2011

APOSTILA DE CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

APOSTILA PARA ACOMPANHAMENTO DO MÓDULO PROF. ORLEANS MARTINS

[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL]

PROGRAMA
1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional; Legislação Tributária; Tributos – federais, estaduais e municipais; Princípios Constitucionais Tributários; Elementos Fundamentais do Tributo; Obrigação Tributária; Imunidades e Isenção Tributária; Regulamento do Imposto de Renda; Responsabilidade do Contador; Contabilidade Tributária; Planejamento Tributário. 2. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA PIS/PASEP e COFINS; ICMS; IPI; ISS. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO IRPJ; CSLL; Regimes de Tributação do IRPJ e CSLL. 4. SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Simples Nacional. 5. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) Contabilização do ICMS em empresas em regime normal de apuração. 6. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) Breve descrição do tributo; Descrição dos eventos relacionados ao tributo; Contabilização dos eventos. 7. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS Aquisição de matéria prima; Aquisição de embalagens; Consumo de matéria prima e material de embalagem na produção; Folha de pagamento. 8. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO CSLL; IRPJ. 9. O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11.638/07; O pronunciamento CPC 32.

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1. 1.1. PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATIVIDADES DA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA Sistema Tributário Nacional

Direito e Contabilidade são ciências que caminham juntas e complementam-se, desde longa data, acompanhando a natural evolução das diversas sociedades. Direito é a ciência das normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens em sociedade, existindo para isso as diversas jurisprudências. É o conjunto das normas jurídicas vigentes num país. Entre essas, destacam-se as normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, constituindo o Sistema Tributário Nacional, que disciplina a arrecadação e distribuição de rendas. A Contabilidade, por sua vez, é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, controle e registro dos atos e fatos de uma administração econômica, servindo como ferramenta para o gerenciamento da evolução do patrimônio de uma entidade e, principalmente, para a prestação de contas entre os sócios e demais usuários, entre os quais se destacam as autoridades responsáveis pela arrecadação dos tributos de uma nação ou região. No exercício de suas funções, claro está que o contador deve obedecer, além das normas e dos princípios fundamentais de contabilidade, também à legislação tributária concernente à correta apuração, registro, divulgação e arrecadação dos diversos tributos que incidem nas diversas fases de atividade das empresas e, principalmente, sobre a obtenção de renda e lucro em determinado período. Justifica-se, portanto, a imperiosa necessidade de os contadores conhecerem determinados aspectos da legislação tributária, devido à grande influência nas rotinas das organizações. 1.2. Legislação Tributária

É oportuno, de início, transcrever o conceito dado pelo Código Tributário Nacional à legislação tributária, conforme o art. 96 da Lei nº 5.172/66, de 25 de outubro de 1966: “Art. 96. A expressão 'legislação tributária' compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes." A Constituição Federal de 1988 trouxe profundas alterações no Sistema Tributário Nacional, não só em relação à quantidade e ao campo de incidência dos tributos, mas também quanto à própria distribuição dos valores arrecadados entre União, Estados e Municípios, o que atualmente vem comprometendo uma razoável reforma tributária principalmente em razão de não haver consenso entre os governantes de como devem ser repartidos os valores arrecadados. 1.2.1. Leis, tratados, convenções internacionais e decretos De acordo com o art. 97 do Código Tributário Nacional: "Somente a lei pode estabelecer: I. II. III. IV. V. VI. A instituição de tributos, ou a sua extinção; A majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3 Q do art. 52, e do seu sujeito passivo; A fixação da alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; A cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nelas definidas; As hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. § 1 º Equipara-se à majoração do tributo a modificação de sua base de cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso.

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O conteúdo e o alcance dos decretos restringem-se aos das leis em função das quais sejam expedidos.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 2 º Não constitui majoração de tributo. • Que não constitua sanção de ato ilícito: as penalidades pecuniárias ou multas não se incluem no conceito de tributo. Para melhor entendimento sobre a definição de tributo. ou seja. e serão observados pela que lhes sobrevenha. • Taxas: que estão vinculadas à utilização efetiva ou potencial por parte do contribuinte. de serviços públicos específicos e divisíveis. a que a lei atribua eficácia normativa. Tributos . 100. o Sistema Tributário Nacional está estruturado de forma a permitir ao Estado a cobrança de: • Impostos: que decorrem de situação geradora independente de qualquer contraprestação do Estado em favor do contribuinte. II. para os fins do disposto no inciso II deste artigo. IV. II. III. o pagamento de tributo não decorre de infração de determinada norma ou descumprimento da lei. A denominação e demais características formais adotadas pela lei. OTN. tanto no que se refere ao montante arrecadado. As decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa. • Instituída em lei: só existe a obrigação de pagar o tributo se uma norma jurídica com força de lei estabelecer essa obrigação. • Contribuições de melhoria: que são cobradas quando do benefício trazido aos contribuintes por obras públicas.Conceitos e Espécies O Código Tributário Nacional conceitua tributo como toda prestação pecuniária compulsória. assim. determinados com observância das regras de interpretação estabelecidas nesta Lei. • Cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada: a autoridade não possui liberdade para escolher a melhor oportunidade de cobrar o tributo. Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna. BTN. a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. Orleans Martins 4 . o Distrito Federal e os Municípios. • Em moeda ou cujo valor se possa exprimir: os tributos são expressos em moeda corrente nacional (reais) ou por meio de indexadores (ORTN. o que é pago em bens ou em trabalho ou prestação de serviço. instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Já os impostos representam. Art. dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: I. 99. os Estados. a lei já estabelece todos os passos a serem seguidos. As práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas. ESPÉCIES DE TRIBUTOS No que se refere às espécies de tributos. Art. inexistindo o pagamento in natura ou in labore. em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir." 1. é possível decompor sua definição nas seguintes características: • Prestação pecuniária: significa que o tributo deve ser pago em unidades de moeda corrente. A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação. como ao impacto causado no contribuinte. As taxas e contribuições de melhoria têm pouco significado. Os convênios que entre si celebrem a União. • Compulsória: obrigação independente da vontade do contribuinte. 98. Os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas. sendo irrelevantes para qualificá-Ia: I. Ufir). A destinação legal do produto da sua arrecadação.3. de CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que não constitua sanção por ato ilícito. Seção III Normas complementares Art. São normas complementares das leis.

para o exterior. Contribuição Sindical. e simplificando o processo de arrecadação. a folha de pagamento dos empregados e o faturamento das empresas. o que tem provocado constantes recordes de arrecadação. o instrumento do qual o Estado dispõe tanto para angariar recursos para gerir a Administração Pública e permitir investimentos em obras públicas. Essa situação tem causado forte campanha em favor da mudança do Sistema Tributário Nacional. de produtos nacionais ou nacionalizados. são subdivididas em contribuições ao INSS. • Rendas e proventos de qualquer natureza. Atualmente. com isso. como para direcionar o comportamento da economia. mas mantendo na essência o que hoje se realiza. • Transmissão intervivos. surgiram para financiamento das atividades sociais as contribuições sociais. • Grandes fortunas. é vedado à União. • Propriedade territorial rural. aos Estados. Contribuição ao PIS/Pasep. a tributação sobre a renda.5. 1. chegando ao patamar no ano 2000 de 32. os custos necessários a sua apuração e recolhimento. Orleans Martins 5 . embora tenham sido tratadas no capítulo dos tributos. • Produtos industrializados. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: • Propriedades predial e territorial urbana. de um lado aumenta a indústria da arrecadação e fiscalização e. assumem as características destes para fazer face aos investimentos do governo nesse setor. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e Contribuição para o Fundo de Investimento Social (COFINS). ou relativas a títulos ou valores imobiliários. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. vemos hoje urna situação em que o governo e os empresários estão onerados pelo excesso de tributos em vigor. 1. Assim. As contribuições sociais instituídas têm corno base os lucros das sociedades. são vistos a seguir.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] fato. segundo a Constituição Federal. Algumas sugestões primam pela radicalidade. Com a edição da Constituição Federal de 1988. entre os diversos níveis de governo. Estaduais e Municipais A Constituição em vigor assim distribui. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: • Transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens e direitos. de outro. consequentemente. Essa amplitude e o detalhamento dado pelo texto constitucional promoveram um crescimento desordenado dos tributos cobrados nos últimos anos. as quais só têm validade se editadas em rigorosa consonância com eles. ressalvadas as exceções legais. o consumo e a propriedade. ou seja. mais racionais. ao Distrito Federal e aos Municípios: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Outras. • Propriedades de veículos automotores. buscam aproximar o Brasil das nações do Primeiro Mundo. • Serviços de qualquer natureza. • Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. • Exportação. por ato oneroso. que passa por urna revisão de texto constitucional. Tais princípios. Princípios Constitucionais Tributários Os princípios constitucionais tributários prevalecem sobre todas as demais normas jurídicas.34% do Produto Interno Bruto (PIB). câmbio e seguro. reduzindo a quantidade de tributos. Tributos Federais. que. a competência de estabelecer os tributos: Compete à União instituir impostos sobre: • Importação de produtos estrangeiros. de bens imóveis e de direitos reais sobre imóveis. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. sem contar as possibilidades de ocorrência de sonegação. • Operações de crédito.4. corno é o caso do imposto único.

c) O fato gerador. 145. da Constituição Federal o exercício da competência tributária é dado à União. a satisfação de um pagamento pela utilização ou disposição de um serviço público etc. 145. . b) O objeto. visando à procedência e ao destino dos bens." III. bases de cálculo ou qualquer outra fórmula tributária em benefício ou prejuízo da economia da União. Elementos Fundamentais do Tributo 1. é possível afirmar que obrigação tributária é a relação de Direito Público na qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do contribuinte (sujeito passivo) uma prestação (objeto) nos termos e nas condições descritos na lei (fato gerador). em razão de prévia determinação legal ou de manifestação de vontade (como. ao Estado ou ao Município. Obrigação tributária Inicialmente.). por meio de sua Casa Legislativa.6. Cobrar tributos: a) Em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (Princípio da irretroatividade tributária). é objetiva quando leva em conta manifestações objetivas de riqueza do contribuinte (bens imóveis. que. títulos etc. as espécies tributárias são definidas pela distinção de dois fatores: hipótese de incidência e base de cálculo. É considerada subjetiva quando se refere à condição pessoal do contribuinte (capacidade econômica real). aos Municípios e ao Distrito Federal. § 2º. 1. encontram-se os três elementos básicos da obrigação tributária: a) A lei. Elementos fundamentais da obrigação tributária Dessa forma.6. Princípio da não discriminação tributária O art. estabelece o princípio da capacidade econômica do contribuinte. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. aparece o princípio da autoridade tributária. por exemplo. o recebimento do preço de um bem em um contrato.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] I. 152. II. 150.6.1. a tributação da União deverá ser uniforme em todo o território nacional. 145.signos presuntivos de capacidade tributária ou riqueza). Assim.2. inciso III. Orleans Martins 6 . 151. Princípio da competência Previsto no art. § 6Q. Princípio da autoridade tributária No art. inciso I. que. 151. e são justificadas as prerrogativas da administração tributária. exercitarão as competências tributárias. § 1 º. "Exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça (Princípio da legalidade). Instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. portanto. determinada pessoa (credor) pode exigir de outra (devedor) uma prestação (objeto). e no art. 1. é importante destacar que nasce uma obrigação quando. não podendo criar distinções em relação aos Estados. seria a possibilidade econômica de pagar tributos. Princípio da capacidade contributiva O art. Princípio da tipologia tributária As taxas e os impostos não podem ter a mesma base de cálculo. por meio de uma relação jurídica. não sendo permitida qualquer delegação ou prorrogação desta competência para outro ente que não seja aquele expressamente previsto na Constituição Princípio da uniformidade geográfica Nos termos do art. por mera definição. proíbe a manipulação de alíquotas. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. conforme se depreende do art. § 1 º. títulos ou direitos (Princípio da isonomia tributária). o pagamento de prêmio em um concurso. b) No mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou (Princípio da anterioridade). proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou junção por eles exercida. dos Estados ou dos Municípios.

as quais. A base de cálculo. mister se faz o respectivo lançamento. Assim como a base de cálculo. a partir de um texto fundamental (Constituição). Basicamente. por pessoas físicas ou jurídicas. Obrigação Tributária 1. a depender de sua relação com o fato gerador da obrigação. da anterioridade (a lei deve estar vigente antes de iniciada a ocorrência do fato gerador) e da irretroatividade (a norma não pode atingir fatos passados). em um sistema jurídico. aplicado sobre a base de cálculo.1. O objeto O objeto representa as obrigações que o sujeito passivo (contribuinte) deve cumprir. como. segundo as determinações legais. Uma vez constituído o crédito tributário. determina o montante do tributo a ser recolhido. conforme definido no Regulamento do Imposto de Renda.6. O sujeito passivo. a escrituração de livros fiscais. que define e formaliza o crédito tributário. impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. Para a exigência. 1. as prestações consistem em: pagamento do valor em dinheiro referente ao tributo devido ou à multa imposta por não atendimento à determinação legal (obrigação principal) ou cumprimento de formalidades complementares. este deve ser satisfeito pelo devedor por meio do pagamento ou da compensação. Um ponto que gerou muitas controvérsias foi a possibilidade de o governo criar e majorar tributos por meio da edição de Medidas Provisórias (MP). da obrigação principal. destinadas a comprovar a existência e os limites da operação tributada e a exata observância da legislação aplicável (obrigação acessória). e não houve maioria absoluta. pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Sujeito passivo Denomina-se sujeito passivo o devedor da obrigação tributária.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A lei A lei é o principal elemento da obrigação. o preenchimento de formulários etc. por exemplo. 142). Alíquota É o percentual definido em lei que. é a obtenção de renda e proventos de qualquer natureza. que consiste. estando sua alteração sujeita aos princípios constitucionais da legalidade (mudança somente por outra lei). com base na ocorrência do fato gerador. pois cria os tributos e determina as condições de sua cobrança (princípio da legalidade dos tributos). na forma da legislação aplicável. Essa prática já foi atestada. em concreto. a alteração da alíquota também está sujeita aos princípios constitucionais da legalidade.4. Exemplo O fato gerador da obrigação fiscal com o Imposto de Renda. 1.7. assume. 1. conforme a Constituição Federal. De forma mais simples. conceitua-se como "o fato" que gera a obrigação de pagar o tributo. em pelo menos duas ocasiões. deve ser definida em lei complementar. perdendo eficácia após 45 dias de sua edição. art.7. pode ser classificado como contribuinte ou responsável. formas diferentes de expressão. vedada a reedição após esse prazo. enquanto não apreciadas pelo Congresso Nacional.5. Importante registrar que qualquer inobservância de obrigação acessória é possível de ser convertida em obrigação principal em razão da aplicação de multas previstas na legislação específica.6. Orleans Martins 7 . da anterioridade e da irretroatividade. Contudo. na fixação dos elementos imprescindíveis à cobrança do tributo (e/ou penalidade) incidente (CTN. O fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que. têm força de Lei. as regras ordinárias de convivência (leis em sentido restrito). a apresentação de declarações de rendimentos. Base de cálculo É o valor sobre o qual se aplica o percentual (ou alíquota) com a finalidade de apurar o montante a ser recolhido. O fato gerador Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente para sua ocorrência.

Crimes tributários São considerados crimes contra a ordem tributária (arts.2. escrivães e demais serventuários de ofício. e • Os sócios. os arts. No caso em que haja infração de natureza criminal. e II. que pode ser superior ao valor final da venda. Em relação a infrações fiscais. não sendo o contribuinte. a responsabilidade é de ordem pessoal e intransferível.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Contribuinte é aquele que tem relação pessoal e direta com a situação que constitua o fato gerador. tem surgido questionamentos por parte de algumas empresas sujeitas a esse tipo de tributação. num elo seguinte da cadeia produtiva. levando o contribuinte a recolher mais do que seria pago no sistema normal. seja pelo montante elevado de tributos. tendo em vista que o tributo acaba incidindo sobre um valor estimado. pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados. seja pelo número reduzido de contribuintes. antecipar a arrecadação de tributos e/ou evitar a sonegação fiscal. ou tenha indevidamente se omitido. Responsável é aquele a quem. A responsabilidade atribuída a terceiros pelo CTN só se aplica aos tributos e penalidades de caráter moratório.7. em função de seu ofício. • O inventariante. São exemplos de produtos em que ocorre a substituição tributária: automóveis e autopeças. 1. 128 a 135 do CTN preveem a possibilidade de transferência a terceiros dos débitos fiscais. o transportador de mercadorias desacompanhadas dos documentos fiscais legalmente exigíveis toma-se responsável pelo pagamento deste imposto. no caso da impossibilidade de cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte. no caso de atraso por tributos declarados ou erros não intencionais. no entanto. • Os tutores e curadores. pelos tributos devidos por estes. O empregado que recebe salário é o contribuinte do imposto de renda. Tributação monofásica Para o governo se ver livre desses questionamentos. a lei estabelece a obrigação de pagar o tributo. com o objetivo de simplificar a fiscalização. 1. pelos tributos devidos pelo espólio. pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário. por não portar o documento fiscal. Respondem solidariamente: • Os pais. Que o contribuinte não possa cumprir sua obrigação. que consiste na incidência do tributo em apenas um dos elos da cadeia produtiva. O contribuinte do ICMS é o comerciante ou o industrial que promove a saída de mercadoria de seu estabelecimento. Embora o contribuinte seja o comerciante. Solidariedade em relação à obrigação tributária A responsabilidade pelos tributos pode ser atribuída de forma solidária a terceiros. e pressupõe duas condições: I. toma-se responsável. má-fé e intenção. pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles ou. No caso do imposto de renda sobre salários. o transportador. Que o terceiro tenha participado do ato caracterizado como fato gerador do tributo. se devido. • Os tabeliães. por exemplo. e combustíveis. pelos tributos devidos pelos filhos menores.7. a legislação encarrega o empregador (responsável) de reter do empregado (contribuinte) o valor do imposto. no caso de liquidação de sociedade de pessoas. da indústria de medicamentos. normalmente naquele em que a fiscalização pode ser mais eficaz. tintas e vernizes. • Os administradores de bens de terceiros. como é o caso. que podem ser de vários tipos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 128 a 135 do CTN) aquelas ações que envolvem dolo. Substituição tributária Uma outra modalidade de contribuinte responsável é a figura do substituto tributário. Orleans Martins 8 . perante eles. providenciando seu recolhimento aos cofres públicos. surgiu a figura da tributação monofásica. produtos farmacêuticos.3. Apesar de a substituição tributária ser um mecanismo aparentemente interessante para o governo. cigarros e bebidas. No caso do ICMS. • O síndico e o comissário. que é o contribuinte responsável pelo pagamento do tributo cujo fato gerador deverá ocorrer posteriormente.

A suspensão corresponde ao impedimento temporário de exigir o crédito tributário. diz-se que o lançamento se dá por homologação. independentemente de qualquer colaboração do sujeito passivo. Crédito tributário Como vimos. por iniciativa do próprio poder público (moratória. o contribuinte ou um terceiro presta informações à autoridade fiscal para que possa ser estabelecido o valor do tributo.4. O lançamento direto ou de ofício. processo judicial). para materializar o seu direito. O lançamento pode se dar de várias formas: de ofício. Lançamento A materialização do crédito é denominada lançamento. Mesmo os tributos não lançados normalmente por esta modalidade podem ser lançados de ofício. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Suspensão.7. No caso em que o contribuinte antecipa o tributo sem prévio exame da autoridade. o Estado possui o direito de exigir o objeto da obrigação tributária. 1. recurso administrativo.6. Na modalidade de lançamento por declaração.7. extinção e exclusão do crédito tributário Suspensão Uma vez lançado o crédito tributário. desde que não lançados ainda de outra forma. Vale destacar que. por declaração ou por homologação. não há dispensa das obrigações acessórias.7. e só depois tem seus cálculos verificados. Orleans Martins 9 . mesmo suspensa a obrigação principal.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1. É o caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). e que a suspensão é sempre temporária. 1. o Estado constitui um crédito tributário. da cobrança do crédito tributário (depósito judicial. ele pode ser suspenso. É o caso do Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU). no todo ou em parte. é feito por iniciativa da autoridade administrativa. Com a concretização do fato gerador da obrigação tributária. durante o prazo da moratória ou do julgamento do recurso administrativo ou processo judicial.5. parcelamento) ou por iniciativa do sujeito passivo de discutir a validade. O Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis (ITBI) é um exemplo de tributo lançado por declaração. extinto ou excluído.

efetuado pelo contribuinte que pretende discutir judicialmente a cobrança do crédito tributário. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. com decisão pró-contribuinte.o mandado de segurança é a ação judicial cabível na hipótese de a autoridade pública agir com ilegalidade ou abuso de direito. por lei. • Conversão de depósito em renda . a obrigação tributária também deixa de existir. em outras espécies de ação judicial . na forma e condições estabelecidas em lei. a extinção se dá após a constatação de que o imposto pago corresponde ao montante homologado. desrespeitando direito líquido e certo do contribuinte. sem cobrança de multa. • Dação em pagamento em bens imóveis. • A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial. • Decisão judicial transitada em julgado . A obrigação é quitada pelo contribuinte de várias formas. Depois de extinto o crédito tributário. Pode ocorrer por: • Pagamento em dinheiro do exato valor devido.quando ocorreu o lançamento.retirada. • Compensação com outros tributos de mesma espécie .quando o contribuinte aproveita créditos anteriores junto ao fisco para fazer um "encontro de contas".depósito judicial efetuado pelo sujeito passivo diante de recusa de recebimento. Extinção A extinção corresponde ao término do direito do sujeito ativo de cobrar a obrigação tributária. o pagamento precede o lançamento. mas que terá de ocorrer mediante previsão em lei. quando ocorre: • Prescrição .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] As modalidades de suspensão são previstas no art. • A cobrança é considerada indevida. • É concedido. • Reclamações e recursos administrativos . podendo ser condicional e exigir garantias. com decisão pró-contribuinte. • Transação . mas com concessão de prazo adicional.término de processo no âmbito interno da administração pública.repactuação da dívida fiscal. de depósito judicial constituído em seu favor. São situações em que ocorre extinção em razão de a cobrança do tributo ser considerada indevida: • Decisão administrativa irreformável . A medida liminar suspende a cobrança do crédito tributário enquanto se discute o direito que está sendo questionado judicialmente. • Parcelamento .concessão pelo sujeito ativo de um prazo maior para pagamento integral do crédito tributário.no lançamento por homologação.ocorrem por meio de consulta (quando ainda não houve notificação por parte da autoridade administrativa) ou de recurso (quando já houve notificação). A extinção ocorre basicamente em quatro situações: • A obrigação é quitada pelo contribuinte. de imposto pago antecipadamente . • Concessão de medida liminar em mandado de segurança .término de processo no âmbito do Poder Judiciário. • Consignação em pagamento .acordo de concessão mútua entre os sujeitos ativo e passivo. A autoridade administrativa perde o prazo legal para efetuar o lançamento ou iniciar o processo de cobrança judicial. em outros tipos de ação judicial também pode ocorrer por determinação judicial a suspensão do crédito tributário até o julgamento final da ação. juros de mora e correção monetária. mas o sujeito ativo perdeu o direito de ação de cobrar o crédito tributário já constituído em função de não ter tomado nenhuma iniciativa dentro do prazo legal. 151 do CTN: • Moratória .semelhantemente ao que ocorre com mandados de segurança. Orleans Martins 10 . em que se faz a cobrança de tributos já vencidos sem dispensa dos encargos. • Concessão de medida liminar ou de tutela antecipada. • Depósito judicial . pelo sujeito ativo. • Lançamento por homologação. perdão total ou parcial do crédito vencido. Neste caso.

Estados ou Municípios) tem o poder de tributar. que continua sendo devido. ou seja. desde que não haja ato ilícito.não alcança as atividades econômicas reguladas pelo direito privado. esquivar ou desobrigar de algum encargo que a todos pesa. a imunidade.quando não ocorreu o lançamento dentro do prazo legalmente estabelecido. periódicos e papel destinado à impressão destes. os tributos a que se aplica e.corresponde ao perdão total ou parcial do crédito principal vencido. A isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante. a renda ou os serviços. Imunidade As imunidades podem ser classificadas como privilégios dados a alguém para que se livre ou se isente de certas imposições legais em virtude de que não é obrigado a fazer ou cumprir certo encargo de obrigação de caráter legal: • Imunidade diplomática. sendo caso. no caso da isenção. com o propósito de estimular o seu desenvolvimento por meio da atração de investimentos privados.1. • Imunidade parlamentar. mas opta por conceder o benefício de não tributar um determinado contribuinte ou uma determinada situação. limitandose a um tributo determinado ou região específica ou ainda ao atendimento de determinadas condições. Enquanto que a imunidade determina uma proibição para a instituição de impostos.2. Imunidade e Isenção Tributária 1. podendo ser de caráter geral ou específico. Estabelece o CTN que a isenção estará sempre atrelada a uma lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão. 1. Quando a extinção do crédito tributário é concedida por lei: • Remissão . para que se possa livrar. jornais. instituições de educação e de assistência sem fins lucrativos. A anistia refere-se somente à dispensa das penalidades pecuniárias pelo não recolhimento do tributo. o prazo de sua duração. não permitindo que a autoridade administrativa efetue o lançamento. que somente pode ser concedido por lei. que não se confundem com imunidade. Orleans Martins 11 . ou para que se livre de qualquer obrigação. sindicatos dos trabalhadores. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre livros. em função de condições a ela peculiares e. 1.8. Isenção Entende-se na linguagem jurídica como isenção a dispensa.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Decadência . a renda e os serviços das entidades mantenedoras de templos de qualquer culto. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio.8. Exclusão A exclusão do crédito tributário corresponde à renúncia do direito do sujeito ativo de exigir o crédito tributário. A imunidade tributária é estabelecida pela Constituição e abrange os seguintes aspectos: • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. • Imunidade tributária. uns dos outros . Ocorre por isenção ou anistia. • Vedação de entes estatais instituírem impostos sobre o patrimônio. a entidade tributante (União.8. • Imunidade judicial. A isenção é concedida por lei. configurando-se como uma concessão de benefício em favor do sujeito passivo. muitas vezes. a renda e os serviços das entidades representativas de partidos políticos. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. a concessão atribuída a alguma coisa ou alguma pessoa.

