2011

APOSTILA DE CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

APOSTILA PARA ACOMPANHAMENTO DO MÓDULO PROF. ORLEANS MARTINS

[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL]

PROGRAMA
1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional; Legislação Tributária; Tributos – federais, estaduais e municipais; Princípios Constitucionais Tributários; Elementos Fundamentais do Tributo; Obrigação Tributária; Imunidades e Isenção Tributária; Regulamento do Imposto de Renda; Responsabilidade do Contador; Contabilidade Tributária; Planejamento Tributário. 2. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA PIS/PASEP e COFINS; ICMS; IPI; ISS. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO IRPJ; CSLL; Regimes de Tributação do IRPJ e CSLL. 4. SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Simples Nacional. 5. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) Contabilização do ICMS em empresas em regime normal de apuração. 6. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) Breve descrição do tributo; Descrição dos eventos relacionados ao tributo; Contabilização dos eventos. 7. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS Aquisição de matéria prima; Aquisição de embalagens; Consumo de matéria prima e material de embalagem na produção; Folha de pagamento. 8. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO CSLL; IRPJ. 9. O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11.638/07; O pronunciamento CPC 32.

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1. 1.1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional

Direito e Contabilidade são ciências que caminham juntas e complementam-se, desde longa data, acompanhando a natural evolução das diversas sociedades. Direito é a ciência das normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens em sociedade, existindo para isso as diversas jurisprudências. É o conjunto das normas jurídicas vigentes num país. Entre essas, destacam-se as normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, constituindo o Sistema Tributário Nacional, que disciplina a arrecadação e distribuição de rendas. A Contabilidade, por sua vez, é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, controle e registro dos atos e fatos de uma administração econômica, servindo como ferramenta para o gerenciamento da evolução do patrimônio de uma entidade e, principalmente, para a prestação de contas entre os sócios e demais usuários, entre os quais se destacam as autoridades responsáveis pela arrecadação dos tributos de uma nação ou região. No exercício de suas funções, claro está que o contador deve obedecer, além das normas e dos princípios fundamentais de contabilidade, também à legislação tributária concernente à correta apuração, registro, divulgação e arrecadação dos diversos tributos que incidem nas diversas fases de atividade das empresas e, principalmente, sobre a obtenção de renda e lucro em determinado período. Justifica-se, portanto, a imperiosa necessidade de os contadores conhecerem determinados aspectos da legislação tributária, devido à grande influência nas rotinas das organizações. 1.2. Legislação Tributária

É oportuno, de início, transcrever o conceito dado pelo Código Tributário Nacional à legislação tributária, conforme o art. 96 da Lei nº 5.172/66, de 25 de outubro de 1966: “Art. 96. A expressão 'legislação tributária' compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes." A Constituição Federal de 1988 trouxe profundas alterações no Sistema Tributário Nacional, não só em relação à quantidade e ao campo de incidência dos tributos, mas também quanto à própria distribuição dos valores arrecadados entre União, Estados e Municípios, o que atualmente vem comprometendo uma razoável reforma tributária principalmente em razão de não haver consenso entre os governantes de como devem ser repartidos os valores arrecadados. 1.2.1. Leis, tratados, convenções internacionais e decretos De acordo com o art. 97 do Código Tributário Nacional: "Somente a lei pode estabelecer: I. II. III. IV. V. VI. A instituição de tributos, ou a sua extinção; A majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3 Q do art. 52, e do seu sujeito passivo; A fixação da alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nelas definidas; As hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. § 1 º Equipara-se à majoração do tributo a modificação de sua base de cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso.

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• Compulsória: obrigação independente da vontade do contribuinte. • Contribuições de melhoria: que são cobradas quando do benefício trazido aos contribuintes por obras públicas. Os convênios que entre si celebrem a União. tanto no que se refere ao montante arrecadado. o pagamento de tributo não decorre de infração de determinada norma ou descumprimento da lei. Para melhor entendimento sobre a definição de tributo. que não constitua sanção por ato ilícito. os Estados. Orleans Martins 4 . As práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas. a lei já estabelece todos os passos a serem seguidos. A denominação e demais características formais adotadas pela lei. 99. de CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Ufir). o Sistema Tributário Nacional está estruturado de forma a permitir ao Estado a cobrança de: • Impostos: que decorrem de situação geradora independente de qualquer contraprestação do Estado em favor do contribuinte. e serão observados pela que lhes sobrevenha. • Instituída em lei: só existe a obrigação de pagar o tributo se uma norma jurídica com força de lei estabelecer essa obrigação. sendo irrelevantes para qualificá-Ia: I. II. Tributos . de serviços públicos específicos e divisíveis. a que a lei atribua eficácia normativa. III. • Cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada: a autoridade não possui liberdade para escolher a melhor oportunidade de cobrar o tributo. • Que não constitua sanção de ato ilícito: as penalidades pecuniárias ou multas não se incluem no conceito de tributo. O conteúdo e o alcance dos decretos restringem-se aos das leis em função das quais sejam expedidos. determinados com observância das regras de interpretação estabelecidas nesta Lei. ESPÉCIES DE TRIBUTOS No que se refere às espécies de tributos.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 2 º Não constitui majoração de tributo. inexistindo o pagamento in natura ou in labore. Seção III Normas complementares Art. IV. A destinação legal do produto da sua arrecadação. As decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa. A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação. II. instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: I. o que é pago em bens ou em trabalho ou prestação de serviço. é possível decompor sua definição nas seguintes características: • Prestação pecuniária: significa que o tributo deve ser pago em unidades de moeda corrente. Já os impostos representam. em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. OTN. Os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas. Art. Art. ou seja. 98. BTN. Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna. a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. para os fins do disposto no inciso II deste artigo. • Taxas: que estão vinculadas à utilização efetiva ou potencial por parte do contribuinte.3.Conceitos e Espécies O Código Tributário Nacional conceitua tributo como toda prestação pecuniária compulsória. São normas complementares das leis. como ao impacto causado no contribuinte. • Em moeda ou cujo valor se possa exprimir: os tributos são expressos em moeda corrente nacional (reais) ou por meio de indexadores (ORTN. 100. o Distrito Federal e os Municípios. assim. As taxas e contribuições de melhoria têm pouco significado." 1.

de produtos nacionais ou nacionalizados. as quais só têm validade se editadas em rigorosa consonância com eles. • Rendas e proventos de qualquer natureza. de bens imóveis e de direitos reais sobre imóveis. Contribuição ao PIS/Pasep. Tais princípios. a competência de estabelecer os tributos: Compete à União instituir impostos sobre: • Importação de produtos estrangeiros. As contribuições sociais instituídas têm corno base os lucros das sociedades. e simplificando o processo de arrecadação. assumem as características destes para fazer face aos investimentos do governo nesse setor.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] fato. como para direcionar o comportamento da economia. por ato oneroso. • Transmissão intervivos. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. mais racionais. Princípios Constitucionais Tributários Os princípios constitucionais tributários prevalecem sobre todas as demais normas jurídicas. segundo a Constituição Federal. entre os diversos níveis de governo. de outro. • Exportação. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: • Transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens e direitos. o consumo e a propriedade. 1.5. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. Assim.4. com isso. são subdivididas em contribuições ao INSS. câmbio e seguro. surgiram para financiamento das atividades sociais as contribuições sociais. Tributos Federais. Essa situação tem causado forte campanha em favor da mudança do Sistema Tributário Nacional. são vistos a seguir. corno é o caso do imposto único. o instrumento do qual o Estado dispõe tanto para angariar recursos para gerir a Administração Pública e permitir investimentos em obras públicas. • Operações de crédito. consequentemente. buscam aproximar o Brasil das nações do Primeiro Mundo. para o exterior. Outras. a tributação sobre a renda. a folha de pagamento dos empregados e o faturamento das empresas.34% do Produto Interno Bruto (PIB). • Propriedades de veículos automotores. Contribuição Sindical. chegando ao patamar no ano 2000 de 32. é vedado à União. • Propriedade territorial rural. reduzindo a quantidade de tributos. • Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. ou relativas a títulos ou valores imobiliários. o que tem provocado constantes recordes de arrecadação. Atualmente. os custos necessários a sua apuração e recolhimento. Orleans Martins 5 . • Grandes fortunas. que passa por urna revisão de texto constitucional. Essa amplitude e o detalhamento dado pelo texto constitucional promoveram um crescimento desordenado dos tributos cobrados nos últimos anos. Estaduais e Municipais A Constituição em vigor assim distribui. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e Contribuição para o Fundo de Investimento Social (COFINS). de um lado aumenta a indústria da arrecadação e fiscalização e. ou seja. • Serviços de qualquer natureza. mas mantendo na essência o que hoje se realiza. que. vemos hoje urna situação em que o governo e os empresários estão onerados pelo excesso de tributos em vigor. • Produtos industrializados. sem contar as possibilidades de ocorrência de sonegação. embora tenham sido tratadas no capítulo dos tributos. ressalvadas as exceções legais. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: • Propriedades predial e territorial urbana. Algumas sugestões primam pela radicalidade. aos Estados. 1. ao Distrito Federal e aos Municípios: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Com a edição da Constituição Federal de 1988.

é importante destacar que nasce uma obrigação quando. determinada pessoa (credor) pode exigir de outra (devedor) uma prestação (objeto). que. § 6Q. Obrigação tributária Inicialmente. por meio de uma relação jurídica. Cobrar tributos: a) Em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (Princípio da irretroatividade tributária). inciso I. § 1 º. 151. estabelece o princípio da capacidade econômica do contribuinte. Assim. é objetiva quando leva em conta manifestações objetivas de riqueza do contribuinte (bens imóveis. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. visando à procedência e ao destino dos bens.). Princípio da não discriminação tributária O art. 145. 1. exercitarão as competências tributárias. conforme se depreende do art. e no art.1. 152.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] I. a satisfação de um pagamento pela utilização ou disposição de um serviço público etc. 1. em razão de prévia determinação legal ou de manifestação de vontade (como. b) No mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou (Princípio da anterioridade). aos Municípios e ao Distrito Federal. que. e são justificadas as prerrogativas da administração tributária.2. inciso III. títulos etc. c) O fato gerador. títulos ou direitos (Princípio da isonomia tributária). por exemplo. seria a possibilidade econômica de pagar tributos.6. por meio de sua Casa Legislativa. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. a tributação da União deverá ser uniforme em todo o território nacional. da Constituição Federal o exercício da competência tributária é dado à União. 150. 151. proíbe a manipulação de alíquotas. b) O objeto. § 1 º. 145.6. Princípio da competência Previsto no art. não podendo criar distinções em relação aos Estados. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou junção por eles exercida. Princípio da tipologia tributária As taxas e os impostos não podem ter a mesma base de cálculo. aparece o princípio da autoridade tributária. Orleans Martins 6 .signos presuntivos de capacidade tributária ou riqueza). Elementos fundamentais da obrigação tributária Dessa forma. o recebimento do preço de um bem em um contrato. o pagamento de prêmio em um concurso. § 2º. 145. . encontram-se os três elementos básicos da obrigação tributária: a) A lei. Princípio da autoridade tributária No art. por mera definição. "Exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça (Princípio da legalidade). bases de cálculo ou qualquer outra fórmula tributária em benefício ou prejuízo da economia da União. II. as espécies tributárias são definidas pela distinção de dois fatores: hipótese de incidência e base de cálculo. ao Estado ou ao Município. dos Estados ou dos Municípios. Princípio da capacidade contributiva O art. não sendo permitida qualquer delegação ou prorrogação desta competência para outro ente que não seja aquele expressamente previsto na Constituição Princípio da uniformidade geográfica Nos termos do art. portanto. Elementos Fundamentais do Tributo 1. É considerada subjetiva quando se refere à condição pessoal do contribuinte (capacidade econômica real)." III. é possível afirmar que obrigação tributária é a relação de Direito Público na qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do contribuinte (sujeito passivo) uma prestação (objeto) nos termos e nas condições descritos na lei (fato gerador). Instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente.6.

a partir de um texto fundamental (Constituição). De forma mais simples. Para a exigência. que define e formaliza o crédito tributário. a apresentação de declarações de rendimentos. O objeto O objeto representa as obrigações que o sujeito passivo (contribuinte) deve cumprir.6. Basicamente. como. as prestações consistem em: pagamento do valor em dinheiro referente ao tributo devido ou à multa imposta por não atendimento à determinação legal (obrigação principal) ou cumprimento de formalidades complementares. com base na ocorrência do fato gerador. conforme definido no Regulamento do Imposto de Renda. Um ponto que gerou muitas controvérsias foi a possibilidade de o governo criar e majorar tributos por meio da edição de Medidas Provisórias (MP). enquanto não apreciadas pelo Congresso Nacional. impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. têm força de Lei. as regras ordinárias de convivência (leis em sentido restrito). por exemplo. 142).5. é a obtenção de renda e proventos de qualquer natureza. Uma vez constituído o crédito tributário. formas diferentes de expressão. deve ser definida em lei complementar. e não houve maioria absoluta. Orleans Martins 7 . segundo as determinações legais. vedada a reedição após esse prazo.6. da anterioridade e da irretroatividade. destinadas a comprovar a existência e os limites da operação tributada e a exata observância da legislação aplicável (obrigação acessória). Assim como a base de cálculo. Exemplo O fato gerador da obrigação fiscal com o Imposto de Renda. da obrigação principal. por pessoas físicas ou jurídicas. conceitua-se como "o fato" que gera a obrigação de pagar o tributo. O sujeito passivo. Alíquota É o percentual definido em lei que. a depender de sua relação com o fato gerador da obrigação.1. assume.4. a alteração da alíquota também está sujeita aos princípios constitucionais da legalidade. estando sua alteração sujeita aos princípios constitucionais da legalidade (mudança somente por outra lei). pois cria os tributos e determina as condições de sua cobrança (princípio da legalidade dos tributos).7. na fixação dos elementos imprescindíveis à cobrança do tributo (e/ou penalidade) incidente (CTN. este deve ser satisfeito pelo devedor por meio do pagamento ou da compensação. que consiste. aplicado sobre a base de cálculo. pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal. 1. Importante registrar que qualquer inobservância de obrigação acessória é possível de ser convertida em obrigação principal em razão da aplicação de multas previstas na legislação específica. a escrituração de livros fiscais. as quais. pode ser classificado como contribuinte ou responsável. determina o montante do tributo a ser recolhido. em um sistema jurídico. O fato gerador Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente para sua ocorrência. Contudo. da anterioridade (a lei deve estar vigente antes de iniciada a ocorrência do fato gerador) e da irretroatividade (a norma não pode atingir fatos passados). conforme a Constituição Federal. mister se faz o respectivo lançamento. perdendo eficácia após 45 dias de sua edição. o preenchimento de formulários etc. Essa prática já foi atestada. O fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que. Base de cálculo É o valor sobre o qual se aplica o percentual (ou alíquota) com a finalidade de apurar o montante a ser recolhido. Obrigação Tributária 1. Sujeito passivo Denomina-se sujeito passivo o devedor da obrigação tributária. A base de cálculo. em concreto.7. 1. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. na forma da legislação aplicável. em pelo menos duas ocasiões. 1. art.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A lei A lei é o principal elemento da obrigação.

Em relação a infrações fiscais. No caso do imposto de renda sobre salários. tendo em vista que o tributo acaba incidindo sobre um valor estimado. Substituição tributária Uma outra modalidade de contribuinte responsável é a figura do substituto tributário. num elo seguinte da cadeia produtiva. tintas e vernizes. pelos tributos devidos pelos filhos menores. produtos farmacêuticos. a responsabilidade é de ordem pessoal e intransferível. A responsabilidade atribuída a terceiros pelo CTN só se aplica aos tributos e penalidades de caráter moratório. se devido. o transportador. No caso em que haja infração de natureza criminal. pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário. • O inventariante. pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles ou. O empregado que recebe salário é o contribuinte do imposto de renda. providenciando seu recolhimento aos cofres públicos. no caso de atraso por tributos declarados ou erros não intencionais. • Os administradores de bens de terceiros. Responsável é aquele a quem. com o objetivo de simplificar a fiscalização. 1. que é o contribuinte responsável pelo pagamento do tributo cujo fato gerador deverá ocorrer posteriormente. normalmente naquele em que a fiscalização pode ser mais eficaz.3.2. a lei estabelece a obrigação de pagar o tributo. Crimes tributários São considerados crimes contra a ordem tributária (arts. Que o contribuinte não possa cumprir sua obrigação. São exemplos de produtos em que ocorre a substituição tributária: automóveis e autopeças.7. 1. pelos tributos devidos por estes. pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados. • Os tabeliães. seja pelo montante elevado de tributos. Que o terceiro tenha participado do ato caracterizado como fato gerador do tributo. da indústria de medicamentos. que pode ser superior ao valor final da venda. Apesar de a substituição tributária ser um mecanismo aparentemente interessante para o governo. que consiste na incidência do tributo em apenas um dos elos da cadeia produtiva. 128 a 135 do CTN) aquelas ações que envolvem dolo. • Os tutores e curadores. Respondem solidariamente: • Os pais. que podem ser de vários tipos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. toma-se responsável. tem surgido questionamentos por parte de algumas empresas sujeitas a esse tipo de tributação. e • Os sócios. ou tenha indevidamente se omitido. como é o caso. em função de seu ofício. Orleans Martins 8 . má-fé e intenção. não sendo o contribuinte.7. seja pelo número reduzido de contribuintes. e II. surgiu a figura da tributação monofásica. Embora o contribuinte seja o comerciante. e pressupõe duas condições: I. no entanto. o transportador de mercadorias desacompanhadas dos documentos fiscais legalmente exigíveis toma-se responsável pelo pagamento deste imposto. no caso de liquidação de sociedade de pessoas. No caso do ICMS.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Contribuinte é aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitua o fato gerador. antecipar a arrecadação de tributos e/ou evitar a sonegação fiscal. O contribuinte do ICMS é o comerciante ou o industrial que promove a saída de mercadoria de seu estabelecimento. perante eles. • O síndico e o comissário. pelos tributos devidos pelo espólio. a legislação encarrega o empregador (responsável) de reter do empregado (contribuinte) o valor do imposto. escrivães e demais serventuários de ofício. os arts. Tributação monofásica Para o governo se ver livre desses questionamentos. levando o contribuinte a recolher mais do que seria pago no sistema normal. 128 a 135 do CTN preveem a possibilidade de transferência a terceiros dos débitos fiscais. cigarros e bebidas. por não portar o documento fiscal. e combustíveis. por exemplo. Solidariedade em relação à obrigação tributária A responsabilidade pelos tributos pode ser atribuída de forma solidária a terceiros. no caso da impossibilidade de cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte.

5. e só depois tem seus cálculos verificados. e que a suspensão é sempre temporária. No caso em que o contribuinte antecipa o tributo sem prévio exame da autoridade. o Estado possui o direito de exigir o objeto da obrigação tributária. Suspensão. no todo ou em parte. mesmo suspensa a obrigação principal. Crédito tributário Como vimos. 1. 1. É o caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). recurso administrativo.4. o contribuinte ou um terceiro presta informações à autoridade fiscal para que possa ser estabelecido o valor do tributo. parcelamento) ou por iniciativa do sujeito passivo de discutir a validade. independentemente de qualquer colaboração do sujeito passivo. ele pode ser suspenso. diz-se que o lançamento se dá por homologação. extinção e exclusão do crédito tributário Suspensão Uma vez lançado o crédito tributário. por declaração ou por homologação. Na modalidade de lançamento por declaração. é feito por iniciativa da autoridade administrativa. desde que não lançados ainda de outra forma. Orleans Martins 9 . Com a concretização do fato gerador da obrigação tributária. Mesmo os tributos não lançados normalmente por esta modalidade podem ser lançados de ofício. não há dispensa das obrigações acessórias. O lançamento pode se dar de várias formas: de ofício. o Estado constitui um crédito tributário.7. da cobrança do crédito tributário (depósito judicial. O Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis (ITBI) é um exemplo de tributo lançado por declaração.6. A suspensão corresponde ao impedimento temporário de exigir o crédito tributário. para materializar o seu direito.7. Vale destacar que. Lançamento A materialização do crédito é denominada lançamento. processo judicial). CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. É o caso do Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU). O lançamento direto ou de ofício. durante o prazo da moratória ou do julgamento do recurso administrativo ou processo judicial.7. por iniciativa do próprio poder público (moratória.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1. extinto ou excluído.

concessão pelo sujeito ativo de um prazo maior para pagamento integral do crédito tributário.o mandado de segurança é a ação judicial cabível na hipótese de a autoridade pública agir com ilegalidade ou abuso de direito. • Transação . sem cobrança de multa. • Dação em pagamento em bens imóveis. na forma e condições estabelecidas em lei. • Consignação em pagamento .ocorrem por meio de consulta (quando ainda não houve notificação por parte da autoridade administrativa) ou de recurso (quando já houve notificação). A obrigação é quitada pelo contribuinte de várias formas. por lei. Pode ocorrer por: • Pagamento em dinheiro do exato valor devido. a extinção se dá após a constatação de que o imposto pago corresponde ao montante homologado. • Lançamento por homologação. perdão total ou parcial do crédito vencido.no lançamento por homologação. em outras espécies de ação judicial . • Depósito judicial . a obrigação tributária também deixa de existir. A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial. • Parcelamento . com decisão pró-contribuinte.acordo de concessão mútua entre os sujeitos ativo e passivo. de imposto pago antecipadamente . com decisão pró-contribuinte. • Conversão de depósito em renda .efetuado pelo contribuinte que pretende discutir judicialmente a cobrança do crédito tributário.término de processo no âmbito do Poder Judiciário. pelo sujeito ativo. 151 do CTN: • Moratória .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] As modalidades de suspensão são previstas no art. podendo ser condicional e exigir garantias. Depois de extinto o crédito tributário.quando ocorreu o lançamento. • Concessão de medida liminar em mandado de segurança . • Compensação com outros tributos de mesma espécie .retirada. Neste caso. desrespeitando direito líquido e certo do contribuinte. mas com concessão de prazo adicional. • É concedido.quando o contribuinte aproveita créditos anteriores junto ao fisco para fazer um "encontro de contas".depósito judicial efetuado pelo sujeito passivo diante de recusa de recebimento. em que se faz a cobrança de tributos já vencidos sem dispensa dos encargos. de depósito judicial constituído em seu favor. A extinção ocorre basicamente em quatro situações: • A obrigação é quitada pelo contribuinte. juros de mora e correção monetária. Extinção A extinção corresponde ao término do direito do sujeito ativo de cobrar a obrigação tributária. • Decisão judicial transitada em julgado . • Reclamações e recursos administrativos .semelhantemente ao que ocorre com mandados de segurança. em outros tipos de ação judicial também pode ocorrer por determinação judicial a suspensão do crédito tributário até o julgamento final da ação. Orleans Martins 10 . • Concessão de medida liminar ou de tutela antecipada. São situações em que ocorre extinção em razão de a cobrança do tributo ser considerada indevida: • Decisão administrativa irreformável . mas que terá de ocorrer mediante previsão em lei. • A cobrança é considerada indevida. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. A medida liminar suspende a cobrança do crédito tributário enquanto se discute o direito que está sendo questionado judicialmente.repactuação da dívida fiscal. quando ocorre: • Prescrição . • A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial.término de processo no âmbito interno da administração pública. o pagamento precede o lançamento. mas o sujeito ativo perdeu o direito de ação de cobrar o crédito tributário já constituído em função de não ter tomado nenhuma iniciativa dentro do prazo legal.

desde que não haja ato ilícito. no caso da isenção. ou para que se livre de qualquer obrigação. a entidade tributante (União. Imunidade e Isenção Tributária 1. com o propósito de estimular o seu desenvolvimento por meio da atração de investimentos privados.1. 1. sendo caso. Ocorre por isenção ou anistia. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.corresponde ao perdão total ou parcial do crédito principal vencido. Exclusão A exclusão do crédito tributário corresponde à renúncia do direito do sujeito ativo de exigir o crédito tributário. A anistia refere-se somente à dispensa das penalidades pecuniárias pelo não recolhimento do tributo. muitas vezes.quando não ocorreu o lançamento dentro do prazo legalmente estabelecido.8. Quando a extinção do crédito tributário é concedida por lei: • Remissão . que somente pode ser concedido por lei.8. para que se possa livrar.2. em função de condições a ela peculiares e. A isenção é concedida por lei. Enquanto que a imunidade determina uma proibição para a instituição de impostos. limitandose a um tributo determinado ou região específica ou ainda ao atendimento de determinadas condições. uns dos outros . instituições de educação e de assistência sem fins lucrativos. o prazo de sua duração. esquivar ou desobrigar de algum encargo que a todos pesa. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. que continua sendo devido. 1. mas opta por conceder o benefício de não tributar um determinado contribuinte ou uma determinada situação. jornais. a renda ou os serviços.8. não permitindo que a autoridade administrativa efetue o lançamento. sindicatos dos trabalhadores. Estados ou Municípios) tem o poder de tributar. a renda e os serviços das entidades representativas de partidos políticos.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Decadência . Orleans Martins 11 . configurando-se como uma concessão de benefício em favor do sujeito passivo. a concessão atribuída a alguma coisa ou alguma pessoa. periódicos e papel destinado à impressão destes. Imunidade As imunidades podem ser classificadas como privilégios dados a alguém para que se livre ou se isente de certas imposições legais em virtude de que não é obrigado a fazer ou cumprir certo encargo de obrigação de caráter legal: • Imunidade diplomática. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. Estabelece o CTN que a isenção estará sempre atrelada a uma lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão. a renda e os serviços das entidades mantenedoras de templos de qualquer culto. os tributos a que se aplica e. a imunidade. ou seja. podendo ser de caráter geral ou específico. que não se confundem com imunidade. • Imunidade judicial. A imunidade tributária é estabelecida pela Constituição e abrange os seguintes aspectos: • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio.não alcança as atividades econômicas reguladas pelo direito privado. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre livros. Isenção Entende-se na linguagem jurídica como isenção a dispensa. A isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante. • Imunidade tributária. • Imunidade parlamentar.

