B.682. Apuração com mais de um tipo de receita bruta Pelo fato da apuração e cálculo do Imposto Simplificado nacional levar em consideração o tipo de receita.00 x 4% = R$ 3. Porém.00) à alíquota de 5. que tinha a abrangência automática dos mesmos impostos abrangidos pelo SIMPLES Nacional (da esfera federal) quando do enquadramento da empresa. a empresa passou do patamar de tributação de 4% para 5. que faturasse os mesmos R$ 70. Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 4%. Imposto devido = R$ 10. Convênios anteriores: antes do SIMPLES Nacional havia o SIMPLES.00.00 que é o valor limite máximo de receita bruta para o enquadramento ao regime do SIMPLES Nacional.000. uma vez que a empresa faturou R$ 100. enquanto que a empresa B pagou R$ 3.000.78% = 58.400. Para melhor compreender os efeitos desta regra estabelecida pelo fisco para apuração do tributo devido. serviços e comércio.200. com as mesmas características da empresa A e faturamento até julho também de R$ 100.00 de imposto. As duas empresas.00 x 9.000.00. tende a ter um valor menor de imposto a pagar devido à sistemática da apuração que a lei codificou. apuraria os seguintes valores: Em • • • agosto: Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$ 110.00 no bimestre agosto/setembro.200. se a empresa tivesse um tipo de receita.000. A empresa comercial B. somando-se os meses de agosto e setembro. a empresa comercial X tem um tipo de receita e a empresa Y tem receitas originárias de revenda (comercial) e de serviços. • Valor da receita bruta de serviços x alíquota conforme a Tabela (Anexo IV): R$ 600. como.00.000.000.400. Veja que. temos que considerar o limite total de receita bruta de modo a totalizar tais valores.00. • Receita bruta de serviços empresa Y: R$ 600.680. • Total empresa Y = R$ 108. R$ 10.000. • Total empresa X = R$ 119.00 x 8.47%.000. cada receita alcançando um total de R$ 1. O fato de uma empresa ter mudado de faixa no mês de agosto.000.00.00.00. por exemplo.000. Evidentemente.00. Por exemplo. Veja que o imposto para negócio.28% = R$ 49.400. • Receita bruta de serviços empresa X: zero. • Imposto devido = R$ 60.000.47%. • Receita bruta de comércio empresa Y: R$ 600.000.00 até julho.00 em agosto e R$ 60.00.00.00 Apuração do imposto simples para empresa Y: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 600. acabaria pagando um valor a maior do que se tivesse mais de um tipo.00 nos dois meses considerados no exemplo. tendo que sujeitar toda a receita do mês (R$ 60. para o ICMS e ISS havia necessidade de que a respectiva esfera CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000.200.000.000. há a possibilidade de uma empresa enquadrada no regime simplificado (EPP) ter dois tipos diferentes de receita bruta.47%.00 x 9.000.360. quando parte destas vendas ainda estaria no limite anterior. mas apuraram o valor de seu imposto simples diferentemente. tiveram um total de receitas brutas iguais. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.00 com um total de receitas brutas anuais no valor de R$ 2.680. Orleans Martins 41 .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] No mês de agosto.000.

quando mercadorias forem fornecidas com serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios. Orleans Martins 42 . 155.em relação às operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado. III .será não cumulativo.incidirá também: a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica. I . assegurada a manutenção e o aproveitamento CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. bem ou serviço. inciso 11: Art.não incidirá: a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior. nos termos do disposto no inciso XII. Ainda segundo a Constituição Federal: § 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3. b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores. de 1993). mediante resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros. mediante resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços de seus membros.operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. de iniciativa do Presidente da República ou de um terço dos Senadores. IV . estabelecerá as alíquotas aplicáveis às operações e prestações. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: II . interestaduais e de exportação. nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços.poderá ser seletivo. não poderão ser inferiores às previstas para as operações interestaduais. aderisse ao sistema de modo que se fizesse um convênio aceitando que o imposto que esta tributa possa estar incluso na alíquota única do imposto simplificado. qualquer que seja a sua finalidade. em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços. IX . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 33.a isenção ou não incidência. estadual e/ou municipal. g. aprovada pela maioria absoluta de seus membros. b) a alíquota interna. caberá ao Estado da localização do destinatário o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual. VIII .salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal. II . ainda que não seja contribuinte habitual do imposto. Com o SIMPLES Nacional. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte e Comunicação (lCMS). compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal. VII . sob competência tributária dos Estados e do Distrito Federal. nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior. X . 5. de 2001) b) sobre o valor total da operação. o que deixa a empresa menos refém de sua respectiva jurisdição tributária local. é um imposto previsto na Constituição Federal. adotar-se-á: a) a alíquota interestadual. De acordo com o art. quando o destinatário for contribuinte do imposto. as alíquotas internas.resolução do Senado Federal. cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria. estadual (ICMS) e municipal (ISS) está sendo tratada em lei. quando o destinatário não for contribuinte dele.na hipótese da alínea "a" do inciso anterior. b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito específico que envolva interesse de Estados.é facultado ao Senado Federal: a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas. V . 155. tal unificação de impostos federais.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] local. assim como sobre o serviço prestado no exterior. VI . salvo determinação em contrário da legislação: a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior.

a. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.no fornecimento de alimentação. no território paulista. 1 º do Decreto nº 46.12.. art. nas hipóteses definidas no art. hipótese em que não se aplicará o disposto no inciso X. f) prever casos de manutenção de crédito. VIII . quando a operação. configure fato gerador dos dois impostos. VIII).529 de 04. incluídos os serviços que lhe sejam inerentes. IV. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. de 19. Orleans Martins 43 . isenções. art.02. e energia elétrica. na redação da Lei 11. ocorre o fato gerador do ICMS: Art. de 19.001/01. inclusive lubrificantes. b. de modo que o montante do imposto a integre também na importação do exterior de bem. serviços e outros produtos além dos mencionados no inciso X. c) sobre o ouro. IX . d) fixar. IV . qualquer que seja a sua finalidade. observado o disposto no § 1º (Lei 6. 2º.na entrada. de 2001) i) fixar a base de cálculo. o local das operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações de serviços. (Redação dada ao inciso IV pelo inciso II do art.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores. realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização.na saída de mercadoria. e) excluir da incidência do imposto. b) dispor sobre substituição tributária. para fins de legislação base). quando não destinados à comercialização ou à industrialização. o montante do imposto sobre produtos industrializados.2003) XI . V . de mercadoria ou bem importados do exterior e apreendidos ou abandonados. para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsável. 153.na transmissão de propriedade de mercadoria ou de título que a represente. indicação expressa de lei complementar.2002. em licitação promovida pelo Poder Público. mas que. quando esta não transitar pelo estabelecimento do transmitente.374/89. DOE 05.12.. III . ] I .na aquisição. de lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e de energia elétrica oriundos de outro Estado.não compreenderá. h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidirá urna única vez. mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal. 2º [ . incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados.2002. b) compreendidos na competência tributária dos municípios.cabe à lei complementar: a) definir seus contribuintes. de mercadoria oriunda de outro Estado destinada a uso ou consumo ou ao ativo permanente. c) disciplinar o regime de compensação do imposto. sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual.na transmissão de propriedade de mercadoria depositada em armazém geral ou em depósito fechado.no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior. efeitos a partir de 22. de 2001) De acordo com a legislação vigente (será considerado o Regulamento do ICMS do estado de São Paulo. VI . a qualquer título. ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular. d) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita. em estabelecimento de contribuinte.2003) b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo. de serviços e de mercadorias.no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior.na entrada. em sua base de cálculo. relativamente à remessa para outro Estado e exportação para o exterior. XII . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42.2001) IV . mercadoria ou serviço. g) regular a forma corno.12. bebidas e outras mercadorias qualquer estabelecimento. VII . de estabelecimento de contribuinte. combustíveis líquidos e gasosos dele derivados.02. II . 1º. § 5º.no fornecimento de mercadoria com prestação de serviços: a) não compreendidos na competência tributária dos municípios. nas exportações para o exterior. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33.

no recebimento. art. XIII . os efeitos dos fatos efetivamente ocorridos. se tal pagamento se fizer em momento anterior. 2º. efeitos a partir de 19. o pagamento do imposto.143/02): (Redação dada ao item 2 pelo inciso I do art. e de outros documentos previstos na legislação. efeitos a partir de 22. recepção. de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outro Estado e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente alcançada pela incidência do imposto. IV): (Redação dada ao § 1 º pelo inciso 11 do art. DOE 05. tiver estado na posse do prestador. salvo disposição em contrário. se a entrega da mercadoria ou bem importados do exterior ocorrer antes da formalização do desembaraço aduaneiro. a natureza jurídica das operações de que resultem as situações previstas neste artigo. XI . tiver estado na posse do respectivo titular. 2. § 3º O imposto incide. na operação de arrendamento mercantil. utilizado para a prestação do serviço. por qualquer via. XII .na prestação onerosa de serviços de comunicação feita por qualquer meio. a validade jurídica do ato praticado.619/00.02. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará (Convênio ICMS . considera-se ocorrido o fato gerador quando do fornecimento ou disponibilidade desses instrumentos pelo prestador. XV . 1 º do Decreto 46. emissão. ou por qualquer outro instrumento liberatório do serviço. 1º. e § 6º. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. 1 º do Decreto nº 47. sobre a ulterior transmissão de propriedade de mercadoria que. a entrega pelo depositário.02. art.0001/2001.2001) 1. oportunidade em que o contribuinte deverá comprovar. tendo transitado pelo estabelecimento transmitente. a entrega. o título jurídico pelo qual a mercadoria. 4. se for o caso.02. após o desembaraço aduaneiro. acrescentado pela Lei 11. § 1 º Na hipótese do inciso Iv. § 1º. transmissão.529 de 04.2003.374/89. salvo disposição em contrário prevista na legislação.2003. ainda que por débito em conta corrente ou meio eletrônico de dados.626 de 05. § 1º Na hipótese do inciso IV (Lei 6.na utilização. § 4º São irrelevantes para a caracterização do fato gerador: 1.no início da prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Orleans Martins 44 .no ato final do transporte iniciado no exterior. considera-se ocorrido o fato gerador no momento da entrega. após o desembaraço aduaneiro. retransmissão.2002) a) à vista do comprovante de recolhimento do imposto ou do comprovante de exoneração do pagamento.2002. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. 2º.12. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço.2002. 11. 3. salvo disposição em contrário prevista na legislação. de serviço prestado ou iniciado no exterior.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] X . XIV . § 2º Na hipótese do inciso XII. ou quando do seu pagamento. 5.por ocasião da venda do bem arrendado. b) se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. salvo disposição em contrário prevista na legislação. também. cartão ou assemelhados. deste tenha saído sem pagamento do imposto em decorrência de operações não tributadas. após o desembaraço aduaneiro. pelo depositário. 3. na redação da Lei 10. art. inclusive na geração. o título jurídico pelo qual o bem. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. pelo destinatário.12. DOE 06. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro.02. repetição e ampliação de comunicação de qualquer natureza. a entrega pelo depositário. por contribuinte. 2. caso o serviço seja prestado mediante pagamento em ficha. saída ou consumida no estabelecimento.

