2011

APOSTILA DE CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

APOSTILA PARA ACOMPANHAMENTO DO MÓDULO PROF. ORLEANS MARTINS

[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL]

PROGRAMA
1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional; Legislação Tributária; Tributos – federais, estaduais e municipais; Princípios Constitucionais Tributários; Elementos Fundamentais do Tributo; Obrigação Tributária; Imunidades e Isenção Tributária; Regulamento do Imposto de Renda; Responsabilidade do Contador; Contabilidade Tributária; Planejamento Tributário. 2. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA PIS/PASEP e COFINS; ICMS; IPI; ISS. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO IRPJ; CSLL; Regimes de Tributação do IRPJ e CSLL. 4. SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Simples Nacional. 5. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) Contabilização do ICMS em empresas em regime normal de apuração. 6. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) Breve descrição do tributo; Descrição dos eventos relacionados ao tributo; Contabilização dos eventos. 7. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS Aquisição de matéria prima; Aquisição de embalagens; Consumo de matéria prima e material de embalagem na produção; Folha de pagamento. 8. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO CSLL; IRPJ. 9. O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11.638/07; O pronunciamento CPC 32.

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1. 1.1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional

Direito e Contabilidade são ciências que caminham juntas e complementam-se, desde longa data, acompanhando a natural evolução das diversas sociedades. Direito é a ciência das normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens em sociedade, existindo para isso as diversas jurisprudências. É o conjunto das normas jurídicas vigentes num país. Entre essas, destacam-se as normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, constituindo o Sistema Tributário Nacional, que disciplina a arrecadação e distribuição de rendas. A Contabilidade, por sua vez, é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, controle e registro dos atos e fatos de uma administração econômica, servindo como ferramenta para o gerenciamento da evolução do patrimônio de uma entidade e, principalmente, para a prestação de contas entre os sócios e demais usuários, entre os quais se destacam as autoridades responsáveis pela arrecadação dos tributos de uma nação ou região. No exercício de suas funções, claro está que o contador deve obedecer, além das normas e dos princípios fundamentais de contabilidade, também à legislação tributária concernente à correta apuração, registro, divulgação e arrecadação dos diversos tributos que incidem nas diversas fases de atividade das empresas e, principalmente, sobre a obtenção de renda e lucro em determinado período. Justifica-se, portanto, a imperiosa necessidade de os contadores conhecerem determinados aspectos da legislação tributária, devido à grande influência nas rotinas das organizações. 1.2. Legislação Tributária

É oportuno, de início, transcrever o conceito dado pelo Código Tributário Nacional à legislação tributária, conforme o art. 96 da Lei nº 5.172/66, de 25 de outubro de 1966: “Art. 96. A expressão 'legislação tributária' compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes." A Constituição Federal de 1988 trouxe profundas alterações no Sistema Tributário Nacional, não só em relação à quantidade e ao campo de incidência dos tributos, mas também quanto à própria distribuição dos valores arrecadados entre União, Estados e Municípios, o que atualmente vem comprometendo uma razoável reforma tributária principalmente em razão de não haver consenso entre os governantes de como devem ser repartidos os valores arrecadados. 1.2.1. Leis, tratados, convenções internacionais e decretos De acordo com o art. 97 do Código Tributário Nacional: "Somente a lei pode estabelecer: I. II. III. IV. V. VI. A instituição de tributos, ou a sua extinção; A majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3 Q do art. 52, e do seu sujeito passivo; A fixação da alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nelas definidas; As hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. § 1 º Equipara-se à majoração do tributo a modificação de sua base de cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso.

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inexistindo o pagamento in natura ou in labore. Já os impostos representam. como ao impacto causado no contribuinte. em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. assim. a lei já estabelece todos os passos a serem seguidos. OTN. Ufir). IV. instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna. • Contribuições de melhoria: que são cobradas quando do benefício trazido aos contribuintes por obras públicas. São normas complementares das leis. o Sistema Tributário Nacional está estruturado de forma a permitir ao Estado a cobrança de: • Impostos: que decorrem de situação geradora independente de qualquer contraprestação do Estado em favor do contribuinte. • Instituída em lei: só existe a obrigação de pagar o tributo se uma norma jurídica com força de lei estabelecer essa obrigação. • Que não constitua sanção de ato ilícito: as penalidades pecuniárias ou multas não se incluem no conceito de tributo. As decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa. Orleans Martins 4 . determinados com observância das regras de interpretação estabelecidas nesta Lei. tanto no que se refere ao montante arrecadado. para os fins do disposto no inciso II deste artigo. Art. Os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas. 98. • Taxas: que estão vinculadas à utilização efetiva ou potencial por parte do contribuinte. os Estados.Conceitos e Espécies O Código Tributário Nacional conceitua tributo como toda prestação pecuniária compulsória. • Em moeda ou cujo valor se possa exprimir: os tributos são expressos em moeda corrente nacional (reais) ou por meio de indexadores (ORTN. • Cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada: a autoridade não possui liberdade para escolher a melhor oportunidade de cobrar o tributo. de serviços públicos específicos e divisíveis. Para melhor entendimento sobre a definição de tributo. A denominação e demais características formais adotadas pela lei. As práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas. II. de CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. o Distrito Federal e os Municípios. Tributos . a que a lei atribua eficácia normativa. sendo irrelevantes para qualificá-Ia: I. ESPÉCIES DE TRIBUTOS No que se refere às espécies de tributos.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 2 º Não constitui majoração de tributo. ou seja. que não constitua sanção por ato ilícito. O conteúdo e o alcance dos decretos restringem-se aos das leis em função das quais sejam expedidos. é possível decompor sua definição nas seguintes características: • Prestação pecuniária: significa que o tributo deve ser pago em unidades de moeda corrente. As taxas e contribuições de melhoria têm pouco significado. dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: I. Seção III Normas complementares Art. Os convênios que entre si celebrem a União. o pagamento de tributo não decorre de infração de determinada norma ou descumprimento da lei. A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação. A destinação legal do produto da sua arrecadação. 100. III. Art. BTN. II. a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo.3. 99. o que é pago em bens ou em trabalho ou prestação de serviço. • Compulsória: obrigação independente da vontade do contribuinte. e serão observados pela que lhes sobrevenha." 1.

• Rendas e proventos de qualquer natureza. • Serviços de qualquer natureza. ao Distrito Federal e aos Municípios: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. as quais só têm validade se editadas em rigorosa consonância com eles. • Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. Algumas sugestões primam pela radicalidade.34% do Produto Interno Bruto (PIB). entre os diversos níveis de governo. 1. o instrumento do qual o Estado dispõe tanto para angariar recursos para gerir a Administração Pública e permitir investimentos em obras públicas. de bens imóveis e de direitos reais sobre imóveis. ressalvadas as exceções legais.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] fato. vemos hoje urna situação em que o governo e os empresários estão onerados pelo excesso de tributos em vigor. chegando ao patamar no ano 2000 de 32. Tais princípios. são vistos a seguir. aos Estados. embora tenham sido tratadas no capítulo dos tributos. de um lado aumenta a indústria da arrecadação e fiscalização e. Princípios Constitucionais Tributários Os princípios constitucionais tributários prevalecem sobre todas as demais normas jurídicas. o consumo e a propriedade. Estaduais e Municipais A Constituição em vigor assim distribui. Outras.5. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e Contribuição para o Fundo de Investimento Social (COFINS). Essa situação tem causado forte campanha em favor da mudança do Sistema Tributário Nacional. a folha de pagamento dos empregados e o faturamento das empresas. • Operações de crédito. para o exterior. a competência de estabelecer os tributos: Compete à União instituir impostos sobre: • Importação de produtos estrangeiros. por ato oneroso. surgiram para financiamento das atividades sociais as contribuições sociais. • Exportação. com isso. 1. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: • Transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens e direitos. assumem as características destes para fazer face aos investimentos do governo nesse setor. Assim. que. como para direcionar o comportamento da economia. de produtos nacionais ou nacionalizados. são subdivididas em contribuições ao INSS. • Propriedade territorial rural. Contribuição Sindical. As contribuições sociais instituídas têm corno base os lucros das sociedades. Tributos Federais. ou seja. Contribuição ao PIS/Pasep. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. de outro. câmbio e seguro. o que tem provocado constantes recordes de arrecadação. • Produtos industrializados. buscam aproximar o Brasil das nações do Primeiro Mundo. mas mantendo na essência o que hoje se realiza. mais racionais. reduzindo a quantidade de tributos. corno é o caso do imposto único.4. consequentemente. ou relativas a títulos ou valores imobiliários. Atualmente. que passa por urna revisão de texto constitucional. Essa amplitude e o detalhamento dado pelo texto constitucional promoveram um crescimento desordenado dos tributos cobrados nos últimos anos. os custos necessários a sua apuração e recolhimento. Orleans Martins 5 . é vedado à União. • Grandes fortunas. • Propriedades de veículos automotores. • Transmissão intervivos. Com a edição da Constituição Federal de 1988. e simplificando o processo de arrecadação. segundo a Constituição Federal. sem contar as possibilidades de ocorrência de sonegação. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: • Propriedades predial e territorial urbana. a tributação sobre a renda.

§ 1 º. § 6Q. Princípio da competência Previsto no art. aos Municípios e ao Distrito Federal. títulos etc. bases de cálculo ou qualquer outra fórmula tributária em benefício ou prejuízo da economia da União. 150. não sendo permitida qualquer delegação ou prorrogação desta competência para outro ente que não seja aquele expressamente previsto na Constituição Princípio da uniformidade geográfica Nos termos do art. . o pagamento de prêmio em um concurso. Instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. Orleans Martins 6 .).signos presuntivos de capacidade tributária ou riqueza). em razão de prévia determinação legal ou de manifestação de vontade (como. 1. c) O fato gerador. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou junção por eles exercida. b) O objeto. Elementos Fundamentais do Tributo 1. 151. conforme se depreende do art. por meio de sua Casa Legislativa. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. ao Estado ou ao Município. Obrigação tributária Inicialmente. 145. Elementos fundamentais da obrigação tributária Dessa forma. b) No mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou (Princípio da anterioridade). Princípio da autoridade tributária No art.6. determinada pessoa (credor) pode exigir de outra (devedor) uma prestação (objeto).[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] I. as espécies tributárias são definidas pela distinção de dois fatores: hipótese de incidência e base de cálculo. Princípio da capacidade contributiva O art. Cobrar tributos: a) Em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (Princípio da irretroatividade tributária). e no art. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. estabelece o princípio da capacidade econômica do contribuinte. é importante destacar que nasce uma obrigação quando. 151. Assim. seria a possibilidade econômica de pagar tributos. por meio de uma relação jurídica. 152." III. exercitarão as competências tributárias. a satisfação de um pagamento pela utilização ou disposição de um serviço público etc. encontram-se os três elementos básicos da obrigação tributária: a) A lei. da Constituição Federal o exercício da competência tributária é dado à União. proíbe a manipulação de alíquotas. 145.6. o recebimento do preço de um bem em um contrato. II. inciso I.2. é objetiva quando leva em conta manifestações objetivas de riqueza do contribuinte (bens imóveis. § 1 º. que. Princípio da tipologia tributária As taxas e os impostos não podem ter a mesma base de cálculo. dos Estados ou dos Municípios. por exemplo. por mera definição. que. É considerada subjetiva quando se refere à condição pessoal do contribuinte (capacidade econômica real). 1. é possível afirmar que obrigação tributária é a relação de Direito Público na qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do contribuinte (sujeito passivo) uma prestação (objeto) nos termos e nas condições descritos na lei (fato gerador). inciso III. aparece o princípio da autoridade tributária. e são justificadas as prerrogativas da administração tributária. "Exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça (Princípio da legalidade). visando à procedência e ao destino dos bens. a tributação da União deverá ser uniforme em todo o território nacional. não podendo criar distinções em relação aos Estados. 145. § 2º.1. portanto.6. títulos ou direitos (Princípio da isonomia tributária). Princípio da não discriminação tributária O art.

Um ponto que gerou muitas controvérsias foi a possibilidade de o governo criar e majorar tributos por meio da edição de Medidas Provisórias (MP). O sujeito passivo. Exemplo O fato gerador da obrigação fiscal com o Imposto de Renda. Uma vez constituído o crédito tributário.6. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que consiste. Essa prática já foi atestada. Contudo. que define e formaliza o crédito tributário. pode ser classificado como contribuinte ou responsável. a apresentação de declarações de rendimentos. a partir de um texto fundamental (Constituição). e não houve maioria absoluta. O fato gerador Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente para sua ocorrência.4. na forma da legislação aplicável. formas diferentes de expressão. assume. Para a exigência. conforme a Constituição Federal. a alteração da alíquota também está sujeita aos princípios constitucionais da legalidade. enquanto não apreciadas pelo Congresso Nacional. 142). da anterioridade (a lei deve estar vigente antes de iniciada a ocorrência do fato gerador) e da irretroatividade (a norma não pode atingir fatos passados). deve ser definida em lei complementar. por exemplo. estando sua alteração sujeita aos princípios constitucionais da legalidade (mudança somente por outra lei). com base na ocorrência do fato gerador. Orleans Martins 7 . Base de cálculo É o valor sobre o qual se aplica o percentual (ou alíquota) com a finalidade de apurar o montante a ser recolhido. 1. Importante registrar que qualquer inobservância de obrigação acessória é possível de ser convertida em obrigação principal em razão da aplicação de multas previstas na legislação específica. este deve ser satisfeito pelo devedor por meio do pagamento ou da compensação. aplicado sobre a base de cálculo. a escrituração de livros fiscais. as regras ordinárias de convivência (leis em sentido restrito). como. determina o montante do tributo a ser recolhido. Assim como a base de cálculo. O objeto O objeto representa as obrigações que o sujeito passivo (contribuinte) deve cumprir.7. por pessoas físicas ou jurídicas. mister se faz o respectivo lançamento. conceitua-se como "o fato" que gera a obrigação de pagar o tributo. conforme definido no Regulamento do Imposto de Renda. 1. têm força de Lei. impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal.7. da obrigação principal. pois cria os tributos e determina as condições de sua cobrança (princípio da legalidade dos tributos). as quais. Basicamente. De forma mais simples. da anterioridade e da irretroatividade. segundo as determinações legais.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A lei A lei é o principal elemento da obrigação. em concreto. a depender de sua relação com o fato gerador da obrigação. art. Alíquota É o percentual definido em lei que. o preenchimento de formulários etc.6. O fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que. perdendo eficácia após 45 dias de sua edição.5. vedada a reedição após esse prazo. em um sistema jurídico. em pelo menos duas ocasiões. 1. A base de cálculo. pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal.1. Sujeito passivo Denomina-se sujeito passivo o devedor da obrigação tributária. é a obtenção de renda e proventos de qualquer natureza. as prestações consistem em: pagamento do valor em dinheiro referente ao tributo devido ou à multa imposta por não atendimento à determinação legal (obrigação principal) ou cumprimento de formalidades complementares. Obrigação Tributária 1. destinadas a comprovar a existência e os limites da operação tributada e a exata observância da legislação aplicável (obrigação acessória). na fixação dos elementos imprescindíveis à cobrança do tributo (e/ou penalidade) incidente (CTN.

a legislação encarrega o empregador (responsável) de reter do empregado (contribuinte) o valor do imposto. o transportador de mercadorias desacompanhadas dos documentos fiscais legalmente exigíveis toma-se responsável pelo pagamento deste imposto. No caso em que haja infração de natureza criminal. má-fé e intenção. que pode ser superior ao valor final da venda. no entanto. Respondem solidariamente: • Os pais. • O inventariante. normalmente naquele em que a fiscalização pode ser mais eficaz. no caso de liquidação de sociedade de pessoas. como é o caso. no caso de atraso por tributos declarados ou erros não intencionais. da indústria de medicamentos. Substituição tributária Uma outra modalidade de contribuinte responsável é a figura do substituto tributário. 1. • Os tabeliães.7. e combustíveis. pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados. e II. Apesar de a substituição tributária ser um mecanismo aparentemente interessante para o governo. antecipar a arrecadação de tributos e/ou evitar a sonegação fiscal. o transportador. e • Os sócios. Tributação monofásica Para o governo se ver livre desses questionamentos. Em relação a infrações fiscais. surgiu a figura da tributação monofásica. • Os tutores e curadores. seja pelo montante elevado de tributos. cigarros e bebidas. providenciando seu recolhimento aos cofres públicos. Crimes tributários São considerados crimes contra a ordem tributária (arts. por não portar o documento fiscal. não sendo o contribuinte. e pressupõe duas condições: I. que consiste na incidência do tributo em apenas um dos elos da cadeia produtiva. Que o contribuinte não possa cumprir sua obrigação. O contribuinte do ICMS é o comerciante ou o industrial que promove a saída de mercadoria de seu estabelecimento. levando o contribuinte a recolher mais do que seria pago no sistema normal. pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles ou. 128 a 135 do CTN preveem a possibilidade de transferência a terceiros dos débitos fiscais. • O síndico e o comissário. tendo em vista que o tributo acaba incidindo sobre um valor estimado. pelos tributos devidos por estes. ou tenha indevidamente se omitido.7. seja pelo número reduzido de contribuintes. tem surgido questionamentos por parte de algumas empresas sujeitas a esse tipo de tributação. • Os administradores de bens de terceiros. Orleans Martins 8 . que podem ser de vários tipos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. por exemplo. No caso do imposto de renda sobre salários. pelos tributos devidos pelos filhos menores. produtos farmacêuticos. No caso do ICMS. A responsabilidade atribuída a terceiros pelo CTN só se aplica aos tributos e penalidades de caráter moratório. num elo seguinte da cadeia produtiva. em função de seu ofício. Embora o contribuinte seja o comerciante. O empregado que recebe salário é o contribuinte do imposto de renda. pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário. escrivães e demais serventuários de ofício. toma-se responsável. com o objetivo de simplificar a fiscalização. 1.2. pelos tributos devidos pelo espólio. a responsabilidade é de ordem pessoal e intransferível. Solidariedade em relação à obrigação tributária A responsabilidade pelos tributos pode ser atribuída de forma solidária a terceiros. tintas e vernizes. 128 a 135 do CTN) aquelas ações que envolvem dolo. que é o contribuinte responsável pelo pagamento do tributo cujo fato gerador deverá ocorrer posteriormente.3. São exemplos de produtos em que ocorre a substituição tributária: automóveis e autopeças. Que o terceiro tenha participado do ato caracterizado como fato gerador do tributo.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Contribuinte é aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitua o fato gerador. perante eles. os arts. Responsável é aquele a quem. no caso da impossibilidade de cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte. se devido. a lei estabelece a obrigação de pagar o tributo.

durante o prazo da moratória ou do julgamento do recurso administrativo ou processo judicial. Mesmo os tributos não lançados normalmente por esta modalidade podem ser lançados de ofício. O lançamento pode se dar de várias formas: de ofício. É o caso do Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU). 1. parcelamento) ou por iniciativa do sujeito passivo de discutir a validade. ele pode ser suspenso. da cobrança do crédito tributário (depósito judicial. é feito por iniciativa da autoridade administrativa. extinção e exclusão do crédito tributário Suspensão Uma vez lançado o crédito tributário.7. desde que não lançados ainda de outra forma. diz-se que o lançamento se dá por homologação. o Estado possui o direito de exigir o objeto da obrigação tributária. extinto ou excluído. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. e só depois tem seus cálculos verificados.7. Na modalidade de lançamento por declaração. mesmo suspensa a obrigação principal. Lançamento A materialização do crédito é denominada lançamento. processo judicial). Crédito tributário Como vimos. Vale destacar que. por iniciativa do próprio poder público (moratória. O lançamento direto ou de ofício. não há dispensa das obrigações acessórias.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1.4. O Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis (ITBI) é um exemplo de tributo lançado por declaração. É o caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). por declaração ou por homologação. e que a suspensão é sempre temporária. Com a concretização do fato gerador da obrigação tributária. no todo ou em parte.6.7.5. recurso administrativo. o Estado constitui um crédito tributário. para materializar o seu direito. o contribuinte ou um terceiro presta informações à autoridade fiscal para que possa ser estabelecido o valor do tributo. A suspensão corresponde ao impedimento temporário de exigir o crédito tributário. No caso em que o contribuinte antecipa o tributo sem prévio exame da autoridade. Orleans Martins 9 . independentemente de qualquer colaboração do sujeito passivo. Suspensão. 1.

com decisão pró-contribuinte.quando ocorreu o lançamento. • Conversão de depósito em renda . juros de mora e correção monetária. • Consignação em pagamento . podendo ser condicional e exigir garantias. com decisão pró-contribuinte.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] As modalidades de suspensão são previstas no art.concessão pelo sujeito ativo de um prazo maior para pagamento integral do crédito tributário. quando ocorre: • Prescrição . Pode ocorrer por: • Pagamento em dinheiro do exato valor devido. pelo sujeito ativo. 151 do CTN: • Moratória . o pagamento precede o lançamento. A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial.término de processo no âmbito do Poder Judiciário. A medida liminar suspende a cobrança do crédito tributário enquanto se discute o direito que está sendo questionado judicialmente. na forma e condições estabelecidas em lei. por lei. desrespeitando direito líquido e certo do contribuinte. • Lançamento por homologação. de imposto pago antecipadamente . A extinção ocorre basicamente em quatro situações: • A obrigação é quitada pelo contribuinte. mas com concessão de prazo adicional.quando o contribuinte aproveita créditos anteriores junto ao fisco para fazer um "encontro de contas". de depósito judicial constituído em seu favor.repactuação da dívida fiscal. em outras espécies de ação judicial . São situações em que ocorre extinção em razão de a cobrança do tributo ser considerada indevida: • Decisão administrativa irreformável . A obrigação é quitada pelo contribuinte de várias formas. • Dação em pagamento em bens imóveis. • A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial. Extinção A extinção corresponde ao término do direito do sujeito ativo de cobrar a obrigação tributária. a obrigação tributária também deixa de existir.efetuado pelo contribuinte que pretende discutir judicialmente a cobrança do crédito tributário. • Parcelamento . • Compensação com outros tributos de mesma espécie . em outros tipos de ação judicial também pode ocorrer por determinação judicial a suspensão do crédito tributário até o julgamento final da ação.ocorrem por meio de consulta (quando ainda não houve notificação por parte da autoridade administrativa) ou de recurso (quando já houve notificação). em que se faz a cobrança de tributos já vencidos sem dispensa dos encargos. • Depósito judicial . • Concessão de medida liminar em mandado de segurança .o mandado de segurança é a ação judicial cabível na hipótese de a autoridade pública agir com ilegalidade ou abuso de direito. • Transação .semelhantemente ao que ocorre com mandados de segurança.acordo de concessão mútua entre os sujeitos ativo e passivo.retirada. Neste caso. Depois de extinto o crédito tributário. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.término de processo no âmbito interno da administração pública. • Decisão judicial transitada em julgado . • A cobrança é considerada indevida.no lançamento por homologação. mas o sujeito ativo perdeu o direito de ação de cobrar o crédito tributário já constituído em função de não ter tomado nenhuma iniciativa dentro do prazo legal.depósito judicial efetuado pelo sujeito passivo diante de recusa de recebimento. sem cobrança de multa. mas que terá de ocorrer mediante previsão em lei. perdão total ou parcial do crédito vencido. • É concedido. Orleans Martins 10 . • Reclamações e recursos administrativos . a extinção se dá após a constatação de que o imposto pago corresponde ao montante homologado. • Concessão de medida liminar ou de tutela antecipada.

• Imunidade judicial. jornais. periódicos e papel destinado à impressão destes. Estados ou Municípios) tem o poder de tributar. mas opta por conceder o benefício de não tributar um determinado contribuinte ou uma determinada situação. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. os tributos a que se aplica e. a entidade tributante (União. Imunidade e Isenção Tributária 1. com o propósito de estimular o seu desenvolvimento por meio da atração de investimentos privados. o prazo de sua duração.2. que somente pode ser concedido por lei.8. Ocorre por isenção ou anistia. sindicatos dos trabalhadores. Quando a extinção do crédito tributário é concedida por lei: • Remissão . Exclusão A exclusão do crédito tributário corresponde à renúncia do direito do sujeito ativo de exigir o crédito tributário. Estabelece o CTN que a isenção estará sempre atrelada a uma lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão. desde que não haja ato ilícito. podendo ser de caráter geral ou específico. que não se confundem com imunidade.não alcança as atividades econômicas reguladas pelo direito privado. A anistia refere-se somente à dispensa das penalidades pecuniárias pelo não recolhimento do tributo. Enquanto que a imunidade determina uma proibição para a instituição de impostos. instituições de educação e de assistência sem fins lucrativos. Isenção Entende-se na linguagem jurídica como isenção a dispensa. a renda ou os serviços. sendo caso. em função de condições a ela peculiares e. • Imunidade tributária. ou para que se livre de qualquer obrigação. uns dos outros . • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre livros. Imunidade As imunidades podem ser classificadas como privilégios dados a alguém para que se livre ou se isente de certas imposições legais em virtude de que não é obrigado a fazer ou cumprir certo encargo de obrigação de caráter legal: • Imunidade diplomática. esquivar ou desobrigar de algum encargo que a todos pesa. 1. limitandose a um tributo determinado ou região específica ou ainda ao atendimento de determinadas condições.1. Orleans Martins 11 . • Imunidade parlamentar.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Decadência . configurando-se como uma concessão de benefício em favor do sujeito passivo. a imunidade. não permitindo que a autoridade administrativa efetue o lançamento. A imunidade tributária é estabelecida pela Constituição e abrange os seguintes aspectos: • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. a renda e os serviços das entidades representativas de partidos políticos.8.8. ou seja. a renda e os serviços das entidades mantenedoras de templos de qualquer culto. muitas vezes. 1. no caso da isenção.corresponde ao perdão total ou parcial do crédito principal vencido.quando não ocorreu o lançamento dentro do prazo legalmente estabelecido. para que se possa livrar. A isenção é concedida por lei. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. A isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que continua sendo devido. a concessão atribuída a alguma coisa ou alguma pessoa.