Para todos os efeitos...... 3.. sinagoga ou edifício principal onde se celebra a cerimônia pública....... Orleans Martins 12 . O Regulamento do Imposto de Renda é a consolidação das Leis e Dispositivos que regulamentam e normatizam o Imposto de Renda tanto das Pessoas Físicas como Jurídicas................. IV... o convento e os anexos.. transcrevem-se a seguir alguns comentários preliminares sobre o Imposto de Renda das pessoas jurídicas.. à adolescência e à velhice. o centro de pesquisa. Compete privativamente ao Presidente da República: .Instituição de educação sem finalidades lucrativas É o estabelecimento de ensino.. Instituição de assistência social... o museu.... bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução........ V . mas todos os que se dedicam à educação e à cultura em geral.. O Regulamento é organizado por assuntos. à maternidade. b) Aplicar integralmente os recursos no Brasil. São necessárias as seguintes condições para o gozo da imunidade: a) Não distribuir a qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas o título de lucro ou participação no resultado. Instituição de educação sem finalidades lucrativas.... 4.....Partido político Organização cujos membros programam e realizam ações comuns.. cuja redação é a seguinte: "Art.9.... as academias de letras... É a igreja.... 5..... Regulamento do Imposto de Renda Devido à importância para o profissional da Contabilidade...[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1. o que facilita a consulta sobre determinado item. o ginásio de desportos. o ateliê de pintura ou escultura. promulgar e jazer publicar as leis... desde que não empregada para fins econômicos... 84..8. toma-se fácil saber qual o dispositivo que se aplica a cada caso particular.....Templo de qualquer culto Edificação pública dirigida ao culto religioso..3. não apenas o de caráter estritamente didático. à habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e à promoção de sua integração à vida comunitária etc......... 84. Nesse sentido... II ... Templo de qualquer culto. Partido político.. inciso IV.. a imunidade abrange os resultados relacionados com as atividades essenciais das entidades..... à infância. artes e ciências. (b) amparo às crianças e aos adolescentes carentes. c) Manter escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão.Entidade sindical de trabalhadores Sociedade que dirige as atividades duma classe social...Instituição de assistência social É a entidade sem fins lucrativos que presta serviços de natureza aos membros da comunidade social. É aprovado pelo Presidente da República... Principais casos de imunidade e isenção tributária do Imposto de Renda 1... as formalidades determinadas em lei e recolher os tributos retidos sobre os rendimentos pagos por elas....... III . e essa atribuição é-lhe dada pela Constituição em seu art. e Entidade sindical de trabalhadores.... às repartições lançadoras do imposto...... corno o laboratório. I ... IV ..... Sancionar..... segregando os contribuintes pessoas físicas das jurídicas..... Os serviços são: (a) proteção à família..... inclusive a casa ou residência especial do pastor ou pároco.... 1.... com fins políticos e sociais..... d) Prestar.. na manutenção de seus objetivos institucionais." CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.. sem intuitos lucrativos... pertencente à comunidade religiosa. 2..

ou grupo de em12resas.11.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 1. Estima-se a existência de aproximadamente 60 tributos vigentes.de determinado exercício fiscal. • Investidores do mercado de capitais.1. Funções e atividades da contabilidade tributária As principais funções e atividades da Contabilidade Tributária podem ser classificadas como: • Apuração com exatidão do resultado tributável . mais do que qualquer outro profissional das áreas administrativa ou financeira. tendenciosas ou preparadas de má-fé. devido a suas responsabilidades quanto à eficácia e eficiência nesse gerenciamento. Nesse ambiente. como concessões de créditos e financiamentos. além de perder prestígio profissional em razão de quaisquer falhas mais relevantes na interpretação ou na aplicação no dia-a-dia das normas tributárias. eles podem causar prejuízos a terceiros. tanto sobre a pessoa jurídica como sobre a pessoa física. citam-se: • Instituições financeiras consultadas para a concessão de empréstimos e financiamentos. • Acionistas não controladores. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Regulamentos e Normas constantemente alteradas.11. Isso porque. pode ser responsabilizado por possíveis prejuízos que causar no exercício profissional.10. Da mesma forma. • Sindicatos e funcionários que participam dos resultados. caso as demonstrações e os relatórios contábeis sejam elaborados com informações errôneas. adaptando ao dia-a-dia empresarial as obrigações tributárias. na média dos últimos cinco anos. Responsabilidades do Contador A carga tributária no Brasil é extremamente elevada. mais de 32% do Produto Interno Bruto (PIE). ou em desacordo com as normas e os princípios fundamentais de contabilidade. de que o gerenciamento das obrigações tributárias já não pode ser considerado uma necessidade quotidiana. cresce sensivelmente a responsabilidade de todos os gestores da empresa. podendo ser condenado a indenizar o empresário que for prejudicado. Tais fatores penalizam sobremaneira o custo da maioria das empresas e acarretam grandes transtornos para o gerenciamento contábil e financeiro dos impostos e demais tributos.11. Os empresários e executivos já estão cientes. O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) estima que a carga tributária em nosso país representa. em particular a dos profissionais da controladoria e contabilidade. seja qual for o setor de atividade. Orleans Martins 13 .2.ou do lucro real . há mais de duas décadas. 1. Portanto. • Autoridades fiscais. constitui crime a elaboração de demonstrações contábeis sem embasamento em documentos e informações hábeis e legais. ou ainda com valores divergentes dos contidos nos livros contábeis da empresa. • Ramo da contabilidade responsável pelo gerenciamento dos tributos incidentes nas diversas atividades de uma empresa. entre outros. a elaboração e assinatura de qualquer documento e/ou demonstração contábil com informações inverídicas. com ou sem má-fé. decisões de investimentos. Além da elevada carga tributária. Portanto. mas algo estratégico dentro das organizações de médio e grande porte. com base na legislação pertinente. de forma a não expor a entidade às possíveis sanções fiscais e legais. por culpa ou dolo. Contabilidade Tributária 1. o contador precisa conhecer com grande profundidade a legislação tributária. • Fornecedores. para todos os efeitos legais e judiciais. tendo em vista que induzem a determinados atos. as empresas e os profissionais responsáveis que assim procederem. podem vir a ser processados e condenados por perdas e danos. Entre os usuários que podem ser prejudicados ou enganados em decorrência de fraudes e irregularidades na escrituração contábil e fiscal. Nesses casos. Os documentos e as demonstrações contábeis são frequentemente utilizados pelo mercado para obtenção de informações da empresa. Conceito Pode-se entender Contabilidade Tributária como: • Especialização da contabilidade que tem como principais objetivos o estudo da teoria e a aplicação prática dos princípios e normas básicas da legislação tributária. com diversas Leis. o Sistema Tributário brasileiro é um dos mais complexos do mundo. para cálculo e formação das provisões contábeis destinadas ao pagamento dos tributos incidentes sobre o lucro da entidade. Caracteriza-se como ato criminoso. 1.

correta e oportunamente. fábricas. um dos mais significativos instrumentos de que dispõem as empresas. além de emitir e providenciar a entrega aos respectivos órgãos competentes dos formulários estabelecidos pela legislação pertinente. sem afrontar as diversas legislações que regem os mais diversificados tributos. preenchimento das guias de recolhimento e remessa para o Departamento de Contas a Pagar Controle sobre os prazos para os recolhimentos Assessoria para a correta apuração e registro do lucro tributável do exercício social. para apurar e determinar o montante do tributo a ser recolhido dentro do prazo após encerramento do período de apuração. pode significar menor carga tributária. Escrituração e controle Escrituração fiscal das atividades do dia-a-dia da empresa e dos livros fiscais Apuração dos tributos a recolher. Orleans Martins 14 . o local de instalação da fábrica. Orientação fiscal para todas as unidades da empresa (filiais. informando o Setor Financeiro de Contas a Pagar da entidade sobre o valor e os prazos de recolhimento. Sem dúvida. departamentos) ou das empresas controladas e coligadas. • • • • As principais funções e atividades podem ser sintetizadas no Quadro a seguir. as empresas necessitam. cada vez mais. Discute-se a urgente mudança de nosso sistema tributário e a adoção de novos mecanismos para simplificação das rotinas tributárias. ou mesmo o local de origem de determinadas matérias-primas. Enquanto isso não ocorre. Redução de custos é a estratégia que mais se ouve ser empregada nos dias atuais. em todo o mundo globalizado. treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos Orientação fiscal para as demais unidades da empresa (filiais. Por exemplo. visando padronizar procedimentos Planejamento tributário Estudo das diversas alternativas legais para a redução da carga fiscal. A correta orientação fiscal e tributária para as demais unidades ou empresas pode representar relevantes economias com os impostos. ao mesmo tempo. 1. Orientação. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. para que possam racionalizar seus custos tributários. em obediência aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. é o planejamento tributário. de acordo com o princípio contábil da competência de exercícios.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher.1. principalmente em relação aos chamados impostos não cumulativos ICMS e IPI. a Contabilidade Tributária tem a responsabilidade de informar.12. Conceito de planejamento tributário A despeito da grande importância de todas as supracitadas atribuições. que possa resguardar seus direitos de contribuinte e. Preenchimento de guias de recolhimento. • Todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita. tais como: • Todas as operações em que for possível o crédito tributário. fábricas. para obter o melhor resultado numa economia tão instável como a brasileira. em todas as fases da cadeia de valores do ciclo produtivo e comercial. • • • • • • • 1. • Todas as situações em que for possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos. Escrituração dos documentos fiscais em livros fiscais próprios ou registros auxiliares.12. de um planejamento tributário criterioso e criativo. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa. como parte integrante do sistema de informações da empresa. departamentos) ou das sociedades coligadas e controladas. conforme os princípios fundamentais de contabilidade Assessoria para o correto registro contábil das provisões relativas aos tributos a recolher Planejamento Tributário Orientação Orientação. proteger seu patrimônio. o valor das diversas provisões para recolhimento dos tributos. treinamento e constante supervisão dos funcionários do setor de impostos. o contador tem principalmente nas atividades de planejamento tributário a grande oportunidade de dar enormes contribuições à alta direção da empresa. pois.

corno fraude. dissimulação etc. o contador precisa. de um comportamento técnico-funcional.3. Condições necessárias para um adequado planejamento tributário Qualquer que seja a forma de tributação escolhida pela empresa. o que exige alta dose de conhecimento técnico e bom-senso dos responsáveis pelas decisões estratégicas no ambiente corporativo. • Conhecer todas as situações em que é possível o deferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos. gerando um desgaste desnecessário de investimentos forçado para cobertura de gastos que não estavam previstos. após o fato gerador ter ocorrido. por sua vez. para deixar de recolher o tributo devido.ou Tributário . entre as opções legais disponíveis. entre duas ou mais opções lícitas. reduzir ou adiar os respectivos encargos tributários. O objeto do planejamento tributário é. Cotejando as várias opções legais. 1. antes da ocorrência do fato gerador. as que com certeza lhe forem mais satisfatórias. a economia de impostos. para que. a partir desses cenários. sem infringir a legislação. assim. nada impede que o contribuinte antecipe a ocorrência do fato gerador e comece a projetá-lo e a dimensioná-lo.ICMS e IPI.12. mediante o emprego de estruturas e formas jurídicas capazes de bloquear a concretização da hipótese de incidência tributária ou. a economia tributária. Planejamento tributário não se confunde com sonegação fiscal. Para a correta execução das tarefas inerentes ao planejamento tributário. sem dúvida. para tanto ficando atento às mudanças nas normas e aos impactos nos resultados da empresa. simulação." Dessa maneira. Nas palavras do saudoso tributarista Nilton Latorraca: "Costuma-se.12. então. desenvolvendo-se de forma estritamente preventiva. a vontade das partes não pode ser alterada ou modificada. Legislação Tributária e Planejamento Tributário Legal De acordo com os preceitos tributários. fiscais e econômicos de determinada decisão gerencial. Trata-se.. • Ser oportuno e aproveitar as lacunas deixadas pela legislação.consiste em organizar os empreendimentos econômico-mercantis da empresa. Sonegar. Trata-se do conceito de tax saving. com o objetivo de encontrar a alternativa legal menos onerosa para o contribuinte. Com esse procedimento. sempre que possível. o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação principal. o contador precisa aplicar todos os seus conhecimentos sobre a legislação do tributo a ser reduzido. Planejar é escolher. A finalidade principal de um bom planejamento tributário é. com profundidade: • Conhecer todas as situações em que é possível o crédito tributário. projeta os atos e fatos administrativos com o objetivo de informar quais os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis.2. para que o contribuinte possa optar pela que apresente o menor ônus tributário. pode-se verificar que a falta de planejamento estratégico tributário pode deixar a empresa mal preparada para os investimentos futuros. o procedimento mais oneroso do ponto de vista fiscal. o administrador obviamente procura orientar os seus passos de forma a evitar. adotado no universo dos negócios. em última análise. principalmente com relação aos chamados impostos não cumulativos . Trata-se do estudo prévio à concretização dos fatos administrativos. denominar de Planejamento Tributário a atividade empresarial que. o contribuinte tem a vantagem de adotar. Orleans Martins 15 . menciona que "a natureza ou essência do Planejamento Fiscal . Para alcançar êxito nessa atividade. por sua vez." Borges. torna-se claro o entendimento de que o planejamento tributário é o estudo das alternativas lícitas de formalização jurídica de determinada operação. dos efeitos jurídicos. total ou parcialmente. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. objetivando a economia de impostos. de fazer com que sua materialidade ocorra na medida ou no tempo que lhe sejam mais propícios.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Entende-se por planejamento tributário uma forma lícita de reduzir a carga fiscal. então. bastante praticado pelos norte-americanos. Entende-se ainda por sonegação toda a ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou a retardar. é utilizar meios ilegais. 1. possa planejar com bastante antecedência a melhor alternativa para a empresa executar suas operações comerciais. Contudo. devido a urna possível insuficiência de caixa. • Conhecer todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como dedutíveis da receita. a que resulte no menor imposto a pagar. que visa excluir. permitindo melhor gerenciamento do fluxo de caixa.

Nesse mesmo momento. Orleans Martins 16 . 2. Quadro-Resumo Tributos Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Programa de Integração Social . além de fabricar e vender um determinado produto. inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias Faturamento mensal (receitas auferidas pela pessoa jurídica.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Fato gerador é a obrigação tributária principal. pode gerar a obrigação de pagar vários tributos simultaneamente: PIS. Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). COFINS. independentemente de sua denominação ou classificação contábil) para as pessoas jurídicas em geral CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. por exemplo. em favor do Estado. procurando atender às possíveis formas da legislação fiscal. da titularidade de certa quantia. como. por exemplo: a) Atividades de comercialização estão sujeitas à incidência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). mas não de outras. como é o caso das contribuições para: 1. é necessário que o contribuinte esteja bem assessorado por uma equipe especializada que saiba realizar o planejamento de tributos sem distorcer. o tributo incide. Um só evento. b) Atividades de industrialização estão sujeitas ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!). 2. ou encontrou-se na situação de fato. como. ou seja. Programa de Integração Social (PIS). IPI e ICMS. também preste serviços de assistência técnica estará sujeita ao IPI. Alguns atingem a maior parte das empresas e das receitas por elas obtidas. a venda de um produto industrializado. é o fato gerador e não a natureza jurídica da empresa. 3. PIS/PASEP e COFINS O PIS/PASEP e a COFINS são contribuições sociais com funções fiscais. Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP). a que vale. sobre as receitas de determinadas atividades. concretamente localizada no tempo e no espaço. alterar ou esconder as obrigações quando o fato gerador assim o exigir. independentemente do setor de atividade. que tem como objetivo o pagamento do tributo. a empresa passa a desenvolver suas atividades de forma estritamente preventiva. ao ICMS e ao ISS. 2. o sujeito que praticou o ato previsto em lei. deixa de ser titular dessa mesma quantia. Num planejamento tributário estratégico. independentemente da denominação contábil por estas recebida. uma única indústria que. determina a transferência jurídica. evitando perdas desnecessárias para a organização. c) Atividades de prestação de serviços estão sujeitas ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). é a situação descrita em lei que. Da mesma forma. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE A RECEITA Diversos são os tributos que incidem sobre a receita das empresas. de modo a deixar transparentes para todos os envolvidos as informações sobre os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis.1. uma vez ocorrida. nesse caso. Incidem sobre as receitas auferidas por todas as entidades.PIS Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS Contribuições sociais União Fiscal Auferir receita Pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda. Também procura projetar de forma clara os atos e fatos administrativos. Em outros casos. de arrecadação. normalmente. Para poder usufruir em toda a sua plenitude de todas as formas legais de planejamento tributário. O planejamento tributário estratégico tem como objetivo fundamental a economia tributária de impostos.

condicionada à escolha do regime de tributação de Imposto de Renda escolhido.2. A lógica de tributação do PIS/PASEP e da COFINS A tributação do faturamento das empresas pelo PIS/PASEP e COFINS pode se dar de duas formas: a) No regime de incidência cumulativa. de 22 de novembro de 2005. pois a empresa tem o direito de creditar a si própria o montante da alíquota aplicada sobre compras de mercadorias ou insumos para a produção. 1 º. Para a maioria dos casos. aluguel e energia elétrica. 2.1. reversões de provisões). o regime de incidência é uma escolha que cabe à própria empresa. insumos utilizados na produção de produtos ou serviços.Importação e = alíquota do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) Na hipótese das empresas realizarem a importação de serviços. as alíquotas são aplicadas à receita ajustada na mesma forma da base cumulativa. e as despesas e custos com energia elétrica.Importação d = alíquota da COFINS . que deverão assim ser calculados: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. ajustada por algumas exclusões permitidas na legislação. a legislação estabelece a adoção obrigatória do regime cumulativo para alguns setores de atividade econômica. Orleans Martins 17 . mas permite-se também que o contribuinte reduza o valor da contribuição devida no montante relativo à mesma alíquota aplicada aos valores de compras de bens para revenda. além de algumas despesas como depreciação. além das informações a respeito das receitas auferidas pela empresa.Importação e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS .65% no regime de incidência não cumulativa COFINS: 3% no regime de incidência cumulativa 7. exceto quando a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IP!) for específica: I . No entanto.1.Importação) serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas. alguns produtos. = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP. Implicações dos PIS/COFINS nas transações de importação de mercadorias e serviços De acordo com Instrução Normativa SRF nº 572.fazenda. Regime de incidência não cumulativo A opção pelo regime de incidência não cumulativo implica na necessidade de informações adicionais. conforme art.gov.6% no regime de incidência não cumulativa Por homologação Página da Receita Federal: <www.1. abatimentos. dentro das condições estabelecidas na legislação. elas estarão sujeitas ao pagamento de PIS e COFINS.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] PIS/PASEP: 0.Na importação de bens: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISIMPORTAÇÃO = c x (VA x X) Onde.br> Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2. os valores a serem pagos relativamente à Contribuição para o PIS/PASEP .receita. depreciação e amortização.65% no regime de incidência cumulativa 1. para fins de apuração da contribuição devida. arrendamento. b) No regime de incidência não cumulativa. as alíquotas são aplicadas ao valor da receita bruta. em geral relacionadas a itens que não se configuram como receitas (devoluções. bem como para algumas receitas em especial. aluguéis pagos a pessoa jurídica.

CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. No entanto. VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do II β = alíquota específica do IPI c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP .Importação e = alíquota do ICMS Destaca-se também que nas operações que incorram nas hipóteses de imunidade ou de isenção ou redução do 11 ou do IPI. o art.826. de 3 de julho de 2002. de 18 de outubro de 2004.Importação e da COFINS . PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x Y + W x Q) = • • • • • • • × × = × × Q = Quantidade do produto importada na unidade de medida compatível com a alíquota específica do IPI. isenção ou da suspensão do IPI vinculado à importação de que trata o inciso III do § 1 º deste artigo. empregado ou remetido para o exterior. antes da publicação desta Instrução Normativa. o § 2º define que nos casos de imunidade. 3º. 2º define que na hipótese de a alíquota do IPI ser específica. Orleans Martins 18 . antes da retenção do Imposto de Renda c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP . de 30 de maio de 2002. que seria devido caso não houvesse imunidade. com a redação dada pela Lei nº 10.Importação. 4º define que se o contribuinte comprovar recolhimento de valores a maior que o devido da Contribuição para o PIS/PASEP . entregue. isenção ou redução do ICMS. = • • • • V = o valor pago.684.Importação. definidas pelo art. de 30 de dezembro de 2002. nos casos de redução.X) Onde. o valor correspondente a qualquer deles. ou redução de suas respectivas bases de cálculo. • Suspensão do pagamento do IPI vinculado à importação de que tratam as Leis nº 9. deve-se informar o valor zero para a alíquota correspondente de cada tributo e. • Aplicação dos regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais.637.Importação e da COFINS . Destaca-se que se aplica também o disposto no caput nas hipóteses de: • Imunidade.Importação e da COFINS. os valores a serem pagos serão obtidos pela aplicação das seguintes fórmulas: COFINSIMPÓRTAÇÃO = d x (VA x Y + W x Q) Onde. Esclareça-se que.Importação f = alíquota do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza Para as empresas que realizarem a importação de mercadorias que tenha a incidência de alíquota específica. Portanto.Importação d = alíquota da COFINS . o valor do ICMS diferido compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP . terá direito a restituição da diferença de valores.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] II . redução das alíquotas dos respectivos tributos. de 20 de outubro de 2005. conforme o § 3º.Importação em razão da utilização das fórmulas constantes da Instrução Normativa RFB nº 571. nos termos da Instrução Normativa SRF nº 460. deve ser informada a alíquota real empregada na operação. de 23 de agosto de 1999.485. o art. não compõe a base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP .Importação d = alíquota da COFINS . isenção ou redução. creditado. nº 10. ou ainda de redução das alíquotas ou da base de cálculo do tributo. e nº 10.Na importação de serviços: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) e PISlMPORTAÇÃO = c x (VA x. na hipótese de deferimento do pagamento do ICMS.

operação relativa à circulação de mercadorias.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2. a recepção. por qualquer via. realizam operações de circulação de mercadorias ou prestam serviços de transporte interestadual ou intermunicipal ou serviços de comunicação. é o valor da operação relativa à circulação da mercadoria.fazenda. III . porque evidentemente não integram estes no valor da operação. que incide sobre as operações relativas à circulação de mercadorias.prestação onerosa de serviços de comunicação. IV . Em alguns casos. A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo disponibiliza link para as demais secretarias nos endereços: <http://www. Orleans Martins 19 . a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza. inclusive a geração.prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal.entrada de mercadoria ou bem. Várias Secretarias de Fazenda estaduais disponibilizam a legislação em seus sites na Internet. Na base de cálculo se incluem as despesas recebidas do adquirente. e de energia elétrica. Na legislação específica de cada Estado. V . a transmissão. (b) compreendidos na competência tributária dos Municípios. qualquer que seja a sua finalidade. ou a este debitadas.br/links/faz65. quando não destinados à comercialização ou à industrialização. mas não se incluem os descontos incondicionais. I .fornecimento de mercadorias com prestação de serviços: (a) não compreendidos na competência tributária dos Municípios. a emissão. VIII .a venda do bem ao arrendatário. de modo habitual ou em volume que caracterize intuito comercial. por qualquer meio. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços – ICMS Imposto Estados e Distrito Federal Predominantemente fiscal Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. o fato gerador do ICMS.asp> < http://www. Variáveis em função do tipo de bem ou serviço e também do domicílio do vendedor e comprador. ainda que as operações e prestações se iniciem no exterior Cada Estado regulamenta. de petróleo. II . Por homologação. no território paulista. sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual. A título de exemplo.Mesmo sem habitual idade. mas que. II . na operação de arrendamento mercantil. bebidas e outras mercadorias em qualquer estabelecimento. importados do exterior por pessoa física ou jurídica. prestação de serviços interestaduais e intermunicipais. destacamos os fatos geradores previstos pelo Regulamento do ICMS do Estado de São Paulo: I .gov. A base de cálculo do ICMS. inclusive o fornecimento de alimentação.2.fazenda.sp. bem como os descontos condicionais a este concedidos. no âmbito de sua jurisdição.o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior. como regra geral. e serviços de comunicação.gov. a Secretaria da Fazenda fixa um valor mínimo para a operação. ou o preço do serviço respectivo. ainda que iniciados no exterior.a entrada. ICMS O ICMS é um imposto de competência dos Estados. VI .Aqueles (pessoas físicas ou jurídicas) que. inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados.br/confaz> Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. por indicação expressa de lei complementar. os importadores ou arrematantes dos bens ou beneficiários dos serviços listados nos itens VI a VIII do quadro Fato Gerador. decorrente de operações interestaduais. VII . a retransmissão.

O ICMS é um imposto "por dentro". Essa é uma das principais razões do alto grau de complexidade operacional desse tributo. 2. Observe que esta metodologia de cálculo implica em uma alíquota real maior do que a nominal. o contribuinte responsável pelo recolhimento do ICMS. Nordeste e Espírito Santo. MG. tendendo a aplicar alíquotas menores aos produtos considerados necessários. SC. seria tributada a 12% e.00 e é tributado a 17%. a Constituição Federal permite que o IPI tenha sua alíquota majorada pelo Poder Executivo. Norte. muitas vezes. a lógica primária do imposto é preservada. seria tributada à alíquota de 18% (operações internas. por conta dos demais elos da cadeia. entre Estados comprador e vendedor. o contribuinte adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco. mas considera-se que integra o próprio preço. que correspondem à receita líquida (R$ 100.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2. Orleans Martins 20 . passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco.48% dos R$ 83. um melhor controle da arrecadação. A lógica de tributação do ICMS O ICMS é um imposto não cumulativo. 17% para a maioria dos bens na maioria dos Estados). os Estados de origem e de destino possuem alíquotas e obrigações acessórias diferentes. Esse procedimento provoca a divisão do tributo gerado pela circulação de bens e serviços interestaduais. Assim. funcionando no sistema de débitos e créditos.1.00 . os R$ 17. para o desenvolvimento de determinada atividade ou região. que tem duas funções extrafiscais: uma função reguladora. de competência estadual. Norte.00).2.3. se vendida para empresas situadas em outros Estados das regiões Sudeste ou Sul. que onera os produtos de acordo com sua utilidade. ou seja. Em síntese: Imposto ICMS ICMS ICMS Alíquota 18% 12% 7% Tipo de transação Destino Origem São Paulo São Paulo Tipo Venda interna Venda interestadual Venda interestadual São Paulo RS.R$17. dentre outras questões. Neste tipo de situação. esse fato favorece o que se denomina "guerra fiscal". Em relação às alíquotas. que consiste na prática de alíquotas diferenciadas e/ou concessão de benefícios fiscais por determinados Estados.00. que aumenta ou reduz alíquotas visando incentivar ou desestimular a produção de alguns produtos. os Estados criaram a figura da substituição tributária. isto é. deverá somar ao preço cobrado o imposto incidente nas operações subsequentes. observadas as condições estabelecidas em lei. Nordeste e ES Na operação seguinte. visando atrair investimentos para o seu território. seria aplicável a alíquota de 17%. relativo ao imposto pago em sua aquisição. se vendida para empresas situadas dentro do próprio Estado. No caso de substituição tributária. e outra função protecionista. e maiores aos considerados supérfluos. se destinada a consumidor final dentro do próprio Estado. se um bem é vendido ao preço de R$ 100. o vendedor cobrará do comprador R$ 100. No entanto. e destacará na nota fiscal que R$ 17. RJ São Paulo Centro-Oeste. Ao adquirir bens ou serviços tributados pelo ICMS. uma mesma mercadoria vendida por um distribuidor situado na cidade de São Paulo.00 cobrados de imposto correspondem a 20. se vendida a empresas situadas nas regiões Centro-Oeste. Além disso. Por exemplo. PR.00 dos R$ 100. destaca-se que as alíquotas do ICMS podem sofrer variações em relação aos produtos e serviços e regiões. referente ao bem. Em alguns casos. a alíquota incide sobre o preço do bem ou serviço. sendo que. O problema é que as mercadorias circulam não apenas dentro dos limites territoriais de um único Estado. 7%. e também reduz a anterioridade para 90 dias. qual seja: o imposto é calculado com base em um suposto valor final de venda do bem.00 cobrados referem-se ao imposto. Ao realizar uma operação sujeita à incidência de ICMS. O fato de o ICMS ser um tributo de competência estadual implica em que cada Estado tenha a sua legislação própria relativa ao tributo. atribui-se a um determinado elo da cadeia a responsabilidade de antecipar os recolhimentos que ocorreriam nas transações subsequentes. buscando. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. IPI O IPI é um imposto de competência da União. Tendo em vista esta função extrafiscal.00.

e • Renovação ou recondicionamento . as alíquotas vão de zero até 365. mas isto não ocorre necessariamente.63%.modifica funcionamento. ou a sua arrematação em leilão. Após efetuar o processo industrial.o desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira. a indústria adquire um crédito (direito de compensação futura) junto ao fisco. utilização. A legislação estabelece o que se considera produto industrializado e o que não é considerado industrialização. ao vender produtos industrializados. A base de cálculo do IPI é o valor da operação de que decorrer a saída dos produtos industrializados do estabelecimento do contribuinte. • Montagem . sofre a incidência de IPI. Aparentemente este procedimento é semelhante a tributar o valor agregado no processo de industrialização.fazenda. o montante devido resulta da diferença entre o imposto devido na operação posterior e o exigido na anterior.produto deteriorado ou inutilizado em condições de utilização. tais como: • Transformação . nacionais e estrangeiros. no caso de produtos apreendidos pelo fisco ou abandonados pelo importador.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IPI incide sobre os produtos industrializados.altera apresentação pela colocação de embalagem.IPI Imposto União Extrafiscal O imposto incide sobre produtos industrializados. o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados levados a leilão. e passa a ter um débito (obrigação de pagamento futuro) junto ao fisco.reunião que resulte em nova unidade. ou equiparado a industrial. porém a maioria das alíquotas está abaixo de 20%. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. acabamento ou aparência. • Acondicionamento ou reacondicionamento . considerados como tais tanto os produtos produzidos no país quanto os importados do exterior.a saída de produto do estabelecimento industrial. Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Onde pesquisar mais detalhes 2. Não tendo valor a operação. I . obedecidas as especificações constantes da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TlPI). o preço da respectiva arrematação. considera-se industrializado o produto que tenha sido submetido a qualquer operação que lhe modifique a natureza ou a finalidade. Por homologação Na página da Receita Federal «www.TIPI. Orleans Martins 21 . a base de cálculo será o preço corrente da mercadoria ou de sua similar no mercado atacadista da praça do contribuinte. funcionando de maneira semelhante à do ICMS.1. Em se tratando de produto leiloado. É possível baixar o Regulamento do IPI (RIPI) e a tabela de alíquotas (TIPI). Veja também a seção Perguntas e Respostas. pois eventuais diferenças de alíquotas ou isenções nas fases precedentes alteram a carga tributária final.3. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Imposto sobre Produtos Industrializados . A lógica de tributação do IPI O IPI é um imposto não cumulativo. II .gov. exceto apenas para transporte. o industrial ou a quem a lei o equiparar.receita. o comerciante de produtos sujeitos ao imposto. No caso de ad vaIorem. Em linhas gerais. Alguns produtos estão sujeitos a alíquotas específicas e outros a ad valorem. O contribuinte do IPI é o importador ou a quem a lei o equiparar.br».obtenção de espécie nova. relativo ao imposto pago na aquisição do insumo. • Beneficiamento . A alíquota aplicável em cada caso é obtida na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados . Ao adquirir insumos tributados pelo IPI. ou sendo omissos os documentos respectivos. Nos tributos não cumulativos. que os forneça aos industriais ou aos a estes equiparados.

