2011

APOSTILA DE CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

APOSTILA PARA ACOMPANHAMENTO DO MÓDULO PROF. ORLEANS MARTINS

[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL]

PROGRAMA
1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional; Legislação Tributária; Tributos – federais, estaduais e municipais; Princípios Constitucionais Tributários; Elementos Fundamentais do Tributo; Obrigação Tributária; Imunidades e Isenção Tributária; Regulamento do Imposto de Renda; Responsabilidade do Contador; Contabilidade Tributária; Planejamento Tributário. 2. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA PIS/PASEP e COFINS; ICMS; IPI; ISS. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO IRPJ; CSLL; Regimes de Tributação do IRPJ e CSLL. 4. SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Simples Nacional. 5. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) Contabilização do ICMS em empresas em regime normal de apuração. 6. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) Breve descrição do tributo; Descrição dos eventos relacionados ao tributo; Contabilização dos eventos. 7. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS Aquisição de matéria prima; Aquisição de embalagens; Consumo de matéria prima e material de embalagem na produção; Folha de pagamento. 8. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO CSLL; IRPJ. 9. O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11.638/07; O pronunciamento CPC 32.

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1. 1.1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional

Direito e Contabilidade são ciências que caminham juntas e complementam-se, desde longa data, acompanhando a natural evolução das diversas sociedades. Direito é a ciência das normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens em sociedade, existindo para isso as diversas jurisprudências. É o conjunto das normas jurídicas vigentes num país. Entre essas, destacam-se as normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, constituindo o Sistema Tributário Nacional, que disciplina a arrecadação e distribuição de rendas. A Contabilidade, por sua vez, é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, controle e registro dos atos e fatos de uma administração econômica, servindo como ferramenta para o gerenciamento da evolução do patrimônio de uma entidade e, principalmente, para a prestação de contas entre os sócios e demais usuários, entre os quais se destacam as autoridades responsáveis pela arrecadação dos tributos de uma nação ou região. No exercício de suas funções, claro está que o contador deve obedecer, além das normas e dos princípios fundamentais de contabilidade, também à legislação tributária concernente à correta apuração, registro, divulgação e arrecadação dos diversos tributos que incidem nas diversas fases de atividade das empresas e, principalmente, sobre a obtenção de renda e lucro em determinado período. Justifica-se, portanto, a imperiosa necessidade de os contadores conhecerem determinados aspectos da legislação tributária, devido à grande influência nas rotinas das organizações. 1.2. Legislação Tributária

É oportuno, de início, transcrever o conceito dado pelo Código Tributário Nacional à legislação tributária, conforme o art. 96 da Lei nº 5.172/66, de 25 de outubro de 1966: “Art. 96. A expressão 'legislação tributária' compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes." A Constituição Federal de 1988 trouxe profundas alterações no Sistema Tributário Nacional, não só em relação à quantidade e ao campo de incidência dos tributos, mas também quanto à própria distribuição dos valores arrecadados entre União, Estados e Municípios, o que atualmente vem comprometendo uma razoável reforma tributária principalmente em razão de não haver consenso entre os governantes de como devem ser repartidos os valores arrecadados. 1.2.1. Leis, tratados, convenções internacionais e decretos De acordo com o art. 97 do Código Tributário Nacional: "Somente a lei pode estabelecer: I. II. III. IV. V. VI. A instituição de tributos, ou a sua extinção; A majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3 Q do art. 52, e do seu sujeito passivo; A fixação da alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nelas definidas; As hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. § 1 º Equipara-se à majoração do tributo a modificação de sua base de cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso.

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II. Seção III Normas complementares Art. A destinação legal do produto da sua arrecadação. Já os impostos representam. • Instituída em lei: só existe a obrigação de pagar o tributo se uma norma jurídica com força de lei estabelecer essa obrigação. dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: I. instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. O conteúdo e o alcance dos decretos restringem-se aos das leis em função das quais sejam expedidos. • Que não constitua sanção de ato ilícito: as penalidades pecuniárias ou multas não se incluem no conceito de tributo. inexistindo o pagamento in natura ou in labore. Tributos . Os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas. II. III.Conceitos e Espécies O Código Tributário Nacional conceitua tributo como toda prestação pecuniária compulsória. Orleans Martins 4 . A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação. A denominação e demais características formais adotadas pela lei. 99. As práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 2 º Não constitui majoração de tributo. Ufir). a lei já estabelece todos os passos a serem seguidos. • Contribuições de melhoria: que são cobradas quando do benefício trazido aos contribuintes por obras públicas. os Estados. BTN.3. São normas complementares das leis. Art. • Taxas: que estão vinculadas à utilização efetiva ou potencial por parte do contribuinte. a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. As decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa. de CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que não constitua sanção por ato ilícito. o Sistema Tributário Nacional está estruturado de forma a permitir ao Estado a cobrança de: • Impostos: que decorrem de situação geradora independente de qualquer contraprestação do Estado em favor do contribuinte." 1. e serão observados pela que lhes sobrevenha. IV. como ao impacto causado no contribuinte. de serviços públicos específicos e divisíveis. ou seja. determinados com observância das regras de interpretação estabelecidas nesta Lei. • Em moeda ou cujo valor se possa exprimir: os tributos são expressos em moeda corrente nacional (reais) ou por meio de indexadores (ORTN. 98. Para melhor entendimento sobre a definição de tributo. • Cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada: a autoridade não possui liberdade para escolher a melhor oportunidade de cobrar o tributo. em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. Os convênios que entre si celebrem a União. o Distrito Federal e os Municípios. • Compulsória: obrigação independente da vontade do contribuinte. o que é pago em bens ou em trabalho ou prestação de serviço. para os fins do disposto no inciso II deste artigo. assim. ESPÉCIES DE TRIBUTOS No que se refere às espécies de tributos. Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna. sendo irrelevantes para qualificá-Ia: I. As taxas e contribuições de melhoria têm pouco significado. 100. o pagamento de tributo não decorre de infração de determinada norma ou descumprimento da lei. OTN. tanto no que se refere ao montante arrecadado. é possível decompor sua definição nas seguintes características: • Prestação pecuniária: significa que o tributo deve ser pago em unidades de moeda corrente. Art. a que a lei atribua eficácia normativa.

chegando ao patamar no ano 2000 de 32. que. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. consequentemente. de outro. ou seja. Outras. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e Contribuição para o Fundo de Investimento Social (COFINS). corno é o caso do imposto único. Essa amplitude e o detalhamento dado pelo texto constitucional promoveram um crescimento desordenado dos tributos cobrados nos últimos anos. • Propriedades de veículos automotores. a folha de pagamento dos empregados e o faturamento das empresas. Orleans Martins 5 . Tributos Federais. ou relativas a títulos ou valores imobiliários. com isso. embora tenham sido tratadas no capítulo dos tributos. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. • Operações de crédito. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: • Transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens e direitos. são subdivididas em contribuições ao INSS. assumem as características destes para fazer face aos investimentos do governo nesse setor. mais racionais.4. a tributação sobre a renda.5. sem contar as possibilidades de ocorrência de sonegação. Contribuição ao PIS/Pasep. a competência de estabelecer os tributos: Compete à União instituir impostos sobre: • Importação de produtos estrangeiros. • Serviços de qualquer natureza. 1. os custos necessários a sua apuração e recolhimento. de um lado aumenta a indústria da arrecadação e fiscalização e. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: • Propriedades predial e territorial urbana. • Produtos industrializados. Contribuição Sindical. • Exportação. Algumas sugestões primam pela radicalidade. 1. • Propriedade territorial rural. para o exterior. • Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. Atualmente. e simplificando o processo de arrecadação. Essa situação tem causado forte campanha em favor da mudança do Sistema Tributário Nacional. • Transmissão intervivos. como para direcionar o comportamento da economia. câmbio e seguro. entre os diversos níveis de governo. o que tem provocado constantes recordes de arrecadação. Princípios Constitucionais Tributários Os princípios constitucionais tributários prevalecem sobre todas as demais normas jurídicas. ao Distrito Federal e aos Municípios: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. as quais só têm validade se editadas em rigorosa consonância com eles. o instrumento do qual o Estado dispõe tanto para angariar recursos para gerir a Administração Pública e permitir investimentos em obras públicas.34% do Produto Interno Bruto (PIB). segundo a Constituição Federal. o consumo e a propriedade. é vedado à União. aos Estados. de bens imóveis e de direitos reais sobre imóveis. que passa por urna revisão de texto constitucional. surgiram para financiamento das atividades sociais as contribuições sociais. Com a edição da Constituição Federal de 1988. As contribuições sociais instituídas têm corno base os lucros das sociedades. são vistos a seguir. por ato oneroso. Estaduais e Municipais A Constituição em vigor assim distribui. ressalvadas as exceções legais. reduzindo a quantidade de tributos. Assim.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] fato. • Rendas e proventos de qualquer natureza. mas mantendo na essência o que hoje se realiza. vemos hoje urna situação em que o governo e os empresários estão onerados pelo excesso de tributos em vigor. • Grandes fortunas. buscam aproximar o Brasil das nações do Primeiro Mundo. Tais princípios. de produtos nacionais ou nacionalizados.

que.6.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] I. 151. títulos ou direitos (Princípio da isonomia tributária). 145. ao Estado ou ao Município. Instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. por exemplo. determinada pessoa (credor) pode exigir de outra (devedor) uma prestação (objeto). a tributação da União deverá ser uniforme em todo o território nacional. É considerada subjetiva quando se refere à condição pessoal do contribuinte (capacidade econômica real). 145. Elementos fundamentais da obrigação tributária Dessa forma. 1. inciso I. Princípio da autoridade tributária No art. o recebimento do preço de um bem em um contrato. b) No mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou (Princípio da anterioridade). Princípio da não discriminação tributária O art. da Constituição Federal o exercício da competência tributária é dado à União. II.1.). conforme se depreende do art. Orleans Martins 6 . 145. títulos etc.signos presuntivos de capacidade tributária ou riqueza). exercitarão as competências tributárias. encontram-se os três elementos básicos da obrigação tributária: a) A lei. § 1 º. aos Municípios e ao Distrito Federal. por mera definição. 152. Obrigação tributária Inicialmente. Princípio da tipologia tributária As taxas e os impostos não podem ter a mesma base de cálculo. c) O fato gerador. portanto. e são justificadas as prerrogativas da administração tributária. e no art. dos Estados ou dos Municípios. é possível afirmar que obrigação tributária é a relação de Direito Público na qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do contribuinte (sujeito passivo) uma prestação (objeto) nos termos e nas condições descritos na lei (fato gerador). Elementos Fundamentais do Tributo 1. Assim. 150. em razão de prévia determinação legal ou de manifestação de vontade (como. Princípio da capacidade contributiva O art. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. a satisfação de um pagamento pela utilização ou disposição de um serviço público etc. aparece o princípio da autoridade tributária. 1. não sendo permitida qualquer delegação ou prorrogação desta competência para outro ente que não seja aquele expressamente previsto na Constituição Princípio da uniformidade geográfica Nos termos do art. bases de cálculo ou qualquer outra fórmula tributária em benefício ou prejuízo da economia da União. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. é importante destacar que nasce uma obrigação quando." III. § 1 º.2. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou junção por eles exercida. Princípio da competência Previsto no art. inciso III. b) O objeto. . visando à procedência e ao destino dos bens. é objetiva quando leva em conta manifestações objetivas de riqueza do contribuinte (bens imóveis.6. 151. o pagamento de prêmio em um concurso. por meio de sua Casa Legislativa. § 6Q. estabelece o princípio da capacidade econômica do contribuinte. "Exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça (Princípio da legalidade). as espécies tributárias são definidas pela distinção de dois fatores: hipótese de incidência e base de cálculo. não podendo criar distinções em relação aos Estados. que. § 2º. proíbe a manipulação de alíquotas. Cobrar tributos: a) Em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (Princípio da irretroatividade tributária).6. por meio de uma relação jurídica. seria a possibilidade econômica de pagar tributos.

Assim como a base de cálculo. O objeto O objeto representa as obrigações que o sujeito passivo (contribuinte) deve cumprir. estando sua alteração sujeita aos princípios constitucionais da legalidade (mudança somente por outra lei). conforme definido no Regulamento do Imposto de Renda. deve ser definida em lei complementar. este deve ser satisfeito pelo devedor por meio do pagamento ou da compensação. a escrituração de livros fiscais.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A lei A lei é o principal elemento da obrigação. as prestações consistem em: pagamento do valor em dinheiro referente ao tributo devido ou à multa imposta por não atendimento à determinação legal (obrigação principal) ou cumprimento de formalidades complementares. assume. têm força de Lei. por pessoas físicas ou jurídicas. Exemplo O fato gerador da obrigação fiscal com o Imposto de Renda. em um sistema jurídico. 1. Obrigação Tributária 1. da anterioridade (a lei deve estar vigente antes de iniciada a ocorrência do fato gerador) e da irretroatividade (a norma não pode atingir fatos passados).1. Alíquota É o percentual definido em lei que. a apresentação de declarações de rendimentos. A base de cálculo.6. a depender de sua relação com o fato gerador da obrigação. Base de cálculo É o valor sobre o qual se aplica o percentual (ou alíquota) com a finalidade de apurar o montante a ser recolhido. 1. o preenchimento de formulários etc. em concreto. perdendo eficácia após 45 dias de sua edição. na fixação dos elementos imprescindíveis à cobrança do tributo (e/ou penalidade) incidente (CTN. O fato gerador Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente para sua ocorrência. O sujeito passivo. Sujeito passivo Denomina-se sujeito passivo o devedor da obrigação tributária. Orleans Martins 7 . 1. na forma da legislação aplicável. da obrigação principal. determina o montante do tributo a ser recolhido. aplicado sobre a base de cálculo. conforme a Constituição Federal. art. como. com base na ocorrência do fato gerador. que consiste. vedada a reedição após esse prazo. em pelo menos duas ocasiões. a alteração da alíquota também está sujeita aos princípios constitucionais da legalidade. Um ponto que gerou muitas controvérsias foi a possibilidade de o governo criar e majorar tributos por meio da edição de Medidas Provisórias (MP). O fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que.7.7. Essa prática já foi atestada. pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal. por exemplo. 142). conceitua-se como "o fato" que gera a obrigação de pagar o tributo. as quais. Basicamente. Para a exigência.4. é a obtenção de renda e proventos de qualquer natureza. que define e formaliza o crédito tributário. as regras ordinárias de convivência (leis em sentido restrito). Contudo. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.5. pois cria os tributos e determina as condições de sua cobrança (princípio da legalidade dos tributos). da anterioridade e da irretroatividade. De forma mais simples. Uma vez constituído o crédito tributário.6. a partir de um texto fundamental (Constituição). pode ser classificado como contribuinte ou responsável. impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. segundo as determinações legais. Importante registrar que qualquer inobservância de obrigação acessória é possível de ser convertida em obrigação principal em razão da aplicação de multas previstas na legislação específica. destinadas a comprovar a existência e os limites da operação tributada e a exata observância da legislação aplicável (obrigação acessória). formas diferentes de expressão. enquanto não apreciadas pelo Congresso Nacional. e não houve maioria absoluta. mister se faz o respectivo lançamento.

e pressupõe duas condições: I. tem surgido questionamentos por parte de algumas empresas sujeitas a esse tipo de tributação. Que o contribuinte não possa cumprir sua obrigação. Orleans Martins 8 . toma-se responsável. no caso da impossibilidade de cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte. No caso em que haja infração de natureza criminal. Que o terceiro tenha participado do ato caracterizado como fato gerador do tributo. pelos tributos devidos pelos filhos menores. pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados. no caso de atraso por tributos declarados ou erros não intencionais. 1.2. e combustíveis. • O inventariante. 128 a 135 do CTN preveem a possibilidade de transferência a terceiros dos débitos fiscais. O empregado que recebe salário é o contribuinte do imposto de renda. pelos tributos devidos por estes. tendo em vista que o tributo acaba incidindo sobre um valor estimado. que consiste na incidência do tributo em apenas um dos elos da cadeia produtiva. Respondem solidariamente: • Os pais. que é o contribuinte responsável pelo pagamento do tributo cujo fato gerador deverá ocorrer posteriormente. • Os tabeliães. por exemplo. a lei estabelece a obrigação de pagar o tributo. no caso de liquidação de sociedade de pessoas.7. como é o caso. Solidariedade em relação à obrigação tributária A responsabilidade pelos tributos pode ser atribuída de forma solidária a terceiros. produtos farmacêuticos. perante eles. pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário. Responsável é aquele a quem. com o objetivo de simplificar a fiscalização. por não portar o documento fiscal. No caso do ICMS. Em relação a infrações fiscais. pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles ou. escrivães e demais serventuários de ofício. da indústria de medicamentos.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Contribuinte é aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitua o fato gerador. normalmente naquele em que a fiscalização pode ser mais eficaz. Apesar de a substituição tributária ser um mecanismo aparentemente interessante para o governo. Substituição tributária Uma outra modalidade de contribuinte responsável é a figura do substituto tributário. levando o contribuinte a recolher mais do que seria pago no sistema normal. tintas e vernizes. a legislação encarrega o empregador (responsável) de reter do empregado (contribuinte) o valor do imposto. o transportador. Tributação monofásica Para o governo se ver livre desses questionamentos. Crimes tributários São considerados crimes contra a ordem tributária (arts. não sendo o contribuinte. • Os administradores de bens de terceiros. os arts. num elo seguinte da cadeia produtiva. ou tenha indevidamente se omitido. em função de seu ofício. • Os tutores e curadores. São exemplos de produtos em que ocorre a substituição tributária: automóveis e autopeças. pelos tributos devidos pelo espólio. e II.7. que podem ser de vários tipos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que pode ser superior ao valor final da venda. • O síndico e o comissário. O contribuinte do ICMS é o comerciante ou o industrial que promove a saída de mercadoria de seu estabelecimento. A responsabilidade atribuída a terceiros pelo CTN só se aplica aos tributos e penalidades de caráter moratório. cigarros e bebidas. surgiu a figura da tributação monofásica. providenciando seu recolhimento aos cofres públicos. se devido. 128 a 135 do CTN) aquelas ações que envolvem dolo.3. o transportador de mercadorias desacompanhadas dos documentos fiscais legalmente exigíveis toma-se responsável pelo pagamento deste imposto. e • Os sócios. Embora o contribuinte seja o comerciante. antecipar a arrecadação de tributos e/ou evitar a sonegação fiscal. má-fé e intenção. a responsabilidade é de ordem pessoal e intransferível. no entanto. 1. seja pelo número reduzido de contribuintes. seja pelo montante elevado de tributos. No caso do imposto de renda sobre salários.

Suspensão. por iniciativa do próprio poder público (moratória. extinto ou excluído. o Estado constitui um crédito tributário. 1. O Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis (ITBI) é um exemplo de tributo lançado por declaração.7. ele pode ser suspenso. no todo ou em parte. É o caso do Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU). o contribuinte ou um terceiro presta informações à autoridade fiscal para que possa ser estabelecido o valor do tributo.7. é feito por iniciativa da autoridade administrativa.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1. o Estado possui o direito de exigir o objeto da obrigação tributária. Orleans Martins 9 . Com a concretização do fato gerador da obrigação tributária. da cobrança do crédito tributário (depósito judicial. O lançamento pode se dar de várias formas: de ofício.5. A suspensão corresponde ao impedimento temporário de exigir o crédito tributário. Lançamento A materialização do crédito é denominada lançamento. Vale destacar que. Na modalidade de lançamento por declaração. não há dispensa das obrigações acessórias. mesmo suspensa a obrigação principal. para materializar o seu direito.6. parcelamento) ou por iniciativa do sujeito passivo de discutir a validade. por declaração ou por homologação. independentemente de qualquer colaboração do sujeito passivo. O lançamento direto ou de ofício.4. e que a suspensão é sempre temporária. durante o prazo da moratória ou do julgamento do recurso administrativo ou processo judicial.7. Crédito tributário Como vimos. desde que não lançados ainda de outra forma. É o caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). 1. recurso administrativo. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. diz-se que o lançamento se dá por homologação. e só depois tem seus cálculos verificados. processo judicial). Mesmo os tributos não lançados normalmente por esta modalidade podem ser lançados de ofício. extinção e exclusão do crédito tributário Suspensão Uma vez lançado o crédito tributário. No caso em que o contribuinte antecipa o tributo sem prévio exame da autoridade.

em outros tipos de ação judicial também pode ocorrer por determinação judicial a suspensão do crédito tributário até o julgamento final da ação. • Consignação em pagamento . a extinção se dá após a constatação de que o imposto pago corresponde ao montante homologado. A medida liminar suspende a cobrança do crédito tributário enquanto se discute o direito que está sendo questionado judicialmente. por lei. o pagamento precede o lançamento. • Depósito judicial . A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial. pelo sujeito ativo.término de processo no âmbito interno da administração pública. A obrigação é quitada pelo contribuinte de várias formas. a obrigação tributária também deixa de existir. • A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial. 151 do CTN: • Moratória . desrespeitando direito líquido e certo do contribuinte.acordo de concessão mútua entre os sujeitos ativo e passivo. mas com concessão de prazo adicional. • Reclamações e recursos administrativos .retirada. Orleans Martins 10 . em outras espécies de ação judicial . mas que terá de ocorrer mediante previsão em lei. perdão total ou parcial do crédito vencido.no lançamento por homologação.semelhantemente ao que ocorre com mandados de segurança. • Conversão de depósito em renda . com decisão pró-contribuinte.quando o contribuinte aproveita créditos anteriores junto ao fisco para fazer um "encontro de contas". • Parcelamento . Extinção A extinção corresponde ao término do direito do sujeito ativo de cobrar a obrigação tributária. na forma e condições estabelecidas em lei. em que se faz a cobrança de tributos já vencidos sem dispensa dos encargos. Pode ocorrer por: • Pagamento em dinheiro do exato valor devido. de depósito judicial constituído em seu favor. • Dação em pagamento em bens imóveis. podendo ser condicional e exigir garantias.repactuação da dívida fiscal.quando ocorreu o lançamento. • É concedido.efetuado pelo contribuinte que pretende discutir judicialmente a cobrança do crédito tributário. Depois de extinto o crédito tributário.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] As modalidades de suspensão são previstas no art. juros de mora e correção monetária. • Transação . sem cobrança de multa. • Compensação com outros tributos de mesma espécie . São situações em que ocorre extinção em razão de a cobrança do tributo ser considerada indevida: • Decisão administrativa irreformável . A extinção ocorre basicamente em quatro situações: • A obrigação é quitada pelo contribuinte. • Concessão de medida liminar ou de tutela antecipada. • Concessão de medida liminar em mandado de segurança . de imposto pago antecipadamente . mas o sujeito ativo perdeu o direito de ação de cobrar o crédito tributário já constituído em função de não ter tomado nenhuma iniciativa dentro do prazo legal. Neste caso. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. • Decisão judicial transitada em julgado .o mandado de segurança é a ação judicial cabível na hipótese de a autoridade pública agir com ilegalidade ou abuso de direito. • A cobrança é considerada indevida. • Lançamento por homologação.depósito judicial efetuado pelo sujeito passivo diante de recusa de recebimento.ocorrem por meio de consulta (quando ainda não houve notificação por parte da autoridade administrativa) ou de recurso (quando já houve notificação). quando ocorre: • Prescrição . com decisão pró-contribuinte.concessão pelo sujeito ativo de um prazo maior para pagamento integral do crédito tributário.término de processo no âmbito do Poder Judiciário.

jornais. em função de condições a ela peculiares e. a entidade tributante (União. muitas vezes. configurando-se como uma concessão de benefício em favor do sujeito passivo. A imunidade tributária é estabelecida pela Constituição e abrange os seguintes aspectos: • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. que somente pode ser concedido por lei. 1. com o propósito de estimular o seu desenvolvimento por meio da atração de investimentos privados.quando não ocorreu o lançamento dentro do prazo legalmente estabelecido. periódicos e papel destinado à impressão destes. A isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante. desde que não haja ato ilícito. Orleans Martins 11 .não alcança as atividades econômicas reguladas pelo direito privado. Imunidade e Isenção Tributária 1. a renda e os serviços das entidades mantenedoras de templos de qualquer culto. Quando a extinção do crédito tributário é concedida por lei: • Remissão . sindicatos dos trabalhadores. mas opta por conceder o benefício de não tributar um determinado contribuinte ou uma determinada situação. a renda e os serviços das entidades representativas de partidos políticos. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio.8. • Imunidade judicial. que não se confundem com imunidade. podendo ser de caráter geral ou específico. instituições de educação e de assistência sem fins lucrativos. Estabelece o CTN que a isenção estará sempre atrelada a uma lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão. A isenção é concedida por lei.8.1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Decadência . a imunidade. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. Ocorre por isenção ou anistia. Imunidade As imunidades podem ser classificadas como privilégios dados a alguém para que se livre ou se isente de certas imposições legais em virtude de que não é obrigado a fazer ou cumprir certo encargo de obrigação de caráter legal: • Imunidade diplomática.2. no caso da isenção. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.8. não permitindo que a autoridade administrativa efetue o lançamento. Isenção Entende-se na linguagem jurídica como isenção a dispensa. sendo caso. os tributos a que se aplica e. Estados ou Municípios) tem o poder de tributar. ou para que se livre de qualquer obrigação. a renda ou os serviços. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre livros. A anistia refere-se somente à dispensa das penalidades pecuniárias pelo não recolhimento do tributo.corresponde ao perdão total ou parcial do crédito principal vencido. limitandose a um tributo determinado ou região específica ou ainda ao atendimento de determinadas condições. Enquanto que a imunidade determina uma proibição para a instituição de impostos. • Imunidade tributária. Exclusão A exclusão do crédito tributário corresponde à renúncia do direito do sujeito ativo de exigir o crédito tributário. ou seja. o prazo de sua duração. a concessão atribuída a alguma coisa ou alguma pessoa. 1. uns dos outros . • Imunidade parlamentar. para que se possa livrar. que continua sendo devido. esquivar ou desobrigar de algum encargo que a todos pesa.