..... 1... sem intuitos lucrativos.... inclusive a casa ou residência especial do pastor ou pároco.... pertencente à comunidade religiosa...... o centro de pesquisa. o ginásio de desportos..Partido político Organização cujos membros programam e realizam ações comuns..... mas todos os que se dedicam à educação e à cultura em geral..... Instituição de educação sem finalidades lucrativas.... Para todos os efeitos. b) Aplicar integralmente os recursos no Brasil.... V . e Entidade sindical de trabalhadores. 84.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1... Regulamento do Imposto de Renda Devido à importância para o profissional da Contabilidade. o ateliê de pintura ou escultura..9. e essa atribuição é-lhe dada pela Constituição em seu art.. toma-se fácil saber qual o dispositivo que se aplica a cada caso particular...... inciso IV...... (b) amparo às crianças e aos adolescentes carentes. sinagoga ou edifício principal onde se celebra a cerimônia pública.... as academias de letras. IV. Sancionar. o que facilita a consulta sobre determinado item.8. São necessárias as seguintes condições para o gozo da imunidade: a) Não distribuir a qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas o título de lucro ou participação no resultado. Partido político.... a imunidade abrange os resultados relacionados com as atividades essenciais das entidades... Os serviços são: (a) proteção à família. bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução... IV ... transcrevem-se a seguir alguns comentários preliminares sobre o Imposto de Renda das pessoas jurídicas....... na manutenção de seus objetivos institucionais.............. Orleans Martins 12 .. III . O Regulamento é organizado por assuntos.. Principais casos de imunidade e isenção tributária do Imposto de Renda 1.... cuja redação é a seguinte: "Art. segregando os contribuintes pessoas físicas das jurídicas..3.. 5.. 4. à habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e à promoção de sua integração à vida comunitária etc. o museu. desde que não empregada para fins econômicos. O Regulamento do Imposto de Renda é a consolidação das Leis e Dispositivos que regulamentam e normatizam o Imposto de Renda tanto das Pessoas Físicas como Jurídicas.Instituição de assistência social É a entidade sem fins lucrativos que presta serviços de natureza aos membros da comunidade social... 3.. não apenas o de caráter estritamente didático. as formalidades determinadas em lei e recolher os tributos retidos sobre os rendimentos pagos por elas.Templo de qualquer culto Edificação pública dirigida ao culto religioso...... Nesse sentido....Instituição de educação sem finalidades lucrativas É o estabelecimento de ensino......." CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.... promulgar e jazer publicar as leis.... Templo de qualquer culto.... artes e ciências. II . d) Prestar.... corno o laboratório.. com fins políticos e sociais... É a igreja. 2... Compete privativamente ao Presidente da República: ... à infância.. É aprovado pelo Presidente da República... à maternidade...... o convento e os anexos. I ...... à adolescência e à velhice.... às repartições lançadoras do imposto.. c) Manter escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão.. 84......Entidade sindical de trabalhadores Sociedade que dirige as atividades duma classe social. Instituição de assistência social.....

há mais de duas décadas. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. de forma a não expor a entidade às possíveis sanções fiscais e legais. • Autoridades fiscais. Caracteriza-se como ato criminoso. Conceito Pode-se entender Contabilidade Tributária como: • Especialização da contabilidade que tem como principais objetivos o estudo da teoria e a aplicação prática dos princípios e normas básicas da legislação tributária. a elaboração e assinatura de qualquer documento e/ou demonstração contábil com informações inverídicas. em particular a dos profissionais da controladoria e contabilidade. as empresas e os profissionais responsáveis que assim procederem. O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) estima que a carga tributária em nosso país representa.10. caso as demonstrações e os relatórios contábeis sejam elaborados com informações errôneas. Responsabilidades do Contador A carga tributária no Brasil é extremamente elevada. ou em desacordo com as normas e os princípios fundamentais de contabilidade. 1.de determinado exercício fiscal. como concessões de créditos e financiamentos. seja qual for o setor de atividade. de que o gerenciamento das obrigações tributárias já não pode ser considerado uma necessidade quotidiana. Os empresários e executivos já estão cientes. podendo ser condenado a indenizar o empresário que for prejudicado. Da mesma forma. tendo em vista que induzem a determinados atos. 1. Nesse ambiente.11. devido a suas responsabilidades quanto à eficácia e eficiência nesse gerenciamento. cresce sensivelmente a responsabilidade de todos os gestores da empresa. Contabilidade Tributária 1. para cálculo e formação das provisões contábeis destinadas ao pagamento dos tributos incidentes sobre o lucro da entidade. • Acionistas não controladores. Orleans Martins 13 . para todos os efeitos legais e judiciais.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1. podem vir a ser processados e condenados por perdas e danos. Além da elevada carga tributária. na média dos últimos cinco anos. citam-se: • Instituições financeiras consultadas para a concessão de empréstimos e financiamentos.11. • Investidores do mercado de capitais. entre outros. com diversas Leis.1. ou ainda com valores divergentes dos contidos nos livros contábeis da empresa. • Fornecedores. pode ser responsabilizado por possíveis prejuízos que causar no exercício profissional. constitui crime a elaboração de demonstrações contábeis sem embasamento em documentos e informações hábeis e legais. o contador precisa conhecer com grande profundidade a legislação tributária. com ou sem má-fé. Entre os usuários que podem ser prejudicados ou enganados em decorrência de fraudes e irregularidades na escrituração contábil e fiscal.11. além de perder prestígio profissional em razão de quaisquer falhas mais relevantes na interpretação ou na aplicação no dia-a-dia das normas tributárias. Isso porque. Portanto. Os documentos e as demonstrações contábeis são frequentemente utilizados pelo mercado para obtenção de informações da empresa. decisões de investimentos. • Sindicatos e funcionários que participam dos resultados. mais do que qualquer outro profissional das áreas administrativa ou financeira. adaptando ao dia-a-dia empresarial as obrigações tributárias. • Ramo da contabilidade responsável pelo gerenciamento dos tributos incidentes nas diversas atividades de uma empresa. tendenciosas ou preparadas de má-fé. Estima-se a existência de aproximadamente 60 tributos vigentes. Nesses casos. Portanto. Regulamentos e Normas constantemente alteradas. com base na legislação pertinente. tanto sobre a pessoa jurídica como sobre a pessoa física. Tais fatores penalizam sobremaneira o custo da maioria das empresas e acarretam grandes transtornos para o gerenciamento contábil e financeiro dos impostos e demais tributos. o Sistema Tributário brasileiro é um dos mais complexos do mundo. eles podem causar prejuízos a terceiros. por culpa ou dolo. mais de 32% do Produto Interno Bruto (PIE). mas algo estratégico dentro das organizações de médio e grande porte.ou do lucro real . Funções e atividades da contabilidade tributária As principais funções e atividades da Contabilidade Tributária podem ser classificadas como: • Apuração com exatidão do resultado tributável . ou grupo de em12resas.2.

Conceito de planejamento tributário A despeito da grande importância de todas as supracitadas atribuições. em obediência aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. para apurar e determinar o montante do tributo a ser recolhido dentro do prazo após encerramento do período de apuração. as empresas necessitam. fábricas. departamentos) ou das sociedades coligadas e controladas. preenchimento das guias de recolhimento e remessa para o Departamento de Contas a Pagar Controle sobre os prazos para os recolhimentos Assessoria para a correta apuração e registro do lucro tributável do exercício social. o contador tem principalmente nas atividades de planejamento tributário a grande oportunidade de dar enormes contribuições à alta direção da empresa. Redução de custos é a estratégia que mais se ouve ser empregada nos dias atuais. Orientação.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher. a Contabilidade Tributária tem a responsabilidade de informar. • Todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita. Orleans Martins 14 . Escrituração e controle Escrituração fiscal das atividades do dia-a-dia da empresa e dos livros fiscais Apuração dos tributos a recolher. o valor das diversas provisões para recolhimento dos tributos. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que possa resguardar seus direitos de contribuinte e. sem afrontar as diversas legislações que regem os mais diversificados tributos. • • • • • • • 1. de um planejamento tributário criterioso e criativo. como parte integrante do sistema de informações da empresa. pode significar menor carga tributária. para que possam racionalizar seus custos tributários. ou mesmo o local de origem de determinadas matérias-primas. principalmente em relação aos chamados impostos não cumulativos ICMS e IPI. • • • • As principais funções e atividades podem ser sintetizadas no Quadro a seguir. além de emitir e providenciar a entrega aos respectivos órgãos competentes dos formulários estabelecidos pela legislação pertinente.12. correta e oportunamente. treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos Orientação fiscal para as demais unidades da empresa (filiais. ao mesmo tempo. o local de instalação da fábrica. Enquanto isso não ocorre. tais como: • Todas as operações em que for possível o crédito tributário. proteger seu patrimônio. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa. visando padronizar procedimentos Planejamento tributário Estudo das diversas alternativas legais para a redução da carga fiscal. para obter o melhor resultado numa economia tão instável como a brasileira. cada vez mais. Orientação fiscal para todas as unidades da empresa (filiais. fábricas. informando o Setor Financeiro de Contas a Pagar da entidade sobre o valor e os prazos de recolhimento. • Todas as situações em que for possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos. em todo o mundo globalizado. um dos mais significativos instrumentos de que dispõem as empresas. conforme os princípios fundamentais de contabilidade Assessoria para o correto registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher Planejamento Tributário Orientação Orientação.12. A correta orientação fiscal e tributária para as demais unidades ou empresas pode representar relevantes economias com os impostos. Sem dúvida. é o planejamento tributário. de acordo com o princípio contábil da competência de exercícios. Por exemplo.1. Escrituração dos documentos fiscais em livros fiscais próprios ou registros auxiliares. 1. em todas as fases da cadeia de valores do ciclo produtivo e comercial. Discute-se a urgente mudança de nosso sistema tributário e a adoção de novos mecanismos para simplificação das rotinas tributárias. pois. treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos. departamentos) ou das empresas controladas e coligadas. Preenchimento de guias de recolhimento.

para tanto ficando atento às mudanças nas normas e aos impactos nos resultados da empresa. então. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa. o procedimento mais oneroso do ponto de vista fiscal. principalmente com relação aos chamados impostos não cumulativos . Com esse procedimento. possa planejar com bastante antecedência a melhor alternativa para a empresa executar suas operações comerciais." Borges. para deixar de recolher o tributo devido. então. • Conhecer todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita. a economia de impostos. sempre que possível. em última análise. Trata-se do conceito de tax saving. o que exige alta dose de conhecimento técnico e bom-senso dos responsáveis pelas decisões estratégicas no ambiente corporativo. Contudo. fiscais e econômicos de determinada decisão gerencial." Dessa maneira. projeta os atos e fatos administrativos com o objetivo de informar quais os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis. adotado no universo dos negócios. Orleans Martins 15 . as que com certeza lhe forem mais satisfatórias. mediante o emprego de estruturas e formas jurídicas capazes de bloquear a concretização da hipótese de incidência tributária ou. com profundidade: • Conhecer todas as situações em que é possível o crédito tributário. objetivando a economia de impostos. por sua vez. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. sem infringir a legislação. denominar de Planejamento Tributário a atividade empresarial que. nada impede que o contribuinte antecipe a ocorrência do fato gerador e comece a projetá-lo e a dimensioná-lo.ICMS e IPI. dissimulação etc. após o fato gerador ter ocorrido.12. de fazer com que sua materialidade ocorra na medida ou no tempo que lhe sejam mais propícios. desenvolvendo-se de forma estritamente preventiva. Trata-se do estudo prévio à concretização dos fatos administrativos. o administrador obviamente procura orientar os seus passos de forma a evitar. a partir desses cenários. o contador precisa. Nas palavras do saudoso tributarista Nilton Latorraca: "Costuma-se. devido a urna possível insuficiência de caixa. para que o contribuinte possa optar pela que apresente o menor ônus tributário. que visa excluir. Cotejando as várias opções legais. O objeto do planejamento tributário é. • Ser oportuno e aproveitar as lacunas deixadas pela legislação. de um comportamento técnico-funcional. por sua vez. assim. Entende-se ainda por sonegação toda a ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou a retardar. Condições necessárias para um adequado planejamento tributário Qualquer que seja a forma de tributação escolhida pela empresa. 1.12. Para a correta execução das tarefas inerentes ao planejamento tributário. Planejar é escolher. gerando um desgaste desnecessário de investimentos forçado para cobertura de gastos que não estavam previstos.. 1. menciona que "a natureza ou essência do Planejamento Fiscal .consiste em organizar os empreendimentos econômico-mercantis da empresa. A finalidade principal de um bom planejamento tributário é. com o objetivo de encontrar a alternativa legal menos onerosa para o contribuinte. a vontade das partes não pode ser alterada ou modificada.2. Trata-se. o contribuinte tem a vantagem de adotar. reduzir ou adiar os respectivos encargos tributários.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Entende-se por planejamento tributário uma forma lícita de reduzir a carga fiscal. para que. Planejamento tributário não se confunde com sonegação fiscal. total ou parcialmente. a que resulte no menor imposto a pagar. Para alcançar êxito nessa atividade. Sonegar. bastante praticado pelos norte-americanos.ou Tributário . Legislação Tributária e Planejamento Tributário Legal De acordo com os preceitos tributários. a economia tributária. sem dúvida. simulação.3. corno fraude. dos efeitos jurídicos. o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação principal. entre duas ou mais opções lícitas. entre as opções legais disponíveis. é utilizar meios ilegais. antes da ocorrência do fato gerador. pode-se verificar que a falta de planejamento estratégico tributário pode deixar a empresa mal preparada para os investimentos futuros. • Conhecer todas as situações em que é possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos. o contador precisa aplicar todos os seus conhecimentos sobre a legislação do tributo a ser reduzido. torna-se claro o entendimento de que o planejamento tributário é o estudo das alternativas lícitas de formalização jurídica de determinada operação.

3. como é o caso das contribuições para: 1. Incidem sobre as receitas auferidas por todas as entidades. Um só evento. independentemente de sua denominação ou classificação contábil) para as pessoas jurídicas em geral CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA Diversos são os tributos que incidem sobre a receita das empresas. c) Atividades de prestação de serviços estão sujeitas ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). 2. b) Atividades de industrialização estão sujeitas ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!). alterar ou esconder as obrigações quando o fato gerador assim o exigir. nesse caso. a que vale. evitando perdas desnecessárias para a organização. a empresa passa a desenvolver suas atividades de forma estritamente preventiva. Da mesma forma. por exemplo: a) Atividades de comercialização estão sujeitas à incidência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). PIS/PASEP e COFINS O PIS/PASEP e a COFINS são contribuições sociais com funções fiscais. concretamente localizada no tempo e no espaço. de arrecadação.PIS Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS Contribuições sociais União Fiscal Auferir receita Pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda. o sujeito que praticou o ato previsto em lei. é necessário que o contribuinte esteja bem assessorado por uma equipe especializada que saiba realizar o planejamento de tributos sem distorcer. 2. inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias Faturamento mensal (receitas auferidas pela pessoa jurídica. é o fato gerador e não a natureza jurídica da empresa. também preste serviços de assistência técnica estará sujeita ao IPI. Num planejamento tributário estratégico. Nesse mesmo momento. ao ICMS e ao ISS. Alguns atingem a maior parte das empresas e das receitas por elas obtidas. procurando atender às possíveis formas da legislação fiscal.1. COFINS. mas não de outras. de modo a deixar transparentes para todos os envolvidos as informações sobre os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis. Quadro-Resumo Tributos Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Programa de Integração Social . uma vez ocorrida. em favor do Estado. como. uma única indústria que. pode gerar a obrigação de pagar vários tributos simultaneamente: PIS. ou seja. além de fabricar e vender um determinado produto. independentemente do setor de atividade.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Fato gerador é a obrigação tributária principal. O planejamento tributário estratégico tem como objetivo fundamental a economia tributária de impostos. ou encontrou-se na situação de fato. independentemente da denominação contábil por estas recebida. normalmente. Também procura projetar de forma clara os atos e fatos administrativos. como. o tributo incide. sobre as receitas de determinadas atividades. é a situação descrita em lei que. a venda de um produto industrializado. Para poder usufruir em toda a sua plenitude de todas as formas legais de planejamento tributário. determina a transferência jurídica. 2. Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP). Programa de Integração Social (PIS). Orleans Martins 16 . Em outros casos. IPI e ICMS. deixa de ser titular dessa mesma quantia. da titularidade de certa quantia. que tem como objetivo o pagamento do tributo. por exemplo.

para fins de apuração da contribuição devida.1. exceto quando a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!) for específica: I . dentro das condições estabelecidas na legislação. e as despesas e custos com energia elétrica.65% no regime de incidência não cumulativa COFINS: 3% no regime de incidência cumulativa 7. Implicações dos PIS/COFINS nas transações de importação de mercadorias e serviços De acordo com Instrução Normativa SRF nº 572. depreciação e amortização.Importação e = alíquota do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) Na hipótese das empresas realizarem a importação de serviços.1.Importação e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS . A lógica de tributação do PIS/PASEP e da COFINS A tributação do faturamento das empresas pelo PIS/PASEP e COFINS pode se dar de duas formas: a) No regime de incidência cumulativa. Orleans Martins 17 .Importação d = alíquota da COFINS . em geral relacionadas a itens que não se configuram como receitas (devoluções. 1 º. mas permite-se também que o contribuinte reduza o valor da contribuição devida no montante relativo à mesma alíquota aplicada aos valores de compras de bens para revenda. b) No regime de incidência não cumulativa.gov.receita.fazenda. = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP. além de algumas despesas como depreciação.1. as alíquotas são aplicadas ao valor da receita bruta.6% no regime de incidência não cumulativa Por homologação Página da Receita Federal: <www. reversões de provisões). alguns produtos. a legislação estabelece a adoção obrigatória do regime cumulativo para alguns setores de atividade econômica. 2. Para a maioria dos casos. além das informações a respeito das receitas auferidas pela empresa. bem como para algumas receitas em especial. abatimentos. pois a empresa tem o direito de creditar a si própria o montante da alíquota aplicada sobre compras de mercadorias ou insumos para a produção.65% no regime de incidência cumulativa 1. o regime de incidência é uma escolha que cabe à própria empresa.br> Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2. de 22 de novembro de 2005. ajustada por algumas exclusões permitidas na legislação. No entanto. condicionada à escolha do regime de tributação de Imposto de Renda escolhido. que deverão assim ser calculados: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. insumos utilizados na produção de produtos ou serviços. conforme art.2.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] PIS/PASEP: 0. elas estarão sujeitas ao pagamento de PIS e COFINS.Importação) serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas. as alíquotas são aplicadas à receita ajustada na mesma forma da base cumulativa. os valores a serem pagos relativamente à Contribuição para o PIS/PASEP . Regime de incidência não cumulativo A opção pelo regime de incidência não cumulativo implica na necessidade de informações adicionais. aluguéis pagos a pessoa jurídica. aluguel e energia elétrica.Na importação de bens: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISIMPORTAÇÃO = c x (VA x X) Onde. arrendamento.

isenção ou redução. que seria devido caso não houvesse imunidade.Importação f = alíquota do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza Para as empresas que realizarem a importação de mercadorias que tenha a incidência de alíquota específica. o valor correspondente a qualquer deles. 3º. deve-se informar o valor zero para a alíquota correspondente de cada tributo e.Importação.684. o § 2º define que nos casos de imunidade. empregado ou remetido para o exterior. isenção ou redução do ICMS. nos casos de redução. = • • • • V = o valor pago. 4º define que se o contribuinte comprovar recolhimento de valores a maior que o devido da Contribuição para o PIS/PASEP . nº 10.Importação e da COFINS. No entanto.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] II . definidas pelo art. deve ser informada a alíquota real empregada na operação.Importação e da COFINS . na hipótese de deferimento do pagamento do ICMS.637. não compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP . conforme o § 3º. de 20 de outubro de 2005. de 18 de outubro de 2004. PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x Y + W x Q) = • • • • • • • × × = × × Q = Quantidade do produto importada na unidade de medida compatível com a alíquota específica do IPI.Importação d = alíquota da COFINS . nos termos da Instrução Normativa SRF nº 460. e nº 10.485.Importação e = alíquota do ICMS Destaca-se também que nas operações que incorram nas hipóteses de imunidade ou de isenção ou redução do 11 ou do IPI.Importação e da COFINS .826. entregue. ou redução de suas respectivas bases de cálculo. antes da publicação desta Instrução Normativa. isenção ou da suspensão do IPI vinculado à importação de que trata o inciso III do § 1 º deste artigo.Na importação de serviços: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISlMPORTAÇÃO = c x (VA x. de 3 de julho de 2002. os valores a serem pagos serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas: COFINSIMPÓRTAÇÃO = d x (VA x Y + W x Q) Onde. de 30 de maio de 2002. o art. de 23 de agosto de 1999.Importação em razão da utilização das fórmulas constantes da Instrução Normativa RFB nº 571. Esclareça-se que. de 30 de dezembro de 2002.Importação.X) Onde. antes da retenção do Imposto de Renda c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP . Orleans Martins 18 . o valor do ICMS diferido compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP . 2º define que na hipótese de a alíquota do IPI ser específica. creditado.Importação d = alíquota da COFINS . terá direito a restituição da diferença de valores. Portanto. VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do II β = alíquota específica do IPI c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP . redução das alíquotas dos respectivos tributos. Destaca-se que se aplica também o disposto no caput nas hipóteses de: • Imunidade. • Suspensão do pagamento do IPI vinculado à importação de que tratam as Leis nº 9. ou ainda de redução das alíquotas ou da base de cálculo do tributo. com a redação dada pela Lei nº 10. o art. • Aplicação dos regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.

fazenda. ou o preço do serviço respectivo. V . de modo habitual ou em volume que caracterize intuito comercial. a retransmissão. e serviços de comunicação.gov. no âmbito de sua jurisdição. realizam operações de circulação de mercadorias ou prestam serviços de transporte interestadual ou intermunicipal ou serviços de comunicação. II . é o valor da operação relativa à circulação da mercadoria.entrada de mercadoria ou bem. ICMS O ICMS é um imposto de competência dos Estados. II . mas que. no território paulista.o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior. a recepção. qualquer que seja a sua finalidade. VII . A base de cálculo do ICMS. IV . prestação de serviços interestaduais e intermunicipais.operação relativa à circulação de mercadorias. como regra geral. na operação de arrendamento mercantil. por qualquer via. Por homologação. VIII . importados do exterior por pessoa física ou jurídica. quando não destinados à comercialização ou à industrialização. sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual.a venda do bem ao arrendatário. os importadores ou arrematantes dos bens ou beneficiários dos serviços listados nos itens VI a VIII do quadro Fato Gerador. o fato gerador do ICMS.asp> < http://www. inclusive a geração. que incide sobre as operações relativas à circulação de mercadorias.Mesmo sem habitual idade. a emissão. inclusive o fornecimento de alimentação. I . Várias Secretarias de Fazenda estaduais disponibilizam a legislação em seus sites na Internet.prestação onerosa de serviços de comunicação. A título de exemplo. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços – ICMS Imposto Estados e Distrito Federal Predominantemente fiscal Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. decorrente de operações interestaduais. III . bem como os descontos condicionais a este concedidos.Aqueles (pessoas físicas ou jurídicas) que. bebidas e outras mercadorias em qualquer estabelecimento. Variáveis em função do tipo de bem ou serviço e também do domicílio do vendedor e comprador. ou a este debitadas. VI .fazenda. a transmissão. Na base de cálculo se incluem as despesas recebidas do adquirente. destacamos os fatos geradores previstos pelo Regulamento do ICMS do Estado de São Paulo: I . (b) compreendidos na competência tributária dos Municípios. a Secretaria da Fazenda fixa um valor mínimo para a operação. por qualquer meio.br/links/faz65. a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza. por indicação expressa de lei complementar.prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal. Em alguns casos. ainda que iniciados no exterior. de petróleo. ainda que as operações e prestações se iniciem no exterior Cada Estado regulamenta.gov.a entrada.fornecimento de mercadorias com prestação de serviços: (a) não compreendidos na competência tributária dos Municípios.sp. e de energia elétrica. porque evidentemente não integram estes no valor da operação. Na legislação específica de cada Estado.br/confaz> Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo disponibiliza link para as demais secretarias nos endereços: <http://www. Orleans Martins 19 .2. mas não se incluem os descontos incondicionais.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2. inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados.

