78176663 Apostila de Contabilidade Tributaria

2011

APOSTILA DE CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

APOSTILA PARA ACOMPANHAMENTO DO MÓDULO PROF. ORLEANS MARTINS

[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL]

PROGRAMA
1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional; Legislação Tributária; Tributos – federais, estaduais e municipais; Princípios Constitucionais Tributários; Elementos Fundamentais do Tributo; Obrigação Tributária; Imunidades e Isenção Tributária; Regulamento do Imposto de Renda; Responsabilidade do Contador; Contabilidade Tributária; Planejamento Tributário. 2. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA PIS/PASEP e COFINS; ICMS; IPI; ISS. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO IRPJ; CSLL; Regimes de Tributação do IRPJ e CSLL. 4. SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Simples Nacional. 5. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) Contabilização do ICMS em empresas em regime normal de apuração. 6. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) Breve descrição do tributo; Descrição dos eventos relacionados ao tributo; Contabilização dos eventos. 7. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS Aquisição de matéria prima; Aquisição de embalagens; Consumo de matéria prima e material de embalagem na produção; Folha de pagamento. 8. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO CSLL; IRPJ. 9. O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11.638/07; O pronunciamento CPC 32.

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1. 1.1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional

Direito e Contabilidade são ciências que caminham juntas e complementam-se, desde longa data, acompanhando a natural evolução das diversas sociedades. Direito é a ciência das normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens em sociedade, existindo para isso as diversas jurisprudências. É o conjunto das normas jurídicas vigentes num país. Entre essas, destacam-se as normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, constituindo o Sistema Tributário Nacional, que disciplina a arrecadação e distribuição de rendas. A Contabilidade, por sua vez, é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, controle e registro dos atos e fatos de uma administração econômica, servindo como ferramenta para o gerenciamento da evolução do patrimônio de uma entidade e, principalmente, para a prestação de contas entre os sócios e demais usuários, entre os quais se destacam as autoridades responsáveis pela arrecadação dos tributos de uma nação ou região. No exercício de suas funções, claro está que o contador deve obedecer, além das normas e dos princípios fundamentais de contabilidade, também à legislação tributária concernente à correta apuração, registro, divulgação e arrecadação dos diversos tributos que incidem nas diversas fases de atividade das empresas e, principalmente, sobre a obtenção de renda e lucro em determinado período. Justifica-se, portanto, a imperiosa necessidade de os contadores conhecerem determinados aspectos da legislação tributária, devido à grande influência nas rotinas das organizações. 1.2. Legislação Tributária

É oportuno, de início, transcrever o conceito dado pelo Código Tributário Nacional à legislação tributária, conforme o art. 96 da Lei nº 5.172/66, de 25 de outubro de 1966: “Art. 96. A expressão 'legislação tributária' compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes." A Constituição Federal de 1988 trouxe profundas alterações no Sistema Tributário Nacional, não só em relação à quantidade e ao campo de incidência dos tributos, mas também quanto à própria distribuição dos valores arrecadados entre União, Estados e Municípios, o que atualmente vem comprometendo uma razoável reforma tributária principalmente em razão de não haver consenso entre os governantes de como devem ser repartidos os valores arrecadados. 1.2.1. Leis, tratados, convenções internacionais e decretos De acordo com o art. 97 do Código Tributário Nacional: "Somente a lei pode estabelecer: I. II. III. IV. V. VI. A instituição de tributos, ou a sua extinção; A majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3 Q do art. 52, e do seu sujeito passivo; A fixação da alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nelas definidas; As hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. § 1 º Equipara-se à majoração do tributo a modificação de sua base de cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso.

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em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. São normas complementares das leis. e serão observados pela que lhes sobrevenha. BTN. Tributos . tanto no que se refere ao montante arrecadado. II. O conteúdo e o alcance dos decretos restringem-se aos das leis em função das quais sejam expedidos. • Instituída em lei: só existe a obrigação de pagar o tributo se uma norma jurídica com força de lei estabelecer essa obrigação. OTN. As decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa. 99. assim. instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. que não constitua sanção por ato ilícito. • Compulsória: obrigação independente da vontade do contribuinte. a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: I. Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna. o Sistema Tributário Nacional está estruturado de forma a permitir ao Estado a cobrança de: • Impostos: que decorrem de situação geradora independente de qualquer contraprestação do Estado em favor do contribuinte. determinados com observância das regras de interpretação estabelecidas nesta Lei. a que a lei atribua eficácia normativa. Os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas." 1. de CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Os convênios que entre si celebrem a União. IV. Art. Seção III Normas complementares Art.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 2 º Não constitui majoração de tributo.3. Ufir). As práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas. • Taxas: que estão vinculadas à utilização efetiva ou potencial por parte do contribuinte.Conceitos e Espécies O Código Tributário Nacional conceitua tributo como toda prestação pecuniária compulsória. o Distrito Federal e os Municípios. III. é possível decompor sua definição nas seguintes características: • Prestação pecuniária: significa que o tributo deve ser pago em unidades de moeda corrente. sendo irrelevantes para qualificá-Ia: I. Orleans Martins 4 . os Estados. ESPÉCIES DE TRIBUTOS No que se refere às espécies de tributos. A destinação legal do produto da sua arrecadação. o pagamento de tributo não decorre de infração de determinada norma ou descumprimento da lei. Já os impostos representam. 100. A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação. como ao impacto causado no contribuinte. ou seja. • Cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada: a autoridade não possui liberdade para escolher a melhor oportunidade de cobrar o tributo. As taxas e contribuições de melhoria têm pouco significado. II. a lei já estabelece todos os passos a serem seguidos. 98. Art. de serviços públicos específicos e divisíveis. inexistindo o pagamento in natura ou in labore. Para melhor entendimento sobre a definição de tributo. para os fins do disposto no inciso II deste artigo. • Que não constitua sanção de ato ilícito: as penalidades pecuniárias ou multas não se incluem no conceito de tributo. A denominação e demais características formais adotadas pela lei. o que é pago em bens ou em trabalho ou prestação de serviço. • Contribuições de melhoria: que são cobradas quando do benefício trazido aos contribuintes por obras públicas. • Em moeda ou cujo valor se possa exprimir: os tributos são expressos em moeda corrente nacional (reais) ou por meio de indexadores (ORTN.

Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. assumem as características destes para fazer face aos investimentos do governo nesse setor. Tais princípios. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e Contribuição para o Fundo de Investimento Social (COFINS). 1. são vistos a seguir. Estaduais e Municipais A Constituição em vigor assim distribui. As contribuições sociais instituídas têm corno base os lucros das sociedades. Orleans Martins 5 . como para direcionar o comportamento da economia. • Transmissão intervivos. mas mantendo na essência o que hoje se realiza. Tributos Federais. embora tenham sido tratadas no capítulo dos tributos. reduzindo a quantidade de tributos.34% do Produto Interno Bruto (PIB). a tributação sobre a renda. as quais só têm validade se editadas em rigorosa consonância com eles. segundo a Constituição Federal. 1. e simplificando o processo de arrecadação. ou seja. mais racionais. aos Estados. buscam aproximar o Brasil das nações do Primeiro Mundo. com isso. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: • Transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens e direitos. Essa situação tem causado forte campanha em favor da mudança do Sistema Tributário Nacional. Contribuição ao PIS/Pasep. o que tem provocado constantes recordes de arrecadação. a folha de pagamento dos empregados e o faturamento das empresas. vemos hoje urna situação em que o governo e os empresários estão onerados pelo excesso de tributos em vigor. por ato oneroso. Com a edição da Constituição Federal de 1988. Outras. que passa por urna revisão de texto constitucional. Contribuição Sindical. de produtos nacionais ou nacionalizados. consequentemente. é vedado à União. ressalvadas as exceções legais. • Rendas e proventos de qualquer natureza. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: • Propriedades predial e territorial urbana. a competência de estabelecer os tributos: Compete à União instituir impostos sobre: • Importação de produtos estrangeiros. de um lado aumenta a indústria da arrecadação e fiscalização e. • Propriedade territorial rural. corno é o caso do imposto único. • Operações de crédito. que.4. os custos necessários a sua apuração e recolhimento. ou relativas a títulos ou valores imobiliários.5. Assim. • Grandes fortunas. entre os diversos níveis de governo. Essa amplitude e o detalhamento dado pelo texto constitucional promoveram um crescimento desordenado dos tributos cobrados nos últimos anos. chegando ao patamar no ano 2000 de 32. • Serviços de qualquer natureza. câmbio e seguro. o instrumento do qual o Estado dispõe tanto para angariar recursos para gerir a Administração Pública e permitir investimentos em obras públicas. para o exterior. • Produtos industrializados. • Propriedades de veículos automotores. são subdivididas em contribuições ao INSS. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. de bens imóveis e de direitos reais sobre imóveis. Princípios Constitucionais Tributários Os princípios constitucionais tributários prevalecem sobre todas as demais normas jurídicas.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] fato. o consumo e a propriedade. de outro. sem contar as possibilidades de ocorrência de sonegação. • Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. surgiram para financiamento das atividades sociais as contribuições sociais. ao Distrito Federal e aos Municípios: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Atualmente. Algumas sugestões primam pela radicalidade. • Exportação.

inciso III. Obrigação tributária Inicialmente. é objetiva quando leva em conta manifestações objetivas de riqueza do contribuinte (bens imóveis. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou junção por eles exercida." III. Princípio da autoridade tributária No art. 1. encontram-se os três elementos básicos da obrigação tributária: a) A lei. Orleans Martins 6 . § 6Q. é importante destacar que nasce uma obrigação quando. Assim. c) O fato gerador. em razão de prévia determinação legal ou de manifestação de vontade (como. Princípio da não discriminação tributária O art. seria a possibilidade econômica de pagar tributos. b) No mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou (Princípio da anterioridade). estabelece o princípio da capacidade econômica do contribuinte. bases de cálculo ou qualquer outra fórmula tributária em benefício ou prejuízo da economia da União. ao Estado ou ao Município. § 1 º. a satisfação de um pagamento pela utilização ou disposição de um serviço público etc. por mera definição. conforme se depreende do art. proíbe a manipulação de alíquotas. 145. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. Cobrar tributos: a) Em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (Princípio da irretroatividade tributária). 145.signos presuntivos de capacidade tributária ou riqueza). 1. que. Princípio da competência Previsto no art. e no art.1. a tributação da União deverá ser uniforme em todo o território nacional. Elementos Fundamentais do Tributo 1. aparece o princípio da autoridade tributária. Elementos fundamentais da obrigação tributária Dessa forma. por meio de sua Casa Legislativa. exercitarão as competências tributárias. que. determinada pessoa (credor) pode exigir de outra (devedor) uma prestação (objeto). § 2º. títulos ou direitos (Princípio da isonomia tributária).6. o recebimento do preço de um bem em um contrato. o pagamento de prêmio em um concurso. as espécies tributárias são definidas pela distinção de dois fatores: hipótese de incidência e base de cálculo. por exemplo. 145. Instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. títulos etc. portanto. 150.6. 152. por meio de uma relação jurídica.2. não podendo criar distinções em relação aos Estados. 151. "Exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça (Princípio da legalidade). inciso I. II. e são justificadas as prerrogativas da administração tributária. é possível afirmar que obrigação tributária é a relação de Direito Público na qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do contribuinte (sujeito passivo) uma prestação (objeto) nos termos e nas condições descritos na lei (fato gerador). Princípio da capacidade contributiva O art. dos Estados ou dos Municípios. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. não sendo permitida qualquer delegação ou prorrogação desta competência para outro ente que não seja aquele expressamente previsto na Constituição Princípio da uniformidade geográfica Nos termos do art. Princípio da tipologia tributária As taxas e os impostos não podem ter a mesma base de cálculo. da Constituição Federal o exercício da competência tributária é dado à União. b) O objeto. aos Municípios e ao Distrito Federal. § 1 º.). É considerada subjetiva quando se refere à condição pessoal do contribuinte (capacidade econômica real).[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] I.6. . visando à procedência e ao destino dos bens. 151.

estando sua alteração sujeita aos princípios constitucionais da legalidade (mudança somente por outra lei). De forma mais simples. O sujeito passivo. destinadas a comprovar a existência e os limites da operação tributada e a exata observância da legislação aplicável (obrigação acessória). vedada a reedição após esse prazo. Orleans Martins 7 . é a obtenção de renda e proventos de qualquer natureza.5. O fato gerador Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente para sua ocorrência. 142). a alteração da alíquota também está sujeita aos princípios constitucionais da legalidade. Para a exigência.6. as prestações consistem em: pagamento do valor em dinheiro referente ao tributo devido ou à multa imposta por não atendimento à determinação legal (obrigação principal) ou cumprimento de formalidades complementares. Exemplo O fato gerador da obrigação fiscal com o Imposto de Renda. Um ponto que gerou muitas controvérsias foi a possibilidade de o governo criar e majorar tributos por meio da edição de Medidas Provisórias (MP). a escrituração de livros fiscais. assume. por exemplo. e não houve maioria absoluta.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A lei A lei é o principal elemento da obrigação. 1.7. Base de cálculo É o valor sobre o qual se aplica o percentual (ou alíquota) com a finalidade de apurar o montante a ser recolhido. a depender de sua relação com o fato gerador da obrigação. conforme a Constituição Federal.6. A base de cálculo. conceitua-se como "o fato" que gera a obrigação de pagar o tributo. Uma vez constituído o crédito tributário. Assim como a base de cálculo. com base na ocorrência do fato gerador. a partir de um texto fundamental (Constituição).1. que define e formaliza o crédito tributário. O objeto O objeto representa as obrigações que o sujeito passivo (contribuinte) deve cumprir. pode ser classificado como contribuinte ou responsável. têm força de Lei. Sujeito passivo Denomina-se sujeito passivo o devedor da obrigação tributária. pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal. 1. a apresentação de declarações de rendimentos.7. O fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que. por pessoas físicas ou jurídicas. as regras ordinárias de convivência (leis em sentido restrito). 1. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Essa prática já foi atestada. da anterioridade (a lei deve estar vigente antes de iniciada a ocorrência do fato gerador) e da irretroatividade (a norma não pode atingir fatos passados). em concreto. Contudo. da obrigação principal. este deve ser satisfeito pelo devedor por meio do pagamento ou da compensação. enquanto não apreciadas pelo Congresso Nacional. em pelo menos duas ocasiões. as quais. deve ser definida em lei complementar. em um sistema jurídico. Importante registrar que qualquer inobservância de obrigação acessória é possível de ser convertida em obrigação principal em razão da aplicação de multas previstas na legislação específica. Basicamente. Obrigação Tributária 1. determina o montante do tributo a ser recolhido. segundo as determinações legais. formas diferentes de expressão. na fixação dos elementos imprescindíveis à cobrança do tributo (e/ou penalidade) incidente (CTN. como.4. na forma da legislação aplicável. da anterioridade e da irretroatividade. o preenchimento de formulários etc. perdendo eficácia após 45 dias de sua edição. art. pois cria os tributos e determina as condições de sua cobrança (princípio da legalidade dos tributos). Alíquota É o percentual definido em lei que. impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. conforme definido no Regulamento do Imposto de Renda. aplicado sobre a base de cálculo. que consiste. mister se faz o respectivo lançamento.

antecipar a arrecadação de tributos e/ou evitar a sonegação fiscal. como é o caso. Que o terceiro tenha participado do ato caracterizado como fato gerador do tributo. com o objetivo de simplificar a fiscalização. Crimes tributários São considerados crimes contra a ordem tributária (arts. no caso da impossibilidade de cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Contribuinte é aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitua o fato gerador. pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário. Responsável é aquele a quem. não sendo o contribuinte. • O síndico e o comissário. perante eles. O contribuinte do ICMS é o comerciante ou o industrial que promove a saída de mercadoria de seu estabelecimento. produtos farmacêuticos. • Os tabeliães. e combustíveis. • O inventariante. Apesar de a substituição tributária ser um mecanismo aparentemente interessante para o governo. pelos tributos devidos pelo espólio. toma-se responsável. o transportador de mercadorias desacompanhadas dos documentos fiscais legalmente exigíveis toma-se responsável pelo pagamento deste imposto. a responsabilidade é de ordem pessoal e intransferível. 128 a 135 do CTN preveem a possibilidade de transferência a terceiros dos débitos fiscais. pelos tributos devidos pelos filhos menores. No caso do imposto de renda sobre salários. e • Os sócios. escrivães e demais serventuários de ofício.2. Embora o contribuinte seja o comerciante. e pressupõe duas condições: I. má-fé e intenção.3. pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles ou. São exemplos de produtos em que ocorre a substituição tributária: automóveis e autopeças. que pode ser superior ao valor final da venda. Solidariedade em relação à obrigação tributária A responsabilidade pelos tributos pode ser atribuída de forma solidária a terceiros.7. surgiu a figura da tributação monofásica. No caso do ICMS. a lei estabelece a obrigação de pagar o tributo. da indústria de medicamentos. Tributação monofásica Para o governo se ver livre desses questionamentos. ou tenha indevidamente se omitido. Em relação a infrações fiscais. que podem ser de vários tipos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. tem surgido questionamentos por parte de algumas empresas sujeitas a esse tipo de tributação. o transportador. que consiste na incidência do tributo em apenas um dos elos da cadeia produtiva. pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados. os arts. no entanto. por exemplo. cigarros e bebidas. num elo seguinte da cadeia produtiva. em função de seu ofício. O empregado que recebe salário é o contribuinte do imposto de renda. normalmente naquele em que a fiscalização pode ser mais eficaz. A responsabilidade atribuída a terceiros pelo CTN só se aplica aos tributos e penalidades de caráter moratório. 128 a 135 do CTN) aquelas ações que envolvem dolo. Orleans Martins 8 . e II. providenciando seu recolhimento aos cofres públicos. que é o contribuinte responsável pelo pagamento do tributo cujo fato gerador deverá ocorrer posteriormente. seja pelo montante elevado de tributos. tintas e vernizes. 1. No caso em que haja infração de natureza criminal. Substituição tributária Uma outra modalidade de contribuinte responsável é a figura do substituto tributário. no caso de liquidação de sociedade de pessoas. por não portar o documento fiscal.7. Respondem solidariamente: • Os pais. 1. a legislação encarrega o empregador (responsável) de reter do empregado (contribuinte) o valor do imposto. seja pelo número reduzido de contribuintes. se devido. levando o contribuinte a recolher mais do que seria pago no sistema normal. • Os administradores de bens de terceiros. pelos tributos devidos por estes. • Os tutores e curadores. Que o contribuinte não possa cumprir sua obrigação. tendo em vista que o tributo acaba incidindo sobre um valor estimado. no caso de atraso por tributos declarados ou erros não intencionais.

7. não há dispensa das obrigações acessórias.4. ele pode ser suspenso. o Estado constitui um crédito tributário. Na modalidade de lançamento por declaração. desde que não lançados ainda de outra forma.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1. Orleans Martins 9 . No caso em que o contribuinte antecipa o tributo sem prévio exame da autoridade. e que a suspensão é sempre temporária. A suspensão corresponde ao impedimento temporário de exigir o crédito tributário.6. o contribuinte ou um terceiro presta informações à autoridade fiscal para que possa ser estabelecido o valor do tributo.7. é feito por iniciativa da autoridade administrativa. no todo ou em parte. extinto ou excluído. parcelamento) ou por iniciativa do sujeito passivo de discutir a validade. independentemente de qualquer colaboração do sujeito passivo. para materializar o seu direito. extinção e exclusão do crédito tributário Suspensão Uma vez lançado o crédito tributário. Crédito tributário Como vimos. O Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis (ITBI) é um exemplo de tributo lançado por declaração.5. 1. o Estado possui o direito de exigir o objeto da obrigação tributária. por iniciativa do próprio poder público (moratória. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. por declaração ou por homologação. O lançamento direto ou de ofício. Vale destacar que. Mesmo os tributos não lançados normalmente por esta modalidade podem ser lançados de ofício. O lançamento pode se dar de várias formas: de ofício. mesmo suspensa a obrigação principal.7. recurso administrativo. É o caso do Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU). Com a concretização do fato gerador da obrigação tributária. da cobrança do crédito tributário (depósito judicial. e só depois tem seus cálculos verificados. 1. Lançamento A materialização do crédito é denominada lançamento. É o caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). diz-se que o lançamento se dá por homologação. processo judicial). Suspensão. durante o prazo da moratória ou do julgamento do recurso administrativo ou processo judicial.

• Lançamento por homologação. mas com concessão de prazo adicional. a obrigação tributária também deixa de existir.acordo de concessão mútua entre os sujeitos ativo e passivo. • Reclamações e recursos administrativos . • É concedido. • Depósito judicial .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] As modalidades de suspensão são previstas no art. mas que terá de ocorrer mediante previsão em lei.término de processo no âmbito do Poder Judiciário. A obrigação é quitada pelo contribuinte de várias formas. São situações em que ocorre extinção em razão de a cobrança do tributo ser considerada indevida: • Decisão administrativa irreformável . • Compensação com outros tributos de mesma espécie .concessão pelo sujeito ativo de um prazo maior para pagamento integral do crédito tributário. desrespeitando direito líquido e certo do contribuinte. o pagamento precede o lançamento.efetuado pelo contribuinte que pretende discutir judicialmente a cobrança do crédito tributário. quando ocorre: • Prescrição . Extinção A extinção corresponde ao término do direito do sujeito ativo de cobrar a obrigação tributária.ocorrem por meio de consulta (quando ainda não houve notificação por parte da autoridade administrativa) ou de recurso (quando já houve notificação). a extinção se dá após a constatação de que o imposto pago corresponde ao montante homologado. • Conversão de depósito em renda . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. sem cobrança de multa. • Parcelamento .depósito judicial efetuado pelo sujeito passivo diante de recusa de recebimento.quando ocorreu o lançamento.repactuação da dívida fiscal.o mandado de segurança é a ação judicial cabível na hipótese de a autoridade pública agir com ilegalidade ou abuso de direito.retirada. • A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial. A medida liminar suspende a cobrança do crédito tributário enquanto se discute o direito que está sendo questionado judicialmente. em outras espécies de ação judicial . A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial. podendo ser condicional e exigir garantias.quando o contribuinte aproveita créditos anteriores junto ao fisco para fazer um "encontro de contas".semelhantemente ao que ocorre com mandados de segurança. de imposto pago antecipadamente . juros de mora e correção monetária. Pode ocorrer por: • Pagamento em dinheiro do exato valor devido. • Consignação em pagamento . em que se faz a cobrança de tributos já vencidos sem dispensa dos encargos.término de processo no âmbito interno da administração pública. 151 do CTN: • Moratória . em outros tipos de ação judicial também pode ocorrer por determinação judicial a suspensão do crédito tributário até o julgamento final da ação. • Decisão judicial transitada em julgado . • Dação em pagamento em bens imóveis. A extinção ocorre basicamente em quatro situações: • A obrigação é quitada pelo contribuinte. mas o sujeito ativo perdeu o direito de ação de cobrar o crédito tributário já constituído em função de não ter tomado nenhuma iniciativa dentro do prazo legal. por lei. Orleans Martins 10 . com decisão pró-contribuinte. • Transação . • A cobrança é considerada indevida. • Concessão de medida liminar ou de tutela antecipada. • Concessão de medida liminar em mandado de segurança . perdão total ou parcial do crédito vencido. Depois de extinto o crédito tributário. pelo sujeito ativo. Neste caso. de depósito judicial constituído em seu favor.no lançamento por homologação. com decisão pró-contribuinte. na forma e condições estabelecidas em lei.

configurando-se como uma concessão de benefício em favor do sujeito passivo.8. Enquanto que a imunidade determina uma proibição para a instituição de impostos. uns dos outros . Ocorre por isenção ou anistia. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. podendo ser de caráter geral ou específico. A isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante.8. 1. a renda ou os serviços. para que se possa livrar.corresponde ao perdão total ou parcial do crédito principal vencido. a entidade tributante (União. Exclusão A exclusão do crédito tributário corresponde à renúncia do direito do sujeito ativo de exigir o crédito tributário. no caso da isenção.8. A imunidade tributária é estabelecida pela Constituição e abrange os seguintes aspectos: • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre livros. em função de condições a ela peculiares e.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Decadência . limitandose a um tributo determinado ou região específica ou ainda ao atendimento de determinadas condições. o prazo de sua duração. a renda e os serviços das entidades representativas de partidos políticos. que continua sendo devido. • Imunidade judicial. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.1.2. sendo caso. que não se confundem com imunidade. mas opta por conceder o benefício de não tributar um determinado contribuinte ou uma determinada situação. esquivar ou desobrigar de algum encargo que a todos pesa. Estados ou Municípios) tem o poder de tributar.não alcança as atividades econômicas reguladas pelo direito privado. que somente pode ser concedido por lei. sindicatos dos trabalhadores. a renda e os serviços das entidades mantenedoras de templos de qualquer culto. periódicos e papel destinado à impressão destes. com o propósito de estimular o seu desenvolvimento por meio da atração de investimentos privados. ou para que se livre de qualquer obrigação. Imunidade e Isenção Tributária 1. ou seja.quando não ocorreu o lançamento dentro do prazo legalmente estabelecido. Quando a extinção do crédito tributário é concedida por lei: • Remissão . • Imunidade tributária. não permitindo que a autoridade administrativa efetue o lançamento. instituições de educação e de assistência sem fins lucrativos. • Imunidade parlamentar. Imunidade As imunidades podem ser classificadas como privilégios dados a alguém para que se livre ou se isente de certas imposições legais em virtude de que não é obrigado a fazer ou cumprir certo encargo de obrigação de caráter legal: • Imunidade diplomática. a concessão atribuída a alguma coisa ou alguma pessoa. Isenção Entende-se na linguagem jurídica como isenção a dispensa. A anistia refere-se somente à dispensa das penalidades pecuniárias pelo não recolhimento do tributo. desde que não haja ato ilícito. Estabelece o CTN que a isenção estará sempre atrelada a uma lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão. A isenção é concedida por lei. a imunidade. jornais. muitas vezes. os tributos a que se aplica e. 1. Orleans Martins 11 .