Instituição de educação sem finalidades lucrativas É o estabelecimento de ensino......... 84... com fins políticos e sociais.. e essa atribuição é-lhe dada pela Constituição em seu art. e Entidade sindical de trabalhadores. (b) amparo às crianças e aos adolescentes carentes... I ......... IV ...Entidade sindical de trabalhadores Sociedade que dirige as atividades duma classe social... Templo de qualquer culto. não apenas o de caráter estritamente didático. à habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e à promoção de sua integração à vida comunitária etc.... São necessárias as seguintes condições para o gozo da imunidade: a) Não distribuir a qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas o título de lucro ou participação no resultado... o convento e os anexos..... à maternidade.Instituição de assistência social É a entidade sem fins lucrativos que presta serviços de natureza aos membros da comunidade social... as academias de letras. 2.. sem intuitos lucrativos.. Instituição de educação sem finalidades lucrativas.... É aprovado pelo Presidente da República. Instituição de assistência social. d) Prestar.. à infância... transcrevem-se a seguir alguns comentários preliminares sobre o Imposto de Renda das pessoas jurídicas..Templo de qualquer culto Edificação pública dirigida ao culto religioso. cuja redação é a seguinte: "Art." CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. pertencente à comunidade religiosa. Principais casos de imunidade e isenção tributária do Imposto de Renda 1. Os serviços são: (a) proteção à família...... o museu....[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1.... mas todos os que se dedicam à educação e à cultura em geral. Sancionar.... toma-se fácil saber qual o dispositivo que se aplica a cada caso particular.... Partido político. bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução........... na manutenção de seus objetivos institucionais..... segregando os contribuintes pessoas físicas das jurídicas.9... V . O Regulamento do Imposto de Renda é a consolidação das Leis e Dispositivos que regulamentam e normatizam o Imposto de Renda tanto das Pessoas Físicas como Jurídicas... sinagoga ou edifício principal onde se celebra a cerimônia pública. à adolescência e à velhice.. Regulamento do Imposto de Renda Devido à importância para o profissional da Contabilidade........ Nesse sentido.. o centro de pesquisa.. o ginásio de desportos.. às repartições lançadoras do imposto. 84.. 1...... É a igreja........ 4.. II .... desde que não empregada para fins econômicos......8. Para todos os efeitos........ 3......... c) Manter escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. a imunidade abrange os resultados relacionados com as atividades essenciais das entidades... artes e ciências.3. b) Aplicar integralmente os recursos no Brasil. o ateliê de pintura ou escultura. IV... O Regulamento é organizado por assuntos..Partido político Organização cujos membros programam e realizam ações comuns.. III . promulgar e jazer publicar as leis.... corno o laboratório. Orleans Martins 12 ...... inclusive a casa ou residência especial do pastor ou pároco.... o que facilita a consulta sobre determinado item.. as formalidades determinadas em lei e recolher os tributos retidos sobre os rendimentos pagos por elas... 5.. inciso IV. Compete privativamente ao Presidente da República: .

ou do lucro real .1. tanto sobre a pessoa jurídica como sobre a pessoa física. caso as demonstrações e os relatórios contábeis sejam elaborados com informações errôneas. podendo ser condenado a indenizar o empresário que for prejudicado.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1. Responsabilidades do Contador A carga tributária no Brasil é extremamente elevada. adaptando ao dia-a-dia empresarial as obrigações tributárias. Regulamentos e Normas constantemente alteradas. entre outros. como concessões de créditos e financiamentos. Caracteriza-se como ato criminoso. a elaboração e assinatura de qualquer documento e/ou demonstração contábil com informações inverídicas.11.2. eles podem causar prejuízos a terceiros. seja qual for o setor de atividade. há mais de duas décadas. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 1. o Sistema Tributário brasileiro é um dos mais complexos do mundo. mais de 32% do Produto Interno Bruto (PIE). citam-se: • Instituições financeiras consultadas para a concessão de empréstimos e financiamentos. Orleans Martins 13 . ou em desacordo com as normas e os princípios fundamentais de contabilidade.10. • Autoridades fiscais. para cálculo e formação das provisões contábeis destinadas ao pagamento dos tributos incidentes sobre o lucro da entidade. com base na legislação pertinente. Entre os usuários que podem ser prejudicados ou enganados em decorrência de fraudes e irregularidades na escrituração contábil e fiscal. com ou sem má-fé. • Fornecedores. • Sindicatos e funcionários que participam dos resultados. Funções e atividades da contabilidade tributária As principais funções e atividades da Contabilidade Tributária podem ser classificadas como: • Apuração com exatidão do resultado tributável . tendenciosas ou preparadas de má-fé. • Ramo da contabilidade responsável pelo gerenciamento dos tributos incidentes nas diversas atividades de uma empresa. podem vir a ser processados e condenados por perdas e danos. com diversas Leis. Portanto. para todos os efeitos legais e judiciais. Nesses casos. O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) estima que a carga tributária em nosso país representa. constitui crime a elaboração de demonstrações contábeis sem embasamento em documentos e informações hábeis e legais. Estima-se a existência de aproximadamente 60 tributos vigentes. de forma a não expor a entidade às possíveis sanções fiscais e legais. Nesse ambiente. Além da elevada carga tributária. de que o gerenciamento das obrigações tributárias já não pode ser considerado uma necessidade quotidiana. pode ser responsabilizado por possíveis prejuízos que causar no exercício profissional. Tais fatores penalizam sobremaneira o custo da maioria das empresas e acarretam grandes transtornos para o gerenciamento contábil e financeiro dos impostos e demais tributos. 1.de determinado exercício fiscal. • Acionistas não controladores. Portanto.11. em particular a dos profissionais da controladoria e contabilidade. mais do que qualquer outro profissional das áreas administrativa ou financeira. Os documentos e as demonstrações contábeis são frequentemente utilizados pelo mercado para obtenção de informações da empresa. ou ainda com valores divergentes dos contidos nos livros contábeis da empresa. ou grupo de em12resas. por culpa ou dolo. decisões de investimentos. na média dos últimos cinco anos. tendo em vista que induzem a determinados atos. devido a suas responsabilidades quanto à eficácia e eficiência nesse gerenciamento. além de perder prestígio profissional em razão de quaisquer falhas mais relevantes na interpretação ou na aplicação no dia-a-dia das normas tributárias. as empresas e os profissionais responsáveis que assim procederem. mas algo estratégico dentro das organizações de médio e grande porte. • Investidores do mercado de capitais. cresce sensivelmente a responsabilidade de todos os gestores da empresa. Os empresários e executivos já estão cientes. o contador precisa conhecer com grande profundidade a legislação tributária. Contabilidade Tributária 1. Conceito Pode-se entender Contabilidade Tributária como: • Especialização da contabilidade que tem como principais objetivos o estudo da teoria e a aplicação prática dos princípios e normas básicas da legislação tributária. Isso porque.11. Da mesma forma.

12. Discute-se a urgente mudança de nosso sistema tributário e a adoção de novos mecanismos para simplificação das rotinas tributárias. fábricas. A correta orientação fiscal e tributária para as demais unidades ou empresas pode representar relevantes economias com os impostos. Sem dúvida. tais como: • Todas as operações em que for possível o crédito tributário. Conceito de planejamento tributário A despeito da grande importância de todas as supracitadas atribuições. para obter o melhor resultado numa economia tão instável como a brasileira. principalmente em relação aos chamados impostos não cumulativos ICMS e IPI. sem afrontar as diversas legislações que regem os mais diversificados tributos. cada vez mais. que possa resguardar seus direitos de contribuinte e. correta e oportunamente. ao mesmo tempo. em obediência aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. o valor das diversas provisões para recolhimento dos tributos. de acordo com o princípio contábil da competência de exercícios. é o planejamento tributário. treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos Orientação fiscal para as demais unidades da empresa (filiais. em todas as fases da cadeia de valores do ciclo produtivo e comercial. conforme os princípios fundamentais de contabilidade Assessoria para o correto registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher Planejamento Tributário Orientação Orientação.12. visando padronizar procedimentos Planejamento tributário Estudo das diversas alternativas legais para a redução da carga fiscal. um dos mais significativos instrumentos de que dispõem as empresas. em todo o mundo globalizado. Redução de custos é a estratégia que mais se ouve ser empregada nos dias atuais. para que possam racionalizar seus custos tributários. pode significar menor carga tributária. o local de instalação da fábrica. a Contabilidade Tributária tem a responsabilidade de informar. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa. departamentos) ou das empresas controladas e coligadas. ou mesmo o local de origem de determinadas matérias-primas. Enquanto isso não ocorre. Escrituração e controle Escrituração fiscal das atividades do dia-a-dia da empresa e dos livros fiscais Apuração dos tributos a recolher. • • • • • • • 1. departamentos) ou das sociedades coligadas e controladas. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Por exemplo.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher. 1. Escrituração dos documentos fiscais em livros fiscais próprios ou registros auxiliares. pois. as empresas necessitam. além de emitir e providenciar a entrega aos respectivos órgãos competentes dos formulários estabelecidos pela legislação pertinente. • • • • As principais funções e atividades podem ser sintetizadas no Quadro a seguir. Orientação fiscal para todas as unidades da empresa (filiais. para apurar e determinar o montante do tributo a ser recolhido dentro do prazo após encerramento do período de apuração. • Todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita. • Todas as situações em que for possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos. proteger seu patrimônio. Orleans Martins 14 . treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos. Preenchimento de guias de recolhimento. fábricas. informando o Setor Financeiro de Contas a Pagar da entidade sobre o valor e os prazos de recolhimento.1. Orientação. o contador tem principalmente nas atividades de planejamento tributário a grande oportunidade de dar enormes contribuições à alta direção da empresa. preenchimento das guias de recolhimento e remessa para o Departamento de Contas a Pagar Controle sobre os prazos para os recolhimentos Assessoria para a correta apuração e registro do lucro tributável do exercício social. como parte integrante do sistema de informações da empresa. de um planejamento tributário criterioso e criativo.

com profundidade: • Conhecer todas as situações em que é possível o crédito tributário. dissimulação etc. Para alcançar êxito nessa atividade. a economia tributária. sem infringir a legislação. O objeto do planejamento tributário é. entre as opções legais disponíveis.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Entende-se por planejamento tributário uma forma lícita de reduzir a carga fiscal. 1. possa planejar com bastante antecedência a melhor alternativa para a empresa executar suas operações comerciais. adotado no universo dos negócios. entre duas ou mais opções lícitas. A finalidade principal de um bom planejamento tributário é. Trata-se do estudo prévio à concretização dos fatos administrativos. • Conhecer todas as situações em que é possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos. o contribuinte tem a vantagem de adotar. é utilizar meios ilegais. Orleans Martins 15 . a economia de impostos. em última análise. Contudo. Nas palavras do saudoso tributarista Nilton Latorraca: "Costuma-se. • Conhecer todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita. pode-se verificar que a falta de planejamento estratégico tributário pode deixar a empresa mal preparada para os investimentos futuros. assim. denominar de Planejamento Tributário a atividade empresarial que. Para a correta execução das tarefas inerentes ao planejamento tributário.ICMS e IPI. Legislação Tributária e Planejamento Tributário Legal De acordo com os preceitos tributários. nada impede que o contribuinte antecipe a ocorrência do fato gerador e comece a projetá-lo e a dimensioná-lo.ou Tributário . o que exige alta dose de conhecimento técnico e bom-senso dos responsáveis pelas decisões estratégicas no ambiente corporativo. reduzir ou adiar os respectivos encargos tributários." Borges. por sua vez. para deixar de recolher o tributo devido. total ou parcialmente. principalmente com relação aos chamados impostos não cumulativos . mediante o emprego de estruturas e formas jurídicas capazes de bloquear a concretização da hipótese de incidência tributária ou. torna-se claro o entendimento de que o planejamento tributário é o estudo das alternativas lícitas de formalização jurídica de determinada operação.. então. a que resulte no menor imposto a pagar. projeta os atos e fatos administrativos com o objetivo de informar quais os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis. antes da ocorrência do fato gerador. 1. Entende-se ainda por sonegação toda a ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou a retardar. sempre que possível. a partir desses cenários. Condições necessárias para um adequado planejamento tributário Qualquer que seja a forma de tributação escolhida pela empresa. bastante praticado pelos norte-americanos. Trata-se. simulação. Sonegar. fiscais e econômicos de determinada decisão gerencial. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. por sua vez. as que com certeza lhe forem mais satisfatórias.3. de fazer com que sua materialidade ocorra na medida ou no tempo que lhe sejam mais propícios. desenvolvendo-se de forma estritamente preventiva. de um comportamento técnico-funcional. objetivando a economia de impostos. então. com o objetivo de encontrar a alternativa legal menos onerosa para o contribuinte.12. Cotejando as várias opções legais. corno fraude.2. dos efeitos jurídicos. para que. Planejar é escolher." Dessa maneira. o procedimento mais oneroso do ponto de vista fiscal. o contador precisa. para tanto ficando atento às mudanças nas normas e aos impactos nos resultados da empresa. Com esse procedimento. o contador precisa aplicar todos os seus conhecimentos sobre a legislação do tributo a ser reduzido. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa. que visa excluir. devido a urna possível insuficiência de caixa. • Ser oportuno e aproveitar as lacunas deixadas pela legislação. menciona que "a natureza ou essência do Planejamento Fiscal . Trata-se do conceito de tax saving. Planejamento tributário não se confunde com sonegação fiscal. para que o contribuinte possa optar pela que apresente o menor ônus tributário.consiste em organizar os empreendimentos econômico-mercantis da empresa. sem dúvida. o administrador obviamente procura orientar os seus passos de forma a evitar.12. a vontade das partes não pode ser alterada ou modificada. gerando um desgaste desnecessário de investimentos forçado para cobertura de gastos que não estavam previstos. o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação principal. após o fato gerador ter ocorrido.

PIS Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS Contribuições sociais União Fiscal Auferir receita Pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda. é o fato gerador e não a natureza jurídica da empresa. Para poder usufruir em toda a sua plenitude de todas as formas legais de planejamento tributário. concretamente localizada no tempo e no espaço. Também procura projetar de forma clara os atos e fatos administrativos. inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias Faturamento mensal (receitas auferidas pela pessoa jurídica. Da mesma forma.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Fato gerador é a obrigação tributária principal. nesse caso. deixa de ser titular dessa mesma quantia. além de fabricar e vender um determinado produto. o tributo incide. independentemente da denominação contábil por estas recebida. independentemente de sua denominação ou classificação contábil) para as pessoas jurídicas em geral CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. COFINS. Nesse mesmo momento. normalmente. é necessário que o contribuinte esteja bem assessorado por uma equipe especializada que saiba realizar o planejamento de tributos sem distorcer. por exemplo: a) Atividades de comercialização estão sujeitas à incidência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). pode gerar a obrigação de pagar vários tributos simultaneamente: PIS. Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). b) Atividades de industrialização estão sujeitas ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!). é a situação descrita em lei que. que tem como objetivo o pagamento do tributo. 2. da titularidade de certa quantia. ao ICMS e ao ISS. uma única indústria que. Incidem sobre as receitas auferidas por todas as entidades. Orleans Martins 16 . PIS/PASEP e COFINS O PIS/PASEP e a COFINS são contribuições sociais com funções fiscais. Num planejamento tributário estratégico. Alguns atingem a maior parte das empresas e das receitas por elas obtidas. Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP). Um só evento. Em outros casos. O planejamento tributário estratégico tem como objetivo fundamental a economia tributária de impostos. mas não de outras. de modo a deixar transparentes para todos os envolvidos as informações sobre os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis. Quadro-Resumo Tributos Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Programa de Integração Social . como. a empresa passa a desenvolver suas atividades de forma estritamente preventiva. a venda de um produto industrializado. o sujeito que praticou o ato previsto em lei. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA Diversos são os tributos que incidem sobre a receita das empresas. uma vez ocorrida. independentemente do setor de atividade. determina a transferência jurídica. sobre as receitas de determinadas atividades. ou encontrou-se na situação de fato. como. como é o caso das contribuições para: 1. 2.1. 3. Programa de Integração Social (PIS). IPI e ICMS. evitando perdas desnecessárias para a organização. c) Atividades de prestação de serviços estão sujeitas ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). alterar ou esconder as obrigações quando o fato gerador assim o exigir. a que vale. procurando atender às possíveis formas da legislação fiscal. ou seja. em favor do Estado. 2. por exemplo. de arrecadação. também preste serviços de assistência técnica estará sujeita ao IPI.

a legislação estabelece a adoção obrigatória do regime cumulativo para alguns setores de atividade econômica. alguns produtos. abatimentos. arrendamento. de 22 de novembro de 2005.1. 1 º. pois a empresa tem o direito de creditar a si própria o montante da alíquota aplicada sobre compras de mercadorias ou insumos para a produção. Para a maioria dos casos. Orleans Martins 17 . as alíquotas são aplicadas à receita ajustada na mesma forma da base cumulativa. aluguéis pagos a pessoa jurídica.gov. em geral relacionadas a itens que não se configuram como receitas (devoluções. reversões de provisões).Importação e = alíquota do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) Na hipótese das empresas realizarem a importação de serviços.2. Implicações dos PIS/COFINS nas transações de importação de mercadorias e serviços De acordo com Instrução Normativa SRF nº 572.1.Importação) serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas.1.fazenda.receita. aluguel e energia elétrica.Na importação de bens: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISIMPORTAÇÃO = c x (VA x X) Onde. bem como para algumas receitas em especial. além das informações a respeito das receitas auferidas pela empresa. insumos utilizados na produção de produtos ou serviços. A lógica de tributação do PIS/PASEP e da COFINS A tributação do faturamento das empresas pelo PIS/PASEP e COFINS pode se dar de duas formas: a) No regime de incidência cumulativa. condicionada à escolha do regime de tributação de Imposto de Renda escolhido. as alíquotas são aplicadas ao valor da receita bruta. ajustada por algumas exclusões permitidas na legislação. o regime de incidência é uma escolha que cabe à própria empresa. No entanto. Regime de incidência não cumulativo A opção pelo regime de incidência não cumulativo implica na necessidade de informações adicionais. que deverão assim ser calculados: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. elas estarão sujeitas ao pagamento de PIS e COFINS.65% no regime de incidência não cumulativa COFINS: 3% no regime de incidência cumulativa 7.65% no regime de incidência cumulativa 1.Importação d = alíquota da COFINS . depreciação e amortização. dentro das condições estabelecidas na legislação. b) No regime de incidência não cumulativa. exceto quando a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!) for específica: I . e as despesas e custos com energia elétrica. além de algumas despesas como depreciação.Importação e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS .6% no regime de incidência não cumulativa Por homologação Página da Receita Federal: <www. mas permite-se também que o contribuinte reduza o valor da contribuição devida no montante relativo à mesma alíquota aplicada aos valores de compras de bens para revenda. 2. para fins de apuração da contribuição devida. conforme art. os valores a serem pagos relativamente à Contribuição para o PIS/PASEP . = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP.br> Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] PIS/PASEP: 0.

empregado ou remetido para o exterior. Esclareça-se que. o valor correspondente a qualquer deles.684. o valor do ICMS diferido compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] II .Importação. = • • • • V = o valor pago. na hipótese de deferimento do pagamento do ICMS.Importação e da COFINS .Importação d = alíquota da COFINS . ou redução de suas respectivas bases de cálculo. que seria devido caso não houvesse imunidade. entregue. isenção ou redução do ICMS. de 3 de julho de 2002. de 23 de agosto de 1999. creditado.Importação e = alíquota do ICMS Destaca-se também que nas operações que incorram nas hipóteses de imunidade ou de isenção ou redução do 11 ou do IPI. conforme o § 3º. nos casos de redução. deve-se informar o valor zero para a alíquota correspondente de cada tributo e. No entanto. ou ainda de redução das alíquotas ou da base de cálculo do tributo. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.637. definidas pelo art. de 18 de outubro de 2004. terá direito a restituição da diferença de valores. nos termos da Instrução Normativa SRF nº 460. Destaca-se que se aplica também o disposto no caput nas hipóteses de: • Imunidade. o § 2º define que nos casos de imunidade. e nº 10. o art. Orleans Martins 18 .Importação em razão da utilização das fórmulas constantes da Instrução Normativa RFB nº 571.X) Onde. nº 10.Importação e da COFINS . com a redação dada pela Lei nº 10. • Aplicação dos regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais. de 20 de outubro de 2005. isenção ou da suspensão do IPI vinculado à importação de que trata o inciso III do § 1 º deste artigo.Importação. 3º.Importação e da COFINS.Importação f = alíquota do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza Para as empresas que realizarem a importação de mercadorias que tenha a incidência de alíquota específica.485.826. 2º define que na hipótese de a alíquota do IPI ser específica. o art. isenção ou redução.Importação d = alíquota da COFINS . deve ser informada a alíquota real empregada na operação.Na importação de serviços: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISlMPORTAÇÃO = c x (VA x. 4º define que se o contribuinte comprovar recolhimento de valores a maior que o devido da Contribuição para o PIS/PASEP . de 30 de maio de 2002. não compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP . os valores a serem pagos serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas: COFINSIMPÓRTAÇÃO = d x (VA x Y + W x Q) Onde. • Suspensão do pagamento do IPI vinculado à importação de que tratam as Leis nº 9. PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x Y + W x Q) = • • • • • • • × × = × × Q = Quantidade do produto importada na unidade de medida compatível com a alíquota específica do IPI. antes da publicação desta Instrução Normativa. antes da retenção do Imposto de Renda c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP . redução das alíquotas dos respectivos tributos. Portanto. VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do II β = alíquota específica do IPI c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP . de 30 de dezembro de 2002.

ou o preço do serviço respectivo. por qualquer meio.sp. de petróleo. no âmbito de sua jurisdição.prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal.fornecimento de mercadorias com prestação de serviços: (a) não compreendidos na competência tributária dos Municípios. importados do exterior por pessoa física ou jurídica. a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza. V . mas não se incluem os descontos incondicionais. na operação de arrendamento mercantil.gov. Na base de cálculo se incluem as despesas recebidas do adquirente. é o valor da operação relativa à circulação da mercadoria. ICMS O ICMS é um imposto de competência dos Estados. por indicação expressa de lei complementar. o fato gerador do ICMS.prestação onerosa de serviços de comunicação. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços – ICMS Imposto Estados e Distrito Federal Predominantemente fiscal Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. inclusive o fornecimento de alimentação. IV .a entrada. porque evidentemente não integram estes no valor da operação. decorrente de operações interestaduais.fazenda. de modo habitual ou em volume que caracterize intuito comercial. e de energia elétrica. Por homologação. I . a emissão. bem como os descontos condicionais a este concedidos. A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo disponibiliza link para as demais secretarias nos endereços: <http://www. a Secretaria da Fazenda fixa um valor mínimo para a operação. VII . bebidas e outras mercadorias em qualquer estabelecimento. no território paulista. A base de cálculo do ICMS. e serviços de comunicação. realizam operações de circulação de mercadorias ou prestam serviços de transporte interestadual ou intermunicipal ou serviços de comunicação. a recepção.Aqueles (pessoas físicas ou jurídicas) que. quando não destinados à comercialização ou à industrialização. Variáveis em função do tipo de bem ou serviço e também do domicílio do vendedor e comprador.asp> < http://www. inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados. sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual. Orleans Martins 19 .entrada de mercadoria ou bem. A título de exemplo.gov. (b) compreendidos na competência tributária dos Municípios. VIII . qualquer que seja a sua finalidade.br/confaz> Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. mas que. II .o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior. III .Mesmo sem habitual idade.2. destacamos os fatos geradores previstos pelo Regulamento do ICMS do Estado de São Paulo: I .operação relativa à circulação de mercadorias. a transmissão. VI . os importadores ou arrematantes dos bens ou beneficiários dos serviços listados nos itens VI a VIII do quadro Fato Gerador. inclusive a geração. Em alguns casos. por qualquer via. a retransmissão. como regra geral. ou a este debitadas. ainda que as operações e prestações se iniciem no exterior Cada Estado regulamenta.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2. ainda que iniciados no exterior.fazenda. Várias Secretarias de Fazenda estaduais disponibilizam a legislação em seus sites na Internet. prestação de serviços interestaduais e intermunicipais. que incide sobre as operações relativas à circulação de mercadorias.a venda do bem ao arrendatário. Na legislação específica de cada Estado.br/links/faz65. II .