.. IV....... d) Prestar. Regulamento do Imposto de Renda Devido à importância para o profissional da Contabilidade....... II . 3. artes e ciências. e Entidade sindical de trabalhadores.... o ginásio de desportos. o centro de pesquisa....... 84.. bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução............ à adolescência e à velhice. e essa atribuição é-lhe dada pela Constituição em seu art.. c) Manter escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. Principais casos de imunidade e isenção tributária do Imposto de Renda 1. Para todos os efeitos. Orleans Martins 12 . na manutenção de seus objetivos institucionais.. Instituição de educação sem finalidades lucrativas... Instituição de assistência social....Templo de qualquer culto Edificação pública dirigida ao culto religioso.... 1.. à infância... inclusive a casa ou residência especial do pastor ou pároco. 84.9.. Os serviços são: (a) proteção à família... com fins políticos e sociais.... III ... I ........ IV ........ sinagoga ou edifício principal onde se celebra a cerimônia pública..Entidade sindical de trabalhadores Sociedade que dirige as atividades duma classe social.. o que facilita a consulta sobre determinado item. segregando os contribuintes pessoas físicas das jurídicas.Partido político Organização cujos membros programam e realizam ações comuns. cuja redação é a seguinte: "Art... pertencente à comunidade religiosa. a imunidade abrange os resultados relacionados com as atividades essenciais das entidades. corno o laboratório.. não apenas o de caráter estritamente didático.. o ateliê de pintura ou escultura.. as academias de letras.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1..... Compete privativamente ao Presidente da República: ... à maternidade............ É aprovado pelo Presidente da República.. 2. Nesse sentido. o museu. O Regulamento é organizado por assuntos... mas todos os que se dedicam à educação e à cultura em geral.. as formalidades determinadas em lei e recolher os tributos retidos sobre os rendimentos pagos por elas.. (b) amparo às crianças e aos adolescentes carentes.. V ..... O Regulamento do Imposto de Renda é a consolidação das Leis e Dispositivos que regulamentam e normatizam o Imposto de Renda tanto das Pessoas Físicas como Jurídicas. 4.3....... à habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e à promoção de sua integração à vida comunitária etc. promulgar e jazer publicar as leis.. toma-se fácil saber qual o dispositivo que se aplica a cada caso particular. Templo de qualquer culto..... o convento e os anexos.. Partido político. transcrevem-se a seguir alguns comentários preliminares sobre o Imposto de Renda das pessoas jurídicas. sem intuitos lucrativos. É a igreja.. desde que não empregada para fins econômicos.......Instituição de assistência social É a entidade sem fins lucrativos que presta serviços de natureza aos membros da comunidade social...8..... Sancionar...... inciso IV... 5........Instituição de educação sem finalidades lucrativas É o estabelecimento de ensino... São necessárias as seguintes condições para o gozo da imunidade: a) Não distribuir a qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas o título de lucro ou participação no resultado.. b) Aplicar integralmente os recursos no Brasil." CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.. às repartições lançadoras do imposto...

Nesse ambiente. caso as demonstrações e os relatórios contábeis sejam elaborados com informações errôneas. Orleans Martins 13 . para cálculo e formação das provisões contábeis destinadas ao pagamento dos tributos incidentes sobre o lucro da entidade. Da mesma forma. pode ser responsabilizado por possíveis prejuízos que causar no exercício profissional.1. • Autoridades fiscais. Portanto. de forma a não expor a entidade às possíveis sanções fiscais e legais. além de perder prestígio profissional em razão de quaisquer falhas mais relevantes na interpretação ou na aplicação no dia-a-dia das normas tributárias. Os documentos e as demonstrações contábeis são frequentemente utilizados pelo mercado para obtenção de informações da empresa. • Ramo da contabilidade responsável pelo gerenciamento dos tributos incidentes nas diversas atividades de uma empresa. com base na legislação pertinente. tendenciosas ou preparadas de má-fé. Contabilidade Tributária 1. decisões de investimentos. • Investidores do mercado de capitais. ou ainda com valores divergentes dos contidos nos livros contábeis da empresa. • Acionistas não controladores. cresce sensivelmente a responsabilidade de todos os gestores da empresa. 1. citam-se: • Instituições financeiras consultadas para a concessão de empréstimos e financiamentos. as empresas e os profissionais responsáveis que assim procederem. seja qual for o setor de atividade. Estima-se a existência de aproximadamente 60 tributos vigentes. o contador precisa conhecer com grande profundidade a legislação tributária. mais de 32% do Produto Interno Bruto (PIE).[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1.2. eles podem causar prejuízos a terceiros.de determinado exercício fiscal. em particular a dos profissionais da controladoria e contabilidade. adaptando ao dia-a-dia empresarial as obrigações tributárias. mas algo estratégico dentro das organizações de médio e grande porte. Regulamentos e Normas constantemente alteradas.11. Conceito Pode-se entender Contabilidade Tributária como: • Especialização da contabilidade que tem como principais objetivos o estudo da teoria e a aplicação prática dos princípios e normas básicas da legislação tributária. • Sindicatos e funcionários que participam dos resultados. Isso porque. 1. há mais de duas décadas. Nesses casos. Os empresários e executivos já estão cientes. tendo em vista que induzem a determinados atos. tanto sobre a pessoa jurídica como sobre a pessoa física. Funções e atividades da contabilidade tributária As principais funções e atividades da Contabilidade Tributária podem ser classificadas como: • Apuração com exatidão do resultado tributável . para todos os efeitos legais e judiciais. devido a suas responsabilidades quanto à eficácia e eficiência nesse gerenciamento. por culpa ou dolo. podendo ser condenado a indenizar o empresário que for prejudicado. mais do que qualquer outro profissional das áreas administrativa ou financeira. como concessões de créditos e financiamentos.11. Portanto. ou em desacordo com as normas e os princípios fundamentais de contabilidade. Caracteriza-se como ato criminoso. de que o gerenciamento das obrigações tributárias já não pode ser considerado uma necessidade quotidiana. O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) estima que a carga tributária em nosso país representa.11. • Fornecedores. com diversas Leis. o Sistema Tributário brasileiro é um dos mais complexos do mundo. Além da elevada carga tributária. com ou sem má-fé. podem vir a ser processados e condenados por perdas e danos.ou do lucro real . Entre os usuários que podem ser prejudicados ou enganados em decorrência de fraudes e irregularidades na escrituração contábil e fiscal. ou grupo de em12resas. Tais fatores penalizam sobremaneira o custo da maioria das empresas e acarretam grandes transtornos para o gerenciamento contábil e financeiro dos impostos e demais tributos. constitui crime a elaboração de demonstrações contábeis sem embasamento em documentos e informações hábeis e legais. Responsabilidades do Contador A carga tributária no Brasil é extremamente elevada. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.10. a elaboração e assinatura de qualquer documento e/ou demonstração contábil com informações inverídicas. entre outros. na média dos últimos cinco anos.

fábricas. além de emitir e providenciar a entrega aos respectivos órgãos competentes dos formulários estabelecidos pela legislação pertinente. Orleans Martins 14 . pode significar menor carga tributária. em todas as fases da cadeia de valores do ciclo produtivo e comercial. Orientação. sem afrontar as diversas legislações que regem os mais diversificados tributos. de acordo com o princípio contábil da competência de exercícios. de um planejamento tributário criterioso e criativo. visando padronizar procedimentos Planejamento tributário Estudo das diversas alternativas legais para a redução da carga fiscal. cada vez mais. para que possam racionalizar seus custos tributários.12. • • • • • • • 1. principalmente em relação aos chamados impostos não cumulativos ICMS e IPI. que possa resguardar seus direitos de contribuinte e. para obter o melhor resultado numa economia tão instável como a brasileira. em todo o mundo globalizado. um dos mais significativos instrumentos de que dispõem as empresas. correta e oportunamente. o local de instalação da fábrica. o contador tem principalmente nas atividades de planejamento tributário a grande oportunidade de dar enormes contribuições à alta direção da empresa. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. conforme os princípios fundamentais de contabilidade Assessoria para o correto registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher Planejamento Tributário Orientação Orientação. é o planejamento tributário. ou mesmo o local de origem de determinadas matérias-primas. a Contabilidade Tributária tem a responsabilidade de informar. Escrituração dos documentos fiscais em livros fiscais próprios ou registros auxiliares. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa. Sem dúvida.1. • Todas as situações em que for possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher. como parte integrante do sistema de informações da empresa. Redução de custos é a estratégia que mais se ouve ser empregada nos dias atuais. Por exemplo. fábricas. para apurar e determinar o montante do tributo a ser recolhido dentro do prazo após encerramento do período de apuração. em obediência aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. proteger seu patrimônio. A correta orientação fiscal e tributária para as demais unidades ou empresas pode representar relevantes economias com os impostos. pois. Discute-se a urgente mudança de nosso sistema tributário e a adoção de novos mecanismos para simplificação das rotinas tributárias. Conceito de planejamento tributário A despeito da grande importância de todas as supracitadas atribuições. departamentos) ou das empresas controladas e coligadas. Escrituração e controle Escrituração fiscal das atividades do dia-a-dia da empresa e dos livros fiscais Apuração dos tributos a recolher. o valor das diversas provisões para recolhimento dos tributos. Enquanto isso não ocorre. treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos. as empresas necessitam. informando o Setor Financeiro de Contas a Pagar da entidade sobre o valor e os prazos de recolhimento. • Todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita. • • • • As principais funções e atividades podem ser sintetizadas no Quadro a seguir.12. ao mesmo tempo. treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos Orientação fiscal para as demais unidades da empresa (filiais. Orientação fiscal para todas as unidades da empresa (filiais. departamentos) ou das sociedades coligadas e controladas. preenchimento das guias de recolhimento e remessa para o Departamento de Contas a Pagar Controle sobre os prazos para os recolhimentos Assessoria para a correta apuração e registro do lucro tributável do exercício social. 1. Preenchimento de guias de recolhimento. tais como: • Todas as operações em que for possível o crédito tributário.

de fazer com que sua materialidade ocorra na medida ou no tempo que lhe sejam mais propícios. • Ser oportuno e aproveitar as lacunas deixadas pela legislação. sem infringir a legislação. o procedimento mais oneroso do ponto de vista fiscal. Cotejando as várias opções legais. entre as opções legais disponíveis. projeta os atos e fatos administrativos com o objetivo de informar quais os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis. • Conhecer todas as situações em que é possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos. Orleans Martins 15 . nada impede que o contribuinte antecipe a ocorrência do fato gerador e comece a projetá-lo e a dimensioná-lo. principalmente com relação aos chamados impostos não cumulativos . denominar de Planejamento Tributário a atividade empresarial que. fiscais e econômicos de determinada decisão gerencial. Legislação Tributária e Planejamento Tributário Legal De acordo com os preceitos tributários. gerando um desgaste desnecessário de investimentos forçado para cobertura de gastos que não estavam previstos. o administrador obviamente procura orientar os seus passos de forma a evitar. o contribuinte tem a vantagem de adotar. Planejamento tributário não se confunde com sonegação fiscal. Com esse procedimento.consiste em organizar os empreendimentos econômico-mercantis da empresa. a economia de impostos. a economia tributária. simulação.3. Trata-se. então. entre duas ou mais opções lícitas. para deixar de recolher o tributo devido.. por sua vez. torna-se claro o entendimento de que o planejamento tributário é o estudo das alternativas lícitas de formalização jurídica de determinada operação.12. dos efeitos jurídicos. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Trata-se do conceito de tax saving. 1. para tanto ficando atento às mudanças nas normas e aos impactos nos resultados da empresa. Para a correta execução das tarefas inerentes ao planejamento tributário. Contudo. as que com certeza lhe forem mais satisfatórias. Para alcançar êxito nessa atividade." Borges.12. a vontade das partes não pode ser alterada ou modificada. desenvolvendo-se de forma estritamente preventiva. com o objetivo de encontrar a alternativa legal menos onerosa para o contribuinte. bastante praticado pelos norte-americanos. Planejar é escolher. que visa excluir. o que exige alta dose de conhecimento técnico e bom-senso dos responsáveis pelas decisões estratégicas no ambiente corporativo. com profundidade: • Conhecer todas as situações em que é possível o crédito tributário. para que o contribuinte possa optar pela que apresente o menor ônus tributário. por sua vez. devido a urna possível insuficiência de caixa. possa planejar com bastante antecedência a melhor alternativa para a empresa executar suas operações comerciais. Trata-se do estudo prévio à concretização dos fatos administrativos. O objeto do planejamento tributário é. é utilizar meios ilegais. assim. 1. menciona que "a natureza ou essência do Planejamento Fiscal .ICMS e IPI. sempre que possível. em última análise. A finalidade principal de um bom planejamento tributário é.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Entende-se por planejamento tributário uma forma lícita de reduzir a carga fiscal. sem dúvida. objetivando a economia de impostos. a que resulte no menor imposto a pagar.ou Tributário . adotado no universo dos negócios. o contador precisa. a partir desses cenários. antes da ocorrência do fato gerador. mediante o emprego de estruturas e formas jurídicas capazes de bloquear a concretização da hipótese de incidência tributária ou. total ou parcialmente. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa. após o fato gerador ter ocorrido. o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação principal. Condições necessárias para um adequado planejamento tributário Qualquer que seja a forma de tributação escolhida pela empresa." Dessa maneira. Entende-se ainda por sonegação toda a ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou a retardar. então. de um comportamento técnico-funcional. • Conhecer todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita.2. corno fraude. o contador precisa aplicar todos os seus conhecimentos sobre a legislação do tributo a ser reduzido. reduzir ou adiar os respectivos encargos tributários. Sonegar. pode-se verificar que a falta de planejamento estratégico tributário pode deixar a empresa mal preparada para os investimentos futuros. para que. Nas palavras do saudoso tributarista Nilton Latorraca: "Costuma-se. dissimulação etc.

como. como. como é o caso das contribuições para: 1. c) Atividades de prestação de serviços estão sujeitas ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). 2. uma vez ocorrida. é o fato gerador e não a natureza jurídica da empresa. Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP). que tem como objetivo o pagamento do tributo. Alguns atingem a maior parte das empresas e das receitas por elas obtidas. pode gerar a obrigação de pagar vários tributos simultaneamente: PIS. Para poder usufruir em toda a sua plenitude de todas as formas legais de planejamento tributário. ou encontrou-se na situação de fato. alterar ou esconder as obrigações quando o fato gerador assim o exigir. PIS/PASEP e COFINS O PIS/PASEP e a COFINS são contribuições sociais com funções fiscais. também preste serviços de assistência técnica estará sujeita ao IPI. independentemente de sua denominação ou classificação contábil) para as pessoas jurídicas em geral CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). ou seja. Um só evento. sobre as receitas de determinadas atividades. deixa de ser titular dessa mesma quantia. o tributo incide. o sujeito que praticou o ato previsto em lei. Da mesma forma. de modo a deixar transparentes para todos os envolvidos as informações sobre os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis. Em outros casos. ao ICMS e ao ISS. evitando perdas desnecessárias para a organização. Incidem sobre as receitas auferidas por todas as entidades. Quadro-Resumo Tributos Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Programa de Integração Social . nesse caso.1.PIS Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS Contribuições sociais União Fiscal Auferir receita Pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda. Orleans Martins 16 . a venda de um produto industrializado. de arrecadação. mas não de outras. determina a transferência jurídica. O planejamento tributário estratégico tem como objetivo fundamental a economia tributária de impostos. independentemente do setor de atividade. é necessário que o contribuinte esteja bem assessorado por uma equipe especializada que saiba realizar o planejamento de tributos sem distorcer. da titularidade de certa quantia. 2. além de fabricar e vender um determinado produto. Também procura projetar de forma clara os atos e fatos administrativos. 2. por exemplo: a) Atividades de comercialização estão sujeitas à incidência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). normalmente. é a situação descrita em lei que. a empresa passa a desenvolver suas atividades de forma estritamente preventiva. Num planejamento tributário estratégico. Nesse mesmo momento. inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias Faturamento mensal (receitas auferidas pela pessoa jurídica. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA Diversos são os tributos que incidem sobre a receita das empresas. concretamente localizada no tempo e no espaço. Programa de Integração Social (PIS). b) Atividades de industrialização estão sujeitas ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!). por exemplo. em favor do Estado. procurando atender às possíveis formas da legislação fiscal.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Fato gerador é a obrigação tributária principal. COFINS. a que vale. uma única indústria que. 3. independentemente da denominação contábil por estas recebida. IPI e ICMS.

Importação e = alíquota do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) Na hipótese das empresas realizarem a importação de serviços. para fins de apuração da contribuição devida. Orleans Martins 17 .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] PIS/PASEP: 0. insumos utilizados na produção de produtos ou serviços. depreciação e amortização. dentro das condições estabelecidas na legislação.65% no regime de incidência cumulativa 1.2.65% no regime de incidência não cumulativa COFINS: 3% no regime de incidência cumulativa 7.br> Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2. 2.Importação e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS .gov. as alíquotas são aplicadas à receita ajustada na mesma forma da base cumulativa. No entanto. elas estarão sujeitas ao pagamento de PIS e COFINS.6% no regime de incidência não cumulativa Por homologação Página da Receita Federal: <www.fazenda.Importação d = alíquota da COFINS . reversões de provisões). aluguel e energia elétrica. Para a maioria dos casos. Regime de incidência não cumulativo A opção pelo regime de incidência não cumulativo implica na necessidade de informações adicionais. as alíquotas são aplicadas ao valor da receita bruta. bem como para algumas receitas em especial. de 22 de novembro de 2005. além das informações a respeito das receitas auferidas pela empresa.Importação) serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas. o regime de incidência é uma escolha que cabe à própria empresa. que deverão assim ser calculados: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. a legislação estabelece a adoção obrigatória do regime cumulativo para alguns setores de atividade econômica. condicionada à escolha do regime de tributação de Imposto de Renda escolhido.1. ajustada por algumas exclusões permitidas na legislação. em geral relacionadas a itens que não se configuram como receitas (devoluções. pois a empresa tem o direito de creditar a si própria o montante da alíquota aplicada sobre compras de mercadorias ou insumos para a produção.Na importação de bens: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISIMPORTAÇÃO = c x (VA x X) Onde. além de algumas despesas como depreciação.1. abatimentos. = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP. exceto quando a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!) for específica: I . os valores a serem pagos relativamente à Contribuição para o PIS/PASEP . A lógica de tributação do PIS/PASEP e da COFINS A tributação do faturamento das empresas pelo PIS/PASEP e COFINS pode se dar de duas formas: a) No regime de incidência cumulativa.receita. e as despesas e custos com energia elétrica. mas permite-se também que o contribuinte reduza o valor da contribuição devida no montante relativo à mesma alíquota aplicada aos valores de compras de bens para revenda. alguns produtos. arrendamento. 1 º. conforme art. Implicações dos PIS/COFINS nas transações de importação de mercadorias e serviços De acordo com Instrução Normativa SRF nº 572.1. b) No regime de incidência não cumulativa. aluguéis pagos a pessoa jurídica.

Importação em razão da utilização das fórmulas constantes da Instrução Normativa RFB nº 571. com a redação dada pela Lei nº 10. de 20 de outubro de 2005.Importação e da COFINS . isenção ou redução do ICMS.826. definidas pelo art.Importação f = alíquota do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza Para as empresas que realizarem a importação de mercadorias que tenha a incidência de alíquota específica. isenção ou da suspensão do IPI vinculado à importação de que trata o inciso III do § 1 º deste artigo. antes da publicação desta Instrução Normativa. o valor correspondente a qualquer deles. ou ainda de redução das alíquotas ou da base de cálculo do tributo. redução das alíquotas dos respectivos tributos. conforme o § 3º. Destaca-se que se aplica também o disposto no caput nas hipóteses de: • Imunidade.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] II . nº 10. entregue.Na importação de serviços: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISlMPORTAÇÃO = c x (VA x. • Aplicação dos regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais. • Suspensão do pagamento do IPI vinculado à importação de que tratam as Leis nº 9.Importação d = alíquota da COFINS .Importação e da COFINS. de 18 de outubro de 2004. não compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP . = • • • • V = o valor pago. deve ser informada a alíquota real empregada na operação.637. e nº 10.Importação. No entanto. creditado.684. os valores a serem pagos serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas: COFINSIMPÓRTAÇÃO = d x (VA x Y + W x Q) Onde. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. o § 2º define que nos casos de imunidade.Importação d = alíquota da COFINS . nos casos de redução. o art.485. 3º. o valor do ICMS diferido compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP . PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x Y + W x Q) = • • • • • • • × × = × × Q = Quantidade do produto importada na unidade de medida compatível com a alíquota específica do IPI. empregado ou remetido para o exterior. 4º define que se o contribuinte comprovar recolhimento de valores a maior que o devido da Contribuição para o PIS/PASEP . terá direito a restituição da diferença de valores. 2º define que na hipótese de a alíquota do IPI ser específica. o art. que seria devido caso não houvesse imunidade. de 30 de maio de 2002. antes da retenção do Imposto de Renda c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP . VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do II β = alíquota específica do IPI c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP . deve-se informar o valor zero para a alíquota correspondente de cada tributo e. na hipótese de deferimento do pagamento do ICMS.Importação e da COFINS . Portanto.Importação e = alíquota do ICMS Destaca-se também que nas operações que incorram nas hipóteses de imunidade ou de isenção ou redução do 11 ou do IPI. de 30 de dezembro de 2002. Esclareça-se que. ou redução de suas respectivas bases de cálculo. nos termos da Instrução Normativa SRF nº 460.X) Onde.Importação. isenção ou redução. Orleans Martins 18 . de 3 de julho de 2002. de 23 de agosto de 1999.

ou a este debitadas. Várias Secretarias de Fazenda estaduais disponibilizam a legislação em seus sites na Internet. II . inclusive a geração. Por homologação.Aqueles (pessoas físicas ou jurídicas) que. inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados. III . por qualquer via. quando não destinados à comercialização ou à industrialização. destacamos os fatos geradores previstos pelo Regulamento do ICMS do Estado de São Paulo: I . V . de modo habitual ou em volume que caracterize intuito comercial. Na base de cálculo se incluem as despesas recebidas do adquirente. ainda que as operações e prestações se iniciem no exterior Cada Estado regulamenta. por indicação expressa de lei complementar.gov. a transmissão.2. os importadores ou arrematantes dos bens ou beneficiários dos serviços listados nos itens VI a VIII do quadro Fato Gerador.fazenda. IV . a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza. que incide sobre as operações relativas à circulação de mercadorias. qualquer que seja a sua finalidade. bem como os descontos condicionais a este concedidos. na operação de arrendamento mercantil. A título de exemplo. II . inclusive o fornecimento de alimentação. no território paulista. de petróleo. a recepção.a entrada. mas não se incluem os descontos incondicionais.a venda do bem ao arrendatário. prestação de serviços interestaduais e intermunicipais.Mesmo sem habitual idade. A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo disponibiliza link para as demais secretarias nos endereços: <http://www. como regra geral. o fato gerador do ICMS. ainda que iniciados no exterior. mas que. Orleans Martins 19 . no âmbito de sua jurisdição. VII .prestação onerosa de serviços de comunicação.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2. I . Variáveis em função do tipo de bem ou serviço e também do domicílio do vendedor e comprador. e de energia elétrica. sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços – ICMS Imposto Estados e Distrito Federal Predominantemente fiscal Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. é o valor da operação relativa à circulação da mercadoria. Na legislação específica de cada Estado.entrada de mercadoria ou bem. ICMS O ICMS é um imposto de competência dos Estados. e serviços de comunicação. A base de cálculo do ICMS.operação relativa à circulação de mercadorias.br/links/faz65. realizam operações de circulação de mercadorias ou prestam serviços de transporte interestadual ou intermunicipal ou serviços de comunicação. VI . Em alguns casos.fazenda. (b) compreendidos na competência tributária dos Municípios. ou o preço do serviço respectivo. decorrente de operações interestaduais. a Secretaria da Fazenda fixa um valor mínimo para a operação.fornecimento de mercadorias com prestação de serviços: (a) não compreendidos na competência tributária dos Municípios.gov.asp> < http://www. importados do exterior por pessoa física ou jurídica. porque evidentemente não integram estes no valor da operação. bebidas e outras mercadorias em qualquer estabelecimento.o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior. VIII . a retransmissão.sp. a emissão.prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal.br/confaz> Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. por qualquer meio.

Norte. Esse procedimento provoca a divisão do tributo gerado pela circulação de bens e serviços interestaduais. a alíquota incide sobre o preço do bem ou serviço. O fato de o ICMS ser um tributo de competência estadual implica em que cada Estado tenha a sua legislação própria relativa ao tributo. buscando. um melhor controle da arrecadação.48% dos R$ 83. uma mesma mercadoria vendida por um distribuidor situado na cidade de São Paulo. o vendedor cobrará do comprador R$ 100. mas considera-se que integra o próprio preço. o contribuinte adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco. e também reduz a anterioridade para 90 dias. os Estados criaram a figura da substituição tributária.00 e é tributado a 17%. Tendo em vista esta função extrafiscal. se vendida para empresas situadas em outros Estados das regiões Sudeste ou Sul.00 cobrados referem-se ao imposto. qual seja: o imposto é calculado com base em um suposto valor final de venda do bem. Em alguns casos. e maiores aos considerados supérfluos. Nordeste e ES Na operação seguinte. Essa é uma das principais razões do alto grau de complexidade operacional desse tributo. Observe que esta metodologia de cálculo implica em uma alíquota real maior do que a nominal. para o desenvolvimento de determinada atividade ou região. que onera os produtos de acordo com sua utilidade. referente ao bem. Neste tipo de situação. Norte. Ao realizar uma operação sujeita à incidência de ICMS. se vendida a empresas situadas nas regiões Centro-Oeste. Em síntese: Imposto ICMS ICMS ICMS Alíquota 18% 12% 7% Tipo de transação Destino Origem São Paulo São Paulo Tipo Venda interna Venda interestadual Venda interestadual São Paulo RS. que tem duas funções extrafiscais: uma função reguladora. seria aplicável a alíquota de 17%. Por exemplo. o contribuinte responsável pelo recolhimento do ICMS. ou seja. seria tributada a 12% e. 17% para a maioria dos bens na maioria dos Estados).[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2. se destinada a consumidor final dentro do próprio Estado.2. deverá somar ao preço cobrado o imposto incidente nas operações subsequentes.1. que consiste na prática de alíquotas diferenciadas e/ou concessão de benefícios fiscais por determinados Estados. e outra função protecionista. O problema é que as mercadorias circulam não apenas dentro dos limites territoriais de um único Estado. seria tributada à alíquota de 18% (operações internas. dentre outras questões.00). por conta dos demais elos da cadeia.R$17. 7%. isto é. IPI O IPI é um imposto de competência da União. se um bem é vendido ao preço de R$ 100. os R$ 17. a lógica primária do imposto é preservada.00. O ICMS é um imposto "por dentro". sendo que. Ao adquirir bens ou serviços tributados pelo ICMS. se vendida para empresas situadas dentro do próprio Estado. 2. que aumenta ou reduz alíquotas visando incentivar ou desestimular a produção de alguns produtos. relativo ao imposto pago em sua aquisição. destaca-se que as alíquotas do ICMS podem sofrer variações em relação aos produtos e serviços e regiões. a Constituição Federal permite que o IPI tenha sua alíquota majorada pelo Poder Executivo. entre Estados comprador e vendedor. e destacará na nota fiscal que R$ 17.00 cobrados de imposto correspondem a 20.00 . os Estados de origem e de destino possuem alíquotas e obrigações acessórias diferentes. A lógica de tributação do ICMS O ICMS é um imposto não cumulativo. RJ São Paulo Centro-Oeste. Nordeste e Espírito Santo. No caso de substituição tributária. que correspondem à receita líquida (R$ 100. passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco. muitas vezes. esse fato favorece o que se denomina "guerra fiscal". de competência estadual. observadas as condições estabelecidas em lei.3.00 dos R$ 100. tendendo a aplicar alíquotas menores aos produtos considerados necessários. visando atrair investimentos para o seu território. PR. SC. Orleans Martins 20 . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. funcionando no sistema de débitos e créditos. atribui-se a um determinado elo da cadeia a responsabilidade de antecipar os recolhimentos que ocorreriam nas transações subsequentes. MG. No entanto. Em relação às alíquotas.00. Além disso. Assim.