Na esteira desta discussão. o local de domicílio do prestador de serviços. os Municípios têm a faculdade de reduzir a alíquota mínima Por homologação Quando o prestador de serviço está localizado em um determinado município e o serviço é prestado em outro município. portanto.00 e é tributado a 5%. se um produto é vendido ao preço de R$ 100. decoração e jardinagem. nas quais a alíquota de ISS era mais baixa. para alguns serviços a Lei Complementar nº 116/03 determina que o ISS deve ser pago em favor do Município onde o serviço foi prestado ou está localizado o tomado r. o Município a quem é devido o imposto) é o do estabelecimento prestador dos serviços ou. • Serviços de limpeza.gov. e é somada ao valor do produto. de 31 de julho de 2003) O fato gerador desse imposto é o descrito em lei ordinária do Município. o ISS foi responsável por 42% da receita tributária consolidada de todos os Municípios brasileiros. Tem função predominantemente fiscal. ISS O ISS é um imposto de competência dos Municípios e do Distrito Federal. Assim. Em alguns casos em que a legislação especifica a tributação pelo ICMS dos materiais fornecidos pelo prestador de serviços. havia muita controvérsia quanto ao local da prestação do serviço. o vendedor cobrará do comprador R$ 105. a incidência do ISS está limitada à lista dos serviços que podem ser objeto de tributação. Em 2004. muitas empresas prestadoras de serviços transferiram suas matrizes para cidades vizinhas às grandes metrópoles. definida em lei complementar. a lei complementar esclarece em cada caso qual Município tem direito ao imposto Para cada Município. é necessário consultar a legislação específica A íntegra da Lei Complementar nº 116/03. Para alguns serviços. entre os quais se destacam: • Importação de serviços. A LC 116/03 estabeleceu que o local da prestação de serviços (e. quando o prestador e o adquirente dos serviços estavam em Municípios diferentes. 2. de fornecer recursos financeiros para o Município.4. o IPI é um imposto "por fora". ou seja. Lei Complementar nº116. ou seja.senado. Embora de competência dos Municípios. bem como qualquer outra lei federal. • Alguns serviços ligados à construção civil. o valor destes materiais não deve compor a base de cálculo do ISS. a alíquota incide sobre o preço do produto.br>) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Hipótese de incidência Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Lançamento Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes Imposto sobre serviço de qualquer natureza (ISS) Imposto Municípios e Distrito Federal Predominantemente fiscal Prestação de serviços informados na lista constante em lei complementar (atualmente. Outra observação importante é que o ISS e o ICMS não podem incidir sobre a mesma operação.00. segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional. pode ser encontrada na página do 5enado Federal (<www. No entanto. cessão de mão de obra e empreitada. conforme o caso. Orleans Martins 22 . na sua falta. obedecidas as regras determinadas na Lei Complementar nº 116/03 e pela Constituição Federal O contribuinte do ISS é a empresa ou o trabalhador que presta o serviço tributável O preço cobrado pelos serviços A Constituição Federal estabelece uma alíquota mínima de 2% e a Lei Complementar nº 116/03 determina uma alíquota máxima de 5%. referente ao preço do produto mais IPI.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Em relação ao preço do produto. • Vigilância e segurança. Anteriormente à Lei Complementar nº 116/03.

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2.4.1. A lógica de tributação do ISS

O ISS é um imposto cumulativo, ou seja, o ISS cobrado em operações anteriores não é compensado nas operações posteriores. Por exemplo, se um hotel contrata uma lavanderia para lavar toda a roupa de cama, mesa e banho, sobre o valor dos serviços prestados pela lavanderia ao hotel incide ISS, o qual é embutido no preço. O hotel, por sua vez, ao prestar serviços de hospedagem aos seus clientes, também terá que pagar ISS, sem direito à compensação do ISS pago no preço dos serviços de lavanderia que comprou. 3. TRIBUTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO

Incidem sobre o lucro das empresas dois tributos: o Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O IR incide tanto sobre a renda das pessoas como das empresas (pessoas jurídicas). Quando se trata do IR relativo às pessoas jurídicas, é costume usar a sigla IRPJ. A base de cálculo dos dois tributos é o lucro, na forma definida na legislação. Uma vez que cada tributo tem a sua legislação específica, o valor em reais da base de cálculo de cada um dos dois tributos pode ser diferente. Segundo a legislação do IRPJ, o lucro tributável pode ser apurado de três formas, ou regimes de tributação: Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. O contribuinte pode optar em qual modalidade de apuração quer ser tributado, observadas algumas restrições ligadas à atividade realizada ou ao volume de receitas - no caso do Lucro Real ou Presumido -, e de eventos justificadores do tratamento excepcional no caso do Lucro Arbitrado. O Lucro Real corresponde ao lucro apurado pela contabilidade, ajustado por adições exigidas e exclusões e compensações permitidas pela legislação. O Lucro Presumido corresponde ao lucro calculado pela aplicação, ao valor do faturamento, de um percentual de margem de lucro determinado na legislação, ou seja, o lucro não é apurado pelo encontro entre receitas e despesas do período, mas sim presumido. Corresponde a um processo de apuração simplificada da base de cálculo do imposto. O Lucro Arbitrado é apurado de forma semelhante ao presumido, com acréscimo de 20%, quando a receita é conhecida, ou por parâmetros técnicos, em situações especiais em que não é possível determinar o montante do faturamento. A opção pelo regime de tributação do IRPJ não traz consequências apenas para este tributo, mas condiciona também a base de cálculo da CSLL (com base no lucro contábil ajustado, lucro presumido ou lucro arbitrado), PIS/PASEP e COFINS (na forma cumulativa ou não cumulativa). 3.1. IRPJ

O Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza é um imposto direto, de natureza basicamente fiscal, ou seja, arrecadatória, de competência da União, que tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica o jurídica de renda. O IR atinge tanto pessoas físicas (IRPF) quanto pessoas jurídicas (IRPJ). No caso das pessoas jurídicas, a base de cálculo é o lucro, que pode ser calculado de formas alternativas apontadas na legislação. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquotas Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza - IR Imposto União Fiscal É a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; e de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no conceito de renda. Pessoas físicas e jurídicas A base de cálculo do imposto é o montante real, arbitrado ou presumido da renda ou dos proventos tributáveis. Pessoas físicas: 15% e 27,5%, em tabela progressiva Pessoas jurídicas: 15%, mais adicional de 10% sobre a parcela de lucro que exceder a R$ 20.000,00 mensais.

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Lançamento Por homologação Sobre alguns pagamentos a pessoas físicas ou jurídicas, a pessoa jurídica que efetuou pagamento deve atuar como contribuinte responsável, efetuando a retenção do Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF, e posterior recolhimento. O imposto retido, na maioria dos casos, é compensável na apuração do imposto devido pelo contribuinte que sofreu a retenção. Alguns exemplos de rendimentos sujeitos à retenção, e alíquotas respectivas: • Rendimentos do trabalho: 15% e 27,5% conforme tabela progressiva mensal • Rendimentos de capital: fundos de longo prazo e aplicações de renda fixa, em geral de 15% a 22,5% conforme o prazo da aplicação. • Fundos de curto prazo - 20% ou 22,5% conforme o prazo. Fundos de ações: 15% • Prêmios e sorteios pagos em dinheiro: 30% • Remuneração de serviços de propaganda: 1,5% • Remuneração de serviços profissionais prestados por PJ: 1,5% Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>). É possível baixar o Regulamento do Imposto de Renda, programas para preenchimento das declarações e cálculo de tributos em atraso, dentre outras funcionalidades. Veja também a seção Perguntas e Respostas.

Outras considerações

Onde pesquisar mais detalhes 3.1.1.

A lógica de tributação do IRPJ

O IRPJ é calculado mediante aplicação da alíquota ao lucro tributável, apurado nas modalidades Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. Sobre o lucro que exceder a R$ 20.000,00 no mês, é devido ainda um adicional de 10%. O contribuinte do IRPJ pode optar em apurar o imposto em períodos trimestrais ou anuais, sendo que este último condiciona o contribuinte a apurar o lucro tributável pela modalidade Lucro Real. Optando pela apuração trimestral, o contribuinte deverá pagar o imposto de uma só vez ou em até três parcelas, com base no valor efetivamente apurado. Já se optar pela apuração anual, o contribuinte está obrigado a fazer antecipações mensais do IRPJ, que serão compensadas com o IRPJ devido, calculado na Declaração de Ajuste. O valor da antecipação, por sua vez, pode ser calculado de acordo com as regras do Lucro Real, ou basear-se em uma estimativa de lucro, efetuada a partir do faturamento da empresa. Qualquer que seja a modalidade de apuração escolhida, o contribuinte pode descontar, no momento do pagamento, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) que tenha sido retido por ocasião de recebimento de rendimentos. 3.2. CSLL

A criação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) amparou-se no art. 195 da Constituição Federal, que trata das contribuições para o custeio da seguridade social. A CSLL é uma contribuição social, de competência da União, incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas, incluídos nesse grupo aqueles que são equiparados à pessoa jurídica para fins de tributação do Imposto de Renda. Quadro-Resumo Tributo Espécie Competência Função Fato gerador Contribuinte Base de cálculo Alíquota Lançamento Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) Contribuição Social. União Fiscal O fato gerador é a obtenção de lucro no exercício. São contribuintes as pessoas jurídicas domiciliadas no país e as que Ihes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda. Resultado apurado pela contabilidade, ajustado conforme determinações legais, resultado presumido ou arbitrado. 9% Por homologação

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Outras considerações Onde pesquisar mais detalhes 3.2.1. Por ser uma contribuição social, este tributo está sujeito à anterioridade de 90 dias. Na página da Receita Federal (<www.receita.fazenda.gov.br>)

A lógica de tributação da CSLL

A lógica de tributação da CSLL segue a do IRPJ. As opções de regime de tributação são semelhantes, ou seja, existe a possibilidade de apurar a base de cálculo da CSLL a partir do resultado contábil, ajustado pelas adições, exclusões e compensações descritas na legislação, ou com base em Resultado Presumido ou Arbitrado. Embora semelhantes na forma de apuração, as bases de cálculo do IRPJ ou CSLL não são necessariamente iguais. Existem diferenças quanto aos ajustes (adições, exclusões e compensações) feitas ao lucro contábil para apuração do Lucro Real (IRPJ) ou do Resultado Ajustado (CSLL), bem como nos percentuais aplicáveis ao faturamento para determinação do Resultado Presumido ou Arbitrado. A CSLL é calculada mediante aplicação da alíquota ao resultado tributável, apurado nas modalidades Resultado Ajustado, Resultado Presumido ou Resultado Arbitrado. A apuração e o recolhimento da CSLL estão atrelados à escolha de regime de tributação do IRPJ, e seguem o mesmo modelo de antecipações mensais, caso a empresa tenha optado pela apuração anual. 3.3. Regimes de tributação do IRPJ e CSLL

Conforme explicamos ao descrever a lógica de tributação do IRPJ, o que muda na apuração dos tributos na modalidade de lucro real, presumido ou arbitrado é a metodologia de apuração da base de cálculo, e não a metodologia de cálculo do imposto. Lucro Real é o lucro líquido do período de apuração, apurado de acordo com a legislação societária e ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR. Qualquer empresa pode optar pela tributação pelo lucro real, mas algumas são obrigadas a utilizar esta modalidade, em função de características relacionadas a tamanho e tipo de atividade desenvolvida. Lucro Presumido consiste em uma modalidade mais simplificada de apuração em relação ao lucro real, na qual o lucro é estimado (presumido) pela aplicação de um percentual sobre a receita bruta obtida pelo contribuinte. O percentual representa, portanto, a suposta margem de lucro que a empresa obteve no período. O percentual é estabelecido em legislação, e tem variações em função do porte e atividade da empresa. Lucro Arbitrado também consiste na aplicação de percentual sobre a receita bruta, e diferencia-se do lucro presumido por ser aplicado, em geral, por iniciativa da autoridade fiscal, quando diante de situações tais como enquadramento indevido no lucro presumido, ausência ou vícios na escrituração contábil, dentre outras. Os percentuais para estimativa do lucro são os mesmos do lucro presumido acrescidos em 20%. O contribuinte também pode optar pelo lucro arbitrado, o que só se justifica em situações-limite, uma vez que esta opção é sempre pior do que a tributação pelo lucro presumido. A escolha da modalidade de tributação do IRPJ condiciona os regimes de tributação da CSLL, e regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS, a saber: Regime de tributação do IRPJ Lucro presumido Lucro Real Lucro Arbitrado Regime de tributação da CSLL Resultado presumido Resultado contábil ajustado Resultado arbitrado Regime de incidência do PIS/PASEP e COFINS Incidência cumulativa Incidência não cumulativa PIS/COFINS cumulativa

A opção pelo regime de tributação é feita no início de cada ano, no momento do primeiro recolhimento e vale para todo o exercício financeiro. A opção condicionada de diversos tributos e o fato de que é realizada antes da ocorrência dos fatos geradores torna necessário realizar projeções de resultado, considerando o efeito conjunto de todos os tributos nos diversos itens (faturamento, aquisição de insumos ou mercadorias, gastos com energia elétrica etc.) que compõem o resultado projetado, de forma a poder determinar a opção que minimiza o gasto tributário de uma determinada empresa.

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ou impondo algumas condições para que algumas dessas despesas reduzam o lucro contábil e. e que atingiram condições de dedutibilidade . Exclusões Para fins de apuração do lucro real. veja a nota de rodapé 3 deste capítulo). exceto as de natureza compensatória e CSLL (a respeito desta última. que consiste em depreciar um bem em período inferior à depreciação contábil. a base de cálculo do IRPJ. efetuados a crédito da conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. quando se referirem a receitas tributáveis. Estes valores são controlados na parte B do LALUR.no período em que foi efetuado o registro contábil. O Lucro Real é calculado a partir do lucro contábil? apurado pela empresa e escriturado em seus livros contábeis.como. Regime de Tributação . • Benefício fiscal . são excluídos do lucro contábil: • Resultados.caso da depreciação incentivada. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação do IR. 3. • Valores excluídos do lucro real de períodos anteriores.os ajustes e resultados anteriores. como forma de benefício fiscal caso da depreciação incentivada deduzida em períodos anteriores e realização do lucro inflacionário. Adições Para fins de apuração do lucro real. devendo. aumentando a base de cálculo do IR. que é a apuração do SIMPLES NACIONAL. mas não afetou o resultado contábil. por exemplo. portanto.Lucro Real CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. o lucro contábil. ajustado por adições. portanto. Orleans Martins 26 . • Reversão de provisão não dedutível de período anterior .1. receitas e outros valores não tributáveis inclusos no lucro líquido . PIS. e que será tratado no capítulo seguinte. CSLL. ser excluído para fins de apuração do lucro real. INSS Patronal e IPI (se for contribuinte do IP!). Em período seguinte. instituições financeiras. Como exemplo de despesas indedutíveis.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Existe ainda uma quarta opção. o fisco determina como condição que tenha sido iniciada medida de cobrança judicial para que a perda seja considerada dedutível). • Provisões consideradas indedutíveis em período-base anterior. o valor anteriormente provisionado atingiu os requisitos para ser considerado dedutível (por exemplo: para alguns créditos de liquidação duvidosa. COFINS. sua reversão em contrapartida também não será tributável. • Receitas tributáveis não incluídas no resultado contábil . devem ser acrescidos ao cálculo do lucro real. podendo incluir também ICMS e ISS.3. dividendos recebidos de outras empresas e resultado positivo de participações societárias avaliadas pelo método da equivalência patrimonial. Quando se referir à provisão considerada indedutível no passado. Um exemplo de despesa submetida a algumas condições para que seja considerada dedutível é a constituição de provisão para perdas em créditos de clientes.o fisco se reserva o direito de impor limites à apuração do lucro por parte do contribuinte. IRPJ O Regulamento do Imposto de Renda estabelece a obrigatoriedade da adoção do regime de apuração pelo Lucro Real Empresas que excedam um determinado limite de receita total. um sistema de tributação nacional que consiste no pagamento unificado de IRPJ. por conseguinte. rendimentos.a reversão de provisão é contabilizada como receita aumentando. são adicionados ao lucro contábil: • Custos e despesas considerados indedutíveis pela legislação do IRPJ . a provisão foi considerada não dedutível e adicionada ao lucro real. não admitindo algumas despesas. já que não foram incluídos no resultado do exercício. factorings e empresas que usufruem de benefícios fiscais de isenção ou redução do IR são alguns exemplos de contribuintes obrigados a apurar o IRPJ devido utilizando o Lucro Real como base de cálculo. podemos citar as multas por infração à legislação.

são compensados prejuízos fiscais (isto é. controlados na parte B do LALUR. que não residam no país 21. Ganho na desapropriação para reforma agrária Adição Adição Adição Adição CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. equivalência patrimonial 16. 17. excedentes ao limite admitido. Pagamento a sociedade civil de profissão regulamentada controlada por pessoa física controladora da fonte pagadora Adição Adição 13. Alimentação de empregados quando não fornecida indistinta mente a todos 14. Prejuízo na baixa de investimento adquirido por incentivo fiscal Amortização de ágio na aquisição de investimento avaliado pela equivalência patrimonial Amortização de deságio na aquisição de investimento avaliado pela 15.A. Seguro de vida de sócios ou acionistas Prejuízo por desfalque. apurados conforme a sistemática do lucro real) obtidos em períodos anteriores. Apresenta-se uma lista de transações que são dedutíveis para fins de cálculo de IRPJ e CSL. Comissões condicionadas ao recebimento do cliente 12. Excesso relativo aos preços de transferências (transfer price) arbitrados Adição mediante ajustes pelos métodos admitidos pela legislação Lucros disponibilizados no exterior (filiais. Lucro inflacionário realizado 22. que devem ser considerados pelos seus valores antes de descontado o tributo pago no país de Exclusão origem. apropriação indébita ou furto praticado por sócios ou acionistas. 5. coligadas e controladas) Adição Multas por infrações fiscais cobradas DE OFICIO (portanto. Ajustes credores de exercícios anteriores 2. Tributos e contribuições com exigibilidade suspensa 23. 24. 19. sucursais. Investimentos em atividades audiovisuais 25. Remuneração de diretores de S. Orleans Martins 27 . Aquisição com cupom fiscal que não atender as exigências da legislação 18. 7. Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 10. LIVRO DE APURAÇÃO DO LUCRO REAL (LALUR) LISTA DE ADIÇÕES E EXCLUSÕES PARA APURAÇÃO DE IRPJ E CSLL 1 . Juros sobre o patrimônio líquido. 8.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Compensações Para fins de apuração do lucro real. 4. Perdas incorridas no mercado de renda variável que excederem os ganhos no período de apuração Perdas incorridas em operações day-trade no período de apuração (renda fixa ou variável) Participações e gratificações a administradores e dirigentes IRPJ Adição Adição CSLL 3. Lucros distribuídos disfarçadamente 11. 20. 6. Multas impostas por infrações ou transgressões de leis de natureza não tributária. A legislação estabelece limitações para compensação destes prejuízos. Adição Adição Adição Exclusão Adição 9. Perdas em operações no exterior exceto hedge (adição somente em dezembro) Adição Rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior. ficam salvas as de natureza compensatória e as impostas por descumprimento de obrigações tributárias meramente acessórias de que não resultem falta ou insuficiência de Adição pagamento de tributo).

que este atinja. Adição de renda na fonte (art.Fapi desde 39. Resultados negativos com atos cooperativos 47. 27. realizada no período Encargos de depreciação. exceto as destinadas a custear benefícios complementares assemelhados ao da previdência social. Pagamento sem causa ou a beneficiário não identificado. aluguel de móveis ou imóveis. em decorrência da atualização do valor dos estoques de produtos agrícolas. que corresponderem à diferença de correção monetária entre o IPC e o BTNF do ano de 1990 Custos ou despesas com leasing. 50% dos empregados). Depreciação ou amortização acelerada incentivada Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. As despesas com brindes Adição Lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de 43.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 26. Reversão de provisões não dedutíveis Adição Adição Exclusão Parcela não recebida dos lucros de contratos de construção por empreitada ou Exclusão 32.IPC/BTNF e parcela do custo de bem baixado a 34. Adição planos de saúde. dirigentes. Adição relacionados intrinsecamente com a atividade Custos ou despesas de depreciação e demais gastos com bens móveis ou 36. exceto as destinadas a custear seguros e 38. § 3º. Resultado da equivalência patrimonial ou Adição 29. que ou serão adicionados quando efetivamente recebidos Adição Reserva especial de correção monetária do ativo permanente (equivalente à 33. no mínimo. celebrados com entidades governamentais. assessores. animais e extrativos destinados à venda. excederem a 20% do total dos salários dos empregados e da remuneração dos dirigentes da empresa. para empregados e dirigentes (e ao Fundo de Aposentadoria Programada Individual . que. 49. qualquer título. Reserva de reavaliação realizada durante o período-base 30. Resultados positivos relativos aos atos cooperativos (exceto para cooperativas 45. 358. gerentes. de fornecimento de serviços. Adição reavaliação) efetivada em 1991. como pela avaliação do estoque a preço de mercado. As doações em geral Adição 41. não identificados e não individualizados os beneficiários assim como o imposto 44. constitui receita Adição operacional. exceto quando relacionados com a atividade 37. computados em conta de resultado. vinculados ao referido plano. exceto quando 35. Provisões não dedutíveis 31. Orleans Martins 28 . Depreciação acelerada incentivada Adição Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Exclusão Exclusão Adição Exclusão ou Adição Exclusão ou Adição A contra partida do aumento do ativo. acionistas e administradores Adição As contribuições não compulsórias. após o ano calendário seguinte Exclusão 28. ou apuração. que comporá a base de cálculo no período de apuração em que ocorrer a venda dos respectivos estoques. 46. Alimentação de sócios. Computados como Exclusão receita. Exclusão no todo ou em parte. 40. somados. Adição imóveis. amortização e exaustão de bens relativo à diferença de correção monetária . do RIR/99). Remuneração Indireta de administradores. para empregados e dirigentes As contribuições não compulsórias. As doações aos Fundos da Criança e Adolescente Adição 42. Exclusão tanto em virtude do registro no estoque de crias nascidas no período de 48. Ganho em desapropriação com diferimento da tributação Exclusão Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Exclusão Exclusão ou Adição Adição Adição Adição Adição Adição Adição Ganho na venda de ativo permanente a longo prazo com recebimento do preço. aquisição (inclusive de sociedade em conta de participação). e cujos ônus sejam da Adição pessoa jurídica. Exclusão de consumo).

O valor total da variação cambial ativa. pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país Os valores relativos aos dispêndios incorridos em instalações fixas e na aquisição de aparelhos. com deságio superior a 10% dos respectivos valores de aquisição. Lucro inflacionário diferido Receitas ou rendimentos incluídos na apuração do lucro líquido que não são 73. homologações e suas formas correlatas. 62. Lucro de exploração correspondente a exportação incentivada 68. Perda de equivalência patrimonial 70. admitidos pela legislação do imposto de renda Exclusão Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Exclusão CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no país. aplicáveis a produtos. A parcela correspondente à diferença entre o valor de integralização de capital. quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial ativa. Contingências 71. Prejuízo na venda de ações em tesouraria 53. Ganho com bens ou direitos recebidos em devolução de participação no capital registrados pelo valor de mercado Total dos custos e despesas vinculados às receitas da atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Total das receitas próprias vinculadas a atividade imobiliária que foram tributadas pelo RET patrimônio de afetação Ajuste por diminuição no valor de investimentos avaliados pelo PL Exclusão Adição Adição 52.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 50. Adição Exclusão Exclusão Adição Adição Exclusão Exclusão Adição 58. Exaustão Incentivada 51. Exclusão Exclusão 59. contabilizada pelo regime de competência. na forma da lei. 55. quando a opção for pelo regime de caixa. caso a venda não tenha sido realizada em bolsa de valores. quando a opção for pelo regime de caixa. de participação societária de titularidade da empresa que efetuar a subscrição e integralização. sistemas e pessoal. excluída em período anterior e que tenha sido liquidada no período de apuração. As despesas operacionais relativas aos dispêndios realizados com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica de produtos. e o valor dessa participação societária registrado na escrituração contábil desta mesma pessoa jurídica. licenças. normalização técnica e avaliação da conformidade. liquidada no período de apuração. destinados à utilização em projetos de pesquisa e desenvolvimentos tecnológicos. resultante da incorporação ao patrimônio de outra pessoa jurídica. durante 3 dias no período de um mês. metrologia. no período de apuração em que concluída sua utilização. máquinas e equipamentos. Lucro de exploração negativo (atividade rural) 66. Lucro da exploração correspondente a atividade rural 69. Exclusão Exclusão 60. O valor total da variação cambial passiva. ou onde esta não existir. procedimentos de autorização de registros. Perda na alienação de bens que serão tomados em arrendamento pelo próprio vendedor do bem Prejuízo na alienação de participações não integrantes do ativo permanente. bem como relativos a procedimentos de proteção de propriedade intelectual. poderão ser depreciados na forma da legislação vigente. 63. podendo o saldo não depreciado ser excluído na determinação do lucro real. Adição 54. processos. Orleans Martins 29 . quando a opção for pelo regime de caixa O valor total da variação cambial passiva. com divulgação do respectivo edital. adicionada em período anterior. Garantias 72. 57. 56. 64. Exclusão Exclusão 61. Exclusão Adição Exclusão Adição Adição Adição Exclusão Adição Exclusão 65. não tenha sido efetuada por meio de leilão público. Royalties e assistência técnica não dedutíveis 67. contabilizada pelo regime de competência.