00 cobrados de imposto correspondem a 20. PR. O ICMS é um imposto "por dentro". referente ao bem. A lógica de tributação do ICMS O ICMS é um imposto não cumulativo. Neste tipo de situação. SC. 7%. Por exemplo. e outra função protecionista. observadas as condições estabelecidas em lei.00 dos R$ 100. destaca-se que as alíquotas do ICMS podem sofrer variações em relação aos produtos e serviços e regiões. a alíquota incide sobre o preço do bem ou serviço. se vendida para empresas situadas em outros Estados das regiões Sudeste ou Sul. entre Estados comprador e vendedor. que correspondem à receita líquida (R$ 100. e também reduz a anterioridade para 90 dias. Ao adquirir bens ou serviços tributados pelo ICMS. passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco. atribui-se a um determinado elo da cadeia a responsabilidade de antecipar os recolhimentos que ocorreriam nas transações subsequentes. o vendedor cobrará do comprador R$ 100. sendo que. RJ São Paulo Centro-Oeste. funcionando no sistema de débitos e créditos. que aumenta ou reduz alíquotas visando incentivar ou desestimular a produção de alguns produtos. seria aplicável a alíquota de 17%. um melhor controle da arrecadação. Norte. muitas vezes. se vendida a empresas situadas nas regiões Centro-Oeste. a lógica primária do imposto é preservada.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2. ou seja. qual seja: o imposto é calculado com base em um suposto valor final de venda do bem. buscando. seria tributada a 12% e. que consiste na prática de alíquotas diferenciadas e/ou concessão de benefícios fiscais por determinados Estados.00 e é tributado a 17%. Esse procedimento provoca a divisão do tributo gerado pela circulação de bens e serviços interestaduais. os R$ 17. Orleans Martins 20 .2. Tendo em vista esta função extrafiscal. visando atrair investimentos para o seu território. uma mesma mercadoria vendida por um distribuidor situado na cidade de São Paulo. Nordeste e Espírito Santo. Norte. que onera os produtos de acordo com sua utilidade. Ao realizar uma operação sujeita à incidência de ICMS. de competência estadual. e destacará na nota fiscal que R$ 17. Assim.00. Além disso. por conta dos demais elos da cadeia.48% dos R$ 83. mas considera-se que integra o próprio preço. O fato de o ICMS ser um tributo de competência estadual implica em que cada Estado tenha a sua legislação própria relativa ao tributo. 2.00 . Nordeste e ES Na operação seguinte. se destinada a consumidor final dentro do próprio Estado.3. e maiores aos considerados supérfluos. O problema é que as mercadorias circulam não apenas dentro dos limites territoriais de um único Estado. No entanto. Observe que esta metodologia de cálculo implica em uma alíquota real maior do que a nominal. Em síntese: Imposto ICMS ICMS ICMS Alíquota 18% 12% 7% Tipo de transação Destino Origem São Paulo São Paulo Tipo Venda interna Venda interestadual Venda interestadual São Paulo RS.00). deverá somar ao preço cobrado o imposto incidente nas operações subsequentes. os Estados criaram a figura da substituição tributária. tendendo a aplicar alíquotas menores aos produtos considerados necessários. Essa é uma das principais razões do alto grau de complexidade operacional desse tributo. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. isto é. MG. que tem duas funções extrafiscais: uma função reguladora. se um bem é vendido ao preço de R$ 100.1. relativo ao imposto pago em sua aquisição. dentre outras questões. IPI O IPI é um imposto de competência da União. os Estados de origem e de destino possuem alíquotas e obrigações acessórias diferentes. o contribuinte responsável pelo recolhimento do ICMS. o contribuinte adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco.R$17. No caso de substituição tributária.00. a Constituição Federal permite que o IPI tenha sua alíquota majorada pelo Poder Executivo. esse fato favorece o que se denomina "guerra fiscal". Em relação às alíquotas. 17% para a maioria dos bens na maioria dos Estados).00 cobrados referem-se ao imposto. para o desenvolvimento de determinada atividade ou região. se vendida para empresas situadas dentro do próprio Estado. Em alguns casos. seria tributada à alíquota de 18% (operações internas.

nacionais e estrangeiros. • Acondicionamento ou reacondicionamento .a saída de produto do estabelecimento industrial. sofre a incidência de IPI. Alguns produtos estão sujeitos a alíquotas específicas e outros a ad valorem. Nos tributos não cumulativos. exceto apenas para transporte. que os forneça aos industriais ou aos a estes equiparados. considera-se industrializado o produto que tenha sido submetido a qualquer operação que lhe modifique a natureza ou a finalidade. No caso de ad vaIorem. ou a sua arrematação em leilão. O contribuinte do IPI é o importador ou a quem a lei o equiparar.altera apresentação pela colocação de embalagem.o desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira. no caso de produtos apreendidos pelo fisco ou abandonados pelo importador. Veja também a seção Perguntas e Respostas. ao vender produtos industrializados. utilização.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IPI incide sobre os produtos industrializados. considerados como tais tanto os produtos produzidos no país quanto os importados do exterior. Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2. a base de cálculo será o preço corrente da mercadoria ou de sua similar no mercado atacadista da praça do contribuinte.1. A alíquota aplicável em cada caso é obtida na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados .3.TIPI. mas isto não ocorre necessariamente.fazenda. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Não tendo valor a operação.IPI Imposto União Extrafiscal O imposto incide sobre produtos industrializados. a indústria adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco. o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados levados a leilão. e passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco. Ao adquirir insumos tributados pelo IPI. • Beneficiamento . A base de cálculo do IPI é o valor da operação de que decorrer a saída dos produtos industrializados do estabelecimento do contribuinte. A legislação estabelece o que se considera produto industrializado e o que não é considerado industrialização.gov. porém a maioria das alíquotas está abaixo de 20%.modifica funcionamento. • Montagem . o industrial ou a quem a lei o equiparar. o preço da respectiva arrematação. Por homologação Na página da Receita Federal «www.obtenção de espécie nova. ou sendo omissos os documentos respectivos. A lógica de tributação do IPI O IPI é um imposto não cumulativo.63%. Aparentemente este procedimento é semelhante a tributar o valor agregado no processo de industrialização. Em se tratando de produto leiloado. funcionando de maneira semelhante à do ICMS. Após efetuar o processo industrial. o comerciante de produtos sujeitos ao imposto. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Imposto sobre Produtos Industrializados . obedecidas as especificações constantes da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TlPI).produto deteriorado ou inutilizado em condições de utilização. É possível baixar o Regulamento do IPI (RIPI) e a tabela de alíquotas (TIPI). ou equiparado a industrial. o montante devido resulta da diferença entre o imposto devido na operação posterior e o exigido na anterior. Orleans Martins 21 . pois eventuais diferenças de alíquotas ou isenções nas fases precedentes alteram a carga tributária final. acabamento ou aparência. I . relativo ao imposto pago na aquisição do insumo. II .reunião que resulte em nova unidade. Em linhas gerais.br». e • Renovação ou recondicionamento . as alíquotas vão de zero até 365. tais como: • Transformação .receita.

os Municípios têm a faculdade de reduzir a alíquota mínima Por homologação Quando o prestador de serviço está localizado em um determinado município e o serviço é prestado em outro município. entre os quais se destacam: • Importação de serviços.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Em relação ao preço do produto.4. nas quais a alíquota de ISS era mais baixa. Orleans Martins 22 . ISS O ISS é um imposto de competência dos Municípios e do Distrito Federal. se um produto é vendido ao preço de R$ 100.br>) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Em 2004.00 e é tributado a 5%. o Município a quem é devido o imposto) é o do estabelecimento prestador dos serviços ou. a alíquota incide sobre o preço do produto. Embora de competência dos Municípios.gov. o IPI é um imposto "por fora". quando o prestador e o adquirente dos serviços estavam em Municípios diferentes. segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional. Em alguns casos em que a legislação especifica a tributação pelo ICMS dos materiais fornecidos pelo prestador de serviços. na sua falta. Tem função predominantemente fiscal. pode ser encontrada na página do 5enado Federal (<www. o local de domicílio do prestador de serviços. portanto. A LC 116/03 estabeleceu que o local da prestação de serviços (e. Na esteira desta discussão. Outra observação importante é que o ISS e o ICMS não podem incidir sobre a mesma operação. o vendedor cobrará do comprador R$ 105. Anteriormente à Lei Complementar nº 116/03.00. • Vigilância e segurança. de 31 de julho de 2003) O fato gerador desse imposto é o descrito em lei ordinária do Município. de fornecer recursos financeiros para o Município. ou seja. conforme o caso. decoração e jardinagem. obedecidas as regras determinadas na Lei Complementar nº 116/03 e pela Constituição Federal O contribuinte do ISS é a empresa ou o trabalhador que presta o serviço tributável O preço cobrado pelos serviços A Constituição Federal estabelece uma alíquota mínima de 2% e a Lei Complementar nº 116/03 determina uma alíquota máxima de 5%. havia muita controvérsia quanto ao local da prestação do serviço. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes Imposto sobre serviço de qualquer natureza (ISS) Imposto Municípios e Distrito Federal Predominantemente fiscal Prestação de serviços informados na lista constante em lei complementar (atualmente. Lei Complementar nº116. Assim. bem como qualquer outra lei federal. o valor destes materiais não deve compor a base de cálculo do ISS. referente ao preço do produto mais IPI. • Serviços de limpeza. definida em lei complementar. ou seja. é necessário consultar a legislação específica A íntegra da Lei Complementar nº 116/03. muitas empresas prestadoras de serviços transferiram suas matrizes para cidades vizinhas às grandes metrópoles. para alguns serviços a Lei Complementar nº 116/03 determina que o ISS deve ser pago em favor do Município onde o serviço foi prestado ou está localizado o tomado r. o ISS foi responsável por 42% da receita tributária consolidada de todos os Municípios brasileiros. Para alguns serviços. a incidência do ISS está limitada à lista dos serviços que podem ser objeto de tributação. a lei complementar esclarece em cada caso qual Município tem direito ao imposto Para cada Município. cessão de mão de obra e empreitada. No entanto. e é somada ao valor do produto. 2.senado. • Alguns serviços ligados à construção civil.

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2.4.1. A lógica de tributação do ISS

O ISS é um imposto cumulativo, ou seja, o ISS cobrado em operações anteriores não é compensado nas operações posteriores. Por exemplo, se um hotel contrata uma lavanderia para lavar toda a roupa de cama, mesa e banho, sobre o valor dos serviços prestados pela lavanderia ao hotel incide ISS, o qual é embutido no preço. O hotel, por sua vez, ao prestar serviços de hospedagem aos seus clientes, também terá que pagar ISS, sem direito à compensação do ISS pago no preço dos serviços de lavanderia que comprou. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO

Incidem sobre o lucro das empresas dois tributos: o Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O IR incide tanto sobre a renda das pessoas como das empresas (pessoas jurídicas). Quando se trata do IR relativo às pessoas jurídicas, é costume usar a sigla IRPJ. A base de cálculo dos dois tributos é o lucro, na forma definida na legislação. Uma vez que cada tributo tem a sua legislação específica, o valor em reais da base de cálculo de cada um dos dois tributos pode ser diferente. Segundo a legislação do IRPJ, o lucro tributável pode ser apurado de três formas, ou regimes de tributação: Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. O contribuinte pode optar em qual modalidade de apuração quer ser tributado, observadas algumas restrições ligadas à atividade realizada ou ao volume de receitas - no caso do Lucro Real ou Presumido -, e de eventos justificadores do tratamento excepcional no caso do Lucro Arbitrado. O Lucro Real corresponde ao lucro apurado pela contabilidade, ajustado por adições exigidas e exclusões e compensações permitidas pela legislação. O Lucro Presumido corresponde ao lucro calculado pela aplicação, ao valor do faturamento, de um percentual de margem de lucro determinado na legislação, ou seja, o lucro não é apurado pelo encontro entre receitas e despesas do período, mas sim presumido. Corresponde a um processo de apuração simplificada da base de cálculo do imposto. O Lucro Arbitrado é apurado de forma semelhante ao presumido, com acréscimo de 20%, quando a receita é conhecida, ou por parâmetros técnicos, em situações especiais em que não é possível determinar o montante do faturamento. A opção pelo regime de tributação do IRPJ não traz consequências apenas para este tributo, mas condiciona também a base de cálculo da CSLL (com base no lucro contábil ajustado, lucro presumido ou lucro arbitrado), PIS/PASEP e COFINS (na forma cumulativa ou não cumulativa). 3.1. IRPJ

O Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza é um imposto direto, de natureza basicamente fiscal, ou seja, arrecadatória, de competência da União, que tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica o jurídica de renda. O IR atinge tanto pessoas físicas (IRPF) quanto pessoas jurídicas (IRPJ). No caso das pessoas jurídicas, a base de cálculo é o lucro, que pode ser calculado de formas alternativas apontadas na legislação. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza - IR Imposto União Fiscal É a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; e de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no conceito de renda. Pessoas físicas e jurídicas A base de cálculo do imposto é o montante real, arbitrado ou presumido da renda ou dos proventos tributáveis. Pessoas físicas: 15% e 27,5%, em tabela progressiva Pessoas jurídicas: 15%, mais adicional de 10% sobre a parcela de lucro que exceder a R$ 20.000,00 mensais.

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Lançamento Por homologação Sobre alguns pagamentos a pessoas físicas ou jurídicas, a pessoa jurídica que efetuou pagamento deve atuar como contribuinte responsável, efetuando a retenção do Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF, e posterior recolhimento. O imposto retido, na maioria dos casos, é compensável na apuração do imposto devido pelo contribuinte que sofreu a retenção. Alguns exemplos de rendimentos sujeitos à retenção, e alíquotas respectivas: • Rendimentos do trabalho: 15% e 27,5% conforme tabela progressiva mensal • Rendimentos de capital: fundos de longo prazo e aplicações de renda fixa, em geral de 15% a 22,5% conforme o prazo da aplicação. • Fundos de curto prazo - 20% ou 22,5% conforme o prazo. Fundos de ações: 15% • Prêmios e sorteios pagos em dinheiro: 30% • Remuneração de serviços de propaganda: 1,5% • Remuneração de serviços profissionais prestados por PJ: 1,5% Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>). É possível baixar o Regulamento do Imposto de Renda, programas para preenchimento das declarações e cálculo de tributos em atraso, dentre outras funcionalidades. Veja também a seção Perguntas e Respostas.

Outras considerações

Onde pesquisar mais detalhes 3.1.1.

A lógica de tributação do IRPJ

O IRPJ é calculado mediante aplicação da alíquota ao lucro tributável, apurado nas modalidades Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. Sobre o lucro que exceder a R$ 20.000,00 no mês, é devido ainda um adicional de 10%. O contribuinte do IRPJ pode optar em apurar o imposto em períodos trimestrais ou anuais, sendo que este último condiciona o contribuinte a apurar o lucro tributável pela modalidade Lucro Real. Optando pela apuração trimestral, o contribuinte deverá pagar o imposto de uma só vez ou em até três parcelas, com base no valor efetivamente apurado. Já se optar pela apuração anual, o contribuinte está obrigado a fazer antecipações mensais do IRPJ, que serão compensadas com o IRPJ devido, calculado na Declaração de Ajuste. O valor da antecipação, por sua vez, pode ser calculado de acordo com as regras do Lucro Real, ou basear-se em uma estimativa de lucro, efetuada a partir do faturamento da empresa. Qualquer que seja a modalidade de apuração escolhida, o contribuinte pode descontar, no momento do pagamento, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) que tenha sido retido por ocasião de recebimento de rendimentos. 3.2. CSLL

A criação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) amparou-se no art. 195 da Constituição Federal, que trata das contribuições para o custeio da seguridade social. A CSLL é uma contribuição social, de competência da União, incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas, incluídos nesse grupo aqueles que são equiparados à pessoa jurídica para fins de tributação do Imposto de Renda. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquota Lançamento Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) Contribuição Social. União Fiscal O fato gerador é a obtenção de lucro no exercício. São contribuintes as pessoas jurídicas domiciliadas no país e as que Ihes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda. Resultado apurado pela contabilidade, ajustado conforme determinações legais, resultado presumido ou arbitrado. 9% Por homologação

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Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes 3.2.1. Por ser uma contribuição social, este tributo está sujeito à anterioridade de 90 dias. Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>)

A lógica de tributação da CSLL

A lógica de tributação da CSLL segue a do IRPJ. As opções de regime de tributação são semelhantes, ou seja, existe a possibilidade de apurar a base de cálculo da CSLL a partir do resultado contábil, ajustado pelas adições, exclusões e compensações descritas na legislação, ou com base em Resultado Presumido ou Arbitrado. Embora semelhantes na forma de apuração, as bases de cálculo do IRPJ ou CSLL não são necessariamente iguais. Existem diferenças quanto aos ajustes (adições, exclusões e compensações) feitas ao lucro contábil para apuração do Lucro Real (IRPJ) ou do Resultado Ajustado (CSLL), bem como nos percentuais aplicáveis ao faturamento para determinação do Resultado Presumido ou Arbitrado. A CSLL é calculada mediante aplicação da alíquota ao resultado tributável, apurado nas modalidades Resultado Ajustado, Resultado Presumido ou Resultado Arbitrado. A apuração e o recolhimento da CSLL estão atrelados à escolha de regime de tributação do IRPJ, e seguem o mesmo modelo de antecipações mensais, caso a empresa tenha optado pela apuração anual. 3.3. Regimes de tributação do IRPJ e CSLL

Conforme explicamos ao descrever a lógica de tributação do IRPJ, o que muda na apuração dos tributos na modalidade de lucro real, presumido ou arbitrado é a metodologia de apuração da base de cálculo, e não a metodologia de cálculo do imposto. Lucro Real é o lucro líquido do período de apuração, apurado de acordo com a legislação societária e ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR. Qualquer empresa pode optar pela tributação pelo lucro real, mas algumas são obrigadas a utilizar esta modalidade, em função de características relacionadas a tamanho e tipo de atividade desenvolvida. Lucro Presumido consiste em uma modalidade mais simplificada de apuração em relação ao lucro real, na qual o lucro é estimado (presumido) pela aplicação de um percentual sobre a receita bruta obtida pelo contribuinte. O percentual representa, portanto, a suposta margem de lucro que a empresa obteve no período. O percentual é estabelecido em legislação, e tem variações em função do porte e atividade da empresa. Lucro Arbitrado também consiste na aplicação de percentual sobre a receita bruta, e diferencia-se do lucro presumido por ser aplicado, em geral, por iniciativa da autoridade fiscal, quando diante de situações tais como enquadramento indevido no lucro presumido, ausência ou vícios na escrituração contábil, dentre outras. Os percentuais para estimativa do lucro são os mesmos do lucro presumido acrescidos em 20%. O contribuinte também pode optar pelo lucro arbitrado, o que só se justifica em situações-limite, uma vez que esta opção é sempre pior do que a tributação pelo lucro presumido. A escolha da modalidade de tributação do IRPJ condiciona os regimes de tributação da CSLL, e regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS, a saber: Regime de tributação do IRPJ Lucro presumido Lucro Real Lucro Arbitrado Regime de tributação da CSLL Resultado presumido Resultado contábil ajustado Resultado arbitrado Regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS Incidência cumulativa Incidência não cumulativa PIS/COFINS cumulativa

A opção pelo regime de tributação é feita no início de cada ano, no momento do primeiro recolhimento e vale para todo o exercício financeiro. A opção condicionada de diversos tributos e o fato de que é realizada antes da ocorrência dos fatos geradores torna necessário realizar projeções de resultado, considerando o efeito conjunto de todos os tributos nos diversos itens (faturamento, aquisição de insumos ou mercadorias, gastos com energia elétrica etc.) que compõem o resultado projetado, de forma a poder determinar a opção que minimiza o gasto tributário de uma determinada empresa.

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portanto. factorings e empresas que usufruem de benefícios fiscais de isenção ou redução do IR são alguns exemplos de contribuintes obrigados a apurar o IRPJ devido utilizando o Lucro Real como base de cálculo. exceto as de natureza compensatória e CSLL (a respeito desta última. Quando se referir à provisão considerada indedutível no passado. • Benefício fiscal . e que será tratado no capítulo seguinte. por exemplo. podemos citar as multas por infração à legislação. efetuados a crédito da conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. aumentando a base de cálculo do IR. o lucro contábil. ser excluído para fins de apuração do lucro real. Adições Para fins de apuração do lucro real. e que atingiram condições de dedutibilidade . INSS Patronal e IPI (se for contribuinte do IP!). quando se referirem a receitas tributáveis.como. IRPJ O Regulamento do Imposto de Renda estabelece a obrigatoriedade da adoção do regime de apuração pelo Lucro Real Empresas que excedam um determinado limite de receita total. o fisco determina como condição que tenha sido iniciada medida de cobrança judicial para que a perda seja considerada dedutível). são adicionados ao lucro contábil: • Custos e despesas considerados indedutíveis pela legislação do IRPJ . • Valores excluídos do lucro real de períodos anteriores. mas não afetou o resultado contábil. a base de cálculo do IRPJ. dividendos recebidos de outras empresas e resultado positivo de participações societárias avaliadas pelo método da equivalência patrimonial. veja a nota de rodapé 3 deste capítulo). Como exemplo de despesas indedutíveis. receitas e outros valores não tributáveis inclusos no lucro líquido . CSLL.a reversão de provisão é contabilizada como receita aumentando.o fisco se reserva o direito de impor limites à apuração do lucro por parte do contribuinte. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR.os ajustes e resultados anteriores. portanto. devendo. Exclusões Para fins de apuração do lucro real. Orleans Martins 26 . COFINS. ajustado por adições.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Existe ainda uma quarta opção. • Provisões consideradas indedutíveis em período-base anterior. Um exemplo de despesa submetida a algumas condições para que seja considerada dedutível é a constituição de provisão para perdas em créditos de clientes. Em período seguinte. rendimentos. por conseguinte. • Receitas tributáveis não incluídas no resultado contábil . são excluídos do lucro contábil: • Resultados. como forma de benefício fiscal caso da depreciação incentivada deduzida em períodos anteriores e realização do lucro inflacionário. o valor anteriormente provisionado atingiu os requisitos para ser considerado dedutível (por exemplo: para alguns créditos de liquidação duvidosa. um sistema de tributação nacional que consiste no pagamento unificado de IRPJ. O Lucro Real é calculado a partir do lucro contábil? apurado pela empresa e escriturado em seus livros contábeis.Lucro Real CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que é a apuração do SIMPLES NACIONAL. instituições financeiras. podendo incluir também ICMS e ISS.3. Estes valores são controlados na parte B do LALUR. sua reversão em contrapartida também não será tributável. PIS. não admitindo algumas despesas. já que não foram incluídos no resultado do exercício.1.no período em que foi efetuado o registro contábil.caso da depreciação incentivada. 3. a provisão foi considerada não dedutível e adicionada ao lucro real. Regime de Tributação . • Reversão de provisão não dedutível de período anterior . devem ser acrescidos ao cálculo do lucro real. que consiste em depreciar um bem em período inferior à depreciação contábil. ou impondo algumas condições para que algumas dessas despesas reduzam o lucro contábil e.

17. Perdas incorridas no mercado de renda variável que excederem os ganhos no período de apuração Perdas incorridas em operações day-trade no período de apuração (renda fixa ou variável) Participações e gratificações a administradores e dirigentes IRPJ Adição Adição CSLL 3. apropriação indébita ou furto praticado por sócios ou acionistas. Ajustes credores de exercícios anteriores 2. 19. Perdas em operações no exterior exceto hedge (adição somente em dezembro) Adição Rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior. coligadas e controladas) Adição Multas por infrações fiscais cobradas DE OFICIO (portanto.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Compensações Para fins de apuração do lucro real. Pagamento a sociedade civil de profissão regulamentada controlada por pessoa física controladora da fonte pagadora Adição Adição 13. Apresenta-se uma lista de transações que são dedutíveis para fins de cálculo de IRPJ e CSL. Adição Adição Adição Exclusão Adição 9. 6. que devem ser considerados pelos seus valores antes de descontado o tributo pago no país de Exclusão origem. 5. 24. equivalência patrimonial 16. 4. Alimentação de empregados quando não fornecida indistinta mente a todos 14. Juros sobre o patrimônio líquido. Multas impostas por infrações ou transgressões de leis de natureza não tributária. A legislação estabelece limitações para compensação destes prejuízos. LIVRO DE APURAÇÃO DO LUCRO REAL (LALUR) LISTA DE ADIÇÕES E EXCLUSÕES PARA APURAÇÃO DE IRPJ E CSLL 1 . 7. Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 10. Tributos e contribuições com exigibilidade suspensa 23. Aquisição com cupom fiscal que não atender as exigências da legislação 18. que não residam no país 21. controlados na parte B do LALUR. Seguro de vida de sócios ou acionistas Prejuízo por desfalque. 8. Lucros distribuídos disfarçadamente 11. são compensados prejuízos fiscais (isto é. sucursais. Excesso relativo aos preços de transferências (transfer price) arbitrados Adição mediante ajustes pelos métodos admitidos pela legislação Lucros disponibilizados no exterior (filiais. Remuneração de diretores de S. Lucro inflacionário realizado 22. Prejuízo na baixa de investimento adquirido por incentivo fiscal Amortização de ágio na aquisição de investimento avaliado pela equivalência patrimonial Amortização de deságio na aquisição de investimento avaliado pela 15. Orleans Martins 27 . Ganho na desapropriação para reforma agrária Adição Adição Adição Adição CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. excedentes ao limite admitido.A. Comissões condicionadas ao recebimento do cliente 12. ficam salvas as de natureza compensatória e as impostas por descumprimento de obrigações tributárias meramente acessórias de que não resultem falta ou insuficiência de Adição pagamento de tributo). 20. Investimentos em atividades audiovisuais 25. apurados conforme a sistemática do lucro real) obtidos em períodos anteriores.

que ou serão adicionados quando efetivamente recebidos Adição Reserva especial de correção monetária do ativo permanente (equivalente à 33. 358. exceto quando relacionados com a atividade 37. 50% dos empregados). As despesas com brindes Adição Lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de 43. em decorrência da atualização do valor dos estoques de produtos agrícolas. Orleans Martins 28 . exceto as destinadas a custear benefícios complementares assemelhados ao da previdência social. após o ano calendário seguinte Exclusão 28. realizada no período Encargos de depreciação. Resultados positivos relativos aos atos cooperativos (exceto para cooperativas 45. animais e extrativos destinados à venda. As doações aos Fundos da Criança e Adolescente Adição 42. e cujos ônus sejam da Adição pessoa jurídica. amortização e exaustão de bens relativo à diferença de correção monetária . § 3º. Pagamento sem causa ou a beneficiário não identificado. somados. no mínimo. não identificados e não individualizados os beneficiários assim como o imposto 44. Depreciação ou amortização acelerada incentivada Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 27. Reserva de reavaliação realizada durante o período-base 30. gerentes. 40. do RIR/99). que corresponderem à diferença de correção monetária entre o IPC e o BTNF do ano de 1990 Custos ou despesas com leasing. que. Computados como Exclusão receita. qualquer título. acionistas e administradores Adição As contribuições não compulsórias. Exclusão no todo ou em parte. Ganho em desapropriação com diferimento da tributação Exclusão Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Ganho na venda de ativo permanente a longo prazo com recebimento do preço. para empregados e dirigentes (e ao Fundo de Aposentadoria Programada Individual . celebrados com entidades governamentais. computados em conta de resultado. Adição planos de saúde. constitui receita Adição operacional. Adição relacionados intrinsecamente com a atividade Custos ou despesas de depreciação e demais gastos com bens móveis ou 36. Exclusão de consumo). Adição de renda na fonte (art. Depreciação acelerada incentivada Adição Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição Exclusão ou Adição Exclusão ou Adição A contra partida do aumento do ativo. Reversão de provisões não dedutíveis Adição Adição Exclusão Parcela não recebida dos lucros de contratos de construção por empreitada ou Exclusão 32. exceto as destinadas a custear seguros e 38. 49. excederem a 20% do total dos salários dos empregados e da remuneração dos dirigentes da empresa. aquisição (inclusive de sociedade em conta de participação). Remuneração Indireta de administradores. que comporá a base de cálculo no período de apuração em que ocorrer a venda dos respectivos estoques. como pela avaliação do estoque a preço de mercado. As doações em geral Adição 41. ou apuração. vinculados ao referido plano. Adição reavaliação) efetivada em 1991. dirigentes.Fapi desde 39. Resultados negativos com atos cooperativos 47. assessores. Provisões não dedutíveis 31.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 26. Adição imóveis. para empregados e dirigentes As contribuições não compulsórias. 46.IPC/BTNF e parcela do custo de bem baixado a 34. Alimentação de sócios. exceto quando 35. aluguel de móveis ou imóveis. Exclusão tanto em virtude do registro no estoque de crias nascidas no período de 48. Resultado da equivalência patrimonial ou Adição 29. que este atinja. de fornecimento de serviços.