Ao adquirir bens ou serviços tributados pelo ICMS. buscando. a alíquota incide sobre o preço do bem ou serviço. O problema é que as mercadorias circulam não apenas dentro dos limites territoriais de um único Estado. atribui-se a um determinado elo da cadeia a responsabilidade de antecipar os recolhimentos que ocorreriam nas transações subsequentes. uma mesma mercadoria vendida por um distribuidor situado na cidade de São Paulo. No entanto. Norte. dentre outras questões. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que aumenta ou reduz alíquotas visando incentivar ou desestimular a produção de alguns produtos. Nordeste e ES Na operação seguinte. deverá somar ao preço cobrado o imposto incidente nas operações subsequentes. os R$ 17. 17% para a maioria dos bens na maioria dos Estados). e também reduz a anterioridade para 90 dias. um melhor controle da arrecadação. Norte. Em relação às alíquotas.3. se vendida para empresas situadas em outros Estados das regiões Sudeste ou Sul. Além disso. Por exemplo. a Constituição Federal permite que o IPI tenha sua alíquota majorada pelo Poder Executivo.00. passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco. Esse procedimento provoca a divisão do tributo gerado pela circulação de bens e serviços interestaduais. e outra função protecionista.2. se um bem é vendido ao preço de R$ 100. Orleans Martins 20 . o contribuinte responsável pelo recolhimento do ICMS. isto é.48% dos R$ 83. muitas vezes. e destacará na nota fiscal que R$ 17.00. que consiste na prática de alíquotas diferenciadas e/ou concessão de benefícios fiscais por determinados Estados. Em síntese: Imposto ICMS ICMS ICMS Alíquota 18% 12% 7% Tipo de transação Destino Origem São Paulo São Paulo Tipo Venda interna Venda interestadual Venda interestadual São Paulo RS. referente ao bem. seria aplicável a alíquota de 17%.00 cobrados referem-se ao imposto. funcionando no sistema de débitos e créditos. por conta dos demais elos da cadeia. observadas as condições estabelecidas em lei.00). a lógica primária do imposto é preservada. 2. mas considera-se que integra o próprio preço. seria tributada a 12% e. que correspondem à receita líquida (R$ 100.00 cobrados de imposto correspondem a 20. qual seja: o imposto é calculado com base em um suposto valor final de venda do bem. se vendida a empresas situadas nas regiões Centro-Oeste. que tem duas funções extrafiscais: uma função reguladora. O fato de o ICMS ser um tributo de competência estadual implica em que cada Estado tenha a sua legislação própria relativa ao tributo. os Estados de origem e de destino possuem alíquotas e obrigações acessórias diferentes.R$17. o vendedor cobrará do comprador R$ 100. A lógica de tributação do ICMS O ICMS é um imposto não cumulativo. No caso de substituição tributária. ou seja. Essa é uma das principais razões do alto grau de complexidade operacional desse tributo. para o desenvolvimento de determinada atividade ou região. destaca-se que as alíquotas do ICMS podem sofrer variações em relação aos produtos e serviços e regiões. IPI O IPI é um imposto de competência da União. entre Estados comprador e vendedor. Ao realizar uma operação sujeita à incidência de ICMS. MG. seria tributada à alíquota de 18% (operações internas. RJ São Paulo Centro-Oeste. e maiores aos considerados supérfluos. se destinada a consumidor final dentro do próprio Estado. 7%. PR.00 . Observe que esta metodologia de cálculo implica em uma alíquota real maior do que a nominal. tendendo a aplicar alíquotas menores aos produtos considerados necessários. Em alguns casos. de competência estadual. Assim. os Estados criaram a figura da substituição tributária. Nordeste e Espírito Santo.1.00 e é tributado a 17%. SC.00 dos R$ 100. Tendo em vista esta função extrafiscal. visando atrair investimentos para o seu território. esse fato favorece o que se denomina "guerra fiscal".[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2. Neste tipo de situação. o contribuinte adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco. sendo que. O ICMS é um imposto "por dentro". que onera os produtos de acordo com sua utilidade. se vendida para empresas situadas dentro do próprio Estado. relativo ao imposto pago em sua aquisição.

obtenção de espécie nova. o comerciante de produtos sujeitos ao imposto. Veja também a seção Perguntas e Respostas.altera apresentação pela colocação de embalagem. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Imposto sobre Produtos Industrializados . Em se tratando de produto leiloado. A lógica de tributação do IPI O IPI é um imposto não cumulativo. • Montagem . no caso de produtos apreendidos pelo fisco ou abandonados pelo importador. Após efetuar o processo industrial. Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2. as alíquotas vão de zero até 365. A alíquota aplicável em cada caso é obtida na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados .fazenda. • Beneficiamento . considera-se industrializado o produto que tenha sido submetido a qualquer operação que lhe modifique a natureza ou a finalidade. É possível baixar o Regulamento do IPI (RIPI) e a tabela de alíquotas (TIPI). tais como: • Transformação .reunião que resulte em nova unidade. o preço da respectiva arrematação. A base de cálculo do IPI é o valor da operação de que decorrer a saída dos produtos industrializados do estabelecimento do contribuinte. ou equiparado a industrial.a saída de produto do estabelecimento industrial. ou sendo omissos os documentos respectivos. Por homologação Na página da Receita Federal «www. Aparentemente este procedimento é semelhante a tributar o valor agregado no processo de industrialização.IPI Imposto União Extrafiscal O imposto incide sobre produtos industrializados. que os forneça aos industriais ou aos a estes equiparados. o montante devido resulta da diferença entre o imposto devido na operação posterior e o exigido na anterior.o desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira. o industrial ou a quem a lei o equiparar.gov. utilização. Nos tributos não cumulativos. acabamento ou aparência. o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados levados a leilão. obedecidas as especificações constantes da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TlPI).receita. O contribuinte do IPI é o importador ou a quem a lei o equiparar. Alguns produtos estão sujeitos a alíquotas específicas e outros a ad valorem. Ao adquirir insumos tributados pelo IPI. Em linhas gerais.TIPI. A legislação estabelece o que se considera produto industrializado e o que não é considerado industrialização. mas isto não ocorre necessariamente. a base de cálculo será o preço corrente da mercadoria ou de sua similar no mercado atacadista da praça do contribuinte. exceto apenas para transporte. pois eventuais diferenças de alíquotas ou isenções nas fases precedentes alteram a carga tributária final. Não tendo valor a operação. sofre a incidência de IPI. e • Renovação ou recondicionamento .3.br». CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. ou a sua arrematação em leilão. • Acondicionamento ou reacondicionamento . considerados como tais tanto os produtos produzidos no país quanto os importados do exterior.1.modifica funcionamento. a indústria adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco.produto deteriorado ou inutilizado em condições de utilização. Orleans Martins 21 . II . I . nacionais e estrangeiros. e passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco. ao vender produtos industrializados. funcionando de maneira semelhante à do ICMS. porém a maioria das alíquotas está abaixo de 20%. relativo ao imposto pago na aquisição do insumo.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IPI incide sobre os produtos industrializados.63%. No caso de ad vaIorem.

ou seja.00. • Vigilância e segurança. na sua falta. de 31 de julho de 2003) O fato gerador desse imposto é o descrito em lei ordinária do Município. a alíquota incide sobre o preço do produto. o valor destes materiais não deve compor a base de cálculo do ISS. A LC 116/03 estabeleceu que o local da prestação de serviços (e. entre os quais se destacam: • Importação de serviços. o Município a quem é devido o imposto) é o do estabelecimento prestador dos serviços ou. No entanto. bem como qualquer outra lei federal. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes Imposto sobre serviço de qualquer natureza (ISS) Imposto Municípios e Distrito Federal Predominantemente fiscal Prestação de serviços informados na lista constante em lei complementar (atualmente. portanto. de fornecer recursos financeiros para o Município. ISS O ISS é um imposto de competência dos Municípios e do Distrito Federal. obedecidas as regras determinadas na Lei Complementar nº 116/03 e pela Constituição Federal O contribuinte do ISS é a empresa ou o trabalhador que presta o serviço tributável O preço cobrado pelos serviços A Constituição Federal estabelece uma alíquota mínima de 2% e a Lei Complementar nº 116/03 determina uma alíquota máxima de 5%. Orleans Martins 22 . o vendedor cobrará do comprador R$ 105. nas quais a alíquota de ISS era mais baixa. havia muita controvérsia quanto ao local da prestação do serviço. a incidência do ISS está limitada à lista dos serviços que podem ser objeto de tributação. Outra observação importante é que o ISS e o ICMS não podem incidir sobre a mesma operação. • Alguns serviços ligados à construção civil. referente ao preço do produto mais IPI. se um produto é vendido ao preço de R$ 100. o IPI é um imposto "por fora".br>) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Assim. Embora de competência dos Municípios.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Em relação ao preço do produto. pode ser encontrada na página do 5enado Federal (<www. cessão de mão de obra e empreitada. Para alguns serviços.00 e é tributado a 5%. Na esteira desta discussão. conforme o caso. a lei complementar esclarece em cada caso qual Município tem direito ao imposto Para cada Município. muitas empresas prestadoras de serviços transferiram suas matrizes para cidades vizinhas às grandes metrópoles. Em alguns casos em que a legislação especifica a tributação pelo ICMS dos materiais fornecidos pelo prestador de serviços. quando o prestador e o adquirente dos serviços estavam em Municípios diferentes. Tem função predominantemente fiscal.4. ou seja. Anteriormente à Lei Complementar nº 116/03.senado. o local de domicílio do prestador de serviços. Em 2004. Lei Complementar nº116. definida em lei complementar. segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional. e é somada ao valor do produto. os Municípios têm a faculdade de reduzir a alíquota mínima Por homologação Quando o prestador de serviço está localizado em um determinado município e o serviço é prestado em outro município. para alguns serviços a Lei Complementar nº 116/03 determina que o ISS deve ser pago em favor do Município onde o serviço foi prestado ou está localizado o tomado r. o ISS foi responsável por 42% da receita tributária consolidada de todos os Municípios brasileiros. • Serviços de limpeza. é necessário consultar a legislação específica A íntegra da Lei Complementar nº 116/03. 2. decoração e jardinagem.gov.

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2.4.1. A lógica de tributação do ISS

O ISS é um imposto cumulativo, ou seja, o ISS cobrado em operações anteriores não é compensado nas operações posteriores. Por exemplo, se um hotel contrata uma lavanderia para lavar toda a roupa de cama, mesa e banho, sobre o valor dos serviços prestados pela lavanderia ao hotel incide ISS, o qual é embutido no preço. O hotel, por sua vez, ao prestar serviços de hospedagem aos seus clientes, também terá que pagar ISS, sem direito à compensação do ISS pago no preço dos serviços de lavanderia que comprou. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO

Incidem sobre o lucro das empresas dois tributos: o Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O IR incide tanto sobre a renda das pessoas como das empresas (pessoas jurídicas). Quando se trata do IR relativo às pessoas jurídicas, é costume usar a sigla IRPJ. A base de cálculo dos dois tributos é o lucro, na forma definida na legislação. Uma vez que cada tributo tem a sua legislação específica, o valor em reais da base de cálculo de cada um dos dois tributos pode ser diferente. Segundo a legislação do IRPJ, o lucro tributável pode ser apurado de três formas, ou regimes de tributação: Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. O contribuinte pode optar em qual modalidade de apuração quer ser tributado, observadas algumas restrições ligadas à atividade realizada ou ao volume de receitas - no caso do Lucro Real ou Presumido -, e de eventos justificadores do tratamento excepcional no caso do Lucro Arbitrado. O Lucro Real corresponde ao lucro apurado pela contabilidade, ajustado por adições exigidas e exclusões e compensações permitidas pela legislação. O Lucro Presumido corresponde ao lucro calculado pela aplicação, ao valor do faturamento, de um percentual de margem de lucro determinado na legislação, ou seja, o lucro não é apurado pelo encontro entre receitas e despesas do período, mas sim presumido. Corresponde a um processo de apuração simplificada da base de cálculo do imposto. O Lucro Arbitrado é apurado de forma semelhante ao presumido, com acréscimo de 20%, quando a receita é conhecida, ou por parâmetros técnicos, em situações especiais em que não é possível determinar o montante do faturamento. A opção pelo regime de tributação do IRPJ não traz consequências apenas para este tributo, mas condiciona também a base de cálculo da CSLL (com base no lucro contábil ajustado, lucro presumido ou lucro arbitrado), PIS/PASEP e COFINS (na forma cumulativa ou não cumulativa). 3.1. IRPJ

O Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza é um imposto direto, de natureza basicamente fiscal, ou seja, arrecadatória, de competência da União, que tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica o jurídica de renda. O IR atinge tanto pessoas físicas (IRPF) quanto pessoas jurídicas (IRPJ). No caso das pessoas jurídicas, a base de cálculo é o lucro, que pode ser calculado de formas alternativas apontadas na legislação. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza - IR Imposto União Fiscal É a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; e de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no conceito de renda. Pessoas físicas e jurídicas A base de cálculo do imposto é o montante real, arbitrado ou presumido da renda ou dos proventos tributáveis. Pessoas físicas: 15% e 27,5%, em tabela progressiva Pessoas jurídicas: 15%, mais adicional de 10% sobre a parcela de lucro que exceder a R$ 20.000,00 mensais.

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Lançamento Por homologação Sobre alguns pagamentos a pessoas físicas ou jurídicas, a pessoa jurídica que efetuou pagamento deve atuar como contribuinte responsável, efetuando a retenção do Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF, e posterior recolhimento. O imposto retido, na maioria dos casos, é compensável na apuração do imposto devido pelo contribuinte que sofreu a retenção. Alguns exemplos de rendimentos sujeitos à retenção, e alíquotas respectivas: • Rendimentos do trabalho: 15% e 27,5% conforme tabela progressiva mensal • Rendimentos de capital: fundos de longo prazo e aplicações de renda fixa, em geral de 15% a 22,5% conforme o prazo da aplicação. • Fundos de curto prazo - 20% ou 22,5% conforme o prazo. Fundos de ações: 15% • Prêmios e sorteios pagos em dinheiro: 30% • Remuneração de serviços de propaganda: 1,5% • Remuneração de serviços profissionais prestados por PJ: 1,5% Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>). É possível baixar o Regulamento do Imposto de Renda, programas para preenchimento das declarações e cálculo de tributos em atraso, dentre outras funcionalidades. Veja também a seção Perguntas e Respostas.

Outras considerações

Onde pesquisar mais detalhes 3.1.1.

A lógica de tributação do IRPJ

O IRPJ é calculado mediante aplicação da alíquota ao lucro tributável, apurado nas modalidades Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. Sobre o lucro que exceder a R$ 20.000,00 no mês, é devido ainda um adicional de 10%. O contribuinte do IRPJ pode optar em apurar o imposto em períodos trimestrais ou anuais, sendo que este último condiciona o contribuinte a apurar o lucro tributável pela modalidade Lucro Real. Optando pela apuração trimestral, o contribuinte deverá pagar o imposto de uma só vez ou em até três parcelas, com base no valor efetivamente apurado. Já se optar pela apuração anual, o contribuinte está obrigado a fazer antecipações mensais do IRPJ, que serão compensadas com o IRPJ devido, calculado na Declaração de Ajuste. O valor da antecipação, por sua vez, pode ser calculado de acordo com as regras do Lucro Real, ou basear-se em uma estimativa de lucro, efetuada a partir do faturamento da empresa. Qualquer que seja a modalidade de apuração escolhida, o contribuinte pode descontar, no momento do pagamento, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) que tenha sido retido por ocasião de recebimento de rendimentos. 3.2. CSLL

A criação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) amparou-se no art. 195 da Constituição Federal, que trata das contribuições para o custeio da seguridade social. A CSLL é uma contribuição social, de competência da União, incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas, incluídos nesse grupo aqueles que são equiparados à pessoa jurídica para fins de tributação do Imposto de Renda. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquota Lançamento Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) Contribuição Social. União Fiscal O fato gerador é a obtenção de lucro no exercício. São contribuintes as pessoas jurídicas domiciliadas no país e as que Ihes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda. Resultado apurado pela contabilidade, ajustado conforme determinações legais, resultado presumido ou arbitrado. 9% Por homologação

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Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes 3.2.1. Por ser uma contribuição social, este tributo está sujeito à anterioridade de 90 dias. Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>)

A lógica de tributação da CSLL

A lógica de tributação da CSLL segue a do IRPJ. As opções de regime de tributação são semelhantes, ou seja, existe a possibilidade de apurar a base de cálculo da CSLL a partir do resultado contábil, ajustado pelas adições, exclusões e compensações descritas na legislação, ou com base em Resultado Presumido ou Arbitrado. Embora semelhantes na forma de apuração, as bases de cálculo do IRPJ ou CSLL não são necessariamente iguais. Existem diferenças quanto aos ajustes (adições, exclusões e compensações) feitas ao lucro contábil para apuração do Lucro Real (IRPJ) ou do Resultado Ajustado (CSLL), bem como nos percentuais aplicáveis ao faturamento para determinação do Resultado Presumido ou Arbitrado. A CSLL é calculada mediante aplicação da alíquota ao resultado tributável, apurado nas modalidades Resultado Ajustado, Resultado Presumido ou Resultado Arbitrado. A apuração e o recolhimento da CSLL estão atrelados à escolha de regime de tributação do IRPJ, e seguem o mesmo modelo de antecipações mensais, caso a empresa tenha optado pela apuração anual. 3.3. Regimes de tributação do IRPJ e CSLL

Conforme explicamos ao descrever a lógica de tributação do IRPJ, o que muda na apuração dos tributos na modalidade de lucro real, presumido ou arbitrado é a metodologia de apuração da base de cálculo, e não a metodologia de cálculo do imposto. Lucro Real é o lucro líquido do período de apuração, apurado de acordo com a legislação societária e ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR. Qualquer empresa pode optar pela tributação pelo lucro real, mas algumas são obrigadas a utilizar esta modalidade, em função de características relacionadas a tamanho e tipo de atividade desenvolvida. Lucro Presumido consiste em uma modalidade mais simplificada de apuração em relação ao lucro real, na qual o lucro é estimado (presumido) pela aplicação de um percentual sobre a receita bruta obtida pelo contribuinte. O percentual representa, portanto, a suposta margem de lucro que a empresa obteve no período. O percentual é estabelecido em legislação, e tem variações em função do porte e atividade da empresa. Lucro Arbitrado também consiste na aplicação de percentual sobre a receita bruta, e diferencia-se do lucro presumido por ser aplicado, em geral, por iniciativa da autoridade fiscal, quando diante de situações tais como enquadramento indevido no lucro presumido, ausência ou vícios na escrituração contábil, dentre outras. Os percentuais para estimativa do lucro são os mesmos do lucro presumido acrescidos em 20%. O contribuinte também pode optar pelo lucro arbitrado, o que só se justifica em situações-limite, uma vez que esta opção é sempre pior do que a tributação pelo lucro presumido. A escolha da modalidade de tributação do IRPJ condiciona os regimes de tributação da CSLL, e regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS, a saber: Regime de tributação do IRPJ Lucro presumido Lucro Real Lucro Arbitrado Regime de tributação da CSLL Resultado presumido Resultado contábil ajustado Resultado arbitrado Regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS Incidência cumulativa Incidência não cumulativa PIS/COFINS cumulativa

A opção pelo regime de tributação é feita no início de cada ano, no momento do primeiro recolhimento e vale para todo o exercício financeiro. A opção condicionada de diversos tributos e o fato de que é realizada antes da ocorrência dos fatos geradores torna necessário realizar projeções de resultado, considerando o efeito conjunto de todos os tributos nos diversos itens (faturamento, aquisição de insumos ou mercadorias, gastos com energia elétrica etc.) que compõem o resultado projetado, de forma a poder determinar a opção que minimiza o gasto tributário de uma determinada empresa.

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portanto. sua reversão em contrapartida também não será tributável. exceto as de natureza compensatória e CSLL (a respeito desta última.Lucro Real CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.o fisco se reserva o direito de impor limites à apuração do lucro por parte do contribuinte.como.caso da depreciação incentivada. Exclusões Para fins de apuração do lucro real. factorings e empresas que usufruem de benefícios fiscais de isenção ou redução do IR são alguns exemplos de contribuintes obrigados a apurar o IRPJ devido utilizando o Lucro Real como base de cálculo. são adicionados ao lucro contábil: • Custos e despesas considerados indedutíveis pela legislação do IRPJ . que consiste em depreciar um bem em período inferior à depreciação contábil. • Receitas tributáveis não incluídas no resultado contábil . ajustado por adições. que é a apuração do SIMPLES NACIONAL. • Valores excluídos do lucro real de períodos anteriores. COFINS. são excluídos do lucro contábil: • Resultados. O Lucro Real é calculado a partir do lucro contábil? apurado pela empresa e escriturado em seus livros contábeis. INSS Patronal e IPI (se for contribuinte do IP!). Um exemplo de despesa submetida a algumas condições para que seja considerada dedutível é a constituição de provisão para perdas em créditos de clientes.1. IRPJ O Regulamento do Imposto de Renda estabelece a obrigatoriedade da adoção do regime de apuração pelo Lucro Real Empresas que excedam um determinado limite de receita total. Quando se referir à provisão considerada indedutível no passado. Adições Para fins de apuração do lucro real. ou impondo algumas condições para que algumas dessas despesas reduzam o lucro contábil e. e que atingiram condições de dedutibilidade . PIS. por conseguinte. e que será tratado no capítulo seguinte. devem ser acrescidos ao cálculo do lucro real. Como exemplo de despesas indedutíveis. o valor anteriormente provisionado atingiu os requisitos para ser considerado dedutível (por exemplo: para alguns créditos de liquidação duvidosa.a reversão de provisão é contabilizada como receita aumentando. Regime de Tributação . já que não foram incluídos no resultado do exercício. aumentando a base de cálculo do IR. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR.no período em que foi efetuado o registro contábil. instituições financeiras. CSLL. o fisco determina como condição que tenha sido iniciada medida de cobrança judicial para que a perda seja considerada dedutível). • Reversão de provisão não dedutível de período anterior . 3. Estes valores são controlados na parte B do LALUR. a provisão foi considerada não dedutível e adicionada ao lucro real. como forma de benefício fiscal caso da depreciação incentivada deduzida em períodos anteriores e realização do lucro inflacionário. portanto. a base de cálculo do IRPJ. Em período seguinte. ser excluído para fins de apuração do lucro real. mas não afetou o resultado contábil. efetuados a crédito da conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. devendo. • Benefício fiscal . podemos citar as multas por infração à legislação. Orleans Martins 26 . veja a nota de rodapé 3 deste capítulo). • Provisões consideradas indedutíveis em período-base anterior. não admitindo algumas despesas.os ajustes e resultados anteriores. por exemplo. podendo incluir também ICMS e ISS.3. rendimentos. o lucro contábil. quando se referirem a receitas tributáveis. receitas e outros valores não tributáveis inclusos no lucro líquido . dividendos recebidos de outras empresas e resultado positivo de participações societárias avaliadas pelo método da equivalência patrimonial. um sistema de tributação nacional que consiste no pagamento unificado de IRPJ.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Existe ainda uma quarta opção.

6. 5. Alimentação de empregados quando não fornecida indistinta mente a todos 14. sucursais. que devem ser considerados pelos seus valores antes de descontado o tributo pago no país de Exclusão origem.A. Aquisição com cupom fiscal que não atender as exigências da legislação 18. Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 10. 17. são compensados prejuízos fiscais (isto é. apropriação indébita ou furto praticado por sócios ou acionistas. A legislação estabelece limitações para compensação destes prejuízos. Investimentos em atividades audiovisuais 25. 4. excedentes ao limite admitido. Multas impostas por infrações ou transgressões de leis de natureza não tributária. coligadas e controladas) Adição Multas por infrações fiscais cobradas DE OFICIO (portanto. Remuneração de diretores de S. Lucro inflacionário realizado 22.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Compensações Para fins de apuração do lucro real. Excesso relativo aos preços de transferências (transfer price) arbitrados Adição mediante ajustes pelos métodos admitidos pela legislação Lucros disponibilizados no exterior (filiais. LIVRO DE APURAÇÃO DO LUCRO REAL (LALUR) LISTA DE ADIÇÕES E EXCLUSÕES PARA APURAÇÃO DE IRPJ E CSLL 1 . que não residam no país 21. Ganho na desapropriação para reforma agrária Adição Adição Adição Adição CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Comissões condicionadas ao recebimento do cliente 12. controlados na parte B do LALUR. ficam salvas as de natureza compensatória e as impostas por descumprimento de obrigações tributárias meramente acessórias de que não resultem falta ou insuficiência de Adição pagamento de tributo). Seguro de vida de sócios ou acionistas Prejuízo por desfalque. Juros sobre o patrimônio líquido. 20. Perdas incorridas no mercado de renda variável que excederem os ganhos no período de apuração Perdas incorridas em operações day-trade no período de apuração (renda fixa ou variável) Participações e gratificações a administradores e dirigentes IRPJ Adição Adição CSLL 3. Lucros distribuídos disfarçadamente 11. Orleans Martins 27 . Prejuízo na baixa de investimento adquirido por incentivo fiscal Amortização de ágio na aquisição de investimento avaliado pela equivalência patrimonial Amortização de deságio na aquisição de investimento avaliado pela 15. Tributos e contribuições com exigibilidade suspensa 23. apurados conforme a sistemática do lucro real) obtidos em períodos anteriores. Pagamento a sociedade civil de profissão regulamentada controlada por pessoa física controladora da fonte pagadora Adição Adição 13. 24. Apresenta-se uma lista de transações que são dedutíveis para fins de cálculo de IRPJ e CSL. 19. Adição Adição Adição Exclusão Adição 9. 7. Ajustes credores de exercícios anteriores 2. equivalência patrimonial 16. Perdas em operações no exterior exceto hedge (adição somente em dezembro) Adição Rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior. 8.

46. realizada no período Encargos de depreciação. exceto quando 35. exceto as destinadas a custear seguros e 38. Resultados positivos relativos aos atos cooperativos (exceto para cooperativas 45. Resultados negativos com atos cooperativos 47. 358. somados. As doações em geral Adição 41. Depreciação acelerada incentivada Adição Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição Exclusão ou Adição Exclusão ou Adição A contra partida do aumento do ativo. vinculados ao referido plano. que. Exclusão de consumo). assessores. Computados como Exclusão receita. Reversão de provisões não dedutíveis Adição Adição Exclusão Parcela não recebida dos lucros de contratos de construção por empreitada ou Exclusão 32. para empregados e dirigentes (e ao Fundo de Aposentadoria Programada Individual . Exclusão no todo ou em parte. celebrados com entidades governamentais. que comporá a base de cálculo no período de apuração em que ocorrer a venda dos respectivos estoques. que corresponderem à diferença de correção monetária entre o IPC e o BTNF do ano de 1990 Custos ou despesas com leasing. dirigentes. exceto as destinadas a custear benefícios complementares assemelhados ao da previdência social. Remuneração Indireta de administradores. 50% dos empregados). Provisões não dedutíveis 31.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 26. do RIR/99). após o ano calendário seguinte Exclusão 28. que ou serão adicionados quando efetivamente recebidos Adição Reserva especial de correção monetária do ativo permanente (equivalente à 33.Fapi desde 39. acionistas e administradores Adição As contribuições não compulsórias. Alimentação de sócios. 40. Orleans Martins 28 . 49. excederem a 20% do total dos salários dos empregados e da remuneração dos dirigentes da empresa. As despesas com brindes Adição Lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de 43. animais e extrativos destinados à venda. Pagamento sem causa ou a beneficiário não identificado. Depreciação ou amortização acelerada incentivada Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Adição imóveis. constitui receita Adição operacional. amortização e exaustão de bens relativo à diferença de correção monetária . Reserva de reavaliação realizada durante o período-base 30. Adição planos de saúde. aquisição (inclusive de sociedade em conta de participação). Adição reavaliação) efetivada em 1991.IPC/BTNF e parcela do custo de bem baixado a 34. como pela avaliação do estoque a preço de mercado. qualquer título. computados em conta de resultado. exceto quando relacionados com a atividade 37. 27. Ganho em desapropriação com diferimento da tributação Exclusão Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Ganho na venda de ativo permanente a longo prazo com recebimento do preço. Adição de renda na fonte (art. § 3º. não identificados e não individualizados os beneficiários assim como o imposto 44. gerentes. de fornecimento de serviços. ou apuração. aluguel de móveis ou imóveis. para empregados e dirigentes As contribuições não compulsórias. no mínimo. Resultado da equivalência patrimonial ou Adição 29. As doações aos Fundos da Criança e Adolescente Adição 42. Adição relacionados intrinsecamente com a atividade Custos ou despesas de depreciação e demais gastos com bens móveis ou 36. que este atinja. Exclusão tanto em virtude do registro no estoque de crias nascidas no período de 48. em decorrência da atualização do valor dos estoques de produtos agrícolas. e cujos ônus sejam da Adição pessoa jurídica.

