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Apostila RSA e DRS Nov 2008

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RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL (RSA) E DESENVOLVIMENTO REGIONAL SUSTENTÁVEL (DRS

)
Programa Certificação Interna em Conhecimentos

RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL (RSA) E DESENVOLVIMENTO REGIONAL SUSTENTÁVEL (DRS)

Brasília, novembro de 2008

S
1. . . . . . . 2. . . . 3. . . . . . . . . . 4. . . . . . . . . 5. . . . . . .

Sumário

Contextualização....................................................................................................................... 1.1..Histórico.evolutivo.de.RSA................................................................................................... . Atividades.humanas.e.impactos.socioambientais. .............................................................. . 1.2..Conceitos............................................................................................................................. . Sustentabilidade.–.caminhos.para.a.construção.de.um.conceito........................................ . Desenvolvimento.sustentável.............................................................................................. . Responsabilidade.socioambiental. ...................................................................................... . RSA no mundo empresarial e no setor financeiro................................................................. 2.1..RSA.no.mundo.empresarial................................................................................................. . RSA.Empresarial.no.Brasil................................................................................................... 2.2. RSA nas instituições financeiras.......................................................................................... . Risco.socioambiental........................................................................................................... 2.3. Novos desafios e tendências............................................................................................... RSA no Banco do Brasil........................................................................................................... 3.1..Histórico............................................................................................................................... 3.2..Conceito.e.carta.de.princípios.de.RSA.do.BB. .................................................................... . 3.3..RSA.na.estratégia.corporativa............................................................................................. . 3.4..Principais.compromissos.públicos.do.BB.com.a.sustentabilidade. ..................................... . . Protocolo.Verde. .................................................................................................................. . . Pacto.Global. ....................................................................................................................... . . Pacto.pela.Erradicação.do.Trabalho.Escravo...................................................................... . Princípios.do.Equador.......................................................................................................... . Agenda.21.Empresarial. ...................................................................................................... . Gestão da RSA no BB............................................................................................................... 4.1..Ferramentas.de.avaliação.e.monitoramento. ...................................................................... . . Plano.Diretor.(BSC.–.Balanced Scorecard)......................................................................... . Acordo.de.Trabalho.–.ATB.–.Perspectiva.Sociedade.......................................................... . GRS.–.Gerenciador.de.Recursos.Sociais............................................................................ 4.2..Prestação.de.contas.em.sustentabilidade........................................................................... . . Relatórios.do.BB.................................................................................................................. . GRI.–.Global Report Initiative.............................................................................................. . Modelo.Ibase. ...................................................................................................................... . RSA na prática: Agenda 21 do BB........................................................................................... 5.1..Negocios.com.foco.no.desenvolvimento.sustentável.......................................................... . . Estratégia.Desenvolvimento.Regional.Sustentável............................................................. . Produtos.e.serviços.socioambientais................................................................................... 5.2..Práticas.administrativas.e.negociais.com.RSA.................................................................... . Relações.com.público.interno.............................................................................................. . Relações.com.público.externo............................................................................................. Ecoeficiência........................................................................................................................

11 13 13 15 15 18 25 29 31 33 36 36 40 43 45 45 48 52 52 53 54 54 55 57 59 59 59 59 60 60 60 61 65 67 68 68 71 71 74 76

. . . 6. . . . . . 7. . . . .

5.3.Investimento.social.privado................................................................................................... 77 . Cidadania.empresarial......................................................................................................... 77 . Programa.Voluntariado........................................................................................................ 78 . Estratégia Negocial de Desenvolvimento Regional Sustentável......................................... 6.1. Histórico............................................................................................................................... 6.2. Desenvolvimento.territorial. ................................................................................................. . 6.3..Desenvolvimento.regional.sustentável. ............................................................................... . . Desenvolvimento.sustentável.como.estratégia.................................................................... 6.4. Documentos.estratégicos. ................................................................................................... . 81 83 86 88 90 91

. Visões da Estratégia.DRS. ....................................................................................................... 93 7.1..Visão.negocial...................................................................................................................... 95 7.2. Visão.de.futuro..................................................................................................................... 97 7.3 Visão de abrangência.......................................................................................................... 98 . 7.4. Visão.de.cadeira.de.valor. ...................................................................................................100 . 7.5. Visão.participativa................................................................................................................103

8. Pilares da Sustentabilidade. .....................................................................................................105 . . 8.1. Pilar.econômico. ..................................................................................................................107. . . . . . . . . . . . . . 9. . . . . . . . . Vocações.e.potencialidades. ...............................................................................................108 . . Análise.de.mercado.............................................................................................................108 . Oportunidades.negociais.....................................................................................................108 8.2..Pilar.ambiental.....................................................................................................................109 . . Legislação.ambiental...........................................................................................................110 . Educação.ambiental. ...........................................................................................................113 . . Uso.racional.dos.recursos.ambientais.................................................................................114 . Oportunidades.negociais.....................................................................................................115 8.3. Pilar.social............................................................................................................................116 . Agenda.21.Local..................................................................................................................118 . Diversidade.cultural. ............................................................................................................119 . . Associativismo.e.cooperativismo.........................................................................................120 . Oportunidades.negociais.....................................................................................................123 . Alianças, Parcerias e Redes de Cooperação.........................................................................125 9.1..Conceitos.............................................................................................................................127 9.2..Concertação.........................................................................................................................130 9.3..Atores.sociais.......................................................................................................................131 . Empresas,.governos,.organizações.da.sociedade.civil.e.outras.entidades.que.atuam . com.visão.de.RSA................................................................................................................132 . Papéis.institucionais. ...........................................................................................................133 . . Pactos.e.compromissos.......................................................................................................134 9.4..Dinâmicas.sociais:.lideranças,.legitimidade.e.poder. ..........................................................135 .

10. Metodologia da Estratégia DRS..............................................................................................137 . 10.1...Noções.de.projeto.-.um.apoio.à.metodologia...................................................................139 . . . . . . Conceito............................................................................................................................139 . Elaboração........................................................................................................................140

. . . . . . . . . .

10.2. Etapas.da.metodogia.DRS. ..............................................................................................143 . . . . Sensibilização.e.capacitação............................................................................................144 . . Escolha.de.atividades.produtivas. ....................................................................................145 . . . Equipe.de.trabalho.DRS...................................................................................................147 . . . Diagnóstico.DRS...............................................................................................................148 . . Plano.de.Negócios.DRS...................................................................................................149 . . . Análises.e.pareceres. .......................................................................................................150 . . . Implementação. ................................................................................................................152 . . . Monitoramento.e.avaliação...............................................................................................152 10.3.. Outras.metodologias.para.o.desenvolvimento.sustentável. .............................................153 .

11. Gestão da Estratégia DRS.......................................................................................................159 . 11.1.. Normativos........................................................................................................................161 . 11.2...Conhecimentos.e.atuação................................................................................................161 . . 11.3...DRS.integrado. .................................................................................................................163 . . 11.4.. Acordo.de.trabalho............................................................................................................165 . 11.5...Ferramentas:.aplicativos.ATB,.ORC,.DRS........................................................................166 Referências.....................................................................................................................................169

O

objetivo Geral

Reconhecer.os.princípios.e.conceitos.de.responsabilidade.socioambiental.(RSA).e.a.Estratégia.de.Desenvolvimento. Regional. Sustentável. (DRS). adotados.pelo.Banco.do.Brasil.e.suas.implicações.para.a. sustentabilidade.dos.negócios.e.o.desenvolvimento. sustentável.do.país.

1

Contextualização

Espera-se que ao final do estudo deste tema você possa: ▪ Descrever a evolução histórica do conceito de sustentabilidade. ▪ Conceituar desenvolvimento sustentável. ▪ Definir a Agenda 21 e seus desdobramentos (global, nacional, locais, empresariais). ▪ Identificar, na Agenda 21, o compromisso em prol da sustentabilidade. ▪ Conceituar responsabilidade socioambiental. ▪ Relacionar os fundamentos teóricos da sustentabilidade com os princípios.da.responsabilidade.socioambiental.

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1.1. HISTÓRICO EVOLUTIVO DE RSA Para.conceituarmos.responsabilidade.socioambiental.–.a.resposta.empresarial.para.a.sustentabilidade.dos.negócios,.do.planeta,.dos.países.e.das.comunidades. locais. –,. percorreremos. alguns. fatos. históricos. que. nos. ajudarão. a. compreender.o.mundo.em.que.vivemos.hoje. Atividades humanas e impactos socioambientais Desde.o.tempo.das.cavernas,.a.humanidade,.para.sobreviver,.precisou.transformar a natureza. No início, praticava uma economia de subsistência, explorando. o. seu. território. para. satisfazer. as. suas. necessidades. básicas:. colhia. os. frutos. das. árvores,. pescava. os. peixes. dos. rios. e. caçava. os. animais. da. floresta. Em.8.000.a.C.,.inventou.a.agricultura.e.começou.a.criar.animais..A.partir.dessas tarefas sentiu a necessidade de se fixar num determinado lugar, geralmente.às.margens.de.rios.e.lagos..Abandonou.as.cavernas.e.passou.a.construir.sua.própria.moradia..Surgiram. as.primeiras.comunidades.organizadas:. as.aldeias. Nessa fase, a humanidade começou a influenciar o equilíbrio dos ecossistemas1..A.descoberta.do.plantio.como.nova.fonte.de.alimento.desencadeou. um.crescimento.populacional.que.ocasionou.a.conquista.de.novas.áreas.de. floresta para o cultivo. Quando.a.produção.de.alimentos.foi.maior.do.que.as.necessidades.das.antigas.aldeias,.surgiu.o.comércio..Supõe-se.que.nesse.momento.apareceram. também.as.noções.de.propriedade.e.de.produto.excedente. As. aldeias. transformaram-se. em. cidades. e. a. riqueza. originada. do. trabalho. sobre.a.terra.incentivou.o.aparecimento.do.trabalho.artesanal..O.comércio.se. intensificou, dada a existência de excedentes na agricultura, na criação de animais,.no.artesanato,.e.passou.a.operar.mediado.pela.moeda. E.se.anteriormente.a.produção.girava.em.torno.do.consumo.do.dia-a-dia.das.
1 .Ecossistema:.conjunto.de.relacionamentos.entre.um.determinado.ambiente.e.os.organismos.que.nele.habitam. (fauna, flora, microorganismos, minerais, etc.). Na abordagem holística, outro componente do ecossistema é a cultura.humana.

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famílias,.agora.atendia.àqueles.que.tinham.dinheiro.para.comprar.o.excedente.de.quem.produzia. No. decorrer. do. século. XV,. surgem. os. estados. nacionais. e. o. que. antes. era. pensado.em.nível.local,.passa.a.ser.considerado.em.um.patamar.mais.complexo. O rei deixa de ser uma figura emblemática e passa a governar com o suporte financeiro da burguesia nascente. Manter.uma.nação.exige.mais.recursos.e.esse.será.um.dos.fatores.que.impulsionará.países.como.Portugal.e.Espanha.a.buscar.novas.rotas.para.expansão. comercial.. Nesse. movimento,. terminam. por. estabelecer. colônias. em. áreas. que.hoje.formam.os.países.da.América.do.Sul. Esse.processo.de.colonização.estabelecido.pelos.países.europeus.teve.um. caráter. de. exploração. das. reservas. naturais. e. ocasionou. a. extinção. de. diversas.civilizações.nativas..As.matérias-primas.extraídas.das.colônias.eram. transformadas.em.capital,.mas.não.em.capital.localmente.aproveitado. Depois.de.alguns.séculos.em.que.a.colonização.dos.novos.mundos.descobertos. gerou. riquezas. substanciais. para. as. metrópoles. européias. e. com. o. emprego da Ciência à produção, chegamos à Revolução Industrial. Na.segunda.metade.do.século.XVIII,.um.conjunto.de.grandes.transformações. ocorreu no modo de produção inglês, que até então era apenas artesanal e manufatureiro..O.ritmo.das.mudanças.foi.vertiginoso,.afetou.todo.o.mundo,.e. se.tornou.conhecido.como.a.primeira.Revolução.Industrial,.que.pode.ser.caracterizada.pela.substituição: ▪. das.ferramentas.pelas.máquinas; ▪. da.energia.humana.pela.energia.motriz.–.inicialmente.o.vapor; ▪. do.modo.de.produção.doméstico.pela.produção.em.fábricas. A.produção.nas.fábricas.alterou.a.relação.da.humanidade.com.o.produto.do. seu trabalho, intensificou a exploração dos bens naturais e ocasionou o aumento.da.população.em.grandes.centros.industriais. No final do século XIX, a utilização da energia elétrica e do motor a combustão proporcionou.a.segunda.Revolução.Industrial.do.mundo,.o.que.gerou.aumento.de.produtividade.seguido.de.impactos.sociais.e.ambientais,.sem.considerar. alterações.no.equilíbrio.do.ecossistema.planetário.
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O século XX intensificou o modelo de desenvolvimento criado a partir da Revolução.Industrial..Surgiu.uma.nova.lógica,.via.diferenciação.de.produtos.para. atender.a.um.mercado.de.consumo.cada.vez.maior.e.mais.exigente. Uma.característica.marcante.do.novo.modo.de.produção.é.a.diminuição.da. vida.útil.dos.bens.que,.com.a.rapidez.do.surgimento.de.novas.tecnologias,.tornam-se rapidamente obsoletos. Conseqüentemente, verifica-se um aumento expressivo.da.produção.de.resíduos2,.sem.o.tratamento.adequado.para.reabsorção.pela.natureza. Chegamos.ao.início.do.século.XXI.com.o.seguinte.cenário: ▪. avanço.econômico.expressivo; ▪. concentração.de.riquezas.nas.mãos.de.poucos; ▪ crescimento demográfico desmedido; ▪. ▪ ▪. ▪. ▪. ▪. ▪. destruição.do.patrimônio.ecológico.mundial; mudanças significativas nas relações de trabalho; estímulo.ao.consumo.inconseqüente; diminuição.da.mortalidade.infantil; aumento.da.expectativa.de.vida; avanços.tecnológicos; políticas.ambientais.de.preservação.do.planeta.

1.2. CONCEITOS Sustentabilidade – caminhos para a construção de um conceito Ao.longo.da.história.da.humanidade,.as.preocupações.com.o.processo.de.desenvolvimento.e.a.degradação.do.meio.ambiente.sempre.estiveram.presentes..Embora.a.idéia.dos.recursos.naturais.serem.considerados.inesgotáveis. por. grande. parte. dos. “propulsores. do. desenvolvimento”,. vários. pensadores. perceberam o conflito entre progresso e meio ambiente.

2 ..Resíduo:.qualquer.material.considerado.inútil.e/ou.sem.valor,.gerado.pela.atividade.humana,.e.que.precisa.ser. eliminado.. Podem. ser:. industriais,. domésticos,. hospitalares,. comerciais. ou. agrícolas.. Muitos. resíduos. podem. ser. reutilizados,.por.meio.da.reciclagem,.desde.que.adequadamente.tratados,.gerando.fonte.de.emprego.e.renda,.além. de.contribuir.contra.a.poluição.ambiental..Outros,.porém,.não.podem.ser.reutilizados.de.nenhuma.forma,.como,.por. exemplo,.o.lixo.hospitalar.ou.nuclear.

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16 ▪. 1972: um marco

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A.década.de.70.foi.marcada.pela.criação.de.diversas.organizações.internacionais.–.com.o.objetivo.de.discutir.os.problemas.ambientais.em.âmbito.mundial. –. e. dos. primeiros. movimentos. ambientalistas. organizados..Também. se. registrou.o.começo.da.preocupação.ambiental.por.parte.do.sistema.político. –.governos.e.partidos. Em.1972,.o.Clube.de.Roma3.publicou.o.estudo.Os Limites do Crescimento,. com. a. seguinte. conclusão:. mantidos. os. mesmos. níveis. de. industrialização,. poluição,.produção.de.alimentos.e.exploração.dos.recursos.naturais.vigentes. na.época,.o.limite.de.desenvolvimento.do.planeta.seria.atingido,.no.máximo,. em.100.anos,.provocando.uma.repentina.diminuição.da.população.mundial.e. da.capacidade.industrial. No mesmo ano, representantes de 113 países se reuniram na Conferência das.Nações.Unidas.sobre.o.Ambiente.Humano.ou.Conferência de Estocolmo, na Suécia. Esse encontro teve como objetivo definir princípios comuns de.preservação.e.de.melhoria.do.meio.ambiente.humano.entre.os.113.países. participantes. Desse.evento.resultou.a.Declaração de Estocolmo.sobre o Meio Ambiente Humano..Seus.princípios.constituíram.o.primeiro.conjunto.de.“soft.laws”.(leis. internacionais.apenas.intencionais,.sem.aplicação.obrigatória).para.questões. ambientais.internacionais,.que.inspiraram.várias.iniciativas,.desde.políticas.e. estratégias.governamentais.até.projetos.e.intervenções.de.organizações.nãogovernamentais.(ONG). Veja.no.Quadro.1.os.Princípios.da.Declaração.de.Estocolmo. .

3

...O.Clube.de.Roma.foi.fundado.em.1968..Instigados.pelo.economista.e.industrial.Aurélio.Peccei,.trinta.especialistas.de.diversas.áreas.reuniram-se.para.debater.a.crise.e.o.futuro.da.humanidade..O.Clube.de.Roma.foi.pioneiro. no caminho para a consciência internacional dos graves problemas mundiais.

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Quadro.1 Princípios da Declaração de Estocolmo (1972) 1.. 2.. 3.. 4. 5.. 6.. 7.. 8.. 9.. 10.. 11.. 12.. 13.. 14. 15.. 16.. 17.. 18. 19.. 20.. 21.. 22.. 23.. 24.. 25.. 26.. Os.direitos.humanos.devem.ser.defendidos;.o.apartheid.e.o.colonialismo.devem.ser.condenados. Os.recursos.naturais.devem.ser.preservados. A. capacidade. da.Terra. de. produzir. recursos. renováveis. deve. ser. mantida. A fauna e a flora silvestres devem ser preservadas. Os.recursos.não-renováveis.devem.ser.compartilhados,.não.esgotados. A.poluição.não.deve.exceder.à.capacidade.do.meio.ambiente.de. neutralizá-la. A.poluição.danosa.aos.oceanos.deve.ser.evitada. O.desenvolvimento.é.necessário.à.melhoria.do.meio.ambiente. Os.países.em.desenvolvimento.requerem.ajuda.. Os.países.em.desenvolvimento.necessitam.de.preços.justos.para. as.suas.exportações,.para.que.realizem.a.gestão.do.meio.ambiente. As.políticas.ambientais.não.devem.comprometer.o.desenvolvimento. Os.países.em.desenvolvimento.necessitam.de.recursos.para.desenvolver.medidas.de.proteção.ambiental. É. necessário. estabelecer. um. planejamento. integrado. para. o. desenvolvimento.. Um planejamento racional deve resolver conflitos entre meio ambiente.e.desenvolvimento. Assentamentos.humanos.devem.ser.planejados.de.forma.a.eliminar.problemas.ambientais. Os.governos.devem.planejar.suas.próprias.políticas.populacionais. de.maneira.adequada. As. instituições. nacionais. devem. planejar. o. desenvolvimento. dos. recursos.naturais.dos.Estados. A ciência e a tecnologia devem ser usadas para melhorar o meio ambiente.. A.educação.ambiental.é.essencial. Deve-se. promover. pesquisas. ambientais,. principalmente. em. países.em.desenvolvimento. Os.Estados.podem.explorar.seus.recursos.como.quiserem,.desde. que.não.causem.danos.a.outros. Os.Estados.que.sofrerem.danos.dessa.forma.devem.ser.indenizados. Cada.país.deve.estabelecer.suas.próprias.normas. Deve.haver.cooperação.em.questões.internacionais. Organizações.internacionais.devem.ajudar.a.melhorar.o.meio.ambiente. Armas.de.destruição.em.massa.devem.ser.eliminadas.

Fonte:.IBAMA,.2007. Universidade Corporativa BB

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Ainda em 1972, por recomendação da Conferência de Estocolmo, foi criado o.Programa.das.Nações.Unidas.para.o.Meio.Ambiente.(PNUMA).para.ação. e.coordenação.de.questões.ambientais.no.âmbito.das.Organizações.das.Nações.Unidas.-.ONU. A.missão.do.PNUMA.é.“prover.liderança.e.encorajar.parcerias.no.cuidado.com. o.ambiente,.inspirando,.informando.e.capacitando.nações.e.povos.a.aumentar.sua.qualidade.de.vida.sem.comprometer.a.das.futuras.gerações”.(ONU,. 2007).

Desenvolvimento sustentável ▪. A década de 80: definindo o desenvolvimento sustentável Na década de 80, intensificaram-se, ainda mais, os debates sobre as questões sociais e ambientais, com ênfase nos aspectos sociais. Lidar com a pobreza tornou-se um desafio fundamental, uma vez que o crescimento.populacional.nos.países.em.desenvolvimento.não.só.continuou.como,. também,.um.número.cada.vez.maior.de.pessoas.carentes.passou.a.residir.em. centros.urbanos,.comprometendo.a.infra-estrutura.física.das.cidades.. Essa.década.também.presenciou.uma.série.de.desastres.ambientais.como,. por. exemplo,. o. vazamento. de. gases. letais. na. Índia,. o. desastre. nuclear. em. Chernobyl,.o.derramamento.de.milhões.de.litros.de.petróleo.no.Alasca..Esses. acontecimentos.alertaram.os.estudiosos.sobre.a.necessidade.de.repensar.o. modo.de.tratar.o.planeta.e.seus.ecossistemas,.ressaltando.a.irresponsabilidade.e.a.fragilidade.humana. Em 1982, como a interdependência entre o meio ambiente e o desenvolvimento.se.tornava.cada.vez.mais.óbvia,.a.Assembléia.Geral.das.Nações.Unidas.adotou.a.Carta Mundial da Natureza,.divulgando.o.princípio.segundo.o. qual.cada.forma.de.vida.é.única.e.deve.ser.respeitada,.independentemente.de. seu.valor.para.a.humanidade. Esse.documento.também.chamou.a.atenção.para.a.importância.de.compreendermos nossa dependência em relação aos ecossistemas naturais e para

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a. necessidade. de. controlarmos. a. exploração. danosa. do. ambiente. pelo. ser. humano. Esses e outros eventos confirmaram que: ► as questões ambientais são sistêmicas; ►. lidar. com. elas. requer. a. adoção. de. estratégias. e. ações. integradas. em. longo.prazo.e.a.participação.de.todos.os.países.e.de.todos.os.membros. da.sociedade. Em.1983,.o.PNUMA.criou.a.Comissão.Mundial.sobre.Meio.Ambiente.e.Desenvolvimento.(CMMAD),.também.conhecida.como.Comissão.Brundtland,.com.o. objetivo.de.reexaminar.os.problemas.críticos.do.meio.ambiente.e.do.desenvolvimento.do.planeta.e.formular.propostas.realistas.para.solucioná-los. Em.1985,.foram.publicadas,.pela.primeira.vez,.as.medições.relativas.ao.tamanho.do.buraco.na.camada.de.ozônio,.realizadas.por.pesquisadores.britânicos,. causando surpresa tanto para os representantes do campo científico quanto para.o.político. Em.1987,.como.resultado.da.Assembléia.Geral.das.Nações.Unidas,.o.relatório Nosso Futuro Comum, que ficou conhecido como Relatório Brundtland,. traduziu.as.preocupações.com.o.meio.ambiente.que.já.se.instalavam.na.sociedade..Nele.foi.expresso,.pela.primeira.vez,.o.seguinte.conceito.de.desenvolvimento sustentável.utilizado.até.os.dias.atuais: “Desenvolvimento.sustentável.é.aquele.que.satisfaz.as.necessidades.presentes,.sem.comprometer.a.capacidade.das.gerações.futuras.de.suprir.suas.próprias.necessidades”. Mais que um conceito, o termo desenvolvimento sustentável é um desafio lançado.à.humanidade,.pois.sua.busca.requer.um.sistema: ►. político.–.que.assegure.a.efetiva.participação.dos.cidadãos.no.processo. decisório; ►. econômico.–.capaz.de.gerar.excedentes.e know how.técnico.em.bases. confiáveis e constantes; social. –. que. possa. resolver. as. tensões. causadas. por. um. desenvolvimento.não.equilibrado; ►. produtivo.–.que.respeite.a.obrigação.de.preservar.a.base.ecológica.do. desenvolvimento;
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►.

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tecnológico.–.que.busque.constantemente.novas.soluções; ►. internacional – que estimule padrões sustentáveis de comércio e financiamento; ►. administrativo – flexível e capaz de se autocorrigir. A. sustentabilidade. do. desenvolvimento. implica. uma. mudança. nas. relações. econômicas,.político-sociais,.culturais.e.ecológicas,.nos.níveis.local.e.global.. . Desse modo, o processo de desenvolvimento sustentável compatibiliza três dimensões.intrínsecas._.a.conservação.ambiental,.a.inclusão.social.e.o.crescimento.econômico._.articuladas.a.partir.da.diversidade.cultural. Veja no esquema a seguir essas três dimensões (Figura 1). Figura.1 Dimensões do Desenvolvimento Sustentável
Economicamente viável

Diversidade cultural

Ambientalmente correto

Socialmente justo

Então,.sustentabilidade.é.a.propriedade.de.um.processo.continuar.existindo. no.tempo,.conservando.qualidade.e.autonomia.na.sua.manutenção,.interagindo.com.todas.as.suas.dimensões.sem.privilegiar.uma.em.detrimento.da.outra.. Na.perspectiva.do.desenvolvimento,.esse.processo.deve.ocorrer.sustentando. a.vida.da.espécie.humana.e.das.demais.que.habitam.o.planeta,.desde.que. isso.assegure.à.Terra.continuar.a.sua.trajetória.com.garantia.da.integridade. planetária.

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▪ Os anos 90: Rio-92 e Agenda 21. O movimento de resistência às catástrofes ambientais dos anos 80, agregado à consciência emergente do agravamento da pobreza e da fome no mundo, exerceu forte pressão para que se realizasse a Conferência das Nações Unidas.para.o.Meio.Ambiente.e.o.Desenvolvimento.(CNUMAD). Essa conferência, também conhecida como Cúpula da Terra,.Eco-92.ou.Rio92,.ocorreu.no.Rio.de.Janeiro,.em.junho.de.1992,.com.representantes.de.179. países e é considerada a maior reunião do gênero já realizada. Embora.o.conceito.de.desenvolvimento.sustentável.tenha.sido.divulgado.em. 1987, no Relatório Brundtland, que o reconheceu oficialmente e declarou o meio ambiente como um autêntico limite de crescimento, somente na Eco-92 esse.termo.foi.consolidado. Nesse.evento.foram.estabelecidas,.pela.primeira.vez,.as.bases.para.alcançar. o desenvolvimento sustentável em escala global, fixando-se direitos e obrigações,.individuais.e.coletivos,.no.âmbito.do.meio.ambiente.e.desenvolvimento. Os documentos oficiais aprovados foram: Agenda 21, Declaração do Rio de Janeiro.sobre.o.Meio.Ambiente.e.o.Desenvolvimento,.Convenção.sobre.Mudanças.Climáticas.e.Declaração.de.Princípios.sobre.Florestas. A.Agenda 21 Global se.destaca.como.um.guia,.uma.agenda.de.trabalho.para. o.século.XXI,.visando.a.promoção.de.ações.que.integrem.o.crescimento.econômico,.a.justiça.social.e.a.proteção.ao.meio.ambiente.
A.Agenda.21.não.é.apenas.um.documento..Nem.é.um.receituário.mágico,.com. fórmulas.para.resolver.todos.os.problemas.ambientais.e.sociais..É.um.processo. de. participação. em. que. a. sociedade,. os. governos,. os. setores. econômicos. e. sociais. sentam-se. à. mesa. para. diagnosticar. os. problemas,. entender. os. conflitos envolvidos e pactuar formas de resolvê-los, de modo a construir o que tem.sido.chamado.de.sustentabilidade.ampliada.e.progressiva.(Novaes,.2003).

Como.desdobramento.da.Agenda.21.Global,.o.Brasil,.assim.como.outras.nações,.também.elaborou.a.sua.Agenda.21..Esse.processo,.que.aconteceu.de. 1996.a.2002,.teve.o.envolvimento.de.cerca.de.quarenta.mil.pessoas.de.todo. o.país.
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A.Agenda 21 Brasileira.é.um.compromisso.da.sociedade.em.termos.de.escolha.de.cenários.futuros.sobre.o.papel.ambiental,.econômico,.social.e.político,. contendo.as.seguintes.áreas.temáticas: ►. agricultura.sustentável; ►. cidades.sustentáveis; ► ciência e tecnologia para o desenvolvimento sustentável; ►. gestão.dos.recursos.naturais; ►. infra-estrutura.e.integração.regional; ►. redução.das.desigualdades.sociais. Como.desdobramento.dos.compromissos.estabelecidos.na.Agenda.21,.pode. ser.criada.a.Agenda 21 Local,.em.diversos.níveis:.num.estado,.num.município,.num.bairro,.numa.escola.ou.mesmo.numa.empresa,.como.veremos.no. tópico.que.aborda.a.Agenda.21.do.BB. ▪.O novo milênio Iniciamos.os.anos.2000.com.números.estarrecedores: ►. mais.de.um.bilhão.de.pessoas.no.mundo.vivem.com.menos.de.um.dólar. por.dia; ►. cerca.de.2,7.bilhões.lutam.para.sobreviver.com.menos.de.dois.dólares. por.dia;. ►. a.cada.ano,.morrem.onze.milhões.de.crianças,.a.maioria.das.quais.com. menos.de.cinco.anos; ►. mais.de.seis.milhões.morrem.devido.a.causas.totalmente.evitáveis.como. a.malária,.a.diarréia.e.a.pneumonia. Em setembro de 2000, a partir da urgência de se fazer algo a respeito desse grave quadro social, a ONU promoveu a Cúpula do Milênio, em que líderes de 189 países firmaram um pacto, cujo foco principal foi o compromisso de combater.a.pobreza.e.a.fome.no.mundo. Desse.pacto,.nasceu.a.Declaração do Milênio,.documento.que.estabelece. como. prioridade. eliminar. a. extrema. pobreza. e. a. fome. do. mundo. até. 2015.. Foram.acordados.oito.objetivos,.chamados.Objetivos.de.Desenvolvimento.do. Milênio, cada qual com suas metas e indicadores (Figura 2).

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Figura.2 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio

Fonte:.Disponível.em.<http://www.pnud.org.br/odm/.Acesso.em.25.de.setembro.2008.

A Agenda 21 e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio são instrumentos que.se.conjugam.para.a.realização.do.desenvolvimento.sustentável,.aprovados.e.adotados.pelos.estados-membros.da.Organização.das.Nações.Unidas. Em.2002,.em.Johannesburgo,.na.África.do.Sul,.ocorre.a.Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (CMDS),.também.denominada.Rio+10, uma vez que pretendeu verificar os avanços nas metas e nos acordos fixados na Rio-92, tendo como referência a Agenda 21. A.Declaração de Johannesburgo.elegeu.cinco.prioridades:.água.e.saneamento,.biodiversidade,.energia,.saúde.e.agricultura. Eis.algumas.metas.relacionadas.com.essas.prioridades: ►. saneamento e saúde.–.até.2015,.reduzir.à.metade.o.número.de.pessoas.sem.acesso.a.serviços.básicos.(água.e.esgotos.tratados); ►. biodiversidade – até 2010, reduzir significativamente as perdas em biodiversidade; ►. estoque pesqueiro.–.até.2015,.restaurar.a.produção.máxima; ►. energia.–.aumentar.urgentemente.o.uso.de.energias.de.fontes.renováveis,.conforme.Dias.(2004).

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24 ▪.A mudança necessária

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Dada. a. gravidade. dos. problemas. ambientais. e. sociais,. faz-se. necessário. construir. novos. padrões. de. relacionamento,. em. todas. as. nossas. áreas. de. atuação..É.preciso.mudar:.seja.na.família,.no.lazer,.no.trabalho,.seja.na.interação.com.a.natureza. Embora. o. esforço. individual. seja. o. elemento. catalisador. desse. processo,. a. mudança.deve.traduzir-se.e.concretizar-se.coletivamente. Na.base.desse.novo.padrão.de.relacionamento.está.a.ética,.palavra.que.tem. origem.no.vocábulo.grego.ethos que significa o modo de ser, o caráter. E uma conduta.ética.é.antes.de.tudo.uma.tomada.de.posição,.uma.atitude. Os.nossos.comportamentos.são.construídos.social.e.historicamente.por.meio. das.relações.estabelecidas.no.nosso.ambiente.durante.a.vida..Em.períodos. de.transformações.profundas.da.sociedade,.como.o.que.vivenciamos.agora,. certamente.ocorrerão.transformações.dos.valores.éticos.vigentes. Nas.empresas.essas.transformações.ganham.espaço..Até.pouco.tempo,.se. uma.empresa.ao.se.estabelecer.em.determinado.local.derrubasse.parte.da. mata.nativa,.desalojasse.pessoas,.construísse.instalações.que.comprovadamente.trouxessem.problemas.de.saúde.para.a.população.com.possível.aumento.da.poluição.ambiental,.mas.tivesse.a.perspectiva.de.trazer.emprego.e. crescimento.para.a.comunidade,.não.só.não.estaria.enfrentando.um.dilema. ético.como.também.seria.aplaudida.pela.comunidade.local.e.poderia,.inclusive, obter financiamento nacional e internacional. E.o.que.aconteceria.hoje.em.dia? Não. estaria. essa. mesma. opinião. baseada. numa. nova. ética. de. respeito. ao. meio. ambiente,. aos. direitos. humanos,. à. participação. na. e. da. comunidade,. na.conquista.da.cidadania,.na.busca.do.desenvolvimento.sustentável,.que.se. firma a cada dia? Nas.relações.desse.novo.paradigma.é.urgente.o.repensar.de.nossas.condutas.diante.do.outro,.desses.diferentes.outros.em.que.nós.nos.reconhecemos,. ou.não,.tendo.em.vista.a.diversidade.humana.

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A.revitalização.e.a.melhoria.do.meio.ambiente.e.da.qualidade.de.vida.de.todos. passa.pela.inclusão.com.justiça.social.e.ambiental.dos.seres.vivos,.humanos. ou.não,.em.toda.a.sua.diversidade. Em.2004,.no.IV.Fórum.de.Autoridades.Locais.para.a.Inclusão.Social.de.Porto. Alegre,.foi.instituída.a.Agenda.21.da.Cultura..O.documento.proclama.a.diversidade.cultural.como.necessidade.social.básica..Logo,.a.diversidade cultural é.relevante.no.debate.do.desenvolvimento.sustentável,.como.veremos.mais. adiante.. Em.todo.o.mundo,.o.patrimônio.cultural.deve.ser.considerado.um.fator.integrante.do.modelo.de.desenvolvimento.sustentável,.ou.seja,.seu.uso.não.deve. comprometer.a.habilidade.das.futuras.gerações.de.satisfazerem.as.suas.necessidades. Responsabilidade socioambiental ▪.A sustentabilidade no mundo empresarial Até o final da década de 80, o êxito da administração de um negócio era avaliado.exclusivamente.pelo.seu.balanço.patrimonial,.um.retrato.estático.da. geração.de.valor.para.os.acionistas..Sob.essa.visão.os.únicos.públicos.relevantes.para.a.gestão.de.uma.empresa.eram.os.acionistas.e.os.clientes. Entretanto,.a.redução.da.participação.do.Estado.na.economia.e.a.conseqüente. restrição. de. sua. capacidade. de. gestão. das. questões. sociais. passam. a. conferir.ao.setor.privado.parte.dessa.responsabilidade. Além.disso,.as.empresas.constatam.que,.para.garantirem.o.crescimento.de. seus.negócios,.necessitam.se.envolver.diretamente.com.a.educação.e.o.bemestar.social.de.sua.força.de.trabalho,.atividades.essas.antes.de.responsabilidade.única.do.Estado. Esse.diagnóstico.introduz.nos.sistemas.de.gestão.empresarial.o.mapeamento. dos. públicos. de. relacionamento. ou. stakeholders4. . e. fomenta. o. desenvolvimento de planos de ação para administrar de forma eficiente as necessidades desses.atores.
4

.Stakeholders compreendem os segmentos que influenciam ou são influenciados pelas ações da empresa: acionistas,.clientes,.fornecedores,.governo,.funcionários,.prestadores.de.serviço,.comunidade.e.meio.ambiente.

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Surge.um.conceito.formal.de.responsabilidade.empresarial,.que.inclui,.nos.públicos.de.relacionamento,.funcionários,.prestadores.de.serviço,.fornecedores,. comunidade,.governo.e.meio.ambiente. Essa.visão.exige.repensar.o.planejamento.estratégico.das.empresas,.direcionando.parte.do.valor.agregado.para.esses.públicos. A.crescente.discussão.sobre.o.tema.responsabilidade.empresarial.indica.que. não.só.o.setor.privado.deveria.incorporar.esse.novo.formato.de.planejamento. e.de.gestão..Empresas.estatais.ou.de.capital.misto.com.foco.e.desempenho.similar.ao.do.setor.privado.também.deveriam.atualizar.sua.forma.de.administrar. Paralelamente a essa discussão, a ampliação da consciência ambiental, fruto da. constatação. da. crescente. redução. de. disponibilidade. de. recursos. naturais, precipita uma demanda cada vez maior por transparência em relação ao impacto ambiental do mundo empresarial e, por conseqüência, por medidas minimizadoras.desse.impacto. A noção de cidadania e os direitos coletivos foram redefinidos e ganharam novas. formas. de. expressão,. tendo. como. principal. agente. a. sociedade. civil. organizada5. A. fusão. desses. dois. novos. elementos. estratégicos. -. o. social. e. o. ambiental. –.surge.como.evolução.natural,.uma.vez.que.potenciais.riscos.ambientais.em. sua.grande.maioria.podem.representar.ameaças.diretas.a.ecossistemas,.bem. como.a.comunidades.deles.dependentes. Não.é.possível.avaliar.impactos.ambientais.adversos,.sem.questionar.as.suas. conseqüências sociais. Da mesma forma, a correta gestão ambiental representará.um.valor.agregado.para.grande.parte.dos.públicos.de.relacionamento. de.qualquer.negócio. No novo contexto, a busca da excelência pelas empresas precisa ter como objetivos.a.qualidade.nas.relações.e.a.sustentabilidade.nos.negócios.considerando.os.aspectos.econômicos,.sociais.e.ambientais.