Perda de equivalência patrimonial 70. na forma da lei. As despesas operacionais relativas aos dispêndios realizados com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica de produtos.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 50. caso a venda não tenha sido realizada em bolsa de valores. Prejuízo na venda de ações em tesouraria 53. Contingências 71. Lucro de exploração negativo (atividade rural) 66. Exclusão Exclusão 60. Adição Exclusão Exclusão Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 58. admitidos pela legislação do imposto de renda Exclusão Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. de participação societária de titularidade da empresa que efetuar a subscrição e integralização. 64. Adição 54. Perda na alienação de bens que serão tomados em arrendamento pelo próprio vendedor do bem Prejuízo na alienação de participações não integrantes do ativo permanente. podendo o saldo não depreciado ser excluído na determinação do lucro real. procedimentos de autorização de registros. processos. bem como relativos a procedimentos de proteção de propriedade intelectual. Exclusão Adição Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Adição Exclusão 65. destinados à utilização em projetos de pesquisa e desenvolvimentos tecnológicos. Ganho com bens ou direitos recebidos em devolução de participação no capital registrados pelo valor de mercado Total dos custos e despesas vinculados às receitas da atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Total das receitas próprias vinculadas a atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Ajuste por diminuição no valor de investimentos avaliados pelo PL Exclusão Adição Adição 52. não tenha sido efetuada por meio de leilão público. sistemas e pessoal. aplicáveis a produtos. quando a opção for pelo regime de caixa. 55. Exclusão Exclusão 59. durante 3 dias no período de um mês. Garantias 72. excluída em período anterior e que tenha sido liquidada no período de apuração. Exaustão Incentivada 51. O valor total da variação cambial ativa. máquinas e equipamentos. adicionada em período anterior. no período de apuração em que concluída sua utilização. e o valor dessa participação societária registrado na escrituração contábil desta mesma pessoa jurídica. resultante da incorporação ao patrimônio de outra pessoa jurídica. Royalties e assistência técnica não dedutíveis 67. 62. contabilizada pelo regime de competência. liquidada no período de apuração. 63. metrologia. 57. pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país. com divulgação do respectivo edital. Exclusão Exclusão 61. quando a opção for pelo regime de caixa. Lucro de exploração correspondente a exportação incentivada 68. A parcela correspondente à diferença entre o valor de integralização de capital. ou onde esta não existir. Orleans Martins 29 . normalização técnica e avaliação da conformidade. quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial passiva. Lucro da exploração correspondente a atividade rural 69. homologações e suas formas correlatas. quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial ativa. pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país Os valores relativos aos dispêndios incorridos em instalações fixas e na aquisição de aparelhos. O valor total da variação cambial passiva. com deságio superior a 10% dos respectivos valores de aquisição. Lucro inflacionário diferido Receitas ou rendimentos incluídos na apuração do lucro líquido que não são 73. poderão ser depreciados na forma da legislação vigente. licenças. contabilizada pelo regime de competência. 56.

controlada.000. Exemplo de cálculo O exemplo apresentado a seguir é bastante simplificado.00 . exclusões e compensações previstas pela legislação. sócio.00 (+) Receitas financeiras 50.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Perdas decorrentes de créditos não liquidados. no primeiro trimestre do ano. são escriturados os ajustes ao lucro e é transcrita a demonstração do lucro real. LALUR Os ajustes mencionados são realizados.130. amortizações e exaustões incentivadas.00 assim discriminado: DRE DO PERÍODO .00 . controlador. recebidos a título de devolução de participação no capital social de outra sociedade.000. e as parcelas não realizadas de lucros em contratos de empreitada com órgãos públicos. que afetam apenas a base de cálculo da contribuição social.000. por exemplo. Da mesma forma que na apuração do lucro real.400.00 (-) Despesas administrativas . Fontes: Receita Federal do Brasil Portal de auditoria: <www. Diferença entre o valor de mercado e o valor contábil de bens e direitos 76. pelo regime de tributação pelo resultado ajustado. Orleans Martins 30 .000.000.00 = Lucro antes do IRPJ e CSLL Adição Adição Exclusão R$ 1.500.000.1º TRIMESTRE .00 (-) Impostos incidentes s/vendas = Receita líquida operacional (-) Custo das mercadorias e serviços vendidos = Lucro bruto (-) Despesas com vendas .00 500. que afetam apenas a base de cálculo do IRPJ.000. que tenha sido creditada ao resultado. o Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). como.com.br>.000. ao qual são realizadas adições. 74. Boa parte dos ajustes coincidem. Ao final do capítulo será apresentado um exemplo mais completo.000. O LALUR é composto de duas partes: na parte A.00 (+) Resultado da equivalência patrimonial 20.600.000.portaldeauditoria.100.000.portaltributario.100. apenas para permitir a comparação entre os regimes de tributação. tais como prejuízos a compensar. titular ou administrador da pessoa jurídica credora ou parente até terceiro grau. a base de cálculo muito se assemelha à apuração IRPJ pelo lucro real.000. ou com pessoa física que seja acionista 75. coligada ou interligada. Uma empresa obteve. CSLL Quanto ao cálculo da Contribuição Social sobre Lucro Líquido. depreciação acelerada incentivada e provisões momentaneamente não dedutíveis.com.000. o ponto de partida é o lucro contábil.2006 ITENS R$ RECEITA DA VENDA DE MERCADORIAS E SERVIÇOS Venda de mercadorias 1. as depreciações. mas nem todos são realizados em ambas as bases de cálculo.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Perdas no recebimento de créditos com pessoa jurídica que seja controladora. um lucro de R$ 400.00 1. são lançados os valores que afetarão o lucro real de períodos futuros.40. que houverem sido computadas no resultado sem observância dos limites previstos na legislação.00 . separadamente. em livro específico. inclusive com escrituração do LALUR e registros contábeis.000.br>.00 400.00 Venda de serviços 500.000. na parte B. Portal tributário: <www.

tiver sido igual ou inferior a 48 milhões de reais ou ao limite proporcional de R$ 4 milhões multiplicados pelo número de meses de atividades no ano. para consumo.00 .10% x (R$ 382.000.000.00) Base de Cálculo da CSLL R$ 382.00 R$ 89.000.00 R$ 34.000.00 b) exclusivamente superior a R$ 120.00 R$ 32.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Dentre as despesas administrativas. O Lucro Presumido é apurado mediante: • Aplicação do percentual correspondente ao tipo de atividade sobre a receita bruta auferida para aquela atividade no período. algumas deduções são permitidas. combustível derivado de petróleo.R$ 34. • Soma de receitas computadas integralmente como lucro. Calculando o Lucro Real: Lucro Antes do IRPJ e CSLL Mais: Adições Despesas Indedutíveis CSLL Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial Base de Cálculo da CSLL O IRPJ devido é: Alíquota normal.00). Orleans Martins 31 .500.00 . Tabela: Percentuais de presunção.00 Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial (R$ 20.00.000.000.6% 16% 32% 16% R$ 57. portanto: Lucro Antes do IRPJ e CSLL R$ 400.380. ou seja.000. No cálculo da receita bruta.000.380.R$ 60.380.3.000. IRPJ Poderão optar pelo regime de tributação com base no lucro presumido as pessoas jurídicas cuja receita bruta total.000. industrial.000.00 Adicional.00 referem-se a despesas não dedutíveis conforme a legislação do IRPJ. Também para a CSLL o somatório de despesas indedutíveis da base de cálculo é igual a R$ 2.00 (R$ 400. transporte de carga e serviços hospitalares Revendas.00 anuais e demais serviços não exclusivamente c) transporte (exceto carga) % de Presunção 8% 1. tais como IPI. apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x 382.00 Lucro Presumido (IRPJ)/Resultado Presumido (CSLL) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. tais corno ganhos de capital e receitas financeiras.620.200.620.000. o ponto de partida é o lucro contábil após computada a CSLL. descontos incondicionais e vendas canceladas.00 R$ 365.300.2. R$ 365. A base de cálculo da CSLL é. inclusive do adicional.00 (R$ 20.000.00 Mais: Adições Despesas Indedutíveis R$ 2.00. Atividade Comercial.00 R$ 2. não impede o exercício da opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido. O fato de a pessoa jurídica não ter efetuado o pagamento do imposto no prazo legal ou ter efetuado com insuficiência. R$ 2. álcool etílico carburante e gás natural Prestação de serviços: a) exclusivamente prestação de serviços: faturamento anual até R$ 120.000.000.00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo.00) Total IRPJ devido 3.00) R$ 382.000. Para apuração da base de cálculo do IRPJ (Lucro Real). no ano calendário anterior.00 = 34.15% x R$ 382.

ou deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal.3.000. mas os percentuais são diferentes dos adotados para apuração do lucro presumido: Tabela: Percentuais de presunção.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido O IRPJ devido é: Alíquota normal. ou seja. Tabela: Receita bruta no trimestre.15% x R$ 290. apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x R$ 330.000.700.000.00 8% Serviços 500. teríamos: Tabela: Receita bruta no trimestre. retornamos à demonstração de resultados do primeiro trimestre de 2006. móveis e direitos de qualquer natureza.000. exceto hospitalares.00 120.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1.000. que pode arbitrar o resultado para o cálculo do imposto e da contribuição social. Exemplo de cálculo Considerando o mesmo exemplo utilizado para demonstração do cálculo do IRPJ/CSLL com base no lucro real.000.00 12% Serviços 500. Na apuração do lucro presumido.000.000.000. também ocorre a aplicação de percentuais sobre a receita bruta. Orleans Martins 32 .00 R$ 66. A escrituração revelar evidentes indícios de fraude ou contiver erros ou deficiências que a tomem imprestável para: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 50. Atividade Pessoas jurídicas em geral Prestação de serviços.000.000.000.00 160. devidos no período no decorrer do ano calendário pelas pessoas jurídicas.00 160.00 % de Presunção 12% 32% 80.00.000.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido R$ 43.10% x CR$ 290.00) Total IRPJ devido No cálculo da CSLL. e calcula-se um lucro estimado.3. locação ou cessão de bens imóveis. não mantiver escrituração na forma das leis comerciais ou fiscais. obrigado à tributação com base no Lucro Real. ignora-se o lucro contábil apurado.00 = R$ 29. administração.500. Lucro Arbitrado (IRPJ)/Resultado Arbitrado (CSLL) O Lucro Arbitrado é uma prerrogativa do Fisco.00 Adicional.00 .00 50. O lucro arbitrado pode ser aplicado nas situações em que a escrituração contábil e fiscal do contribuinte for desclassificada por parte da autoridade fiscal.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1. e factoring.R$ 60.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CSLL Na apuração da base de cálculo da CSLL com base no resultado presumido.500. na página 31.00 R$ 23. 3.000. na forma da lei. APURAÇÃO .000.00 330.000. APURAÇÃO .000.000. quando: • O contribuinte. intermediação de negócios.000. para fins de tributação. em função da receita bruta.00 290.00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo.

locação ou cessão de bens e direitos de qualquer natureza (inclusive imóveis) Instituições financeiras. que optaram pela apuração anual. através de balanços ou balancetes mensais. Os percentuais aplicáveis para apuração do Lucro Arbitrado são os mesmos do Lucro Presumido. Tabela: Percentuais por atividades. art. os lançamentos efetuados no livro-diário. das demais receitas e dos resultados positivos decorrentes de receitas não compreendidas na atividade. se houver. deverão recolher mensalmente antecipações de IRPJ e CSLL com base em lucro estimado ou Lucro Real apurado em balancete de suspensão/redução. conforme tabela de percentuais a seguir. que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto. O lucro estimado para servir de base ao cálculo à antecipação do IRPJ e CSLL consiste na soma das seguintes parcelas (RIR/1999. 518) Revenda de combustíveis Serviços de transporte (exceto transporte de carga) Serviços de transporte de cargas Serviços em geral (exceto serviços hospitalares) Serviços hospitalares Intermediação de negócios Administração.4. em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas. Percentuais 8% 1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] o Identificar a efetiva movimentação financeira. O contribuinte não mantiver. 3. e a empresa deverá providenciar o recolhimento da diferença. calculado com base no lucro real do período em curso. por conta ou subconta. apenas nos casos em que for possível apurar a sua receita bruta. O contribuinte optar indevidamente pelo regime de tributação com base no Lucro Presumido. • Ganhos de capital. Atividades Atividades em geral (RIR/1999. inclusive adicional. variáveis conforme o tipo de atividade explorada. desde que demonstre. bancos e assemelhados Factoring Suspensão/redução do IR A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês. O montante do tributo pago em antecipações mensais será compensado com o montante devido com base no Lucro Real. O contribuinte não apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial ou fiscal ou o livro-caixa. • • • • Autoarbitramento É possível ao contribuinte autoarbitrar a base de cálculo do IRPJ e CSLL. 223 e 225): • Valor resultante da aplicação dos percentuais fixados na lei.por ocasião da entrega da DIPJ. Este "encontro de contas" acontece por ocasião da entrega da Declaração de Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas . o livro-razão ou fichas para resumir e totalizar. IRPJ e CSLL pelo Lucro Real Anual . arts. nos quais deverá estar escriturada toda a movimentação financeira. inclusive bancária. sobre a receita bruta auferida mensalmente. o Determinar o Lucro Real.60% 16% 8% 32% 8% 32% 32% 16% 32% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. inclusive bancária.3. Orleans Martins 33 . acrescidos em 20%. O comissário ou representante de pessoa jurídica estrangeira deixar de escriturar e apurar o lucro de sua atividade separadamente do lucro do comi tente residente ou domiciliado no exterior.Recolhimento por Estimativa As empresas tributadas pelo Lucro Real.

Mar. 8. Dez.160.450.40 46.00 (3.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para uma demonstração de como se faz o cálculo.00 456.00 552. Set.100.000.550.600. 22.00 14.mesmos para apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL. com aplicação das alíquotas de 15% para IRPJ e 9% para CSLL.00 51.00 1. Fev. os ajustes são .400. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.40 410. Meses Faturamento no mês Jan.00 240.400.00 5.00 840.00 2.00 3.00 300.00 1. Maio Jun.850.00 4. Ago.00 60.400. Nov.00 1.00 912.596.080.00 2.00 24.00 19.000.00 600. considere uma empresa comercial com faturamento de R$ 480.800.80 1.000. Abr.00 35.00 5.00 O IRPJ e CSLL estimados em função do faturamento mensal são: Meses Faturamento Base cálculo IRPJ IRPJ Base cálculo CSLL IRPJ + CSLL no mês Estimativa Estimativa CSLL Estimativa Estimativa (C) = (E) = (A) (B) = 0.000.600.800.00 11.200.596.00 700. Jul.026.700.12 x (A) (F) = (C) + (E) (B) x 0. 45. Set.00 40.00 17. Para tanto.00 2. Maio Jun.400. Out. Jul.000.00 200.00 20. Out.00 6.700.048.000.000.000.800.00 8.00.00 3.00 70.00 7. a empresa precisa acompanhar os ajustes (adições e exclusões).500.00 1.00 70.00 46.800.000.00 70.368.00 500. Maio Jun.00) 5.00 Jul.00 2.00 264.400.00 180.00 480.000.000.00 100.00 1.00 9. é necessário acompanhar o lucro tributável acumulado mês a mês.00 11.40 524.00 400.900.500.00 840.00 1.00 1.000.000.300.00 6.000.00 18.00 150. Mar.400.00 648. Abr.00 1.00 1.00 27.00 8.00 7.00 11.400.000.00 2. não tendo obtido no período ganhos de capital e outras receitas não compreendidas na atividade. calcula-se os valores devidos de IRPJ e CSLL.000.600.200.00 194. Fev.00 300. Fev.80 60.00 40.950.00 5. Nesta empresa.00 2.00 756.000.00 19.000.00 Meses A partir do Lucro Real/Base de cálculo da CSLL acumulado ao final de cada mês. Out.00 51.520.300.00 1.00 3.00 1.00 342.00 7.050.700.600.00 (200.00 14.00 5.000.00 432.00 1.80 1.00) (2.000.760.680. Ago.00 100.000.00 550.760.00 486.80 22.700.00 496.00 1.000.00 (4. Dez.600.900.00 9.000.00 2. Orleans Martins 34 . Nov.00 237.00 162.000. Para apuração do valor devido de IRPJ e CSLL. Set.300.600.00 7.00 50.000. Abr.00 20.08 x (A) (D)=0.00 16.000.00) 5.00 600. Os valores mensais e acumulados no ano do resultado contábil e ajustes (adições menos exclusões) encontram-se demonstrados a seguir.440.40 23.00 2.00 15.00 200.000.000.00 756.00 540.00 70.200. Mar.900.00 720.100.00 Jan.500.00 18.600.00 612. Ago.00 15.550.120.162.00 4.840. cujo detalhe mês a mês encontra-se na tabela a seguir.000.500.00 39.000. além de apurar o resultado contábil.00 216.00 1. Resultado contábil No mês Jan.500. Dez.000.640. Nov.00 216.00) (5.200.000.09 45.600.900.00 2.00 3.00 4.000.00) 4.00 276.800.00 16.00 3.000.00 2.00 Ajustes Lucro Real / (Adições menos Exclusões) Base de cálculo CSLL Acumulado no ano No mês Acumulado no ano Acumulado no ano 8.000.1512 (D) x 0.00 21.00 1.60 18.00 23.00 248.00 100.600.00 5.60 501.

00 redução 414.312.00 960. Como já foram recolhidos R$ 1.00 2.162.00 1.00 CSLL devida acumulada até o IRPJ + CSLL mês (O) = (C)*0.00 4.048.80 1.680.00 2.00 Fev.256.00 1.60 estimativa 501.60 Nov.000.00 .440.00 5.360.160.40 suspensão 0.00 (R$ 1.000.00 1.440. e o IRPJ e CSLL devidos no ano passou a ser de R$ 1.00 Mar.00 4. 19.285.530.00 2.050.550.800.305.500.00 estimativa 1.00.00 1.00 90.00.000.00). 4.00 342.00 1.510.160.500.00 2.000.026. 27.00 1.00 Jun.00 Set.00 1.40 524.00).480. Orleans Martins 35 .592.00 1.048.00 O montante a ser recolhido mensalmente a título de antecipação pode basear-se no valor estimado.368.026.000.680.00 1.080.00 7.000.00 1.968.000.000. Em março.430.00 9.850.00 Jul.00 Abr. que passou a ser de R$ 240.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Lucro Real IRPJ devido Base de cálculo acumulado até o acumulado até o CSLL acumulada até Meses mês mês o mês (A) (B) = A* 0.040.00 . Em decorrência do registro de prejuízo contábil no mês. 21.00 2.440.00 suspensão 0.80 estimativa 1.00 900.040.00 = R$ 456.80 Jul.80 redução 423.480.00 Out.00 4.026.000.00 630.080.596.000. 5.00 6.R$ 1.00 2.R$1. 19. 240.40 423.00 Dez. 9. considerando-se o menor desembolso possível.000. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000.596.850.00 Abr.755.00 540. Caso a empresa não obtivesse mais lucro nem faturamento durante o ano.160.560. a empresa fica autorizada a não proceder a recolhimento de antecipação. 2. 1.00 estimativa 912.440.00. ou no efetivamente devido (balancete de suspensão/redução). tornando mais atraente o recolhimento por estimativa.440. Assim. efetuando recolhimento da antecipação com base em estimativa a empresa recolheria mais tributo do que o devido relativo ao ano CR$ 1.026.15 (C) Jan.00 Out.150.00 990.00).500. 3.00 27.09 (E) = (B) + (O) 810.00 Maio 11.00. IRPJ + CSLL Recolhimento com Recolhimento devidos base em balancete Recolhimento Opção IRPJ + CSLL a Meses acumulado até acumulado no de suspensão/ por estimativa escolhida recolher o mês anterior ano redução Jan.40 suspensão 0.00 4.00 4. e o IRPJ e CSLL devidos com base no lucro real apurado no mês era R$ 2.00 Ago.00 1.00 Em janeiro.00 2.000.00 39.00 Dez. que é o montante que iguala tributos devidos e antecipados. 6.162.00 4. 6.00 em janeiro.00 21. Em fevereiro.000. comprovando essa situação com levantamento de balancete que justifica a suspensão do recolhimento de antecipações de IRPJ e CSLL.890.480.00 1.60 Ago.00 4.00.00 9.00 414.482.00 3.40 410.00 estimativa 1.00 240.925.360.00 1.00 1.026.00 456.026.440.500.650.00 5.00 2.00 240.050. 9.000. 14.000.00 1. A opção é conjunta para IRPJ e CSLL.00 Set.00 estimativa 1. 1.160.00 Mar.00 Nov.480.00 11.60 1.596. 7.00 150.680.00 1.00 1.00 912.00 (R$ 2.00 redução 240.00 + R$ 1.00 1.20 501.350.00 3.00 para R$ 6.000.00 1.000.000.754.00 19.680.00 Fev.256. de R$ 1.00 2.00 6.00. Como já recolheu até fevereiro R$ 1.00.00 17.026.000.000. A tabela a seguir evidencia a melhor opção de recolhimento da antecipação a cada mês. novos prejuízos reduziram ainda mais o tributo devido no ano.175.026.710.00 1.160.00 Maio 2.000.640. 1. a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 456.00 1. 39.560. apurado com base no lucro real/base de cálculo da CSLL.00 14.00 Jun.368.00 3.680.00 6.256. 4.440. teria que recolher por ocasião da entrega da declaração de ajuste a diferença entre tributo devido e tributo antecipado. 17. a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 1.00 1.00 19.134.640. o lucro real acumulado no ano caiu de R$ 9.00 3. 4. a melhor alternativa é transcrever para o LALUR o balancete que justifica a redução do valor da antecipação dos tributos para R$ 414.00 3.00 4.680.

Prejuízo fiscal (IRPJ) e base de cálculo negativa (CSLL) As empresas tributadas com base no Lucro Real têm direito de compensar e períodos futuros o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) calculado com base na legislação específica do IRPJ (CSLL).00).R$ 7.00. Atentos a este fato.440. ensejando o registro de Ativos e Passivos Fiscais Diferidos.680. Utilizando as alternativas descritas.00. como a apuração de prejuízo fiscal/base de cálculo negativa e ajustes temporários ao lucro. os quais eram considerados no sistema simplificado.00. setembro e outubro.000. 4.644. Vale ressaltar que o recolhimento da antecipação por estimativa é uma faculdade que é concedida às empresas. situação que se inverteu em agosto. a Comissão de Valores Mobiliários e o Banco Central do Brasil.1. a estimativa tornou-se novamente mais atrativa. o processo de abrangência ficou automatizado. estadual e municipal) de uma única vez. pois permitia efetuar um recolhimento inferior ao devido com base no lucro real. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.644. somente mediante convênio do Município e do Estado com o governo federal. existem alguns eventos que geram direitos de compensação futura ou postergação de pagamento de tributo. No entanto. Portanto. Microempresa: receitas brutas anuais até R$ 240. Definição ampla de Micro e Pequena Empresa: a definição ampla está atrelada ao valor Receita Bruta de Vendas que uma empresa obtém durante o ano fiscal.00. SISTEMAS DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Um tributo que resume diversos outros: SIMPLES Nacional Simples Nacional é o nome dado ao novo tratamento tributário para microempresas e empresas de pequeno porte instituído pela Lei Complementar nº 123. parece-nos estranho que a empresa não opte por postergar o pagamento dos tributos. anterior ao Simples Nacional. o recolhimento por estimativa mostrou-se mais interessante. Nos meses de maio. Em novembro e dezembro. na declaração de ajuste a empresa deverá recolher a diferença de R$ 1.360.5.00. Nada impede que a empresa recolha antecipações com base no valor apurado pelo lucro real. a empresa deverá apresentar histórico de rentabilidade.estadual). expectativa de geração de lucros tributáveis futuros fundamentada em estudos técnicos de viabilidade que permitam a realização deste ativo fiscal.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IRPJ e CSLL devidos no ano com base no lucro real acumulado até abril foi de R$ 1. Uma vez que o tributo devido no ano é de R$ 9. 3.716.00 (redução). só é necessário recolher um complemento de R$ 240. Uma vez que até março haviam sido recolhidos R$ 1. mês a mês (e nesse caso a nossa empresa encerraria o ano tendo recolhido R$ 9. estabelecem que a constituição do ativo fiscal diferido deve estar atrelada à possibilidade de utilização destes valores nos próximos períodos. do ponto de vista de administração dos recursos financeiros. de 14/12/2006 (Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas). Com o Simples Nacional. diversos órgãos que emitem normas contábeis.00. quando permitido. Pequena Empresa: vendas anuais acima de R$ 240. As empresas que se enquadrarem no regime simplificado recolhem oito impostos das três esferas (federal. Esse direito de redução futura das bases de cálculo de IRPJ e CSLL constitui-se em um ativo para a empresa que apurou o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) desde que existam perspectivas de lucros futuros.00 até R$ 2. a empresa recolheria até dezembro R$ 7. O Simples abrange o ISS (Imposto sobre Serviços .00.400.3. quando a empresa beneficiou-se da possibilidade de reduzir ou suspender o recolhimento das antecipações de IRPJ e CSLL.360. Ativos e passivos fiscais diferidos Na apuração do IRPJ e CSLL devidos. Note que o ponto fundamental para que o direito legal de compensação se torne efetivamente um direito para a empresa tributada pelo Lucro Real é a existência de resultados tributáveis no futuro. Assim. Orleans Martins 36 .000. junho e julho.00. há uma simplificação no recolhimento e na burocracia administrativa da gestão de tributos das empresas enquadradas.000.360. como o Conselho Federal de Contabilidade. e não precisaria fazer recolhimento complementar na declaração de ajuste). através do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) uma vez por mês.municipal) e o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias . 4.00 (R$ 9.

