2011

Exame da Ordem dos Advogados do Brasil
Anotações de aula
Curso Intensivo Modular do Complexo Educacional Damásio. Curso preparatório para o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil – Exame 2011.2. Anotações de aula de Leonardo Sakaki.

Leonardo Sakaki Complexo Educacional Damásio de Jesus

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ÍNDICE

DICAS DE ESTUDOS PARA EXAME DA OAB ..................................................................................................... 3 ÉTICA PROFISSIONAL ..................................................................................................................................... 7 DIREITO ADMINISTRATIVO ...........................................................................................................................33 DIREITO CONSTITUCIONAL ...........................................................................................................................74 DIREITO TRIBUTÁRIO ................................................................................................................................. 110 DIREITO DO TRABALHO .............................................................................................................................. 133 DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO ......................................................................................................... 156 DIREITO PENAL .......................................................................................................................................... 181 DIREITO PROCESSUAL PENAL ...................................................................................................................... 213 DIREITO CIVIL ............................................................................................................................................. 240 DIREITO PROCESSUAL CIVIL ........................................................................................................................ 292 DIREITO DO CONSUMIDOR......................................................................................................................... 335 DIREITO EMPRESARIAL ............................................................................................................................... 344 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE............................................................................................... 367 DIREITO AMBIENTAL .................................................................................................................................. 380 DIREITOS HUMANOS .................................................................................................................................. 389 DIREITO INTERNACIONAL ........................................................................................................................... 396

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Leonardo Sakaki Exame OAB – FGV |3 DICAS DE ESTUDOS PARA EXAME DA OAB Workshop realizado pelos professores do Complexo Educacional Damásio de Jesus. Vídeos disponíveis em: http://www.youtube.com/user/damasiodejesus 1 Divisão das questões do Exame da OAB Questões 12 3 2 7 2 6 7 6 2 5 4 2 5 6 6 5 80 Percentual 15 3,75 2,5 8,75 2,5 7,5 8,75 7,5 2,5 6,25 5 2,5 6,25 7,5 7,5 6,25 100

Disciplina Ética Profissional Direitos Humanos Direito Internacional Direito Constitucional ECA Direito Administrativo Direito Civil Direito Processual Civil Direito do Consumidor Direito Empresarial Direito Tributário Direito Ambiental Direito Penal Direito Processual Penal Direito Processual do Trabalho Direito do Trabalho Total

As disciplinas em vermelho são as que devemos nos empenhar mais, pela quantidade de questões contidas no exame. 1.1 Matérias pequenas Questões 2 2 2 2 8 Percentual 2,5 2,5 2,5 2,5 10

Disciplina Direito Internacional ECA Direito do Consumidor Direito Ambiental Total

Não perder tempo estudando com o livro. Estudar apenas pelo caderno. A expectativa é que apenas com a aula acerte-se, pelo menos, 4 questões, ou seja, metade.

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1.2

Matérias médias Questões 12 3 6 5 5 6 7 4 48 Percentual 15 18,75 3,75 7,5 13,75 6,25 6,25 7,5 27,5 8,75 5 60

Disciplina Ética Profissional Direitos Humanos Direito Processual do Trabalho Direito do Trabalho Direito Empresarial Direito Administrativo Direito Constitucional Direito Tributário Total

São médias pelo tamanho do conteúdo. Disciplina Ética Profissional Direitos Humanos Direito Processual do Trabalho Direito do Trabalho Total Questões 12 3 6 5 26 Percentual 15 3,75 7,5 6,25 32,5

Apenas nessas 4 disciplinas demonstradas acima estão 32,5% das questões do Exame, ou seja, ⅓ das questões. Então são nessas disciplinas que deverão estar concentrados os estudos. 1.3 Matérias grandes Disciplina Direito Civil Direito Processual Civil Direito Penal Direito Processual Penal Total Questões 7 6 5 6 24 Percentual 8,75 7,5 6,25 7,5 30

A percentagem da prova é muito pequena para uma grande quantidade de matéria.

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1.4

Concentração dos estudos Questões 12 3 6 5 5 6 7 4 48 Percentual 15 3,75 32,5 7,5 6,25 6,25 7,5 27,5 8,75 5 60

Disciplina Ética Profissional Direitos Humanos Direito Processual do Trabalho Direito do Trabalho Direito Empresarial Direito Administrativo Direito Constitucional Direito Tributário Total

São essas disciplinas é que fazem a diferença. São nessas disciplinas é que os estudos deverão estar concentrados. E as questões das matérias pequenas e grandes? Muita atenção na aula + revisão das anotações de aula.

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Base da prova

Base da prova Legislação Doutrina jurisprudência (Súmulas e OJs)

60% 30% 10%

O estudo deve partir da lei, mas não deve ficar apenas na lei.

3 3.1

Como resolver questões objetivas Por onde começar a prova

Responder pela ordem das questões dispostas na prova. Procurar a divisão por matéria Vantagem: atenção nas disciplinas indicadas no tópico 1.4 Desvantagem: tempo utilizado para fazer isso. 3.2 Tipos de questões http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Questões com situações hipotéticas. Questões com "é correto/incorreto afirmar". Questões com lacunas. Questões V ou F. Quanto mais longa for a questão, mais fácil é a questão. O tema é normalmente fácil, e o examinador tem como objetivo que o examinando se perca e se confunda com os dados. 3.3 Hora de passar para o gabarito

No final da prova – nos 30 minutos finais. Não mudar alternativas. Atenção para não pular. 3.4 Estudar questões

Conteúdos repetidos. Fixação da teoria. Termômetro do aprendizado.

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Leonardo Sakaki Exame OAB – FGV |7 ÉTICA PROFISSIONAL

Código de ética não é lei, mas podemos ser processados por violação ao código, visto que o art. 33 da EAOAB vincula, obrigando os advogados a obedecerem. 4 Legislação

EAOAB (Lei 8.906/94) – 70% das questões, sendo direitos do advogado o mais importante CED RGEAOAB – Poucas questões Atenção: ética são 12 das 80 questões, ou seja, 15% do exame.

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Atividade de advocacia
Art. 1 São atividades privativas de advocacia: I - a postulação a órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais; II - as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas. §1 Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal. §2 Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas, sob pena de nulidade, só podem ser admitidos a registro, nos órgãos competentes, quando visados por advogados. §3 É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade.

Exceções ao inciso I: CLT (art. 791) – exceção (Súmula 425, TST) válido somente para Vara do Trabalho e TRT, não valendo para o TST –; JEC Estadual em ações de 0 a 20 salários mínimos (Lei 9.099/95), de 20 a 40 salários mínimos e em 2º grau é obrigatória a presença do advogado; habeas corpus (EAOAB – Lei 8.906/94) – habeas data, mandado de segurança, revisão criminal precisam de advogado. Observação: prescinde-se de advogado = dispensa-se o advogado. Em relação à postulação efetiva, a ADIN 1.127-8 excluiu os juizados especiais estaduais e federais nas causas até 20 salários mínimos e a justiça do trabalho (capacidade postulatória para empregados e empregadores). Embora a CLT mencione que empregados e empregadores possam atuar sem assistência de advogados "até o final", o TST decidiu que, dada a natureza extraordinária do recurso de revista, é indispensável que o mesmo seja interposto por advogado. "Até o final" deve ter interpretação restritiva à primeira fase processual da reclamatória trabalhista – instância ordinária. Postulação nas ações de alimentos – o credor de alimentos pode, pessoalmente ou por intermédio de advogado propor a ação de alimentos. Essa possibilidade se deve à natureza jurídica emergencial do "bem da vida" perseguido. A impetração de habeas corpus também dispensa a capacidade postulatória. Art. 36, CPC.

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Art. 36. A parte será representada em juízo por advogado legalmente habilitado. Ser-lhe-á lícito, no entanto, postular em causa própria, quando tiver habilitação legal ou, não a tendo, no caso de falta de advogado no lugar ou recusa ou impedimento dos que houver.

Atos e contratos constitutivos: para ser levado a registro em Junta Comercial ou Cartório Civil, deve ser visado – assinados – por um advogado (comprometimento de autoria da forma e conteúdo do documento – corresponsável pelo contrato, inclusive com responsabilidade civil, criminal e disciplinar). Exceção: art. 6 da lei 8.491 – não se aplicam às ME e as EPP. Estagiário: a atividade de assessoria pode ser desenvolvida pelo estagiário isoladamente, desde que tenha autorização ou substabelecimento do advogado responsável. A atividade de consultoria não se confunde com a anterior e não pode ser praticada isoladamente, mesmo quando autorizada por tratar de atos definitivos e principais, por isso, privativos de advogado.

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Divulgação ou associação da advocacia com outra profissão

É vedada divulgação da advocacia em conjunto com outra atividade, seja de natureza civil, comercial, lucrativa, não lucrativa, pública ou privada. A proibição não se limita à divulgação, abrangendo também o exercício profissional da advocacia com qualquer outra profissão no mesmo espaço físico. A proibição não afeta a possibilidade de o advogado exercer outra atividade, e sim do exercício desta no mesmo espaço físico ao da advocacia. A proibição tem efeito de não mercantilizar a advocacia, impedindo a captação de clientela e de causas.

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Publicidade Deve Nome completo e número da OAB

Pode Não pode Publicidade em jornais, revistas e Rádio e TV. periódicos. Fotografia. Pode constar títulos acadêmicos. Cargos ocupados. Área de atuação. Lista de clientes ou ações. Telefone, endereço, site, e-mail.

Mala direta: é autorizada para quem já é cliente do escritório, mas é proibida para quem não é cliente do escritório. Advogado na mídia: pode desde que não trate de caso sob o seu patrocínio, não trate de casos de patrocínio de terceiros, não responda consultas. Na mídia tem que atuar de forma educativa, informativa, sem tratar de casos específicos e sem fazer a autopromoção. Pena de censura. Reincidência é de suspensão. 3 suspensões é exclusão. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

(D) é admissível a distribuição do boletim mediante pagamento de anuidade. com o fito de proporcionar informações sobre a carreira. inclui referência às causas ganhas. Confiabilidade: a confiança recíproca é o fator que inicia e sustenta a relação profissional. (B) a publicidade. contrata jovens de ambos os sexos para distribuição gratuita. se for gratuita. Sigilo profissional: exceções: vida.com.2) Mauro. suas angústias. é correto afirmar que: (A) a participação em programa televisivo está vedada aos advogados. incluído na grade normal de horários da empresa. Ordem judicial. todas essas vinculadas ao seu escritório de advocacia.3) O advogado Caio resolve implementar mudanças administrativas no seu escritório. http://leonardosakaki. é compatível com as normas do Código de Ética.com/leonardosakaki | @leosak . um novo programa. alegrias e comprovar a possibilidade de sucesso profissional. Resposta: C 9 Inviolabilidade 1.com. Resposta: B 82 (FGV – OAB 2010. bem como àquelas ainda em curso e que podem ter repercussão no meio jurídico. os seus percalços. (C) o advogado. Para ampliar a divulgação.br | 11 99610348 facebook. deveria se limitar ao aspecto educacional e instrutivo da atividade profissional. e estando o processo em andamento. Suspeita da prática do crime pelo advogado.sites. o advogado deve renunciar ao patrocínio da causa antes de promover a execução do contrato. Uma das atividades consiste na elaboração de um boletim de notícias comunicando aos clientes. O advogado só pode revelar as informações nos limites e na necessidade da sua defesa. Diante do narrado. inclusive para realizar propaganda dos seus escritórios. cujo titulo é “o Advogado na TV”.Leonardo Sakaki Exame OAB – FGV |9 8 Princípios Pessoalidade: o contato pessoal é requisito para que se estabeleça a relação profissional.br | leonardosakaki@uol. (B) o boletim de notícias é meio adequado de publicidade quando o público-alvo são clientes do escritório. no caso. Acompanhamento de representante da OAB. resolve contratar com emissora de televisão. ao passar a compor o grupo de profissionais escolhido para gerenciá-lo. é correto afirmar que (A) se trata de publicidade moderada. 3. como narrada.uol. parceiros e advogados. 2. (D) programas televisivos são franqueados aos advogados. Consoante as normas aplicáveis. No curso do programa. 48 (FGV – OAB 2010. (C) a distribuição indiscriminada. é permitida. nos cruzamentos das mais importantes capitais do País. Exemplo: havendo necessidade de execução do contrato de honorários. Utilização das informações sigilosas em favor do próprio cliente: depende da autorização do cliente. honra e afronta. Exclusividade Não mercantilização: advocacia não pode apresentar qualquer característica típica das empresas mercantis. a mudança na legislação e os julgamentos de maior repercussão. advogado com larga experiência profissional.

A decisão condenatória proferida pelo TED pode afetar o cargo na administração pública (violação ao princípio da moralidade). Apesar disso. qualquer que seja o órgão do Poder Judiciário pelo qual tramite. Escritório ou Local de trabalho.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook.767. contra a Fazenda Pública que os remunere ou à qual seja vinculada a entidade empregadora. eletrônica. de sua correspondência escrita. bem como de seus instrumentos de trabalho. não sendo vedadas. desde que realizada na presença de representante da OAB. desde que relativas ao exercício da advocacia.os servidores da administração direta. objeto e partes envolvidas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 10 4. de 2008) O poder de punir o advogado público por questão ética não funcional e relaciona a atividade privativa da advocacia é exclusivamente da OAB (TED). é correto afirmar que: (A) a imunidade profissional não pode sofrer restrições de qualquer natureza. por decisão motivada. (Redação dada pela Lei n 11. (C) a inviolabilidade do escritório ou local de trabalho é assegurada nos termos da lei. indireta e fundacional. o advogado é indispensável à administração da justiça. 49 (FGV – OAB 2010. 7 São direitos do advogado: II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho. São também nulos os atos praticados por advogado impedido . de forma indiscriminada.no âmbito do impedimento . por motivo de exercício da profissão.sites. Resposta: D 05 (FGV – OAB 2010. sem prejuízo das sanções civis. a busca e a apreensão judicialmente decretadas. 133 da Constituição do Brasil.br | leonardosakaki@uol. licenciado ou que passar a exercer atividade incompatível com a advocacia. Art. (D) a prisão do advogado. (B) nenhuma demanda judicial. São impedidos de exercer a advocacia: I . Art. salvo se esta. Após pesquisa. telefônica e telemática. sendo até mesmo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão. http://leonardosakaki. independentemente de sua natureza. Parágrafo único.com. (C) a proteção ao escritório do advogado não se inclui na hipótese versada. (B) a inviolabilidade do escritório de advocacia é absoluta. devidamente notificada ou solicitada.com. em função de a investigação atingir o advogado.2) Considerando que nos termos dispostos no art. os documentos de toda a sua clientela foram apreendidos.3) O advogado Ademar é surpreendido por mandado de busca e apreensão dos documentos guardados no seu escritório. é correto afirmar que (A) a prática é correta.uol. 4 São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB. somente poderá ocorrer em flagrante. contudo.suspenso. (D) houve excesso na apreensão de todos os documentos da clientela do advogado. Diante do narrado. 30. mesmo em caso de crime afiançável. penais e administrativas. verifica que existe processo investigando um dos seus clientes e a ele mesmo. Resposta: C 10 Nulidade dos atos praticados Art. pode receber a prestação jurisdicional se não houver atuação de advogado. não proceder à indicação.

sofrer doença mental considerada curável. Licencia-se o profissional que: I . o http://leonardosakaki.assim o requerer. a juízo do conselho competente da OAB. 11 Mandato Art. II .infrações definidas nos incisos XVII a XXV do art.com. dos tribunais e conselhos de contas. da justiça de paz. com as seguintes atividades: I . §2 Nas hipóteses dos incisos XXI e XXIII do art. dispensa o reconhecimento de firma no instrumento de mandato (tanto para poderes gerais quanto para poderes específicos).membros de órgãos do Poder Judiciário. bem como a administração acadêmica diretamente relacionada ao magistério jurídico. salvo se for substituído antes do término desse prazo. 12. II . VII . juízes classistas. 34.ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras. contra ou a favor das pessoas jurídicas de direito público. entidades paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público.br | 11 99610348 facebook. 34. inclusive com correção monetária. IV .passar a exercer.com/leonardosakaki | @leosak . em juízo ou fora dele. nos casos em que não posso colher a assinatura.sites. prorrogável por igual período.militares de qualquer natureza. sociedades de economia mista. A advocacia é incompatível. §2 A procuração para o foro em geral habilita o advogado a praticar todos os atos judiciais. a representar o mandante.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 11 II . §1 O advogado.ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial de qualquer natureza. se particular. empresas públicas. Parágrafo único. por motivo justificado.br | leonardosakaki@uol. Trata-se da procuração – será sempre escrito. 37. em caráter temporário. inclusive privadas. bem como de todos os que exerçam função de julgamento em órgãos de deliberação coletiva da administração pública direta e indireta. dos juizados especiais.chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do Poder Legislativo e seus substitutos legais. obrigando-se a apresentá-la no prazo de quinze dias.os membros do Poder Legislativo.ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de lançamento. pelo prazo de trinta dias a doze meses.reincidência em infração disciplinar. salvo os que exijam poderes especiais. afirmando urgência. §1 A suspensão acarreta ao infrator a interdição do exercício profissional. na ativa. (Vide ADIN 1127-8) III . 5 O advogado postula. Art. Exceção: casos de urgência. do Ministério Público. pode atuar sem procuração. VIII . mesmo em causa própria.uol. fazendo prova do mandato. II . representado por uma procuração pública ou privada. fundações públicas. a suspensão perdura até que satisfaça integralmente a dívida. em seus diferentes níveis. a suspensão perdura até que preste novas provas de habilitação. Art.ocupantes de cargos ou funções de direção em Órgãos da Administração Pública direta ou indireta. 34.com. 28. Não se incluem nas hipóteses do inciso I os docentes dos cursos jurídicos.ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a qualquer órgão do Poder Judiciário e os que exercem serviços notariais e de registro. de acordo com os critérios de individualização previstos neste capítulo. em todo o território nacional. durante os dez dias seguintes à notificação da renúncia. §3 O advogado que renunciar ao mandato continuará. §1 A incompatibilidade permanece mesmo que o ocupante do cargo ou função deixe de exercê-lo temporariamente. §2 Não se incluem nas hipóteses do inciso III os que não detenham poder de decisão relevante sobre interesses de terceiro. em qualquer juízo ou instância. atividade incompatível com o exercício da advocacia. neste caso. §3 Na hipótese do inciso XXIV do art. III . V . VI . Art. em suas fundações e em suas empresas controladas ou concessionárias de serviço público. A suspensão é aplicável nos casos de: I . arrecadação ou fiscalização de tributos e contribuições parafiscais.

o advogado Tertúlio é arrolado como testemunha por uma das partes. nenhuma delas tivesse manifestado qualquer intenção nesse sentido.br | leonardosakaki@uol. desde que requerida e deferida. transação.2 Revogação É ato privativo e unilateral do cliente em qualquer fase do processo que retira os direitos outorgados na procuração e não implica em qualquer responsabilidade posterior. que deve ser tomado com a autorização e ciência do cliente que outorgou os poderes originais. confissão. desistência da ação. 11. que deverão ser pagos proporcionalmente. com exceção daqueles que exijam poderes especiais) ou ad judicia et extra (com poderes específicos – exemplo: oferecimento de representação criminal ou queixa crime. testemunha a ocorrência de um acidente de trânsito sem vítimas.3) Tertúlio. A respeito do tema. é correto dizer que (A) o advogado é suspeito para prestar depoimento no caso em tela. Trata-se de ato pessoal do advogado da causa.com/leonardosakaki | @leosak . embora.3) Marcelo promove ação de procedimento ordinário em face de Paus e Cupins Ltda. quitação etc. O advogado poderá também receber os honorários sucumbenciais. é facultativo.sites. Houve regular citação. advogado. com o fito de compelir a ré à prestação de determinado fato. Seus dados e sua qualificação profissional constam nos registros do evento. naquele momento. 45 (FGV – OAB 2010. No dia designado para o seu depoimento.1 Renúncia É ato privativo e unilateral em qualquer fase do processo que implica na omissão do motivo e na responsabilidade pelo prazo máximo de 10 dias contados da notificação da renúncia.com. Poderes: pode ser ad judicia (para foro em geral – autoriza a prática de todos os atos processuais. Exceção: se contratação de outro advogado. Resposta: B 51 (FGV – OAB 2010.3 Substabelecimento É a transferência de poderes com ou sem reservas para o substabelecente (advogado constituído).uol. Posteriormente. No substabelecimento com reservas o advogado substabelecido não pode cobrar honorário diretamente do cliente sem a intervenção do substabelecente.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 12 prazo para apresentação da procuração é de 15 dias a iniciar-se do 1º dia útil seguinte ao do ato da representação. de forma proporcional ao trabalho realizado nos autos. com a apresenta- http://leonardosakaki. A revogação não retira do advogado o direito aos honorários. recebimento de citação em nome do cliente. (D) somente poderia prestar depoimento após a intervenção de todas as partes no processo. no caso. que deverão ser pagos proporcionalmente.br | 11 99610348 facebook. 11. (C) o depoimento do advogado. diante de contrato anteriormente estabelecido pelas partes e descumprido pela ré. envolvendo quatro veículos automotores. alega que estaria impossibilitado de realizar o ato porque uma das pessoas envolvidas poderia contratá-lo como profissional.) 11. em ação de responsabilidade civil. reconhecimento de procedência do pedido. prorrogável por mais 15 dias. (B) a possibilidade decorre da ausência de efetiva atuação profissional.com. A renúncia não retira do advogado o direito aos honorários.

ou perante a qual este deva comparecer. mesmo que tenha sido inerte. (C) os atos referidos se esgotam no processo judicial. 12 Direitos do advogado (prerrogativas) Art. quando preso em flagrante. Nos termos da legislação estatutária e do Código de Ética. sob pena de nulidade e. . bem como de seus instrumentos de trabalho.4 Postulação contra ex-cliente e ex-empregador O advogado pode postular em favor de terceiros. mesmo fora da hora de expediente e independentemente da presença de seus titulares. Após consultas processuais.com/leonardosakaki | @leosak .Contrárias à ética.ingressar livremente: a) nas salas de sessões dos tribunais. 7 São direitos do advogado: I .uol. quando estes se acharem presos. Resposta: B 11. se esta lhe revelou segredos ou obteve seu parecer. de sua correspondência escrita.em que tenha sido convidado pela outra parte. à moral ou à validade de ato jurídico em que tenha celebrado. ainda que não tenha se efetivado a contratação. com instalações e comodidades condignas e. desde que relativas ao exercício da advocacia. cartórios. antes de sentença transitada em julgado.br | 11 99610348 facebook. por impedimento ético.ter a presença de representante da OAB. a profissão em todo o território nacional. em prisão domiciliar. que proíbe a advocacia contra ex-cliente e ex-empregador pelo prazo de 2 anos. tendo o processo permanecido paralisado por oito anos por inércia das partes. 11. o réu ingressa no processo requerendo a declaração de prescrição intercorrente. Dez anos após a paralisação. sendo permitida a atuação após esse prazo.não ser recolhido preso. não tendo havido recurso do autor. desde que guarde o sigilo profissional e as informações reservadas ou privilegiadas de que tenha tomado conhecimento no período em que prestou serviços aos mesmos. II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho. IV . que é declarada.com. para lavratura do auto respectivo. orientado ou conhecido em consulta. secretarias. pessoal e reservadamente. telefônica e telemática. e. e ser atendido. c) em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição judicial ou outro serviço público onde o advogado deva praticar ato ou colher prova ou informação útil ao exercício da atividade profissional. por motivo ligado ao exercício da advocacia. dentro do expediente ou fora dele. nos demais casos. no caso de delegacias e prisões. como no enunciado. V . senão em sala de Estado Maior. a comunicação expressa à seccional da OAB.comunicar-se com seus clientes. é correto afirmar que (A) o advogado não pode ser sancionado pela demora do processo. serviços notariais e de registro. III . as causas: . contra ex-cliente ou ex-empregador.sites. eletrônica. na sua falta. desde que se ache presente qualquer servidor ou empregado. Entretanto. http://leonardosakaki. com liberdade. d) em qualquer assembleia ou reunião de que participe ou possa participar o seu cliente. o autor descobre a real situação do processo e apresenta representação disciplinar à OAB contra o seu advogado. desde que munido de poderes especiais. b) nas salas e dependências de audiências.5 Postular conta ato jurídico realizado ou contra quem consultou O CED impõe que o advogado deve abster-se de patrocinar. (B) está perfeitamente caracterizado o abandono da causa. mesmo além dos cancelos que separam a parte reservada aos magistrados. ainda que considerados incomunicáveis.exercer.com. ofícios de justiça. detidos ou recolhidos em estabelecimentos civis ou militares.br | leonardosakaki@uol. (D) a inércia das partes não pode atingir os advogados.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 13 ção de defesa. o TED acrescentou a abstenção bienal. VI . mesmo sem procuração.

difamação puníveis qualquer manifestação de sua parte. XII . documentos ou afirmações que influam no julgamento. em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo. bem como dos demais instrumentos de trabalho que contenham informações sobre clientes.retirar-se do recinto onde se encontre aguardando pregão para ato judicial. mediante comunicação protocolizada em juízo. observado o disposto no inciso IV deste artigo. secretaria ou repartição. mesmo quando autorizado ou solicitado pelo constituinte. por motivo de exercício da profissão. podendo copiar peças e tomar apontamentos.dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho. específico e pormenorizado. XV . findos ou em andamento. em caso de crime inafiançável. XIV . ainda que conclusos à autoridade. em decisão motivada. sendo. Atenção! Dica de estudo: VI. tribunal ou órgão de deliberação coletiva da Administração Pública ou do Poder Legislativo. com uso assegurados à OAB. quando não estejam sujeitos a sigilo. quando ofendido no exercício da profissão ou em razão dela.sites.ser publicamente desagravado. independentemente de licença. independentemente de horário previamente marcado ou outra condição. XVII . XVII.recusar-se a depor como testemunha em processo no qual funcionou ou deva funcionar. o §3 O advogado somente poderá ser preso em flagrante. XVIII . o §4 O Poder Judiciário e o Poder Executivo devem instalar. no exercício da profissão ou de cargo ou função de órgão da OAB. assegurada a obtenção de cópias. mesmo sem procuração.com.retirar autos de processos findos. a ser cumprido na presença de representante da OAB.com/leonardosakaki | @leosak . autos de flagrante e de inquérito.usar da palavra. XIII.usar os símbolos privativos da profissão de advogado. a autoridade judiciária competente poderá decretar a quebra da inviolabilidade de que trata o inciso II do caput deste artigo. XX a) a liberdade é parcial. VII. XIV. XI . perante qualquer juízo. o §2 O advogado tem imunidade profissional. expedindo mandado de busca e apreensão. em juízo ou fora dele. XVI . o o §7 A ressalva constante do §6 deste artigo não se estende a clientes do advogado averiguado que estejam sendo formalmente investigados como seus partícipes ou coautores pela prática do mesmo crime que deu causa à quebra da inviolabilidade. sem prejuízo da responsabilidade criminal em que incorrer o infrator. fóruns.falar.ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer natureza. delegacias de polícia e presídios. autos de processos findos ou em andamento.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 14 VII . tribunal ou autoridade. http://leonardosakaki. bem como para replicar acusação ou censura que lhe forem feitas. o §6 Presentes indícios de autoria e materialidade da prática de crime por parte de advogado. em juízo. depende de inscrição suplementar. vedada a utilização dos documentos. o conselho competente deve promover o desagravo público do ofendido. 3) até o encerramento do processo. proferido de ofício. VIII. o §1 Não se aplica o disposto nos incisos XV e XVI: 1) aos processos sob regime de segredo de justiça. ou retirá-los pelos prazos legais.br | 11 99610348 facebook. em qualquer juízo ou tribunal.com. sem prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB. em cartório ou na repartição competente.br | leonardosakaki@uol. sentado ou em pé. o §5 No caso de ofensa a inscrito na OAB. não constituindo injúria. ou sobre fato relacionado com pessoa de quem seja ou foi advogado. mediante intervenção sumária. verbalmente ou por escrito. das mídias e dos objetos pertencentes a clientes do advogado averiguado. mesmo sem procuração.examinar em qualquer repartição policial.permanecer sentado ou em pé e retirar-se de quaisquer locais indicados no inciso anterior. X . no exercício de sua atividade. em qualquer hipótese. após trinta minutos do horário designado e ao qual ainda não tenha comparecido a autoridade que deva presidir a ele. regulamento ou regimento. XX . IX. XIX . podendo tomar apontamentos. ou da Administração Pública em geral. reconhecida pela autoridade em despacho motivado.reclamar.examinar. pela ordem. 2) quando existirem nos autos documentos originais de difícil restauração ou ocorrer circunstância relevante que justifique a permanência dos autos no cartório. salas especiais permanentes para os advogados. mediante representação ou a requerimento da parte interessada. pelo prazo de dez dias. VIII . ao advogado que houver deixado de devolver os respectivos autos no prazo legal. contra a inobservância de preceito de lei.uol. para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos. observando-se a ordem de chegada. XIII . bem como sobre fato que constitua sigilo profissional. e só o fizer depois de intimado. mesmo sem procuração. pelos excessos que cometer. tribunais. em todos os juizados.

ou seja. i) direito de vista dos autos. sob pena de nulidade do auto de prisão em flagrante.sites. por motivo ligado ao exercício da advocacia. Se a autoridade policial negar. 7. g) sustentação oral: Direito Art. eletrônica.uol. não haverá espaço para a reclamação constitucional. falada.ordem judicial (específica. telefônica e telemática). §§6 e 7): . fundamentada e pormenorizada. findos ou em andamento. . .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 15 b) inviolabilidade do escritório ou local de trabalho.com. . pessoal e reservadamente. 53. l. c) comunicar-se com seus clientes preso.indício de autoria e materialidade da prática de um crime pelo advogado. O descumprimento desta regra configura abuso de autoridade/poder. e sim para o mandado de segurança contra o ato da autoridade coautora. . sem prejuízo de se apurar eventual prática de abuso de autoridade/poder. 7. na sua falta. (verificação do inquérito ou do flagrante sem necessidade de mandato judicial. salvo por determinação judicial fundamentada (busca e apreensão). que teria competência originária no STF. negativa do direito de extração de cópias etc. . e) não ser recolhido preso. prevista no art. quando preso em flagrante.deve haver acompanhamento de representante da OAB. Epístola = carta. em estabelecimento civil e militar. f) ingresso livre em dependências para o exercício profissional. ainda que conclusos à autoridade. ainda que sem procuração. Ainda que o cliente seja considerado incomunicável (exemplo: RDD). §3. antes de sentença com trânsito em julgado (prisão cautelar/processual).com/leonardosakaki | @leosak . assim como seus instrumentos de trabalho (arquivos. 102. CED Antes do voto do relator SUSTENTAÇÃO ORAL Procedimento disciplinar Art. CF. que deverá ser impetrado perante o juízo de primeiro grau (no caso de o direito ter sido negado pelo delegado de polícia). Cabe mandado de segurança.a prova produzida na diligência deverá ser utilizada contra o advogado e não contra o cliente. 7. senão em sala de Estado Maior: com instalações e comodidades condignas.Para o STF. direito de informação. Exceção: processo com documentos considerados irrecuperáveis e processos que tramitam sob segredo de justiça.com. d) ter a presença de representante da OAB. se a OAB for notificada e não encaminhar representante em tempo hábil. a prova produzida na diligência será válida. http://leonardosakaki. em prisão domiciliar – não se confunda com prisão especial – trata-se de sala especial de prisão de oficiais militares. salvo em caso de coautoria do advogado e cliente. São invioláveis. Se a negativa envolver os direitos específicos previstos no inciso XIV do art. EAOAB. tantos físicos quanto eletrônicos) e suas comunicações/correspondências (escrita.Esta inviolabilidade é relativa – deve cumprir 4 requisitos para a quebra da inviolabilidade (art. é caso de Reclamação. IX.br | 11 99610348 facebook. detalhada) não basta a ordem policial e nem pode ser uma ordem judicial genérica (tem que ser específica). CED Após o voto do relator h) acesso aos autos de flagrante e de inquérito. e.br | leonardosakaki@uol.). podendo copiar peças e tomar apontamentos.

2) Francisco. A autoridade judicial encontrava-se presente no foro desde as nove horas da manhã. (B) A Administração dos órgãos do Poder Judiciário é autônoma. adentraram o recinto forense com meia hora de antecedência.com. em um dos dois últimos anos do curso de Direito. dirige-se.3) O magistrado Mévio. Resposta: A 13 Estagiário de direito O estagiário de direito.127-8) II .a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais. (A) O ato normativo do magistrado colide frontalmente com o direito dos advogados de serem atendidos a qualquer momento pelo Magistrado e servidores públicos. das 11h às 13h.com/leonardosakaki | @leosak . assessoria e direção jurídicas. obteve o cumprimento de todas as metas estabelecidas pela Corregedoria do Tribunal. por escrito. peticionar ao Magistrado e retirar-se do recinto. buscando organizar o serviço do seu cartório. ao Chefe do Cartório Judicial. podendo ocorrer ato do magistrado impondo restrições ao advogado. (C) o atraso que justifica a retirada do advogado está condicionado à ausência da autoridade judicial no evento. Com tal organização. sendo comunicados pelo Oficial de Justiça que a pauta de audiências continha dez eventos e que a primeira havia iniciado às dez horas.br | leonardosakaki@uol. (B) o advogado deveria. para participar de audiência em questão cível. Os processos passam a ser distribuídos. para despachos em geral.uol. de larga experiência forense. por numeração. À luz da legislação estatutária. 1º do EAOAB em conjunto com o advogado sob sua orientação. seguindo moderna tendência da Administração Pública. aí incluídos advogados.br | 11 99610348 facebook. tendo iniciado a primeira audiência no horário aprazado. http://leonardosakaki. 85 (FGV – OAB 2010. assinale a alternativa correta quanto a essa atitude. com seu cliente. Francisco informou. ele e seu cliente estariam se retirando do recinto. advogado. à luz das normas estatutárias (A) qualquer atraso superior a uma hora justifica a retirada do recinto. com a responsabilização individual de determinados servidores.com. (Vide ADIN 1. e daí sucessivamente. que. já caracterizado um atraso de uma hora. designada para a colheita de provas e depoimento pessoal. pode praticar os atos previstos no art. XX transcrito acima 46 (FGV – OAB 2010. no caso narrado. Diante do narrado. devidamente inscrito nos quadros da OAB.sites. (C) O princípio da eficiência sobrepõe-se aos interesses das partes e dos advogados. (D) meros atrasos da autoridade judicial não permitem a retirada do advogado do recinto. pelo advogado. Resposta: C Ver: Art. 1º São atividades privativas de advocacia: I . 7. O ato fora designado para iniciar às 13 horas. diante do ocorrido. supervisão e responsabilidade. Após duas horas de atraso. edita Portaria disciplinando o horário de atendimento das partes e dos advogados não coincidente com o horário forense.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 16 j) imunidade profissional: advogado tem imunidade em relação aos crimes de injúria e difamação quando praticados no exercício da profissão e no interesse da defesa do cliente. Como é de praxe. (D) As metas de produção determinadas pelos órgãos de controle do Poder Judiciário justificam a restrição dos direitos dos advogados de acesso aos autos e aos agentes públicos. desde a audiência inaugural.as atividades de consultoria. Estabeleceu-se que os autos de final 0 a 3 teriam atendimento ao público. Art.

o estagiário inscrito poderá praticar os atos autorizados pelo art..rol exemplificativo) – tanto para o advogado quanto para o estagiário .gerente ou diretor de banco f) idoneidade moral: nunca ter sido condenado pela prática de crime infamante. Quem avalia é o Tribunal de Ética e Disciplina e o Conselho Federal Crime que cause repúdio à classe. e) não exercer atividade incompatível (art. sob pena de nulidade. folders etc.obter junto aos escrivães e chefes de secretaria certidões de peças ou autos de processos em curso ou findos.com/leonardosakaki | @leosak . .com.uol. § 2º Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas.exercício de atividades extrajudiciais.br | 11 99610348 facebook. . d) aprovação no exame da OAB (prova de habilitação). 14 Inscrição na OAB . salvo reabilitação judicial.906/94) a) capacidade civil: maioridade e sanidade.policial . 8. Crime infamante. 29 do RGEAOAB.com. devidamente reconhecido. pois a conclusão é causa de emancipação.retirar e devolver autos em cartório.Requisitos – art. É vedado ao estagiário: figurar em publicidade de escritório de advocacia – placas.chefe executivo . só podem ser admitidos a registro. . b) diploma ou certidão de conclusão de curso de direito. 28 EAOAB . Crime infamante aquele crime contrário à honra. internet. http://leonardosakaki.assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos.br | leonardosakaki@uol. Cuidado: conclusão de curso superior é causa de emancipação! Se uma pessoa é um gênio e conclui o curso com 17 anos. que são: . Esse crime abala diretamente o aspecto da confiabilidade. A relação cliente-advogado envolve confiabilidade. pode se inscrever. quando visados por advogados. Isoladamente. desde que tenha sido autorizado ou substabelecido pelo advogado. sempre sob a responsabilidade do advogado. figurar como contratado em Contrato de Prestação de Serviços Advocatícios.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 17 § 1º Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal. EAOAB (Lei 8. § 3º É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade. c) título de eleitor e quitação militar. nos órgãos competentes.sites. é aquele que provoca infâmia. desonra para o advogado. dignidade e a boa fama de quem pratica. assinando a respectiva carga. pelo próprio nome.

ao assumir o referido cargo.1. XXVIII.uol.com/leonardosakaki | @leosak . (B) exercício limitado da advocacia. não autorizado por lei. Processo incidental de declaração de inidoneidade moral – solicitado por qualquer pessoa (não pode ser anônimo). 34. pois não consegue se inscrever pela incompatibilidade. No curso do processo também obtém a indicação do Tribunal e vem a ser nomeado pelo Governador do Estado. Será expedida a certidão de aprovação. ocorrerá o (a) (A) cancelamento da sua inscrição.com.1 Espécies de inscrição 14. (D) anotação de impedimento. obtém a indicação da OAB para concorrer pelo quinto constitucional à vaga reservada no âmbito de Tribunal de Justiça. advogado. A inidoneidade é declarada pelo conselho por um quorum de ⅔. (D) a passagem para a reserva do quadro de advogados. 14. Diante disso. No entanto. . Texto do compromisso está disposto no Regulamento Geral. O cargo é privativo de advogado. O pedido só não pode ser anônimo. O que acontece com a inscrição dele? Nada. Art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 18 Art. formal e personalíssimo (nem por procuração). cargo de confiança do Prefeito Municipal passível de exoneração ad nutum. g) compromisso perante o conselho seccional – é solene. que tem validade perpétua. Resposta: A Escrivão da polícia passa no exame de ordem. advogado com mais de dez anos de efetiva atividade. Não precisa apresentar provas. .1 Inscrição principal http://leonardosakaki. c) embriaguez ou toxicomania habituais. 47 (FGV – OAB 2010. ingressando nos quadros do Poder Judiciário.sites. (C) o licenciamento do profissional. 34.com. b) incontinência pública e escandalosa. fala sobre crime infamante: sanção de exclusão. EAOAB. (B) a suspensão até que cesse a incompatibilidade. à luz das normas estatutárias ocorrerá: (A) o cancelamento da inscrição como advogado.qualquer pessoa pode requerer à OAB a declaração de inidoneidade moral do candidato. Resposta: B 83 (FGV – OAB 2010.2) Fábio. basta indicar os fatos. é convidado a ocupar o prestigiado cargo de Procurador-Geral de um município. parágrafo único: Inclui-se na conduta incompatível: a) prática reiterada de jogo de azar. (C) suspensão do exercício da atividade advocatícia.quem declara se a pessoa é ou não idônea é o conselho seccional.3) Xisto.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook. Julgado pelo Conselho Seccional com quorum de ⅔.

o cancelamento deve ser promovido.br | 11 99610348 facebook. atividade incompatível com a advocacia.sofrer penalidade de exclusão. Permite o retorno aos quadros da OAB. Objetivo de atuar em outro Estado. deverão ser preenchidos os requisitos do art. É ato definitivo e desconstitutivo em relação ao número de inscrição que jamais se restaura.3 Inscrição por transferência Para todo advogado que decide mudar definitivamente seu domicílio profissional. em caráter definitivo.com/leonardosakaki | @leosak . Carteirinha tem validade de 2 anos prorrogável por mais 1 ano ou 3 anos improrrogável. pelo conselho competente ou em virtude de comunicação por qualquer pessoa.5 Inscrição do estagiário Pode tirar a partir do 4 ano. §§2 e 3).deve o interessado fazer prova dos requisitos dos incisos I. III e IV. 11. III . art. Cancela-se a inscrição do profissional que: I . e art.1 Interrupções na inscrição Cancelamento – art. de ofício. Interrupção definitiva da inscrição. V .1.sites. §2 Na hipótese de novo pedido de inscrição .com. II .1.perder qualquer um dos requisitos necessários para inscrição.1. 14. 15 15. §3 Na hipótese do inciso II deste artigo. 11. O advogado pode ter somente uma inscrição principal. por meio de uma nova inscrição.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 19 Deve ser feito no conselho seccional onde é o domicílio profissional.uol. http://leonardosakaki. §1 Ocorrendo uma das hipóteses dos incisos II.br | leonardosakaki@uol. Se a pessoa atuar em outro Estado em mais de 5 causas/processo. 14. Pode ter quantos suplementares puder pagar.4 Nova inscrição Para todo aquele que já integrou os quadros da ordem e teve a sua inscrição cancelada. 11 do EAOAB Art.falecer. desde que cumpridos alguns requisitos de acordo com o motivo do cancelamento (art. VI e VII do art. 14.que não restaura o número de inscrição anterior . V. 41. É obrigatória quando a pessoa for atuar em outro Estado.assim o requerer.passar a exercer. 8. Os processos dos anos anteriores que ainda não terminaram deverão ser considerados em consideração para a contagem das 5 causas no ano seguinte.com. 8. 11. 14.1. §§2 e 3. precisa ter no Estado a inscrição suplementar. EAOAB.2 Inscrição suplementar Trata-se de uma segunda inscrição. Requisito: comprovação do vínculo com o estágio e motivo justo. Para obtenção da nova inscrição. IV . o novo pedido de inscrição também deve ser acompanhado de provas de reabilitação.

falecimento e incompatibilidade definitiva: OAB pode cancelar de ofício ou a requerimento de qualquer interessado. provas de reabilitação. sem prejuízo das sanções civis. V. 12 EAOAB Art. licenciado ou que passar a exercer atividade incompatível com a advocacia.incompatibilidade definitiva . Art. em face de provas efetivas de bom comportamento. É o afastamento temporário do exercício profissional que: (a) mantém o número de inscrição. Art. É permitido ao que tenha sofrido qualquer sanção disciplinar requerer. EAOAB: sempre deverão ser apresentados numa nova inscrição.assim o requerer. a reabilitação.com. Exclusão: deverão apresentar.incompatibilidade temporária do advogado – exemplo: sou advogado e passo a exercer cargo de governador. VII.sofrer doença mental considerada curável. Pode ser requerida um ano após o cumprimento da sanção do Tribunal de Ética e com comprovação de idoneidade. em caráter temporário.2 Licenciamento – art. 34.com. http://leonardosakaki.passar a exercer.br | 11 99610348 facebook. II .falecimento . I. EAOAB – prática de crime infamante: precisa da reabilitação judicial ou criminal.sites. o pedido de reabilitação depende também da correspondente reabilitação criminal. atividade incompatível com o exercício da advocacia. 41.pedido justificado do advogado . III .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 20 . VI. penais e administrativas. .quando o advogado sofrer pena de exclusão . além dos requisitos acima.br | leonardosakaki@uol.com/leonardosakaki | @leosak .uol.perda de qualquer dos requisitos de inscrição Exclusão. São também nulos os atos praticados por advogado impedido – no âmbito do impedimento – suspenso. 15. (c) isenta do pagamento da anuidade ou contribuição obrigatória. 4 São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB. um ano após seu cumprimento.doença mental curável – observação: a doença mental incurável cancela a inscrição pela perda dos requisitos da inscrição. Art. (b) proíbe qualquer atividade privativa de advogado. . Quando a sanção disciplinar resultar da prática de crime. 16 Advogado estrangeiro Só pode prestar consultoria. Exclusão pelo art. Parágrafo único. Parágrafo único.pedido do advogado – personalíssimo . por motivo justificado. Licencia-se o profissional que: I . 12. 8.

.sites.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 21 Não pode postular judicialmente. nem o advogado brasileiro em Portugal. . é possível. Essa consultoria é vinculada ao direito de seu país de origem. Nunca será registrado na Junta Comercial.br | 11 99610348 facebook.Outorga de poderes deverá ser na pessoa física dos sócios. No caso de separação consensual.Sócios de uma mesma sociedade ou unidos em caráter de cooperação não poderão atuar para clientes opostos na mesma medida judicial. Deverá ser solicitado no conselho seccional de onde exercer suas atividades. . mesmo advogado pode integrar mais de uma sociedade de advogados em conselhos seccionais distintos. inclusivo o exame de ordem. . desde que o contrato social autorize). Defende na mesma causa simultânea ou sucessivamente partes contrárias.uol. 15 EAOAB .com. que tem caráter precário. . pois não há conflito de interesses. Título de eleitor e quitação do serviço militar: o estrangeiro está dispensado. 17 Sociedade de advogados – art.com/leonardosakaki | @leosak . . todos os sócios deverão ter inscrição no PR também). http://leonardosakaki.Razão social – não pode ter nome fantasia (em qualquer idioma). nem mesmo no cartório. O advogado português não precisa do exame de ordem. Não há sociedade individual de advogados. A pessoa terá uma carteira da OAB – OAB/SP 99999S.Patrocínio infiel – "casadinha": proibido. Se abrirem uma filial no PR. Estagiário não pode ser sócio.Personalidade jurídica – ocorre com o registro dos seus estatutos no conselho seccional da OAB onde ela tem a sede. Para prestar essa consultoria precisará de uma autorização/inscrição. onde estiver inscrita a sociedade todos os sócios devem ter inscrição (se a sociedade fica em SC. todos os sócios devem ter inscrição em SC. terá prazo de duração de 3 anos – poderá ser renovada. contudo não poderá integrar mais de uma sociedade com sede ou filial no mesmo conselho seccional. O diploma deverá ser validado.br | leonardosakaki@uol.Deve ser formada por 2 ou mais sócio. . nome do sócio falecido (pode ter. ou seja. O advogado autônomo pode usar o termo "Advocacia" desde que acompanhado do nome completo e do número da OAB. crime de tergiversação.Os sócios deverão ser obrigatoriamente advogados. nunca para a pessoa jurídica.com. por exemplo.Quando a sociedade for registrada terá um registro e pagará anuidade. Brasileiro formado no exterior ou estrangeiro que quer advogar no Brasil deve passar pelo processo de inscrição na OAB.

19 Advogado empregado Arts.uol. De qualquer forma haverá alteração do contrato social. (A) nenhum ato poderá ser realizado pela OAB.sites. (D) o desagravo poderá ocorrer privadamente. Imaginemos uma sociedade formada por A e B. O advogado empregado tem vínculo de emprego. sob a pena de dissolução da sociedade.Restrição aos sócios: não pode integrar mais de uma sociedade onde haja sede ou filial. revoltada com as acusações desfechadas por João Vítor.com. O sócio A terá 180 dias para indicar novo sócio.Se o sócio sofreu licenciamento da inscrição (exemplo: tornou-se prefeito). Esse contrato de associação deve ser averbado no contrato social da sociedade.br | 11 99610348 facebook. salvo em caso de o contrato social prever forma diferente. .Responsabilidade: responsabilidade criminal será individual – responsabilidade pessoal. o desagravo é permiti do pelo estatuto.2) João Vítor e Ana Beatriz. O tribunal de ética e disciplina não julga sociedade. requer que a OAB promova sessão de desagravo. . Ana Beatriz. (B) o ato de desagravo depende somente da qualidade de advogado do ofendido.Se o sócio sofreu o cancelamento da inscrição. Entre os sócios. 18 ao 21. esse cancelamento deve gerar uma alteração no contrato social. contraem núpcias. passam a ter seguidas altercações. Resposta: A 18 Advogado associado Advogado associado é aquele que se une à sociedade para participação nos lucros das ações em que atuar.com. Por motivos vários.com/leonardosakaki | @leosak . O B sofre o cancelamento da inscrição. . (C) sendo o ofensor advogado. 84 (FGV – OAB 2010. mantendo o estado de casados por longos anos. Registro que o sócio está licenciado. Haverá averbação do contrato social. também mantêm sociedade em escritório de advocacia. julga advogados.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 22 . Responsabilidade disciplinar será individual. em discussões conjugais. Esse advogado não tem vínculo de emprego. tendo em vista que as ofensas não ocorreram no exercício da profissão de advogado. não tem subordinação. uma vez que sua honra foi atingida por seu marido. http://leonardosakaki. À luz das normas estatutárias.br | leonardosakaki@uol. com acusações mútuas de descumprimento dos deveres conjugais. é complementar (só atingirá os bens dos sócios de forma complementar). O associado é responsável civilmente nas ações em que atuar. Responsabilidade dos sócios para com a sociedade é subsidiária ilimitada. EAOAB. é subordinado. a responsabilidade é solidária. ambos advogados. ou seja. Paralelamente.

pois neste caso o Estado pagará os honorários. http://leonardosakaki. O honorário de sucumbência é direito exclusivo do advogado. 22. quando vence ação.com. e o juiz fixará os honorários. (iv) quota litis: é um contrato ad exitum com características especiais: (a) é obrigatoriamente escrito. é um título executivo extrajudicial. Para requerer arbitramento ou execução do contrato. (iii) sucumbenciais: a parte que perdeu pagará os honorários de sucumbência para o advogado da parte que ganhou. 20 Honorários advocatícios Cobrado muito além: suspensão. será ajuizada ação. Adicional noturno das 20h às 5h – 25%. (c) o advogado não pode receber mais que o cliente quando aos honorários contratados for acrescida a verba sucumbencial. desde que comprovada a sua impossibilidade financeira. Assistência judiciária não poderá. Pode haver cláusula contratual que determine que o honorário de sucumbência seja do cliente. Salvo estipulado em contrário.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 23 Embora empregado.uol. serão cobrados ⅓ cobrado na inicial ou na defesa. Pode haver arbitramento mesmo com contrato escrito – quando advogado abandona o processo (renúncia): quando não há acordo quanto aos honorários proporcionais – o contrato não é título executivo. salvo se houver acordo ou convenção coletiva. O que exceder a isto. Contrato ad exitum – condicionado ao sucesso da demanda. Beneficiários da justiça gratuita é permitido. Se foi contrato e foi escrito.sites. salvo em caso de acordo ou convenção coletiva ou contrato de exclusividade. salvo se elas forem objeto do contrato de trabalho. ou seja. então o advogado. no caso de cobrança do cliente. ⅓ cobrado na decisão de 1 grau e ⅓ cobrado no trânsito em julgado da ação. Cobrado muito abaixo: censura. Lide temerária: advogado se une ao cliente para prejudicar um terceiro – exemplo: advogado se une ao cliente para executar um contrato com assinatura falsa. (b) permite o recebimento em bens do cliente. Ação de execução.br | 11 99610348 facebook. ele tem independência profissional.com/leonardosakaki | @leosak . rito sumário. o vínculo de emprego do advogado empregado não lhe retira a isenção técnica.com. (ii) arbitrados judicialmente: não havendo contrato. É fixado pelo juiz – 10 a 20% do valor da ação. o advogado deve renunciar ao patrocínio da causa. caberá hora extra de 100%. contrato.br | leonardosakaki@uol. pois não houve o cumprimento. Os honorários de sucumbência é um bônus. Salário mínimo será fixado em sentença normativa. (i) convencionados: há pacto. ganha os honorários convencionados ou arbitrados mais o de sucumbência. Art. O advogado empregado não está obrigado a atuar nas questões pessoais do seu empregador. Preferencialmente por escrito. Jornada de trabalho do advogado empregado não pode exceder a 4 horas diárias ou 20 horas semanais.