000. Diferença entre o valor de mercado e o valor contábil de bens e direitos 76.com.000. controlada.130.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Perdas decorrentes de créditos não liquidados.100. que tenha sido creditada ao resultado. no primeiro trimestre do ano.00 .00 (+) Receitas financeiras 50.00 (-) Impostos incidentes s/vendas = Receita líquida operacional (-) Custo das mercadorias e serviços vendidos = Lucro bruto (-) Despesas com vendas . apenas para permitir a comparação entre os regimes de tributação.portaldeauditoria. Uma empresa obteve.00 1.00 500.br>. LALUR Os ajustes mencionados são realizados.000. que houverem sido computadas no resultado sem observância dos limites previstos na legislação.00 (-) Despesas administrativas . controlador.400. pelo regime de tributação pelo resultado ajustado. um lucro de R$ 400. são escriturados os ajustes ao lucro e é transcrita a demonstração do lucro real.1º TRIMESTRE . como. em livro específico.00 = Lucro antes do IRPJ e CSLL Adição Adição Exclusão R$ 1.600.00 400. são lançados os valores que afetarão o lucro real de períodos futuros.000.00 (+) Resultado da equivalência patrimonial 20. Orleans Martins 30 . coligada ou interligada.00 Venda de serviços 500.com. na parte B. Portal tributário: <www.00 . o ponto de partida é o lucro contábil.00 assim discriminado: DRE DO PERÍODO .000.000. CSLL Quanto ao cálculo da Contribuição Social sobre Lucro Líquido.2006 ITENS R$ RECEITA DA VENDA DE MERCADORIAS E SERVIÇOS Venda de mercadorias 1. por exemplo. o Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). ou com pessoa física que seja acionista 75.000. tais como prejuízos a compensar.000.portaltributario. Fontes: Receita Federal do Brasil Portal de auditoria: <www. mas nem todos são realizados em ambas as bases de cálculo. que afetam apenas a base de cálculo da contribuição social.br>. amortizações e exaustões incentivadas. O LALUR é composto de duas partes: na parte A.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. exclusões e compensações previstas pela legislação. inclusive com escrituração do LALUR e registros contábeis. e as parcelas não realizadas de lucros em contratos de empreitada com órgãos públicos. titular ou administrador da pessoa jurídica credora ou parente até terceiro grau. sócio.00 . Exemplo de cálculo O exemplo apresentado a seguir é bastante simplificado. depreciação acelerada incentivada e provisões momentaneamente não dedutíveis.000.000. a base de cálculo muito se assemelha à apuração IRPJ pelo lucro real.000.000.100.000. ao qual são realizadas adições. Perdas no recebimento de créditos com pessoa jurídica que seja controladora. Da mesma forma que na apuração do lucro real. Boa parte dos ajustes coincidem. Ao final do capítulo será apresentado um exemplo mais completo.500. as depreciações. 74. recebidos a título de devolução de participação no capital social de outra sociedade.40. que afetam apenas a base de cálculo do IRPJ. separadamente.000.000.

00 b) exclusivamente superior a R$ 120. R$ 365. álcool etílico carburante e gás natural Prestação de serviços: a) exclusivamente prestação de serviços: faturamento anual até R$ 120.10% x (R$ 382.000. A base de cálculo da CSLL é.000. no ano calendário anterior.300.000.380.00) Total IRPJ devido 3. No cálculo da receita bruta. descontos incondicionais e vendas canceladas.00 anuais e demais serviços não exclusivamente c) transporte (exceto carga) % de Presunção 8% 1. apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x 382.620. tais corno ganhos de capital e receitas financeiras. ou seja.000.00.00 referem-se a despesas não dedutíveis conforme a legislação do IRPJ. algumas deduções são permitidas. industrial.00 R$ 365. IRPJ Poderão optar pelo regime de tributação com base no lucro presumido as pessoas jurídicas cuja receita bruta total.000. tiver sido igual ou inferior a 48 milhões de reais ou ao limite proporcional de R$ 4 milhões multiplicados pelo número de meses de atividades no ano. inclusive do adicional. Tabela: Percentuais de presunção. o ponto de partida é o lucro contábil após computada a CSLL. Também para a CSLL o somatório de despesas indedutíveis da base de cálculo é igual a R$ 2.00 R$ 2.6% 16% 32% 16% R$ 57.00 Lucro Presumido (IRPJ)/Resultado Presumido (CSLL) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. combustível derivado de petróleo. transporte de carga e serviços hospitalares Revendas.000.R$ 34.00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo. R$ 2.R$ 60. tais como IPI. Orleans Martins 31 .3.000. Calculando o Lucro Real: Lucro Antes do IRPJ e CSLL Mais: Adições Despesas Indedutíveis CSLL Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial Base de Cálculo da CSLL O IRPJ devido é: Alíquota normal.00 Mais: Adições Despesas Indedutíveis R$ 2.000.00). O fato de a pessoa jurídica não ter efetuado o pagamento do imposto no prazo legal ou ter efetuado com insuficiência.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Dentre as despesas administrativas.000. Atividade Comercial. Para apuração da base de cálculo do IRPJ (Lucro Real). portanto: Lucro Antes do IRPJ e CSLL R$ 400.200. não impede o exercício da opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido.000.00 (R$ 400.15% x R$ 382.000. para consumo. • Soma de receitas computadas integralmente como lucro.00 Menos: Exclusões Resultado da Equivalência Patrimonial (R$ 20.00 R$ 32.000.00 R$ 34.380.00 (R$ 20.380.00 . O Lucro Presumido é apurado mediante: • Aplicação do percentual correspondente ao tipo de atividade sobre a receita bruta auferida para aquela atividade no período.00) Base de Cálculo da CSLL R$ 382.000.00 .00) R$ 382.00 = 34.000.00 R$ 89.00.00 Adicional.620.2.500.000.000.

00 50.000.700.000.000.00 50. quando: • O contribuinte. e calcula-se um lucro estimado. não mantiver escrituração na forma das leis comerciais ou fiscais. locação ou cessão de bens imóveis.3. também ocorre a aplicação de percentuais sobre a receita bruta.000.000. intermediação de negócios.00 330.000. móveis e direitos de qualquer natureza.R$ 60.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CSLL Na apuração da base de cálculo da CSLL com base no resultado presumido. Orleans Martins 32 .00 120. 3. APURAÇÃO .00 160.000. ou deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal.000.00 12% Serviços 500. O lucro arbitrado pode ser aplicado nas situações em que a escrituração contábil e fiscal do contribuinte for desclassificada por parte da autoridade fiscal.00 Aplicando-se a alíquota de 9% sobre a base de cálculo. Atividade Pessoas jurídicas em geral Prestação de serviços.00 R$ 66.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1.000. administração.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido O IRPJ devido é: Alíquota normal.LUCRO PRESUMIDO R$ Alíquota Venda de mercadorias 1.000.00 % de Presunção 12% 32% 80.15% x R$ 290.3.500. Lucro Arbitrado (IRPJ)/Resultado Arbitrado (CSLL) O Lucro Arbitrado é uma prerrogativa do Fisco. Na apuração do lucro presumido.500. em função da receita bruta.00 R$ 23. para fins de tributação. e factoring. apura-se o montante devido de CSLL para o trimestre: 9% x R$ 330.00. Tabela: Receita bruta no trimestre.00 32% Receitas financeiras Lucro presumido R$ 43. devidos no período no decorrer do ano calendário pelas pessoas jurídicas.000.000. mas os percentuais são diferentes dos adotados para apuração do lucro presumido: Tabela: Percentuais de presunção. na página 31.000. APURAÇÃO .00) Total IRPJ devido No cálculo da CSLL.000.000. na forma da lei.000.10% x CR$ 290. A escrituração revelar evidentes indícios de fraude ou contiver erros ou deficiências que a tomem imprestável para: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000.00 290. ignora-se o lucro contábil apurado. que pode arbitrar o resultado para o cálculo do imposto e da contribuição social.00 160. exceto hospitalares. Exemplo de cálculo Considerando o mesmo exemplo utilizado para demonstração do cálculo do IRPJ/CSLL com base no lucro real.00 = R$ 29.00 Adicional.00 8% Serviços 500. obrigado à tributação com base no Lucro Real.000. ou seja.000. teríamos: Tabela: Receita bruta no trimestre. retornamos à demonstração de resultados do primeiro trimestre de 2006.00 .

O contribuinte não apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial ou fiscal ou o livro-caixa. IRPJ e CSLL pelo Lucro Real Anual . Atividades Atividades em geral (RIR/1999. O lucro estimado para servir de base ao cálculo à antecipação do IRPJ e CSLL consiste na soma das seguintes parcelas (RIR/1999. variáveis conforme o tipo de atividade explorada. que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto. 518) Revenda de combustíveis Serviços de transporte (exceto transporte de carga) Serviços de transporte de cargas Serviços em geral (exceto serviços hospitalares) Serviços hospitalares Intermediação de negócios Administração. acrescidos em 20%.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] o Identificar a efetiva movimentação financeira.60% 16% 8% 32% 8% 32% 32% 16% 32% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Este "encontro de contas" acontece por ocasião da entrega da Declaração de Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas . sobre a receita bruta auferida mensalmente. arts. o livro-razão ou fichas para resumir e totalizar. através de balanços ou balancetes mensais.Recolhimento por Estimativa As empresas tributadas pelo Lucro Real.3. apenas nos casos em que for possível apurar a sua receita bruta. calculado com base no lucro real do período em curso. os lançamentos efetuados no livro-diário. O contribuinte optar indevidamente pelo regime de tributação com base no Lucro Presumido. em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas.4. conforme tabela de percentuais a seguir. nos quais deverá estar escriturada toda a movimentação financeira. que optaram pela apuração anual. Percentuais 8% 1. das demais receitas e dos resultados positivos decorrentes de receitas não compreendidas na atividade. bancos e assemelhados Factoring Suspensão/redução do IR A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês. O contribuinte não mantiver. Tabela: Percentuais por atividades. inclusive bancária. O comissário ou representante de pessoa jurídica estrangeira deixar de escriturar e apurar o lucro de sua atividade separadamente do lucro do comi tente residente ou domiciliado no exterior. art. • • • • Autoarbitramento É possível ao contribuinte autoarbitrar a base de cálculo do IRPJ e CSLL. 223 e 225): • Valor resultante da aplicação dos percentuais fixados na lei. por conta ou subconta. o Determinar o Lucro Real. Orleans Martins 33 . inclusive adicional. • Ganhos de capital. inclusive bancária. locação ou cessão de bens e direitos de qualquer natureza (inclusive imóveis) Instituições financeiras. desde que demonstre. e a empresa deverá providenciar o recolhimento da diferença. Os percentuais aplicáveis para apuração do Lucro Arbitrado são os mesmos do Lucro Presumido. O montante do tributo pago em antecipações mensais será compensado com o montante devido com base no Lucro Real. se houver.por ocasião da entrega da DIPJ. 3. deverão recolher mensalmente antecipações de IRPJ e CSLL com base em lucro estimado ou Lucro Real apurado em balancete de suspensão/redução.

Fev.00 27.00 300.00 7.00) (2. Nesta empresa.840. Fev.00 456.00 432.950.00 (3.050.000.000.440.00 1. os ajustes são .00 840. Maio Jun.200. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 840.600.900.000.00 5.00 70. 8.00 540.00 7.00 39.000.00 3.000.000.00 23.120. Dez.600.00 200.000.00 600.00 2.800.00 4.800.000. Para apuração do valor devido de IRPJ e CSLL.00 342.00 756.1512 (D) x 0. Dez.00 2.800.00.400. Para tanto.00 21.00 14.400. Mar.300.600.00 100.026.00 5.00 11. Maio Jun. Nov.40 46.00 3. Set.00 4. Ago.00 1.00 300.520.00 1.500.09 45. Resultado contábil No mês Jan.00 18.00 216.00 24.00 50. Jul.200.00 15.00 5. Nov.00 O IRPJ e CSLL estimados em função do faturamento mensal são: Meses Faturamento Base cálculo IRPJ IRPJ Base cálculo CSLL IRPJ + CSLL no mês Estimativa Estimativa CSLL Estimativa Estimativa (C) = (E) = (A) (B) = 0.00 19.596.000.000.900. não tendo obtido no período ganhos de capital e outras receitas não compreendidas na atividade.00 2.000.760.000.00 5.200.00 3.00 162.100.40 23.00 51.000.00 1.000.80 22.mesmos para apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL. Os valores mensais e acumulados no ano do resultado contábil e ajustes (adições menos exclusões) encontram-se demonstrados a seguir. Meses Faturamento no mês Jan.00 8. Abr.80 60.00 9.500.000.000.000. a empresa precisa acompanhar os ajustes (adições e exclusões). Set.00 276.000.00 1.000.00 180.00 Meses A partir do Lucro Real/Base de cálculo da CSLL acumulado ao final de cada mês.80 1.00 (200.700.760.000.162.600.680.000.00 60.600.00) 5.00 1.00 70.000. cujo detalhe mês a mês encontra-se na tabela a seguir. Jul. Out.600.600.00 500.00 248.850.400.00 16.600.000.00 550.000.00 6.00 2.00 2.00 486.900.00 720.160.400.00 14.00 756. Mar.000. Set.00 (4.00 17.000.00 400.08 x (A) (D)=0. Orleans Martins 34 .00 1.00) 5.300. Nov.40 524.60 501.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para uma demonstração de como se faz o cálculo. Dez.640.400.00 700.00) (5.300. Out.550.00 15. Fev.00 18.000. Ago.00 1.00 Ajustes Lucro Real / (Adições menos Exclusões) Base de cálculo CSLL Acumulado no ano No mês Acumulado no ano Acumulado no ano 8.00 46.800.000.700.00 150.00 8.00 40.048.00 51.00 Jan.800.00 4.00 Jul.00 16.000.000. Abr.550.00 35.00 20.12 x (A) (F) = (C) + (E) (B) x 0.00 612.00 648.400.450.00 7.00 216.00 496.00 194.00 5. calcula-se os valores devidos de IRPJ e CSLL.000.00 200.00 264.00 19.00 100.000. 22.00 2.00 1. com aplicação das alíquotas de 15% para IRPJ e 9% para CSLL.00 480.500. é necessário acompanhar o lucro tributável acumulado mês a mês.000. Maio Jun.368.700.00 2.00 9.900.00 1.500. Ago.00 3.00 40.00 11. Abr.00 912.00 1. Mar.00 100.00 600.000.40 410.00 2.000. 45. considere uma empresa comercial com faturamento de R$ 480.500.400.00 2.600.596.00 240.00 1.700.00 70.00 3.80 1. Out.00 7.00 70.00 2.00 1.00 20.00 1.00 552.200.60 18.080.00 1.00 6.100.00 237.00) 4.00 11. além de apurar o resultado contábil.

60 estimativa 501. Orleans Martins 35 .026.00 27.00 estimativa 1.000.680.60 1.00 240.00 1.440.026.00 Abr.890.754.00.00 Em janeiro.00 2.00 3.160.00 1.592.256.00 1.430.160.00 2.680.048.360.680. 6.80 estimativa 1.360.00 1.00 1.596. apurado com base no lucro real/base de cálculo da CSLL.80 1.00 2.00 3. 4. 240.00 Fev.00 Abr.925. 1.00 redução 240. 4.000.000.60 Ago.026.00 Dez.440.000.00 (R$ 2.00 1.00 414.00 3.00 342.00 150.00 2.026.00 240.00 em janeiro.160.00 2.00 990. a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 456.480.040.000. 1. efetuando recolhimento da antecipação com base em estimativa a empresa recolheria mais tributo do que o devido relativo ao ano CR$ 1.000.00 1. 4.00 redução 414.00 4. considerando-se o menor desembolso possível.000. 14.00 4.440.026.305.500.00 Fev. IRPJ + CSLL Recolhimento com Recolhimento devidos base em balancete Recolhimento Opção IRPJ + CSLL a Meses acumulado até acumulado no de suspensão/ por estimativa escolhida recolher o mês anterior ano redução Jan.560.968.162.40 524.15 (C) Jan.09 (E) = (B) + (O) 810. a empresa fica autorizada a não proceder a recolhimento de antecipação.00 1.040.00.00 5. Em março.40 suspensão 0.560.00 4.000.000.800.00 630. 3.00 3.00 5.350.480.00 Set.710.00 Dez.00 estimativa 1.000.500.00 6.000. 7. e o IRPJ e CSLL devidos com base no lucro real apurado no mês era R$ 2.00 14.080.000.00.00 Mar.440.00 19.00 Out.00 1.440.00 4. 9.368.00 21.00).00.00 .00 2.000.00 Mar. 6.134.00.482.00 CSLL devida acumulada até o IRPJ + CSLL mês (O) = (C)*0. teria que recolher por ocasião da entrega da declaração de ajuste a diferença entre tributo devido e tributo antecipado.755.00.850. 17.00 + R$ 1. e o IRPJ e CSLL devidos no ano passou a ser de R$ 1.000. Assim.R$ 1.00 suspensão 0.530.00 960.00 3.680.00 Nov.00). a melhor alternativa é transcrever para o LALUR o balancete que justifica a redução do valor da antecipação dos tributos para R$ 414. 19.026. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 1.00 estimativa 912.00 912.00 Jun.850.00 1.00 456.440.00.00 O montante a ser recolhido mensalmente a título de antecipação pode basear-se no valor estimado. 27. tornando mais atraente o recolhimento por estimativa. 39.162.00 Jun.150.00 Ago.00 7.050.00 1.368.596. 21. novos prejuízos reduziram ainda mais o tributo devido no ano.00 1. que passou a ser de R$ 240. que é o montante que iguala tributos devidos e antecipados.00 Out.00 1.680.00 19.00 6. 1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Lucro Real IRPJ devido Base de cálculo acumulado até o acumulado até o CSLL acumulada até Meses mês mês o mês (A) (B) = A* 0.000.00 1.050. 9.160.596.00 90.00 540. Caso a empresa não obtivesse mais lucro nem faturamento durante o ano.00 4. 19.00 estimativa 1.00 9.640. Como já recolheu até fevereiro R$ 1.40 410.00 9.285.00 Maio 2.175.256.40 423.00). o lucro real acumulado no ano caiu de R$ 9.00 6.510. comprovando essa situação com levantamento de balancete que justifica a suspensão do recolhimento de antecipações de IRPJ e CSLL.00 900. 2.650.000.00 4.00 .000.00 11.680.20 501.000.R$1.00 2.500.00 2.00 1. Em fevereiro.00 para R$ 6.00 = R$ 456.440.000.000.60 Nov.00 (R$ 1.500.00 1. A opção é conjunta para IRPJ e CSLL.080.640.026. de R$ 1.00 1.00 2.160.00 17.00 Set.00 1. Como já foram recolhidos R$ 1.000.00 Maio 11.00 4.312.256.550.80 Jul.480.048. A tabela a seguir evidencia a melhor opção de recolhimento da antecipação a cada mês.00 Jul. Em decorrência do registro de prejuízo contábil no mês.00 4.80 redução 423.000.40 suspensão 0.00 39.480.026. 5.00 1. ou no efetivamente devido (balancete de suspensão/redução).00 1. a antecipação a ser paga se adotado o critério de estimativa seria R$ 1.00 1.

os quais eram considerados no sistema simplificado. Microempresa: receitas brutas anuais até R$ 240. diversos órgãos que emitem normas contábeis. a Comissão de Valores Mobiliários e o Banco Central do Brasil.00. Note que o ponto fundamental para que o direito legal de compensação se torne efetivamente um direito para a empresa tributada pelo Lucro Real é a existência de resultados tributáveis no futuro. quando a empresa beneficiou-se da possibilidade de reduzir ou suspender o recolhimento das antecipações de IRPJ e CSLL. Vale ressaltar que o recolhimento da antecipação por estimativa é uma faculdade que é concedida às empresas.3. o recolhimento por estimativa mostrou-se mais interessante. estabelecem que a constituição do ativo fiscal diferido deve estar atrelada à possibilidade de utilização destes valores nos próximos períodos. 3.5.1. Esse direito de redução futura das bases de cálculo de IRPJ e CSLL constitui-se em um ativo para a empresa que apurou o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) desde que existam perspectivas de lucros futuros.00 até R$ 2. junho e julho. de 14/12/2006 (Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas).00. Uma vez que até março haviam sido recolhidos R$ 1. Portanto. como a apuração de prejuízo fiscal/base de cálculo negativa e ajustes temporários ao lucro. Uma vez que o tributo devido no ano é de R$ 9.00. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. mês a mês (e nesse caso a nossa empresa encerraria o ano tendo recolhido R$ 9. na declaração de ajuste a empresa deverá recolher a diferença de R$ 1. Utilizando as alternativas descritas. Assim. Definição ampla de Micro e Pequena Empresa: a definição ampla está atrelada ao valor Receita Bruta de Vendas que uma empresa obtém durante o ano fiscal. só é necessário recolher um complemento de R$ 240.00. do ponto de vista de administração dos recursos financeiros. a empresa deverá apresentar histórico de rentabilidade.00 (R$ 9. estadual e municipal) de uma única vez. Prejuízo fiscal (IRPJ) e base de cálculo negativa (CSLL) As empresas tributadas com base no Lucro Real têm direito de compensar e períodos futuros o prejuízo fiscal (base de cálculo negativa) calculado com base na legislação específica do IRPJ (CSLL).00.00. expectativa de geração de lucros tributáveis futuros fundamentada em estudos técnicos de viabilidade que permitam a realização deste ativo fiscal. a empresa recolheria até dezembro R$ 7. parece-nos estranho que a empresa não opte por postergar o pagamento dos tributos. SISTEMAS DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA Um tributo que resume diversos outros: SIMPLES Nacional Simples Nacional é o nome dado ao novo tratamento tributário para microempresas e empresas de pequeno porte instituído pela Lei Complementar nº 123.644.estadual).716.R$ 7. pois permitia efetuar um recolhimento inferior ao devido com base no lucro real. No entanto.000. 4.00 (redução). 4.360.municipal) e o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias .680.644. Nada impede que a empresa recolha antecipações com base no valor apurado pelo lucro real.00).000. Com o Simples Nacional.400. o processo de abrangência ficou automatizado.000. a estimativa tornou-se novamente mais atrativa.360. através do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) uma vez por mês. e não precisaria fazer recolhimento complementar na declaração de ajuste). As empresas que se enquadrarem no regime simplificado recolhem oito impostos das três esferas (federal.440. setembro e outubro. como o Conselho Federal de Contabilidade. Atentos a este fato. situação que se inverteu em agosto. Ativos e passivos fiscais diferidos Na apuração do IRPJ e CSLL devidos. quando permitido. há uma simplificação no recolhimento e na burocracia administrativa da gestão de tributos das empresas enquadradas.00.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O IRPJ e CSLL devidos no ano com base no lucro real acumulado até abril foi de R$ 1.00. O Simples abrange o ISS (Imposto sobre Serviços . Nos meses de maio. anterior ao Simples Nacional. somente mediante convênio do Município e do Estado com o governo federal. Orleans Martins 36 . ensejando o registro de Ativos e Passivos Fiscais Diferidos. existem alguns eventos que geram direitos de compensação futura ou postergação de pagamento de tributo. Em novembro e dezembro. Pequena Empresa: vendas anuais acima de R$ 240.360.

só poderão optar pelo SIMPLES. Sigla do Tributo IRPJ CSLL IPI PIS COFINS ICMS ISS INSS Patronal Municipal Estadual Federal X X X X X X X X A inscrição no SIMPLES Nacional também dispensa a pessoa jurídica do pagamento das contribuições instituídas pela União. ao SESI. bem como as relativas ao salário-educação e à Contribuição Sindical Patronal. financeiras pelo BACEN. No quadro abaixo está a relação de tributos e suas respectivas esferas que fazem parte do regime simplificado nacional. do limite imposto. Orleans Martins 37 . individualmente ou em conjunto. empresas organizadas na forma de sociedade por ações estão impedidas. deverá ser considerada a proporcionalidade. A possibilidade de optar pelo SIMPLES Nacional está condicionada ao atendimento de uma série de condições relacionadas a: • Tipo de atividade econômica desenvolvida . pois mesmo tendo receita bruta na faixa permitida. estão entre as empresas que não podem optar pelo SIMPLES. ao SENAI.por exemplo. As sociedades por ações. ao SENAC. como. na condição de Empresa de Pequeno Porte (EPP). com algumas exceções. Pode-se verificar que as exceções que a lei trata estão atreladas a negócios que não têm natureza comercial ou industrial e sim a serviços de natureza financeira.00. e constam no anexo da Lei nº 123/06. entendida como tal o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria.00 e R$ 2. as empresas que obtiveram receita bruta anual até R$ 240. sua forma jurídica poderia até se enquadrar.00 no ano anterior e. • Origem do capital social . o que evidencia uma preocupação em relação à participação de um acionista pessoa física. construtoras.000. dentre outros. excluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos. em que geralmente dependem de um capital maior para suas operações como também têm regulação específica.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Obs.000. empresas cuja receita bruta anual atingiu o limite máximo de R$ 2. na condição de Microempresa (ME).sociedades de cujo capital participe estrangeiro residente no exterior ou outra pessoa jurídica.000. por exemplo: seguradoras que são supervisionadas pela SUSEP. A base de cálculo do SIMPLES Nacional é a receita bruta. participa em outras empresas que podem ter suas receitas brutas acima.as empresas que exercem determinadas atividades. Por exemplo. geralmente. não podem optar. imobiliárias e prestadoras de serviços típicos de profissões regulamentadas.: em caso da empresa começar a operar durante o ano. mas que a receita bruta de todas as empresas não ultrapasse o valor máximo. ou seja. Isto tira a possibilidade de um grupo de empresas fazer uso da lei.000. como.400. ao SEBRAE e seus congêneres. A lei permite que um sócio tenha participação em uma outra empresa. • Forma de organização social . o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia. instituições financeiras. Por exemplo. As alíquotas aplicáveis variam por faixa de faturamento e atividade. mas na essência econômica é um grupo que não pode ter as vantagens tributárias da lei. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. como as destinadas ao SESC. por exemplo. a lei exige que se somem as receitas totais e não apenas a proporção de participação do sócio que detém outras participações. Independentemente do percentual de participação. uma empresa que participa em diversas outras empresas não tem perfil de empresa pequena para a lei. são empresas de porte naturalmente maior e que podem buscar recursos no mercado acionário (negociadas em bolsa e supervisionadas pela CVM).000. • Limite máximo de faturamento . para uma empresa que começou a operar em 1 Q de março. A lei tem a preocupação de dar vantagem para a empresa que realmente é pequena. os valores máximos da receita bruta para micro e pequena empresa serão respectivamente R$ 200.00.