Após efetuar o processo industrial. Alguns produtos estão sujeitos a alíquotas específicas e outros a ad valorem.altera apresentação pela colocação de embalagem. a base de cálculo será o preço corrente da mercadoria ou de sua similar no mercado atacadista da praça do contribuinte. as alíquotas vão de zero até 365. Por homologação Na página da Receita Federal «www.reunião que resulte em nova unidade. ao vender produtos industrializados. nacionais e estrangeiros. I . Veja também a seção Perguntas e Respostas. Aparentemente este procedimento é semelhante a tributar o valor agregado no processo de industrialização. exceto apenas para transporte. Ao adquirir insumos tributados pelo IPI.63%. o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados levados a leilão. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Imposto sobre Produtos Industrializados . Não tendo valor a operação. A base de cálculo do IPI é o valor da operação de que decorrer a saída dos produtos industrializados do estabelecimento do contribuinte. no caso de produtos apreendidos pelo fisco ou abandonados pelo importador. tais como: • Transformação . funcionando de maneira semelhante à do ICMS. acabamento ou aparência. • Beneficiamento .receita. A legislação estabelece o que se considera produto industrializado e o que não é considerado industrialização. É possível baixar o Regulamento do IPI (RIPI) e a tabela de alíquotas (TIPI). ou equiparado a industrial.produto deteriorado ou inutilizado em condições de utilização.gov. • Montagem . e • Renovação ou recondicionamento .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IPI incide sobre os produtos industrializados. o preço da respectiva arrematação. ou sendo omissos os documentos respectivos. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. pois eventuais diferenças de alíquotas ou isenções nas fases precedentes alteram a carga tributária final. o industrial ou a quem a lei o equiparar. Em linhas gerais. considera-se industrializado o produto que tenha sido submetido a qualquer operação que lhe modifique a natureza ou a finalidade. • Acondicionamento ou reacondicionamento . A lógica de tributação do IPI O IPI é um imposto não cumulativo. que os forneça aos industriais ou aos a estes equiparados. Nos tributos não cumulativos.a saída de produto do estabelecimento industrial. Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2.modifica funcionamento. obedecidas as especificações constantes da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TlPI). A alíquota aplicável em cada caso é obtida na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados . ou a sua arrematação em leilão. o comerciante de produtos sujeitos ao imposto. porém a maioria das alíquotas está abaixo de 20%.1. e passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco. relativo ao imposto pago na aquisição do insumo.obtenção de espécie nova. O contribuinte do IPI é o importador ou a quem a lei o equiparar. No caso de ad vaIorem. considerados como tais tanto os produtos produzidos no país quanto os importados do exterior.TIPI. utilização.br».o desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira. o montante devido resulta da diferença entre o imposto devido na operação posterior e o exigido na anterior. II . mas isto não ocorre necessariamente.fazenda. a indústria adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco.3. sofre a incidência de IPI. Orleans Martins 21 .IPI Imposto União Extrafiscal O imposto incide sobre produtos industrializados. Em se tratando de produto leiloado.

ou seja. Em 2004. ISS O ISS é um imposto de competência dos Municípios e do Distrito Federal. ou seja. segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional. obedecidas as regras determinadas na Lei Complementar nº 116/03 e pela Constituição Federal O contribuinte do ISS é a empresa ou o trabalhador que presta o serviço tributável O preço cobrado pelos serviços A Constituição Federal estabelece uma alíquota mínima de 2% e a Lei Complementar nº 116/03 determina uma alíquota máxima de 5%. havia muita controvérsia quanto ao local da prestação do serviço. cessão de mão de obra e empreitada. No entanto. para alguns serviços a Lei Complementar nº 116/03 determina que o ISS deve ser pago em favor do Município onde o serviço foi prestado ou está localizado o tomado r. de fornecer recursos financeiros para o Município. na sua falta. Embora de competência dos Municípios. conforme o caso. decoração e jardinagem. Em alguns casos em que a legislação especifica a tributação pelo ICMS dos materiais fornecidos pelo prestador de serviços. pode ser encontrada na página do 5enado Federal (<www. o vendedor cobrará do comprador R$ 105. a lei complementar esclarece em cada caso qual Município tem direito ao imposto Para cada Município. • Serviços de limpeza. bem como qualquer outra lei federal. Anteriormente à Lei Complementar nº 116/03. entre os quais se destacam: • Importação de serviços. o ISS foi responsável por 42% da receita tributária consolidada de todos os Municípios brasileiros.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Em relação ao preço do produto. A LC 116/03 estabeleceu que o local da prestação de serviços (e. a alíquota incide sobre o preço do produto. Outra observação importante é que o ISS e o ICMS não podem incidir sobre a mesma operação.br>) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. muitas empresas prestadoras de serviços transferiram suas matrizes para cidades vizinhas às grandes metrópoles.gov. Lei Complementar nº116. se um produto é vendido ao preço de R$ 100.00. 2.4. o IPI é um imposto "por fora". portanto.00 e é tributado a 5%. é necessário consultar a legislação específica A íntegra da Lei Complementar nº 116/03. • Alguns serviços ligados à construção civil. os Municípios têm a faculdade de reduzir a alíquota mínima Por homologação Quando o prestador de serviço está localizado em um determinado município e o serviço é prestado em outro município. Orleans Martins 22 . o valor destes materiais não deve compor a base de cálculo do ISS. o Município a quem é devido o imposto) é o do estabelecimento prestador dos serviços ou. o local de domicílio do prestador de serviços. Assim. e é somada ao valor do produto. referente ao preço do produto mais IPI. Para alguns serviços. nas quais a alíquota de ISS era mais baixa. • Vigilância e segurança. de 31 de julho de 2003) O fato gerador desse imposto é o descrito em lei ordinária do Município. Tem função predominantemente fiscal. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes Imposto sobre serviço de qualquer natureza (ISS) Imposto Municípios e Distrito Federal Predominantemente fiscal Prestação de serviços informados na lista constante em lei complementar (atualmente. quando o prestador e o adquirente dos serviços estavam em Municípios diferentes. Na esteira desta discussão.senado. definida em lei complementar. a incidência do ISS está limitada à lista dos serviços que podem ser objeto de tributação.

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2.4.1. A lógica de tributação do ISS

O ISS é um imposto cumulativo, ou seja, o ISS cobrado em operações anteriores não é compensado nas operações posteriores. Por exemplo, se um hotel contrata uma lavanderia para lavar toda a roupa de cama, mesa e banho, sobre o valor dos serviços prestados pela lavanderia ao hotel incide ISS, o qual é embutido no preço. O hotel, por sua vez, ao prestar serviços de hospedagem aos seus clientes, também terá que pagar ISS, sem direito à compensação do ISS pago no preço dos serviços de lavanderia que comprou. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO

Incidem sobre o lucro das empresas dois tributos: o Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O IR incide tanto sobre a renda das pessoas como das empresas (pessoas jurídicas). Quando se trata do IR relativo às pessoas jurídicas, é costume usar a sigla IRPJ. A base de cálculo dos dois tributos é o lucro, na forma definida na legislação. Uma vez que cada tributo tem a sua legislação específica, o valor em reais da base de cálculo de cada um dos dois tributos pode ser diferente. Segundo a legislação do IRPJ, o lucro tributável pode ser apurado de três formas, ou regimes de tributação: Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. O contribuinte pode optar em qual modalidade de apuração quer ser tributado, observadas algumas restrições ligadas à atividade realizada ou ao volume de receitas - no caso do Lucro Real ou Presumido -, e de eventos justificadores do tratamento excepcional no caso do Lucro Arbitrado. O Lucro Real corresponde ao lucro apurado pela contabilidade, ajustado por adições exigidas e exclusões e compensações permitidas pela legislação. O Lucro Presumido corresponde ao lucro calculado pela aplicação, ao valor do faturamento, de um percentual de margem de lucro determinado na legislação, ou seja, o lucro não é apurado pelo encontro entre receitas e despesas do período, mas sim presumido. Corresponde a um processo de apuração simplificada da base de cálculo do imposto. O Lucro Arbitrado é apurado de forma semelhante ao presumido, com acréscimo de 20%, quando a receita é conhecida, ou por parâmetros técnicos, em situações especiais em que não é possível determinar o montante do faturamento. A opção pelo regime de tributação do IRPJ não traz consequências apenas para este tributo, mas condiciona também a base de cálculo da CSLL (com base no lucro contábil ajustado, lucro presumido ou lucro arbitrado), PIS/PASEP e COFINS (na forma cumulativa ou não cumulativa). 3.1. IRPJ

O Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza é um imposto direto, de natureza basicamente fiscal, ou seja, arrecadatória, de competência da União, que tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica o jurídica de renda. O IR atinge tanto pessoas físicas (IRPF) quanto pessoas jurídicas (IRPJ). No caso das pessoas jurídicas, a base de cálculo é o lucro, que pode ser calculado de formas alternativas apontadas na legislação. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza - IR Imposto União Fiscal É a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; e de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no conceito de renda. Pessoas físicas e jurídicas A base de cálculo do imposto é o montante real, arbitrado ou presumido da renda ou dos proventos tributáveis. Pessoas físicas: 15% e 27,5%, em tabela progressiva Pessoas jurídicas: 15%, mais adicional de 10% sobre a parcela de lucro que exceder a R$ 20.000,00 mensais.

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Lançamento Por homologação Sobre alguns pagamentos a pessoas físicas ou jurídicas, a pessoa jurídica que efetuou pagamento deve atuar como contribuinte responsável, efetuando a retenção do Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF, e posterior recolhimento. O imposto retido, na maioria dos casos, é compensável na apuração do imposto devido pelo contribuinte que sofreu a retenção. Alguns exemplos de rendimentos sujeitos à retenção, e alíquotas respectivas: • Rendimentos do trabalho: 15% e 27,5% conforme tabela progressiva mensal • Rendimentos de capital: fundos de longo prazo e aplicações de renda fixa, em geral de 15% a 22,5% conforme o prazo da aplicação. • Fundos de curto prazo - 20% ou 22,5% conforme o prazo. Fundos de ações: 15% • Prêmios e sorteios pagos em dinheiro: 30% • Remuneração de serviços de propaganda: 1,5% • Remuneração de serviços profissionais prestados por PJ: 1,5% Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>). É possível baixar o Regulamento do Imposto de Renda, programas para preenchimento das declarações e cálculo de tributos em atraso, dentre outras funcionalidades. Veja também a seção Perguntas e Respostas.

Outras considerações

Onde pesquisar mais detalhes 3.1.1.

A lógica de tributação do IRPJ

O IRPJ é calculado mediante aplicação da alíquota ao lucro tributável, apurado nas modalidades Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. Sobre o lucro que exceder a R$ 20.000,00 no mês, é devido ainda um adicional de 10%. O contribuinte do IRPJ pode optar em apurar o imposto em períodos trimestrais ou anuais, sendo que este último condiciona o contribuinte a apurar o lucro tributável pela modalidade Lucro Real. Optando pela apuração trimestral, o contribuinte deverá pagar o imposto de uma só vez ou em até três parcelas, com base no valor efetivamente apurado. Já se optar pela apuração anual, o contribuinte está obrigado a fazer antecipações mensais do IRPJ, que serão compensadas com o IRPJ devido, calculado na Declaração de Ajuste. O valor da antecipação, por sua vez, pode ser calculado de acordo com as regras do Lucro Real, ou basear-se em uma estimativa de lucro, efetuada a partir do faturamento da empresa. Qualquer que seja a modalidade de apuração escolhida, o contribuinte pode descontar, no momento do pagamento, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) que tenha sido retido por ocasião de recebimento de rendimentos. 3.2. CSLL

A criação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) amparou-se no art. 195 da Constituição Federal, que trata das contribuições para o custeio da seguridade social. A CSLL é uma contribuição social, de competência da União, incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas, incluídos nesse grupo aqueles que são equiparados à pessoa jurídica para fins de tributação do Imposto de Renda. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquota Lançamento Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) Contribuição Social. União Fiscal O fato gerador é a obtenção de lucro no exercício. São contribuintes as pessoas jurídicas domiciliadas no país e as que Ihes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda. Resultado apurado pela contabilidade, ajustado conforme determinações legais, resultado presumido ou arbitrado. 9% Por homologação

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Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes 3.2.1. Por ser uma contribuição social, este tributo está sujeito à anterioridade de 90 dias. Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>)

A lógica de tributação da CSLL

A lógica de tributação da CSLL segue a do IRPJ. As opções de regime de tributação são semelhantes, ou seja, existe a possibilidade de apurar a base de cálculo da CSLL a partir do resultado contábil, ajustado pelas adições, exclusões e compensações descritas na legislação, ou com base em Resultado Presumido ou Arbitrado. Embora semelhantes na forma de apuração, as bases de cálculo do IRPJ ou CSLL não são necessariamente iguais. Existem diferenças quanto aos ajustes (adições, exclusões e compensações) feitas ao lucro contábil para apuração do Lucro Real (IRPJ) ou do Resultado Ajustado (CSLL), bem como nos percentuais aplicáveis ao faturamento para determinação do Resultado Presumido ou Arbitrado. A CSLL é calculada mediante aplicação da alíquota ao resultado tributável, apurado nas modalidades Resultado Ajustado, Resultado Presumido ou Resultado Arbitrado. A apuração e o recolhimento da CSLL estão atrelados à escolha de regime de tributação do IRPJ, e seguem o mesmo modelo de antecipações mensais, caso a empresa tenha optado pela apuração anual. 3.3. Regimes de tributação do IRPJ e CSLL

Conforme explicamos ao descrever a lógica de tributação do IRPJ, o que muda na apuração dos tributos na modalidade de lucro real, presumido ou arbitrado é a metodologia de apuração da base de cálculo, e não a metodologia de cálculo do imposto. Lucro Real é o lucro líquido do período de apuração, apurado de acordo com a legislação societária e ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR. Qualquer empresa pode optar pela tributação pelo lucro real, mas algumas são obrigadas a utilizar esta modalidade, em função de características relacionadas a tamanho e tipo de atividade desenvolvida. Lucro Presumido consiste em uma modalidade mais simplificada de apuração em relação ao lucro real, na qual o lucro é estimado (presumido) pela aplicação de um percentual sobre a receita bruta obtida pelo contribuinte. O percentual representa, portanto, a suposta margem de lucro que a empresa obteve no período. O percentual é estabelecido em legislação, e tem variações em função do porte e atividade da empresa. Lucro Arbitrado também consiste na aplicação de percentual sobre a receita bruta, e diferencia-se do lucro presumido por ser aplicado, em geral, por iniciativa da autoridade fiscal, quando diante de situações tais como enquadramento indevido no lucro presumido, ausência ou vícios na escrituração contábil, dentre outras. Os percentuais para estimativa do lucro são os mesmos do lucro presumido acrescidos em 20%. O contribuinte também pode optar pelo lucro arbitrado, o que só se justifica em situações-limite, uma vez que esta opção é sempre pior do que a tributação pelo lucro presumido. A escolha da modalidade de tributação do IRPJ condiciona os regimes de tributação da CSLL, e regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS, a saber: Regime de tributação do IRPJ Lucro presumido Lucro Real Lucro Arbitrado Regime de tributação da CSLL Resultado presumido Resultado contábil ajustado Resultado arbitrado Regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS Incidência cumulativa Incidência não cumulativa PIS/COFINS cumulativa

A opção pelo regime de tributação é feita no início de cada ano, no momento do primeiro recolhimento e vale para todo o exercício financeiro. A opção condicionada de diversos tributos e o fato de que é realizada antes da ocorrência dos fatos geradores torna necessário realizar projeções de resultado, considerando o efeito conjunto de todos os tributos nos diversos itens (faturamento, aquisição de insumos ou mercadorias, gastos com energia elétrica etc.) que compõem o resultado projetado, de forma a poder determinar a opção que minimiza o gasto tributário de uma determinada empresa.

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o lucro contábil. são adicionados ao lucro contábil: • Custos e despesas considerados indedutíveis pela legislação do IRPJ . IRPJ O Regulamento do Imposto de Renda estabelece a obrigatoriedade da adoção do regime de apuração pelo Lucro Real Empresas que excedam um determinado limite de receita total. e que atingiram condições de dedutibilidade . COFINS.como. que é a apuração do SIMPLES NACIONAL. factorings e empresas que usufruem de benefícios fiscais de isenção ou redução do IR são alguns exemplos de contribuintes obrigados a apurar o IRPJ devido utilizando o Lucro Real como base de cálculo.1. devendo. por exemplo. devem ser acrescidos ao cálculo do lucro real. Orleans Martins 26 . quando se referirem a receitas tributáveis. ser excluído para fins de apuração do lucro real. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR. aumentando a base de cálculo do IR. instituições financeiras.a reversão de provisão é contabilizada como receita aumentando. Em período seguinte. O Lucro Real é calculado a partir do lucro contábil? apurado pela empresa e escriturado em seus livros contábeis. a base de cálculo do IRPJ. mas não afetou o resultado contábil. ou impondo algumas condições para que algumas dessas despesas reduzam o lucro contábil e. rendimentos. o valor anteriormente provisionado atingiu os requisitos para ser considerado dedutível (por exemplo: para alguns créditos de liquidação duvidosa. • Benefício fiscal . a provisão foi considerada não dedutível e adicionada ao lucro real. e que será tratado no capítulo seguinte. receitas e outros valores não tributáveis inclusos no lucro líquido . como forma de benefício fiscal caso da depreciação incentivada deduzida em períodos anteriores e realização do lucro inflacionário. dividendos recebidos de outras empresas e resultado positivo de participações societárias avaliadas pelo método da equivalência patrimonial. • Receitas tributáveis não incluídas no resultado contábil . Quando se referir à provisão considerada indedutível no passado. já que não foram incluídos no resultado do exercício.Lucro Real CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. são excluídos do lucro contábil: • Resultados. INSS Patronal e IPI (se for contribuinte do IP!). que consiste em depreciar um bem em período inferior à depreciação contábil. Exclusões Para fins de apuração do lucro real. efetuados a crédito da conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. sua reversão em contrapartida também não será tributável. • Provisões consideradas indedutíveis em período-base anterior.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Existe ainda uma quarta opção. Como exemplo de despesas indedutíveis. CSLL. podendo incluir também ICMS e ISS. Adições Para fins de apuração do lucro real. PIS. • Reversão de provisão não dedutível de período anterior . 3. • Valores excluídos do lucro real de períodos anteriores. um sistema de tributação nacional que consiste no pagamento unificado de IRPJ. portanto. ajustado por adições. portanto.3. por conseguinte. o fisco determina como condição que tenha sido iniciada medida de cobrança judicial para que a perda seja considerada dedutível). podemos citar as multas por infração à legislação. Estes valores são controlados na parte B do LALUR.os ajustes e resultados anteriores. veja a nota de rodapé 3 deste capítulo). Um exemplo de despesa submetida a algumas condições para que seja considerada dedutível é a constituição de provisão para perdas em créditos de clientes.o fisco se reserva o direito de impor limites à apuração do lucro por parte do contribuinte. não admitindo algumas despesas. Regime de Tributação . exceto as de natureza compensatória e CSLL (a respeito desta última.no período em que foi efetuado o registro contábil.caso da depreciação incentivada.

Orleans Martins 27 . 20. Aquisição com cupom fiscal que não atender as exigências da legislação 18.A. Pagamento a sociedade civil de profissão regulamentada controlada por pessoa física controladora da fonte pagadora Adição Adição 13. LIVRO DE APURAÇÃO DO LUCRO REAL (LALUR) LISTA DE ADIÇÕES E EXCLUSÕES PARA APURAÇÃO DE IRPJ E CSLL 1 . que devem ser considerados pelos seus valores antes de descontado o tributo pago no país de Exclusão origem. Perdas em operações no exterior exceto hedge (adição somente em dezembro) Adição Rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior. que não residam no país 21.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Compensações Para fins de apuração do lucro real. Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 10. 17. Tributos e contribuições com exigibilidade suspensa 23. apurados conforme a sistemática do lucro real) obtidos em períodos anteriores. 4. são compensados prejuízos fiscais (isto é. 19. Adição Adição Adição Exclusão Adição 9. excedentes ao limite admitido. 7. A legislação estabelece limitações para compensação destes prejuízos. Ajustes credores de exercícios anteriores 2. 24. apropriação indébita ou furto praticado por sócios ou acionistas. Lucro inflacionário realizado 22. ficam salvas as de natureza compensatória e as impostas por descumprimento de obrigações tributárias meramente acessórias de que não resultem falta ou insuficiência de Adição pagamento de tributo). Perdas incorridas no mercado de renda variável que excederem os ganhos no período de apuração Perdas incorridas em operações day-trade no período de apuração (renda fixa ou variável) Participações e gratificações a administradores e dirigentes IRPJ Adição Adição CSLL 3. Alimentação de empregados quando não fornecida indistinta mente a todos 14. 5. Juros sobre o patrimônio líquido. coligadas e controladas) Adição Multas por infrações fiscais cobradas DE OFICIO (portanto. Excesso relativo aos preços de transferências (transfer price) arbitrados Adição mediante ajustes pelos métodos admitidos pela legislação Lucros disponibilizados no exterior (filiais. equivalência patrimonial 16. controlados na parte B do LALUR. Seguro de vida de sócios ou acionistas Prejuízo por desfalque. Multas impostas por infrações ou transgressões de leis de natureza não tributária. Lucros distribuídos disfarçadamente 11. Ganho na desapropriação para reforma agrária Adição Adição Adição Adição CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 6. 8. Comissões condicionadas ao recebimento do cliente 12. Apresenta-se uma lista de transações que são dedutíveis para fins de cálculo de IRPJ e CSL. Remuneração de diretores de S. Prejuízo na baixa de investimento adquirido por incentivo fiscal Amortização de ágio na aquisição de investimento avaliado pela equivalência patrimonial Amortização de deságio na aquisição de investimento avaliado pela 15. Investimentos em atividades audiovisuais 25. sucursais.

animais e extrativos destinados à venda. para empregados e dirigentes As contribuições não compulsórias. Ganho em desapropriação com diferimento da tributação Exclusão Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Ganho na venda de ativo permanente a longo prazo com recebimento do preço. no mínimo. para empregados e dirigentes (e ao Fundo de Aposentadoria Programada Individual . aquisição (inclusive de sociedade em conta de participação). vinculados ao referido plano. excederem a 20% do total dos salários dos empregados e da remuneração dos dirigentes da empresa. 27. celebrados com entidades governamentais. Resultados negativos com atos cooperativos 47. computados em conta de resultado. como pela avaliação do estoque a preço de mercado. e cujos ônus sejam da Adição pessoa jurídica. exceto quando relacionados com a atividade 37. Pagamento sem causa ou a beneficiário não identificado. 50% dos empregados). constitui receita Adição operacional. Exclusão no todo ou em parte. após o ano calendário seguinte Exclusão 28. em decorrência da atualização do valor dos estoques de produtos agrícolas. exceto quando 35. Orleans Martins 28 . ou apuração. amortização e exaustão de bens relativo à diferença de correção monetária . que este atinja. Reserva de reavaliação realizada durante o período-base 30. Resultados positivos relativos aos atos cooperativos (exceto para cooperativas 45. Exclusão tanto em virtude do registro no estoque de crias nascidas no período de 48. qualquer título. As doações em geral Adição 41. que comporá a base de cálculo no período de apuração em que ocorrer a venda dos respectivos estoques. § 3º. assessores. realizada no período Encargos de depreciação.IPC/BTNF e parcela do custo de bem baixado a 34. Adição relacionados intrinsecamente com a atividade Custos ou despesas de depreciação e demais gastos com bens móveis ou 36. Exclusão de consumo). Alimentação de sócios. acionistas e administradores Adição As contribuições não compulsórias. Reversão de provisões não dedutíveis Adição Adição Exclusão Parcela não recebida dos lucros de contratos de construção por empreitada ou Exclusão 32. que. Computados como Exclusão receita. Resultado da equivalência patrimonial ou Adição 29. 358. exceto as destinadas a custear benefícios complementares assemelhados ao da previdência social. que ou serão adicionados quando efetivamente recebidos Adição Reserva especial de correção monetária do ativo permanente (equivalente à 33. Adição planos de saúde. aluguel de móveis ou imóveis. As doações aos Fundos da Criança e Adolescente Adição 42. Depreciação acelerada incentivada Adição Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição Exclusão ou Adição Exclusão ou Adição A contra partida do aumento do ativo.Fapi desde 39. Adição imóveis. As despesas com brindes Adição Lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de 43. Adição de renda na fonte (art. Provisões não dedutíveis 31. que corresponderem à diferença de correção monetária entre o IPC e o BTNF do ano de 1990 Custos ou despesas com leasing. 49. Remuneração Indireta de administradores.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 26. do RIR/99). Adição reavaliação) efetivada em 1991. gerentes. somados. Depreciação ou amortização acelerada incentivada Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 46. dirigentes. não identificados e não individualizados os beneficiários assim como o imposto 44. exceto as destinadas a custear seguros e 38. 40. de fornecimento de serviços.