Cheque e nota promissória pode. que não concorda com tal desconto. (iv) as custas devem ser adiantadas pelo advogado e depois reembolsadas. não será levado a protesto.sites. mas há recurso do Ministério Público. 44 (FGV – OAB 2010. Requer a execução especial e apresenta. em regra. após longos anos.uol. Posso protestar títulos que tenham origem honorários advocatícios? Não. (iii) a parte/quota do advogado deve ser menor que a parte do cliente. Prescreve em 5 anos a pretensão da ação de prestação de contas do advogado ao cliente em razão de quantias recebidas por ele em nome do cliente. Letra de câmbio e duplicata não pode. Abaixo ordem para recebimento em execução. http://leonardosakaki. 5 anos. mas não pode usar desse meio para captar clientes. . (e) revogação ou renúncia. requerimento de expedição de precatório. 42. Os honorários deverão ser pagos em pecúnia.br | leonardosakaki@uol. não pode ser penhorado. Diante do inadimplemento.com.br | 11 99610348 facebook. Cartão de crédito: pode. obtém sentença favorável contra a Fazenda Pública Estadual. (d) da desistência ou transação (=acordo). por exemplo. dos honorários de sucumbência e postulando o desconto no principal de vinte por cento a título de honorários contratuais.com/leonardosakaki | @leosak .natureza jurídica dos honorários: tanto o STJ quanto o STF afirmam que tem natureza alimentar.com. Cláusula quota litis. . (ii) declaração do cliente dizendo que não tem condições de pagar os honorários em pecúnia. excepcionalmente. CED). cujo contrato anexa aos autos. estabelecendo a separação do principal. 25A – há prazo para o cliente ajuizar ação contra o advogado? Sim. após o decurso normal do processo. (b) do trânsito em julgado da sentença que fixar os honorários.Prazo para prescrição: 5 anos contados a partir (a) do vencimento do contrato.Lei 11. (c) da ultimação (=término) do serviço extrajudicial.O advogado pode receber honorários em bens? Em regra não.Duplicata: é possível emitir duplicata pelos honorários? É vedada a emissão de qualquer título mercantil que tenha como origem honorários advocatícios.902/09 criou o art.execução coletiva: o tipo do crédito do advogado é privilegiado. advogado especializado em Direito Público. é correto afirmar que (A) os honorários devidos no processo judicial se resumem aos sucumbenciais. ou seja. . Trabalhistas Tributários Privilegiados Quirografários .3) Homero. receber a partir de bens surgidos da ação – não pode. vedado o desconto de quaisquer outros valores a esse título. O pedido é deferido pelo Juiz. é vedado o protesto de qualquer título que tenha como origem honorários advocatícios (art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 24 . . só será válido se cumprir 4 requisitos: (i) contrato escrito. De acordo com as normas estatutárias aplicáveis. fazer publicidade. direcionado ao seu cliente. Boleto bancário: deve haver um contrato estipulando isso. mas.

marca reunião com seu cliente. criminal. não necessita prestar contas. (C) o advogado. há amplo desentendimento. até que se realize a prestação de contas ao cliente. apresenta ao cliente os termos de contrato de honorários. (C) é possível o pagamento de honorários advocatícios contratuais no processo em que houve condenação. Antes de realizar os atos próprios da profissão. (D) seja o contrato escrito ou verbal. quer sucumbenciais.sites. devem ser cobrados em via própria diretamente ao cliente. Terência não apresentou as contas ao cliente nem direta.br | leonardosakaki@uol. (D) essa questão é dirimida pelo juiz da causa em que ocorreu a condenação. empresarial. devidamente justificada e provada. Resposta: A 87 (FGV – OAB 2010. conhecida pela energia com que defende os seus clientes. que gozam de autonomia.3) Terência.com. exceto em caso de força maior. no aguardo do desfecho da discussão sobre os valores que deveriam ser repassados.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 25 (B) os honorários advocatícios. devendo o profissional optar por um deles. advogado. Resposta: C 50 (FGV – OAB 2010. exercendo mandato. pode o advogado requerer o pagamento dos seus honorários contratuais mediante desconto no valor da condenação. sofrer desconto dos honorários pactuados contratualmente. é contratado para defender os interesses de Otávio. (A) os honorários sucumbenciais e os contratados são naturalmente excludentes. próspero fazendeiro. Buscando adequação dos seus honorários. jovem advogada. bem como em processos administrativos que tramitam em numerosos órgãos públicos. O valor da indenização fora levantado pela advogada e depositado em caderneta de poupança. ao alvedrio das partes. de natureza civil. em diversas ações. a prestação de contas é inexigível.br | 11 99610348 facebook. (C) os honorários de sucumbência podem.2) Eduardo. obtém sucesso em ação indenizatória. (D) os honorários sucumbenciais acrescidos dos honorários contratuais podem superar o benefício econômico obtido pelo cliente. com proveito econômico correspondente a R$ 3. Analisando-se a solução para o caso concreto acima. com a satisfação da dívida. cuja recusa injustificada representa infração disciplinar com pena de suspensão do exercício profissional.000. A prestação de contas deverá ser sempre que solicitada pelo cliente.uol. quer contratuais. Nesse momento. e este exige detalhada prestação de contas. havendo precatório.com. (B) os honorários contratuais devem ser sempre em valor fixo. Resposta: C 20.1 Prestação de contas Trata-se de um direito-dever do advogado.com/leonardosakaki | @leosak . desde que o contrato seja escrito. À luz das normas aplicáveis. http://leonardosakaki. nem judicialmente. o que é negado pela advogada. acrescidos dos decorrentes da eventual sucumbência existente nos processos judiciais. é correto afirmar que (A) a prestação de contas é um dos deveres do advogado.000. que divide em valores fixos. (B) enquanto o cliente não apresentar postulação judicial.00 (três milhões de reais).

V – policial (civil. Art. II – membros do poder legislativo em seus diferentes níveis contra o serviço público. 28. IV – funcionários do poder judiciário. deixar de prestar contas sob a alegação de compensação de valores devidos pelo cliente.com. membros do MP e do TC (União. é uma limitação para o exercício da advocacia. Atenção: nem mesmo para causa própria. 28: (rol taxativo) I – chefes do poder executivo + vices e os membros da mesa do legislativo. bens e documentos dados pelo cliente ou por terceiros em nome do cliente. militar. paz. Art. Estados e municípios). 30. EAOAB.sites.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 26 Devem ser prestadas as contas que envolvam valores. estadual ou federal. arrecadar e fiscalizar tributo. trabalho. funcionário público. Prazo prescricional de 5 anos para que o cliente possa demandar contra o advogado requerendo prestação de contas. 30 I – funcionários públicos contra Fazenda Pública que o remunera. Juiz eleitoral não é incompatível. EAOAB. no caso de o advogado ocupar tais cargos. Procurador do Estado. VIII – gerente ou diretor de banco público ou privado. Quem é incompatível não pode advogar. II – juiz de direito. Art. não tem cargo de direção. O advogado não pode.com. Art. Atividade exclusiva: cargo que originalmente seria incompatível. noras e registros. Impedimento é a proibição parcial. 21 Incompatibilidade – art. VII – tributo: tiver poderes para lançar.uol.br | 11 99610348 facebook. mas por exercer a atividade de advocacia poderá advogar exclusivamente para o seu empregador. federal. III – funcionários públicos com cargo ou função de direção. nem deve. 22 Infração e sanção disciplinar http://leonardosakaki. 28. municipal. então não pode advogar contra o Estado. EAOAB A incompatibilidade é a proibição total para o exercício da advocacia. ao advogado para gerenciamento ou administração. Há a licença.com/leonardosakaki | @leosak . guarda civil metropolitana também) VI – militares (forças armadas) na ativa. Dica para identificar incompatibilidade: verificar se o cargo ou função possibilita maciça captação de clientela e/ou tráfego de influência.

1) Esculápio. embriaguez ou toxicomania habituais) pena de suspensão. Diante dessa narrativa.br | 11 99610348 facebook. Será aplicada: I a XVI e XXIX (ato). por infração contra o CED. (C) o advogado pode ser excluído dos quadros da OAB. é surpreendido com a notícia de que o advogado Sófocles. Resposta: A XVII – prestar concurso a clientes ou a terceiro para realização de ato contrário à lei ou destinado a fraudá-la – pena de suspensão. ato escandaloso. na OAB. 34. XXVI a XXVIII – pena de exclusão – esses incisos tratam de crime. que atua no seu escritório em algumas causas. carga dos autos ou inépcia).exceções: XXI – falta de prestação de contas (mínimo de 30 dias ou até prestar contas). se for constatado que o advogado punido apresenta circunstâncias atenuantes (art. advogado. parágrafo único – rol exemplificativo: prática reiterada de jogos de azar. Não há acordo quanto a eventual tratamento de saúde. Na aplicação da censura. afirmando o advogado Sófocles que continuaria a praticar os atos referidos. infração do EAOAB que não tenha pena maior prevista. continua pagando anuidade. A entrevista foi divulgada amplamente. Censura: não é uma pena pública. Durante a suspensão. enquanto que a segunda não.com.com/leonardosakaki | @leosak . A diferença entre censura e advertência escrita é que a primeira fica registrada no prontuário. tendo afirmado ser usuário habitual de drogas.br | leonardosakaki@uol. há sanção disciplinar aplicável.em regra. é de 30 dias a 12 meses .com. (B) não há penalidade prevista. Aplica-se: XVII a XXV (dinheiro. 40. Após conversas reservadas entre os advogados. há longos anos. uma vez que se trata de questão circunscrita à Saúde Pública.sites. 34 I a XVI e XXIX – pena de censura – esses incisos falam de ato. 10 (FGV – OAB 2011. bem como o vício portado. é correto afirmar que (A) no caso em tela. inscrito. Art. XVII a XXV – pena de suspensão – esses incisos falam em dinheiro. os termos da entrevista são confirmados. XXIII – falta de pagamento à OAB (mínimo de 30 dias ou até o efetivo pagamento). a censura deve ser convertida em advertência escrita por ofício reservado. Prazo: . à luz da legislação aplicável aos advogados. EAOAB. http://leonardosakaki. após aprovação em Exame de Ordem. exemplo: primariedade e exercício assíduo e proficiente de cargo ou mandato da OAB). Ø – pena de multa Exceções: XXV – manter conduta incompatível com a advocacia (art. (D) a sanção disciplinar se aplica a eventual uso de drogas.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 27 Art. 36. Suspensão: acarreta a proibição do exercício da advocacia em todo o território nacional – é pena pública. fora entrevistado por jornalista profissional. Fica registrada no prontuário do advogado. carga dos autos ou inépcia. e reincidência da mesma infração.

Na terceira suspensão.sites. pode aplicar a exclusão. 22. Art. (D) gera a exclusão da OAB Resposta: A http://leonardosakaki. a exclusão e a multa. Trata-se de uma pena pecuniária – o valor varia de 1 a 10 anuidades (décuplo).com. Multa: nunca será aplicada sozinha – sanção acessória agravante da censura ou da suspensão.2 Prescrição Prescrição da pretensão punitiva: 5 anos a contar da ciência oficial dos fatos (Súmula 1 do Conselho Pleno do Conselho Federal). Não existe exclusão mais multa. advogado regularmente inscrito na OAB. consoante o Estatuto. exame de ordem). Aplica-se: XXVI a XXVIII (crime) e na 3ª suspensão.2) Dentre as sanções cabíveis no processo disciplinar realizado pela OAB no concernente aos advogados estão a censura.3) Heitor.1 Reabilitação (art. à luz do Estatuto. o advogado pode requerer a sua reabilitação disciplinar (não é automática). A pessoa pode prestar novo exame para ter a inscrição novamente. mesmo irrelevantes. Exclusão: é a pena mais grave.com. (B) constitui mera irregularidade.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 28 XXIV – inépcia profissional (falta de aptidão) (30 dias até a aprovação em novas provas de habilitação. (A) exercício assíduo e proficiente em mandato realizado na OAB. 41.br | leonardosakaki@uol. mas que não havia devolvido os documentos oficiais nem comunicado a punição ao juiz dirigente do processo. 38. (C) prestação de serviços à advocacia. (B) ser reincidente em faltas da mesma natureza. (C) viola o sigilo profissional. Resposta: A 52 (FGV – OAB 2010. Na aplicação da 3ª suspensão posso excluir o advogado – a exclusão só será aplicada se tiver manifestação favorável do conselho seccional com quorum de ⅔. EAOAB) Regra: 1 ano após o cumprimento da pena.com/leonardosakaki | @leosak . fazendo prova de bom comportamento. (D) ter sido o ato cometido contra outro integrante de carreira jurídica. Art. Dentre as circunstâncias atenuantes para a aplicação do ato sancionatório. a suspensão. 37. 39. encontra-se. gera o cancelamento da inscrição – é pena pública. Em relação à atuação de profissional suspenso das atividades. é correto afirmar que (A) caracteriza infração disciplinar. a reabilitação disciplinar estará vinculada à reabilitação criminal. Exceção: se o advogado foi punido em razão de um crime. Prescrição intercorrente (=interprocessual ou intertemporal): há um processo e se esse ficar pendente de despacho ou data de julgamento por mais de 3 anos. é surpreendido com a notícia de que seu ex adverso havia sido suspenso em processo disciplinar regular. 86 (FGV – OAB 2010.br | 11 99610348 facebook. ocorre prescrição intercorrente. Art. 22. A multa é recolhida no conselho seccional da inscrição principal do advogado infrator.

(vi) Contribuição única: art. Conselho Seccional: cada Estado tem um. instituição de caráter ímpar. desde logo. serviços e rendas (art. postula a extinção do processo. define a tabela mínima dos honorários advocatícios. §5. ajuíza ações coletivas em nome dos advogados (art.522): contribuição anual à OAB isenta o pagamento da contribuição obrigatória sindical. Estatuto da Advocacia e da OAB (EAOAB). (Adin 2. sede no Distrito Federal. (D) é instaurado exclusivamente por representação do interessado. Resposta: C 23 Órgãos da OAB – arts.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 29 53 (FGV – OAB 2010. Subseção: criada por região (requisito: nesta região deve ter mais de 15 advogados) (arts. não é isenção. (C) há necessidade de identificação do representante. É absolutamente autônoma. à luz das normas do Código de Ética. 45. (iii) Adin 3. defere ou indefere a inscrição dos advogados. que não poderia ser instaurado por ter sido a denúncia anônima.com.sites.3) O advogado Rodrigo é surpreendido com notificação do Conselho de Ética da OAB para esclarecer determinados fatos que foram comunicados ao órgão mediante denúncia anônima. EAOAB). Trata-se de IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. de ofício. Advogado que completou 70 anos de idade + 20 anos de contribuição (contínuos ou não).com/leonardosakaki | @leosak .com. é correto afirmar que (A) se admite a instauração do processo disciplinar por denúncia anônima.br | leonardosakaki@uol. não está sujeito ao Tribunal de Contas. 105 a 114 do Regimento). define o traje dos advogados (arts. Conselho Federal: órgão supremo da OAB. (iv) Art. (B) não pode ocorrer a instauração. (ii) Não mantém vínculo hierárquico ou funcional com nenhum órgão da administração pública. Os funcionários são celetistas.uol. (vii) Provimento 111/06: isenção do pagamento da anuidade. Apresenta sua defesa e. inclusive o Distrito Federal. dispõe sobre a identificação dos advogados. 56 a 59 do EAOAB + arts.026/06: natureza jurídica: não é autarquia. Em tal hipótese. 51 a 55 do EAOAB + art. é uma instituição pública sui gereris. 47. 62 ao 147 do Regulamento Geral (i) A OAB é um serviço público federal. do processo disciplinar. define o valor das anuidades.br | 11 99610348 facebook. (v) OAB tem imunidade tributária total com relação aos seus bens. 62 a 104 do Regimento). 60 e 61 EAOAB + arts. 115 a 120 do Regimento) http://leonardosakaki. Não precisa prestar contas. 79 do EAOAB: funcionários da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estão sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho.

Aplicação da pena Conselho Seccional da inscrição principal. as regras administrativas. 1ª. Conferência Nacional de Advogados (CNA): reúne 1 vez a cada 3 anos. 24 Processo disciplinar Processo disciplinar tem por objetivo apurar se o advogado praticou infração disciplinar e indicar a pena aplicável. É vinculada ao Estado. livraria etc. convênio odontológico. previdência privada.br | 11 99610348 facebook. depois.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 30 Caixa de Assistência dos Advogados: (art. especial do pleno (vice presidente). Sempre no 2 ano do mandato para discutir finalidades da OAB. secretário geral adjunto e tesoureiro).500 advogados inscritos para a criação da CAA.uol. aos demais processos. que está vinculada ao Conselho Seccional. Julgamento TED do Conselho Seccional do local dos fatos. Salvo disposição em contrário.sites. Órgãos do conselho federal e quem preside: pleno (presidente do conselho federal). 2ª e 3ª câmara (secretário geral. Metade da receita do Conselho Seccional. poderá instaurar (começar) e instruir (colher a prova) processo disciplinar – o TED do Conselho Seccional (Tribunal de Ética e Disciplina) poderá. Recurso envolvendo sociedade de advogados vai parar na 3ª câmara. aplicam-se subsidiariamente ao processo disciplinar as regras da legislação processual penal comum e. de forma complementar utilizo regras processuais penais e. depois de descontados os pagamentos obrigatórios.com/leonardosakaki | @leosak . 68. Hipótese Regra processo disciplinar. Infração praticada pelo presidente Conselho Federal. http://leonardosakaki. Presidente do Conselho Federal. Está vinculada ao Estado. será o presidente do Conselho Federal. nessa ordem. deve ir à CAA. Resoluções têm caráter de recomendação à OAB. Art. Se for infração contra o Conselho Federal. diretoria e presidente. Tem que ter 1. 62 EAOAB + arts. Infração disciplinar: quem julga é o TED (órgão do Conselho Seccional) do local dos fatos e quem aplica a pena é o Conselho Seccional da inscrição principal. Contra o Conselho Federal. O próprio Conselho Federal. O TED que julgará será o do local dos fatos e quem aplica a pena será o Conselho Seccional da inscrição principal.com. as regras gerais do procedimento administrativo comum e da legislação processual civil. será o Conselho Seccional da inscrição federal. 121 a 127 do Regimento) – órgão social da OAB – cuida de convênio médico. O TED da Subsessão (Turma de Ética e Disciplina). Se for infração normal. além de instaurar e instruir os processos sob sua competência.br | leonardosakaki@uol. Se faltar no estatuto.com. julgar os processos de todo o Estado. do Conselho Seccional. Tem personalidade jurídica própria.

§3. Observação: não há julgamento antecipado. Advogado tem direito de ver inquérito em flagrante e tirar cópias.com/leonardosakaki | @leosak .com. julgar o processo disciplinar no prazo de 90 dias sob pena de ter que baixar a suspensão preventiva. .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 31 Suspensão preventiva* (art.2) http://leonardosakaki. recurso (15 dias). ou seja. Contagem do prazo: .notificação pessoal: 1º dia útil posterior ao recebimento da notificação (não é da juntada). Advogado tem direito a prisão especial – sala de estado maior.br | 11 99610348 facebook. defensores constituídos e autoridade judiciária competente. exceção: partes.representação de qualquer autoridade O processo disciplinar é sigiloso da instauração ao trânsito em julgado. mesmo sem procuração.Admissão: quando houver erro do julgamento ou quando houver falsa prova na condenação. Advogado tem direito. Prazo: .crição principal.sites.Conselho Seccional da inscrição EAOAB – modalidade de pena cau.de ofício (ex oficio) . *Requisitos para aplicação: notificar o acusado para que ele compareça a uma sessão especial do TED. terá 10 dias para juntar o original. Efeitos da revelia: decretada a revelia do acusado. 81 (FGV – OAB 2010. telar que deve ser aplicada ao advogado que praticar infração disciplinar capaz de gerar repercussão negativa à dignidade da advocacia.com. principal. . deve ser pedido ao próprio órgão julgador. Só o advogado pode postular.notificação pela imprensa (editalícia): 1º dia útil posterior à publicação. mesmo sem procuração.exceção: recurso interposto via fax.uol. 70. .representação da pessoa interessada (não podendo ser anônima . pode ser pedido a qualquer tempo. Revisão do processo disciplinar (≠recurso): não há prazo. de falar com prisioneiro.apócrifa) . sustentação oral (15 minutos). Instauração: . Deve ser aplicada logo após o cometimento da infração. Exceção: quando lei especial dispensar – CLT e JEC. alegações finais (15 dias – prazo sucessivo. o presidente do Conselho Seccional ou o presidente da Subsessão deve nomear um defensor dativo para apresentar a defesa. não há suspensão do processo. 15 dias para uma e depois 15 dias para outro).br | leonardosakaki@uol.regra: defesa prévia (15 dias prorrogável por igual período a critério do relator). TED do Conselho Seccional da ins.

diante do seu dever de urbanidade.com. Recurso contra decisão da Caixa – decisão pelo conselho seccional. (A) o advogado. (B) o acesso aos autos. (C) no caso de réu preso. Dirige-se ao local onde seu cliente está retido e busca informações sobre sua situação. Efeito devolutivo e suspensivo. no caso.br | 11 99610348 facebook. . advogado com procuração e as autoridades. deve aguardar os atos cabíveis da autoridade policial. http://leonardosakaki. Recurso contra decisão do TED – decisão pelo conselho seccional. Resposta: D . mesmo sem procuração ou conclusos à autoridade policial. Só não terá efeito suspensivo: processo de eleição (cabe recurso. é contactado para defender os interesses de Rodrigo que está detido em cadeia pública.com/leonardosakaki | @leosak .Instaurar processo De ofício Representação pela pessoa interessada – não pode ser anônima Representação pela autoridade . (D) o acesso aos autos de inquérito policial é direito do advogado. recebendo como resposta do servidor público que estava de plantão que os autos do inquérito estariam conclusos com a autoridade policial e.com.sites. Recurso contra decisão do presidente do conselho seccional – decisão pelo conselho seccional. indisponíveis para consulta e que deveria o advogado retornar quando a autoridade ti vesse liberado os autos para realização de diligências. TED tem 90 dias para julgar o processo. À luz das normas aplicáveis. mas só tem efeito devolutivo). advogado em início de carreira. exclusão do advogado que fez falsa prova no processo de instrução.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 32 Renato.Processo disciplinar é sigiloso Só podem ter acesso as partes.br | leonardosakaki@uol.uol. somente com autorização do juiz pode o advogado acessar os autos do inquérito policial. por isso.Recurso Só vai para o conselho federal recurso contra decisão do conselho seccional. Recurso contra decisão da Sub – decisão pelo conselho seccional. suspensão preventiva. .Suspensão preventiva TED do conselho seccional da inscrição principal que julgará o processo. depende de procuração e de prévia autorização da autoridade policial.

17. só que às vezes o poder legislativo é atípico/secundário/impróprio. ou seja. 13 e 53 a 55).987/95 – concessões e permissões de serviços públicos (atenção aos arts.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 33 DIREITO ADMINISTRATIVO 25 a) b) c) d) e) f) g) Legislação básica Constituição Federal – arts. São poderes que exercem funções: A função típica/principal/própria do poder legislativo é a de legislar. 3. 6. ocorre em medida provisória. Não inova o ordenamento jurídico. judiciário licitando para celebração de contratos.112/90 – estatuto dos servidores civis da União (atenção aos arts. como quando ocorre no caso de servidor pedindo férias. por exemplo. frutos da atividade legislativa.uol.232/10 – licitação para contratação de agências de propaganda/publicidade (atenção ao art. O executivo pode exercer função atípica de legislativa. 27 Regime jurídico administrativo Por ser o direito administrativo uma disciplina autônoma. Este conjunto é reconhecido como regime jurídico administrativo. seja ela do Executivo. do Legislativo ou do Judiciário. 25 e 58). por exemplo. Lei 8. A função típica do judiciário é a jurisdicional. como. O direito administrativo rege toda e qualquer atividade de administração.sites. Esses poderes executam funções/atividades: função administrativa.com. que são aqueles expressos em lei. 37 a 41. como. a administrativa.429/92 – lei de improbidade administrativa. O direito administrativo rege todas as funções exercidas pelas autoridades administrativas.br | leonardosakaki@uol. 35 e ss).br | 11 99610348 facebook. sistema imprescindível para que se possa compreender o direito administrativo e seus institutos. como. o julgamento feito pelo poder legislativo no caso do impeachment do Collor. Exemplos: Legislativo contratando servidores. já que os dois últimos poderes também exercem atipicamente atividades administrativas.784/99 – lei que rege o processo administrativo federal (atenção aos arts. 24. executivo e judiciário. Lei 12.666/93 – lei de licitações e contratos (atenção aos arts.com. 2). Nota: função administrativa = objetiva realizar concreta. ele possui um conjunto sistematizado de princípios e normas que o diferenciam dos demais ramos do direito. Lei 9.com/leonardosakaki | @leosak . 8 e ss). Lei 8. função legislativa e função jurisdicional. por exemplo. direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado. http://leonardosakaki. Lei 8. qualquer que seja a natureza destas. Lei 8. 26 Funções/atividades O Estado está estruturado sob três poderes: legislativo. só que também pode exercer uma função atípica.

com.784/99. tanto na Administração direta quanto na indireta. obrigações. (B) o poder de polícia. Está submetida a sujeições. 28. (C) aplicação da pena disciplinar constitui um poder-dever do superior hierárquico do servidor que cometer uma falta. é discricionário. Resposta: A COMENTÁRIO (A) decretos e regulamentos não podem criar deveres e proibições – art. 5º. a administração não pode criar direitos. (D) a administração indireta está sempre vinculada a um órgão da administração direta. Os princípios não são criados a favor da administração. tem que haver concurso público. (CESPE – OAB 2008. mas pode ser vinculado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 34 O regime jurídico administrativo é caracterizado por prerrogativas e sujeições impostas à Administração Pública. os prazos processuais são maiores etc. podendo a administração escolher entre punir e não punir a falta praticada pelo servidor. Quem deve observar os princípios da Administração Pública? Todos os poderes quando no exercício de atividades administrativas. medidas punitivas. 28 Princípios Princípios são vetores interpretativos. devendo limitar-se a estabelecer normas sobre a forma como a lei vai ser cumprida. 2 da lei 9. como.com/leonardosakaki | @leosak . (A) No exercício do poder regulamentar.uol.sites. O direito administrativo não está codificado.br | 11 99610348 facebook. assinale a opção correta. Estados. a forma de sua realização e outros requisitos do ato.br | leonardosakaki@uol. (C) O poder de disciplinar caracteriza-se pela discricionariedade. Todos os princípios são limitações à atividade administrativa. quando a norma legal que o rege determinar o modo. A administração pública tem muitas prerrogativas. http://leonardosakaki. atos da administração pública têm presunção de veracidade. b) indisponibilidade do interesse público. em regra. porém possui autonomia administrativa e financeira. Distrito Federal e Municípios –. por exemplo.com. (B) O poder de polícia somente pode ser exercido de maneira discricionária. e em todas as esferas de governo – União. e fundamentado na supremacia do interesse público sobre o privado e na indisponibilidade do interesse público.2) No que se refere aos poderes dos administradores públicos. (D) Uma autarquia ou uma empresa pública estadual está ligada a um Estado-membro por uma relação de subordinação decorrente da hierarquia. II – ninguém está obrigado a fazer ou deixar de fazer senão em virtude de lei. por exemplo. Os princípios do direito administrativo não estão codificados. e a sua ausência de punição caracteriza crime contra a administração pública. proibições.1 Princípios basilares a) supremacia do interesse público. Art. tem que fazer licitações etc.

sites. à boa-fé.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 35 28. CF): Art. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. 37. Moralidade: não apenas uma atuação legal. caracterizada pela obediência à ética.5. Exigência de rendimento funcional. Publicar é uma das formas de se dar a publicidade. Publicidade é diferente de publicação. X. são os princípios que não estão na Constituição Federal. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. Instrumentos previstos na CF: licitação e concurso público. Princípio da eficiência está ligado com resultado. Igualdade de tratamento aos administradores e neutralidade do agente. publicidade e eficiência e. ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. Moralidade administrativa: administrador deve buscar o interesse público – respeitar a moral é respeitar o interesse público. CF. Publicidade: aos atos da administração pública deve ser dada ampla divulgação. Impessoalidade: proibição de discriminação ou privilégio. à lealdade. à honestidade. Posso dar publicidade por intimação. http://leonardosakaki. de 1998) Legalidade: administração pode fazer apenas o que a lei permite ou determina. 28. 37. b) Participação: lei deve garantir participação do usuário na administração. XXXIII. programas.2 Princípios constitucionais (art. mas também moral.br | 11 99610348 facebook. O silêncio da lei ou a ausência da lei para a Administração significa uma proibição. de forma que o administrado possa cumprir a determinação ou impugná-la. AR etc. São eles: (i) Princípio da autotutela Sem necessidade de ordem judicial. LX. Observação: a improbidade é chamada de imoralidade administrativa qualificada pelo enriquecimento ilícito.uol. obras etc. dos Estados. contratos. prejuízo ao erário ou ofensa aos princípios da administração pública. impessoalidade.br | leonardosakaki@uol. Acrescentado pela EC 19: melhores resultados na atuação administrativa. Objetividade na defesa do interesse público. ou seja. c) Contraditório d) Ampla defesa e) Devido processo legal: é aplicável nos seus dois aspectos – formal (necessidade do cumprimento de um rito para tomada de uma decisão) e legal material (obriga administração adotar uma decisão adequada). Administração pública deve dar ampla divulgação de seus atos.com. ou seja. moralidade. Exceções: art. Eficiência: melhor atuação possível diante dos recursos disponíveis. 28.3 Outros princípios a) Celeridade processual: duração razoável dos processos (judicial e administrativo). caput. também.com/leonardosakaki | @leosak .com.4 Princípios reconhecidos São os princípios chamados "doutrinários".

sendo os efeitos ex tunc. CF.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 36 Poder de revogar. não permite. (CESPE – OAB 2007. http://leonardosakaki.784/99 art. Controle externo: O legislativo controla? Sim.3) Considere a seguinte situação hipotética para responder a questão. quando e como o agente deve agir (exemplo: licença para construir). não entra nas razões de conveniência e oportunidade. habeas data. ou seja. também deve obedecer à lei. mandado de segurança. exemplo: tribunal de contas – art. Lei 9. quando anula. O judiciário. produzindo efeitos ex nunc. A administração pública anulará/invalidará atos ilegais. mas é um juízo dentro de limites legais. não permite o juízo de conveniência e oportunidade. O judiciário julga. Descoberta a fraude alguns meses mais tarde. É administração pública controlando os seus próprios atos.br | 11 99610348 facebook. (C) segurança jurídica. O agente identificando erro ou irregularidade tem que fazer algo (princípio da supremacia do interesse público e indisponibilidade do interesse público). não existe discricionariedade ilimitada.br | leonardosakaki@uol. O diretor-geral de determinado órgão público federal exarou despacho concessivo de aposentadoria a um servidor em cuja contagem do tempo de serviço fora utilizada certidão de tempo de contribuição do INSS. os 2 atos respeitam a lei. quando anula. salvo em casos de má-fé. 71. 54: decai em 5 anos o direito da administração para anular atos. tem função jurisdicional. O judiciário pode revogar os próprios atos? Sim. Na situação hipotética considerada. a referida autoridade tornou sem efeito o ato de aposentadoria. E o judiciário? Controle externo feito pelo Judiciário: só pode anular/invalidar atos ilegais. Cuida de um controle interno. sendo esta anulação ex tunc. deve ser motivado. Resposta: A COMENTÁRIO (A) O princípio da autotutela obriga a administração. (B) indisponibilidade dos bens públicos. ou seja. pois a lei já trouxe tudo. o princípio administrativo aplicável ao ato que tornou sem efeito o ato de aposentadoria praticado é o da (A) autotutela. ação popular. pois algo ocorreu. anula ato vinculado ou ato discricionário? Ato vinculado: agente público não tem margem de liberdade para agir. (trata-se do princípio que mais cai na prova) A revogação pressupõe um fato novo. sem necessidade de autorização judicial. O que era oportuno ou conveniente não é mais. falsificada pelo próprio beneficiário. O judiciário só anula. O judiciário. Os particulares também controlam? Sim.com/leonardosakaki | @leosak . anula ato discricionário e vinculado.com. a anular atos defeituosos praticados por seus agentes. (D) razoabilidade das decisões administrativas. (B) Os bens públicos são indisponíveis porque não pertencem À administração e nem aos administradores. A revogação tem efeitos desde o ato revogatório em diante. Revoga atos inconvenientes ou inoportunos. pois só anula com base na ilegalidade. que pense. ato discricionário: permite um juízo de conveniência e oportunidade. mas não seria controle externo.sites.com. de mérito administrativo.

restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. entre outros. conferindo ao administrador ilimitada margem de opções quanto à sanção a ser. ao lhes conceder os trajetos e linhas mais rentáveis. Resposta: D 1 (FGV – OAB 2010.br | 11 99610348 facebook. interesse público e eficiência. Art. Art. proporcionalidade.uol. . moralidade. Nos processos administrativos serão observados. os critérios de: VI . não posso usar um meio inadequado. razoabilidade. Exceções: direitos e garantias fundamentais constitucionais e princípio da legalidade. (D) Lei 9. vedada a imposição de obrigações. ampla defesa. aos princípios da legalidade. Com a finalidade de punir alguém.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 37 (C) Lei 9.com. por decreto municipal.784/99.com. (D) o poder hierárquico é inerente à ideia de verticalização administrativa. As demais três empresas concessionárias que também exploram os serviços de transporte de ônibus no município por meio de contratos de concessão sentem-se prejudicadas. O objetivo do prefeito foi favorecer duas empresas concessionárias específicas.br | leonardosakaki@uol. A esse respeito é correto afirmar que: (A) o poder regulamentar é amplo. mesmo não havendo legislação prévia. aplicada. (ii) Princípio da obrigatória motivação Dever de explicação escrita. (C) o poder de polícia se coloca discricionário. Dever de adequação entre meios e fins. Por tal razão são chamados poder-dever.Princípio da proporcionalidade: direito administrativo sancionatório (estuda aplicação de punições). (iii) Princípio da razoabilidade Administração tem que agir com moderação e bom senso. (B) o poder disciplinar importa à administração o dever de apurar infrações e aplicar penalidades. que são irrenunciáveis e devem ser exercidos sempre que o interesse público clamar.2) A doutrina costuma afirmar que certas prerrogativas postas à Administração encerram verdadeiros poderes. e permite. http://leonardosakaki. eventualmente. avocar competências delegáveis e invalidar atos. a edição de regulamentos autônomos e executórios. e revela as possibilidades de controlar atividades.adequação entre meios e fins.com/leonardosakaki | @leosak . 11 (FGV – OAB 2010. prevalece o interesse público. motivação. alterar unilateralmente as vias de transporte de ônibus municipais.sites.5 Princípios basilares (i) Princípio da supremacia do interesse público sobre o particular: havendo conflito de interesses público e privado. segurança jurídica. 2 A Administração Pública obedecerá. com que mantém ligações políticas e familiares. Parágrafo único.784/99. dentre outros. contraditório. dentre outros.3) O prefeito de um determinado município resolve. sem controvérsias. 2. 28. modificando o que estava previsto nos contratos de concessão pública de transportes municipais válidos por vinte anos. delegar competência. Uma sanção muito grave é um meio inadequado para punir uma conduta leve. finalidade.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 38 Na qualidade de advogado dessas últimas três empresas. São criadas por lei específica (art.2) No âmbito do Poder discricionário da Administração Pública. ou seja. considerados o momento histórico e social. 19 (FGV – OAB 2010. (i) União (ii) Distrito Federal (iii) Estados (iv) Municípios Administração pública indireta: são pessoas jurídicas que integram a administração indireta nas 4 esferas de governo (federal.com. por configurar ato fraudulento e atentatório aos princípios que regem a Administração Pública. estadual. (B) quando estiver diante de conceitos legais e jurídicos técnico-científicos.com. Os bens da autarquias são bens públicos – imprescritíveis. 5) Pessoa jurídica de direito público. sendo. com pedido de indenização em face do Município pelos prejuízos de ordem financeira causados. Todas elas se submetem aos princípios da administração pública. Resposta: A (ii) Princípio da indisponibilidade do interesse público: o interesse público é indisponível e irrenunciável. com pedido para que os benefícios concedidos às duas primeiras empresas também sejam extensivos às três empresas clientes. têm competência para legislar. (B) Ingressar com ação judicial.sites.br | leonardosakaki@uol. créditos são objetos de execução fiscal. Resposta: D 29 Organização da administração pública Administração pública direta: são os entes políticos.br | 11 99610348 facebook. qual deve ser a providência tomada? (A) Ingressar com ação judicial. Responsabilidade civil das autarquias. limitado às escolhas técnicas. já que eivado de vício e nulidade. neste caso. (i) Autarquia (Decreto-Lei 200/67. (D) Ingressar com ação judicial. art. XIX. 37. CF). com pedido de liminar para que o Poder Judiciário exerça o controle do ato administrativo expedido pelo prefeito e decrete a sua nulidade ou suspensão imediata. (D) em situações em que a redação da Lei se encontra insatisfatória ou ultrapassada. Têm prerrogativas processuais – prazo para contestar em quádruplo e prazo para recorrer em dobro. tendo em vista que um dos poderes conferidos à Administração Pública nos contratos de concessão é a modificação unilateral das suas cláusulas. http://leonardosakaki. impenhoráveis e inalienáveis. é objetiva. (C) quando estiver diante de conceitos valorativos estabelecidos pela lei.com/leonardosakaki | @leosak . São criadas para desenvolver atividade típica da administração.uol. municipal e distrital). que se tornam determinados à luz do caso concreto e à luz das circunstâncias de fato. em regra. não se admite que o agente público administrativo exerça o Poder discricionário (A) quando estiver diante de conceitos legais e jurídicos parcialmente indeterminados. por óbvio possíveis. que dependem de concretização pelas escolhas do agente. (C) Nenhuma medida merece ser tomada na hipótese.

(ii) Fundação pública Tem quem diga que é pessoa jurídica de direito público (exemplos: FUNAI. os destinados à prestação da atividade. UNITAU (autarquia municipal). Exemplos: INSS. Só são bens públicos os afetados. Exploradoras de serviço público Pessoa jurídica de direito privado. (iii) Empresa pública e sociedade de economia mista Semelhanças: São conhecidas como empresas estatais ou empresas governamentais – trata-se do gênero. Exceção: Correios. Tem que fazer licitação para contratar terceiros. é público. Tem que licitar. foro é a justiça estadual sempre. Tem que fazer licitação para contratar terceiros. INCRA. Fundação Casa). Forma de constituição: qualquer modalidade. só pode-se constituir em S. Têm prerrogativas processuais. Responsabilidade subjetiva Teorias: (i) tem que licitar. Criada para desenvolver atividades sociais. maioria das ações com direito a voto tem que pertencer ao poder público. só pode-se constituir em qualquer modalidade. Empresas estatais são pessoas jurídicas de direito privado. ou seja. Tem imunidade tributária recíproca. São autorizadas por lei específica. Não têm imunidade tributária recíproca. Não têm prerrogativas processuais.br | leonardosakaki@uol. Não têm imunidade tributária recíproca. Não precisa ser 100% Capital: misto.uol. Não têm prerrogativas processuais. Forma de Constituição: somente sociedade http://leonardosakaki. São autorizadas por lei específica. IBAMA. Só são bens públicos os afetados. Exceção: Correios.com. IBGE.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 39 Tem imunidade tributária recíproca. ou seja.com.com/leonardosakaki | @leosak . em atividade fim não tem que licitar. Diferenças: Empresas públicas Sociedades de economia mista Capital: 100% público. neste último seria chamada de fundação governamental.A. os destinados à prestação da atividade. mas também podem explorar atividade econômica. Responsabilidade objetiva. sociedade de economia mista: capital misto. Podem prestar serviço público. Embora o capital seja misto.br | 11 99610348 facebook. a da União. mas há também quem diga que seja de direito privado (exemplo: Fundação Padre Anchieta – TV Cultura).sites. Empresa pública: capital público. Exploradoras de atividade econômica Pessoa jurídica de direito privado. (ii) em atividade meio tem que licitar. foro depende (se for empresa estadual é na justiça estadual…).

com. Perde mandato por renúncia. ANP. Definição Pessoa jurídica de direito público. BB. Exemplo: ANATEL. Bacen. Agências Pessoa jurídica de direito reguladoras público. Fundação Casa. Pode haver agência reguladora federal. ANATEL. Entre elas e quem as criou não existe relação de hierarquia ou subordinação. processo administrativo ou decisão judicial transitado em julgado.sites. ANEEL. se for empresa dual.com. São autarquias de regime especial – são dotadas de poder para edição de normas visando a execução de serviços públicos. assim como CADE. Há quarentena: quando sai do cargo cumpre a quarentena – fica um tempo (4 a 12 meses) sem poder trabalhar no poder público ou nas empresas que ele ajudou a fiscalizar. ANTAC. anônima. Bacen. Empresas Pessoa jurídica de direito públicas privado (criado pela administração e capital inteiramente público). Foro: se for empresa pública federal. Infraero. Isso reflete nos campos financeiro.Foro: sempre será demandada na justiça estamandada na justiça federal. CEF. será de.com/leonardosakaki | @leosak . Petrobras. Dirigente tem mandato fixo. CADE. será demandada na justiça estadual. Há agência reguladora estadual ou municipal também. Sociedades Pessoa jurídica de direito de econo. Criadas para fiscalizar e regular determinados setores. estadual e municipal. Responsabilidade Cada uma responde pelas obrigações contraídas perante terceiros e pelos danos causados a terceiros. pública estadual ou municipal. USP.2) No Direito Público brasileiro.br | 11 99610348 facebook. (v) Agência reguladora É autarquia especial. 15 (FGV – OAB 2010. ANAC. CVM. administrativo e são dotadas de patrimônio próprio. FUNAI. Autarquias Criação Criadas por lei de iniciativa do poder executivo.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 40 inclusive sociedade anônima. o grau de autonomia das Agências Reguladoras é definido por uma independência http://leonardosakaki. Fundações Pessoa jurídica de direito público. ANEEL etc.br | leonardosakaki@uol. principalmente quando transferidas para particulares. Possui autonomia.privado (participação da mia mista iniciativa privada). Características São dotadas de autonomia. A esfera de governo só responderá em caráter subsidiário (só poderá ser acionada depois de esgotadas as forças de cada uma delas). Exemplo INSS.

superintendência etc. (B) administrativa mitigada. É o mesmo que ocorre com as http://leonardosakaki. Ministério da Saúde. pois não estão obrigadas a seguir as decisões de políticas públicas adotadas pelos Poderes do Estado (executivo e legislativo).com/leonardosakaki | @leosak . Ministério da Fazenda está distribuindo competências – está sendo feita desconcentração.com. visto que gozam de poder normativo regulamentar. e na superintendência atribuída ao chefe do Poder Executivo. fundado no poder de supervisão dos Ministérios a que cada uma se encontra vinculada. É uma entidade que já existe. . Descentralização: distribuição ocorre envolvendo mais de uma pessoa. Desconcentração: tudo ocorre dentro de uma pessoa. é órgão da União. organizações sociais (celebra contrato de gestão) e OSCIP (organização da sociedade civil de interesse público – celebra termo de parceria). 6 da lei 11. mas não é mais! O STF diz que é uma entidade ímpar. Resposta: B (vi) Agência executiva É uma autarquia ou fundação que celebrou contrato de gestão. ou seja. SENAI. União.uol. em razão da matéria. estados. Quando a União cria Ministério dos Transportes. O art.Descentralização x Desconcentração Falo de distribuição de competências. Atenção: a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) era a autarquia especial. bens. e a União é da administração direta. uma pessoa sui generes. Distrito Federal e municípios. recebendo deste uma especial atenção. nem direta – pessoas privadas criadas por particulares sem fins lucrativos criadas para auxiliar o Estado.107/95 diz que este contrato tem personalidade jurídica. SENAC).107/05) É um contrato. São os serviços sociais autônomos (exemplo: SESC. Importante: onde estão os Ministérios? Não posso esquecer que ministério é órgão e órgão não tem personalidade jurídica. não se sujeitando assim às leis emanadas pelos respectivos Poderes legislativos de cada ente da federação brasileira. (C) legislativa total e absoluta. Exemplo: INMETRO.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol. (vii) Consórcio público com personalidade jurídica de direito público (= associação pública. mas é um contrato que só pode ser firmado entre entes da administração pública direta. Ministério da Fazenda pertence na administração direta. delegacia. Lei 11. mas que celebrou um contrato de gestão. uma vez que a Constituição da República de 1988 não lhes exige qualquer liame. pois ministérios são órgãos e órgãos não têm personalidade jurídica – tudo ficou dentro de uma mesma pessoa.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 41 (A) administrativa total e absoluta. como chefe superior da Administração Pública. também são órgãos. submissão ou controle administrativo dos órgãos de cúpula do Poder Executivo. uma vez que a própria lei que cria cada uma das Agências Reguladoras define e regulamenta as relações de submissão e controle. que é a União. Também diz que essa personalidade pode ser de direito público ou direito privado. ou seja. (D) política decisória. agentes públicos etc. isenção. Entes de cooperação ou entidade paraestatais não fazem parte da administração indireta.sites. Posso fazer essa distribuição de forma desconcentrada ou descentralizada. Secretaria. dinheiro.

sites. 7 (FGV – OAB 2010. Art. http://leonardosakaki. quando for conveniente. 11. os limites da atuação do delegado.com. ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados. por lei específica. §1o O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos. §2o O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante. 12. de uma nova pessoa jurídica de direito privado para auxiliar a administração pública.3) É correto afirmar que a desconcentração administrativa ocorre quando um ente político (A) cria. uma nova pessoa jurídica de direito público para auxiliar a administração pública direta. econômica. §3o As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado. Quando a União cria INSS. delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares. se não houver impedimento legal. (B) cria. Art. SESI. social.com/leonardosakaki | @leosak . Não podem ser objeto de delegação: I .uol. III . 14. mediante concessão de serviço público. mediante lei. IBAMA está descentralizando.a edição de atos de caráter normativo. Art. por prazo determinado.a decisão de recursos administrativos. Não confundir com entidades paraestatais. em razão de circunstâncias de índole técnica. SENAI. Um órgão administrativo e seu titular poderão. uma pessoa jurídica de direito público ou privado para desempenhar uma atividade típica da administração pública.) 31 Atos administrativos Art. por lei e por prazo indeterminado. Parágrafo único.com. Resposta: A 30 Terceiro setor Nome atribuído a entidades da iniciativa privada que exercem atividades não lucrativas e de interesse social. a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível. podendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada. O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial.br | leonardosakaki@uol.as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. (C) autoriza a criação. órgãos internos em sua própria estrutura para organizar a gestão administrativa. salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos. jurídica ou territorial. SENAC etc. 13. Na prática. são as ONGs. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes.br | 11 99610348 facebook. FUNAI. (D) contrata. II . A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 42 Secretarias dentro de um Estado. que são o serviços sociais ligados ao serviço sindical (exemplo: SESC. O governo federal atribui 2 qualificações diferentes para tais entidades: (a) organizações sociais (celebram contrato de gestão) e organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs) (assinam termo de parceria). está distribuindo competências para outras pessoas.

Os órgãos e entidades administrativas divulgarão publicamente os locais das respectivas sedes e. Um vizinho da danceteria chega ao local e poderá tomar medida sozinho? Não. 17.Coercibilidade/imperatividade .br | 11 99610348 facebook. pode ser utilizado meio mecânico que reproduza os fundamentos das decisões. desde que não prejudique direito ou garantia dos interessados.com. quando: I . Normalmente. IV . Terá que propor ação no judiciário. Mas no direito administrativo é o que está expressamente prevista em lei. encargos ou sanções. VI . decisões ou propostas.sites.imponham ou agravem deveres. CC). clara e congruente. II . uma medida sozinho.decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública. A administração tem finalidade única – preservar o interesse da coletividade – toda vez que http://leonardosakaki. 104). neste caso. Forma: no CC é o não proscrita ou proibida por lei (art. o §2 Na solução de vários assuntos da mesma natureza. 31. a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior.Autoexecutoriedade: exemplo: danceteria toca música alta (acima do que permite a lei). poderá lavrar um auto de infração. Finalidade: não há correspondente no CC. Se um fiscal da prefeitura constatar a irregularidade. Art. propostas e relatórios oficiais. pois a administração atua nos representando. Enquanto o vizinho atua em nome próprio. É exclusivo dos atos da administração pública. 104. informações.uol.importem anulação. o fiscal da prefeitura nos representa. É exclusivo dos atos da administração pública. limitem ou afetem direitos ou interesses. Será permitida. Os atos administrativos deverão ser motivados. Art.neguem. III . VII . podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres. 50.Presunção de legitimidade.decorram de reexame de ofício. que. laudos. serão parte integrante do ato.2 Requisitos Competência: seria o agente capaz do CC (art. pois a administração atua nos representando. 16. revogação. em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados. o processo administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir. suspensão ou convalidação de ato administrativo. 31. o que é previsto para os atos administrativos é a forma escrita. Motivo: não há correspondente no CC. quando conveniente.1 Atributos . a unidade fundacional competente em matéria de interesse especial.com/leonardosakaki | @leosak . o §1 A motivação deve ser explícita.com. o §3 A motivação das decisões de órgãos colegiados e comissões ou de decisões orais constará da respectiva ata ou de termo escrito.deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres.br | leonardosakaki@uol.dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório. V . . Inexistindo competência legal específica. com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos. VIII . Art.decidam recursos administrativos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 43 Art. 15.

Só a administração pública. contados da data em que foram praticados. O judiciário só poderá apreciar atos da administração quando forem ilegais. Não há prazo para revogação. ou revogá-los.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak . 3 Art. http://leonardosakaki.3 Extinção Anulação Revogação Anulação Ilegalidade. são anulados os atos ilegais. SÚMULA N 473: A administração pode anular seus próprios atos. Importante: são revogados os atos inconvenientes ou inoportunos (efeito ex nunc). (Súmulas 3461 e 4732 STF) – pode ser feito pelo judiciário ou pela administração pública (autotutela) – prazo da administração para anular os atos que praticou é de 5 anos3.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 44 edita um ato se afastando desse requisito.5 Ato administrativo discricionário A lei estabelece mais de uma hipótese no meio de agir. não pode ser feito pelo poder judiciário. 5 anos (Lei 9. podendo ser levado à apreciação do poder judiciário. 31.784/99. Revogação Conveniência e oportunidade. só a administração pública pode revogar. o ato será inválido. 104). Objetivo: há o correspondente no CC (art. ou seja. quando faltarem um desses 5 requisitos. salvo comprovada má-fé. Vícios sanáveis: convalidação (anulável). e ressalvada. não interfere no passado.uol. É aquele em que existe juízo de valor – o administrador precisa analisar conveniência e oportunidade. . . Fundamento Titularidade Efeitos da decisão Prazo Ex nunc – a decisão não retroage. e o administrador pode escolher como prosseguirá. 54. 54 – lei que regula processos administrativos na área federal). caso contrário não poderá apreciá-lo. por motivo de conveniência ou oportunidade. 31.com. em todos os casos.4 Ato administrativo vinculado ou regrado É aquele em que basta o preenchimento dos requisitos legais e uma vez preenchidos o ato deve ser concedido. Vícios insanáveis: anulação. quando eivados de vícios que os tornam ilegais.Administração por iniciativa própria ou provocada por terceiros. porque deles não se originam direitos. 31. respeitados os direitos adquiridos.com. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos.sites. a apreciação judicial.Judiciário Ex tunc – retroage os seus efeitos até o momento em que o ato foi editado. art. 1 2 SÚMULA N 346: A administração pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos.br | leonardosakaki@uol.

mas é uma presunção relativa. (iii) competência/sujeito: para o ato existir. ou seja.Atributos. (v) objeto: é o efeito jurídico do ato.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 45 . circular. As vontades estão no mesmo órgão. Se a lei não diz. As vontades estão em órgãos diferentes. se for comprovado que ele não fez isso. A forma é a prevista em lei – na forma escrita. Ato composto Mais de uma manifestação de vontades. ou seja. a lei que diz quem é competente. e. excepcionalmente. o ato é inválido. Art. http://leonardosakaki. reforma e pensão. forma e finalidade. A competência está na lei. 13 dessa lei traz competência que não pode ser objeto de delegação: edição de atos de caráter normativo. portaria. (ii) finalidade: é o bem tutelado. É feito por meio de despacho.com. a maneira de como ele nasce.sites. Não posso esquecer a teoria dos motivos determinantes. motivo dado a um ato. silêncio (indeferindo).br | 11 99610348 facebook. o ato é inválido. pressupostos – o que o ato precisa para existir (não se confundem com os atributos): (i) forma: é a exteriorização.784/99. 17 da Lei 9.com/leonardosakaki | @leosak . Teoria dos Motivos Determinantes: motivo alegado tem que ser verdadeiro e existente. assume-se que é a entidade de menor grau hierárquico – art.com.uol. É uma presunção relativa – admite-se prova em contrário – juris tantum. Se o motivo é falso ou inexistente. . alguém precisa praticá-lo. Observação: quais são sempre elementos vinculados? Competência. Atos administrativos são presumidamente verdadeiros e legais. aquilo que quero proteger com o ato.Elementos. pois se for falso. Quando eu passo com meu carro no farol vermelho e o guarda me multa. Agentes que estão em patamares iguais. características: (i) presunção de legitimidade: alguns chamam de presunção de legalidade ou de veracidade. decorre de lei. Ato complexo Mais de uma manifestação de vontades. presume-se que é verdade. enumera. admite prova em contrário – eu devo provar que não passei no farol vermelho. dispõe. sinais convencionais. Exemplo: estou demitindo o servidor por ter feito algo e a lei diz que quando ele faz isso tem que ser demitido. excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria. decreto etc. Exemplo: Súmula Vinculante 3 STF: Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado. (iv) motivo: razão de fato e direito usado para a prática do ato. Exemplo: autorização – visto. requisitos. É o que o ato enuncia. Agentes que estão em patamares desiguais.br | leonardosakaki@uol. decisão de recursos administrativos e matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. o ato será invalidado. vincula a validade deste ato. oral.

