2011

Exame da Ordem dos Advogados do Brasil
Anotações de aula
Curso Intensivo Modular do Complexo Educacional Damásio. Curso preparatório para o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil – Exame 2011.2. Anotações de aula de Leonardo Sakaki.

Leonardo Sakaki Complexo Educacional Damásio de Jesus

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ÍNDICE

DICAS DE ESTUDOS PARA EXAME DA OAB ..................................................................................................... 3 ÉTICA PROFISSIONAL ..................................................................................................................................... 7 DIREITO ADMINISTRATIVO ...........................................................................................................................33 DIREITO CONSTITUCIONAL ...........................................................................................................................74 DIREITO TRIBUTÁRIO ................................................................................................................................. 110 DIREITO DO TRABALHO .............................................................................................................................. 133 DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO ......................................................................................................... 156 DIREITO PENAL .......................................................................................................................................... 181 DIREITO PROCESSUAL PENAL ...................................................................................................................... 213 DIREITO CIVIL ............................................................................................................................................. 240 DIREITO PROCESSUAL CIVIL ........................................................................................................................ 292 DIREITO DO CONSUMIDOR......................................................................................................................... 335 DIREITO EMPRESARIAL ............................................................................................................................... 344 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE............................................................................................... 367 DIREITO AMBIENTAL .................................................................................................................................. 380 DIREITOS HUMANOS .................................................................................................................................. 389 DIREITO INTERNACIONAL ........................................................................................................................... 396

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Leonardo Sakaki Exame OAB – FGV |3 DICAS DE ESTUDOS PARA EXAME DA OAB Workshop realizado pelos professores do Complexo Educacional Damásio de Jesus. Vídeos disponíveis em: http://www.youtube.com/user/damasiodejesus 1 Divisão das questões do Exame da OAB Questões 12 3 2 7 2 6 7 6 2 5 4 2 5 6 6 5 80 Percentual 15 3,75 2,5 8,75 2,5 7,5 8,75 7,5 2,5 6,25 5 2,5 6,25 7,5 7,5 6,25 100

Disciplina Ética Profissional Direitos Humanos Direito Internacional Direito Constitucional ECA Direito Administrativo Direito Civil Direito Processual Civil Direito do Consumidor Direito Empresarial Direito Tributário Direito Ambiental Direito Penal Direito Processual Penal Direito Processual do Trabalho Direito do Trabalho Total

As disciplinas em vermelho são as que devemos nos empenhar mais, pela quantidade de questões contidas no exame. 1.1 Matérias pequenas Questões 2 2 2 2 8 Percentual 2,5 2,5 2,5 2,5 10

Disciplina Direito Internacional ECA Direito do Consumidor Direito Ambiental Total

Não perder tempo estudando com o livro. Estudar apenas pelo caderno. A expectativa é que apenas com a aula acerte-se, pelo menos, 4 questões, ou seja, metade.

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1.2

Matérias médias Questões 12 3 6 5 5 6 7 4 48 Percentual 15 18,75 3,75 7,5 13,75 6,25 6,25 7,5 27,5 8,75 5 60

Disciplina Ética Profissional Direitos Humanos Direito Processual do Trabalho Direito do Trabalho Direito Empresarial Direito Administrativo Direito Constitucional Direito Tributário Total

São médias pelo tamanho do conteúdo. Disciplina Ética Profissional Direitos Humanos Direito Processual do Trabalho Direito do Trabalho Total Questões 12 3 6 5 26 Percentual 15 3,75 7,5 6,25 32,5

Apenas nessas 4 disciplinas demonstradas acima estão 32,5% das questões do Exame, ou seja, ⅓ das questões. Então são nessas disciplinas que deverão estar concentrados os estudos. 1.3 Matérias grandes Disciplina Direito Civil Direito Processual Civil Direito Penal Direito Processual Penal Total Questões 7 6 5 6 24 Percentual 8,75 7,5 6,25 7,5 30

A percentagem da prova é muito pequena para uma grande quantidade de matéria.

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1.4

Concentração dos estudos Questões 12 3 6 5 5 6 7 4 48 Percentual 15 3,75 32,5 7,5 6,25 6,25 7,5 27,5 8,75 5 60

Disciplina Ética Profissional Direitos Humanos Direito Processual do Trabalho Direito do Trabalho Direito Empresarial Direito Administrativo Direito Constitucional Direito Tributário Total

São essas disciplinas é que fazem a diferença. São nessas disciplinas é que os estudos deverão estar concentrados. E as questões das matérias pequenas e grandes? Muita atenção na aula + revisão das anotações de aula.

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Base da prova

Base da prova Legislação Doutrina jurisprudência (Súmulas e OJs)

60% 30% 10%

O estudo deve partir da lei, mas não deve ficar apenas na lei.

3 3.1

Como resolver questões objetivas Por onde começar a prova

Responder pela ordem das questões dispostas na prova. Procurar a divisão por matéria Vantagem: atenção nas disciplinas indicadas no tópico 1.4 Desvantagem: tempo utilizado para fazer isso. 3.2 Tipos de questões http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Questões com situações hipotéticas. Questões com "é correto/incorreto afirmar". Questões com lacunas. Questões V ou F. Quanto mais longa for a questão, mais fácil é a questão. O tema é normalmente fácil, e o examinador tem como objetivo que o examinando se perca e se confunda com os dados. 3.3 Hora de passar para o gabarito

No final da prova – nos 30 minutos finais. Não mudar alternativas. Atenção para não pular. 3.4 Estudar questões

Conteúdos repetidos. Fixação da teoria. Termômetro do aprendizado.

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Leonardo Sakaki Exame OAB – FGV |7 ÉTICA PROFISSIONAL

Código de ética não é lei, mas podemos ser processados por violação ao código, visto que o art. 33 da EAOAB vincula, obrigando os advogados a obedecerem. 4 Legislação

EAOAB (Lei 8.906/94) – 70% das questões, sendo direitos do advogado o mais importante CED RGEAOAB – Poucas questões Atenção: ética são 12 das 80 questões, ou seja, 15% do exame.

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Atividade de advocacia
Art. 1 São atividades privativas de advocacia: I - a postulação a órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais; II - as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas. §1 Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal. §2 Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas, sob pena de nulidade, só podem ser admitidos a registro, nos órgãos competentes, quando visados por advogados. §3 É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade.

Exceções ao inciso I: CLT (art. 791) – exceção (Súmula 425, TST) válido somente para Vara do Trabalho e TRT, não valendo para o TST –; JEC Estadual em ações de 0 a 20 salários mínimos (Lei 9.099/95), de 20 a 40 salários mínimos e em 2º grau é obrigatória a presença do advogado; habeas corpus (EAOAB – Lei 8.906/94) – habeas data, mandado de segurança, revisão criminal precisam de advogado. Observação: prescinde-se de advogado = dispensa-se o advogado. Em relação à postulação efetiva, a ADIN 1.127-8 excluiu os juizados especiais estaduais e federais nas causas até 20 salários mínimos e a justiça do trabalho (capacidade postulatória para empregados e empregadores). Embora a CLT mencione que empregados e empregadores possam atuar sem assistência de advogados "até o final", o TST decidiu que, dada a natureza extraordinária do recurso de revista, é indispensável que o mesmo seja interposto por advogado. "Até o final" deve ter interpretação restritiva à primeira fase processual da reclamatória trabalhista – instância ordinária. Postulação nas ações de alimentos – o credor de alimentos pode, pessoalmente ou por intermédio de advogado propor a ação de alimentos. Essa possibilidade se deve à natureza jurídica emergencial do "bem da vida" perseguido. A impetração de habeas corpus também dispensa a capacidade postulatória. Art. 36, CPC.

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Art. 36. A parte será representada em juízo por advogado legalmente habilitado. Ser-lhe-á lícito, no entanto, postular em causa própria, quando tiver habilitação legal ou, não a tendo, no caso de falta de advogado no lugar ou recusa ou impedimento dos que houver.

Atos e contratos constitutivos: para ser levado a registro em Junta Comercial ou Cartório Civil, deve ser visado – assinados – por um advogado (comprometimento de autoria da forma e conteúdo do documento – corresponsável pelo contrato, inclusive com responsabilidade civil, criminal e disciplinar). Exceção: art. 6 da lei 8.491 – não se aplicam às ME e as EPP. Estagiário: a atividade de assessoria pode ser desenvolvida pelo estagiário isoladamente, desde que tenha autorização ou substabelecimento do advogado responsável. A atividade de consultoria não se confunde com a anterior e não pode ser praticada isoladamente, mesmo quando autorizada por tratar de atos definitivos e principais, por isso, privativos de advogado.

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Divulgação ou associação da advocacia com outra profissão

É vedada divulgação da advocacia em conjunto com outra atividade, seja de natureza civil, comercial, lucrativa, não lucrativa, pública ou privada. A proibição não se limita à divulgação, abrangendo também o exercício profissional da advocacia com qualquer outra profissão no mesmo espaço físico. A proibição não afeta a possibilidade de o advogado exercer outra atividade, e sim do exercício desta no mesmo espaço físico ao da advocacia. A proibição tem efeito de não mercantilizar a advocacia, impedindo a captação de clientela e de causas.

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Publicidade Deve Nome completo e número da OAB

Pode Não pode Publicidade em jornais, revistas e Rádio e TV. periódicos. Fotografia. Pode constar títulos acadêmicos. Cargos ocupados. Área de atuação. Lista de clientes ou ações. Telefone, endereço, site, e-mail.

Mala direta: é autorizada para quem já é cliente do escritório, mas é proibida para quem não é cliente do escritório. Advogado na mídia: pode desde que não trate de caso sob o seu patrocínio, não trate de casos de patrocínio de terceiros, não responda consultas. Na mídia tem que atuar de forma educativa, informativa, sem tratar de casos específicos e sem fazer a autopromoção. Pena de censura. Reincidência é de suspensão. 3 suspensões é exclusão. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

Suspeita da prática do crime pelo advogado. (B) o boletim de notícias é meio adequado de publicidade quando o público-alvo são clientes do escritório. Diante do narrado. é permitida. no caso. Uma das atividades consiste na elaboração de um boletim de notícias comunicando aos clientes.com. 2. No curso do programa. e estando o processo em andamento. http://leonardosakaki. a mudança na legislação e os julgamentos de maior repercussão. contrata jovens de ambos os sexos para distribuição gratuita. Resposta: C 9 Inviolabilidade 1. (C) o advogado.3) O advogado Caio resolve implementar mudanças administrativas no seu escritório. cujo titulo é “o Advogado na TV”. é correto afirmar que: (A) a participação em programa televisivo está vedada aos advogados. um novo programa. nos cruzamentos das mais importantes capitais do País. o advogado deve renunciar ao patrocínio da causa antes de promover a execução do contrato. (D) programas televisivos são franqueados aos advogados. advogado com larga experiência profissional. inclusive para realizar propaganda dos seus escritórios. Ordem judicial. O advogado só pode revelar as informações nos limites e na necessidade da sua defesa. resolve contratar com emissora de televisão. Utilização das informações sigilosas em favor do próprio cliente: depende da autorização do cliente. (D) é admissível a distribuição do boletim mediante pagamento de anuidade. como narrada. Resposta: B 82 (FGV – OAB 2010. ao passar a compor o grupo de profissionais escolhido para gerenciá-lo.Leonardo Sakaki Exame OAB – FGV |9 8 Princípios Pessoalidade: o contato pessoal é requisito para que se estabeleça a relação profissional.com/leonardosakaki | @leosak .com. Sigilo profissional: exceções: vida.uol. é correto afirmar que (A) se trata de publicidade moderada. alegrias e comprovar a possibilidade de sucesso profissional. inclui referência às causas ganhas. 48 (FGV – OAB 2010. 3. todas essas vinculadas ao seu escritório de advocacia. Acompanhamento de representante da OAB. os seus percalços. suas angústias. com o fito de proporcionar informações sobre a carreira. Para ampliar a divulgação. é compatível com as normas do Código de Ética.br | 11 99610348 facebook. Exclusividade Não mercantilização: advocacia não pode apresentar qualquer característica típica das empresas mercantis. incluído na grade normal de horários da empresa. bem como àquelas ainda em curso e que podem ter repercussão no meio jurídico. honra e afronta. Confiabilidade: a confiança recíproca é o fator que inicia e sustenta a relação profissional.2) Mauro.br | leonardosakaki@uol. (C) a distribuição indiscriminada.sites. se for gratuita. parceiros e advogados. (B) a publicidade. deveria se limitar ao aspecto educacional e instrutivo da atividade profissional. Consoante as normas aplicáveis. Exemplo: havendo necessidade de execução do contrato de honorários.

mesmo em caso de crime afiançável. Escritório ou Local de trabalho. contudo. telefônica e telemática. de sua correspondência escrita. São também nulos os atos praticados por advogado impedido . 4 São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB. 133 da Constituição do Brasil. objeto e partes envolvidas. pode receber a prestação jurisdicional se não houver atuação de advogado.suspenso. Parágrafo único. (C) a inviolabilidade do escritório ou local de trabalho é assegurada nos termos da lei. somente poderá ocorrer em flagrante. (B) a inviolabilidade do escritório de advocacia é absoluta. (Redação dada pela Lei n 11.com. sendo até mesmo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão. de forma indiscriminada. (D) houve excesso na apreensão de todos os documentos da clientela do advogado. em função de a investigação atingir o advogado.no âmbito do impedimento . 7 São direitos do advogado: II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho.os servidores da administração direta.3) O advogado Ademar é surpreendido por mandado de busca e apreensão dos documentos guardados no seu escritório. A decisão condenatória proferida pelo TED pode afetar o cargo na administração pública (violação ao princípio da moralidade).sites. indireta e fundacional. os documentos de toda a sua clientela foram apreendidos. qualquer que seja o órgão do Poder Judiciário pelo qual tramite. é correto afirmar que: (A) a imunidade profissional não pode sofrer restrições de qualquer natureza. (C) a proteção ao escritório do advogado não se inclui na hipótese versada. http://leonardosakaki. o advogado é indispensável à administração da justiça. desde que realizada na presença de representante da OAB.uol. verifica que existe processo investigando um dos seus clientes e a ele mesmo. Art. (B) nenhuma demanda judicial.com/leonardosakaki | @leosak . (D) a prisão do advogado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 10 4. sem prejuízo das sanções civis. São impedidos de exercer a advocacia: I . independentemente de sua natureza. não proceder à indicação. de 2008) O poder de punir o advogado público por questão ética não funcional e relaciona a atividade privativa da advocacia é exclusivamente da OAB (TED). Art.br | leonardosakaki@uol. a busca e a apreensão judicialmente decretadas. eletrônica.767. 49 (FGV – OAB 2010. não sendo vedadas. por motivo de exercício da profissão. é correto afirmar que (A) a prática é correta. bem como de seus instrumentos de trabalho. Resposta: C 10 Nulidade dos atos praticados Art. salvo se esta. Após pesquisa. Apesar disso.2) Considerando que nos termos dispostos no art.com. Diante do narrado.br | 11 99610348 facebook. 30. devidamente notificada ou solicitada. Resposta: D 05 (FGV – OAB 2010. por decisão motivada. penais e administrativas. desde que relativas ao exercício da advocacia. contra a Fazenda Pública que os remunere ou à qual seja vinculada a entidade empregadora. licenciado ou que passar a exercer atividade incompatível com a advocacia.

ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a qualquer órgão do Poder Judiciário e os que exercem serviços notariais e de registro. durante os dez dias seguintes à notificação da renúncia. 34. bem como de todos os que exerçam função de julgamento em órgãos de deliberação coletiva da administração pública direta e indireta.br | leonardosakaki@uol. a representar o mandante. em suas fundações e em suas empresas controladas ou concessionárias de serviço público. fundações públicas. §1 A incompatibilidade permanece mesmo que o ocupante do cargo ou função deixe de exercê-lo temporariamente. contra ou a favor das pessoas jurídicas de direito público.sofrer doença mental considerada curável. prorrogável por igual período. §2 A procuração para o foro em geral habilita o advogado a praticar todos os atos judiciais. arrecadação ou fiscalização de tributos e contribuições parafiscais. fazendo prova do mandato. VIII .ocupantes de cargos ou funções de direção em Órgãos da Administração Pública direta ou indireta. V . em juízo ou fora dele.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 11 II .infrações definidas nos incisos XVII a XXV do art. Licencia-se o profissional que: I . pode atuar sem procuração. neste caso.br | 11 99610348 facebook. em caráter temporário. §2 Não se incluem nas hipóteses do inciso III os que não detenham poder de decisão relevante sobre interesses de terceiro. §3 Na hipótese do inciso XXIV do art. inclusive com correção monetária. se particular. II . II . de acordo com os critérios de individualização previstos neste capítulo. 34. afirmando urgência. Art. dispensa o reconhecimento de firma no instrumento de mandato (tanto para poderes gerais quanto para poderes específicos). dos tribunais e conselhos de contas. dos juizados especiais. 12.ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras. obrigando-se a apresentá-la no prazo de quinze dias. §3 O advogado que renunciar ao mandato continuará. Exceção: casos de urgência. salvo os que exijam poderes especiais. mesmo em causa própria. 37. Não se incluem nas hipóteses do inciso I os docentes dos cursos jurídicos.ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de lançamento.militares de qualquer natureza. bem como a administração acadêmica diretamente relacionada ao magistério jurídico. do Ministério Público. Trata-se da procuração – será sempre escrito. II . com as seguintes atividades: I . em qualquer juízo ou instância. em seus diferentes níveis. representado por uma procuração pública ou privada.passar a exercer. VII . a suspensão perdura até que preste novas provas de habilitação. salvo se for substituído antes do término desse prazo. (Vide ADIN 1127-8) III . a juízo do conselho competente da OAB.reincidência em infração disciplinar. por motivo justificado. III . nos casos em que não posso colher a assinatura. empresas públicas. Parágrafo único. sociedades de economia mista.uol. 5 O advogado postula. §2 Nas hipóteses dos incisos XXI e XXIII do art. o http://leonardosakaki.membros de órgãos do Poder Judiciário. 11 Mandato Art. atividade incompatível com o exercício da advocacia.chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do Poder Legislativo e seus substitutos legais. §1 A suspensão acarreta ao infrator a interdição do exercício profissional. entidades paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público. Art.com.sites.com/leonardosakaki | @leosak . a suspensão perdura até que satisfaça integralmente a dívida. IV . Art. A suspensão é aplicável nos casos de: I .com. §1 O advogado.os membros do Poder Legislativo. inclusive privadas. pelo prazo de trinta dias a doze meses. juízes classistas. da justiça de paz. A advocacia é incompatível. 28.ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial de qualquer natureza. na ativa.assim o requerer. em todo o território nacional. 34. VI .

sites.br | leonardosakaki@uol.com. embora. A renúncia não retira do advogado o direito aos honorários. com o fito de compelir a ré à prestação de determinado fato.2 Revogação É ato privativo e unilateral do cliente em qualquer fase do processo que retira os direitos outorgados na procuração e não implica em qualquer responsabilidade posterior. quitação etc.1 Renúncia É ato privativo e unilateral em qualquer fase do processo que implica na omissão do motivo e na responsabilidade pelo prazo máximo de 10 dias contados da notificação da renúncia. (B) a possibilidade decorre da ausência de efetiva atuação profissional. testemunha a ocorrência de um acidente de trânsito sem vítimas. naquele momento. 11. prorrogável por mais 15 dias.3) Tertúlio. Exceção: se contratação de outro advogado. o advogado Tertúlio é arrolado como testemunha por uma das partes.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 12 prazo para apresentação da procuração é de 15 dias a iniciar-se do 1º dia útil seguinte ao do ato da representação. confissão. transação.3) Marcelo promove ação de procedimento ordinário em face de Paus e Cupins Ltda. (D) somente poderia prestar depoimento após a intervenção de todas as partes no processo.3 Substabelecimento É a transferência de poderes com ou sem reservas para o substabelecente (advogado constituído). diante de contrato anteriormente estabelecido pelas partes e descumprido pela ré. 11. envolvendo quatro veículos automotores. (C) o depoimento do advogado. 45 (FGV – OAB 2010. Seus dados e sua qualificação profissional constam nos registros do evento. que deverão ser pagos proporcionalmente.) 11. no caso. Poderes: pode ser ad judicia (para foro em geral – autoriza a prática de todos os atos processuais. que deve ser tomado com a autorização e ciência do cliente que outorgou os poderes originais. A revogação não retira do advogado o direito aos honorários. advogado.com/leonardosakaki | @leosak . com a apresenta- http://leonardosakaki. No substabelecimento com reservas o advogado substabelecido não pode cobrar honorário diretamente do cliente sem a intervenção do substabelecente. O advogado poderá também receber os honorários sucumbenciais. desistência da ação. reconhecimento de procedência do pedido. A respeito do tema. No dia designado para o seu depoimento. Posteriormente. em ação de responsabilidade civil. Trata-se de ato pessoal do advogado da causa. com exceção daqueles que exijam poderes especiais) ou ad judicia et extra (com poderes específicos – exemplo: oferecimento de representação criminal ou queixa crime. é facultativo. desde que requerida e deferida. alega que estaria impossibilitado de realizar o ato porque uma das pessoas envolvidas poderia contratá-lo como profissional. nenhuma delas tivesse manifestado qualquer intenção nesse sentido. recebimento de citação em nome do cliente. é correto dizer que (A) o advogado é suspeito para prestar depoimento no caso em tela.uol. que deverão ser pagos proporcionalmente. de forma proporcional ao trabalho realizado nos autos.com. Resposta: B 51 (FGV – OAB 2010. Houve regular citação.br | 11 99610348 facebook.

5 Postular conta ato jurídico realizado ou contra quem consultou O CED impõe que o advogado deve abster-se de patrocinar. para lavratura do auto respectivo. d) em qualquer assembleia ou reunião de que participe ou possa participar o seu cliente. que é declarada. dentro do expediente ou fora dele. b) nas salas e dependências de audiências. o TED acrescentou a abstenção bienal.4 Postulação contra ex-cliente e ex-empregador O advogado pode postular em favor de terceiros. desde que relativas ao exercício da advocacia. mesmo que tenha sido inerte. desde que se ache presente qualquer servidor ou empregado.exercer. como no enunciado. desde que guarde o sigilo profissional e as informações reservadas ou privilegiadas de que tenha tomado conhecimento no período em que prestou serviços aos mesmos. contra ex-cliente ou ex-empregador. o réu ingressa no processo requerendo a declaração de prescrição intercorrente.não ser recolhido preso.em que tenha sido convidado pela outra parte. quando preso em flagrante. ainda que não tenha se efetivado a contratação. por motivo ligado ao exercício da advocacia. Nos termos da legislação estatutária e do Código de Ética. se esta lhe revelou segredos ou obteve seu parecer. a profissão em todo o território nacional. não tendo havido recurso do autor. secretarias.comunicar-se com seus clientes. antes de sentença transitada em julgado. III .com/leonardosakaki | @leosak . orientado ou conhecido em consulta. é correto afirmar que (A) o advogado não pode ser sancionado pela demora do processo. que proíbe a advocacia contra ex-cliente e ex-empregador pelo prazo de 2 anos. sob pena de nulidade e. mesmo fora da hora de expediente e independentemente da presença de seus titulares. IV .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 13 ção de defesa.br | leonardosakaki@uol. Após consultas processuais. quando estes se acharem presos. (B) está perfeitamente caracterizado o abandono da causa.Contrárias à ética. bem como de seus instrumentos de trabalho. Entretanto. V . http://leonardosakaki. Resposta: B 11. de sua correspondência escrita. mesmo sem procuração. com instalações e comodidades condignas e. nos demais casos. II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho. e ser atendido. mesmo além dos cancelos que separam a parte reservada aos magistrados. (C) os atos referidos se esgotam no processo judicial. . senão em sala de Estado Maior. tendo o processo permanecido paralisado por oito anos por inércia das partes.ter a presença de representante da OAB.com. eletrônica. à moral ou à validade de ato jurídico em que tenha celebrado.com. VI . por impedimento ético. ainda que considerados incomunicáveis. as causas: .br | 11 99610348 facebook. sendo permitida a atuação após esse prazo. telefônica e telemática. desde que munido de poderes especiais. pessoal e reservadamente. a comunicação expressa à seccional da OAB.ingressar livremente: a) nas salas de sessões dos tribunais. 12 Direitos do advogado (prerrogativas) Art. cartórios. ou perante a qual este deva comparecer.uol. serviços notariais e de registro.sites. detidos ou recolhidos em estabelecimentos civis ou militares. c) em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição judicial ou outro serviço público onde o advogado deva praticar ato ou colher prova ou informação útil ao exercício da atividade profissional. o autor descobre a real situação do processo e apresenta representação disciplinar à OAB contra o seu advogado. Dez anos após a paralisação. ofícios de justiça. em prisão domiciliar. na sua falta. (D) a inércia das partes não pode atingir os advogados. 11. no caso de delegacias e prisões. e. com liberdade. 7 São direitos do advogado: I .

em qualquer hipótese. mesmo sem procuração. no exercício de sua atividade. pela ordem. ainda que conclusos à autoridade. autos de processos findos ou em andamento. sendo. o conselho competente deve promover o desagravo público do ofendido.examinar em qualquer repartição policial. em juízo ou fora dele.br | 11 99610348 facebook.recusar-se a depor como testemunha em processo no qual funcionou ou deva funcionar.usar os símbolos privativos da profissão de advogado.br | leonardosakaki@uol. mesmo sem procuração. 2) quando existirem nos autos documentos originais de difícil restauração ou ocorrer circunstância relevante que justifique a permanência dos autos no cartório. para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos.dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho. podendo copiar peças e tomar apontamentos. em decisão motivada. XV . XVII. ao advogado que houver deixado de devolver os respectivos autos no prazo legal. XX .sites. secretaria ou repartição. no exercício da profissão ou de cargo ou função de órgão da OAB. XVIII . por motivo de exercício da profissão. vedada a utilização dos documentos. em juízo. tribunais. independentemente de horário previamente marcado ou outra condição. mediante intervenção sumária.ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer natureza. bem como dos demais instrumentos de trabalho que contenham informações sobre clientes. regulamento ou regimento. XIII . tribunal ou órgão de deliberação coletiva da Administração Pública ou do Poder Legislativo. a autoridade judiciária competente poderá decretar a quebra da inviolabilidade de que trata o inciso II do caput deste artigo. podendo tomar apontamentos.com/leonardosakaki | @leosak . XX a) a liberdade é parcial. XVII . não constituindo injúria.retirar autos de processos findos. pelos excessos que cometer. fóruns. expedindo mandado de busca e apreensão. observado o disposto no inciso IV deste artigo. o §5 No caso de ofensa a inscrito na OAB. mesmo sem procuração. o §2 O advogado tem imunidade profissional. quando ofendido no exercício da profissão ou em razão dela. IX. em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo. verbalmente ou por escrito. perante qualquer juízo. ou sobre fato relacionado com pessoa de quem seja ou foi advogado. o §1 Não se aplica o disposto nos incisos XV e XVI: 1) aos processos sob regime de segredo de justiça. bem como sobre fato que constitua sigilo profissional. http://leonardosakaki. sem prejuízo da responsabilidade criminal em que incorrer o infrator. mediante representação ou a requerimento da parte interessada. a ser cumprido na presença de representante da OAB. o §6 Presentes indícios de autoria e materialidade da prática de crime por parte de advogado. sentado ou em pé. contra a inobservância de preceito de lei. pelo prazo de dez dias. o §3 O advogado somente poderá ser preso em flagrante. em todos os juizados. 3) até o encerramento do processo. VIII . VII.ser publicamente desagravado. específico e pormenorizado. difamação puníveis qualquer manifestação de sua parte. XIV . em cartório ou na repartição competente. XIII. XVI .usar da palavra. ou retirá-los pelos prazos legais. salas especiais permanentes para os advogados.uol. findos ou em andamento. após trinta minutos do horário designado e ao qual ainda não tenha comparecido a autoridade que deva presidir a ele. tribunal ou autoridade.permanecer sentado ou em pé e retirar-se de quaisquer locais indicados no inciso anterior. mediante comunicação protocolizada em juízo. com uso assegurados à OAB. quando não estejam sujeitos a sigilo. autos de flagrante e de inquérito. VIII. X . XIV. o §4 O Poder Judiciário e o Poder Executivo devem instalar. delegacias de polícia e presídios. em qualquer juízo ou tribunal. das mídias e dos objetos pertencentes a clientes do advogado averiguado. XI .falar. proferido de ofício. mesmo quando autorizado ou solicitado pelo constituinte. documentos ou afirmações que influam no julgamento. em caso de crime inafiançável. depende de inscrição suplementar. bem como para replicar acusação ou censura que lhe forem feitas. reconhecida pela autoridade em despacho motivado. e só o fizer depois de intimado.examinar. sem prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB.com. Atenção! Dica de estudo: VI.com. XII . assegurada a obtenção de cópias. ou da Administração Pública em geral. observando-se a ordem de chegada.reclamar. XIX .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 14 VII . independentemente de licença. o o §7 A ressalva constante do §6 deste artigo não se estende a clientes do advogado averiguado que estejam sendo formalmente investigados como seus partícipes ou coautores pela prática do mesmo crime que deu causa à quebra da inviolabilidade.retirar-se do recinto onde se encontre aguardando pregão para ato judicial.

salvo em caso de coautoria do advogado e cliente. Se a negativa envolver os direitos específicos previstos no inciso XIV do art. .Esta inviolabilidade é relativa – deve cumprir 4 requisitos para a quebra da inviolabilidade (art. 7.deve haver acompanhamento de representante da OAB. CF. assim como seus instrumentos de trabalho (arquivos. http://leonardosakaki. que teria competência originária no STF.br | leonardosakaki@uol. O descumprimento desta regra configura abuso de autoridade/poder. sob pena de nulidade do auto de prisão em flagrante. sem prejuízo de se apurar eventual prática de abuso de autoridade/poder.a prova produzida na diligência deverá ser utilizada contra o advogado e não contra o cliente. . Epístola = carta.br | 11 99610348 facebook. c) comunicar-se com seus clientes preso. d) ter a presença de representante da OAB. 7. pessoal e reservadamente. g) sustentação oral: Direito Art. . e. prevista no art. findos ou em andamento. Ainda que o cliente seja considerado incomunicável (exemplo: RDD). eletrônica. e sim para o mandado de segurança contra o ato da autoridade coautora. tantos físicos quanto eletrônicos) e suas comunicações/correspondências (escrita. por motivo ligado ao exercício da advocacia. Exceção: processo com documentos considerados irrecuperáveis e processos que tramitam sob segredo de justiça. em prisão domiciliar – não se confunda com prisão especial – trata-se de sala especial de prisão de oficiais militares. falada. telefônica e telemática). (verificação do inquérito ou do flagrante sem necessidade de mandato judicial. é caso de Reclamação. negativa do direito de extração de cópias etc.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 15 b) inviolabilidade do escritório ou local de trabalho. 102. 53. Cabe mandado de segurança. CED Após o voto do relator h) acesso aos autos de flagrante e de inquérito. IX. que deverá ser impetrado perante o juízo de primeiro grau (no caso de o direito ter sido negado pelo delegado de polícia).ordem judicial (específica. f) ingresso livre em dependências para o exercício profissional. detalhada) não basta a ordem policial e nem pode ser uma ordem judicial genérica (tem que ser específica). ainda que sem procuração. se a OAB for notificada e não encaminhar representante em tempo hábil. direito de informação. i) direito de vista dos autos. .uol. São invioláveis. Se a autoridade policial negar.Para o STF. a prova produzida na diligência será válida.com/leonardosakaki | @leosak . senão em sala de Estado Maior: com instalações e comodidades condignas. .sites. §3. quando preso em flagrante.). antes de sentença com trânsito em julgado (prisão cautelar/processual). fundamentada e pormenorizada.indício de autoria e materialidade da prática de um crime pelo advogado. salvo por determinação judicial fundamentada (busca e apreensão). ainda que conclusos à autoridade. CED Antes do voto do relator SUSTENTAÇÃO ORAL Procedimento disciplinar Art. na sua falta. l.com. EAOAB. em estabelecimento civil e militar. ou seja. não haverá espaço para a reclamação constitucional. podendo copiar peças e tomar apontamentos. e) não ser recolhido preso. 7. §§6 e 7): .

de larga experiência forense. Após duas horas de atraso.a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais. ele e seu cliente estariam se retirando do recinto.3) O magistrado Mévio. O ato fora designado para iniciar às 13 horas. aí incluídos advogados. podendo ocorrer ato do magistrado impondo restrições ao advogado. desde a audiência inaugural. tendo iniciado a primeira audiência no horário aprazado. Resposta: A 13 Estagiário de direito O estagiário de direito.sites. (D) meros atrasos da autoridade judicial não permitem a retirada do advogado do recinto. à luz das normas estatutárias (A) qualquer atraso superior a uma hora justifica a retirada do recinto. (B) o advogado deveria. seguindo moderna tendência da Administração Pública. Art. para participar de audiência em questão cível.127-8) II . Como é de praxe.br | 11 99610348 facebook.com. advogado. 1º do EAOAB em conjunto com o advogado sob sua orientação. (C) o atraso que justifica a retirada do advogado está condicionado à ausência da autoridade judicial no evento. das 11h às 13h. Diante do narrado. sendo comunicados pelo Oficial de Justiça que a pauta de audiências continha dez eventos e que a primeira havia iniciado às dez horas. assessoria e direção jurídicas. diante do ocorrido. devidamente inscrito nos quadros da OAB. Francisco informou. Os processos passam a ser distribuídos.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 16 j) imunidade profissional: advogado tem imunidade em relação aos crimes de injúria e difamação quando praticados no exercício da profissão e no interesse da defesa do cliente.2) Francisco. dirige-se. com seu cliente. 1º São atividades privativas de advocacia: I . (C) O princípio da eficiência sobrepõe-se aos interesses das partes e dos advogados. http://leonardosakaki.uol. (Vide ADIN 1. Estabeleceu-se que os autos de final 0 a 3 teriam atendimento ao público. XX transcrito acima 46 (FGV – OAB 2010. que. supervisão e responsabilidade. A autoridade judicial encontrava-se presente no foro desde as nove horas da manhã.com. 7. já caracterizado um atraso de uma hora. buscando organizar o serviço do seu cartório. peticionar ao Magistrado e retirar-se do recinto. assinale a alternativa correta quanto a essa atitude. edita Portaria disciplinando o horário de atendimento das partes e dos advogados não coincidente com o horário forense. com a responsabilização individual de determinados servidores. para despachos em geral. Com tal organização. À luz da legislação estatutária. adentraram o recinto forense com meia hora de antecedência. no caso narrado. obteve o cumprimento de todas as metas estabelecidas pela Corregedoria do Tribunal. e daí sucessivamente. 85 (FGV – OAB 2010. designada para a colheita de provas e depoimento pessoal. por numeração. pelo advogado. pode praticar os atos previstos no art.as atividades de consultoria. (B) A Administração dos órgãos do Poder Judiciário é autônoma. (D) As metas de produção determinadas pelos órgãos de controle do Poder Judiciário justificam a restrição dos direitos dos advogados de acesso aos autos e aos agentes públicos. ao Chefe do Cartório Judicial. por escrito. Resposta: C Ver: Art. (A) O ato normativo do magistrado colide frontalmente com o direito dos advogados de serem atendidos a qualquer momento pelo Magistrado e servidores públicos. em um dos dois últimos anos do curso de Direito.br | leonardosakaki@uol.

nos órgãos competentes. internet. é aquele que provoca infâmia. Esse crime abala diretamente o aspecto da confiabilidade. folders etc.exercício de atividades extrajudiciais. Crime infamante aquele crime contrário à honra. devidamente reconhecido. 29 do RGEAOAB. pois a conclusão é causa de emancipação. pode se inscrever. d) aprovação no exame da OAB (prova de habilitação). c) título de eleitor e quitação militar. Cuidado: conclusão de curso superior é causa de emancipação! Se uma pessoa é um gênio e conclui o curso com 17 anos.com/leonardosakaki | @leosak .assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos. § 3º É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade.obter junto aos escrivães e chefes de secretaria certidões de peças ou autos de processos em curso ou findos.906/94) a) capacidade civil: maioridade e sanidade.com.rol exemplificativo) – tanto para o advogado quanto para o estagiário . sempre sob a responsabilidade do advogado. . pelo próprio nome. b) diploma ou certidão de conclusão de curso de direito.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 17 § 1º Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal.retirar e devolver autos em cartório. dignidade e a boa fama de quem pratica. . figurar como contratado em Contrato de Prestação de Serviços Advocatícios. só podem ser admitidos a registro. http://leonardosakaki.chefe executivo . 28 EAOAB . que são: . 8.com.gerente ou diretor de banco f) idoneidade moral: nunca ter sido condenado pela prática de crime infamante. assinando a respectiva carga. desonra para o advogado. .policial . Isoladamente.uol. Quem avalia é o Tribunal de Ética e Disciplina e o Conselho Federal Crime que cause repúdio à classe. 14 Inscrição na OAB .br | leonardosakaki@uol. o estagiário inscrito poderá praticar os atos autorizados pelo art. salvo reabilitação judicial. EAOAB (Lei 8. Crime infamante.Requisitos – art. e) não exercer atividade incompatível (art. É vedado ao estagiário: figurar em publicidade de escritório de advocacia – placas.sites. sob pena de nulidade. A relação cliente-advogado envolve confiabilidade. quando visados por advogados. desde que tenha sido autorizado ou substabelecido pelo advogado.. § 2º Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas.br | 11 99610348 facebook.

quem declara se a pessoa é ou não idônea é o conselho seccional. Texto do compromisso está disposto no Regulamento Geral. EAOAB. A inidoneidade é declarada pelo conselho por um quorum de ⅔. (C) suspensão do exercício da atividade advocatícia. 34. que tem validade perpétua. Processo incidental de declaração de inidoneidade moral – solicitado por qualquer pessoa (não pode ser anônimo). advogado com mais de dez anos de efetiva atividade. (C) o licenciamento do profissional. O cargo é privativo de advogado. No curso do processo também obtém a indicação do Tribunal e vem a ser nomeado pelo Governador do Estado.2) Fábio. Diante disso. (B) a suspensão até que cesse a incompatibilidade. b) incontinência pública e escandalosa. (D) anotação de impedimento. é convidado a ocupar o prestigiado cargo de Procurador-Geral de um município. à luz das normas estatutárias ocorrerá: (A) o cancelamento da inscrição como advogado.com/leonardosakaki | @leosak . Resposta: B 83 (FGV – OAB 2010. XXVIII. .sites. ingressando nos quadros do Poder Judiciário.br | leonardosakaki@uol. .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 18 Art. c) embriaguez ou toxicomania habituais. 47 (FGV – OAB 2010. fala sobre crime infamante: sanção de exclusão. O pedido só não pode ser anônimo. Será expedida a certidão de aprovação. advogado. Não precisa apresentar provas. pois não consegue se inscrever pela incompatibilidade.qualquer pessoa pode requerer à OAB a declaração de inidoneidade moral do candidato. No entanto.1 Inscrição principal http://leonardosakaki. ao assumir o referido cargo.1. O que acontece com a inscrição dele? Nada. não autorizado por lei. 14.1 Espécies de inscrição 14. (D) a passagem para a reserva do quadro de advogados. (B) exercício limitado da advocacia. basta indicar os fatos. obtém a indicação da OAB para concorrer pelo quinto constitucional à vaga reservada no âmbito de Tribunal de Justiça. formal e personalíssimo (nem por procuração). Julgado pelo Conselho Seccional com quorum de ⅔.com.com. Art. cargo de confiança do Prefeito Municipal passível de exoneração ad nutum. ocorrerá o (a) (A) cancelamento da sua inscrição. parágrafo único: Inclui-se na conduta incompatível: a) prática reiterada de jogo de azar.3) Xisto.br | 11 99610348 facebook. 34.uol. g) compromisso perante o conselho seccional – é solene. Resposta: A Escrivão da polícia passa no exame de ordem.

falecer. Interrupção definitiva da inscrição.assim o requerer.uol. §§2 e 3). Os processos dos anos anteriores que ainda não terminaram deverão ser considerados em consideração para a contagem das 5 causas no ano seguinte.3 Inscrição por transferência Para todo advogado que decide mudar definitivamente seu domicílio profissional.br | leonardosakaki@uol. o novo pedido de inscrição também deve ser acompanhado de provas de reabilitação. Carteirinha tem validade de 2 anos prorrogável por mais 1 ano ou 3 anos improrrogável. 14.deve o interessado fazer prova dos requisitos dos incisos I. deverão ser preenchidos os requisitos do art. É ato definitivo e desconstitutivo em relação ao número de inscrição que jamais se restaura. atividade incompatível com a advocacia. 11. 8.br | 11 99610348 facebook. É obrigatória quando a pessoa for atuar em outro Estado. §2 Na hipótese de novo pedido de inscrição .sofrer penalidade de exclusão. II . 15 15. §3 Na hipótese do inciso II deste artigo. 41. V. Requisito: comprovação do vínculo com o estágio e motivo justo.2 Inscrição suplementar Trata-se de uma segunda inscrição. §§2 e 3. Permite o retorno aos quadros da OAB. EAOAB. 11. III .1. Para obtenção da nova inscrição. Se a pessoa atuar em outro Estado em mais de 5 causas/processo. 14. IV . 14.1. 11 do EAOAB Art. VI e VII do art. e art.4 Nova inscrição Para todo aquele que já integrou os quadros da ordem e teve a sua inscrição cancelada.5 Inscrição do estagiário Pode tirar a partir do 4 ano. em caráter definitivo. de ofício. por meio de uma nova inscrição. o cancelamento deve ser promovido. 11. precisa ter no Estado a inscrição suplementar.com. 8.1. pelo conselho competente ou em virtude de comunicação por qualquer pessoa.passar a exercer.com/leonardosakaki | @leosak . Cancela-se a inscrição do profissional que: I . http://leonardosakaki. V .sites.1. III e IV.que não restaura o número de inscrição anterior . Pode ter quantos suplementares puder pagar. Objetivo de atuar em outro Estado.com. desde que cumpridos alguns requisitos de acordo com o motivo do cancelamento (art. §1 Ocorrendo uma das hipóteses dos incisos II.perder qualquer um dos requisitos necessários para inscrição. O advogado pode ter somente uma inscrição principal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 19 Deve ser feito no conselho seccional onde é o domicílio profissional. art.1 Interrupções na inscrição Cancelamento – art. 14.

em face de provas efetivas de bom comportamento. III . além dos requisitos acima. 4 São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB. 15. 16 Advogado estrangeiro Só pode prestar consultoria.com. É permitido ao que tenha sofrido qualquer sanção disciplinar requerer.uol. 12. um ano após seu cumprimento.passar a exercer.sofrer doença mental considerada curável. Parágrafo único.com/leonardosakaki | @leosak . Exclusão pelo art.2 Licenciamento – art. I. Art. . Licencia-se o profissional que: I .sites. São também nulos os atos praticados por advogado impedido – no âmbito do impedimento – suspenso. . Pode ser requerida um ano após o cumprimento da sanção do Tribunal de Ética e com comprovação de idoneidade. (b) proíbe qualquer atividade privativa de advogado. por motivo justificado. atividade incompatível com o exercício da advocacia. o pedido de reabilitação depende também da correspondente reabilitação criminal.falecimento .doença mental curável – observação: a doença mental incurável cancela a inscrição pela perda dos requisitos da inscrição. Parágrafo único.br | 11 99610348 facebook.incompatibilidade temporária do advogado – exemplo: sou advogado e passo a exercer cargo de governador.incompatibilidade definitiva . licenciado ou que passar a exercer atividade incompatível com a advocacia. VII. VI.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 20 . EAOAB – prática de crime infamante: precisa da reabilitação judicial ou criminal.pedido justificado do advogado .com. É o afastamento temporário do exercício profissional que: (a) mantém o número de inscrição. V.pedido do advogado – personalíssimo . penais e administrativas. http://leonardosakaki.assim o requerer. 41. 12 EAOAB Art. a reabilitação.perda de qualquer dos requisitos de inscrição Exclusão.quando o advogado sofrer pena de exclusão . em caráter temporário.br | leonardosakaki@uol. Art. (c) isenta do pagamento da anuidade ou contribuição obrigatória. provas de reabilitação. Art. Exclusão: deverão apresentar. II . sem prejuízo das sanções civis. EAOAB: sempre deverão ser apresentados numa nova inscrição. falecimento e incompatibilidade definitiva: OAB pode cancelar de ofício ou a requerimento de qualquer interessado. 34. Quando a sanção disciplinar resultar da prática de crime. 8.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 21 Não pode postular judicialmente. A pessoa terá uma carteira da OAB – OAB/SP 99999S. inclusivo o exame de ordem. O diploma deverá ser validado. mesmo advogado pode integrar mais de uma sociedade de advogados em conselhos seccionais distintos. Essa consultoria é vinculada ao direito de seu país de origem. O advogado autônomo pode usar o termo "Advocacia" desde que acompanhado do nome completo e do número da OAB. No caso de separação consensual.Patrocínio infiel – "casadinha": proibido. Não há sociedade individual de advogados. pois não há conflito de interesses. . contudo não poderá integrar mais de uma sociedade com sede ou filial no mesmo conselho seccional. . Se abrirem uma filial no PR. por exemplo.com.br | leonardosakaki@uol.Os sócios deverão ser obrigatoriamente advogados.Sócios de uma mesma sociedade ou unidos em caráter de cooperação não poderão atuar para clientes opostos na mesma medida judicial.Deve ser formada por 2 ou mais sócio.Outorga de poderes deverá ser na pessoa física dos sócios. . Nunca será registrado na Junta Comercial. Brasileiro formado no exterior ou estrangeiro que quer advogar no Brasil deve passar pelo processo de inscrição na OAB. . nunca para a pessoa jurídica. Deverá ser solicitado no conselho seccional de onde exercer suas atividades. desde que o contrato social autorize). nem mesmo no cartório.Personalidade jurídica – ocorre com o registro dos seus estatutos no conselho seccional da OAB onde ela tem a sede. Para prestar essa consultoria precisará de uma autorização/inscrição. Título de eleitor e quitação do serviço militar: o estrangeiro está dispensado. . http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak . Estagiário não pode ser sócio.Razão social – não pode ter nome fantasia (em qualquer idioma). todos os sócios deverão ter inscrição no PR também). . terá prazo de duração de 3 anos – poderá ser renovada.sites. ou seja. nem o advogado brasileiro em Portugal. é possível.br | 11 99610348 facebook. que tem caráter precário. O advogado português não precisa do exame de ordem. 17 Sociedade de advogados – art. 15 EAOAB . . onde estiver inscrita a sociedade todos os sócios devem ter inscrição (se a sociedade fica em SC. nome do sócio falecido (pode ter.com.uol. crime de tergiversação. todos os sócios devem ter inscrição em SC.Quando a sociedade for registrada terá um registro e pagará anuidade. Defende na mesma causa simultânea ou sucessivamente partes contrárias.

com. EAOAB.Restrição aos sócios: não pode integrar mais de uma sociedade onde haja sede ou filial. Esse advogado não tem vínculo de emprego. http://leonardosakaki. 19 Advogado empregado Arts. salvo em caso de o contrato social prever forma diferente. com acusações mútuas de descumprimento dos deveres conjugais. uma vez que sua honra foi atingida por seu marido. também mantêm sociedade em escritório de advocacia. é complementar (só atingirá os bens dos sócios de forma complementar). em discussões conjugais. Ana Beatriz. O tribunal de ética e disciplina não julga sociedade. Esse contrato de associação deve ser averbado no contrato social da sociedade. mantendo o estado de casados por longos anos. tendo em vista que as ofensas não ocorreram no exercício da profissão de advogado.uol. Registro que o sócio está licenciado. Imaginemos uma sociedade formada por A e B. o desagravo é permiti do pelo estatuto. Paralelamente.br | leonardosakaki@uol. De qualquer forma haverá alteração do contrato social. sob a pena de dissolução da sociedade.2) João Vítor e Ana Beatriz.sites. 18 ao 21. O B sofre o cancelamento da inscrição. a responsabilidade é solidária. Responsabilidade disciplinar será individual. O sócio A terá 180 dias para indicar novo sócio. Resposta: A 18 Advogado associado Advogado associado é aquele que se une à sociedade para participação nos lucros das ações em que atuar.br | 11 99610348 facebook. . ou seja. é subordinado.Responsabilidade: responsabilidade criminal será individual – responsabilidade pessoal. ambos advogados. À luz das normas estatutárias.com/leonardosakaki | @leosak . esse cancelamento deve gerar uma alteração no contrato social. contraem núpcias. passam a ter seguidas altercações. O associado é responsável civilmente nas ações em que atuar. . .Se o sócio sofreu o cancelamento da inscrição.com. requer que a OAB promova sessão de desagravo. (B) o ato de desagravo depende somente da qualidade de advogado do ofendido. Responsabilidade dos sócios para com a sociedade é subsidiária ilimitada. (C) sendo o ofensor advogado. Por motivos vários. 84 (FGV – OAB 2010. revoltada com as acusações desfechadas por João Vítor. (A) nenhum ato poderá ser realizado pela OAB.Se o sócio sofreu licenciamento da inscrição (exemplo: tornou-se prefeito). não tem subordinação. (D) o desagravo poderá ocorrer privadamente. julga advogados. O advogado empregado tem vínculo de emprego.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 22 . Entre os sócios. Haverá averbação do contrato social.

Pode haver arbitramento mesmo com contrato escrito – quando advogado abandona o processo (renúncia): quando não há acordo quanto aos honorários proporcionais – o contrato não é título executivo.com/leonardosakaki | @leosak . salvo se elas forem objeto do contrato de trabalho. caberá hora extra de 100%. Salário mínimo será fixado em sentença normativa. Art. o advogado deve renunciar ao patrocínio da causa. no caso de cobrança do cliente. Jornada de trabalho do advogado empregado não pode exceder a 4 horas diárias ou 20 horas semanais. (i) convencionados: há pacto. pois não houve o cumprimento.uol. Salvo estipulado em contrário. ele tem independência profissional. Pode haver cláusula contratual que determine que o honorário de sucumbência seja do cliente. Se foi contrato e foi escrito. rito sumário.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 23 Embora empregado. pois neste caso o Estado pagará os honorários. quando vence ação. Preferencialmente por escrito. (iv) quota litis: é um contrato ad exitum com características especiais: (a) é obrigatoriamente escrito. Contrato ad exitum – condicionado ao sucesso da demanda. O que exceder a isto. Lide temerária: advogado se une ao cliente para prejudicar um terceiro – exemplo: advogado se une ao cliente para executar um contrato com assinatura falsa. é um título executivo extrajudicial. contrato. (iii) sucumbenciais: a parte que perdeu pagará os honorários de sucumbência para o advogado da parte que ganhou. Para requerer arbitramento ou execução do contrato. 22. (b) permite o recebimento em bens do cliente. o vínculo de emprego do advogado empregado não lhe retira a isenção técnica. ou seja. serão cobrados ⅓ cobrado na inicial ou na defesa. (ii) arbitrados judicialmente: não havendo contrato. salvo se houver acordo ou convenção coletiva. ⅓ cobrado na decisão de 1 grau e ⅓ cobrado no trânsito em julgado da ação.sites. e o juiz fixará os honorários. Adicional noturno das 20h às 5h – 25%. então o advogado. Ação de execução. 20 Honorários advocatícios Cobrado muito além: suspensão. http://leonardosakaki. ganha os honorários convencionados ou arbitrados mais o de sucumbência. será ajuizada ação. O advogado empregado não está obrigado a atuar nas questões pessoais do seu empregador. desde que comprovada a sua impossibilidade financeira.com. Cobrado muito abaixo: censura. O honorário de sucumbência é direito exclusivo do advogado. salvo em caso de acordo ou convenção coletiva ou contrato de exclusividade.com. (c) o advogado não pode receber mais que o cliente quando aos honorários contratados for acrescida a verba sucumbencial.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol. Os honorários de sucumbência é um bônus. É fixado pelo juiz – 10 a 20% do valor da ação. Beneficiários da justiça gratuita é permitido. Assistência judiciária não poderá.

5 anos. receber a partir de bens surgidos da ação – não pode. direcionado ao seu cliente. mas.3) Homero. Cláusula quota litis. após o decurso normal do processo. O pedido é deferido pelo Juiz. por exemplo. Requer a execução especial e apresenta. que não concorda com tal desconto.br | 11 99610348 facebook. (iv) as custas devem ser adiantadas pelo advogado e depois reembolsadas. 44 (FGV – OAB 2010. http://leonardosakaki. ou seja. Letra de câmbio e duplicata não pode.natureza jurídica dos honorários: tanto o STJ quanto o STF afirmam que tem natureza alimentar. vedado o desconto de quaisquer outros valores a esse título.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 24 . (d) da desistência ou transação (=acordo).Duplicata: é possível emitir duplicata pelos honorários? É vedada a emissão de qualquer título mercantil que tenha como origem honorários advocatícios. Cartão de crédito: pode. Prescreve em 5 anos a pretensão da ação de prestação de contas do advogado ao cliente em razão de quantias recebidas por ele em nome do cliente. Os honorários deverão ser pagos em pecúnia. . só será válido se cumprir 4 requisitos: (i) contrato escrito. mas há recurso do Ministério Público. (e) revogação ou renúncia. estabelecendo a separação do principal. após longos anos. advogado especializado em Direito Público. requerimento de expedição de precatório. cujo contrato anexa aos autos.uol. 42.Prazo para prescrição: 5 anos contados a partir (a) do vencimento do contrato. Diante do inadimplemento.O advogado pode receber honorários em bens? Em regra não. Posso protestar títulos que tenham origem honorários advocatícios? Não. Cheque e nota promissória pode. dos honorários de sucumbência e postulando o desconto no principal de vinte por cento a título de honorários contratuais. é vedado o protesto de qualquer título que tenha como origem honorários advocatícios (art. excepcionalmente. Abaixo ordem para recebimento em execução.com. não pode ser penhorado. não será levado a protesto. (ii) declaração do cliente dizendo que não tem condições de pagar os honorários em pecúnia.com. CED). .sites. De acordo com as normas estatutárias aplicáveis.execução coletiva: o tipo do crédito do advogado é privilegiado.902/09 criou o art.Lei 11. (b) do trânsito em julgado da sentença que fixar os honorários.com/leonardosakaki | @leosak . Boleto bancário: deve haver um contrato estipulando isso. mas não pode usar desse meio para captar clientes. em regra. fazer publicidade. é correto afirmar que (A) os honorários devidos no processo judicial se resumem aos sucumbenciais. (iii) a parte/quota do advogado deve ser menor que a parte do cliente. . Trabalhistas Tributários Privilegiados Quirografários .br | leonardosakaki@uol. obtém sentença favorável contra a Fazenda Pública Estadual. (c) da ultimação (=término) do serviço extrajudicial. . 25A – há prazo para o cliente ajuizar ação contra o advogado? Sim.

cuja recusa injustificada representa infração disciplinar com pena de suspensão do exercício profissional.uol. criminal.000. (C) é possível o pagamento de honorários advocatícios contratuais no processo em que houve condenação. A prestação de contas deverá ser sempre que solicitada pelo cliente. apresenta ao cliente os termos de contrato de honorários. a prestação de contas é inexigível. desde que o contrato seja escrito. Antes de realizar os atos próprios da profissão. há amplo desentendimento. (C) os honorários de sucumbência podem. em diversas ações. Analisando-se a solução para o caso concreto acima.000.br | 11 99610348 facebook. é contratado para defender os interesses de Otávio.1 Prestação de contas Trata-se de um direito-dever do advogado. Buscando adequação dos seus honorários. bem como em processos administrativos que tramitam em numerosos órgãos públicos. http://leonardosakaki. o que é negado pela advogada. sofrer desconto dos honorários pactuados contratualmente. À luz das normas aplicáveis. (D) os honorários sucumbenciais acrescidos dos honorários contratuais podem superar o benefício econômico obtido pelo cliente. (A) os honorários sucumbenciais e os contratados são naturalmente excludentes. Nesse momento. de natureza civil. quer sucumbenciais. (D) essa questão é dirimida pelo juiz da causa em que ocorreu a condenação. conhecida pela energia com que defende os seus clientes. Terência não apresentou as contas ao cliente nem direta. (D) seja o contrato escrito ou verbal. (B) enquanto o cliente não apresentar postulação judicial. havendo precatório. exceto em caso de força maior. com a satisfação da dívida.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 25 (B) os honorários advocatícios. nem judicialmente. empresarial. O valor da indenização fora levantado pela advogada e depositado em caderneta de poupança. Resposta: C 20. obtém sucesso em ação indenizatória. que gozam de autonomia. no aguardo do desfecho da discussão sobre os valores que deveriam ser repassados. jovem advogada. pode o advogado requerer o pagamento dos seus honorários contratuais mediante desconto no valor da condenação.sites.br | leonardosakaki@uol. quer contratuais.3) Terência. (B) os honorários contratuais devem ser sempre em valor fixo. devidamente justificada e provada. é correto afirmar que (A) a prestação de contas é um dos deveres do advogado. Resposta: C 50 (FGV – OAB 2010.com. que divide em valores fixos.com/leonardosakaki | @leosak . advogado. acrescidos dos decorrentes da eventual sucumbência existente nos processos judiciais. ao alvedrio das partes.com. com proveito econômico correspondente a R$ 3. (C) o advogado. Resposta: A 87 (FGV – OAB 2010. até que se realize a prestação de contas ao cliente. próspero fazendeiro.00 (três milhões de reais). e este exige detalhada prestação de contas. marca reunião com seu cliente. devem ser cobrados em via própria diretamente ao cliente. não necessita prestar contas.2) Eduardo. exercendo mandato. devendo o profissional optar por um deles.

mas por exercer a atividade de advocacia poderá advogar exclusivamente para o seu empregador. EAOAB A incompatibilidade é a proibição total para o exercício da advocacia. II – juiz de direito. noras e registros.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 26 Devem ser prestadas as contas que envolvam valores. II – membros do poder legislativo em seus diferentes níveis contra o serviço público. 30. Há a licença. 22 Infração e sanção disciplinar http://leonardosakaki.sites. arrecadar e fiscalizar tributo. VIII – gerente ou diretor de banco público ou privado. guarda civil metropolitana também) VI – militares (forças armadas) na ativa. Procurador do Estado. 28. bens e documentos dados pelo cliente ou por terceiros em nome do cliente.com/leonardosakaki | @leosak . Art. IV – funcionários do poder judiciário. 28: (rol taxativo) I – chefes do poder executivo + vices e os membros da mesa do legislativo. EAOAB. Atividade exclusiva: cargo que originalmente seria incompatível. militar. não tem cargo de direção. funcionário público.com. municipal. Art. estadual ou federal. 30 I – funcionários públicos contra Fazenda Pública que o remunera. Prazo prescricional de 5 anos para que o cliente possa demandar contra o advogado requerendo prestação de contas. é uma limitação para o exercício da advocacia. Art. EAOAB. 21 Incompatibilidade – art.br | leonardosakaki@uol. paz. Impedimento é a proibição parcial. Estados e municípios).com. Dica para identificar incompatibilidade: verificar se o cargo ou função possibilita maciça captação de clientela e/ou tráfego de influência. então não pode advogar contra o Estado. nem deve. Juiz eleitoral não é incompatível. O advogado não pode. membros do MP e do TC (União. VII – tributo: tiver poderes para lançar. 28. Quem é incompatível não pode advogar.br | 11 99610348 facebook. Art. III – funcionários públicos com cargo ou função de direção. no caso de o advogado ocupar tais cargos. ao advogado para gerenciamento ou administração. deixar de prestar contas sob a alegação de compensação de valores devidos pelo cliente. Atenção: nem mesmo para causa própria. V – policial (civil. federal. trabalho.uol.

uol. tendo afirmado ser usuário habitual de drogas. A diferença entre censura e advertência escrita é que a primeira fica registrada no prontuário.em regra. (D) a sanção disciplinar se aplica a eventual uso de drogas. há longos anos. Diante dessa narrativa. é surpreendido com a notícia de que o advogado Sófocles. 34. e reincidência da mesma infração. bem como o vício portado. é de 30 dias a 12 meses . EAOAB. Ø – pena de multa Exceções: XXV – manter conduta incompatível com a advocacia (art. Não há acordo quanto a eventual tratamento de saúde.br | leonardosakaki@uol. carga dos autos ou inépcia. Na aplicação da censura. Será aplicada: I a XVI e XXIX (ato). os termos da entrevista são confirmados. 36. se for constatado que o advogado punido apresenta circunstâncias atenuantes (art.1) Esculápio. Prazo: . carga dos autos ou inépcia). ato escandaloso. é correto afirmar que (A) no caso em tela. 10 (FGV – OAB 2011.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 27 Art. Art. afirmando o advogado Sófocles que continuaria a praticar os atos referidos. uma vez que se trata de questão circunscrita à Saúde Pública. 34 I a XVI e XXIX – pena de censura – esses incisos falam de ato. (B) não há penalidade prevista. que atua no seu escritório em algumas causas.exceções: XXI – falta de prestação de contas (mínimo de 30 dias ou até prestar contas).com. XXIII – falta de pagamento à OAB (mínimo de 30 dias ou até o efetivo pagamento).com. parágrafo único – rol exemplificativo: prática reiterada de jogos de azar. XXVI a XXVIII – pena de exclusão – esses incisos tratam de crime. 40. enquanto que a segunda não. Após conversas reservadas entre os advogados. a censura deve ser convertida em advertência escrita por ofício reservado. por infração contra o CED. continua pagando anuidade. exemplo: primariedade e exercício assíduo e proficiente de cargo ou mandato da OAB). inscrito. Censura: não é uma pena pública. advogado. fora entrevistado por jornalista profissional. XVII a XXV – pena de suspensão – esses incisos falam em dinheiro.sites. embriaguez ou toxicomania habituais) pena de suspensão. à luz da legislação aplicável aos advogados. Durante a suspensão. Aplica-se: XVII a XXV (dinheiro. na OAB. Suspensão: acarreta a proibição do exercício da advocacia em todo o território nacional – é pena pública. (C) o advogado pode ser excluído dos quadros da OAB. http://leonardosakaki. A entrevista foi divulgada amplamente. Fica registrada no prontuário do advogado. Resposta: A XVII – prestar concurso a clientes ou a terceiro para realização de ato contrário à lei ou destinado a fraudá-la – pena de suspensão. após aprovação em Exame de Ordem. há sanção disciplinar aplicável. infração do EAOAB que não tenha pena maior prevista.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak .

consoante o Estatuto. (A) exercício assíduo e proficiente em mandato realizado na OAB. A pessoa pode prestar novo exame para ter a inscrição novamente.com. encontra-se.com. (C) viola o sigilo profissional.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 28 XXIV – inépcia profissional (falta de aptidão) (30 dias até a aprovação em novas provas de habilitação. exame de ordem).3) Heitor. Não existe exclusão mais multa. mesmo irrelevantes. Na aplicação da 3ª suspensão posso excluir o advogado – a exclusão só será aplicada se tiver manifestação favorável do conselho seccional com quorum de ⅔. a reabilitação disciplinar estará vinculada à reabilitação criminal. Art. pode aplicar a exclusão. Multa: nunca será aplicada sozinha – sanção acessória agravante da censura ou da suspensão. gera o cancelamento da inscrição – é pena pública. Exceção: se o advogado foi punido em razão de um crime. (D) ter sido o ato cometido contra outro integrante de carreira jurídica. (D) gera a exclusão da OAB Resposta: A http://leonardosakaki. 38.1 Reabilitação (art. o advogado pode requerer a sua reabilitação disciplinar (não é automática). Dentre as circunstâncias atenuantes para a aplicação do ato sancionatório. Art. Trata-se de uma pena pecuniária – o valor varia de 1 a 10 anuidades (décuplo). a exclusão e a multa.com/leonardosakaki | @leosak . ocorre prescrição intercorrente. 22. à luz do Estatuto. fazendo prova de bom comportamento. é surpreendido com a notícia de que seu ex adverso havia sido suspenso em processo disciplinar regular. advogado regularmente inscrito na OAB. Prescrição intercorrente (=interprocessual ou intertemporal): há um processo e se esse ficar pendente de despacho ou data de julgamento por mais de 3 anos.sites. a suspensão. 41. Exclusão: é a pena mais grave.2 Prescrição Prescrição da pretensão punitiva: 5 anos a contar da ciência oficial dos fatos (Súmula 1 do Conselho Pleno do Conselho Federal). Art. Em relação à atuação de profissional suspenso das atividades. (B) ser reincidente em faltas da mesma natureza.2) Dentre as sanções cabíveis no processo disciplinar realizado pela OAB no concernente aos advogados estão a censura. 39.br | leonardosakaki@uol. mas que não havia devolvido os documentos oficiais nem comunicado a punição ao juiz dirigente do processo. (B) constitui mera irregularidade. Na terceira suspensão. A multa é recolhida no conselho seccional da inscrição principal do advogado infrator. 22. (C) prestação de serviços à advocacia. 37.br | 11 99610348 facebook. Aplica-se: XXVI a XXVIII (crime) e na 3ª suspensão. é correto afirmar que (A) caracteriza infração disciplinar. 86 (FGV – OAB 2010. Resposta: A 52 (FGV – OAB 2010. EAOAB) Regra: 1 ano após o cumprimento da pena.

com. sede no Distrito Federal. Não precisa prestar contas. 60 e 61 EAOAB + arts.026/06: natureza jurídica: não é autarquia. Estatuto da Advocacia e da OAB (EAOAB).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 29 53 (FGV – OAB 2010.br | leonardosakaki@uol. 47. (iv) Art. (v) OAB tem imunidade tributária total com relação aos seus bens. 62 a 104 do Regimento). Os funcionários são celetistas. inclusive o Distrito Federal. (Adin 2. É absolutamente autônoma. desde logo. 115 a 120 do Regimento) http://leonardosakaki. 62 ao 147 do Regulamento Geral (i) A OAB é um serviço público federal.com. defere ou indefere a inscrição dos advogados. Apresenta sua defesa e.uol. §5. postula a extinção do processo. 51 a 55 do EAOAB + art.sites. define o valor das anuidades.522): contribuição anual à OAB isenta o pagamento da contribuição obrigatória sindical. não é isenção. Subseção: criada por região (requisito: nesta região deve ter mais de 15 advogados) (arts. (iii) Adin 3. Trata-se de IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. é uma instituição pública sui gereris. 56 a 59 do EAOAB + arts. do processo disciplinar. EAOAB). (D) é instaurado exclusivamente por representação do interessado. Resposta: C 23 Órgãos da OAB – arts.com/leonardosakaki | @leosak . Conselho Federal: órgão supremo da OAB.br | 11 99610348 facebook. 45. Conselho Seccional: cada Estado tem um. de ofício. ajuíza ações coletivas em nome dos advogados (art. 79 do EAOAB: funcionários da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estão sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho. instituição de caráter ímpar. define o traje dos advogados (arts. é correto afirmar que (A) se admite a instauração do processo disciplinar por denúncia anônima. serviços e rendas (art. que não poderia ser instaurado por ter sido a denúncia anônima. não está sujeito ao Tribunal de Contas. 105 a 114 do Regimento). (vii) Provimento 111/06: isenção do pagamento da anuidade. à luz das normas do Código de Ética. Em tal hipótese. define a tabela mínima dos honorários advocatícios.3) O advogado Rodrigo é surpreendido com notificação do Conselho de Ética da OAB para esclarecer determinados fatos que foram comunicados ao órgão mediante denúncia anônima. (B) não pode ocorrer a instauração. (vi) Contribuição única: art. (ii) Não mantém vínculo hierárquico ou funcional com nenhum órgão da administração pública. (C) há necessidade de identificação do representante. dispõe sobre a identificação dos advogados. Advogado que completou 70 anos de idade + 20 anos de contribuição (contínuos ou não).

uol. 24 Processo disciplinar Processo disciplinar tem por objetivo apurar se o advogado praticou infração disciplinar e indicar a pena aplicável. Está vinculada ao Estado.com. Tem que ter 1. Salvo disposição em contrário. Se for infração normal. http://leonardosakaki. Infração praticada pelo presidente Conselho Federal.500 advogados inscritos para a criação da CAA. Conferência Nacional de Advogados (CNA): reúne 1 vez a cada 3 anos. julgar os processos de todo o Estado. Infração disciplinar: quem julga é o TED (órgão do Conselho Seccional) do local dos fatos e quem aplica a pena é o Conselho Seccional da inscrição principal. Julgamento TED do Conselho Seccional do local dos fatos. do Conselho Seccional. 68.br | leonardosakaki@uol. Resoluções têm caráter de recomendação à OAB. 121 a 127 do Regimento) – órgão social da OAB – cuida de convênio médico. O TED da Subsessão (Turma de Ética e Disciplina). de forma complementar utilizo regras processuais penais e. deve ir à CAA. Órgãos do conselho federal e quem preside: pleno (presidente do conselho federal). será o Conselho Seccional da inscrição federal. Art. 62 EAOAB + arts.com/leonardosakaki | @leosak .sites.br | 11 99610348 facebook. as regras administrativas. nessa ordem. É vinculada ao Estado. livraria etc. além de instaurar e instruir os processos sob sua competência. poderá instaurar (começar) e instruir (colher a prova) processo disciplinar – o TED do Conselho Seccional (Tribunal de Ética e Disciplina) poderá. O TED que julgará será o do local dos fatos e quem aplica a pena será o Conselho Seccional da inscrição principal. Hipótese Regra processo disciplinar. depois. diretoria e presidente. Se faltar no estatuto. 2ª e 3ª câmara (secretário geral. Presidente do Conselho Federal. Tem personalidade jurídica própria. Metade da receita do Conselho Seccional.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 30 Caixa de Assistência dos Advogados: (art. que está vinculada ao Conselho Seccional. aplicam-se subsidiariamente ao processo disciplinar as regras da legislação processual penal comum e. Aplicação da pena Conselho Seccional da inscrição principal. Se for infração contra o Conselho Federal. secretário geral adjunto e tesoureiro). as regras gerais do procedimento administrativo comum e da legislação processual civil. Recurso envolvendo sociedade de advogados vai parar na 3ª câmara. Sempre no 2 ano do mandato para discutir finalidades da OAB. será o presidente do Conselho Federal.com. O próprio Conselho Federal. depois de descontados os pagamentos obrigatórios. 1ª. previdência privada. convênio odontológico. Contra o Conselho Federal. especial do pleno (vice presidente). aos demais processos.

notificação pela imprensa (editalícia): 1º dia útil posterior à publicação. Advogado tem direito. TED do Conselho Seccional da ins.representação da pessoa interessada (não podendo ser anônima .exceção: recurso interposto via fax. 15 dias para uma e depois 15 dias para outro).sites. 70. Efeitos da revelia: decretada a revelia do acusado. Advogado tem direito a prisão especial – sala de estado maior. julgar o processo disciplinar no prazo de 90 dias sob pena de ter que baixar a suspensão preventiva. mesmo sem procuração.br | leonardosakaki@uol. mesmo sem procuração.de ofício (ex oficio) .apócrifa) . ou seja. principal. Observação: não há julgamento antecipado.Conselho Seccional da inscrição EAOAB – modalidade de pena cau. telar que deve ser aplicada ao advogado que praticar infração disciplinar capaz de gerar repercussão negativa à dignidade da advocacia. Prazo: . Contagem do prazo: . . exceção: partes. recurso (15 dias). Deve ser aplicada logo após o cometimento da infração.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 31 Suspensão preventiva* (art. . sustentação oral (15 minutos).com. terá 10 dias para juntar o original. não há suspensão do processo. Advogado tem direito de ver inquérito em flagrante e tirar cópias.representação de qualquer autoridade O processo disciplinar é sigiloso da instauração ao trânsito em julgado. pode ser pedido a qualquer tempo. §3. de falar com prisioneiro. Exceção: quando lei especial dispensar – CLT e JEC. deve ser pedido ao próprio órgão julgador. . Só o advogado pode postular. Revisão do processo disciplinar (≠recurso): não há prazo.com. 81 (FGV – OAB 2010.com/leonardosakaki | @leosak . o presidente do Conselho Seccional ou o presidente da Subsessão deve nomear um defensor dativo para apresentar a defesa. alegações finais (15 dias – prazo sucessivo.2) http://leonardosakaki.crição principal.regra: defesa prévia (15 dias prorrogável por igual período a critério do relator). defensores constituídos e autoridade judiciária competente.br | 11 99610348 facebook.Admissão: quando houver erro do julgamento ou quando houver falsa prova na condenação. Instauração: . *Requisitos para aplicação: notificar o acusado para que ele compareça a uma sessão especial do TED.notificação pessoal: 1º dia útil posterior ao recebimento da notificação (não é da juntada).

Recurso contra decisão da Caixa – decisão pelo conselho seccional.com.br | 11 99610348 facebook. Dirige-se ao local onde seu cliente está retido e busca informações sobre sua situação. mas só tem efeito devolutivo). http://leonardosakaki. por isso. somente com autorização do juiz pode o advogado acessar os autos do inquérito policial. (B) o acesso aos autos. diante do seu dever de urbanidade. .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 32 Renato.Suspensão preventiva TED do conselho seccional da inscrição principal que julgará o processo. (D) o acesso aos autos de inquérito policial é direito do advogado. Recurso contra decisão da Sub – decisão pelo conselho seccional. Recurso contra decisão do presidente do conselho seccional – decisão pelo conselho seccional.Processo disciplinar é sigiloso Só podem ter acesso as partes. suspensão preventiva. advogado em início de carreira. indisponíveis para consulta e que deveria o advogado retornar quando a autoridade ti vesse liberado os autos para realização de diligências. Recurso contra decisão do TED – decisão pelo conselho seccional. Resposta: D . (C) no caso de réu preso. Só não terá efeito suspensivo: processo de eleição (cabe recurso. recebendo como resposta do servidor público que estava de plantão que os autos do inquérito estariam conclusos com a autoridade policial e. mesmo sem procuração ou conclusos à autoridade policial. TED tem 90 dias para julgar o processo.Recurso Só vai para o conselho federal recurso contra decisão do conselho seccional. no caso. exclusão do advogado que fez falsa prova no processo de instrução. é contactado para defender os interesses de Rodrigo que está detido em cadeia pública.com. À luz das normas aplicáveis.com/leonardosakaki | @leosak . depende de procuração e de prévia autorização da autoridade policial. Efeito devolutivo e suspensivo. deve aguardar os atos cabíveis da autoridade policial.Instaurar processo De ofício Representação pela pessoa interessada – não pode ser anônima Representação pela autoridade . . (A) o advogado.uol.br | leonardosakaki@uol.sites. advogado com procuração e as autoridades.

ou seja. executivo e judiciário. 3.666/93 – lei de licitações e contratos (atenção aos arts. qualquer que seja a natureza destas. Lei 8. São poderes que exercem funções: A função típica/principal/própria do poder legislativo é a de legislar. seja ela do Executivo. a administrativa. 27 Regime jurídico administrativo Por ser o direito administrativo uma disciplina autônoma. http://leonardosakaki. sistema imprescindível para que se possa compreender o direito administrativo e seus institutos. o julgamento feito pelo poder legislativo no caso do impeachment do Collor. por exemplo. como. ocorre em medida provisória.br | leonardosakaki@uol.com. frutos da atividade legislativa. 37 a 41. do Legislativo ou do Judiciário. 13 e 53 a 55). como. 35 e ss). só que também pode exercer uma função atípica. O direito administrativo rege toda e qualquer atividade de administração. ele possui um conjunto sistematizado de princípios e normas que o diferenciam dos demais ramos do direito.112/90 – estatuto dos servidores civis da União (atenção aos arts. O direito administrativo rege todas as funções exercidas pelas autoridades administrativas. como quando ocorre no caso de servidor pedindo férias.987/95 – concessões e permissões de serviços públicos (atenção aos arts. como. direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado.429/92 – lei de improbidade administrativa. só que às vezes o poder legislativo é atípico/secundário/impróprio. judiciário licitando para celebração de contratos. Lei 8.sites. 25 e 58). 17. 6.com/leonardosakaki | @leosak . 26 Funções/atividades O Estado está estruturado sob três poderes: legislativo. Lei 8. por exemplo.com. 2). já que os dois últimos poderes também exercem atipicamente atividades administrativas. Lei 8.br | 11 99610348 facebook. Exemplos: Legislativo contratando servidores. Este conjunto é reconhecido como regime jurídico administrativo. Esses poderes executam funções/atividades: função administrativa. Lei 12. 24. A função típica do judiciário é a jurisdicional.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 33 DIREITO ADMINISTRATIVO 25 a) b) c) d) e) f) g) Legislação básica Constituição Federal – arts.232/10 – licitação para contratação de agências de propaganda/publicidade (atenção ao art. O executivo pode exercer função atípica de legislativa. 8 e ss).uol. Nota: função administrativa = objetiva realizar concreta. por exemplo. Lei 9. que são aqueles expressos em lei.784/99 – lei que rege o processo administrativo federal (atenção aos arts. função legislativa e função jurisdicional. Não inova o ordenamento jurídico.

28. (C) O poder de disciplinar caracteriza-se pela discricionariedade. tem que haver concurso público. como. tanto na Administração direta quanto na indireta. Os princípios não são criados a favor da administração. (D) a administração indireta está sempre vinculada a um órgão da administração direta. (CESPE – OAB 2008.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 34 O regime jurídico administrativo é caracterizado por prerrogativas e sujeições impostas à Administração Pública. a forma de sua realização e outros requisitos do ato. e em todas as esferas de governo – União.2) No que se refere aos poderes dos administradores públicos. (B) o poder de polícia.com. quando a norma legal que o rege determinar o modo. Resposta: A COMENTÁRIO (A) decretos e regulamentos não podem criar deveres e proibições – art. (C) aplicação da pena disciplinar constitui um poder-dever do superior hierárquico do servidor que cometer uma falta.com/leonardosakaki | @leosak . Todos os princípios são limitações à atividade administrativa. os prazos processuais são maiores etc. http://leonardosakaki.com. 5º. e a sua ausência de punição caracteriza crime contra a administração pública. Quem deve observar os princípios da Administração Pública? Todos os poderes quando no exercício de atividades administrativas. a administração não pode criar direitos. O direito administrativo não está codificado. b) indisponibilidade do interesse público. medidas punitivas. porém possui autonomia administrativa e financeira. A administração pública tem muitas prerrogativas. devendo limitar-se a estabelecer normas sobre a forma como a lei vai ser cumprida. 2 da lei 9.1 Princípios basilares a) supremacia do interesse público. obrigações. é discricionário. (D) Uma autarquia ou uma empresa pública estadual está ligada a um Estado-membro por uma relação de subordinação decorrente da hierarquia. em regra. 28 Princípios Princípios são vetores interpretativos.uol.br | leonardosakaki@uol. (A) No exercício do poder regulamentar. por exemplo. II – ninguém está obrigado a fazer ou deixar de fazer senão em virtude de lei. Distrito Federal e Municípios –. proibições. assinale a opção correta. podendo a administração escolher entre punir e não punir a falta praticada pelo servidor.sites.br | 11 99610348 facebook. Os princípios do direito administrativo não estão codificados. (B) O poder de polícia somente pode ser exercido de maneira discricionária. mas pode ser vinculado. Art.784/99. e fundamentado na supremacia do interesse público sobre o privado e na indisponibilidade do interesse público. tem que fazer licitações etc. por exemplo. atos da administração pública têm presunção de veracidade. Está submetida a sujeições. Estados.

Publicidade é diferente de publicação. http://leonardosakaki. 37. Moralidade administrativa: administrador deve buscar o interesse público – respeitar a moral é respeitar o interesse público.com/leonardosakaki | @leosak . moralidade. 28. impessoalidade. de 1998) Legalidade: administração pode fazer apenas o que a lei permite ou determina. ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. mas também moral. publicidade e eficiência e.com. 28. à lealdade.br | leonardosakaki@uol. ou seja. CF.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 35 28. CF): Art.br | 11 99610348 facebook. caput. Exceções: art. à honestidade. programas. Instrumentos previstos na CF: licitação e concurso público. à boa-fé. O silêncio da lei ou a ausência da lei para a Administração significa uma proibição. dos Estados. ou seja. obras etc. são os princípios que não estão na Constituição Federal. Publicar é uma das formas de se dar a publicidade. Posso dar publicidade por intimação.com. Eficiência: melhor atuação possível diante dos recursos disponíveis. Exigência de rendimento funcional. Acrescentado pela EC 19: melhores resultados na atuação administrativa. também. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. c) Contraditório d) Ampla defesa e) Devido processo legal: é aplicável nos seus dois aspectos – formal (necessidade do cumprimento de um rito para tomada de uma decisão) e legal material (obriga administração adotar uma decisão adequada). b) Participação: lei deve garantir participação do usuário na administração.4 Princípios reconhecidos São os princípios chamados "doutrinários". Impessoalidade: proibição de discriminação ou privilégio. prejuízo ao erário ou ofensa aos princípios da administração pública.sites. São eles: (i) Princípio da autotutela Sem necessidade de ordem judicial. XXXIII. 37. LX. de forma que o administrado possa cumprir a determinação ou impugná-la. Administração pública deve dar ampla divulgação de seus atos.5.2 Princípios constitucionais (art. Observação: a improbidade é chamada de imoralidade administrativa qualificada pelo enriquecimento ilícito. Igualdade de tratamento aos administradores e neutralidade do agente.uol. Objetividade na defesa do interesse público. X. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. Publicidade: aos atos da administração pública deve ser dada ampla divulgação. caracterizada pela obediência à ética. Princípio da eficiência está ligado com resultado. Moralidade: não apenas uma atuação legal.3 Outros princípios a) Celeridade processual: duração razoável dos processos (judicial e administrativo). AR etc. contratos.

sendo esta anulação ex tunc. (CESPE – OAB 2007.784/99 art. não existe discricionariedade ilimitada. (B) indisponibilidade dos bens públicos. quando e como o agente deve agir (exemplo: licença para construir). ação popular.3) Considere a seguinte situação hipotética para responder a questão. anula ato vinculado ou ato discricionário? Ato vinculado: agente público não tem margem de liberdade para agir. deve ser motivado.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol. mandado de segurança. O diretor-geral de determinado órgão público federal exarou despacho concessivo de aposentadoria a um servidor em cuja contagem do tempo de serviço fora utilizada certidão de tempo de contribuição do INSS. o princípio administrativo aplicável ao ato que tornou sem efeito o ato de aposentadoria praticado é o da (A) autotutela. 71. exemplo: tribunal de contas – art.com/leonardosakaki | @leosak . (B) Os bens públicos são indisponíveis porque não pertencem À administração e nem aos administradores. (C) segurança jurídica. a referida autoridade tornou sem efeito o ato de aposentadoria. E o judiciário? Controle externo feito pelo Judiciário: só pode anular/invalidar atos ilegais. O judiciário pode revogar os próprios atos? Sim.sites. sem necessidade de autorização judicial. Controle externo: O legislativo controla? Sim. quando anula. quando anula. O judiciário. Lei 9. pois só anula com base na ilegalidade. produzindo efeitos ex nunc.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 36 Poder de revogar. ou seja. pois a lei já trouxe tudo. 54: decai em 5 anos o direito da administração para anular atos.com.com. A revogação tem efeitos desde o ato revogatório em diante. ou seja. Resposta: A COMENTÁRIO (A) O princípio da autotutela obriga a administração. não permite. É administração pública controlando os seus próprios atos. não entra nas razões de conveniência e oportunidade. Na situação hipotética considerada. mas não seria controle externo. O judiciário só anula. A administração pública anulará/invalidará atos ilegais. de mérito administrativo. habeas data. O judiciário julga. O agente identificando erro ou irregularidade tem que fazer algo (princípio da supremacia do interesse público e indisponibilidade do interesse público). Cuida de um controle interno.uol. salvo em casos de má-fé. anula ato discricionário e vinculado. O que era oportuno ou conveniente não é mais. CF. não permite o juízo de conveniência e oportunidade. (D) razoabilidade das decisões administrativas. também deve obedecer à lei. O judiciário. tem função jurisdicional. sendo os efeitos ex tunc. Os particulares também controlam? Sim. falsificada pelo próprio beneficiário. (trata-se do princípio que mais cai na prova) A revogação pressupõe um fato novo. que pense. Descoberta a fraude alguns meses mais tarde. a anular atos defeituosos praticados por seus agentes. ato discricionário: permite um juízo de conveniência e oportunidade. Revoga atos inconvenientes ou inoportunos. os 2 atos respeitam a lei. mas é um juízo dentro de limites legais. pois algo ocorreu. http://leonardosakaki.

interesse público e eficiência.com. (C) o poder de polícia se coloca discricionário. Uma sanção muito grave é um meio inadequado para punir uma conduta leve. ampla defesa. prevalece o interesse público. avocar competências delegáveis e invalidar atos. As demais três empresas concessionárias que também exploram os serviços de transporte de ônibus no município por meio de contratos de concessão sentem-se prejudicadas. (D) Lei 9. os critérios de: VI . e revela as possibilidades de controlar atividades. Resposta: D 1 (FGV – OAB 2010. Art. delegar competência. Exceções: direitos e garantias fundamentais constitucionais e princípio da legalidade. mesmo não havendo legislação prévia.Princípio da proporcionalidade: direito administrativo sancionatório (estuda aplicação de punições). http://leonardosakaki. contraditório. ao lhes conceder os trajetos e linhas mais rentáveis.com. razoabilidade. A esse respeito é correto afirmar que: (A) o poder regulamentar é amplo.784/99. segurança jurídica.com/leonardosakaki | @leosak . Por tal razão são chamados poder-dever.5 Princípios basilares (i) Princípio da supremacia do interesse público sobre o particular: havendo conflito de interesses público e privado.sites. dentre outros. entre outros. Art. Dever de adequação entre meios e fins. eventualmente.2) A doutrina costuma afirmar que certas prerrogativas postas à Administração encerram verdadeiros poderes. motivação. (B) o poder disciplinar importa à administração o dever de apurar infrações e aplicar penalidades.784/99. e permite. 28. com que mantém ligações políticas e familiares. que são irrenunciáveis e devem ser exercidos sempre que o interesse público clamar. (ii) Princípio da obrigatória motivação Dever de explicação escrita. proporcionalidade. (D) o poder hierárquico é inerente à ideia de verticalização administrativa. Parágrafo único. restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. não posso usar um meio inadequado. 2. modificando o que estava previsto nos contratos de concessão pública de transportes municipais válidos por vinte anos. aplicada. dentre outros. finalidade.br | 11 99610348 facebook. conferindo ao administrador ilimitada margem de opções quanto à sanção a ser. . a edição de regulamentos autônomos e executórios. sem controvérsias.br | leonardosakaki@uol.adequação entre meios e fins. (iii) Princípio da razoabilidade Administração tem que agir com moderação e bom senso.uol. O objetivo do prefeito foi favorecer duas empresas concessionárias específicas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 37 (C) Lei 9. vedada a imposição de obrigações.3) O prefeito de um determinado município resolve. Com a finalidade de punir alguém. aos princípios da legalidade. moralidade. alterar unilateralmente as vias de transporte de ônibus municipais. Nos processos administrativos serão observados. por decreto municipal. 11 (FGV – OAB 2010. 2 A Administração Pública obedecerá.

é objetiva. Todas elas se submetem aos princípios da administração pública. que se tornam determinados à luz do caso concreto e à luz das circunstâncias de fato. 19 (FGV – OAB 2010.sites. créditos são objetos de execução fiscal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 38 Na qualidade de advogado dessas últimas três empresas. Responsabilidade civil das autarquias. em regra.uol. 37. por óbvio possíveis. http://leonardosakaki. São criadas para desenvolver atividade típica da administração. Resposta: A (ii) Princípio da indisponibilidade do interesse público: o interesse público é indisponível e irrenunciável. tendo em vista que um dos poderes conferidos à Administração Pública nos contratos de concessão é a modificação unilateral das suas cláusulas. considerados o momento histórico e social. (C) quando estiver diante de conceitos valorativos estabelecidos pela lei. neste caso. Têm prerrogativas processuais – prazo para contestar em quádruplo e prazo para recorrer em dobro. com pedido de liminar para que o Poder Judiciário exerça o controle do ato administrativo expedido pelo prefeito e decrete a sua nulidade ou suspensão imediata. (i) União (ii) Distrito Federal (iii) Estados (iv) Municípios Administração pública indireta: são pessoas jurídicas que integram a administração indireta nas 4 esferas de governo (federal.2) No âmbito do Poder discricionário da Administração Pública. ou seja. com pedido de indenização em face do Município pelos prejuízos de ordem financeira causados.com. 5) Pessoa jurídica de direito público.br | 11 99610348 facebook. impenhoráveis e inalienáveis. têm competência para legislar. art. (C) Nenhuma medida merece ser tomada na hipótese. CF). limitado às escolhas técnicas. (i) Autarquia (Decreto-Lei 200/67. qual deve ser a providência tomada? (A) Ingressar com ação judicial. (D) em situações em que a redação da Lei se encontra insatisfatória ou ultrapassada. por configurar ato fraudulento e atentatório aos princípios que regem a Administração Pública. sendo. (B) quando estiver diante de conceitos legais e jurídicos técnico-científicos. Os bens da autarquias são bens públicos – imprescritíveis. (B) Ingressar com ação judicial. estadual. já que eivado de vício e nulidade. municipal e distrital). São criadas por lei específica (art. com pedido para que os benefícios concedidos às duas primeiras empresas também sejam extensivos às três empresas clientes.com.br | leonardosakaki@uol. não se admite que o agente público administrativo exerça o Poder discricionário (A) quando estiver diante de conceitos legais e jurídicos parcialmente indeterminados. que dependem de concretização pelas escolhas do agente.com/leonardosakaki | @leosak . (D) Ingressar com ação judicial. Resposta: D 29 Organização da administração pública Administração pública direta: são os entes políticos. XIX.

neste último seria chamada de fundação governamental. Têm prerrogativas processuais. só pode-se constituir em S. Tem que licitar. Embora o capital seja misto. é público. foro é a justiça estadual sempre. Forma de constituição: qualquer modalidade. Exceção: Correios.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 39 Tem imunidade tributária recíproca. mas há também quem diga que seja de direito privado (exemplo: Fundação Padre Anchieta – TV Cultura). São autorizadas por lei específica.uol. os destinados à prestação da atividade. IBGE. sociedade de economia mista: capital misto. (ii) em atividade meio tem que licitar. maioria das ações com direito a voto tem que pertencer ao poder público. UNITAU (autarquia municipal). Empresa pública: capital público. Só são bens públicos os afetados.sites. Tem que fazer licitação para contratar terceiros. Responsabilidade subjetiva Teorias: (i) tem que licitar. Diferenças: Empresas públicas Sociedades de economia mista Capital: 100% público. Tem imunidade tributária recíproca. Fundação Casa). INCRA. Exploradoras de atividade econômica Pessoa jurídica de direito privado. em atividade fim não tem que licitar. Não têm prerrogativas processuais. só pode-se constituir em qualquer modalidade.br | 11 99610348 facebook. mas também podem explorar atividade econômica. ou seja. IBAMA. a da União.com. foro depende (se for empresa estadual é na justiça estadual…). os destinados à prestação da atividade. São autorizadas por lei específica. Não precisa ser 100% Capital: misto. Exploradoras de serviço público Pessoa jurídica de direito privado. Exemplos: INSS. Podem prestar serviço público. Não têm imunidade tributária recíproca.com. Responsabilidade objetiva. Não têm prerrogativas processuais. ou seja. Só são bens públicos os afetados. Forma de Constituição: somente sociedade http://leonardosakaki. Criada para desenvolver atividades sociais. Empresas estatais são pessoas jurídicas de direito privado. Exceção: Correios. (iii) Empresa pública e sociedade de economia mista Semelhanças: São conhecidas como empresas estatais ou empresas governamentais – trata-se do gênero.A. Tem que fazer licitação para contratar terceiros.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. (ii) Fundação pública Tem quem diga que é pessoa jurídica de direito público (exemplos: FUNAI. Não têm imunidade tributária recíproca.

principalmente quando transferidas para particulares.br | leonardosakaki@uol.com. Foro: se for empresa pública federal. anônima. ANEEL. Fundação Casa.com/leonardosakaki | @leosak . Petrobras. ANP. Bacen. administrativo e são dotadas de patrimônio próprio. Definição Pessoa jurídica de direito público. Exemplo: ANATEL. Autarquias Criação Criadas por lei de iniciativa do poder executivo. CVM. Pode haver agência reguladora federal. pública estadual ou municipal. CEF. ANTAC. Características São dotadas de autonomia. estadual e municipal.privado (participação da mia mista iniciativa privada). Há agência reguladora estadual ou municipal também. (v) Agência reguladora É autarquia especial.br | 11 99610348 facebook. Agências Pessoa jurídica de direito reguladoras público. processo administrativo ou decisão judicial transitado em julgado. Fundações Pessoa jurídica de direito público. Perde mandato por renúncia. CADE.com. Dirigente tem mandato fixo. Infraero. Exemplo INSS. assim como CADE. Isso reflete nos campos financeiro.2) No Direito Público brasileiro. Entre elas e quem as criou não existe relação de hierarquia ou subordinação. 15 (FGV – OAB 2010. Criadas para fiscalizar e regular determinados setores. Possui autonomia. o grau de autonomia das Agências Reguladoras é definido por uma independência http://leonardosakaki.uol. Responsabilidade Cada uma responde pelas obrigações contraídas perante terceiros e pelos danos causados a terceiros. Empresas Pessoa jurídica de direito públicas privado (criado pela administração e capital inteiramente público). se for empresa dual. A esfera de governo só responderá em caráter subsidiário (só poderá ser acionada depois de esgotadas as forças de cada uma delas). USP. Há quarentena: quando sai do cargo cumpre a quarentena – fica um tempo (4 a 12 meses) sem poder trabalhar no poder público ou nas empresas que ele ajudou a fiscalizar. ANAC. FUNAI. Sociedades Pessoa jurídica de direito de econo. Bacen.Foro: sempre será demandada na justiça estamandada na justiça federal. BB. será de. São autarquias de regime especial – são dotadas de poder para edição de normas visando a execução de serviços públicos. ANATEL. ANEEL etc.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 40 inclusive sociedade anônima.sites. será demandada na justiça estadual.

com/leonardosakaki | @leosak . ou seja. Entes de cooperação ou entidade paraestatais não fazem parte da administração indireta. dinheiro. São os serviços sociais autônomos (exemplo: SESC. Secretaria. como chefe superior da Administração Pública. Posso fazer essa distribuição de forma desconcentrada ou descentralizada. que é a União. uma vez que a Constituição da República de 1988 não lhes exige qualquer liame.br | 11 99610348 facebook. Atenção: a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) era a autarquia especial. O art. organizações sociais (celebra contrato de gestão) e OSCIP (organização da sociedade civil de interesse público – celebra termo de parceria).uol. e a União é da administração direta. Também diz que essa personalidade pode ser de direito público ou direito privado. uma pessoa sui generes. Desconcentração: tudo ocorre dentro de uma pessoa.com. recebendo deste uma especial atenção.br | leonardosakaki@uol. isenção. mas não é mais! O STF diz que é uma entidade ímpar. É uma entidade que já existe. Ministério da Fazenda pertence na administração direta. Lei 11. Ministério da Saúde. em razão da matéria.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 41 (A) administrativa total e absoluta. mas é um contrato que só pode ser firmado entre entes da administração pública direta.sites. também são órgãos. pois ministérios são órgãos e órgãos não têm personalidade jurídica – tudo ficou dentro de uma mesma pessoa. mas que celebrou um contrato de gestão. É o mesmo que ocorre com as http://leonardosakaki.107/95 diz que este contrato tem personalidade jurídica. Quando a União cria Ministério dos Transportes. submissão ou controle administrativo dos órgãos de cúpula do Poder Executivo. fundado no poder de supervisão dos Ministérios a que cada uma se encontra vinculada. pois não estão obrigadas a seguir as decisões de políticas públicas adotadas pelos Poderes do Estado (executivo e legislativo). superintendência etc.Descentralização x Desconcentração Falo de distribuição de competências. SENAC). Importante: onde estão os Ministérios? Não posso esquecer que ministério é órgão e órgão não tem personalidade jurídica. Ministério da Fazenda está distribuindo competências – está sendo feita desconcentração. estados. Resposta: B (vi) Agência executiva É uma autarquia ou fundação que celebrou contrato de gestão. agentes públicos etc.com. delegacia. bens. uma vez que a própria lei que cria cada uma das Agências Reguladoras define e regulamenta as relações de submissão e controle. não se sujeitando assim às leis emanadas pelos respectivos Poderes legislativos de cada ente da federação brasileira. e na superintendência atribuída ao chefe do Poder Executivo. SENAI. Exemplo: INMETRO. ou seja. (B) administrativa mitigada. Descentralização: distribuição ocorre envolvendo mais de uma pessoa. (vii) Consórcio público com personalidade jurídica de direito público (= associação pública. nem direta – pessoas privadas criadas por particulares sem fins lucrativos criadas para auxiliar o Estado. (C) legislativa total e absoluta. (D) política decisória.107/05) É um contrato. é órgão da União. . União. Distrito Federal e municípios. 6 da lei 11. visto que gozam de poder normativo regulamentar.

ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados. 11. podendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada. II . O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial. a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível.br | 11 99610348 facebook. Quando a União cria INSS. Art. em razão de circunstâncias de índole técnica.com. está distribuindo competências para outras pessoas. mediante concessão de serviço público. de uma nova pessoa jurídica de direito privado para auxiliar a administração pública. SENAC etc.3) É correto afirmar que a desconcentração administrativa ocorre quando um ente político (A) cria. 7 (FGV – OAB 2010. FUNAI.) 31 Atos administrativos Art. III . uma pessoa jurídica de direito público ou privado para desempenhar uma atividade típica da administração pública. SESI. os limites da atuação do delegado.br | leonardosakaki@uol. (C) autoriza a criação. O governo federal atribui 2 qualificações diferentes para tais entidades: (a) organizações sociais (celebram contrato de gestão) e organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs) (assinam termo de parceria). Art. social. jurídica ou territorial. Art. Um órgão administrativo e seu titular poderão. mediante lei. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes. SENAI. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria. http://leonardosakaki. (B) cria. 14. uma nova pessoa jurídica de direito público para auxiliar a administração pública direta. delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares. Não confundir com entidades paraestatais. quando for conveniente. que são o serviços sociais ligados ao serviço sindical (exemplo: SESC. por prazo determinado. por lei e por prazo indeterminado.sites. IBAMA está descentralizando.com/leonardosakaki | @leosak . 12. se não houver impedimento legal. por lei específica. §1o O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos. órgãos internos em sua própria estrutura para organizar a gestão administrativa. Parágrafo único. Resposta: A 30 Terceiro setor Nome atribuído a entidades da iniciativa privada que exercem atividades não lucrativas e de interesse social. Na prática. Não podem ser objeto de delegação: I . (D) contrata. §3o As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado.as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.a edição de atos de caráter normativo. econômica.com.uol. 13. salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos. são as ONGs.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 42 Secretarias dentro de um Estado.a decisão de recursos administrativos. §2o O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante.

o que é previsto para os atos administrativos é a forma escrita. encargos ou sanções. desde que não prejudique direito ou garantia dos interessados.br | 11 99610348 facebook. suspensão ou convalidação de ato administrativo.com/leonardosakaki | @leosak . II . VI . o §1 A motivação deve ser explícita. pois a administração atua nos representando. Forma: no CC é o não proscrita ou proibida por lei (art. Art.imponham ou agravem deveres. o fiscal da prefeitura nos representa. 15. limitem ou afetem direitos ou interesses. É exclusivo dos atos da administração pública. pode ser utilizado meio mecânico que reproduza os fundamentos das decisões. VIII .Presunção de legitimidade. decisões ou propostas. III . Enquanto o vizinho atua em nome próprio. Finalidade: não há correspondente no CC. o §2 Na solução de vários assuntos da mesma natureza. quando conveniente. Inexistindo competência legal específica. V .decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública. uma medida sozinho.dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório.com. quando: I .decidam recursos administrativos. neste caso. CC).br | leonardosakaki@uol.2 Requisitos Competência: seria o agente capaz do CC (art. laudos. que.neguem. serão parte integrante do ato. .1 Atributos . Se um fiscal da prefeitura constatar a irregularidade.deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres. a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. pois a administração atua nos representando. Os órgãos e entidades administrativas divulgarão publicamente os locais das respectivas sedes e. 17. propostas e relatórios oficiais. Normalmente. 104.Autoexecutoriedade: exemplo: danceteria toca música alta (acima do que permite a lei). A administração tem finalidade única – preservar o interesse da coletividade – toda vez que http://leonardosakaki. o processo administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir. a unidade fundacional competente em matéria de interesse especial. IV . com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos.decorram de reexame de ofício. clara e congruente. informações. 16. 31. poderá lavrar um auto de infração. Art.Coercibilidade/imperatividade .uol. Terá que propor ação no judiciário. VII .com. Um vizinho da danceteria chega ao local e poderá tomar medida sozinho? Não. podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres. 104). revogação. 31.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 43 Art. Os atos administrativos deverão ser motivados. Mas no direito administrativo é o que está expressamente prevista em lei. em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados. Art. 50. É exclusivo dos atos da administração pública. Motivo: não há correspondente no CC. Será permitida.sites.importem anulação. o §3 A motivação das decisões de órgãos colegiados e comissões ou de decisões orais constará da respectiva ata ou de termo escrito.

31. contados da data em que foram praticados. e o administrador pode escolher como prosseguirá. Vícios sanáveis: convalidação (anulável). respeitados os direitos adquiridos. O judiciário só poderá apreciar atos da administração quando forem ilegais. caso contrário não poderá apreciá-lo. http://leonardosakaki. 31.Judiciário Ex tunc – retroage os seus efeitos até o momento em que o ato foi editado. Revogação Conveniência e oportunidade. . Vícios insanáveis: anulação. quando faltarem um desses 5 requisitos.Administração por iniciativa própria ou provocada por terceiros. 54. só a administração pública pode revogar. 3 Art. salvo comprovada má-fé.3 Extinção Anulação Revogação Anulação Ilegalidade. Importante: são revogados os atos inconvenientes ou inoportunos (efeito ex nunc). .com.com. Objetivo: há o correspondente no CC (art.uol. quando eivados de vícios que os tornam ilegais.com/leonardosakaki | @leosak . 31. porque deles não se originam direitos. ou revogá-los.784/99.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 44 edita um ato se afastando desse requisito.4 Ato administrativo vinculado ou regrado É aquele em que basta o preenchimento dos requisitos legais e uma vez preenchidos o ato deve ser concedido.sites. ou seja. 1 2 SÚMULA N 346: A administração pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos. Não há prazo para revogação.br | 11 99610348 facebook. podendo ser levado à apreciação do poder judiciário. (Súmulas 3461 e 4732 STF) – pode ser feito pelo judiciário ou pela administração pública (autotutela) – prazo da administração para anular os atos que praticou é de 5 anos3. Só a administração pública. o ato será inválido. 54 – lei que regula processos administrativos na área federal).5 Ato administrativo discricionário A lei estabelece mais de uma hipótese no meio de agir. a apreciação judicial. em todos os casos. 104).br | leonardosakaki@uol. SÚMULA N 473: A administração pode anular seus próprios atos. e ressalvada. 5 anos (Lei 9. são anulados os atos ilegais. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos. por motivo de conveniência ou oportunidade. art. É aquele em que existe juízo de valor – o administrador precisa analisar conveniência e oportunidade. não interfere no passado. Fundamento Titularidade Efeitos da decisão Prazo Ex nunc – a decisão não retroage. não pode ser feito pelo poder judiciário.

excepcionalmente. ou seja. dispõe. 13 dessa lei traz competência que não pode ser objeto de delegação: edição de atos de caráter normativo. enumera. o ato é inválido.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 45 . (iv) motivo: razão de fato e direito usado para a prática do ato. características: (i) presunção de legitimidade: alguns chamam de presunção de legalidade ou de veracidade. Se a lei não diz. o ato será invalidado. oral.com.sites. reforma e pensão. motivo dado a um ato.uol.br | leonardosakaki@uol. requisitos. É uma presunção relativa – admite-se prova em contrário – juris tantum. vincula a validade deste ato. o ato é inválido. Agentes que estão em patamares iguais. decorre de lei. pressupostos – o que o ato precisa para existir (não se confundem com os atributos): (i) forma: é a exteriorização. ou seja. (iii) competência/sujeito: para o ato existir. Exemplo: Súmula Vinculante 3 STF: Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado. Observação: quais são sempre elementos vinculados? Competência. As vontades estão em órgãos diferentes. decisão de recursos administrativos e matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. Teoria dos Motivos Determinantes: motivo alegado tem que ser verdadeiro e existente. se for comprovado que ele não fez isso. a maneira de como ele nasce. circular. Exemplo: autorização – visto. As vontades estão no mesmo órgão. silêncio (indeferindo). A forma é a prevista em lei – na forma escrita. admite prova em contrário – eu devo provar que não passei no farol vermelho. sinais convencionais.Elementos. portaria. (ii) finalidade: é o bem tutelado. A competência está na lei. Atos administrativos são presumidamente verdadeiros e legais. mas é uma presunção relativa. e. Se o motivo é falso ou inexistente. Art. É feito por meio de despacho. decreto etc.br | 11 99610348 facebook. Exemplo: estou demitindo o servidor por ter feito algo e a lei diz que quando ele faz isso tem que ser demitido. forma e finalidade. Ato composto Mais de uma manifestação de vontades. Não posso esquecer a teoria dos motivos determinantes.784/99. http://leonardosakaki. Ato complexo Mais de uma manifestação de vontades. (v) objeto: é o efeito jurídico do ato. a lei que diz quem é competente. pois se for falso.Atributos. assume-se que é a entidade de menor grau hierárquico – art. É o que o ato enuncia. . aquilo que quero proteger com o ato.com. alguém precisa praticá-lo. excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria. Quando eu passo com meu carro no farol vermelho e o guarda me multa. Agentes que estão em patamares desiguais. 17 da Lei 9.com/leonardosakaki | @leosak . presume-se que é verdade.

Exemplo: chamar o guincho para tirar o carro estacionado em local proibido. (iii) cumprimento de seus efeitos: não tem mais efeitos. Exemplo: o cara tem permissão de uso de bem público para abrir uma banca de jornais. só que a câmara baixou uma lei que diz que será somente ônibus. as permissões das vans estão extintas. finalidade.com.br | 11 99610348 facebook. pois o particular não cumpriu os seus deveres. Trata-se de ato exaurido – que cumpriu todos os seus efeitos. então é extinta a nomeação. mas ele abre um bordel. motivo e objeto. (ii) desaparecimento do sujeito ou do objeto. forma. a permissão está extinta. (iv) cassação: o ato é extinto.Convalidação de atos administrativos É possível desde que o ato seja sanável. Exemplo: antigamente em São Paulo transporte público era feito somente por ônibus e vans eram clandestinas houve a regularização das vans. (iv) tipicidade: para cada conduta realizada pelo administrador há a sua correspondente conduta prevista em lei – tudo o que o administrador faz deve estar prevista em lei. (vi) caducidade: o ato é extinto em razão de lei nova que não mais permite a prática desse ato. Há quando tiver lei expressa ou em caso de urgência. (iii) autoexecutoriedade: atos administrativos são executados sem precisar da autorização do judiciário – há exigibilidade. (viii) anulação: ilegalidade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 46 (ii) imperatividade: atos administrativos são impostos. .Formas de extinção do ato administrativo (i) renúncia: o beneficiário do ato abre mão da vantagem que lhe foi concedida. Requisitos: competência.sites.com/leonardosakaki | @leosak . sem precisar da concordância de terceiros. Exemplo: concessão de férias a subordinado – ele tirou as férias e voltou – cumpriu todos os seus efeitos. Exemplo: um bem tombado. pois o particular renunciou.uol. (v) contraposição ou derrubada: o ato é extinto em razão da prática de outro ato contrário ao primeiro. pois desapareceu o objeto. Exemplo: a exoneração extingue a nomeação – o cara é nomeado para algo e vem a exoneração. casa cai – ato está extinto. Exemplo: dei licença para funcionar um hotel. . então.br | leonardosakaki@uol.com. ele fecha a banca. terremoto. http://leonardosakaki. que é contrário à nomeação. (vii) revogação: inconveniência ou inoportunidade.

com.br | 11 99610348 facebook. sociedade de economia mista) são vinculadas. fundação. trata-se de um poder interno.1 Poder regulamentar É uma competência dada em caráter privativo aos chefes do poder executivo (presidente. Exemplo: policial removido pelo governador por causa de um romance com a filha do governador. com 3 exceções: competências exclusivas. governador e prefeito). 32. decisão de recursos. Exemplo: casa desapropriada para virar creche. Importante: entidades da administração indireta (exemplo: autarquias.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 47 32 Poderes da administração São as mais importantes competências da administração.3 Poder hierárquico É exercido em caráter permanente pela administração direta sobre órgãos públicos e pelas chefias sobre agentes públicos. 32.com. Existem 2 institutos que decorrem do poder hierárquico: delegação de competência e avocação de competência. O poder disciplinar não é permanente. civil e administrativo.br | leonardosakaki@uol.2 Poder disciplinar É uma competência para aplicar sanções a servidores públicos que pratiquem infrações funcionais. existe um único caso em que a decisão de um processo interfere nos outros 2: absolvição no processo crime por negativa de autoria ou ausência de materialidade. é um poder de aplicação episódica. mas não subordinadas a ministérios. http://leonardosakaki. não é exercido o tempo todo. 32.com/leonardosakaki | @leosak . só se manifesta se o agente pratica a infração. desvio de finalidade. tredestinação: quando o agente usa os poderes do cargo em benefício próprio. Delegação pode ser feita por agente ou órgão público ao subordinado (delegação vertical) ou a um não subordinado (delegação horizontal). não gera direito adquirido) pela autoridade delegante. Em regra as competências administrativas são delegáveis. Abuso de poder é um gênero.sites. ou seja. mas vira asilo.uol. que comporta 2 espécies: (i) excesso de poder: a atividade é exercida dentro da competência. Como só vale para agentes públicos. (ii) desvio de poder. Abuso de poder é a utilização ilegítima de uma competência. atos normativos. A delegação é sempre de parte da competência e pode ser revogada a qualquer tempo (natureza precária. O que é tredestinação lícita? O CC autoriza que o bem desapropriado receba finalidade pública diversa da inicialmente prevista. Cuidado: uma conduta irregular do agente público pode ensejar 3 processos diferentes e independentes: penal. Porém. mas o agente ultrapassa os limites legais . criando decretos e regulamentos (atos administrativos gerais e abstratos) para dar fiel execução à lei.

CF . ainda que sejam integrantes da administração pública. diante de infrações funcionais praticadas por servidor. (B) O poder disciplinar é exercido de modo vinculado. (C) A afirmação é uma decorrência do princípio constitucional da Separação dos Poderes. CF – penalidade em caso de descumprimento do plano diretor. mediante Decreto. por exemplo. desapropriação*). IPTU progressivo.sites. CF. a empresa privada que controla radares fotográficos de trânsito.Urbano: atendimento das diretrizes estabelecidas no plano diretor (art. 182. Penalidade: art. como. (A) O poder de polícia não pode ser delegado a pessoas de direito privado. CF. restrinja ou amplie suas disposições.br | leonardosakaki@uol. pois elas não são dotadas do poder de império necessário ao desempenho da atividade de polícia administrativa. e XXII e art. Poder de polícia Servidão administrativa http://leonardosakaki.com. **pago em tíutulos da dívida agrária (resgatáveis em até 20 anos) Poder de polícia (limitações administrativas) é diferente de servidão administrativa. XXIII. Art. 182.Rural: art. assinale a opção correta. 33 Intervenção do Estado na propriedade Direito de propriedade: direito fundamental protegido pela constituição – art. bem como os danos dela decorrentes.1) Com relação aos poderes administrativos. Resposta: C COMENTÁRIO (A) Não é permitida a delegação ao particular nem a prestadores de serviços porque o poder de império é próprio e privativo do poder público.com/leonardosakaki | @leosak . mas é possível credenciar o particular para contribuir materialmente com o poder de polícia. um dever – art. chamar para si – só existe avocação vertical (para a FGV. a administração não possui discricionariedade no ato de escolha da penalidade que deve ser aplicada. 22. (D) No exercício do poder regulamentar. mediante decreto. caput. inexiste hierarquia entre os membros que compõem os Poderes Judiciário e Legislativo no exercício de suas funções jurisdicionais e legislativas. (CESPE – OAB 2008. exemplo. *pago em títulos da dívida pública (resgatáveis em até 10 anos) . visto que o fazem sem relação de subordinação ou comando. CF – desapropriação para reforma agrária**. também. pois. 184. obrigação de construir.diploma legal que estabelece regras para que uma cidade possa crescer de forma ordenada. Função social (inconstitucionalidade) . Representa. (B) A aplicação da penalidade é obrigatória. o chefe do Poder Executivo só pode disciplinar e alterar. §2.com. ou seja. mas a escolha da pena é uma atividade discricionária. CF. (D) Toda e qualquer lei pode ser regulamentada.uol. as leis que tenham sido originariamente propostas por ele. 5. a gravidade e as circunstâncias da infração.br | 11 99610348 facebook. se o Executivo julgar conveniente explicitá-la. que leva em conta a natureza. e os antecedentes do agente. as competências indelegáveis também não admitem avocação). §4. devendo ater-se aos rígidos comandos estabelecidos em lei.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 48 A autoridade superior pode avocar competências de um subordinado. (C) Mesmo cabendo ao Poder Executivo o controle dos recursos públicos. 186. 5. desde que o Decreto não contrarie.