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. Sociedade. civil. organizada:. associações. e. organizações. não. governamentais,. geralmente. voltadas. à. defesa. da. promoção.social.e.à.proteção.ambiental.

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Assim,.chegamos.ao.conceito.de.responsabilidade socioambiental (RSA),. também.denominado.pelo.Instituto.Ethos6.como.responsabilidade.social.empresarial.(RSE).
É a forma de gestão que se define pela relação ética e transparente da empresa com.todos.os.públicos.com.os.quais.ela.se.relaciona.e.pelo.estabelecimento.de. metas.empresariais.compatíveis.com.o.desenvolvimento.sustentável.da.sociedade,. preservando. recursos. ambientais. e. culturais. para. as. gerações. futuras,. respeitando.a.diversidade.e.promovendo.a.redução.das.desigualdades.sociais. (INSTITUTO.ETHOS,.2007).

E qual é a diferença entre os conceitos de RSA e de filantropia empresarial? Filantropia.empresarial.é,.basicamente,.uma.ação.social.externa.da.empresa,. que tem como beneficiária principal a comunidade em suas diversas formas –. conselhos. comunitários,. organizações. não-governamentais,. associações. comunitárias. Por.sua.vez,.responsabilidade.socioambiental.é.um.conceito.mais.amplo,.focado.na.cadeia.de.negócios.da.empresa.e.que.engloba.preocupações.com. um.público.de.relacionamento.maior,.cujas.demandas.e.necessidades.a.empresa.deve.buscar.entender.e.incorporar.aos.negócios. Portanto, a filantropia empresarial está contida no conceito de responsabilidade socioambiental, mas está longe de esgotá-lo, pois se a filantropia envolve a.relação.entre.empresa.e.comunidade,.a.responsabilidade.socioambiental,. além.da.comunidade,.também.diz.respeito.a.uma.relação.ética.da.empresa. com.os.seus.públicos.de.relacionamento. Veja.alguns.pontos.fundamentais.para.a.atuação.de.uma.empresa.socioambientalmente.responsável: ►. zelar.para.que.seus.produtos.e.serviços,.além.de.atenderem.às.expectativas.dos.clientes,.dos.colaboradores.e.dos.acionistas,.não.agridam.o. meio.ambiente.ou.a.saúde.de.seus.consumidores; ►. evitar,.em.sua.produção,.o.consumo.descontrolado.e.exagerado.de.recursos.naturais.e.a.exploração.da.mão-de-obra.infantil.ou.forçada;

6

. O. Instituto. Ethos. de. Empresas. e. Responsabilidade. Social. é. uma. organização. não-governamental. criada. com. a. missão.de.mobilizar,.sensibilizar.e.ajudar.as.empresas.a.gerir.seus.negócios.de.forma.socialmente.responsável,. tornando-as.parceiras.na.construção.de.uma.sociedade.sustentável.e.justa.

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►.

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valorizar.os.seus.trabalhadores.e.colaboradores,.inclusive.com.políticas. de eqüidade de gênero e de inclusão de pessoas com deficiência no mundo.do.trabalho; ►. incentivar.parceiros.e.fornecedores.a.assumirem.compromissos.socioambientais; ► relacionar-se com a concorrência tendo presente a lealdade na competição. Desse.modo,.a.organização.desperta.para.a.necessidade.de.se.engajar,.junto. com.os.demais.atores.sociais7.–.sociedade.civil,.governos,.outras.empresas. –,.na.busca.de.soluções.em.prol.do.desenvolvimento.sustentável.das.comunidades.onde.atua,.tanto.em.função.da.sua.responsabilidade.como.membro. dessas.comunidades,.quanto.em.função.da.saúde.de.seus.negócios. Portanto,. falar. em. sustentabilidade. no. meio. empresarial. é. falar. na. geração. de. negócios. em. um. mundo. cada. vez. mais. exigente,. com. pessoas. que. se. conscientizam.de.que.o.planeta.precisa.ser.conservado.e.de.que.é.necessária. mais.justiça.social.e.que.o.respeito.à.diversidade.cultural.é.parte.fundamental. nas.ações.de.desenvolvimento.e.implementação.dos.negócios.

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..Atores.sociais:.alguém.(pessoa,.classe.social,.grupo).que.representa,.que.encarna.um.papel.dentro.de.um.enredo,.de.uma.trama.de.relações..Um.determinado.indivíduo.é.um.ator.social.quando.ele.representa.algo.para.uma. sociedade.(para.o.grupo,.a.classe,.o.país),.encarna.uma.idéia,.uma.reivindicação,.um.projeto,.uma.promessa,.uma. denuncia.(SOUZA,.2004).

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rSa no mundo empreSarial
e no Setor finanCeiro

Espera-se que ao final do estudo deste tema você possa: ▪ Apontar os avanços do movimento de responsabilidade socioambiental no meio empresarial em geral e no setor financeiro em.particular. ▪ Exemplificar ações com RSA desenvolvidas no mundo empresarial e no setor financeiro. ▪ Identificar oportunidades de negócios a partir das ações com RSA.

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2.1. RSA NO MUNDO EMPRESARIAL Um marco na discussão sobre responsabilidade socioambiental foi o desafio lançado pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi A. Annan. Por ocasião.do.Fórum.Econômico.Mundial,.realizado.em.Davos,.em.31.de.janeiro.de. 1999, Kofi Annan exortou os líderes empresariais mundiais a adotarem o Pacto.Global8.(Global Compact),.tanto.em.suas.práticas.corporativas.individuais,. quanto.no.apoio.a.políticas.públicas.apropriadas. O.referido.pacto.tem.por.objetivo.mobilizar.a.comunidade.empresarial.internacional.para.a.promoção.de.valores.fundamentais.nas.áreas.de.direitos.humanos,.trabalho.e.meio.ambiente..Defende.dez.princípios.universais.(Quadro.2),. que.são.derivados: ▪ da Declaração Universal de Direitos Humanos; ▪ da Declaração da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre Princípios.e.Direitos.Fundamentais.no.Trabalho; ▪ da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento e ▪ da Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção. Quadro.2 Os Dez Princípios do Pacto Global

Princípios de Direitos Humanos 1..Respeitar.e.proteger.os.direitos.humanos.. 2..Impedir.violações.de.direitos.humanos. Princípios de Direitos do Trabalho 3..Apoiar.a.liberdade.de.associação.no.trabalho. 4..Abolir.o.trabalho.forçado. 5..Abolir.o.trabalho.infantil. 6..Eliminar.a.discriminação.no.ambiente.de.trabalho. Princípios de Proteção Ambiental 7. Apoiar uma abordagem preventiva aos desafios ambientais. 8..Promover.a.responsabilidade.ambiental. 9..Encorajar.tecnologias.que.não.agridem.o.meio.ambiente. Princípio contra a Corrupção 10..Combater.a.corrupção.em.todas.as.suas.formas.inclusive.extorsão.e.propina.

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.Pacto.Global:.uma.iniciativa.voluntária.de.cidadania.empresarial,.que.tem.como.objetivo.mobilizar.a.comunidade. empresarial internacional com algumas agências das Nações Unidas e atores sociais para a promoção da prática de.responsabilidade.socioambiental.corporativa,.na.busca.de.uma.economia.global.mais.sustentável.e.inclusiva. (THE.GLOBAL.COMPACT,.2007).

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Nesse.contexto,.a.responsabilidade.socioambiental.empresarial.torna-se.tema. de.grande.relevância.nos.principais.centros.da.economia.mundial.e.passa.a. exigir. uma. nova. postura. das. empresas.. Nos. Estados. Unidos. e. na. Europa. proliferam.os.fundos.de.investimento.formados.por.ações.de.empresas.socioambientalmente.responsáveis. Por.exemplo,.o.Índice.Dow.Jones.de.Sustentabilidade9.(Dow Jones Sustainability Index – DJSI),.da.Bolsa.de.Valores.de.Nova.Iorque,.enfatiza.a.necessidade.de.integração.dos.fatores.econômicos,.ambientais.e.sociais.nas.estratégias.de.negócios.das.empresas. Referências, normas e certificações socioambientais como AA1000 (diálogo com.as.partes.interessadas),.ISO.14000.(sistema.de.gestão.ambiental),.Selo. FSC.(selo.verde.para.conservação.ambiental.e.desenvolvimento.sustentável. das florestas mundiais, que verifica o manejo florestal sustentável), SA8000 (observância.de.direitos.humanos.e.direitos.do.trabalho),.entre.outros,.passam.a.fazer.parte.da.realidade.empresarial. As certificações socioambientais como a SA8000 e o Selo FSC são pré-requisitos.para.a.entrada.de.produtos.e.serviços.no.mercado.europeu. ▪ Ecoeficiência De.acordo.com.o.Conselho.Empresarial.Mundial.para.o.Desenvolvimento.Sustentável.(World Business Council for Sustainable Development - WBCSD),.a. ecoeficiência é alcançada mediante o fornecimento de bens e serviços a preços.competitivos,.que.satisfaçam.às.necessidades.humanas.e.tragam.qualidade.de.vida,.ao.mesmo.tempo.em.que.reduz.progressivamente.o.impacto. ambiental.e.o.consumo.de.recursos.ao.longo.do.ciclo.de.vida,.a.um.nível,.no. mínimo,.equivalente.à.capacidade.de.sustentação.estimada.da.Terra. Esse conceito sugere uma significativa ligação entre eficiência dos recursos (que. leva. à. produtividade. e. à. lucratividade). e. responsabilidade. ambiental.. Portanto, ecoeficiência é o uso mais eficiente de materiais e de energia, a fim de.reduzir.os.custos.econômicos.e.os.impactos.ambientais.

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.Índice.Dow.Jones.de.Sustentabilidade.(Dow Jones Sustainability Index - DJSI):.lançado.em.setembro.de.1999,.é.o. primeiro.índice.global.do.mercado.de.capitais.que.considera,.para.a.formação.de.sua.carteira.teórica,.a.performance.socioambiental.das.empresas.

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Também se pode dizer que ecoeficiência é saber combinar desempenho econômico. e. ambiental,. reduzindo. impactos. ambientais;. usando. mais. racionalmente.matérias-primas.e.energia;.reduzindo.os.riscos.de.acidentes.e.melhorando.a.relação.da.organização.consigo.mesma.e.com.a.sociedade. Os critérios estabelecidos pela ONU, na Rio-92, definem ecoeficiência nas empresas.como.o.resultado.da.implantação.de.um.sistema.de.gestão.ambiental, que adota a política dos três “erres”. ►. Reduzir.–.repensar.a.vida,.ver.realmente.o.que.é.essencial.para.a.“minha.vida”.e.diminuir.o.consumo. ►. Reutilizar.–.ser.criativo,.inovador,.usar.um.produto.de.várias.maneiras.e. várias.vezes. ►. Reciclar.–.transformar,.ter.capacidade.de.imaginar,.criar.e.renovar. RSA Empresarial no Brasil As enormes carências e desigualdades sociais existentes em países em desenvolvimento.dão.à.responsabilidade.socioambiental.empresarial.relevância. ainda.maior. Nos.anos.80.e.90,.o.Brasil.registrava.baixíssimo.crescimento,.acompanhado. de desemprego e inflação crescentes, aprofundando a má distribuição de renda.do.planeta..Na.questão.ambiental,.o.desmatamento.na.região.amazônica. atingiu.índices.recordes..No.campo.político,.houve.o.encerramento.do.período. da.ditadura.e.a.consolidação.do.processo.de.redemocratização. O país passa a ter um perfil cada vez mais ativista, com projetos focados em.temas.sociais,.ambientais.e.de.cidadania..A.sociedade.reivindica.que.as. empresas.cumpram.um.novo.papel.no.processo.de.desenvolvimento.como:. agentes. de. uma. nova. cultura,. atores. de. mudança. social. e. construtores. de. uma.sociedade.melhor. Nesse.contexto,.o.movimento.de.valorização.da.responsabilidade. socioambiental.empresarial.ganhou.forte.impulso.na.década.de.90,.por.meio.da.ação. de.organizações.não-governamentais,.institutos.de.pesquisa.e.empresas.sensibilizadas para a questão. Algumas referências: ▪ o trabalho do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE).na.promoção.do.Balanço.Social;

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▪ a obtenção de certificados de padrão de qualidade e de adequação ambiental,.como.as.normas.ISO.14000,.por.diversas.empresas.brasileiras; ▪ a atuação da Fundação ABRINQ pelos direitos da criança e pela erradicação. do. trabalho. infantil. com. a. adoção. do. selo. Empresa.Amiga. da. Criança; ▪ a criação do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável. (CEBDS). e. do. Instituto. Ethos. de. Responsabilidade. Social. Empresarial, referências na disseminação e no fomento do movimento de.responsabilidade.socioambiental.junto.ao.empresariado. ▪ Indicadores Ethos10. Esses.indicadores.–.criados.pelo.Instituto.Ethos.de.Empresas.e.Responsabilidade. Social. –. compõem. um. instrumento. de. diagnóstico. da. empresa,. indicando. o. grau. de. efetivação. da. responsabilidade. socioambiental. em. suas. atividades,. além. de. serem. uma. ferramenta. de. gestão. e. planejamento. que. indica.prospectivamente.-.a.partir.da.situação.da.empresa.-.políticas.e.ações. voltadas.para.o.aprofundamento.de.seus.compromissos.socioambientais. Ao.mesmo.tempo.em.que.servem.de.instrumento.de.avaliação.para.as.empresas, reforçam a tomada de consciência dos empresários e da sociedade brasileira.sobre.o.tema. A.seguir,.os.temas.que.os.indicadores.abrangem.
►.Valores

e transparência

Valores.e.princípios.éticos.formam.a.base.da.cultura.de.uma.empresa,.orientando. sua. conduta. e. fundamentando. sua. missão. social..A. adoção. de. uma. postura.clara.e.transparente.no.que.diz.respeito.aos.objetivos.e.compromissos.éticos.da.empresa.fortalece.a.legitimidade.social.de.suas.atividades,.refletindo-se positivamente no conjunto de suas relações.
►.Público

interno

A.empresa.socialmente.responsável.não.se.limita.a.respeitar.os.direitos.dos. trabalhadores,.consolidados.na.legislação.trabalhista.e.nos.padrões.da.OIT.
10

..Fonte:.http://www.uniethos.org.br/docs/conceitos_praticas/indicadores/default.asp..Acesso.em.02.out.2008.

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(Organização.Internacional.do.Trabalho),.ainda.que.esse.seja.um.pressuposto. indispensável. A empresa deve ir além e investir no desenvolvimento pessoal e profissional de.seus.empregados,.bem.como.na.melhoria.das.condições.de.trabalho.e.no. estreitamento.de.suas.relações.com.os.empregados. Também.deve.estar.atenta.para.o.respeito.às.culturas.locais,.revelado.por.um. relacionamento.ético.e.responsável.com.as.minorias.e.instituições.que.representam.seus.interesses.
►.Meio

ambiente

A. empresa. relaciona-se. com. o. meio. ambiente. causando. impactos. de. diferentes.tipos.e.intensidades..Uma.empresa.ambientalmente.responsável.deve. gerenciar suas atividades de maneira a identificar estes impactos, buscando minimizar aqueles que são negativos e amplificar os positivos, disseminando para.outras.empresas.as.práticas.e.conhecimentos.adquiridos.nesse.sentido.
►.Fornecedores

A.empresa.socialmente.responsável.envolve-se.com.seus.fornecedores.e.parceiros,. cumprindo. os. contratos. estabelecidos. e. trabalhando. pelo. aprimoramento.de.suas.relações.de.parceria.
►.Consumidores

e clientes

A.responsabilidade.social.em.relação.aos.clientes.e.consumidores.exige.da. empresa.o.investimento.permanente.no.desenvolvimento.de.produtos.e.serviços confiáveis, que minimizem os riscos de danos à saúde dos usuários e das.pessoas.em.geral..A.publicidade.de.produtos.e.serviços.deve.garantir.seu. uso.adequado.
►.Comunidade

A.comunidade.em.que.a.empresa.está.inserida.fornece-lhe.infra-estrutura.e. o.capital.social.representado.por.seus.empregados.e.parceiros,.contribuindo. decisivamente.para.a.viabilização.de.seus.negócios.

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O.investimento.pela.empresa.em.ações.que.tragam.benefícios.para.a.comunidade.é.uma.contrapartida.justa,.além.de.reverter.em.ganhos.para.o.ambiente. interno e na percepção que os clientes têm da própria empresa. O. respeito. aos. costumes. e. culturas. locais. e. o. empenho. na. educação. e. na. disseminação.de.valores.sociais.devem.fazer.parte.de.uma.política.de.envolvimento.comunitário.da.empresa,.resultado.da.compreensão.de.seu.papel.de. agente.de.melhorias.sociais.
►.Governo

e sociedade

A.empresa.deve.relacionar-se.de.forma.ética.e.responsável.com.os.poderes. públicos,.cumprindo.as.leis.e.mantendo.interações.dinâmicas.com.seus.representantes,.visando.a.constante.melhoria.das.condições.sociais.e.políticas. do.país. O.comportamento.ético.pressupõe.que.as.relações.entre.empresa.e.governos. sejam.transparentes.para.a.sociedade,.acionistas,.empregados,.clientes,.fornecedores.e.distribuidores. Cabe.à.empresa.manter.uma.atuação.política.coerente.com.seus.princípios. éticos.e.que.evidencie.seu.alinhamento.com.os.interesses.da.sociedade.

2.2. RSA NAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS Risco socioambiental Inicialmente, a preocupação das instituições financeiras com as questões ambientais. ocorreu. como. forma. de. evitar. a. responsabilização. legal. por. danos. ambientais.produzidos.por.bens.que.eram.recebidos.como.garantia.de.empréstimos. Como a administração de riscos é a essência do negócio financeiro, a incorporação.da.análise.socioambiental.como.ferramenta.de.redução.de.incertezas. começa a tomar contornos de um segmento dentro das instituições financeiras. As.mais.avançadas.nesse.processo.são.as.seguradoras..A.razão.é.simples:. os desafios representados pelo aumento da incidência de desastres naturais, em sua maioria devido às mudanças climáticas globais, têm impacto financei-

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ro.direto.para.elas11.. No restante do setor financeiro, sobretudo nos bancos comerciais, o processo. de. incorporação. da. sustentabilidade. é,. em. grande. parte,. estimulado. por. pressões.da.sociedade.civil.ou.por.perdas.associadas.a.questões.socioambientais. Assim,.os.riscos.ambientais.tornaram-se.cada.vez.mais.determinantes.para. o.negócio,.tendo.em.vista.que.a.gestão.inadequada.das.questões.ambientais. pode causar perdas financeiras irreparáveis à empresa, riscos na sua imagem. Gradativamente,.os.bancos.começaram.a.acreditar.que.o.que.é.bom.para.o. meio.ambiente.também.é.bom.para.os.negócios. Em.2003,.são.estabelecidos.os.Princípios.do.Equador,.um.conjunto.de.compromissos.voluntários.que.preconizam.uma.minuciosa.análise.socioambiental,. seguindo.parâmetros.da.International Finance Corporation.(IFC),.para.operações de project finance - grandes projetos financiados. Apesar. de. seu. caráter. voluntário,. esse. conjunto. de. compromissos. tem-se. mostrado.um.guia.importante.para.a.implantação.de.melhores.práticas..Esses. parâmetros. deixam. transparecer. o. interesse. dos. bancos. mundiais. em. termos. de. incorporação. de. novas. tecnologias. e. de. engajamento. socioambiental, além de procurarem garantir que grandes projetos financiados sejam desenvolvidos de forma socialmente responsável e reflitam boas práticas de gestão.ambiental. Atualmente, a discussão sobre finanças sustentáveis não se restringe aos Princípios.do.Equador.ou.ao.mercado.de.investimentos.socialmente.responsáveis. (SRI – Socially Responsible Investments12).. Inicia-se. um. movimento. que busca promover a atuação do sistema financeiro de forma economicamente.viável,.socialmente.justa.e.ambientalmente.correta.
.Os.custos.dos.desastres.naturais.para.seguradoras.elevaram-se.de.forma.surpreendente,.saindo.de.um.patamar. de.US$.10.bilhões.nos.anos.60.para.US$.60.bilhões.no.início.de.2000,.segundo.Evan Mills, do Lawrence Berkeley National Laboratory..Disponível.em:.http://insurance.lbl.gov/..Acesso.em.02.out.2008. 12 A década de 60 inaugura o movimento de uso do poder fiduciário - forma de alocação de capital - como uma maneira.de.ativismo..O.movimento.começa.com.a.criação.de.fundos.de.investimentos.que,.associados.às.organizações. religiosas,.buscam.administrar.recursos.de.forma.a.colocar.em.prática.valores.éticos..A.exclusão.de.aplicações. em.indústrias.com.investimentos.na.África.do.Sul.(na.época.sob.uma.política.de.apartheid),.foi.uma.das.primeiras. modalidades de filtro (screening).inaugurando.o.que.chamamos.hoje.de.investimentos.socialmente.responsáveis. ou.SRI.
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Seja.nos.impactos.diretos.de.sua.atuação.–.tais.como.revisão.de.princípios. de. compras. e. de. relacionamento. com. públicos. internos,. redução. de. pegada.ecológica.e.criação.de.códigos.de.conduta.–,.seja.nos.impactos.indiretos. –.administração.de.impactos.potenciais.de.seus.clientes.e.oportunidade.de. inovação. E.como.está.acontecendo.a.incorporação.da.responsabilidade.socioambiental. pelo setor financeiro brasileiro? O.movimento.de.ampliação.da.visibilidade.do.conceito.de.responsabilidade.socioambiental no setor financeiro brasileiro tem como parte de suas raízes a dinâmica.de.conscientização.em.relação.ao.tema,.destacada.no.tópico.anterior.. Além disso, esse setor sofreu outras influências que aceleraram o processo de incorporação.da.temática.socioambiental.ao.seu.contexto,.como.por.exemplo: ▪ Necessidade de redução de riscos De. imagem. –. associação. da. instituição. a. impactos. socioambientais. adversos.causados.por.clientes,.empresas.e/ou.projetos.. ►. De.Crédito.e.Garantias. Constatação da sociedade civil de que o setor financeiro tem um papel importante.no.movimento.de.responsabilidade.socioambiental. Publicação crescente de Relatórios Sociais, aumentando a demanda por transparência. Expansão de campanhas de ONG internacionais, antes focalizadas apenas em instituições multilaterais – durante décadas os maiores financiadores.de.infra-estrutura,.projetos.com.maior.impacto.socioambiental. potencial. -. para. bancos. privados,. que. aumentam. sua. participação. em. grandes.projetos. Identificação de oportunidades de negócios ► Acesso a recursos de bancos e de agências multilaterais (FMI, BIRD, BID,.etc.).–.a.gestão.de.riscos.socioambientais.é.hoje.um.condicionante.para.acesso.a.recursos.internacionais. ►. Necessidade. de. diferenciação. –. bancos. podem. se. diferenciar. ao. demonstrarem. conhecimento. e. capacidade. de. desenvolvimento. de. produtos. associados. a. necessidades. de. adequação. socioambiental. por.parte.de.seus.clientes..O.banco.passa.a.ser.um.consultor.para.o. cliente,.difundindo.melhores.práticas.e.desenhando.produtos.específicos para adequação socioambiental, como reuso de água, eficiência energética e inclusão de comunidades, por meio de financiamentos a fornecedores.de.menor.porte.garantidos.por.grandes.empresas.
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▪ ▪ ▪

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►.

Desenvolvimento.de.novos.produtos.–.a.avaliação.socioambiental.pode. auxiliar.na.detectação.de.oportunidades.de.negócios. ►. Bancarização.–.ampliação.do.acesso.a.serviços.bancários.para.populações.de.baixa.renda..Exemplos:.microcrédito.e.crédito.imobiliário.comunitário. ►. Acesso.a.novos.mercados.(mercado.de.carbono,.energia.renovável13).– projetos.estruturados.com.vistas.à.redução.de.impacto.ambiental,.como. o.desenvolvimento.de.tecnologias.limpas..Veja.o.que.se.segue. Um. dos. mais. graves. problemas. ambientais. deste. século. é. o. aquecimento. global..O.Protocolo.de.Kyoto14.é.o.instrumento.legal.que.estabelece.metas.de. redução.de.emissão.de.gases.de.efeito.estufa15.(GEE).para.os.países.que,. historicamente,.contribuíram.de.forma.mais.intensa.para.o.aumento.da.concentração.atmosférica.de.GEE,.em.função.do.seu.nível.de.industrialização. Além.das.ações.de.caráter.nacional,.os.países.signatários.do.protocolo.poderão.utilizar.algumas.alternativas.para.auxiliá-los.no.cumprimento.de.suas. metas, chamadas de mecanismos de flexibilização: comércio de emissões; implementação.conjunta;.mecanismo.de.desenvolvimento.limpo.(MDL). Para.o.Brasil16, o mecanismo de flexibilização mais importante é o MDL, que viabiliza.projetos.que.reduzam.emissões.de.GEE. Como?.O.MDL.possibilita.aos.países.desenvolvidos.que.não.atingirem.suas. metas. a. liberdade. para. investir. em. projetos. MDL.de. países. em. desenvolvimento..Assim,. países. desenvolvidos. podem. comprar. créditos. de. carbono17,. equivalentes.em.tonelada.de.CO2,.de.países.em.desenvolvimento.responsáveis.por.tais.projetos.
.Embora.as.atividades.humanas.provoquem.inúmeras.alterações.no.meio.ambiente,.as.fontes.renováveis.de.energia (energia solar, gravitacional, associadas ou não ao movimento dos corpos, fluidos - energia das ondas, hidráulica.-.e.gases.-.energia.eólica.-,.ou.à.temperatura.das.substâncias.-.energia.geotérmica.-,.cuja.transformação.em. outras.formas.de.energia.pode.ser.realizada.em.larga.escala).parecem.melhores.opções.para.o.futuro.da.humanidade..É.importante.que.essas.fontes.renováveis.de.energia.sejam.fontes.de.energia.limpa..A.principal.característica. da.energia.limpa.é.a.baixa.ou.nenhuma.emissão.de.gás.carbono.e.metano.na.atmosfera. 14 .Um.instrumento.legal.da.Convenção.sobre.Mudanças.Climáticas,.criada.na.Rio-92. 15 .Efeito.estufa.é.o.aquecimento.da.superfície.terrestre.provocado.pelo.aumento.da.concentração.de.certos.gases.na. atmosfera.(gás.carbônico.e.metano.–.emitido.basicamente.nas.plantações.de.arroz,.nas.pastagens.de.gados.e.nos. lixões.urbanos),.o.que.altera.o.equilíbrio.termodinâmico.do.planeta. 16 .O.país,.signatário.do.Protocolo.de.Kyoto.desde.2002,.tem.evitado.a.emissão.de.grandes.quantidades.de.gases. de.efeito.estufa.na.atmosfera,.tendo.em.vista.o.elevado.peso.de.fontes.renováveis.na.sua.matriz.energética,.com. destaque.para.a.participação.predominante.de.geração.hidrelétrica,.considerada.mais.limpa,.e.de.programas.como. o.Pró-álcool. 17 Créditos de carbono são certificados emitidos quando ocorre a redução de emissão de gases do efeito estufa (GEE)..Por.convenção,.uma.tonelada.de.dióxido.de.carbono.(CO2).equivalente.corresponde.a.um.crédito.de.carbono..no.mercado.nacional.ou.internacional..Disponível.em.http://pt.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%A9ditos_de_carbono.. Acesso.em.02.out..de.2008.
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O nosso país se beneficia deste cenário como vendedor de créditos de carbono. e. também. como. alvo. de. investimentos. em. projetos. engajados. com. a. redução.da.emissão.de.gases.poluentes. Em.2007,.com.o.reconhecimento.internacional.dos.riscos.associados.às.mudanças climáticas, o setor financeiro brasileiro passa a buscar formas de ampliar.seu.entendimento.dos.riscos.e.oportunidades,.participando,.sobretudo,. de.projetos.associados.à.geração.de.energia.de.menor.impacto.e..à.ampliação de práticas de ecoeficiência.

2.3. NOVOS DESAFIOS E TENDÊNCIAS São inúmeros os desafios enfrentados pelo setor financeiro no tocante à sustentabilidade..Nesse.sentido,.para.ampliar.a.incorporação.de.melhores.práticas.em.responsabilidade.socioambiental.e.garantir.que.esse.processo.traga. novas oportunidades de negócios, a indústria financeira precisa manter investimentos.e.foco..A.seguir,.temas.estratégicos.para.o.segmento. ▪ Inovação e reposicionamento.–.redução.do.consumo.de.energia;.inclusão. de.minorias;.incentivar.seu.público.interno.no.que.tange.à.inovação. ▪ Fundos de investimentos socialmente responsáveis (SRI) segmentados.–.fundos.setoriais.e.de.inovação.(energia,.construção.sustentável). ▪ Produtos socioambientais. –. estruturação. de. projetos. de. menor. impacto. ambiental,.crédito.imobiliário.para.projetos.sustentáveis. ▪ Private equity.–.produtos.de.investimentos.diretos.de.longo.prazo.em.projetos.com.grande.potencial.de.rentabilidade.-.etanol,.renováveis,.novos.materiais,.biodiversidade. ▪ Venture capital.–.investimentos.diretos.institucionais.de.longo.prazo.em. negócios.sustentáveis,.projetos.com.grande.potencial.de.rentabilidade.-.etanol,.renováveis,.novos.materiais,.biodiversidade. ▪ Project finance – definição estratégica de mercado com potencial redução de riscos ou especialização em gestão de projetos específicos, com potencial.de.geração.de.negócios.adicionais,.como.inclusão.de.comunidades.e. integração local com negócios financiados gerando novas necessidades financeiras.

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▪ Negócios na base da pirâmide. ►. Microfinanças.–.ampliação.de.atuação.para.mercados.de.menor.renda. com crescentes necessidades de serviços financeiros. Ressaltamos: •. a economia solidária.–.uma.forma.de.produção,.consumo.e.distribuição.de.riqueza.(economia).centrada.na.valorização.do.ser.humano.e. não.no.capital..De.base.associativista.e.cooperativista,.é.voltada.para. a.produção,.consumo.e.comercialização.de.bens.e.serviços,.de.modo. autogerido, tendo como finalidade a sustentabilidade18.e •. o comércio justo.–.um.dos.pilares.da.sustentabilidade...Trata-se.de. um.movimento.social.e.de.uma.modalidade.de.comércio.internacional. que.busca.o.estabelecimento.de.preços.justos,.bem.como.de.padrões. sociais. e. ambientais. nas. cadeias. produtivas. de. vários. produtos.. O. movimento.dá.especial.atenção.às.exportações.de.países.em.desenvolvimento.para.países.desenvolvidos,.como.artesanato,.café,.cacau,. chá,. banana,. mel,. algodão,. vinho,. frutas. in. natura,. e. muitos. outros.. Nesse.comércio.eliminam-se.os.intermedíários.ao.mínimo.necessário.
►.

Crédito imobiliário.–.ampliação.de.acesso.à.casa.própria,.ampliando. mercados.para.serviços.

18

.O.Ministério.do.Trabalho.e.Emprego.possui.a.Secretaria.Nacional.de.Economia.Solidária..Para.saber.mais.consulte:.http://www.mte.gov.br/ecosolidaria/prog_default.asp..

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rSa no banCo do braSil

Espera-se que ao final do estudo deste tema você possa: ▪ Conceituar responsabilidade socioambiental a partir da visão do Banco.do.Brasil. ▪ Identificar os princípios e as políticas de responsabilidade socioambiental.do.Banco. ▪ Listar os compromissos públicos assumidos pela empresa em prol da sustentabilidade. ▪ Identificar as práticas do BB, alinhadas aos seus princípios, políticas e.compromissos.públicos.de.RSA.

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3.1. HISTÓRICO O.compromisso.do.Banco.do.Brasil.com.o.país.faz.parte.de.sua.tradição.bicentenária. ao. impulsionar. a. economia. e. o. desenvolvimento. dos. municípios. onde atua, financiando o agronegócio, o comércio exterior, as micro e pequenas.empresas,.entre.outros. Como. as. mudanças. no. cenário. mundial. e. as. necessidades. das. empresas. precisam.estar.alinhadas.aos.preceitos.do.tripé.da.sustentabilidade,.o.tema. responsabilidade.socioambiental.passou.a.permear.as.discussões.institucionais.de.forma.mais.sistemática.e.orgânica. Em fevereiro de 2003, o assunto passou a ser definitivamente pauta das decisões.estratégicas.e.operacionais,.com.a.criação.de.uma.Unidade.Relações. com.Funcionários.e.Responsabilidade.Socioambiental,.a.qual.foi.transformada.em.Diretoria.de.Relações.com.Funcionários.e.Responsabilidade.Socioambiental.(DIRES),.em.maio.de.2004. Paralelamente.à.criação.da.Diretoria,.foi.instituída.uma.equipe.interdisciplinar,. denominada.Grupo.RSA,.formada.por.representantes.de.todas.as.áreas.da. empresa.

3.2. CONCEITO E CARTA DE PRINCÍPIOS DE RSA DO BB Duas. das. primeiras. iniciativas. fundamentais. para. embasar. e. direcionar. as. ações.e.os.movimentos.voltados.à.incorporação.da.cultura.de.responsabilidade socioambiental no Conglomerado foram a definição do conceito e da carta de.princípios.de.responsabilidade.socioambiental,.em.2003. Para.o.Banco.do.Brasil..responsabilidade.socioambiental.é.ter.a.ética.como. compromisso.e.o.respeito.como.atitude.nas.relações.com.funcionários,.colaboradores,.fornecedores,.parceiros,.clientes,.credores,.acionistas,.concorrentes,.comunidade,.governo.e.meio.ambiente.(Figura.3).

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Figura.3 Responsabilidade socioambiental no BB
Acionistas Credores Funcionários Colaboradores Comunidade

Fornecedores Parceiros

ÉTICA
Governo Responsabilidade socioambiental

RESPEITO

Clientes

Concorrentes

Meio ambiente

A.responsabilidade.socioambiental.no.BB.é.um.processo.de.aprendizado.e.de. construção.coletiva,.que.envolve.todas.as.áreas.da.empresa.e.cada.um.de. seus públicos de relacionamento e que reconhece que a sua sobrevivência e o.seu.sucesso.dependem.dessa.interação. A.Carta.de.Princípios.de.RSA,.reproduzida.a.seguir.(Quadro.3),.manifesta.os. compromissos.do.Banco.em.contribuir.para.o.desenvolvimento.de.um.novo. sistema.de.valores.para.a.sociedade,.que.tem.como.referencial.maior.o.respeito.à.vida.humana.e.ao.meio.ambiente,.condição.indispensável.à.sustentabilidade.da.empresa.e.da.humanidade..Atualmente.tais.princípios.fazem.parte. do.cotidiano.organizacional,.das.políticas.e.dos.documentos.estratégicos.do. Banco.do.Brasil. .

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Quadro.3 Carta de Princípios de Responsabilidade Socioambiental O.BB.se.compromete.a: 1.. Atuar. em. consonância. com. Valores. Universais,. tais. como:. direitos. humanos,.princípios.e.direitos.fundamentais.do.trabalho,.princípios. sobre.meio.ambiente.e.desenvolvimento. 2.. Reconhecer. que. todos. os. seres. são. interligados. e. toda. forma. de. vida.é.importante. 3. Repelir preconceitos e discriminações de gênero, orientação sexual, etnia,.raça,.credo.ou.de.qualquer.espécie. 4.. Fortalecer.a.visão.da.responsabilidade.socioambiental.como.investimento.permanente.e.necessário.para.o.futuro.da.humanidade. 5.. Perceber.e.valer-se.da.posição.estratégica.da.corporação.BB,.nas. relações.com.o.governo,.o.mercado.e.a.sociedade.civil,.para.adotar. modelo.próprio.de.gestão.da.responsabilidade.socioambiental.à.altura da corporação e dos desafios do Brasil contemporâneo. 6. Ter a transparência, a ética e o respeito ao meio ambiente como balizadores.das.práticas.administrativas.e.negociais.da.empresa. 7.. Pautar.relacionamentos.com.terceiros.a.partir.de.critérios.que.observem.os.princípios.de.responsabilidade.socioambiental.e.promovam. o.desenvolvimento.econômico.e.social. 8.. Estimular,.difundir.e.implementar.práticas.de.desenvolvimento.sustentável.. 9.. Enxergar. clientes. e. potenciais. clientes,. antes. de. tudo,. como. cidadãos. 10..Estabelecer.e.difundir.boas.práticas.de.governança.corporativa,.preservando.os.compromissos.com.acionistas.e.investidores. 11. Contribuir para que o potencial intelectual, profissional, artístico, ético.e.espiritual.dos.funcionários.e.colaboradores.possa.ser.aproveitado,.em.sua.plenitude,.pela.sociedade. 12..Fundamentar.o.relacionamento.com.os.funcionários.e.colaboradores. na.ética.e.no.respeito. 13..Contribuir. para. a. universalização. dos. direitos. sociais. e. da. cidadania. 14. Contribuir para a inclusão de pessoas com deficiência.