Tal comitê está vinculado ao Ministério da Fazenda e tem a seguinte estrutura normatizada em lei: Secretaria-Executiva do Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (CGSN/SE) A Secretaria-Executiva tem por finalidade prestar apoio institucional e técnico-administrativo necessários ao desempenho das competências do CGSN. Para cada tipo de receita. empresas montadoras de estandes para feiras. planejamento. de línguas estrangeiras. a empresa deve considerar o tipo de atividade e a receita bruta acumulada no ano. pois urna empresa que presta serviço e revende mercadorias não poderia aplicar a mesma alíquota para a atividade serviços e de revenda respectivamente. produção cultural e artística e produção cinematográfica e de artes cênicas Cumulativamente. desportivas. artes. elaboração de programas de computadores. 4. A lei trata as receitas por "atividades". ela é aplicada ao valor do faturamento obtido no mês. Para encontrar a alíquota devida. licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação. administração e locação de imóveis de terceiros. bem como a de locação de bens móveis e outras que não relacionadas como vetadas na Lei Complementar nº 123/06 Receitas decorrentes da venda de mercadorias sujeitas a substituição tributária Receitas decorrentes da exportação de mercadorias para o exterior. inclusive as vendas realizadas por meio de comercial exportadora ou do consórcio previsto na lei complementar Construção de imóveis e obras de engenharia em geral. corno também qual a faixa de alíquota em que se enquadra. inclusive jogos eletrônicos. academias de atividades físicas. de ioga e de artes marciais. inclusive sob a forma de subempreitada.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Como é administrado o SIMPLES Nacional entre as três esferas? Cada esfera (federal. escolas livres.1. de capoeira. comércio serviços. confecção. academias de dança. desde que desenvolvidos em estabelecimento do optante. cursos técnicos e gerenciais. chamado de Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. consultando a tabela correspondente (indústria. A lógica de tributação e cálculo do SIMPLES Nacional A apuração do tributo devido pelo SIMPLES Nacional ocorre mediante aplicação da alíquota devida ao valor da receita bruta mensal auferida pela empresa.1. que varia de alíquota por total das respectivas receitas. de natação e escolas de esportes. Urna vez encontrada a alíquota. estadual e municipal) terá seus respectivos representantes em um comitê que irá gerir e normatizar os aspectos tributários do Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. Orleans Martins 38 . locação de bens e móveis). manutenção e atualização de páginas • • • • • • • CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Sua apuração deve ser efetuada após a empresa ter todos os dados mensais sobre suas receitas brutas. existe um tipo de tabela. Devem ser separados os seguintes tipos de receitas: Tipos de receitas (por atividade) Receitas decorrentes da revenda de mercadorias Receitas decorrentes da venda de mercadorias industrializadas pelo contribuinte Receitas decorrentes da prestação de serviços. há a necessidade de segregação. o que faz sentido. ou seja.

pode-se perceber que tal regime de tributação tem uma certa rigidez quanto a planejamento de cadeia de suprimentos no tocante a impostos. Créditos As empresas que estão enquadradas no SIMPLES Nacional não geram crédito de impostos (PIS. Além de manter em boa ordem e guarda os documentos que fundamentaram a apuração dos impostos. serviço de vigilância. desde que realizados em estabelecimento do optante. • Manter o livro-caixa em que será escriturada sua movimentação financeira e bancária. ICMS . e a micro ou pequena empresa poderá abater este valor do ISS que deve conforme o respectivo anexo. a partir da publicação pela Receita Federal de um Ato Declaratório Interpretativo (nº 15). como limite. Orleans Martins 39 . Tal fator gera uma limitação na cadeia de valor de grandes distribuidores que não podem se creditar destes impostos. limpeza ou conservação • Transporte municipal e interestadual de passageiros. Desse modo. Além disso. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Desta maneira. o ICMS efetivamente devido pelas optantes pelo SIMPLES Nacional em relação a essas aquisições. • Empregar e matricular seus aprendizes nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem. aproveitassem o crédito destas contribuições ao adquirir produtos e serviços de empresas enquadradas no SIMPLES Nacional. das trabalhistas foram dispensadas as seguintes exigências: • Afixação de quadro de trabalho em suas dependências. escritórios de serviços contábeis. IPI. pois não permite que a empresa enquadrada possa se utilizar de créditos relativos a impostos. desde que destinadas a comercialização ou industrialização e observado. Obrigações acessórias O SIMPLES Nacional traz uma grande simplificação em relação às obrigações acessórias exigidas pelo Fisco. • Entregar declaração eletrônica que deva conter os dados referentes aos serviços prestados ou tomados de terceiros. da Lei Complementar nº 123/06. conforme descrito pelo art. Obrigações trabalhistas Da mesma maneira que a simplificação em relação às obrigações acessórias. COFINS. Retenções de ISS Retenções de ISS pelas micro e pequenas empresas (relação de serviços conforme art. § 1 º. as pessoas jurídicas não optantes pelo SIMPLES Nacional terão direito a crédito correspondente ao ICMS incidente sobre as suas aquisições de mercadorias de microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo SIMPLES Nacional. 23 que impedia o uso de créditos de ICMS e de IPI por compradores de mercadorias de empresas que optaram pelo SIMPLES Nacional. A alíquota segue a tabela da legislação da localidade ou Município. proibia que empresas tributadas pelo lucro real. pois a diferença na receita líquida é um percentual considerável.esta lei permite que seja retido na fonte o valor do ISS no Município onde a micro ou pequena empresa estiver prestando o serviço.impostos não cumulativos) para as empresas compradoras ou clientes. que foi alterado pela Lei Complementar nº 128/08. • Comunicar ao Ministério do Trabalho e Emprego a concessão de férias coletivas. • Emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] eletrônicas. na conformidade do que dispuser o Comitê Gestor. 6º da Lei Complementar nº 116/03) . de acordo com instruções expedidas pelo Comitê Gestor. foi a solução encontrada para o impasse do art. • Anotação das férias dos empregados nos respectivos livros ou fichas de registro. Mas permitir ao tomador de serviço ou o comprador. a empresa enquadrada no SIMPLES Nacional deverá: • Fazer declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais. sujeitas ao regime não cumulativo de PIS/COFINS. 23. que deverão ser disponibilizadas aos órgãos de fiscalização tributária e previdenciária. • Posse do livro intitulado "Inspeção do Trabalho". observados prazo e modelos aprovados pelo Comitê Gestor.

000. Nos meses de agosto e setembro. enquanto não prescreverem essas obrigações. 4.000.47% 6.000.01 a 1.680.47%.00 De 360.00 De 480.000.Impostos e contribuições incidentes s/Vendas SIMPLES (Resultado) C .000. até julho de 2007.000.000.SIMPLES a Recolher (Passivo) R$ 547.000. • Apresentação das Relações Anuais de Empregados e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).000.01 a 240.440. obteve.000.000.200.00 De 1.01 a 2.00.01 a 480.01 a 1. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de agosto seria: D .12% 9.000.000.00 4.282. A tabela para comércio é o Anexo de alíquotas vigente para empresas comerciais: Receita Bruta em 12 meses (em R$) Alíquota Até 120.Impostos e contribuições incidentes s!Vendas/SIMPLES (Resultado) C .000.00 De 120. • Apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP).00 De 1.00% 5.exemplo prático A empresa comercial A.000.01 a 360. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.000. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.320.00 respectivamente. Cálculo e contabilização do SIMPLES Nacional .000.47% = R$ 3.01 a 1.000.320.00 De 840.32% 11.01 a 1.01 a 1.00 e R$ 10.000.00 De 1.000. • Arquivamento dos documentos comprobatórios de cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias.01 a 720. optante pelo SIMPLES Nacional na condição de ME.440.2.000. O registro contábil do SIMPLES relativo ao mês de setembro seria: D .000.920.SIMPLES a Recolher (Passivo) No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170.47% = R$ 547.00 De 960.36% 8.54% 7.000.000.00 De 720.000.23% 11.560.04% 10.95% 10.000.00 De 1.01 a 960.000.28% 8. • Imposto devido = R$ 60.00 De 1.00 R$ 3.000.920.32% No mês de agosto.000.000.47%.01 a 600.800.282.080.01 a 1.800.00 x 5.000.01 a 1.00. o valor do imposto devido seria: • Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$160.00 De 1.00 De 1.00.00.00 (receita bruta acumulada efetiva). receita bruta acumulada de R$ 100.000.00 Note que a mudança de faixa faz com que a empresa aplique a nova alíquota sobre o valor do faturamento no mês sem distinção entre a parcela que teoricamente ainda estaria dentro do limite anterior de faturamento. Orleans Martins 40 .13% 10.000.23% 10.560.00 x 5. auferiu receita de R$ 60.000.000.84% 7.00 De 600.000.60% 8.45% 9.080.040.200.00 De 240.1.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] O que foi mantido como obrigatório: • Anotações na carteira de trabalho e previdência social.000.000. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5.01 a 840.000.01 a 1. • Imposto devido = R$ 10.03% 9.00 De 1.000.680.

• Total empresa X = R$ 119. uma vez que a empresa faturou R$ 100.00 Apuração do imposto simples para empresa Y: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 600.000.000.000. • Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 5. somando-se os meses de agosto e setembro.000. enquanto a outra só mudou de faixa em setembro. • Receita bruta de comércio empresa Y: R$ 600.00.000.00 x 8. X e Y. sendo que ambas faturaram no total R$ 70. Veja que o imposto para negócio.200.00. Por exemplo.95% = R$ 119. que tinha a abrangência automática dos mesmos impostos abrangidos pelo SIMPLES Nacional (da esfera federal) quando do enquadramento da empresa.00.682.000. R$ 10. Orleans Martins 41 .680. Vamos ver por quê: • Receita bruta de comércio empresa X: R$ 1.000. Imposto devido = R$ 10.00 x 9. cada receita alcançando um total de R$ 1. mas apuraram o valor de seu imposto simples diferentemente. só que em ordem inversa (ou seja.400.00.000. há a possibilidade de uma empresa enquadrada no regime simplificado (EPP) ter dois tipos diferentes de receita bruta. • Receita bruta de serviços empresa X: zero. enquanto que a empresa B pagou R$ 3. • Receita bruta de serviços empresa Y: R$ 600. a empresa passou do patamar de tributação de 4% para 5. • Valor da receita bruta de serviços x alíquota conforme a Tabela (Anexo IV): R$ 600.00.00. Convênios anteriores: antes do SIMPLES Nacional havia o SIMPLES. Veja que. com as mesmas características da empresa A e faturamento até julho também de R$ 100. Apuração do imposto simples para empresa X: • Valor da receita bruta de comércio x alíquota conforme a Tabela (Anexo O: R$ 1.28% = R$ 49.00.000. • Total empresa Y = R$ 108.47%. tendo que sujeitar toda a receita do mês (R$ 60.00 de imposto. Para melhor compreender os efeitos desta regra estabelecida pelo fisco para apuração do tributo devido.000.00 que é o valor limite máximo de receita bruta para o enquadramento ao regime do SIMPLES Nacional.00 em setembro). As duas empresas.000.000.680.00.360. acabaria pagando um valor a maior do que se tivesse mais de um tipo. para o ICMS e ISS havia necessidade de que a respectiva esfera CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 x 9. que faturasse os mesmos R$ 70. Apuração com mais de um tipo de receita bruta Pelo fato da apuração e cálculo do Imposto Simplificado nacional levar em consideração o tipo de receita.000. Alíquota aplicável (conforme receita bruta acumulada) = 4%.47%.000.000. tiveram um total de receitas brutas iguais.00) à alíquota de 5.200. apuraria os seguintes valores: Em • • • agosto: Receita bruta acumulada de janeiro a agosto = R$ 110.829.000. temos que considerar o limite total de receita bruta de modo a totalizar tais valores.00 até julho. O fato de uma empresa ter mudado de faixa no mês de agosto. • Imposto devido = R$ 60.00 nos dois meses considerados no exemplo.00 com um total de receitas brutas anuais no valor de R$ 2.78% = 58.00. A empresa comercial B.400.00 em agosto e R$ 60.000.00. Porém.00 x 4% = R$ 3. serviços e comércio. se a empresa tivesse um tipo de receita. por exemplo. Evidentemente. tende a ter um valor menor de imposto a pagar devido à sistemática da apuração que a lei codificou. como. fez com que a empresa A tenha pago R$ 3.282. que tem uma diversificação maior da natureza de suas receitas. a empresa comercial X tem um tipo de receita e a empresa Y tem receitas originárias de revenda (comercial) e de serviços.400.00 x 4% = R$ 400.00.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] No mês de agosto. No mês de setembro: • Receita bruta acumulada de janeiro a setembro = R$ 170. considere o caso da empresa B. quando parte destas vendas ainda estaria no limite anterior.000.200.00.000.00.00 no bimestre agosto/setembro.47%.

adotar-se-á: a) a alíquota interestadual. aderisse ao sistema de modo que se fizesse um convênio aceitando que o imposto que esta tributa possa estar incluso na alíquota única do imposto simplificado. em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços. IX . VII .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] local. IV .não incidirá: a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior.a isenção ou não incidência. não poderão ser inferiores às previstas para as operações interestaduais. mediante resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros. quando o destinatário não for contribuinte dele. quando o destinatário for contribuinte do imposto. 155. Orleans Martins 42 . Ainda segundo a Constituição Federal: § 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3. II . caberá ao Estado da localização do destinatário o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual. mediante resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços de seus membros.em relação às operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado. assim como sobre o serviço prestado no exterior.salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal. é um imposto previsto na Constituição Federal. qualquer que seja a sua finalidade. b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito específico que envolva interesse de Estados.será não cumulativo. inciso 11: Art. V . salvo determinação em contrário da legislação: a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes. g. nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços. III . b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 33. de iniciativa do Presidente da República ou de um terço dos Senadores. compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal. nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior. nos termos do disposto no inciso XII. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: II . IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS) O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte e Comunicação (lCMS). X . estadual e/ou municipal.resolução do Senado Federal. tal unificação de impostos federais. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. quando mercadorias forem fornecidas com serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios.incidirá também: a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica.é facultado ao Senado Federal: a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas. De acordo com o art. estadual (ICMS) e municipal (ISS) está sendo tratada em lei.poderá ser seletivo. de 2001) b) sobre o valor total da operação. as alíquotas internas.na hipótese da alínea "a" do inciso anterior. bem ou serviço. Com o SIMPLES Nacional. I . VI . sob competência tributária dos Estados e do Distrito Federal. aprovada pela maioria absoluta de seus membros. assegurada a manutenção e o aproveitamento CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. interestaduais e de exportação. estabelecerá as alíquotas aplicáveis às operações e prestações. b) a alíquota interna. 5.operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. 155. de 1993). cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria. ainda que não seja contribuinte habitual do imposto. VIII . o que deixa a empresa menos refém de sua respectiva jurisdição tributária local.

incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados. b. DOE 05.na entrada. quando a operação.2002.. qualquer que seja a sua finalidade.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores.2003) b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo. § 5º. V . incluídos os serviços que lhe sejam inerentes. relativamente à remessa para outro Estado e exportação para o exterior. observado o disposto no § 1º (Lei 6. 2º [ . de 2001) De acordo com a legislação vigente (será considerado o Regulamento do ICMS do estado de São Paulo.2002. art. Orleans Martins 43 . nas exportações para o exterior. isenções.12. o local das operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações de serviços. ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular. a.no fornecimento de mercadoria com prestação de serviços: a) não compreendidos na competência tributária dos municípios. 153.não compreenderá.2003) XI .cabe à lei complementar: a) definir seus contribuintes. h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidirá urna única vez. XII . de estabelecimento de contribuinte.374/89. ocorre o fato gerador do ICMS: Art. de modo que o montante do imposto a integre também na importação do exterior de bem. IX . de mercadoria ou bem importados do exterior e apreendidos ou abandonados. 2º. VII .02. 1 º do Decreto nº 46. de lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e de energia elétrica oriundos de outro Estado.12. na redação da Lei 11. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.001/01. VIII . III . inclusive lubrificantes. 1º. (Redação dada ao inciso IV pelo inciso II do art.02. a qualquer título. de mercadoria oriunda de outro Estado destinada a uso ou consumo ou ao ativo permanente.12. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. indicação expressa de lei complementar. o montante do imposto sobre produtos industrializados. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. VIII). hipótese em que não se aplicará o disposto no inciso X. IV .na entrada.na saída de mercadoria. para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsável. bebidas e outras mercadorias qualquer estabelecimento. em licitação promovida pelo Poder Público. b) compreendidos na competência tributária dos municípios. em estabelecimento de contribuinte. sujeitem-se à incidência do imposto de competência estadual.no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior. mercadoria ou serviço. g) regular a forma corno. art. nas hipóteses definidas no art. d) fixar. de serviços e de mercadorias. b) dispor sobre substituição tributária. de 19.na transmissão de propriedade de mercadoria depositada em armazém geral ou em depósito fechado. realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização. para fins de legislação base).529 de 04.no fornecimento de alimentação. efeitos a partir de 22. quando não destinados à comercialização ou à industrialização. quando esta não transitar pelo estabelecimento do transmitente. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. IV. de 2001) i) fixar a base de cálculo. serviços e outros produtos além dos mencionados no inciso X. ] I . d) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita.no desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem importados do exterior. configure fato gerador dos dois impostos. e) excluir da incidência do imposto. mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42. VI . no território paulista. f) prever casos de manutenção de crédito. e energia elétrica. de 19.2001) IV ..na aquisição. em sua base de cálculo.na transmissão de propriedade de mercadoria ou de título que a represente. combustíveis líquidos e gasosos dele derivados. II . mas que. c) sobre o ouro. c) disciplinar o regime de compensação do imposto.

art. XV .por ocasião da venda do bem arrendado. tendo transitado pelo estabelecimento transmitente. 2º. recepção.02. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. na operação de arrendamento mercantil.no início da prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal.0001/2001. XII . tiver estado na posse do respectivo titular. sobre a ulterior transmissão de propriedade de mercadoria que. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. após o desembaraço aduaneiro.12. de serviço prestado ou iniciado no exterior. art. pelo destinatário. utilizado para a prestação do serviço.143/02): (Redação dada ao item 2 pelo inciso I do art. XI . § 3º O imposto incide. considera-se ocorrido o fato gerador no momento da entrega. caso o serviço seja prestado mediante pagamento em ficha. oportunidade em que o contribuinte deverá comprovar. 5. 1º. transmissão. o título jurídico pelo qual o bem. 4. ou quando do seu pagamento.02. IV): (Redação dada ao § 1 º pelo inciso 11 do art.619/00. acrescentado pela Lei 11.2001) 1.2003.2002. art. 11.529 de 04. saída ou consumida no estabelecimento. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. 1 º do Decreto 46. 3. § 4º São irrelevantes para a caracterização do fato gerador: 1. se for o caso.na prestação onerosa de serviços de comunicação feita por qualquer meio. por qualquer via. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço.02.12. autorização esta dada à vista do comprovante de pagamento do imposto incidente no ato do despacho aduaneiro. efeitos a partir de 19. após o desembaraço aduaneiro. considera-se ocorrido o fato gerador quando do fornecimento ou disponibilidade desses instrumentos pelo prestador. DOE 05. 3. cartão ou assemelhados. b) se autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço. salvo disposição em contrário. § 2º Na hipótese do inciso XII. salvo disposição em contrário prevista na legislação. 2º. na redação da Lei 10. e § 6º.02. 2.na utilização. efeitos a partir de 22.626 de 05. os efeitos dos fatos efetivamente ocorridos. salvo disposição em contrário prevista na legislação.374/89. 2. se a entrega da mercadoria ou bem importados do exterior ocorrer antes da formalização do desembaraço aduaneiro. se tal pagamento se fizer em momento anterior. § 1 º Na hipótese do inciso Iv. retransmissão. de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outro Estado e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente alcançada pela incidência do imposto. Orleans Martins 44 .2002) a) à vista do comprovante de recolhimento do imposto ou do comprovante de exoneração do pagamento. XIII .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] X . 1 º do Decreto nº 47. § 1º. a entrega pelo depositário. e de outros documentos previstos na legislação.2002.no recebimento.2003.no ato final do transporte iniciado no exterior. a validade jurídica do ato praticado. DOE 06. emissão. ainda que por débito em conta corrente ou meio eletrônico de dados. repetição e ampliação de comunicação de qualquer natureza. deste tenha saído sem pagamento do imposto em decorrência de operações não tributadas. o título jurídico pelo qual a mercadoria. após o desembaraço aduaneiro. o pagamento do imposto. a entrega. tiver estado na posse do prestador. inclusive na geração. salvo disposição em contrário prevista na legislação. a natureza jurídica das operações de que resultem as situações previstas neste artigo. também. da mercadoria ou bem importados do exterior somente se fará (Convênio ICMS . pelo depositário. XIV . ou por qualquer outro instrumento liberatório do serviço. § 1º Na hipótese do inciso IV (Lei 6. a entrega pelo depositário. por contribuinte.

Contabilização do ICMS de empresas em regime normal de apuração Quando a empresa está sujeita ao regime normal de tributação.00. nas fases subsequentes.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . com os respectivos registros contábeis das operações. O mesmo procedimento deve ser aplicado a todas as aquisições que resultem em recuperação do ICMS. há diversos eventos econômicos que podem ocorrer.200. a obrigação do contribuinte consistirá. Por esse regime. Dentre as suas características. para constituir seus estoques. o ICMS possui basicamente duas formas de apuração. nos tópicos seguintes.800. para as indústrias.pdf>). as indústrias possuem o direito de recuperar o crédito do ICMS destacado na Nota Fiscal. realizadas com a aquisição e comercialização de matérias-primas.br/img/_publicacao/13710/181. entre outros. pois o produto de sua arrecadação corresponde. serão apresentados os eventos. o saldo a pagar ou a recuperar do tributo. o custo de aquisição efetivo da matéria-prima corresponde a R$ 8.ibpt.regime de apuração pelo qual a empresa realiza o aproveitamento dos créditos provenientes da aquisição de matérias-primas destinadas à produção e de mercadorias destinadas à revenda. quando das operações corriqueiras.00 Dessa forma.Pela aquisição de matérias-primas (valor líquido): D .800. apresentando especificidades quanto às formas de arrecadação. ao final. Orleans Martins 45 .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] § 5º Nas hipóteses dos incisos VI e XIv.00 Lançamento contábil . Serão expostos. no dia a dia das empresas. afinal. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que serão posteriormente utilizados em sua atividade-fim. como a aquisição de materiais secundários de produção e material de embalagem. relativos apenas às operações realizadas por ele mesmo.000.regime pelo qual o ICMS é recolhido na fonte em determinada fase de sua circulação.ICMS a Recuperar C . ao final do mês. visando-se apurar.200. compensando os referidos créditos com os débitos oriundos da venda de produtos e mercadorias. com o registro de créditos e débitos de imposto. têm-se operações nas quais deverá haver o respectivo lançamento contábil. a aproximadamente 20% do total de tributos arrecadados por todas as esferas de governo (Fonte: IBPT. pelo valor de R$ 10. gerando lançamentos contábeis de média complexidade. Aquisição de matérias-primas Quando da aquisição de matérias-primas.Fornecedores R$ 1. as formas de contabilização mais comuns.Fornecedores R$ 8. Por ter natureza não cumulativa. as empresas devem apurar o saldo a pagar ou a recuperar do imposto.00 ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 1. haja vista que o ICMS é um imposto recuperável. O ICMS é caracterizado como um dos principais impostos. 5.com. Sempre que ocorrido o fato gerador do ICMS. b) Regime de Substituição Tributária . pois o mesmo já foi recolhido pelo contribuinte eleito como substituto tributário. conforme estudos realizados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). mercadorias. dentre outros. relativas ao ICMS. produtos.Estoque de Matérias-primas C . é um dos tributos que apresenta maior número de eventos econômicos. sendo que. Evento: aquisição de matérias-primas. A seguir. a saber: a) Regime Normal de Apuração . em pagar o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual. não há débito ou créditos de imposto.1. <http://www.

00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . de acordo com o sistema de inventário adotado pela empresa. em virtude da legislação específica do Estado.00 D . proveniente de aquisição de mercadorias. Além das operações de aquisição de mercadorias. de acordo com o tipo de inventário adotado pela empresa. como não há o destaque do ICMS. Orleans Martins 46 . veremos os lançamentos relativos a cada um dos sistemas de registro de estoques.Estoque de Mercadorias .Estoque de Mercadorias .ICMS si Compras R$ 120. possuindo um tratamento distinto.Contas a Pagar R$ 88. quando da realização de transporte intermunicipal. Destaca-se que.ICMS a Recuperar C . recebimento de bonificação de mercadorias.Pela aquisição de mercadorias (valor líquido): D .00 (Inventário permanente) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120.00 Verifica-se que. As empresas comerciais podem efetuar o registro contábil de seus estoques por intermédio de dois sistemas: o sistema de registro permanente de estoques (inventário permanente) e o sistema de registro periódico (também conhecido como inventário periódico). Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100.000.Produto X C . bem como o custo de aquisição da mercadoria. por exemplo. Nesse caso.00 Lançamento contábil .00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. quando adquirem mercadorias para revenda. A seguir. realiza o pagamento do transporte.Fornecedores R$ 120. como.Compra de Mercadorias C . mas no interior do mesmo Estado a operação de transporte de cargas não tem o destaque do ICMS. por intermédio do Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas (CTRC).[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aquisição de mercadorias para revenda Da mesma forma que as empresas industriais.00. as empresas podem realizar.ICMS a Recuperar C . como aquisição de frete. com tributação pelo ICMS Quando uma empresa adquire mercadorias e. quando as empresas aderem a determinada tributação simplificada. em alguns estados. no curso das atividades normais. Todas essas operações podem ser tributadas pelo ICMS. a empresa adquirente poderá se creditar do ICMS destacado no CTRC.00 (Inventário periódico) ICMS destacado na Nota Fiscal: R$ 120.Fornecedores R$ 1. juntamente com as operações de compra de mercadorias. pelo valor de R$ 1.Produto X (pelo valor líquido) C .Fornecedores R$ 880. entre outras.00 Evento: aquisição de mercadorias para revenda. Evento: aquisição de mercadorias para revenda.00 Pelo aproveitamento do ICMS destacado na Nota Fiscal: D . salvo situações específicas vedadas em lei.000. não há a possibilidade de aproveitamento do crédito do ICMS correspondente.00 Lançamento contábil .Pela aquisição de mercadorias: D . também possuem o direito de se creditar do imposto. devoluções de compras. embora a operação de compra de mercadorias seja a mesma. Aquisição de fretes em operações de compra de mercadorias. juntamente com essas mercadorias. com incidência do ICMS pela alíquota de 12% (Inventário Permanente) D .Contas a Pagar R$ 12. têm-se registros contábeis distintos.ICMS a Recuperar C . pelo valor de R$ 1. diversas operações. devoluções de vendas.000. as empresas comerciais.