...... Para todos os efeitos. É aprovado pelo Presidente da República. 1. b) Aplicar integralmente os recursos no Brasil. desde que não empregada para fins econômicos... São necessárias as seguintes condições para o gozo da imunidade: a) Não distribuir a qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas o título de lucro ou participação no resultado....[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1.." CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.Templo de qualquer culto Edificação pública dirigida ao culto religioso... as formalidades determinadas em lei e recolher os tributos retidos sobre os rendimentos pagos por elas... d) Prestar.... corno o laboratório... e Entidade sindical de trabalhadores.... Instituição de educação sem finalidades lucrativas.... e essa atribuição é-lhe dada pela Constituição em seu art. à maternidade. na manutenção de seus objetivos institucionais... Instituição de assistência social.. à infância. IV .. o museu. O Regulamento do Imposto de Renda é a consolidação das Leis e Dispositivos que regulamentam e normatizam o Imposto de Renda tanto das Pessoas Físicas como Jurídicas. V .... Nesse sentido.... cuja redação é a seguinte: "Art. toma-se fácil saber qual o dispositivo que se aplica a cada caso particular.......... pertencente à comunidade religiosa.......... o centro de pesquisa.. 2.Entidade sindical de trabalhadores Sociedade que dirige as atividades duma classe social.. III . promulgar e jazer publicar as leis. 5. 84.. Templo de qualquer culto. o convento e os anexos... transcrevem-se a seguir alguns comentários preliminares sobre o Imposto de Renda das pessoas jurídicas...... o ateliê de pintura ou escultura.Instituição de assistência social É a entidade sem fins lucrativos que presta serviços de natureza aos membros da comunidade social.. (b) amparo às crianças e aos adolescentes carentes... à adolescência e à velhice........... não apenas o de caráter estritamente didático.... 4.8.. I ... IV..... o que facilita a consulta sobre determinado item.. a imunidade abrange os resultados relacionados com as atividades essenciais das entidades. à habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e à promoção de sua integração à vida comunitária etc... sem intuitos lucrativos. Principais casos de imunidade e isenção tributária do Imposto de Renda 1. Partido político.. Orleans Martins 12 ... É a igreja.. Compete privativamente ao Presidente da República: .. às repartições lançadoras do imposto...... as academias de letras..3... Os serviços são: (a) proteção à família. o ginásio de desportos. 3...9. O Regulamento é organizado por assuntos...... Sancionar.. com fins políticos e sociais.. bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução... 84... inclusive a casa ou residência especial do pastor ou pároco. mas todos os que se dedicam à educação e à cultura em geral.. Regulamento do Imposto de Renda Devido à importância para o profissional da Contabilidade............ sinagoga ou edifício principal onde se celebra a cerimônia pública.. inciso IV...... II ......Instituição de educação sem finalidades lucrativas É o estabelecimento de ensino.... artes e ciências.... c) Manter escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão....Partido político Organização cujos membros programam e realizam ações comuns. segregando os contribuintes pessoas físicas das jurídicas.

para todos os efeitos legais e judiciais. Tais fatores penalizam sobremaneira o custo da maioria das empresas e acarretam grandes transtornos para o gerenciamento contábil e financeiro dos impostos e demais tributos. as empresas e os profissionais responsáveis que assim procederem. • Sindicatos e funcionários que participam dos resultados. Isso porque. citam-se: • Instituições financeiras consultadas para a concessão de empréstimos e financiamentos. • Investidores do mercado de capitais. Os empresários e executivos já estão cientes. Os documentos e as demonstrações contábeis são frequentemente utilizados pelo mercado para obtenção de informações da empresa. podendo ser condenado a indenizar o empresário que for prejudicado.ou do lucro real . podem vir a ser processados e condenados por perdas e danos. Nesses casos. ou grupo de em12resas. • Fornecedores. na média dos últimos cinco anos. de forma a não expor a entidade às possíveis sanções fiscais e legais. mais do que qualquer outro profissional das áreas administrativa ou financeira. Estima-se a existência de aproximadamente 60 tributos vigentes. • Autoridades fiscais. o Sistema Tributário brasileiro é um dos mais complexos do mundo. por culpa ou dolo. em particular a dos profissionais da controladoria e contabilidade. Contabilidade Tributária 1. Além da elevada carga tributária. tendo em vista que induzem a determinados atos. tanto sobre a pessoa jurídica como sobre a pessoa física. com ou sem má-fé. seja qual for o setor de atividade. decisões de investimentos. de que o gerenciamento das obrigações tributárias já não pode ser considerado uma necessidade quotidiana. pode ser responsabilizado por possíveis prejuízos que causar no exercício profissional.de determinado exercício fiscal. para cálculo e formação das provisões contábeis destinadas ao pagamento dos tributos incidentes sobre o lucro da entidade. Portanto. Portanto. ou ainda com valores divergentes dos contidos nos livros contábeis da empresa. há mais de duas décadas. adaptando ao dia-a-dia empresarial as obrigações tributárias.10. Orleans Martins 13 . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Conceito Pode-se entender Contabilidade Tributária como: • Especialização da contabilidade que tem como principais objetivos o estudo da teoria e a aplicação prática dos princípios e normas básicas da legislação tributária. Da mesma forma. com base na legislação pertinente. como concessões de créditos e financiamentos.11. além de perder prestígio profissional em razão de quaisquer falhas mais relevantes na interpretação ou na aplicação no dia-a-dia das normas tributárias. devido a suas responsabilidades quanto à eficácia e eficiência nesse gerenciamento. o contador precisa conhecer com grande profundidade a legislação tributária. O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) estima que a carga tributária em nosso país representa. • Acionistas não controladores. 1. Entre os usuários que podem ser prejudicados ou enganados em decorrência de fraudes e irregularidades na escrituração contábil e fiscal.2. caso as demonstrações e os relatórios contábeis sejam elaborados com informações errôneas. entre outros. Regulamentos e Normas constantemente alteradas. Nesse ambiente. Responsabilidades do Contador A carga tributária no Brasil é extremamente elevada. Caracteriza-se como ato criminoso. com diversas Leis.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1. • Ramo da contabilidade responsável pelo gerenciamento dos tributos incidentes nas diversas atividades de uma empresa.1. Funções e atividades da contabilidade tributária As principais funções e atividades da Contabilidade Tributária podem ser classificadas como: • Apuração com exatidão do resultado tributável . constitui crime a elaboração de demonstrações contábeis sem embasamento em documentos e informações hábeis e legais.11. mais de 32% do Produto Interno Bruto (PIE). 1. ou em desacordo com as normas e os princípios fundamentais de contabilidade.11. cresce sensivelmente a responsabilidade de todos os gestores da empresa. eles podem causar prejuízos a terceiros. a elaboração e assinatura de qualquer documento e/ou demonstração contábil com informações inverídicas. tendenciosas ou preparadas de má-fé. mas algo estratégico dentro das organizações de médio e grande porte.

1. em obediência aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. o local de instalação da fábrica. tais como: • Todas as operações em que for possível o crédito tributário. o valor das diversas provisões para recolhimento dos tributos. o contador tem principalmente nas atividades de planejamento tributário a grande oportunidade de dar enormes contribuições à alta direção da empresa. informando o Setor Financeiro de Contas a Pagar da entidade sobre o valor e os prazos de recolhimento.12. em todas as fases da cadeia de valores do ciclo produtivo e comercial. de acordo com o princípio contábil da competência de exercícios. visando padronizar procedimentos Planejamento tributário Estudo das diversas alternativas legais para a redução da carga fiscal. fábricas. a Contabilidade Tributária tem a responsabilidade de informar. pois. • Todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita. além de emitir e providenciar a entrega aos respectivos órgãos competentes dos formulários estabelecidos pela legislação pertinente.1. Discute-se a urgente mudança de nosso sistema tributário e a adoção de novos mecanismos para simplificação das rotinas tributárias. as empresas necessitam. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa. Orientação. Preenchimento de guias de recolhimento. para apurar e determinar o montante do tributo a ser recolhido dentro do prazo após encerramento do período de apuração. para que possam racionalizar seus custos tributários. pode significar menor carga tributária. principalmente em relação aos chamados impostos não cumulativos ICMS e IPI. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Orleans Martins 14 . é o planejamento tributário. • Todas as situações em que for possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos. sem afrontar as diversas legislações que regem os mais diversificados tributos.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher. ao mesmo tempo. Escrituração dos documentos fiscais em livros fiscais próprios ou registros auxiliares. em todo o mundo globalizado. ou mesmo o local de origem de determinadas matérias-primas. cada vez mais. • • • • • • • 1. correta e oportunamente. A correta orientação fiscal e tributária para as demais unidades ou empresas pode representar relevantes economias com os impostos. um dos mais significativos instrumentos de que dispõem as empresas. Enquanto isso não ocorre. Escrituração e controle Escrituração fiscal das atividades do dia-a-dia da empresa e dos livros fiscais Apuração dos tributos a recolher. preenchimento das guias de recolhimento e remessa para o Departamento de Contas a Pagar Controle sobre os prazos para os recolhimentos Assessoria para a correta apuração e registro do lucro tributável do exercício social. treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos Orientação fiscal para as demais unidades da empresa (filiais. departamentos) ou das empresas controladas e coligadas. Sem dúvida. como parte integrante do sistema de informações da empresa. que possa resguardar seus direitos de contribuinte e. fábricas. Por exemplo. de um planejamento tributário criterioso e criativo. Conceito de planejamento tributário A despeito da grande importância de todas as supracitadas atribuições. Redução de custos é a estratégia que mais se ouve ser empregada nos dias atuais. departamentos) ou das sociedades coligadas e controladas.12. treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos. conforme os princípios fundamentais de contabilidade Assessoria para o correto registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher Planejamento Tributário Orientação Orientação. • • • • As principais funções e atividades podem ser sintetizadas no Quadro a seguir. Orientação fiscal para todas as unidades da empresa (filiais. para obter o melhor resultado numa economia tão instável como a brasileira. proteger seu patrimônio.

a economia tributária. que visa excluir. então. fiscais e econômicos de determinada decisão gerencial. possa planejar com bastante antecedência a melhor alternativa para a empresa executar suas operações comerciais. Trata-se. entre as opções legais disponíveis. objetivando a economia de impostos. Com esse procedimento.2. antes da ocorrência do fato gerador. • Conhecer todas as situações em que é possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos. o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação principal. com o objetivo de encontrar a alternativa legal menos onerosa para o contribuinte. O objeto do planejamento tributário é.12. denominar de Planejamento Tributário a atividade empresarial que. gerando um desgaste desnecessário de investimentos forçado para cobertura de gastos que não estavam previstos. Planejar é escolher. o contador precisa aplicar todos os seus conhecimentos sobre a legislação do tributo a ser reduzido. Legislação Tributária e Planejamento Tributário Legal De acordo com os preceitos tributários. 1. sempre que possível. pode-se verificar que a falta de planejamento estratégico tributário pode deixar a empresa mal preparada para os investimentos futuros." Borges. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. para que. Trata-se do conceito de tax saving. a partir desses cenários. após o fato gerador ter ocorrido. a economia de impostos. em última análise. então.ICMS e IPI. a que resulte no menor imposto a pagar.12. nada impede que o contribuinte antecipe a ocorrência do fato gerador e comece a projetá-lo e a dimensioná-lo. para tanto ficando atento às mudanças nas normas e aos impactos nos resultados da empresa. o contribuinte tem a vantagem de adotar. 1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Entende-se por planejamento tributário uma forma lícita de reduzir a carga fiscal. o procedimento mais oneroso do ponto de vista fiscal. sem dúvida. de fazer com que sua materialidade ocorra na medida ou no tempo que lhe sejam mais propícios.. com profundidade: • Conhecer todas as situações em que é possível o crédito tributário. Orleans Martins 15 . Planejamento tributário não se confunde com sonegação fiscal. é utilizar meios ilegais. bastante praticado pelos norte-americanos. total ou parcialmente. o que exige alta dose de conhecimento técnico e bom-senso dos responsáveis pelas decisões estratégicas no ambiente corporativo. Cotejando as várias opções legais. para que o contribuinte possa optar pela que apresente o menor ônus tributário. mediante o emprego de estruturas e formas jurídicas capazes de bloquear a concretização da hipótese de incidência tributária ou. para deixar de recolher o tributo devido. sem infringir a legislação. • Ser oportuno e aproveitar as lacunas deixadas pela legislação. Para alcançar êxito nessa atividade. desenvolvendo-se de forma estritamente preventiva. Condições necessárias para um adequado planejamento tributário Qualquer que seja a forma de tributação escolhida pela empresa. a vontade das partes não pode ser alterada ou modificada. o administrador obviamente procura orientar os seus passos de forma a evitar. simulação. Sonegar. dos efeitos jurídicos. menciona que "a natureza ou essência do Planejamento Fiscal . assim. por sua vez. corno fraude.consiste em organizar os empreendimentos econômico-mercantis da empresa. adotado no universo dos negócios. devido a urna possível insuficiência de caixa. de um comportamento técnico-funcional. o contador precisa. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa.ou Tributário .3. Entende-se ainda por sonegação toda a ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou a retardar. torna-se claro o entendimento de que o planejamento tributário é o estudo das alternativas lícitas de formalização jurídica de determinada operação. A finalidade principal de um bom planejamento tributário é. projeta os atos e fatos administrativos com o objetivo de informar quais os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis. principalmente com relação aos chamados impostos não cumulativos . Nas palavras do saudoso tributarista Nilton Latorraca: "Costuma-se. Contudo. entre duas ou mais opções lícitas. • Conhecer todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita. dissimulação etc. reduzir ou adiar os respectivos encargos tributários. Para a correta execução das tarefas inerentes ao planejamento tributário. Trata-se do estudo prévio à concretização dos fatos administrativos. as que com certeza lhe forem mais satisfatórias." Dessa maneira. por sua vez.

Um só evento. independentemente de sua denominação ou classificação contábil) para as pessoas jurídicas em geral CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. concretamente localizada no tempo e no espaço. o sujeito que praticou o ato previsto em lei. c) Atividades de prestação de serviços estão sujeitas ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). Da mesma forma. ou encontrou-se na situação de fato. Alguns atingem a maior parte das empresas e das receitas por elas obtidas. b) Atividades de industrialização estão sujeitas ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!). uma vez ocorrida. independentemente da denominação contábil por estas recebida. pode gerar a obrigação de pagar vários tributos simultaneamente: PIS. da titularidade de certa quantia. como. nesse caso. Para poder usufruir em toda a sua plenitude de todas as formas legais de planejamento tributário. Incidem sobre as receitas auferidas por todas as entidades. deixa de ser titular dessa mesma quantia. é o fato gerador e não a natureza jurídica da empresa. como. por exemplo. Orleans Martins 16 . a que vale. a empresa passa a desenvolver suas atividades de forma estritamente preventiva. de modo a deixar transparentes para todos os envolvidos as informações sobre os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis.PIS Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS Contribuições sociais União Fiscal Auferir receita Pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda. a venda de um produto industrializado. é a situação descrita em lei que. IPI e ICMS. como é o caso das contribuições para: 1. independentemente do setor de atividade. 2. sobre as receitas de determinadas atividades. Nesse mesmo momento.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Fato gerador é a obrigação tributária principal. O planejamento tributário estratégico tem como objetivo fundamental a economia tributária de impostos. 3. alterar ou esconder as obrigações quando o fato gerador assim o exigir. uma única indústria que. ao ICMS e ao ISS. procurando atender às possíveis formas da legislação fiscal. de arrecadação. Em outros casos. mas não de outras. PIS/PASEP e COFINS O PIS/PASEP e a COFINS são contribuições sociais com funções fiscais. Também procura projetar de forma clara os atos e fatos administrativos. 2. em favor do Estado. determina a transferência jurídica. além de fabricar e vender um determinado produto. normalmente. ou seja. inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias Faturamento mensal (receitas auferidas pela pessoa jurídica. COFINS. Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP). Quadro-Resumo Tributos Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Programa de Integração Social . também preste serviços de assistência técnica estará sujeita ao IPI. é necessário que o contribuinte esteja bem assessorado por uma equipe especializada que saiba realizar o planejamento de tributos sem distorcer.1. por exemplo: a) Atividades de comercialização estão sujeitas à incidência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). o tributo incide. Programa de Integração Social (PIS). 2. que tem como objetivo o pagamento do tributo. evitando perdas desnecessárias para a organização. Num planejamento tributário estratégico. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA Diversos são os tributos que incidem sobre a receita das empresas.

exceto quando a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!) for específica: I . abatimentos. Regime de incidência não cumulativo A opção pelo regime de incidência não cumulativo implica na necessidade de informações adicionais. arrendamento. os valores a serem pagos relativamente à Contribuição para o PIS/PASEP .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] PIS/PASEP: 0. aluguel e energia elétrica.Na importação de bens: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISIMPORTAÇÃO = c x (VA x X) Onde. as alíquotas são aplicadas à receita ajustada na mesma forma da base cumulativa. depreciação e amortização. dentro das condições estabelecidas na legislação. 1 º. Orleans Martins 17 . de 22 de novembro de 2005. ajustada por algumas exclusões permitidas na legislação.Importação e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS .Importação e = alíquota do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) Na hipótese das empresas realizarem a importação de serviços. Para a maioria dos casos. conforme art. além das informações a respeito das receitas auferidas pela empresa. e as despesas e custos com energia elétrica. reversões de provisões).gov.receita.fazenda.65% no regime de incidência cumulativa 1. em geral relacionadas a itens que não se configuram como receitas (devoluções.Importação d = alíquota da COFINS . elas estarão sujeitas ao pagamento de PIS e COFINS. condicionada à escolha do regime de tributação de Imposto de Renda escolhido. Implicações dos PIS/COFINS nas transações de importação de mercadorias e serviços De acordo com Instrução Normativa SRF nº 572. o regime de incidência é uma escolha que cabe à própria empresa. além de algumas despesas como depreciação. alguns produtos. para fins de apuração da contribuição devida. a legislação estabelece a adoção obrigatória do regime cumulativo para alguns setores de atividade econômica. b) No regime de incidência não cumulativa. pois a empresa tem o direito de creditar a si própria o montante da alíquota aplicada sobre compras de mercadorias ou insumos para a produção.2.65% no regime de incidência não cumulativa COFINS: 3% no regime de incidência cumulativa 7. 2.Importação) serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas. insumos utilizados na produção de produtos ou serviços. No entanto. as alíquotas são aplicadas ao valor da receita bruta.1.br> Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2.1.1. = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP. mas permite-se também que o contribuinte reduza o valor da contribuição devida no montante relativo à mesma alíquota aplicada aos valores de compras de bens para revenda. aluguéis pagos a pessoa jurídica.6% no regime de incidência não cumulativa Por homologação Página da Receita Federal: <www. bem como para algumas receitas em especial. que deverão assim ser calculados: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. A lógica de tributação do PIS/PASEP e da COFINS A tributação do faturamento das empresas pelo PIS/PASEP e COFINS pode se dar de duas formas: a) No regime de incidência cumulativa.

Importação e = alíquota do ICMS Destaca-se também que nas operações que incorram nas hipóteses de imunidade ou de isenção ou redução do 11 ou do IPI. isenção ou da suspensão do IPI vinculado à importação de que trata o inciso III do § 1 º deste artigo.Na importação de serviços: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISlMPORTAÇÃO = c x (VA x. antes da retenção do Imposto de Renda c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP . deve-se informar o valor zero para a alíquota correspondente de cada tributo e. com a redação dada pela Lei nº 10. 2º define que na hipótese de a alíquota do IPI ser específica.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] II . nº 10. nos termos da Instrução Normativa SRF nº 460. VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do II β = alíquota específica do IPI c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP . e nº 10. ou redução de suas respectivas bases de cálculo. empregado ou remetido para o exterior. o § 2º define que nos casos de imunidade.Importação d = alíquota da COFINS . creditado.Importação d = alíquota da COFINS . redução das alíquotas dos respectivos tributos.Importação.Importação f = alíquota do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza Para as empresas que realizarem a importação de mercadorias que tenha a incidência de alíquota específica. os valores a serem pagos serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas: COFINSIMPÓRTAÇÃO = d x (VA x Y + W x Q) Onde. o valor correspondente a qualquer deles. ou ainda de redução das alíquotas ou da base de cálculo do tributo.637. Destaca-se que se aplica também o disposto no caput nas hipóteses de: • Imunidade. de 3 de julho de 2002.Importação em razão da utilização das fórmulas constantes da Instrução Normativa RFB nº 571. na hipótese de deferimento do pagamento do ICMS.684. de 20 de outubro de 2005. • Suspensão do pagamento do IPI vinculado à importação de que tratam as Leis nº 9. de 18 de outubro de 2004. isenção ou redução do ICMS. terá direito a restituição da diferença de valores. antes da publicação desta Instrução Normativa.Importação e da COFINS. de 30 de dezembro de 2002. isenção ou redução.X) Onde. que seria devido caso não houvesse imunidade.485. Portanto. PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x Y + W x Q) = • • • • • • • × × = × × Q = Quantidade do produto importada na unidade de medida compatível com a alíquota específica do IPI. Esclareça-se que. entregue. nos casos de redução. 3º. = • • • • V = o valor pago. não compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP . 4º define que se o contribuinte comprovar recolhimento de valores a maior que o devido da Contribuição para o PIS/PASEP . conforme o § 3º. de 23 de agosto de 1999. • Aplicação dos regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais. definidas pelo art. o art. o valor do ICMS diferido compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP .Importação e da COFINS .Importação. deve ser informada a alíquota real empregada na operação. de 30 de maio de 2002. Orleans Martins 18 . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. No entanto.826. o art.Importação e da COFINS .

decorrente de operações interestaduais. a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza.Aqueles (pessoas físicas ou jurídicas) que.2.asp> < http://www. inclusive a geração.entrada de mercadoria ou bem. por indicação expressa de lei complementar. os importadores ou arrematantes dos bens ou beneficiários dos serviços listados nos itens VI a VIII do quadro Fato Gerador. sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual. na operação de arrendamento mercantil. VI . VII .br/links/faz65.fornecimento de mercadorias com prestação de serviços: (a) não compreendidos na competência tributária dos Municípios. Em alguns casos. inclusive o fornecimento de alimentação. por qualquer meio. que incide sobre as operações relativas à circulação de mercadorias. a emissão. destacamos os fatos geradores previstos pelo Regulamento do ICMS do Estado de São Paulo: I . a retransmissão.br/confaz> Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. VIII . prestação de serviços interestaduais e intermunicipais. A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo disponibiliza link para as demais secretarias nos endereços: <http://www.fazenda.o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior. de petróleo. a recepção.prestação onerosa de serviços de comunicação. ICMS O ICMS é um imposto de competência dos Estados.a entrada. mas que. (b) compreendidos na competência tributária dos Municípios. como regra geral.sp. mas não se incluem os descontos incondicionais. e serviços de comunicação. inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados. IV .gov.a venda do bem ao arrendatário. é o valor da operação relativa à circulação da mercadoria. ou a este debitadas. no território paulista. Variáveis em função do tipo de bem ou serviço e também do domicílio do vendedor e comprador. Orleans Martins 19 . ainda que as operações e prestações se iniciem no exterior Cada Estado regulamenta. bebidas e outras mercadorias em qualquer estabelecimento. qualquer que seja a sua finalidade. ou o preço do serviço respectivo.prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal. Várias Secretarias de Fazenda estaduais disponibilizam a legislação em seus sites na Internet. quando não destinados à comercialização ou à industrialização.fazenda. ainda que iniciados no exterior. e de energia elétrica. A base de cálculo do ICMS. no âmbito de sua jurisdição. o fato gerador do ICMS. Na legislação específica de cada Estado. I . III . Por homologação. II .Mesmo sem habitual idade.operação relativa à circulação de mercadorias. a transmissão.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2. V . porque evidentemente não integram estes no valor da operação. a Secretaria da Fazenda fixa um valor mínimo para a operação. bem como os descontos condicionais a este concedidos. importados do exterior por pessoa física ou jurídica. A título de exemplo. por qualquer via. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços – ICMS Imposto Estados e Distrito Federal Predominantemente fiscal Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. de modo habitual ou em volume que caracterize intuito comercial. II .gov. Na base de cálculo se incluem as despesas recebidas do adquirente. realizam operações de circulação de mercadorias ou prestam serviços de transporte interestadual ou intermunicipal ou serviços de comunicação.

referente ao bem. O problema é que as mercadorias circulam não apenas dentro dos limites territoriais de um único Estado. se vendida para empresas situadas em outros Estados das regiões Sudeste ou Sul. No caso de substituição tributária. observadas as condições estabelecidas em lei.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2.1. e destacará na nota fiscal que R$ 17. por conta dos demais elos da cadeia. Orleans Martins 20 . visando atrair investimentos para o seu território. que aumenta ou reduz alíquotas visando incentivar ou desestimular a produção de alguns produtos. Observe que esta metodologia de cálculo implica em uma alíquota real maior do que a nominal. sendo que. Neste tipo de situação. se vendida a empresas situadas nas regiões Centro-Oeste. destaca-se que as alíquotas do ICMS podem sofrer variações em relação aos produtos e serviços e regiões. os Estados criaram a figura da substituição tributária. Nordeste e ES Na operação seguinte. tendendo a aplicar alíquotas menores aos produtos considerados necessários. Esse procedimento provoca a divisão do tributo gerado pela circulação de bens e serviços interestaduais.00. Tendo em vista esta função extrafiscal.2. passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco. PR. se destinada a consumidor final dentro do próprio Estado. 2. o vendedor cobrará do comprador R$ 100. MG. No entanto. de competência estadual.00 dos R$ 100. mas considera-se que integra o próprio preço. seria tributada à alíquota de 18% (operações internas. que tem duas funções extrafiscais: uma função reguladora. os R$ 17. e outra função protecionista. Em síntese: Imposto ICMS ICMS ICMS Alíquota 18% 12% 7% Tipo de transação Destino Origem São Paulo São Paulo Tipo Venda interna Venda interestadual Venda interestadual São Paulo RS. se vendida para empresas situadas dentro do próprio Estado. que correspondem à receita líquida (R$ 100. qual seja: o imposto é calculado com base em um suposto valor final de venda do bem. o contribuinte responsável pelo recolhimento do ICMS. a alíquota incide sobre o preço do bem ou serviço. entre Estados comprador e vendedor.00 cobrados referem-se ao imposto.00. dentre outras questões. RJ São Paulo Centro-Oeste. seria aplicável a alíquota de 17%.R$17. Norte. e também reduz a anterioridade para 90 dias. a Constituição Federal permite que o IPI tenha sua alíquota majorada pelo Poder Executivo. seria tributada a 12% e. funcionando no sistema de débitos e créditos. muitas vezes. o contribuinte adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco. Essa é uma das principais razões do alto grau de complexidade operacional desse tributo.00 .00). se um bem é vendido ao preço de R$ 100. que consiste na prática de alíquotas diferenciadas e/ou concessão de benefícios fiscais por determinados Estados. Nordeste e Espírito Santo. que onera os produtos de acordo com sua utilidade. O fato de o ICMS ser um tributo de competência estadual implica em que cada Estado tenha a sua legislação própria relativa ao tributo.3. 7%. os Estados de origem e de destino possuem alíquotas e obrigações acessórias diferentes. ou seja. Em alguns casos. Além disso. Em relação às alíquotas.48% dos R$ 83. Norte.00 cobrados de imposto correspondem a 20. atribui-se a um determinado elo da cadeia a responsabilidade de antecipar os recolhimentos que ocorreriam nas transações subsequentes. Por exemplo.00 e é tributado a 17%. para o desenvolvimento de determinada atividade ou região. e maiores aos considerados supérfluos. um melhor controle da arrecadação. esse fato favorece o que se denomina "guerra fiscal". SC. relativo ao imposto pago em sua aquisição. O ICMS é um imposto "por dentro". a lógica primária do imposto é preservada. IPI O IPI é um imposto de competência da União. Assim. buscando. uma mesma mercadoria vendida por um distribuidor situado na cidade de São Paulo. deverá somar ao preço cobrado o imposto incidente nas operações subsequentes. A lógica de tributação do ICMS O ICMS é um imposto não cumulativo. 17% para a maioria dos bens na maioria dos Estados). Ao realizar uma operação sujeita à incidência de ICMS. Ao adquirir bens ou serviços tributados pelo ICMS. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. isto é.

tais como: • Transformação . pois eventuais diferenças de alíquotas ou isenções nas fases precedentes alteram a carga tributária final. considerados como tais tanto os produtos produzidos no país quanto os importados do exterior.obtenção de espécie nova. o preço da respectiva arrematação. que os forneça aos industriais ou aos a estes equiparados. • Acondicionamento ou reacondicionamento . I . ou sendo omissos os documentos respectivos. ou equiparado a industrial. nacionais e estrangeiros. relativo ao imposto pago na aquisição do insumo.o desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira. Após efetuar o processo industrial.fazenda. Em se tratando de produto leiloado. • Montagem . Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Imposto sobre Produtos Industrializados . ou a sua arrematação em leilão. Em linhas gerais.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IPI incide sobre os produtos industrializados. utilização.TIPI. e • Renovação ou recondicionamento . Aparentemente este procedimento é semelhante a tributar o valor agregado no processo de industrialização. as alíquotas vão de zero até 365. e passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco. Ao adquirir insumos tributados pelo IPI.br».3. Veja também a seção Perguntas e Respostas.gov.receita. o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados levados a leilão.IPI Imposto União Extrafiscal O imposto incide sobre produtos industrializados. mas isto não ocorre necessariamente.produto deteriorado ou inutilizado em condições de utilização.reunião que resulte em nova unidade. o industrial ou a quem a lei o equiparar.altera apresentação pela colocação de embalagem. o montante devido resulta da diferença entre o imposto devido na operação posterior e o exigido na anterior. O contribuinte do IPI é o importador ou a quem a lei o equiparar. o comerciante de produtos sujeitos ao imposto. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Orleans Martins 21 . acabamento ou aparência. porém a maioria das alíquotas está abaixo de 20%. A lógica de tributação do IPI O IPI é um imposto não cumulativo. No caso de ad vaIorem.1.modifica funcionamento. Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2. É possível baixar o Regulamento do IPI (RIPI) e a tabela de alíquotas (TIPI). funcionando de maneira semelhante à do ICMS. ao vender produtos industrializados. obedecidas as especificações constantes da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TlPI). II . Não tendo valor a operação. A alíquota aplicável em cada caso é obtida na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados . Nos tributos não cumulativos. exceto apenas para transporte. A legislação estabelece o que se considera produto industrializado e o que não é considerado industrialização.63%. • Beneficiamento .a saída de produto do estabelecimento industrial. a base de cálculo será o preço corrente da mercadoria ou de sua similar no mercado atacadista da praça do contribuinte. a indústria adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco. considera-se industrializado o produto que tenha sido submetido a qualquer operação que lhe modifique a natureza ou a finalidade. Alguns produtos estão sujeitos a alíquotas específicas e outros a ad valorem. A base de cálculo do IPI é o valor da operação de que decorrer a saída dos produtos industrializados do estabelecimento do contribuinte. sofre a incidência de IPI. Por homologação Na página da Receita Federal «www. no caso de produtos apreendidos pelo fisco ou abandonados pelo importador.