Pode indenizar. 243. prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias. Requisição: transferência compulsória da posse. Atinge bem determinado. Limita só propriedade. Perde a posse por razões de iminente perigo público. regras sobre o direito de construir. servidão para passagem de fios e cabos pelo imóvel. Não indeniza. Está conceituado no art. justa e em dinheiro.com/leonardosakaki | @leosak .uol. É sempre geral. Exemplos: fiscalização ambiental. controle. Confisco: transfere-se a propriedade de forma compulsória para o patrimônio público. Só pode incidir se encontrarem em uma propriedade uma plantação ilegal de psicotrópicos. Servidão: restrições quanto ao uso. A restrição ao uso é específica e onerosa – recai sobre um ou alguns proprietários (não atinge a todos) e dá direito à indenização. Não há direito a indenização.br | 11 99610348 facebook. Perde a posse por razões de interesse público na ocupação – exemplo: ocupação para ponto de votação em uma eleição.com. Características do tombamento: pode atingir bens móveis e imóveis. Limitação: restrições quanto ao uso.com. 33. sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei.br | leonardosakaki@uol. Exemplo: passagem de rede elétrica por algumas propriedades. É indelegável a particulares. A restrição é geral (atinge a todos) e gratuita (não dá direito à indenização). Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins será confiscado e reverterá em benefício de instituições e pessoal especializados no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização. Art. Quando por descumprimento da função social: indenização em títulos da dívida pública ou agrária. para o cultivo de produtos alimentícios e medicamentosos. o bem permanece privado e o dono pode até vender. mas tem que oferecer antes para as entidades federativas (direito de preempção).1 Meios de intervenção Desapropriação: transfere-se a propriedade de forma compulsória para o patrimônio público. Ocupação: transferência compulsória da posse. Observação: servidão é diferente de tombamento (limitação sobre propriedade privada) com finalidade de preservação.sites. Quando por interesse público: indenização prévia.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 49 Limita liberdade e propriedade. Fato gerador: por razões de interesse público ou por descumprimento da função social da propriedade. 78 CTN. Exemplo: respeito ao zoneamento na construção de um edifício ou de uma casa. http://leonardosakaki. Parágrafo único. o tombamento tem que ser registrado na matrícula do imóvel. As glebas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas serão imediatamente expropriadas e especificamente destinadas ao assentamento de colonos. Exemplos: placa com nome da rua na fachada do imóvel.

cutável. escada para combater incêndio. ingressa livre de ônus e encargos. utilidade pública (aquisição do bem é conveniente) e interesse social (sempre tem natureza sancionatória. pelo descumprimento do interesse social. se houver dano. Estados e Municípios). Sempre temporária – depois que o bem é usado. Indenização prévia. Motivo: necessidade pública (aquisição do bem é e. é devolvido ao particular. Quando o bem ingressa ao domínio público. por isso a indenização não é em dinheiro. Exemplo: se o imóvel estava hipotecado. Indenização: posterior. Quando o bem ingressa no domínio público.uol. não leva em conta relações jurídicas anteriores. Exemplo: imóvel desapropriado para virar creche e se torne escola. É uma mudança na finalidade do bem que o direito comporta. de competência dos municípios).br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak . punitivo.Motivo: iminente perigo público. preservação de determinadas características.Tredestinação lícita Tredestinação = desvio de finalidade.Desapropriação x requisição Desapropriação Requisição Transforma em bem público. Desapropriação é uma forma originária de aquisição da propriedade.com. É uma restrição específica e onerosa.br | leonardosakaki@uol. Indenização: é prévia. Indenização posterior. legislativo (edição de uma lei) ou ação civil pública. http://leonardosakaki.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 50 Tombamento: restrições quanto ao uso. 33.1 Desapropriação De bens públicos: tem que ser de cima para baixo (União. discricionário e autoexecontraditório. . Procedimento administrativo. Continua sendo bem particular. Definitiva. a desapropriação extingue a hipoteca. mas em títulos da dívida ativa – reforma agrária. Restrição ao uso. mergencial). com ampla defesa e Ato administrativo unilateral. e desapropriação por política urbana.sites. Pode ser por meio administrativo. O credor se sub-roga no valor da indenização. . Exemplos: carro para perseguir bandido. justa e em dinheiro. de competência da União.1. O Código Civil permite que o bem desapropriado receba destinação pública diversa da inicialmente prevista.com. em caso de imóvel hipotecado.

13 (FGV – OAB 2010.com/leonardosakaki | @leosak . pagamento de indenização prévia ao ato de imissão na posse pelo Poder Público.br | 11 99610348 facebook.uol. com respeito ao contraditório e ampla defesa por parte do proprietário. sem contraditório por parte do proprietário.com. com respeito ao contraditório e ampla defesa por parte do proprietário. quando da necessidade imperiosa de utilização. http://leonardosakaki.com. (A) Os proprietários são obrigados a colocar os seus imóveis tombados à disposição da Administração Pública para que possam ser utilizados como repartições públicas. O objetivo é absorver a valorização. posteriormente ao ato de imissão na posse pelo Poder Público. (A) A requisição administrativa é uma forma de intervenção supressiva do Estado na propriedade que somente recai em bens imóveis. Desapropriação por zona: aquela que atinge uma área maior do que a inicialmente necessária para a obra. Resposta: B 8 (FGV – OAB 2010. pagamento de indenização prévia ao ato de imissão na posse pelo Poder Público.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 51 Observação: se o bem não receber nenhuma destinação o dono tem direito a desfazer a desapropriação – retrocessão. pagamento de indenização. (C) Os proprietários não podem destruir. e que seja justa e em dinheiro. e que seja justa e em títulos da dívida pública ou quaisquer outros títulos públicos. Assinale-a. e observância de procedimento administrativo. Resposta: A 16 (FGV – OAB 2010. e observância de ato administrativo. . e observância de procedimento administrativo. com respeito ao contraditório e ampla defesa por parte do proprietário. demolir ou mutilar o bem imóvel e somente poderão restaurá-lo. e observância de procedimento administrativo. como uma das formas de o Estado intervir na propriedade privada.3) Com relação à intervenção do Estado na propriedade. (B) Os proprietários são obrigados a suportar a fiscalização dos órgãos administrativos competentes. repará-lo ou pintá-lo após a obtenção de autorização especial do órgão administrativo competente. ressalvada a possibilidade de transferência para uma entidade pública. negociáveis no mercado financeiro. os proprietários passam a ter obrigações negativas que estão relacionadas nas alternativas a seguir. (C) comprovação da necessidade ou utilidade pública ou de interesse social.Observações Desapropriação indireta: ocorre quando o Estado invade área privada de forma ilegítima. (D) comprovação da necessidade ou utilidade pública ou de interesse social. à exceção de uma. (D) Os proprietários não podem alienar os bens. sendo o Estado obrigado a indenizar eventuais prejuízos. assinale a alternativa correta. e que seja justa e em dinheiro.br | leonardosakaki@uol. e que seja justa e em dinheiro. a fim de suprir a prestação de serviços pelo Estado de forma eficiente. em regra geral. (B) comprovação da necessidade ou utilidade pública ou de interesse social.sites. os requisitos constitucionais a serem observados pela Administração Pública são os seguintes: (A) comprovação da necessidade ou utilidade pública ou de interesse social.2) Nas hipóteses de desapropriação. se houver dano.2) Acerca do tombamento. pagamento de indenização prévia ao ato de imissão na posse pelo Poder Público.

excepcionando-se os bens móveis.3) Um policial militar. ou seja.uol. Estuda o dever estatal de indenizar particulares por ações e omissões de agentes públicos no exercício de suas funções. artísticos. Sem a necessidade da comprovação de culpa ou dolo. (D) não será responsabilizado. CF. caso Norberto não tenha condições financeiras. CF: o dano deve ter sido causado por um agente público e nesta qualidade. que adota a teoria objetiva (responsabilidade sem culpa) na modalidade do risco administrativo. com base na teoria do risco integral.sites. discute com um transeunte e acaba desferindo tiros de uma arma antiga. Resposta: D A responsabilidade do Estado está no art. no dia de folga. força maior ou culpa da vítima). (B) será responsabilizado. (C) somente será responsabilizado de forma subsidiária. http://leonardosakaki. apesar de ser agente público. Acionada em juízo o Estado só responderá pelos danos que efetivamente tenha causado em terceiros – poderá evocar.com/leonardosakaki | @leosak . sem afetar o caráter absoluto do direito de propriedade. paisagísticos e culturais dos bens imóveis. responderá de forma subjetiva quando o dano causado for resultante de uma omissão praticada pelo poder público. Art. de nome Norberto. ou seja. de bermuda e sem camisa. (C) A servidão administrativa é uma forma de intervenção restritiva do Estado na propriedade que afeta as faculdades de uso e gozo sobre o bem objeto da intervenção. a administração poderá ser acionada em juízo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 52 (B) A limitação administrativa é uma forma de intervenção restritiva do Estado na propriedade que consubstancia obrigações de caráter específico e individualizados a proprietários determinados. pois. é correto afirmar que o Estado (A) será responsabilizado. §6.com. Com base no relatado acima. em razão de um interesse público. (D) O tombamento é uma forma de intervenção do Estado na propriedade privada que possui como característica a conservação dos aspectos históricos. Resposta: C 34 Responsabilidade do Estado Responsabilidade do Estado é objetivo na variante do risco administrativo. 5 (FGV – OAB 2010.br | leonardosakaki@uol. Exceção: o Estado. sua conduta não pode.br | 11 99610348 facebook. quando estava na frente da sua casa. é baseada no conceito de nexo de causal. não atuou nessa qualidade.com. pois Norberto. pois Norberto é agente público pertencente a seus quadros. 37. 37. a relação de causa e efeito entre o fato ocorrido e as consequências dele resultantes. em sua defesa. Períodos anteriores: Até 1873: era o período da irresponsabilidade estatal – o Estado nunca indenizava. Exemplo: perdi a minha casa por causa de uma enchente causada por falta de saneamento básico. excepcionalmente. que seu avô lhe dera. ser imputada ao Ente Público. excludentes ou atenuantes de responsabilidade (caso fortuito. Essa objetividade traz uma conclusão: não é baseada na culpa ou dolo.

excluir a responsabilidade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 53 Entre 1873 e 1946: vigorava a teoria subjetiva – a vítima tinha que provar culpa ou dolo.Teorias do risco Estado se defendendo. ou seja. não importando se o dano for de ação ou omissão no caso de dano. fala-se em responsabilidade subjetiva. dano e nexo. como regra geral. vigora. 34. preso morto na cadeia por outro detento 34. a teoria objetiva (responsabilidade sem culpa fundada na ideia de risco) exigindo da vítima a comprovação de 3 requisitos: ato.com. É importante lembrarmos-nos das teorias do risco: .1 Responsabilidade no caso de custódia de pessoas Quando o Estado assume o dever de guarda de pessoas. como processo o Estado? No Brasil. Cuidado: em caráter excepcional. ou seja.uol.2 Responsabilidade civil extracontratual do Estado Como processo o Estado? O Estado trouxe um prejuízo.br | leonardosakaki@uol. Se a culpa for exclusiva da vítima é uma excludente de responsabilidade do Estado. Hoje em dia temos outro posicionamento. Essa responsabilidade subjetiva não é de alguém. Exemplo: criança vítima de outro aluno em escola pública. explosão de armamento em quartel etc. pressupõe uma culpa administrativa. a responsabilidade por danos é objetiva. foi defendido que a responsabilidade do Estado era objetiva.com/leonardosakaki | @leosak . Se o Estado causou prejuízo em razão de omissão. a responsabilidade será do tipo objetiva. (i) Teoria do risco administrativo: são admitidas excludentes de responsabilidade. Exemplo: obras da prefeitura que prejudica o comércio. mesmo que o ato seja de terceiros. basta comprovar ação. Atenção: se o ato lesivo for lícito. O STF diz que quando o Estado causa prejuízos em razão de uma ação estatal. Nesses casos. o Estado só indeniza se houver prova de culpa ou dolo. na doutrina. Exemplos: preso que briga com outro. (ii) culpa concorrente: quando o agente e a vítima colaboram para causar o dano. Será alegado: culpa exclusiva da vítima. durante muito tempo. existe uma forma do Estado se eximir. enchente. ainda vigora a teoria subjetiva (exige prova de culpa ou dolo) nos seguintes casos: (i) responsabilidade pessoal do agente público (ação regressiva). um posicionamento do STF. concessionários do serviço público sempre respondem pela teoria objetiva perante usuários e terceiros. Atenção: segundo a nova visão do STF. uma culpa especial da administração. caso fortuito ou força maior e a culpa de terceiros. As coisas mudaram. quem diga que no caso do Estado assumir a guarda de pessoas ou coisas perigosas a responsabilidade seria objetiva.sites. este último para alguns autores. Na CF/88. dano e nexo.br | 11 99610348 facebook. (iii) dano por omissão – quedas de árvore. assalto. é a chamada falta do serviço. o Estado também indeniza. Há. http://leonardosakaki. Estado se eximir ou se excluir da responsabilidade. a que não precisa comprovar culpa ou dolo.com.

meio ambiente e atentado terrorista a bordo de avião seriam situações de risco integral. o Estado tem que comprovar culpa ou dolo do agente.br | 11 99610348 facebook.com. Alguns autores dizem que no caso de atividade nuclear.uol. Não seria melhor resolver o procedimento em um só? Denunciação da lide. 34. Não há nada que o Estado possa fazer para se eximir.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 54 (ii) Teoria do risco integral: não são admitidas as excludentes de responsabilidade.br | leonardosakaki@uol. se não for usuário será subjetivo.2 Objetivo Competitividade Isonomia Desenvolvimento tecnológico nacional 35. Trata-se de um procedimento externo (envolve particulares) e concorrencial (disputa).sites. Só que o agente responde de forma subjetiva.com/leonardosakaki | @leosak . Denunciação da lide não é obrigatória – isso é pacífico na doutrina e jurisprudência. Portanto.232/10 – Lei da Publicidade 35. O Estado é considerado um garantidor universal – garante tudo.com. Brasil adota a teoria (i). denunciando o agente. É possível denunciação à lide? Há quem diga que sim.520/02 – Lei do Pregão Lei 12.666/93 – Lei de Licitações Lei 10.3 Responsabilidade civil do agente Ação de regresso.4 Ação regressiva 2 ações judiciais: ação indenizatória (vítima x Estado – denunciação da lide). ação regressiva (Estado x agente – provar culpa ou dolo – responsabilidade subjetiva – é imprescritível). Agente indenizou uma pessoa e Estado move ação contra o seu agente.1 Legislação Lei 8. Pode? Sim. Atenção! Concessionárias: STF diz que a responsabilidade depende: se usuário do serviço será objetivo.3 Finalidade http://leonardosakaki. 34. 35. 35 Licitação Licitação é um procedimento administrativo para seleção de fornecedores.

secretarias. 35. se possível.com/leonardosakaki | @leosak . Organizações sociais e OSCIPs (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público) quando forem aplicar recursos repassados diretamente pela União.com. tem o direito de não ser preterido. Ministério Público e TC.6 Modalidades de licitação http://leonardosakaki. tem que ser com o licitante vencedor. SENAI.br | 11 99610348 facebook. O edital pode ser modificado após a publicação. a administração deve reabrir um prazo de 8 dias para melhoria de propostas e complementação de documentos. A atribuição do objeto não é o contrato. se nenhum licitante oferece uma proposta compatível com o mercado ou ninguém preenche as condições do edital. Trata-se da atribuição do objeto.sites. Pelo mesmo princípio. que tem que ser para o licitante vencedor. São ligados a sindicatos. Economia processual.br | leonardosakaki@uol. mas a modificação das regras do edital tem que atender 2 condições: ampla publicidade e devolução de prazos. 35. O edital é a lei da licitação. poder judiciário. a comissão deve. (ii) adjudicação compulsória ao licitante vencedor: não é contratação compulsória. Entidades da administração pública indireta. (iv) maior lance ou oferta – critério do leilão. que não necessariamente é a de menor ou melhor preço. preservar os atos já praticados.4 Dever de licitar Órgãos públicos da administração direta: ministérios.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 55 Selecionar a proposta mais vantajosa. (iv) aproveitamento da licitação: havendo algum defeito no procedimento licitatório. Exemplo: SESI. SESC. poder legislativo. o edital e a carta convite. Serviços sociais pertencentes ao Sistema S. e não fazer novamente a licitação (recomeçar a licitação deve ser a última medida). Tipos de licitação (i) menor preço. administração não tem obrigação de fazer o contrato no fim do processo de licitação. (v) menor lance – critério do pregão. (iii) julgamento objetivo: a licitação deve ser decidida segundo os critérios do edital e não por preferências pessoais da administração. SEBRAE. Se a administração for contratar.uol. 35. ou seja.com. O edital sempre pode ser modificado. Concessionários na escolha d subconcessionários. antes de decretar a licitação fracassada e iniciar uma nova licitação. Respeitar o princípio da isonomia: deixando com que as pessoas participem. Quem ganha a licitação não tem direito ao contrato. (iii) melhor técnica e preço. (ii) melhor técnica. (vi) contratação direta: dispensa e inexigibilidade. Contratar ou não é ato discricionário da administração.5 Princípios (i) vinculação ao instrumento convocatório.

A concorrência será sempre obrigatória.5mi) – contratos de grande vulto. independentemente de preços.com. (v) Leilão: serve para a venda de bens móveis inservíveis ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados pela administração. alternativa às outras modalidades. (iii) Convite: objetos de pequeno valor (entre R$15mil e R$150mil) entre interessados escolhidos e convidados em um número mínimo de 3 – há a emissão de carta-convite. Adjudicação: entrega do objeto da licitação ao vencedor.520/02 Para todas as esferas federativas. artístico ou científico. Abaixo de R$15mil – dispensa de licitação. ou seja. (ii) Tomada de preços: valor intermediário (entre R$150mil e R$1. O pregão tem um procedimento que garante maior economia e eficiência porque tem uma inversão das fases naturais da licitação.br | 11 99610348 facebook. abrem-se primeiro as propostas e depois a documentação. Fases naturais da licitação (i) Instrumento convocatório (ii) Habilitação – análise de documentos – quem não preencher os requisitos é desabilitado (iii) Classificação – julgamento das propostas (iv) Homologação – aprovar os procedimentos http://leonardosakaki. O julgamento é pelo menor preço. Modalidade de uso facultativo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 56 (i) Concorrência: objetos de grande valor (+R$1. 35. (vi) Pregão: a única que não está disposta na lei 10.uol.br | leonardosakaki@uol. O cadastro não é exigência do convite – pode ser cadastrado ou não.sites.520/02 – serve para aquisição de bens e serviços comuns. nos seguintes casos: (a) venda de bens públicos imóveis (b) licitação internacional (c) concessão de serviço público (d) concessão de direito real de uso Fases: Edital Habilitação Abertura das propostas (classificação) Julgamento Homologação: ato pelo qual a autoridade competente confirma o procedimento licitatório realizado pela comissão de licitação. Há a inversão das fases. (iv) Concurso: serve para a escolha de trabalho técnico.com/leonardosakaki | @leosak .6. usado para contratação de bens e serviços comuns. independentemente de valor.1 Pregão – Lei 10. (vii) Consulta pública: é específica para as agências reguladoras em que as propostas são julgadas por um júri.com.5mi) e os licitantes são previamente cadastrados.

9 Licitação fracassada Nenhum dos licitantes é habilitado ou classificado.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 57 (v) Adjudicação – atribuição jurídica do objeto ao vencedor Fases do pregão (i) Instrumento convocatório (ii) Classificação – julgamento das propostas (iii) Habilitação – análise de documentos – quem não preencher os requisitos é desabilitado (iv) Homologação – aprovar os procedimentos (v) Adjudicação – atribuição jurídica do objeto ao vencedor Os interessados comparecem a uma sessão pública e são abertas as propostas verificando qual a mais baixa. podendo ocorrer até antes da assinatura do contrato. se dar por qualquer motivo e a qualquer tempo.3) A revogação da licitação pressupõe (A) mero juízo de conveniência e oportunidade da Administração. integral e justa indenização. (D) razões de interesse público decorrentes de fato superveniente.br | 11 99610348 facebook. (B) mero juízo de conveniência e oportunidade da Administração. podendo. 3 (FGV – OAB 2010. por isso. 35.sites. tem que haver licitação. 35.8 Licitação deserta Ninguém aparece. pertinente e suficiente para justificar essa conduta. Ganha o pregão quem oferece o menor proposta. Vão para a fase seguinte o autor da menor proposta junto com os autores de propostas até 10% acima da mais baixa.uol.7 Exceções ao dever de licitar A regra é: onde há dinheiro público e vai contratar com terceiro. podendo se dar a qualquer tempo. 35. devidamente comprovado.11 Revogação da licitação Deve haver fato superveniente.com. Na etapa final.10 Anulação da licitação Ocorre por motivo de ilegalidade 35. (C) prévia. esses licitantes podem oferecer lances verbais sucessivamente mais baixos.br | leonardosakaki@uol. 35. Resposta: D http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak .

sites. porém a lei permite o administrador não licitar.ão pública. É como se a lei proibisse. administração não tem opção. fornecedor exclusivo. administração contrata direto. natureza singular e prestado por um profissional de notória especialização. Competição inviável. Há mais de 30 casos.uol. pois a berdade de escolha.br | 11 99610348 facebook. trata-se de um rol exemplificativo: contratação de produtos com fornecedor ou revendedor exclusivo. Cuidado: a doutrina não aceita mais o critério subjetivo das partes contratantes. Há 3 casos. As hipóteses de inexigibilidade estão no art. é situação de emergência etc. se quiser. pois não há competição. 36 Contratos administrativos Conceito: é aquele. 24 da Lei 8. pela lei de locações.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 58 35. O rol é exemplificativo. Atenção: a lei admite celebração de contrato administrativo verbal. Exemplo: compra de objetos muito baratos (abaixo da Exemplo: artista consagrado pela crítica ou pela opinifaixa do convite) e licitação deserta (não aparece ne. a administração pública. Dispensa ≠ inexigibilidade. ria especialização. não há competição. As hipóteses estão no art.666/93.Decisão pela contratação direta é vinculada. a) dispensável: a lei dispensou.666/93. Art. (i) inexigibilidade: contempla hipóteses em que a licitação é inviável jurídica ou faticamente. contratação de artistas consagrados pela crítica. 24 da Lei de Licitações – rol taxativo. http://leonardosakaki. (Dica de chute: chutar dispensa) Licitação é possível. serviços técnicos profissionais especializados (art. pelo qual. 17 da Lei de Licitações – rol taxativo – normalmente fala-se de alienação de bens. Observação: nem todos os contratos que a administração celebra são administrativos – exemplo: locação. existe competição. mas não obrigatória. O rol é taxativo. Licitação é impossível por inviolabilidade de competição. figurando como parte. Inexigibilidade Art.11. Dispensa Art. pois se sujeitam ao direito civil – exemplo: locação de imóvel – regido pelo direito civil. pois existem contratos com a participação da administração e que não são contratos administrativos. É possível licitar. mas a lei dispensou. notónhum interessado).com. Rol exemplificativo. pois o valor é baixo. Rol taxativo.br | leonardosakaki@uol. 25 da Lei 8. Não há como licitar. Decisão pela contratação direta é discricionária – li. ou seja. 25 da Lei de Licitações. 13 da Lei de Licitações).com. objeto singular. mas o administrador. b) dispensada: o administrador não tem discricionariedade. (ii) dispensa: contempla hipóteses em que a licitação é viável.1 Contratação direta Casos excepcionais da contratação de um fornecedor sem licitação. celebra-o sob regime jurídico de direito público e com a presença de cláusulas exorbitantes (aquelas que conferem prerrogativas para o poder público em detrimento do particular). tem discricionariedade se vai licitar ou não.com/leonardosakaki | @leosak .

Mutabilidade*: a administração pode alterar unilateralmente as regras do contrato.br | leonardosakaki@uol. São hipóteses: força maior (evento da natureza). As cláusulas exorbitantes mais importantes estão no art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 59 Características: Finalidade pública.br | 11 99610348 facebook. Verticalidade: a administração ocupa uma posição superior diante do contratado. Não é possível alterar unilateralmente a equação econômico-financeira do contrato. ainda que não escritas (ver descrição abaixo) Rescisão unilateral do contrato: se o contrato for de concessão. imprevistos.com. Equilíbrio econômico-financeiro: a remuneração do contratado será aumentada se o custo da execução encarecer por uma dessas razões: *Mutabilidade Álea administrativa: comporta 3 modalidades Alteração unilateral. Fato do príncipe. Há quem diga que é aplicada de forma mitigada. Cláusulas exorbitantes: regras que dão poderes especiais para a administração. Exceção: as regras de remuneração só mudam se o contratado concordar. Fiscalizar Alterar unilateralmente (arts. 58 e 65)* Rescindir unilateralmente (arts. 58 da Lei de Licitações. Após 90 dias sem pagamento pode-se suspender o serviço. não cogitadas pelas partes e que surgem de modo surpreendente onerando o contrato – exemplo: encontrar terreno rochoso no local da obra).com. Álea econômica: é baseada na teoria da imprevisão e ocorre quando surgem fatos extraordinários. http://leonardosakaki. (ii) Não se aplica a cláusula da exceção do contrato não cumprido ou exceptio non adimpleti contractus: não sou obrigado a fazer a minha parte no contrato se você não fez a sua. caso fortuito (evento humano).uol. Natureza de adesão. interferências imprevistas (ocorrências materiais imprevisíveis. essa rescisão unilateral denomina-se encampação/resgate – interesse público – implica na retomada do serviço – indenização prévia. 78 e 79)** Aplicar sanções Ocupar bens *refere-se à alteração de cláusulas regulamentares ou serviços. 58. (i) Cláusulas exorbitantes: são prerrogativas que a administração público tem. **Ocorre por motivos de interesse público ou por inadimplência do contratado. A administração pública não paga e a pessoa tem que continuar fornecendo. Fato da administração. Neste caso a administração e o particular entrarão em acordo. valendo. imprevisíveis e estranho à vontade das partes que desequilibram o contrato.com/leonardosakaki | @leosak . amena.sites.

do qual aquele primeiro decorre. no curso de sua execução. As obras começam dia 14 de junho.Consórcio http://leonardosakaki. desequilíbrio. Ação ou omissão dirigida ao contrato. a fim de adequar o objeto do contrato às finalidades de interesse público. Quando fizemos o contrato o saco custava US$10 ou R$10.666/93. no curso de sua execução. Houve desvalorização da moeda. (v) Revisão e reajuste. (B) da possibilidade do contratado (particular) alterar.uol. tendo em vista o princípio da vinculação ao edital licitatório. diz que quer 110. então. São situações imprevisíveis que causam problemas.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 60 (iii) Manutenção do equilíbrio financeiro-econômico em matéria de contratos administrativos. a fim de adequar o objeto do contrato aos interesses do contratado (particular) em face das prerrogativas da Administração Pública. É previsão legal. por isso. do qual o contrato e seu objeto fazem parte integrante. Nesse dia vejo que a administração não desapropriou o terreno. na forma do artigo 58. inciso I da Lei n. unilateralmente. Resposta: A . no curso de sua execução. de forma a atender aos seus próprios interesses em face das prerrogativas da Administração Pública. d) caso fortuito e força maior. Estou fazendo o hospital e descubro um lençol freático ou petróleo que atrapalha a execução do contrato. Administração contratou para construir o hospital. afetando o contrato. a qualquer tempo. Pago 1000 reais e você fornece 100 cadernos. (D) de não haver qualquer possibilidade de alteração do objeto do contrato administrativo.com. algumas cláusulas do contrato. peço a revisão contratual: a) fato do príncipe: medidas de ordem geral não relacionadas com o contrato. unilateralmente. 17 (FGV – OAB 2010.sites. Agora para comprar um saco gastaria R$100. mas que afeta a execução contratual. Omissão dirigida ao contrato. A administração diz que não quero mais 100 cadernos.br | leonardosakaki@uol. Reajuste significa mera atualização monetária do contrato em decorrência dos efeitos da inflação. 8. Revisão consiste em reequilibrar economicamente o contrato em razão das áleas. quer pelo contratado (particular).br | 11 99610348 facebook. e o princípio da juridicidade. Fato geral não dirigido ao contrato. devendo usar um cimento importado. quer pela Administração Pública. Digo que vou cobrar mais caro. Fui contratado pela administração para construir hospital. algumas cláusulas do contrato. O particular pede revisão contratual. pois há necessidade da manutenção do equilíbrio financeiro-econômico. b) fato da administração: medidas provocadas pela própria administração contratante e que desequilibram o contrato.2) Uma das características dos contratos administrativos é a “instabilidade” quanto ao seu objeto que decorre (A) do poder conferido à Administração Pública de alterar. na forma do artigo 58. causando desequilíbrio. algumas cláusulas do contrato. respeitados os direitos do contratado. (C) do poder conferido à Administração Pública de alterar. mas que nele repercutem e provocam desequilíbrio econômico-financeiro.com. inciso I da Lei n.666/93. Não pode ser o equilíbrio violado. c) interferências ou sujeições imprevistas: descoberta de um óbice natural que atrapalha a execução do contrato. 8. unilateralmente. (iv) Teoria da imprevisão: são situações imprevisíveis que causam desequilíbrio contratual. Outro exemplo é a falta de licença ambiental da área em que será construído o hospital.

A titularidade de um serviço ou uma obra pública pertence à administração e é intransferível. 25 da lei diz que não afastará a sua responsabilidade. Incumbe ao Poder Público.3) Sendo o contrato administrativo nulo.Extinção (art. por tudo o que este houver executado e por outros prejuízos comprovados. respeitando o direito adquirido ao término do contrato. sempre através de licitação. A prestação de serviços públicos representa uma relação de consumo.br | leonardosakaki@uol. Mesmo que o dano tenha ocorrido pela falha de fiscalização do poder público. Se for de direito público chama-se associação pública. Resposta: B 36. Encampação: fim antes do prazo por razões de interesse público.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 61 Contrato administrativo multilateral e de cooperação entre entidades federativas. 4 (FGV – OAB 2010. 25.br | 11 99610348 facebook. Art. o art. a concessionária poderá contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes. § 3o A execução das atividades contratadas com terceiros pressupõe o cumprimento das normas regulamentares da modalidade do serviço concedido.1. Incumbe à concessionária a execução do serviço concedido. 175.com. o consórcio pode resultar na criação de uma nova pessoa jurídica. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. (D) que essa nulidade só produzirá efeitos se o contrato for de valor superior a 100 (cem) salários mínimos. (B) seu reconhecimento não exonera a Administração do dever de indenizar o contratado de boa-fé.sites. Art. obrigando o contratado a indenizar a Administração pelos danos por esta sofridos. Lei 8. não se estabelecendo qualquer relação jurídica entre os terceiros e o poder concedente. bem como a implementação de projetos associados. 35 e ss. acessórias ou complementares ao serviço concedido. § 2o Os contratos celebrados entre a concessionária e os terceiros a que se refere o parágrafo anterior reger-se-ão pelo direito privado. a prestação de serviços públicos.com/leonardosakaki | @leosak . Responderá de forma objetiva – independe da comprovação de culpa e dolo. (C) a declaração não opera retroativamente. apenas nexo causal. caso o contratado tenha iniciado a sua execução. é correto afirmar que (A) a declaração de nulidade não opera retroativamente. Observação: segundo a lei 11. cabendo-lhe responder por todos os prejuízos causados ao poder concedente.987) Termo: a concessão termina por força do prazo inicialmente previsto. http://leonardosakaki. na forma da lei.1 Contratos administrativos em espécie 36. aos usuários ou a terceiros.107.com.1 Permissão e concessões Instrumento através dos quais o poder público transfere a execução de serviços ou obras publicas para particulares.uol. caso tenha o contratado iniciado sua execução. sem que a fiscalização exercida pelo órgão competente exclua ou atenue essa responsabilidade. deverá abrir licitação para escolher a pessoa que reúna as melhores condições para executar. . § 1o Sem prejuízo da responsabilidade a que se refere este artigo. Quando a administração for transferir o serviço ou obra pública para o particular.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 62 Caducidade: fim antes do prazo por descumprimento de obrigações pelo concessionário. Concessão comum A concessão comum é aquela que é regida pela lei 8. Só beneficia pessoa jurídica. Pode ter prazo indeterminado.com. ainda. Lei 8.uol. portos. rodovias. Há predomínio do interesse público. Permissão Ato unilateral discricionário e precário (ato que pode ser revogado a qualquer tempo). 36. Licitação em qualquer modalidade. Apresenta como principal fonte de execução a cobrança de tarifa dos usuários.3 Concessão de serviço precedida de obra http://leonardosakaki. Exemplo: telefonia fixa. Autorização Ato unilateral. Sempre por prazo determinado. Por ser uma norma geral. feirante. O particular. Exige lei específica. quem promove é o particular. ou seja. Exige autorização legislativa. via poder judiciário. são feitas unilateralmente pelo poder público.1. É outorgada predominantemente no interesse privado. no extremo/limite a execução poderá ser retirada dele. Concessão Contrato bilateral. só assume a execução do serviço ou da obra. mediante licitação na modalidade concorrência e remuneração (tarifa) paga pelo usuário.1. Para que um particular assuma execução de serviço ou obra pública tem que vislumbrar a obtenção de lucro.br | 11 99610348 facebook. Exemplo: instalação de mesas e cadeiras de bar na calçada. jornaleiro. tem incidência sobre as 4 esferas de governo. Portanto será através da cobrança da tarifa que esses particulares recuperam investimentos feitos e.987/95 É o contrato pelo qual o Estado (poder concedente transfere a prestação de um serviço público a uma pessoa jurídica por prazo determinado. transporte aéreo de passageiros. 36. Estabelece normas gerais sobre concessões e permissões de serviços públicos. Rescisão: fim antes do prazo por descumprimento de obrigações pelo poder público – pelo poder concedente (não paga ou paga com atraso). rádios e TVs. quando assume a condição de permissionário ou concessionário. garantir sua margem de lucro.987/95.2 Concessão de serviço público – Lei 8. Dentro deste conceito. ela prevê como principal fonte de arrecadação para o concessionário ou permissionário a cobrança de tarifa dos usuários.987/95: disciplina concessões e permissões. o poder público. somente. *Na rescisão.com.com/leonardosakaki | @leosak . *Na encampação e caducidade. Se durante a execução o particular não cumprir com as suas obrigações. Exemplo: taxista. Exige concorrência. As concessões regidas por esta lei recebem o nome de concessões comuns.sites. Lembrar que as concessionárias respondem sempre pela teoria objetiva perante usuários e terceiros. sendo fiscalizado pelo titular. Beneficia pessoa física ou pessoa jurídica. discricionário e precário.br | leonardosakaki@uol. Tem por objeto a execução de serviços ou obras públicas.

principalmente. 22.000. assim entendida a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata a Lei no 8. a remuneração do parceiro privado se dá somente por meio de contraprestação paga por ela – não haverá cobrança de tarifa pelos usuários.com.br | 11 99610348 facebook. quando envolver. . Contrato em que a Administração Pública é usuária direta ou indireta do serviço público. municipal e distrital. desde que respeitassem as normas gerais da lei 11. II – cujo período de prestação do serviço seja inferior a 5 (cinco) anos. quando não envolver contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado. Um tipo de concessão com distribuição objetiva dos riscos. *prazo mínimo de 5 e máximo de 35 anos.com.987.079/2004. Têm natureza jurídica de concessão. complementada por uma contraprestação da Administração Pública. entre o particular (parceiro privado) e o Estado (parceiro público). e. Art.4 Parceria Público Privada Em 2004 surgem as PPPs através da lei 11. de 13 de fevereiro de 1995. Isso significa que cada Estado ou Municípios poderão editar uma legislação a esse respeito.00 (vinte milhões de reais).br | leonardosakaki@uol. portanto.com/leonardosakaki | @leosak . execução de obras públicas para particulares. adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado.079. §4o É vedada a celebração de contrato de parceria público-privada: I – cujo valor do contrato seja inferior a R$ 20. Como veio para fixar normas gerais. esse detalhe não impediu que cada estado/município editasse suas próprias leis sobre PPPs. 36. o fornecimento e instalação de equipamentos ou a execução de obra pública. O particular constrói a obra e depois cobra pela sua utilização.000. Competência da União para legislar sobre contratos é só para edição de normas gerais.079/94: lei que fixa normas gerais sobre PPPs. Incide sobre as esferas federal. Lei 8. 2o Parceria público-privada é o contrato administrativo de concessão. Lei 8. Contrato no qual a remuneração do parceiro privado será realizada por meio da cobrança de tarifas dos usuários do serviço público. §3o Não constitui parceria público-privada a concessão comum.666/93: lei geral sobre contratos editado pela União. ainda que envolva execução de obra ou fornecimento e instalação de bens.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 63 É usada quando o Estado não tem dinheiro para fazer uma obra. estadual. de 13 de fevereiro de 1995. Trata-se de um simples contrato de prestação de serviços em que à medida que ele vai executando os serviços. (Ex: construção e operação de uma rodovia). recebe por isso. CF. §1o Concessão patrocinada é a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata a Lei no 8.sites. Art. (Ex: construção e manutenção de uma unidade prisional).uol. http://leonardosakaki. Lei 11.987. Foram criadas para novas possibilidades da execução de serviços e. ou III – que tenha como objeto único o fornecimento de mão de obra. §2o Concessão administrativa é o contrato de prestação de serviços de que a Administração Pública seja a usuária direta ou indireta.Concessão Patrocinada: objeto é a construção de obras públicas ou serviços.1. . na modalidade patrocinada ou administrativa. Esta lei estabeleceu normas gerais sobre parcerias público privadas.Concessão Administrativa: só incide sobre serviços. XXVII.987/95: lei sobre concessões.

cemitérios públicos e mercados municipais. Situação de calamidade pública e recenseadores do IBGE. O projeto de lei dos consórcios previa responsabilidade solidária entre o consórcio e as entidades consorciadas. que houve alteração. sobre precatórios.com. (iii) inalienabilidade relativa – art. mandatos fixos.Conceito O que pertence à pessoa jurídica de direito público ou o que está afetado (=destinado) à prestação de serviço público. Temporário: para situações de excepcional interesse público. CC. Para administrar o consórcio será criada uma nova pessoa jurídica.1. .5 Consórcio público São contratos multilaterais de cooperação mútuas entre entidades federativas. Com o veto presidencial desse dispositivo. Exceção: bens desafetados ou dominicais. (ii) Bens de uso especial: são aqueles com destinação específica: prédios de repartição. http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. CC) (i) Bens de uso comum do povo: ruas. 38 Agentes públicos .com.br | leonardosakaki@uol. praças e mares. 100. Segundo o art. mas o pessoal é selecionado por meio de processo seletivo simplificado. .Regime jurídico É caracterizado pela (i) imprescritibilidade absoluta (=não pode ser objeto de ação de usucapião4). os bens dominicais são aqueles que pertencem ao patrimônio das pessoas de direito público como objeto de direito real ou pessoal. o processo seletivo simplificado é dispensado. parcela da soberania. Nos casos de calamidade pública. a responsabilidade passou a ser subsidiária.Espécies Políticos: eleições. 99. (ii) impenhorabilidade absoluta – ler art. 99. A associação integra a administração indireta de todas as entidades consorciadas.Espécies (art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 64 36.com/leonardosakaki | @leosak . Se for de direito público recebe o nome de associação pública. 17 da Lei de Licitações. (iii) Bens dominicais: são aqueles sem utilidade. Não há concurso. Fazem parte do chamado patrimônio público disponível. Fazem parte do chamado patrimônio público indisponível. CF. 4 Mas pode usucapir.sites.uol. 37 Bens públicos . que poderá ser de direito público ou de direito privado. Fazem parte do chamado patrimônio público indisponível. I. Exemplo: terras devolutas e viaturas velhas da polícia.

3) A respeito da disciplina constitucional da Administração Pública. Porém. não tem cargo público.sites. Resposta: A . na forma e gradação previstas em lei. Resposta: C http://leonardosakaki. tabeliães e registradores (concurso público. função pública. ou seja. tem relação contratual com o Estado.br | leonardosakaki@uol. 2 (FGV – OAB 2010. sem prejuízo da ação penal cabível.uol. 30 (FGV – OAB 2010. Servidores públicos estatutários: pessoa jurídica de direito público. a perda da função pública. é correto afirmar que os notários e registradores são (A) agentes públicos ocupantes de cargo efetivo e se aposentam aos 70 (setenta) anos de idade.com/leonardosakaki | @leosak . (D) os notários e registradores são delegatários de serviços públicos.Características Observação: O cargo pode ser perdido por redução de gastos. sob remuneração ou não. definitiva ou transitoriamente. (B) os atos de improbidade administrativa importarão a cassação de direitos políticos. devendo ser exercido nos termos e nos limites definidos em lei complementar. Empregados públicos: atuam em pessoa jurídica de direito privado. é correto afirmar que (A) as funções de confiança e os cargos em comissão se destinam apenas às atribuições de direção. ingressam por concurso público. e não se aposentam compulsoriamente. o direito à posse surge nos seguintes casos: (i) se o edital indica número de vagas – não é posse imediata. Ingressam sem concurso. não se sujeitam a aposentadoria compulsória. chamar uma pessoa quebrando a ordem de classificação. é no prazo de validade do concurso. Particulares em colaboração: exercem funções públicas (às vezes sem remuneração e em caráter temporário).3) São considerados agentes públicos todas as pessoas físicas incumbidas. mas admite-se a equiparação salarial entre carreiras públicas. notários. (ii) se houver preterição de ordem. Assim. Exemplo: requisitados de serviço (mesários e conscritos) e titulares de cartórios. Ser aprovado em concurso não gera direito à posse. do exercício de função ou atividade pública. a indisponibilidade de bens e o ressarcimento ao erário. com a posse vem o estágio probatório de 3 anos. aos 70 anos).com. chefia e assessoramento. regida pela CLT.br | 11 99610348 facebook.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 65 Comissionados (cargos de confiança): são os ocupantes de cargos em comissão. (C) a vinculação de espécies remuneratórias no serviço público é vedada.com. mas não pertencem aos quadros permanentes da administração. investidos em cargos efetivos após aprovação em concurso. tem período de experiência de 90 dias. por meio de nomeação. são empregos públicos. ocupantes de cargo efetivo. tem múnus público. possuem cargos públicos. (D) o direito de greve é assegurado ao servidor público civil. ingressam por concurso. (C) delegatários de serviços públicos aprovados em concurso público. (B) agentes públicos vitalícios. (iii) se o candidato for chamado para apresentação de documentação. Exoneráveis ad nutum (sem motivo). ou seja.

Observação: não existe mais concurso só de títulos. auxiliar de limpeza. Quais funções exigem aprovação em concurso? Concurso é necessário somente para provimento de cargos públicos e empregos públicos. Somente para funções de chefia. Ao final do certame. . a consolidar a situação.com. Exemplo: procurador.Tipos de concursos (i) de provas e títulos: tem nota da prova e nota de títulos (mestrados. Não precisam fazer concurso: a) contratados temporários: exemplo. São os celetistas. http://leonardosakaki. Exemplos: mesários. (A) Os referidos agentes têm razão. .sites. Com o transcurso de 4 (quatro) anos. b) agentes políticos (chefes do executivo e parlamentares): ingressam por eleição. Assumem espontaneamente uma tarefa pública. .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 66 . Os vinte primeiros classificados são desviados de suas funções e passam a exercer as atividades de delegado. Exemplo: vigilante. engenheiro do município. São encontrados em empresas públicas e sociedades de economia mista. procede à nomeação e posse de 400 (quatrocentos) aprovados.br | 11 99610348 facebook. direção e assessoramento. A exigência de exame psicotécnico sempre depende de autorização legislativa. Há o processo seletivo simplificado. A partir do fragmento acima. por exemplo) – quando exige uma formação específica.br | leonardosakaki@uol. (i) de provas: quando cargo não exige formação específica. assinale a alternativa correta. jurados etc.Concurso público Natureza jurídica: procedimento administrativo externo (envolve particulares) e concorrencial. estão exercendo as suas atividades há mais de 4 (quatro) anos.com. estes vinte agentes postulam a efetivação no cargo.com/leonardosakaki | @leosak . . categoria I.2) Determinada Administração Pública realiza concurso para preenchimento de cargos de detetive. Exemplo: quem presta socorro à parturiente. pois investi dos irregularmente.Agentes putativos Também chamados de gestores de negócios públicos. recenseadores do IBGE.Empregados públicos Empregados públicos entram por concurso e tem vinculação trabalhista. 18 (FGV – OAB 2010. c) ocupantes de cargos em comissão (comissionados): são os chamados "cargos de confiança".uol.Particulares em colaboração Também chamados de agentes honoríficos. Validade do concurso: até 2 anos (decisão discricionária) admitida 1 prorrogação por igual período (decisão vinculada).

autorizativos da reforma em prejuízo do recorrente. processo administrativo disciplinar por ter infringindo seu estatuto funcional pela mesma conduta.1 Ingresso Art. no âmbito administrativo.1 Servidores públicos 38.uol. vindo a Administração. não podendo a administração pública punir o servidor pelo fato decidido na esfera penal. na forma da lei. Resposta: B 12 (FGV – OAB 2010. (D) a punição na instância administrativa nunca poderá ser anulada. 37. CF – os cargos. Nessa situação. (C) Não têm ainda o direito.2) Em determinado procedimento administrativo disciplinar. (B) agiu em respeito aos princípios da legalidade e autotutela. Resposta: B 6 (FGV – OAB 2010. pelo princípio da irredutibilidade. (B) haverá repercussão no âmbito do processo administrativo disciplinar. é correto afirmar que (A) a decisão absolutória não influirá na decisão administrativa do processo administrativo disciplinar. por usucapião.sites. pois dependem do transcurso do prazo de 15 (quinze) anos para que possam ser ti dos como delegados. a Administração federal impôs. desde que não imponha pena grave. sendo denunciado à justiça criminal e instaurado. autorizativos da reforma em prejuízo do recorrente.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 67 (B) É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se. assim como aos estrangeiros.br | leonardosakaki@uol. após lhe conferir o direito de manifestação. pois afronta o princípio do concurso público. nos termos da Lei nº 8112/90 e da Lei 9784/98.com. (C) não observou o princípio da dignidade da pessoa humana. trazendo equivocada reforma em prejuízo do recorrente.com. porém não podem ter alterado os ganhos vencimentais.1. Ocorre que o servidor foi absolvido pelo Poder Judiciário em razão de ter ficado provada a inexistência do ato ilícito que lhe fora atribuído. a lhe impor a pena de demissão.com/leonardosakaki | @leosak . empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. sedimentado pelos anos.3) Determinado servidor público foi acusado de ter recebido vantagens indevidas valendo-se de seu cargo público. é correto afirmar que a Administração Federal (A) agiu em desrespeito aos princípios da eficiência e da instrumentalidade. Com base no fragmento acima. ao servidor. tendo em vista a comprovação de ato de improbidade. a pena de advertência. o servidor recorre. mesmo que a conduta praticada pelo servidor seja prevista como ilícito penal e ilícito administrativo. (D) É inconstitucional esta modalidade de provimento do cargo. Resposta: B 38. em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente foi investi do. (D) não observou o princípio do devido processo legal. Inconformado. sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento. por serem independentes. (C) em nenhuma hipótese a decisão penal surtirá efeito na esfera administrativa. trazendo equivocada reforma em prejuízo do recorrente.br | 11 99610348 facebook. http://leonardosakaki. I. caso tenha sido aplicada.

Acumulação é permitida nos seguintes casos: http://leonardosakaki.mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho.em virtude de sentença judicial transitada em julgado. III.Acumulação de cargos Em princípio. é proibida. 70 anos. IX.br | 11 99610348 facebook. II. . Ninguém pode ter mais cargos acumulados. CF) a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. ou seja.br | leonardosakaki@uol. prorrogável uma vez. quantos quiser. O servidor pode ter cargos privados. Estágio probatório: período de experiência do servidor. Exceções: Cargos em comissão: excepcionam a regra geral. reconduzido ao cargo de origem.com. por igual período. se estável. que o estágio probatório é de 2 anos.sites.mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. Estão sujeitos à aposentadoria compulsória do servidor. Art. cumular cargos públicos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 68 Será mediante aprovação em concurso público. 37. Contratações por prazo determinado: (art. na forma de lei complementar. não no cargo. Vitalício é um cargo mais difícil de ser perdido do que o estável. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. mas não é para a vida toda. visto que é de livre nomeação (art. será ele reintegrado. sem direito a indenização. II . se houver compatibilidade de horários. dentro do prazo de validade do concurso. apenas.com/leonardosakaki | @leosak . e o eventual ocupante da vaga. Perda do cargo pelo servidor estável: Art. CF: o prazo de validade do concurso público será de até dois anos. não é necessário concurso. 37. O aprovado em concurso dentro do número de vagas previsto no edital tem direito subjetivo a nomeação.uol. membros do MP e membros dos TC). é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. CF). O servidor adquira estabilidade. assegurada ampla defesa. § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. com remuneração proporcional ao tempo de serviço. garantia no serviço. Em qualquer caso os horários têm que ser compatíveis. § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável. Acumulação é de dois cargos. ser nomeado e tomar posse. 37. III . exceto nas hipóteses constitucionalmente admitidas (rol taxativo). o servidor estável ficará em disponibilidade.com. § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: I . § 4º Como condição para a aquisição da estabilidade. 41. até seu adequado aproveitamento em outro cargo. Porém os 3 cargos vitalícios (magistrados. Estágio probatório tem duração de 3 anos ou 36 meses. não pode. O resultado financeiro da acumulação não pode superar o teto na administração pública (salário dos ministros do STF).

pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou http://leonardosakaki. suspensão de direitos políticos.com. perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio. fundações. Redução da remuneração: em regra não se pode cogitar de redução na remuneração dos servidores. que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente.a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias. Cargo técnico é aquele que exige formação superior específica (exemplo: engenheiro). mas não total. XVII . Disciplinar: Sindicância ou processo disciplinar – com contraditório e ampla defesa. e sociedades controladas. Direito de greve: permitido. Art. (vi) vereador e outro cargo. (após contraditório e ampla defesa* e sentença transitada em julgado) *exceção: indisponibilidade de bens – medida cautelar utilizada quando se percebe que o réu está procurando dilapidar o seu patrimônio – só recai à parte do patrimônio que for suficiente para fazer frente aos valores que estão sendo cobrados.com/leonardosakaki | @leosak . ele só terá direito à reintegração se houve análise de mérito em que se concluiu ou pela inexistência do ilícito ou pela inexistência de autoria do servidor. c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. (ii) dois cargos ou empregos de profissionais de saúde.com.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. 37 XVI . indisponibilidade dos bens e ressarcimento de danos causados no erário. Hipóteses de improbidade: art. Se o judiciário absolve o servidor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 69 (i) dois cargos de professor. 9 (atos de enriquecimento ilícito). b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico. 10 (atos de danos ao erário – vender bem público abaixo do valor de mercado) e 11 (atos que agridem os princípios da administração pública – fornecer informações privilegiada a terceiros. suas subsidiárias. empresas públicas. contratar sem concurso público). exceto. 9°. direta ou indiretamente.br | leonardosakaki@uol. com profissões regulamentadas. excepcionalmente poderá ocorrer se a remuneração estiver sendo percebida de forma inconstitucional. civis e administrativas previstas na legislação específica. Ressarcimento de danos – se transmite aos herdeiros no limite da herança. Lei 8. quando houver. observado em qualquer caso o disposto no inciso XI. Improbidade administrativa: desonestidade administrativa. 12. Condenação: perda da função.429/92. Art. perda da função pública. (v) promotor e professor. pelo poder público.br | 11 99610348 facebook. Condenado na administração. a) a de dois cargos de professor.uol.sites. está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações. quando houver compatibilidade de horários. ressarcimento integral do dano. (iv) juiz e professor. suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos.na hipótese do art. Independentemente das sanções penais. de acordo com a gravidade do fato: I . sociedades de economia mista. (iii) um cargo técnico e outro de professor. Dolo – intenção do servidor em praticar o ato.

ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. direta ou indiretamente. pelo prazo de cinco anos.br | 11 99610348 facebook. perda da função pública.2 Processo administrativo na área federal (Lei 8.br | leonardosakaki@uol. pelo prazo de dez anos. Instrução: Terá direito de produção de provas. Prazo para contratar ou dela receber qualquer tipo de benefício 10 anos 5 anos 3 anos Destinatários: Agentes públicos (todas as pessoas da administração pública).uol. http://leonardosakaki. direta ou indiretamente. 9 Art.na hipótese do art. suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos. particular (que contribuiu para que o ato ocorresse ou dele tenha se beneficiado) 38. 10 Art.na hipótese do art. direta ou indiretamente.com.Multa tos políticos 8 a 10 anos Até 3x o enriquecimento experimentado. perda da função pública. Art. suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos.com. pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. II . Parágrafo único.com/leonardosakaki | @leosak . 11 Suspensão de direi. 11. assim como o proveito patrimonial obtido pelo agente. ressarcimento integral do dano. Início do processo: De ofício pela administração ou à pedido de terceiros. 10.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 70 receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. Na fixação das penas previstas nesta lei o juiz levará em conta a extensão do dano causado. se houver. se concorrer esta circunstância. ressarcimento integral do dano. III . ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. 5 a 8 anos Até 2x o dano causado 3 a 5 anos Até 100x o valor da remuneração do agente.9784/99) Princípios: Motivação Razoabilidade Supremacia do interesse público sobre o particular Direitos dos administrados: Publicidade Defesa por um advogado – a falta de defesa técnica produzida por um advogado em processo disciplinar não leva a sua anulação.sites. perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio. ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. pelo prazo de três anos.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 71 Encerrada esta fase. Exemplo: energia elétrica. 39 Poder de polícia e servidão administrativa Servidão administrativa Limita só a propriedade. Apresenta-se para o particular como obrigações de não fazer. vale para todos. Produz o dever de tolerar. Só se houver fato novo ou por força da inadequação da pena inicialmente aplicada. Serviços gerais ou uti universi: são aqueles que são prestados sem ter usuários determinados.br | 11 99610348 facebook. Exemplo: defesa nacional. Pode indenizar. Poder de polícia ou limitações administrativas Limita liberdade e propriedade.com.2 Formas http://leonardosakaki. Atinge bem determinado. Indelegável a particulares. há o dever de decidir da administração – 30 dias após o término da instrução. Reformatio in pejus. gás. CTN. 40.sites. Serviços individuais ou uti singuli: são aqueles prestados com usuários determinados. Previsão expressa no art. 40 Serviço público Serviço público é todo aquele prestado pela administração pública ou por seus delegados para satisfazer necessidades essenciais da coletividade ou simples conveniências do Estado.com/leonardosakaki | @leosak . É geral. É possível. São mensuráveis. segurança pública. Serviço de utilidade pública: são aqueles em que a administração pública. reconhecendo a sua conveniência.com. presta-os diretamente ou permite que sejam prestados por terceiros. telefonia. Exemplo: regras municipais sobre construção e vigilância sanitária.uol. Exemplo: placa com nome da rua na fachada do imóvel e o tombamento – tem finalidade de preservação. divisíveis. não mensuráveis.1 Classificação Serviços públicos propriamente ditos: são aqueles prestados diretamente pela administração por reconhecer a sua essencialidade.br | leonardosakaki@uol. São indivisíveis. Recurso: Prazo de 10 dias contados da ciência da decisão. São privativos do poder público. 40. Não indeniza. 78.

Lei 8. São em geral serviços de utilidade pública. Convênio: são acordos firmados por entidades públicas de qualquer espécie ou entre estas e organizações particulares para realização de interesses comuns dos partícipes. despachantes. A lei (art.com/leonardosakaki | @leosak . Consórcio público: são acordos entre entidades sempre da mesma espécie para realização de objetivos d e interesses comuns dos partícipes.com. Em regra necessitam de licitação. São celebradas por meio de contrato de adesão (art. discricionária e precária. (concessão será por meio de contrato) Serviços permitidos: são aqueles prestados por particular nos quais a administração estabelece requisitos para a sua prestação. 41 Estatuto da cidade – Lei 10. Exemplo: táxi. discricionária e precária. São fixados de forma unilateral. Serviços autorizados: são prestados pelo particular e estabelecidos de forma unilateral.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 72 Serviços centralizados: é aquele prestado pela administração pública direta ou centralizada. Serviços desconcentrados: são aqueles executados centralizadamente.sites. 6) estabelece que os consórcios possam ser constituídos como pessoas jurídicas de direito público. o que existe é a distribuição de competências dentro dos órgãos. São celebrados por meio de termo para atender necessidades urgentes e transitórias. 241 e Lei 11.4 Convênios e consórcios públicos Art. Antes da celebração do contrato há a necessidade do protocolo de intenções para viabilizar o consórcio. Os consórcios podem ser contratados por dispensa de licitação. Serviços descentralizados: é aquele em que o poder público transfere a sua titularidade (por meio de outorga às entidades da administração indireta – por meio de lei) ou simplesmente a sua execução (delegação – particulares – por meio de contrato ou termo).987/95). secretarias. 182 e 183.com. subprefeituras. neste caso assumem a forma de associação civil. neste caso integram a administração indireta. ou como pessoas jurídicas de direito privado. Trata-se de técnica administrativa para facilitar a prestação do serviço público. superintendências. CF http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. Exemplo: ministérios. 40. 40. Os consórcios estão sujeitos à fiscalização do TC. segurança particular. 40. Não são criadas novas entidades.257/04 Regulamenta os arts. Os consórcios celebram 2 tipos de contratos: contrato de rateio (divisão das despesas) e o contrato de programa (estabelece as obrigações dos entes consorciados).3 Meios Serviços concedidos: são aqueles que o particular presta em seu próprio nome por sua própria conta e risco sendo remunerado pela tarifa paga pelo usuário. porém distribuídos dentro dos vários órgãos da administração.107/05.br | leonardosakaki@uol.uol.

186. Assinale a alternativa que indique a medida que o Poder concedente poderá tomar. DICAS GERAIS (i) A administração trabalha com prerrogativas e sujeições. pelo plano diretor.com/leonardosakaki | @leosak . tem a obrigação de. (D) Nada poderá fazer o Poder concedente. direito de preempção (aquele que confere ao poder público municipal preferência para aquisição de imóveis objeto de uma alienação onerosa entre particulares).com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 73 O art. (vi) Ver: intervenção do Estado na propriedade: por descumprimento da função social da propriedade urbana e rural – para reforma agrária. 37. outorga onerosa do direito de construir (solo ocupado). (viii) Ver: lei 8. (vii) Ver: Agentes Públicos é o art. CF. Ver art. após prévio pagamento da indenização.uol. autorizada por lei específica. Resposta: A http://leonardosakaki.987/95 diferenças entre concessão. se não restarem atendidas as mesmas exigências técnicas.sites. de idoneidade financeira e regularidade jurídica por esta nova empresa. (iii) Alternativa mais correta normalmente é aquela em que a administração pública não se dá bem. o Poder concedente. Ao mesmo tempo em que quem pode. (A) Poderá o Poder concedente declarar a caducidade da concessão. imperativa etc. dentre eles destacam-se o IPTU progressivo. não desnatura o caráter intuitu personae do contrato de concessão. previamente.2) Uma determinada empresa concessionária transfere o seu controle acionário para uma outra empresa privada. Sujeições: licitações etc. parte no contrato de concessão. é vinculado no caso de licença para construir. (C) Poderá o Poder concedente anular o contrato de concessão. através de decisão administrativa. (B) Poderá retomar o serviço. por motivo de interesse público. 182. CF. É mais prejudicial à administração pública. através da encampação.br | 11 99610348 facebook.com. uma vez que a transferência acionária da empresa concessionária sem a notificação prévia ao Poder concedente gera irregularidade. desapropriação com títulos. Ver art.br | leonardosakaki@uol. CF. (v) Ver: poder de polícia.112/90. que em regra é discricionário. 4º da lei traça os instrumentos da política urbana. Prerrogativa: prazo maior. uma vez que a empresa concessionária. sem notificar. permissão e autorização 20 (FGV – OAB 2010. insusceptível de convalidação. tendo em vista o caráter intuitu personae do contrato de concessão. (iv) Pode haver casos em que eu tenha que ver a prova menos errada ou a mais correta. e a Lei 8. (ii) Lei e interesse público são termos muito presentes no direito administrativo. apesar da alteração societária.

dos demais TIDHs – STF (RE 466.343 – prisão civil) normas supralegais – acima das leis. *Atenção: um TIDH pode ser equivalente a uma emenda constitucional. Ordenamento jurídico: é a somatória das normas que existem em um Estado.br | leonardosakaki@uol.882/99. Resposta: C 31 (FGV – OAB 2010. sendo sua hierarquia normativa de (A) status supralegal.949/09 (tratado de proteção às pessoas portadoras de deficiência – convenção da ONU que foi votada nos termos do art. pode ser parâmetro para o controle de constitucionalidade. §3*). 97.1) Em 2010.com/leonardosakaki | @leosak . 9. detalhar direitos. vedada a de caráter paramilitar (art. o Congresso Nacional aprovou por Decreto Legislativo a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. agravo de instrumento. 34 ao 36.3) A Constituição garante a plena liberdade de associação para fins lícitos.Leis: 9. 50 ao 58. Essa convenção já foi aprovada na forma do artigo 5º. (C) finanças públicas.949 é equivalente a uma EC. Convenção Americana. 93 ao 95. § 3º. apelação. Normas infraconstitucionais: normas que estão abaixo da CF – visam regulamentar direitos.uol. 60 ao 69. 80 ao 87. 15 (FGV – OAB 2011. Convenções da OIT).016/09 (atentar: liminar. 5°. 12. (D) contratação por tempo determinado na administração pública.CF: arts. 14 ao 17.com.sites. (B) lei federal ordinária.br | 11 99610348 facebook.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 74 DIREITO CONSTITUCIONAL 42 Dicas de leitura . (C) emenda constitucional. 5. 21 ao 24. (Estatuto de Roma. 102 ao 105 e 109. Resposta: C 35 (FGV – OAB 2010. 5. Se o Decreto 6.3) A Constituição da República de 1988 reclama lei complementar para dispor sobre (A) o estatuto jurídico das empresas públicas e sociedades de economia mista. 43 Constituição Federal 1988 É a lei fundamental e o limite de poder dentro de um Estado. Ordenamento jurídico brasileiro é a somatória: da CF/88 + Decreto 6.com. XVII). . A respeito desse direito fundamental. da Constituição. é correto afirmar que a criação de uma associação http://leonardosakaki. (B) as formas de participação do usuário na administração pública.868/99. e suspensão de segurança).EC 45 e 54 . (D) lei complementar. mas abaixo da CF.

é analítica/prolixa. Resposta: D 44 Classificação doutrinária da Constituição Federal Quanto à forma. CF. (D) somente os estrangeiros e os conscritos. (C) somente os estrangeiros e os analfabetos. (C) depende de autorização do poder público. Art. §2. os analfabetos e os conscritos. Exemplo: o Código Penal e o Código de Processo Penal são decretos-leis. desde que não contrariem materialmente a nova Constituição. É grande. mas pode ter suas atividades suspensas por decisão administrativa. Art. pois contém as cláusulas pétreas. 45 Fenômenos ou teorias que surgem com uma nova Constituição Federal Regra: a nova Constituição revoga a Constituição anterior.com. Cuidado: normas infraconstitucionais antigas podem contrariar formalmente. Quanto à estabilidade é rígida. (B) não depende de autorização do poder público. sistematizando os dogmas ou as ideias fundamentais da teoria política e do direito dominante naquele momento. três quintos dos votos dos respectivos membros. 60. Quanto à origem. (D) não depende de autorização do poder público. Promulgada. mas foram recepcionadas como leis ordinárias. mas só pode ter suas atividades suspensas por decisão judicial transitada em julgado.com. Não pode ter uma religião oficial. Feita por um órgão constituinte e contida em um documento único e solene. Fenômenos: (i) recepção: a nova Constituição recepciona normas infraconstitucionais que foram feitas de acordo com constituições anteriores. difícil de ser modificada. Quanto à extensão. há compatibilidade e recepção ou revogação por incompatibilida- http://leonardosakaki. são inalistáveis e inelegíveis (A) somente os analfabetos e os conscritos. 60.uol. Escrita e elaborada por um órgão constituinte. é dogmática. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: § 2 .3) De acordo com a Constituição da República. Quanto à elaboração.sites. é escrita. (B) os estrangeiros. considerando-se aprovada se obtiver.br | 11 99610348 facebook. (⅗ em 2 turnos nas 2 casas do Congresso Nacional) Para alguns autores a nossa CF é super-rígida.A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. mas só pode ter suas atividades suspensas por decisão judicial. é popular/democrática. em dois turnos. em ambos. 19. Resposta: D 36 (FGV – OAB 2010. Atenção: o STF não admite a inconstitucionalidade superveniente de ato normativo produzido antes da nova Constituição perante o novo modelo – neste caso. Observação: Brasil é um país laico – art. contém normas materialmente e formalmente constitucionais.br | leonardosakaki@uol. I.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 75 (A) depende de autorização do poder público e pode ter suas atividades suspensas por decisão administrativa.

CF. Somente no Supremo Tribunal Federal. Eficácia limitada é uma norma da CF que depende de lei. 103. Qualquer pessoa pode ser autor. 13. 12-H da Lei 9. Exemplo: art. Exemplo: pode aposentar o cliente. CF. ou seja. CF.com/leonardosakaki | @leosak . Existe repristinação no plano infraconstitucional – exemplos: lei revogadora expressamente revoga lei revogadora e revigora a primeira lei revogada – o STF declara em ADIN uma lei revogadora inconstitucional.br | 11 99610348 facebook. 46 Aplicabilidade das normas constitucionais Todas as normas constitucionais tem eficácia no plano abstrato.com. §2. 37. Autor: art. Tem efeitos concretos = resolve o caso do cliente. direta. Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça. Para buscar a regulamentação posso buscar o mandado de injunção e Adin por omissão. XIII e LXVII.br | leonardosakaki@uol.Limitada: depende de regulamentação. CF. 103.com. http://leonardosakaki. independentemente de legislação infraconstitucional. (ii) Adin Controle concentrado. Exemplo: art.uol. O legislador ordinário (Congresso Nacional) pode reduzir. Norma constitucional eficácia limitada não regulamentada é inconstitucionalidade por omissão. (iii) repristinação: a nova Constituição revalida a legislação infraconstitucional revogada pela Constituição que a antecedeu. em virtude de autorização constitucional.Contida (redutível ou restringível): não depende de regulamentação. não decorre de regulamentação. (i) Mandado de injunção Controle difuso. mas podem ter reduzido o seu alcance pela atividade do legislador ordinário. . Efeitos: art. 5.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 76 de matéria – princípio da contemporaneidade (uma lei é constitucional perante o paradigma de confronto em relação ao qual ela foi produzida).Plena: são normas de aplicabilidade imediata. (ii) desconstitucionalização: rebaixamento – a nova Constituição pega a anterior e transforma em infraconstitucional (lei ordinária).sites. VII. de uma lei. Cuidado: art. Exemplo: art. .868/99. Norma constitucional eficaz: . integral.

devem-se respeitar os direitos previstos em tratados internacionais sobre direitos humanos. III . art. não posso ampliar. genuíno ou primário Características Inicial. 29 (municípios) – cada município faz a sua própria lei orgânica respeitando CF e a Constituição Estadual –.A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. podendo ser a primeira ou uma nova. Art. Poder constituinte originário. considerando-se aprovada se obtiver. no mínimo. três quintos dos votos dos respectivos membros. cada uma delas. Cuidado: limitações às mudanças. § 4º . de estado de defesa ou de estado de sítio. de primeiro grau.Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I . ou efeito cliquet – só aumento direitos.Autorização para que os inte derivado entes federativos façam decorrente suas normas fundamentais. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I . Também denominado de poder secundário federativo. de segundo grau. e art. Art.1 Mudança da constituição – art. Definição Poder para criar uma constituição para um Estado. 60.br | leonardosakaki@uol.do Presidente da República. 60. § 2º . Dica: Brasil (OEA e ONU). em ambos. Constitucional é lei fundamental e limite de poder dentro de um Estado. dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal.br | 11 99610348 facebook. soberano. O povo (conjunto de eleitores – titular do poder constituinte originário) elege a assembleia nacional constituinte (exercente do poder constituinte originário) para fazer a constituição.A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. pela maioria relativa de seus membros. independente etc.Poder para modificar a inte derivado constituição.A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal. 25 (estados membros) – lei orgânica –.sites. 3 do ADCT – trata de emendas constitucionais de revisão – são apenas 6 EC de Revisão.uol. http://leonardosakaki. não posso tirar direitos.a forma federativa de Estado. II .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 77 47 Poder constituinte Poder constituinte é o poder de elaborar uma Constituição. Art.de um terço. Poder constitu. manifestando-se. em dois turnos. 60.com. de revisão ou de emendabilidade Poder constitu. CF Art.com/leonardosakaki | @leosak . Ao fazer uma nova Constituição. CF – EC é único meio de mudança da CF. 47. Observação: limite ao poder constituinte originário – é vedação ao retrocesso. incondicionado. absoluto.com. com o respectivo número de ordem. § 3º . ilimitado. de reforma ou reformador. § 1º . 32 (Distrito Federal) lei orgânica respeitando CF.de mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação.

I. 60.com. 60.A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. que. Observação: EC não tem sanção nem veto. § 5º . § 4º . art. 60. secreto. 127 – Ministério Público instituição permanente. III. §3) Mesa da Câmara dos Deputados e mesa do Senado Federal com o respectivo número de ordem. IV . II.os direitos e garantias individuais.com.o voto direto. universal e periódico. a EC é publicada. 2 vices e 4 secretários. Cada mesa tem 1 presidente. III . §2) ⅗ (=maioria qualificada) em 2 turnos nas 2 casas do Congresso Nacional. 60. (ii) limitação temporal para a reapresentação da Proposta de Emenda Constitucional (art.os direitos e garantias individuais. Votação da proposta de emenda constitucional (art.a separação dos Poderes. não encontra limites. 60.fev a 22. I ao III.dez).br | 11 99610348 facebook. universal e periódico.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 78 II . IV . e art. 142 – Forças armadas instituições permanentes.a forma federativa de Estado.a separação dos Poderes. §4 – cláusulas pétreas expressas/explícitas): partes da CF não podem ser modificadas por EC para abolir direitos.com/leonardosakaki | @leosak .sites. 60.Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I . §1) – em determinadas circunstancias a CF não poderá ser emendada – A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal. Presidente da república.o voto direto. secreto. CF) ⅓ da Câmara de Deputados (171) ou ⅓ do Senado Federal (27). III . Exemplo: art.br | leonardosakaki@uol. Promulgação da EC (art. Iniciativa da PEC (art.uol. Mais da metade das Assembleias Legislativas (pelo menos 14 assembleias).. §5) – se PEC foi prejudicada/rejeitada em uma sessão legislativa.2 Limitações às mudanças (i) limitações circunstanciais (art. II . (iii) limitações materiais ou cláusulas pétreas (art. 48 Controle de constitucionalidade http://leonardosakaki. Cláusulas pétreas implícitas: dizem respeito ao contexto da norma. 47. de estado de defesa ou de estado de sítio. tem que ser reapresentada em nova sessão legislativa (uma sessão legislativa vai de 2. A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. Cláusulas pétreas só poderão ser retiradas da CF se houver nova assembleia nacional constituinte. 60. como se sabe. Após a promulgação.

prevalece sempre o texto da CF. O que prevalece é a Constituição Federal.br | 11 99610348 facebook.com. Não há o que se falar em inconstitucionalidade se houver contrariedade à Lei Orgânica de um Município. tenha declarado a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo.br | leonardosakaki@uol. O ordenamento jurídico é a soma entre a Constituição Federal e as normas infraconstitucionais. CF – constitucionalização dos Tratados Internacionais dos Direitos Humanos (TIDH). http://leonardosakaki. poderá prevalecer as normas de um tratado internacional de direitos humanos.com/leonardosakaki | @leosak .com. (B) a parte legitimamente interessada pode recorrer ao respectivo Tribunal Pleno das decisões dos órgãos fracionários dos Tribunais Federais ou Estaduais que. (C) somente nas sessões plenárias de julgamento dos Tribunais Superiores é que a matéria relativa a eventual inconstitucionalidade da lei ou ato normativo pode ser decidida.2) A obrigatoriedade ou necessidade de deliberação plenária dos tribunais. 60. Art. Constituição Estadual. 5.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 79 É a verificação da compatibilidade vertical que necessariamente deve haver entre a Constituição e as normas infraconstitucionais a ela subordinadas. (ii) Rigidez da CF: art. Exemplo: prisão civil – Pacto de San José da Costa Rica. §3. em decisão definitiva. 02 (FGV – OAB 2010.sites. Norma estrangeira prevaleceu à Constituição Federal. Lei Orgânica do Distrito Federal ou Lei Orgânica do Município. §2.uol. a) Fundamentos (i) Princípio da supremacia da CF: havendo um conflito de normas infraconstitucionais e a Constituição Federal. Observação: ver Súmula Vinculante 25. no sistema de controle de constitucionalidade brasileiro. significa que: (A) somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. (D) a competência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar toda e qualquer ação que pretenda invalidar lei ou ato normativo do Poder Público pode ser delegada a qualquer tribunal. A Constituição Estadual ou a Lei Orgânica do Distrito Federal também pode ser tomada como parâmetro. Lei Orgânica do Município: há controle de legalidade quando comparamos uma lei municipal com a Lei Orgânica do Município. Cuidado: se na questão for feita a menção de direitos humanos. Resposta: A 49 Inconstitucionalidade Contrariedade à Constituição Federal. CF (⅗ em 2 turnos nas 2 casas do Congresso Nacional). condicionada a delegação a que a decisão seja proferida por este órgão jurisdicional delegado em sessão plenária.

Cuidado: dependendo do caso concreto. . (D) inconstitucional. §2 .3) Projeto de lei estadual de iniciativa parlamentar concede aumento de remuneração a servidores públicos estaduais da área da saúde e vem a ser convertido em lei após a sanção do Governador do Estado.por ação formal: houve violação de um procedimento da CF. existe um direito assegurado na Constituição.por ação material: norma infraconstitucional ou ato jurídico contrariando direito da CF. incidentalmente. em que pese o vício de iniciativa. Cuidado: a inconstitucionalidade formal gera nulidade total. desde que a Constituição do Estadomembro não reserve à Chefia do Poder Executivo a iniciativa de leis que disponham sobre aumento de remuneração de servidores públicos estaduais. (ii) contrariedade do sistema de aprovação: art. sob pena de ofensa à separação de poderes.sites. como chefe do Ministério Público da União. (iii) violação da espécie normativa.br | 11 99610348 facebook. §4.com. Exemplo: EC instituindo prisão perpétua. (B) constitucional. 60. A referida lei é (A) compatível com a Constituição da República. Exemplos: (i) contrariedade da iniciativa (quem pode apresentar projeto. expedir atos para o cumprimento da decisão pelos membros do Ministério Público Federal e dos Estados. 10 (FGV – OAB 2010. Resposta: D b) Por omissão: há uma norma constitucional de eficácia limitada que não foi regulamentada. ou seja. Cuidado: para buscar a regulamentação é possível a utilização – mandado de injunção (remédio constitucional – controle difuso) ou Adin por omissão (ação do controle concentrado de constitucionalidade). 34 (FGV – OAB 2010.br | leonardosakaki@uol. pode haver nulidade total (uma lei que possui só um artigo que é inconstitucional) ou parcial (apenas um artigo de uma lei que possui vários artigos). .com. (C) inconstitucional. uma vez que os projetos de lei de iniciativa dos Deputados Estaduais não se submetem à sanção do Governador do Estado. CF. Observação: inconstitucionalidade formal acarreta nulidade total. violando o art. CF).com/leonardosakaki | @leosak .PEC aprovada por ⅗ em 2 turnos nas 2 casas do Congresso Nacional. caberá (A) ao Procurador-Geral da República. por exemplo) (art. 61.2) Declarando o Supremo Tribunal Federal. porém não é possível exercê-lo em virtude de ausência de regulamentação. não posso usar outra espécie normativa. http://leonardosakaki. 69 – lei complementar é aprovada por maioria absoluta. §1. A nulidade pode ser total ou parcial a depender do caso. pois a sanção do Governador do Estado ao projeto de lei teve o condão de sanar o defeito de iniciativa. ou seja. a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal em face da Constituição do Brasil. É a adoção de atos jurídicos que violem as cláusulas pétreas ou direitos materiais constitucionais. 60.uol. art. Se a CF determina mediante lei complementar. uma vez que são de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre aumento de remuneração de servidores públicos da administração direta e autárquica estadual.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 80 a) Por ação: foi feita uma norma infraconstitucional ou um ato jurídico contrariando a CF.

868/99 – ampliação do prazo de 30 dias por um prazo razoável a critério do STF. priorístico Ocorre antes que o ato (particularmente a lei) se aperfeiçoe.Mandado de Injunção x Adin por omissão Mandado de Injunção Difuso. Ação. Cuidado: não existe proibição para que o poder judiciário realize o controle preventivo. posterior. CF.com. 12-H. (D) ao Advogado-Geral da União interpor o recurso cabível para impedir que a União seja compelida a cumprir a referida decisão. a priori. Autor: qualquer pessoa. Feito sobre um projeto de lei Poder executivo – veto por inconstitucionalidade (=veto jurídico). 50 Controle de constitucionalidade a) Preventivo. sucessivo Controle exercido sobre a lei ou ato normativo.com. STF Dar ciência ou fazer em 30 dias Cuidado: art. b) Controle repressivo. conforme o caso. de regra. 103. desde que a decisão do Supremo Tribunal Federal seja definitiva.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 81 (B) ao Presidente da República editar decreto para tornar inválida a lei no âmbito da administração pública. Exemplo: meu cliente vai conseguir se aposentar. Adin por omissão Concentrado.com/leonardosakaki | @leosak . Lei 9. Poder judiciário faz o controle: http://leonardosakaki. total ou parcialmente. Art. Resposta: C . mas para tanto deverá ser acionado – projeto de lei federal inconstitucional que viola o processo legislativo – inconstitucionalidade formal – só deputado federal ou senador – mandado de segurança no STF. a posteriori.uol. Remédio constitucional. (C) ao Senado Federal suspender a execução da lei. Poder legislativo – através da comissão de constituição e justiça. ou seja. STF/STJ Efeito concreto – resolve o caso do seu cliente.br | 11 99610348 facebook. o controle é feito sobre o projeto de lei. já existente no ordenamento jurídico.sites.br | leonardosakaki@uol.

O congresso nacional pode sustar os atos do presidente da república que exorbitem o poder regulamentar – art. Regra: art. tem como consequência apenas o sobrestamento da deliberação dos projetos de emenda à Constituição. 52. podendo a medida ser prorrogada apenas duas vezes. ção dos efeitos – erga omnes. Efeitos erga omnes e vinculante. Art.com/leonardosakaki | @leosak . Concentrado Lei em tese (abstrato).882/99). (C) A não apreciação pela Câmara dos Deputados e. Compete privativamente ao Senado Federal: X . Exemplos: habeas corpus. Difuso Caso concreto. ministro. (ii) controle concentrado: o autor. são as pessoas do art.uol.sites. em caráter expresso. amplia. no todo ou em parte. 52. Quando estadual. de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal. X.Algo contrário à Constituição Federal. mas tem força de lei. 97. Autor: qualquer pessoa. 103. 103. Efeito entre as partes. mandado de segurança. (B) Se a Medida Provisória perder eficácia por decurso de prazo ou. (arts. em regra. Cuidado: ampliação dos efeitos entre as parte erga omnes (=contra todos) só é possível com uma resolução do Senado nos termos do art. X. juiz federal. 09 (FGV – OAB 2010. no prazo de 45 dias contados da publicação. mandado de injunção. Efeitos entre as partes. Inclusive o Supremo Tribunal Federal pode fazer o controle difuso. Supremo Tribunal Federal. juiz estadual.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 82 (i) controle difuso ou incidental (dentro de um processo): o autor pode ser qualquer pessoa. é o Tribunal de o Supremo Tribunal Federal. CF. ambas por igual período.com. inclusive Supremo Tribunal Federal. Lei 9. 49. Justiça.com. resolução do senado que suspende a execução no todo ou em parte lei declarada inconstitucional pelo STF em controle difuso de constitucionalidade – Recurso Extraordinário. Cuidado: o poder legislativo pode realizar o controle repressivo nas seguintes situações: a câmara dos deputados ou o senado federal podem rejeitar a medida provisória (art. inclusive mo Tribunal Federal. Foro: algo contrário à Constituição Federal. Se for contrário à Lei Orgânica do Distrito Federal. após. recurso extraordinário. 62 §5). (A) A sua eficácia dura sessenta dias contados da publicação. Tribunal de Justiça.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki.868/99 e 9. Observação: art. desem.2) Sobre o instrumento jurídico denominado Medida Provisória que não é lei.Efeito erga omnes e vinculante. V. salvo a Adin interventiva federal (só o procurador geral da república). perante qualquer magistrado competente para a causa. salvo Adin Interventiva Federal. pelo Senado Federal. 52. assinale a afirmativa correta. Qualquer magistrado competente trabalhista. vedada será sua reedição na mesma sessão legislativa. Se for algo contrário à constituição estadual.suspender a execução. que só o PGR pode entrar. CF. foro é o Suprebargador.br | 11 99610348 facebook. for rejeitada pelo Congresso Nacional. 102 a 105 da CF. será o Tribunal de Justiça do Distrito Federal. CF.

para fazê-lo em trinta dias. III . (D) Partidos políticos e direito eleitoral. o Advogado-Geral da União. 8 ministros. 103. pelo menos 6 dos 11 ministros do STF devem manifestar-se pela inconstitucionalidade. IX .a Mesa da Câmara dos Deputados. ainda que para atendimento a despesas imprevisíveis e urgentes. será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e.a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal. 103.uol. ou seja. citará. a.O Procurador-Geral da República deverá ser previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal. § 1 . está pendente de sanção ou veto do Presidente da República. (C) Normas gerais de licitações e contratos administrativos.o Procurador-Geral da República. cabe de medida provisória e cabe de lei distrital que tenha conteúdo estadual. CF) banir do ordenamento jurídico a lei ou o ato normativo estadual ou federal em tese atingidos pelo vício da inconstitucionalidade.br | leonardosakaki@uol.o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. V. § 3 . ou seja. a par de já aprovado pelo Congresso Nacional. se tiver conteúdo estadual. IX. VIII . § 2 . IV. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade: I . que defenderá o ato ou texto impugnado.a Mesa do Senado Federal. . Resposta: B 32 (FGV – OAB 2010.Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional.Dicas das ações Art. Quorum de aprovação: maioria absoluta. (B) Abertura de crédito extraordinário. II .com. Atenção: Lei distrital pode ser objeto de Adin.com. Resposta: D Cuidado: haverá a ampliação dos efeitos de entre as partes para a erga omnes. previamente. (A) Instituição ou majoração de impostos.Quando o Supremo Tribunal Federal apreciar a inconstitucionalidade.o Presidente da República. http://leonardosakaki. IV . Justificar a propositura da ação – art. (i) Adin genérica: Conceito: (art. CF Foro: STF.confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. de norma legal ou ato normativo.3) Assinale a alternativa que contemple matéria para cuja disciplina é vedada a edição de medida provisória. em se tratando de órgão administrativo.partido político com representação no Congresso Nacional. Quorum de instalação: ⅔ de seus membros. vinculante e ex tunc. Municipal não pode. Autor da ação: pessoas listadas no art. 103. VI .o Governador de Estado ou do Distrito Federal. V .sites. 102.com/leonardosakaki | @leosak . I. Cabe também de emenda constitucional.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 83 (D) A edição de Medida Provisória torna prejudicado o projeto de lei que disciplina o mesmo assunto e que. VII . Efeitos: erga omnes (contra todos).br | 11 99610348 facebook. em tese.

Deseja-se que a União faça intervenção no Estado membro ou no Distrito Federal. Ordem: para que o governador do Estado decrete a intervenção no município.br | 11 99610348 facebook. A União está perdendo. Efeito: erga omnes.uol. STF vai mandar fazer em 30 dias se a omissão for de um órgão administrativo. vinculante. 12-H da Lei 9. Adin por omissão: Conceito: uso quando estiver diante de uma inconstitucionalidade por omissão. 103. IX). 103. Adecon ou ADC: Conceito: há uma lei ou ato normativo federal inconstitucional. ADPF – argüição de descumprimento de preceito fundamental: (iii) (iv) (v) (vi) http://leonardosakaki. 8 ministros. Só é cabível contra norma de eficácia limitada não regulamentada.br | leonardosakaki@uol. justificar a propositura da ação (art. A lei prevê a possibilidade de medida cautelar em Adin por omissão. ex tunc. Ler o art. Autor da ação é o procurador geral da república. Foro: STF. Adin interventiva federal: a União vai realizar a intervenção em Estado-Membro ou Distrito Federal – eles violaram princípios constitucionais sensíveis. 34. 6 ministros. Há uma norma constitucional de eficácia limitada não regulamentada. ou seja. V.sites. Pode haver a modulação temporal ou dos efeitos – mudança do efeito ex tunc para ex nunc . Foro: STF. Quorum de aprovação: maioria absoluta. não respeitar a forma republicana. (ii) Adin interventiva federal: Conceito: é uma ação em que peço intervenção federal. Violaram princípios constitucionais sensíveis à constituição estadual.com. Ordem: para que o presidente da república decrete a intervenção. ou seja. Ação declaratória de constitucionalidade: para propor essa ação só para lei federal inconstitucional e são necessários processos judiciais sobre o tema. Adin interventiva estadual: Conceito: é uma ação em que peço intervenção estadual. Estou pedindo a regulamentação. Autor: procurador geral de justiça no tribunal de justiça. ou seja.com. Efeitos: STF vai dar ciência se a omissão for de um poder competente.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 84 Atenção: autores especiais ou reservados – tem que ligar à pertinência temática.868.relevante interesse público e manifestação de ⅔ do tribunal.com/leonardosakaki | @leosak . VII). 103. Cuidado: o prazo de 30 dias pode ser ampliado para um prazo razoável a critério do STF. Violaram princípios constitucionais sensíveis – expresso (art. Autor da ação: art. Quorum de instalação: ⅔ dos membros do STF. Exemplo: violação de direitos da pessoa humana. Deseja-se que o Estado faça intervenção no município. Adin interventiva estadual: os Estados intervêm nos municípios – violação de princípio constitucional sensível da constituição estadual. Autor: pessoas do art. Foro : TJ. IV.

inclusive anterior à Constituição Federal de 1988. (D) a competência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar toda e qualquer ação que pretenda invalidar lei ou ato normativo do Poder Público pode ser delegada a qualquer tribunal. §1. é a(o) (A) ação direta de inconstitucionalidade.sites. Lei 9.uol. Foro: STF. (D) mandado de segurança coletivo. Princípio da subsidiariedade: se houver algum mecanismo processual para sanar a lesão. Lei ou ato normativo federal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 85 Conceito: art.3) O Governador de um Estado membro da Federação pretende se insurgir contra lei de seu Estado editada em 1984 que vincula a remuneração de servidores públicos estaduais ao salário mínimo. A ação constitucional a ser ajuizada pelo Governador do Estado perante o Supremo Tribunal Federal.2) A obrigatoriedade ou necessidade de deliberação plenária dos tribunais. É usada quando órgão público violou preceito fundamental.com. nos termos da lei. Resposta: A Dicas do controle concentrado: (i) Modulação dos efeitos / Modulação temporal: mudança dos efeitos do ex tunc para o ex nunc.882. (ii) Amicus curiae é a admissão da participação de pessoa estranha à causa para contribuir para a solução da lide. 28 (FGV – OAB 2010. estadual ou municipal. 102. cuja decisão terá eficácia contra todos e efeito vinculante relativamente aos demais órgãos do Poder Público. (B) a parte legitimamente interessada pode recorrer ao respectivo Tribunal Pleno das decisões dos órgãos fracionários dos Tribunais Federais ou Estaduais que. significa que: (A) somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público.com/leonardosakaki | @leosak . Julgado pelo STF. Autor da ação: art. (B) mandado de injunção. tenha declarado a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo.br | leonardosakaki@uol. ex tunc. Resposta: C 02 (FGV – OAB 2010. não pode ser adotada ADPF. Efeito: erga omnes. 103. (C) arguição de descumprimento de preceito fundamental. http://leonardosakaki.com.br | 11 99610348 facebook. vinculante. (iii) o PGR é ouvido previamente nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do STF. no sistema de controle de constitucionalidade brasileiro. Os fundamentos de índole material a serem invocados são a ofensa ao princípio federativo e a vedação constitucional de vinculação do salário mínimo para qualquer fim. É necessário demonstrar relevante interesse público e a manifestação de ⅔ do tribunal. (C) somente nas sessões plenárias de julgamento dos Tribunais Superiores é que a matéria relativa a eventual inconstitucionalidade da lei ou ato normativo pode ser decidida. condicionada a delegação a que a decisão seja proferida por este órgão jurisdicional delegado em sessão plenária. em decisão definitiva.

Estados-Membros. (v) Quorum de aprovação: maioria absoluta. ou seja.uol. A CF fala de territórios.com/leonardosakaki | @leosak . 7 ministros 51 Federalismo Federalismo: baseia-se na união de coletividades políticas autônomas. Distrito Federal e os municípios. A forma de Estado federal foi adotada pelo Brasil em 1889.sites. Externamente.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 86 (iv) Quorum de instalação: presença de número mínimo de ministros para dar validade à votação = ⅔. §2. Organização político-administrativa da República Federativa do Brasil Art. Estados-Membros + Distrito Federal + municípios. fazendo valer seus direitos e assumindo suas obrigações. Divisão de competências entre os entes federativos. Internamente atua como uma das pessoas jurídicas de Direito Público que compõem a Federação. com a Proclamação da República. ou seja. (i) União Pessoa jurídica de Direito Público.br | 11 99610348 facebook. divisões político-administrativas que atualmente não existem. aprovação do Congresso Nacional. Refere-se a uma forma de Estado denominada Federação ou Estado Federal. CF. (ii) Estados federados São entes detentores de autonomia política e administrativa. a União exerce a soberania do Estado brasileiro. Distrito Federal e municípios Territórios federais: art. Para criar ou extinguir um Estado. CF União.com. CF. 33.com. Têm capacidade de elaborar suas próprias Constituições estaduais. caput. caput. No Brasil a os entes que compõem a federação são: União. caracterizada pela união de coletividades públicas dotadas de autonomia político-constitucional. diante de Estados estrangeiros. 8 ministros. de autonomia federativa. CF. é necessária a realização de um plebiscito. exercendo uma parcela da soberania brasileira. 1. 18. Com capacidade política. (iii) Municípios http://leonardosakaki. Art. observadas as diretrizes da CF. ou seja. República Federativa do Brasil Art.br | leonardosakaki@uol. 18. A criação ou extinção de um Estado se dará por meio de uma lei complementar. Estados-Membros.

III – Entre os entes federativos não podem estabelecer distinções ou preferências entre brasileiros em razão de sua origem (Estados. leigo ou não confessional – não pode ter uma religião oficial.com. mediante plebiscito.uol.com/leonardosakaki | @leosak .com. O Brasil já foi um Estado confessional ou teocrático – já adotou uma religião – CF/1824. Tem capacidade de elaborar sua Lei Orgânica e possui capacidade legislativa. ou município). Ações afirmativas são ações realizadas pelo Estado para proteger grupos de pessoas prejudicadas historicamente. (iv) Distrito Federal Ente detentor de autonomia política e administrativa. ou discriminações positivas.br | 11 99610348 facebook. Distrito Federal. e dependerá de consulta prévia. apresentados e publicados na forma da lei. 1. Estado e religião podem se relacionar para colaboração de interesse público. art.288/10.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 87 São entes detentores de autonomia política e administrativa. II – Os documentos públicos gozam de presunção de veracidade.sites. VI – Estatuto da Igualdade Racial. como. administrativa e judiciária. O Distrito Federal não pode ser dividido em municípios (não tem eleições municipais). não podendo ser recusados em razão da origem (escrituras.Vedações no federalismo brasileiro Art. dentro do período determinado por lei complementar federal. Cuidado: não confundir com ações afirmativas. entidades filantrópicas. . a) Competência administrativa ou material ou não legislativa É competência gerencial. CF. às populações dos municípios envolvidos. Para criar ou extinguir um município deverá ser feita por meio de lei estadual. certidões. parágrafo único. Catolicismo como religião oficial. 52 Repartição das competências constitucionais Qual ente pode legislar sobre qual assunto. Lei 12. após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal. Vedações: I – é o fundamento constitucional para que o Brasil não tenha uma religião oficial. Têm capacidade de elaborar sua Lei Orgânica Municipal. por exemplo. entre outros). 19. com as mesmas competências legislativas atribuídas aos Estados e aos municípios. Tratado internacional de combate ao racismo. organizacional http://leonardosakaki. Brasil é um país laico.

uol. nos casos previstos em lei complementar.conceder anistia.instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano. VIII . são autorizadas a produção. concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora. VI . d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais. diretamente ou mediante autorização. por meio de fundo próprio. especialmente as de crédito.administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira. em forma associativa. IX . 23 – de todos os entes federativos (União.organizar e manter os serviços oficiais de estatística. para efeito indicativo. a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal. o estado de defesa e a intervenção federal. ou que transponham os limites de Estado ou Território. d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa. são autorizadas a comercialização e a utilização de radioisótopos para a pesquisa e usos médicos. c) sob regime de permissão. manter e executar a inspeção do trabalho. nos termos da lei. Distrito Federal e Município) (exemplo: proteger as pessoas portadoras de deficiência). que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente. aeroespacial e a infra-estrutura aeroportuária.declarar a guerra e celebrar a paz. a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais. bem como as de seguros e de previdência privada.planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas. o enriquecimento e reprocessamento.organizar.explorar. V . XXI . fluviais e lacustres. VII . geologia e cartografia de âmbito nacional. EstadosMembros.br | 11 99610348 facebook. em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos. agrícolas e industriais.elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social. IV . II .exercer a classificação. Art. c) a navegação aérea. 21 – só da União (exemplo: emitir moeda) (ii) Competência administrativa comum: art. XI . saneamento básico e transportes urbanos. geografia. XVIII . especialmente as secas e as inundações. e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros. o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios.com.com. de diversões públicas e de programas de rádio e televisão. X .manter o serviço postal e o correio aéreo nacional. os serviços de telecomunicações. XXIV . bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos.sites. f) os portos marítimos. concessão ou permissão. XV .manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações internacionais. Compete à União: I .assegurar a defesa nacional.estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de garimpagem. câmbio e capitalização. que disporá sobre a organização dos serviços. XXII .estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação. XVII .autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico. a lavra. XIX .br | leonardosakaki@uol. III .emitir moeda. http://leonardosakaki.decretar o estado de sítio.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 88 (i) Exclusiva: art.explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa. 21. XIV . aeroportuária e de fronteiras. comercialização e utilização de radioisótopos de meia-vida igual ou inferior a duas horas.permitir. diretamente ou mediante autorização. XIII . XXIII . b) sob regime de permissão. inclusive habitação. b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água.com/leonardosakaki | @leosak . a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados. XXV . XVI . XX .executar os serviços de polícia marítima. e de sons e imagens.instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso.explorar.organizar e manter o Poder Judiciário.organizar e manter a polícia civil. XII . atendidos os seguintes princípios e condições: a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional.

Os municípios podem legislar sobre competência legislativa concorrente. parágrafo único – da União. §1 . § 4 . é indelegável. (tomar cuidado com o art. Não é federal! Ver art.A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. não tem empréstimo de competência – exemplo: legislar sobre anistia – crimes políticos. I.sites.Não existindo lei federal.com.uol. Examinada a questão à luz da partilha de competência entre os entes federativos. 24) – exemplo: município que tem sua economia vinculada à pesca pode legislar sobre tal tema. 21 – só da União. 30. Resposta: A Art. portanto. I – dos municípios – exemplo: tempo de fila em banco e funcionamento de estabelecimentos comerciais.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol.A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual. logo cabe à União legislar sobre o assunto. 32. (v) Cumulativa: art. . é correto afirmar que: (A) mensalidade escolar versa sobre direito obrigacional.A lei federal foi feita depois da lei estadual e suspenderá a eficácia desta no que lhe for contrário. (B) a matéria legislada tem por objeto prestação de serviço educacional. §1 dos Estados-Membros. mas cabe delegação aos Estados mediante lei complementar sobre questões específicas. a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. 24. . (D) somente competirá aos Estados-membros legislar sobre o assunto quando se tratar de mensalidades cobradas por instituições particulares de Ensino Médio.No âmbito da legislação concorrente. § 3 . de natureza contratual.Os Estados podem suplementar a legislação federal por meio de leis estaduais. Compete à União. § 2 . .br | 11 99610348 facebook.A União faz normas gerais por meio de leis federais. no que lhe for contrário. devendo ser considerada como de interesse típico municipal. . (iv) Local: art. (ii) Privativa: art. 147 e 155. para atender a suas peculiaridades. 5 http://leonardosakaki. os Estados legislam plenamente (normas gerais e especiais) para atender suas peculiaridades (dentro do seu território).com. 245 – tem regras de aplicação – §§1 ao 4.2) Um determinado Estado-membro editou lei estabelecendo disciplina uniforme para a data de vencimento das mensalidades das instituições de ensino sediadas no seu território. aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: § 1 .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 89 b) Competência legislativa (i) Exclusiva: art. (C) por versar o conteúdo da lei sobre educação. 24. desde que seja no interesse local e suplementando a legislação federal e estadual no que couber (art. os Estados exercerão a competência legislativa plena. CF) (iii) Concorrente: art. (vi) Competência legislativa residual: art. 08 (FGV – 2010. 25. a competência do Estado-membro é concorrente com a da União. 22.Inexistindo lei federal sobre normas gerais.Distrito Federal – lei distrital pode tratar de matéria estadual e municipal.

34 Intervenção dos Estados nos Estados ou no Distrito Federal. 35.br | 11 99610348 facebook.sites. b) por solicitação dos poderes: IV. Observação: cuidado. 54 Estado de defesa . III.Classificação doutrinária da intervenção federal comum – art. (iii) Calamidades de grandes proporções na natureza (exemplos: terremoto. (c) haverá controle político feito pelo Congresso Nacional.com. . b) Incomum ou anômala – art. ver art. maremoto). http://leonardosakaki. inclusive por solicitação do Poder Judiciário local coagido – o Presidente da República decreta a intervenção nos termos da decisão judicial (não precisa ouvir os 2 conselhos e não há controle político feito pelo Congresso Nacional). pois não existem territórios federais. (b) o Presidente da República decreta a intervenção. 34 VII. 35. (a) o Presidente da República ouve 2 conselhos (conselho da república e o conselho de defesa nacional) – arts. Procedimento da intervenção federal comum: (i) nos casos "de ofício" e solicitação dos poderes legislativo e executivo coagidos em suas unidades federativas.confirmação do decreto. 90 e 91. 90 e 91. STF. c) por requisição judicial: VI e VII. 136 e 140/141 (i) Ameaça à ordem pública e à paz social. 34 a) de ofício: I. (b) o Presidente da República decreta o estado de defesa.uol. Atenção: hoje não é possível intervenção direta da União nos municípios.arts. que se dá por maioria absoluta do Congresso Nacional.com/leonardosakaki | @leosak . Procedimento: (a) o Presidente da República ouve 2 conselhos (conselho da república e o conselho de defesa nacional) – arts. pois existe intervenção estadual. (ii) nos casos de requisição judicial. 2ª parte Intervenção da União nos municípios localizados em territórios federais.com. (c) controle político feito pelo Congresso Nacional. Etapas: .br | leonardosakaki@uol. STJ e TSE podem requisitar. V. II. Dica de intervenção federal: Adin interventiva violação aos princípios constitucionais sensíveis – art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 90 53 Intervenção federal a) Comum – art. (ii) Grave e iminente instabilidade institucional (do país – no Brasil).

Etapas: . 60. é possível.controle político sucessivo: no final. (b) o Presidente da República pede autorização para o Congresso Nacional. . . feito pelo Congresso Nacional. Dicas – intervenção federal. Prazo: não tem prazo e não tem limites expressos na Constituição Federal. 137 ao 141 (i) comoção grave de repercussão nacional ou ineficácia do estado de defesa. podendo ser prorrogado uma vez (30+30).com. 55 Estado de sítio .uol.arts. Procedimento: (a) o Presidente da República ouve 2 conselhos (conselho da república e o conselho de defesa nacional) – arts.br | leonardosakaki@uol. censura. inclusive. estado de defesa e estado de sítio (i) São legalidades extraordinárias temporárias. Presidente da República relata por mensagem ao Congresso Nacional o que ocorreu na vigência do estado de defesa. Cuidado: é possível. (iii) São limitações circunstanciais às mudanças constitucionais – art.com/leonardosakaki | @leosak .prazo: não mais de 30 dias.controle político concomitante: ao mesmo tempo – quem faz são os 5 membros da mesa do Congresso Nacional. a pena de morte. ou seja.sites. 90 e 91. (d) controle político. inclusive. Prazo: não mais de 30 dias a cada vez.com. sigilo de correspondência. Dicas: . A autorização se dará por maioria absoluta.direitos fundamentais que podem ser violados no estado de defesa: direito de reunião. Direitos fundamentais que podem ser violados: art. (c) o Presidente da República decreta o Estado de Sítio. (ii) em caso de guerra: resposta à agressão armada estrangeira / situação de beligerância entre um país estrangeira. 139. sigilo de comunicações telegráficas e telefônicas.controle político sucessivo: Presidente da República relata por mensagem ao Congresso Nacional o que ocorreu na vigência do estado de sítio. http://leonardosakaki. 30 + 30 + 30… (não há limite). . aplicando-se o Código Penal Militar e o Código de Processo Penal Militar. §1.br | 11 99610348 facebook.controle político concomitante: ao mesmo tempo – quem faz são os 5 membros da mesa do Congresso Nacional. CF. (ii) São criadas por decreto do Presidente da República. CF.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 91 .

56 Poder legislativo Representa Federal Congresso Nacional Câmara dos Deputados Senado Federal (3 senadores x UF = 81) Deputados Estaduais Deputado Distrital Vereador (Edil) Povo Mandato Troca dos Par.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 92 (iv) Via de regra.sites. .No Brasil.com.uol. salvo a intervenção federal por requisição judicial. Só tem um turno que é realizado no 1 domingo de outubro e ganha a eleição o candidato mais votado. . pois os mandatos são intercalados (o final do mandato de ⅓ corresponde a metade do mandato de ⅔ o final do mandato de ⅔ corresponde a metade do mandato de ⅓). Uma EC é promulgada pela mesa da câmara e pela mesa do senado com o respectivo número de ordem. http://leonardosakaki. votos válidos. .com.Perda do mandato de um parlamentar – é declarada pela mesa da respectiva casa.8 anos trito Federal (27 UF) Povo 4 anos Povo Povo 4 anos 4 anos Todos Todos Todos Dicas do poder legislativo .br | 11 99610348 facebook.Mesas são os órgãos diretivos das casas. . números de cargos.com/leonardosakaki | @leosak . A troca dos senadores ocorre a cada 4 anos. . quociente eleitoral (votos que preciso ter para eleger um candidato) e quociente partidário.Sistema majoritário simples ou relativa. devem ser ouvidos o conselho da República e o conselho de defesa nacional – são órgãos de consulta do Presidente da República – e existe controle político feito pelo Congresso Nacional.br | leonardosakaki@uol. o sistema proporcional envolve.Senado: a troca dos senadores é de ⅓ por ⅔. pois nesse caso não precisa ouvir ninguém (Adin interventiva). casa revisora e o princípio da primazia legislativa (casa iniciadora pode derrubar as alterações da casa revisora). Composição: 1 presidente.Só na esfera federal existe casa iniciadora.Sistema de lamentares eleição 4 anos Todos Proporcional ⅓ por ⅔ Majoritária simples ou relativo Proporcional Proporcional Proporcional Poder Legislativo Brasileiro arts. 44 a 75 Estadual Distrital (DF) Municipal Assembleia Legislativa Câmara Legislativa Câmaras Municipais Estados e Dis. 2 vices e 4 secretários.

58. extinguir cargos públicos. O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias. tanto quanto possível. §2 . planos nacionais.convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições.com. II . §1 . serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. III .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 93 . V .Especiais (assunto) / temporárias (tempo): Comissão Parlamentar de Inquérito. a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da respectiva Casa.Permanentes: Comissão de Constituição e Justiça. em conjunto ou separadamente. em razão da matéria de sua competência. sendo suas conclusões. 58. representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas. mediante requerimento de um terço de seus membros. quanto possível. Art. a proporcionalidade da representação partidária.1 Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI Art.2) Em relação aos Ministros de Estado. haverá uma Comissão representativa do Congresso Nacional. que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. (D) respondem.Durante o recesso. cabe: I . encaminhadas ao Ministério Público. (C) somente os brasileiros natos poderão exercer a função.com. §4 . Resposta: A 57 Comissões Parlamentares . §3 .discutir e votar projeto de lei que dispensar. perante o Superior Tribunal de Justiça. com atribuições definidas no regimento comum. na forma do regimento.Na constituição das Mesas e de cada Comissão.com/leonardosakaki | @leosak . que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. a competência do Plenário. além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas. para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. se for o caso. para a apuração de fato determinado e por prazo certo. Comissão de Orçamento etc. VI .br | 11 99610348 facebook. qualquer que seja a infração cometi da.uol. mediante requerimento de um terço de seus membros.solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão. (B) podem expedir instruções para a execução de leis e editarem medidas provisórias. desde que autorizados.As comissões parlamentares de inquérito.realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil.br | leonardosakaki@uol. em conjunto ou separadamente. salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa.Os projetos que têm início fora do congresso nacional deve iniciar a votação na câmara dos deputados. sendo suas conclusões. De acordo com o STF. para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. nenhuma Comissão Parlamentar de Inquérito pode: http://leonardosakaki.receber petições. constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação. é assegurada. para a apuração de fato determinado e por prazo certo. reclamações. CF §3 .apreciar programas de obras. além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas. a Constituição do Brasil estabelece que: (A) como delegatários do Presidente da República. §3. podem.às comissões. regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer. eleita por suas Casas na última sessão ordinária do período legislativo. 57. . cuja composição reproduzirá. IV . se for o caso.As comissões parlamentares de inquérito.sites. encaminhadas ao Ministério Público. 04 (FGV – OAB 2010.

Somente a Câmara Legislativa pode julgar questões estaduais e municipais.uol.com/leonardosakaki | @leosak .2) O Congresso Nacional e suas respectivas Casas se reúnem anualmente para a atividade legislativa. Tais poderes são matérias de reserva jurisdicional. Só devem ser votados os projetos objetos de convocação.jul 1. 62.com. o recesso anterior termina em 31. Se uma PEC ou MP forem rejeitadas em uma sessão legislativa.2 Comissão Parlamentar Mista de Inquérito Formada com a assinatura de ⅓ da Câmara e ⅓ do Senado. CF. Com relação ao sistema constitucional brasileiro. só podem ser reapresentadas na próxima sessão legislativa – art.jul 23. a sessão legislativa começa dia 1. estaduais e distritais podem determinar diretamente aos órgãos desde que o façam fundamentadamente as seguintes quebras: a) sigilo telefônico – extrato das ligações feitas b) sigilo bancário c) sigilo fiscal (Imposto sobre a Renda) As Comissões Parlamentares de Inquérito municipais. §5. Cuidado: as Comissões Parlamentares de Inquérito federais. 57. 01 (FGV – OAB 2010. (A) Legislatura: o período compreendido entre 2 de fevereiro a 17 de julho e 1º de agosto a 22 de dezembro. 58 Funcionamento do Congresso Nacional – art.jan. 57.br | leonardosakaki@uol. assinale a alternativa correta.dez a 1. 60. Prender em flagrante pode. e art. salvo se existirem MP pendentes de votação. b) expedir mandado de busca e apreensão. e c) expedir mandado de prisão.sites. 44.br | 11 99610348 facebook.fev Só no 1 ano da legislatura. devem solicitar ao juiz criminal da comarca. Sessão legislativa ordinária: anual.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 94 a) determinar a interceptação telefônica – grampo.fev a 17. se quiserem.ago a 22. Sessão legislativa extraordinária: convocações durante o recesso. CF Legislatura: 4 anos (art. parágrafo único. só existe no âmbito Federal e discute assuntos federais. CF). http://leonardosakaki. Regra: 2. portanto. §10.dez Recesso: 18 a 31. ou seja.fev.

Cuidado: não podem ser criados novos tribunais de contas municipais – art. 60 Tribunais de contas Os Tribunais de Contas auxiliam os poderes legislativo na fiscalização das contas públicas pertinentes. b) imunidade formal ou relativa ou propriamente dita É a possibilidade de suspensão da prisão ou processo por maioria absoluta da respectiva casa. (eles não cometem crimes contra a honra) Todos os parlamentares têm essa proteção nas suas circunscrições. 73 – auxilia o Congresso Nacional na fiscalização das contas públicas federais. Nos município onde não houver TCM.br | 11 99610348 facebook. inaugurar a sessão legislativa e eleger as respectivas mesas diretoras. 70 ao 75. 31. É um órgão de caráter administrativo e não jurisdicional. a conhecer do veto presidencial e sobre ele deliberar.com. as contas são julgadas pelo TCE. TCM – auxilia a câmara municipal a fiscalizar as contas públicas municipais. palavras e votos no exercício da atividade parlamentar.3) http://leonardosakaki. em especial o art. por exemplo. Deputados e senadores têm essa proteção – só podem ser presos em flagrante de crimes inafiançáveis. Vereador não tem essa proteção. 53. 29 (FGV – OAB 2010. Suspenso o processo e prescrição enquanto durar o mandato. TCU – art. Resposta: C 59 Imunidade parlamentar – art. CF. Findo o mandato. finda a proteção. CF. excepcionalmente. CF.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 95 (B) Sessão legislativa: os quatro anos equivalentes ao mandato dos parlamentares.com.sites. §4. (C) Sessão conjunta: a reunião da Câmara dos Deputados e do Senado Federal destinada. TCDF – auxilia o Distrito Federal a fiscalizar as contas públicas distritais. TCE – auxilia a assembléia legislativa a fiscalizar as contas do Estado e Câmaras Municipais na fiscalização das contas públicas municipais onde não houver TCM.uol. (D) Sessão extraordinária: a que ocorre por convocação ou do Presidente do Senado Federal ou do Presidente da Câmara dos Deputados ou do Presidente da República e mesmo por requerimento da maioria dos membros de ambas as Casas para. Observação: aprovação das contas pelo TC não impede a investigação administrativa ou judicial.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. a) imunidade material ou absoluta ou inviolabilidade Os parlamentares são imunes civil e penalmente por suas opiniões.

ambas por igual período. (A) A sua eficácia dura sessenta dias contados da publicação. vedada será sua reedição na mesma sessão legislativa. Não pode tratar de direito penal. (C) A não apreciação pela Câmara dos Deputados e. (B) sustar contratos administrativos em que seja identificado superfaturamento ou ilegalidade e promover a respectiva ação visando ao ressarcimento do dano causado ao erário. em decisão dotada de eficácia de título executivo judicial.com/leonardosakaki | @leosak . Medida Provisória – arts. que o exerce com o auxílio do Tribunal de Contas da União. (D) fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União.01 não têm prazo (é como se lei fossem). http://leonardosakaki.2) Sobre o instrumento jurídico denominado Medida Provisória que não é lei. §1). Requisitos: relevância e urgência. (B) Se a Medida Provisória perder eficácia por decurso de prazo ou. (C) aplicar aos responsáveis por ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas multa sancionatória. 62. assinale a afirmativa correta. 60. 32 (FGV – OAB 2010.br | 11 99610348 facebook. Dica: a obrigatoriedade do voto não é cláusula pétrea. tem como consequência apenas o sobrestamento da deliberação dos projetos de emenda à Constituição. em caráter expresso.09. mediante convênio.sites. ajuste ou outros instrumentos congêneres.com. processo penal e processo civil. 62 e Emenda Constitucional 32/01 Só pode ser editada pelo Presidente da República. Cuidado: as MP que existiam até 11.3) Assinale a alternativa que contemple matéria para cuja disciplina é vedada a edição de medida provisória. mediante a emissão de parecer prévio. podendo a medida ser prorrogada apenas duas vezes. (C) Normas gerais de licitações e contratos administrativos. É competência do Tribunal de Contas da União (A) apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República. (D) Partidos políticos e direito eleitoral. for rejeitada pelo Congresso Nacional. Cuidado: Não cabe MP sobre direito penal. ao Distrito Federal ou a Município.uol.com. Resposta: D 09 (FGV – OAB 2010.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 96 O controle externo financeiro da União e das entidades da administração federal direta e indireta é atribuição do Congresso Nacional.br | leonardosakaki@uol. (A) Instituição ou majoração de impostos. pelo Senado Federal. processo penal ou processo civil. a Estado. Resposta: D 61 Espécies normativas Emenda Constitucional – art. mas tem força de lei. Não cabe MP sobre matéria de lei complementar. que só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros do Congresso Nacional. no prazo de 45 dias contados da publicação. Ver prazo e as proibições (art. ainda que para atendimento a despesas imprevisíveis e urgentes. (B) Abertura de crédito extraordinário. após.