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Com a definição do conceito de responsabilidade socioambiental e da Carta de Princípios.de.RSA,.evidenciou-se.a.intenção.estratégica.do.Banco.em.conciliar.o.desenvolvimento.de.negócios.social.e.ambientalmente.sustentáveis.com.o.atendimento.aos. interesses.dos.seus.acionistas,.mediante.a.incorporação.daqueles.princípios.a.seus. produtos,.serviços,.negócios.e.rotinas.administrativas.

3.3. RSA NA ESTRATÉGIA CORPORATIVA No.documento.Políticas,.um.dos.mais.importantes.da.arquitetura.de.governança.corporativa19 do BB, também ficou explícito o interesse da empresa em contribuir para o. desenvolvimento. de. um. novo. sistema. de. valores. para. a. sociedade,. tendo. como. referencial.o.respeito.à.vida.humana.e.ao.meio.ambiente,.condição.indispensável.à. sustentabilidade.da.própria.humanidade. Além de conter item específico sobre ética empresarial e responsabilidade socioambiental,. reproduzindo. o. conceito. e. a. Carta. de. Princípios. de. Responsabilidade. Socioambiental,. o. citado. documento. sofreu. alterações. em. seu. texto. para. contemplar. referências a preceitos relacionados com direitos humanos, trabalho e preservação ambiental. Veja como ficou a redação de alguns itens do documento Políticas (o texto incluído.está.sublinhado): Escopo Organizacional ■ Para definir estruturas e processos, observamos as finalidades da Organização, as.mudanças.do.ambiente.social.e.negocial,.os.impactos.sociais.e.ambientais.de. nossa.atuação.e.os.imperativos.da.inovação.e.do.aperfeiçoamento.contínuo. Escopo Negocial ■. Buscamos.negócios.pelo.seu.potencial.de.geração.de.resultados,.sob.a.forma.de. lucros.e.participação.no.mercado.e,.para.a.sociedade,.sob.a.forma.de.inclusão. social,.geração.de.trabalho.e.renda.e.respeito.ao.meio.ambiente. Escopo de Participação Societária ■. Não.adquirimos.participação.em.empresas.que.infrinjam.os.preceitos.relativos.a. direitos.humanos,.de.trabalho.e.de.preservação.ambiental. Produtos e Serviços ■. Contemplamos,. na. criação,. desenvolvimento. e. ajuste. de. produtos. e. serviços,. tendências de mercado, necessidades e expectativas dos clientes, posiciona-

19

.Governança.Corporativa:.Práticas.e.relacionamentos.entre.os.acionistas/cotistas,.Conselho.de.Administração,.Diretoria,.Auditoria Independente e Conselho Fiscal, com a finalidade de otimizar o desempenho da empresa e facilitar o acesso ao capital. A.expressão.é.designada.para.abranger.os.assuntos.relativos.ao.poder.de.controle.e.direção.de.uma.empresa,.bem.como.as. diferentes.formas.e.esferas.de.seu.exercício.e.os.diversos.interesses.que,.de.alguma.forma,.estão.ligados.à.vida.das.sociedades.comerciais. Universidade Corporativa BB

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mento institucional, avaliação econômico-financeira, avaliação. dos. impactos.sociais.e.ambientais,.logística.de.distribuição,.riscos.e.inserção. na.programação.orçamentária. ■. Consideramos.a.satisfação.de.nossos.clientes,.os.resultados.econômico-financeiros, os.impactos.sociais.e.ambientais.e.as.ofertas.da.concorrência na avaliação do portfolio de produtos e serviços. ■. Descontinuamos.ou.suspendemos.produtos.e.serviços.nos.casos.de.não. atendimento.de.expectativas.dos.clientes,.de.retorno.abaixo.do.esperado,.de.restrições.governamentais.ou.legais,.de.agressão.aos.princípios. de.responsabilidade.socioambiental.ou.de.alterações.de.cenários.econômicos.e.políticos. Retorno ■. Observamos.questões.relativas.ao.retorno.e.aos.princípios.de.responsabilidade.socioambiental.no.desenvolvimento.de.negócios,.investimentos. e.participações.societárias,.considerados.o.custo.de.oportunidade,.o.risco.e.a.possibilidade.de.realização. O.passo.seguinte.foi.a.descrição.dos.princípios.socioambientais,.aprovados. pelo.Conselho.Diretor,.em.julho.de.2003,.como.direcionadores.para.o.dia-adia.da.organização.(Quadro.4)..

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Quadro.4 Princípios Socioambientais e Direcionadores
Princípios Socioambientais •.Incorporar.os.princípios.de.responsabilidade. socioambiental. na. prática. administrativa. e. negocial. e. no. discurso. institucional. do. Banco. do. Brasil. Direcionadores - O Banco do Brasil pretende, em primeiro lu gar,.permear.sua.cultura.organizacional.com. os. princípios. da. responsabilidade. socioambiental.tornando-os.efetivos.no.quotidiano.organizacional..Trata-se. de. uma. postura. que,. para. ser. coerente. e. ter. credibilidade,. deve. ocorrer.de.dentro.para.fora.da.Organização,. conciliando. suas. práticas. administrativas. e. negociais.com.seu.discurso.institucional. - A busca de uma postura de responsabilidade.socioambiental.é.um.processo.contínuo,. compromisso. de. todas. as. áreas. do. Banco. do.Brasil..Cabe.à.Diretoria.de.Relações.com. Funcionários.e.Responsabilidade.Socioambiental. articular-se. com. as. diversas. áreas. para que o processo se dê de forma coesa e.integrada. - Para se considerar uma empresa social e ambientalmente. responsável. o. Banco. do. Brasil. deverá. ter. suas. ações. e. resultados. legitimados.por.seus.públicos.de.relacionamento. -. O. Banco. do. Brasil. deseja. ser. foco. irradiador. de. uma. postura. empresarial. social. e. ambientalmente. responsável.. Para. tanto,. envidará. esforços. para. que. os. públicos. da. comunidade. BB. envolvidos. em. sua. esfera. de.atuação.também.sejam.estimulados.a.se. engajar.no.movimento..Por.comunidade.BB. entende-se:.funcionários.da.ativa.e.aposentados,.colaboradores,.entidades.representativas.de.funcionários,.coligadas,.controladas. e.patrocinadas. -.O.Banco.do.Brasil.deseja.utilizar.de.sua.relevância nacional para se tornar referência em. responsabilidade. socioambiental,. influenciando a incorporação dos princípios socioambientais. nas. cadeias. de. valor. em. que.participa.

•.Implementar.visão.articulada.e.integradora.de.responsabilidade.socioambiental.no.Banco.

•. Ouvir. e. considerar. a. diversidade. dos.interesses.dos.públicos.de.relacionamento.

•.Disseminar.os.princípios.e.criar.cultura. de. responsabilidade. socioambiental.na.comunidade.BB.

• Influenciar a incorporação dos princípios. de. responsabilidade. socioambiental.no.País.

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Ainda.em.2003,.foi.elaborado.um.plano.de.ação.em.responsabilidade.socioambiental.do.Banco.do.Brasil,.objetivando.garantir.o.comprometimento.e.empenho.de.todo.o.Conglomerado.na.sua.implementação. A composição dos comitês e comissões estratégicas também foi revista de forma.a.prever.a.participação.de.representante.da.Diretoria.de.Relações.com. Funcionários.e.Responsabilidade.Socioambiental.-.DIRES,.o.que.permite.que. a.cultura.de.responsabilidade.socioambiental.seja.constantemente.disseminada.junto.aos.executivos.da.organização. A.perspectiva.“sociedade”.foi.incorporada.nos.painéis.de.avaliação.da.performance.estratégica.e.operacional.com.vistas.a.abrigar.indicadores.relacionados.à.contribuição.da.empresa.ao.desenvolvimento.sustentável.nacional,.por. meio.de.investimento.social.privado20,.de.negócios.voltados.para.o.fomento. do. desenvolvimento. regional. sustentável. e. de. práticas. administrativas. com. visão.de.RSA. A. incorporação. gradual. de. indicadores. relacionados. à. sustentabilidade. nos. negócios,.nas.demais.perspectivas.do.Painel.Estratégico.e.do.Acordo.de.Trabalho é um desafio constante. Nesse.mesmo.ano.(2003),.o.Banco.instituiu.um.Grupo.Técnico.visando.desenvolver.soluções.e.estratégias.para.o.incentivo.do.desenvolvimento.regional.sustentável.de.regiões.e.municípios. O.resultado.foi.a.elaboração.de.metodologia.para.a.implementação.de.estratégia.de.estruturação.de.cadeias.produtivas,.vislumbrando.aspectos.sociais,. econômicos.e.ambientais,.ponderadas.as.peculiaridades.locais.e.a.diversidade.cultural,.denominada.de.Estratégia.Negocial.de.Desenvolvimento.Regional. Sustentável. do. BB,. conhecida. como. DRS,. a. qual. será. abordada. de. forma. mais.detalhada.a.partir.do.capítulo.6.desta.apostila.

20

.Investimento.social.privado.é.o.repasse.voluntário.de.recursos.privados.de.forma.planejada,.monitorada.e.sistemática.para.projetos.sociais,.ambientais.e.culturais.de.interesse.público.

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3.4. PRINCIPAIS COMPROMISSOS PÚBLICOS DO BB COM A SUSTENTABILIDADE Uma.série.de.compromissos.públicos.amplia.e.reforça.a.responsabilidade.socioambiental.do.BB..A.seguir,.alguns.exemplos.relacionados.ao.tema. Protocolo Verde21 Uma.ação.relevante.foi.o.lançamento.de.um.compromisso.público.pioneiro:.o. Protocolo Verde, em 1995. Em decorrência da assinatura desse documento, o Banco.do.Brasil.estabeleceu.algumas.medidas,.como.por.exemplo: ■ Vetou a realização de operações destinadas a financiar atividades que possam.causar.impacto.ambiental. ■. Tornou.obrigatória.a.apresentação.de.documentação.do.órgão.ambiental. competente para financiamento de:
■.

■.

■.

■.

■.

desmatamento,.destoca.ou.custeio.agropecuário,.objetivando.a.incorporação.de.novas.áreas.no.processo.produtivo; comercialização.de.produtos.extrativos.de.origem.vegetal.e.pescado.in. natura; operações.de.investimento.em.atividades.que.utilizam.recursos.ambientais.ou.empreendimentos.capazes.de.causar.degradação.ambiental; operações.de.investimentos.em.atividades.que.requerem.Estudo.Prévio. de. Impacto.Ambiental. (EIA). e. Relatório. de. Impacto. ao. Meio.Ambiente. (RIMA); operações.de.investimento.em.atividades.que.utilizam.recursos.hídricos,. inclusive,.agricultura.irrigada.(outorga.de.água).

Em.maio.de.2008,.a.partir.de.discussões.sobre.os.impactos.do.desmatamento. na.Amazônia.envolvendo.órgãos.governamentais.e.bancos.públicos.federais,. foi.constituído.grupo.de.trabalho.informal.para.avaliação.e.revisão.do.Protocolo.Verde..O.grupo.foi.constituído.por.representantes.do.Ministério.do.Meio. Ambiente,. Ministério. da. Integração. Nacional,. Ministério. da. Fazenda,. Banco. do.Nordeste.do.Brasil,.Banco.Nacional.do.Desenvolvimento.Econômico.e.Social,.Banco.da.Amazônia,.Caixa.Econômica.Federal.e.Banco.do.Brasil.

21

O Protocolo Verde é uma carta de princípios para o desenvolvimento sustentável, firmada, em 1995, pelo Banco do Brasil,.Banco.do.Nordeste,.Banco.da.Amazônia,.BNDES,.Caixa.Econômica.Federal.e.Banco.Central.do.Brasil,.em. que.se.obrigam.a.empreender.políticas.e.práticas.em.harmonia.com.o.objetivo.de.promover.um.desenvolvimento. que.não.comprometa.as.necessidades.das.gerações.futuras.

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O.resultado.deste.esforço.foi.a.proposição.de.uma.nova.redação,.defendendo. que.os.bancos.podem.cumprir.um.papel.indutor.fundamental.na.busca.de.um. desenvolvimento.sustentável,.pressupondo.a.responsabilidade.com.a.preservação.ambiental.e.uma.contínua.melhoria.no.bem.estar.social..Para.tanto,.são. previstos.princípios.que.envolvem.o.compromisso.dos.bancos.com: ■. o.fomento.ao.desenvolvimento.sustentável; ■ a avaliação socioambiental dos empreendimentos a serem financiados; ■ a ecoeficiência das práticas administrativas; ■. a.evolução.das.políticas.e.práticas.voltadas.à.sustentabilidade;.e ■. a. previsão. de. mecanismos. de. monitoramento. e. governança. dos. compromissos.assumidos.pelos.signatários. Em.agosto.de.2008,.durante.solenidade.conduzida.pelo.Presidente.Lula,.na. sede do BNDES, no Rio de Janeiro, os presidentes dos bancos oficiais aderiram.ao.novo.Protocolo.Verde. Pacto Global Conforme.vimos.anteriormente,.o.Pacto.Global.é.uma.iniciativa.que.tem.como. objetivo.mobilizar.a.comunidade.empresarial.internacional.para.a.promoção. de.valores.fundamentais.nas.áreas.de.direitos.humanos,.trabalho,.meio.ambiente.e.combate.à.corrupção..O.Pacto.Global.foi.criado.para.ajudar.as.organizações a redefinirem suas estratégias e ações, a fim de que todas as pessoas.possam.compartilhar.dos.benefícios.da.globalização,.evitando.que. esses.sejam.aproveitados.por.poucos. Em.2000,.o.Instituto.Ethos.conduziu.um.processo.que.resultou.na.adesão.ao. Pacto Global de 206 empresas brasileiras. Em 2003, foi criado o Comitê Brasileiro.do.Pacto.Global.(CBPG),.integrando.o.setor.privado,.a.sociedade.civil. organizada,.a.academia.e.as.Organizações.das.Nações.Unidas. Em. novembro. de. 2003,. o. Conselho. de.Administração. do. Banco. do. Brasil. autorizou.a.adesão.do.Banco.ao.Pacto.Global,.por.reconhecer.a.sua.importância.ética.

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Pacto pela Erradicação do Trabalho Escravo22 Desde. agosto. de. 2004,. utilizando. relação. divulgada. pelo. Ministério. do.Trabalho.e.Emprego,.o.Banco.do.Brasil.não.concede.novos.créditos.a.clientes. que.submetem.seus.trabalhadores.a.formas.degradantes.de.trabalho.ou.os. mantêm em condições análogas ao trabalho escravo. A decisão abrangeu também vedações a financiamentos a clientes envolvidos com.exploração.sexual.de.crianças.e.com.o.uso.do.trabalho.infantil. A partir da consciência de que a eliminação do trabalho escravo constitui condição.básica.para.o.Estado.Democrático.de.Direito,.o.BB,.juntamente.com.outras.cinqüenta.e.quatro.empresas,.aderiu.ao.Pacto.pelo.Combate.ao.Trabalho. Escravo,.em.maio.de.2005. Princípios do Equador Conforme.vimos.no.Capítulo.2,.os.Princípios.do.Equador.são.um.conjunto.de. políticas.e.diretrizes.(salvaguardas).a.serem.observadas.na.análise.de.projetos.de.investimento.da.modalidade.project finance,.de.valor.igual.ou.superior.a. US$.10.milhões..Tendo.por.base.critérios.estabelecidos.pelo.International Finance Corporation,.braço.do.Banco.Mundial,.as.salvaguardas.versam.sobre: ■. avaliações.ambientais; ■. proteção.a.habitats.naturais; ■. gerenciamento.de.pragas; ■. segurança.de.barragens; ■. populações.indígenas; ■. reassentamento.involuntário.de.populações; ■. propriedade.cultural; ■. trabalho.infantil,.forçado.ou.escravo; ■. projetos.em.águas.internacionais.e.saúde.e.segurança.no.trabalho. Em.fevereiro.de.2005,.diante.da.preocupação.com.o.impacto.socioambiental. de grandes projetos financiados com recursos creditícios, o Banco do Brasil foi o primeiro banco oficial a integrar o grupo de instituições financeiras brasileiras.que.aderiu.aos.Princípios.do.Equador.
22

.Pacto.pelo.Combate.ao.Trabalho.Escravo:.documento.proposto.pelo.Instituto.Ethos,.onde.os.signatários.acordam. em incrementar esforços visando dignificar e modernizar as relações de trabalho nas cadeias produtivas dos setores.comprometidos.no.“Cadastro.de.empregadores.Portaria.MTE.540/2004”.que.tenham.mantido.trabalhadores. em.condições.análogas.à.escravidão.

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Agenda 21 Empresarial Em.junho.de.2005,.para.fortalecer.as.iniciativas.e.apoiar.a.disseminação.da. sustentabilidade nos negócios, foi realizada a primeira Oficina de Responsabilidade.Socioambiental.do.Banco.do.Brasil,.reunindo.62.altos.executivos. O resultado dessa oficina foi a atualização do Plano de Ação em Responsabilidade.Socioambiental,.que.a.partir.desse.evento.passou.a.ser.denominado. de.Agenda.21.do.BB. Como se pode verificar, o aprofundamento da postura de responsabilidade socioambiental.do.Banco.do.Brasil.está.em.todas.as.suas.áreas.e.na.criação.de. novos.produtos/serviços,.mas.realiza-se,.principalmente,.pela.mudança.nas. premissas.que.embasam.a.tomada.de.decisão.e.a.realização.dos.negócios.e. demais.atividades.administrativas.do.Conglomerado.

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GeStão da rSa no bb

Espera-se que ao final do estudo deste capítulo você possa: ▪ Identificar as ferramentas de avaliação e monitoramento das práticas de.RSA.e.as.formas.de.relato.de.sustentabilidade.utilizadas.pelo. Banco.do.Brasil.

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4.1. FERRAMENTAS DE AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO No.processo.de.gestão,.o.Banco.do.Brasil.utiliza.instrumentos.que.o.auxiliam. no.acompanhamento.do.cumprimento.do.estabelecido.em.sua.estratégia.corporativa. Dessa.forma,.temas.relevantes.como.a.sustentabilidade.são.geridos,.avaliados.e.monitorados.em.sua.performance,.para.a.elaboração.de.relatos.e.apoio. ao.processo.de.respostas.a.consultas.e.pesquisas.sobre.o.assunto. Plano Diretor (BSC – Balanced Scorecard) É. o. instrumento. pelo. qual. a. estratégia. corporativa. se. materializa,. por. meio. de.objetivos,.indicadores.e.metas,.ou.seja,.é.o.documento.em.que.o.direcionamento. estratégico. da. empresa. se. desdobra. em. indicadores. passíveis. de. acompanhamento.para.o.curto.prazo. Acordo de Trabalho – ATB – Perspectiva Sociedade O.Acordo.de.Trabalho.é.um.instrumento.utilizado.para.avaliar.o.desempenho. da gestão de cada dependência. A.Perspectiva.Sociedade,.incorporada.nos.painéis.de.avaliação.da.performance.estratégica.e.operacional,.é.um.conjunto.de.objetivos.e.de.indicadores.que. dizem.respeito: ■. à.condução.ética.dos.negócios; ■. ao. compromisso. com. o. desenvolvimento. social. das. comunidades. em. que.o.BB.se.insere; ■. ao.esforço.em.conscientizar.e.envolver.os.públicos.de.relacionamento. em.questões.voltadas.à.responsabilidade.socioambiental. Inclui.temas.como.negócios.sustentáveis,.ações.com.a.comunidade.e.processos.com.responsabilidade.socioambiental. GRS – Gerenciador de Recursos Sociais Aplicativo.eletrônico.desenvolvido.pelo.Banco.do.Brasil.que.permite.o.gerenciamento.de.dados.e.informações.sobre.as.ações.socioambientais.desenvol-

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vidas.na.empresa.por.meio.de: ■. dados.estatísticos.e.registros.de.acompanhamento; ■ subsídio sobre o desempenho das dependências em ações socioambientais,.inclusive.como.base.de.dados.para.o.Acordo.de.Trabalho.-.ATB. -.Perspectiva.Sociedade.

4.2. PRESTAÇÃO DE CONTAS EM SUSTENTABILIDADE O Banco do Brasil tem compromisso com a transparência que se reflete na disposição.em.prestar.contas.aos.seus.diversos.públicos.de.relacionamento,. sobre.a.sustentabilidade.das.suas.práticas.administrativas.e.negociais. Relatórios do BB Tradicionalmente, além dos relatórios financeiros, o Banco do Brasil publica o. Relatório.Anual,. que. consolida. todas. as. informações. do. desempenho. da. empresa.durante.o.ano. Desde.1997,.o.Banco.do.Brasil.divulga,.também,.o.Balanço.Social.de.forma. espontânea.e,.em.1998,.incorpora.o.modelo.e.critérios.propostos.pelo.Instituto. Brasileiro.de.Análises.Sociais.e.Econômicas.(Ibase),.que.passa.a.compor.o. Relatório.de.Sustentabilidade.BB,.publicado.em.jornais.de.grande.circulação. Em. 2001,. reforçando. seu. posicionamento. de. empresa. responsável. socialmente,.o.BB.alterou.o.Estatuto,.incluindo.a.institucionalização.da.publicação. anual.do.Balanço.Social,.juntamente.com.as.Demonstrações.Financeiras. Para.conhecer.os.relatórios,.visite.o.site:.www.bb.com.br/ri. GRI – Global Report Initiative23 A.Global Reporting Initiative (GRI).é.uma.instituição.global.independente.que. desenvolve.uma.estrutura.mundialmente.aceita.para.relato.de.sustentabilidade..Essa.estrutura,.chamada.Diretrizes.GRI,.permite.às.empresas.e.outras.organizações.preparar.relatórios.sobre.seu.desempenho.econômico,.ambiental. e.social,.comparáveis.entre.si. A.última.década.viu.surgir.uma.proliferação.de.ferramentas.para.ajudar.organizações,.especialmente.de.negócios,.a.gerenciar.seu.desempenho.econômi23

..Fonte:.http://www.bsd-net.com/bsd_brasil/gri.html.

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co,.ambiental.e.social..Essas.ferramentas.surgiram.em.várias.formas,.desde. códigos.de.conduta.a.sistemas.de.gestão.e.metodologias.de.avaliação.interna. de.desempenho..A.GRI,.em.contraste,.é.uma.estrutura.externa.de.relato.que. permite.às.organizações.comunicar: ■. as. ações. desenvolvidas. para. melhorar. desempenho. econômico,. ambiental.e.social; ■. os.resultados.de.tais.ações; ■. as.estratégias.futuras.para.melhoria.
■.GRI

no BB

Coerente com os princípios de responsabilidade socioambiental, que têm a transparência como um dos seus pilares, o Banco do Brasil adotou, a partir de seu.Relatório.Anual.de.2006,.as.diretrizes.internacionais.da.Global Reporting Initiative. –. GRI,. que. elevam. as. práticas. de. relatórios. de. sustentabilidade. a. um nível equivalente às de relatórios financeiros, buscando comparabilidade, credibilidade,.rigor,.periodicidade.e.legitimidade.da.informação. A.partir.do.Relatório.Anual.2007,.o.BB.também.passa.a.adotar.os.indicadores. da.terceira.geração.do.GRI,.com.vistas.a.mensurar.seu.desempenho.socioambiental..Com.isso,.a.empresa.pretende.adequar.sua.publicação.às.práticas. de.mercado.mais.recorrentes.e.proporcionar.ao.leitor.o.melhor.entendimento. possível.de.seu.resultado. Foi.com.este.primeiro.Relatório,.elaborado.no.padrão.GRI,.que.o.BB.foi.destacado como finalista do “Prêmio GRI Escolha do Leitor”, ficando em segundo lugar.entre.as.800.organizações.de.todo.o.mundo,.inscritas.na.premiação..O. prêmio destaca os relatórios que mais são úteis para os investidores, clientes, comunidades.e.organizações.não.governamentais. Em.2007,.o.Relatório.foi.disponibilizado.apenas.em.meio.eletrônico,.convergindo para os conceitos de ecoeficiência. Modelo Ibase24 O.balanço.social,.segundo.o.modelo.proposto.pelo.Instituto.Brasileiro.de.Análises.Sociais.e.Econômicas.(Ibase),.é.um.demonstrativo.publicado.anualmen24

..Fonte:.http://www.balancosocial.org.br/.

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te.pelas.empresas,.que.reúne.informações.sobre.projetos,.benefícios.e.ações. sociais.dirigidas. aos.empregados,.investidores,.analistas.de.mercado,.acionistas.e.à.comunidade..É,.também,.um.instrumento.estratégico.para.avaliar.e. expandir.o.exercício.da.responsabilidade.social.corporativa. No balanço social a empresa mostra o que faz por seus profissionais, dependentes, colaboradores e pela comunidade, dando transparência às atividades que.buscam.melhorar.a.qualidade.de.vida.para.todos..Sua.função.principal. é,.portanto,.tornar.pública.a.responsabilidade.social.empresarial,.construindo. maiores.vínculos.entre.a.empresa,.a.sociedade.e.o.meio.ambiente. O.balanço.social.é.uma.ferramenta.que,.quando.construída.por.múltiplos.profissionais, tem a capacidade de explicitar e medir a preocupação da empresa com.as.pessoas.e.a.vida.no.planeta. Por.que.fazer?
■. ■.

■.

■.

■.

■.

Porque.é.ético. Porque.agrega.valor.–.o.balanço.social.traz.um.diferencial.para.a.imagem.da.empresa.porque.vem.sendo.cada.vez.mais.valorizado.por.investidores.e.consumidores.no.Brasil.e.no.mundo. Porque.diminui.os.riscos.–.no.mundo.globalizado.como.é.o.de.hoje,.onde. informações.sobre.empresas.circulam.nos.mercados.internacionais.em. minutos,.uma.conduta.ética.e.transparente.tem.de.fazer.parte.da.estratégia.de.qualquer.organização. Porque.é.um.moderno.instrumento.de.gestão.–.o.balanço.social.é.uma. valiosa.ferramenta.para.a.empresa.gerir,.medir.e.divulgar.o.exercício.da. responsabilidade.social.em.seus.empreendimentos. Porque.é.instrumento.de.avaliação.–.os.analistas.de.mercado,.investidores e órgãos de financiamento (como BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento. Econômico. e. Social,. BID. -. Banco. Interamericano. de. Desenvolvimento.e.IFC.-.International Finance Corporation).já.incluem.o. balanço.social.na.lista.dos.documentos.necessários.para.se.conhecer.e. avaliar.os.riscos.e.as.projeções.de.uma.empresa. Porque.é.inovador.e.transformador.–.realizar.e.publicar.balanço.social. anualmente.é.mudar.a.antiga.visão,.indiferente.à.satisfação.e.ao.bemestar.dos.funcionários.e.clientes,.para.uma.visão.moderna.em.que.os. objetivos.da.empresa.incorporam.as.práticas.de.responsabilidade.social. e.ambiental.

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■.Os

beneficiários

O.balanço.social.favorece.a.todos.os.grupos.que.interagem.com.a.empresa.. Aos.dirigentes.fornece.informações.úteis.à.tomada.de.decisões.relativas.aos. programas. sociais. que. a. empresa. desenvolve.. Seu. processo. de. realização. estimula.a.participação.dos.funcionários.e.funcionárias.na.escolha.das.ações. e.projetos.sociais,.gerando.um.grau.mais.elevado.de.comunicação.interna.e. integração.nas.relações.entre.dirigentes.e.corpo.funcional. Aos.fornecedores.e.investidores,.informa.como.a.empresa.encara.suas.responsabilidades.em.relação.aos.recursos.humanos.e.à.natureza,.o.que.é.um. bom.indicador.da.forma.como.a.empresa.é.administrada. Para.os.consumidores,.dá.uma.idéia.de.qual.é.a.postura.dos.dirigentes.e.a. qualidade. do. produto. ou. serviço. oferecido,. demonstrando. o. caminho. que. a. empresa.escolheu.para.construir.sua.marca. E ao Estado, ajuda na identificação e na formulação de políticas públicas. Enfim, como dizia o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho: “o balanço social não tem donos, só beneficiários”.

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rSa na prátiCa: aGenda 21 do bb

Espera-se que ao final do estudo deste tema você possa: ▪ Identificar a aplicação dos princípios de responsabilidade socioambiental.nas.dimensões.da.Agenda.21.do.Banco.do.Brasil:. práticas.administrativas.e.negociais,.desenvolvimento.sustentável.e. investimento.social.privado. ▪ Reconhecer a Agenda 21 Empresarial como compromisso e.instrumento.para.apoiar.a.incorporação.de.princípios.de. responsabilidade.socioambiental.na.atuação.do.BB. ▪ Identificar as ações do Banco a partir dos princípios e das dimensões da.Agenda.21.

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5.1. NEGÓCIOS COM FOCO NO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Como.já.foi.dito.anteriormente,.a.Agenda.21.Empresarial.é.um.compromisso. do.Banco.do.Brasil.com.o.desenvolvimento.sustentável.do.País,.materializado.em.um.conjunto.de.ações.que.visam.à.responsabilidade.socioambiental. (Figura.4). Figura.4 Sustentabilidade nos Negócios do BB

Consolidada em junho de 2005, a Agenda 21 do BB foi estruturada em três dimensões.(Figura.5): ■. negócios.com.foco.no.desenvolvimento.sustentável; ■. práticas.administrativas.e.negociais.com.RSA;.e ■. investimento.social.privado.

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Figura.5 Agenda 21 e Painel do Desenvolvimento Sustentável

A g end a 21 e P a in e l d o D e s e n v o lv i m e n to S u s te n t á v e l im to
N eg ó c io s co m f o c o n o De sen v olvim en tto S u s ten ttáv el Ne g ócio fo co Des en vo lvim o Su st en á ve l se n sten vel P r á tic as tica s Ad m in ist rativa s istrat ivas e N ego ciais Neg cia is co m RS c om R S A
M a n te r P r o c e s s o s M te Pr o c e s s o s ro es N e g o c iiaiis c o e r e n te s N o cia is c o e r en tes a s re c o m o s P riin c ííp io s d e c o m o P r n c p iio d e ri n o RS A RS A M a n te r P r o c e s s o s ro es M te Pr o c e s s o s A d m i n iistr a tiv o s Ad m is tra v o s s tr ati c o e r e n te s c o m o s c o e re tes co m o s en P r in c ííp iio s d e R S A P ri n c p o s d e R S A SA F o r tallec e r a iin ter a ç ã o ta e er n ra F o rta le c e r a in te r aç c o m o s p ú b lli co s d e c o m o p ú b ic o s e co re a i o n r ella c io n a m e n tto re e nto o D i ss e m iin a r o s D is s e m n a r o s ri n c p io s P r in c ííp i os e F o r tallec e r p F o rta le c er ta e e r a C u lltu r a d e R S A n a a C ltu ra d R S A n a tu C o m u n iid a d e B B C o u d a de B IIn fl ue n c ia r a n flu e n i a r a fl iin c o r p o r a ç ã o d o s n c o rp o ra d p r in c ííp iio s d e R S A n o p ri n c p o s d e R S A n o P a íís s s Pa

C o n tr ib u iir p a r a o tr b r C o n triib ir p ra o d e s e n v o lv i me n to d en o lv im e n to s u s te n ttá v e l d e s te tá el e á c o m u n iid a d e s co m n d a d es

F i na n c i ar a tiv iid a d e s d e F in a n ia r ati v d a d e s es g e r a çã o d e tra b a llh o e g e ra ã o d e tr a b a h o er r e nda re r en d a

F i na n c i ar a tiv iid a d e s e F in a n ia r ati v d a d e s es te c n o llo g iia s te te c n o lo g ia o as a m b i en tallm e n te a m b ie n ta m en a de qua da s ua da s

In v est im e nt o S o cial P riva do Inve stim en to oc ial rivad o
C o n tr ib u iir p a r a a C o n tri b u r ra m e llh o r ia d a q u a lli da d e m e h o ri a d a u a id a e al d e v i da d a p o p u lla ç ã o e v id a a p p u la çã a b r as iil eiir a ra s le ira ra ra A p o i ar p r o g r a m a s A p o ia r p r o g r a m a s ar ro ra as re la c o n a d o à r ellac iio n a d o s à a c o n s c iiên c i a e n s ciê n ia e ê nc c o n s e r v a ç ã o a m b i en ta ll c o n s e r va ão am ie n ta rv a m e n tal A p o iia r p r o g r am a s Ap o a ro ra m ro ra r e llac iio n a d o s à d e fes a e re a r ela c o n a d o à d fe s a ad à pr omo ç ã o d os à ro o ro d d i re i tos h u m a n o s d ir e ito s u m an o

C a p ta r r ec u r s o s p a r a C ec ta re c u rs s p ra a p o iia r a ç õ e s o a a ç õ es ar in cu la d a s n ad v iin c u l ad a s a o d e s e n v o lv iim e n to s o c iiall a d e s e n v lv im e n to s o cia m en

In c e n tiv a r a a tu a ç ã o ti v tu ão I nc e n tiv a r a a tu a ç ã o d o s fu n c iio n á r io s e m d s fu cio ári o s e fu o rio tra b a llh o s v o llu n ttár io s e á ri tr a b a h o s o u ntá r o s e a ç õ e s s o c iiaiis a a ç õ es so cia s

D IRE T OR IA R EL AÇÕE S CO M F UN CI ON Á RI OS E R E SP ON SA BI L ID A D E S OCIOA M BI EN T AL

A.seguir,.as.principais.ações.desenvolvidas.em.cada.um.dos.eixos.da.Agenda. 21.do.BB. O.Banco.do.Brasil.oferece.ao.mercado.abordagens.negociais.e.uma.série.de. produtos.e.serviços.que.estimulam.a.realização.de.negócios.que.apóiem.diretamente.o.desenvolvimento.sustentável.do.país. Estratégia Desenvolvimento Regional Sustentável Dentre.essas.iniciativas,.destaca-se.a.Estratégia.Negocial.Desenvolvimento. Regional.Sustentável.(DRS)..Trata-se.de.uma.estratégia.de.negócios.que.considera.a.viabilidade.das.atividades.produtivas.em.suas.dimensões.econômica,. social.e.ambiental,.respeitada.a.diversidade.cultural..Nos.próximos.capítulos. desta.apostila,.a.Estratégia.Negocial.Desenvolvimento.Regional.Sustentável. será.estudada.de.modo.aprofundado. Produtos e serviços socioambientais Além.da.Estratégia.DRS,.o.Banco.do.Brasil.disponibiliza.uma.série.de.linhas de financiamento.e.de.fundos de investimento.que.apóiam.diretamente.o. desenvolvimento.sustentável.do.país.
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■..BB

Biodiesel

O.Programa.BB.de.Apoio.à.Produção.e.Uso.de.Biodiesel.visa.apoiar.a.produção,.a.comercialização.e.o.uso.do.biodiesel.como.fonte.de.energia.renovável. e.atividade.geradora.de.emprego.e.renda. A assistência ao setor produtivo é feita por meio da oferta de linhas de financiamento. de. custeio,. investimento. e. comercialização,. colaborando. para. a. expansão. do. processamento. de. biodiesel. no. país,. a. partir. do. incentivo. à. produção.de.matéria-prima,.à.instalação.de.plantas.agroindustriais.e.à.comercialização.
■.BB

Produção Orgânica

Desde.1999,.a.empresa.apóia.o.segmento.de.alimentos.orgânicos.no.Brasil. com.o.Programa.para.o.Financiamento.da.Produção.Orgânica,.que.oferece. aos produtores rurais acesso diferenciado ao financiamento de custeio, de investimento.e.de.comercialização.da.produção.orgânica.
■.BB

Florestal

O.Programa.de.Investimento,.Custeio.e.Comercialização.Florestal.é.uma.parceria.do.Banco.com.o.Governo.Federal,.governos.estaduais,.prefeituras.municipais e empresas do segmento florestal e prevê apoio aos produtores que investirão na implantação, manejo e comercialização florestal.
■.Fundos

éticos.

Em. novembro. de. 2005,. o. Conselho. Diretor. do. Banco. do. Brasil. aprovou. a. criação.do.BB.Ações.Índice.de.Sustentabilidade.Empresarial.o.primeiro.fundo. ético.do.BB. Esse.foi.o.primeiro.fundo.do.Brasil.a.ser.referenciado.no.Índice.de.Sustentabilidade.Empresarial.da.Bolsa.de.Valores.de.São.Paulo.(ISE25),.lançado.em. dezembro.de.2005.

25

.A.carteira.do.ISE.é.composta.por.empresas.que.evidenciam.as.questões.sociais.e.ambientais.em.suas.práticas. administrativas.e.negociais..

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ceRtificação inteRna em conhecimentos

Outro. fundo. de. investimento. do. BB. com. atributos. socioambientais. é. o. BB. Referenciado.DI.Social.200,.que.destina.50%.da.taxa.de.administração.para. projetos.sociais.desenvolvidos.pela.Fundação.Banco.do.Brasil,.alinhados.às. políticas.sociais.do.Governo.
■.Mercado

de créditos de carbono (Protocolo de Kyoto)

O.Banco.do.Brasil.decidiu.por.uma.atuação.efetiva.no.sentido.de.se.posicionar. como referência neste mercado, por meio do desenvolvimento de políticas, diretrizes e soluções específicas para o mercado de créditos de carbono, agrupadas.de.acordo.com.o.tempo.previsto.para.implementação: ►. no.curto.prazo,.com.ações.que.não.requerem.a.criação.de.novos.produtos.e.serviços.e.não.envolvem.mudanças.de.estrutura.do.mercado; ►. no.médio.e.longo.prazo,.com.a.avaliação.da.necessidade.de.ações.que. requerem o desenvolvimento de produtos e serviços específicos.