Lucro de exploração correspondente a exportação incentivada 68. Exclusão Exclusão 60. durante 3 dias no período de um mês. admitidos pela legislação do imposto de renda Exclusão Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. O valor total da variação cambial passiva. Perda de equivalência patrimonial 70. Exclusão Exclusão 61. normalização técnica e avaliação da conformidade. quando a opção for pelo regime de caixa. liquidada no período de apuração. contabilizada pelo regime de competência. homologações e suas formas correlatas. destinados à utilização em projetos de pesquisa e desenvolvimentos tecnológicos. 64. quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial ativa. Perda na alienação de bens que serão tomados em arrendamento pelo próprio vendedor do bem Prejuízo na alienação de participações não integrantes do ativo permanente. máquinas e equipamentos. Ganho com bens ou direitos recebidos em devolução de participação no capital registrados pelo valor de mercado Total dos custos e despesas vinculados às receitas da atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Total das receitas próprias vinculadas a atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Ajuste por diminuição no valor de investimentos avaliados pelo PL Exclusão Adição Adição 52. 56. A parcela correspondente à diferença entre o valor de integralização de capital. quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial passiva. 57. ou onde esta não existir. aplicáveis a produtos. pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país. As despesas operacionais relativas aos dispêndios realizados com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica de produtos. 55. Garantias 72. metrologia. resultante da incorporação ao patrimônio de outra pessoa jurídica. O valor total da variação cambial ativa. e o valor dessa participação societária registrado na escrituração contábil desta mesma pessoa jurídica. adicionada em período anterior. Adição Exclusão Exclusão Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 58. com deságio superior a 10% dos respectivos valores de aquisição. licenças. Lucro de exploração negativo (atividade rural) 66. não tenha sido efetuada por meio de leilão público.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 50. 63. Orleans Martins 29 . no período de apuração em que concluída sua utilização. na forma da lei. procedimentos de autorização de registros. excluída em período anterior e que tenha sido liquidada no período de apuração. poderão ser depreciados na forma da legislação vigente. caso a venda não tenha sido realizada em bolsa de valores. 62. com divulgação do respectivo edital. de participação societária de titularidade da empresa que efetuar a subscrição e integralização. Exclusão Adição Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Adição Exclusão 65. Royalties e assistência técnica não dedutíveis 67. podendo o saldo não depreciado ser excluído na determinação do lucro real. Adição 54. Contingências 71. pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país Os valores relativos aos dispêndios incorridos em instalações fixas e na aquisição de aparelhos. Prejuízo na venda de ações em tesouraria 53. quando a opção for pelo regime de caixa. Lucro inflacionário diferido Receitas ou rendimentos incluídos na apuração do lucro líquido que não são 73. Lucro da exploração correspondente a atividade rural 69. Exaustão Incentivada 51. Exclusão Exclusão 59. contabilizada pelo regime de competência. processos. sistemas e pessoal. bem como relativos a procedimentos de proteção de propriedade intelectual.

exclusões e compensações previstas pela legislação.00 assim discriminado: DRE DO PERÍODO .000.00 .000.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Perdas decorrentes de créditos não liquidados. a base de cálculo muito se assemelha à apuração IRPJ pelo lucro real. que afetam apenas a base de cálculo do IRPJ. e as parcelas não realizadas de lucros em contratos de empreitada com órgãos públicos.000. LALUR Os ajustes mencionados são realizados.000. pelo regime de tributação pelo resultado ajustado.000.600. que tenha sido creditada ao resultado. o Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). controlada. depreciação acelerada incentivada e provisões momentaneamente não dedutíveis. Orleans Martins 30 . Diferença entre o valor de mercado e o valor contábil de bens e direitos 76.00 (-) Impostos incidentes s/vendas = Receita líquida operacional (-) Custo das mercadorias e serviços vendidos = Lucro bruto (-) Despesas com vendas . CSLL Quanto ao cálculo da Contribuição Social sobre Lucro Líquido. que afetam apenas a base de cálculo da contribuição social.000. titular ou administrador da pessoa jurídica credora ou parente até terceiro grau. 74.000. são escriturados os ajustes ao lucro e é transcrita a demonstração do lucro real. Perdas no recebimento de créditos com pessoa jurídica que seja controladora. no primeiro trimestre do ano. por exemplo.100.00 . amortizações e exaustões incentivadas. na parte B.00 (+) Resultado da equivalência patrimonial 20.000. sócio. Fontes: Receita Federal do Brasil Portal de auditoria: <www.100.00 500. Da mesma forma que na apuração do lucro real. como.00 . tais como prejuízos a compensar.130.400. que houverem sido computadas no resultado sem observância dos limites previstos na legislação.00 = Lucro antes do IRPJ e CSLL Adição Adição Exclusão R$ 1. O LALUR é composto de duas partes: na parte A.40.000. em livro específico.00 400.00 (+) Receitas financeiras 50. inclusive com escrituração do LALUR e registros contábeis.br>.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Exemplo de cálculo O exemplo apresentado a seguir é bastante simplificado.000. coligada ou interligada. Boa parte dos ajustes coincidem. apenas para permitir a comparação entre os regimes de tributação. Ao final do capítulo será apresentado um exemplo mais completo.000. mas nem todos são realizados em ambas as bases de cálculo. ou com pessoa física que seja acionista 75.000.br>.000.000. separadamente. as depreciações. Portal tributário: <www. controlador.00 Venda de serviços 500.00 1.com.portaltributario.2006 ITENS R$ RECEITA DA VENDA DE MERCADORIAS E SERVIÇOS Venda de mercadorias 1. recebidos a título de devolução de participação no capital social de outra sociedade.portaldeauditoria.1º TRIMESTRE . ao qual são realizadas adições. um lucro de R$ 400. são lançados os valores que afetarão o lucro real de períodos futuros.000.00 (-) Despesas administrativas .500.com. Uma empresa obteve. o ponto de partida é o lucro contábil.

Calculando o Lucro Real: Lucro Antes do IRPJ e CSLL Mais: Adições Despesas Indedutíveis CSLL Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial Base de Cálculo da CSLL O IRPJ devido é: Alíquota normal.00 = 34.000.00). A base de cálculo da CSLL é.R$ 34.000. apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x 382. inclusive do adicional.000.000.00 .00 (R$ 20. O fato de a pessoa jurídica não ter efetuado o pagamento do imposto no prazo legal ou ter efetuado com insuficiência.00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo. descontos incondicionais e vendas canceladas.00 b) exclusivamente superior a R$ 120.00 R$ 34. tais corno ganhos de capital e receitas financeiras.000.380.00 R$ 2.00 R$ 32. industrial. Tabela: Percentuais de presunção.00 R$ 365.00 referem-se a despesas não dedutíveis conforme a legislação do IRPJ.000.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Dentre as despesas administrativas.00. transporte de carga e serviços hospitalares Revendas.380.620.380. para consumo.300.000.00 R$ 89.00 Adicional. • Soma de receitas computadas integralmente como lucro.00 Mais: Adições Despesas Indedutíveis R$ 2.00 Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial (R$ 20. Para apuração da base de cálculo do IRPJ (Lucro Real).000.000.500. tiver sido igual ou inferior a 48 milhões de reais ou ao limite proporcional de R$ 4 milhões multiplicados pelo número de meses de atividades no ano. tais como IPI.000.00) Base de Cálculo da CSLL R$ 382. No cálculo da receita bruta. combustível derivado de petróleo.15% x R$ 382.00 Lucro Presumido (IRPJ)/Resultado Presumido (CSLL) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 anuais e demais serviços não exclusivamente c) transporte (exceto carga) % de Presunção 8% 1.2.200.00 . algumas deduções são permitidas.6% 16% 32% 16% R$ 57.620. IRPJ Poderão optar pelo regime de tributação com base no lucro presumido as pessoas jurídicas cuja receita bruta total.000. o ponto de partida é o lucro contábil após computada a CSLL. R$ 365.000.R$ 60. álcool etílico carburante e gás natural Prestação de serviços: a) exclusivamente prestação de serviços: faturamento anual até R$ 120.000. Orleans Martins 31 .00) Total IRPJ devido 3.000. ou seja. Também para a CSLL o somatório de despesas indedutíveis da base de cálculo é igual a R$ 2. Atividade Comercial. O Lucro Presumido é apurado mediante: • Aplicação do percentual correspondente ao tipo de atividade sobre a receita bruta auferida para aquela atividade no período.3. no ano calendário anterior.00.00 (R$ 400. portanto: Lucro Antes do IRPJ e CSLL R$ 400.000.000.00) R$ 382.10% x (R$ 382. não impede o exercício da opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido. R$ 2.

00 290. apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x R$ 330. 3. em função da receita bruta. não mantiver escrituração na forma das leis comerciais ou fiscais. mas os percentuais são diferentes dos adotados para apuração do lucro presumido: Tabela: Percentuais de presunção.000.R$ 60. APURAÇÃO .000.000. para fins de tributação. e calcula-se um lucro estimado.000. A escrituração revelar evidentes indícios de fraude ou contiver erros ou deficiências que a tomem imprestável para: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000. Atividade Pessoas jurídicas em geral Prestação de serviços.00) Total IRPJ devido No cálculo da CSLL.00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo.000. na página 31.00 120.00 12% Serviços 500. móveis e direitos de qualquer natureza. Orleans Martins 32 . Exemplo de cálculo Considerando o mesmo exemplo utilizado para demonstração do cálculo do IRPJ/CSLL com base no lucro real.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1.00 160. também ocorre a aplicação de percentuais sobre a receita bruta. locação ou cessão de bens imóveis.000.3.15% x R$ 290. quando: • O contribuinte.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido R$ 43. Tabela: Receita bruta no trimestre. que pode arbitrar o resultado para o cálculo do imposto e da contribuição social.10% x CR$ 290. O lucro arbitrado pode ser aplicado nas situações em que a escrituração contábil e fiscal do contribuinte for desclassificada por parte da autoridade fiscal.000.00 = R$ 29.000.00 % de Presunção 12% 32% 80. devidos no período no decorrer do ano calendário pelas pessoas jurídicas. intermediação de negócios.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido O IRPJ devido é: Alíquota normal. e factoring.000.00 R$ 23. teríamos: Tabela: Receita bruta no trimestre.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CSLL Na apuração da base de cálculo da CSLL com base no resultado presumido.00 .000.00 R$ 66. ou deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal.000. retornamos à demonstração de resultados do primeiro trimestre de 2006.500. ou seja.700.00 160. exceto hospitalares. na forma da lei. administração.00 50. obrigado à tributação com base no Lucro Real. Na apuração do lucro presumido. ignora-se o lucro contábil apurado.00.000.000.00 8% Serviços 500.00 50.000.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1.000. Lucro Arbitrado (IRPJ)/Resultado Arbitrado (CSLL) O Lucro Arbitrado é uma prerrogativa do Fisco.3.000. APURAÇÃO .00 330.00 Adicional.500.000.000.

o Determinar o Lucro Real. 223 e 225): • Valor resultante da aplicação dos percentuais fixados na lei. O contribuinte optar indevidamente pelo regime de tributação com base no Lucro Presumido. o livro-razão ou fichas para resumir e totalizar. Este "encontro de contas" acontece por ocasião da entrega da Declaração de Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas . art. 518) Revenda de combustíveis Serviços de transporte (exceto transporte de carga) Serviços de transporte de cargas Serviços em geral (exceto serviços hospitalares) Serviços hospitalares Intermediação de negócios Administração. que optaram pela apuração anual. apenas nos casos em que for possível apurar a sua receita bruta. O montante do tributo pago em antecipações mensais será compensado com o montante devido com base no Lucro Real. sobre a receita bruta auferida mensalmente. Orleans Martins 33 .3. IRPJ e CSLL pelo Lucro Real Anual . deverão recolher mensalmente antecipações de IRPJ e CSLL com base em lucro estimado ou Lucro Real apurado em balancete de suspensão/redução. locação ou cessão de bens e direitos de qualquer natureza (inclusive imóveis) Instituições financeiras. O comissário ou representante de pessoa jurídica estrangeira deixar de escriturar e apurar o lucro de sua atividade separadamente do lucro do comi tente residente ou domiciliado no exterior.por ocasião da entrega da DIPJ. por conta ou subconta.4. inclusive adicional. arts. O lucro estimado para servir de base ao cálculo à antecipação do IRPJ e CSLL consiste na soma das seguintes parcelas (RIR/1999. Os percentuais aplicáveis para apuração do Lucro Arbitrado são os mesmos do Lucro Presumido. calculado com base no lucro real do período em curso. 3. nos quais deverá estar escriturada toda a movimentação financeira. • • • • Autoarbitramento É possível ao contribuinte autoarbitrar a base de cálculo do IRPJ e CSLL. • Ganhos de capital. variáveis conforme o tipo de atividade explorada. inclusive bancária. se houver. inclusive bancária. O contribuinte não apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial ou fiscal ou o livro-caixa. que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto. das demais receitas e dos resultados positivos decorrentes de receitas não compreendidas na atividade. conforme tabela de percentuais a seguir. O contribuinte não mantiver. bancos e assemelhados Factoring Suspensão/redução do IR A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês. em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas. acrescidos em 20%. Percentuais 8% 1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] o Identificar a efetiva movimentação financeira. os lançamentos efetuados no livro-diário.60% 16% 8% 32% 8% 32% 32% 16% 32% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. desde que demonstre.Recolhimento por Estimativa As empresas tributadas pelo Lucro Real. e a empresa deverá providenciar o recolhimento da diferença. Atividades Atividades em geral (RIR/1999. Tabela: Percentuais por atividades. através de balanços ou balancetes mensais.

00 1. 8.550.400.00 1.300.00 2.900.00 70. Fev.00 15.200.00 248.500.00 500.60 18.000.000.00 60.00 5. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.840.800. Jul.00 300.162.400. Nov.00 24.000. Fev.00 Jul.520.00 Meses A partir do Lucro Real/Base de cálculo da CSLL acumulado ao final de cada mês.00 5.00 9.000.00 1.800.000. Set.00 2.000. calcula-se os valores devidos de IRPJ e CSLL.600.400.00 2.00 237.000.00 912.00 194.08 x (A) (D)=0.640.680.mesmos para apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL.00 19.00 8.440. Dez.400.00 70.80 60.760.100.00 3.550.000.00 40.900.000.300.00 O IRPJ e CSLL estimados em função do faturamento mensal são: Meses Faturamento Base cálculo IRPJ IRPJ Base cálculo CSLL IRPJ + CSLL no mês Estimativa Estimativa CSLL Estimativa Estimativa (C) = (E) = (A) (B) = 0.596.00 180.00 21.00 1. Abr. Para tanto.048. Os valores mensais e acumulados no ano do resultado contábil e ajustes (adições menos exclusões) encontram-se demonstrados a seguir.700.600. Ago.00) 4. Mar.00 100.600. é necessário acompanhar o lucro tributável acumulado mês a mês.00 1.000. Fev.00 51.00 11.00 8.00 1.00 (200.00) (5. Nov.00 5.00 1.00 51. Mar.00) 5.00 264.00 18.000.60 501.500.900.00 7.80 22.000.00 6.00 23.00 6.800.00 (4.700.900. a empresa precisa acompanhar os ajustes (adições e exclusões).00 7.00.600. Para apuração do valor devido de IRPJ e CSLL. Maio Jun.800.00 456.026. Set.00 46.00 35.00 3.000.00) (2. Mar. Dez. 45.00 2.00 100.596.00 15.00 39.00 1.00 1. Resultado contábil No mês Jan. Set.00 3.1512 (D) x 0.40 46.00 240.368.00 200.00 Ajustes Lucro Real / (Adições menos Exclusões) Base de cálculo CSLL Acumulado no ano No mês Acumulado no ano Acumulado no ano 8.00 552.000.40 23.00) 5.00 480.500.00 27.00 1.00 486.80 1.00 1.600.600.00 11.950.00 50.00 1.00 5.00 (3.00 2.00 600.850.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para uma demonstração de como se faz o cálculo.000.00 16.00 216.000.000.600.40 524.200.00 550.000.400.00 4.00 2.400.000.700.00 7.00 14.80 1. Orleans Martins 34 .00 756. Dez.00 216.00 3. Abr.000.00 756.00 648.00 162.450. Nesta empresa.00 840.100.00 150.00 2.000.300.00 70.00 600.00 11.00 40.000.00 5. Ago.00 400.120. Out.00 18.09 45.00 700. Maio Jun.00 2. Ago.00 720.000.00 1.00 300.400. não tendo obtido no período ganhos de capital e outras receitas não compreendidas na atividade.760. os ajustes são .00 17. considere uma empresa comercial com faturamento de R$ 480.00 20.00 200.00 9.800.600.00 276. Abr.000.00 1.000.00 496.000.700.00 70.00 Jan.00 2.00 16.00 1.00 19.500.00 100.160. Out.200.000. além de apurar o resultado contábil.000.00 14.200.500.40 410. Maio Jun. com aplicação das alíquotas de 15% para IRPJ e 9% para CSLL.00 432.000. Meses Faturamento no mês Jan.00 4.080.600.00 540.000.000. Out.00 3.00 2. 22.00 342.00 4. cujo detalhe mês a mês encontra-se na tabela a seguir.00 20. Nov.000.00 7.12 x (A) (F) = (C) + (E) (B) x 0.000.00 612. Jul.000.00 840.050.000.

4.00 342.026.00 1.R$ 1.000.00 Abr. teria que recolher por ocasião da entrega da declaração de ajuste a diferença entre tributo devido e tributo antecipado.00).80 Jul. 1.00 Jun.00 1.048.00 Abr.60 Nov.40 423.00.026.500.00 1.00 4.40 524.00 .00 150.000.80 estimativa 1.754.00 Dez.00 1.00 1.256.026.00 4.00 990.09 (E) = (B) + (O) 810. 7.00 Set. tornando mais atraente o recolhimento por estimativa.00 CSLL devida acumulada até o IRPJ + CSLL mês (O) = (C)*0.440.00 2.500.00).510.00.026. e o IRPJ e CSLL devidos no ano passou a ser de R$ 1. Orleans Martins 35 .00 2.00 630.00 39.00 Mar.000.596.40 suspensão 0.00 3.000.00 Mar.00 Nov. ou no efetivamente devido (balancete de suspensão/redução).680. a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 1.680. 6.00 90.680.710.00 3.162.00 7.000.00 2.00. 39.40 410. 4.00 1.160.00 4. que passou a ser de R$ 240.596.040.40 suspensão 0.000.00).00 estimativa 1.00 540.968. A tabela a seguir evidencia a melhor opção de recolhimento da antecipação a cada mês.00 estimativa 1.00 6.80 redução 423.00 456.000.00 Fev.00 1.026. 240.480.000.00 1.00.00 1.440.134.00 5.500. 3. a empresa fica autorizada a não proceder a recolhimento de antecipação.00 2.162.050.480. 5. 6.00 para R$ 6.592.850.00 17. de R$ 1.000.560.00 4.160. 27.000.00 240.00 9.00 Maio 2.680. 17.00 2.150.00 1. IRPJ + CSLL Recolhimento com Recolhimento devidos base em balancete Recolhimento Opção IRPJ + CSLL a Meses acumulado até acumulado no de suspensão/ por estimativa escolhida recolher o mês anterior ano redução Jan.00 Ago.360.000.360. e o IRPJ e CSLL devidos com base no lucro real apurado no mês era R$ 2.00 1.040.00 4.00.368.00 Out.00 = R$ 456. 9.00 414.60 Ago.440.00 1.R$1.650.00 2. 19.850.480.00 2.00 19.000.080.500. comprovando essa situação com levantamento de balancete que justifica a suspensão do recolhimento de antecipações de IRPJ e CSLL.00 1.00 4.560.482. Em fevereiro. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Caso a empresa não obtivesse mais lucro nem faturamento durante o ano.000.026.20 501.00 1.00 redução 414.00 + R$ 1.755.00 1. Como já recolheu até fevereiro R$ 1.000.00 14.00 3.00 21.175.00 Jun.160. a melhor alternativa é transcrever para o LALUR o balancete que justifica a redução do valor da antecipação dos tributos para R$ 414.00 Dez.00 6.00 912.000.285. 14.00.000.00 11.000. que é o montante que iguala tributos devidos e antecipados.00 Fev.00 estimativa 1.00 3.640.00.00 Jul.00 estimativa 912.596.080.890.256.00 suspensão 0.60 1.550.000. 19.00 9.00 2.00 redução 240.368.00 Maio 11.000. o lucro real acumulado no ano caiu de R$ 9.00 Set.00 2. novos prejuízos reduziram ainda mais o tributo devido no ano.00 6.430.00 240.00 1. 1.00 27.440.440.440. efetuando recolhimento da antecipação com base em estimativa a empresa recolheria mais tributo do que o devido relativo ao ano CR$ 1.00 1.305. 21. Assim.00 19. apurado com base no lucro real/base de cálculo da CSLL.000.60 estimativa 501.800.80 1.00 900.440.530.160.00 Out. considerando-se o menor desembolso possível.15 (C) Jan. Em decorrência do registro de prejuízo contábil no mês.00 .00 Em janeiro.026.026. Em março.050. 2.350.00 em janeiro.00 1.00 4.048.000.00 4.00 1. 9.00 O montante a ser recolhido mensalmente a título de antecipação pode basear-se no valor estimado. 1.680.00 1. 4.480.680.00 (R$ 2.640.00 5.00 1.00 3. a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 456. Como já foram recolhidos R$ 1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Lucro Real IRPJ devido Base de cálculo acumulado até o acumulado até o CSLL acumulada até Meses mês mês o mês (A) (B) = A* 0.312.160.00 960.256.925.00 (R$ 1. A opção é conjunta para IRPJ e CSLL.00 1.000.

e não precisaria fazer recolhimento complementar na declaração de ajuste). Atentos a este fato.00 (R$ 9. Com o Simples Nacional. setembro e outubro. o processo de abrangência ficou automatizado. na declaração de ajuste a empresa deverá recolher a diferença de R$ 1.360. diversos órgãos que emitem normas contábeis. expectativa de geração de lucros tributáveis futuros fundamentada em estudos técnicos de viabilidade que permitam a realização deste ativo fiscal.estadual).360. de 14/12/2006 (Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas).00. Assim. Em novembro e dezembro.00.360. como a apuração de prejuízo fiscal/base de cálculo negativa e ajustes temporários ao lucro. o recolhimento por estimativa mostrou-se mais interessante.3. estabelecem que a constituição do ativo fiscal diferido deve estar atrelada à possibilidade de utilização destes valores nos próximos períodos. Note que o ponto fundamental para que o direito legal de compensação se torne efetivamente um direito para a empresa tributada pelo Lucro Real é a existência de resultados tributáveis no futuro. a empresa recolheria até dezembro R$ 7.000. Uma vez que até março haviam sido recolhidos R$ 1. Pequena Empresa: vendas anuais acima de R$ 240. No entanto.00. os quais eram considerados no sistema simplificado. Nos meses de maio. Microempresa: receitas brutas anuais até R$ 240. As empresas que se enquadrarem no regime simplificado recolhem oito impostos das três esferas (federal. anterior ao Simples Nacional. a Comissão de Valores Mobiliários e o Banco Central do Brasil. Vale ressaltar que o recolhimento da antecipação por estimativa é uma faculdade que é concedida às empresas.000. através do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) uma vez por mês. 4. Nada impede que a empresa recolha antecipações com base no valor apurado pelo lucro real. Portanto. Esse direito de redução futura das bases de cálculo de IRPJ e CSLL constitui-se em um ativo para a empresa que apurou o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) desde que existam perspectivas de lucros futuros. quando permitido. parece-nos estranho que a empresa não opte por postergar o pagamento dos tributos.000. quando a empresa beneficiou-se da possibilidade de reduzir ou suspender o recolhimento das antecipações de IRPJ e CSLL. ensejando o registro de Ativos e Passivos Fiscais Diferidos. a empresa deverá apresentar histórico de rentabilidade. O Simples abrange o ISS (Imposto sobre Serviços .00. existem alguns eventos que geram direitos de compensação futura ou postergação de pagamento de tributo. Definição ampla de Micro e Pequena Empresa: a definição ampla está atrelada ao valor Receita Bruta de Vendas que uma empresa obtém durante o ano fiscal.5. pois permitia efetuar um recolhimento inferior ao devido com base no lucro real. Uma vez que o tributo devido no ano é de R$ 9. a estimativa tornou-se novamente mais atrativa. mês a mês (e nesse caso a nossa empresa encerraria o ano tendo recolhido R$ 9. só é necessário recolher um complemento de R$ 240. Prejuízo fiscal (IRPJ) e base de cálculo negativa (CSLL) As empresas tributadas com base no Lucro Real têm direito de compensar e períodos futuros o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) calculado com base na legislação específica do IRPJ (CSLL).00. 3. somente mediante convênio do Município e do Estado com o governo federal.644. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IRPJ e CSLL devidos no ano com base no lucro real acumulado até abril foi de R$ 1.716. há uma simplificação no recolhimento e na burocracia administrativa da gestão de tributos das empresas enquadradas.440. Utilizando as alternativas descritas.00 até R$ 2. SISTEMAS DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Um tributo que resume diversos outros: SIMPLES Nacional Simples Nacional é o nome dado ao novo tratamento tributário para microempresas e empresas de pequeno porte instituído pela Lei Complementar nº 123.municipal) e o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias . Orleans Martins 36 . como o Conselho Federal de Contabilidade.400.680.00 (redução).00.00. 4.644. Ativos e passivos fiscais diferidos Na apuração do IRPJ e CSLL devidos. do ponto de vista de administração dos recursos financeiros. junho e julho.00). situação que se inverteu em agosto.00.1. estadual e municipal) de uma única vez.R$ 7.