Decreto legislativo – art. desde que presente a maioria absoluta dos membros de cada Casa ou de suas Comissões. (C) As matérias reservadas à Lei Complementar não serão objeto de delegação do Congresso ao Presidente da República. Lei complementar – art. 06 (FGV – OAB 2010.com.uol. (C) emenda constitucional. Resposta: B Lei ordinária (comum) Aprovada por maioria simples (quem estiver presente) ou relativa. Exige-se a especificidade de matéria – se a Constituição Federal determina mediante Lei Complementar não posso utilizar outra espécie e normativa. está pendente de sanção ou veto do Presidente da República. Resposta: B http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. A partir do fragmento acima. a par de já aprovado pelo Congresso Nacional. 68 São editadas pelo Presidente da República que depende de prévia autorização do Congresso Nacional.sites. enquanto a lei ordinária é aprovada por maioria simples dos membros presentes à sessão. (D) lei ordinária. 49 Só o Congresso Nacional pode criar – nas matérias de sua competência. (D) A discussão e votação dos projetos de lei ordinária devem. ter início na Câmara dos Deputados.2) Sabe-se a polêmica ainda existente na doutrina constitucionalista pátria no que se refere à eventual hierarquia da Lei Complementar sobre a Lei Ordinária. Resposta: D Lei delegada – art. há diferenças entre essas duas espécies normativas que podem até gerar vícios de inconstitucionalidade caso não respeitadas durante o processo legislativo. 84 (FGV – OAB 2010. 52) ou Congresso Nacional (só quando a CF determina). (B) As matérias que devem ser regradas por Lei Complementar encontram-se taxativamente indicadas no texto constitucional e. Resolução Câmara dos Deputados (art. obrigatoriamente. (B) lei complementar. Senado Federal (art.3) Conforme a Constituição Federal. o veículo legislativo adequado para dispor sobre conflitos de competência entre os entes políticos em matéria tributária é a (A) medida provisória. desde que não seja assunto específico de normatização por decreto legislativo ou resolução.com. assinale a afirmativa incorreta. 51). Todavia. (A) A Lei Complementar exige aprovação por maioria absoluta.br | 11 99610348 facebook. o regramento de todo o resíduo competirá à lei ordinária.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 97 (D) A edição de Medida Provisória torna prejudicado o projeto de lei que disciplina o mesmo assunto e que. 69 Aprovada por maioria absoluta (levo em conta o total de membros).

§ 1 . 6 Art. aos Tribunais Superiores.Haverá eleição indireta feita pelo Congresso Naga. Será eleito vice para completar o mandato. Só o presidente e o vice-presidente são cargos eletivos privativos de brasileiro nato. na forma e nos casos previstos nesta Constituição. Esfera estadual Esfera distrital Esfera municipal Governador 4 anos + Vice Governador 4 anos + Vice Prefeito + 4 anos Vice Majoritário absoluto Majoritário absoluto Municípios com até e inclu.candidato mais votado e só tem 1 turno joritário simples ou relativo. O mandato do poder executivo é de 4 anos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 98 62 Poder executivo – arts. 76 a 91 Mandato Presidente 4 anos da República + Vice Sistema de eleição Majoritário absoluto Esfera federal Pode ter 1 ou 2 turnos 1 turno: 1 domingo de outubro. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados. Art.tolerância de 10 dias. do Senado Federal ou do Congresso Nacional. Ordem de sucessão presidencial (art. Vai ser eleito um novo presidente e um novo cional em até 30 dias da última vaga.000 eleitores .uol.São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: http://leonardosakaki.ma.majoritário. Só deve ser usado se não houver nem presidente e nem vice-presidente definitivamente. um novo presidente e um novo vice para completar o mandato. CF.Majoritário simples: ganha a eleição o sive 200.br | 11 99610348 facebook. Municípios com mais de 200. 80. Os demais apenas interinamente. Ganha a eleição o candidato que conseguir a maioria absoluta dos votos válidos (total – brancos e nulos). Posse: 1 janeiro . Iniciativa reservada do presidente: art. 81. ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos.br | leonardosakaki@uol. 2 anos 2 anos Haverá eleição direta em até 90 dias da última va. 1 turno: último domingo de outubro.com/leonardosakaki | @leosak . CF): Presidente – Vice – Presidente da Congresso Nacional – Presidente do Senado – Presidente do STF Vice: assume o cargo definitivamente ou interinamente (temporariamente).com.sites.000 eleitores .com. de eleição. 61. ao Presidente da República. ao Supremo Tribunal Federal. sendo possível 1 reeleição para o período subseqüente. 616.

84. contra: I . b) organização administrativa e judiciária. do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação. Esses crimes serão definidos em lei especial.br | 11 99610348 facebook.uol. seu regime jurídico. estabilidade e aposentadoria de civis. reforma e transferência para a reserva.o exercício dos direitos políticos. II . que estabelecerá as normas de processo e julgamento. 2 fases: (i) juízo de admissibilidade ou acusação: câmara dos deputados ⅔ (=maioria qualificada) dos membros (ii) julgamento: senado federal por ⅔ dos membros Punição: Perde o cargo e fica inabilitado por 8 anos para as funções públicas. reforma e transferência de militares para a inatividade. 85 . II . seu regime jurídico. de 1998) § 2 . provimento de cargos. de 1998) d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União. V . VI . III . estabilidade e aposentadoria.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 99 Crime de responsabilidade: art. IV . Parágrafo único. matéria tributária e orçamentária. especialmente. CF. provimento de cargos.com. do Distrito Federal e dos Territórios. Art. e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública. 7 http://leonardosakaki.(Incluída pela Emenda Constitucional n 18. Ele pode continuar votando.a segurança interna do País. 63 Impeachment Art. provimento de cargos.a probidade na administração. distribuído pelo menos por cinco Estados. observado o disposto no art. de 2001) f) militares das Forças Armadas. remuneração. I . promoções.fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas. 85.com. c) servidores públicos da União e Territórios.o cumprimento das leis e das decisões judiciais.(Redação dada pela Emenda Constitucional n 18.sites. do Poder Judiciário.disponham sobre: a) criação de cargos.o livre exercício do Poder Legislativo. Trata-se de um ilícito político-administrativo. Crime de responsabilidade: art. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e.a lei orçamentária. estabilidade. 86. 857. serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios. seu regime jurídico. bem como normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados.. com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. VI (Redação dada pela Emenda Constitucional n 32. individuais e sociais. um por cento do eleitorado nacional.a existência da União.br | leonardosakaki@uol. funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração.com/leonardosakaki | @leosak . VII .A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por. c) servidores públicos da União e Territórios. mas não pode ser votado. no mínimo. CF.

que escolherá um. 92 a 126. TRTs e TSTs cabe ao Presidente da República nomear. (i) Art. 102 – STF I. 102 a 105 e 109.originária – mandado de segurança. 11. 94. Para os TJs cabe ao governador nomear e para os TRFs.com/leonardosakaki | @leosak . nas esferas federal. efeito vinculante. 103-A.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 100 64 Poder judiciário – arts. CF.sites. Só perderá o cargo se contra ele houver uma sentença condenatória com trânsito em julgado. e Lei 11.RE (ii) Art. ou seja.com. Todo o poder judiciário e a administração pública direta e indireta. 8 ministros.magistrado concursado após 2 anos de efetivo exercício (a partir da posse). habeas corpus II – ROC (Recurso Ordinário Constitucional) III – Resp Garantias constitucionais dos magistrados (art. Só o STF reiteradas decisões em matéria constitucional manifestação de ⅔ do STJ. 93 a 95. CF). Reserva de plenário Art. Um tribunal ao declarar a inconstitucionalidade de uma lei ou um ato normativo do poder público deve se manifestar por maioria absoluta dos seus membros. Súmula vinculante – ler art. A EC 45 trouxe o quinto constitucional para os TRTs e TSTs. OAB encaminha uma lista sêxtupla para o tribunal e este encaminha uma lista tríplice para o chefe do poder executivo. (ii) inamobilidade: os magistrados não podem ser removidos contra a vontade.417/06 (pelo menos o art.magistrado que ingressa pelo quinto constitucional (art.br | leonardosakaki@uol. 97. 97 trata de reserva de plenário que foi confirmada e estabelecida na Súmula Vinculante 10.com.br | 11 99610348 facebook. http://leonardosakaki. ⅕ dos TRFs e TJs são compostos pela Advocacia e Ministério Público. na data da posse já tem a vitaliciedade.originária – mandado de segurança. 105 – STJ I. 3).uol. CF Ler: arts. estadual e municipal. salvo se houver interesse público e maioria absoluta do tribunal ou do CNJ. Ler as Súmulas Vinculantes 10. CF): (i) vitaliciedade: proteção vinculado ao cargo do magistrado. 14 e 25. . habeas corpus II – ROC (Recurso Ordinário Constitucional) III . 13. Aquisição: . 95.

aumentar alíquota de IR. Manifestação de ⅔ do STF (8 ministros). (C) O CNJ não pode julgar magistrados por crime de abuso de autoridade. 11: uso de algemas. salvo imposição constitucional e legal.br | 11 99610348 facebook. não podendo atuar de ofício.417/06) Ler as súmulas: 10: reserva de plenário.com. entre outras.sites.uol.br | leonardosakaki@uol. zelar por princípios relativos à Administração Pública. estadual e municipal. os processos disciplinares de juízes e membros de Tribunais julgados há menos de um ano. os processos disciplinares de juízes e membros de tribunais (se tiverem sido julgados há menos de um ano). o poder legislativo em sua função típica não precisa obedecer à súmula vinculante na sua função típica. zelar pela observância dos princípios que regem a administração pública e julgar os magistrados em caso de crime de abuso de autoridade.com. de ofício ou mediante provocação. (D) a presidência é exercida pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal que o integra e que exerce o direito de voto em todas as deliberações submeti das àquele órgão.2) http://leonardosakaki. Efeito vinculante – deve obedecer: todo o poder judiciário. (B) pode rever. para rever. (B) Não cabe ao CNJ. 03 (FGV – OAB 2010. 14: acesso do advogado aos autos de investigação do cliente. Só o STF faz. 07 (FGV – OAB 2010. toda administração pública direta e indireta nas esferas federal. de ofício ou mediante provocação. Exemplo: teto do funcionalismo público. sendo órgão do Poder Judiciário. descumprida a súmula vinculante. 25: depositário infiel. 103-A. (C) seus atos sujeitam-se ao controle do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. (A) O CNJ. Assinale a alternativa em que se indique o ERRO na afirmação acima. CF e lei 11.2) A respeito do Conselho Nacional de Justiça é correto afirmar que: (A) é órgão integrante do Poder Judiciário com competência administrativa e jurisdicional.pagamento de pensões ou indenizações. que apresenta uma INCORREÇÃO. atua apenas mediante provocação. Resposta: C 65 Súmula vinculante na CF (art. De acordo com o STF. órgão que integra o Poder Judiciário. Nos demais casos. cabe reclamação no STF.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 101 (iii) irredutibilidade dos subsídios: os valores recebidos pelos magistrados não podem ser reduzidos. (D) O CNJ pode rever processos disciplinares de juízes julgados a qualquer tempo.3) Leia com atenção a afirmação a seguir. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem competência. Reiteradas decisões em matéria constitucional. Resposta: B 33 (FGV – OAB 2010.com/leonardosakaki | @leosak .

(vi) ação popular. (iv) mandado de injunção. por ilegalidade ou abuso de poder. São considerados remédios constitucionais: (i) direito de petição. carta. Art. http://leonardosakaki. (C) a proposta para edição da Súmula pode ser provocada pelos legitimados para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade. Resposta: C 66 Remédios constitucionais Os remédios constitucionais são mecanismos para reestabelecer direitos (previstos na CF) que foram violados.1 Direito de petição Art. (B) podem ser canceladas. (D) desde que haja reiteradas decisões sobre matéria constitucional. e-mail etc.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 102 Em relação à inovação da ordem constitucional que instituiu a nominada Súmula Vinculante. é correto afirmar que: (A) somente os Tribunais Superiores podem editá-la. LXVIII. 5. Pede-se um "salvo conduto" para o juiz (decisão judicial). Pode ser por meio de ligação telefônica. CF. e arts. antes da instauração de inquérito. 5. 66.uol. XXXIV.br | leonardosakaki@uol. aprovar a Súmula mediante decisão da maioria absoluta de seus membros.conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. CPP.sites. Ameaça.2 Habeas corpus LXVIII . (iii) mandado de segurança. mas vedada a mera revisão. (ii) habeas corpus. Tem caráter administrativo.com. ou seja. Protege o direito de ir e vir (locomoção). Não tem formalismos e não precisa de advogado. a. Natureza jurídica: é uma ação penal de natureza constitucional. Protege o direito de ir e vir – direito de locomoção. Exemplo: ameaçar prender alguém por um tipo penal que não existe. 66. (v) habeas data. Direito de reclamar de algo que existe de errado que existe no Estado. CF.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. antes da prisão etc. 647 a 667.com. São meios postos à disposição dos indivíduos e dos cidadãos para provocar a intervenção das autoridades competentes visando corrigir ilegalidade ou abuso de poder em prejuízo de direitos e interesses individuais. o Supremo Tribunal Federal poderá. Não precisa de advogado e é possível a liminar mesmo não havendo previsão legal. de ofício ou por provocação. Habeas corpus preventivo é aquele que é usado antes do ato constritivo.

com. LXXII. possibilitando a obtenção e a retificação de dados e informações constantes de entidades governamentais ou de caráter público. É possível liminar.5 Mandado de segurança coletivo Art. e a Lei 12. mesmo não havendo previsão legal. http://leonardosakaki. e Lei 12.br | leonardosakaki@uol. CF. quando existe mandado de prisão em aberto – juiz expediu. Só é possível uma produção de prova – entregar documento que está com a autoridade co-autora.016/09. III. 5. Não é caso nem de habeas corpus nem habeas data. 66. art.conceder-se-á "habeas-data": a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante. 66. Exemplo: o cliente está preso além do tempo. 21.3 Habeas data LXXII . Exemplo: SPC. CF. pede-se o contra mandado.4 Mandado de segurança individual Art. quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. ou seja. preciso esgotar a via administrativa. 66.sites. judicial ou administrativo. quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso. não amparado por "habeascorpus" ou "habeas-data". Cuidado: atentar para a previsão do direito a ser protegido no estatuto da instituição. Ter acesso e retificar dados ou informações do impetrante que estão em um órgão público ou de caráter público. Pede-se o alvará de soltura. LXIX .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 103 Habeas corpus repressivo ou liberatório é quando o indivíduo está preso ilegalmente.016/09. 5 LXIX. Serasa. Ou. b) para a retificação de dados.conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo.br | 11 99610348 facebook.com. 19.com/leonardosakaki | @leosak . Antes de impetrar. Abuso cometido por uma autoridade pública ou alguém investido de tal autoridade. a revogação da prisão. constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público. mas a pessoa não foi presa ainda. Neste caso. CF. Considera-se de caráter público todo registro ou banco de dados contendo informações que sejam ou possam ser transmitidas a terceiros ou que não sejam de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações.uol. Tem por finalidade proteger a esfera íntima dos indivíduos (pessoas físicas ou jurídicas). LXX. Nesse caso há contrariedade ao art. Exemplo: em um concurso público consta no edital que quem for natural daquele Estado terá uma pontuação diferenciada. 5. Art. É corporativo – apenas certo grupo de pessoas pode se utilizar dele exemplo: partido político com representação no Congresso Nacional. Protege direito líquido e certo – aquele que se comprova documentalmente ou com o simples texto da CF e da lei – não há prova testemunhal e nem pericial. Precisa de advogado.

6 Mandado de injunção LXXI .br | 11 99610348 facebook.coletivos. O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político com representação no Congresso Nacional. assim entendidos.individuais homogêneos. ou por organização sindical.com. para tanto.3) O mandado de segurança é um importante instrumento de proteção a direitos líquidos e certos. LXXI. http://leonardosakaki. de forma que os efeitos da coisa julgada beneficiam o impetrante individual. Acerca do mandado de segurança coletivo. Existe uma norma constitucional de eficácia limitada ainda não regulamentada impedindo o exercício de um direito em caso concreto. II . (C) não induz litispendência para as ações individuais. 12. dos seus membros ou associados.uol. à soberania e à cidadania. qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou tiver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade.sites. 5. Acerca desta garanti a constitucional é correto afirmar que: (A) qualquer cidadão tem legitimidade para impetrar o mandado de segurança coletivo. (D) o mandado de segurança coletivo induz litispendência para as ações individuais que tenham o mesmo objeto.com. os transindividuais. assim entendidos. de natureza indivisível. Parágrafo único. Inconstitucionalidade por omissão. foi regulamentado pelos artigos 21 e 22 da Lei Federal n. na defesa de seus interesses legítimos relativos a seus integrantes ou à finalidade partidária. 5º. na forma dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades. para efeito desta Lei. autorização especial. os decorrentes de origem comum e da atividade ou situação específica da totalidade ou de parte dos associados ou membros do impetrante. Os direitos protegidos pelo mandado de segurança coletivo podem ser: I . 21. (B) a sentença de procedência produz efeitos erga omnes. ilegalmente ou com abuso de poder. substituídos pelo impetrante. entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há. sempre que. Art. Falta de norma regulamentadora de qualquer direito ou liberdade constitucional. ainda que não requeira a desistência de seu mandado de segurança. pelo menos. que não estejam amparados por habeas corpus ou habeas data. 66. em defesa de direitos líquidos e certos da totalidade. CF. a sentença fará coisa julgada limitadamente aos membros do grupo substituído pelo impetrante. inciso LXX da Constituição da República. ou de parte. dispensada. previsto no art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 104 Art.2) O Mandado de Segurança Coletivo.com/leonardosakaki | @leosak .016/09. (C) o mandado de segurança coletivo pode ser utilizado na defesa de direitos difusos.conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. (B) no mandado de segurança coletivo. para efeito desta Lei. (D) a interposição de embargos infringentes é admitida para fins de exercício da ampla defesa. 21 (FGV – OAB 2010. Resposta: A 36 (FGV – OAB 2010. individuais ou coletivos. 1 (um) ano. de que seja titular grupo ou categoria de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica básica. não limitando seus efeitos aos membros da categoria substituídos pelo impetrante. é correto afirmar que (A) pode ser impetrado em defesa de direitos líquidos e certos que pertençam a apenas parte dos membros de uma categoria ou associação.br | leonardosakaki@uol.

Só cidadão pode propor. Art.717/65.com.uol. o Ministério Público irá assumir a ação. § 1o Em caso de omissão imputável a órgão administrativo. Declarada a inconstitucionalidade por omissão. outro poderá assumir – não havendo cidadão interessado. quando cai. Adin por omissão Concentrado. em se tratando de órgão administrativo. O Ministério Público não pode propor tal ação. 22. Não faz coisa julgada a ação popular por falta de provas. as providências deverão ser adotadas no prazo de 30 (trinta) dias. Foro: STF Dar ciência ou fazer em 30 dias. ficando o autor. Não tem foro de prerrogativa de função em ação popular. § 2o Aplica-se à decisão da ação direta de inconstitucionalidade por omissão. Ação. §2. (Incluído pela Lei nº 12. o disposto no Capítulo IV desta Lei. http://leonardosakaki. 66. tendo em vista as circunstâncias específicas do caso e o interesse público envolvido. 5. Art. Foro: STF/STJ Efeito concreto – resolve o caso do seu cliente. CF. Cuidado: art.br | leonardosakaki@uol.sites. Proteger patrimônio público histórico e cultural. de 2009). Não tem foro de prerrogativa de função na ação popular. Art. Se um cidadão abandonar a ação. tem a ver com patrimônio público. no que couber.868/99 – ampliação do prazo de 30 dias por um prazo razoável a critério do STF. com observância do disposto no art. Lei 9. Remédio constitucional.com. à moralidade administrativa. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural.063. para fazêlo em trinta dias. 103. de 2009). Autor: qualquer pessoa. mas pode assumir o andamento e dar execução da decisão. Autor: Art. (Incluído pela Lei nº 12. de 2009). CF: Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional. 12-H.com/leonardosakaki | @leosak . isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. meio ambiente e moralidade administrativa. será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e. salvo comprovada má-fé. Exemplo: meu cliente vai conseguir se aposentar. ou em prazo razoável a ser estipulado excepcionalmente pelo Tribunal.qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. Normalmente. será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias.br | 11 99610348 facebook. e Lei 4.7 Ação popular LXXIII . 12-H.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 105 Mandado de Injunção Difuso. 103. (Incluído pela Lei nº 12.063. LXXIII. CF.063.

Observação: cuidado com art. Brasil DEVE entregar brasileiro nato ou naturalizado ou estrangeiro ao TPI.br | leonardosakaki@uol.natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil. 12 e 13 É o vínculo jurídico-político que une um indivíduo a um Estado. (B) a produção de efeitos erga omnes não ocorre se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas. após a aplicação do duplo grau de jurisdição. 19 (FGV – OAB 2010. III.com. União etc. Ver o art. 129. Brasileiro nato não pode ser extraditado. 129. Cidadão não pode propor.347/85). Art. A nacionalidade pode ser reestabelecida por decreto do Ministro da Justiça. 12. é correto afirmar que (A) só se forma coisa julgada em ações populares julgadas procedentes. Acerca da coisa julgada formada pelas sentenças de mérito proferidas em tais ações.br | 11 99610348 facebook. http://leonardosakaki. efeitos inter partes. Art. ficando seus efeitos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 106 . cabendo aos interessados em se beneficiarem de eventual procedência na ação requererem sua habilitação até a prolação da sentença. Cuidado. em todos os casos de improcedência.347/85. CF.sites. ainda que de pais estrangeiros. exclusivamente nos casos de procedência meritória. como regra. e Lei 7. desde que estes não estejam a serviço de seu país. Resposta: B 66. Não pode ser usada em controle de constitucionalidade cujo principal objeto seja esse. Cidadão não pode propor. Defensoria Pública.com/leonardosakaki | @leosak .com. 5. (art. III. (C) produz efeitos erga omnes. limitados às partes do processo. 5 da Lei 7. CF. (D) produz. CF. TPI (Tribunal Penal Internacional) Entrega tem a ver com TPI.uol.Ação civil pública (ACP): art. LI e LII. Brasileiro adquiriu outra nacionalidade. 67 Nacionalidade – art.3) A ação popular é um importante instrumento para a promoção da tutela coletiva de direitos.8 Ação civil pública Art. coletivo ou individual homogêneo. Autor: Ministério Público. I – Nato Ler alínea c com a Emenda Constitucional 54/07 §3: cargos privativos de brasileiro nato §4: perda da nacionalidade – Cuidado: tanto brasileiro nato quanto naturalizado podem perder a nacionalidade. 12. 5 da lei. São brasileiros: I . medida que tem por objetivo preservar os interesses da Fazenda Pública eventualmente condenada. Volta para o Brasil e quer a nacionalidade brasileira de volta. Protege qualquer interesse difuso.

adquiram a nacionalidade brasileira. de 1994) b) de imposição de naturalização. IV . § 3º . em virtude de atividade nociva ao interesse nacional.adquirir outra nacionalidade.Os Estados. § 2º .uol. VI .de Presidente do Senado Federal. maior de 70 anos e os analfabetos. pela norma estrangeira. Analfabeto pode votar.da carreira diplomática. residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal.tiver cancelada sua naturalização.naturalizados: a) os que. salvo no casos: a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. VII . ao brasileiro residente em estado estrangeiro. se houver reciprocidade em favor de brasileiros. c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira. II . de pai brasileiro ou mãe brasileira.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 107 b) os nascidos no estrangeiro. 14. § 1º . Para a reeleição não precisa haver a desincompatibilização. §6. salvo nos casos previstos nesta Constituição. II . V .Aos portugueses com residência permanente no País. b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade. as armas e o selo nacionais. § 2º .com. pela nacionalidade brasileira. desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem.de Ministro de Estado da Defesa(Incluído pela Emenda Constitucional nº 23.de oficial das Forças Armadas. III .Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I .de Ministro do Supremo Tribunal Federal. Se livrar de impedimento para uma candidatura – renúncia. desde que requeiram a nacionalidade brasileira.São privativos de brasileiro nato os cargos: I . (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3. o hino. CF São inalistáveis e inelegíveis: estrangeiros e conscritos (homem na época do serviço militar obrigatório. na forma da lei. II .de Presidente da Câmara dos Deputados.de Presidente e Vice-Presidente da República. Voto facultativo: maior de 16 e menor de 18. desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil.sites.br | leonardosakaki@uol.com/leonardosakaki | @leosak . o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios. serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil. de 1994) Art. em qualquer tempo.São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira. Titulares do poder executivo para concorrerem cargos diferentes do que ocupam devem renunciar 6 meses antes. salvo os casos previstos nesta Constituição. (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3. Não vota e não é votado). como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis. mas não pode ser votado. exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral.A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados. Desincompatibilização: art. por sentença judicial. 14 e 17. de 1999) § 4º . depois de atingida a maioridade. § 1º .br | 11 99610348 facebook. 68 Direitos políticos – art. http://leonardosakaki.com.

c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. § 9º .Para concorrerem a outros cargos.com.com. §7.plebiscito. os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito. Vice-Prefeito e juiz de paz. VI .O Presidente da República. de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito.o alistamento eleitoral.O alistamento eleitoral e o voto são: I . II .facultativos para: a) os analfabetos.São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.referendo.se contar menos de dez anos de serviço. o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins. c) vinte e um anos para Deputado Federal. do Distrito Federal. será agregado pela autoridade superior e. a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato.uol. no território de jurisdição do titular. o Presidente da República. d) dezoito anos para Vereador.a nacionalidade brasileira. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto.a filiação partidária. no ato da diplomação. os Prefeitos e quem os houver sucedido.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 108 Inelegibilidade reflexa: art. se eleito. II .Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação.iniciativa popular. de Governador de Estado ou Território. IV . a fim de proteger a probidade administrativa.o domicílio eleitoral na circunscrição. na forma da lei: I .sites. cargo ou emprego na administração direta ou indireta. V . Impedimento para uma candidatura por relação de parentesco. § 5º . Prefeito. mediante: I . § 7º . atendidas as seguintes condições: I . II . os conscritos.com/leonardosakaki | @leosak .São inelegíveis. § 1º . b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal. e.br | leonardosakaki@uol. salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. II .br | 11 99610348 facebook. nos termos da lei. III . Perda dos direitos políticos: preso pode votar. § 2º . § 3º . do Presidente da República. § 4º . § 8º .o pleno exercício dos direitos políticos. 14.O militar alistável é elegível. e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função. ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subsequente. Deputado Estadual ou Distrital. http://leonardosakaki. passará automaticamente. durante o período do serviço militar obrigatório. III .Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e.a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador. 14. até o segundo grau ou por adoção.São condições de elegibilidade.se contar mais de dez anos de serviço. com valor igual para todos. § 6º . Art. b) os maiores de setenta anos. os Governadores de Estado e do Distrito Federal. para a inatividade.obrigatórios para os maiores de dezoito anos. salvo se a prisão for decorrente de uma sentença condenatória com trânsito em julgado. deverá afastar-se da atividade.

o pluripartidarismo. organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais.recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa. IV . respondendo o autor. estadual. http://leonardosakaki.É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar. não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. distrital ou municipal. III . instruída a ação com provas de abuso do poder econômico. V . fusão. incorporação e extinção de partidos políticos.incapacidade civil absoluta. os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: I .com/leonardosakaki | @leosak .Os partidos políticos. § 4º. enquanto durarem seus efeitos.Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão. Art. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação. na forma da lei civil.caráter nacional. § 1º . na forma da lei.cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado.O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação. 37.com. 16. II . Art. Art. § 11 . É livre a criação. se temerária ou de manifesta má-fé. registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral.uol. § 2º . III . cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: I . VIII.com.A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça.prestação de contas à Justiça Eleitoral. 15.condenação criminal transitada em julgado. 17. nos termos do art.funcionamento parlamentar de acordo com a lei. devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária. § 4º .improbidade administrativa. sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional.proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes. IV .É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna. o regime democrático.sites. 5º.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 109 § 10 . corrupção ou fraude.br | 11 99610348 facebook. após adquirirem personalidade jurídica. § 3º . na forma da lei. É vedada a cassação de direitos políticos. nos termos do art. II . resguardados a soberania nacional.br | leonardosakaki@uol.

Pode ser delegado – parafiscalidade. 96 70 Sistema Tributário Nacional – Constituição Federal Competência tributária: competência para instituir tributos.uol. Sempre quando um tema é concorrente. 84 (FGV – OAB 2010.1 Características Competência tributária Capacidade tributária ativa Competência tributária é aptidão para criar o tributo. (D) lei ordinária. Indelegável – pacto federativo. o veículo legislativo adequado para dispor sobre conflitos de competência entre os entes políticos em matéria tributária é a (A) medida provisória. Fiscalizar e arrecadar tributo. não cria tributos. cobrança (poder executivo) e fiscalização de tributos (poder executivo).3) Conforme a Constituição Federal. 71 Conceito de Direito tributário Direito tributário é o ramo do direito público que estuda princípios e normas reguladores das atividades de criação (poder legislativo).sites. Capacidade tributária ativa é aptidão para cobrar o Legislar. Limitações ao poder de tributar – princípios tributários e imunidades tributárias. A competência para legislar sobre direito tributário é concorrente. O estudo da destinação do dinheiro arrecadado pelo fisco não cabe ao direito tributário. Resposta: B 72.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 110 DIREITO TRIBUTÁRIO 69 Legislação básica CF: arts. (B) lei complementar.com. cabe à União editar as normas gerais.com/leonardosakaki | @leosak . conselhos de classe. existem leis da União. A CF apenas outorga a competência tributária a algumas pessoas.com. (C) emenda constitucional.br | 11 99610348 facebook. 72 Competência para legislar – competência tributária Poder outorgado pela CF para legislar e instituir o tributo. A parafiscalidade sempre ohttp://leonardosakaki. Exemplo: sindicatos. mas para o direito financeiro. dos Estados e do Distrito Federal sobre direito tributário. tributo. ou seja. 145 a 162 CTN: a partir do art.br | leonardosakaki@uol.

com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 111 corre por meio de lei.sites.2 Tipos de competência tributária Espécies tributárias: a) Impostos b) Taxas c) Contribuições de melhorias d) Empréstimos compulsórios e) Contribuições especiais Competência tributária . Art. ***operações de crédito. Art. 156. (iii) Facultatividade. CF – impostos municipais. (vi) Inampliabilidade. (ii) Privatividade. câmbio.com. CF) Municipais (art.Privativa/Exclusiva: imposto. interestadual). seguro. CF – competência cumulativa – Distrito Federal: institui tributos estaduais e. inter vivos. 156.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook. (v) Incaducabilidade. Pode ser delegada a uma outra pessoa de direito público. http://leonardosakaki. **onerosa. também. fazer lei e instituir impostos municipais. aplicações financeiras (títulos de crédito e valores mobiliários). (iv) Irrenunciabilidade. Competência tributária (i) Indelegabilidade. 147.uol. CF) IR ICMS* IPTU II IPVA ISS IE Imposto de Transmissão Causa Imposto de Transmissão de Bens IOF*** Mortis e Doação (ITCMD) Imóveis (ITBI)** IPI ITR IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas) *diferença ISS e ICMS – ICMS: serviço de comunicação e serviço de transporte (intermunicipal. 72. os demais serviços são ISS. apenas. Os bancos são auxiliares arrecadatórios quando recebem os tributos e repassam ao órgão público – não receberam capacidade ativa. Federais Estatais (art.com/leonardosakaki | @leosak . Constituição entregou privativamente para cada ente um conjunto de imposto a ser instituído. 155.

nunca surge do contrato.1 Princípio da legalidade Criação Aumento Redução Extinção de tributos sempre dependem de lei. é uma lei ordinária. ao Distrito Federal cabem os impostos municipais. A criação. (iii) não constitui sanção por ato ilícito: no Brasil o tributo nunca tem caráter punitivo. 3.com. compete à União. CF. . Calamidade pública ou investimento público. cumulativamente. CF. os impostos municipais. se o Território não for dividido em Municípios. Exemplo: a cláusula do contrato de locação que "transfere" ao inquilino o dever de pagar o IPTU não se aplica ao direito tributário (as convenções particulares não podem ser opostas à Fazenda Pública). a multa surge da prática de ato ilícito (infração). 145. (iv) obrigação compulsória: o pagamento é obrigatório e não facultativo. Tributo é diferente de multa – o tributo surge sempre de um ato lícito (fato gerador). redução e extinção de tributos sempre dependem de lei. 73 Conceito de tributo – art. os impostos estaduais e. 74 Princípios do Direito Tributário São limitações constitucionais ao poder de tributar. nunca uma obrigação de fazer ou de não fazer. Essa lei.Especial: empréstimo compulsório – art.sites. Guerra externa ou sua iminência. . O direito tributário é disciplinado por leis ordinárias.com/leonardosakaki | @leosak . II e III. Exclusiva da União. Estados. II. 147. Distrito Federal e Municípios. Casos raros em que o tributo só pode ser criado por http://leonardosakaki. aumento. (ii) prestação pecuniária (em moeda): o tributo é sempre uma obrigação de dar (uma quantia em dinheiro ao Estado). instituir taxas e contribuições de melhoria.br | 11 99610348 facebook. 154.com. em Território Federal. CTN O tributo é: (i) obrigação legal: sempre surge da lei. 148. como regra. 74.uol. .br | leonardosakaki@uol. Competem à União.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 112 Art. (v) cobrado por atividade plenamente vinculada: o lançamento é vinculado. CF.Comum: art.Extraordinária: competência para instituir o IEG – art.

IPI. Como mexem com balança comercial.2) O emprego da analogia. respeitado o intervalo mínimo de 90 dias.uol. tal hipótese (A) deve vir regulada por lei. agora. Atenção: medida provisória que cria ou aumenta imposto só pode ser exigida no ano seguinte ao da conversão da medida provisória em lei. Atenção: a definição da data do pagamento do tributo não depende de lei (Supremo Tribunal Federal). (C) enquadra-se como majoração de tributo.2 Princípio da anterioridade. Os mais importantes são: IOF. Resposta: D 78 (FGV – OAB 2010. IE. (B) instituição de tributo. II. temas de lei complementar. Se não for imposto.2) Caso determinado município venha a atualizar o valor monetário da base de cálculo do IPTU.br | leonardosakaki@uol. (D) poderá ser disciplinada mediante decreto. http://leonardosakaki. cobra-se no ano seguinte ao da edição da medida provisória. (D) impossibilidade de exigência de tributo não previsto em lei. Observação: exercício fiscal coincide com o ano civil no Brasil. 77 (FGV – OAB 2010.com/leonardosakaki | @leosak . Exceções: Seis tributos podem ter alíquotas modificadas por ato do executivo.br | 11 99610348 facebook. Esses são os tributos aduaneiros ou extrafiscais. O Supremo Tribunal Federal considera que o art. Todo princípio tributário é uma garantia do contribuinte. As 6 exceções dizem respeito à alíquota. Atenção: A atualização monetária da base de cálculo não é aumento real. não admitem medidas provisórias. resultará na (A) majoração de tributo. (Dica de chute: na dúvida. empréstimos compulsórios. precisam de mudança rápida. Resposta: D 74. Se é uma garantia.sites. princípio da não surpresa ou princípio da segurança jurídica Atenção: anualidade não existe! Não é princípio da anualidade! Tributo criado ou majorado em um exercício (ano) só pode ser exigido no ano seguinte. Anterioridade que empurra cobrança ao ano seguinte: anterioridade anual. em matéria tributária. esta só se aplica quando a lei piora a situação do contribuinte. (C) exclusão do crédito tributário. por isso não precisa de lei e a cobrança é imediata.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 113 lei complementar: imposto sobre grandes fortunas. A anterioridade só vale para criação e aumento.com. (B) deve vir regulada por lei complementar. CIDE/combustíveis e ICMS/combustíveis também são. e nos 6 casos a competência é para modificação e não criação. impostos residuais e novas fontes de custeio da seguridade.com. chutar lei ordinária) Medidas provisórias em direito tributário: se o assunto é de lei ordinária. Anterioridade que fala sobre o intervalo de 90 dias: anterioridade nonagesimal. 97 criou um rol taxativo. o tema admite medida provisória.

publicada em 18/02/2010. ainda não definitivamente constituído.com/leonardosakaki | @leosak . Imposto Extraordinário de Guerra (IEG). Resposta: C 74. 85 (FGV – OAB 2010. majorou a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). bem como majorou a alíquota do Imposto sobre Exportação (IE). A lei tributária não se aplica a fatos geradores anteriores à data de sua publicação.1.2) De acordo com o Código Tributário Nacional. 76 (FGV – OAB 2010. a cobrança fica em 1. http://leonardosakaki. Cálculo da Anterioridade: Aplica separadamente as duas anterioridades: anual em 1. Cuidado: é na base de cálculo.5.2. Exemplo: IPI.1. aplica-se retroativamente a lei tributária na hipótese de: (A) analogia.com. nonagesimal: 20. desde que o ato não tenha sido definitivamente julgado. Situações de emergência ou que têm a ver com balança comercial. uma nova lei. c) Cobrados no ano seguinte. pois atinge a barreira da coisa julgada.uol. (C) 90 dias após a publicação da lei para o IPI e imediatamente para o IE. não retroage. Exemplo: Data de publicação da lei – 20. II. 74. Quando a lei é publicada é válida para os fatos geradores de hoje e de amanhã.2. CIDE/combustíveis e ICMS/combustíveis.sites. Empréstimo Compulsório em calamidade pública ou Guerra.3) Visando fomentar a indústria brasileira. (D) 90 dias após o exercício financeiro seguinte para o IPI e no exercício financeiro seguinte para o IE. b) Tributos cobrados somente aos 90 dias: podem ser cobrados no mesmo ano. Vale a data mais distante. Exceções: Esse princípio tem 2 exceções – há 2 casos em que a lei tributária retroage: quando for lei interpretativa e quando for mais benéfica em matéria de infração.11. contribuições sociais. Exemplos: IOF. então. quando esta favorecer o contribuinte. IE. (B) extinção do tributo.com.11. sem os 90 dias. Exemplo: IR e alterações na base de cálculo do IPTU e do IPVA.10. (B) No exercício financeiro seguinte para ambos.3 Princípio da irretroatividade A lei tributária não se aplica a fatos geradores pretéritos. A partir de que data a nova alíquota poderá ser exigida para o IPI e para o IE? (A) Imediatamente para ambos. as duas anterioridades atuam simultaneamente. não é alíquota.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 114 Observação: Como regra. Se o caso á foi definitivamente julgado a lei não atinge.1 Exceções à anterioridade a) Tributos de cobrança imediata: cobradas no dia seguinte.10.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol.

a Zona Franca de Manaus. desde que não seja hipótese de crime. na diferenciação quanto à procedência do produto é inconstitucional (IPVA maior para veículos de procedência no exterior.8 Princípio da não limitação http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. por exemplo.6 Princípio da capacidade contributiva Tributos têm que ser graduados de acordo com a capacidade econômica do contribuinte. Cuidado: o único critério é a essencialidade. ITR. Atenção: o IPVA não possui alíquota progressiva.5 Princípio da isonomia O fisco não pode dar tratamento desigual a contribuintes em situação equivalente. 74.uol. menor a alíquota. Exceção: incentivos fiscais para estimular certa região não violam o princípio da uniformidade.7 Princípio da uniformidade geográfica Os tributos da União devem ter a mesma alíquota em todo o território nacional. Tal enunciado normativo viola o princípio constitucional (A) da uniformidade geográfica da tributação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 115 (C) graduação quanto à natureza de tributo aplicável. 74. Normalmente as perguntas da OAB envolvem IPI.com/leonardosakaki | @leosak . Menor de idade também paga tributo e empresas irregularmente constituída. (D) ato não definitivamente julgado. (C) da liberdade de tráfego. (D) da não diferenciação tributária entre a procedência e o destino do produto.com.4 Princípio da seletividade As alíquotas do ICMS e IPI serão graduadas conforme a essencialidade do produto. Em função da isonomia.2) Considere a seguinte situação hipotética: lei federal fixou alíquotas aplicáveis ao ITR e estabeleceu que a alíquota relativa aos imóveis rurais situados no Rio de Janeiro seria de 5% e a relativa aos demais Estados do Sudeste de 7%.sites.988 só três impostos são progressivos: IR. 79 (FGV – OAB 2010. 74. Resposta: D 74. IPTU. quando a lei nova lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo de sua prática. (B) da legalidade tributária. cobrar mais impostos de produtos oriundos de outros Estados). a incapacidade civil é irrelevante para o direito tributário.br | leonardosakaki@uol. como. Quanto mais essencial o produto. Impostos de alíquotas progressivas: a progressividade só pode ser usada por expressa previsão constitucional na Constituição Federal de 1.com. Resposta: A 74.

Exemplo: Zona Franca de Manaus – art.sites. Traficante de drogas também devem Imposto sobre a Renda (IR). CTN. 74. §2.br | 11 99610348 facebook.10 Princípio da vedação do confisco É o princípio que proíbe retirar todos os bens do contribuinte. dentro do índice de inflação. 40 do ADCT. Para o direito tributário não interessa se a atividade tributada é criminosa ou não. 75 Interferência da União em impostos dos Estados e Municípios Como regra.com. Importante: há um único caso que é possível a diferenciação de alíquota: concessão de incentivos fiscais para estimular certa região. 97. Confisco é uma desapropriação sem indenização.uol.11 Princípio da uniformidade Os tributos da União devem ter a mesma alíquota em todo o território nacional.9 Princípio da não-cumulatividade Evitar a tributação em cascata. Observação: Atualização monetária da base de cálculo. A não-cumulatividade vale para o ICMS. 74. Os tributos são pagos compensando-se em cada operação o montante recolhido na etapa anterior. IPI. 74. É por isso que a União está proibida de dar isenção de tributos estaduais e municipais (proibição da isenção heterônoma). Esse princípio também vale para multas tributárias. PIS/Cofins. Exceção: cobrança de pedágio – a própria Constituição Federal autoriza a cobrança de pedágio.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 116 O tributo não pode ser usado para restringir a circulação de pessoas e bens no território nacional.br | leonardosakaki@uol. O Supremo Tribunal Federal entende assim. impostos residuais e novas fontes de custeio da seguridade.com. Não interessa a origem do contribuinte. Porém. em 4 casos a União pode interferir nas alíquotas de impostos estaduais e municipais. 74.com/leonardosakaki | @leosak . http://leonardosakaki. o tributo só pode ser disciplinado pela própria entidade competente para a sua criação. não é aumento de tributo – art.12 Princípio do non olet = o dinheiro não tem cheiro.

IOF sobre o ouro quando definido como ativo financeiro.com. se celebrar convênio com a União. 184. Está prevista na CF – não pode haver confusão com a norma legal de desoneração. mas são casos de imunidade. estaduais e distritais.sites. CF – contribuição social previdenciário – desoneração das entidades beneficentes de assistência social. b) Art. enquanto que a isenção está na lei. CF – impostos – desoneração nas transferências de imóveis para fins de reforma agrária. não atingindo as obrigações acessórias – deveres instrumentais. §7. Art. (ii) 20% dos impostos residuais.arts. facultado ao município ficar com 100% do imposto. Art. 77 Imunidades tributárias Desoneração tributária – campo de não incidência do tributo. Cuidado: há dois dispositivos na CF que trazem a equivocada expressão "são isentas de".br | leonardosakaki@uol.com. http://leonardosakaki. CF São regras constitucionais que dividem o montante arrecadado com alguns tributos. 76 Repartição de receitas .com/leonardosakaki | @leosak . Imunidade ≠ Isenção: imunidade está na CF. Imunidade e isenção afastam somente a obrigação tributária principal. a) Art. §5. (ii) 50% do ITR. 195. (iv) 25% do ICMS. 157: Pertencem aos Estados e Distrito Federal: (i) 100% do IR retido na fonte sobre a remuneração de servidores estatutários. (iii) 50% do IPVA.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 117 Resolução do Senado Alíquota mínima Alíquota máxima √ √ √ √ IPVA Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) ICMS Atenção: lei complementar da União pode fixar alíquotas mínima e máxima do Imposto Sobre Serviço (ISS). que é a isenção. 158: Pertencem aos municípios: (i) 100% do IR sobre a remuneração sobre a remuneração de servidores estatutários municipais. 157 e 158.uol. Cide combustíveis.br | 11 99610348 facebook. Isenção é causa de exclusão do crédito tributário. Atenção: também se sujeitam à repartição de receitas o IPI.

das entidades sindicais dos trabalhadores. 150. 184. Art. sem fins lucrativos. renda ou serviços. c) patrimônio. Estados. 150. §5º . jornais. aos Estados. (B) o Município cobre a taxa de licenciamento de obra da União. (D) o Estado cobre tarifa de água consumida em imóvel da União. atendidos os requisitos da lei.3) A imunidade recíproca impede que (A) a União cobre Imposto de Renda sobre os juros das aplicações financeiras dos Estados e dos Municípios. uns dos outros. como se notou acima.A vedação do inciso VI. que só se refere a impostos. é vedado à União.br | 11 99610348 facebook. são parificados.1 Imunidades em espécie – art.uol. Templo de qualquer culto não são imunes a qualquer tributo. das instituições de educação e de assistência social. §7º .sites. http://leonardosakaki. ao Distrito Federal e aos Municípios: VI . Distrito Federal e municípios não pagam impostos uns aos outros.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 118 Art. VI. inclusive suas fundações.instituir impostos sobre: a) patrimônio. (C) o Estado cobre contribuição de melhoria em relação a bem do Município valorizado em decorrência de obra pública. Imunidade: (i) recíproca: União. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. "a".São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei. 150. CF Art. A norma imunizande afasta os mais diferentes tributos. 89 (FGV – OAB 2010. Não afastam todos os tributos. renda ou serviços dos partidos políticos.São isentas de impostos federais.com/leonardosakaki | @leosak . os outros tributos são devidos. b) templos de qualquer culto. estaduais e municipais as operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária. à renda e aos serviços. Essas imunidades afastam somente impostos. Não pagam impostos. Exemplo: não incide IPVA na Kombi de propriedade da prefeitura. é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. d) livros. 195.br | leonardosakaki@uol.com. §2. 77. abaixo detalhado. vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes. Por quê? Pacto Federativo – as entidades não são hierarquizados. Resposta: A Há extensão para autarquias e fundações públicas – art. Essa regra foi estendida para autarquias e fundações públicas.com. no que se refere ao patrimônio. todavia existe um importante dispositivo de imunidade. periódicos e o papel destinado a sua impressão. CF: (empresa pública e sociedade de economia mista há tributação normal) §2º .

(b) prova de que não há prejuízo à livre concorrência. 195. pois a imunidade ocorrerá se ela tiver a propriedade do bem. creches. no País. prova de que não há remessa dolosa do lucro para o exterior. no mesmo número de matrícula dos templos. Exemplo: mesmo que o estacionamento da igreja seja terceirizado a imunidade permanece. leia-se imunidade (Atenção!). Com relação ao (c) e (d). este não pode ser apropriado pelos mantenedores. os diretamente relacionados com os objetivos institucionais das entidades de que trata este artigo. regularidade contábil. prevê 3 requisitos para essa imunidade: se houver lucro. As assistências sociais sem fins lucrativos são imunes a contribuições sociais também (art. §1º Na falta de cumprimento do disposto neste artigo. ou no §1º do artigo 9º. Exemplo: igreja.com/leonardosakaki | @leosak . 14. (b) sindicatos de trabalhadores. sou seja. Dependerá – deve haver o cumprimento das condições abaixo: (a) prova de que a renda conexa é integralmente convertida para o propósito religioso. (d) entidade de assistência social sem fins lucrativos. O mesmo ocorre com lojas. Não incide. Vale para qualquer religião e qualquer imposto.br | 11 99610348 facebook. CF). foram considerados imunes. os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais.manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. Essa imunidade também vale para as áreas contíguas ao templo.br | leonardosakaki@uol. aluga-o a terceiros e recebe alugueres. Atenção: o fato de uma igreja ser inquilina é irrelevante. Apesar de a CF dizer em isenção no art.sites.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 119 Observação: o STF.1. estão no mesmo terreno do templo. (iii) partidos políticos: favorece 4 pessoas jurídicas diferentes: (a) partidos e suas fundações. previstos nos respectivos estatutos ou atos constitutivos. 195. proprietária de um apartamento. http://leonardosakaki. 123. (ii) templos de qualquer culto: instituições religiosas não pagam nenhum imposto. III .aplicarem integralmente. CTN.com. o art. ou seja. de 10. empresas públicas. aproximando-se das autarquias. Art. os Correios e a INFRAERO. a autoridade competente pode suspender a aplicação do benefício. sociedade de economia mista. 14. O disposto na alínea c do inciso IV do artigo 9º é subordinado à observância dos seguintes requisitos pelas entidades nele referidas: I – não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas. (Redação dada pela Lcp nº 104.com. desde que contígua. Art. a qualquer título. §2º Os serviços a que se refere a alínea c do inciso IV do artigo 9º são exclusivamente. E se vende jazigo? Deve seguir condições acima citadas. Atenção: cemitério de igreja para sepultamento de fiéis e religiosos – incide IPTU? Há correspondência fática. casas sacerdotais etc.uol. por desempenharem função exclusiva de Estado. CTN. (c) instituição de educação sem fins lucrativos. bem como a CAERD (Cia de Águas e Esgotos de Rondônia).2001) II .

O Supremo Tribunal Federal estendeu essa imunidade também para filmes e papeis fotográficos para composição do livro. (vi) entidades assistenciais e de educação sem fins lucrativos: não pagam nenhum imposto.br | leonardosakaki@uol. IPTU etc. periódicos e o papel para a sua impressão não pagam nenhum imposto. é uma imunidade objetiva – essa imunidade não afasta impostos pessoais de editoras e livrarias. 167. Editora e livraria têm que pagar IR.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. CF/88 (apesar . CF.com.uol. Disciplinado por lei ordinária. Art. deve-se interpretar como imunidade). CF). sendo irrelevantes a denominação legal e a destinação do dinheiro. A Constituição Federal só deu imunidade para uma matéria prima. A Constituição Federal proíbe a vinculação da receita de impostos à despesa. São tributos desvinculados – independem de atuação estatal. §7 . órgão ou fundo . CTN. fundo ou despesa.com. usar a palavra "isenção". o papel. IPVA. Imposto não é imposto remuneratório – não se remunera o Estado por ter feito alguma coisa. Essa imunidade é exclusiva do produto. IV. 4. É vedado vincular receita de impostos a órgão. Exceção: Porém. (v) sindicato de trabalhadores: não pagam nenhum imposto. As entidades assistenciais também são imunes a contribuições sociais – art.sites. por isso que não pode ter vinculação do dinheiro do imposto a nenhuma receita específica.princípio da não afetação. Também são desvinculados quanto à destinação da receita – princípio da não afetação (art. jornais. 195. pode haver vinculação com gastos de saúde ou educação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 120 (iv) imunidade de imprensa: livros. Outras matérias primas não têm imunidade. 78 Espécies tributárias a) Impostos b) Taxas c) Contribuições de melhorias d) Empréstimos compulsórios e) Contribuições especiais 78. Federais Estatais Municipais IR ICMS IPTU II IPVA ISS IE Imposto de Transmissão Causa Imposto de Transmissão de Bens IOF Mortis e Doação (ITCMD) Imóveis (ITBI) IPI ITR IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas) http://leonardosakaki. exceto com gastos de saúde ou ensino.1 Impostos é o fato gerador que define o tributo.

br | 11 99610348 facebook. (C) o IPTU. Essa exigência é (A) legal. Criação de impostos residuais (aqueles que não estão na lista dos 13. (B) ilegal.br | leonardosakaki@uol. se o território não for dividido em municípios. pois o crédito do exequente se sub-roga sobre o preço da arrematação. explorado para fins empresariais. Imposto Extraordinário de Guerra (IEG): são cobrados no caso de guerra externa ou sua iminência.3) Determinada pessoa. como. Resposta: B ISS: Em regra é devido para o município da sede do prestador. a União cobra os federais. Resposta: A 86 (FGV – OAB 2010. quer hospitais públicos. pois o valor pago pelo arrematante não foi suficiente para a cobertura da execução. são por lei ordinária.com. A área é dotada de rede de abastecimento de água. havendo arrematado imóvel em leilão judicial ocorrido em processo de execução fiscal para a cobrança de Imposto Predial Urbano. pois a arrematação não pode causar prejuízo ao Fisco. a lei é complementar. por ser área de expansão urbana.uol. os estaduais e. Neste caso Semprônio deve pagar o seguinte imposto: (A) o IPTU. embora não existam próximos quer escola. 88 (FGV – OAB 2010. local destinado ao lazer. dotada de melhoramentos. A Constituição Federal diz que um território pode criar com ou sem municípios. (C) legal.com/leonardosakaki | @leosak .3) http://leonardosakaki. Quem cobra impostos sobre os territórios? Sendo criado algum. e em sua pessoa fiscal ficam sub-rogados os créditos dos tributos incidentes sobre o mesmo imóvel. rede de iluminação pública e esgotamento mantidas pelo município. pois o arrematante é sucessor do executado em relação ao imóvel. Admitem bitributação. 75 (FGV – OAB 2010. exonerando o arrematante quanto ao saldo devedor. vem a sofrer a exigência pelo saldo devedor da execução não coberto pelo preço da arrematação. por ser sítio de recreio. IPTU: Pode ter alíquotas progressivas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 121 Distrito Federal = cobra os estaduais e mais os municipais. podem ter base de cálculo e fato gerador de outro imposto.sites. por não haver escola ou hospital próximos a menos de 3km do imóvel. também os municipais. mas construção civil paga no local da prestação. é um imposto novo.2) Semprônio dos Santos é proprietário de um sítio de recreio. na região serrana de Paraíso do Alto. não podem ter base de cálculo e fato gerador de outro imposto. é cobrado pela União. por exemplo o IVA – Imposto sobre Valor Agregado): competência da União. na área de expansão urbana. (B) o ITR. (D) legal. tem que ser não cumulativos. (D) o ITR. Não incide ISS sobre locação – entendimento do STF. não inserido em área urbana.com. por ser sítio.

dividiram o patrimônio total existente da seguinte maneira: o imóvel situado no http://leonardosakaki. seguro. ITCMD 87 (FGV – OAB 2010. sobre ambos os imóveis. Resposta: B ITBI: Incide sobre transmissão onerosa (compra e venda) de imóveis. e incidirá sobre a base de cálculo no valor de R$ 10. câmbio. (C) do Rio de Janeiro. Somente 3 serviços pagam ICMS – comunicação.br | 11 99610348 facebook. títulos e valores mobiliários. IGF: Ainda não foi criado. Se em processo de separação o cônjuge transfere um imóvel de valor superior ao da meação não é devido o ITBI porque a transmissão não foi onerosa – paga-se ITCMD. mas simples repartição do patrimônio comum de cada ex-cônjuge. (D) do Rio de Janeiro. Respeita as 2 anterioridades – anual e nonagesimal. não pode ser exigido o tributo sobre contribuintes estabelecidos fora do território de cada Ente Federado.00. os ex-cônjuges. transporte interestadual e transporte intermunicipal.sites.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 122 Uma construtora com sede no Município do Rio de Janeiro constrói um edifício sob regime de empreitada na cidade de Nova Iguaçu.00.3) Nos autos de uma ação de divórcio. (C) O tributo a ser recolhido será o ITBI. (D) Não há tributo a ser recolhido. no valor de R$ 50. pertencerá à ex-esposa.000.com. porque a construtora não tem estabelecimento em Nova Iguaçu e. IOF: operação de crédito. porque é o município onde a construtora tem a sua sede social. (B) O tributo a ser recolhido será o ITBI. A União não tem prazo para a sua criação. de competência do Estado. em razão do princípio da territorialidade. IPVA: Não incide sobre barcos e aeronaves – somente sobre veículos terrestres.000.br | leonardosakaki@uol. porque é o local onde foi construído o edifício. 87 (FGV – OAB 2010. cada qual para o município de localização do bem. os ex-cônjuges. pertencerá ao ex-marido.00. porque construção civil não é prestação de serviços. no valor de R$ 30. Assinale a alternativa correta quanto à tributação incidente nessa partilha. pois.com. IR: A cobrança de IR é informada sob 3 critérios: progressividade. casados em regime de comunhão total de bens. e incidirá sobre a base de cálculo no valor de R$ 10. enquanto o imóvel situado no Município Y. (B) de Nova Iguaçu. de competência do Município. não há transferência de bens.com/leonardosakaki | @leosak . A competência para a imposição do Imposto Municipal Sobre Serviços (ISS) caberá à municipalidade (A) do Rio de Janeiro. dividiram o patrimônio total existente da seguinte maneira: o imóvel situado no Município X. onde não possui estabelecimento. como o regime de casamento era o da comunhão total de bens.000.000. generalidade (todos devem pagar) e universalidade (todas as rendas são tributadas).00. Resposta: A ICMS: Não incide ICMS sobre arrendamento mercantil.3) Nos autos de uma ação de divórcio. (A) O tributo a ser recolhido será o ITCMD. casados em regime de comunhão total de bens.

000.1 Tipos a) taxas de polícia: são aquelas cobradas quando o Estado exerce fiscalização efetiva sobre o contribuinte. Estados e Municípios.1.1 Distrito Federal Competência do Distrito Federal = Estados + Municípios. se o território não for dividido em Municípios. 78. http://leonardosakaki. mas simples repartição do patrimônio comum de cada ex-cônjuge. É de competência comum a todas as entidades – União. por lei ordinária. os Estaduais e. criar impostos novos (impostos residuais). fiscalização. pertencerá ao ex-marido.00.com.1. pertencerá à ex-esposa. de competência do Estado.br | leonardosakaki@uol. taxa para obtenção de certidões.com/leonardosakaki | @leosak . podendo ter base de cálculo e fato gerador de qualquer outro imposto. 78. 145.com. também os Municipais. pois. 78.00. Quem pode criar impostos extraordinários de guerra? A competência é da União.3 Criação de novos impostos Quem pode criar novos impostos? União. no valor de R$ 50. de competência do Município. enquanto o imóvel situado no Município Y. CF/88.br | 11 99610348 facebook. (C) O tributo a ser recolhido será o ITBI. Exemplos: Taxa de Fiscalização Ambiental (TFA).sites.uol. Importante: as taxas não terão base de cálculo própria de impostos. §2.2 Territórios A União cria os impostos Federais. não há transferência de bens. 78.000. Criadas por lei ordinária. (B) O tributo a ser recolhido será o ITBI.000.1.2. cada qual para o município de localização do bem. Resposta: A 78. e incidirá sobre a base de cálculo no valor de R$ 10. taxa para obtenção de licenças.00.000. Distrito Federal. sobre ambos os imóveis. por lei complementar. Assinale a alternativa correta quanto à tributação incidente nessa partilha.2 Taxas São tributos vinculados (remuneram atividades estatais). (D) Não há tributo a ser recolhido.00.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 123 Município X. mesmo que seja de competência Estadual ou municipal. e incidirá sobre a base de cálculo no valor de R$ 10. no valor de R$ 30. desde que: sejam não cumulativos e não tenham fato gerador e base de cálculo de outro imposto. Art. (A) O tributo a ser recolhido será o ITCMD. Remuneramos atividade estatal chamado de poder de polícia. como o regime de casamento era o da comunhão total de bens.

A lei é a lei complementar – não admite medida provisória. Não pode ser cobrada a contribuição. (B) se instrumentaliza sempre por meio de alvará de autorização. de preço público. em prol da predominância do interesse público.2) O poder de polícia. Exemplo: taxa do lixo.3 Contribuições de melhoria São tributos vinculados. gerando a possibilidade de cobrança de taxa. Exemplo: nova estação do metrô valorizando o bairro. CF São tributos restituíveis. São criados em 2 hipóteses (não são fato gerador do empréstimo compulsório – hipóteses que autorizam a criação do empréstimo compulsório – podem ter um fato gerador qualquer. São cobradas quando uma obra pública valoriza imóvel do contribuinte. água encanada. como contrapartida. para atingir os seus objetivos maiores. A competência é comum (União. A hipótese de incidência é a realização de obra pública (não é serviço público) que valoriza imóvel do contribuinte. (C) afasta a razoabilidade. conferindo a possibilidade de o Estado limitar o exercício da liberdade ou das faculdades de proprietário.sites. São criadas por leis ordinárias. de forma efetiva ou potencial ao contribuinte.com. (D) deve ser exercido nos limites da lei. (ii) limite individual – é a valorização em cada imóvel. Resposta: D b) taxa de serviço: é a cobrada quando o Estado presta serviço público específico e divisível.com.com/leonardosakaki | @leosak . energia residencial (taxa de luz). Contribuição de melhoria só remunera obra pública. Passa a valer 100 mil reais.br | leonardosakaki@uol. ainda que já usado para outro tributo – pode bitributar): http://leonardosakaki. Do lado é construído um shopping. serviço uti singuli.4 Empréstimos compulsórios – art. Exemplo: iluminação pública: não pode existir no Brasil taxa de iluminação.br | 11 99610348 facebook. A competência é da União. em prol do interesse público (A) gera a possibilidade de cobrança. 78. telefonia fixa. transporte coletivo. 78. pois não é uma obra pública. Não confundir taxa com contribuição de melhoria. ou seja. Atenção: se o serviço for indivisível (uti universi) a taxa é inconstitucional.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 124 14 (FGV – OAB 2010. Atenção: Posso criar taxa para remunerar serviço público ou por poder de polícia. taxa judiciária. A pessoa mora numa casa de 50 mil reais. Atenção: O CTN prevê 2 limites ao valor de contribuição de melhoria: (i) limite global – é o custo da obra.uol. Distrito Federal e municípios). Estados. 148.

III. Exemplo: PIS. Exemplo: custeio das obras da transposição do Rio São Francisco. (iii) Contribuições sociais ou previdenciárias. Existem 2 contribuições que não são federais: Distrito Federal e município podem cobrar contribuição de iluminação pública (CIP ou Cosip). Atenção: IEG. pago tudo que é tributo. não precisa ser generalizada) ou guerra externa (pode ser iminente ou deflagrada). prevê 3 tipos de contribuições: (i) contribuições de intervenção no domínio econômico – Cides. Mas na exportação só incide o IE.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 125 (i) calamidade pública (tragédia da natureza – pode ser localizada. (ii) contribuições de interesse das categorias profissionais – são cobradas por sindicatos e conselhos de classe para custeio de suas estruturas (exemplo: contribuição sindical). que são usadas pela União para a disciplina de determinados mercados. Distrito Federal e municípios podem cobrar contribuição de seus servidores para o custeio de regime previdenciário próprio. Atenção: Existem 3 regimes da incidência da Cofins: (i) Cofins monofásicas. 149. O valor arrecadado fica vinculado à situação que ensejou a cobrança (art.br | leonardosakaki@uol. Não se admite mais empréstimo compulsório para situação que exija absorção temporária do poder aquisitivo. CF. http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. 78. 149.5 Contribuições especiais (i) Contribuições de interesse das categorias profissionais.com. (ii) Cofins plurifásica cumulativa. destinação e não o fato gerador. O art. CF. Contribuição privativa da União – art. não é o fato gerador que dá a identidade jurídica às contribuições – não se aplica o art. (ii) Cides: Contribuições de intervenção no domínio econômico. Cofins e CSLL (Contribuição Social do Lucro Líquido) São tributos qualificados pela destinação/finalidade – ao contrário dos outros tributos. (iii) . (iii) Cofins plurifásica não cumulativa. Empréstimo Compulsório e Contribuições são os únicos casos de bitributação autorizados pela Constituição Federal. Atenção: O art.uol. 148. O que importa é a finalidade. São criadas por leis ordinárias. 4.com/leonardosakaki | @leosak . parágrafo único. Contribuições podem ter fato gerador e base de cálculo próprios de impostos. mas na exportação só incide o IE. Importante: Quando importo um produto. CTN. CTN. é de cobrança imediata. pago tudo que é tributo.com. Exemplo: contribuição sindical. (ii) investimento público relevante (respeita a anterioridade – só anual). Lembrar: quando importo um produto. facultada a arrecadação na fatura da energia residencial. 15. CF) – proíbe o desvio de finalidade. Estados.sites. Bitributação. foi revogado pela CF88.

148. princípios do direito tributário. A legislação tributária é o conceito que compreende leis.2 Obrigação tributária Surge com o fato gerador. A Constituição Federal prevê dois institutos para obtenção de recursos para custear uma guerra. 80. 8. Pode bitributar. CF. 79 Tributação de guerra Instrumentos que a União possui para custear uma guerra externo. http://leonardosakaki. equidade. iii) legislação tributária: art. Não admite medida provisória. Art. Nada impede que os 2 tributos sejam cobrados simultaneamente. Lei Complementar. decisões de órgãos do fisco.br | leonardosakaki@uol. princípios gerais do direito público. princípios gerais do direito tributário. não é tributo. CF/88 Competência da União. Sendo caso de lacuna. 154.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 126 Cuidado: as chamadas contribuições confederativas. mesmo que não for imposto federal. 100 do Código Tributário Nacional – normas complementares compreendem atos normativos do fisco. Empréstimo Compulsório Art. 80. Lei Ordinária. As decisões dos órgãos do fisco entram em vigor 30 dias após a publicação. princípios do direito público. Imposto Extraordinário de Guerra (IEG) Art. CTN Processo de preenchimento de lacunas. mas se o domicílio eleito prejudicar a arrecadação o fisco pode recusar. São restituídos. 96. IV. Os convênios entram em vigor na data neles prevista. decretos e normas complementares. convênios e práticas reiteradas da autoridade (costumes). CTN.uol. CF/88 Competência da União.com. equidade.1 Integração da lei tributária – art. tratados e convenções internacionais. 80 Código Tributário Nacional i) regras de integração da lei tributária: preenchimento de lacunas: sendo caso de lacuna a autoridade usará a analogia. ii) o Código Tributário Nacional admite a eleição de domicílio pelo contribuinte. a autoridade usará analogia. 108. Não são restituídos.br | 11 99610348 facebook. Art.com.com/leonardosakaki | @leosak . Admite medida provisória. CTN – os atos normativos do fisco entram em vigor na data de sua publicação. Recusa de domicílio eleito. Iminente ou deflagrada. Iminente ou deflagrada.sites. 103. Pode bitributar. previstas no art.

b) responsável tributário: aquele que não sendo contribuinte tem alguma obrigação perante o fisco (relação indireta com o fato gerador). o adquirente nunca responde. nos limites do valor do crédito garanti do pela hipoteca. teve sua falência decretada em 11/01/2010. uma vez que.sócios. assinale a afirmativa correta. e entidades parafiscais. (B) fica isento do imposto predial e territorial urbano.00 O imóvel está avaliado em R$ 1. não importando a atividade. o novo proprietário (A) não paga o imposto de transmissão de bens imóveis. o adquirente só responde se mantiver a mesma atividade comercial.sites. (C) paga o IPTU. relacionados ao ICMS não pago de vendas ocorridas em 03/01/2008. OAB. É uma relação jurídica. empresa pública municipal. Distrito Federal e Municípios.000. (D) A Fazenda respeitará a preferência do credor hipotecário. no direito tributário: a) contribuinte: aquele que tem relação pessoal e direta com o fato gerador. A Fazenda Pública Estadual tem créditos a receber de Delta Ltda.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 127 Pode ser: a) principal: que envolve o pagamento do tributo e da multa. Neste caso. (D) fica obrigado a pagar todos os tributos que recaiam sobre o bem. de Limpeza do Município de Trás os Montes.com. 2 tipos de devedores.uol. Estados. Ele é quem aufere renda. Temos 2 figuras.00. Resposta: D 74 (FGV – OAB 2010. (B) A Fazenda não pode executar o bem. Exemplo: empregador é responsável pela retenção na fonte do IR do empregado. ou seja. Delta possuía um imóvel hipotecado ao Banco Junior S/A. União.000. gerentes e administradores só respondem por dívida da empresa se o fisco provar excesso de poder ou infração – desconsideração da personalidade jurídica. b) acessória: obrigação de fazer ou não fazer (prestações positivas ou negativas). 80 (FGV – OAB 2010. quem transmite a propriedade do bem é empresa pública.com/leonardosakaki | @leosak . localizado no nº 06. nesta última hipótese. que une 2 pólos: ativo (credor – fisco. (C) A Fazenda tem direito de preferência uma vez que a dívida tributária é anterior à hipoteca. sindicatos) e o passivo (devedor). ou seja.200.br | leonardosakaki@uol. . ante a imunidade do patrimônio público. (A) A Fazenda tem direito de preferência sobre o credor com garantia real.2) Delta Ltda. Resposta: D Casos especiais de responsabilidade: . vendeu um imóvel de sua titularidade situado na rua Dois. em função de ter havido a quebra da empresa.empresa que adquirir de outra estabelecimento ou fundo de comércio (trespasse). em garanti a de dívida no valor de R$ 1.000. em virtude de seus privilégios. Com base no exposto acima. da quadra 23. http://leonardosakaki. prevalecendo o crédito com garanti a real.2) A Cia.br | 11 99610348 facebook. em função de ser bem público.com. mas não paga o ITBI. Cuidado: se a aquisição for em falência ou recuperação judicial.

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- empresa resultante de cisão, fusão ou incorporação responde por dívidas das empresas anteriores.
73 (FGV – OAB 2010.2) Pizza Aqui Ltda., empresa do ramo dos restaurantes, adquiriu o estabelecimento empresarial Pizza Já Ltda., continuando a exploração deste estabelecimento, porém sob razão social diferente – Pizza Aqui Ltda. Neste caso, é correto afirmar que: (A) a Pizza Aqui responde solidariamente pelos tributos devidos pela Pizza Já, até a data do ato de aquisição do estabelecimento empresarial, se a Pizza Já cessar a exploração da atividade. (B) caso a Pizza Já prossiga na exploração da mesma atividade dentro de 6 (seis) meses contados da data de alienação, a Pizza Aqui responde subsidiariamente pelos tributos devidos pela Pizza Já Ltda. até a data do ato de aquisição do estabelecimento. (C) caso a Pizza Já mude de ramo de comércio dentro de 6 (seis) meses contados da data de alienação, então a Pizza Aqui será integralmente responsável pelos tributos devidos pela Pizza Já até a data do ato de aquisição desta. (D) caso o negócio jurídico não fosse a aquisição, mas a incorporação da Pizza Já pela Pizza Aqui, esta última estaria isenta de qualquer responsabilidade referente aos tributos devidos pela Pizza Já até a data da incorporação.
Resposta: B

Se o contribuinte deve vários tributos, mas o patrimônio não é suficiente para quitar todos, consideram-se quitados (art. 162 do Código Tributário Nacional): 1 contribuições de melhoria, 2 taxas, 3 impostos.
72 (FGV – OAB 2010.2) Em Direito Tributário, cumpre à lei ordinária: (A) estabelecer a cominação ou dispensa de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos. (B) estabelecer a forma e as condições como isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos em matéria de ISS. (C) estabelecer normas gerais em matéria tributária, especialmente sobre adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas. (D) estabelecer normas gerais em matéria tributária, especialmente sobre a definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e empresas de pequeno porte.
Resposta: A

80.3

Crédito Tributário: exclusão, suspensão e extinção

(i) Causas de exclusão: anistia e isenção. (ii) Causas de suspensão: moratória, depósito integral, recursos e reclamações, concessão de liminar e tutela antecipada, parcelamento. (iii) Extinção: os demais.
82 (FGV – OAB 2010.3) Segundo o Código Tributário Nacional, remissão é (A) uma modalidade de extinção dos créditos tributários e consiste na liberação da dívida por parte do credor, respaldada em lei autorizativa. (B) a perda do direito de constituir o crédito tributário pelo decurso do prazo. (C) uma modalidade de exclusão dos créditos tributários com a liberação das penalidades aplicadas ao sujeito passivo, respaldada em lei autorizativa.

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(D) uma modalidade de extinção dos créditos tributários em razão da compensação de créditos entre o sujeito ativo e o sujeito passivo, respaldada em lei autorizativa.
Resposta: A

71 (FGV – OAB 2010.2) Mauro Ricardo decidiu não pagar o imposto de renda do último ano, pois sua esposa Ana, servidora pública, sofreu acidente de carro e foi declarada absolutamente incapaz, em virtude de traumatismo craniano gravíssimo. Ocorre que a Receita Federal efetuou o lançamento e notificou Mauro, nos termos da lei, acerca do crédito tributário em aberto. Quando Mauro recebeu a notificação, ele se dirigiu à Receita e confessou a infração, prontificando-se a pagar, de imediato, o tributo devido, sem multa ou juros de mora. A partir do exposto acima, assinale a afirmativa correta. (A) A confissão de Mauro tem o condão de excluir a sua responsabilidade, sem a imposição de qualquer penalidade. Entretanto, ele deve pagar o tributo devido acrescido dos juros de mora. (B) Mauro somente se apresentou à Receita após a notificação, o que exclui qualquer benefício oriundo da denúncia espontânea, devendo ele recolher o tributo devido, a penalidade imposta e os juros de mora. (C) A incapacidade civil de Ana tem reflexo direto na sua capacidade tributária, o que significa dizer que, após a sentença judicial de interdição, Ana perdeu, igualmente, a sua capacidade tributária, estando livre de quaisquer obrigações perante o fisco. (D) Caso Mauro ti vesse procedido com mera culpa, ou seja, se a sonegação ti vesse ocorrido por mero esquecimento, ele poderia pagar somente o tributo e os juros de mora, excluindo o pagamento de multa.
Resposta: B

80.4

Revogação de isenção – art. 178, CTN

Se a isenção for temporária e também condicionada, quem preenche a condição, não pode perder a isenção no prazo prometido. Isenção condicionada é o que exige do contribuinte o preenchimento de uma condição. Uma lei pode ser revogada por outra lei, então, a isenção pode ser revogada. Exceção: se a isenção for temporária e condicionada, quem preenche a condição não pode ter o benefício revogado. Atenção: é um caso de ultratividade da lei tributária. 80.5 Recusa de domicílio eleito

A legislação tributária admite o domicílio de eleição, mas se o domicílio eleito prejudicar a arrecadação ou fiscalização, o fisco pode recusar o domicílio eleito. 80.6 Conceito de tributo

Art. 3, CTN. Tributo é: (a) uma obrigação legal: tributo sempre surge da lei, ou nunca surge do contrato. As convenções particulares não são opostas perante o fisco. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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(b) uma prestação pecuniária: o tributo é sempre uma obrigação de dar quantia em dinheiro ao Estado, nunca uma obrigação de fazer ou não fazer. É uma prestação em moeda. Serviço militar obrigatório não tem caráter tributário, é obrigação de fazer. (c) não constitui sanção por ato ilícito. Não é uma punição, não é uma pena. Tributo é diferente de multa – o tributo surge de um ato lícito (fato gerador),a multa surge de um ato ilícito (infração). (d) é uma prestação compulsória, ou seja, o pagamento é obrigatório. (e) cobrado por lançamento, ou seja, um ato do fisco de cobrança. O lançamento é um ato privativo do fisco (só o fisco pode lançar tributo), com natureza vinculada (não é discricionária), declaratório do fato gerador e constitutivo do crédito tributário. O lançamento declara o fato gerador que já aconteceu e constitui o crédito tributário permitindo que o fisco faça a execução forçada, se for o caso. 80.7 Lançamento

É ato privativo do fisco. É ato de império, ato impositivo. São indelegáveis a particulares. É declaratório do fato gerador e constitutivo do crédito tributário. É ato vinculado. Há três modalidades de lançamento. (a) lançamento direto ou de ofício. É aquele feito pelo fisco sem participação do contribuinte. Exemplo: IPVA, IPTU, AIIM (auto de infração e imposição de multa). (b) lançamento misto ou por declaração. É aquele feito por base em informações prestadas pelo devedor. Exemplo: II. Atenção: IR não é por declaração. (c) autolançamento ou por homologação (é a regra no Brasil). É aquele que ocorre antecipação do pagamento. Exemplo: ICMS, IR. 80.7.1 Prazos de lançamento Fato gerador 5 anos (prazo de decadência) Lançamento 5 anos (prazo de prescrição) Execução fiscal 80.8 Linha do tempo – devido processo legal para cobrança de tributos Fato gerador Obrigação tributária Lançamento

Hipótese de incidência

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 131 Execução tributária Certidão da Dívida Ativa (enviado ao contribuinte) Dívida ativa (rol de devedores) Crédito tributário (direito de cobrar do fisco)

Pagamento pelo contribuinte 80.9 Hipótese de incidência

É a descrição legislativa da situação que produz o dever de pagar o tributo. Hipótese de incidência ocorre no plano abstrato – é uma descrição legal. Exemplo: IR – auferir renda. É diferente de fato gerador, que ocorre no plano concreto – é um acontecimento real. Exemplo: João aufere renda. Para facilitar o estudo do tema, a doutrina divide a hipótese de incidência em 5 partes, chamadas de aspectos da hipótese de incidência – partes da hipótese:

Aspecto quantitativo (quanto?) Aspecto material (por quê?)

Aspecto temporal (quando?)

LEI

Aspecto espacial ou territorial (onde?)

Aspecto pessoal (quem?) Atenção 1: se a empresa tem sede em Guarulhos, mas presta serviços em São Paulo, onde é devido o ISS? O ISS é devido em Guarulhos, pois a regra no ISS é o pagamento no local da sede do prestador, mas construção civil paga no local da prestação.
88 (FGV – OAB 2010.3) Uma construtora com sede no Município do Rio de Janeiro constrói um edifício sob regime de empreitada na cidade de Nova Iguaçu, onde não possui estabelecimento. A competência para a imposição do Imposto Municipal Sobre Serviços (ISS) caberá à municipalidade (A) do Rio de Janeiro, porque é o município onde a construtora tem a sua sede social. (B) de Nova Iguaçu, porque é o local onde foi construído o edifício. (C) do Rio de Janeiro, porque construção civil não é prestação de serviços. (D) do Rio de Janeiro, porque a construtora não tem estabelecimento em Nova Iguaçu e, em razão do princípio da territorialidade, não pode ser exigido o tributo sobre contribuintes estabelecidos fora do território de cada Ente Federado.
Resposta: B

Atenção 2: como saber se o imóvel é urbano e paga IPTU para o município ou se é rural e paga ITR para a União? Segundo o art. 32, CTN, o imóvel é urbano (paga IPTU), quando localizado em área definida pela lei municipal

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 132 como urbana (critério da localização), desde que presentes pelo menos 2 das seguintes melhorias: iluminação pública, meio fio ou calçamento fornecimento de água ou coleta de esgoto, posto de saúde, escola primária. 80.10 Fato gerador É a ocorrência concreta da situação descrita na hipótese de incidência. Lembrar que é o fato gerador que define o tributo. Art. 4 CTN.

81

Denunciação voluntária
71 (FGV – OAB 2010.2) Mauro Ricardo decidiu não pagar o imposto de renda do último ano, pois sua esposa Ana, servidora pública, sofreu acidente de carro e foi declarada absolutamente incapaz, em virtude de traumatismo craniano gravíssimo. Ocorre que a Receita Federal efetuou o lançamento e notificou Mauro, nos termos da lei, acerca do crédito tributário em aberto. Quando Mauro recebeu a notificação, ele se dirigiu à Receita e confessou a infração, prontificando-se a pagar, de imediato, o tributo devido, sem multa ou juros de mora. A partir do exposto acima, assinale a afirmativa correta. (A) A confissão de Mauro tem o condão de excluir a sua responsabilidade, sem a imposição de qualquer penalidade. Entretanto, ele deve pagar o tributo devido acrescido dos juros de mora. (B) Mauro somente se apresentou à Receita após a notificação, o que exclui qualquer benefício oriundo da denúncia espontânea, devendo ele recolher o tributo devido, a penalidade imposta e os juros de mora. (C) A incapacidade civil de Ana tem reflexo direto na sua capacidade tributária, o que significa dizer que, após a sentença judicial de interdição, Ana perdeu, igualmente, a sua capacidade tributária, estando livre de quaisquer obrigações perante o fisco. (D) Caso Mauro tivesse procedido com mera culpa, ou seja, se a sonegação ti vesse ocorrido por mero esquecimento, ele poderia pagar somente o tributo e os juros de mora, excluindo o pagamento de multa.
Resposta: B

83 (FGV – OAB 2010.3) Na denúncia espontânea, o sujeito passivo tem direito à exclusão (A) da multa e dos juros. (B) da multa e da correção monetária. (C) apenas dos juros. (D) apenas da multa.
Resposta: D

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 133 DIREITO DO TRABALHO

82

Fontes do Direito do Trabalho

A CLT é um conjunto híbrido de leis destinado a regular a relação de emprego. CF: estão nos arts. 7 ao 11.

83

Relação de emprego

Empregado: pessoa física, pessoalidade, habitualidade, salário, subordinação. Empregador: pessoa física ou pessoa jurídica (de direito público ou direito privado), poder de direito (organizar, fiscalizar e punir). Revista: é permitida, entretanto, a revista íntima é proibida. Art. 373-A, IV, CLT: vedada a revista íntima da mulher. Art. 5, CF iguala homens e mulheres, então, é vedada a revista íntima para o homem também. Fiscalizar e-mail corporativo e instalação de câmeras são permitidas. Punir: advertência (verbal ou escrita), suspensão (até 30 dias) ou dispensa com justa causa. Grupo empresarial: empregador único – responsabilidade solidária – Súmula 129, TST. Sucessão de empresas: o sucessor assume o passivo trabalhista Agente incapaz: 16 a 18 anos: proibido – noturno, perigoso (energia nuclear e elétrica, explosivo e inflamável), insalubre e prejudiciais à formação moral. 14 anos: apenas aprendiz. Trabalho lícito Ilícito: atividade contrária à lei penal. Contrato ilícito x contrato proibido: o contrato proibido visa proteger a saúde e a vida do trabalhador, portanto uma vez ocorrido gera direitos trabalhistas (exemplo: mulheres carregando mais que 20 kg, estrangeiro irregular no país).

84

Princípios do direito do trabalho

Princípio da proteção: dar ao obreiro uma superioridade jurídica, frente à superioridade econômica do empregador. Princípio da irrenunciabilidade de direitos do empregado: na presença do juiz é possível renunciar direitos. Princípio da continuidade da relação de emprego: os contratos de trabalho, em regra, são por prazo indeterminado. O que ocorre é que não pode ser admitida uma sucessão de contratos por prazo certo na mesma empresa. Princípio da primazia da realidade: os acontecimentos reais são muito mais importantes que os documentos.

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85

Contratos de trabalho – art. 443, CLT

Os contratos, em regra, devem ser pactuados por prazo indeterminado.
73 (FGV – OAB 2010.3) João da Silva decidiu ampliar o seu consultório médico e, para isso, contratou o serviço do empreiteiro Vivaldo Fortuna. Ambos ajustaram o valor de R$ 5.000,00, cujo pagamento seria feito da seguinte maneira: metade de imediato e a outra metade quando do encerramento do serviço. Logo no início dos trabalhos, Vivaldo contratou os serventes Reginaldo Nonato e Simplício de Deus, prometendo-lhes o pagamento de um salário mínimo mensal. Ocorre que, passados três meses, Reginaldo e Simplício nada receberam. Tentaram entrar em contato com Vivaldo, mas este tinha desaparecido. Por conta disso, abandonaram a obra e ajuizaram uma ação trabalhista em face de João da Silva, pleiteando os três meses de salários atrasados, além das verbas resilitórias decorrentes da rescisão indireta provocada por Vivaldo. Diante desse caso concreto, é correto afirmar que João da Silva (A) deve ser condenado a pagar os salários atrasados e as verbas resilitórias decorrentes da rescisão indireta, uma vez que é o sucessor trabalhista de Vivaldo Fortuna. (B) deve ser condenado a pagar apenas os salários atrasados, mas não as verbas resilitórias, uma vez que não foi ele quem deu causa à rescisão indireta. (C) não deve ser condenado a pagar os salários atrasados e as verbas resilitórias decorrentes da rescisão indireta, uma vez que a obra não foi devidamente encerrada. (D) não deve ser condenado a pagar os salários atrasados e as verbas resilitórias decorrentes da rescisão indireta, uma vez que é o dono da obra e não desenvolve atividade de construção ou incorporação.
Resposta: D

74 (FGV – OAB 2010.3) O empregado Vicente de Morais foi dispensado sem justa causa. Sete dias depois, requereu a liberação do cumprimento do aviso prévio, pois já havia obtido um novo emprego. O antigo empregador concordou com o seu pedido, exigindo apenas que ele fosse feito por escrito, junto com a cópia da sua CTPS registrada pelo novo empregador, o que foi realizado por Vicente. Diante dessa situação, o antigo empregador deverá (A) integrar o aviso prévio ao pagamento de todas as verbas rescisórias por ele devidas, uma vez que o aviso prévio é irrenunciável. (B) deduzir o aviso prévio do pagamento de parte das verbas rescisórias devidas, uma vez que o empregado renunciou livremente a esse direito, mas o aviso prévio continuará incidindo sobre as parcelas de natureza salarial. (C) deduzir o aviso prévio do pagamento de parte das verbas rescisórias devidas, uma vez que o empregado renunciou livremente a esse direito, mas o aviso prévio continuará incidindo sobre as parcelas de natureza indenizatória. (D) pagar as verbas rescisórias, excluindo o valor equivalente ao dos dias remanescentes do aviso prévio.
Resposta: D

75 (FGV – OAB 2010.3) Uma Fundação Municipal de Direito Público decidiu implementar uma reestruturação administrativa, a fim de produzir melhores resultados, com proveito para a sociedade como um todo, prestigiando a sua função social e o princípio da eficiência. Para tanto, desenvolveu um Plano de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV), por meio do qual o empregado que aderisse receberia as verbas resilitórias, acrescidas de um bônus de 80% sobre o seu

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 135
valor. Ao ler atentamente os termos do PIDV, o empregado Josué de Souza constatou a existência de uma cláusula em que se previa a expressa e geral quitação das obrigações oriundas do contrato de trabalho, nada mais havendo a reclamar depois de efetuado o ajuste. Após refletir cuidadosamente sobre a questão, Josué resolveu aderir ao PIDV. Ocorre que, tão logo recebeu as verbas resilitórias e o bônus de 80%, Josué ajuizou uma ação trabalhista em face da Fundação, pleiteando o pagamento de horas extraordinárias e os reflexos delas decorrentes, sob o argumento de que essas parcelas não foram englobadas expressamente pelo PIDV. Em defesa, o antigo empregador reconheceu a existência de trabalho extraordinário, mas afirmou que as querelas oriundas do contrato de emprego já haviam sido definitivamente solucionadas pelo PIDV. Diante dessa situação concreta, é correto afirmar que o pedido de pagamento de horas extraordinárias e reflexos deve ser julgado (A) procedente, uma vez que o PIDV efetua a quitação exclusivamente das parcelas e valores dele constantes. (B) improcedente, haja vista a cláusula de quitação geral prevista no PIDV. (C) improcedente, haja vista a natureza jurídica de renúncia do PIDV. (D) procedente, uma vez que Josué de Souza possui prazo de cinco anos após o término do contrato para pleitear tudo o que entender cabível.
Resposta: A

85.1

Contrato por prazo determinado

Os contratos de prazo determinado são exceção. Quando há prazo determinado não há aviso prévio. Aqui, não há a multa do FGTS. Esses contratos não geram nenhum tipo de estabilidade. O empregado que sofre acidente durante o contrato por prazo determinado gera estabilidade – quando há acidente de trabalho gera estabilidade.
Art. 443 - O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado. §1º - Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada. §2º - O contrato por prazo determinado só será válido em se tratando: a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo; b) de atividades empresariais de caráter transitório; c) de contrato de experiência.

§2, a – serviço transitório. Exemplo: acréscimo de serviço, ou seja, empresa recebe encomenda de um cliente. §2, b – empresa transitória. Estes dois tipos de contratos podem ser pactuados por no máximo 2 anos e admite uma só prorrogação. O limite máximo é de 2 anos – o contrato junto com a prorrogação pode ter no máximo 2 anos. §2, c – contrato de experiência – empregada ficou grávida no curso do contrato de experiência tem estabilidade? Não, é um contrato de experiência. A regra da prorrogação do contrato de experiência é idêntica às de cima, mas o limite máximo é de 90 dias. Entre um contrato e outro, deve haver um prazo mínimo de 6 meses. Caso o empregador rescinda o contrato sem justa causa e antes da data final certa já pactuada, deverá ao empregado uma indenização equivalente a metade do que este deveria receber até o cumprimento integral do re-

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.Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não afetará os direitos adquiridos por seus empregados. inicialmente é o atual proprietário.com.). não podendo ser subordinado ao tomador de serviços. assumindo os riscos da atividade econômica.Considera-se empregador a empresa.há responsabilidade subsidiária do tomador de serviços. Observação 1: Em contratos de compra e venda de sociedades/companhias. 85. 3º . Os empregados são de responsabilidade da empresa e quem irá responder pelo passivo trabalhista todo o tempo. já que o art. e não de fim. muitas vezes há cláusula sobre o passivo trabalhistas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 136 ferido contrato. pois se trata de uma norma da empresa. como vimos com o empregado. 479 e 480.Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador. Subordinação sempre existirá. 85. a presunção de fraude na relação estará configurada. o empregado também deverá ao empregador uma indenização até o limite a que teria direito em condições idênticas. sob a dependência deste e mediante salário. Art. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.com. individual ou coletiva. responsabilizando o outorgante vendedor até a data da compra e o promitente comprador após a data efetiva da compra.3 Sujeitos do contrato de trabalho Empregador: Art. e . Em caso inverso. somente recaindo em bens do antigo sócio em determinadas circunstâncias (ver tópico sobre execução). Súmula 163. 10 . 85. Observação 2: o risco da atividade econômica jamais poderá ser transferido ao empregado (inadimplência dos clientes. como de fato pode até ser.sites. Arts. mas somente se ficar demonstrado o prejuízo.com/leonardosakaki | @leosak . Art. http://leonardosakaki. Empregado: Art.uol.br | 11 99610348 facebook. tem que ser de meio.A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados.pode ter limite de prazo.para que a atividade terceirizada fique caracterizada.br | leonardosakaki@uol. TST: nas rescisões antecipadas nos contratos de experiência caberá aviso prévio. que.2 Terceirização Requisitos básicos: . . 19 da Lei 4. O autônomo assume o risco da atividade como se fosse um empregador.886/65 descreve que o representante tem de prestar contas de seu serviço sempre que solicitado – trata-se de uma subordinação irreal.1 Tipos de trabalhadores e empregados Autônomo Autonomia no serviço. falência etc.3. Relação de trabalho ≠ relação de emprego. admite. 448 . Se se verificar que o trabalhador presta serviços somente a um tomador de serviços. 2º .impessoalidade na contratação. e não de uma subordinação direta. CLT.

Normalmente um sindicato arregimenta o trabalhador avulso e o envia para a atividade necessária. Teoria do evento: o trabalhador é admitido numa empresa para determinado evento (acontecimento. todos autônomos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 137 Eventual Aquele que presta serviços de natureza urbana ou rural de caráter eventual. 442. Rural (Lei 5. Em época de férias a jornada pode aumentar para 40 horas semanais. Parágrafo único .788/08) Revogou a lei anterior. obra. vira empregado.Qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa. Sua única diferença com relação ao eventual é que a contratação do avulso é sempre intermediada por um órgão arregimentador. esporádico. mesmo que exista um diretor. Recesso de 30 dias corridos que deve ser usufruído preferencialmente com as férias escolares. http://leonardosakaki. Não terá longa duração. Os ganhos são repartidos. Cooperativa nasce da simples vontade de seus membros. 15 da Lei de Estágio. Teoria da fixação: não se fixa a uma fonte de trabalho – a fixação é jurídica. mas desenvolvendo atividade rural.uol. Teoria dos fins: eventual é o trabalhador que vai desenvolver numa empresa serviço não coincidentes com os seus fins normais. Teoria da descontinuidade: trabalhador ocasional.br | 11 99610348 facebook. infelizmente. mas não há patrão. mas com número mínimo necessário a compor a administração da sociedade. pode ser considerado emprego rural. automaticamente estará desligado. Avulso Assim como o eventual. o requisito da habitualidade. portanto. Terminada sua missão. Estagiário (Lei 11. o que. Cooperativa Variabilidade ou dispensa do capital social. Jornada de trabalho: 6 horas diárias e 30 horas semanais (estagiário de nível superior). Contrato expresso de estágio com duração máxima de 2 anos.889/73) Atividade voltada para agricultura ou pecuária em propriedade rural. se configura com rotineiridade prática nesta relação. quando o estágio não for obrigatório. O vale transporte passou a ser obrigatório.sites.com.br | leonardosakaki@uol. trabalha de vez em quando. gera vínculo de emprego. Art. não existe vínculo empregatício entre ela e seus associados. serviço específico). Sua distinção preponderante com relação ao empregado é que o avulso é esporádico. nem entre estes e os tomadores de serviços daquela.com. Art. Se o estagiário suplementar a jornada dele. Ainda que no âmbito urbano. ainda que por herança. concurso de sócios sem limitação de número máximo.com/leonardosakaki | @leosak . A fixação de um operário a um só tomador é indício claro de fraude na relação. intransferibilidade de quotas a terceiros. não tendo. o trabalhador avulso difere do empregado em virtude de ser esporádico. sem relação de emprego. a uma ou mais empresas. Em época de prova a jornada normal cairá pela metade (sem redução na bolsa auxílio). não tem expectativa de retorno.

com. empresa esta que. Há o requisito da habitualidade. É muito comum nas audiências trabalhistas. órgãos do Ministério do Trabalho e Emprego destinado à fiscalização das relações de emprego. mas iniciando o recolhimento torna-se obrigatório). http://leonardosakaki.br | leonardosakaki@uol. e (ii) acúmulo extraordinário de serviço. tem o requisito da pessoalidade no vínculo de emprego. (ver detalhes abaixo) 85. Pessoalidade = empregado nunca pode se fazer substituir. Indispensável: ausência de lucro do empregador doméstico nem mesmo no local onde o empregado doméstico trabalha. Diarista Continuidade e habitualidade são figuras distintas e só admite como empregado doméstico aquele que presta serviços mais de 2 vezes durante a semana.uol. ainda que não tenha intenção de lucro. não existe doméstico em empresa. Institutos que os domésticos não têm direito: hora extra.br | 11 99610348 facebook. Referido empregado deverá ser contratado por uma empresa locadora de mão de obra. Empregado pode ser substituído. Atenção: motorista de uma residência é empregado doméstico. adicional noturno. salário família.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 138 Domésticos (Lei 5. CLT. mas o emprega não pode se fazer substituir.019/74) Deverá ser prestado nas seguintes situações: (i) necessidade transitória de substituição de pessoal. Juiz do trabalho pode anular a abertura de uma empresa? Sim. O último requisito é o salário.2 Relação de emprego Empregado deve ser pessoa física. Expectativa de retorno do empregado num determinado dia. 9.859/72) Serviço de natureza contínua e de finalidade não lucrativa a pessoa ou a família no âmbito residencial destas. Não existe vínculo de emprego gratuito. ainda que seja 1 vez por semana.com/leonardosakaki | @leosak . tem que ser registrada nas Delegacias Regionais de Trabalho. onerosidade. FGTS é facultativo (o início do recolhimento é facultativo. adicional de insalubridade. prestação de serviços à pessoa ou a família. Quando a CLT trouxe esse requisito de pessoa física. O terceiro requisito é o da subordinação. Art.sites. intervalos. Temporário (Lei 6. mesmo não trabalhando no âmbito residencial. âmbito residencial.com. não quis apenas excluir a pessoa jurídica.3. Única exceção: empregado doméstico tem que trabalhar pelo menos 3 vezes por semana para terem habitualidade. obrigatoriamente. não existe empregado pessoa jurídica. adicional de periculosidade.

5 Alteração do contrato de trabalho – art.com/leonardosakaki | @leosak . 85. sem a anuência do empregado exercente de cargo de confiança. dependência. implícita ou explícita.019/74 Hipóteses: Acréscimo de serviços. Mudanças feitas de forma unilateral serão nulas.4 Contrato Temporário – Lei 6. diante da nulidade declarada. salário. 72 (FGV – OAB 2010. não caracteriza mais o vínculo de emprego: pessoa física. A terceirização deve compreender contratação de atividade meio e nunca de atividade fim.3) Relativamente à alteração do contrato de trabalho. Não pode haver prejuízo ao empregado.br | leonardosakaki@uol. CLT Tem que ter a anuência do empregado.sites. Limite máximo de 3 meses. Resposta: C http://leonardosakaki. sem a anuência do empregado cujo contrato tenha como condição. Em caso de falência da locadora. no tocante ao tempo em que o trabalhador esteve sob suas ordens assim como em referência ao mesmo período. Diferenças entre temporário e terceirização: A terceirização não precisa conter limite de prazo. com mudança de domicílio. (D) o adicional de 25% é devido nas transferências provisórias e definitivas.br | 11 99610348 facebook. independentemente de real necessidade do serviço. transferi-lo. O empregado. para localidade diversa da que resultar do contrato. no caso de real necessidade do serviço.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 139 Esses requisitos são cumulativos. Necessidade transitória de substituição de pessoal. faltando 1. podendo ser prorrogado por mais 3 meses. (C) o empregador pode. com mudança de domicílio. para localidade diversa da que resultar do contrato. é correto afirmar que (A) é considerada alteração unilateral vedada em lei a determinação ao empregador para que o empregado com mais de dez anos na função reverta ao cargo efetivo. pela remuneração e indenização prevista nesta lei. a empresa tomadora ou cliente é solidariamente responsável pelo recolhimento das contribuições previdenciárias. Na terceirização há responsabilidade subsidiária do tomador de serviços sempre. a tomadora de serviços se responsabiliza solidariamente para com os créditos trabalhistas dos empregados. não eventual.com. Atenção: No caso de falência da empresa de trabalho temporário. transferi-lo.com.uol. (B) o empregador pode. A terceirização não compreende contratação pessoal de serviços. pode então postular a reparação com o retorno do contrato à sua situação anterior. 468. Alterações no contrato de trabalho devem ser pactuados por mútuo consentimento. 85.

Pessoa que trabalha em loja de roupa é obrigado a comprar roupa da loja para trabalhar e isso é descontado no fim do mês não é salário utilidade – o "uniforme" tem que ser dado. consiste em salário in natura. A base de cálculo para todos os fins trabalhistas é a remuneração. Resposta: D http://leonardosakaki. é correto afirmar que (A) o salário-maternidade tem natureza salarial. A gorjeta integra a remuneração.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 140 85. Súmula 354 do TST consideram gorjeta o valor dado não só ao empregador. Não integra a remuneração: (i) gratificações (exemplo: plano de saúde). pelo menos 30% do salário tem que vir em dinheiro. (C) o plano de saúde fornecido pelo empregador ao empregado.com/leonardosakaki | @leosak . (iii) vale transporte.com. em razão de seu caráter contraprestativo. habitualmente paga. (iv) diárias até 50% do salário. integra a remuneração. 70 (FGV – OAB 2010. Se a gratificação for ajustada. o adicional devido é de 25% sobre o salário. ele estaria gastando o salário no trabalho.5. As despesas com transferência serão do empregador. do adicional noturno e do repouso semanal remunerado. não integra a remuneração do empregado. Remuneração é o conjunto de títulos que recebe o empregado por sua prestação de serviços (exemplos: hora extra. (D) a parcela de participação nos lucros ou resultados.br | leonardosakaki@uol. 469. Quando a transferência for de caráter definitivo ou se partir por iniciativa do empregado. mas para o empregado também.uol. e não só o salário (13 salário deve ser em cima de remuneração. (ii) PLR. Salário pago através de bens econômicos. (B) as gorjetas integram a base de cálculo do aviso prévio. gorjeta. (vi) salário in natura ou salário utilidade. (v) gorjetas.1 Adicional de transferência – art.sites. É vedado transferir o empregado sem a sua autorização. adicionais e comissão). adicional noturno.3) Em se tratando de salário e remuneração. §3. o adicional não será devido. aviso prévio e DSL. das horas extraordinárias. No caso de transferência provisória. salvo para horas extras. CLT Quando acarreta mudança de domicílio do empregado.br | 11 99610348 facebook. 86 Salário Salário é a importância fixa estipulada pela prestação de serviço. Vale transporte pago em dinheiro é fraude e integra a remuneração. e não o salário).com. Não posso pagar a totalidade do salário em utilidade. Para ter natureza salarial a utilidade deve ser dada pelo trabalho e não para o trabalho.

Meios de pagamento de salário: Dinheiro: moeda corrente do país. sem qualquer menção ao vale-transporte. http://leonardosakaki. Passados oito meses. Em face dessa situação concreta. apesar de morador de outro município da região metropolitana. Regras de proteção ao salário: Irredutibilidade. pois nunca recebeu essa prestação. estava obrigado a utilizar duas linhas de ônibus para e ir e para voltar do trabalho para casa. Marcos foi dispensado sem justa causa. será possível apenas mediante norma coletiva. recebendo as verbas resilitórias. Em contestação. a fim de comprovar que Marcos não efetuou o seu próprio requerimento. Em utilidades: os salários podem ser pagos em bens econômicos.com/leonardosakaki | @leosak . os bens fornecidos para o trabalho não têm natureza salarial. Resposta: B Formas de ajuste de pagamento de salário: Por tempo: mensal. residente no Município de Última Instância.00 por dia. com o consentimento do empregado. semanal. Por tarefa. ao custo de R$ 16. Em virtude dos gastos com as passagens. Marcos ajuizou ação trabalhista pleiteando o pagamento de vale-transporte. Marcos requereu ao seu empregador que lhe fornecesse valetransporte. (A) Cabe ao empregador apresentar todos os requerimentos de vale-transporte feitos pelos seus empregados. ao que lhe foi dito que seria providenciado.sites.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 141 80 (FGV – OAB 2010. ou seja. Impenhorabilidade.uol.3) Contratado para trabalhar no Município de Boa-Fé pela empresa X. a fazer o pagamento dos salários e remunerações através de conta bancária aberta para este fim (conta salário).com. a inobservância deste requisito. com participação sindical. porém. Marcos da Silva. mesmo que gratuitamente. diária… Por produção ou unidade de obra. assinale a alternativa correta relativa à distribuição do ônus da prova. salvo pensão alimentícia. (B) Cabe a Marcos demonstrar que satisfez os requisitos indispensáveis à obtenção do vale-transporte. pelo menos 30% dele deve ser pago em dinheiro. considera-se não pago. Os bens fornecidos pelo empregador ao empregado. Inconformado. ou em cheque emitido diretamente pelo empregador (cheque de terceiro não paga salário) em favor do empregado salvo se o empregado for analfabeto. não são considerados como salário.com. Cheque ou depósito bancário: o Ministério do Trabalho autoriza as empresas situadas em perímetro urbano. mas os bens fornecidos pelo trabalho sim. ou seja. a fim de comprovar que Marcos não o efetuou. o empregador alegou que Marcos nunca fez qualquer requerimento nesse sentido.br | 11 99610348 facebook. sendo para o seu trabalho. (C) Cabe ao Juiz determinar de ofício que o empregador apresente todos os requerimentos de vale-transporte feitos pelos seus empregados. devendo o juiz indeferir qualquer requerimento nesse sentido. (D) Não há mais provas a serem produzidas.

Houve edição da lei 8. O pagamento deve ser feito com base no salário de dezembro. como quando o empregado receber. para determinada categoria profissional. alimentação etc. desde que tenha previsão contratual. não incorporando este nas férias e qualquer outro instituto. adicional noturno.com/leonardosakaki | @leosak . hora extra e repouso semanal remunerado. Comissões: retribuição do serviço realizado pelo trabalhador. Comissões ≠ Percentagem – comissão é preço fechado (R$5. Pagamento feito aos empregados para recompensá-los por despesas de viagem. Denominações: Salário mínimo: fixado por MP.com. Gorjetas Integra a remuneração. não se trata de comissão. O empregador pode estornar a comissão paga se houver inadimplência do comprador. se o dano decorreu de culpa também. quando o trabalhador ganha o valor calculado em percentagem sobre a peça.sites. Salário complessivo: não é admitido em nossa legislação.br | 11 99610348 facebook.uol. não poderá haver descontos. Salário profissional: deriva de ajuste entre o poder público e certo grupo profissional. doméstico e rural também têm direito a ele. CLT – empregado causa dano por dolo à empresa. por exemplo. e sim percentagem. Tipos especiais de salário: Abonos: é o adiantamento dado pelo empregador ao empregado. salvo quando resultar de adiantamento ou art.00 por peça vendida). 13º salário É devido para qualquer tipo de empregado – temporário. com hotéis. Aquele que. quita todos os títulos. Nestes compensa-se o valor que foi gasto pelo empregado enquanto que as diárias são fixas. Era utilizado para burlar a lei para pagamento de aumento em forma de abono. 462. Piso salarial: valor mínimo. a base será a média anual desta. uma antecipação salarial. Tem caráter de doação. Diária ≠ reembolso ou adiantamento de despesas. Salário normativo: é aquele fixado em sentença normativa proferida em dissídio coletivo perante os Tribunais de Trabalho. comissões ou percentagens. http://leonardosakaki. Tanto faz o dado diretamente pelo cliente ou o cobrado pela empresa.238/91 que o incorporou ao salário.com. não importando que o empregado tenha gasto mais ou menos. Se o salário for variável. descrevendo verba única. Não serve para base de cálculo para as parcelas de aviso prévio. Diárias Tem caráter indenizatório. previsto na CF/88.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 142 Intangibilidade. estipulado em convenção ou acordo coletivo.br | leonardosakaki@uol.

em que o empregado não recebe salários. uma vez que a determinação das atividades. Nela. hipótese em que as promoções deverão obedecer aos critérios de antiguidade e merecimento. § 2º . considerando como mês integral aquele que o empregado trabalhar 15 dias ou mais dentro do mês.2) Marcos foi contratado para o cargo de escriturário de um banco privado. é devido ao empregado. http://leonardosakaki. ao fim dos quais Marcos decidiu ajuizar uma ação trabalhista em face do seu empregador.br | leonardosakaki@uol. (D) o pedido deve ser julgado procedente em parte. conforme constava do quadro de carreira da empresa devidamente registrado no Ministério do Trabalho e Emprego. (B) o pedido deve ser julgado improcedente. § 1º . que as suas atividades correspondiam. 461 . nacionalidade ou idade. § 3º . Resposta: C 87 Suspensão e interrupção do contrato Suspensão é a paralisação temporária dos serviços. é correto afirmar que: (A) o pedido está inepto. Atenção: §§2 e 4 trata da excludente de equiparação 46 (FGV – OAB 2010. na base de 1/12 por mês trabalhado. a todo trabalho de igual valor. postulou uma obrigação de fazer – o seu reenquadramento para a função de tesoureiro – e o pagamento das diferenças salariais do período. cujo nível e cuja remuneração eram bem superiores. (C) o pedido deve ser julgado procedente. de fato. e não conta como tempo de serviço.com/leonardosakaki | @leosak . dentro de cada categoria profissional. na mesma localidade. encontra-se dentro do jus variandi do empregador. para os fins deste Capítulo. as atribuições que lhe estavam sendo exigidas deveriam ser destinadas ao cargo de tesoureiro. Diante desta situação jurídica. as promoções deverão ser feitas alternadamente por merecimento e por antiguidade. se for demonstrado. Esta situação perdurou por dois anos. uma vez que este é um caso típico de equiparação salarial e não houve indicação de paradigma.uol. corresponderá igual salário. pelo empregado. com incidência no FGTS.br | 11 99610348 facebook. uma vez que só a partir da decisão judicial que determine o reenquadramento é que o empregado fará jus ao aumento salarial.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 143 Quando há rescisão do contrato. sem distinção de sexo.Sendo idêntica a função.com.O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física ou mental atestada pelo órgão competente da Previdência Social não servirá de paradigma para fins de equiparação salarial.No caso do parágrafo anterior. entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a 2 (dois) anos.Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira.sites.Trabalho de igual valor. Equiparação salarial Art.com. para as quais o empregado está obrigado. Marcos percebeu que o gerente lhe estava repassando tarefas alheias à sua função. será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica. Iniciada sua atividade. Atenção: função ≠ cargo. § 4º . A rigor. prestado ao mesmo empregador. exceto na demissão por justa causa. àquelas previstas abstratamente na norma interna da empresa para o cargo de tesoureiro.

férias. Auxílio-doença até o 15º dia. Período de greve. Sendo registrado ou autônomo. Aposentadoria por invalidez é caso de suspensão do contrato de trabalho. faltas justificadas.. salvo acordo. Diante do exposto. ele foi dispensado sem justa causa por seu empregador. empregado de uma empresa siderúrgica. há a suspensão do contrato. (A) Paulo tem direito a ser reintegrado. não poderá trabalhar. DSR (descanso semanal remunerado). recolherá INSS. em razão da suspensão do contrato de trabalho que se operou a partir do décimo sexto dia de afastamento.2) Paulo.sites. assinale a alternativa correta. extingue/rescinde o contrato de trabalho.com.com. pois há percebimento de salário e o período é contado como tempo de serviço.br | leonardosakaki@uol. com fundamento na garanti a provisória de emprego assegurada ao empregado acidentado.uol. A pessoa que desejar trabalhar deverá informar ao INSS que houve a recuperação da capacidade laborativa. Serviço militar Não é devida remuneração nesse período. mas é contado como tempo de serviço.com/leonardosakaki | @leosak . licençamaternidade. Durante este período de percepção do benefício previdenciário. ministro. Interrupção ocorre quando a empresa continua pagando salários ao empregado e o tempo inativo conta como de serviço. que passará a ser efetuado pelo INSS. (C) Paulo tem direito a ser readmiti do. Aviso prévio As 2h ou a dispensa de 1 semana são tidas como interrupção. entrando em gozo de auxílio-doença acidentário. Auxílio-doença após o 15º dia. laudo arbitral ou sentença normativa dispondo em contrário. Cargo público Se o empregado se afasta para exercer cargo de senador. deputado etc. licença à gestante. em razão da interrupção do contrato de trabalho que se operou a parti r do décimo sexto dia de afastamento.br | 11 99610348 facebook. (B) Paulo tem direito a ser readmiti do. sofreu acidente do trabalho. (D) Paulo tem direito a ser reintegrado. assim como o dia da semana em que o rural não trabalha. a partir do décimo sexto dia de seu afastamento. Se a pessoa não recuperar a capacidade laborativa em no máximo 5 dias.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 144 Falta injustificada. pois não pode recolher INSS. 48 (FGV – OAB 2010. com fundamento na garantia provisória de emprego assegurada ao empregado acidentado. Resposta: D 88 Aviso prévio http://leonardosakaki. portanto. cessando as obrigações do empregador de efetuar o pagamento do salário. Observação: uma pessoa que recebe aposentadoria por invalidez não pode trabalhar de jeito algum. convenção coletiva.