Incentivo à eficiência energética

O Programa de Incentivo à Eficiência Energética do BB é orientado para estimular.a.realização.de.negócios.com.empresas.que.forneçam,.desenvolvam. ou.necessitem.de.produtos.e.serviços.voltados.para.a.racionalização.e.a.otimização.do.uso.de.energia.
■.Comércio

justo

Em julho de 2007, a organização firmou parceria com a empresa Ética – Comércio.Solidário26,.vinculada.à.ONG.Visão.Mundial,.abrindo.a.oportunidade.de. utilização.do.Balcão.de.Comércio.Exterior27.por.importadores.europeus,.além. de.ampliar.os.negócios.realizados.por.cooperativas.e.associações.vinculadas. ao.DRS.e.às.ações.de.geração.de.renda.da.Fundação.Banco.do.Brasil.
■.Democratização

do acesso ao crédito

Para.incentivar.a.inclusão.bancária.da.população.brasileira.informal.e.de.menor.renda,.o.Banco.do.Brasil.investiu.na.criação.de.uma.diretoria.e.uma.sub.A.Ética.–.Comércio.Solidário.foi.criada.pela.Visão.Mundial,.ONG.presente.em.cerca.de.100.países,.para.apoiar. projetos sociais nas áreas de desenvolvimento local, direitos humanos e situações de emergência. 27 .Balcão.de.Comércio.Exterior.é.uma.solução.de.comércio.eletrônico.que.o.BB.oferece.às.empresas.que.realizarem. todos os passos da exportação. Funciona como um canal interativo de compra e venda, que simplifica e dinamiza as.negociações.entre.exportadores.brasileiros.e.importadores.em.todo.o.mundo,.com.rapidez.e.segurança.
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sidiária.integral: ►. Diretoria.Menor.Renda,.que.incorporou.as.atividades.do.Banco.Popular. do Brasil, da Gerência de DRS e dos Correspondentes Bancários, ampliando.a.atuação.da.empresa.no.segmento.situado.na.base.da.pirâmide. econômica; ►. BB.Administradora.de.Consórcios,.que.oferece.aos.atuais.e.potenciais. clientes.mais.uma.opção.para.aquisição.de.bens.móveis.duráveis.e.serviços.

5.2. PRÁTICAS ADMINISTRATIVAS E NEGOCIAIS COM RSA Para.que.uma.organização.atue.de.acordo.com.os.princípios.de.responsabilidade.socioambiental.por.ela.adotados,.todos.os.seus.processos.necessitam. ser. desenhados. e. avaliados. à. luz. desses. princípios:. sejam. os. diretamente. relacionados.ao.negócio.–.como.o.de.crédito;.no.caso.do.BB.–,.sejam.os.de. apoio.ao.negócio.–.como.o.de.relações.com.fornecedores.–;.sejam,.até.mesmo,.os.institucionais.–.como.os.de.comunicação. As.ações.a.seguir.mostram.o.caminho.percorrido.pelo.Banco.do.Brasil.para.o. aprimoramento.dos.seus.processos.internos.nessa.direção. Relações com público interno
■.Equidade

de gênero

Em.março.de.2006,.o.Banco.do.Brasil.aderiu.ao.Programa.Pró-Equidade.de. Gênero, com o objetivo de desenvolver novas concepções na gestão de pessoas e na cultura organizacional para alcançar a equidade de gênero no mundo.do.trabalho..Ainda.assim,.as.estatísticas.internas.revelam.um.percentual. reduzido.de.mulheres.exercendo.cargos.de.primeira.gestora.
■.Atenção

a pessoas com deficiência

A partir de 1999, em razão de exigência legal, o Banco do Brasil passou a destinar 5% das vagas de cada seleção externa às pessoas com deficiência. No. seu. processo. admissional. são. registradas. as. recomendações. médicas. condizentes com as necessidades específicas apresentadas pelo candidato e

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são.realizadas.a.análise.ergonômica.e.as.adequações.necessárias.do.posto. de.trabalho..Essas.ações.objetivam.assegurar.a.igualdade.de.condições.para. a expressão das competências profissionais no ambiente de trabalho.
■.Inclusão

de companheiro ou companheira do mesmo sexo na CASSI e na PREVI

Um.dos.compromissos.estabelecidos.nas.políticas.de.responsabilidade.socioambiental.é.considerar.a.diversidade.como.um.escopo.da.empresa.. Em 2005, à luz desse princípio, a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco.do.Brasil.(CASSI).passou.a.incluir.pessoas.homoafetivas,.companheiros ou companheiras de mesmo sexo, como beneficiárias-dependentes nos planos.de.saúde.daquela.instituição. Do mesmo modo, a Caixa de Previdência dos Funcionários do BB (PREVI) passou a incluir dependentes do mesmo sexo para seus filiados.
■.Investimento

na formação dos funcionários

O.Banco.reconhece.a.importância.da.educação.do.indivíduo.para.sua.inserção.na.sociedade.e.busca.capacitar.seus.funcionários.além.das.necessidades. do.negócio..A.oferta.de.formação.é.voltada.para.todos.os.segmentos.do.corpo. funcional.
■.Gestão

do desempenho profissional

O modelo de gestão do desempenho profissional adotado tem foco no desenvolvimento de competências, que representam combinações sinérgicas de.conhecimentos,.habilidades.e.atitudes.dentro.de.determinado.contexto.ou. estratégia.organizacional..São.objetivos.do.modelo: ►. sistematizar.informações.para.a.gestão.do.desempenho; ►. vincular.esse.desempenho.aos.objetivos.da.empresa; ►. direcionar.ações.de.capacitação; ► aprimorar as competências necessárias para o crescimento profissional do.funcionário.e.para.a.melhoria.dos.resultados.do.BB; ►. democratizar.as.relações.de.trabalho.

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■.Programa

de reinserção funcional

No.início.de.2007,.a.organização.lançou.o.Programa.de.Reinserção.de.Funcionários.Afastados.por.Licença-Saúde.–.Acidentes.de.Trabalho..A.iniciativa. oferta.melhores.condições.de.acolhimento.ao.funcionário.que.retorna.às.atividades. após. longo. período. de. afastamento,. considerando. os. aspectos. do. ambiente.de.trabalho.e.de.seu.relacionamento.com.os.demais.colegas.
■.Programa

de Assistência a Vítimas de Assalto e Seqüestro (PAVAS)

Em.2005,.atento.aos.aspectos.de.saúde.e.de.qualidade.de.vida.de.seus.funcionários no trabalho, o BB aprimorou seu Programa de Assistência a Vítimas de.Assalto.e.Seqüestro.(PAVAS). As.principais.alterações.foram:

descentralização do acompanhamento pelas Gerências Regionais de Gestão.de.Pessoas.no.cumprimento.das.ações.de.atendimento.às.vítimas.de.assalto/seqüestro.e.ameaças.ou.tentativas,.que.implicam.risco. para.a.segurança.dos.funcionários; ► estabelecimento de um fluxo de comunicação entre os intervenientes no momento emergencial das ocorrências; ►. ampliação. das. possibilidades. de. ressarcimentos. das. despesas. com. a. criação.de.novos.eventos.orçamentários; ►. revisão.dos.valores.referentes.a.hospedagens.e.deslocamentos; ► garantia de assistência, pelo Programa, a todos os funcionários.
■.Ouvidoria

Interna

A.Ouvidoria.Interna.do.BB.é.um.canal.de.comunicação.criado.para.acolher.denúncias,.reclamações.e.elogios.dos.funcionários,.além.de.buscar.a.melhoria. contínua.dos.processos,.programas.e.políticas.da.área.de.Gestão.de.Pessoas. e.Responsabilidade.Socioambiental. Tem.como.premissas.humanizar.o.relacionamento.do.Banco.com.o.seu.público.interno,.atender.o.funcionalismo.com.cortesia.e.respeito.e.afastar-se.de. qualquer.preconceito.e.pré-julgamento..Pauta-se.pela.imparcialidade.em.suas. ações,.porquanto.não.faz.juízo.de.valor.e.seu.papel.é.mediar.e.buscar.solução. para os conflitos, garantindo sigilo das informações.

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■.Qualidade

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ceRtificação inteRna em conhecimentos

de Vida no Trabalho - QVT

O. Programa. QVT,. lançado. em. julho. de. 2007,. visa. promover. qualidade. de. vida.no.trabalho.dos.funcionários.e.colaboradores.(estagiários,.adolescentes. trabalhadores),.com.foco.no.estímulo.aos.cuidados.com.a.saúde.e.na.adoção. de.hábitos.saudáveis. A partir de agosto de 2007, foi disponibilizada verba específica para cada dependência da organização realizar práticas como ginástica laboral, relaxamento,.alongamento,.ioga.no.trabalho,.tai.chi.chuan,.massagem,.bem.como. contratar.serviços.especializados.de.terceiros.
■.Relações

com colaboradores

A. postura. de. responsabilidade. socioambiental. do. Banco. não. se. restringe. a. seus.funcionários..A.preocupação.em.oferecer.melhores.condições.de.trabalho.também.abrange.os.colaboradores.do.Banco.(estagiários,.adolescentes. trabalhadores,.contratados). O. programa. de. aprendizagem. do. Banco. do. Brasil. –. Programa.Adolescente Trabalhador, baseado na Lei da Aprendizagem (Lei 10.097), já beneficiou mais.de.16.mil.jovens,.desde.que.foi.criado.em.2001..O.principal.objetivo.do. Programa. é. preparar. o. adolescente. para. atuar. como. sujeito. na. vida. social,. política.e.cultural,.dando-lhe.oportunidade.de.construir.sua.trajetória.educacional e profissional e sua relação com o mundo do trabalho em condições adequadas..Para.participar,.os.jovens.devem.estar.inscritos.em.entidades.assistenciais. e. devem. pertencer. a. famílias. com. renda. per. capita. de. até. meio. salário.mínimo. Relações com público externo Ouvidoria Externa Lançada.em.abril.de.2005,.a.Ouvidoria.Externa.possui.os.mesmos.princípios. que.a.Interna.e.é.destinada.aos.clientes.e.cidadãos..Ouvir.clientes,.acionistas,. sociedade,.colaboradores,.parceiros,.funcionários.é.razão.de.existir.de.qualquer.empresa.que.tenha.responsabilidade.socioambiental.como.princípio.

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■.Crédito

responsável.

O.Banco.do.Brasil.reformula.permanentemente.sua.postura.frente.ao.crédito. responsável,.alinhado.às.políticas.do.Ministério.do.Trabalho,.aos.Princípios.do. Equador.e.às.leis.da.responsabilidade.socioambiental.
■.Relações

com fornecedores

Nas.práticas.de.responsabilidade.socioambiental.da.organização,.há.o.aprimoramento.da.sua.relação.com.fornecedores,.ao.estabelecer.uma.política.de. relacionamento. clara. e. transparente..Assim,. o. Banco. considera,. no. relacionamento.com.fornecedores,.o.atendimento.aos.requisitos.de.RSA,.além.dos. critérios.relacionados: ►. à.economicidade;
►.

ao.atendimento.à.legislação; ► às especificações de qualidade dos produtos e serviços; ► à confiabilidade nos prazos de suprimentos. Podemos.citar.como.resultados.dessa.medida: ►. a.adoção.de.Acordos.de.Nível.de.Serviços,.documento.que.visa.assegurar.o.comprometimento.mútuo.em.relação.às.obrigações.estabelecidas. nos.contratos; ►. o.lançamento.de.um.canal.direto.entre.o.BB.e.seus.parceiros.no.Portal. Internet.
■.Relações

com concorrentes

Em.seu.relacionamento.com.concorrentes.o.Banco.do.Brasil.pratica.a.ética.e. a civilidade, mediante intercâmbio de informações e experiências realizadas de.maneira.lícita.e.transparente..Como.exemplos,.participa.ativamente: ►. de.comissões.na.Federação.Brasileira.de.Bancos.-.FEBRABAN;.e ►. ao.lado.dos.principais.bancos.e.empresas.brasileiras,.de.Câmaras.Técnicas.do.Conselho.Empresarial.Brasileiro.para.o.Desenvolvimento.Sustentável (CEBDS), que têm como objetivo integrar os princípios e práticas.do.desenvolvimento.sustentável.no.contexto.de.negócio,.conciliando. as.dimensões.econômica,.social.e.ambiental.

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■.Acionistas

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Em. sua. estratégia. corporativa,. o. Banco. tem. como. meta. adotar. padrões. de. governança que sejam referências para o mercado. Dessa forma, o seu estatuto prevê práticas que garantam o equilíbrio de direitos entre os acionistas, a transparência e a prestação de contas do negócio. Com informações corporativas confiáveis e tempestivas, a empresa busca a melhoria.da.percepção.de.sua.imagem.no.mercado.de.capitais,.valorizando. suas.ações..Um.exemplo.é.a.Sala.do.Acionista,.canal.virtual.de.relacionamento,.onde.o.investidor,.mediante.informação.de.senha,.pode.consultar: ►. sua.posição.acionária; ►. o.histórico.de.rendimentos; ►. a.compra.e.venda.de.ações;
►.

além.de.outras.informações.relativas.ao.mercado.de.capitais.e.ao.próprio.Banco. à lavagem de dinheiro

■.Combate

O. processo. de. prevenção. e. combate. à. lavagem. de. dinheiro. é. considerado. importante pelo BB, não só pela exigência legal, mas também por seu aspecto social,.dado.que,.por.meio.do.combate.a.esse.tipo.de.crime,.atua-se.direta.ou. indiretamente.na.prevenção.de.outros.ilícitos. Nessa.perspectiva,.a.empresa.investe.permanentemente.em.iniciativas.para. evitar.que.produtos.e.serviços.sejam.alvo.desse.crime.e.promove.ações.abrangentes para consolidar a cultura interna de prevenção nas suas dependências e.nos.países.onde.atua. Ecoeficiência O Programa de Ecoeficiência do Banco do Brasil objetiva: ■. rever.processos.em.andamento.para.reduzir.o.consumo.e.o.desperdício. de.insumos; ■. destinar. adequadamente. os. resíduos. sólidos,. líquidos,. gasosos. e. lixo. tóxico.gerados.no.BB,.inclusive.os.passíveis.de.reciclagem; ■ criar sistema integrado de ecoeficiência que coordene as ações e iniciativas.de.diversas.áreas.e.regiões.do.país;

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■.

desenvolver.ferramentas.de.acompanhamento.e.monitoramento; ■ disseminar a cultura de ecoeficiência entre os funcionários e públicos de relacionamento. Esse.programa.integra.e.aprimora.as.diversas.ações.de.redução.de.consumo,. reutilização e reciclagem já realizados nas dependências da empresa, tais como: ■ . o.Programa.de.Racionalização.do.Consumo.de.Energia.Elétrica. (PROCEN); ■. o.Programa.de.Redução.do.Consumo.de.Água.(PURÁGUA); ■. o.Programa.de.Recondicionamento.de.Cartuchos.e.Toner; ■. o.Programa.Nacional.de.Racionalização.de.Impressão.(PRONARI).

5.3 INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO A.terceira.dimensão.da.estratégia.socioambiental.contém.as.ações.de.cunho. social.que.reforçam.o.caráter.de.empresa.cidadã.do.Banco.do.Brasil..Além. das ações mencionadas nas outras duas dimensões, que influenciam o modo de.gestão.do.BB,.outras.iniciativas,.já.tradicionais,.continuam.a.apoiar.o.desenvolvimento.do.país. Cidadania empresarial Em 1985, o Banco criou a Fundação Banco do Brasil (FBB), para intensificar e reforçar.seu.apoio.às.iniciativas.voltadas.para.a.inclusão.social.e.a.promoção. da.cidadania. Entre.as.ações.em.curso.do.Banco.do.Brasil.e.da.FBB.destacam-se: ■. alfabetização.de.jovens.e.adultos; ■. inclusão.digital; ■. disseminação.de.tecnologias.sociais; ■. fortalecimento.da.agricultura.familiar; ■. melhoria.das.condições.de.vida.em.comunidades.quilombolas.e.indígenas; ■. ampliação.do.acesso.à.leitura.e.à.cultura; ■. estímulo.e.apoio.ao.voluntariado.

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78 Programa Voluntariado

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O.Banco.do.Brasil.conta.com.voluntários.que.estão.se.capacitando.em.diversas.áreas.de.conhecimento.para.atuação.nas.comunidades.e.em.organizações.não-governamentais.(ONG). Com.o.propósito.de.favorecer.a.execução.das.ações.voluntárias.e.possibilitar. à.empresa.o.gerenciamento.desse.público,.foi.lançado.na.intranet.corporativa. o. site. Voluntariado,. que. disponibiliza. informativos,. bancos. de. projetos. e. de. oportunidades, dados de voluntários e de comitês de cidadania. Dentro.do.Programa.Voluntariado.do.BB.destaca-se.também.o.Projeto.Voluntários.BB..Esse.projeto,.realizado.por.meio.da.parceria.entre.o.Banco.do.Brasil. e.a.Fundação.Banco.do.Brasil28,.tem.o.propósito.de.reconhecer.as.iniciativas. que. envolvam. o. trabalho. voluntário. de. funcionários. em. atividades. voltadas. para.a.geração.de.trabalho.e.renda.nas.comunidades.assistidas.
■.Fundo

da Infância e Adolescência

Desde.2003,.o.Banco.do.Brasil.destina,.anualmente,.ao.Fundo.da.Infância.e. Adolescência (FIA), um por cento do seu Imposto de Renda devido. O FIA é um fundo especial criado para o financiamento de políticas sociais, programas.e.ações.voltadas.para.a.promoção.e.a.defesa.dos.direitos.da.criança.e.do.adolescente,.cujos.recursos.são.investidos.a.partir.de.deliberação.dos. Conselhos.de.Direitos.da.Criança.e.do.Adolescente.
■.Centros

culturais e circuito cultural

O Banco do Brasil contribui para a cultura por meio de apoio financeiro às variadas formas artísticas nos três centros culturais: Centro Cultural Banco do Brasil.(CCBB).de.Brasília,.do.Rio.de.Janeiro.e.de.São.Paulo. O. Circuito. Cultural. é. um. projeto. itinerante. que. percorre. cidades. brasileiras,. levando.variadas.manifestações.de.arte.e.cultura.

28

.A.FBB.apóia,.com.recursos,.os.projetos.desenvolvidos.pelos.voluntários.

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Incentivo ao esporte

O.Banco.do.Brasil.mantém.apoio.às.seleções.brasileiras.de.vôlei.feminino.e. masculino,.organiza.o.Circuito.Banco.do.Brasil.de.Vôlei.de.Praia.e.desenvolve. o Projeto Tênis Brasil. Você pode acompanhar essas ações no relatório anual do.BB.
■.Neutralização

da emissão de gases efeito estufa

Com.vistas.a.combater.o.efeito.estufa.ou.o.aquecimento.global.a.organização. desenvolve.algumas.iniciativas. Em 2007, uma das experiências foi a versão carbon free.do.Circuito.Banco. do.Brasil.Vôlei.de.Praia.(CBBVP),.em.que.os.atletas.são.chamados.a.plantar. árvores. para. neutralizar. as. emissões. de. carbono. decorrentes. de. cada. etapa.–.transporte.de.atletas,.torcedores.e.trabalhadores,.além.do.consumo.de. energia.elétrica.e.da.própria.emissão.de.CO2.pelos.participantes.do.evento. Estudantes.de.escolas.públicas.ou.ligadas.a.projetos.sociais.promovidos.pelo. BB,.bem.como.torcedores.também.ajudam.no.plantio.das.mudas..Dessa.forma,.além.de.conscientizar.os.presentes.sobre.a.importância.de.uma.cidadania.ambiental.ativa,.promove.a.visibilidade.às.políticas.e.práticas.de.RSA.em. curso.na.empresa.
■.Apoio

a eventos relacionados ao tema RSA

Além.de.buscar.relacionar.sua.marca.ao.movimento.de.responsabilidade.social.corporativa.–.RSC,.a.política.de.patrocínio.do.BB.para.eventos.relacionados à responsabilidade socioambiental define como fundamental que o apoio da organização se dê a eventos que efetivamente contribuam para o fortalecimento.do.movimento.nacional.de.RSC..Dessa.forma,.são.patrocinados: ► desde 2003, o prêmio Ethos Valor; ► desde 2004, a Conferência Nacional do Ethos; ►. desde.2006,.o.“Seminário.Nacional.Nós.Podemos”,.em.parceria.com.a. Caixa.Econômica.Federal.

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eStratéGia neGoCial

de deSenvolvimento reGional SuStentável

Espera-se que ao final do estudo deste tema você possa: •. Situar.a.Estratégia.DRS.na.atuação.do.Banco.do.Brasil. • Identificar os objetivos da Estratégia Negocial Desenvolvimento Regional.Sustentável. •. Conceituar.desenvolvimento.territorial.e.relacioná-lo.com. desenvolvimento.regional.sustentável. • Identificar conceitos ligados a desenvolvimento regional sustentável. •. Distinguir.crescimento.econômico.de.desenvolvimento.sustentável. •. Explicar.o.caráter.estratégico.e.negocial.da.Estratégia.DRS.

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Como. já. foi. dito. anteriormente,. dentre. as. iniciativas. do. Banco. que. apóiam. o. desenvolvimento. sustentável. do. Brasil,. destaca-se. a. Estratégia. Negocial. Desenvolvimento.Regional.Sustentável.(DRS)..A.partir.deste.capítulo,.estudaremos.o.DRS.de.modo.aprofundado.

6.1 HISTÓRICO A história de 200 anos do Banco do Brasil contém significativos exemplos de iniciativas. voltadas. ao.desenvolvimento. e.à.redução.das.desigualdades. sociais. Como agente financeiro do Governo, o BB tem apoiado e desenvolvido programas.na.busca.de.caminhos.para.a.construção.de.um.País.socialmente. mais.justo,.incentivando.e.promovendo.a.divulgação.de.conhecimentos,.metodologias,.tecnologias.sociais.e.práticas.de.promoção.de.cidadania. Todas as iniciativas guardam a marca do seu tempo: refletem a visão da Instituição. e. do. seu. quadro. funcional. sobre. a. sociedade. no. momento. da. sua. concepção..Como.exemplos,.merecem.destaque.alguns.acontecimentos.que. marcaram.a.história.da.Instituição.nas.últimas.décadas.. ■ Década de 80: ► desenvolvimento de programas específicos como o Fundo de Desenvolvimento.Comunitário.-.FUNDEC,.o.Fundo.de.Incentivo.à.Pesquisa.–.FIPEC.e.o.Programa.de.Apoio.à.Micro.e.Pequenas.Empresas.–.MIPEM; ►. criação.da.Fundação.Banco.do.Brasil; ►. inauguração.do.1º.Centro.Cultural.BB,.no.Rio.de.Janeiro. ■ Década de 90: ►. criação.do.PRONAF.-.Programa.Nacional.de.Fortalecimento.da.Agricultura.Familiar,.pelo.Governo.Federal,.do.qual.o.BB.passa.a.ser.o.principal. agente financeiro; ► criação de produtos específicos voltados para o desenvolvimento do meio rural, como o BB RURAL RÁPIDO, o PRONAF AGREGAR  que alterou.totalmente.o.crédito.rural;.passando.a.permitir.a.“exploração”.de. todo.o.potencial.da.propriedade.rural.familiar.e.a.agregação.de.valor.aos. produtos.e.serviços.e.o.BB.AGRICULTURA.ORGÂNICA; ►. desenvolvimento.de.novos.mecanismos.de.comercialização.de.produtos. agropecuários,.como.o.Leilão.Eletrônico,.o.Balcão.de.Agronegócios.(in-

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formatizado).e.a.CPR.-.Cédula.de.Produto.Rural.(BB.já.atuando.com.a. visão.de.cadeia.produtiva). ■ Início do século XXI: ►. revisão. da. estrutura. organizacional. com. a. criação. dos. pilares. negociais. ►. criação,.em.2003,.dentro.de.um.contexto.de.uma.política.pública.de.bancarização.e.de.democratização.do.acesso.ao.crédito,.do.Banco.Popular. do.Brasil.e.da.Estratégia.de.Desenvolvimento.Regional.Sustentável. A.Estratégia.de.Desenvolvimento.Regional.Sustentável.surgiu.a.partir.da.necessidade.de.se.trabalhar.uma.série.de.questões.que.estavam.na.pauta.das. discussões. nacionais. e. mundiais,. como. o. crescente. passivo. ambiental. em. nível.mundial.e.as.desigualdades.sociais. O.momento.político.era.favorável,.com.a.priorização.do.Programa.Fome.Zero,. pelo.Governo.Federal,.o.apoio.à.agricultura.familiar.e.à.reforma.agrária.e.o. desenvolvimento. de. ações. voltadas. para. a. inclusão. social. e. a. geração. de. trabalho.e.renda..Nesse.contexto,.aumentou.a.cobrança,.por.parte.do.Governo.Federal,.por.atuações.mais.efetivas.das.empresas.estatais.nessas.áreas,. com.foco.em.trabalhos.que.contribuíssem.para.o.desenvolvimento.de.regiões. menos.assistidas. Havia.orientações.no.sentido.de.se.ampliar.a.carteira.de.crédito.para.investimento.produtivo.em.todo.o.País,.a.necessidade.de.aumentar.a.base.de.clientes.do.BB.(inclusão.bancária).e.a.preocupação.com.a.possibilidade.de.elevação da inadimplência. Nesse. contexto,. surge. a. Estratégia. Negocial. de. Desenvolvimento. Regional. Sustentável com o desafio de mobilizar agentes econômicos, políticos e sociais,.de.forma.a.impulsionar.o.desenvolvimento.sustentável,.primeiramente,. nas.regiões.menos.assistidas.dos.estados.do.Norte,.do.Nordeste.e.dos.Vales. do.Jequitinhonha.e.do.Mucuri,.priorizados.em.função.dos.seus.baixos.indicadores.sócio-econômicos. Em.2005,.como.forma.de.incrementar.e.expandir.a.implementação.da.Estratégia Negocial DRS, foi criada a Gerência Executiva de Desenvolvimento Regional Sustentável, vinculada diretamente à Presidência do Banco do Brasil, demonstrando.a.relevância.e.o.interesse.da.Organização.pelo.tema.
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Em.2007,.foi.aprovada.a.criação.dos.Segmentos.de.Mercado.DRS.nas.Superintendências, com o objetivo de aumentar a atuação do BB no desenvolvimento. regional. sustentável,. gerando. oportunidades. negociais. e. buscando. potencializar. a. utilização. dos.recursos. locais. (naturais,. humanos. e.sociais),. em.sintonia.com.os.direcionamentos.estratégicos.da.Empresa. Em. 2008,. visando. ampliar. o. foco. estratégico. da. empresa. no. segmento. da. “base.da.pirâmide”,.o.Conselho.de.Administração.do.Banco.do.Brasil.aprovou. a. criação. da. Diretoria. Menor. Renda. (Diren)..Ao. integrar. as. operações. dos. Correspondentes.Bancários,.do.Banco.Popular.do.Brasil.e.da.Estratégia.DRS,. a.Diren.além.de.buscar.maior.sinergia.na.implementação.das.estratégias.de. relacionamento definidas para o segmento menor renda, tem por objetivo desenvolver. produtos. e. serviços. e. realizar. ofertas. adequadas. a. esse. público. Como.veremos.no.decorrer.dos.próximos.capítulos,.com.a.Estratégia.DRS,. o.Banco.do.Brasil.visa.contribuir.para.a.dinamização.das.economias.locais.e. regionais,.com.foco.na.estruturação.de.cadeias.produtivas.e.visão.de.cadeia. de.valor..Dessa.forma,.objetiva.promover.ações.voltadas.para.a.viabilidade. econômica.das.atividades,.que.contribuam.para.aumento.de.produção.e.produtividade,.melhoria.na.qualidade. de.produtos,.acesso.a.novas.tecnologias. e.técnicas.de.produção,.ampliação.dos.mercados.interno.e.externo.e.maior. integração.entre.os.elos.da.cadeia. Porém,.para.que.o.desenvolvimento.possa.ser.considerado.sustentável,.há. que. se. considerar. não. apenas. o. seu. aspecto. econômico,. mas. também. os. aspectos.ambientais.e.sócio-culturais.. Por.meio.de.sua.atuação.junto.aos.mini.e.pequenos.empreendedores.rurais. e. urbanos,. a. Estratégia. DRS. contribui. para. a. inclusão. social. deste. público,. promovendo. geração. de. trabalho. e. renda,. fortalecimento. do. associativismo. e.do.cooperativismo,.democratização.do.acesso.ao.crédito,.valorização.das. vocações, valores, tradições culturais e competências locais. Além disso, incentiva.o.desenvolvimento.de.ações.que.propiciem.a.melhoria.da.educação,. da.saúde,.do.acesso.à.documentação.básica.e.da.habitação. Sob.o.aspecto.ambiental,.por.sua.vez,.as.ações.propostas.visam.à.conservação.do.meio.ambiente,.com.incentivo.ao.desenvolvimento.e.à.implementação. de.tecnologias.limpas,.à.inclusão.de.técnicas.para.utilização.racional.de.recursos naturais, ao aproveitamento de resíduos, ao florestamento e refloresUniversidade Corporativa BB

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tamento,.à.reciclagem.e.à.recuperação.de.áreas.degradadas. A abrangência regional do desenvolvimento sustentável, pretendida pela Estratégia.DRS,.extrapola.os.limites.de.uma.propriedade,.de.um.produtor.ou.de. uma.atividade,.para.que.se.considere.o.“território”,.como.veremos.no.tópico. a.seguir.

6.2 DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL As.primeiras.propostas.de.intervenção.deliberada.do.poder.público.para.induzir.o.desenvolvimento.de.atividades.produtivas.de.forma.direcionada,.isto. é,.para.ordenar.o.território,.datam.de.meados.do.século.XX..Eram.motivadas,. principalmente, pelo propósito dos governos em diversificar suas políticas em função das necessidades específicas de determinadas regiões. Hoje,.praticamente.em.todos.os.países,.o.ordenamento.territorial.tem.um.sentido. bem. mais. preciso.. Visa. organizar. o. processo. de. desenvolvimento. nos. territórios.como.alternativa.ao.comportamento.dos.mercados,.que.levam.as. pessoas.a.se.deslocarem.para.os.grandes.centros.urbanos.em.busca.de.oportunidades.de.trabalho.e.de.geração.de.renda. Renovar.a.concepção.de.território.para.uma.política.de.ordenamento.exige,. contudo,.que.ele.seja.entendido.como.ator.de.um.esforço.constante.de.desenvolvimento,.no.qual.a.coesão.social.é.simultaneamente.uma.aposta.e.uma. alavanca..Nesse.sentido,.tem.sido.cada.vez.mais.enfatizada.a.necessidade. de.combinar: ■ concorrência com cooperação; ■ conflito com participação; e ■ conhecimento empírico (local e prático) com conhecimento científico. A condição que permite a emergência de instituições mais favoráveis a essas três combinações consiste na afirmação de que o desenvolvimento depende,.essencialmente,.do.papel.catalisador.que.desempenha.um.plano.de.desenvolvimento,.que.tenha.sido.elaborado.com.ampla.participação.dos.atores. locais empreendedores privados, públicos e sociais que se identificam com determinada.região.

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A.Secretaria.de.Desenvolvimento.Territorial.do.Ministério.de.Desenvolvimento.Agrário.(SDT.-.MDA).concebe.o.território.como.“projeção.e.expressão.de. uma.identidade.de.uma.população.–.com.características.sócio-culturais,.ambientais,.político-institucionais.e.econômicas.peculiares,.de.tal.forma.que.todo. o.processo.de.desenvolvimento.interage.com.estes.elementos”.(CONDRAF/ MDA/SDT,.2004). As diversas definições de território ressaltam a idéia de um sistema complexo que.organiza.e.integra.as.múltiplas.dimensões.da.realidade,.formando.uma. totalidade.com.características.próprias..Tendem.a.destacar.também.a.identidade.das.características.sociais,.econômicas.e.ambientais.e.o.sentimento.de. pertencimento.da.sociedade.. Por.exemplo:.há.situações.nas.quais.a.simples.menção.do.local.de.origem.de. determinadas pessoas ou produtos é suficiente para se identificar características próprias destas pessoas ou produtos. Referências como artesanato do Vale.do.Jequitinhonha,.vinho.do.Vale.do.São.Francisco.ou.da.Serra.Gaúcha,. no.caso.de.produtos,.e.casos.como.fulano.é.do.Sertão.do.Cariri.(NE).e.o.outro.é.do.Pantanal.(CO),.apontam.para.características.comuns..Esses.lugares. possuem.singularidades.que.os.distinguem.dos.demais,.as.quais.são.construídas.por.identidades.históricas,.econômicas,.socioambientais.e.culturais. A existência de um sentimento de pertencimento e, mais ainda, de um plano territorial.assumido.pelos.atores.sociais,.representa.um.nível.elevado.de.organização.do.território.que.tende.a.favorecer.o.seu.desenvolvimento. Tal. nível. de. organização. amplia. a. autonomia. do. território. na. construção. e. negociação. de. seus. próprios. projetos,. gerando. resultados. mais. rápidos. e. consistentes,. mas. que,. apesar. disso,. podem. prescindir. de. um. trabalho. dos. órgãos.e.programas.de.desenvolvimento. Se.por.um.lado.o.bom.nível.de.organização.dos.territórios.facilita.o.desenvolvimento.de.iniciativas.de.desenvolvimento.regional,.como.a.Estratégia.Negocial. DRS,.por.exemplo,.por.outro,.são.precisamente.os.territórios.com.baixo.nível. de. organização. social,. que. necessitam. de. iniciativas. que. estimulem. a. sua. organização.e.a.formulação.de.estratégias.ou.planos.de.desenvolvimento,.de. forma.a.contribuir.para.a.construção.desse.sentimento.de.pertencimento.

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O.território.constitui,.portanto,.uma.âncora.para.articulação.e.integração.de.diferentes.iniciativas.e.projetos.de.órgãos,.instituições.e.governos,.que.atuando. de forma sinérgica tendem a elevar a eficiência e a eficácia das ações e dos recursos.investidos.no.local,.em.prol.do.desenvolvimento.

6.3. DESENVOLVIMENTO REGIONAL SUSTENTÁVEL O.conceito.de.desenvolvimento.ainda.é.utilizado.por.muitos,.inclusive.governos,.como.sinônimo.de.crescimento.econômico..Contudo,.nas.últimas.décadas,. o. conceito. de. desenvolvimento. vem. sendo. relacionado. cada. vez. mais. com.os.conceitos.de.sustentabilidade.e.de.desenvolvimento.humano. Atualmente,.um.dos.principais.indicadores.utilizados.para.medir.o.“desenvolvimento”.de.um.lugar.é.o.PIB.-.Produto.Interno.Bruto,.que.representa.a.soma,. em valores monetários (dinheiro), de todos os bens e serviços finais produzidos.em.uma.determinada.região.durante.um.certo.período.de.tempo.. A.fórmula.para.calcular.o.PIB.contempla.a.soma.do.consumo.privado,.investimentos. realizados,. gastos. governamentais. e. volume. de. exportações,. menos.o.volume.de.importações.feitas.pelo.país..O.PIB,.portanto,.não.trata.de. questões.sociais,.ambientais.ou.culturais,.apenas.de.questões.econômicas,. ou.seja,.indica.o.crescimento.econômico,.mas.não.necessariamente.o.desenvolvimento. Cada vez mais, governos, empresas e sociedade civil têm se conscientizado de. que. para. que. o. crescimento. econômico. possa. representar. efetivamente. desenvolvimento.deve.vir.acompanhado.de.melhorias.na.qualidade.de.vida. das.pessoas,.com.redução.de.desigualdades.sociais.e.maior.respeito.ao.meio. ambiente. Como.visto.anteriormente,.a.evolução.do.conceito.de.desenvolvimento.levou. a ONU a uma definição de desenvolvimento sustentável, constante do Relatório.Brundtland,.que.é.a.seguinte:.“aquele.que.atende.às.necessidades.do. presente.sem.comprometer.a.possibilidade.de.as.gerações.futuras.atenderem. às.suas.próprias.necessidades”. Para.Sérgio.Buarque.(2002),.o.desenvolvimento.sustentável.é.um.processo.