Orleans Martins 37 . e constam no anexo da Lei nº 123/06. Pode-se verificar que as exceções que a lei trata estão atreladas a negócios que não têm natureza comercial ou industrial e sim a serviços de natureza financeira. As sociedades por ações. mas que a receita bruta de todas as empresas não ultrapasse o valor máximo.00. No quadro abaixo está a relação de tributos e suas respectivas esferas que fazem parte do regime simplificado nacional. instituições financeiras. • Origem do capital social . por exemplo.400. como. A lei tem a preocupação de dar vantagem para a empresa que realmente é pequena.000. por exemplo: seguradoras que são supervisionadas pela SUSEP. do limite imposto. bem como as relativas ao salário-educação e à Contribuição Sindical Patronal. financeiras pelo BACEN.sociedades de cujo capital participe estrangeiro residente no exterior ou outra pessoa jurídica. geralmente. entendida como tal o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria. Por exemplo. os valores máximos da receita bruta para micro e pequena empresa serão respectivamente R$ 200. A base de cálculo do SIMPLES Nacional é a receita bruta. como.00 no ano anterior e.000. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. em que geralmente dependem de um capital maior para suas operações como também têm regulação específica. na condição de Microempresa (ME). empresas organizadas na forma de sociedade por ações estão impedidas. A possibilidade de optar pelo SIMPLES Nacional está condicionada ao atendimento de uma série de condições relacionadas a: • Tipo de atividade econômica desenvolvida . estão entre as empresas que não podem optar pelo SIMPLES. com algumas exceções. ao SENAI. As alíquotas aplicáveis variam por faixa de faturamento e atividade. uma empresa que participa em diversas outras empresas não tem perfil de empresa pequena para a lei. a lei exige que se somem as receitas totais e não apenas a proporção de participação do sócio que detém outras participações.: em caso da empresa começar a operar durante o ano. Por exemplo.000. excluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos.000. o que evidencia uma preocupação em relação à participação de um acionista pessoa física. dentre outros. construtoras.00. Independentemente do percentual de participação. A lei permite que um sócio tenha participação em uma outra empresa. sua forma jurídica poderia até se enquadrar. participa em outras empresas que podem ter suas receitas brutas acima. • Forma de organização social . pois mesmo tendo receita bruta na faixa permitida.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Obs. para uma empresa que começou a operar em 1 Q de março. não podem optar. ao SESI. as empresas que obtiveram receita bruta anual até R$ 240.00 e R$ 2. Isto tira a possibilidade de um grupo de empresas fazer uso da lei. na condição de Empresa de Pequeno Porte (EPP).só poderão optar pelo SIMPLES. o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia. ao SENAC. imobiliárias e prestadoras de serviços típicos de profissões regulamentadas.por exemplo. ao SEBRAE e seus congêneres. mas na essência econômica é um grupo que não pode ter as vantagens tributárias da lei. individualmente ou em conjunto. ou seja. • Limite máximo de faturamento . como as destinadas ao SESC.as empresas que exercem determinadas atividades.000. deverá ser considerada a proporcionalidade. são empresas de porte naturalmente maior e que podem buscar recursos no mercado acionário (negociadas em bolsa e supervisionadas pela CVM). empresas cuja receita bruta anual atingiu o limite máximo de R$ 2. Sigla do Tributo IRPJ CSLL IPI PIS COFINS ICMS ISS INSS Patronal Municipal Estadual Federal X X X X X X X X A inscrição no SIMPLES Nacional também dispensa a pessoa jurídica do pagamento das contribuições instituídas pela União.

confecção. inclusive as vendas realizadas por meio de comercial exportadora ou do consórcio previsto na lei complementar Construção de imóveis e obras de engenharia em geral. administração e locação de imóveis de terceiros. desportivas. bem como a de locação de bens móveis e outras que não relacionadas como vetadas na Lei Complementar nº 123/06 Receitas decorrentes da venda de mercadorias sujeitas a substituição tributária Receitas decorrentes da exportação de mercadorias para o exterior. A lógica de tributação e cálculo do SIMPLES Nacional A apuração do tributo devido pelo SIMPLES Nacional ocorre mediante aplicação da alíquota devida ao valor da receita bruta mensal auferida pela empresa.1. escolas livres. Tal comitê está vinculado ao Ministério da Fazenda e tem a seguinte estrutura normatizada em lei: Secretaria-Executiva do Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (CGSN/SE) A Secretaria-Executiva tem por finalidade prestar apoio institucional e técnico-administrativo necessários ao desempenho das competências do CGSN. consultando a tabela correspondente (indústria. a empresa deve considerar o tipo de atividade e a receita bruta acumulada no ano. o que faz sentido. empresas montadoras de estandes para feiras. cursos técnicos e gerenciais. Sua apuração deve ser efetuada após a empresa ter todos os dados mensais sobre suas receitas brutas. elaboração de programas de computadores. Para cada tipo de receita. Para encontrar a alíquota devida. desde que desenvolvidos em estabelecimento do optante. inclusive jogos eletrônicos. de capoeira. artes. há a necessidade de segregação. comércio serviços. chamado de Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. produção cultural e artística e produção cinematográfica e de artes cênicas Cumulativamente. 4. locação de bens e móveis). Orleans Martins 38 . inclusive sob a forma de subempreitada.1. manutenção e atualização de páginas • • • • • • • CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. corno também qual a faixa de alíquota em que se enquadra. Urna vez encontrada a alíquota. ela é aplicada ao valor do faturamento obtido no mês. licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação. existe um tipo de tabela. Devem ser separados os seguintes tipos de receitas: Tipos de receitas (por atividade) Receitas decorrentes da revenda de mercadorias Receitas decorrentes da venda de mercadorias industrializadas pelo contribuinte Receitas decorrentes da prestação de serviços. pois urna empresa que presta serviço e revende mercadorias não poderia aplicar a mesma alíquota para a atividade serviços e de revenda respectivamente. estadual e municipal) terá seus respectivos representantes em um comitê que irá gerir e normatizar os aspectos tributários do Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Como é administrado o SIMPLES Nacional entre as três esferas? Cada esfera (federal. A lei trata as receitas por "atividades". que varia de alíquota por total das respectivas receitas. de ioga e de artes marciais. de natação e escolas de esportes. academias de dança. academias de atividades físicas. de línguas estrangeiras. planejamento. ou seja.

CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. pois não permite que a empresa enquadrada possa se utilizar de créditos relativos a impostos. Obrigações acessórias O SIMPLES Nacional traz uma grande simplificação em relação às obrigações acessórias exigidas pelo Fisco. e a micro ou pequena empresa poderá abater este valor do ISS que deve conforme o respectivo anexo.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] eletrônicas. Mas permitir ao tomador de serviço ou o comprador. • Emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço. § 1 º. na conformidade do que dispuser o Comitê Gestor. desde que realizados em estabelecimento do optante. ICMS . Desta maneira. como limite. das trabalhistas foram dispensadas as seguintes exigências: • Afixação de quadro de trabalho em suas dependências. • Comunicar ao Ministério do Trabalho e Emprego a concessão de férias coletivas. pois a diferença na receita líquida é um percentual considerável. foi a solução encontrada para o impasse do art. que deverão ser disponibilizadas aos órgãos de fiscalização tributária e previdenciária. Orleans Martins 39 . escritórios de serviços contábeis. o ICMS efetivamente devido pelas optantes pelo SIMPLES Nacional em relação a essas aquisições. • Entregar declaração eletrônica que deva conter os dados referentes aos serviços prestados ou tomados de terceiros. de acordo com instruções expedidas pelo Comitê Gestor. Créditos As empresas que estão enquadradas no SIMPLES Nacional não geram crédito de impostos (PIS. aproveitassem o crédito destas contribuições ao adquirir produtos e serviços de empresas enquadradas no SIMPLES Nacional. 23 que impedia o uso de créditos de ICMS e de IPI por compradores de mercadorias de empresas que optaram pelo SIMPLES Nacional. IPI. 6º da Lei Complementar nº 116/03) . sujeitas ao regime não cumulativo de PIS/COFINS. proibia que empresas tributadas pelo lucro real. Obrigações trabalhistas Da mesma maneira que a simplificação em relação às obrigações acessórias. Além de manter em boa ordem e guarda os documentos que fundamentaram a apuração dos impostos. 23. da Lei Complementar nº 123/06.impostos não cumulativos) para as empresas compradoras ou clientes. Além disso. • Posse do livro intitulado "Inspeção do Trabalho". as pessoas jurídicas não optantes pelo SIMPLES Nacional terão direito a crédito correspondente ao ICMS incidente sobre as suas aquisições de mercadorias de microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo SIMPLES Nacional. A alíquota segue a tabela da legislação da localidade ou Município. Retenções de ISS Retenções de ISS pelas micro e pequenas empresas (relação de serviços conforme art. COFINS. serviço de vigilância. • Empregar e matricular seus aprendizes nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem. a empresa enquadrada no SIMPLES Nacional deverá: • Fazer declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais. pode-se perceber que tal regime de tributação tem uma certa rigidez quanto a planejamento de cadeia de suprimentos no tocante a impostos. • Anotação das férias dos empregados nos respectivos livros ou fichas de registro. limpeza ou conservação • Transporte municipal e interestadual de passageiros. Tal fator gera uma limitação na cadeia de valor de grandes distribuidores que não podem se creditar destes impostos. observados prazo e modelos aprovados pelo Comitê Gestor.esta lei permite que seja retido na fonte o valor do ISS no Município onde a micro ou pequena empresa estiver prestando o serviço. a partir da publicação pela Receita Federal de um Ato Declaratório Interpretativo (nº 15). Desse modo. • Manter o livro-caixa em que será escriturada sua movimentação financeira e bancária. desde que destinadas a comercialização ou industrialização e observado. conforme descrito pelo art. que foi alterado pela Lei Complementar nº 128/08.

45% 9.000. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5. optante pelo SIMPLES Nacional na condição de ME.23% 10.00 De 360.2.000.00.00 De 120.00 De 1.000.000.47%.03% 9.440.000.040.01 a 1.000.440.36% 8.000.32% 11. Nos meses de agosto e setembro.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O que foi mantido como obrigatório: • Anotações na carteira de trabalho e previdência social.00 x 5.000.000.84% 7.00 De 1.680.000.000.200.000.000.680.47% 6.00. • Apresentação das Relações Anuais de Empregados e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).01 a 1.12% 9.00 R$ 3.800.000.000.920.00 De 720.080.000.47% = R$ 547. • Imposto devido = R$ 10.01 a 720.00 De 1.23% 11.000.01 a 960.000. até julho de 2007.000. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. o valor do imposto devido seria: • Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$160.01 a 1. receita bruta acumulada de R$ 100.Impostos e contribuições incidentes s/Vendas SIMPLES (Resultado) C .00 De 1.000.01 a 240.00 De 1.00 De 960.000.800.282.01 a 360.320.00 De 600. Cálculo e contabilização do SIMPLES Nacional . Orleans Martins 40 .1.000.920.000. auferiu receita de R$ 60.320.282.28% 8. • Apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP).47%.00 Note que a mudança de faixa faz com que a empresa aplique a nova alíquota sobre o valor do faturamento no mês sem distinção entre a parcela que teoricamente ainda estaria dentro do limite anterior de faturamento.000.00 De 1.00 De 1. enquanto não prescreverem essas obrigações.00 De 480.Impostos e contribuições incidentes s!Vendas/SIMPLES (Resultado) C .01 a 2.01 a 1.47% = R$ 3.00 De 240.080.000. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de setembro seria: D .00% 5.000.00 respectivamente.54% 7.01 a 480. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.00. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de agosto seria: D .00 e R$ 10.01 a 600.01 a 1.SIMPLES a Recolher (Passivo) R$ 547.01 a 1.000.560.32% No mês de agosto.exemplo prático A empresa comercial A. A tabela para comércio é o Anexo de alíquotas vigente para empresas comerciais: Receita Bruta em 12 meses (em R$) Alíquota Até 120.000. obteve.95% 10.000.000.SIMPLES a Recolher (Passivo) No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170.00 x 5.00 4.60% 8.000.000. 4.000.000.00 De 1.01 a 1. • Imposto devido = R$ 60.000.000.00 De 840.04% 10.000.00 (receita bruta acumulada efetiva).01 a 1.000.13% 10.000.200.000.560.00. • Arquivamento dos documentos comprobatórios de cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias.01 a 840.

000.00.00 x 8.200. enquanto que a empresa B pagou R$ 3.00) à alíquota de 5. a empresa passou do patamar de tributação de 4% para 5. Por exemplo. O fato de uma empresa ter mudado de faixa no mês de agosto.00. sendo que ambas faturaram no total R$ 70.00.000. Apuração com mais de um tipo de receita bruta Pelo fato da apuração e cálculo do Imposto Simplificado nacional levar em consideração o tipo de receita. com as mesmas características da empresa A e faturamento até julho também de R$ 100.00 em agosto e R$ 60.400. • Imposto devido = R$ 60. quando parte destas vendas ainda estaria no limite anterior.47%.000.00 que é o valor limite máximo de receita bruta para o enquadramento ao regime do SIMPLES Nacional. mas apuraram o valor de seu imposto simples diferentemente.00 Apuração do imposto simples para empresa Y: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 600. Apuração do imposto simples para empresa X: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 1. somando-se os meses de agosto e setembro. As duas empresas. tende a ter um valor menor de imposto a pagar devido à sistemática da apuração que a lei codificou. Vamos ver por quê: • Receita bruta de comércio empresa X: R$ 1. uma vez que a empresa faturou R$ 100. Convênios anteriores: antes do SIMPLES Nacional havia o SIMPLES. • Total empresa X = R$ 119. serviços e comércio.00 nos dois meses considerados no exemplo.000. se a empresa tivesse um tipo de receita.000. que tinha a abrangência automática dos mesmos impostos abrangidos pelo SIMPLES Nacional (da esfera federal) quando do enquadramento da empresa.829.000.000.282.00 x 9.000. há a possibilidade de uma empresa enquadrada no regime simplificado (EPP) ter dois tipos diferentes de receita bruta.00.200.682. que tem uma diversificação maior da natureza de suas receitas.00 de imposto.000.00 x 4% = R$ 3. Veja que.00.000. Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 4%. • Receita bruta de serviços empresa X: zero. • Valor da receita bruta de serviços x alíquota conforme a Tabela (Anexo IV): R$ 600.000. Porém. apuraria os seguintes valores: Em • • • agosto: Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$ 110. acabaria pagando um valor a maior do que se tivesse mais de um tipo. fez com que a empresa A tenha pago R$ 3.28% = R$ 49.00.47%.000.00 x 9.680.000. tendo que sujeitar toda a receita do mês (R$ 60. Orleans Martins 41 .000.95% = R$ 119.000. para o ICMS e ISS havia necessidade de que a respectiva esfera CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. R$ 10. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.00 no bimestre agosto/setembro. a empresa comercial X tem um tipo de receita e a empresa Y tem receitas originárias de revenda (comercial) e de serviços. Evidentemente. A empresa comercial B.200.78% = 58. só que em ordem inversa (ou seja.00.360. considere o caso da empresa B.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] No mês de agosto. Veja que o imposto para negócio. Para melhor compreender os efeitos desta regra estabelecida pelo fisco para apuração do tributo devido. temos que considerar o limite total de receita bruta de modo a totalizar tais valores.00.400. Imposto devido = R$ 10.680.00.00.00 até julho.00 com um total de receitas brutas anuais no valor de R$ 2.400. X e Y. tiveram um total de receitas brutas iguais.00. por exemplo. que faturasse os mesmos R$ 70.00.00 x 4% = R$ 400.000.00 em setembro).47%. enquanto a outra só mudou de faixa em setembro.000. • Receita bruta de comércio empresa Y: R$ 600.000. No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170. como.000.00. • Total empresa Y = R$ 108. cada receita alcançando um total de R$ 1. • Receita bruta de serviços empresa Y: R$ 600.

aderisse ao sistema de modo que se fizesse um convênio aceitando que o imposto que esta tributa possa estar incluso na alíquota única do imposto simplificado. X . o que deixa a empresa menos refém de sua respectiva jurisdição tributária local. caberá ao Estado da localização do destinatário o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual. quando o destinatário for contribuinte do imposto. VII . estabelecerá as alíquotas aplicáveis às operações e prestações. sob competência tributária dos Estados e do Distrito Federal. quando mercadorias forem fornecidas com serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios. VI . II . IV . V . interestaduais e de exportação.não incidirá: a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior. compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal. b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores. nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços.em relação às operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado. g. estadual e/ou municipal. Orleans Martins 42 .salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal. IX . mediante resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços de seus membros. de 2001) b) sobre o valor total da operação. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. qualquer que seja a sua finalidade. 5.incidirá também: a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica. quando o destinatário não for contribuinte dele. assim como sobre o serviço prestado no exterior. nos termos do disposto no inciso XII. salvo determinação em contrário da legislação: a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes. as alíquotas internas. III . é um imposto previsto na Constituição Federal. assegurada a manutenção e o aproveitamento CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Ainda segundo a Constituição Federal: § 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3. não poderão ser inferiores às previstas para as operações interestaduais. inciso 11: Art. De acordo com o art.é facultado ao Senado Federal: a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas.será não cumulativo. de iniciativa do Presidente da República ou de um terço dos Senadores. ainda que não seja contribuinte habitual do imposto.na hipótese da alínea "a" do inciso anterior.resolução do Senado Federal. 155. 155. tal unificação de impostos federais.a isenção ou não incidência. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte e Comunicação (lCMS). (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 33. de 1993). b) a alíquota interna. aprovada pela maioria absoluta de seus membros. b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito específico que envolva interesse de Estados. cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria. bem ou serviço.poderá ser seletivo. Com o SIMPLES Nacional. mediante resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros. em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços. adotar-se-á: a) a alíquota interestadual. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: II . nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior. estadual (ICMS) e municipal (ISS) está sendo tratada em lei. VIII . I .operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] local.

ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular. (Redação dada ao inciso IV pelo inciso II do art. de mercadoria oriunda de outro Estado destinada a uso ou consumo ou ao ativo permanente. de 2001) i) fixar a base de cálculo. observado o disposto no § 1º (Lei 6. combustíveis líquidos e gasosos dele derivados. o local das operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações de serviços.não compreenderá. VI . IV . 1 º do Decreto nº 46. ] I . o montante do imposto sobre produtos industrializados. de 19.12. e energia elétrica.001/01. mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal.2001) IV . e) excluir da incidência do imposto. d) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita. d) fixar. de modo que o montante do imposto a integre também na importação do exterior de bem.02.cabe à lei complementar: a) definir seus contribuintes. em sua base de cálculo. de lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e de energia elétrica oriundos de outro Estado. III . IV. IX . indicação expressa de lei complementar. c) sobre o ouro.12. serviços e outros produtos além dos mencionados no inciso X. configure fato gerador dos dois impostos. em licitação promovida pelo Poder Público. nas hipóteses definidas no art.02. de estabelecimento de contribuinte. art.2002. de mercadoria ou bem importados do exterior e apreendidos ou abandonados. para fins de legislação base).na entrada. realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização.na aquisição. bebidas e outras mercadorias qualquer estabelecimento.no fornecimento de alimentação.2003) b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo. f) prever casos de manutenção de crédito. 2º.12. DOE 05.no fornecimento de mercadoria com prestação de serviços: a) não compreendidos na competência tributária dos municípios. hipótese em que não se aplicará o disposto no inciso X.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores. de serviços e de mercadorias.na saída de mercadoria. de 2001) De acordo com a legislação vigente (será considerado o Regulamento do ICMS do estado de São Paulo. b) compreendidos na competência tributária dos municípios. V . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidirá urna única vez.no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior.. 1º. na redação da Lei 11. ocorre o fato gerador do ICMS: Art. em estabelecimento de contribuinte. relativamente à remessa para outro Estado e exportação para o exterior. art. g) regular a forma corno. 2º [ . VII . no território paulista. b) dispor sobre substituição tributária.na transmissão de propriedade de mercadoria ou de título que a represente. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. quando não destinados à comercialização ou à industrialização. VIII).374/89.. c) disciplinar o regime de compensação do imposto. a. VIII . qualquer que seja a sua finalidade.na transmissão de propriedade de mercadoria depositada em armazém geral ou em depósito fechado. Orleans Martins 43 .2003) XI . b. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42. de 19. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. mercadoria ou serviço.2002. incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados. efeitos a partir de 22.no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33.529 de 04.na entrada. sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual. II . mas que. § 5º. nas exportações para o exterior. inclusive lubrificantes. isenções. incluídos os serviços que lhe sejam inerentes. quando esta não transitar pelo estabelecimento do transmitente. para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsável. 153. quando a operação. XII . a qualquer título.

§ 1 º Na hipótese do inciso Iv. DOE 06. caso o serviço seja prestado mediante pagamento em ficha. de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outro Estado e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente alcançada pela incidência do imposto. DOE 05.02.na prestação onerosa de serviços de comunicação feita por qualquer meio. ou por qualquer outro instrumento liberatório do serviço. por qualquer via. considera-se ocorrido o fato gerador quando do fornecimento ou disponibilidade desses instrumentos pelo prestador. cartão ou assemelhados. se for o caso. inclusive na geração. a natureza jurídica das operações de que resultem as situações previstas neste artigo. 3. acrescentado pela Lei 11. os efeitos dos fatos efetivamente ocorridos. após o desembaraço aduaneiro. a entrega pelo depositário. utilizado para a prestação do serviço. efeitos a partir de 19.no recebimento. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. considera-se ocorrido o fato gerador no momento da entrega. por contribuinte. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 1 º do Decreto nº 47. salvo disposição em contrário prevista na legislação.529 de 04. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará (Convênio ICMS . 1º. art. repetição e ampliação de comunicação de qualquer natureza. efeitos a partir de 22. e de outros documentos previstos na legislação. deste tenha saído sem pagamento do imposto em decorrência de operações não tributadas. o pagamento do imposto. art. após o desembaraço aduaneiro. 1 º do Decreto 46. emissão. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. ainda que por débito em conta corrente ou meio eletrônico de dados. sobre a ulterior transmissão de propriedade de mercadoria que. 11. XV .2001) 1.374/89. se a entrega da mercadoria ou bem importados do exterior ocorrer antes da formalização do desembaraço aduaneiro. IV): (Redação dada ao § 1 º pelo inciso 11 do art. de serviço prestado ou iniciado no exterior. salvo disposição em contrário prevista na legislação. XII . art.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] X .0001/2001.02. e § 6º.143/02): (Redação dada ao item 2 pelo inciso I do art.2002. o título jurídico pelo qual o bem. 5. 2º.no ato final do transporte iniciado no exterior.02. também. a validade jurídica do ato praticado. a entrega.02. 3. pelo depositário. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. saída ou consumida no estabelecimento. 4. § 1º Na hipótese do inciso IV (Lei 6. transmissão. b) se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço.na utilização. XIII . autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. § 3º O imposto incide.12. recepção. tiver estado na posse do prestador.2002. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço.por ocasião da venda do bem arrendado. retransmissão. tendo transitado pelo estabelecimento transmitente.619/00. a entrega pelo depositário. § 2º Na hipótese do inciso XII. na redação da Lei 10. § 4º São irrelevantes para a caracterização do fato gerador: 1. tiver estado na posse do respectivo titular. 2º. salvo disposição em contrário.2003.no início da prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal. Orleans Martins 44 . na operação de arrendamento mercantil. se tal pagamento se fizer em momento anterior. oportunidade em que o contribuinte deverá comprovar.2002) a) à vista do comprovante de recolhimento do imposto ou do comprovante de exoneração do pagamento.626 de 05. salvo disposição em contrário prevista na legislação. após o desembaraço aduaneiro. 2. XI . o título jurídico pelo qual a mercadoria. XIV .12. ou quando do seu pagamento. pelo destinatário. § 1º. 2.2003.

para constituir seus estoques. com o registro de créditos e débitos de imposto. ao final do mês. relativas ao ICMS. gerando lançamentos contábeis de média complexidade.Fornecedores R$ 8. 5. Por ter natureza não cumulativa. afinal.000. A seguir. o custo de aquisição efetivo da matéria-prima corresponde a R$ 8. Serão expostos.br/img/_publicacao/13710/181.800. ao final. nos tópicos seguintes.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . as indústrias possuem o direito de recuperar o crédito do ICMS destacado na Nota Fiscal.Fornecedores R$ 1. sendo que. mercadorias. é um dos tributos que apresenta maior número de eventos econômicos.00 Lançamento contábil . Dentre as suas características. como a aquisição de materiais secundários de produção e material de embalagem.regime pelo qual o ICMS é recolhido na fonte em determinada fase de sua circulação. pois o produto de sua arrecadação corresponde.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 5º Nas hipóteses dos incisos VI e XIv. há diversos eventos econômicos que podem ocorrer. produtos. Por esse regime. Evento: aquisição de matérias-primas. nas fases subsequentes. Aquisição de matérias-primas Quando da aquisição de matérias-primas.200. realizadas com a aquisição e comercialização de matérias-primas.Pela aquisição de matérias-primas (valor líquido): D . relativos apenas às operações realizadas por ele mesmo.pdf>). entre outros.com. Orleans Martins 45 . pelo valor de R$ 10.800. em pagar o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual. o ICMS possui basicamente duas formas de apuração. serão apresentados os eventos.regime de apuração pelo qual a empresa realiza o aproveitamento dos créditos provenientes da aquisição de matérias-primas destinadas à produção e de mercadorias destinadas à revenda. Contabilização do ICMS de empresas em regime normal de apuração Quando a empresa está sujeita ao regime normal de tributação. Sempre que ocorrido o fato gerador do ICMS. com os respectivos registros contábeis das operações. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00. para as indústrias. conforme estudos realizados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). no dia a dia das empresas. as empresas devem apurar o saldo a pagar ou a recuperar do imposto. a obrigação do contribuinte consistirá. apresentando especificidades quanto às formas de arrecadação. O mesmo procedimento deve ser aplicado a todas as aquisições que resultem em recuperação do ICMS.ICMS a Recuperar C . compensando os referidos créditos com os débitos oriundos da venda de produtos e mercadorias. quando das operações corriqueiras. têm-se operações nas quais deverá haver o respectivo lançamento contábil. a saber: a) Regime Normal de Apuração .ibpt.Estoque de Matérias-primas C . não há débito ou créditos de imposto. b) Regime de Substituição Tributária . pois o mesmo já foi recolhido pelo contribuinte eleito como substituto tributário. visando-se apurar. a aproximadamente 20% do total de tributos arrecadados por todas as esferas de governo (Fonte: IBPT.00 Dessa forma. dentre outros. as formas de contabilização mais comuns. que serão posteriormente utilizados em sua atividade-fim. o saldo a pagar ou a recuperar do tributo. haja vista que o ICMS é um imposto recuperável.200.1. O ICMS é caracterizado como um dos principais impostos.00 ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 1. <http://www.

embora a operação de compra de mercadorias seja a mesma.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D .Compra de Mercadorias C . bem como o custo de aquisição da mercadoria. por exemplo. Evento: aquisição de mercadorias para revenda.ICMS a Recuperar C . Nesse caso. pelo valor de R$ 1.Pela aquisição de mercadorias (valor líquido): D . as empresas podem realizar. a empresa adquirente poderá se creditar do ICMS destacado no CTRC.Produto X C . não há a possibilidade de aproveitamento do crédito do ICMS correspondente. Destaca-se que.00 Lançamento contábil .ICMS a Recuperar C .ICMS a Recuperar C .00 Verifica-se que. devoluções de compras. Aquisição de fretes em operações de compra de mercadorias.00. juntamente com essas mercadorias.000.00 (Inventário permanente) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120.ICMS si Compras R$ 120.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . Além das operações de aquisição de mercadorias. mas no interior do mesmo Estado a operação de transporte de cargas não tem o destaque do ICMS. têm-se registros contábeis distintos. Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100.Contas a Pagar R$ 12. por intermédio do Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas (CTRC). no curso das atividades normais.00 D . Todas essas operações podem ser tributadas pelo ICMS.00 (Inventário periódico) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120. em virtude da legislação específica do Estado. quando da realização de transporte intermunicipal. as empresas comerciais. entre outras. realiza o pagamento do transporte. em alguns estados.00 Lançamento contábil .Produto X (pelo valor líquido) C .000. como. de acordo com o tipo de inventário adotado pela empresa.Estoque de Mercadorias .Fornecedores R$ 120. A seguir.Estoque de Mercadorias . com incidência do ICMS pela alíquota de 12% (Inventário Permanente) D .00 Evento: aquisição de mercadorias para revenda. diversas operações. possuindo um tratamento distinto. quando as empresas aderem a determinada tributação simplificada. como aquisição de frete. salvo situações específicas vedadas em lei.Pela aquisição de mercadorias: D . também possuem o direito de se creditar do imposto.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. pelo valor de R$ 1. proveniente de aquisição de mercadorias. como não há o destaque do ICMS. juntamente com as operações de compra de mercadorias. recebimento de bonificação de mercadorias.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aquisição de mercadorias para revenda Da mesma forma que as empresas industriais. com tributação pelo ICMS Quando uma empresa adquire mercadorias e. veremos os lançamentos relativos a cada um dos sistemas de registro de estoques.Fornecedores R$ 880. As empresas comerciais podem efetuar o registro contábil de seus estoques por intermédio de dois sistemas: o sistema de registro permanente de estoques (inventário permanente) e o sistema de registro periódico (também conhecido como inventário periódico).000. devoluções de vendas. Orleans Martins 46 . quando adquirem mercadorias para revenda.Contas a Pagar R$ 88. de acordo com o sistema de inventário adotado pela empresa.Fornecedores R$ 1.

CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 Pela venda de mercadorias: D . se na operação de transporte de cargas ocorrer incidência do ICMS. deduzindo-se os impostos recuperáveis incidentes sobre o mesmo. deverá ser realizada uma contabilização diferenciada.ICMS de Fretes s/ Vendas R$ 150. a operação de contratação de fretes pode ser contabilizada.Contas a Pagar D .ICMS si Fretes R$ 100. Operações de devoluções de compras de mercadorias No curso normal das atividades empresariais. obtendo uma margem de lucro. Dessa forma.Venda de Mercadorias R$ 20.ICMS a Recuperar C . o frete incidente sobre compras integra o custo da mercadoria vendida. nas operações a vista.Caixa/Duplicatas a Receber C . em operação de venda de mercadorias ou produtos.00.00 D . compensando-se os créditos provenientes da aquisição de mercadorias. na conta Fornecedores (por opção do contador/empresa) ou contas a pagar. por motivos diversos.00 ICMS incidente na operação: R$ 18. ocasionalmente podem ficar responsáveis pelo pagamento dos fretes incidentes sobre as vendas. proveniente de aquisição de mercadorias.Frete sobre Compras C .ICMS a Recuperar C .00 R$ 18.000.Fretes sobre Vendas C . no valor de R$ 150.ICMS s/ Vendas C .Fornecedores/Contas a Pagar/Caixa D .00 ICMS incidente sobre a venda: R$ 3.000.600.ICMS a Recolher Fretes sobre vendas de mercadorias As empresas. corno não conformidade com o pedido ou mercadoria deteriorada. debitados no Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga (CTRV).600. Orleans Martins 47 .00 R$ 12.00 Corno se pode observar. ou então a crédito da conta Caixa. de acordo com o sistema de inventário. nas operações a prazo. ocorre o débito do ICMS. Quando isso ocorre.Inventário Periódico D . eventualmente ocorrem situações onde o fornecedor de determinada mercadoria recebe de seu cliente a mercadoria em devolução.00 De acordo com os princípios de custo. com incidência do ICMS pela alíquota de 12% .00 Pelo ICMS incidente sobre as vendas: D . quando vendem mercadorias. bem como proporcionar um retorno ao capital investido pelo sócio ou acionista. a empresa responsável pelo pagamento terá o direito de recuperar os referidos créditos de ICMS.00 R$ 3. Operações de venda de mercadorias As empresas adquirem mercadorias. Evento: responsabilidade pelo pagamento do frete. tendo como objetivo cobrir todas as despesas e custos. Evento: venda de mercadorias a vista/a prazo. ao qual a empresa deverá realizar a apuração do mesmo. por R$ 20. Quando da realização de operações de venda de mercadorias. com a finalidade de posteriormente realizar a venda das mesmas.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100.

ICMS sobre Devolução de Vendas R$ 500.Devoluções de Compras D . Adota-se. que poderá ser utilizado quando a empresa vier a realizar novas compras junto ao seu fornecedor.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C . Isso decorre da necessidade de informação por parte dos usuários da contabilidade. quando da aquisição de mercadorias.00 (Inventário periódico) ICMS destacado no valor de R$ 600. Evento: devolução de vendas de mercadorias. Outro fator a ser considerado é a natureza da conta. Há três opções na conta devedora. constituição de um direito (créditos a receber). Quando ocorre essa situação. usualmente. o valor debitado por ocasião da devolução de vendas será aquele correspondente ao valor total da nota fiscal. destacando-se os efeitos tributários das operações de devoluções de mercadorias. no caso em questão. para fins tributários. Na saída por ocasião de urna devolução. por ocasião da devolução de compras.00 (Inventário permanente) ICMS destacado no valor de R$ 600. Entendemos tratar-se de uma técnica mais adequada. do que a contabilização diretamente na conta ICMS sobre vendas. Operações de devoluções de vendas de mercadorias Da mesma forma que as empresas podem devolver mercadorias aos seus fornecedores. Dessa forma. uma conta redutora da conta devolução de vendas. é a venda de mercadorias.000. ou ainda vendas canceladas. contabiliza-se o ICMS sobre devolução de compras separadamente. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 D .00 D . As contas de resultado. correspondente a despesas. de acordo com as condições comerciais estabelecidas. por ocasião da venda de mercadorias. caso elas sejam operações tributadas pelo ICMS.00 Evento: devolução de compras mercadorias. no caso de devolução de vendas o tratamento seria o mesmo. tem natureza Devedora. além de realizar a devolução das mercadorias.Estoque de Mercadorias D .000.00 Observe-se que.00 R$ 60. pois a operação a ser considerada. Da mesma forma que. Nesse caso específico. Evento: devolução de compras mercadorias.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Nessas situações. há reflexos no ICMS que foi debitado. cria-se uma conta redutora. restituição em dinheiro do valor correspondente às mercadorias devolvidas (caixa) ou ainda. ocasionando o que comum ente é chamado de devolução de mercadorias de clientes. denominada "ICMS sobre devolução de vendas".00 R$ 600. no valor de R$ 5.ICMS a Recolher R$ 4. ocorrerá o débito correspondente. nesse caso.00 ICMS incidente sobre a devolução de R$ 60. toma-se necessário o registro correspondente do imposto incidente sobre as referidas operações.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C .400.00 R$ 600. no valor de R$ 500.Devolução de Vendas C .00 Corno se pode observar pelos registros acima. independe o tipo de inventário adotado pela empresa.Duplicatas a Receber/Caixa D . no valor de R$ 5. recebendo créditos apenas quando do encerramento para apuração do Resultado do Exercício. a empresa possui o direito de creditar-se do ICMS correspondente. em determinadas situações os clientes das empresas também podem efetuar essa operação.ICMS a Recolher R$ 5. no momento da negociação: abatimento do valor da mercadoria devolvida nas duplicatas a pagar (fornecedores). Orleans Martins 48 .000.ICMS a Recuperar C .ICMS s/ Devolução de Compras C .00 D .Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C .

O ICMS incidente sobre todas as operações é de 12%. A remeteu. 100 unidades da mercadoria Y. para que outra empresa (consignatária) realize a venda das referidas mercadorias. A foi de R$ 2.640. A comunicou à empresa Gama S. que havia vendido 30 unidades. Visando esclarecer essas questões. que não são de sua propriedade. Orleans Martins 49 .00 Evento: recebimento de mercadorias em bonificação. A empresa Gama S.00 D . ao valor unitário de R$ 100. a mercadoria continua de propriedade do consignador. No entanto. até a empresa consignatária realizar a venda para terceiros. Entretanto. quando tributadas. Se a mercadoria circulou da empresa A para a empresa B. A empresa que fornece as mercadorias em bonificação deve tratá-Ias como vendas normais.00 (Inventário Periódico) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360. mas não serem de sua propriedade. uma nota de venda de mercadorias (para simples faturamento). ocorre por ocasião da circulação das mercadorias. pois não possuíram custos de aquisição. no que diz respeito ao ICMS. e o crédito do ICMS. quando do lançamento de um novo produto. A.000.Receita de Bonificação de Mercadorias D . no comércio. mas não a propriedade.Receita de Bonificação de Mercadorias D . no valor de R$ 3.ICMS s/ Mercadorias Recebidas em Bonificação Operações de consignação de mercadorias Dentre as diversas atividades desenvolvidas pela empresa.00. Quando ocorre a comunicação da venda. essas serão tributadas normalmente. para a empresa que recebeu as mercadorias em consignação. nesse caso. em 2 de janeiro de 20xO. entre duas empresas comerciais. A No dia 31 de janeiro de 20xO. de uma operação de consignação de mercadorias. ocorreu o fato gerado do ICMS. para a empresa que efetuou a remessa em consignação.00 (Inventário Permanente) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360. Caso não ocorra a venda das mercadorias. Evento: recebimento de mercadorias em bonificação.00 R$ 360. para aqueles clientes que realizam compras em grande quantidade.Receita de Bonificação de Mercadorias R$ 2. pois foram enviadas a outra empresa em consignação. ou ainda. Note-se. via de regra. não tendo qualquer benefício específico. O custo das unidades. em regime de consignação para a empresa Beta S. quotidianamente. se essas forem tributadas.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. pode ocorrer uma operação denominada consignação de mercadorias. tem o direito de recuperar o ICMS incidente sobre as mercadorias recebidas em bonificação. era de R$ 600.00 R$ 360. segue abaixo um exemplo prático. então.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Recebimento de bonificação de mercadorias É prática costumeira. para a empresa Gama S.00 D . devendo haver o respectivo débito de ICMS. a empresa Beta S.Estoque de Mercadorias C .000.000. que detém a posse das mercadorias. a existência de conceitos distintos: há mercadorias que podem estar fisicamente no estoque da empresa. a empresa consignatária deverá emitir uma nota fiscal de devolução simbólica para o consignador. a empresa que recebe as bonificações. a empresa consignatária efetua a devolução das vendas. gerando uma margem de lucro maior para o vendedor.000. na operação de consignação. Essa operação consiste no envio.000. a utilização do recurso de bonificação de mercadorias.ICMS a Recuperar C . sendo que este emitirá.00 e o preço de venda da empresa Beta S. o fato gerador do ICMS. pela empresa vendedora (denominada consignadora). A. seja total ou parcialmente. bem como há a possibilidade de inexistência de mercadorias na empresa. A diferença existente entre uma compra e venda comum reside no fato de que. pois quando da venda das mercadorias.ICMS a Recuperar C .00. R$ 3. no valor de R$ 3.Mercadorias Recebidas em Bonificação C .

nesse regime.00 R$ 100. da possibilidade de atribuição. não há qualquer compensação do imposto pago nas operações anteriores.substituído: R$ 15. basta o comerciante substituído agregar todos os custos pagos pelo produto como custos de comercialização e/ou produção. Esse fato decorre de que. do que por aquele que recebe o produto em substituição tributária.000.00 ICMS das operações subsequentes: R$ 600. devolução. caso não se realize o fato gerador presumido. 150 da Constituição Federal. em um regime conhecido como Substituição Tributária. em produtos como combustíveis. por intermédio do § 7º do art. relativo às operações de aquisição. deve ocorrer o registro dos fatos contábeis relativos às denominadas operações próprias. temos a seguinte operação de um produto vendido por substituição tributária: Valor de venda pelo substituto: R$ 10.Mercadorias Recebidas em Consignação (contas de compensação) C . automóveis etc. de 1993. fretes e outros. Contabilização do ICMS para empresas em regime de Substituição Tributária A figura da substituição tributária teve seu ápice com a introdução. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga.ICMS si Mercadorias Recebidas em Consignação R$ 12.00 Valor de venda varejo . venda.ICMS si Mercadorias em Consignação C .600. Há situações.Consignação de Mercadorias (contas de compensação) Evento: recebimento de mercadorias em consignação D . O tratamento contábil da substituição tributária deve ser observado com muito mais cuidado pelo substituto (aquele que vende o produto com substituição tributária). de fatos tributários posteriores. tintas. contudo. Diz o referido artigo: § 7º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. conforme será observado no tópico a seguir. retenção e recolhimento do ICMS sobre duas ou mais operações da cadeia produtiva. uma vez que.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: remessa de mercadorias em consignação D .1. nas operações de produtos adquiridos pelo regime de tributação pela substituição tributária.000. 5. Um dos tributos que mais se utiliza do recurso da denominada Substituição Tributária é o ICMS. As operações ocorridas sob esse regime devem ser objeto de contabilização distinta.000. Para fins de exemplificar. ele deverá observar a segregação entre o tributo devido nas próprias operações do tributo retido por substituição tributária. recebimento em bonificação ou consignação de mercadorias. pneus. quando da ocorrência de fato gerador do ICMS.000. em que. o contribuinte torna-se responsável pelo cálculo. a outro sujeito passivo. em todas as operações anteriormente relacionadas.00 R$ 12.00 ICMS das operações próprias: R$ 1.000.200. além da operação envolver o ICMS incidente sobre as denominadas "operações próprias". Já para o substituto. por meio da Emenda Constitucional nº 3.Mercadorias Consignadas (contas de compensação) R$ 100. das operações subsequentes.00 Como se pode observar. Todo o tributo já foi todo retido e recolhido nas operações anteriores.1.00 D . Orleans Martins 50 .ICMS a Recuperar C .00 Valor total da Nota Fiscal: R$ 10.000.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 D .Estoque de Mercadorias R$ 60.Mercadorias em Consignação (estoque em poder de terceiros) C .ICMS a Recolher D . cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente.000.Mercadorias Consignadas (contas de compensação) C .

. ao contrário do ICMS incidente sobre as operações mensais da empresa. a recuperação imediata de todo o ICMS incidente em uma operação de aquisição de ativo imobilizado.Fornecedores/Caixa R$ 10.ICMS por Substituição Tributária C . a operação é bem simples.00 Evento: aquisição de produto pelo substituído . No exemplo em questão.Fornecedores/Caixa R$ 10. ficaria assim expressa: Faturamento Bruto 10. às empresas.200. em razão das operações posteriores realizadas pelo contribuinte substituído. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. A parte inicial da Demonstração do Resultado do Exercício.ICMS s/ Vendas C .00 Verifica-se. embora integrante do faturamento da empresa. não constitui um elemento de sua Receita Operacional Bruta. destinado às suas atividades. em virtude do imposto já ter sido recolhido nas fases anteriores.600.600.1. 5.Faturamento Bruto R$ 10.600. para melhor compreensão: Exemplo de cálculo do FATOR a ser utilizado no cálculo do aproveitamento do ICMS incidente sobre aquisição de ativo permanente. pois o valor corresponde ao ICMS a ser recolhido pelo substituto. seja pelo regime normal. de acordo com a legislação vigente. não havendo qualquer possibilidade de creditarnento do ICMS das operações anteriores. não é permitida pela legislação vigente.Substituição Tributária a Recolher Evento: contabilização do ICMS .00 (600. Aproveitamento de créditos de ICMS sobre venda de Ativos Imobilizados e a contabilidade As empresas sujeitas à tributação do ICMS.ICMS a Recolher R$ 1. dessa forma.00 (-) ICMS s/ Vendas (1.ICMS . Basta contabilizar o valor efetivamente pago como estoque. O fator deverá ser igual ao produto entre 1/48 (um quarenta e oito avos) com a relação entre a soma das saídas e prestações tributadas e o total das saídas e prestações escrituradas no mês..00) (-) ICMS Substituição Tributária Receita Operacional Bruta 10. Vamos a um exemplo. possuem o direito de recuperar o ICMS sobre essa aquisição.. que o ICMS por substituição tributária. Dessa forma..00) . Entretanto. quando realizam operações de aquisição de ativo fixo.Inventário Periódico D . pelo contribuinte substituído. a aquisição de um ativo imobilizado é considerada uma operação de longo prazo..00 R$ 600.000.Estoques C . Orleans Martins 51 .200. os lançamentos seriam os seguintes: Evento: aquisição de produto pelo substituído .Inventário Permanente D .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda de produto com substituição tributária D . . não é realizado qualquer débito de imposto.Compras de Mercadorias C .600.Duplicatas a Receber/Caixa (Cliente Alfa) C .00 Quando da realização da venda. destinado à manutenção das atividades da empresa. deverá ocorrer nos 48 meses seguintes à aquisição do imobilizado. Já para o contribuinte substituído.operações próprias D . dessa operação... seja pelo regime de substituição tributária..2.00 Evento: contabilização do ICMS por substituição tributária D . Esse processo de recuperação. de acordo com determinado fator.

teremos uma parcela do ICMS a ser aproveitado que será utilizado no exercício social imediatamente posterior. que resultam em um montante de R$ 1. O fator para utilização.00 será aproveitado no longo prazo. não poderá ser aproveitada nos meses subsequentes. teve as seguintes operações registradas em seu Livro de Registro de Saídas: CFOP 5. que é inerente à aplicação do fator. o fator a ser multiplicado pelo ICMS incidente sobre aquisição de ativo imobilizado seria 0. Meses nos quais irão ser creditados os valores do ICMS: De dezembro de 20x0 a dezembro de 20x1 = 13 meses Após dezembro de 20x1 = 35 meses Têm-se. Aquisição de ativo imobilizado Evento: aquisição de ativo imobilizado tributado pelo ICMS a vista Bem: Máquina Empacotadora .000. será realizado em um prazo previsto de 48 meses.00 Nesse caso em questão.20x0 Valor do bem adquirido: ICMS incidente sobre a aquisição: D .0159313.12. sendo que o saldo restante.000.949 Totais Valor Contábil 100. Caso a empresa apresentasse somente saídas tributadas.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 1. para um total de saídas no valor de R$ 850.00 > parcela máxima mensal do ICMS a ser aproveitada.000.000. deve ser realizada a segregação entre o ICMS a ser aproveitado no curto prazo (ativo circulante) e a parcela a ser aproveitada no longo prazo (ativo não circulante).00 BC 100.00) FATOR = 0.000. caso a empresa possuísse créditos de ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado.00/850. no valor de R$ 5. ou seja.950. Então. o saldo de créditos do ICMS sobre aquisição de determinado ativo. deduzido dos impostos recuperáveis incidentes sobre a operação.00 200.000. e uma parcela que será utilizada após o término do exercício social subsequente.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. A.76470588) FATOR = 0.ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) C . serão abordados todos os eventos provenientes de situações envolvendo aquisição.00 850. Ao final dos 48 meses.00 500. que não for aproveitado. Dessa forma.00 50. deverá ser calculado da seguinte forma: FATOR = 1/48 * (650. ao final do mês de janeiro de 20xO. a serem aproveitados no curto prazo.Data operação: 20. 13 meses a R$ 150.000.00 --281.000. então. No exemplo em questão: R$ 7.102 CFOP 5.00 em operações tributadas.950.000.000.02083333 * (0.200.000.00 50.000.59313% do valor total do ICMS.00 O custo de aquisição do veículo será representado pelo valor de aquisição do bem.00. A seguir.083333%.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 60.00 500.200.102 CFOP 6.000.00 60..000.0159313 Neste mês em questão.00/48 = R$ 150.000. A diferença do ICMS não aproveitado.00 9.800.00 ICMS 12.000. venda e cancelamento de créditos decorrentes de operações com ativo imobilizado. para as empresas que promovem saídas não tributadas. Orleans Martins 52 . a empresa teve um total de R$ 650.000. 1.202 CFOP 6.00. o percentual a ser utilizado seria de 2.00 Outras 200.00. Os lançamentos correspondentes seriam os seguintes: Evento: apropriação do ICMS incidente sobre aquisição de bem do Ativo Imobilizado D .00 R$ 7.Máquinas e Equipamentos C . deverá ser cancelado.000.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A empresa ALFA S.00 --650. O ICMS incidente sobre as operações de aquisição de imobilizado.250.00 R$ 52.000. como já vimos anteriormente.

Evento: cancelamento do ICMS sobre ativo imobilizado. antes do término desse prazo. Evento: alienação de ativo imobilizado. vamos considerar que.250.000. Dessa forma. Máquinas e Equipamentos.Ativo Circulante: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . O lançamento contábil correspondente a essa operação seria: Evento: aproveitamento mensal do ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado D .00 R$ 455.ICMS a Recuperar C . podendo ocorrer variações no valor a ser aproveitado. devendo ser provisionado pelo seu total. ao final de 48 meses. de acordo com o percentual de saídas tributadas em relação às saídas totais.00 0. pois devem receber tratamento contábil distinto.00 Verifica-se a apropriação do saldo do ICMS sobre ativo imobilizado como despesa.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 5. a partir do primeiro mês de aquisição. Serão analisadas. proporcionalmente às saídas tributadas.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 R$ 5. proveniente de saldo remanescente. resultado. Embora haja uma parcela que.00 Após os referidos lançamentos.200.00 R$ 900. devem ser cancelados. Dessa forma.ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Não Circulante) C . Cancelamento de crédito do ICMS sobre ativo imobilizado não utilizado Ao final do período de 48 meses. ao final de 48 meses: R$ 3. a empresa em questão teve 80% de suas saídas tributadas. à razão de 1/48. possa não ser aproveitada. ao final dos 48 meses previstos para aproveitamento Situação: Valor total do ICMS sobre ativo imobilizado: Saldo remanescente. mensalmente. em um saldo de créditos. com saldo de créditos de ICMS a recuperar Operação: Venda de Ativo Imobilizado. ou por ocasião da venda do ativo imobilizado.400.00 D . a empresa poderá aproveitar o crédito do ICMS. o fator de aproveitamento do ICMS seria 0.Outras despesas operacionais (ICMS si Ativo Imobilizado Não Utilizado) C .00 A apuração do fator de aproveitamento do crédito do ICMS sobre ativo imobilizado ocorrerá mensalmente. não utilizados. após 24 meses de aquisição Custo contábil do bem: Depreciação acumulada do bem: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar .ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar (Ativo Circulante) R$ 455. a seguir.ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) R$ 120.Ativo não Circulante: R$ 26. uma vez que tais valores não poderão ser recuperados no futuro. as duas situações anteriormente descritas. Aproveitamento mensal de ICMS incidente sobre ativo imobilizado Após a aquisição. a possibilidade de recuperação do ICMS na aquisição do Ativo Imobilizado existe. pois não é permitida pela legislação a sua utilização. no Livro de Registro de Entradas. perdendo as suas características intrínsecas de ativo. Em relação ao ativo imobilizado adquirido: Valor total do ICMS a recuperar: Fator: Valor do ICMS a recuperar no primeiro mês: R$ 7.0166667. os créditos remanescentes. não utilizados. A primeira situação decorre do fato de a empresa promover saídas não tributadas.0166667 R$ 120. deduzido dos impostos recuperáveis.00 Importante é ressaltar que o aproveitamento do crédito do ICMS sobre aquisição de ativo imobilizado não ocorre juntamente com os créditos provenientes da aquisição de mercadorias. são aproveitados créditos em percentual inferior a 1/48. Utilizando-se o exemplo anterior. Orleans Martins 53 .280. Ele é creditado diretamente na apuração do ICMS. teríamos uma situação onde o custo de aquisição do imobilizado será representado pelo valor de aquisição. no primeiro mês.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] D .00 R$ 900.

7. quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços listados no art. executados por prestadores de serviços que emitam nota fiscal ou outro documento fiscal equivalente autorizado por outro município ou pelo Distrito Federal. 2.19. 3 (exceto o subitem 3.01 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo por prestadores de serviços estabelecidos fora do Município de São Paulo. 1 Q da Lei nº 13.08.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C .1. 7.03.17 e 16. remessa ou entrega de correspondências.04). 11. 7.701/2003. no Ativo Não Circulante D . bens ou valores.00 R$ 26.02. Sociedades seguradoras. de serviço não compreendido na competência da União ou dos Estados e. 7. 6.Depreciação Acumulada .09). 1Q do Decreto nº 50.07. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) .03 e 12.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C .15.05 e 17. b) De conserto e restauração de bens sinistrados por elas segurados.04.18. 7. 19 e 21 a 40.Ativo Circulante Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar. realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar. 7.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda do bem do ativo imobilizado D . no Ativo Circulante D . com ou sem estabelecimento fixo.04. Instituições financeiras. especificamente. não aproveitado em virtude da alienação do bem. o saldo do ICMS. São responsáveis pela retenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza e compreendem fatos geradores passíveis para talos serviços prestados nas condições que seguem: I. c) Itens 1. no item em questão. a prestação dos serviços constantes da relação do art. Orleans Martins 54 . por pessoa física ou jurídica. 7. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo.10. deverá integrar o custo do bem vendido.00 Observe-se que.06. Pessoas jurídicas.05. b) Subitens 7. e condomínios edifícios residenciais ou comerciais.14.Ativo Não Circulante R$ 900. quando tomarem ou intermediarem serviços de coleta. 7.11. quando tomarem ou intermediarem serviços: a) Dos quais resultem remunerações ou comissões.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. documentos. IV.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . Tomadores ou intermediários de serviços provenientes do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior do País.400. por elas pagas a seus agentes.05 e 17. pelos agenciamentos.20. prestados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. corretagens ou intermediações de seguro. 7. não inscritos no Cadastro de Prestadores de Outros Municípios. bem como nos subitens 7.01. 7. 11.12. 4 a 6. objetos.13. 7.09 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo.8 aIO. 7.02. 7.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C . 6. 7.Município de São Paulo Breve descrição do tributo Fato gerador Constitui fato gerador do Imposto sobre Serviços (lSS) no município de São Paulo a prestação.Máquinas e Equipamentos Evento: lançamento da depreciação acumulada do bem D . II. III.896/2009: a) Subitens 3.00 R$ R$ 900. inclusive imunes ou isentas. 18. 17. 17 (exceto os subitens 17.00 R$ 5.Máquinas e Equipamentos C .280. 7. 13 a 15.13. 7. 7.09.

corretagens ou intermediações de planos e títulos de capitalização. bens ou valores. quando tomarem ou intermediarem os serviços aeroportuários. corretagens ou intermediações de planos ou convênios. serviços de apoio aeroportuários. então. o mês de emissão do documento fiscal (nota fiscal de serviço. tratado na Lei Complementar Federal nº 123/2006. Hospitais e prontos-socorros. em relação aos serviços tomados ou intermediados de prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo e nos enquadramentos que seguem. os responsáveis tributários ficam desobrigados da retenção e do pagamento do imposto. Sujeito ativo Decorrente desse Imposto. movimentação de mercadorias. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. Orleans Martins 55 . por elas pagas a seus agentes. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. utilização de aeroporto. a partir de 01. casas de saúde e de recuperação. quando tomarem ou intermediarem os serviços de coleta. compete o recolhimento do valor retido na fonte no dia 10 ou dia útil posterior do mês subsequente ao mês de ocorrência do fato gerador. remessa ou entrega de correspondências. clínicas. gozar de isenção ou gozar de imunidade. pelos agenciamentos. por elas pagas a seus agentes. recibo de profissional autônomo. movimentação de passageiros. entre outros). a alíquota prevista nos Anexos III. quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo: a) tinturaria e lavanderia. objetos. prontos-socorros. sendo o tomador do serviço caracterizado como o contribuinte responsável pela retenção e recolhimento do tributo. armazenagem de qualquer natureza.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] c) De regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros. Também. movimentação de aeronaves. Sociedades que explorem serviços de planos de medicina de grupo ou individual e convênios ou de outros planos de saúde.2009. de sêmen e congêneres. comprovado via declaração cadastral (profissional autônomo). b) coleta. quando tomarem ou intermediarem serviços dos quais resultem remunerações ou comissões. bancos de sangue. no caso dos serviços prestados pelas Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) optantes pelo SIMPLES Nacional.01. Entretanto. de eletricidade médica. documentos. Momento de incidência/retenção/recolhimento Fundamentado o fato gerador. de olhos. Tal alíquota deve ser destacada pelo prestador de serviço em documento fiscal fornecido à fonte pagadora. VIII. remessa ou entrega de correspondências. documentos. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. bens ou valores. b) de hospitais. ambulatórios. Sujeito passivo O contribuinte de fato consiste do prestador de serviços. Empresas administradoras de aeroportos e de terminais rodoviários. quando tomarem ou intermediarem serviços: a) dos quais resultem remunerações ou comissões. de pele. qual seja. IX. Empresas de aviação. laboratórios de análises. de patologia. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. Ao tomador do serviço. o momento de incidência/retenção do ISSQN ocorre quando do recebimento/pagamento do serviço prestado. logística e congêneres. pelos agenciamentos. VI. V. prestados dentro do território do Município de São Paulo. VII. de inspeção e avaliação de riscos para cobertura de contratos de seguros e de prevenção e gerência de riscos seguráveis. capatazia. Sociedades de capitalização. realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. para cálculo do imposto a ser retido na fonte. objetos. deve ser considerada. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. serviços acessórios. IV ou V da Lei Complementar nº 123/2006 considerando-se a faixa de receita bruta a que a ME ou EPP estiver sujeita no mês anterior ao da prestação dos serviços. tem-se como sujeito ativo o Município de São Paulo.