Evento: aquisição de matérias-primas. compensando os referidos créditos com os débitos oriundos da venda de produtos e mercadorias. Contabilização do ICMS de empresas em regime normal de apuração Quando a empresa está sujeita ao regime normal de tributação.Pela aquisição de matérias-primas (valor líquido): D . Por ter natureza não cumulativa. no dia a dia das empresas. apresentando especificidades quanto às formas de arrecadação. conforme estudos realizados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). com o registro de créditos e débitos de imposto. O ICMS é caracterizado como um dos principais impostos. serão apresentados os eventos.00 Dessa forma. as formas de contabilização mais comuns. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. o custo de aquisição efetivo da matéria-prima corresponde a R$ 8.800.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 5º Nas hipóteses dos incisos VI e XIv. as indústrias possuem o direito de recuperar o crédito do ICMS destacado na Nota Fiscal. para as indústrias. para constituir seus estoques.com.800. em pagar o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual.ibpt.00.200. nas fases subsequentes. entre outros. O mesmo procedimento deve ser aplicado a todas as aquisições que resultem em recuperação do ICMS. pois o produto de sua arrecadação corresponde. Aquisição de matérias-primas Quando da aquisição de matérias-primas. a aproximadamente 20% do total de tributos arrecadados por todas as esferas de governo (Fonte: IBPT. nos tópicos seguintes.00 ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 1. têm-se operações nas quais deverá haver o respectivo lançamento contábil. <http://www. 5.regime de apuração pelo qual a empresa realiza o aproveitamento dos créditos provenientes da aquisição de matérias-primas destinadas à produção e de mercadorias destinadas à revenda. afinal. Por esse regime.regime pelo qual o ICMS é recolhido na fonte em determinada fase de sua circulação. ao final do mês. que serão posteriormente utilizados em sua atividade-fim. o ICMS possui basicamente duas formas de apuração.200. sendo que.000.Fornecedores R$ 1. pelo valor de R$ 10.br/img/_publicacao/13710/181.00 Lançamento contábil . o saldo a pagar ou a recuperar do tributo. quando das operações corriqueiras. a saber: a) Regime Normal de Apuração . há diversos eventos econômicos que podem ocorrer. ao final. não há débito ou créditos de imposto. dentre outros. produtos. as empresas devem apurar o saldo a pagar ou a recuperar do imposto.Estoque de Matérias-primas C . A seguir.ICMS a Recuperar C . a obrigação do contribuinte consistirá. Dentre as suas características. Serão expostos. com os respectivos registros contábeis das operações. gerando lançamentos contábeis de média complexidade. b) Regime de Substituição Tributária .00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . visando-se apurar. mercadorias. como a aquisição de materiais secundários de produção e material de embalagem. haja vista que o ICMS é um imposto recuperável. pois o mesmo já foi recolhido pelo contribuinte eleito como substituto tributário. relativos apenas às operações realizadas por ele mesmo.Fornecedores R$ 8. relativas ao ICMS.1. é um dos tributos que apresenta maior número de eventos econômicos. Orleans Martins 45 .pdf>). Sempre que ocorrido o fato gerador do ICMS. realizadas com a aquisição e comercialização de matérias-primas.

embora a operação de compra de mercadorias seja a mesma.00 Lançamento contábil .00 D . pelo valor de R$ 1. no curso das atividades normais. as empresas podem realizar.ICMS a Recuperar C . veremos os lançamentos relativos a cada um dos sistemas de registro de estoques. quando da realização de transporte intermunicipal.Estoque de Mercadorias . juntamente com essas mercadorias. bem como o custo de aquisição da mercadoria. com tributação pelo ICMS Quando uma empresa adquire mercadorias e. devoluções de vendas. por exemplo. proveniente de aquisição de mercadorias. com incidência do ICMS pela alíquota de 12% (Inventário Permanente) D .Fornecedores R$ 120. a empresa adquirente poderá se creditar do ICMS destacado no CTRC. devoluções de compras. salvo situações específicas vedadas em lei. realiza o pagamento do transporte. Além das operações de aquisição de mercadorias.00 (Inventário periódico) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120. de acordo com o sistema de inventário adotado pela empresa. entre outras. Todas essas operações podem ser tributadas pelo ICMS. pelo valor de R$ 1. de acordo com o tipo de inventário adotado pela empresa. têm-se registros contábeis distintos. juntamente com as operações de compra de mercadorias.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . por intermédio do Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas (CTRC).00. como não há o destaque do ICMS. possuindo um tratamento distinto. quando adquirem mercadorias para revenda.00 Verifica-se que.Estoque de Mercadorias .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aquisição de mercadorias para revenda Da mesma forma que as empresas industriais. As empresas comerciais podem efetuar o registro contábil de seus estoques por intermédio de dois sistemas: o sistema de registro permanente de estoques (inventário permanente) e o sistema de registro periódico (também conhecido como inventário periódico). como aquisição de frete. em virtude da legislação específica do Estado. também possuem o direito de se creditar do imposto.ICMS si Compras R$ 120. recebimento de bonificação de mercadorias.Contas a Pagar R$ 12.Produto X C . A seguir. Orleans Martins 46 .Produto X (pelo valor líquido) C . mas no interior do mesmo Estado a operação de transporte de cargas não tem o destaque do ICMS. Evento: aquisição de mercadorias para revenda. em alguns estados. as empresas comerciais.Contas a Pagar R$ 88.00 Lançamento contábil .000.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. como.000.Pela aquisição de mercadorias: D . não há a possibilidade de aproveitamento do crédito do ICMS correspondente.Compra de Mercadorias C . Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100.Fornecedores R$ 880.00 (Inventário permanente) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120.ICMS a Recuperar C .000.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . diversas operações. quando as empresas aderem a determinada tributação simplificada. Destaca-se que.Fornecedores R$ 1. Aquisição de fretes em operações de compra de mercadorias.00 Evento: aquisição de mercadorias para revenda.Pela aquisição de mercadorias (valor líquido): D . Nesse caso.ICMS a Recuperar C .

corno não conformidade com o pedido ou mercadoria deteriorada. ou então a crédito da conta Caixa.Venda de Mercadorias R$ 20.ICMS a Recuperar C .00 Pelo ICMS incidente sobre as vendas: D . obtendo uma margem de lucro. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.Frete sobre Compras C . quando vendem mercadorias.000. em operação de venda de mercadorias ou produtos.00 D .Fretes sobre Vendas C .00 R$ 12. proveniente de aquisição de mercadorias.000.00. se na operação de transporte de cargas ocorrer incidência do ICMS.ICMS a Recolher Fretes sobre vendas de mercadorias As empresas. Dessa forma. o frete incidente sobre compras integra o custo da mercadoria vendida.ICMS de Fretes s/ Vendas R$ 150. debitados no Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga (CTRV).ICMS s/ Vendas C . Evento: venda de mercadorias a vista/a prazo.00 De acordo com os princípios de custo.00 ICMS incidente sobre a venda: R$ 3. Quando isso ocorre.Caixa/Duplicatas a Receber C . com incidência do ICMS pela alíquota de 12% . Operações de venda de mercadorias As empresas adquirem mercadorias. de acordo com o sistema de inventário.Fornecedores/Contas a Pagar/Caixa D . deduzindo-se os impostos recuperáveis incidentes sobre o mesmo. eventualmente ocorrem situações onde o fornecedor de determinada mercadoria recebe de seu cliente a mercadoria em devolução. compensando-se os créditos provenientes da aquisição de mercadorias. Orleans Martins 47 . ao qual a empresa deverá realizar a apuração do mesmo.600.600.Inventário Periódico D . ocorre o débito do ICMS.Contas a Pagar D . com a finalidade de posteriormente realizar a venda das mesmas. por R$ 20. bem como proporcionar um retorno ao capital investido pelo sócio ou acionista. a empresa responsável pelo pagamento terá o direito de recuperar os referidos créditos de ICMS.00 R$ 3. deverá ser realizada uma contabilização diferenciada.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100. nas operações a prazo.00 Corno se pode observar. a operação de contratação de fretes pode ser contabilizada. Evento: responsabilidade pelo pagamento do frete. na conta Fornecedores (por opção do contador/empresa) ou contas a pagar. no valor de R$ 150.ICMS a Recuperar C . por motivos diversos. Quando da realização de operações de venda de mercadorias.00 Pela venda de mercadorias: D . Operações de devoluções de compras de mercadorias No curso normal das atividades empresariais.00 R$ 18. nas operações a vista. tendo como objetivo cobrir todas as despesas e custos.00 ICMS incidente na operação: R$ 18.ICMS si Fretes R$ 100. ocasionalmente podem ficar responsáveis pelo pagamento dos fretes incidentes sobre as vendas.

400. ocasionando o que comum ente é chamado de devolução de mercadorias de clientes. no valor de R$ 5. é a venda de mercadorias. recebendo créditos apenas quando do encerramento para apuração do Resultado do Exercício. no valor de R$ 500. Adota-se. a empresa possui o direito de creditar-se do ICMS correspondente. há reflexos no ICMS que foi debitado. ou ainda vendas canceladas.Estoque de Mercadorias D .000.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 R$ 600. Quando ocorre essa situação.00 (Inventário periódico) ICMS destacado no valor de R$ 600. que poderá ser utilizado quando a empresa vier a realizar novas compras junto ao seu fornecedor. Entendemos tratar-se de uma técnica mais adequada. ocorrerá o débito correspondente. Nesse caso específico.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C . cria-se uma conta redutora.00 (Inventário permanente) ICMS destacado no valor de R$ 600. no caso de devolução de vendas o tratamento seria o mesmo. denominada "ICMS sobre devolução de vendas".ICMS a Recolher R$ 5. no valor de R$ 5.00 D .00 R$ 600. quando da aquisição de mercadorias.ICMS a Recuperar C . Evento: devolução de vendas de mercadorias. em determinadas situações os clientes das empresas também podem efetuar essa operação. Há três opções na conta devedora. o valor debitado por ocasião da devolução de vendas será aquele correspondente ao valor total da nota fiscal. restituição em dinheiro do valor correspondente às mercadorias devolvidas (caixa) ou ainda. tem natureza Devedora.Duplicatas a Receber/Caixa D .ICMS s/ Devolução de Compras C . Isso decorre da necessidade de informação por parte dos usuários da contabilidade. para fins tributários. no caso em questão.00 R$ 60.00 Evento: devolução de compras mercadorias. correspondente a despesas. Dessa forma. nesse caso.Devoluções de Compras D . caso elas sejam operações tributadas pelo ICMS. Orleans Martins 48 .Devolução de Vendas C . Outro fator a ser considerado é a natureza da conta. Evento: devolução de compras mercadorias. uma conta redutora da conta devolução de vendas. além de realizar a devolução das mercadorias.00 D . por ocasião da venda de mercadorias. toma-se necessário o registro correspondente do imposto incidente sobre as referidas operações. de acordo com as condições comerciais estabelecidas. contabiliza-se o ICMS sobre devolução de compras separadamente. Na saída por ocasião de urna devolução.000.00 D .ICMS a Recolher R$ 4. constituição de um direito (créditos a receber).ICMS sobre Devolução de Vendas R$ 500.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Nessas situações. Operações de devoluções de vendas de mercadorias Da mesma forma que as empresas podem devolver mercadorias aos seus fornecedores.000.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C . usualmente. independe o tipo de inventário adotado pela empresa.00 Observe-se que. no momento da negociação: abatimento do valor da mercadoria devolvida nas duplicatas a pagar (fornecedores).00 Corno se pode observar pelos registros acima. por ocasião da devolução de compras.00 ICMS incidente sobre a devolução de R$ 60. As contas de resultado. pois a operação a ser considerada. Da mesma forma que. destacando-se os efeitos tributários das operações de devoluções de mercadorias. do que a contabilização diretamente na conta ICMS sobre vendas.