Orleans Martins 22 .senado. de fornecer recursos financeiros para o Município. o local de domicílio do prestador de serviços.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Em relação ao preço do produto. bem como qualquer outra lei federal. Assim. referente ao preço do produto mais IPI. havia muita controvérsia quanto ao local da prestação do serviço. Lei Complementar nº116. se um produto é vendido ao preço de R$ 100. Outra observação importante é que o ISS e o ICMS não podem incidir sobre a mesma operação. na sua falta. ou seja. • Vigilância e segurança. ISS O ISS é um imposto de competência dos Municípios e do Distrito Federal. Para alguns serviços. decoração e jardinagem. muitas empresas prestadoras de serviços transferiram suas matrizes para cidades vizinhas às grandes metrópoles. o Município a quem é devido o imposto) é o do estabelecimento prestador dos serviços ou. Na esteira desta discussão. 2. obedecidas as regras determinadas na Lei Complementar nº 116/03 e pela Constituição Federal O contribuinte do ISS é a empresa ou o trabalhador que presta o serviço tributável O preço cobrado pelos serviços A Constituição Federal estabelece uma alíquota mínima de 2% e a Lei Complementar nº 116/03 determina uma alíquota máxima de 5%. pode ser encontrada na página do 5enado Federal (<www. entre os quais se destacam: • Importação de serviços. A LC 116/03 estabeleceu que o local da prestação de serviços (e. No entanto. Embora de competência dos Municípios. é necessário consultar a legislação específica A íntegra da Lei Complementar nº 116/03.00. Em alguns casos em que a legislação especifica a tributação pelo ICMS dos materiais fornecidos pelo prestador de serviços. conforme o caso. e é somada ao valor do produto. quando o prestador e o adquirente dos serviços estavam em Municípios diferentes.gov. para alguns serviços a Lei Complementar nº 116/03 determina que o ISS deve ser pago em favor do Município onde o serviço foi prestado ou está localizado o tomado r. • Serviços de limpeza.4. de 31 de julho de 2003) O fato gerador desse imposto é o descrito em lei ordinária do Município. Anteriormente à Lei Complementar nº 116/03. ou seja. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes Imposto sobre serviço de qualquer natureza (ISS) Imposto Municípios e Distrito Federal Predominantemente fiscal Prestação de serviços informados na lista constante em lei complementar (atualmente. o ISS foi responsável por 42% da receita tributária consolidada de todos os Municípios brasileiros. portanto. o valor destes materiais não deve compor a base de cálculo do ISS. nas quais a alíquota de ISS era mais baixa. segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional. a lei complementar esclarece em cada caso qual Município tem direito ao imposto Para cada Município. a incidência do ISS está limitada à lista dos serviços que podem ser objeto de tributação.00 e é tributado a 5%.br>) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Tem função predominantemente fiscal. definida em lei complementar. o vendedor cobrará do comprador R$ 105. Em 2004. cessão de mão de obra e empreitada. • Alguns serviços ligados à construção civil. os Municípios têm a faculdade de reduzir a alíquota mínima Por homologação Quando o prestador de serviço está localizado em um determinado município e o serviço é prestado em outro município. a alíquota incide sobre o preço do produto. o IPI é um imposto "por fora".

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2.4.1. A lógica de tributação do ISS

O ISS é um imposto cumulativo, ou seja, o ISS cobrado em operações anteriores não é compensado nas operações posteriores. Por exemplo, se um hotel contrata uma lavanderia para lavar toda a roupa de cama, mesa e banho, sobre o valor dos serviços prestados pela lavanderia ao hotel incide ISS, o qual é embutido no preço. O hotel, por sua vez, ao prestar serviços de hospedagem aos seus clientes, também terá que pagar ISS, sem direito à compensação do ISS pago no preço dos serviços de lavanderia que comprou. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO

Incidem sobre o lucro das empresas dois tributos: o Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O IR incide tanto sobre a renda das pessoas como das empresas (pessoas jurídicas). Quando se trata do IR relativo às pessoas jurídicas, é costume usar a sigla IRPJ. A base de cálculo dos dois tributos é o lucro, na forma definida na legislação. Uma vez que cada tributo tem a sua legislação específica, o valor em reais da base de cálculo de cada um dos dois tributos pode ser diferente. Segundo a legislação do IRPJ, o lucro tributável pode ser apurado de três formas, ou regimes de tributação: Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. O contribuinte pode optar em qual modalidade de apuração quer ser tributado, observadas algumas restrições ligadas à atividade realizada ou ao volume de receitas - no caso do Lucro Real ou Presumido -, e de eventos justificadores do tratamento excepcional no caso do Lucro Arbitrado. O Lucro Real corresponde ao lucro apurado pela contabilidade, ajustado por adições exigidas e exclusões e compensações permitidas pela legislação. O Lucro Presumido corresponde ao lucro calculado pela aplicação, ao valor do faturamento, de um percentual de margem de lucro determinado na legislação, ou seja, o lucro não é apurado pelo encontro entre receitas e despesas do período, mas sim presumido. Corresponde a um processo de apuração simplificada da base de cálculo do imposto. O Lucro Arbitrado é apurado de forma semelhante ao presumido, com acréscimo de 20%, quando a receita é conhecida, ou por parâmetros técnicos, em situações especiais em que não é possível determinar o montante do faturamento. A opção pelo regime de tributação do IRPJ não traz consequências apenas para este tributo, mas condiciona também a base de cálculo da CSLL (com base no lucro contábil ajustado, lucro presumido ou lucro arbitrado), PIS/PASEP e COFINS (na forma cumulativa ou não cumulativa). 3.1. IRPJ

O Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza é um imposto direto, de natureza basicamente fiscal, ou seja, arrecadatória, de competência da União, que tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica o jurídica de renda. O IR atinge tanto pessoas físicas (IRPF) quanto pessoas jurídicas (IRPJ). No caso das pessoas jurídicas, a base de cálculo é o lucro, que pode ser calculado de formas alternativas apontadas na legislação. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza - IR Imposto União Fiscal É a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; e de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no conceito de renda. Pessoas físicas e jurídicas A base de cálculo do imposto é o montante real, arbitrado ou presumido da renda ou dos proventos tributáveis. Pessoas físicas: 15% e 27,5%, em tabela progressiva Pessoas jurídicas: 15%, mais adicional de 10% sobre a parcela de lucro que exceder a R$ 20.000,00 mensais.

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Lançamento Por homologação Sobre alguns pagamentos a pessoas físicas ou jurídicas, a pessoa jurídica que efetuou pagamento deve atuar como contribuinte responsável, efetuando a retenção do Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF, e posterior recolhimento. O imposto retido, na maioria dos casos, é compensável na apuração do imposto devido pelo contribuinte que sofreu a retenção. Alguns exemplos de rendimentos sujeitos à retenção, e alíquotas respectivas: • Rendimentos do trabalho: 15% e 27,5% conforme tabela progressiva mensal • Rendimentos de capital: fundos de longo prazo e aplicações de renda fixa, em geral de 15% a 22,5% conforme o prazo da aplicação. • Fundos de curto prazo - 20% ou 22,5% conforme o prazo. Fundos de ações: 15% • Prêmios e sorteios pagos em dinheiro: 30% • Remuneração de serviços de propaganda: 1,5% • Remuneração de serviços profissionais prestados por PJ: 1,5% Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>). É possível baixar o Regulamento do Imposto de Renda, programas para preenchimento das declarações e cálculo de tributos em atraso, dentre outras funcionalidades. Veja também a seção Perguntas e Respostas.

Outras considerações

Onde pesquisar mais detalhes 3.1.1.

A lógica de tributação do IRPJ

O IRPJ é calculado mediante aplicação da alíquota ao lucro tributável, apurado nas modalidades Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. Sobre o lucro que exceder a R$ 20.000,00 no mês, é devido ainda um adicional de 10%. O contribuinte do IRPJ pode optar em apurar o imposto em períodos trimestrais ou anuais, sendo que este último condiciona o contribuinte a apurar o lucro tributável pela modalidade Lucro Real. Optando pela apuração trimestral, o contribuinte deverá pagar o imposto de uma só vez ou em até três parcelas, com base no valor efetivamente apurado. Já se optar pela apuração anual, o contribuinte está obrigado a fazer antecipações mensais do IRPJ, que serão compensadas com o IRPJ devido, calculado na Declaração de Ajuste. O valor da antecipação, por sua vez, pode ser calculado de acordo com as regras do Lucro Real, ou basear-se em uma estimativa de lucro, efetuada a partir do faturamento da empresa. Qualquer que seja a modalidade de apuração escolhida, o contribuinte pode descontar, no momento do pagamento, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) que tenha sido retido por ocasião de recebimento de rendimentos. 3.2. CSLL

A criação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) amparou-se no art. 195 da Constituição Federal, que trata das contribuições para o custeio da seguridade social. A CSLL é uma contribuição social, de competência da União, incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas, incluídos nesse grupo aqueles que são equiparados à pessoa jurídica para fins de tributação do Imposto de Renda. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquota Lançamento Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) Contribuição Social. União Fiscal O fato gerador é a obtenção de lucro no exercício. São contribuintes as pessoas jurídicas domiciliadas no país e as que Ihes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda. Resultado apurado pela contabilidade, ajustado conforme determinações legais, resultado presumido ou arbitrado. 9% Por homologação

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Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes 3.2.1. Por ser uma contribuição social, este tributo está sujeito à anterioridade de 90 dias. Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>)

A lógica de tributação da CSLL

A lógica de tributação da CSLL segue a do IRPJ. As opções de regime de tributação são semelhantes, ou seja, existe a possibilidade de apurar a base de cálculo da CSLL a partir do resultado contábil, ajustado pelas adições, exclusões e compensações descritas na legislação, ou com base em Resultado Presumido ou Arbitrado. Embora semelhantes na forma de apuração, as bases de cálculo do IRPJ ou CSLL não são necessariamente iguais. Existem diferenças quanto aos ajustes (adições, exclusões e compensações) feitas ao lucro contábil para apuração do Lucro Real (IRPJ) ou do Resultado Ajustado (CSLL), bem como nos percentuais aplicáveis ao faturamento para determinação do Resultado Presumido ou Arbitrado. A CSLL é calculada mediante aplicação da alíquota ao resultado tributável, apurado nas modalidades Resultado Ajustado, Resultado Presumido ou Resultado Arbitrado. A apuração e o recolhimento da CSLL estão atrelados à escolha de regime de tributação do IRPJ, e seguem o mesmo modelo de antecipações mensais, caso a empresa tenha optado pela apuração anual. 3.3. Regimes de tributação do IRPJ e CSLL

Conforme explicamos ao descrever a lógica de tributação do IRPJ, o que muda na apuração dos tributos na modalidade de lucro real, presumido ou arbitrado é a metodologia de apuração da base de cálculo, e não a metodologia de cálculo do imposto. Lucro Real é o lucro líquido do período de apuração, apurado de acordo com a legislação societária e ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR. Qualquer empresa pode optar pela tributação pelo lucro real, mas algumas são obrigadas a utilizar esta modalidade, em função de características relacionadas a tamanho e tipo de atividade desenvolvida. Lucro Presumido consiste em uma modalidade mais simplificada de apuração em relação ao lucro real, na qual o lucro é estimado (presumido) pela aplicação de um percentual sobre a receita bruta obtida pelo contribuinte. O percentual representa, portanto, a suposta margem de lucro que a empresa obteve no período. O percentual é estabelecido em legislação, e tem variações em função do porte e atividade da empresa. Lucro Arbitrado também consiste na aplicação de percentual sobre a receita bruta, e diferencia-se do lucro presumido por ser aplicado, em geral, por iniciativa da autoridade fiscal, quando diante de situações tais como enquadramento indevido no lucro presumido, ausência ou vícios na escrituração contábil, dentre outras. Os percentuais para estimativa do lucro são os mesmos do lucro presumido acrescidos em 20%. O contribuinte também pode optar pelo lucro arbitrado, o que só se justifica em situações-limite, uma vez que esta opção é sempre pior do que a tributação pelo lucro presumido. A escolha da modalidade de tributação do IRPJ condiciona os regimes de tributação da CSLL, e regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS, a saber: Regime de tributação do IRPJ Lucro presumido Lucro Real Lucro Arbitrado Regime de tributação da CSLL Resultado presumido Resultado contábil ajustado Resultado arbitrado Regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS Incidência cumulativa Incidência não cumulativa PIS/COFINS cumulativa

A opção pelo regime de tributação é feita no início de cada ano, no momento do primeiro recolhimento e vale para todo o exercício financeiro. A opção condicionada de diversos tributos e o fato de que é realizada antes da ocorrência dos fatos geradores torna necessário realizar projeções de resultado, considerando o efeito conjunto de todos os tributos nos diversos itens (faturamento, aquisição de insumos ou mercadorias, gastos com energia elétrica etc.) que compõem o resultado projetado, de forma a poder determinar a opção que minimiza o gasto tributário de uma determinada empresa.

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por exemplo. o fisco determina como condição que tenha sido iniciada medida de cobrança judicial para que a perda seja considerada dedutível). são adicionados ao lucro contábil: • Custos e despesas considerados indedutíveis pela legislação do IRPJ . portanto. a base de cálculo do IRPJ.Lucro Real CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.os ajustes e resultados anteriores. Em período seguinte. devem ser acrescidos ao cálculo do lucro real.no período em que foi efetuado o registro contábil. são excluídos do lucro contábil: • Resultados. veja a nota de rodapé 3 deste capítulo). COFINS. ser excluído para fins de apuração do lucro real. devendo.como. 3. e que será tratado no capítulo seguinte. Um exemplo de despesa submetida a algumas condições para que seja considerada dedutível é a constituição de provisão para perdas em créditos de clientes. a provisão foi considerada não dedutível e adicionada ao lucro real. que consiste em depreciar um bem em período inferior à depreciação contábil. PIS. já que não foram incluídos no resultado do exercício. um sistema de tributação nacional que consiste no pagamento unificado de IRPJ. o valor anteriormente provisionado atingiu os requisitos para ser considerado dedutível (por exemplo: para alguns créditos de liquidação duvidosa. INSS Patronal e IPI (se for contribuinte do IP!). O Lucro Real é calculado a partir do lucro contábil? apurado pela empresa e escriturado em seus livros contábeis. CSLL. portanto.caso da depreciação incentivada. efetuados a crédito da conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. ou impondo algumas condições para que algumas dessas despesas reduzam o lucro contábil e. o lucro contábil. • Receitas tributáveis não incluídas no resultado contábil . dividendos recebidos de outras empresas e resultado positivo de participações societárias avaliadas pelo método da equivalência patrimonial. Orleans Martins 26 .3. instituições financeiras. podemos citar as multas por infração à legislação.o fisco se reserva o direito de impor limites à apuração do lucro por parte do contribuinte.a reversão de provisão é contabilizada como receita aumentando. que é a apuração do SIMPLES NACIONAL. Como exemplo de despesas indedutíveis. • Benefício fiscal . Exclusões Para fins de apuração do lucro real. Quando se referir à provisão considerada indedutível no passado. • Reversão de provisão não dedutível de período anterior . • Valores excluídos do lucro real de períodos anteriores.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Existe ainda uma quarta opção. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR. podendo incluir também ICMS e ISS. por conseguinte. sua reversão em contrapartida também não será tributável. Estes valores são controlados na parte B do LALUR.1. quando se referirem a receitas tributáveis. não admitindo algumas despesas. IRPJ O Regulamento do Imposto de Renda estabelece a obrigatoriedade da adoção do regime de apuração pelo Lucro Real Empresas que excedam um determinado limite de receita total. exceto as de natureza compensatória e CSLL (a respeito desta última. receitas e outros valores não tributáveis inclusos no lucro líquido . factorings e empresas que usufruem de benefícios fiscais de isenção ou redução do IR são alguns exemplos de contribuintes obrigados a apurar o IRPJ devido utilizando o Lucro Real como base de cálculo. e que atingiram condições de dedutibilidade . Regime de Tributação . rendimentos. mas não afetou o resultado contábil. aumentando a base de cálculo do IR. ajustado por adições. como forma de benefício fiscal caso da depreciação incentivada deduzida em períodos anteriores e realização do lucro inflacionário. • Provisões consideradas indedutíveis em período-base anterior. Adições Para fins de apuração do lucro real.

apurados conforme a sistemática do lucro real) obtidos em períodos anteriores. Juros sobre o patrimônio líquido. controlados na parte B do LALUR. Tributos e contribuições com exigibilidade suspensa 23. Perdas em operações no exterior exceto hedge (adição somente em dezembro) Adição Rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior. Seguro de vida de sócios ou acionistas Prejuízo por desfalque. 7. Apresenta-se uma lista de transações que são dedutíveis para fins de cálculo de IRPJ e CSL. Perdas incorridas no mercado de renda variável que excederem os ganhos no período de apuração Perdas incorridas em operações day-trade no período de apuração (renda fixa ou variável) Participações e gratificações a administradores e dirigentes IRPJ Adição Adição CSLL 3. Aquisição com cupom fiscal que não atender as exigências da legislação 18. são compensados prejuízos fiscais (isto é. Lucro inflacionário realizado 22. Alimentação de empregados quando não fornecida indistinta mente a todos 14. sucursais. que devem ser considerados pelos seus valores antes de descontado o tributo pago no país de Exclusão origem. 20. Comissões condicionadas ao recebimento do cliente 12. LIVRO DE APURAÇÃO DO LUCRO REAL (LALUR) LISTA DE ADIÇÕES E EXCLUSÕES PARA APURAÇÃO DE IRPJ E CSLL 1 . Multas impostas por infrações ou transgressões de leis de natureza não tributária. Investimentos em atividades audiovisuais 25. 6. Ganho na desapropriação para reforma agrária Adição Adição Adição Adição CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Compensações Para fins de apuração do lucro real.A. A legislação estabelece limitações para compensação destes prejuízos. Ajustes credores de exercícios anteriores 2. Adição Adição Adição Exclusão Adição 9. Orleans Martins 27 . 17. Lucros distribuídos disfarçadamente 11. Prejuízo na baixa de investimento adquirido por incentivo fiscal Amortização de ágio na aquisição de investimento avaliado pela equivalência patrimonial Amortização de deságio na aquisição de investimento avaliado pela 15. apropriação indébita ou furto praticado por sócios ou acionistas. Excesso relativo aos preços de transferências (transfer price) arbitrados Adição mediante ajustes pelos métodos admitidos pela legislação Lucros disponibilizados no exterior (filiais. equivalência patrimonial 16. 24. 4. 5. Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 10. ficam salvas as de natureza compensatória e as impostas por descumprimento de obrigações tributárias meramente acessórias de que não resultem falta ou insuficiência de Adição pagamento de tributo). que não residam no país 21. excedentes ao limite admitido. Pagamento a sociedade civil de profissão regulamentada controlada por pessoa física controladora da fonte pagadora Adição Adição 13. coligadas e controladas) Adição Multas por infrações fiscais cobradas DE OFICIO (portanto. 19. 8. Remuneração de diretores de S.

após o ano calendário seguinte Exclusão 28. Provisões não dedutíveis 31. e cujos ônus sejam da Adição pessoa jurídica. no mínimo. Alimentação de sócios. não identificados e não individualizados os beneficiários assim como o imposto 44. 27.IPC/BTNF e parcela do custo de bem baixado a 34. acionistas e administradores Adição As contribuições não compulsórias. Remuneração Indireta de administradores. 49. exceto quando 35. em decorrência da atualização do valor dos estoques de produtos agrícolas. qualquer título. exceto as destinadas a custear benefícios complementares assemelhados ao da previdência social. computados em conta de resultado. Resultado da equivalência patrimonial ou Adição 29. exceto as destinadas a custear seguros e 38.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 26. gerentes. As despesas com brindes Adição Lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de 43. Orleans Martins 28 . 40. As doações aos Fundos da Criança e Adolescente Adição 42. excederem a 20% do total dos salários dos empregados e da remuneração dos dirigentes da empresa. Adição relacionados intrinsecamente com a atividade Custos ou despesas de depreciação e demais gastos com bens móveis ou 36. assessores. aluguel de móveis ou imóveis. constitui receita Adição operacional. Adição imóveis. Ganho em desapropriação com diferimento da tributação Exclusão Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Ganho na venda de ativo permanente a longo prazo com recebimento do preço. Computados como Exclusão receita. que. Exclusão de consumo). exceto quando relacionados com a atividade 37. Resultados negativos com atos cooperativos 47. 50% dos empregados). para empregados e dirigentes (e ao Fundo de Aposentadoria Programada Individual . como pela avaliação do estoque a preço de mercado. ou apuração. Exclusão no todo ou em parte. Adição reavaliação) efetivada em 1991. animais e extrativos destinados à venda. As doações em geral Adição 41. que comporá a base de cálculo no período de apuração em que ocorrer a venda dos respectivos estoques. 46. que este atinja. amortização e exaustão de bens relativo à diferença de correção monetária . Depreciação acelerada incentivada Adição Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição Exclusão ou Adição Exclusão ou Adição A contra partida do aumento do ativo. do RIR/99). dirigentes. para empregados e dirigentes As contribuições não compulsórias. Adição de renda na fonte (art. Adição planos de saúde. § 3º. Resultados positivos relativos aos atos cooperativos (exceto para cooperativas 45. Depreciação ou amortização acelerada incentivada Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Exclusão tanto em virtude do registro no estoque de crias nascidas no período de 48. Reversão de provisões não dedutíveis Adição Adição Exclusão Parcela não recebida dos lucros de contratos de construção por empreitada ou Exclusão 32.Fapi desde 39. vinculados ao referido plano. de fornecimento de serviços. Pagamento sem causa ou a beneficiário não identificado. somados. celebrados com entidades governamentais. aquisição (inclusive de sociedade em conta de participação). Reserva de reavaliação realizada durante o período-base 30. que ou serão adicionados quando efetivamente recebidos Adição Reserva especial de correção monetária do ativo permanente (equivalente à 33. que corresponderem à diferença de correção monetária entre o IPC e o BTNF do ano de 1990 Custos ou despesas com leasing. 358. realizada no período Encargos de depreciação.