No quadro abaixo está a relação de tributos e suas respectivas esferas que fazem parte do regime simplificado nacional. As alíquotas aplicáveis variam por faixa de faturamento e atividade. ao SESI. com algumas exceções.: em caso da empresa começar a operar durante o ano.00 e R$ 2. empresas organizadas na forma de sociedade por ações estão impedidas. dentre outros. Pode-se verificar que as exceções que a lei trata estão atreladas a negócios que não têm natureza comercial ou industrial e sim a serviços de natureza financeira. Orleans Martins 37 . por exemplo. como as destinadas ao SESC. sua forma jurídica poderia até se enquadrar. na condição de Empresa de Pequeno Porte (EPP). deverá ser considerada a proporcionalidade.só poderão optar pelo SIMPLES. uma empresa que participa em diversas outras empresas não tem perfil de empresa pequena para a lei. em que geralmente dependem de um capital maior para suas operações como também têm regulação específica. individualmente ou em conjunto. a lei exige que se somem as receitas totais e não apenas a proporção de participação do sócio que detém outras participações. Isto tira a possibilidade de um grupo de empresas fazer uso da lei. instituições financeiras. participa em outras empresas que podem ter suas receitas brutas acima. ao SEBRAE e seus congêneres. estão entre as empresas que não podem optar pelo SIMPLES. o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia. bem como as relativas ao salário-educação e à Contribuição Sindical Patronal. • Forma de organização social .000. mas que a receita bruta de todas as empresas não ultrapasse o valor máximo. por exemplo: seguradoras que são supervisionadas pela SUSEP. Por exemplo.por exemplo. Independentemente do percentual de participação. na condição de Microempresa (ME). • Limite máximo de faturamento . A possibilidade de optar pelo SIMPLES Nacional está condicionada ao atendimento de uma série de condições relacionadas a: • Tipo de atividade econômica desenvolvida . e constam no anexo da Lei nº 123/06. ao SENAC. geralmente. empresas cuja receita bruta anual atingiu o limite máximo de R$ 2.000. Sigla do Tributo IRPJ CSLL IPI PIS COFINS ICMS ISS INSS Patronal Municipal Estadual Federal X X X X X X X X A inscrição no SIMPLES Nacional também dispensa a pessoa jurídica do pagamento das contribuições instituídas pela União. financeiras pelo BACEN.00. como. A lei permite que um sócio tenha participação em uma outra empresa. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000. As sociedades por ações. o que evidencia uma preocupação em relação à participação de um acionista pessoa física. A lei tem a preocupação de dar vantagem para a empresa que realmente é pequena.000. as empresas que obtiveram receita bruta anual até R$ 240. ao SENAI.000.400.as empresas que exercem determinadas atividades. não podem optar. como. mas na essência econômica é um grupo que não pode ter as vantagens tributárias da lei. • Origem do capital social . Por exemplo. pois mesmo tendo receita bruta na faixa permitida. entendida como tal o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria. para uma empresa que começou a operar em 1 Q de março. os valores máximos da receita bruta para micro e pequena empresa serão respectivamente R$ 200.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Obs. do limite imposto. excluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos. ou seja. construtoras. A base de cálculo do SIMPLES Nacional é a receita bruta.00 no ano anterior e.00. são empresas de porte naturalmente maior e que podem buscar recursos no mercado acionário (negociadas em bolsa e supervisionadas pela CVM). imobiliárias e prestadoras de serviços típicos de profissões regulamentadas.sociedades de cujo capital participe estrangeiro residente no exterior ou outra pessoa jurídica.

corno também qual a faixa de alíquota em que se enquadra. administração e locação de imóveis de terceiros. de natação e escolas de esportes. licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação. Para cada tipo de receita. consultando a tabela correspondente (indústria. pois urna empresa que presta serviço e revende mercadorias não poderia aplicar a mesma alíquota para a atividade serviços e de revenda respectivamente. A lei trata as receitas por "atividades". inclusive sob a forma de subempreitada. inclusive as vendas realizadas por meio de comercial exportadora ou do consórcio previsto na lei complementar Construção de imóveis e obras de engenharia em geral. Orleans Martins 38 . de capoeira. artes. o que faz sentido. confecção. produção cultural e artística e produção cinematográfica e de artes cênicas Cumulativamente. escolas livres. inclusive jogos eletrônicos. academias de dança. bem como a de locação de bens móveis e outras que não relacionadas como vetadas na Lei Complementar nº 123/06 Receitas decorrentes da venda de mercadorias sujeitas a substituição tributária Receitas decorrentes da exportação de mercadorias para o exterior. a empresa deve considerar o tipo de atividade e a receita bruta acumulada no ano. há a necessidade de segregação. ou seja. que varia de alíquota por total das respectivas receitas. de línguas estrangeiras. desportivas. de ioga e de artes marciais. manutenção e atualização de páginas • • • • • • • CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Como é administrado o SIMPLES Nacional entre as três esferas? Cada esfera (federal. empresas montadoras de estandes para feiras. chamado de Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. A lógica de tributação e cálculo do SIMPLES Nacional A apuração do tributo devido pelo SIMPLES Nacional ocorre mediante aplicação da alíquota devida ao valor da receita bruta mensal auferida pela empresa.1. estadual e municipal) terá seus respectivos representantes em um comitê que irá gerir e normatizar os aspectos tributários do Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. elaboração de programas de computadores. ela é aplicada ao valor do faturamento obtido no mês. Devem ser separados os seguintes tipos de receitas: Tipos de receitas (por atividade) Receitas decorrentes da revenda de mercadorias Receitas decorrentes da venda de mercadorias industrializadas pelo contribuinte Receitas decorrentes da prestação de serviços. Tal comitê está vinculado ao Ministério da Fazenda e tem a seguinte estrutura normatizada em lei: Secretaria-Executiva do Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (CGSN/SE) A Secretaria-Executiva tem por finalidade prestar apoio institucional e técnico-administrativo necessários ao desempenho das competências do CGSN.1. desde que desenvolvidos em estabelecimento do optante. existe um tipo de tabela. 4. comércio serviços. cursos técnicos e gerenciais. academias de atividades físicas. Urna vez encontrada a alíquota. Para encontrar a alíquota devida. planejamento. locação de bens e móveis). Sua apuração deve ser efetuada após a empresa ter todos os dados mensais sobre suas receitas brutas.

• Emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço. § 1 º. pois não permite que a empresa enquadrada possa se utilizar de créditos relativos a impostos. como limite. desde que destinadas a comercialização ou industrialização e observado. Retenções de ISS Retenções de ISS pelas micro e pequenas empresas (relação de serviços conforme art. 23. pois a diferença na receita líquida é um percentual considerável. pode-se perceber que tal regime de tributação tem uma certa rigidez quanto a planejamento de cadeia de suprimentos no tocante a impostos. foi a solução encontrada para o impasse do art. • Anotação das férias dos empregados nos respectivos livros ou fichas de registro. da Lei Complementar nº 123/06. Além disso. • Entregar declaração eletrônica que deva conter os dados referentes aos serviços prestados ou tomados de terceiros. sujeitas ao regime não cumulativo de PIS/COFINS. COFINS. a empresa enquadrada no SIMPLES Nacional deverá: • Fazer declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais. Orleans Martins 39 . escritórios de serviços contábeis. • Comunicar ao Ministério do Trabalho e Emprego a concessão de férias coletivas. limpeza ou conservação • Transporte municipal e interestadual de passageiros. que deverão ser disponibilizadas aos órgãos de fiscalização tributária e previdenciária. Além de manter em boa ordem e guarda os documentos que fundamentaram a apuração dos impostos. a partir da publicação pela Receita Federal de um Ato Declaratório Interpretativo (nº 15). na conformidade do que dispuser o Comitê Gestor. proibia que empresas tributadas pelo lucro real.impostos não cumulativos) para as empresas compradoras ou clientes. de acordo com instruções expedidas pelo Comitê Gestor. Obrigações trabalhistas Da mesma maneira que a simplificação em relação às obrigações acessórias. Obrigações acessórias O SIMPLES Nacional traz uma grande simplificação em relação às obrigações acessórias exigidas pelo Fisco. Desta maneira. Mas permitir ao tomador de serviço ou o comprador. desde que realizados em estabelecimento do optante. observados prazo e modelos aprovados pelo Comitê Gestor. Desse modo. e a micro ou pequena empresa poderá abater este valor do ISS que deve conforme o respectivo anexo.esta lei permite que seja retido na fonte o valor do ISS no Município onde a micro ou pequena empresa estiver prestando o serviço.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] eletrônicas. as pessoas jurídicas não optantes pelo SIMPLES Nacional terão direito a crédito correspondente ao ICMS incidente sobre as suas aquisições de mercadorias de microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo SIMPLES Nacional. conforme descrito pelo art. ICMS . 23 que impedia o uso de créditos de ICMS e de IPI por compradores de mercadorias de empresas que optaram pelo SIMPLES Nacional. 6º da Lei Complementar nº 116/03) . • Empregar e matricular seus aprendizes nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem. aproveitassem o crédito destas contribuições ao adquirir produtos e serviços de empresas enquadradas no SIMPLES Nacional. • Posse do livro intitulado "Inspeção do Trabalho". serviço de vigilância. o ICMS efetivamente devido pelas optantes pelo SIMPLES Nacional em relação a essas aquisições. das trabalhistas foram dispensadas as seguintes exigências: • Afixação de quadro de trabalho em suas dependências. IPI. • Manter o livro-caixa em que será escriturada sua movimentação financeira e bancária. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Créditos As empresas que estão enquadradas no SIMPLES Nacional não geram crédito de impostos (PIS. A alíquota segue a tabela da legislação da localidade ou Município. Tal fator gera uma limitação na cadeia de valor de grandes distribuidores que não podem se creditar destes impostos. que foi alterado pela Lei Complementar nº 128/08.

00 respectivamente.000.000.000. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de setembro seria: D .00 De 1.01 a 1.000.Impostos e contribuições incidentes s!Vendas/SIMPLES (Resultado) C .200.04% 10. • Apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP).000.00.47%.13% 10.00.45% 9. obteve.000.680.01 a 960.282.00 De 960.00. • Imposto devido = R$ 10.000.560. Nos meses de agosto e setembro.040.680.000.560.00 De 240.800.01 a 1. auferiu receita de R$ 60.00 x 5.00 De 840.SIMPLES a Recolher (Passivo) No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170.000.000.000.01 a 1.000.00 x 5.01 a 840.000. até julho de 2007. • Arquivamento dos documentos comprobatórios de cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias.SIMPLES a Recolher (Passivo) R$ 547.23% 10.000.920.00 e R$ 10.47% = R$ 3.47% 6.01 a 1.01 a 1.440.000.000. • Imposto devido = R$ 60.000.000.320.03% 9.01 a 480.01 a 2.000.00 De 360. enquanto não prescreverem essas obrigações. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.exemplo prático A empresa comercial A.00 (receita bruta acumulada efetiva). 4.01 a 1.000.00 De 1. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.000.12% 9.000.000. A tabela para comércio é o Anexo de alíquotas vigente para empresas comerciais: Receita Bruta em 12 meses (em R$) Alíquota Até 120.32% No mês de agosto.00 4. Cálculo e contabilização do SIMPLES Nacional .2.000.00 De 1.47%.32% 11.000.000.00 De 1.01 a 1.00 R$ 3.000.00 De 120. optante pelo SIMPLES Nacional na condição de ME.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O que foi mantido como obrigatório: • Anotações na carteira de trabalho e previdência social.800. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.282.01 a 720.00 De 1.440.36% 8.00 Note que a mudança de faixa faz com que a empresa aplique a nova alíquota sobre o valor do faturamento no mês sem distinção entre a parcela que teoricamente ainda estaria dentro do limite anterior de faturamento.01 a 360. • Apresentação das Relações Anuais de Empregados e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).000.000. receita bruta acumulada de R$ 100.000.000.080.95% 10.000.28% 8.080.00 De 480.000. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de agosto seria: D .01 a 600.000.84% 7.00 De 1.00.01 a 240.000.000.Impostos e contribuições incidentes s/Vendas SIMPLES (Resultado) C .00 De 600.000.54% 7.000.00% 5. o valor do imposto devido seria: • Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$160. Orleans Martins 40 .000.1.000.60% 8.200.00 De 720.47% = R$ 547.01 a 1.23% 11.00 De 1.920.00 De 1.320.

O fato de uma empresa ter mudado de faixa no mês de agosto. por exemplo.00.00 que é o valor limite máximo de receita bruta para o enquadramento ao regime do SIMPLES Nacional. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.00.00 x 9. apuraria os seguintes valores: Em • • • agosto: Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$ 110. enquanto a outra só mudou de faixa em setembro.00 x 9. Porém. • Receita bruta de comércio empresa Y: R$ 600. acabaria pagando um valor a maior do que se tivesse mais de um tipo.00 x 4% = R$ 400.78% = 58. mas apuraram o valor de seu imposto simples diferentemente. se a empresa tivesse um tipo de receita.000.000. Vamos ver por quê: • Receita bruta de comércio empresa X: R$ 1.000.000. No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170. que tinha a abrangência automática dos mesmos impostos abrangidos pelo SIMPLES Nacional (da esfera federal) quando do enquadramento da empresa.680.000. temos que considerar o limite total de receita bruta de modo a totalizar tais valores.00 x 8.000.000. R$ 10.00 nos dois meses considerados no exemplo. Orleans Martins 41 .47%.00. • Total empresa X = R$ 119.00.000.282.400.47%.00 no bimestre agosto/setembro. Veja que.00.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] No mês de agosto.00 com um total de receitas brutas anuais no valor de R$ 2.00 de imposto. tendo que sujeitar toda a receita do mês (R$ 60.360.200.000. • Receita bruta de serviços empresa X: zero. As duas empresas.00.400. • Valor da receita bruta de serviços x alíquota conforme a Tabela (Anexo IV): R$ 600.000. serviços e comércio.000. que faturasse os mesmos R$ 70. a empresa comercial X tem um tipo de receita e a empresa Y tem receitas originárias de revenda (comercial) e de serviços. tende a ter um valor menor de imposto a pagar devido à sistemática da apuração que a lei codificou.00 até julho.00 em setembro). Apuração com mais de um tipo de receita bruta Pelo fato da apuração e cálculo do Imposto Simplificado nacional levar em consideração o tipo de receita.00 Apuração do imposto simples para empresa Y: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 600. Evidentemente. • Receita bruta de serviços empresa Y: R$ 600.00.00. fez com que a empresa A tenha pago R$ 3. a empresa passou do patamar de tributação de 4% para 5.400.000. Veja que o imposto para negócio.28% = R$ 49.00.00. Para melhor compreender os efeitos desta regra estabelecida pelo fisco para apuração do tributo devido. • Imposto devido = R$ 60. tiveram um total de receitas brutas iguais.000.95% = R$ 119.682. como. há a possibilidade de uma empresa enquadrada no regime simplificado (EPP) ter dois tipos diferentes de receita bruta. quando parte destas vendas ainda estaria no limite anterior.00) à alíquota de 5. • Total empresa Y = R$ 108. Por exemplo.000. Convênios anteriores: antes do SIMPLES Nacional havia o SIMPLES.000.000. uma vez que a empresa faturou R$ 100. enquanto que a empresa B pagou R$ 3.00 x 4% = R$ 3.000. para o ICMS e ISS havia necessidade de que a respectiva esfera CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.200.000.00 em agosto e R$ 60. considere o caso da empresa B. Apuração do imposto simples para empresa X: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 1.00. cada receita alcançando um total de R$ 1. Imposto devido = R$ 10.200. X e Y. sendo que ambas faturaram no total R$ 70.000. somando-se os meses de agosto e setembro. A empresa comercial B. Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 4%.00. só que em ordem inversa (ou seja. que tem uma diversificação maior da natureza de suas receitas.829.00.680.47%. com as mesmas características da empresa A e faturamento até julho também de R$ 100.

Ainda segundo a Constituição Federal: § 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3. nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços. adotar-se-á: a) a alíquota interestadual. cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria.a isenção ou não incidência. X . 155. de 2001) b) sobre o valor total da operação. em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços. VI . bem ou serviço. aderisse ao sistema de modo que se fizesse um convênio aceitando que o imposto que esta tributa possa estar incluso na alíquota única do imposto simplificado.resolução do Senado Federal. é um imposto previsto na Constituição Federal. b) a alíquota interna. caberá ao Estado da localização do destinatário o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual.não incidirá: a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior.será não cumulativo. estadual (ICMS) e municipal (ISS) está sendo tratada em lei. estadual e/ou municipal. nos termos do disposto no inciso XII.operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores. inciso 11: Art. Orleans Martins 42 . salvo determinação em contrário da legislação: a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes.é facultado ao Senado Federal: a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas. ainda que não seja contribuinte habitual do imposto.poderá ser seletivo. tal unificação de impostos federais. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 33. não poderão ser inferiores às previstas para as operações interestaduais. interestaduais e de exportação. VIII . V .na hipótese da alínea "a" do inciso anterior. as alíquotas internas. 5. quando o destinatário não for contribuinte dele. quando o destinatário for contribuinte do imposto.incidirá também: a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica. VII .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] local. compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. quando mercadorias forem fornecidas com serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios. II . I . 155.salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal. IX . g. nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior. III . de 1993). assegurada a manutenção e o aproveitamento CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. mediante resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: II . estabelecerá as alíquotas aplicáveis às operações e prestações. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte e Comunicação (lCMS). qualquer que seja a sua finalidade. sob competência tributária dos Estados e do Distrito Federal. b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito específico que envolva interesse de Estados. de iniciativa do Presidente da República ou de um terço dos Senadores. De acordo com o art. assim como sobre o serviço prestado no exterior.em relação às operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado. aprovada pela maioria absoluta de seus membros. o que deixa a empresa menos refém de sua respectiva jurisdição tributária local. mediante resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços de seus membros. Com o SIMPLES Nacional. IV .

nas hipóteses definidas no art. na redação da Lei 11. para fins de legislação base).no fornecimento de mercadoria com prestação de serviços: a) não compreendidos na competência tributária dos municípios. h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidirá urna única vez. de serviços e de mercadorias. em estabelecimento de contribuinte. ] I . de mercadoria oriunda de outro Estado destinada a uso ou consumo ou ao ativo permanente. isenções.2002.2003) XI . 153. VII . efeitos a partir de 22. Orleans Martins 43 . combustíveis líquidos e gasosos dele derivados.2002. IV . de modo que o montante do imposto a integre também na importação do exterior de bem. em sua base de cálculo. bebidas e outras mercadorias qualquer estabelecimento. de 19. VIII . em licitação promovida pelo Poder Público.2003) b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo. e energia elétrica. quando esta não transitar pelo estabelecimento do transmitente. 2º. g) regular a forma corno.não compreenderá. de 2001) De acordo com a legislação vigente (será considerado o Regulamento do ICMS do estado de São Paulo.12. hipótese em que não se aplicará o disposto no inciso X.na entrada. de lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e de energia elétrica oriundos de outro Estado.02..374/89. a qualquer título. a.na transmissão de propriedade de mercadoria depositada em armazém geral ou em depósito fechado. IX . qualquer que seja a sua finalidade. 2º [ .2001) IV . c) sobre o ouro.529 de 04. DOE 05. observado o disposto no § 1º (Lei 6.na saída de mercadoria. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. ocorre o fato gerador do ICMS: Art. d) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita. quando a operação. f) prever casos de manutenção de crédito. mas que. relativamente à remessa para outro Estado e exportação para o exterior. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42. mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal. b) compreendidos na competência tributária dos municípios. b. nas exportações para o exterior.no fornecimento de alimentação. para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsável. art.cabe à lei complementar: a) definir seus contribuintes. e) excluir da incidência do imposto. XII . d) fixar. 1 º do Decreto nº 46. III . indicação expressa de lei complementar. c) disciplinar o regime de compensação do imposto. de 19. o local das operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações de serviços. art. o montante do imposto sobre produtos industrializados. V . serviços e outros produtos além dos mencionados no inciso X. ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. inclusive lubrificantes. quando não destinados à comercialização ou à industrialização.na transmissão de propriedade de mercadoria ou de título que a represente.no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior. de estabelecimento de contribuinte. no território paulista. incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados. mercadoria ou serviço. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. (Redação dada ao inciso IV pelo inciso II do art. II .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. IV. configure fato gerador dos dois impostos.001/01. sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual. b) dispor sobre substituição tributária. de 2001) i) fixar a base de cálculo.02. § 5º..no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior. realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização. VI .na aquisição. 1º. incluídos os serviços que lhe sejam inerentes. VIII).na entrada.12.12. de mercadoria ou bem importados do exterior e apreendidos ou abandonados.

na prestação onerosa de serviços de comunicação feita por qualquer meio. cartão ou assemelhados. saída ou consumida no estabelecimento. DOE 06. de serviço prestado ou iniciado no exterior. § 1 º Na hipótese do inciso Iv. 1 º do Decreto nº 47. e § 6º. art.2002) a) à vista do comprovante de recolhimento do imposto ou do comprovante de exoneração do pagamento.na utilização. § 1º Na hipótese do inciso IV (Lei 6. retransmissão. salvo disposição em contrário prevista na legislação. efeitos a partir de 22. 2. o título jurídico pelo qual o bem. XI . emissão. e de outros documentos previstos na legislação. após o desembaraço aduaneiro.12. efeitos a partir de 19. ainda que por débito em conta corrente ou meio eletrônico de dados. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. art. b) se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço.por ocasião da venda do bem arrendado. ou quando do seu pagamento. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará (Convênio ICMS . a entrega pelo depositário. repetição e ampliação de comunicação de qualquer natureza. DOE 05. a entrega. 4. XIV . a validade jurídica do ato praticado.02. por contribuinte. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro.0001/2001. 3. inclusive na geração. XV . 2º. utilizado para a prestação do serviço. acrescentado pela Lei 11. ou por qualquer outro instrumento liberatório do serviço. 11. tiver estado na posse do prestador. na operação de arrendamento mercantil. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. salvo disposição em contrário prevista na legislação. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. § 3º O imposto incide.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] X . § 2º Na hipótese do inciso XII.626 de 05.529 de 04.12. a natureza jurídica das operações de que resultem as situações previstas neste artigo.no início da prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal. 2. os efeitos dos fatos efetivamente ocorridos.02. 3. tiver estado na posse do respectivo titular.374/89.2002. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. salvo disposição em contrário prevista na legislação.2003.619/00. Orleans Martins 44 . a entrega pelo depositário. se tal pagamento se fizer em momento anterior. 2º. 5.02. caso o serviço seja prestado mediante pagamento em ficha. pelo depositário. considera-se ocorrido o fato gerador no momento da entrega. tendo transitado pelo estabelecimento transmitente.2002. 1º.143/02): (Redação dada ao item 2 pelo inciso I do art. o título jurídico pelo qual a mercadoria.no recebimento. IV): (Redação dada ao § 1 º pelo inciso 11 do art. art. salvo disposição em contrário. por qualquer via. 1 º do Decreto 46. após o desembaraço aduaneiro. § 1º.no ato final do transporte iniciado no exterior. sobre a ulterior transmissão de propriedade de mercadoria que. recepção. de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outro Estado e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente alcançada pela incidência do imposto. se for o caso. XIII . na redação da Lei 10. considera-se ocorrido o fato gerador quando do fornecimento ou disponibilidade desses instrumentos pelo prestador. pelo destinatário.2003. transmissão. também. oportunidade em que o contribuinte deverá comprovar. deste tenha saído sem pagamento do imposto em decorrência de operações não tributadas. XII .2001) 1.02. se a entrega da mercadoria ou bem importados do exterior ocorrer antes da formalização do desembaraço aduaneiro. o pagamento do imposto. após o desembaraço aduaneiro. § 4º São irrelevantes para a caracterização do fato gerador: 1.

pois o mesmo já foi recolhido pelo contribuinte eleito como substituto tributário.Fornecedores R$ 1. Evento: aquisição de matérias-primas. em pagar o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual. O ICMS é caracterizado como um dos principais impostos. dentre outros. com o registro de créditos e débitos de imposto. as indústrias possuem o direito de recuperar o crédito do ICMS destacado na Nota Fiscal.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . sendo que. Orleans Martins 45 .regime pelo qual o ICMS é recolhido na fonte em determinada fase de sua circulação. Por esse regime. serão apresentados os eventos.ibpt.00.00 ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 1. não há débito ou créditos de imposto. mercadorias. pelo valor de R$ 10. ao final do mês.200. o saldo a pagar ou a recuperar do tributo. ao final. Dentre as suas características. têm-se operações nas quais deverá haver o respectivo lançamento contábil. Contabilização do ICMS de empresas em regime normal de apuração Quando a empresa está sujeita ao regime normal de tributação. visando-se apurar. relativas ao ICMS. a obrigação do contribuinte consistirá. com os respectivos registros contábeis das operações. compensando os referidos créditos com os débitos oriundos da venda de produtos e mercadorias.000. afinal. Por ter natureza não cumulativa. Sempre que ocorrido o fato gerador do ICMS. pois o produto de sua arrecadação corresponde. no dia a dia das empresas. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. quando das operações corriqueiras. A seguir. O mesmo procedimento deve ser aplicado a todas as aquisições que resultem em recuperação do ICMS. nos tópicos seguintes.br/img/_publicacao/13710/181. nas fases subsequentes. há diversos eventos econômicos que podem ocorrer. as empresas devem apurar o saldo a pagar ou a recuperar do imposto.ICMS a Recuperar C .Pela aquisição de matérias-primas (valor líquido): D . realizadas com a aquisição e comercialização de matérias-primas. que serão posteriormente utilizados em sua atividade-fim. conforme estudos realizados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). o custo de aquisição efetivo da matéria-prima corresponde a R$ 8.pdf>). relativos apenas às operações realizadas por ele mesmo. para as indústrias. a aproximadamente 20% do total de tributos arrecadados por todas as esferas de governo (Fonte: IBPT. como a aquisição de materiais secundários de produção e material de embalagem.Estoque de Matérias-primas C . o ICMS possui basicamente duas formas de apuração. as formas de contabilização mais comuns. é um dos tributos que apresenta maior número de eventos econômicos. haja vista que o ICMS é um imposto recuperável.800.00 Lançamento contábil . b) Regime de Substituição Tributária . gerando lançamentos contábeis de média complexidade.800.regime de apuração pelo qual a empresa realiza o aproveitamento dos créditos provenientes da aquisição de matérias-primas destinadas à produção e de mercadorias destinadas à revenda. Serão expostos. 5. entre outros.Fornecedores R$ 8.200.1. apresentando especificidades quanto às formas de arrecadação.com. produtos. a saber: a) Regime Normal de Apuração . Aquisição de matérias-primas Quando da aquisição de matérias-primas. <http://www. para constituir seus estoques.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 5º Nas hipóteses dos incisos VI e XIv.00 Dessa forma.

00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . bem como o custo de aquisição da mercadoria. possuindo um tratamento distinto.Contas a Pagar R$ 88. embora a operação de compra de mercadorias seja a mesma. quando as empresas aderem a determinada tributação simplificada. Aquisição de fretes em operações de compra de mercadorias. Evento: aquisição de mercadorias para revenda.000. por exemplo.Contas a Pagar R$ 12. como não há o destaque do ICMS. mas no interior do mesmo Estado a operação de transporte de cargas não tem o destaque do ICMS. as empresas podem realizar. salvo situações específicas vedadas em lei. realiza o pagamento do transporte.Fornecedores R$ 1. Orleans Martins 46 .Compra de Mercadorias C . entre outras. diversas operações.00 Evento: aquisição de mercadorias para revenda. quando adquirem mercadorias para revenda. em alguns estados.000. A seguir.Fornecedores R$ 880. Nesse caso. Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100.00 (Inventário periódico) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120. de acordo com o tipo de inventário adotado pela empresa.Pela aquisição de mercadorias (valor líquido): D . como aquisição de frete. têm-se registros contábeis distintos. como.000. as empresas comerciais. não há a possibilidade de aproveitamento do crédito do ICMS correspondente.Fornecedores R$ 120. juntamente com as operações de compra de mercadorias. Além das operações de aquisição de mercadorias. pelo valor de R$ 1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aquisição de mercadorias para revenda Da mesma forma que as empresas industriais. pelo valor de R$ 1. proveniente de aquisição de mercadorias. recebimento de bonificação de mercadorias.Estoque de Mercadorias . no curso das atividades normais.Estoque de Mercadorias . Todas essas operações podem ser tributadas pelo ICMS.00. por intermédio do Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas (CTRC).Pela aquisição de mercadorias: D . com tributação pelo ICMS Quando uma empresa adquire mercadorias e. em virtude da legislação específica do Estado.ICMS si Compras R$ 120. devoluções de vendas. As empresas comerciais podem efetuar o registro contábil de seus estoques por intermédio de dois sistemas: o sistema de registro permanente de estoques (inventário permanente) e o sistema de registro periódico (também conhecido como inventário periódico). de acordo com o sistema de inventário adotado pela empresa.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.ICMS a Recuperar C .00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D .Produto X C . com incidência do ICMS pela alíquota de 12% (Inventário Permanente) D . juntamente com essas mercadorias.00 Lançamento contábil . Destaca-se que.Produto X (pelo valor líquido) C . a empresa adquirente poderá se creditar do ICMS destacado no CTRC. quando da realização de transporte intermunicipal.00 D .00 (Inventário permanente) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120.ICMS a Recuperar C .ICMS a Recuperar C . veremos os lançamentos relativos a cada um dos sistemas de registro de estoques. devoluções de compras.00 Lançamento contábil .00 Verifica-se que. também possuem o direito de se creditar do imposto.