Exclusão Exclusão 60. Perda na alienação de bens que serão tomados em arrendamento pelo próprio vendedor do bem Prejuízo na alienação de participações não integrantes do ativo permanente. Exaustão Incentivada 51. Perda de equivalência patrimonial 70. podendo o saldo não depreciado ser excluído na determinação do lucro real. aplicáveis a produtos. 62. pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país Os valores relativos aos dispêndios incorridos em instalações fixas e na aquisição de aparelhos. Contingências 71. bem como relativos a procedimentos de proteção de propriedade intelectual. excluída em período anterior e que tenha sido liquidada no período de apuração. Adição Exclusão Exclusão Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 58. adicionada em período anterior. Exclusão Exclusão 59. Orleans Martins 29 . 57. metrologia. sistemas e pessoal. Adição 54. e o valor dessa participação societária registrado na escrituração contábil desta mesma pessoa jurídica. Garantias 72. Lucro da exploração correspondente a atividade rural 69. Exclusão Exclusão 61. quando a opção for pelo regime de caixa. Lucro inflacionário diferido Receitas ou rendimentos incluídos na apuração do lucro líquido que não são 73. máquinas e equipamentos. 55. quando a opção for pelo regime de caixa. destinados à utilização em projetos de pesquisa e desenvolvimentos tecnológicos. normalização técnica e avaliação da conformidade. Lucro de exploração correspondente a exportação incentivada 68. As despesas operacionais relativas aos dispêndios realizados com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica de produtos. com divulgação do respectivo edital. quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial passiva. licenças. poderão ser depreciados na forma da legislação vigente. com deságio superior a 10% dos respectivos valores de aquisição. O valor total da variação cambial passiva. A parcela correspondente à diferença entre o valor de integralização de capital. na forma da lei. ou onde esta não existir. Ganho com bens ou direitos recebidos em devolução de participação no capital registrados pelo valor de mercado Total dos custos e despesas vinculados às receitas da atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Total das receitas próprias vinculadas a atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Ajuste por diminuição no valor de investimentos avaliados pelo PL Exclusão Adição Adição 52. 64. pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país. O valor total da variação cambial ativa. resultante da incorporação ao patrimônio de outra pessoa jurídica.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 50. Prejuízo na venda de ações em tesouraria 53. 63. contabilizada pelo regime de competência. contabilizada pelo regime de competência. procedimentos de autorização de registros. processos. liquidada no período de apuração. Exclusão Adição Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Adição Exclusão 65. durante 3 dias no período de um mês. homologações e suas formas correlatas. admitidos pela legislação do imposto de renda Exclusão Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. caso a venda não tenha sido realizada em bolsa de valores. quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial ativa. 56. não tenha sido efetuada por meio de leilão público. Lucro de exploração negativo (atividade rural) 66. de participação societária de titularidade da empresa que efetuar a subscrição e integralização. no período de apuração em que concluída sua utilização. Royalties e assistência técnica não dedutíveis 67.

2006 ITENS R$ RECEITA DA VENDA DE MERCADORIAS E SERVIÇOS Venda de mercadorias 1.000.portaldeauditoria. Orleans Martins 30 .000.000.000. depreciação acelerada incentivada e provisões momentaneamente não dedutíveis. na parte B.00 500. Exemplo de cálculo O exemplo apresentado a seguir é bastante simplificado. sócio. 74.000.500.portaltributario.00 .00 400. CSLL Quanto ao cálculo da Contribuição Social sobre Lucro Líquido. Portal tributário: <www. e as parcelas não realizadas de lucros em contratos de empreitada com órgãos públicos. as depreciações.400.00 Venda de serviços 500. Diferença entre o valor de mercado e o valor contábil de bens e direitos 76. são escriturados os ajustes ao lucro e é transcrita a demonstração do lucro real.000. Uma empresa obteve. recebidos a título de devolução de participação no capital social de outra sociedade. Da mesma forma que na apuração do lucro real.00 . separadamente.00 assim discriminado: DRE DO PERÍODO . amortizações e exaustões incentivadas. ou com pessoa física que seja acionista 75.1º TRIMESTRE . por exemplo.000.00 (+) Receitas financeiras 50. ao qual são realizadas adições.00 (-) Impostos incidentes s/vendas = Receita líquida operacional (-) Custo das mercadorias e serviços vendidos = Lucro bruto (-) Despesas com vendas .130. o Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). controlador.000. pelo regime de tributação pelo resultado ajustado.100. controlada. um lucro de R$ 400. LALUR Os ajustes mencionados são realizados.000. tais como prejuízos a compensar. o ponto de partida é o lucro contábil. no primeiro trimestre do ano.com.com. coligada ou interligada. Ao final do capítulo será apresentado um exemplo mais completo. que afetam apenas a base de cálculo do IRPJ.40.000. como. mas nem todos são realizados em ambas as bases de cálculo. são lançados os valores que afetarão o lucro real de períodos futuros. O LALUR é composto de duas partes: na parte A.000. que afetam apenas a base de cálculo da contribuição social. Perdas no recebimento de créditos com pessoa jurídica que seja controladora.00 (+) Resultado da equivalência patrimonial 20.100. titular ou administrador da pessoa jurídica credora ou parente até terceiro grau.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. exclusões e compensações previstas pela legislação.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Perdas decorrentes de créditos não liquidados. a base de cálculo muito se assemelha à apuração IRPJ pelo lucro real. inclusive com escrituração do LALUR e registros contábeis. Boa parte dos ajustes coincidem. que tenha sido creditada ao resultado.00 1.000.00 . que houverem sido computadas no resultado sem observância dos limites previstos na legislação. apenas para permitir a comparação entre os regimes de tributação.600. em livro específico.br>.000.000.br>.00 (-) Despesas administrativas .000.00 = Lucro antes do IRPJ e CSLL Adição Adição Exclusão R$ 1. Fontes: Receita Federal do Brasil Portal de auditoria: <www.

Orleans Martins 31 .00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo.000.500.00 R$ 89.000. transporte de carga e serviços hospitalares Revendas. apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x 382. Também para a CSLL o somatório de despesas indedutíveis da base de cálculo é igual a R$ 2.380.00 R$ 34. combustível derivado de petróleo.000.380.00 .000.00 referem-se a despesas não dedutíveis conforme a legislação do IRPJ. • Soma de receitas computadas integralmente como lucro.00) R$ 382. no ano calendário anterior.00) Base de Cálculo da CSLL R$ 382.620.00). IRPJ Poderão optar pelo regime de tributação com base no lucro presumido as pessoas jurídicas cuja receita bruta total.300.000.00 Mais: Adições Despesas Indedutíveis R$ 2.000. algumas deduções são permitidas. industrial. o ponto de partida é o lucro contábil após computada a CSLL.200. ou seja.380.2. Tabela: Percentuais de presunção. álcool etílico carburante e gás natural Prestação de serviços: a) exclusivamente prestação de serviços: faturamento anual até R$ 120.00) Total IRPJ devido 3.00 Adicional.00 R$ 32. Atividade Comercial.00 (R$ 400.00 .R$ 34.00 anuais e demais serviços não exclusivamente c) transporte (exceto carga) % de Presunção 8% 1.00. tais corno ganhos de capital e receitas financeiras.000.00.000.620.6% 16% 32% 16% R$ 57.3. R$ 365. inclusive do adicional. tais como IPI.00 = 34.000. para consumo.000.00 b) exclusivamente superior a R$ 120. A base de cálculo da CSLL é.000.000. R$ 2.000. não impede o exercício da opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido.000. Calculando o Lucro Real: Lucro Antes do IRPJ e CSLL Mais: Adições Despesas Indedutíveis CSLL Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial Base de Cálculo da CSLL O IRPJ devido é: Alíquota normal.00 Lucro Presumido (IRPJ)/Resultado Presumido (CSLL) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. O Lucro Presumido é apurado mediante: • Aplicação do percentual correspondente ao tipo de atividade sobre a receita bruta auferida para aquela atividade no período.15% x R$ 382.00 (R$ 20.000.10% x (R$ 382. tiver sido igual ou inferior a 48 milhões de reais ou ao limite proporcional de R$ 4 milhões multiplicados pelo número de meses de atividades no ano. No cálculo da receita bruta. Para apuração da base de cálculo do IRPJ (Lucro Real). O fato de a pessoa jurídica não ter efetuado o pagamento do imposto no prazo legal ou ter efetuado com insuficiência.000.R$ 60. descontos incondicionais e vendas canceladas.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Dentre as despesas administrativas.00 R$ 365. portanto: Lucro Antes do IRPJ e CSLL R$ 400.00 R$ 2.00 Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial (R$ 20.

00 = R$ 29.000. quando: • O contribuinte.000.00 160.3.000.00 .10% x CR$ 290.00 50.000.3.000. intermediação de negócios.00 160.00 290.000. móveis e direitos de qualquer natureza. retornamos à demonstração de resultados do primeiro trimestre de 2006.000.700. teríamos: Tabela: Receita bruta no trimestre.000. apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x R$ 330. também ocorre a aplicação de percentuais sobre a receita bruta. A escrituração revelar evidentes indícios de fraude ou contiver erros ou deficiências que a tomem imprestável para: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. na página 31.000.000.R$ 60.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CSLL Na apuração da base de cálculo da CSLL com base no resultado presumido.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido O IRPJ devido é: Alíquota normal.000.00 R$ 23.00 R$ 66. ou seja.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1.00 50.00 120. Orleans Martins 32 . na forma da lei.00 12% Serviços 500. 3.000. não mantiver escrituração na forma das leis comerciais ou fiscais. mas os percentuais são diferentes dos adotados para apuração do lucro presumido: Tabela: Percentuais de presunção.500. ignora-se o lucro contábil apurado.000. O lucro arbitrado pode ser aplicado nas situações em que a escrituração contábil e fiscal do contribuinte for desclassificada por parte da autoridade fiscal.000.00 % de Presunção 12% 32% 80.000. APURAÇÃO . e calcula-se um lucro estimado. para fins de tributação.15% x R$ 290. locação ou cessão de bens imóveis. ou deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal. APURAÇÃO .000.00) Total IRPJ devido No cálculo da CSLL.000. exceto hospitalares.000. obrigado à tributação com base no Lucro Real. Atividade Pessoas jurídicas em geral Prestação de serviços.00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo.00 8% Serviços 500. administração. Lucro Arbitrado (IRPJ)/Resultado Arbitrado (CSLL) O Lucro Arbitrado é uma prerrogativa do Fisco. Na apuração do lucro presumido. devidos no período no decorrer do ano calendário pelas pessoas jurídicas. Exemplo de cálculo Considerando o mesmo exemplo utilizado para demonstração do cálculo do IRPJ/CSLL com base no lucro real.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1.00.00 Adicional. que pode arbitrar o resultado para o cálculo do imposto e da contribuição social.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido R$ 43. e factoring.500. em função da receita bruta.000. Tabela: Receita bruta no trimestre.00 330.

através de balanços ou balancetes mensais. 223 e 225): • Valor resultante da aplicação dos percentuais fixados na lei.Recolhimento por Estimativa As empresas tributadas pelo Lucro Real. Orleans Martins 33 . desde que demonstre. • Ganhos de capital. IRPJ e CSLL pelo Lucro Real Anual . e a empresa deverá providenciar o recolhimento da diferença. que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto. das demais receitas e dos resultados positivos decorrentes de receitas não compreendidas na atividade. calculado com base no lucro real do período em curso. em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas. inclusive adicional.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] o Identificar a efetiva movimentação financeira. sobre a receita bruta auferida mensalmente. O montante do tributo pago em antecipações mensais será compensado com o montante devido com base no Lucro Real. Os percentuais aplicáveis para apuração do Lucro Arbitrado são os mesmos do Lucro Presumido. Tabela: Percentuais por atividades. O contribuinte não mantiver. se houver. inclusive bancária. O lucro estimado para servir de base ao cálculo à antecipação do IRPJ e CSLL consiste na soma das seguintes parcelas (RIR/1999. inclusive bancária. Percentuais 8% 1. o Determinar o Lucro Real. O contribuinte optar indevidamente pelo regime de tributação com base no Lucro Presumido. bancos e assemelhados Factoring Suspensão/redução do IR A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês. 518) Revenda de combustíveis Serviços de transporte (exceto transporte de carga) Serviços de transporte de cargas Serviços em geral (exceto serviços hospitalares) Serviços hospitalares Intermediação de negócios Administração. acrescidos em 20%.3. locação ou cessão de bens e direitos de qualquer natureza (inclusive imóveis) Instituições financeiras. conforme tabela de percentuais a seguir. O contribuinte não apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial ou fiscal ou o livro-caixa. por conta ou subconta. O comissário ou representante de pessoa jurídica estrangeira deixar de escriturar e apurar o lucro de sua atividade separadamente do lucro do comi tente residente ou domiciliado no exterior.60% 16% 8% 32% 8% 32% 32% 16% 32% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que optaram pela apuração anual. art.por ocasião da entrega da DIPJ. variáveis conforme o tipo de atividade explorada. os lançamentos efetuados no livro-diário. Atividades Atividades em geral (RIR/1999. Este "encontro de contas" acontece por ocasião da entrega da Declaração de Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas . • • • • Autoarbitramento É possível ao contribuinte autoarbitrar a base de cálculo do IRPJ e CSLL. 3. deverão recolher mensalmente antecipações de IRPJ e CSLL com base em lucro estimado ou Lucro Real apurado em balancete de suspensão/redução. arts. nos quais deverá estar escriturada toda a movimentação financeira.4. apenas nos casos em que for possível apurar a sua receita bruta. o livro-razão ou fichas para resumir e totalizar.

1512 (D) x 0.00 1. Dez.800. a empresa precisa acompanhar os ajustes (adições e exclusões).00 11.000. com aplicação das alíquotas de 15% para IRPJ e 9% para CSLL.000.00 18.400.000.550.00 612.200.00 4.00 200.00 2.00) (2.00 648.00 70.00 70.600.00 11.500.600. Out. os ajustes são .000.000.00 (4.160. Set.450.000.000.00 912.00 456. Orleans Martins 34 .00 700.900.00 70.00 720.000.400.mesmos para apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL. Dez.00 100.000.000.000.00 1.00 20.048.00 2. Maio Jun.12 x (A) (F) = (C) + (E) (B) x 0.00 2.00 5. Mar.00 1.00 1. Maio Jun.00 3.800. Ago.000. Dez. Out.000.00 552.400.00 5. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 2.60 18.00 1.00 (200.00 150.00 14.120.596.00 1.00 46.00 100.000.00 40.00 24.00 8.00 2.00 6.000.00 7.00 1.00 40.000.800.000.400.00) 4.00 600.00 O IRPJ e CSLL estimados em função do faturamento mensal são: Meses Faturamento Base cálculo IRPJ IRPJ Base cálculo CSLL IRPJ + CSLL no mês Estimativa Estimativa CSLL Estimativa Estimativa (C) = (E) = (A) (B) = 0.840.00 5.00 840.00 Jan.600.200.00 400.00 16.000.000.00 14.00 35.00 1.162. não tendo obtido no período ganhos de capital e outras receitas não compreendidas na atividade.000.40 524.00) 5.00 300.500. considere uma empresa comercial com faturamento de R$ 480.600.00 15.700.80 1. Ago. Out.600.00 11.300.900.050.00 480.00 216. Abr.000.00 8. Jul.00 216.40 23.00 1.000.00 200.080.400.00 1.900.00) (5.00 Meses A partir do Lucro Real/Base de cálculo da CSLL acumulado ao final de cada mês.600. Abr.00 486.00. além de apurar o resultado contábil.200. Abr. Set.00 2.00 6.760.000. 22.00 540. Nov.000.00 600. Meses Faturamento no mês Jan.00) 5.500. Nov.00 27.680.00 7. Maio Jun.00 1.700.000.00 1.00 23. Mar.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para uma demonstração de como se faz o cálculo.00 100.700.500.00 9.600.00 2.640.00 3.00 194. Set.596.00 550.00 7.100.400.600.00 264.000.000.00 276.800.300.80 1.80 22.00 60. Nesta empresa.00 756. Resultado contábil No mês Jan. Fev. Fev.00 50.000. Jul.00 4.000.00 39.000.00 496.00 1.00 2.40 410. Ago.40 46.800.00 500.440. Para apuração do valor devido de IRPJ e CSLL.00 Ajustes Lucro Real / (Adições menos Exclusões) Base de cálculo CSLL Acumulado no ano No mês Acumulado no ano Acumulado no ano 8.00 240.00 51.00 840. calcula-se os valores devidos de IRPJ e CSLL. 8.026.600. Para tanto.00 9.00 2.00 3.00 180.60 501.00 7.000.000.00 5.700.520.950.850.00 21.00 237.00 51.00 248.00 342. Nov.200.00 70. cujo detalhe mês a mês encontra-se na tabela a seguir.760.368.00 19.00 20. Os valores mensais e acumulados no ano do resultado contábil e ajustes (adições menos exclusões) encontram-se demonstrados a seguir. Fev.00 5.400. é necessário acompanhar o lucro tributável acumulado mês a mês.00 756.00 432.000.00 4.100.80 60.00 1.000.00 3.09 45. 45.00 15.000. Mar.900.00 (3.08 x (A) (D)=0.550.00 3.00 18.00 1.00 300.00 162.00 16.00 Jul.300.00 17.00 19.500.00 2.

00 540.026.80 estimativa 1.00 900.00 1.000.00 1.00 4.00 19.20 501.710.00 7.00 6.00 1.530.80 redução 423.480.00.40 suspensão 0.60 Ago.440.480.00 1. a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 456. 6.925.00 1.00 estimativa 1.00 1.00 estimativa 912. Como já recolheu até fevereiro R$ 1.000.40 423.00 Out.00 2.162.R$1. novos prejuízos reduziram ainda mais o tributo devido no ano. o lucro real acumulado no ano caiu de R$ 9.160. 3.00.00 3.500.00 6.680.040.00 3.048. 39.312.00 27.680.00 Mar.40 410.00 estimativa 1.026. de R$ 1. e o IRPJ e CSLL devidos no ano passou a ser de R$ 1.00 630.00 O montante a ser recolhido mensalmente a título de antecipação pode basear-se no valor estimado.00.00 1. considerando-se o menor desembolso possível.00 14.00 + R$ 1.360.040.40 suspensão 0.00.00 Set.00 redução 414. Assim.000.00 1.160.000.60 estimativa 501.592.000.285.134.00. IRPJ + CSLL Recolhimento com Recolhimento devidos base em balancete Recolhimento Opção IRPJ + CSLL a Meses acumulado até acumulado no de suspensão/ por estimativa escolhida recolher o mês anterior ano redução Jan.754.00 4.026.500.00 960. teria que recolher por ocasião da entrega da declaração de ajuste a diferença entre tributo devido e tributo antecipado.000.00 1.800.00 Fev.440.000.00 990.162.500.680.00 2.482.00 (R$ 1.00 1. Em decorrência do registro de prejuízo contábil no mês.00 = R$ 456. 5.000.026.00 4.00 90.256.440.00 4.00 4.00 9.000. que passou a ser de R$ 240.00 6.480. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.60 1. 9. apurado com base no lucro real/base de cálculo da CSLL.00 1.026.368. a melhor alternativa é transcrever para o LALUR o balancete que justifica a redução do valor da antecipação dos tributos para R$ 414. A tabela a seguir evidencia a melhor opção de recolhimento da antecipação a cada mês.256. 27.890.80 1.680. 1. Como já foram recolhidos R$ 1.00 em janeiro.000.00 Abr.00 1. a empresa fica autorizada a não proceder a recolhimento de antecipação.00 912.00 342.00 39.440.00 Em janeiro.00 1. 9.175.680.560.00 456. ou no efetivamente devido (balancete de suspensão/redução).00.256. 4.00 suspensão 0.850.60 Nov.00 1.000.000.00 Jun.000.00 Nov.480. 1.360.00 Fev.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Lucro Real IRPJ devido Base de cálculo acumulado até o acumulado até o CSLL acumulada até Meses mês mês o mês (A) (B) = A* 0. que é o montante que iguala tributos devidos e antecipados.00 2.00 .440.00 2.050.080.510.00 .026.00 Maio 11. comprovando essa situação com levantamento de balancete que justifica a suspensão do recolhimento de antecipações de IRPJ e CSLL.00 2.00.000.596.160.596.000. 21.00 5. 1.00 240.650. Caso a empresa não obtivesse mais lucro nem faturamento durante o ano.15 (C) Jan.000.00 150.00 2.00).00).00 4.80 Jul. 6.00 (R$ 2. Em fevereiro.09 (E) = (B) + (O) 810.050.00 2.00 1.000.640.00 1. a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 1.00 1. efetuando recolhimento da antecipação com base em estimativa a empresa recolheria mais tributo do que o devido relativo ao ano CR$ 1.440.350.440. 14.00 Dez.00 CSLL devida acumulada até o IRPJ + CSLL mês (O) = (C)*0. 4.00 414.00 1.00 Abr.00 Jul.00 estimativa 1.00 3.048. 19. e o IRPJ e CSLL devidos com base no lucro real apurado no mês era R$ 2.000.000.00 Mar.00 3.00 1.00 Set.00 2. 2. 7.160.00 5.00 Ago.00 9.00 19.00 Maio 2.00 21.026.560.00 1. 240.680.00 2.150.026.00 Out.080.00 redução 240.00 4. 4.00 240.500.850.640.40 524. Em março. A opção é conjunta para IRPJ e CSLL.00 1.430.968.00 4. 17. 19.755.00 para R$ 6.00 3.596.550.00 Jun.368. tornando mais atraente o recolhimento por estimativa.160.000.00).00 1.R$ 1.00 11.000. Orleans Martins 35 .00 Dez.000.305.00 17.

00 (R$ 9. ensejando o registro de Ativos e Passivos Fiscais Diferidos. junho e julho. SISTEMAS DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Um tributo que resume diversos outros: SIMPLES Nacional Simples Nacional é o nome dado ao novo tratamento tributário para microempresas e empresas de pequeno porte instituído pela Lei Complementar nº 123. quando a empresa beneficiou-se da possibilidade de reduzir ou suspender o recolhimento das antecipações de IRPJ e CSLL. Prejuízo fiscal (IRPJ) e base de cálculo negativa (CSLL) As empresas tributadas com base no Lucro Real têm direito de compensar e períodos futuros o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) calculado com base na legislação específica do IRPJ (CSLL). do ponto de vista de administração dos recursos financeiros. Uma vez que até março haviam sido recolhidos R$ 1. de 14/12/2006 (Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas).000. Uma vez que o tributo devido no ano é de R$ 9.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IRPJ e CSLL devidos no ano com base no lucro real acumulado até abril foi de R$ 1.00.00.644. estadual e municipal) de uma única vez. Ativos e passivos fiscais diferidos Na apuração do IRPJ e CSLL devidos.00 (redução). Esse direito de redução futura das bases de cálculo de IRPJ e CSLL constitui-se em um ativo para a empresa que apurou o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) desde que existam perspectivas de lucros futuros. a Comissão de Valores Mobiliários e o Banco Central do Brasil.00.716. setembro e outubro.3. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. O Simples abrange o ISS (Imposto sobre Serviços . existem alguns eventos que geram direitos de compensação futura ou postergação de pagamento de tributo. 4. Definição ampla de Micro e Pequena Empresa: a definição ampla está atrelada ao valor Receita Bruta de Vendas que uma empresa obtém durante o ano fiscal. anterior ao Simples Nacional.00 até R$ 2.680. Com o Simples Nacional. só é necessário recolher um complemento de R$ 240. a estimativa tornou-se novamente mais atrativa. diversos órgãos que emitem normas contábeis. situação que se inverteu em agosto.00.00.400. As empresas que se enquadrarem no regime simplificado recolhem oito impostos das três esferas (federal. Nos meses de maio. Pequena Empresa: vendas anuais acima de R$ 240. expectativa de geração de lucros tributáveis futuros fundamentada em estudos técnicos de viabilidade que permitam a realização deste ativo fiscal. os quais eram considerados no sistema simplificado. e não precisaria fazer recolhimento complementar na declaração de ajuste).00. Atentos a este fato. a empresa recolheria até dezembro R$ 7.municipal) e o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias . somente mediante convênio do Município e do Estado com o governo federal. o recolhimento por estimativa mostrou-se mais interessante. quando permitido.5. No entanto. Vale ressaltar que o recolhimento da antecipação por estimativa é uma faculdade que é concedida às empresas. como o Conselho Federal de Contabilidade. pois permitia efetuar um recolhimento inferior ao devido com base no lucro real. estabelecem que a constituição do ativo fiscal diferido deve estar atrelada à possibilidade de utilização destes valores nos próximos períodos.360.00. há uma simplificação no recolhimento e na burocracia administrativa da gestão de tributos das empresas enquadradas. Microempresa: receitas brutas anuais até R$ 240. 4.000.R$ 7. Note que o ponto fundamental para que o direito legal de compensação se torne efetivamente um direito para a empresa tributada pelo Lucro Real é a existência de resultados tributáveis no futuro. Portanto.estadual). na declaração de ajuste a empresa deverá recolher a diferença de R$ 1.1. Assim. através do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) uma vez por mês.00).360. a empresa deverá apresentar histórico de rentabilidade. Utilizando as alternativas descritas.644.360. mês a mês (e nesse caso a nossa empresa encerraria o ano tendo recolhido R$ 9. Nada impede que a empresa recolha antecipações com base no valor apurado pelo lucro real.00. Orleans Martins 36 . o processo de abrangência ficou automatizado.000. 3. como a apuração de prejuízo fiscal/base de cálculo negativa e ajustes temporários ao lucro. Em novembro e dezembro. parece-nos estranho que a empresa não opte por postergar o pagamento dos tributos.440.