Receita de Bonificação de Mercadorias D . mas não serem de sua propriedade. no que diz respeito ao ICMS. R$ 3. a empresa consignatária deverá emitir uma nota fiscal de devolução simbólica para o consignador. pois não possuíram custos de aquisição. A. no valor de R$ 3. a empresa que recebe as bonificações.000.00 R$ 360. uma nota de venda de mercadorias (para simples faturamento). sendo que este emitirá.ICMS s/ Mercadorias Recebidas em Bonificação Operações de consignação de mercadorias Dentre as diversas atividades desenvolvidas pela empresa. Evento: recebimento de mercadorias em bonificação. ocorre por ocasião da circulação das mercadorias. A empresa Gama S. no valor de R$ 3. não tendo qualquer benefício específico. Essa operação consiste no envio. era de R$ 600. quotidianamente.Receita de Bonificação de Mercadorias R$ 2. via de regra. A diferença existente entre uma compra e venda comum reside no fato de que.00 e o preço de venda da empresa Beta S. gerando uma margem de lucro maior para o vendedor. Quando ocorre a comunicação da venda. pela empresa vendedora (denominada consignadora). Entretanto. essas serão tributadas normalmente. Note-se. para a empresa Gama S. se essas forem tributadas. para aqueles clientes que realizam compras em grande quantidade. quando do lançamento de um novo produto. que não são de sua propriedade. No entanto. Visando esclarecer essas questões.Estoque de Mercadorias C . A No dia 31 de janeiro de 20xO. pode ocorrer uma operação denominada consignação de mercadorias. segue abaixo um exemplo prático. Caso não ocorra a venda das mercadorias. na operação de consignação.00 (Inventário Periódico) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360. em regime de consignação para a empresa Beta S. mas não a propriedade. que detém a posse das mercadorias. pois foram enviadas a outra empresa em consignação. A comunicou à empresa Gama S.000. para que outra empresa (consignatária) realize a venda das referidas mercadorias. pois quando da venda das mercadorias.000.00 D .00 D . o fato gerador do ICMS.00. e o crédito do ICMS.000. A empresa que fornece as mercadorias em bonificação deve tratá-Ias como vendas normais.00 Evento: recebimento de mercadorias em bonificação. até a empresa consignatária realizar a venda para terceiros. O custo das unidades. a empresa consignatária efetua a devolução das vendas. a utilização do recurso de bonificação de mercadorias.Mercadorias Recebidas em Bonificação C .00.000. que havia vendido 30 unidades.00 R$ 360. no comércio. A foi de R$ 2. a empresa Beta S. nesse caso. então. bem como há a possibilidade de inexistência de mercadorias na empresa.00 (Inventário Permanente) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.640. tem o direito de recuperar o ICMS incidente sobre as mercadorias recebidas em bonificação. devendo haver o respectivo débito de ICMS. Orleans Martins 49 .Receita de Bonificação de Mercadorias D .ICMS a Recuperar C . a existência de conceitos distintos: há mercadorias que podem estar fisicamente no estoque da empresa. ou ainda. Se a mercadoria circulou da empresa A para a empresa B. A. 100 unidades da mercadoria Y. O ICMS incidente sobre todas as operações é de 12%.ICMS a Recuperar C . a mercadoria continua de propriedade do consignador. seja total ou parcialmente. para a empresa que recebeu as mercadorias em consignação. entre duas empresas comerciais. de uma operação de consignação de mercadorias. A remeteu. ao valor unitário de R$ 100. para a empresa que efetuou a remessa em consignação. quando tributadas. em 2 de janeiro de 20xO.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Recebimento de bonificação de mercadorias É prática costumeira. ocorreu o fato gerado do ICMS.

quando da ocorrência de fato gerador do ICMS.ICMS a Recuperar C . Esse fato decorre de que. do que por aquele que recebe o produto em substituição tributária.1. das operações subsequentes. automóveis etc. Diz o referido artigo: § 7º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. 150 da Constituição Federal.ICMS a Recolher D .00 R$ 100. uma vez que. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga. não há qualquer compensação do imposto pago nas operações anteriores.00 Valor de venda varejo .Mercadorias Recebidas em Consignação (contas de compensação) C . conforme será observado no tópico a seguir. Há situações. por intermédio do § 7º do art. Contabilização do ICMS para empresas em regime de Substituição Tributária A figura da substituição tributária teve seu ápice com a introdução.00 ICMS das operações subsequentes: R$ 600. Um dos tributos que mais se utiliza do recurso da denominada Substituição Tributária é o ICMS. pneus. da possibilidade de atribuição. deve ocorrer o registro dos fatos contábeis relativos às denominadas operações próprias.ICMS si Mercadorias em Consignação C . Já para o substituto. em que. em um regime conhecido como Substituição Tributária. Orleans Martins 50 . Todo o tributo já foi todo retido e recolhido nas operações anteriores. ele deverá observar a segregação entre o tributo devido nas próprias operações do tributo retido por substituição tributária. Para fins de exemplificar. devolução.000.000.00 R$ 12. 5.600.Estoque de Mercadorias R$ 60. a outro sujeito passivo. As operações ocorridas sob esse regime devem ser objeto de contabilização distinta.200. venda. temos a seguinte operação de um produto vendido por substituição tributária: Valor de venda pelo substituto: R$ 10. por meio da Emenda Constitucional nº 3.Mercadorias Consignadas (contas de compensação) R$ 100. nesse regime.Mercadorias em Consignação (estoque em poder de terceiros) C .000. de 1993.000. O tratamento contábil da substituição tributária deve ser observado com muito mais cuidado pelo substituto (aquele que vende o produto com substituição tributária). cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente.00 Como se pode observar.000.Consignação de Mercadorias (contas de compensação) Evento: recebimento de mercadorias em consignação D . além da operação envolver o ICMS incidente sobre as denominadas "operações próprias". relativo às operações de aquisição.Mercadorias Consignadas (contas de compensação) C .substituído: R$ 15.00 D . caso não se realize o fato gerador presumido.00 ICMS das operações próprias: R$ 1.1. retenção e recolhimento do ICMS sobre duas ou mais operações da cadeia produtiva. basta o comerciante substituído agregar todos os custos pagos pelo produto como custos de comercialização e/ou produção. o contribuinte torna-se responsável pelo cálculo. contudo.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. tintas.00 Valor total da Nota Fiscal: R$ 10. fretes e outros. nas operações de produtos adquiridos pelo regime de tributação pela substituição tributária.000.ICMS si Mercadorias Recebidas em Consignação R$ 12.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: remessa de mercadorias em consignação D . em produtos como combustíveis. em todas as operações anteriormente relacionadas.000. de fatos tributários posteriores. recebimento em bonificação ou consignação de mercadorias.00 D .

200.600. A parte inicial da Demonstração do Resultado do Exercício.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda de produto com substituição tributária D .2. a operação é bem simples. pois o valor corresponde ao ICMS a ser recolhido pelo substituto. .ICMS por Substituição Tributária C .000. não havendo qualquer possibilidade de creditarnento do ICMS das operações anteriores. em virtude do imposto já ter sido recolhido nas fases anteriores. Vamos a um exemplo. não constitui um elemento de sua Receita Operacional Bruta.Compras de Mercadorias C .00 Evento: aquisição de produto pelo substituído .Fornecedores/Caixa R$ 10.00 Verifica-se. seja pelo regime normal.. Entretanto.00) (-) ICMS Substituição Tributária Receita Operacional Bruta 10. não é permitida pela legislação vigente. que o ICMS por substituição tributária.600. ficaria assim expressa: Faturamento Bruto 10.00 R$ 600. seja pelo regime de substituição tributária..00 (-) ICMS s/ Vendas (1.. os lançamentos seriam os seguintes: Evento: aquisição de produto pelo substituído .Estoques C .600.1.Duplicatas a Receber/Caixa (Cliente Alfa) C . O fator deverá ser igual ao produto entre 1/48 (um quarenta e oito avos) com a relação entre a soma das saídas e prestações tributadas e o total das saídas e prestações escrituradas no mês. em razão das operações posteriores realizadas pelo contribuinte substituído.Substituição Tributária a Recolher Evento: contabilização do ICMS .600. pelo contribuinte substituído. ao contrário do ICMS incidente sobre as operações mensais da empresa. Já para o contribuinte substituído. Aproveitamento de créditos de ICMS sobre venda de Ativos Imobilizados e a contabilidade As empresas sujeitas à tributação do ICMS. Esse processo de recuperação. embora integrante do faturamento da empresa. a recuperação imediata de todo o ICMS incidente em uma operação de aquisição de ativo imobilizado. Basta contabilizar o valor efetivamente pago como estoque.ICMS s/ Vendas C . quando realizam operações de aquisição de ativo fixo. No exemplo em questão.Inventário Permanente D . dessa forma. deverá ocorrer nos 48 meses seguintes à aquisição do imobilizado. para melhor compreensão: Exemplo de cálculo do FATOR a ser utilizado no cálculo do aproveitamento do ICMS incidente sobre aquisição de ativo permanente.00 Evento: contabilização do ICMS por substituição tributária D .200. às empresas..00 Quando da realização da venda. 5. de acordo com determinado fator. Orleans Martins 51 . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof..Inventário Periódico D . destinado às suas atividades.Fornecedores/Caixa R$ 10.. de acordo com a legislação vigente.ICMS a Recolher R$ 1.00) . possuem o direito de recuperar o ICMS sobre essa aquisição. destinado à manutenção das atividades da empresa.operações próprias D .ICMS . Dessa forma..00 (600. não é realizado qualquer débito de imposto.Faturamento Bruto R$ 10. a aquisição de um ativo imobilizado é considerada uma operação de longo prazo. dessa operação..

0159313.00. O fator para utilização.200. A seguir. ou seja.000. 13 meses a R$ 150. teve as seguintes operações registradas em seu Livro de Registro de Saídas: CFOP 5. como já vimos anteriormente.00 BC 100. a serem aproveitados no curto prazo. caso a empresa possuísse créditos de ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado. ao final do mês de janeiro de 20xO. Dessa forma.000. No exemplo em questão: R$ 7.250. teremos uma parcela do ICMS a ser aproveitado que será utilizado no exercício social imediatamente posterior. Meses nos quais irão ser creditados os valores do ICMS: De dezembro de 20x0 a dezembro de 20x1 = 13 meses Após dezembro de 20x1 = 35 meses Têm-se.00 O custo de aquisição do veículo será representado pelo valor de aquisição do bem.202 CFOP 6.00 Nesse caso em questão.00 50.00 em operações tributadas.000. o percentual a ser utilizado seria de 2. A diferença do ICMS não aproveitado.00 R$ 52.00 50. Aquisição de ativo imobilizado Evento: aquisição de ativo imobilizado tributado pelo ICMS a vista Bem: Máquina Empacotadora .00 500.00 Outras 200.000.950.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 1. será realizado em um prazo previsto de 48 meses.000.00 60. serão abordados todos os eventos provenientes de situações envolvendo aquisição. não poderá ser aproveitada nos meses subsequentes.00 --650.Máquinas e Equipamentos C .000.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000. então. Caso a empresa apresentasse somente saídas tributadas.00. deve ser realizada a segregação entre o ICMS a ser aproveitado no curto prazo (ativo circulante) e a parcela a ser aproveitada no longo prazo (ativo não circulante).76470588) FATOR = 0. no valor de R$ 5.800. o fator a ser multiplicado pelo ICMS incidente sobre aquisição de ativo imobilizado seria 0.12.00 será aproveitado no longo prazo.00) FATOR = 0.00 > parcela máxima mensal do ICMS a ser aproveitada. que é inerente à aplicação do fator.00 9.102 CFOP 5. O ICMS incidente sobre as operações de aquisição de imobilizado.00 500. 1. Orleans Martins 52 .20x0 Valor do bem adquirido: ICMS incidente sobre a aquisição: D .00.. para um total de saídas no valor de R$ 850.000. deverá ser calculado da seguinte forma: FATOR = 1/48 * (650.00 R$ 7. para as empresas que promovem saídas não tributadas.000.59313% do valor total do ICMS. Os lançamentos correspondentes seriam os seguintes: Evento: apropriação do ICMS incidente sobre aquisição de bem do Ativo Imobilizado D .950. deverá ser cancelado.00 ICMS 12.000.Data operação: 20. venda e cancelamento de créditos decorrentes de operações com ativo imobilizado. A. deduzido dos impostos recuperáveis incidentes sobre a operação. a empresa teve um total de R$ 650.000.000.949 Totais Valor Contábil 100. que resultam em um montante de R$ 1.ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) C .00/850.02083333 * (0. Então.000.000. o saldo de créditos do ICMS sobre aquisição de determinado ativo.000.00 850.083333%.102 CFOP 6.000.000.200. Ao final dos 48 meses.000. e uma parcela que será utilizada após o término do exercício social subsequente.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 60. que não for aproveitado.00 --281. sendo que o saldo restante.000.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A empresa ALFA S.0159313 Neste mês em questão.00/48 = R$ 150.00 200.