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que.leva.a.um.contínuo.aumento.da.qualidade.de.vida.com.base.numa.economia eficiente e competitiva, com relativa autonomia das finanças públicas, combinado.com.a.conservação.dos.recursos.naturais.e.do.meio.ambiente. Para.Tânia.Zapata.(2007),.o.desenvolvimento.regional.representa.uma.estratégia.intencional.dos.atores.de.uma.localidade.no.sentido.de.promover.mudanças.para.melhorar.a.qualidade.de.vida.da.população..Busca.construir.um. modelo.de.desenvolvimento.com.mais.participação,.protagonismo,.eqüidade. social.e.sustentabilidade.ambiental,.a.partir.das.potencialidades.e.vocações. produtivas.locais. Assim,.pode-se.concluir.que.o.fato.de.uma.região.produzir.muita.riqueza,.ou. seja,.ter.um.PIB.elevado,.não.quer.dizer.necessariamente.que.ela.é.desenvolvida. Para se avaliar o desenvolvimento humano têm sido utilizados o Índice de Desenvolvimento Humano – IDH e o Índice de Gini (ou Coeficiente de Gini). O.IDH.mede.o.nível.de.bem-estar.de.uma.população..No.seu.cálculo.estão. contempladas.a.expectativa.de.vida,.a.alfabetização,.a.escolarização.e.a.renda por pessoa. Em síntese, busca-se refletir sobre a qualidade de vida em um país.ou.município,.analisando-se.as.condições.de.saúde,.educação.e.geração. de.renda. O IDH passou a ser adotado pela ONU, em 1993, para classificar os países membros. Essa classificação obedece aos critérios abaixo (Quadro 5), de acordo.com.os.valores.auferidos.no.IDH,.que.variam.de.zero.a.um. Quadro.5 Índice de Desenvolvimento Humano – Classificação IDH .de.0.até.0,4999. .de.0,5.até.0,799. . de.0,8.até.1,00. Classificação Baixo Médio Alto

Em. 2005,. o. IDH. do. Brasil. atingiu. o. índice. de. 0,8,. fazendo. com. que. o. país. passasse. a. ocupar. a. 70ª. posição. no. ranking. mundial. de. desenvolvimento. humano,.composto.por.uma.lista.de.177.países.e.territórios..Com.este.índice,. o Brasil passou a figurar entre os países com alto IDH, embora em determina-

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das.regiões,.principalmente.no.norte.e.no.nordeste.do.País,.tenhamos.muitos. municípios.com.IDH.entre.0,4.e.0,6. O Coeficiente de Gini é utilizado para calcular a desigualdade na distribuição de.renda.de.uma.região..Sua.escala.também.varia.de.zero.a.um..Ao.contrário. do que ocorre no IDH, quanto mais próximo de zero estiver o Coeficiente de Gini.melhor.estará.a.situação.da.região,.ou.seja,.sua.distribuição.da.renda. Em 2006, o Coeficiente de Gini do Brasil foi de 0,580, conforme aponta o Relatório.de.Desenvolvimento.Humano.do.Programa.das.Nações.Unidas.para. o. Desenvolvimento. –. PNUD.. Esse. índice. coloca. o. Brasil. como. o. 10º. mais. desigual.em.termos.de.distribuição.de.renda,.numa.lista.de.126.países.e.territórios. Pela análise dos três indicadores citados – PIB, IDH e Coeficiente de Gini –.pode-se.concluir.que.o.Brasil.tem.apresentado.índices.positivos.de.crescimento.econômico..Entretanto,.persistem.sérios.problemas.de.distribuição.de. renda.e.a.necessidade.de.melhorar.a.performance.nas.questões.associadas.ao. desenvolvimento.humano.(saúde,.educação.e.geração.de.trabalho.e.renda). Desenvolvimento sustentável como estratégia Para.melhor.compreensão.de.um.processo.de.desenvolvimento.sustentável.é. importante.distinguir.“projeto”.e.“programa”.de.“estratégia”. Um.projeto.ou.um.programa.é.um.esforço.temporário.empreendido.para.criar. um.produto,.serviço.ou.resultado. Já.estratégia.é.uma.arte..Segundo.o.dicionário.Aurélio,.“.estratégia.é.a.arte. de.aplicar.os.meios.disponíveis.com.vista.à.consecução.de.objetivos.específicos”, ou “a arte de explorar condições favoráveis com o fim de alcançar objetivos específicos”. Ou seja, uma estratégia pressupõe um olhar mais amplo em.direção.ao.futuro. Projetos.e.programas,.portanto,.diferem.de.estratégias,.principalmente,.pelo. fato. de. que. os. primeiros. são. temporários. e. exclusivos,. enquanto. as. estratégias definem “rumos” para um empreendimento ou para uma instituição, entidade.ou.região.

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Nesse.ponto.é.importante.ressaltar.que.iniciativas.voltadas.para.o.desenvolvimento.sustentável.não.podem.se.restringir.a.programas.ou.projetos..Devem. estar.inseridas.em.uma.estratégia.maior.. O. desenvolvimento. sustentável. possui,. portanto,. caráter. estratégico,. com. perspectiva.de.médio.e.longo.prazo..Trabalha.com.a.estruturação.de.atividades.produtivas,.com.a.visão.de.cadeia.de.valor,.ou.seja,.pressupõe.constante. retroalimentação. em. seus. processos,. visando. atingir. patamares. crescentes. de.desenvolvimento.sustentável.

6.4 DOCUMENTOS ESTRATÉGICOS A.Estratégia.Negocial.DRS.está.inserida.na.cultura.organizacional.do.Banco. do.Brasil..Sua.proposta.de.atuação.com.a.missão,.crenças.e.visão.de.futuro,. presentes.na.Estratégia Corporativa,.com.as.orientações.gerais.que.balizam. a.elaboração.dos.objetivos.e.indicadores.do.Plano Diretor.e.com.os.objetivos. traçados.no.Plano de Mercados. Descrevemos. abaixo. as. premissas. que. balizaram. a. estratégia. corporativa. para.o.período.2008-2012,.com.o.destaque.para.o.segmento.de.varejo: Missão. “Ser a solução em serviços e intermediação financeira, atender às expectativas.de.clientes.e.acionistas,.fortalecer.o.compromisso.entre.os.funcionários.e. a.Empresa.e.contribuir.para.o.desenvolvimento.do.País.” Crenças. ... ■. Compromisso.com.o.desenvolvimento.das.comunidades.e.do.País; ■. Responsabilidade.sociambiental¨. ... Visão de Futuro “Sermos. o. primeiro. banco. dos. brasileiros,. no. Brasil. e. no. exterior,. o. melhor. banco para se trabalhar e referência em desempenho, negócios sustentáveis e.responsabilidade.socioambiental.”

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Orientações Gerais ... .8..ampliar.o.acesso.ao.crédito,.estimulando.seu.uso.responsável. ... 14..Fortalecer.a.atuação.em.cadeias.de.valor. ... 16..Ampliar.e.fortalecer.a.atuação.negocial.como.agente.de.desenvolvimento. do.País.em.bases.sustentáveis. Plano de Mercado – Varejo ... Promover.a.concessão.de.microcrédito. Fortalecer.a.atuação.como.agente.de.desenvolvimento.sustentável. Criar.relacionamentos.duradouros.com.os.clientes.menor.renda. ...

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viSõeS da

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drS

Espera-se que ao final do estudo deste tema você possa: • Identificar as visões da Estratégia DRS e seus principais aspectos. •. Conceituar.Cadeia.de.Valor. •. Discorrer.sobre.a.importância.da.concertação.para.a.Estratégia.DRS. •. Conceituar.Aglomerados,.Arranjos.Produtivos.Locais.e.Cadeias.ou. Sistemas.Produtivos.

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Todo.o.processo.metodológico.de.implementação.da.Estratégia.Negocial.DRS,. na.estruturação.das.atividades.produtivas,.baseia-se.em.cinco.visões:
■. ■. ■ ■. ■.

Visão.Negocial; Visão.de.Futuro; Visão de Abrangência; Visão.de.Cadeia.de.Valor; Visão.Participativa.

7.1. VISÃO NEGOCIAL Grandes problemas, em nível mundial, têm absorvido a atenção de governos e.instituições.internacionais,.como.as.Nações.Unidas.e.o.Banco.Mundial,.que. juntos têm trabalhado na busca de soluções. Nesse contexto, empresas do mundo.todo.estão.cada.vez.mais.conscientes.da.sua.responsabilidade.e.da. necessidade.de.mudar.suas.estratégias.corporativas.no.sentido.de,.igualmente,.contribuir.para.a.sustentabilidade.do.planeta.e,.conseqüentemente,.garantir.a.sua.própria.sustentabilidade.. Como já foi dito, enxergar oportunidades na adversidade é um dos desafios que as empresas têm enfrentado. Exemplos simples podem tornar mais claro este.movimento: ■. o.impacto.do.aquecimento.global.e.das.mudanças.climáticas.representa. uma.oportunidade.de.expansão.para.as.empresas.de.consultoria.e.de. desenvolvimento. de. novas. tecnologias,. conhecidas. como. tecnologias. limpas.para.a.geração.de.energia;. ■. o.impacto.da.pandemia.mundial.de.HIV/AIDS.e.a.alta.mortalidade.em. nível mundial decorrentes de doenças evitáveis representam desafios e oportunidades.para.as.empresas.do.ramo.farmacológico; ■. os.altos.índices.de.pobreza.no.mundo.motivam.as.empresas.a.criar.estratégias.voltadas.para.o.público.situado.na.“base.da.pirâmide”,.por.meio. do.desenvolvimento.de.produtos.e.serviços.próprios.para.este.segmento. O.Banco.procura,.por.meio.da.estratégia.DRS,.além.de.materializar.compromissos.assumidos.em.sua.Estratégia.Corporativa,.estabelecer.um.novo.patamar de relacionamento com a sociedade, disponibilizando sua competência organizacional,.desenvolvendo,.mobilizando.e.integrando.recursos.humanos,.

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físicos e financeiros, de forma a colaborar para o desenvolvimento do país, auxiliando.na.dinamização.da.economia.das.regiões.onde.atua.e.na.estruturação/abertura.de.novos.mercados. Em.estudo.realizado.no.cenário.econômico.mundial.no.início.dos.anos.2000,. observou-se.que.existem.quatro.camadas.de.consumidores.(Quadro.6)..Bem. no.topo.da.pirâmide.estão.os.75.a.100.milhões.de.consumidores.mais.ricos:. faixa. composta. por. pessoas. de. renda. alta. e. média. dos. países. desenvolvidos.e.pelas.poucas.elites.do.mundo.em.desenvolvimento..No.meio.da.pirâmide, nas camadas dois e três, estão os consumidores pobres das nações desenvolvidas.e.a.classe.média.emergente.dos.países.em.desenvolvimento,. principais.alvos.das.antigas.estratégias.para.mercados.emergentes..Na.base. da.pirâmide,.existem.quatro.bilhões.de.pessoas,.com.renda.inferior.ao.valor. considerado.mínimo.para.sustentar.uma.vida.decente. Quadro.6 Pirâmide Econômica Mundial* Renda.per.capita.anual.. . em.dólares*. . Mais.de.$.20.000. . $.1.500.-.$.20.000. . Menos.de.$.1.500. Camada . 1. 2.&.3. 4. . População. em.milhões 75.–.100 1.500.–.1750 4.000

Fonte:.U.N.World.Reports.(*baseado.na.paridade.do.poder.de.compra.nos.EUA).

Como.já.foi.dito.no.capítulo.2,.as.pessoas.situadas.na.base.da.pirâmide.representam.uma.grande.oportunidade..De.acordo.com.o.Banco.Mundial,.a.população.dessa.camada.poderá.aumentar.para.mais.de.6.bilhões.de.pessoas. nos.próximos.40.anos.. Ou.seja,.a.percepção.de.que.a.base.da.pirâmide.não.é.um.mercado.viável. é.equivocada.porque.não.valoriza.a.crescente.importância.da.economia.informal,.que.em.algumas.estimativas.corresponde.de.40.a.60%.da.atividade. econômica.dos.países.em.desenvolvimento..A.maioria.das.pessoas.que.representam.essa.camada.mora.em.áreas.rurais,.em.bairros.urbanos.pobres.ou. em.favelas..O.BB,.por.meio.da.Estratégia.DRS,.incentiva.o.desenvolvimento. de.ações.voltadas.para.a.capacitação.dessas.pessoas.de.forma.a.torná-los. entes.ativos.no.processo.de.desenvolvimento.

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Trabalhar.com.visão.negocial,.numa.empresa.cidadã.que.acredita.no.desenvolvimento.regional.sustentável.exige,.porém,.uma.nova.postura..A.visão.imediatista.do.resultado.no.curto.prazo.deve.ceder.lugar.a.um.planejamento.de. oferta.de.produtos.e.serviços,.no.médio.e.longo.prazos,.pois.as.oportunidades. de.negócio.podem.estar.exatamente.em.acompanhar.a.trajetória.do.cliente,. seu.crescimento.e.conseqüente.superação.de.obstáculos. Assim, na atuação em DRS, o tradicional papel de agente financeiro do Banco do Brasil amplia-se para considerar, além das variáveis econômico-financeiras,.as.variáveis.sociais,.ambientais.e.culturais.na.decisão.de.apoio.a.toda.a. cadeia.de.valor.de.determinada.atividade.produtiva.

7.2 VISÃO DE FUTURO

A.visão.de.futuro.é.normalmente.apresentada.como.um.enunciado.que.descreve.em.detalhe.como.organização.deseja.estar.no.futuro.e.quer.ser.reconhecida..Sendo.uma.projeção.das.oportunidades.futuras.do.negócio.da.organização,.pressupõe.uma.concentração.de.esforços.na.sua.busca. Na Estratégia Negocial DRS, agir com visão de futuro significa estimular todos os envolvidos no processo, especialmente os beneficiários e parceiros da atividade, a definirem onde querem chegar (que situação projetam para a atividade.produtiva),.procurando,.nessa.construção,.ter.presente.o.ambiente. em.que.vivem.(relações.sociais.e.ambiente.natural). É importante ressaltar que a visão de futuro deverá representar um desafio que.os.estimule.no.sentido.de.empreender.os.esforços.necessários.para.que. os.objetivos.almejados.sejam.atingidos,.com.foco.na.sustentabilidade.da.atividade produtiva e na sua maior competitividade sistêmica. É.forçoso.reconhecer,.entretanto,.que.o.Desenvolvimento.Sustentável,.pela. sua. complexidade. no. tocante. ao. necessário. equilíbrio. entre. as. dimensões. econômicas,.sociais.e.ambientais,.precisa.ser.visto.numa.perspectiva.de.longo.prazo..Assim,.qualquer.estratégia.que.tenha.por.objetivo.o.desenvolvimento.sustentável.de.determinada.região.exige.um.planejamento.onde.coexistam. objetivos.e.ações,.interdependentes.ou.não,.com.perspectivas.de.curto,.médio.e.longo.prazos.
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98 7.3 VISÃO DE ABRANGÊNCIA

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As diversas definições de território vistas anteriormente ressaltam a idéia de um.sistema.complexo.que.organiza.e.integra.as.múltiplas.dimensões.da.realidade,.formando.uma.totalidade.com.características.socioeconômicas.e.ambientais.próprias. Dentre.as.múltiplas.dimensões.está.a.dimensão.econômica.representada.pelas.atividades.produtivas.predominantes..Apesar.da.concepção.multidisciplinar.do.território,.operacionalmente.pode.ser.feita.uma.delimitação.do.mesmo. a.partir.da.base.produtiva.dominante.e.dos.fatores.que.predominam.na.sua. respectiva.cadeia,.nas.perspectivas.horizontal.e.vertical..Este.é.o.parâmetro. adotado.na.estratégia.Negocial.DRS.por.constituir.fator.relevante.de.identidade.territorial. Para.facilitar.a.operacionalização. da.Estratégia.Negocial.DRS.estabeleceuse, como regra geral, a jurisdição da agência como o menor território a ser considerado para abrangência dos Planos de Negócios DRS. Quando.a.atividade.transcende.as.fronteiras.da.jurisdição,.o.trabalho.de.implementação. do. DRS. poderá. ser. realizado. de. forma. integrada,. envolvendo. várias agências circunvizinhas, no apoio a uma determinada cadeia produtiva. Tal. situação. é. comum. em. grandes. centros. urbanos. ou. municípios. onde. há. mais de uma agência. Nessas situações, em que as agências atuam no DRS de forma integrada (Figura 6), a Superintendência e a Gerência Regional de Varejo assumem o papel de coordenação para integrar estes processos e definir a forma de atuação e o papel de cada agência no desenvolvimento das atividades identificadas.

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Figura.6 Atuação integrada da Estratégia Negocial DRS

Outra. situação. possível,. que. foge. à. regra. da. jurisdição. como. sinônimo. de. território, a ser trabalhada no DRS, ocorre no caso da jurisdição da agência abranger.uma.área.territorial.muito.grande,.como.nos.estados.do.norte.e.do. centro-oeste.. Nesses. casos,. admite-se. que. a. área. atendida. pelo. Plano. de. Negócios DRS seja inferior à jurisdição da dependência. O mesmo se aplica às situações em que barreiras geográficas, sócio-culturais,. políticas. ou. institucionais. impeçam. a. formação. de. laços. de. identidade. entre.os.diferentes.públicos.envolvidos.. Entretanto, sempre serão determinantes para se definir a abrangência da ação.em.DRS: ■. a.capacidade.de.gerar.impacto.sobre.os.indicadores.socioeconômicos. da.região.em.que.se.atua; ■. a.capacidade.de.promover.a.dinamização.da.economia.local;.e ■. a.capacidade.de.geração.de.resultados.que.permitam.uma.relação.custo-benefício.favorável.para.a.intervenção.na.localidade.

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100 7.4 VISÃO DE CADEIA DE VALOR

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Até.meados.do.século.passado,.a.visão.de.competitividade.era.bastante.segmentada. Produtores preocupavam-se em produzir mais e melhor. Beneficiadores.limitavam-se.a.aprimorar.os.seus.processos.industriais,.em.busca.de. maior eficiência e qualidade de seus produtos. Comerciantes limitavam-se a comprar.bem.e.vender.melhor,.de.forma.a.auferir.maiores.lucros..Clientes.e. consumidores não eram respeitados nem indagados sobre suas preferências. O.fenômeno.da.globalização,.com.a.abertura.dos.mercados.e.o.aumento.da. competitividade.em.nível.mundial,.fez.com.que.os.velhos.paradigmas.de.competitividade.se.tornassem.obsoletos.e.a.visão,.antes.segmentada,.se.tornasse. insustentável. Aos poucos, verificou-se que a ineficiência de uns, contribuía para o insucesso.dos.outros..A.má.qualidade.dos.produtos.tornava.a.indústria.de.derivados. pouco.competitiva.quando.exposta.ao.mercado.internacional..As.margens.de. lucro do comerciante ficavam também comprometidas, em virtude da precária agregação.de.valor.no.processo.industrial..Como.diz.o.ditado.popular:.“Da.má. uva.não.se.faz.bom.vinho”. A. partir. dessa. percepção,. observa-se. que. os. processo. de. organização. dos. agentes. do. processo. produtivo. começam. a. evoluir. e,. em. função. da. forma. como.se.organizam.esses.agentes,.surgem.os.“Aglomerados.Produtivos”,.os. “Arranjos.Produtivos.Locais.(APL).ou.somente.Arranjos.Produtivos”.e.as.“Cadeias.Produtivas.ou.Sistemas.Produtivos”.(Figura.7). ■ Aglomerados. –. são. agrupamentos. de. agentes. econômicos,. políticos. e. sociais,.que.atuam.em.diferentes.fases.do.processo.produtivo.de.uma.atividade. produtiva,. numa. comunidade,. com. vínculos. frágeis. de. interação,. cooperação,.aprendizagem.e.pouca.sinergia. ■ Arranjos Produtivos Locais. –. são. agrupamentos. de. agentes. econômicos,.políticos.e.sociais,.localizados.em.um.mesmo.território,.que.atuam.em. diferentes.fases.do.processo.produtivo,.operando.em.atividades.produtivas. correlacionadas,.e.que.apresentam.vínculos.expressivos.de.interação,.cooperação.e.aprendizagem. ■ Cadeias ou Sistemas Produtivos.–.são.conjuntos.de.todas.as.etapas.do. processo.produtivo.de.um.determinado.produto.ou.serviço,.realizadas.por. agentes.de.aglomerados.econômicos.e/ou.arranjos.produtivos.locais,.forUniversidade Corporativa BB

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mando.redes complexas com altos índices de articulação, cooperação e aprendizagem,.sem.limitação.territorial.. Figura.7 Organização dos agentes do processo produtivo

Aglom erados

Arran jo s Pro dutivo s Locais

Cadeias ou Sistem as Prod utivo s

A. visão. de. competitividade. passou. a. conviver,. assim,. com. uma. visão. mais. integrada.e.holística.da.cadeia.produtiva.em.que.a.atividade.se.insere..Compreendeu-se a interdependência entre os diferentes elos dessa cadeia – produção, armazenagem, transporte, beneficiamento, comercialização – e a necessidade. de. estreita. articulação. entre. eles. para. o. sucesso. no. mercado. global.. Surgiram. câmaras. setoriais. e. assemelhadas. e. as. próprias. políticas. públicas.passaram.a.incidir.sobre.as.necessidades.da.cadeia,.ao.invés.de.se. dirigirem especificamente à indústria ou à produção. Nessa. linha,. outros. fatores. do. entorno. das. cadeias. produtivas. mostraramse capazes de contribuir para uma maior competitividade sistêmica, como o. crédito,. o. sistema. tributário,. o. sistema. regulatório,. o. sistema. inovativo. e. de formação (pesquisa, desenvolvimento, capacitação e assistência técnica), o sistema de certificações, a rede de fornecedores de bens, equipamentos e.serviços,.os.sistemas.de.comunicação,.a.malha.de.laboratórios.e.centros. tecnológicos,.o.sistema.de.difusão.do.conhecimento.(universidades.e.escolas. técnicas),.dentre.outros,.ou.seja,.os.ambientes.institucional.e.organizacional. que.envolvem.a.atividade.

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Da mesma forma, foram observados os impactos e influências que as características.constitutivas.da.cadeia.de.distribuição.(empresas.de.logística,.redes. de.atacadistas.e.varejistas,.redes.de.consumidores.etc.).causavam.no.desempenho.das.cadeias.produtivas. Com.isso,.chegou-se.ao.conceito.de.cadeia.de.valor.da.atividade.(Figura.8),. como.forma.de.entender.esse.conjunto.de.fatores.com.vistas.a.atingir-se.elevados graus de competitividade sistêmica. O.conceito.de.cadeia.de.valor.pode.ser.compreendido,.portanto,.como.sendo. um.conjunto.articulado.de.atividades/operações.econômicas,.técnicas,.comerciais.e.logísticas.que.se.inicia.com.o.fornecimento.de.insumos.(matéria.prima). para. a. produção. de. determinado. produto. até. a. sua. entrega. ao. consumidor. final (Figura 8). Abrange,.assim,.a.cadeia.produtiva.(da.matéria-prima.ao.produto/serviço),.a. cadeia de distribuição (do produto/serviço ao consumidor final), bem como todos.os.elementos,.não.descritos.na.forma.de.atividades,.situados.no.entorno. das cadeias e que influenciam direta e indiretamente a competitividade sistêmica.da.mesma,.ou.seja,.todo.o.ambiente.institucional.e.organizacional.que. envolve.a.atividade..Exemplos:.governos,.agentes.de.regulação,.instituições. de pesquisa, de desenvolvimento, de capacitação e de assistência técnica, instituições financeiras, agências certificadoras, centros tecnológicos, sistema tributário,.rede.de.fornecedores.de.bens,.equipamentos.e.serviços,.sistemas. de.comunicação,.universidades.e.escolas.técnicas,.empresas.públicas.e.provadas,.cooperativas.. Com.a.cadeia.de.valor.totalmente.articulada,.decisões.estratégicas.fundamentais.tornam-se.mais.nítidas.e.as.decisões.de.investimentos.podem.ser.vistas. da.perspectiva.do.seu.impacto.na.cadeia.global,.ampliando.a.competitividade. sistêmica da mesma.

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Figura.8 Cadeia de Valor

Em. vista. disso,. a. Estratégia. Negocial. DRS. visa. à. estruturação. das. atividades. produtivas. com. visão. de. cadeia. de. valor,. independentemente. do. nível. de.organização.em.que.se.encontram._.aglomerado,.APL.ou.sistema.(cadeia. produtiva).

7.5 VISÃO PARTICIPATIVA Para.a.Estratégia.DRS,.a.promoção.do.desenvolvimento.regional.sustentável. não.é.tarefa.exclusiva.de.governos,.empresas.ou.qualquer.outra.organização,. de.forma.individual,.mas.sim.do.conjunto.da.sociedade.em.todas.as.suas.formas.de.manifestação. Reconhecer.esse.fato.implica.a.compreensão.e.a.aceitação.de.que.as.forças. da.sociedade,.unidas,.terão.maiores.possibilidades.de.mudar.a.realidade.dos. espaços.em.que.as.pessoas.vivem.e.se.desenvolvem. Essa é a essência do conceito de “concertação” proposto pela metodologia de DRS,.por.meio.da.qual.o.Banco.do.Brasil.se.posiciona.no.processo.de.desenvolvimento.do.país.como.parceiro.que.quer.somar.esforços,.contribuir.com.as. iniciativas.já.existentes.e.fazer.parte.de.novas.iniciativas.de.desenvolvimento. sustentável.que.possam.ser.construídas.coletivamente.

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A.idéia.nos.remete.a.um.concerto.musical,.onde.uma.grande.obra.só.pode.ser. executada.com.maestria.se.cada.um.dos.músicos.desempenhar.o.seu.papel. de forma eficiente e sintonizada/harmonizada com os demais. O resultado final representará a soma dos esforços individuais, da parceria dos componentes.da.orquestra.e.do.foco.de.todos.em.um.objetivo.comum. A.concertação,.com.o.sentido.de.orquestração,.portanto,.pressupõe.parceria,. articulação.e.mobilização.de.atores.socioeconômicos,.intervenientes.diretos. ou.indiretos.da.atividade.produtiva,.da.área.governamental,.da.iniciativa.privada e/ou sociedade civil, com ou sem fins lucrativos, em prol de um objetivo comum. que. é. o. desenvolvimento. sustentável. de. determinada. região,. como. demonstrado.na.Figura.9. Figura.9 Concertação

Um dos desafios deste processo está em buscar a convergência de interesses reais,.aparentemente.antagônicos,.de.forma.a.harmonizá-los..O.papel.do.Banco.do.Brasil.na.Estratégia.DRS.não.se.limita,.portanto,.a.sua.vocação.como. agente. de. crédito,. mas,. também,. como. catalisador. de. ações,. fomentando,. articulando. e. mobilizando. agentes. econômicos,. sociais. e. ambientais. para. a. construção.conjunta.e.participativa.de.um.Plano.de.Desenvolvimento.Sustentável, onde todos se beneficiem.

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pilareS da

SuStentabilidade

Espera-se que ao final do estudo deste tema você possa: • Identificar os pilares da sustentabilidade e sua relação com a Estratégia.Negocial.DRS. • Identificar as oportunidades negociais, decorrentes da atuação do Banco.com.foco.nos.pilares.da.sustentabilidade.. • Identificar os principais órgãos que compõem o Sistema Nacional de Meio.Ambiente.–.SISNAMA.e.suas.respectivas.atribuições. • Discorrer sobre a importância da Agenda 21 Local e seus desafios. •. Conceituar.cooperativa,.empresa.e.associação. • Identificar os princípios universais do cooperativismo.

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O.conceito.de.sustentabilidade.nos.remete.ao.já.visto.triple bottom line.que,.no. meio.empresarial,.se.traduz.na.preocupação.das.empresas.em.incorporar.em. suas.estratégias.de.gestão.não.somente.ações.que.visem.resultado.econômico,.ou.a.geração.de.valor.para.os.acionistas,.mas,.também,.ações.voltadas. para.a.preservação.do.meio.ambiente.e.para.a.melhoria.dos.indicadores.sociais,.com.respeito.às.diversidades.culturais,.ou.seja,.aos.saberes,.tradições,. patrimônio. e. ativos. culturais. existentes. nas. diversas. localidades. e. que,. de. certa.forma,.contribuem.para.a.identidade.de.cada.território. Falar.em.desenvolvimento.sustentável.no.meio.empresarial.é.falar.na.geração. de.negócios.num.mundo.cada.vez.mais.exigente,.onde.se.observa.um.nível. crescente.de.conscientização.pela.conservação.do.planeta,.pelo.aumento.da. justiça.social.e.pelo.respeito.à.diversidade.cultural. A Estratégia DRS tem este desafio: estruturar cadeias produtivas de forma a torná-las.economicamente.viáveis,.socialmente.justas.e.ambientalmente.corretas,.respeitando.e.valorizando.a.cultura.local. Didaticamente,.veremos.como.isto.se.dá,.por.meio.da.análise.de.cada.um.dos. pilares.da.sustentabilidade.de.forma.isolada,.lembrando.que.a.sustentabilidade pressupõe a atuação nos três pilares de forma coordenada e concomitante.

8.1 PILAR ECONÔMICO O. Pilar. econômico. do. tripé. da. sustentabilidade. representa. o. mercado,. com. sua.dinâmica.e.infra-estrutura.para.a.produção.de.bens.e.serviços. Para.a.implementação.de.processos.de.dinamização.de.economias,.como.a. Estratégia DRS, portanto, é importante identificar as vocações locais, o mercado. e. as. potenciais. oportunidades. que. possam. ser. desenvolvidas. de. forma.sustentável,.visando.o.aumento.da.produção,.melhoria.da.produtividade,. agregação.de.valor.aos.produtos,.ampliação.do.mercado,.entre.outras.possibilidades.que.permitam.uma.melhoria.nos.indicadores.econômicos.da.região. e.conseqüentemente.um.aumento.na.renda.dos.micro.e.pequenos.empreendedores.envolvidos.no.processo.

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108 Vocações e potencialidades

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As.vocações.estão.diretamente.relacionadas.às.tradições,.às.atividades.que. as.pessoas.sabem.desempenhar.e.efetivamente.o.fazem,.de.forma.a.gerar. renda.para.o.sustento.pessoal.e.de.suas.famílias. Para. que. uma. região. se. torne. competitiva,. porém,. não. basta. ter. vocação. para.determinada.atividade,.não.basta.saber.fazer,.é.preciso.que.os.produtos.e.serviços.produzidos.atendam.aos.parâmetros.requeridos.pelo.mercado. consumidor.e,.mais,.que.apresentem.alguma.vantagem.competitiva,.ou.seja,. que.tenham.algum.diferencial.em.relação.aos.produtos.similares.ofertados.no. mesmo.mercado..Para.tanto,.todo.o.ambiente.no.qual.essas.atividades.são. desenvolvidas devem criar condições para que isso se dê. A visão ampla (holística, sistêmica) das forças que modelam o macro ambiente, com a identificação dos diferentes atores que o compõem e o reconhecimento das suas respectivas conexões e interdependências favorece a articulação.e.o.desenvolvimento.de.estratégias.conjuntas.com.este.foco:.busca.de. alternativas.sustentáveis.de.competitividade. Análise de mercado O. mercado. consiste,. basicamente,. na. esfera. das. relações. econômicas. de. compra.e.venda.de.produtos.e.serviços,.de.cujo.ajuste.resulta.o.preço. Um dos pontos centrais levantados pelo Diagnóstico DRS é a identificação do mercado.real.e.potencial.do.produto.ou.serviço.com.o.qual.se.está.trabalhando,.com.a.respectiva.analise.da.dinâmica.social,.do.tamanho,.das.formas.de. distribuição.e.de.comercialização,.dos.principais.compradores.e.dos.principais. concorrentes,.dos.níveis.de.concentração,.dentre.outros..A.compreensão.do. mercado.é.de.suma.importância.quando.da.elaboração.do.Plano.de.Negócios. DRS,.que.nada.mais.é.do.que.o.Plano.de.Desenvolvimento.da.cadeia.de.valor. da.atividade.que.se.pretende.estruturar. Oportunidades negociais É. fundamental. perceber,. que,. por. meio. do. DRS,. ao. se. ampliar. o. papel. do. Banco,.ampliam-se,.igualmente,.as.oportunidades.negociais.com.os.diversos. mercados.relacionados..Assim,.o.relacionamento.freqüente.com.o.Mercado.
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de.Governo,.buscando.estabelecer.parcerias.para.o.desenvolvimento.das.atividades produtivas selecionadas pelas agências, permite divulgar a estratégia de. atuação. do. Banco,. estabelecendo. representativo. diferencial. em. relação. aos.concorrentes.e.favorecendo,.desta.forma,.a.negociação.de.diversos.produtos.e.serviços.direcionados.à.este.mercado. No. Mercado. de. Pessoa. Jurídica,. a. visão. de. cadeia. de. valor,. que. deve. ser. buscada. na. atuação. em. Desenvolvimento. Regional. Sustentável,. possibilita. organizar melhor os elos da cadeia produtiva e identificar as empresas e instituições que atuam ou que venham a atuar no segmento. O objetivo é firmar parcerias.e.contribuir.para.o.crescimento.e.organização.das.mesmas,.por.meio. da.oferta.de.produtos.e.serviços,.que.atendam.às.suas.necessidades,.como. convênios, folhas de pagamento, cobrança, financiamentos, entre outros. No.Mercado.de.Pessoa.Física,.as.oportunidades.negociais.se.ampliam.à.medida.que.aumenta.a.aproximação.do.Banco.com.as.entidades.representativas. das.diversas.categorias.(associações,.cooperativas,.sindicatos,.entidades.de. classe),.que.congregam.número.elevado.de.participantes. Ao.integrar.as.ações.de.diversos.parceiros,.como.forma.de.dar.sustentabilidade.à.atividade.apoiada.e.elevar.a.renda.dos.mini.e.pequenos.empreendedores. rurais.e.urbanos.(premissa.do.DRS),.os.riscos.individuais.são.minimizados,. o.que.favorece.a.análise.de.limites.de.crédito.e.a.oferta.de.outros.produtos.e. serviços.voltados.para.o.segmento.menor.renda,.constituído.por.uma.grande. fatia.da.população.situada.na.“base.da.pirâmide”.econômica.

8.2. PILAR AMBIENTAL Em.processos.de.desenvolvimento.regional.sustentável.a.variável.ambiental. envolve.todas.as.questões.relacionadas.ao.meio.ambiente,.com.suas.terras,. águas.e.ar. O.meio.ambiente.representa.a.fonte.natural.dos.recursos.direcionados.para. a.produção.e.para.a.garantia.do.bem-estar.da.população..Em.contrapartida. recebe, de volta, os resíduos e efluentes29.,.tanto.domésticos.quanto.aqueles.
29

..Resíduo.ou.rejeito.(de.atividade.industrial,.esgotos.sanitários,.etc).lançado.no.meio.ambiente..Dicionário.Eletrônico.Aurélio..Acesso.em.28.07.2008.

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provenientes.do.processo.produtivo..A.manutenção.da.boa.qualidade.desta. fonte. seja. na. exploração. de. seus. recursos,. seja. no. descarte. dos. resíduos,. é.o.que.vai.garantir.a.viabilidade.econômica.dos.empreendimentos.que.dela. necessitam.e.a.qualidade.de.vida.das.pessoas. Essa. assertiva,. porém,. só. passou. a. fazer. parte. do. consciente. coletivo. em. meados.do.século.XX,.a.partir.da.percepção.dos.perigos.advindos.do.avanço. tecnológico, levando pesquisadores a refletir sobre o modelo de desenvolvimento. adotado. desde. a. Revolução. Industrial.. Com. os. acidentes. ambientais.acontecendo.e.a.percepção.dos.problemas.evidenciados,.foram.surgindo. os.primeiros.movimentos.ecológicos.e.a.formação.de.organizações.em.nível. mundial,.aumentando.a.pressão.social.por.um.maior.compromisso.com.a.preservação.do.meio.ambiente.e.o.controle.dos.riscos. A.atenção.em.relação.ao.meio.ambiente.não.surgiu,.portanto,.repentinamente,. e.sim.paulatinamente,.por.força,.inclusive,.da.legislação.ambiental..Além.da. necessidade de adequar-se às exigências da sociedade, expressas pela legislação,.a.adoção.de.práticas.ambientalmente.responsáveis.pelas.empresas. passou.a.representar.vantagem.competitiva.no.meio.empresarial,.agregando. valor.à.imagem.corporativa. O.conceito.de.racionalidade.ambiental.circunscreve-se.assim,.nesse.momento,.ao.campo.da.produção..Emerge.de.uma.crítica.da.economia.política.do. ambiente,.que.tem.como.objetivo.a.transformação.da.racionalidade.produtiva.. Rompe.com.a.concepção.reducionista.do.homem.na.sua.função.de.força.de. trabalho.e.com.a.racionalidade.econômica.dominante,.para.trazer.as.potencialidades.da.natureza.e.da.cultura.para.os.processos.produtivos..O.conceito. de.racionalidade.ambiental.tem.um.sentido.mais.amplo,.no.que.se.refere.aos. valores da democracia, às relações de poder e ao sentido da existência humana.”.(LEFF,.2000,.p..150.-151). Legislação ambiental A.questão.ambiental.passou.a.fazer.parte.da.pauta.política.do.país.em.1973,. com.a.criação.da.Secretaria.de.Meio.Ambiente.(SEMA),.no.âmbito.do.Ministério. do. Interior. (MINTER).. À. época,. a. nova. secretaria. elegeu. como. áreas. prioritárias.de.atuação.o.combate.aos.problemas.da.poluição.industrial,.a.criação.de.unidades.de.conservação.e.o.desenvolvimento.de.ações.de.educação.

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ambiental,. com. a. respectiva. estruturação. de. uma. base. legal. para. amparar. suas.ações,.como.será.visto.a.seguir.
■.Política

ambiental brasileira

O início de formulação de um arcabouço legal direcionado especificamente para.a.questão.ambiental.só.veio.a.ocorrer.a.partir.de.1975,.quando.o.Governo.aprovou.as.seguintes.normas.legais: 1975... Decreto-Lei.1.413,.de.14/08/1975.–.dispõe.sobre.o.controle.da.poluição.do.meio.ambiente.provocada.por.atividades.industriais; . Decreto.76.389,.de.03/10/1975.–.dispõe.sobre.as.medidas.de.prevenção.e.controle.da.poluição.industrial; 1976. Portaria.MINTER.n..231,.de.27/04/1976.–.estabelece.padrões.de.qualidade.do.ar; 1979. Portaria.MINTER.n..53,.de.01/03/1979.–.estabelece.normas.a.projetos específicos de tratamento e disposição final de resíduos sólidos, bem como a fiscalização de sua implantação; Lei.6.803,.de.02/07/1980.–.dispõe.sobre.as.diretrizes.básicas.para.o. zoneamento.industrial.nas.áreas.críticas.de.poluição.

1980.