.sites. a permissão está extinta. . Exemplo: antigamente em São Paulo transporte público era feito somente por ônibus e vans eram clandestinas houve a regularização das vans.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 46 (ii) imperatividade: atos administrativos são impostos. pois o particular não cumpriu os seus deveres. http://leonardosakaki. (iv) cassação: o ato é extinto. Exemplo: o cara tem permissão de uso de bem público para abrir uma banca de jornais. Requisitos: competência.com/leonardosakaki | @leosak . sem precisar da concordância de terceiros.uol. as permissões das vans estão extintas. finalidade. então. Exemplo: chamar o guincho para tirar o carro estacionado em local proibido. Exemplo: dei licença para funcionar um hotel. Exemplo: um bem tombado. mas ele abre um bordel. forma. (ii) desaparecimento do sujeito ou do objeto. (viii) anulação: ilegalidade. casa cai – ato está extinto. terremoto. só que a câmara baixou uma lei que diz que será somente ônibus. Há quando tiver lei expressa ou em caso de urgência. (vii) revogação: inconveniência ou inoportunidade.br | 11 99610348 facebook. pois desapareceu o objeto.br | leonardosakaki@uol. então é extinta a nomeação. motivo e objeto. (vi) caducidade: o ato é extinto em razão de lei nova que não mais permite a prática desse ato. (v) contraposição ou derrubada: o ato é extinto em razão da prática de outro ato contrário ao primeiro. ele fecha a banca. que é contrário à nomeação. (iii) autoexecutoriedade: atos administrativos são executados sem precisar da autorização do judiciário – há exigibilidade.Convalidação de atos administrativos É possível desde que o ato seja sanável. (iii) cumprimento de seus efeitos: não tem mais efeitos. pois o particular renunciou.com. Exemplo: concessão de férias a subordinado – ele tirou as férias e voltou – cumpriu todos os seus efeitos.com. Exemplo: a exoneração extingue a nomeação – o cara é nomeado para algo e vem a exoneração.Formas de extinção do ato administrativo (i) renúncia: o beneficiário do ato abre mão da vantagem que lhe foi concedida. (iv) tipicidade: para cada conduta realizada pelo administrador há a sua correspondente conduta prevista em lei – tudo o que o administrador faz deve estar prevista em lei. Trata-se de ato exaurido – que cumpriu todos os seus efeitos.

Abuso de poder é um gênero. Exemplo: casa desapropriada para virar creche. Importante: entidades da administração indireta (exemplo: autarquias. atos normativos. mas vira asilo. não gera direito adquirido) pela autoridade delegante. Cuidado: uma conduta irregular do agente público pode ensejar 3 processos diferentes e independentes: penal.com/leonardosakaki | @leosak . desvio de finalidade. só se manifesta se o agente pratica a infração. O poder disciplinar não é permanente. tredestinação: quando o agente usa os poderes do cargo em benefício próprio.com. existe um único caso em que a decisão de um processo interfere nos outros 2: absolvição no processo crime por negativa de autoria ou ausência de materialidade. ou seja. (ii) desvio de poder. é um poder de aplicação episódica. Existem 2 institutos que decorrem do poder hierárquico: delegação de competência e avocação de competência. com 3 exceções: competências exclusivas. 32. 32. sociedade de economia mista) são vinculadas. Abuso de poder é a utilização ilegítima de uma competência. não é exercido o tempo todo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 47 32 Poderes da administração São as mais importantes competências da administração. Como só vale para agentes públicos. criando decretos e regulamentos (atos administrativos gerais e abstratos) para dar fiel execução à lei. governador e prefeito). 32.com. fundação.uol. Exemplo: policial removido pelo governador por causa de um romance com a filha do governador.sites. A delegação é sempre de parte da competência e pode ser revogada a qualquer tempo (natureza precária. O que é tredestinação lícita? O CC autoriza que o bem desapropriado receba finalidade pública diversa da inicialmente prevista. mas não subordinadas a ministérios.3 Poder hierárquico É exercido em caráter permanente pela administração direta sobre órgãos públicos e pelas chefias sobre agentes públicos.1 Poder regulamentar É uma competência dada em caráter privativo aos chefes do poder executivo (presidente. trata-se de um poder interno.br | 11 99610348 facebook. Delegação pode ser feita por agente ou órgão público ao subordinado (delegação vertical) ou a um não subordinado (delegação horizontal).br | leonardosakaki@uol. mas o agente ultrapassa os limites legais . http://leonardosakaki. decisão de recursos.2 Poder disciplinar É uma competência para aplicar sanções a servidores públicos que pratiquem infrações funcionais. Em regra as competências administrativas são delegáveis. Porém. que comporta 2 espécies: (i) excesso de poder: a atividade é exercida dentro da competência. civil e administrativo.

182.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 48 A autoridade superior pode avocar competências de um subordinado. (B) O poder disciplinar é exercido de modo vinculado. (CESPE – OAB 2008. bem como os danos dela decorrentes. CF. 186. ou seja. o chefe do Poder Executivo só pode disciplinar e alterar. **pago em tíutulos da dívida agrária (resgatáveis em até 20 anos) Poder de polícia (limitações administrativas) é diferente de servidão administrativa. mas é possível credenciar o particular para contribuir materialmente com o poder de polícia. desapropriação*). também. a empresa privada que controla radares fotográficos de trânsito. pois. 184. CF. pois elas não são dotadas do poder de império necessário ao desempenho da atividade de polícia administrativa. ainda que sejam integrantes da administração pública. restrinja ou amplie suas disposições. as competências indelegáveis também não admitem avocação). IPTU progressivo. desde que o Decreto não contrarie. (A) O poder de polícia não pode ser delegado a pessoas de direito privado.diploma legal que estabelece regras para que uma cidade possa crescer de forma ordenada. 22.com/leonardosakaki | @leosak . mediante decreto. como.br | 11 99610348 facebook. por exemplo.Rural: art. §4.uol. Art. Penalidade: art. XXIII. (C) A afirmação é uma decorrência do princípio constitucional da Separação dos Poderes. (C) Mesmo cabendo ao Poder Executivo o controle dos recursos públicos. §2. e os antecedentes do agente. diante de infrações funcionais praticadas por servidor. mediante Decreto. CF – desapropriação para reforma agrária**. inexiste hierarquia entre os membros que compõem os Poderes Judiciário e Legislativo no exercício de suas funções jurisdicionais e legislativas. chamar para si – só existe avocação vertical (para a FGV.com.Urbano: atendimento das diretrizes estabelecidas no plano diretor (art. 182.br | leonardosakaki@uol.1) Com relação aos poderes administrativos. assinale a opção correta. caput. Função social (inconstitucionalidade) . CF . obrigação de construir.sites. visto que o fazem sem relação de subordinação ou comando. CF – penalidade em caso de descumprimento do plano diretor. Resposta: C COMENTÁRIO (A) Não é permitida a delegação ao particular nem a prestadores de serviços porque o poder de império é próprio e privativo do poder público. (D) No exercício do poder regulamentar. Poder de polícia Servidão administrativa http://leonardosakaki.com. a administração não possui discricionariedade no ato de escolha da penalidade que deve ser aplicada. Representa. a gravidade e as circunstâncias da infração. (B) A aplicação da penalidade é obrigatória. um dever – art. 33 Intervenção do Estado na propriedade Direito de propriedade: direito fundamental protegido pela constituição – art. 5. mas a escolha da pena é uma atividade discricionária. CF. e XXII e art. 5. *pago em títulos da dívida pública (resgatáveis em até 10 anos) . que leva em conta a natureza. as leis que tenham sido originariamente propostas por ele. exemplo. devendo ater-se aos rígidos comandos estabelecidos em lei. (D) Toda e qualquer lei pode ser regulamentada. se o Executivo julgar conveniente explicitá-la.

com. http://leonardosakaki.com. Não indeniza.br | 11 99610348 facebook. Ocupação: transferência compulsória da posse. sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Limitação: restrições quanto ao uso. Limita só propriedade. Características do tombamento: pode atingir bens móveis e imóveis. É indelegável a particulares. Quando por interesse público: indenização prévia.uol. Parágrafo único. A restrição ao uso é específica e onerosa – recai sobre um ou alguns proprietários (não atinge a todos) e dá direito à indenização. É sempre geral. Só pode incidir se encontrarem em uma propriedade uma plantação ilegal de psicotrópicos. Exemplo: passagem de rede elétrica por algumas propriedades. Não há direito a indenização. para o cultivo de produtos alimentícios e medicamentosos. Exemplos: fiscalização ambiental. Exemplo: respeito ao zoneamento na construção de um edifício ou de uma casa. Perde a posse por razões de interesse público na ocupação – exemplo: ocupação para ponto de votação em uma eleição. As glebas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas serão imediatamente expropriadas e especificamente destinadas ao assentamento de colonos. justa e em dinheiro. Exemplos: placa com nome da rua na fachada do imóvel. Está conceituado no art.br | leonardosakaki@uol. mas tem que oferecer antes para as entidades federativas (direito de preempção). Art. Perde a posse por razões de iminente perigo público. controle. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins será confiscado e reverterá em benefício de instituições e pessoal especializados no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização. A restrição é geral (atinge a todos) e gratuita (não dá direito à indenização). 78 CTN. Servidão: restrições quanto ao uso. Pode indenizar. Observação: servidão é diferente de tombamento (limitação sobre propriedade privada) com finalidade de preservação. Fato gerador: por razões de interesse público ou por descumprimento da função social da propriedade. Confisco: transfere-se a propriedade de forma compulsória para o patrimônio público. Atinge bem determinado. regras sobre o direito de construir. servidão para passagem de fios e cabos pelo imóvel.1 Meios de intervenção Desapropriação: transfere-se a propriedade de forma compulsória para o patrimônio público.com/leonardosakaki | @leosak . 243. Quando por descumprimento da função social: indenização em títulos da dívida pública ou agrária. 33. o tombamento tem que ser registrado na matrícula do imóvel. prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 49 Limita liberdade e propriedade. Requisição: transferência compulsória da posse.sites. o bem permanece privado e o dono pode até vender.

Exemplo: imóvel desapropriado para virar creche e se torne escola.com. Indenização prévia. de competência dos municípios). de competência da União. preservação de determinadas características.com/leonardosakaki | @leosak . É uma restrição específica e onerosa.uol. discricionário e autoexecontraditório. Quando o bem ingressa no domínio público. Estados e Municípios).sites. Sempre temporária – depois que o bem é usado. É uma mudança na finalidade do bem que o direito comporta. utilidade pública (aquisição do bem é conveniente) e interesse social (sempre tem natureza sancionatória. cutável.1. e desapropriação por política urbana. se houver dano. a desapropriação extingue a hipoteca. O Código Civil permite que o bem desapropriado receba destinação pública diversa da inicialmente prevista. . escada para combater incêndio. ingressa livre de ônus e encargos.Desapropriação x requisição Desapropriação Requisição Transforma em bem público. Continua sendo bem particular. Motivo: necessidade pública (aquisição do bem é e. http://leonardosakaki. é devolvido ao particular. punitivo. O credor se sub-roga no valor da indenização. Indenização posterior. com ampla defesa e Ato administrativo unilateral.br | 11 99610348 facebook. Restrição ao uso. mas em títulos da dívida ativa – reforma agrária. Exemplos: carro para perseguir bandido.Motivo: iminente perigo público. Desapropriação é uma forma originária de aquisição da propriedade. pelo descumprimento do interesse social.br | leonardosakaki@uol. Definitiva. Quando o bem ingressa ao domínio público. Exemplo: se o imóvel estava hipotecado.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 50 Tombamento: restrições quanto ao uso.Tredestinação lícita Tredestinação = desvio de finalidade. por isso a indenização não é em dinheiro. legislativo (edição de uma lei) ou ação civil pública.1 Desapropriação De bens públicos: tem que ser de cima para baixo (União. Indenização: posterior. Pode ser por meio administrativo. justa e em dinheiro. em caso de imóvel hipotecado. Procedimento administrativo. 33. . Indenização: é prévia. não leva em conta relações jurídicas anteriores. mergencial).

à exceção de uma.Observações Desapropriação indireta: ocorre quando o Estado invade área privada de forma ilegítima. e que seja justa e em títulos da dívida pública ou quaisquer outros títulos públicos. negociáveis no mercado financeiro. (C) Os proprietários não podem destruir. e que seja justa e em dinheiro. Desapropriação por zona: aquela que atinge uma área maior do que a inicialmente necessária para a obra. pagamento de indenização prévia ao ato de imissão na posse pelo Poder Público. em regra geral. ressalvada a possibilidade de transferência para uma entidade pública. (A) A requisição administrativa é uma forma de intervenção supressiva do Estado na propriedade que somente recai em bens imóveis. a fim de suprir a prestação de serviços pelo Estado de forma eficiente.com. e observância de procedimento administrativo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 51 Observação: se o bem não receber nenhuma destinação o dono tem direito a desfazer a desapropriação – retrocessão.3) Com relação à intervenção do Estado na propriedade. e observância de procedimento administrativo. os proprietários passam a ter obrigações negativas que estão relacionadas nas alternativas a seguir. pagamento de indenização prévia ao ato de imissão na posse pelo Poder Público.sites. e que seja justa e em dinheiro. e observância de ato administrativo.com/leonardosakaki | @leosak . com respeito ao contraditório e ampla defesa por parte do proprietário. posteriormente ao ato de imissão na posse pelo Poder Público. pagamento de indenização prévia ao ato de imissão na posse pelo Poder Público. quando da necessidade imperiosa de utilização.com. assinale a alternativa correta.br | leonardosakaki@uol.2) Nas hipóteses de desapropriação. sendo o Estado obrigado a indenizar eventuais prejuízos. com respeito ao contraditório e ampla defesa por parte do proprietário. os requisitos constitucionais a serem observados pela Administração Pública são os seguintes: (A) comprovação da necessidade ou utilidade pública ou de interesse social. (A) Os proprietários são obrigados a colocar os seus imóveis tombados à disposição da Administração Pública para que possam ser utilizados como repartições públicas. pagamento de indenização. (B) comprovação da necessidade ou utilidade pública ou de interesse social. repará-lo ou pintá-lo após a obtenção de autorização especial do órgão administrativo competente. http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. sem contraditório por parte do proprietário.uol. e que seja justa e em dinheiro. se houver dano. com respeito ao contraditório e ampla defesa por parte do proprietário. como uma das formas de o Estado intervir na propriedade privada. e observância de procedimento administrativo. demolir ou mutilar o bem imóvel e somente poderão restaurá-lo. (D) comprovação da necessidade ou utilidade pública ou de interesse social. 13 (FGV – OAB 2010. (C) comprovação da necessidade ou utilidade pública ou de interesse social. O objetivo é absorver a valorização. Resposta: B 8 (FGV – OAB 2010.2) Acerca do tombamento. Assinale-a. (B) Os proprietários são obrigados a suportar a fiscalização dos órgãos administrativos competentes. Resposta: A 16 (FGV – OAB 2010. . (D) Os proprietários não podem alienar os bens.

de nome Norberto.com/leonardosakaki | @leosak . pois Norberto. não atuou nessa qualidade. excepcionando-se os bens móveis. (C) A servidão administrativa é uma forma de intervenção restritiva do Estado na propriedade que afeta as faculdades de uso e gozo sobre o bem objeto da intervenção.uol. quando estava na frente da sua casa. Acionada em juízo o Estado só responderá pelos danos que efetivamente tenha causado em terceiros – poderá evocar. Essa objetividade traz uma conclusão: não é baseada na culpa ou dolo. Resposta: C 34 Responsabilidade do Estado Responsabilidade do Estado é objetivo na variante do risco administrativo. caso Norberto não tenha condições financeiras. excepcionalmente. pois. em razão de um interesse público. Art. Estuda o dever estatal de indenizar particulares por ações e omissões de agentes públicos no exercício de suas funções. a relação de causa e efeito entre o fato ocorrido e as consequências dele resultantes. ser imputada ao Ente Público. paisagísticos e culturais dos bens imóveis. CF: o dano deve ter sido causado por um agente público e nesta qualidade. ou seja. (B) será responsabilizado.br | 11 99610348 facebook. 37. artísticos.br | leonardosakaki@uol. é correto afirmar que o Estado (A) será responsabilizado.sites. responderá de forma subjetiva quando o dano causado for resultante de uma omissão praticada pelo poder público. que adota a teoria objetiva (responsabilidade sem culpa) na modalidade do risco administrativo.com. sem afetar o caráter absoluto do direito de propriedade. (C) somente será responsabilizado de forma subsidiária. Exemplo: perdi a minha casa por causa de uma enchente causada por falta de saneamento básico. Sem a necessidade da comprovação de culpa ou dolo. que seu avô lhe dera. 37. (D) não será responsabilizado. no dia de folga. http://leonardosakaki.com. Períodos anteriores: Até 1873: era o período da irresponsabilidade estatal – o Estado nunca indenizava. pois Norberto é agente público pertencente a seus quadros. apesar de ser agente público. excludentes ou atenuantes de responsabilidade (caso fortuito. a administração poderá ser acionada em juízo. 5 (FGV – OAB 2010.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 52 (B) A limitação administrativa é uma forma de intervenção restritiva do Estado na propriedade que consubstancia obrigações de caráter específico e individualizados a proprietários determinados. força maior ou culpa da vítima). §6. CF.3) Um policial militar. Com base no relatado acima. Exceção: o Estado. (D) O tombamento é uma forma de intervenção do Estado na propriedade privada que possui como característica a conservação dos aspectos históricos. de bermuda e sem camisa. ou seja. com base na teoria do risco integral. Resposta: D A responsabilidade do Estado está no art. discute com um transeunte e acaba desferindo tiros de uma arma antiga. em sua defesa. é baseada no conceito de nexo de causal. sua conduta não pode.

Atenção: se o ato lesivo for lícito. (ii) culpa concorrente: quando o agente e a vítima colaboram para causar o dano. pressupõe uma culpa administrativa. concessionários do serviço público sempre respondem pela teoria objetiva perante usuários e terceiros.com/leonardosakaki | @leosak . a teoria objetiva (responsabilidade sem culpa fundada na ideia de risco) exigindo da vítima a comprovação de 3 requisitos: ato. Será alegado: culpa exclusiva da vítima. mesmo que o ato seja de terceiros. como regra geral. Exemplos: preso que briga com outro. basta comprovar ação.2 Responsabilidade civil extracontratual do Estado Como processo o Estado? O Estado trouxe um prejuízo. ou seja. é a chamada falta do serviço. Exemplo: obras da prefeitura que prejudica o comércio. Estado se eximir ou se excluir da responsabilidade. Se o Estado causou prejuízo em razão de omissão. durante muito tempo. ainda vigora a teoria subjetiva (exige prova de culpa ou dolo) nos seguintes casos: (i) responsabilidade pessoal do agente público (ação regressiva).br | leonardosakaki@uol. dano e nexo. caso fortuito ou força maior e a culpa de terceiros. foi defendido que a responsabilidade do Estado era objetiva. Hoje em dia temos outro posicionamento. Há. Atenção: segundo a nova visão do STF. quem diga que no caso do Estado assumir a guarda de pessoas ou coisas perigosas a responsabilidade seria objetiva. não importando se o dano for de ação ou omissão no caso de dano. uma culpa especial da administração. ou seja. a que não precisa comprovar culpa ou dolo. Exemplo: criança vítima de outro aluno em escola pública. Na CF/88.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 53 Entre 1873 e 1946: vigorava a teoria subjetiva – a vítima tinha que provar culpa ou dolo. assalto. o Estado só indeniza se houver prova de culpa ou dolo.1 Responsabilidade no caso de custódia de pessoas Quando o Estado assume o dever de guarda de pessoas. Nesses casos. Cuidado: em caráter excepcional. existe uma forma do Estado se eximir. (i) Teoria do risco administrativo: são admitidas excludentes de responsabilidade. na doutrina. vigora. excluir a responsabilidade. É importante lembrarmos-nos das teorias do risco: .uol.Teorias do risco Estado se defendendo. este último para alguns autores. (iii) dano por omissão – quedas de árvore. Essa responsabilidade subjetiva não é de alguém.sites. Se a culpa for exclusiva da vítima é uma excludente de responsabilidade do Estado. a responsabilidade por danos é objetiva. a responsabilidade será do tipo objetiva. O STF diz que quando o Estado causa prejuízos em razão de uma ação estatal. enchente. o Estado também indeniza. como processo o Estado? No Brasil.com. http://leonardosakaki.com. preso morto na cadeia por outro detento 34. explosão de armamento em quartel etc. um posicionamento do STF. As coisas mudaram. 34. fala-se em responsabilidade subjetiva. dano e nexo.br | 11 99610348 facebook.

O Estado é considerado um garantidor universal – garante tudo. se não for usuário será subjetivo.520/02 – Lei do Pregão Lei 12.sites. o Estado tem que comprovar culpa ou dolo do agente. 35 Licitação Licitação é um procedimento administrativo para seleção de fornecedores.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 54 (ii) Teoria do risco integral: não são admitidas as excludentes de responsabilidade. É possível denunciação à lide? Há quem diga que sim. Não há nada que o Estado possa fazer para se eximir.3 Responsabilidade civil do agente Ação de regresso. 34. denunciando o agente. Trata-se de um procedimento externo (envolve particulares) e concorrencial (disputa). Alguns autores dizem que no caso de atividade nuclear.4 Ação regressiva 2 ações judiciais: ação indenizatória (vítima x Estado – denunciação da lide). Não seria melhor resolver o procedimento em um só? Denunciação da lide. Portanto.232/10 – Lei da Publicidade 35. 35. Denunciação da lide não é obrigatória – isso é pacífico na doutrina e jurisprudência.br | leonardosakaki@uol.com. Brasil adota a teoria (i). Atenção! Concessionárias: STF diz que a responsabilidade depende: se usuário do serviço será objetivo. ação regressiva (Estado x agente – provar culpa ou dolo – responsabilidade subjetiva – é imprescritível).1 Legislação Lei 8.com.uol. Só que o agente responde de forma subjetiva.2 Objetivo Competitividade Isonomia Desenvolvimento tecnológico nacional 35. Agente indenizou uma pessoa e Estado move ação contra o seu agente. meio ambiente e atentado terrorista a bordo de avião seriam situações de risco integral.br | 11 99610348 facebook.3 Finalidade http://leonardosakaki. 34.666/93 – Lei de Licitações Lei 10.com/leonardosakaki | @leosak . Pode? Sim.

secretarias. SEBRAE. que tem que ser para o licitante vencedor. (vi) contratação direta: dispensa e inexigibilidade. poder judiciário.4 Dever de licitar Órgãos públicos da administração direta: ministérios. a administração deve reabrir um prazo de 8 dias para melhoria de propostas e complementação de documentos. tem o direito de não ser preterido.com/leonardosakaki | @leosak . A atribuição do objeto não é o contrato. mas a modificação das regras do edital tem que atender 2 condições: ampla publicidade e devolução de prazos. São ligados a sindicatos. se possível.uol. Quem ganha a licitação não tem direito ao contrato. preservar os atos já praticados. 35. Exemplo: SESI.com. antes de decretar a licitação fracassada e iniciar uma nova licitação.br | 11 99610348 facebook. Contratar ou não é ato discricionário da administração. 35. a comissão deve. tem que ser com o licitante vencedor.br | leonardosakaki@uol. O edital pode ser modificado após a publicação. Se a administração for contratar.6 Modalidades de licitação http://leonardosakaki. Entidades da administração pública indireta. (v) menor lance – critério do pregão. (ii) adjudicação compulsória ao licitante vencedor: não é contratação compulsória. (iii) melhor técnica e preço. e não fazer novamente a licitação (recomeçar a licitação deve ser a última medida). O edital é a lei da licitação. o edital e a carta convite. (ii) melhor técnica.5 Princípios (i) vinculação ao instrumento convocatório. (iii) julgamento objetivo: a licitação deve ser decidida segundo os critérios do edital e não por preferências pessoais da administração. 35. Respeitar o princípio da isonomia: deixando com que as pessoas participem. administração não tem obrigação de fazer o contrato no fim do processo de licitação. se nenhum licitante oferece uma proposta compatível com o mercado ou ninguém preenche as condições do edital.com.sites. ou seja. O edital sempre pode ser modificado. Organizações sociais e OSCIPs (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público) quando forem aplicar recursos repassados diretamente pela União. SENAI. Ministério Público e TC. Concessionários na escolha d subconcessionários. poder legislativo. Tipos de licitação (i) menor preço. Trata-se da atribuição do objeto. (iv) maior lance ou oferta – critério do leilão. que não necessariamente é a de menor ou melhor preço. SESC.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 55 Selecionar a proposta mais vantajosa. (iv) aproveitamento da licitação: havendo algum defeito no procedimento licitatório. Economia processual. Serviços sociais pertencentes ao Sistema S. Pelo mesmo princípio.

com.sites. (iii) Convite: objetos de pequeno valor (entre R$15mil e R$150mil) entre interessados escolhidos e convidados em um número mínimo de 3 – há a emissão de carta-convite. abrem-se primeiro as propostas e depois a documentação. Modalidade de uso facultativo. usado para contratação de bens e serviços comuns. O pregão tem um procedimento que garante maior economia e eficiência porque tem uma inversão das fases naturais da licitação. artístico ou científico. independentemente de preços.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 56 (i) Concorrência: objetos de grande valor (+R$1. Adjudicação: entrega do objeto da licitação ao vencedor. Fases naturais da licitação (i) Instrumento convocatório (ii) Habilitação – análise de documentos – quem não preencher os requisitos é desabilitado (iii) Classificação – julgamento das propostas (iv) Homologação – aprovar os procedimentos http://leonardosakaki.520/02 Para todas as esferas federativas. (iv) Concurso: serve para a escolha de trabalho técnico.com/leonardosakaki | @leosak .uol. (vii) Consulta pública: é específica para as agências reguladoras em que as propostas são julgadas por um júri.br | 11 99610348 facebook. Há a inversão das fases. ou seja.5mi) – contratos de grande vulto. alternativa às outras modalidades.6.com.br | leonardosakaki@uol. A concorrência será sempre obrigatória. independentemente de valor. Abaixo de R$15mil – dispensa de licitação.1 Pregão – Lei 10. O cadastro não é exigência do convite – pode ser cadastrado ou não. (v) Leilão: serve para a venda de bens móveis inservíveis ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados pela administração. 35. (vi) Pregão: a única que não está disposta na lei 10.5mi) e os licitantes são previamente cadastrados.520/02 – serve para aquisição de bens e serviços comuns. (ii) Tomada de preços: valor intermediário (entre R$150mil e R$1. nos seguintes casos: (a) venda de bens públicos imóveis (b) licitação internacional (c) concessão de serviço público (d) concessão de direito real de uso Fases: Edital Habilitação Abertura das propostas (classificação) Julgamento Homologação: ato pelo qual a autoridade competente confirma o procedimento licitatório realizado pela comissão de licitação. O julgamento é pelo menor preço.

3 (FGV – OAB 2010.7 Exceções ao dever de licitar A regra é: onde há dinheiro público e vai contratar com terceiro. Ganha o pregão quem oferece o menor proposta. pertinente e suficiente para justificar essa conduta.3) A revogação da licitação pressupõe (A) mero juízo de conveniência e oportunidade da Administração. podendo se dar a qualquer tempo. se dar por qualquer motivo e a qualquer tempo.br | 11 99610348 facebook. integral e justa indenização.br | leonardosakaki@uol. esses licitantes podem oferecer lances verbais sucessivamente mais baixos. Vão para a fase seguinte o autor da menor proposta junto com os autores de propostas até 10% acima da mais baixa.com.9 Licitação fracassada Nenhum dos licitantes é habilitado ou classificado. por isso.8 Licitação deserta Ninguém aparece. Na etapa final.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 57 (v) Adjudicação – atribuição jurídica do objeto ao vencedor Fases do pregão (i) Instrumento convocatório (ii) Classificação – julgamento das propostas (iii) Habilitação – análise de documentos – quem não preencher os requisitos é desabilitado (iv) Homologação – aprovar os procedimentos (v) Adjudicação – atribuição jurídica do objeto ao vencedor Os interessados comparecem a uma sessão pública e são abertas as propostas verificando qual a mais baixa.11 Revogação da licitação Deve haver fato superveniente. 35. (D) razões de interesse público decorrentes de fato superveniente. 35.uol. Resposta: D http://leonardosakaki. (C) prévia.com.sites. tem que haver licitação.10 Anulação da licitação Ocorre por motivo de ilegalidade 35.com/leonardosakaki | @leosak . 35. podendo. 35. devidamente comprovado. (B) mero juízo de conveniência e oportunidade da Administração. podendo ocorrer até antes da assinatura do contrato.

mas o administrador.com/leonardosakaki | @leosak . serviços técnicos profissionais especializados (art.sites. Dispensa Art. Há 3 casos.uol. 17 da Lei de Licitações – rol taxativo – normalmente fala-se de alienação de bens. porém a lei permite o administrador não licitar. a administração pública. 25 da Lei 8.11.br | leonardosakaki@uol.1 Contratação direta Casos excepcionais da contratação de um fornecedor sem licitação.666/93. pois a berdade de escolha. 24 da Lei 8. Exemplo: compra de objetos muito baratos (abaixo da Exemplo: artista consagrado pela crítica ou pela opinifaixa do convite) e licitação deserta (não aparece ne. Atenção: a lei admite celebração de contrato administrativo verbal. se quiser. pelo qual. administração não tem opção.br | 11 99610348 facebook. pela lei de locações. figurando como parte. administração contrata direto. Dispensa ≠ inexigibilidade. É como se a lei proibisse. notónhum interessado). Observação: nem todos os contratos que a administração celebra são administrativos – exemplo: locação. pois não há competição. pois se sujeitam ao direito civil – exemplo: locação de imóvel – regido pelo direito civil. Rol taxativo. não há competição. É possível licitar. (i) inexigibilidade: contempla hipóteses em que a licitação é inviável jurídica ou faticamente. fornecedor exclusivo. http://leonardosakaki. Inexigibilidade Art.com. (ii) dispensa: contempla hipóteses em que a licitação é viável. 25 da Lei de Licitações. pois o valor é baixo. Licitação é impossível por inviolabilidade de competição. 24 da Lei de Licitações – rol taxativo. ou seja. mas não obrigatória. O rol é taxativo. Competição inviável. Rol exemplificativo. 13 da Lei de Licitações).666/93. (Dica de chute: chutar dispensa) Licitação é possível.com. é situação de emergência etc. a) dispensável: a lei dispensou. natureza singular e prestado por um profissional de notória especialização. objeto singular. ria especialização. contratação de artistas consagrados pela crítica. trata-se de um rol exemplificativo: contratação de produtos com fornecedor ou revendedor exclusivo. tem discricionariedade se vai licitar ou não. mas a lei dispensou. Cuidado: a doutrina não aceita mais o critério subjetivo das partes contratantes. Decisão pela contratação direta é discricionária – li. pois existem contratos com a participação da administração e que não são contratos administrativos. O rol é exemplificativo. As hipóteses de inexigibilidade estão no art.ão pública.Decisão pela contratação direta é vinculada. celebra-o sob regime jurídico de direito público e com a presença de cláusulas exorbitantes (aquelas que conferem prerrogativas para o poder público em detrimento do particular). Não há como licitar. As hipóteses estão no art. Há mais de 30 casos. existe competição.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 58 35. b) dispensada: o administrador não tem discricionariedade. 36 Contratos administrativos Conceito: é aquele. Art.

caso fortuito (evento humano). interferências imprevistas (ocorrências materiais imprevisíveis. São hipóteses: força maior (evento da natureza). Verticalidade: a administração ocupa uma posição superior diante do contratado. http://leonardosakaki. imprevisíveis e estranho à vontade das partes que desequilibram o contrato. ainda que não escritas (ver descrição abaixo) Rescisão unilateral do contrato: se o contrato for de concessão.com. amena. 58 e 65)* Rescindir unilateralmente (arts. 58. Cláusulas exorbitantes: regras que dão poderes especiais para a administração. não cogitadas pelas partes e que surgem de modo surpreendente onerando o contrato – exemplo: encontrar terreno rochoso no local da obra). 58 da Lei de Licitações. Equilíbrio econômico-financeiro: a remuneração do contratado será aumentada se o custo da execução encarecer por uma dessas razões: *Mutabilidade Álea administrativa: comporta 3 modalidades Alteração unilateral.sites.com/leonardosakaki | @leosak . imprevistos. Fato do príncipe. **Ocorre por motivos de interesse público ou por inadimplência do contratado. valendo. Álea econômica: é baseada na teoria da imprevisão e ocorre quando surgem fatos extraordinários. (ii) Não se aplica a cláusula da exceção do contrato não cumprido ou exceptio non adimpleti contractus: não sou obrigado a fazer a minha parte no contrato se você não fez a sua.br | leonardosakaki@uol. Não é possível alterar unilateralmente a equação econômico-financeira do contrato. Exceção: as regras de remuneração só mudam se o contratado concordar.com. Fiscalizar Alterar unilateralmente (arts. Neste caso a administração e o particular entrarão em acordo. Mutabilidade*: a administração pode alterar unilateralmente as regras do contrato.br | 11 99610348 facebook. (i) Cláusulas exorbitantes: são prerrogativas que a administração público tem. Há quem diga que é aplicada de forma mitigada. essa rescisão unilateral denomina-se encampação/resgate – interesse público – implica na retomada do serviço – indenização prévia. Fato da administração. 78 e 79)** Aplicar sanções Ocupar bens *refere-se à alteração de cláusulas regulamentares ou serviços. As cláusulas exorbitantes mais importantes estão no art.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 59 Características: Finalidade pública. Após 90 dias sem pagamento pode-se suspender o serviço. Natureza de adesão. A administração pública não paga e a pessoa tem que continuar fornecendo.

com. pois há necessidade da manutenção do equilíbrio financeiro-econômico. unilateralmente. causando desequilíbrio. inciso I da Lei n. e o princípio da juridicidade. Resposta: A . quer pelo contratado (particular). Administração contratou para construir o hospital. Não pode ser o equilíbrio violado. afetando o contrato. (B) da possibilidade do contratado (particular) alterar. d) caso fortuito e força maior. então. na forma do artigo 58. (C) do poder conferido à Administração Pública de alterar. do qual o contrato e seu objeto fazem parte integrante. c) interferências ou sujeições imprevistas: descoberta de um óbice natural que atrapalha a execução do contrato. mas que nele repercutem e provocam desequilíbrio econômico-financeiro.2) Uma das características dos contratos administrativos é a “instabilidade” quanto ao seu objeto que decorre (A) do poder conferido à Administração Pública de alterar.Consórcio http://leonardosakaki. no curso de sua execução. peço a revisão contratual: a) fato do príncipe: medidas de ordem geral não relacionadas com o contrato. Nesse dia vejo que a administração não desapropriou o terreno. por isso. algumas cláusulas do contrato. a fim de adequar o objeto do contrato às finalidades de interesse público. quer pela Administração Pública. Outro exemplo é a falta de licença ambiental da área em que será construído o hospital. As obras começam dia 14 de junho. 17 (FGV – OAB 2010. Reajuste significa mera atualização monetária do contrato em decorrência dos efeitos da inflação. Quando fizemos o contrato o saco custava US$10 ou R$10. 8. Pago 1000 reais e você fornece 100 cadernos. b) fato da administração: medidas provocadas pela própria administração contratante e que desequilibram o contrato. respeitados os direitos do contratado. São situações imprevisíveis que causam problemas. Fato geral não dirigido ao contrato. (D) de não haver qualquer possibilidade de alteração do objeto do contrato administrativo. Fui contratado pela administração para construir hospital.666/93. desequilíbrio.com.br | 11 99610348 facebook.sites. a qualquer tempo. devendo usar um cimento importado. unilateralmente.666/93. do qual aquele primeiro decorre. Estou fazendo o hospital e descubro um lençol freático ou petróleo que atrapalha a execução do contrato. Ação ou omissão dirigida ao contrato. Revisão consiste em reequilibrar economicamente o contrato em razão das áleas. de forma a atender aos seus próprios interesses em face das prerrogativas da Administração Pública. diz que quer 110. 8. mas que afeta a execução contratual.uol. O particular pede revisão contratual. unilateralmente.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 60 (iii) Manutenção do equilíbrio financeiro-econômico em matéria de contratos administrativos. Digo que vou cobrar mais caro. Houve desvalorização da moeda. na forma do artigo 58.br | leonardosakaki@uol. (iv) Teoria da imprevisão: são situações imprevisíveis que causam desequilíbrio contratual. algumas cláusulas do contrato. Agora para comprar um saco gastaria R$100. no curso de sua execução. É previsão legal. no curso de sua execução. a fim de adequar o objeto do contrato aos interesses do contratado (particular) em face das prerrogativas da Administração Pública. (v) Revisão e reajuste. A administração diz que não quero mais 100 cadernos. Omissão dirigida ao contrato.com/leonardosakaki | @leosak . tendo em vista o princípio da vinculação ao edital licitatório. algumas cláusulas do contrato. inciso I da Lei n.

35 e ss.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki. Observação: segundo a lei 11. cabendo-lhe responder por todos os prejuízos causados ao poder concedente. (B) seu reconhecimento não exonera a Administração do dever de indenizar o contratado de boa-fé. Encampação: fim antes do prazo por razões de interesse público. obrigando o contratado a indenizar a Administração pelos danos por esta sofridos. é correto afirmar que (A) a declaração de nulidade não opera retroativamente. A prestação de serviços públicos representa uma relação de consumo. não se estabelecendo qualquer relação jurídica entre os terceiros e o poder concedente. a prestação de serviços públicos.3) Sendo o contrato administrativo nulo.com. deverá abrir licitação para escolher a pessoa que reúna as melhores condições para executar. Incumbe ao Poder Público. Quando a administração for transferir o serviço ou obra pública para o particular. na forma da lei. (C) a declaração não opera retroativamente.br | 11 99610348 facebook. acessórias ou complementares ao serviço concedido.com/leonardosakaki | @leosak . Responderá de forma objetiva – independe da comprovação de culpa e dolo. A titularidade de um serviço ou uma obra pública pertence à administração e é intransferível.1. 25 da lei diz que não afastará a sua responsabilidade. aos usuários ou a terceiros. § 1o Sem prejuízo da responsabilidade a que se refere este artigo. por tudo o que este houver executado e por outros prejuízos comprovados. Incumbe à concessionária a execução do serviço concedido. § 3o A execução das atividades contratadas com terceiros pressupõe o cumprimento das normas regulamentares da modalidade do serviço concedido. Lei 8. Se for de direito público chama-se associação pública. 4 (FGV – OAB 2010.1 Permissão e concessões Instrumento através dos quais o poder público transfere a execução de serviços ou obras publicas para particulares. caso o contratado tenha iniciado a sua execução. 25.107. Resposta: B 36.uol. § 2o Os contratos celebrados entre a concessionária e os terceiros a que se refere o parágrafo anterior reger-se-ão pelo direito privado. Art.987) Termo: a concessão termina por força do prazo inicialmente previsto. 175. Mesmo que o dano tenha ocorrido pela falha de fiscalização do poder público. (D) que essa nulidade só produzirá efeitos se o contrato for de valor superior a 100 (cem) salários mínimos. a concessionária poderá contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 61 Contrato administrativo multilateral e de cooperação entre entidades federativas. bem como a implementação de projetos associados. caso tenha o contratado iniciado sua execução. . sem que a fiscalização exercida pelo órgão competente exclua ou atenue essa responsabilidade. o consórcio pode resultar na criação de uma nova pessoa jurídica. apenas nexo causal. sempre através de licitação.1 Contratos administrativos em espécie 36.Extinção (art.com. Art. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. respeitando o direito adquirido ao término do contrato.sites. o art.

mediante licitação na modalidade concorrência e remuneração (tarifa) paga pelo usuário. Sempre por prazo determinado. Pode ter prazo indeterminado. rádios e TVs. discricionário e precário. 36.com/leonardosakaki | @leosak . tem incidência sobre as 4 esferas de governo. Exemplo: telefonia fixa. garantir sua margem de lucro.2 Concessão de serviço público – Lei 8.com.987/95 É o contrato pelo qual o Estado (poder concedente transfere a prestação de um serviço público a uma pessoa jurídica por prazo determinado.com. Se durante a execução o particular não cumprir com as suas obrigações. quando assume a condição de permissionário ou concessionário. transporte aéreo de passageiros. Concessão Contrato bilateral. Licitação em qualquer modalidade.1. *Na rescisão. ainda. Apresenta como principal fonte de execução a cobrança de tarifa dos usuários. via poder judiciário. Lembrar que as concessionárias respondem sempre pela teoria objetiva perante usuários e terceiros. Exemplo: taxista. Rescisão: fim antes do prazo por descumprimento de obrigações pelo poder público – pelo poder concedente (não paga ou paga com atraso). no extremo/limite a execução poderá ser retirada dele.3 Concessão de serviço precedida de obra http://leonardosakaki. O particular. Por ser uma norma geral. Lei 8. Exige concorrência.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 62 Caducidade: fim antes do prazo por descumprimento de obrigações pelo concessionário. Permissão Ato unilateral discricionário e precário (ato que pode ser revogado a qualquer tempo).uol. Só beneficia pessoa jurídica. Tem por objeto a execução de serviços ou obras públicas. 36. são feitas unilateralmente pelo poder público. somente. ela prevê como principal fonte de arrecadação para o concessionário ou permissionário a cobrança de tarifa dos usuários. Concessão comum A concessão comum é aquela que é regida pela lei 8. Exemplo: instalação de mesas e cadeiras de bar na calçada. quem promove é o particular.987/95. o poder público. Autorização Ato unilateral.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook. feirante. Para que um particular assuma execução de serviço ou obra pública tem que vislumbrar a obtenção de lucro.sites. Beneficia pessoa física ou pessoa jurídica. rodovias.987/95: disciplina concessões e permissões. Exige lei específica. As concessões regidas por esta lei recebem o nome de concessões comuns. sendo fiscalizado pelo titular. Portanto será através da cobrança da tarifa que esses particulares recuperam investimentos feitos e. ou seja. Dentro deste conceito. jornaleiro. É outorgada predominantemente no interesse privado. Há predomínio do interesse público. só assume a execução do serviço ou da obra. Exige autorização legislativa. Estabelece normas gerais sobre concessões e permissões de serviços públicos.1. *Na encampação e caducidade. portos.

666/93: lei geral sobre contratos editado pela União. recebe por isso. assim entendida a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata a Lei no 8. §4o É vedada a celebração de contrato de parceria público-privada: I – cujo valor do contrato seja inferior a R$ 20.br | 11 99610348 facebook. . municipal e distrital. O particular constrói a obra e depois cobra pela sua utilização. CF.000. quando envolver. . Lei 8. na modalidade patrocinada ou administrativa.com. Contrato no qual a remuneração do parceiro privado será realizada por meio da cobrança de tarifas dos usuários do serviço público.079. XXVII. estadual.079/2004. adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado. Incide sobre as esferas federal. ou III – que tenha como objeto único o fornecimento de mão de obra.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 63 É usada quando o Estado não tem dinheiro para fazer uma obra. Lei 8.uol.00 (vinte milhões de reais). Trata-se de um simples contrato de prestação de serviços em que à medida que ele vai executando os serviços. de 13 de fevereiro de 1995. Têm natureza jurídica de concessão. Art. *prazo mínimo de 5 e máximo de 35 anos.com/leonardosakaki | @leosak .987. 36. Lei 11.com. II – cujo período de prestação do serviço seja inferior a 5 (cinco) anos. (Ex: construção e manutenção de uma unidade prisional). http://leonardosakaki. Isso significa que cada Estado ou Municípios poderão editar uma legislação a esse respeito. 22. e. §3o Não constitui parceria público-privada a concessão comum. ainda que envolva execução de obra ou fornecimento e instalação de bens.1. §1o Concessão patrocinada é a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata a Lei no 8. Um tipo de concessão com distribuição objetiva dos riscos. 2o Parceria público-privada é o contrato administrativo de concessão. Competência da União para legislar sobre contratos é só para edição de normas gerais. quando não envolver contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado.987. Foram criadas para novas possibilidades da execução de serviços e. a remuneração do parceiro privado se dá somente por meio de contraprestação paga por ela – não haverá cobrança de tarifa pelos usuários.Concessão Patrocinada: objeto é a construção de obras públicas ou serviços. portanto. (Ex: construção e operação de uma rodovia). Como veio para fixar normas gerais. Contrato em que a Administração Pública é usuária direta ou indireta do serviço público. entre o particular (parceiro privado) e o Estado (parceiro público). Esta lei estabeleceu normas gerais sobre parcerias público privadas. principalmente. execução de obras públicas para particulares. esse detalhe não impediu que cada estado/município editasse suas próprias leis sobre PPPs. §2o Concessão administrativa é o contrato de prestação de serviços de que a Administração Pública seja a usuária direta ou indireta. desde que respeitassem as normas gerais da lei 11.079/94: lei que fixa normas gerais sobre PPPs.Concessão Administrativa: só incide sobre serviços.4 Parceria Público Privada Em 2004 surgem as PPPs através da lei 11. Art. de 13 de fevereiro de 1995.000. complementada por uma contraprestação da Administração Pública. o fornecimento e instalação de equipamentos ou a execução de obra pública.br | leonardosakaki@uol.987/95: lei sobre concessões.sites.

o processo seletivo simplificado é dispensado. que houve alteração. . CC) (i) Bens de uso comum do povo: ruas. mas o pessoal é selecionado por meio de processo seletivo simplificado. Fazem parte do chamado patrimônio público indisponível. praças e mares. Para administrar o consórcio será criada uma nova pessoa jurídica. parcela da soberania. 99. Segundo o art.br | leonardosakaki@uol.com. Com o veto presidencial desse dispositivo.Espécies (art. 38 Agentes públicos . Se for de direito público recebe o nome de associação pública. 37 Bens públicos . Exemplo: terras devolutas e viaturas velhas da polícia. Fazem parte do chamado patrimônio público disponível.5 Consórcio público São contratos multilaterais de cooperação mútuas entre entidades federativas.Conceito O que pertence à pessoa jurídica de direito público ou o que está afetado (=destinado) à prestação de serviço público.com. CF. http://leonardosakaki.1. 100.uol. sobre precatórios. O projeto de lei dos consórcios previa responsabilidade solidária entre o consórcio e as entidades consorciadas. . Situação de calamidade pública e recenseadores do IBGE. Não há concurso.Regime jurídico É caracterizado pela (i) imprescritibilidade absoluta (=não pode ser objeto de ação de usucapião4).Espécies Políticos: eleições.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 64 36. 17 da Lei de Licitações. Nos casos de calamidade pública. a responsabilidade passou a ser subsidiária. A associação integra a administração indireta de todas as entidades consorciadas. (iii) Bens dominicais: são aqueles sem utilidade. cemitérios públicos e mercados municipais. I. 99. (ii) Bens de uso especial: são aqueles com destinação específica: prédios de repartição. os bens dominicais são aqueles que pertencem ao patrimônio das pessoas de direito público como objeto de direito real ou pessoal. Fazem parte do chamado patrimônio público indisponível. (iii) inalienabilidade relativa – art. Exceção: bens desafetados ou dominicais.sites. que poderá ser de direito público ou de direito privado. mandatos fixos. Temporário: para situações de excepcional interesse público. CC. 4 Mas pode usucapir. (ii) impenhorabilidade absoluta – ler art.

ocupantes de cargo efetivo. investidos em cargos efetivos após aprovação em concurso. tabeliães e registradores (concurso público. Ser aprovado em concurso não gera direito à posse.Características Observação: O cargo pode ser perdido por redução de gastos.uol. Assim. é correto afirmar que os notários e registradores são (A) agentes públicos ocupantes de cargo efetivo e se aposentam aos 70 (setenta) anos de idade. por meio de nomeação.3) São considerados agentes públicos todas as pessoas físicas incumbidas. sem prejuízo da ação penal cabível. tem período de experiência de 90 dias. Servidores públicos estatutários: pessoa jurídica de direito público. do exercício de função ou atividade pública. (ii) se houver preterição de ordem. definitiva ou transitoriamente. ou seja. com a posse vem o estágio probatório de 3 anos. (B) agentes públicos vitalícios. chamar uma pessoa quebrando a ordem de classificação. Particulares em colaboração: exercem funções públicas (às vezes sem remuneração e em caráter temporário). (C) a vinculação de espécies remuneratórias no serviço público é vedada. é correto afirmar que (A) as funções de confiança e os cargos em comissão se destinam apenas às atribuições de direção. a indisponibilidade de bens e o ressarcimento ao erário. não se sujeitam a aposentadoria compulsória. Exoneráveis ad nutum (sem motivo).3) A respeito da disciplina constitucional da Administração Pública. na forma e gradação previstas em lei. sob remuneração ou não. são empregos públicos.br | leonardosakaki@uol. regida pela CLT. (D) os notários e registradores são delegatários de serviços públicos. possuem cargos públicos. a perda da função pública.com. aos 70 anos). notários. (iii) se o candidato for chamado para apresentação de documentação. Resposta: A . o direito à posse surge nos seguintes casos: (i) se o edital indica número de vagas – não é posse imediata.com/leonardosakaki | @leosak . tem relação contratual com o Estado. ingressam por concurso. mas não pertencem aos quadros permanentes da administração.sites. Exemplo: requisitados de serviço (mesários e conscritos) e titulares de cartórios. tem múnus público.com. Ingressam sem concurso. 30 (FGV – OAB 2010. devendo ser exercido nos termos e nos limites definidos em lei complementar. Empregados públicos: atuam em pessoa jurídica de direito privado. (C) delegatários de serviços públicos aprovados em concurso público. e não se aposentam compulsoriamente.br | 11 99610348 facebook. ou seja. 2 (FGV – OAB 2010. Resposta: C http://leonardosakaki. mas admite-se a equiparação salarial entre carreiras públicas. Porém. função pública. (B) os atos de improbidade administrativa importarão a cassação de direitos políticos. não tem cargo público. ingressam por concurso público. (D) o direito de greve é assegurado ao servidor público civil. é no prazo de validade do concurso.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 65 Comissionados (cargos de confiança): são os ocupantes de cargos em comissão. chefia e assessoramento.