as duas situações anteriormente descritas. após 24 meses de aquisição Custo contábil do bem: Depreciação acumulada do bem: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar .0166667.00 R$ 900.00 Importante é ressaltar que o aproveitamento do crédito do ICMS sobre aquisição de ativo imobilizado não ocorre juntamente com os créditos provenientes da aquisição de mercadorias. ao final dos 48 meses previstos para aproveitamento Situação: Valor total do ICMS sobre ativo imobilizado: Saldo remanescente. podendo ocorrer variações no valor a ser aproveitado. O lançamento contábil correspondente a essa operação seria: Evento: aproveitamento mensal do ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado D . vamos considerar que. Dessa forma. mensalmente. deduzido dos impostos recuperáveis. proporcionalmente às saídas tributadas. a partir do primeiro mês de aquisição.ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) R$ 120. os créditos remanescentes.00 D . em um saldo de créditos.00 R$ 455. antes do término desse prazo. A primeira situação decorre do fato de a empresa promover saídas não tributadas. no primeiro mês. Máquinas e Equipamentos. teríamos uma situação onde o custo de aquisição do imobilizado será representado pelo valor de aquisição.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 5. com saldo de créditos de ICMS a recuperar Operação: Venda de Ativo Imobilizado. resultado. possa não ser aproveitada. a seguir.00 A apuração do fator de aproveitamento do crédito do ICMS sobre ativo imobilizado ocorrerá mensalmente. à razão de 1/48. devem ser cancelados.000.00 R$ 900. Ele é creditado diretamente na apuração do ICMS. Cancelamento de crédito do ICMS sobre ativo imobilizado não utilizado Ao final do período de 48 meses.Ativo Circulante: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . a empresa em questão teve 80% de suas saídas tributadas.Ativo não Circulante: R$ 26.ICMS a Recuperar C . a empresa poderá aproveitar o crédito do ICMS.Outras despesas operacionais (ICMS si Ativo Imobilizado Não Utilizado) C . Serão analisadas. ao final de 48 meses. ou por ocasião da venda do ativo imobilizado.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar (Ativo Circulante) R$ 455. Evento: cancelamento do ICMS sobre ativo imobilizado. no Livro de Registro de Entradas. a possibilidade de recuperação do ICMS na aquisição do Ativo Imobilizado existe. ao final de 48 meses: R$ 3. o fator de aproveitamento do ICMS seria 0. Embora haja uma parcela que.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] D . Utilizando-se o exemplo anterior. Em relação ao ativo imobilizado adquirido: Valor total do ICMS a recuperar: Fator: Valor do ICMS a recuperar no primeiro mês: R$ 7.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. pois não é permitida pela legislação a sua utilização. devendo ser provisionado pelo seu total.250.00 Verifica-se a apropriação do saldo do ICMS sobre ativo imobilizado como despesa. perdendo as suas características intrínsecas de ativo. proveniente de saldo remanescente.ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Não Circulante) C . uma vez que tais valores não poderão ser recuperados no futuro.400. Aproveitamento mensal de ICMS incidente sobre ativo imobilizado Após a aquisição. são aproveitados créditos em percentual inferior a 1/48. Evento: alienação de ativo imobilizado.00 Após os referidos lançamentos. não utilizados.200.00 0. não utilizados. de acordo com o percentual de saídas tributadas em relação às saídas totais. Orleans Martins 53 . pois devem receber tratamento contábil distinto. Dessa forma.0166667 R$ 120.00 R$ 5.280.

05 e 17. Sociedades seguradoras. 18. de serviço não compreendido na competência da União ou dos Estados e.11. pelos agenciamentos.09).17 e 16. prestados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo.00 R$ 5. Tomadores ou intermediários de serviços provenientes do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior do País. 19 e 21 a 40.Ativo Circulante Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar.18. 7. no item em questão. 7. quando tomarem ou intermediarem serviços: a) Dos quais resultem remunerações ou comissões.280. no Ativo Circulante D . objetos. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 7.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda do bem do ativo imobilizado D . bens ou valores.Máquinas e Equipamentos Evento: lançamento da depreciação acumulada do bem D .09 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar. com ou sem estabelecimento fixo. 1 Q da Lei nº 13.Depreciação Acumulada . 6. 7.01. Orleans Martins 54 . corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. 3 (exceto o subitem 3.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços listados no art. o saldo do ICMS. 7.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C .20.Máquinas e Equipamentos C .400. especificamente. São responsáveis pela retenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza e compreendem fatos geradores passíveis para talos serviços prestados nas condições que seguem: I. 7. 6. no Ativo Não Circulante D .Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C . 7.05 e 17.04.03 e 12.09.8 aIO. não aproveitado em virtude da alienação do bem. 7. realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo.13. 17 (exceto os subitens 17. a prestação dos serviços constantes da relação do art. 11.04).04. 7.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . bem como nos subitens 7.03.07.701/2003.15. 17. por elas pagas a seus agentes.Município de São Paulo Breve descrição do tributo Fato gerador Constitui fato gerador do Imposto sobre Serviços (lSS) no município de São Paulo a prestação. inclusive imunes ou isentas.01 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo por prestadores de serviços estabelecidos fora do Município de São Paulo.12. 7. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) . Instituições financeiras. b) Subitens 7. documentos. quando tomarem ou intermediarem serviços de coleta. 7. 7.02. 2.00 R$ R$ 900.00 R$ 26.08. deverá integrar o custo do bem vendido. c) Itens 1. 11. remessa ou entrega de correspondências. b) De conserto e restauração de bens sinistrados por elas segurados. 7.896/2009: a) Subitens 3. por pessoa física ou jurídica. corretagens ou intermediações de seguro.14. não inscritos no Cadastro de Prestadores de Outros Municípios. 4 a 6.1. II.00 Observe-se que.19. IV. 7. 7. 13 a 15.10. 7.02. Pessoas jurídicas.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C .13. executados por prestadores de serviços que emitam nota fiscal ou outro documento fiscal equivalente autorizado por outro município ou pelo Distrito Federal. 7. e condomínios edifícios residenciais ou comerciais. 1Q do Decreto nº 50.Ativo Não Circulante R$ 900.06.05. III.

Sujeito passivo O contribuinte de fato consiste do prestador de serviços. por elas pagas a seus agentes. serviços de apoio aeroportuários. compete o recolhimento do valor retido na fonte no dia 10 ou dia útil posterior do mês subsequente ao mês de ocorrência do fato gerador. objetos. pelos agenciamentos. ambulatórios. Sociedades de capitalização. Empresas de aviação. de pele. movimentação de aeronaves. Momento de incidência/retenção/recolhimento Fundamentado o fato gerador. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. sendo o tomador do serviço caracterizado como o contribuinte responsável pela retenção e recolhimento do tributo. realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. prontos-socorros. b) de hospitais. quando tomarem ou intermediarem os serviços aeroportuários. logística e congêneres. quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo: a) tinturaria e lavanderia. Orleans Martins 55 . Tal alíquota deve ser destacada pelo prestador de serviço em documento fiscal fornecido à fonte pagadora. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. qual seja. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. a alíquota prevista nos Anexos III. gozar de isenção ou gozar de imunidade. recibo de profissional autônomo. deve ser considerada. quando tomarem ou intermediarem os serviços de coleta. Entretanto. capatazia. documentos. quando tomarem ou intermediarem serviços: a) dos quais resultem remunerações ou comissões. utilização de aeroporto. VII. pelos agenciamentos. movimentação de mercadorias.01. de eletricidade médica. V. Sujeito ativo Decorrente desse Imposto. então. de sêmen e congêneres. armazenagem de qualquer natureza. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. b) coleta. bens ou valores. Ao tomador do serviço.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] c) De regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros. de patologia. movimentação de passageiros. clínicas. laboratórios de análises. Hospitais e prontos-socorros. entre outros). VIII. comprovado via declaração cadastral (profissional autônomo). serviços acessórios. de olhos. corretagens ou intermediações de planos e títulos de capitalização. de inspeção e avaliação de riscos para cobertura de contratos de seguros e de prevenção e gerência de riscos seguráveis. os responsáveis tributários ficam desobrigados da retenção e do pagamento do imposto. a partir de 01. Também. VI. IX. remessa ou entrega de correspondências. no caso dos serviços prestados pelas Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) optantes pelo SIMPLES Nacional. bens ou valores. IV ou V da Lei Complementar nº 123/2006 considerando-se a faixa de receita bruta a que a ME ou EPP estiver sujeita no mês anterior ao da prestação dos serviços. tratado na Lei Complementar Federal nº 123/2006. por elas pagas a seus agentes. corretagens ou intermediações de planos ou convênios. em relação aos serviços tomados ou intermediados de prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo e nos enquadramentos que seguem.2009. o momento de incidência/retenção do ISSQN ocorre quando do recebimento/pagamento do serviço prestado. prestados dentro do território do Município de São Paulo. casas de saúde e de recuperação. o mês de emissão do documento fiscal (nota fiscal de serviço. documentos. tem-se como sujeito ativo o Município de São Paulo. para cálculo do imposto a ser retido na fonte. bancos de sangue. quando tomarem ou intermediarem serviços dos quais resultem remunerações ou comissões. Sociedades que explorem serviços de planos de medicina de grupo ou individual e convênios ou de outros planos de saúde. Empresas administradoras de aeroportos e de terminais rodoviários. objetos. remessa ou entrega de correspondências.

o ISS constitui-se numa despesa que deve ser assim contabilizada: • Recebimento de serviços prestados no valor de R$ 1.Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C .896/2009.Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aspecto geográfico A retenção é aplicável aos sujeitos passivos prestadores dos serviços listados no art. com retenção do ISS pelo tomador do serviço. no curso irregular da obediência à legislação vigente. Base de cálculo e alíquotas A base de cálculo do ISSQN compreende o preço do serviço prestado.33% por dia de atraso. Para o tomador do serviço. os eventos atrelados ao tributo consistem dos que seguem: • Pagamento em atraso de ISS retido na fonte.Despesas com ISS (redutora da receita) C . implicando no seguinte acréscimo legal sobre o valor do principal devido e não recolhido no prazo estipulado pela legislação vigente: (I) multa moratória de 0.ISS a Recolher . sem dedução.5% a 5% segundo normatização pela Portaria SF nº 014/2004 aos serviços nela expressos. os eventos relacionados ao tributo compreendem a(o): • Incidência do fato gerador. a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido. Contabilização dos eventos Para o prestador de serviço.Disponibilidades C .2. aplicam-se alíquotas de 2. 6. Orleans Martins 56 .00 D . ocorre o seguinte evento relacionado ao tributo: • Recebimento de serviços prestados com retenção do ISS pelo tomador do serviço. compreende: • Incidência do fato gerador.ISS a Recolher . no prazo estabelecido pela legislação. a receita bruta a ele correspondente.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço. Para o tomador do serviço. Descrição dos eventos relacionados ao tributo Para o prestador de serviço.Disponibilidades R$ 50.00 R$ 950.Receita de Serviços D . quando do recebimento do serviço prestado. D . • Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento.Receita de Serviços Para o tomador do serviço.00 D . constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço. no curso regular da obediência à legislação vigente. 1º do Decreto nº 50. R$ 950. isto é.00 • Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento.3. 6. com exceção de descontos e abatimentos concedidos independentemente de condição. com retenção do ISS de 5% pelo tomador do serviço: R$ 50.00.Serviços Prestados por Terceiros C . Apurada a base de cálculo.Serviços de Terceiros a Pagar D . limitada a 20%.Serviços Prestados por Terceiros R 50.

denominado "conta empresarial". a empresa adquiriu uma propriedade. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS O CASO DA CIA. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço. A Cia.000.00 555. Fontes • Lei nº 13.Disponibilidades D .Lojas (comercialização) Equipamentos e utensílios Veículos (-) Depreciação Acumuladas Total BALANÇO PATRIMONIAL 31/12/2006 PASSIVO 290. em 31/12/2006. D .000.00 Passivo Circulante 5.ISS a Recolher .00 15.00 Patrimônio Líquido 35. • Portaria SF nº 14/2004.000.ISS a Recolher .00 150. que serão comercializadas no território nacional.Serviços Prestados por Terceiros • Provisão do acréscimo legal referente à multa moratória.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para o tomador do serviço.Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C . ATIVO Ativo Circulante Caixa Bancos conta Movimento Ativo Não Circulante Imobilizado Instalações industriais (produção) Imóvel . compreende: • Incidência do fato gerador. Atenas possui um limite de crédito junto ao Banco "X". Atenas. tais como: vodca. situada na zona rural. onde construiu suas instalações industriais com o objetivo de acondicionamento das bebidas importadas.896/2009. Atenas foi constituída com o objetivo de importar bebidas e recondicioná-las para a comercialização no mercado brasileiro. a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido.00 25. era a apresentada no quadro da página seguinte.701/2003.000.000.ISS a Recolher .000.000.00 Total 31/12/2006 555.00 555.000.00 Passivo Não Circulante 265.00 285.000.000. vinho e uísque.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. C .000. A Cia.000. fora do prazo estabelecido pela legislação. apenas para exemplificar o lançamento contábil.Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C . Orleans Martins 57 .00 555. A posição patrimonial da Cia.Despesa de Multa com Caráter Compensatório C . No ano de 2006. ATENAS A Cia. Atenas é uma empresa que atua no ramo de importação.Escritório (sede) Imóveis . industrialização (acondicionamento) e comercialização de bebidas. D . que funciona de forma semelhante ao cheque especial de pessoa física. A empresa iniciou suas atividades no final de 2006.000. • Decreto nº 50.Serviços Prestados por Terceiros Valores hipotéticos.Serviços Prestados por Terceiros • Pagamento do respectivo valor de ISS com acréscimo legal fora do prazo de recolhimento.00 265. Os valores deverão respeitar a legislação vigente no município onde ocorrer o fato gerador.Serviços de Terceiros a Pagar D . 7.00 Capital Social 40.000.