Prejuízo na venda de ações em tesouraria 53. com divulgação do respectivo edital. quando a opção for pelo regime de caixa. processos. Exclusão Exclusão 59. liquidada no período de apuração. sistemas e pessoal. contabilizada pelo regime de competência. Lucro de exploração correspondente a exportação incentivada 68. caso a venda não tenha sido realizada em bolsa de valores. procedimentos de autorização de registros. Lucro de exploração negativo (atividade rural) 66. com deságio superior a 10% dos respectivos valores de aquisição. Contingências 71. bem como relativos a procedimentos de proteção de propriedade intelectual. O valor total da variação cambial ativa. resultante da incorporação ao patrimônio de outra pessoa jurídica. quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial ativa. e o valor dessa participação societária registrado na escrituração contábil desta mesma pessoa jurídica. Garantias 72. Adição 54. pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país. na forma da lei. 55. 57. Perda de equivalência patrimonial 70. podendo o saldo não depreciado ser excluído na determinação do lucro real. não tenha sido efetuada por meio de leilão público. Exclusão Exclusão 61. 64. durante 3 dias no período de um mês. As despesas operacionais relativas aos dispêndios realizados com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica de produtos. Lucro da exploração correspondente a atividade rural 69. Orleans Martins 29 . adicionada em período anterior. pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país Os valores relativos aos dispêndios incorridos em instalações fixas e na aquisição de aparelhos. ou onde esta não existir. quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial passiva. Exaustão Incentivada 51. O valor total da variação cambial passiva. Adição Exclusão Exclusão Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 58. Lucro inflacionário diferido Receitas ou rendimentos incluídos na apuração do lucro líquido que não são 73. excluída em período anterior e que tenha sido liquidada no período de apuração. quando a opção for pelo regime de caixa. Exclusão Adição Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Adição Exclusão 65. 62. no período de apuração em que concluída sua utilização. poderão ser depreciados na forma da legislação vigente.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 50. admitidos pela legislação do imposto de renda Exclusão Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Royalties e assistência técnica não dedutíveis 67. 63. 56. destinados à utilização em projetos de pesquisa e desenvolvimentos tecnológicos. Ganho com bens ou direitos recebidos em devolução de participação no capital registrados pelo valor de mercado Total dos custos e despesas vinculados às receitas da atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Total das receitas próprias vinculadas a atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Ajuste por diminuição no valor de investimentos avaliados pelo PL Exclusão Adição Adição 52. aplicáveis a produtos. Perda na alienação de bens que serão tomados em arrendamento pelo próprio vendedor do bem Prejuízo na alienação de participações não integrantes do ativo permanente. de participação societária de titularidade da empresa que efetuar a subscrição e integralização. licenças. contabilizada pelo regime de competência. máquinas e equipamentos. normalização técnica e avaliação da conformidade. metrologia. A parcela correspondente à diferença entre o valor de integralização de capital. homologações e suas formas correlatas. Exclusão Exclusão 60.

000. como. O LALUR é composto de duas partes: na parte A.1º TRIMESTRE .40.br>. LALUR Os ajustes mencionados são realizados.400.00 400. Perdas no recebimento de créditos com pessoa jurídica que seja controladora. separadamente. apenas para permitir a comparação entre os regimes de tributação. 74. que afetam apenas a base de cálculo do IRPJ.100. ou com pessoa física que seja acionista 75.00 1. Ao final do capítulo será apresentado um exemplo mais completo.00 (-) Impostos incidentes s/vendas = Receita líquida operacional (-) Custo das mercadorias e serviços vendidos = Lucro bruto (-) Despesas com vendas .2006 ITENS R$ RECEITA DA VENDA DE MERCADORIAS E SERVIÇOS Venda de mercadorias 1. Orleans Martins 30 . no primeiro trimestre do ano. amortizações e exaustões incentivadas. depreciação acelerada incentivada e provisões momentaneamente não dedutíveis.000.100.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Uma empresa obteve. o ponto de partida é o lucro contábil.000. sócio.000.00 . um lucro de R$ 400.00 . que tenha sido creditada ao resultado. que houverem sido computadas no resultado sem observância dos limites previstos na legislação. as depreciações. Diferença entre o valor de mercado e o valor contábil de bens e direitos 76. por exemplo.portaltributario.000. mas nem todos são realizados em ambas as bases de cálculo. são escriturados os ajustes ao lucro e é transcrita a demonstração do lucro real. ao qual são realizadas adições.00 (+) Resultado da equivalência patrimonial 20.com.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Perdas decorrentes de créditos não liquidados.130.000.000. coligada ou interligada.600.portaldeauditoria.00 assim discriminado: DRE DO PERÍODO .00 500.000. na parte B.00 = Lucro antes do IRPJ e CSLL Adição Adição Exclusão R$ 1. inclusive com escrituração do LALUR e registros contábeis. a base de cálculo muito se assemelha à apuração IRPJ pelo lucro real.br>. Fontes: Receita Federal do Brasil Portal de auditoria: <www. Da mesma forma que na apuração do lucro real. recebidos a título de devolução de participação no capital social de outra sociedade. controlada.00 (-) Despesas administrativas . em livro específico.000.00 (+) Receitas financeiras 50. controlador. Exemplo de cálculo O exemplo apresentado a seguir é bastante simplificado. titular ou administrador da pessoa jurídica credora ou parente até terceiro grau.com. Boa parte dos ajustes coincidem.000. e as parcelas não realizadas de lucros em contratos de empreitada com órgãos públicos. que afetam apenas a base de cálculo da contribuição social. pelo regime de tributação pelo resultado ajustado.00 Venda de serviços 500.000.000.000. Portal tributário: <www. são lançados os valores que afetarão o lucro real de períodos futuros. exclusões e compensações previstas pela legislação. CSLL Quanto ao cálculo da Contribuição Social sobre Lucro Líquido.000.000.00 .500. tais como prejuízos a compensar. o Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR).

tais como IPI.00 R$ 32.000.00 R$ 89. para consumo. descontos incondicionais e vendas canceladas.00) Base de Cálculo da CSLL R$ 382.300.3.000.R$ 60.00 .500.00 R$ 2. algumas deduções são permitidas. inclusive do adicional.620. combustível derivado de petróleo. Calculando o Lucro Real: Lucro Antes do IRPJ e CSLL Mais: Adições Despesas Indedutíveis CSLL Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial Base de Cálculo da CSLL O IRPJ devido é: Alíquota normal.00.380. não impede o exercício da opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido.000. Atividade Comercial.00) R$ 382.15% x R$ 382. ou seja.000.00 b) exclusivamente superior a R$ 120. o ponto de partida é o lucro contábil após computada a CSLL. IRPJ Poderão optar pelo regime de tributação com base no lucro presumido as pessoas jurídicas cuja receita bruta total.6% 16% 32% 16% R$ 57.000.00 R$ 34.000. O Lucro Presumido é apurado mediante: • Aplicação do percentual correspondente ao tipo de atividade sobre a receita bruta auferida para aquela atividade no período.00 referem-se a despesas não dedutíveis conforme a legislação do IRPJ.00 (R$ 400. Também para a CSLL o somatório de despesas indedutíveis da base de cálculo é igual a R$ 2.000.000.00 .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Dentre as despesas administrativas.200.2.000.00).380. O fato de a pessoa jurídica não ter efetuado o pagamento do imposto no prazo legal ou ter efetuado com insuficiência.00 Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial (R$ 20. industrial.000.620.00 (R$ 20. Orleans Martins 31 . • Soma de receitas computadas integralmente como lucro.000.000.00 Lucro Presumido (IRPJ)/Resultado Presumido (CSLL) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. tiver sido igual ou inferior a 48 milhões de reais ou ao limite proporcional de R$ 4 milhões multiplicados pelo número de meses de atividades no ano.000.R$ 34.00) Total IRPJ devido 3.000.00 = 34.00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo. Tabela: Percentuais de presunção.380.00 Mais: Adições Despesas Indedutíveis R$ 2. R$ 2. Para apuração da base de cálculo do IRPJ (Lucro Real). álcool etílico carburante e gás natural Prestação de serviços: a) exclusivamente prestação de serviços: faturamento anual até R$ 120. tais corno ganhos de capital e receitas financeiras. portanto: Lucro Antes do IRPJ e CSLL R$ 400.000.000. apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x 382. A base de cálculo da CSLL é. No cálculo da receita bruta.00 Adicional.00 R$ 365.10% x (R$ 382.00 anuais e demais serviços não exclusivamente c) transporte (exceto carga) % de Presunção 8% 1. transporte de carga e serviços hospitalares Revendas.00. R$ 365. no ano calendário anterior.

intermediação de negócios.00 50.00 8% Serviços 500. administração.10% x CR$ 290.000.R$ 60.00 120.00) Total IRPJ devido No cálculo da CSLL. exceto hospitalares.00 12% Serviços 500.000. na página 31.00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo. locação ou cessão de bens imóveis.700. devidos no período no decorrer do ano calendário pelas pessoas jurídicas.00 330. mas os percentuais são diferentes dos adotados para apuração do lucro presumido: Tabela: Percentuais de presunção. O lucro arbitrado pode ser aplicado nas situações em que a escrituração contábil e fiscal do contribuinte for desclassificada por parte da autoridade fiscal. A escrituração revelar evidentes indícios de fraude ou contiver erros ou deficiências que a tomem imprestável para: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Tabela: Receita bruta no trimestre. e calcula-se um lucro estimado.00 R$ 23.3.3. retornamos à demonstração de resultados do primeiro trimestre de 2006.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1. que pode arbitrar o resultado para o cálculo do imposto e da contribuição social. ou deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal.000. teríamos: Tabela: Receita bruta no trimestre.000.15% x R$ 290. não mantiver escrituração na forma das leis comerciais ou fiscais.000.000. quando: • O contribuinte. Atividade Pessoas jurídicas em geral Prestação de serviços.000.000.000.00 .000. obrigado à tributação com base no Lucro Real.00 = R$ 29. apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x R$ 330.000. Na apuração do lucro presumido.00 Adicional.000.00 160. APURAÇÃO .000. e factoring.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CSLL Na apuração da base de cálculo da CSLL com base no resultado presumido.00 % de Presunção 12% 32% 80.00. Lucro Arbitrado (IRPJ)/Resultado Arbitrado (CSLL) O Lucro Arbitrado é uma prerrogativa do Fisco.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1. Orleans Martins 32 . 3. ignora-se o lucro contábil apurado. na forma da lei. APURAÇÃO .000.500.000. também ocorre a aplicação de percentuais sobre a receita bruta.000.000.00 R$ 66.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido R$ 43.500.000.00 160.00 290. móveis e direitos de qualquer natureza. para fins de tributação. em função da receita bruta.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido O IRPJ devido é: Alíquota normal.000.00 50. ou seja. Exemplo de cálculo Considerando o mesmo exemplo utilizado para demonstração do cálculo do IRPJ/CSLL com base no lucro real.

O comissário ou representante de pessoa jurídica estrangeira deixar de escriturar e apurar o lucro de sua atividade separadamente do lucro do comi tente residente ou domiciliado no exterior.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] o Identificar a efetiva movimentação financeira. locação ou cessão de bens e direitos de qualquer natureza (inclusive imóveis) Instituições financeiras. Este "encontro de contas" acontece por ocasião da entrega da Declaração de Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas .4. das demais receitas e dos resultados positivos decorrentes de receitas não compreendidas na atividade. por conta ou subconta. que optaram pela apuração anual. • • • • Autoarbitramento É possível ao contribuinte autoarbitrar a base de cálculo do IRPJ e CSLL.Recolhimento por Estimativa As empresas tributadas pelo Lucro Real. inclusive bancária. O contribuinte optar indevidamente pelo regime de tributação com base no Lucro Presumido. o Determinar o Lucro Real. os lançamentos efetuados no livro-diário. que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto. nos quais deverá estar escriturada toda a movimentação financeira. calculado com base no lucro real do período em curso. o livro-razão ou fichas para resumir e totalizar. variáveis conforme o tipo de atividade explorada. art. se houver.por ocasião da entrega da DIPJ. Tabela: Percentuais por atividades. arts. Percentuais 8% 1. IRPJ e CSLL pelo Lucro Real Anual .3. Orleans Martins 33 . • Ganhos de capital. Atividades Atividades em geral (RIR/1999. 518) Revenda de combustíveis Serviços de transporte (exceto transporte de carga) Serviços de transporte de cargas Serviços em geral (exceto serviços hospitalares) Serviços hospitalares Intermediação de negócios Administração. através de balanços ou balancetes mensais. 223 e 225): • Valor resultante da aplicação dos percentuais fixados na lei. acrescidos em 20%.60% 16% 8% 32% 8% 32% 32% 16% 32% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. O contribuinte não apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial ou fiscal ou o livro-caixa. deverão recolher mensalmente antecipações de IRPJ e CSLL com base em lucro estimado ou Lucro Real apurado em balancete de suspensão/redução. O contribuinte não mantiver. O lucro estimado para servir de base ao cálculo à antecipação do IRPJ e CSLL consiste na soma das seguintes parcelas (RIR/1999. inclusive adicional. Os percentuais aplicáveis para apuração do Lucro Arbitrado são os mesmos do Lucro Presumido. conforme tabela de percentuais a seguir. apenas nos casos em que for possível apurar a sua receita bruta. em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas. O montante do tributo pago em antecipações mensais será compensado com o montante devido com base no Lucro Real. sobre a receita bruta auferida mensalmente. inclusive bancária. e a empresa deverá providenciar o recolhimento da diferença. desde que demonstre. bancos e assemelhados Factoring Suspensão/redução do IR A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês. 3.

Meses Faturamento no mês Jan.00 180.500.00 840.00 70.00 150.800. Fev. Orleans Martins 34 .000.850.596.40 524.00 8.700.450. Para tanto.400.00 23.00 11.00 O IRPJ e CSLL estimados em função do faturamento mensal são: Meses Faturamento Base cálculo IRPJ IRPJ Base cálculo CSLL IRPJ + CSLL no mês Estimativa Estimativa CSLL Estimativa Estimativa (C) = (E) = (A) (B) = 0.00 8.00 3.000.300.00 237.000.00 300.600.000.00 18.00 5.00 720.550.000.000. além de apurar o resultado contábil.00 19.00 100.00 14. Nesta empresa.00 (3.000.000.00 600. com aplicação das alíquotas de 15% para IRPJ e 9% para CSLL.600. calcula-se os valores devidos de IRPJ e CSLL.00 300.600.00 456.500.162. Abr.00 2. Abr.600.00 400. Dez.900.000. considere uma empresa comercial com faturamento de R$ 480. Abr.200.800.000. Os valores mensais e acumulados no ano do resultado contábil e ajustes (adições menos exclusões) encontram-se demonstrados a seguir.000.000.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para uma demonstração de como se faz o cálculo.09 45. Maio Jun.80 60.00 216.00 2. Out.368.00 5.00 4.050. Ago.000.80 1.00 1.00 1.00 200.00 15.800.40 46.00 550.00 17. a empresa precisa acompanhar os ajustes (adições e exclusões).00 700.00 1.700. Set.00 612.00 1. Jul.000.00 4.900.950.00 24.00 3.000.200.00 21. cujo detalhe mês a mês encontra-se na tabela a seguir.400.00 70.00 756.80 22.00 7.000.000.00 4.00 6.400.00 40.00 756. 45.00 2.600.00 1.200.100.680. Fev.000. Mar. Mar.600.900.600.840.000.00 40.760.00 342.000.400.00 46.00 248.026.00 1.00) 5. não tendo obtido no período ganhos de capital e outras receitas não compreendidas na atividade.00) 4.mesmos para apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL.120. Out.500.00 35.00 16.440. Ago.00 3. 22.080.00 1. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 Jan.00 39.00 1.00 2.00 1.00 1.00 2.00 6.000.00 20.08 x (A) (D)=0.00 2.00 264.00 Ajustes Lucro Real / (Adições menos Exclusões) Base de cálculo CSLL Acumulado no ano No mês Acumulado no ano Acumulado no ano 8. Fev.00 11.500. Set.00 51.000.700.00 50.048.640.00) (2.00 5. Resultado contábil No mês Jan.00 9.00 7.200.00 70.300.00 432.760. Out.00 70.00 51. Jul.000. é necessário acompanhar o lucro tributável acumulado mês a mês.00 496.00 7.00 7.00 600. Nov.80 1.700.00 3.00 486.00 276.00 840.000.00 100.00 (200.00 200. Maio Jun.596.160.00 100.00 1.400.00 500. Set. Nov.00 1.00 11.000.00 216.400.00 3.00 648. Dez.40 23.00 2.000. 8.00 1.00) (5. Mar.400.00 5.00 (4. Dez.300. Maio Jun.00 480.00 194.000.1512 (D) x 0.00 27.00 Jul.000.00 9.800.60 18.00) 5.000.00 60. Nov.600.00 18.00 Meses A partir do Lucro Real/Base de cálculo da CSLL acumulado ao final de cada mês.100.40 410.00 552.00 1.00 2.00 2.00 1. os ajustes são .000.00 912.00 240.00.00 19.60 501.000.000.900.600.520.00 162.00 5.00 15.00 16. Para apuração do valor devido de IRPJ e CSLL.12 x (A) (F) = (C) + (E) (B) x 0.000. Ago.500.00 14.00 2.000.00 540.00 20.000.550.800.

00 3.680.00 1.00 Mar. 21.00 21.080.160.00 Ago.00 Jun.050.00 1.00 1. 14. 9.00 2.000. a empresa fica autorizada a não proceder a recolhimento de antecipação.00 em janeiro.00 4.R$1.510.256.40 423. a melhor alternativa é transcrever para o LALUR o balancete que justifica a redução do valor da antecipação dos tributos para R$ 414.050. A tabela a seguir evidencia a melhor opção de recolhimento da antecipação a cada mês.00 1.00).00 estimativa 1. o lucro real acumulado no ano caiu de R$ 9.500. que é o montante que iguala tributos devidos e antecipados.00 2.596.00 1.000. novos prejuízos reduziram ainda mais o tributo devido no ano.00 Dez.800.00 90.285.00).00 540.00 19.640.00 1.256.00 estimativa 1.560.850.00 para R$ 6. 27.680. Como já foram recolhidos R$ 1.680. Como já recolheu até fevereiro R$ 1.150.00 2.80 redução 423.80 Jul.00 Out. Caso a empresa não obtivesse mais lucro nem faturamento durante o ano.00 Set.000.00 1.00 .80 estimativa 1.026.00 5.596.00 39.00 1.160. considerando-se o menor desembolso possível. 6.00 1.00 990. tornando mais atraente o recolhimento por estimativa.00 6.480.00 342.430.000. 4.026.40 524.00 CSLL devida acumulada até o IRPJ + CSLL mês (O) = (C)*0. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000. 6.00.00 240.00 4.00 Jul.60 1.000.000.500.00 suspensão 0. 1.00 414.00 630.60 Nov.026.00 4.968.480.00 1.00.00 912.640.368.00 1.026.480.162.00 2.00 redução 414.440.162.530.00 960.850.00. Orleans Martins 35 . que passou a ser de R$ 240.00 3.00 3.00 2.00 . a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 1.00 4. IRPJ + CSLL Recolhimento com Recolhimento devidos base em balancete Recolhimento Opção IRPJ + CSLL a Meses acumulado até acumulado no de suspensão/ por estimativa escolhida recolher o mês anterior ano redução Jan.00 4.00 1. 17.000.596.00 Em janeiro.000. 19.00 1.480.40 410.00.440.000.00 900.000.650.160.00 7.000.00 2.890. 4.080.000.00.00 Abr.925.00 1.000.00 9.550.00). e o IRPJ e CSLL devidos no ano passou a ser de R$ 1.00 (R$ 2. 240.09 (E) = (B) + (O) 810. ou no efetivamente devido (balancete de suspensão/redução).000.60 Ago. 7. apurado com base no lucro real/base de cálculo da CSLL.00 17.00 456.000. Em decorrência do registro de prejuízo contábil no mês.00 240.000.710.40 suspensão 0.00 4.500.00 2.00 Nov.00 1. 39.350.000. 9.000.000.000.560.80 1.00 14.00 Jun.755.360.00 = R$ 456.000.00 3.160.026. 19. Em fevereiro. comprovando essa situação com levantamento de balancete que justifica a suspensão do recolhimento de antecipações de IRPJ e CSLL.00 Fev.00 1.00 3. e o IRPJ e CSLL devidos com base no lucro real apurado no mês era R$ 2.680.15 (C) Jan.00 1. 1.00 1.00 Maio 2. teria que recolher por ocasião da entrega da declaração de ajuste a diferença entre tributo devido e tributo antecipado.048.500.00 4.00 19.040. de R$ 1.754.R$ 1. Assim.00 (R$ 1.440.00.134.440.00 11. 4.00 estimativa 912.00 150.00 6.00 5.680.00 Dez.040. 5.026.026.00 Fev.00 O montante a ser recolhido mensalmente a título de antecipação pode basear-se no valor estimado.440.026.00 Set.175.160. efetuando recolhimento da antecipação com base em estimativa a empresa recolheria mais tributo do que o devido relativo ao ano CR$ 1.368.00 2.00 estimativa 1.360. Em março. A opção é conjunta para IRPJ e CSLL.00 1.00 + R$ 1. a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 456.00 Out. 1.00 Mar.40 suspensão 0. 2.256.00 1.00 redução 240.00 2.00 6.592. 3.680.482.048.60 estimativa 501.00 1.20 501.00 27.00 1.00 9.440.312.00 4.00 Maio 11.440.00.305.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Lucro Real IRPJ devido Base de cálculo acumulado até o acumulado até o CSLL acumulada até Meses mês mês o mês (A) (B) = A* 0.00 Abr.

644. junho e julho. estadual e municipal) de uma única vez. como o Conselho Federal de Contabilidade. 3.440. Esse direito de redução futura das bases de cálculo de IRPJ e CSLL constitui-se em um ativo para a empresa que apurou o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) desde que existam perspectivas de lucros futuros.00. Assim. Microempresa: receitas brutas anuais até R$ 240.00 até R$ 2.R$ 7. Uma vez que até março haviam sido recolhidos R$ 1.00 (redução).1. a Comissão de Valores Mobiliários e o Banco Central do Brasil. diversos órgãos que emitem normas contábeis. expectativa de geração de lucros tributáveis futuros fundamentada em estudos técnicos de viabilidade que permitam a realização deste ativo fiscal. só é necessário recolher um complemento de R$ 240. existem alguns eventos que geram direitos de compensação futura ou postergação de pagamento de tributo. Ativos e passivos fiscais diferidos Na apuração do IRPJ e CSLL devidos.680. pois permitia efetuar um recolhimento inferior ao devido com base no lucro real.municipal) e o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias . Orleans Martins 36 .000.000.00. do ponto de vista de administração dos recursos financeiros.5.000. Uma vez que o tributo devido no ano é de R$ 9. SISTEMAS DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Um tributo que resume diversos outros: SIMPLES Nacional Simples Nacional é o nome dado ao novo tratamento tributário para microempresas e empresas de pequeno porte instituído pela Lei Complementar nº 123. através do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) uma vez por mês. As empresas que se enquadrarem no regime simplificado recolhem oito impostos das três esferas (federal. O Simples abrange o ISS (Imposto sobre Serviços . o processo de abrangência ficou automatizado. Prejuízo fiscal (IRPJ) e base de cálculo negativa (CSLL) As empresas tributadas com base no Lucro Real têm direito de compensar e períodos futuros o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) calculado com base na legislação específica do IRPJ (CSLL). No entanto.00. 4. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.360. quando a empresa beneficiou-se da possibilidade de reduzir ou suspender o recolhimento das antecipações de IRPJ e CSLL. o recolhimento por estimativa mostrou-se mais interessante. somente mediante convênio do Município e do Estado com o governo federal. como a apuração de prejuízo fiscal/base de cálculo negativa e ajustes temporários ao lucro.3. Vale ressaltar que o recolhimento da antecipação por estimativa é uma faculdade que é concedida às empresas.400.716. Note que o ponto fundamental para que o direito legal de compensação se torne efetivamente um direito para a empresa tributada pelo Lucro Real é a existência de resultados tributáveis no futuro.00. e não precisaria fazer recolhimento complementar na declaração de ajuste).00.00). a empresa deverá apresentar histórico de rentabilidade. estabelecem que a constituição do ativo fiscal diferido deve estar atrelada à possibilidade de utilização destes valores nos próximos períodos.360. há uma simplificação no recolhimento e na burocracia administrativa da gestão de tributos das empresas enquadradas. Atentos a este fato. Pequena Empresa: vendas anuais acima de R$ 240. Utilizando as alternativas descritas.00 (R$ 9. de 14/12/2006 (Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas). parece-nos estranho que a empresa não opte por postergar o pagamento dos tributos. anterior ao Simples Nacional.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IRPJ e CSLL devidos no ano com base no lucro real acumulado até abril foi de R$ 1.00. os quais eram considerados no sistema simplificado.360. setembro e outubro.estadual). Em novembro e dezembro. situação que se inverteu em agosto. Definição ampla de Micro e Pequena Empresa: a definição ampla está atrelada ao valor Receita Bruta de Vendas que uma empresa obtém durante o ano fiscal. quando permitido. mês a mês (e nesse caso a nossa empresa encerraria o ano tendo recolhido R$ 9.00. a estimativa tornou-se novamente mais atrativa.644. a empresa recolheria até dezembro R$ 7. na declaração de ajuste a empresa deverá recolher a diferença de R$ 1. ensejando o registro de Ativos e Passivos Fiscais Diferidos. Nos meses de maio. Portanto. Com o Simples Nacional. 4.00. Nada impede que a empresa recolha antecipações com base no valor apurado pelo lucro real.