Agentes putativos Também chamados de gestores de negócios públicos. http://leonardosakaki. Exemplo: procurador. . Exemplo: quem presta socorro à parturiente. Quais funções exigem aprovação em concurso? Concurso é necessário somente para provimento de cargos públicos e empregos públicos. Há o processo seletivo simplificado. recenseadores do IBGE. a consolidar a situação. estes vinte agentes postulam a efetivação no cargo. São os celetistas. Exemplos: mesários. . Observação: não existe mais concurso só de títulos. A exigência de exame psicotécnico sempre depende de autorização legislativa.br | 11 99610348 facebook. . São encontrados em empresas públicas e sociedades de economia mista. por exemplo) – quando exige uma formação específica.com/leonardosakaki | @leosak . b) agentes políticos (chefes do executivo e parlamentares): ingressam por eleição. assinale a alternativa correta.Tipos de concursos (i) de provas e títulos: tem nota da prova e nota de títulos (mestrados.Concurso público Natureza jurídica: procedimento administrativo externo (envolve particulares) e concorrencial. A partir do fragmento acima.com.2) Determinada Administração Pública realiza concurso para preenchimento de cargos de detetive. procede à nomeação e posse de 400 (quatrocentos) aprovados. Ao final do certame. Assumem espontaneamente uma tarefa pública. engenheiro do município.Particulares em colaboração Também chamados de agentes honoríficos. c) ocupantes de cargos em comissão (comissionados): são os chamados "cargos de confiança".Empregados públicos Empregados públicos entram por concurso e tem vinculação trabalhista. direção e assessoramento. auxiliar de limpeza. Os vinte primeiros classificados são desviados de suas funções e passam a exercer as atividades de delegado. . Com o transcurso de 4 (quatro) anos.com.uol.sites. pois investi dos irregularmente.br | leonardosakaki@uol. Somente para funções de chefia. estão exercendo as suas atividades há mais de 4 (quatro) anos. Exemplo: vigilante. Não precisam fazer concurso: a) contratados temporários: exemplo. Validade do concurso: até 2 anos (decisão discricionária) admitida 1 prorrogação por igual período (decisão vinculada). (i) de provas: quando cargo não exige formação específica. 18 (FGV – OAB 2010. categoria I. (A) Os referidos agentes têm razão. jurados etc.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 66 .

por usucapião. (D) a punição na instância administrativa nunca poderá ser anulada. Resposta: B 12 (FGV – OAB 2010. pois dependem do transcurso do prazo de 15 (quinze) anos para que possam ser ti dos como delegados.sites.br | leonardosakaki@uol. caso tenha sido aplicada. sedimentado pelos anos.2) Em determinado procedimento administrativo disciplinar. pelo princípio da irredutibilidade. (C) não observou o princípio da dignidade da pessoa humana. autorizativos da reforma em prejuízo do recorrente. a lhe impor a pena de demissão.com. pois afronta o princípio do concurso público. I. o servidor recorre. após lhe conferir o direito de manifestação.uol. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente foi investi do. processo administrativo disciplinar por ter infringindo seu estatuto funcional pela mesma conduta.1 Servidores públicos 38. Nessa situação. (D) não observou o princípio do devido processo legal. Resposta: B 6 (FGV – OAB 2010.1. (C) em nenhuma hipótese a decisão penal surtirá efeito na esfera administrativa.br | 11 99610348 facebook. a Administração federal impôs. Resposta: B 38. Com base no fragmento acima.com. (D) É inconstitucional esta modalidade de provimento do cargo. a pena de advertência.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 67 (B) É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se. trazendo equivocada reforma em prejuízo do recorrente. sendo denunciado à justiça criminal e instaurado.1 Ingresso Art. 37. não podendo a administração pública punir o servidor pelo fato decidido na esfera penal. vindo a Administração. desde que não imponha pena grave. é correto afirmar que a Administração Federal (A) agiu em desrespeito aos princípios da eficiência e da instrumentalidade.3) Determinado servidor público foi acusado de ter recebido vantagens indevidas valendo-se de seu cargo público. mesmo que a conduta praticada pelo servidor seja prevista como ilícito penal e ilícito administrativo. por serem independentes. (C) Não têm ainda o direito.com/leonardosakaki | @leosak . Ocorre que o servidor foi absolvido pelo Poder Judiciário em razão de ter ficado provada a inexistência do ato ilícito que lhe fora atribuído. CF – os cargos. porém não podem ter alterado os ganhos vencimentais. autorizativos da reforma em prejuízo do recorrente. nos termos da Lei nº 8112/90 e da Lei 9784/98. http://leonardosakaki. (B) agiu em respeito aos princípios da legalidade e autotutela. é correto afirmar que (A) a decisão absolutória não influirá na decisão administrativa do processo administrativo disciplinar. no âmbito administrativo. tendo em vista a comprovação de ato de improbidade. na forma da lei. trazendo equivocada reforma em prejuízo do recorrente. sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento. ao servidor. assim como aos estrangeiros. (B) haverá repercussão no âmbito do processo administrativo disciplinar. Inconformado.

é proibida. exceto nas hipóteses constitucionalmente admitidas (rol taxativo). até seu adequado aproveitamento em outro cargo.com. quantos quiser. membros do MP e membros dos TC). O aprovado em concurso dentro do número de vagas previsto no edital tem direito subjetivo a nomeação. § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: I . não pode. não no cargo. visto que é de livre nomeação (art. Perda do cargo pelo servidor estável: Art. Em qualquer caso os horários têm que ser compatíveis.mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. III. 37. com remuneração proporcional ao tempo de serviço. § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. se houver compatibilidade de horários. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. dentro do prazo de validade do concurso.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 68 Será mediante aprovação em concurso público.com. não é necessário concurso. III . na forma de lei complementar. Acumulação é permitida nos seguintes casos: http://leonardosakaki. O resultado financeiro da acumulação não pode superar o teto na administração pública (salário dos ministros do STF). 41. CF: o prazo de validade do concurso público será de até dois anos. CF) a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. II. prorrogável uma vez. sem direito a indenização. 37. e o eventual ocupante da vaga. ser nomeado e tomar posse. § 4º Como condição para a aquisição da estabilidade. é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. 70 anos. que o estágio probatório é de 2 anos.br | leonardosakaki@uol. reconduzido ao cargo de origem. Estágio probatório tem duração de 3 anos ou 36 meses. será ele reintegrado. IX.com/leonardosakaki | @leosak . garantia no serviço. apenas. O servidor adquira estabilidade. se estável.em virtude de sentença judicial transitada em julgado. Ninguém pode ter mais cargos acumulados. CF). Contratações por prazo determinado: (art. ou seja. Art. Vitalício é um cargo mais difícil de ser perdido do que o estável.Acumulação de cargos Em princípio. Estágio probatório: período de experiência do servidor. o servidor estável ficará em disponibilidade. Acumulação é de dois cargos. II . aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço.mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. assegurada ampla defesa. § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável.sites.br | 11 99610348 facebook. por igual período. Estão sujeitos à aposentadoria compulsória do servidor. cumular cargos públicos. Porém os 3 cargos vitalícios (magistrados. mas não é para a vida toda. . 37. O servidor pode ter cargos privados.uol. Exceções: Cargos em comissão: excepcionam a regra geral.

Ressarcimento de danos – se transmite aos herdeiros no limite da herança. empresas públicas. (iii) um cargo técnico e outro de professor. quando houver. a) a de dois cargos de professor.br | leonardosakaki@uol.a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias.sites. que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente. 10 (atos de danos ao erário – vender bem público abaixo do valor de mercado) e 11 (atos que agridem os princípios da administração pública – fornecer informações privilegiada a terceiros. Improbidade administrativa: desonestidade administrativa. observado em qualquer caso o disposto no inciso XI. ressarcimento integral do dano. ele só terá direito à reintegração se houve análise de mérito em que se concluiu ou pela inexistência do ilícito ou pela inexistência de autoria do servidor. mas não total. exceto. (iv) juiz e professor. direta ou indiretamente. civis e administrativas previstas na legislação específica.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 69 (i) dois cargos de professor.uol. c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. Dolo – intenção do servidor em praticar o ato. Hipóteses de improbidade: art. sociedades de economia mista. e sociedades controladas.com. XVII . Condenado na administração. 37 XVI . suas subsidiárias.na hipótese do art. b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico. perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio. Disciplinar: Sindicância ou processo disciplinar – com contraditório e ampla defesa. (v) promotor e professor.429/92. Direito de greve: permitido. fundações. está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações. quando houver compatibilidade de horários. perda da função pública. 9°. suspensão de direitos políticos. de acordo com a gravidade do fato: I . Art. contratar sem concurso público). suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos. Cargo técnico é aquele que exige formação superior específica (exemplo: engenheiro). 12. com profissões regulamentadas. Independentemente das sanções penais. (vi) vereador e outro cargo.com. indisponibilidade dos bens e ressarcimento de danos causados no erário. pelo poder público. Se o judiciário absolve o servidor. (ii) dois cargos ou empregos de profissionais de saúde. Redução da remuneração: em regra não se pode cogitar de redução na remuneração dos servidores. Condenação: perda da função. Lei 8. (após contraditório e ampla defesa* e sentença transitada em julgado) *exceção: indisponibilidade de bens – medida cautelar utilizada quando se percebe que o réu está procurando dilapidar o seu patrimônio – só recai à parte do patrimônio que for suficiente para fazer frente aos valores que estão sendo cobrados. Art. excepcionalmente poderá ocorrer se a remuneração estiver sendo percebida de forma inconstitucional.br | 11 99610348 facebook.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos.com/leonardosakaki | @leosak . 9 (atos de enriquecimento ilícito). pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou http://leonardosakaki.

ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário.9784/99) Princípios: Motivação Razoabilidade Supremacia do interesse público sobre o particular Direitos dos administrados: Publicidade Defesa por um advogado – a falta de defesa técnica produzida por um advogado em processo disciplinar não leva a sua anulação. direta ou indiretamente. ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. 10 Art. III . ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. direta ou indiretamente.br | leonardosakaki@uol.com/leonardosakaki | @leosak . pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. http://leonardosakaki.na hipótese do art. perda da função pública. se houver.Multa tos políticos 8 a 10 anos Até 3x o enriquecimento experimentado. 10.uol. Parágrafo único. se concorrer esta circunstância. perda da função pública. 5 a 8 anos Até 2x o dano causado 3 a 5 anos Até 100x o valor da remuneração do agente. Art. Na fixação das penas previstas nesta lei o juiz levará em conta a extensão do dano causado.com.na hipótese do art. ressarcimento integral do dano. assim como o proveito patrimonial obtido pelo agente. Instrução: Terá direito de produção de provas. 9 Art. pelo prazo de três anos. particular (que contribuiu para que o ato ocorresse ou dele tenha se beneficiado) 38. suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos. pelo prazo de dez anos. Início do processo: De ofício pela administração ou à pedido de terceiros. ressarcimento integral do dano. 11 Suspensão de direi. direta ou indiretamente. pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 70 receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos. perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio. 11.br | 11 99610348 facebook. Prazo para contratar ou dela receber qualquer tipo de benefício 10 anos 5 anos 3 anos Destinatários: Agentes públicos (todas as pessoas da administração pública).com. pelo prazo de cinco anos.2 Processo administrativo na área federal (Lei 8. II .sites.

com/leonardosakaki | @leosak . 40 Serviço público Serviço público é todo aquele prestado pela administração pública ou por seus delegados para satisfazer necessidades essenciais da coletividade ou simples conveniências do Estado. telefonia. Exemplo: regras municipais sobre construção e vigilância sanitária. São privativos do poder público. 40. reconhecendo a sua conveniência.2 Formas http://leonardosakaki. Exemplo: placa com nome da rua na fachada do imóvel e o tombamento – tem finalidade de preservação.sites. CTN. Exemplo: defesa nacional. segurança pública. gás.com. divisíveis. 78. Apresenta-se para o particular como obrigações de não fazer. vale para todos. presta-os diretamente ou permite que sejam prestados por terceiros.br | 11 99610348 facebook.1 Classificação Serviços públicos propriamente ditos: são aqueles prestados diretamente pela administração por reconhecer a sua essencialidade. 39 Poder de polícia e servidão administrativa Servidão administrativa Limita só a propriedade. Pode indenizar. Serviços gerais ou uti universi: são aqueles que são prestados sem ter usuários determinados. É geral. É possível. 40. Exemplo: energia elétrica.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 71 Encerrada esta fase. Atinge bem determinado. Previsão expressa no art. não mensuráveis. São mensuráveis. Serviço de utilidade pública: são aqueles em que a administração pública. São indivisíveis. Reformatio in pejus. Não indeniza. Só se houver fato novo ou por força da inadequação da pena inicialmente aplicada. Produz o dever de tolerar.uol. Recurso: Prazo de 10 dias contados da ciência da decisão. Indelegável a particulares.br | leonardosakaki@uol. há o dever de decidir da administração – 30 dias após o término da instrução. Serviços individuais ou uti singuli: são aqueles prestados com usuários determinados.com. Poder de polícia ou limitações administrativas Limita liberdade e propriedade.

(concessão será por meio de contrato) Serviços permitidos: são aqueles prestados por particular nos quais a administração estabelece requisitos para a sua prestação. Antes da celebração do contrato há a necessidade do protocolo de intenções para viabilizar o consórcio.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 72 Serviços centralizados: é aquele prestado pela administração pública direta ou centralizada. 6) estabelece que os consórcios possam ser constituídos como pessoas jurídicas de direito público. 40. neste caso assumem a forma de associação civil. segurança particular. 41 Estatuto da cidade – Lei 10.br | 11 99610348 facebook. Exemplo: ministérios. Os consórcios estão sujeitos à fiscalização do TC. Os consórcios podem ser contratados por dispensa de licitação. CF http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak .257/04 Regulamenta os arts. discricionária e precária. Em regra necessitam de licitação. São fixados de forma unilateral. São celebrados por meio de termo para atender necessidades urgentes e transitórias.com. superintendências.com.3 Meios Serviços concedidos: são aqueles que o particular presta em seu próprio nome por sua própria conta e risco sendo remunerado pela tarifa paga pelo usuário. Não são criadas novas entidades. despachantes. porém distribuídos dentro dos vários órgãos da administração. São em geral serviços de utilidade pública. 182 e 183. Convênio: são acordos firmados por entidades públicas de qualquer espécie ou entre estas e organizações particulares para realização de interesses comuns dos partícipes. Lei 8.4 Convênios e consórcios públicos Art. subprefeituras. 40.987/95).br | leonardosakaki@uol. Os consórcios celebram 2 tipos de contratos: contrato de rateio (divisão das despesas) e o contrato de programa (estabelece as obrigações dos entes consorciados). Trata-se de técnica administrativa para facilitar a prestação do serviço público. A lei (art.uol. neste caso integram a administração indireta.sites. Exemplo: táxi. secretarias. Serviços descentralizados: é aquele em que o poder público transfere a sua titularidade (por meio de outorga às entidades da administração indireta – por meio de lei) ou simplesmente a sua execução (delegação – particulares – por meio de contrato ou termo). Consórcio público: são acordos entre entidades sempre da mesma espécie para realização de objetivos d e interesses comuns dos partícipes. Serviços desconcentrados: são aqueles executados centralizadamente.107/05. 40. 241 e Lei 11. discricionária e precária. ou como pessoas jurídicas de direito privado. Serviços autorizados: são prestados pelo particular e estabelecidos de forma unilateral. o que existe é a distribuição de competências dentro dos órgãos. São celebradas por meio de contrato de adesão (art.

br | 11 99610348 facebook. Ver art. sem notificar. imperativa etc. pelo plano diretor. 37. DICAS GERAIS (i) A administração trabalha com prerrogativas e sujeições. parte no contrato de concessão. CF. dentre eles destacam-se o IPTU progressivo. (A) Poderá o Poder concedente declarar a caducidade da concessão. que em regra é discricionário. CF. Ao mesmo tempo em que quem pode. de idoneidade financeira e regularidade jurídica por esta nova empresa.com.sites. após prévio pagamento da indenização. (vii) Ver: Agentes Públicos é o art. uma vez que a transferência acionária da empresa concessionária sem a notificação prévia ao Poder concedente gera irregularidade. Ver art. (iv) Pode haver casos em que eu tenha que ver a prova menos errada ou a mais correta. através de decisão administrativa. é vinculado no caso de licença para construir. 4º da lei traça os instrumentos da política urbana. não desnatura o caráter intuitu personae do contrato de concessão. CF. outorga onerosa do direito de construir (solo ocupado). apesar da alteração societária.com. (vi) Ver: intervenção do Estado na propriedade: por descumprimento da função social da propriedade urbana e rural – para reforma agrária. 186. previamente. Sujeições: licitações etc.2) Uma determinada empresa concessionária transfere o seu controle acionário para uma outra empresa privada. por motivo de interesse público. através da encampação. (B) Poderá retomar o serviço. permissão e autorização 20 (FGV – OAB 2010. o Poder concedente. Prerrogativa: prazo maior. Resposta: A http://leonardosakaki. É mais prejudicial à administração pública. (iii) Alternativa mais correta normalmente é aquela em que a administração pública não se dá bem. uma vez que a empresa concessionária. tem a obrigação de. insusceptível de convalidação. (D) Nada poderá fazer o Poder concedente. (v) Ver: poder de polícia. e a Lei 8. 182. Assinale a alternativa que indique a medida que o Poder concedente poderá tomar. direito de preempção (aquele que confere ao poder público municipal preferência para aquisição de imóveis objeto de uma alienação onerosa entre particulares). (viii) Ver: lei 8. desapropriação com títulos.112/90. (C) Poderá o Poder concedente anular o contrato de concessão.987/95 diferenças entre concessão.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 73 O art. se não restarem atendidas as mesmas exigências técnicas.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. tendo em vista o caráter intuitu personae do contrato de concessão. autorizada por lei específica. (ii) Lei e interesse público são termos muito presentes no direito administrativo.

(C) finanças públicas.sites. 50 ao 58. 102 ao 105 e 109. (C) emenda constitucional.3) A Constituição da República de 1988 reclama lei complementar para dispor sobre (A) o estatuto jurídico das empresas públicas e sociedades de economia mista. Essa convenção já foi aprovada na forma do artigo 5º.EC 45 e 54 . 14 ao 17. Ordenamento jurídico: é a somatória das normas que existem em um Estado. (B) as formas de participação do usuário na administração pública.1) Em 2010. detalhar direitos.949 é equivalente a uma EC.uol.Leis: 9. dos demais TIDHs – STF (RE 466. Resposta: C 31 (FGV – OAB 2010. mas abaixo da CF. da Constituição. Resposta: C 35 (FGV – OAB 2010. *Atenção: um TIDH pode ser equivalente a uma emenda constitucional. §3*). Normas infraconstitucionais: normas que estão abaixo da CF – visam regulamentar direitos. vedada a de caráter paramilitar (art. pode ser parâmetro para o controle de constitucionalidade. (B) lei federal ordinária. o Congresso Nacional aprovou por Decreto Legislativo a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Convenção Americana.com. 97. sendo sua hierarquia normativa de (A) status supralegal. 5. e suspensão de segurança). A respeito desse direito fundamental. (D) contratação por tempo determinado na administração pública. 5. agravo de instrumento. XVII). 93 ao 95.949/09 (tratado de proteção às pessoas portadoras de deficiência – convenção da ONU que foi votada nos termos do art.com/leonardosakaki | @leosak .868/99. 34 ao 36. § 3º. apelação.016/09 (atentar: liminar. (Estatuto de Roma. 15 (FGV – OAB 2011. . (D) lei complementar. Convenções da OIT). 12.882/99. 5°. 43 Constituição Federal 1988 É a lei fundamental e o limite de poder dentro de um Estado. Ordenamento jurídico brasileiro é a somatória: da CF/88 + Decreto 6. é correto afirmar que a criação de uma associação http://leonardosakaki.com.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 74 DIREITO CONSTITUCIONAL 42 Dicas de leitura . 60 ao 69.343 – prisão civil) normas supralegais – acima das leis. 21 ao 24.CF: arts. 9. 80 ao 87. Se o Decreto 6.3) A Constituição garante a plena liberdade de associação para fins lícitos.

(B) não depende de autorização do poder público. Escrita e elaborada por um órgão constituinte. Quanto à estabilidade é rígida.3) De acordo com a Constituição da República. (C) somente os estrangeiros e os analfabetos. Quanto à origem. (D) não depende de autorização do poder público.uol. os analfabetos e os conscritos. Observação: Brasil é um país laico – art. 60. Feita por um órgão constituinte e contida em um documento único e solene. mas foram recepcionadas como leis ordinárias. mas pode ter suas atividades suspensas por decisão administrativa. Exemplo: o Código Penal e o Código de Processo Penal são decretos-leis. há compatibilidade e recepção ou revogação por incompatibilida- http://leonardosakaki. 60. contém normas materialmente e formalmente constitucionais. é escrita. três quintos dos votos dos respectivos membros. Quanto à elaboração. É grande.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 75 (A) depende de autorização do poder público e pode ter suas atividades suspensas por decisão administrativa. considerando-se aprovada se obtiver.A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. Art. Resposta: D 36 (FGV – OAB 2010.br | 11 99610348 facebook. Fenômenos: (i) recepção: a nova Constituição recepciona normas infraconstitucionais que foram feitas de acordo com constituições anteriores. 19. em dois turnos. é dogmática.sites. é analítica/prolixa. (C) depende de autorização do poder público.com. mas só pode ter suas atividades suspensas por decisão judicial. em ambos. Cuidado: normas infraconstitucionais antigas podem contrariar formalmente. é popular/democrática. sistematizando os dogmas ou as ideias fundamentais da teoria política e do direito dominante naquele momento.com.com/leonardosakaki | @leosak . (B) os estrangeiros. Art. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: § 2 . (⅗ em 2 turnos nas 2 casas do Congresso Nacional) Para alguns autores a nossa CF é super-rígida. 45 Fenômenos ou teorias que surgem com uma nova Constituição Federal Regra: a nova Constituição revoga a Constituição anterior. mas só pode ter suas atividades suspensas por decisão judicial transitada em julgado. Quanto à extensão.br | leonardosakaki@uol. Não pode ter uma religião oficial. Atenção: o STF não admite a inconstitucionalidade superveniente de ato normativo produzido antes da nova Constituição perante o novo modelo – neste caso. §2. pois contém as cláusulas pétreas. desde que não contrariem materialmente a nova Constituição. CF. Promulgada. (D) somente os estrangeiros e os conscritos. Resposta: D 44 Classificação doutrinária da Constituição Federal Quanto à forma. I. são inalistáveis e inelegíveis (A) somente os analfabetos e os conscritos. difícil de ser modificada.

12-H da Lei 9. (i) Mandado de injunção Controle difuso. Exemplo: art. Autor: art. Eficácia limitada é uma norma da CF que depende de lei. CF. XIII e LXVII. Efeitos: art. . Existe repristinação no plano infraconstitucional – exemplos: lei revogadora expressamente revoga lei revogadora e revigora a primeira lei revogada – o STF declara em ADIN uma lei revogadora inconstitucional. (ii) desconstitucionalização: rebaixamento – a nova Constituição pega a anterior e transforma em infraconstitucional (lei ordinária). Cuidado: art. Exemplo: art. CF. Norma constitucional eficácia limitada não regulamentada é inconstitucionalidade por omissão. Qualquer pessoa pode ser autor.br | leonardosakaki@uol.Limitada: depende de regulamentação.Contida (redutível ou restringível): não depende de regulamentação. 5. (ii) Adin Controle concentrado. (iii) repristinação: a nova Constituição revalida a legislação infraconstitucional revogada pela Constituição que a antecedeu. ou seja. O legislador ordinário (Congresso Nacional) pode reduzir. Para buscar a regulamentação posso buscar o mandado de injunção e Adin por omissão.uol. 37.sites.com/leonardosakaki | @leosak .868/99. mas podem ter reduzido o seu alcance pela atividade do legislador ordinário. http://leonardosakaki. independentemente de legislação infraconstitucional.br | 11 99610348 facebook. 103. CF. Somente no Supremo Tribunal Federal. VII. Exemplo: art. direta. integral. 46 Aplicabilidade das normas constitucionais Todas as normas constitucionais tem eficácia no plano abstrato. Exemplo: pode aposentar o cliente. §2. Tem efeitos concretos = resolve o caso do cliente.com. Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça. . em virtude de autorização constitucional. CF. não decorre de regulamentação. 13. de uma lei.Plena: são normas de aplicabilidade imediata. Norma constitucional eficaz: .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 76 de matéria – princípio da contemporaneidade (uma lei é constitucional perante o paradigma de confronto em relação ao qual ela foi produzida). 103.com.

no mínimo. Art.A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 77 47 Poder constituinte Poder constituinte é o poder de elaborar uma Constituição.br | 11 99610348 facebook. 47. manifestando-se. de reforma ou reformador. 60. § 4º . de estado de defesa ou de estado de sítio. 32 (Distrito Federal) lei orgânica respeitando CF.do Presidente da República. em ambos. Dica: Brasil (OEA e ONU). com o respectivo número de ordem.Poder para modificar a inte derivado constituição. III . absoluto. 60.de um terço.com. Art. devem-se respeitar os direitos previstos em tratados internacionais sobre direitos humanos. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I . § 3º . de revisão ou de emendabilidade Poder constitu. três quintos dos votos dos respectivos membros. 29 (municípios) – cada município faz a sua própria lei orgânica respeitando CF e a Constituição Estadual –. art. II . podendo ser a primeira ou uma nova.de mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação. genuíno ou primário Características Inicial. 25 (estados membros) – lei orgânica –. não posso tirar direitos. Poder constitu. Definição Poder para criar uma constituição para um Estado. § 2º . Ao fazer uma nova Constituição. dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. Observação: limite ao poder constituinte originário – é vedação ao retrocesso.br | leonardosakaki@uol. em dois turnos. e art. § 1º . CF Art. Constitucional é lei fundamental e limite de poder dentro de um Estado. ilimitado. de primeiro grau.Autorização para que os inte derivado entes federativos façam decorrente suas normas fundamentais. ou efeito cliquet – só aumento direitos. de segundo grau. Poder constituinte originário. soberano. não posso ampliar.sites.com/leonardosakaki | @leosak . independente etc.Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I . Também denominado de poder secundário federativo. O povo (conjunto de eleitores – titular do poder constituinte originário) elege a assembleia nacional constituinte (exercente do poder constituinte originário) para fazer a constituição. Art. Cuidado: limitações às mudanças. incondicionado.A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. considerando-se aprovada se obtiver. http://leonardosakaki. CF – EC é único meio de mudança da CF.com. cada uma delas.1 Mudança da constituição – art. pela maioria relativa de seus membros.uol. 60.a forma federativa de Estado. 3 do ADCT – trata de emendas constitucionais de revisão – são apenas 6 EC de Revisão.

o voto direto.com.a separação dos Poderes.os direitos e garantias individuais. §4 – cláusulas pétreas expressas/explícitas): partes da CF não podem ser modificadas por EC para abolir direitos. universal e periódico. 60.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 78 II . §3) Mesa da Câmara dos Deputados e mesa do Senado Federal com o respectivo número de ordem. Observação: EC não tem sanção nem veto. I. que. IV . 48 Controle de constitucionalidade http://leonardosakaki. (ii) limitação temporal para a reapresentação da Proposta de Emenda Constitucional (art. IV .os direitos e garantias individuais. não encontra limites.uol. 60.fev a 22. 60. II . §5) – se PEC foi prejudicada/rejeitada em uma sessão legislativa.br | 11 99610348 facebook. §2) ⅗ (=maioria qualificada) em 2 turnos nas 2 casas do Congresso Nacional. 60.sites. I ao III. Iniciativa da PEC (art. § 5º . 142 – Forças armadas instituições permanentes.a forma federativa de Estado. 60.o voto direto. de estado de defesa ou de estado de sítio. Promulgação da EC (art. secreto. Cláusulas pétreas só poderão ser retiradas da CF se houver nova assembleia nacional constituinte. Exemplo: art. 60. A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. como se sabe. universal e periódico. Presidente da república. secreto. Mais da metade das Assembleias Legislativas (pelo menos 14 assembleias).A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. § 4º .dez). Cláusulas pétreas implícitas: dizem respeito ao contexto da norma. tem que ser reapresentada em nova sessão legislativa (uma sessão legislativa vai de 2. III .com/leonardosakaki | @leosak . Cada mesa tem 1 presidente.com. §1) – em determinadas circunstancias a CF não poderá ser emendada – A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal. a EC é publicada. CF) ⅓ da Câmara de Deputados (171) ou ⅓ do Senado Federal (27). III.Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I . (iii) limitações materiais ou cláusulas pétreas (art. e art. II. 127 – Ministério Público instituição permanente. 2 vices e 4 secretários.br | leonardosakaki@uol.2 Limitações às mudanças (i) limitações circunstanciais (art. 60. III ..a separação dos Poderes. Após a promulgação. Votação da proposta de emenda constitucional (art. 47. art.

Cuidado: se na questão for feita a menção de direitos humanos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 79 É a verificação da compatibilidade vertical que necessariamente deve haver entre a Constituição e as normas infraconstitucionais a ela subordinadas. O que prevalece é a Constituição Federal. (D) a competência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar toda e qualquer ação que pretenda invalidar lei ou ato normativo do Poder Público pode ser delegada a qualquer tribunal. condicionada a delegação a que a decisão seja proferida por este órgão jurisdicional delegado em sessão plenária. A Constituição Estadual ou a Lei Orgânica do Distrito Federal também pode ser tomada como parâmetro. tenha declarado a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo. em decisão definitiva. 60. O ordenamento jurídico é a soma entre a Constituição Federal e as normas infraconstitucionais.uol. Norma estrangeira prevaleceu à Constituição Federal. Lei Orgânica do Município: há controle de legalidade quando comparamos uma lei municipal com a Lei Orgânica do Município. Lei Orgânica do Distrito Federal ou Lei Orgânica do Município.sites. CF – constitucionalização dos Tratados Internacionais dos Direitos Humanos (TIDH).br | leonardosakaki@uol. a) Fundamentos (i) Princípio da supremacia da CF: havendo um conflito de normas infraconstitucionais e a Constituição Federal. Exemplo: prisão civil – Pacto de San José da Costa Rica.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook.com. poderá prevalecer as normas de um tratado internacional de direitos humanos. Constituição Estadual. http://leonardosakaki. 02 (FGV – OAB 2010.com. (ii) Rigidez da CF: art. Observação: ver Súmula Vinculante 25.2) A obrigatoriedade ou necessidade de deliberação plenária dos tribunais. CF (⅗ em 2 turnos nas 2 casas do Congresso Nacional). Resposta: A 49 Inconstitucionalidade Contrariedade à Constituição Federal. (C) somente nas sessões plenárias de julgamento dos Tribunais Superiores é que a matéria relativa a eventual inconstitucionalidade da lei ou ato normativo pode ser decidida. §3. prevalece sempre o texto da CF. 5. no sistema de controle de constitucionalidade brasileiro. (B) a parte legitimamente interessada pode recorrer ao respectivo Tribunal Pleno das decisões dos órgãos fracionários dos Tribunais Federais ou Estaduais que. Não há o que se falar em inconstitucionalidade se houver contrariedade à Lei Orgânica de um Município. §2. significa que: (A) somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Art.

existe um direito assegurado na Constituição. (C) inconstitucional. Resposta: D b) Por omissão: há uma norma constitucional de eficácia limitada que não foi regulamentada. http://leonardosakaki. uma vez que são de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre aumento de remuneração de servidores públicos da administração direta e autárquica estadual. (B) constitucional. porém não é possível exercê-lo em virtude de ausência de regulamentação. uma vez que os projetos de lei de iniciativa dos Deputados Estaduais não se submetem à sanção do Governador do Estado. Se a CF determina mediante lei complementar. ou seja. Cuidado: dependendo do caso concreto. (D) inconstitucional.com.PEC aprovada por ⅗ em 2 turnos nas 2 casas do Congresso Nacional. (iii) violação da espécie normativa. §1.com/leonardosakaki | @leosak . 60. A referida lei é (A) compatível com a Constituição da República. Exemplos: (i) contrariedade da iniciativa (quem pode apresentar projeto. violando o art. pois a sanção do Governador do Estado ao projeto de lei teve o condão de sanar o defeito de iniciativa. sob pena de ofensa à separação de poderes. ou seja.3) Projeto de lei estadual de iniciativa parlamentar concede aumento de remuneração a servidores públicos estaduais da área da saúde e vem a ser convertido em lei após a sanção do Governador do Estado. 10 (FGV – OAB 2010. 61. não posso usar outra espécie normativa. A nulidade pode ser total ou parcial a depender do caso.sites. desde que a Constituição do Estadomembro não reserve à Chefia do Poder Executivo a iniciativa de leis que disponham sobre aumento de remuneração de servidores públicos estaduais. Exemplo: EC instituindo prisão perpétua. . por exemplo) (art. expedir atos para o cumprimento da decisão pelos membros do Ministério Público Federal e dos Estados. Cuidado: a inconstitucionalidade formal gera nulidade total. (ii) contrariedade do sistema de aprovação: art.por ação material: norma infraconstitucional ou ato jurídico contrariando direito da CF. Observação: inconstitucionalidade formal acarreta nulidade total. 60. em que pese o vício de iniciativa.br | leonardosakaki@uol. É a adoção de atos jurídicos que violem as cláusulas pétreas ou direitos materiais constitucionais.uol. incidentalmente.por ação formal: houve violação de um procedimento da CF. caberá (A) ao Procurador-Geral da República. a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal em face da Constituição do Brasil. art. como chefe do Ministério Público da União.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 80 a) Por ação: foi feita uma norma infraconstitucional ou um ato jurídico contrariando a CF.2) Declarando o Supremo Tribunal Federal. 69 – lei complementar é aprovada por maioria absoluta. . CF. §2 . CF). pode haver nulidade total (uma lei que possui só um artigo que é inconstitucional) ou parcial (apenas um artigo de uma lei que possui vários artigos).br | 11 99610348 facebook.com. Cuidado: para buscar a regulamentação é possível a utilização – mandado de injunção (remédio constitucional – controle difuso) ou Adin por omissão (ação do controle concentrado de constitucionalidade). 34 (FGV – OAB 2010. §4.

Remédio constitucional. sucessivo Controle exercido sobre a lei ou ato normativo. desde que a decisão do Supremo Tribunal Federal seja definitiva. Poder legislativo – através da comissão de constituição e justiça. STF/STJ Efeito concreto – resolve o caso do seu cliente. (C) ao Senado Federal suspender a execução da lei. Ação. Poder judiciário faz o controle: http://leonardosakaki. CF.com.sites. b) Controle repressivo. Cuidado: não existe proibição para que o poder judiciário realize o controle preventivo.br | leonardosakaki@uol. 50 Controle de constitucionalidade a) Preventivo.br | 11 99610348 facebook. já existente no ordenamento jurídico. Exemplo: meu cliente vai conseguir se aposentar. o controle é feito sobre o projeto de lei.868/99 – ampliação do prazo de 30 dias por um prazo razoável a critério do STF. mas para tanto deverá ser acionado – projeto de lei federal inconstitucional que viola o processo legislativo – inconstitucionalidade formal – só deputado federal ou senador – mandado de segurança no STF. a posteriori. conforme o caso. Adin por omissão Concentrado. Autor: qualquer pessoa. 103.com. a priori. (D) ao Advogado-Geral da União interpor o recurso cabível para impedir que a União seja compelida a cumprir a referida decisão. STF Dar ciência ou fazer em 30 dias Cuidado: art. total ou parcialmente.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 81 (B) ao Presidente da República editar decreto para tornar inválida a lei no âmbito da administração pública.com/leonardosakaki | @leosak . Lei 9. priorístico Ocorre antes que o ato (particularmente a lei) se aperfeiçoe.Mandado de Injunção x Adin por omissão Mandado de Injunção Difuso. Art. de regra. Resposta: C . 12-H.uol. ou seja. posterior. Feito sobre um projeto de lei Poder executivo – veto por inconstitucionalidade (=veto jurídico).

Tribunal de Justiça. 52. Observação: art.Efeito erga omnes e vinculante. Difuso Caso concreto. Concentrado Lei em tese (abstrato). Exemplos: habeas corpus. Regra: art. CF. ministro. 103. mas tem força de lei. Cuidado: ampliação dos efeitos entre as parte erga omnes (=contra todos) só é possível com uma resolução do Senado nos termos do art. Qualquer magistrado competente trabalhista. mandado de injunção.uol. X. Cuidado: o poder legislativo pode realizar o controle repressivo nas seguintes situações: a câmara dos deputados ou o senado federal podem rejeitar a medida provisória (art. que só o PGR pode entrar. Se for contrário à Lei Orgânica do Distrito Federal. pelo Senado Federal. no prazo de 45 dias contados da publicação. 103.br | leonardosakaki@uol. CF. CF. ambas por igual período.suspender a execução. desem. é o Tribunal de o Supremo Tribunal Federal. Efeitos erga omnes e vinculante. vedada será sua reedição na mesma sessão legislativa. inclusive Supremo Tribunal Federal.com.882/99).sites. Supremo Tribunal Federal. podendo a medida ser prorrogada apenas duas vezes. Se for algo contrário à constituição estadual. V. http://leonardosakaki. (ii) controle concentrado: o autor. 102 a 105 da CF. após.br | 11 99610348 facebook. Efeito entre as partes. amplia. recurso extraordinário. Compete privativamente ao Senado Federal: X . perante qualquer magistrado competente para a causa. (arts. Lei 9. X.com. Quando estadual. 97. será o Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Art. foro é o Suprebargador. 49. Autor: qualquer pessoa. mandado de segurança. salvo Adin Interventiva Federal.com/leonardosakaki | @leosak . Foro: algo contrário à Constituição Federal. são as pessoas do art. em caráter expresso. assinale a afirmativa correta. (C) A não apreciação pela Câmara dos Deputados e. (B) Se a Medida Provisória perder eficácia por decurso de prazo ou. 52. salvo a Adin interventiva federal (só o procurador geral da república). Justiça. for rejeitada pelo Congresso Nacional. 09 (FGV – OAB 2010. resolução do senado que suspende a execução no todo ou em parte lei declarada inconstitucional pelo STF em controle difuso de constitucionalidade – Recurso Extraordinário. Efeitos entre as partes. juiz estadual. O congresso nacional pode sustar os atos do presidente da república que exorbitem o poder regulamentar – art.868/99 e 9. em regra. 52. juiz federal. ção dos efeitos – erga omnes. 62 §5). (A) A sua eficácia dura sessenta dias contados da publicação.Algo contrário à Constituição Federal. inclusive mo Tribunal Federal. de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal. no todo ou em parte.2) Sobre o instrumento jurídico denominado Medida Provisória que não é lei.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 82 (i) controle difuso ou incidental (dentro de um processo): o autor pode ser qualquer pessoa. tem como consequência apenas o sobrestamento da deliberação dos projetos de emenda à Constituição. Inclusive o Supremo Tribunal Federal pode fazer o controle difuso.

Cabe também de emenda constitucional. § 3 . pelo menos 6 dos 11 ministros do STF devem manifestar-se pela inconstitucionalidade.Dicas das ações Art. (A) Instituição ou majoração de impostos. § 1 . V .o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. VII .partido político com representação no Congresso Nacional.o Presidente da República. a par de já aprovado pelo Congresso Nacional.sites. Efeitos: erga omnes (contra todos). citará. . II . Resposta: B 32 (FGV – OAB 2010. Municipal não pode.com/leonardosakaki | @leosak .com. CF Foro: STF. 103.Quando o Supremo Tribunal Federal apreciar a inconstitucionalidade. Quorum de instalação: ⅔ de seus membros. 103.o Procurador-Geral da República.a Mesa do Senado Federal. (B) Abertura de crédito extraordinário. CF) banir do ordenamento jurídico a lei ou o ato normativo estadual ou federal em tese atingidos pelo vício da inconstitucionalidade. Atenção: Lei distrital pode ser objeto de Adin.br | 11 99610348 facebook.3) Assinale a alternativa que contemple matéria para cuja disciplina é vedada a edição de medida provisória. está pendente de sanção ou veto do Presidente da República. 103. VI . em tese. em se tratando de órgão administrativo. ainda que para atendimento a despesas imprevisíveis e urgentes. o Advogado-Geral da União.a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal.uol. ou seja.o Governador de Estado ou do Distrito Federal. Resposta: D Cuidado: haverá a ampliação dos efeitos de entre as partes para a erga omnes. IV.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 83 (D) A edição de Medida Provisória torna prejudicado o projeto de lei que disciplina o mesmo assunto e que. vinculante e ex tunc. IX . IX. (i) Adin genérica: Conceito: (art. será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e.confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. IV . Quorum de aprovação: maioria absoluta.O Procurador-Geral da República deverá ser previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal. http://leonardosakaki.com. (C) Normas gerais de licitações e contratos administrativos. Justificar a propositura da ação – art. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade: I . que defenderá o ato ou texto impugnado. Autor da ação: pessoas listadas no art. VIII . previamente. cabe de medida provisória e cabe de lei distrital que tenha conteúdo estadual. 102. V.Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional. § 2 . III . de norma legal ou ato normativo. I. ou seja. (D) Partidos políticos e direito eleitoral. se tiver conteúdo estadual. 8 ministros.a Mesa da Câmara dos Deputados.br | leonardosakaki@uol. a. para fazê-lo em trinta dias.

Deseja-se que a União faça intervenção no Estado membro ou no Distrito Federal. Violaram princípios constitucionais sensíveis – expresso (art. Ordem: para que o governador do Estado decrete a intervenção no município. Autor: procurador geral de justiça no tribunal de justiça.br | 11 99610348 facebook. Adin interventiva estadual: os Estados intervêm nos municípios – violação de princípio constitucional sensível da constituição estadual.br | leonardosakaki@uol. Foro : TJ. (ii) Adin interventiva federal: Conceito: é uma ação em que peço intervenção federal. Há uma norma constitucional de eficácia limitada não regulamentada. A lei prevê a possibilidade de medida cautelar em Adin por omissão. 12-H da Lei 9.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 84 Atenção: autores especiais ou reservados – tem que ligar à pertinência temática. Adin por omissão: Conceito: uso quando estiver diante de uma inconstitucionalidade por omissão. Pode haver a modulação temporal ou dos efeitos – mudança do efeito ex tunc para ex nunc . Quorum de aprovação: maioria absoluta. justificar a propositura da ação (art. ou seja. Adecon ou ADC: Conceito: há uma lei ou ato normativo federal inconstitucional. Adin interventiva federal: a União vai realizar a intervenção em Estado-Membro ou Distrito Federal – eles violaram princípios constitucionais sensíveis. Autor da ação: art. Autor: pessoas do art. Ação declaratória de constitucionalidade: para propor essa ação só para lei federal inconstitucional e são necessários processos judiciais sobre o tema. Adin interventiva estadual: Conceito: é uma ação em que peço intervenção estadual. IV.868.sites. IX). 34. Deseja-se que o Estado faça intervenção no município.com/leonardosakaki | @leosak . STF vai mandar fazer em 30 dias se a omissão for de um órgão administrativo. Estou pedindo a regulamentação. Só é cabível contra norma de eficácia limitada não regulamentada. ex tunc.relevante interesse público e manifestação de ⅔ do tribunal.com. A União está perdendo. Efeito: erga omnes. vinculante. Exemplo: violação de direitos da pessoa humana. Foro: STF. Ordem: para que o presidente da república decrete a intervenção. Foro: STF. Cuidado: o prazo de 30 dias pode ser ampliado para um prazo razoável a critério do STF. 6 ministros. ou seja. ou seja. Autor da ação é o procurador geral da república. não respeitar a forma republicana. Efeitos: STF vai dar ciência se a omissão for de um poder competente. V. Ler o art.com. 103.uol. ADPF – argüição de descumprimento de preceito fundamental: (iii) (iv) (v) (vi) http://leonardosakaki. 8 ministros. Violaram princípios constitucionais sensíveis à constituição estadual. 103. 103. VII). Quorum de instalação: ⅔ dos membros do STF.

nos termos da lei. 28 (FGV – OAB 2010. 103. em decisão definitiva. Resposta: A Dicas do controle concentrado: (i) Modulação dos efeitos / Modulação temporal: mudança dos efeitos do ex tunc para o ex nunc. (B) mandado de injunção. Julgado pelo STF.com. no sistema de controle de constitucionalidade brasileiro. condicionada a delegação a que a decisão seja proferida por este órgão jurisdicional delegado em sessão plenária. §1. é a(o) (A) ação direta de inconstitucionalidade.3) O Governador de um Estado membro da Federação pretende se insurgir contra lei de seu Estado editada em 1984 que vincula a remuneração de servidores públicos estaduais ao salário mínimo. cuja decisão terá eficácia contra todos e efeito vinculante relativamente aos demais órgãos do Poder Público. A ação constitucional a ser ajuizada pelo Governador do Estado perante o Supremo Tribunal Federal.2) A obrigatoriedade ou necessidade de deliberação plenária dos tribunais.com. (D) mandado de segurança coletivo. Foro: STF. ex tunc. É necessário demonstrar relevante interesse público e a manifestação de ⅔ do tribunal. tenha declarado a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo. É usada quando órgão público violou preceito fundamental.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 85 Conceito: art. http://leonardosakaki.882.br | leonardosakaki@uol. Efeito: erga omnes. estadual ou municipal. Princípio da subsidiariedade: se houver algum mecanismo processual para sanar a lesão. (D) a competência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar toda e qualquer ação que pretenda invalidar lei ou ato normativo do Poder Público pode ser delegada a qualquer tribunal. 102. Resposta: C 02 (FGV – OAB 2010. significa que: (A) somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Os fundamentos de índole material a serem invocados são a ofensa ao princípio federativo e a vedação constitucional de vinculação do salário mínimo para qualquer fim. inclusive anterior à Constituição Federal de 1988. Lei ou ato normativo federal. (C) arguição de descumprimento de preceito fundamental. Lei 9.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak . (ii) Amicus curiae é a admissão da participação de pessoa estranha à causa para contribuir para a solução da lide. vinculante.sites. (iii) o PGR é ouvido previamente nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do STF. não pode ser adotada ADPF.uol. (C) somente nas sessões plenárias de julgamento dos Tribunais Superiores é que a matéria relativa a eventual inconstitucionalidade da lei ou ato normativo pode ser decidida. Autor da ação: art. (B) a parte legitimamente interessada pode recorrer ao respectivo Tribunal Pleno das decisões dos órgãos fracionários dos Tribunais Federais ou Estaduais que.

A CF fala de territórios. Para criar ou extinguir um Estado. Estados-Membros + Distrito Federal + municípios.sites. caracterizada pela união de coletividades públicas dotadas de autonomia político-constitucional. (v) Quorum de aprovação: maioria absoluta. CF. CF União. de autonomia federativa. 18. com a Proclamação da República. aprovação do Congresso Nacional. No Brasil a os entes que compõem a federação são: União. fazendo valer seus direitos e assumindo suas obrigações. (i) União Pessoa jurídica de Direito Público. diante de Estados estrangeiros.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 86 (iv) Quorum de instalação: presença de número mínimo de ministros para dar validade à votação = ⅔. caput. ou seja. Divisão de competências entre os entes federativos. CF. ou seja. 18. A forma de Estado federal foi adotada pelo Brasil em 1889. 7 ministros 51 Federalismo Federalismo: baseia-se na união de coletividades políticas autônomas. (ii) Estados federados São entes detentores de autonomia política e administrativa. ou seja. Refere-se a uma forma de Estado denominada Federação ou Estado Federal. Estados-Membros. Externamente. República Federativa do Brasil Art. Distrito Federal e municípios Territórios federais: art. A criação ou extinção de um Estado se dará por meio de uma lei complementar. 8 ministros. 1. Com capacidade política.uol. (iii) Municípios http://leonardosakaki. CF. Distrito Federal e os municípios. §2. observadas as diretrizes da CF. é necessária a realização de um plebiscito. Art.br | leonardosakaki@uol. divisões político-administrativas que atualmente não existem.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak . exercendo uma parcela da soberania brasileira. Internamente atua como uma das pessoas jurídicas de Direito Público que compõem a Federação. Organização político-administrativa da República Federativa do Brasil Art.com. caput. Estados-Membros. a União exerce a soberania do Estado brasileiro.com. Têm capacidade de elaborar suas próprias Constituições estaduais. 33.

às populações dos municípios envolvidos. VI – Estatuto da Igualdade Racial. dentro do período determinado por lei complementar federal.uol. Tem capacidade de elaborar sua Lei Orgânica e possui capacidade legislativa.sites. Distrito Federal. Tratado internacional de combate ao racismo. 1. O Distrito Federal não pode ser dividido em municípios (não tem eleições municipais). administrativa e judiciária.288/10.com.br | 11 99610348 facebook.com. Lei 12. art. certidões. a) Competência administrativa ou material ou não legislativa É competência gerencial. mediante plebiscito. e dependerá de consulta prévia.com/leonardosakaki | @leosak . O Brasil já foi um Estado confessional ou teocrático – já adotou uma religião – CF/1824.Vedações no federalismo brasileiro Art. Têm capacidade de elaborar sua Lei Orgânica Municipal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 87 São entes detentores de autonomia política e administrativa. 52 Repartição das competências constitucionais Qual ente pode legislar sobre qual assunto. não podendo ser recusados em razão da origem (escrituras.br | leonardosakaki@uol. parágrafo único. apresentados e publicados na forma da lei. 19. entidades filantrópicas. Ações afirmativas são ações realizadas pelo Estado para proteger grupos de pessoas prejudicadas historicamente. Para criar ou extinguir um município deverá ser feita por meio de lei estadual. II – Os documentos públicos gozam de presunção de veracidade. Vedações: I – é o fundamento constitucional para que o Brasil não tenha uma religião oficial. leigo ou não confessional – não pode ter uma religião oficial. por exemplo. ou discriminações positivas. organizacional http://leonardosakaki. III – Entre os entes federativos não podem estabelecer distinções ou preferências entre brasileiros em razão de sua origem (Estados. Estado e religião podem se relacionar para colaboração de interesse público. Cuidado: não confundir com ações afirmativas. entre outros). . Catolicismo como religião oficial. (iv) Distrito Federal Ente detentor de autonomia política e administrativa. Brasil é um país laico. CF. como. após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal. com as mesmas competências legislativas atribuídas aos Estados e aos municípios. ou município).