[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100. tendo como objetivo cobrir todas as despesas e custos.00 De acordo com os princípios de custo. bem como proporcionar um retorno ao capital investido pelo sócio ou acionista. compensando-se os créditos provenientes da aquisição de mercadorias. em operação de venda de mercadorias ou produtos.ICMS s/ Vendas C . na conta Fornecedores (por opção do contador/empresa) ou contas a pagar. Orleans Martins 47 . com incidência do ICMS pela alíquota de 12% .Frete sobre Compras C . se na operação de transporte de cargas ocorrer incidência do ICMS. Evento: responsabilidade pelo pagamento do frete. obtendo uma margem de lucro.000.600.ICMS de Fretes s/ Vendas R$ 150.Caixa/Duplicatas a Receber C . por motivos diversos.Fornecedores/Contas a Pagar/Caixa D . de acordo com o sistema de inventário. com a finalidade de posteriormente realizar a venda das mesmas. a operação de contratação de fretes pode ser contabilizada. ocasionalmente podem ficar responsáveis pelo pagamento dos fretes incidentes sobre as vendas.Fretes sobre Vendas C .00 R$ 3.Inventário Periódico D . no valor de R$ 150.00 R$ 12.00 Pelo ICMS incidente sobre as vendas: D . deduzindo-se os impostos recuperáveis incidentes sobre o mesmo. quando vendem mercadorias. debitados no Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga (CTRV).00.000.00 Corno se pode observar. Dessa forma.00 ICMS incidente na operação: R$ 18.ICMS si Fretes R$ 100. a empresa responsável pelo pagamento terá o direito de recuperar os referidos créditos de ICMS. nas operações a vista.Contas a Pagar D . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.ICMS a Recuperar C . Quando da realização de operações de venda de mercadorias. Evento: venda de mercadorias a vista/a prazo. Operações de devoluções de compras de mercadorias No curso normal das atividades empresariais. eventualmente ocorrem situações onde o fornecedor de determinada mercadoria recebe de seu cliente a mercadoria em devolução.ICMS a Recolher Fretes sobre vendas de mercadorias As empresas. Operações de venda de mercadorias As empresas adquirem mercadorias.00 Pela venda de mercadorias: D .00 R$ 18. por R$ 20.00 ICMS incidente sobre a venda: R$ 3. o frete incidente sobre compras integra o custo da mercadoria vendida. ocorre o débito do ICMS.ICMS a Recuperar C .00 D . Quando isso ocorre. ou então a crédito da conta Caixa. nas operações a prazo. deverá ser realizada uma contabilização diferenciada. corno não conformidade com o pedido ou mercadoria deteriorada.Venda de Mercadorias R$ 20. ao qual a empresa deverá realizar a apuração do mesmo. proveniente de aquisição de mercadorias.600.

além de realizar a devolução das mercadorias. Nesse caso específico. Entendemos tratar-se de uma técnica mais adequada. ocasionando o que comum ente é chamado de devolução de mercadorias de clientes. recebendo créditos apenas quando do encerramento para apuração do Resultado do Exercício.00 Observe-se que. pois a operação a ser considerada. para fins tributários. denominada "ICMS sobre devolução de vendas". Evento: devolução de vendas de mercadorias. Orleans Martins 48 . de acordo com as condições comerciais estabelecidas.00 (Inventário permanente) ICMS destacado no valor de R$ 600. que poderá ser utilizado quando a empresa vier a realizar novas compras junto ao seu fornecedor. correspondente a despesas. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.400.00 D .Duplicatas a Receber/Caixa D . no caso de devolução de vendas o tratamento seria o mesmo. por ocasião da venda de mercadorias. é a venda de mercadorias. no valor de R$ 5. o valor debitado por ocasião da devolução de vendas será aquele correspondente ao valor total da nota fiscal. usualmente.ICMS a Recolher R$ 5. restituição em dinheiro do valor correspondente às mercadorias devolvidas (caixa) ou ainda. Na saída por ocasião de urna devolução.Estoque de Mercadorias D .Devolução de Vendas C . Da mesma forma que. Operações de devoluções de vendas de mercadorias Da mesma forma que as empresas podem devolver mercadorias aos seus fornecedores.00 R$ 600. ocorrerá o débito correspondente. no valor de R$ 5. ou ainda vendas canceladas.000. Outro fator a ser considerado é a natureza da conta.00 (Inventário periódico) ICMS destacado no valor de R$ 600. do que a contabilização diretamente na conta ICMS sobre vendas. há reflexos no ICMS que foi debitado. no valor de R$ 500.ICMS s/ Devolução de Compras C . Evento: devolução de compras mercadorias. Adota-se.00 ICMS incidente sobre a devolução de R$ 60.000. toma-se necessário o registro correspondente do imposto incidente sobre as referidas operações. no caso em questão. cria-se uma conta redutora.00 D . quando da aquisição de mercadorias. Há três opções na conta devedora. Isso decorre da necessidade de informação por parte dos usuários da contabilidade. tem natureza Devedora. em determinadas situações os clientes das empresas também podem efetuar essa operação. uma conta redutora da conta devolução de vendas.00 D .Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C .ICMS a Recuperar C . contabiliza-se o ICMS sobre devolução de compras separadamente. destacando-se os efeitos tributários das operações de devoluções de mercadorias. independe o tipo de inventário adotado pela empresa.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C . caso elas sejam operações tributadas pelo ICMS.000.00 R$ 60.00 Corno se pode observar pelos registros acima. por ocasião da devolução de compras. Dessa forma. As contas de resultado.Devoluções de Compras D . Quando ocorre essa situação.ICMS sobre Devolução de Vendas R$ 500.00 R$ 600. nesse caso. constituição de um direito (créditos a receber). a empresa possui o direito de creditar-se do ICMS correspondente. no momento da negociação: abatimento do valor da mercadoria devolvida nas duplicatas a pagar (fornecedores).Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C .00 Evento: devolução de compras mercadorias.ICMS a Recolher R$ 4.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Nessas situações.

A remeteu.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. A empresa que fornece as mercadorias em bonificação deve tratá-Ias como vendas normais. no que diz respeito ao ICMS. a empresa Beta S. nesse caso.Receita de Bonificação de Mercadorias R$ 2. ao valor unitário de R$ 100. até a empresa consignatária realizar a venda para terceiros. via de regra. no valor de R$ 3. uma nota de venda de mercadorias (para simples faturamento). a existência de conceitos distintos: há mercadorias que podem estar fisicamente no estoque da empresa. Quando ocorre a comunicação da venda.000.Estoque de Mercadorias C .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Recebimento de bonificação de mercadorias É prática costumeira. A diferença existente entre uma compra e venda comum reside no fato de que. a empresa consignatária deverá emitir uma nota fiscal de devolução simbólica para o consignador. essas serão tributadas normalmente. ocorreu o fato gerado do ICMS. em regime de consignação para a empresa Beta S.Receita de Bonificação de Mercadorias D . sendo que este emitirá. então.000.000. Caso não ocorra a venda das mercadorias.00 Evento: recebimento de mercadorias em bonificação. que detém a posse das mercadorias. A comunicou à empresa Gama S.00. para a empresa que recebeu as mercadorias em consignação. no valor de R$ 3. seja total ou parcialmente. em 2 de janeiro de 20xO.00 R$ 360. pois quando da venda das mercadorias. tem o direito de recuperar o ICMS incidente sobre as mercadorias recebidas em bonificação. que havia vendido 30 unidades. para que outra empresa (consignatária) realize a venda das referidas mercadorias.ICMS a Recuperar C . quando do lançamento de um novo produto. para a empresa Gama S.00. para a empresa que efetuou a remessa em consignação.00 (Inventário Periódico) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360. e o crédito do ICMS. A.00 (Inventário Permanente) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360. mas não a propriedade.000. pois foram enviadas a outra empresa em consignação. gerando uma margem de lucro maior para o vendedor.640.00 R$ 360. Note-se. pois não possuíram custos de aquisição. A. quando tributadas. A foi de R$ 2. a utilização do recurso de bonificação de mercadorias. No entanto. R$ 3. O ICMS incidente sobre todas as operações é de 12%. o fato gerador do ICMS. Se a mercadoria circulou da empresa A para a empresa B. ou ainda. Essa operação consiste no envio. Visando esclarecer essas questões. mas não serem de sua propriedade. Evento: recebimento de mercadorias em bonificação. ocorre por ocasião da circulação das mercadorias. Orleans Martins 49 .000. 100 unidades da mercadoria Y. A No dia 31 de janeiro de 20xO.00 D .Mercadorias Recebidas em Bonificação C . na operação de consignação. bem como há a possibilidade de inexistência de mercadorias na empresa. pode ocorrer uma operação denominada consignação de mercadorias. que não são de sua propriedade. a empresa que recebe as bonificações. devendo haver o respectivo débito de ICMS. não tendo qualquer benefício específico. no comércio.00 D . entre duas empresas comerciais.Receita de Bonificação de Mercadorias D . segue abaixo um exemplo prático. pela empresa vendedora (denominada consignadora).ICMS a Recuperar C .ICMS s/ Mercadorias Recebidas em Bonificação Operações de consignação de mercadorias Dentre as diversas atividades desenvolvidas pela empresa. Entretanto. era de R$ 600. se essas forem tributadas. quotidianamente. A empresa Gama S. a mercadoria continua de propriedade do consignador. O custo das unidades. a empresa consignatária efetua a devolução das vendas.00 e o preço de venda da empresa Beta S. para aqueles clientes que realizam compras em grande quantidade. de uma operação de consignação de mercadorias.

nesse regime. Orleans Martins 50 . contudo. caso não se realize o fato gerador presumido. 150 da Constituição Federal. devolução.00 R$ 12.Mercadorias Consignadas (contas de compensação) C . relativo às operações de aquisição.ICMS si Mercadorias Recebidas em Consignação R$ 12. tintas. em que. da possibilidade de atribuição.000. em um regime conhecido como Substituição Tributária.00 R$ 100. Todo o tributo já foi todo retido e recolhido nas operações anteriores. automóveis etc. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga. por meio da Emenda Constitucional nº 3.00 D .00 Valor total da Nota Fiscal: R$ 10. além da operação envolver o ICMS incidente sobre as denominadas "operações próprias".000. de fatos tributários posteriores. não há qualquer compensação do imposto pago nas operações anteriores. ele deverá observar a segregação entre o tributo devido nas próprias operações do tributo retido por substituição tributária. Já para o substituto. de 1993.1. O tratamento contábil da substituição tributária deve ser observado com muito mais cuidado pelo substituto (aquele que vende o produto com substituição tributária). fretes e outros.00 Como se pode observar.600.Estoque de Mercadorias R$ 60. conforme será observado no tópico a seguir. por intermédio do § 7º do art.Consignação de Mercadorias (contas de compensação) Evento: recebimento de mercadorias em consignação D .Mercadorias Recebidas em Consignação (contas de compensação) C .ICMS a Recolher D . em produtos como combustíveis. pneus.1.000. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. das operações subsequentes.000. Há situações.substituído: R$ 15.Mercadorias Consignadas (contas de compensação) R$ 100.Mercadorias em Consignação (estoque em poder de terceiros) C . basta o comerciante substituído agregar todos os custos pagos pelo produto como custos de comercialização e/ou produção. 5.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: remessa de mercadorias em consignação D .000.200.00 Valor de venda varejo .000.00 D . do que por aquele que recebe o produto em substituição tributária.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. o contribuinte torna-se responsável pelo cálculo. Esse fato decorre de que. Contabilização do ICMS para empresas em regime de Substituição Tributária A figura da substituição tributária teve seu ápice com a introdução.00 ICMS das operações subsequentes: R$ 600.000. As operações ocorridas sob esse regime devem ser objeto de contabilização distinta.00 ICMS das operações próprias: R$ 1. temos a seguinte operação de um produto vendido por substituição tributária: Valor de venda pelo substituto: R$ 10. Um dos tributos que mais se utiliza do recurso da denominada Substituição Tributária é o ICMS. venda. quando da ocorrência de fato gerador do ICMS. retenção e recolhimento do ICMS sobre duas ou mais operações da cadeia produtiva. recebimento em bonificação ou consignação de mercadorias. uma vez que. deve ocorrer o registro dos fatos contábeis relativos às denominadas operações próprias. nas operações de produtos adquiridos pelo regime de tributação pela substituição tributária. a outro sujeito passivo.ICMS si Mercadorias em Consignação C .ICMS a Recuperar C . Diz o referido artigo: § 7º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. em todas as operações anteriormente relacionadas. Para fins de exemplificar.

os lançamentos seriam os seguintes: Evento: aquisição de produto pelo substituído .Substituição Tributária a Recolher Evento: contabilização do ICMS .00 Verifica-se. A parte inicial da Demonstração do Resultado do Exercício.Inventário Periódico D . Dessa forma. Orleans Martins 51 . O fator deverá ser igual ao produto entre 1/48 (um quarenta e oito avos) com a relação entre a soma das saídas e prestações tributadas e o total das saídas e prestações escrituradas no mês. em razão das operações posteriores realizadas pelo contribuinte substituído.00 Quando da realização da venda.00 (-) ICMS s/ Vendas (1.600. ao contrário do ICMS incidente sobre as operações mensais da empresa. destinado às suas atividades.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda de produto com substituição tributária D .Fornecedores/Caixa R$ 10.Inventário Permanente D .200. que o ICMS por substituição tributária. Já para o contribuinte substituído... destinado à manutenção das atividades da empresa.Estoques C . Vamos a um exemplo. seja pelo regime de substituição tributária. para melhor compreensão: Exemplo de cálculo do FATOR a ser utilizado no cálculo do aproveitamento do ICMS incidente sobre aquisição de ativo permanente..600.. quando realizam operações de aquisição de ativo fixo.00) (-) ICMS Substituição Tributária Receita Operacional Bruta 10.600. em virtude do imposto já ter sido recolhido nas fases anteriores. pois o valor corresponde ao ICMS a ser recolhido pelo substituto...Fornecedores/Caixa R$ 10. Esse processo de recuperação. ficaria assim expressa: Faturamento Bruto 10.ICMS por Substituição Tributária C . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 (600. não constitui um elemento de sua Receita Operacional Bruta.operações próprias D . .00 R$ 600. a aquisição de um ativo imobilizado é considerada uma operação de longo prazo. dessa operação. não é permitida pela legislação vigente.ICMS s/ Vendas C .00 Evento: aquisição de produto pelo substituído .000. seja pelo regime normal. de acordo com determinado fator. dessa forma. possuem o direito de recuperar o ICMS sobre essa aquisição. não é realizado qualquer débito de imposto.600. a operação é bem simples. 5.200..Duplicatas a Receber/Caixa (Cliente Alfa) C . não havendo qualquer possibilidade de creditarnento do ICMS das operações anteriores. embora integrante do faturamento da empresa.1.ICMS a Recolher R$ 1. No exemplo em questão.. Entretanto. de acordo com a legislação vigente. às empresas. pelo contribuinte substituído.00 Evento: contabilização do ICMS por substituição tributária D .2.Compras de Mercadorias C .00) . Basta contabilizar o valor efetivamente pago como estoque. deverá ocorrer nos 48 meses seguintes à aquisição do imobilizado.Faturamento Bruto R$ 10. Aproveitamento de créditos de ICMS sobre venda de Ativos Imobilizados e a contabilidade As empresas sujeitas à tributação do ICMS. a recuperação imediata de todo o ICMS incidente em uma operação de aquisição de ativo imobilizado.ICMS .

Data operação: 20. Aquisição de ativo imobilizado Evento: aquisição de ativo imobilizado tributado pelo ICMS a vista Bem: Máquina Empacotadora . e uma parcela que será utilizada após o término do exercício social subsequente.02083333 * (0.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 60.000.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 1.000. deve ser realizada a segregação entre o ICMS a ser aproveitado no curto prazo (ativo circulante) e a parcela a ser aproveitada no longo prazo (ativo não circulante). teve as seguintes operações registradas em seu Livro de Registro de Saídas: CFOP 5.102 CFOP 5. O ICMS incidente sobre as operações de aquisição de imobilizado.000. o percentual a ser utilizado seria de 2.000.00 200.00 O custo de aquisição do veículo será representado pelo valor de aquisição do bem.00/48 = R$ 150.ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) C .000.000. Orleans Martins 52 .00 ICMS 12. deverá ser cancelado.000.76470588) FATOR = 0. a serem aproveitados no curto prazo. será realizado em um prazo previsto de 48 meses. para um total de saídas no valor de R$ 850. Ao final dos 48 meses.000.000. não poderá ser aproveitada nos meses subsequentes. 13 meses a R$ 150. Os lançamentos correspondentes seriam os seguintes: Evento: apropriação do ICMS incidente sobre aquisição de bem do Ativo Imobilizado D .200.00.000.000. Dessa forma.000. o fator a ser multiplicado pelo ICMS incidente sobre aquisição de ativo imobilizado seria 0.. A. Caso a empresa apresentasse somente saídas tributadas. A seguir.000.00 Outras 200.00 --650.Máquinas e Equipamentos C .00 > parcela máxima mensal do ICMS a ser aproveitada.0159313 Neste mês em questão.00 500. no valor de R$ 5.000.00 60.00. sendo que o saldo restante.00 9.59313% do valor total do ICMS.00) FATOR = 0.00 R$ 52. teremos uma parcela do ICMS a ser aproveitado que será utilizado no exercício social imediatamente posterior. Então.00 --281.0159313. O fator para utilização.00 em operações tributadas.000.083333%. como já vimos anteriormente.12.000. que resultam em um montante de R$ 1.800.250. deduzido dos impostos recuperáveis incidentes sobre a operação.00 50. deverá ser calculado da seguinte forma: FATOR = 1/48 * (650.949 Totais Valor Contábil 100.00 BC 100. 1.000. o saldo de créditos do ICMS sobre aquisição de determinado ativo. que é inerente à aplicação do fator.00 R$ 7.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. então.102 CFOP 6.200.00 500. Meses nos quais irão ser creditados os valores do ICMS: De dezembro de 20x0 a dezembro de 20x1 = 13 meses Após dezembro de 20x1 = 35 meses Têm-se.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A empresa ALFA S. A diferença do ICMS não aproveitado.00 Nesse caso em questão.000.950.202 CFOP 6.950. a empresa teve um total de R$ 650. ou seja.00 50.00 850. serão abordados todos os eventos provenientes de situações envolvendo aquisição. caso a empresa possuísse créditos de ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado.00/850. que não for aproveitado.000. No exemplo em questão: R$ 7.00 será aproveitado no longo prazo. para as empresas que promovem saídas não tributadas.00.20x0 Valor do bem adquirido: ICMS incidente sobre a aquisição: D . ao final do mês de janeiro de 20xO. venda e cancelamento de créditos decorrentes de operações com ativo imobilizado.

00 A apuração do fator de aproveitamento do crédito do ICMS sobre ativo imobilizado ocorrerá mensalmente. Evento: cancelamento do ICMS sobre ativo imobilizado. ao final dos 48 meses previstos para aproveitamento Situação: Valor total do ICMS sobre ativo imobilizado: Saldo remanescente. Em relação ao ativo imobilizado adquirido: Valor total do ICMS a recuperar: Fator: Valor do ICMS a recuperar no primeiro mês: R$ 7. no Livro de Registro de Entradas.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. vamos considerar que.00 Verifica-se a apropriação do saldo do ICMS sobre ativo imobilizado como despesa.250.00 R$ 900. possa não ser aproveitada. Serão analisadas. não utilizados. devem ser cancelados. O lançamento contábil correspondente a essa operação seria: Evento: aproveitamento mensal do ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado D . ou por ocasião da venda do ativo imobilizado.0166667. no primeiro mês. resultado.ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Não Circulante) C . Dessa forma. a possibilidade de recuperação do ICMS na aquisição do Ativo Imobilizado existe. uma vez que tais valores não poderão ser recuperados no futuro.Ativo Circulante: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . deduzido dos impostos recuperáveis. Cancelamento de crédito do ICMS sobre ativo imobilizado não utilizado Ao final do período de 48 meses. de acordo com o percentual de saídas tributadas em relação às saídas totais. proporcionalmente às saídas tributadas.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar (Ativo Circulante) R$ 455.00 D . Máquinas e Equipamentos.400. as duas situações anteriormente descritas.00 R$ 900. pois não é permitida pela legislação a sua utilização.Ativo não Circulante: R$ 26. os créditos remanescentes. mensalmente. à razão de 1/48. Dessa forma. após 24 meses de aquisição Custo contábil do bem: Depreciação acumulada do bem: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . são aproveitados créditos em percentual inferior a 1/48.00 R$ 5. Embora haja uma parcela que. a empresa em questão teve 80% de suas saídas tributadas. antes do término desse prazo. devendo ser provisionado pelo seu total. com saldo de créditos de ICMS a recuperar Operação: Venda de Ativo Imobilizado. perdendo as suas características intrínsecas de ativo. pois devem receber tratamento contábil distinto. a empresa poderá aproveitar o crédito do ICMS. teríamos uma situação onde o custo de aquisição do imobilizado será representado pelo valor de aquisição. proveniente de saldo remanescente. Orleans Martins 53 .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] D .0166667 R$ 120. Aproveitamento mensal de ICMS incidente sobre ativo imobilizado Após a aquisição.00 Importante é ressaltar que o aproveitamento do crédito do ICMS sobre aquisição de ativo imobilizado não ocorre juntamente com os créditos provenientes da aquisição de mercadorias. Utilizando-se o exemplo anterior.00 R$ 455.Outras despesas operacionais (ICMS si Ativo Imobilizado Não Utilizado) C . ao final de 48 meses: R$ 3. a partir do primeiro mês de aquisição.ICMS a Recuperar C . Ele é creditado diretamente na apuração do ICMS.00 0. não utilizados. A primeira situação decorre do fato de a empresa promover saídas não tributadas.200. podendo ocorrer variações no valor a ser aproveitado.280.000. Evento: alienação de ativo imobilizado.ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) R$ 120. o fator de aproveitamento do ICMS seria 0. ao final de 48 meses.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 5.00 Após os referidos lançamentos. em um saldo de créditos. a seguir.

quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços listados no art.13. Tomadores ou intermediários de serviços provenientes do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior do País. 7.09 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo.00 Observe-se que.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C .Máquinas e Equipamentos Evento: lançamento da depreciação acumulada do bem D .18.15.06.00 R$ R$ 900. 7.04.701/2003. 18. 7. no Ativo Não Circulante D .10. realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. 7.896/2009: a) Subitens 3.280. 7. no Ativo Circulante D .05. não inscritos no Cadastro de Prestadores de Outros Municípios. não aproveitado em virtude da alienação do bem.04).ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . 7. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) .00 R$ 26. 17 (exceto os subitens 17.02. pelos agenciamentos. 7.11.05 e 17. 7. a prestação dos serviços constantes da relação do art. deverá integrar o custo do bem vendido.04. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 19 e 21 a 40. o saldo do ICMS. 1 Q da Lei nº 13. prestados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. III. remessa ou entrega de correspondências. 11. bens ou valores. objetos.14. Sociedades seguradoras. b) Subitens 7. documentos. 6.09).17 e 16. com ou sem estabelecimento fixo.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar .03.400. 3 (exceto o subitem 3. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo.Depreciação Acumulada . 7.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar.03 e 12. por pessoa física ou jurídica. Instituições financeiras. c) Itens 1.1.19.Ativo Não Circulante R$ 900.13. 17. por elas pagas a seus agentes. II. 7.12. especificamente. 6. Pessoas jurídicas. corretagens ou intermediações de seguro. 11. IV. 4 a 6. b) De conserto e restauração de bens sinistrados por elas segurados. e condomínios edifícios residenciais ou comerciais. bem como nos subitens 7. 7. de serviço não compreendido na competência da União ou dos Estados e. 7. 7. 7. Orleans Martins 54 .Ativo Circulante Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar.8 aIO. 7.09. quando tomarem ou intermediarem serviços: a) Dos quais resultem remunerações ou comissões.01. 7. no item em questão. 1Q do Decreto nº 50. São responsáveis pela retenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza e compreendem fatos geradores passíveis para talos serviços prestados nas condições que seguem: I.01 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo por prestadores de serviços estabelecidos fora do Município de São Paulo.Município de São Paulo Breve descrição do tributo Fato gerador Constitui fato gerador do Imposto sobre Serviços (lSS) no município de São Paulo a prestação. 13 a 15.Máquinas e Equipamentos C .02.05 e 17.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda do bem do ativo imobilizado D . inclusive imunes ou isentas.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C .20.08. quando tomarem ou intermediarem serviços de coleta. 2.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C . 7. executados por prestadores de serviços que emitam nota fiscal ou outro documento fiscal equivalente autorizado por outro município ou pelo Distrito Federal.00 R$ 5.07.

de olhos. laboratórios de análises. Sujeito passivo O contribuinte de fato consiste do prestador de serviços. serviços de apoio aeroportuários. compete o recolhimento do valor retido na fonte no dia 10 ou dia útil posterior do mês subsequente ao mês de ocorrência do fato gerador. quando tomarem ou intermediarem os serviços de coleta. Ao tomador do serviço. quando tomarem ou intermediarem os serviços aeroportuários. bancos de sangue. bens ou valores. remessa ou entrega de correspondências. Sociedades que explorem serviços de planos de medicina de grupo ou individual e convênios ou de outros planos de saúde. quando tomarem ou intermediarem serviços: a) dos quais resultem remunerações ou comissões. objetos. prestados dentro do território do Município de São Paulo. então. Sociedades de capitalização. VI. capatazia. remessa ou entrega de correspondências. pelos agenciamentos. recibo de profissional autônomo. entre outros). quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo: a) tinturaria e lavanderia. de patologia. sendo o tomador do serviço caracterizado como o contribuinte responsável pela retenção e recolhimento do tributo. deve ser considerada. em relação aos serviços tomados ou intermediados de prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo e nos enquadramentos que seguem. corretagens ou intermediações de planos e títulos de capitalização. de sêmen e congêneres. Empresas administradoras de aeroportos e de terminais rodoviários. quando tomarem ou intermediarem serviços dos quais resultem remunerações ou comissões. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. comprovado via declaração cadastral (profissional autônomo). para cálculo do imposto a ser retido na fonte. Empresas de aviação. logística e congêneres. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. casas de saúde e de recuperação. ambulatórios. a alíquota prevista nos Anexos III. V. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. Tal alíquota deve ser destacada pelo prestador de serviço em documento fiscal fornecido à fonte pagadora. realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. Momento de incidência/retenção/recolhimento Fundamentado o fato gerador. movimentação de aeronaves. b) coleta. a partir de 01. gozar de isenção ou gozar de imunidade. VIII. por elas pagas a seus agentes. de inspeção e avaliação de riscos para cobertura de contratos de seguros e de prevenção e gerência de riscos seguráveis. armazenagem de qualquer natureza. serviços acessórios. os responsáveis tributários ficam desobrigados da retenção e do pagamento do imposto. movimentação de passageiros. bens ou valores. objetos.01. qual seja. Sujeito ativo Decorrente desse Imposto. no caso dos serviços prestados pelas Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) optantes pelo SIMPLES Nacional. por elas pagas a seus agentes. corretagens ou intermediações de planos ou convênios. b) de hospitais. o mês de emissão do documento fiscal (nota fiscal de serviço. o momento de incidência/retenção do ISSQN ocorre quando do recebimento/pagamento do serviço prestado. tem-se como sujeito ativo o Município de São Paulo. VII. de pele. IV ou V da Lei Complementar nº 123/2006 considerando-se a faixa de receita bruta a que a ME ou EPP estiver sujeita no mês anterior ao da prestação dos serviços. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. pelos agenciamentos. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] c) De regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros. documentos. Entretanto. tratado na Lei Complementar Federal nº 123/2006. de eletricidade médica. Também. utilização de aeroporto. IX. Orleans Martins 55 . movimentação de mercadorias. Hospitais e prontos-socorros. documentos. prontos-socorros. clínicas.2009.