000. por exemplo: seguradoras que são supervisionadas pela SUSEP.as empresas que exercem determinadas atividades. os valores máximos da receita bruta para micro e pequena empresa serão respectivamente R$ 200. bem como as relativas ao salário-educação e à Contribuição Sindical Patronal.sociedades de cujo capital participe estrangeiro residente no exterior ou outra pessoa jurídica. o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia. em que geralmente dependem de um capital maior para suas operações como também têm regulação específica. excluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos. participa em outras empresas que podem ter suas receitas brutas acima. como.000. são empresas de porte naturalmente maior e que podem buscar recursos no mercado acionário (negociadas em bolsa e supervisionadas pela CVM). As alíquotas aplicáveis variam por faixa de faturamento e atividade. Orleans Martins 37 . como. não podem optar. por exemplo. como as destinadas ao SESC. • Forma de organização social . As sociedades por ações. Sigla do Tributo IRPJ CSLL IPI PIS COFINS ICMS ISS INSS Patronal Municipal Estadual Federal X X X X X X X X A inscrição no SIMPLES Nacional também dispensa a pessoa jurídica do pagamento das contribuições instituídas pela União.00 no ano anterior e. na condição de Empresa de Pequeno Porte (EPP). mas que a receita bruta de todas as empresas não ultrapasse o valor máximo.por exemplo.00. na condição de Microempresa (ME). A lei permite que um sócio tenha participação em uma outra empresa.000.000. ao SENAC. ao SENAI. dentre outros. com algumas exceções. individualmente ou em conjunto. instituições financeiras. ou seja. A base de cálculo do SIMPLES Nacional é a receita bruta. financeiras pelo BACEN. geralmente. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. deverá ser considerada a proporcionalidade.00. estão entre as empresas que não podem optar pelo SIMPLES. empresas organizadas na forma de sociedade por ações estão impedidas. Pode-se verificar que as exceções que a lei trata estão atreladas a negócios que não têm natureza comercial ou industrial e sim a serviços de natureza financeira. sua forma jurídica poderia até se enquadrar.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Obs. A lei tem a preocupação de dar vantagem para a empresa que realmente é pequena. a lei exige que se somem as receitas totais e não apenas a proporção de participação do sócio que detém outras participações. uma empresa que participa em diversas outras empresas não tem perfil de empresa pequena para a lei. pois mesmo tendo receita bruta na faixa permitida. entendida como tal o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria.000. No quadro abaixo está a relação de tributos e suas respectivas esferas que fazem parte do regime simplificado nacional. Por exemplo. A possibilidade de optar pelo SIMPLES Nacional está condicionada ao atendimento de uma série de condições relacionadas a: • Tipo de atividade econômica desenvolvida . do limite imposto. Independentemente do percentual de participação. construtoras. Isto tira a possibilidade de um grupo de empresas fazer uso da lei. ao SEBRAE e seus congêneres. e constam no anexo da Lei nº 123/06. Por exemplo. as empresas que obtiveram receita bruta anual até R$ 240.: em caso da empresa começar a operar durante o ano. imobiliárias e prestadoras de serviços típicos de profissões regulamentadas. • Origem do capital social . mas na essência econômica é um grupo que não pode ter as vantagens tributárias da lei. • Limite máximo de faturamento . para uma empresa que começou a operar em 1 Q de março.só poderão optar pelo SIMPLES. o que evidencia uma preocupação em relação à participação de um acionista pessoa física. empresas cuja receita bruta anual atingiu o limite máximo de R$ 2.00 e R$ 2.400. ao SESI.

cursos técnicos e gerenciais. Urna vez encontrada a alíquota. Para cada tipo de receita. academias de atividades físicas. a empresa deve considerar o tipo de atividade e a receita bruta acumulada no ano. ou seja. locação de bens e móveis). elaboração de programas de computadores. desde que desenvolvidos em estabelecimento do optante. consultando a tabela correspondente (indústria. inclusive sob a forma de subempreitada. inclusive jogos eletrônicos. o que faz sentido.1. há a necessidade de segregação. A lei trata as receitas por "atividades". de natação e escolas de esportes. existe um tipo de tabela. Orleans Martins 38 . produção cultural e artística e produção cinematográfica e de artes cênicas Cumulativamente. de capoeira. de ioga e de artes marciais. artes. A lógica de tributação e cálculo do SIMPLES Nacional A apuração do tributo devido pelo SIMPLES Nacional ocorre mediante aplicação da alíquota devida ao valor da receita bruta mensal auferida pela empresa.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Como é administrado o SIMPLES Nacional entre as três esferas? Cada esfera (federal. que varia de alíquota por total das respectivas receitas. licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação. Para encontrar a alíquota devida. pois urna empresa que presta serviço e revende mercadorias não poderia aplicar a mesma alíquota para a atividade serviços e de revenda respectivamente. comércio serviços. de línguas estrangeiras. empresas montadoras de estandes para feiras. administração e locação de imóveis de terceiros. planejamento. manutenção e atualização de páginas • • • • • • • CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. chamado de Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. bem como a de locação de bens móveis e outras que não relacionadas como vetadas na Lei Complementar nº 123/06 Receitas decorrentes da venda de mercadorias sujeitas a substituição tributária Receitas decorrentes da exportação de mercadorias para o exterior. 4. escolas livres. academias de dança. Devem ser separados os seguintes tipos de receitas: Tipos de receitas (por atividade) Receitas decorrentes da revenda de mercadorias Receitas decorrentes da venda de mercadorias industrializadas pelo contribuinte Receitas decorrentes da prestação de serviços. confecção. inclusive as vendas realizadas por meio de comercial exportadora ou do consórcio previsto na lei complementar Construção de imóveis e obras de engenharia em geral.1. corno também qual a faixa de alíquota em que se enquadra. ela é aplicada ao valor do faturamento obtido no mês. desportivas. estadual e municipal) terá seus respectivos representantes em um comitê que irá gerir e normatizar os aspectos tributários do Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. Tal comitê está vinculado ao Ministério da Fazenda e tem a seguinte estrutura normatizada em lei: Secretaria-Executiva do Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (CGSN/SE) A Secretaria-Executiva tem por finalidade prestar apoio institucional e técnico-administrativo necessários ao desempenho das competências do CGSN. Sua apuração deve ser efetuada após a empresa ter todos os dados mensais sobre suas receitas brutas.

Orleans Martins 39 . e a micro ou pequena empresa poderá abater este valor do ISS que deve conforme o respectivo anexo. 23 que impedia o uso de créditos de ICMS e de IPI por compradores de mercadorias de empresas que optaram pelo SIMPLES Nacional. sujeitas ao regime não cumulativo de PIS/COFINS. conforme descrito pelo art. § 1 º. foi a solução encontrada para o impasse do art. Retenções de ISS Retenções de ISS pelas micro e pequenas empresas (relação de serviços conforme art. Desse modo. • Anotação das férias dos empregados nos respectivos livros ou fichas de registro.impostos não cumulativos) para as empresas compradoras ou clientes. 23. serviço de vigilância. as pessoas jurídicas não optantes pelo SIMPLES Nacional terão direito a crédito correspondente ao ICMS incidente sobre as suas aquisições de mercadorias de microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo SIMPLES Nacional. • Posse do livro intitulado "Inspeção do Trabalho". de acordo com instruções expedidas pelo Comitê Gestor. • Emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço. aproveitassem o crédito destas contribuições ao adquirir produtos e serviços de empresas enquadradas no SIMPLES Nacional. escritórios de serviços contábeis. observados prazo e modelos aprovados pelo Comitê Gestor. 6º da Lei Complementar nº 116/03) . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. COFINS. na conformidade do que dispuser o Comitê Gestor. que foi alterado pela Lei Complementar nº 128/08. Mas permitir ao tomador de serviço ou o comprador. das trabalhistas foram dispensadas as seguintes exigências: • Afixação de quadro de trabalho em suas dependências. Desta maneira. • Entregar declaração eletrônica que deva conter os dados referentes aos serviços prestados ou tomados de terceiros. • Empregar e matricular seus aprendizes nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem.esta lei permite que seja retido na fonte o valor do ISS no Município onde a micro ou pequena empresa estiver prestando o serviço. proibia que empresas tributadas pelo lucro real. limpeza ou conservação • Transporte municipal e interestadual de passageiros. • Manter o livro-caixa em que será escriturada sua movimentação financeira e bancária. Créditos As empresas que estão enquadradas no SIMPLES Nacional não geram crédito de impostos (PIS. Obrigações acessórias O SIMPLES Nacional traz uma grande simplificação em relação às obrigações acessórias exigidas pelo Fisco. Além de manter em boa ordem e guarda os documentos que fundamentaram a apuração dos impostos. desde que realizados em estabelecimento do optante. como limite. a partir da publicação pela Receita Federal de um Ato Declaratório Interpretativo (nº 15). pode-se perceber que tal regime de tributação tem uma certa rigidez quanto a planejamento de cadeia de suprimentos no tocante a impostos. o ICMS efetivamente devido pelas optantes pelo SIMPLES Nacional em relação a essas aquisições. da Lei Complementar nº 123/06. Além disso. desde que destinadas a comercialização ou industrialização e observado. • Comunicar ao Ministério do Trabalho e Emprego a concessão de férias coletivas. pois não permite que a empresa enquadrada possa se utilizar de créditos relativos a impostos. a empresa enquadrada no SIMPLES Nacional deverá: • Fazer declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais. ICMS . Tal fator gera uma limitação na cadeia de valor de grandes distribuidores que não podem se creditar destes impostos. IPI.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] eletrônicas. Obrigações trabalhistas Da mesma maneira que a simplificação em relação às obrigações acessórias. A alíquota segue a tabela da legislação da localidade ou Município. pois a diferença na receita líquida é um percentual considerável. que deverão ser disponibilizadas aos órgãos de fiscalização tributária e previdenciária.

A tabela para comércio é o Anexo de alíquotas vigente para empresas comerciais: Receita Bruta em 12 meses (em R$) Alíquota Até 120.01 a 1.00 De 720.00 e R$ 10. • Apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP).00 De 1.000.320.00 De 600.01 a 1.000.95% 10.00 De 240.000.2.23% 10.800.040.000.00 De 1. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de setembro seria: D . Cálculo e contabilização do SIMPLES Nacional .000.080.00 De 1.1. • Arquivamento dos documentos comprobatórios de cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias.01 a 1.560.000.47%. 4.000.800.560.00 x 5.32% No mês de agosto.000.23% 11.000.000.000.00 De 1. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.200.00 x 5.00 De 360.000.000.01 a 240. receita bruta acumulada de R$ 100.00.000. até julho de 2007.000.000.28% 8. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5. • Imposto devido = R$ 60.00 De 840.000.000.000.04% 10.47% = R$ 3.01 a 360.000.00 De 1.000.00 De 1.00% 5.920.920.01 a 1.00.01 a 1. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.01 a 480.SIMPLES a Recolher (Passivo) R$ 547.84% 7.13% 10.00 R$ 3.000.47% = R$ 547.00.60% 8.000.000.01 a 840. • Apresentação das Relações Anuais de Empregados e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). o valor do imposto devido seria: • Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$160.000.01 a 600.000.000.000.00 (receita bruta acumulada efetiva).[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O que foi mantido como obrigatório: • Anotações na carteira de trabalho e previdência social.680.45% 9.01 a 720.000.12% 9.000.200. Nos meses de agosto e setembro.01 a 1.47%.00 respectivamente.01 a 1.Impostos e contribuições incidentes s!Vendas/SIMPLES (Resultado) C .01 a 1.000.000.440.000.000. auferiu receita de R$ 60.000. Orleans Martins 40 . obteve.00 Note que a mudança de faixa faz com que a empresa aplique a nova alíquota sobre o valor do faturamento no mês sem distinção entre a parcela que teoricamente ainda estaria dentro do limite anterior de faturamento.000.080.440.32% 11.00 De 1.00 De 1.00.000.00 4.47% 6. optante pelo SIMPLES Nacional na condição de ME.320. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de agosto seria: D . enquanto não prescreverem essas obrigações. • Imposto devido = R$ 10.680.00 De 120.000.00 De 960.SIMPLES a Recolher (Passivo) No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170.exemplo prático A empresa comercial A.54% 7.000.00 De 480.282.01 a 960.Impostos e contribuições incidentes s/Vendas SIMPLES (Resultado) C .282.36% 8.01 a 2.03% 9.000.

000.829.000. serviços e comércio. Apuração com mais de um tipo de receita bruta Pelo fato da apuração e cálculo do Imposto Simplificado nacional levar em consideração o tipo de receita. temos que considerar o limite total de receita bruta de modo a totalizar tais valores. tiveram um total de receitas brutas iguais. • Receita bruta de comércio empresa Y: R$ 600. Apuração do imposto simples para empresa X: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 1. Porém.00) à alíquota de 5.00 que é o valor limite máximo de receita bruta para o enquadramento ao regime do SIMPLES Nacional.000.00. com as mesmas características da empresa A e faturamento até julho também de R$ 100.47%. Por exemplo.00 em agosto e R$ 60.00.000.00. • Total empresa Y = R$ 108. sendo que ambas faturaram no total R$ 70.200.95% = R$ 119. se a empresa tivesse um tipo de receita. • Receita bruta de serviços empresa Y: R$ 600.00 x 9. por exemplo.00.000.000.00. que faturasse os mesmos R$ 70. Veja que.47%.000.00 nos dois meses considerados no exemplo. que tem uma diversificação maior da natureza de suas receitas.00 até julho.000.282.000. a empresa passou do patamar de tributação de 4% para 5. X e Y.00 de imposto. As duas empresas.680. que tinha a abrangência automática dos mesmos impostos abrangidos pelo SIMPLES Nacional (da esfera federal) quando do enquadramento da empresa. • Valor da receita bruta de serviços x alíquota conforme a Tabela (Anexo IV): R$ 600. como. Imposto devido = R$ 10.00.00 no bimestre agosto/setembro. Veja que o imposto para negócio. • Receita bruta de serviços empresa X: zero.00. enquanto que a empresa B pagou R$ 3.00. Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 4%.400.00.00 x 9. Vamos ver por quê: • Receita bruta de comércio empresa X: R$ 1.682.28% = R$ 49.00 x 4% = R$ 3.00 Apuração do imposto simples para empresa Y: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 600. cada receita alcançando um total de R$ 1. fez com que a empresa A tenha pago R$ 3.00.78% = 58. só que em ordem inversa (ou seja.400. • Total empresa X = R$ 119. O fato de uma empresa ter mudado de faixa no mês de agosto. enquanto a outra só mudou de faixa em setembro. considere o caso da empresa B. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5. tende a ter um valor menor de imposto a pagar devido à sistemática da apuração que a lei codificou. há a possibilidade de uma empresa enquadrada no regime simplificado (EPP) ter dois tipos diferentes de receita bruta. Orleans Martins 41 . mas apuraram o valor de seu imposto simples diferentemente. tendo que sujeitar toda a receita do mês (R$ 60. somando-se os meses de agosto e setembro.00 x 4% = R$ 400. quando parte destas vendas ainda estaria no limite anterior.400. para o ICMS e ISS havia necessidade de que a respectiva esfera CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. a empresa comercial X tem um tipo de receita e a empresa Y tem receitas originárias de revenda (comercial) e de serviços.000.00 em setembro). No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170.000.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] No mês de agosto. A empresa comercial B.200. uma vez que a empresa faturou R$ 100.360. Evidentemente.000.000. Para melhor compreender os efeitos desta regra estabelecida pelo fisco para apuração do tributo devido.680.00.47%. apuraria os seguintes valores: Em • • • agosto: Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$ 110.00.000.000. acabaria pagando um valor a maior do que se tivesse mais de um tipo.000.200.000.00.00 x 8.000.000. Convênios anteriores: antes do SIMPLES Nacional havia o SIMPLES.00 com um total de receitas brutas anuais no valor de R$ 2. • Imposto devido = R$ 60. R$ 10.

ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior.é facultado ao Senado Federal: a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas. nos termos do disposto no inciso XII.será não cumulativo. X . quando mercadorias forem fornecidas com serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte e Comunicação (lCMS). Orleans Martins 42 . nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior. aderisse ao sistema de modo que se fizesse um convênio aceitando que o imposto que esta tributa possa estar incluso na alíquota única do imposto simplificado. interestaduais e de exportação. b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores. VII . Ainda segundo a Constituição Federal: § 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3. sob competência tributária dos Estados e do Distrito Federal. assim como sobre o serviço prestado no exterior. inciso 11: Art. Com o SIMPLES Nacional.não incidirá: a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior. qualquer que seja a sua finalidade. de 1993).salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal. caberá ao Estado da localização do destinatário o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual.na hipótese da alínea "a" do inciso anterior. estadual (ICMS) e municipal (ISS) está sendo tratada em lei.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] local. I . 155.a isenção ou não incidência. II . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 33. b) a alíquota interna. bem ou serviço. cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria. g. VIII . IX . assegurada a manutenção e o aproveitamento CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. o que deixa a empresa menos refém de sua respectiva jurisdição tributária local. tal unificação de impostos federais. compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal.resolução do Senado Federal. nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços. IV . estabelecerá as alíquotas aplicáveis às operações e prestações. quando o destinatário não for contribuinte dele. b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito específico que envolva interesse de Estados. quando o destinatário for contribuinte do imposto. aprovada pela maioria absoluta de seus membros.incidirá também: a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica. V . mediante resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços de seus membros.operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. De acordo com o art. salvo determinação em contrário da legislação: a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes. as alíquotas internas. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: II . 155. mediante resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros. não poderão ser inferiores às previstas para as operações interestaduais. 5. ainda que não seja contribuinte habitual do imposto.em relação às operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado. em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços. é um imposto previsto na Constituição Federal. estadual e/ou municipal.poderá ser seletivo. de 2001) b) sobre o valor total da operação. de iniciativa do Presidente da República ou de um terço dos Senadores. VI . III . adotar-se-á: a) a alíquota interestadual.

de 2001) i) fixar a base de cálculo.02. c) disciplinar o regime de compensação do imposto. II . 153. em sua base de cálculo. 2º. c) sobre o ouro. sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual. de lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e de energia elétrica oriundos de outro Estado. Orleans Martins 43 . h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidirá urna única vez.no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior. combustíveis líquidos e gasosos dele derivados.12. realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização. (Redação dada ao inciso IV pelo inciso II do art. a qualquer título.12. relativamente à remessa para outro Estado e exportação para o exterior.2003) XI . a. art. e) excluir da incidência do imposto.2001) IV . incluídos os serviços que lhe sejam inerentes. § 5º. incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados. indicação expressa de lei complementar. mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. qualquer que seja a sua finalidade. ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular. XII .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores.2002. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. IV. e energia elétrica. IV . f) prever casos de manutenção de crédito...na aquisição. inclusive lubrificantes.na entrada. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42. de mercadoria ou bem importados do exterior e apreendidos ou abandonados.não compreenderá. serviços e outros produtos além dos mencionados no inciso X. ocorre o fato gerador do ICMS: Art. hipótese em que não se aplicará o disposto no inciso X. 1º. 1 º do Decreto nº 46. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. nas exportações para o exterior. bebidas e outras mercadorias qualquer estabelecimento.2002.529 de 04. de 19.cabe à lei complementar: a) definir seus contribuintes.001/01.no fornecimento de mercadoria com prestação de serviços: a) não compreendidos na competência tributária dos municípios. 2º [ . b) dispor sobre substituição tributária. de 2001) De acordo com a legislação vigente (será considerado o Regulamento do ICMS do estado de São Paulo.374/89. o local das operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações de serviços. g) regular a forma corno. de modo que o montante do imposto a integre também na importação do exterior de bem. de serviços e de mercadorias. no território paulista.no fornecimento de alimentação. para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsável. de 19. para fins de legislação base).na saída de mercadoria. isenções.na entrada. III . de estabelecimento de contribuinte. o montante do imposto sobre produtos industrializados. VIII).02. mas que. de mercadoria oriunda de outro Estado destinada a uso ou consumo ou ao ativo permanente. na redação da Lei 11. art. em estabelecimento de contribuinte.na transmissão de propriedade de mercadoria ou de título que a represente. configure fato gerador dos dois impostos. quando esta não transitar pelo estabelecimento do transmitente. quando não destinados à comercialização ou à industrialização. ] I . d) fixar. VII .na transmissão de propriedade de mercadoria depositada em armazém geral ou em depósito fechado. observado o disposto no § 1º (Lei 6. d) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita. V .12.no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior. IX . (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. efeitos a partir de 22.2003) b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo. DOE 05. b. b) compreendidos na competência tributária dos municípios. VI . VIII . mercadoria ou serviço. em licitação promovida pelo Poder Público. quando a operação. nas hipóteses definidas no art.

salvo disposição em contrário prevista na legislação. de serviço prestado ou iniciado no exterior. após o desembaraço aduaneiro. deste tenha saído sem pagamento do imposto em decorrência de operações não tributadas. transmissão. efeitos a partir de 22. 1 º do Decreto 46. na operação de arrendamento mercantil.no início da prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal. a entrega pelo depositário.529 de 04.2001) 1. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. saída ou consumida no estabelecimento.no ato final do transporte iniciado no exterior. art. art.626 de 05. o título jurídico pelo qual o bem. se for o caso.02. oportunidade em que o contribuinte deverá comprovar. § 1 º Na hipótese do inciso Iv. pelo depositário. a validade jurídica do ato praticado. por qualquer via. pelo destinatário. § 1º Na hipótese do inciso IV (Lei 6. após o desembaraço aduaneiro. por contribuinte. a natureza jurídica das operações de que resultem as situações previstas neste artigo. ou quando do seu pagamento. sobre a ulterior transmissão de propriedade de mercadoria que. 4. XIV . da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará (Convênio ICMS . tiver estado na posse do prestador.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] X .2002.na prestação onerosa de serviços de comunicação feita por qualquer meio.619/00. salvo disposição em contrário prevista na legislação. acrescentado pela Lei 11.na utilização. inclusive na geração. retransmissão. 2º.por ocasião da venda do bem arrendado. a entrega pelo depositário. XIII . de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outro Estado e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente alcançada pela incidência do imposto.no recebimento. a entrega. se tal pagamento se fizer em momento anterior. 3. DOE 06. emissão. § 1º. considera-se ocorrido o fato gerador quando do fornecimento ou disponibilidade desses instrumentos pelo prestador. cartão ou assemelhados. salvo disposição em contrário. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Orleans Martins 44 .02. 2. XII . 1º. art. se a entrega da mercadoria ou bem importados do exterior ocorrer antes da formalização do desembaraço aduaneiro. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro.2003. 2º.0001/2001. DOE 05. 3.374/89.2003. efeitos a partir de 19. 1 º do Decreto nº 47. 11.12. após o desembaraço aduaneiro. utilizado para a prestação do serviço. IV): (Redação dada ao § 1 º pelo inciso 11 do art. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço.2002) a) à vista do comprovante de recolhimento do imposto ou do comprovante de exoneração do pagamento. b) se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. ou por qualquer outro instrumento liberatório do serviço. o pagamento do imposto. o título jurídico pelo qual a mercadoria.12. 5. na redação da Lei 10. ainda que por débito em conta corrente ou meio eletrônico de dados. considera-se ocorrido o fato gerador no momento da entrega. e de outros documentos previstos na legislação.02. 2. salvo disposição em contrário prevista na legislação. caso o serviço seja prestado mediante pagamento em ficha. § 4º São irrelevantes para a caracterização do fato gerador: 1. recepção. § 2º Na hipótese do inciso XII. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. tiver estado na posse do respectivo titular. tendo transitado pelo estabelecimento transmitente. e § 6º.143/02): (Redação dada ao item 2 pelo inciso I do art. XV .2002. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. os efeitos dos fatos efetivamente ocorridos.02. § 3º O imposto incide. repetição e ampliação de comunicação de qualquer natureza. XI . também.

há diversos eventos econômicos que podem ocorrer.800.800. pois o produto de sua arrecadação corresponde. com os respectivos registros contábeis das operações. apresentando especificidades quanto às formas de arrecadação. o custo de aquisição efetivo da matéria-prima corresponde a R$ 8.000. visando-se apurar.Pela aquisição de matérias-primas (valor líquido): D . as indústrias possuem o direito de recuperar o crédito do ICMS destacado na Nota Fiscal. Orleans Martins 45 . não há débito ou créditos de imposto. 5.ibpt. o ICMS possui basicamente duas formas de apuração. para constituir seus estoques.00 ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 1. serão apresentados os eventos. as empresas devem apurar o saldo a pagar ou a recuperar do imposto. o saldo a pagar ou a recuperar do tributo. Evento: aquisição de matérias-primas. dentre outros. pelo valor de R$ 10. b) Regime de Substituição Tributária .Fornecedores R$ 1. compensando os referidos créditos com os débitos oriundos da venda de produtos e mercadorias. como a aquisição de materiais secundários de produção e material de embalagem. pois o mesmo já foi recolhido pelo contribuinte eleito como substituto tributário.200. no dia a dia das empresas. conforme estudos realizados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.200. Por esse regime.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 5º Nas hipóteses dos incisos VI e XIv.regime pelo qual o ICMS é recolhido na fonte em determinada fase de sua circulação. O mesmo procedimento deve ser aplicado a todas as aquisições que resultem em recuperação do ICMS. realizadas com a aquisição e comercialização de matérias-primas.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . nos tópicos seguintes. para as indústrias.br/img/_publicacao/13710/181. quando das operações corriqueiras. é um dos tributos que apresenta maior número de eventos econômicos. Por ter natureza não cumulativa. que serão posteriormente utilizados em sua atividade-fim. ao final.com. a aproximadamente 20% do total de tributos arrecadados por todas as esferas de governo (Fonte: IBPT. relativas ao ICMS. com o registro de créditos e débitos de imposto. gerando lançamentos contábeis de média complexidade. ao final do mês. entre outros. Contabilização do ICMS de empresas em regime normal de apuração Quando a empresa está sujeita ao regime normal de tributação. sendo que. têm-se operações nas quais deverá haver o respectivo lançamento contábil. Serão expostos. nas fases subsequentes. produtos. A seguir. a saber: a) Regime Normal de Apuração .Estoque de Matérias-primas C . a obrigação do contribuinte consistirá. relativos apenas às operações realizadas por ele mesmo. O ICMS é caracterizado como um dos principais impostos. afinal.regime de apuração pelo qual a empresa realiza o aproveitamento dos créditos provenientes da aquisição de matérias-primas destinadas à produção e de mercadorias destinadas à revenda. as formas de contabilização mais comuns. Sempre que ocorrido o fato gerador do ICMS.1.Fornecedores R$ 8. mercadorias.00.ICMS a Recuperar C .pdf>). haja vista que o ICMS é um imposto recuperável. Dentre as suas características. em pagar o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual. Aquisição de matérias-primas Quando da aquisição de matérias-primas.00 Dessa forma.00 Lançamento contábil . <http://www.

por exemplo.Pela aquisição de mercadorias (valor líquido): D .Contas a Pagar R$ 12.Estoque de Mercadorias . a empresa adquirente poderá se creditar do ICMS destacado no CTRC. proveniente de aquisição de mercadorias. Orleans Martins 46 . as empresas podem realizar. Nesse caso. em virtude da legislação específica do Estado. As empresas comerciais podem efetuar o registro contábil de seus estoques por intermédio de dois sistemas: o sistema de registro permanente de estoques (inventário permanente) e o sistema de registro periódico (também conhecido como inventário periódico). com incidência do ICMS pela alíquota de 12% (Inventário Permanente) D . realiza o pagamento do transporte. juntamente com essas mercadorias.ICMS a Recuperar C .Fornecedores R$ 120.Contas a Pagar R$ 88. em alguns estados.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D .00 Verifica-se que. recebimento de bonificação de mercadorias. de acordo com o tipo de inventário adotado pela empresa.00 (Inventário periódico) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120. quando as empresas aderem a determinada tributação simplificada. também possuem o direito de se creditar do imposto. como não há o destaque do ICMS. diversas operações. salvo situações específicas vedadas em lei.00. A seguir. pelo valor de R$ 1. Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100. embora a operação de compra de mercadorias seja a mesma.Compra de Mercadorias C . quando adquirem mercadorias para revenda.00 D . pelo valor de R$ 1. de acordo com o sistema de inventário adotado pela empresa.Pela aquisição de mercadorias: D .00 Lançamento contábil . as empresas comerciais.000. mas no interior do mesmo Estado a operação de transporte de cargas não tem o destaque do ICMS. devoluções de compras. Aquisição de fretes em operações de compra de mercadorias.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 Evento: aquisição de mercadorias para revenda. possuindo um tratamento distinto.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aquisição de mercadorias para revenda Da mesma forma que as empresas industriais. veremos os lançamentos relativos a cada um dos sistemas de registro de estoques.Produto X (pelo valor líquido) C .Estoque de Mercadorias . como aquisição de frete. Todas essas operações podem ser tributadas pelo ICMS. não há a possibilidade de aproveitamento do crédito do ICMS correspondente.00 Lançamento contábil . entre outras. no curso das atividades normais. juntamente com as operações de compra de mercadorias. como. quando da realização de transporte intermunicipal. têm-se registros contábeis distintos.000. com tributação pelo ICMS Quando uma empresa adquire mercadorias e.000. devoluções de vendas.ICMS a Recuperar C .ICMS a Recuperar C .Fornecedores R$ 880. Destaca-se que.Produto X C . Evento: aquisição de mercadorias para revenda.00 (Inventário permanente) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . por intermédio do Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas (CTRC). Além das operações de aquisição de mercadorias. bem como o custo de aquisição da mercadoria.Fornecedores R$ 1.ICMS si Compras R$ 120.