CLT.uol. 88.com. salário família. O §8 deste mesmo artigo impõe uma multa de 1 salário do empregado em seu favor caso esses prazos não sejam observados. Nível superior é de 6h e 30 semanais. intervalos.br | 11 99610348 facebook. Não cabe nas demissões por justa causa. Em época de prova a jornada cairá pela metade. CLT. desde que comprovada a obtenção de novo emprego.com/leonardosakaki | @leosak . a jornada é de 4h diárias e 20 semanais. adicional noturno. 3. Deverá pagar de forma indenizada o período correspondente ao aviso prévio. 89 Vínculo de emprego Art. TST: é inválida a concessão do aviso prévio na fluência da garantia de emprego. Súmula 230. FGTS é facultativo. adicional de insalubridade. Deverá ser avisado com 30 dias de antecedência. obrigatoriamente. Institutos que os domésticos não têm direito: hora extra. 47 (FGV – OAB 2010.sites.br | leonardosakaki@uol. Indenizado: O art. Domésticos têm que trabalhar pelo menos 3 vezes por semana para haver habitualidade. §6.1 Aviso prévio concedido pelo empregador Trabalhado: art. Para nível médio. Em época de férias escolares poderá ser aumentado em 8h diárias e 40 semanais.com. subordinação. caso ele seja indenizado ou em sua ausência. CLT – trabalhar 2 horas menos por dia – ou ele trabalha 2 horas a menos por dia ou sai uma semana antes – é o empregado que opta. Qualquer descumprimento da lei gera vínculo de emprego.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 145 Aviso prévio não cabe nos contratos por prazo determinado. 88. Súmula 348. sendo essa usufruída preferencialmente junto com as férias escolares. adicional de periculosidade. caracteriza a nulidade do aviso gerando um novo aviso prévio a ser indenizado pelo empregador. não eventual (habitualidade). 477. Considera-se empregado toda pessoa física. 488. Súmula 276. ante a incompatibilidade dos 2 institutos. TST: pode o empregado renunciar o restante do aviso prévio. Estagiário passou a ter férias. O rural trabalha um dia a menos por semana. Indenizado: desligamento imediato do obreiro.2) http://leonardosakaki.2 Concedido pelo empregado Trabalhado: não há redução da jornada. TST: é vedado substituir a jornada reduzida do aviso prévio por horas extras. se isso ocorrer. pessoalidade na relação de emprego. impõe que as verbas rescisórias devem ser pagas até o 1º dia útil subsequente ao término do aviso prévio trabalhado ou em 10 dias corridos. Contrato de estágio pode ter no máximo 2 anos. O prazo de aviso prévio é de no mínimo 30 dias.

71 (FGV – OAB 2010. em troca de um incentivo fiscal. independentemente da idade da criança. do registro de sua candidatura e. Lei 11. Mãe adotante tem direito a essa licença – 120 dias.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 146 Joana foi contratada para trabalhar de segunda a sábado na residência do Sr. se eleitos. (B) Joana faz jus ao reconhecimento de vínculo de emprego como empregada doméstica. Em caso de aborto.com. mesmo contra a vontade do empregador. Observação: pai adotante tem direito a licença paternidade de 5 dias. O pagamento da licença é feito pelo INSS. O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador.com/leonardosakaki | @leosak . Joana está grávida.3) http://leonardosakaki. (C) Joana não fará jus à estabilidade gestacional. Demétrius. Ao exato término do terceiro mês de prestação de serviços. o Sr. Demétrius descobre que a Sra. rescindindo a prestação de serviços. recebendo salário mensal. de 70 anos. Observação: empresas têm faculdade de dar mais 60 dias de licença.sites. a) Dirigente Sindical (presidente ou vice-presidente sindical) a partir do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional.770/08 faculta as empresas a dar mais 2 meses de licença maternidade.br | leonardosakaki@uol. (D) Joana não fará jus à estabilidade gestacional. d) acidente de trabalho: 1 ano a partir do retorno ao trabalho. Não tem direito a estabilidade. até 1 ano após o final do mandato – titulares e suplentes. ajuíza ação trabalhista para que lhe seja reconhecida a condição de empregada doméstica e garanti do o seu emprego mediante reconhecimento da estabilidade provisória pela gestação. (A) A função de acompanhante é incompatível com o reconhecimento de vínculo de emprego doméstico. inconformada. pois o contrato de três meses é automaticamente considerado de experiência para o Direito do Trabalho e pode ser rescindido ao atingir o seu termo final. Só o vice-presidente da CIPA tem estabilidade. Levando-se em consideração a situação de Joana. não tira da empregada o direito à estabilidade. cessa no ato do aborto. como sua acompanhante.br | 11 99610348 facebook. c) Gestante: da confirmação da gravidez até 5 meses após o parto. assinale a alternativa correta.uol. pois este não é um direito garanti do à categoria dos empregados domésticos. sendo que é a própria empresa quem paga essa licença. até 1 ano após o final b) Membro da CIPA Ambos têm estabilidade.com. Justa causa quebra a estabilidade. Resposta: B 90 Estabilidade É o direito de o empregado permanecer no emprego. A licença gestante é de 120 dias – 28 dias antes e 92 dias após o parto. Joana.

Compra da casa própria.essas penalidades não são revertidas em favor do trabalhador. a multa fica reduzida para 10% . (C) os membros do Conselho Curador do FGTS representantes dos trabalhadores. é correto afirmar que (A) o servidor público celetista da administração direta. CLT http://leonardosakaki. (B) a empregada gestante tem direito à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. que se restringe ao ocupante de cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. 58. a ser depositado e arcado pelo empregador. CF e art. Resposta: C 91 FGTS Lei 8.br | leonardosakaki@uol.036/90. Se o débito for pago até o último dia de cada mês. Depósito até o dia 7 de cada mês pertinente à importância devida a título do FGTS no mês anterior. da nomeação até um ano após o término do mandato de representação.com. sob pena de incidir em juros de 1% a. porque ainda vigente o contrato de trabalho. somente podendo ser dispensados por motivo de falta grave.sites.com/leonardosakaki | @leosak .com. Desastre natural. Depósito de 8% da remuneração do empregado. Moléstia grave. Rescisão indireta – justa causa do empregador. regularmente comprovada por processo sindical. Quanto empregado completa 70 anos de idade. têm direito à estabilidade no emprego. Multa do FGTS: 40% sobre os depósitos atualizados feitos por aquele empregador e não sobre o saldo – esse é o valor que o empregado recebe. Hipóteses de saque: Demissão sem justa causa. Aposentadoria. mas 50% é o que o empregador paga – em caso de dispensa sem justa causa e na rescisão indireta. Culpa recíproca – pagamento de todas as verbas rescisórias pela metade. Conta inativa por 3 anos ou mais. Força maior – empresa fecha por força maior – pagamento de todas as verbas rescisórias pela metade. Morte do empregado.br | 11 99610348 facebook. efetivos e suplentes. 92 Jornada de trabalho – art.uol. e multa de 20%.m.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 147 Com relação às estabilidades e às garantias provisórias de emprego. 25% na culpa recíproca e na força maior. 7. (D) o registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio não obsta a estabilidade sindical. uma vez que se visa à proteção do instituto da maternidade. XIII. autárquica ou fundacional não é beneficiário da estabilidade prevista na Constituição da República de 1988.

Acordo de prorrogação de horas: empregador pode assiná-lo juntamente com o empregado. Empresa em local de difícil acesso ou não servido por transporte público: nestes casos também haverá a jornada in intinere – será considerado in intinere quando houver a condução fornecida pelo empregador e uma dessas duas hipóteses. entre empresa e empregado. que agora é cabível: quando o empregado trabalho numa semana 40 horas e na semana seguinte 48 horas.br | leonardosakaki@uol. 8 horas diárias e 44 horas semanais.uol. deverão integrar as outras verbas. O Tribunal Superior do Trabalho entendeu que isso é possível – OJ 323 da SDI-1/TST. O menor de 18 anos não poderá assinar este acordo. assinale a alternativa correta. Empregados excluídos da jornada de trabalho – não têm direito a hora extra: Domésticos Gerentes (exercer cargo de confiança e receber pelo menos 40% a mais de gratificação de função).com.br | 11 99610348 facebook. verbal ou por escrito.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 148 Jornada de trabalho é aquele tempo que o empregado está à disposição do empregador. A condução fornecida pelo empregador deve ter a jornada in intinere – percurso de ida ao trabalho como hora de trabalho. http://leonardosakaki. Horas extras: no máximo de 2 horas por dia e recebe adicional de. no mínimo. forem suprimidas pelo empregador. se houver crédito em favor do trabalhador. respeitado o limite de validade do acordo.sites.com/leonardosakaki | @leosak . A compensação deverá ser feito em no máximo 1 ano. Trabalhadores externos não sujeitos a controle de jornada. Telefonistas e trabalhadores em turno ininterrupto de revezamento – 6 horas diárias e 36 horas semanais. Exceção: bancários – 6 horas diárias e 30 horas semanais. Gerente bancário recebe ⅓ de gratificação e não está totalmente excluído da jornada de trabalho – será de 8 horas diárias. como 13º salário. Mesmo havendo acordo de compensação. mediante o pagamento do adicional de horas extras. CLT. após 1 ano de habitualidade. (B) Não admite compensação de jornada que ultrapassar o limite máximo de 10 horas diárias. Só cabe se for por norma coletiva. (C) Pode ser compensado após a rescisão do contrato de trabalho. pois só pode fazer hora extra em caso de necessidade urgente e momentânea. aviso prévio etc. facultando-se a participação dos sindicatos representantes das categorias. se não compensar paga-se como hora extra. Se forem pagas com habitualidade. 59. de 50%. §2. Se a hora extra. Jornada in intinere. Compensação de horas: no caso de acordo de compensação (ou banco de horas) está previsto no art. o empregado terá direito a uma indenização. Semana espanhola: existe uma jornada de trabalho chamado de semana espanhola.com.2) A respeito do regime de compensação de jornada do banco de horas. (A) Pode ser instituído mediante acordo. não pode ser excedida as 2 horas extras diárias. e não as horas trabalhadas. 41 (FGV – OAB 2010.

que não era observada pelo empregador a redução da hora noturna. http://leonardosakaki. não lhe assistindo o direito à redução da hora noturna. o empregado receberá de forma integralmente noturna por todo o período.com.sites. Aduziu.com. (D) A redução da hora noturna deveria ter sido observada pelo empregador. terminando às 8h.3) Paulo possuía uma casa de campo. (C) Francisco não tem direito ao pagamento de horas extraordinárias e de adicional noturno. a soma das jornadas semanais previstas para o período. 69 (FGV – OAB 2010. Dispensado sem justa causa.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 149 (D) O excesso de jornada a ser compensada não pode exceder. recebendo um salário mínimo mensal. se a jornada tem início.br | leonardosakaki@uol.uol. 72: mecanógrafos – a cada 90 minutos trabalhados tem que ter 10 minutos de descanso. Art. (B) Francisco tem direito ao pagamento de horas extraordinárias. (A) Francisco tem direito ao pagamento de horas extraordinárias e de adicional noturno. Francisco trabalhava com pessoalidade e subordinação. postulando o pagamento de horas extraordinárias. §§4 e 5. já que não houve prestação de serviços entre as 22h de um dia e as 5h do dia seguinte. por exemplo. ou seja. de segunda a sábado. Resposta: A 94 Intervalos (i) intrajornada: Art. receberá. terminando à 24h. no prazo legal máximo de um semestre. No entanto. por exemplo. 71. Intervalos não contam como tempo de serviço. Diante dessa situação hipotética e considerando que as verbas postuladas não foram efetivamente pagas pelo empregador. assinale a alternativa correta. ajuizou reclamação trabalhista em face de Paulo. CLT. às 20h. 4 a 6 horas: 15 minutos. art.br | 11 99610348 facebook. Entende-se como jornadas mistas aquelas que ingressam no período noturno. das 11h às 21h. Resposta: B 93 Adicional noturno Adicional No mínimo 20% No mínimo 25% Hora 52”30’ Não tem hora reduzida Jornada Entre 22 e 5h Entre 21 e 5h Entre 20 e 4h Urbano Rural Agricultura Pecuária *O menor não pode laborar neste período. Esse intervalo conta como tempo de serviço. por se tratar de empregado doméstico. Contratou Francisco para cuidar de algumas cabeças de gado destinadas à venda de carne e de leite ao mercado local. CLT. mas não lhe assiste o direito ao pagamento de adicional noturno. 73. de adicional noturno e dos respectivos reflexos nas verbas decorrentes da execução e da ruptura do contrato de trabalho. ainda. às 3h. situada em região rural da cidade de Muzambinho – MG.com/leonardosakaki | @leosak . 6 a 8 horas: de 1 a 2 horas. onde costumava passar todos os finais de semana e as férias com a sua família. se o empregado inicia a sua jornada. das 20 às 22h de maneira simples e das 22 às 24h de forma noturna.

CLT. Os menores de 18 e maiores de 50 terão as férias em uma só vez.uol. injustificadamente.07 29. Aviso de 30 dias de antecedência. Empregado trabalhou até 22 horas do sábado. Quando empregados faltam.com. impreterivelmente.5. 95 Férias – arts. Os membros de uma família que trabalhem no mesmo local têm direito de gozar suas férias no mesmo período – se assim o quiserem e se não causar prejuízo para o serviço. http://leonardosakaki.sites. Recebe a sua remuneração mais ⅓ . Tem que ser de 11 horas consecutivas – art. se não usufruir pagará o dobro mais um terço As férias devem ser gozadas em um só período.06 Período aquisitivo 29.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 150 (ii) interjornada: intervalo feito de um dia para outro. Exemplo: 29. preferencialmente no domingo. Estudantes menores de 18 anos têm o direito de gozar suas férias juntamente com as férias escolares. perde alguns dias das férias. em casos excepcionais. paga-se dobrado. Se não usufruir o descanso. 66.5.br | leonardosakaki@uol. poderão ser divididas em 2 períodos (um dos quais não poderá ser inferior a 10 dias corridos. porém.pago 3 dias antes de o empregado sair para usufruí-las. 129 e ss. Portaria 417/66 pelo menos 1 vez por mês o descanso semanal deverá ser no domingo.br | 11 99610348 facebook. Período concessivo são os 12 meses subsequentes em que o empregado deverá gozar as suas férias.5.com/leonardosakaki | @leosak .8 Período concessivo Usufruir os 30 dias. Período aquisitivo de férias são os 12 meses iniciais em que o empregado trabalha para adquirir o direito às férias. OJ307: a concessão parcial do intervalo implica no pagamento de sua totalidade. Descanso Semanal Remunerado (DSR) – 24 horas consecutivas. Perde também o terço constitucional. CLT 30 dias corridos de férias (inclusive as domésticas). Faltas Até 5 De 6 a 14 De 15 a 23 De 24 a 32 Mais de 32 Férias 30 dias 24 dias 18 dias 12 dias Não tem direito. Segunda-feira ele tem que trabalhar que horas? 22 horas mais 11 horas de intervalo = 9 horas de domingo + 24 horas DSR = 9 horas da segunda-feira.

EPI e EPC. Só será considerado insalubre a atividade que estiver prevista nessa portaria. (D) as férias podem ser converti das integralmente em abono pecuniário.br | leonardosakaki@uol. empregados e ao sindicato. Dependendo do grau do agente será variável o adicional Adicional de 10% quando o grau é mínimo. é correto afirmar que: (A) as férias devem ser pagas ao empregado com adicional de 1/3 até 30 dias antes do início do seu gozo. Todo adicional só é devido mediante a ocorrência da causa. Resposta: C 96 Insalubridade – art. as férias podem ser gozadas em dois períodos. Adicional de 40% quando o grau é máximo. Férias coletivas: aviso com 15 dias de antecedência à DRT. http://leonardosakaki. O uso de equipamento de proteção que elimina o agente nocivo torna indevido o adicional – o que diminui não torna indevido o adicional. Portaria 3. Até sob revelia tem que ter perícia. 45 (FGV – OAB 2010. CLT Não precisa ser o dia inteiro o contato com o agente nocivo.com. A perícia é indispensável para apurar a insalubridade – para caracterização da insalubridade. 189. por opção do empregado.com.2) Com relação ao regime de férias.uol. salvo se tiver outro contrato de trabalho com ele.214/78 do Ministério do Trabalho. Venda de férias (abono pecuniário): o empregado pode converter ⅓ do período em abono pecuniário. (B) salvo para as gestantes e os menores de 18 anos.sites. Este adicional é sob o salário mínimo. se as férias não forem concedidas no prazo correto o empregador pagará em dobro a remuneração. O requerimento deverá ser feito com 15 dias de antecedência ao término do período aquisitivo.com/leonardosakaki | @leosak . Só há uma exceção em que não é necessária a perícia: quando o local não existe mais. se o empregado tiver menos de 12 meses de casa e sair de férias receberá o pagamento proporcional.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 151 Durante suas férias o empregado não poderá prestar serviços a outro empregador.br | 11 99610348 facebook. Adicional de 20% quando o grau é médio. (C) o empregado que pede demissão antes de completado seu primeiro período aquisitivo faz jus a férias proporcionais.

se houver. que não seja aprendiz. não gerando qualquer efeito. Resposta: B 98 Rescisão do contrato de trabalho Por decisão do empregador: com ou sem justa causa. Os eletricitários também ganham o adicional de periculosidade de 30%.com/leonardosakaki | @leosak .sites. se houver. Com justa causa Empregado menos de 1 ano: saldo de salário. Quando o perito verifica que cabe os 2 a opção de recebimento é do empregado.2) No contexto da teoria das nulidades do contrato de trabalho. 193. (A) Configurado o trabalho ilícito. 13º proporcional. multa do FGTS e saque.br | leonardosakaki@uol. (D) A falta de anotação da Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado invalida o contrato de trabalho. receberá férias vencidas. além dos direitos retrocitados. Lei 7. é modalidade de trabalho ilícito. perigoso e insalubre do menor de 18 (dezoito) anos de idade são modalidades de trabalho proibido ou irregular. Empregado mais de 1 ano: dispensa precisa ser homologada no sindicato de classe ou pela DRT e. http://leonardosakaki. entretanto é sobre a remuneração. O menor não pode trabalhar nem em atividade insalubre e nem em atividade perigosa.com. saldo de salário. Empregados que trabalham com explosivos ou inflamáveis. Atenção Equipamento de proteção = insalubridade. (C) O trabalho do menor de 16 (dezesseis) anos de idade. (B) Os trabalhos noturno. CLT Risco à integridade física do empregado.369/85. O adicional será de 30% sobre o salário do empregado. ⅓ sobre estas férias. férias proporcionais. Todos os empregados que trabalham na área de risco também recebem o adicional. não sobre o salário. é devido ao empregado somente o pagamento da contraprestação salarial pactuada. Sem justa causa: verbas rescisórias Empregado menos de 1 ano: aviso prévio. assinale a alternativa correta. Adicional de insalubridade e periculosidade não se cumulam.com. mesmo sob revelia. 42 (FGV – OAB 2010.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 152 97 Periculosidade – art. Empregado mais de 1 ano: saldo de salário e férias vencidas. não é sobre a remuneração.br | 11 99610348 facebook.uol. Perícia é indispensável.

Resposta: D 77 (FGV – OAB 2010.br | leonardosakaki@uol. c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador. (D) está incorreta a aplicação da justa causa.Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador: a) ato de improbidade. Um mês depois. onde tomou ciência da sua dispensa por justa causa (indisciplina – art. i) abandono de emprego. ou for prejudicial ao serviço. Seis meses depois. j) ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa. Contudo. ou ofensas físicas.sites. (C) está incorreta a aplicação da justa causa.uol. Ao retornar da suspensão foi encaminhado ao departamento de pessoal. 44 (FGV – OAB 2010. passada em julgado. f) embriaguez habitual ou em serviço.2) O empregado João foi contratado para trabalhar como caixa de um supermercado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 153 Art. h da CLT). foi-lhe entregue o regulamento da empresa. ao punir João duas vezes pelo mesmo fato. por isso.com.br | 11 99610348 facebook. João compareceu novamente sem uniforme. Entretanto. devidamente comprovada em inquérito administrativo. b) incontinência de conduta ou mau procedimento. salvo em caso de legítima defesa. uma vez que João descumpriu reiteradamente as ordens genéricas do empregador contidas no regulamento geral. http://leonardosakaki. o plano foi descoberto antes da venda. No ato de admissão. Diante deste caso concreto (A) está correta a aplicação da justa causa. o fato se repeti u e João foi suspenso por 3 dias.com. gerente de operações da empresa Metalúrgica Comercial. (B) está incorreta a aplicação da justa causa. tendo sido suspenso por 30 dias. cerca de cinco meses após a contratação. pretende dispensar ambos por falta grave.Constitui igualmente justa causa para dispensa de empregado a prática. foi eleito dirigente sindical do Sindicato dos Metalúrgicos. d) condenação criminal do empregado. Passados mais 2 meses. onde constava a obrigatoriedade do uso do uniforme para o exercício do trabalho. João compareceu para trabalhar sem o uniforme e.com/leonardosakaki | @leosak . Parágrafo único . uma vez que João cometeu ato de insubordinação e não de indisciplina. 482. caso não tenha havido suspensão da execução da pena. agora. e) desídia no desempenho das respectivas funções. h) ato de indisciplina ou de insubordinação. e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado. 482 . k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos. de atos atentatórios à segurança nacional. e a empresa. empregado representante da CIPA (Comissão Interna para Prevenção de Acidentes) da empresa por parte dos empregados. própria ou de outrem. nas mesmas condições. l) prática constante de jogos de azar. arquitetaram um plano para descobrir determinado segredo industrial do seu empregador e repassá-lo ao concorrente mediante pagamento de numerário considerável. juntamente com Mévio. salvo em caso de legítima defesa. foi adverti do. uma vez que o empregador praticou bis in idem. uma vez que João cometeu mau procedimento. própria ou de outrem.3) Tício. g) violação de segredo da empresa.

Não tem direito à multa do FGTS. ⅓ sobre estas férias. rescisão indireta (justa causa do empregador) ou aposentadoria. O empregado receberá a sua indenização pela metade. contados do conluio entre os empregados. ⅓ sobre estas férias. mas tem direito de sacar. (B) Simples dispensa por falta grave para ambos os empregados.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 154 Você foi contratado como consultor jurídico para indicar a forma de fazê-lo. férias proporcionais. observado o seguinte: I .com. independentemente de inquérito. caso tenha havido suspensão dele para apuração dos fatos. (C) Ajuizamento de inquérito para apuração de falta grave em face de Tício. ⅓ sobre férias e saldo de salário. férias vencidas.uol. independentemente de inquérito. Empregado mais de 1 ano: aviso prévio. Por força maior: acontecimento inevitável e imprevisível. no prazo decadencial de 30 dias. 99 Direito coletivo do trabalho A CF destaca a impossibilidade de intervenção do Estado na organização do sindicato. 8º É livre a associação profissional ou sindical. 13º. Resposta: C Por decisão do empregado: comunicação de dispensa. saldo de salário (não tem direito à multa do FGTS). ressalvado o registro no órgão competente. e simples dispensa por justa causa em relação a Mévio. saldo de salário. Art. Morte do empregador: o contrato é rescindido em caso de empresa individual. receberá: 13 proporcional. no prazo decadencial de 30 dias. 13º. Não tem direito a aviso prévio nem multa do FGTS.br | leonardosakaki@uol. 99.br | 11 99610348 facebook. Morte do empregado: herdeiros têm direito a 13º. O que deve ser feito? (A) Ajuizamento de inquérito para apuração de falta grave em face de Tício e Mévio. ⅓ sobre estas férias. vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical.com/leonardosakaki | @leosak . pois o inquérito para apuração de falta grave serve apenas para a dispensa do empregado estável decenal. Se houver sucessor. mas poderá sacar. e simples dispensa por justa causa em relação a Mévio.1 Acordo coletivo e convenção coletiva http://leonardosakaki. férias vencidas mais ⅓.sites. Por desaparecimento de uma das partes (exemplo: morte do empregado. férias proporcionais. No ato da aposentadoria. férias proporcionais. afetando as economias da empresa. Pedido de demissão Empregado menos de 1 ano: aviso prévio. o empregado pode optar por continuar ou não empregado.a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato. inclusive a multa do FGTS. Por mútuo consentimento. férias proporcionais e vencidas. extinção da empresa). no prazo decadencial de 30 dias. Por término do prazo do contrato. (D) Ajuizamento de inquérito para apuração de falta grave em face de Tício.com. caso tenha havido suspensão deles para apuração dos fatos. Aposentadoria: não extingue contrato de trabalho.

(D) O recolhimento da contribuição sindical obrigatória ("imposto sindical") somente é exigido dos empregados sindicalizados. em face do princípio da liberdade sindical. assinale a alternativa correta.com. (C) As centrais sindicais. por força de lei.br | leonardosakaki@uol. conforme o caso. Convenção coletiva é o pacto feito pelo sindicato de empregados e sindicato de empregadores. no âmbito das respectivas representações. obrigados a comunicar a decisão aos empregadores e aos usuários com antecedência mínima de 72 (setenta e duas) horas da paralisação. (A) Acordo coletivo do trabalho é o acordo de caráter normativo pelo qual dois ou mais sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis. Resposta: B http://leonardosakaki.2) Com relação ao Direito Coletivo do Trabalho. ficam as entidades sindicais ou os trabalhadores.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 155 Acordo coletivo é o pacto feito entre sindicato de empregados e empresa. (B) Na greve em serviços ou atividades essenciais. podem celebrar acordos e convenções coletivos de trabalho.br | 11 99610348 facebook. 43 (FVG – OAB 2010.uol.com/leonardosakaki | @leosak .com. às relações individuais de trabalho.sites.

que é uma competência absoluta. CF. STJ: instalada a vara do trabalho cessa a competência do juiz de direito em matéria trabalhista. 112.br | 11 99610348 facebook. 112. CLT. 895 . I.br | leonardosakaki@uol.Cabe recurso ordinário para a instância superior: I . 111. atribuí-la aos juízes de direito.sites. Art.o Tribunal Superior do Trabalho. e Importante: Olhando o mesmo caso hipotético. pois estamos conversando sobre competência em razão da matéria. http://leonardosakaki.os Tribunais Regionais do Trabalho. A lei criará varas da Justiça do Trabalho. (ii) Art. CF. Na comarca 2 o juiz prolatou uma sentença. II . se na Comarca 2 for criada vara do trabalho. qual impacto? Os autos são remetidos à vara do trabalho? Súmula 10.Juízes do Trabalho. 112. havendo. São órgãos da Justiça do Trabalho: I . (i) Arts. CF – "juiz de direito" investido de jurisdição (competência) trabalhista. ainda que o processo esteja em fase de execução. nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição. 111 a 117. Esse entendimento está correto. no prazo de 8 (oito) dias. Um juiz estadual ou federal pode julgar matéria trabalhista. e art. podendo.das decisões definitivas ou terminativas das Varas e Juízos. remessa dos autos à Justiça do Trabalho. 111. é um juiz de direito investido.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 156 DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO 100 Princípios do direito processual do trabalho Jus postulandi Conciliação Aplicação subsidiária do CPC Celeridade Informalidade Oralidade Concentração 101 Organização da Justiça do Trabalho É uma justiça especial.com. CF. então. Art. ou especializada.uol. (iii) Art. 895.com. Juiz de direito pode julgar matéria trabalhista! Comarca 1 (tem vara do trabalho) e Comarca 2 (juiz de direito investido). – órgãos da Justiça do Trabalho – 1 grau – juízes do trabalho. Art. III . De sentença cabe apelação (TJ ou TRF?) ou recurso ordinário (nos TRT)? Caberá recurso ordinário – parte final do art. com recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho.

De natureza jurídica: são os que não firmam novas convicções. e. O princípio da identidade física do juiz previsto no art. De natureza econômica: é o mais comum – é em que a Justiça determina aumento salarial. . 840. 132. servem somente para interpretar normas coletivas. 791. CPC. 102 Atualizações (i) Saíram 11 novas OJ: 374 a 384 SDI-1/TST. SDI e SDC) – possui competência de 1ª e 2ª instâncias. O sindicato atua como substituto processual. Cada parte poderá se fazer valer da oitiva de até 6 testemunhas em audiência. O ius postulandi somente será admitido no âmbito das varas do trabalho e dos Tribunais Regionais do Trabalho.uol. TST: órgão máximo da justiça laboral. é inaplicável às VT. e. 282. Especial: inquérito judicial para afastar empregado estável por justa causa – utilizado para quebra da estabilidade decenal. bem como de instância superior. (ii) Nova súmula: Súmula 424 do TST. Súmula 377 do TST: exige-se que o preposto seja empregado – exige a condição de empregado do empregador. Atenção: têm competência originária no TRT e TST. CLT. Princípio da identidade física do juiz. o art.br | 11 99610348 facebook. dependendo da jurisdição. CPC.com. sim.procedimento sumaríssimo (abaixo de 40 salários mínimos): 2 testemunhas. Plúrimo: pluralidade de reclamantes ("litisconsórcio ativo"). 132.procedimento ordinário (acima de 40 salários mínimos): 3 testemunhas. 103 Dissídios Dissídios individuais: o pedido é pessoal. Juiz que concluir a audiência. Requisitos: http://leonardosakaki. Dissídios coletivos: envolve interesses de uma coletividade. subsidiariamente. não sendo admitido no Tribunal Superior do Trabalho. CLT. TST: esse princípio não é aplicável às varas do trabalho. mas não exige o vínculo empregatício na época dos fatos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 157 (iv) Art. Tanto no simples como no plúrimo as partes poderão ouvir: . 104 Petição inicial Aplica-se o art. É composto de 3 órgãos um administrativo (Pleno do TST) e dois julgadores (Turma.sites.com. julgará a lide. Ius postulandi: art.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. Súmula 136. Simples: um só reclamante. CPC.

É competente. 105. 105. abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União.com.uol. 651. para. opondo. adentrar aos pleitos) Provas Citação Valor da causa 105 Competência da Justiça do Trabalho Competência é a medida. também. em seguida. 105. pelo que deve a DRT remeter o processo administrativo à Justiça do Trabalho para julgamento da relação de emprego. por danos materiais e morais. tentar solucionar o conflito na Justiça Desportiva. 105.br | leonardosakaki@uol. Art.2 Justiça Desportiva Deve. http://leonardosakaki. a Justiça do Trabalho deve dirimir o conflito.br | 11 99610348 facebook. o limite ou o fracionamento da jurisdição.1 DRT – Anotação da CTPS O empregado comparece à DRT solicitando o registro que ainda não fora feito.sites. movida pelo empregado contra seu empregador. 114. para julgar ações de dano moral ou material decorrentes de acidente de trabalho. CPC) .3 Dano moral Compete à Justiça do Trabalho o julgamento de ação de indenização.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 158 Endereçamento Qualificação das partes Fatos (causa de pedir: dados do contrato de trabalho. CLT: a ação trabalhista deverá ser ajuizada no local de prestação de serviços (empregado reclamante ou reclamado).art. antes.com.em razão do lugar (ratione loci) . dos Estados. fundado em fato decorrente da relação de trabalho.as ações oriundas da relação de trabalho. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: I . do Distrito Federal e dos Municípios. nada importando que o dissídio venha a ser resolvido com base nas normas de direito civil.5 Competência territorial .competência relativa (art. para tanto. que não há vínculo. e o empregador comparece e se recusa a registrar.com/leonardosakaki | @leosak . independentemente do local da contratação. 111.4 Honorários advocatícios Compete à Justiça estadual processar e julgar a ação de cobrança ajuizada por profissional liberal contra cliente. 105.

no caso. feiras de negócios. Exemplo: o cara foi contratado no Brasil para prestar serviços no Uruguai e no Uruguai sofreu lesões trabalhistas. o Exceção 1: empregado agente ou viajante comercial – art. (OJ 149 SDI2/TST) §3º . desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção internacional dispondo em contrário 106 Competência material . TST – Princípio da lex loci executionis – a relação jurídica trabalhista será regida pelas leis do país da execução do contrato. Exceção 2: empresa que promova a realização de atividades fora do local da contratação ("empresa viajante"). §2º . será aplicada a lei Uruguaia.com. ele volta ao Brasil e entra com reclamação trabalhista aqui no Brasil – a Justiça do Trabalho tem competência. portanto. Local em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado.com. estende-se aos dissídios ocorridos em agência ou filial no estrangeiro.A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento.uol. reclamante ou reclamado. ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. Regras de direito processual: serão aplicadas as regras brasileiras.Em se tratando de empregador que promova realização de atividades fora do lugar do contrato de trabalho.sites. o o Exceção 3: competência internacional da Justiça do Trabalho – a Justiça do Trabalho é competente para julgar as lides ocorridas em agência ou filial no estrangeiro. Poderá entrar com ação no local da contratação ou no lugar da prestação de serviços. §1.com/leonardosakaki | @leosak . será no domicílio do empregado ou localidade mais próxima.competência absoluta Com advento da EC 45/04 (Reforma do Judiciário) trouxe uma ampliação significativa dessa competência do judiciário trabalhista. desde que não haja convenção internacional em sentido contrário.br | leonardosakaki@uol. Empregado está no polo passivo no inquérito judicial para apuração de falta grave. 651. Se o empregado prestar serviços em mais de um lugar a CLT é omissa. prestar serviços ao empregador. empresas de entreterimento etc. A Justiça do Trabalho é competente para julgar ações de dano moral ou material decorrente de acidente de trabalho. Regras de direito material: conflito de leis trabalhistas no espaço – Súmula 207.em razão da matéria (ratione materiae) .br | 11 99610348 facebook. 651 . estabelecida neste artigo. Na falta. Exemplos: circos. é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 159 Art.A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o empregado. http://leonardosakaki. Prevalece o entendimento do último local de prestação dos serviços.

podendo a Justiça do Trabalho decidir o conflito. I. entendeu que a Justiça do Trabalho não é competente para julgar as ações envolvendo qualquer relação de ordem estatutária ou de caráter jurídico-administrativo. Exemplos: advogados.com/leonardosakaki | @leosak . das contribuições sociais previstas no art. mesmo nos casos de crime contra a organização do trabalho e crimes contra a administração da Justiça do Trabalho. a . (i) Art. Celetista – Justiça do Trabalho.com.as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho.as ações que envolvam exercício do direito de greve. e II. IX. II. em decisão liminar. e seus acréscimos legais. II – ações individuais ou coletivas que envolvam direito de greve: será competência da Justiça do Trabalho.Recusando-se qualquer das partes à negociação coletiva ou à arbitragem.outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho. VIII.os mandados de segurança. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. §3º.Em caso de greve em atividade essencial. em decisão plenária. arquitetos. bem como as convencionadas anteriormente. §1º . Observação 1: O termo relação de trabalho representa um gênero. o. 102. estágio etc. Estatutários e outras relações de caráter jurídico-administrativo – Justiça Comum.sites. I – ações oriundas da relação de trabalho.684-0.as ações de indenização por dano moral ou patrimonial. ao julgar a ADIN 3. Exemplos: trabalho escravo e falso testemunho. engenheiros. 195. na forma da lei.a execução. CF: Art. abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União. ressalvado o disposto no art. abrangendo várias espécies. 114. III. de 2004) IV.Frustrada a negociação coletiva. é facultado às mesmas. §2º. entendeu que a Justiça do Trabalho não tem competência criminal. avulso e individual. de ofício. quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição. as partes poderão eleger árbitros. Súmula 363 STJ – competência da Justiça Comum Estadual. Observação 4: vem prevalecendo o entendimento de que a Justiça do Trabalho não tem competência para julgar as ações de cobrança dos profissionais liberais contra cliente. I.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 160 106.uol. o Ministério Público do Trabalho poderá ajuizar dissídio coletivo. de comum acordo. decorrentes das sentenças que proferir.br | 11 99610348 facebook. respeitadas as disposições mínimas legais de proteção ao trabalho.os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista. dos Estados. e entre sindicatos e empregadores. (ii) Art. Estados. um conceito mais amplo. http://leonardosakaki. entre sindicatos. 114. dentre elas: trabalhos autônomo. do Distrito Federal e dos Municípios. jornalistas etc.1 Principais aspectos dessa competência – art. Observação 3: O STF ao julgar a ADIN 3. com possibilidade de lesão do interesse público. V. habeas corpus e habeas data . competindo à Justiça do Trabalho decidir o conflito.as ações sobre representação sindical. decorrentes da relação de trabalho. VII. 114. entre sindicatos e trabalhadores. 114. Observação 2: O STF. abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direita e indireta da União. Municípios e Distrito Federal.br | leonardosakaki@uol.as ações oriundas da relação de trabalho.395-6. VI. ajuizar dissídio coletivo de natureza econômica.com. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: I.

A competência é da justiça comum estadual. CF. STJ. STF). Tribunal Superior do Trabalho. Será de competência da Justiça do Trabalho. Isto está previsto no art. Pro- http://leonardosakaki. em face do empregador – dano em ricochete ou reflexo ou indireto. STF: processos que tramitavam na Justiça Comum. TST. Súmula Vinculante 22. d. foram remetidos à Justiça do Trabalho desde que sem sentença prolatada de mérito ou não. Súmulas 235 e 501. I. (iii) Art. Exemplo: MST invadiu a terra. Ação de manutenção de posse – no caso de turbação. a Justiça do Trabalho é competente para julgar as ações de indenização por danos materiais ou morais decorrentes de acidente de trabalho movidas pelo empregado contra o empregador.br | leonardosakaki@uol. assédio sexual ou moral.com.br | 11 99610348 facebook. Prevalece o entendimento da competência da Justiça do Trabalho (cancelamento da Súmula 366 do STJ). Exemplo: MST está na porta da terra – atrapalhando os direitos de posse. Exemplo: MST chegou à cidade. Conforme a Súmula Vinculante 22. 114. 105. b) ações indenizatórias que tenham por objeto danos materiais e/ou morais: ação movida pelo empregado em face do empregador. STF.com/leonardosakaki | @leosak . Súmula 367. STF.uol. Observação: conforme a Súmula 420 do TST. V – conflito de competência: quem julga conflito entre juiz do trabalho e o juiz estadual ou federal? Tribunais Regionais do Trabalho.com. Observação 2: prevalece o entendimento que a Justiça do Trabalho não é competente para julgar a greve dos servidores públicos. e Súmula Vinculante 22. VI – ação de indenização por danos materiais e/ou morais decorrentes da relação de trabalho. É Justiça do Trabalho ou Justiça comum? Será de competência da Justiça do Trabalho – Súmula 392. E se ocorrer acidente de trabalho ou doença ocupacional? a) ações acidentárias – lides previdenciárias – do trabalhador segurado acidentado em face do INSS: essa ação tem por objeto o benefício. No caso de Tribunais Regionais do Trabalho e Vara a ele vinculada será caso de competência funcional ou hierárquica. Ação de reintegração de posse – no caso de esbulho. Exemplos: revista íntima de funcionário. (iv) Art. 114. discriminações etc. Superior Tribunal de Justiça ou Supremo Tribunal Federal? Superior Tribunal de Justiça julgará.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 161 Observação 1: será de competência da Justiça do Trabalho ações possessórias que envolvam exercício do direito de greve e relacionadas aos trabalhadores da iniciativa privada (Súmula Vinculante 23. Espécies de ações possessórias: Interdito proibitório – em caso de ameaça. não há conflito de competência entre Tribunais Regionais do Trabalho e Vara do Trabalho a ele vinculada. E se ocorre o falecimento do empregado? Quem entra com ação é a viúva ou o filho.sites.

Entretanto. III. Procedimento sumaríssimo Célere. caberá recurso.sites. Pedido líquido.584/70. CLT(Lei 9. 107 Procedimentos ou ritos trabalhistas É a forma pelo qual o processo se desenvolve. valor da causa acima de 40 salários mínimos (nacional). após livre distribuição. Prevalece o entendimento do cabimento do Recurso Extraordinário – art. Procedimentos especiais São aqueles que trazem regras especiais. Demanda de até 40 salários mínimos. Observação: nesse rito poderão ser ouvidas até 3 testemunhas para cada parte – art. CF.br | leonardosakaki@uol.com/leonardosakaki | @leosak . 102. previsto entre os arts.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 162 cessos com sentença ficaram na Justiça Comum e processos sem sentença foram para a Justiça do Trabalho.957/00). Todavia. gestante etc. CLT. §§3 e 4 da Lei 5. Esse limite não é aplicável aos magistrados – o juiz pode ouvir quantas testemunhas quiser. 821. o qual. 2.br | 11 99610348 facebook.2003. Procedimento sumário (dissídio de alçada) Célere. valor da causa até 2 salários mínimos. o encaminhou para a 132ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. Estão excluídas as administrações pública. 852A a 852I. Prevalece o entendimento do limite de 3. Não precisa de inquérito: cipeiro (CIPA). Número máximo de testemunhas 6. Observação: Em regra nesse rito não é cabível a interposição de recursos. Ação de cumprimento.uol. Dissídio coletivo. bem como a citação por edital. Empregados estáveis que poderão ser despedidos pela simples prática da falta grave sem a necessidade do inquérito judicial.2) No dia 23. 55 (FGV – OAB 2010. se a sentença ventilar matéria constitucional. Paulo mudou de ideia e não compareceu à secretaria da Vara http://leonardosakaki. Art. valor acima de 2 salários mínimos até 40 salários mínimos. Observação: a lei é omissa ao número máximo de testemunhas.05.com. Paulo apresentou reclamação verbal perante o distribuidor do fórum trabalhista.com. Há 4 procedimentos: Procedimento comum (ordinário) Mais completo. Principais exemplos: Inquérito judicial para apuração de falta grave: é a ação de rito especial movida pelo empregador que visa a resolução do contrato de trabalho de um empregado estável através da comprovação judicial de falta grave por ele cometida.

também estarão excluídos de tal rito.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 163 para reduzi-la a termo. No dia 24. aplicável subsidiariamente ao processo do trabalho. uma vez que deu ensejo à perempção prevista no CPC. A conciliação poderá ser tentada em qualquer fase da audiência.2003. Abrange apenas dissídios individuais – coletivos nunca! Quando a administração pública direta.12. Valor da causa acima de 2 salários mínimos até 40 salários mínimos. que há tentativa de conciliação após a abertura da audiência. Contudo. antes da sentença. Não cabe citação por edital. Observação: caso o autor não preencha um desses requisitos.br | 11 99610348 facebook. devendo indicar valor. inclusive. CLT).com/leonardosakaki | @leosak . uma vez que a CLT proíbe o ajuizamento sucessivo de três reclamações desta modalidade. é correto afirmar que: (A) Paulo não poderá ajuizar uma nova reclamação verbal. apresentou novamente a sua reclamação verbal. Autor deverá indicar corretamente o nome e endereço do reclamado. Diferente do procedimento comum. Não é aplicável quando for parte a administração pública direta autárquica e fundacional (Fazenda Pública).com. ao chegar o dia da audiência. Resposta: B . Paulo retornou ao distribuidor da Justiça do Trabalho e. reduziu a reclamação a termo e saiu de lá ciente de que a audiência inaugural seria no dia 01. (C) Paulo não poderá ajuizar uma nova reclamação verbal.com.sites. A extinção do processo ocorre por uma sentença terminativa. (D) Paulo poderá ajuizar nova reclamação trabalhista. Paulo mudou de ideia mais uma vez e não compareceu. mas apenas na forma escrita e assisti do obrigatoriamente por advogado. uma vez que somente a segunda foi reduzida a termo. gerando apenas um arquivamento dos autos por ausência do autor na audiência inaugural. gerando o arquivamento dos autos. 852-A ao 852-I. a reclamação trabalhista será arquivada e o reclamante será condenado ao pagamento das custas sobre o valor da causa. Diante desta situação concreta.2004.Procedimento sumaríssimo – arts. decidido. A reclamação trabalhista tem que preencher 2 requisitos: Pedido líquido – certo ou determinado.uol. e depois das razões finais. Aplicável para empresas públicas e sociedades de economia mista. CLT (i) Principais características Rito célere. antes da defesa (art. 846.br | leonardosakaki@uol. cuja livre distribuição o encaminhou para a 150ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. http://leonardosakaki. autárquica e fundacional forem parte. (B) Paulo poderá ajuizar uma nova reclamação verbal.02. Desta vez. Prevalece o entendimento de que o advento do procedimento sumaríssimo não revogou o sumário. o trabalhador se dirigiu à secretaria da Vara.

br | 11 99610348 facebook. As testemunhas comparecerão em audiência independentemente de intimação. ou até mesmo quando indefere expedição de carta precatória ou rogatória indispensável à continuidade do processo. E se contrariar uma orientação jurisprudencial? Não cabe. inclusive nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo.br | leonardosakaki@uol. salvo quando se tratar de inquérito para apuração de falta grave. Ação que visa intervenção de autoridade judiciária superior em ato tumultuário no procedimento de autoridade inferior. Mais justa e equânime. o objeto da perícia e nomear perito. (D) Nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo. somente quando a prova do fato o exigir. é vedada às partes a apresentação de peritos assistentes. http://leonardosakaki. fixar o prazo. Sentença: dispensado o relatório – tem apenas fundamentação e o dispositivo. ou quando não admite a consignação de protesto em ata. por ausência de previsão legal – OJ 352 SDI-1 / Tribunal Superior do Trabalho. não caberá RR. não pode existir recurso contra esse ato. Prova testemunhal: até 2 testemunhas para cada parte. inclusive. desde logo. assinale a alternativa correta. que haja prejuízo à parte. Requisitos: ato atentatório da boa ordem processual. 896.com/leonardosakaki | @leosak . Em caso de violação de lei federal não cabe. será deferida prova técnica. da Consolidação das Leis do Trabalho. (A) As testemunhas devem ser necessariamente arroladas pelas partes dentro do prazo estabelecido pelo juiz. É cabível recurso de revista no procedimento sumaríssimo? Art. ainda que não requeridas previamente.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 164 A apreciação da demanda deverá ocorrer no prazo máximo de 15 dias do ajuizamento.uol.com.com. podendo. O juiz somente vai deferir a intimação da testemunha que comprovadamente convidada deixar de comparecer – prova do convite prévio. Observação: se o acórdão do TRT contrariar OJ. 49 (FGV – OAB 2010.sites. incumbindo ao juiz. §6. Exemplo: cabe quando o juiz adia por vezes o julgamento sem justificativa plausível.1 Correição parcial Não é recurso. a fim de que sejam notificadas para comparecimento à audiência.2) Com relação às provas no processo do trabalho. 2 hipóteses: quando o acórdão do Tribunais Regionais do Trabalho violar súmula do Tribunal Superior do Trabalho ou a Constituição Federal. constar de pauta especial. (C) Na hipótese de deferimento de prova técnica. (B) Cada uma das partes não pode indicar mais de três testemunhas. caso em que este número pode ser elevado a seis. ou for legalmente imposta. Todas as provas serão produzidas na audiência de instrução e julgamento. Resposta: D 108 Ações especiais 108.

com/leonardosakaki | @leosak . ou de que não pôde fazer uso. transitada em julgado.uol. defesa de interesses de menores e incapazes em geral. § 2o É indispensável.3 Ação rescisória Art. tendo como competência originária o TRT ou o TST. desistência ou transação. resultante de atos ou de documentos da causa.depois da sentença. quando a sentença admitir um fato inexistente. emissão de pareceres. Também atua em: dissídios coletivos como parte e na instauração de dissídios coletivos como fiscal da lei. III . Atuação do Ministério Público do Trabalho: fiscal da lei. a fim de fraudar a lei. cuja falsidade tenha sido apurada em processo criminal ou seja provada na própria ação rescisória. o autor obtiver documento novo.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook. pode ser rescindida quando: I . Vl .proferida por juiz impedido ou absolutamente incompetente. Vll . 108. Requerimento de tutela antecipada ou propositura de medida cautelar.ofender a coisa julgada. 485. V . Não é recurso.com. em que se baseou a sentença. Prazo para propositura é de 2 anos (decadencial). parte. por si só.fundada em erro de fato.se fundar em prova. VIII . http://leonardosakaki. II . nem pronunciamento judicial sobre o fato. concussão ou corrupção do juiz. da seguinte forma: Vício TRT Vara do Trabalho TST Competência TRT TRT TST Custas de 20% sobre o valor da causa. IX . IV . dependendo de onde ocorreu o trânsito em julgado da ação.resultar de dolo da parte vencedora em detrimento da parte vencida. Proteção de interesses difusos – exemplo: greve quando há declaração de abusividade. ou quando considerar inexistente um fato efetivamente ocorrido.se verificar que foi dada por prevaricação. desde que o processo rescindendo esteja na fase de execução. capaz.violar literal disposição de lei. num como noutro caso. desafiando o pedido de um número mínimo de empregados e atingindo atividades essenciais – MPT atuará em defesa dos interesses dos cidadãos que serão diretamente atingidos pela greve. ou de colusão entre as partes. A sentença de mérito.2 Ação civil pública Competência das Varas do Trabalho. que não tenha havido controvérsia. § 1o Há erro.com. e sim uma ação. contados do trânsito em julgado da decisão rescindenda.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 165 108. cuja existência ignorava.houver fundamento para invalidar confissão.sites. de Ihe assegurar pronunciamento favorável.

é passível de corte rescisório.7 Habeas corpus http://leonardosakaki. *diz-se de ou decisão.uol. mas também pelo próprio empregado – possui os mesmos procedimentos da reclamação trabalhista. (D) A sentença de mérito proferida por prevaricação. Resposta: D 108. do CPC. e. uma vez transitada em julgado. (B) É ajuizada independente de depósito prévio.com/leonardosakaki | @leosak .sites. uma vez transitada em julgado. 108. Não tem caráter executiva. a constituição do título executivo judicial e a conversão do mandado inicial em mandado executivo.br | leonardosakaki@uol. (A) A decisão que extingue o processo sem resolução de mérito. Em caso de cumprimento de acordo ou convenção coletiva. 475-I e ss. assinale a afirmativa correta.com. em caso de improcedência dos embargos. prossiga o processo nos termos dos arts. (C) Quando for de competência originária de Tribunal Regional do Trabalho. Pode ser proposta pelo sindicato da categoria.2) Segundo a legislação e a jurisprudência sobre a ação rescisória no Processo do Trabalho. que não tem característica de título executivo. tendo natureza jurídica de ação e competência idêntica àquelas explicitadas na ação rescisória. Se o devedor optar pelo pagamento da obrigação. 108. porventura oferecidos. ficará isento do pagamento de custas processuais e dos honorários advocatícios.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 166 54 (FGV – OAB 2010. é passível de corte rescisório.6 Ação de cumprimento Cumprimento de sentença normativa proferida em dissídio coletivo perante os tribunais trabalhistas. Deverá requerer na petição inicial. despacho proferido no curso de um processo. em razão da previsão específica do Processo do Trabalho. assim como qualquer outro documento sem eficácia executiva.4 Ação monitória Vale ou Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho. para determinar provisões ou decidir sobre questões incidentais que vêm interferir no seu andamento. admitirá o recurso de revista para o Tribunal Superior do Trabalho. no caso de não oferecimento de embargos. 108. poderão ensejar a ação monitória.5 Mandado de segurança Usado para atacar decisões interlocutórias*.br | 11 99610348 facebook. não caberá a ação de cumprimento. concussão ou corrupção do juiz.com. caberá reclamação trabalhista simples. sem caráter de sentença final.

após a leitura da reclamação. 110 Contestação Deve ser entregue em audiência. pois a CLT não menciona as preliminares. e é.Não havendo acordo. quando esta não for dispensada por ambas as partes. Exemplo: arresto. existindo a indispensabilidade da propositura da demanda no prazo de 30 dias. cessa a eficácia da medida cautelar. podem ser apresentadas as preliminares. 847 . que podem ser: 110. num primeiro momento.1 Preliminares É tudo o que antecede o objeto central (mérito). Mas a praxe tornou a contestação escrita. Não caberá agravo de instrumento.br | leonardosakaki@uol. Se o juiz do trabalho decretar prisão por tais crimes. o reclamado terá vinte minutos para aduzir sua defesa. Aplicação subsidiária do CPC. mas sob o mesmo juízo.2 Cautelares incidentais Proposta no curso do processo principal.com. visto que na Justiça do Trabalho. ainda que o STF não mais admita referido tipo de restrição de liberdade pelo fato de ser o paciente depositário infiel. sequestro. caberá de ofício. Juntamente com a defesa.sites. como no processo civil.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 167 O juiz do trabalho pode decretar prisão nos seguintes casos: crime de desacato. crime de falso testemunho e infiel depositário. o habeas corpus deverá ser impetrado no TRF. Exemplo: quando o réu está se desfazendo de seus bens e o reclamante quer resguardar seus direitos. exibição de documentos. Requisitos: haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação ou existência de manifesto propósito protelatório do réu.uol. a competência do habeas corpus será da Justiça do Trabalho. Exige-se a verossimilhança da alegação e prova inequívoca. 110. há a possibilidade da postulação sem a necessidade do advogado. não proposta a medida principal.br | 11 99610348 facebook. produção antecipada de provas. 109.com/leonardosakaki | @leosak . Somente poderá ser atacada com mandado de segurança. deixando para a Justiça do Trabalho somente o habeas corpus se a prisão for proveniente de depositário infiel. busca e apreensão. 109.1 Cautelares preparatórias Proposta antes do processo principal. se a prisão ocorrer.com.1 Inexistência ou anulabilidade da citação http://leonardosakaki. oral: Art.1. 109 Tutela antecipatória e medidas cautelares Ao contrário do que dispõe o CPC.

como também na inicial como um todo. ao reclamado.Recebida e protocolada a reclamação. inserto no jornal oficial ou no que publicar o expediente forense. devolvendo-se o prazo para a devida contestação. para comparecer à audiência do julgamento. Assim. Não será arguido no momento da audiência. TST: presume-se recebida a notificação 48 horas depois de sua postagem. mas ela ocorreu de maneira incorreta. o réu estará se dando por citado.com.sites. motivo pelo qual enseja muitas demandas suscitando a inexistência da citação. ou. http://leonardosakaki. dentro de 48 (quarenta e oito) horas. far-se-á a notificação por edital.A notificação será feita em registro postal com franquia. A citação deve ocorrer com pelo menos 5 dias de antecedência da audiência. Se o reclamado criar embaraços ao seu recebimento ou não for encontrado.br | 11 99610348 facebook. na falta.4 Coisa julgada Extinção sem julgamento do mérito. ou do termo. que será a primeira desimpedida. o escrivão ou secretário. sem exame de mérito.3 Litispendência Muitas vezes a segunda ação distribuída não será objeto da segunda audiência (local em que efetivamente o juiz toma conhecimento do processo). mesmo porque não poderá requerer a outro juízo que tome o mesmo procedimento com relação a outro processo. § 2º . Art. Súmula 16.2 Inépcia da inicial Faltam requisitos.O reclamante será notificado no ato da apresentação da reclamação ou na forma do parágrafo anterior. no processo do trabalho. § 1º . 841 . notificando-o ao mesmo tempo. remeterá a segunda via da petição.1. Também é denominada de notificação. pois. 110. Anulabilidade da citação Deve ser arguida quando o citando teve conhecimento da citação.1. sob pena de preclusão. se isso ocorrer. mas desde que seja o primeiro momento de manifestação nos autos. Por isso a inexistência de citação pode ser arguida a qualquer momento processual. O seu não recebimento (inexistência) ou a entrega após o decurso desse prazo (anulabilidade) constitui ônus da prova do destinatário.br | leonardosakaki@uol. afixado na sede da Junta ou Juízo. Não precisa ser pessoal.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 168 Inexistência da citação Citação é indispensável em todo processo. Pode ser declarada de ofício e pode ser deferida em um ou mais pedidos.com.1.uol. depois de 5 (cinco) dias. se a primeira ação for objeto igualmente da primeira audiência e o juiz verificar que existe uma outra demanda idêntica. deverá julgar a ação improcedente. Comprovada a inexistência ou a anulabilidade. 110. 110. o processo deve retornar ao seu início.

A suspeição não será também admitida. legitimidade e passagem pela Comissão de Conciliação Prévia (se esta houver sido instituída).uol.br | leonardosakaki@uol.Se o recusante houver praticado algum ato pelo qual haja consentido na pessoa do juiz. 110. O juízo em que foi distribuída a segunda ação deve remetê-la ao juízo em que foi distribuída a primeira ação. 110. parentesco por consanguinidade ou afinidade até 3º grau civil.2. amizade íntima.com. quando já a conhecia. Deve ser arguida pela parte interessada na primeira audiência.sites.2. julgará a demanda. 110.2 Exceções 110. interesse particular na causa. sob pena de prorrogação de competência – o juiz incompetente.1.br | 11 99610348 facebook.2.3 Compensação http://leonardosakaki. em razão de este ser o juízo prevento.2 Suspeição Inimizade pessoal.7 Carência da ação Não há o preenchimento dos requisitos indispensáveis à condição da ação – objeto lícito. salvo sobrevindo novo motivo. Art.1 Incompetência Absoluta: declarada ex officio ou arguida pela parte interessada.6 Continência Dá-se a continência entre duas ou mais ações sempre que há identidade quanto às partes e à causa de pedir. finalmente. depois de conhecida. em consequência da inércia da parte interessada. abrange o das outras.com. 110. A juíza já trabalhara na instituição financeira e já conhecia os procedimentos do banco.1. possibilidade jurídica do pedido. Relativa: diz respeito ao local de propositura. mas o juiz remete o mesmo ao juízo que tem a ação com o objeto mais amplo. ou que. mas o objeto de uma. se procurou de propósito o motivo de que ela se originou. não mais poderá alegar exceção de suspeição. se do processo constar que o recusante deixou de alegá-la anteriormente. por ser mais amplo.com/leonardosakaki | @leosak . 801 Parágrafo único .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 169 110.5 Conexão Ocorre quando o julgamento de uma das ações interferir diretamente na outra lide. aceitou o juiz recusado ou. Diz respeito à incompetência material. 110. Não há a extinção do processo.3 Impedimento Exemplo da juíza que negava perguntas ao advogado do reclamado (instituição financeira). 110.1.

Portanto. O reconvindo. Prescrição quinquenal: não importa a data da rescisão nem mesmo se isso ocorreu. trata-se de prescrição decadencial. Limitada a dívidas de natureza trabalhista e somente poderá ser arguida com a contestação. terá 2 anos para promover reclamação trabalhista.8 Mérito Deve-se contestar todos os itens arguidos na exordial. http://leonardosakaki. É necessário o processamento em peça apartada. o obreiro.com.6 Perempção Quando o autor der causa ao arquivamento da ação por 3 vezes consecutivas.5 Prescrição A prescrição poderá ser suscitada a qualquer momento processual. 110. próximo da soma do valor da pretensão. Deve ser arguida sempre que o valor da causa não for.com. reinicia-se o prazo no que tange aos pedidos idênticos. sob pena de o item esquecido ser confesso. observado o prazo de 2 anos após o término do contrato de trabalho. assim como a presença das partes. Prescrição trintenária: é trintenária a prescrição do direito de reclamar contra o não recolhimento da contribuição para o FGTS.7 Impugnação ao valor da causa Deve ser arguida em peça autônoma. 111 Audiência É obrigatória.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 170 Dívida de ambas as partes. lembrando que. 110. Prescrição bienal: deve ser contada da data da rescisão do contrato de trabalho. 110.br | leonardosakaki@uol. Leva-se em conta a data da propositura da ação e dela retomar os últimos 5 anos. deverá contestar a reconvenção. ou seja. ao menos.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak . Não pode haver reconvenção da reconvenção. se ela for arquivada. após o término de ser contrato laboral. 110.sites. reclamante no processo principal.uol.4 Reconvenção Reconvenção é uma contra-ação. 110. Assim como a prescrição bienal. sendo-lhe vedada a distribuição de nova ação. não importando seu motivo. visto que não se perde apenas o direito de ação. mas também o próprio direito. uma ação do reclamado contra o reclamante.

Quando há acordo. Momentos para conciliação: antes da defesa no processo ordinário (não havendo o contraditório – não se ouve as provas etc. TST. se por doença ou qualquer outro motivo ponderoso devidamente comprovado o empregado não puder comparecer. 112 Conciliação Tentativa de conciliação é obrigatória (art.br | 11 99610348 facebook. mas somente a pena de confissão quanto à matéria de fato. Exceção: empregador de ME e EPP podem fazer-se substituir ou representar perante a Justiça do Trabalho por terceiros que conheçam dos fatos. 111. pela falta de tempo: inicial.com. Reclamado ausente: art. Será revelia também quando presente o advogado. (Lei Complementar 123/06) 111. Segundo a Súmula 377. CLT – revelia e pena de confissão quanto à matéria de fato. ele poderá ser representado por outro empregado que pertença à mesma profissão. http://leonardosakaki. CLT). ou pelo sindicato. 114. Somente poderá ocorrer para justificar a ausência do mesmo na audiência e não para depor em seu lugar. Na prática é comumente dividida em 3. 111. CLT – arquivamento da ação. pois o processo é extinto sem resolução do mérito. inclusive a prolação da sentença. 844. só se aplicando a pena de confissão quanto à matéria de fato se na audiência anterior a parte tiver saído ciente da data da nova audiência. transita desde logo em julgado e não caberá recurso. CF e art. A parte que se viu prejudicada no decorrer da instrução poderá tentar amenizar os efeitos da sentença fazendo acordo.1 Substituição do reclamante Pode ser substituído por um colega de serviço ou membro do sindicato. colega de trabalho. mas ausente o reclamado.sites.com/leonardosakaki | @leosak .3 Ausência das partes Reclamante ausente: art.br | leonardosakaki@uol. O arquivamento da reclamação é uma sentença. No sumaríssimo é proposto pelo juiz a qualquer momento. ainda que não possuam vínculo trabalhista ou societário. Reclamante e reclamado ausentes: na audiência de instrução não gera arquivamento nem revelia.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 171 É una – todos os atos são realizados em audiência una. há a necessidade de o preposto ser empregado. Observação: prevalece o entendimento de que o único objetivo dessa representação é o de evitar o arquivamento da RT. salvo quando a reclamação se tratar de empregado doméstico. instrução e julgamento.uol. 764. fato este que a prática acaba por impor sua impossibilidade de efetivação.2 Substituição da reclamada Pode ser substituído por um gerente ou qualquer preposto que tenha conhecimento dos fatos. 844.).com. O reclamado poderá propor nova ação.

Das 8 às 18h.br | leonardosakaki@uol. para impulsionar o processo. Podem ser praticados em dias úteis.com. (C) O benefício da gratuidade de justiça não pode ser concedido de ofício pelo juiz. em face de sua natureza autárquica.br | 11 99610348 facebook. Se o ato iniciou-se antes das 20h e o mesmo. não caberá recurso.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 172 Se o juiz perceber que o acordo é flagrantemente lesivo ao empregado ou ao empregador.Despesas 50 (FGV – OAB 2010. Declaratórias: declaram ou não ato jurídico. devendo ser necessariamente requerido pela parte interessada. http://leonardosakaki. puder prejudicar a diligência ou causar algum dano.1 Sentença Definitiva: põe fim ao processo resolvendo a lide. Líquida: envolve condenação em quantia certa e determinada. assinale a afirmativa correta. Decisão interlocutória: quando o juiz decide algo que não visa resolver o feito. Sentença homologatória é título executivo judicial.1. são isentas do pagamento de custas. entretanto caberá ação rescisória. (A) As entidades fiscalizadoras do exercício profissional. passível de imediata execução quando não cumprida. não ultrapassando 5 horas seguidas. . Se houver homologação de acordo viciado.2) Com relação às despesas processuais na Justiça do Trabalho. das 6h às 20h. fazer ou não fazer. após o trânsito em julgado da decisão.com/leonardosakaki | @leosak . poderá recusar a homologá-lo.sites. salvo em casos urgentes.com. ainda que beneficiária da gratuidade de justiça. 113.1 Atos do juiz Despacho: quando a parte requerer algo no decorrer da demanda. estas devem ser pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo recursal. (B) As custas devem ser pagas pelo vencido. ou ex officio. Sentença: ato para por fim ao processo. No caso de recurso. 113 Atos processuais Os atos processuais são públicos (audiência). Constitutivas: modificam a relação jurídica – a criam ou a extinguem. Resposta: B 113. Condenatórias: imposição de obrigação de dar. Exemplo: reconhecimento de vínculo. Terminativa: põe fim ao processo sem analisar o mérito. Retroage até a data dos fatos. se adiado. poderá ultrapassar tal horário. (D) A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na pretensão objeto da perícia.

expõe a necessidade de fundamentação – princípio da dialeticidade ou discursividade e princípios do contraditório e ampla defesa. §1. Inexigibilidade de fundamentação. Exemplo: condeno pagar 72 horas extras. Art. Todavia. e Súmula 425. É possível efeito suspensivo nos recursos trabalhistas? Sim.jus postulandi. CLT. CLT. A ação cautelar é o meio próprio para o efeito suspensivo. . 162. parte final.uol. É possível.br | leonardosakaki@uol. decisão que resolve exceção de incompetência relativa de suspeição ou impedimento. parte final. http://leonardosakaki. 9. . sendo possível a extração da carta de sentença e o início da execução provisória que vai até a penhora. Lei 7. 899.Partes da sentença Relatório: nome das partes e resumo do pedido e da defesa. TST.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 173 Ilíquida: não envolve quantia certa. I. Por quê? Ius postulandi (art. Esta é a regra das sentenças trabalhistas.Caso específico de efeito suspensivo – Art. caput. TST. é possível a obtenção do efeito suspensivo mediante ação cautelar.br | 11 99610348 facebook. I.com. Art. Conclusão: decisão da causa.com/leonardosakaki | @leosak . 893. Fundamentação: motivo da sentença.sites. portanto a extração da carta de sentença – execução provisória (até a penhora). CPC. Súmula 414. Atenção: dispensado no sumaríssimo.701/88 Tribunal Superior do Trabalho Recurso Ordinário Sentença normativa Dissídio coletivo Tribunais Regionais do Trabalho Justiça do Trabalho Nesse caso. o presidente do Tribunal Superior do Trabalho poderá atribuir efeito suspensivo a esse recurso ordinário pelo prazo improrrogável de 120 dias contados da publicação. CLT. 114 Recursos trabalhistas a) Características ou peculiaridades: (i) em regra são dotados apenas de efeito devolutivo. (iii) irrecorribilidade imediata/direta das decisões interlocutórias. é excepcional. 899. Decisão interlocutória é o ato do juiz que no curso do processo resolve questão incidente. (ii) Serão interpostos por simples petição. decisão do juiz que indefere a oitiva de testemunhas. Exemplo de decisões interlocutórias: liminar.com. CLT . Art. Atenção: a Súmula 422. através de ajuizamento de ação cautelar – Súmula 414. TST. 791. §2. TST) e os princípios da simplicidade e informalidade que vigoram no processo do trabalho. Art.

http://leonardosakaki. Recurso contra a sentença: recurso mediato – impugnar sentença e decisão interlocutória. somente sendo admitida a apreciação da decisão interlocutória em recurso da decisão definitiva (recurso mediato ou indireto).com/leonardosakaki | @leosak . não cabe recurso imediato e sim mandado de segurança. Prevalece o entendimento da necessidade do protesto nos autos ou na ata para evitar a preclusão. De outra sorte.br | 11 99610348 facebook. que o prazo é de 48 horas. Principais bases de cálculo: valor da causa. CPC. não é cabível recurso imediato ou direto contra decisão interlocutória. Principais exceções: recurso de revisão. Dessa forma. 6.uol. é uma decisão interlocutória. se o juiz proferir uma decisão interlocutória não é cabível a interposição de recurso imediato ou direto.com. Custas: art. por ser uma decisão interlocutória. Lei 5. DL 779/69 e Art. Caso prático: Mandado de segurança Recurso Recurso Ordinário Mandado de segurança Reclamação trabalhista Liminar Sentença Tutela antecipada – art. Agravo de instrumento serve só para destrancar recurso. e não mandado de segurança. respectivamente. 1. que resulta no não conhecimento do recurso.584/70. Tutela antecipada concedida em liminar e a tutela concedida na sentença. A superveniência de sentença resulta na perda do objeto do mandado de segurança b) Preparo A ausência de preparo é a deserção. Tutela antecipada não é concedida só liminarmente – pode ser também na sentença também. (iv) em regra observa o prazo de 8 dias para razões e contra razões – art. III. Esse recurso recebe um nome técnico: recurso mediato ou indireto. 789 e ss. 273.br | leonardosakaki@uol.com. CLT Alíquota de 2%. Qual o recurso cabível em cada caso? Liminar é uma decisão inicial no processo. somente sendo admitida a apreciação de seu merecimento em recurso da decisão definitiva. Cautelar tem por objetivo assegurar um resultado útil – fumus bonus juris. Cabe mandado de segurança e recurso ordinário (Súmula 414 do TST). No processo do trabalho não existe agravo retido e o agravo de instrumento é o recurso cabível contra despacho denegatório de seguimento de recurso no juízo a quo. Fazenda Pública e Ministério Público do Trabalho – prazo em dobro para recorrer – art. Prevalece o entendimento de que há a necessidade do protesto antipreclusivo para o cabimento do recurso mediato. se a antecipação de tutela foi concedida na sentença.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 174 No processo do trabalho. condenação e acordo. CLT Se a tutela antecipada for concedida liminarmente. caberá recurso ordinário. 188.sites.

2) Assinale a alternativa que apresente requisitos intrínsecos genéricos de admissibilidade recursal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 175 114. tempestivamente.com. 2. Resposta: A Classificação 1.uol.2) Pedro ajuizou ação em face de seu empregador objetivando a satisfação dos pedidos de horas extraordinárias. tempestividade. São pressupostos intrínsecos: legitimidade. CLT.com. é corretor afirmar que: http://leonardosakaki. nos termos do artigo 899. tempestividade e preparo. preparo e tempestividade. legitimidade e interesse. interesse e representação processual. Recorre ordinariamente.2 Depósito recursal É um pressuposto recursal objetivo que tem por finalidade a garantia do juízo para futura execução por quantia a ser promovida pelo empregado. benefício este não estendido às empresas em liquidação extrajudicial. e se nega seguimento ao recurso por intempestivo. Na hipótese de condenação solidária de duas ou mais empresas o depósito feito por uma delas aproveitará as demais. Na análise da primeira admissibilidade recursal há um equívoco. adequação. III. São pressupostos extrínsecos: precisão legal. Trouxe o depósito recursal em agravo de instrumento. a massa falida é isenta de custas e depósito recursal. Súmula 128.sites. Empregado nunca faz depósito recursal! Art. (C) Representação processual. desde que não pleiteie a sua exclusão da lide.br | 11 99610348 facebook. 114. (B) Preparo. O recurso pode ser interposto pela parte vencida. O seu pedido foi julgado improcedente. Pressupostos recursais subjetivos ou intrínsecos: são aqueles que dizem respeito a aspectos internos da decisão recorrida. e Súmula 161 TST – somente é exigido do empregador em havendo condenação em pecúnia (em direito. (D) Legitimidade.com/leonardosakaki | @leosak . que é correspondente a 50% do valor do depósito do recurso trancado. que tem seu conhecimento negado pelo Tribunal Regional. pelo terceiro prejudicado e pelo Ministério Público. de 29 de junho de 2010. se interpõe o recurso de agravo por instrumento.br | leonardosakaki@uol. capacidade e interesse. Quanto à conduta do Desembargador Relator. Pressupostos recursais objetivos ou extrínsecos: são aqueles que dizem respeito a aspectos externos da decisão recorrida. tempestivamente. (A) Capacidade. 499. 53 (FGV – OAB 2010. por ausência do depósito recursal referente à metade do valor do recurso principal que se pretendia destrancar. 899. Observação: conforme a Súmula 86 do TST. TST. preparo e regularidade de representação. suas integrações e consectárias.275. Desta decisão. valor). Art. pretendendo a substituição da decisão por outra de diverso teor. Atenção: lei 12.1 Pressupostos recursais 52 (FGV – OAB 2010. §7º da Consolidação das Leis do Trabalho.

com. pois em que pese haver a necessidade do preparo para a interposição do recurso de agravo por instrumento.1 Recurso de revisão ou pedido de revisão http://leonardosakaki.com.br | leonardosakaki@uol. por isso.sites. juntamente com os embargos por declaração. (C) ela está equivocada. pois o recurso de agravo por instrumento. (B) ela está correta. sob pena de não conhecimento do recurso.uol. Resposta: C 114. que não necessita de preparo para a sua interposição.3. na esfera laboral é o único. portanto. no problema acima. o pedido foi julgado improcedente sendo recorrente o autor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 176 (A) ela está correta. uma vez que o preparo é requisito de admissibilidade recursal e.br | 11 99610348 facebook. uma vez que o referido artigo afirma que nos casos de interposição do recurso de agravo por instrumento é necessária a comprovação do depósito recursal de 50% do valor do depósito referente ao recurso que se pretende dar seguimento.3 Recursos trabalhistas em espécie 114. (D) ela está equivocada. não pode estar ausente.com/leonardosakaki | @leosak . dispensável o preparo no que se refere a depósito recursal.

obscuridade ou contradição. poderá impugná-lo em audiência. recurso extraordinário e agravo de petição. poderá desistir do recurso.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 177 É pouco usado e ocorre quando a inicial não contém valor dado à causa e o juiz o fixar. faz cair por terra também o recurso adesivo. 114. caberá recurso de revisão.3. se ocorrer.com/leonardosakaki | @leosak . a qualquer momento. fato este que. 114. Procedimento: recebida a notificação.3.br | 11 99610348 facebook. e deverá ser julgado em 48 horas.3. TST.sites. recurso de revista. É um recurso subordinado ao principal.uol. O juiz que o receber fará o juízo de admissibilidade e abrirá prazo para contrarrazoar o recurso no mesmo prazo. Deve ser interposto em 48 horas da decisão do juiz. Cabimento: 8 dias.2 Recurso adesivo Ocorre quando a ação for procedente em parte. 114. a parte tem 8 dias de prazo para interpor o recurso ordinário. Pressuposto: pagamento de custas e depósito recursal. Súmula 283. Pessoa jurídica de direito público tem prazo em dobro. a parte vencida propõe recurso cabível. Pode-se discutir toda a matéria (de fato e de direito). Procedimento: será direcionado ao presidente do TRT. equívoco na análise dos pressupostos extrínsecos do recurso. Se o juiz mantiver o valor. Recurso adesivo é compatível com o direito do trabalho e é cabível nos seguintes recursos: recurso ordinário. Cabimento: quando a sentença contiver erro no tocante a omissão. Se uma das partes não concordar com este valor. embargos no TST. quando estes estiverem atuando como órgãos originários. 114.com.com. e a outra que também não ganhou tudo propor recurso adesivo. com cópia da inicial e da ata de audiência.br | leonardosakaki@uol. sem a anuência do recorrido.4 Recurso ordinário Cabimento: das decisões definitivas ou terminativas das VT e dos TRTs.3.3 Embargos declaratórios Hipóteses de alteração de sentença: correção de erros de ofício ou a requerimento da parte (em tese de embargos declaratórios.5 Recurso de revista http://leonardosakaki. (semelhante à apelação do cível) Efeito: devolutivo. O recorrente.

por medida de cautela. da decisão inicial e da comprovação do depósito recursal e custas. e §§ da CLT. ainda.6 Agravo de instrumento Sentença Recurso ordinário Cabimento: somente para decisões que denegarem seguimento a recurso. CLT: é o recurso cabível contra acórdão do Tribunais Regionais do Trabalho em dissídio individual. 114.7 Embargos no TST 114. em embargos de terceiro.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 178 Cabimento: visa a uniformização da jurisprudência. Ou. da petição inicial.com.com/leonardosakaki | @leosak . Art. quando houver conflitos com acordos ou convenções coletivas. em exceção de pré-executividade. O agravado terá que contraminuar o agravo e. ou seja. que é o nome dado à contraminuta do agravo. 896.3) http://leonardosakaki. A parte contrária terá 8 dias para contraminuar o agravo. Tribunal Superior do Trabalho Tribunais Regionais do Trabalho Acórdão Recurso de revista Justiça do Trabalho 114. Somente ensejará quando houver divergência jurisprudencial ou sumular. 897. ainda. em grau de recurso ordinário. da certidão de intimação. daquelas que infringem dispositivo legal constitucional ou de lei federal. Atenção: no sumaríssimo só caberá em divergência sumular ou violação à CF/88. nele só se discutem questões de direito – não objetiva reanalisar questões de fato ou provas. das procurações outorgadas aos advogados das partes. Procedimento: deverá ser endereçada ao Presidente do TRT e as razões encaminhadas ao TST. da defesa. que são as peças necessárias para o agravo: cópia da decisão agravada.3. juntamente devera ser formado o instrumento. contrarrazoar o recurso denegado.com. ou.3. O agravo de petição é o recurso ordinário na execução. 78 (FGV – OAB 2010.3. pois as decisões interlocutórias são irrecorríveis no processo laboral. É o recurso cabível contra as decisões proferidas na execução. a. Se o processo começou no Tribunais Regionais do Trabalho cabe recurso ordinário.sites.br | 11 99610348 facebook.8 Agravo de petição Art.br | leonardosakaki@uol. Exemplo: decisão em embargos à execução. Procedimento: quando o agravo sobe.

com. Na condição de advogado contratado pela respectiva empresa. (C) somente é fonte subsidiária do Processo do Trabalho na execução das contribuições previdenciárias. que não conheceu do recurso de revista. é de 10 (dez) dias o prazo para o executado apresentar embargos à execução. tendo competência originária para o seu julgamento a Seção Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho.br | 11 99610348 facebook. (B) somente é fonte subsidiária para aplicação das normas na execução trabalhista caso não exista regramento sobre o assunto no Código de Processo Civil. (B) O termo de compromisso de ajustamento de conduta firmado perante o Ministério Público do Trabalho. essa decisão transitou em julgado.uol. tendo competência originária para o seu julgamento o próprio Tribunal Regional do Trabalho. em recurso ordinário. Transcorrido in albis o prazo recursal. considera-se inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou em aplicação ou interpretação ti das por incompatíveis com a Constituição Federal. é correto afirmar que a decisão rescindenda será a proferida pelo (A) Tribunal Regional do Trabalho. (C) Conforme disposição expressa na Consolidação das Leis do Trabalho.com/leonardosakaki | @leosak . tendo competência originária uma das turmas do próprio Tribunal Superior do Trabalho.sites.com. tendo competência originária a Seção Especializada em Dissídios Individuais do próprio Tribunal Superior do Trabalho.br | leonardosakaki@uol.3) Segundo o texto da Consolidação das Leis do Trabalho. que não conheceu do recurso de revista. cabendo igual prazo ao exequente para impugnação. Resposta: A http://leonardosakaki. (D) somente é fonte subsidiária do Processo do Trabalho na execução das contribuições previdenciárias e sindicais. que é a primeira fonte subsidiária da legislação processual do trabalho. assinale a afirmativa correta. (D) Garantida a execução ou penhorados os bens. em recurso ordinário.2) Com relação à execução trabalhista. depende de prévia homologação pelo juiz que teria competência para o processo de conhecimento relativo à matéria. Resposta: D 115 Execução trabalhista 51 (FGV – OAB 2010. sendo vedado ao juiz promovê-la de ofício. é correto afirmar que a lei de execução fiscal (A) é fonte subsidiária para a aplicação das normas na execução trabalhista. (D) Tribunal Superior do Trabalho.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 179 Determinada turma do Tribunal Superior do Trabalho não conheceu de recurso de revista interposto pela empresa Alfa Empreendimentos Ltda. para ajuizamento de ação rescisória. (B) Tribunal Superior do Trabalho. em dissídio individual) estar em perfeita consonância com enunciado de súmula de direito material daquela Corte Superior. para que possa ser executado no processo do trabalho. (C) Tribunal Regional do Trabalho. em razão de a decisão recorrida (proferida por Tribunal Regional do Trabalho em sede de recurso ordinário. (A) A execução deve ser impulsionada pela parte interessada. Resposta: C 81 (FGV – OAB 2010.

br | 11 99610348 facebook.com.uol. Diante dessa situação hipotética. não beneficiando nem prejudicando terceiros. assinale a alternativa correta. (C) A sentença fará coisa julgada às partes entre as quais é dada (inter partes). postulando sua condenação na obrigação de se abster de coagir seus empregados a deixarem de se filiar ao respectivo ente sindical. (B) O ajuizamento dessa ação civil pública visou à tutela de interesses ou direitos meramente individuais.com/leonardosakaki | @leosak . (D) A competência funcional para julgamento dessa ação civil pública é do Tribunal Regional do Trabalho que tenha jurisdição no local onde se situa a sede da empresa.br | leonardosakaki@uol.3) O sindicato representante de determinada categoria profissional ajuizou ação civil pública em face da Construtora Beta Ltda. A pretensão foi julgada procedente. Resposta: A http://leonardosakaki. tendo transitado em julgado a decisão condenatória.sites.com.. (A) Seria obrigatória a intervenção do Ministério Público do Trabalho como fiscal da lei nesse processo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 180 116 Ministério Público do Trabalho 79 (FGV – OAB 2010.

Princípio da inadequação social. apenas quando a intervenção estatal realmente diminuir a violência social. Princípio da subsidiariedade. administrativa. Princípio da insignificância.com. pois determinadas condutas lesam de forma tão pequena. sob pena de inconstitucionalidade. seria desproporcional. Apenas a grave lesão a bem jurídico com dignidade penal merece tutela penal.uol. Ainda que o bem jurídico tutelado mereça proteção penal.br | 11 99610348 facebook. a intervenção do Estado na esfera de direitos do cidadão deve ser sempre a mínima possível. a pena não pode ser maios que a reprovabilidade do sujeito buscando exemplo para prevenir novos crimes. O direito penal não pode proteger atos tidos como meramente morais por parcela da população. adequada. Princípio da culpabilidade. ou seja. O direito penal é um remédio subsidiário. desnecessária. tão ínfima. nem tentar impor determinada ideologia política ou crença religiosa. será legítima a intervenção da estrutura penal. ou seja. Princípio da fragmentariedade. Por outro lado como a pena é medida extrema e grave. mas sim conduta exteriorizada capaz de lesar ou expor terceiro a risco – alteridade penal ou transcendentalidade. Princípio da exclusiva proteção a bens jurídicos com dignidade penal.br | leonardosakaki@uol. ainda. pois é preciso que seja. Em um Estado Democrático. que haja grave lesão e mesmo que outros instrumentos de controle social não tenham surtido efeito na defesa do bem. é necessário que não se trate apenas de um comportamento ou conduta interna. Além da subsunção formal.) não foram suficientes para provocar a diminuição da violência gerada por determinado fato. extremamente grave. Nullum crime sine culpa – não há crime sem culpa ou dolo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 181 DIREITO PENAL 117 Princípios do direito penal Princípio da lesividade.com. Legalidade formal.com/leonardosakaki | @leosak . Orienta a irrelevância penal das infrações à pura letra da lei penal que não revelem significativa lesão ou risco de lesão aos bens juridicamente tutelados. Princípio da intervenção mínima. civil etc. Nem toda lesão a bem jurídico com dignidade penal carece de intervenção penal. também é requisito para a intervenção penal a real lesividade social da conduta. impedindo a vingança privada e prevenindo crimes por meio da intimidação ou da ratificação da vigência da norma. que a intervenção penal. Princípio da adequação da intervenção penal. deve ser reservado apenas para aquelas situações em que outras medidas estatais ou sociais (sanção moral.sites. nem sempre a intervenção penal se legitima. com o intuito de permitir seu livre desenvolvimento. http://leonardosakaki.

A pena não pode passar da pessoa do condenado. aquela em que a definição da conduta criminosa apenas é possível com a utilização de outra norma. Legalidade da pena: além de ter direito a conhecer o espaço de sua liberdade. mas sim instituto de integração do ordenamento jurídico. e os tipos incriminadores descrevem o modelo de conduta proibida. Tipo é o modelo de conduta.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 182 Princípio da humanidade das penas.com.com. por atentatórias à dignidade humana. 119 Lei penal no tempo http://leonardosakaki. de forma clara. A individualização da pena é a concretização da isonomia.sites. Outras espécies legislativas. Exemplo: Lei 11. como medidas provisórias. Vedação da analogia in malan parten: a analogia não é forma de interpretação de lei. Taxatividade: a conduta proibida é descrita na lei por meio dos tipos. não é possível a aplicação da pena de morte. Princípio da individualização da pena. trabalhos forcados e banimento. Quem pratica crime mais grave. Regra da anterioridade da lei: consequência dos fundamentos da legalidade. é claro que a exigência de lei penal incriminadora apenas garante o indivíduo quando o permite conhecer a proibição de determinada conduta antes de praticá-la. na medida das respectivas diferenças. o cidadão tem o direito de conhecer. qual a consequência de sua atitude criminosa. apenas a conduta anteriormente definida em lei como infração penal pode ser punida. resoluções e decretos não podem veicular matéria penal incriminadora.343/06 – em outra norma está o rol das substâncias entorpecentes. a aplicação de penas cruéis. em situação mais reprovável. por vedação constitucional. Salvo exceção constitucional em tempo de guerra declarada.uol. Para a análise dos critérios a que se sujeita a intervenção penal para que se respeite o princípio da legalidade em toda sua extensão. deve haver a consideração de algumas regras: Reserva legal: apenas a lei em sentido estrito pode legislar matéria penal. e não é possível.br | 11 99610348 facebook. visto que implica no tratamento diferenciado a situações e pessoas diferentes. 118 Aplicação da lei penal Princípio da legalidade: não há crime sem lei anterior que o defina ou pena sem prévia cominação legal.com/leonardosakaki | @leosak . Norma penal em branco: é aquela cujo preceito primário carece de complemento de outra norma. ou seja. deve ter pena mais intensa que aquele que pratica leve infração com pequena censurabilidade.br | leonardosakaki@uol. leis delegadas. que especifique seu conteúdo. Princípio da pessoalidade da pena ou intranscendência. ou seja.

A lei posterior.1 Princípio da irretroatividade da lei mais severa (lex gravior) A lei penal não retroagirá. ou seja. CP.uol. Y morre quando X completa 18 anos. XL. Exemplo: X. XL . Exemplo: X atira em Y que tem 13 anos de idade.1 Tempo do crime Lugar Ubiquidade (onipresença) Tempo Atividade (ação ou omissão) Quanto ao tempo do crime. Trata-se de um princípio absoluto. o Brasil adota a teoria da atividade.br | 11 99610348 facebook. ou seja.2 Aplicação da lei no tempo 119. de 17 anos. aplica-se a lei mais grave ao crime permanente e ao crime continuado desde que tenha entrado em vigor antes de cessada a continuidade ou a permanência.Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime. ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. não há exceções. Trata-se de princípio constitucional expresso. que de qualquer modo favorecer o agente. não criminalizando determinada conduta. STF.sites. ainda que outro seja o momento do resultado. 3º . atira em Y. considera-se prática do crime no momento da ação ou omissão. Espécies: Novatio legis incriminadora: nova lei que incrimina certa conduta que anteriormente não era considerado crime. 4º . Crimes permanentes ou continuados. aplica-se aos fatos anteriores. Aplica-se o aumento de pena pela vítima possuir menos de 14 anos? Sim. aplica-se o aumento de pena do art. Art. Y morre após completar 14 anos. X é inimputável. cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. http://leonardosakaki. aplica-se ao fato praticado durante sua vigência.com/leonardosakaki | @leosak . Parágrafo único . §4.br | leonardosakaki@uol.com. 119. Lei excepcional ou temporária Art.com. 119. salvo para beneficiar o réu. Tempo do crime Art.a lei penal não retroagirá. embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram.A lei excepcional ou temporária.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 183 Art. Segundo a Súmula 711. Novatio legis in pejus: piora de uma condição do agente. 2º . CF. 5. ainda que outro seja o momento do resultado.2. salvo para beneficiar o réu.Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão. 121.

A pena é de 2 a 4 anos. maus antecedentes Efeitos extra-penais Tornar certa a obrigação Abolitio in mellius.com/leonardosakaki | @leosak . será 3.Crimes contra a dignidade sexual: antes havia o crime de estupro e atentado violento ao pudor.br | leonardosakaki@uol. ou seja. os tribunais entendiam que configurava concurso material de crimes. ainda que já decididos por sentença transitada em julgado. na aplica-se a lei benéfica no caso de revisão criminal. não importando se ele fez antes ou não.com. e da Súmula 611. Exceção: Lei temporária (aquela que tem um prazo determinado) e a lei excepcional (aquela que vigora em uma situação anormal) continuam aplicando-se aos crimes praticados na sua vigência mesmo depois de revogadas. A quem compete? A competência para a aplicação da lei benéfica após o trânsito em julgado é do juízo da execução.uol. extinguindo-se. a competência é do Tribunal no qual o recurso tramita.com. Os efeitos civis não são extintos. Casos da retroatividade da lei benigna: . neste caso não há revisão criminal.2. STF. aplica-se a lei mais benéfica. A pena de estupro e atentado violento – 6 + 6 = 12 anos – era concurso matehttp://leonardosakaki.2 Princípio da retroatividade da lei penal benigna – retroatividade da lei mais benéfica (lex mitior) A nova lei penal que de qualquer forma favorecer o réu aplica-se a fatos praticados antes de sua vigência. Efeitos penais Pena.343: a pessoa condenada a detenção por porte de drogas. abolitio criminis. mas com a nova lei o porte é apenas uma advertência. 66.sites. nos termos do art. neste caso pede-se a conversão da pena em advertência no juízo das execuções criminais. Espécies: Abolitio criminis: trata-se da lei nova que deixa de considerar o fato como criminoso. portanto. Observação: se for uma lei mais benéfica. Há a ultra-atividade da lei excepcional temporária. saiu uma lei falando que é 3. em virtude dela.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 184 Exemplo: Lei mais benéfica Pena de 8 a 15 anos Lei mais grave Pena de 15 a 30 anos Será aplicada a lei mais grave. 119.br | 11 99610348 facebook. continua se aplicando aos crimes cometidos na sua vigência mesmo que a situação posterior seja mais favorável. Se o sujeito constrangesse a mulher a uma prática de conjunção carnal e ato libidinoso. LEP. Segunda situação: em grau de recurso. Não há. reincidência. a pena e todos os efeitos penais da condenação. Terceira situação: Lei 11.

O rito do porte de drogas é o rito do Jecrim. prestação de serviço à comunidade. uma pena de 6 anos.com. pois estupro e atentado violento ao pudor eram crimes de espécies diferentes.uol. de forma reiterada. pois as duas condutas estão tipificadas pelo estupro. E no porte de drogas? Não. Texto ditado pelo professor: na antiga legislação. depois ao coito etc. Não era crime continuado.343/06. só que o que antes configurava como concurso de crimes. pois o sexo oral era atentado violento ao pudor e o coito era estupro. no mesmo contexto fático. tais atos. se o condenado é primário. Obrigava ao sexo oral. Há prisão processual? Prisão em flagrante? Não. As penas são alternativas ou cumulativas? As penas podem ser aplicadas alternativa ou cumulativamente.2. Se ele não pagar vai executar na forma da dívida ativa. com bons antecedentes não se dedica à atividade criminosa nem integra organização criminosa. duas ou três penas. em contextos fáticos diferentes. . da lei 11.Nos termos do art.Na antiga lei. sendo. comparecimento de curso ou medida educativa. 33 §3 da lei 11. mas sim crime autônomo não equiparado a hediondo. o sujeito que constrange a mulher à prática de conjunção carnal e ato libidinoso pratica estupro somente. 33.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 185 rial.br | 11 99610348 facebook.343/06 Porte de drogas – penas: advertência.O padrasto abusava da enteada. Todos foram presos por tráfico. Policial flagrou os jovens. o oferecimento eventual da droga sem o objetivo de lucro para pessoa de seu relacionamento para juntos consumirem não configura tráfico. vão fumar maconha. depois à conjunção carnal. a prática de conjunção carnal violenta e atos libidinosos forçados. 119. se a pessoa é condenada a prestação de serviços à comunidade e não cumpre converte em prisão. . Em caso de descumprimento o juiz deve aplicar sucessivamente as medidas de admoestação e multa. Pega o dinheiro para um para que ele pegasse e trouxesse. Podia conhecer crime continuado? Não. §4. Texto ditado pelo professor: nos termos do art. Não há mais prisão processual nem prisão pena no porte de drogas.com. agora é crime único. Isso não existia na antiga lei. portanto. Agora tem um tipo de uso conjunto – o sujeito que fornece droga gratuitamente para alguém. O juiz pode aplicar uma. apenas. No Código Penal.br | leonardosakaki@uol. sua pena poderá ser reduzida de 1/6 a ⅔. para a doutrina majoritária. Hoje continua sendo crime. . Não há mais pena de prisão.sites. crime único em claro benefício do réu. Hoje isso tudo é uma seqüência de estupros – crime de mesma espécie – crime continuado.com/leonardosakaki | @leosak . Não houve abolitio criminis do atentado violento ao pudor. Faziam um cigarro grande e revezavam. Trata-se de crime único. Na nova legislação a mesma situação configura crime continuado.3 Lei 11. mas não é tráfico. roda de 5 jovens. Hoje. pois não há prisão no caso de porte de drogas. Na nova legislação. não permitia o reconhecimento do crime continuado. http://leonardosakaki.343/06. pois eram crimes de espécies diferentes. Texto ditado pelo professor: Na antiga legislação a prática de conjunção carnal violenta e de outro ato libidinoso forçado no mesmo contexto de fato configurava concurso material dos crimes de estupro e atentado violento ao pudor.

c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras. c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição. §1º .A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime. tratados e regras de direito internacional. 5º . quando idênticas. quando diversas. se. sociedade de economia mista. ou nela é computada. mercantes ou de propriedade privada. b) ser o fato punível também no país em que foi praticado.Ficam sujeitos à lei brasileira. bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.os crimes: a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República.Nos casos do inciso II.Aplica-se a lei brasileira. consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras. por tratado ou convenção. o Brasil se obrigou a reprimir. por quem está a seu serviço. http://leonardosakaki. respectivamente. no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar.os crimes: a) que. não estar extinta a punibilidade.É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada. §2º . por outro motivo.A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil. de empresa pública. quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. b) contra o patrimônio ou a fé pública da União. sem prejuízo de convenções. do Distrito Federal. §2º . que se achem. §3º . Pena cumprida no estrangeiro Art.com. Extraterritorialidade Art. de Município. mercantes ou de propriedade privada. d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena. quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil. segundo a lei mais favorável. a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes condições: a) entrar o agente no território nacional.br | 11 99610348 facebook. §1º . 7º . bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras. reunidas as condições previstas no parágrafo anterior: a) não foi pedida ou foi negada a extradição. ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro. b) houve requisição do Ministro da Justiça. Lugar do crime Art.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol.Nos casos do inciso I. 6º . b) praticados por brasileiro. d) de genocídio.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 186 120 Lei penal no espaço Territorialidade Art.com.Para os efeitos penais. c) contra a administração pública.sites. achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente. o agente é punido segundo a lei brasileira. autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público. 8º . II . embora cometidos no estrangeiro: I . ao crime cometido no território nacional.uol. e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou.Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão. de Território. no todo ou em parte. de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem. e estas em porto ou mar territorial do Brasil. de Estado.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 187 Quanto ao lugar do crime – art. 6, CP – adota teoria da ubiquidade ou mista, segundo a qual se considera prática do crime tanto no lugar da ação ou da omissão, no todo ou em parte, como naquele em que ocorreu ou deveria ter ocorrido o resultado. A adoção da teoria da ubiquidade quanto ao lugar do crime se justifica nos crimes a longa distância ou de espaço máximo nos quais a ação ou omissão ocorre em um país e o resultado ocorre ou deveria ocorrer em outro. Exemplos: (i) A dá veneno a B no Brasil. B morre na Argentina. O crime foi realizado no Brasil. (ii) A dá veneno na Argentina a B. B morre no Brasil. O crime teve resultado no Brasil. (iii) X, na Argentina, remete bombons envenenados para Y, no Brasil. (iv) X remete os bombons, mas o correio argentino interceptou a correspondência. Aplica-se a tentativa, pois onde teria acontecido o resultado é no Brasil. 120.1 Princípio da territorialidade temperada Aplica-se a lei brasileira ao crime praticado em território brasileiro, sem prejuízo ao disposto em tratados, convenções ou regras de direito internacional. - Território brasileiro Espaço no qual o Brasil exerce a sua soberania. Território físico: solo, mar territorial (12 milhas marítimas). - Território por extensão São embarcações ou aeronaves: (i) públicas ou a serviço do governo brasileiro, onde quer que se encontrem. Crimes cometidos na aeronave ou embarcações serão aplicadas as leis brasileiras. (ii) privadas brasileiras será aplicada a lei do local onde estiver a embarcação ou aeronave. Quando em alto mar ou sobrevoando o alto mar, será aplicada a lei da bandeira da embarcação. (iii) privadas estrangeiras quando em mar territorial brasileiro ou espaço aéreo correspondente. Uma aeronave, quando no Brasil, será aplicada a lei brasileira. 120.2 Extraterritorialidade É a aplicação da lei brasileira a crimes praticados no exterior. (i) Incondicionada: aplica-se a lei brasileira mesmo que o agente já tenha sido absolvido ou cumprido pena no estrangeiro pelo mesmo crime, nos seguintes casos: Presidente da República (crime contra a vida ou liberdade), Administração Pública direta ou indireta, Genocídio (desde que o agente seja brasileiro ou domiciliado no Brasil).

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 188 A pena cumprida no estrangeiro computa-se na brasileira quando idênticas e atenua a brasileira quando diversas – art. 8, CP. Será julgada pela lei brasileira mesmo que tenha sido absolvido ou cumprido pena pelo mesmo crime. (ii) Condicionada: só se aplica a lei brasileira se estiverem presentes, cumulativamente, determinadas condições. Tratado. Crime que por tratado o Brasil se obrigou a reprimir. Aeronave ou embarcação. Crime em aeronave ou embarcação brasileira no estrangeiro quando aí não tiver sido julgado. Brasileiro. Crime cometido por ou contra brasileiro fora do Brasil.

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Teoria do crime

Fato típico, antijurídico e culpável. Culpável: reprovável Ilícita: proibida Típica: prevista em lei

Conduta

121.1 Tipicidade A tipicidade pode ser dolosa e culposa. A princípio todos os tipos incriminadores são dolosos, pois o dolo está implícito em sua redação. A culpa, ao contrário, precisa de previsão expressa para que tenha relevância, o que é raro em nossa legislação: regra da excepcionalidade do crime culposo.
59 (FGV – OAB 2010.3) Pedro, não observando seu dever objetivo de cuidado na condução de uma bicicleta, choca-se com um telefone público e o destrói totalmente. Nesse caso, é correto afirmar que Pedro (A) deverá ser responsabilizado pelo crime de dano simples, somente. (B) deverá ser responsabilizado pelo crime de dano qualificado, somente. (C) deverá ser responsabilizado pelo crime de dano qualificado, sem prejuízo da obrigação de reparar o dano causado. (D) não será responsabilizado penalmente.
Resposta: D

Aspectos: Formal: previsão legal. Objetivo: Subjetivo: com dolo ou culpa. Material: lesão ou ameaça a um bem jurídico protegido. O princípio da insignificância ou da bagatela exclui a tipicidade material 121.2 Crime

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 189 Crime é sempre uma conduta. Características: Típica: prevista em lei. Ilícita: contrário ao ordenamento jurídico. Culpável: reprovável – passível de pena. Material Prevê o resultado. Exige o resultado. Consuma com o resultado. Exemplo: homicídio. Formal Prevê o resultado. Não exige o resultado. Consuma com a conduta. Exemplo: extorsão. Mera conduta Não há previsão de resultado. Consuma com a conduta. Exemplo: violação de domicílio.

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Fato típico Conduta Resultado Nexo causal Tipicidade

122.1 Conduta É toda ação ou omissão humana, voluntária e consciente dirigida a um fim. 122.1.1 Situações que excluem a conduta Ato reflexo: são movimentos ou inações corporais não subordinados ao controle neurológico consciente do sujeito. Coação física irresistível: é a situação na qual o coator usa o corpo do coagido como um objeto inanimado e sem vontade própria. Exemplo: Tício pressiona o dedo de Mévio no gatilho da arma disparando e atingindo Caio. Exemplo: Tício atira Mévio contra uma janela, quebrando-a. Atenção: coação física é diferente de coação moral. Nessa, o coator constrange o coagido a praticar sozinho o crime. Exemplo: Tício seqüestra o filho de Mévio ameaçando matá-lo se Mévio não atirar em Caio. Exemplo: Tício, apontando uma arma contra Mévio, obriga-o a atirar uma pedra contra a janela, quebrando-a. Em ambos os casos, o coator responde pelo crime. Coação física Coator usa o corpo do coagido. Exclui a conduta. Coação moral – art. 22, CP Coagido é constrangido pelo coator. Exclui a culpabilidade.

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 190

Excludente de ilicitude e excludente de culpabilidade Excludente de ilicitude (justificante) Legítima defesa Estado de necessidade Exercício regular do direito Estrito cumprimento do dever legal Excludente de culpabilidade (exculpante) Menoridade Embriaguez Doença mental Erro de proibição Coação moral irresistível Obediência hierárquica

57 (FGV – OAB 2010.2) Paula Rita convenceu sua mãe adotiva, Maria Aparecida, de 50 anos de idade, a lhe outorgar um instrumento de mandato para movimentar sua conta bancária, ao argumento de que poderia ajudá-la a efetuar pagamento de contas, pequenos saques, pegar talões de cheques etc., evitando assim que a mesma ti vesse que se deslocar para o banco no dia a dia. De posse da referida procuração, Paula Rita compareceu à agência bancária onde Maria Aparecida possuía conta e sacou todo o valor que a mesma possuía em aplicações financeiras, no total de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), apropriando-se do dinheiro antes pertencente a sua mãe. Considerando tal narrativa, assinale a alternativa correta. (A) Paula Rita praticou crime de estelionato em detrimento de Maria Aparecida e, pelo fato de ser sua filha adotiva, é isenta de pena. (B) Paula Rita praticou crime de furto mediante fraude em detrimento de Maria Aparecida e, pelo fato de ser sua filha adotiva, é isenta de pena. (C) Paula Rita praticou crime de estelionato em detrimento de Maria Aparecida e, apesar de ser sua filha adotiva, não é isenta de pena. (D) Paula Rita praticou crime de furto mediante fraude em detrimento de Maria Aparecida e, apesar de seu sua filha adotiva, não é isenta de pena.
Resposta: A

122.1.2 Ação ou omissão Ação: crimes comissivos. Omissão: crimes omissivos. Existem 2 espécies de crimes omissivos: (i) próprios ou puros; (ii) impróprios ou impuros ou comissivos por omissão. Próprios Impróprios - Comissivos por omissão Já tipificados de forma omissiva: "deixar de". Exemplo: Crime previsto na parte especial de forma comissiva, omissão de socorro. mas que excepcionalmente podem ser praticados por omissão quando quem se omite tinha o dever de agir para impedir o resultado. Quem possuía o dever de agir, responde por aquilo que não impediu. Exemplo: homicídio por omissão, furto por omissão. Em regra, podem ser praticado por qualquer pessoa. Sempre é praticado por quem tem o dever de agir – art. 13, §2, CP. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 191 Consumação: no momento da omissão independen- Consumação: no mesmo momento do crime comissitemente de qualquer resultado. vo. Tentativa: não é admitida. Tentativa: é admitida. Exemplo: eu e meu amigo estamos na praia. Meus filhos estão no mar. Num certo momento vemos que meu filho está se afogando. Nenhum dos dois vai tentar salvar a criança que está se afogando. A criança morre. Por que crime os dois vão responder? Meu amigo responde por omissão. Eu respondo por homicídio. Exemplo: A deixa de salvar B, que morre afogado. A podia agir? Estava presente? Não: não há crime. Sim: tinha dever específico de agir? Sim: responde por homicídio. Não: somente responde pela omissão de socorro. Dever de agir – art. 13, §2, CP: (i) quem tem por lei o dever de cuidado, vigilância e proteção: quem de outra forma assumiu o dever (profissional ou não, remunerado ou não). Exemplos: os pais, em relação aos filhos menores; policiais, mesmo que fora do horário de serviço. (ii) quem, de outra forma, assumiu o dever de impedir o resultado. (ii) quem, por seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. Observação: só haverá omissão para aquele que podia agir. O mero descumprimento de contrato não é omissão punível. Exemplo: salva-vidas descumpriu seu horário de trabalho. Quando chegou, encontrou duas crianças afogadas na piscina. Não responde por crime algum. Exemplo: pediatra passou o dia inteiro no plantão, o horário dela terminava às 8pm, mas ela saiu 6pm para ir a uma festa. Às 5:30pm entra uma criança em uma situação grave, mesmo assim ela vai embora, achando que seu substituto viria e poderia atender a criança, mas acaba por chegar muito atrasado. A médica vai embora. A criança piora e morre. A médica deve ser punida por homicídio e o medico, que não veio, não responderá por crime algum. 123 Nexo causal

Regra: Só é punido pelo resultado quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual não teria ocorrido o resultado. O Brasil adota a teoria da equivalência (Teoria da conditio sine qua non.) Quem causou, responde pelo resultado. Quem não causou, reponde pela conduta. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Exceção: art. 13, §1, CP: causa superveniente relativamente independente exclui a imputação, quando, por si só, tiver produzido o resultado. Os atos anteriores imputam-se a quem os praticou. Exemplo: Tício atira em Mévio com animus necandi, mas não atinge região vital. Mévio é transportado ao hospital, mas no caminho sofre um acidente automobilístico que, por si só, provoca a sua morte. Tício responde por tentativa de homicídio.
58 (FVG – OAB 2010.3) Tomás decide matar seu pai, Joaquim. Sabendo da intenção de Tomás de executar o genitor, Pedro oferece, graciosamente, carona ao agente até o local em que ocorre o crime. A esse respeito, é correto afirmar que Pedro é (A) coautor do delito, respondendo por homicídio agravado por haver sido praticado contra ascendente. (B) partícipe do delito, respondendo por homicídio agravado por haver sido praticado contra ascendente. (C) coautor do delito, respondendo por homicídio sem a incidência da agravante. (D) partícipe do delito, respondendo por homicídio sem a incidência da agravante.
Resposta: D

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Dolo

Dolo é consciência e vontade. Segundo a teoria finalista, o dolo exige apenas a consciência da situação fática e não a consciência da ilicitude do fato – dolo natural ou psicológico. Dolo Direto: prevê e deseja. Eventual: prevê e assume o risco. Culpa Inconsciente: não prevê (que era previsível) Consciente: prevê e espera evitar. Preterdolo Trata-se do crime qualificado pelo resultado no qual a conduta é dolosa e o resultado qualificador é culposo. Dolo no antecedente e culpa no conseqüente. Exemplo: lesão seguida de morte.

124.1 Dolo direto Consciência + vontade. É aquele em que o sujeito faz previsão do resultado e atua para alcançá-lo, ou seja, quer o resultado. No dolo direto o foco do sujeito é o resultado, a conduta é apenas um preço a pagar. 124.2 Dolo eventual Consciência + assunção do risco

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 193 O sujeito faz precisão do resultado, mas não quer. Ele apenas aceita o risco, assume o risco do resultado. O foco do sujeito é a manutenção da conduta e o resultado é um preço que se aceita pagar. Dolo direto Dolo eventual Previsão do resultado Previsão do resultado Quer Aceita o risco

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Culpa

Culpa é a quebra de um dever geral de cuidado. Culpa é a inobservância de um dever de cuidado objetivo. Previsibilidade objetiva: da conduta tida como descuidada, o resultado deve ser um desdobramento esperado, previsível. Excepcionalidade do crime culposo: culpa só é punida quando estiver expressamente na lei. Exemplo: título I – arts. 121 a 154, CP. - Formas de quebra do dever de cuidado Negligência, imprudência e imperícia. (i) Negligência é o descuido omissivo. É o não tomar o cuidado devido. Exemplo: não fechar o gás antes de sair de casa, deixar de verificar o pneu viajar. (ii) Imprudência é o descuido comissivo. É o agir descuidado. É o agir temerário. Exemplo: viajar com pneu careca, atravessar a preferencial. (iii) Imperícia é a falta de talento ou conhecimento específico de profissão, arte ou ofício. Exemplo: conhecimentos específicos de médico. Se o médico é o melhor no procedimento cirúrgico e deixou o objeto no organismo do paciente e gerou dano, trata-se de negligência, visto que ele tem o conhecimento, mas agiu com negligência. - Culpa consciente e culpa inconsciente Culpa cons- É aquele que o sujeito faz a ciente previsão do resultado, mas ele não quer e nem aceita o risco. O sujeito tem certeza que irá Exemplo: ando em alta velocidaevitar. É a diferença com o de em uma via em horário de dolo eventual – na culpa saída de escola. Prevejo que posconsciente tem certeza que so atropelar alguma criança. Trairá evitar, já no dolo eventual ta-se de culpa consciente. ele aceita o risco. Culpa in- É aquela em que o sujeito não faz a previsão do resultado, que é previsível. consciente http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Concurso de delitos
56 (FGV – OAB 2010.2) Com relação ao concurso de delitos, é correto afirmar que: (A) no concurso de crimes as penas de multa são aplicadas distintamente, mas de forma reduzida. (B) o concurso material ocorre quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes com dependência fática e jurídica entre estes. (C) o concurso formal perfeito, também conhecido como próprio, ocorre quando o agente, por meio de uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes idênticos, caso em que as penas serão somadas. (D) o Código Penal Brasileiro adotou o sistema de aplicação de pena do cúmulo material para os concursos material e formal imperfeito, e da exasperação para o concurso formal perfeito e crime continuado.
Resposta: D

57 (FGV – OAB 2010.3) Marcus, visando roubar Maria, a agride, causando-lhe lesões corporais de natureza leve. Antes, contudo, de subtrair qualquer pertence, Marcus decide abandonar a empreitada criminosa, pedindo desculpas à vítima e se evadindo do local. Maria, então, comparece à delegacia mais próxima e narra os fatos à autoridade policial. No caso acima, o delegado de polícia (A) deverá instaurar inquérito policial para apurar o crime de roubo tentado, uma vez que o resultado pretendido por Marcus não se concretizou. (B) nada poderá fazer, uma vez que houve a desistência voluntária por parte de Marcus. (C) deverá lavrar termo circunstanciado pelo crime de lesões corporais de natureza leve. (D) nada poderá fazer, uma vez que houve arrependimento posterior por parte de Marcus.
Resposta: C

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Co-autoria
58 (FGV – OAB 2010.3) Tomás decide matar seu pai, Joaquim. Sabendo da intenção de Tomás de executar o genitor, Pedro oferece, graciosamente, carona ao agente até o local em que ocorre o crime. A esse respeito, é correto afirmar que Pedro é (A) coautor do delito, respondendo por homicídio agravado por haver sido praticado contra ascendente. (B) partícipe do delito, respondendo por homicídio agravado por haver sido praticado contra ascendente. (C) coautor do delito, respondendo por homicídio sem a incidência da agravante. (D) partícipe do delito, respondendo por homicídio sem a incidência da agravante.
Resposta: D

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Erro de tipo

Essencial

http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

O agente sabe que está praticando um fato típico.br | leonardosakaki@uol. mas permite a punição por culpa. mata Mévio pensando tratar-se de um animal. a sua genitora). em uma caçada. (D) de tipo essencial inescusável – evitável –. CP) Tipo permissivo é sinônimo de excludente de ilicitude ou de descriminante. Exemplo: Tício mata seu vizinho pensando tratar-se de um ladrão prestes a agredi-lo. §3. CP) O agente confunde a vítima com outra pessoa e atinge pessoa não pretendida.sites. 60 (FGV – OAB 2010. Exemplo: Tício. mas permite a punição por culpa. Permissivo (art. 20. não era a sua genitora). mas confunde-o com seu tio. 20. é correto afirmar que Joaquim incorre em erro (A) de tipo essencial escusável – inevitável – e deverá responder pelo crime de homicídio sem a incidência da agravante relativa ao crime praticado contra ascendente (haja vista que a vítima. Erro de tipo permissivo é. (B) de tipo acidental na modalidade error in persona e deverá responder pelo crime de homicídio com a incidência da agravante relativa ao crime praticado contra ascendente (mesmo que a vítima não seja. Erro evitável/inescusável exclui o dolo. 20. Acidental Erro sobre a pessoa (art.br | 11 99610348 facebook. O agente pensa estar praticando uma conduta absolutamente atípica. uma vez que a pessoa atingida não era a sua ascendente. mas não deverá responder pelo crime de homicídio qualificado. Exemplo: Tício mata o cão manso de seu vizinho pensando tratar-se de animal bravo prestes a atacá-lo. independente da identidade da vítima). de fato. caput.3) Joaquim. desejoso de tirar a vida da própria mãe. portanto.com. Erro evitável/inescusável exclui o dolo. mas acredita estar amparado por uma excludente de ilicitude.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 195 Incriminador (art.com. Resposta: B http://leonardosakaki. de fato. O agente responde como se tivesse atingido a vítima pretendida. Tendo como referência a situação acima. sinônimo de descriminante putativa. CP) O agente não tem consciência das circunstâncias elementares do tipo. acaba causando a morte de uma tia (por confundi-la com aquela). (C) de proibição e deverá responder pelo crime de homicídio qualificado pelo fato de ter objetivado atingir ascendente (preserva-se o dolo.uol. Erro inevitável/escusável exclui dolo e culpa. Exemplo: Tícia leva embora a bolsa de Mévia achando que é a sua própria. Erro inevitável/escusável exclui dolo e culpa.com/leonardosakaki | @leosak . §1. Exemplo: Tício quer matar seu pai.