00. A possibilidade de optar pelo SIMPLES Nacional está condicionada ao atendimento de uma série de condições relacionadas a: • Tipo de atividade econômica desenvolvida . uma empresa que participa em diversas outras empresas não tem perfil de empresa pequena para a lei. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. do limite imposto. construtoras. com algumas exceções. o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia. como as destinadas ao SESC.00. a lei exige que se somem as receitas totais e não apenas a proporção de participação do sócio que detém outras participações.000.00 e R$ 2. Isto tira a possibilidade de um grupo de empresas fazer uso da lei. Orleans Martins 37 . por exemplo: seguradoras que são supervisionadas pela SUSEP. Por exemplo. na condição de Empresa de Pequeno Porte (EPP). geralmente. deverá ser considerada a proporcionalidade. não podem optar. instituições financeiras. em que geralmente dependem de um capital maior para suas operações como também têm regulação específica. excluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos. por exemplo.000. como. ao SENAC. e constam no anexo da Lei nº 123/06. ou seja. empresas organizadas na forma de sociedade por ações estão impedidas. ao SEBRAE e seus congêneres. dentre outros.000. bem como as relativas ao salário-educação e à Contribuição Sindical Patronal.000. imobiliárias e prestadoras de serviços típicos de profissões regulamentadas. ao SENAI. A base de cálculo do SIMPLES Nacional é a receita bruta. • Origem do capital social . As sociedades por ações.000. • Limite máximo de faturamento . como. A lei tem a preocupação de dar vantagem para a empresa que realmente é pequena. na condição de Microempresa (ME).as empresas que exercem determinadas atividades.só poderão optar pelo SIMPLES. As alíquotas aplicáveis variam por faixa de faturamento e atividade. individualmente ou em conjunto. Pode-se verificar que as exceções que a lei trata estão atreladas a negócios que não têm natureza comercial ou industrial e sim a serviços de natureza financeira. mas na essência econômica é um grupo que não pode ter as vantagens tributárias da lei. Por exemplo.por exemplo. são empresas de porte naturalmente maior e que podem buscar recursos no mercado acionário (negociadas em bolsa e supervisionadas pela CVM). entendida como tal o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria.sociedades de cujo capital participe estrangeiro residente no exterior ou outra pessoa jurídica. • Forma de organização social . os valores máximos da receita bruta para micro e pequena empresa serão respectivamente R$ 200. participa em outras empresas que podem ter suas receitas brutas acima. mas que a receita bruta de todas as empresas não ultrapasse o valor máximo. sua forma jurídica poderia até se enquadrar.00 no ano anterior e. No quadro abaixo está a relação de tributos e suas respectivas esferas que fazem parte do regime simplificado nacional.400. financeiras pelo BACEN.: em caso da empresa começar a operar durante o ano. as empresas que obtiveram receita bruta anual até R$ 240. pois mesmo tendo receita bruta na faixa permitida. estão entre as empresas que não podem optar pelo SIMPLES. A lei permite que um sócio tenha participação em uma outra empresa. para uma empresa que começou a operar em 1 Q de março. empresas cuja receita bruta anual atingiu o limite máximo de R$ 2. ao SESI.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Obs. Sigla do Tributo IRPJ CSLL IPI PIS COFINS ICMS ISS INSS Patronal Municipal Estadual Federal X X X X X X X X A inscrição no SIMPLES Nacional também dispensa a pessoa jurídica do pagamento das contribuições instituídas pela União. o que evidencia uma preocupação em relação à participação de um acionista pessoa física. Independentemente do percentual de participação.

a empresa deve considerar o tipo de atividade e a receita bruta acumulada no ano. desportivas. escolas livres. academias de dança.1. Sua apuração deve ser efetuada após a empresa ter todos os dados mensais sobre suas receitas brutas. Para cada tipo de receita. Orleans Martins 38 . planejamento. de ioga e de artes marciais. empresas montadoras de estandes para feiras. 4. ou seja. confecção. cursos técnicos e gerenciais. produção cultural e artística e produção cinematográfica e de artes cênicas Cumulativamente. corno também qual a faixa de alíquota em que se enquadra. desde que desenvolvidos em estabelecimento do optante. bem como a de locação de bens móveis e outras que não relacionadas como vetadas na Lei Complementar nº 123/06 Receitas decorrentes da venda de mercadorias sujeitas a substituição tributária Receitas decorrentes da exportação de mercadorias para o exterior.1. Para encontrar a alíquota devida. chamado de Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. de natação e escolas de esportes. A lei trata as receitas por "atividades". o que faz sentido. de línguas estrangeiras. existe um tipo de tabela. de capoeira. comércio serviços. manutenção e atualização de páginas • • • • • • • CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. locação de bens e móveis). consultando a tabela correspondente (indústria. estadual e municipal) terá seus respectivos representantes em um comitê que irá gerir e normatizar os aspectos tributários do Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. inclusive jogos eletrônicos. artes. A lógica de tributação e cálculo do SIMPLES Nacional A apuração do tributo devido pelo SIMPLES Nacional ocorre mediante aplicação da alíquota devida ao valor da receita bruta mensal auferida pela empresa. academias de atividades físicas. elaboração de programas de computadores. Devem ser separados os seguintes tipos de receitas: Tipos de receitas (por atividade) Receitas decorrentes da revenda de mercadorias Receitas decorrentes da venda de mercadorias industrializadas pelo contribuinte Receitas decorrentes da prestação de serviços. inclusive sob a forma de subempreitada.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Como é administrado o SIMPLES Nacional entre as três esferas? Cada esfera (federal. ela é aplicada ao valor do faturamento obtido no mês. licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação. Tal comitê está vinculado ao Ministério da Fazenda e tem a seguinte estrutura normatizada em lei: Secretaria-Executiva do Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (CGSN/SE) A Secretaria-Executiva tem por finalidade prestar apoio institucional e técnico-administrativo necessários ao desempenho das competências do CGSN. inclusive as vendas realizadas por meio de comercial exportadora ou do consórcio previsto na lei complementar Construção de imóveis e obras de engenharia em geral. pois urna empresa que presta serviço e revende mercadorias não poderia aplicar a mesma alíquota para a atividade serviços e de revenda respectivamente. que varia de alíquota por total das respectivas receitas. Urna vez encontrada a alíquota. há a necessidade de segregação. administração e locação de imóveis de terceiros.

• Manter o livro-caixa em que será escriturada sua movimentação financeira e bancária. ICMS . • Anotação das férias dos empregados nos respectivos livros ou fichas de registro. como limite. • Emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço. serviço de vigilância. 6º da Lei Complementar nº 116/03) . a empresa enquadrada no SIMPLES Nacional deverá: • Fazer declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais. desde que destinadas a comercialização ou industrialização e observado. • Posse do livro intitulado "Inspeção do Trabalho". a partir da publicação pela Receita Federal de um Ato Declaratório Interpretativo (nº 15). sujeitas ao regime não cumulativo de PIS/COFINS. limpeza ou conservação • Transporte municipal e interestadual de passageiros. desde que realizados em estabelecimento do optante. Além disso. da Lei Complementar nº 123/06. • Entregar declaração eletrônica que deva conter os dados referentes aos serviços prestados ou tomados de terceiros. o ICMS efetivamente devido pelas optantes pelo SIMPLES Nacional em relação a essas aquisições. Tal fator gera uma limitação na cadeia de valor de grandes distribuidores que não podem se creditar destes impostos. Créditos As empresas que estão enquadradas no SIMPLES Nacional não geram crédito de impostos (PIS.esta lei permite que seja retido na fonte o valor do ISS no Município onde a micro ou pequena empresa estiver prestando o serviço. na conformidade do que dispuser o Comitê Gestor.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] eletrônicas. Obrigações acessórias O SIMPLES Nacional traz uma grande simplificação em relação às obrigações acessórias exigidas pelo Fisco. pode-se perceber que tal regime de tributação tem uma certa rigidez quanto a planejamento de cadeia de suprimentos no tocante a impostos. Mas permitir ao tomador de serviço ou o comprador. COFINS. Retenções de ISS Retenções de ISS pelas micro e pequenas empresas (relação de serviços conforme art. pois não permite que a empresa enquadrada possa se utilizar de créditos relativos a impostos. e a micro ou pequena empresa poderá abater este valor do ISS que deve conforme o respectivo anexo. A alíquota segue a tabela da legislação da localidade ou Município. proibia que empresas tributadas pelo lucro real. pois a diferença na receita líquida é um percentual considerável. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. das trabalhistas foram dispensadas as seguintes exigências: • Afixação de quadro de trabalho em suas dependências. • Comunicar ao Ministério do Trabalho e Emprego a concessão de férias coletivas. as pessoas jurídicas não optantes pelo SIMPLES Nacional terão direito a crédito correspondente ao ICMS incidente sobre as suas aquisições de mercadorias de microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo SIMPLES Nacional. 23. de acordo com instruções expedidas pelo Comitê Gestor. 23 que impedia o uso de créditos de ICMS e de IPI por compradores de mercadorias de empresas que optaram pelo SIMPLES Nacional. foi a solução encontrada para o impasse do art. escritórios de serviços contábeis. observados prazo e modelos aprovados pelo Comitê Gestor. Desta maneira. Desse modo. • Empregar e matricular seus aprendizes nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem. § 1 º. que foi alterado pela Lei Complementar nº 128/08. Obrigações trabalhistas Da mesma maneira que a simplificação em relação às obrigações acessórias. Orleans Martins 39 . aproveitassem o crédito destas contribuições ao adquirir produtos e serviços de empresas enquadradas no SIMPLES Nacional. Além de manter em boa ordem e guarda os documentos que fundamentaram a apuração dos impostos. que deverão ser disponibilizadas aos órgãos de fiscalização tributária e previdenciária. IPI.impostos não cumulativos) para as empresas compradoras ou clientes. conforme descrito pelo art.

000.680.000.60% 8.000.00 R$ 3.000.000.00 De 1.000.SIMPLES a Recolher (Passivo) R$ 547. optante pelo SIMPLES Nacional na condição de ME.12% 9.01 a 1.01 a 480. • Arquivamento dos documentos comprobatórios de cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias.00 De 1.01 a 1.47% = R$ 547.01 a 1.000.SIMPLES a Recolher (Passivo) No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170.00 De 960.000.01 a 960.00.00 4.000. A tabela para comércio é o Anexo de alíquotas vigente para empresas comerciais: Receita Bruta em 12 meses (em R$) Alíquota Até 120.000.000.00 De 120.13% 10.01 a 840.920.000.440.32% No mês de agosto.00 Note que a mudança de faixa faz com que a empresa aplique a nova alíquota sobre o valor do faturamento no mês sem distinção entre a parcela que teoricamente ainda estaria dentro do limite anterior de faturamento.800.000. Nos meses de agosto e setembro.000.000. Cálculo e contabilização do SIMPLES Nacional .080.00.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O que foi mantido como obrigatório: • Anotações na carteira de trabalho e previdência social.Impostos e contribuições incidentes s/Vendas SIMPLES (Resultado) C .000.000.47%.47%.00 x 5.000.01 a 1.00 De 720.000.00% 5.000.000. • Apresentação das Relações Anuais de Empregados e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).000.000.282.23% 11.32% 11.000.36% 8.320.000.1. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.01 a 1. • Imposto devido = R$ 10.000.00 De 1.000. 4.000.23% 10. Orleans Martins 40 .00 De 1.01 a 2.560. • Imposto devido = R$ 60.000.560.080. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.01 a 720.00 De 480.000.00.01 a 1.000. enquanto não prescreverem essas obrigações.03% 9. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de setembro seria: D . receita bruta acumulada de R$ 100.00 De 240.680.00 De 360.440.exemplo prático A empresa comercial A.000.00 e R$ 10.000.00.00 De 1.000.Impostos e contribuições incidentes s!Vendas/SIMPLES (Resultado) C .000.04% 10.00 De 840.200.47% 6.200.00 De 1.000.54% 7.00 (receita bruta acumulada efetiva).000.28% 8.95% 10.000.920.000.00 respectivamente. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de agosto seria: D . • Apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP). obteve.000. o valor do imposto devido seria: • Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$160.84% 7.01 a 1.01 a 1.00 De 1.47% = R$ 3. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.01 a 600.00 De 1. até julho de 2007.45% 9.00 x 5.282.01 a 360.800. auferiu receita de R$ 60.2.01 a 240.320.040.00 De 600.

Para melhor compreender os efeitos desta regra estabelecida pelo fisco para apuração do tributo devido.000. por exemplo. apuraria os seguintes valores: Em • • • agosto: Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$ 110.00.360. Veja que o imposto para negócio. Vamos ver por quê: • Receita bruta de comércio empresa X: R$ 1. Imposto devido = R$ 10.00 x 4% = R$ 3.00.00. há a possibilidade de uma empresa enquadrada no regime simplificado (EPP) ter dois tipos diferentes de receita bruta. fez com que a empresa A tenha pago R$ 3.00 no bimestre agosto/setembro.000. a empresa passou do patamar de tributação de 4% para 5. X e Y. cada receita alcançando um total de R$ 1. sendo que ambas faturaram no total R$ 70.000.00 em setembro).000. • Receita bruta de serviços empresa Y: R$ 600. tendo que sujeitar toda a receita do mês (R$ 60.000.00 x 8. As duas empresas.200.00. que tinha a abrangência automática dos mesmos impostos abrangidos pelo SIMPLES Nacional (da esfera federal) quando do enquadramento da empresa. O fato de uma empresa ter mudado de faixa no mês de agosto. somando-se os meses de agosto e setembro. se a empresa tivesse um tipo de receita.00.000. A empresa comercial B. como. Porém.000.00. a empresa comercial X tem um tipo de receita e a empresa Y tem receitas originárias de revenda (comercial) e de serviços.00 nos dois meses considerados no exemplo.000.00 de imposto.95% = R$ 119. Apuração do imposto simples para empresa X: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 1.000. que faturasse os mesmos R$ 70.47%.682. considere o caso da empresa B. R$ 10.00.00 x 4% = R$ 400.282.680.00 em agosto e R$ 60. No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170. serviços e comércio.000.00.000.000.47%. Por exemplo. Orleans Martins 41 . Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 4%. • Total empresa X = R$ 119.00. acabaria pagando um valor a maior do que se tivesse mais de um tipo. temos que considerar o limite total de receita bruta de modo a totalizar tais valores.78% = 58. Apuração com mais de um tipo de receita bruta Pelo fato da apuração e cálculo do Imposto Simplificado nacional levar em consideração o tipo de receita.680. enquanto a outra só mudou de faixa em setembro.00. para o ICMS e ISS havia necessidade de que a respectiva esfera CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. • Total empresa Y = R$ 108.400.00.00 até julho.000.200.47%. que tem uma diversificação maior da natureza de suas receitas. enquanto que a empresa B pagou R$ 3. • Imposto devido = R$ 60. uma vez que a empresa faturou R$ 100. mas apuraram o valor de seu imposto simples diferentemente. quando parte destas vendas ainda estaria no limite anterior.000.00 que é o valor limite máximo de receita bruta para o enquadramento ao regime do SIMPLES Nacional.000. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5. • Valor da receita bruta de serviços x alíquota conforme a Tabela (Anexo IV): R$ 600.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] No mês de agosto. tende a ter um valor menor de imposto a pagar devido à sistemática da apuração que a lei codificou. • Receita bruta de serviços empresa X: zero.00 Apuração do imposto simples para empresa Y: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 600. tiveram um total de receitas brutas iguais.28% = R$ 49.000. com as mesmas características da empresa A e faturamento até julho também de R$ 100.000.000. Veja que. Convênios anteriores: antes do SIMPLES Nacional havia o SIMPLES.00 x 9.00.400.829.400.00 x 9.00 com um total de receitas brutas anuais no valor de R$ 2.200.00.000. só que em ordem inversa (ou seja.00) à alíquota de 5. Evidentemente. • Receita bruta de comércio empresa Y: R$ 600.

interestaduais e de exportação.operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. g. mediante resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros.na hipótese da alínea "a" do inciso anterior. estadual e/ou municipal. quando o destinatário não for contribuinte dele.será não cumulativo. não poderão ser inferiores às previstas para as operações interestaduais. Orleans Martins 42 . 155.é facultado ao Senado Federal: a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas. I . b) a alíquota interna.a isenção ou não incidência. as alíquotas internas. qualquer que seja a sua finalidade. nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior. o que deixa a empresa menos refém de sua respectiva jurisdição tributária local. b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito específico que envolva interesse de Estados. IX . estadual (ICMS) e municipal (ISS) está sendo tratada em lei. nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços. quando o destinatário for contribuinte do imposto. nos termos do disposto no inciso XII. é um imposto previsto na Constituição Federal. inciso 11: Art. adotar-se-á: a) a alíquota interestadual.não incidirá: a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior. em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços. VI . salvo determinação em contrário da legislação: a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes. De acordo com o art. de iniciativa do Presidente da República ou de um terço dos Senadores. b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores.poderá ser seletivo. IV . IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte e Comunicação (lCMS). mediante resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços de seus membros. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. assim como sobre o serviço prestado no exterior. de 1993). caberá ao Estado da localização do destinatário o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual. V . tal unificação de impostos federais. quando mercadorias forem fornecidas com serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios. III . ainda que não seja contribuinte habitual do imposto. 5. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 33. assegurada a manutenção e o aproveitamento CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria. estabelecerá as alíquotas aplicáveis às operações e prestações.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] local.resolução do Senado Federal. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: II . bem ou serviço.salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal. 155. VII . Ainda segundo a Constituição Federal: § 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3.em relação às operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado. Com o SIMPLES Nacional. X . compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal.incidirá também: a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica. de 2001) b) sobre o valor total da operação. VIII . aprovada pela maioria absoluta de seus membros. sob competência tributária dos Estados e do Distrito Federal. aderisse ao sistema de modo que se fizesse um convênio aceitando que o imposto que esta tributa possa estar incluso na alíquota única do imposto simplificado. II .

1 º do Decreto nº 46. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42.12. g) regular a forma corno. bebidas e outras mercadorias qualquer estabelecimento.não compreenderá. realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização.374/89. art. 153.na saída de mercadoria. hipótese em que não se aplicará o disposto no inciso X. mercadoria ou serviço. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. o local das operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações de serviços. em estabelecimento de contribuinte. quando a operação. IV. ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular. Orleans Martins 43 . quando não destinados à comercialização ou à industrialização.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores. inclusive lubrificantes. incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados. qualquer que seja a sua finalidade. V .001/01. para fins de legislação base). e) excluir da incidência do imposto. VIII . § 5º. 2º [ .na entrada.12.2003) b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo.02. de lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e de energia elétrica oriundos de outro Estado. nas exportações para o exterior. efeitos a partir de 22. VI .2001) IV . de 2001) De acordo com a legislação vigente (será considerado o Regulamento do ICMS do estado de São Paulo. II . e energia elétrica. 1º.. VII . III .2003) XI . mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal.12. h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidirá urna única vez. para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsável.no fornecimento de mercadoria com prestação de serviços: a) não compreendidos na competência tributária dos municípios. de serviços e de mercadorias. d) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita. o montante do imposto sobre produtos industrializados. b) compreendidos na competência tributária dos municípios. IX .na transmissão de propriedade de mercadoria depositada em armazém geral ou em depósito fechado. de 19. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42. sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual.cabe à lei complementar: a) definir seus contribuintes. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. 2º. serviços e outros produtos além dos mencionados no inciso X.02.529 de 04. de 2001) i) fixar a base de cálculo. relativamente à remessa para outro Estado e exportação para o exterior. a. art. f) prever casos de manutenção de crédito.. XII .na transmissão de propriedade de mercadoria ou de título que a represente.no fornecimento de alimentação. configure fato gerador dos dois impostos. de modo que o montante do imposto a integre também na importação do exterior de bem. DOE 05. isenções. de mercadoria ou bem importados do exterior e apreendidos ou abandonados. indicação expressa de lei complementar. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.2002. mas que. c) disciplinar o regime de compensação do imposto. VIII). de 19. na redação da Lei 11. combustíveis líquidos e gasosos dele derivados. IV . b) dispor sobre substituição tributária.no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior. nas hipóteses definidas no art.no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior. observado o disposto no § 1º (Lei 6.2002. de estabelecimento de contribuinte. b. ] I . ocorre o fato gerador do ICMS: Art. em licitação promovida pelo Poder Público. a qualquer título. de mercadoria oriunda de outro Estado destinada a uso ou consumo ou ao ativo permanente. incluídos os serviços que lhe sejam inerentes. quando esta não transitar pelo estabelecimento do transmitente.na aquisição. no território paulista.na entrada. em sua base de cálculo. (Redação dada ao inciso IV pelo inciso II do art. c) sobre o ouro. d) fixar.

tiver estado na posse do respectivo titular. ou quando do seu pagamento. Orleans Martins 44 . de serviço prestado ou iniciado no exterior. após o desembaraço aduaneiro. após o desembaraço aduaneiro. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro.02. art. salvo disposição em contrário. utilizado para a prestação do serviço. XV .02. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. considera-se ocorrido o fato gerador no momento da entrega. na redação da Lei 10. inclusive na geração. art. na operação de arrendamento mercantil. pelo destinatário. o pagamento do imposto.no ato final do transporte iniciado no exterior. 2. 2º. b) se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço.02. 2º. e § 6º. salvo disposição em contrário prevista na legislação. salvo disposição em contrário prevista na legislação. XI . cartão ou assemelhados. § 1 º Na hipótese do inciso Iv.619/00.02. a entrega pelo depositário. a entrega.2002) a) à vista do comprovante de recolhimento do imposto ou do comprovante de exoneração do pagamento. DOE 06. emissão. oportunidade em que o contribuinte deverá comprovar. 4. retransmissão. a natureza jurídica das operações de que resultem as situações previstas neste artigo.no recebimento. considera-se ocorrido o fato gerador quando do fornecimento ou disponibilidade desses instrumentos pelo prestador. a validade jurídica do ato praticado.por ocasião da venda do bem arrendado. § 3º O imposto incide. se for o caso. 11. caso o serviço seja prestado mediante pagamento em ficha.12. deste tenha saído sem pagamento do imposto em decorrência de operações não tributadas. o título jurídico pelo qual o bem. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro.2002.374/89.na utilização. por qualquer via. saída ou consumida no estabelecimento.2003. 1 º do Decreto 46. tendo transitado pelo estabelecimento transmitente. acrescentado pela Lei 11. 3.12. pelo depositário. XIII . § 4º São irrelevantes para a caracterização do fato gerador: 1. repetição e ampliação de comunicação de qualquer natureza. DOE 05.2001) 1. sobre a ulterior transmissão de propriedade de mercadoria que. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. § 1º.no início da prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará (Convênio ICMS . § 2º Na hipótese do inciso XII.529 de 04. ainda que por débito em conta corrente ou meio eletrônico de dados.2003. recepção. 1º. art. após o desembaraço aduaneiro. 3. também. se tal pagamento se fizer em momento anterior. XIV .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] X . se a entrega da mercadoria ou bem importados do exterior ocorrer antes da formalização do desembaraço aduaneiro. efeitos a partir de 19. por contribuinte. 1 º do Decreto nº 47.2002. 2. transmissão. salvo disposição em contrário prevista na legislação. 5. efeitos a partir de 22. os efeitos dos fatos efetivamente ocorridos. de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outro Estado e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente alcançada pela incidência do imposto. o título jurídico pelo qual a mercadoria. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. § 1º Na hipótese do inciso IV (Lei 6.626 de 05. ou por qualquer outro instrumento liberatório do serviço.0001/2001. a entrega pelo depositário.143/02): (Redação dada ao item 2 pelo inciso I do art. tiver estado na posse do prestador. IV): (Redação dada ao § 1 º pelo inciso 11 do art. XII .na prestação onerosa de serviços de comunicação feita por qualquer meio. e de outros documentos previstos na legislação.

entre outros. para constituir seus estoques. que serão posteriormente utilizados em sua atividade-fim. ao final do mês.com.Fornecedores R$ 1. pois o produto de sua arrecadação corresponde.regime pelo qual o ICMS é recolhido na fonte em determinada fase de sua circulação. quando das operações corriqueiras.Estoque de Matérias-primas C . A seguir. com o registro de créditos e débitos de imposto.00 ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 1. haja vista que o ICMS é um imposto recuperável. há diversos eventos econômicos que podem ocorrer. em pagar o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual.Fornecedores R$ 8. afinal. no dia a dia das empresas.pdf>). visando-se apurar. dentre outros. mercadorias. conforme estudos realizados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).800. O mesmo procedimento deve ser aplicado a todas as aquisições que resultem em recuperação do ICMS. para as indústrias. sendo que. Serão expostos. 5. Por ter natureza não cumulativa.200.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 5º Nas hipóteses dos incisos VI e XIv.200. <http://www.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . pois o mesmo já foi recolhido pelo contribuinte eleito como substituto tributário. Aquisição de matérias-primas Quando da aquisição de matérias-primas. Por esse regime. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.ibpt.Pela aquisição de matérias-primas (valor líquido): D . nas fases subsequentes. é um dos tributos que apresenta maior número de eventos econômicos.regime de apuração pelo qual a empresa realiza o aproveitamento dos créditos provenientes da aquisição de matérias-primas destinadas à produção e de mercadorias destinadas à revenda. serão apresentados os eventos. o ICMS possui basicamente duas formas de apuração. Contabilização do ICMS de empresas em regime normal de apuração Quando a empresa está sujeita ao regime normal de tributação. não há débito ou créditos de imposto. compensando os referidos créditos com os débitos oriundos da venda de produtos e mercadorias. produtos. com os respectivos registros contábeis das operações. ao final. pelo valor de R$ 10. Dentre as suas características. relativas ao ICMS. nos tópicos seguintes. O ICMS é caracterizado como um dos principais impostos.000.br/img/_publicacao/13710/181. realizadas com a aquisição e comercialização de matérias-primas.ICMS a Recuperar C . b) Regime de Substituição Tributária .1. Orleans Martins 45 . têm-se operações nas quais deverá haver o respectivo lançamento contábil. a obrigação do contribuinte consistirá. as empresas devem apurar o saldo a pagar ou a recuperar do imposto. gerando lançamentos contábeis de média complexidade. as formas de contabilização mais comuns. o custo de aquisição efetivo da matéria-prima corresponde a R$ 8.00 Dessa forma.00 Lançamento contábil . Evento: aquisição de matérias-primas. o saldo a pagar ou a recuperar do tributo. apresentando especificidades quanto às formas de arrecadação. as indústrias possuem o direito de recuperar o crédito do ICMS destacado na Nota Fiscal. relativos apenas às operações realizadas por ele mesmo. Sempre que ocorrido o fato gerador do ICMS.800.00. como a aquisição de materiais secundários de produção e material de embalagem. a aproximadamente 20% do total de tributos arrecadados por todas as esferas de governo (Fonte: IBPT. a saber: a) Regime Normal de Apuração .

devoluções de vendas. por exemplo.Fornecedores R$ 880. realiza o pagamento do transporte. quando as empresas aderem a determinada tributação simplificada.Pela aquisição de mercadorias (valor líquido): D .00 Verifica-se que.Compra de Mercadorias C .ICMS si Compras R$ 120. a empresa adquirente poderá se creditar do ICMS destacado no CTRC. as empresas podem realizar. têm-se registros contábeis distintos.00 Evento: aquisição de mercadorias para revenda. devoluções de compras.Estoque de Mercadorias . pelo valor de R$ 1. Nesse caso.00 D .Pela aquisição de mercadorias: D .000.Fornecedores R$ 120. Todas essas operações podem ser tributadas pelo ICMS. Orleans Martins 46 .Produto X C . recebimento de bonificação de mercadorias.Contas a Pagar R$ 88. de acordo com o tipo de inventário adotado pela empresa. juntamente com essas mercadorias.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aquisição de mercadorias para revenda Da mesma forma que as empresas industriais. por intermédio do Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas (CTRC).00 Lançamento contábil . embora a operação de compra de mercadorias seja a mesma. em virtude da legislação específica do Estado. possuindo um tratamento distinto. em alguns estados.Fornecedores R$ 1.ICMS a Recuperar C . As empresas comerciais podem efetuar o registro contábil de seus estoques por intermédio de dois sistemas: o sistema de registro permanente de estoques (inventário permanente) e o sistema de registro periódico (também conhecido como inventário periódico). como não há o destaque do ICMS. Aquisição de fretes em operações de compra de mercadorias.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . diversas operações.Contas a Pagar R$ 12. como.ICMS a Recuperar C . entre outras. de acordo com o sistema de inventário adotado pela empresa. como aquisição de frete. com tributação pelo ICMS Quando uma empresa adquire mercadorias e. também possuem o direito de se creditar do imposto.ICMS a Recuperar C .00 (Inventário permanente) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120. mas no interior do mesmo Estado a operação de transporte de cargas não tem o destaque do ICMS. Além das operações de aquisição de mercadorias. bem como o custo de aquisição da mercadoria. Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100. Evento: aquisição de mercadorias para revenda. juntamente com as operações de compra de mercadorias.Estoque de Mercadorias . proveniente de aquisição de mercadorias. quando da realização de transporte intermunicipal.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . não há a possibilidade de aproveitamento do crédito do ICMS correspondente. pelo valor de R$ 1.000. quando adquirem mercadorias para revenda. Destaca-se que. salvo situações específicas vedadas em lei.00 Lançamento contábil .00.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. com incidência do ICMS pela alíquota de 12% (Inventário Permanente) D . no curso das atividades normais. veremos os lançamentos relativos a cada um dos sistemas de registro de estoques.00 (Inventário periódico) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120. as empresas comerciais.000.Produto X (pelo valor líquido) C . A seguir.