Fretes sobre Vendas C . ocasionalmente podem ficar responsáveis pelo pagamento dos fretes incidentes sobre as vendas. Operações de devoluções de compras de mercadorias No curso normal das atividades empresariais. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 Corno se pode observar.Frete sobre Compras C . Operações de venda de mercadorias As empresas adquirem mercadorias.600. debitados no Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga (CTRV).ICMS a Recuperar C .ICMS si Fretes R$ 100.ICMS a Recolher Fretes sobre vendas de mercadorias As empresas. ao qual a empresa deverá realizar a apuração do mesmo. se na operação de transporte de cargas ocorrer incidência do ICMS.00 ICMS incidente sobre a venda: R$ 3. na conta Fornecedores (por opção do contador/empresa) ou contas a pagar.Venda de Mercadorias R$ 20. Evento: venda de mercadorias a vista/a prazo. deduzindo-se os impostos recuperáveis incidentes sobre o mesmo. nas operações a prazo. a empresa responsável pelo pagamento terá o direito de recuperar os referidos créditos de ICMS.00 R$ 3. obtendo uma margem de lucro. proveniente de aquisição de mercadorias. nas operações a vista. Orleans Martins 47 . tendo como objetivo cobrir todas as despesas e custos.Fornecedores/Contas a Pagar/Caixa D .00 R$ 12.ICMS s/ Vendas C . Quando da realização de operações de venda de mercadorias. de acordo com o sistema de inventário. com a finalidade de posteriormente realizar a venda das mesmas.00 Pela venda de mercadorias: D .00 De acordo com os princípios de custo. compensando-se os créditos provenientes da aquisição de mercadorias. por motivos diversos. em operação de venda de mercadorias ou produtos. o frete incidente sobre compras integra o custo da mercadoria vendida. Quando isso ocorre. ou então a crédito da conta Caixa. Evento: responsabilidade pelo pagamento do frete.00 R$ 18.Inventário Periódico D .Contas a Pagar D .000. com incidência do ICMS pela alíquota de 12% . deverá ser realizada uma contabilização diferenciada. ocorre o débito do ICMS.000.ICMS de Fretes s/ Vendas R$ 150. quando vendem mercadorias. por R$ 20.00 Pelo ICMS incidente sobre as vendas: D .ICMS a Recuperar C .00. bem como proporcionar um retorno ao capital investido pelo sócio ou acionista. a operação de contratação de fretes pode ser contabilizada.600. corno não conformidade com o pedido ou mercadoria deteriorada.Caixa/Duplicatas a Receber C .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100. Dessa forma.00 ICMS incidente na operação: R$ 18. no valor de R$ 150.00 D . eventualmente ocorrem situações onde o fornecedor de determinada mercadoria recebe de seu cliente a mercadoria em devolução.

caso elas sejam operações tributadas pelo ICMS.Estoque de Mercadorias D .Devoluções de Compras D .ICMS sobre Devolução de Vendas R$ 500. Dessa forma.00 D . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Na saída por ocasião de urna devolução. do que a contabilização diretamente na conta ICMS sobre vendas. correspondente a despesas. no caso de devolução de vendas o tratamento seria o mesmo. no valor de R$ 5. constituição de um direito (créditos a receber). Nesse caso específico. quando da aquisição de mercadorias. Evento: devolução de compras mercadorias. por ocasião da devolução de compras. é a venda de mercadorias. Operações de devoluções de vendas de mercadorias Da mesma forma que as empresas podem devolver mercadorias aos seus fornecedores. Quando ocorre essa situação.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Nessas situações.00 (Inventário periódico) ICMS destacado no valor de R$ 600.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C .000.00 Evento: devolução de compras mercadorias. que poderá ser utilizado quando a empresa vier a realizar novas compras junto ao seu fornecedor. no valor de R$ 5.000.00 D . Da mesma forma que.00 R$ 60. para fins tributários.00 R$ 600.00 (Inventário permanente) ICMS destacado no valor de R$ 600. toma-se necessário o registro correspondente do imposto incidente sobre as referidas operações. independe o tipo de inventário adotado pela empresa. de acordo com as condições comerciais estabelecidas. usualmente. ocasionando o que comum ente é chamado de devolução de mercadorias de clientes. Entendemos tratar-se de uma técnica mais adequada. Orleans Martins 48 . uma conta redutora da conta devolução de vendas. contabiliza-se o ICMS sobre devolução de compras separadamente. destacando-se os efeitos tributários das operações de devoluções de mercadorias.400. As contas de resultado.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C . além de realizar a devolução das mercadorias.00 D . no caso em questão. há reflexos no ICMS que foi debitado. denominada "ICMS sobre devolução de vendas". Adota-se. no momento da negociação: abatimento do valor da mercadoria devolvida nas duplicatas a pagar (fornecedores). nesse caso.000.Duplicatas a Receber/Caixa D .ICMS s/ Devolução de Compras C . recebendo créditos apenas quando do encerramento para apuração do Resultado do Exercício.00 Observe-se que.ICMS a Recuperar C . Há três opções na conta devedora. por ocasião da venda de mercadorias. Outro fator a ser considerado é a natureza da conta.Devolução de Vendas C . ou ainda vendas canceladas. tem natureza Devedora. cria-se uma conta redutora. ocorrerá o débito correspondente. Isso decorre da necessidade de informação por parte dos usuários da contabilidade. em determinadas situações os clientes das empresas também podem efetuar essa operação. no valor de R$ 500.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C . a empresa possui o direito de creditar-se do ICMS correspondente. pois a operação a ser considerada.ICMS a Recolher R$ 4.00 ICMS incidente sobre a devolução de R$ 60.00 R$ 600.00 Corno se pode observar pelos registros acima.ICMS a Recolher R$ 5. o valor debitado por ocasião da devolução de vendas será aquele correspondente ao valor total da nota fiscal. restituição em dinheiro do valor correspondente às mercadorias devolvidas (caixa) ou ainda. Evento: devolução de vendas de mercadorias.

R$ 3. O custo das unidades. A empresa que fornece as mercadorias em bonificação deve tratá-Ias como vendas normais. no comércio. ou ainda. sendo que este emitirá. A comunicou à empresa Gama S. a empresa que recebe as bonificações.Estoque de Mercadorias C .000.00 e o preço de venda da empresa Beta S. tem o direito de recuperar o ICMS incidente sobre as mercadorias recebidas em bonificação. então.00. segue abaixo um exemplo prático. para a empresa que efetuou a remessa em consignação. O ICMS incidente sobre todas as operações é de 12%. para aqueles clientes que realizam compras em grande quantidade.00 R$ 360. Note-se. pois foram enviadas a outra empresa em consignação. A foi de R$ 2. Evento: recebimento de mercadorias em bonificação. que havia vendido 30 unidades. quando tributadas. A empresa Gama S. em regime de consignação para a empresa Beta S.00 (Inventário Permanente) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360.00 Evento: recebimento de mercadorias em bonificação. na operação de consignação. 100 unidades da mercadoria Y. a mercadoria continua de propriedade do consignador. não tendo qualquer benefício específico. a existência de conceitos distintos: há mercadorias que podem estar fisicamente no estoque da empresa.00 (Inventário Periódico) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360. A diferença existente entre uma compra e venda comum reside no fato de que. nesse caso. A remeteu.ICMS a Recuperar C . A No dia 31 de janeiro de 20xO. gerando uma margem de lucro maior para o vendedor.000. ocorre por ocasião da circulação das mercadorias.00 R$ 360. A. essas serão tributadas normalmente. Visando esclarecer essas questões. até a empresa consignatária realizar a venda para terceiros.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Recebimento de bonificação de mercadorias É prática costumeira.Receita de Bonificação de Mercadorias D . Orleans Martins 49 . no valor de R$ 3. que detém a posse das mercadorias.ICMS a Recuperar C . se essas forem tributadas. e o crédito do ICMS. No entanto. pode ocorrer uma operação denominada consignação de mercadorias. via de regra. a empresa consignatária deverá emitir uma nota fiscal de devolução simbólica para o consignador. seja total ou parcialmente. pois quando da venda das mercadorias.00 D .00 D . o fato gerador do ICMS. era de R$ 600. devendo haver o respectivo débito de ICMS. bem como há a possibilidade de inexistência de mercadorias na empresa. no que diz respeito ao ICMS. quotidianamente. para que outra empresa (consignatária) realize a venda das referidas mercadorias. quando do lançamento de um novo produto. entre duas empresas comerciais. mas não serem de sua propriedade.640. Entretanto. ao valor unitário de R$ 100. em 2 de janeiro de 20xO.Receita de Bonificação de Mercadorias D .Mercadorias Recebidas em Bonificação C . que não são de sua propriedade.00. Se a mercadoria circulou da empresa A para a empresa B. a utilização do recurso de bonificação de mercadorias. mas não a propriedade.000.Receita de Bonificação de Mercadorias R$ 2. para a empresa Gama S.000. a empresa Beta S. A. para a empresa que recebeu as mercadorias em consignação. Essa operação consiste no envio. uma nota de venda de mercadorias (para simples faturamento). pela empresa vendedora (denominada consignadora).ICMS s/ Mercadorias Recebidas em Bonificação Operações de consignação de mercadorias Dentre as diversas atividades desenvolvidas pela empresa. de uma operação de consignação de mercadorias. ocorreu o fato gerado do ICMS. Quando ocorre a comunicação da venda. Caso não ocorra a venda das mercadorias. pois não possuíram custos de aquisição. no valor de R$ 3.000. a empresa consignatária efetua a devolução das vendas.

Mercadorias Consignadas (contas de compensação) R$ 100.ICMS a Recolher D . Contabilização do ICMS para empresas em regime de Substituição Tributária A figura da substituição tributária teve seu ápice com a introdução.Estoque de Mercadorias R$ 60. temos a seguinte operação de um produto vendido por substituição tributária: Valor de venda pelo substituto: R$ 10.000. de fatos tributários posteriores.Consignação de Mercadorias (contas de compensação) Evento: recebimento de mercadorias em consignação D . quando da ocorrência de fato gerador do ICMS. basta o comerciante substituído agregar todos os custos pagos pelo produto como custos de comercialização e/ou produção.00 ICMS das operações subsequentes: R$ 600.000. Orleans Martins 50 . relativo às operações de aquisição. recebimento em bonificação ou consignação de mercadorias. uma vez que. de 1993.00 R$ 12. não há qualquer compensação do imposto pago nas operações anteriores. Todo o tributo já foi todo retido e recolhido nas operações anteriores. das operações subsequentes. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga.Mercadorias Consignadas (contas de compensação) C . automóveis etc. pneus.Mercadorias em Consignação (estoque em poder de terceiros) C . deve ocorrer o registro dos fatos contábeis relativos às denominadas operações próprias. devolução.00 ICMS das operações próprias: R$ 1. da possibilidade de atribuição.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: remessa de mercadorias em consignação D . em um regime conhecido como Substituição Tributária.000. 150 da Constituição Federal.00 D .ICMS si Mercadorias em Consignação C .00 D . por meio da Emenda Constitucional nº 3.000. nesse regime.00 Como se pode observar. em que. contudo.Mercadorias Recebidas em Consignação (contas de compensação) C . ele deverá observar a segregação entre o tributo devido nas próprias operações do tributo retido por substituição tributária. por intermédio do § 7º do art. conforme será observado no tópico a seguir.000. em todas as operações anteriormente relacionadas. caso não se realize o fato gerador presumido. Há situações. Para fins de exemplificar. o contribuinte torna-se responsável pelo cálculo. tintas. Esse fato decorre de que. As operações ocorridas sob esse regime devem ser objeto de contabilização distinta. fretes e outros. O tratamento contábil da substituição tributária deve ser observado com muito mais cuidado pelo substituto (aquele que vende o produto com substituição tributária). em produtos como combustíveis.00 Valor de venda varejo .00 Valor total da Nota Fiscal: R$ 10.600. Diz o referido artigo: § 7º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. venda. 5. Um dos tributos que mais se utiliza do recurso da denominada Substituição Tributária é o ICMS.1.00 R$ 100.ICMS si Mercadorias Recebidas em Consignação R$ 12.substituído: R$ 15. retenção e recolhimento do ICMS sobre duas ou mais operações da cadeia produtiva.000. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente.1. além da operação envolver o ICMS incidente sobre as denominadas "operações próprias".00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.200.ICMS a Recuperar C .000. nas operações de produtos adquiridos pelo regime de tributação pela substituição tributária. do que por aquele que recebe o produto em substituição tributária. Já para o substituto. a outro sujeito passivo.

destinado às suas atividades.00 Evento: aquisição de produto pelo substituído .000. ficaria assim expressa: Faturamento Bruto 10.600. a recuperação imediata de todo o ICMS incidente em uma operação de aquisição de ativo imobilizado.00 R$ 600.Fornecedores/Caixa R$ 10.200.600. os lançamentos seriam os seguintes: Evento: aquisição de produto pelo substituído . 5. não é realizado qualquer débito de imposto.. pelo contribuinte substituído. para melhor compreensão: Exemplo de cálculo do FATOR a ser utilizado no cálculo do aproveitamento do ICMS incidente sobre aquisição de ativo permanente.00 (600. pois o valor corresponde ao ICMS a ser recolhido pelo substituto. dessa operação. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. possuem o direito de recuperar o ICMS sobre essa aquisição. Orleans Martins 51 .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda de produto com substituição tributária D .600.1.00 Quando da realização da venda.ICMS . em razão das operações posteriores realizadas pelo contribuinte substituído.ICMS s/ Vendas C . Basta contabilizar o valor efetivamente pago como estoque.00) . Entretanto. Esse processo de recuperação. não é permitida pela legislação vigente. A parte inicial da Demonstração do Resultado do Exercício. Aproveitamento de créditos de ICMS sobre venda de Ativos Imobilizados e a contabilidade As empresas sujeitas à tributação do ICMS. quando realizam operações de aquisição de ativo fixo. que o ICMS por substituição tributária. embora integrante do faturamento da empresa. às empresas. Vamos a um exemplo.Fornecedores/Caixa R$ 10. ao contrário do ICMS incidente sobre as operações mensais da empresa.Inventário Periódico D . de acordo com determinado fator. a operação é bem simples. O fator deverá ser igual ao produto entre 1/48 (um quarenta e oito avos) com a relação entre a soma das saídas e prestações tributadas e o total das saídas e prestações escrituradas no mês. Já para o contribuinte substituído.Inventário Permanente D .2.600. a aquisição de um ativo imobilizado é considerada uma operação de longo prazo..00 Evento: contabilização do ICMS por substituição tributária D . dessa forma.Substituição Tributária a Recolher Evento: contabilização do ICMS . não constitui um elemento de sua Receita Operacional Bruta.00 Verifica-se.operações próprias D .00) (-) ICMS Substituição Tributária Receita Operacional Bruta 10.ICMS por Substituição Tributária C . No exemplo em questão.Estoques C ..00 (-) ICMS s/ Vendas (1..ICMS a Recolher R$ 1.Duplicatas a Receber/Caixa (Cliente Alfa) C . destinado à manutenção das atividades da empresa. . de acordo com a legislação vigente. Dessa forma. seja pelo regime normal. não havendo qualquer possibilidade de creditarnento do ICMS das operações anteriores.. em virtude do imposto já ter sido recolhido nas fases anteriores. deverá ocorrer nos 48 meses seguintes à aquisição do imobilizado.. seja pelo regime de substituição tributária..Faturamento Bruto R$ 10.200..Compras de Mercadorias C .

000. A seguir.000. o saldo de créditos do ICMS sobre aquisição de determinado ativo. serão abordados todos os eventos provenientes de situações envolvendo aquisição.000.000.00 Nesse caso em questão.800. que é inerente à aplicação do fator.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 1.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 60. deverá ser calculado da seguinte forma: FATOR = 1/48 * (650. para um total de saídas no valor de R$ 850.20x0 Valor do bem adquirido: ICMS incidente sobre a aquisição: D .00/850.00 50. o fator a ser multiplicado pelo ICMS incidente sobre aquisição de ativo imobilizado seria 0.00 60.00. Ao final dos 48 meses. que não for aproveitado. sendo que o saldo restante. então.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000. a serem aproveitados no curto prazo. Aquisição de ativo imobilizado Evento: aquisição de ativo imobilizado tributado pelo ICMS a vista Bem: Máquina Empacotadora .000. Então. Meses nos quais irão ser creditados os valores do ICMS: De dezembro de 20x0 a dezembro de 20x1 = 13 meses Após dezembro de 20x1 = 35 meses Têm-se.12.Data operação: 20.250.000.949 Totais Valor Contábil 100.202 CFOP 6.Máquinas e Equipamentos C . Os lançamentos correspondentes seriam os seguintes: Evento: apropriação do ICMS incidente sobre aquisição de bem do Ativo Imobilizado D . teve as seguintes operações registradas em seu Livro de Registro de Saídas: CFOP 5.102 CFOP 6. como já vimos anteriormente. A diferença do ICMS não aproveitado. o percentual a ser utilizado seria de 2.00) FATOR = 0. ou seja.00 BC 100.00 R$ 52.00 R$ 7. 1. ao final do mês de janeiro de 20xO. caso a empresa possuísse créditos de ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado.200. deve ser realizada a segregação entre o ICMS a ser aproveitado no curto prazo (ativo circulante) e a parcela a ser aproveitada no longo prazo (ativo não circulante). e uma parcela que será utilizada após o término do exercício social subsequente. deverá ser cancelado.ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) C .76470588) FATOR = 0.000.000.000.950.00 O custo de aquisição do veículo será representado pelo valor de aquisição do bem.00 Outras 200. O fator para utilização.00 será aproveitado no longo prazo.00 850.000.00 --650.00.00 50.02083333 * (0. Orleans Martins 52 .00 500.00 9.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A empresa ALFA S.950.200. deduzido dos impostos recuperáveis incidentes sobre a operação. no valor de R$ 5.000.0159313 Neste mês em questão. teremos uma parcela do ICMS a ser aproveitado que será utilizado no exercício social imediatamente posterior.000.59313% do valor total do ICMS.0159313.000.00 > parcela máxima mensal do ICMS a ser aproveitada.00 --281.00 200. No exemplo em questão: R$ 7.000.000.00/48 = R$ 150..000. Dessa forma.102 CFOP 5. não poderá ser aproveitada nos meses subsequentes. a empresa teve um total de R$ 650. será realizado em um prazo previsto de 48 meses. venda e cancelamento de créditos decorrentes de operações com ativo imobilizado.000.00 500. 13 meses a R$ 150.00.00 em operações tributadas.083333%. que resultam em um montante de R$ 1.00 ICMS 12.000. Caso a empresa apresentasse somente saídas tributadas. O ICMS incidente sobre as operações de aquisição de imobilizado. para as empresas que promovem saídas não tributadas. A.

vamos considerar que. Máquinas e Equipamentos.ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) R$ 120. Aproveitamento mensal de ICMS incidente sobre ativo imobilizado Após a aquisição. ao final dos 48 meses previstos para aproveitamento Situação: Valor total do ICMS sobre ativo imobilizado: Saldo remanescente. no primeiro mês.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 5.ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Não Circulante) C .00 R$ 900.00 Após os referidos lançamentos.00 R$ 5. a empresa em questão teve 80% de suas saídas tributadas. Em relação ao ativo imobilizado adquirido: Valor total do ICMS a recuperar: Fator: Valor do ICMS a recuperar no primeiro mês: R$ 7. à razão de 1/48. devendo ser provisionado pelo seu total. uma vez que tais valores não poderão ser recuperados no futuro. teríamos uma situação onde o custo de aquisição do imobilizado será representado pelo valor de aquisição. podendo ocorrer variações no valor a ser aproveitado.00 A apuração do fator de aproveitamento do crédito do ICMS sobre ativo imobilizado ocorrerá mensalmente.0166667 R$ 120.280. Orleans Martins 53 .00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. proporcionalmente às saídas tributadas.Ativo Circulante: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . devem ser cancelados. não utilizados.00 R$ 900. em um saldo de créditos.200. após 24 meses de aquisição Custo contábil do bem: Depreciação acumulada do bem: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . pois não é permitida pela legislação a sua utilização. Serão analisadas. não utilizados. antes do término desse prazo. O lançamento contábil correspondente a essa operação seria: Evento: aproveitamento mensal do ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado D . Evento: cancelamento do ICMS sobre ativo imobilizado. ao final de 48 meses: R$ 3. Ele é creditado diretamente na apuração do ICMS. a possibilidade de recuperação do ICMS na aquisição do Ativo Imobilizado existe.00 Verifica-se a apropriação do saldo do ICMS sobre ativo imobilizado como despesa. Evento: alienação de ativo imobilizado. ou por ocasião da venda do ativo imobilizado. Utilizando-se o exemplo anterior. mensalmente. Dessa forma.Ativo não Circulante: R$ 26. o fator de aproveitamento do ICMS seria 0. ao final de 48 meses.00 Importante é ressaltar que o aproveitamento do crédito do ICMS sobre aquisição de ativo imobilizado não ocorre juntamente com os créditos provenientes da aquisição de mercadorias. A primeira situação decorre do fato de a empresa promover saídas não tributadas. são aproveitados créditos em percentual inferior a 1/48. a seguir.000.250. pois devem receber tratamento contábil distinto. no Livro de Registro de Entradas. os créditos remanescentes.Outras despesas operacionais (ICMS si Ativo Imobilizado Não Utilizado) C . Cancelamento de crédito do ICMS sobre ativo imobilizado não utilizado Ao final do período de 48 meses.0166667. Dessa forma.00 R$ 455. perdendo as suas características intrínsecas de ativo. proveniente de saldo remanescente. possa não ser aproveitada.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] D . a partir do primeiro mês de aquisição. Embora haja uma parcela que.ICMS a Recuperar C . as duas situações anteriormente descritas. de acordo com o percentual de saídas tributadas em relação às saídas totais. a empresa poderá aproveitar o crédito do ICMS. com saldo de créditos de ICMS a recuperar Operação: Venda de Ativo Imobilizado.400. deduzido dos impostos recuperáveis.00 0. resultado.00 D .ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar (Ativo Circulante) R$ 455.