XIII . a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados. a lavra. e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros. inclusive habitação. XXII . V . de diversões públicas e de programas de rádio e televisão.manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações internacionais. especialmente as secas e as inundações.instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso. por meio de fundo próprio. 21 – só da União (exemplo: emitir moeda) (ii) Competência administrativa comum: art. e de sons e imagens.autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico. d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa.assegurar a defesa nacional. comercialização e utilização de radioisótopos de meia-vida igual ou inferior a duas horas.estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação. fluviais e lacustres. os serviços de telecomunicações.organizar e manter o Poder Judiciário.instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano. bem como as de seguros e de previdência privada. III . f) os portos marítimos. agrícolas e industriais.emitir moeda.br | 11 99610348 facebook. saneamento básico e transportes urbanos. aeroportuária e de fronteiras.planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas. a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais. X . são autorizadas a comercialização e a utilização de radioisótopos para a pesquisa e usos médicos. XIX . o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios. XXV .explorar. EstadosMembros. Compete à União: I .elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social. VII . diretamente ou mediante autorização.com.permitir. o enriquecimento e reprocessamento. VI . XIV . XVIII . 21. o estado de defesa e a intervenção federal.com/leonardosakaki | @leosak . XVII . XXIII . que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente. bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos. concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora.organizar e manter os serviços oficiais de estatística. manter e executar a inspeção do trabalho.executar os serviços de polícia marítima. XVI . XXIV .conceder anistia. Art. geografia. b) sob regime de permissão.uol. em forma associativa. II . VIII .br | leonardosakaki@uol.administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira. Distrito Federal e Município) (exemplo: proteger as pessoas portadoras de deficiência). c) sob regime de permissão. XV . especialmente as de crédito.explorar. XII .exercer a classificação.decretar o estado de sítio. atendidos os seguintes princípios e condições: a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional. a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal. aeroespacial e a infra-estrutura aeroportuária. IX . para efeito indicativo. XX .manter o serviço postal e o correio aéreo nacional. XI . são autorizadas a produção.com. nos termos da lei.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 88 (i) Exclusiva: art.organizar. concessão ou permissão. câmbio e capitalização. nos casos previstos em lei complementar. ou que transponham os limites de Estado ou Território.sites. diretamente ou mediante autorização. em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos. http://leonardosakaki. XXI .explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa. b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água. IV .organizar e manter a polícia civil.declarar a guerra e celebrar a paz. 23 – de todos os entes federativos (União. geologia e cartografia de âmbito nacional. que disporá sobre a organização dos serviços. d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais.estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de garimpagem. c) a navegação aérea.

parágrafo único – da União. (v) Cumulativa: art. Compete à União. CF) (iii) Concorrente: art. 24. 08 (FGV – 2010.Não existindo lei federal.br | 11 99610348 facebook. § 4 . 22.sites. .com/leonardosakaki | @leosak . 5 http://leonardosakaki. 25.br | leonardosakaki@uol.Inexistindo lei federal sobre normas gerais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 89 b) Competência legislativa (i) Exclusiva: art. .com. 24. Resposta: A Art. 245 – tem regras de aplicação – §§1 ao 4.2) Um determinado Estado-membro editou lei estabelecendo disciplina uniforme para a data de vencimento das mensalidades das instituições de ensino sediadas no seu território.A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. . (iv) Local: art.No âmbito da legislação concorrente. (D) somente competirá aos Estados-membros legislar sobre o assunto quando se tratar de mensalidades cobradas por instituições particulares de Ensino Médio. §1 . Os municípios podem legislar sobre competência legislativa concorrente. mas cabe delegação aos Estados mediante lei complementar sobre questões específicas.A lei federal foi feita depois da lei estadual e suspenderá a eficácia desta no que lhe for contrário. §1 dos Estados-Membros. devendo ser considerada como de interesse típico municipal. § 3 . (B) a matéria legislada tem por objeto prestação de serviço educacional. (C) por versar o conteúdo da lei sobre educação. (vi) Competência legislativa residual: art. 147 e 155. . 30. desde que seja no interesse local e suplementando a legislação federal e estadual no que couber (art. no que lhe for contrário. é correto afirmar que: (A) mensalidade escolar versa sobre direito obrigacional. Não é federal! Ver art. aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: § 1 . (ii) Privativa: art.Os Estados podem suplementar a legislação federal por meio de leis estaduais. Examinada a questão à luz da partilha de competência entre os entes federativos. § 2 . I. portanto.A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual. a competência do Estado-membro é concorrente com a da União. logo cabe à União legislar sobre o assunto. (tomar cuidado com o art.com. os Estados legislam plenamente (normas gerais e especiais) para atender suas peculiaridades (dentro do seu território). 21 – só da União. I – dos municípios – exemplo: tempo de fila em banco e funcionamento de estabelecimentos comerciais. não tem empréstimo de competência – exemplo: legislar sobre anistia – crimes políticos. os Estados exercerão a competência legislativa plena. 32. é indelegável. de natureza contratual. 24) – exemplo: município que tem sua economia vinculada à pesca pode legislar sobre tal tema.A União faz normas gerais por meio de leis federais.Distrito Federal – lei distrital pode tratar de matéria estadual e municipal.uol. para atender a suas peculiaridades. a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais.

34 a) de ofício: I. http://leonardosakaki. Etapas: . Procedimento da intervenção federal comum: (i) nos casos "de ofício" e solicitação dos poderes legislativo e executivo coagidos em suas unidades federativas. inclusive por solicitação do Poder Judiciário local coagido – o Presidente da República decreta a intervenção nos termos da decisão judicial (não precisa ouvir os 2 conselhos e não há controle político feito pelo Congresso Nacional). pois existe intervenção estadual.com.br | leonardosakaki@uol. (a) o Presidente da República ouve 2 conselhos (conselho da república e o conselho de defesa nacional) – arts. (b) o Presidente da República decreta a intervenção. (ii) nos casos de requisição judicial. Atenção: hoje não é possível intervenção direta da União nos municípios. (c) haverá controle político feito pelo Congresso Nacional. (c) controle político feito pelo Congresso Nacional. 34 VII. 90 e 91. maremoto). (ii) Grave e iminente instabilidade institucional (do país – no Brasil). Observação: cuidado. III.Classificação doutrinária da intervenção federal comum – art. 2ª parte Intervenção da União nos municípios localizados em territórios federais. (iii) Calamidades de grandes proporções na natureza (exemplos: terremoto. Procedimento: (a) o Presidente da República ouve 2 conselhos (conselho da república e o conselho de defesa nacional) – arts.confirmação do decreto. STJ e TSE podem requisitar. II. 35.com/leonardosakaki | @leosak .uol. 34 Intervenção dos Estados nos Estados ou no Distrito Federal. ver art. STF.br | 11 99610348 facebook. b) Incomum ou anômala – art. V. b) por solicitação dos poderes: IV.arts.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 90 53 Intervenção federal a) Comum – art. 35. 90 e 91.sites. c) por requisição judicial: VI e VII.com. 136 e 140/141 (i) Ameaça à ordem pública e à paz social. 54 Estado de defesa . . Dica de intervenção federal: Adin interventiva violação aos princípios constitucionais sensíveis – art. que se dá por maioria absoluta do Congresso Nacional. (b) o Presidente da República decreta o estado de defesa. pois não existem territórios federais.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 91 .direitos fundamentais que podem ser violados no estado de defesa: direito de reunião. sigilo de comunicações telegráficas e telefônicas. censura. (b) o Presidente da República pede autorização para o Congresso Nacional. Etapas: . é possível. (d) controle político. . 90 e 91. aplicando-se o Código Penal Militar e o Código de Processo Penal Militar.controle político concomitante: ao mesmo tempo – quem faz são os 5 membros da mesa do Congresso Nacional. §1. (ii) em caso de guerra: resposta à agressão armada estrangeira / situação de beligerância entre um país estrangeira. . (c) o Presidente da República decreta o Estado de Sítio.com/leonardosakaki | @leosak . Direitos fundamentais que podem ser violados: art. estado de defesa e estado de sítio (i) São legalidades extraordinárias temporárias.br | leonardosakaki@uol. CF. CF.controle político sucessivo: Presidente da República relata por mensagem ao Congresso Nacional o que ocorreu na vigência do estado de sítio. 30 + 30 + 30… (não há limite).com.sites. podendo ser prorrogado uma vez (30+30). (ii) São criadas por decreto do Presidente da República. 139. . (iii) São limitações circunstanciais às mudanças constitucionais – art. 55 Estado de sítio . inclusive. feito pelo Congresso Nacional. Presidente da República relata por mensagem ao Congresso Nacional o que ocorreu na vigência do estado de defesa.prazo: não mais de 30 dias. Cuidado: é possível. a pena de morte.uol. Dicas: .br | 11 99610348 facebook. Prazo: não tem prazo e não tem limites expressos na Constituição Federal. Dicas – intervenção federal. 137 ao 141 (i) comoção grave de repercussão nacional ou ineficácia do estado de defesa.arts. sigilo de correspondência.controle político sucessivo: no final. Prazo: não mais de 30 dias a cada vez.controle político concomitante: ao mesmo tempo – quem faz são os 5 membros da mesa do Congresso Nacional. 60. inclusive. A autorização se dará por maioria absoluta. http://leonardosakaki. ou seja. Procedimento: (a) o Presidente da República ouve 2 conselhos (conselho da república e o conselho de defesa nacional) – arts.com.

devem ser ouvidos o conselho da República e o conselho de defesa nacional – são órgãos de consulta do Presidente da República – e existe controle político feito pelo Congresso Nacional.Senado: a troca dos senadores é de ⅓ por ⅔. 44 a 75 Estadual Distrital (DF) Municipal Assembleia Legislativa Câmara Legislativa Câmaras Municipais Estados e Dis. números de cargos. A troca dos senadores ocorre a cada 4 anos. salvo a intervenção federal por requisição judicial. 2 vices e 4 secretários.com/leonardosakaki | @leosak . .br | 11 99610348 facebook.No Brasil. Composição: 1 presidente.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 92 (iv) Via de regra.Sistema majoritário simples ou relativa. o sistema proporcional envolve. .com.uol. http://leonardosakaki. Uma EC é promulgada pela mesa da câmara e pela mesa do senado com o respectivo número de ordem.Sistema de lamentares eleição 4 anos Todos Proporcional ⅓ por ⅔ Majoritária simples ou relativo Proporcional Proporcional Proporcional Poder Legislativo Brasileiro arts. . casa revisora e o princípio da primazia legislativa (casa iniciadora pode derrubar as alterações da casa revisora).Perda do mandato de um parlamentar – é declarada pela mesa da respectiva casa. pois os mandatos são intercalados (o final do mandato de ⅓ corresponde a metade do mandato de ⅔ o final do mandato de ⅔ corresponde a metade do mandato de ⅓). . quociente eleitoral (votos que preciso ter para eleger um candidato) e quociente partidário.8 anos trito Federal (27 UF) Povo 4 anos Povo Povo 4 anos 4 anos Todos Todos Todos Dicas do poder legislativo .sites.Só na esfera federal existe casa iniciadora. 56 Poder legislativo Representa Federal Congresso Nacional Câmara dos Deputados Senado Federal (3 senadores x UF = 81) Deputados Estaduais Deputado Distrital Vereador (Edil) Povo Mandato Troca dos Par. Só tem um turno que é realizado no 1 domingo de outubro e ganha a eleição o candidato mais votado.br | leonardosakaki@uol. pois nesse caso não precisa ouvir ninguém (Adin interventiva).Mesas são os órgãos diretivos das casas. votos válidos. .com.

nenhuma Comissão Parlamentar de Inquérito pode: http://leonardosakaki. VI . extinguir cargos públicos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 93 . serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. com atribuições definidas no regimento comum. (B) podem expedir instruções para a execução de leis e editarem medidas provisórias. a proporcionalidade da representação partidária. sendo suas conclusões.uol. II . Comissão de Orçamento etc. a competência do Plenário. (C) somente os brasileiros natos poderão exercer a função. quanto possível. V .com/leonardosakaki | @leosak . 57.Permanentes: Comissão de Constituição e Justiça. podem. planos nacionais. qualquer que seja a infração cometi da. se for o caso.Especiais (assunto) / temporárias (tempo): Comissão Parlamentar de Inquérito. serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas. em conjunto ou separadamente. desde que autorizados. se for o caso. Resposta: A 57 Comissões Parlamentares . na forma do regimento. . 58. regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer. O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias. além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas.solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão. (D) respondem. cuja composição reproduzirá. em razão da matéria de sua competência.1 Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI Art. De acordo com o STF. cabe: I . 04 (FGV – OAB 2010. que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. sendo suas conclusões. §3.As comissões parlamentares de inquérito.sites. reclamações.2) Em relação aos Ministros de Estado. além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas.As comissões parlamentares de inquérito. mediante requerimento de um terço de seus membros. CF §3 . que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa.Os projetos que têm início fora do congresso nacional deve iniciar a votação na câmara dos deputados. a Constituição do Brasil estabelece que: (A) como delegatários do Presidente da República.Durante o recesso. constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação. §3 . eleita por suas Casas na última sessão ordinária do período legislativo.realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil. é assegurada.com. Art. IV .apreciar programas de obras. tanto quanto possível.discutir e votar projeto de lei que dispensar. §1 . mediante requerimento de um terço de seus membros. para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. 58. a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da respectiva Casa. para a apuração de fato determinado e por prazo certo. perante o Superior Tribunal de Justiça.às comissões.br | 11 99610348 facebook.Na constituição das Mesas e de cada Comissão. haverá uma Comissão representativa do Congresso Nacional. para a apuração de fato determinado e por prazo certo. §2 .convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições. §4 . encaminhadas ao Ministério Público. para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.receber petições. III .br | leonardosakaki@uol. em conjunto ou separadamente. encaminhadas ao Ministério Público.com.

com. b) expedir mandado de busca e apreensão.sites.br | leonardosakaki@uol.jul 1. o recesso anterior termina em 31.fev Só no 1 ano da legislatura. 01 (FGV – OAB 2010. Se uma PEC ou MP forem rejeitadas em uma sessão legislativa. Com relação ao sistema constitucional brasileiro. a sessão legislativa começa dia 1.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 94 a) determinar a interceptação telefônica – grampo. se quiserem.fev.br | 11 99610348 facebook. Sessão legislativa ordinária: anual. Só devem ser votados os projetos objetos de convocação. assinale a alternativa correta. parágrafo único. devem solicitar ao juiz criminal da comarca. ou seja. §5. CF. 44. só existe no âmbito Federal e discute assuntos federais.jan.com/leonardosakaki | @leosak .ago a 22.fev a 17. portanto. só podem ser reapresentadas na próxima sessão legislativa – art. 57. CF). §10. Prender em flagrante pode.uol. 60. e art. Sessão legislativa extraordinária: convocações durante o recesso. 57. 58 Funcionamento do Congresso Nacional – art.2 Comissão Parlamentar Mista de Inquérito Formada com a assinatura de ⅓ da Câmara e ⅓ do Senado.2) O Congresso Nacional e suas respectivas Casas se reúnem anualmente para a atividade legislativa. estaduais e distritais podem determinar diretamente aos órgãos desde que o façam fundamentadamente as seguintes quebras: a) sigilo telefônico – extrato das ligações feitas b) sigilo bancário c) sigilo fiscal (Imposto sobre a Renda) As Comissões Parlamentares de Inquérito municipais.dez a 1.com. salvo se existirem MP pendentes de votação. Tais poderes são matérias de reserva jurisdicional. 62.dez Recesso: 18 a 31. (A) Legislatura: o período compreendido entre 2 de fevereiro a 17 de julho e 1º de agosto a 22 de dezembro. Somente a Câmara Legislativa pode julgar questões estaduais e municipais. http://leonardosakaki. Regra: 2. Cuidado: as Comissões Parlamentares de Inquérito federais. CF Legislatura: 4 anos (art. e c) expedir mandado de prisão.jul 23.

uol. §4. finda a proteção. excepcionalmente. b) imunidade formal ou relativa ou propriamente dita É a possibilidade de suspensão da prisão ou processo por maioria absoluta da respectiva casa.com. por exemplo. Findo o mandato. em especial o art. Suspenso o processo e prescrição enquanto durar o mandato. CF. Nos município onde não houver TCM.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak . (C) Sessão conjunta: a reunião da Câmara dos Deputados e do Senado Federal destinada.sites. a) imunidade material ou absoluta ou inviolabilidade Os parlamentares são imunes civil e penalmente por suas opiniões. a conhecer do veto presidencial e sobre ele deliberar. 31. É um órgão de caráter administrativo e não jurisdicional. Deputados e senadores têm essa proteção – só podem ser presos em flagrante de crimes inafiançáveis. 70 ao 75. 29 (FGV – OAB 2010. CF.com. TCM – auxilia a câmara municipal a fiscalizar as contas públicas municipais. Observação: aprovação das contas pelo TC não impede a investigação administrativa ou judicial. inaugurar a sessão legislativa e eleger as respectivas mesas diretoras. Cuidado: não podem ser criados novos tribunais de contas municipais – art. (eles não cometem crimes contra a honra) Todos os parlamentares têm essa proteção nas suas circunscrições.br | leonardosakaki@uol. 53. (D) Sessão extraordinária: a que ocorre por convocação ou do Presidente do Senado Federal ou do Presidente da Câmara dos Deputados ou do Presidente da República e mesmo por requerimento da maioria dos membros de ambas as Casas para. TCU – art. CF. as contas são julgadas pelo TCE. TCE – auxilia a assembléia legislativa a fiscalizar as contas do Estado e Câmaras Municipais na fiscalização das contas públicas municipais onde não houver TCM. Vereador não tem essa proteção. TCDF – auxilia o Distrito Federal a fiscalizar as contas públicas distritais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 95 (B) Sessão legislativa: os quatro anos equivalentes ao mandato dos parlamentares. palavras e votos no exercício da atividade parlamentar. 60 Tribunais de contas Os Tribunais de Contas auxiliam os poderes legislativo na fiscalização das contas públicas pertinentes.3) http://leonardosakaki. Resposta: C 59 Imunidade parlamentar – art. 73 – auxilia o Congresso Nacional na fiscalização das contas públicas federais.

Ver prazo e as proibições (art.com/leonardosakaki | @leosak . (C) Normas gerais de licitações e contratos administrativos.2) Sobre o instrumento jurídico denominado Medida Provisória que não é lei. (B) Abertura de crédito extraordinário. (D) Partidos políticos e direito eleitoral. É competência do Tribunal de Contas da União (A) apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República. (B) Se a Medida Provisória perder eficácia por decurso de prazo ou. a Estado. em decisão dotada de eficácia de título executivo judicial. ajuste ou outros instrumentos congêneres. pelo Senado Federal. Medida Provisória – arts. 60. Resposta: D 61 Espécies normativas Emenda Constitucional – art. Cuidado: as MP que existiam até 11. Não cabe MP sobre matéria de lei complementar. Requisitos: relevância e urgência. ainda que para atendimento a despesas imprevisíveis e urgentes. 32 (FGV – OAB 2010. após. podendo a medida ser prorrogada apenas duas vezes.uol. Dica: a obrigatoriedade do voto não é cláusula pétrea.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 96 O controle externo financeiro da União e das entidades da administração federal direta e indireta é atribuição do Congresso Nacional. (C) aplicar aos responsáveis por ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas multa sancionatória. 62 e Emenda Constitucional 32/01 Só pode ser editada pelo Presidente da República. Cuidado: Não cabe MP sobre direito penal. (A) Instituição ou majoração de impostos. (D) fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União. (A) A sua eficácia dura sessenta dias contados da publicação. vedada será sua reedição na mesma sessão legislativa. (B) sustar contratos administrativos em que seja identificado superfaturamento ou ilegalidade e promover a respectiva ação visando ao ressarcimento do dano causado ao erário.br | 11 99610348 facebook. ambas por igual período. assinale a afirmativa correta. §1). que só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros do Congresso Nacional. processo penal ou processo civil. mediante convênio.com. no prazo de 45 dias contados da publicação. processo penal e processo civil. Resposta: D 09 (FGV – OAB 2010. ao Distrito Federal ou a Município.sites. mas tem força de lei.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki. tem como consequência apenas o sobrestamento da deliberação dos projetos de emenda à Constituição. for rejeitada pelo Congresso Nacional.09. Não pode tratar de direito penal. em caráter expresso.3) Assinale a alternativa que contemple matéria para cuja disciplina é vedada a edição de medida provisória.01 não têm prazo (é como se lei fossem). 62. que o exerce com o auxílio do Tribunal de Contas da União. (C) A não apreciação pela Câmara dos Deputados e. mediante a emissão de parecer prévio.com.

Resposta: B http://leonardosakaki. o veículo legislativo adequado para dispor sobre conflitos de competência entre os entes políticos em matéria tributária é a (A) medida provisória. desde que presente a maioria absoluta dos membros de cada Casa ou de suas Comissões. Todavia.2) Sabe-se a polêmica ainda existente na doutrina constitucionalista pátria no que se refere à eventual hierarquia da Lei Complementar sobre a Lei Ordinária.com. há diferenças entre essas duas espécies normativas que podem até gerar vícios de inconstitucionalidade caso não respeitadas durante o processo legislativo. 68 São editadas pelo Presidente da República que depende de prévia autorização do Congresso Nacional. (C) emenda constitucional. (D) A discussão e votação dos projetos de lei ordinária devem.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 97 (D) A edição de Medida Provisória torna prejudicado o projeto de lei que disciplina o mesmo assunto e que. Resposta: B Lei ordinária (comum) Aprovada por maioria simples (quem estiver presente) ou relativa.3) Conforme a Constituição Federal.sites. Lei complementar – art. 69 Aprovada por maioria absoluta (levo em conta o total de membros). (C) As matérias reservadas à Lei Complementar não serão objeto de delegação do Congresso ao Presidente da República. Exige-se a especificidade de matéria – se a Constituição Federal determina mediante Lei Complementar não posso utilizar outra espécie e normativa. 84 (FGV – OAB 2010. 06 (FGV – OAB 2010. enquanto a lei ordinária é aprovada por maioria simples dos membros presentes à sessão. Resolução Câmara dos Deputados (art. 49 Só o Congresso Nacional pode criar – nas matérias de sua competência. Senado Federal (art.br | 11 99610348 facebook. 52) ou Congresso Nacional (só quando a CF determina). o regramento de todo o resíduo competirá à lei ordinária.com/leonardosakaki | @leosak . Decreto legislativo – art. Resposta: D Lei delegada – art.uol. assinale a afirmativa incorreta. está pendente de sanção ou veto do Presidente da República. A partir do fragmento acima. (D) lei ordinária. (B) As matérias que devem ser regradas por Lei Complementar encontram-se taxativamente indicadas no texto constitucional e. (B) lei complementar. 51).com. ter início na Câmara dos Deputados.br | leonardosakaki@uol. a par de já aprovado pelo Congresso Nacional. obrigatoriamente. desde que não seja assunto específico de normatização por decreto legislativo ou resolução. (A) A Lei Complementar exige aprovação por maioria absoluta.

Ganha a eleição o candidato que conseguir a maioria absoluta dos votos válidos (total – brancos e nulos).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 98 62 Poder executivo – arts.majoritário.000 eleitores .com. Só o presidente e o vice-presidente são cargos eletivos privativos de brasileiro nato. 616. 81.com/leonardosakaki | @leosak . Os demais apenas interinamente. ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos. Posse: 1 janeiro . A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados. 2 anos 2 anos Haverá eleição direta em até 90 dias da última va.com.sites. CF.br | 11 99610348 facebook. Só deve ser usado se não houver nem presidente e nem vice-presidente definitivamente.uol. Vai ser eleito um novo presidente e um novo cional em até 30 dias da última vaga.Haverá eleição indireta feita pelo Congresso Naga. CF): Presidente – Vice – Presidente da Congresso Nacional – Presidente do Senado – Presidente do STF Vice: assume o cargo definitivamente ou interinamente (temporariamente). 76 a 91 Mandato Presidente 4 anos da República + Vice Sistema de eleição Majoritário absoluto Esfera federal Pode ter 1 ou 2 turnos 1 turno: 1 domingo de outubro. O mandato do poder executivo é de 4 anos. de eleição. ao Presidente da República. Esfera estadual Esfera distrital Esfera municipal Governador 4 anos + Vice Governador 4 anos + Vice Prefeito + 4 anos Vice Majoritário absoluto Majoritário absoluto Municípios com até e inclu. 1 turno: último domingo de outubro. aos Tribunais Superiores.ma.São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: http://leonardosakaki. 6 Art. do Senado Federal ou do Congresso Nacional. 80. Será eleito vice para completar o mandato. na forma e nos casos previstos nesta Constituição. § 1 . ao Supremo Tribunal Federal.000 eleitores . Ordem de sucessão presidencial (art. Municípios com mais de 200. Iniciativa reservada do presidente: art.Majoritário simples: ganha a eleição o sive 200. sendo possível 1 reeleição para o período subseqüente.candidato mais votado e só tem 1 turno joritário simples ou relativo. 61. Art. um novo presidente e um novo vice para completar o mandato.tolerância de 10 dias.br | leonardosakaki@uol.

IV .(Redação dada pela Emenda Constitucional n 18. Parágrafo único. II . mas não pode ser votado. reforma e transferência de militares para a inatividade. estabilidade.br | leonardosakaki@uol.o cumprimento das leis e das decisões judiciais. de 1998) § 2 . 84. II . bem como normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados.a lei orçamentária. promoções. VI (Redação dada pela Emenda Constitucional n 32. seu regime jurídico. b) organização administrativa e judiciária.uol. estabilidade e aposentadoria de civis. especialmente.a probidade na administração. c) servidores públicos da União e Territórios. 7 http://leonardosakaki.com. 86. de 1998) d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União.sites. e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública. individuais e sociais. seu regime jurídico. no mínimo. provimento de cargos..(Incluída pela Emenda Constitucional n 18. Esses crimes serão definidos em lei especial. c) servidores públicos da União e Territórios. com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. 85. funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 99 Crime de responsabilidade: art. VII . remuneração. VI .fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas. Trata-se de um ilícito político-administrativo. V . um por cento do eleitorado nacional. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e. CF. de 2001) f) militares das Forças Armadas.o livre exercício do Poder Legislativo. serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios.a existência da União. 2 fases: (i) juízo de admissibilidade ou acusação: câmara dos deputados ⅔ (=maioria qualificada) dos membros (ii) julgamento: senado federal por ⅔ dos membros Punição: Perde o cargo e fica inabilitado por 8 anos para as funções públicas. reforma e transferência para a reserva. Art. 85 .br | 11 99610348 facebook. seu regime jurídico. I .disponham sobre: a) criação de cargos. do Distrito Federal e dos Territórios. do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação.o exercício dos direitos políticos. distribuído pelo menos por cinco Estados. provimento de cargos. Ele pode continuar votando. contra: I . 63 Impeachment Art. que estabelecerá as normas de processo e julgamento.com. 857. Crime de responsabilidade: art. III .a segurança interna do País. CF. matéria tributária e orçamentária. do Poder Judiciário.com/leonardosakaki | @leosak .A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por. observado o disposto no art. estabilidade e aposentadoria. provimento de cargos.

salvo se houver interesse público e maioria absoluta do tribunal ou do CNJ. ou seja. efeito vinculante. 97 trata de reserva de plenário que foi confirmada e estabelecida na Súmula Vinculante 10.magistrado que ingressa pelo quinto constitucional (art. http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. habeas corpus II – ROC (Recurso Ordinário Constitucional) III . Aquisição: . habeas corpus II – ROC (Recurso Ordinário Constitucional) III – Resp Garantias constitucionais dos magistrados (art. CF). 3). nas esferas federal. Só perderá o cargo se contra ele houver uma sentença condenatória com trânsito em julgado.br | leonardosakaki@uol. OAB encaminha uma lista sêxtupla para o tribunal e este encaminha uma lista tríplice para o chefe do poder executivo. 102 a 105 e 109. 105 – STJ I. Ler as Súmulas Vinculantes 10.magistrado concursado após 2 anos de efetivo exercício (a partir da posse). 13. e Lei 11. Súmula vinculante – ler art. . 14 e 25. Todo o poder judiciário e a administração pública direta e indireta.RE (ii) Art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 100 64 Poder judiciário – arts.com/leonardosakaki | @leosak . 94. Para os TJs cabe ao governador nomear e para os TRFs. TRTs e TSTs cabe ao Presidente da República nomear. 8 ministros. ⅕ dos TRFs e TJs são compostos pela Advocacia e Ministério Público. CF Ler: arts.com. (ii) inamobilidade: os magistrados não podem ser removidos contra a vontade.com. 97. Reserva de plenário Art. A EC 45 trouxe o quinto constitucional para os TRTs e TSTs. CF): (i) vitaliciedade: proteção vinculado ao cargo do magistrado.originária – mandado de segurança.sites. que escolherá um. 102 – STF I.417/06 (pelo menos o art. 11. CF. 92 a 126. 93 a 95. Um tribunal ao declarar a inconstitucionalidade de uma lei ou um ato normativo do poder público deve se manifestar por maioria absoluta dos seus membros. estadual e municipal.originária – mandado de segurança.uol. 103-A. Só o STF reiteradas decisões em matéria constitucional manifestação de ⅔ do STJ. na data da posse já tem a vitaliciedade. (i) Art. 95.

2) A respeito do Conselho Nacional de Justiça é correto afirmar que: (A) é órgão integrante do Poder Judiciário com competência administrativa e jurisdicional.pagamento de pensões ou indenizações.com.sites. Resposta: C 65 Súmula vinculante na CF (art. órgão que integra o Poder Judiciário. Manifestação de ⅔ do STF (8 ministros). que apresenta uma INCORREÇÃO. (B) Não cabe ao CNJ. 103-A.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol. (A) O CNJ. Assinale a alternativa em que se indique o ERRO na afirmação acima.com. Reiteradas decisões em matéria constitucional. atua apenas mediante provocação. de ofício ou mediante provocação. Nos demais casos. Resposta: B 33 (FGV – OAB 2010. zelar pela observância dos princípios que regem a administração pública e julgar os magistrados em caso de crime de abuso de autoridade. de ofício ou mediante provocação.417/06) Ler as súmulas: 10: reserva de plenário.3) Leia com atenção a afirmação a seguir. aumentar alíquota de IR. (C) seus atos sujeitam-se ao controle do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. para rever. 07 (FGV – OAB 2010. zelar por princípios relativos à Administração Pública. (B) pode rever. Exemplo: teto do funcionalismo público. CF e lei 11. os processos disciplinares de juízes e membros de tribunais (se tiverem sido julgados há menos de um ano). (C) O CNJ não pode julgar magistrados por crime de abuso de autoridade. 11: uso de algemas. cabe reclamação no STF. (D) a presidência é exercida pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal que o integra e que exerce o direito de voto em todas as deliberações submeti das àquele órgão. o poder legislativo em sua função típica não precisa obedecer à súmula vinculante na sua função típica. Só o STF faz. De acordo com o STF. 25: depositário infiel.uol. descumprida a súmula vinculante.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 101 (iii) irredutibilidade dos subsídios: os valores recebidos pelos magistrados não podem ser reduzidos. entre outras. Efeito vinculante – deve obedecer: todo o poder judiciário.com/leonardosakaki | @leosak . sendo órgão do Poder Judiciário. não podendo atuar de ofício. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem competência. salvo imposição constitucional e legal. 14: acesso do advogado aos autos de investigação do cliente. os processos disciplinares de juízes e membros de Tribunais julgados há menos de um ano. toda administração pública direta e indireta nas esferas federal. (D) O CNJ pode rever processos disciplinares de juízes julgados a qualquer tempo.2) http://leonardosakaki. estadual e municipal. 03 (FGV – OAB 2010.

CF. Pode ser por meio de ligação telefônica.br | leonardosakaki@uol.com/leonardosakaki | @leosak . (iii) mandado de segurança.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 102 Em relação à inovação da ordem constitucional que instituiu a nominada Súmula Vinculante. (B) podem ser canceladas. Direito de reclamar de algo que existe de errado que existe no Estado. CF. LXVIII. 647 a 667. CPP. Exemplo: ameaçar prender alguém por um tipo penal que não existe. Natureza jurídica: é uma ação penal de natureza constitucional.2 Habeas corpus LXVIII .conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. e arts. Protege o direito de ir e vir (locomoção). (D) desde que haja reiteradas decisões sobre matéria constitucional. (v) habeas data. Resposta: C 66 Remédios constitucionais Os remédios constitucionais são mecanismos para reestabelecer direitos (previstos na CF) que foram violados. de ofício ou por provocação. mas vedada a mera revisão. Pede-se um "salvo conduto" para o juiz (decisão judicial). o Supremo Tribunal Federal poderá. ou seja. é correto afirmar que: (A) somente os Tribunais Superiores podem editá-la. antes da prisão etc. a. Protege o direito de ir e vir – direito de locomoção. carta. por ilegalidade ou abuso de poder. (vi) ação popular.com. Art. 5. Não precisa de advogado e é possível a liminar mesmo não havendo previsão legal. XXXIV. (ii) habeas corpus. aprovar a Súmula mediante decisão da maioria absoluta de seus membros.sites. São meios postos à disposição dos indivíduos e dos cidadãos para provocar a intervenção das autoridades competentes visando corrigir ilegalidade ou abuso de poder em prejuízo de direitos e interesses individuais. 66.uol. (C) a proposta para edição da Súmula pode ser provocada pelos legitimados para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade. Tem caráter administrativo. Não tem formalismos e não precisa de advogado. 5. (iv) mandado de injunção.com. Ameaça. antes da instauração de inquérito. http://leonardosakaki. São considerados remédios constitucionais: (i) direito de petição.1 Direito de petição Art.br | 11 99610348 facebook. Habeas corpus preventivo é aquele que é usado antes do ato constritivo. 66. e-mail etc.

constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público.3 Habeas data LXXII . Pede-se o alvará de soltura. http://leonardosakaki. art. mas a pessoa não foi presa ainda.conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo. e Lei 12. pede-se o contra mandado. CF. Ter acesso e retificar dados ou informações do impetrante que estão em um órgão público ou de caráter público. preciso esgotar a via administrativa. mesmo não havendo previsão legal.uol. Exemplo: em um concurso público consta no edital que quem for natural daquele Estado terá uma pontuação diferenciada. Cuidado: atentar para a previsão do direito a ser protegido no estatuto da instituição. CF. Tem por finalidade proteger a esfera íntima dos indivíduos (pessoas físicas ou jurídicas).com. Antes de impetrar. quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. Serasa. Exemplo: o cliente está preso além do tempo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 103 Habeas corpus repressivo ou liberatório é quando o indivíduo está preso ilegalmente.com/leonardosakaki | @leosak . Não é caso nem de habeas corpus nem habeas data.016/09. Nesse caso há contrariedade ao art. LXX. judicial ou administrativo.com. 5 LXIX. Ou. 66. Só é possível uma produção de prova – entregar documento que está com a autoridade co-autora. Protege direito líquido e certo – aquele que se comprova documentalmente ou com o simples texto da CF e da lei – não há prova testemunhal e nem pericial. ou seja. b) para a retificação de dados.br | leonardosakaki@uol. LXXII. III. É possível liminar. 21.016/09. Neste caso.sites. Precisa de advogado. quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso. 5. 19. não amparado por "habeascorpus" ou "habeas-data". LXIX . 66. É corporativo – apenas certo grupo de pessoas pode se utilizar dele exemplo: partido político com representação no Congresso Nacional. quando existe mandado de prisão em aberto – juiz expediu. e a Lei 12.4 Mandado de segurança individual Art. CF. Abuso cometido por uma autoridade pública ou alguém investido de tal autoridade. Considera-se de caráter público todo registro ou banco de dados contendo informações que sejam ou possam ser transmitidas a terceiros ou que não sejam de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações. a revogação da prisão.conceder-se-á "habeas-data": a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante. 5.br | 11 99610348 facebook.5 Mandado de segurança coletivo Art. Art. possibilitando a obtenção e a retificação de dados e informações constantes de entidades governamentais ou de caráter público. Exemplo: SPC. 66.

de forma que os efeitos da coisa julgada beneficiam o impetrante individual.sites. em defesa de direitos líquidos e certos da totalidade. na defesa de seus interesses legítimos relativos a seus integrantes ou à finalidade partidária. Falta de norma regulamentadora de qualquer direito ou liberdade constitucional. (B) no mandado de segurança coletivo.uol. de natureza indivisível. os transindividuais. de que seja titular grupo ou categoria de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica básica.6 Mandado de injunção LXXI . (C) o mandado de segurança coletivo pode ser utilizado na defesa de direitos difusos. assim entendidos. http://leonardosakaki. a sentença fará coisa julgada limitadamente aos membros do grupo substituído pelo impetrante.br | 11 99610348 facebook. Art.com. para efeito desta Lei. Inconstitucionalidade por omissão.com/leonardosakaki | @leosak . Os direitos protegidos pelo mandado de segurança coletivo podem ser: I . qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou tiver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade. ou por organização sindical. (B) a sentença de procedência produz efeitos erga omnes. 1 (um) ano. à soberania e à cidadania. 5º. previsto no art.016/09. dos seus membros ou associados. II . para efeito desta Lei. os decorrentes de origem comum e da atividade ou situação específica da totalidade ou de parte dos associados ou membros do impetrante. O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político com representação no Congresso Nacional. 5. (D) o mandado de segurança coletivo induz litispendência para as ações individuais que tenham o mesmo objeto. Existe uma norma constitucional de eficácia limitada ainda não regulamentada impedindo o exercício de um direito em caso concreto. que não estejam amparados por habeas corpus ou habeas data.coletivos. foi regulamentado pelos artigos 21 e 22 da Lei Federal n. Parágrafo único. sempre que. autorização especial. CF.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 104 Art. dispensada. individuais ou coletivos.br | leonardosakaki@uol. não limitando seus efeitos aos membros da categoria substituídos pelo impetrante.conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. (C) não induz litispendência para as ações individuais. ou de parte. para tanto. na forma dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades.3) O mandado de segurança é um importante instrumento de proteção a direitos líquidos e certos. (D) a interposição de embargos infringentes é admitida para fins de exercício da ampla defesa. 21. substituídos pelo impetrante.individuais homogêneos. pelo menos. Acerca do mandado de segurança coletivo.2) O Mandado de Segurança Coletivo. LXXI. ainda que não requeira a desistência de seu mandado de segurança. assim entendidos. entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há. 12. 21 (FGV – OAB 2010. ilegalmente ou com abuso de poder.com. 66. Resposta: A 36 (FGV – OAB 2010. Acerca desta garanti a constitucional é correto afirmar que: (A) qualquer cidadão tem legitimidade para impetrar o mandado de segurança coletivo. inciso LXX da Constituição da República. é correto afirmar que (A) pode ser impetrado em defesa de direitos líquidos e certos que pertençam a apenas parte dos membros de uma categoria ou associação.

Exemplo: meu cliente vai conseguir se aposentar. LXXIII.sites. mas pode assumir o andamento e dar execução da decisão.br | leonardosakaki@uol. 5. Não faz coisa julgada a ação popular por falta de provas. (Incluído pela Lei nº 12. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. com observância do disposto no art. 12-H.063. Autor: qualquer pessoa. isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e. CF.063. 22. (Incluído pela Lei nº 12. Declarada a inconstitucionalidade por omissão. Art. O Ministério Público não pode propor tal ação.com. em se tratando de órgão administrativo. meio ambiente e moralidade administrativa. Não tem foro de prerrogativa de função na ação popular. Art. 66. ou em prazo razoável a ser estipulado excepcionalmente pelo Tribunal. o Ministério Público irá assumir a ação. Autor: Art. salvo comprovada má-fé. quando cai.com/leonardosakaki | @leosak . 103. CF.717/65. outro poderá assumir – não havendo cidadão interessado. tem a ver com patrimônio público.7 Ação popular LXXIII . http://leonardosakaki. Remédio constitucional. de 2009). será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias.com. e Lei 4. § 2o Aplica-se à decisão da ação direta de inconstitucionalidade por omissão.qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. de 2009). §2. à moralidade administrativa. § 1o Em caso de omissão imputável a órgão administrativo. para fazêlo em trinta dias. (Incluído pela Lei nº 12. Só cidadão pode propor. Adin por omissão Concentrado. de 2009). as providências deverão ser adotadas no prazo de 30 (trinta) dias. tendo em vista as circunstâncias específicas do caso e o interesse público envolvido. no que couber. Art. Ação. Normalmente. Se um cidadão abandonar a ação. Proteger patrimônio público histórico e cultural.063. o disposto no Capítulo IV desta Lei.br | 11 99610348 facebook. 103.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 105 Mandado de Injunção Difuso. Cuidado: art. Foro: STF Dar ciência ou fazer em 30 dias. Não tem foro de prerrogativa de função em ação popular.uol. Foro: STF/STJ Efeito concreto – resolve o caso do seu cliente. ficando o autor. 12-H. Lei 9.868/99 – ampliação do prazo de 30 dias por um prazo razoável a critério do STF. CF: Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional.

TPI (Tribunal Penal Internacional) Entrega tem a ver com TPI. é correto afirmar que (A) só se forma coisa julgada em ações populares julgadas procedentes. CF. Brasileiro nato não pode ser extraditado. limitados às partes do processo. Brasil DEVE entregar brasileiro nato ou naturalizado ou estrangeiro ao TPI.com. 129. (C) produz efeitos erga omnes. Cidadão não pode propor. ainda que de pais estrangeiros.uol. Art.3) A ação popular é um importante instrumento para a promoção da tutela coletiva de direitos. III. coletivo ou individual homogêneo. em todos os casos de improcedência. http://leonardosakaki.8 Ação civil pública Art. Art. Acerca da coisa julgada formada pelas sentenças de mérito proferidas em tais ações.347/85). (B) a produção de efeitos erga omnes não ocorre se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas. União etc. Brasileiro adquiriu outra nacionalidade. A nacionalidade pode ser reestabelecida por decreto do Ministro da Justiça. LI e LII. CF. Cuidado. São brasileiros: I .natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil. Cidadão não pode propor. e Lei 7. 5. (art. Resposta: B 66. Autor: Ministério Público. como regra. 129. 12. (D) produz. após a aplicação do duplo grau de jurisdição. Volta para o Brasil e quer a nacionalidade brasileira de volta. 19 (FGV – OAB 2010. efeitos inter partes. 12 e 13 É o vínculo jurídico-político que une um indivíduo a um Estado. ficando seus efeitos. 12. Protege qualquer interesse difuso.sites.347/85. Ver o art. Defensoria Pública. Não pode ser usada em controle de constitucionalidade cujo principal objeto seja esse.com/leonardosakaki | @leosak . cabendo aos interessados em se beneficiarem de eventual procedência na ação requererem sua habilitação até a prolação da sentença. 5 da lei.Ação civil pública (ACP): art.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 106 .br | leonardosakaki@uol. 5 da Lei 7. III. desde que estes não estejam a serviço de seu país. 67 Nacionalidade – art.br | 11 99610348 facebook. I – Nato Ler alínea c com a Emenda Constitucional 54/07 §3: cargos privativos de brasileiro nato §4: perda da nacionalidade – Cuidado: tanto brasileiro nato quanto naturalizado podem perder a nacionalidade. CF. Observação: cuidado com art. exclusivamente nos casos de procedência meritória. medida que tem por objetivo preservar os interesses da Fazenda Pública eventualmente condenada.

uol.A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados.tiver cancelada sua naturalização. § 1º . serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro. VI .com.Aos portugueses com residência permanente no País. Analfabeto pode votar. em qualquer tempo. III . pela nacionalidade brasileira. VII . § 2º . residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal. Se livrar de impedimento para uma candidatura – renúncia. por sentença judicial. (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3. pela norma estrangeira. Titulares do poder executivo para concorrerem cargos diferentes do que ocupam devem renunciar 6 meses antes. 68 Direitos políticos – art. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional.de Presidente e Vice-Presidente da República.de Ministro de Estado da Defesa(Incluído pela Emenda Constitucional nº 23. desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil. CF São inalistáveis e inelegíveis: estrangeiros e conscritos (homem na época do serviço militar obrigatório. Desincompatibilização: art. § 2º . b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade. V .br | leonardosakaki@uol. mas não pode ser votado. o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios. Não vota e não é votado). IV . 14 e 17. §6.de oficial das Forças Armadas. 13. o hino.de Ministro do Supremo Tribunal Federal.adquirir outra nacionalidade.naturalizados: a) os que. § 3º .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 107 b) os nascidos no estrangeiro.Os Estados. se houver reciprocidade em favor de brasileiros. como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil. de 1994) b) de imposição de naturalização. http://leonardosakaki.com. de 1999) § 4º . desde que requeiram a nacionalidade brasileira.São privativos de brasileiro nato os cargos: I . depois de atingida a maioridade. maior de 70 anos e os analfabetos. salvo no casos: a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. ao brasileiro residente em estado estrangeiro. II . Voto facultativo: maior de 16 e menor de 18. de pai brasileiro ou mãe brasileira. exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral.da carreira diplomática. adquiram a nacionalidade brasileira.de Presidente do Senado Federal.Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I .de Presidente da Câmara dos Deputados.com/leonardosakaki | @leosak . salvo nos casos previstos nesta Constituição. salvo os casos previstos nesta Constituição. c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira. II .São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira. na forma da lei. 14. (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3. as armas e o selo nacionais. § 1º . Para a reeleição não precisa haver a desincompatibilização. de 1994) Art.sites.br | 11 99610348 facebook. desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem. II .

São inelegíveis. os conscritos. os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.com. do Distrito Federal. ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subsequente. Art. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto. III . a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato.o domicílio eleitoral na circunscrição. até o segundo grau ou por adoção. § 1º . salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.br | 11 99610348 facebook. no ato da diplomação.se contar menos de dez anos de serviço. Perda dos direitos políticos: preso pode votar. http://leonardosakaki. o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins.br | leonardosakaki@uol. com valor igual para todos. cargo ou emprego na administração direta ou indireta.o pleno exercício dos direitos políticos. e.O alistamento eleitoral e o voto são: I .O Presidente da República.a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador.O militar alistável é elegível. passará automaticamente.o alistamento eleitoral. § 4º . mediante: I . se eleito. no território de jurisdição do titular. 14. Prefeito. II . nos termos da lei. b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal.obrigatórios para os maiores de dezoito anos. para a inatividade.Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação. § 7º . deverá afastar-se da atividade. o Presidente da República. 14.se contar mais de dez anos de serviço.plebiscito. de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito. V . durante o período do serviço militar obrigatório. § 5º . na forma da lei: I .São condições de elegibilidade.Para concorrerem a outros cargos.a nacionalidade brasileira. atendidas as seguintes condições: I . salvo se a prisão for decorrente de uma sentença condenatória com trânsito em julgado. os Governadores de Estado e do Distrito Federal. Vice-Prefeito e juiz de paz. § 8º .São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos. do Presidente da República. III .Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e.uol.a filiação partidária.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 108 Inelegibilidade reflexa: art.iniciativa popular.com. VI . b) os maiores de setenta anos.referendo. d) dezoito anos para Vereador.facultativos para: a) os analfabetos. II . § 2º . II . c) vinte e um anos para Deputado Federal. IV . § 3º . a fim de proteger a probidade administrativa. de Governador de Estado ou Território.sites. § 6º . II . §7. e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função. Impedimento para uma candidatura por relação de parentesco. § 9º .com/leonardosakaki | @leosak . Deputado Estadual ou Distrital. os Prefeitos e quem os houver sucedido. será agregado pela autoridade superior e. c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.

IV .incapacidade civil absoluta. sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional.com. § 3º . III . É livre a criação.O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação. corrupção ou fraude. VIII.Os partidos políticos.br | leonardosakaki@uol. não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. 17.sites. estadual.É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna. distrital ou municipal.Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão. nos termos do art. 16. II .br | 11 99610348 facebook. após adquirirem personalidade jurídica.proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes.funcionamento parlamentar de acordo com a lei. na forma da lei civil. se temerária ou de manifesta má-fé. o pluripartidarismo.A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça. os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: I . na forma da lei. devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária. resguardados a soberania nacional. na forma da lei. instruída a ação com provas de abuso do poder econômico. III . § 4º .caráter nacional. http://leonardosakaki.recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa. respondendo o autor. § 2º . II .com. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação.cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado. organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais. V . Art. o regime democrático. 37. incorporação e extinção de partidos políticos. fusão. registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral. 15.com/leonardosakaki | @leosak .uol.condenação criminal transitada em julgado. IV . cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: I .improbidade administrativa.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 109 § 10 . enquanto durarem seus efeitos. 5º. Art. Art. É vedada a cassação de direitos políticos.É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar. § 1º . § 11 .prestação de contas à Justiça Eleitoral. § 4º. nos termos do art.

(D) lei ordinária. conselhos de classe.sites.br | 11 99610348 facebook. não cria tributos. 145 a 162 CTN: a partir do art. ou seja. 96 70 Sistema Tributário Nacional – Constituição Federal Competência tributária: competência para instituir tributos.1 Características Competência tributária Capacidade tributária ativa Competência tributária é aptidão para criar o tributo. 72 Competência para legislar – competência tributária Poder outorgado pela CF para legislar e instituir o tributo. tributo.br | leonardosakaki@uol. dos Estados e do Distrito Federal sobre direito tributário. Fiscalizar e arrecadar tributo.uol.com/leonardosakaki | @leosak .com. Capacidade tributária ativa é aptidão para cobrar o Legislar. o veículo legislativo adequado para dispor sobre conflitos de competência entre os entes políticos em matéria tributária é a (A) medida provisória. (C) emenda constitucional. A competência para legislar sobre direito tributário é concorrente. 71 Conceito de Direito tributário Direito tributário é o ramo do direito público que estuda princípios e normas reguladores das atividades de criação (poder legislativo). O estudo da destinação do dinheiro arrecadado pelo fisco não cabe ao direito tributário. Limitações ao poder de tributar – princípios tributários e imunidades tributárias. Exemplo: sindicatos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 110 DIREITO TRIBUTÁRIO 69 Legislação básica CF: arts. cobrança (poder executivo) e fiscalização de tributos (poder executivo). Resposta: B 72. existem leis da União. cabe à União editar as normas gerais.3) Conforme a Constituição Federal. A CF apenas outorga a competência tributária a algumas pessoas. (B) lei complementar. Sempre quando um tema é concorrente. Indelegável – pacto federativo. Pode ser delegado – parafiscalidade. mas para o direito financeiro.com. 84 (FGV – OAB 2010. A parafiscalidade sempre ohttp://leonardosakaki.

sites.2 Tipos de competência tributária Espécies tributárias: a) Impostos b) Taxas c) Contribuições de melhorias d) Empréstimos compulsórios e) Contribuições especiais Competência tributária . 155. http://leonardosakaki. **onerosa. fazer lei e instituir impostos municipais. (ii) Privatividade. CF) IR ICMS* IPTU II IPVA ISS IE Imposto de Transmissão Causa Imposto de Transmissão de Bens IOF*** Mortis e Doação (ITCMD) Imóveis (ITBI)** IPI ITR IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas) *diferença ISS e ICMS – ICMS: serviço de comunicação e serviço de transporte (intermunicipal. CF – competência cumulativa – Distrito Federal: institui tributos estaduais e. CF – impostos municipais.com/leonardosakaki | @leosak . Federais Estatais (art. aplicações financeiras (títulos de crédito e valores mobiliários).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 111 corre por meio de lei.br | 11 99610348 facebook. Art.com. também. 147.uol. inter vivos. (vi) Inampliabilidade. câmbio. 156. (iv) Irrenunciabilidade. os demais serviços são ISS.br | leonardosakaki@uol. (iii) Facultatividade. Constituição entregou privativamente para cada ente um conjunto de imposto a ser instituído. 72.com. ***operações de crédito. 156. Art. (v) Incaducabilidade. CF) Municipais (art. apenas.Privativa/Exclusiva: imposto. Competência tributária (i) Indelegabilidade. interestadual). Os bancos são auxiliares arrecadatórios quando recebem os tributos e repassam ao órgão público – não receberam capacidade ativa. Pode ser delegada a uma outra pessoa de direito público. seguro.