R$ 950. Descrição dos eventos relacionados ao tributo Para o prestador de serviço. Base de cálculo e alíquotas A base de cálculo do ISSQN compreende o preço do serviço prestado. com exceção de descontos e abatimentos concedidos independentemente de condição. os eventos relacionados ao tributo compreendem a(o): • Incidência do fato gerador. D .Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aspecto geográfico A retenção é aplicável aos sujeitos passivos prestadores dos serviços listados no art.Serviços de Terceiros a Pagar D .Disponibilidades C . no curso irregular da obediência à legislação vigente.Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C .2. Apurada a base de cálculo. Orleans Martins 56 . Para o tomador do serviço. quando do recebimento do serviço prestado. • Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento. 6. com retenção do ISS pelo tomador do serviço. isto é. Para o tomador do serviço.Disponibilidades R$ 50. 6.00 • Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento.ISS a Recolher .896/2009.Serviços Prestados por Terceiros R 50. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço. implicando no seguinte acréscimo legal sobre o valor do principal devido e não recolhido no prazo estipulado pela legislação vigente: (I) multa moratória de 0. o ISS constitui-se numa despesa que deve ser assim contabilizada: • Recebimento de serviços prestados no valor de R$ 1. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço. Contabilização dos eventos Para o prestador de serviço. com retenção do ISS de 5% pelo tomador do serviço: R$ 50.00 D .Serviços Prestados por Terceiros C . a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido. no curso regular da obediência à legislação vigente.ISS a Recolher . ocorre o seguinte evento relacionado ao tributo: • Recebimento de serviços prestados com retenção do ISS pelo tomador do serviço.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.3. aplicam-se alíquotas de 2.000. no prazo estabelecido pela legislação.5% a 5% segundo normatização pela Portaria SF nº 014/2004 aos serviços nela expressos.00.Receita de Serviços Para o tomador do serviço. sem dedução.Receita de Serviços D . a receita bruta a ele correspondente.00 R$ 950. os eventos atrelados ao tributo consistem dos que seguem: • Pagamento em atraso de ISS retido na fonte.00 D . 1º do Decreto nº 50. limitada a 20%.Despesas com ISS (redutora da receita) C . compreende: • Incidência do fato gerador.33% por dia de atraso.

Disponibilidades D .896/2009.000.00 25.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 7.00 285. A posição patrimonial da Cia. apenas para exemplificar o lançamento contábil. Fontes • Lei nº 13.Lojas (comercialização) Equipamentos e utensílios Veículos (-) Depreciação Acumuladas Total BALANÇO PATRIMONIAL 31/12/2006 PASSIVO 290. que funciona de forma semelhante ao cheque especial de pessoa física. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS O CASO DA CIA.ISS a Recolher . A Cia.00 555.000.00 555. Atenas. compreende: • Incidência do fato gerador.000.Serviços Prestados por Terceiros • Pagamento do respectivo valor de ISS com acréscimo legal fora do prazo de recolhimento. • Decreto nº 50.00 Passivo Circulante 5. D .00 150. denominado "conta empresarial".701/2003.Serviços Prestados por Terceiros • Provisão do acréscimo legal referente à multa moratória. No ano de 2006.ISS a Recolher .Escritório (sede) Imóveis .00 Total 31/12/2006 555.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para o tomador do serviço.000. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço.000.000.00 Patrimônio Líquido 35. Atenas foi constituída com o objetivo de importar bebidas e recondicioná-las para a comercialização no mercado brasileiro. que serão comercializadas no território nacional. situada na zona rural.000. Orleans Martins 57 . Atenas é uma empresa que atua no ramo de importação.Serviços de Terceiros a Pagar D .00 Capital Social 40.00 555.000.000. D . a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido.000.000.Serviços Prestados por Terceiros Valores hipotéticos. Atenas possui um limite de crédito junto ao Banco "X". fora do prazo estabelecido pela legislação. ATIVO Ativo Circulante Caixa Bancos conta Movimento Ativo Não Circulante Imobilizado Instalações industriais (produção) Imóvel . A empresa iniciou suas atividades no final de 2006. A Cia. tais como: vodca. Os valores deverão respeitar a legislação vigente no município onde ocorrer o fato gerador.00 15. vinho e uísque. era a apresentada no quadro da página seguinte.000. C . • Portaria SF nº 14/2004. onde construiu suas instalações industriais com o objetivo de acondicionamento das bebidas importadas.Despesa de Multa com Caráter Compensatório C .000. industrialização (acondicionamento) e comercialização de bebidas.00 265. ATENAS A Cia.Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C .00 Passivo Não Circulante 265. a empresa adquiriu uma propriedade.000.ISS a Recolher .Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C . em 31/12/2006.

O percentual a ser cobrado de imposto (alíquota) fica a cargo do órgão regulador.052..017.573. O registro contábil da aquisição de matéria-prima. R$ 2. irá arbitrar um valor para o frete e o seguro internacional para se chegar ao preço CIF que é a base de cálculo do II. As alíquotas são as seguintes: Cod TEC Descrição Aliq % 2208. incluídos os vinhos enriquecidos com álcool. Insurance and Freight (Custo.00 Vodca 20 Uísques 2208. Seguro e Frete internacional). nessa transação.04 uvas. foram de responsabilidade do importador (FOB .261. a Cia. multiplicada pela alíquota incidente.052.60.Fornecedores (Passivo) R$ 2.56 472. em volume. As importações das bebidas. a prazo.75.172. a Receita Federal. a empresa realizou a importação de bebidas a serem acondicionadas e.1.361.00 1.22 403. geralmente em moeda estrangeira.000. comercializadas.89 Uísque 200 2. Imposto de Importação Na apuração do Imposto de Importação. A composição do CIF deverá ser o valor FOB da fatura comercial.361.30 Com um teor alcoólico. e.09 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. PIS e COFINS importação.777. posteriormente.Tonéis Preço por Tonel U$ Vodka Ballaloc 250 1.: Cada tonel de bebida tem capacidade de 100 litros. que estipula e/ou modifica o percentual aplicável.863.Free on Board). Deve-se observar que a alíquota. foram: Tabela: Volume de bebidas importadas. Os cálculos dos tributos incidentes nesta operação iniciaram-se pelo Imposto de Importação.78 Vinho Seco Fino 300 1.188. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual ou de Comunicação (ICMS). Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).1. fretes e seguros).[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7. Os custos referentes ao frete das mercadorias adquiridas.46 importação de insumos (bebidas). para o exercício.1.777. Aquisição de matéria-prima No dia 2 de janeiro de 2007. mais o valor do frete e seguro internacional. Produto (tonel) QTOE . superior a 50% vol. convertido pela taxa de câmbio do dia.172. a base de cálculo é formada pela soma dos custos de importação (matéria-prima.10 12 superior ou igual a 50 litros Vinhos de uvas frescas. que. excluídos os da posição 20.Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .89. os quais também devem integrar o custo de aquisição da bebida em tonéis: D .78. em reais.555.222. Total U$ 297. representam.Bancos conta Movimento/Banco "X" Na impostos: • • • • R$ 10. Atenas contratou ambos por U$ 5. através do SISCOMEX. será: D . em recipientes de capacidade 2208. mostos de 22. 7. no valor de R$ 1. em operações com importação de mercadorias e serviços. pode variar de acordo com a natureza/tipo de produto e/ou serviço.Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C . com 120 dias de prazo para o pagamento.30.78 O valor da aquisição (compra) dos tonéis de bebidas totalizou U$ 1. Orleans Martins 58 .12 Uma vez que seguro e frete corriam por sua conta. Quando não há o valor do seguro ou o frete internacional. A base de cálculo do II é o Valor CIF .12. ocorre a incidência dos seguintes Imposto de Importação (II).33 Total 750 Obs.Cost. a serem acondicionados.

26 e o registro se faz a débito da conta de estoque: Contabilização D .261. Orleans Martins 59 . Taxa aduaneira Sobre as mercadorias importadas.90 85. Contas Preço da matéria-prima adquirida (bebida em tonéis) Fretes e Seguros Imposto de Importação Taxas aduaneiras Valor total dos Estoques R$ 2.863.26 20 20 O valor do Imposto de Importação.33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.50 9.10 Vinhos espumantes e vinhos espumosos 2204.78 + 5.744.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2204.26 26.57 Alíquota do II Total Imposto de Importação a recolher Valor CIF x 5% 20% 12% 20% 104.641.444.57 A seguir.739.67 • Taxa do dólar ou moeda estrangeira negociada 1.12 10.49 709.90 Outros Adotando-se as alíquotas conforme TEC.062.025.129.178.26 O valor dos estoques.50 R$ 355. nesta operação. demonstramos o cálculo do Imposto de Importação por tipo de bebida adquirida.10.753. dos impostos não recuperáveis e taxas aduaneiras.86 2.080.062.361.10. que define os imposto de importação por mercadoria.50 Taxas aduaneiras 6.00 10.39 166.622.46 355.547. portanto.387. distribuindo-se proporcionalmente o valor do seguro e frete.75 • Valor CIF em reais 2. Tabela: Apuração do Imposto de Importação.622.2.22 830.052.89 1.744. representa R$ 355. é representado pela soma dos custos das matérias-primas adquiridas mais o valor do frete e seguros.620.Estoque/ Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .777.50 2.172.00 26. Produtos (tonel) Valor ClF da Importação (MP) R$ Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 522.1.170.97 355. Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Contabilização D .10 Tipo champanha (champagne) 2204.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7.Bancos conta Movimentol Banco "X" (Ativo) R$ 26.744. de forma a apurar a base de cálculo e o imposto devido.387. conforme demonstrado a seguir: Tabela: Valor das compras (estoque de matérias-primas).687.744.Estoquei Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .387. • CIF em dólar = 1. a empresa pagou as seguintes taxas aduaneiras.754.

pois.. Ex 01 .82 1.35 Imposto sobre as Operações Relativas a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação Para os produtos importados pela Cia.1.006.04 Vinhos de uvas frescas.201.296. A lógica de tributação do ICMS na IMPORTAÇÃO O valor da operação (mercadoria mais serviços) ou importação.RICMS.754. Imposto sobre Produtos Industrializados e Imposto sobre Operações de Crédito.486.409.Destilado alcoólico chamado uísque de malte (malt whisky) com teor alcoólico em volume superior a 54% e inferior a 70%. além dos encargos efetivamente pagos pelo importador.33 60% 30% 40% 380. acrescido do imposto de importação. a empresa enquadra-se como contribuinte de fato do IPI.003. Atenas. obtido de cevada maltada 40 60 30 Descrição Aliq % 60 Tabela: Apuração do IPI.384.00 Vodca 22. superior a 50% vol. conforme regulamento do IPI .69 1.IOF e despesas aduaneiras. após desembaraço.33 1. as operações de importações realizadas sofrem incidência do respectivo imposto. ocorre fato gerador do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e de Comunicação. incluídos os vinhos enriquecidos com álcool.710. por determinação legal.444. Imposto sobre Produtos Industrializados Para os produtos importados pela Cia.35 1.RIPI.83 2.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7.Alíquota do ICMS) Veja que a base de cálculo do ICMS é feita como se o valor da sua respectiva alíquota entrasse "por dentro".1.024.974.014.61 1. pela importação de mercadoria. em recipientes de capacidade superior ou igual a 50 litros Ex 01 .60.469. Produtos (tonel) Base de Cálculo Alíquota (IPI ) Total do IPI si e a matéria-prima Total c/ IPI Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 633.050. do porto e de xerez 2208.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7.296.045.30.024. Câmbio e Seguro e sobre Operações Relativas a Títulos e Valores Mobiliários . Base de cálculo do IPI = valor CIF + valor do II Para este caso.775.204.4.16 3.89 804.IPI a Recuperar (Ativo) C . conforme regulamento do ICMS .09. excluídos os da posição 20. A composição da base de cálculo é feita da seguinte forma: A lógica de tributação do IPI na IMPORTAÇÃO Base de cálculo do IPI dos produtos importados: é o valor que serviu de base de cálculo do Imposto de Importação (Valor CIF). Base de cálculo do ICMS A composição da base de cálculo é assim formada: (Valor CIF + 11 + IPI + IOC + IOF + Despesas Aduaneiras)j(l.68 O valor do IPI a ser pago pela empresa poderá ser recuperado em operações posteriores. Atenas. incluindo o Imposto de Importação.Vinhos da madeira. R$ 1. Orleans Martins 60 .93 241.08 402. de forma que o registro contábil fica: Contabilização D . devido à importação dos tonéis de bebidas.10 Com um teor alcoólico.3.359. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. por isso é que se divide por 1 menos a alíquota do ICMS. em volume. mostos de uvas. Cod TIPI 2208. utilizaram-se as alíquotas descritas na TIPI.

A fórmula padrão para apuração da base de cálculo é a seguinte: Base de Cálculo do PIS e COFINS: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x X) O Valor Aduaneiro representa toda mercadoria submetida a despacho de importação está sujeita ao controle do correspondente valor aduaneiro.352.401.350. ou seja. à descarga e ao manuseio. que consiste na verificação da conformidade do valor aduaneiro declarado pelo importador com as regras estabelecidas no Acordo de Valoração Aduaneira.16 1. Cabe ao poder público (Receita Federal do Brasil .Importação e = alíquota do ICMS CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.479. A composição da base de cálculo é assim formada: Tabela: Apuração do ICMS. o que não acontece nas operações de compra realizadas no país.625.879.5.Bancos conta Movimento! Banco "x" (Ativo) 7.204.014.72 3.314. Assim. de 22 de novembro de 2005.359. PIS e COFINS Importação R$ 1.486. associados ao transporte da mercadoria importada. o ICMS a ser pago na importação será recuperado nas operações posteriores: Contabilização D . • O custo do seguro da mercadoria durante as operações.393.23 Da mesma forma que ocorre com o IPI. já que não poderão compensar com os valores de saída.25 25% 348.469.828.409.119.1.400. Para as empresas que estão sob o regime de tributação não cumulativo de PIS e COFINS.56 1. Orleans Martins 61 . que dispõe sobre o cálculo das referidas contribuições.156. mas para as empresas que estão sob o regime cumulativo (lucro presumido e simples) deverão considerar tais valores como custo das compras.050. até a chegada aos locais.90 1. Cálculo de X: = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Na importação o IPI faz parte da base de cálculo do ICMS.68 4.76 25% 338.045. Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Base de cálculo colocando Base de cálculo Alíquota Total Imposto de ICMS o ICMS “por dentro" (MP + IPI) recuperar ICMS = (3) x 25% (3) = (2) / (1-0. e.25) 1.82 1.350. • Os gastos relativos à carga.89 25% 469.ICMS a Recuperar (Ativo) C . onde devam ser cumpridas as formalidades de entrada no território aduaneiro. entendese que integram o valor aduaneiro.606.69 1. não agregarão ao custo dos estoques.94 1.23 A apuração do PIS e COFINS incidentes de transações de importação devem orientar-se pela instrução normativa da Receita Federal do Brasil nº 572. tais valores podem ser compensados.156. independentemente do método de valoração utilizado: • O custo de transporte da mercadoria importada até o porto ou o aeroporto alfandegado de descarga ou o ponto de fronteira alfandegado.Importação d = alíquota da COFINS .Aduana) realizar o controle.

% % .57) corresponde a 41.167. (*) Imposto a recuperar.20 23.062.39 58. observa-se que o valor pago pela Cia.167.547. % % % ×[ .30 1.65% 1.025.744.287.753. tem-se as seguintes bases de cálculo e a apuração dos respectivos tributos: Tabela: Apuração do PIS e COFINS Importação Produtos Vodca 8allaloc Uísque Vinho Seco Fino Total VA (CIF) X Base cálculo Pis/ Cofins 944.300.63 R$ 58. Os valores por produto estão descritos na tabela abaixo.129. Orleans Martins 62 .427.30 108.72 Seco Fino Total 2.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) R$ 268.63% Carga Tributária 63.170.39 9.201.545.795.26 26.7190 Assim.622.828.287.6367 % % ] = . % % .35% (1) Custo. % % % × = 1.587.28 Expostos todos os tributos incidentes sobre aquisição de matéria-prima importada.452.23 % 41.534.753.28 268.49 104.3% Uísque 47. PIS Total de PIS Aliq COFINS 1.452.64 88.024.56 Vinho 830.35 1.675. equivalente a R$ 2.641.119.156.296.65% 7.50 380.534.65% 1.18% 0.620.862.01 268.710.00 241. incluindo frete e seguros.90 6.32 1. Taxas Produtos MP+ Frete e IPI* ICMS* Importação Aduaneiras Seguro (1) (1) (1) Vodca 522.22 1.72 2. Atenas pela aquisição da matéria-prima propriamente dita (US$ 1. quando somados os tributos que a empresa teve que pagar.63 522.50 1.93 338.68% 23.061. Imp.86 1.387.350.18% 5.7% 52.062.94 Ballaloc Uísque 709.545.3% Vinho Seco Fino 41.37 Aliq.533.57 Contabilização do PIS D . ×[ .675.22 19.09 3.00% No entanto.178.50 58. % % × × % % × % × % × % ] % ] = 1.4% em relação ao valor total da transação.000.33 469.COFINS a recuperar(Ativo) C .97 10. PIS* COFINS* TOTAL 15.49 1.60% 7.06 1.60% Total de COFINS 71.22 1.28 7.080.439. a carga tributária da empresa.37% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.350.011.739.14 71.312.7% 58.86 166.161.14 19.129. considerando apenas transações de importação.65% 15.01 2.062. Tabela: Carga tributária por produtos. A tabela a seguir demonstra a composição do gasto total da Cia.8072 ×[ % = 1.67.587.42% 100.384.08 348. Produtos Custo da Matéria-prima Vodca Ballaloc 36.57 355.739.64 830.952.300.53% 20.81 709.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Cálculo dos parâmetros para apuração do PIS e da COFINS Importação: = = .64 23.501.300.00 402.235.3% Média 41.PIS a recuperar(Ativo) C .795.687. Atenas: Tabela: Composição do gasto total com aquisição de matéria-prima.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) Contabilização da COFINS D .401.622.32 88.22 85.81 1. representa uma média de 58.622.50 108.60% 7.534.65% do total gasto com a aquisição.7% 58.63 4.

50 25. também foi adquirido material de embalagens.48 633. Atenas adquiriu embalagens no mercado nacional.Fornecedores (Passivo) R$ 162. a nota fiscal da compra totalizou R$ 246.000 Total (R$) 62. Orleans Martins 63 .00 Somando-se ao preço cobrado pelas embalagens o IPI incidente sobre as compras.312.400.33 Aquisição de embalagens A Cia. Atenas irá recuperar.320. PIS = (246. Considerando que a Cia.00 R$ 17.00 COFINS = (246.754.33 697.20 2.400.057.400) x 1. PIS e COFINS pagos.006.81 805.000.696.00 17. posteriormente.65% COFINS . pode ser recuperada.011.024. Tabela: Custo de aquisição da matéria-prima importada.439. comercializadas. o que se encontra evidenciado na tabela a seguir.320. o custo do estoque é representado pelo total do gasto com a aquisição.Valor das embalagens sem IPI . no entanto. Produtos Preço Unitário R$ Total de Garrafas Vodca Ballaloc 2.887.235. possibilita que a empresa credite (recupere) o valor dos tributos pagos no momento da venda (comercialização) de seus produtos. Valor da Matéria-Prima Valor do Custo dos produtos Impostos a Creditar (8) + Tributos (A) importados (A) .000 Total 75.696.61 1.400) x 7.60% = 17.00 79.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.536.960.IPI .696.000 .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Parte dos tributos.00 246. Os demais tributos (ICMS.95 20.2.39 4. Para a realização do acondicionamento das bebidas importadas.000 Vinho Seco Fino 2.000 .00 D .00 40.400. Produtos Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 7. menos os impostos recuperáveis.974.alíquota de 7.alíquota de 18% PIS/PASEP .00 82. O valor do PIS e COFINS a recuperar é calculado aplicando o valor da fatura de Embalagens menos o IPI (receita bruta) multiplicado pela alíquota respectiva.22. Compra de Embalagens .501.00 R$ 246.061.56 2. PIS/PASEP e COFINS) estão embutidos no preço das embalagens.000.00 R$ 22.89 804.65% = 3.00.481.83 2.75 30.400.024.004.alíquota de 10% (destacada na nota fiscal) .IPI a Recuperar (Ativo) D .(8) 1.400.00 R$ 40.500. a Cia.862.024. que será utilizado no processo de acondicionamento.6% R$ 224.Estoque/Material de Embalagem (Ativo) D . ou seja.59 1. Tabela: Compra de embalagens.22 1.00 Esta transação de aquisição de insumos.000. tanto pela legislação do IPI quanto do ICMS.444.COFINS a Recuperar (Ativo) C .alíquota 1.000 Uísque 3.00 224.ICMS a Recuperar (Ativo) D .775.500.PIS a Recuperar (Ativo) D .00 3.003.22. irá compensar com o imposto devido incidente nas operações de vendas os valores de IPI.952.00 22.00 R$ 3.Valor total da NF ICMS .507. Atenas adquiriu bebidas em tonéis para serem acondicionadas e. Tabela: Quantidade e preço de aquisição das embalagens. ICMS.

cujo ônus financeiro é da empresa. No regime cumulativo.027.50 R$ 4. Folha de pagamento da ClA.00 7.376.Estoque/ Material de Embalagem (Ativo) R$ 162.40 716.00 no mês de janeiro.960. conforme portaria do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS). a empresa terá que desembolsar R$ 157.34 De 435.754.mpas. Fazem jus a salário-maternidade as empregadas em gozo de licençamaternidade por nascimento ou adoção de filho. Atenas possui 24 funcionários na área de produção da empresa. consulte o site do MPAS: <http://www. Somando-se os empregados que fazem jus a salário-família.Estoques/Matéria-Prima (Ativo) R$ 2.40.68 0. Resumindo os valores a receber e descontos.400.00 26.R retido na fonte a pagar (Passivo) C . ATENAS A Cia.400.400. e fazem jus ao salário-família os empregados que percebem até uma determinada faixa salarial. e faz jus a um salário de R$ 716. Consumo de matéria-prima e material de embalagem na produção Durante o mês de janeiro de 2007.57 até 654.67 15. temos: Folha de Pagamento Salários Brutos Mais: Salário-família Salário-maternidade Menos: INSS funcionários IR retido na fonte Salários Líquidos Contabilização do custo com mão de obra Registrando a folha de pagamento do pessoal encarregado da produção: Pelo salário e descontos dos empregados encarregados da produção: D .00 R$ 19.4.gov. todo o estoque de matéria-prima e de material de embalagem foi utilizado na produção.444.376. Em janeiro de 2007.00 4.00 157.50 R$ 2. ocorreram pagamentos de saláriofamília e salário-maternidade. o valor de PIS e COFINS embutidos na NF de compra compõe o custo de aquisição do estoque.Estoques/Custos de Produção/Material de Embalagem (Ativo) C .56 22.33 D .50 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00. D .Estoques/Custos de Produção/Matéria-Prima (Ativo) C . 7. a tabela de faixas salariais e valores de salário-família eram (para consulta do valor atualizado.50 20.Estoques/Custos de Produção/Salários (Ativo) C .00 2.869.74 Acima de 654. Além da folha de pagamento.996.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Voltamos a ressaltar que PIS/PASEP e COFINS estão sendo lançados em conta de ativo porque a nossa empresa exemplo é tributada pelo regime não cumulativo.3. Uma funcionária encontra-se em licençamaternidade.027.00 Nem todos os empregados fazem jus a salário-família.Salários a pagar (Passivo) C .INSS a recolher (Passivo) R$ 26.br/>): Critérios p/ Cálculo do Salário-Família Remuneração (R$) Salário-Família (R$) Até 435. cujos salários brutos somaram R$ 26. Orleans Martins 64 .