No.início.da.década.de.80.foi.formulada.a.Política.Nacional.do.Meio.Ambiente. (PNMA),.com.base.nos.princípios.da.prevenção.e.do.poluidor-pagador;.nas. orientações emanadas da Conferência de Estocolmo, de 1972; nas experiências.de.gestão.pública.descentralizada.de.outros.países;.nos.subsídios.obtidos. de.representantes.dos.estados..Essa.política,.aprovada.pela.Lei.6.938/1981,. dispõe sobre os seus fins e mecanismos de formulação e aplicação; instituiu o. Sistema. Nacional. do. Meio. Ambiente. (SISNAMA),. o. Cadastro. de. Defesa. Ambiental. (redação. dada. pela. Lei. 8.028,. de. 1990),. bem. como. o. Conselho. Nacional.do.Meio.Ambiente.(CONAMA).

Instrumentos legais e institucionais de gestão ambiental

A.implementação.da.Política.Nacional.do.Meio.Ambiente.foi.concebida.a.partir. da.criação.de.um.Sistema.Nacional.de.Meio.Ambiente.que.congrega.um.conjunto.de.órgãos.e.entidades.com.atribuições.diferenciadas.e/ou.complementares..Alguns.órgãos.estão.encarregados.diretamente.da.execução.da.política.. Outros, como os órgãos setoriais, participam do Sistema com a finalidade de encontrar.uma.forma.de.inserir.a.variável.ambiental.nas.suas.ações,.pois.estas.afetam.diretamente.a.qualidade.do.meio.ambiente..Já.o.CONAMA,.que.é.o.
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órgão.colegiado.do.sistema,.tem.atribuições.consultivas.e.deliberativas,.cujas. decisões.e.determinações.devem.ser.cumpridas.por.todos.os.participantes.do. SISNAMA. O SISNAMA tem como finalidade estabelecer, no País, uma gestão ambiental descentralizada.e.de.repartição.de.responsabilidades.entre.os.entes.federados,.pelo.cuidado.com.o.patrimônio.ambiental.da.sociedade.brasileira,.que.é. o meio ambiente. Esse Sistema constitui-se em uma rede de agências ambientais, envolvendo as três esferas governamentais, que repartem entre si a competência administrativa em matéria ambiental, visando assegurar uma implementação eficaz da política ambiental. Atualmente,. o. SISNAMA. possui. a. seguinte. estrutura:. órgão. superior,. órgão. consultivo.e.deliberativo,.órgão.central,.órgão.executor,.órgãos.setoriais,.órgãos.seccionais,.conforme.abaixo:

Órgão Superior: Conselho de Governo – criado em 1989 com a finalidade.de.assessorar.o.Presidente.da.República.na.formulação.de.diretrizes. de.ação.governamental; ►. Órgão.Consultivo.e.Deliberativo:.Conselho.Nacional.de.Meio.Ambiente. (CONAMA).–.reúne.em.sua.Plenária.representantes.de.diferentes.instituições.públicas.–.federais,.estaduais,.do.Distrito.Federal.e.dos.municípios,.do.setor.produtivo.e.da.sociedade.civil; ►. Órgão.Central:.Ministério.do.Meio.Ambiente.(MMA).–.responsável.por: •. formulação.das.políticas.de.meio.ambiente;.dos.recursos.hídricos;.de. preservação,.conservação.e.utilização.sustentável.de.ecossistemas,. biodiversidade e florestas; •. políticas.para.integração.do.meio.ambiente.e.produção; •. políticas.e.programas.integrados.para.a.Amazônia.Legal; •. proposição.de.estratégias,.mecanismos.e.instrumentos.econômicos.e. sociais.para.a.melhoria.da.qualidade.ambiental.e.do.uso.sustentável. dos.recursos.naturais.(art..14,.inciso.XIII,.da.MP.1.795/1999). Nota:. Em. atendimento. à. demanda. da. sociedade. civil. organizada,. do. setor. florestal e em função da importância estratégica das questões florestais no Brasil,.foi.criado,.em.2006,.na.estrutura.básica.do.Ministério.do.Meio.Ambiente,.o.Serviço.Florestal.Brasileiro.–.SFB,.com.poder.de.gestor.federal.e.atuação. exclusiva na gestão das florestas públicas. ►. Órgão.Executor:.Instituto.Brasileiro.do.Meio.Ambiente.e.dos.Recursos.

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Naturais.Renováveis.(Ibama),.criado.pela.Lei.7.735,.de.1989.–.é.o.encarregado.de.“executar.as.políticas.nacionais.de.meio.ambiente”.no.que. se.refere.à.preservação,.à.conservação,.ao.uso.sustentável.dos.recursos ambientais, fiscalização e controle; e, ainda, executar as ações supletivas.da.União,.de.conformidade.com.a.legislação.em.vigor.e.as.diretrizes.do.MMA”.(incisos.I.e.II,.do.art..1º,.do.Anexo.I,.do.Decreto.3.059,.de. 14/05/1999). . Em.abril.de.2007,.houve.a.reestruturação.do.Ibama.e.a.criação.do.Instituto.Chico.Mendes.de.Conservação.da.Biodiversidade.–.Instituto.Chico. Mendes,.sob.a.forma.de.autarquia.vinculada.ao.Ministério.do.Meio.Ambiente..O.Instituto.Chico.Mendes.foi.constituído.mediante.desmembramento.das.unidades.do.Ibama,.até.então.incumbidas.das.ações.federais. de.conservação.da.natureza.e,.em.especial,.da.proteção.das.unidades. de.conservação.instituídas.e.mantidas.pela.União.
►.

Órgãos.Setoriais:.todos.os.órgãos.da.administração.federal.direta,.indireta.ou.fundacional.–.voltadas.para.a.proteção.ambiental.ou.disciplinamento.de.atividades.utilizadoras.de.recursos.ambientais. ►. Órgãos.Seccionais:.todos.os.órgãos.ou.entidades.estaduais.–.responsáveis pela execução de programas, projetos e pelo controle e fiscalização de.atividades.capazes.de.provocar.degradação.ambiental. ►. Órgãos.Locais:.órgãos.ou.entidades.municipais.–.responsáveis.por.programas ambientais ou pela fiscalização de atividades utilizadoras de recursos.ambientais..(art..6º,.da.Lei.6.938/1981.e.Decretos.de.regulamentação). Educação ambiental O.processo.de.industrialização.da.produção,.iniciado.com.a.revolução.industrial,.o.avanço.tecnológico.e.a.concentração.populacional.nos.centros.urbanos. foram.alguns.dos.fatores.responsáveis.pela.alteração.nos.padrões.de.consumo.das.pessoas,.em.nível.mundial,.exigindo.maior.volume.de.recursos.naturais.para.a.produção.de.bens.duráveis.e.não-duráveis.e.gerando.crescente. volume.de.resíduos Não foi preciso muito tempo para que a natureza sofresse as conseqüências dessa.alteração.no.padrão.de.consumo..O.surgimento.dos.problemas.ambientais.como.a.perda.da.biodiversidade,.a.escassez.de.água.potável,.a.poluição. do.ar.e.dos.rios,.a.degradação.dos.solos.e.o.desmatamento,.passaram.a.fazer.

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parte.da.pauta.de.preocupações.dos.movimentos.ecológicos.que.surgiram.a. partir.de.meados.do.século.XX,.com.o.objetivo.de.difundir.conceitos.e.posturas.relacionadas.à.Educação.Ambiental.... Assim,.a.educação.ambiental.aparece.como.resposta.à.crescente.preocupação.dos.homens.com.a.qualidade.de.vida.das.gerações.atuais.e.das.futuras. gerações. O. tema. educação. ambiental. teve. como. proposta. principal. a. superação. da. dicotomia.entre.natureza.e.sociedade,.por.meio.da.formação.de.uma.atitude. ecológica.nas.pessoas..Um.dos.seus.fundamentos.é.a.visão.socioambiental,. onde.o.meio.ambiente.se.constitui.em.um.espaço.de.interações.culturais,.sociais.e.naturais. Uso racional dos recursos ambientais À.medida.que.os.problemas.ambientais.passaram.a.afetar.a.qualidade.de.vida. das.pessoas,.aumentou.a.pressão.social.por.um.maior.compromisso.com.a. preservação.do.meio.ambiente.e.com.o.controle.dos.riscos. Com.isso,.empresas,.governo.e.representantes.da.sociedade.civil.passaram.a. desenvolver.alternativas.voltadas.para.o.aprimoramento.do.controle.da.produção,.visando.atender.aos.novos.requisitos.dos.consumidores.e.à.legislação. Os.acidentes.como.os.vazamentos.de.petróleo,.explosões,.deslizamentos.de. terra,. entre. outros,. tornaram. evidente. a. necessidade. de. as. empresas. adotarem.uma.postura.ética.e.responsável.quanto.às.condições.de.trabalho.e.à. qualidade.do.meio.ambiente,.independentemente.de.possuírem.sistemas.de. gestão da qualidade implementados e certificados. Como.já.vimos,.a.atenção.em.relação.ao.meio.ambiente.não.surgiu.repentinamente.e.sim.a.partir.da.necessidade.das.empresas.adequarem-se.às.exigências da comunidade, expressas pela legislação, e posteriormente com a noção.de.vantagem.competitiva,.ou.seja,.aquela.vantagem.advinda.de.uma. produção.que.não.gere.impacto.ambiental.negativo,.levando.a.empresa.a.ter. uma.imagem.corporativa.responsável. O.conceito.de.racionalidade.ambiental.circunscreve-se.assim,.ao.campo.da. produção..Emerge.de.uma.crítica.da.economia.política.do.ambiente,.que.tem.

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como.objetivo.a.transformação.da.racionalidade.produtiva..Rompe.com.a.concepção.reducionista.do.homem.na.sua.função.de.força.de.trabalho.e.com.a. racionalidade.econômica.dominante,.para.trazer.as.potencialidades.da.natureza.e.da.cultura.para.os.processos.produtivos. Sobre.programas.e.ações.que.buscam.a.qualidade.ambiental,.o.Ibama.disponibiliza um link com projetos específicos: <http://www.ibama.gov.br/qualidadeambiental/conqual/controle.htm>. Oportunidades negociais Os.estudos.mais.modernos.sobre.as.questões.ambientais.atribuem.valores. aos.bens.e.serviços.ambientais,.da.mesma.forma.como.são.atribuídos.aos. bens.e.serviços.econômicos,.que.derivam.do.processo.produtivo.e.são.comercializados.no.mercado.. A.indústria.ambiental.representa.um.segmento.em.franca.expansão,.abrindo. significativas oportunidades de negócios. Conceitos como tecnologias limpas, prevenção à poluição, ecoeficiência, análise do ciclo de vida do produto, selo ambiental,.segurança.alimentar,.alimentação.saudável.e.agricultura.orgânica,. começam.a.direcionar.o.planejamento.das.empresas.e.administrações.públicas. Além. dos. produtos. e. serviços. socioambientias. citados. nesta. apostila. –. BB. Biodiesel,.o.BB.Agricultura.Orgânica.e.o.BB.Florestal.–.diversos.são.considerados.“moedas.ambientais”,.como.é.o.caso.dos.créditos.de.carbonos. Os.créditos.de.carbono,.conforme.visto.no.item.2.2,.foram.criados.em.1997,. quando se aprovou o texto final do Protocolo de Kyoto, cujo objetivo é a redução.da.emissão.de.gases.de.efeito.estufa.na.atmosfera,.pelos.países.desenvolvidos..Os.que.não.conseguirem.atingir.as.suas.metas.podem.compensar. comprando.créditos.de.carbono,.correspondentes.a.redução.de.emissões.em. outros.países. O. mercado. de. crédito. de. carbono. movimentou. US$. 30. bilhões. em. 2006,. o. triplo. do. ano. anterior,. segundo. relatório. do. Banco. Mundial.. Cerca. de. 83%. desse.valor.(quase.US$.25.bilhões).foi.originado.de.programas.implantados. na.União.Européia,.e.US$.5.bilhões.vieram.de.países.em.desenvolvimento.. (PNUD.BRASIL.15.05.2007,.em.www.pnud.org.br/noticias).

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A. questão. social. está. relacionada. com. pessoas. das. mais. diferentes. raças,. gêneros e classes sociais, com seus conhecimentos, habilidades, competências.e.assuntos.afetos.ao.seu.bem-estar.como.educação,.saúde,.habitação.e. lazer..Diz.respeito.também.à.forma.de.organização.dessas.pessoas.em.seus. territórios. Um.dos.objetivos.da.Estratégia.DRS.é.a.valorização.da.cultura.local,.representada. pelos. fatores. acima. relacionados,. de. forma. a. promover. a. inclusão. social,.por.meio.do.incentivo.à.participação.e.à.organização.dos.membros.de. uma.comunidade. As.desigualdades,.que.geram.o.processo.de.exclusão.social,.sempre.existiram. O que foi modificado ao longo dos tempos foram os parâmetros dessa exclusão. Assim,.podemos.fazer.uma.análise.a.partir.de.dois.tipos.de.manifestação.da. desigualdade, identificados pelo pensador francês Jean-Jacques Rousseau, em.1755.(“Discurso.sobre.a.origem.e.os.fundamentos.da.desigualdade.entre. os homens”). A primeira, do tipo natural, era identificada a partir das características.naturais.das.pessoas.como.sexo,.raça,.idade,.saúde,.entre.outras,.que. determinavam.o.nível.de.participação.das.mesmas.na.sociedade..A.segunda,. do. tipo. política,. se. dava. a. partir. das. formas. de. organização. da. sociedade,. onde.o.exercício.do.poder.político.e.econômico.estava.condicionado.à.posse. ou.não.de.riquezas. Com.a.crescente.valorização.da.riqueza.e.com.a.evolução.de.um.estágio.de. vida. mais. simples. para. situações. mais. complexas. de. organização. social,. o. antagonismo entre as classes sociais ficou mais aparente. Teóricos.contemporâneos.associam.o.fenômeno.da.desigualdade.e.da.exclusão social à massificação do desemprego e das ocupações precárias (subemprego),.resultante.da.força.de.trabalho.excedente.no.interior.das.economias. A.exclusão.do.mercado.de.trabalho.leva.a.uma.ruptura.da.relação.entre.os. indivíduos e o conjunto da sociedade, acarretando déficits de cidadania relacionados.à.segurança,.saúde,.emprego,.educação,.moradia,.entre.outros.

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Nesse.contexto,.entra.o.papel.do.Estado.na.tentativa.de.minimizar.os.efeitos. maléficos do mercado. Apesar de não serem suficientes, as políticas públicas buscam.favorecer.a.inclusão.social.de.segmentos.excluídos.do.processo.produtivo. No.Brasil,.os.avanços.na.legislação.trabalhista.–.observados.a.partir.da.Revolução.de.1930.–.e.na.industrialização.proporcionaram.um.processo.lento.de. inclusão,.pela.via.do.trabalho,.e.uma.maior.proteção,.valorização.e.integração. da.mão-de-obra.nacional..Entretanto,.mesmo.com.esses.avanços,.uma.parcela.representativa.da.força.de.trabalho.não.foi.incorporada.ao.padrão.de.emprego,.com.carteira.assinada,.protegido.pela.legislação.social.e.trabalhista. Essa. parcela. excluída. era. composta,. principalmente,. de. indivíduos. que. migraram.do.campo.para.a.cidade,.do.interior.do.país.para.os.grandes.centros. e.das.regiões.não.desenvolvidas.para.os.principais.pólos.de.industrialização.. A intensificação do êxodo rural, o insuficiente número de postos de trabalho e a ineficiência do Estado em garantir o bem-estar social para a população excluída.do.mercado.de.trabalho.contribuíram,.nessa.época,.para.o.aumento. da violência, da favelização e do caos urbano. Como.se.essa.situação.por.si.só.não.bastasse,.as.diversas.crises.econômicas. que o país atravessou na segunda metade do século passado fizeram com que.um.novo.processo.de.desintegração.social.ocorresse,.com.a.estagnação. da.renda.per.capita.e.a.elevação.dos.índices.de.desemprego,.levando.muitos. trabalhadores a engrossar as fileiras do mercado informal e incerto, quando não.da.marginalidade. Os.avanços.tecnológicos.e.os.novos.métodos.de.produção,.por.sua.vez,.contribuíram. para. o. crescimento. econômico,. mas. acabaram. contribuindo,. também,. para. a. geração. de. contingentes. cada. vez. maiores. de. excluídos,. seja. pela.substituição.quantitativa.de.homens.por.máquinas,.seja.pelos.novos.níveis.de.capacitação.exigidos.pelo.mercado.de.trabalho.para.decifrar.as.novas. linguagens.tecnológicas.e.informacionais. Podem-se.considerar,.assim,.duas.formas.de.exclusão.social.no.Brasil..Uma. delas relacionada ao déficit de bem-estar social de parcela da sociedade, cabendo. ao. Estado,. enquanto. disseminador. da. universalidade. das. atenções. básicas.à.saúde,.educação,.aposentadoria,.moradia,.entre.outros,.adotar.po-

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líticas.que.visem.à.diminuição.dessas.desigualdades..E.a.outra.relacionada. a um conjunto de déficits de capacidades não desenvolvidas, seja em virtude de uma educação formal ineficiente, seja por falta de competências técnicas, gerando.desigualdade.de.oportunidades.e.de.acessos.ao.mercado.de.trabalho.e.ao.sistema.de.proteção.social.existente. Agenda 21 Local O.capítulo.28.da.Agenda.21.Global.estabelece.que.cada.autoridade.em.cada. país.implemente.uma.Agenda.21.Local,.tendo.como.base.de.ação.a.construção,.a.operacionalização.e.a.manutenção.da.infra-estrutura.econômica,.social. e.ambiental.local,.estabelecendo.políticas.ambientais.locais.e.prestando.assistência na implementação de políticas ambientais nacionais. A.Agenda.21.Local.é.um.instrumento.de.planejamento.de.políticas.públicas,. que.envolve.a.sociedade.civil.e.o.governo.em.um.processo.amplo.e.participativo. de. discussão. sobre. os. problemas. ambientais,. sociais. e. econômicos. locais, bem como a identificação e implementação de ações concretas que visem.a.soluções.para.esses.problemas.e.contribuam.para.o.desenvolvimento. sustentável.local. Os principais desafios na construção da Agenda 21 Local consistem justamente.no.planejamento.voltado.para.a.ação.compartilhada,.na.pactuação.de. propostas.voltadas.para.a.elaboração.de.uma.visão.de.futuro.entre.os.diferentes.atores.envolvidos,.na.condução.de.um.processo.contínuo.e.sustentável,. na.descentralização.e.controle.social.e.na.incorporação.de.uma.visão.multidisciplinar.em.todas.as.etapas.do.processo.. Quando superados esses desafios, a Agenda 21 Local se transforma em um valioso.instrumento.de.planejamento.estratégico.participativo.para.a.construção.de.cenários,.em.regime.de.co-responsabilidade,.que.devem.servir.de.subsídios.à.elaboração.de.políticas.públicas.sustentáveis,.orientadas.para.harmonizar.desenvolvimento.econômico,.justiça.social.e.equilíbrio.ambiental. A.Agenda.21.Local.pode.ser.desenvolvida,.inclusive,.por.comunidades.rurais. e em diferentes territorialidades, bairros, áreas protegidas e bacias hidrográficas,.por.iniciativa.tanto.do.poder.público.quanto.da.sociedade.civil..

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Reforçando.ações.de.setores.relevantes,.a.Agenda.21,.também,.nas.escolas,. empresas e nos biomas brasileiros têm-se mostrado, em muitos casos, uma experiência bem sucedida. Diversidade cultural O.Brasil,.país.de.dimensões.continentais.e.multiplicidade.de.raças.e.etnias,. apresenta.uma.das.maiores.diversidades.culturais.de.todo.o.mundo. A.diversidade.cultural.brasileira.além.de.ser.um.ativo.estratégico.é,.também,. a. identidade. de. nosso. povo.. Respeitar. essa. diversidade,. além. de. ser. uma. atitude. ética,. é. imprescindível. para. a. obtenção. de. resultados. legítimos. em. qualquer.iniciativa.de.intervenção.que.se.pretenda.empreender. Não. seria. razoável. utilizar. uma. mesma. estratégia. de. desenvolvimento. nos. pampas.gaúchos.(RS),.no.Vale.do.Jequitinhonha.(MG),.no.semi-árido.nordestino.e.no.Alto.Solimões.(AM),.por.exemplo. Conforme.Araújo.(2006),.as.políticas.de.desenvolvimento.regional.no.Brasil. precisam.lidar.com.duas.faces.de.uma.mesma.realidade:.a.grande.desigualdade regional, que é um problema, e a magnífica diversidade regional, que é um.enorme.potencial. Para. Zapata. (2006),. o. conceito. de. desenvolvimento. local/regional. se. apóia. na.idéia.de.que.as.localidades.e.territórios.dispõem.de.recursos.econômicos,. humanos,.institucionais,.ambientais.e.culturais,.além.de.economias.de.escalas.não.exploradas,.que.constituem.seu.potencial.de.desenvolvimento..É.esse. potencial.de.desenvolvimento.que.deve.ser.trabalhado.pela.Estratégia.DRS. A idéia de desenvolvimento não pode ser imposta, ela precisa ser assimilada pela cultura dessas pessoas. É.preciso.reconhecer.a.complexidade.do.ambiente.e.construir.estratégias.de. ação. que. respeitem. as. diversas. condições. sociais,. econômicas. e. culturais. de. cada. região.. Fortalecendo. esta. última. noção,. podemos. aqui. resgatar. as. premissas.do.tripé.da.sustentabilidade,.que.fornecem.o.marco.conceitual.do. desenvolvimento. regional. sustentável:. desenvolver atividades economicamente viáveis, socialmente justas e ambientalmente corretas, respei-

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tando os padrões culturais de cada local..Em.outras.palavras,.trabalhar.a. sustentabilidade significa necessariamente reconhecer a diversidade seja ela cultural,.ambiental,.social.ou.econômica. Como. ensina. Celso. Furtado. (1968),. o. desenvolvimento. não. é. uma. simples. questão.de.aumento.de.oferta.de.bens.ou.de.acumulação.de.capital..O.desenvolvimento.possui.um.sentido,.é.um.conjunto.de.respostas.a.um.projeto. de.autotransformação.de.uma.coletividade.humana..Mesmo.quando.se.trata. de um fenômeno induzido – como acontece muitas vezes na Estratégia DRS, isto.é,.quando.o.fator.dinâmico.vem.do.exterior,.o.sentido.do.desenvolvimento. decorrerá.do.projeto.de.autotransformação.que.se.crie.na.coletividade..O.fator. externo não será, jamais, condição suficiente para o desenvolvimento. Associativismo e cooperativismo A intensificação da ação competitiva no mundo globalizado recria um papel muito.importante.para.os.movimentos.associativista.e.cooperativista,.sobretudo.porque.se.mostra.relevante,.ainda,.em.todo.o.mundo,.o.crescimento.da. miséria e da marginalização das populações, em decorrência de dificuldades na.geração.de.trabalho.e.renda,.principalmente.em.países.com.desequilíbrios. econômicos.e.sociais,.como.o.Brasil. A globalização da economia mundial pode ser definida como o rompimento das fronteiras nacionais, no que se refere ao fluxo de comércio de produtos e. serviços. e. aos. investimentos. diretos. de. empresas. multinacionais..As. mudanças.tecnológicas.associadas.a.transporte,.armazenamento.e.conservação. de.produtos.possibilitaram.a.ampliação.do.volume.de.negócios.com.trânsito. de mercadorias a custos menores, o que determina acirrada concorrência internacional.. Em. paralelo. à. globalização,. a. formação. de. blocos. econômicos. constitui.importante.característica.do.cenário.econômico.mundial. O.cooperativismo,.por.sua.prática.e.princípios,.propõe.melhorar.o.social.por. meio. do. econômico.. Não. se. apresenta. mais. na. condição. de. “terceira. via”,. como.ocorria.na.época.em.que.era.colocado.entre.o.capitalismo.e.o.socialismo.no.conjunto.de.idéias.e.de.alternativas.para.a.economia.mundial..Passou.a. ser.uma.alternativa.diferenciada.ao.modelo.capitalista..Criam-se,.pois,.condições para uma nova “onda de cooperativismo”, que mantém filosofia diferente da praticada pelas empresas de capital, mas cultiva o profissionalismo e a

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competência para alcançar o êxito. Ganham importância, no cooperativismo voltado.para.o.mercado.globalizado,.a.capacitação.técnica,.tanto.do.quadro. funcional quanto dos próprios cooperados, a gestão ágil e a capitalização eficiente,.com.foco.nos.negócios. Para clarificar esse entendimento, vamos definir cooperativa, associação e empresa,.todos.atores.sociais.importantes.nas.cadeias.de.valor.trabalhadas. pela.Estratégia.DRS: ■. Cooperativa.–.sociedade.de.pessoas,.de.natureza.civil.com.características próprias e fins econômicos, não sujeita à falência, que se dedica à produção.de.bens.e.serviços.para.o.mercado.e.à.prestação.de.serviços,. fornecimento de bens e repasse de recursos financeiros aos cooperados; ■. Empresa – pessoa jurídica que exerce profissionalmente atividade econômica, com finalidade lucrativa, organizada para a produção e/ou circulação.de.bens.e.serviços;
■.

Associação.–.toda.união.de.pessoas.físicas.ou.jurídicas,.que.tenha.por. finalidade principal atividade não econômica e cujo objetivo seja o de alcançar.benefícios.e.interesses.comuns.de.seus.associados..

Estudiosos em todo o mundo procuram uma definição ideal para as sociedades.cooperativas,.a.partir.de.suas.características.básicas.e.da.multiplicidade. de.papéis.atribuídos.aos.cooperados,.que.assumem,.concomitantemente,.o. papel de proprietário, fiscal, administrador, usuário, cliente e fornecedor. As.cooperativas.diferenciam-se.das.demais.organizações.pelas.peculiaridades. de. sua. organização. e. pelos. princípios. que. regem. seu. funcionamento.. Esses. princípios. foram. inicialmente. sistematizados. pelos. pioneiros. de. Rochdale30 e modificados nos Congressos da Aliança Cooperativa Internacional –.ACI.–.em.1937.(Paris),.em.1966.(Viena).e,.mais.recentemente,.no.Congresso.do.Centenário.da.ACI.em.Manchester.(Inglaterra),.em.1995..Os.princípios. de Rochdale, observados há mais de 150 anos e devidamente modificados na.história.contemporânea,.reúnem.preceitos.que.caracterizam.as.sociedades cooperativas e definem linhas orientadoras da prática cooperativista. São princípios.universais.do.cooperativismo: ■. Adesão voluntária e livre.–.as.portas.da.cooperativa.estão.abertas.a.
30

..O.movimento.Cooperativista.Mundial.surgiu.em.21.de.dezembro.de.1884,.quando.28.tecelões.ingleses.fundaram. a.Sociedade.dos.Pioneiros.de.Rochdale.-.Inglaterra,.considerada.a.primeira.cooperativa.formada.na.história,.isto. em decorrência das profundas mudanças ocasionadas pela Revolução Industrial, que teve início por volta de 1760,.sendo.o.trabalho.manufatureiro.substituído.pelas.máquinas.Disponível.em.http://www.unimedmossoro.com. br/?main=historia..Acesso.em.20.outubro.2008.

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todos.os.interessados.que.preencham.os.requisitos.estatutários.e.estejam.de.acordo.com.os.propósitos.da.cooperativa,.sem.nenhum.tipo.de. discriminação; ■. Gestão democrática – as assembléias gerais têm toda autoridade sobre.a.cooperativa.e.determinam.as.regras.gerais.de.funcionamento.da. entidade..Cada.cooperado.tem.direito.a.um.voto,.independentemente.do. valor.do.capital.aplicado; ■. Participação econômica dos membros.–.todos.devem.contribuir.para. a.formação.do.capital.da.cooperativa..As.sobras.(valor.das.receitas.maior. que.as.despesas).constituem.rendimentos.que.serão.rateados.aos.associados,.de.forma.proporcional.às.operações.por.eles.realizadas.(contribuição.de.cada.um)..Se.houver.remuneração.desse.capital,.será.limitada. a.12%.ao.ano..Os.prejuízos.serão.cobertos.com.recursos.provenientes.do. Fundo de Reserva e, se insuficiente, serão rateados entre os associados; Autonomia e independência.–.asseguram.a.organização.autônoma.de. ajuda.mútua,.sob.o.controle.exclusivo.dos.cooperados,.que.são.os.donos do negócio. Qualquer acordo firmado com outras organizações deve garantir.e.manter.essa.condição; ■. Educação, formação e informação.–.é.objetivo.permanente.da.cooperativa.destinar.ações.e.recursos.para.formar.seus.associados,.capacitálos.para.a.prática.cooperativista.e.para.o.uso.de.equipamentos.e.técnicas. no.processo.produtivo.e.comercial..Ela.deve.ainda.informar.ao.público. sobre.as.vantagens.da.cooperação.organizada.e.estimular.o.ensino.do. cooperativismo.nas.escolas.de.ensino.fundamental.e.ensino.médio; ■. Intercooperação. –. para. o. fortalecimento. do. cooperativismo,. é. importante que haja intercâmbio de informações, produtos e serviços, a fim de viabilizar.o.setor.como.atividade.socioeconômica..As.cooperativas,.organizadas.em.entidades.representativas,.devem.buscar.desenvolvimento,. avanços.e.conquistas.para.o.movimento.cooperativista,.nos.níveis.local,. nacional.e.internacional. ■. Interesse pela comunidade.–.as.cooperativas.devem.trabalhar.para.o. bem-estar.de.suas.comunidades,.por.meio.da.execução.de.programas. socioculturais.em.parceria.com.o.governo.e.entidades.civis,.na.defesa. do.meio.ambiente.e.do.desenvolvimento.sustentável.
■.

Esse rol de princípios é suficiente para caracterizar o cooperativismo – em busca.de.sua.universalidade.–.pelo.que.ele.tem.de.mais.típico.e.de.mais.importante. O desempenho global da cooperativa depende significativamente de

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sua.gestão..A.avaliação.da.capacidade.gerencial.dos.dirigentes.pode.centralizar-se em três variáveis: ■. Liderança da diretoria – identificada por meio do nível de aceitação da diretoria.pelos.associados; ■. Capacidade empresarial – identificada através do planejamento, da decisão sobre investimentos e da prestação de serviços e assistência aos associados; ■. Capacidade de organização – identificada pela forma como são administrados.os.recursos.humanos.e.materiais. Nos últimos anos, a gestão das cooperativas tem-se profissionalizado, como forma.de.as.manter.competitivas.no.mercado.e.presentes.no.atendimento.às. necessidades.de.seus.associados..Por.outro.lado,.o.próprio.princípio.da.cooperação.faz.com.que.a.participação.efetiva.dos.cooperados.torne-se.ponto. crucial.para.o.sucesso.do.empreendimento.comum. Oportunidades negociais No.tripé.da.sustentabilidade,.o.pilar.social.assume.importante.papel.quando.o. assunto.é.oportunidade.no.mundo.dos.negócios. “O.empreendedor.sempre.busca.a.mudança.e.a.explora.como.uma.oportunidade”, afirma Peter Drucker (2000). Nascido no mundo empresarial, o termo.empreendedor.hoje.é.aplicado.a.qualquer.atividade.humana..Em.outras. palavras,. hoje. também. se. consideram. empreendedores. os. empregados. de. empresas, empregados do governo e do terceiro setor, profissionais da área de.ensino.e.pesquisa,.entre.outros..Os.empreendedores.são.todos.aqueles. que têm a mente programada para ver mais as possibilidades do que os problemas.criados.pelas.mudanças. O. termo. empreendedor. passou. a. ser. visto. como. uma. forma. de. ser,. cujas. origens.são.os.valores,.visão.de.mundo,.práticas.e.relações.sociais.em.uma. dada comunidade. Esse transbordamento conceitual possibilitou a identificação.de.uma.outra.forma.de.empreender,.que.é.a.base.de.todas.as.demais.manifestações.empreendedoras:.o.empreendedorismo.coletivo,.cujo.resultado.é. a.geração.do.capital.social. Uma.estratégia.de.desenvolvimento.regional.pode.criar.instrumentos.de.apoio,.

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empregos e investimentos e não conseguir êxito diante dos desafios postos pelo.mercado..Entretanto,.pode.posicionar-se.para.transformar.um.ambiente. percebido como de fracasso e de estagnação em um ambiente de confiança, de.novas.iniciativas.e.de.luta.ativa.pelo.futuro,.por.meio.do.estabelecimento. de.mecanismos.para.associar.pessoas.e.desenvolver.o.consenso,.fomentar. parcerias.sólidas,.reduzir.a.competição.desnecessária.e.enfatizar.a.obtenção. de.resultados.concretos. Com.as.crescentes.e.constantes.mudanças.no.cenário.econômico,.a.competição no setor financeiro se acirra cada vez mais e ocorre ajustamento do setor, com.alianças.e.fusões.estratégicas.entre.bancos.e.busca.cada.vez.maior.por. fatias do mercado, principalmente por meio da ampliação e da fidelização da base.de.clientes. Enquanto a maior parte dos agentes financeiros, no Brasil, “briga” por fatia do mercado.composta.por.pessoas.já.bancarizadas,.o.BB,.em.sintonia.com.a.tendência mundial, desenvolveu a Estratégia DRS, que busca o desenvolvimento de mercado, com a inclusão social e conseqüente fidelização da população situada.na.“base.de.pirâmide”,.por.meio.da.estruturação.de.atividades.produtivas.e.dinamização.das.economias.microrregionais.

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aliançaS, parCeriaS e
redeS de Cooperação

Espera-se que ao final do estudo deste tema você possa: •. Indicar.a.diferença.entre.parceria.e.aliança. • Definir redes de cooperação. • Identificar os diversos atores sociais envolvidos no desenvolvimento regional.sustentável.e.os.respectivos.papéis.institucionais. • Discorrer sobre a importância de se identificar as lideranças locais envolvidas.nos.processos.de.desenvolvimento.regional.sustentável.

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9.1. CONCEITOS O.mundo.dos.negócios.vem.passando,.e.vai.continuar.a.passar,.por.um.período de profundas mudanças. E por mais óbvia e corriqueira que esta afirmação possa parecer, é importante refletir sobre os impactos decorrentes dessas.mudanças.na.vida.dos.empreendimentos.de.menor.porte:.inovações. na tecnologia, novas descobertas científicas, segmentações crescentes no mercado,.progressiva.“comoditização”.de.produtos.e.tecnologias,.aumento.da. concorrência, diminuição do ciclo de vida dos produtos, aumento dos custos de vendas e distribuição, alto custo financeiro. Tais.mudanças.exigem.dos.empreendedores.criatividade,.maior.nível.de.organização.e.busca.constante.de.formas.alternativas.que.lhes.garanta.competitividade.e.sustentabilidade.dos.negócios,.ao.longo.do.tempo. Recentemente,.houve.revalorização.das.empresas.de.menor.porte.dentro.do. contexto produtivo. São vários os exemplos em nível mundial de experiências de.industrialização.local.baseadas.em.pequenas.e.médias.empresas..Os.distritos.industriais.italianos,.os.sistemas.industriais.localizados.na.França.e.Alemanha, assim como experiências sul-americanas e brasileiras, demonstram a importância.de.uma.estrutura.de.micro,.pequenas.e.médias.empresas.dentro. de. um. processo. de. desenvolvimento. econômico. sustentado. e. socialmente. autônomo..Nesses.exemplos,.a.chave.do.sucesso.está.diretamente.relacionada. aos. ganhos. de. competitividade. das. empresas,. os. quais,. em. todos. os. exemplos.observados,.somente.foram.possíveis.por.meio.de.estratégias.de. cooperação. Os.temas.“alianças”.e.“parcerias”.evidenciam-se,.nesse.contexto,.cotidianamente,.na.pauta.relativa.à.implementação.das.políticas.de.desenvolvimento. no. Brasil,. sendo. comum. sua. alusão,. por. parte. dos. diferentes. protagonistas. estatais,. do. mercado. e. da. sociedade. civil,. para. apontar. a. necessidade. de. gerir,.conjuntamente,.ações.em.diferentes.campos.de.atuação.social,.política. e.econômica.(ARAÚJO,.2006)..Entendidas.como.propostas.“inovadoras”.de. articulação,.junção.de.esforços,.ação.colaborativa.pelo.desenvolvimento,.tais. palavras.muitas.vezes.tornaram-se.modismos,.sendo.utilizadas.para.designar. diferentes.práticas.(SOUSA,.1997;.FISCHER,.FALCONER,.1998). O.termo.aliança.estratégica.tem.sido.utilizado.para.designar.o.movimento.de.

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formação.de.alianças.por.empresas.que.concorrem.em.um.mesmo.mercado.. Na. área.do.desenvolvimento,. a.aliança. estratégica. surge.como.mecanismo. intra.e.interinstitucional.para.a.ampliação.da.cobertura.e.do.oferecimento.de. serviços.sociais,.geração.de.capital.social,.fortalecimento.dos.bens.públicos. entre. entidades. com. habilidades. institucionais. similares,. além. do. fortalecimento.de.atividades.sócio-produtivas. As.alianças.estratégicas.são.estabelecidas,.portanto,.entre.organizações.com. similaridades.e.capacidades.centrais,.tendo.como.objetivos: ■. compartilhar.riscos.e.sucessos; ■. obter.economia.de.escala; ■. acessar.novas.frentes.de.atuação; ■. acessar.novas.tecnologias.e.conhecimento; ■. ampliar.a.capilaridade.(ampliar.a.atuação.territorial);

resolver limitações financeiras; ■. alavancar.habilidades.(quando.uma.organização.precisar.de.um.conhecimento específico que outra organização detém). Já.o.termo.parceria,.embora.diga.respeito.ao.compartilhamento de interesses comuns por parceiros,.o.que.de.certa.forma.se.assemelha.ao.conceito. de.aliança,.uma.vez.que.ambos.giram.em.torno.da.colaboração.e.cooperação. inter. e. intra-setorial,. autores. como. Noleto. (2000). e. Fontes. (2001). mostram. que.há.sutis.diferenças.entre.os.dois.movimentos.
■.