ICMS a Recolher Fretes sobre vendas de mercadorias As empresas. o frete incidente sobre compras integra o custo da mercadoria vendida. ocorre o débito do ICMS.00 Corno se pode observar.Fretes sobre Vendas C . corno não conformidade com o pedido ou mercadoria deteriorada.00 ICMS incidente na operação: R$ 18.Venda de Mercadorias R$ 20.Frete sobre Compras C . em operação de venda de mercadorias ou produtos. debitados no Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga (CTRV).00 R$ 12. eventualmente ocorrem situações onde o fornecedor de determinada mercadoria recebe de seu cliente a mercadoria em devolução. Operações de venda de mercadorias As empresas adquirem mercadorias. bem como proporcionar um retorno ao capital investido pelo sócio ou acionista. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. nas operações a prazo. no valor de R$ 150.00 De acordo com os princípios de custo. a empresa responsável pelo pagamento terá o direito de recuperar os referidos créditos de ICMS.ICMS de Fretes s/ Vendas R$ 150.600.ICMS a Recuperar C .00. compensando-se os créditos provenientes da aquisição de mercadorias. ou então a crédito da conta Caixa.00 ICMS incidente sobre a venda: R$ 3.Fornecedores/Contas a Pagar/Caixa D . deduzindo-se os impostos recuperáveis incidentes sobre o mesmo. por motivos diversos. Evento: responsabilidade pelo pagamento do frete. quando vendem mercadorias.600. tendo como objetivo cobrir todas as despesas e custos.ICMS a Recuperar C . se na operação de transporte de cargas ocorrer incidência do ICMS. Quando da realização de operações de venda de mercadorias.Caixa/Duplicatas a Receber C . obtendo uma margem de lucro.00 R$ 18. ocasionalmente podem ficar responsáveis pelo pagamento dos fretes incidentes sobre as vendas.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: pagamento de frete no valor de R$ 100. deverá ser realizada uma contabilização diferenciada.000.ICMS si Fretes R$ 100. nas operações a vista. com incidência do ICMS pela alíquota de 12% . a operação de contratação de fretes pode ser contabilizada. Operações de devoluções de compras de mercadorias No curso normal das atividades empresariais. Dessa forma.Contas a Pagar D . Quando isso ocorre.000. ao qual a empresa deverá realizar a apuração do mesmo. Orleans Martins 47 .00 Pelo ICMS incidente sobre as vendas: D . de acordo com o sistema de inventário.00 Pela venda de mercadorias: D . na conta Fornecedores (por opção do contador/empresa) ou contas a pagar.00 R$ 3. Evento: venda de mercadorias a vista/a prazo.ICMS s/ Vendas C . proveniente de aquisição de mercadorias. por R$ 20.00 D . com a finalidade de posteriormente realizar a venda das mesmas.Inventário Periódico D .

uma conta redutora da conta devolução de vendas. toma-se necessário o registro correspondente do imposto incidente sobre as referidas operações. Da mesma forma que. tem natureza Devedora.Estoque de Mercadorias D . ocorrerá o débito correspondente. Entendemos tratar-se de uma técnica mais adequada.ICMS sobre Devolução de Vendas R$ 500. Isso decorre da necessidade de informação por parte dos usuários da contabilidade.00 D . Adota-se. Operações de devoluções de vendas de mercadorias Da mesma forma que as empresas podem devolver mercadorias aos seus fornecedores. denominada "ICMS sobre devolução de vendas". quando da aquisição de mercadorias. ou ainda vendas canceladas.ICMS a Recolher R$ 4. o valor debitado por ocasião da devolução de vendas será aquele correspondente ao valor total da nota fiscal.00 R$ 600. Há três opções na conta devedora. do que a contabilização diretamente na conta ICMS sobre vendas. Outro fator a ser considerado é a natureza da conta. além de realizar a devolução das mercadorias. Evento: devolução de vendas de mercadorias. que poderá ser utilizado quando a empresa vier a realizar novas compras junto ao seu fornecedor. restituição em dinheiro do valor correspondente às mercadorias devolvidas (caixa) ou ainda. pois a operação a ser considerada.ICMS a Recuperar C .00 Observe-se que. As contas de resultado.00 (Inventário permanente) ICMS destacado no valor de R$ 600. é a venda de mercadorias. Evento: devolução de compras mercadorias.00 R$ 60.00 ICMS incidente sobre a devolução de R$ 60.00 R$ 600. no momento da negociação: abatimento do valor da mercadoria devolvida nas duplicatas a pagar (fornecedores).ICMS a Recolher R$ 5.Duplicatas a Receber/Caixa D . no valor de R$ 500. por ocasião da devolução de compras.000. de acordo com as condições comerciais estabelecidas.000. destacando-se os efeitos tributários das operações de devoluções de mercadorias. em determinadas situações os clientes das empresas também podem efetuar essa operação.00 (Inventário periódico) ICMS destacado no valor de R$ 600.00 Evento: devolução de compras mercadorias. para fins tributários.Devoluções de Compras D .Devolução de Vendas C . no caso em questão.ICMS s/ Devolução de Compras C .000.400. nesse caso. por ocasião da venda de mercadorias. cria-se uma conta redutora.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C . a empresa possui o direito de creditar-se do ICMS correspondente. recebendo créditos apenas quando do encerramento para apuração do Resultado do Exercício. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Dessa forma. usualmente. Na saída por ocasião de urna devolução. no valor de R$ 5. Quando ocorre essa situação.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Nessas situações. constituição de um direito (créditos a receber).Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C . correspondente a despesas. Orleans Martins 48 . no caso de devolução de vendas o tratamento seria o mesmo. caso elas sejam operações tributadas pelo ICMS. há reflexos no ICMS que foi debitado. Nesse caso específico. independe o tipo de inventário adotado pela empresa.00 Corno se pode observar pelos registros acima.Fornecedores/Caixa/Créditos a Receber C . contabiliza-se o ICMS sobre devolução de compras separadamente.00 D .00 D . no valor de R$ 5. ocasionando o que comum ente é chamado de devolução de mercadorias de clientes.

00 Evento: recebimento de mercadorias em bonificação. no comércio. era de R$ 600. essas serão tributadas normalmente. em regime de consignação para a empresa Beta S. mas não a propriedade. quotidianamente.640. uma nota de venda de mercadorias (para simples faturamento). R$ 3. para a empresa que recebeu as mercadorias em consignação. para a empresa que efetuou a remessa em consignação. então.ICMS a Recuperar C .000. para que outra empresa (consignatária) realize a venda das referidas mercadorias. no que diz respeito ao ICMS.ICMS a Recuperar C .Receita de Bonificação de Mercadorias D .000. Essa operação consiste no envio. que detém a posse das mercadorias.00 (Inventário Periódico) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360. A foi de R$ 2. ocorre por ocasião da circulação das mercadorias. tem o direito de recuperar o ICMS incidente sobre as mercadorias recebidas em bonificação. via de regra. pois não possuíram custos de aquisição.00 R$ 360. A remeteu. que não são de sua propriedade. Se a mercadoria circulou da empresa A para a empresa B. a empresa consignatária deverá emitir uma nota fiscal de devolução simbólica para o consignador. A. nesse caso. A empresa Gama S. na operação de consignação.00 R$ 360. no valor de R$ 3.ICMS s/ Mercadorias Recebidas em Bonificação Operações de consignação de mercadorias Dentre as diversas atividades desenvolvidas pela empresa. Quando ocorre a comunicação da venda. A diferença existente entre uma compra e venda comum reside no fato de que.00. segue abaixo um exemplo prático.Receita de Bonificação de Mercadorias D . Caso não ocorra a venda das mercadorias. seja total ou parcialmente.Estoque de Mercadorias C . a mercadoria continua de propriedade do consignador. se essas forem tributadas.00 D .00 e o preço de venda da empresa Beta S. bem como há a possibilidade de inexistência de mercadorias na empresa.000. quando do lançamento de um novo produto. a empresa que recebe as bonificações. pois foram enviadas a outra empresa em consignação. pois quando da venda das mercadorias. pela empresa vendedora (denominada consignadora). até a empresa consignatária realizar a venda para terceiros. de uma operação de consignação de mercadorias. devendo haver o respectivo débito de ICMS. mas não serem de sua propriedade. em 2 de janeiro de 20xO. ocorreu o fato gerado do ICMS. Evento: recebimento de mercadorias em bonificação. no valor de R$ 3. Orleans Martins 49 . A empresa que fornece as mercadorias em bonificação deve tratá-Ias como vendas normais. quando tributadas. que havia vendido 30 unidades. O custo das unidades.00. a existência de conceitos distintos: há mercadorias que podem estar fisicamente no estoque da empresa. entre duas empresas comerciais. para aqueles clientes que realizam compras em grande quantidade. para a empresa Gama S. a empresa consignatária efetua a devolução das vendas.00 D . ao valor unitário de R$ 100. pode ocorrer uma operação denominada consignação de mercadorias. sendo que este emitirá.000. Visando esclarecer essas questões.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Recebimento de bonificação de mercadorias É prática costumeira. A comunicou à empresa Gama S. 100 unidades da mercadoria Y.00 (Inventário Permanente) ICMS sobre as mercadorias bonificadas: R$ 360.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. a empresa Beta S.000. gerando uma margem de lucro maior para o vendedor.Mercadorias Recebidas em Bonificação C . e o crédito do ICMS. O ICMS incidente sobre todas as operações é de 12%. No entanto. a utilização do recurso de bonificação de mercadorias. A. Note-se. A No dia 31 de janeiro de 20xO. Entretanto. ou ainda.Receita de Bonificação de Mercadorias R$ 2. o fato gerador do ICMS. não tendo qualquer benefício específico.

Um dos tributos que mais se utiliza do recurso da denominada Substituição Tributária é o ICMS.Mercadorias Consignadas (contas de compensação) C . Para fins de exemplificar. uma vez que.ICMS a Recuperar C .Estoque de Mercadorias R$ 60. automóveis etc. em que. relativo às operações de aquisição.00 ICMS das operações próprias: R$ 1. em um regime conhecido como Substituição Tributária.600.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 150 da Constituição Federal.000. da possibilidade de atribuição.00 ICMS das operações subsequentes: R$ 600. por intermédio do § 7º do art.Mercadorias em Consignação (estoque em poder de terceiros) C . Esse fato decorre de que. venda.1. Há situações.Mercadorias Recebidas em Consignação (contas de compensação) C .200. das operações subsequentes. a outro sujeito passivo. conforme será observado no tópico a seguir. o contribuinte torna-se responsável pelo cálculo.ICMS si Mercadorias Recebidas em Consignação R$ 12. contudo.000. além da operação envolver o ICMS incidente sobre as denominadas "operações próprias".ICMS a Recolher D .Mercadorias Consignadas (contas de compensação) R$ 100.00 R$ 100. Orleans Martins 50 .ICMS si Mercadorias em Consignação C . retenção e recolhimento do ICMS sobre duas ou mais operações da cadeia produtiva.Consignação de Mercadorias (contas de compensação) Evento: recebimento de mercadorias em consignação D .000. em todas as operações anteriormente relacionadas. Todo o tributo já foi todo retido e recolhido nas operações anteriores. de 1993. Já para o substituto.000. nas operações de produtos adquiridos pelo regime de tributação pela substituição tributária. temos a seguinte operação de um produto vendido por substituição tributária: Valor de venda pelo substituto: R$ 10. de fatos tributários posteriores.substituído: R$ 15. 5.00 D . não há qualquer compensação do imposto pago nas operações anteriores. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. caso não se realize o fato gerador presumido.000. ele deverá observar a segregação entre o tributo devido nas próprias operações do tributo retido por substituição tributária. fretes e outros. por meio da Emenda Constitucional nº 3. As operações ocorridas sob esse regime devem ser objeto de contabilização distinta. quando da ocorrência de fato gerador do ICMS. tintas. pneus. Diz o referido artigo: § 7º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição.00 Valor de venda varejo .000.00 Valor total da Nota Fiscal: R$ 10. do que por aquele que recebe o produto em substituição tributária. basta o comerciante substituído agregar todos os custos pagos pelo produto como custos de comercialização e/ou produção.000.00 D . em produtos como combustíveis. devolução. O tratamento contábil da substituição tributária deve ser observado com muito mais cuidado pelo substituto (aquele que vende o produto com substituição tributária). Contabilização do ICMS para empresas em regime de Substituição Tributária A figura da substituição tributária teve seu ápice com a introdução. recebimento em bonificação ou consignação de mercadorias. nesse regime.1. deve ocorrer o registro dos fatos contábeis relativos às denominadas operações próprias.00 Como se pode observar.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: remessa de mercadorias em consignação D .00 R$ 12. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga.

Faturamento Bruto R$ 10. destinado à manutenção das atividades da empresa. . Entretanto.600.. não havendo qualquer possibilidade de creditarnento do ICMS das operações anteriores.00) . No exemplo em questão. ficaria assim expressa: Faturamento Bruto 10.200. em virtude do imposto já ter sido recolhido nas fases anteriores. destinado às suas atividades.Inventário Periódico D .Fornecedores/Caixa R$ 10. Aproveitamento de créditos de ICMS sobre venda de Ativos Imobilizados e a contabilidade As empresas sujeitas à tributação do ICMS. pois o valor corresponde ao ICMS a ser recolhido pelo substituto.2.. A parte inicial da Demonstração do Resultado do Exercício.. Já para o contribuinte substituído.00) (-) ICMS Substituição Tributária Receita Operacional Bruta 10. em razão das operações posteriores realizadas pelo contribuinte substituído. deverá ocorrer nos 48 meses seguintes à aquisição do imobilizado...Substituição Tributária a Recolher Evento: contabilização do ICMS . possuem o direito de recuperar o ICMS sobre essa aquisição. que o ICMS por substituição tributária. quando realizam operações de aquisição de ativo fixo.Compras de Mercadorias C ..00 Verifica-se. Orleans Martins 51 . dessa forma.operações próprias D . seja pelo regime de substituição tributária. Dessa forma. de acordo com determinado fator. de acordo com a legislação vigente. a recuperação imediata de todo o ICMS incidente em uma operação de aquisição de ativo imobilizado. para melhor compreensão: Exemplo de cálculo do FATOR a ser utilizado no cálculo do aproveitamento do ICMS incidente sobre aquisição de ativo permanente. O fator deverá ser igual ao produto entre 1/48 (um quarenta e oito avos) com a relação entre a soma das saídas e prestações tributadas e o total das saídas e prestações escrituradas no mês..ICMS . Vamos a um exemplo.1.00 R$ 600. a operação é bem simples.Inventário Permanente D .ICMS por Substituição Tributária C .000.600..ICMS a Recolher R$ 1. dessa operação.Duplicatas a Receber/Caixa (Cliente Alfa) C .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda de produto com substituição tributária D .00 Quando da realização da venda. pelo contribuinte substituído. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. seja pelo regime normal. embora integrante do faturamento da empresa.Fornecedores/Caixa R$ 10. ao contrário do ICMS incidente sobre as operações mensais da empresa.00 Evento: contabilização do ICMS por substituição tributária D .ICMS s/ Vendas C . a aquisição de um ativo imobilizado é considerada uma operação de longo prazo. os lançamentos seriam os seguintes: Evento: aquisição de produto pelo substituído .00 (600.00 Evento: aquisição de produto pelo substituído .Estoques C . não é permitida pela legislação vigente.600.600. Basta contabilizar o valor efetivamente pago como estoque. não constitui um elemento de sua Receita Operacional Bruta. Esse processo de recuperação. 5. não é realizado qualquer débito de imposto.200. às empresas.00 (-) ICMS s/ Vendas (1.

00 Outras 200. 13 meses a R$ 150.200. Aquisição de ativo imobilizado Evento: aquisição de ativo imobilizado tributado pelo ICMS a vista Bem: Máquina Empacotadora .20x0 Valor do bem adquirido: ICMS incidente sobre a aquisição: D .00 será aproveitado no longo prazo.00 > parcela máxima mensal do ICMS a ser aproveitada.200.000. que resultam em um montante de R$ 1. A.00 ICMS 12. como já vimos anteriormente.000.800.950. 1.102 CFOP 5.00 R$ 52.000.000.00 850.083333%.00/48 = R$ 150.950.00 --650.00 500.Data operação: 20. venda e cancelamento de créditos decorrentes de operações com ativo imobilizado. serão abordados todos os eventos provenientes de situações envolvendo aquisição. sendo que o saldo restante.00 50.000.000.000. o fator a ser multiplicado pelo ICMS incidente sobre aquisição de ativo imobilizado seria 0. No exemplo em questão: R$ 7.000. A seguir.02083333 * (0.00. Orleans Martins 52 . Meses nos quais irão ser creditados os valores do ICMS: De dezembro de 20x0 a dezembro de 20x1 = 13 meses Após dezembro de 20x1 = 35 meses Têm-se.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 60.000.59313% do valor total do ICMS.00.202 CFOP 6.000..76470588) FATOR = 0. teremos uma parcela do ICMS a ser aproveitado que será utilizado no exercício social imediatamente posterior.00 BC 100. será realizado em um prazo previsto de 48 meses. a empresa teve um total de R$ 650. que não for aproveitado. não poderá ser aproveitada nos meses subsequentes. para as empresas que promovem saídas não tributadas.000.000. Então.00 R$ 7. Ao final dos 48 meses. ou seja. A diferença do ICMS não aproveitado.00 9. ao final do mês de janeiro de 20xO.000.00 50. Os lançamentos correspondentes seriam os seguintes: Evento: apropriação do ICMS incidente sobre aquisição de bem do Ativo Imobilizado D .250. deduzido dos impostos recuperáveis incidentes sobre a operação.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.000. e uma parcela que será utilizada após o término do exercício social subsequente.000.949 Totais Valor Contábil 100. o saldo de créditos do ICMS sobre aquisição de determinado ativo. O ICMS incidente sobre as operações de aquisição de imobilizado. então. no valor de R$ 5.0159313 Neste mês em questão. O fator para utilização.00 200.00 500.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] A empresa ALFA S.000.000.ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) C .00/850.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 1.000.00 --281. deve ser realizada a segregação entre o ICMS a ser aproveitado no curto prazo (ativo circulante) e a parcela a ser aproveitada no longo prazo (ativo não circulante). para um total de saídas no valor de R$ 850.000.00 Nesse caso em questão.Máquinas e Equipamentos C .00) FATOR = 0.00 60.12. teve as seguintes operações registradas em seu Livro de Registro de Saídas: CFOP 5. deverá ser calculado da seguinte forma: FATOR = 1/48 * (650. a serem aproveitados no curto prazo. Dessa forma.00 O custo de aquisição do veículo será representado pelo valor de aquisição do bem.00. caso a empresa possuísse créditos de ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado.0159313. o percentual a ser utilizado seria de 2.102 CFOP 6. que é inerente à aplicação do fator. deverá ser cancelado.00 em operações tributadas. Caso a empresa apresentasse somente saídas tributadas.

00 Importante é ressaltar que o aproveitamento do crédito do ICMS sobre aquisição de ativo imobilizado não ocorre juntamente com os créditos provenientes da aquisição de mercadorias. a empresa poderá aproveitar o crédito do ICMS.Ativo não Circulante: R$ 26.00 R$ 455. pois não é permitida pela legislação a sua utilização. Dessa forma.00 R$ 5. devendo ser provisionado pelo seu total. resultado. à razão de 1/48.00 D .000.ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Circulante) R$ 120. de acordo com o percentual de saídas tributadas em relação às saídas totais. no Livro de Registro de Entradas. Embora haja uma parcela que. com saldo de créditos de ICMS a recuperar Operação: Venda de Ativo Imobilizado. podendo ocorrer variações no valor a ser aproveitado.Outras despesas operacionais (ICMS si Ativo Imobilizado Não Utilizado) C . Utilizando-se o exemplo anterior. proveniente de saldo remanescente. a empresa em questão teve 80% de suas saídas tributadas.00 R$ 900. Serão analisadas.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] D .ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar (Ativo Circulante) R$ 455.00 Após os referidos lançamentos. a partir do primeiro mês de aquisição. a seguir. Aproveitamento mensal de ICMS incidente sobre ativo imobilizado Após a aquisição.ICMS sobre Aquisição de Ativo Imobilizado (Ativo Não Circulante) C . ao final de 48 meses.00 Verifica-se a apropriação do saldo do ICMS sobre ativo imobilizado como despesa. Dessa forma.00 A apuração do fator de aproveitamento do crédito do ICMS sobre ativo imobilizado ocorrerá mensalmente. ao final dos 48 meses previstos para aproveitamento Situação: Valor total do ICMS sobre ativo imobilizado: Saldo remanescente. o fator de aproveitamento do ICMS seria 0. pois devem receber tratamento contábil distinto. possa não ser aproveitada. uma vez que tais valores não poderão ser recuperados no futuro. após 24 meses de aquisição Custo contábil do bem: Depreciação acumulada do bem: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . A primeira situação decorre do fato de a empresa promover saídas não tributadas. são aproveitados créditos em percentual inferior a 1/48. Evento: cancelamento do ICMS sobre ativo imobilizado. O lançamento contábil correspondente a essa operação seria: Evento: aproveitamento mensal do ICMS sobre aquisição de Ativo Imobilizado D .0166667. em um saldo de créditos. devem ser cancelados. perdendo as suas características intrínsecas de ativo. Evento: alienação de ativo imobilizado. teríamos uma situação onde o custo de aquisição do imobilizado será representado pelo valor de aquisição. deduzido dos impostos recuperáveis. não utilizados. Máquinas e Equipamentos.250. no primeiro mês.Ativo Circulante: ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar .0166667 R$ 120. proporcionalmente às saídas tributadas.Caixa/Bancos Conta Movimento R$ 5. os créditos remanescentes. Em relação ao ativo imobilizado adquirido: Valor total do ICMS a recuperar: Fator: Valor do ICMS a recuperar no primeiro mês: R$ 7.280. vamos considerar que.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. as duas situações anteriormente descritas.00 R$ 900. mensalmente.00 0.400.200. ao final de 48 meses: R$ 3.ICMS a Recuperar C . Orleans Martins 53 . Cancelamento de crédito do ICMS sobre ativo imobilizado não utilizado Ao final do período de 48 meses. ou por ocasião da venda do ativo imobilizado. Ele é creditado diretamente na apuração do ICMS. antes do término desse prazo. a possibilidade de recuperação do ICMS na aquisição do Ativo Imobilizado existe. não utilizados.

1. 7. quando tomarem ou intermediarem serviços de coleta.02. c) Itens 1. 7.13. prestados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços listados no art. documentos. especificamente.701/2003. 3 (exceto o subitem 3. inclusive imunes ou isentas.20.18. executados por prestadores de serviços que emitam nota fiscal ou outro documento fiscal equivalente autorizado por outro município ou pelo Distrito Federal. Orleans Martins 54 . 7.Município de São Paulo Breve descrição do tributo Fato gerador Constitui fato gerador do Imposto sobre Serviços (lSS) no município de São Paulo a prestação. 7. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA (ISS) . corretagens ou intermediações de seguro.05 e 17.12. realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. 7. pelos agenciamentos.00 R$ 26. remessa ou entrega de correspondências.01.Máquinas e Equipamentos Evento: lançamento da depreciação acumulada do bem D .07. 11. 7.11. 7.14.00 R$ 5.03. 7. 7.09). CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. o saldo do ICMS. IV. b) Subitens 7. por pessoa física ou jurídica. no Ativo Circulante D .04).[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Evento: venda do bem do ativo imobilizado D . 7. São responsáveis pela retenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza e compreendem fatos geradores passíveis para talos serviços prestados nas condições que seguem: I.280.05. III.896/2009: a) Subitens 3. b) De conserto e restauração de bens sinistrados por elas segurados. 17 (exceto os subitens 17. 7.02. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. com ou sem estabelecimento fixo. 4 a 6. 6. Sociedades seguradoras. de serviço não compreendido na competência da União ou dos Estados e.00 R$ R$ 900.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . 7. 7. 1 Q da Lei nº 13. 7.04.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C .Ativo Circulante Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar.Ativo Não Circulante R$ 900. e condomínios edifícios residenciais ou comerciais. no item em questão. por elas pagas a seus agentes.04.09. não inscritos no Cadastro de Prestadores de Outros Municípios. II. 1Q do Decreto nº 50.08. não aproveitado em virtude da alienação do bem.05 e 17. 13 a 15.19. deverá integrar o custo do bem vendido. bens ou valores.15. 18. 7.400.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C . no Ativo Não Circulante D .Depreciação Acumulada .Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) C . bem como nos subitens 7. 2. Tomadores ou intermediários de serviços provenientes do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior do País. 17. 6. Pessoas jurídicas.13.03 e 12. 19 e 21 a 40.Outras Despesas Operacionais (Custo da Venda de Ativo Imobilizado) Evento: cancelamento do saldo do ICMS a recuperar.09 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo.01 a eles prestados dentro do território do Município de São Paulo por prestadores de serviços estabelecidos fora do Município de São Paulo. 11.8 aIO.06.Máquinas e Equipamentos C . 7. Instituições financeiras. 7.00 Observe-se que. objetos.17 e 16.10.ICMS si Ativo Imobilizado a Recuperar . a prestação dos serviços constantes da relação do art. quando tomarem ou intermediarem serviços: a) Dos quais resultem remunerações ou comissões.

prestados dentro do território do Município de São Paulo. recibo de profissional autônomo. a partir de 01. movimentação de aeronaves. Empresas de aviação. b) de hospitais. clínicas. VI. objetos. então. documentos. bens ou valores. Empresas administradoras de aeroportos e de terminais rodoviários. tratado na Lei Complementar Federal nº 123/2006. comprovado via declaração cadastral (profissional autônomo). serviços acessórios. Sujeito passivo O contribuinte de fato consiste do prestador de serviços. os responsáveis tributários ficam desobrigados da retenção e do pagamento do imposto. de sêmen e congêneres. realizados por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. VIII. Sociedades que explorem serviços de planos de medicina de grupo ou individual e convênios ou de outros planos de saúde. Sujeito ativo Decorrente desse Imposto. Momento de incidência/retenção/recolhimento Fundamentado o fato gerador. de patologia. armazenagem de qualquer natureza. quando tomarem ou intermediarem os serviços de coleta. prontos-socorros. IV ou V da Lei Complementar nº 123/2006 considerando-se a faixa de receita bruta a que a ME ou EPP estiver sujeita no mês anterior ao da prestação dos serviços. Sociedades de capitalização. documentos. movimentação de mercadorias. bens ou valores. compete o recolhimento do valor retido na fonte no dia 10 ou dia útil posterior do mês subsequente ao mês de ocorrência do fato gerador. quando tomarem ou intermediarem os seguintes serviços fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo: a) tinturaria e lavanderia. serviços de apoio aeroportuários. laboratórios de análises. logística e congêneres. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. corretagens ou intermediações de planos e títulos de capitalização. movimentação de passageiros. corretores ou intermediários estabelecidos no Município de São Paulo. entre outros). tem-se como sujeito ativo o Município de São Paulo. Hospitais e prontos-socorros. quando tomarem ou intermediarem serviços dos quais resultem remunerações ou comissões. Orleans Martins 55 . para cálculo do imposto a ser retido na fonte. a alíquota prevista nos Anexos III. por elas pagas a seus agentes. VII. sendo o tomador do serviço caracterizado como o contribuinte responsável pela retenção e recolhimento do tributo. b) coleta. de eletricidade médica. casas de saúde e de recuperação. Tal alíquota deve ser destacada pelo prestador de serviço em documento fiscal fornecido à fonte pagadora. em relação aos serviços tomados ou intermediados de prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo e nos enquadramentos que seguem. remessa ou entrega de correspondências. pelos agenciamentos. por elas pagas a seus agentes.01. ambulatórios. corretagens ou intermediações de planos ou convênios. bancos de sangue. gozar de isenção ou gozar de imunidade. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. pelos agenciamentos. Ao tomador do serviço.2009. utilização de aeroporto. de pele.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] c) De regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros. Também. quando tomarem ou intermediarem os serviços aeroportuários. quando tomarem ou intermediarem serviços: a) dos quais resultem remunerações ou comissões. fornecidos por prestadores de serviços estabelecidos no Município de São Paulo. de inspeção e avaliação de riscos para cobertura de contratos de seguros e de prevenção e gerência de riscos seguráveis. V. o momento de incidência/retenção do ISSQN ocorre quando do recebimento/pagamento do serviço prestado. IX. no caso dos serviços prestados pelas Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) optantes pelo SIMPLES Nacional. objetos. qual seja. Entretanto. remessa ou entrega de correspondências. deve ser considerada. capatazia. o mês de emissão do documento fiscal (nota fiscal de serviço. de olhos. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.

• Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento.Despesas com ISS (redutora da receita) C . a receita bruta a ele correspondente. 6.Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C .Serviços Prestados por Terceiros C . os eventos relacionados ao tributo compreendem a(o): • Incidência do fato gerador.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço. aplicam-se alíquotas de 2. implicando no seguinte acréscimo legal sobre o valor do principal devido e não recolhido no prazo estipulado pela legislação vigente: (I) multa moratória de 0. com retenção do ISS de 5% pelo tomador do serviço: R$ 50. o ISS constitui-se numa despesa que deve ser assim contabilizada: • Recebimento de serviços prestados no valor de R$ 1. isto é.Disponibilidades R$ 50.Receita de Serviços D .3.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Aspecto geográfico A retenção é aplicável aos sujeitos passivos prestadores dos serviços listados no art.000. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço.Receita de Serviços Para o tomador do serviço. Base de cálculo e alíquotas A base de cálculo do ISSQN compreende o preço do serviço prestado. D .00 D . Orleans Martins 56 .ISS a Recolher . limitada a 20%. no curso irregular da obediência à legislação vigente. Para o tomador do serviço.5% a 5% segundo normatização pela Portaria SF nº 014/2004 aos serviços nela expressos. com exceção de descontos e abatimentos concedidos independentemente de condição.Serviços de Terceiros a Pagar D .Disponibilidades C . R$ 950.00. a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido. 6. compreende: • Incidência do fato gerador. Contabilização dos eventos Para o prestador de serviço.896/2009.33% por dia de atraso.ISS a Recolher . ocorre o seguinte evento relacionado ao tributo: • Recebimento de serviços prestados com retenção do ISS pelo tomador do serviço. com retenção do ISS pelo tomador do serviço.Despesas com Serviços Prestados por Terceiros C . Para o tomador do serviço.00 • Pagamento do respectivo valor de ISS dentro do prazo de recolhimento. Apurada a base de cálculo. no curso regular da obediência à legislação vigente. os eventos atrelados ao tributo consistem dos que seguem: • Pagamento em atraso de ISS retido na fonte. 1º do Decreto nº 50.2. sem dedução. Descrição dos eventos relacionados ao tributo Para o prestador de serviço.Serviços Prestados por Terceiros R 50.00 D . no prazo estabelecido pela legislação.00 R$ 950. quando do recebimento do serviço prestado.

000.000. fora do prazo estabelecido pela legislação. constituindo obrigação de retenção pelo tomador do serviço.Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C . que serão comercializadas no território nacional.000.00 555.896/2009.00 285. 7. denominado "conta empresarial". A Cia.000. ATIVO Ativo Circulante Caixa Bancos conta Movimento Ativo Não Circulante Imobilizado Instalações industriais (produção) Imóvel .Serviços Prestados por Terceiros Valores hipotéticos. vinho e uísque. compreende: • Incidência do fato gerador. Atenas é uma empresa que atua no ramo de importação.Serviços Prestados por Terceiros • Provisão do acréscimo legal referente à multa moratória. C .Escritório (sede) Imóveis . apenas para exemplificar o lançamento contábil. situada na zona rural.000.ISS a Recolher .Lojas (comercialização) Equipamentos e utensílios Veículos (-) Depreciação Acumuladas Total BALANÇO PATRIMONIAL 31/12/2006 PASSIVO 290.000.701/2003. A Cia. A empresa iniciou suas atividades no final de 2006. Atenas.Serviços Prestados por Terceiros • Pagamento do respectivo valor de ISS com acréscimo legal fora do prazo de recolhimento. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE RECEITAS E CUSTOS O CASO DA CIA.000.00 555.00 25.ISS a Recolher .000. • Portaria SF nº 14/2004. industrialização (acondicionamento) e comercialização de bebidas. Atenas foi constituída com o objetivo de importar bebidas e recondicioná-las para a comercialização no mercado brasileiro. onde construiu suas instalações industriais com o objetivo de acondicionamento das bebidas importadas.Disponibilidades D .00 Capital Social 40.000. Fontes • Lei nº 13. • Decreto nº 50. a empresa adquiriu uma propriedade.000.000. em 31/12/2006.Despesa de Multa com Caráter Compensatório C . No ano de 2006. a contabilização dos eventos relacionados ao tributo recolhido. que funciona de forma semelhante ao cheque especial de pessoa física.000.000. tais como: vodca.00 Passivo Não Circulante 265.ISS a Recolher . D .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Para o tomador do serviço.00 15. Orleans Martins 57 .00 Passivo Circulante 5.000.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 555. Atenas possui um limite de crédito junto ao Banco "X". D . era a apresentada no quadro da página seguinte.00 150.Serviços de Terceiros a Pagar D . ATENAS A Cia.Despesa com Serviços Prestados por Terceiros C . Os valores deverão respeitar a legislação vigente no município onde ocorrer o fato gerador.00 Total 31/12/2006 555. A posição patrimonial da Cia.00 265.00 Patrimônio Líquido 35.

863. a empresa realizou a importação de bebidas a serem acondicionadas e.75. mostos de 22.777. incluídos os vinhos enriquecidos com álcool.Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .188.12 Uma vez que seguro e frete corriam por sua conta.052. em reais.222. irá arbitrar um valor para o frete e o seguro internacional para se chegar ao preço CIF que é a base de cálculo do II. ocorre a incidência dos seguintes Imposto de Importação (II).22 403. em volume. mais o valor do frete e seguro internacional.: Cada tonel de bebida tem capacidade de 100 litros. Quando não há o valor do seguro ou o frete internacional. comercializadas. A composição do CIF deverá ser o valor FOB da fatura comercial.Cost. O percentual a ser cobrado de imposto (alíquota) fica a cargo do órgão regulador.10 12 superior ou igual a 50 litros Vinhos de uvas frescas. no valor de R$ 1.555. Seguro e Frete internacional).78 Vinho Seco Fino 300 1.78 O valor da aquisição (compra) dos tonéis de bebidas totalizou U$ 1. posteriormente. Orleans Martins 58 . Imposto de Importação Na apuração do Imposto de Importação.1.261.89. multiplicada pela alíquota incidente. Produto (tonel) QTOE . As importações das bebidas. foram: Tabela: Volume de bebidas importadas. Atenas contratou ambos por U$ 5. através do SISCOMEX. Total U$ 297.Fornecedores (Passivo) R$ 2.89 Uísque 200 2. fretes e seguros). Os cálculos dos tributos incidentes nesta operação iniciaram-se pelo Imposto de Importação.Tonéis Preço por Tonel U$ Vodka Ballaloc 250 1. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). foram de responsabilidade do importador (FOB . com 120 dias de prazo para o pagamento. em recipientes de capacidade 2208. O registro contábil da aquisição de matéria-prima.017.12.1. e. PIS e COFINS importação. os quais também devem integrar o custo de aquisição da bebida em tonéis: D . para o exercício. convertido pela taxa de câmbio do dia.30 Com um teor alcoólico.573. Os custos referentes ao frete das mercadorias adquiridas.00 Vodca 20 Uísques 2208. pode variar de acordo com a natureza/tipo de produto e/ou serviço.Free on Board).052.1.00 1. nessa transação.000.60. representam.04 uvas. a Receita Federal.. geralmente em moeda estrangeira. será: D .Estoque/Matéria-Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C . a serem acondicionados.172. Aquisição de matéria-prima No dia 2 de janeiro de 2007.777. Deve-se observar que a alíquota. a Cia.172. em operações com importação de mercadorias e serviços.361.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7.46 importação de insumos (bebidas). Insurance and Freight (Custo. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual ou de Comunicação (ICMS). 7.Bancos conta Movimento/Banco "X" Na impostos: • • • • R$ 10.09 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. que estipula e/ou modifica o percentual aplicável. As alíquotas são as seguintes: Cod TEC Descrição Aliq % 2208.361. R$ 2.56 472. a prazo. excluídos os da posição 20. A base de cálculo do II é o Valor CIF . superior a 50% vol.33 Total 750 Obs.30. que.78. a base de cálculo é formada pela soma dos custos de importação (matéria-prima.

744.00 10.547.26 e o registro se faz a débito da conta de estoque: Contabilização D . Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Contabilização D . conforme demonstrado a seguir: Tabela: Valor das compras (estoque de matérias-primas).00 26.387.26 O valor dos estoques.49 709.90 85.1.86 2.444.178. que define os imposto de importação por mercadoria.Bancos conta Movimentol Banco "X" (Ativo) R$ 26.22 830.744.10.863.33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. a empresa pagou as seguintes taxas aduaneiras.12 10.10 Tipo champanha (champagne) 2204.89 1.744.57 A seguir.622.26 20 20 O valor do Imposto de Importação.025.75 • Valor CIF em reais 2.687.361.062.052.062.Estoque/ Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .78 + 5.080.261.50 R$ 355. de forma a apurar a base de cálculo e o imposto devido.26 26.50 Taxas aduaneiras 6.67 • Taxa do dólar ou moeda estrangeira negociada 1.10 Vinhos espumantes e vinhos espumosos 2204. Produtos (tonel) Valor ClF da Importação (MP) R$ Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 522.777.387. dos impostos não recuperáveis e taxas aduaneiras.2.172. distribuindo-se proporcionalmente o valor do seguro e frete. é representado pela soma dos custos das matérias-primas adquiridas mais o valor do frete e seguros.754. Orleans Martins 59 .50 9.Estoquei Matéria Prima/Bebidas em tonéis (Ativo) C .90 Outros Adotando-se as alíquotas conforme TEC. representa R$ 355. demonstramos o cálculo do Imposto de Importação por tipo de bebida adquirida.622.46 355. nesta operação.57 Alíquota do II Total Imposto de Importação a recolher Valor CIF x 5% 20% 12% 20% 104. Tabela: Apuração do Imposto de Importação. • CIF em dólar = 1.641.10.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 2204.753.97 355. Taxa aduaneira Sobre as mercadorias importadas.387.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7.744.170. portanto. Contas Preço da matéria-prima adquirida (bebida em tonéis) Fretes e Seguros Imposto de Importação Taxas aduaneiras Valor total dos Estoques R$ 2.39 166.129.50 2.620.739.

003.10 Com um teor alcoólico.33 1. além dos encargos efetivamente pagos pelo importador.3.409.296.30. incluídos os vinhos enriquecidos com álcool. em recipientes de capacidade superior ou igual a 50 litros Ex 01 .IPI a Recuperar (Ativo) C . pela importação de mercadoria. mostos de uvas. A lógica de tributação do ICMS na IMPORTAÇÃO O valor da operação (mercadoria mais serviços) ou importação. em volume. Imposto sobre Produtos Industrializados Para os produtos importados pela Cia. incluindo o Imposto de Importação.04 Vinhos de uvas frescas.486. ocorre fato gerador do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e de Comunicação.974.61 1. Cod TIPI 2208.024.1. Produtos (tonel) Base de Cálculo Alíquota (IPI ) Total do IPI si e a matéria-prima Total c/ IPI Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 633.384. do porto e de xerez 2208.Destilado alcoólico chamado uísque de malte (malt whisky) com teor alcoólico em volume superior a 54% e inferior a 70%.359. após desembaraço.RIPI.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) 7..33 60% 30% 40% 380.050. R$ 1.1.024.RICMS. Base de cálculo do ICMS A composição da base de cálculo é assim formada: (Valor CIF + 11 + IPI + IOC + IOF + Despesas Aduaneiras)j(l.045.35 1. Atenas. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.08 402.16 3. conforme regulamento do ICMS .60.006.775. superior a 50% vol.201. Base de cálculo do IPI = valor CIF + valor do II Para este caso.Vinhos da madeira.89 804.204.710.69 1. Atenas.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 7. A composição da base de cálculo é feita da seguinte forma: A lógica de tributação do IPI na IMPORTAÇÃO Base de cálculo do IPI dos produtos importados: é o valor que serviu de base de cálculo do Imposto de Importação (Valor CIF). as operações de importações realizadas sofrem incidência do respectivo imposto.00 Vodca 22.82 1.469.Alíquota do ICMS) Veja que a base de cálculo do ICMS é feita como se o valor da sua respectiva alíquota entrasse "por dentro". por determinação legal. devido à importação dos tonéis de bebidas.296.09.754. de forma que o registro contábil fica: Contabilização D . conforme regulamento do IPI .35 Imposto sobre as Operações Relativas a Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação Para os produtos importados pela Cia. obtido de cevada maltada 40 60 30 Descrição Aliq % 60 Tabela: Apuração do IPI.014.4. Ex 01 .IOF e despesas aduaneiras. utilizaram-se as alíquotas descritas na TIPI.444.93 241. por isso é que se divide por 1 menos a alíquota do ICMS.68 O valor do IPI a ser pago pela empresa poderá ser recuperado em operações posteriores. excluídos os da posição 20. Imposto sobre Produtos Industrializados e Imposto sobre Operações de Crédito. pois. Câmbio e Seguro e sobre Operações Relativas a Títulos e Valores Mobiliários . a empresa enquadra-se como contribuinte de fato do IPI. acrescido do imposto de importação.83 2. Orleans Martins 60 .

879. que consiste na verificação da conformidade do valor aduaneiro declarado pelo importador com as regras estabelecidas no Acordo de Valoração Aduaneira. Cálculo de X: = • • • • • • ×[ × × ] VA = Valor Aduaneiro a = alíquota do Imposto de Importação (lI) b = alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) c = alíquota da Contribuição para o PIS/PASEP.94 1.479. já que não poderão compensar com os valores de saída.Bancos conta Movimento! Banco "x" (Ativo) 7.204.045.156. entendese que integram o valor aduaneiro.1.050.359.401.828.014.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Na importação o IPI faz parte da base de cálculo do ICMS. independentemente do método de valoração utilizado: • O custo de transporte da mercadoria importada até o porto ou o aeroporto alfandegado de descarga ou o ponto de fronteira alfandegado. não agregarão ao custo dos estoques.Importação e = alíquota do ICMS CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.90 1.606. e. de 22 de novembro de 2005. ou seja.350.393. Para as empresas que estão sob o regime de tributação não cumulativo de PIS e COFINS.119. à descarga e ao manuseio.409.350.400.Aduana) realizar o controle. Cabe ao poder público (Receita Federal do Brasil . que dispõe sobre o cálculo das referidas contribuições.23 A apuração do PIS e COFINS incidentes de transações de importação devem orientar-se pela instrução normativa da Receita Federal do Brasil nº 572. • O custo do seguro da mercadoria durante as operações.Importação d = alíquota da COFINS . tais valores podem ser compensados.25 25% 348.89 25% 469.76 25% 338. • Os gastos relativos à carga.23 Da mesma forma que ocorre com o IPI.352. PIS e COFINS Importação R$ 1. Orleans Martins 61 .ICMS a Recuperar (Ativo) C .72 3.5. A composição da base de cálculo é assim formada: Tabela: Apuração do ICMS.486.156. o que não acontece nas operações de compra realizadas no país.25) 1. Assim.469.625.56 1. A fórmula padrão para apuração da base de cálculo é a seguinte: Base de Cálculo do PIS e COFINS: COFINSIMPORTAÇÃO = d x (VA x X) PISIMPORTAÇÃO = C x (VA x X) O Valor Aduaneiro representa toda mercadoria submetida a despacho de importação está sujeita ao controle do correspondente valor aduaneiro. mas para as empresas que estão sob o regime cumulativo (lucro presumido e simples) deverão considerar tais valores como custo das compras.16 1.82 1. o ICMS a ser pago na importação será recuperado nas operações posteriores: Contabilização D .69 1. até a chegada aos locais. associados ao transporte da mercadoria importada. onde devam ser cumpridas as formalidades de entrada no território aduaneiro.68 4. Produtos (tonel) Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total Base de cálculo colocando Base de cálculo Alíquota Total Imposto de ICMS o ICMS “por dentro" (MP + IPI) recuperar ICMS = (3) x 25% (3) = (2) / (1-0.314.

14 71.64 23.622.60% 7.744.401. Tabela: Carga tributária por produtos.387.63 4.7% 58.42% 100.545.97 10.14 19.062.547.156.28 268.65% do total gasto com a aquisição.57 355.39 9.587.50 58.296.119. Orleans Martins 62 .72 2.65% 15.545. % % .011.35 1.129.68% 23.161. Os valores por produto estão descritos na tabela abaixo.81 1.753.178.57) corresponde a 41.90 6.452.3% Uísque 47.37% CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.30 1.72 Seco Fino Total 2. Atenas pela aquisição da matéria-prima propriamente dita (US$ 1.3% Média 41. % % % ×[ . (*) Imposto a recuperar.7190 Assim.60% Total de COFINS 71. Imp.000.56 Vinho 830.062.35% (1) Custo.32 88.63% Carga Tributária 63.20 23.061. ×[ .675.64 830.129.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) R$ 268.28 7.01 268.65% 1.062.3% Vinho Seco Fino 41.384. Atenas: Tabela: Composição do gasto total com aquisição de matéria-prima.795.862.710.795.67.452. considerando apenas transações de importação. A tabela a seguir demonstra a composição do gasto total da Cia.287.33 469.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Cálculo dos parâmetros para apuração do PIS e da COFINS Importação: = = .65% 1.025.587.60% 7.235.952.201.641.09 3. % % % × = 1.753.312.23 % 41.622.4% em relação ao valor total da transação. a carga tributária da empresa.534.350. % % × × % % × % × % × % ] % ] = 1.57 Contabilização do PIS D .739. incluindo frete e seguros. Produtos Custo da Matéria-prima Vodca Ballaloc 36.08 348.300.32 1. Taxas Produtos MP+ Frete e IPI* ICMS* Importação Aduaneiras Seguro (1) (1) (1) Vodca 522.22 1. tem-se as seguintes bases de cálculo e a apuração dos respectivos tributos: Tabela: Apuração do PIS e COFINS Importação Produtos Vodca 8allaloc Uísque Vinho Seco Fino Total VA (CIF) X Base cálculo Pis/ Cofins 944.94 Ballaloc Uísque 709.18% 0.53% 20.37 Aliq.86 166.18% 5. representa uma média de 58.024. quando somados os tributos que a empresa teve que pagar.50 380. observa-se que o valor pago pela Cia.080.01 2.7% 52.300.350. PIS* COFINS* TOTAL 15.65% 7.00 402.501.439.63 R$ 58. % % .00 241. PIS Total de PIS Aliq COFINS 1.06 1.739.7% 58. equivalente a R$ 2.622.50 1.534.167.22 1.86 1.828.49 1.427.300.620.167.00% No entanto.26 26.50 108.49 104.64 88.533.170.687.Bancos conta Movimento/ Banco "X" (Ativo) Contabilização da COFINS D .534.287.81 709.39 58.63 522.93 338.675.28 Expostos todos os tributos incidentes sobre aquisição de matéria-prima importada.22 19.22 85.PIS a recuperar(Ativo) C .30 108.6367 % % ] = .8072 ×[ % = 1.COFINS a recuperar(Ativo) C .

400.50 25. Atenas irá recuperar.696. o que se encontra evidenciado na tabela a seguir.960.PIS a Recuperar (Ativo) D .33 697.006. Tabela: Compra de embalagens.00 D .952. Compra de Embalagens .IPI .75 30.000. a Cia.Estoque/Material de Embalagem (Ativo) D . PIS e COFINS pagos.000. Atenas adquiriu embalagens no mercado nacional.004.00 82.400) x 1.000 Total (R$) 62.alíquota de 10% (destacada na nota fiscal) .000 Uísque 3.61 1.501.Valor total da NF ICMS .061. no entanto.COFINS a Recuperar (Ativo) C .89 804.Valor das embalagens sem IPI .81 805.00 R$ 17.775.ICMS a Recuperar (Ativo) D .974.alíquota 1.22.00.000 Total 75. PIS = (246. O valor do PIS e COFINS a recuperar é calculado aplicando o valor da fatura de Embalagens menos o IPI (receita bruta) multiplicado pela alíquota respectiva.00 224.Fornecedores (Passivo) R$ 162. Para a realização do acondicionamento das bebidas importadas.507.000 . possibilita que a empresa credite (recupere) o valor dos tributos pagos no momento da venda (comercialização) de seus produtos.00 17. menos os impostos recuperáveis. Valor da Matéria-Prima Valor do Custo dos produtos Impostos a Creditar (8) + Tributos (A) importados (A) .22.696.00 Somando-se ao preço cobrado pelas embalagens o IPI incidente sobre as compras. Os demais tributos (ICMS. ICMS.862.439.024.(8) 1.400.000 Vinho Seco Fino 2. pode ser recuperada.887. PIS/PASEP e COFINS) estão embutidos no preço das embalagens. também foi adquirido material de embalagens.65% COFINS .20 2.00 40. tanto pela legislação do IPI quanto do ICMS.444.320.400. Produtos Preço Unitário R$ Total de Garrafas Vodca Ballaloc 2.60% = 17.057.024.00 22.2.481.33 Aquisição de embalagens A Cia.000.39 4. Tabela: Quantidade e preço de aquisição das embalagens.696.500. Atenas adquiriu bebidas em tonéis para serem acondicionadas e. que será utilizado no processo de acondicionamento.536. posteriormente.003.22 1.400) x 7.00 R$ 22.56 2.400.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Parte dos tributos.65% = 3. Considerando que a Cia.312. Produtos Vodca Ballaloc Uísque Vinho Seco Fino Total 7.00 R$ 3.00 246.024.83 2. Tabela: Custo de aquisição da matéria-prima importada.48 633.00 79.320.00 3.00 R$ 40.00 COFINS = (246.95 20. o custo do estoque é representado pelo total do gasto com a aquisição.400. Orleans Martins 63 .00 Esta transação de aquisição de insumos.011.500.00 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.00 R$ 246.000 . comercializadas.alíquota de 7.235. irá compensar com o imposto devido incidente nas operações de vendas os valores de IPI.754.IPI a Recuperar (Ativo) D .6% R$ 224. a nota fiscal da compra totalizou R$ 246. ou seja.alíquota de 18% PIS/PASEP .59 1.

Orleans Martins 64 . consulte o site do MPAS: <http://www.869.R retido na fonte a pagar (Passivo) C .444.33 D .00 2. a tabela de faixas salariais e valores de salário-família eram (para consulta do valor atualizado.00 26. ATENAS A Cia.50 20.00 7. Atenas possui 24 funcionários na área de produção da empresa. Consumo de matéria-prima e material de embalagem na produção Durante o mês de janeiro de 2007.4.400.50 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. e faz jus a um salário de R$ 716. e fazem jus ao salário-família os empregados que percebem até uma determinada faixa salarial.74 Acima de 654.50 R$ 2.00 R$ 19. D .00.00 157.027.3. Somando-se os empregados que fazem jus a salário-família. 7. ocorreram pagamentos de saláriofamília e salário-maternidade.996. Em janeiro de 2007.00 no mês de janeiro.mpas.376.Estoques/Custos de Produção/Material de Embalagem (Ativo) C .00 4. Além da folha de pagamento.50 R$ 4. Fazem jus a salário-maternidade as empregadas em gozo de licençamaternidade por nascimento ou adoção de filho. Resumindo os valores a receber e descontos. cujo ônus financeiro é da empresa.027.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Voltamos a ressaltar que PIS/PASEP e COFINS estão sendo lançados em conta de ativo porque a nossa empresa exemplo é tributada pelo regime não cumulativo.754.Estoques/Matéria-Prima (Ativo) R$ 2. o valor de PIS e COFINS embutidos na NF de compra compõe o custo de aquisição do estoque. cujos salários brutos somaram R$ 26.40.Salários a pagar (Passivo) C .Estoques/Custos de Produção/Matéria-Prima (Ativo) C . Uma funcionária encontra-se em licençamaternidade.Estoques/Custos de Produção/Salários (Ativo) C .56 22.400.gov.57 até 654.960.34 De 435.67 15.376. todo o estoque de matéria-prima e de material de embalagem foi utilizado na produção.Estoque/ Material de Embalagem (Ativo) R$ 162. a empresa terá que desembolsar R$ 157.68 0.40 716. No regime cumulativo.br/>): Critérios p/ Cálculo do Salário-Família Remuneração (R$) Salário-Família (R$) Até 435. conforme portaria do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS). Folha de pagamento da ClA.00 Nem todos os empregados fazem jus a salário-família.400. temos: Folha de Pagamento Salários Brutos Mais: Salário-família Salário-maternidade Menos: INSS funcionários IR retido na fonte Salários Líquidos Contabilização do custo com mão de obra Registrando a folha de pagamento do pessoal encarregado da produção: Pelo salário e descontos dos empregados encarregados da produção: D .INSS a recolher (Passivo) R$ 26.

reduzindo-os do montante a recolher ao INSS: D .00 Total 6.33 INSS Empresa 27.112.991.53 FGTS 8% 234.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pelo salário-família e salário-maternidade dos empregados encarregados da produção: A empresa paga salário-família e salário-maternidade.80 FGTS 8. férias e adicional de férias (1/3). Transações Alíquotas R$ Provisão de Férias + 1/3 de férias 2.312. Tabela: Provisões e encargos sobre 13º e férias do pessoal da produção. A tabela seguir apresenta o resumo" dos valores a serem registrados. incidem FGTS.40 FGTS 8% 176.00 Da mesma forma que em relação à folha de pagamento.312.2.INSS a recolher (Passivo) C .933. e também os encargos trabalhistas (INSS empresa e FGTS) sobre o valor das provisões.Provisões Trabalhistas/Provisão para Férias (Passivo) R$ 2. que repassa às demais entidades. contribuição previdenciária e contribuições a terceiros (SESC.80 Pelo FGTS incidente sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .400. Orleans Martins 65 .200. Provisões trabalhistas R$ 2.59 Pelas provisões de férias e adicional de férias relativas ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . INCRA etc.00% 2.70% 7.FGTS a recolher (Passivo) 7.4. O somatório das contribuições incidentes sobre remuneração de empregados a serem recolhidas ao INSS totalizou 27.7%.67 Provisão de 13º 2. As contribuições a terceiros são recolhidas juntamente com as devidas ao INSS.).Estoques/Custo de Produção/INSS (Ativo) C .70% 609. Sobre a remuneração de empregados.4.70% 812. Tabela: Encargos sociais sobre remuneração a empregados da produção. SESI. mas tem o direito de recuperar estes valores.00 INSS Empresa 27.933. Pelos encargos devidos ao INSS incidentes sobre remuneração paga ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .1. a empresa realiza a contabilização da provisão de décimo-terceiro salário.Estoques/Custos de Produção/ Férias (Ativo) C .00 Em observância ao regime de competência. Encargos sociais (INSS e FGTS) R$ 873.112. Alíquotas Produção Salários Brutos 26.40 A empresa está obrigada ao pagamento de tributos que incidem sobre a remuneração do trabalho.INSS a Recolher (Passivo) R$ 7. o registro dos encargos sociais incidentes sobre a remuneração paga ao pessoal encarregado da produção impacta o custo da produção.33 CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.Estoques/ Custos de Produção/ FGTS (Ativo) C .00 INSS Empresa 27. SEBRAE.Salários a pagar (Passivo) 7.

adota a tributação pelo Lucro Real anual. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.33 INSS Empresa 812.Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 176. Salários + encargos de pessoal da produção = Custo total com mão de obra Custo total com mão de obra Salários Brutos 26.73 8.53 FGTS 234.996.80 FGTS 2.73. A Cia.Provisões Trabalhistas/Provisão INSS s/ Férias (Passivo) R$ 812.00). conforme discriminado a seguir.400. Orleans Martins 66 .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Pela provisão do 13º salário relativo ao pessoal encarregado da produção (mão de obra): D . Assim.50 sem contar o salário-família e maternidade) o custo total com mão de obra corresponde a 214% do salário líquido. é necessário que se faça mensalmente o cálculo do tributo devido com base no Lucro Real (IRPJ) e Resultado Ajustado (CSLL).00 INSS Empresa 609.400.Provisões Trabalhistas /Provisão FGTS s/ Férias (Passivo) R$ 234.790. o custo total com mão de obra da empresa somou R$ 42.200.790.Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C .Provisões Trabalhistas/ Provisão 13º Salário (Passivo) R$ 2.00 Somando-se salários.312. o que lhe permite recolher as antecipações do IRPJ e CSLL mensalmente por estimativa' ou com base em balancete de suspensão/redução.Estoques/Custos de Produção/ Décimo terceiro Salário (Ativo) C .40 Pela provisão de FGTS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C .00 Total 42.53 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre 13º salário do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .67 obra): Pela provisão de FGTS incidente sobre 13Q salário do pessoal encarregado da produção (mão de D .Estoques/Custos de Produção/FGTS (Ativo) C .00 Pela provisão de encargos devidos ao INSS incidente sobre férias e adicional de férias do pessoal encarregado da produção (mão de obra): D .112. Se compararmos este montante com o salário líquido que os empregados irão receber (R$ 19. há a incidência dos seguintes tributos: • Imposto de Renda Pessoa Jurídica e • Contribuição Social Sobre o Lucro.40 FGTS 176. Atenas.67 Provisão de 132 Salário 2.00 INSS Empresa 7. neste caso. O custo total com mão de obra corresponde. a 162% dos salários brutos (R$ 26.00 Provisão de férias 2.Estoques/Custos de Produção/INSS (Ativo) C . encargos e provisões. IMPACTOS DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO Sobre o lucro auferido pela Cia.933.200.Provisões Trabalhistas /Provisão INSS s/ 13º Salário (Passivo) R$ 609.