A base de cálculo do II é o Valor CIF . comercializadas. nessa transação. em recipientes de capacidade 2208. As importações das bebidas. posteriormente.000.172.00 1. superior a 50% vol.Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C . fretes e seguros).052. no valor de R$ 1. Orleans Martins 58 . Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual ou de Comunicação (ICMS).46 importação de insumos (bebidas).22 403. Insurance and Freight (Custo.00 Vodca 20 Uísques 2208. incluídos os vinhos enriquecidos com álcool.777. que. Aquisição de matéria-prima No dia 2 de janeiro de 2007.052.30 Com um teor alcoólico. O percentual a ser cobrado de imposto (alíquota) fica a cargo do órgão regulador. a Receita Federal. com 120 dias de prazo para o pagamento. Deve-se observar que a alíquota. excluídos os da posição 20. multiplicada pela alíquota incidente. em reais. ocorre a incidência dos seguintes Imposto de Importação (II).78.1.Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C . Total U$ 297. geralmente em moeda estrangeira.361. será: D .Cost.89 Uísque 200 2. pode variar de acordo com a natureza/tipo de produto e/ou serviço. e.555. a base de cálculo é formada pela soma dos custos de importação (matéria-prima.30.12. Imposto de Importação Na apuração do Imposto de Importação. os quais também devem integrar o custo de aquisição da bebida em tonéis: D . 7. irá arbitrar um valor para o frete e o seguro internacional para se chegar ao preço CIF que é a base de cálculo do II.Bancos conta Movimento/Banco "X" Na impostos: • • • • R$ 10.04 uvas. foram: Tabela: Volume de bebidas importadas. convertido pela taxa de câmbio do dia. Seguro e Frete internacional).: Cada tonel de bebida tem capacidade de 100 litros. Quando não há o valor do seguro ou o frete internacional. Os custos referentes ao frete das mercadorias adquiridas.777.12 Uma vez que seguro e frete corriam por sua conta. para o exercício. em operações com importação de mercadorias e serviços.78 Vinho Seco Fino 300 1. a empresa realizou a importação de bebidas a serem acondicionadas e.863.1. O registro contábil da aquisição de matéria-prima.1.361.75. a prazo. em volume. que estipula e/ou modifica o percentual aplicável. a serem acondicionados.017. A composição do CIF deverá ser o valor FOB da fatura comercial.222. As alíquotas são as seguintes: Cod TEC Descrição Aliq % 2208.56 472.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7.Fornecedores (Passivo) R$ 2.09 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. PIS e COFINS importação. representam. Os cálculos dos tributos incidentes nesta operação iniciaram-se pelo Imposto de Importação. Atenas contratou ambos por U$ 5.10 12 superior ou igual a 50 litros Vinhos de uvas frescas.188.60. a Cia. foram de responsabilidade do importador (FOB .261.Free on Board). Produto (tonel) QTOE .573.. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).78 O valor da aquisição (compra) dos tonéis de bebidas totalizou U$ 1.172.Tonéis Preço por Tonel U$ Vodka Ballaloc 250 1. através do SISCOMEX. mostos de 22.89. R$ 2. mais o valor do frete e seguro internacional.33 Total 750 Obs.

387.687.744.50 R$ 355. é representado pela soma dos custos das matérias-primas adquiridas mais o valor do frete e seguros.00 26. distribuindo-se proporcionalmente o valor do seguro e frete.622.753.025.22 830.57 Alíquota do II Total Imposto de Importação a recolher Valor CIF x 5% 20% 12% 20% 104.46 355.50 Taxas aduaneiras 6.1.744. dos impostos não recuperáveis e taxas aduaneiras. que define os imposto de importação por mercadoria.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7. Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Contabilização D .75 • Valor CIF em reais 2. a empresa pagou as seguintes taxas aduaneiras.90 Outros Adotando-se as alíquotas conforme TEC.10 Tipo champanha (champagne) 2204.641.863.10.387. Taxa aduaneira Sobre as mercadorias importadas. Orleans Martins 59 . portanto.78 + 5.172.90 85.26 20 20 O valor do Imposto de Importação.50 2.754. representa R$ 355.26 O valor dos estoques.052. Contas Preço da matéria-prima adquirida (bebida em tonéis) Fretes e Seguros Imposto de Importação Taxas aduaneiras Valor total dos Estoques R$ 2.387.89 1.97 355.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2204.26 26.26 e o registro se faz a débito da conta de estoque: Contabilização D .444.620.547.2.744.Estoque/ Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C . de forma a apurar a base de cálculo e o imposto devido.178.10.Estoquei Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .622.57 A seguir.062.080.33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.Bancos conta Movimentol Banco "X" (Ativo) R$ 26.062.739.00 10.67 • Taxa do dólar ou moeda estrangeira negociada 1.10 Vinhos espumantes e vinhos espumosos 2204.86 2.261.170.129. demonstramos o cálculo do Imposto de Importação por tipo de bebida adquirida. nesta operação.12 10.777. • CIF em dólar = 1.49 709.50 9.361. conforme demonstrado a seguir: Tabela: Valor das compras (estoque de matérias-primas).39 166.744. Tabela: Apuração do Imposto de Importação. Produtos (tonel) Valor ClF da Importação (MP) R$ Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 522.

82 1. de forma que o registro contábil fica: Contabilização D .60.IPI a Recuperar (Ativo) C .024. ocorre fato gerador do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e de Comunicação. excluídos os da posição 20.006.003.93 241.04 Vinhos de uvas frescas. utilizaram-se as alíquotas descritas na TIPI. por determinação legal.296.09.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7.35 Imposto sobre as Operações Relativas a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação Para os produtos importados pela Cia.014. incluídos os vinhos enriquecidos com álcool.RICMS.33 1. Atenas.89 804. obtido de cevada maltada 40 60 30 Descrição Aliq % 60 Tabela: Apuração do IPI.444.775.296. Imposto sobre Produtos Industrializados Para os produtos importados pela Cia.69 1..Vinhos da madeira. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.754. Produtos (tonel) Base de Cálculo Alíquota (IPI ) Total do IPI si e a matéria-prima Total c/ IPI Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 633.486.RIPI. conforme regulamento do ICMS .409. incluindo o Imposto de Importação. Câmbio e Seguro e sobre Operações Relativas a Títulos e Valores Mobiliários .35 1.359.469.Destilado alcoólico chamado uísque de malte (malt whisky) com teor alcoólico em volume superior a 54% e inferior a 70%. Atenas.30. em recipientes de capacidade superior ou igual a 50 litros Ex 01 . as operações de importações realizadas sofrem incidência do respectivo imposto. mostos de uvas.710.384. A lógica de tributação do ICMS na IMPORTAÇÃO O valor da operação (mercadoria mais serviços) ou importação.IOF e despesas aduaneiras. Ex 01 . acrescido do imposto de importação. por isso é que se divide por 1 menos a alíquota do ICMS.024. Orleans Martins 60 . a empresa enquadra-se como contribuinte de fato do IPI. em volume.201.Alíquota do ICMS) Veja que a base de cálculo do ICMS é feita como se o valor da sua respectiva alíquota entrasse "por dentro".1. conforme regulamento do IPI . Imposto sobre Produtos Industrializados e Imposto sobre Operações de Crédito.10 Com um teor alcoólico. pela importação de mercadoria.16 3.83 2.61 1.4.3. do porto e de xerez 2208.33 60% 30% 40% 380. Cod TIPI 2208.974.68 O valor do IPI a ser pago pela empresa poderá ser recuperado em operações posteriores. além dos encargos efetivamente pagos pelo importador. superior a 50% vol. após desembaraço. Base de cálculo do ICMS A composição da base de cálculo é assim formada: (Valor CIF + 11 + IPI + IOC + IOF + Despesas Aduaneiras)j(l.1.204.00 Vodca 22. pois.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7. A composição da base de cálculo é feita da seguinte forma: A lógica de tributação do IPI na IMPORTAÇÃO Base de cálculo do IPI dos produtos importados: é o valor que serviu de base de cálculo do Imposto de Importação (Valor CIF).08 402.050. devido à importação dos tonéis de bebidas. R$ 1.045. Base de cálculo do IPI = valor CIF + valor do II Para este caso.

que consiste na verificação da conformidade do valor aduaneiro declarado pelo importador com as regras estabelecidas no Acordo de Valoração Aduaneira. Orleans Martins 61 .1.828. e.Aduana) realizar o controle.350. Assim. à descarga e ao manuseio.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Na importação o IPI faz parte da base de cálculo do ICMS.045.469.014. PIS e COFINS Importação R$ 1. onde devam ser cumpridas as formalidades de entrada no território aduaneiro.5. mas para as empresas que estão sob o regime cumulativo (lucro presumido e simples) deverão considerar tais valores como custo das compras. tais valores podem ser compensados.156. até a chegada aos locais.56 1. associados ao transporte da mercadoria importada. de 22 de novembro de 2005.359.606.94 1. Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Base de cálculo colocando Base de cálculo Alíquota Total Imposto de ICMS o ICMS “por dentro" (MP + IPI) recuperar ICMS = (3) x 25% (3) = (2) / (1-0.409.879.23 Da mesma forma que ocorre com o IPI.89 25% 469. A composição da base de cálculo é assim formada: Tabela: Apuração do ICMS.ICMS a Recuperar (Ativo) C .050. já que não poderão compensar com os valores de saída.72 3.82 1. entendese que integram o valor aduaneiro. o ICMS a ser pago na importação será recuperado nas operações posteriores: Contabilização D . independentemente do método de valoração utilizado: • O custo de transporte da mercadoria importada até o porto ou o aeroporto alfandegado de descarga ou o ponto de fronteira alfandegado.69 1. não agregarão ao custo dos estoques. o que não acontece nas operações de compra realizadas no país.393. Para as empresas que estão sob o regime de tributação não cumulativo de PIS e COFINS.400. • Os gastos relativos à carga.68 4.204.Importação e = alíquota do ICMS CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.Bancos conta Movimento! Banco "x" (Ativo) 7. A fórmula padrão para apuração da base de cálculo é a seguinte: Base de Cálculo do PIS e COFINS: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x X) O Valor Aduaneiro representa toda mercadoria submetida a despacho de importação está sujeita ao controle do correspondente valor aduaneiro.90 1.25) 1.156.Importação d = alíquota da COFINS . ou seja. Cabe ao poder público (Receita Federal do Brasil .76 25% 338.625.119.23 A apuração do PIS e COFINS incidentes de transações de importação devem orientar-se pela instrução normativa da Receita Federal do Brasil nº 572.350.479.486. que dispõe sobre o cálculo das referidas contribuições.314.401. Cálculo de X: = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP.25 25% 348. • O custo do seguro da mercadoria durante as operações.352.16 1.