CP.br | leonardosakaki@uol. que estava próximo. pois. mas acerto na orelha. e. II. Tentativa cruenta é a que resulta lesão. Exemplo: Tício quer quebrar uma janela. por erro no uso dos meio de execução. 73. atinge pessoa diversa da pessoa pretendida. pois. O agente responde pelo crime efetivamente praticado na modalidade culposa. o erro acidental não a isenta de responsabilidade. CP. menos a redução. pois houve erro quanto à pessoa. Exemplo: dou três tiros. Tentativa perfeita ou crime falho é aquela que o sujeito esgota os meios executórios. Arlete vai até o berçário.2) Arlete. por erro no uso dos meios de execução. uma vez que o art. Exemplo: Tício queria matar Mévio. Punição da tentativa: a tentativa é punida com a pena do crime consumação diminuída de ⅓ a ⅔. a criança é levada para o berçário. 14. mas não mato. Se for atingido também o bem pretendido. causando a sua morte. (D) Crime de infanticídio. Durante a noite. (B) Crime de homicídio. .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 196 Erro na execução ou aberratio ictus (art. Se tiver atingido também a pessoa pretendida. I. a asfixia. Tentativa. http://leonardosakaki. (A) Crime de homicídio. mas a pedra atinge e mata uma pessoa. Exemplo: dou três tiros e erro os três. O gente responde como se tivesse atingido a pessoa pretendida. Quanto mais próximo da consumação. é quando iniciada a execução o sujeito não alcança a consumação por circunstâncias alheias à sua vontade. CP) O agente. atinge bem jurídico diverso do pretendido. exaure o plano executório. Diante do caso concreto. não houve preenchimento dos elementos do tipo. ou seja. 123 do CP trata de matar o próprio filho sob influência do estado puerperal.uol. 74. pois houve erro essencial. 14. (C) Crime de infanticídio. Após receber a criança no seu quarto para amamentá-la.sites. assinale a alternativa que indique a responsabilidade penal da mãe. salvo disposição em contrário. mas acaba atingindo seu pai. Resultado diverso ou aberratio criminis (art. que não era o filho de Arlete. nos termos do art. art. em estado puerperal. após conferir a identificação da criança.com. CP) O agente.Classificações da tentativa Tentativa branca é aquela que não resulta lesão. aplica-se a regra do concurso formal. é constatada a morte por asfixia de um recém nascido. Resposta: C 129 Consumação e tentativa Crime consumado. considera-se consumado o crime quando realizado todos os elementos de sua definição legal.br | 11 99610348 facebook. manifesta a intenção de matar o próprio filho recém nascido. 60 (FGV – OAB 2010. há concurso de crimes – com uma conduta conseguiram-se 2 resultados – aplicando-se a regra do concurso formal.com/leonardosakaki | @leosak .com. Na manhã seguinte.

. No caso acima. . então levo ao hospital para salvá-lo. Exemplo: dou os tiros e no fim fico sabendo que ele não é o que traiu. Antes. uma vez que houve a desistência voluntária por parte de Marcus. contudo. tentar matar o morto.Arrependimento eficaz: após terminar o seu plano executório o sujeito. uma vez que o resultado pretendido por Marcus não se concretizou. (C) deverá lavrar termo circunstanciado pelo crime de lesões corporais de natureza leve. c) crime impossível por obra do agente provocador. fica afastada a tentativa e o sujeito só responde pelos atos já praticados.br | leonardosakaki@uol. Exemplo: tento matar uma pessoa achando ser o amante de minha namorada. daí paro de atirar pois percebo que realmente não era ele o amante – a pessoa não responderá pela tentativa de homicídio. Exemplo: tentar fazer aborto tomando chá de boldo e por reza. pedindo desculpas à vítima e se evadindo do local. http://leonardosakaki.Desistência voluntária: iniciada a execução. mas ao invés de colocar veneno coloco açúcar. a) crime impossível por absoluta impropriedade do objeto.br | 11 99610348 facebook. depois disso ele me diz que não era ele o amante e sim um outro sujeito. comparece à delegacia mais próxima e narra os fatos à autoridade policial. desiste de nela prosseguir impedindo a consumação.com.com/leonardosakaki | @leosak . por ato voluntário.com. A consequência do arrependimento eficaz é a mesma da desistência voluntária.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 197 Tentativa imperfeita é a que não esgota os meios executórios. Marcus decide abandonar a empreitada criminosa.uol. A pena de uma tentativa é igual a do crime consumado reduzida de ⅓ a ⅔. dei três tiros. o delegado de polícia (A) deverá instaurar inquérito policial para apurar o crime de roubo tentado. O sujeito é punido apenas pelo resultado.3) Marcus. (ii) pela própria vontade do agente – tentativa abandonada. Maria. 57 (FGV – OAB 2010. visando roubar Maria. causando-lhe lesões corporais de natureza leve. Consequência: fica afastada a tentativa e o sujeito só responde pelos atos já praticados. então. Exemplo: tentar realizar aborto numa mulher que não está grávida. Observação: a desistência não precisa ser espontânea. de subtrair qualquer pertence. o sujeito.Crime não consumado (i) por motivos alheios à vontade do agente – tentativa. b) crime impossível por absoluta ineficácia do meio.sites. Tentativa qualificada: . tentar matar alguém com veneno. a) desistência voluntária b) arrependimento eficaz (iii) porque é impossível – tentativa inidônea. mas responderá pelos atos já consumados. Exemplo: alguém me desarma no momento em que executo o ato. bastando que seja voluntária (espontânea é a que independe de qualquer estímulo). ou seja. a agride. por ato voluntário. Não se pune. (B) nada poderá fazer. age de forma eficiente a impedir a consumação.

a direito próprio ou alheio – a legítima defesa pode ser própria ou de terceiro. Portanto.br | 11 99610348 facebook. injusta – não cabe legítima defesa contra agressão amparada por excludente de ilicitude. ou seja.uol. Portanto. legítima defesa contra excludente de ilicitude putativa.com. ou seja.com/leonardosakaki | @leosak . uma vez que houve arrependimento posterior por parte de Marcus. calúnia. A simples imputação falsa de fato definido como crime pode constituir __________. denunciação caluniosa. calúnia. comunicação falsa de crime ou de contravenção. (C) comunicação falsa de crime ou de contravenção. não é admissível legítima defesa contra legítima defesa. enquanto a __________ é crime contra a Administração da Justiça”. em determinados crimes. A reação contra agressão passada pode configurar apenas circunstância atenuante ou. Resposta: C 59 (FGV – OAB 2010. CP) agressão – apenas a conduta humana. por exemplo. (A) denunciação caluniosa.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 198 (D) nada poderá fazer. não há legítima defesa contra ataque espontâneo de animal e sim estado de necessidade. Cabe.sites. mas é indispensável que em decorrência de tal imputação seja instaurada. cabe legítima defesa real contra legítima defesa putativa. privilegiadora. (B) denunciação caluniosa. (D) comunicação falsa de crime ou de contravenção. agressão atual ou iminente – não cabe legítima defesa contra agressão passada. difamação. não basta a imputação falsa de crime. pois esta agressão será considerada justa. legítima defesa contra o excesso de outra legítima defesa. investigação policial ou processo judicial. que. Cabe legítima defesa contra o excesso de outra excludente de ilicitude. denunciação caluniosa.2) Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas do texto: “para a ocorrência de __________. legítima defesa recíproca. portanto. também. legítima defesa sucessiva.com.br | leonardosakaki@uol. Cabe. difamação. constitui infração penal contra a honra. Resposta: A 130 Excludentes de ilicitude e excludente de culpabilidade Excludentes de ilicitude ou antijuridicidade – descriminantes Legítima defesa Conceito: age em legítima defesa quem pratica o fato para repelir injusta agressão atual ou iminente à direito próprio ou alheio usando moderadamente os meios necessários Requisitos: (art. comunicação falsa de crime ou de contravenção. http://leonardosakaki. 125.

sites. (E) A sua modalidade chamada putativa constitui excludente de ilicitude. usando no entanto moderadamente os meios necessários. Requisitos: perigo – O perigo pode advir de força da natureza. O excesso será punível quando for doloso ou culposo. Inevitável Atual – não há estado de necessidade contra perigo iminente.quem causou por vontade própria o perigo não pode alegar estado de necessidade. (E) a sua modalidade chamada putativa constitui excludente de ilicitude. Trata-se de legítima defesa sucessiva e é plenamente admitida. haverá somente uma redução de pena. (D) o eventual excesso será sempre punível.br | leonardosakaki@uol. Direito próprio ou alheio – admite-se estado de necessidade próprio ou de terceiro.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 199 usado moderadamente os meios necessários – se houver uso imoderado dos meios haverá excesso extensivo. Bem cujo sacrifício não seja razoável – numa situação de perigo o sacrifício de determinados bens deve ser feito. praticado pelo oponente. O Brahttp://leonardosakaki. ele pode se defender. (D) O excesso inevitável não é punível. ataque espontâneo de animal ou mesmo outra conduta humana (desde que não caracterizada a injusta agressão). Se houver a escolha de meios mais lesivos do que o necessário. O bem salvo tem que ser superior ou. Se for salvo um bem menor.com. Será impunível quando for inevitável (legítima defesa subjetiva).uol. Estado de necessidade Conceito: age em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual direito próprio ou alheio cujo sacrifício não seria razoável exigir-se. (C) é possível o reconhecimento contra estado de necessidade desde que real. no mínimo. Não provocado voluntariamente pelo agente . praticado pelo oponente.br | 11 99610348 facebook. (Ministério Público/São Paulo) Na hipótese de legítima defesa: (A) é possível seu reconhecimento em favor de quem atua contra excesso de outra legítima defesa. (C) A agressão nesse caso era justa.com. de igual importância. Resposta: A COMENTÁRIO (A) É possível seu reconhecimento em favor de quem atua contra excesso de outra legítima defesa. (B) é exigível que a pessoa que se defende tenha antes procurado evitar a situação de confronto. haverá excesso extensivo.com/leonardosakaki | @leosak . (B) Não se exige que o agredido tente evitar o confronto.

Quanto ao policial que pratica homicídio: a posição majoritária é de que não há atualmente nenhum funcionário público que possua o dever legal de matar.br | leonardosakaki@uol. responderá pelo injusto. Só se aplica àqueles que exercem função pública. de toda forma só estará excluída a ilicitude se os ofendículos forem devidamente empregados e sinalizados.sites. caso contrário. embriaguez acidental. Emoção e paixão não excluem a imputabilidade. Exemplo: a violência inerente à prática de esportes. Exercício regular de direito Conceito: age em exercício regular de direito que pratica o fato exercendo atividade autorizada pelo Estado. A lei brasileira não prevê estado de necessidade exculpante. Excludente de exigibilidade de conduta diversa: coação moral irresistível. portão com lança. Intervenção médica: quando realizada com consentimento do paciente está amparada pelo exercício regular do direito.br | 11 99610348 facebook. Exemplo: quando policial realiza prisão ou apreensão de bem.uol. Excludentes de imputabilidade: menoridade (<18anos). O estado de necessidade no Brasil é sempre justificante. qualquer que seja o bem salvo o estado de necessidade excluirá sempre a ilicitude. 2 posições na doutrina: exercício regular de direito. Quando praticada sem consentimento. Potencial conhecimento da ilicitude. intervenções médicas. se estiverem presentes os seus requisitos. Excludente de potencial conhecimento de ilicitude: erro de proibição inevitável.com. Excludentes de culpabilidade – dirimentes ou exculpantes Culpabilidade: Elementos: Imputabilidade. obediência hierárquica a uma ordem não manifestamente legal. Estrito cumprimento do dever legal Conceito: age em estrito cumprimento do dever legal quem pratica o fato típico em cumprimento a dever de ofício. o policial pode estar amparado pela legítima defesa. http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak .com. Ofendículos: são aparatos de defesa do patrimônio – cerca elétrica. Portanto. legítima defesa pré-ordenada – posição majoritária. Exigibilidade de conduta diversa. mas para salvar o paciente de perigo atual e inevitável está amparada pelo estado de necessidade de terceiro.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 200 sil adota a teoria unitária para qual. caco de vidro no muro.

com. por força da teoria actio libera in causa (quem se coloca livremente em situação de inconsciência tem responsabilidade penal sobre os delitos que praticar neste estado).br | 11 99610348 facebook. culpabilidade. pela doutrina. Embriaguez acidental: proveniente de caso fortuito ou força maior. 26. Embriaguez patológica: pode excluir a imputabilidade. Menoridade absoluta: (<18 anos) exclui imputabilidade. CF) Conceito: é o menor de 18 anos. culpabilidade. portanto. 45 da Lei 11. 65. sendo equiparada.343/06 (que tem o mesmo teor do art. Embriaguez preordenada: o agente se embriaga para cometer o crime. 28. ou seja. Embriaguez Conceito: é a intoxicação aguda por água ou substância de efeitos análogos que comprometa a capacidade de entendimento ou de autodeterminação. O agente responde normalmente pelo delito que praticar. Incompleta: pena reduzida. Critério: bio-psicológico – deve se verificar além da circunstância biológica (ingestão de álcool ou substâncias de efeitos análogos) também o aspecto psicológico (efetiva capacidade de entendimento ou autodeterminação).uol. Menoridade relativa: (<21 anos) pena atenuada.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 201 Menoridade (arts. Doença mental (art. A maioridade se atinge no 1º minuto do dia do 18º aniversário.com. 61. CP) http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak . Responde pelo crime com o acréscimo de circunstância agravante genérica do art. isenta de pena. A intoxicação pela ingestão de drogas ilícitas incide no art. ou seja. à doença mental. o menor emancipado é ainda considerado inimputável. CP. é uma atenuante genérica (art. isenta de pena.sites. Critério: o critério é puramente biológico. de ⅓ a ⅔. CP). só se leva em consideração a idade biológica e não a efetiva capacidade de entendimento ou a capacidade civil.br | leonardosakaki@uol. Embriaguez voluntária ou culposa: não isentam de pena. 27 e 228. A menoridade é vista no momento da conduta – teoria da atividade. CP). Completa: exclui imputabilidade.

uol. familiares. a pena terá redução de ⅓ a ⅔. Não há obediência hierárquica em relações privadas laborais. CP) Conceito: o subordinado pratica o crime em obediência a ordem de superior hierárquico. o relativamente incapaz (semi-imputável). ou seja. http://leonardosakaki. Coação moral (art. por isso. neste caso o juiz pode substituir a pena por medida de segurança se entender que o réu precisa de especial tratamento curativo – sistema vicariante: o juiz pode aplicar pena ou medida de segurança. a efetiva capacidade de entendimento.br | 11 99610348 facebook. Critério: bio-psicológico.). Obediência hierárquica (art. Consequência depende da intensidade: se a doença tornar o agente completamente incapaz no momento. erro evitável (vencível ou inescusável) reduz a pena de ⅙ a ⅓.com. exclui a imputabilidade.br | leonardosakaki@uol. mas não ambas cumulativamente. Erro de proibição (art. além da condição biológica (doença mental etc. CP) Conceito: coação moral – o agente (coagido) é constrangido por 3º (coator) a praticar o crime. religiosas etc. 22. Consequência: erro de proibição pode ser inevitável (invencível. escusável) – exclui potencial conhecimento da ilicitude. Desenvolvimento retardado – exemplo: síndrome de down e oligrofenia.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 202 Conceito: doença mental é toda a patologia mental que provoque grave perturbação à capacidade de entendimento ou de autodeterminação. Coação moral irresistível: exclui a exigibilidade de conduta diversa e. Só há obediência hierárquica nas relações de direito público. O coator responderá pelo crime praticado pelo coagido. Desenvolvimento mental incompleto – exemplo: silvícola inadaptado e o surdo-mudo sem capacidade de entendimento. CP) Conceito: erro de proibição – é o erro que incide sobre o caráter ilícito do fato. coação física – o coator usa o corpo do coagido como se fosse um objeto inanimado – a coação física exclui a própria conduta. mas haverá medida de segurança. não se confunde com erro de proibição e é sempre inescusável. 21. o agente tem uma perfeita compreensão dos fatos que pratica. ou seja. Desconhecimento da lei – é a mera ignorância da lei formal. portanto exclui a culpabilidade e isenta de pena. Deve se verificar. Coação moral resistível: a pena é atenuada.com.com/leonardosakaki | @leosak . Exemplo: esquizofrenia. apenas desconhece que esses fatos são proibidos. 22.sites. exclui a culpabilidade e isenta de pena. portanto exclui a culpabilidade e isenta de pena. imperdoável.

br | leonardosakaki@uol. nos termos da Súmula 715 do Supremo Tribunal Federal. tem que merecer a progressão. Requisitos da progressão: (i) objetivo é o cumprimento de parcela da pena (nos crimes comuns ⅙ e nos crimes hediondos e equiparados ⅖ se primário e ⅗ se reincidente). (iii) especial. §4.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 203 Obediência hierárquica não manifestamente ilegal – exclui a exigibilidade. É o abatimento de 1 dia de pena a cada 3 dias trabalhados. exclui culpabilidade e isenta de culpa. é possível regressão por salto. admite progressão e regressão.com. 65. 131 Teoria da pena O sistema de cumprimento privativo de liberdade é progressivo. http://leonardosakaki. nos crimes contra a administração pública a progressão fica condicionada a reparação do dano ao erário. CP.sites. os benefícios da execução penal serão contados com base na pena total aplicada e não na unificação em 30 anos. mas sim na intensidade em concreto da causa de aumento individualmente considerado. Arma de brinquedo não aumenta pena do crime de roubo – Súmula 174 do STJ.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. súmula 439 do Superior Tribunal de Justiça diz que o exame criminológico só é admitido em decisão motivada pelas peculiaridades do caso. Progressão é a passagem de um regime mais grave para um regime mais ameno. Nos termos da súmula 341 do Superior Tribunal de Justiça é possível a remição pelo estudo. 33. Só é possível remição nos regimes fechado e semi-aberto. Perda dos dias remidos pelo cometimento de crime doloso ou falta grave = não viola direito adquirido (Súmula Vinculante 9 do STF) – é constitucional a perda de dias remidos que não se limita ao prazo de 30 dias. nos termos da LEP a prova do mérito será feita com um atestado de conduta carcerária firmado pelo diretor do estabelecimento. Regressão é a passagem do regime mais ameno para o mais grave. que foi revogada. na razão de 3 para 1.uol.com. (ii) subjetivo. Remição é o desconto da pena a cumprir pelos dias trabalhados. Obediência hierárquica manifestamente ilegal – pena atenuada (atenuante genérica do art. 132 Causas de aumento de pena Art. O superior responde pelo crime praticado pelo crime praticado pelo subordinado. Pode regredir por salto? Sim. CP Súmula 443 do STJ: o aumento da pena no crime de roubo não se baseia no número de causas de aumento. art. §2. Prevalece ser impossível a progressão por salto. como esclarece a súmula vinculante 26 os marcos de ⅖ e ⅗ para progressão só serão aplicáveis aos fatos praticados após março de 2007. 157. ou seja. CP).

acima citado: foi criado para o seqüestro relâmpago. 68. STJ: Inquéritos ou processos sem trânsito em julgado não podem ser considerados para aumentar a pena base. Pena provisória (agravantes e atenuantes): http://leonardosakaki. §3. O crime de homicídio qualificado é de 12 a 30 anos. Lembrar que hoje o chamado seqüestro relâmpago não configura roubo com aumento de pena do inciso V. o juiz deve verificar a incidência de eventual qualificadora ou privilegiadora. Pena base: A pena base não pode extrapolar os limites legais. Corrupção tem pena de 2 a 12 anos. CP. 59. O crime de homicídio tem pena de 6 a 20 anos. Dosimetria da pena: Sistema trifásico – art. Há privilegiadora de 3 meses a 1 ano. 61. Circunstâncias judiciais (art. CP) ou como circunstâncias judiciais.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 204 Inciso V do art.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak . 158. uma deverá ser usada para qualificar o crime e as restantes devem ser utilizadas como agravantes (se estiverem previstas no art.com. mas sim o crime autônomo do art. CP) Culpabilidade Antecedentes Personalidade Conduta social Motivos Circunstâncias Consequências Comportamento da vítima Súmula 444.br | leonardosakaki@uol. 133 Aplicação da pena Classificação do tipo: Neste momento. Quando houver mais de uma qualificadora.sites.com. Qualificadoras e privilegiadoras são circunstâncias previstas sempre na parte especial e que alteram os limites da pena em abstrato.

o juiz pode considerar circunstância anterior ou posterior ao crime ainda que não prevista na lei (atenuante inominada – art.com. CP).uol. Súmula 231. 66. 63 e 64. contravenção penal salvo em relação a uma nova contravenção. a pena deve aproximar-se das circunstâncias preponderantes. crimes militares próprios (crime que só tem previsão na legislação militar). São sempre previstas nos arts. http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. STJ: A presença de atenuantes não pode conduzir a pena abaixo do mínimo. Agravantes e atenuantes são circunstâncias sempre previstas na parte geral que alteram a pena em concreto na segunda fase da dosimetria em quantidade estabelecida pelo juiz. Reincidência: art. Infrações que não geram reincidência: crimes políticos. 61 a 64. Reincidência Personalidade Motivos do crime Atenuantes (art. Havendo concurso entre agravantes e atenuantes. 65.com. CP. taxativamente.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 205 Nesta fase. É reincidência: CP Lei de Contravenções Penais Lei de Contravenções Penais Trânsito em julgado por… Crime Contravenção Crime Novo … Crime Contravenção Contravenção Condenação quinquenal: a condenação deixa de gerar reincidência após passados 5 anos do término da pena. computado o tempo de sur si ou de livramento condicional. a pena também não pode extrapolar os limites legais. Porém. CP – é reincidente quem pratica um novo crime depois de sentença condenatória que o condenou no Brasil ou exterior com trânsito em julgado por crime anterior.br | 11 99610348 facebook. Agravantes: São circunstâncias que agravam a pena quando não constituem ou qualificam o crime. A principal agravante é a reincidência. condenação exclusivamente à pena de multa. 65 e 66. CP.sites. CP): As atenuantes são circunstâncias previstas no art.

mantendo-se em curso o prazo prescricional.com/leonardosakaki | @leosak .uol. em nenhuma hipótese. que passa a ser computado pelo dobro da pena máxima cominada ao crime. dentre outras. http://leonardosakaki. a pronúncia. (A) A prescrição. regula-se pela pena aplicada. depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação. relevante valor social (praticado em prol do interesse da comunidade – exemplo: matar o traidor da pátria). a publicação da sentença condenatória ou absolutória recorrível. independentemente do prazo estabelecido para a prescrição da pena de liberdade aplicada cumulativamente.br | leonardosakaki@uol.sites. Resposta: C 135 Parte especial Morte = morte encefálica. 121.br | 11 99610348 facebook. que é atenuante e não privilégio) de violenta emoção logo após injusta provocação do ofendido. ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. não podendo. domínio (≠influência. STJ: o número de majorantes no crime de roubo circunstanciado (=com causas de aumento) não serve como fundamento para o aumento da pena acima do mínimo permitido. (D) São causas interruptivas do curso da prescrição previstas no Código Penal. Art. Observação: o homicídio privilegiado jamais será hediondo. o juiz pode aplicar somente uma devendo optar pela que mais aumente ou mais diminua.com.com. fica suspenso o processo. Majorantes ou minorantes: são circunstâncias previstas tanto na parte geral quanto na parte especial aplicadas pelo juiz na 3ª fase da dosimetria em quantidade especificada pela lei. (B) A prescrição da pena de multa ocorrerá em 2 (dois) anos. Havendo concurso entre causas de aumento ou diminuição de pena previstas na parte especial. 134 Prescrição 58 (FGV – OAB 2010. (C) Se o réu citado por edital permanece revel e não constitui advogado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 206 Pena definitiva (causas de aumento e diminuição de pena): Nessa fase a pena pode ficar acima do máximo ou abaixo do mínimo. caput: o homicídio deste dispositivo é hediondo. salvo se praticado em atividade típica de grupo de extermínio. o recebimento da denúncia ou da queixa. Súmula 443.2) A respeito do regime legal da prescrição no Código Penal. Homicídio privilegiado: aumento de até ⅓: relevante valor moral (exemplo: eutanásia). tendo por base ocorrência do fato na data de hoje. assinale a alternativa correta.

tortura (importante diferenciar homicídio mediante tortura com tortura com resultado morte – no homicídio mediante tortura o sujeito quer matar e escolhe o meio tortura.reclusão. dissimulação (=surpresa pela intenção escondida) ou outro recurso que dificulte ou impossibilite a defesa do ofendido. ou é alienada ou debil mental.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 207 Homicídio qualificado: I – Mediante paga ou promessa de recompensa ou outro motivo torpe (=especialmente repugnante). 126 . II e V). de três a dez anos.reclusão. de um a quatro anos. Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento Art. na tortura com resultado morte o objetivo é torturar e a morte é um resultado culposo. impunidade e vantagem (qualquer vantagem. É possível aborto a partir da nidação. meios (III) e modos (IV).detenção. sem o consentimento da gestante: Pena .sites. incompatível com as subjetivas (I. não é hediondo. Homicídio qualificado privilegiado: será possível desde que as qualificadoras sejam objetivas. cruel ou capaz de perigo comum. II – Motivo fútil (=especialmente desproporcional). III – Meios: veneno (prevalece que o veneno só qualifica se ministrado de forma insidiosa. Colaboração ao suicídio: não pode ter prática de ato letal. Art.Provocar aborto. Aborto provocado por terceiro Art.Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena .com. Observação: pacífico na jurisprudência que o mandante também responde com a qualificadora. que é o apego do gameta à parede do útero. fogo. ocultação (ocultação: morte tem como objetivo impedir que se saiba a existência do crime ≠ Impunidade: objetivo da morte é impedir que se puna um crime cuja existência é conhecida).Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena .br | leonardosakaki@uol. ou se o consentimento é obtido mediante fraude. Observação: o homicídio qualificado é em regra hediondo. 124 .455/97).br | 11 99610348 facebook. A colaboração só tem relevância penal se do ato suicida resulta lesão grave ou morte. de um a três anos. Infanticídio: rompimento da bolsa amniótica. se a gestante não é maior de quatorze anos. desde que não configure crime autônomo).uol. escondida). V – Assegurar a execução. explosivo. asfixia. tocaia). é um crime preterdoloso previsto na lei 9. 125 . ou seja. emboscada (=surpresa pelas circunstâncias – armadilha.com/leonardosakaki | @leosak . meio insidioso. grave ameaça ou violência Forma qualificada http://leonardosakaki. Parágrafo único. Exemplo: briga de torcida e briga de trânsito. IV – Modos: traição (=surpresa pela quebra da confiança). O 3º que colabora com a mãe em estado puerperal também responde por infanticídio. Aborto: interrupção da gestação com resultado morte do feto. Aplica-se a pena do artigo anterior.com.

Injúria e difamação contra mortos é atípico. e são duplicadas. CP: provocar aborto com consentimento da gestante. grave ameaça. A imputação deve se referir a fato determinado ou determinável. se.se não há outro meio de salvar a vida da gestante. Art.uol. Disposições muns: co- A pena é aumentada de ⅓ se a ofensa: (a) contra presidente da república ou chefe de governo estrangeiro.br | 11 99610348 facebook. (b) funcionário público no exercício da função. Se for mera contravenção não há calúnia. Calúnia Imputa-se fato falso definido como crime. Honra subjetiva é o juízo que a pessoa faz acerca de seus próprios atributos. 125. mas pode configurar difamação. se dolosos há concurso de crimes. Há 3 casos em que a lei não permite a exceção da verdade: se o crime imputado é de ação privada e não há condenação definitiva. lhe sobrevém a morte. 126.As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço. Os crimes contra a honra são formais. 125. fraude ou de pessoa incapaz. mas o mesmo é desnecessário para a consumação.br | leonardosakaki@uol. Não cabe exceção É punível calúnia contra os mortos. Art.com.com/leonardosakaki | @leosak . Se consentimento for obtido mediante violência.com. Desnecessários ordem judicial e processo por estupro. O aborto necessário é para salvar a vida da gestante – não precisa de autorização judicial nem consentimento da gestante. Há o aborto sentimental e o aborto necessário. se. 127. CP. Se 3º que não médico que realiza a manobra para salvar a vida da gestante não é aborto legal. sujeito passivo é a família e o crime classificado como vago (crime que tem como sujeito passivo ente sem personalidade). (c) praticar diante de várias pessoas Difa- fato Consuma: http://leonardosakaki.Não se pune o aborto praticado por médico: Aborto necessário I . A falsidade pode ser sobre a existência do crime ou sua autoria. Art. quando incapaz.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 208 Art. Honra objetiva: calúnia e difamação. 128 . em consequência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo. 127 . se o crime é de ação pública e há absolvição definitiva. aplica-se a pena do art. Nesse caso. Aborto eugênico (feto com má formação) é em regra proibido. mas pode configurar estado de necessidade. Crimes contra a honra Honra objetiva é a reputação – juízo que terceiros fazem acerca de alguém. visto que tem resultado.sites. de seu representante legal. a gestante sofre lesão corporal de natureza grave. É imputar Consuma: quando chega ao conhecimento de terceiros. Art. por qualquer dessas causas. CP: provocar aborto sem consentimento da gestante. Aborto legal deve ser praticado por médico.se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou. se o ofendido é presidente da república ou chefe de governo estrangeiro. Aborto no caso de gravidez resultante de estupro II . CP: os resultados são culposos. Honra subjetiva: injúria. Sentimental é em caso de estupro. Exceção da verdade é possível em regra.

com. Retratação: nos crimes de calúnia. próprio Injúria real: ações vioofendido.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 209 mação infamante.uol. lentas aviltantes. (b) opinião desfavorável da crítica.com.br | 11 99610348 facebook. difamação e falso testemunho a retratação até o momento da sentença extingue a punibilidade. Consuma: Nunca caberá ex. Móvel: não valem as presunções de imobilidade do direito civil. como regra. salvo na inequívoca intenção de ofender. chega ao conhecimento de terceiros.com/leonardosakaki | @leosak . etnia. A vítima deve ter capacidade de compreender a ofensa. condição de idoso ou portador de deficiência. Coisa é o objeto passível de apreensão com valor patrimonial relevante. perdão judicial se: o chega ao ofendido de forma conheciimprovável provocou. A pena é duplicada se o crime é praticado mediante paga ou promessa de recompensa. A injúria é qualificada por elementos de raça. religião. mento do retorção imediata. Subtrair é tirar de forma clandestina. http://leonardosakaki. Não quando precisa ser falso. (no mínimo 3) ou de forma a facilitar a divulgação. Há uma hipótese em que se admite exceção da verdade: se o fato se refere a funcionário público no exercício da função.sites. cor. (c) conceito desfavorável de funcionário público no exercício de sua função.Na injúria é possível o quando ceção da verdade. Injúria Qualidade negativa. Furto: subtrair coisa móvel alheia para si ou para outrem.br | leonardosakaki@uol. da verdade. Exclusão de crime: não há injúria ou difamação punível: (a) ofensa inrogada em juízo pela parte ou procurador na discussão da causa.

CP. Terminada a elaboração da folha. Em razão das dificuldades financeiras que afetaram o Banco Silva’s e Família. 9.2) Fundação Pública Federal contrata o técnico de informática Abelardo Fonseca para que opere o sistema informatizado destinado à elaboração da folha de pagamento de seus funcionários. 9613/98. 61 (FGV – OAB 2010. Exemplo: furtar tapete do condomínio. descontando a quantia de cinco reais de cada um deles. §3. é correto afirmar que Abelardo praticou crime de: (A) estelionato. feita com o propósito de ocultar ou dissimular a utilização de bens. (A) O crime de lavagem só ocorre quando os bens. Se para usar e devolver. a qual efetua os pagamentos de acordo com as informações lançadas no sistema por ele. (C) concussão. que é crime de ação pública condicionada.br | 11 99610348 facebook.sites. (B) peculato. (D) Pratica crime de lavagem de dinheiro quem utiliza. 9613/98 dependem do processo e julgamento dos crimes antecedentes. na atividade econômica ou financeira. 156. privação de liberdade da vítima (não se trata do seqüestro relâmpago.br | leonardosakaki@uol. bens. mas crime de descaminho. se a vítima está em transporte de valores e o sujeito conhece as circunstâncias. Diretor Comercial e Diretora de Contabilidade. Abelardo remete as informações à seção de pagamentos. Abelardo. assinale a alternativa correta.com. necessário o efetivo emprego da arma) (arma de brinquedo não aumenta). É necessário o animus de assenhoramento definitivo. a importação ou exportação de bens com valores não correspondentes aos verdadeiros. A seguir. (B) Não constitui lavagem de dinheiro.2) Relativamente à legislação sobre lavagem de capitais (Lei n. Roubo: momento consumativo: pacífico nos tribunais superiores que basta a detenção. ainda que por poucos instantes. Resposta: D 63 (FGV – OAB 2010. concurso de pessoas (conta menor de idade).uol. altera as informações sobre a remuneração dos funcionários da Fundação no sistema. direitos ou valores provenientes. Causas de aumento: emprego de arma (não basta o porte. (C) O processo e julgamento dos crimes previstos na Lei n. ao elaborar a referida folha de pagamento.613/98). direitos ou valores que sabe serem provenientes de qualquer dos crimes antecedentes previstos na Lei n. de um dos crimes antecedentes completam todo o processo de lavagem (ocultação. se o roubo for de veículo automotor que é levado para outro Estado ou para o exterior. (D) inserção de dados falsos em sistema de informações.com/leonardosakaki | @leosak .613/98. insere o seu próprio nome e sua própria conta bancária no sistema. direta ou indiretamente. José da Silva e Maria da Silva são os acionistas controladores do Banco Silva’s e Família. configura o art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 210 Se a coisa comum. 9. que hoje está previsto no art. 158. Considerando tal narrativa. atribuindo-se a condição de funcionário da Fundação e destina à sua conta o total dos valores desviados dos demais. Resposta: D 62 (FGV – OAB 2010. cada um com 30% das ações com direito a voto e exercendo respectivamente os cargos de Diretor-Presidente. não há furto. os diretores decidem por http://leonardosakaki. direitos ou valores provenientes de qualquer dos crimes antecedentes referidos na Lei n.2) João da Silva.com. CP). dissimulação e integração).

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 211 em curso as seguintes práticas: (1) adquirir no mercado títulos do tesouro nacional já caducos (portanto sem valor algum) e. Arli. (3) fraudar o balanço da instituição simulando lucros no exercício ao invés dos prejuízos efetivamente sofridos. Assinale a alternativa que indique o(s) crime(s) praticado(s) pelos acionistas controladores. utilizando-se do emprego de grave ameaça. Tício é perseguido por uma viatura da polícia militar.br | leonardosakaki@uol. bem-sucedido advogado. (D) não praticou crime algum. Os primeiros doze meses demonstraram resultados excelentes. (C) deverá pedir o arquivamento do inquérito por ausência de condição de procedibilidade para a instauração de processo criminal. Após ser parado pelos agentes da lei. a ação penal é pública incondicionada. por se tratar de crime hediondo. é correto afirmar que Arli (A) praticou crime de falsificação de documento público. inseriu. falsidade documental e estelionato qualificado.uol. utilizando-os como simulacro de lastro. não tendo a vítima se manifestado dentro do prazo legalmente previsto para tanto. em seu diploma. por fim. Tício realiza. A respeito desse ato. Resposta: D 56 (FGV – OAB 2010. (A) Crimes de falsidade ideológica. Resposta: C 55 (FGV – OAB 2010.com. Em 7 de agosto de 2010. e.3) Guiando o seu automóvel na contramão de direção. emiti r títulos do banco para captar recursos financeiros junto aos investi dores. Ana.sites. com a alteração do Código Penal. (B) nada poderá fazer.br | 11 99610348 facebook. A esse respeito. mas os vinte e quatro meses seguintes são marcados por uma perda avassaladora de recursos. haja vista que a ação penal é pública condicionada à representação. Além http://leonardosakaki. (C) Crime de gestão fraudulenta de instituição financeira. à caneta. só são persequíveis mediante queixa-crime. Resposta: C 54 (FGV – OAB 2010. (B) praticou crime de falsidade ideológica. fica constatado que Tício apresentava concentração de álcool muito superior ao patamar previsto na legislação de trânsito. sendo a ação penal pública incondicionada. levando o banco à beira da insolvência. com grande aumento do capital. (D) deverá oferecer denúncia contra Ana pela prática do crime de estupro. (B) Crime de gestão temerária de instituição financeira. que atingem bens jurídicos personalíssimos da vítima. Nesse momento. declaração falsa sobre fato juridicamente relevante. haja vista que. haja vista que. (C) praticou crime de falsa identidade. o Banco Silva’s e Família sofre uma intervenção do Banco Central e todos os fatos narrados acima vêm à tona. Lucas comparece à delegacia policial para noticiar o crime. haja vista que os crimes sexuais. com um passivo cerca de 50 vezes maior que o ativo. o exame do etilômetro e fornece aos militares sua habilitação e o documento do automóvel. (D) Crime de gestão temerária em concurso com crime de gestão fraudulenta de instituição financeira. espontaneamente.com. passou-se a admitir que pessoa do sexo masculino seja vítima de tal delito.com/leonardosakaki | @leosak .3) Ao concluir o curso de Engenharia. (2) forjar negócios com pessoas jurídicas inexistentes a fim de simular ganhos. visando fazer uma brincadeira. a com ela praticar ato libidinoso diverso da conjunção carnal. em outubro de 2010. constrange seu amigo Lucas. é correto afirmar que o promotor de justiça (A) deverá oferecer denúncia contra Ana pela prática do crime de atentado violento ao pudor.3) Em 7 de fevereiro de 2010. tendo sido instaurado inquérito a fim de apurar as circunstâncias do delito. No exame do etilômetro.

(A) pode ser praticada por meio de uma conduta comissiva (positiva. uma vez que o fato de a habilitação estar vencida constitui mera infração administrativa. caso seja cometida por agente público. uma vez que o perigo gerado por tal conduta faz com que o delito de embriaguez ao volante seja absorvido.com. (B) é crime inafiançável. os policiais constatam que o motorista estava com a habilitação vencida desde maio de 2009. pois o delito de embriaguez ao volante só se configura quando ocorre acidente de trânsito com vítima.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 212 disso. que o autor provoque lesões corporais na vítima ao lhe proporcionar sofrimento físico com o emprego de violência. em razão da aplicação do Princípio da Consunção.3) A tortura.sites. é correto afirmar que o promotor de justiça deverá denunciar Tício (A) pela prática dos crimes de embriaguez ao volante e direção sem habilitação (B) apenas pelo crime de embriaguez ao volante.uol. Resposta: B 136 Legislação especial 61 (FGV – OAB 2010. (C) exige. Resposta: A http://leonardosakaki. não implicará aumento de pena. por via de uma ação) ou omissiva (negativa. (C) apenas pelo crime de direção sem habilitação.br | 11 99610348 facebook. Com relação ao relatado acima. conduta expressamente proibida pela Constituição Federal e lei específica. (D) apenas pelo crime de direção sem habilitação. (D) se reconhecida.br | leonardosakaki@uol.com/leonardosakaki | @leosak . na sua configuração. por via de uma abstenção). imprescritível e insuscetível de graça ou anistia.com.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 213 DIREITO PROCESSUAL PENAL

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Princípios constitucionais

Art. 5, LIII, CF: ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; Princípio do juiz natural: proibição dos tribunais de exceção (tribunais criados para julgar fato ou pessoa específica) e garantia do juiz constitucionalmente competente (se o réu é processado pelo juiz constitucionalmente incompetente, o processo será nulo). Art. 5, LIV, CF: ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; Princípio do devido processo legal: soma de todos os direitos e garantias aplicados ao processo, sejam eles expressos ou implícitos na CF. Art. 5, LV, CF: aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; Princípio do contraditório e ampla defesa. Contraditório = comunicação obrigatória + reação possível. Ampla defesa = direito de presença + direito de audiência. Lei 11.900/09 – atenuação ao direito de presença, com o interrogatório via vídeo conferência.
70 (FGV – OAB 2010.2) Ao final da audiência de instrução e julgamento, o advogado do réu requer a oitiva de testemunha inicialmente não arrolada na resposta escrita, mas referida por outra testemunha ouvida na audiência. O juiz indefere a diligência alegando que o número máximo de testemunhas já havia sido atingido e que, além disso, a diligência era claramente protelatória, já que a prescrição estava em vias de se consumar se não fosse logo prolatada a sentença. A sentença é proferida em audiência, condenando-se o réu à pena de 6 anos em regime inicial semi-aberto. Com base exclusivamente nos fatos acima narrados, assinale a alternativa que apresente o que alegaria na apelação o advogado do réu, como pressuposto da análise do mérito recursal. (A) A redução da pena ou a fixação de um regime de cumprimento de pena mais vantajoso. (B) A anulação da sentença para que outra seja proferida em razão da violação do princípio da ampla defesa. (C) A reinquirição de todas as testemunhas em sede de apelação. (D) A anulação da sentença para que outra seja proferida em razão da violação do princípio da ampla defesa, com a correspondente suspensão do prazo da prescrição de modo que o órgão ad quem se sinta confortável para anular a sentença sem gerar impunidade no caso concreto.
Resposta: B

Art. 5, LVI, CF: são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; Princípio da inadmissibilidade das provas ilícitas. Art. 5, LVII, CF: ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; Princípio da presunção de inocência. Consequência: as prisões processuais são excepcionais; o uso de algemas é excepcional; inquéritos policiais e processos em andamento não constituem maus antecedentes. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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65 (FGV – OAB 2010.2) Em uma briga de bar, Joaquim feriu Pedro com uma faca, causando-lhe sérias lesões no ombro direito. O promotor de justiça ofereceu denúncia contra Joaquim, imputando-lhe a prática do crime de lesão corporal grave contra Pedro, e arrolou duas testemunhas que presenciaram o fato. A defesa, por sua vez, arrolou outras duas testemunhas que também presenciaram o fato. Na audiência de instrução, as testemunhas de defesa afirmaram que Pedro tinha apontado uma arma de fogo para Joaquim, que, por sua vez, agrediu Pedro com a faca apenas para desarmá-lo. Já as testemunhas de acusação disseram que não viram nenhuma arma de fogo em poder de Pedro. Nas alegações orais, o Ministério Público pediu a condenação do réu, sustentando que a legítima defesa não havia ficado provada. A Defesa pediu a absolvição do réu, alegando que o mesmo agira em legítima defesa. No momento de prolatar a sentença, o juiz constatou que remanescia fundada dúvida sobre se Joaquim agrediu Pedro em situação de legítima defesa. Considerando tal narrativa, assinale a afirmativa correta. (A) O ônus de provar a situação de legítima defesa era da defesa. Assim, como o juiz não se convenceu completamente da ocorrência de legítima defesa, deve condenar o réu. (B) O ônus de provar a situação de legítima defesa era da acusação. Assim, como o juiz não se convenceu completamente da ocorrência de legítima defesa, deve condenar o réu. (C) O ônus de provar a situação de legítima defesa era da defesa. No caso, como o juiz ficou em dúvida sobre a ocorrência de legítima defesa, deve absolver o réu. (D) Permanecendo qualquer dúvida no espírito do juiz, ele está impedido de proferir a sentença. A lei obriga o juiz a esgotar todas as diligências que estiverem a seu alcance para dirimir dúvidas, sob pena de nulidade da sentença que vier a ser prolatada.
Resposta: C

69 (FGV – OAB 2010.2) João foi denunciado pela prática do crime de furto (CP, art. 155), pois segundo narra a denúncia ele subtraiu colar de pedras preciosas da vítima. No decorrer da instrução processual, a testemunha Antônio relata fato não narrado na denúncia: a subtração do objeto furtado se deu mediante “encontrão” dado por João no corpo da vítima. Na fase de sentença, sem antes tomar qualquer providência, o Juiz decide, com base no sobredito testemunho de Antônio, condenar João nas penas do crime de roubo (CP, art. 157), por entender que o “encontrão” relatado caracteriza emprego de violência contra a vítima. A sentença condenatória transita em julgado para o Ministério Público. O Tribunal, ao julgar apelo de João com fundamento exclusivo na insuficiência da prova para a condenação, deve: (A) anular a sentença. (B) manter a condenação pela prática do crime de roubo. (C) abrir vista ao Ministério Público para aditamento da denúncia. (D) absolver o acusado.
Resposta: D

Art. 93, IX, CF: todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação; Princípio da motivação das decisões judiciais: as decisões do Poder Judiciário devem ser fundamentadas, sob pena de nulidade (será uma nulidade absoluta).
63 (FGV – OAB 2010.3)

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Ao proferir sentença, o magistrado, reputando irrelevantes os argumentos desenvolvidos pela defesa, deixa de apreciá-los, vindo a condenar o acusado. Com base no caso acima, assinale a alternativa correta. (A) Como é causa de nulidade da sentença, a falta de fundamentação deve ser arguida inicialmente por meio de embargos de declaração, que, se não forem opostos, gerarão a preclusão da alegação, pois a nulidade decorrente da falta de fundamentação do decreto condenatório importa em nulidade relativa. (B) Como é causa de nulidade absoluta da sentença, a falta de fundamentação não precisa ser arguida por meio de embargos de declaração, devendo necessariamente, no entanto, ser sustentada no recurso de apelação para poder ser conhecida pelo Tribunal. (C) Como é causa de nulidade absoluta da sentença, a falta de fundamentação não precisa ser arguida nem por meio de embargos de declaração, nem no recurso de apelação, podendo ser conhecida de ofício pelo Tribunal. (D) Como reputou irrelevantes as alegações feitas pela defesa, o magistrado não precisava tê-las apreciado na sentença proferida, não havendo qualquer nulidade processual, pois não há nulidade sem prejuízo.
Resposta: C

Nulidade absoluta Nulidade relativa Pode ser declarada de ofício – não precisa de reque- Precisa de requerimento das partes. rimento das partes. Nunca se convalida, é insanável. É sanável.

138

Interpretação extensiva

Estender a aplicação de uma norma existente para um caso não previsto textualmente.

139

Analogia

Lacunas.

140

Lei processual no tempo

A lei penal não retroage, salvo para beneficiar o réu. A lei processual é regida pelo princípio do efeito imediato, tempus regit actum – a nova lei processual será aplicada a todos os processos em curso, não importando se beneficia ou não o réu. Os atos processuais já realizados permanecerão válidos. Teoria do tempus regit actum ou teoria do isolamento dos atos processuais Atos anteriores são válidos Processo http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 216 Lei nova

141

Lei processual penal no espaço

Aplica-se no território nacional. Exceções. Posso aplicar o Código de Processo Penal fora do Brasil? Sim: - se houver consentimento do outro país; - território ocupado; - território nullius = território sem dono. 142 Contagem de prazo Prazo processual Começa a contar no próximo dia útil a partir da intimação. É prorrogável – se terminar em sábado, domingo ou feriado, prorroga-se para o próximo dia útil.

Prazo penal Conta o dia do começo e exclui o dia do final. É improrrogável.

143

Persecução penal

Investigação criminal: base – (i) indícios de autoria e (ii) prova de materialidade. Inquérito policial – fase de investigação: é o principal meio de investigação. É dispensável para o oferecimento da denúncia, pois o que é indispensável é ter base para a ação penal. Exemplo: CPI. Não incidem contraditório nem ampla defesa, pois há procedimento de investigação, ou seja, não há processo. Ação penal – processo. Contraditório e ampla defesa.

144

Inquérito policial

Procedimento administrativo destinado à colheita de provas. (i) Características: (a) Escrito: atos escritos. (b) Inquisitivo: não tem contraditório e ampla defesa – cuidado com o art. 14 do CPP. O delegado pode ouvir testemunhas sem as partes presentes – pode praticar os atos sozinho. (c) Obrigatório: para o delegado.

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 217 (d) Dispensável: para a ação penal – quando há base para a ação penal. O titular da ação penal (Ministério Público, na queixa, ou o ofendido, na queixa) dispensa o inquérito. A lei dispensa o inquérito em infrações menores, no Jecrim. (e) Sigiloso: decretado pelo delegado, no caso de necessidade para o sucesso do inquérito. Não é sigiloso para o juiz, Ministério Público e advogado (Súmula Vinculante 14). Se negar acesso aos autos de inquérito policial cabe reclamação ao STF ou MS para o juiz criminal. Contra ato ou decisão que desrespeita súmula vinculante, cabe reclamação ao STF (Art. 103, §3, CF). (f) Indisponível: delegado não pode arquivar inquérito policial, as provas são indispensáveis. (art. 17, CPP) O arquivamento é uma medida judicial, por requerimento do Ministério Público. (g) Oficiosidade: ex officio (ação penal pública incondicionada). Exceção: ação penal pública condicionada e ação penal pública privada – dependerá de uma autorização, ou seja, dependerá de representação do ofendido (exemplo: estupro – mesmo que se pego em flagrante – instauração de inquérito e lavramento de prisão em flagrante dependerá de representação do ofendido – menor de 18 anos ou vulnerável, será uma ação incondicionada) ou requerimento (), respectivamente.
Art. 14. O ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado poderão requerer qualquer diligência, que será realizada, ou não, a juízo da autoridade.

(ii) Inquérito extrapolicial – Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) (a) É uma investigação feita pelos parlamentares. (b) A CPI só pode decretar uma espécie de prisão: prisão em flagrante. (c) Pode decretar a quebra do sigilo bancário e fiscal e não precisa de autorização judicial. (d) Investiga fato certo por prazo determinado. (e) É necessário ⅓ dos parlamentares para instauração da CPI – não importando a casa. (f) Tem poder instrutório de juiz, ou seja, pode produzir as mesmas provas que um juiz pode produzir – requisitar documentos, determinar intimação de testemunhas, decretar a quebra de sigilo bancário e fiscal etc. (g) Não pode decretar a interceptação telefônica – só juiz pode decretar. (h) Terminada a CPI é feito um relatório, que é encaminhado ao Ministério Público. (iii) Início do inquérito policial (a) Nos crimes de ação penal pública incondicionada a representação (exemplo: crimes contra a vida): - pode começar de ofício pelo delegado – portaria; - pode começar por requisição do Ministério Público ou juiz; - pode começar por requerimento do ofendido. (b) Nos crimes de ação pública condicionada a representação (exemplo: estupro): - pode começar por meio de representação do ofendido; - pode começar por meio de requisição do ministro da justiça. (c) Nos crimes de ação penal privada (exemplo: crimes contra a honra): - pode começar mediante requerimento do ofendido

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 218 (iv) final do inquérito policial Relatório do delegado – encaminhado ao fórum – encaminhado ao Ministério Público – promotor pode propor o arquivamento, oferecer denúncia ou requerer diligências imprescindíveis ao oferecimento da denúncia (art. 16, CPP), sendo que, neste último, o juiz não pode indeferir. Ministério Público propõe arquivamento – vai para o juiz – se o juiz concorda, é arquivado; se discordar, aplicase o art. 28, CPP, mandando para o Procurador Geral, que pode ele mesmo oferecer a denúncia, pode insistir no arquivamento ou designar outro Ministério Público para oferecer denúncia. Observação: o arquivamento é pela falta da base para ação. Quando surgir prova nova, é possível haver ação penal sobre a mesma acusação do inquérito arquivado anteriormente – Súmula 524, STF. A punibilidade não deve estar extinta, quando do surgimento da prova nova. O inquérito policial, no caso de ação penal privada, segundo o art. 19, CPP, ficará em juízo, ou seja, no cartório, aguardando a iniciativa do ofendido. O prazo para encerramento do inquérito policial, art. 10, CPP, é: Réu preso – 10 dias improrrogáveis; Réu solto – 30 dias – prorrogável – art. 10, §3, CPP. O excesso do prazo se torna a prisão ilegal, pedindo-se o relaxamento da prisão, com base no art. 5, LXV, CF. Exceção: competência da justiça federal: Réu preso – 15 dias, admitida 1 prorrogação de mais 15 dias. Réu preso – aplica-se o CPP. Exceção: Lei 11.343/06, art. 51: Réu preso – 30 dias – prorrogável por 1x por igual período. Réu solto – 90 dias – prorrogável por 1x por igual período.

145

Incomunicabilidade

A incomunicabilidade prevista no art. 21, CPP, não foi recepcionada pela CF. 145.1 Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) – art. 52, LEP (i) É uma punição disciplinar imposta ao preso – condenado ou provisório. (ii) Somente o juiz pode decretar o RDD. (iii) Tem prazo de até 360 dias, sendo possível a prorrogação em nova falta grave. (iv) O prezo não pode ficar no RDD por mais que ⅙ da pena. (v) Cabe o RDD em: (a) crime doloso dentro da prisão; (b) preso perigoso (coloca em risco o estabelecimento prisionário ou a sociedade); (c) envolvimento com o crime organizado. (vi) Características: celas individuais, 2 visitas semanais (salvo as crianças), 2 horas por dia de banho de sol. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Ação penal

Ação penal pode ser pública ou privada. Pública: proposta pelo Ministério Público, por meio de denúncia. Condicionada: à representação do ofendido Titulares: (a) ofendido (b) menor de 18 anos e doente mental: representante legal. (c) menor de 18 anos e doente mental e não tem representante legal: curador especial (art. 33, CPP) – qualquer pessoa que o juiz nomeia para representar o ofendido. (d) ofendido morre: Cônjuge ou companheiro, Ascendente, Descendente ou Irmão. Prazo: 6 meses a partir do conhecimento da autoria. Retratar da representação: à requisição do Ministro da Justiça: crimes contra a honra que atinja o presidente da república ou chefe de governo estrangeiro. Observação: crimes contra a honra, em geral, segundo o art. 145, CP, será mediante queixa, ou seja, será uma ação de iniciativa privada. Incondicionada, é a regra, havendo silencio do código será incondicionada. Privada: proposta pelo ofendido, em regra, por meio da queixa. Pode ser o representante legal (quando menor) ou o Cônjuge ou companheiro, Ascendente, Descendente ou Irmão, quando falece. Comum ou exclusivamente privada. Personalíssima. Só o ofendido e ninguém em seu lugar. Único caso: art. 236, CP, induzimento a erro essencial ou ocultação de impedimento ao casamento. Subsidiária. Estupro: será condicionada à representação, mas, excepcionalmente, será incondicionada nos seguintes casos: Quando o ofendido for menor de 18 anos. Vítima vulnerável – presunção de violência. 146.1 Princípios da ação penal privada

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 220 Conveniência ou oportunidade – o ofendido apresenta a queixa se quiser – o ofendido pode renunciar ao direito de queixa ou ficar inerte, havendo, assim, a decadência do direito de queixa – são causas de extinção da punibilidade. A renúncia é um comportamento positivo, é um fazer. Decadência é uma inércia absoluta, é um não fazer. Disponibilidade – pressuposto a existência de uma ação penal em curso – o ofendido ajuizou queixa no prazo decadencial. O ofendido pode durante a ação oferecer o perdão (ato bilateral – depende de aceitação do querelado) ou perempção. Indivisibilidade 146.2 Princípios da ação penal pública Obrigatoriedade ou legalidade – Ministério Público é obrigado a oferecer a denúncia, desde que aja indício de autoria e prova da existência do crime. Divisibilidade Indisponibilidade – art. 42, CPP – vedação expressa da desistência da ação penal pública. Oficialidade ou oficiosidade (i) Ações penais em espécie a) lesão corporal leve: nos termos do art. 88 da Lei 9.099/99 a ação penal é pública condicionada à representação. Lesão corporal leve da Lei Maria da Penha: para o STJ haverá a ação penal pública condicionada à representação.
Art. 88. Além das hipóteses do Código Penal e da legislação especial, dependerá de representação a ação penal relativa aos crimes de lesões corporais leves e lesões culposas.

b) crimes materiais contra a ordem tributária: Súmula Vinculante 24 – precisa encerrar o procedimento administrativo fiscal. 146.3 Denúncia Prazo de 15 dias para oferecimento de denúncia para réu solto. Prazo de 5 dias para oferecimento de denúncia no caso de réu preso. Na inércia, a vítima poderá iniciar uma ação no caso de inércia do Ministério Público. Direito de queixa subsidiária. Inércia é o Ministério Público nada fazer no prazo para oferecer denúncia.

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Competência

(i) competência por prerrogativa de função ou foro privilegiado ou competência originária. a) Não viola o princípio da igualdade, pois só existem em razão da função.

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109. devendo ser julgado pelo Tribunal de Justiça do respectivo Estado. Bacen. Autarquias: INSS. d) crimes cometidos contra bens. Atenção: sociedade de economia mista federal o julgamento é na justiça estadual – Petrobrás. CF.br | 11 99610348 facebook. mas se for explorado pelo próprio governo a competência é federal. variando de tribunal conforme o crime.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 221 b) Concurso de agentes: em regra haverá julgamento conjunto: juiz e advogado roubam: ambos são julgados pelo TJ. Resposta: C (ii) competência da justiça federal: art. (D) Terêncio é prefeito e pratica um crime comum.com.com. pois. e) Para o STF. d) O juiz é julgado pelo TJ a que está vinculado. Segundo entendimento do STF. BB. a situação não se alteraria se o crime praticado por Terêncio fosse um crime eleitoral. pratica um crime eleitoral. ou seja. será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça. juiz estadual. a) rol taxativo. c) julga os crimes políticos. (B) Tício. Por ter foro por prerrogativa de função. vereador de um determinado município.sites. Para o juiz a única exceção é o crime eleitoral. promotor. agências reguladoras. STJ julga: governador e desembargador. prefeito e deputado estadual. d) Prefeito: Súmula 702 do STF – o prefeito se comete crime estadual é julgado por tribunal de 2º grau. Se o crime for cometido pela internet e houver tratado. g) juiz comete crime federal: sempre é julgado no Tribunal de Justiça a que está vinculado. se o sujeito renuncia para escapar ao julgamento. 66 (FGV – OAB 2010. julgado no Tribunal de Justiça do Estado onde exerce suas funções. e) crimes decorrentes de tratados: exemplo: tráfico internacional de drogas.br | leonardosakaki@uol. quando a competência será do TRE. (A) Caio. Empresas públicas federais: CEF. pratica um crime comum previsto na parte especial do Código Penal. ainda que o crime seja federal. Súmula 721 do STF – deputado estadual que cometa crime doloso contra a vida será julgado pelo tribunal do júri. autarquias e empresas públicas federais. será julgado no Tribunal de Justiça do Estado onde exerce suas atividades. senador. (C) Mévio é governador do Distrito Federal e pratica um crime comum. f) o homicídio de funcionário público federal somente é competência do júri federal se o motivo do crime é a função federal. uma vez que goza do foro por prerrogativa de função. então a competência será da justiça federal (exemplo: racismo e pornografia infantil). TJ julga: juiz. http://leonardosakaki. ministro.3) Tendo como referência a competência ratione personae. assinale a alternativa correta. Atenção: o júri somente será federal se o crime tiver relação com a função federal.uol. mas se for crime eleitoral é julgado no TRE. ou seja. Atenção: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – crime contra os correios é julgado onde? Se for o serviço explorado por particular a competência é estadual. não há mudança de competência. AGU.com/leonardosakaki | @leosak . c) STF julga: deputado federal. se cometer crime federal é julgado pelo TRF. são os crimes previstos na lei de segurança nacional. b) não julga contravenção. Será. Mas se caso de crime doloso contra a vida haverá separação de processos: o juiz é julgado pelo TJ e o advogado pelo tribunal do júri. serviços ou interesses da União. Por uma questão de competência originária decorrente da prerrogativa de função. c) Deputado estadual (IMPORTANTE!): a competência é fixada pela constituição estadual.

CPP Teoria do resultado – local da consumação.br | 11 99610348 facebook.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 222 h) disputa sobre direitos indígenas.com/leonardosakaki | @leosak . II . ataques do PCC. A conexão e continência implicam em reunião de processos e julgamento em conjunto.sites. 51. Atenção: incidente de deslocamento de competência. ao mesmo tempo. então a competência é do local onde o resultado se esboçou (exemplo: tomo tiros em SBC e sou levado para o HC em SP. II – homicídio + ocultação de cadáver III – furto ou descaminho + receptação Continência: art. ocorrendo duas ou mais infrações. 70. III .no caso de infração cometida nas condições previstas nos arts. A competência será determinada pela conexão: I . Perdeu a função. se houver grave violação de direitos humanos. §1o. 53. Exceção doutrinária e jurisprudencial: teoria do esboço do resultado: se o resultado se der em outro local por circunstâncias não relacionadas ao crime. embora diverso o tempo e o lugar. I – arrastão após jogo de futebol. Para ser competência federal. O PGR. II . ou por várias pessoas.uol. Exemplo: caso da Procuradora aposentada que torturou a criança. quando há grave violação dos direitos humanos. 77. 147. pedirá no STJ que o processo saia da justiça estadual e vá para a justiça federal. salvo no caso de infância e juventude e na hipótese da justiça militar. umas contra as outras. o motivo do crime tem que ter relação com disputa sobre direitos indígenas. ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas. O crime será julgado no local da consumação ou no caso de tentativa. no local do último ato de execução. onde morro – a competência é do júri de SBC).se. 77.se. ou por várias pessoas em concurso. CPP. (iv) conexão e competência Art. é o PGR que pede. 76. em qualquer momento do inquérito ou processo ao STJ. A competência será determinada pela continência quando: I . perdeu o foro privilegiado. no mesmo caso. crime de rixa. (iii) competência territorial – art. e 54 do Código Penal. segunda parte.com. houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras. por várias pessoas reunidas.1 Critério foro prevalente http://leonardosakaki. CPP – concurso de agentes.br | leonardosakaki@uol. Conexão: art.com. houverem sido praticadas. 76.quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de outra infração.duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração. Art.

Art. no juízo cível. II . Faz coisa julgada no cível a sentença penal que reconhecer ter sido o ato praticado em estado de necessidade. . a ação para ressarcimento do dano poderá ser proposta no juízo cível.2 Questões especiais de competência a) Se não souber o local do resultado. 66. §§1o e 2o). contra o responsável civil. (Vide Lei nº 5. (Incluído pela Lei nº 11. de 2008). Não impedirão igualmente a propositura da ação civil: I . a ação civil poderá ser proposta quando não tiver sido.uol.se tiverem a mesma pena. 63. se for caso. Intentada a ação penal. contra o autor do crime e. http://leonardosakaki. Não obstante a sentença absolutória no juízo criminal.br | leonardosakaki@uol. c) Estelionato por meio de cheque sem fundo: a competência é do local da recusa do pagamento. b) Falso testemunho da Justiça do Trabalho é processado na Justiça Federal. pelo Ministério Público. para o efeito da reparação do dano.o despacho de arquivamento do inquérito ou das peças de informação. 65.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak . até o julgamento definitivo daquela. o ofendido. III . 64. 68. Transitada em julgado a sentença condenatória.a decisão que julgar extinta a punibilidade. A vítima ou seus sucessores poderá executar este valor no cível e liquidar o valor que entender devido a maior. categoricamente. é o foro de residência do réu. A sentença penal condenatória transitada em julgado é título executivo judicial e o juiz deve fixar o valor mínimo da condenação.719. . Art. reconhecida a inexistência material do fato. 63) ou a ação civil (art. em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. a execução poderá ser efetuada pelo valor fixado nos termos do inciso IV do caput do art. 148 Ação civil ex delicto – arts. de 1973) Parágrafo único. 67. 147. Art. poderão promover-lhe a execução.com. seu representante legal ou seus herdeiros. Parágrafo único.a sentença absolutória que decidir que o fato imputado não constitui crime. Quando o titular do direito à reparação do dano for pobre (art. a quantidade de crimes. Art. Transitada em julgado a sentença condenatória.local da pena mais grave.prevenção – prática de um ato decisório anterior. em legítima defesa.970. a seu requerimento. O local da recusa do pagamento é o local da agência do sacado. Sem prejuízo do disposto no artigo anterior. CPP TÍTULO IV DA AÇÃO CIVIL Art.com. a execução da sentença condenatória (art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 223 Júri atrai tudo. o juiz da ação civil poderá suspender o curso desta. Jurisdição de igual categoria . 63 a 68. 64) será promovida. 387 deste Código sem prejuízo da liquidação para a apuração do dano efetivamente sofrido. Art. 32.sites.

Impróprio: é perseguido logo após. interrupção da perseguição. 68 (FGV – OAB 2010. IV. 301 a 310. http://leonardosakaki. CPP) ou que o acusado não cometeu o crime (art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 224 Toda absolvição por falta de prova não impede o ajuizamento de ação civil ex delicto. 65. (B) Sobrevindo a sentença absolutória no juízo criminal. seu representante legal ou seus herdeiros. neste caso. o ofendido. CPP a) modalidades: CPP (art. Se for absolvido por causa excludente da ilicitude. CPP) impede o ajuizamento de ação civil. no juízo cível. para o efeito da reparação do dano. está em flagrante. CPP). poderão promover-lhe a execução.sites. Enquanto durar a perseguição. não se admitindo. Se a causa excludente for agressiva. a ação civil não poderá ser proposta em nenhuma hipótese. a liquidação para a apuração do dano efetivamente sofrido.br | 11 99610348 facebook. Presumido: é encontrado logo depois. (C) Transitada em julgado a sentença penal condenatória. então não impedirá o ajuizamento de ação civil ex delito.br | leonardosakaki@uol. (D) Transitada em julgado a sentença penal condenatória. Se ficar provado que o crime não existiu (art. ou seja. (A) São fatos que impedem a propositura da ação civil: o despacho de arquivamento do inquérito ou das peças de informação. I.uol.com/leonardosakaki | @leosak . assinale a alternativa correta. 302): Próprio: está cometendo ou acaba de cometer a infração. ainda que perca de vista. 386. O que não pode é haver solução de continuidade da perseguição. A absolvição por atipicidade da conduta não impede o ajuizamento de ação civil ex delicto. Resposta: D 149 Prisão Modalidades de prisão processual: Prisão em flagrante – arts.2) Relativamente às regras sobre ação civil fixadas no Código de Processo Penal. impede o ajuizamento da ação civil. 386. a decisão que julgar extinta a punibilidade e a sentença absolutória que decidir que o fato imputado não constitui crime. a execução só poderá ser efetuada pelo valor fixado na mesma. em regra (art.com.com.

Lei do Crime Organizado. poderá ser decretada a sua prisão. Não é válido. Não precisa de autorização judicial. b) formalidades – arts. ação controlada: art. 312. 313. será admitida a decretação da prisão preventiva nos crimes dolosos: I . Em qualquer das circunstâncias. o flagrante é esperado. http://leonardosakaki. CPP Tem que ser entregue a nota de culpa ao preso. Art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 225 Leis especiais: Retardado.punidos com detenção. Prisão preventiva Art. 313. Probabilidade de reiteração de condutas criminosas. poderá ser decretada a sua prisão. 2. ordem econômica9 e aplicação da lei penal10. deve ser revogada a prisão. Doutrina e jurisprudência: Preparado: há intervenção na vontade do sujeito. Conveniência instrução criminal11. Se o policial exige dinheiro e quando a pessoa vai entregar ele é preso pela corregedoria. 10 Se houver indícios concretos de fuga. Se não disser o nome do advogado. Súmula 145 STF. 46 do Código Penal.br | 11 99610348 facebook. em sentença transitada em julgado.br | leonardosakaki@uol. virtual.uol. III . Esperado: não há intervenção na vontade. 304 a 306. Art. mas. Conhecer o itinerário da droga. É valido. CPP: crime doloso (caput) + 1 dos incisos. 8 9 Ordem pública não é clamor público. não fornecer ou não indicar elementos para esclarecê-la. É a ordem pública aplicada à economia.com. Terminada a colheita da prova.sites. Exige-se autorização judicial. CPP: indícios suficientes de autoria e materialidade: Garantia: ordem pública8. o flagrante é preparado. II . 11 Se houver indícios de que o sujeito esteja manipulando a prova. se precisa adquirir a droga para repassar ao policial. previstas no artigo anterior. Entrega vigiada: art.se o réu tiver sido condenado por outro crime doloso. 53 da Lei de Drogas – acompanha a entrega da droga. ressalvado o disposto no parágrafo único do art. havendo dúvida sobre a sua identidade. Prazo de 24 horas.punidos com reclusão. quando se apurar que o indiciado é vadio ou. IV – descumprimento de medida de proteção. Só prende no melhor momento para obtenção da prova.com/leonardosakaki | @leosak . deve ser encaminhada cópia do auto de prisão em flagrante em 24h para a defensoria pública. o flagrante é esperado.com. Se a pessoa já tem a droga.

por pronúncia e em virtude de sentença condenatória recorrível. a conveniência da instrução criminal. de crime hediondo.960/89 a) generalidades: É uma prisão típica do inquérito policial.se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher.3) Com relação às modalidades de prisão. prorrogável por mais cinco em caso de extrema e comprovada necessidade.340/06. é correto afirmar que (A) em nosso ordenamento jurídico. nos termos da lei específica. a necessidade de garantir a futura aplicação da lei penal e a garantia da ordem pública.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 226 IV .sites.com. (C) A prisão preventiva poderá ser decretada durante o inquérito policial. (B) A prisão temporária poderá ser decretada a qualquer tempo. (B) a prisão temporária tem como pressupostos a existência de indícios de autoria e prova da materialidade. a prisão processual contempla as seguintes modalidades: prisão em flagrante. A respeito de tal modalidade de prisão. assinale a alternativa correta.uol. prorrogável por igual período. Prazo determinado: 5 dias + 5 dias. Prorrogação somente em caso de extrema e comprovada necessidade. (C) o prazo de duração da prisão temporária é de cinco dias. II – quando o indiciado não tem residência fixa ou quando não comprova a sua identidade. nas hipóteses previstas em lei.br | leonardosakaki@uol. preventiva. temporária. (D) Em caso de descumprimento de medida protetiva prevista na Lei 11. 67 (FGV – OAB 2010. Resposta: C Prisão temporária – Lei 7.3) Como se sabe. epidemia com resultado morte. (A) A prisão em flagrante delito somente poderá ser realizada dentro do período de vinte e quatro horas. 62 (FGV – OAB 2010. o juiz não poderá decretar a prisão preventiva do acusado. O juiz não pode decretar a prisão temporária de ofício – só à pedido do delegado ou promotor. (D) são requisitos da prisão preventiva a sua imprescindibilidade para as investigações do inquérito policial e o fato de o indiciado não ter residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade.br | 11 99610348 facebook. Não existe fora do inquérito policial. todavia. Em se tratando. desde que se mostre imprescindível para a produção da prova. se hediondo 30 dias + 30 dias. para garantir a execução das medidas protetivas de urgência. Resposta: C http://leonardosakaki. b) cabimento (sempre I com III ou II com III): I – quando imprescindível para as investigações. contadas do momento em que se inicia a execução do crime. e como fundamentos a necessidade de garantia da ordem pública. III – rol taxativo de crimes – quadrilha ou bando. a prisão temporária poderá ser decretada pelo prazo de trinta dias. a prisão processual (provisória ou cautelar) é a decretada antes do trânsito em julgado de sentença penal condenatória.com/leonardosakaki | @leosak .

é admissível a liberdade provisória sem fiança. diz apenas quais são os inafiançáveis. não se impõe prisão em flagrante. 151 Procedimentos 151. parágrafo único: juiz imagina que o preso esteja em liberdade e se pergunta se neste caso haveria motivo para decretar a prisão preventiva. Art. 327 e 328.2 Ordinário Denúncia Recebimento Citação AIDJ Resposta http://leonardosakaki.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 227 150 Liberdade provisória Somente é cabível para a prisão em flagrante legal. Crimes hediondos (lei 8.br | leonardosakaki@uol. Especiais 151. Liberdade provisória com fiança. por exemplo. ele mantém o sujeito preso.com. 2): a liberdade provisória em crimes hediondos – há vedação expressa para a liberdade provisória com fiança. mas não se efetiva a prisão em flagrante. CPP. CPP. 310.br | 11 99610348 facebook. cabe relaxamento. Nos casos do CTB. Sumaríssimo: para infrações de menor potencial ofensivo: contravenções penais ou pena máxima cominada menor ou igual a 2 anos. art. Atenção: causas de aumento e de diminuição de pena entram neste cálculo. O réu fica preso até o julgamento do caso dele. 323 e 324. tráfico de drogas. Liberdade provisória vedada.072/90. em caso positivo. O CPP não diz quais são os crimes afiançáveis. Para prisão em flagrante ilegal. Há leis que vedam a liberdade provisória como.com/leonardosakaki | @leosak .com. CPP – caput: causa de excludente da ilicitude.sites. previstos nos arts. Atenção: agravantes e atenuantes não entram neste cálculo. se parar para prestar socorro.1 Modalidades de procedimentos Comum Ordinário: para crimes com pena máxima cominada maior ou igual a 4 anos Sumário: para crimes com pena máxima cominada menor que 4 anos. O réu é solto pagando fiança com o cumprimento das obrigações previstos nos arts. No âmbito do Jecrim não há prisão em flagrante se o sujeito concorda em comparecer em audiência a ser designada. Em tese. Liberdade provisória sem fiança.uol. Réu se livra solto – ele é levado até a delegacia.

salvo Jecrim. DEVE suspender processo e suspender prescrição Citado por edital Não comparece Juiz PODE decretar a prisão E não constitui advogado preventiva e/ou produzir prova antecipada. O processo volta a correr quando ela aparecer ou constituir advogado. CPP). não precisa motivar o recebimento da denúncia. CPP). mudar a classificação do crime. Não se aplica o art.com/leonardosakaki | @leosak . d) Recurso da rejeição da denúncia ou queixa: a regra é a recurso em sentido estrito (RESE) ou apelação no Jecrim. c) Citação por hora certa: segue o CPC (art. mas não o processo. há a nomeação de dativo pelo juiz. 351 a 372. c) Rejeição da denúncia (art.br | 11 99610348 facebook. b) Citação real. O termo inicial é a data da efetiva citação.súmula 415 Depois do prazo de suspensão da prescrição. não tem regramento próprio. Cuidado! Para o STJ. CPP) a) Prazo: 10 dias. volta no dia seguinte e faz a citação preferencialmente na pessoa de familiar. avisando que ele foi citado. Resposta (arts. acha que ele está escondendo.com. ela volta a correr.br | leonardosakaki@uol. Absolvição sumária (art. 395. se for o caso . d) Citação por edital: quando o réu não é encontrado. Pode alegar tudo o que interesse para a defesa. Citações especiais: A citação do militar é feita pelo superior dele – o oficial entrega a citação para o superior e este citará o militar. 362. O estrangeiro é citado por rogatória – a prescrição fica suspensa em caso de rogatória. Somente se decreta prisão preventiva e se produz prova antecipada se houver fundamento concreto. CPP. O momento próprio é o dos arts. Atenção: se o réu não comparecer. Se não apresentar a defesa. 383 e 384. 396 e 396A. feita por mandado: é a regra. neste momento. o decurso do tempo e o esquecimento da testemunha não são fundamentação hábil para antecipar a prova. prerrogativa de função e crimes afiançáveis de responsabilidade de funcionário público – todos têm defesa preliminar. b) Esta defesa é obrigatória. precisa esgotar os meios de localização do réu. na Súmula 455. devolve o mandado em cartório e tem que enviar uma carta para o réu. segundo o STF. 397.uol. O oficial vai 3x.sites.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 228 Absolvição Sumária Recebimento a) O juiz não pode. deverá ser nomeado curador para ele. CPP) a) Modalidades: real (oficial de justiça – mandado) ou ficta (hora certa e edital). o prazo é de 15 dias. CPP) http://leonardosakaki.com. Citação (art. b) Em regra. nem constituir advogado. 366.

Ministério Público adita (5 dias) defesa Juiz recebe nova AIDJ (3 testemunhas) 1º e 2º grau.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook. Sentença a) Modalidades: Absolutória (art.com. 1º grau. 5 dias para defesa. CPP. c) Cabimento: Existência manifesta de causa excludente de ilicitude. CPP) a) Seqüência de atos da audiência Ofendido Testemunha de acusação Testemunha de defesa Antes do assistente técnico. 384. só pode ter decisão absolutória favorável ao réu. Podem os debates orais ser convertidos em memoriais escritos quando houver vários acusados ou quando a causa for complexa – prazo 5 dias para acusação. Se o Ministério Público se recusar a aditar. Fato narrado evidentemente não é crime.com. 10 dias para o juiz. 387.uol. CPP) Condenatória (art. nos termos do art. o juiz encaminha os autos ao procurador geral. Não se aplica medida de segurança neste momento. 384. prorrogáveis por mais 10. b) Não vale o in dubio pro reo pois exige-se certeza para a absolvição. CPP) e mutatio (art. ou seja. AIDJ (arts. 383. CPP) b) Emendatio (art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 229 a) É um juízo abreviado. 383. Extinta a punibilidade. 386. CPP Fato está descrito na denúncia e o réu se defende O fato não está descrito. b) Debates: obrigatória. 28. o perito Acareação Reconhecimento Interrogatório O juiz decide sobre prova Debates/sentença Ao final da audiência as partes podem requerer prova cuja necessidade surja no decorrer da audiência. 20 minutos. 400 a 405. CPP Art. apenas estas.com/leonardosakaki | @leosak . Existência manifesta de causa excludente de culpabilidade. Ação penal pública e ação penal privada.sites. CPP) Art. Não precisa ouvir ninguém. dos fatos. Ação penal pública ou ação penal privada subsidiária da público. http://leonardosakaki. É um julgamento antecipado pro reo.

por escrito. assinale a afirmativa correta. (C) No rito ordinário. (D) O juiz deve deferir o pedido.br | 11 99610348 facebook. oferecida a denúncia. (D) No rito sumário. (A) O juiz deve deferir o pedido. se o juiz não a rejeitar liminarmente. 60 dias para fazer a AIDJ. (C) O juiz só deve deferir a oitiva de testemunhas de defesa arroladas posteriormente ao momento da apresentação da resposta escrita se ficar demonstrado que a necessidade da oitiva se originou de circunstâncias ou fatos apurados na instrução. 64 (FGV – OAB 2010. 5 testemunhas. em nenhuma hipótese do processo penal. recebê-laá e designará dia e hora para a realização do interrogatório. se o juiz não a rejeitar liminarmente. Resposta: D 151.4 Sumaríssimo Lei 9.2) Em processo sujeito ao rito ordinário. oferecida a denúncia. o advogado requer a absolvição sumária de seu cliente e não propõe provas.com/leonardosakaki | @leosak .sites. pois a juntada do rol das testemunhas de defesa pode ser feita até o encerramento da prova de acusação. (B) O juiz não deve deferir o pedido.com. por escrito. ocasião em que o acusado deverá estar assistido por defensor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 230 66 (FGV – OAB 2010. pois apesar de a juntada do rol de testemunhas da defesa não ter sido feita no momento correto.uol. Na lei de falências há previsão expressa de que os crimes lá previstos sigam o rito sumário. Não tem previsão expressa. no prazo de 15 (quinze) dias. destinada à inquirição das testemunhas arroladas pelo Ministério Público e ao interrogatório do réu. o advogado requer a oitiva de duas testemunhas de defesa e que o juiz designe nova data para que sejam inquiridas.3) Em relação aos procedimentos previstos atualmente no Código de Processo Penal. ocasião em que o acusado deverá estar assistido por defensor.099/95 – Infrações de menor potencial ofensivo (todas as contravenções e os crimes cuja pena máxima não excede 2 anos). se o juiz não a rejeitar liminarmente.3 Sumário Procedimento Comum Ordinário Procedimento Comum Sumário 8 testemunhas (fato). Pode converter em memoriais escritos. (B) No rito sumário. designa audiência de instrução e julgamento. http://leonardosakaki. rejeitando o requerimento de absolvição sumária. recebê-la-á e designará dia e hora para a realização do interrogatório. oferecida a denúncia. Ao final da audiência. O juiz. no prazo de 10 (dez) dias.com. recebê-la-á e ordenará a citação do acusado para responder à acusação. Não tem previsão expressa. Resposta: C 151. 30 dias para fazer a AIDJ Pode requerer provas. Considerando tal narrativa.br | leonardosakaki@uol. ao apresentar resposta escrita. pois o desmembramento da audiência una causa nulidade absoluta. recebê-laá e ordenará a citação do acusado para responder à acusação. assinale a alternativa correta. oferecida a denúncia. o juiz deve indeferir diligências requeridas pela defesa. (A) No rito ordinário. se o juiz não a rejeitar liminarmente.

http://leonardosakaki. os autos serão arquivados. O juiz ouvirá as partes separadamente sem os seus advogados. se não for cumprida a transação.Ouvir o ofendido . CPP.Sentença Procedimentos dos crimes contra a honra: Injúria: qualidade negativa Difamação: imputar fato negativo Calúnia: imputar. 60. Se o querelante faltar.Denúncia oral: Rito sumaríssimo: tudo ocorre em uma só audiência – audiência de instrução.Tentativa de composição dos danos civis (havendo reparação do dano. . Via de regra.Recebimento da denúncia . o Ministério Público poderá oferecer a denúncia. .Representação do ofendido.Debates orais (20min + 10min) . ocorrerá extinção da punibilidade pela perempção – art.Defesa prévia oral .br | 11 99610348 facebook. Lei de Drogas: Porte de drogas – art. Audiência preliminar: . Tem direito à liberdade provisória sem fiança.sites. o juiz receberá a queixa. um fato definido como crime Entre a queixa e o recebimento da queixa.com.br | leonardosakaki@uol. Esse acordo consiste na aplicação imediata de pena de multa ou pena restritiva de direitos. III. ocorrerá renúncia ao direito de queixa ou representação. o agente se livra solto.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 231 A persecução penal se desenvolve em 3 fases : Fase policial: termo circunstanciado.uol. Infração de menor potencial ofensivo – aplica-se o rito sumaríssimo. 28 da Lei. .com/leonardosakaki | @leosak . falsamente. Efetuada a transação.Interrogatório . Plantar pequena quantidade para consumo pessoal é porte. Se o querelado faltar. . se o caso.Transação penal – é o acordo entre o Ministério Público e o suspeito para que não haja o processo penal. teremos uma audiência de tentativa de conciliação. haverá convertimento em multa.Testemunhas arroladas pela acusação – até 3 .com. debates e julgamento.Testemunhas arroladas pela defesa – até 3 . Havendo a conciliação. Segundo o STF. ocorre a extinção da punibilidade. Pena: Advertência Prestação de serviços à comunidade Comparecimento em programas educativos No não cumprimento.

2 etapas: Juiz (judicium acusationis): = procedimento ordinário.interrogatório – debates orais (20min + 10min) – decisão.5 Crimes funcionais afiançáveis Entre a denúncia e o recebimento da denúncia. encerra-se a apuração.sites.uol. Soberania dos veredictos: o tribunal não pode alterar a decisão dos jurados. Apurados 4 votos iguais.com/leonardosakaki | @leosak . 5.com. http://leonardosakaki. e.6 Júri É um direito fundamental – art. 397. Sigilo das votações: os jurados decidem numa sala secreta. 151. CPP. 151. tem direito à pena restritiva de direito. Segundo o STF. no prazo de 15 dias. 33 Crime equiparado a hediondo. Segundo o STJ. com uma diferença – sai a absolvição sumária do art. Princípios constitucionais: Plenitude de defesa (≠ampla defesa): é a possibilidade de utilização de argumentos metajurídicos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 232 Uso compartilhado Pena máxima de 1 ano. anistia e graça. se preenchidos os requisitos legais. Requisito: Ceder droga Gratuitamente Eventualmente Para pessoa de seu relacionamento Para uso conjunto Infração de menor potencial ofensivo – rito sumaríssimo.br | 11 99610348 facebook. Competência para julgar crimes dolosos contra a vida e conexos. CF. há a defesa preliminar do funcionário público.br | leonardosakaki@uol. entra a réplica do Ministério Público no prazo de 5 dias. Atenção: Tráfico – art. CF veda: fiança. Denúnica ou queixa – Recebimento da denúncia – Citação – Resposta à acusação – Réplica do Ministério Público em 5 dias – Audiência Audiência: ouve-se o ofendido – ouvem-se as testemunhas arroladas pela acusação – ouvem-se as testemunhas arroladas pela defesa – ouvem-se os peritos – reconhecimento e acareação . Exceção: revisão criminal. em seu lugar. essa defesa preliminar é dispensável se for precedida de inquérito policial.com.

e pronunciou João por homicídio simples. http://leonardosakaki. . CPP): . Considerando tal narrativa. . Resposta: A 68 (FGV – OAB 2010. o réu poderá ser processado. assinale a afirmativa correta.3) Assinale a alternativa correta à luz da doutrina referente ao Tribunal do Júri. exceto a inimputabilidade. Recurso: apelação ou recurso em sentido estrito. ou seja. Impronúncia: ocorre quando não há prova da materialidade ou indícios de autoria. Desclassificação: quando se tratar de outro crime não doloso contra a vida. Ao proferir sua decisão. (A) São princípios que informam o Tribunal do Júri: a plenitude de defesa.br | 11 99610348 facebook. (A) Nos debates orais perante os jurados. Nos debates orais ocorridos na primeira fase do procedimento de júri. mas a defesa poderá alegar a tese de estrito cumprimento de dever legal. decisão começando com consoante. (C) Nos debates orais perante os jurados.Quando há prova de que o fato não existiu. o promotor de justiça poderá sustentar a qualificadora de motivo fútil e a defesa poderá alegar a tese de estrito cumprimento de dever legal.Fato atípico . a soberania dos veredictos e a competência exclusiva para julgamento dos crimes dolosos contra a vida. operando-se a preclusão. recurso com vogal.com. 415. (D) Nos debates orais perante os jurados. .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 233 Decisões: Pronúncia: encaminhamento do réu para ser julgado pelo tribunal do júri – prova da materialidade e indícios de autoria. Absolvição sumária (art. postulando sua absolvição sumária.br | leonardosakaki@uol. recurso com consoante. o promotor de justiça poderá sustentar a qualificadora de motivo fútil. o promotor de justiça não poderá sustentar a qualificadora de motivo fútil.com/leonardosakaki | @leosak . Júri (judicium causae) 64 (FGV – OAB 2010. o sigilo das votações. o juiz rejeitou a tese de estrito cumprimento de dever legal e o pedido de absolvição sumária. (B) Nos debates orais perante os jurados.2) João da Silva foi denunciado por homicídio qualificado por motivo fútil.com.Excludente da culpabilidade. a Defesa alegou que João agira em estrito cumprimento de dever legal. afastando a qualificadora contida na denúncia. o promotor de justiça não poderá sustentar a qualificadora de motivo fútil e a defesa não poderá alegar a tese de estrito cumprimento de dever legal. se surgirem novas provas. A decisão de pronúncia foi confirmada pelo Tribunal de Justiça.Quando há prova de não autoria.sites. mas a defesa não poderá alegar a tese de estrito cumprimento de dever legal. Dica: decisão começando com vogal.Excludente da ilicitude.uol. O juiz remeterá os autos ao juízo competente. Só faz coisa julgada formal.

157. é. impronúncia.455/97) Derivada: é em si mesma lícita. em si mesma. pois na confissão surgiu a ilicitude – é uma prova inadmissível. quando a prova ilícita é pro reo. por exceção. Art. mas obtiveram a partir de uma prova ilícita originária. absolvição sumária e condenação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 234 (B) A natureza jurídica da sentença de pronúncia (em que o magistrado se convence da existência material do fato criminoso e de indícios suficientes de autoria) é de decisão interlocutória mista não terminativa.sites. Originárias: é dela surgir a ilicitude. O judicium accusacionis se inicia com a intimação das partes para indicação das provas que pretendem produzir e tem fim com o trânsito em julgado da decisão do Tribunal do Júri. 153 Provas no processo penal a) Acareação: pressupostos da acareação: é preciso que todos tenham deposto e que haja contradição sobre fato relevante. 157. durante o dia. não deve se quer ingressar ao processo. Prova ilícita: inadmissibilidade. 153.br | 11 99610348 facebook. A origem dessa prova contamina ou não o que dela nascer? Sim. CPP – também será ilícita. O que torna a prova ilícita: art. Observação: admissão. Exceção: Plenário do júri – art. colhendo a arma. e cumprem o mandado.uol. Durante a confissão ilícita. o vício estaria sediada naquela que dela originou. (C) O rito das ações de competência do Tribunal do Júri se desenvolve em duas fases: judicium causae e judicium accusacionis. Exemplo: violação de norma constitucional – mandado de busca domiciliar cumprido de noite.com. o juiz poderá exarar quatro espécies de decisão. a saber: pronúncia. perfeita. Exceção: há casos em que a prova ilícita derivada pode ser admitida no processo: quando a prova não tiver nexo causal com a ilícita originária. b) Documento: pode ser juntado a qualquer tempo.1 Provas em espécie http://leonardosakaki. §1. disse onde escondeu a arma e pedem ao juiz um mandado de busca e apreensão. Exemplo: violação de norma legal – confissão mediante tortura (Lei 9. A prova é lícita. Posso seqüestrar esse bem ainda que estiver com terceiro.com. se provier de uma fonte independente da prova ilícita.br | leonardosakaki@uol. Exemplo: confissão mediante tortura é prova ilícita originária. se contaminará pelo vício da ilicitude – Teoria dos frutos da árvore venenosa. de prova ilícita – interceptação telefônica sem ordem judicial. se entrar há o desentranhamento de tal prova. 479 do Código de Processo Penal. CPP – aquela obtida com violação de normas constitucionais ou normas legais.com/leonardosakaki | @leosak . Resposta: B 152 Medidas assecuratórias Seqüestro: faço o seqüestro dos bens adquiridos com os proventos da infração. (D) Alcançada a etapa decisória do sumário da culpa.

Quesitos. então o tribunal estende para o meu amigo também. Ao final do interrogatório as partes podem formular perguntas ao final – art. Art. os quais podem derrubar um laudo pericial. (ii) Princípios dos recursos (a) duplo grau de jurisdição: não tem previsão expressa na Constituição Federal. Não havendo peritos oficiais. de preferência. independentemente do que indica o laudo. 188. Tem o direito de permanecer calado – direito não produzir prova contra si mesmo. então a prova testemunhal suprir a ausência do corpo de delito.com/leonardosakaki | @leosak . Liberatório: o juiz está liberado para decidir como quiser.sites.uol.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 235 Perícias: o CPP exige que sejam feitas pelos peritos oficiais. na sentença fomos condenados. Interrogatório: é um meio de prova e um meio de defesa. 2 peritos – haverá nulidade se não for cumprido esse requisito. Tem previsão implícita na Constituição Federal. Sistemas Vinculado: o sistema brasileiro não é vinculado – decisão e laudo. Exame de corpo de delito: perícia feita sobre o corpo. CPP. gerando nulidade – art. Garantia da entrevista prévia. Se não for oficial. antes do interrogatório. meu amigo não apela. CPP. III. não há o que ser examinado pelo perito. (c) regressivo (juízo de retratação) – recurso em sentido estrito. haverá nomeação de peritos não oficiais (peritos louvados) – é um particular. Assistentes técnicos. ou seja. (d) extensivo – eu e meu amigo fomos denunciados pelo crime de prostituição. o juiz tem que chamar. agravo em execução e carta testemunhável. fui absolvido por atipicidade da conduta. 158.br | leonardosakaki@uol. O silencio não implica confissão ficta. no mínimo.br | 11 99610348 facebook. demonstrando a existência do crime. basta um perito. b. CPP – é de realização obrigatória sempre que a infração deixar vestígios. 564. http://leonardosakaki. pode fazer sozinho o laudo oficial. Se for perito oficial. Tem previsão expressa no Pacto de São José da Costa Rica – Decreto 678/62. daí houve apelação para o Tribunal de Justiça. prostituição não é crime. Assistente técnico: dá pareceres. Se desaparecerem os vestígios não há corpo. mesmo que ele não tenha recorrido. vestígio material do crime. Formalidades (não observância gera nulidade): Em juízo. deve haver advogado presente. entre o acusado e o advogado que vai o acompanhá-lo. Se não fizer há descumprimento de norma processual. (b) suspensivo.com. 154 Recursos no processo penal (i) Efeitos dos recursos Os recursos têm efeito: (a) devolutivo.

br | leonardosakaki@uol. imotivadamente.com/leonardosakaki | @leosak . no mérito. Após a sentença passar em julgado para a acusação. mas a defesa de Antônio apela.3) José é denunciado sob a acusação de que teria praticado o crime de roubo simples contra Ana Maria. de sorte que não poderia a segunda decisão trazer consequência mais gravosa para o réu em razão da interposição de recurso exclusivo da defesa. não se podendo falar em prejuízo para o réu uma vez que o recurso de apelação da defesa foi provido pelo Tribunal de Justiça. o juiz condena José a pena de quatro anos de reclusão. Antônio é novamente condenado e sua pena é agravada. Ao proferir sentença. alegando que a decisão dos Jurados é manifestamente contrária à prova dos autos. o magistrado indefere. embora a pena atribuída permita a fixação do regime aberto para o início do cumprimento de pena.uol. A decisão transita em julgado para o Ministério Público. a defesa interpõe recurso de apelação. Resposta: A http://leonardosakaki.sites. (A) Não cabe nova apelação no caso concreto. (D) Não cabe apelação por falta de interesse jurídico. 67 (FGV – OAB 2010. A apelação é provida. (B) A decisão do juiz togado foi incorreta. e alegando. Reformatio in pejus indireta: em recurso exclusivo do réu se for feito novo julgamento não pode piorar a situação do réu. assinale a afirmativa correta. pois violou o princípio do tantum devolutum quantum appelatum. por ser praticado com violência ou grave ameaça contra a pessoa. (B) equivocadamente. pois. desta vez condenando José a pena de quatro anos de reclusão a ser cumprida em regime inicialmente semiaberto. em respeito ao princípio da soberania dos veredictos. A esse respeito. preliminarmente.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 236 (b) proibição da reformatio in pejus: Reformatio in pejus direta: recurso exclusivo da defesa não pode gerar piora na situação do réu. (D) corretamente. pois. o Tribunal de Justiça dá provimento ao recurso e declara nulo o processo desde a Audiência de Instrução e Julgamento. o fato de ser o réu reincidente impede tal providência.2) Antônio Ribeiro foi denunciado pela prática de homicídio qualificado. sendo o réu submeti do a novo Júri. Na audiência de instrução e julgamento. o juiz profere outra sentença. (C) corretamente. a improcedência da acusação. pois a pena atribuída proíbe a imposição do regimento aberto para o início do cumprimento de pena. Analisando o caso. Resposta: B 65 (FGV – OAB 2010.br | 11 99610348 facebook. Neste segundo Júri. pois a primeira sentença transitou em julgado para a acusação. já que a fixação do regime inicial fechado é mais vantajosa do que uma pena a ser cumprida em regime integralmente fechado. é correto afirmar que o juiz agiu (A) equivocadamente. não poderia iniciar o cumprimento de sua reprimenda em regime aberto. que sejam ouvidas duas testemunhas de defesa. tendo sido condenado à pena de 15 anos de reclusão em regime integralmente fechado. cabendo apelação.com. a nulidade do processo em razão do indeferimento imotivado de se ouvirem duas testemunhas. mas fixado regime mais vantajoso (inicial fechado). pois.com. pois violou o princípio do ne reformatio in pejus. (C) A decisão dos jurados foi incorreta. a ser cumprida em regime aberto. sendo reincidente. Com base no relatado acima. arguindo. o crime de roubo impõe o início do cumprimento da pena em regime fechado. Realizado o ato e apresentadas novas alegações finais por meio de memoriais. pronunciado nos mesmos moldes da denúncia e submeti do a julgamento pelo Tribunal do Júri em 25/05/2005.

Suspensivo nas hipóteses do art.Suspensivo. Vara criminal RESE. Arts. CPP: habeas corpus contra o delegado. .Devolutivo restrito. 581. juiz negou o habeas corpus. . agravo em execução. A jurisprudência resolve. 584 do Código de Processo Penal. Recurso em sentido estrito. a) art. CPP. tes e de nulidade parágrafo único. júri. Embargos infringen. (IMPORTANTE!) . habeas corpus de novo para o tribunal de justiça ou recurso em sentido estrito. mas cabe recurso em sentido estrito? Não.com. 197. Trata-se de rol taxativo. 619 e ração 382. Razões: 2 dias Efeitos . dias. Embargos de decla. Carta testemunhá. CPP. Se for decisão na execução. Apelação: 1.Devolutivo.Suspensivo. Cabimento: art. . caberá recurso ordinário constitucional (ROC). . . http://leonardosakaki. 581. Apelação Súmula 347 do Superior Tribunal de Justiça. Juizado Especial Criminal (Jecrim).Regressivo. LEP). a1) Jecrim: se houver rejeição da denúncia ou queixa caberá apelação. estrito dias.2 dias. . Peculiaridades Agravo em execução. Razões: 8 dias. Art. vai caber outro habeas corpus para o Superior Tribunal de Justiça.br | 11 99610348 facebook. O art. Interposição: 5 Art.Devolutivo. CPP: decisão que rejeita a denúncia ou a queixa gera recurso em sentido estrito. Art. .sites.Regressivo.Devolutivo. só cabe agravo em execução (art. b) art. Infração de menor potencial ofensivo apele. 609.10 dias.48 horas. 581 não diz nada sobre isso. Cabimento: previsto no art. O pretenso réu deve ser intimado para apresentar contra-razões ao recurso em sentido estrito. I. apelação. admite o recurso em sentido estrito por interpretação extensiva.com/leonardosakaki | @leosak .Suspensivo. não suprindo a nomeação de defensor dativo. X.com.uol. Recurso em sentido estrito: 1. CPP. vel CPP. recurso ordinário constitucional (ROC). . . (Jecrim). 581 do Código de Processo Penal.br | leonardosakaki@uol.Interrompe o prazo Juizado Especial Criminal recursal. 581. CPP.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 237 (iii) Recursos em espécie Recurso Prazo Cabimento Recurso em sentido Interposição: 5 Art. 593 a) inciso I: cabe da sentença absolvitória e condenatória. 593. tribunal de justiça nega o habeas corpus. a2) Se rejeitar o aditamento da denúncia ou da queixa. 639.

b e c . quando o juiz julga pedido de restituição de coisa apreendida. Cabe para obscuridade. só pode ser alegado o que for objeto do voto vencido. se quem indefere for o delegado cabe mandado de segurança. c) tratam-se da 2ª fase do júri. Hipóteses: quando o juiz indefere o pedido de levantamento do seqüestro. Prazo é de 2 dias. há anulação do processo. Cabe para dúvida.com/leonardosakaki | @leosak Juizado Especial Criminal (Jecrim) Suspende o prazo recursal. Da pronúncia e desclassificação cabe recurso em sentido estrito. – a súmula 347 acabou com a deserção por fuga do réu. c) inciso III: decisões do júri – apelação vinculada. um revisor que condena. Prazo é de 5 dias. b) inciso II: decisões definitivas ou com força de definitivas. juiz retifica a sentença. Caberá carta testemunhável também quando negar agravo em execução.uol. Cabe para omissão. Carta testemunhável Sentença – Apelação – Juiz nega seguimento da apelação – cabe recurso em sentido estrito – juiz nega segmento à recurso em sentido estrito – daí sim caberá a carta testemunhável. Embargos de declaração: Código de Processo Penal Interrompe prazo recursal.com. b. . Essas apelações (a. Embargos infringentes e de nulidade: É recurso exclusivo da defesa. da absolvição sumária e impronúncia cabe apelação. Cabe para imissão.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 238 1ª fase do júri: o juiz pode absolver de forma sumária.nulidade posterior à pronúncia. manda a novo julgamento (só pode usar uma vez esse recurso). Tenho um relator que condena. A Súmula 347 do Superior Tribunal de Justiça (IMPORTANTE!) praticamente revogou esse art. 595 do Código de Processo Penal. d – decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. Cabe para contradição. Cabe para ambigüidade. a .juiz erra na pena. Na 1ª fase do júri o procedimento deve ser encerrado em 90 dias. 2. ATENÇÃO: a apelação no Juizado Especial Criminal (Jecrim) tem juízo de retratação? A apelação criminal que possui juízo de retratação é a apelação do Estatuto da Criança e do Adolescente. http://leonardosakaki. você só pode alegar o que está no inciso III. ou seja. Se houver voto vencido favorável à defesa no julgamento de apelação: recurso em sentido estrito ou agravo em execução. Deserção e fuga no processo penal – art. impronúncia ou pode fazer a pronúncia e a desclassificação. Cabe para obscuridade.br | leonardosakaki@uol.com.sites.br | 11 99610348 facebook. ATENÇÃO: pelo efeito devolutivo restrito. Cabe para contradição. Um terceiro que condena com diminuição de pena – cabe embargos infringentes.

uol.com.br | leonardosakaki@uol.sites.com/leonardosakaki | @leosak . Da decisão que negar liminar não cabe habeas corpus. Caberá habeas corpus se a decisão for teratológica (decisão absurda). em regra. http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. é isso que diz a súmula.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 239 (iv) Habeas corpus Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal. Isto é exceção à súmula – está na jurisprudência. O Tribunal de Justiça decreta prisão preventiva – impetro habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça – o Superior Tribunal de Justiça nega liminar – dessa negativa cabe habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal? Não.

a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência.com. não revoga nem modifica a lei anterior. § 4o As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova. salvo disposição contrária. Alteração no texto após vacatio legis = considerada como nova lei. § 2o A lei nova. Art.com. de 2009). o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação.Negócios jurídicos – art.sites. estrangeiros. de 1953) § 2o (Revogado pela Lei nº 12. 2o Não se destinando à vigência temporária. obrigatório após nova vacatio legis. Derrogação: revogação parcial da lei.br | 11 99610348 facebook. § 3o Salvo disposição em contrário. 157 Parte geral 157. antes de entrar a lei em vigor. § 1o Nos Estados. http://leonardosakaki. § 1o A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare. quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. Revogação da lei: A lei terá vigência por prazo indeterminado – "a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue". a obrigatoriedade da lei brasileira. destinada a correção. que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes. quando admitida. 1o Salvo disposição contrária. Ab-rogação: revogação total da lei. (Vide Lei 2.uol.com/leonardosakaki | @leosak .145. § 3o Se. 104 ao 232 do Código Civil (ii) Família e sucessão (iii) Obrigações – pagamento – modalidades 156 Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro Art. a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada. Alteração no texto + nova publicação = nova vacatio legis.1 Pessoas Dividido em três livros: pessoas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 240 DIREITO CIVIL 155 Principais temas do Exame (i) Parte Geral . ocorrer nova publicação de seu texto.036. Vigência da lei: Vacatio legis: 45 dias (salvo disposição contrária).br | leonardosakaki@uol. bens e fatos jurídicos. se inicia três meses depois de oficialmente publicada.

CC): a partir do registro dos atos constitutivos – teoria da realidade técnica para o início da personalidade. 157. que é todo indivíduo ou entidade que possui capacidade de participar de relações jurídicas. Observação: todas as pessoas sempre possuem capacidade de direito. As pessoas jurídicas de direito público adquirem personalidade por força da lei ou do ato que a constituiu. O registro somente é necessário para aquisição de personalidade das pessoas jurídicas de direito privado (art.com/leonardosakaki | @leosak . respirar com o pulmão. nascituro. Nascituro: a lei põe a salvo o direito do nascituro desde a sua concepção. decorre de personalidade.com. (ii) Pessoa jurídica (art. condomínio etc. ou seja. CC). o nascituro ostenta apenas a condição de sujeito. Essa aptidão pode ser conferida à pessoa natural ou pessoa jurídica e os entes despersonalizados.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 241 Pessoas (espécie) – sujeito de direitos (gênero). Maria Helena Diniz: os direitos patrimoniais do nascituro estão condicionados ao seu nascimento com vida. 157. (ii)Teoria concepcionista: o nascituro tem direito partir da concepção. A criança de 2 anos tem http://leonardosakaki. 44. (i) Capacidade de direito: trata-se da possibilidade de exercer direitos atribuídos pelo ordenamento jurídico.1.2 Início da personalidade (i) Pessoa natural (art.com.uol. De acordo com a teoria natalista.1. CC): aquisição de personalidade se dá no nascimento com a vida – teoria natalista. que é um atributo jurídico que garante a titularidade de direitos. uma aptidão para ser titular de direitos e deveres na ordem civil. pelo concepcionismo o nascituro passa a ser tratado como pessoa.sites.3 Pessoa natural Início da personalidade: nascimento com a vida. 157. (i) Teoria natalista: nascimento – tem expectativa de vida. 2.4 Capacidade Capacidade: está intimamente ligada com o exercício. Porém.br | leonardosakaki@uol. 45. 157. Sujeito de direitos: pessoas + sujeitos ou entes despersonalizados (massa falida.1 Personalidade É um atributo.1. sociedade de advogados será na OAB. A condição de pessoa. Regra: cartório de registro de pessoas jurídicas – exceção: Junta Comercial é só para as sociedades empresárias. Parte da doutrina entende que o início da personalidade começa com a concepção (teoria concepcionista). espólio.). mas os da personalidade são garantidos desde a sua concepção.br | 11 99610348 facebook.1.

possuem direitos nos limites fixados no ordenamento civil. por exemplo. mediante instrumento público. exercício de emprego público efetivo e colação de grau em curso de nível superior. Quando se fala em incapaz.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 242 personalidade e capacidade de direito (poderia. Relativamente incapaz: sofre limitação relativa – o relativamente incapaz exerce atos civis por meio da assistência ou da autorização.com. trata-se de capacidade de fato. Todas as pessoas sempre possuem capacidade de direito. Judicial: decorre de sentença na hipótese do menor sob tutela. se tornar proprietária de uma casa). divórcio ou união estável. (c) legal. Voluntária: ato deve ser realizado por instrumento público pelos pais. As pessoas com mais de 18 anos tratadas como absolutamente incapazes pressupõe a ocorrência de prévio processo de interdição. decidido pelo magistrado. pois é um desdobramento obrigatório da personalidade. ou seja. após 1º ano de maioridade civil. 4). que também é prevista no art.uol. citado. respectivamente. pessoalmente. Absolutamente incapaz: sofre limitação absoluta. 5). Os sujeitos despersonalizados. mas para outros deverá estar assistido.com. http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak . Há a possibilidade da emancipação. Quando o interessado requerer. hipóteses descritas na lei (exemplo: casamento). Não pode exercer direitos sem estar representado.5 Nome Alteração: Exposição a ridículo. Adoção. 157. Exemplo: menor de 16 anos. Legal: hipóteses descritas na lei que autorizam a emancipação do indivíduo – exemplos: casamento. direitos e deveres na ordem civil. Pode exercer alguns direitos. desde que não prejudique os apelidos de família. que necessitarão de representação e assistência. feita pelos pais. Coação ou ameaça em apuração de crime por determinação em sentença de juiz ouvido o Ministério Público. Incapaz: tem limitação à capacidade de fato. tendo em vista que as pessoas jurídicas exercem atos civis por meio dos seus órgãos de representação nos termos dos atos constitutivos. Emancipação: trata-se de um mecanismo que autoriza o adiantamento da maioridade civil do indivíduo. 3) e relativamente incapazes (art. separação. Capacidade de fato: (i) Capazes (art. Evidente erro gráfico.sites. A criança de 2 anos não tem capacidade de fato. A capacidade de fato é um mecanismo próprio das pessoas naturais. (b) judicial. (ii) Capacidade de fato / de exercício: possibilidade de exercer de forma autônoma. tutela. (ii) Incapazes: absolutamente incapazes (art.br | leonardosakaki@uol. muito embora não ostentem personalidade. Quando falamos em emancipação há três hipóteses: (a) voluntária.br | 11 99610348 facebook.1.

Ausência é um status jurídico e não fático. (ii) presumida (art. Acontece a declaração de morte presumida do ausente.7 Extinção da personalidade Para as pessoas naturais. Ou através da cassação da autorização. se alguém desaparecido em campanha ou http://leonardosakaki. É uma curatela patrimonial. 157. a administração e controle das relações jurídicas firmadas pelo ausente tanto no seu interesse como no dos demais interessados. CC). local em que concentra suas ocupações habituais. preciso de decisão judicial para que a pessoa seja tratada como ausente. A pessoa está desaparecida – não está caracterizada a ausência. Averbação é um registro auxiliar. Ausência é um instituto que tem como principal preocupação a preservação. Incapaz (domicílio do representante ou assistente).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 243 157. Eleição: autoriza os contratantes a especificar o domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações resultantes do contrato por eles firmado.com. CC) ou dos desaparecidos ou prisioneiros em campanha de guerra (art. não é uma curatela para a pessoa do ausente. secundário.sites. CC. É declarada por sentença judicial. (iii) pessoa jurídica: dissolução da pessoa jurídica através de uma averbação. 7.br | leonardosakaki@uol. o herdeiro provisório só tem a posse dos bens. posso pedir judicialmente.1. preso (lugar em que cumprir a sentença) etc.1. Presume-se a morte sem a decretação da ausência quando for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. abro o inventário da pessoa. sua caracterização depende de sentença judicial. 6. CC): com decretação de ausência. o fim da personalidade ocorre com a morte. II. 22.com. CC Ausência disciplina as relações jurídicas das pessoas desaparecidas do seu domicílio.8 Ausência – art. servidor público (lugar em que exercer suas funções).br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak . 7. Para que eu possa pedir a curatela não tem prazo – se os indícios forem grandes. Na sucessão provisória. Voluntário: aquele escolhido pela pessoa natural. A morte presumida somente poderá ser requerida após o término das buscas e averiguações. (i) real: certeza da morte. I. O pedido de morte presumida será requerido quando for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida (art. ou seja. Legal ou necessário: aquele que é determinado por lei.1.6 Domicílio Sede da pessoa. segundo art. 7. A sentença de sucessão provisória produz efeitos após 180 dias do seu trânsito em julgado. 157. (iii) sucessão definitiva: só pode ser pedida após 10 anos do trânsito em julgado da sentença de sucessão provisória.uol. (ii) sucessão provisória: pode ser aberta após 1 ano ou 3 anos da arrecadação dos bens do ausente. Fases: (i) curadoria dos bens do ausente: nomeio curador para cuidar do patrimônio do ausente.