998.86 (R$ 453.CSLL A contribuição social é um tributo incidente sobre o lucro das pessoas jurídicas.752. 195. uma parcela das despesas administrativas e de vendas.593.420. Aplicam-se à CSLL as mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidas para o imposto de renda das pessoas jurídicas.00) (209.R$ 35. Lucro antes do IR e CSLL Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para créditos de liquidação duvidosa Exclusões Base de Cálculo para Contribuição Social sobre o Lucro Líquido Alíquota CSLL devida no Período Contabilização Pela CSLL devida no período: D .947. IRPJ .Provisão para CSLL (Resultado) R$ 35.33 Pela CSLL incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Ativo Diferido) Ativo Diferido CSLL = R$ 399.00) CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.105.342.66 .947.497.947. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação. Transcrevemos a seguir a demonstração do resultado antes do IRPJ: Demonstração de Resultado Mensal Faturamento Bruto IPI Receita Bruta de Vendas Impostos incidentes sobre vendas PIS 17.420.998.000. A base de cálculo e o valor da CSLL devida no período são.00 5. no caso do IRPJ. ao qual serão feitos os ajustes determinados pela legislação.497. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível. mantidas a base de cálculo e as alíquotas previstas na legislação específica em vigor.220. A determinação do lucro real será precedida da apuração do lucro líquido de cada período de apuração com observância das disposições das leis comerciais.33 4.87 407.072.80 D .Ativo Diferido CSLL (Ativo Realizável a Longo Prazo) C . Orleans Martins 67 . Foi instituído pela Lei nº 7. por não contar com documentação adequada.2. ajustado pelas adições. No período.00 x 9% = R$ 35.00) 12. é o lucro após computada a CSLL.0% 486.00.525.Imposto de Renda Pessoa Jurídica O lucro real é o lucro líquido do período de apuração.680.689. portanto: Tabela: Apuração da CSLL. uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária. foi considerada indedutível.105. 8.000.000.Provisão para CSLL (Resultado) C .CSLL a pagar (Passivo) R$ 486. o que.900.1.00 (4.87 apurado conforme demonstração do resultado do exercício.000.405. em 15 de dezembro de 1988.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 8.80 O valor da despesa com CSLL no período é R$ 417. tal como definida no Capítulo II do Título VIII da Constituição Federal de 1988 (art. com a finalidade de custear os benefícios da seguridade social do país.541.00 8.000. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido .00 (5.420.87 9.80).00 399. O ponto de partida no cálculo é o resultado parcial de R$ 4. no valor de R$ 8. I).

105.433. no valor de R$ 8. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.039. portanto: Tabela: Apuração do IRPJ.54 No período.00) (3.100.608.105.105. Lucro antes do Imposto de Renda Adições Despesas não dedutíveis (Administrativas e Vendas) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Exclusões Lucro Real (Base de cálculo do IRPJ) IRPJ Alíquota Normal (15% x 5.00) 8.000.41 ) (75.07 (518.20.59 1.653.349.998.000.381.93) 5. A provisão para créditos de liquidação duvidosa também foi considerada indedutível.IRPJ a Pagar (Passivo) R$ 1.87 486.452.002) IRPJ devido no Período Contabilização Pelo IRPJ devido no período: D .00 399.351.000.75) IRPJ Alíquota Adicional (10% x (5.Provisão para IRPJ (Resultado) C . Orleans Martins 68 .998.828.525.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] (OFINS ICMS sobre Vendas Receita Líquida de Vendas Custo dos Produtos Vendidos Lucro Bruto Despesas de Vendas Despesas Financeiras Despesas Administrativas Lucro Operacional Resultado não Operacional Lucro Antes do IRPJ e CSLL CSLL Lucro Antes do IRPJ (963.420.420. tal diferimento não deverá ser efetuado.538. uma vez que os créditos em atraso não atendiam os requisitos para que fossem considerados como perda efetiva nos moldes da legislação tributária.00.552. O Lucro Real e o valor do IRPJ devida no período são.80. Caso a sua realização seja colocada em dúvida.20) (91.47 Pelo IRPJ incidente sobre provisão para créditos de liquidação duvidosa (Registro de Ativo Diferido) Ativo Diferido IRPJ = R$ 399.Ativo Diferido IRPJ (Ativo) C .88 538. deverá ser considerada quando da realização financeira de tal despesa.00 (2.87 407.405. pois na contabilidade foram consideradas despesas.00 8.511.525.381.Provisão IRPJ (Resultado) R$ 99.000.998.405.680. despesas administrativas e de vendas.47 4.349.947.337.561. sem sua respectiva contabilização.683.33 4. D .497.87 4.00 x 25% = R$ 35.170.87 .87 810. porém a dedutibilidade. foram consideradas despesas indedutíveis.00 O diferimento de impostos segue o regime de competência.420.546.59) 4.00 5.855. para efeito de IRPJ e CSLL.

composto por um conjunto de normas orientativas: IFRS . a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Um grande passo concreto dado nessa direção foi a criação do CPC (o Comitê de Pronunciamentos Contábeis).International Pinancial Reporting Standards. da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). que congrega os profissionais da área de contabilidade. em referência ao "LALUR Livro de Apuração do Lucro Real".Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. muitos dos critérios para avaliação de ativos e passivos . E o que isso tem a ver com a questão tributária? Tudo. Posteriormente. de 4 de dezembro de 2008.941. Orleans Martins 69 .Regime Tributário de Transição. que é uma entidade ligada à Universidade de São Paulo e que.638/07 veio atender a questões que já vinham sendo discutidas pelos contabilistas brasileiros há cerca de duas décadas. representa a academia. as autoridades fiscais deverão ajustar a legislação fiscal à nova configuração contábil. Mudando-se os critérios contábeis. inclusive para a apuração do imposto sobre a renda com base no lucro presumido ou arbitrado. em um livro à parte. Regime Tributário de Transição Em linhas gerais. que efetuou alguns ajustes na Lei nº 11. que foi criado por um resolução do Conselho Federal de Contabilidade e que é formado por seis entidades: • ABRASCA . Conscientes do problema que seria gerado. que representa o mercado de títulos e valores imobiliários.1. em seguida. fariam os ajustes necessários a atender aos novos critérios contábeis trazidos pela Lei nº 11. • IBRACON . revogou o parágrafo que criava o LALUC e garantiu a neutralidade tributária criando o RTT . "congelou" os métodos e critérios contábeis. será optativo apenas nos anos de 2008 e 2009. O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA CONTABILIDADE BRASILEIRA A instituição da Lei nº 11.638. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Fazem parte também. uma vez que a lei traz em seu texto a possibilidade de normas adicionais.e consequentemente. as quais deverão ser elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade. este regime oferece às empresas contribuintes maior segurança jurídica no momento da apuração das bases de cálculo do tributos federais. As autoridades tributárias baseiam-se nos números contábeis (aos quais alguns ajustes são feitos) para tributar as empresas. a Medida Provisória 449. em dezembro de 2007. pode-se dizer de forma simplificada. tornando obrigatória a partir de 2010.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] 9. • CFC .638. 9. O RTT. A expectativa presente é que. da contribuição para o PIS/PASEP e da contribuição para o financiamento da seguridade social (COFINS). portanto.mudaram.International Accounting Standards Board. o Banco Central do Brasil. a Receita Federal do Brasil e a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários.638.638/07 A contabilidade brasileira encontra-se num processo de convergência aos padrões internacionais contábeis.1. seria afetada.Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis. e. Com as alterações introduzidas pela Lei nº 11. para fins de tributação. como convidados permanentes do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). que coordena e congrega os auditores independentes. de 27 de maio de 2009.Bolsa de Valores de São Paulo. 9. e as demais que estão por vir. que representa os analistas de mercado. existente na legislação do Imposto de Renda. uma vez que o modelo de contabilidade que está sendo implementado é aderente ao modelo internacional delineado pelo IASB . • APIMEC NACIONAL .638 preocuparam-se em garantir que os novos critérios contábeis não afetariam a base de cálculo dos tributos. A ideia era a seguinte: as empresas fariam os seus registros contábeis conforme os critérios aceitos pela legislação tributária. Assim. através da emissão de uma lei específica. • BOVESPA .1. em especial daqueles incidentes sobre o lucro.Associação Brasileira das Companhias Abertas. convertida na Lei 11. foi criado o que passou a ser chamado de "LALUC . a base de cálculo dos tributos. após a consolidação das mudanças no plano contábil.Livro de Apuração do Lucro Contábil". os elaboradores da Lei nº 11. Cabe destacar que a neutralidade fiscal! proposta pelo Regime Tributário de Transição (RTT) para empresas optantes do regime do lucro real vigerá até a entrada em vigor de lei que discipline os efeitos tributários dos novos métodos e critérios contábeis. A publicação da Lei 11. Atuariais e Financeiras.Conselho Federal de Contabilidade. que representa as companhias abertas.Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais. apuração de resultados . • FIPECAFI .

CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.941/09. alguns destes contratos deverão ser considerados como uma operação de compra e venda a prazo. No entanto. A formalização da opção ocorreu no momento da entrega da DIPJ.941/09 será também aplicável para a apuração do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ).941/09 deixa claro que as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelos demais órgãos reguladores que visem alinhar a legislação específica com os padrões internacionais contábeis também não poderão alterar a base de cálculo do IRPJ. 941/09 estabelece que as pessoas jurídicas deverão primeiramente apurar o resultado do exercício de acordo com as disposições da Lei nº 6. recomenda-se avaliar as especificidades de cada empresa. Destaca-se também que as companhias abertas e outras que fizerem a opção deverão aplicar as normas emitidas pela CVM. Para garantir a neutralidade. as empresas devem fazer um ajuste global do lucro líquido societário (ou seja. Portanto. para apuração da base de cálculo do imposto. De acordo com as instruções do RTT. • Empresas que estão amortizando ágio justificado por rentabilidade futura (após incorporação): considerando que as novas práticas determinam que este ativo diferido não será mais amortizado. ao menos para 2008 e 2009. resultando em apropriação de despesas relativas a estes contratos num período de tempo superior. Possam existir situações em que adesão ao RTT poderá ser menos complexa. a opção pelo RTT parece assegurar. Empresas tributadas pelo lucro presumido e real A Lei nº 11.COFINS. que serão concedidas como estímulo à implantação ou/e expansão de empreendimentos econômicos. Orleans Martins 70 .1. 9.2. conforme os novos métodos e critérios contábeis) para o lucro líquido para fins tributários (ou seja.941/09 fica estabelecido que a sua adoção para fins de apuração do IRPJ implicará na adoção automática para os demais tributos federais: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). considerando os critérios contábeis aplicáveis à legislação tributária. referente ao ano calendário de 2008. para empresas optantes da sistemática do lucro presumido. Além disso.1.638/07. poderão ser realizados outros ajustes no LALUR (adição. a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social. definido como uma escrituração das contas patrimoniais e de resultado. estabelece que. Lembrando que. o bem estará sujeito à depreciação. que regulamentou o RTT. normalmente com taxas que levam em conta a vida útil efetiva. considerando os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007). inclusive o PIS e a COFINS somente ocorre se a PJ optar pelo RTT. Portanto. • Empresas que operam com contratos de arrendamento mercantil (leasing): para fins contábeis. as pessoas jurídicas que fizerem opção pelo REGIME TRIBUTÁRIO DE TRANSIÇÃO deverão realizar os ajustes específicos no lucro líquido do período. exclusão e compensação) de valores prescritos ou/e autorizados pela legislação tributária. que estabelece que. CSL. no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). a não tributação pelo IRPJ.2. O art. Subvenções para investimento As transações relacionadas a subvenções para investimento é disciplinada pelo artigo 18 da Lei nº 11. PIS e COFINS.404/76. A Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil nº 949/09. com as modificações introduzidas pela Lei nº 11. mas sim submetido ao teste de recuperação. 16 da Lei nº 11. O detalhamento deste ajuste global será objeto do FCONT (Controle Fiscal Contábil de Transição).1. com a finalidade de reverter o efeito da utilização de métodos e critérios contábeis diferentes daqueles vigentes em 31 de dezembro de 2007. para fins de aplicação do RTT. as empresas optantes poderão continuar realizando as apurações do IRPJ e da CSLL com base nos métodos e critérios contábeis vigentes em 31/12/2007. cabe destacar que as empresas que não optaram pelo RTT não terão a neutralidade assegurada. a dedutibilidade da amortização com base no critério vigente em 31/12/2007. no LALUR. 21 da Lei nº 11. em partidas dobradas. a empresa optante poderá efetuar as adições e exclusões inerentes às diferenças de critério contábil diretamente no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). 17 da Lei nº 11. CSLL e. Dentre as hipóteses em que a opção pelo RTT pode ser uma alternativa para a manutenção da carga tributária: • Empresas que possuem incentivos fiscais considerados como subvenção para investimento: como tais subvenções passam a ser contabilizadas no resultado do exercício. recebem isenção ou redução de impostos. o parágrafo único do art. 9.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Às empresas optantes do RTT segundo o art. Assim.

mediante redução do capital social. Entretanto. não aproveita fiscal mente. enquanto mantidas em reservas e não disponibilizadas aos sócios. Orleans Martins 71 . Esta nova regra assegura a não tributação das subvenções para investimentos.1. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 Se a taxa for aumentada. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos. esses valores poderão ser excluídos do LALUR. 9. o valor do prêmio na emissão de debêntures será tributado caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular. 9. será necessária a comprovação para atendimento inclusive do Fisco NÃO Opção Em princípio. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. apresentam-se algumas transações que poderão provocar efeitos tributários em função da opção do RTT.1. A lógica subjacente refere-se ao fato de que não se devem onerar benefícios fiscais cedidos pelo próprio Poder Público. somente revisão de estimativa da vida útil CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. Entretanto. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmios na emissão de debêntures. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. conforme refere o art. mediante redução do capital social. ou • Integração à base de cálculo dos dividendos obrigatórios.3. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular. Transações contábeis que provocam efeitos tributários em função da opção da RTT Dentre as orientações e recomendações em relação ao RTT. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído.1. excluir o valor do prêmio de emissão nas debêntures do LALUR para fins de determinação da base de cálculo do IRPJ e da CSL e da base de cálculo do PIS e da COFINS.404/76. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 (Benefício via LALUR) Dedutibilidade da contra prestação paga assegurada.alteração de vida útil econômica Opção pelo RTI Dedutibilidade da amortização assegurada.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Destaca-se também que as doações realizadas pelo Poder Público deverão ser registradas em conta do resultado pelo regime de competência. os valores das subvenções para investimento e doações recebidas do Poder Público serão tributadas caso seja dada destinação nas seguintes hipóteses: • Capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular. 195-A da Lei nº 6. Descrição Ágio fundamentado por rentabilidade futura (após incorporação) Arrendamento mercantil Leasing Depreciação . os gestores terão condições de realizar urna avaliação mais precisa e decidir sobre a viabilidade da opção ou não ao RTT. é exigido que as subvenções para investimentos e as doações recebidas do Poder Público deverão ser mantidas em conta de reserva de lucros. hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído. • Restituição de capital aos sócios ou ao titular. A partir desta avaliação sobre os reflexos fiscais que podem decorrer dos respectivos ajustes. as empresas optantes do regime tributário transitório deverão reconhecer o prêmio recebido em conta do resultado pelo regime de competência. ou • Integração à base dos dividendos obrigatórios. se considerarmos que não ocorre mudança de critério contábil. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos. No entanto. Na tabela a seguir. De acordo com as orientações constantes das normas expedidas pela CVM. mediante redução do capital social nos 5 (cinco) anos anteriores à data da emissão das debêntures corno prêmio. Ágio na emissão de debêntures No caso de haver ágio na emissão de debêntures. nos 5 (cinco) anos anteriores à data de doação ou subvenção. para fins de apuração do lucro real e da base de cálculo do PIS e da COFINS posteriormente. destaca-se que as empresas deveriam identificar que ajustes podem e são aplicáveis às demonstrações contábeis. com posterior capitalização do valor da doação ou subvenção. posteriormente. Sendo que. mediante redução do capital social. as companhias abertas e outras poderão. com posterior capitalização do valor do prêmio. sendo necessária a avaliação do efeito do teste de recuperação Passará a registrar a depreciação dedutível do bem ativado e encargos financeiros do passivo registrado Mesmos efeitos da opção. desde que esse valor seja mantido em urna reserva de lucro específica. limitado ao valor total das exclusões decorrentes de prêmio na emissão de debêntures.2.

• Passivo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro devido em período futuro relacionado às diferenças temporárias tributáveis.IAS 12 .1. e das transações e eventos no período atual reconhecidas nas demonstrações contábeis. 327 do RIR) (adição temporária) Teste de recuperação Tratamento de provisão (lmpairment) temporariamente indedutível Fonte: Terco Grant Throrntton (2009). em 17 de julho de 2009. • Despesa tributária (receita tributária) é o valor total incluído na determinação do lucro ou prejuízo para o período relacionado com o tributo sobre o lucro corrente ou diferido. operacionais recuperação. qual seja. O Pronunciamento CPC 32 Tributos sobre o lucro . Orleans Martins 72 .638/07 e das medidas instituídas pela Lei 11. sobre o qual os tributos sobre o lucro são recuperáveis. As diferenças temporárias podem ser tanto: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 941/09. O pronunciamento também trata de reconhecimento de ativos fiscais diferidos decorrentes de prejuízos e créditos fiscais não usados. e. c) Compensação futura de créditos fiscais não utilizados.exceto em relação a pequenas adaptações para tornar a tradução melhor compreensível . Pois têm-se observado diversas discussões que destacam que estas medidas instituídas restringem alguns dos direitos das empresas.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] Efeitos de natureza credora ou devedora serão neutralizados no LALUR (adição/exclusão) Reserva para subvenção na Não tributação assegurada. • Lucro tributável é o lucro para um período. que é a norma internacional. o pronunciamento do CPC reproduz . não inferior a cinco anos (art. pois reduziria os efeitos impostos pela MP 448. • Prejuízo fiscal é o prejuízo para um período. CSLL.Income Taxes.2. determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias. que prescreve o tratamento contábil para os tributos sobre o lucro.Income Taxes O Comitê de Pronunciamentos Contábeis aprovou. o pronunciamento CPC 32. 9. • Diferença temporária é a diferença entre o valor contábil de ativo ou passivo no balanço e sua base fiscal. que teve como finalidade a neutralidade fiscal. Ajustes a valor presente de contas a receber e a pagar Os ajustes aumentarão ou reduzirão o lucro tributável. A questão principal do CPC 32 são as consequências fiscais atuais e futuras da futura recuperação do valor contábil de ativos (por venda ou uso).vigente em 1/12/2007. não obteve-se o consenso esperado. • Tributo corrente é o valor do tributo devido (ou recuperável) sobre o lucro tributável (ou prejuízo fiscal) do período. • Ativo fiscal diferido é o valor do tributo sobre o lucro recuperável em período futuro relacionado a: a) Diferenças temporárias dedutíveis. b) Compensação futura de prejuízos fiscais não utilizados.2. 9. da futura liquidação de passivos. sobre o qual os tributos sobre o lucro são devidos. Algumas definições importantes utilizadas pelo pronunciamento são: • Resultado contábil é o lucro ou prejuízo para um período antes da dedução dos tributos sobre o lucro. Em relação às opções de tributação do IPRJ e CSLL. Como tem ocorrido em relação a outros assuntos contábeis. PIS e COFINS Também deverá cumprir o critério fiscal previsto no artigo 327 do RIR (cinco anos) Tratamento de provisão temporariamente indedutível Diante das mudanças introduzidas pela Lei nº 11. que pareciam perfeitamente estabelecidos. que já estão sendo questionadas judicialmente pelos contribuintes.o IAS 12 . que veda a compensação das estimativas de IRPJ e CSL1. de acordo com o critério vigente em 31/12/2007 emissão de ações Dedutibilidade ocorrerá pelo critério Ativo diferido .despesas pré. cabe destaque para a apuração com base no lucro real trimestral. determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades tributárias. Cita-se como exemplo vedação da compensação dos valores de IRPJ e CSLL devidos por estimativa. conforme o caso Será tributado para fins de IRPJ. da apresentação dos tributos sobre o lucro nas demonstrações contábeis e da divulgação das informações relacionadas aos tributos sobre o lucro. que pode ser uma alternativa viável.

o CPC destaca que tais ativos só deverão ser reconhecidos na medida em que seja provável a existência de lucro tributável contra o qual a diferença temporária dedutível possa ser utilizada. além das mesmas exceções relacionadas para os passivos fiscais diferidos. e no momento da transação. conforme o CPC 32/IAS 12: Em relação aos ativos: O pronunciamento torna obrigatório o reconhecimento de passivo fiscal diferido para todas as diferenças temporárias tributáveis. A figura a seguir ilustra o modelo de decisão para o reconhecimento de ativos e passivos fiscais diferidos: CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. ou. a qual é a diferença temporária que resulta em valores tributáveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de períodos futuros quando o valor contábil de ativo ou passivo é recuperado ou liquidado. não afeta nem o lucro contábil nem o lucro tributável (prejuízo fiscal).[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] • Diferença temporária tributável. Orleans Martins 73 . a qual é a diferença temporária que resulta em valores que são dedutíveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de futuros períodos quando o valor contábil do ativo ou passivo é recuperado ou liquidado. Base fiscal de ativo ou passivo é o valor atribuído àquele ativo ou passivo para fins fiscais. Diferença temporária dedutível. Já para o reconhecimento de ativos fiscais diferidos. ou • Reconhecimento inicial de ativo ou passivo em uma transação que: não é uma combinação de negócios. exceto quando o passivo fiscal diferido advenha de: • Reconhecimento inicial de ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill). • • As figuras a seguir ilustram de forma gráfica o tratamento prescrito para registro de ativos e passivos fiscais diferidos.

Orleans Martins 74 .[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof.

Renato. VICECONTI. 13. Roberta Carvalho de. Paulo E. São Paulo: Saraiva. ORLEANS SILVA MARTINS Doutorando e Mestre em Ciências Contábeis pela UnB Email: orleansmartins@yahoo. OLIVEIRA. 2007. Contabilidade Tributária. Manual de Contabilidade Tributária: textos e testes com as respostas. ed. 3. ed. SANTOS. V. Luciano Gomes dos. Sidney Ferro. Contabilidade Tributária: entendendo a lógica dos tributos e seus reflexos sobre os resultados das empresas. Mauro Fernando. São Paulo: Atlas. NEVES. São Paulo: Atlas. Cleônimo dos Santos. ALENCAR. Manual de Contabilização de Tributos e Contribuições Sociais. OLIVEIRA. Curso Prático de Imposto de Renda: pessoa jurídica e tributos conexos. Contabilidade Tributária na Prática. São Paulo: Atlas. PEREIRA. ed. Marilete Bezerra. Barros.blogspot. Francisco Coutinho. REZENDE. 11. 2010. 2010. Silvério das. São Paulo: Atlas. José Hernandez. São Paulo: Atlas. GOMES. ed.[AUDITORIA FISCAL E CONTÁBIL] BIBLIOGRAFIA BÁSICA: FABRETTI. Gustavo Pedro de. MUNIZ. atual.com CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA | Prof. 2010. REIS. 2007. Láudio Camargo. São Paulo: IOB – Thonsom. 2009. rev. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: CHAVES. GALLO. Érica Gadêlha. PEREZ JÚNIOR. decretos e normas). São Paulo: Fase Editora. Contabilidade Tributária. PEREIRA. 9. Orleans Martins 75 . 2009.com.br Web site: informacaocontabil. CHIEREGATO. Amaury José. Carlos Alberto. e ampl. Legislações específicas (leis. Carlos Alberto. 2010. Luís Martins de. Imposto de Renda Pessoa Jurídica para Contadores.