86 1.170.53% 20.744.025.350.63 4.COFINS a recuperar(Ativo) C .22 19.63% Carga Tributária 63.287.620.09 3.35% (1) Custo. Orleans Martins 62 .235.545.3% Vinho Seco Fino 41.545.3% Uísque 47.50 380.22 1.739.156.30 1.622.167.72 2. Imp.60% Total de COFINS 71.49 104.534.22 85.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Cálculo dos parâmetros para apuração do PIS e da COFINS Importação: = = .PIS a recuperar(Ativo) C .501.14 71.50 1.65% 1.30 108.81 709.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) Contabilização da COFINS D . % % × × % % × % × % × % ] % ] = 1.533. % % % × = 1.65% 15.63 522.42% 100.7190 Assim.828.687.739.587.57 Contabilização do PIS D .86 166.753.50 58.14 19. ×[ .00 241.64 23.65% do total gasto com a aquisição.7% 52.080.795.534.300.300. a carga tributária da empresa.32 1.00 402. observa-se que o valor pago pela Cia.452.296. PIS* COFINS* TOTAL 15.64 830.4% em relação ao valor total da transação.011. Atenas: Tabela: Composição do gasto total com aquisição de matéria-prima. Os valores por produto estão descritos na tabela abaixo.60% 7. Produtos Custo da Matéria-prima Vodca Ballaloc 36.062. Taxas Produtos MP+ Frete e IPI* ICMS* Importação Aduaneiras Seguro (1) (1) (1) Vodca 522.81 1.401.32 88. Atenas pela aquisição da matéria-prima propriamente dita (US$ 1.675.28 Expostos todos os tributos incidentes sobre aquisição de matéria-prima importada.37 Aliq.710. % % .439.129. representa uma média de 58.287.63 R$ 58.93 338.56 Vinho 830.72 Seco Fino Total 2. Tabela: Carga tributária por produtos. quando somados os tributos que a empresa teve que pagar.384.20 23.97 10.6367 % % ] = .024.57 355. (*) Imposto a recuperar.00% No entanto.061.39 9.18% 0.06 1.65% 7.622. % % % ×[ .178.862.57) corresponde a 41.161. PIS Total de PIS Aliq COFINS 1.8072 ×[ % = 1.67.675.952.26 26.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) R$ 268. % % .312.39 58.7% 58.452.60% 7.3% Média 41.90 6.587.37% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. considerando apenas transações de importação.795.119.49 1.28 7.547.622.350.129. A tabela a seguir demonstra a composição do gasto total da Cia.000.35 1.641.08 348.01 268.01 2.22 1.300.062. equivalente a R$ 2.28 268.062.387.753.68% 23. incluindo frete e seguros.33 469.23 % 41.7% 58.18% 5.534. tem-se as seguintes bases de cálculo e a apuração dos respectivos tributos: Tabela: Apuração do PIS e COFINS Importação Produtos Vodca 8allaloc Uísque Vinho Seco Fino Total VA (CIF) X Base cálculo Pis/ Cofins 944.50 108.65% 1.64 88.201.94 Ballaloc Uísque 709.427.167.

75 30.400. Tabela: Compra de embalagens.061.22.00 246.507.(8) 1.696.48 633.alíquota de 10% (destacada na nota fiscal) . pode ser recuperada.00 R$ 22.00. o que se encontra evidenciado na tabela a seguir.775. o custo do estoque é representado pelo total do gasto com a aquisição.500.320.00 17.00 82.000.006.33 697. Tabela: Quantidade e preço de aquisição das embalagens.60% = 17. irá compensar com o imposto devido incidente nas operações de vendas os valores de IPI. Para a realização do acondicionamento das bebidas importadas.400. PIS e COFINS pagos. Atenas adquiriu embalagens no mercado nacional. Atenas adquiriu bebidas em tonéis para serem acondicionadas e.536.Estoque/Material de Embalagem (Ativo) D .887. ICMS.312.320.20 2.004.IPI a Recuperar (Ativo) D .89 804.2.alíquota 1.024.39 4.00 224.6% R$ 224.00 COFINS = (246. Produtos Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 7. tanto pela legislação do IPI quanto do ICMS. ou seja.22 1.481.696.400.83 2.Fornecedores (Passivo) R$ 162.00 R$ 17.IPI .00 R$ 40.65% = 3.501.00 D . a Cia.024.61 1. que será utilizado no processo de acondicionamento.754.00 3.alíquota de 18% PIS/PASEP .024.000 Total (R$) 62.400) x 7. Considerando que a Cia.33 Aquisição de embalagens A Cia.000.000 . PIS = (246.22.862.Valor total da NF ICMS .00 R$ 246.444.00 40.000 .952.00 Esta transação de aquisição de insumos. no entanto. Orleans Martins 63 .400.960.000 Uísque 3.057. comercializadas.81 805.696.000 Vinho Seco Fino 2. Os demais tributos (ICMS.ICMS a Recuperar (Ativo) D .50 25.COFINS a Recuperar (Ativo) C .65% COFINS . Valor da Matéria-Prima Valor do Custo dos produtos Impostos a Creditar (8) + Tributos (A) importados (A) . Tabela: Custo de aquisição da matéria-prima importada.95 20.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Parte dos tributos.235. a nota fiscal da compra totalizou R$ 246.011.00 79. também foi adquirido material de embalagens.00 R$ 3.00 Somando-se ao preço cobrado pelas embalagens o IPI incidente sobre as compras.alíquota de 7.000.500.000 Total 75.56 2.439.400. Compra de Embalagens .00 22.PIS a Recuperar (Ativo) D .400) x 1.59 1. O valor do PIS e COFINS a recuperar é calculado aplicando o valor da fatura de Embalagens menos o IPI (receita bruta) multiplicado pela alíquota respectiva.Valor das embalagens sem IPI . PIS/PASEP e COFINS) estão embutidos no preço das embalagens. Produtos Preço Unitário R$ Total de Garrafas Vodca Ballaloc 2.003.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. menos os impostos recuperáveis. possibilita que a empresa credite (recupere) o valor dos tributos pagos no momento da venda (comercialização) de seus produtos. posteriormente.974. Atenas irá recuperar.

00 2. a empresa terá que desembolsar R$ 157. o valor de PIS e COFINS embutidos na NF de compra compõe o custo de aquisição do estoque.00 no mês de janeiro.00 4.56 22.400.50 R$ 2. Em janeiro de 2007.400.33 D . Orleans Martins 64 .4.INSS a recolher (Passivo) R$ 26. Resumindo os valores a receber e descontos.50 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. conforme portaria do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS).754. Folha de pagamento da ClA. Fazem jus a salário-maternidade as empregadas em gozo de licençamaternidade por nascimento ou adoção de filho.40. Atenas possui 24 funcionários na área de produção da empresa. temos: Folha de Pagamento Salários Brutos Mais: Salário-família Salário-maternidade Menos: INSS funcionários IR retido na fonte Salários Líquidos Contabilização do custo com mão de obra Registrando a folha de pagamento do pessoal encarregado da produção: Pelo salário e descontos dos empregados encarregados da produção: D .444.376.00 26.Estoques/Custos de Produção/Material de Embalagem (Ativo) C .40 716. todo o estoque de matéria-prima e de material de embalagem foi utilizado na produção. Uma funcionária encontra-se em licençamaternidade.3. ocorreram pagamentos de saláriofamília e salário-maternidade.Salários a pagar (Passivo) C .Estoques/Matéria-Prima (Ativo) R$ 2.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Voltamos a ressaltar que PIS/PASEP e COFINS estão sendo lançados em conta de ativo porque a nossa empresa exemplo é tributada pelo regime não cumulativo.gov.996.50 20. consulte o site do MPAS: <http://www.869. 7. Consumo de matéria-prima e material de embalagem na produção Durante o mês de janeiro de 2007. No regime cumulativo.68 0.00 Nem todos os empregados fazem jus a salário-família. Somando-se os empregados que fazem jus a salário-família.mpas.00.74 Acima de 654. Além da folha de pagamento.57 até 654. cujos salários brutos somaram R$ 26. cujo ônus financeiro é da empresa.R retido na fonte a pagar (Passivo) C . e fazem jus ao salário-família os empregados que percebem até uma determinada faixa salarial. ATENAS A Cia.00 157.960.Estoque/ Material de Embalagem (Ativo) R$ 162. e faz jus a um salário de R$ 716.50 R$ 4.027. a tabela de faixas salariais e valores de salário-família eram (para consulta do valor atualizado.00 R$ 19.376.br/>): Critérios p/ Cálculo do Salário-Família Remuneração (R$) Salário-Família (R$) Até 435.Estoques/Custos de Produção/Matéria-Prima (Ativo) C . D .34 De 435.00 7.Estoques/Custos de Produção/Salários (Ativo) C .67 15.027.400.

59 Pelas provisões de férias e adicional de férias relativas ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .40 A empresa está obrigada ao pagamento de tributos que incidem sobre a remuneração do trabalho.67 Provisão de 13º 2. As contribuições a terceiros são recolhidas juntamente com as devidas ao INSS.00 Total 6.80 FGTS 8.4. SEBRAE.Salários a pagar (Passivo) 7.FGTS a recolher (Passivo) 7. O somatório das contribuições incidentes sobre remuneração de empregados a serem recolhidas ao INSS totalizou 27.112. Sobre a remuneração de empregados. A tabela seguir apresenta o resumo" dos valores a serem registrados.Provisões Trabalhistas/Provisão para Férias (Passivo) R$ 2. Pelos encargos devidos ao INSS incidentes sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .00 Em observância ao regime de competência. Provisões trabalhistas R$ 2. INCRA etc.312.70% 7.2.400.).1. contribuição previdenciária e contribuições a terceiros (SESC.933.40 FGTS 8% 176.70% 609.53 FGTS 8% 234.33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.70% 812. e também os encargos trabalhistas (INSS empresa e FGTS) sobre o valor das provisões.200. Encargos sociais (INSS e FGTS) R$ 873. reduzindo-os do montante a recolher ao INSS: D .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pelo salário-família e salário-maternidade dos empregados encarregados da produção: A empresa paga salário-família e salário-maternidade. Alíquotas Produção Salários Brutos 26.312. férias e adicional de férias (1/3).Estoques/Custo de Produção/INSS (Ativo) C . o registro dos encargos sociais incidentes sobre a remuneração paga ao pessoal encarregado da produção impacta o custo da produção. mas tem o direito de recuperar estes valores.112. Orleans Martins 65 . incidem FGTS.933.00 Da mesma forma que em relação à folha de pagamento.00% 2.33 INSS Empresa 27.4. Transações Alíquotas R$ Provisão de Férias + 1/3 de férias 2. Tabela: Encargos sociais sobre remuneração a empregados da produção.00 INSS Empresa 27.7%. SESI. a empresa realiza a contabilização da provisão de décimo-terceiro salário.INSS a Recolher (Passivo) R$ 7. Tabela: Provisões e encargos sobre 13º e férias do pessoal da produção.Estoques/Custos de Produção/ Férias (Ativo) C .Estoques/ Custos de Produção/ FGTS (Ativo) C .991.80 Pelo FGTS incidente sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .INSS a recolher (Passivo) C . que repassa às demais entidades.00 INSS Empresa 27.