Encargos sociais (INSS e FGTS) R$ 873.33 INSS Empresa 27.Salários a pagar (Passivo) 7. INCRA etc.00% 2. Provisões trabalhistas R$ 2. a empresa realiza a contabilização da provisão de décimo-terceiro salário.312.200.1. contribuição previdenciária e contribuições a terceiros (SESC.67 Provisão de 13º 2.40 A empresa está obrigada ao pagamento de tributos que incidem sobre a remuneração do trabalho. SEBRAE.).59 Pelas provisões de férias e adicional de férias relativas ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .4.312.33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. férias e adicional de férias (1/3). Tabela: Provisões e encargos sobre 13º e férias do pessoal da produção.70% 812.80 Pelo FGTS incidente sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . Tabela: Encargos sociais sobre remuneração a empregados da produção. Orleans Martins 65 .40 FGTS 8% 176. SESI. mas tem o direito de recuperar estes valores.933.70% 7.933.00 Total 6.991.80 FGTS 8. Sobre a remuneração de empregados. As contribuições a terceiros são recolhidas juntamente com as devidas ao INSS.2. O somatório das contribuições incidentes sobre remuneração de empregados a serem recolhidas ao INSS totalizou 27.7%.00 Em observância ao regime de competência.Estoques/Custos de Produção/ Férias (Ativo) C .112.FGTS a recolher (Passivo) 7.4.70% 609. reduzindo-os do montante a recolher ao INSS: D . Pelos encargos devidos ao INSS incidentes sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .400.INSS a recolher (Passivo) C .Estoques/ Custos de Produção/ FGTS (Ativo) C . Alíquotas Produção Salários Brutos 26.00 Da mesma forma que em relação à folha de pagamento. A tabela seguir apresenta o resumo" dos valores a serem registrados.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pelo salário-família e salário-maternidade dos empregados encarregados da produção: A empresa paga salário-família e salário-maternidade.53 FGTS 8% 234.112. que repassa às demais entidades. incidem FGTS.Estoques/Custo de Produção/INSS (Ativo) C . Transações Alíquotas R$ Provisão de Férias + 1/3 de férias 2.00 INSS Empresa 27. e também os encargos trabalhistas (INSS empresa e FGTS) sobre o valor das provisões.00 INSS Empresa 27. o registro dos encargos sociais incidentes sobre a remuneração paga ao pessoal encarregado da produção impacta o custo da produção.Provisões Trabalhistas/Provisão para Férias (Passivo) R$ 2.INSS a Recolher (Passivo) R$ 7.

IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO Sobre o lucro auferido pela Cia.Provisões Trabalhistas/ Provisão 13º Salário (Passivo) R$ 2.67 obra): Pela provisão de FGTS incidente sobre 13Q salário do pessoal encarregado da produção (mão de D .200.933.80 FGTS 2.Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C .40 FGTS 176.53 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre 13º salário do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .73 8.33 INSS Empresa 812. neste caso.Provisões Trabalhistas/Provisão INSS s/ Férias (Passivo) R$ 812.790.Estoques/Custos de Produção/ Décimo terceiro Salário (Ativo) C .00 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .00).Provisões Trabalhistas /Provisão INSS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 609. Assim.Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 176.Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ Férias (Passivo) R$ 234. Orleans Martins 66 .996.40 Pela provisão de FGTS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . Atenas. encargos e provisões. O custo total com mão de obra corresponde. a 162% dos salários brutos (R$ 26. o que lhe permite recolher as antecipações do IRPJ e CSLL mensalmente por estimativa' ou com base em balancete de suspensão/redução.00 Somando-se salários.400. A Cia. o custo total com mão de obra da empresa somou R$ 42.50 sem contar o salário-família e maternidade) o custo total com mão de obra corresponde a 214% do salário líquido. Salários + encargos de pessoal da produção = Custo total com mão de obra Custo total com mão de obra Salários Brutos 26.00 INSS Empresa 7.53 FGTS 234.400.67 Provisão de 132 Salário 2.790. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.312. conforme discriminado a seguir.00 Total 42. Se compararmos este montante com o salário líquido que os empregados irão receber (R$ 19.Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C .112. há a incidência dos seguintes tributos: • Imposto de Renda Pessoa Jurídica e • Contribuição Social Sobre o Lucro.200.73.Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C .00 INSS Empresa 609.00 Provisão de férias 2.Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pela provisão do 13º salário relativo ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . é necessário que se faça mensalmente o cálculo do tributo devido com base no Lucro Real (IRPJ) e Resultado Ajustado (CSLL). adota a tributação pelo Lucro Real anual.

680. No período.105. I). A base de cálculo e o valor da CSLL devida no período são.998.66 .00 (5. uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária.0% 486.497.900. tal como definida no Capítulo II do Título VIII da Constituição Federal de 1988 (art.405.00 5.342.420.752.1. o que.R$ 35. O ponto de partida no cálculo é o resultado parcial de R$ 4. Orleans Martins 67 . A determinação do lucro real será precedida da apuração do lucro líquido de cada período de apuração com observância das disposições das leis comerciais.33 Pela CSLL incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Ativo Diferido) Ativo Diferido CSLL = R$ 399. Foi instituído pela Lei nº 7.072. Transcrevemos a seguir a demonstração do resultado antes do IRPJ: Demonstração de Resultado Mensal Faturamento Bruto IPI Receita Bruta de Vendas Impostos incidentes sobre vendas PIS 17.947.947.105.80 O valor da despesa com CSLL no período é R$ 417.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 8.80).000. portanto: Tabela: Apuração da CSLL.2.000.00) (209. Lucro antes do IR e CSLL Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para créditos de liquidação duvidosa Exclusões Base de Cálculo para Contribuição Social sobre o Lucro Líquido Alíquota CSLL devida no Período Contabilização Pela CSLL devida no período: D .Provisão para CSLL (Resultado) C .689. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação. ajustado pelas adições.00 399. foi considerada indedutível.87 apurado conforme demonstração do resultado do exercício.Imposto de Renda Pessoa Jurídica O lucro real é o lucro líquido do período de apuração. mantidas a base de cálculo e as alíquotas previstas na legislação específica em vigor.Ativo Diferido CSLL (Ativo Realizável a Longo Prazo) C . 8. ao qual serão feitos os ajustes determinados pela legislação. no caso do IRPJ.593.541. no valor de R$ 8.000.00 (4.87 9. em 15 de dezembro de 1988. 195.00.497.33 4. por não contar com documentação adequada. com a finalidade de custear os benefícios da seguridade social do país. é o lucro após computada a CSLL.87 407. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível. Aplicam-se à CSLL as mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidas para o imposto de renda das pessoas jurídicas.947.000.420.00 8.80 D .525. IRPJ .00) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000.420.00) 12. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido .220.00 x 9% = R$ 35.CSLL A contribuição social é um tributo incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas.Provisão para CSLL (Resultado) R$ 35. uma parcela das despesas administrativas e de vendas.86 (R$ 453.998.CSLL a pagar (Passivo) R$ 486.

105. sem sua respectiva contabilização.00) 8.381.87 486.Provisão IRPJ (Resultado) R$ 99.337.00 399.00 5.828.998.105.039.525. Orleans Martins 68 .511.87 407.87 4.59) 4.07 (518.Provisão para IRPJ (Resultado) C . no valor de R$ 8.552.000. tal diferimento não deverá ser efetuado.561. portanto: Tabela: Apuração do IRPJ.349.000. D . foram consideradas despesas indedutíveis.497.47 4.100.Ativo Diferido IRPJ (Ativo) C .420.947.IRPJ a Pagar (Passivo) R$ 1.87 .88 538.00.20) (91.20. pois na contabilidade foram consideradas despesas.47 Pelo IRPJ incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Registro de Ativo Diferido) Ativo Diferido IRPJ = R$ 399.405.452.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] (OFINS ICMS sobre Vendas Receita Líquida de Vendas Custo dos Produtos Vendidos Lucro Bruto Despesas de Vendas Despesas Financeiras Despesas Administrativas Lucro Operacional Resultado não Operacional Lucro Antes do IRPJ e CSLL CSLL Lucro Antes do IRPJ (963. O Lucro Real e o valor do IRPJ devida no período são.420. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível.105. para efeito de IRPJ e CSLL.351.433.998.00 8. porém a dedutibilidade.80.349.00 x 25% = R$ 35.00 O diferimento de impostos segue o regime de competência. Lucro antes do Imposto de Renda Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Exclusões Lucro Real (Base de cálculo do IRPJ) IRPJ Alíquota Normal (15% x 5.000.41 ) (75. deverá ser considerada quando da realização financeira de tal despesa. despesas administrativas e de vendas.680.683.000.93) 5.33 4.420.59 1.608.546.525.00) (3.653.998.405. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Caso a sua realização seja colocada em dúvida.87 810.54 No período.538.855.75) IRPJ Alíquota Adicional (10% x (5.381.00 (2.002) IRPJ devido no Período Contabilização Pelo IRPJ devido no período: D . uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária.170.

convertida na Lei 11. o Banco Central do Brasil.International Pinancial Reporting Standards. a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).Conselho Federal de Contabilidade. as autoridades fiscais deverão ajustar a legislação fiscal à nova configuração contábil. 9. em especial daqueles incidentes sobre o lucro. como convidados permanentes do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). seria afetada. que congrega os profissionais da área de contabilidade. as quais deverão ser elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. pode-se dizer de forma simplificada.638. uma vez que o modelo de contabilidade que está sendo implementado é aderente ao modelo internacional delineado pelo IASB . E o que isso tem a ver com a questão tributária? Tudo.638/07 A contabilidade brasileira encontra-se num processo de convergência aos padrões internacionais contábeis. revogou o parágrafo que criava o LALUC e garantiu a neutralidade tributária criando o RTT . após a consolidação das mudanças no plano contábil. A ideia era a seguinte: as empresas fariam os seus registros contábeis conforme os critérios aceitos pela legislação tributária. e as demais que estão por vir.1. em dezembro de 2007. inclusive para a apuração do imposto sobre a renda com base no lucro presumido ou arbitrado. foi criado o que passou a ser chamado de "LALUC . Fazem parte também.Instituto dos Auditores Independentes do Brasil.638 preocuparam-se em garantir que os novos critérios contábeis não afetariam a base de cálculo dos tributos. que representa os analistas de mercado.e consequentemente. "congelou" os métodos e critérios contábeis.638. que é uma entidade ligada à Universidade de São Paulo e que. que representa o mercado de títulos e valores imobiliários.Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis. A expectativa presente é que. os elaboradores da Lei nº 11. portanto. emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários.Regime Tributário de Transição. da contribuição para o PIS/PASEP e da contribuição para o financiamento da seguridade social (COFINS). através da emissão de uma lei específica. uma vez que a lei traz em seu texto a possibilidade de normas adicionais.638/07 veio atender a questões que já vinham sendo discutidas pelos contabilistas brasileiros há cerca de duas décadas. • BOVESPA .638. existente na legislação do Imposto de Renda. a Receita Federal do Brasil e a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados).[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 9. a base de cálculo dos tributos. será optativo apenas nos anos de 2008 e 2009.International Accounting Standards Board. As autoridades tributárias baseiam-se nos números contábeis (aos quais alguns ajustes são feitos) para tributar as empresas. e. em seguida. • APIMEC NACIONAL . Conscientes do problema que seria gerado.1.mudaram. fariam os ajustes necessários a atender aos novos critérios contábeis trazidos pela Lei nº 11. tornando obrigatória a partir de 2010. composto por um conjunto de normas orientativas: IFRS .Associação Brasileira das Companhias Abertas. Regime Tributário de Transição Em linhas gerais. que coordena e congrega os auditores independentes. Cabe destacar que a neutralidade fiscal! proposta pelo Regime Tributário de Transição (RTT) para empresas optantes do regime do lucro real vigerá até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos tributários dos novos métodos e critérios contábeis.Bolsa de Valores de São Paulo. de 4 de dezembro de 2008. Um grande passo concreto dado nessa direção foi a criação do CPC (o Comitê de Pronunciamentos Contábeis). Mudando-se os critérios contábeis. Posteriormente.941. • CFC . 9. que foi criado por um resolução do Conselho Federal de Contabilidade e que é formado por seis entidades: • ABRASCA . da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais. para fins de tributação. que efetuou alguns ajustes na Lei nº 11. A publicação da Lei 11. apuração de resultados . a Medida Provisória 449. muitos dos critérios para avaliação de ativos e passivos . O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11. em referência ao "LALUR Livro de Apuração do Lucro Real". este regime oferece às empresas contribuintes maior segurança jurídica no momento da apuração das bases de cálculo do tributos federais. Assim. representa a academia. Orleans Martins 69 . Com as alterações introduzidas pela Lei nº 11.Livro de Apuração do Lucro Contábil". em um livro à parte. Atuariais e Financeiras. • FIPECAFI .1. O RTT. de 27 de maio de 2009. • IBRACON . que representa as companhias abertas.

ao menos para 2008 e 2009. 16 da Lei nº 11. CSL. recomenda-se avaliar as especificidades de cada empresa. 9. Subvenções para investimento As transações relacionadas a subvenções para investimento é disciplinada pelo artigo 18 da Lei nº 11.1. no LALUR. 21 da Lei nº 11. 941/09 estabelece que as pessoas jurídicas deverão primeiramente apurar o resultado do exercício de acordo com as disposições da Lei nº 6. conforme os novos métodos e critérios contábeis) para o lucro líquido para fins tributários (ou seja.941/09 será também aplicável para a apuração do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ). mas sim submetido ao teste de recuperação. alguns destes contratos deverão ser considerados como uma operação de compra e venda a prazo. que serão concedidas como estímulo à implantação ou/e expansão de empreendimentos econômicos. Destaca-se também que as companhias abertas e outras que fizerem a opção deverão aplicar as normas emitidas pela CVM. Portanto. CSLL e. normalmente com taxas que levam em conta a vida útil efetiva. com a finalidade de reverter o efeito da utilização de métodos e critérios contábeis diferentes daqueles vigentes em 31 de dezembro de 2007. recebem isenção ou redução de impostos.638/07. para fins de aplicação do RTT. inclusive o PIS e a COFINS somente ocorre se a PJ optar pelo RTT.941/09. cabe destacar que as empresas que não optaram pelo RTT não terão a neutralidade assegurada. • Empresas que operam com contratos de arrendamento mercantil (leasing): para fins contábeis. com as modificações introduzidas pela Lei nº 11. a dedutibilidade da amortização com base no critério vigente em 31/12/2007. as empresas optantes poderão continuar realizando as apurações do IRPJ e da CSLL com base nos métodos e critérios contábeis vigentes em 31/12/2007. referente ao ano calendário de 2008.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Às empresas optantes do RTT segundo o art. a empresa optante poderá efetuar as adições e exclusões inerentes às diferenças de critério contábil diretamente no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). o parágrafo único do art. considerando os critérios contábeis aplicáveis à legislação tributária. De acordo com as instruções do RTT. Empresas tributadas pelo lucro presumido e real A Lei nº 11. o bem estará sujeito à depreciação. Dentre as hipóteses em que a opção pelo RTT pode ser uma alternativa para a manutenção da carga tributária: • Empresas que possuem incentivos fiscais considerados como subvenção para investimento: como tais subvenções passam a ser contabilizadas no resultado do exercício. no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR).941/09 fica estabelecido que a sua adoção para fins de apuração do IRPJ implicará na adoção automática para os demais tributos federais: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Possam existir situações em que adesão ao RTT poderá ser menos complexa. A formalização da opção ocorreu no momento da entrega da DIPJ. que regulamentou o RTT. a opção pelo RTT parece assegurar. • Empresas que estão amortizando ágio justificado por rentabilidade futura (após incorporação): considerando que as novas práticas determinam que este ativo diferido não será mais amortizado.2. definido como uma escrituração das contas patrimoniais e de resultado. O detalhamento deste ajuste global será objeto do FCONT (Controle Fiscal Contábil de Transição). 17 da Lei nº 11. A Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil nº 949/09. resultando em apropriação de despesas relativas a estes contratos num período de tempo superior. para empresas optantes da sistemática do lucro presumido.1. considerando os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007). CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. exclusão e compensação) de valores prescritos ou/e autorizados pela legislação tributária. Lembrando que. No entanto. em partidas dobradas. Assim.941/09 deixa claro que as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelos demais órgãos reguladores que visem alinhar a legislação específica com os padrões internacionais contábeis também não poderão alterar a base de cálculo do IRPJ. as pessoas jurídicas que fizerem opção pelo REGIME TRIBUTÁRIO DE TRANSIÇÃO deverão realizar os ajustes específicos no lucro líquido do período. Para garantir a neutralidade. Orleans Martins 70 . O art. 9.404/76. as empresas devem fazer um ajuste global do lucro líquido societário (ou seja.COFINS. PIS e COFINS. Além disso.1. que estabelece que. poderão ser realizados outros ajustes no LALUR (adição. Portanto. para apuração da base de cálculo do imposto. a não tributação pelo IRPJ. a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social.2. estabelece que.

nos 5 (cinco) anos anteriores à data de doação ou subvenção. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmios na emissão de debêntures.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Destaca-se também que as doações realizadas pelo Poder Público deverão ser registradas em conta do resultado pelo regime de competência. Ágio na emissão de debêntures No caso de haver ágio na emissão de debêntures.1.2. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos. as empresas optantes do regime tributário transitório deverão reconhecer o prêmio recebido em conta do resultado pelo regime de competência. Descrição Ágio fundamentado por rentabilidade futura (após incorporação) Arrendamento mercantil Leasing Depreciação . para fins de apuração do lucro real e da base de cálculo do PIS e da COFINS posteriormente. enquanto mantidas em reservas e não disponibilizadas aos sócios. o valor do prêmio na emissão de debêntures será tributado caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular. os gestores terão condições de realizar urna avaliação mais precisa e decidir sobre a viabilidade da opção ou não ao RTT.1.1. ou • Integração à base de cálculo dos dividendos obrigatórios. somente revisão de estimativa da vida útil CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos. não aproveita fiscal mente. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmio na emissão de debêntures. com posterior capitalização do valor do prêmio. mediante redução do capital social. 9. posteriormente. Orleans Martins 71 . sendo necessária a avaliação do efeito do teste de recuperação Passará a registrar a depreciação dedutível do bem ativado e encargos financeiros do passivo registrado Mesmos efeitos da opção. Esta nova regra assegura a não tributação das subvenções para investimentos. mediante redução do capital social. Entretanto. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 Se a taxa for aumentada. A lógica subjacente refere-se ao fato de que não se devem onerar benefícios fiscais cedidos pelo próprio Poder Público. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. excluir o valor do prêmio de emissão nas debêntures do LALUR para fins de determinação da base de cálculo do IRPJ e da CSL e da base de cálculo do PIS e da COFINS. mediante redução do capital social. No entanto. se considerarmos que não ocorre mudança de critério contábil. conforme refere o art. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 (Benefício via LALUR) Dedutibilidade da contra prestação paga assegurada. será necessária a comprovação para atendimento inclusive do Fisco NÃO Opção Em princípio. 195-A da Lei nº 6. as companhias abertas e outras poderão. Na tabela a seguir. desde que esse valor seja mantido em urna reserva de lucro específica. destaca-se que as empresas deveriam identificar que ajustes podem e são aplicáveis às demonstrações contábeis. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular. Transações contábeis que provocam efeitos tributários em função da opção da RTT Dentre as orientações e recomendações em relação ao RTT. apresentam-se algumas transações que poderão provocar efeitos tributários em função da opção do RTT. 9. Entretanto. A partir desta avaliação sobre os reflexos fiscais que podem decorrer dos respectivos ajustes. esses valores poderão ser excluídos do LALUR. com posterior capitalização do valor da doação ou subvenção.alteração de vida útil econômica Opção pelo RTI Dedutibilidade da amortização assegurada. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. De acordo com as orientações constantes das normas expedidas pela CVM.404/76. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. é exigido que as subvenções para investimentos e as doações recebidas do Poder Público deverão ser mantidas em conta de reserva de lucros. mediante redução do capital social nos 5 (cinco) anos anteriores à data da emissão das debêntures corno prêmio. ou • Integração à base dos dividendos obrigatórios. Sendo que. os valores das subvenções para investimento e doações recebidas do Poder Público serão tributadas caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular.3.

vigente em 1/12/2007. • Ativo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro recuperável em período futuro relacionado a: a) Diferenças temporárias dedutíveis. o pronunciamento do CPC reproduz . CSLL. Ajustes a valor presente de contas a receber e a pagar Os ajustes aumentarão ou reduzirão o lucro tributável.2. que teve como finalidade a neutralidade fiscal. As diferenças temporárias podem ser tanto: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. • Prejuízo fiscal é o prejuízo para um período.exceto em relação a pequenas adaptações para tornar a tradução melhor compreensível . O pronunciamento também trata de reconhecimento de ativos fiscais diferidos decorrentes de prejuízos e créditos fiscais não usados.638/07 e das medidas instituídas pela Lei 11. PIS e COFINS Também deverá cumprir o critério fiscal previsto no artigo 327 do RIR (cinco anos) Tratamento de provisão temporariamente indedutível Diante das mudanças introduzidas pela Lei nº 11.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Efeitos de natureza credora ou devedora serão neutralizados no LALUR (adição/exclusão) Reserva para subvenção na Não tributação assegurada. Algumas definições importantes utilizadas pelo pronunciamento são: • Resultado contábil é o lucro ou prejuízo para um período antes da dedução dos tributos sobre o lucro. que prescreve o tratamento contábil para os tributos sobre o lucro. operacionais recuperação. e das transações e eventos no período atual reconhecidas nas demonstrações contábeis. A questão principal do CPC 32 são as consequências fiscais atuais e futuras da futura recuperação do valor contábil de ativos (por venda ou uso). que pode ser uma alternativa viável. b) Compensação futura de prejuízos fiscais não utilizados. que pareciam perfeitamente estabelecidos. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 emissão de ações Dedutibilidade ocorrerá pelo critério Ativo diferido .2. c) Compensação futura de créditos fiscais não utilizados. que é a norma internacional. qual seja. Pois têm-se observado diversas discussões que destacam que estas medidas instituídas restringem alguns dos direitos das empresas. conforme o caso Será tributado para fins de IRPJ. Cita-se como exemplo vedação da compensação dos valores de IRPJ e CSLL devidos por estimativa. da futura liquidação de passivos. e. que veda a compensação das estimativas de IRPJ e CSL1.1. • Despesa tributária (receita tributária) é o valor total incluído na determinação do lucro ou prejuízo para o período relacionado com o tributo sobre o lucro corrente ou diferido. • Diferença temporária é a diferença entre o valor contábil de ativo ou passivo no balanço e sua base fiscal. Orleans Martins 72 .despesas pré. da apresentação dos tributos sobre o lucro nas demonstrações contábeis e da divulgação das informações relacionadas aos tributos sobre o lucro. 9. não inferior a cinco anos (art. Como tem ocorrido em relação a outros assuntos contábeis. 327 do RIR) (adição temporária) Teste de recuperação Tratamento de provisão (lmpairment) temporariamente indedutível Fonte: Terco Grant Throrntton (2009).Income Taxes O Comitê de Pronunciamentos Contábeis aprovou. em 17 de julho de 2009. pois reduziria os efeitos impostos pela MP 448. não obteve-se o consenso esperado. que já estão sendo questionadas judicialmente pelos contribuintes. determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias. 9. determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias. 941/09. O Pronunciamento CPC 32 Tributos sobre o lucro .o IAS 12 . • Passivo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro devido em período futuro relacionado às diferenças temporárias tributáveis. Em relação às opções de tributação do IPRJ e CSLL. sobre o qual os tributos sobre o lucro são devidos.Income Taxes. sobre o qual os tributos sobre o lucro são recuperáveis. • Lucro tributável é o lucro para um período.IAS 12 . • Tributo corrente é o valor do tributo devido (ou recuperável) sobre o lucro tributável (ou prejuízo fiscal) do período. o pronunciamento CPC 32. cabe destaque para a apuração com base no lucro real trimestral.

a qual é a diferença temporária que resulta em valores que são dedutíveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de futuros períodos quando o valor contábil do ativo ou passivo é recuperado ou liquidado.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Diferença temporária tributável. Orleans Martins 73 . • • As figuras a seguir ilustram de forma gráfica o tratamento prescrito para registro de ativos e passivos fiscais diferidos. conforme o CPC 32/IAS 12: Em relação aos ativos: O pronunciamento torna obrigatório o reconhecimento de passivo fiscal diferido para todas as diferenças temporárias tributáveis. A figura a seguir ilustra o modelo de decisão para o reconhecimento de ativos e passivos fiscais diferidos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. exceto quando o passivo fiscal diferido advenha de: • Reconhecimento inicial de ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill). a qual é a diferença temporária que resulta em valores tributáveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de períodos futuros quando o valor contábil de ativo ou passivo é recuperado ou liquidado. Já para o reconhecimento de ativos fiscais diferidos. não afeta nem o lucro contábil nem o lucro tributável (prejuízo fiscal). o CPC destaca que tais ativos só deverão ser reconhecidos na medida em que seja provável a existência de lucro tributável contra o qual a diferença temporária dedutível possa ser utilizada. além das mesmas exceções relacionadas para os passivos fiscais diferidos. Diferença temporária dedutível. ou • Reconhecimento inicial de ativo ou passivo em uma transação que: não é uma combinação de negócios. ou. Base fiscal de ativo ou passivo é o valor atribuído àquele ativo ou passivo para fins fiscais. e no momento da transação.

[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Orleans Martins 74 .

ALENCAR. ed. Carlos Alberto. Contabilidade Tributária. decretos e normas). São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. CHIEREGATO. PEREIRA. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: CHAVES. 13.com CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 2010. VICECONTI. GALLO. Luís Martins de. Sidney Ferro. e ampl. 9. 3. Láudio Camargo. Silvério das. atual. ed. São Paulo: Atlas. V. PEREZ JÚNIOR. 2009. Manual de Contabilidade Tributária: textos e testes com as respostas. Marilete Bezerra. Roberta Carvalho de.br Web site: informacaocontabil. São Paulo: IOB – Thonsom. São Paulo: Fase Editora. PEREIRA. 2010. Francisco Coutinho. Imposto de Renda Pessoa Jurídica para Contadores. Curso Prático de Imposto de Renda: pessoa jurídica e tributos conexos. Renato. SANTOS. GOMES. Barros. São Paulo: Atlas. Legislações específicas (leis. São Paulo: Saraiva. Gustavo Pedro de. Contabilidade Tributária na Prática. 2007. REIS. Carlos Alberto. OLIVEIRA. ed. rev. Cleônimo dos Santos. Érica Gadêlha. 2010.com. Orleans Martins 75 . Contabilidade Tributária: entendendo a lógica dos tributos e seus reflexos sobre os resultados das empresas. REZENDE. Mauro Fernando. MUNIZ. 2007. 11. 2010. São Paulo: Atlas. NEVES. ed. José Hernandez. ORLEANS SILVA MARTINS Doutorando e Mestre em Ciências Contábeis pela UnB Email: orleansmartins@yahoo. OLIVEIRA. 2009.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] BIBLIOGRAFIA BÁSICA: FABRETTI. Contabilidade Tributária. Luciano Gomes dos.blogspot. Manual de Contabilização de Tributos e Contribuições Sociais. Amaury José. Paulo E.

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