7. 7.00 Observe-se que.11. não aproveitado em virtude da alienação do bem. 7. 19 e 21 a 40. 18.280. não inscritos no Cadastro de Prestadores de Outros Municípios. III. 7.02. 11.02.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C .19.10. remessa ou entrega de correspondências.00 R$ R$ 900.05. 13 a 15. realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. 7. 17 (exceto os subitens 17. pelos agenciamentos.14. quando tomarem ou intermediarem serviços de coleta.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . por pessoa física ou jurídica.Ativo Não Circulante R$ 900. 7. 7.896/2009: a) Subitens 3.00 R$ 5. 7. IV. Orleans Martins 54 .701/2003.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar.400.03. executados por prestadores de serviços que emitam nota fiscal ou outro documento fiscal equivalente autorizado por outro município ou pelo Distrito Federal. objetos.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C .03 e 12. Tomadores ou intermediários de serviços provenientes do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior do País. b) Subitens 7. 7. 6. São responsáveis pela retenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza e compreendem fatos geradores passíveis para talos serviços prestados nas condições que seguem: I.07. a prestação dos serviços constantes da relação do art. 7. 6. 11. de serviço não compreendido na competência da União ou dos Estados e.13. 7. 4 a 6.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda do bem do ativo imobilizado D .1. no item em questão.05 e 17.12.08. bem como nos subitens 7. quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços listados no art. no Ativo Não Circulante D . corretagens ou intermediações de seguro.06.13. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo.Máquinas e Equipamentos C . o saldo do ICMS.05 e 17.Máquinas e Equipamentos Evento: lançamento da depreciação acumulada do bem D . 7. por elas pagas a seus agentes. Instituições financeiras. deverá integrar o custo do bem vendido. bens ou valores. 17.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C .Depreciação Acumulada . prestados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.04. e condomínios edifícios residenciais ou comerciais. no Ativo Circulante D . IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) .Município de São Paulo Breve descrição do tributo Fato gerador Constitui fato gerador do Imposto sobre Serviços (lSS) no município de São Paulo a prestação.04.09 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo.01 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo por prestadores de serviços estabelecidos fora do Município de São Paulo. 7. 1Q do Decreto nº 50. 3 (exceto o subitem 3. b) De conserto e restauração de bens sinistrados por elas segurados. 7. 7. II.09). quando tomarem ou intermediarem serviços: a) Dos quais resultem remunerações ou comissões. 7.18. 1 Q da Lei nº 13. inclusive imunes ou isentas.15.8 aIO.Ativo Circulante Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar. c) Itens 1.17 e 16. documentos.04).00 R$ 26. 2.01. Pessoas jurídicas.09. Sociedades seguradoras. com ou sem estabelecimento fixo.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . 7.20. especificamente.

a partir de 01. IV ou V da Lei Complementar nº 123/2006 considerando-se a faixa de receita bruta a que a ME ou EPP estiver sujeita no mês anterior ao da prestação dos serviços. corretagens ou intermediações de planos ou convênios. serviços acessórios. documentos. serviços de apoio aeroportuários. Empresas de aviação. no caso dos serviços prestados pelas Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) optantes pelo SIMPLES Nacional. de patologia. bens ou valores. prontos-socorros. bancos de sangue. qual seja. movimentação de mercadorias. quando tomarem ou intermediarem os serviços aeroportuários. utilização de aeroporto. documentos. IX. ambulatórios. movimentação de aeronaves. de olhos. Tal alíquota deve ser destacada pelo prestador de serviço em documento fiscal fornecido à fonte pagadora.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] c) De regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros. objetos. de sêmen e congêneres. tem-se como sujeito ativo o Município de São Paulo. gozar de isenção ou gozar de imunidade. quando tomarem ou intermediarem serviços dos quais resultem remunerações ou comissões. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. b) coleta. Orleans Martins 55 . corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. tratado na Lei Complementar Federal nº 123/2006. Sujeito ativo Decorrente desse Imposto. pelos agenciamentos. de inspeção e avaliação de riscos para cobertura de contratos de seguros e de prevenção e gerência de riscos seguráveis. VII. laboratórios de análises. Entretanto. a alíquota prevista nos Anexos III. b) de hospitais. pelos agenciamentos. os responsáveis tributários ficam desobrigados da retenção e do pagamento do imposto. quando tomarem ou intermediarem os serviços de coleta. por elas pagas a seus agentes. de pele. o mês de emissão do documento fiscal (nota fiscal de serviço. V. entre outros). comprovado via declaração cadastral (profissional autônomo). bens ou valores. remessa ou entrega de correspondências. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. para cálculo do imposto a ser retido na fonte. deve ser considerada.01. então. sendo o tomador do serviço caracterizado como o contribuinte responsável pela retenção e recolhimento do tributo. logística e congêneres. movimentação de passageiros. em relação aos serviços tomados ou intermediados de prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo e nos enquadramentos que seguem. prestados dentro do território do Município de São Paulo. o momento de incidência/retenção do ISSQN ocorre quando do recebimento/pagamento do serviço prestado. realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. armazenagem de qualquer natureza. corretagens ou intermediações de planos e títulos de capitalização. Empresas administradoras de aeroportos e de terminais rodoviários. Ao tomador do serviço. Sociedades que explorem serviços de planos de medicina de grupo ou individual e convênios ou de outros planos de saúde. objetos. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. remessa ou entrega de correspondências. casas de saúde e de recuperação. clínicas. compete o recolhimento do valor retido na fonte no dia 10 ou dia útil posterior do mês subsequente ao mês de ocorrência do fato gerador. quando tomarem ou intermediarem serviços: a) dos quais resultem remunerações ou comissões. recibo de profissional autônomo. Sociedades de capitalização. VI. VIII. Sujeito passivo O contribuinte de fato consiste do prestador de serviços. Também. de eletricidade médica. Momento de incidência/retenção/recolhimento Fundamentado o fato gerador. Hospitais e prontos-socorros. capatazia.2009. por elas pagas a seus agentes. quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo: a) tinturaria e lavanderia.

ocorre o seguinte evento relacionado ao tributo: • Recebimento de serviços prestados com retenção do ISS pelo tomador do serviço.5% a 5% segundo normatização pela Portaria SF nº 014/2004 aos serviços nela expressos.Serviços Prestados por Terceiros R 50.00. a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido. • Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento.00 D . compreende: • Incidência do fato gerador. quando do recebimento do serviço prestado.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aspecto geográfico A retenção é aplicável aos sujeitos passivos prestadores dos serviços listados no art.00 • Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento. com retenção do ISS pelo tomador do serviço. Para o tomador do serviço. Contabilização dos eventos Para o prestador de serviço.Despesas com ISS (redutora da receita) C . isto é.2.ISS a Recolher . 6.33% por dia de atraso. implicando no seguinte acréscimo legal sobre o valor do principal devido e não recolhido no prazo estipulado pela legislação vigente: (I) multa moratória de 0. Descrição dos eventos relacionados ao tributo Para o prestador de serviço.Receita de Serviços D .Disponibilidades C .Serviços de Terceiros a Pagar D . Apurada a base de cálculo.Serviços Prestados por Terceiros C . com retenção do ISS de 5% pelo tomador do serviço: R$ 50.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. aplicam-se alíquotas de 2. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço. R$ 950. Base de cálculo e alíquotas A base de cálculo do ISSQN compreende o preço do serviço prestado. limitada a 20%. no prazo estabelecido pela legislação. Orleans Martins 56 . no curso regular da obediência à legislação vigente.896/2009. Para o tomador do serviço. 6. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço. 1º do Decreto nº 50.3. no curso irregular da obediência à legislação vigente. sem dedução.Receita de Serviços Para o tomador do serviço.Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C . com exceção de descontos e abatimentos concedidos independentemente de condição. o ISS constitui-se numa despesa que deve ser assim contabilizada: • Recebimento de serviços prestados no valor de R$ 1. D . os eventos relacionados ao tributo compreendem a(o): • Incidência do fato gerador.00 D . os eventos atrelados ao tributo consistem dos que seguem: • Pagamento em atraso de ISS retido na fonte.00 R$ 950. a receita bruta a ele correspondente.000.Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C .Disponibilidades R$ 50.ISS a Recolher .

que funciona de forma semelhante ao cheque especial de pessoa física.00 150.000.000.000.000.000. C .00 285.Escritório (sede) Imóveis .Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C .Lojas (comercialização) Equipamentos e utensílios Veículos (-) Depreciação Acumuladas Total BALANÇO PATRIMONIAL 31/12/2006 PASSIVO 290. Atenas.Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C . em 31/12/2006.00 Passivo Circulante 5.00 Passivo Não Circulante 265. tais como: vodca.000. vinho e uísque.00 555. onde construiu suas instalações industriais com o objetivo de acondicionamento das bebidas importadas.00 15.000. ATIVO Ativo Circulante Caixa Bancos conta Movimento Ativo Não Circulante Imobilizado Instalações industriais (produção) Imóvel .000. que serão comercializadas no território nacional.Serviços Prestados por Terceiros • Provisão do acréscimo legal referente à multa moratória. 7.Serviços de Terceiros a Pagar D .00 Patrimônio Líquido 35. Fontes • Lei nº 13. apenas para exemplificar o lançamento contábil.00 25.00 555.Disponibilidades D .ISS a Recolher . A Cia.000. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço.ISS a Recolher . A empresa iniciou suas atividades no final de 2006. Atenas foi constituída com o objetivo de importar bebidas e recondicioná-las para a comercialização no mercado brasileiro.00 Capital Social 40. era a apresentada no quadro da página seguinte.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para o tomador do serviço.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. industrialização (acondicionamento) e comercialização de bebidas. a empresa adquiriu uma propriedade. D .Serviços Prestados por Terceiros • Pagamento do respectivo valor de ISS com acréscimo legal fora do prazo de recolhimento. A Cia. A posição patrimonial da Cia. Atenas é uma empresa que atua no ramo de importação. fora do prazo estabelecido pela legislação. • Decreto nº 50.Serviços Prestados por Terceiros Valores hipotéticos. Os valores deverão respeitar a legislação vigente no município onde ocorrer o fato gerador. situada na zona rural.000. denominado "conta empresarial".000. • Portaria SF nº 14/2004.000. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS O CASO DA CIA. Atenas possui um limite de crédito junto ao Banco "X". Orleans Martins 57 .896/2009.Despesa de Multa com Caráter Compensatório C .000. compreende: • Incidência do fato gerador. a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido. D .701/2003.00 265. No ano de 2006.00 555. ATENAS A Cia.ISS a Recolher .00 Total 31/12/2006 555.000.

000.89.56 472. a Receita Federal.78 Vinho Seco Fino 300 1. Produto (tonel) QTOE .. representam. para o exercício.89 Uísque 200 2.1. a base de cálculo é formada pela soma dos custos de importação (matéria-prima.052. com 120 dias de prazo para o pagamento.60. comercializadas.052.261.172. A base de cálculo do II é o Valor CIF .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7. incluídos os vinhos enriquecidos com álcool. R$ 2. pode variar de acordo com a natureza/tipo de produto e/ou serviço.555. Deve-se observar que a alíquota.573. foram: Tabela: Volume de bebidas importadas. excluídos os da posição 20. fretes e seguros).Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C . Atenas contratou ambos por U$ 5. O registro contábil da aquisição de matéria-prima. posteriormente. a empresa realizou a importação de bebidas a serem acondicionadas e. As importações das bebidas. multiplicada pela alíquota incidente. As alíquotas são as seguintes: Cod TEC Descrição Aliq % 2208.Tonéis Preço por Tonel U$ Vodka Ballaloc 250 1. Aquisição de matéria-prima No dia 2 de janeiro de 2007.222.00 1. superior a 50% vol. convertido pela taxa de câmbio do dia.: Cada tonel de bebida tem capacidade de 100 litros.22 403.361. em reais. a Cia. Total U$ 297.78.1. que estipula e/ou modifica o percentual aplicável.46 importação de insumos (bebidas). Quando não há o valor do seguro ou o frete internacional. 7. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual ou de Comunicação (ICMS).017. em volume.Fornecedores (Passivo) R$ 2.04 uvas.Free on Board). Orleans Martins 58 .09 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. através do SISCOMEX. a serem acondicionados. Insurance and Freight (Custo.30.Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .10 12 superior ou igual a 50 litros Vinhos de uvas frescas. irá arbitrar um valor para o frete e o seguro internacional para se chegar ao preço CIF que é a base de cálculo do II.78 O valor da aquisição (compra) dos tonéis de bebidas totalizou U$ 1. que. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). em operações com importação de mercadorias e serviços. mais o valor do frete e seguro internacional.1.33 Total 750 Obs.30 Com um teor alcoólico.12. em recipientes de capacidade 2208. PIS e COFINS importação. a prazo.Cost. O percentual a ser cobrado de imposto (alíquota) fica a cargo do órgão regulador. e. Imposto de Importação Na apuração do Imposto de Importação. Os custos referentes ao frete das mercadorias adquiridas. A composição do CIF deverá ser o valor FOB da fatura comercial. geralmente em moeda estrangeira.361.777.863.172. os quais também devem integrar o custo de aquisição da bebida em tonéis: D . foram de responsabilidade do importador (FOB .12 Uma vez que seguro e frete corriam por sua conta. mostos de 22. ocorre a incidência dos seguintes Imposto de Importação (II).Bancos conta Movimento/Banco "X" Na impostos: • • • • R$ 10. Seguro e Frete internacional).188.75. nessa transação. Os cálculos dos tributos incidentes nesta operação iniciaram-se pelo Imposto de Importação.00 Vodca 20 Uísques 2208. será: D .777. no valor de R$ 1.

Estoque/ Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .57 A seguir.39 166.2. Tabela: Apuração do Imposto de Importação.00 10. Taxa aduaneira Sobre as mercadorias importadas.12 10.444. a empresa pagou as seguintes taxas aduaneiras.687.00 26.080.744.90 Outros Adotando-se as alíquotas conforme TEC.261.86 2.062.10 Vinhos espumantes e vinhos espumosos 2204.744.754.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7.26 20 20 O valor do Imposto de Importação.75 • Valor CIF em reais 2. demonstramos o cálculo do Imposto de Importação por tipo de bebida adquirida.622.361.67 • Taxa do dólar ou moeda estrangeira negociada 1.26 26.89 1. distribuindo-se proporcionalmente o valor do seguro e frete.49 709. conforme demonstrado a seguir: Tabela: Valor das compras (estoque de matérias-primas).387.26 O valor dos estoques.387. representa R$ 355.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2204. Produtos (tonel) Valor ClF da Importação (MP) R$ Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 522.50 R$ 355.33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. dos impostos não recuperáveis e taxas aduaneiras. que define os imposto de importação por mercadoria. portanto.10 Tipo champanha (champagne) 2204.Estoquei Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C . de forma a apurar a base de cálculo e o imposto devido.052. Orleans Martins 59 .129.744.Bancos conta Movimentol Banco "X" (Ativo) R$ 26.863. • CIF em dólar = 1. Contas Preço da matéria-prima adquirida (bebida em tonéis) Fretes e Seguros Imposto de Importação Taxas aduaneiras Valor total dos Estoques R$ 2.178. é representado pela soma dos custos das matérias-primas adquiridas mais o valor do frete e seguros.025.387.172.78 + 5.46 355.062.10. Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Contabilização D .777. nesta operação.10.744.26 e o registro se faz a débito da conta de estoque: Contabilização D .1.22 830.753.90 85.622.547.620.50 2.170.739.97 355.641.57 Alíquota do II Total Imposto de Importação a recolher Valor CIF x 5% 20% 12% 20% 104.50 Taxas aduaneiras 6.50 9.

após desembaraço. a empresa enquadra-se como contribuinte de fato do IPI.201.710. Ex 01 . acrescido do imposto de importação. Produtos (tonel) Base de Cálculo Alíquota (IPI ) Total do IPI si e a matéria-prima Total c/ IPI Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 633. Atenas.35 Imposto sobre as Operações Relativas a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação Para os produtos importados pela Cia.444. superior a 50% vol.974.89 804. mostos de uvas. utilizaram-se as alíquotas descritas na TIPI. conforme regulamento do ICMS . de forma que o registro contábil fica: Contabilização D . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.61 1. A lógica de tributação do ICMS na IMPORTAÇÃO O valor da operação (mercadoria mais serviços) ou importação.050.Vinhos da madeira.754. ocorre fato gerador do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e de Comunicação. incluídos os vinhos enriquecidos com álcool. Imposto sobre Produtos Industrializados e Imposto sobre Operações de Crédito.359. Cod TIPI 2208.003.Alíquota do ICMS) Veja que a base de cálculo do ICMS é feita como se o valor da sua respectiva alíquota entrasse "por dentro".IPI a Recuperar (Ativo) C .486.384. Base de cálculo do IPI = valor CIF + valor do II Para este caso.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7. as operações de importações realizadas sofrem incidência do respectivo imposto.93 241.1.RIPI.469.35 1.1.08 402.296.Destilado alcoólico chamado uísque de malte (malt whisky) com teor alcoólico em volume superior a 54% e inferior a 70%.33 1.09.IOF e despesas aduaneiras. por isso é que se divide por 1 menos a alíquota do ICMS.3.69 1.024. pois. em volume.60. Orleans Martins 60 .RICMS. Imposto sobre Produtos Industrializados Para os produtos importados pela Cia.024.83 2.014.409. obtido de cevada maltada 40 60 30 Descrição Aliq % 60 Tabela: Apuração do IPI.04 Vinhos de uvas frescas. em recipientes de capacidade superior ou igual a 50 litros Ex 01 .10 Com um teor alcoólico. além dos encargos efetivamente pagos pelo importador. Câmbio e Seguro e sobre Operações Relativas a Títulos e Valores Mobiliários .775. do porto e de xerez 2208.4. incluindo o Imposto de Importação. pela importação de mercadoria.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7.16 3. Base de cálculo do ICMS A composição da base de cálculo é assim formada: (Valor CIF + 11 + IPI + IOC + IOF + Despesas Aduaneiras)j(l. excluídos os da posição 20.68 O valor do IPI a ser pago pela empresa poderá ser recuperado em operações posteriores.045.00 Vodca 22..33 60% 30% 40% 380. R$ 1. por determinação legal. devido à importação dos tonéis de bebidas.006.82 1.30. conforme regulamento do IPI . A composição da base de cálculo é feita da seguinte forma: A lógica de tributação do IPI na IMPORTAÇÃO Base de cálculo do IPI dos produtos importados: é o valor que serviu de base de cálculo do Imposto de Importação (Valor CIF). Atenas.204.296.

350.204.25 25% 348.68 4.23 A apuração do PIS e COFINS incidentes de transações de importação devem orientar-se pela instrução normativa da Receita Federal do Brasil nº 572.156. Assim.156.69 1.90 1.Importação d = alíquota da COFINS . • Os gastos relativos à carga.401. o que não acontece nas operações de compra realizadas no país.Importação e = alíquota do ICMS CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.479.314. tais valores podem ser compensados.89 25% 469.82 1. A fórmula padrão para apuração da base de cálculo é a seguinte: Base de Cálculo do PIS e COFINS: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x X) O Valor Aduaneiro representa toda mercadoria submetida a despacho de importação está sujeita ao controle do correspondente valor aduaneiro.486.045.352.469.014. entendese que integram o valor aduaneiro. independentemente do método de valoração utilizado: • O custo de transporte da mercadoria importada até o porto ou o aeroporto alfandegado de descarga ou o ponto de fronteira alfandegado.625.828.ICMS a Recuperar (Ativo) C .25) 1. de 22 de novembro de 2005. ou seja. Para as empresas que estão sob o regime de tributação não cumulativo de PIS e COFINS.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Na importação o IPI faz parte da base de cálculo do ICMS.76 25% 338.Bancos conta Movimento! Banco "x" (Ativo) 7. que consiste na verificação da conformidade do valor aduaneiro declarado pelo importador com as regras estabelecidas no Acordo de Valoração Aduaneira.1.359. mas para as empresas que estão sob o regime cumulativo (lucro presumido e simples) deverão considerar tais valores como custo das compras.050. já que não poderão compensar com os valores de saída.119.94 1.409.393.56 1.5. à descarga e ao manuseio. • O custo do seguro da mercadoria durante as operações. Orleans Martins 61 .16 1. A composição da base de cálculo é assim formada: Tabela: Apuração do ICMS.23 Da mesma forma que ocorre com o IPI.400. Cálculo de X: = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP. Cabe ao poder público (Receita Federal do Brasil .72 3. não agregarão ao custo dos estoques. e. associados ao transporte da mercadoria importada.879.606.Aduana) realizar o controle. Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Base de cálculo colocando Base de cálculo Alíquota Total Imposto de ICMS o ICMS “por dentro" (MP + IPI) recuperar ICMS = (3) x 25% (3) = (2) / (1-0. onde devam ser cumpridas as formalidades de entrada no território aduaneiro. até a chegada aos locais. PIS e COFINS Importação R$ 1. o ICMS a ser pago na importação será recuperado nas operações posteriores: Contabilização D . que dispõe sobre o cálculo das referidas contribuições.350.

296.641.93 338. PIS Total de PIS Aliq COFINS 1. ×[ .Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) R$ 268.401. a carga tributária da empresa.384.427.533.65% 7.63 4.7% 58.952.64 88.753.67.01 2.86 1.587.000.129.42% 100.50 58.01 268. PIS* COFINS* TOTAL 15. Os valores por produto estão descritos na tabela abaixo.350.PIS a recuperar(Ativo) C .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Cálculo dos parâmetros para apuração do PIS e da COFINS Importação: = = .739.56 Vinho 830.50 380.452.60% 7.167.60% 7.501.235.828.350.22 1.65% 15.50 1. % % % × = 1.28 Expostos todos os tributos incidentes sobre aquisição de matéria-prima importada.545.57) corresponde a 41.7% 58. % % .57 Contabilização do PIS D .94 Ballaloc Uísque 709.300.439.18% 0.33 469.53% 20.06 1.30 1.65% 1.675.025.68% 23.119.35% (1) Custo.3% Uísque 47.65% do total gasto com a aquisição.710.COFINS a recuperar(Ativo) C .22 1.178.7190 Assim.00 241.534.062.201.50 108.3% Vinho Seco Fino 41.35 1.452.30 108.32 1.14 71.545.795.287.08 348.18% 5. Atenas: Tabela: Composição do gasto total com aquisição de matéria-prima.4% em relação ao valor total da transação.81 709. % % × × % % × % × % × % ] % ] = 1.062.00 402. Produtos Custo da Matéria-prima Vodca Ballaloc 36.90 6.062.72 2.23 % 41.287.37 Aliq.300.8072 ×[ % = 1.39 9.97 10.387. % % % ×[ .64 830.65% 1.14 19. Taxas Produtos MP+ Frete e IPI* ICMS* Importação Aduaneiras Seguro (1) (1) (1) Vodca 522.60% Total de COFINS 71.63 522.161.675.687. representa uma média de 58.547.170.156.63 R$ 58. A tabela a seguir demonstra a composição do gasto total da Cia.534.622. Tabela: Carga tributária por produtos.00% No entanto.753. quando somados os tributos que a empresa teve que pagar.587.312.28 7.795. tem-se as seguintes bases de cálculo e a apuração dos respectivos tributos: Tabela: Apuração do PIS e COFINS Importação Produtos Vodca 8allaloc Uísque Vinho Seco Fino Total VA (CIF) X Base cálculo Pis/ Cofins 944. considerando apenas transações de importação. Atenas pela aquisição da matéria-prima propriamente dita (US$ 1. incluindo frete e seguros.86 166.72 Seco Fino Total 2.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) Contabilização da COFINS D .739.011.622.32 88.64 23.620.49 1.534. observa-se que o valor pago pela Cia.49 104.080. % % . (*) Imposto a recuperar.061.167.28 268.862.024.39 58.7% 52.22 19. equivalente a R$ 2.6367 % % ] = .3% Média 41.09 3.622. Orleans Martins 62 .300.20 23.22 85.37% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.26 26.57 355.63% Carga Tributária 63.129.744. Imp.81 1.

ICMS a Recuperar (Ativo) D .400. o que se encontra evidenciado na tabela a seguir. possibilita que a empresa credite (recupere) o valor dos tributos pagos no momento da venda (comercialização) de seus produtos.444.00 22.000.400. a Cia.011.320. PIS = (246.057.20 2.500.alíquota de 10% (destacada na nota fiscal) .alíquota 1.400) x 1.00 79.61 1.65% = 3.00 Esta transação de aquisição de insumos.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.33 Aquisição de embalagens A Cia.320.Fornecedores (Passivo) R$ 162. ICMS.400.59 1. pode ser recuperada.696.312.00 Somando-se ao preço cobrado pelas embalagens o IPI incidente sobre as compras.Valor total da NF ICMS .22. comercializadas.754. ou seja.974. Tabela: Custo de aquisição da matéria-prima importada.000 Total (R$) 62. Atenas adquiriu embalagens no mercado nacional.00 COFINS = (246.IPI .00 R$ 17.000.(8) 1.235.56 2.alíquota de 7.IPI a Recuperar (Ativo) D .00 R$ 3.000.024. Tabela: Quantidade e preço de aquisição das embalagens.400.00 82. Para a realização do acondicionamento das bebidas importadas. Produtos Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 7. Atenas irá recuperar.00 R$ 22.39 4.862.004.000 .696.60% = 17. Valor da Matéria-Prima Valor do Custo dos produtos Impostos a Creditar (8) + Tributos (A) importados (A) . Orleans Martins 63 .00 3. posteriormente.400.65% COFINS .COFINS a Recuperar (Ativo) C .960.Estoque/Material de Embalagem (Ativo) D .000 .6% R$ 224.507.00 R$ 40. que será utilizado no processo de acondicionamento.89 804.00 224.95 20.887.024.22 1.00 17.alíquota de 18% PIS/PASEP .83 2.2.Valor das embalagens sem IPI . Os demais tributos (ICMS. no entanto. Atenas adquiriu bebidas em tonéis para serem acondicionadas e.006.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Parte dos tributos. a nota fiscal da compra totalizou R$ 246.003.481. o custo do estoque é representado pelo total do gasto com a aquisição. PIS/PASEP e COFINS) estão embutidos no preço das embalagens. Compra de Embalagens .061.000 Total 75. O valor do PIS e COFINS a recuperar é calculado aplicando o valor da fatura de Embalagens menos o IPI (receita bruta) multiplicado pela alíquota respectiva.00.50 25.400) x 7. irá compensar com o imposto devido incidente nas operações de vendas os valores de IPI.775.000 Vinho Seco Fino 2. menos os impostos recuperáveis.22.00 40.00 R$ 246.00 D . Produtos Preço Unitário R$ Total de Garrafas Vodca Ballaloc 2.500. tanto pela legislação do IPI quanto do ICMS. Considerando que a Cia.00 246.75 30.439.48 633.PIS a Recuperar (Ativo) D .024.536.81 805. Tabela: Compra de embalagens.501.33 697. PIS e COFINS pagos.952.696. também foi adquirido material de embalagens.000 Uísque 3.

a empresa terá que desembolsar R$ 157.027.00 4.Estoque/ Material de Embalagem (Ativo) R$ 162. Uma funcionária encontra-se em licençamaternidade.376.Estoques/Custos de Produção/Matéria-Prima (Ativo) C .376.00 26.50 R$ 4.996.960.R retido na fonte a pagar (Passivo) C .754. ATENAS A Cia.027. a tabela de faixas salariais e valores de salário-família eram (para consulta do valor atualizado.INSS a recolher (Passivo) R$ 26.00 157.00. Orleans Martins 64 . temos: Folha de Pagamento Salários Brutos Mais: Salário-família Salário-maternidade Menos: INSS funcionários IR retido na fonte Salários Líquidos Contabilização do custo com mão de obra Registrando a folha de pagamento do pessoal encarregado da produção: Pelo salário e descontos dos empregados encarregados da produção: D . Atenas possui 24 funcionários na área de produção da empresa. consulte o site do MPAS: <http://www.33 D . ocorreram pagamentos de saláriofamília e salário-maternidade.Estoques/Custos de Produção/Material de Embalagem (Ativo) C .40. D .869.Estoques/Matéria-Prima (Ativo) R$ 2. e faz jus a um salário de R$ 716.gov.400.50 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. cujos salários brutos somaram R$ 26.4.400.34 De 435.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Voltamos a ressaltar que PIS/PASEP e COFINS estão sendo lançados em conta de ativo porque a nossa empresa exemplo é tributada pelo regime não cumulativo.Estoques/Custos de Produção/Salários (Ativo) C . todo o estoque de matéria-prima e de material de embalagem foi utilizado na produção. Além da folha de pagamento.50 20. Folha de pagamento da ClA. cujo ônus financeiro é da empresa.br/>): Critérios p/ Cálculo do Salário-Família Remuneração (R$) Salário-Família (R$) Até 435. Consumo de matéria-prima e material de embalagem na produção Durante o mês de janeiro de 2007.67 15.57 até 654. Somando-se os empregados que fazem jus a salário-família.00 2.56 22.444. o valor de PIS e COFINS embutidos na NF de compra compõe o custo de aquisição do estoque.00 Nem todos os empregados fazem jus a salário-família. conforme portaria do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS). Resumindo os valores a receber e descontos. e fazem jus ao salário-família os empregados que percebem até uma determinada faixa salarial. Fazem jus a salário-maternidade as empregadas em gozo de licençamaternidade por nascimento ou adoção de filho. No regime cumulativo.74 Acima de 654.68 0.mpas.Salários a pagar (Passivo) C . Em janeiro de 2007.00 7. 7.400.00 no mês de janeiro.00 R$ 19.3.40 716.50 R$ 2.