00 R$ 12. Dessa forma. tendo como objetivo cobrir todas as despesas e custos. Orleans Martins 47 . deduzindo-se os impostos recuperáveis incidentes sobre o mesmo.00 R$ 18.ICMS a Recolher Fretes sobre vendas de mercadorias As empresas.Venda de Mercadorias R$ 20. eventualmente ocorrem situações onde o fornecedor de determinada mercadoria recebe de seu cliente a mercadoria em devolução. em operação de venda de mercadorias ou produtos. ou então a crédito da conta Caixa. nas operações a vista.00 De acordo com os princípios de custo.Inventário Periódico D . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.Caixa/Duplicatas a Receber C . quando vendem mercadorias.00 Corno se pode observar. ao qual a empresa deverá realizar a apuração do mesmo. de acordo com o sistema de inventário.00 Pela venda de mercadorias: D .ICMS si Fretes R$ 100. na conta Fornecedores (por opção do contador/empresa) ou contas a pagar. Evento: venda de mercadorias a vista/a prazo.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100.Contas a Pagar D .Fornecedores/Contas a Pagar/Caixa D . Quando da realização de operações de venda de mercadorias.00 Pelo ICMS incidente sobre as vendas: D . por motivos diversos.600. Operações de devoluções de compras de mercadorias No curso normal das atividades empresariais.600. ocorre o débito do ICMS.Fretes sobre Vendas C .ICMS a Recuperar C . a operação de contratação de fretes pode ser contabilizada. o frete incidente sobre compras integra o custo da mercadoria vendida. com a finalidade de posteriormente realizar a venda das mesmas.Frete sobre Compras C . Quando isso ocorre. compensando-se os créditos provenientes da aquisição de mercadorias.00 ICMS incidente sobre a venda: R$ 3. se na operação de transporte de cargas ocorrer incidência do ICMS. nas operações a prazo. corno não conformidade com o pedido ou mercadoria deteriorada.ICMS s/ Vendas C . Evento: responsabilidade pelo pagamento do frete. obtendo uma margem de lucro. debitados no Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga (CTRV). proveniente de aquisição de mercadorias. a empresa responsável pelo pagamento terá o direito de recuperar os referidos créditos de ICMS. ocasionalmente podem ficar responsáveis pelo pagamento dos fretes incidentes sobre as vendas. por R$ 20.ICMS a Recuperar C .000.00 ICMS incidente na operação: R$ 18. deverá ser realizada uma contabilização diferenciada.000. bem como proporcionar um retorno ao capital investido pelo sócio ou acionista. no valor de R$ 150.ICMS de Fretes s/ Vendas R$ 150.00 D . Operações de venda de mercadorias As empresas adquirem mercadorias.00.00 R$ 3. com incidência do ICMS pela alíquota de 12% .

Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C .000. por ocasião da venda de mercadorias. no valor de R$ 5. denominada "ICMS sobre devolução de vendas". no momento da negociação: abatimento do valor da mercadoria devolvida nas duplicatas a pagar (fornecedores). cria-se uma conta redutora.00 ICMS incidente sobre a devolução de R$ 60. além de realizar a devolução das mercadorias. quando da aquisição de mercadorias.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Nessas situações. recebendo créditos apenas quando do encerramento para apuração do Resultado do Exercício. o valor debitado por ocasião da devolução de vendas será aquele correspondente ao valor total da nota fiscal. Há três opções na conta devedora.00 Corno se pode observar pelos registros acima. há reflexos no ICMS que foi debitado.00 (Inventário periódico) ICMS destacado no valor de R$ 600. Operações de devoluções de vendas de mercadorias Da mesma forma que as empresas podem devolver mercadorias aos seus fornecedores. Orleans Martins 48 . toma-se necessário o registro correspondente do imposto incidente sobre as referidas operações. ou ainda vendas canceladas.Estoque de Mercadorias D . para fins tributários. ocorrerá o débito correspondente.ICMS a Recolher R$ 4.00 (Inventário permanente) ICMS destacado no valor de R$ 600. tem natureza Devedora.Devolução de Vendas C . ocasionando o que comum ente é chamado de devolução de mercadorias de clientes. correspondente a despesas. Entendemos tratar-se de uma técnica mais adequada. no valor de R$ 5. As contas de resultado.00 D . independe o tipo de inventário adotado pela empresa. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. usualmente.000. do que a contabilização diretamente na conta ICMS sobre vendas.Duplicatas a Receber/Caixa D . restituição em dinheiro do valor correspondente às mercadorias devolvidas (caixa) ou ainda.ICMS a Recuperar C . é a venda de mercadorias. que poderá ser utilizado quando a empresa vier a realizar novas compras junto ao seu fornecedor. contabiliza-se o ICMS sobre devolução de compras separadamente.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C .00 D . pois a operação a ser considerada.400. destacando-se os efeitos tributários das operações de devoluções de mercadorias.ICMS s/ Devolução de Compras C .ICMS sobre Devolução de Vendas R$ 500. Outro fator a ser considerado é a natureza da conta. no caso de devolução de vendas o tratamento seria o mesmo. caso elas sejam operações tributadas pelo ICMS. constituição de um direito (créditos a receber). Nesse caso específico. uma conta redutora da conta devolução de vendas.00 Observe-se que. Isso decorre da necessidade de informação por parte dos usuários da contabilidade. Adota-se.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C . Na saída por ocasião de urna devolução. no caso em questão. Evento: devolução de compras mercadorias. Quando ocorre essa situação.00 R$ 600. no valor de R$ 500. em determinadas situações os clientes das empresas também podem efetuar essa operação.00 R$ 600.Devoluções de Compras D .ICMS a Recolher R$ 5. a empresa possui o direito de creditar-se do ICMS correspondente. por ocasião da devolução de compras. Da mesma forma que. Evento: devolução de vendas de mercadorias.00 Evento: devolução de compras mercadorias. de acordo com as condições comerciais estabelecidas.000.00 R$ 60.00 D . nesse caso. Dessa forma.

00. a empresa Beta S. o fato gerador do ICMS.ICMS a Recuperar C . Essa operação consiste no envio.00 D . essas serão tributadas normalmente. para aqueles clientes que realizam compras em grande quantidade. segue abaixo um exemplo prático. A diferença existente entre uma compra e venda comum reside no fato de que. Caso não ocorra a venda das mercadorias. nesse caso. quando do lançamento de um novo produto. quotidianamente.ICMS s/ Mercadorias Recebidas em Bonificação Operações de consignação de mercadorias Dentre as diversas atividades desenvolvidas pela empresa. então. R$ 3. a mercadoria continua de propriedade do consignador. na operação de consignação. para que outra empresa (consignatária) realize a venda das referidas mercadorias. A. de uma operação de consignação de mercadorias. que havia vendido 30 unidades. a existência de conceitos distintos: há mercadorias que podem estar fisicamente no estoque da empresa. para a empresa que recebeu as mercadorias em consignação. em 2 de janeiro de 20xO. pela empresa vendedora (denominada consignadora).Receita de Bonificação de Mercadorias R$ 2. pois não possuíram custos de aquisição. O ICMS incidente sobre todas as operações é de 12%. 100 unidades da mercadoria Y. a utilização do recurso de bonificação de mercadorias.Mercadorias Recebidas em Bonificação C . pois foram enviadas a outra empresa em consignação. se essas forem tributadas.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. pois quando da venda das mercadorias.640.00.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Recebimento de bonificação de mercadorias É prática costumeira. mas não serem de sua propriedade. até a empresa consignatária realizar a venda para terceiros. em regime de consignação para a empresa Beta S. no valor de R$ 3. ocorreu o fato gerado do ICMS.00 e o preço de venda da empresa Beta S. para a empresa Gama S. Orleans Martins 49 . A empresa Gama S. sendo que este emitirá. não tendo qualquer benefício específico. Note-se. No entanto.000.Receita de Bonificação de Mercadorias D . A foi de R$ 2. no valor de R$ 3.00 (Inventário Periódico) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360.000. pode ocorrer uma operação denominada consignação de mercadorias.000. Entretanto. bem como há a possibilidade de inexistência de mercadorias na empresa. A remeteu. Quando ocorre a comunicação da venda. O custo das unidades. seja total ou parcialmente. era de R$ 600. e o crédito do ICMS. entre duas empresas comerciais. a empresa consignatária deverá emitir uma nota fiscal de devolução simbólica para o consignador.00 Evento: recebimento de mercadorias em bonificação. Visando esclarecer essas questões. A. gerando uma margem de lucro maior para o vendedor.00 D . mas não a propriedade. ocorre por ocasião da circulação das mercadorias. A empresa que fornece as mercadorias em bonificação deve tratá-Ias como vendas normais.ICMS a Recuperar C . no comércio. para a empresa que efetuou a remessa em consignação. devendo haver o respectivo débito de ICMS. a empresa que recebe as bonificações. Se a mercadoria circulou da empresa A para a empresa B. no que diz respeito ao ICMS.Estoque de Mercadorias C .00 R$ 360.00 R$ 360. ou ainda. ao valor unitário de R$ 100. A No dia 31 de janeiro de 20xO.000. tem o direito de recuperar o ICMS incidente sobre as mercadorias recebidas em bonificação. Evento: recebimento de mercadorias em bonificação.Receita de Bonificação de Mercadorias D . que não são de sua propriedade. a empresa consignatária efetua a devolução das vendas. quando tributadas.00 (Inventário Permanente) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360. que detém a posse das mercadorias. via de regra.000. uma nota de venda de mercadorias (para simples faturamento). A comunicou à empresa Gama S.

[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: remessa de mercadorias em consignação D . temos a seguinte operação de um produto vendido por substituição tributária: Valor de venda pelo substituto: R$ 10. uma vez que. 5.00 ICMS das operações subsequentes: R$ 600.000. nas operações de produtos adquiridos pelo regime de tributação pela substituição tributária. quando da ocorrência de fato gerador do ICMS. em todas as operações anteriormente relacionadas. nesse regime.200.ICMS a Recolher D . tintas. Contabilização do ICMS para empresas em regime de Substituição Tributária A figura da substituição tributária teve seu ápice com a introdução.00 Como se pode observar.000. automóveis etc. não há qualquer compensação do imposto pago nas operações anteriores. devolução. retenção e recolhimento do ICMS sobre duas ou mais operações da cadeia produtiva.Mercadorias Consignadas (contas de compensação) C . caso não se realize o fato gerador presumido.600. Todo o tributo já foi todo retido e recolhido nas operações anteriores.ICMS si Mercadorias em Consignação C . em produtos como combustíveis. conforme será observado no tópico a seguir. basta o comerciante substituído agregar todos os custos pagos pelo produto como custos de comercialização e/ou produção.00 D .00 R$ 12. de fatos tributários posteriores.substituído: R$ 15. das operações subsequentes. 150 da Constituição Federal.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.Mercadorias Consignadas (contas de compensação) R$ 100.00 D . por intermédio do § 7º do art. Diz o referido artigo: § 7º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição.000. Orleans Martins 50 . em um regime conhecido como Substituição Tributária. a outro sujeito passivo. Há situações. Para fins de exemplificar.000.ICMS si Mercadorias Recebidas em Consignação R$ 12.000. contudo.00 Valor total da Nota Fiscal: R$ 10. pneus. além da operação envolver o ICMS incidente sobre as denominadas "operações próprias".Consignação de Mercadorias (contas de compensação) Evento: recebimento de mercadorias em consignação D . Um dos tributos que mais se utiliza do recurso da denominada Substituição Tributária é o ICMS. Esse fato decorre de que.00 R$ 100.1. deve ocorrer o registro dos fatos contábeis relativos às denominadas operações próprias. ele deverá observar a segregação entre o tributo devido nas próprias operações do tributo retido por substituição tributária.ICMS a Recuperar C . cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente.Mercadorias Recebidas em Consignação (contas de compensação) C . O tratamento contábil da substituição tributária deve ser observado com muito mais cuidado pelo substituto (aquele que vende o produto com substituição tributária). recebimento em bonificação ou consignação de mercadorias.000. fretes e outros. Já para o substituto. por meio da Emenda Constitucional nº 3. relativo às operações de aquisição.1. do que por aquele que recebe o produto em substituição tributária. As operações ocorridas sob esse regime devem ser objeto de contabilização distinta.00 Valor de venda varejo .Mercadorias em Consignação (estoque em poder de terceiros) C .000. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga.00 ICMS das operações próprias: R$ 1. venda. de 1993. da possibilidade de atribuição. o contribuinte torna-se responsável pelo cálculo.Estoque de Mercadorias R$ 60. em que.

Fornecedores/Caixa R$ 10. Já para o contribuinte substituído. destinado às suas atividades. No exemplo em questão.ICMS s/ Vendas C .Inventário Permanente D .ICMS .ICMS a Recolher R$ 1. seja pelo regime de substituição tributária. Aproveitamento de créditos de ICMS sobre venda de Ativos Imobilizados e a contabilidade As empresas sujeitas à tributação do ICMS. em razão das operações posteriores realizadas pelo contribuinte substituído.Fornecedores/Caixa R$ 10. de acordo com determinado fator.00 (600..600. destinado à manutenção das atividades da empresa. não havendo qualquer possibilidade de creditarnento do ICMS das operações anteriores.00 (-) ICMS s/ Vendas (1. Orleans Martins 51 . quando realizam operações de aquisição de ativo fixo. que o ICMS por substituição tributária. dessa forma..Compras de Mercadorias C .00 Quando da realização da venda...[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda de produto com substituição tributária D .600.00) (-) ICMS Substituição Tributária Receita Operacional Bruta 10. dessa operação. Entretanto.1.200. O fator deverá ser igual ao produto entre 1/48 (um quarenta e oito avos) com a relação entre a soma das saídas e prestações tributadas e o total das saídas e prestações escrituradas no mês.00 Verifica-se. às empresas. 5.00 Evento: aquisição de produto pelo substituído .Estoques C .Faturamento Bruto R$ 10.200. não é realizado qualquer débito de imposto..ICMS por Substituição Tributária C . deverá ocorrer nos 48 meses seguintes à aquisição do imobilizado. a aquisição de um ativo imobilizado é considerada uma operação de longo prazo. para melhor compreensão: Exemplo de cálculo do FATOR a ser utilizado no cálculo do aproveitamento do ICMS incidente sobre aquisição de ativo permanente.00 R$ 600. de acordo com a legislação vigente. possuem o direito de recuperar o ICMS sobre essa aquisição.operações próprias D .2. ficaria assim expressa: Faturamento Bruto 10. . em virtude do imposto já ter sido recolhido nas fases anteriores.000. A parte inicial da Demonstração do Resultado do Exercício.00) . Vamos a um exemplo.00 Evento: contabilização do ICMS por substituição tributária D . não é permitida pela legislação vigente.600.. ao contrário do ICMS incidente sobre as operações mensais da empresa. seja pelo regime normal. pois o valor corresponde ao ICMS a ser recolhido pelo substituto.Duplicatas a Receber/Caixa (Cliente Alfa) C .Inventário Periódico D .. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.Substituição Tributária a Recolher Evento: contabilização do ICMS . Dessa forma. não constitui um elemento de sua Receita Operacional Bruta. Basta contabilizar o valor efetivamente pago como estoque. Esse processo de recuperação.600. pelo contribuinte substituído.. a recuperação imediata de todo o ICMS incidente em uma operação de aquisição de ativo imobilizado. os lançamentos seriam os seguintes: Evento: aquisição de produto pelo substituído . embora integrante do faturamento da empresa. a operação é bem simples.

000.949 Totais Valor Contábil 100.Data operação: 20. deverá ser calculado da seguinte forma: FATOR = 1/48 * (650.000. como já vimos anteriormente.102 CFOP 5.000.000. A.200.000. que não for aproveitado.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A empresa ALFA S.00/850.00/48 = R$ 150. ou seja. serão abordados todos os eventos provenientes de situações envolvendo aquisição.000.000.000. Aquisição de ativo imobilizado Evento: aquisição de ativo imobilizado tributado pelo ICMS a vista Bem: Máquina Empacotadora .59313% do valor total do ICMS. no valor de R$ 5.000. Ao final dos 48 meses.000. Dessa forma.202 CFOP 6. Os lançamentos correspondentes seriam os seguintes: Evento: apropriação do ICMS incidente sobre aquisição de bem do Ativo Imobilizado D .Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 1. venda e cancelamento de créditos decorrentes de operações com ativo imobilizado.00 --650. Caso a empresa apresentasse somente saídas tributadas.000. Então.00 200. 13 meses a R$ 150. O ICMS incidente sobre as operações de aquisição de imobilizado.0159313 Neste mês em questão.000. para as empresas que promovem saídas não tributadas. será realizado em um prazo previsto de 48 meses.00 R$ 7.00.Máquinas e Equipamentos C .200. a serem aproveitados no curto prazo.000..ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) C .083333%.00 O custo de aquisição do veículo será representado pelo valor de aquisição do bem.00 850. o fator a ser multiplicado pelo ICMS incidente sobre aquisição de ativo imobilizado seria 0.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 60. caso a empresa possuísse créditos de ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado.000. a empresa teve um total de R$ 650.00 em operações tributadas. o percentual a ser utilizado seria de 2. deverá ser cancelado.000. para um total de saídas no valor de R$ 850.000. não poderá ser aproveitada nos meses subsequentes.20x0 Valor do bem adquirido: ICMS incidente sobre a aquisição: D .000.00 R$ 52. teve as seguintes operações registradas em seu Livro de Registro de Saídas: CFOP 5. 1. então. teremos uma parcela do ICMS a ser aproveitado que será utilizado no exercício social imediatamente posterior.00 --281.00 será aproveitado no longo prazo.00.00 9.00 ICMS 12.00 50.00) FATOR = 0. Meses nos quais irão ser creditados os valores do ICMS: De dezembro de 20x0 a dezembro de 20x1 = 13 meses Após dezembro de 20x1 = 35 meses Têm-se. ao final do mês de janeiro de 20xO.00 500.102 CFOP 6.000.00 50.0159313.76470588) FATOR = 0.950.00 > parcela máxima mensal do ICMS a ser aproveitada.00 Nesse caso em questão.12. A seguir.00 500.00 Outras 200. o saldo de créditos do ICMS sobre aquisição de determinado ativo.950. Orleans Martins 52 .00.250. A diferença do ICMS não aproveitado. No exemplo em questão: R$ 7.800.00 60. deduzido dos impostos recuperáveis incidentes sobre a operação. e uma parcela que será utilizada após o término do exercício social subsequente. que é inerente à aplicação do fator.00 BC 100.000. O fator para utilização. que resultam em um montante de R$ 1.02083333 * (0. sendo que o saldo restante. deve ser realizada a segregação entre o ICMS a ser aproveitado no curto prazo (ativo circulante) e a parcela a ser aproveitada no longo prazo (ativo não circulante).

o fator de aproveitamento do ICMS seria 0. Evento: cancelamento do ICMS sobre ativo imobilizado. a seguir. uma vez que tais valores não poderão ser recuperados no futuro.0166667 R$ 120.00 A apuração do fator de aproveitamento do crédito do ICMS sobre ativo imobilizado ocorrerá mensalmente. os créditos remanescentes. no Livro de Registro de Entradas.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. as duas situações anteriormente descritas. proporcionalmente às saídas tributadas.00 R$ 455. Dessa forma. A primeira situação decorre do fato de a empresa promover saídas não tributadas. em um saldo de créditos. a partir do primeiro mês de aquisição.ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) R$ 120. vamos considerar que.00 Importante é ressaltar que o aproveitamento do crédito do ICMS sobre aquisição de ativo imobilizado não ocorre juntamente com os créditos provenientes da aquisição de mercadorias.Outras despesas operacionais (ICMS si Ativo Imobilizado Não Utilizado) C .00 R$ 900.00 Verifica-se a apropriação do saldo do ICMS sobre ativo imobilizado como despesa. ou por ocasião da venda do ativo imobilizado. Máquinas e Equipamentos. após 24 meses de aquisição Custo contábil do bem: Depreciação acumulada do bem: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . Em relação ao ativo imobilizado adquirido: Valor total do ICMS a recuperar: Fator: Valor do ICMS a recuperar no primeiro mês: R$ 7.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 5. a empresa poderá aproveitar o crédito do ICMS. resultado.Ativo Circulante: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . à razão de 1/48. pois não é permitida pela legislação a sua utilização.00 0.00 R$ 900. Aproveitamento mensal de ICMS incidente sobre ativo imobilizado Após a aquisição. não utilizados. O lançamento contábil correspondente a essa operação seria: Evento: aproveitamento mensal do ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado D .200. Dessa forma. teríamos uma situação onde o custo de aquisição do imobilizado será representado pelo valor de aquisição.250. Orleans Martins 53 .00 D .ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Não Circulante) C .0166667. Ele é creditado diretamente na apuração do ICMS. podendo ocorrer variações no valor a ser aproveitado.280. perdendo as suas características intrínsecas de ativo. pois devem receber tratamento contábil distinto. antes do término desse prazo.00 R$ 5. a empresa em questão teve 80% de suas saídas tributadas. proveniente de saldo remanescente. devem ser cancelados. de acordo com o percentual de saídas tributadas em relação às saídas totais. a possibilidade de recuperação do ICMS na aquisição do Ativo Imobilizado existe. mensalmente.ICMS a Recuperar C . ao final de 48 meses. no primeiro mês. Serão analisadas. Utilizando-se o exemplo anterior.400. Embora haja uma parcela que. ao final de 48 meses: R$ 3.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar (Ativo Circulante) R$ 455. são aproveitados créditos em percentual inferior a 1/48. possa não ser aproveitada.00 Após os referidos lançamentos.Ativo não Circulante: R$ 26. com saldo de créditos de ICMS a recuperar Operação: Venda de Ativo Imobilizado. não utilizados. ao final dos 48 meses previstos para aproveitamento Situação: Valor total do ICMS sobre ativo imobilizado: Saldo remanescente. deduzido dos impostos recuperáveis. devendo ser provisionado pelo seu total. Evento: alienação de ativo imobilizado. Cancelamento de crédito do ICMS sobre ativo imobilizado não utilizado Ao final do período de 48 meses.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] D .000.

executados por prestadores de serviços que emitam nota fiscal ou outro documento fiscal equivalente autorizado por outro município ou pelo Distrito Federal. quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços listados no art. III. quando tomarem ou intermediarem serviços: a) Dos quais resultem remunerações ou comissões. no Ativo Não Circulante D .03.896/2009: a) Subitens 3. Tomadores ou intermediários de serviços provenientes do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior do País. prestados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo.11. o saldo do ICMS.09. 6. realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo.02. remessa ou entrega de correspondências. 7. bem como nos subitens 7.17 e 16. Sociedades seguradoras. b) Subitens 7.04.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C . 7.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C . corretagens ou intermediações de seguro.10. pelos agenciamentos. no Ativo Circulante D . especificamente. inclusive imunes ou isentas.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar .04.01 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo por prestadores de serviços estabelecidos fora do Município de São Paulo.Município de São Paulo Breve descrição do tributo Fato gerador Constitui fato gerador do Imposto sobre Serviços (lSS) no município de São Paulo a prestação. 7. 7. 18.15. Pessoas jurídicas.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar. não aproveitado em virtude da alienação do bem.19.08. b) De conserto e restauração de bens sinistrados por elas segurados. 7. 19 e 21 a 40.Máquinas e Equipamentos C .1. São responsáveis pela retenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza e compreendem fatos geradores passíveis para talos serviços prestados nas condições que seguem: I.12.18. 7. 11. 6.Ativo Não Circulante R$ 900.400.20. 7. não inscritos no Cadastro de Prestadores de Outros Municípios. bens ou valores.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda do bem do ativo imobilizado D . no item em questão. 2.00 R$ 26. a prestação dos serviços constantes da relação do art. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) .13. Instituições financeiras. de serviço não compreendido na competência da União ou dos Estados e. c) Itens 1. 13 a 15. 7. 7.8 aIO.01.09). objetos.00 Observe-se que. 7. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 11. e condomínios edifícios residenciais ou comerciais. II. 7. 7. 7. 17. 7. IV.280.05.05 e 17. Orleans Martins 54 .07. 3 (exceto o subitem 3. por elas pagas a seus agentes.13. 17 (exceto os subitens 17.00 R$ R$ 900. 7.701/2003.06. documentos. quando tomarem ou intermediarem serviços de coleta.09 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo.Ativo Circulante Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar. 1Q do Decreto nº 50. 1 Q da Lei nº 13. com ou sem estabelecimento fixo. 4 a 6. 7.14. por pessoa física ou jurídica.00 R$ 5. deverá integrar o custo do bem vendido.Depreciação Acumulada .02.03 e 12.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar .04). 7. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo.Máquinas e Equipamentos Evento: lançamento da depreciação acumulada do bem D .05 e 17.

objetos. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. prestados dentro do território do Município de São Paulo.2009. em relação aos serviços tomados ou intermediados de prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo e nos enquadramentos que seguem. deve ser considerada. bens ou valores. comprovado via declaração cadastral (profissional autônomo). os responsáveis tributários ficam desobrigados da retenção e do pagamento do imposto. bens ou valores. de olhos. IV ou V da Lei Complementar nº 123/2006 considerando-se a faixa de receita bruta a que a ME ou EPP estiver sujeita no mês anterior ao da prestação dos serviços. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. quando tomarem ou intermediarem serviços dos quais resultem remunerações ou comissões. de eletricidade médica. Momento de incidência/retenção/recolhimento Fundamentado o fato gerador. realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. de patologia. armazenagem de qualquer natureza. quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo: a) tinturaria e lavanderia. por elas pagas a seus agentes. corretagens ou intermediações de planos ou convênios. corretagens ou intermediações de planos e títulos de capitalização. objetos. entre outros). então. Orleans Martins 55 . b) coleta. VII. prontos-socorros. de sêmen e congêneres. qual seja. laboratórios de análises. no caso dos serviços prestados pelas Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) optantes pelo SIMPLES Nacional. o mês de emissão do documento fiscal (nota fiscal de serviço. Hospitais e prontos-socorros. pelos agenciamentos. V. clínicas. Tal alíquota deve ser destacada pelo prestador de serviço em documento fiscal fornecido à fonte pagadora. por elas pagas a seus agentes. utilização de aeroporto. movimentação de mercadorias. quando tomarem ou intermediarem os serviços aeroportuários. a alíquota prevista nos Anexos III. VIII. serviços de apoio aeroportuários. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Empresas administradoras de aeroportos e de terminais rodoviários. ambulatórios. Ao tomador do serviço. VI. Sociedades que explorem serviços de planos de medicina de grupo ou individual e convênios ou de outros planos de saúde.01. para cálculo do imposto a ser retido na fonte. compete o recolhimento do valor retido na fonte no dia 10 ou dia útil posterior do mês subsequente ao mês de ocorrência do fato gerador. pelos agenciamentos. de inspeção e avaliação de riscos para cobertura de contratos de seguros e de prevenção e gerência de riscos seguráveis. a partir de 01. movimentação de aeronaves. bancos de sangue. remessa ou entrega de correspondências. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. Sujeito passivo O contribuinte de fato consiste do prestador de serviços. documentos. sendo o tomador do serviço caracterizado como o contribuinte responsável pela retenção e recolhimento do tributo. b) de hospitais. tem-se como sujeito ativo o Município de São Paulo. quando tomarem ou intermediarem os serviços de coleta. remessa ou entrega de correspondências. IX. tratado na Lei Complementar Federal nº 123/2006. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. quando tomarem ou intermediarem serviços: a) dos quais resultem remunerações ou comissões. gozar de isenção ou gozar de imunidade.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] c) De regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros. serviços acessórios. casas de saúde e de recuperação. capatazia. recibo de profissional autônomo. Também. Entretanto. Empresas de aviação. de pele. Sociedades de capitalização. Sujeito ativo Decorrente desse Imposto. o momento de incidência/retenção do ISSQN ocorre quando do recebimento/pagamento do serviço prestado. movimentação de passageiros. logística e congêneres. documentos.