Parceria. –. “é. a. atuação. conjunta. de. dois. ou. mais. atores. sociais,. de. maneira.que.a.atuação.de.um.deles.complemente.a.atuação.do.outro. (habilidades.institucionais.distintas)..Desse.modo,.ele.pode.concatenar. suas ações, a fim de atingir um objetivo comum”. Aliança Estratégica. –. “se. dá. entre. atores. sociais. que. poderiam. atuar isoladamente, ou, até mesmo, de forma concorrente  como costuma acontecer.. Porém,. motivados. pelo. fato. de. compartilharem. um. mesmo. conjunto de princípios ético-políticos e por terem consciência da magnitude e complexidade do desafio a ser enfrentado, tais atores decidem atuar.conjuntamente”.(FONTES,.2001).

■.

Pelos. conceitos. pode-se. compreender. que. nas. parcerias. busca-se. superar. necessidades.de.modo.a.promover.a.intercomplementaridade.de.recursos.e.

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capacidades. entre. organizações. parceiras.. Já. nas. alianças. busca-se. fazer. mais.e.melhor,.considerando.que.organizações.que.poderiam.atuar.independentemente,.decidem.estrategicamente.trabalhar.em.conjunto,.motivadas.pela. “consciência da magnitude e complexidade da ação a ser empreendida e, principalmente,.pela.constatação.de.que.as.organizações.aliadas.compartilham. crenças.e.valores,.pontos.de.vista.e.interesses.que.levam.a.ter.um.posicionamento.estratégico.comum.diante.de.uma.dada.realidade”.(NOLETO,.2001). Em um ambiente globalizado, alianças permitem a flexibilidade necessária para.competir.em.diferentes.mercados.e.promover.inovações..É.muitas.vezes. uma.opção.de.competitividade.para.micro.e.pequenas.empresas,.cooperativas.e.associações.civis.de.caráter.sócio-produtivo. Estudos.voltados.ao.desenvolvimento.centralizam.seu.foco.nos.agrupamentos.locais.ou.na.constituição.de.“clusters”.industriais..Sem.desmerecer.a.importância.destas.estruturas.locais.em.processos.dinâmicos.e.sustentados.de. crescimento,.deve-se.salientar.que.políticas.e.estratégias.de.cooperação.entre. empresas. não. podem. estar. voltadas. somente. para. a. esfera. local,. mas. também.para.os.espaços.regionais. Uma.das.possíveis.alternativas.para.garantir.a.sustentabilidade.de.pequenas. e.médias.empresas.é.a.organização.das.redes de cooperação..Estruturas. organizacionais.em.rede.são.sistemas.organizacionais.capazes.de.reunir.indivíduos.e.instituições,.de.forma.democrática.e.participativa,.em.torno.de.objetivos.e/ou.temáticas.comuns. As.redes.de.cooperação.consistem,.portanto,.em.uma.administração.integrada. das. unidades. produtivas,. via. planejamento. do. composto. mercadológico. da.produção.que.gera.o.aumento.da.produtividade.e.conseqüentemente.seu. lucro..As.redes.de.cooperação.reúnem.empresas.que.possuem.objetivos.comuns,.em.uma.entidade.juridicamente.estabelecida,.mantendo,.no.entanto,.a. independência e a individualidade de cada participante. A.formação.de.uma.rede.de.cooperação.permite.a.realização.de.ações.conjuntas,.facilitando.a.solução.de.problemas.comuns.e.viabilizando.novas.oportunidades,. que. isoladamente. não. seriam. possíveis..As. empresas. que. integram. uma. rede. conseguem. reduzir. custos,. dividir. riscos,. conquistar. novos. mercados, qualificar produtos e serviços e ter acesso a novas tecnologias,

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comprovando.a.idéia.de.que.o.todo.é.maior.que.a.soma.das.partes..As.Redes. constituídas.são.administradas.democraticamente,.permitindo.a.participação. direta. de. todos. nas. decisões. estratégicas. e. distribuindo. simetricamente. os. benefícios.entre.os.participantes. As.redes.de.cooperação.atuam,.nesse.contexto,.com.ferramentas.coletivas,. como.central.de.negócios,.que.permite.conquistar.condições.mais.vantajosas. de.compra;.marketing.compartilhado,.que.possibilita.desenvolver.campanhas. publicitárias, fortalecendo marcas e firmando um conceito comum; central para alianças,.que.estabelece.parcerias.com.fornecedores,.distribuidores,.prestadores. de. serviços,. consultorias,. etc.. Todas. estas. e. as. demais. ferramentas. coletivas.possíveis.devem.ser.operacionalizadas.com.base.no.planejamento. estratégico.de.atuação.desenvolvido.pelo.grupo. O.que.une.os.diferentes.membros.de.uma.rede.é.o.conjunto.de.valores.e.objetivos.que.eles.estabelecem.como.comuns,.interconectando.ações.e.projetos.. Para se constituir uma rede, contudo, não basta a existência de objetivos comuns,.mas.uma.orientação.comum.em.relação.a.determinados.objetivos.

9.2. CONCERTAÇÃO. Conforme.já.foi.estudado.no.capítulo.sobre.as.visões.da.Estratégia.DRS,.concertação.é.uma.forma.de.promover.articulação.entre.pessoas.e.grupos..É.a. dinâmica.por.meio.da.qual.diferentes.atores.de.uma.atividade.produtiva.com.a. visão sistêmica do negócio, localizados em um determinado território (comunidade.ou.região),.propõem-se,.em.parceria,.a.atuar.e.alcançar.o.desenvolvimento.regional.sustentável.de.forma.integrada,.harmônica,.compartilhada.e. com.a.desejada.sinergia. É.importante.que.todos.os.participantes.da.concertação.tenham.clareza.da.direção.a.seguir,.saibam.o.que.querem.e.onde.desejam.chegar,.sempre.buscando.a.sintonia.entre.os.propósitos.individuais.e.os.do.grupo,.fazendo.escolhas. que.observem.o.mais.amplamente.possível.as.possibilidades.do.momento. Entidades.que.atuam.com.foco.em.desenvolvimento.regional.sustentável.procuram.desenvolver.suas.atividades.fazendo.concertação.em.torno.de.objetivos. comuns. com.parceiros. pertencentes. aos.diversos. segmentos. da.socie-

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dade,.tais.como:.governo,.empresas,.sindicatos,.associações,.cooperativas,. ONG’s,.universidades,.organismos.internacionais,.entre.outros.

9.3. ATORES SOCIAIS O conceito de desenvolvimento regional remete a práticas que têm como palco.a.localidade.–.região,.cidade.ou.outra.unidade.menor.–.e.como.atores.ou. empreendedores.as.organizações,.estejam.elas.situadas.nas.esferas.pública,. privada.ou.do.terceiro.setor. O termo empreendedor passou a ser utilizado, no meio acadêmico, a partir da década.de.1970,.para.designar.o.ator.econômico.capaz.de.ser.protagonista. do próprio destino, de agir intencionalmente para modificar sua relação com o outro e com a natureza, de se recriar e de modificar constantemente a si mesmo. Tal.conceito.está.diretamente.vinculado.à.inovação..Inovar.exige.capacidade. de.adaptação.a.processos.dinâmicos..Corresponde.à.criação.de.novos.produtos.e.serviços,.métodos.ou.formas.de.organização..No.contexto.do.desenvolvimento sustentável corresponde à capacidade de enfrentar novos desafios, de prever mudanças e adaptar-se rapidamente a elas, de diversificar as vantagens.comparativas,.de.reforçar.as.redes.e.os.espaços.coletivos.de.decisão,. de. renovar. as. estruturas. de. gestão. e. de. organização. sócio-econômica,. de. valorizar.o.patrimônio.e.a.cultura.locais. O. espírito. empreendedor. pode. fazer. a. diferença. na. economia,. por. seu. dinamismo,.capacidade.de.inovar,.de.organizar,.de.comunicar,.de.dominar.as. circunstâncias.novas..Por.esse.motivo,.as.políticas.de.desenvolvimento.regional.devem.favorecer.a.criação.de.ambientes.propícios.à.difusão.dos.valores. empreendedores. Estudos mostram como tendência a incorporação da sociedade civil e do “local”.como.elementos.fundamentais.para.se.construir.um.desenvolvimento. sustentável. O.avanço.da.democratização.no.País.e.a.nova.abordagem.que,.no.contexto. internacional,.enfatiza.a.importância.da.participação.da.sociedade.civil.e.da.

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articulação. de. atores. sociais. para. as. ações. relacionadas. com. a. promoção. do.desenvolvimento.regional,.com.sustentabilidade,.tem.favorecido.a.criação. crescente.de.mecanismos.que.possibilitem.a.participação.mais.direta.da.comunidade.na.formulação,.no.detalhamento.e.na.implementação.das.políticas. públicas. Como conseqüência dessa difusão, já se tornou prática corrente promover consultas.aos.segmentos.diretamente.ou.indiretamente.interessados,.quando. da elaboração de projetos e programas específicos. Da mesma forma, já é usual.adotar.mecanismos.participativos.na.implementação.e.no.acompanhamento.de.ações.setoriais,.especialmente.na.área.social..Prova.disso.é.a.multiplicidade.de.comissões.criadas.para.acompanhar.a.execução.de.programas. específicos, em nível municipal, estadual e federal, com presença de representantes.de.vários.segmentos.da.sociedade.civil. Empresas, governos, organizações da sociedade civil e outras entidades que atuam com visão de RSA Além.das.teorias.econômicas,.as.teorias.administrativas.sofreram.importantes. alterações, durante o século passado. As empresas evoluíram no desafio de produzir bens cada vez mais diversificados, incorporando fatores como preço, qualidade,.serviços.e.inovação.tecnológica.aos.produtos,.reforçando,.assim,. os.vínculos.com.os.consumidores. Os.consumidores,.porém,.passam.a.sinalizar.que.valores.humanos,.bem-estar.social.e.preservação.do.meio-ambiente.também.estão.sendo.considerados. em. suas. opções. de. escolhas.. Embora. sob. a. marca. de. uma. sociedade. de. consumo,.o.século.XXI.traz.consigo.novos.valores..Em.pesquisa.realizada.em. 2001 pelo Instituto Ethos, verificou-se que mais de 60% dos consumidores entrevistados.consideravam.que.é.papel.das.grandes.empresas.“ajudar.ativamente.a.construir.uma.sociedade.melhor.para.todos”..Assim,.os.consumidores. passam.a.considerar.as.empresas.como.agentes.sociais.cuja.responsabilidade.vai.além.da.geração.de.produtos,.empregos.e.impostos. Há.uma.cobrança.cada.vez.maior,.por.parte.da.sociedade,.com.relação.à.forma.de.atuação.das.empresas.e.das.instâncias.governamentais. Nesta.época,.em.que.todo.comportamento.organizacional,.seja.público,.priva-

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do.ou.do.terceiro.setor,.se.torna.visível,.as.organizações.serão.reconhecidas,. menos.por.suas.declarações.e.mais.pelo.que.falam.dela.seus.funcionários,. clientes,.fornecedores,.a.comunidade.em.que.se.insere.e.seus.consumidores. A sobrevivência das empresas estará cada vez mais ligada à sua capacidade.de.criar.vínculos.permanentes.de.identidade.com.os.consumidores.e,. por. essa. via,. criar. as. condições. de. sustentabilidade. para. suas. marcas.. .A. responsabilidade socioambiental surge como necessidade de sobrevivência. Os.consumidores,.por.sua.vez,.conscientes.de.que.seus.atos.de.compra.são. atos.de.cidadania,.indicarão.ativamente.às.empresas.os.principais.atributos. para.que.se.estabeleçam.esses.vínculos,.através.dos.quais.eles.praticam.e. exercitam.suas.identidades..O.consumo,.cada.vez.mais,.é.um.exercício.de. identidade. —. e. a. responsabilidade. socioambiental. das. empresas,. o. critério. para.conquistar.o.consumidor. Papéis institucionais Em.vista.da.responsabilidade.crescente.das.diversas.organizações.presentes. em. uma. localidade,. espera-se. que,. por. meio. de. um. processo. concertação,. como. já. visto. anteriormente,. seja. criado. um. espaço. onde. são. discutidos. e. “vividos”.os.papéis.institucionais.dos.mais.variados.atores.sociais,.com.toda.a. sua.diversidade.e.complementaridade,.pois.é.exatamente.na.diversidade.e.na. complementaridade.que.reside.uma.das.maiores.riquezas.de.um.processo.de. desenvolvimento.regional.participativo,.como.proposto.pela.Estratégia.DRS. Paralelamente,.para.se.atingir.o.sucesso.nas.Estratégias.DRS,.deve-se.atentar.para.a.construção.e.fortalecimento.de.novas.institucionalidades.e.interorganizações,. como. no. caso. das. redes.. Zapata. (2006). entende. como. novas. institucionalidades:. novas. estruturas. organizacionais. que. facilitam. a. gestão. dos.interesses.coletivos.da.região..Elas.devem.ser.resultado.do.avanço.da. consciência organizativa da sociedade. Para possibilitar uma intervenção crítica,.criativa.e.propositiva.na.determinação.dos.rumos.da.mudança.para.um. novo.modelo.de.desenvolvimento. Essas.novas.institucionalidades.concretizam-se.como.interorganizações,.tais. como:. alianças. estratégicas,. parcerias,. conselhos,. fóruns,. consórcios. (joint ventures), oficinas de desenvolvimento regional, redes de cooperação, planos,.pactos.e.agendas.de.desenvolvimento,.entre.outras..Cabe.também.des-

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tacar. que. no. âmbito. sócio-produtivo,. além. destas. citadas,. destacam-se. os. aglomerados,.os.Arranjos.Produtivos.Locais.(APL).e.as.cadeias.ou.sistemas. produtivos,.como.já.visto.anteriormente. Pactos e compromissos Os aspectos culturais e psicossociais do ambiente regional se refletem no âmbito.empresarial..As.alianças.necessitam.de.aspirações.mútuas,.práticas. compatíveis.e.entendimentos.claros..Quanto.mais.próximas.as.culturas,.mais. fácil.a.construção.dessas.pontes. Existem.amplas.possibilidades.de.atuação.direta,.não.apenas.da.administração.pública,.mas.de.qualquer.agente.social,.na.alavancagem.da.cooperação. entre.empresas.regionalmente.localizadas..O.ponto.inicial.do.processo.são.os. esforços de disseminação da idéia de eficiência coletiva. E. aqui,. mais. uma. vez,. entra. a. importância. do. processo. de. concertação.. É. pertinente.relacionar.“concertação”.com.o.termo.“pacto”,.aqui.entendido.como. acordos firmados para a superação de desafios comuns, como resultado de uma.conjugação.de.esforços,.onde.cada.ator.social.desempenha.um.papel. diferente,.porém.complementar..Não.são,.portanto,.sinônimos:.a.concertação. é.o.processo,.o.pacto.é.o.resultado. Nesse.sentido,.a.sociedade.de.uma.determinada.região,.com.suas.institucionalidades.sócio-territoriais,.pode.democraticamente.construir.consensos.mínimos.que.representem.as.decisões.acordadas.naquele.momento.histórico,.no. que se refere à superação dos seus desafios. Isso implica participação cidadã dos.diferentes.atores.sociais,.econômicos.e.institucionais,.como.protagonistas. do.processo. Para.tanto,.deve-se.estabelecer.uma.relação.de.igualdade.no.que.diz.respeito. às.oportunidades.de.participação.no.processo,.mas.considerando,.sempre,.as. diferentes.visões.desses.participantes.com.o.objetivo.de.fortalecer.as.relações. de confiança entre os envolvidos, facilitando a comunicação e o entendimento entre.eles.e.contribuindo.para.uma.boa.governança.democrática.territorial. De.forma.resumida.pode-se.dizer.que.onde.houver.pessoas.envolvidas,.dialogando, conciliando interesses, resolvendo conflitos e pactuando compromissos,.de.forma.participativa.e.democrática,.a.concertação.está.realmente.sen-

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do.a.mola.propulsora.do.processo.e.as.chances.de.se.atingirem.os.objetivos. são.muito.maiores.

9.4.

DINÂMICAS SOCIAIS: LIDERANÇAS, LEGITIMIDADE E PODER

As.lideranças.locais.envolvidas.nos.processos.de.desenvolvimento.regional,. quando.representantes.legítimos.dos.atores.sociais,.que.compõem.o.território, agem como empreendedores identificando oportunidades e mobilizando recursos.em.prol.de.um.objetivo.comum...Trabalham.com.foco.no.desenvolvimento.das.pessoas,.com.as.pessoas.e.para.as.pessoas. Agindo. de. forma. cooperativa,. essas. lideranças. mobilizam. os. atores. sociais. para.que.estes.atuem.como.agentes.de.mudanças. Antes,.portanto,.de.se.iniciar.qualquer.processo.de.desenvolvimento.regional. sustentável.é.importante.conhecer.a.dinâmica.social.e.as.relações.de.forças. existentes.na.comunidade.em.que.se.pretende.atuar. A.análise.dos.poderes.locais.remete.às.relações.de.força,.por.meio.das.quais. se processam alianças e conflitos entre os atores sociais. Refere-se também à formação de identidades e às práticas de gestão específicas. O poder local é manifestado.diante.dos.diferentes.interesses.individuais,.coletivos.e.organizacionais. As convergências e divergências em espaços territoriais comuns, sobre as.formas.de.planejar.e.gerir.propostas.e.recursos.voltados.para.o.desenvolvimento.local,.também.são.formas.de.expressão.de.poder.(FISCHER,.2002). O.poder.local.pode.ter.várias.expressões,.tanto.no.âmbito.econômico,.quanto. no.social/cultural.além,.naturalmente,.do.âmbito.institucional,.ou.seja,.o.poder.institucionalizado.nas.formas.da.lei.e.das.estruturas.governamentais..Isso. quer.dizer.que.o.poder.local.é.algo.complexo,.permeado.por.interesses.diversos que têm de ser levados em consideração em qualquer análise ou política de.intervenção,.como.no.caso.da.Estratégia.DRS. Assim,.mais.que.conhecer.os.atores.do.desenvolvimento.deve-se.atentar.para. a.diversidade.de.poderes.existentes.nas.regiões.

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metodoloGia da eStratéGia drS

Espera-se que ao final do estudo deste tema você possa: • Identificar as etapas da metodologia DRS e suas principais características. •. Citar.outras.metodologias.para.o.desenvolvimento.sustentável.

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10.1. NOÇÕES DE PROJETO - UM APOIO À METODOLOGIA

Conceito A.palavra.projeto.tem.sido.muito.utilizada.em.diversas.áreas.de.atuação.pessoal e profissional, em diferentes contextos: ■. Projeto. pode. ser. intenção,. pretensão,. sonho. –. meu. projeto. é. comprar. um.barco.à.vela.e.ir.nele.até.a.Nova.Zelândia.visitar.meus.amigos; ■ Projeto pode ser filosofia, diretriz – meu projeto de país é muito diferente; ■. Projeto.pode.ser.idéia.ou.concepção.de.produto.ou.serviço.–.estas.duas. casas.são.projetos.muito.semelhantes;. ■ Projeto pode ser esboço ou proposta – todos têm direito a apresentar um projeto.de.lei.ao.Congresso.Nacional;
■.

Projeto.pode.ser.desenho.que.orienta.construção.–.já.aprovei.e.solicitei. ao.arquiteto.que.detalhasse.o.projeto.do.apartamento; ■ Projeto pode ser empreendimento com investimento – qual agente financeiro irá financiar o novo projeto habitacional ? ■. Projeto.pode.ser.uma.atividade.organizada.com.o.objetivo.de.resolver. um.problema.–.precisamos.iniciar.o.projeto.de.criação.de.uma.nova.linha. de. crédito. para. artesãos,. menos. burocrática,. com. maior. rentabilidade,. menor risco e que possa gerar menor inadimplência; ■. Projeto.pode.ser.um.tipo.de.organização.temporária,.criada.para.realizar. uma atividade específica e finita – “estou muito satisfeita por integrar a equipe.do.Projeto.BB.200.anos”. No. caso. da. atividade. bancária,. vamos. nos. ater. às. duas. últimas. assertivas,. que definem projeto com a ótica do gerenciamento e da administração. Nesse contexto, podem ser resgatadas definições utilizadas nesta apostila, quando se.ressaltou.que.a.Estratégia.DRS.não.pode.ser.chamada.de.projeto.nem.de. programa: ■. “Um.projeto.é.um.esforço.temporário.empreendido.para.criar.um.produto,.serviço.ou.resultado.exclusivo”; ■. “Um.projeto.é.um.esforço.único.e.não.repetitivo,.de.duração.determinada,.formalmente.organizado.e.que.congrega.e.aplica.recursos.visando. ao.cumprimento.de.objetivos.preestabelecidos.”

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Os.projetos.são.normalmente.autorizados.como.resultado.de.considerações. estratégicas,. que. podem. ser. uma. demanda. de. mercado,. uma. necessidade. organizacional,.uma.solicitação.de.cliente,.um.avanço.tecnológico.ou.um.requisito.legal. Os.projetos.são: ■ temporários, possuindo um início e um fim definidos; ■. planejados,.executados.e.controlados; ■. entregam.produtos,.serviços.ou.resultados.exclusivos; ■. desenvolvidos.em.etapas.e.continuam,.por.incremento,.com.uma.elaboração.progressiva; ■. realizados.por.pessoas;.e. ■. com.recursos.limitados. Elaboração
■.Diagnóstico

do macroambiente

O.macroambiente,.como.o.próprio.nome.indica,.é.o.ambiente.geral,.mais.amplo,.que.envolve.toda.a.cadeia.de.valor.da.atividade.produtiva.que.está.sendo. trabalhada. (a. sociedade,. as. organizações,. as. empresas,. as. comunidades,. com.sua.dinâmica.social,.relações.de.forças.etc.). Todas.as.organizações/empreendimentos.operam.em.um.macroambiente,.o. qual é definido por elementos mais gerais no ambiente externo, como é o caso.da.cultura,.dos.recursos.naturais,.do.ambiente.legal,.político,.econômico,. social, tecnológico etc., que podem influenciar em decisões estratégicas no processo.de.desenvolvimento. O diagnóstico do macroambiente pode ser definido como um processo de constante.investigação.das.forças.internas.e.externas,.tanto.positivas.como. negativas, que influenciam determinado empreendimento. A.análise.do.macroambiente.é,.em.geral,.realizada.por.meio.de.análises.de. cenários.e.de.conjuntura.e.oferece.aos.envolvidos.uma.“previsão”.de.situações futuras e as respectivas probabilidades de ocorrência de mudanças e confirmação de tendências.

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Esta análise do macroambiente deve permitir a identificação de tendências, oportunidades e/ou ameaças a partir de inovações ou desafios, que podem ser.causados.por.fatores.positivos.ou.negativos.no.meio.ambiente..No.caso. das ameaças, poderia levar, na ausência de uma correta administração do desafio ao retrocesso, ao declínio ou à eliminação do empreendimento e, mesmo,.da.atividade.produtiva.ou.de.algum(s).dos.elos.de.sua.cadeia.de.valor. O.modelo.dos.Planos.DRS.desenvolvido.pelo.BB.se.inicia.com.a.descrição. dos.cenários..A.orientação.é.fazer.uma.“análise.de.conjuntura”.e.descrever.o. cenário.em.que.está.inserida.a.atividade,.assim.como.as.“condições.reais.e. atuais”.da.cadeia.de.valor.daquela.atividade.produtiva,.naquela.região,.ressaltando.as.perspectivas.de.mudanças/transformações.na.realidade.das.pessoas.envolvidas.em.direção.a.um.quadro.desejado.da.atividade.
■.Objetivos

Objetivos.são.os.resultados.esperados.em.um.determinado.processo,.projeto,. plano.ou.programa..Os.objetivos.consistem.em.alvos.“perseguidos”.por.intermédio.da.canalização.de.esforços.e.recursos,.ou,.como.registra.Ansoff.(1983),. são.padrões.(qualitativos).de.desempenho.presente.e.futuro.que.possam.ser. medidos. e. que. a. organização. deseja. alcançar.. Quando. esses. padrões. são. quantitativos.
■.Ações

As.ações.devem.ser.estabelecidas.visando.ao.atingimento.dos.objetivos.e.devem.estar.coerentes/aderentes.a.eles..No.caso.dos.Planos.de.Negócios.DRS,. as.ações.são.elaboradas/construídas.pelos.integrantes.da.Equipe.DRS.e.representam,. na. maioria. das. vezes,. a. forma. de. participação. desses. diversos. atores.no.processo..Devem.ser.incluídas.no.Plano.DRS.todas.as.ações.previstas,.tanto.as.que.são.de.responsabilidade.do.BB.quanto.às.dos.parceiros. Serão definidas tantas ações quantas sejam necessárias para que cada objetivo.seja.alcançado,.não.havendo.limitação.de.ações.por.objetivo..Caso.uma. ação.contribua.para.o.atendimento.de.mais.de.um.objetivo,.ela.deve.ser.registrada naquele que tenha maior aderência; ou pode ser registrada naquele objetivo.que.tenha.maior.impacto.nas.metas.a.serem.alcançadas. Por.exemplo:.se.uma.ação.de.treinamento.englobar.orientações.que.possam.

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contribuir.para.o.atingimento.de.dois.objetivos.-.o.primeiro.de.elevar.a.produtividade.e.o.segundo.de.reduzir.custos.de.produção.–.ela.deve.ser.vinculada. àquele que tenha maior aderência, dentro da estratégia prevista. As.ações.interdependentes.indicam.as.condicionantes.para.a.sua.realização,. conforme.demonstrado.na.Figura.10. Figura.10 Plano de Negócios DRS – interdependência das ações

■.Indicadores

e metas para objetivos e ações

Várias são as definições para indicadores encontradas na literatura: ■. indicadores.são.unidades.de.medida.que.permitem.aferir.resultados,.impactos,.qualidade,.etc..dos.processos.e.das.intervenções.(projetos,.programas.ou.políticas).na.realidade; ■. .indicadores.são.instrumentos.de.gestão,.essenciais.nas.atividades.de. monitoramento. e. avaliação. de. projetos,. programas. e. políticas,. porque. permitem acompanhar a busca das metas, identificar avanços, ganhos de qualidade,.problemas.a.ser.corrigidos,.necessidades.de.mudança,.etc.; ■. indicadores. não. são. simplesmente. dados.. Referem-se. à. atribuição. de. valor.a.objetos,.acontecimentos.ou.situações,.de.acordo.com.certas.regras, para que possam ser aplicados critérios de avaliação como eficácia, efetividade, eficiência e outros; e ■ enquanto medidas, os indicadores devem ser definidos em termos operacionais:.por.meio.das.categorias.pelas.quais.se.manifestam.e.podem. ser mensurados; e por meio das suas evidências físicas e documentais.

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Um.grande.avanço.na.modelo.metodológico.desenvolvido.pelo.Banco.do.Brasil para os Planos DRS é a definição de metas e indicadores juntamente com objetivos.e.ações..Dessa.forma.é.possível.monitorar.e.avaliar.o.alcance.do. trabalho.. Esse. tipo. de. olhar. é. muito. importante. quando. se. quer. realmente. atingir objetivos, pois se não há definições, o monitoramento e a avaliação ficam prejudicados. Na. elaboração. dos. Planos. de. Negócios. DRS. são. registradas. as. ações. e,. além.de.outros.dados,.são.também.registrados.a.data.prevista.para.início,.o. número.de.dias.previstos.para.sua.duração.e.a.meta,.representada.pela.situação atual, situação final e a sua unidade de medida. As metas representam o detalhamento.quantitativo.dos.objetivos.e.das.ações.e.devem.ser.informadas. em.números.absolutos. 10.2 ETAPAS DA METODOLOGIA DRS Para.colocar.a.Estratégia.DRS.em.movimento,.foi.desenvolvida.uma.metodologia.própria,.representada.na.Figura.11. Figura.11 Etapas da metodologia DRS

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Como.já.visto.anteriormente,.a.concertação.é.considerada.a.força.motriz.da. metodologia.de.Desenvolvimento.Regional.Sustentável..Permeia.todas.as.fases.do.processo,.fazendo.com.que.o.processo.de.desenvolvimento.seja.dinâmico.e.sempre.realimentado. Sensibilização e capacitação Para.a.implementação.de.uma.estratégia.de.desenvolvimento.sustentável,.os. atores.sociais.devem.estar.sensibilizados.e.dispostos.a.participar,.com.seus. conhecimentos, habilidades e competências específicas, de um processo de concertação, identificando-se desafios comuns e pactuando-se compromissos. Um dos significados do verbo sensibilizar é “tornar-se sensível à ação da luz ou de outro agente qualquer” (Dicionário Aurélio, 1999). Essa definição contempla.o.espírito.da.Estratégia.DRS,.pois,.mais.do.que.se.comover,.como.o. termo.pode.sugerir,.é.preciso.reagir.às.situações.que.de.alguma.forma.impedem.o.desenvolvimento.sustentável. Busca-se,. nesta. fase. do. processo,. chamar. a. atenção. de. todos. os. envolvidos. para. o. contexto. das. atividades. produtivas. em. uma. determinada. região. -.seus.pontos.fortes,.pontos.fracos,.ameaças.e.oportunidades.-,.de.forma.a. motivá-los.para.a.ação,.buscando.alternativas.para.as.ameaças.ou.problemas. identificados, bem como formas de aproveitar as oportunidades que podem transformar.essa.realidade. Para lidar, porém, com os desafios do desenvolvimento, como a desigualdade social, os impactos ambientais, bem como identificar as oportunidades negociais.que.permeiam.esse.contexto,.é.preciso.estar.situado.historicamente.em. relação a esses fatos, conhecê-los e capacitar-se para a ação. A.capacitação.aqui.tratada.não.se.limita.ao.conhecimento.e.manejo.da.Metodologia.DRS..Ela.vai.além,.pois,.envolve.o.conhecimento.da.realidade.e.o.desenvolvimento de competências que possibilitem implementar ações de intervenção.nessa.realidade..Além.de.saber.o.que.e.como.fazer,.o.que.pressupõe. conhecimentos.e.habilidades,.é.preciso.querer.fazer,.o.que.envolve.atitudes.. E,.como.visto.até.aqui,.este.deve.ser.um.processo.de.aprendizagem.coletiva.. O.papel.do.indivíduo.é.importante.e.necessário.(capital.humano),.mas.precisa. estar.articulado.com.o.todo.(capital.social).

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Para.apoiar.o.processo.de.capacitação.e.instrumentalizar.a.ação.em.Desenvolvimento.Regional.Sustentável,.a.Universidade.Corporativa.Banco.do.Brasil. (UniBB).desenvolve.treinamentos.presenciais.e.a.distância,.acessíveis.ao.público.interno.e.externo..Com.isso.busca.sensibilizar.funcionários.e.parceiros.para. que,.juntos,.possam.ajudar.a.construir.uma.nova.página.na.história.deste.País. A.capacitação.dos.funcionários,.porém,.não.se.encerra.nesses.cursos,.uma. vez.que.o.DRS.atrai.para.si.uma.série.de.temas.correlatos.que.necessitam. ser.apreendidos. Escolha de atividades produtivas Uma.vez.sensibilizados.e.capacitados.para.a.ação,.os.diversos.atores.envolvidos.na.Estratégia.DRS.devem.escolher.um.ponto.de.partida.para.atuar. A escolha da atividade produtiva é fundamental para o êxito da estratégia. Por essa.razão.deve.estar.coerente.com.o.objetivo.da.Estratégia.Negocial.DRS.de. impulsionar.o.desenvolvimento.sustentável.das.regiões.onde.a.empresa.está. presente,.para.apoio.àquelas.atividades.que.sejam.ou.que.tenham.potencial. para.se.tornar.economicamente.viáveis,.socialmente.justas.e.ambientalmente. corretas,.observada.e.respeitada.a.diversidade.cultural. Toda.a.cadeia.de.valor.da.atividade.produtiva.deve.ser.considerada.no.momento da sua escolha. Ser eficiente apenas na produção não é suficiente para garantir sobrevivência em um mercado altamente competitivo, como observado.nos.tempos.atuais..O.foco.restrito.na.produção.pode.gerar.desequilíbrios. entre. oferta. e. demanda,. qualidade. oferecida. e. satisfação. percebida. pelos.consumidores,.benefícios.gerados.e.impactos.nos.meios.de.produção,. não.raramente.comprometendo.os.resultados.futuros.pelo.esgotamento.dos. recursos.antes.disponíveis. Há. que. se. considerar,. portanto,. além. da. produção,. os. processos. de. distribuição,.o.mercado,.as.limitações.ambientais,.o.fornecimento.de.insumos,.a. legislação.vigente,.a.infraestrutura.existente,.ou.seja,.numa.proposta.de.desenvolvimento.sustentável.não.é.possível.considerar.apenas.a.produção.sem. viabilizar.a.comercialização,.nem.tampouco.será.possível.pensar.em.comercialização.sem.que.se.tenha.clara.noção.do.processo.de.distribuição,.e.assim. por.diante.

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No final da cadeia está o consumidor, que igualmente deve ser considerado para.que.se.saiba.quais.são.as.suas.expectativas,.o.preço.que.estará.disposto. a.pagar.pelos.produtos.provenientes.da.atividade,.os.valores.agregados.que. aprecia,.etc. Em.suma,.o.processo.é.complexo.e.precisa.ser.analisado.e.entendido.para. que. se. possa. construir. um. plano. de. desenvolvimento. que. contribua. para. a. melhoria.da.competitividade.de.toda.a.cadeia. Logicamente,.o.tecido.produtivo.local.é.formado.por.diversas.atividades.produtivas. Trabalhar apenas uma cadeia certamente não é suficiente para tornar o.desenvolvimento.de.uma.região.sustentável..Porém,.como.esse.não.é.um. processo. de. curto. prazo,. a. proposta. consiste. em. estruturar. cada. uma. das. cadeias identificadas no local, de forma gradativa, para que os ganhos sejam constantes.e.crescentes. É.importante.ressaltar.que.a.escolha.de.atividades.produtivas,.a.serem.trabalhadas. com. foco. em. DRS,. é. feita. com. a. participação. de. todos. os. atores. envolvidos,.ou.seja,.não.é.uma.decisão.só.do.BB..Todo.o.processo.de.desenvolvimento.regional.sustentável.só.atingirá.seus.objetivos.se.for.construído.de. forma.participativa. Outra. característica. da. proposta. de. DRS. do. BB. é. considerar. o. desenvolvimento.como.sendo.um.movimento.endógeno,.possível.de.ser.empreendido. pelos.atores.locais.a.partir.de.seu.“empoderamento”,.ou.seja,.os.atores.locais. devem.ser.os.protagonistas.do.processo.de.mudança. “Trata-se. de. uma. estratégia. e. de. um. processo. intencional. dos. atores,. das. pessoas.de.um.determinado.território,.para,.a.partir.de.seus.ativos,.de.suas. potencialidades. e. vocações,. construir. um. projeto. de. desenvolvimento. com. mais.participação.social,.mais.eqüidade.e.sustentabilidade”.(Zapata,.2007). Nesse.sentido,.o.foco.das.ações.de.DRS.está.nas.atividades.produtivas.existentes.ou.latentes,.na.capacidade.de.mobilização.e.de.organização.dos.atores,.na.utilização.dos.recursos.disponíveis.e.na.valorização.dos.saberes.das. pessoas.do.lugar..Por.certo,.as.soluções.para.a.maioria.dos.problemas.que. dificultam o desenvolvimento local estão ao alcance das pessoas que ali vivem.e.que,.no.momento.em.que.se.unem,.abrindo.mão.de.comportamentos.

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individualistas, passam a perceber o poder que têm de transformar a sua própria.realidade. Não.se.trata,.portanto,.necessariamente,.de.buscar.soluções.de.fora.ou.de.introduzir.novas.atividades,.mas.de.repensar,.sob.a.ótica.da.cadeia.de.valor,.com. visão.de.futuro,.visão.participativa.e.visão.negocial,.as.atividades.existentes.. Não significa, também, ignorar as ações já desenvolvidas, mas sim identificar oportunidades.de.aperfeiçoamentos.e.de.agregação.de.valor.em.cada.etapa. dos.processos.envolvidos,.observadas.a.vocação.e.a.cultura.local. Equipe de trabalho DRS A. formação. de. equipes. é. fator. importante. para. o. sucesso. da. Estratégia. de. Desenvolvimento Regional Sustentável. Essa equipe deve ser diversificada, representativa.e.atuante..O.interesse.comum.da.sociedade.e.o.comprometimento.de.seus.representantes,.atuando.efetivamente.no.processo,.é.que.irá. possibilitar.o.alcance.dos.objetivos. Constituir uma Equipe DRS significa, para os parceiros, legitimar o seu papel na.busca.do.desenvolvimento.sustentável,.garantindo-lhes.o.empoderamento. necessário.para.transformar.sua.realidade..Para.o.Banco.é.fator.crítico.para.a. continuidade.dos.trabalhos.e.reconhecimento.de.que.o.DRS.só.faz.sentido.se. acolhido.pelos.atores.locais. A.Equipe.DRS.é.formada.por.todos.os.atores.da.concertação,.principalmente. por lideranças e representantes das diversas classes de beneficiários (produtores, beneficiadores, comerciantes, consumidores etc.). Essa equipe não tem.um.número.limitado.de.participantes..Prevalece.o.critério.de.representatividade.e.a.participação.nos.trabalhos..Além.disso,.sua.composição.é.dinâmica,.com.a.possibilidade.de.inclusão.de.outros.atores.ao.longo.do.processo. ou.participação.em.determinados.momentos.como.consultores,.palestrantes,. orientadores.ou.mesmo.na.condição.de.novos.parceiros. A Equipe DRS pode ainda evoluir para um Fórum ou Comitê Gestor do DRS, reforçando.com.isso.seu.caráter.permanente.e.contribuindo.para.a.consolidação.da.governança.democrática.territorial..