Início da personalidade: Pessoa jurídica de direito público externo: em razão de fatos históricos. todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público. Distrito Federal.com. partidos políticos. Territórios.br | leonardosakaki@uol. a pessoa deve declarar as municipalidades (art. Estados. CC. d) domicílio necessário. 74. indisponíveis.9 Domicílio Conceito: art.com/leonardosakaki | @leosak .1. 157. c) mudança do domicílio. 71 e 72. Art. demais entidades de caráter público criadas por lei. 73. Externo: Estados estrangeiros. 70. absolutos. com aptidão para adquirir e exercer direitos. de lei especial e de tratados internacionais. inexpropriáveis.br | 11 99610348 facebook. b) domicílio aparente: art. CC.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 244 feito prisioneiro não for encontrado até 2 anos após o término da guerra. marítimo (será na matrícula do navio ou embarcação).1. http://leonardosakaki. do Código Civil). Posso ter mais de um domicílio – todos os domicílios são legais.com. 76. ilimitados. 157. CC: residência + ânimo definitivo. dotados de personalidade pela ordem jurídica. Municípios. e contrair obrigações.10 Direitos da personalidade Intransmissíveis.2 Pessoa jurídica Conjunto de pessoas ou patrimônios. fundações. O domicílio. Principais características: a) o CC adotou o conceito de domicílio plúrimo / plural: arts. Nesses casos haverá a decretação após esgotadas as buscas e averiguações. Tem domicílio necessário o incapaz (pai ou tutor). impenhoráveis. Pessoa jurídica de direito público Interno: União. indisponíveis. irrenunciáveis. É determinado por lei. CC. será o lugar onde forem encontradas. 157.sites.uol. associações públicas. Pessoas que não têm residência fixa. militar (onde está servindo) e o preso (lugar onde cumpre sentença). imprescritíveis. O titular não tem como optar. de criação constitucional. autarquias. organizações religiosas. Com a mudança do domicílio. nesse caso. servidor público (local de sua notação). parágrafo único. Pessoa jurídica de direito privado: associações.

infração da lei. que não tem intervenção da vontade humana: nascimento.com. Há algumas pessoa jurídica que. seja lícito ou ilícito. Todo ato tem como essência a vontade. Desconsideração da personalidade jurídica: art. união estável. 104.uol. A vontade atua apenas na criação do ato. (a) atos ilícitos. caso fortuito. (ii) atos jurídicos: são as condutas humanas – vontade. pode o juiz decidir. além do registro. estado de insolvência. Nos negócios jurídicos a vontade tem uma participação muito maior: vontade na criação e nos efeitos. deve haver a exteriorização de vontade. ou pela confusão patrimonial. O não atendimento desses requisitos inibe a produção regular de efeitos.com/leonardosakaki | @leosak . encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração". CC – "em caso de abuso da personalidade jurídica. 159 Negócio jurídico 159. determinado ou determinável. caixas econômicas. 104. Art. 158 Fatos jurídicos São acontecimentos naturais ou condutas humanas previstas numa norma que outorga efeitos. pois os efeitos são predeterminados na lei – exemplo: atos processuais. tem que ter agente capaz. Art. mas a lei determina os efeitos. A desconsideração também será efetivada quando houver falência. decurso do tempo etc. CC. possível. força maior. CDC – " O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando. http://leonardosakaki. morte. 50. 28. 104. a requerimento da parte.). excesso de poder. Quando estamos falando num ato em sentido estrito.com. bolsas de valores etc.1 Validade do negócio jurídico O negócio jurídico para produzir efeitos civis depende do atendimento de uma série de requisitos explícitos e implícitos no art. (b) atos lícitos. reconhecimento de filiação. o que acontece é que temos vontade na criação. Por isso falamos na autonomia da vontade (art. agências de seguros. fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. o objeto tem que ser lícito.br | 11 99610348 facebook. que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica". dividem-se em: atos jurídicos em sentido estrito e os negócios jurídicos. II . CC). 186 e 187 do Código Civil).agente capaz. que são aqueles que a lei estabelece uma sanção (arts. forma prescrita ou não defesa por lei. necessitam de autorização ou aprovação do Poder Executivo (cooperativas. (i) fatos jurídicos em sentido estrito: são os acontecimentos naturais. ou do Ministério Público quando couber intervir no processo.br | leonardosakaki@uol.sites. possível e determinado ou determinável.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 245 Pessoa jurídica de direito privado: inscrição do ato constitutivo no respectivo registro. fixação do domicílio. Para ser válido. caracterizado pelo desvio de finalidade. em detrimento do consumidor. A validade do negócio jurídico requer: I .objeto lícito. houver abuso de direito.

com. o silêncio não pode ser utilizado. Validade é o mesmo que regularidade. A declaração tem uma forma específica. A exteriorização é feita através da declaração ou da manifestação de vontade. (iv) forma – é o suporte físico da vontade. Quan. 159.com/leonardosakaki | @leosak . (c) determinabilidade. caso contrário será inválido.sites. (v) exteriorização de vontade – o negócio jurídico sempre vai ter uma relação com a vontade exteriorizada. . mas para que possa produzir efeitos jurídicos deve apresentar requisitos legais – os requisitos de validade do negócio jurídico. Quando a lei exige manifestação expressa de vontade.expressa: aquela realizada sob manifestação de sinais de linguagem. (iii) objeto – interesse ou direito do negócio. Na parte geral temos dois exemplos de formas especiais: arts. Com as expressões "é vedado". 108 e 109 – escritura pública.Hipóteses de anulabilidade são textuais. A falta do preenchimento de qualquer um dos requisitos torna o negócio inválido. O negócio nasce da vontade.br | 11 99610348 facebook. por falta de legitimidade.forma prescrita ou não defesa em lei. A exteriorização se divide em: . Observação: o silencio não é forma de exteriorização. quando representada ou assistida. Observação: como regra.2 Invalidade Invalidade comporta 2 espécies: (i) nulidade: fere interesse do Estado. Virtual é quando o texto da lei não fala de maneira clara. (i) capacidade do agente – capacidade de fato do agente. Dessa maneira. que deve ser: (a) licitude. o silêncio não é forma de exteriorização. Exemplo: a pessoa não pode casar com a irmã. (ii) anulabilidade: fere o interesse das partes. A lei estabelece 2 espécies de invalidade: a nulidade e a anulabilidade. nasce a chamada nulidade virtual. as induz a nulidade.br | leonardosakaki@uol. A regra é o da forma livre.uol.com. A pessoa incapaz pode praticar atos válidos? Sim. porém pode produzir efeitos civis.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 246 III . a reserva mental não produz efeitos jurídicos. (b) possibilidade. "é proibido". A reserva mental não produz efeitos jurídicos. porém poderá ter efeito de anuência negocial. as formas especiais sempre estão previstas em lei. salvo se o destinatário dela tinha conhecimento. "é defeso". A nulidade atinge o interesse do http://leonardosakaki. do é textual significa que no texto do Código Civil está prevista. Nulidade Anulabilidade Hipóteses de nulidade são textuais ou virtuais. (ii) legitimidade do agente – é a aptidão específica ou restrição de uma determinada pessoa para a prática de um negócio específico.tácita: exteriorização de vontade comportamental – comportamento dedutível.

Regra – vício – anulação – prazo decadencial de 4 anos contados da prática do ato ou do momento em que cessar a coação. Tem efeito ex nunc. 159. Alegação de anulabilidade depende de prazo. 170. 159.br | 11 99610348 facebook.5. CC.sites. tade e a finalidade forem preservadas. será nulo. Encargo ou modo: ônus imposto a uma das partes nos atos de liberalidade: doação e testamento.1 Classificação Vícios de consentimento: o prejudicado é o próprio declarante. pelo Ministério Público Apenas as partes podem conhecer do ato – por senou pelas partes. Na simulação existe um negócio jurídico aparente que não corresponde à realidade. Termo: elemento futuro e certo.convalesce com o decurso do tempo.com.com/leonardosakaki | @leosak . A Tem a sua convalidação. Art. Condição: elemento futuro e incerto.3 Eficácia do negócio jurídico Tendo em vista que o negócio é praticado em razão da vontade.uol. é possível a introdução de novos elementos com aptidão para alterar os efeitos jurídicos. mas não da forma que está aparente. tença. Se o Estado proíbe e mesmo assim se pratica.com. Pode ser conhecido pelo juiz. Alegação de nulidade não tem prazo. Está sujeito a confirmação e conversão somente pode ser realizada quando a von. 159. 159. Estes são conhecidos como elementos acidentais. Atinge majoritariamente interesse do Estado.br | leonardosakaki@uol.4 Simulação Fazer uma coisa se passar passa por outra. Pode ter a sua conversão substancial. a) simulação absoluta: não existe alteração na situação anterior.5 Vícios de vontade Falha de exteriorização de vontade que prejudicam a validade do negócio. o prazo é decadencial – 4 anos para vício ou incapacidade e 2 anos para hipóteses de omissão da lei. (i) negócio aparente: simulado – nulo. Atinge majoritariamente interesse das partes. Vícios sociais: o prejudicado é um terceiro.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 247 Estado. b) simulação relativa: existe alteração na situação anterior. Tem efeito ex tunc. http://leonardosakaki. (ii) negócio oculto: dissimulado – pode ser válido.

Coação Pressão física ou psicológica exercida sobre o declarante capaz de lhe incutir receio de dano e em razão disso ocorre a prática negocial. http://leonardosakaki. Consequência: o negócio praticado sob a égide do estado de perigo permite o surgimento de uma obrigação excessivamente onerosa. característica do ato lesionário. Dolo Intenção manifesta de prejudicar o declarante na realização de um negócio.2 Vício de consentimento Erro Erro na exteriorização da vontade provocada por uma falsa percepção do declarante. Tanto o dolo quanto o erro foram absorvidos modernamente por outras teorias e mecanismos a exemplo do que ocorre nas práticas abusivas do CDC. Lesão (art.com. Estado de perigo (art. 146. Exemplos: compra e venda. O dolo acidental autoriza apenas a apuração de perdas e danos (art. me enganei. Dessa forma.com/leonardosakaki | @leosak . A expressão "salvar" utilizada no art. 156) Ocorre quando alguém realiza o negócio em razão da necessidade de salvar a si próprio. mútuo bancário/feneratício. No dolo o declarante sofre uma influência alheia capaz de alterar a sua declaração de vontade e o seu interesse no negócio.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 248 159. 156 é restrita à preservação do direito à vida e. se configura apenas nos negócios bilaterais. 152. sou forçado. Violência moral. A anulação do negócio por erro depende da natureza do mesmo. A lesão traz como consequência uma obrigação manifestamente desproporcional. locação. Malícia. Há um equívoco. Nas modernas teorias que absorvem o dolo e o erro.uol. Apenas o dolo substancial autoriza a anulação. A análise da coação e da sua configuração deve levar em consideração o art. não se estende a outras situações a exemplo do patrimônio. o medo ou o temor reverencial não caracterizam a conduta coativa.com. A obrigação excessivamente onerosa se configura quando o valor da prestação excede o patamar médio praticado.5.br | leonardosakaki@uol. da situação em si. ou seja. A onerosidade resulta da ciência da parte contrária que explora a situação do declarante. a intencionalidade é descartada para uma análise mais objetiva. CC. portanto. A coação decorre de uma ação ou omissão. A desproporção. Apenas o erro substancial que atinge o núcleo da vontade permite a invalidação do negócio. pessoa de sua família ou até mesmo um terceiro.br | 11 99610348 facebook. CC). 157) A lesão tem como causa a urgência ou inexperiência do declarante na realização de um determinado negócio.sites. sou enganado.

Ação indenizatória extracontratual. Regras especiais: art. 205. Prestação de contas na tutela: 4 anos. é correto afirmar que: http://leonardosakaki.com. já no segundo.3 Vícios sociais Fraude contra credores Trata-se de um negócio praticado com intuito de prejudicar um crédito alheio. Prazo: 10 anos – art. Cobrança de documento escrito (ação monitória): 5 anos. é meramente ineficaz ao exequente. 167. o direito potestativo (=poder). ao que tudo indica. Esta posição.5. título de crédito.4 Prescrição e decadência Prescrição atinge a pretensão. CC.5.sites. O ato é nulo e não anulável. 21 (FGV – OAB 2010.br | leonardosakaki@uol. 159. ou revocatória. 206.2) A respeito das diferenças e semelhanças entre prescrição e decadência. A fraude contra credor não se confunde com a fraude à execução. O fundamento da lesão reside na proibição de enriquecimento sem causa.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 249 Na configuração da lesão. CC.com. 167. Alimentos: 2 anos. no Código Civil. A fraude contra credores se desenvolve por meio de uma ação anulatória conhecida pela prática forense como ação pauliana. Cobrança de seguro: 1 ano. Requisitos de configuração da fraude contra credores: Conduta danosa ao crédito (eventus damni) Conluio fraudulento – participação de má-fé do terceiro que realizou o negócio (concilium fraudis) Simulação Observação: parte da doutrina entende que a simulação é uma hipótese de nulidade específica e não propriamente um vício social. aluguel: 3 anos. é irrelevante a participação subjetiva da outra parte em que o negócio foi celebrado. 159. Decadência atinge o direito. Pretensão é o poder de exigir o direito. foi adotada no CC no art.uol.br | 11 99610348 facebook. o ato praticado é anulável. Art. No primeiro caso.

A prescrição fulmina a responsabilidade civil. enquanto os prazos decadenciais legais não se suspendem ou interrompem. Juízo: execução forçada. Resposta: B 160 Obrigações Obrigação é a relação jurídica pessoal e transitória que confere ao credor o direito de exigir do devedor o cumprimento de determinada prestação.1 De acordo com a natureza da obrigação Obrigação civil: aquela que pode ser cobrada em juízo.uol. ou seja.com.sites. a massa falida. Teoria dualista ou binária: duplo vínculo entre credor e devedor: (i) débito. Subdivide-se em: Objeto direto ou imediato: é a atividade a ser desenvolvida. consequência jurídica e patrimonial do descumprimento do débito. por exemplo. fazer ou não fazer. (C) não se pode renunciar à decadência legal nem à prescrição. fazer ou não fazer. como. reparação de perdas e danos. com exceção da hipótese de titular de direito absolutamente incapaz. http://leonardosakaki.br | leonardosakaki@uol. ou seja. inclusive os entes despersonalizados.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 250 (A) a prescrição acarreta a extinção do direito potestativo. 160. Tipos: dar. Elemento imaterial. conteúdo da obrigação. contra o qual não corre nem prazo prescricional nem prazo decadencial. Objeto indireto ou mediato: é o bem da vida – conteúdo da atividade.1 Classificação 160.1. Exemplo: pagar uma dívida não prescrita. Elemento objetivo É a prestação. enquanto a decadência pode ser declarada de ofício pelo juiz. virtual ou espiritual É o vínculo que une credor e devedor. nunca o débito.com. enquanto a decadência gera a extinção do direito subjetivo.br | 11 99610348 facebook. mesmo após consumadas. (ii) responsabilidade civil. (B) os prazos prescricionais podem ser suspensos e interrompidos.com/leonardosakaki | @leosak . pois gera débito e responsabilidade civil. dever jurídico de cumprir espontaneamente uma prestação de dar. Elementos subjetivos Ativo: credor Passivo: devedor Pode ser qualquer pessoa física ou pessoa jurídica. (D) a prescrição é exceção que deve ser alegada pela parte a quem beneficia.

em um ou em outro caso. (b) por culpa do devedor: responderá este pelo equivalente. responderá.br | 11 99610348 facebook. abatido. (b) por culpa do devedor: responderá este pelo equivalente. o credor. fica resolvida a obrigação para ambas as partes. pagar dívida de jogo. indenização das perdas e danos. Restituição da coisa certa: (a) sem culpa do devedor: sofrerá.com. Não gera débito nem responsabilidade civil. 160. Os frutos percebidos são do devedor. sem culpa do devedor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 251 Obrigação natural: aquela que não pode ser cobrada em juízo. poderá o credor resolver a obrigação. a perda e a obrigação se resolverá. ou pendente a condição suspensiva. mais perdas e danos. o credor. Deterioração da coisa: (a) sem culpa do devedor.2) http://leonardosakaki. ou aceitar a coisa. (b) se a deterioração resultar de culpa do devedor. de seu preço. Se aceitar ocorrerá dação em pagamento.com. ainda que muito mais valiosa. mais perdas e danos. Exemplo: pagar dívida prescrita. Restringe-se à própria consciência. com direito a reclamar. os pendentes. pois gera débito. Obrigação moral: fruto de nossa consciência. ao credor.uol. ressalvados os seus direitos até o dia da perda.br | leonardosakaki@uol.1.com/leonardosakaki | @leosak . Obrigação de dar coisa certa: aquela em que o objeto está totalmente individualizado. tal qual se ache. Deterioração da coisa restituída pelo devedor: (a) sem culpa do devedor: recebê-la-á o credor. sem direito a indenização. O acessório segue a sorte do principal – princípio da gravitação jurídica ou da acessoriedade. 29 (FGV – OAB 2010. este. exigir o equivalente. Sobre a perda da coisa: (a) se a coisa se perder. cabendo.2 De acordo com a prestação da obrigação Obrigação de dar: consiste na entrega de uma coisa certa ou incerta. antes da tradição. pelo equivalente e mais perdas e danos. (b) se a perda resultar de culpa do devedor. Exemplo: ser educado. o valor que perdeu.sites. Regras: O credor não pode ser forçado a receber coisa diversa. poderá. ou aceitar a coisa no estado em que se acha. mas não gera responsabilidade civil.

por força do contrato. Resposta: D Obrigação de dar coisa incerta: aquela em que o objeto é determinável.uol. (D) a obrigação poderá ser resolvida. ao despachar a inicial. Se. ou seja. Em regra. o seu vizinho. Joaquim.br | leonardosakaki@uol. com a entrega da coisa no estado em que se encontra.br | 11 99610348 facebook. ou seja. A escolha do devedor é limitada pelo princípio do meio termo ou qualidade média.sites. pode ser cumprida por outra pessoa que não seja o devedor. com a entrega da coisa no estado em que se encontra e abati mento no preço proporcional à deterioração. com a entrega da coisa no estado em que se encontra e abati mento no preço proporcional à deterioração. com a devolução de valores eventualmente pagos. cláusula de não concorrência. 645. Félix adquiriu um cachorro e. Observação: se o credor for compelido a aceitar o cumprimento da prestação por terceiro em razão de urgência ou emergência. a escolha competir ao credor. depois poderá pedir indenização. ao caso de João aplica-se o seguinte regime jurídico: (A) a obrigação fica resolvida. também deverá ser respeitado o princípio do meio termo. ou subsistir. (b) por culpa do devedor: responderá por perdas e danos.com. o bem foi deteriorado. cabendo ao credor a escolha de uma dentre as duas soluções. mas antes disso.3) Félix e Joaquim são proprietários de casas vizinhas há cinco anos e. Fungível: substituível. o devedor está proibido de entregar o da pior qualidade. Exemplo: obrigação de não causar dano a outrem. Obrigação de não fazer: aquela que consiste em um dever de abstenção. Obrigação de fazer: consiste em uma prestação positiva (ação) que não seja a entrega de um objeto. (C) a obrigação subsiste. de comum acordo. Art. mas não está obrigado a entregar o da melhor. Requisitos: deve ter indicação de gênero e quantidade. depois não poderá cobrar indenização pelas perdas e danos. solicitou-lhe que substituísse a cerca viva por um tapume que impedisse a entrada do ca- http://leonardosakaki.com. Se aceitar. ainda não está individualizada no começo do contrato. Segundo o Código Civil. sem culpa sua. pois é contratada em atenção a determinadas características ou atributos do devedor.com/leonardosakaki | @leosak . cláusula de exclusividade. 15 (FGV – OAB 2010. ou seja. a escolha do objeto compete ao devedor. Regra: o credor não pode ser forçado a aceitar o cumprimento da prestação por terceiro. Infungível: insubstituível. Recentemente. mas há indicativos mínimos para determiná-lo. CPC: execução de obrigação de fazer ou não fazer. o juiz. Impossibilidade de cumprimento: (a) sem culpa do devedor: resolver-se-á a obrigação. (B) a obrigação subsiste.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 252 João prometeu transferir a propriedade de uma coisa certa. por essa razão. fundada em título extrajudicial. fixará multa diária de atraso no cumprimento da obrigação e a data a partir da qual será devida – trata-se da astreintes. haviam regularmente delimitado as suas propriedades pela instalação de uma singela cerca viva. com a devolução de valores eventualmente pagos. na omissão do contrato.

correspondente à cerca viva inicialmente instalada por ambos os vizinhos. (B) poderá exigir que Félix instale o tapume. com a sua função.uol.br | leonardosakaki@uol. Concursu partes fiunt. A outra prestação é facultativa e nunca pode ser cobrada pelo credor. Cumulativa ou conjuntiva: ambas as prestações são devidas e ambas devem ser cumpridas. http://leonardosakaki. uma vez que a cerca viva fora instalada de comum acordo e demarca corretamente os limites de ambas as propriedades. Resposta: B 160.3 De acordo com os elementos da obrigação Obrigação simples: aquela que apresenta todos os seus elementos no singular. Surpreso. pois. Obrigação composta objetiva: que tem mais de uma prestação. Exemplo: um touro reprodutor. pois solidariedade nunca se presume – resulta da lei ou da vontade das partes.br | 11 99610348 facebook.sites. A definição de qual é devida e qual é facultativa deve estar expressa no contrato. Divisível: cada credor/devedor somente poderá cobrar/ser cobrado de sua quota/parte. cumprindo. contanto que arque com metade das despesas de instalação. devidamente corrigido. Alternativa ou disjuntiva: ambas as prestações são devidas. a fim de evitar que o cachorro ingresse na sua propriedade. (D) poderá exigir que Félix instale o tapume. deve ser observado se a prestação é divisível ou não.1.com/leonardosakaki | @leosak . Félix negou-se a atender ao pedido do vizinho. Obrigação solidária: é a exceção. mas uma deve ser cumprida. deduzindo-se desse montante metade do valor. é correto afirmar que Joaquim (A) poderá exigir que Félix instale o tapume.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 253 chorro em sua propriedade. cabendo a Félix arcar com as despesas de instalação. Com base na situação narrada. cabendo a Félix arcar integralmente com as despesas de instalação. Facultativa ou faculdade alternativa: Aquela em que uma das prestações é devida e pode ser cobrada pelo credor. a fim de evitar que o cachorro ingresse em sua propriedade. Indivisível: cada credor/devedor poderá cobrar/ser cobrado sozinho da totalidade da prestação. cabendo a Félix arcar com a outra parte das despesas.com.com. a fim de evitar que o cachorro ingresse em sua propriedade. Obrigação composta subjetiva: Obrigação fracionária ou não solidária: quando a obrigação é não solidária. argumentando que o seu cachorro era adestrado e inofensivo e. jamais lhe causaria qualquer dano. (C) não poderá exigir que Félix instale o tapume. Obrigação composta ou complexa: é aquela em que um ou alguns de seus elementos estão no plural. por isso. bem como não há indícios de que o cachorro possa vir a lhe causar danos.

(C) facultativas são inconciliáveis. 30 (FGV – OAB 2010.br | leonardosakaki@uol. Nesse caso.com.4 Obrigação propter rem São obrigações próprias da coisa. conservação e divisão da coisa comum. de boafé. A cessão de um crédito abrange todos os seus acessórios. quando a escolha couber ao credor. entre comodatários. O credor. exige a entrega de dois cavalos da raça X e de duas éguas da raça X.2) Assinale a alternativa que contemple exclusivamente obrigação propter rem: (A) a obrigação de indenizar decorrente da aluvião e aquela decorrente da avulsão. Assunção de dívida http://leonardosakaki. entre fiadores. Resposta: A 160. o menor. havendo divisibilidade quanto à escolha.br | 11 99610348 facebook. Exemplo: entre os locadores – qualquer um que entrar com ação pode pedir a totalidade. Obrigação composta subjetiva mista: é aquela em que qualquer um dos credores pode exigir de qualquer um dos devedores a totalidade da prestação não importando se esta é divisível ou não. aquelas em que o devedor fica sujeito a determinada prestação que não derivou de sua manifestação de vontade.2 Transmissão da obrigação Cessão de crédito É lícito ao credor ceder o seu crédito. expressa ou tácita.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 254 Ativa: qualquer um dos credores pode cobrar sozinho a totalidade da prestação.3) João deverá entregar quatro cavalos da raça X ou quatro éguas da raça X a José. não importando se esta é divisível ou não. salvo em escrito público ou particular de que o devedor tiver se declarado ciente da cessão. (D) facultativas são conciliáveis. quando a escolha couber ao credor. erigiu benfeitorias sobre o mesmo. no momento do adimplemento da obrigação. A cessão só será eficaz em relação ao devedor se este for notificado.sites. havendo indivisibilidade quanto à escolha. Exemplo: entre locatários.com/leonardosakaki | @leosak . Passiva: qualquer um dos devedores pode ser cobrado sozinho da totalidade da prestação não importando se esta é divisível ou não. ainda que impúbere. concorre na prestação de sua parte. pelas despesas. (D) a obrigação que tem o proprietário de um terreno de indenizar o terceiro que. mas provém do fato de ser titular de um direito sobre a coisa. Exemplo: no condomínio. (B) alternativas são conciliáveis. ou seja.com. (C) o dever que tem o servidor da posse de exercer o desforço possessório e o dever de pagar as cotas condominiais. (B) a hipoteca e o dever de pagar as cotas condominiais.1. é correto afirmar que as prestações (A) alternativas são inconciliáveis. Resposta: D 160.uol. 17 (FVG – OAB 2010.

1 Quem deve pagar Pagamento por terceiro interessado: qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la. http://leonardosakaki. com o consentimento expresso do credor.uol. os meios conducentes à exoneração do devedor.3. tem direito a reembolsar-se do que pagar. que paga a dívida em seu próprio nome.3. Formalização: deve ser emitido recibo que o débito está quitado e é totalmente irrevogável. salvo se aquele.3 Lugar do pagamento Em regra é o domicílio do devedor – dívidas quesíveis – credor deve ir ao domicílio do devedor para proceder à extinção da obrigação. 160. É o meio natural de extinção da obrigação. 160. Será no domicílio do credor quando convencionado entre as partes – dívidas portáveis. 160. se o fizer em nome e à conta do devedor. se o credor se opuser. (d) credor for incapaz de receber. inacessível ou de acesso muito perigoso. (b) credor não vier buscar o pagamento. O terceiro não interessado.com.5 Dação em pagamento Devedor dá coisa diversa da pactuada originalmente ao credor.com. Pagamento por terceiro não interessado: o terceiro não interessado pode pagar a dívida. 160. 160. salvo oposição deste.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 255 É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor. (e) houver dúvida a quem se deva pagar.sites.3.br | 11 99610348 facebook.3. for desconhecido ou declarado ausente. uma vez que o devedor não é obrigado a arcar com a mora (dívida quesível) (c) credor se encontrar em local incerto. ficando exonerado o devedor primitivo.4 Consignação em pagamento Consignação é o depósito judicial feito em pagamento de uma dívida quando: (a) credor se recusar a receber o pagamento (dívida portável). ou tanto quanto reverter em seu proveito. que aceita.3 Pagamento Trata-se do cumprimento da obrigação. 160. (f) pender litígio sobre o objeto do pagamento. sob pena de só valer depois de por ele ratificado. usando. mas não se sub-roga nos direitos do credor.br | leonardosakaki@uol.2 A quem se deve pagar O pagamento deve ser feito ao credor ou a quem de direito o represente. ao tempo da assunção era insolvente e o credor o ignorava.3.com/leonardosakaki | @leosak .

uol.10 Remissão Perdão dado ao devedor pelo credor extinguindo a obrigação.3. salvo provando haver ele cometido violência ou dolo.3. mas sem prejuízo de terceiro. 160. não poderá reclamar contra a imputação feita pelo credor. a um só credor. Havendo capitais e juros. se todos forem líquidos e vencidos.8 Compensação Quando duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra.br | leonardosakaki@uol. 160.3. Pode-se verificar a mora do devedor e a mora do credor.3.6 Imputação do pagamento A pessoa obrigada por dois ou mais débitos da mesma natureza. (iii) quando. 160.9 Confusão Quando as qualidades de credor e devedor se confundem em uma mesma pessoa. Perdas e danos http://leonardosakaki. ficando este quite com o credor. em virtude de obrigação nova. Se o devedor não indicar a qual dívida está fazendo o pagamento. Hipóteses: (i) quando o devedor contrai com o credor nova dívida para extinguir e substituir a anterior. até onde se compensarem 160. Gera nova obrigação diferente da primeira. tem o direito de indicar a qual deles oferece pagamento. ou se o credor passar a quitação por conta do capital. salvo estipulação em contrário.com/leonardosakaki | @leosak .3. com as duas obrigações extinguindo-se. (ii) quando novo devedor sucede ao antigo. outro credor é substituído ao antigo. o pagamento imputar-se-á primeiro nos juros vencidos.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 256 160. Deste modo.sites. 160. lugar e na forma que a lei ou a convenção estabelece.com.br | 11 99610348 facebook.4 Inadimplemento das obrigações Mora Considera-se mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor que não quiser recebê-lo no tempo. ficando o devedor quite com este. e depois no capital.7 Novação Ocorre novação pela extinção de uma obrigação em decorrência da criação de uma nova.

com/leonardosakaki | @leosak .sites. CC: proprietário é aquele que pode usar. qual seja. doar. Trata-se de bens acessórios que demandam a existência de um bem principal.1 Posse 25 (FGV – OAB 2010. Juros São os frutos civis do crédito. O direito real sobre bem imóvel deve estar registrado no cartório de registro de imóveis. dar em garantia. Direitos reais: . Usar – utilidade da coisa Gozar – perceber os frutos Dispor – vender. Cláusula penal Consiste em uma fixação prévia de uma prestação adicional decorrente do inadimplemento. em quantia em dinheiro ou qualquer outro bem móvel.2) Sobre o constituto possessório.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 257 O devedor responde por perdas e danos se a obrigação não for cumprida no tempo.com. 161 Direitos reais Garantia Pessoal: pessoa. dar em pagamento. à inexecução de alguma cláusula especial ou à mora simplesmente. posto não ser imposta por lei.Titular do direito . Art. devendo ser estabelecida entre as partes. destruir. (A) Trata-se de modo originário de aquisição da propriedade. Real: coisa. quase sempre prevista em dinheiro. Não existe vínculo com uma coisa e sim com uma pessoa. dispor e reaver a coisa das mãos de quem quer que injustamente a possua ou detenha (=direito de sequela). lugar e forma convencionados. 1.228. Exemplo: garantia fidejussória (fiança). abandonar.Coisa *Poder que o titular exerce sobre a coisa.com. A cláusula penal pode referir à inexecução completa da obrigação. a obrigação originária. http://leonardosakaki. Arras ou sinal Consistem no princípio do pagamento. dados por ocasião da conclusão do contrato como garantia de sua execução.br | 11 99610348 facebook. 161. (B) Trata-se de modo originário de aquisição da posse.uol. Trata-se de pena civil de caráter convencional. gozar.br | leonardosakaki@uol. ou seja. assinale a alternativa correta.

Posse indireta: não precisa ter a coisa em seu poder. Garantia hipotecária. uso etc. Posse justa: não é violenta. Posse direta: tem a coisa em seu poder – uso. motorista etc.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 258 (C) Representa uma tradição ficta. 161. cumprindo ordens e orientações dessa pessoa. Art. Direito real sobre coisa alheia: alguém exerce poderes sobre coisa que pertence à outra pessoa. http://leonardosakaki. navios e aeronaves.sites. Possuidor é aquele que age como se fosse o proprietário. mas existe a possibilidade concreta de que ela venha a ocorrer. usufruto.com.4 Direitos reais de garantia Penhor: móveis. Turbação: ação de manutenção de posse.com. Teoria objetiva da posse – Ihering Posse é a exteriorização da propriedade.196. Hipoteca: imóveis. clandestina ou precária.uol. Tipos Posse de boa-fé: possuidor ignora os vícios da posse. 161. 1. clandestina (oculta). Posse de má-fé: possuidor não ignora seus vícios. A turbação não priva o possuidor da posse.com/leonardosakaki | @leosak . 161. Detentor é aquele que conserva a posse em nome de outra pessoa. Resposta: C Teoria subjetiva da posse – Savigny Possuidor: corpus e animus.2 Esbulho.br | 11 99610348 facebook. precária (abuso da confiança). Posse injusta: violenta (força). Garantia pignoratícia.3 Direito real sobre coisa própria e direito real sobre coisa alheia Direito real sobre coisa própria: propriedade. Ameaça: ação de interdito proibitório. Na ameaça a agressão ainda não ocorreu. Exemplo: servidão. CC – é possuidor aquele que exerce algum dos poderes inerentes à propriedade. Exemplo: caseiro. (D) É imprescindível para que se opere a transferência da posse aos herdeiros na sucessão universal. É uma agressão à posse que priva o possuidor dessa posse. turbação e ameaça Esbulho: ação de reintegração de posse.br | leonardosakaki@uol.

O contrato pode ser classificado como: (quantas obrigações existem?) Unilateral: doação.br | leonardosakaki@uol.1 Pressupostos (i) Partes capazes Pessoa física e pessoa jurídica podem celebrar.com/leonardosakaki | @leosak . Bilateral: precisa de mais de uma vontade.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 259 Anticrese: rendas/frutos sobre imóveis – exemplo: aluguel da casa. 422. resultando daí. a afirmação de que o contrato faz lei entre as partes. (art.com. doação. não afetando terceiros. Garantia anticrética. 162 Teoria geral dos contratos É o acordo de vontades que visa criar. garantir. passa a ter um interesse social. CC): impõe um dever de conduta aos contratantes. com que contratar. possível. Os absolutamente incapazes deverão ser representados e os relativamente incapazes deverão ser assistidos. transferir ou resguardar direitos. 162. determinado ou determinável (iii) Vontade livre e consciente (iv) Forma prescrita ou não defesa em lei 162.uol.2) http://leonardosakaki. modificar. Exemplo: compra e venda – há vontade do comprador e do vendedor. (ii) Objeto lícito. pois este é o acordo de vontades. CC) Boa-fé objetiva (art.br | 11 99610348 facebook.2 Princípios contratuais Autonomia da vontade ou autonomia privada: É o princípio para todo contrato. os contratantes passam a ter obrigações denominadas de deveres acessórios. Obrigatoriedade das convenções ou força obrigatória dos contratos (pacta sunt servanda): as partes deverão cumprir as obrigações nos exatos termos em que foram avençadas. Função social do contrato: contrato deixa de ser algo que fica na esfera dos contratados. fiança.sites. Relatividade dos efeitos (inter partes): em regra. Liberdade: para contratar. 23 (FGV – OAB 2010. sobre o que contratar. extinguir. portanto é o contrato. 421. Além da obrigações nucleares (prestações presumidas). Bilateral: exemplo: compra e venda – comprador deve pagar e vendedor deve entregar a coisa. os contratos só produzem efeitos entre os contratantes. Negócio jurídico: Unilateral: há uma vontade.

3 Classificação dos contratos Quanto às obrigações assumidas Unilaterais: quando havendo dois ou mais contratantes. http://leonardosakaki. (C) surgiu. Procurada pelos agricultores. também chamado contrato preliminar. empregados de uma fabricante de extrato de tomate distribuíram. (B) deriva da ruptura de um pré-contrato. cada uma a cargo de uma das partes. Quanto às vantagens patrimoniais para os envolvidos Gratuitos: quando apenas uma das partes aufere benefícios. contrato de incorporação etc.br | 11 99610348 facebook. Quanto à equivalência das prestações Comutativos: aqueles em que as obrigações são conhecidas pelas partes e guardam relação de equivalência entre si. São contratos de que emergem 2 obrigações.com. Exemplo: compra e venda. (D) segue o destino da responsabilidade contratual. a fabricante recusou-se a efetuar a compra. gratuitamente. enquanto a outra parte suporta o ônus. Oneroso: são aqueles em que ambas as partes auferem benefícios e suportam ônus.uol. A responsabilidade pré-contratual é aquela que: (A) deriva da violação à boa-fé objetiva na fase das negociações preliminares à formação do contrato. isto é. na época da colheita. ligadas pelo sinalagma genérico ou funcional. em momento histórico anterior à responsabilidade contratual.com. ficando caracterizada uma diminuição de patrimônio unilateral. como o acessório segue o principal. pode apreciar imediatamente essa equivalência.sites.com/leonardosakaki | @leosak . sementes de tomate entre agricultores de uma certa região.br | leonardosakaki@uol. para adquirir a safra produzida. mas não retornou para adquirir a safra. Bilaterais ou sinalagmáticos: são aqueles em que cada um dos contratantes é simultânea e reciprocamente credor e devedor do outro. Resposta: A 162. Cada uma das partes. os empregados da fabricante procuravam os agricultores. por uma dependência (vinculação recíproca) entre as prestações. a fabricante distribuiu as sementes. Plurilaterais: são os contratos formados pela participação de três ou mais pessoas. em quem todas assumem obrigações na busca de interesses comuns. como sempre fazia. como instituto jurídico. Exemplo: contrato de doação pura e simples. No ano de 2009. Exemplo: contrato de compra e venda.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 260 Durante dez anos. A cada ano. Exemplo: contrato de sociedade. Exemplo: contrato de compra e venda. O tribunal competente entendeu que havia responsabilidade pré-contratual da fabricante. Exemplo: doação simples. além de receber da outra prestação equivalente à sua. apenas um deles assume obrigações.

Quanto à previsão legal Típicos: aqueles regulamentados por lei.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 261 Aleatórios: aquele em que uma das prestações ao é conhecida. Nominados: aqueles aos quais a lei dá nome. Atípicos: não tratados por norma jurídica.com. Exemplo: contrato de trabalho entre um artista e uma emissora de televisão para participação em uma novela e um outro contrato de publicidade desse mesmo artista com o patrocinador dessa novela. contrato de garagem. dependendo de um risco futuro e incerto.uol. Exemplo: contrato de fiança. Exemplo: contrato de seguro. embora lícitos. Exemplo: contrato de locação. Reais: são aqueles que somente se perfazem com a entrega da coisa. Exemplo: compra e venda. não havendo qualquer prescrição legal. Coligados: são os contratos que. O consentimento das partes e o acordo de vontades são insuficientes. Quanto à formação Consensuais ou não solenes: aqueles considerados formados pelo simples acordo de vontades entre os contratantes. Inominados: aqueles que não têm a figura negocial prevista em lei. Exemplo: mútuo.sites. Solenes: quando devem obedecer à forma ou solenidade prevista em lei para que sejam considerados válidos. estão ligados por um nexo funcional.com/leonardosakaki | @leosak . Exemplo: contratos eletrônicos. jogo ou aposta e o de colheita de safra futura. Exemplo: contrato de exploração de postos de gasolina (envolve locação. embora distintos. fornecimento de combustíveis.com. Quanto à existência ou autonomia Principais: são aqueles contratos que não dependem de qualquer outro para que possam existir e ser válido.) Quanto ao conteúdo http://leonardosakaki.br | leonardosakaki@uol. sendo necessária a tradição da coisa para que o contrato seja considerado celebrado. Acessórios: são os contratos que têm sua existência e validade vinculados a um outro negócio jurídico considerado principal. Têm livre forma. Exemplo: compra e venda. uso de marca etc.br | 11 99610348 facebook. não se enquadram em nenhum diploma legal e não têm denominação legal própria.

Considera-se também presente a pessoa que contrata por telefone ou por meio de comunicação semelhante. não tiver sido expedida a resposta dentro do prazo dado. tiver decorrido tempo suficiente para chegar a resposta ao conhecimento do proponente. IV . não foi imediatamente aceita. demonstrando que existe real intenção na celebração do contrato. 162. Conforme o art. Situações em que a aceitação não possui força vinculante: Se a aceitação. feita sem prazo a pessoa ausente.se.br | leonardosakaki@uol. Aceitação: momento em que a parte interessada manifesta a sua concordância com os termos da proposta apresentada.5 Estipulação em favor de terceiro (pactum in favorem tertii) http://leonardosakaki. Se com a aceitação.se. III . 428. não há livre debate das partes. Impessoais: outra pessoa pode substituir o contratante. Momento da celebração: poderá ser celebrado entre pessoas presentes e entre ausentes.se. A aceitação com o ausente ocorrerá no instante da expedição da aceitação. Exemplo: fiança.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 262 Pessoais. a proposta deixa de ser obrigatória quando: I . apenas a sujeição (anuência) de uma das partes ao conteúdo imposto por outra. chegar ao conhecimento do proponente a retratação daquele que manifestou a anuência em contratar. Exemplo: compra e venda. por motivos imprevistos. Quanto à negociação do conteúdo Paritários: aqueles em que as cláusulas podem ser discutidas. 162. Excepcionalmente. mandato etc. se o proponente houver se comprometido em guardar a resposta do oblato ou se a aceitação não chegar no prazo estipulado entre as partes. ou simultaneamente. embora apresentada a tempo.se. chegar ao conhecimento da outra parte a retratação do proponente. Lugar da celebração: no local onde foi proposto. admite-se que a formação ocorra com a recepção da aceitação: se antes da aceitação ou com ela chegar ao proponente a retratação do aceitante.com.com.br | 11 99610348 facebook. pois as partes estão em situação de igualdade. feita sem prazo a pessoa presente. De adesão ou por adesão: o contrato é imposto sem possibilidade de discussão de cláusulas. Proposta: manifestação de vontade dirigida por uma pessoa a outra. II .4 Formação dos contratos Autonomia privada: vontade das partes. chegar tardiamente ao conhecimento do proponente. antes dela. CC. quando as partes não estipularem um foro de eleição. feita a pessoa ausente. podendo esta manifestação ser tácita ou expressa – o silêncio pode ser interpretado como uma manifestação tácita.sites. personalíssimos ou intuitu personae: aqueles em que somente o contratante pode cumprir a obrigação.com/leonardosakaki | @leosak . que não é um elemento determinante do negócio. negociadas.uol. ou antes mesmo desta.

Para que o contrato seja válido. no domingo seguinte. Mas se o contrato não dispor expressamente sobre o direito do beneficiário de reclamar a execução. por ser o contrato nulo. Essa faculdade pode ser feita por ato entre vivos (contrato) ou por disposição de última vontade (testamento). caberia a Sandro efetuar o pagamento a Danilo de certa soma em dinheiro. em favor de quem se estipulou a obrigação. sujeito às condições e normas do contrato. caso não consiga. 438. é correto afirmar que Sandro (A) não está obrigado a efetuar o pagamento a Danilo. todavia. autorizado a Sandro obter ressarcimento por perdas e danos de Danilo. ainda. responderá pelos danos causados ainda que comprove ter enviado esforços para conseguir aquele consenso. (C) está obrigado a efetuar o pagamento a Danilo. (B) não está obrigado a efetuar o pagamento a Danilo.se a ele anuir. a fim de cobrar a quantia contratualmente prevista.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 263 Contrato em que a pessoa (estipulante) convenciona com outra (promitente) uma determinada vantagem econômica a favor de terceiro (beneficiário). 162. concederia uma entrevista exclusiva ao programa de rádio apresentado por Sandro. Resposta: A 162. Trata-se de obrigação de resultado. chegada a hora do programa. em favor de quem se faz o contrato. (D) está obrigado a efetuar o pagamento a Danilo. Se ao 3º. pois a obrigação por este assumida é de meio. restando a Sandro o direito de cobrar perdas e danos diretamente de Reinaldo. envidara todos os esforços no sentido de convencer o seu irmão a comparecer. Dias depois.com. Excepcionalmente se admite que a pessoa (promitente) possa assumir obrigações a serem cumpridas por terceiro. pois a obrigação por este assumida é de resultado. CC.sites. sendo. não poderá o estipulante exonerar o devedor. ao argumento de que. ficando.uol. por meio do qual aquele prometera que seu irmão. 14 (FGV – OAB 2010. se deixar o direito de reclamar-lhe a execução. sendo incabível a cobrança de perdas e danos de Reinaldo. O estipulante pode reservar-se o direito de substituir o 3º designado no contrato. tendo em vista que Reinaldo não é parte contratante. e o estipulante não o inovar nos termos do art. A respeito da situação narrada. Em contrapartida.com.br | leonardosakaki@uol. também é permitida exigi-la. Não há necessidade de o beneficiário ser capaz. O que estipular em favor de 3º pode exigir o cumprimento da obrigação.7 Vício redibitório http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. O promitente se compromete a obter a anuência do 3º e. pois a obrigação por este assumida é de meio. estipulante e promitente devem ser capazes. Todavia. Reinaldo.6 Promessa de fato de terceiro Como regra uma pessoa assume obrigações para si. retirando a eficácia do negócio. Reinaldo não compareceu à rádio. famoso cantor popular. o estipulante poderá liberar o devedor.3) Danilo celebrou contrato por instrumento particular com Sandro.com/leonardosakaki | @leosak . embora não tenha obtido êxito. independentemente de sua anuência e da do outro contratante (devedor). Ao 3º. Danilo procurou Sandro.

seu verdadeiro dono. . A denunciação da lide é a convocação do alienante ao processo em que o adquirente é réu.com/leonardosakaki | @leosak . 162.br | 11 99610348 facebook. se não soube do risco da evicção.br | leonardosakaki@uol. ou. tem direito o evicto. por força de decisão judicial. ou usar de recursos. fundada em motivo jurídico anterior. dele informado. não o assumiu. que a torne imprópria ao uso a que é destinada.Direitos do evicto Salvo estipulação em contrário. os contratantes podem reforçar.sites.8 Evicção Perda da coisa.Vícios redibitórios no CDC O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em 30 dias. pode o adquirente deixar de oferecer a contestação. se esta se der. Decadência Bem móvel: 30 dia. ou que lhe diminua o valor.com. com o reconhecimento em juízo da existência de ônus sobre a mesma coisa. tem direito o evicto a receber o preço que pagou pela coisa evicta. II – à indenização pelas despesas dos contratos e pelos prejuízos que diretamente resultarem a evicção.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 264 Defeito oculto da coisa recebida (em virtude de contrato comutativo ou doação onerosa). para que possa exercer o direito regressivo. A pessoa que recebeu a coisa com defeito pode rejeitar a coisa.Responsabilidade pela evicção Através de cláusula expressa.com. o alienante responde pela evicção. Adquirente deverá notificar do litígio o alienante imediato. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis e 90 dias tratando-se de fornecimento de serviços e produtos duráveis – contados a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços. e sendo manifesta a procedência da evicção.9 Extinção do contrato http://leonardosakaki. não denunciando oportunamente o contrato. quando e como lhe determinarem as leis do processo. . Subsiste esta garantia ainda que a aquisição se tenha realizado em hasta pública. além da restituição integral do preço ou das quantias que pagou: I – à indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir. Não obstante a cláusula que exclui a garantia contra a evicção. diminuir ou excluir a responsabilidade pela evicção. 162. redibindo o contrato ou reclamar o abatimento no preço através de ação quantis minoris. . Se o alienante não atender à denunciação da lide. Nos contratos onerosos. ou qualquer dos anteriores. Bem imóvel: 1 ano. III – às custas judiciais e aos honorários do advogado por ele constituído. que a confere a outrem.

e o outro a pagar-lhe certo preço em dinheiro. condição ou cláusula não verdadeira. VI . III . É nulo o negócio jurídico simulado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 265 Extinção normal Cumprimento é o fim natural de todo contrato. oneroso. comum a ambas as partes. CC Conceito Pelo contrato de compra e venda. Pode ser bilateral ou unilateral nos seguintes casos: Denúncia. II . materializada pelo recibo. O contrato é nulo quando apresenta uma das hipóteses dos arts. 167. III . Extinção em razão de morte 162. Art. Revogação ou renúncia.aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem. confissão.a lei taxativamente o declarar nulo. Cláusula resolutiva expressa: acarreta a rescisão de pleno direito do contrato em decorrência de inadimplemento. CC. for ilícito.uol.com. ou com o registro do título aquisitivo no respectivo cartório se for imóvel. IV . Extinção por fatos anteriores Invalidade contratual: defeito na formação do contrato (elementos essenciais). §2o Ressalvam-se os direitos de terceiros de boa-fé em face dos contraentes do negócio jurídico simulado. comutativo (mas pode ser aleatório). Resilição: rescisão do contrato efetuada por acordo de todos os contratantes ou em razão de cláusula de antemão estipulada.celebrado por pessoa absolutamente incapaz. É nulo o negócio jurídico quando: I .sites.tiver por objetivo fraudar lei imperativa. sem cominar sanção.não revestir a forma prescrita em lei.o motivo determinante. não existindo interpelação entre as partes. ou transmitem.Compra e venda – art.br | leonardosakaki@uol.com/leonardosakaki | @leosak .10 Contratos em espécie . se válido for na substância e na forma. Art. V . consensual Classificação http://leonardosakaki. VII . Contrato bilateral ou sinalagmático. no caso de bem móvel. Exoneração unilateral.contiverem declaração.for ilícito.for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade. ou proibir-lhe a prática. Extinção por fatos posteriores Resolução: quando ocorre inexecução voluntária ou involuntária do contratado.br | 11 99610348 facebook. 166. Cláusula de arrependimento: tem o mesmo efeito do distrato. mas subsistirá o que se dissimulou. 166 e 167.com. ou pós-datados.os instrumentos particulares forem antedatados. O cumprimento da obrigação normalmente é comprovado pela quitação. Tratando-se de meros efeitos obrigacionais. impossível ou indeterminável o seu objeto. 481. II . §1o Haverá simulação nos negócios jurídicos quando: I . a transferência da propriedade somente ocorrerá com a tradição (entrega). um dos contratantes se obriga a transferir o domínio de certa coisa.

Atenção: (i) pessoa casada em regime distinto da separação absoluta de bens necessita de autorização do outro cônjuge. este terá o direito ao preço. transferindo sua propriedade ao comprador. (ii) marido e mulher não podem. sem culpa do vendedor. que correm por conta do vendedor. sendo que o comprador sofrerá as consequências. (iii) ascendente. antes da tradição ou registro. precisa do consentimento do cônjuge demais descendentes. Mas se o fato se der posteriormente.com. de ofício ou de profissão. restituindo e reembolsando as despesas do comais prador. para que ele possa exercer seu direito de preferência. existe a obrigação de o vendedor garantir a efetividade do direito sobre a coisa. ou para a realização de benfeitorias necessárias. por já ser o proprietário. até este momento.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 266 (ou solene) e translativo de domínio. (v) condomínio não pode alienar a sua quota parte na coisa indivisa a estranho se outro consorte tiver interesse em comprar pelo mesmo valor. (i) Coisa: in commercium.br | leonardosakaki@uol.sites. durante o período de resgate. uma vez que. A principal é a obrigação do vendedor de entregar a coisa e seus acessórios. ser disponível.uol. responsabilizando-se pelos prejuízos decorrentes da evicção e de eventuais vícios aparentes e redibitórios. (vi) os que têm por dever. quando aliena um bem a descendente. o vendedor de coisa imóvel pode reservar-se o direito de recobráregras especi.com/leonardosakaki | @leosak . (ii) Preço (iii) Consentimento Mas há casos em que se pode acrescentar um quarto elemento. zelar por bens alheios não podem adquirilos. pela qual não se reputará perfeita enquanto o adquirente não manifestar seu agrado. na forma e no prazo acordados. http://leonardosakaki. Elementos constitutivos Consequência do contrato Outra consequência diz respeito à responsabilidade pelos riscos quanto à coisa. por meio de escritura pública ou mandato com poder especial.com.br | 11 99610348 facebook. Venda a contento: com essa cláusula entende-se que a compra e venda foi realizada sob condição suspensiva. se efetuaram com a sua autorização escrita. a propriedade do bem lhe pertence. Além dela. e a de este pagar o preço. Cláusulas e Retrovenda: por meio dela.la no prazo máximo de decadência de 3 anos. que é a forma. em regra. inclusive as que. (iv) proprietário de coisa alugada deve dar conhecimento ao locatário do interesse em vendêla. podendo ser alienada e adquirida pelas pessoas. ainda que a coisa tenha sido entregue. celebrar compra e venda entre si.

até que o preço esteja integralmente pago. o vendedor reserva para si a propriedade. para que este use de seu direito de prelação na compra.3) http://leonardosakaki. O advogado ao peticionar no referido processo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 267 Venda sujeita a prova: muito semelhante à venda a contento.sites. o mesmo será apreciado por um tribunal arbitral.uol. deverá: (A) requerer a designação de audiência de conciliação. em decorrência de um conflito surgido em razão de contrato de compra e venda no qual inseriram cláusula compromissória cheia. tanto por tanto.br | leonardosakaki@uol. necessitando apenas prová-la. estabelecendo que em caso de eventual conflito entre as partes. representando os interesses do seu cliente. ou a 2 anos. restringindo sua argumentação ao exame do mérito da causa. Venda sobre documentos: a tradição da coisa é substituída pela entrega do seu título representativo e dos outros documentos exigidos pelo contrato ou. (C) desisti r do negócio e pedir o dinheiro de volta. (B) usucapir o imóvel. muito embora inexistisse previsão expressa a esse respeito no contrato preliminar. Diante do impasse. O prazo para exercer o direito de preferência não poderá exceder a 180 dias.br | 11 99610348 facebook. Resposta: A 40 (FGV – OAB 2010.2) Por meio de uma promessa de compra e venda. distingue-se pelo fato de que o comprador já conhece a coisa. pois o juiz pode conhecer de ofício da pré-existência da convenção de arbitragem.2) Um advogado é procurado em seu escritório por um cliente que lhe narra que a empresa da qual ele é diretor foi citada pelo poder judiciário. já que não faria jus à adjudicação compulsória na hipótese. Deverá ser estipulada por escrito dependendo de registro no domicílio do comprador para valer contra terceiros. quando quitou o pagamento. (D) exigir a substituição do imóvel prometi do à venda por outro. no silêncio deste. Juvenal poderá (A) requerer ao juiz a adjudicação do imóvel. se a coisa for móvel. Juvenal foi residir no imóvel objeto do contrato e. (C) apresentar contestação e alegar expressamente. Venda com reserva de domínio: pode estar presente em contratos que tenham por objeto coisa móvel infungível. celebrada por instrumento particular registrada no cartório de Registro de Imóveis e na qual não se pactuou arrependimento. pelos usos. a existência de convenção de arbitragem. Resposta: D 9 (FGV – OAB 2010. deparouse com a recusa do promitente-vendedor em outorgar-lhe a escritura definitiva do imóvel. em preliminar. no senti do de exigir cumprimento da cláusula compromissória cheia. para assegurar-se das qualidades prometidas. (B) apresentar desde logo contestação. Preferência ou preempção: impõe ao comprador a obrigação de oferecer ao vendedor a coisa que aquele vai vender.com/leonardosakaki | @leosak .com. Por ela. a despeito de a promessa de compra e venda ter sido celebrada por instrumento particular. se imóvel.com. (D) solicitar ao juiz o julgamento antecipado da lide. 28 (FGV – OAB 2002. ou dar em pagamento. solicitando a extinção do feito.

Conceito . (D) Pedro poderá entregar outro veículo no lugar no automóvel furtado. seja por não conseguir interessado em adquirir a coisa. Convém acrescentar que a troca de valores desiguais entre ascendentes e descendentes é anulável se não houver o consentimento dos outros descendentes e do cônjuge do alienante. a garagem de Pedro foi invadida por bandidos. (C) Maria poderá exigir a entrega de outro carro. confere ao devedor a faculdade de substituí-la por outra prestação). oneroso e facultativo (não tendo do por obdica jeto senão uma só prestação. pois Pedro pode alegar caso fortuito.com.Contrato estimatório – venda em consignação Contrato pelo qual uma das partes (consignante) entrega bens móveis a outra (consignatário).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 268 Maria celebrou contrato de compra e venda do carro da marca X com Pedro. salvo se preferir. dica Características Aplicam-se a este contrato as disposições referentes à compra e venda. O contrato de troca ou permuta serve como titulus adquirendi. Resposta: A . Não existe qualquer consequência jurídica pela não venda. (B) Não haverá resolução do contrato. Natureza jurí. bem como deve haver ainda o aumento de um patrimônio à custa de outro.uol. assinale a alternativa correta. que furtaram o referido carro. No dia da entrega do veículo.Doação Conceito Contrato em que uma pessoa. seja por falta de empenho do consignatário. no prazo estabelecido.Bilateral. A autorização para venda não é essencial para a caracterização desse contrato. São suscetíveis de troca todas as coisas que puderem ser vendidas. que fica autorizada a vendê-los. A vantagem terá de ser de natureza essencialmente patrimonial.br | leonardosakaki@uol. pois o consignatário pode optar por adquirir a coisa para si ou simplesmente restituí-la. gerando. bilateral. real (apenas perfaz quando há tradição). por liberalidade. sendo restituído o valor já pago por Maria. não sendo necessário que os bens sejam da mesma espécie ou tenham igual valor.Consensual.00.br | 11 99610348 facebook.sites. para cada contratante. A respeito da situação narrada. pagando um sinal de R$ 10. Conceito .com. Sendo necessário que haja http://leonardosakaki. transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra. (A) Haverá resolução do contrato pela falta superveniente do objeto. Características Denomina-se estimatório tendo em vista a ênfase que se atribui à estimação do valor da coisa feita pelo consignante (preço de estima) e à confiança que deposita no consignatário. Natureza jurí.000. a obrigação de transferir para o outro o domínio da coisa objeto de sua prestação.com/leonardosakaki | @leosak .Troca ou permuta Contrato por meio do qual as partes se obrigam a dar uma coisa em troca de outra que não seja dinheiro. pagando àquela o preço ajustado. oneroso e comutativo. restituir-lhe a coisa consignada.

no momento a liberalidade. Ao aceitar o benefício. não é necessária aceitação se a doação for pura. dica A doação far-se-á por escritura pública ou instrumento particular. Presumida: decorre da lei. Características Doação a nascituro: pode haver se aceita pelo seu representante legal. Requisitos Animus donandi: vontade de doar. Doação inoficiosa: se configura quando se excede a parte que o doador. Doação a entidade futura: a doação a entidade futura caducará se. A doação que se refere a parte excedente é considerada nula. Cláusula de reversão: o doador pode estipular uma cláusula de reversão. gratuito e consensual. Aceitação do donatário: Expressa: manifesta verbalmente e por escrito. o doador não é obrigado a pagar juros moratórios. Deverá ser feita por escritura quando tiver por objeto bem imóvel com valor superior a 30 vezes o salário mínimo vigente no país.br | 11 99610348 facebook. comete ofensa física contra o doador.com.sites.com. nem é sujeito às consequências da evicção ou do vício redibitório. Doação universal: é nula a doação de todos os bens sem reserva de parte. Transferência de bens do doador para o patrimônio do donatário (objeto da doação).br | leonardosakaki@uol. evicção e vício redibitório: por tratar-se de uma liberalidade. Doação de ascendente a descendente: é válida e importa adiantamento do que lhe cabe por herança (legítima. recusa ao doahttp://leonardosakaki. sem encargos. esta não estiver constituída regularmente. Tácita: a parte pratica atos compatíveis com a aceitação. em 2 anos. ou renda suficiente para a subsistência do doador.com/leonardosakaki | @leosak . segundo a qual os bens do doador devem voltar ao seu patrimônio se sobrevier ao destinatário.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 269 uma relação de causalidade entre o empobrecimento por liberalidade e o enriquecimento.uol. Ficta: se a doação for pura. Ingratidão do donatário: só ocorre em casos de doação pura e simples.Unilateral. Juros. Hipóteses de ingratidão: atenta contra a vida do doador ou comete crime de homicídio doloso contra ele. O direito de revogar por ingratidão é de ordem pública. Revogação da Pode ocorrer por ingratidão do donatário ou em virtude de descumprimento de encargo ou doação modo. sem encargo e destinada a um incapaz. Natureza jurí. o donatário deve demonstrar gratidão ao benfeitor e se abster de atos que demonstrem a prática de ingratidão. Se o donatário for absolutamente incapaz. poderia dispor em testamento. comete injúria grave ou calúnia contra o doador. como regra.

com suas pertenças. Sônia faz constar. ou defeitos. Conceito . Fernando deflagra uma discussão com Sônia e lhe dirige grave ofensa física. (D) deve receber a quantia em dinheiro.Garantir ao locatário. maior e capaz.sites. salvo cláusula expressa em contrário. decide doar. enquanto aos imóveis rurais aplica-se o Estatuto da Terra (Lei 4. mediante certa retribuição denominada aluguel. cláusula de irrevogabilidade da doação por eventual ingratidão de seu sobrinho. Obrigação do . e a mantê-la nesse estado. pois suas prestações são fixadas dico e definidas objetivamente).245/91. poucos meses depois.br | 11 99610348 facebook. Negócio jurí. Aplicação da Os dispositivos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 270 dor os alimentos de que este necessitava.uol. anteriores à locação. casa-se com Leila. que tratam da matéria se aplicam às locações de móveis urlei banos. Inexecução de encargo ou modo: quando existe encargo a ser cumprido pelo donatário e este incorre em mora na sua execução. comutativo (não há risco da aleatoriedade. o uso pacífico da coisa. pois deveria ter sido realizada por escritura pública. por sua vez. conforme a natureza locatário dela e as circunstâncias. Tem aplicabilidade apenas nas doações onerosas. Obrigação do .br | leonardosakaki@uol. certa quantia em dinheiro em favor se seu sobrinho. durante o tempo do contrato.3) Sônia. de trato sucessivo e não solene.Resguardar o locatário dos embaraços e turbações de terceiros. ainda. No dia seguinte ao casamento. ao procurar sua tia para receber a quantia estabelecida. que tenham ou pretendam ter direitos sobre a coisa alugada. em estado de servir ao uso a que locador se destina. tendo em vista que a doação é nula. aplica-se a Lei 8. A respeito da situação narrada. .com. conforme estipulado. oneroso.Entregar ao locatário a coisa alugada. pelo tempo do contrato. que trata dos contratos de arrendamento rural e parceria agrícola. bem como tratá-la com o mesmo cuidado como se sua fosse.Servir-se da coisa alugada para os usos convencionados ou presumidos. . pois dirigiu grave ofensa física à sua tia Sônia. maior e capaz. Fernando. consensual. por tempo determinado ou não. (B) deve receber a quantia em dinheiro. (C) não deve receber a quantia em dinheiro. Resposta: D . abstendo-se de praticar qualquer ato que venha dificultar o uso da coisa locada.Responder pelos seus vícios. podendo ministrá-los.Locação de coisa Contrato no qual uma das partes (locador) se obriga a ceder à outra (locatário).com/leonardosakaki | @leosak . é correto afirmar que Fernando (A) não deve receber a quantia em dinheiro. http://leonardosakaki. em razão de ter se casado com Leila e independentemente de ter dirigido grave ofensa física a Sônia. o uso e gozo de coisa não fungível.504/64). caso ele venha a se casar com Leila. por instrumento particular. em razão de o instrumento de doação prever cláusula de irrevogabilidade por eventual ingratidão.com. Fernando. 18 (FGV – OAB 2010. aceita formalmente a doação e.Bilateral. presentes no CC.

da lei. ou no de benfeitorias úteis. sem oposição do locador. Características Se. poderá ser estipulado que estes encargos serão pagos pelo locatário. o locador além do direito de rescisão contratual. gratuito. dica .Pagar pontualmente o aluguel nos prazos ajustados. Natureza jurí. em falta de ajuste. real e não solene. em seguida. salvas as deteriorações naturais ao uso regular. enquanto a tiver em seu poder. No entanto. mas sem prazo determinado. No tocante aos impostos e taxas. Subdivide-se em duas espécies. e. caso já não sirva a coisa para o fim a que se destinava. . e responderá pelo dano que ela venha a sofrer. embora proveniente de caso fortuito.uol. segundo o costume do lugar.br | 11 99610348 facebook.Unilateral. o locatário goza do direito de retenção. a este caberá pedir redução proporcional do aluguel. O mútuo e o comodato também são definidos pela doutrina como empréstimo de uso e empréstimo de consumo. Se.com/leonardosakaki | @leosak .com. Salvo disposição em contrário. deverá pagar. o locatário continuar na posse da coisa alugada. finda a locação.Restituir a coisa. CC http://leonardosakaki. não restituir a coisa. no caso de benfeitorias necessárias. durante a locação. findo o prazo.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 271 . que se distinguem pela natureza do objeto do contrato: mútuo e comodato. caso danifique a coisa de forma abusiva. se estas houverem sido feitas com expresso consentimento do locador.Empréstimo (comodato ou mútuo) Conceito Acordo de vontades por meio do qual uma das partes recebe coisa alheia para utilizá-la e.Contrato de comodato – art. em caso de locação de imóveis. ou ainda. sem culpa do locatário. devolvê-la ao legítimo proprietário. no estado em que a recebeu. Mas caso o locatário utilize a coisa para fins diversos daqueles convencionados. ou resolver o contrato. .br | leonardosakaki@uol. salvo se o contrário resultar do contrato. da natureza da obrigação ou das circunstâncias. . O pagamento deverá ser efetuado no domicílio do devedor. presumir-se-á prorrogada a locação pelo mesmo aluguel. se. 579. notificado o locatário.sites. se deteriorar a coisa alugada. o aluguel que o locador arbitrar. que se pretendam fundadas em direito.Levar ao conhecimento do locador as turbações de terceiros. poderá cobrar perdas e danos.

salvo necessidade imprevista e urgente. distrato. Mútuo fene. Ocorrerá a extinção do comodato com o fim do prazo convencionado. . terá de pagar um aluguel arbitrado pelo comodante até a restituição da coisa. comodante . o art. qualidade e quantidade. comodatário .uol. a responsabilidade será solidária.br | 11 99610348 facebook. 586.Restituir a coisa emprestada in natura no momento devido. sob pena de ratício redução.com/leonardosakaki | @leosak . além de por ela responder. pela posse útil e pacífica da coisa dada em comodato. se for de dinheiro.Pagar as despesas extraordinárias e necessárias. CC. . se: http://leonardosakaki.Guardar e conservar a coisa emprestada como se fosse sua. O contrato de mútuo transfere o domínio da coisa ao mutuário por cuja conta correm todos os riscos desde a tradição.sites.até a próxima colheita no mútuo de produtos agrícolas. com a alienação da coisa empresta ou com a morte do comodatário. .Contrato de mútuo – art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 272 Características Se o comodato não tiver prazo convencionado. . O mutuante pode exigir garantia da restituição.br | leonardosakaki@uol. não podendo o comodante. a coisa não poderá ser reavida nor nem do mutuário.Responder pelos riscos da coisa. dentro do prazo estipulado.do espaço de tempo que declarar o mutuante. salvo.Limitar o uso da coisa ao estipulado no contrato ou de acordo com sua natureza.com.Não pedir restituição do bem enquanto não decorrido o prazo do contrato. reconhecida pelo juiz. nem de seus fiadores. 592. não poderão exceder a taxa a que se refere o art. Obrigações do . resolução por inexecução contratual. perante o comodatário.Se realizado sem prévia autorização daquele cuja guarda estiver. pelo menos.de 30 dias. . se antes do vencimento o mutuário sofrer notória mudança em sua situação econômica. os quais. presumir-se-lhe-á o necessário para o uso concedido. suspender o uso e gozo da coisa emprestada. antes de findo o prazo convencional. Mútuo a me. Se o comodatário for constituído em mora. CC Características É o simples empréstimo de coisas fungíveis. presumem-se devidos juros.Destinando-se o mútuo a fins econômicos. 406. apresenta os seguintes prazos supletivos: . se for de qualquer outra coisa fungível.Responder pela mora. Obrigações do . Atenção: havendo mais de um comodatário. permitida a capitalização anual. ou o que se determine pelo uso outorgado. O mutuário é obrigado a restituir o que recebeu em coisa do mesmo gênero.Responsabilizar-se. CC (taxa que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional). .com. Caso nãoseja convencionado prazo para a restituição do bem. . resilição unilateral.

uol. desde que tenha agido com boa-fé. Neste caso. dica Características Se não estipulada retribuição ou não houver acordo entre as partes.o menor obteve o empréstimo maliciosamente. mediante remuneração.com. por acordo ou costume.com/leonardosakaki | @leosak .com.Prestação de serviços (locação de serviços) Contrato pelo qual uma das partes (prestador) obriga-se para com outra (tomador) a prestarlhe uma atividade lícita. pois se conclui dica com o acordo de vontade das partes. levando-se em conta o costume.o menor tiver bens ganhos com o seu trabalho. embora tenha por causa o pagamento de dívida de quem o presta. Mas se deste resultar benefício para a outra parte. Natureza jurí. considerando que cada parte pode prever Conceito http://leonardosakaki.Empreitada (locação de obra) Contrato pelo qual uma das partes (empreiteiro) se obriga. oneroso e consensual.O contrato é bilateral. dar-se-á por findo o contrato. . se viu obrigado a contrair o empréstimo para os seus alimentos habituais. . Ela será paga depois de realizado o serviço. o juiz atribuirá a quem o prestou uma compensação razoável. decorridos 4 anos. mediante remuneração certa ou de acordo com o trabalho realizado. ou se destine à execução de certa e determinada obra. estando ausente essa pessoa. a execução do credor não lhes poderá ultrapassar as forças.Bilateral. . de cuja autorização necessitava o mutuário para contrair o empréstimo. material ou imaterial. é comutativo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 273 .br | 11 99610348 facebook. No tocante a capacidade legal para a prestação do serviço.o empréstimo reverteu em benefício do menor. o tempo de serviço e sua qualidade. Conceito O prazo máximo do contrato é de 4 anos. pessoalmente ou por meio de terceiro.br | leonardosakaki@uol. Natureza jurí. sem subordinação. não tiver sido adiantada ou paga em prestações. se o trabalho for prestado por quem não possua habilitação.sites. pois gera obrigação para ambas as partes. utilizando-se de material próprio ou fornecido por este. não poderá quem os prestou cobrar a retribuição normalmente correspondente ao trabalho executado. ela será determinada por arbitramento. .a pessoa. certa obra para outro (dono da obra). ainda que não concluída a obra. ou não satisfaça requisitos outros estabelecidos em lei. se. . em tal caso.o menor. . Mas. a realizar. o ratificar posteriormente. é consensual.

br | leonardosakaki@uol. o empreiteiro assume obrigação de resultado perante o dono da obra.Pela morte do empreiteiro se for intuitu personae. os materiais são fornecidos pelo dono da obra. e o dono da obra se opuser ao reajuste do preço inerente ao projeto por ele elaborado. por parte do dono da obra. Espécies Extinção contrato .br | 11 99610348 facebook. com a indenização do empreiteiro. observados os preços.Pela rescisão.com. III. forem desproporcionais ao projeto aprovado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 274 as vantagens e os ônus. contratando os indivíduos que irão realizar a obra.Se as modificações exigidas pelo dono da obra. o empreiteiro fornece a mão-de-obra e os materiais. http://leonardosakaki.Por inadimplemento. por não serem exigidas formalidades específicas na contratação.Pela falência do empreiteiro. de modo que torne a empreitada excessivamente onerosa. ainda que o dono se disponha a arcar com o acréscimo de preço. Porém. o qual também fornece os materiais. VI.Quando. e não solene.com/leonardosakaki | @leosak .Diante da desproporcionalidade entre o vulto e a natureza da obra e as modificações exigidas pelo seu dono. resultante de causas geológicas ou hídricas. VII. no decorrer dos serviços. IV. manifestarem-se dificuldades imprevisíveis de execução. Suspensão do I.Pelo cumprimento nos exatos termos do pactuado. devendo restituí-lo quando lhe for exigido.Por culpa do dono. o empreiteiro fornece a mão-de-obra. III. ainda que o dono da obra se disponha a arcar com o acréscimo do preço.com. com a obrigação de guardá-lo. por seu vulto e natureza. Empreitada de mão-de-obra ou de lavor: nesta. a critério do empreiteiro. II. comprometendo-se a executar a obra inteira. VIII.Pelo distrato.Depósito Conceito Contrato por meio do qual uma parte (depositário) recebe de outra (depositante) um bem móvel corpóreo. Empreitada mista ou de lavor e materiais: neste caso. ou por motivo de força maior. pois ambas as partes têm benefícios e sacrifícios correspondentes. Empreitada sob administração: aquela em que o empreiteiro apenas administra os contratados pelo dono da obra.sites.uol.Pela onerosidade excessiva diante de fatos imprevisíveis ou não. contrato pelo empreiteiro II. V. ou outras semelhantes. é oneroso. do I. Aqui.

Ressalvado acordo ou disposição em contrário. como no caso de incapacidade superveniente. e o depositário tiver sido cientificado deste fato pelo depositante.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 275 Natureza jurí. CC. bem como a restituí-la. ou se houver motivo razoável de suspeitar que a coisa foi dolosamente obtida. com todos os frutos e acrescidos. Não sendo permitida qualquer alteração ou violação.O art. naufrágio ou saque.Com relação à liberdade do depositante para retomada da coisa. a restituição da coisa deve dar-se no lugar em que tiver de ser guardada. do acordo de vontades das partes. o depositário que não o positário restituir quando exigido será compelido a fazê-lo mediante prisão não excedente a um ano. como inundação. notificada ao depositário. selado. . Depósito do hospedeiro: diz respeito à bagagem dos viajantes ou hóspedes nas hospedarias onde eles estiverem. não poderá ele exonerar-se restituindo a coisa a este.Se a coisa houver sido depositada no interesse de terceiro. real e intuitu personae. http://leonardosakaki. ou lacrado. Depósito miserável: ocorre por ocasião de calamidades. gratuito. o depositário entregará o depósito logo que se lhe exija. dispõe que seja o depositário voluntário ou necessário.O que se entregou fechado. se o objeto for judicialmente embargado. Prisão do de. negando-se o depositante a receber a coisa.Unilateral. .sites. As despesas de restituição correm por conta do depositante. incêndio. CC. .O depositário é obrigado a ter na guarda e conservação da coisa depositada o cuidado e dilidepositário gência que costuma com o que lhe pertence. . se sobre ele pender execução. em seu nome. sem consentimento daquele. Obrigação do . Nesses caos.br | leonardosakaki@uol. 652.com. salvo se tiver o direito de retenção a que se refere o art.com.uol. e ressarcir os prejuízos. nesse mesmo estado se manterá. quando o exija o depositante. dica Espécies Depósito voluntário: resulta da autonomia privada. ainda que o contrato fixe prazo à restituição. .com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook.Mandato Conceito Contrato pelo qual uma pessoa (mandatário) recebe de outra (mandante) poderes para. o depositário é obrigado a se socorrer da primeira pessoa que aceitar o depósito salvador. praticar atos ou administrar interesses. Os hospedeiros respondem como depositários. colado. Depósito necessário ou obrigatório: Depósito legal: realizado no desempenho de uma obrigação decorrente de lei. assim como pelos lucros e roubos que perpetrarem as pessoas empregadas ou admitidas nos seus estabelecimentos. 644.

Comissão A comissão e o contrato pelo qual uma pessoa (comissário) adquire ou vende bens. sem autorização. poderes que devia exercer pessoalmente.Pela morte ou interdição de uma das partes. mas o comissário deve comunicar sua atuação ao comitente. pois o comissário não é o representante direto do comitente. e adiantar a importância das despesas necessárias à execução dele. Natureza jurí.uol. Obrigação do O mandante é obrigado a satisfazer todas as obrigações contraídas pelo mandatário. IV.sites. Comissão facultativa: o comitente transmite ao comissário as razões de seu interesse no negócio. por qualquer título que seja. não solene e personalíssimo. III. obrigando-se para com terceiros com quem contrata. relativo à pessoa ou a coisa. Conceito Comissões indicativas: há certa margem para atuação. consensual.Seguro Conceito Contrato pelo qual uma pessoa (segurador) se obriga. é obrigado a dar contas de sua gerência ao mandante. mas por ordem e por conta de outrem (comitente). sempre que não resultem de culpa sua ou de excesso de poderes. ou o mandatário para os exercer. ainda que o negócio não surta o esperado efeito. II. Também deve pagar ao mandatário a remuneração ajustada e as despesas da execução do mandato.Pela revogação ou pela renúncia. dica Espécies Comissões imperativas: não deixam margem de liberdade ao comissário. oneroso e comutativo.com/leonardosakaki | @leosak . E. gratuito. em seu próprio nome e responsabilidade. na conmandante formidade do mandato conferindo. dica Obrigação do O mandatário é obrigado a aplicar toda sua diligência habitual na execução do mandato. É uma representação indireta.Pelo término do prazo ou pela conclusão do negócio. contra riscos http://leonardosakaki. . sem qualquer restrição ou observação para a atuação dele. mediante pagamento do prêmio.com. Extinção I. quando o mandatário lhe pedir.Unilateral. além disso.Consensual.br | 11 99610348 facebook. e a mandatário indenizar qualquer prejuízo causando por culpa sua ou daquele a quem substabelecer.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 276 Natureza jurí. . em troca de certa remuneração.Pela mudança de estado que inabilite o mandante a conferir os poderes. bilateral.com. salvo tendo culpa o mandatário. Além disso. a garantir interesse legítimo de outra pessoa (segurado). transferindo-lhe as vantagens provenientes do mandato. é obrigado a ressarcir ao mandatário as perdas que este sofrer com a execução do mandato.br | leonardosakaki@uol.

mas só poderá demandar cada um dos outros fiadores pela respectiva quota. Quando alguém houver de oferecer fiador. sendo que a parte do fiador insolvente distribuir-se-á pelos outros. primeiro executados os bens do devedor (tratando-se do chamado benefício de ordem). demorar a execução iniciada contra o devedor. dica .O contrato de fiança é acessório (sua existência pressupõe a existência um contrato principal dica entre credor e devedor). Quando for conjuntamente prestada a um só débito por mais de uma pessoa. gratuito e personalíssimo. o credor não pode ser obrigado a aceitá-lo se não for pessoa idônea. sitos no mesmo município.Fiança Contrato em que uma parte (fiador) garante satisfazer a obrigação assumida por um devedor.com. E se o fiador se tornar insolvente ou incapaz. desde a citação do fiador. podendo ser estipulada sem consentimento do devedor ou contra a sua vontade. unilateral. em proporção.com/leonardosakaki | @leosak . ou devedor solidário. ou falido. A obrigação do fiador passa aos herdeiros. Porém esse benefício não poderá ser levantado nos seguintes casos: (i) se o fiador o renunciou expressamente.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 277 predeterminados. portanto. Quando o credor. Natureza jurí. (ii) se se obrigou como principal pagador. Estipulado este benefício. Conceito Não sendo limitada.Bilateral. quantos bastem para solver o débito. o fiador deve nomear bens do devedor. mas a responsabilidade da fiança se limita ao tempo decorrido até a morte do fiador. poderá o credor exigir que seja substituído. aleatório. Trata-se. Além disso. poderá o fiador promover-lhe o andamento.br | 11 99610348 facebook. que seja. livres e desembargados. se declaradamente não se reservarem o benefício de divisão. lhe couber no pagamento. e não pode ultrapassar as forças da herança. quando exceder o valor da dívida.com. Efeitos http://leonardosakaki. compreenderão todos os acessórios da dívida principal. O fiador demandado pelo pagamento da dívida tem direito a exigir. e (iii) se o devedor for solvente.sites. Natureza jurí. ou for mais onerosa que ela não valerá senão até o limite da obrigação afiançada.uol. formal. Se for alegado. e não se admite interpretação extensiva. até a contestação da lide. sem justa causa. poderá ser de valor inferior ao da obrigação principal e contraída em condições menos onerosa. de uma garantia pessoal. e. inclusive as despesas judiciais. importará no compromisso de solidariedade entre elas. e não possua bens suficientes para cumprira obrigação. cada fiador responde unicamente pela parte que.br | leonardosakaki@uol. no caso de descumprimento. oneroso. Características A fiança dar-se-á por escrito. O fiador que pagar integralmente a dívida fica sub-rogado nos direitos do credor. domiciliada no município onde tenha de prestar a fiança.

em pagamento da dívida. porque Alexandre está livre para alienar o imóvel. (D) está correta. que estaria disposta a adquirir o referido imóvel por um valor bem acima do mercado. ainda que solidário. já que havia uma cláusula na escritura de instituição da hipoteca que o proibia de alienar o bem hipotecado. ainda que depois venha a perdê-lo por evicção. O fiador. . porque a hipoteca instituída não produz efeitos. retardando-se a execução. (C) está incorreta. sem consentimento seu. foi procurado por Amanda. Alexandre ouviu dele que não poderia alienar o imóvel.com. por fato do credor.Outros 26 (FGV – OAB 2010.sites. Se for invocado o benefício da excussão e o devedor. aceitar amigavelmente do devedor objeto diverso do que este era obrigado a lhe dar. suficientes para a solução da dívida afiançada.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 278 Extinção O fiador pode opor ao credor as exceções que lhe forem pessoais. cair em insolvência. (B) está incorreta. fica desobrigado: (i) se. se não provierem simplesmente de incapacidade pessoal. salvo o caso do mútuo feito a pessoa menor. Consultando seu advogado. ao tempo da penhora.2) Passando por dificuldades financeiras. o credor conceder moratória ao devedor. onde reside com sua família. pois a cláusula que proíbe o proprietário de alienar o bem hipotecado é nula. pois não é possível instituir hipoteca sobre bem de família do devedor hipotecário. Código de Defesa do Consumidor Defeitos (fato do produto ou do serviço) Saúde Segurança Vícios Qualidade Quantidade Torna a coisa imprópria Ação redibitória para os fins a que se Não sabia do vício: desfazimento Sabia do vício: +perdas do negócio com a devolução do e danos http://leonardosakaki.com. Posteriormente. for impossível a sub-rogação nos seus direitos e preferências. pois. ficará exonerado o fiador que o invocou. porque em virtude da proibição contratual. A opinião do advogado de Alexandre (A) está incorreta.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. (ii) se. Alexandre instituiu uma hipoteca sobre imóvel de sua propriedade. se provar que os bens por ele indicados eram. o direito real em garantia a ser instituído deveria ser o penhor. na hipótese.uol. e as extintas da obrigação que competem ao devedor principal. uma vez que a hipoteca é nula. Resposta: B 162.11 Cláusulas de garantia Vícios redibitórios: vícios ou defeitos ocultos na coisa que a tornam imprópria para os fins a que se destina ou que diminuem o seu valor. Alexandre não poderia alienar o imóvel enquanto recaísse sobre ele a garanti a hipotecária. (iii) se o credor.br | leonardosakaki@uol.

Ação quanti minoris Não sabia do vício: abatimento Sabia do vício: + perdas as ou ação estimatória no preço (desconto) e danos. pois há o acordo de vontades Denúncia: resilição unilateral. Resolução por onerosidade excessiva (art. o prazo será contado da sua ciência. contados da entrega da coisa (tradição). Não cabe nos contratos de execução imediata) .br | 11 99610348 facebook. 162. Evicção: é a perda da coisa por decisão judicial ou ato administrativo. Quando o vicio por sua natureza só puder ser conhecido mais tarde. .Acontecimento extraordinário e imprevisível. Diminui o valor da coi. Sendo estes prazos decadenciais. Contrato é extinto por motivo alheio às partes. Exceções: quando o adquirente já estiver na posse do bem o prazo será reduzido à metade e será contado a partir da alienação. 478. Invalidade do contrato Nulo Anulável Resilição: desinteresse.com. Nesse caso é possível a resolução (extinção) ou a revisão do contrato. A garantia para os vícios vale também para as doações onerosas. Relativo: ainda é possível cumprir a obrigação. diminuída ou afastada pela vontade das partes. Força maior. pois há a vontade de uma das pares. Prazos: Regra: são divididos entre imóveis (1 ano) e móveis (30 dias). Caso fortuito. Rescisão com culpa das partes Inadimplemento Absoluto: não é mais possível ou interessante ao credor cumprir a obrigação.com/leonardosakaki | @leosak . Distrato: resilição bilateral. Deve haver previsão contratual.Torna a prestação excessivamente onerosa para um .com. CC) .Vantagem extrema para o outro. Exemplo: locatário que adquire o imóvel locado.sites.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 279 destina preço devidamente corrigido. A garantia pela evicção se estende para os bens arrematados em hasta pública.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki. não podendo ser superior a 1 ano para imóveis ou a 180 dias para móveis.Contratos de execução diferida ou continuada (contratos que se prolongam no tempo.12 Extinção do contrato Resolução: não tem culpa de nenhuma das partes. Essa garantia pode ser ampliada.

Subjetiva Conduta do agente Dano Nexo causal Culpa presumida Objetiva Conduta do agente Dano Nexo causal Não há culpa Conduta é um ato ou fato imputável a uma determinada pessoa.com. Características: as hipóteses de responsabilidade por ato de terceiro são indicadas taxativamente no art. todas as causas que propiciarem a ocorrência do evento danoso geram imputação de responsabilidade civil. Incapazes: ação subsidiária (art.com. Neste caso.sites. Teoria da causa direta e imediata ou Teoria do dano imediato ou Teoria da interrupção do nexo causal (teoria adotada no Brasil – posição do STF): busca-se identificar a causa necessária ao evento danoso. estamos diante de uma imputação normativa. 402. Teoria da equivalência dos antecedentes ou Teoria sine qua non: para os seus adeptos. a) responsabilidade pelo fato de terceiro: trata-se de uma modalidade de imputação em que uma pessoa responde por um ato praticado por outrem. Ocorre quando uma pessoa que não praticou uma conduta danosa passa a ser responsabilizada por uma conduta alheia. Em razão dessa ação ou omissão a pessoa vai responder. surgem os elementos. Nexo causal: trata-se de uma relação lógico jurídica entre o dano experimentado pela vítima e a conduta imputável de determinada pessoa. A responsabilidade dos incapazes ocorrerá quando o representante não tiver meios ou não for obrigado. estabelece que os incapazes respondam: (i) se o responsável não tiver meios ou (ii) se o responsável não tiver obrigação.br | 11 99610348 facebook. O art.Elementos: Essenciais: conduta. O dano indenizável deve provocar uma diferença de status socialmente relevante deste bem. portanto. A simples violação do dever jurídico não é suficiente para caracterizar a responsabilidade civil do agente. Regra: responsabilidade por ato próprio – a pessoa que praticou a conduta responderá pelo dano. Teoria da causa adequada: nesta teoria. São as pessoas capazes que responderão pelo próprio ato.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 280 163 Responsabilidade civil Fundamento: violação de um dever jurídico – pode acarretar obrigação de indenizar com a obrigação de indenizar. 932 http://leonardosakaki. Diz o CC. que o lucro cessante deve ser razoável. 932. . 928. o valor da indenização será equitativo. A razoabilidade é um conceito indeterminado que permite várias interpretações na sua aplicação. nexo causal e dano. Nestas 2 situações o valor da indenização será fixado de forma equitativa. O agente que pratica o ato responde de forma subjetiva.uol. Dano é uma lesão ou prejuízo a um bem juridicamente tutelado da vítima.com/leonardosakaki | @leosak . já as pessoas indicadas no art. CC.br | leonardosakaki@uol. Quando o incapaz responder pelos prejuízos que causar. CC. a causa que permite imputação será selecionada por meio de um juízo valorativo do magistrado com base nas provas dos autos. É necessário. Os incapazes têm uma responsabilidade subsidiária. 928). a configuração de diversos elementos. no art.

pois se trata responsabilidade por ato próprio. culpa: desvio de padrão comportamental – imprudência.br | leonardosakaki@uol. 186. CC – dano causado por ruína de edifício em razão da falta de reparos – o responsável é o dono do edifício ou da construção – a doutrina majoritária estende a responsabilidade aos possuidores em geral. especialmente os locatários e comodatários. Quanto à causa de origem: Responsabilidade extracontratual ou responsabilidade aquiliano: causa é o ato ilícito provocado pelo autor. CC Caso fortuito e força maior – art. Excludentes de ilicitude – art. O motorista tem responsabilidade por ato próprio e a empresa tem responsabilidade por ato de terceiro. O motorista responde de forma subjetiva e a empresa objetiva.br | 11 99610348 facebook. A empresa também tem responsabilidade. Arts.sites. 389 e 395. CC – dano causado pelo animal – a responsabilidade é do dono ou do detentor. qual seja. O lucro cessante deve ser o razoável – expectativa provável de ganho. http://leonardosakaki. Culpa: trata-se de um desvio de padrão comportamental fixado pela lei ou pela sociedade. 163.com. 937. quantificação indenizatória. Arts. Art.com. Responsabilidade objetiva: independe da culpa nos casos fixados por lei ou nas hipóteses de responsabilidade por risco.com/leonardosakaki | @leosak . Só que ele estava no exercício laboral a uma empresa.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 281 tem responsabilidade objetiva. 936. CC – objetos que caem ou são lançados de edifício – o responsável. art.1 Regimes de responsabilidade civil no CC Quanto à forma de imputação: Responsabilidade subjetiva: além dos elementos essenciais. o direito de propriedade. b) responsabilidade pelo fato da coisa: hipóteses: art. 938. nesta situação. 393. 163. 927. Arts.uol. exige um 4º. Responsabilidade contratual: causa é o inadimplemento contratual. porém interfere no quantum indenizatório. Dano moral: atinge o ser. 927. caput. art. Dano material: atinge o ter. 188. imperícia ou negligência. acaba gerando lesão à vítima após uma colisão. CC Culpa exclusiva da vítima. a dignidade. parágrafo único. Ele responderá. é o habitante da edificação. e 389.2 Excludentes de responsabilidade civil Fatos ou atos que inibem a obrigação de indenizar. 186 e 187. As hipóteses de responsabilidade por ato de terceiro não se confundem com a noção de concausalidade (causalidade múltipla) Exemplo: motorista. O grau de culpa é irrelevante para a caracterização da responsabilidade civil. a culpa. ao dirigir.

O ato de escolha. Como regra. Em relação à situação acima. pois agiu em estado de necessidade. 12 (FGV – OAB 2010.br | 11 99610348 facebook.com. ou de um direito real de uma determinada coisa. Observação: todas as obrigações. resulta da lei ou de vontade das partes.obrigação de fazer fungível: pode cumprir o devedor ou um terceiro. . ou seja.3) Ricardo. é correto afirmar que Ricardo (A) não responderá pela reparação do dano. converto em perdas ou danos. assim. As obrigações nascem para serem cumpridas. como regra. Especifico o gênero e a quantidade. A obrigação alternativa permite uma escolha da prestação que será cumprida.sites. http://leonardosakaki. buscando evitar um atropelamento.obrigação de dar coisa incerta: há uma especificação mínima. mas com restrições. Quando tenho mais de um crédito. no direito civil. senão. (C) responderá pela reparação do dano.obrigação de fazer infungível ou personalíssima: apenas o devedor pode cumprir. (ii) a solidariedade se estende na hipótese de inadimplemento. A cláusula de não indenizar só pode ser usado nos contratos paritários. dou origem à chamada solidariedade passiva. Características: (i) solidariedade não se presume. . quando convertidas em perdas e danos. causando um grave prejuízo. Essa modalidade prevê duas ou mais prestações na mesma relação. .obrigação de dar coisa certa: há uma especificação da coisa. também. Resposta: B 164 Direito das obrigações (i) Modalidades obrigacionais a) obrigação de dar: envolve a transferência ou a transmissão da posse. d) obrigações divisíveis e indivisíveis: possibilidade de fracionamento do objeto da obrigação. apesar de ter agido em estado de necessidade. temos a solidariedade ativa. Como regra. cabe ao devedor. a culpa concorrente funciona apenas para calibrar o valor da indenização. como obrigação disjuntiva.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 282 Apenas a culpa exclusiva da vítima permite a exclusão da responsabilidade. (iii) a solidariedade não se estende aos herdeiros. Quando tenho mais de um débito. cabe ao devedor. (D) praticou um ato ilícito e deverá reparar o dano. . passam a ser tratadas como obrigações divisíveis. que é a própria prestação. e) obrigações solidárias: se dá pela conjugação de mais de um crédito ou mais de um débito na mesma relação jurídica. Cláusula de não indenizar O sistema permite sua aplicação. realiza uma manobra e atinge o muro de uma casa. as obrigações são fungíveis. as obrigações são indivisíveis. apesar de ter agido em legítima defesa.br | leonardosakaki@uol. as partes têm as mesmas capacidades de negociar. b) obrigação de fazer e não fazer: o interesse do credor recai sobre o comportamento do devedor. em relação aos acessórios obrigacionais. c) obrigações alternativas: conhecida. mesmo as indivisíveis. Esta escolha. (B) responderá pela reparação do dano. como regra.com/leonardosakaki | @leosak . propriedade.com.uol.

Este contrato tem que ser escrito. 1.br | 11 99610348 facebook. O Código Civil permite a conversão da união estável em casamento. Anaparental: formada por pessoas de uma mesma família. – rol exemplificativo: casamento. A Constituição Federal afirma que determinados grupos sociais serão enquadrados como entidades familiares. constituição de família. CF. A regra é da comunhão parcial.com/leonardosakaki | @leosak . É um tipo de união estável de uma pessoa impedida. mas que não descendem uma das outras. contínua e duradoura com um objetivo.com.727 do Código Civil.br | leonardosakaki@uol. pressupõe uma convivência pública. Pluriparental ou mosaico: formada pelo casamento ou união estável mais de uma vez ao longo da vida com os respectivos filhos Eudemonística: os integrantes convivem juntos. Art.uol. 1. Na união estável a coabitação não é dever.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 283 (ii) Transmissão (iii) Pagamento / adimplemento (iv) Inadimplemento 165 Entidades familiares O Código Civil e a Constituição Federal não definem o que é a família. O Código Civil prevê a figura do concubinato. Deveres pessoais entre os companheiros – art. A lei não estabelece um prazo mínimo. união estável e família mono parental (relação entre o genitor e a sua prole). Exemplo: duas irmãs.com. Monoparental: formado por um dos pais e os descendentes. Não é necessária a escritura pública. mas cada um busca e tem direito à felicidade individual.sites. 1.724 do Código Civil. Informal: união estável. Art.723 e ss do Código Civil É uma relação entre homem e mulher. Regime de bens. A alteração desse regime pode ser feita através de contrato escrito que a doutrina chama de contrato de convivência. Tipos de família: Matrimonial: casamento. 166 União estável – arts. 226 . http://leonardosakaki.

não pode casar. Se houver impotência generandi ou concipiendi: não é anulável. Jane recebeu R$ 100. Se houver coeundi (impotência). Esta união estável não configura o concubinato! 167 Casamento O casamento é um ato civil. Resposta: C 10 (FGV – OAB 2010. 27 (FGV – OAB 2010. não se aplica a sub-rogação de bens na união estável. salvo contrato escrito entre os companheiros. (B) Carlos não tem direito a partilhar o imóvel adquirido por Jane na Barra da Tijuca em maio de 2005 porque. Casamento do mesmo sexo: é nulo – é inexistente.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook. Com os R$ 100.uol.3) http://leonardosakaki.com. O casamento religioso terá efeitos civis se tiver (i) registro e (ii) cumprir as exigências legais. que exclui dos bens comuns entre os consortes aqueles doados e os sub-rogados em seu lugar.com/leonardosakaki | @leosak . (D) Carlos tem direito a partilhar o imóvel adquirido por Jane na Barra da Tijuca em maio de 2005 porque.com. Para a validade do casamento. aplica-se às relações patrimoniais entre os mesmos o regime da separação total de bens. aplica-se às relações patrimoniais entre os mesmos o regime da comunhão parcial de bens. 1.00 (cem mil reais). (A) Por se tratar de bem adquirido a título oneroso na vigência da união estável. (iii) ausência de vícios de vontade: erro (de pessoa) e coação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 284 Se a pessoa está separada judicialmente. Assinale a alternativa que indique a orientação correta a ser exposta a Carlos. indagando se tem direito a partilhar o imóvel adquirido por Jane na Barra da Tijuca em maio de 2005. Jane adquiriu em maio de 2005 um imóvel na Barra da Tijuca. Jane e Carlos se separaram. (b) para evitar a imposição de pena criminal. Em março de 2005. Carlos tem direito a partilhar o imóvel adquirido por Jane na Barra da Tijuca em maio de 2005. conduz a anulabilidade do casamento.000. Esta capacidade comporta exceções: (a) gravidez. Em 2010.521 do Código Civil.2) Jane e Carlos constituíram uma união estável em julho de 2003 e não celebraram contrato para regular as relações patrimoniais decorrentes da aludida entidade familiar. de conformidade com a lei a fim de estabelecerem plena comunhão de vida. Carlos procura um advogado.000. Casamento é a união civil entre homem e mulher. Se a pessoa estiver separada pode ter união estável. Causa nulidade.00 (cem mil reais) a título de doação de seu ti o Túlio. (ii) ausência de impedimentos: todos os impedimentos estão previstos no art.sites. muito embora o referido bem tenha sido adquirido com o produto de uma doação. Tanto a CF quanto o CC permite dar efeitos civis ao casamento religioso. temos uma série de requisitos: (i) capacidade: idade mínima de 16 anos (idade núbil). (C) Carlos não tem direito a partilhar o imóvel adquirido por Jane na Barra da Tijuca em maio de 2005 porque. em virtude da ausência de contrato escrito entre os companheiros.

(C) poderão optar livremente dentre os regimes de bens previstos em lei. 16 ou 17 anos: tem idade núbio. CC – em caso de gravidez e evitar imposição e cumprimento de pena. conheceram-se há um ano e.br | leonardosakaki@uol. solteiro e capaz.com/leonardosakaki | @leosak . Prazo: imprescritível. http://leonardosakaki. (D) somente poderão se casar pelo regime da separação obrigatória de bens.uol. < 16 anos: em regra não.com. com 60 anos de idade. Espécies de impedimentos: a) impedimentos resultantes de parentescos Ascendentes com os descendentes.com. 1. A habilitação é para verificar a capacidade matrimonial. Feito no cartório de registro civil das pessoas naturais ou cartório de registro civil no domicílio de qualquer um dos nubentes. agora. ou seja. por força de lei e independentemente da celebração de pacto antenupcial.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 285 Mathias. e Tânia.520. necessariamente. desde que obtenham autorização judicial. é correto afirmar que Mathias e Tânia (A) deverão. o menor poderá solicitar ao juiz o suprimento da vontade dos pais ou representantes legais. depende de autorização. devendo ser proposta ação declaratória de nulidade absoluta. a celebração do casamento pode ser feita em qualquer lugar. Após tal expedição. (B) poderão casar-se pelo regime da comunhão parcial de bens. devendo haver autorização judicial. Expedição de editais ou proclamas. desde que respeitada a autoridade competente do lugar. Se mesmo assim o casamento for celebrado. Impedimentos Os impedimentos proíbem a celebração do casamento. celebrar pacto antenupcial optando expressamente pelo regime da separação de bens. Prazo de validade: 90 dias.1 Habilitação Procedimento administrativo que tem por objetivo verificar a regularidade de um casamento pretendido. solteira e capaz.br | 11 99610348 facebook. será considerado nulo. com 65 anos de idade. Se perder o prazo. Resposta: C 167. mas a capacidade matrimonial é limitada. mas. A respeito da situação narrada. Documentos: certidão de nascimento e documentos de identificação. seja o parentesco natural ou civil. deve ser feito novo procedimento. mediante a prévia demonstração da inexistência de prejuízo para terceiros. excepcionalmente há casos em que poderá – art. improrrogáveis. Fica na porta do cartório por 15 dias e publicado em jornal. pretendem se casar. Expedição da certidão de habilitação. Em caso de divergência ou recusa injusta dos pais ou representantes legais.sites. > 18 anos: não depende de autorização. devendo celebrar pacto antenupcial somente se escolherem regime diverso da comunhão parcial de bens.

a compatibilidade sanguínea. Antônio. não suportando ter sido enganado. O CC proíbe o casamento entre tios e sobrinhos. Em dezembro de 2010.uol.200/41 que autoriza o casamento em caráter excepcional quando comprovada. http://leonardosakaki. inclusive.com. homem religioso e de família tradicional interiorana.sites. Em julho de 2010. que conheceu em janeiro de 2010. Parentesco por afinidade em linha reta Bisavós Avós Pais Eu Filhos Netos Bisnetos Parentesco consangüíneo em linha reta Parentesco consangüíneo na linha colateral / transversal Tios-avós Tios Irmãos | Sobrinhos | Sobrinho-neto Primos O casamento com os cunhados é permitido. passando a adotar o nome de Joana. pois o rompimento do vínculo matrimonial provoca a extinção do parentesco por afinidade na linha colateral. fez cirurgia para correção de anomalia genética e teve seu registro retificado para o gênero feminino. até os cunhados. ou seja. mas não revogou o Decreto-lei 3. deseja a anulação do casamento.br | leonardosakaki@uol.com/leonardosakaki | @leosak .com. por exame.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 286 Os afins em linha reta Adoção: o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem foi cônjuge do adotante.3) João foi registrado ao nascer com o gênero masculino. na noite de Natal. conforme sentença judicial.br | 11 99610348 facebook. Joana omitiu sua história registral por medo de não ser aceita e perdê-lo. a tia de Joana revela a Antônio a verdade sobre o registro de Joana/João. Relações de parentesco Bisavós Avós Pais Cunhados Cônjuge Filhos Netos Bisnetos Parentesco por afinidade na linha colateral – limite 2º grau. O adotante com o filho do adotante. por quem teve uma paixão fulminante e correspondida. apenas foi lavrado um novo termo. casou-se com Antônio. Em 2008. No registro não constou textualmente a indicação de retificação. 13 (FGV – OAB 2010. b) impedimento resultante de vínculo as pessoas casadas – proibição da bigamia. aos 18 anos. Os irmãos unilaterais ou bilaterais e os demais colaterais até o 3º grau.

não há prazo para a sua argüição. 169 Direito das sucessões O CC disciplina dois regimes sucessórios: sucessão legítima e a sucessão testamentária. Características da herança: http://leonardosakaki. (c) questões pessoais relevantes. (iii) encargos / gastos familiares. A alteração promovida pela EC66/10 retirou os prazos exigidos para o divórcio. com isso. Nunca se discute culpa no divórcio. visto que Antônio foi levado ao erro de pessoa. doutrina e jurisprudência divergem sobre a sua extinção do ordenamento jurídico.uol. Atualmente o único requisito para o divórcio é a manifestação de vontade.br | 11 99610348 facebook. pois não houve a aceitação adequada. é correto afirmar que o casamento de Antônio e Joana (A) só pode ser anulado até 90 dias da sua celebração. (regra. (b) questões profissionais. há a transferência automática da posse e da propriedade dos bens do de cujus aos herdeiros. no Brasil) (ii) Sucessão testamentária: vontade. Resposta: B 167. permitindo novo casamento. o que tornou insuportável a vida em comum do casal.1 Disposições gerais Regimes sucessórios: (i) Sucessão legítima: lei. portanto. De acordo com a capacidade de cada cônjuge. (B) poderá ser anulado pela identidade errônea de Joana/João perante Antônio e a insuportabilidade da vida em comum.com.com/leonardosakaki | @leosak . (D) é nulo. Quanto à separação.br | leonardosakaki@uol. (ii) direção da família: tem que ser compartilhada. que ocorre com a morte do indivíduo. 168 Divórcio Divórcio extingue o vínculo matrimonial.sites. Princípio de Saisine.com. (C) é inexistente. A testamentária tem como resultado o vontade.2 Efeitos do casamento (i) deveres conjugais: art. Abertura da sucessão.566 do Código Civil II – o dever de coabitação comporta exceções: (a) em cargos públicos (exemplo: militar). 1. 169. A legítima resulta da lei.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 287 Conforme a análise da hipótese formulada.

com. por meio de um alvará expedido pelo juiz – em que os valores do bem são depositados nos autos do inventário. Cessão do quinhão hereditário: a cessão do quinhão hereditário tem como objeto a quota pertencente a um herdeiro. Pode o herdeiro vender algum bem antes da partilha? Jamais.é um condomínio entre os herdeiros. É feita por instrumento público. A cessão não transfere a qualidade de herdeiro – o sujeito morre. pois não admitem termo ou condição. A doutrina classifica-os como atos puros.com/leonardosakaki | @leosak . Herdeiros (i) Legítimos: são pessoas físicas com relação de parentesco ou mantém com o de cujus uma entidade familiar. Quem pode fazer é o inventariante. . O que tem que fazer nesse caso? Uma nova partilha.é universalidade de direitos. inclusive parcelaridade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 288 . Um deles resolveu ceder. por instrumento público ou termo judicial. descobre-se que o pai tinha outro imóvel. – o cessionário não ostenta a qualidade de herdeiro.sites. que substituirá um bem do acervo por outro. tios e sobrinhos.é indivisível até a partilha.uol. O herdeiro intimado para aceitar ou não a herança. primos. ascendentes e os descendentes). Tanto a aceitação como a renúncia são atos irrevogáveis e irretratáveis.é um imóvel por equiparação. Abertura da sucessão deverá ser feita no último domicílio do de cujus. pessoas jurídicas (já constituídas ou criadas em razão do testamento) e a prole eventual (pessoas não concebidas – concepturos). (ii) Testamentários: são pessoas físicas. (b) facultativos (colaterais até o 4 grau – irmãos. Esta quota representa uma fração do todo não atingindo um bem específico. .br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki. Outro adquiriu a parte dele. a sobrepartilha. Tanto a renúncia como a aceitação são atos irrevogáveis após a sua realização. Art. trânsito em julgado da partilha. pois precisava de dinheiro na hora. Podem ser: (a) necessários (cônjuges. (ii) tácita. Após inventário. terá a mesma aceita se permanecer inerte. pois esta condição é personalíssima e intransmissível. por escrito – por instrumento público ou particular.com. . tio-avô e sobrinhoneto). se dá mediante silêncio do herdeiro. Renúncia só pode ser feita de forma expressa. Aceitação e renúncia da herança. Porém podem ser objeto de invalidação (nulidade ou anulabilidade). Aceitação pode ser feita de forma: (i) expressa. que é um comportamento positivo – observação: a simples guarda provisória de bens ou atos relacionados ao funeral do de cujus não caracterizam a aceitação tácita. 80. Direito de preferência/preempção: tem que dar preferência para os demais herdeiros.br | 11 99610348 facebook. CC. (iii) presumida. tem 3 filhos e tem 2 casas.

uol. Numa união estável há: Bens particulares. IV . nas condições seguintes: I . inclusive os bens particulares.00.00 cada uma. Os filhos de Mauro receberiam R$ 50. as filhas de Moacir receberiam R$ 75.000 de herança.000 I – Eles têm um filho.00.00.00. faleceu logo em seguida.000. por fim.00. deixando um patrimônio de R$ 900.00.000. casados pelo regime da comunhão universal de bens. R$ 100. R$ 100.000. Bruno e Brian receberiam. em razão de uma interpretação sistemática do art.br | 11 99610348 facebook.000 (bens particulares) + 12. tiveram três filhos: Mário. Paulo e Pedro receberiam cada um R$ 150. 1. II – Ele tem dois filhos. Em um acidente automobilístico.000. Nesse caso hipotético. em que há a meação.com. (C) Paulo e Pedro receberiam cada um R$ 150. Bens comuns (aquestos). Breno. 1.000 da meação e 15.se concorrer com descendentes só do autor da herança. Exemplo: Bens particulares: 10.000.000.00.000.se concorrer com filhos comuns.00.000 + 10. cada um.com. A companheira receberá metade do que cada um dos filhos receber.sites. Moacir teve duas filhas: Isolda e Isabel. 11 (FGV – OAB 2010. muito triste com a perda dos filhos. por fim.000 Aquestos: 60. como ficaria a divisão do monte? (A) Josefina receberia R$ 450. Mauro teve três filhos: Breno.000 (aquesto) de herança Observação: na hipótese de ocorrência do inciso I com o II.3) Josefina e José.000. III .com/leonardosakaki | @leosak .00 cada um.000 (aquesto) de herança Filho 2 recebe 10. terá direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída ao filho. Moacir receberia R$ 300. ela recebe tudo. E. Será ⅓. http://leonardosakaki.790. Bruno e Brian.000 de herança. Mário teve dois filhos: Paulo e Pedro. (B) A herança seria dividida em três partes de R$ 300.000. quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável.00. Sucessão do companheiro – art. A companheira recebe 45.790. CC. cada um. Filho recebe 35.00. E. II .000 (bens particulares) + 12. tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um daqueles.000. III – companheira + outros parentes sucessíveis. Os filhos de Mário receberiam cada um R$ 75. 1. Bruno e Brian receberiam.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 289 Observação: parte da doutrina entende que o companheiro(a) também ostenta a condição de herdeiro necessário.000.790.000 de herança Filho 1 recebe 10.não havendo parentes sucessíveis. CC Art. A companheira recebe 30. a doutrina entende que é aplicável a solução do inciso I. terá direito a um terço da herança. Breno. E.000 de meação e 6.000.000.br | leonardosakaki@uol. morreram Mário e Mauro. Isabel e Isolda receberiam cada uma a importância de R$ 150. Mauro e Moacir. A companheira ou o companheiro participará da sucessão do outro. sendo 30. terá direito à totalidade da herança. José. Observação: é importante observar que a existência de herdeiros legítimos limita a capacidade de dispor para preservar os interesses previstos em norma de ordem pública – reserva legítima.se concorrer com outros parentes sucessíveis. por fim. IV – não havendo parentes.

000. .Direitos reais: tomar cuidado com 2 questões: aquisição de propriedade e os direitos reais de garantia (penhor12.br | leonardosakaki@uol. (B) Catarina. Rubens. extinção dos contratos15. Ordinários Público – 2 testemunhas Cerrado – 2 testemunhas Particular – 3 testemunhas ou nenhuma (em caso de morte) 171 Principais dicas .00. mas também para preservar a condição social de quem os pleiteia. Resposta: D 24 (FGV – OAB 2010.com. Joaquim revogou o testamento de 2004. (A) Rubens. Moacir receberia R$ 150. Em 2008. Resposta: A 170 Testamento Especiais – valem por 90 dias.br | 11 99610348 facebook. A garantia de evicção pode ser afastada por cláusula contratual expressa).Responsabilidade civil. que não tinha herdeiros necessários.sites. O único parente vivo de Joaquim era seu irmão.uol.00. Direito real que cai sobre frutos e rendimentos de um imóvel. (ii) resolução. nomeando como seu herdeiro universal Sérgio. 13 12 http://leonardosakaki.com. No mês de julho de 2010. assinale a alternativa correta. Bruno e Brian receberiam cada um R$ 50. Paulo e Pedro receberiam cada um R$ 75.000. Recai sobre bens móveis. Em 2006.3) Em relação aos alimentos. e (iii) resilição.com/leonardosakaki | @leosak .Pignoratícia = penhor 172 Outros assuntos 16 (FGV – OAB 2010. Breno. . (D) A herança será vacante.000. arrependido. (C) Ana.00. lavrou um testamento contemplando como sua herdeira universal Ana.2) Em 2004. Marítimo – 2 testemunhas Militar – 2 testemunhas Aeronáutico – 2 testemunhas. 14 Vícios redibitórios (=vícios ou defeitos ocultos na coisa que a tornam imprópria para os fins a que se destina ou que diminuem o seu valor) e evicção (=perda da coisa por sentença judicial. é por culpa. é falta de interesse. (A) Eles não servem apenas para garantir as necessidades básicas do alimentando. deixando uma filha Catarina.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 290 (D) Josefina receberia R$ 450. é por fato externo.Anticrese: os frutos dos imóveis são dados em garantia .Contratos: na teoria geral – efeitos contratuais14. Assinale a alternativa que indique a quem caberá a herança de Joaquim.000. Joaquim. Irregular: (i) rescisão. 15 Regular – com o cumprimento da obrigação. faleceu Joaquim. hipoteca e anticrese13).00. Sérgio faleceu. .

Resposta: A http://leonardosakaki.uol. o cônjuge eventualmente declarado culpado pela separação não sofre qualquer restrição em seu direito de pedir alimentos ao outro cônjuge.com.br | leonardosakaki@uol. (C) A obrigação alimentar possui como característica básica ser irrenunciável.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 291 (B) No atual Código Civil. (D) A possibilidade de os filhos maiores pedirem alimentos aos pais continua a existir após se atingir a maioridade.sites.com/leonardosakaki | @leosak . em razão da continuação do poder familiar que esses exercem sobre os filhos necessitados. não poder ser restituída ou compensável e ser intransmissível.br | 11 99610348 facebook.com.

com/leonardosakaki | @leosak . deve o juiz aplicar-lhe multa por litigância de má-fé. deve o juiz proferir o julgamento antecipado da lide.br | 11 99610348 facebook.uol. deverá suspender o processo e marcar prazo razoável para que o defeito seja sanado. (C) Se o vício se referir ao réu. deve o juiz julgar a causa em seu desfavor. http://leonardosakaki. Juiz.com. Atividade jurisdicional: solução de conflitos e administração de interesses.2) A capacidade é um dos pressupostos processuais. Direito autônomo e abstrato Independe do direito material. 175 Jurisdição Conceito: dizer o direito. por meio de uma portaria abre o inventário.com. deve o juiz reputá-lo revel. Assinale a alternativa que indique a providência correta a ser tomada pelo magistrado. Princípios: (i) Princípio do acesso à justiça: qualquer pessoa tem o direito de procurar o Estado para que este desenvolva sua atividade jurisdicional.br | leonardosakaki@uol. O único caso em que o juiz age de ofício é no inventário. Caso o juiz verifique que uma das partes é incapaz ou há irregularidade em sua representação. 174. (A) Se o vício se referir ao autor. (D) Se o vício se referir ao réu. Direito subjetivo Depende da vontade do sujeito.sites. Resposta: C 174 Introdução Lide – ação – jurisdição – processo – provimento judiciário (sentença) O juiz é inerte.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 292 DIREITO PROCESSUAL CIVIL 173 Pressupostos processuais 31 (FGV – OAB 2010. (B) Se o vício se referir ao autor. Ação é o direito de provocar o judiciário para obtenção de uma tutela jurisdicional.1 Características do direito de ação Direito fundamental previsto na CF A tutela deverá ser eficiente para tutelas reparatórias ou tutelas preventivas. na hipótese de persistência do vício.