R$ 950. Orleans Martins 56 .5% a 5% segundo normatização pela Portaria SF nº 014/2004 aos serviços nela expressos. no prazo estabelecido pela legislação.896/2009.Receita de Serviços D . limitada a 20%. aplicam-se alíquotas de 2.00.000. isto é. com retenção do ISS pelo tomador do serviço.00 R$ 950. com retenção do ISS de 5% pelo tomador do serviço: R$ 50.Disponibilidades C . com exceção de descontos e abatimentos concedidos independentemente de condição.Disponibilidades R$ 50. o ISS constitui-se numa despesa que deve ser assim contabilizada: • Recebimento de serviços prestados no valor de R$ 1.33% por dia de atraso. os eventos relacionados ao tributo compreendem a(o): • Incidência do fato gerador. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço. Apurada a base de cálculo.00 • Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento. a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido. • Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento. 6. Contabilização dos eventos Para o prestador de serviço. compreende: • Incidência do fato gerador. Para o tomador do serviço.Receita de Serviços Para o tomador do serviço.Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C .2.ISS a Recolher .00 D .Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C . no curso regular da obediência à legislação vigente. Descrição dos eventos relacionados ao tributo Para o prestador de serviço. a receita bruta a ele correspondente.ISS a Recolher . Base de cálculo e alíquotas A base de cálculo do ISSQN compreende o preço do serviço prestado. os eventos atrelados ao tributo consistem dos que seguem: • Pagamento em atraso de ISS retido na fonte. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço.3. 1º do Decreto nº 50. ocorre o seguinte evento relacionado ao tributo: • Recebimento de serviços prestados com retenção do ISS pelo tomador do serviço. D . sem dedução.00 D . Para o tomador do serviço.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aspecto geográfico A retenção é aplicável aos sujeitos passivos prestadores dos serviços listados no art.Serviços de Terceiros a Pagar D .00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.Serviços Prestados por Terceiros C . implicando no seguinte acréscimo legal sobre o valor do principal devido e não recolhido no prazo estipulado pela legislação vigente: (I) multa moratória de 0.Serviços Prestados por Terceiros R 50. quando do recebimento do serviço prestado. 6.Despesas com ISS (redutora da receita) C . no curso irregular da obediência à legislação vigente.

Escritório (sede) Imóveis .Disponibilidades D .00 555. em 31/12/2006.00 265. tais como: vodca. a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido. Atenas é uma empresa que atua no ramo de importação. situada na zona rural. A empresa iniciou suas atividades no final de 2006.Serviços Prestados por Terceiros Valores hipotéticos.00 285.00 555.000.701/2003. ATENAS A Cia.Serviços Prestados por Terceiros • Provisão do acréscimo legal referente à multa moratória. fora do prazo estabelecido pela legislação.000.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para o tomador do serviço. onde construiu suas instalações industriais com o objetivo de acondicionamento das bebidas importadas.Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C .000. denominado "conta empresarial".00 25. 7. Atenas possui um limite de crédito junto ao Banco "X". industrialização (acondicionamento) e comercialização de bebidas. Fontes • Lei nº 13.00 Passivo Não Circulante 265. Os valores deverão respeitar a legislação vigente no município onde ocorrer o fato gerador.00 Passivo Circulante 5.896/2009.000.000.00 555.Despesa de Multa com Caráter Compensatório C .00 Total 31/12/2006 555.00 Capital Social 40. A Cia. Atenas foi constituída com o objetivo de importar bebidas e recondicioná-las para a comercialização no mercado brasileiro. C .ISS a Recolher . A Cia. que serão comercializadas no território nacional.Serviços de Terceiros a Pagar D . era a apresentada no quadro da página seguinte.000.000. apenas para exemplificar o lançamento contábil. A posição patrimonial da Cia.Serviços Prestados por Terceiros • Pagamento do respectivo valor de ISS com acréscimo legal fora do prazo de recolhimento.000. que funciona de forma semelhante ao cheque especial de pessoa física. D .00 Patrimônio Líquido 35. No ano de 2006. Orleans Martins 57 . Atenas. compreende: • Incidência do fato gerador. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS O CASO DA CIA. • Portaria SF nº 14/2004.00 15. vinho e uísque.ISS a Recolher . a empresa adquiriu uma propriedade.Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C . • Decreto nº 50. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço.ISS a Recolher . D .000.Lojas (comercialização) Equipamentos e utensílios Veículos (-) Depreciação Acumuladas Total BALANÇO PATRIMONIAL 31/12/2006 PASSIVO 290.00 150.000.000.000.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000.000. ATIVO Ativo Circulante Caixa Bancos conta Movimento Ativo Não Circulante Imobilizado Instalações industriais (produção) Imóvel .

1.Tonéis Preço por Tonel U$ Vodka Ballaloc 250 1.89 Uísque 200 2. Aquisição de matéria-prima No dia 2 de janeiro de 2007. O registro contábil da aquisição de matéria-prima. será: D . a base de cálculo é formada pela soma dos custos de importação (matéria-prima. em volume. convertido pela taxa de câmbio do dia.12. que.1.09 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Seguro e Frete internacional).777. excluídos os da posição 20. O percentual a ser cobrado de imposto (alíquota) fica a cargo do órgão regulador.361.017.261.Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .00 Vodca 20 Uísques 2208. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual ou de Comunicação (ICMS).04 uvas. em reais. 7.56 472.12 Uma vez que seguro e frete corriam por sua conta. que estipula e/ou modifica o percentual aplicável.172. Produto (tonel) QTOE .172.: Cada tonel de bebida tem capacidade de 100 litros.. em operações com importação de mercadorias e serviços.863.60. Deve-se observar que a alíquota. em recipientes de capacidade 2208. geralmente em moeda estrangeira. no valor de R$ 1. a serem acondicionados. irá arbitrar um valor para o frete e o seguro internacional para se chegar ao preço CIF que é a base de cálculo do II. através do SISCOMEX. PIS e COFINS importação. Imposto de Importação Na apuração do Imposto de Importação.10 12 superior ou igual a 50 litros Vinhos de uvas frescas. foram: Tabela: Volume de bebidas importadas.Bancos conta Movimento/Banco "X" Na impostos: • • • • R$ 10. A base de cálculo do II é o Valor CIF . comercializadas.Free on Board). ocorre a incidência dos seguintes Imposto de Importação (II). R$ 2.46 importação de insumos (bebidas). nessa transação.Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C . A composição do CIF deverá ser o valor FOB da fatura comercial. As importações das bebidas. representam.188. a prazo.78 O valor da aquisição (compra) dos tonéis de bebidas totalizou U$ 1.777.75. para o exercício.573.Fornecedores (Passivo) R$ 2.22 403. a Receita Federal. os quais também devem integrar o custo de aquisição da bebida em tonéis: D . e. Os cálculos dos tributos incidentes nesta operação iniciaram-se pelo Imposto de Importação.78. pode variar de acordo com a natureza/tipo de produto e/ou serviço. Atenas contratou ambos por U$ 5.052. incluídos os vinhos enriquecidos com álcool. Os custos referentes ao frete das mercadorias adquiridas. Insurance and Freight (Custo. Orleans Martins 58 . mais o valor do frete e seguro internacional.89.222. multiplicada pela alíquota incidente. posteriormente. com 120 dias de prazo para o pagamento.052.30. a empresa realizou a importação de bebidas a serem acondicionadas e. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).Cost. superior a 50% vol. Total U$ 297.00 1.1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7. fretes e seguros). mostos de 22.361.78 Vinho Seco Fino 300 1.555.30 Com um teor alcoólico.000.33 Total 750 Obs. foram de responsabilidade do importador (FOB . As alíquotas são as seguintes: Cod TEC Descrição Aliq % 2208. a Cia. Quando não há o valor do seguro ou o frete internacional.

12 10.97 355. demonstramos o cálculo do Imposto de Importação por tipo de bebida adquirida. é representado pela soma dos custos das matérias-primas adquiridas mais o valor do frete e seguros.622.744.052.777. de forma a apurar a base de cálculo e o imposto devido.Estoquei Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .062.10 Tipo champanha (champagne) 2204.57 Alíquota do II Total Imposto de Importação a recolher Valor CIF x 5% 20% 12% 20% 104.49 709.50 9.78 + 5.129.39 166.754.387.744. que define os imposto de importação por mercadoria. dos impostos não recuperáveis e taxas aduaneiras.90 85.10 Vinhos espumantes e vinhos espumosos 2204.687. Orleans Martins 59 . portanto. • CIF em dólar = 1.062.641.Bancos conta Movimentol Banco "X" (Ativo) R$ 26.744.00 26.00 10.753.739.10.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7.46 355.080.57 A seguir.86 2. Produtos (tonel) Valor ClF da Importação (MP) R$ Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 522.387.26 20 20 O valor do Imposto de Importação.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2204.Estoque/ Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C . nesta operação.1.33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.90 Outros Adotando-se as alíquotas conforme TEC.744.50 R$ 355.622.26 26. Contas Preço da matéria-prima adquirida (bebida em tonéis) Fretes e Seguros Imposto de Importação Taxas aduaneiras Valor total dos Estoques R$ 2.26 e o registro se faz a débito da conta de estoque: Contabilização D . Tabela: Apuração do Imposto de Importação.50 Taxas aduaneiras 6.67 • Taxa do dólar ou moeda estrangeira negociada 1.261. Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Contabilização D .444.75 • Valor CIF em reais 2.178.89 1.025.547. Taxa aduaneira Sobre as mercadorias importadas.863.50 2.26 O valor dos estoques.620.361.10.387.2.22 830.170. a empresa pagou as seguintes taxas aduaneiras. conforme demonstrado a seguir: Tabela: Valor das compras (estoque de matérias-primas). distribuindo-se proporcionalmente o valor do seguro e frete. representa R$ 355.172.

68 O valor do IPI a ser pago pela empresa poderá ser recuperado em operações posteriores. em volume.82 1. A composição da base de cálculo é feita da seguinte forma: A lógica de tributação do IPI na IMPORTAÇÃO Base de cálculo do IPI dos produtos importados: é o valor que serviu de base de cálculo do Imposto de Importação (Valor CIF).61 1.050. após desembaraço.33 1. Produtos (tonel) Base de Cálculo Alíquota (IPI ) Total do IPI si e a matéria-prima Total c/ IPI Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 633.775. as operações de importações realizadas sofrem incidência do respectivo imposto. de forma que o registro contábil fica: Contabilização D . pois.10 Com um teor alcoólico. Câmbio e Seguro e sobre Operações Relativas a Títulos e Valores Mobiliários . Imposto sobre Produtos Industrializados e Imposto sobre Operações de Crédito.83 2.296.201.359.204. devido à importação dos tonéis de bebidas. Ex 01 .Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7.Alíquota do ICMS) Veja que a base de cálculo do ICMS é feita como se o valor da sua respectiva alíquota entrasse "por dentro".35 Imposto sobre as Operações Relativas a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação Para os produtos importados pela Cia. mostos de uvas.08 402. incluindo o Imposto de Importação. superior a 50% vol. incluídos os vinhos enriquecidos com álcool. acrescido do imposto de importação. Orleans Martins 60 . Cod TIPI 2208.30.1. obtido de cevada maltada 40 60 30 Descrição Aliq % 60 Tabela: Apuração do IPI.00 Vodca 22. em recipientes de capacidade superior ou igual a 50 litros Ex 01 . pela importação de mercadoria. Atenas.444.469.89 804.024. A lógica de tributação do ICMS na IMPORTAÇÃO O valor da operação (mercadoria mais serviços) ou importação..486. além dos encargos efetivamente pagos pelo importador. utilizaram-se as alíquotas descritas na TIPI.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7. conforme regulamento do ICMS .RIPI.024.710. Imposto sobre Produtos Industrializados Para os produtos importados pela Cia.409.974.69 1.04 Vinhos de uvas frescas.296.384.045.006. a empresa enquadra-se como contribuinte de fato do IPI.4.1.003.IPI a Recuperar (Ativo) C . do porto e de xerez 2208.IOF e despesas aduaneiras.Destilado alcoólico chamado uísque de malte (malt whisky) com teor alcoólico em volume superior a 54% e inferior a 70%.Vinhos da madeira. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.35 1.RICMS. R$ 1. conforme regulamento do IPI .09. Base de cálculo do IPI = valor CIF + valor do II Para este caso. Atenas. Base de cálculo do ICMS A composição da base de cálculo é assim formada: (Valor CIF + 11 + IPI + IOC + IOF + Despesas Aduaneiras)j(l.754.014. por determinação legal.3. ocorre fato gerador do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e de Comunicação. por isso é que se divide por 1 menos a alíquota do ICMS.33 60% 30% 40% 380.16 3. excluídos os da posição 20.60.93 241.

entendese que integram o valor aduaneiro.1. tais valores podem ser compensados.014.350. Cabe ao poder público (Receita Federal do Brasil .76 25% 338. • O custo do seguro da mercadoria durante as operações.Bancos conta Movimento! Banco "x" (Ativo) 7.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Na importação o IPI faz parte da base de cálculo do ICMS.400. onde devam ser cumpridas as formalidades de entrada no território aduaneiro.68 4. ou seja. o que não acontece nas operações de compra realizadas no país.Importação e = alíquota do ICMS CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.204.23 Da mesma forma que ocorre com o IPI.625.045.393. A composição da base de cálculo é assim formada: Tabela: Apuração do ICMS.89 25% 469.ICMS a Recuperar (Ativo) C .119. A fórmula padrão para apuração da base de cálculo é a seguinte: Base de Cálculo do PIS e COFINS: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x X) O Valor Aduaneiro representa toda mercadoria submetida a despacho de importação está sujeita ao controle do correspondente valor aduaneiro. Cálculo de X: = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP.828. de 22 de novembro de 2005. e.Aduana) realizar o controle. mas para as empresas que estão sob o regime cumulativo (lucro presumido e simples) deverão considerar tais valores como custo das compras. o ICMS a ser pago na importação será recuperado nas operações posteriores: Contabilização D . Assim.16 1. até a chegada aos locais. Orleans Martins 61 .5.94 1.72 3.401.050. associados ao transporte da mercadoria importada. que consiste na verificação da conformidade do valor aduaneiro declarado pelo importador com as regras estabelecidas no Acordo de Valoração Aduaneira. Para as empresas que estão sob o regime de tributação não cumulativo de PIS e COFINS.25) 1.479.879.409. Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Base de cálculo colocando Base de cálculo Alíquota Total Imposto de ICMS o ICMS “por dentro" (MP + IPI) recuperar ICMS = (3) x 25% (3) = (2) / (1-0. que dispõe sobre o cálculo das referidas contribuições.350.82 1. à descarga e ao manuseio.606.69 1.486.156.359. PIS e COFINS Importação R$ 1.90 1.314. não agregarão ao custo dos estoques.56 1.25 25% 348.352. • Os gastos relativos à carga.156.23 A apuração do PIS e COFINS incidentes de transações de importação devem orientar-se pela instrução normativa da Receita Federal do Brasil nº 572. independentemente do método de valoração utilizado: • O custo de transporte da mercadoria importada até o porto ou o aeroporto alfandegado de descarga ou o ponto de fronteira alfandegado.Importação d = alíquota da COFINS . já que não poderão compensar com os valores de saída.469.

Taxas Produtos MP+ Frete e IPI* ICMS* Importação Aduaneiras Seguro (1) (1) (1) Vodca 522.452.710.30 1.50 108.35% (1) Custo.33 469.32 1.65% 1.287.01 268.062.739. % % % × = 1. quando somados os tributos que a empresa teve que pagar.641.547.534.94 Ballaloc Uísque 709.534.439.952.061.161.300. Imp.22 19.622.50 380.39 9.28 Expostos todos os tributos incidentes sobre aquisição de matéria-prima importada.7% 58.300. Atenas pela aquisição da matéria-prima propriamente dita (US$ 1. Produtos Custo da Matéria-prima Vodca Ballaloc 36.57) corresponde a 41. representa uma média de 58. Tabela: Carga tributária por produtos. tem-se as seguintes bases de cálculo e a apuração dos respectivos tributos: Tabela: Apuração do PIS e COFINS Importação Produtos Vodca 8allaloc Uísque Vinho Seco Fino Total VA (CIF) X Base cálculo Pis/ Cofins 944.57 Contabilização do PIS D .062.64 830. (*) Imposto a recuperar.828. PIS* COFINS* TOTAL 15.620.32 88.53% 20.534.86 166.545.587.14 71.587.080.675.3% Uísque 47.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Cálculo dos parâmetros para apuração do PIS e da COFINS Importação: = = .63 4.22 85.93 338.64 88.35 1.795.452.42% 100. observa-se que o valor pago pela Cia.545.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) R$ 268. a carga tributária da empresa.72 Seco Fino Total 2.4% em relação ao valor total da transação.533.63% Carga Tributária 63.025.687.65% 1.26 26.427.COFINS a recuperar(Ativo) C .60% 7.753.18% 0.401.235. % % × × % % × % × % × % ] % ] = 1.156.63 R$ 58.60% 7.312.178.8072 ×[ % = 1.50 58.39 58.37 Aliq. PIS Total de PIS Aliq COFINS 1.7190 Assim.28 268.501.06 1.08 348. Atenas: Tabela: Composição do gasto total com aquisição de matéria-prima.3% Média 41.622.622.65% 15.97 10.65% 7.56 Vinho 830.011.119.300.387.86 1.57 355.90 6.170.50 1.350.862.024.675.37% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. % % .81 709.28 7.23 % 41.167.01 2.6367 % % ] = .3% Vinho Seco Fino 41.PIS a recuperar(Ativo) C .22 1.64 23.287.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) Contabilização da COFINS D .00 402.000.00% No entanto. incluindo frete e seguros.67.7% 52.14 19. equivalente a R$ 2.49 1. Orleans Martins 62 .384.795.167. Os valores por produto estão descritos na tabela abaixo.60% Total de COFINS 71.72 2.22 1. A tabela a seguir demonstra a composição do gasto total da Cia.296.350.18% 5.129.00 241. % % % ×[ .129.062.09 3.7% 58.81 1.63 522. ×[ . % % . considerando apenas transações de importação.739.753.68% 23.49 104.65% do total gasto com a aquisição.744.30 108.20 23.201.

024.320.960. Produtos Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 7.alíquota 1.011.00 R$ 22.ICMS a Recuperar (Ativo) D .56 2.33 697.39 4.000 Total 75.Valor das embalagens sem IPI .974.00 40. Os demais tributos (ICMS.696.(8) 1.500.000.439. ICMS.000 .alíquota de 7.754.6% R$ 224.COFINS a Recuperar (Ativo) C .400) x 1.00 D .400) x 7.00 R$ 246. PIS e COFINS pagos.81 805.00 Esta transação de aquisição de insumos.006. tanto pela legislação do IPI quanto do ICMS.862. posteriormente.83 2.00 17.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 R$ 40.000 Uísque 3.775. Produtos Preço Unitário R$ Total de Garrafas Vodca Ballaloc 2.004.89 804.Fornecedores (Passivo) R$ 162.024.000 Vinho Seco Fino 2. irá compensar com o imposto devido incidente nas operações de vendas os valores de IPI.536.696.00 Somando-se ao preço cobrado pelas embalagens o IPI incidente sobre as compras.000. Tabela: Custo de aquisição da matéria-prima importada.65% = 3.00 82.48 633. Atenas adquiriu embalagens no mercado nacional.59 1.952. que será utilizado no processo de acondicionamento.75 30. no entanto. comercializadas. PIS = (246.22 1.500. Considerando que a Cia.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Parte dos tributos.alíquota de 18% PIS/PASEP .60% = 17.000.00. o que se encontra evidenciado na tabela a seguir.00 R$ 3.2.481.696. Compra de Embalagens . Atenas adquiriu bebidas em tonéis para serem acondicionadas e.50 25.444.Estoque/Material de Embalagem (Ativo) D .400.024.000 .00 246.400. Valor da Matéria-Prima Valor do Custo dos produtos Impostos a Creditar (8) + Tributos (A) importados (A) . O valor do PIS e COFINS a recuperar é calculado aplicando o valor da fatura de Embalagens menos o IPI (receita bruta) multiplicado pela alíquota respectiva. ou seja.22.501.IPI .00 224.400. Orleans Martins 63 .000 Total (R$) 62. possibilita que a empresa credite (recupere) o valor dos tributos pagos no momento da venda (comercialização) de seus produtos.887.003.Valor total da NF ICMS . também foi adquirido material de embalagens.320.61 1.00 R$ 17.IPI a Recuperar (Ativo) D .alíquota de 10% (destacada na nota fiscal) .20 2. Para a realização do acondicionamento das bebidas importadas.400.33 Aquisição de embalagens A Cia. Tabela: Quantidade e preço de aquisição das embalagens.235.057.061.95 20. Atenas irá recuperar. PIS/PASEP e COFINS) estão embutidos no preço das embalagens.22. menos os impostos recuperáveis.PIS a Recuperar (Ativo) D . pode ser recuperada.00 22. a Cia. a nota fiscal da compra totalizou R$ 246. o custo do estoque é representado pelo total do gasto com a aquisição.312.00 79.65% COFINS .507.400.00 COFINS = (246. Tabela: Compra de embalagens.00 3.

Resumindo os valores a receber e descontos.00 26.R retido na fonte a pagar (Passivo) C .960.Estoques/Matéria-Prima (Ativo) R$ 2. Em janeiro de 2007. todo o estoque de matéria-prima e de material de embalagem foi utilizado na produção. conforme portaria do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS). consulte o site do MPAS: <http://www.50 R$ 4.444.67 15.Salários a pagar (Passivo) C .400.400.Estoques/Custos de Produção/Matéria-Prima (Ativo) C .996.50 R$ 2. ocorreram pagamentos de saláriofamília e salário-maternidade. e fazem jus ao salário-família os empregados que percebem até uma determinada faixa salarial.gov.mpas.400. 7. a tabela de faixas salariais e valores de salário-família eram (para consulta do valor atualizado.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Voltamos a ressaltar que PIS/PASEP e COFINS estão sendo lançados em conta de ativo porque a nossa empresa exemplo é tributada pelo regime não cumulativo.Estoques/Custos de Produção/Salários (Ativo) C .INSS a recolher (Passivo) R$ 26.34 De 435.00 Nem todos os empregados fazem jus a salário-família.754.74 Acima de 654.376. Atenas possui 24 funcionários na área de produção da empresa. ATENAS A Cia.50 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Além da folha de pagamento.br/>): Critérios p/ Cálculo do Salário-Família Remuneração (R$) Salário-Família (R$) Até 435. D .376.00 4.00 R$ 19.027.40 716.Estoques/Custos de Produção/Material de Embalagem (Ativo) C .40.869. a empresa terá que desembolsar R$ 157. temos: Folha de Pagamento Salários Brutos Mais: Salário-família Salário-maternidade Menos: INSS funcionários IR retido na fonte Salários Líquidos Contabilização do custo com mão de obra Registrando a folha de pagamento do pessoal encarregado da produção: Pelo salário e descontos dos empregados encarregados da produção: D . o valor de PIS e COFINS embutidos na NF de compra compõe o custo de aquisição do estoque.33 D . e faz jus a um salário de R$ 716.68 0. No regime cumulativo.57 até 654. Uma funcionária encontra-se em licençamaternidade.56 22.00 157.3. Somando-se os empregados que fazem jus a salário-família. Fazem jus a salário-maternidade as empregadas em gozo de licençamaternidade por nascimento ou adoção de filho. Consumo de matéria-prima e material de embalagem na produção Durante o mês de janeiro de 2007. cujos salários brutos somaram R$ 26. Orleans Martins 64 .Estoque/ Material de Embalagem (Ativo) R$ 162.00 7.50 20.00.00 no mês de janeiro.4.027.00 2. Folha de pagamento da ClA. cujo ônus financeiro é da empresa.