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O.diagnóstico.em.DRS.é.utilizado.para.retratar.essa.realidade.utilizando.dados estatísticos oficiais e considerando a visão empírica dos cidadãos do lugar.e.daqueles.representantes.de.entidades/organizações.que,.de.uma.forma ou outra, influenciam o desenvolvimento daquela atividade produtiva. As percepções que as pessoas do lugar têm normalmente refletem a realidade, mas, como a finalidade é utilizar essas informações para embasar a tomada de.decisões.num.processo.de.planejamento,.os.dados.devem.ser.precisos. Entende-se.que,.para.intervir.na.realidade.de.uma.localidade,.faz-se.necessário.conhecer: ■. a. sua. dinâmica,. ou. seja,. como. ocorrem. as. relações. sociais,. qual. é. a. sua.cultura,.como.são.os.seus.processos.econômicos,.o.que.se.produz,. como se produz, para quem se produz, de onde vêm os produtos consumidos.no.lugar; ■ as relações de forças e identificar os aspectos sociopolíticos que influenciam.essas.relações. Esse.processo.deve.ser.planejado.e,.embora.seja.um.“retrato”.da.realidade,. deve.caracterizar.também.essas.relações.e.não.apenas.os.dados.estatísticos. que.elas.produzem..O.modelo.de.diagnóstico.DRS.desenvolvido.pelo.BB.está. estruturado.da.seguinte.forma: ■. Identificação da atividade.–.informações.sobre.os.produtos.gerados,. agentes intervenientes e abrangência da atividade; ■. Aspectos econômico-financeiros.–.dados.quantitativos.sobre.produção/produtividade,.preços.praticados,.receitas.e.despesas,.informações. sobre insumos e recursos financeiros utilizados na atividade; ■. Aspectos técnicos – informações sobre fluxo dos processos produtivos e.tecnologias.utilizadas; ■. Infra-estrutura.–.informações.sobre.meios.utilizados.no.processo,.compreendendo,. dentre. outros,. energia,. recursos. hídricos,. armazenagem,. transporte; ■. Mercado. –. descrição. da. dinâmica,. tamanho,. formas. de. distribuição. e. comercialização, identificando principais compradores e concorrentes e níveis.de.concentração; ■. Aspectos sociais – informações relacionadas com a identificação de demandas.por.ações.ligadas,.dentre.outras,.à.educação,.saúde,.mãode-obra.e.instituições.direta.ou.indiretamente.envolvidas.na.atividade;
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■.

■.

■.

■.

■.

■.

Aspectos ambientais. –. informações. relacionadas. com. eventuais. impactos.ambientais,.positivos.e/ou.negativos,.provocados.pela.atividade. produtiva; Identificação de ameaças.–.são.os.fatores.externos.e.desfavoráveis.à. atividade sobre os quais os agentes produtivos não têm influência; Identificação de oportunidades.–.são.os.fatores.externos.favoráveis.à. atividade sobre os quais os agentes produtivos não têm influência; Identificação de pontos fortes. –. são. os. fatores. internos. à. atividade. sobre os quais os agentes produtivos podem exercer influência e representam.diferenciais.favoráveis; Identificação de pontos fracos. –. são. os. fatores. internos. à. atividade. sobre os quais os agentes produtivos podem exercer influência e representam.diferenciais.desfavoráveis; Identificação das fontes consultadas.–.fontes.onde.foram.obtidas.as. informações.para.realização.do.diagnóstico.

Plano de Negócios DRS Nessa. fase,. embasados. no. diagnóstico. realizado,. os. atores. sociais. com. a. coordenação da Equipe de Trabalho DRS têm a oportunidade de repensar as atividades.produtivas.e.projetar.ações.de.desenvolvimento.daquela.atividade,. sob.a.ótica.da.sustentabilidade.e.com.visão.de.cadeia.de.valor. O.Plano.de.Negócios.DRS.precisa.contemplar.ações.para.as.dimensões.econômicas,.sociais.e.ambientais,.de.modo.a.criar.sinergia,.onde.uma.dimensão. possa.alimentar.a.outra.continuamente.gerando.um.círculo.de.realimentação. em.constante.movimento..Naturalmente,.sempre.observando.e.respeitando.a. cultura.local.. A.sinergia.é.relevante.em.todo.o.processo.de.DRS,.pois.indica.uma.associação.simultânea.de.vários.fatores.(pessoas,.instituições,.governos,.empresas. e.recursos).que.contribuam.para.a.implantação.de.ações.coordenadas.e.direcionadas.para.objetivos.comuns. Os.atores.locais.também.precisam.estar.atentos.às.variáveis.ambientais,.sócio-culturais,.econômicas,.tecnológicas.e.organizacionais,.para.que.se.possa. estabelecer.mecanismos.de.equilíbrio.e.controle.sobre.essas.que.são.as.chamadas.variáveis.do.desenvolvimento.

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O.Plano.DRS.deve.propor.ações.que.visem: ■ superar as carências sociais, econômicas e ambientais identificadas utilizando.recursos.do.próprio.lugar;. ■ identificar as fragilidades do tecido produtivo e formas de fortalecê-los; ■. avaliar. o. nível. de. mobilização. e. de. articulação. das. pessoas. e. instituições,.contemplando,.ainda,.os.níveis.de.formação.dos.capitais.humanos. e sociais, vislumbrando possibilidades de enriquecê-los; e ■ aproveitar as potencialidades identificadas. Enfim, é o momento para os parceiros expressarem seus sentimentos, desejos,. vontades. e. de. pensarem. em. meios. viáveis. de. contemplá-los,. tomando. decisões, definindo objetivos, metas e ações e responsabilidades para materializar.as.possíveis.visões.sobre.o.desenvolvimento.local. Trata-se.de.escolher.ações.que.permitam.intervir.na.realidade..Mas,.uma.“intervenção”.com.o.sentido.de.tomar.parte.voluntariamente.para.executar.uma. ação, que será coletiva e não uma interferência externa, uma intromissão. Por isso,.se.o.objetivo.é.a.transformação,.a.melhoria.do.estado.atual.em.que.as. coisas.se.encontram,.não.se.pode.(e.não.se.deve).agir.de.forma.unilateral. Antes, é necessário envolver os atores que serão beneficiados pelas ações para que eles reconheçam a existência dos problemas e o mais importante, se disponham a fazer algo para resolvê-los. Ou seja, é preciso validar as informações.obtidas.com.a.aplicação.do.diagnóstico.bem.como.as.ações.sugeridas. para.o.Plano.de.Negócios.DRS. Isso.tudo.somente.será.possível.mediante.efetiva.e.organizada.participação. das.pessoas.e.entidades/instituições.da.região. Análises e pareceres Uma.vez.elaborado.o.Plano.de.Negócios.DRS,.o.Banco.do.Brasil.disponibiliza, aos parceiros, análises técnicas, em três níveis:
■.

Análise técnica da atividade. quando. esta. estiver. vinculada. ao. agronegócio,.na.qual.será.considerada.a.viabilidade.técnica.do.plano.de.negócios DRS, a partir da verificação de aspectos relacionados à compatibilidade. entre. as. tecnologias. utilizadas. e. os. índices. de. produtividade.

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esperados,.a.adequação.da.infra-estrutura.existente,.a.adequação.dos. custos.de.produção.e.orçamentos,.as.condições.de.mercado.previstas. e.adequação.dos.preços,.as.premissas.adotadas.para.a.projeção.de.receitas, a existência e adequação de assistência técnica e a necessidade ou.não.de.licenciamento.ambiental; Parecer da agência, fundamentado e conclusivo, à semelhança do procedimento.rotineiro.adotado.no.encaminhamento.de.propostas.a.instâncias superiores, manifestando-se a respeito da pertinência/consistência das.informações.prestadas,.do.comprometimento.dos.parceiros.com.as. ações.propostas,.da.viabilidade.e.capacidade.de.execução.das.ações,. das perspectivas de negócios, da aderência aos objetivos do DRS, acrescentando.outras.informações/ações.julgadas.relevantes.e.que.ainda.não. tenham.sido.abordadas.
■.

Análise de aderência.do.Plano.de.Negócios.às.premissas.da.Estratégia. DRS e aos requisitos expressos pelas visões participativa, de abrangência,.da.cadeia.de.valor,.de.futuro.e.negocial,.bem.como.a.consonância. com.a.estratégia.de.atuação.do.Banco.na.região. Análise de risco.da.atividade.e.do.Plano.de.Negócios.na.estruturação. da.cadeia.de.valor.da.atividade.escolhida,.a.partir.da.análise.dos.aspectos formais, sociais, ambientais, econômicos e financeiros relacionados.

■.

. . Parecer.da.Super,.com.o.direcionamento.estratégico.para.a.implementação.do.Plano.de.Negócio,.reforçando-se.a.necessidade.de.que.as.ações. sejam.cumpridas.nos.prazos.pactuados. Se.necessário,.poderá.ser.indicada.a.apresentação.do.processo.para.reanálise,.quando.houver.o.entendimento.de.que.poderão.ser.tomadas.medidas/ ações,.que.possam.mitigar.o.risco.da.atividade,.haja.vista.que.o.relatório.de. análise apresenta as justificativas para o risco atribuído. Recomendações. estratégicas. poderão. ser. formalizadas. para. condução. da. implementação.do.Plano.de.Negócios.DRS,.a.partir.de.uma.visão.em.nível. estadual da atividade no sentido de alinhar as ações da agência à estratégia da.Super.para.o.desenvolvimento.da.atividade.nesta.dimensão.

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Essa.etapa.da.metodologia.visa,.ainda,.contribuir.para.a.avaliação.do.estado. geral.da.atividade,.tal.como.apresentado.no.Diagnóstico.e.no.Plano.de.Negócios.DRS,.e.auxiliar.no.estabelecimento.de.parâmetros.que.tornem.a.atividade.viável,.por.meio.de.ações.que.minimizem.os.riscos.e/ou.potencializem.as. oportunidades. Implementação A.etapa.de.implementação.corresponde.à.materialização.de.tudo.o.quanto.foi. planejado.nas.etapas.anteriores.do.processo. Para que a implementação do Plano de Negócios DRS tenha êxito é fundamental.a.mobilização.e.o.comprometimento.dos.componentes.da.Equipe.DRS. para garantir a realização das ações que foram planejadas e, por conseqüência,.o.atingimento.dos.objetivos. O processo de implementação não tem momento pré-definido para começar, uma.vez.que.as.ações.podem.ser.iniciadas.mesmo.antes.da.conclusão.do.Plano.de.Negócios.DRS..Por.exemplo,.na.fase.de.diagnóstico.os.parceiros.identificam a necessidade de alfabetização de adultos e de capacitação para elaboração.de.projetos..A.Equipe.de.Trabalho.DRS.pode.buscar.formas.de.viabilizar. os.treinamentos.necessários.antes.mesmo.que.o.Plano.DRS.esteja.concluído. Para a execução das ações, a Equipe de Trabalho DRS deve definir a forma de acompanhamento.e.avaliação,.a.partir.de.parâmetros.por.ela.estabelecidos.. Esse.acompanhamento.é.de.suma.importância.para.que.a.metodologia.DRS. possa. ser. ajustada,. aprimorada. e. realimentada,. dentro. de. seu. pressuposto. básico,.que.é.o.de.ser.um.processo.de.atuação.dinâmico.e.construtivista. Monitoramento e avaliação Durante.a.implementação,.o.Plano.de.Negócios.DRS.deve.ser.monitorado.e. avaliado.constantemente..É.importante.estabelecer.pontos.de.controle.periódicos.para.que.os.rumos.possam.ser.redirecionados,.caso.necessário. O.monitoramento.objetiva.acompanhar.a.aplicação.da.Estratégia.DRS.sob.as. diversas. perspectivas. que. a. envolvem,. considerando. o. seu. gerenciamento,. sua.operacionalização,.execução.das.ações.programadas.e.planejamento.de.

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novas.ações,.bem.como.o.relacionamento.entre.os.parceiros.e.alterações.nas. conjunturas.interna.e.externa. A avaliação, por sua vez, visa aumentar a eficiência e eficácia dos Planos de Negócios.DRS.em.qualquer.de.suas.fases.(diagnóstico,.planejamento,.implementação. e. gerenciamento. das. atividades)..A. confrontação. dos. resultados. obtidos em cada uma das fases com o que foi planejado permite identificar acertos.e.erros.e.processar.eventuais.ajustes.na.Estratégia.de.DRS,.com.o. objetivo.de.alcançar.os.resultados.esperados.

10.3.

OUTRAS METODOLOGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

A partir de meados da década de 90, verificou-se no Brasil um grande impulso.ao.desenvolvimento.local/regional,.vindo.de.diversas.frentes..Ampliou-se. o.debate.sobre.o.tema,.criaram-se.programas.de.apoio.ao.desenvolvimento. local e, sobretudo, começaram a proliferar experiências concretas em diferentes.lugares.do.País. Um.aspecto.a.destacar,.nesse.processo,.é.a.construção.do.desenvolvimento.regional.como.perspectiva.consciente.para.os.atores.sociais.diretamente. envolvidos.e.atuantes,.e.não.como.característica.que.um.observador.externo. atribui.a.determinadas.ações. As.abordagens.sobre.o.desenvolvimento.regional.passaram.a.apresentar,.portanto, um diferencial significativo que é a busca de uma ação territorializada em.que.não.se.trata.apenas.de.realizar.um.projeto,.no.sentido.usual,.mas.de. criar.estratégias.de.atuação,.com.ações.continuadas,.a.partir.da.mobilização. dos.diferentes.atores.atuantes.e.presentes.nos.territórios..É.nesse.contexto. que.a.discussão.do.tema.sustentabilidade.passa.a.ser.inserido.ao.tema.desenvolvimento.local/regional/territorial. Apesar. de. essas. características. estarem. presentes. em. diversos. casos,. as. iniciativas.de.desenvolvimento.regional.sustentável.em.curso,.no.Brasil,.são. bastante diferenciadas quanto às metodologias, às ênfases temáticas e à abrangência geográfica. Há experiências em andamento tanto em comunidades.rurais.ou.urbanas.com.menos.de.mil.moradores.quanto.em.regiões.com.

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400.mil.habitantes.ou.grandes.capitais,.como.São.Paulo.(SP),.Rio.de.Janeiro. (RJ).e.Belo.Horizonte.(MG). Há. também. uma. variada. gama. de. termos. e. designações. em. uso,. segundo. diversos.enfoques.ou.núcleos.de.fomento.institucional..Fala-se.em.metodologias.participativas.para.desenvolvimento.socioeconômicos,.GESPAR-Gestão. Participativa.para.o.Desenvolvimento.Local,.DEL-Desenvolvimento.Econômico.Local.(DEL),.DLIS-Desenvolvimento.Local.Integrado.e.Sustentável,.ZOPP,. Agendas.21.locais,.em.Arranjos.Produtivos.Locais,.em.redes.de.sócio-economia.solidária.sob.bases.locais.etc. As. várias. metodologias. utilizadas. não. diferem. muito. umas. das. outras. e. se. definem, na maior parte das vezes, como de indução ou apoio: sua implementação.não.é.“em.si.mesmo”.o.desenvolvimento.local,.mas.um.fator.visto.como. facilitador.de.processos.de.mudança.cuja.condução.caberia.aos.atores.locais. . das. comunidades,. das. organizações. da. sociedade. civil,. do. setor. produtivo,. das.instâncias.de.governo.(SILVEIRA,.1997). A.seguir.algumas.metodologias.de.desenvolvimento.sustentável.utilizadas.no. Brasil,.muitas.das.quais.serviram.para.embasar.o.desenvolvimento.da.metodologia.DRS.

DLIS - Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável

O.enfoque.do.Desenvolvimento.Local.Integrado.e.Sustentável.(DLIS).foi.adotado no Brasil, quando a experiência da Comunidade Solidária, iniciada em 1995,.evidenciou.que.políticas.governamentais.de.cunho.assistencialista.não. seriam,.isoladamente,.capazes.de.reduzir.a.pobreza.e.promover.o.desenvolvimento.das.comunidades.carentes..Com.tais.políticas.não.seria.possível.que.a. comunidade,.altamente.dependente.de.ações.governamentais,.passasse.gradativamente.a.ser.a.principal.responsável.pelo.seu.próprio.desenvolvimento,. apoiada.pelas.políticas.públicas.tradicionais. Promovendo ou fortalecendo parcerias entre as três esferas de governo e destas.com.as.organizações.da.sociedade.civil,.a.idéia.do.DLIS.consiste.em. despertar.os.membros.de.uma.dada.coletividade.para.que.descubram.seus. potenciais. e. construam. seu. próprio. desenvolvimento. sustentável. com. base. em. sistemas. de. cooperação,. rede. e. democracia..As. etapas. indispensáveis.

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para tanto são a identificação e o fortalecimento das potencialidades produtivas.dos.municípios-alvo,.a.organização.da.sociedade.em.torno.de.objetivos. comuns e o suprimento de suas carências mais imediatas para colocar em marcha.o.processo.de.desenvolvimento. Esse.novo.enfoque.orientador.da.atuação.do.Estado.busca.conjugar.esforços. e.recursos.em.torno.de.um.objetivo.comum,.qual.seja,.o.desenvolvimento.das. comunidades.deprimidas.ou.em.processo.de.evolução.para.esse.estágio..Assim,.ações.na.área.de.saúde.são.implementadas.juntamente.com.outras.de. educação,.saneamento.básico,.infra-estrutura,.estímulo.à.produção.e,.assim,. sucessivamente, sem necessidade de se criarem agências de fomento, como ocorreu.no.passado.com.a.SUDAM,.SUDENE,.SUDECO.e.outras.
■.GESPAR

- Gestão Participativa para o Desenvolvimento Local

A.Metodologia.GESPAR.teve.como.ambiente.de.construção.o.Projeto.Banco. do.Nordeste-PNUD,.iniciado.em.1993,.que.em.sua.primeira.fase.buscava.a. capacitação. das. organizações. associativas. de. produtores. rurais. e. urbanos. e,.a.partir.de.1996,.passou.a.assumir.a.estratégia.de.desenvolvimento.local. como.seu.eixo. É considerada por alguns autores como a experiência sistemática em curso. que. apresenta. o. maior. acúmulo. de. conhecimento,. mesmo. sendo. autoconcebida.como.uma.proposta.em.construção..A.GESPAR.abrange.o.desenvolvimento. empresarial,. institucional. e. comunitário.. Os. principais. processos. desenvolvidos.são:.mobilização.e.sensibilização;.elaboração.de.pré-diagnósticos.e.planos.referenciais.participativos;.capacitação.organizacional,.desenvolvimento.empresarial.e.desenvolvimento.institucional;.formação.de.facilitadores/multiplicadores.e.estímulo.ao.surgimento.de.novas.institucionalidades,. que reflitam o empoderamento dos atores locais.
■.ZOPP

– Planejamento de Projetos Orientados por Objetivos

A.metodologia.ZOPP,.sigla.alemã.de.Ziel.orientierte.Projekt.Planun.-.Planejamento de Projetos orientado por Objetivos - foi criada pela Agência Alemã de Cooperação.Técnica.(GTZ),.com.sede.em.Eschborn,.na.Alemanha,.entre.as. décadas.de.70.e.80..A.criação.do.ZOPP.veio.preencher.uma.lacuna.em.termos. de.uma.metodologia.que.privilegiasse.a.participação.social.nos.processos.de.

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planejamento.e.gestão.de.projetos.voltados.ao.desenvolvimento.. O processo participativo, iniciado em fins de 1940, só começou a ocorrer de fato ao final da década de 60, com o envolvimento das comunidades locais, nos.paises.do.terceiro.mundo,.com.os.esforços.para.o.desenvolvimento.dessas localidades. As primeiras experiências nesse sentido se voltaram para o. desenvolvimento. da. infra-estrutura. rural. e. urbana. e. a. participação. social. se.restringia,.então,.no.encorajamento.dos.interessados.em.tomar.parte.no. trabalho.braçal.desenvolvido.na.comunidade..Houve,.além.disso,.alguns.esforços.para.que.as.pessoas.tomassem.para.si.algumas.pequenas.responsabilidades.e.se.organizassem.para.criar.uma.corrente.de.solidariedade.entre. seus.membros. Entretanto,.com.o.passar.do.tempo,.foi.sendo.percebido.que.essa.forma.de. participação não era eficiente para reduzir os problemas e a exclusão social, principalmente.nos.projetos.desenvolvidos.na.África.e.Ásia..O.distanciamento. da.comunidade.do.centro.de.poder.de.tomada.de.decisão.era,.sem.dúvida,. uma. das. principais. causas.. O. controle. dos. projetos. era. sempre. externo. à. comunidade e ficava detido nas mãos do governo e das instituições internacionais. As escolhas do foco e das ações do projeto e também ficavam fora de qualquer discussão pelos interessados. Somente no final da década de 70, e início da de 80, é que começou a ocorrer uma mudança na filosofia da participação.popular.e.nas.estratégias.de.abordagem.e.inclusão.da.população.nos. processos.de.desenvolvimento. Foi.nessa.época,.que.a.GTZ.constituiu.um.grupo.de.especialistas.para.que. criassem.uma.metodologia.de.planejamento.que.se.inserisse.num.processo. participativo.de.gestão.de.projetos.de.desenvolvimento..Com.base.em.metodologia.criada.e.adotada.pela.USAID.(USA),.ao.início.dos.anos.70,.o.“Logical Framework Approach”.(LFA),.a.GTZ.introduziu.a.participação.dos.envolvidos.como.premissa.básica.do.planejamento.de.projetos..Foi.criada.então.a. metodologia.ZOPP, testada em fase-piloto no início da década de 80 e definitivamente.implantada.a.partir.de.1987. A.ZOOP.é.constituída.de.duas.etapas.que.se.sucedem.de.forma.interligada.e. integrada..A.primeira.etapa,.chamada.de.etapa de análises,.é.a.fase.em.que. são.realizados.os.diagnósticos da situação existente,.os.prognósticos da situação futura,.a.análise dos envolvidos.e.a.seleção da estratégia.mais.

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adequada. a. ser. adotada. na. fase. seguinte,.A. etapa. seguinte,. direcionada. à. concepção do plano do projeto.se.caracteriza.por.sumarizar.numa.matriz. lógica.toda.a.estratégia.do.projeto. A.despeito.da.diversidade,.há.elementos.que,.em.maior.ou.menor.grau,.estão. presentes.em.todas.as.formulações.e.iniciativas.em.torno.do.desenvolvimento. local. Pode-se destacar: a ênfase na cooperação emancipadora e na aprendizagem. (formação. de. capital. social. e. humano);. o. foco. nos. microempreendimentos. e. seus. suportes. (microcrédito,. capacitação,. integração. a. cadeias. produtivas);.a.gestação.de.novos.arranjos.socioprodutivos.ancorados.no.território;.a.articulação.intersetorial.de.políticas.públicas;.a.constituição.de.esferas. decisórias.com.participação.direta.de.atores.sociais.e,.mais.amplamente,.a. perspectiva.do.protagonismo.local.

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GeStão da
eStratéGia

drS

Espera-se que ao final do estudo deste tema você possa: ▪ Discorrer sobre a importância dos processos de gestão da Estratégia DRS. ▪ Identificar os aspectos relevantes da metodologia DRS integrada.

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O.processo.de.gestão.deve.abrigar.obrigatoriamente.um.conjunto.de.tarefas. que procurem garantir a aplicação eficaz de todos os recursos disponibilizados.pela.organização,.visando.atingir.os.objetivos.e.metas.estabelecidos. Em.outras.palavras,.cabe.à.gestão.a.otimização.do.funcionamento.das.organizações.por.meio.da.tomada.de.decisões.racionais.e.fundamentadas.na.coleta. e.tratamento.de.dados.e.informação.relevante. O. conceito. de. gestão. está,. portanto,. diretamente,. relacionado. à. arte,. ação,. ciência ou processo de administrar ou gerenciar. A gestão pode ser considerada.como.sendo.a.arte.de.pensar,.de.decidir.e.de.agir,.de.fazer.acontecer,.de. obter.resultados. Assim,.o.processo.de.gestão.da.Estratégia.DRS.consiste.no.acompanhamento. dos.Planos.de.Negócios.DRS,.de.forma.a.garantir.a.preservação.dos.capitais. investidos,.o.equilíbrio.entre.as.dimensões.da.sustentabilidade,.a.promoção. da.geração.de.trabalho.e.renda.de.forma.sustentável,.inclusiva.e.participativa,. o.respeito.ao.meio.ambiente.e.às.diversidades.culturais..Em.suma,.visa.garantir a implementação das ações programadas, de forma efetiva e eficiente, contribuindo, assim, para a qualificação da estratégia, para a minimização dos riscos.e.para.a.maximização.dos.resultados.tanto.para.o.BB.como.para.os. parceiros, beneficiários, meio ambiente e a sociedade como um todo.

11.1. NORMATIVOS As.instruções.normativas.referentes.à.Estratégia.Negocial.DRS,.normas,.procedimentos.e.documentos.estão.contidas.no.LIC.440.15. 11.2. CONHECIMENTOS E ATUAÇÃO ■ Planejamento Para.que.os.objetivos.propostos.pelo.DRS.sejam.alcançados.e.produzam.os. resultados. pretendidos,. é. preciso. organizar. e. mobilizar. os. parceiros. para. a. aplicação.da.Metodologia.do.DRS..Isso.se.dá.mediante.processo.de.articulação. e. harmonização. de. interesses,. à. luz. de. um. planejamento. estratégico. participativo.

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O.planejamento.estratégico.participativo.é.uma.ferramenta.de.trabalho.utilizada para tomar decisões e organizar as ações de forma lógica e racional, a fim de.garantir.os.melhores.resultados.e.a.concretização.dos.objetivos.de.uma.sociedade,.com.os.menores.custos.e.no.menor.prazo.possível..O.planejamento. representa.uma.forma.de.a.sociedade.exercer.o.poder.sobre.o.seu.futuro,.rejeitando a resignação e partindo para iniciativas que definam o seu destino. Esse. exercício. de. planejamento. coletivo. estimula. a. aprendizagem. social. e. requer.novas.habilidades.gerenciais.e.de.interação.social..Uma.vez.iniciado.o. processo.de.implementação.do.DRS,.os.atores.sociais.deverão.ocupar.o.seu. espaço,.tomar.decisões.e.planejar.ações.prioritárias..Nesse.espaço,.o.Banco. passa.a.ser.“mais.um”.parceiro,.com.suas.responsabilidades.de.articulador.e. animador,.papel.que.pode.e.deve.ser.alternado.entre.os.demais.parceiros.e. agentes.do.desenvolvimento.regional. O papel do Banco é de grande relevância, afinal, cabe a ele apresentar a metodologia,.despertar.o.interesse.e.mobilizar.a.sociedade..Isso.implica.manter. postura. ética. e. segura. na. condução. dos. trabalhos,. evitando. sob. todas. as. formas.o.risco.de.imagem.que.uma.eventual.descontinuidade.da.Estratégia. Negocial. DRS. pode. acarretar.. Nesse. sentido,. somente. será. possível. obter. resultados.efetivos.sob.a.ótica.da.sustentabilidade,.com.a.aplicação.da.Metodologia.DRS,.mediante.o.compromisso.de.permanente.concertação.com.os. parceiros. O. planejamento. participativo. implica. co-responsabilidade,. compromisso. e. sentimento. de. pertencimento.. Se. a. Estratégia. Negocial. DRS. for. conduzida. sob.essa.premissa.desde.o.seu.início,.a.probabilidade.de.acerto.e.de.sucesso. torna-se.grande.e.o.risco.de.fracasso,.além.de.pequeno,.será.suportado.coletivamente,.permitindo.aprendizado,.correções.e.recomeço. ■ Governança Como.já.foi.dito,.governança.corporativa.é.um.conceito.de.gestão.das.organizações.que.abrange.assuntos.relativos.ao.poder.de.controle.e.de.direção.de. uma.empresa,.bem.como.as.formas.e.esferas.de.seu.exercício.e.aos.diversos. interesses.de.natureza.empresarial..Envolve.os.relacionamentos.entre.acionistas.e.cotistas,.conselho.de.administração,.diretoria,.auditoria.independente. e conselho fiscal.

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Ao. adotar. boas. práticas. de. governança. corporativa,. o. Banco. do. Brasil. demonstra que sua administração se compromete com a transparência, a prestação.de.contas,.a.equidade.e.a.responsabilidade.socioambiental,.suportadas. pela. utilização. de. ferramentas. de. monitoramento. que. alinham. o. comportamento.dos.executivos.aos.interesses.dos.acionistas.e.da.sociedade. Com o propósito de envolver todos os executivos na definição de estratégias e.na.aprovação.de.propostas.para.os.diferentes.negócios.do.BB,.as.decisões,. em.qualquer.nível.da.empresa,.são.tomadas.de.forma.colegiada..Na.Estratégia.DRS.não.é.diferente. Dentro.da.mesma.lógica,.ações.voltadas.para.o.desenvolvimento.de.uma.região,.para.que.sejam.legítimas,.devem.contar.com.o.envolvimento.das.pessoas.que.vivem.e.trabalham,.desde.a.elaboração.das.propostas,.passando.pela. implementação.e.acompanhamento.dos.resultados. Para.construir.o.desenvolvimento,.portanto,.é.necessário.o.desenvolvimento. do. capital. social. local,. com. a. participação. efetiva. dos. seus. atores,. aliada. à. confluência de fatores que contemplam as questões políticas, social, econômicas,.ambientais.e.culturais.. O. Capital. Social. representa. a. inter-relação. de. pessoas. (Capital. Humano). e. Instituições.organizadas.no.território..Uma.região.possui.um.bom.nível.de.Capital.Social.quando.seus.membros.são.atuantes,.integrados,.se.comunicam.e. articulam.para.agir.sobre.sua.própria.realidade.

11.3. DRS INTEGRADO Como.visto.anteriormente,.quando.da.abordagem.referente.à.visão.de.abrangência da Estratégia DRS, os planos de negócios podem ser desenvolvidos de forma integrada, ou seja, várias agências situadas em um mesmo território.podem.se.unir.para,.juntamente.com.os.parceiros.locais,.desenvolverem. ações.conjuntas.em.prol.do.desenvolvimento.sustentável. Por.ser.uma.Estratégia.Negocial,.o.DRS.deve.ser.desenvolvido.na.jurisdição. das agências, onde são efetivamente efetuados os seus negócios, independentemente do número de municípios que compõem esta jurisdição, verifican-

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do.sempre.a.cadeia.de.valor.da.atividade,.seus.agentes.e.intervenientes. A.integração.de.Planos.de.Negócios.DRS.obedece.à.mesma.lógica,.só.que. neste.caso.a.região.abrangida.pelo.plano.extrapola.a.jurisdição.de.uma.única. agência. A metodologia deve se adaptar à realidade e não o inverso, uma vez que.a.dinâmica.das.atividades.não.está,.necessariamente,.circunscrita.esses. limites. A jurisdição de uma agência pode ser comparada ao menor território onde.a.metodologia.deve.ser.aplicada,.uma.vez.que.ela.funciona.como.um. fator.de.logística.da.implementação.da.Estratégia.Negocial.DRS. A situação inversa se dá nos centros urbanos, onde há mais de uma agência atuando. em. uma. mesma. região.. Nesses. casos,. o. raciocínio. é. semelhante,. visto. que,. se. para. realizarmos. nossos. negócios. num. município. temos. que. contar com mais de uma agência é plausível dizer que esse fracionamento é uma.necessidade.para.que.toda.a.praça.seja.coberta.pela.nossa.atuação.bancária..Logo,.a.implementação.da.Estratégia.DRS.também.deverá.obedecer.a. essa.lógica. A.integração.de.Planos.de.Negócios.DRS.corresponde,.portanto,.a.ações.coordenadas.para.que.planos.em.implementação.ou.em.desenvolvimento,.relativos a uma mesma atividade ou atividades afins, possam ser articulados entre agências, definindo-se ações comuns e individuais. As ações comuns podem, assim, ser realizadas com ganhos significativos de escala, a visão sistêmica das.atividades.produtivas.é.ampliada.e.o.risco.de.insucesso.é.reduzido. Na.prática,.a.metodologia.de.integração.já.foi.construída.e.está.disponível.nas. Superintendências de Varejo a quem compete identificar, estimular e coordenar.essas.integrações.e.o.processo.de.concertação.global. A.seguir.alguns.aspectos.relevantes.da.metodologia.DRS.integrada: ■ Abrangência _ não existe limite para esta abrangência, uma vez que poderão.ser.integradas.tantas.jurisdições.quantas.forem.necessárias.para. o. desenvolvimento. sustentável. de. uma. região. ou. micro. região,. sendo. que.esses.limites.são.estabelecidos.a.partir.de.fatores.como.os.abaixo. descritos, para posterior avaliação da configuração organizacional da rede de agências do BB: ► território de abrangência das relações entre as diferentes etapas das cadeias produtiva (produção, armazenagem, transporte, beneficiamento, comercialização) e de distribuição (distribuição, consumo fi-

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nal); ►. área.de.atuação.das.entidades.parceiras.mais.relevantes,.especialmente.as.de.âmbito.regional; ►. território.com.laços.de.identidade.cultural,.ambiental,.político-institucional ou econômica, configurando pólos de produção ou articulação regional; ■ Criação de equipes de trabalho DRS Global e locais; ■ Identificação de uma agência líder que fará a interlocução com os parceiros.globais; ■ Impostação de dados de Diagnóstico e Plano de Negócios DRS, de forma. global. e. individual,. de. maneira. que. determinadas. informações. só. sejam registradas pela agência líder, ficando para as demais agências vinculadas.ao.processo.de.integração,.os.registros.daquilo.que.for.local. (sua.jurisdição);. ■ Unificação dos processos de análise (técnica, aderência e de risco). Embora sejam atribuições das Superintendências de Varejo e das Gerências Regionais. de. Varejo. a. proposição. e. a. coordenação. dessas. integrações,. as. agências poderão mobilizar-se e demandar a implementação desta metodologia.em.suas.jurisdições.

11.4. ACORDO DE TRABALHO Como.visto.anteriormente,.a.Estratégia.Negocial.DRS,.apesar.de.estar.embasada.em.uma.Visão.de.Futuro.de.longo.prazo,.tem.grande.potencial.para.a. geração.de.resultados.tanto.no.curto,.no.médio,.quanto.no.longo.prazo. O.objetivo.maior.que.é.o.desenvolvimento.sustentável.de.uma.região,.que.se. pretende.alcançar.com.a.implementação.da.Estratégia.DRS,.só.se.viabilizará. no.longo.prazo..Entretanto,.por.se.tratar.de.um.processo,.as.várias.ações.definidas para se atingir o objetivo proposto apresentarão resultados à medida que. forem. sendo. executadas.. Em. outras. palavras,. a. estratégia. é. de. longo. prazo,.mas.as.ações.podem.ser.de.curto,.médio.ou.longo.prazo. Como.a.estratégia.não.busca.resultados.apenas.econômicos,.resultados.sociais.e.ambientais.são.igualmente.valorizados.e.mapeados.de.forma.a.garantir. o.equilíbrio.entre.os.pilares.da.sustentabilidade.

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Quantidade.de.famílias.atendidas,.percentual.de.ações.concluídas,.número. de. objetivos. e. ações. por. Plano. de. Negócios,. percentual. de. ações. por. natureza.(econômico,.social,.ambiental),.número.de.parceiros.envolvidos,.são. exemplos.de.indicadores.que.são.acompanhados.para.compor.o.Acordo.de. Trabalho das agências. A Estratégia DRS faz parte do dia-a-dia das dependências do Banco, ao lado dos. demais. negócios. e. atividades.. Entretanto,. em. razão. de. suas. particularidades,. tem. sido. percebida. como. um. diferencial. para. a. atuação. negocial,. ampliação.da.base.de.clientes,.rentabilização.de.carteiras,.mitigação.de.riscos. e fidelização de clientes, contribuindo, assim, não apenas para que a dependência pontue nos itens relativos à Estratégia, como também nos demais itens do.Acordo.de.Trabalho.

11.5. FERRAMENTAS: Aplicativos ATB, ORC, DRS A.gestão.da.Estratégia.DRS.pode.se.dar.por.meio.do.monitoramento.das.informações.constantes.no.aplicativo.DRS..Esse.monitoramento.pode.ser.acessado.por.qualquer.unidade.do.Conglomerado.BB,.por.meio.de.concessão.de. acesso.ao.aplicativo. As consultas podem ser acessadas em filtros diretos pelas seguintes opções: ■ Regiões Geográficas; ■ Regiões DRS (delimitação geográfica criada especificamente para acompanhar. as. ações. de. Desenvolvimento. Regional. Sustentável.. Exemplo:. Municípios.dos.Vale.do.Jequitinhonha.em.Minas.Gerais); ■ Super Varejo; ■ Gerev; ■ Agências; ■ Postos de Atendimento Avançado - PAA.

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Os.itens.monitorados.são: ■ Gestão dos Processos; ■ Gestão das Ações do Plano de Negócios DRS; ■ Gestão das Atividades; ■ Gestão da Capacitação e Habilitação de Agências; ■ Gestão da Carteira. Os. aplicativos.ATB. –.Acordo. de. Trabalho. e. ORC. –. Orçamento. auxiliam. as. agências e superintendências no monitoramento dos resultados alcançados frente. às. metas. estabelecidas. para. os. diversos. indicadores,. acordados. semestralmente...

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R
mar.2000. jan/,ar.1998.

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