53 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre 13º salário do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . Salários + encargos de pessoal da produção = Custo total com mão de obra Custo total com mão de obra Salários Brutos 26. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.790. A Cia.Estoques/Custos de Produção/ Décimo terceiro Salário (Ativo) C .00).790.00 Somando-se salários.Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C . neste caso.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pela provisão do 13º salário relativo ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . Orleans Martins 66 .996.933. Assim. encargos e provisões.Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C . IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO Sobre o lucro auferido pela Cia.112.Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C .80 FGTS 2.Provisões Trabalhistas/Provisão INSS s/ Férias (Passivo) R$ 812.200. a 162% dos salários brutos (R$ 26.50 sem contar o salário-família e maternidade) o custo total com mão de obra corresponde a 214% do salário líquido. conforme discriminado a seguir.400.00 INSS Empresa 609.33 INSS Empresa 812. o que lhe permite recolher as antecipações do IRPJ e CSLL mensalmente por estimativa' ou com base em balancete de suspensão/redução.00 Total 42.Provisões Trabalhistas /Provisão INSS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 609.73 8.40 FGTS 176. o custo total com mão de obra da empresa somou R$ 42. Se compararmos este montante com o salário líquido que os empregados irão receber (R$ 19.00 INSS Empresa 7.Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C . Atenas.73.53 FGTS 234.00 Provisão de férias 2.312.00 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . é necessário que se faça mensalmente o cálculo do tributo devido com base no Lucro Real (IRPJ) e Resultado Ajustado (CSLL). há a incidência dos seguintes tributos: • Imposto de Renda Pessoa Jurídica e • Contribuição Social Sobre o Lucro.Provisões Trabalhistas/ Provisão 13º Salário (Passivo) R$ 2.400.Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 176. adota a tributação pelo Lucro Real anual.Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ Férias (Passivo) R$ 234.40 Pela provisão de FGTS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .200.67 obra): Pela provisão de FGTS incidente sobre 13Q salário do pessoal encarregado da produção (mão de D .67 Provisão de 132 Salário 2. O custo total com mão de obra corresponde.

1.947. Transcrevemos a seguir a demonstração do resultado antes do IRPJ: Demonstração de Resultado Mensal Faturamento Bruto IPI Receita Bruta de Vendas Impostos incidentes sobre vendas PIS 17.00 x 9% = R$ 35.Ativo Diferido CSLL (Ativo Realizável a Longo Prazo) C .0% 486.342.000. 195. no valor de R$ 8.998.Provisão para CSLL (Resultado) C .00 5.80 D .900.CSLL A contribuição social é um tributo incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas.000.420.105. em 15 de dezembro de 1988.947. por não contar com documentação adequada.86 (R$ 453. ajustado pelas adições. portanto: Tabela: Apuração da CSLL.00 (5.00) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.689.CSLL a pagar (Passivo) R$ 486.105.00 (4.80). 8.998. Foi instituído pela Lei nº 7.000.87 407.497.000.947.2.220. Orleans Martins 67 .525. ao qual serão feitos os ajustes determinados pela legislação.420.000.00) 12.R$ 35. IRPJ .87 apurado conforme demonstração do resultado do exercício.66 .00) (209.00.33 4. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível. uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária. tal como definida no Capítulo II do Título VIII da Constituição Federal de 1988 (art.33 Pela CSLL incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Ativo Diferido) Ativo Diferido CSLL = R$ 399. O ponto de partida no cálculo é o resultado parcial de R$ 4. No período.680.Imposto de Renda Pessoa Jurídica O lucro real é o lucro líquido do período de apuração. I).[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 8. é o lucro após computada a CSLL. uma parcela das despesas administrativas e de vendas.752.420.80 O valor da despesa com CSLL no período é R$ 417. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação.00 8. foi considerada indedutível. Aplicam-se à CSLL as mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidas para o imposto de renda das pessoas jurídicas. mantidas a base de cálculo e as alíquotas previstas na legislação específica em vigor. no caso do IRPJ. A determinação do lucro real será precedida da apuração do lucro líquido de cada período de apuração com observância das disposições das leis comerciais. Lucro antes do IR e CSLL Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para créditos de liquidação duvidosa Exclusões Base de Cálculo para Contribuição Social sobre o Lucro Líquido Alíquota CSLL devida no Período Contabilização Pela CSLL devida no período: D .541.072.Provisão para CSLL (Resultado) R$ 35.00 399.593. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido . com a finalidade de custear os benefícios da seguridade social do país. o que.497.87 9. A base de cálculo e o valor da CSLL devida no período são.405.

41 ) (75.351.00) (3.420.828. pois na contabilidade foram consideradas despesas.47 Pelo IRPJ incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Registro de Ativo Diferido) Ativo Diferido IRPJ = R$ 399. no valor de R$ 8.546. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.59 1.552.405.381.00.07 (518.039.20.420.653.000.349.00) 8. foram consideradas despesas indedutíveis.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] (OFINS ICMS sobre Vendas Receita Líquida de Vendas Custo dos Produtos Vendidos Lucro Bruto Despesas de Vendas Despesas Financeiras Despesas Administrativas Lucro Operacional Resultado não Operacional Lucro Antes do IRPJ e CSLL CSLL Lucro Antes do IRPJ (963.47 4.87 407.Provisão para IRPJ (Resultado) C .87 486.538. despesas administrativas e de vendas.00 O diferimento de impostos segue o regime de competência.525.IRPJ a Pagar (Passivo) R$ 1.497.170.452.00 x 25% = R$ 35.337.525. O Lucro Real e o valor do IRPJ devida no período são.105. sem sua respectiva contabilização.87 .683.680.000.349.433.998.87 4.420.88 538.75) IRPJ Alíquota Adicional (10% x (5.000. uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária. tal diferimento não deverá ser efetuado.87 810.855.Ativo Diferido IRPJ (Ativo) C .100.33 4.105.00 (2.998.54 No período.00 5.105.511. Caso a sua realização seja colocada em dúvida. Lucro antes do Imposto de Renda Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Exclusões Lucro Real (Base de cálculo do IRPJ) IRPJ Alíquota Normal (15% x 5.80.Provisão IRPJ (Resultado) R$ 99.405.00 8. porém a dedutibilidade. deverá ser considerada quando da realização financeira de tal despesa.000.608.20) (91.947. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível. Orleans Martins 68 .561. D . para efeito de IRPJ e CSLL. portanto: Tabela: Apuração do IRPJ.00 399.002) IRPJ devido no Período Contabilização Pelo IRPJ devido no período: D .93) 5.381.998.59) 4.

pode-se dizer de forma simplificada. Posteriormente. Cabe destacar que a neutralidade fiscal! proposta pelo Regime Tributário de Transição (RTT) para empresas optantes do regime do lucro real vigerá até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos tributários dos novos métodos e critérios contábeis. em dezembro de 2007. composto por um conjunto de normas orientativas: IFRS . tornando obrigatória a partir de 2010.638. muitos dos critérios para avaliação de ativos e passivos .638. da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). as quais deverão ser elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade.638/07 veio atender a questões que já vinham sendo discutidas pelos contabilistas brasileiros há cerca de duas décadas. os elaboradores da Lei nº 11. E o que isso tem a ver com a questão tributária? Tudo. as autoridades fiscais deverão ajustar a legislação fiscal à nova configuração contábil. que representa o mercado de títulos e valores imobiliários. a Medida Provisória 449. que representa as companhias abertas. foi criado o que passou a ser chamado de "LALUC .638. após a consolidação das mudanças no plano contábil. • FIPECAFI . de 4 de dezembro de 2008.Bolsa de Valores de São Paulo. que congrega os profissionais da área de contabilidade.Livro de Apuração do Lucro Contábil". este regime oferece às empresas contribuintes maior segurança jurídica no momento da apuração das bases de cálculo do tributos federais. que é uma entidade ligada à Universidade de São Paulo e que. O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11. Conscientes do problema que seria gerado.Conselho Federal de Contabilidade. em um livro à parte. 9. e as demais que estão por vir. • BOVESPA . em seguida. que foi criado por um resolução do Conselho Federal de Contabilidade e que é formado por seis entidades: • ABRASCA . O RTT. em especial daqueles incidentes sobre o lucro. existente na legislação do Imposto de Renda.mudaram. da contribuição para o PIS/PASEP e da contribuição para o financiamento da seguridade social (COFINS).Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais. que efetuou alguns ajustes na Lei nº 11. Fazem parte também. emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários. convertida na Lei 11. a Receita Federal do Brasil e a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). Regime Tributário de Transição Em linhas gerais.1. o Banco Central do Brasil.638/07 A contabilidade brasileira encontra-se num processo de convergência aos padrões internacionais contábeis.Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis. • CFC . 9. em referência ao "LALUR Livro de Apuração do Lucro Real". seria afetada. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. a base de cálculo dos tributos. A expectativa presente é que.Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. portanto. Com as alterações introduzidas pela Lei nº 11.International Accounting Standards Board. Assim. para fins de tributação. a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). apuração de resultados . representa a academia. que representa os analistas de mercado. uma vez que a lei traz em seu texto a possibilidade de normas adicionais.1. será optativo apenas nos anos de 2008 e 2009. A publicação da Lei 11. que coordena e congrega os auditores independentes.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 9. inclusive para a apuração do imposto sobre a renda com base no lucro presumido ou arbitrado.1. uma vez que o modelo de contabilidade que está sendo implementado é aderente ao modelo internacional delineado pelo IASB . As autoridades tributárias baseiam-se nos números contábeis (aos quais alguns ajustes são feitos) para tributar as empresas. Atuariais e Financeiras.Associação Brasileira das Companhias Abertas. Orleans Martins 69 . de 27 de maio de 2009. Um grande passo concreto dado nessa direção foi a criação do CPC (o Comitê de Pronunciamentos Contábeis). como convidados permanentes do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Mudando-se os critérios contábeis. através da emissão de uma lei específica.e consequentemente.941. e. • APIMEC NACIONAL .Regime Tributário de Transição.638 preocuparam-se em garantir que os novos critérios contábeis não afetariam a base de cálculo dos tributos. A ideia era a seguinte: as empresas fariam os seus registros contábeis conforme os critérios aceitos pela legislação tributária.International Pinancial Reporting Standards. fariam os ajustes necessários a atender aos novos critérios contábeis trazidos pela Lei nº 11. • IBRACON . "congelou" os métodos e critérios contábeis. revogou o parágrafo que criava o LALUC e garantiu a neutralidade tributária criando o RTT .

ao menos para 2008 e 2009. • Empresas que estão amortizando ágio justificado por rentabilidade futura (após incorporação): considerando que as novas práticas determinam que este ativo diferido não será mais amortizado. 21 da Lei nº 11. O detalhamento deste ajuste global será objeto do FCONT (Controle Fiscal Contábil de Transição). inclusive o PIS e a COFINS somente ocorre se a PJ optar pelo RTT. definido como uma escrituração das contas patrimoniais e de resultado. recomenda-se avaliar as especificidades de cada empresa. Dentre as hipóteses em que a opção pelo RTT pode ser uma alternativa para a manutenção da carga tributária: • Empresas que possuem incentivos fiscais considerados como subvenção para investimento: como tais subvenções passam a ser contabilizadas no resultado do exercício. resultando em apropriação de despesas relativas a estes contratos num período de tempo superior. Orleans Martins 70 . 17 da Lei nº 11. recebem isenção ou redução de impostos. alguns destes contratos deverão ser considerados como uma operação de compra e venda a prazo. poderão ser realizados outros ajustes no LALUR (adição.404/76.941/09 será também aplicável para a apuração do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ).1. com a finalidade de reverter o efeito da utilização de métodos e critérios contábeis diferentes daqueles vigentes em 31 de dezembro de 2007.2. A formalização da opção ocorreu no momento da entrega da DIPJ. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. as pessoas jurídicas que fizerem opção pelo REGIME TRIBUTÁRIO DE TRANSIÇÃO deverão realizar os ajustes específicos no lucro líquido do período. as empresas optantes poderão continuar realizando as apurações do IRPJ e da CSLL com base nos métodos e critérios contábeis vigentes em 31/12/2007. o parágrafo único do art. Assim.941/09 fica estabelecido que a sua adoção para fins de apuração do IRPJ implicará na adoção automática para os demais tributos federais: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). conforme os novos métodos e critérios contábeis) para o lucro líquido para fins tributários (ou seja. no LALUR.2. Portanto. as empresas devem fazer um ajuste global do lucro líquido societário (ou seja. 9. PIS e COFINS. normalmente com taxas que levam em conta a vida útil efetiva.638/07. cabe destacar que as empresas que não optaram pelo RTT não terão a neutralidade assegurada. 16 da Lei nº 11. Empresas tributadas pelo lucro presumido e real A Lei nº 11. Destaca-se também que as companhias abertas e outras que fizerem a opção deverão aplicar as normas emitidas pela CVM. Para garantir a neutralidade. que serão concedidas como estímulo à implantação ou/e expansão de empreendimentos econômicos. com as modificações introduzidas pela Lei nº 11. estabelece que. Possam existir situações em que adesão ao RTT poderá ser menos complexa. 941/09 estabelece que as pessoas jurídicas deverão primeiramente apurar o resultado do exercício de acordo com as disposições da Lei nº 6. para apuração da base de cálculo do imposto. referente ao ano calendário de 2008. 9. em partidas dobradas. a não tributação pelo IRPJ. a empresa optante poderá efetuar as adições e exclusões inerentes às diferenças de critério contábil diretamente no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). De acordo com as instruções do RTT. a opção pelo RTT parece assegurar. no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR).COFINS. CSLL e.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Às empresas optantes do RTT segundo o art. considerando os critérios contábeis aplicáveis à legislação tributária. No entanto. O art. que regulamentou o RTT. • Empresas que operam com contratos de arrendamento mercantil (leasing): para fins contábeis.1. considerando os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007). a dedutibilidade da amortização com base no critério vigente em 31/12/2007. Lembrando que. Subvenções para investimento As transações relacionadas a subvenções para investimento é disciplinada pelo artigo 18 da Lei nº 11. exclusão e compensação) de valores prescritos ou/e autorizados pela legislação tributária. que estabelece que. Além disso.941/09. para fins de aplicação do RTT.1.941/09 deixa claro que as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelos demais órgãos reguladores que visem alinhar a legislação específica com os padrões internacionais contábeis também não poderão alterar a base de cálculo do IRPJ. mas sim submetido ao teste de recuperação. o bem estará sujeito à depreciação. A Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil nº 949/09. Portanto. a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social. CSL. para empresas optantes da sistemática do lucro presumido.