933.40 FGTS 8% 176. A tabela seguir apresenta o resumo" dos valores a serem registrados.INSS a Recolher (Passivo) R$ 7. a empresa realiza a contabilização da provisão de décimo-terceiro salário. e também os encargos trabalhistas (INSS empresa e FGTS) sobre o valor das provisões.Estoques/Custo de Produção/INSS (Ativo) C . INCRA etc.00 INSS Empresa 27.200. Tabela: Provisões e encargos sobre 13º e férias do pessoal da produção.Salários a pagar (Passivo) 7.40 A empresa está obrigada ao pagamento de tributos que incidem sobre a remuneração do trabalho. Orleans Martins 65 . reduzindo-os do montante a recolher ao INSS: D .00 INSS Empresa 27. mas tem o direito de recuperar estes valores.312.2. Sobre a remuneração de empregados. Provisões trabalhistas R$ 2.00 Da mesma forma que em relação à folha de pagamento.Provisões Trabalhistas/Provisão para Férias (Passivo) R$ 2.00 Total 6.312. SEBRAE. Tabela: Encargos sociais sobre remuneração a empregados da produção.112.33 INSS Empresa 27.FGTS a recolher (Passivo) 7. que repassa às demais entidades.INSS a recolher (Passivo) C . incidem FGTS.1.70% 812. Alíquotas Produção Salários Brutos 26.67 Provisão de 13º 2.00% 2.53 FGTS 8% 234.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pelo salário-família e salário-maternidade dos empregados encarregados da produção: A empresa paga salário-família e salário-maternidade. o registro dos encargos sociais incidentes sobre a remuneração paga ao pessoal encarregado da produção impacta o custo da produção.933.400.).00 Em observância ao regime de competência.59 Pelas provisões de férias e adicional de férias relativas ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .4.70% 609.7%.70% 7.Estoques/ Custos de Produção/ FGTS (Ativo) C . SESI. contribuição previdenciária e contribuições a terceiros (SESC.112.80 Pelo FGTS incidente sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . Pelos encargos devidos ao INSS incidentes sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .991.4. As contribuições a terceiros são recolhidas juntamente com as devidas ao INSS. O somatório das contribuições incidentes sobre remuneração de empregados a serem recolhidas ao INSS totalizou 27. férias e adicional de férias (1/3). Transações Alíquotas R$ Provisão de Férias + 1/3 de férias 2.80 FGTS 8.Estoques/Custos de Produção/ Férias (Ativo) C .33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Encargos sociais (INSS e FGTS) R$ 873.

Provisões Trabalhistas/Provisão INSS s/ Férias (Passivo) R$ 812.Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C . encargos e provisões.00 INSS Empresa 7.53 FGTS 234.Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C .00).33 INSS Empresa 812.73. Orleans Martins 66 .40 FGTS 176. o que lhe permite recolher as antecipações do IRPJ e CSLL mensalmente por estimativa' ou com base em balancete de suspensão/redução. é necessário que se faça mensalmente o cálculo do tributo devido com base no Lucro Real (IRPJ) e Resultado Ajustado (CSLL).00 INSS Empresa 609. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO Sobre o lucro auferido pela Cia. há a incidência dos seguintes tributos: • Imposto de Renda Pessoa Jurídica e • Contribuição Social Sobre o Lucro.00 Total 42. adota a tributação pelo Lucro Real anual.Provisões Trabalhistas/ Provisão 13º Salário (Passivo) R$ 2.73 8.00 Provisão de férias 2.996.200.790. Assim.50 sem contar o salário-família e maternidade) o custo total com mão de obra corresponde a 214% do salário líquido.Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C .Estoques/Custos de Produção/ Décimo terceiro Salário (Ativo) C .40 Pela provisão de FGTS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .312. Atenas.67 Provisão de 132 Salário 2. o custo total com mão de obra da empresa somou R$ 42.Provisões Trabalhistas /Provisão INSS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 609.400.00 Somando-se salários.67 obra): Pela provisão de FGTS incidente sobre 13Q salário do pessoal encarregado da produção (mão de D . CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pela provisão do 13º salário relativo ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . Se compararmos este montante com o salário líquido que os empregados irão receber (R$ 19.200.Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C .Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 176. Salários + encargos de pessoal da produção = Custo total com mão de obra Custo total com mão de obra Salários Brutos 26. O custo total com mão de obra corresponde.80 FGTS 2.933. A Cia.53 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre 13º salário do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . a 162% dos salários brutos (R$ 26.790. conforme discriminado a seguir.400.00 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . neste caso.112.Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ Férias (Passivo) R$ 234.

33 Pela CSLL incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Ativo Diferido) Ativo Diferido CSLL = R$ 399.66 .CSLL A contribuição social é um tributo incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível. uma parcela das despesas administrativas e de vendas.947.1.420.00.998.00) 12. tal como definida no Capítulo II do Título VIII da Constituição Federal de 1988 (art. uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária.Ativo Diferido CSLL (Ativo Realizável a Longo Prazo) C .000.689. no valor de R$ 8. I). foi considerada indedutível.752. ao qual serão feitos os ajustes determinados pela legislação.00 (4.541.80 D . é o lucro após computada a CSLL.2. portanto: Tabela: Apuração da CSLL.0% 486. em 15 de dezembro de 1988. O ponto de partida no cálculo é o resultado parcial de R$ 4.86 (R$ 453.000.R$ 35.00 (5.405.80).87 407. A base de cálculo e o valor da CSLL devida no período são.00 8.CSLL a pagar (Passivo) R$ 486. com a finalidade de custear os benefícios da seguridade social do país. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido .Provisão para CSLL (Resultado) R$ 35.Provisão para CSLL (Resultado) C . 8. A determinação do lucro real será precedida da apuração do lucro líquido de cada período de apuração com observância das disposições das leis comerciais.80 O valor da despesa com CSLL no período é R$ 417.947.220.00 x 9% = R$ 35. por não contar com documentação adequada.072.87 apurado conforme demonstração do resultado do exercício. mantidas a base de cálculo e as alíquotas previstas na legislação específica em vigor.Imposto de Renda Pessoa Jurídica O lucro real é o lucro líquido do período de apuração.00 399.998.105.33 4. Lucro antes do IR e CSLL Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para créditos de liquidação duvidosa Exclusões Base de Cálculo para Contribuição Social sobre o Lucro Líquido Alíquota CSLL devida no Período Contabilização Pela CSLL devida no período: D . o que. No período.900. Transcrevemos a seguir a demonstração do resultado antes do IRPJ: Demonstração de Resultado Mensal Faturamento Bruto IPI Receita Bruta de Vendas Impostos incidentes sobre vendas PIS 17.000.105.000.420. Foi instituído pela Lei nº 7. 195. ajustado pelas adições.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 8. Aplicam-se à CSLL as mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidas para o imposto de renda das pessoas jurídicas.420.947.87 9.525.00) (209. no caso do IRPJ. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação.342.00 5. IRPJ .593.000.00) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.497. Orleans Martins 67 .497.680.

349.59 1.IRPJ a Pagar (Passivo) R$ 1.947.000.88 538. Orleans Martins 68 . D .000.87 486.525.80.680.07 (518.20.20) (91.000.002) IRPJ devido no Período Contabilização Pelo IRPJ devido no período: D .93) 5.105.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] (OFINS ICMS sobre Vendas Receita Líquida de Vendas Custo dos Produtos Vendidos Lucro Bruto Despesas de Vendas Despesas Financeiras Despesas Administrativas Lucro Operacional Resultado não Operacional Lucro Antes do IRPJ e CSLL CSLL Lucro Antes do IRPJ (963.511.420.87 810.420.381.87 .855.00 8. foram consideradas despesas indedutíveis.47 4.683.000.75) IRPJ Alíquota Adicional (10% x (5. O Lucro Real e o valor do IRPJ devida no período são.00 O diferimento de impostos segue o regime de competência.100.349.552. Lucro antes do Imposto de Renda Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Exclusões Lucro Real (Base de cálculo do IRPJ) IRPJ Alíquota Normal (15% x 5.452.00.381.170. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível.105. pois na contabilidade foram consideradas despesas.998.433. despesas administrativas e de vendas.546. Caso a sua realização seja colocada em dúvida.497.405. portanto: Tabela: Apuração do IRPJ.41 ) (75.Provisão IRPJ (Resultado) R$ 99.00 399.00) (3.87 4.561.337. sem sua respectiva contabilização.828.351.47 Pelo IRPJ incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Registro de Ativo Diferido) Ativo Diferido IRPJ = R$ 399.653.Provisão para IRPJ (Resultado) C .00 5.00 x 25% = R$ 35.00) 8. porém a dedutibilidade.Ativo Diferido IRPJ (Ativo) C .998.525. no valor de R$ 8.59) 4.608. para efeito de IRPJ e CSLL.00 (2. deverá ser considerada quando da realização financeira de tal despesa.54 No período.538.33 4.420. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.105.039.405.87 407.998. uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária. tal diferimento não deverá ser efetuado.

E o que isso tem a ver com a questão tributária? Tudo.Instituto dos Auditores Independentes do Brasil.638.e consequentemente. em especial daqueles incidentes sobre o lucro.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 9. em seguida. o Banco Central do Brasil.638.International Pinancial Reporting Standards. de 4 de dezembro de 2008. a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Orleans Martins 69 . que coordena e congrega os auditores independentes. 9. como convidados permanentes do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Fazem parte também. que congrega os profissionais da área de contabilidade. Cabe destacar que a neutralidade fiscal! proposta pelo Regime Tributário de Transição (RTT) para empresas optantes do regime do lucro real vigerá até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos tributários dos novos métodos e critérios contábeis. A expectativa presente é que.International Accounting Standards Board. em referência ao "LALUR Livro de Apuração do Lucro Real".Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis. será optativo apenas nos anos de 2008 e 2009.941. e as demais que estão por vir.638 preocuparam-se em garantir que os novos critérios contábeis não afetariam a base de cálculo dos tributos.Regime Tributário de Transição. da contribuição para o PIS/PASEP e da contribuição para o financiamento da seguridade social (COFINS). que é uma entidade ligada à Universidade de São Paulo e que. convertida na Lei 11. • CFC .638. e. a Medida Provisória 449. de 27 de maio de 2009. • FIPECAFI .1. tornando obrigatória a partir de 2010.Livro de Apuração do Lucro Contábil". muitos dos critérios para avaliação de ativos e passivos . para fins de tributação. • BOVESPA . foi criado o que passou a ser chamado de "LALUC . "congelou" os métodos e critérios contábeis. as autoridades fiscais deverão ajustar a legislação fiscal à nova configuração contábil. Mudando-se os critérios contábeis.1. O RTT. que representa as companhias abertas. Atuariais e Financeiras. pode-se dizer de forma simplificada. a Receita Federal do Brasil e a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados).Conselho Federal de Contabilidade.638/07 veio atender a questões que já vinham sendo discutidas pelos contabilistas brasileiros há cerca de duas décadas. Conscientes do problema que seria gerado. que representa o mercado de títulos e valores imobiliários. apuração de resultados .mudaram.638/07 A contabilidade brasileira encontra-se num processo de convergência aos padrões internacionais contábeis. revogou o parágrafo que criava o LALUC e garantiu a neutralidade tributária criando o RTT . que representa os analistas de mercado. as quais deverão ser elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade. Regime Tributário de Transição Em linhas gerais. a base de cálculo dos tributos. 9. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Com as alterações introduzidas pela Lei nº 11. seria afetada. em um livro à parte. em dezembro de 2007. composto por um conjunto de normas orientativas: IFRS . após a consolidação das mudanças no plano contábil. este regime oferece às empresas contribuintes maior segurança jurídica no momento da apuração das bases de cálculo do tributos federais. uma vez que a lei traz em seu texto a possibilidade de normas adicionais. Um grande passo concreto dado nessa direção foi a criação do CPC (o Comitê de Pronunciamentos Contábeis).Bolsa de Valores de São Paulo. Posteriormente. inclusive para a apuração do imposto sobre a renda com base no lucro presumido ou arbitrado. A ideia era a seguinte: as empresas fariam os seus registros contábeis conforme os critérios aceitos pela legislação tributária. que foi criado por um resolução do Conselho Federal de Contabilidade e que é formado por seis entidades: • ABRASCA . As autoridades tributárias baseiam-se nos números contábeis (aos quais alguns ajustes são feitos) para tributar as empresas. Assim. emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários. representa a academia. • IBRACON . da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).1. O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11. através da emissão de uma lei específica. os elaboradores da Lei nº 11.Associação Brasileira das Companhias Abertas. fariam os ajustes necessários a atender aos novos critérios contábeis trazidos pela Lei nº 11. existente na legislação do Imposto de Renda.Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais. A publicação da Lei 11. portanto. que efetuou alguns ajustes na Lei nº 11. uma vez que o modelo de contabilidade que está sendo implementado é aderente ao modelo internacional delineado pelo IASB . • APIMEC NACIONAL .

cabe destacar que as empresas que não optaram pelo RTT não terão a neutralidade assegurada. alguns destes contratos deverão ser considerados como uma operação de compra e venda a prazo. a não tributação pelo IRPJ. No entanto. CSL. inclusive o PIS e a COFINS somente ocorre se a PJ optar pelo RTT. 17 da Lei nº 11. que estabelece que. a empresa optante poderá efetuar as adições e exclusões inerentes às diferenças de critério contábil diretamente no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). definido como uma escrituração das contas patrimoniais e de resultado. 16 da Lei nº 11.941/09 será também aplicável para a apuração do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ). para empresas optantes da sistemática do lucro presumido. A formalização da opção ocorreu no momento da entrega da DIPJ. estabelece que. A Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil nº 949/09. • Empresas que estão amortizando ágio justificado por rentabilidade futura (após incorporação): considerando que as novas práticas determinam que este ativo diferido não será mais amortizado. CSLL e. Empresas tributadas pelo lucro presumido e real A Lei nº 11. • Empresas que operam com contratos de arrendamento mercantil (leasing): para fins contábeis. Assim. mas sim submetido ao teste de recuperação. Orleans Martins 70 . com as modificações introduzidas pela Lei nº 11.941/09. Portanto. O art. no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). Dentre as hipóteses em que a opção pelo RTT pode ser uma alternativa para a manutenção da carga tributária: • Empresas que possuem incentivos fiscais considerados como subvenção para investimento: como tais subvenções passam a ser contabilizadas no resultado do exercício. referente ao ano calendário de 2008. Subvenções para investimento As transações relacionadas a subvenções para investimento é disciplinada pelo artigo 18 da Lei nº 11. considerando os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007). recebem isenção ou redução de impostos. a opção pelo RTT parece assegurar. PIS e COFINS. 9. que regulamentou o RTT.941/09 deixa claro que as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelos demais órgãos reguladores que visem alinhar a legislação específica com os padrões internacionais contábeis também não poderão alterar a base de cálculo do IRPJ. que serão concedidas como estímulo à implantação ou/e expansão de empreendimentos econômicos. 21 da Lei nº 11. Lembrando que. O detalhamento deste ajuste global será objeto do FCONT (Controle Fiscal Contábil de Transição). para apuração da base de cálculo do imposto.1. no LALUR. normalmente com taxas que levam em conta a vida útil efetiva. as pessoas jurídicas que fizerem opção pelo REGIME TRIBUTÁRIO DE TRANSIÇÃO deverão realizar os ajustes específicos no lucro líquido do período. poderão ser realizados outros ajustes no LALUR (adição. 9. as empresas devem fazer um ajuste global do lucro líquido societário (ou seja. Possam existir situações em que adesão ao RTT poderá ser menos complexa.638/07.1. para fins de aplicação do RTT. 941/09 estabelece que as pessoas jurídicas deverão primeiramente apurar o resultado do exercício de acordo com as disposições da Lei nº 6. Além disso. a dedutibilidade da amortização com base no critério vigente em 31/12/2007. Portanto.941/09 fica estabelecido que a sua adoção para fins de apuração do IRPJ implicará na adoção automática para os demais tributos federais: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).2. o bem estará sujeito à depreciação. em partidas dobradas. com a finalidade de reverter o efeito da utilização de métodos e critérios contábeis diferentes daqueles vigentes em 31 de dezembro de 2007. ao menos para 2008 e 2009. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social.COFINS. o parágrafo único do art. considerando os critérios contábeis aplicáveis à legislação tributária.1. exclusão e compensação) de valores prescritos ou/e autorizados pela legislação tributária. as empresas optantes poderão continuar realizando as apurações do IRPJ e da CSLL com base nos métodos e critérios contábeis vigentes em 31/12/2007. recomenda-se avaliar as especificidades de cada empresa.2.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Às empresas optantes do RTT segundo o art.404/76. resultando em apropriação de despesas relativas a estes contratos num período de tempo superior. conforme os novos métodos e critérios contábeis) para o lucro líquido para fins tributários (ou seja. De acordo com as instruções do RTT. Destaca-se também que as companhias abertas e outras que fizerem a opção deverão aplicar as normas emitidas pela CVM. Para garantir a neutralidade.

mediante redução do capital social. A lógica subjacente refere-se ao fato de que não se devem onerar benefícios fiscais cedidos pelo próprio Poder Público. mediante redução do capital social.1. No entanto. De acordo com as orientações constantes das normas expedidas pela CVM.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Destaca-se também que as doações realizadas pelo Poder Público deverão ser registradas em conta do resultado pelo regime de competência. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos. apresentam-se algumas transações que poderão provocar efeitos tributários em função da opção do RTT. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmios na emissão de debêntures. as empresas optantes do regime tributário transitório deverão reconhecer o prêmio recebido em conta do resultado pelo regime de competência. desde que esse valor seja mantido em urna reserva de lucro específica. Descrição Ágio fundamentado por rentabilidade futura (após incorporação) Arrendamento mercantil Leasing Depreciação . com posterior capitalização do valor do prêmio. será necessária a comprovação para atendimento inclusive do Fisco NÃO Opção Em princípio. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos. esses valores poderão ser excluídos do LALUR. Transações contábeis que provocam efeitos tributários em função da opção da RTT Dentre as orientações e recomendações em relação ao RTT. 195-A da Lei nº 6. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. somente revisão de estimativa da vida útil CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. mediante redução do capital social nos 5 (cinco) anos anteriores à data da emissão das debêntures corno prêmio. as companhias abertas e outras poderão.1.alteração de vida útil econômica Opção pelo RTI Dedutibilidade da amortização assegurada.404/76. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. enquanto mantidas em reservas e não disponibilizadas aos sócios. conforme refere o art. Esta nova regra assegura a não tributação das subvenções para investimentos. ou • Integração à base de cálculo dos dividendos obrigatórios. Ágio na emissão de debêntures No caso de haver ágio na emissão de debêntures.2. mediante redução do capital social. Orleans Martins 71 . os valores das subvenções para investimento e doações recebidas do Poder Público serão tributadas caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular. com posterior capitalização do valor da doação ou subvenção. os gestores terão condições de realizar urna avaliação mais precisa e decidir sobre a viabilidade da opção ou não ao RTT. posteriormente. se considerarmos que não ocorre mudança de critério contábil.3. Entretanto. Sendo que. não aproveita fiscal mente. Entretanto. o valor do prêmio na emissão de debêntures será tributado caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. nos 5 (cinco) anos anteriores à data de doação ou subvenção. 9.1. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 Se a taxa for aumentada. é exigido que as subvenções para investimentos e as doações recebidas do Poder Público deverão ser mantidas em conta de reserva de lucros. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular. Na tabela a seguir. para fins de apuração do lucro real e da base de cálculo do PIS e da COFINS posteriormente. A partir desta avaliação sobre os reflexos fiscais que podem decorrer dos respectivos ajustes. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 (Benefício via LALUR) Dedutibilidade da contra prestação paga assegurada. sendo necessária a avaliação do efeito do teste de recuperação Passará a registrar a depreciação dedutível do bem ativado e encargos financeiros do passivo registrado Mesmos efeitos da opção. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular. 9. destaca-se que as empresas deveriam identificar que ajustes podem e são aplicáveis às demonstrações contábeis. ou • Integração à base dos dividendos obrigatórios. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. excluir o valor do prêmio de emissão nas debêntures do LALUR para fins de determinação da base de cálculo do IRPJ e da CSL e da base de cálculo do PIS e da COFINS. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmio na emissão de debêntures.

o IAS 12 . • Ativo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro recuperável em período futuro relacionado a: a) Diferenças temporárias dedutíveis. • Despesa tributária (receita tributária) é o valor total incluído na determinação do lucro ou prejuízo para o período relacionado com o tributo sobre o lucro corrente ou diferido.Income Taxes O Comitê de Pronunciamentos Contábeis aprovou. e. PIS e COFINS Também deverá cumprir o critério fiscal previsto no artigo 327 do RIR (cinco anos) Tratamento de provisão temporariamente indedutível Diante das mudanças introduzidas pela Lei nº 11. conforme o caso Será tributado para fins de IRPJ. A questão principal do CPC 32 são as consequências fiscais atuais e futuras da futura recuperação do valor contábil de ativos (por venda ou uso). em 17 de julho de 2009. Orleans Martins 72 . sobre o qual os tributos sobre o lucro são devidos. Algumas definições importantes utilizadas pelo pronunciamento são: • Resultado contábil é o lucro ou prejuízo para um período antes da dedução dos tributos sobre o lucro. • Lucro tributável é o lucro para um período. 941/09. da futura liquidação de passivos.vigente em 1/12/2007. e das transações e eventos no período atual reconhecidas nas demonstrações contábeis. que veda a compensação das estimativas de IRPJ e CSL1. que teve como finalidade a neutralidade fiscal.despesas pré.2. CSLL. 9. O pronunciamento também trata de reconhecimento de ativos fiscais diferidos decorrentes de prejuízos e créditos fiscais não usados. Em relação às opções de tributação do IPRJ e CSLL.IAS 12 . • Prejuízo fiscal é o prejuízo para um período. operacionais recuperação. que pode ser uma alternativa viável. não obteve-se o consenso esperado.exceto em relação a pequenas adaptações para tornar a tradução melhor compreensível . O Pronunciamento CPC 32 Tributos sobre o lucro . • Passivo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro devido em período futuro relacionado às diferenças temporárias tributáveis. da apresentação dos tributos sobre o lucro nas demonstrações contábeis e da divulgação das informações relacionadas aos tributos sobre o lucro. Pois têm-se observado diversas discussões que destacam que estas medidas instituídas restringem alguns dos direitos das empresas. que pareciam perfeitamente estabelecidos. não inferior a cinco anos (art. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 emissão de ações Dedutibilidade ocorrerá pelo critério Ativo diferido . sobre o qual os tributos sobre o lucro são recuperáveis. Ajustes a valor presente de contas a receber e a pagar Os ajustes aumentarão ou reduzirão o lucro tributável. determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias. • Tributo corrente é o valor do tributo devido (ou recuperável) sobre o lucro tributável (ou prejuízo fiscal) do período. que já estão sendo questionadas judicialmente pelos contribuintes. • Diferença temporária é a diferença entre o valor contábil de ativo ou passivo no balanço e sua base fiscal. 9. o pronunciamento do CPC reproduz . As diferenças temporárias podem ser tanto: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. b) Compensação futura de prejuízos fiscais não utilizados. pois reduziria os efeitos impostos pela MP 448.638/07 e das medidas instituídas pela Lei 11.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Efeitos de natureza credora ou devedora serão neutralizados no LALUR (adição/exclusão) Reserva para subvenção na Não tributação assegurada. c) Compensação futura de créditos fiscais não utilizados.1. determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias. 327 do RIR) (adição temporária) Teste de recuperação Tratamento de provisão (lmpairment) temporariamente indedutível Fonte: Terco Grant Throrntton (2009).Income Taxes.2. o pronunciamento CPC 32. que é a norma internacional. qual seja. cabe destaque para a apuração com base no lucro real trimestral. Cita-se como exemplo vedação da compensação dos valores de IRPJ e CSLL devidos por estimativa. que prescreve o tratamento contábil para os tributos sobre o lucro. Como tem ocorrido em relação a outros assuntos contábeis.

ou. Base fiscal de ativo ou passivo é o valor atribuído àquele ativo ou passivo para fins fiscais. Orleans Martins 73 . a qual é a diferença temporária que resulta em valores tributáveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de períodos futuros quando o valor contábil de ativo ou passivo é recuperado ou liquidado. exceto quando o passivo fiscal diferido advenha de: • Reconhecimento inicial de ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill). Diferença temporária dedutível. a qual é a diferença temporária que resulta em valores que são dedutíveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de futuros períodos quando o valor contábil do ativo ou passivo é recuperado ou liquidado. Já para o reconhecimento de ativos fiscais diferidos. o CPC destaca que tais ativos só deverão ser reconhecidos na medida em que seja provável a existência de lucro tributável contra o qual a diferença temporária dedutível possa ser utilizada. ou • Reconhecimento inicial de ativo ou passivo em uma transação que: não é uma combinação de negócios. e no momento da transação. A figura a seguir ilustra o modelo de decisão para o reconhecimento de ativos e passivos fiscais diferidos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. não afeta nem o lucro contábil nem o lucro tributável (prejuízo fiscal).[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Diferença temporária tributável. conforme o CPC 32/IAS 12: Em relação aos ativos: O pronunciamento torna obrigatório o reconhecimento de passivo fiscal diferido para todas as diferenças temporárias tributáveis. além das mesmas exceções relacionadas para os passivos fiscais diferidos. • • As figuras a seguir ilustram de forma gráfica o tratamento prescrito para registro de ativos e passivos fiscais diferidos.

[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Orleans Martins 74 .

São Paulo: Atlas.com. Renato. VICECONTI. Gustavo Pedro de. Manual de Contabilidade Tributária: textos e testes com as respostas. Láudio Camargo. PEREIRA.br Web site: informacaocontabil. Sidney Ferro. rev. Marilete Bezerra. 2010. São Paulo: Atlas. ed. 2007. 2009. Luís Martins de. 9. Carlos Alberto. São Paulo: IOB – Thonsom. Érica Gadêlha. V. decretos e normas). Manual de Contabilização de Tributos e Contribuições Sociais. Francisco Coutinho. Amaury José. São Paulo: Fase Editora. e ampl. 11. São Paulo: Atlas. Imposto de Renda Pessoa Jurídica para Contadores. Mauro Fernando. MUNIZ. ed. Contabilidade Tributária na Prática. Barros. PEREIRA. SANTOS. ALENCAR. 2007. PEREZ JÚNIOR. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: CHAVES. NEVES. São Paulo: Atlas. ed. 2010. Silvério das.blogspot. 2009. ORLEANS SILVA MARTINS Doutorando e Mestre em Ciências Contábeis pela UnB Email: orleansmartins@yahoo. REZENDE. José Hernandez. Curso Prático de Imposto de Renda: pessoa jurídica e tributos conexos. Orleans Martins 75 . Contabilidade Tributária. atual. São Paulo: Saraiva. 3. CHIEREGATO. Roberta Carvalho de. ed. São Paulo: Atlas. 13. Carlos Alberto.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] BIBLIOGRAFIA BÁSICA: FABRETTI. OLIVEIRA. Legislações específicas (leis. Contabilidade Tributária: entendendo a lógica dos tributos e seus reflexos sobre os resultados das empresas. GOMES. REIS. 2010. Paulo E. Contabilidade Tributária. Cleônimo dos Santos. 2010. GALLO.com CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. OLIVEIRA. Luciano Gomes dos.

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