CF. A sentença arbitral não depende de homologação judicial: é irrecorrível. Competência absoluta Interesse público. 176 Competência Competência relativa é aquela fixada em razão do território ou do valor da causa.sites. Estado atua na administração do interesse das partes. Requisitos: (a) só pode envolver capazes. (iii) art. 94. (b) deve versar sobre direitos disponíveis. CPC: regra geral – domicílio do réu. situações de doping e regulamentos. Classificação: (i) Contenciosa: quando existe lide. Poderá ser suscitado pelo réu. (ii) Voluntária: não existe lide. faz coisa julgada e constitui título executivo. (ii) art. 98. Competência relativa Interesse das partes.br | 11 99610348 facebook. Atos decisórios serão válidos. A justiça desportiva é competente para solucionar conflitos que envolvem o desporto. Poderá ser declinado de ofício. Lei 9. http://leonardosakaki.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 293 (ii) Princípio da inércia: o Estado só exercerá a atividade jurisdicional se for devidamente provocado (art. Admite-se ação rescisória. CPC). que é feito por um tabelião de notas. Por meio de exceção de incompetência. (ii) Mecanismo extrajudicial para inventário e divórcio. Atos decisórios serão nulos. Exemplo: divórcio consensual. Outros meios: (i) Justiça desportiva: art.br | leonardosakaki@uol.com. Regras de competência territorial: (i) art. sendo feito uma escritura pública. Não se admite a ação rescisória.307/96. Trata-se de uma justiça privada.com/leonardosakaki | @leosak .com. 2. (iii) Arbitragem: solução privada de um conflito. Não poderá declinar de ofício. O árbitro profere uma sentença. por exemplo. CPC: direito reais sobre imóveis deverão ser promovidas no local do imóvel – exemplo: ações possessórias. Poderá ser suscitado a qualquer momento. Estado atua na solução do conflito. Poderá ser suscitado no prazo da contestação. como. Competência absoluta é todas as outras hipóteses.uol. Por meio de petição simples. Não há juiz. CPC: ação em que o réu for incapaz deverá ser promovida no domicílio do seu representante. 95. 217. Requisitos: (a) só pode envolver capazes. há árbitro. Poderá ser suscitado pelas partes. (b) não pode existir conflito.

mas vai substituir o titular. condomínio. Próxima: fundamentos jurídicos. Toda matéria que é de interesse público.uol.sites. As partes poderão suscitá-la a qualquer momento. Nesse caso haverá a extinção do feito sem a resolução do mérito.1 Condições da ação Condições da ação envolvem matéria de interesse público. 5. Existem situações em que a lei autoriza que aquele que busca o judiciário não tenha participado do direito material. 267. (ii) extraordinária: não é titular do direito. O juiz. Remota: fatos. Vínculo que reúne o autor e réu. Direito: Art. VI. a parte atua em nome próprio para defender um direito alheio. Pedido: é aquilo que levou a pessoa ao judiciário.1 Carência da ação Ausência de uma das condições da ação. são os casos de legitimação extraordinária.1. Ação pode ser direito ou procedimento.br | 11 99610348 facebook. inclusive ao próprio Estado. sindicato.com. Na legitimidade ordinária. a parte atua em nome próprio para defender um direito próprio. CF – princípio da inafastabilidade.1. Na legitimidade extraordinária.2 Condições da ação Legitimidade É a coincidência das pessoas que figuraram no direito material com aquelas que estão no processo. poderá de ofício decretar. pertence a todos. decadência e competência absoluta são também matérias de interesse público. http://leonardosakaki. 177. Procedimento: elementos: Partes: autor e réu. Ministério Público.com. XXXV .com/leonardosakaki | @leosak . 177. 177. Causa de pedir: motivo que levou a pessoa ao judiciário. então pode ser decretado de ofício. de qualquer instância. Prescrição. Mediato: bem da vida. XXXV. É matéria de ordem pública.br | leonardosakaki@uol. condene ou constitua sobre o pedido mediato.a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. (i) ordinária: quando a parte é titular do direito. Imediato: sentença que declare. CPC.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 294 177 Ação Ação é o direito subjetivo público de se deduzir uma pretensão em juízo. Art. O juiz poderá reconhecer de ofício.

uol. 2 ou mais ações serão consideradas idênticas quando coincidirem os 3 elementos da ação (teoria da tríplice identidade).2 Elementos da ação Partes Causa de pedir Remota: é o fato.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 295 Interesse Necessidade e adequação. 46. 46. Ulterior: formado no curso do processo.3. Próxima: é a consequência jurídica do fato. casamento de pessoas do mesmo sexo e herança de pessoa viva. http://leonardosakaki. Pedido Imediato: tutela. usucapião de bem público. 177. Mediato: efeitos práticos da tutela. Misto: vários autores e réus. CPC Poderá o juiz limitar o litisconsórcio facultativo quando pelo número excessivo de litigantes puder ocasionar prejuízo para a defesa ou para a rápida solução do litígio. Quanto ao momento de formação: Inicial: formado no início do processo. 177.br | 11 99610348 facebook. Passivo: vários réus. 177.sites.3 Litisconsórcio – art.1 Classificação Quanto à posição do litisconsórcio: Ativo: vários autores. Harmonia dos julgados. Exemplos de pedidos impossíveis: cobrança de dívida de jogo.com. Possibilidade jurídica do pedido O pedido será juridicamente possível quando aquilo que se busca no judiciário esteja previsto em lei ou não seja vedada por ela. Economia processual. CPC É a pluralidade de partes dentro do processo.Litisconsórcio multitudinário – art. Conexão ocorre quando entre 2 ou mais ações coincidir causa de pedir ou o pedido (objeto). . Exemplo: litisconsórcio necessário e intervenção de terceiros.com/leonardosakaki | @leosak . parágrafo único.com.

art.3) O Código de Processo Civil regulamenta como se dará a atuação das partes e dos procuradores em juízo.br | 11 99610348 facebook. poderá fazê-lo até a fase de saneamento. assistir o mandante nos dez dias subsequentes a fim de lhe evitar prejuízo. os atos positivos (contestar/recorrer) aproveitam aos demais. CPC: a defesa de um aproveita ao outro. Todas as pessoas que forem atingidas pela sentença diretamente. salvo atos urgentes a fim de evitar dano irreparável. art. caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo. Parágrafo único. o juiz tiver de decidir a lide de modo uniforme para todas as partes. Exceção: art. dentro do prazo que assinar. Facultativo: o juiz poderá limitar o número de litigantes para tornar viável a ação.com/leonardosakaki | @leosak . os prazos serão contados em dobro. Art. para tanto. CPC: se o litisconsórcio for unitário. CPC). ou seja. 47. A respeito dessa temática. 350. suspendendo-se o processo e sendo defesa a prática de atos processuais. o recurso aproveita aos demais. entretanto. 509. devendo. devem estar no processo. Há litisconsórcio necessário. por disposição de lei ou pela natureza da relação jurídica. assinale a alternativa correta. salvo se a defesa for comum. mas as intimações somente informarão o nome do advogado quando tal dado estiver regularizado. mas os atos negativos são ineficazes (confissão). sob pena de declarar extinto o processo. Posição dos litisconsortes: são litigantes unitários. Se o litisconsórcio for unitário. Resposta: B 179 Intervenção de terceiros http://leonardosakaki. 320. quando. 48. (D) Caso o advogado deixe de declarar na petição inicial o endereço em que receberá intimação. art.uol.br | leonardosakaki@uol. Além de dispor sobre a capacidade processual e dos deveres de cada um. (C) O advogado poderá a qualquer tempo renunciar ao mandato. Quanto à obrigatoriedade Necessário: pela lei ou pela natureza da lide.com. salvo na hipótese de ter comprovado que cientificou o mandante para que nomeasse substituto. deverá prestar caução e exibir o instrumento de mandato no prazo improrrogável de quinze dias.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 296 Quanto à uniformidade da decisão: Unitário: quando o juiz tiver o dever de julgar igual a todos. 178 Representação e partes 23 (FGV – OAB 2010. Simples.com. O juiz ordenará ao autor que promova a citação de todos os litisconsortes necessários. a confissão de um afetará o outro. os atos e omissões praticados por um não atingem aos demais. (A) Ao advogado é admitido procurar em juízo sem instrumento de mandato a fim de praticar atos reputados urgentes. só se a defesa for comum. CPC. disciplina sobre a constituição de representante processual e substituição das partes e dos procuradores. (B) O instituto da sucessão processual ocorrerá quando houver a morte de qualquer das partes. 191. que será substituída pelo espólio ou por seus sucessores. I. CPC: se os litisconsortes tiverem procuradores diferentes. Mas. o que um faz não ajuda nem prejudica o outro (art. É um pressuposto processual de formação.sites. Se o litisconsórcio for simples.

a) nomeação à autoria. 191. Dizer quem praticou o ato ilícito. e b) assistência Definição Interesse jurídico na vitória de uma das partes. Nomeação à autoria No prazo defesa.br | leonardosakaki@uol. 20 Evicção é a perda da coisa por decisão judicial. Por meio uma ação. Instrumento Ingresso mo. será na defesa. Há uma pretensão sobre o objeto da causa.br | 11 99610348 facebook. Detentor 18 e cumpridor de ordens19. Simples: terceiro tem relação com uma parte. a) oposição. Nomeio a autoria o meu chefe. Litisconsorcial: terceiro tem relação com as duas partes. Correção do pólo passivo. Trazer terceiro garantidor do direito da parte. mas um só foi chamado.1 Classificação (i) Provocadas: é aquela que é exercida pela parte. de Por meio de Obrigatório. de evicção. http://leonardosakaki. contestação. (ii) Espontâneas: é aquela que é exercida pelo terceiro. com sua conseqüente exclusão da lide.Por meio de Facultativo. Se for o réu. uma petição Evicção 20 e seguradora. e c) denunciação à lide. Modalidade Simples ou litisconsorcial16. Por meio de Facultativo. b) chamamento ao processo.com/leonardosakaki | @leosak . de Facultativo.No prazo da mento ao gados ao processo. quando o desfecho da demanda puder atingir interesse que lhe pertence. Não se aplica o art. ChamaTrazer os demais coobri. 179.uol. petição simples. O assistente ingressa na ação para auxiliar uma das partes quando possuir interesse jurídico.sites. Os opostos serão citados para se defender no prazo comum de 15 dias. Coobrigado 21 e fiador22.com. Assistência Oposição Até a sentença. Se for o autor que denunciar à lide será na petição inicial. 18 Exemplo: caseiro. O réu nomeia um terceiro para que figure no pólo passivo. Denunciação da lide 16 17 Por meio de Obrigatório uma petição na hipótese simples. Facultativo nas demais hipóteses. Tempo Qualquer mento. ou seja. CPC17. uma petição simples. 19 Exemplo: meu chefe fala para jogar entulho no vizinho e este me vê jogando o entulho.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 297 Manifestação de terceiro que possui relação jurídica com as partes. 21 Exemplo: várias pessoas contraíram uma dívida.com.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 298 processo simples. Conceito Fiador pode fazer parte do pólo passivo. quando o desfecho da demanda puder atingir interesse que lhe pertence. Processamento O terceiro que desejar ingressar como assistente deverá requerê-lo através de petição dirigida ao juiz da causa. ou seja. de forma que possui vínculo com o assistido e com a outra parte. se as partes recusarem. visto que. suspenderá o feito e determinará que o autor se manifeste. ocorre o simples ingresso. Entretanto.com. O devedor não pode chamar o fiador ao processo.com. uma vez que. Eu demando contra o devedor e não contra o fiador. Assistência litisconsorcial ou qualificada: ocorre quando o assistente também é titular da relação jurídica com o adversário do assistido. 179. Processamento A nomeação deverá ser requerida pelo réu no prazo da contestação. tendo interesse jurídico na decisão da causa. será deferida a intervenção do assistente. ingressa no processo como mero colaborador da parte. se algum das partes alegar a ausência de interesse jurídico para intervir. O réu aponta um terceiro para que figure no pólo passivo da demanda. sendo desnecessária sua apresentação. se o juiz deferir o pedido. quem decidirá é o juiz.br | leonardosakaki@uol. nesse caso. para o fim de auxiliá-la.com/leonardosakaki | @leosak . desde que verificado o interesse jurídico. recebendo a petição. É forma de intervenção de terceiro voluntária. com sua conseqüente exclusão da lide. 22 http://leonardosakaki. 179. Se as partes não impugnarem o pedido de ingresso do terceiro. os atos podem ser desfeitos se forem contrários ao assistido. ou seja. Assistência simples ou adesiva: ocorre quando o assistente.uol. se as partes concordarem.3 Nomeação à autoria Trata-se de modalidade de intervenção de terceiros. em que o assistente ingressa na ação para auxiliar uma das partes quando possuir interesse jurídico. Nada impede que eu entre com ação diretamente contra o fiador e este pode chamar o devedor ao processo. será dada vista às partes para se manifestarem no prazo de 5 dias.br | 11 99610348 facebook. cujo objetivo é a correção do pólo passivo.2 Assistência Conceito Ocorre a assistência quando o terceiro tem interesse jurídico em que uma das partes vença a demanda. e seus atos são válidos independentemente de ratificação.sites. o juiz determinará o desentranhamento da petição e da impugnação para processamento em apartado.

caput. o denunciado citado apresentará contestação. Exemplo http://leonardosakaki. posição não adotada pelo legislador em 1973. No entanto.sites. 70.br | leonardosakaki@uol. prevê a obrigatoriedade da denunciação da lide.4 Denunciação da lide Conceito É intervenção de garantia. as partes. devidamente citado. verificandose. CC). Evicção é a perda da coisa por decisão judicial. Exemplo 179. Ainda cumpre salientar que responde por perdas e danos aquele que não apresentou a nomeação quando lhe competia. se manifestam no sentido de que não existe obrigatoriedade. se pelo réu será pelo prazo de defesa. o fenômeno da extromissão. Pode ser apresentada tanto pelo autor quanto pelo réu. nesta oportunidade. Se apresentada pelo réu. facultativo e ulterior. suspendendo-se o processo. bem como a doutrina. Mero detentor: exemplo do caseiro – uma pessoa invade um terreno e neste coloca um caseiro para tomar conta. Cumpre ressaltar que o art. A nomeação à autoria é obrigatória (art.com. denunciando o terceiro para que este componha a lide. quando do advento do CPC. então. 69. o réu apresentará sua contestação. ou.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 299 Sendo a nomeação recusada pelo autor. Se o terceiro reconhecer a qualidade que lhe é atribuída. tendo novo prazo para tanto. evitam. Sendo apresentada pelo autor. qual seja a correção do pólo passivo. cumprindo o objetivo da nomeação. Consiste numa modalidade de intervenção de terceiros considerada como uma lide secundária dentro da demanda originária. Atenção: Dupla concordância: para que haja nomeação é necessária a concordância do autor e do terceiro. isso por que. o denunciado. Evicção do alienante na ação que terceiro reivindicar. Processamento A denunciação à lide é obrigatória e se formalizada pelo autor será com petição inicial. assim uma ação de regresso. Permite que a parte traga ao processo garantidor do seu direito para que possa responder regressivamente. assume a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial.com/leonardosakaki | @leosak . desde há muito a jurisprudência.uol. visto que a parte que deixar de denunciar a lide continua com o direito regressivo em face de terceiro. em atendimento ao princípio da economia processual. Nos casos em que haja divisão da posse em direta e indireta. O caseiro tem a posse e a pessoa que invadiu tem a detenção. se o réu nomear pessoa diversa daquela que deveria nomear.br | 11 99610348 facebook. CPC. formando-se litisconsórcio passivo. estando presente na demanda um terceiro que pleiteia a mesma posse. Mero cumpridor: exemplo: uma pessoa pede para o seu empregado jogar lixo no terreno vizinho. ingressará na lide.com.

tendo em vista que a provocação foi praticada pelo réu e.br | 11 99610348 facebook. apenas o autor pode modificar tal relação por ser dele a iniciativa do processo. caso contrário. ou seja. A oposição poderá ser apresentada até a audiência de instrução e julgamento. Permite que o réu traga ao processo os demais coobrigados que contraíram a obrigação. Processamento Trata-se de ação autônoma proposta perante o juízo da ação em trâmite. Conceito Na oposição é formado litisconsórcio passivo e obrigatório. É intervenção de solidariedade. devendo se submeter ao mesmo procedimento da ação ordinária. CPC. quanto à contagem dos prazos. 191. 179. um título executivo. os prazos serão contados em dobro. Saliente-se que é de iniciativa do terceiro.br | leonardosakaki@uol. ficando apensada aos autos principais. sendo possível sua propositura até a sentença.uol. condenando os réus ao cumprimento da obrigação. o que poderá ocorrer num prazo máximo de 90 dias. ou seja. visto que deverá ser julgada simultaneamente com a ação. Processamento Formulado pelo réu. em regra.5 Chamamento ao processo Conceito É praticado exclusivamente pelo réu. mas não foram demandados.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 300 Ação de reparação de danos causados por veículos terrestres. O chamamento ao processo é facultativo.com. Fiador – devedor Fiador – fiadores Devedor – devedores Exemplo 179. facultativo e ulterior. se for apresentada após a audiência. salvo se o juiz suspender o andamento da ação original. http://leonardosakaki. pois as partes da ação originária figurarão no polo passivo (da oposição). objeto da demanda. suspendendo o processo e aplicando o disposto no art.6 Oposição Ocorre quando o terceiro ingressa no processo opondo-se à pretensão das partes no todo ou em parte.com/leonardosakaki | @leosak . no prazo da contestação. em que o réu poderá denunciar a seguradora a fim de que ela integre o pólo passivo da demanda. o juiz determinará a citação do terceiro. No que tange à sentença. ampliando-se a relação processual de forma excepcional.sites. formando-se.com. cujo objetivo é a formação de um litisconsórcio passivo. esta será proferida no caso de procedência. apenas. diferentemente das modalidades anteriores. havendo procuradores diferentes para os litisconsortes. não será julgada simultaneamente.

com as suas especificações. Instrutória. Exemplo: companhia de seguro. profissão. os opostos serão citados na pessoa de seus advogados para se defender no prazo comum de 15 dias. domicílio e residência do autor e do réu. estado civil. CPC. Envolve responsabilidade solidária. http://leonardosakaki. IV . 282. V . 70.com/leonardosakaki | @leosak .com.o pedido. Decisória. de acordo com reformas no CPC. Não pode ser exercida pelo autor.os nomes.sites. VI .o fato e os fundamentos jurídicos do pedido. II . Envolve responsabilidade subsidiária. + Cumprimento de sentença. Pode ser exercida pelo autor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 301 Com o ingresso da oposição. prenomes. Pode ser exercia pelo réu no prazo da contestação. Julgamento conforme o estado do processo. devendo ser apresentada na petição inicial. 179.br | leonardosakaki@uol.as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados. a que é dirigida.o valor da causa.br | 11 99610348 facebook. III . Pode ser exercia pelo réu no prazo da contestação. A petição inicial indicará: I .uol.o juiz ou tribunal. que consiste na petição inicial e resposta do réu. Exemplo: fiador que chama o locatário. Chamamento ao processo Art.1.7 Denunciação da lide e chamamento ao processo Denunciação à lide Art. 180. Litisconsórcio.1 Requisitos Art.1 Petição inicial Petição Inicial Citação do réu Contestação Saneamento do processo Provas Cumprimento 180. CPC. Litisconsórcio. 180 Procedimento ordinário O procedimento ordinário desenvolve-se em 4 fases: Postulatória.com. 77.

Exemplo: dano moral. 288. uma vez que é ele que estabelece os limites da demanda. na medida em que o magistrado deverá decidir de acordo com este pedido. CPC: pedido deve ser certo (expresso) e determinado (gênero e quantidade). mas também a terceiros. http://leonardosakaki. 286.Quando depender de um ato a ser praticado pelo réu: nas ações de prestações de contas o valor devido dependerá daquilo que o réu apresentar no judiciário. visto que. II. . sendo o pedido um elemento da ação. 286. deve estar seguro do objeto da demanda.br | 11 99610348 facebook. compete ao juiz atribuir valor ao dano moral. CPC.sites. ao julgar a causa. poderá decidir a lide de tal forma que não somente prejudique as partes.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 302 VII .com. Endereçamento É dirigida ao juiz ou ao tribunal. atualização monetária Atenção: há o pedido determinável – pedido genérico: . Nos termos do art.com. Exceção: pedido implícito – é aquele que não precisa ser pedido para que seja analisado.com/leonardosakaki | @leosak . Qualificação das partes Qualificação tem como objetivo verificar a capacidade processual das mesmas. Relacionado com as regras de competência. CPC): ocorre pedido alternativo quando o réu tem à sua disposição 2 ou mais maneiras de cumprir a obrigação. Art. refletindo ocorrência da litispendência. Causa de pedir É a somatória da exposição dos fatos e os fundamentos jurídicos do pedido. Mesma hierarquia e é escolhido pelo réu. pois. . possui a finalidade de identificá-la. O juiz. da perempção e da coisa julgada.uol. seja a capacidade de estar em juízo. caso contrário.Hipótese de reparação de danos: quando não for possível determinar de modo definitivo as consequências do ato ou fato ilícito.br | leonardosakaki@uol. Exemplo: petição de herança.o requerimento para a citação do réu. Pedido Manifestação do autor ao juiz da solução que pretende para o caso concreto. seja a capacidade de ser parte.Ações universais: se não puder o autor individuar na petição os bens demandados. Exemplos: honorários advocatícios. Modalidade de pedido Alternativo (art.

g) na ação de divisão. Exemplo: alimentos. nas ações com base na lei de locação. Constitui modalidade de pedido implícito. CPC. por exemplo. mas se A não for possível. . Exemplo: investigação de paternidade para requerer alimentos. ou seja. f) na ação de alimentos. há uma escala de interesses. http://leonardosakaki. 290. o valor do pedido inicial.br | 11 99610348 facebook. Assim. Se o autor tivesse entrado com uma ação pedindo só A.uol. Se o autor tivesse pedindo só B e ganhasse.Cumulação sucessiva: autor quer A. como. . §2. mesmo que entre eles não haja conexão. a estimativa oficial para lançamento do imposto. No pedido subsidiário. Prestações periódicas (art. Importante: na cumulação subsidiária. 292. da pena e dos juros vencidos até a propositura da ação. Valor da causa – arts. antes precisa de B. a soma de 12 prestações mensais pedidas pelo autor. . cujo valor do aluguel corresponderá a uma anuidade. o valor do contrato. 292. A forma de cumprimento da obrigação vai depender da vontade do réu. quem paga a sucumbência é o réu. mas acolher o segundo. quem paga a sucumbência é o autor. a sucumbência será recíproca. b) havendo cumulação de pedidos. de demarcação e de reivindicação. CPC Deverá corresponder ao proveito econômico da demanda. .com/leonardosakaki | @leosak . a soma do principal. CPC): nas relações de trato sucessivo o autor formulando a primeira parcela. 258 e 259. d) se houver também pedido subsidiário. somente será analisado o pedido subsidiário se negado o principal.Cumulação alternativa: quero A ou B. 289. c) sendo alternativos os pedidos. Para haver cumulação. se o juiz rejeitar o primeiro pedido. o mesmo juízo deve ser competente e o mesmo procedimento. Cumulados (art. a) nas ações de cobrança de dívida. CPC): é a possibilidade de cumulação dentro do mesmo processo de 2 ou mais pedidos para que o magistrado analise a todos. quando rejeita A e acolhe B. o de maior valor.sites.decorrer do mesmo fato. modificação ou rescisão de negócio jurídico. salvo nas hipóteses que não tenham conteúdo econômico ou nas ações que tenham previsão legal específica.com. cada parte arcará com as suas custas e honorários advocatícios. todas as demais serão devidas de pleno direito. Os pedidos devem ser compatíveis . validade.Cumulação simples: quero A+B. CPC): nessa modalidade. só que para alcançar A.Cumulação subsidiária: eu quero A. cumprimento.br | leonardosakaki@uol. e) quando o litígio tiver por objeto a existência. fico satisfeito com B. Atenção ao art. a sucumbência é recíproca. juiz diz que é improcedente. a quantia correspondente à soma dos valores de todos eles.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 303 Sucessivo (art.

se recebida. será nomeado um curador especial Citação pelo correio é a regra. 222. CPC: ocorre quando o oficial de justiça comparece por 3 vezes na casa do réu.uol. será autuada em apenso. Por meios eletrônicos: art. Exemplo: quando for réu o incapaz ou menor. na petição inicial. visto que a ele pertence o ônus da prova. salvo as provas documentais que deverão ser juntadas na própria inicial e nos casos em que a lei dispuser de outra forma – como no rito sumário – no qual o autor deverá apresentar o rol de testemunhas. devendo o autor manifestar-se no prazo de 5 dias.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 304 Impugnação ao valor da ação deve ser apresentada em peça separada. CPC). CPC: quando o réu não tiver domicílio certo.br | leonardosakaki@uol.sites.com. quando for ré pessoa de direito público.com/leonardosakaki | @leosak . indicar as provas que pretende produzir. quando houver requerimento expresso na petição inicial ou nos demais casos previstos em lei. Provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados O autor deverá. 227. CPC. quando o réu for desconhecido.3. A citação será feita pelo correio para qualquer comarca do país.1 Contestação É uma defesa: http://leonardosakaki. parágrafo único. nos casos previstos em lei (exemplo: ação de usucapião – art.br | 11 99610348 facebook. CPC. Será por oficial de justiça quando frustrada a citação pelo correio. 154. art. que tem domicílio certo e presume a ocultação da citação. bem como nomear assistentes e formular quesitos na própria inicial.3 Resposta do réu 180. 231. a qual. Por edital: art.2 Citação Real Citação Ficta Edital Hora certa Correio Oficial Citação ficta: ao réu citado de forma ficta. 942.com. Requerimento para citação do réu 180. 180. Por hora certa: art.

A respeito dessas modalidades de incompetência. o juiz remetera os autos ao juiz competente. então. parágrafo único. por inércia do autor. Princípio da concentração – este princípio estabelece que a defesa preliminar e a defesa de mérito deverão ser apresentadas conjuntamente no mesmo instrumento processual. assinale a afirmativa correta. 10 envolvem matéria de interesse público e uma (convenção de arbitragem) é de interesse das partes. 301. pode assumir duas feições. motivo pelo qual prescrição e decadência são matérias alegadas na defesa de mérito. O Código trata. interesse de agir e possibilidade jurídica do pedido.com. (D) A incompetência absoluta é alegada como preliminar da contestação ou por petição nos autos. Perempção: art. 268. 295. da incompetência absoluta e da relativa. de acordo com a natureza do vício e ainda com as consequências advindas de tal reconhecimento. 301. Ônus da impugnação específica. b) defesa de mérito. CPC. Ocorre quando o autor promove pela 4ª vez a mesma ação sendo que nas 3 vezes anteriores o processo foi extinto por falta de andamento processual. A matéria de interesse público pode ser declinada de ofício pelo juiz ou alegada pelas partes a qualquer momento. CPC.com/leonardosakaki | @leosak .com. não há preclusão. Inépcia da petição inicial: entre outras hipóteses previstas no art. CPC – preliminares: envolvem questões processuais. isto é. (C) A incompetência absoluta gera a nulidade de todos os atos praticados no processo até seu reconhecimento. Extinção sem resolução do mérito. portanto se o réu não argüir na preliminar.sites.2) A incompetência do juízo. (A) A incompetência relativa pode ser alegada a qualquer tempo. Carência da ação: quando ausente uma das condições da ação – legitimidade. Incumbe ao réu contestar.br | leonardosakaki@uol. CPC) – a extinção do feito pelo acolhimento de uma preliminar será sempre sem a resolução do mérito. tal como prevista no CPC. 301. ele poderá suscitá-la em outro momento. A matéria de interesse das partes não pode ser declinada de ofício pelo juiz e. Incompetência absoluta: acolhida esta preliminar. (B) A incompetência relativa sempre pode ser conhecida de ofício pelo juiz.br | 11 99610348 facebook. http://leonardosakaki. ocorrerá a preclusão. Extinção sem resolução do mérito. CPC. considera-se inepta a petição quando da narração dos fatos não decorrer logicamente o pedido. Art. Resposta: D Convenção de arbitragem: das 11 preliminares previstas no art. parágrafo único. se o réu não arguí-la na preliminar.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 305 a) defesas preliminares (art. 32 (FGV – OAB 2010.uol. ou seja.

Não cabe reconvenção no Juizado Especial Cível e no rito sumário. (B) ainda que o litígio verse sobre direitos indisponíveis. A extinção da ação não acarretará a extinção da reconvenção. Art.br | 11 99610348 facebook.3.sites. Catarina informa a existência de causa que poderá produzir a extinção do processo sem resolução do mérito. CPC. CPC.2) Acerca da revelia. Não é requisito da reconvenção contestação. Resposta: D O prazo comum para a contestação é de 15 dias.br | leonardosakaki@uol. (D) o revel pode intervir no processo em qualquer fase. O prazo para contestar no rito sumário é na audiência. 22 (FGV – OAB 2010. é correto afirmar que: (A) a revelia se dá com a não apresentação de exceção ou de reconvenção no prazo da resposta. Contestação no rito sumário deve ser apresentada na audiência. Se o juiz julgar ao mesmo tempo a ação e a reconvenção. correrão os prazos independentemente de intimação. o prazo será em quádruplo. o revel apenas será intimado dos atos processuais se possuir advogado nos autos. 191.com/leonardosakaki | @leosak . Efeitos: presunção da veracidade dos fatos alegados pelo autor. a revelia produz seus efeitos normalmente.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 306 Princípio da eventualidade – este princípio estabelece que a defesa de mérito só será analisada pelo juiz se eventualmente a defesa preliminar for rejeitada.uol. É autuada nos mesmos autos da ação. Intimado o recovindo para se manifestar.2 Reconvenção Tem natureza de ação. ele deverá http://leonardosakaki. Embargos não tem natureza de contestação. a ré oferece contestação e reconvenção. devidamente citada. Pólo passivo – autor reconvindo. Deve ser apresentada no prazo da contestação através de uma petição autônoma. Foi citado.3) Na ação proposta por Jofre em face de Catarina. Litisconsortes com procuradores diferentes. Não é na contestação. 188. podendo ser oral. o prazo será computado em dobro – art.com. recebendo-o no estado em que se encontrar. (C) contra o revel. O prazo para contestar uma cautelar é de 5 dias. Pólo ativo – réu reconvinte. em trâmite sob o rito comum ordinário. 37 (FGV – OAB 2010. Revelia: Ausência de defesa. Atenção: Execução não tem contestação! Execução deve ser embargado. Recurso será em dobro.com. ele proferirá uma sentença. Fica tudo junto no mesmo processo. ainda que tenha patrono constituído nos autos. mas não apresentou a sua defesa. Em preliminar de contestação. Se for parte a Fazenda Pública ou o Ministério Público. 180.

já que. nesse caso. (C) peticionar ao juiz da causa alegando inexistência de citação do reconvindo.4 Exceções Exceção de incompetência Ato do réu em que se discute competência relativa. um advogado. durante a audiência de instrução e julgamento.sites. a reconvenção obrigatoriamente será extinta sem resolução do mérito em razão da conexão entre essa e a ação principal. visto ser medida incompatível com o rito processual ordinário.com. Envolve amizade – juiz com as partes.2) Se. (D) requerer a extinção da reconvenção.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 307 (A) apresentar contestação à reconvenção no prazo de 15 dias. alegando ainda que Catarina deveria ter formulado pedido contraposto.uol. (C) contraditar a testemunha. (B) aguardar a manifestação do juiz. Apresentada através de petição autônoma. destina-se às ações dúplices. O juiz proferirá decisão interlocutória para julgar a exceção de incompetência – caberá agravo. Exceção de suspeição Princípio da imparcialidade. Suspende o processo para julgamento da exceção de incompetência. que será ouvida após a audiência. que mesmo assim poderá ser ouvida como informante do juízo. Resposta: A 180. desde que o magistrado fundamente sua decisão de ouví-la. Exceção de impedimento Ocorre quando o juiz é cônjuge ou parente das partes ou dos advogados. (B) contraditar a testemunha. hipótese em que estará o juiz obrigado a dispensá-la. entende que a testemunha arrolada pela parte contrária mantém com essa vínculo estreito de amizade e que seu depoimento pode ser tendencioso.com. 38 (FGV – OAB 2010. Objetivo é a modificação da competência. Resposta: B 181 Competência http://leonardosakaki.br | leonardosakaki@uol. devendo a audiência. se a alegada causa de extinção assim for reconhecida. esse advogado deverá: (A) contraditar a testemunha. Pode haver amizade com o juiz. requerendo que ela seja regularizada para que possa responder à reconvenção. ser necessária e imediatamente interrompida.br | 11 99610348 facebook. exercendo seu mister de bem defender os interesses de seu cliente. que. por sua própria natureza. (D) contraditar a testemunha. visto que a extinção da ação proposta por Jofre não obsta o prosseguimento da reconvenção aforada por Catarina. sem a presença das partes. É autuada apensada. Se o réu não apresentar a exceção de incompetência ocorrerá a preclusão.

o juiz. nas ações que envolvem guarda de menores etc. nesta ordem. e o réu junto à contestação.com. As partes podem derrogar (foro de eleição). 182 Provas em espécie Quando de fala em provas. interessa ao autor. uma parte não ouve a parte da outra.br | 11 99610348 facebook. A objeção pode ser alegada a incompetência de ofício. lembramos de grandes casos que são divulgados na imprensa – processo penal.com/leonardosakaki | @leosak . A pessoa descumpre o contrato. 24 23 http://leonardosakaki.24 de Processo Civil). São produzidas na audiência de instrução. Quem presta (ii) são as partes. Valor da causa No Juizado Especial Federal a competência do valor é absoluta. parágrafo único: contrato de adesão com cláusula de foro abusiva. Deverão ser apresentados junto à petição inicial. durante uma audiência. (ii) depoimento pessoal das partes. (iii) oitiva de testemunhas. Isso acontece principalmente nas ações possessórias. Honorários periciais: normalmente quem paga é quem requer as provas periciais. não pode ter envolvimento direto As partes não podem abrir mão da incompetência. desde que este seja um documento novo. Súmula 33 Superior acarreta prorrogação da competência (art. vê a necessidade de ver o estado em que o menor se encontra na casa da mãe. Territorial Relativa. Nasce ao banco o direito de entrar com ação contra o cliente. o juiz analisa a prova dentro de um conjunto probatório. colocando o foro de eleição na cidade da instituição. vistoria ou avaliação) pela inspeção. O juiz pode contrariar o que indica a prova pericial. pericial. se o juiz determina a produção de provas periciais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 308 Material Funcional Absoluta. Provas documentais: documentos. ou seja. Só poderá ser apresentado se houver o deferimento pelo juiz. mas as provas no processo civil também são importantíssimas. 114 do Código Tribunal de Justiça.com. quem arcará com os honorários periciais é o autor.uol. O autor poderá apresentar novas provas durante o decorrer do processo. e-mails. vídeos. Provas orais: (i) esclarecimentos periciais. Exemplo: documental. A objeção pode ser alegada em preliminar de contestação. podendo o mesmo determinar novas provas periciais. O juiz não é obrigado a homologar os laudos periciais. por exemplo. Exemplo: uma instituição financeira firma um contrato de adesão. em tese. Exceção: art. 112. qualquer momento. alegando que a mãe não possui condições de criar o filho. visto que a prova pericial faz parte de um conjunto probatório. Como qualquer outra prova. na frente do juiz. As partes não podem derrogar23.sites. inspeção judicial e oral. remete os autos ao domicílio do cliente. autor e réu. no caso de ação em que o pai pleiteia guarda do menor.br | leonardosakaki@uol. Juiz pode reconhecer a Arguiu-se por objeção. aquele documento que não tive acesso ou não existia no momento em que eu deveria ter apresentado. Entra-se com ação no foro eleito pelo banco. de ofício.15 dias. Testemunhas é uma pessoa imparcial. Inspeção judicial: o juiz se desloca até o local dos fatos. Pretendemos convencer o juiz acerca da verdade dos fatos. no prazo de a incompetência de ofí. pois a prova. Mas esta inspeção tem um limite: a prova técnica – não pode substituir a prova pericial (exame. Se a parte não usar a exceção de incompetência cio. O juiz. normalmente. Juiz não pode reconhecer Será por meio de exceção de incompetência. o juiz poderá fazer de ofício.

não se admitindo. como no rito sumário e no JEC. Objetivos: relatório. (B) A inspeção judicial de coisa será realizada quando não puder ser apresentada em juízo sem consideráveis despesas ou graves dificuldades. assinale a alternativa correta. (D) O auto circunstanciado que será lavrado tão logo seja concluída a inspeção judicial terá valor de prova e. A respeito de tal medida. fundamentação e dispositivo. CPC.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 309 com a causa.br | leonardosakaki@uol. CPC: sentença é o ato do juiz que implica alguma das situações dos arts. Decisão Além: ultra petita. (A) A inspeção judicial poderá ser realizada em qualquer fase do processo a fim de esclarecer fato que interesse à decisão da causa. Fora: extra petita. a inspeção somente poderá ser realizada na fase probatória do processo cognitivo. 267. Aquém: citra petita ou infra petita.com. por isso. Requisitos Subjetivos: a sentença deve ser clara e lógica.com/leonardosakaki | @leosak . Art. sob pena de ser processada pelo crime de falso testemunho. Hipóteses: Art. portanto. Definitiva: há resolução do mérito.br | 11 99610348 facebook. Cabe embargos de declaração. http://leonardosakaki. Classificação: Terminativa: extinção sem resolução do mérito. CPC. Art. mas o juiz somente poderá agir a requerimento da parte.com. Infra: há omissão. A fundamentação é obrigatória. admite-se fundamentação concisa. (C) O juiz poderá ser assistido de um ou de mais peritos quando realizar a inspeção direta. prestar esclarecimentos e fazer observações que reputem de interesse para a causa. Ultra e extra: sentenças nulas. CPC. tem o compromisso de dizer a verdade. assim como as partes podem assistir ao ato. no entanto em certos casos. 267. 24 (FGV – OAB 2010. a inspeção de pessoas. 269. sob pena de o depoimento não ser considerado. Resposta: C 183 Sentença Art. §1. CPC: carência da ação.uol. renúncia do direito.sites. 267 e 269. desistência da ação Art. 269. 162. CPC: prescrição e decadência.3) A inspeção judicial está prevista no Código de Processo Civil como uma das modalidades de produção de provas no processo de conhecimento.

A coisa julgada serve para dar segurança jurídica das decisões judiciais. pois se num momento futuro (até 5 anos) a situação financeira de ele mudar. o juiz concederá 5 dias para que a parte recolha a diferença.com. Autor não poderá promover nova ação. Material: quando há resolução do mérito. ou seja. (ii) Suspensivo: o processo ficará suspenso ou a decisão recorrida não produzirá efeitos até o julgamento do recurso.sites. Autor poderá promover nova ação.uol.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 310 184 Coisa julgada Ocorre a partir do trânsito em julgado.br | 11 99610348 facebook. Deve ser demonstrado não ato da interposição. Se o recorrente não recolher o preparo. se a parte recolher um valor insuficiente. Todo recurso tem 2 fases: (i) 1ª fase: juízo de admissibilidade. pode ser exigível o valor das custas. pois o direito e o mérito já foram analisados. O beneficiário da justiça gratuita não tem isenção.1 Efeitos (i) Devolutivo: a matéria da decisão alcançada pelos recursos deverá ser analisada novamente pelo juízo ad quem. 185 Recursos 185. a partir do momento em que não cabe mais nenhum recurso. Classificação: Formal: quando há extinção sem resolução do mérito. no entanto. Pressupostos de admissibilidade: destacam-se 2 – preparo (recolhimento de custas) e tempestividade.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki. o recurso não será recebido (deserto). há suspensão. (ii) 2ª fase: juízo de mérito.com.

os embargos sempre interrompem a contagem de prazo para interposição de outros recursos. Exceção: no JEC. Efeitos Regra: Duplo. Exceção: devolutivo. Desta omissão.. Quem julga o mérito é o tribunal.br | 11 99610348 facebook. Agravo Retido Decisão interlocutória. não interrompe. no prazo de 5 dias.com. Recurso Extraordinário Acórdão que violar a Constituição Federal. 543A. retido e oral. Quem julga o mérito é o Superior Tribunal de Justiça. 28 As decisões de colégio recursal cabe recurso extraordinário e não cabe especial. Quem julga o mérito é o Supre- Devolutivo. Quem julga o mérito é o tribunal. importa no não conhecimento do recurso. (iii) Acessoriedade – agravo só sobe se a apelação subir. (iv) O agravo será apreciado em preliminar de apelação. 543B. Observações Art. contradição ou omissão. Ativo. Só se aplica para Recurso Extraordinário. 26 No Juizado Especial Cível não há efeito interruptivo. 25 http://leonardosakaki. necessariamente. Salvo a intempestividade. O agravante tem o prazo de 3 dias para comunicar ao juiz da causa acerca da interposição do recurso.27 Repercussão Geral.. (v) Deve o recorrente requerer na apelação a análise do agravo. Decisão que tenha obscuridade. Dessa decisão não cabe recurso.com/leonardosakaki | @leosak . Súmulas 634 e 635 do STF. Dessa decisão cave agravo interno. ao receber uma apelação contra sentença sem mérito julgar desde já a lide se julgar matéria de direito e estiver madura para julgamento. procurações. Apelação Sentença.br | leonardosakaki@uol.26 Recurso Especial Acórdão que violar lei federal. Agravo de instrumento Decisão interlocutória25.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 311 Cabimento contra.uol. suspende o prazo. 515 §3 do Código de Processo Civil. (iii) Será sorteado novo relator para julgar o recurso. cabe embargo de declaração prequestionadores. desde que provado pelo agravado. 27 Prequestionamento é a exigência que a matéria objeto de recurso tenha sido decidida no acórdão recorrido. em grau de apelação a sentença de mérito ou que julgar procedente a ação rescisória. 5 Admissibilidade e o mérito pelo prolator a decisão. Nesses casos deve haver contraditório. Interruptivo. Decisões de urgência e decisões após a sentença. (i) É dirigido para o próprio juiz da causa no prazo de 10 dias. ---- Embargos infringentes Embargos de declaração Decisão não unânime que reformar. Relator pode converter agravo de instrumento em agravo retido. Não há preparo e não há contraditório. Posso entrar com medida cautelar. Suspensivo. Peças obrigatórias: decisão agravada. 518. (ii) Da decisão que indeferir liminarmente o recurso caberá agravo interno no prazo de 5 dias. Prequestionamento. §1 e art. Cabe pedido de reconsideração.28 15 Admissibilidade é feito pelo próprio tribunal.sites. 10 Admissibilidade é feita pelo juiz da causa. (i) Os embargos serão endereçados ao próprio relator no prazo de 15 dias. (vi) Nas AIJ o agravo será. Admissibilidade é feita pelo relator. Posso entrar com medida Efeito infringente ou modificativo: quando o juiz ao julgar os embargos modifica a sua decisão.com. Poderá o juiz não receber a apelação se a sua sentença tiver por base súmula do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal. Poderá o tribunal. Prazo 15 Competências Admissibilidade pelo juiz da causa. suspende o prazo. 15 Os mesmos da apelação. 15 Admissibilidade é feito pelo próprio tribunal recorrido. Qualquer decisão interlocutória que tiver urgência (exemplo: liminares) será agravo de instrumento. certidão de intimação. O não cumprimento do disposto nesse art. As peças serão declaradas autênticas pelo próprio advogado sob sua responsabilidade pessoal. 10 Admissibilidade é feita pelo relator. Quem julga o mérito é o tribunal. Quem julga o mérito é o tribunal. (ii) Comporta retratação.. Devolutivo. Efeito interruptivo: o protocolo dos embargos interrompem a contagem de prazo para interposição de outros recursos.

br | leonardosakaki@uol. sofrerá a parte dano grave. as razões do pedido de reforma da decisão agravada.2 Apelação Cabimento contra sentença. assim como a relação dos documentos que instruíram o recurso. Assim sendo. (B) aguardar a manifestação do juiz.com. assinale a alternativa correta a respeito da consequência processual decorrente. 20 (FGV – OAB 2010. (A) Haverá prosseguimento normal do recurso.br | 11 99610348 facebook. visto ser medida incompatível com o rito processual ordinário. pois tal juntada caracteriza mera faculdade do agravante. de cópia da petição do agravo de instrumento e do comprovante de sua interposição. devendo a parte agravante ser sancionada. qualquer sentença: http://leonardosakaki. Contudo. e o feito. apenas. ele deverá (A) apresentar contestação à reconvenção no prazo de 15 dias.com. além do nome e endereço dos advogados que atuam no processo. (B) Não será admitido o agravo de instrumento. por força de prática de ato processual manifestamente protelatório. instruída com todas as peças obrigatórias que irão formar o instrumento do agravo. aos autos do processo. Catarina informa a existência de causa que poderá produzir a extinção do processo sem resolução do mérito. (C) O agravo de instrumento será julgado pelo tribunal. por sua própria natureza. a reconvenção obrigatoriamente será extinta sem resolução do mérito em razão da conexão entre essa e a ação principal. destina-se às ações dúplices. se a decisão em questão não for rapidamente apreciada e revertida. o juiz profere decisão interlocutória contrária aos interesses do réu. no prazo legal. Intimado o recovindo para se manifestar. (D) Estará caracterizada a litigância de má-fé. de difícil ou impossível reparação. fato que foi arguido e provado pelo agravado. alegando ainda que Catarina deveria ter formulado pedido contraposto. Resposta: A 185. A petição está. inviabilizando-se.3) Na ação proposta por Jofre em face de Catarina. requerendo que ela seja regularizada para que possa responder à reconvenção. já que. extinto sem resolução do mérito. Em preliminar de contestação. Resposta: B 22 (FGV – 2010. o agravante deixou de requerer a juntada.com/leonardosakaki | @leosak . o advogado do réu prepara o recurso de agravo de instrumento. Com base no relatado acima. É certo que. em trâmite sob o rito comum ordinário. o exercício do juízo de retratação pelo magistrado. visto que a extinção da ação proposta por Jofre não obsta o prosseguimento da reconvenção aforada por Catarina. a ré oferece contestação e reconvenção. (C) peticionar ao juiz da causa alegando inexistência de citação do reconvindo.sites. cuja petição de interposição contém a exposição dos fundamentos de fato e de direito.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 312 mo Tribunal Federal. se a alegada causa de extinção assim for reconhecida. Súmulas 634 e 635 do STF. cautelar. (D) requerer a extinção da reconvenção.uol.3) Em um processo que observa o rito comum ordinário. ainda. que. devidamente citada.

É diferente da súmula vinculante. Juízo de retratação: presente os pressupostos de admissibilidade. o juiz remete o processo ao tribunal. Resposta: B 185. tempestividade. 25 (FGV – OAB 2010. cabimento. o réu somente será citado a responder à ação em caso de provimento de eventual recurso. 520. desses 3 julgarão o recurso de apelação. Se o juiz retratar o processo continua.com.sites. (A) Será facultado ao autor agravar da sentença. http://leonardosakaki. Considerando tal instituto jurídico.Art. Efeitos: (i) devolutivo. O recurso nem é remetido ao tribunal. (ii) suspensivo – a sentença não produzirá os efeitos até que o recurso seja julgado. juiz que julga improcedente a demanda antes de citar o réu. Art. que é exclusiva do Supremo Tribunal Federal. ou seja. A regra é o recebimento no duplo efeito. Pressupostos de admissibilidade: preparo. art. 285A.com.3 Embargos infringentes – art. CPC – Se a sentença do juiz estiver em conformidade com uma súmula simples do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal. Nesses 2 casos há uma situação linear. acrescida à legislação processual civil por meio da Lei 11. que proferiu a sentença. (D) Proferida sentença liminar. §1. deve haver a interposição do recurso de apelação: (i) indeferimento da petição inicial. O mérito pode ser revisto pelo Tribunal. assinale a alternativa correta. o réu não foi citado. só que para que isso ocorra. a apelação não será recebida. Súmula impeditiva do recurso de apelação . não haverá execução provisória da sentença.com/leonardosakaki | @leosak . o juiz poderá exercer juízo de retratação no prazo de cinco dias. desde que a matéria seja exclusivamente de direito ou que aquele juízo tenha proferido sentenças no mesmo sentido no caso em demanda. 518.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 313 a) definitiva (efeito é extinto com resolução de mérito) b) terminativa (efeito é extinto sem resolução de mérito) Juízo de admissibilidade é feito pelo juiz monocrático (juízo a quo). Exceção: somente no devolutivo: (i) se interposta contra sentença cautelar. competência etc. O juízo de admissibilidade pode ser revisto pelo tribunal. assegura ao juiz a possibilidade de dispensar a citação e proferir desde logo sentença. se não. em que o juiz tem a obrigação de acatá-la. que é composto por 5 membros. CPC. ou seja. (B) Interposto o recurso de apelação contra a sentença liminar. CPC. 530.277/06. caso em que o réu será intimado para oferecer contrarrazões.uol. existem 2 possibilidades de retratação pelo juiz. nas hipóteses em que o juízo já tenha proferido sentença de total improcedência em casos idênticos. CPC Cabimento: Cabe embargos infringentes das decisões não unânimes: (a) que reformar em grau de apelação a sentença de mérito.br | leonardosakaki@uol.3) A sentença liminar. (ii) se interposta contra sentença que vem confirmar efeitos de tutela antecipada concedida pelo juiz. 296. o juízo que julgou. (C) É cabível a sentença liminar quando a matéria controvertida for de fato e de direito e guardar identidade com outros casos anteriormente julgados pelo juízo.. que é composto por Câmaras. CPC. (ii) art.br | 11 99610348 facebook. súmula impeditiva.

CPC): É a regra. toda vez que o juiz concede ou nega uma tutela antecipada. Pode ser interposto oralmente. Processamento: (i) os embargos serão endereçados ao próprio relator no prazo de 15 dias. que haja requerimento expresso no sentido do processamento do agravo retido. 522. (ii) Se a decisão interlocutória foi proferida antes da sentença.br | leonardosakaki@uol.uol. O agravo é dirigido ao próprio juiz da causa no prazo de 10 dias. pois é julgado pelo tribunal – decisão colegiada. É requisito essencial para o processamento do agravo retido.br | 11 99610348 facebook. Reiteração: o recorrente deverá. se a parte comprovar a ocorrência de um dano ou lesão. Só vai ao tribunal após a apelação. ou seja. Acessoriedade: o agravo só sobe se a apelação subir. O agravo será apreciado em preliminar de apelação. senão será extinto sem ao menos ser analisado pelo tribunal. 185.com/leonardosakaki | @leosak . (iii) conforme dispuser o regimento interno do tribunal. pois fica nos autos. Exemplo: decisão que não recebe o recurso de apelação. toda vez que o juiz defere ou indefere a oitiva de testemunhas. Toda vez que defere ou indefere a produção de provas. http://leonardosakaki. Agravo retido (art. A decisão será um acórdão.sites. só será processado quando da interposição da apelação.com.4 Agravo Agravo é um recurso cabível contra decisão interlocutória.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 314 (b) que julgar procedente a ação rescisória. nas razões ou contrarrazões de apelação. aquela que resolve uma questão incidente. caberá agravo. É retido. Quando causar algum prejuízo.com. será sorteado novo relator para julgar o feito. O agravo retido é um recurso muito demorado. (ii) da decisão que não admiti-lo caberá agravo interno no prazo de 5 dias. numa audiência de instrução. pois não é processado na hora. informar a existência do agravo sob pena de desistência tácita. não é processado imediatamente. Nas audiências de instrução e julgamento o agravo será necessariamente retido e oral. Agravo de instrumento: (i) será de instrumento quando a decisão interlocutória for proferida após a sentença. Comporta retratação.

depende da alegação do agravado – se ele não falar nada.br | leonardosakaki@uol. o advogado do réu prepara o recurso de agravo de instrumento. O não cumprimento do disposto nesse artigo desde que argüido e provado pelo agravado. não cabe recurso. procurações. Será interposto diretamente no tribunal. CPC. ainda. 527.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 315 Art. CPC. certidão de intimação. CPC: O agravo de instrumento é um recurso interposto diretamente no tribunal. de cópia da petição do agravo de instrumento e do comprovan- http://leonardosakaki. o agravante deixou de requerer a juntada. Assim sendo. instruída com todas as peças obrigatórias que irão formar o instrumento do agravo.3) Em um processo que observa o rito comum ordinário. Contudo. com a cópia da decisão recorrida e com a cópia da certidão de publicação (peças obrigatórias). A decisão será um acórdão. CPC. aos autos do processo. esta inércia do agravante só resultará a inadmissibilidade caso o agravado demonstre que não foi cumprido o art. Aspectos formais: O agravante deve anexar peças. 557. mas se não cumprir. 526. cuja petição de interposição contém a exposição dos fundamentos de fato e de direito. é irrecorrível – admite-se mandado de segurança.com. A admissibilidade será feito pelo tribunal. Poder do relator: Art. no prazo de 3 dias. Contra essa decisão do relator. É certo que. 526. Peças obrigatórias: decisão agravada. além do nome e endereço dos advogados que atuam no processo. importam o não reconhecimento do recurso. então remeterá os autos novamente ao juiz monocrático. Os poderes do relator podem ser de 2 ordens: Negar seguimento liminar ao agravo Converter agravo de instrumento em agravo retido Pedido de reconsideração: Desta decisão cabe agrado interno no prazo de 5 dias – art. informar ao juiz da causa acerca do agravo. no prazo legal. o recurso continuará normalmente. cópias do processo. decisão agravada. as razões do pedido de reforma da decisão agravada. CPC: compete ao agravante. As peças que instruem o agravo serão declaradas autênticas pelo próprio advogado sob sua responsabilidade pessoal.br | 11 99610348 facebook. ou seja. 526. não passará pelo juízo de admissibilidade. 526. o juiz profere decisão interlocutória contrária aos interesses do réu. CPC – é ônus do agravante cumprir este prazo. A petição está. obrigatoriamente. O relator poderá converter o agravo de instrumento em retido – se o tribunal não convencer que houve lesão. se a decisão em questão não for rapidamente apreciada e revertida.com/leonardosakaki | @leosak .sites. o agravante tem 3 dias para comunicar a existência deste agravo ao juiz monocrático – art. motivo pelo qual o agravante deverá. sofrerá a parte dano grave. instruir o recurso com a cópia da procuração. certidão de intimação. pois é julgado pelo tribunal – decisão colegiada. publicação da decisão) e peças facultativas – não havendo a junção dessas peças o recurso não será recebido. §1. de difícil ou impossível reparação. 525. Art.uol. 20 (FGV – OAB 2010. CPC – o relator não pode exigir de ofício o cumprimento do art.com. peças obrigatórias (procurações.

CPC. Cabe quando violar a CF. Art. Corre efeito infringente quando o magistrado modifica sua decisão no julgamento dos embargos.sites. assim como a relação dos documentos que instruíram o recurso. pois tal juntada caracteriza mera faculdade do agravante. (B) Não será admitido o agravo de instrumento. 186 Execução http://leonardosakaki. (A) Haverá prosseguimento normal do recurso. CPC.5 Embargos de declaração Objetivo de tornar uma decisão mais clara por: obscuridade. Recurso especial: É dirigido para o STJ. 102 e 103.com. o exercício do juízo de retratação pelo magistrado. 542. omissão ou contradição.br | leonardosakaki@uol. (ii) Não há preparo nem contraditório.6 Recurso extraordinário e especial – arts. extinto sem resolução do mérito. Pré-questionamento: a matéria deve ter sido decidida no acórdão recorrido. (D) Estará caracterizada a litigância de má-fé. 185. assinale a alternativa correta a respeito da consequência processual decorrente.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 316 te de sua interposição. §2. apenas. 544. Decisão que não admite os recursos: caberá agravo art.com/leonardosakaki | @leosak . fato que foi arguido e provado pelo agravado. Resposta: B 185. inviabilizando-se. e o feito. CF Recurso extraordinário: É dirigido para o STF.com. Processamento: (i) Os embargos são dirigidos para o prolator da decisão no prazo de 5 dias e é ele mesmo quem irá julgar.br | 11 99610348 facebook.uol. CPC. 538. Cabe quando violar lei federal. Efeito interruptivo: nos termos do art. Prazo: 15 dias. devendo a parte agravante ser sancionada. Admissibilidade: tribunal recorrido. No JEC suspende. (C) O agravo de instrumento será julgado pelo tribunal. Efeito só devolutivo. por força de prática de ato processual manifestamente protelatório. Com base no relatado acima. os embargos interrompem a contagem de prazo para interposição de outros recursos.

Título extrajudicial: aluguel. possuindo bens. no entanto ele poderá intimar o devedor para que apresente bens a serem penhorados no prazo de 5 dias.Mecanismos de alienação dos bens penhorados (a) Adjudicação: o bem penhorado ficará para o credor. Leilão: móveis. contrato particular assinado por 2 testemunhas e pelo devedor. o título exeqüível é aquele que pode ser objeto de uma ação de execução. 475-J. Não é efeito da penhora o desapossamento do bem. http://leonardosakaki. isto porque os extrajudiciais na sua origem já devem ser líquidos. Praça: imóveis. O juiz não poderá determinar de ofício a penhora de bens. ou seja. só poderão ser penhorados os valores acima de 40%do saldo. ele será condenado a pagar uma multa de até 20% por se tratar de ato atentatório à dignidade da justiça (arts. a mesma será de responsabilidade do advogado. 475-N e 585. Nos casos de obrigações extrajudiciais. Requisitos: existência de um título certo (existência).com. CPC). não indicá-los neste prazo. O não pagamento acarretará em multa de 10%. Partes: Credor Devedor Na cessão de dívida.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 317 É um meio de forçar um devedor a cumprir determinada obrigação. A partir da aplicação da multa. Se o devedor. CPC). A liquidação de sentença só existe para os títulos judiciais.sites. CPC): a partir do trânsito em julgado o devedor terá 15 dias para o pagamento. se não for verificada a presença da exigibilidade o credor poderá promover ação monitória (art.br | leonardosakaki@uol. 600 e 601. A exigibilidade decorre da lei (arts. Portanto penhora não é pagamento. o credor deverá apresentar o requerimento para penhora de bens do devedor. Penhora é garantia da execução. CPC) enquanto a exeqüibilidade decorre do vencimento da obrigação e da conseqüente inadimplência do devedor. mas não há necessidade da anuência do devedor. Toda execução é real. Títulos judiciais: sentenças judiciais. recai sobre o patrimônio do devedor. (b) Alienação por iniciativa particular: iniciativa das partes. ou seja.br | 11 99610348 facebook. No caso de caderneta de poupança. contrato de honorários advocatícios. sentença arbitral. Execução de título judicial: Cumprimento de sentença (art. líquido (valor) e exigível. 1102-A. . (c) Hasta pública: iniciativa do juiz.com/leonardosakaki | @leosak . O bem de família é penhorável nos casos de fiança locatícia e de dívidas do próprio bem.uol. há necessidade da anuência do credor. ou o devedor poderá indicar bens à penhora. Se o devedor demonstrar que não pagou no prazo de 15 dias por desconhecer a existência da multa.com.

Não há atuação do Estado. Contra a decisão da impugnação cabe agravo de instrumento. Os embargos não dependem de penhora e serão distribuídos por dependência ao juízo da execução. é facultativa. Execução de título extrajudicial: É uma ação. não é um acordo. A impugnação não tem efeito suspensivo. Com o pagamento nesse prazo. Caso o devedor não pague 1 das parcelas as demais serão antecipadas. a matéria é ilimitada. http://leonardosakaki. 475-A. CPC) 187 Arbitragem Lei 9. A matéria dos embargos. apenas pessoas capazes –. O devedor poderá discutir nos embargos o que ele quiser. exemplo: FIESP. Não há necessidade do juiz para a solução desse conflito. é privada. Essas câmaras são totalmente privadas.308/96 – Lei de Arbitragem Arbitragem é uma alternativa que importa na solução de um conflito. excepcionalmente poderá ter efeito suspensivo quando o devedor na impugnação comprovar a ocorrência de um dano. O devedor poderá no prazo dos embargos parcelar a dívida em 6 parcelas. diferentemente da impugnação.com/leonardosakaki | @leosak . excepcionalmente terá efeito suspensivo se o devedor provar ocorrência de um dano e ao mesmo houver penhora nos autos. o devedor terá 15 dias para apresentar a impugnação. sendo autuados em apartado.br | 11 99610348 facebook. em regra. Tem mais 15 dias para oferecer embargos – esses embargos também têm natureza de ação.uol. será aplicada multa de 10% e o devedor não poderá mais oferecer embargos (art. é sempre espontâneo. A citação só poderá ocorrer por oficial de justiça ou por edital. Não tem efeito suspensivo. A arbitragem é uma opção das partes. A atividade jurisdicional não é um monopólio do Estado. caso em que caberá apelação. as associadas às instituições. é uma solução de conflitos.br | leonardosakaki@uol. 475-C. A partir daí as pessoas envolvidas no conflito têm a liberdade de escolherem a arbitragem. também. O devedor será citado para que no prazo de 3 dias faça o pagamento. desde que deposite em juízo 30% do valor devido. é ilimitada.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 318 Se houver penhora. Há. outro com relação à matéria – apenas direitos disponíveis. Arbitragem possui 2 limites: um com relação às pessoas – não pode envolver incapazes. Há câmaras de arbitragem – não ligada a nenhum tipo de instituição ou organização. O prazo inicial da impugnação é aquele contado a partir da intimação da penhora – art.sites. salvo quando a mesma resultar na extinção do cumprimento de sentença.com. pois depende da vontade das partes. Recurso contra decisão dos embargos: caberá apelação. CRO etc.com. os honorários são reduzidos pela metade.

assim como há a escolha do foro. mas as partes podem pactuar cláusula da confidencialidade. O árbitro é quem vai desenvolver o processo. cuja característica principal é a concentração dos atos processuais.sites. inclusive pode ser escolhida a sede da arbitragem em outro país) etc.com. Elas podem optar pelos prazos. 188 Procedimento ordinário Petição inicial Citação Tutela antecipada Contestação – Reconvenção – Exceção – Revelia Julgamento conforme o estado do processo: julgamento antecipado da lide – audiência preliminar – despacho saneador Fase instrutória: provas – audiência de instrução e julgamento Fase decisória – Sentença Cumprimento da sentença 189 Rito Sumário São processadas pelo rito sumário ações de menor complexidade. As partes podem escolher o procedimento que quiserem.br | leonardosakaki@uol. há um árbitro. . Ao invés de um juiz. apenas. é independente. (ii) compromisso arbitral – é um termo ajustado pelas partes após a ocorrência do conflito.br | 11 99610348 facebook. se há ou não audiências. Não há a necessidade de ter formação jurídica para ser árbitro. é autônomo. pode ser escolhida a arbitragem para a solução de um conflito. não depende de homologação judiciária. desde que obedecido os requisitos – matérias cíveis. Qualquer tipo de conflito pode ser apresentado à arbitragem. faz coisa julgada. A arbitragem tem um procedimento próprio.com/leonardosakaki | @leosak .Hipóteses http://leonardosakaki. Convenção de arbitragem: (i) cláusula compromissória – cláusula inserida num determinado contrato em que as partes.com. O resultado é uma sentença. não está vinculado a um contrato. escolhem pela arbitragem. vai dar processamento à questão e que vai julgar. legislação a ser aplicada (pode ser aplicada legislação de outro país. O processo arbitral é público. É estável. antes de ocorrer um conflito.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 319 Qualquer um de nós pode ser árbitro. segredo de justiça.uol.

pedreiro. se requerer perícia. Atenção: nas ações de procedimento sumário.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 320 Poderão ser processadas pelo rito sumário as causas cujo valor não excedam 60 salários mínimos. Não obtida a conciliação. resposta escrita ou oral.sites.Processamento Na petição inicial. controvérsia entre representante comercial autônomo e representado. a exemplo da inicial.uol. desde logo. podendo indicar assistente técnico.com. Deixando. formulará quesitos. então. Caso seja possível a conciliação. encanador etc. acidente do trabalho. proferindo o juiz. (iv) cobrança de seguro.com/leonardosakaki | @leosak . ou. podendo indicar assistente técnico.br | 11 99610348 facebook. O juiz. o réu de comparecer à audiência. por exemplo. na audiência. podendo. oferecerá o réu. desde que fundado nos mesmos fatos referidos na inicial. (iii) ressarcimento por danos causados em acidente de veículo de via terrestre. acompanhada de documento e rol de testemunhas e. a sentença. reputar-se-ão verdadeiros os fatos alegados na petição inicial. médico. Admite-se ainda quando a lei determinar.br | leonardosakaki@uol. como no caso da Lei de Locação. se requerer perícia. citando-se o réu com a antecedência mínima de 10 dias. http://leonardosakaki. quais sejam: (i) arrendamento rural e de parceria agrícola. As partes comparecerão pessoalmente à audiência. os prazos contar-se-ão em dobro. dentre outros. a conversão do procedimento sumário em ordinário. independentemente do valor da causa. como advogados. se for o caso. na contestação. podendo fazer-se representar por preposto com poderes para transigir. (vi) de cobrança de honorários dos profissionais liberais. podendo o juiz ser auxiliado por conciliador.com. ela será reduzida a termo e homologada por sentença. inadmissível é a reconvenção. ressalvados os casos de processo de execução. formular pedido contraposto em seu favor. (ii) cobrança ao condômino de quaisquer quantia devida ao condomínio. como. engenheiro. no entanto. se a coisa versar sobre as matérias previstas expressamente no CPC. cujo contrato de honorários mesmo sem assinatura de duas testemunhas se caracteriza como título executivo. o autor apresentará o rol de testemunhas e. na própria audiência. injustificadamente. Sendo ré a Fazenda Pública. salvo se o contrário resultar da prova dos autos. formulará seus quesitos desde logo. o réu. decidirá de plano a impugnação ao valor da causa ou a controvérsia sobre a natureza da demanda determinando. . (v) relativamente aos danos causados em acidente de veículo.. O réu será citado para contestar a ação e intimado para comparecer à audiência de conciliação a ser realizada no prazo de 30 dias. ressalvado o disposto em legislação especial.

deverá prestar caução e exibir o instrumento de mandato no prazo improrrogável de quinze dias. o juiz proferirá sentença na própria audiência ou no prazo de 10 dias. devendo. assistir o mandante nos dez dias subsequentes a fim de lhe evitar prejuízo. e essa imperfeição pode ter como consequência a insegurança da própria atividade jurisdicional. (B) O instituto da sucessão processual ocorrerá quando houver a morte de qualquer das partes.com. 190 Sucessão processual 23 (FGV – OAB 2010. para tanto. Resposta: B 191 Ação Rescisória A imutabilidade das decisões judiciais faz-se necessária para dar às partes segurança na atividade jurisdicional do Estado.br | 11 99610348 facebook. ou seja. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. Seu objetivo é evitar a perpetuação dos litígios. (C) O advogado poderá a qualquer tempo renunciar ao mandato. entretanto. mas as intimações somente informarão o nome do advogado quando tal dado estiver regularizado. (D) Caso o advogado deixe de declarar na petição inicial o endereço em que receberá intimação.3) O Código de Processo Civil regulamenta como se dará a atuação das partes e dos procuradores em juízo. Daí a necessidade de assegurar-se. (A) Ao advogado é admitido procurar em juízo sem instrumento de mandato a fim de praticar atos reputados urgentes.com. CPC.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 321 Havendo necessidade de produção de prova oral e não ocorrendo qualquer das hipóteses previstas nos arts. a possibilidade de modificar essa decisão através de ação rescisória. às partes. salvo na hipótese de ter comprovado que cientificou o mandante para que nomeasse substituto.br | leonardosakaki@uol. Findos a instrução e os debates orais. a decisão judicial pode ser "imperfeita". Mas. salvo se houver determinação de perícia. A respeito dessa temática.sites. que será substituída pelo espólio ou por seus sucessores. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. assinale a alternativa correta. poderá fazê-lo até a fase de saneamento. e é essa imutabilidade que consolida o Estado Democrático de Direito. São cabíveis todos os recursos previstos no CPC. 329 e 330. Além de dispor sobre a capacidade processual e dos deveres de cada um.uol. disciplina sobre a constituição de representante processual e substituição das partes e dos procuradores. No entanto. salvo atos urgentes a fim de evitar dano irreparável. salvo a assistência. e tem como pressupos- Conceito Pressupostos http://leonardosakaki. será designada AIJ para data próxima. Ação rescisória tem natureza constitutiva negativa ou desconstitutiva. não excedente de 30 dias.com/leonardosakaki | @leosak . suspendendo-se o processo e sendo defesa a prática de atos processuais. denunciação da lide.

os herdeiros e sucessores.Confissão. Nesta segunda.br | leonardosakaki@uol. 282.br | 11 99610348 facebook.o cessionário. no pólo ativo. concussão ou corrupção do juiz.Documento novo. desistência ou transação. devendo o autor ainda cumular ao pedido de rescisão. . .com. Quanto à execução do julgado da rescisória. de tal modo que a relação processual é composta. a competência é do tribunal que o proferiu.sites.com/leonardosakaki | @leosak .com. Pólo ativo: irá configurar no pólo ativo do processo de execução a pessoa que for conhecida pelo título executivo como credor. bem como depositar a importância de 5% sobre o valor da causa. no pólo passivo. São eles: . ainda. é possível demandar em 2 situações: (i) se não foi ouvido no processo. As partes são as pessoas que pedem e as em face de quem se pede. .Prova falsa.o espólio. seu sucessor por ato inter vivos ou mortis causa.Impedimento e incompetência absoluta do juiz. no sentido de satisfazer a pretensão do credor.Erro de fato. pelo devedor ou executado. o de novo julgamento da causa. CPC. O mesmo ocorre se o acolhimento não for por unanimidade. . por unanimidade de votos. (ii) quando a sentença de mérito é o efeito de colusão entre as partes. e o terceiro juridicamente interessado. acolhida a pretensão o depósito será restituído ao autor.Violar literal disposição de lei. declarada inadmissível ou improcedente. Quanto ao Ministério Público.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 322 tos: decisão de mérito com trânsito em julgado. . A petição inicial deve atender a todos os requisitos do art. exercício antes do decurso do prazo decadencial de 2 anos (a contar do trânsito em julgado da decisão). se for o caso. Tem legitimidade para propor a ação quem foi parte no processo ou seu sucessor a título universal ou singular.Prevaricação.Ofensa à coisa julgada. em que lhe era obrigatória a intervenção. .Dolo da parte vencedora e colusão entre partes. . a fim de fraudar a lei. Hipóteses Legitimidade Competência Procedimento 192 Processo de execução de título extrajudicial O processo de execução é a atividade jurisdicional do Estado que tem por origem a certeza de um título judicial ou extrajudicial. . Tribunal. ou seja. utilizando para tanto a força sancionadora do próprio título executivo. . a título de multa. . este pode atuar como parte do processo e como fiscal da lei. caso a ação originária seja. pelo credor ou exeqüente e.uol. ou. Conceito Elementos subjetivos http://leonardosakaki. . e enquadramento na previsão legal.

.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 323 . . . É preciso que o título seja líquido.com/leonardosakaki | @leosak . emolumentos ou honorários forem aprovados por decisão judicial.os responsáveis. . contra devedor solvente. o avalista. certo e exigível. tais como taxas e despesas de condomínio.o sucessor do devedor originário. . a lei atribuir força executiva. fundado em título extrajudicial.os contratos garantidos por hipoteca.o devedor originário. Será definida em conformidade com as regras gerais de competência dos arts.o crédito decorrente de foro e laudêmio.2) Com relação ao procedimento da execução por quantia certa.o crédito de serventuário de justiça.br | 11 99610348 facebook. . dos Estados.escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor.o sub-rogado. São títulos extrajudiciais (art. documentalmente comprovado. determinar a intimação do executado para indicar bens passíveis de penhora.a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União. que podem ser o fiador. decorrente de aluguel de imóvel. duplicata. . . de perito. dos Territórios e dos Municípios. Elementos objetivos Competência 33 (FGV – OAB 2010. Pólo passivo: possuem legitimidade passiva no processo de execução: . correspondente aos créditos inscritos na forma da lei. e a qualquer tempo. (D) o juiz somente fixará os honorários de advogado a serem pagos pelo executado ao fim do processo de execução. o endossante e o responsável tributário.letra de câmbio nota promissória. . de intérprete. . apresentar embargos. por disposição expressa. ou de tradutor.todos os demais títulos a que. do Distrito Federal. após ser citado. é correto afirmar que: (A) o executado é citado para. CPC): . (C) o juiz pode. de ofício. CPC.sites. quando as custas.o crédito. 585.com. Resposta: C 193 Procedimento cautelar O CPC é dividido em: Ação de conhecimento Procedimento comum Procedimentos especiais Ação cautelar http://leonardosakaki.documento particular assinado pelo devedor e por 2 testemunhas. anticrese e caução.com. debêntures e cheque. bem como os de seguro de vida.uol. bem como de encargos acessórios. no prazo de três dias. (B) o credor só pode indicar os bens a serem penhorados se o executado não se manifestar no prazo legal. 94 a 100. penhor.

Instrumentalidade: a cautelar vem sempre em apenso nos autos principais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 324 Ação de execução Noções gerais Finalidades: (i) buscar o reconhecimento de seu direito (natureza declaratória. um provimento final e um objeto próprio. ante a urgência característica do processo cautelar. Inominada. Exemplo: cautelar de sustação de protesto.Revogabilidade: as medidas cautelares podem. a satisfação do seu direito. nem mesmo a prova equivocada da existência do perigo. por meio do processo cautelar.br | 11 99610348 facebook.com. seja atual ou iminente. Requisitos Pressupõe existência de um dano em potencial. a prova inequívoca da existência do direito alegado. Fumus boni juris: ameaça do direito. entre as quais inclui-se também a tutela antecipatória. Dessa forma. bem como a possibilidade específicos de ser desrespeitado o direito. sendo o processo principal o instrumento pelo qual se procura a tutela definitiva da pretensão. que é a ação acautelatória. Periculum in mora: ocorrência do próprio dano. . e irreparável. . ou de modo incidente. Requisição Admite-se a propositura da cautelar de modo preparatório. uma relação processual. http://leonardosakaki. Exemplo: cautelar de arresto. a qualquer tempo. de cognição sumária. uma demanda.Cognição sumária: não se pode exigir. Características . daí por que a pretensão nela contida. dirige-se à segurança e não à obtenção da certeza ou à satisfação de um direito. fumus boni juris. A cautelar pode ser: Típica: cautelar prevista na lei.sites. .uol.Urgência: a tutelar cautelar é uma das espécies de tutela urgente. periculum in mora. por meio do processo de conhecimento. constitutiva ou condenatória). do autor. mesmo que potencial. eliminando a ameaça de perigo. . Atípica: cautelar que não está prevista na lei.Provisoriedade: o provimento cautelar será submetido com a concessão da tutela definitiva à pretensão. Nominada. ser revogadas ou modificadas. e a proteção e resguardo de suas pretensões. .br | leonardosakaki@uol.Autonomia: o processo cautelar tem uma individualidade própria. durante o curso do processo principal. revela-se como instrumento de preservação da efetividade das decisões judiciais. ajudando subsidiariamente os processos de conhecimento e de execução.com. assegurado direitos. Ação cautelar: consiste em providências que conservem e assegurem tantos bens quanto provas e pessoas. por meio do processo de execução.com/leonardosakaki | @leosak . antes do processo principal. A cautelar incidental é apensada ao processo principal.

Tais bens ficarão depositados. portanto.com. CPC. pedido que expressa a urgência. sendo medida protetiva de resguardo de bens. expressando.1 Procedimentos cautelares específicos Arresto Conceito Medida cautelar que tem por fim apreender judicialmente bens penhoráveis indeterminados do patrimônio do devedor.com.uol. posteriormente.br | leonardosakaki@uol. como garantia de futura execução por quantia certa. 800. Preparatória: autor deverá indicar a ação principal. tendo natureza eminentemente acessória.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 325 . esta cautelar será promovida diretamente no tribunal. Liminar – pedido dentro da ação cautelar. como regra. Resposta: D 193. Petição inicial: art. o recurso cabível é apelação. Não cabe reconvenção. CPC Cautelar preparatória: juízo da ação principal. Liminar Procedimento: Competência: art.com/leonardosakaki | @leosak Requisitos .2) As medidas cautelares estão expressamente previstas no CPC como forma de instrumentalizar a tutela. e. (A) o Juiz. (B) o direito brasileiro admite apenas medidas cautelares incidentais. (D) salvo decisão em contrário. a urgência na obtenção do provimento cautelar. a cautelar conserva sua eficácia mesmo durante o período de suspensão do processo principal. Assinale a alternativa que apresente uma regra que disciplina a concessão de medidas cautelares. 34 (FGV – OAB 2010. 801. O pedido de liminar tem que ser formulado pelo autor. notadamente. Provas: a cautelar é uma ação de cognição sumária. Valor da causa Decisão do juiz que resolve a cautelar é uma sentença. Citação Contestação: prazo de 5 dias. Pedido formulado pelo requerente. (C) interposto recurso nos autos principais. Prova literal da dívida líquida e certa. fica vedado o requerimento de cautelares. http://leonardosakaki.sites. O juiz poderá pedir a prestação de caução para o autor quando a cautelar envolver patrimônio – trata-se de uma faculdade do juiz.Fungibilidade: trata-se da possibilidade de o juiz conceder a medida cautelar que lhe pareça mais adequada para proteger o direito da parte. Se houver algum recurso interposto. o arresto será convertido em penhora. Incidental: no juízo da ação que está em curso. sendo vedado o uso de medidas prévias.br | 11 99610348 facebook. deve deferir medidas cautelares sem a prévia audiência do requerido.

Sequestro Conceito Requisitos Assegura futura execução para entregar coisa certa. diferentemente deste. em rigor técnico. além disso.br | 11 99610348 facebook. Possui 2 espécies: fidejussória (é efetivação com a apresentação ode fiador) e real (é efetivada com o oferecimento de bens). pode recair também sobre pessoa. para lhe assegurar entrega.com/leonardosakaki | @leosak Requisitos .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 326 Prova documental ou justificação da existência de alguma das situações previstas no art. 813. Prazo Na cautelar de arresto o prazo para a propositura da ação principal tem início a partir do vencimento da obrigação. 822. cujo procedimento vem estabelecido nos arts. objeto do litígio. II .com. A caução será prestada de plano. CPC. 829 e ss. a requerimento da parte. (caução preparatória).uol. e consiste na apreensão de bem determinado. havendo fundado receio de rixas ou danificações. Toda vez que a caução for determinada no bojo de um processo.de bens móveis. A caução pode ser prestada pelo próprio interessado ou por 3º. não haverá necessidade de instaurar-se procedimento específico para a sua efetivação.dos bens do casal.sites. IV . deverá ser instaurado um processo autônomo de caução. O juiz. CPC. que se efetiva com a apresentação de um fiador idôneo ou com o oferecimento de bens colocados à disposição do juízo. semoventes ou imóveis.com. Busca e apreensão Conceito Se assemelha ao arresto. sem que para tanto se instaure procedimento autônomo. Art. quando a caução for exigida sem que haja ainda um processo em curso. os dissipar. cabendo ao juiz determinação. depois de condenado por sentença ainda sujeita a recurso. supõe-se a necessidade de prihttp://leonardosakaki. nas ações de separação judicial e de anulação de casamento. quando se fala em busca e apreensão. pode decretar o seqüestro: I . Caução Conceito Garantia do cumprimento de uma obrigação. se o cônjuge os estiver dilapidando. No entanto. se o réu. mas. por determinação judicial ou a requerimento da parte interessada. quando Ihes for disputada a propriedade ou a posse.br | leonardosakaki@uol. Características A ação principal é uma execução por quantia certa. III . Será sempre possível requerer o reforço da caução quando a garantia não for suficiente.nos demais casos expressos em lei.dos frutos e rendimentos do imóvel reivindicando.

com. credor ou devedor. O mandado será cumprido na forma do art.com. Conceito A não propositura da ação principal acarretará a extinção da cautelar de produção antecipada de provas. Procedimento: segue o previsto nos arts. Características Na petição inicial.de documento próprio ou comum.como ação autônoma ou principal de exibição.sites. como inventariante. mencionando com precisão os fatos sobre os quais há de recair a prova. se for indispensável.submeter à faculdade de ver e tocar. como procedimento preparatório.como medida cautelar preparatória. 844. deferida a liminar.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 327 meiramente procurar a coisa e a pessoa para depois apreendê-la. O mandado deverá estar assinado pelo juiz de quem emanar a ordem.br | leonardosakaki@uol. em poder de co-interessado. o que permitirá que a sua produção seja antecipada. as razões que justificam a concessão da medida e a ciência de estar a coisa ou a pessoa no lugar designado. nos casos expressos em lei. o direito de exibição tende à constituição ou asseguração de prova. 842. e. Tem lugar. é possível que a demora traga perigo para determinada prova. Exibição Conceito Trazer à público. II . na petição inicial. 355 a 363 e 381 e 382. testamenteiro. É cabível: . A liminar poderá ser deferida de plano ou após justificação prévia. Produção antecipada de provas Há um momento oportuno para que as provas sejam produzidas. CPC. às vezes. III . tirar a coisa do segredo em que se encontra. CPC. .como incidente na fase probatória do processo de conhecimento. deverá ser lavrado auto circunstanciado pelos oficiais de justiça. depositário ou administrador de bens alheios. o requerente justificará sumariamente a necessidade de antecipação. finda a diligência. balanços e documentos de arquivo. mas normalmente aguarde-se uma sentença que condene o requerido à exibição. Art. Procedimento O requerente exporá. que se realizará em segredo de justiça. sócio. Liminar: é possível.de coisa móvel em poder de outrem e que o requerente repute sua ou tenha interesse em conhecer. ou em poder de terceiro que o tenha em sua guarda. em mãos do possuidor. poderá ser requerida como preparatória ou incidental. no entanto.com/leonardosakaki | @leosak .uol. será expedido mandado com a indicação do lugar em que a diligência severa ser efetuada e com a descrição da pessoa ou coisa a ser apreendida. . que colherão as assinaturas das testemunhas. ou. Incidência http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. condômino. ao exercício de um simples direito de conhecer e fiscalizar o objeto em poder de terceiro.da escrituração comercial por inteiro. a exibição judicial: I .

O juiz designará audiência de justificação. como na ação cautelar de produção antecipada de provas. a existência de algum fato ou relação jurídica.com/leonardosakaki | @leosak . não se compadece a pretensão a alimentos com a delonga natural do procedimento comum. que lavrará um auto descrito de todos os bens e das ocorrências que tenham interesse para a sua conservação.com. oportunidade de demonstrar que seu temor é finalidade da medida.uol. ainda que a causa principal penda de julgamento no tribunal. dando. ou porque eles são incertos. o juiz concederá liminar. havendo urgência. Características Na petição inicial. nomeando um depositário. por sua vez. haverá necessidade de intervenção do Ministério Público. o interessado exporá o fato ou relação jurídica que pretende ver justificada. no qual o juiz não se pronunciará sobre o mérito da prova colhida. mas de mera documentação. Convencido do perigo. O arrolamento não se limita a descrever os bens. Conceito Arrolamento de bens Tem por finalidade deixar registrado a existência de determinados bens. Provisórios: aqueles requeridos na ação de alimentos. que fiscalizará a ouvida das testemunhas. Características A petição inicial deverá explicitar o direito do requerente aos bens e os fatos em que se funda o seu temor de extravio ou dissipação. podendo reinquirir e contraditar as testemunhas. Conceito Justificação Consiste em documentar.sites. ela não tem natureza cautelar.o julgamento dar-se-á por sentença. Não há necessidade de demonstrar o fumus boni juris e periculum in mora. restringindo-se os direitos do titular. por meio da oitiva de testemunhas. O conceito de alimentos deriva da própria natureza da obrigação de alimentar e de sua intrínseca finalidade. segue as regras do processo geral das ações cautelares. a prova ali produzida poderá ser utilizada num outro processo. não sendo possível a citação pessoal dos interessados. Características Na petição inicial. poderá juntar documentos.br | leonardosakaki@uol. ao requerente. serão citados para acompanhar a produção da prova testemunhal. sem audiência do requerido.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 328 No entanto. Embora inserida entre as ações cautelares. Estes. A ação cautelar de alimentos provisionais processar-se-á no 1º grau de jurisdição.br | 11 99610348 facebook. mas implica sua entrega a um depositário. limitando-se a verificar se foram Conceito http://leonardosakaki. bem como de propositura de ação principal. ou porque não foram localizados. protegendo-os de extravio ou dissipação (deve haver fundado temor do desaparecimento ou extravio dos bens).com. o juiz deferirá o arrolamento. fixando os alimentos provisionais. que poderá ou não ser utilizada em processo futuro. dos quais será dada vista aos interessados. o requerente exporá as suas necessidades e as possibilidades do alimentante. no mais. Destinando-se o crédito alimentar a atender necessidades existenciais primárias e urgentes do ser humano. Alimentos provisionais (ad litem) Provisionais: aqueles requeridos quando ainda não se tem a prova da obrigação de alimentar.

em 24 horas. Essa finalidade esgota-se com a constatação da gravidez. objeto de demanda judicial. Protestos. cuja natureza reclama tratamento especial. não se constituindo a garantia. Conceito Posse em nome do nascituro Conceito Tem por finalidade permitir à mulher provar que está grávida. expondo as razões de fato e de direito pelas quais pretende o protesto. http://leonardosakaki. pagar ou apresentar defesa. garantindo. não havendo qualquer decisão da paternidade. O juiz indeferirá o pedido.br | leonardosakaki@uol. nem de ajuizar qualquer demanda principal. os autos serão entregues.com. que só poderá consistir naquelas enumeradas pelo art. o juiz poderá homologar de plano o penhor legal (neste caso. Estando o pedido suficientemente provado. independentemente de traslado. CPC. Exemplo: alteração do lugar de cerca. o indeferimento exordial será feito por sentença.com/leonardosakaki | @leosak . Características A ação é sempre incidental e nunca preparatória.viola penhora. é cabível em qualquer espécie de ação. alegar ignorância. no curso do processo. Conceito Ocorre quando uma das partes: . Características Na petição inicial.sites. não sendo homologado.com. mas não a citação do devedor). com isso. e deve resultar algum prejuízo à parte contrária.uol. O devedor será citado para. no prazo de 30 dias). A alteração é no estado de fato. 48 horas após a decisão. Homologado o penhor. e não no estado jurídico. alterada indevidamente por uma das partes. sujeito a apelação. ao credor. o juiz dispensará qualquer tipo de instrução. notificações e interpelações São procedimentos em que o juiz se limita a comunicar a alguém manifestação de vontade de 3º. que deverá ser objeto de ação autônoma.br | 11 99610348 facebook. seqüestro ou imissão na posse. após 48 horas. os bens serão restituídos ao réu. Não se admite defesa nem recurso. futuramente. pois pressupõe a existência de modificação do estado fático no curso do processo. a notificação ou a interpelação (não há necessidade de indicar a ação principal a ser proposta. Conceito Homologação do penhor legal É uma garantia instituída pela lei para assegurar o pagamento de determinada dívida. a tabela de preços e a relação dos objetos retidos. Características A petição inicial será instruída com a conta pormenorizada das despesas. Atentado Visa à recomposição da situação fática. quando o requerente não demonstrar legítimo interesse e quando da medida puderem resultar dúvidas e incertezas capazes de impedir a formação de contrato ou negócio lícito. os direitos do nascituro. arresto. 875. com o fim de prevenir responsabilidade ou impedir que o destinatário possa. os autos serão entregues ao requerente independente do traslado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 329 observadas as formalidades legais.

é prolatada sentença de procedência do pleito autoral. Resposta: C 194 Procedimentos especiais http://leonardosakaki. inclusive no que se refere à concessão de liminar. no que se refere à proteção da tutela jurisdicional a ser proferida no processo principal. contra a qual cabe recurso de apelação. Alfredo constata que Thales está adotando uma série de providências destinadas a alienar todos os seus bens. ainda que em grau de recurso. deve fazer um requerimento ao oficial público do cartório de protesto. ameaçada pela alteração do estado fático.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 330 . será lavrado o instrumento público de protesto. caso esta seja confirmada pelo tribunal. o que poderá frustrar o cumprimento da sentença. independente do processo principal. que decidirá por sentença. Protesto e apreensão de títulos Meio de comprovar a falta ou recusa de aceite. não ocorrendo o pagamento. Características Apresentado no cartório de protesto.com. o devedor.com/leonardosakaki | @leosak . e definitivo.com.pratica outra qualquer inovação ilegal no estado de fato. ainda de ato probatório e caracteriza a inadimplência e a mora do devedor. ou da devolução do título. por aviso escrito. de pagamento.sites. (B) sequestro. Ainda na pendência do julgamento da apelação interposta contra a sentença. (C) arresto. condenando o réu ao pagamento de determinada quantia em dinheiro. A medida cautelar específica que deverá ser requerida por Alfredo é o(a) (A) justificação. Trata-se. caberá ao credor suscitar procedimento de dúvida ao oficial ou ao juiz). para que faça o pagamento em 3 dias. A sentença poderá ter um conteúdo misto: cautelar. A petição inicial será dirigida ao juiz da causa principal. o título é protocolado e o oficial fará a intimação do devedor. Segue as regras gerais do procedimento cautelar. É ato formal e solene.uol. juntamente com o original do título protestado quitado ou declaração de anuência do credor (ou por determinação judicial). no que diz respeito à condenação do réu em perdas e danos.prossegue em obra embargada. .3) Nos autos de ação indenizatória ajuizada por Alfredo em face de Thales.br | leonardosakaki@uol. 26 (FGV – OAB 2010. que objetiva conservar e ressalvar direitos cambiários. a qual será autuada em apenso. Conceito No cancelamento. valendo a sentença do atentado que a fixar como título executivo judicial.br | 11 99610348 facebook. (D) produção antecipada de provas. obtendo com isso uma certidão negativa. este deverá comunicar o fato ao juiz corregedor dos cartórios (se não o fizer. No caso de o oficial do cartório de protesto recusar-se a lavrar o protesto.

levante a referida quantia ou expressamente manifeste o motivo de recusa.com. 335. seja ela direta ou indireta. dos herdeiros em relação ao inventariante e tantos outros. Quando a ação for proposta por aquele que pretende exigir a prestação das contas. CC. Judicial: a ação de consignação em pagamento deverá ser proposta no local do cumprimento da obrigação. cuja finalidade é livrar o bem ou direito da posse ou propriedade de 3º da constrição judicial que lhe foi injustamente imposta em processo de que não faz parte. A consignação em pagamento poderá ser proposta se a situação estiver enquadrada dentro de uma das 5 hipóteses do art.sites.br | 11 99610348 facebook. e. salvo se houver eleição de foro. São ações possessórias a reintegração de posse (contra esbulho). Constrição judicial deve ser entendida http://leonardosakaki. o credor ou aquele que tenha poderes para tanto. isto é. caso o credor manifeste expressamente o motivo da recusa. onde o síndico tem obrigação de prestá-las. Possessórias Conceito Tem por objetivo assegurar ao possuidor o seu direito de posse. bem como dúvida sobre quem deve legitimamente receber. se este não se manifestar. cientificando o credor por carta para que. Prestação de contas Conceito Apresentação de contas por aquele que administra bens. Embargos de terceiros Conceito Ação de conhecimento constitutiva negativa de procedimento especial sumário.com/leonardosakaki | @leosak . a manutenção de posse (contra a turbação) e o interdito proibitório (contra a simples ameaça). o depositante terá o prazo de 30 dias para promover a competente ação de consignação em pagamento.br | leonardosakaki@uol. Características Extrajudicial: tratando-se de obrigação em dinheiro. no prazo de 10 dias.uol. Cumpre ao devedor a propositura da ação de consignação em pagamento em face daquele que tem legitimidade para receber o pagamento da obrigação. também nos casos do mandante em relação ao mandatário. o réu será citado para que no prazo de 5 dias as apresente ou conteste a ação. considera-se o devedor liberado da obrigação.com. Características Tem legitimidade aquele que tem o direito de exigi-las e aquele que tem a obrigação de prestálas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 331 Consignação em pagamento Conceito Ação que tem por objeto a extinção de obrigações. destacando-se a recusa do credor em receber a obrigação. É aplicada em casos como condomínios. poderá o devedor ou 3º proceder a depósito em casa bancária oficial. negócios ou interesses alheios.

do recebimento da devida remuneração.com. avaliação ou alienação dos bens. seqüestro. quanto à legitimidade passiva. muito embora tal contrato possa ser gratuito. (C) devem ser oferecidos no juízo deprecante. as partes do processo principal. Tem legitimidade ativa o 3º prejudicado pela constrição. 76 (FGV – OAB 2010. que possui competência por delegação para a execução em outra localidade. é correto afirmar que (A) devem ser oferecidos no juízo deprecante. partilha. exceto quando se tratar de vício ou irregularidade de penhora.uol. exceto quando se tratar de vício ou irregularidade de penhora. ou. Características A ação deverá ser proposta perante o mesmo juízo que ordenou a constrição judicial do bem. Resposta: D Ação de nunciação de obra nova Proteção da propriedade dentro dos limites de vizinhança.com/leonardosakaki | @leosak . Características A petição inicial deve ser instruída com a cópia do contrato de depósito. então. mantida a competência para atos decisórios no juízo principal da execução. aqueles que se beneficiaram com o ato da constrição. de bens móveis para guardá-los como se lhe pertencessem. Não é possível admitir reconvenção por incompatibilidade procedimental. contrato unilateral. pelo depositário. sendo do juízo deprecante a competência para julgamento. depósito. praticados pelo juízo deprecado.com. suas servidões ou aos fins a que é destinado. assim. alienação judicial. arrecadação. inventário. ou de outro documenConceito http://leonardosakaki. O juiz poderá conceder liminarmente os embargos se julgar provada a posse. (D) podem ser oferecidos no juízo deprecante ou deprecado.br | 11 99610348 facebook. CPC. pois a carta precatória se presta apenas para que se pratiquem atos em outra localidade. nas hipóteses do art. avaliação ou alienação dos bens. para impedir que o coproprietário execute alguma obra com prejuízo ou alteração da coisa comum. do regulamento ou de postura. impedindo que o prédio de que se tem propriedade ou posse sofra prejuízo decorrente da obra vizinha. o condomínio. a fim de impedir que a edificação de obra nova em imóvel vizinho lhe prejudique o prédio. busca e apreensão da coisa. arresto.br | leonardosakaki@uol. hipoteca judicial.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 332 como penhora. sendo. (B) devem ser oferecidos no juízo deprecado. desde que seja prestada a devida caução. arrolamento. a fim de impedir que o particular construa em contravenção da lei. ou o Município. Conceito Tem legitimidade o proprietário ou o possuidor.3) Em relação aos embargos de terceiro na execução por carta precatória. caso então que deverá ordenar a expedição do mandado de manutenção ou restituição a favor do embargante. 934. Características Deverá ser proposta no foro do local do imóvel. Ação de depósito Caracteriza-se o contrato de depósito pelo recebimento.sites. praticados pelo juízo deprecado.

não podendo ser proposta se o autor não possuir prova. poderá intimar o autor para que. dentro do prazo de 10 dias. demonstrando. nem oferecendo os respectivos embargos. Características Proposta a ação monitória. estará isento das custas e honorários advocatícios. o juiz deverá extinguir o feito. que comprove a existência do mesmo. A prova escrita é o requisito essencial de admissibilidade da ação monitória. o valor do bem depositado. processada por rito especial. não pagando.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 333 to que o substitua. em 15 dias. pois. visto que o juiz determinará a expedição de mandado para entrega da coisa ou o equivalente em dinheiro no prazo de 24h. o juiz converterá o mandado monitório em mandado executivo. Se procedentes os embargos. desde logo. não é necessária sentença de mérito transitada em julgado. antes de indeferi-la. é possível a ação de substituição precedida da anulação do título. para constituir o título. emende a inicial.uol. sendo que são processados nos mesmos autos da ação monitória e a matéria é ampla. Ação de anulação e substituição de título ao portador Conceito É utilizada em caso de destruição total ou parcial do título. poderá apresentar embargos monitórios a fim de impugnar a ação. cumpra a obrigação. para que o requerido. na hipótese de a inicial não conter os requisitos necessários para o prosseguimento do feito. prosseguindo-se o processo de execução. ou seja. sendo certo que.br | leonardosakaki@uol. o juiz deferirá a expedição do mandado de citação do devedor para que pague determinada soma em dinheiro ou entregue o bem pretendido. Ação monitória Conceito É um procedimento de cognição sumária. Se o requerido cumprir a obrigação.br | 11 99610348 facebook. far-se-á cessar a eficácia deste para que seja substituído por outro. primeiro. sem a necessidade de um processo de conhecimento. pois ele está com pessoa indeterminada e faz-se necessária a propositura da ação para impedir a circulação paralela de duas cártulas incorporando a mesma obrigação. que tem como objetivo alcançar o título executivo. recebido no duplo efeito. ressalte-se que não se faz necessária a garantia do juízo. o juiz. de forma antecipada. Em caso de perda ou desapossamento injusto. Quanto aos embargos. Não emendada a petição inicial. o juiz determinará a extinção da monitória e condenação do autor. Recebida a inicial.com/leonardosakaki | @leosak . A ação monitória deve ser proposta no foro do domicílio do réu. Se improcedentes os embargos.com. através de petição inicial devidamente instruída com a prova escrita da obrigação. Caso contrário. ora embargado. Desta sentença caberá recurso de apelação.sites. com a devida citação do devedor. o mandado inicial será convertido de pleno direito em mandado de execução. de acordo com o pedido formulado pelo autor.com. http://leonardosakaki. amplo e lento. em custas e honorários.

com/leonardosakaki | @leosak . admite-se a reconvenção. (D) o Ministério Público não tem legitimidade para requerer a interdição. (C) a realização de prova pericial. Na hipótese de existência de título executivo extrajudicial. excepcionalmente. podendo o juiz dispensá-la.099/95 35 (FGV – OAB 2010. admite-se. (B) a sentença proferida pelo juiz faz coisa julgada material. (C) Nas ações propostas por microempresas.uol. que diferenciam o procedimento dos Juizados do procedimento comum do CPC.br | leonardosakaki@uol. Segundo a Lei n. sentença ilíquida. Resposta: A 196 Juizado Especial Cível – Lei 9. (B) É vedado o litisconsórcio. (A) Não é cabível nenhuma forma de intervenção de terceiros nem de assistência. assinale a alternativa que indique uma dessas regras específicas.2) Com relação ao procedimento da curatela dos interditos.099/95 disciplina os chamados Juizados Especiais Cíveis no âmbito Estadual. (D) Se o pedido formulado for genérico.099/95. 9.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 334 A ação monitória poderá ser promovida com base em títulos de crédito prescritos. 195 Procedimento de jurisdição voluntária Alienações judiciais Separação consensual Testamento e codicilos Herança jacente Bens do ausente Coisas vagas Tutela e Curatela Fundações Especialização de hipoteca legal 39 (FGV – OAB 2010. é correto afirmar que: (A) na ausência dos pais. tendo em vista a falta de interesse. não é possível a utilização de outra via senão a executiva.sites.2) A Lei n. consistente no exame do interditando. Nela é possível encontrar diversas regras especiais.com. instrumentos particulares sem assinatura de testemunhas e boleto bancário.br | 11 99610348 facebook. é facultativa. do tutor e do cônjuge. 9.com. sob pena de extinção do feito sem julgamento do mérito por carência de ação. um parente próximo pode requerer a interdição. Resposta: A http://leonardosakaki.

não pode o fornecedor deixar de apresentar o produto tal como ele se encontra nem pode dizer mais do que ele faz. (D) O princípio da transparência impõe um dever comissivo e um omissivo. assinale a alternativa correta. tutela penal. 198 Características do CDC As regras são principiológicas e grandes termas apresentam-se como cláusulas gerais. 5 e 170. pessoa física ou ente despersonalizado. I. portanto. diz respeito apenas à vulnerabilidade técnica. As normas do CDC.com/leonardosakaki | @leosak . o CDC apresenta normas de caráter dispositiva.uol. CF. Sempre desenvolve atividade econômica. tutela processual. mais existir o dolus bonus. 2ª parte.com. prevendo expressamente o comportamento dos consumidores e dos fornecedores.sites. Resposta: D 199 Relação de consumo protegida pelo Código de Defesa do Consumidor . Cuidado: muito embora não seja regra. ou seja. (A) O CDC é uma norma tipificadora de condutas. conjunto de atos realizados de forma reiterada e profissional com o intuito de obter renda. Procura o legislador incentivar a concorrência entre as empresas.Sujeitos: Fornecedor: pessoa jurídica. Exemplo: Art. ou seja. que presume ser o consumidor o elo mais fraco da relação de consumo.br | leonardosakaki@uol. como regra.br | 11 99610348 facebook.3) Em relação aos princípios previstos no Código de Defesa do Consumidor. Toma por base a relação desigual entre fornecedores e consumidores. O CDC possui tutelas múltiplas: tutela civil (ou tutela material). 51.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 335 DIREITO DO CONSUMIDOR 197 Proteção ao consumidor Proteção ao consumidor é um direito fundamental do ser humano e um dos fundamentos da organização econômica brasileira. Arts. CDC. 98 (FGV – OAB 2010. (B) A boa-fé prevista no CDC é a boa-fé subjetiva. levando em conta que o interesse daquele que adquire os produtos e serviços é essencial. tutela administrativa. não podem ser dispostas por vontade das partes. O particular http://leonardosakaki. procurando garantir a igualdade entre eles. não pode. (C) O princípio da vulnerabilidade.

29 – Equiparam-se aos consumidores todas as pessoas determináveis ou não. 2. aquele que não utiliza produto ou serviço para finalidade lucrativa. Consumidor: pessoa física ou pessoa jurídica que adquire produtos ou serviços na condição de destinatário final da cadeia econômica. por isso não é regulado pelo CDC. Consumidor por equiparação – Art. Que pauta na fragilidade do consumidor. Produto é qualquer bem móvel ou imóvel. parágrafo único – Para fins de proteção.br | leonardosakaki@uol. Teoria mista ou finalismo aprofundado: o consumidor é o destinatário final vulnerável.sites. Teoria dos tribunais superiores: teoria finalista.Elemento finalístico: destinação final. por si só. . surgem diversas teorias para explicar a condição do consumidor como destinatário final. consideram-se consumidores todas as vítimas do evento. O destinatário final29 é o sujeito que retira de circulação o produto ou o serviço adquirido. . que adquire produtos e serviços sem utilidade profissional ou empresarial. Toma a idéia de destinatário final econômico.com/leonardosakaki | @leosak . Refere-se à proteção da coletividade dos consumidores. 29 http://leonardosakaki. Por esta razão. Toma a idéia de destinatário final fático. Também se refere à proteção da coletividade de consumidores. Consumidor-vítima – Art. ou seja.br | 11 99610348 facebook. material ou imaterial. pouco importando o uso do produto ou serviço adquirido. a ser aferida caso a caso. equipara-se ao consumidor a coletividade. É importante observar que a forma de aquisição do produto é irrelevante para a sua caracterização.uol. expostas às práticas comerciais ou contratuais. Esta pode ocorrer tanto de forma direta como indireta pelo consumidor. Art.com. 2 É a definição principal no sistema de proteção do Código de Defesa do Consumidor. Trata-se de toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.Objetos: produtos ou serviços. é regulado pelo CC.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 336 que vende o seu automóvel pratica um ato econômico e não uma atividade econômica. 17 – Para fins de responsabilização do fornecedor. Destinatário final é o que diferencia a aquisição para consumo da aquisição para finalidade negocial. Teoria finalista: o consumidor é o destinatário final não econômico. Consumidor nas práticas comerciais e contratuais – Art. Serviço é atividade remunerada no mercado de consumo. O ponto marcante do finalismo decorre do fato de ser a posição dominante da segunda seção do STJ. O CDC não deixa explícito a forma de remuneração pelo serviço. mesmo que indeterminada. A expressão destinatário final tem natureza econômica e. que tenha participado ou possa a vir participar de relação de consumo.com. Teoria maximalista: basta a condição econômica de destinatário final para aplicação do CDC. mesmo que não tenham sido elas quem compraram o produto ou serviço. revela uma dificuldade de enquadramento jurídico.

vulnerabilidade econômica. Conceito: trata-se de um conjunto de normas programáticas30 que estabelecem um conjunto de objetivos.Princípio da segurança. Responsabilidade pelo fato: acidente de consumo. No direito do consumidor temos a responsabilidade pelo fato (arts. que difere do direito civil. Todo consumidor é sempre vulnerável. atendimento das necessidades e dos interesses dos consumidores. Vítimas: consumidor negocial (quem contratou) e a vítima do evento. falha de segurança. Assim. vulnerabilidade jurídica. Hipossuficiência depende de decisão judicial – é um direito básico do consumidor.uol. Responsáveis: pelo fato do produto e pelo fato do serviço. Trata-se de um dever do fornecedor que impede a circulação de produtos ou serviços capazes de acarretar riscos à vida ou à saúde do consumidor.sites. a) Responsabilidade pelo fato do produto Violação do dever de segurança e tem como consequência um acidente de consumo. Com isso.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 337 200 Política nacional da relação de consumo É disciplinada nos arts. 4 e 5 do CDC. . http://leonardosakaki. a falha de segurança deve repercutir na esfera pessoal do consumidor. busca-se uma melhor harmonia do mercado.com. pobre). ou seja. Não se confunde vulnerabilidade com hipossuficiência (pessoa carente. físico ou patrimonial. 201 Responsabilidade civil O CDC estabelece 2 regimes jurídicos específicos. Exige-se que as informações devam ser prestadas de forma compreensíveis ao consumidor. princípios e instrumentos aplicáveis à relação de consumo. objetivos.br | 11 99610348 facebook. 12 ao 14. A política nacional está relacionada aos objetivos. STJ: acidente efetivo Posição doutrinária: exposição – não é a posição dominante. A vulnerabilidade é uma presunção absoluta.br | leonardosakaki@uol. . Exemplos: vulnerabilidade técnica.com/leonardosakaki | @leosak .Princípio da vulnerabilidade. CDC) e responsabilidade pelo vício. Prescrição: 5 anos. 30 Estabelece metas. A caracterização efetiva do acidente é obrigatória para a configuração desse regime jurídico. .Princípio da informação.com.

quando falamos em responsabilidade civil. mediante convenção entre o consumidor e o fornecedor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 338 Características: (i) Consumidor negocial (ii) Vítima do evento (consumidor por equiparação) – art. (iii) Responsáveis: pelo fato do produto (art. "fornecedor". construtor e importador – há uma imputação específica. Observação: o prazo de saneamento pode ser ampliado em até 180 dias ou reduzido para 7 dias. CDC). ou seja. CDC) Na responsabilidade pelo fato do serviço.direito de reclamação: trata-se de um direito potestativo do consumidor que lhe garante a possibilidade de sanar os vícios do produto ou do serviço adquirido atendido certas regras fixadas nos arts. produtor. subsidiário (art. neste caso. Tratando-se de vício de quantidade (art. CDC) ou vício de serviço (art. 14. 18 ao 20.br | 11 99610348 facebook. http://leonardosakaki. trata-se de uma garantia facultativa. que representa uma norma de ordem pública – qualquer produto possui essa garantia – 90 dias para os produtos/serviços duráveis e 30 dias para os produtos/serviços não duráveis. Diante disso o não atendimento desse prazo nos traz como consequência a decadência do mesmo.com/leonardosakaki | @leosak . CDC). 19.contagem dos prazos: o consumidor deve encaminhar o produto para saneamento – fornecedor – prazo de 30 dias (pode reter o produto durante esse prazo para resolver esse problema).sites. CDC) . como. Indireto. Os profissionais liberais têm responsabilidade subjetiva. CDC): comerciante – o comerciante será responsabilizado quando as pessoas indicadas no art. apura-se a culpa do profissional liberal (art. Atenção: se o acidente de consumo tiver como causa a má conservação de produtos perecíveis. 17. 12. 19 e 20. 20. 12. 14. CDC). Por tratar-se de um direito potestativo. CDC) Vício = falha de adequação dos produtos e serviços em circulação no mercado. não flui. 26. autoriza 2 mecanismos: . b) Responsáveis pelo fato do serviço (art. CDC. muito embora não tenha adquirido o produto ou o serviço que lhe deu causa. Garantia convencional ou contratual.com.br | leonardosakaki@uol.uol. não forem encontradas ou a sua identificação for capaz de prejudicar a indenização do consumidor. O prazo contratual (que pode ser parcial) somente ocorrerá após o término do prazo legal. CDC – A vítima do evento é a pessoa que sofre um acidente de consumo.prazo de garantia: Garantia legal (art. ou seja. 18. o comerciante será responsabilizado diretamente. c) Responsabilidade pelo vício (arts.obrigação de indenizar (art. Consequência: frustração de consumo. todos os envolvidos serão responsabilizados de forma solidária. ele está sujeito a um prazo fixado em lei. a lei não especifica qualquer prazo para o fornecedor sanar os vícios. CDC): fabricante. por exemplo. . 6. não utilizou uma definição genérica. Atenção: a responsabilidade subjetiva do profissional liberal não se aplica na hipótese do vício do serviço (art. CDC. CDC). O vício. que tem como efeito impedimento da fluência do prazo da garantia legal – o "prazo não corre". 13. §4.com. Exercício do direito de reclamação: . 20.

(C) 30 (trinta) dias a contar da entrega do produto. abandonar a estrada. a jogar o carro para o acostamento e. (D) Propositura de ação de responsabilidade civil pelo vício do produto em face do fabricante e da concessionária.uol. Na qualidade de advogado de Joaquim. Abatimento proporcional. O prazo para o fornecedor sanar os vício não está previsto em todas as situações. mal consegue acessar seu celular para pedir auxílio.br | 11 99610348 facebook. Joaquim. (D) 90 (noventa) dias a contar de quando ficar evidenciado o vício. d) Prazo prescricional de ações de consumo sujeitos ao CDC 5 anos contados do ato ou do fato que gerou o acidente.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. o que leva Joaquim. se recupera do imenso susto e entra em contato com seus familiares.3) O prazo para reclamar sobre vício oculto de produto durável é de (A) 90 (noventa) dias a contar da aquisição do produto. Assim.Resultados: Saneamento: correção do erro Vícios não sanáveis – opções do consumidor: Substituição por outro produto da mesma espécie.3) Em sua primeira viagem com seu carro zero quilômetro. (B) 90 (noventa) dias a contar da entrega do produto. Vícios ocultos: a partir da constatação. qual seria a orientação correta a ser dada em relação às providências cabíveis? (A) Propositura de ação de responsabilidade civil pelo fato do produto em face do fabricante do veículo.com.com. (C) Propositura de ação de responsabilidade civil pelo fato do produto em face da concessionária que vendeu o veículo a Joaquim. Uma vez exercido o direito no prazo. O CDC ressalva de maneira expressa que os produtos essenciais que apresentem vícios não terá o fornecedor a possibilidade de saneamento. que. fechado por outro veículo. De acordo com o STJ somente será constatado durante a vida útil do bem. muito abalado. nenhum dano material ou físico acontece ao carro nem ao motorista. precisa dar uma freada brusca para evitar um acidente. Com a ajuda de moradores locais. (B) Não há ação a ser proposta porque não houve dano.sites. uma vez que a responsabilidade é solidária.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 339 Vícios aparentes ou de fácil constatação: a partir da entrega do produto ou término do serviço. em seguida. Ele somente será utilizado quando o vício pela sua própria natureza puder ser sanado. Resposta: D . Felizmente. as falhas e desgastes que extrapolam a vida útil não caracterizam o vício. O freio não funciona. o CDC estabelece que o consumidor deve oportunizar ao fornecedor a possibilidade de saneamento do vício. 94 (FGV – OAB 2010. transtornado. Restituição + perdas e danos. Resposta: A http://leonardosakaki. 92 (FGV – OAB 2010.