200.).00% 2.Provisões Trabalhistas/Provisão para Férias (Passivo) R$ 2.312.Estoques/Custo de Produção/INSS (Ativo) C . o registro dos encargos sociais incidentes sobre a remuneração paga ao pessoal encarregado da produção impacta o custo da produção.INSS a recolher (Passivo) C .Estoques/ Custos de Produção/ FGTS (Ativo) C . e também os encargos trabalhistas (INSS empresa e FGTS) sobre o valor das provisões.1.70% 812.400. SESI. Provisões trabalhistas R$ 2.00 INSS Empresa 27.INSS a Recolher (Passivo) R$ 7. Sobre a remuneração de empregados. Transações Alíquotas R$ Provisão de Férias + 1/3 de férias 2.59 Pelas provisões de férias e adicional de férias relativas ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .70% 7. incidem FGTS.933.53 FGTS 8% 234.933. O somatório das contribuições incidentes sobre remuneração de empregados a serem recolhidas ao INSS totalizou 27.00 Em observância ao regime de competência.112. INCRA etc. reduzindo-os do montante a recolher ao INSS: D . As contribuições a terceiros são recolhidas juntamente com as devidas ao INSS.00 Da mesma forma que em relação à folha de pagamento. A tabela seguir apresenta o resumo" dos valores a serem registrados.7%.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pelo salário-família e salário-maternidade dos empregados encarregados da produção: A empresa paga salário-família e salário-maternidade.70% 609.00 INSS Empresa 27. a empresa realiza a contabilização da provisão de décimo-terceiro salário.Estoques/Custos de Produção/ Férias (Ativo) C .40 A empresa está obrigada ao pagamento de tributos que incidem sobre a remuneração do trabalho.312.991. contribuição previdenciária e contribuições a terceiros (SESC.80 FGTS 8.00 Total 6.40 FGTS 8% 176. SEBRAE. Tabela: Encargos sociais sobre remuneração a empregados da produção.33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.80 Pelo FGTS incidente sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .Salários a pagar (Passivo) 7.33 INSS Empresa 27. Pelos encargos devidos ao INSS incidentes sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . Alíquotas Produção Salários Brutos 26. que repassa às demais entidades.67 Provisão de 13º 2.4.2.112.4. Orleans Martins 65 . férias e adicional de férias (1/3). Encargos sociais (INSS e FGTS) R$ 873. mas tem o direito de recuperar estes valores. Tabela: Provisões e encargos sobre 13º e férias do pessoal da produção.FGTS a recolher (Passivo) 7.

80 FGTS 2. Atenas. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO Sobre o lucro auferido pela Cia.Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 176.Provisões Trabalhistas/Provisão INSS s/ Férias (Passivo) R$ 812.996. neste caso.73 8.50 sem contar o salário-família e maternidade) o custo total com mão de obra corresponde a 214% do salário líquido.312.Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C . adota a tributação pelo Lucro Real anual.Provisões Trabalhistas /Provisão INSS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 609. Salários + encargos de pessoal da produção = Custo total com mão de obra Custo total com mão de obra Salários Brutos 26.00 Somando-se salários.00 INSS Empresa 7. encargos e provisões. o que lhe permite recolher as antecipações do IRPJ e CSLL mensalmente por estimativa' ou com base em balancete de suspensão/redução.00).Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C .00 INSS Empresa 609.933. A Cia. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Se compararmos este montante com o salário líquido que os empregados irão receber (R$ 19. O custo total com mão de obra corresponde.Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ Férias (Passivo) R$ 234.00 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .200.400.67 obra): Pela provisão de FGTS incidente sobre 13Q salário do pessoal encarregado da produção (mão de D . Orleans Martins 66 .53 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre 13º salário do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . é necessário que se faça mensalmente o cálculo do tributo devido com base no Lucro Real (IRPJ) e Resultado Ajustado (CSLL).73.Provisões Trabalhistas/ Provisão 13º Salário (Passivo) R$ 2.40 FGTS 176.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pela provisão do 13º salário relativo ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . o custo total com mão de obra da empresa somou R$ 42.40 Pela provisão de FGTS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . Assim.790.00 Total 42.33 INSS Empresa 812.200.Estoques/Custos de Produção/ Décimo terceiro Salário (Ativo) C .Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C . conforme discriminado a seguir.53 FGTS 234. a 162% dos salários brutos (R$ 26.400.67 Provisão de 132 Salário 2. há a incidência dos seguintes tributos: • Imposto de Renda Pessoa Jurídica e • Contribuição Social Sobre o Lucro.Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C .112.790.00 Provisão de férias 2.

no caso do IRPJ.Provisão para CSLL (Resultado) R$ 35.998.Ativo Diferido CSLL (Ativo Realizável a Longo Prazo) C .000.66 .00 8.Imposto de Renda Pessoa Jurídica O lucro real é o lucro líquido do período de apuração. Transcrevemos a seguir a demonstração do resultado antes do IRPJ: Demonstração de Resultado Mensal Faturamento Bruto IPI Receita Bruta de Vendas Impostos incidentes sobre vendas PIS 17. 195.947.33 Pela CSLL incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Ativo Diferido) Ativo Diferido CSLL = R$ 399. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido . portanto: Tabela: Apuração da CSLL.947.752. No período.00) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. ajustado pelas adições.525.1. tal como definida no Capítulo II do Título VIII da Constituição Federal de 1988 (art.000.00 (5.420.00 399.80).541.CSLL A contribuição social é um tributo incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas. por não contar com documentação adequada.CSLL a pagar (Passivo) R$ 486.497.497.220. Lucro antes do IR e CSLL Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para créditos de liquidação duvidosa Exclusões Base de Cálculo para Contribuição Social sobre o Lucro Líquido Alíquota CSLL devida no Período Contabilização Pela CSLL devida no período: D . uma parcela das despesas administrativas e de vendas.00 (4.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 8. com a finalidade de custear os benefícios da seguridade social do país. foi considerada indedutível.80 D . o que. em 15 de dezembro de 1988.998. A base de cálculo e o valor da CSLL devida no período são.420. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação.87 9.00 5.87 apurado conforme demonstração do resultado do exercício. I).342.000.33 4.R$ 35.Provisão para CSLL (Resultado) C .947. mantidas a base de cálculo e as alíquotas previstas na legislação específica em vigor.00 x 9% = R$ 35. Orleans Martins 67 .00) (209.0% 486.87 407.105. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível.593.689. 8. A determinação do lucro real será precedida da apuração do lucro líquido de cada período de apuração com observância das disposições das leis comerciais.80 O valor da despesa com CSLL no período é R$ 417. Foi instituído pela Lei nº 7.2.00.000.105.405.86 (R$ 453. Aplicam-se à CSLL as mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidas para o imposto de renda das pessoas jurídicas.420.900. no valor de R$ 8.680.00) 12.000. IRPJ . é o lucro após computada a CSLL.072. ao qual serão feitos os ajustes determinados pela legislação. uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária. O ponto de partida no cálculo é o resultado parcial de R$ 4.

despesas administrativas e de vendas.59 1.00 x 25% = R$ 35.561. Orleans Martins 68 .680.381. portanto: Tabela: Apuração do IRPJ. no valor de R$ 8. porém a dedutibilidade.002) IRPJ devido no Período Contabilização Pelo IRPJ devido no período: D .105.525.33 4.420.00) 8.552.00 (2.351.546. deverá ser considerada quando da realização financeira de tal despesa.405.433.Provisão para IRPJ (Resultado) C . pois na contabilidade foram consideradas despesas.75) IRPJ Alíquota Adicional (10% x (5.Ativo Diferido IRPJ (Ativo) C . Lucro antes do Imposto de Renda Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Exclusões Lucro Real (Base de cálculo do IRPJ) IRPJ Alíquota Normal (15% x 5.87 486.497.683.947.59) 4.87 4.Provisão IRPJ (Resultado) R$ 99.87 407.000.80.855.00) (3.88 538.07 (518.828. foram consideradas despesas indedutíveis.998.105. para efeito de IRPJ e CSLL.20) (91.00 O diferimento de impostos segue o regime de competência. Caso a sua realização seja colocada em dúvida. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível.000. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.349.87 810.381.538.420. sem sua respectiva contabilização.100.608.00 5.47 4.337.998. uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária.41 ) (75.00 8.105.93) 5.000.039.47 Pelo IRPJ incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Registro de Ativo Diferido) Ativo Diferido IRPJ = R$ 399.20.420.000.452.170.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] (OFINS ICMS sobre Vendas Receita Líquida de Vendas Custo dos Produtos Vendidos Lucro Bruto Despesas de Vendas Despesas Financeiras Despesas Administrativas Lucro Operacional Resultado não Operacional Lucro Antes do IRPJ e CSLL CSLL Lucro Antes do IRPJ (963.405.653.00.349.IRPJ a Pagar (Passivo) R$ 1. O Lucro Real e o valor do IRPJ devida no período são.525.00 399. tal diferimento não deverá ser efetuado.54 No período.87 . D .998.511.

em dezembro de 2007. que representa as companhias abertas. Um grande passo concreto dado nessa direção foi a criação do CPC (o Comitê de Pronunciamentos Contábeis).Bolsa de Valores de São Paulo.e consequentemente.International Accounting Standards Board.638.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 9.Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. como convidados permanentes do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). existente na legislação do Imposto de Renda. e as demais que estão por vir. Cabe destacar que a neutralidade fiscal! proposta pelo Regime Tributário de Transição (RTT) para empresas optantes do regime do lucro real vigerá até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos tributários dos novos métodos e critérios contábeis. em especial daqueles incidentes sobre o lucro. em referência ao "LALUR Livro de Apuração do Lucro Real". • BOVESPA . os elaboradores da Lei nº 11. portanto. Posteriormente.mudaram. a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).638 preocuparam-se em garantir que os novos critérios contábeis não afetariam a base de cálculo dos tributos. que é uma entidade ligada à Universidade de São Paulo e que. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. de 27 de maio de 2009. A publicação da Lei 11. para fins de tributação.941. Atuariais e Financeiras. Regime Tributário de Transição Em linhas gerais. e. de 4 de dezembro de 2008. pode-se dizer de forma simplificada. • APIMEC NACIONAL . as quais deverão ser elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade. fariam os ajustes necessários a atender aos novos critérios contábeis trazidos pela Lei nº 11. a base de cálculo dos tributos. E o que isso tem a ver com a questão tributária? Tudo. A expectativa presente é que.1. da contribuição para o PIS/PASEP e da contribuição para o financiamento da seguridade social (COFINS). Mudando-se os critérios contábeis. que coordena e congrega os auditores independentes. o Banco Central do Brasil. convertida na Lei 11. muitos dos critérios para avaliação de ativos e passivos . que efetuou alguns ajustes na Lei nº 11. 9. 9. Orleans Martins 69 .International Pinancial Reporting Standards. que congrega os profissionais da área de contabilidade. em seguida. a Receita Federal do Brasil e a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). O RTT. que foi criado por um resolução do Conselho Federal de Contabilidade e que é formado por seis entidades: • ABRASCA . A ideia era a seguinte: as empresas fariam os seus registros contábeis conforme os critérios aceitos pela legislação tributária. Fazem parte também. da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). composto por um conjunto de normas orientativas: IFRS . em um livro à parte. Assim. tornando obrigatória a partir de 2010. que representa o mercado de títulos e valores imobiliários.638/07 A contabilidade brasileira encontra-se num processo de convergência aos padrões internacionais contábeis.Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais.Conselho Federal de Contabilidade.Livro de Apuração do Lucro Contábil". • FIPECAFI . As autoridades tributárias baseiam-se nos números contábeis (aos quais alguns ajustes são feitos) para tributar as empresas. uma vez que o modelo de contabilidade que está sendo implementado é aderente ao modelo internacional delineado pelo IASB . seria afetada. • IBRACON .638. as autoridades fiscais deverão ajustar a legislação fiscal à nova configuração contábil.Associação Brasileira das Companhias Abertas. revogou o parágrafo que criava o LALUC e garantiu a neutralidade tributária criando o RTT . este regime oferece às empresas contribuintes maior segurança jurídica no momento da apuração das bases de cálculo do tributos federais. uma vez que a lei traz em seu texto a possibilidade de normas adicionais. será optativo apenas nos anos de 2008 e 2009. O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11. representa a academia.1. que representa os analistas de mercado.1.Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis.638/07 veio atender a questões que já vinham sendo discutidas pelos contabilistas brasileiros há cerca de duas décadas. emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários. Com as alterações introduzidas pela Lei nº 11. • CFC . através da emissão de uma lei específica. Conscientes do problema que seria gerado. a Medida Provisória 449. foi criado o que passou a ser chamado de "LALUC .638. inclusive para a apuração do imposto sobre a renda com base no lucro presumido ou arbitrado. após a consolidação das mudanças no plano contábil. apuração de resultados . "congelou" os métodos e critérios contábeis.Regime Tributário de Transição.

para empresas optantes da sistemática do lucro presumido. Empresas tributadas pelo lucro presumido e real A Lei nº 11. a opção pelo RTT parece assegurar. resultando em apropriação de despesas relativas a estes contratos num período de tempo superior. as empresas devem fazer um ajuste global do lucro líquido societário (ou seja. A Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil nº 949/09. as pessoas jurídicas que fizerem opção pelo REGIME TRIBUTÁRIO DE TRANSIÇÃO deverão realizar os ajustes específicos no lucro líquido do período.2. PIS e COFINS. o bem estará sujeito à depreciação. em partidas dobradas. 9. mas sim submetido ao teste de recuperação. para fins de aplicação do RTT. que regulamentou o RTT. a dedutibilidade da amortização com base no critério vigente em 31/12/2007.1. o parágrafo único do art. com as modificações introduzidas pela Lei nº 11. 17 da Lei nº 11. poderão ser realizados outros ajustes no LALUR (adição. que serão concedidas como estímulo à implantação ou/e expansão de empreendimentos econômicos. Subvenções para investimento As transações relacionadas a subvenções para investimento é disciplinada pelo artigo 18 da Lei nº 11. A formalização da opção ocorreu no momento da entrega da DIPJ. considerando os critérios contábeis aplicáveis à legislação tributária. CSL. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.COFINS. alguns destes contratos deverão ser considerados como uma operação de compra e venda a prazo. recomenda-se avaliar as especificidades de cada empresa. 21 da Lei nº 11. 16 da Lei nº 11. definido como uma escrituração das contas patrimoniais e de resultado. Orleans Martins 70 .638/07.2. conforme os novos métodos e critérios contábeis) para o lucro líquido para fins tributários (ou seja. Para garantir a neutralidade. • Empresas que operam com contratos de arrendamento mercantil (leasing): para fins contábeis. Lembrando que. No entanto. recebem isenção ou redução de impostos. que estabelece que. • Empresas que estão amortizando ágio justificado por rentabilidade futura (após incorporação): considerando que as novas práticas determinam que este ativo diferido não será mais amortizado. 941/09 estabelece que as pessoas jurídicas deverão primeiramente apurar o resultado do exercício de acordo com as disposições da Lei nº 6. De acordo com as instruções do RTT.1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Às empresas optantes do RTT segundo o art. a não tributação pelo IRPJ. as empresas optantes poderão continuar realizando as apurações do IRPJ e da CSLL com base nos métodos e critérios contábeis vigentes em 31/12/2007. 9.404/76. inclusive o PIS e a COFINS somente ocorre se a PJ optar pelo RTT. Portanto. O detalhamento deste ajuste global será objeto do FCONT (Controle Fiscal Contábil de Transição). a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social. CSLL e. para apuração da base de cálculo do imposto. Dentre as hipóteses em que a opção pelo RTT pode ser uma alternativa para a manutenção da carga tributária: • Empresas que possuem incentivos fiscais considerados como subvenção para investimento: como tais subvenções passam a ser contabilizadas no resultado do exercício.941/09 será também aplicável para a apuração do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ).941/09 fica estabelecido que a sua adoção para fins de apuração do IRPJ implicará na adoção automática para os demais tributos federais: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). a empresa optante poderá efetuar as adições e exclusões inerentes às diferenças de critério contábil diretamente no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). referente ao ano calendário de 2008. cabe destacar que as empresas que não optaram pelo RTT não terão a neutralidade assegurada. Além disso. Assim. Portanto. Destaca-se também que as companhias abertas e outras que fizerem a opção deverão aplicar as normas emitidas pela CVM. Possam existir situações em que adesão ao RTT poderá ser menos complexa. no LALUR. ao menos para 2008 e 2009.941/09. estabelece que. exclusão e compensação) de valores prescritos ou/e autorizados pela legislação tributária. com a finalidade de reverter o efeito da utilização de métodos e critérios contábeis diferentes daqueles vigentes em 31 de dezembro de 2007. considerando os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007).1. normalmente com taxas que levam em conta a vida útil efetiva.941/09 deixa claro que as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelos demais órgãos reguladores que visem alinhar a legislação específica com os padrões internacionais contábeis também não poderão alterar a base de cálculo do IRPJ. O art.

conforme refere o art.alteração de vida útil econômica Opção pelo RTI Dedutibilidade da amortização assegurada. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. enquanto mantidas em reservas e não disponibilizadas aos sócios. mediante redução do capital social nos 5 (cinco) anos anteriores à data da emissão das debêntures corno prêmio. o valor do prêmio na emissão de debêntures será tributado caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular. Sendo que. mediante redução do capital social. 9. apresentam-se algumas transações que poderão provocar efeitos tributários em função da opção do RTT. A lógica subjacente refere-se ao fato de que não se devem onerar benefícios fiscais cedidos pelo próprio Poder Público. De acordo com as orientações constantes das normas expedidas pela CVM. nos 5 (cinco) anos anteriores à data de doação ou subvenção. ou • Integração à base de cálculo dos dividendos obrigatórios. será necessária a comprovação para atendimento inclusive do Fisco NÃO Opção Em princípio. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos. esses valores poderão ser excluídos do LALUR. as companhias abertas e outras poderão.1. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular. as empresas optantes do regime tributário transitório deverão reconhecer o prêmio recebido em conta do resultado pelo regime de competência. destaca-se que as empresas deveriam identificar que ajustes podem e são aplicáveis às demonstrações contábeis. Transações contábeis que provocam efeitos tributários em função da opção da RTT Dentre as orientações e recomendações em relação ao RTT. é exigido que as subvenções para investimentos e as doações recebidas do Poder Público deverão ser mantidas em conta de reserva de lucros. ou • Integração à base dos dividendos obrigatórios. desde que esse valor seja mantido em urna reserva de lucro específica. A partir desta avaliação sobre os reflexos fiscais que podem decorrer dos respectivos ajustes.1. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 (Benefício via LALUR) Dedutibilidade da contra prestação paga assegurada. 195-A da Lei nº 6. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmios na emissão de debêntures. 9. posteriormente. para fins de apuração do lucro real e da base de cálculo do PIS e da COFINS posteriormente.404/76.3. se considerarmos que não ocorre mudança de critério contábil. excluir o valor do prêmio de emissão nas debêntures do LALUR para fins de determinação da base de cálculo do IRPJ e da CSL e da base de cálculo do PIS e da COFINS. os gestores terão condições de realizar urna avaliação mais precisa e decidir sobre a viabilidade da opção ou não ao RTT. No entanto. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 Se a taxa for aumentada. mediante redução do capital social. Esta nova regra assegura a não tributação das subvenções para investimentos. somente revisão de estimativa da vida útil CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Ágio na emissão de debêntures No caso de haver ágio na emissão de debêntures. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular.1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Destaca-se também que as doações realizadas pelo Poder Público deverão ser registradas em conta do resultado pelo regime de competência. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. com posterior capitalização do valor do prêmio. os valores das subvenções para investimento e doações recebidas do Poder Público serão tributadas caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular. Entretanto. Na tabela a seguir. sendo necessária a avaliação do efeito do teste de recuperação Passará a registrar a depreciação dedutível do bem ativado e encargos financeiros do passivo registrado Mesmos efeitos da opção. com posterior capitalização do valor da doação ou subvenção. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. não aproveita fiscal mente. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos. mediante redução do capital social.2. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmio na emissão de debêntures. Descrição Ágio fundamentado por rentabilidade futura (após incorporação) Arrendamento mercantil Leasing Depreciação . Orleans Martins 71 . Entretanto.

1. A questão principal do CPC 32 são as consequências fiscais atuais e futuras da futura recuperação do valor contábil de ativos (por venda ou uso).2. operacionais recuperação. Ajustes a valor presente de contas a receber e a pagar Os ajustes aumentarão ou reduzirão o lucro tributável. Cita-se como exemplo vedação da compensação dos valores de IRPJ e CSLL devidos por estimativa.638/07 e das medidas instituídas pela Lei 11. não obteve-se o consenso esperado. c) Compensação futura de créditos fiscais não utilizados. • Lucro tributável é o lucro para um período. 9. • Tributo corrente é o valor do tributo devido (ou recuperável) sobre o lucro tributável (ou prejuízo fiscal) do período. e das transações e eventos no período atual reconhecidas nas demonstrações contábeis. determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 emissão de ações Dedutibilidade ocorrerá pelo critério Ativo diferido . da apresentação dos tributos sobre o lucro nas demonstrações contábeis e da divulgação das informações relacionadas aos tributos sobre o lucro. conforme o caso Será tributado para fins de IRPJ.despesas pré. e. • Diferença temporária é a diferença entre o valor contábil de ativo ou passivo no balanço e sua base fiscal. o pronunciamento CPC 32.2. 327 do RIR) (adição temporária) Teste de recuperação Tratamento de provisão (lmpairment) temporariamente indedutível Fonte: Terco Grant Throrntton (2009).vigente em 1/12/2007. b) Compensação futura de prejuízos fiscais não utilizados. que já estão sendo questionadas judicialmente pelos contribuintes. CSLL. o pronunciamento do CPC reproduz . que prescreve o tratamento contábil para os tributos sobre o lucro.Income Taxes O Comitê de Pronunciamentos Contábeis aprovou.o IAS 12 . 941/09. cabe destaque para a apuração com base no lucro real trimestral.exceto em relação a pequenas adaptações para tornar a tradução melhor compreensível . • Despesa tributária (receita tributária) é o valor total incluído na determinação do lucro ou prejuízo para o período relacionado com o tributo sobre o lucro corrente ou diferido. • Prejuízo fiscal é o prejuízo para um período.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Efeitos de natureza credora ou devedora serão neutralizados no LALUR (adição/exclusão) Reserva para subvenção na Não tributação assegurada. que pareciam perfeitamente estabelecidos. Como tem ocorrido em relação a outros assuntos contábeis. que veda a compensação das estimativas de IRPJ e CSL1. As diferenças temporárias podem ser tanto: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. sobre o qual os tributos sobre o lucro são devidos. Pois têm-se observado diversas discussões que destacam que estas medidas instituídas restringem alguns dos direitos das empresas. • Ativo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro recuperável em período futuro relacionado a: a) Diferenças temporárias dedutíveis. PIS e COFINS Também deverá cumprir o critério fiscal previsto no artigo 327 do RIR (cinco anos) Tratamento de provisão temporariamente indedutível Diante das mudanças introduzidas pela Lei nº 11. O pronunciamento também trata de reconhecimento de ativos fiscais diferidos decorrentes de prejuízos e créditos fiscais não usados. O Pronunciamento CPC 32 Tributos sobre o lucro . 9. qual seja. determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias. não inferior a cinco anos (art. • Passivo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro devido em período futuro relacionado às diferenças temporárias tributáveis.IAS 12 . em 17 de julho de 2009. que teve como finalidade a neutralidade fiscal. que é a norma internacional. pois reduziria os efeitos impostos pela MP 448.Income Taxes. da futura liquidação de passivos. sobre o qual os tributos sobre o lucro são recuperáveis. Em relação às opções de tributação do IPRJ e CSLL. Orleans Martins 72 . que pode ser uma alternativa viável. Algumas definições importantes utilizadas pelo pronunciamento são: • Resultado contábil é o lucro ou prejuízo para um período antes da dedução dos tributos sobre o lucro.

conforme o CPC 32/IAS 12: Em relação aos ativos: O pronunciamento torna obrigatório o reconhecimento de passivo fiscal diferido para todas as diferenças temporárias tributáveis. Já para o reconhecimento de ativos fiscais diferidos. • • As figuras a seguir ilustram de forma gráfica o tratamento prescrito para registro de ativos e passivos fiscais diferidos. Base fiscal de ativo ou passivo é o valor atribuído àquele ativo ou passivo para fins fiscais. ou. ou • Reconhecimento inicial de ativo ou passivo em uma transação que: não é uma combinação de negócios. a qual é a diferença temporária que resulta em valores tributáveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de períodos futuros quando o valor contábil de ativo ou passivo é recuperado ou liquidado. Orleans Martins 73 . não afeta nem o lucro contábil nem o lucro tributável (prejuízo fiscal). o CPC destaca que tais ativos só deverão ser reconhecidos na medida em que seja provável a existência de lucro tributável contra o qual a diferença temporária dedutível possa ser utilizada. além das mesmas exceções relacionadas para os passivos fiscais diferidos.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Diferença temporária tributável. exceto quando o passivo fiscal diferido advenha de: • Reconhecimento inicial de ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill). e no momento da transação. A figura a seguir ilustra o modelo de decisão para o reconhecimento de ativos e passivos fiscais diferidos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Diferença temporária dedutível. a qual é a diferença temporária que resulta em valores que são dedutíveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de futuros períodos quando o valor contábil do ativo ou passivo é recuperado ou liquidado.

Orleans Martins 74 .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.

Láudio Camargo. ALENCAR. Imposto de Renda Pessoa Jurídica para Contadores. ed. Curso Prático de Imposto de Renda: pessoa jurídica e tributos conexos. SANTOS. PEREIRA. Silvério das. Carlos Alberto. OLIVEIRA. 2010.com. 13. 2010. MUNIZ. São Paulo: Atlas. CHIEREGATO. OLIVEIRA. V. GALLO. Barros. Paulo E. Contabilidade Tributária. 2007. Contabilidade Tributária na Prática. José Hernandez. São Paulo: Fase Editora. Sidney Ferro. VICECONTI. Contabilidade Tributária: entendendo a lógica dos tributos e seus reflexos sobre os resultados das empresas. rev. GOMES. 11. Contabilidade Tributária. São Paulo: Saraiva. Legislações específicas (leis. 2010. ed. São Paulo: Atlas. Mauro Fernando. PEREZ JÚNIOR. 2007. ed. Renato. Cleônimo dos Santos. atual. São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. Orleans Martins 75 . ORLEANS SILVA MARTINS Doutorando e Mestre em Ciências Contábeis pela UnB Email: orleansmartins@yahoo. Gustavo Pedro de.blogspot. Manual de Contabilização de Tributos e Contribuições Sociais.com CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Carlos Alberto. 9. REZENDE.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] BIBLIOGRAFIA BÁSICA: FABRETTI. Marilete Bezerra. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: CHAVES. Luciano Gomes dos. Manual de Contabilidade Tributária: textos e testes com as respostas. 3. decretos e normas). e ampl. Amaury José. Luís Martins de. PEREIRA. Érica Gadêlha. Roberta Carvalho de.br Web site: informacaocontabil. ed. São Paulo: Atlas. NEVES. REIS. São Paulo: IOB – Thonsom. Francisco Coutinho. 2009. 2009. 2010.

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