. se o Território não for dividido em Municípios. (iii) não constitui sanção por ato ilícito: no Brasil o tributo nunca tem caráter punitivo.Comum: art. 3. ao Distrito Federal cabem os impostos municipais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 112 Art.uol. nunca uma obrigação de fazer ou de não fazer. II e III.com. CF. CTN O tributo é: (i) obrigação legal: sempre surge da lei.br | 11 99610348 facebook. como regra.sites.com. 145. cumulativamente. (ii) prestação pecuniária (em moeda): o tributo é sempre uma obrigação de dar (uma quantia em dinheiro ao Estado). Tributo é diferente de multa – o tributo surge sempre de um ato lícito (fato gerador). Competem à União. A criação. . Calamidade pública ou investimento público. Exemplo: a cláusula do contrato de locação que "transfere" ao inquilino o dever de pagar o IPTU não se aplica ao direito tributário (as convenções particulares não podem ser opostas à Fazenda Pública). nunca surge do contrato. (iv) obrigação compulsória: o pagamento é obrigatório e não facultativo. compete à União. 73 Conceito de tributo – art. a multa surge da prática de ato ilícito (infração).1 Princípio da legalidade Criação Aumento Redução Extinção de tributos sempre dependem de lei. . instituir taxas e contribuições de melhoria.Extraordinária: competência para instituir o IEG – art. (v) cobrado por atividade plenamente vinculada: o lançamento é vinculado. redução e extinção de tributos sempre dependem de lei. 147. os impostos municipais. II. Exclusiva da União. Essa lei. aumento. 74. CF. O direito tributário é disciplinado por leis ordinárias. em Território Federal.Especial: empréstimo compulsório – art. Casos raros em que o tributo só pode ser criado por http://leonardosakaki. Estados. 154. 74 Princípios do Direito Tributário São limitações constitucionais ao poder de tributar. Guerra externa ou sua iminência. Distrito Federal e Municípios. é uma lei ordinária. 148. os impostos estaduais e. CF.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol.

precisam de mudança rápida. As 6 exceções dizem respeito à alíquota. cobra-se no ano seguinte ao da edição da medida provisória. 77 (FGV – OAB 2010. e nos 6 casos a competência é para modificação e não criação. 97 criou um rol taxativo. (Dica de chute: na dúvida.2) Caso determinado município venha a atualizar o valor monetário da base de cálculo do IPTU.com/leonardosakaki | @leosak . II. o tema admite medida provisória. esta só se aplica quando a lei piora a situação do contribuinte. respeitado o intervalo mínimo de 90 dias. chutar lei ordinária) Medidas provisórias em direito tributário: se o assunto é de lei ordinária.com. (C) exclusão do crédito tributário. Atenção: medida provisória que cria ou aumenta imposto só pode ser exigida no ano seguinte ao da conversão da medida provisória em lei.br | leonardosakaki@uol. impostos residuais e novas fontes de custeio da seguridade.uol. Anterioridade que empurra cobrança ao ano seguinte: anterioridade anual. Resposta: D 78 (FGV – OAB 2010. Todo princípio tributário é uma garantia do contribuinte. temas de lei complementar. O Supremo Tribunal Federal considera que o art. A anterioridade só vale para criação e aumento.br | 11 99610348 facebook. por isso não precisa de lei e a cobrança é imediata. Como mexem com balança comercial. Os mais importantes são: IOF.sites. Resposta: D 74. Exceções: Seis tributos podem ter alíquotas modificadas por ato do executivo. CIDE/combustíveis e ICMS/combustíveis também são. Se não for imposto. IPI.2) O emprego da analogia. (D) poderá ser disciplinada mediante decreto. em matéria tributária. IE. Atenção: A atualização monetária da base de cálculo não é aumento real. (C) enquadra-se como majoração de tributo. Anterioridade que fala sobre o intervalo de 90 dias: anterioridade nonagesimal. Esses são os tributos aduaneiros ou extrafiscais. (B) instituição de tributo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 113 lei complementar: imposto sobre grandes fortunas. (D) impossibilidade de exigência de tributo não previsto em lei. (B) deve vir regulada por lei complementar. princípio da não surpresa ou princípio da segurança jurídica Atenção: anualidade não existe! Não é princípio da anualidade! Tributo criado ou majorado em um exercício (ano) só pode ser exigido no ano seguinte. Atenção: a definição da data do pagamento do tributo não depende de lei (Supremo Tribunal Federal).2 Princípio da anterioridade. empréstimos compulsórios. Observação: exercício fiscal coincide com o ano civil no Brasil. tal hipótese (A) deve vir regulada por lei. não admitem medidas provisórias. Se é uma garantia. resultará na (A) majoração de tributo.com. http://leonardosakaki. agora.

II. então. A partir de que data a nova alíquota poderá ser exigida para o IPI e para o IE? (A) Imediatamente para ambos. Imposto Extraordinário de Guerra (IEG).10. Exceções: Esse princípio tem 2 exceções – há 2 casos em que a lei tributária retroage: quando for lei interpretativa e quando for mais benéfica em matéria de infração. (C) 90 dias após a publicação da lei para o IPI e imediatamente para o IE.1 Exceções à anterioridade a) Tributos de cobrança imediata: cobradas no dia seguinte. aplica-se retroativamente a lei tributária na hipótese de: (A) analogia. c) Cobrados no ano seguinte. Resposta: C 74.1. (B) No exercício financeiro seguinte para ambos. quando esta favorecer o contribuinte. a cobrança fica em 1.2) De acordo com o Código Tributário Nacional.11. http://leonardosakaki.sites.br | 11 99610348 facebook. Exemplo: IPI. Se o caso á foi definitivamente julgado a lei não atinge.10.com/leonardosakaki | @leosak . publicada em 18/02/2010. majorou a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).1. Exemplo: IR e alterações na base de cálculo do IPTU e do IPVA. CIDE/combustíveis e ICMS/combustíveis. sem os 90 dias. (D) 90 dias após o exercício financeiro seguinte para o IPI e no exercício financeiro seguinte para o IE. não retroage. Quando a lei é publicada é válida para os fatos geradores de hoje e de amanhã. Situações de emergência ou que têm a ver com balança comercial.3) Visando fomentar a indústria brasileira. contribuições sociais.2.com. A lei tributária não se aplica a fatos geradores anteriores à data de sua publicação. ainda não definitivamente constituído. pois atinge a barreira da coisa julgada. IE. Cuidado: é na base de cálculo. não é alíquota. uma nova lei. (B) extinção do tributo. bem como majorou a alíquota do Imposto sobre Exportação (IE). nonagesimal: 20.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 114 Observação: Como regra.5.uol. Exemplos: IOF. Cálculo da Anterioridade: Aplica separadamente as duas anterioridades: anual em 1. 85 (FGV – OAB 2010.11. Vale a data mais distante.br | leonardosakaki@uol. Exemplo: Data de publicação da lei – 20.3 Princípio da irretroatividade A lei tributária não se aplica a fatos geradores pretéritos.com. b) Tributos cobrados somente aos 90 dias: podem ser cobrados no mesmo ano. Empréstimo Compulsório em calamidade pública ou Guerra. desde que o ato não tenha sido definitivamente julgado. 76 (FGV – OAB 2010. as duas anterioridades atuam simultaneamente. 74.2.

IPTU. cobrar mais impostos de produtos oriundos de outros Estados). Em função da isonomia.sites.com. Normalmente as perguntas da OAB envolvem IPI. por exemplo. Tal enunciado normativo viola o princípio constitucional (A) da uniformidade geográfica da tributação. Menor de idade também paga tributo e empresas irregularmente constituída. (C) da liberdade de tráfego. desde que não seja hipótese de crime. quando a lei nova lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo de sua prática.br | leonardosakaki@uol. Quanto mais essencial o produto. menor a alíquota.8 Princípio da não limitação http://leonardosakaki. (D) ato não definitivamente julgado.6 Princípio da capacidade contributiva Tributos têm que ser graduados de acordo com a capacidade econômica do contribuinte.2) Considere a seguinte situação hipotética: lei federal fixou alíquotas aplicáveis ao ITR e estabeleceu que a alíquota relativa aos imóveis rurais situados no Rio de Janeiro seria de 5% e a relativa aos demais Estados do Sudeste de 7%. 74. na diferenciação quanto à procedência do produto é inconstitucional (IPVA maior para veículos de procedência no exterior. Cuidado: o único critério é a essencialidade.br | 11 99610348 facebook. como. a incapacidade civil é irrelevante para o direito tributário. Impostos de alíquotas progressivas: a progressividade só pode ser usada por expressa previsão constitucional na Constituição Federal de 1. (B) da legalidade tributária.5 Princípio da isonomia O fisco não pode dar tratamento desigual a contribuintes em situação equivalente. 74. Atenção: o IPVA não possui alíquota progressiva. Resposta: D 74. 79 (FGV – OAB 2010. Exceção: incentivos fiscais para estimular certa região não violam o princípio da uniformidade.uol. 74.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 115 (C) graduação quanto à natureza de tributo aplicável. ITR. Resposta: A 74.988 só três impostos são progressivos: IR.com.7 Princípio da uniformidade geográfica Os tributos da União devem ter a mesma alíquota em todo o território nacional. a Zona Franca de Manaus. (D) da não diferenciação tributária entre a procedência e o destino do produto.com/leonardosakaki | @leosak .4 Princípio da seletividade As alíquotas do ICMS e IPI serão graduadas conforme a essencialidade do produto.

Confisco é uma desapropriação sem indenização.br | 11 99610348 facebook.com. Para o direito tributário não interessa se a atividade tributada é criminosa ou não. CTN. Porém. Traficante de drogas também devem Imposto sobre a Renda (IR). Exemplo: Zona Franca de Manaus – art. 74.10 Princípio da vedação do confisco É o princípio que proíbe retirar todos os bens do contribuinte. 40 do ADCT. 75 Interferência da União em impostos dos Estados e Municípios Como regra. O Supremo Tribunal Federal entende assim.11 Princípio da uniformidade Os tributos da União devem ter a mesma alíquota em todo o território nacional. 97.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 116 O tributo não pode ser usado para restringir a circulação de pessoas e bens no território nacional.9 Princípio da não-cumulatividade Evitar a tributação em cascata. IPI. 74.com. não é aumento de tributo – art. http://leonardosakaki. Importante: há um único caso que é possível a diferenciação de alíquota: concessão de incentivos fiscais para estimular certa região. 74. Observação: Atualização monetária da base de cálculo. Os tributos são pagos compensando-se em cada operação o montante recolhido na etapa anterior. PIS/Cofins. A não-cumulatividade vale para o ICMS.12 Princípio do non olet = o dinheiro não tem cheiro. em 4 casos a União pode interferir nas alíquotas de impostos estaduais e municipais.uol. impostos residuais e novas fontes de custeio da seguridade. o tributo só pode ser disciplinado pela própria entidade competente para a sua criação. dentro do índice de inflação.sites.com/leonardosakaki | @leosak . Não interessa a origem do contribuinte. Exceção: cobrança de pedágio – a própria Constituição Federal autoriza a cobrança de pedágio. 74. §2. Esse princípio também vale para multas tributárias. É por isso que a União está proibida de dar isenção de tributos estaduais e municipais (proibição da isenção heterônoma).

Atenção: também se sujeitam à repartição de receitas o IPI. 195. CF – contribuição social previdenciário – desoneração das entidades beneficentes de assistência social. Isenção é causa de exclusão do crédito tributário.sites. a) Art. Está prevista na CF – não pode haver confusão com a norma legal de desoneração. CF – impostos – desoneração nas transferências de imóveis para fins de reforma agrária. §7. 157 e 158. Art. b) Art. Art. 76 Repartição de receitas .br | 11 99610348 facebook. 77 Imunidades tributárias Desoneração tributária – campo de não incidência do tributo. que é a isenção. facultado ao município ficar com 100% do imposto. 184.arts.br | leonardosakaki@uol. mas são casos de imunidade. se celebrar convênio com a União. §5.com. 158: Pertencem aos municípios: (i) 100% do IR sobre a remuneração sobre a remuneração de servidores estatutários municipais. (iii) 50% do IPVA. (ii) 50% do ITR.com.uol. Cide combustíveis. (iv) 25% do ICMS. IOF sobre o ouro quando definido como ativo financeiro. http://leonardosakaki. CF São regras constitucionais que dividem o montante arrecadado com alguns tributos. (ii) 20% dos impostos residuais. Imunidade ≠ Isenção: imunidade está na CF. 157: Pertencem aos Estados e Distrito Federal: (i) 100% do IR retido na fonte sobre a remuneração de servidores estatutários. não atingindo as obrigações acessórias – deveres instrumentais. enquanto que a isenção está na lei. Cuidado: há dois dispositivos na CF que trazem a equivocada expressão "são isentas de". estaduais e distritais.com/leonardosakaki | @leosak . Imunidade e isenção afastam somente a obrigação tributária principal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 117 Resolução do Senado Alíquota mínima Alíquota máxima √ √ √ √ IPVA Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) ICMS Atenção: lei complementar da União pode fixar alíquotas mínima e máxima do Imposto Sobre Serviço (ISS).

que só se refere a impostos. é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. (B) o Município cobre a taxa de licenciamento de obra da União. Distrito Federal e municípios não pagam impostos uns aos outros. Não pagam impostos. VI. atendidos os requisitos da lei. são parificados. §7º . Imunidade: (i) recíproca: União. periódicos e o papel destinado a sua impressão. estaduais e municipais as operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária. Não afastam todos os tributos. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. inclusive suas fundações. todavia existe um importante dispositivo de imunidade. vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes.com.uol.instituir impostos sobre: a) patrimônio.São isentas de impostos federais. abaixo detalhado. Essa regra foi estendida para autarquias e fundações públicas. os outros tributos são devidos. Estados. Exemplo: não incide IPVA na Kombi de propriedade da prefeitura. 150. (D) o Estado cobre tarifa de água consumida em imóvel da União. §2. "a". jornais. renda ou serviços.br | 11 99610348 facebook. 184. CF: (empresa pública e sociedade de economia mista há tributação normal) §2º . §5º . sem fins lucrativos. CF Art. 150. b) templos de qualquer culto. Templo de qualquer culto não são imunes a qualquer tributo. das instituições de educação e de assistência social. 150. como se notou acima. uns dos outros. à renda e aos serviços.sites. aos Estados. 89 (FGV – OAB 2010. Art. Por quê? Pacto Federativo – as entidades não são hierarquizados. 195.3) A imunidade recíproca impede que (A) a União cobre Imposto de Renda sobre os juros das aplicações financeiras dos Estados e dos Municípios.1 Imunidades em espécie – art. (C) o Estado cobre contribuição de melhoria em relação a bem do Município valorizado em decorrência de obra pública. é vedado à União.com. no que se refere ao patrimônio. c) patrimônio.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 118 Art. Resposta: A Há extensão para autarquias e fundações públicas – art. d) livros. A norma imunizande afasta os mais diferentes tributos.br | leonardosakaki@uol. Essas imunidades afastam somente impostos.com/leonardosakaki | @leosak . renda ou serviços dos partidos políticos.São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei.A vedação do inciso VI. ao Distrito Federal e aos Municípios: VI . 77. http://leonardosakaki. das entidades sindicais dos trabalhadores.

ou no §1º do artigo 9º. 123. proprietária de um apartamento.uol. III . O disposto na alínea c do inciso IV do artigo 9º é subordinado à observância dos seguintes requisitos pelas entidades nele referidas: I – não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas. no País. Exemplo: mesmo que o estacionamento da igreja seja terceirizado a imunidade permanece. http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook.manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. casas sacerdotais etc. §2º Os serviços a que se refere a alínea c do inciso IV do artigo 9º são exclusivamente. prova de que não há remessa dolosa do lucro para o exterior. (iii) partidos políticos: favorece 4 pessoas jurídicas diferentes: (a) partidos e suas fundações. §1º Na falta de cumprimento do disposto neste artigo. regularidade contábil. Dependerá – deve haver o cumprimento das condições abaixo: (a) prova de que a renda conexa é integralmente convertida para o propósito religioso. prevê 3 requisitos para essa imunidade: se houver lucro. 14.sites. a autoridade competente pode suspender a aplicação do benefício. de 10. Atenção: cemitério de igreja para sepultamento de fiéis e religiosos – incide IPTU? Há correspondência fática. sou seja. Art. Apesar de a CF dizer em isenção no art. bem como a CAERD (Cia de Águas e Esgotos de Rondônia).1. a qualquer título.com. leia-se imunidade (Atenção!). Vale para qualquer religião e qualquer imposto.2001) II . foram considerados imunes. pois a imunidade ocorrerá se ela tiver a propriedade do bem.com/leonardosakaki | @leosak . desde que contígua. creches. (Redação dada pela Lcp nº 104. aproximando-se das autarquias. (b) prova de que não há prejuízo à livre concorrência. O mesmo ocorre com lojas. CTN.com. estão no mesmo terreno do templo. por desempenharem função exclusiva de Estado. Exemplo: igreja. CF). este não pode ser apropriado pelos mantenedores.br | leonardosakaki@uol. os Correios e a INFRAERO. (c) instituição de educação sem fins lucrativos. no mesmo número de matrícula dos templos. 195. Art. Não incide. previstos nos respectivos estatutos ou atos constitutivos. E se vende jazigo? Deve seguir condições acima citadas. As assistências sociais sem fins lucrativos são imunes a contribuições sociais também (art. (d) entidade de assistência social sem fins lucrativos.aplicarem integralmente. CTN. os diretamente relacionados com os objetivos institucionais das entidades de que trata este artigo. Atenção: o fato de uma igreja ser inquilina é irrelevante. aluga-o a terceiros e recebe alugueres.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 119 Observação: o STF. 14. os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais. o art. (ii) templos de qualquer culto: instituições religiosas não pagam nenhum imposto. Essa imunidade também vale para as áreas contíguas ao templo. 195. sociedade de economia mista. ou seja. Com relação ao (c) e (d). (b) sindicatos de trabalhadores. empresas públicas.

Editora e livraria têm que pagar IR. 78 Espécies tributárias a) Impostos b) Taxas c) Contribuições de melhorias d) Empréstimos compulsórios e) Contribuições especiais 78. §7 . IPVA.princípio da não afetação. A Constituição Federal proíbe a vinculação da receita de impostos à despesa. jornais. É vedado vincular receita de impostos a órgão. órgão ou fundo . A Constituição Federal só deu imunidade para uma matéria prima. IV. (v) sindicato de trabalhadores: não pagam nenhum imposto.com. 195. periódicos e o papel para a sua impressão não pagam nenhum imposto.com. O Supremo Tribunal Federal estendeu essa imunidade também para filmes e papeis fotográficos para composição do livro. exceto com gastos de saúde ou ensino. Imposto não é imposto remuneratório – não se remunera o Estado por ter feito alguma coisa.uol. é uma imunidade objetiva – essa imunidade não afasta impostos pessoais de editoras e livrarias. deve-se interpretar como imunidade).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 120 (iv) imunidade de imprensa: livros. Também são desvinculados quanto à destinação da receita – princípio da não afetação (art. o papel. Federais Estatais Municipais IR ICMS IPTU II IPVA ISS IE Imposto de Transmissão Causa Imposto de Transmissão de Bens IOF Mortis e Doação (ITCMD) Imóveis (ITBI) IPI ITR IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas) http://leonardosakaki. CF. Art. IPTU etc. pode haver vinculação com gastos de saúde ou educação. CF/88 (apesar . por isso que não pode ter vinculação do dinheiro do imposto a nenhuma receita específica.br | 11 99610348 facebook. fundo ou despesa. 4. Exceção: Porém. 167.br | leonardosakaki@uol.sites. CF). Outras matérias primas não têm imunidade.com/leonardosakaki | @leosak . São tributos desvinculados – independem de atuação estatal.1 Impostos é o fato gerador que define o tributo. CTN. Disciplinado por lei ordinária. sendo irrelevantes a denominação legal e a destinação do dinheiro. (vi) entidades assistenciais e de educação sem fins lucrativos: não pagam nenhum imposto. usar a palavra "isenção". Essa imunidade é exclusiva do produto. As entidades assistenciais também são imunes a contribuições sociais – art.

(B) o ITR. é um imposto novo. e em sua pessoa fiscal ficam sub-rogados os créditos dos tributos incidentes sobre o mesmo imóvel.br | leonardosakaki@uol. são por lei ordinária.uol. (B) ilegal. por ser sítio. Resposta: B ISS: Em regra é devido para o município da sede do prestador. IPTU: Pode ter alíquotas progressivas. Resposta: A 86 (FGV – OAB 2010. a lei é complementar. local destinado ao lazer.br | 11 99610348 facebook. também os municipais. é cobrado pela União. por não haver escola ou hospital próximos a menos de 3km do imóvel. se o território não for dividido em municípios. tem que ser não cumulativos. embora não existam próximos quer escola.sites. como.3) Determinada pessoa. 75 (FGV – OAB 2010. não podem ter base de cálculo e fato gerador de outro imposto.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 121 Distrito Federal = cobra os estaduais e mais os municipais. Criação de impostos residuais (aqueles que não estão na lista dos 13. quer hospitais públicos. pois o crédito do exequente se sub-roga sobre o preço da arrematação. podem ter base de cálculo e fato gerador de outro imposto. Não incide ISS sobre locação – entendimento do STF. rede de iluminação pública e esgotamento mantidas pelo município. vem a sofrer a exigência pelo saldo devedor da execução não coberto pelo preço da arrematação. na área de expansão urbana. pois a arrematação não pode causar prejuízo ao Fisco. os estaduais e. mas construção civil paga no local da prestação.2) Semprônio dos Santos é proprietário de um sítio de recreio. a União cobra os federais. A área é dotada de rede de abastecimento de água. por exemplo o IVA – Imposto sobre Valor Agregado): competência da União. explorado para fins empresariais. dotada de melhoramentos. não inserido em área urbana. por ser área de expansão urbana. (D) legal.3) http://leonardosakaki.com.com. Imposto Extraordinário de Guerra (IEG): são cobrados no caso de guerra externa ou sua iminência. (D) o ITR. Essa exigência é (A) legal. (C) legal. por ser sítio de recreio. Neste caso Semprônio deve pagar o seguinte imposto: (A) o IPTU. havendo arrematado imóvel em leilão judicial ocorrido em processo de execução fiscal para a cobrança de Imposto Predial Urbano. Quem cobra impostos sobre os territórios? Sendo criado algum. A Constituição Federal diz que um território pode criar com ou sem municípios. na região serrana de Paraíso do Alto. (C) o IPTU. pois o arrematante é sucessor do executado em relação ao imóvel. exonerando o arrematante quanto ao saldo devedor.com/leonardosakaki | @leosak . 88 (FGV – OAB 2010. Admitem bitributação. pois o valor pago pelo arrematante não foi suficiente para a cobertura da execução.

pertencerá ao ex-marido.000. (B) O tributo a ser recolhido será o ITBI. casados em regime de comunhão total de bens. seguro. onde não possui estabelecimento.com. dividiram o patrimônio total existente da seguinte maneira: o imóvel situado no http://leonardosakaki. Assinale a alternativa correta quanto à tributação incidente nessa partilha. não há transferência de bens. os ex-cônjuges. de competência do Estado.00.3) Nos autos de uma ação de divórcio. pois. A competência para a imposição do Imposto Municipal Sobre Serviços (ISS) caberá à municipalidade (A) do Rio de Janeiro. (A) O tributo a ser recolhido será o ITCMD. IGF: Ainda não foi criado. os ex-cônjuges. porque é o local onde foi construído o edifício.br | leonardosakaki@uol. casados em regime de comunhão total de bens. IR: A cobrança de IR é informada sob 3 critérios: progressividade. câmbio.uol.00.00. títulos e valores mobiliários. de competência do Município.000.sites. IPVA: Não incide sobre barcos e aeronaves – somente sobre veículos terrestres. Resposta: A ICMS: Não incide ICMS sobre arrendamento mercantil. sobre ambos os imóveis. IOF: operação de crédito. porque é o município onde a construtora tem a sua sede social. (C) do Rio de Janeiro. enquanto o imóvel situado no Município Y. cada qual para o município de localização do bem. pertencerá à ex-esposa. no valor de R$ 30.000. (D) Não há tributo a ser recolhido.br | 11 99610348 facebook.3) Nos autos de uma ação de divórcio. mas simples repartição do patrimônio comum de cada ex-cônjuge. porque a construtora não tem estabelecimento em Nova Iguaçu e.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 122 Uma construtora com sede no Município do Rio de Janeiro constrói um edifício sob regime de empreitada na cidade de Nova Iguaçu. no valor de R$ 50. Se em processo de separação o cônjuge transfere um imóvel de valor superior ao da meação não é devido o ITBI porque a transmissão não foi onerosa – paga-se ITCMD. não pode ser exigido o tributo sobre contribuintes estabelecidos fora do território de cada Ente Federado. transporte interestadual e transporte intermunicipal. (B) de Nova Iguaçu. (C) O tributo a ser recolhido será o ITBI. (D) do Rio de Janeiro. em razão do princípio da territorialidade. ITCMD 87 (FGV – OAB 2010. e incidirá sobre a base de cálculo no valor de R$ 10. e incidirá sobre a base de cálculo no valor de R$ 10. A União não tem prazo para a sua criação. porque construção civil não é prestação de serviços. Somente 3 serviços pagam ICMS – comunicação. Resposta: B ITBI: Incide sobre transmissão onerosa (compra e venda) de imóveis. generalidade (todos devem pagar) e universalidade (todas as rendas são tributadas). Respeita as 2 anterioridades – anual e nonagesimal. dividiram o patrimônio total existente da seguinte maneira: o imóvel situado no Município X.000.00.com/leonardosakaki | @leosak . 87 (FGV – OAB 2010.com. como o regime de casamento era o da comunhão total de bens.

É de competência comum a todas as entidades – União.1. 145. mas simples repartição do patrimônio comum de cada ex-cônjuge.br | leonardosakaki@uol.00.com. (B) O tributo a ser recolhido será o ITBI.2 Territórios A União cria os impostos Federais. (A) O tributo a ser recolhido será o ITCMD. §2. mesmo que seja de competência Estadual ou municipal.1. http://leonardosakaki. não há transferência de bens. sobre ambos os imóveis. (C) O tributo a ser recolhido será o ITBI. taxa para obtenção de licenças. Criadas por lei ordinária. Estados e Municípios. Importante: as taxas não terão base de cálculo própria de impostos. Quem pode criar impostos extraordinários de guerra? A competência é da União.00. Remuneramos atividade estatal chamado de poder de polícia. 78. também os Municipais.com/leonardosakaki | @leosak . Art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 123 Município X. desde que: sejam não cumulativos e não tenham fato gerador e base de cálculo de outro imposto. e incidirá sobre a base de cálculo no valor de R$ 10.1 Tipos a) taxas de polícia: são aquelas cobradas quando o Estado exerce fiscalização efetiva sobre o contribuinte. (D) Não há tributo a ser recolhido.3 Criação de novos impostos Quem pode criar novos impostos? União. por lei complementar.2 Taxas São tributos vinculados (remuneram atividades estatais).1 Distrito Federal Competência do Distrito Federal = Estados + Municípios.000. pois.uol. de competência do Estado. Assinale a alternativa correta quanto à tributação incidente nessa partilha. e incidirá sobre a base de cálculo no valor de R$ 10. pertencerá ao ex-marido. 78. como o regime de casamento era o da comunhão total de bens.000. 78.00. por lei ordinária. os Estaduais e. cada qual para o município de localização do bem. podendo ter base de cálculo e fato gerador de qualquer outro imposto. se o território não for dividido em Municípios. Resposta: A 78. 78.000. criar impostos novos (impostos residuais). pertencerá à ex-esposa. taxa para obtenção de certidões. Distrito Federal. CF/88.00.2. Exemplos: Taxa de Fiscalização Ambiental (TFA).sites.br | 11 99610348 facebook. de competência do Município.1.000. enquanto o imóvel situado no Município Y. no valor de R$ 30. no valor de R$ 50. fiscalização.com.

sites. São criados em 2 hipóteses (não são fato gerador do empréstimo compulsório – hipóteses que autorizam a criação do empréstimo compulsório – podem ter um fato gerador qualquer. A pessoa mora numa casa de 50 mil reais.3 Contribuições de melhoria São tributos vinculados. Atenção: Posso criar taxa para remunerar serviço público ou por poder de polícia. telefonia fixa.com/leonardosakaki | @leosak . água encanada. (B) se instrumentaliza sempre por meio de alvará de autorização. serviço uti singuli. em prol da predominância do interesse público. Estados. CF São tributos restituíveis. Resposta: D b) taxa de serviço: é a cobrada quando o Estado presta serviço público específico e divisível. Exemplo: nova estação do metrô valorizando o bairro. (C) afasta a razoabilidade. Exemplo: iluminação pública: não pode existir no Brasil taxa de iluminação. de forma efetiva ou potencial ao contribuinte. taxa judiciária. Passa a valer 100 mil reais.com.uol.com. para atingir os seus objetivos maiores. Exemplo: taxa do lixo. 78. Distrito Federal e municípios). conferindo a possibilidade de o Estado limitar o exercício da liberdade ou das faculdades de proprietário. São criadas por leis ordinárias. ou seja. (ii) limite individual – é a valorização em cada imóvel. São cobradas quando uma obra pública valoriza imóvel do contribuinte. transporte coletivo. A competência é da União. pois não é uma obra pública. de preço público. gerando a possibilidade de cobrança de taxa. em prol do interesse público (A) gera a possibilidade de cobrança. Contribuição de melhoria só remunera obra pública. Do lado é construído um shopping.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 124 14 (FGV – OAB 2010.4 Empréstimos compulsórios – art. como contrapartida. 78. A lei é a lei complementar – não admite medida provisória. Não confundir taxa com contribuição de melhoria.br | 11 99610348 facebook. (D) deve ser exercido nos limites da lei. A hipótese de incidência é a realização de obra pública (não é serviço público) que valoriza imóvel do contribuinte. Não pode ser cobrada a contribuição. energia residencial (taxa de luz). 148. Atenção: se o serviço for indivisível (uti universi) a taxa é inconstitucional. Atenção: O CTN prevê 2 limites ao valor de contribuição de melhoria: (i) limite global – é o custo da obra.2) O poder de polícia. A competência é comum (União.br | leonardosakaki@uol. ainda que já usado para outro tributo – pode bitributar): http://leonardosakaki.

br | 11 99610348 facebook. São criadas por leis ordinárias. não é o fato gerador que dá a identidade jurídica às contribuições – não se aplica o art. (ii) investimento público relevante (respeita a anterioridade – só anual). Não se admite mais empréstimo compulsório para situação que exija absorção temporária do poder aquisitivo.sites. prevê 3 tipos de contribuições: (i) contribuições de intervenção no domínio econômico – Cides. Atenção: IEG. Atenção: Existem 3 regimes da incidência da Cofins: (i) Cofins monofásicas. CF. Exemplo: contribuição sindical. O art. 149. Atenção: O art. não precisa ser generalizada) ou guerra externa (pode ser iminente ou deflagrada). parágrafo único. que são usadas pela União para a disciplina de determinados mercados. Distrito Federal e municípios podem cobrar contribuição de seus servidores para o custeio de regime previdenciário próprio. (iii) . 15. Cofins e CSLL (Contribuição Social do Lucro Líquido) São tributos qualificados pela destinação/finalidade – ao contrário dos outros tributos. CF) – proíbe o desvio de finalidade.com. 4. O que importa é a finalidade. (iii) Contribuições sociais ou previdenciárias.com. (ii) contribuições de interesse das categorias profissionais – são cobradas por sindicatos e conselhos de classe para custeio de suas estruturas (exemplo: contribuição sindical). Existem 2 contribuições que não são federais: Distrito Federal e município podem cobrar contribuição de iluminação pública (CIP ou Cosip). pago tudo que é tributo. CTN. CF. 149. III.br | leonardosakaki@uol. Contribuição privativa da União – art. facultada a arrecadação na fatura da energia residencial. Empréstimo Compulsório e Contribuições são os únicos casos de bitributação autorizados pela Constituição Federal. destinação e não o fato gerador. (iii) Cofins plurifásica não cumulativa. Bitributação. 148. Estados. O valor arrecadado fica vinculado à situação que ensejou a cobrança (art.com/leonardosakaki | @leosak . 78. Importante: Quando importo um produto. Exemplo: PIS. Lembrar: quando importo um produto.5 Contribuições especiais (i) Contribuições de interesse das categorias profissionais. Exemplo: custeio das obras da transposição do Rio São Francisco. (ii) Cofins plurifásica cumulativa. CTN. Contribuições podem ter fato gerador e base de cálculo próprios de impostos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 125 (i) calamidade pública (tragédia da natureza – pode ser localizada. foi revogado pela CF88.uol. mas na exportação só incide o IE. http://leonardosakaki. é de cobrança imediata. (ii) Cides: Contribuições de intervenção no domínio econômico. Mas na exportação só incide o IE. pago tudo que é tributo.

CF/88 Competência da União. iii) legislação tributária: art. princípios do direito tributário. 79 Tributação de guerra Instrumentos que a União possui para custear uma guerra externo.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. Pode bitributar. Lei Complementar. 80. Pode bitributar. Empréstimo Compulsório Art.1 Integração da lei tributária – art. Admite medida provisória.2 Obrigação tributária Surge com o fato gerador. convênios e práticas reiteradas da autoridade (costumes). equidade.br | leonardosakaki@uol. Nada impede que os 2 tributos sejam cobrados simultaneamente. princípios gerais do direito público. Iminente ou deflagrada.com. decisões de órgãos do fisco. 154. 96. CTN – os atos normativos do fisco entram em vigor na data de sua publicação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 126 Cuidado: as chamadas contribuições confederativas. A legislação tributária é o conceito que compreende leis. mesmo que não for imposto federal. Imposto Extraordinário de Guerra (IEG) Art. A Constituição Federal prevê dois institutos para obtenção de recursos para custear uma guerra. 108. CTN. Iminente ou deflagrada. As decisões dos órgãos do fisco entram em vigor 30 dias após a publicação. princípios do direito público. Os convênios entram em vigor na data neles prevista. Recusa de domicílio eleito. Não admite medida provisória. 8. ii) o Código Tributário Nacional admite a eleição de domicílio pelo contribuinte. IV.uol. Art. princípios gerais do direito tributário. Não são restituídos. tratados e convenções internacionais. não é tributo. equidade. 80 Código Tributário Nacional i) regras de integração da lei tributária: preenchimento de lacunas: sendo caso de lacuna a autoridade usará a analogia. http://leonardosakaki.sites.com. Lei Ordinária. 100 do Código Tributário Nacional – normas complementares compreendem atos normativos do fisco. CTN Processo de preenchimento de lacunas. 80. 103. São restituídos. CF. previstas no art. mas se o domicílio eleito prejudicar a arrecadação o fisco pode recusar. Sendo caso de lacuna. 148. decretos e normas complementares. a autoridade usará analogia. Art. CF/88 Competência da União.

empresa que adquirir de outra estabelecimento ou fundo de comércio (trespasse). e entidades parafiscais. Com base no exposto acima. Resposta: D 74 (FGV – OAB 2010. da quadra 23. sindicatos) e o passivo (devedor). ou seja. Resposta: D Casos especiais de responsabilidade: . Estados.00 O imóvel está avaliado em R$ 1. . assinale a afirmativa correta.com. http://leonardosakaki.2) A Cia.200. em virtude de seus privilégios. localizado no nº 06. em função de ter havido a quebra da empresa. ante a imunidade do patrimônio público. ou seja. o adquirente nunca responde.sites. (D) A Fazenda respeitará a preferência do credor hipotecário.000.sócios. 2 tipos de devedores. teve sua falência decretada em 11/01/2010. b) acessória: obrigação de fazer ou não fazer (prestações positivas ou negativas).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 127 Pode ser: a) principal: que envolve o pagamento do tributo e da multa. Ele é quem aufere renda. nesta última hipótese.br | 11 99610348 facebook.uol. (A) A Fazenda tem direito de preferência sobre o credor com garantia real.br | leonardosakaki@uol. empresa pública municipal. Cuidado: se a aquisição for em falência ou recuperação judicial. de Limpeza do Município de Trás os Montes. que une 2 pólos: ativo (credor – fisco. União.2) Delta Ltda. A Fazenda Pública Estadual tem créditos a receber de Delta Ltda. Exemplo: empregador é responsável pela retenção na fonte do IR do empregado. Temos 2 figuras. É uma relação jurídica. em função de ser bem público. vendeu um imóvel de sua titularidade situado na rua Dois.com. nos limites do valor do crédito garanti do pela hipoteca. quem transmite a propriedade do bem é empresa pública. OAB.000.000.00. Distrito Federal e Municípios. em garanti a de dívida no valor de R$ 1. relacionados ao ICMS não pago de vendas ocorridas em 03/01/2008. (C) A Fazenda tem direito de preferência uma vez que a dívida tributária é anterior à hipoteca.com/leonardosakaki | @leosak . (C) paga o IPTU. gerentes e administradores só respondem por dívida da empresa se o fisco provar excesso de poder ou infração – desconsideração da personalidade jurídica. mas não paga o ITBI. Delta possuía um imóvel hipotecado ao Banco Junior S/A. prevalecendo o crédito com garanti a real. uma vez que. o adquirente só responde se mantiver a mesma atividade comercial. b) responsável tributário: aquele que não sendo contribuinte tem alguma obrigação perante o fisco (relação indireta com o fato gerador). (B) A Fazenda não pode executar o bem. (D) fica obrigado a pagar todos os tributos que recaiam sobre o bem. no direito tributário: a) contribuinte: aquele que tem relação pessoal e direta com o fato gerador. 80 (FGV – OAB 2010. (B) fica isento do imposto predial e territorial urbano. não importando a atividade. Neste caso. o novo proprietário (A) não paga o imposto de transmissão de bens imóveis.

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- empresa resultante de cisão, fusão ou incorporação responde por dívidas das empresas anteriores.
73 (FGV – OAB 2010.2) Pizza Aqui Ltda., empresa do ramo dos restaurantes, adquiriu o estabelecimento empresarial Pizza Já Ltda., continuando a exploração deste estabelecimento, porém sob razão social diferente – Pizza Aqui Ltda. Neste caso, é correto afirmar que: (A) a Pizza Aqui responde solidariamente pelos tributos devidos pela Pizza Já, até a data do ato de aquisição do estabelecimento empresarial, se a Pizza Já cessar a exploração da atividade. (B) caso a Pizza Já prossiga na exploração da mesma atividade dentro de 6 (seis) meses contados da data de alienação, a Pizza Aqui responde subsidiariamente pelos tributos devidos pela Pizza Já Ltda. até a data do ato de aquisição do estabelecimento. (C) caso a Pizza Já mude de ramo de comércio dentro de 6 (seis) meses contados da data de alienação, então a Pizza Aqui será integralmente responsável pelos tributos devidos pela Pizza Já até a data do ato de aquisição desta. (D) caso o negócio jurídico não fosse a aquisição, mas a incorporação da Pizza Já pela Pizza Aqui, esta última estaria isenta de qualquer responsabilidade referente aos tributos devidos pela Pizza Já até a data da incorporação.
Resposta: B

Se o contribuinte deve vários tributos, mas o patrimônio não é suficiente para quitar todos, consideram-se quitados (art. 162 do Código Tributário Nacional): 1 contribuições de melhoria, 2 taxas, 3 impostos.
72 (FGV – OAB 2010.2) Em Direito Tributário, cumpre à lei ordinária: (A) estabelecer a cominação ou dispensa de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos. (B) estabelecer a forma e as condições como isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos em matéria de ISS. (C) estabelecer normas gerais em matéria tributária, especialmente sobre adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas. (D) estabelecer normas gerais em matéria tributária, especialmente sobre a definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e empresas de pequeno porte.
Resposta: A

80.3

Crédito Tributário: exclusão, suspensão e extinção

(i) Causas de exclusão: anistia e isenção. (ii) Causas de suspensão: moratória, depósito integral, recursos e reclamações, concessão de liminar e tutela antecipada, parcelamento. (iii) Extinção: os demais.
82 (FGV – OAB 2010.3) Segundo o Código Tributário Nacional, remissão é (A) uma modalidade de extinção dos créditos tributários e consiste na liberação da dívida por parte do credor, respaldada em lei autorizativa. (B) a perda do direito de constituir o crédito tributário pelo decurso do prazo. (C) uma modalidade de exclusão dos créditos tributários com a liberação das penalidades aplicadas ao sujeito passivo, respaldada em lei autorizativa.

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(D) uma modalidade de extinção dos créditos tributários em razão da compensação de créditos entre o sujeito ativo e o sujeito passivo, respaldada em lei autorizativa.
Resposta: A

71 (FGV – OAB 2010.2) Mauro Ricardo decidiu não pagar o imposto de renda do último ano, pois sua esposa Ana, servidora pública, sofreu acidente de carro e foi declarada absolutamente incapaz, em virtude de traumatismo craniano gravíssimo. Ocorre que a Receita Federal efetuou o lançamento e notificou Mauro, nos termos da lei, acerca do crédito tributário em aberto. Quando Mauro recebeu a notificação, ele se dirigiu à Receita e confessou a infração, prontificando-se a pagar, de imediato, o tributo devido, sem multa ou juros de mora. A partir do exposto acima, assinale a afirmativa correta. (A) A confissão de Mauro tem o condão de excluir a sua responsabilidade, sem a imposição de qualquer penalidade. Entretanto, ele deve pagar o tributo devido acrescido dos juros de mora. (B) Mauro somente se apresentou à Receita após a notificação, o que exclui qualquer benefício oriundo da denúncia espontânea, devendo ele recolher o tributo devido, a penalidade imposta e os juros de mora. (C) A incapacidade civil de Ana tem reflexo direto na sua capacidade tributária, o que significa dizer que, após a sentença judicial de interdição, Ana perdeu, igualmente, a sua capacidade tributária, estando livre de quaisquer obrigações perante o fisco. (D) Caso Mauro ti vesse procedido com mera culpa, ou seja, se a sonegação ti vesse ocorrido por mero esquecimento, ele poderia pagar somente o tributo e os juros de mora, excluindo o pagamento de multa.
Resposta: B

80.4

Revogação de isenção – art. 178, CTN

Se a isenção for temporária e também condicionada, quem preenche a condição, não pode perder a isenção no prazo prometido. Isenção condicionada é o que exige do contribuinte o preenchimento de uma condição. Uma lei pode ser revogada por outra lei, então, a isenção pode ser revogada. Exceção: se a isenção for temporária e condicionada, quem preenche a condição não pode ter o benefício revogado. Atenção: é um caso de ultratividade da lei tributária. 80.5 Recusa de domicílio eleito

A legislação tributária admite o domicílio de eleição, mas se o domicílio eleito prejudicar a arrecadação ou fiscalização, o fisco pode recusar o domicílio eleito. 80.6 Conceito de tributo

Art. 3, CTN. Tributo é: (a) uma obrigação legal: tributo sempre surge da lei, ou nunca surge do contrato. As convenções particulares não são opostas perante o fisco. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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(b) uma prestação pecuniária: o tributo é sempre uma obrigação de dar quantia em dinheiro ao Estado, nunca uma obrigação de fazer ou não fazer. É uma prestação em moeda. Serviço militar obrigatório não tem caráter tributário, é obrigação de fazer. (c) não constitui sanção por ato ilícito. Não é uma punição, não é uma pena. Tributo é diferente de multa – o tributo surge de um ato lícito (fato gerador),a multa surge de um ato ilícito (infração). (d) é uma prestação compulsória, ou seja, o pagamento é obrigatório. (e) cobrado por lançamento, ou seja, um ato do fisco de cobrança. O lançamento é um ato privativo do fisco (só o fisco pode lançar tributo), com natureza vinculada (não é discricionária), declaratório do fato gerador e constitutivo do crédito tributário. O lançamento declara o fato gerador que já aconteceu e constitui o crédito tributário permitindo que o fisco faça a execução forçada, se for o caso. 80.7 Lançamento

É ato privativo do fisco. É ato de império, ato impositivo. São indelegáveis a particulares. É declaratório do fato gerador e constitutivo do crédito tributário. É ato vinculado. Há três modalidades de lançamento. (a) lançamento direto ou de ofício. É aquele feito pelo fisco sem participação do contribuinte. Exemplo: IPVA, IPTU, AIIM (auto de infração e imposição de multa). (b) lançamento misto ou por declaração. É aquele feito por base em informações prestadas pelo devedor. Exemplo: II. Atenção: IR não é por declaração. (c) autolançamento ou por homologação (é a regra no Brasil). É aquele que ocorre antecipação do pagamento. Exemplo: ICMS, IR. 80.7.1 Prazos de lançamento Fato gerador 5 anos (prazo de decadência) Lançamento 5 anos (prazo de prescrição) Execução fiscal 80.8 Linha do tempo – devido processo legal para cobrança de tributos Fato gerador Obrigação tributária Lançamento

Hipótese de incidência

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 131 Execução tributária Certidão da Dívida Ativa (enviado ao contribuinte) Dívida ativa (rol de devedores) Crédito tributário (direito de cobrar do fisco)

Pagamento pelo contribuinte 80.9 Hipótese de incidência

É a descrição legislativa da situação que produz o dever de pagar o tributo. Hipótese de incidência ocorre no plano abstrato – é uma descrição legal. Exemplo: IR – auferir renda. É diferente de fato gerador, que ocorre no plano concreto – é um acontecimento real. Exemplo: João aufere renda. Para facilitar o estudo do tema, a doutrina divide a hipótese de incidência em 5 partes, chamadas de aspectos da hipótese de incidência – partes da hipótese:

Aspecto quantitativo (quanto?) Aspecto material (por quê?)

Aspecto temporal (quando?)

LEI

Aspecto espacial ou territorial (onde?)

Aspecto pessoal (quem?) Atenção 1: se a empresa tem sede em Guarulhos, mas presta serviços em São Paulo, onde é devido o ISS? O ISS é devido em Guarulhos, pois a regra no ISS é o pagamento no local da sede do prestador, mas construção civil paga no local da prestação.
88 (FGV – OAB 2010.3) Uma construtora com sede no Município do Rio de Janeiro constrói um edifício sob regime de empreitada na cidade de Nova Iguaçu, onde não possui estabelecimento. A competência para a imposição do Imposto Municipal Sobre Serviços (ISS) caberá à municipalidade (A) do Rio de Janeiro, porque é o município onde a construtora tem a sua sede social. (B) de Nova Iguaçu, porque é o local onde foi construído o edifício. (C) do Rio de Janeiro, porque construção civil não é prestação de serviços. (D) do Rio de Janeiro, porque a construtora não tem estabelecimento em Nova Iguaçu e, em razão do princípio da territorialidade, não pode ser exigido o tributo sobre contribuintes estabelecidos fora do território de cada Ente Federado.
Resposta: B

Atenção 2: como saber se o imóvel é urbano e paga IPTU para o município ou se é rural e paga ITR para a União? Segundo o art. 32, CTN, o imóvel é urbano (paga IPTU), quando localizado em área definida pela lei municipal

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 132 como urbana (critério da localização), desde que presentes pelo menos 2 das seguintes melhorias: iluminação pública, meio fio ou calçamento fornecimento de água ou coleta de esgoto, posto de saúde, escola primária. 80.10 Fato gerador É a ocorrência concreta da situação descrita na hipótese de incidência. Lembrar que é o fato gerador que define o tributo. Art. 4 CTN.

81

Denunciação voluntária
71 (FGV – OAB 2010.2) Mauro Ricardo decidiu não pagar o imposto de renda do último ano, pois sua esposa Ana, servidora pública, sofreu acidente de carro e foi declarada absolutamente incapaz, em virtude de traumatismo craniano gravíssimo. Ocorre que a Receita Federal efetuou o lançamento e notificou Mauro, nos termos da lei, acerca do crédito tributário em aberto. Quando Mauro recebeu a notificação, ele se dirigiu à Receita e confessou a infração, prontificando-se a pagar, de imediato, o tributo devido, sem multa ou juros de mora. A partir do exposto acima, assinale a afirmativa correta. (A) A confissão de Mauro tem o condão de excluir a sua responsabilidade, sem a imposição de qualquer penalidade. Entretanto, ele deve pagar o tributo devido acrescido dos juros de mora. (B) Mauro somente se apresentou à Receita após a notificação, o que exclui qualquer benefício oriundo da denúncia espontânea, devendo ele recolher o tributo devido, a penalidade imposta e os juros de mora. (C) A incapacidade civil de Ana tem reflexo direto na sua capacidade tributária, o que significa dizer que, após a sentença judicial de interdição, Ana perdeu, igualmente, a sua capacidade tributária, estando livre de quaisquer obrigações perante o fisco. (D) Caso Mauro tivesse procedido com mera culpa, ou seja, se a sonegação ti vesse ocorrido por mero esquecimento, ele poderia pagar somente o tributo e os juros de mora, excluindo o pagamento de multa.
Resposta: B

83 (FGV – OAB 2010.3) Na denúncia espontânea, o sujeito passivo tem direito à exclusão (A) da multa e dos juros. (B) da multa e da correção monetária. (C) apenas dos juros. (D) apenas da multa.
Resposta: D

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 133 DIREITO DO TRABALHO

82

Fontes do Direito do Trabalho

A CLT é um conjunto híbrido de leis destinado a regular a relação de emprego. CF: estão nos arts. 7 ao 11.

83

Relação de emprego

Empregado: pessoa física, pessoalidade, habitualidade, salário, subordinação. Empregador: pessoa física ou pessoa jurídica (de direito público ou direito privado), poder de direito (organizar, fiscalizar e punir). Revista: é permitida, entretanto, a revista íntima é proibida. Art. 373-A, IV, CLT: vedada a revista íntima da mulher. Art. 5, CF iguala homens e mulheres, então, é vedada a revista íntima para o homem também. Fiscalizar e-mail corporativo e instalação de câmeras são permitidas. Punir: advertência (verbal ou escrita), suspensão (até 30 dias) ou dispensa com justa causa. Grupo empresarial: empregador único – responsabilidade solidária – Súmula 129, TST. Sucessão de empresas: o sucessor assume o passivo trabalhista Agente incapaz: 16 a 18 anos: proibido – noturno, perigoso (energia nuclear e elétrica, explosivo e inflamável), insalubre e prejudiciais à formação moral. 14 anos: apenas aprendiz. Trabalho lícito Ilícito: atividade contrária à lei penal. Contrato ilícito x contrato proibido: o contrato proibido visa proteger a saúde e a vida do trabalhador, portanto uma vez ocorrido gera direitos trabalhistas (exemplo: mulheres carregando mais que 20 kg, estrangeiro irregular no país).

84

Princípios do direito do trabalho

Princípio da proteção: dar ao obreiro uma superioridade jurídica, frente à superioridade econômica do empregador. Princípio da irrenunciabilidade de direitos do empregado: na presença do juiz é possível renunciar direitos. Princípio da continuidade da relação de emprego: os contratos de trabalho, em regra, são por prazo indeterminado. O que ocorre é que não pode ser admitida uma sucessão de contratos por prazo certo na mesma empresa. Princípio da primazia da realidade: os acontecimentos reais são muito mais importantes que os documentos.

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85

Contratos de trabalho – art. 443, CLT

Os contratos, em regra, devem ser pactuados por prazo indeterminado.
73 (FGV – OAB 2010.3) João da Silva decidiu ampliar o seu consultório médico e, para isso, contratou o serviço do empreiteiro Vivaldo Fortuna. Ambos ajustaram o valor de R$ 5.000,00, cujo pagamento seria feito da seguinte maneira: metade de imediato e a outra metade quando do encerramento do serviço. Logo no início dos trabalhos, Vivaldo contratou os serventes Reginaldo Nonato e Simplício de Deus, prometendo-lhes o pagamento de um salário mínimo mensal. Ocorre que, passados três meses, Reginaldo e Simplício nada receberam. Tentaram entrar em contato com Vivaldo, mas este tinha desaparecido. Por conta disso, abandonaram a obra e ajuizaram uma ação trabalhista em face de João da Silva, pleiteando os três meses de salários atrasados, além das verbas resilitórias decorrentes da rescisão indireta provocada por Vivaldo. Diante desse caso concreto, é correto afirmar que João da Silva (A) deve ser condenado a pagar os salários atrasados e as verbas resilitórias decorrentes da rescisão indireta, uma vez que é o sucessor trabalhista de Vivaldo Fortuna. (B) deve ser condenado a pagar apenas os salários atrasados, mas não as verbas resilitórias, uma vez que não foi ele quem deu causa à rescisão indireta. (C) não deve ser condenado a pagar os salários atrasados e as verbas resilitórias decorrentes da rescisão indireta, uma vez que a obra não foi devidamente encerrada. (D) não deve ser condenado a pagar os salários atrasados e as verbas resilitórias decorrentes da rescisão indireta, uma vez que é o dono da obra e não desenvolve atividade de construção ou incorporação.
Resposta: D

74 (FGV – OAB 2010.3) O empregado Vicente de Morais foi dispensado sem justa causa. Sete dias depois, requereu a liberação do cumprimento do aviso prévio, pois já havia obtido um novo emprego. O antigo empregador concordou com o seu pedido, exigindo apenas que ele fosse feito por escrito, junto com a cópia da sua CTPS registrada pelo novo empregador, o que foi realizado por Vicente. Diante dessa situação, o antigo empregador deverá (A) integrar o aviso prévio ao pagamento de todas as verbas rescisórias por ele devidas, uma vez que o aviso prévio é irrenunciável. (B) deduzir o aviso prévio do pagamento de parte das verbas rescisórias devidas, uma vez que o empregado renunciou livremente a esse direito, mas o aviso prévio continuará incidindo sobre as parcelas de natureza salarial. (C) deduzir o aviso prévio do pagamento de parte das verbas rescisórias devidas, uma vez que o empregado renunciou livremente a esse direito, mas o aviso prévio continuará incidindo sobre as parcelas de natureza indenizatória. (D) pagar as verbas rescisórias, excluindo o valor equivalente ao dos dias remanescentes do aviso prévio.
Resposta: D

75 (FGV – OAB 2010.3) Uma Fundação Municipal de Direito Público decidiu implementar uma reestruturação administrativa, a fim de produzir melhores resultados, com proveito para a sociedade como um todo, prestigiando a sua função social e o princípio da eficiência. Para tanto, desenvolveu um Plano de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV), por meio do qual o empregado que aderisse receberia as verbas resilitórias, acrescidas de um bônus de 80% sobre o seu

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valor. Ao ler atentamente os termos do PIDV, o empregado Josué de Souza constatou a existência de uma cláusula em que se previa a expressa e geral quitação das obrigações oriundas do contrato de trabalho, nada mais havendo a reclamar depois de efetuado o ajuste. Após refletir cuidadosamente sobre a questão, Josué resolveu aderir ao PIDV. Ocorre que, tão logo recebeu as verbas resilitórias e o bônus de 80%, Josué ajuizou uma ação trabalhista em face da Fundação, pleiteando o pagamento de horas extraordinárias e os reflexos delas decorrentes, sob o argumento de que essas parcelas não foram englobadas expressamente pelo PIDV. Em defesa, o antigo empregador reconheceu a existência de trabalho extraordinário, mas afirmou que as querelas oriundas do contrato de emprego já haviam sido definitivamente solucionadas pelo PIDV. Diante dessa situação concreta, é correto afirmar que o pedido de pagamento de horas extraordinárias e reflexos deve ser julgado (A) procedente, uma vez que o PIDV efetua a quitação exclusivamente das parcelas e valores dele constantes. (B) improcedente, haja vista a cláusula de quitação geral prevista no PIDV. (C) improcedente, haja vista a natureza jurídica de renúncia do PIDV. (D) procedente, uma vez que Josué de Souza possui prazo de cinco anos após o término do contrato para pleitear tudo o que entender cabível.
Resposta: A

85.1

Contrato por prazo determinado

Os contratos de prazo determinado são exceção. Quando há prazo determinado não há aviso prévio. Aqui, não há a multa do FGTS. Esses contratos não geram nenhum tipo de estabilidade. O empregado que sofre acidente durante o contrato por prazo determinado gera estabilidade – quando há acidente de trabalho gera estabilidade.
Art. 443 - O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado. §1º - Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada. §2º - O contrato por prazo determinado só será válido em se tratando: a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo; b) de atividades empresariais de caráter transitório; c) de contrato de experiência.