6.33% por dia de atraso. os eventos atrelados ao tributo consistem dos que seguem: • Pagamento em atraso de ISS retido na fonte.000.Serviços Prestados por Terceiros C .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aspecto geográfico A retenção é aplicável aos sujeitos passivos prestadores dos serviços listados no art.2.Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C . a receita bruta a ele correspondente.ISS a Recolher . com retenção do ISS pelo tomador do serviço.00. sem dedução. a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço.Serviços de Terceiros a Pagar D .Receita de Serviços Para o tomador do serviço. quando do recebimento do serviço prestado.Disponibilidades C . os eventos relacionados ao tributo compreendem a(o): • Incidência do fato gerador. no curso irregular da obediência à legislação vigente.00 • Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento.00 D . D .Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C .Receita de Serviços D . • Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento. com exceção de descontos e abatimentos concedidos independentemente de condição.Disponibilidades R$ 50.896/2009. Base de cálculo e alíquotas A base de cálculo do ISSQN compreende o preço do serviço prestado.Serviços Prestados por Terceiros R 50. aplicam-se alíquotas de 2.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. com retenção do ISS de 5% pelo tomador do serviço: R$ 50.3.ISS a Recolher . Para o tomador do serviço. o ISS constitui-se numa despesa que deve ser assim contabilizada: • Recebimento de serviços prestados no valor de R$ 1. Para o tomador do serviço. no curso regular da obediência à legislação vigente. Orleans Martins 56 . Apurada a base de cálculo. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço.00 R$ 950. Descrição dos eventos relacionados ao tributo Para o prestador de serviço. limitada a 20%.00 D . compreende: • Incidência do fato gerador.5% a 5% segundo normatização pela Portaria SF nº 014/2004 aos serviços nela expressos. Contabilização dos eventos Para o prestador de serviço. no prazo estabelecido pela legislação. implicando no seguinte acréscimo legal sobre o valor do principal devido e não recolhido no prazo estipulado pela legislação vigente: (I) multa moratória de 0.Despesas com ISS (redutora da receita) C . R$ 950. ocorre o seguinte evento relacionado ao tributo: • Recebimento de serviços prestados com retenção do ISS pelo tomador do serviço. 1º do Decreto nº 50. isto é. 6.

[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para o tomador do serviço. A Cia.000.Serviços de Terceiros a Pagar D . Atenas possui um limite de crédito junto ao Banco "X".000.00 285.ISS a Recolher . constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço.Serviços Prestados por Terceiros • Provisão do acréscimo legal referente à multa moratória. Atenas é uma empresa que atua no ramo de importação. industrialização (acondicionamento) e comercialização de bebidas.00 Capital Social 40. D .701/2003.Lojas (comercialização) Equipamentos e utensílios Veículos (-) Depreciação Acumuladas Total BALANÇO PATRIMONIAL 31/12/2006 PASSIVO 290.00 Passivo Não Circulante 265. • Portaria SF nº 14/2004.ISS a Recolher . compreende: • Incidência do fato gerador. vinho e uísque.00 Patrimônio Líquido 35. 7.Escritório (sede) Imóveis .00 25.000.Serviços Prestados por Terceiros • Pagamento do respectivo valor de ISS com acréscimo legal fora do prazo de recolhimento.ISS a Recolher .00 555. Orleans Martins 57 .Disponibilidades D .000.Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C . denominado "conta empresarial". A empresa iniciou suas atividades no final de 2006.00 15. A Cia. ATENAS A Cia.896/2009.00 555.000. fora do prazo estabelecido pela legislação.000. tais como: vodca.000.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 Total 31/12/2006 555. • Decreto nº 50. que funciona de forma semelhante ao cheque especial de pessoa física.000.Serviços Prestados por Terceiros Valores hipotéticos. C .00 265.000. A posição patrimonial da Cia.00 Passivo Circulante 5.00 150.Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C . ATIVO Ativo Circulante Caixa Bancos conta Movimento Ativo Não Circulante Imobilizado Instalações industriais (produção) Imóvel . Os valores deverão respeitar a legislação vigente no município onde ocorrer o fato gerador. Fontes • Lei nº 13. onde construiu suas instalações industriais com o objetivo de acondicionamento das bebidas importadas.000.Despesa de Multa com Caráter Compensatório C . que serão comercializadas no território nacional. a empresa adquiriu uma propriedade. era a apresentada no quadro da página seguinte.00 555.000.000. No ano de 2006. Atenas. apenas para exemplificar o lançamento contábil.000. em 31/12/2006. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS O CASO DA CIA. a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido. Atenas foi constituída com o objetivo de importar bebidas e recondicioná-las para a comercialização no mercado brasileiro. situada na zona rural. D .000.

Bancos conta Movimento/Banco "X" Na impostos: • • • • R$ 10.30 Com um teor alcoólico. fretes e seguros).78 Vinho Seco Fino 300 1. Total U$ 297. a base de cálculo é formada pela soma dos custos de importação (matéria-prima. a Cia. para o exercício.75. multiplicada pela alíquota incidente. mostos de 22.30.09 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. em volume. O percentual a ser cobrado de imposto (alíquota) fica a cargo do órgão regulador.000.573. Quando não há o valor do seguro ou o frete internacional.1.172. foram de responsabilidade do importador (FOB . superior a 50% vol. Imposto de Importação Na apuração do Imposto de Importação. em reais. 7.10 12 superior ou igual a 50 litros Vinhos de uvas frescas. em operações com importação de mercadorias e serviços. representam. com 120 dias de prazo para o pagamento.Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .555.188.46 importação de insumos (bebidas).1. a prazo. mais o valor do frete e seguro internacional. a Receita Federal.Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .863.04 uvas.361. através do SISCOMEX. pode variar de acordo com a natureza/tipo de produto e/ou serviço.12.89. excluídos os da posição 20. As importações das bebidas.22 403.33 Total 750 Obs.1. a serem acondicionados. geralmente em moeda estrangeira. Produto (tonel) QTOE . Orleans Martins 58 . comercializadas.Cost. será: D . em recipientes de capacidade 2208.Fornecedores (Passivo) R$ 2. foram: Tabela: Volume de bebidas importadas.00 1.56 472.Tonéis Preço por Tonel U$ Vodka Ballaloc 250 1. R$ 2.. que estipula e/ou modifica o percentual aplicável. incluídos os vinhos enriquecidos com álcool.: Cada tonel de bebida tem capacidade de 100 litros.361. nessa transação. a empresa realizou a importação de bebidas a serem acondicionadas e. PIS e COFINS importação.00 Vodca 20 Uísques 2208. posteriormente.017. os quais também devem integrar o custo de aquisição da bebida em tonéis: D . Os cálculos dos tributos incidentes nesta operação iniciaram-se pelo Imposto de Importação. convertido pela taxa de câmbio do dia.Free on Board). Insurance and Freight (Custo.222. A base de cálculo do II é o Valor CIF . As alíquotas são as seguintes: Cod TEC Descrição Aliq % 2208. Seguro e Frete internacional). irá arbitrar um valor para o frete e o seguro internacional para se chegar ao preço CIF que é a base de cálculo do II. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual ou de Comunicação (ICMS). O registro contábil da aquisição de matéria-prima. A composição do CIF deverá ser o valor FOB da fatura comercial.777.78 O valor da aquisição (compra) dos tonéis de bebidas totalizou U$ 1.052. no valor de R$ 1.89 Uísque 200 2. Aquisição de matéria-prima No dia 2 de janeiro de 2007.12 Uma vez que seguro e frete corriam por sua conta.172. ocorre a incidência dos seguintes Imposto de Importação (II). que. e.777. Deve-se observar que a alíquota.78. Atenas contratou ambos por U$ 5.60.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).261. Os custos referentes ao frete das mercadorias adquiridas.052.

12 10.863.444.744. conforme demonstrado a seguir: Tabela: Valor das compras (estoque de matérias-primas).46 355.90 85.50 Taxas aduaneiras 6.10.178.2. Contas Preço da matéria-prima adquirida (bebida em tonéis) Fretes e Seguros Imposto de Importação Taxas aduaneiras Valor total dos Estoques R$ 2. demonstramos o cálculo do Imposto de Importação por tipo de bebida adquirida.57 Alíquota do II Total Imposto de Importação a recolher Valor CIF x 5% 20% 12% 20% 104.025.57 A seguir.387. distribuindo-se proporcionalmente o valor do seguro e frete.753.10. portanto. Produtos (tonel) Valor ClF da Importação (MP) R$ Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 522.Estoque/ Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C . Taxa aduaneira Sobre as mercadorias importadas.1. dos impostos não recuperáveis e taxas aduaneiras.052.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7.062.170.26 O valor dos estoques.26 26.90 Outros Adotando-se as alíquotas conforme TEC.777.641.00 10.97 355.26 e o registro se faz a débito da conta de estoque: Contabilização D .080. é representado pela soma dos custos das matérias-primas adquiridas mais o valor do frete e seguros.33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.75 • Valor CIF em reais 2. representa R$ 355.129. • CIF em dólar = 1.062.39 166. Orleans Martins 59 . Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Contabilização D .Estoquei Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .739.261.387.67 • Taxa do dólar ou moeda estrangeira negociada 1.10 Vinhos espumantes e vinhos espumosos 2204.50 9.754.50 2.49 709. nesta operação.687.22 830.86 2. a empresa pagou as seguintes taxas aduaneiras.744.622.744.89 1.00 26.547.78 + 5.361. que define os imposto de importação por mercadoria.620.Bancos conta Movimentol Banco "X" (Ativo) R$ 26.10 Tipo champanha (champagne) 2204.622. de forma a apurar a base de cálculo e o imposto devido.50 R$ 355.26 20 20 O valor do Imposto de Importação.387.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2204.172.744. Tabela: Apuração do Imposto de Importação.

do porto e de xerez 2208. mostos de uvas. superior a 50% vol. Base de cálculo do IPI = valor CIF + valor do II Para este caso. Atenas. incluídos os vinhos enriquecidos com álcool.296. Cod TIPI 2208. R$ 1. pois. A composição da base de cálculo é feita da seguinte forma: A lógica de tributação do IPI na IMPORTAÇÃO Base de cálculo do IPI dos produtos importados: é o valor que serviu de base de cálculo do Imposto de Importação (Valor CIF). incluindo o Imposto de Importação.68 O valor do IPI a ser pago pela empresa poderá ser recuperado em operações posteriores.16 3.00 Vodca 22.444.469.3.Vinhos da madeira.93 241. ocorre fato gerador do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e de Comunicação. por determinação legal.08 402.69 1. utilizaram-se as alíquotas descritas na TIPI.30.024.775.35 1.Alíquota do ICMS) Veja que a base de cálculo do ICMS é feita como se o valor da sua respectiva alíquota entrasse "por dentro".974.006. as operações de importações realizadas sofrem incidência do respectivo imposto. Atenas. obtido de cevada maltada 40 60 30 Descrição Aliq % 60 Tabela: Apuração do IPI.045.IPI a Recuperar (Ativo) C .83 2.4. pela importação de mercadoria.89 804. Produtos (tonel) Base de Cálculo Alíquota (IPI ) Total do IPI si e a matéria-prima Total c/ IPI Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 633.. após desembaraço.201.024. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.409. além dos encargos efetivamente pagos pelo importador.Destilado alcoólico chamado uísque de malte (malt whisky) com teor alcoólico em volume superior a 54% e inferior a 70%. conforme regulamento do IPI . Base de cálculo do ICMS A composição da base de cálculo é assim formada: (Valor CIF + 11 + IPI + IOC + IOF + Despesas Aduaneiras)j(l.33 60% 30% 40% 380.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7. conforme regulamento do ICMS .82 1. Câmbio e Seguro e sobre Operações Relativas a Títulos e Valores Mobiliários . em recipientes de capacidade superior ou igual a 50 litros Ex 01 .014.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7.60.35 Imposto sobre as Operações Relativas a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação Para os produtos importados pela Cia. devido à importação dos tonéis de bebidas.204.33 1.1.61 1.359. em volume. de forma que o registro contábil fica: Contabilização D .754. Orleans Martins 60 . Ex 01 .050.384. excluídos os da posição 20. Imposto sobre Produtos Industrializados Para os produtos importados pela Cia. Imposto sobre Produtos Industrializados e Imposto sobre Operações de Crédito.1.IOF e despesas aduaneiras.486.RICMS. acrescido do imposto de importação.RIPI.003. a empresa enquadra-se como contribuinte de fato do IPI.04 Vinhos de uvas frescas. por isso é que se divide por 1 menos a alíquota do ICMS.296.10 Com um teor alcoólico. A lógica de tributação do ICMS na IMPORTAÇÃO O valor da operação (mercadoria mais serviços) ou importação.09.710.

606. associados ao transporte da mercadoria importada. entendese que integram o valor aduaneiro. A fórmula padrão para apuração da base de cálculo é a seguinte: Base de Cálculo do PIS e COFINS: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x X) O Valor Aduaneiro representa toda mercadoria submetida a despacho de importação está sujeita ao controle do correspondente valor aduaneiro. Cálculo de X: = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP.ICMS a Recuperar (Ativo) C .469.119.1. até a chegada aos locais. A composição da base de cálculo é assim formada: Tabela: Apuração do ICMS.82 1.72 3.401.400.350.050.5.314. mas para as empresas que estão sob o regime cumulativo (lucro presumido e simples) deverão considerar tais valores como custo das compras.76 25% 338.350. o ICMS a ser pago na importação será recuperado nas operações posteriores: Contabilização D .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Na importação o IPI faz parte da base de cálculo do ICMS.156.879.25 25% 348. • Os gastos relativos à carga.23 Da mesma forma que ocorre com o IPI. Orleans Martins 61 . tais valores podem ser compensados.359.23 A apuração do PIS e COFINS incidentes de transações de importação devem orientar-se pela instrução normativa da Receita Federal do Brasil nº 572.Importação d = alíquota da COFINS .68 4.25) 1.Bancos conta Movimento! Banco "x" (Ativo) 7. já que não poderão compensar com os valores de saída. o que não acontece nas operações de compra realizadas no país. PIS e COFINS Importação R$ 1.90 1. independentemente do método de valoração utilizado: • O custo de transporte da mercadoria importada até o porto ou o aeroporto alfandegado de descarga ou o ponto de fronteira alfandegado. à descarga e ao manuseio.625.Importação e = alíquota do ICMS CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Cabe ao poder público (Receita Federal do Brasil .014.Aduana) realizar o controle.352. onde devam ser cumpridas as formalidades de entrada no território aduaneiro.56 1. • O custo do seguro da mercadoria durante as operações. Para as empresas que estão sob o regime de tributação não cumulativo de PIS e COFINS. Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Base de cálculo colocando Base de cálculo Alíquota Total Imposto de ICMS o ICMS “por dentro" (MP + IPI) recuperar ICMS = (3) x 25% (3) = (2) / (1-0.045.16 1.69 1.156. que consiste na verificação da conformidade do valor aduaneiro declarado pelo importador com as regras estabelecidas no Acordo de Valoração Aduaneira. Assim.828.479.409. não agregarão ao custo dos estoques.94 1. ou seja.393.204.89 25% 469. de 22 de novembro de 2005. e. que dispõe sobre o cálculo das referidas contribuições.486.

72 Seco Fino Total 2.167.401. Imp.30 108.39 9.22 19.739. (*) Imposto a recuperar. quando somados os tributos que a empresa teve que pagar. % % × × % % × % × % × % ] % ] = 1.675. PIS* COFINS* TOTAL 15.49 1.641. Atenas pela aquisição da matéria-prima propriamente dita (US$ 1.080.18% 5.28 7.501.94 Ballaloc Uísque 709.65% 1.534.350.7% 58.129.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) R$ 268.22 1.828.620.6367 % % ] = .129.156.00 241.300. % % .533.161.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Cálculo dos parâmetros para apuração do PIS e da COFINS Importação: = = .534. PIS Total de PIS Aliq COFINS 1.86 1.28 268.119.862.00 402. % % % ×[ .65% 7. Atenas: Tabela: Composição do gasto total com aquisição de matéria-prima.86 166.452.14 71.63 4.97 10.287.622.33 469.710.387.170.3% Uísque 47.22 85.22 1.14 19.30 1.PIS a recuperar(Ativo) C .7% 52.68% 23.753.39 58.08 348.061.50 1.622.744. equivalente a R$ 2.062.32 88.50 58.06 1.65% do total gasto com a aquisição.296.01 2. Orleans Martins 62 .687.753.63 522.COFINS a recuperar(Ativo) C .63% Carga Tributária 63.3% Média 41.90 6. Os valores por produto estão descritos na tabela abaixo. considerando apenas transações de importação.53% 20.60% Total de COFINS 71. tem-se as seguintes bases de cálculo e a apuração dos respectivos tributos: Tabela: Apuração do PIS e COFINS Importação Produtos Vodca 8allaloc Uísque Vinho Seco Fino Total VA (CIF) X Base cálculo Pis/ Cofins 944.09 3.00% No entanto.739.23 % 41.534.63 R$ 58. ×[ .062.545.201.350.32 1.93 338.64 88.42% 100.35 1.64 830.178. a carga tributária da empresa.000.952.81 1.545.57 355.7190 Assim.312.795.011.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) Contabilização da COFINS D .4% em relação ao valor total da transação.547.60% 7.384.622. representa uma média de 58.7% 58.795.57) corresponde a 41.439.37% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.587.587.50 108.300.65% 1.3% Vinho Seco Fino 41.67.8072 ×[ % = 1. % % % × = 1.49 104. A tabela a seguir demonstra a composição do gasto total da Cia.64 23. % % .452. incluindo frete e seguros.300.20 23.28 Expostos todos os tributos incidentes sobre aquisição de matéria-prima importada.287.37 Aliq. Taxas Produtos MP+ Frete e IPI* ICMS* Importação Aduaneiras Seguro (1) (1) (1) Vodca 522.025.50 380.72 2.024.167.57 Contabilização do PIS D . observa-se que o valor pago pela Cia.26 26.60% 7.01 268. Produtos Custo da Matéria-prima Vodca Ballaloc 36.235.65% 15.81 709.18% 0.35% (1) Custo.56 Vinho 830.675.427.062. Tabela: Carga tributária por produtos.

89 804.ICMS a Recuperar (Ativo) D .48 633.00 D .56 2.400.974.75 30.862.60% = 17.65% = 3. ICMS.500.95 20.6% R$ 224. possibilita que a empresa credite (recupere) o valor dos tributos pagos no momento da venda (comercialização) de seus produtos. que será utilizado no processo de acondicionamento. Produtos Preço Unitário R$ Total de Garrafas Vodca Ballaloc 2. irá compensar com o imposto devido incidente nas operações de vendas os valores de IPI.(8) 1.235.320. Orleans Martins 63 .887.00.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 3.000 Uísque 3.400) x 1. no entanto.000 Vinho Seco Fino 2.775. Considerando que a Cia. Atenas adquiriu embalagens no mercado nacional.400.500.61 1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Parte dos tributos.000.22.004.alíquota de 18% PIS/PASEP .000 .00 79.507.33 Aquisição de embalagens A Cia. PIS/PASEP e COFINS) estão embutidos no preço das embalagens. PIS e COFINS pagos. PIS = (246. pode ser recuperada.696.39 4.400) x 7.81 805.000 Total 75. menos os impostos recuperáveis.Valor das embalagens sem IPI .024.00 40. Tabela: Compra de embalagens.00 246.83 2. posteriormente.50 25. o que se encontra evidenciado na tabela a seguir.20 2.000 . Os demais tributos (ICMS.536.00 17. Produtos Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 7.501.444.Fornecedores (Passivo) R$ 162.65% COFINS . o custo do estoque é representado pelo total do gasto com a aquisição.400.754.Valor total da NF ICMS .481.00 R$ 3. O valor do PIS e COFINS a recuperar é calculado aplicando o valor da fatura de Embalagens menos o IPI (receita bruta) multiplicado pela alíquota respectiva.33 697.00 22.024. Para a realização do acondicionamento das bebidas importadas. ou seja.00 R$ 40.IPI a Recuperar (Ativo) D .22.696.003. Atenas irá recuperar. Atenas adquiriu bebidas em tonéis para serem acondicionadas e.00 R$ 246.00 Esta transação de aquisição de insumos.00 224.960.000. tanto pela legislação do IPI quanto do ICMS. a Cia.22 1.00 82.024. a nota fiscal da compra totalizou R$ 246.alíquota de 7.320.952.COFINS a Recuperar (Ativo) C .59 1.2. comercializadas.011.312.400.Estoque/Material de Embalagem (Ativo) D .000 Total (R$) 62. também foi adquirido material de embalagens.006.061. Tabela: Quantidade e preço de aquisição das embalagens.00 R$ 17.00 COFINS = (246.057. Compra de Embalagens .439. Tabela: Custo de aquisição da matéria-prima importada.400.PIS a Recuperar (Ativo) D .IPI .00 R$ 22.alíquota de 10% (destacada na nota fiscal) .696.alíquota 1. Valor da Matéria-Prima Valor do Custo dos produtos Impostos a Creditar (8) + Tributos (A) importados (A) .00 Somando-se ao preço cobrado pelas embalagens o IPI incidente sobre as compras.000.

400.50 R$ 2. Consumo de matéria-prima e material de embalagem na produção Durante o mês de janeiro de 2007.74 Acima de 654.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Voltamos a ressaltar que PIS/PASEP e COFINS estão sendo lançados em conta de ativo porque a nossa empresa exemplo é tributada pelo regime não cumulativo.gov. todo o estoque de matéria-prima e de material de embalagem foi utilizado na produção.33 D .67 15.027. Em janeiro de 2007.00 157. e fazem jus ao salário-família os empregados que percebem até uma determinada faixa salarial.00 26. Além da folha de pagamento.br/>): Critérios p/ Cálculo do Salário-Família Remuneração (R$) Salário-Família (R$) Até 435.754.34 De 435.00 no mês de janeiro.4.50 20.376. Resumindo os valores a receber e descontos. ATENAS A Cia. e faz jus a um salário de R$ 716.56 22.400.960.00.00 2. conforme portaria do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS).57 até 654.40 716. Folha de pagamento da ClA.00 Nem todos os empregados fazem jus a salário-família. D .00 R$ 19. 7.00 7. Fazem jus a salário-maternidade as empregadas em gozo de licençamaternidade por nascimento ou adoção de filho.00 4.Estoques/Custos de Produção/Salários (Ativo) C . Orleans Martins 64 .40. Somando-se os empregados que fazem jus a salário-família. a empresa terá que desembolsar R$ 157.996.869.mpas.R retido na fonte a pagar (Passivo) C .376. temos: Folha de Pagamento Salários Brutos Mais: Salário-família Salário-maternidade Menos: INSS funcionários IR retido na fonte Salários Líquidos Contabilização do custo com mão de obra Registrando a folha de pagamento do pessoal encarregado da produção: Pelo salário e descontos dos empregados encarregados da produção: D . consulte o site do MPAS: <http://www.50 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. cujo ônus financeiro é da empresa.50 R$ 4.INSS a recolher (Passivo) R$ 26.Estoques/Matéria-Prima (Ativo) R$ 2.Estoque/ Material de Embalagem (Ativo) R$ 162. Uma funcionária encontra-se em licençamaternidade. o valor de PIS e COFINS embutidos na NF de compra compõe o custo de aquisição do estoque. a tabela de faixas salariais e valores de salário-família eram (para consulta do valor atualizado.68 0.400.Salários a pagar (Passivo) C . ocorreram pagamentos de saláriofamília e salário-maternidade. cujos salários brutos somaram R$ 26.444.Estoques/Custos de Produção/Matéria-Prima (Ativo) C .027. Atenas possui 24 funcionários na área de produção da empresa.Estoques/Custos de Produção/Material de Embalagem (Ativo) C . No regime cumulativo.3.