os gestores terão condições de realizar urna avaliação mais precisa e decidir sobre a viabilidade da opção ou não ao RTT. enquanto mantidas em reservas e não disponibilizadas aos sócios. Descrição Ágio fundamentado por rentabilidade futura (após incorporação) Arrendamento mercantil Leasing Depreciação . 195-A da Lei nº 6.404/76. para fins de apuração do lucro real e da base de cálculo do PIS e da COFINS posteriormente. conforme refere o art. destaca-se que as empresas deveriam identificar que ajustes podem e são aplicáveis às demonstrações contábeis. sendo necessária a avaliação do efeito do teste de recuperação Passará a registrar a depreciação dedutível do bem ativado e encargos financeiros do passivo registrado Mesmos efeitos da opção. as empresas optantes do regime tributário transitório deverão reconhecer o prêmio recebido em conta do resultado pelo regime de competência. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular. 9. Entretanto. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmios na emissão de debêntures. mediante redução do capital social. A partir desta avaliação sobre os reflexos fiscais que podem decorrer dos respectivos ajustes. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos. A lógica subjacente refere-se ao fato de que não se devem onerar benefícios fiscais cedidos pelo próprio Poder Público. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 Se a taxa for aumentada. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 (Benefício via LALUR) Dedutibilidade da contra prestação paga assegurada. desde que esse valor seja mantido em urna reserva de lucro específica. 9. ou • Integração à base dos dividendos obrigatórios. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmio na emissão de debêntures. ou • Integração à base de cálculo dos dividendos obrigatórios. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. mediante redução do capital social nos 5 (cinco) anos anteriores à data da emissão das debêntures corno prêmio. Orleans Martins 71 . é exigido que as subvenções para investimentos e as doações recebidas do Poder Público deverão ser mantidas em conta de reserva de lucros. Transações contábeis que provocam efeitos tributários em função da opção da RTT Dentre as orientações e recomendações em relação ao RTT. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos.2. somente revisão de estimativa da vida útil CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. mediante redução do capital social.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Destaca-se também que as doações realizadas pelo Poder Público deverão ser registradas em conta do resultado pelo regime de competência. apresentam-se algumas transações que poderão provocar efeitos tributários em função da opção do RTT. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular. posteriormente. Esta nova regra assegura a não tributação das subvenções para investimentos. os valores das subvenções para investimento e doações recebidas do Poder Público serão tributadas caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular. Entretanto.3. se considerarmos que não ocorre mudança de critério contábil.1. nos 5 (cinco) anos anteriores à data de doação ou subvenção. excluir o valor do prêmio de emissão nas debêntures do LALUR para fins de determinação da base de cálculo do IRPJ e da CSL e da base de cálculo do PIS e da COFINS. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. Sendo que. será necessária a comprovação para atendimento inclusive do Fisco NÃO Opção Em princípio. mediante redução do capital social. Ágio na emissão de debêntures No caso de haver ágio na emissão de debêntures. não aproveita fiscal mente. No entanto.1. Na tabela a seguir.1. com posterior capitalização do valor do prêmio. esses valores poderão ser excluídos do LALUR. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. com posterior capitalização do valor da doação ou subvenção. as companhias abertas e outras poderão. De acordo com as orientações constantes das normas expedidas pela CVM.alteração de vida útil econômica Opção pelo RTI Dedutibilidade da amortização assegurada. o valor do prêmio na emissão de debêntures será tributado caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular.

da futura liquidação de passivos. Como tem ocorrido em relação a outros assuntos contábeis. Ajustes a valor presente de contas a receber e a pagar Os ajustes aumentarão ou reduzirão o lucro tributável. que é a norma internacional. Pois têm-se observado diversas discussões que destacam que estas medidas instituídas restringem alguns dos direitos das empresas. Orleans Martins 72 . 9. em 17 de julho de 2009. • Passivo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro devido em período futuro relacionado às diferenças temporárias tributáveis. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 emissão de ações Dedutibilidade ocorrerá pelo critério Ativo diferido . CSLL. da apresentação dos tributos sobre o lucro nas demonstrações contábeis e da divulgação das informações relacionadas aos tributos sobre o lucro. o pronunciamento CPC 32.exceto em relação a pequenas adaptações para tornar a tradução melhor compreensível . 327 do RIR) (adição temporária) Teste de recuperação Tratamento de provisão (lmpairment) temporariamente indedutível Fonte: Terco Grant Throrntton (2009). b) Compensação futura de prejuízos fiscais não utilizados.2. Cita-se como exemplo vedação da compensação dos valores de IRPJ e CSLL devidos por estimativa. Em relação às opções de tributação do IPRJ e CSLL.1. 941/09. • Lucro tributável é o lucro para um período. que veda a compensação das estimativas de IRPJ e CSL1.vigente em 1/12/2007. qual seja. não obteve-se o consenso esperado. o pronunciamento do CPC reproduz . 9. que pode ser uma alternativa viável. sobre o qual os tributos sobre o lucro são devidos. Algumas definições importantes utilizadas pelo pronunciamento são: • Resultado contábil é o lucro ou prejuízo para um período antes da dedução dos tributos sobre o lucro. As diferenças temporárias podem ser tanto: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que pareciam perfeitamente estabelecidos. • Diferença temporária é a diferença entre o valor contábil de ativo ou passivo no balanço e sua base fiscal. A questão principal do CPC 32 são as consequências fiscais atuais e futuras da futura recuperação do valor contábil de ativos (por venda ou uso). conforme o caso Será tributado para fins de IRPJ. determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias.despesas pré. PIS e COFINS Também deverá cumprir o critério fiscal previsto no artigo 327 do RIR (cinco anos) Tratamento de provisão temporariamente indedutível Diante das mudanças introduzidas pela Lei nº 11. que teve como finalidade a neutralidade fiscal. operacionais recuperação. determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Efeitos de natureza credora ou devedora serão neutralizados no LALUR (adição/exclusão) Reserva para subvenção na Não tributação assegurada. que já estão sendo questionadas judicialmente pelos contribuintes.o IAS 12 . c) Compensação futura de créditos fiscais não utilizados. O Pronunciamento CPC 32 Tributos sobre o lucro . que prescreve o tratamento contábil para os tributos sobre o lucro. e.IAS 12 . sobre o qual os tributos sobre o lucro são recuperáveis.638/07 e das medidas instituídas pela Lei 11.2.Income Taxes. O pronunciamento também trata de reconhecimento de ativos fiscais diferidos decorrentes de prejuízos e créditos fiscais não usados. não inferior a cinco anos (art. • Prejuízo fiscal é o prejuízo para um período. • Despesa tributária (receita tributária) é o valor total incluído na determinação do lucro ou prejuízo para o período relacionado com o tributo sobre o lucro corrente ou diferido. pois reduziria os efeitos impostos pela MP 448. e das transações e eventos no período atual reconhecidas nas demonstrações contábeis. cabe destaque para a apuração com base no lucro real trimestral. • Ativo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro recuperável em período futuro relacionado a: a) Diferenças temporárias dedutíveis. • Tributo corrente é o valor do tributo devido (ou recuperável) sobre o lucro tributável (ou prejuízo fiscal) do período.Income Taxes O Comitê de Pronunciamentos Contábeis aprovou.

e no momento da transação. a qual é a diferença temporária que resulta em valores que são dedutíveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de futuros períodos quando o valor contábil do ativo ou passivo é recuperado ou liquidado. Orleans Martins 73 . A figura a seguir ilustra o modelo de decisão para o reconhecimento de ativos e passivos fiscais diferidos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. a qual é a diferença temporária que resulta em valores tributáveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de períodos futuros quando o valor contábil de ativo ou passivo é recuperado ou liquidado. ou. Já para o reconhecimento de ativos fiscais diferidos. não afeta nem o lucro contábil nem o lucro tributável (prejuízo fiscal). conforme o CPC 32/IAS 12: Em relação aos ativos: O pronunciamento torna obrigatório o reconhecimento de passivo fiscal diferido para todas as diferenças temporárias tributáveis. ou • Reconhecimento inicial de ativo ou passivo em uma transação que: não é uma combinação de negócios. Diferença temporária dedutível. Base fiscal de ativo ou passivo é o valor atribuído àquele ativo ou passivo para fins fiscais. exceto quando o passivo fiscal diferido advenha de: • Reconhecimento inicial de ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill). • • As figuras a seguir ilustram de forma gráfica o tratamento prescrito para registro de ativos e passivos fiscais diferidos. o CPC destaca que tais ativos só deverão ser reconhecidos na medida em que seja provável a existência de lucro tributável contra o qual a diferença temporária dedutível possa ser utilizada.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Diferença temporária tributável. além das mesmas exceções relacionadas para os passivos fiscais diferidos.

Orleans Martins 74 .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.

São Paulo: IOB – Thonsom. Paulo E. REZENDE.com. São Paulo: Fase Editora. SANTOS. Contabilidade Tributária. São Paulo: Saraiva. NEVES. VICECONTI. ed. 2010. CHIEREGATO. Barros. São Paulo: Atlas. PEREIRA. Mauro Fernando.blogspot. Amaury José. São Paulo: Atlas. 9. 2007. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: CHAVES. São Paulo: Atlas. Carlos Alberto. REIS. decretos e normas). 2010. Roberta Carvalho de. 2009. ed. Imposto de Renda Pessoa Jurídica para Contadores. atual. 3. Contabilidade Tributária: entendendo a lógica dos tributos e seus reflexos sobre os resultados das empresas. Orleans Martins 75 . Gustavo Pedro de. 11.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] BIBLIOGRAFIA BÁSICA: FABRETTI. Renato. V. Contabilidade Tributária. e ampl. Cleônimo dos Santos. PEREZ JÚNIOR.com CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 2009. Curso Prático de Imposto de Renda: pessoa jurídica e tributos conexos. ed. São Paulo: Atlas. PEREIRA. OLIVEIRA. Luciano Gomes dos. Láudio Camargo. Sidney Ferro. GALLO. MUNIZ. Luís Martins de. 2010. José Hernandez. rev. Érica Gadêlha. Legislações específicas (leis. ed. São Paulo: Atlas. Marilete Bezerra.br Web site: informacaocontabil. ORLEANS SILVA MARTINS Doutorando e Mestre em Ciências Contábeis pela UnB Email: orleansmartins@yahoo. Manual de Contabilidade Tributária: textos e testes com as respostas. Francisco Coutinho. 2010. ALENCAR. Contabilidade Tributária na Prática. GOMES. OLIVEIRA. Carlos Alberto. 13. Silvério das. Manual de Contabilização de Tributos e Contribuições Sociais. 2007.

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