§2, a – serviço transitório. Exemplo: acréscimo de serviço, ou seja, empresa recebe encomenda de um cliente. §2, b – empresa transitória. Estes dois tipos de contratos podem ser pactuados por no máximo 2 anos e admite uma só prorrogação. O limite máximo é de 2 anos – o contrato junto com a prorrogação pode ter no máximo 2 anos. §2, c – contrato de experiência – empregada ficou grávida no curso do contrato de experiência tem estabilidade? Não, é um contrato de experiência. A regra da prorrogação do contrato de experiência é idêntica às de cima, mas o limite máximo é de 90 dias. Entre um contrato e outro, deve haver um prazo mínimo de 6 meses. Caso o empregador rescinda o contrato sem justa causa e antes da data final certa já pactuada, deverá ao empregado uma indenização equivalente a metade do que este deveria receber até o cumprimento integral do re-

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uol. Subordinação sempre existirá. sob a dependência deste e mediante salário. Os empregados são de responsabilidade da empresa e quem irá responder pelo passivo trabalhista todo o tempo.pode ter limite de prazo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 136 ferido contrato. e não de uma subordinação direta. Art.br | 11 99610348 facebook. 85. 479 e 480. http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak . Relação de trabalho ≠ relação de emprego. o empregado também deverá ao empregador uma indenização até o limite a que teria direito em condições idênticas. e . a presunção de fraude na relação estará configurada. já que o art. 85. Em caso inverso. Arts. 19 da Lei 4. Observação 1: Em contratos de compra e venda de sociedades/companhias.Considera-se empregador a empresa. 448 . inicialmente é o atual proprietário.A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados.2 Terceirização Requisitos básicos: . individual ou coletiva. não podendo ser subordinado ao tomador de serviços. . como vimos com o empregado.com. assumindo os riscos da atividade econômica. CLT. que. 85. e não de fim.Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador. pois se trata de uma norma da empresa. O autônomo assume o risco da atividade como se fosse um empregador.3 Sujeitos do contrato de trabalho Empregador: Art. 3º . Art.1 Tipos de trabalhadores e empregados Autônomo Autonomia no serviço. 2º .com. admite. falência etc. mas somente se ficar demonstrado o prejuízo. 10 . responsabilizando o outorgante vendedor até a data da compra e o promitente comprador após a data efetiva da compra. tem que ser de meio.impessoalidade na contratação.886/65 descreve que o representante tem de prestar contas de seu serviço sempre que solicitado – trata-se de uma subordinação irreal.).3. . Súmula 163. muitas vezes há cláusula sobre o passivo trabalhistas.br | leonardosakaki@uol.para que a atividade terceirizada fique caracterizada. como de fato pode até ser.há responsabilidade subsidiária do tomador de serviços. Se se verificar que o trabalhador presta serviços somente a um tomador de serviços. TST: nas rescisões antecipadas nos contratos de experiência caberá aviso prévio. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. Observação 2: o risco da atividade econômica jamais poderá ser transferido ao empregado (inadimplência dos clientes.sites.Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não afetará os direitos adquiridos por seus empregados. somente recaindo em bens do antigo sócio em determinadas circunstâncias (ver tópico sobre execução). Empregado: Art.

Sua distinção preponderante com relação ao empregado é que o avulso é esporádico. não tendo.sites. esporádico. Sua única diferença com relação ao eventual é que a contratação do avulso é sempre intermediada por um órgão arregimentador. Em época de prova a jornada normal cairá pela metade (sem redução na bolsa auxílio).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 137 Eventual Aquele que presta serviços de natureza urbana ou rural de caráter eventual. intransferibilidade de quotas a terceiros. Rural (Lei 5. Normalmente um sindicato arregimenta o trabalhador avulso e o envia para a atividade necessária. mas desenvolvendo atividade rural. Teoria dos fins: eventual é o trabalhador que vai desenvolver numa empresa serviço não coincidentes com os seus fins normais. A fixação de um operário a um só tomador é indício claro de fraude na relação. pode ser considerado emprego rural.br | leonardosakaki@uol.788/08) Revogou a lei anterior. Teoria do evento: o trabalhador é admitido numa empresa para determinado evento (acontecimento.Qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa. obra. ainda que por herança. Cooperativa nasce da simples vontade de seus membros. 15 da Lei de Estágio. o trabalhador avulso difere do empregado em virtude de ser esporádico. Estagiário (Lei 11. gera vínculo de emprego. trabalha de vez em quando. mesmo que exista um diretor. não tem expectativa de retorno.br | 11 99610348 facebook.889/73) Atividade voltada para agricultura ou pecuária em propriedade rural. o que. O vale transporte passou a ser obrigatório. Se o estagiário suplementar a jornada dele. serviço específico). nem entre estes e os tomadores de serviços daquela. 442.com. mas não há patrão. Teoria da fixação: não se fixa a uma fonte de trabalho – a fixação é jurídica. Não terá longa duração. se configura com rotineiridade prática nesta relação.com. mas com número mínimo necessário a compor a administração da sociedade. o requisito da habitualidade. todos autônomos. concurso de sócios sem limitação de número máximo. Contrato expresso de estágio com duração máxima de 2 anos. quando o estágio não for obrigatório. http://leonardosakaki. sem relação de emprego. Art. Ainda que no âmbito urbano. Em época de férias a jornada pode aumentar para 40 horas semanais. não existe vínculo empregatício entre ela e seus associados.com/leonardosakaki | @leosak . Cooperativa Variabilidade ou dispensa do capital social. Art. Os ganhos são repartidos. Parágrafo único . vira empregado.uol. Teoria da descontinuidade: trabalhador ocasional. infelizmente. portanto. Recesso de 30 dias corridos que deve ser usufruído preferencialmente com as férias escolares. Jornada de trabalho: 6 horas diárias e 30 horas semanais (estagiário de nível superior). automaticamente estará desligado. Avulso Assim como o eventual. Terminada sua missão. a uma ou mais empresas.

não existe empregado pessoa jurídica.sites. mas iniciando o recolhimento torna-se obrigatório). Art. Expectativa de retorno do empregado num determinado dia. prestação de serviços à pessoa ou a família.3. âmbito residencial. tem o requisito da pessoalidade no vínculo de emprego. empresa esta que. Há o requisito da habitualidade. Quando a CLT trouxe esse requisito de pessoa física. É muito comum nas audiências trabalhistas. Temporário (Lei 6. não quis apenas excluir a pessoa jurídica. CLT. e (ii) acúmulo extraordinário de serviço. ainda que seja 1 vez por semana. adicional noturno. obrigatoriamente.br | 11 99610348 facebook. http://leonardosakaki.uol.859/72) Serviço de natureza contínua e de finalidade não lucrativa a pessoa ou a família no âmbito residencial destas. salário família. O último requisito é o salário. Não existe vínculo de emprego gratuito. tem que ser registrada nas Delegacias Regionais de Trabalho. não existe doméstico em empresa. mesmo não trabalhando no âmbito residencial. onerosidade. órgãos do Ministério do Trabalho e Emprego destinado à fiscalização das relações de emprego.com/leonardosakaki | @leosak . Diarista Continuidade e habitualidade são figuras distintas e só admite como empregado doméstico aquele que presta serviços mais de 2 vezes durante a semana.2 Relação de emprego Empregado deve ser pessoa física. 9.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 138 Domésticos (Lei 5. intervalos. adicional de periculosidade.br | leonardosakaki@uol. Institutos que os domésticos não têm direito: hora extra. Pessoalidade = empregado nunca pode se fazer substituir. (ver detalhes abaixo) 85.com. Indispensável: ausência de lucro do empregador doméstico nem mesmo no local onde o empregado doméstico trabalha. O terceiro requisito é o da subordinação. Referido empregado deverá ser contratado por uma empresa locadora de mão de obra. Atenção: motorista de uma residência é empregado doméstico.com. Empregado pode ser substituído. FGTS é facultativo (o início do recolhimento é facultativo. ainda que não tenha intenção de lucro. adicional de insalubridade.019/74) Deverá ser prestado nas seguintes situações: (i) necessidade transitória de substituição de pessoal. Juiz do trabalho pode anular a abertura de uma empresa? Sim. mas o emprega não pode se fazer substituir. Única exceção: empregado doméstico tem que trabalhar pelo menos 3 vezes por semana para terem habitualidade.

não eventual. CLT Tem que ter a anuência do empregado. não caracteriza mais o vínculo de emprego: pessoa física. Não pode haver prejuízo ao empregado. A terceirização não compreende contratação pessoal de serviços. faltando 1. O empregado. Diferenças entre temporário e terceirização: A terceirização não precisa conter limite de prazo. a empresa tomadora ou cliente é solidariamente responsável pelo recolhimento das contribuições previdenciárias.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 139 Esses requisitos são cumulativos. para localidade diversa da que resultar do contrato. sem a anuência do empregado cujo contrato tenha como condição.019/74 Hipóteses: Acréscimo de serviços. independentemente de real necessidade do serviço. com mudança de domicílio. com mudança de domicílio. (C) o empregador pode. A terceirização deve compreender contratação de atividade meio e nunca de atividade fim. Mudanças feitas de forma unilateral serão nulas. implícita ou explícita. 72 (FGV – OAB 2010. no caso de real necessidade do serviço. Alterações no contrato de trabalho devem ser pactuados por mútuo consentimento. sem a anuência do empregado exercente de cargo de confiança. Em caso de falência da locadora. salário.sites. a tomadora de serviços se responsabiliza solidariamente para com os créditos trabalhistas dos empregados. Necessidade transitória de substituição de pessoal. 85. transferi-lo. 468. para localidade diversa da que resultar do contrato.com. (D) o adicional de 25% é devido nas transferências provisórias e definitivas.4 Contrato Temporário – Lei 6. Na terceirização há responsabilidade subsidiária do tomador de serviços sempre.com/leonardosakaki | @leosak . Atenção: No caso de falência da empresa de trabalho temporário. diante da nulidade declarada.com. Resposta: C http://leonardosakaki.5 Alteração do contrato de trabalho – art. (B) o empregador pode. pode então postular a reparação com o retorno do contrato à sua situação anterior. 85. é correto afirmar que (A) é considerada alteração unilateral vedada em lei a determinação ao empregador para que o empregado com mais de dez anos na função reverta ao cargo efetivo. podendo ser prorrogado por mais 3 meses. Limite máximo de 3 meses.br | 11 99610348 facebook. no tocante ao tempo em que o trabalhador esteve sob suas ordens assim como em referência ao mesmo período.br | leonardosakaki@uol. pela remuneração e indenização prevista nesta lei.uol. dependência. transferi-lo.3) Relativamente à alteração do contrato de trabalho.

uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 140 85.5. gorjeta. 469. Vale transporte pago em dinheiro é fraude e integra a remuneração. mas para o empregado também. consiste em salário in natura. e não o salário). (ii) PLR. aviso prévio e DSL. As despesas com transferência serão do empregador. Não integra a remuneração: (i) gratificações (exemplo: plano de saúde).3) Em se tratando de salário e remuneração. não integra a remuneração do empregado. o adicional não será devido. ele estaria gastando o salário no trabalho. é correto afirmar que (A) o salário-maternidade tem natureza salarial. 86 Salário Salário é a importância fixa estipulada pela prestação de serviço.sites. Salário pago através de bens econômicos. A gorjeta integra a remuneração. adicional noturno. habitualmente paga. salvo para horas extras.com. 70 (FGV – OAB 2010. CLT Quando acarreta mudança de domicílio do empregado. Súmula 354 do TST consideram gorjeta o valor dado não só ao empregador. pelo menos 30% do salário tem que vir em dinheiro. Pessoa que trabalha em loja de roupa é obrigado a comprar roupa da loja para trabalhar e isso é descontado no fim do mês não é salário utilidade – o "uniforme" tem que ser dado.1 Adicional de transferência – art. das horas extraordinárias. (vi) salário in natura ou salário utilidade. (B) as gorjetas integram a base de cálculo do aviso prévio. adicionais e comissão). (C) o plano de saúde fornecido pelo empregador ao empregado. §3. Remuneração é o conjunto de títulos que recebe o empregado por sua prestação de serviços (exemplos: hora extra.com. Para ter natureza salarial a utilidade deve ser dada pelo trabalho e não para o trabalho. o adicional devido é de 25% sobre o salário. e não só o salário (13 salário deve ser em cima de remuneração. Se a gratificação for ajustada. integra a remuneração. No caso de transferência provisória.br | 11 99610348 facebook. A base de cálculo para todos os fins trabalhistas é a remuneração.com/leonardosakaki | @leosak . É vedado transferir o empregado sem a sua autorização. em razão de seu caráter contraprestativo. Não posso pagar a totalidade do salário em utilidade. Quando a transferência for de caráter definitivo ou se partir por iniciativa do empregado. (v) gorjetas.br | leonardosakaki@uol. do adicional noturno e do repouso semanal remunerado. (D) a parcela de participação nos lucros ou resultados. (iii) vale transporte. (iv) diárias até 50% do salário. Resposta: D http://leonardosakaki.

Em utilidades: os salários podem ser pagos em bens econômicos. Em face dessa situação concreta.00 por dia.com/leonardosakaki | @leosak . Inconformado.br | 11 99610348 facebook. ou seja. a fim de comprovar que Marcos não o efetuou. Resposta: B Formas de ajuste de pagamento de salário: Por tempo: mensal.br | leonardosakaki@uol. assinale a alternativa correta relativa à distribuição do ônus da prova. Marcos da Silva.sites. estava obrigado a utilizar duas linhas de ônibus para e ir e para voltar do trabalho para casa. devendo o juiz indeferir qualquer requerimento nesse sentido. a fim de comprovar que Marcos não efetuou o seu próprio requerimento. considera-se não pago. apesar de morador de outro município da região metropolitana. Regras de proteção ao salário: Irredutibilidade. Por tarefa. ao custo de R$ 16. a fazer o pagamento dos salários e remunerações através de conta bancária aberta para este fim (conta salário). sendo para o seu trabalho. Em virtude dos gastos com as passagens.uol.3) Contratado para trabalhar no Município de Boa-Fé pela empresa X. com o consentimento do empregado. sem qualquer menção ao vale-transporte. ao que lhe foi dito que seria providenciado. diária… Por produção ou unidade de obra. (D) Não há mais provas a serem produzidas. http://leonardosakaki. o empregador alegou que Marcos nunca fez qualquer requerimento nesse sentido. Meios de pagamento de salário: Dinheiro: moeda corrente do país. pelo menos 30% dele deve ser pago em dinheiro. Marcos foi dispensado sem justa causa. Os bens fornecidos pelo empregador ao empregado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 141 80 (FGV – OAB 2010. residente no Município de Última Instância. porém.com. mesmo que gratuitamente. mas os bens fornecidos pelo trabalho sim. Impenhorabilidade. os bens fornecidos para o trabalho não têm natureza salarial. (B) Cabe a Marcos demonstrar que satisfez os requisitos indispensáveis à obtenção do vale-transporte. salvo pensão alimentícia. ou seja. (C) Cabe ao Juiz determinar de ofício que o empregador apresente todos os requerimentos de vale-transporte feitos pelos seus empregados. com participação sindical. Marcos ajuizou ação trabalhista pleiteando o pagamento de vale-transporte. ou em cheque emitido diretamente pelo empregador (cheque de terceiro não paga salário) em favor do empregado salvo se o empregado for analfabeto. a inobservância deste requisito. recebendo as verbas resilitórias. Marcos requereu ao seu empregador que lhe fornecesse valetransporte. não são considerados como salário. Em contestação. semanal. Cheque ou depósito bancário: o Ministério do Trabalho autoriza as empresas situadas em perímetro urbano.com. será possível apenas mediante norma coletiva. pois nunca recebeu essa prestação. (A) Cabe ao empregador apresentar todos os requerimentos de vale-transporte feitos pelos seus empregados. Passados oito meses.

por exemplo. descrevendo verba única. hora extra e repouso semanal remunerado. Piso salarial: valor mínimo. não incorporando este nas férias e qualquer outro instituto.sites. quando o trabalhador ganha o valor calculado em percentagem sobre a peça. 462. O pagamento deve ser feito com base no salário de dezembro.com. não se trata de comissão. salvo quando resultar de adiantamento ou art. Tem caráter de doação. Não serve para base de cálculo para as parcelas de aviso prévio.uol. Diária ≠ reembolso ou adiantamento de despesas. Comissões: retribuição do serviço realizado pelo trabalhador. e sim percentagem. Houve edição da lei 8. Aquele que. Tipos especiais de salário: Abonos: é o adiantamento dado pelo empregador ao empregado. uma antecipação salarial. Era utilizado para burlar a lei para pagamento de aumento em forma de abono.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 142 Intangibilidade.238/91 que o incorporou ao salário. 13º salário É devido para qualquer tipo de empregado – temporário. para determinada categoria profissional. Nestes compensa-se o valor que foi gasto pelo empregado enquanto que as diárias são fixas.br | 11 99610348 facebook. quita todos os títulos. Tanto faz o dado diretamente pelo cliente ou o cobrado pela empresa. Salário profissional: deriva de ajuste entre o poder público e certo grupo profissional. CLT – empregado causa dano por dolo à empresa. Salário complessivo: não é admitido em nossa legislação. se o dano decorreu de culpa também. desde que tenha previsão contratual. Gorjetas Integra a remuneração. http://leonardosakaki. Denominações: Salário mínimo: fixado por MP. não importando que o empregado tenha gasto mais ou menos. estipulado em convenção ou acordo coletivo.com. Pagamento feito aos empregados para recompensá-los por despesas de viagem. Comissões ≠ Percentagem – comissão é preço fechado (R$5. previsto na CF/88. Salário normativo: é aquele fixado em sentença normativa proferida em dissídio coletivo perante os Tribunais de Trabalho. alimentação etc. comissões ou percentagens. com hotéis. doméstico e rural também têm direito a ele. a base será a média anual desta. não poderá haver descontos.br | leonardosakaki@uol. O empregador pode estornar a comissão paga se houver inadimplência do comprador. adicional noturno.00 por peça vendida). Se o salário for variável. como quando o empregado receber.com/leonardosakaki | @leosak . Diárias Tem caráter indenizatório.

de fato.Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira. http://leonardosakaki. Diante desta situação jurídica.Sendo idêntica a função. será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica. pelo empregado. para os fins deste Capítulo. Atenção: função ≠ cargo. se for demonstrado.sites.com. sem distinção de sexo. uma vez que a determinação das atividades. entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a 2 (dois) anos. considerando como mês integral aquele que o empregado trabalhar 15 dias ou mais dentro do mês. é correto afirmar que: (A) o pedido está inepto. Nela. na base de 1/12 por mês trabalhado. (B) o pedido deve ser julgado improcedente.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 143 Quando há rescisão do contrato.com. (D) o pedido deve ser julgado procedente em parte. Marcos percebeu que o gerente lhe estava repassando tarefas alheias à sua função. dentro de cada categoria profissional. postulou uma obrigação de fazer – o seu reenquadramento para a função de tesoureiro – e o pagamento das diferenças salariais do período. é devido ao empregado. ao fim dos quais Marcos decidiu ajuizar uma ação trabalhista em face do seu empregador. prestado ao mesmo empregador. conforme constava do quadro de carreira da empresa devidamente registrado no Ministério do Trabalho e Emprego.2) Marcos foi contratado para o cargo de escriturário de um banco privado. § 1º . as atribuições que lhe estavam sendo exigidas deveriam ser destinadas ao cargo de tesoureiro. as promoções deverão ser feitas alternadamente por merecimento e por antiguidade. cujo nível e cuja remuneração eram bem superiores. encontra-se dentro do jus variandi do empregador. que as suas atividades correspondiam. exceto na demissão por justa causa. Resposta: C 87 Suspensão e interrupção do contrato Suspensão é a paralisação temporária dos serviços. uma vez que só a partir da decisão judicial que determine o reenquadramento é que o empregado fará jus ao aumento salarial.com/leonardosakaki | @leosak . Esta situação perdurou por dois anos. A rigor. para as quais o empregado está obrigado. 461 . em que o empregado não recebe salários. e não conta como tempo de serviço. § 2º . § 3º . (C) o pedido deve ser julgado procedente. uma vez que este é um caso típico de equiparação salarial e não houve indicação de paradigma. àquelas previstas abstratamente na norma interna da empresa para o cargo de tesoureiro. a todo trabalho de igual valor. nacionalidade ou idade.No caso do parágrafo anterior. corresponderá igual salário.Trabalho de igual valor. na mesma localidade.uol. hipótese em que as promoções deverão obedecer aos critérios de antiguidade e merecimento. com incidência no FGTS.br | 11 99610348 facebook.O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física ou mental atestada pelo órgão competente da Previdência Social não servirá de paradigma para fins de equiparação salarial.br | leonardosakaki@uol. Atenção: §§2 e 4 trata da excludente de equiparação 46 (FGV – OAB 2010. Equiparação salarial Art. Iniciada sua atividade. § 4º .

assinale a alternativa correta. 48 (FGV – OAB 2010. não poderá trabalhar. convenção coletiva. licença à gestante. empregado de uma empresa siderúrgica. (C) Paulo tem direito a ser readmiti do. em razão da suspensão do contrato de trabalho que se operou a partir do décimo sexto dia de afastamento. Diante do exposto. Período de greve. salvo acordo. mas é contado como tempo de serviço.br | leonardosakaki@uol. (D) Paulo tem direito a ser reintegrado.. ele foi dispensado sem justa causa por seu empregador. pois não pode recolher INSS.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 144 Falta injustificada. Resposta: D 88 Aviso prévio http://leonardosakaki. ministro. Auxílio-doença até o 15º dia.sites. Se a pessoa não recuperar a capacidade laborativa em no máximo 5 dias. Durante este período de percepção do benefício previdenciário. A pessoa que desejar trabalhar deverá informar ao INSS que houve a recuperação da capacidade laborativa. pois há percebimento de salário e o período é contado como tempo de serviço. entrando em gozo de auxílio-doença acidentário. há a suspensão do contrato.br | 11 99610348 facebook. que passará a ser efetuado pelo INSS. licençamaternidade. faltas justificadas.com. Aviso prévio As 2h ou a dispensa de 1 semana são tidas como interrupção. sofreu acidente do trabalho. Sendo registrado ou autônomo. deputado etc.com. Observação: uma pessoa que recebe aposentadoria por invalidez não pode trabalhar de jeito algum. cessando as obrigações do empregador de efetuar o pagamento do salário. laudo arbitral ou sentença normativa dispondo em contrário. extingue/rescinde o contrato de trabalho. Interrupção ocorre quando a empresa continua pagando salários ao empregado e o tempo inativo conta como de serviço. a partir do décimo sexto dia de seu afastamento. portanto. Aposentadoria por invalidez é caso de suspensão do contrato de trabalho. férias. Serviço militar Não é devida remuneração nesse período. Auxílio-doença após o 15º dia. Cargo público Se o empregado se afasta para exercer cargo de senador. (A) Paulo tem direito a ser reintegrado.2) Paulo. com fundamento na garanti a provisória de emprego assegurada ao empregado acidentado.uol. DSR (descanso semanal remunerado). assim como o dia da semana em que o rural não trabalha.com/leonardosakaki | @leosak . em razão da interrupção do contrato de trabalho que se operou a parti r do décimo sexto dia de afastamento. recolherá INSS. com fundamento na garantia provisória de emprego assegurada ao empregado acidentado. (B) Paulo tem direito a ser readmiti do.

a jornada é de 4h diárias e 20 semanais. CLT. Indenizado: O art. Deverá pagar de forma indenizada o período correspondente ao aviso prévio. Considera-se empregado toda pessoa física. O §8 deste mesmo artigo impõe uma multa de 1 salário do empregado em seu favor caso esses prazos não sejam observados. TST: é inválida a concessão do aviso prévio na fluência da garantia de emprego. 88.com/leonardosakaki | @leosak .uol. Súmula 348. Indenizado: desligamento imediato do obreiro. Contrato de estágio pode ter no máximo 2 anos. O prazo de aviso prévio é de no mínimo 30 dias. 3. O rural trabalha um dia a menos por semana. Nível superior é de 6h e 30 semanais. se isso ocorrer. não eventual (habitualidade). 47 (FGV – OAB 2010. Domésticos têm que trabalhar pelo menos 3 vezes por semana para haver habitualidade. impõe que as verbas rescisórias devem ser pagas até o 1º dia útil subsequente ao término do aviso prévio trabalhado ou em 10 dias corridos.com. adicional de insalubridade. TST: pode o empregado renunciar o restante do aviso prévio. 88. Qualquer descumprimento da lei gera vínculo de emprego. Súmula 230.br | leonardosakaki@uol.1 Aviso prévio concedido pelo empregador Trabalhado: art. 488. CLT – trabalhar 2 horas menos por dia – ou ele trabalha 2 horas a menos por dia ou sai uma semana antes – é o empregado que opta.sites. §6. adicional de periculosidade. FGTS é facultativo. ante a incompatibilidade dos 2 institutos. sendo essa usufruída preferencialmente junto com as férias escolares.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 145 Aviso prévio não cabe nos contratos por prazo determinado. Deverá ser avisado com 30 dias de antecedência.2 Concedido pelo empregado Trabalhado: não há redução da jornada.com. 89 Vínculo de emprego Art.2) http://leonardosakaki. pessoalidade na relação de emprego. Estagiário passou a ter férias. obrigatoriamente. desde que comprovada a obtenção de novo emprego. Não cabe nas demissões por justa causa. 477. salário família. Em época de prova a jornada cairá pela metade. CLT. Em época de férias escolares poderá ser aumentado em 8h diárias e 40 semanais.br | 11 99610348 facebook. caso ele seja indenizado ou em sua ausência. Para nível médio. subordinação. caracteriza a nulidade do aviso gerando um novo aviso prévio a ser indenizado pelo empregador. adicional noturno. TST: é vedado substituir a jornada reduzida do aviso prévio por horas extras. intervalos. Institutos que os domésticos não têm direito: hora extra. Súmula 276.

o Sr.3) http://leonardosakaki. Demétrius descobre que a Sra. Lei 11. O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador. Observação: empresas têm faculdade de dar mais 60 dias de licença. Só o vice-presidente da CIPA tem estabilidade.com. do registro de sua candidatura e.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 146 Joana foi contratada para trabalhar de segunda a sábado na residência do Sr. sendo que é a própria empresa quem paga essa licença. de 70 anos. Resposta: B 90 Estabilidade É o direito de o empregado permanecer no emprego.sites. independentemente da idade da criança. assinale a alternativa correta.br | 11 99610348 facebook. rescindindo a prestação de serviços. c) Gestante: da confirmação da gravidez até 5 meses após o parto. mesmo contra a vontade do empregador. Justa causa quebra a estabilidade.com/leonardosakaki | @leosak . inconformada. Levando-se em consideração a situação de Joana. (A) A função de acompanhante é incompatível com o reconhecimento de vínculo de emprego doméstico.br | leonardosakaki@uol. ajuíza ação trabalhista para que lhe seja reconhecida a condição de empregada doméstica e garanti do o seu emprego mediante reconhecimento da estabilidade provisória pela gestação.770/08 faculta as empresas a dar mais 2 meses de licença maternidade. pois este não é um direito garanti do à categoria dos empregados domésticos. pois o contrato de três meses é automaticamente considerado de experiência para o Direito do Trabalho e pode ser rescindido ao atingir o seu termo final. d) acidente de trabalho: 1 ano a partir do retorno ao trabalho. Observação: pai adotante tem direito a licença paternidade de 5 dias. como sua acompanhante.uol. Não tem direito a estabilidade. A licença gestante é de 120 dias – 28 dias antes e 92 dias após o parto. Joana está grávida. (D) Joana não fará jus à estabilidade gestacional. (B) Joana faz jus ao reconhecimento de vínculo de emprego como empregada doméstica. O pagamento da licença é feito pelo INSS. 71 (FGV – OAB 2010. Joana. a) Dirigente Sindical (presidente ou vice-presidente sindical) a partir do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional. até 1 ano após o final b) Membro da CIPA Ambos têm estabilidade. não tira da empregada o direito à estabilidade. Mãe adotante tem direito a essa licença – 120 dias. em troca de um incentivo fiscal.com. (C) Joana não fará jus à estabilidade gestacional. recebendo salário mensal. Em caso de aborto. cessa no ato do aborto. Demétrius. se eleitos. até 1 ano após o final do mandato – titulares e suplentes. Ao exato término do terceiro mês de prestação de serviços.

com. (C) os membros do Conselho Curador do FGTS representantes dos trabalhadores. XIII. CF e art. CLT http://leonardosakaki. Multa do FGTS: 40% sobre os depósitos atualizados feitos por aquele empregador e não sobre o saldo – esse é o valor que o empregado recebe. Aposentadoria. a ser depositado e arcado pelo empregador.uol. Morte do empregado. Depósito de 8% da remuneração do empregado. Depósito até o dia 7 de cada mês pertinente à importância devida a título do FGTS no mês anterior. (D) o registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio não obsta a estabilidade sindical. regularmente comprovada por processo sindical. têm direito à estabilidade no emprego. e multa de 20%. mas 50% é o que o empregador paga – em caso de dispensa sem justa causa e na rescisão indireta.com. autárquica ou fundacional não é beneficiário da estabilidade prevista na Constituição da República de 1988. (B) a empregada gestante tem direito à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. 7. que se restringe ao ocupante de cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. Moléstia grave. Conta inativa por 3 anos ou mais. porque ainda vigente o contrato de trabalho.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 147 Com relação às estabilidades e às garantias provisórias de emprego. Culpa recíproca – pagamento de todas as verbas rescisórias pela metade. 25% na culpa recíproca e na força maior. efetivos e suplentes. 58. Resposta: C 91 FGTS Lei 8. Compra da casa própria. somente podendo ser dispensados por motivo de falta grave.036/90.com/leonardosakaki | @leosak . uma vez que se visa à proteção do instituto da maternidade. Se o débito for pago até o último dia de cada mês. Rescisão indireta – justa causa do empregador.sites. da nomeação até um ano após o término do mandato de representação.br | 11 99610348 facebook. Força maior – empresa fecha por força maior – pagamento de todas as verbas rescisórias pela metade. é correto afirmar que (A) o servidor público celetista da administração direta. Hipóteses de saque: Demissão sem justa causa. 92 Jornada de trabalho – art. Desastre natural.m. sob pena de incidir em juros de 1% a.essas penalidades não são revertidas em favor do trabalhador. Quanto empregado completa 70 anos de idade. a multa fica reduzida para 10% .br | leonardosakaki@uol.

CLT. respeitado o limite de validade do acordo. Telefonistas e trabalhadores em turno ininterrupto de revezamento – 6 horas diárias e 36 horas semanais. Trabalhadores externos não sujeitos a controle de jornada. não pode ser excedida as 2 horas extras diárias. mediante o pagamento do adicional de horas extras. A condução fornecida pelo empregador deve ter a jornada in intinere – percurso de ida ao trabalho como hora de trabalho. Se a hora extra. Só cabe se for por norma coletiva. (C) Pode ser compensado após a rescisão do contrato de trabalho. aviso prévio etc. O Tribunal Superior do Trabalho entendeu que isso é possível – OJ 323 da SDI-1/TST. Empregados excluídos da jornada de trabalho – não têm direito a hora extra: Domésticos Gerentes (exercer cargo de confiança e receber pelo menos 40% a mais de gratificação de função). deverão integrar as outras verbas.com. verbal ou por escrito. e não as horas trabalhadas. Acordo de prorrogação de horas: empregador pode assiná-lo juntamente com o empregado. de 50%.com. forem suprimidas pelo empregador. assinale a alternativa correta. Exceção: bancários – 6 horas diárias e 30 horas semanais. como 13º salário. http://leonardosakaki. que agora é cabível: quando o empregado trabalho numa semana 40 horas e na semana seguinte 48 horas. 41 (FGV – OAB 2010. se houver crédito em favor do trabalhador. 8 horas diárias e 44 horas semanais. Se forem pagas com habitualidade. no mínimo. Gerente bancário recebe ⅓ de gratificação e não está totalmente excluído da jornada de trabalho – será de 8 horas diárias. 59. Empresa em local de difícil acesso ou não servido por transporte público: nestes casos também haverá a jornada in intinere – será considerado in intinere quando houver a condução fornecida pelo empregador e uma dessas duas hipóteses. após 1 ano de habitualidade. (A) Pode ser instituído mediante acordo. Compensação de horas: no caso de acordo de compensação (ou banco de horas) está previsto no art. facultando-se a participação dos sindicatos representantes das categorias. O menor de 18 anos não poderá assinar este acordo. A compensação deverá ser feito em no máximo 1 ano. (B) Não admite compensação de jornada que ultrapassar o limite máximo de 10 horas diárias.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 148 Jornada de trabalho é aquele tempo que o empregado está à disposição do empregador. Mesmo havendo acordo de compensação.2) A respeito do regime de compensação de jornada do banco de horas. Horas extras: no máximo de 2 horas por dia e recebe adicional de. Semana espanhola: existe uma jornada de trabalho chamado de semana espanhola. Jornada in intinere.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. pois só pode fazer hora extra em caso de necessidade urgente e momentânea.br | leonardosakaki@uol. o empregado terá direito a uma indenização. se não compensar paga-se como hora extra. entre empresa e empregado.uol.sites. §2.

69 (FGV – OAB 2010. terminando às 8h. por se tratar de empregado doméstico. (B) Francisco tem direito ao pagamento de horas extraordinárias.com. de adicional noturno e dos respectivos reflexos nas verbas decorrentes da execução e da ruptura do contrato de trabalho. CLT.3) Paulo possuía uma casa de campo. (A) Francisco tem direito ao pagamento de horas extraordinárias e de adicional noturno. (C) Francisco não tem direito ao pagamento de horas extraordinárias e de adicional noturno. se o empregado inicia a sua jornada. onde costumava passar todos os finais de semana e as férias com a sua família. das 11h às 21h. Dispensado sem justa causa. terminando à 24h. 6 a 8 horas: de 1 a 2 horas. Francisco trabalhava com pessoalidade e subordinação. ainda.com/leonardosakaki | @leosak . (D) A redução da hora noturna deveria ter sido observada pelo empregador.com. Resposta: A 94 Intervalos (i) intrajornada: Art. Resposta: B 93 Adicional noturno Adicional No mínimo 20% No mínimo 25% Hora 52”30’ Não tem hora reduzida Jornada Entre 22 e 5h Entre 21 e 5h Entre 20 e 4h Urbano Rural Agricultura Pecuária *O menor não pode laborar neste período.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 149 (D) O excesso de jornada a ser compensada não pode exceder. situada em região rural da cidade de Muzambinho – MG. não lhe assistindo o direito à redução da hora noturna. Intervalos não contam como tempo de serviço. 73. às 3h. 72: mecanógrafos – a cada 90 minutos trabalhados tem que ter 10 minutos de descanso. Aduziu. o empregado receberá de forma integralmente noturna por todo o período. receberá. Contratou Francisco para cuidar de algumas cabeças de gado destinadas à venda de carne e de leite ao mercado local. 71. de segunda a sábado. mas não lhe assiste o direito ao pagamento de adicional noturno.br | leonardosakaki@uol. ou seja. já que não houve prestação de serviços entre as 22h de um dia e as 5h do dia seguinte. http://leonardosakaki. no prazo legal máximo de um semestre. postulando o pagamento de horas extraordinárias. Esse intervalo conta como tempo de serviço. por exemplo. a soma das jornadas semanais previstas para o período. que não era observada pelo empregador a redução da hora noturna. por exemplo. se a jornada tem início. recebendo um salário mínimo mensal. No entanto. assinale a alternativa correta. CLT. às 20h.sites. 4 a 6 horas: 15 minutos.br | 11 99610348 facebook. Diante dessa situação hipotética e considerando que as verbas postuladas não foram efetivamente pagas pelo empregador.uol. art. Entende-se como jornadas mistas aquelas que ingressam no período noturno. §§4 e 5. Art. das 20 às 22h de maneira simples e das 22 às 24h de forma noturna. ajuizou reclamação trabalhista em face de Paulo.

porém.07 29. 95 Férias – arts. Segunda-feira ele tem que trabalhar que horas? 22 horas mais 11 horas de intervalo = 9 horas de domingo + 24 horas DSR = 9 horas da segunda-feira. poderão ser divididas em 2 períodos (um dos quais não poderá ser inferior a 10 dias corridos.5. Período aquisitivo de férias são os 12 meses iniciais em que o empregado trabalha para adquirir o direito às férias. CLT 30 dias corridos de férias (inclusive as domésticas).pago 3 dias antes de o empregado sair para usufruí-las. Faltas Até 5 De 6 a 14 De 15 a 23 De 24 a 32 Mais de 32 Férias 30 dias 24 dias 18 dias 12 dias Não tem direito. 129 e ss.5. CLT.sites.06 Período aquisitivo 29. em casos excepcionais. Os membros de uma família que trabalhem no mesmo local têm direito de gozar suas férias no mesmo período – se assim o quiserem e se não causar prejuízo para o serviço. Estudantes menores de 18 anos têm o direito de gozar suas férias juntamente com as férias escolares. Período concessivo são os 12 meses subsequentes em que o empregado deverá gozar as suas férias. http://leonardosakaki. Se não usufruir o descanso. preferencialmente no domingo.8 Período concessivo Usufruir os 30 dias.com/leonardosakaki | @leosak . Tem que ser de 11 horas consecutivas – art.com. OJ307: a concessão parcial do intervalo implica no pagamento de sua totalidade. Descanso Semanal Remunerado (DSR) – 24 horas consecutivas. Perde também o terço constitucional. Empregado trabalhou até 22 horas do sábado.5.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 150 (ii) interjornada: intervalo feito de um dia para outro. Recebe a sua remuneração mais ⅓ .br | leonardosakaki@uol.com. se não usufruir pagará o dobro mais um terço As férias devem ser gozadas em um só período.uol. Os menores de 18 e maiores de 50 terão as férias em uma só vez. Aviso de 30 dias de antecedência. injustificadamente. paga-se dobrado. Exemplo: 29. perde alguns dias das férias. impreterivelmente.br | 11 99610348 facebook. 66. Quando empregados faltam. Portaria 417/66 pelo menos 1 vez por mês o descanso semanal deverá ser no domingo.

Este adicional é sob o salário mínimo. Só há uma exceção em que não é necessária a perícia: quando o local não existe mais. O uso de equipamento de proteção que elimina o agente nocivo torna indevido o adicional – o que diminui não torna indevido o adicional. (B) salvo para as gestantes e os menores de 18 anos. salvo se tiver outro contrato de trabalho com ele. A perícia é indispensável para apurar a insalubridade – para caracterização da insalubridade. Adicional de 40% quando o grau é máximo. Portaria 3.2) Com relação ao regime de férias.com. se o empregado tiver menos de 12 meses de casa e sair de férias receberá o pagamento proporcional. Férias coletivas: aviso com 15 dias de antecedência à DRT. Até sob revelia tem que ter perícia. EPI e EPC. http://leonardosakaki. (D) as férias podem ser converti das integralmente em abono pecuniário. por opção do empregado. CLT Não precisa ser o dia inteiro o contato com o agente nocivo.com/leonardosakaki | @leosak . O requerimento deverá ser feito com 15 dias de antecedência ao término do período aquisitivo. Todo adicional só é devido mediante a ocorrência da causa. empregados e ao sindicato.uol. 45 (FGV – OAB 2010. (C) o empregado que pede demissão antes de completado seu primeiro período aquisitivo faz jus a férias proporcionais.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 151 Durante suas férias o empregado não poderá prestar serviços a outro empregador.br | 11 99610348 facebook. Adicional de 20% quando o grau é médio. 189.214/78 do Ministério do Trabalho. as férias podem ser gozadas em dois períodos. Venda de férias (abono pecuniário): o empregado pode converter ⅓ do período em abono pecuniário.sites. Só será considerado insalubre a atividade que estiver prevista nessa portaria.br | leonardosakaki@uol. se as férias não forem concedidas no prazo correto o empregador pagará em dobro a remuneração. Dependendo do grau do agente será variável o adicional Adicional de 10% quando o grau é mínimo. é correto afirmar que: (A) as férias devem ser pagas ao empregado com adicional de 1/3 até 30 dias antes do início do seu gozo. Resposta: C 96 Insalubridade – art.

br | leonardosakaki@uol. não gerando qualquer efeito. 13º proporcional. Empregados que trabalham com explosivos ou inflamáveis. saldo de salário.sites. assinale a alternativa correta.com. Todos os empregados que trabalham na área de risco também recebem o adicional.br | 11 99610348 facebook. Perícia é indispensável. receberá férias vencidas. é modalidade de trabalho ilícito. 193. CLT Risco à integridade física do empregado. 42 (FGV – OAB 2010. Quando o perito verifica que cabe os 2 a opção de recebimento é do empregado. perigoso e insalubre do menor de 18 (dezoito) anos de idade são modalidades de trabalho proibido ou irregular. (B) Os trabalhos noturno. Lei 7.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 152 97 Periculosidade – art.com. mesmo sob revelia. (D) A falta de anotação da Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado invalida o contrato de trabalho. Com justa causa Empregado menos de 1 ano: saldo de salário. que não seja aprendiz. Atenção Equipamento de proteção = insalubridade. Empregado mais de 1 ano: dispensa precisa ser homologada no sindicato de classe ou pela DRT e. entretanto é sobre a remuneração. Os eletricitários também ganham o adicional de periculosidade de 30%.369/85.2) No contexto da teoria das nulidades do contrato de trabalho. ⅓ sobre estas férias. Adicional de insalubridade e periculosidade não se cumulam. (C) O trabalho do menor de 16 (dezesseis) anos de idade. http://leonardosakaki. é devido ao empregado somente o pagamento da contraprestação salarial pactuada. (A) Configurado o trabalho ilícito. se houver. não sobre o salário. multa do FGTS e saque. além dos direitos retrocitados. férias proporcionais. Sem justa causa: verbas rescisórias Empregado menos de 1 ano: aviso prévio. se houver. O adicional será de 30% sobre o salário do empregado. não é sobre a remuneração. O menor não pode trabalhar nem em atividade insalubre e nem em atividade perigosa.com/leonardosakaki | @leosak . Resposta: B 98 Rescisão do contrato de trabalho Por decisão do empregador: com ou sem justa causa. Empregado mais de 1 ano: saldo de salário e férias vencidas.uol.

salvo em caso de legítima defesa. João compareceu para trabalhar sem o uniforme e. http://leonardosakaki. onde tomou ciência da sua dispensa por justa causa (indisciplina – art. c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador. (B) está incorreta a aplicação da justa causa.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 153 Art. própria ou de outrem. k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos. uma vez que João descumpriu reiteradamente as ordens genéricas do empregador contidas no regulamento geral. empregado representante da CIPA (Comissão Interna para Prevenção de Acidentes) da empresa por parte dos empregados. foi adverti do.Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador: a) ato de improbidade. e) desídia no desempenho das respectivas funções. passada em julgado. ou for prejudicial ao serviço. gerente de operações da empresa Metalúrgica Comercial. 44 (FGV – OAB 2010. 482 . e a empresa.com. pretende dispensar ambos por falta grave.3) Tício. Passados mais 2 meses. No ato de admissão. ao punir João duas vezes pelo mesmo fato. Diante deste caso concreto (A) está correta a aplicação da justa causa. h da CLT). uma vez que João cometeu ato de insubordinação e não de indisciplina. própria ou de outrem. cerca de cinco meses após a contratação. g) violação de segredo da empresa. h) ato de indisciplina ou de insubordinação. l) prática constante de jogos de azar. arquitetaram um plano para descobrir determinado segredo industrial do seu empregador e repassá-lo ao concorrente mediante pagamento de numerário considerável. d) condenação criminal do empregado. b) incontinência de conduta ou mau procedimento. Contudo. onde constava a obrigatoriedade do uso do uniforme para o exercício do trabalho. João compareceu novamente sem uniforme. e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado. o plano foi descoberto antes da venda. uma vez que o empregador praticou bis in idem.com. tendo sido suspenso por 30 dias.br | leonardosakaki@uol. ou ofensas físicas. agora. (C) está incorreta a aplicação da justa causa. f) embriaguez habitual ou em serviço.Constitui igualmente justa causa para dispensa de empregado a prática. uma vez que João cometeu mau procedimento.uol. caso não tenha havido suspensão da execução da pena. (D) está incorreta a aplicação da justa causa. foi-lhe entregue o regulamento da empresa. nas mesmas condições. Parágrafo único . o fato se repeti u e João foi suspenso por 3 dias. Ao retornar da suspensão foi encaminhado ao departamento de pessoal. de atos atentatórios à segurança nacional.2) O empregado João foi contratado para trabalhar como caixa de um supermercado. Resposta: D 77 (FGV – OAB 2010. 482. juntamente com Mévio. por isso.com/leonardosakaki | @leosak . foi eleito dirigente sindical do Sindicato dos Metalúrgicos. i) abandono de emprego. Entretanto. devidamente comprovada em inquérito administrativo.br | 11 99610348 facebook.sites. salvo em caso de legítima defesa. Seis meses depois. j) ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa. Um mês depois.

br | leonardosakaki@uol. mas tem direito de sacar. Aposentadoria: não extingue contrato de trabalho. férias proporcionais. observado o seguinte: I . inclusive a multa do FGTS. No ato da aposentadoria. e simples dispensa por justa causa em relação a Mévio.a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato. 99. saldo de salário (não tem direito à multa do FGTS). extinção da empresa). receberá: 13 proporcional. Resposta: C Por decisão do empregado: comunicação de dispensa. Se houver sucessor. no prazo decadencial de 30 dias. contados do conluio entre os empregados. independentemente de inquérito. O empregado receberá a sua indenização pela metade. Morte do empregado: herdeiros têm direito a 13º. ⅓ sobre férias e saldo de salário.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 154 Você foi contratado como consultor jurídico para indicar a forma de fazê-lo.com.sites. 8º É livre a associação profissional ou sindical. e simples dispensa por justa causa em relação a Mévio. ressalvado o registro no órgão competente.br | 11 99610348 facebook. Pedido de demissão Empregado menos de 1 ano: aviso prévio. ⅓ sobre estas férias. Não tem direito a aviso prévio nem multa do FGTS.uol. O que deve ser feito? (A) Ajuizamento de inquérito para apuração de falta grave em face de Tício e Mévio. vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical.1 Acordo coletivo e convenção coletiva http://leonardosakaki. (C) Ajuizamento de inquérito para apuração de falta grave em face de Tício. Morte do empregador: o contrato é rescindido em caso de empresa individual. Por desaparecimento de uma das partes (exemplo: morte do empregado. (B) Simples dispensa por falta grave para ambos os empregados. férias proporcionais e vencidas. Art. férias proporcionais. Por força maior: acontecimento inevitável e imprevisível. 99 Direito coletivo do trabalho A CF destaca a impossibilidade de intervenção do Estado na organização do sindicato. ⅓ sobre estas férias. pois o inquérito para apuração de falta grave serve apenas para a dispensa do empregado estável decenal. mas poderá sacar. Por mútuo consentimento. independentemente de inquérito. 13º. (D) Ajuizamento de inquérito para apuração de falta grave em face de Tício. no prazo decadencial de 30 dias. saldo de salário.com/leonardosakaki | @leosak . férias proporcionais. rescisão indireta (justa causa do empregador) ou aposentadoria. Por término do prazo do contrato. o empregado pode optar por continuar ou não empregado. caso tenha havido suspensão deles para apuração dos fatos. Empregado mais de 1 ano: aviso prévio. férias vencidas. Não tem direito à multa do FGTS. férias vencidas mais ⅓. no prazo decadencial de 30 dias. caso tenha havido suspensão dele para apuração dos fatos. afetando as economias da empresa. 13º. ⅓ sobre estas férias.

podem celebrar acordos e convenções coletivos de trabalho.br | 11 99610348 facebook. conforme o caso.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 155 Acordo coletivo é o pacto feito entre sindicato de empregados e empresa. ficam as entidades sindicais ou os trabalhadores.uol. em face do princípio da liberdade sindical. 43 (FVG – OAB 2010. Convenção coletiva é o pacto feito pelo sindicato de empregados e sindicato de empregadores. assinale a alternativa correta. obrigados a comunicar a decisão aos empregadores e aos usuários com antecedência mínima de 72 (setenta e duas) horas da paralisação. (B) Na greve em serviços ou atividades essenciais. (D) O recolhimento da contribuição sindical obrigatória ("imposto sindical") somente é exigido dos empregados sindicalizados.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. (A) Acordo coletivo do trabalho é o acordo de caráter normativo pelo qual dois ou mais sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis.sites. no âmbito das respectivas representações. Resposta: B http://leonardosakaki.2) Com relação ao Direito Coletivo do Trabalho.com. às relações individuais de trabalho. (C) As centrais sindicais. por força de lei.

o Tribunal Superior do Trabalho. então. CF – "juiz de direito" investido de jurisdição (competência) trabalhista. remessa dos autos à Justiça do Trabalho. São órgãos da Justiça do Trabalho: I . (iii) Art. pois estamos conversando sobre competência em razão da matéria.os Tribunais Regionais do Trabalho. nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição. De sentença cabe apelação (TJ ou TRF?) ou recurso ordinário (nos TRT)? Caberá recurso ordinário – parte final do art. I. se na Comarca 2 for criada vara do trabalho.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 156 DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO 100 Princípios do direito processual do trabalho Jus postulandi Conciliação Aplicação subsidiária do CPC Celeridade Informalidade Oralidade Concentração 101 Organização da Justiça do Trabalho É uma justiça especial. CF. e art. 895. CF.Cabe recurso ordinário para a instância superior: I . 111 a 117. (ii) Art. que é uma competência absoluta. Art. A lei criará varas da Justiça do Trabalho. Um juiz estadual ou federal pode julgar matéria trabalhista. 112. Esse entendimento está correto.Juízes do Trabalho. Juiz de direito pode julgar matéria trabalhista! Comarca 1 (tem vara do trabalho) e Comarca 2 (juiz de direito investido). III . http://leonardosakaki. Na comarca 2 o juiz prolatou uma sentença. (i) Arts. podendo.br | leonardosakaki@uol. Art. com recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho.das decisões definitivas ou terminativas das Varas e Juízos. II . ou especializada. CLT. 112. 111.com. 111. no prazo de 8 (oito) dias.sites. atribuí-la aos juízes de direito. STJ: instalada a vara do trabalho cessa a competência do juiz de direito em matéria trabalhista.uol.com. havendo. qual impacto? Os autos são remetidos à vara do trabalho? Súmula 10. 112. CF.br | 11 99610348 facebook. 895 . ainda que o processo esteja em fase de execução. é um juiz de direito investido. Art. e Importante: Olhando o mesmo caso hipotético. – órgãos da Justiça do Trabalho – 1 grau – juízes do trabalho.