Salários a pagar (Passivo) 7. Tabela: Encargos sociais sobre remuneração a empregados da produção.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pelo salário-família e salário-maternidade dos empregados encarregados da produção: A empresa paga salário-família e salário-maternidade. As contribuições a terceiros são recolhidas juntamente com as devidas ao INSS.00 INSS Empresa 27. Encargos sociais (INSS e FGTS) R$ 873.00 INSS Empresa 27. Tabela: Provisões e encargos sobre 13º e férias do pessoal da produção. reduzindo-os do montante a recolher ao INSS: D .991.Estoques/Custos de Produção/ Férias (Ativo) C .112.4.FGTS a recolher (Passivo) 7. INCRA etc.).Estoques/Custo de Produção/INSS (Ativo) C .00 Total 6.70% 812.53 FGTS 8% 234.112. O somatório das contribuições incidentes sobre remuneração de empregados a serem recolhidas ao INSS totalizou 27.Estoques/ Custos de Produção/ FGTS (Ativo) C . a empresa realiza a contabilização da provisão de décimo-terceiro salário.70% 609.Provisões Trabalhistas/Provisão para Férias (Passivo) R$ 2.67 Provisão de 13º 2.40 A empresa está obrigada ao pagamento de tributos que incidem sobre a remuneração do trabalho.312. SEBRAE. Alíquotas Produção Salários Brutos 26. Transações Alíquotas R$ Provisão de Férias + 1/3 de férias 2. Orleans Martins 65 . que repassa às demais entidades.4.00% 2.933.INSS a recolher (Passivo) C .33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. o registro dos encargos sociais incidentes sobre a remuneração paga ao pessoal encarregado da produção impacta o custo da produção.933. SESI.312.1. Provisões trabalhistas R$ 2.7%.70% 7. incidem FGTS.33 INSS Empresa 27.80 FGTS 8. contribuição previdenciária e contribuições a terceiros (SESC.00 Da mesma forma que em relação à folha de pagamento.40 FGTS 8% 176.80 Pelo FGTS incidente sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . e também os encargos trabalhistas (INSS empresa e FGTS) sobre o valor das provisões.INSS a Recolher (Passivo) R$ 7. mas tem o direito de recuperar estes valores. A tabela seguir apresenta o resumo" dos valores a serem registrados. Sobre a remuneração de empregados.00 Em observância ao regime de competência.200. férias e adicional de férias (1/3).2.59 Pelas provisões de férias e adicional de férias relativas ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . Pelos encargos devidos ao INSS incidentes sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .400.

o custo total com mão de obra da empresa somou R$ 42.50 sem contar o salário-família e maternidade) o custo total com mão de obra corresponde a 214% do salário líquido.996.40 Pela provisão de FGTS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .Estoques/Custos de Produção/ Décimo terceiro Salário (Ativo) C . O custo total com mão de obra corresponde. Assim.200.933.790.73.Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C .40 FGTS 176. Se compararmos este montante com o salário líquido que os empregados irão receber (R$ 19.80 FGTS 2.Provisões Trabalhistas /Provisão INSS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 609.Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 176. há a incidência dos seguintes tributos: • Imposto de Renda Pessoa Jurídica e • Contribuição Social Sobre o Lucro.400.73 8.00 INSS Empresa 7.790.Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ Férias (Passivo) R$ 234.Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C .00 INSS Empresa 609. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO Sobre o lucro auferido pela Cia.200.67 Provisão de 132 Salário 2. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. é necessário que se faça mensalmente o cálculo do tributo devido com base no Lucro Real (IRPJ) e Resultado Ajustado (CSLL). Salários + encargos de pessoal da produção = Custo total com mão de obra Custo total com mão de obra Salários Brutos 26.53 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre 13º salário do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C . Atenas.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pela provisão do 13º salário relativo ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .400.Provisões Trabalhistas/ Provisão 13º Salário (Passivo) R$ 2.00).00 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . adota a tributação pelo Lucro Real anual. o que lhe permite recolher as antecipações do IRPJ e CSLL mensalmente por estimativa' ou com base em balancete de suspensão/redução.312. a 162% dos salários brutos (R$ 26.67 obra): Pela provisão de FGTS incidente sobre 13Q salário do pessoal encarregado da produção (mão de D .00 Provisão de férias 2.Provisões Trabalhistas/Provisão INSS s/ Férias (Passivo) R$ 812. encargos e provisões. A Cia. neste caso.Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C .53 FGTS 234.00 Somando-se salários. conforme discriminado a seguir.112.00 Total 42.33 INSS Empresa 812. Orleans Martins 66 .

87 407.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 8.66 . ajustado pelas adições.497.R$ 35.900.00 399. ao qual serão feitos os ajustes determinados pela legislação.000.220.00 8.541. Orleans Martins 67 .87 9.00 x 9% = R$ 35.33 4. Transcrevemos a seguir a demonstração do resultado antes do IRPJ: Demonstração de Resultado Mensal Faturamento Bruto IPI Receita Bruta de Vendas Impostos incidentes sobre vendas PIS 17.105. 195.998. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível.752. uma parcela das despesas administrativas e de vendas.947.00 5. uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária. no caso do IRPJ.947.689.00 (5.000. com a finalidade de custear os benefícios da seguridade social do país. foi considerada indedutível. em 15 de dezembro de 1988. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido .Provisão para CSLL (Resultado) R$ 35.80). O ponto de partida no cálculo é o resultado parcial de R$ 4. por não contar com documentação adequada.420.420.Imposto de Renda Pessoa Jurídica O lucro real é o lucro líquido do período de apuração.80 O valor da despesa com CSLL no período é R$ 417.420.0% 486.072.105.00.Provisão para CSLL (Resultado) C . o que.000.00) (209.947.1.00) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 8.000.CSLL a pagar (Passivo) R$ 486.86 (R$ 453. Foi instituído pela Lei nº 7. é o lucro após computada a CSLL.000. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação.497.593. A base de cálculo e o valor da CSLL devida no período são. Aplicam-se à CSLL as mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidas para o imposto de renda das pessoas jurídicas.2.525. no valor de R$ 8.00) 12. No período. tal como definida no Capítulo II do Título VIII da Constituição Federal de 1988 (art. A determinação do lucro real será precedida da apuração do lucro líquido de cada período de apuração com observância das disposições das leis comerciais.33 Pela CSLL incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Ativo Diferido) Ativo Diferido CSLL = R$ 399. Lucro antes do IR e CSLL Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para créditos de liquidação duvidosa Exclusões Base de Cálculo para Contribuição Social sobre o Lucro Líquido Alíquota CSLL devida no Período Contabilização Pela CSLL devida no período: D .Ativo Diferido CSLL (Ativo Realizável a Longo Prazo) C . mantidas a base de cálculo e as alíquotas previstas na legislação específica em vigor.87 apurado conforme demonstração do resultado do exercício.405. portanto: Tabela: Apuração da CSLL.00 (4.342. IRPJ .CSLL A contribuição social é um tributo incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas.80 D .680.998. I).

20) (91. portanto: Tabela: Apuração do IRPJ.105.405. para efeito de IRPJ e CSLL.87 4.Provisão IRPJ (Resultado) R$ 99.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] (OFINS ICMS sobre Vendas Receita Líquida de Vendas Custo dos Produtos Vendidos Lucro Bruto Despesas de Vendas Despesas Financeiras Despesas Administrativas Lucro Operacional Resultado não Operacional Lucro Antes do IRPJ e CSLL CSLL Lucro Antes do IRPJ (963.100. tal diferimento não deverá ser efetuado. porém a dedutibilidade.381.337. Lucro antes do Imposto de Renda Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Exclusões Lucro Real (Base de cálculo do IRPJ) IRPJ Alíquota Normal (15% x 5.561.47 4.00) (3. sem sua respectiva contabilização.00) 8.54 No período.349. uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária.653. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000.59) 4.105. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível.20.351.998.80.00 399.00 8.87 810.039.947.405.546.855.998.525.420.105.828. Caso a sua realização seja colocada em dúvida.608.525.000.680.93) 5.002) IRPJ devido no Período Contabilização Pelo IRPJ devido no período: D .381.497. deverá ser considerada quando da realização financeira de tal despesa.000. despesas administrativas e de vendas.87 486.511.Ativo Diferido IRPJ (Ativo) C .33 4.00.87 407.538.88 538. pois na contabilidade foram consideradas despesas.420. no valor de R$ 8.552.00 5.433.00 x 25% = R$ 35.07 (518.41 ) (75.59 1.IRPJ a Pagar (Passivo) R$ 1.000.349.170. Orleans Martins 68 . O Lucro Real e o valor do IRPJ devida no período são.998.00 (2.47 Pelo IRPJ incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Registro de Ativo Diferido) Ativo Diferido IRPJ = R$ 399.00 O diferimento de impostos segue o regime de competência.452.683.420. D . foram consideradas despesas indedutíveis.75) IRPJ Alíquota Adicional (10% x (5.87 .Provisão para IRPJ (Resultado) C .

638. que representa o mercado de títulos e valores imobiliários. O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 9. composto por um conjunto de normas orientativas: IFRS .638 preocuparam-se em garantir que os novos critérios contábeis não afetariam a base de cálculo dos tributos. a Medida Provisória 449. que foi criado por um resolução do Conselho Federal de Contabilidade e que é formado por seis entidades: • ABRASCA . Atuariais e Financeiras. As autoridades tributárias baseiam-se nos números contábeis (aos quais alguns ajustes são feitos) para tributar as empresas. Orleans Martins 69 . foi criado o que passou a ser chamado de "LALUC . • CFC . que coordena e congrega os auditores independentes. 9. emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários. uma vez que a lei traz em seu texto a possibilidade de normas adicionais.638.Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais.Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis. em dezembro de 2007. em especial daqueles incidentes sobre o lucro.Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. Conscientes do problema que seria gerado. Um grande passo concreto dado nessa direção foi a criação do CPC (o Comitê de Pronunciamentos Contábeis). através da emissão de uma lei específica. da contribuição para o PIS/PASEP e da contribuição para o financiamento da seguridade social (COFINS). • FIPECAFI . • BOVESPA .1. que é uma entidade ligada à Universidade de São Paulo e que.941. E o que isso tem a ver com a questão tributária? Tudo. as autoridades fiscais deverão ajustar a legislação fiscal à nova configuração contábil. em seguida. da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).Conselho Federal de Contabilidade. que representa os analistas de mercado. Cabe destacar que a neutralidade fiscal! proposta pelo Regime Tributário de Transição (RTT) para empresas optantes do regime do lucro real vigerá até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos tributários dos novos métodos e critérios contábeis.1. A expectativa presente é que. portanto. existente na legislação do Imposto de Renda.mudaram. Mudando-se os critérios contábeis. as quais deverão ser elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade. O RTT. e. após a consolidação das mudanças no plano contábil. seria afetada. representa a academia. • APIMEC NACIONAL . 9.e consequentemente. que congrega os profissionais da área de contabilidade. será optativo apenas nos anos de 2008 e 2009.638/07 A contabilidade brasileira encontra-se num processo de convergência aos padrões internacionais contábeis.Associação Brasileira das Companhias Abertas. de 27 de maio de 2009. • IBRACON . muitos dos critérios para avaliação de ativos e passivos . em referência ao "LALUR Livro de Apuração do Lucro Real". que representa as companhias abertas.International Pinancial Reporting Standards. a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Assim.Regime Tributário de Transição. a Receita Federal do Brasil e a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). para fins de tributação.Bolsa de Valores de São Paulo. de 4 de dezembro de 2008. apuração de resultados . este regime oferece às empresas contribuintes maior segurança jurídica no momento da apuração das bases de cálculo do tributos federais.International Accounting Standards Board.638/07 veio atender a questões que já vinham sendo discutidas pelos contabilistas brasileiros há cerca de duas décadas. pode-se dizer de forma simplificada. que efetuou alguns ajustes na Lei nº 11. A ideia era a seguinte: as empresas fariam os seus registros contábeis conforme os critérios aceitos pela legislação tributária. inclusive para a apuração do imposto sobre a renda com base no lucro presumido ou arbitrado. a base de cálculo dos tributos. "congelou" os métodos e critérios contábeis. revogou o parágrafo que criava o LALUC e garantiu a neutralidade tributária criando o RTT . o Banco Central do Brasil.1. A publicação da Lei 11. em um livro à parte. e as demais que estão por vir. fariam os ajustes necessários a atender aos novos critérios contábeis trazidos pela Lei nº 11. Regime Tributário de Transição Em linhas gerais. uma vez que o modelo de contabilidade que está sendo implementado é aderente ao modelo internacional delineado pelo IASB .Livro de Apuração do Lucro Contábil". Fazem parte também. os elaboradores da Lei nº 11. convertida na Lei 11. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Posteriormente. como convidados permanentes do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Com as alterações introduzidas pela Lei nº 11. tornando obrigatória a partir de 2010.638.

CSLL e. No entanto.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Às empresas optantes do RTT segundo o art. recebem isenção ou redução de impostos. Dentre as hipóteses em que a opção pelo RTT pode ser uma alternativa para a manutenção da carga tributária: • Empresas que possuem incentivos fiscais considerados como subvenção para investimento: como tais subvenções passam a ser contabilizadas no resultado do exercício. Portanto. Destaca-se também que as companhias abertas e outras que fizerem a opção deverão aplicar as normas emitidas pela CVM. as empresas optantes poderão continuar realizando as apurações do IRPJ e da CSLL com base nos métodos e critérios contábeis vigentes em 31/12/2007.941/09 será também aplicável para a apuração do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ). • Empresas que estão amortizando ágio justificado por rentabilidade futura (após incorporação): considerando que as novas práticas determinam que este ativo diferido não será mais amortizado. a não tributação pelo IRPJ. 9. • Empresas que operam com contratos de arrendamento mercantil (leasing): para fins contábeis.404/76. 16 da Lei nº 11. Orleans Martins 70 . considerando os critérios contábeis aplicáveis à legislação tributária. que estabelece que. Além disso. que regulamentou o RTT. De acordo com as instruções do RTT. a empresa optante poderá efetuar as adições e exclusões inerentes às diferenças de critério contábil diretamente no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). em partidas dobradas. o bem estará sujeito à depreciação. considerando os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007).1. Para garantir a neutralidade.1. a opção pelo RTT parece assegurar. ao menos para 2008 e 2009. alguns destes contratos deverão ser considerados como uma operação de compra e venda a prazo. normalmente com taxas que levam em conta a vida útil efetiva. inclusive o PIS e a COFINS somente ocorre se a PJ optar pelo RTT. Subvenções para investimento As transações relacionadas a subvenções para investimento é disciplinada pelo artigo 18 da Lei nº 11. conforme os novos métodos e critérios contábeis) para o lucro líquido para fins tributários (ou seja.941/09 deixa claro que as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelos demais órgãos reguladores que visem alinhar a legislação específica com os padrões internacionais contábeis também não poderão alterar a base de cálculo do IRPJ. resultando em apropriação de despesas relativas a estes contratos num período de tempo superior. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.2. no LALUR.2. Portanto. O art. com as modificações introduzidas pela Lei nº 11.COFINS. exclusão e compensação) de valores prescritos ou/e autorizados pela legislação tributária.1. A formalização da opção ocorreu no momento da entrega da DIPJ.941/09. Empresas tributadas pelo lucro presumido e real A Lei nº 11. A Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil nº 949/09. referente ao ano calendário de 2008. para apuração da base de cálculo do imposto. Assim. Possam existir situações em que adesão ao RTT poderá ser menos complexa. com a finalidade de reverter o efeito da utilização de métodos e critérios contábeis diferentes daqueles vigentes em 31 de dezembro de 2007. 21 da Lei nº 11. poderão ser realizados outros ajustes no LALUR (adição. as pessoas jurídicas que fizerem opção pelo REGIME TRIBUTÁRIO DE TRANSIÇÃO deverão realizar os ajustes específicos no lucro líquido do período.638/07. 9. para fins de aplicação do RTT. as empresas devem fazer um ajuste global do lucro líquido societário (ou seja. PIS e COFINS. estabelece que. mas sim submetido ao teste de recuperação. Lembrando que. o parágrafo único do art. 941/09 estabelece que as pessoas jurídicas deverão primeiramente apurar o resultado do exercício de acordo com as disposições da Lei nº 6. 17 da Lei nº 11. definido como uma escrituração das contas patrimoniais e de resultado.941/09 fica estabelecido que a sua adoção para fins de apuração do IRPJ implicará na adoção automática para os demais tributos federais: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). que serão concedidas como estímulo à implantação ou/e expansão de empreendimentos econômicos. a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social. O detalhamento deste ajuste global será objeto do FCONT (Controle Fiscal Contábil de Transição). CSL. cabe destacar que as empresas que não optaram pelo RTT não terão a neutralidade assegurada. a dedutibilidade da amortização com base no critério vigente em 31/12/2007. recomenda-se avaliar as especificidades de cada empresa. para empresas optantes da sistemática do lucro presumido.

com posterior capitalização do valor do prêmio. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmio na emissão de debêntures. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos. mediante redução do capital social.3. os gestores terão condições de realizar urna avaliação mais precisa e decidir sobre a viabilidade da opção ou não ao RTT. mediante redução do capital social. Sendo que. Transações contábeis que provocam efeitos tributários em função da opção da RTT Dentre as orientações e recomendações em relação ao RTT. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmios na emissão de debêntures. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular. com posterior capitalização do valor da doação ou subvenção. 9. Na tabela a seguir. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos. 9. não aproveita fiscal mente.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Destaca-se também que as doações realizadas pelo Poder Público deverão ser registradas em conta do resultado pelo regime de competência.2. é exigido que as subvenções para investimentos e as doações recebidas do Poder Público deverão ser mantidas em conta de reserva de lucros. 195-A da Lei nº 6.1. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 Se a taxa for aumentada. apresentam-se algumas transações que poderão provocar efeitos tributários em função da opção do RTT. o valor do prêmio na emissão de debêntures será tributado caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular. No entanto. De acordo com as orientações constantes das normas expedidas pela CVM. Orleans Martins 71 .1. Esta nova regra assegura a não tributação das subvenções para investimentos. destaca-se que as empresas deveriam identificar que ajustes podem e são aplicáveis às demonstrações contábeis. mediante redução do capital social nos 5 (cinco) anos anteriores à data da emissão das debêntures corno prêmio. Descrição Ágio fundamentado por rentabilidade futura (após incorporação) Arrendamento mercantil Leasing Depreciação . hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. as companhias abertas e outras poderão.alteração de vida útil econômica Opção pelo RTI Dedutibilidade da amortização assegurada. ou • Integração à base de cálculo dos dividendos obrigatórios. enquanto mantidas em reservas e não disponibilizadas aos sócios. A lógica subjacente refere-se ao fato de que não se devem onerar benefícios fiscais cedidos pelo próprio Poder Público. nos 5 (cinco) anos anteriores à data de doação ou subvenção. sendo necessária a avaliação do efeito do teste de recuperação Passará a registrar a depreciação dedutível do bem ativado e encargos financeiros do passivo registrado Mesmos efeitos da opção.1. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular. A partir desta avaliação sobre os reflexos fiscais que podem decorrer dos respectivos ajustes. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. esses valores poderão ser excluídos do LALUR. conforme refere o art. mediante redução do capital social. desde que esse valor seja mantido em urna reserva de lucro específica. se considerarmos que não ocorre mudança de critério contábil. posteriormente. Entretanto.404/76. Entretanto. somente revisão de estimativa da vida útil CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Ágio na emissão de debêntures No caso de haver ágio na emissão de debêntures. para fins de apuração do lucro real e da base de cálculo do PIS e da COFINS posteriormente. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. excluir o valor do prêmio de emissão nas debêntures do LALUR para fins de determinação da base de cálculo do IRPJ e da CSL e da base de cálculo do PIS e da COFINS. os valores das subvenções para investimento e doações recebidas do Poder Público serão tributadas caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular. será necessária a comprovação para atendimento inclusive do Fisco NÃO Opção Em princípio. as empresas optantes do regime tributário transitório deverão reconhecer o prêmio recebido em conta do resultado pelo regime de competência. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 (Benefício via LALUR) Dedutibilidade da contra prestação paga assegurada. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. ou • Integração à base dos dividendos obrigatórios.

sobre o qual os tributos sobre o lucro são devidos. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 emissão de ações Dedutibilidade ocorrerá pelo critério Ativo diferido . da apresentação dos tributos sobre o lucro nas demonstrações contábeis e da divulgação das informações relacionadas aos tributos sobre o lucro. O Pronunciamento CPC 32 Tributos sobre o lucro .IAS 12 . o pronunciamento do CPC reproduz . • Ativo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro recuperável em período futuro relacionado a: a) Diferenças temporárias dedutíveis. • Prejuízo fiscal é o prejuízo para um período. 941/09. que já estão sendo questionadas judicialmente pelos contribuintes. cabe destaque para a apuração com base no lucro real trimestral. 327 do RIR) (adição temporária) Teste de recuperação Tratamento de provisão (lmpairment) temporariamente indedutível Fonte: Terco Grant Throrntton (2009). que pode ser uma alternativa viável. A questão principal do CPC 32 são as consequências fiscais atuais e futuras da futura recuperação do valor contábil de ativos (por venda ou uso). Algumas definições importantes utilizadas pelo pronunciamento são: • Resultado contábil é o lucro ou prejuízo para um período antes da dedução dos tributos sobre o lucro.1. c) Compensação futura de créditos fiscais não utilizados.exceto em relação a pequenas adaptações para tornar a tradução melhor compreensível .despesas pré. da futura liquidação de passivos.638/07 e das medidas instituídas pela Lei 11.2. não obteve-se o consenso esperado. não inferior a cinco anos (art. qual seja. determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias. O pronunciamento também trata de reconhecimento de ativos fiscais diferidos decorrentes de prejuízos e créditos fiscais não usados. Ajustes a valor presente de contas a receber e a pagar Os ajustes aumentarão ou reduzirão o lucro tributável. • Lucro tributável é o lucro para um período. CSLL. As diferenças temporárias podem ser tanto: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que teve como finalidade a neutralidade fiscal. • Tributo corrente é o valor do tributo devido (ou recuperável) sobre o lucro tributável (ou prejuízo fiscal) do período. 9. sobre o qual os tributos sobre o lucro são recuperáveis.Income Taxes. que é a norma internacional. • Passivo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro devido em período futuro relacionado às diferenças temporárias tributáveis. e das transações e eventos no período atual reconhecidas nas demonstrações contábeis. Em relação às opções de tributação do IPRJ e CSLL. • Diferença temporária é a diferença entre o valor contábil de ativo ou passivo no balanço e sua base fiscal. Pois têm-se observado diversas discussões que destacam que estas medidas instituídas restringem alguns dos direitos das empresas. Cita-se como exemplo vedação da compensação dos valores de IRPJ e CSLL devidos por estimativa. PIS e COFINS Também deverá cumprir o critério fiscal previsto no artigo 327 do RIR (cinco anos) Tratamento de provisão temporariamente indedutível Diante das mudanças introduzidas pela Lei nº 11. conforme o caso Será tributado para fins de IRPJ.o IAS 12 . e. que veda a compensação das estimativas de IRPJ e CSL1. • Despesa tributária (receita tributária) é o valor total incluído na determinação do lucro ou prejuízo para o período relacionado com o tributo sobre o lucro corrente ou diferido. 9. determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias. Como tem ocorrido em relação a outros assuntos contábeis. que pareciam perfeitamente estabelecidos. pois reduziria os efeitos impostos pela MP 448. que prescreve o tratamento contábil para os tributos sobre o lucro.2.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Efeitos de natureza credora ou devedora serão neutralizados no LALUR (adição/exclusão) Reserva para subvenção na Não tributação assegurada. Orleans Martins 72 . em 17 de julho de 2009.vigente em 1/12/2007. b) Compensação futura de prejuízos fiscais não utilizados.Income Taxes O Comitê de Pronunciamentos Contábeis aprovou. operacionais recuperação. o pronunciamento CPC 32.

Base fiscal de ativo ou passivo é o valor atribuído àquele ativo ou passivo para fins fiscais. Diferença temporária dedutível. A figura a seguir ilustra o modelo de decisão para o reconhecimento de ativos e passivos fiscais diferidos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. o CPC destaca que tais ativos só deverão ser reconhecidos na medida em que seja provável a existência de lucro tributável contra o qual a diferença temporária dedutível possa ser utilizada. ou.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Diferença temporária tributável. além das mesmas exceções relacionadas para os passivos fiscais diferidos. exceto quando o passivo fiscal diferido advenha de: • Reconhecimento inicial de ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill). Orleans Martins 73 . Já para o reconhecimento de ativos fiscais diferidos. conforme o CPC 32/IAS 12: Em relação aos ativos: O pronunciamento torna obrigatório o reconhecimento de passivo fiscal diferido para todas as diferenças temporárias tributáveis. a qual é a diferença temporária que resulta em valores tributáveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de períodos futuros quando o valor contábil de ativo ou passivo é recuperado ou liquidado. a qual é a diferença temporária que resulta em valores que são dedutíveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de futuros períodos quando o valor contábil do ativo ou passivo é recuperado ou liquidado. e no momento da transação. • • As figuras a seguir ilustram de forma gráfica o tratamento prescrito para registro de ativos e passivos fiscais diferidos. ou • Reconhecimento inicial de ativo ou passivo em uma transação que: não é uma combinação de negócios. não afeta nem o lucro contábil nem o lucro tributável (prejuízo fiscal).

Orleans Martins 74 .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.

Roberta Carvalho de. Imposto de Renda Pessoa Jurídica para Contadores. SANTOS. GOMES. Renato. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: CHAVES. São Paulo: Atlas. Carlos Alberto. 2010. Amaury José. ed.br Web site: informacaocontabil. Luciano Gomes dos. Contabilidade Tributária: entendendo a lógica dos tributos e seus reflexos sobre os resultados das empresas. Francisco Coutinho. OLIVEIRA. rev. MUNIZ. Gustavo Pedro de. REZENDE. e ampl. Legislações específicas (leis. REIS. Manual de Contabilidade Tributária: textos e testes com as respostas. Luís Martins de. José Hernandez. São Paulo: Atlas. 2010. ORLEANS SILVA MARTINS Doutorando e Mestre em Ciências Contábeis pela UnB Email: orleansmartins@yahoo. CHIEREGATO. 2007. Paulo E. São Paulo: IOB – Thonsom. Silvério das. VICECONTI. Orleans Martins 75 . 2009. São Paulo: Saraiva. 2009. Contabilidade Tributária. Mauro Fernando. Sidney Ferro. NEVES. PEREIRA. GALLO. Manual de Contabilização de Tributos e Contribuições Sociais. São Paulo: Atlas. 2010. atual. 13. Carlos Alberto. PEREIRA. Barros. 2010. 2007. ed. São Paulo: Atlas.com CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. ed. V. ed. ALENCAR.com. 9. 3.blogspot. decretos e normas). Curso Prático de Imposto de Renda: pessoa jurídica e tributos conexos. Contabilidade Tributária na Prática. São Paulo: Fase Editora. Érica Gadêlha. São Paulo: Atlas. OLIVEIRA. Marilete Bezerra.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] BIBLIOGRAFIA BÁSICA: FABRETTI. Cleônimo dos Santos. Láudio Camargo. 11. PEREZ JÚNIOR. Contabilidade Tributária.