é correto afirmar que: (A) a publicidade somente vincula o fornecedor se contiver informações falsas.br | 11 99610348 facebook.Publicidade enganosa (art. Efeito: força vinculante ou obrigatória (art. limitação quantitativa etc.Publicidade clandestina (art. O CDC elenca um rol de práticas permitidas e também proibidas. §2. . Resposta: D (iii) Práticas comerciais abusivas (art. entretanto é uma informação de caráter econômica.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 340 202 Práticas comerciais Práticas comerciais são condutas realizadas no mercado de consumo para o desenvolvimento da atividade econômica do fornecedor. Por definição legal a oferta se traduz por um conjunto de informações as quais não necessitam de uma reunião num único ato. Exemplos: venda casada. Revela características objetivas e subjetivas sobre produtos e serviços em circulação no mercado. 99 (FGV – OAB 2010. CDC) – falsidade por ação ou omissão.com/leonardosakaki | @leosak .2) Sobre o tratamento da publicidade no Código de Defesa do Consumidor. §1.com. CDC) – viola os valores de proteção. 39. (D) é abusiva a publicidade que desrespeita valores ambientais. Rol exemplificativo de práticas abusivas no art. Formas publicitárias proibidas: . (i) Oferta O conceito de oferta adotado no CDC é mais amplo do que aquele previsto no CC.uol.com. envio de produtos ou serviços não solicitados.sites. 100 (FGV – OAB 2010. o consumidor pode exigir o que foi veiculado. 39.2) http://leonardosakaki. Conjunto de informações inseridas no mercado de consumo sobre produtos e serviços. CDC) Circulação de produtos em desconformidade com o INMETRO. . CDC) – quando não noto ou não percebo.br | leonardosakaki@uol. CDC. Trata-se do marketing. Uma vez tendo a força vinculante. ou seja. 36. 30. (B) a publicidade que não informa sobre a origem do produto é considerada enganosa. CDC). (C) o ônus da prova da veracidade da mensagem publicitária cabe ao veículo de comunicação. 37.Publicidade abusiva (art. mesmo quando não essencial para o produto. capazes de revelar elementos da relação negocial (ii) Publicidade Também é uma informação. 37. As informações somente terão caráter vinculante se forem suficientemente precisas.

o consumidor. valendo-se de novas provas.Prazo máximo de permanência dessas informações: 5 anos. Os contratos podem ser tanto individualizados (feitos para especificamente para aquele consumidor). efeito erga omnes.uol.com/leonardosakaki | @leosak . (i) Proteção contratual Direito de arrependimento (art. não faz coisa julgada material. no caso de improcedência do pedido de nulidade de cláusula contratual. se procedente. qualquer prejudicado. (ii) Cláusulas abusivas (art. Contrato de adesão (art. (B) Tratando-se de direitos individuais homogêneos. CDC) A cobrança de dívida é lícita. CDC) são aqueles em que uma das partes estipula as cláusulas. (v) Cadastro de proteção ao crédito . o efeito é ultra partes e impede a propositura de ação individual. 203 Práticas contratuais Contratos de consumo são os instrumentos jurídicos hábeis a criar as relações de consumo. .Os bancos de dados de cadastro de crédito têm caráter público. 37 e 39 do CDC. 54. Publicidade enganosa (ação ou omissão) e abusiva. Atenção: o CDC prevê a possibilidade de repetição em dobro das quantias pagas caso o pagamento tenha ocorrido por força de uma cobrança abusiva. A cobrança abusiva é aquela que expõe o consumidor. CDC) e cabe dano moral. podendo. o efeito da coisa julgada material será: (A) Tratando-se de direitos individuais homogêneos. .br | leonardosakaki@uol. É crime (art.br | 11 99610348 facebook.com. mas só aproveita aquele que se habilitou até o trânsito em julgado. julgados improcedentes. Resposta: C (iv) Cobrança de dívida (art. não poderá intentar ação individual. (C) Tratando-se de direitos difusos. .sites. (D) Tratando-se de direitos coletivos. CDC) http://leonardosakaki.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 341 Nas ações coletivas.As informações positivas (cadastro dos bons pagadores) somente poderão ser inseridas com a anuência dos consumidores. 51.Direito de comunicação por escrito das informações restritivas. 49. 71. mas a lei proíbe a forma abusiva – há limitação no que diz respeito à forma. CDC) – direito de desistir – prazo de 7 dias para desistir desde que a contratação tenha ocorrido fora do estabelecimento comercial. 42. e o outro contratante apenas adere a elas. que não ti ver conhecimento da ação. Publicidade: arts. no caso de improcedência por insuficiência de provas. quanto por adesão. intentar nova ação com os mesmo fundamentos.com. sem haver a possibilidade de discussão de seus termos ou de modificação substancial de seu conteúdo.

com. Os direitos são divisíveis. os transindividuais.Posso pleitear o abatimento proporcional dos juros em razão do pagamento antecipado.br | leonardosakaki@uol. c) interesses ou direitos individuais homogêneos. Os direitos são indivisíveis. Exemplo de origem comum: acidente aéreo. Exemplos: circunstâncias de fato: publicidade em geral. mas de. no máximo. Nesta relação jurídica. de que seja titular grupo.br | 11 99610348 facebook. CDC) Todo contrato que envolva outorga de crédito estão sujeitas às regras: . . so.Indeterminados. nesta relação temos mais de um sujeito titular do direito. ou seja. 205 Tutela processual do consumidor O consumidor tem duas formas de ter seu direito protegido em juízo pelo CDC: individual e coletivamente. Por exemplo: qualidade no serviço educacional pela escola privada. os transindividuais. Será coletiva a defesa quando tratar de: a) interesse ou direito difuso. (iii) Concessão de crédito (art. sendo que são todos determinados.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 342 Cláusulas abusivas – cláusulas nulas de pleno direito.. b) interesses ou direitos coletivos.sites. categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base. qualidade no serviço público de fornecimento de energia elétrica etc. Pagamento antecipado – redução proporcional dos juros.Determinados mináveis termináveis Bem jurídico Indivisíveis Indivisíveis Divisíveis Relação jurí. Interesses individuais homogêneos Titulares Indeterminados e indeter.Há relação jurídica (base) Há um fato comum que vincula dica mente circunstâncias de fato que liga consumidores e os titulares do direito violado http://leonardosakaki. Nesta relação jurídica. Os direitos são indivisíveis. Trata-se de um rol exemplificativo.. 52. mas determináveis. 204 Concessão de crédito – art. 2% por prestação.com.com/leonardosakaki | @leosak Interesses difusos Interesses coletivos .uol. assim entendidos os decorrentes de origem comum. temos sujeitos de direito indeterminados e indetermináveis. de natureza indivisível. ou seja. de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato.Multa de atraso é de.Não há relação jurídica. temos sujeitos indeterminados. 52 do CDC Multa por atraso – no máximo de 2%. de natureza indivisível. poluição do ar etc.

difusos e individuais homogêneos. fixar astreintes (multa diária) ou outras medidas executórias. 9.com.br | 11 99610348 facebook.Clientes de um mesmo Veículos produzidos com o mesmo defeito de série mento emagrecedor mila.banco groso Legitimidade concorrente Exemplo 205. Municípios e Distrito Federal Entidades e órgãos da administração pública direta ou indireta Associações legalmente constituídas 205. na decisão. http://leonardosakaki. o CDC.4 Ações de responsabilidade civil: defesa individual Tem por objetivo impedir a ocorrência de dano e ressarcir civilmente o consumidor.2 9. 9. Estados. no intuito de garantir o cumprimento da obrigação in natura e o perecimento de direitos. Poderá ainda o juiz.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 343 fornecedores Publicidade de um medica.3 Ações coletivas Para discutir direitos coletivos.br | leonardosakaki@uol. admite que o juiz confira tutelas específicas (antecipatórias ou definitivas).1 9.1 Ministério Público Federal e Estadual União.com. no âmbito individual.2 Ação de obrigação de fazer ou não fazer Para efetivação da tutela jurisdicional em favor do consumidor.uol.sites.com/leonardosakaki | @leosak .

972. após exame das circunstâncias e dos riscos da empresa. desde que estranhos ao acervo daquela. Exercida com habitualidade. CC: capacidade.sites. Cooperativa. Poderá o incapaz. ouvidos os pais.1 Empresário a) incapaz É possível ao empresário que ele seja incapaz? Nunca. deve estar representado ou assistido.br | 11 99610348 facebook. Pessoal.com. haverá uma autorização judicial. por seus pais ou pelo autor de herança. O juiz nomeará um assistente ou representante. servidor público – art. Os bens do incapaz que não tem relação com a atividade empresarial não são atingidos pelas dívidas empresariais. Exercida com habitualidade. podendo a autorização ser revogada pelo juiz. 117. Isso significa que haverá um único conjunto de bens.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 344 DIREITO EMPRESARIAL 206 Atividade empresarial Atividade não empresarial Atividade econômica – visa lucro. (Atenção: ler o art.101/05. tutores ou representantes legais do menor ou do interdito. § 1o Nos casos deste artigo. que responderá pelas dívidas pessoais. podendo ser sócio ou acionista). não pode ser empresário individual. Lei 8. O legislador permite que o incapaz continue. só pode participar da sociedade se o capital social estiver totalmente integralizado. continuar a empresa antes exercida por ele enquanto capaz. 207 Empresário individual Se registrado. que o prazo será de 10 anos –. a pessoa é falida em até 5 anos contados da falência. §3. Pessoa que sozinha é dona de uma empresa. Requisitos para ser empresário individual – art. http://leonardosakaki. 974. 207. mas também responderá pelas dívidas empresariais. pode no máximo continuar uma atividade empresarial – em caso de herança ou em caso de incapacidade superveniente. por meio de representante ou devidamente assistido.uol. nem administrador. mas continua não tendo personalidade jurídica.com/leonardosakaki | @leosak . bem como da conveniência em continuá-la. Para ser empresário a pessoa não pode ter sócio. se não houve crime falimentar. § 2o Não ficam sujeitos ao resultado da empresa os bens que o incapaz já possuía. Lei 11.com. sem prejuízo dos direitos adquiridos por terceiros. profissional liberal. 158. CC – atualização de 2011) Art. precederá autorização judicial. Organização – preocupação com a gestão. devendo tais fatos constar do alvará que conceder a autorização. há um CNPJ. O CNPJ é apenas para tributação diferenciada. Atividade empresarial Atividade econômica – visa lucro.br | leonardosakaki@uol. Incapaz sócio: não pode ser administrador.112/90. 974. ao tempo da sucessão ou da interdição. livre de impedimentos (proibições: falido – art . mas necessariamente vai ter essa proteção patrimonial.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 345
§ 3o O Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais deverá registrar contratos ou alterações contratuais de sociedade que envolva sócio incapaz, desde que atendidos, de forma conjunta, os seguintes pressupostos: (Incluído pela Lei nº 12.399, de 2011) I – o sócio incapaz não pode exercer a administração da sociedade; (Incluído pela Lei nº 12.399, de 2011) II – o capital social deve ser totalmente integralizado; (Incluído pela Lei nº 12.399, de 2011) III – o sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o absolutamente incapaz deve ser representado por seus representantes legais. (Incluído pela Lei nº 12.399, de 2011)

b) empresário casado Alienar ou onerar bens imóveis. Bens que tem relação com a atividade empresarial, que é usado como objeto da atividade, não os bens do casal – não precisa da vênia conjugal, não importando o regime de bens do casal. c) atividade rural Tem a faculdade de se registrar na Junta Comercial, mas quando se registra é que posso afirmar que essa atividade é empresarial. O simples plantador de cana não registrado não é uma empresa. 207.2 Empresa individual de responsabilidade limitada – EIRELI – Lei 12.441/11 Há a constituição de uma pessoa jurídica – há um patrimônio da pessoa jurídica e um patrimônio da pessoa física. Capital social: 100 salários mínimos. Objeto: prestação de serviços, permissão do direito de imagem, profissionais intelectuais.

208

Registro da atividade empresarial – Lei 8.934/94)

Artigos importantes da lei: 5, 6, 29, 32. Artigos do CC: 967 a 969. Órgão: DNRC (Departamento Nacional do Registro de Comércio): Órgão federal. Fiscaliza e normatiza a atividade da Junta Comercial. Junta Comercial 1 por Estado Arquivamento (registro e averbação) – é público. Autenticação (livros) – é sigiloso.

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Nome empresarial

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 346 Nome empresarial é o que registro na Junta Comercial ou no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas. Se não registrar, não há nenhum tipo de proteção. Quando falo em junta comercial, falo em sociedades empresárias. Quando falo em cartório de registro civil de pessoas jurídicas é onde registro as sociedades simples, ou seja, as sociedades não empresárias. A proteção do nome empresarial envolve o estado, a proteção é estadual. O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. Art. 1.164 do Código Civil. Não posso fazer negociação do nome apenas. - Espécies de nome empresarial: (i) firma individual: é o nome do empresário individual. O empresário individual é obrigado a utilizar a firma individual. (ii) razão social: o nome é composto pelo nome dos sócios. A sociedade em nome coletivo e a sociedade em comandita simples são obrigadas a utilizar a razão social. (iii) denominação social: o nome é inventado. A sociedade anônima é obrigada a utilizar a denominação social. Observação: a sociedade limitada tem a faculdade de utilizar a firma social ou a denominação social, assim como a sociedade em comandita por ações. Se a companhia não inserir a denominação "ltda." gera responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores. Numa nota promissória, por exemplo, não sendo escrito o "ltda." gerará a responsabilidade dos sócios sobre a nota promissória assinada.

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Estabelecimento (arts. 1.142 a 1.147, CC)

Muito importante! Conjunto de bens materiais ou imateriais (exemplos: nome empresarial, marca, patente) que são utilizados na atividade empresarial. O dono do estabelecimento é o empresário ou a sociedade empresária. 210.1 Trespasse Alienação do estabelecimento comercial. Formalidade para eficácia perante terceiros: averbação na Junta Comercial, publicação no diário oficial do estado, concordância dos credores é necessário se o alienante não tiver bens suficientes para saldar as dívidas que está deixando no estabelecimento – necessária notificação dos credores e aguardar 30 dias para manifestação dos credores (podendo ser expressa ou tácita)*. *se o credor não concordar ou não for notificado, pode pedir a falência do alienante – art. 94, III, c, Lei 11.101/05 – o trespasse passa a ser ineficaz perante a massa (art. 129, Lei 11.101/05), ou seja, o estabelecimento pode ser vendido para pagar os credores, ficando o comprador classificado como credor quirografário, recebendo por último.

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Art. 94. Será decretada a falência do devedor que: III – pratica qualquer dos seguintes atos, exceto se fizer parte de plano de recuperação judicial: c) transfere estabelecimento a terceiro, credor ou não, sem o consentimento de todos os credores e sem ficar com bens suficientes para solver seu passivo;

Responsabilidade pelas dívidas: quando vendo o estabelecimento as dívidas que assumi quando era dono ficam como? O comprador responde apenas pelas dívidas contabilizadas. De acordo com o art. 133, CTN, o adquirente também responde pelas dívidas fiscais. O alienante, vendedor, continua solidariamente responsável por 1 ano.
Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato: I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade; II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão. § 1o O disposto no caput deste artigo não se aplica na hipótese de alienação judicial: I – em processo de falência; II – de filial ou unidade produtiva isolada, em processo de recuperação judicial. § 2o Não se aplica o disposto no § 1o deste artigo quando o adquirente for: I – sócio da sociedade falida ou em recuperação judicial, ou sociedade controlada pelo devedor falido ou em recuperação judicial; II – parente, em linha reta ou colateral até o 4o (quarto) grau, consanguíneo ou afim, do devedor falido ou em recuperação judicial ou de qualquer de seus sócios; ou III – identificado como agente do falido ou do devedor em recuperação judicial com o objetivo de fraudar a sucessão tributária. § 3o Em processo da falência, o produto da alienação judicial de empresa, filial ou unidade produtiva isolada permanecerá em conta de depósito à disposição do juízo de falência pelo prazo de 1 (um) ano, contado da data de alienação, somente podendo ser utilizado para o pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos que preferem ao tributário.

Não concorrência por 5 anos, no caso de contrato omisso.

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Sociedades

Personificadas: pessoa jurídica – possui registro: (i) Junta Comercial (quando a sociedade for empresária); (ii) Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas (registro de sociedades simples, ou seja, sociedade não empresário); (iii) Conselho Seccional da OAB (sociedade de advogados no exercício da advocacia). Não personificada: não é pessoa jurídica.

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Sociedade simples e sociedade empresária http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Sociedade simples Atividade não empresarial. Exemplos: sociedade de empresários liberais. Registrado no cartório de registro civil de pessoas jurídicas. Cooperativa.

Sociedade empresária Atividade empresarial. Exemplo: padaria, indústria, mercado etc. Registrado na Junta comercial. S.A. e comandita por ações Pode sofrer falência e recuperação social.

212.1 Sociedade comum, sociedade de fato ou sociedade irregular – arts. 986 e ss., CC Não tem personalidade jurídica. Não tem registro. Não há nome empresarial. Responsabilidade dos sócios: respondem ilimitadamente e solidariamente. Quando o credor decide cobrar uma dívida, pode atingir diretamente os sócios? O credor atingirá o patrimônio especial (bens dos sócios que foram destinados ao uso da atividade) e só após o patrimônio especial que atingirá os sócios. Exceção: é excluído do benefício de ordem o sócio que contratou. Imagine uma loja chamada SARANA Ltda., mas que não foi registrada (não é limitada, não há registro, é pegadinha). Duas sócias: Sara e Ana. A Ana comprou mercadorias para a loja e parcelou em 16x. O credor pode atingir o patrimônio pessoal da Ana? Para Ana não tem benefício de ordem, pois foi ela quem comprou os produtos. A empresa não tem CNPJ, então, foram utilizados os dados dela. A Sara pode ser atingida, entretanto a Sara, para ser atingida, tem que esgotar o benefício de ordem, ou seja, acabar com os bens de SARANA. Pode sofrer processo falimentar? Sim – serão falidos os sócios e a sociedade (art. 82, Lei 11.101/05). Não pode sofrer recuperação de empresas, visto que isso só é possível para sociedades registradas. 212.2 Sociedade em conta de participação – arts. 991 e ss. CC Não tem personalidade jurídica. Não tem registro – pode ser registrada no Cartório de Títulos e Documentos. Não há nome empresarial. Sócios: (i) ostensivo: o sujeito aparece perante terceiros. Ele realiza contratos perante terceiros. Responde ilimitadamente perante terceiros. Pode sofrer falência (ii) participante: não aparece perante terceiros. Não responde perante terceiros. Não pode Obs.: o sócio participante pode haver regras de responsabilidade entre eles, mas não há com terceiros. Ele até pode responder, mas dependendo de contrato firmado entre eles. A sociedade não pode sofrer falência, apenas o sócio ostensivo. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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212.3 Sociedade em nome coletivo – arts. 1.039 a 1.044, CC Tem personalidade jurídica. Tem registro. Pode ser uma sociedade simples ou uma sociedade empresária, dependendo da atividade exercida pela mesma. Responsabilidade dos sócios: os sócios são necessariamente pessoas físicas e respondem ilimitadamente e solidariamente entre eles. Quando o credor vai comprar uma dívida, pode atingir diretamente os sócios? A sociedade tem o benefício de ordem, devem atingir primeiro os bens da pessoa jurídica e só depois que terminarem esses bens é que os bens dos sócios serão atingidos – essa é a regra de toda sociedade com personalidade jurídica (art. 1.024, CC31). Pode sofrer falência, se for sociedade empresária. Incapaz não pode ser sócio 212.4 Sociedade em comandita simples – arts. 1.045 e ss., CC Tem personalidade jurídica. Tem registro. Pode ser sociedade simples ou empresária, dependendo da atividade desenvolvida pela mesma. Sócios: (i) comanditado: necessariamente é pessoa física, responde ilimitadamente, é quem administra a sociedade. (ii) comanditário: pode ser pessoa física ou pessoa jurídica, responde limitadamente (investe um valor e o máximo que ele pode perder é o que ele investiu), não pode ser atingido pelo credor. Pode sofrer falência se for empresária. Tem direito à recuperação de empresas, se for empresária. Incapaz pode ser sócio se for comanditário, visto que só pode ser sócio se houver proteção patrimonial. Servidor público pode ser sócio, desde que comanditário, visto que ele não pode administrar.

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Sociedade limitada

a) Nome empresarial

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Art. 1.024. Os bens particulares dos sócios não podem ser executados por dívidas da sociedade, senão depois de executados os bens sociais.

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 350 Pode ser uma razão social ou uma denominação social. Razão social ou denominação social – tenho que colocar a terminação limitada (ltda.). Consequência para quando se esquecer de colocar a terminação "limitada": responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores, não é dos sócios (art. 1.158, CC). Há registro na Junta Comercial, quando for uma sociedade empresária, ou no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, quando for uma sociedade simples. Proteção do nome empresarial é estadual. O nome empresarial não pode ser objeto isolado de alienação – art. 1.164, CC. b) Capital social Pode ser composto por dinheiro, créditos, bens, trabalho (o capital social não pode ser composto só por trabalho). O capital social pode ser dividido em quotas, divididos em valores iguais ou desiguais. A quota é indivisível. Aumento e diminuição de capital social: alteração no contrato social e averbação na Junta Comercial ou no Cartório de Registro Civil. Na redução, ainda depende-se da concordância dos credores quirografários (que não tem garantia alguma, o último a receber em caso de falência). c) Cessão de quotas Se houver omissão do contrato social terei que usar a regra do art. 1.057 do Código Civil. Se a cessão ocorre de um sócio A para o sócio B, não precisa da concordância dos demais sócios. A cessão de quotas entre sócios é livre, não há necessidade de anuência dos demais sócios. Haverá direito de preferência se previsto no contrato social. Se um sócio quiser passar suas quotas para um terceiro, poderá, mas se não houver oposição de sócios que não representem mais de 25% (¼) do capital social. d) Administrador Pode ser um sócio ou um não sócio. Se o administrador realizou um ato que está dentro dos poderes que a sociedade atribuiu a ele, quem responde por esse ato é a sociedade, pois mesmo que ele tenha feito algo de errado tinha autorização para fazê-lo. Se ele realizar um ato fora dos poderes a ele atribuídos, quem responde pelo ato é só o administrador. O administrador que agiu com excesso de poderes. É um ato ultra vires. Atos de gestão não dependem de previsão expressa, já os demais atos, como, por exemplo, assinar contratos, deverá estar previsto no contrato social ou em documento separado. e) Exclusão http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Art. 1.058, CC – quando é um sócio remisso, ou seja, não integralizou as quotas que subscreveu, é o sócio devedor. Deve ser feita a devolução do que ele pagou. Art. 1.030, CC – exclusão judicial. Quando praticou uma falta grave ou em virtude de uma incapacidade superveniente. Haverá o ressarcimento, ou seja, será verificado quanto vale a parte dele na sociedade, que pode ser maior do valor que ele investiu. Concordância da maioria dos demais sócios. Exclusão extrajudicial: art. 1.085, CC: falta grave, previsão no contrato social para a exclusão por justa causa, preciso da concordância dos sócios, representante de mais da metade do capital social, deve haver, também, a oportunidade de defesa. Haverá o direito ao ressarcimento.
41 (FGV – OAB 2010.3) Com relação à exclusão do sócio da sociedade por justa causa, assinale a alternativa correta. (A) Como o sócio majoritário possui a maioria do capital social, ele não poderá ser expulso em razão da vontade dos demais sócios, ainda que haja justo motivo para tal expulsão. (B) A deliberação para exclusão do sócio majoritário não remisso deve ocorrer por assembleia convocada especificamente para tal fim, sendo a deliberação comunicada ao sócio que se visa excluir, e este deverá, em 48 horas, deixar a sociedade, podendo após esse prazo ser feita a devida alteração contratual. (C) Se for ajuizada ação para se efetivar a expulsão do sócio, o juiz somente poderá verificar os aspectos formais que levaram à exclusão, como, por exemplo, se se respeitou o quórum necessário, não podendo examinar o mérito do ato expulsório. (D) A justa causa é a violação ou falta de cumprimento das obrigações sociais, sendo que o sócio excluído não perde o valor patrimonial de sua participação societária.
Resposta: D

f) Responsabilidade dos sócios – art. 1.052, CC X Ltda. – Capital social: 100 Sócio A: Subscreveu 70 / Integralizou 50 / Falta 20 Sócio B: Subscreveu 30 / Integralizou 30 Cada sócio responde pela integralização da quota que subscreveu. Todos os sócios são solidariamente responsáveis até o limite do que falta integralizar, ou seja, os credores podem atingir todos os sócios A e B até o valor de 20. Observação: não há prazo para integralizar o valor subscrito. Sócio remisso é o sócio que não integralizou as quotas que subscreveu. Deste sócio, podem-se cobrar as quotas, excluir ou reorganizar as quotas da sociedade. g) Cessão de quotas – art. 1.057, CC Há determinação no contrato social. No caso de omissão do contrato social, utiliza-se a regra do art. 1.057, CC. Cessão de quotas entre sócios – é livre, não é necessária concordância dos demais sócios. Cessão de quotas para terceiros: pode, desde que não haja oposição de sócios que representem mais de 25% do capital social.

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 352 h) sociedade unipessoal A regra é de 2, pelo menos. É possível existir uma sociedade unipessoal por um período de no máximo 180 dias, sob pena de dissolução da sociedade.
40 (FGV – OAB 2010.3) A sociedade empresária denominada KLM Fábrica de Móveis Ltda. teve a sua falência decretada. No curso do processo, restou apurado que a sociedade, pouco antes do ajuizamento do requerimento que resultou na decretação de sua quebra, havia promovido a venda de seu estabelecimento, independentemente do pagamento de todos os credores ao tempo existentes, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, e sem que lhe restassem bens suficientes para solver o seu passivo. Diante desse quadro, é correto afirmar que a alienação é (A) revogável por iniciativa do administrador judicial. (B) ineficaz em relação à massa falida. (C) nula de pleno direito. (D) anulável por iniciativa do administrador judicial.
Resposta: B

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Sociedade anônima

a) Características É uma sociedade necessariamente empresarial, devendo a mesma ser registrada na Junta Comercial. É uma sociedade de capital – não interessa a relação de pessoas, o que importa é o capital. Pode ser uma sociedade aberta ou fechada – títulos negociados ou não no mercado de capitais – possui registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda. Uma sociedade é considerada aberta a partir do momento que adquire o registro na CVM, independentemente se emitiu ou não seus títulos. Na sociedade anônima fechada os títulos são negociados na própria companhia, ou seja, de um sócio para outro. Mercado de capitais: mercado de balcão e na bolsa de valores. No mercado de balcão ocorre o mercado primário e secundário. Na bolsa de valores ocorre apenas o mercado secundário. No mercado de balcão há os títulos recém emitidos quanto revendedores de títulos. No mercado de valores há apenas os revendedores de títulos. Tanto o mercado de balcão quanto a bolsa de valores são fiscalizados pela CVM. Quem está no mercado de capitais, deverá divulgar tudo o que ocorre na companhia.
39 (FGV – OAB 2010.3) As Sociedades Anônimas têm uma pesada estrutura, necessitando, assim, de vários órgãos para atingir seu desiderato, cada um com sua função específica. Um desses órgãos é a Diretoria, sendo seus diretores efetivamente os administradores da companhia. Esses diretores possuem alguns deveres para com a sociedade empresarial e para com o mercado. Entre esses deveres encontra-se o desclosure, que é o dever (A) que os diretores possuem de convocar os acionistas para deliberar sobre determinado assunto ou vários assuntos que devem constar de uma pauta previamente escolhida.

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uol. CVM resolveu que uma companhia aberta não pode emitir partes beneficiárias – não é mais utilizado na negociação no mercado de capitais. c) Órgãos da companhia Assembléia Geral (arts. assuntos comuns. 121 e ss. (D) que os administradores possuem de agir de forma diligente. O bônus de subscrição confere o direito de preferência na aquisição de ações. 75. É ainda um título que existe. Resposta: C b) Títulos . LSA) em determinados assuntos (dependendo do estatuto) e o direito de veto (art. . podendo responder de forma pessoal com seu patrimônio caso violem esse dever. Ações preferenciais: vantagem patrimonial e política. há uma preferência na aquisição. deverá entregar ao acionista preferencial o direito de voto (art. Tem vencimento certo. aprovação de emissão de debêntures. Diferenciação: Quanto às vantagens ou direitos específicos (art.Bônus de subscrição: art. AGO: assuntos administrativos.br | 11 99610348 facebook.Partes beneficiárias: também são títulos estranhos ao capital social. das debêntures e dos valores mobiliários. . a companhia se compromete a uma forma de distribuição de dividendos (valor fixo. 52. respeitando o estatuto social. 18. §2. mas é entregue a um diretor que cumpriu a meta. o bônus de preferência não dá como contraprestação valores. eleição de administradores. 46 e 47. AGE: assunto diferenciado. valor mínimo). LSA). por exemplo. de forma a não causar prejuízos aos acionistas. Quem detiver o bônus de subscrição terá o direito ao pagamento do valor nominal de ações. LSA) A assembléia geral é o órgão onde as decisões são tomadas. LSA.com/leonardosakaki | @leosak . É um título executivo extrajudicial (art. LSA: vedado o voto plural. 17. LSA.Debêntures: títulos estranhos ao capital social. http://leonardosakaki.Ações: títulos que são parte do capital social.404/76): ordinárias. se a companhia ficar 3 anos sem cumprir. ou seja. preferenciais ou de gozo e fruição. (C) que os administradores têm para com o mercado de informar todas as operações em que a companhia estiver envolvida e que possam influir na cotação das suas ações. De acordo com o art. De acordo com os arts. I. Ações ordinárias: possibilidade do direito de voto – toda ação ordinária tem direito de voto – art. não é mais utilizada como capitação de recursos. É utilizada como benefício.com. . também denominada de golden share. a parte beneficiária atribui participações nos lucros da companhia.sites. 17. LSA). A companhia de capital autorizado decide aumentar o seu capital social (lançamento de ações no mercado) terá preferência para a aquisição dessas ações quem tiver bônus de subscrição. ação ordinária que dê direito a mais de um voto.br | leonardosakaki@uol. Ação de gozo ou fruição: ação usada para amortizar dívidas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 353 (B) de fiscalizar os gastos da sociedade e se ela está cumprindo o que está disposto no estatuto social. são direito de crédito contra a companhia. §7. 110. Exemplos: aprovação de balanço. a vantagem política é o direito a voto (art. Lei 6.com. aprovação de fusão. ou seja. CPC). Também são títulos estranhos ao capital social. valor diferenciado. 15. LSA. 585. Exemplos: alterar estatuto social.

tais deveres não sejam de competência de todos eles. administrativa e penal. http://leonardosakaki. 159. LSA) Os membros são eleitos na AGO. Resposta: B e C 215 Cooperativa – arts. O conselho de administração fixa as diretrizes. aquele com maior número de ações da companhia. O conselho de fiscalização pode contratar terceiros para fazer a auditoria. membros do Conselho Fiscal e para o acionista controlador. Mínimo de 2 membros.br | 11 99610348 facebook. Não pode sofrer falência nem recuperação judicial. LSA. ou seja. 42 (FGV – OAB 2010. Os membros são necessariamente acionistas. 161 e ss. Se houve algum prejuízo.sites. o membro é obrigado a reparar os prejuízos. LSA) (C) A única obrigação do acionista é a integralização de suas ações. a qualquer custo.094. e apenas se seus atos forem comissivos. de acordo com o estatuto. conselheiros e acionistas. LSA) Fiscalização por acionistas ou não. (Art.com.093 e 1. ainda que. A violação a tais deveres pode causar responsabilidade civil.com. Mínimo de 3 pessoas e máximo de 5 pessoas. não tendo qualquer outra responsabilidade para com a companhia. Em relação aos deveres e responsabilidades dos administradores. (B) Somente nas companhias fechadas é que todos os administradores são responsáveis pelos prejuízos que causarem pelo não cumprimento dos deveres impostos pela lei para assegurar o funcionamento normal da companhia. Conselho de administração (arts 40 e ss.com/leonardosakaki | @leosak . Composição de no mínimo 3 membros. (A) O acionista controlador é sempre o acionista majoritário. com que a companhia tenha uma maior margem de lucro.uol. devendo usar seu poder de controle para fazer. O conselho de administração deve prestar contas. Conselho Fiscal (arts. O estatuto social pode informar ou não o capital social. que podem ser acionistas ou não acionistas.3) A Lei das Sociedades por Ações estabelece responsabilidades para os administradores. companhias abertas e nas sociedades de economia mista.br | leonardosakaki@uol. LSA) Representa e executa as decisões da companhia. assinale a alternativa correta. (D) Para que os administradores sejam responsabilizados pela prática de seus atos. há necessidade de se causarem prejuízos efetivos à companhia. É um órgão obrigatório nas sociedades de capital autorizado (companhias que precisam da autorização da CVM). 158. CC É uma sociedade simples. de acordo com o art. 143 e ss. Diretoria (arts.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 354 Obrigação do acionista é pagar o preço da ação. 1.

uol. http://leonardosakaki. Ele pode contribuir com trabalho ou com dinheiro. Nas demais sociedades não pode contribuir apenas com trabalho – terá que contribuir com uma quantia em dinheiro.br | 11 99610348 facebook.sites.com.com. depende do estatuto.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 355 O cooperado pode contribuir apenas com o trabalho na cooperativa? Sim. Participação é de acordo com as obrigações realizadas.com/leonardosakaki | @leosak .

Tem perso. Incapaz Servidor público Não pode. Pode ser sócio. ou seja. nome em. atingem-se os bens do sócio. que necessariamenser uma rídica. quando vai cobrar uma dívida. Atinge diretamente os bens do sócio para o sócio que contratou. te é uma pessoa física.com.com/leonardosakaki | @leosak . Sociedade em comandita O nome Pode ser Pode ser empresari. Sociedade em nome coletivo O nome Não pode empresari. Sociedade em conta de participação Não tem Não pode Pode. os bens dos sócios que foram colocados na atividade empresarial. bens da pessoa jurídica Depende atinge-se os bens dos da atividasócios. pois a persosociedade nalidade jude fato ou rídica surge sociedade no momento irregular do registro.cessariamente pessoas ser uma rídica. te terceiros.Não tem O sócio ostensivo resgistrada. Pode nalidade ju. personalida.ser sócio.Há o sócio comanditatro. Registro Responsabilidade dos sócios Os sócios não têm proteção. presarial.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 356 215. de.sócio co. Não é re.Não tem.sites.do. pois haveria um risco para o seu patrimônio particular.1 Tabela . tem que acessar o patrimônio especial. comum. quando terminar o patrimônio especial.apenas o al é uma manditário. Pode. O credor simples ou tem sempre que acionar uma sociea pessoa jurídica e dade emquando terminar os presária. físicas respondem ilimisociedade tadamente.com.Tem perso. sócio co- http://leonardosakaki. Tem regis.Os sócios que são netro. al é necessariamente uma razão social. Há benefício de ordem – credor. respondem ilimitadamente. se não for administrador da sociedade. gistrado.br | 11 99610348 facebook. Pode nalidade ju. Este não aparece perante terceiros e não responde perante terceiros. Tem regis. Nome empresarial Não tem nome empresarial.ponde ilimitadamente e é quem aparece perande jurídica.uol.br | leonardosakaki@uol.sociedades Sociedade Personalidade Jurídica Sociedade Não é re.ser sócio. O outro sócio é o sócio participante ou oculto.

Depende da atividade.com/leonardosakaki | @leosak . Há manditário. autorização dade. rídica.acionista. ação que subscreveu. Sociedades É registraanônima da. Sociedade comandita por ações Tem personalidade jurídica. se não for administrador. Pode ser sociedade simples ou sociedade empresária. basta o não pagamento.razão soci. Tem perso. damente. dicial.uol. manditário.pela integralização da nominação houver au. o patrimônio pessoal não é atingido. que ou deno. Não há que se falar dos requisitos acima. Não podendo ser o administrador. responde do sócio limitadamente e não comanditáadministra. Em determinada situação ou relação jurídica o juiz permite que o patrimônio dos sócios sejam atingidos.minação rização jute e administra a socie.se houver te e administra a socie.social foi Todos os sócios respon. ou deno.com. rio.al. Há os sócios acionistas O nome Pode ser que respondem limita. Precisa ser requerida pelo Ministério Público ou interessado. Há o sócio razão social dependenacionista diretor. CC) pela confusão patrimonial ou desvio de finalidade. dade. gralizado.minação 100% intedem solidariamente social. que pode proteção ser pessoa física ou pespatrimonial soa jurídica.com. Tem personalidade jurídica. pelo que falta ser integralizado. Será sociedade empresária. torização judicial.sites.pode ser acionista. responde ilimitadamen.Cada acionista responde Será a de. Quando a pessoa se torna incapaz após o início das atividades: 216 Desconsideração da pessoa jurídica Abuso da pessoa jurídica (art. Pode ser sócio.br | 11 99610348 facebook. Para o direito ambiental e do consumidor.Poderá se Pode ser nalidade ju.do de autoresponde ilimitadamen. social. Pode ser apenas o sócio acionista. Há o sócio cojudicial.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 357 simples sociedade simples ou uma sociedade empresária. Isso porque não administra. 50. Cada sócio responde Pode ser Só pode se pela integralização da razão social o capital quota que subscreveu. É registrada e necessariamente é uma sociedade empresária.social. Sociedade É registralimitada da.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki.

1.00 pode ser normativo ou ao portador. aval e fiança Endosso Pertence ao direito cambial – título de crédito. salvo no caso de regime de sevênia conjugal.com. endossante – credor. a) Características/princípios: Cartularidade: apresentação do documento original para eventual discussão. b) Autonomia: das relações jurídicas: credor – devedor.663/66 em relação à causa/origem (como regra os títulos de crédito são não causais. a garantia é subsidiária – só pode ser atingido depois do devedor principal. Endossante casado não precisa da Aval e fiança: precisa da vênia conjugal.com.021/90 diz que não pode circular título ao portador. 903. c) O título de crédito pode ser ao portador? Nota promissória. Aval é uma relação autônoma. nota promissória e a letra de câmbio). Endosso é uma relação autônoma. será nominativo. A lei 8. A fiança é uma relação acessória. duplicata e letra de câmbio – não pode ser ao portador. 17. Literalidade: vale somente o que está escrito no documento.sites. paração total. Há duas exceções. de acordo com a lei. O aval serve só para garantir o Garantir o contrato. O endosso serve para transmitir e garantir o título de crédito. são causais: (i) duplicata. a nota promissória não tem autonomia (Súmulas 233. Ler art. d) Endosso. que só pode ser emitida de nota fiscal de compra e venda ou de prestação de serviços – a duplicata será fria ou simulada quando não tem a causa que a lei definiu (nota fiscal de compra e venda ou de prestação de serviços).com/leonardosakaki | @leosak Aval Pertence ao direito cambial. 247 e 258 do Superior Tribunal de Justiça). avalista – credor. (ii) nota promissória vinculada a contrato bancário.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 358 217 Títulos de créditos Fonte: leis especiais e código civil (em caso de omissão de lei especial) art.br | 11 99610348 facebook. Art.uol. http://leonardosakaki. Cheque dependerá do valor – até R$100. Decreto 57. . A garantia no endosso é solidária. CC.br | leonardosakaki@uol. será só nominativo. ou seja. Na fiança.647 do Código Civil. na parte de contratos. A garantia no aval é solidária. o título de crédito não tem uma causa ou origem previamente definida – cheque. No caso da fiança o contrato pode dizer que o fiador abriu mão do benefício de ordem. título de crédito. acima desse valor não poderá ser ao portador. ou seja. Fiança Prevista no direito civil. quer dizer que não há benefício de ordem.

3) Em relação aos Títulos de Crédito. para transmitir. não sendo remuneratória. 1. (B) insuficientes os fundos disponíveis. Resposta: C 218 Falência – Lei 11. IV . O cheque tem um prazo de apresentação no banco de 30 dias contados da emissão para praças iguais ou 60 dias contados da emissão para praças diferentes. O protesto interrompe ou não a prescrição? Interrompe o prazo prescricional – art. São válidas as doações nupciais feitas aos filhos quando casarem ou estabelecerem economia separada. Endosso após o protesto serve só Não muda nada após o protesto.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 359 Art.com.pleitear. É obrigatório protestar quando quero acionar endossante ou avalista. a garantia continua acontecendo. Sou obrigado a protestar quando quero usar o título de crédito como causa de pedido de falência – valor acima de 40 salários mínimos. 1. como autor ou réu.647.sites. ou seja. tenho até o dia 7 de janeiro de 2011 para mover a ação de execução. de bens comuns.br | leonardosakaki@uol.fazer doação.uol. III . nenhum dos cônjuges pode. A súmula 370 do Superior Tribunal de Justiça cheque pré-datado: se o cheque pré-datado for apresentado antes da data. Daí pego 6 meses dessa data. cabe indenização de danos morais. é correto afirmar que. Ressalvado o disposto no art. f) Cheque. quando (A) presente na letra de câmbio. 202 do Código Civil. e) Protesto. o protesto do título é a providência suficiente para o ajuizamento da ação de execução contra o sacado.357/85. suprir o aceite. a definição de cheque é: ordem de pagamento À vista. acerca desses bens ou direitos. (C) firmado em branco.com/leonardosakaki | @leosak . O aceite existe na duplicata e na letra de câmbio. ação de enriquecimento sem causa. ou dos que possam integrar futura meação. II . Parágrafo único.com. a cláusula “não à ordem” impede a circulação do crédito. o portador de um cheque pode requerer a responsabilidade cambiária do banco sacado pelo seu não pagamento. que é o prazo de apresentação. Para a lei. Se o cheque prescreveu ainda posso cobrar o cheque.101/05 http://leonardosakaki. em alguns títulos de crédito. o aval na nota promissória é entendido como dado em favor do sacador.alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis. Conto 30 dias – 7 de julho. Quando é um requisito obrigatório: quando preciso. O prazo para execução é de 6 meses contados a partir do prazo de apresentação. 43 (FGV – OAB 2010. sem autorização do outro. Súmula 388 do Superior Tribunal de Justiça diz que a simples devolução indevida é causa para indenização dos danos morais. ação de cobrança. A lei do cheque é a lei 7.648. (D) não aceita a duplicata. exceto no regime da separação absoluta: I . entrando com ação monitória. Emissão em 7 de junho – praças iguais.br | 11 99610348 facebook.prestar fiança ou aval.

2. havendo a elaboração de um relatório. o credor que era proprietário do bem. é o que acontece com os bancos. que será devolvido a ele. 2. 218. não nomeou bens à penhora. (iii) atos de falência (inciso III) – uma atitude suspeita que faz com que o credor acredite que o devedor não vai conseguir pagar. devedor citado e não pagou. são excluídas do processo falimentar as atividades que não são empresariais (atividade dos profissionais liberais. Honorários advocatícios possuem privilégio geral – não tem direito de retenção. Crédito subordinado.com. vencidos 3 meses antes da falência. Os interventores podem sugerir a liquidação extrajudicial (o ativo é avaliado e os bens vendidos pode pagar a maior parte do passivo) ou a falência (o ativo é menor que o passivo). Essas pessoas recebem assim que exista dinheiro em caixa. Sofrem exclusão total (não sofrem falência): empresa pública e sociedade de economia mista. (podem ser vários títulos e vários credores. 94 (i) título executivo judicial ou extrajudicial – protesto e valor acima de 40 salários mínimos. É necessário apenas uma certidão. 3. Crédito com garantia real.br | 11 99610348 facebook. 1 e 2 .sites. Algumas sociedades sofrem exclusão parcial (art. http://leonardosakaki. 218. Créditos trabalhistas e acidentes de trabalho – até 150 salários mínimos por trabalhador. LF).2 Classificação dos credores Credor de natureza salarial de até 5 salários mínimos. Pedido de restituição – a única coisa que precisa ficar provada é a propriedade desse terceiro.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 360 218.uol. não depositou em juízo. ou seja. ou seja.arts. 2º lugar serão os créditos extraconcursais com origem após a decretação de falência.com/leonardosakaki | @leosak . seguradoras. Credor que é proprietário de um bem arrecadado pela massa. LF A pessoa deve ser empresário individual ou sociedade empresária. operadora de plano de saúdes. sociedade simples e as cooperativas). Crédito Tributário.3 Legitimidade passiva . 3º lugar serão os créditos concursais antes da decretação da falência: 1. mas tem que ser acima de 40 salários mínimos e protestado) (ii) execução em andamento. II.1 Motivos para pedido de falência – art. Exemplo: credor de arrendamento mercantil.com. (arrendamento mercantil e alienação fiduciária – são casos em que terceiros são proprietários) Quadro geral de credores: 1º lugar será o credor que tem direito ao pedido de restituição. 4. Os bancos sofrem intervenção para que haja a verificação dos números e balancetes. Exemplo: honorários do administrador judicial.

por exemplo. O reclamante. (f) Crédito quirografário: saldo do crédito trabalhista. (iii) as obrigações ilíquidas.uol. Resposta: D (d) Crédito com privilégio especial: tem retenção. 74 (FGV – OAB 2010.com. LF (i) Créditos extraconcursais: origem após decretação da falência. isso ocorrerá no momento em que essa obrigação se tornar líquida – há a chamada reserva de valor. art. Delta possuía um imóvel hipotecado ao Banco Junior S/A. crédito tributário (após a decretação da falência) etc. uma reparação de danos. (c) Crédito tributário. mas o juiz pode não conceder. Honorários advocatícios são créditos de privilégio geral. §§1 e 3 Ficam de fora: (i) as obrigações gratuitas. 218. não havendo hierarquia. prevalecendo o crédito com garanti a real.00 O imóvel está avaliado em R$ 1. até o limite do bem dado em garantia.br | 11 99610348 facebook. numa ação trabalhista. (C) A Fazenda tem direito de preferência uma vez que a dívida tributária é anterior à hipoteca.5 Classificação dos créditos – arts.000. conceder ou conceder parcialmente. uma indenização etc. A Fazenda Pública Estadual tem créditos a receber de Delta Ltda. (A) A Fazenda tem direito de preferência sobre o credor com garantia real. uma ação de cobrança. nos limites do valor do crédito garanti do pela hipoteca. (B) A Fazenda não pode executar o bem. por exemplo. teve sua falência decretada em 11/01/2010. Essas obrigações permanecem no seu juízo de origem. 6. assinale a afirmativa correta. crédito trabalhista (trabalhador que realizou o trabalho após a declaração da falência.br | leonardosakaki@uol.2) Delta Ltda. exemplo: honorários do administrador judicial. saldo do crédito com garantia real.200.00. mas pode um dia entrar na falência. 5. (ii) as despesas dos credores. por exemplo. pode pedir o direito de reserva de valor – a reserva ocorrerá apenas na falência – o juiz do trabalho envia um ofício ao juiz da falência solicitando a reserva de valor. salvo as multas tributárias. uma reclamação trabalhista. em função de ter havido a quebra da empresa.000.com/leonardosakaki | @leosak . não vem para a falência. promessa de doação. (D) A Fazenda respeitará a preferência do credor hipotecário. O critério é a origem pós falência.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 361 218. sendo o valor realmente reservado. em garanti a de dívida no valor de R$ 1. relacionados ao ICMS não pago de vendas ocorridas em 03/01/2008. (e) Crédito com privilégio geral: não tem retenção. (a) Crédito trabalhista (valor até 150 salários mínimos por trabalhador) e decorrente de acidente de trabalho.000. http://leonardosakaki. 84 e 83. salvo as custas judiciais. em virtude de seus privilégios.sites. (ii) Créditos concursais: origem do crédito ocorreu antes da decretação da falência. ou seja.com. Com base no exposto acima. (b) Crédito de garantia Real. como.4 Créditos excluídos do processo falimentar – art. qualquer valor que está sendo discutido na justiça.

(h) Créditos subordinados.br | leonardosakaki@uol.uol. 218.7 Procedimentos http://leonardosakaki. pode ser alguém que em algum momento deixou um bem dentro da massa. Exemplo: pró-labore de sócio.sites.com. 218.br | 11 99610348 facebook. O terceiro não é necessariamente um credor.com.com/leonardosakaki | @leosak .6 Pedido de restituição Peço toda vez que bem de propriedade de terceiro for arrecadado pela massa. Exemplo: arrendamento mercantil e alienação fiduciária.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 362 (g) Multas.

48. 95. Para pedir uma nova recuperação judicial é necessário 5 anos. tenho que esperar 8 anos para pedir uma nova recuperação. Encerramento. (ii) Depósito elisivo (pagamento). Liquidação: momento em que os bens são vendidos e há o pagamento dos credores. exerça atividade empresarial de forma regular há pelo menos 2 anos. Citação. LF Para que alguém possa pedir a recuperação judicial.sites. 10. Há prazo de 10 dias. é necessário que seja devedor.uol. O devedor não pode ter sido condenado em crime falimentar. LF. 96 e 98.com/leonardosakaki | @leosak . (i) Contestação. Publicação de edital de convocação dos credores.br | 11 99610348 facebook.com. LF. O devedor não pode estar falido. Redação do quadro geral de credores – prazo de 45 dias ao administrador. ou (iii) Pedido de recuperação judicial Arts. Sentença – art. Atenção aos recursos (abaixo). Após uso do plano especial (da microempresa). Recursos: se a falência for improcedente – apelação se a falência for declarada – agravo de instrumento 219 Recuperação judicial 219.br | leonardosakaki@uol. Credor retardatário – habilitação feita após esse prazo – art. 99.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 363 Petição inicial. Habilitação: credores têm 15 dias (a partir da publicação) para fazerem a habilitação.com.1 Requisitos – art. http://leonardosakaki. LF.

A proposta está na lei: parcelamento em 36x. 187. LF. a homologação. apresentando os requisitos do art. Para aprovação dessa proposta.uol. Dessa decisão.3 Procedimento Petição inicial redigido pelo devedor. o art. e.2 Créditos atingidos – art. Dessas decisões. 219. No momento em que é deferida. e a 1ª parcela sendo paga em 180 dias da distribuição. LF. Os credores têm 30 dias para apresentação de objeções. 70 a 72 Quem pode pedir é quem tem os requisitos do art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 364 Sociedade comum. Havendo objeção. sociedade em conta de participação – estão fora. 49. 60 dias 30 dias O juiz concede um prazo de 60 dias para apresentação de uma proposta pelo devedor. apenas reconhece que é legítimo de recuperação judicial. o juiz homologa. Os demais credores deverão ser pagos normalmente. 187 do CTN). LF e art.a.sites. juros de 12% a. assim. 48.br | leonardosakaki@uol. deve ser ME ou EPP. Esta decisão não está concedendo a recuperação. Se não houver objeção.com/leonardosakaki | @leosak . credor no direito de propriedade.com.com. LF. havendo. indica o quórum de aprovação: se aprovar. se não aprovar. Créditos excluídos: Créditos tributários (art. empresário irregular. quem decidirá é a assembléia geral de credores. o juiz não concede a aprovação e declara a falência (art.br | 11 99610348 facebook. CTN Créditos atingidos: todos os existentes na data do pedido da recuperação judicial. http://leonardosakaki. 48.4 Recuperação judicial do plano especial – arts. há suspensão por 180 dias das ações em andamento e dos prazos prescricionais. 45. o juiz entende que eles aceitaram. Juiz defere o processamento da recuperação judicial. 219. 73). Só atinge credores quirografários. adiantamento de crédito para câmbio (dinheiro emprestado para viabilizar exportação). 219. não cabe recurso. além disso. caberá agravo. salvo crédito tributário e obrigações ilíquidas (processos de conhecimento).

Efeitos . Endosso parcial: vedado – nulo.1 Circulação Ao portador: é aquele que não possui expresso na cártula o nome do beneficiário do crédito. caso este não cumpra com seu dever de pagar.br | 11 99610348 facebook. Prazos para protesto Letra de câmbio e nota promissória: 2 dias úteis. crédito trabalhista e acidente de trabalho. Endosso é um ato cambial pelo qual o credor de um título nominativo à ordem o transferirá a terceiro. 221 Títulos de Crédito 221. Cláusulas sem despesas: aquela que quando lançada pelo endossante dispensará o protesto para que ele possa ser cobrado pelo endossatário. . Duplicata: 30 dias Cheque: prazo de apresentação: 30 dias mesma praça. Para tanto. poderá o credor se voltar contra eventuais codevedores. tais como endossantes e respectivos avalistas (garantidores dos endossantes).com. hipótese em que circulará pelo endosso ou da cláusula "não à ordem".Vincula o endossante ao pagamento do título na qualidade de cobrigado/codevedor. o credor tem 2 dias úteis após o vencimento para protestar o título. vinculando-se ao seu pagamento na qualidade de cobrigado/codevedor.sites. será indispensável a realização dentro do prazo legal do protesto do título por falta de pagamento. no entanto. credor proprietário. necessariamente. http://leonardosakaki. razão pela qual qualquer pessoa que esteja portando o título será considerada o seu legítimo possuidor.uol. Protesto por falta de pagamento: quando do vencimento do título. será nominativo).com. Circulará pela simples tradição – exemplo: cheque (a partir de R$100 o cheque. adiantamento de crédito para câmbio.Transfere o título e o respectivo crédito do endossante para o endossatário.com/leonardosakaki | @leosak . hipótese em que circulará pela cessão de créditos. Vencido o título.br | leonardosakaki@uol. mas implicará na perda do direito de se cobrar de eventuais codevedores. Nominativo: é aquele que possui expresso na cártula o nome do beneficiário do crédito acompanhado da cláusula "à ordem". é dever do credor apresentá-lo para pagamento do devedor principal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 365 220 Recuperação extrajudicial Os créditos excluídos: créditos tributários. 60 dias praças distintas. Portanto a perda do prazo para protesto não implicará na perda do direito de se executar o devedor principal.

vinculando-se ao pagamento do título na qualidade de devedor principal. ou seja.2 Hipóteses de emissão Título não causal: aquele que poderá ser emitido para documentar qualquer espécie de crédito. aceita a ordem que lhe foi dada pelo sacador. ainda que ele não lance expressamente o seu aceite do título ele estará vinculado do seu pagamento.uol. Art. Endosso impróprio: é aquele que tem por finalidade legitimar o endossatário na posse do título sem lhe transferir o respectivo crédito. 221.3 Estrutura Aceite é o ato cambial pelo qual o sacado reconhece. Aval parcial: pelo CC é vedado o aval parcial (art. 221. No cheque o aceite é vedado. Na duplicata o aceite é obrigatório. Exemplo: duplicata mercantil (causa: representar créditos que decorram de uma compra e venda). 57. http://leonardosakaki.br | leonardosakaki@uol.com/leonardosakaki | @leosak . pois há presunção de vinculação do sacado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 366 Endosso póstumo: aquele dado após o vencimento e protesto por falta de pagamento do título. 30. nota promissória. é necessária a anuência do cônjuge.663/66 – na nota promissória e letra de câmbio é possível o aval parcial. parágrafo único. portanto. ou seja.sites. Dec. salvo em regime de separação total de bens. Cheque. ou seja. Exemplo: cheque.com. Para duplicata também é possível. duplicata de prestação de serviços (causa: representar créditos que decorram de prestação de serviços). 897. Na letra de câmbio o aceite é facultativo. 221. Título causal: aqueles que só poderão ser emitidos para documentar determinados créditos cuja causa esteja prevista e seja autorizada por lei.357/85 – no cheque é possível o aval no todo ou em parte (parcial). Se o avalista for casado. é o ato cambial pelo qual o avalista garante obrigação assumida pelo avalizado em título de crédito. não importando a causa que lhe tenha dado origem. produzindo efeitos de mera cessão de créditos. Art.4 Aval Aval é garantia prestada em título de crédito.br | 11 99610348 facebook. Lei 7. CC).com. 29. letra de câmbio e duplicata são ordens de pagamento. o comprador e. pois aplicamos as regras da nota promissória e letra de câmbio.

mesmo não sendo tal atividade de aprendizagem. além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência. (C) Washington poderá ser contratado como ensacador de compras.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 367 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 222 Direitos constitucionais da criança e do adolescente Art. adotando a louvável atitude de preferir o trabalho às ruas. com absoluta prioridade.sites.br | 11 99610348 facebook. adolescente com 14 (quatorze) anos. (Redação dada Pela Emenda Constitucional n 65. não se pode afirmar que o menor exercerá atividade laborativa na condição de aprendiz. Adolescente 12 a 18 anos. CF Art. 228. da sociedade e do Estado assegurar à criança. ao adolescente e ao jovem. exploração. como já possui 14 (quatorze) anos. à dignidade. (B) Na condição de aprendiz. ao lazer. CF. sem qualquer restrição legal. o direito à vida. fala da inimputabilidade do menor de 18 anos. pretende iniciar atividade laborativa como ensacador de compras na pequena mercearia Tudo Tem. (v) Brevidade e excepcionalidade da privação da liberdade. pratica ato infracional. (D) Washington não poderá trabalhar na mercearia como ensacador de compras. esta foi pacificada pelas Forças de Segurança Nacional. sendo 14 anos como aprendiz. discriminação. assinale a alternativa correta. à cultura. movido pelo desejo de ajudar seus genitores no sustento do núcleo familiar pobre. à educação. à saúde. pois tal atividade não é enquadrada como de formação técnico-profissional. É dever da família. não pratica crime. 26 (FGV – OAB 2011. de 2010) Criança: menor de 12 anos.uol. localizada em sua comunidade. (iv) Direito ao pleno conhecimento do ato infracional que lhe é imputado.1) Washington. pois. tem discernimento suficiente para firmar o contrato de trabalho e. (iii) Acesso à educação do adolescente trabalhador. desde que procure outra atividade laborativa que seja de formação técnico-profissional. assim. Jovem. assim. que funciona 24h. (A) Como a comunidade onde reside Washington foi pacificada pelas forças de paz.com/leonardosakaki | @leosak . 227. 227. não há falar em local perigoso ou insalubre para o menor. à alimentação. Resposta: D Art. Recentemente. não é necessário que o adolescente goze de horário especial compatível com a garantia de acesso e frequência obrigatória ao ensino regular. Tendo como substrato a tutela do Estatuto da Criança e do Adolescente no tocante ao Direito à Profissionalização e à Proteção no Trabalho. (ii) Direitos trabalhistas e previdenciários do adolescente trabalhador.br | leonardosakaki@uol. poderá o adolescente exercer a carga horária laborativa no período das 22h às 24h.com. à profissionalização.com. ao respeito. violência. prestar auxílio material aos seus pais. crueldade e opressão. à liberdade e à convivência familiar e comunitária. (i) Idade mínima para o trabalho 16 anos. (vi) Todos os filhos devem ter o mesmo tratamento. portanto. Menor de 18 anos é inimputável. http://leonardosakaki.

1. carência ou enfermidade. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos.br | 11 99610348 facebook. 229. (iv)Princípio da igualdade de filiação: proibição de distinção de filhos. CF. http://leonardosakaki. segundo o STF. fala que os pais têm o dever de cuidar dos filhos menores e que os filhos maiores têm o dever de cuidar de seus pais. ECA. (v) Princípio da participação social. ou seja. tratamento psicológico ou de 32 Súmula 338. também se aplica aos atos infracionais. sujeitos às normas da legislação especial. Art. 223 Tutela constitucional da criança e do adolescente Art.sites.uol. mas se o adolescente tiver maus antecedentes. e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice. Medida sócioeducativa. CF (i) Princípio da dignidade humana: doutrina da proteção integral x doutrina da tutela do menor em situação irregular.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 368 Art. (viii) Princípio da condição peculiar de pessoa em desenvolvimento: em caso de restrição. Art. Pratica ato infracional.com. (ii) Princípio da proteção integral: (art. criar e educar os filhos menores. (vii) Princípio da excepcionalidade: em caso de restrição. Art. não será considerado ato infracional. . 224 Diferença entre criança e adolescente Adolescente De 12 a 18 anos. 229. será processado. . 101. ele deve ser tratado de forma prioritária. Exemplos: encaminhamento para os pais ou responsável. 227. CF) se houver um litígio em que estiver em jogo o direito de um menor e qualquer outro. o momento da ação ou da omissão. STJ: A prescrição penal é aplicável nas medidas sócio-educativas. Medida protetiva.br | leonardosakaki@uol. Pratica ato infracional. 227. a prescrição se aplica aos atos infracionais32. sendo a lesão pequena ou insignificante. 228.segundo o STJ e STF.com/leonardosakaki | @leosak . (iii) Princípio da prioridade absoluta: (art. . matrícula e frequência na escola.princípio da insignificância ou bagatela. ECA) a proteção é para qualquer menor e não só o menor em situação irregular.momento para aferição da inimputabilidade é o momento da conduta. Observação: só o juiz poderá aplicar esta medida.com. 112. Se um adolescente subtrai um sabonete de um real. Criança Menor de 12 anos. Os pais têm o dever de assistir. (vi) Princípio da brevidade: em caso de restrição. art. Exemplo: internação. ECA.

O Conselho tutelar é formado por. colocação em família substituta (guarda.br | 11 99610348 facebook. ECA http://leonardosakaki. 121. Requisitos: mais de 21 anos e residência na comarca.com.ato infracional praticado quando o adolescente tinha 17 anos e 11 meses. acolhimento institucional ou familiar (até 2 anos).com/leonardosakaki | @leosak . salvo dúvida fundada. ECA: fixa que a desinternação será compulsória aos 21 anos de idade. É possível a aplicação do ECA em pessoas entre 18 e 21 anos de idade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 369 toxicômanos. Todo município deve ter pelo menos 1 Conselho Tutelar. tutela e adoção). 225 Conselho Tutelar Não é órgão do poder judiciário. Tem o direito à identificação da autoridade responsável pela apreensão.uol. desde que essa aplicação seja excepcionalmente prevista em lei.art. Observação: essas medidas podem ser revistas a todo tempo e são aplicadas pelo juiz ou pelo conselho tutelar. Na adoção. O adolescente não pode ser transportado em locais fechados das viaturas policiais. 5 conselheiros. É órgão vinculado (criado organizado e mantido) ao município. 108. para mandato de 3 anos. Em caso de apreensão deve ser comunicado o juiz e a família do adolescente.com. ou outra pessoa por ele identificada. escolhidos pelo povo. ou seja. . Exemplos: . o adolescente deverá necessariamente ser ouvido. admitida 1 recondução. O adolescente civilmente identificado (quando estiver munido de documento de identidade) não será identificado compulsoriamente.br | leonardosakaki@uol. a incidência do ECA se dará quando o adolescente tiver 18 anos. pelo menos. 226 Direitos do adolescente infrator Privação da liberdade do adolescente infrator em caso de flagrante de ato infracional e no caso de ordem judicial.sites. 227 Internação provisória ou no curso do processo – art. §5.

Aplicada para os atos infracionais menos graves. ECA. 229 Medidas socioeducativas Há medidas aplicadas aos pais – arts. Esta medida tem prazo máximo de 6 meses – 8 horas semanais. V .assistência judiciária gratuita e integral aos necessitados. Quando a reparação puder ser feita pelo adolescente. O adolescente não pode ser transportado em locais fechados de viaturas policiais. as seguintes garantias: I . salvo se houver dúvida. entre outras. passaporte) não será submetido à identificação compulsória (datiloscópica ou fotográfica).br | leonardosakaki@uol. ou outro dia que não prejudique escola e trabalho.Prestação de serviços à comunidade – art. 129 e 130. VI . 110 e 111.pleno e formal conhecimento da atribuição de ato infracional. . É a única medida que para ser aplicada dispensa comprovação da autoria. ECA. 117.direito de ser ouvido pessoalmente pela autoridade competente.com.br | 11 99610348 facebook. http://leonardosakaki. Adolescente pode ser internado em unidade prisional no período de 5 dias.Advertência – art. estelionato. destinado a adolescentes infratores. mediante citação ou meio equivalente.com/leonardosakaki | @leosak . O juiz não pode dispensar as demais provas em razão da confissão do adolescente – trata-se da Súmula 342. II . IV . separação dos adultos e em caráter excepcional.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 370 É como a prisão preventiva dos adultos. Os 5 primeiros dias poderá cumprir numa cela separada dos adultos. ECA: admoestação verbal.direito de solicitar a presença de seus pais ou responsável em qualquer fase do procedimento. na forma da lei. Trabalhos forçados são vedados – prestação de serviços à comunidade têm caráter educativo. O adolescente civilmente identificado (RG. São asseguradas ao adolescente. Não se confundir com a internação definitiva. Nenhum adolescente será privado de sua liberdade sem o devido processo legal. domingos. podendo confrontar-se com vítimas e testemunhas e produzir todas as provas necessárias à sua defesa. 115.defesa técnica por advogado.sites. Cabe quando há indícios de autoria e materialidade mais a necessidade da internação. . 110. STJ. 228 Direitos processuais do adolescente infrator – art. ECA Art. Há o cumprimento no estabelecimento apropriado.Obrigação de reparar o dano – art. III . ECA. 116.com. O prazo máximo para a internação é de 45 dias. .igualdade na relação processual. CTPS. feriados. bastam indícios suficientes de autoria. Tem que ter reflexos patrimoniais. preferencialmente no final de semana. para não atrapalhar nos estudos.uol. Decretada por juiz. apropriação indébita. Art. 111. Até 8 horas semanais aos sábados. por exemplo: furto.

uol. colocação em família substituta. ECA. Contudo. mediante termo de responsabilidade. ou. Provisória: antes da sentença. Em qualquer hipótese a desinternação será precedida de autorização judicial. escolas e outros estabelecimentos congêneres. As atividades externas são obrigatórias. . inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à família. excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento. requisição de tratamento médico.sites.Internação – constitui medida privativa da liberdade. independentemente de ordem judicial. por outra forma.1) http://leonardosakaki. hospitais. apoio e acompanhamento temporários. sujeita aos princípios de brevidade. A liberação será compulsória aos vinte e um anos de idade. Prazo: 3 anos. Aplica-se prescrição à medida sócio-educativa. inclusão em programa de acolhimento familiar. Prazo: 45 dias. bem como em programas comunitários ou governamentais. matrícula e frequência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental. não poderá o menor ser ouvido pessoalmente pela autoridade competente. que o adolescente restitua a coisa. Será permitida a realização de atividades externas. O juiz pode prorrogar. vai tentar o adolescente no mercado de trabalho.br | leonardosakaki@uol. O juiz nomeará um orientador para acompanhar o adolescente (acompanhará a vida escolar. em regime hospitalar ou ambulatorial. (B) em se tratando de ato infracional com reflexos patrimoniais. devendo em todo o caso ser assistido pelos genitores. inserir em programas assistenciais e vai fazer relatórios periódicos para o juiz). 120. Pode também ser aplicada de forma autônoma. por período não excedente a 1 (um) ano. Em nenhuma hipótese o período máximo de internação excederá a 3 anos – atingido este limite. acolhimento institucional. como forma de progressão para a liberdade. orientação. Pode ser aplicada desde o início ou depois da internação. o adolescente deverá ser liberado.com. Resposta: B 25 (FGV – OAB 2011. promova o ressarcimento do dano. revogar ou converter essa medida. (C) a internação. 95 (FVG – OAB 2010. em entidades assistenciais. 101.3) Considerando a prática de ato infracional por criança ou adolescente. ECA: encaminhamento aos pais ou responsável. compense o prejuízo da vítima.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 371 .Inserção em semiliberdade – art. à criança e ao adolescente. colocado em regime de semiliberdade ou de liberdade assistida. por constituir medida privativa de liberdade do menor.com. ouvido o Ministério Público. inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio. não poderá exceder o período de 5 (cinco) anos. psicológico ou psiquiátrico.com/leonardosakaki | @leosak . orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos.Medidas de proteção – art.br | 11 99610348 facebook. Súmula 108 do STJ – somente o juiz pode aplicar medida socioeducativas. São obrigatórias a escolarização e a profissionalização. (D) entre as garantias processuais garantidas ao adolescente encontra-se o direito de solicitar a presença de seus pais ou responsável em qualquer fase do procedimento. . Definitiva: a partir da sentença. se for o caso. a autoridade poderá determinar. salvo expressa determinação judicial em contrário. Prazo mínimo de 6 meses. . é correto afirmar que (A) a prestação de serviços comunitários consiste na realização de tarefas gratuitas de interesse geral.Liberdade assistida.

Atenção: o adolescente pode receber medida de proteção quando for vítima. que prescinde da homologação da Autoridade Judiciária. Resposta: C 230 Internação – art. observado o prazo máximo de 5 dias e separação dos adultos. O tráfico de drogas. O adolescente pode ser colocado em estabelecimento prisional de adultos. As atividades externas podem acontecer. (C) a medida socioeducativa de internação aplicada em razão do descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta ao adolescente infrator não poderá ser superior a três meses. Será aplicado em 3 casos: ato infracional com violência ou grave ameaça. http://leonardosakaki.sites. prestação de serviços à comunidade. quando o 1º ato a ser praticado não permite a internação. obrigação de reparar o dano. quando houver o descumprimento de medida anteriormente imposta – prazo máximo de 3 meses. é correto afirmar que (A) ao ato infracional praticado por crianças corresponderão as seguintes medidas socioeducativas: advertência. É a última medida a ser aplicada. podendo ser prorrogado em caráter excepcional). Não se pode decretar a incomunicabilidade do adolescente.br | 11 99610348 facebook. Audiência de apresentação.com. o adolescente será reavaliado. 231 Procedimento para apuração do ato infracional Representação. que decidirá sobre a necessidade ou não de seu acautelamento provisório. Excepcionalidade. Prazo máximo da internação é de 3 anos. entre elas pode haver o abrigamento (prazo máximo de 2 anos. no máximo.uol. O juiz pode suspender as visitas ate mesmo dos pais ou responsável se isso for nocivo ao adolescente. É obrigatória a oitiva do adolescente antes da internação.com/leonardosakaki | @leosak . é medida que o membro do Ministério Público atribuído poderá adotar no processamento de ato infracional. (B) o adolescente apreendido em flagrante de ato infracional será imediatamente encaminhado ao Juiz de Direito em exercício na Vara da Infância e Juventude.br | leonardosakaki@uol. (D) a concessão da remissão. Defesa prévia – prazo 3 dias. desde que o juiz não proíba na sentença.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 372 No tocante às normas contidas no Estatuto da Criança e do Adolescente.com. Aos 21 anos de idade ocorre a liberação compulsória. reiteração (≠reincidência: a reiteração é maior que a reincidência – a reiteração exige no mínimo mais 2 atos) de atos infracionais graves. 121 e ss do ECA Brevidade: não tem prazo determinado – o juiz não fixa prazo na sentença. liberdade assistida e inserção em regime de semiliberdade. A cada 6 meses.

Não pode ser levado em compartimento fechado de veículo oficial.br | leonardosakaki@uol. assistência judiciária gratuita. Se houver concurso com adulto. http://leonardosakaki.com. pode ser revista a todo tempo. Se o advogado faltar num ato que deveria estar presente: para não retardar o processo contra o adolescente. 126 a 128 do ECA Concedida pelo Ministério Público ou pelo juiz. Determinação judicial: juiz da infância.sites. A identificação criminal só é possível se houver dúvida fundada para fins de legitimação. 232 Remissão (perdão) .arts. Apreensão: Flagrante: encaminhado à polícia. exceto a internação e a semi-liberdade. 233 Representação Pode ser oferecida sem prova pré-constituída da autoria e materialidade.uol. essa medida aplicada com a remissão. o juiz nomeia um defensor ad hoc. A execução da medida aplicada pode ser delegada para a residência dos pais ou responsável. (ii) Juiz: pode ser durante o processo. 235 Competência Lugar da prática do ato infracional. dá ensejo à suspensão ou extinção do processo.com. antes da sentença. pode ser cumulada com medida socioeducativa. quando o advogado é formalmente apresentado ao juiz.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak . não pode cumular com medida socioeducativa. 234 Advogado O adolescente tem direito à defesa técnica. É nula a desistência de outras provas em face da confissão do adolescente.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 373 Audiência em conciliação. (i) Ministério Público: antes do processo. Apelação – prazo 10 dias – tem juízo de retratação. ocorrerá separação obrigatória do processo. Há casos que não precisa de procuração: quando o advogado é nomeado pelo juiz.

http://leonardosakaki. Aliciar.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 374 236 Ministério Público . Juiz pode discordar: remete os autos ao Procurador-Geral. Juiz designa data de audiência de apresentação e decide sobre eventual internação provisória Juiz pode conceder a remissão Defesa prévia no prazo de 3 dias Debates orais Sentença 20min+10min 237 Sistema recursal do ECA Aplica-se o Código de Processo Civil. instigar ou constranger a criança com fim de com ela praticar ato libidinoso. Torturar criança e adolescente é crime previsto na lei de tortura e não no ECA.embargos de declaração – 5 dias .apelação e agravo possuem juízo de retratação 238 Crimes do ECA Todos os crimes do ECA são de ação penal pública incondicionada. exibição de órgãos genitais para fins primordialmente sexuais. assediar.com. Pode requerer o arquivamento. Oferecera representação Juiz pode concordar: autos serão arquivados.promotor Pode conceder remissão. Vender fogos de artifício que tenham potencial lesivo.sites.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol.com. não implica maus antecedentes. (exemplo: Messenger) 239 Crimes e infrações administrativas contra criança e adolescente Infrações administrativas Menor gravidade.br | 11 99610348 facebook.prazo: 10 dias . Peculiaridades: . Pornografia infantil – cena de sexo explícito (qualquer atividade sexual explícita real ou simulada). Crimes Mais graves.

Em casos excepcionais poderá ser colocado em família substituta35. Veículo de imprensa divulga nome ou imagem de adolescente ou criança. 241-E Material contendo cena de sexo explícito (cena real ou simulada de sexo envolvendo crianças ou adolescentes) ou cena pornográfica (criança ou adolescente expõe sua genitália. Todos os crimes previstos no ECA são de ação penal pública incondicionada. com fins primordialmente sexuais). Família formada por parentes próximos que convivem com as crianças ou com o adolescente e que mantém laços de afinidade e afetividade. a pena será reduzida). tem direito à presença de um dos pais ou responsável. 241 Família extensa ou ampliada – art. Respeito Dignidade Liberdade – é em todos os sentidos.sites. tutela e adoção (art.br | leonardosakaki@uol. Submete o infrator a uma penalidade administrativa. tutela e adoção (única possível para o estrangeiro) oitiva do menor: sempre que possível será ouvido e. Regras Gerais modalidades: guarda.uol. a oitiva é obrigatória e necessário seu consentimento (art. 228 a 244-A. tutela e adoção. Colocação em família substituta guarda. Produzir. §§1 e 2) Família formada pelos pais ou por um deles e seus descendentes. parágrafo único É a família formada por parentes próximos que convivem com a criança ou o adolescente. Os crimes estão previstos no art. 35 Em caso de guarda.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 375 Submete o criminoso a uma pena. ECA.com/leonardosakaki | @leosak . 245 a 258.br | 11 99610348 facebook. 34 33 http://leonardosakaki.com. Hospedar menor de 18 anos em hotel ou motel sem autorização dos pais ou do juiz. A criança ou adolescente tem o direito de conviver no seio saudável de sua família natural33 ou de sua família extensa ou ampliada34. vender ou expor à venda. A criança deve ser ouvida preferencialmente. 25.com. possuir (se o material for de pequena quantidade. Infrações administrativas estão nos arts. ECA. se for maior de 12 anos. divulgar. 28). Art. Convivência familiar. com laços de afinidade ou afetividade. 240 Direitos Civis da Criança e do Adolescente Vida Saúde – se for hospitalizado. É necessário o consentimento do adolescente. 28.

Ausência declarada dos pais .br | 11 99610348 facebook. 28.Pais que não cumprem o dever? Perda do poder familiar (judicialmente e com contraditório – art.Perda ou suspensão do poder familiar . ECA adoção post mortem – 42. §6. ECA – existe desde que a morte ocorra durante o processo de adoção. inclusive previdenciários.br | leonardosakaki@uol. p.uol.Guarda provisória: declarada incidentalmente nos processos de tutela e adoção.Guarda para pode ser revogada pelo juiz a todo tempo . p. mulher.Ausência temporária dos pais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 376 irmãos: em regra. 6. ECA) (iii) Adoção Noção e efeitos: forma de colocação em família substituta. 40..sites.com.com/leonardosakaki | @leosak . 2 hipóteses de concessão da guarda: . 39. . §4) Criança ou adolescente remanescente de quilombo ou comunidade indígena: art. b) adoção do maior de 18 anos: regime do CC. . 28. Vedações para a adoção – Não podem adotar: 1) não pode haver adoção por procuração (art. . 22 e 24.Quem pode ser adotado a) adoção do menor de criança ou adolescente: regime do ECA. serão colocados na mesma família (art. . irrevogável e excepcional – art. (ii) Tutela Cabe: . 42 deve ter pelo menos 16 anos mais que o adotante – art. §2.Morte dos pais . ECA). casal (divorciado – se o divórcio ocorreu durante o processo de adoção –.Quem pode adotar homem.A criança ou adolescente terá todos os direitos de um dependente. salvo se já estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes – art. ainda que divorciado maior de 18 anos – art. 1. (i) Guarda Regularizar ao posse de fato da criança ou adolescente. Idade máxima para o adotado: 18 anos na data do pedido.com. hetero e homossexual) união estável ou homoafetiva casal. 39. http://leonardosakaki. §3. 42.

possível mudança do prenome 242 Perda e suspensão do poder familiar – destituição do poder familiar Pobreza não enseja a perda do poder familiar – 23. §1.com/leonardosakaki | @leosak . §3.decisão judicial (contraditório) – art. será de. 41. p. não tem poder familiar ou morreu.com. internacional: cumprido no território nacional. no mínimo. 30 (trinta) dias (art.br | 11 99610348 facebook. b) um dos pais foi destituído do poder familiar – basta o consentimento do outro (art. 97 (FGV – OAB 2010.3) http://leonardosakaki. . O réu será citado para se defender em 10 dias – se não tiver condições.Adoção unilateral – art. 47. 1637 (faltar com os deveres do poder familiar ou condenado a mais de 2 anos de prisão).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 377 2) não podem adotar os ascendentes e os irmãos do adotando (art. do ECA). não há vedação que colaterais adotem. 46 ECA nacional: não há prazo mínimo. desde que não tenha pai conhecido. 45.com..não se fornecerá certidão. ECA a) Extinção (perda) do poder familiar: 1635 e 1638 do CC a1) morte dos pais ou do filho a2) emancipação a3) maioridade a4) adoção a5) decisão judicial na forma do artigo 1638 b) Suspensão do poder familiar – art.br | leonardosakaki@uol. ECA) após os 18 anos – acesso total antes dos 18 anos – decisão do juiz.. será nomeado um advogado para defendê-lo.sites. 45. de forma que pode tio adotar sobrinho. 24. Perda ou suspensão . O prazo dessa ação para destituição do poder familiar é de 120 dias. §1.uol. ECA . 1 ECA Adoção unilateral ocorre quando um cônjuge adota os filhos do outro cônjuge.cancelamento do registro anterior . . 46. devendo a autoridade judiciária fixá-lo conforme as peculiaridades do caso. §1. . do ECA). ECA) – nesse caso. 42. assegurança orientação . ECA Pode ser ajuizada pelo Ministério Público ou pessoa interessada.Direito de conhecer sua origem biológica (art. a) um dos pais é desconhecido – basta o consentimento do genitor que conste do registro (art.Adoção e registro civil – art.Estágio de convivência – art. . 48. ECA).

010. dificultar o exercício do direito de visitas etc. autorizado expressamente pelo outro (com firma reconhecida) http://leonardosakaki.Viagem ao exterior sem os pais – precisa de autorização judicial zação judicial Viagem nacional (art. 244 Viagem Criança Adolescente Viagem doméstica sem os pais – precisa de autori.sites. independentemente da gravidade do motivo. (C) o procedimento para perda ou suspensão do poder familiar terá início por provocação do Ministério Público ou de quem tenha legítimo interesse. Multa. mesmo se estes forem identificados e estiverem em local conhecido. Modificação da guarda.com. Consequências da alienação parental: Advertência. poderá decretar liminar ou incidentalmente a suspensão do poder familiar.br | 11 99610348 facebook. 84) – para criança e adolescente a) Acompanhado dos pais ou responsável b) Um dos pais. de 3 de agosto de 2009.Viagem doméstica sem os pais – não precisa de auzação judicial torização judicial Viagem ao exterior sem os pais – precisa de autori.: O juiz pode conceder autorização por 2 anos Viagem internacional (art. Exemplo: denegrir a imagem do outro genitor.com/leonardosakaki | @leosak . (D) em conformidade com a nova redação dada pela Lei 12. é correto afirmar que (A) a autoridade judiciária.uol.br | leonardosakaki@uol.com. 83) – só para criança Criança – acompanhada dos pais ou responsável ou com ordem judicial Exceções: a) Comarca contígua (na mesma unidade da federação ou região metropolitana) b) Acompanhada de ascendente ou colateral maior até o terceiro grau c) Pessoa maior autorizada pelos pais ou responsável OBS. Resposta: C 243 Alienação parental Ocorre quando um dos genitores ou quem tem a guarda da criança ou adolescente turba (atrapalha ou dificulta) o exercício do poder familiar do outro genitor. ouvido o Ministério Público.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 378 Com relação aos procedimentos para a perda e a suspensão do poder familiar regulados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Tratamento psicológico ou psiquiátrico. o prazo máximo para a conclusão do procedimento de perda ou suspensão do poder familiar será de 180 (cento e oitenta) dias. (B) o procedimento para perda ou suspensão do poder familiar dispensa que os pais sejam ouvidos.

sites. 81) a) Armas.257 Lugar de bilhar.uol.com. ainda que por uso indevido (cigarro. cola de sapateiro etc. p. 250 http://leonardosakaki.) d) Fogos de estampido ou artifício. 82) Só pode hospedar criança ou adolescente com autorização dos pais ou responsável ou autorização judicial. explosivos b) Bebidas alcoólicas c) Produtos que causam dependência. 78 SE VENDER DE FORMA IRREGULAR – INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA – art. Se o hotel descumprir – infração administrativa – art. salvo os de menor ofensividade e) Revistas impróprias f) Bilhetes lotéricos ou equivalentes g) tinta em spray 247 Hospedagem (art.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 379 c) Outras hipóteses – autorização judicial 245 Diversões e espetáculos Poder Público regulará a informação sobre espetáculos. 80 246 Proibição da venda de produtos (art. 74 Os responsáveis devem deixar informação destacada – art. 252) As crianças menores de 10 anos só podem ingressar em espetáculos com os pais ou responsável (75. 258 Revistas impróprias deverão ser vendidas lacradas – art. 74. munições.br | leonardosakaki@uol. informando a natureza deles e a faixa etária – art.u SE NÃO INFORMAR – INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA (art. p.br | 11 99610348 facebook. sinuca ou casa de jogos – não é permitida a entrada de crianças e adolescentes – art.u) SE DEIXAR ENTRAR – INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA – art.com/leonardosakaki | @leosak .

Serra do Mar. É obrigatório para toda cidade com mais de 20 mil habitantes. registro (patrimônio imaterial).) e espaços fechados (teatros.sites. (ii) Meio ambiente cultural: Patrimônio material e imaterial histórico do Brasil. 1992: Conferência Mundial Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio92 / Eco92) – Declaração do Rio – é uma declaração de princípios.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 380 DIREITO AMBIENTAL 248 Direito Ambiental Internacional 1972: com a Conferência Mundial Sobre Meio Ambiente Humano – Declaração de Estocolmo – surge o Direito Ambiental como conhecemos hoje. Essa declaração coloca o meio ambiente como direito fundamental. inventário. (iv) Meio ambiente do trabalho: Preocupa-se com a saúde e a segurança do trabalhador. Espaços abertos (ruas. 250 Competências constitucionais em matéria ambiental (i) Administrativa (art. escolas).com. Amazônia.br | leonardosakaki@uol. Distrito Federal e municípios. 2002: Rio +10 + Johanesburgo – discutiu os resultados das conferências anteriores. praças. Fiscalização: todos os entes – é comum entre União. http://leonardosakaki. museus.uol. (iii) Meio ambiente artificial ou construído: Intervenção humana. Formas de proteção: tombamento (patrimônio material). Zona Costeira e Mata Atlântica.com/leonardosakaki | @leosak . 23. Grandes biomas brasileiros previstos constitucionalmente (são patrimônio nacional): Pantanal. solo. Estados. CF): competência comum. 249 Classificação de meio ambiente (i) Meio ambiente natural: Composto pelos elementos bióticos (fauna e flora) e abióticos (atmosfera. Atendimento do plano diretor – cumprimento da função socioambiental. 1987: Relatório Nosso Futuro Comum (Relatório Brundtland) – traz o conceito clássico de desenvolvimento sustentável: "desenvolvimento sustentável é atender as necessidades da presente geração sem comprometer as necessidades das gerações futuras" – Princípio da solidariedade intergeracional. parques etc. vigilância (=fiscalização) e desapropriação.com. água).br | 11 99610348 facebook.

risco desconhecido. (ii) Princípio da prevenção: agir antecipadamente. recuperar e melhorar o meio ambiente no Brasil. pedido in abstrato. (v) Princípio do usuário pagador: tenho que quantificar os recursos naturais.com. Cabe à União editar as normas gerais e os Estados e o Distrito Federal as normas suplementares. CF) e urbana (art. no que couber.uol. ausência de pesquisas conclusivas. §1. (iv) Princípio do poluidor pagador: internalização (processo produtivo) das externalidades (o que está fora da cadeia produtiva – poluição. inversão do ônus da prova (empresário deve provar que a sua atividade não provoca danos ao meio ambiente e riscos à saúde pública). 182. (iii) Princípio da precaução: incerteza científica. de certidão da Prefeitura Municipal sobre a conformidade do empreendimento com a legislação de uso e ocupação do solo decorre da competência do município para o planejamento e controle do uso. 30. Função: rural (art. CF): competência concorrente. pesquisas e informações ambientais sobre a potencialidade do dano. in dubio pro natura. 14.br | 11 99610348 facebook. II. 97 (FGV – OAB 2010.2) Considerando a repartição de competências ambientais estabelecida na Constituição Federal. a escassez. Competência legislativa plena. CF. por consequência. do parcelamento e da ocupação do solo urbano. 24.com/leonardosakaki | @leosak . do Distrito Federal e dos Municípios. resíduos) negativas. o Distrito Federal e os Municípios para o exercício da competência comum de defesa do meio ambiente. (C) Legislar sobre proteção do meio ambiente e controle da poluição é de competência concorrente da União. Princípio da certeza científica. assinale a alternativa correta. Lei 6. 186. (A) Deverá ser editada lei ordinária com as normas para a cooperação entre a União e os Estados. art. Dados. no processo de licenciamento ambiental. 252 Política nacional do meio ambiente – Lei 6. Art.. CF) (tem que atender o plano diretor). CF: o município tem competência legislativa – suplementar legislação federal e estadual.938/81 Preocupação com o meio ambiente natural. Resposta: B 251 Princípios (i) Princípio do desenvolvimento sustentável: desenvolvimento sustentável é compatibilizar as atividades econômicas com a proteção ao meio ambiente. (D) A competência executiva em matéria ambiental não alcança a aplicação de sanções administrativas por infração à legislação de meio ambiente. dos Estados. com fundamento no artigo 24 . para evitar a hiperexploração e. §2.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 381 (ii) Legislativa (art. II.938/81.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki. A grande finalidade da política nacional do meio ambiente é preservar. O empresário tem que adotar todas as medidas para mitigar os impactos ambientais de sua atividade.com.sites. (B) A exigência de apresentação.

(ii) zoneamento ambiental: preservar e recuperar áreas urbanas e rurais. Consideram-se as características de determinada área. estabelecem-se regras de ocupação. O IBAMA executa os instrumentos da política nacional do meio ambiente. O CONAMA é órgão consultivo dos demais entes da administração (direta ou indireta) e de particulares. O CONAMA é a instância recursal do IBAMA – se o IBAMA vier a aplicar multa ou proibir alguma atividade. o recurso deverá ser apresentado perante o CONAMA. principalmente. de forma exemplificativa.br | 11 99610348 facebook. Lei 6. . o limite de resíduos e energia que podem ser liberados no meio ambiente – lixo e substâncias químicas – que podem causar poluição e degradação. que é o CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Abaixo do Conselho de Governo há um órgão consultivo e deliberativo. em razão destas. Efetivação dos instrumentos de proteção. recuperar e melhorar o meio ambiente no Brasil.Ministério do Meio Ambiente . O IBAMA é uma autarquia federal. sendo. Auxilia o IBAMA. O Conselho de Governo dá assessoria direta à presidência da república. preservação do meio ambiente – art. 9. Estabelece as políticas que serão adotadas – quais serão as prioridades ambientais. propostas ao CONAMA.com/leonardosakaki | @leosak .órgão central Faz a supervisão do SISNAMA.com. O CONAMA presta consultoria ao Conselho de Governo. faz a fiscalização e aplicação das sanções necessárias.938/81: Elenca.sites. Conseqüentemente. este. . Esse conjunto de órgãos respeita a forma federativa do Estado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 382 É estabelecido o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) – conjunto de órgãos que tem por finalidade efetivar a política nacional do meio ambiente.com.br | leonardosakaki@uol. também. quais são os instrumentos de proteção do meio ambiente: (i) padrão de qualidade ambiental: é estabelecido pelo poder público. http://leonardosakaki. Proteção da biodiversidade: fiscalizar as questões referentes à biodiversidade e.uol. (ii) ICM-Bio – Instituto Chico Mendes para Biodiversidade É uma autarquia federal. fiscalizar as questões referentes às unidades de conservação.Órgãos executivos do SISNAMA (i) IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis O órgão executivo a nível nacional e o mais importante deles é o IBAMA. O SISNAMA tem como órgão superior o Conselho de Governo. O CONAMA expede resoluções para suplementar a legislação ambiental. Apresenta. estabelecendo instrumentos para proteger.

de acordo com seus arts. 225.sites. instalação elétrica. não avalia impacto no ecossistema natural que é causado. avalia a estrutura urbana. é exigida a documentação referente à atividade. CF. §1.com.br | leonardosakaki@uol. apresenta soluções para amenização de eventual impacto que tal obra ou atividade causará. sendo. A inscrição no referido cadastro tem validade de 2 anos. . (C) A Avaliação de Impacto Ambiental é exigida para analisar o adensamento populacional e a geração de tráfego e demanda por transporte público advindos da edificação de um prédio. CF.EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental). Para a inscrição nesse cadastro técnico. custeado por ele e entregue ao órgão ambiental para analisar. É feito o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). Esse estudo é feito pelo empreendedor. Esse estudo é obrigatório sempre que houver significativa degradação do meio ambiente – não definida em lei – ferrovia. além da verificação do impacto. 225. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida.EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança): previsto no Estatuto da Cidade: impacto causado no trânsito. (B) O estudo de impacto de vizinhança só pode ser exigido em área rural pelo órgão ambiental municipal. VI. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. também.com. empresa que utilize carvão mineral ou petróleo (exemplificado na Resolução CONAMA 1/86). que estabelece e enumera os instrumentos da política de desenvolvimento urbano. Publicidade do estudo: garantia do controle .938/81 e art. assinale a alternativa correta. Quem faz o estudo é um particular (pessoa física ou pessoa jurídica). Resposta: D .ETEP: cada poder público deve instituir ETEP e sua supressão deverá ocorrer por lei. http://leonardosakaki. Esse estudo. (D) A elaboração de estudo de impacto de vizinhança não substitui a elaboração de estudo prévio de impacto ambiental. 91 (FGV – OAB 2010.com/leonardosakaki | @leosak .3) O Estudo de Impacto de Vizinhança – EIV é uma espécie do gênero Avaliação de Impacto Ambiental e está disciplinado no Estatuto da Cidade.938/81. Espécies de avaliação: . Lei 6. 225. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá.uol. 4 e 36 a 38.exceções: segredo industrial e interesse público.lo para as presentes e futuras gerações. III. devendo este estar regular no cadastro técnico federal de atividades. A esse respeito. A avaliação é exigido pelos órgãos executivos do SISNAMA. também denominado de EPIA (Estudo Prévio de Impacto Ambiental): previsto na Lei 6.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 383 (iii) avaliações de impacto ambiental: é um estudo multidisciplinar que tem como finalidade de verificar se uma obra ou uma atividade que será instalada ou ampliada causará impacto ao meio ambiente. Art. 9. nas estruturas urbanas etc. podendo ser exigida prova ou avaliação. Art. art. IV. § 1. requerida nos termos da legislação ambiental.br | 11 99610348 facebook. (A) As atividades de relevante e significativo impacto ambiental que atingem mais de um Município são precedidas de estudo de impacto de vizinhança. Nenhum estudo tem prazo de validade.

incumbe ao Poder Público: III .com. Unidade de proteção integral: vedada ocupação e utilização. para redução ou extinção também será por lei.br | leonardosakaki@uol. (iv) Incentivos fiscais e econômicos para obras ou atividades que usem ou fabriquem materiais ou sistemas de proteção ambiental. Licença com prazo de 4 a 10 anos. O Brasil é obrigado a ter um banco de dados sobre as espécies vegetais e animais. ou seja. . (c) Licença de operação: verifica-se se foram respeitadas as fases anteriores e o cumprimento das exigências feitas nas referidas fases. A licença ambiental é sempre temporária e não há direito adquirido. deve ser requerida com 120 dias de antecedência. Para a renovação. Órgão competente: órgãos competentes do SISNAMA – se houver interesse nacional ou se for de competência da união ou se a obra ou atividade atingir mais de um Estado tem que ter o licenciamento. em todas as unidades da Federação. Licença com prazo de até 6 anos. sendo este feito pelo IBAMA.sites. quem será responsável pelo licenciamento será o órgão seccional. sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei. sendo a solicitação analisada em até 6 meses. áreas nas quais há especial características do meio ambiente que torna a sua preservação obrigatória (delimitação da área e regras de utilização). de qualquer das mencionadas fases. se a obra ou atividade se limite ao município (seja de interesse meramente local).definir. se for de interesse de um Estado ou se for de competência estadual e atinja mais de um município.uol.Para assegurar a efetividade desse direito. Unidades de conservação de uso sustentável: permite ocupação de população nativa. Esse procedimento é obrigatório e será exigido quando estiver diante de uma obra ou atividade que possa causar dano ou degradação ao meio ambiente ou que usem recursos ambientais.com. ou seja. vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção. as unidades de conservação. Fases: (a) Licença prévia: será exigido o projeto e a localização.br | 11 99610348 facebook.Licença e revisão de atividades: o licenciamento é um procedimento administrativo que tem por finalidade a obtenção de uma licença ambiental. (vi) Sistema nacional de informações ambientais: relatório anual e direito a informações ambientais. Licença com prazo de até 5 anos. previstas na Lei 9. (b) Licença de instalação: apresenta-se o projeto de engenharia e os projetos técnicos competentes. pode ser requerida a revisão. http://leonardosakaki. (v) Criação de espaços territoriais especialmente protegidos. Com o vencimento dos prazos. uso de elementos naturais regradas.985/00. A criação das unidades de conservação será feita por lei ou decreto. o licenciamento será feito pelo órgão municipal. espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 384 § 1º . O relatório anual será emitido para os organismos internacionais e para o cidadão brasileiro.com/leonardosakaki | @leosak .

Resposta: C http://leonardosakaki.Órgãos locais – órgãos executivos na esfera dos municípios 253 Licenciamento ambiental Prévia: licença de localização. Estudo prévio de impacto ambiental é obrigatório para quem for causar impactos. A esse respeito. (B) A licença ambiental de empreendimento de relevante e significativo impacto ambiental localizado em terreno recoberto de Mata Atlântica não pode ser concedida em hipótese alguma. Prazo máximo não pode ser superior a 6 anos.br | 11 99610348 facebook.938/81 e o Decreto 99. com base na Lei 11.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 385 (vii) Cadastro técnico federal de atividades: qualquer pessoa física ou pessoa jurídica que queira atuar na questão ambiental é obrigado a estar inscrito e regular no cadastro técnico.com. a Lei 6. entidade da sociedade civil. 14 da Lei 11. assinale a alternativa correta. . Prazo mínimo de 4 anos. que dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do bioma Mata Atlântica.com/leonardosakaki | @leosak . prazo máximo de 10 anos.Órgãos seccionais – órgãos executivos estaduais e do Distrito Federal . (C) Um produtor de pequena propriedade ou posse rural entende que é possível a obtenção de licença ambiental para atividade agroflorestal sustentável. Renovação com antecedência mínima de 120 dias da expiração da licença. não é aplicável a legislação que exige a licença ambiental. Audiências públicas do estudo prévio de impacto ambiental – legitimados a participar da audiência pública: órgão ambiental.uol. Prazo máximo não pode ser superior a 5 anos. (x) Cadastro federal de atividades poluentes: toda empresa que atua com elementos ou atividades poluentes deve estar cadastrada para facilitar a fiscalização.428/2006. conforme o disposto no art. sendo que a vegetação secundária em estágio médio de regeneração poderá ser suprimida nos casos de utilidade pública e interesse social. (D) Desde que obtida a autorização de supressão de vegetação de Mata Atlântica. 93 (FGV – OAB 2010. (ix) Sanções disciplinares. (A) Um advogado de proprietário de terreno urbano afirma ser possível a obtenção de licença ambiental para edificação de condomínio residencial com supressão de Mata Atlântica com base em utilidade pública. Ministério Público.428/2006. tendo como motivo o interesse social.sites. A licença ambiental não gera direito adquirido – gera estabilidade temporal.3) A supressão de vegetação primária e secundária no estágio avançado de regeneração somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública.274/90.com. Operação: licença para funcionar. quando inexistir alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto. em todos os casos devidamente caracterizados e motivados em procedimento administrativo próprio.br | leonardosakaki@uol. Instalação: licença para construir. de acordo com a CRFB/88. 50 ou mais cidadãos podem pedir a realização da audiência pública.

A pessoa jurídica também poderá responder pela infração. (D) Os tipos penais ambientais. independentemente de qualquer resultado danoso. (B) A pena restritiva de direitos da pessoa jurídica. Há um procedimento administrativo que se inicia com uma notificação ao infrator. no que tange a proibição de contratar com o poder público. sanção aplicada e informar como deverá ser feita a defesa. 70. devendo haver os requisitos mencionados anteriormente (no âmbito penal).br | leonardosakaki@uol. que se consumam com a própria criação do risco. terá duração equivalente ao tempo de permanência dos efeitos negativos da conduta delituosa sobre o meio ambiente. em qual tipo infracional se enquadra. descrevem crimes de perigo abstrato.uol. (C) Constitui inovação da lei de crimes ambientais a excludente de anti juridicidade relativamente ao comércio não autorizado de animais da fauna silvestre voltado exclusivamente à subsistência da entidade familiar. 30 dias para proferir a decisão e o recurso será em 20 dias.2) Diante das disposições estabelecidas pela Lei n. 37. com efeito devolutivo e o pagamento de eventual multa deverá ser feito em 5 dias.com/leonardosakaki | @leosak . sendo detalhado o ato.com. http://leonardosakaki. previsão legal. pena privativa de liberdade e de direitos Decisão tomada pelo representante legal. A reparação do dano ambiental: reparação ou restauração do dano. (A) A desconsideração da pessoa jurídica somente será admiti da se a pena restritiva de direitos se revelar inócua para os fins a que se destina. será em pecúnia. CF. 9.Penal Haverá ação penal pública incondicionada. se não for possível. Sanções: advertência. efetivo ou presumido. 98 (FGV – OAB 2010.sites. A defesa será em 20 dias. Lei 9. multa e penas restritivas de direito.br | 11 99610348 facebook. Esta decisão tem que beneficiar a empresa.605/98: tipos infracionais.605/98 sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. .com. assinale a alternativa correta. A pessoa jurídica responde: ato é um tipo penal + gerar benefício + ordem expressa de um poder de comando. contratual ou pelo colegiado.Administrativa Art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 386 254 Responsabilidade por dano ambiental Responsabilidade por danos ambientais no Brasil é objetiva. Art. Sanções: multa. em regra. Resposta: D .

à conservação e reabilitação dos processos ecológicos. não será apurado o dolo ou culpa. .Dano O dano ambiental não é automaticamente um dano difuso. Uma vez apurado o dano. Somente se não for possível a reparação. III. Exceção: quando Estado é omisso na fiscalização. 255 Reserva legal Reserva Legal é a área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural. de 24.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 387 Responsabilidade é objetiva. excetuada a de preservação permanente. é exigida a compensação: recuperação de uma área assemelhada. à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas.20% nas propriedades rurais localizadas nas demais regiões do país." http://leonardosakaki. ou seja.sites. individual homogêneo (número determinado de vítimas de um fato comum). que não seja a de preservação permanente (APP).com. no exercício do poder de polícia.com/leonardosakaki | @leosak . ação popular e mandado de segurança individual ou coletivo). O conceito de RESERVA LEGAL é dado pelo Código Florestal. inserido pela Ministério Público 2. O Objetivo do decreto da Reserva Legal é a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos.com. A reparação é imprescritível – pode ser questionado a qualquer momento.Cível A responsabilidade é objetiva. .2001. é exigida a indenização. coletivo (coletividade – vítimas ligadas por uma relação jurídica) ou individual. A apuração na esfera cível será feita por ação judicial (ação de conhecimento ou ações de conhecimento de ritos especiais – ação civil pública. em seu art.uol. §2°. II – 35% da propriedade rural localizada no bioma cerrado dentro dos estados que compõem a Amazônia Legal. O dano pode ser material ou moral – casuística. necessária ao uso sustentável dos recursos naturais. conservação da biodiversidade e o abrigo e proteção de fauna e flora nativas. surge a obrigatoriedade de reparar. O dano ambiental pode ser difuso (se atingir um número indeterminado de vítimas e se foi gerado por um fato comum).08. sendo: "área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural. ao status quo ante (obrigação de fazer e astrentes – multa processual). Pessoa jurídica: desconsideração. Ela varia de acordo com o bioma e o tamanho da propriedade e pode ser: I – 80% da propriedade rural localizada na Amazônia Legal. Não havendo outra alternativa. Princípio do poluidor pagador: o poder público vai determinar a reparação – retorno ao estado anterior.166/67. III. 1°.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook.

com/leonardosakaki | @leosak . Há direito de regresso ao proprietário anterior.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki. não têm zona de amortecimento. (A) Os parques.uol.br | 11 99610348 facebook. que pune com rigor os crimes ambientais. por conta própria e orientação técnica particular.985/2001. Resposta: B Obrigação propter rem: aquisição de uma propriedade com degradação ambiental. Segundo o decreto 6514. (B) As Áreas de Proteção Ambiental – APAs não precisam demarcar sua zona de amortecimento. os proprietários terão que reservar uma parte da vegetação natural em sua propriedade para que o ecossistema seja protegido.com. o prazo para o produtor rural fazer a averbação da Reserva Legal é de um ano (até dezembro de 2009). 90 (FGV – OAB 2010. delimitando suas zonas de amortecimento.com. assinale a alternativa correta. A esse respeito. previu que as unidades de conservação devem dispor de uma zona de amortecimento definida no plano de manejo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 388 Portanto.3) A Lei 9. como unidades de conservação de uso sustentado. que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC. o novo proprietário adquire os passivos ambientais. (D) As Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPN são obrigadas a elaborar plano de manejo delimitando suas zonas de amortecimento. (C) Tanto as unidades de conservação de proteção integral como as de uso sustentado devem elaborar plano de manejo.sites.

CF – TPI Art. (iii) Direitos humanos São direitos do homem e/ou fundamentais previstos em tratados internacionais de direitos humanos. direito à liberdade e direito à intimidade etc.com.br | 11 99610348 facebook. V-A e §2. EC 45/04 Art. 49. 109. já nasce com ele. 258 Conceito de TIDH Documento escrito. 5.com/leonardosakaki | @leosak . http://leonardosakaki. pacto. 14. 5. Entre Estados ou organismos internacionais. 5. São direitos inatos ao homem. convenção…). 84.com. São direitos do homem e/ou fundamentais previstos em tratados de direitos humanos. §3. LXXVIII. §4. 257 Conceitos iniciais (i) Direitos do homem São direitos inerentes aos seres humanos e que e não necessitam estar escritos para serem respeitados – direito à vida. Regidos pelo de internacional que protegem as pessoas e não dependem de seu nome (pode ser tratado. CF – princípio da celeridade – todos os processos devem ser julgados rapidamente – este princípio era previsto na Convenção americana de Direitos Humanos Art. 105 e 109. 12. (ii) Direitos fundamentais São os direitos dos homens previstos em uma Constituição. 1 ao 5. CF – constitucionalização de um tratado de direitos humanos Art.br | leonardosakaki@uol.sites. 102.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 389 DIREITOS HUMANOS 256 Leitura básica CF: arts.uol. CF – mudança de competência do inquérito ou processo que envolvem direitos humanos Documentos internacionais: Declaração Universal de Direitos Humanos (DUDH) (1948) Pertencem ao sistema Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (PIDCP) (1966) global (ONU) Pacto Internacional de Direitos Econômicos Sociais e Culturais (PIDESC) (1966) Convenção Americana de Direitos Humanos – Pacto de Sanção José da Costa Rica (1992) – Sistema Regional da OEA.

separação dos poderes. Todo país tem que ter uma constituição escrita. liberdade. ciência e homem. as pessoas – Revolução Francesa (14. Trata-se de um movimento histórico. (iii) OIT (1919 – Tratado de Versales) 261 Gerações ou dimensões dos direitos humanos Gerações ou dimensões de direitos humanos – trata-se de uma criação doutrinária. 259 Marcos históricos para a proteção/valorização do homem Iluminismo – razão. proteger meio ambiente. direitos e garantias individuais. para a paz universal.07.br | leonardosakaki@uol. 260 Precedentes históricos no processo de internacionalização (internalização) dos direitos humanos (i) Direito Humanitário: convenções de Genebra. 2ª Geração: protege grupos de indivíduos – aposentados. Proteção dos prisioneiros de guerra e das populações civis nas áreas de conflito. cultura e trabalho). Revolução Francesa (14.uol. contendo a separação dos poderes e também os direitos e garantias individuais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 390 Podem ter um ou mais documentos. Observação: Cruz Vermelha Internacional – ONG regida pelo direito civil suíço (ii) Liga das Nações (Sociedade das Nações): vem após a primeira guerra mundial para evitar uma segunda guerra mundial. Constituição Alemã (Weimar) (1919).com.sites.com. OIT (1919) – direitos sociais. filosófico. criada em 1919 através do Tratado de Versales. Dica: o Brasil denunciou (saiu) a Liga das Nações em 1926 por ato unilateral do presidente da república (sem anuência do Congresso Nacional). Intensificação dos TIDHs. Valoriza o homem (antropocentrismo). Declaração de direitos do homem e do cidadão – trata-se de um documento aprovado pelo parlamento francês.1789) – revolução liberal.com/leonardosakaki | @leosak . Fim da II Guerra Mundial – genocídio dos judeus – bombas atômicas no Japão – criação da ONU (1945). Estimulou as revoluções liberais. social.1789) – Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão – proteção dos direitos e garantias individuais – vida. 3ª Geração: proteger universalidade de pessoas – direitos difusos – Fim da II Guerra Mundial – Criação da ONU (paz universal.07. situação esta que ainda persiste. http://leonardosakaki. igualdade (exemplo: proteção da educação.br | 11 99610348 facebook. É a valorização de certos direitos em determinados momentos da história 1ª Geração: protege os indivíduos. fraternidade entre os povos. trabalhadores – Constituição Mexicana (1917). contesta o poder constituído (centrado no teocentrismo) – constituição escrita.

efeito cliquet. fase da ratificação. fase da negociação +assinatura (=conclusão): negociar é discutir o conteúdo do tratado. A Convenção de Viena de 1969 admite que quem pode assinar o tratado é: (i) chefe de Estado ou o Ministro das Relações Exteriores. 262 Características dos Direitos Humanos Universais: todos estão protegidos. Interrelacionados: não há hierarquia entre os sistemas de proteção – §5 da Declaração e Programa de Ação de Viena (1993). Vedação do retrocesso. Ato discricionário. sendo o referendo por meio de Decreto Legislativo (quorum de maioria simples) ou por meio de Emenda Constitucional (quorum: ⅗ em 2 turnos nas 2 casas do Congresso Nacional). 2. células-tronco etc. Limitabilidade: os direitos humanos.br | leonardosakaki@uol.com. não poderá restabelecê-la posteriormente – Art. diz o art. Se não for comum será um Tratado de Direitos Humanos. (Iii) agente delegado. 263 Incorporação dos tratados humanos 1. 3. em certas situações. Historicidade.com. direito a eleger representantes etc. os direitos humanos obrigam que um país ao fazer uma nova constituição. não diminua os direitos humanos previstos anteriormente – exemplo: se o Brasil retirar a pena de morte. (ii) chefe da missão diplomática – adotar o tratado com o Estado acreditado –. e o presidente. Gera obrigação ex tunc. 4. Indivisíveis.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 391 4ª Geração: implementação de um Estado social democrata – direito à informação. por um ato infraconstitucional anterior. da Convenção Americana. refletem a história do homem.br | 11 99610348 facebook. Para outros.uol. Como o congresso referenda? Se for um tratado comum será por meio de um Decreto Legislativo – o quorum é pela maioria simples. que quem assina o tratado é o presidente da república. Feito pelo chefe de Estado. Imprescritíveis: os direitos humanos não estão sujeitos ao tempo – não se ganham e não se perdem ao tempo. Promulgação é feita pelo presidente.sites. Pelo Congresso Nacional do país. Quem pode assinar um tratado internacional? A nossa Constituição Federal. se vinculam à história do homem. 4. §3.com/leonardosakaki | @leosak . podem ser reduzidos – Direito à vida – Brasil – guerra declarada – pena de morte (estado de sítio). fase da promulgação + publicação no DOU. 84. fase do referendo congressual. estudo do DNA. delegou também para o Ministro das Relações Exteriores. essa geração seria a proteção do futuro – nanotecnologia. Interdependentes: vinculados uns aos outros. VIII. 264 Sistemas de proteção que o Brasil faz parte http://leonardosakaki.

assinada em Bogotá Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica) (1969) – existe um artigo que trata da segunda geração. cor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 392 Global – Organização das Nações Unidas (ONU) Carta da ONU (1945). assinada em San Francisco Declaração Universal de Direitos Humanos (1948). http://leonardosakaki. PIDCP e PIDESC. assinada em San Salvador. aplicação de implementar de imediato – prevê mecanismos de fiscalização (relatórios.br | leonardosakaki@uol. 265 Carta Internacional de Direitos Humanos Trata-se de uma criação doutrinária – não é um mecanismo de proteção.uol. Segunda geração de direitos – aplicação ao longo do tempo. 5. vai acionar a Corte Interamericana de Direitos Humanos (COIDH). assinada em Bogotá Declaração Americana de Direitos e Deveres do Homem (1948). sexo etc. mas o Congresso Nacional pode reduzir para direitos – hoje prisão civil só para devedor de alimentos. denúncias interestatais) Pacto Internacional de Direitos Econômicos. existe.com/leonardosakaki | @leosak . Normas de interpretação estão dispostas no art. aplicação programática.com. diferida no tempo.sites. Sociais e Culturais (PIDESC) (1966). Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) – se necessário. todas as pessoas são protegidas. Alguns autores incluem a Carta da ONU. 266 Dualismo x Monismo Para a resolução de um caso concreto. vige. refere-se a uma somatória de mecanismos. ou seja. diferida no tempo. A Carta Internacional de Direitos Humanos compreende: DUDH. assinada em Paris Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (1966). programática.com. assinado em Nova York – as normas do PIDCP estão vinculadas à primeira geração de direitos – o país que aderir a este pacto. Protocolo Adicional à Convenção Interamericana de Direitos Humanos sobre Direitos Econômicos. Exemplo: art. Sociais e Culturais (1988). 29 da Convenção Americana. assinada em Nova Iorque. raça. Normas "vaso comunicantes" ou cláusulas de retroalimentação. tenho que levar em consideração a dialógica. 267 Universalismo x relativismo §5 da Declaração e Programa de Ação de Viena (1993): prevalece o universalismo. 268 Interpretação e aplicação das normas de direitos humanos Na resolução de um caso em concreto aplica-se a norma mais benéfica. LXVII – prisão civil – devedor de alimentos e depositário infiel – STF diz que é de eficácia contida. independente de religião. criação do Comitê de Direitos Humanos. Regional Americano – Organização dos Estados Americanos (OEA) Carta da OEA (1948).br | 11 99610348 facebook.

Lei 12. coletivos e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica. que incluiu o Art.br | 11 99610348 facebook. Tais ações devem ser revistas periodicamente.. A justiça local está inerte/viciada. Ações afirmativas: Art. de 2004) §5 Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos. VI.com.(Incluído pela Emenda Constitucional n 45.uol. §5. sendo o processo julgado pela justiça federal. 109. de 2004) 1 caso de alteração de competência – caso do advogado Manoel Mattos. em qualquer fase do inquérito ou processo. (Incluído pela Emenda Constitucional n 45.288/10 – Estatuto da Igualdade Racial – Art. Indígenas e afro descendentes.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 393 269 Federaderalização de crimes graves contra os direitos humanos Veio com a EC45/04. parágrafo único. Aos juízes federais compete processar e julgar: V-A as causas relativas a direitos humanos a que se refere o §5 deste art. Tais direitos estão previstos em tratado de direitos humanos que o Brasil faz parte. Procedimento: só o Procurador Geral da República (chefe do MPU) poderá propor um incidente de deslocamento de competência no STJ.br | leonardosakaki@uol. a defesa dos direitos étnicos individuais.sites. 1 Esta Lei institui o Estatuto da Igualdade Racial. o http://leonardosakaki. §5. para evitar que a minoria se torne a maioria. 270 Ações afirmativas/discriminações positivas Ações afirmativas são mecanismos de proteção em favor de grupo de pessoas prejudicadas historicamente. 109 V-A. As ações afirmativas devem ser implementadas no Brasil. Art. poderá suscitar. Art. o Procurador-Geral da República. Tratado internacional – violação do direito – justiça local não quer fazer nada – quero que o tratado seja cumprido – PGR deverá entrar com ação. 1. perante o Superior Tribunal de Justiça.com. Origem: Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (ONU – 1965). destinado a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades.com/leonardosakaki | @leosak . com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte. 109 V-A. Federalização: mudança de competência da justiça local para a justiça federal – mudança do inquérito policial ou a ação penal. Tais ações se aplicam na educação e trabalho. Requisitos: grave violação dos direitos humanos. incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal.

949/09 275 Constitucionalização dos tratados de direito humanos Art.uol.br | leonardosakaki@uol. (Não confundir com sentença estrangeira (proferida pelo poder judiciário de outro país).br | 11 99610348 facebook. 272 Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) Tem natureza jurídica dúplice ou ambivalente – a CIDH é prevista na Carta da OEA e na Convenção Americana de Direitos Humanos. http://leonardosakaki. considera-se: VI . Genocídio.com. Não há imunidade perante o TPI. O TIDH é votado como se fosse uma PEC – art. crime contra humanidade. 60.). Origem: direito francês. 109. Tais crimes são imprescritíveis. mas abaixo da CF (ii) EC – Decreto 6. Ler arts. A sentença pode ser cumprida voluntariamente ou havendo a negativa em cumprir.com/leonardosakaki | @leosak . criar um busto. 43. essa sentença. perante a Justiça Federal (art. I). e não Estados.sites.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 394 Parágrafo único. O TPI julga pessoas que cometeram crimes graves. dar nome a uma praça etc. Para efeito deste Estatuto. 41. 271 Estatuto de Roma O Estatuto de Roma criou o TPI. A CIDH tem caráter admini