CPC. 282. Dissídios coletivos: envolve interesses de uma coletividade. Ius postulandi: art.com. subsidiariamente. De natureza jurídica: são os que não firmam novas convicções. .sites. 132. Súmula 377 do TST: exige-se que o preposto seja empregado – exige a condição de empregado do empregador.procedimento sumaríssimo (abaixo de 40 salários mínimos): 2 testemunhas. e. não sendo admitido no Tribunal Superior do Trabalho. servem somente para interpretar normas coletivas. é inaplicável às VT. SDI e SDC) – possui competência de 1ª e 2ª instâncias. CLT. Súmula 136. bem como de instância superior. O sindicato atua como substituto processual. Simples: um só reclamante. 103 Dissídios Dissídios individuais: o pedido é pessoal. mas não exige o vínculo empregatício na época dos fatos. CPC.br | 11 99610348 facebook. CLT. O ius postulandi somente será admitido no âmbito das varas do trabalho e dos Tribunais Regionais do Trabalho. dependendo da jurisdição. Especial: inquérito judicial para afastar empregado estável por justa causa – utilizado para quebra da estabilidade decenal. julgará a lide.uol.com. TST: órgão máximo da justiça laboral.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 157 (iv) Art. Cada parte poderá se fazer valer da oitiva de até 6 testemunhas em audiência. CPC. Plúrimo: pluralidade de reclamantes ("litisconsórcio ativo"). Requisitos: http://leonardosakaki. De natureza econômica: é o mais comum – é em que a Justiça determina aumento salarial.com/leonardosakaki | @leosak . (ii) Nova súmula: Súmula 424 do TST. 104 Petição inicial Aplica-se o art. Princípio da identidade física do juiz. 791. O princípio da identidade física do juiz previsto no art. 132.br | leonardosakaki@uol. e. sim. 840. Tanto no simples como no plúrimo as partes poderão ouvir: . Juiz que concluir a audiência.procedimento ordinário (acima de 40 salários mínimos): 3 testemunhas. Atenção: têm competência originária no TRT e TST. É composto de 3 órgãos um administrativo (Pleno do TST) e dois julgadores (Turma. o art. TST: esse princípio não é aplicável às varas do trabalho. 102 Atualizações (i) Saíram 11 novas OJ: 374 a 384 SDI-1/TST.

Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: I .1 DRT – Anotação da CTPS O empregado comparece à DRT solicitando o registro que ainda não fora feito. CLT: a ação trabalhista deverá ser ajuizada no local de prestação de serviços (empregado reclamante ou reclamado).competência relativa (art.uol. abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União. adentrar aos pleitos) Provas Citação Valor da causa 105 Competência da Justiça do Trabalho Competência é a medida. 105. dos Estados. do Distrito Federal e dos Municípios. 105. independentemente do local da contratação.em razão do lugar (ratione loci) . Art. para julgar ações de dano moral ou material decorrentes de acidente de trabalho. 651. 105.com. o limite ou o fracionamento da jurisdição. 105. CPC) . pelo que deve a DRT remeter o processo administrativo à Justiça do Trabalho para julgamento da relação de emprego.2 Justiça Desportiva Deve. em seguida. 111. para.com. também. nada importando que o dissídio venha a ser resolvido com base nas normas de direito civil.sites. antes.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 158 Endereçamento Qualificação das partes Fatos (causa de pedir: dados do contrato de trabalho. e o empregador comparece e se recusa a registrar.as ações oriundas da relação de trabalho. para tanto.3 Dano moral Compete à Justiça do Trabalho o julgamento de ação de indenização.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook.4 Honorários advocatícios Compete à Justiça estadual processar e julgar a ação de cobrança ajuizada por profissional liberal contra cliente. opondo. tentar solucionar o conflito na Justiça Desportiva.5 Competência territorial . por danos materiais e morais. fundado em fato decorrente da relação de trabalho. movida pelo empregado contra seu empregador. a Justiça do Trabalho deve dirimir o conflito. 105. 114. http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak .art. que não há vínculo. É competente.

Local em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado.com/leonardosakaki | @leosak .competência absoluta Com advento da EC 45/04 (Reforma do Judiciário) trouxe uma ampliação significativa dessa competência do judiciário trabalhista. o Exceção 1: empregado agente ou viajante comercial – art. A Justiça do Trabalho é competente para julgar ações de dano moral ou material decorrente de acidente de trabalho. é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços. (OJ 149 SDI2/TST) §3º . ele volta ao Brasil e entra com reclamação trabalhista aqui no Brasil – a Justiça do Trabalho tem competência.sites. 651. 651 . estende-se aos dissídios ocorridos em agência ou filial no estrangeiro. §1. será no domicílio do empregado ou localidade mais próxima. estabelecida neste artigo.A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o empregado.uol. prestar serviços ao empregador. no caso. Regras de direito processual: serão aplicadas as regras brasileiras.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 159 Art.com. §2º . desde que não haja convenção internacional em sentido contrário.br | 11 99610348 facebook. empresas de entreterimento etc.br | leonardosakaki@uol. TST – Princípio da lex loci executionis – a relação jurídica trabalhista será regida pelas leis do país da execução do contrato. Na falta. reclamante ou reclamado.em razão da matéria (ratione materiae) . http://leonardosakaki. Exceção 2: empresa que promova a realização de atividades fora do local da contratação ("empresa viajante"). será aplicada a lei Uruguaia.com.A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento. o o Exceção 3: competência internacional da Justiça do Trabalho – a Justiça do Trabalho é competente para julgar as lides ocorridas em agência ou filial no estrangeiro. Prevalece o entendimento do último local de prestação dos serviços. Empregado está no polo passivo no inquérito judicial para apuração de falta grave.Em se tratando de empregador que promova realização de atividades fora do lugar do contrato de trabalho. Exemplo: o cara foi contratado no Brasil para prestar serviços no Uruguai e no Uruguai sofreu lesões trabalhistas. desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção internacional dispondo em contrário 106 Competência material . ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. portanto. Poderá entrar com ação no local da contratação ou no lugar da prestação de serviços. Exemplos: circos. Regras de direito material: conflito de leis trabalhistas no espaço – Súmula 207. feiras de negócios. Se o empregado prestar serviços em mais de um lugar a CLT é omissa.

Exemplos: advogados. Estatutários e outras relações de caráter jurídico-administrativo – Justiça Comum. competindo à Justiça do Trabalho decidir o conflito. habeas corpus e habeas data . de 2004) IV. do Distrito Federal e dos Municípios. em decisão plenária. entendeu que a Justiça do Trabalho não tem competência criminal. Municípios e Distrito Federal. II – ações individuais ou coletivas que envolvam direito de greve: será competência da Justiça do Trabalho. IX. decorrentes da relação de trabalho.com/leonardosakaki | @leosak . engenheiros. entendeu que a Justiça do Trabalho não é competente para julgar as ações envolvendo qualquer relação de ordem estatutária ou de caráter jurídico-administrativo. http://leonardosakaki. podendo a Justiça do Trabalho decidir o conflito. estágio etc. respeitadas as disposições mínimas legais de proteção ao trabalho. abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União. Observação 1: O termo relação de trabalho representa um gênero.1 Principais aspectos dessa competência – art.Em caso de greve em atividade essencial. quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição. III. I.os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista. mesmo nos casos de crime contra a organização do trabalho e crimes contra a administração da Justiça do Trabalho. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. 195. Estados. o Ministério Público do Trabalho poderá ajuizar dissídio coletivo.os mandados de segurança. com possibilidade de lesão do interesse público. abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direita e indireta da União. Celetista – Justiça do Trabalho. avulso e individual.com. 114. bem como as convencionadas anteriormente.Recusando-se qualquer das partes à negociação coletiva ou à arbitragem.as ações que envolvam exercício do direito de greve. é facultado às mesmas. e II. I. §2º. Súmula 363 STJ – competência da Justiça Comum Estadual. arquitetos. Observação 4: vem prevalecendo o entendimento de que a Justiça do Trabalho não tem competência para julgar as ações de cobrança dos profissionais liberais contra cliente. II. ressalvado o disposto no art.com.as ações de indenização por dano moral ou patrimonial.as ações sobre representação sindical.uol. V. de ofício. dentre elas: trabalhos autônomo. I – ações oriundas da relação de trabalho. 114. das contribuições sociais previstas no art.Frustrada a negociação coletiva. as partes poderão eleger árbitros. VII. ajuizar dissídio coletivo de natureza econômica.as ações oriundas da relação de trabalho. entre sindicatos e trabalhadores. o.395-6.br | 11 99610348 facebook. CF: Art. §3º. 102. decorrentes das sentenças que proferir. e entre sindicatos e empregadores. jornalistas etc.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 160 106. Exemplos: trabalho escravo e falso testemunho. a . VI. de comum acordo. na forma da lei. 114. (i) Art. §1º . dos Estados. um conceito mais amplo. VIII. entre sindicatos. Observação 3: O STF ao julgar a ADIN 3.a execução. e seus acréscimos legais. (ii) Art. ao julgar a ADIN 3.as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho. abrangendo várias espécies. em decisão liminar. Observação 2: O STF. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: I. 114.sites.684-0.outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho.

É Justiça do Trabalho ou Justiça comum? Será de competência da Justiça do Trabalho – Súmula 392. Observação 2: prevalece o entendimento que a Justiça do Trabalho não é competente para julgar a greve dos servidores públicos.com.sites. (iii) Art. 114. Súmula 367. E se ocorre o falecimento do empregado? Quem entra com ação é a viúva ou o filho. Tribunal Superior do Trabalho. discriminações etc. Isto está previsto no art. 105. STF. Observação: conforme a Súmula 420 do TST.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 161 Observação 1: será de competência da Justiça do Trabalho ações possessórias que envolvam exercício do direito de greve e relacionadas aos trabalhadores da iniciativa privada (Súmula Vinculante 23. STF). CF. 114.br | 11 99610348 facebook. d. (iv) Art. Espécies de ações possessórias: Interdito proibitório – em caso de ameaça. Ação de reintegração de posse – no caso de esbulho. Superior Tribunal de Justiça ou Supremo Tribunal Federal? Superior Tribunal de Justiça julgará. Exemplo: MST chegou à cidade. Exemplo: MST invadiu a terra. A competência é da justiça comum estadual. STJ.uol. Será de competência da Justiça do Trabalho. foram remetidos à Justiça do Trabalho desde que sem sentença prolatada de mérito ou não. Conforme a Súmula Vinculante 22.com/leonardosakaki | @leosak . assédio sexual ou moral. I. Súmulas 235 e 501. em face do empregador – dano em ricochete ou reflexo ou indireto. não há conflito de competência entre Tribunais Regionais do Trabalho e Vara do Trabalho a ele vinculada. No caso de Tribunais Regionais do Trabalho e Vara a ele vinculada será caso de competência funcional ou hierárquica.com. VI – ação de indenização por danos materiais e/ou morais decorrentes da relação de trabalho. Exemplo: MST está na porta da terra – atrapalhando os direitos de posse. E se ocorrer acidente de trabalho ou doença ocupacional? a) ações acidentárias – lides previdenciárias – do trabalhador segurado acidentado em face do INSS: essa ação tem por objeto o benefício. Exemplos: revista íntima de funcionário. b) ações indenizatórias que tenham por objeto danos materiais e/ou morais: ação movida pelo empregado em face do empregador. Ação de manutenção de posse – no caso de turbação. Pro- http://leonardosakaki. Súmula Vinculante 22.br | leonardosakaki@uol. e Súmula Vinculante 22. STF. Prevalece o entendimento da competência da Justiça do Trabalho (cancelamento da Súmula 366 do STJ). STF: processos que tramitavam na Justiça Comum. a Justiça do Trabalho é competente para julgar as ações de indenização por danos materiais ou morais decorrentes de acidente de trabalho movidas pelo empregado contra o empregador. TST. V – conflito de competência: quem julga conflito entre juiz do trabalho e o juiz estadual ou federal? Tribunais Regionais do Trabalho.

Procedimento sumário (dissídio de alçada) Célere. Art. 2. caberá recurso. Pedido líquido. Estão excluídas as administrações pública. 821. Demanda de até 40 salários mínimos. Há 4 procedimentos: Procedimento comum (ordinário) Mais completo. CLT. CF. Paulo apresentou reclamação verbal perante o distribuidor do fórum trabalhista. previsto entre os arts. Número máximo de testemunhas 6.br | 11 99610348 facebook. Principais exemplos: Inquérito judicial para apuração de falta grave: é a ação de rito especial movida pelo empregador que visa a resolução do contrato de trabalho de um empregado estável através da comprovação judicial de falta grave por ele cometida. valor acima de 2 salários mínimos até 40 salários mínimos.2) No dia 23. Procedimentos especiais São aqueles que trazem regras especiais. Procedimento sumaríssimo Célere. 102. Observação: nesse rito poderão ser ouvidas até 3 testemunhas para cada parte – art. bem como a citação por edital. Paulo mudou de ideia e não compareceu à secretaria da Vara http://leonardosakaki.05. valor da causa até 2 salários mínimos. 107 Procedimentos ou ritos trabalhistas É a forma pelo qual o processo se desenvolve. III. Ação de cumprimento. 55 (FGV – OAB 2010. valor da causa acima de 40 salários mínimos (nacional). Empregados estáveis que poderão ser despedidos pela simples prática da falta grave sem a necessidade do inquérito judicial. Entretanto.com. o encaminhou para a 132ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. Observação: a lei é omissa ao número máximo de testemunhas. Dissídio coletivo. o qual.957/00).584/70. Observação: Em regra nesse rito não é cabível a interposição de recursos.com/leonardosakaki | @leosak . gestante etc.uol. Esse limite não é aplicável aos magistrados – o juiz pode ouvir quantas testemunhas quiser.com. Prevalece o entendimento do cabimento do Recurso Extraordinário – art.sites. Prevalece o entendimento do limite de 3. Não precisa de inquérito: cipeiro (CIPA). §§3 e 4 da Lei 5. CLT(Lei 9. 852A a 852I. Todavia.2003. se a sentença ventilar matéria constitucional.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 162 cessos com sentença ficaram na Justiça Comum e processos sem sentença foram para a Justiça do Trabalho. após livre distribuição.

A extinção do processo ocorre por uma sentença terminativa. A conciliação poderá ser tentada em qualquer fase da audiência. Diante desta situação concreta.02. Valor da causa acima de 2 salários mínimos até 40 salários mínimos.sites. a reclamação trabalhista será arquivada e o reclamante será condenado ao pagamento das custas sobre o valor da causa. antes da defesa (art.com. e depois das razões finais.2004. Autor deverá indicar corretamente o nome e endereço do reclamado.com. 846. uma vez que a CLT proíbe o ajuizamento sucessivo de três reclamações desta modalidade. autárquica e fundacional forem parte. é correto afirmar que: (A) Paulo não poderá ajuizar uma nova reclamação verbal. Diferente do procedimento comum. Paulo retornou ao distribuidor da Justiça do Trabalho e. uma vez que somente a segunda foi reduzida a termo. gerando apenas um arquivamento dos autos por ausência do autor na audiência inaugural. uma vez que deu ensejo à perempção prevista no CPC. aplicável subsidiariamente ao processo do trabalho.br | 11 99610348 facebook. http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak . inclusive.br | leonardosakaki@uol. Contudo. (D) Paulo poderá ajuizar nova reclamação trabalhista. devendo indicar valor. também estarão excluídos de tal rito. Não é aplicável quando for parte a administração pública direta autárquica e fundacional (Fazenda Pública). CLT). Aplicável para empresas públicas e sociedades de economia mista. que há tentativa de conciliação após a abertura da audiência. mas apenas na forma escrita e assisti do obrigatoriamente por advogado. Observação: caso o autor não preencha um desses requisitos. apresentou novamente a sua reclamação verbal. A reclamação trabalhista tem que preencher 2 requisitos: Pedido líquido – certo ou determinado.12. decidido. Prevalece o entendimento de que o advento do procedimento sumaríssimo não revogou o sumário. reduziu a reclamação a termo e saiu de lá ciente de que a audiência inaugural seria no dia 01. ao chegar o dia da audiência. No dia 24. (C) Paulo não poderá ajuizar uma nova reclamação verbal.2003. Desta vez. Abrange apenas dissídios individuais – coletivos nunca! Quando a administração pública direta. antes da sentença. o trabalhador se dirigiu à secretaria da Vara. 852-A ao 852-I.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 163 para reduzi-la a termo. CLT (i) Principais características Rito célere. Não cabe citação por edital.Procedimento sumaríssimo – arts. gerando o arquivamento dos autos. cuja livre distribuição o encaminhou para a 150ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. Paulo mudou de ideia mais uma vez e não compareceu. (B) Paulo poderá ajuizar uma nova reclamação verbal.uol. Resposta: B .

O juiz somente vai deferir a intimação da testemunha que comprovadamente convidada deixar de comparecer – prova do convite prévio. Todas as provas serão produzidas na audiência de instrução e julgamento.com. constar de pauta especial. ou for legalmente imposta. http://leonardosakaki. Exemplo: cabe quando o juiz adia por vezes o julgamento sem justificativa plausível. que haja prejuízo à parte. §6. Resposta: D 108 Ações especiais 108.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 164 A apreciação da demanda deverá ocorrer no prazo máximo de 15 dias do ajuizamento. a fim de que sejam notificadas para comparecimento à audiência. (D) Nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo. As testemunhas comparecerão em audiência independentemente de intimação. E se contrariar uma orientação jurisprudencial? Não cabe. será deferida prova técnica. 49 (FGV – OAB 2010. é vedada às partes a apresentação de peritos assistentes. assinale a alternativa correta.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol. (C) Na hipótese de deferimento de prova técnica. ou quando não admite a consignação de protesto em ata. salvo quando se tratar de inquérito para apuração de falta grave. 896. fixar o prazo. Observação: se o acórdão do TRT contrariar OJ. ainda que não requeridas previamente. Ação que visa intervenção de autoridade judiciária superior em ato tumultuário no procedimento de autoridade inferior. Sentença: dispensado o relatório – tem apenas fundamentação e o dispositivo. desde logo. podendo. incumbindo ao juiz. ou até mesmo quando indefere expedição de carta precatória ou rogatória indispensável à continuidade do processo. É cabível recurso de revista no procedimento sumaríssimo? Art. Requisitos: ato atentatório da boa ordem processual. inclusive nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo.2) Com relação às provas no processo do trabalho. não pode existir recurso contra esse ato. somente quando a prova do fato o exigir. por ausência de previsão legal – OJ 352 SDI-1 / Tribunal Superior do Trabalho. Prova testemunhal: até 2 testemunhas para cada parte.1 Correição parcial Não é recurso.com/leonardosakaki | @leosak . (A) As testemunhas devem ser necessariamente arroladas pelas partes dentro do prazo estabelecido pelo juiz.uol. Mais justa e equânime. inclusive. da Consolidação das Leis do Trabalho. (B) Cada uma das partes não pode indicar mais de três testemunhas. Em caso de violação de lei federal não cabe. o objeto da perícia e nomear perito. caso em que este número pode ser elevado a seis. 2 hipóteses: quando o acórdão do Tribunais Regionais do Trabalho violar súmula do Tribunal Superior do Trabalho ou a Constituição Federal.sites. não caberá RR.com.

com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 165 108.depois da sentença. de Ihe assegurar pronunciamento favorável.ofender a coisa julgada. § 1o Há erro. tendo como competência originária o TRT ou o TST. dependendo de onde ocorreu o trânsito em julgado da ação.uol. ou de que não pôde fazer uso. em que se baseou a sentença. A sentença de mérito. § 2o É indispensável. contados do trânsito em julgado da decisão rescindenda. ou quando considerar inexistente um fato efetivamente ocorrido. cuja falsidade tenha sido apurada em processo criminal ou seja provada na própria ação rescisória. por si só.fundada em erro de fato. IV .2 Ação civil pública Competência das Varas do Trabalho. parte. ou de colusão entre as partes. emissão de pareceres. transitada em julgado. desde que o processo rescindendo esteja na fase de execução. o autor obtiver documento novo. nem pronunciamento judicial sobre o fato. Requerimento de tutela antecipada ou propositura de medida cautelar.br | leonardosakaki@uol. IX . da seguinte forma: Vício TRT Vara do Trabalho TST Competência TRT TRT TST Custas de 20% sobre o valor da causa. que não tenha havido controvérsia.resultar de dolo da parte vencedora em detrimento da parte vencida. Atuação do Ministério Público do Trabalho: fiscal da lei.sites. quando a sentença admitir um fato inexistente. resultante de atos ou de documentos da causa.se verificar que foi dada por prevaricação. Não é recurso. III .3 Ação rescisória Art.br | 11 99610348 facebook. Prazo para propositura é de 2 anos (decadencial). capaz. num como noutro caso.houver fundamento para invalidar confissão. Vl . Proteção de interesses difusos – exemplo: greve quando há declaração de abusividade. http://leonardosakaki. Vll .com/leonardosakaki | @leosak .proferida por juiz impedido ou absolutamente incompetente. cuja existência ignorava. VIII . V . a fim de fraudar a lei. desafiando o pedido de um número mínimo de empregados e atingindo atividades essenciais – MPT atuará em defesa dos interesses dos cidadãos que serão diretamente atingidos pela greve. e sim uma ação. 108. Também atua em: dissídios coletivos como parte e na instauração de dissídios coletivos como fiscal da lei.violar literal disposição de lei.com. 485. concussão ou corrupção do juiz.se fundar em prova. II . pode ser rescindida quando: I . defesa de interesses de menores e incapazes em geral. desistência ou transação.

Resposta: D 108.br | leonardosakaki@uol. 475-I e ss. Se o devedor optar pelo pagamento da obrigação. Deverá requerer na petição inicial.com. caberá reclamação trabalhista simples. a constituição do título executivo judicial e a conversão do mandado inicial em mandado executivo. concussão ou corrupção do juiz. no caso de não oferecimento de embargos.2) Segundo a legislação e a jurisprudência sobre a ação rescisória no Processo do Trabalho. admitirá o recurso de revista para o Tribunal Superior do Trabalho. poderão ensejar a ação monitória. Em caso de cumprimento de acordo ou convenção coletiva. uma vez transitada em julgado. para determinar provisões ou decidir sobre questões incidentais que vêm interferir no seu andamento.6 Ação de cumprimento Cumprimento de sentença normativa proferida em dissídio coletivo perante os tribunais trabalhistas.com. Pode ser proposta pelo sindicato da categoria. tendo natureza jurídica de ação e competência idêntica àquelas explicitadas na ação rescisória. mas também pelo próprio empregado – possui os mesmos procedimentos da reclamação trabalhista. ficará isento do pagamento de custas processuais e dos honorários advocatícios. é passível de corte rescisório. porventura oferecidos. e.uol. (B) É ajuizada independente de depósito prévio. 108. 108. sem caráter de sentença final. é passível de corte rescisório. em razão da previsão específica do Processo do Trabalho.br | 11 99610348 facebook.4 Ação monitória Vale ou Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho. (D) A sentença de mérito proferida por prevaricação.5 Mandado de segurança Usado para atacar decisões interlocutórias*. (C) Quando for de competência originária de Tribunal Regional do Trabalho.7 Habeas corpus http://leonardosakaki. 108. assinale a afirmativa correta.com/leonardosakaki | @leosak . assim como qualquer outro documento sem eficácia executiva. em caso de improcedência dos embargos. prossiga o processo nos termos dos arts. Não tem caráter executiva. do CPC.sites.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 166 54 (FGV – OAB 2010. que não tem característica de título executivo. uma vez transitada em julgado. *diz-se de ou decisão. despacho proferido no curso de um processo. não caberá a ação de cumprimento. (A) A decisão que extingue o processo sem resolução de mérito.

produção antecipada de provas. 110 Contestação Deve ser entregue em audiência. o habeas corpus deverá ser impetrado no TRF. após a leitura da reclamação.1 Cautelares preparatórias Proposta antes do processo principal. cessa a eficácia da medida cautelar.br | leonardosakaki@uol. oral: Art.2 Cautelares incidentais Proposta no curso do processo principal. busca e apreensão. não proposta a medida principal. e é.com.sites.com. exibição de documentos. Exemplo: arresto. podem ser apresentadas as preliminares. o reclamado terá vinte minutos para aduzir sua defesa.com/leonardosakaki | @leosak . Se o juiz do trabalho decretar prisão por tais crimes. num primeiro momento.br | 11 99610348 facebook.uol. 109 Tutela antecipatória e medidas cautelares Ao contrário do que dispõe o CPC. 110. Aplicação subsidiária do CPC. ainda que o STF não mais admita referido tipo de restrição de liberdade pelo fato de ser o paciente depositário infiel. visto que na Justiça do Trabalho. Mas a praxe tornou a contestação escrita. 109. quando esta não for dispensada por ambas as partes. 109. há a possibilidade da postulação sem a necessidade do advogado. Não caberá agravo de instrumento. caberá de ofício. crime de falso testemunho e infiel depositário. se a prisão ocorrer. sequestro. Juntamente com a defesa.1.Não havendo acordo. deixando para a Justiça do Trabalho somente o habeas corpus se a prisão for proveniente de depositário infiel. Exemplo: quando o réu está se desfazendo de seus bens e o reclamante quer resguardar seus direitos. mas sob o mesmo juízo. Somente poderá ser atacada com mandado de segurança. Exige-se a verossimilhança da alegação e prova inequívoca. Requisitos: haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação ou existência de manifesto propósito protelatório do réu.1 Inexistência ou anulabilidade da citação http://leonardosakaki. como no processo civil. existindo a indispensabilidade da propositura da demanda no prazo de 30 dias.1 Preliminares É tudo o que antecede o objeto central (mérito).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 167 O juiz do trabalho pode decretar prisão nos seguintes casos: crime de desacato. a competência do habeas corpus será da Justiça do Trabalho. que podem ser: 110. pois a CLT não menciona as preliminares. 847 .

br | leonardosakaki@uol. que será a primeira desimpedida.1. sem exame de mérito. se isso ocorrer. Comprovada a inexistência ou a anulabilidade. se a primeira ação for objeto igualmente da primeira audiência e o juiz verificar que existe uma outra demanda idêntica.1. Se o reclamado criar embaraços ao seu recebimento ou não for encontrado. na falta.1. sob pena de preclusão.4 Coisa julgada Extinção sem julgamento do mérito. para comparecer à audiência do julgamento. Pode ser declarada de ofício e pode ser deferida em um ou mais pedidos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 168 Inexistência da citação Citação é indispensável em todo processo. Não precisa ser pessoal. no processo do trabalho. inserto no jornal oficial ou no que publicar o expediente forense. ao reclamado. Não será arguido no momento da audiência. Por isso a inexistência de citação pode ser arguida a qualquer momento processual. pois. motivo pelo qual enseja muitas demandas suscitando a inexistência da citação. o processo deve retornar ao seu início.com. deverá julgar a ação improcedente.O reclamante será notificado no ato da apresentação da reclamação ou na forma do parágrafo anterior. ou do termo. remeterá a segunda via da petição.com. Súmula 16.3 Litispendência Muitas vezes a segunda ação distribuída não será objeto da segunda audiência (local em que efetivamente o juiz toma conhecimento do processo). como também na inicial como um todo. Assim. § 2º .com/leonardosakaki | @leosak . TST: presume-se recebida a notificação 48 horas depois de sua postagem.uol. 110. Também é denominada de notificação.sites. afixado na sede da Junta ou Juízo. notificando-o ao mesmo tempo. 110. mesmo porque não poderá requerer a outro juízo que tome o mesmo procedimento com relação a outro processo. Art. devolvendo-se o prazo para a devida contestação. depois de 5 (cinco) dias. http://leonardosakaki.A notificação será feita em registro postal com franquia.2 Inépcia da inicial Faltam requisitos. far-se-á a notificação por edital. 110. mas ela ocorreu de maneira incorreta. Anulabilidade da citação Deve ser arguida quando o citando teve conhecimento da citação. A citação deve ocorrer com pelo menos 5 dias de antecedência da audiência.br | 11 99610348 facebook. dentro de 48 (quarenta e oito) horas. 841 . o réu estará se dando por citado. ou. § 1º . O seu não recebimento (inexistência) ou a entrega após o decurso desse prazo (anulabilidade) constitui ônus da prova do destinatário. o escrivão ou secretário. mas desde que seja o primeiro momento de manifestação nos autos.Recebida e protocolada a reclamação.

1.2. 110.3 Impedimento Exemplo da juíza que negava perguntas ao advogado do reclamado (instituição financeira). julgará a demanda. 110. finalmente.1. 110.sites.2 Exceções 110. Relativa: diz respeito ao local de propositura. em razão de este ser o juízo prevento.2. por ser mais amplo.5 Conexão Ocorre quando o julgamento de uma das ações interferir diretamente na outra lide. Diz respeito à incompetência material. A juíza já trabalhara na instituição financeira e já conhecia os procedimentos do banco. A suspeição não será também admitida.3 Compensação http://leonardosakaki. 110. sob pena de prorrogação de competência – o juiz incompetente.1 Incompetência Absoluta: declarada ex officio ou arguida pela parte interessada.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. Deve ser arguida pela parte interessada na primeira audiência. ou que.7 Carência da ação Não há o preenchimento dos requisitos indispensáveis à condição da ação – objeto lícito.br | leonardosakaki@uol. salvo sobrevindo novo motivo. 110.2 Suspeição Inimizade pessoal. O juízo em que foi distribuída a segunda ação deve remetê-la ao juízo em que foi distribuída a primeira ação.6 Continência Dá-se a continência entre duas ou mais ações sempre que há identidade quanto às partes e à causa de pedir.Se o recusante houver praticado algum ato pelo qual haja consentido na pessoa do juiz. Não há a extinção do processo. possibilidade jurídica do pedido. mas o objeto de uma.uol. legitimidade e passagem pela Comissão de Conciliação Prévia (se esta houver sido instituída).2. quando já a conhecia.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 169 110. 110. Art.com. amizade íntima. não mais poderá alegar exceção de suspeição. em consequência da inércia da parte interessada. interesse particular na causa. 801 Parágrafo único . abrange o das outras. aceitou o juiz recusado ou.com.1. se procurou de propósito o motivo de que ela se originou. depois de conhecida. se do processo constar que o recusante deixou de alegá-la anteriormente. mas o juiz remete o mesmo ao juízo que tem a ação com o objeto mais amplo. parentesco por consanguinidade ou afinidade até 3º grau civil.

110.6 Perempção Quando o autor der causa ao arquivamento da ação por 3 vezes consecutivas. uma ação do reclamado contra o reclamante. não importando seu motivo. reinicia-se o prazo no que tange aos pedidos idênticos. Portanto. mas também o próprio direito. próximo da soma do valor da pretensão. se ela for arquivada. 110. Prescrição quinquenal: não importa a data da rescisão nem mesmo se isso ocorreu. Não pode haver reconvenção da reconvenção. sendo-lhe vedada a distribuição de nova ação.com. visto que não se perde apenas o direito de ação. http://leonardosakaki. Prescrição trintenária: é trintenária a prescrição do direito de reclamar contra o não recolhimento da contribuição para o FGTS.4 Reconvenção Reconvenção é uma contra-ação.8 Mérito Deve-se contestar todos os itens arguidos na exordial. reclamante no processo principal. após o término de ser contrato laboral. 111 Audiência É obrigatória. trata-se de prescrição decadencial. ao menos. 110.uol.7 Impugnação ao valor da causa Deve ser arguida em peça autônoma.br | 11 99610348 facebook. O reconvindo.com. deverá contestar a reconvenção.sites. Prescrição bienal: deve ser contada da data da rescisão do contrato de trabalho. lembrando que.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 170 Dívida de ambas as partes. sob pena de o item esquecido ser confesso. Leva-se em conta a data da propositura da ação e dela retomar os últimos 5 anos. 110. observado o prazo de 2 anos após o término do contrato de trabalho. terá 2 anos para promover reclamação trabalhista. assim como a presença das partes.5 Prescrição A prescrição poderá ser suscitada a qualquer momento processual. 110. Deve ser arguida sempre que o valor da causa não for. o obreiro. ou seja. Assim como a prescrição bienal. Limitada a dívidas de natureza trabalhista e somente poderá ser arguida com a contestação.br | leonardosakaki@uol.com/leonardosakaki | @leosak . É necessário o processamento em peça apartada.

3 Ausência das partes Reclamante ausente: art. (Lei Complementar 123/06) 111. Na prática é comumente dividida em 3. 111. ou pelo sindicato. Quando há acordo.br | leonardosakaki@uol. pois o processo é extinto sem resolução do mérito. 764. Será revelia também quando presente o advogado.uol. pela falta de tempo: inicial. ainda que não possuam vínculo trabalhista ou societário. TST. ele poderá ser representado por outro empregado que pertença à mesma profissão. só se aplicando a pena de confissão quanto à matéria de fato se na audiência anterior a parte tiver saído ciente da data da nova audiência. No sumaríssimo é proposto pelo juiz a qualquer momento. Reclamante e reclamado ausentes: na audiência de instrução não gera arquivamento nem revelia.com. http://leonardosakaki. 111.1 Substituição do reclamante Pode ser substituído por um colega de serviço ou membro do sindicato. CLT – revelia e pena de confissão quanto à matéria de fato. 112 Conciliação Tentativa de conciliação é obrigatória (art. salvo quando a reclamação se tratar de empregado doméstico. Segundo a Súmula 377. Reclamado ausente: art. inclusive a prolação da sentença. 114. há a necessidade de o preposto ser empregado. se por doença ou qualquer outro motivo ponderoso devidamente comprovado o empregado não puder comparecer. CLT – arquivamento da ação. CF e art.br | 11 99610348 facebook.). O arquivamento da reclamação é uma sentença.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 171 É una – todos os atos são realizados em audiência una.2 Substituição da reclamada Pode ser substituído por um gerente ou qualquer preposto que tenha conhecimento dos fatos. 844. Momentos para conciliação: antes da defesa no processo ordinário (não havendo o contraditório – não se ouve as provas etc. transita desde logo em julgado e não caberá recurso. colega de trabalho. CLT). Exceção: empregador de ME e EPP podem fazer-se substituir ou representar perante a Justiça do Trabalho por terceiros que conheçam dos fatos. fato este que a prática acaba por impor sua impossibilidade de efetivação. mas somente a pena de confissão quanto à matéria de fato. mas ausente o reclamado. 844. instrução e julgamento.sites. A parte que se viu prejudicada no decorrer da instrução poderá tentar amenizar os efeitos da sentença fazendo acordo.com/leonardosakaki | @leosak . Somente poderá ocorrer para justificar a ausência do mesmo na audiência e não para depor em seu lugar. O reclamado poderá propor nova ação.com. Observação: prevalece o entendimento de que o único objetivo dessa representação é o de evitar o arquivamento da RT.

com/leonardosakaki | @leosak . não ultrapassando 5 horas seguidas. fazer ou não fazer. salvo em casos urgentes. http://leonardosakaki.2) Com relação às despesas processuais na Justiça do Trabalho. não caberá recurso. após o trânsito em julgado da decisão. 113. Podem ser praticados em dias úteis. Líquida: envolve condenação em quantia certa e determinada. 113 Atos processuais Os atos processuais são públicos (audiência). Das 8 às 18h. devendo ser necessariamente requerido pela parte interessada. Condenatórias: imposição de obrigação de dar.com.com. são isentas do pagamento de custas. Sentença homologatória é título executivo judicial.uol. (B) As custas devem ser pagas pelo vencido. Se o ato iniciou-se antes das 20h e o mesmo. poderá recusar a homologá-lo. Terminativa: põe fim ao processo sem analisar o mérito. Sentença: ato para por fim ao processo. . estas devem ser pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo recursal.1. No caso de recurso. (C) O benefício da gratuidade de justiça não pode ser concedido de ofício pelo juiz. poderá ultrapassar tal horário. Constitutivas: modificam a relação jurídica – a criam ou a extinguem. Retroage até a data dos fatos. (A) As entidades fiscalizadoras do exercício profissional. das 6h às 20h. em face de sua natureza autárquica.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 172 Se o juiz perceber que o acordo é flagrantemente lesivo ao empregado ou ao empregador.br | 11 99610348 facebook.1 Sentença Definitiva: põe fim ao processo resolvendo a lide. entretanto caberá ação rescisória. ou ex officio. Se houver homologação de acordo viciado. Exemplo: reconhecimento de vínculo. passível de imediata execução quando não cumprida. se adiado. Decisão interlocutória: quando o juiz decide algo que não visa resolver o feito. Resposta: B 113. Declaratórias: declaram ou não ato jurídico. assinale a afirmativa correta.1 Atos do juiz Despacho: quando a parte requerer algo no decorrer da demanda. ainda que beneficiária da gratuidade de justiça.br | leonardosakaki@uol. (D) A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na pretensão objeto da perícia.Despesas 50 (FGV – OAB 2010. puder prejudicar a diligência ou causar algum dano. para impulsionar o processo.sites.

parte final. CLT. Por quê? Ius postulandi (art. o presidente do Tribunal Superior do Trabalho poderá atribuir efeito suspensivo a esse recurso ordinário pelo prazo improrrogável de 120 dias contados da publicação.jus postulandi.com/leonardosakaki | @leosak . Exemplo: condeno pagar 72 horas extras.uol.701/88 Tribunal Superior do Trabalho Recurso Ordinário Sentença normativa Dissídio coletivo Tribunais Regionais do Trabalho Justiça do Trabalho Nesse caso. Súmula 414. Art. É possível. caput.Partes da sentença Relatório: nome das partes e resumo do pedido e da defesa.sites. A ação cautelar é o meio próprio para o efeito suspensivo. Todavia. Atenção: dispensado no sumaríssimo. Atenção: a Súmula 422. 9. TST. expõe a necessidade de fundamentação – princípio da dialeticidade ou discursividade e princípios do contraditório e ampla defesa. 162. I. é possível a obtenção do efeito suspensivo mediante ação cautelar. 893. portanto a extração da carta de sentença – execução provisória (até a penhora). 899. É possível efeito suspensivo nos recursos trabalhistas? Sim.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 173 Ilíquida: não envolve quantia certa.Caso específico de efeito suspensivo – Art. sendo possível a extração da carta de sentença e o início da execução provisória que vai até a penhora. parte final. Inexigibilidade de fundamentação. (iii) irrecorribilidade imediata/direta das decisões interlocutórias. é excepcional. e Súmula 425. Art. CLT . . Fundamentação: motivo da sentença. .br | leonardosakaki@uol. através de ajuizamento de ação cautelar – Súmula 414. 791. Art.br | 11 99610348 facebook. http://leonardosakaki. 114 Recursos trabalhistas a) Características ou peculiaridades: (i) em regra são dotados apenas de efeito devolutivo.com. Esta é a regra das sentenças trabalhistas. TST) e os princípios da simplicidade e informalidade que vigoram no processo do trabalho. Lei 7. CLT. Exemplo de decisões interlocutórias: liminar. Conclusão: decisão da causa. Decisão interlocutória é o ato do juiz que no curso do processo resolve questão incidente. CLT. TST. decisão do juiz que indefere a oitiva de testemunhas. CPC.com. TST. I. 899. (ii) Serão interpostos por simples petição. §2. decisão que resolve exceção de incompetência relativa de suspeição ou impedimento. Art. §1.

Caso prático: Mandado de segurança Recurso Recurso Ordinário Mandado de segurança Reclamação trabalhista Liminar Sentença Tutela antecipada – art. que o prazo é de 48 horas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 174 No processo do trabalho. De outra sorte. CLT Se a tutela antecipada for concedida liminarmente. Principais exceções: recurso de revisão. Cabe mandado de segurança e recurso ordinário (Súmula 414 do TST). não cabe recurso imediato e sim mandado de segurança. III.sites. No processo do trabalho não existe agravo retido e o agravo de instrumento é o recurso cabível contra despacho denegatório de seguimento de recurso no juízo a quo. Prevalece o entendimento da necessidade do protesto nos autos ou na ata para evitar a preclusão. Prevalece o entendimento de que há a necessidade do protesto antipreclusivo para o cabimento do recurso mediato. A superveniência de sentença resulta na perda do objeto do mandado de segurança b) Preparo A ausência de preparo é a deserção. 1. somente sendo admitida a apreciação da decisão interlocutória em recurso da decisão definitiva (recurso mediato ou indireto).br | leonardosakaki@uol.com. http://leonardosakaki. Tutela antecipada concedida em liminar e a tutela concedida na sentença. 789 e ss. somente sendo admitida a apreciação de seu merecimento em recurso da decisão definitiva.584/70. 6. Qual o recurso cabível em cada caso? Liminar é uma decisão inicial no processo. caberá recurso ordinário. respectivamente.com/leonardosakaki | @leosak . não é cabível recurso imediato ou direto contra decisão interlocutória. 188.br | 11 99610348 facebook. é uma decisão interlocutória. Principais bases de cálculo: valor da causa. Cautelar tem por objetivo assegurar um resultado útil – fumus bonus juris. Tutela antecipada não é concedida só liminarmente – pode ser também na sentença também. Custas: art. (iv) em regra observa o prazo de 8 dias para razões e contra razões – art. Recurso contra a sentença: recurso mediato – impugnar sentença e decisão interlocutória. Agravo de instrumento serve só para destrancar recurso. condenação e acordo. 273.uol. Dessa forma. Lei 5. e não mandado de segurança. CLT Alíquota de 2%. DL 779/69 e Art.com. se o juiz proferir uma decisão interlocutória não é cabível a interposição de recurso imediato ou direto. Fazenda Pública e Ministério Público do Trabalho – prazo em dobro para recorrer – art. se a antecipação de tutela foi concedida na sentença. Esse recurso recebe um nome técnico: recurso mediato ou indireto. que resulta no não conhecimento do recurso. CPC. por ser uma decisão interlocutória.

br | leonardosakaki@uol. tempestivamente.br | 11 99610348 facebook. Atenção: lei 12. Na hipótese de condenação solidária de duas ou mais empresas o depósito feito por uma delas aproveitará as demais. Resposta: A Classificação 1.2) Assinale a alternativa que apresente requisitos intrínsecos genéricos de admissibilidade recursal. nos termos do artigo 899. se interpõe o recurso de agravo por instrumento. Pressupostos recursais subjetivos ou intrínsecos: são aqueles que dizem respeito a aspectos internos da decisão recorrida. Desta decisão. TST. capacidade e interesse. Trouxe o depósito recursal em agravo de instrumento. e se nega seguimento ao recurso por intempestivo.com. pretendendo a substituição da decisão por outra de diverso teor. tempestividade e preparo.1 Pressupostos recursais 52 (FGV – OAB 2010.com/leonardosakaki | @leosak . Recorre ordinariamente. benefício este não estendido às empresas em liquidação extrajudicial. que é correspondente a 50% do valor do depósito do recurso trancado. (D) Legitimidade. interesse e representação processual. Na análise da primeira admissibilidade recursal há um equívoco. é corretor afirmar que: http://leonardosakaki. Art. (C) Representação processual. 53 (FGV – OAB 2010. tempestivamente. Súmula 128. preparo e tempestividade. pelo terceiro prejudicado e pelo Ministério Público. 499.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 175 114. que tem seu conhecimento negado pelo Tribunal Regional. preparo e regularidade de representação.2 Depósito recursal É um pressuposto recursal objetivo que tem por finalidade a garantia do juízo para futura execução por quantia a ser promovida pelo empregado. tempestividade. valor). 899. (A) Capacidade. III. Observação: conforme a Súmula 86 do TST. a massa falida é isenta de custas e depósito recursal. 114. adequação. São pressupostos extrínsecos: precisão legal.uol. Pressupostos recursais objetivos ou extrínsecos: são aqueles que dizem respeito a aspectos externos da decisão recorrida. São pressupostos intrínsecos: legitimidade.sites. (B) Preparo. e Súmula 161 TST – somente é exigido do empregador em havendo condenação em pecúnia (em direito. 2.275. de 29 de junho de 2010.com. O recurso pode ser interposto pela parte vencida. desde que não pleiteie a sua exclusão da lide. suas integrações e consectárias. Quanto à conduta do Desembargador Relator. por ausência do depósito recursal referente à metade do valor do recurso principal que se pretendia destrancar. §7º da Consolidação das Leis do Trabalho.2) Pedro ajuizou ação em face de seu empregador objetivando a satisfação dos pedidos de horas extraordinárias. CLT. Empregado nunca faz depósito recursal! Art. legitimidade e interesse. O seu pedido foi julgado improcedente.

não pode estar ausente.3. pois em que pese haver a necessidade do preparo para a interposição do recurso de agravo por instrumento.sites. juntamente com os embargos por declaração.br | leonardosakaki@uol. pois o recurso de agravo por instrumento.uol. (B) ela está correta. por isso.com. uma vez que o preparo é requisito de admissibilidade recursal e. Resposta: C 114.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 176 (A) ela está correta.3 Recursos trabalhistas em espécie 114. uma vez que o referido artigo afirma que nos casos de interposição do recurso de agravo por instrumento é necessária a comprovação do depósito recursal de 50% do valor do depósito referente ao recurso que se pretende dar seguimento.br | 11 99610348 facebook. que não necessita de preparo para a sua interposição. (C) ela está equivocada. no problema acima. dispensável o preparo no que se refere a depósito recursal. o pedido foi julgado improcedente sendo recorrente o autor. (D) ela está equivocada.com/leonardosakaki | @leosak .com. sob pena de não conhecimento do recurso. portanto.1 Recurso de revisão ou pedido de revisão http://leonardosakaki. na esfera laboral é o único.

equívoco na análise dos pressupostos extrínsecos do recurso. 114.com. 114. Súmula 283. O juiz que o receber fará o juízo de admissibilidade e abrirá prazo para contrarrazoar o recurso no mesmo prazo. e a outra que também não ganhou tudo propor recurso adesivo. 114. Pressuposto: pagamento de custas e depósito recursal. e deverá ser julgado em 48 horas. Deve ser interposto em 48 horas da decisão do juiz. (semelhante à apelação do cível) Efeito: devolutivo.3. se ocorrer. caberá recurso de revisão. quando estes estiverem atuando como órgãos originários. Pode-se discutir toda a matéria (de fato e de direito). Cabimento: 8 dias. a parte tem 8 dias de prazo para interpor o recurso ordinário. Procedimento: recebida a notificação. Pessoa jurídica de direito público tem prazo em dobro. Procedimento: será direcionado ao presidente do TRT. recurso extraordinário e agravo de petição.com/leonardosakaki | @leosak .uol. recurso de revista. É um recurso subordinado ao principal. obscuridade ou contradição.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 177 É pouco usado e ocorre quando a inicial não contém valor dado à causa e o juiz o fixar.4 Recurso ordinário Cabimento: das decisões definitivas ou terminativas das VT e dos TRTs. poderá impugná-lo em audiência. Se o juiz mantiver o valor.3. embargos no TST. O recorrente.br | 11 99610348 facebook. 114. TST. Recurso adesivo é compatível com o direito do trabalho e é cabível nos seguintes recursos: recurso ordinário.2 Recurso adesivo Ocorre quando a ação for procedente em parte.br | leonardosakaki@uol.com. com cópia da inicial e da ata de audiência. Cabimento: quando a sentença contiver erro no tocante a omissão. a parte vencida propõe recurso cabível.sites.3.3 Embargos declaratórios Hipóteses de alteração de sentença: correção de erros de ofício ou a requerimento da parte (em tese de embargos declaratórios.5 Recurso de revista http://leonardosakaki. faz cair por terra também o recurso adesivo. fato este que. poderá desistir do recurso. a qualquer momento. sem a anuência do recorrido. Se uma das partes não concordar com este valor.3.

78 (FGV – OAB 2010. ou seja. pois as decisões interlocutórias são irrecorríveis no processo laboral.8 Agravo de petição Art.com. em embargos de terceiro. da certidão de intimação. ainda. da defesa. e §§ da CLT. ainda. por medida de cautela. Procedimento: deverá ser endereçada ao Presidente do TRT e as razões encaminhadas ao TST. Somente ensejará quando houver divergência jurisprudencial ou sumular. contrarrazoar o recurso denegado. da petição inicial.3. Ou. em exceção de pré-executividade.br | 11 99610348 facebook.com. 897. ou.br | leonardosakaki@uol. Tribunal Superior do Trabalho Tribunais Regionais do Trabalho Acórdão Recurso de revista Justiça do Trabalho 114. a. que é o nome dado à contraminuta do agravo. das procurações outorgadas aos advogados das partes. que são as peças necessárias para o agravo: cópia da decisão agravada. Procedimento: quando o agravo sobe. daquelas que infringem dispositivo legal constitucional ou de lei federal. quando houver conflitos com acordos ou convenções coletivas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 178 Cabimento: visa a uniformização da jurisprudência.3. juntamente devera ser formado o instrumento. 896.6 Agravo de instrumento Sentença Recurso ordinário Cabimento: somente para decisões que denegarem seguimento a recurso. da decisão inicial e da comprovação do depósito recursal e custas. nele só se discutem questões de direito – não objetiva reanalisar questões de fato ou provas. O agravado terá que contraminuar o agravo e. Atenção: no sumaríssimo só caberá em divergência sumular ou violação à CF/88. em grau de recurso ordinário. O agravo de petição é o recurso ordinário na execução.3) http://leonardosakaki.3. Art.uol. A parte contrária terá 8 dias para contraminuar o agravo. 114.sites. Se o processo começou no Tribunais Regionais do Trabalho cabe recurso ordinário. Exemplo: decisão em embargos à execução. É o recurso cabível contra as decisões proferidas na execução.com/leonardosakaki | @leosak .7 Embargos no TST 114. CLT: é o recurso cabível contra acórdão do Tribunais Regionais do Trabalho em dissídio individual.

br | 11 99610348 facebook. considera-se inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou em aplicação ou interpretação ti das por incompatíveis com a Constituição Federal. sendo vedado ao juiz promovê-la de ofício.uol. em razão de a decisão recorrida (proferida por Tribunal Regional do Trabalho em sede de recurso ordinário. depende de prévia homologação pelo juiz que teria competência para o processo de conhecimento relativo à matéria.3) Segundo o texto da Consolidação das Leis do Trabalho. que não conheceu do recurso de revista. Resposta: D 115 Execução trabalhista 51 (FGV – OAB 2010.sites.br | leonardosakaki@uol. em dissídio individual) estar em perfeita consonância com enunciado de súmula de direito material daquela Corte Superior. (B) somente é fonte subsidiária para aplicação das normas na execução trabalhista caso não exista regramento sobre o assunto no Código de Processo Civil. é de 10 (dez) dias o prazo para o executado apresentar embargos à execução. Na condição de advogado contratado pela respectiva empresa.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 179 Determinada turma do Tribunal Superior do Trabalho não conheceu de recurso de revista interposto pela empresa Alfa Empreendimentos Ltda. (C) Tribunal Regional do Trabalho. (D) somente é fonte subsidiária do Processo do Trabalho na execução das contribuições previdenciárias e sindicais. (B) Tribunal Superior do Trabalho. (C) somente é fonte subsidiária do Processo do Trabalho na execução das contribuições previdenciárias. (C) Conforme disposição expressa na Consolidação das Leis do Trabalho. para que possa ser executado no processo do trabalho. Resposta: A http://leonardosakaki. (A) A execução deve ser impulsionada pela parte interessada. (D) Tribunal Superior do Trabalho.2) Com relação à execução trabalhista. tendo competência originária para o seu julgamento o próprio Tribunal Regional do Trabalho. (B) O termo de compromisso de ajustamento de conduta firmado perante o Ministério Público do Trabalho. em recurso ordinário. Transcorrido in albis o prazo recursal. cabendo igual prazo ao exequente para impugnação. que é a primeira fonte subsidiária da legislação processual do trabalho.com/leonardosakaki | @leosak . é correto afirmar que a decisão rescindenda será a proferida pelo (A) Tribunal Regional do Trabalho. essa decisão transitou em julgado. (D) Garantida a execução ou penhorados os bens.com. tendo competência originária uma das turmas do próprio Tribunal Superior do Trabalho. é correto afirmar que a lei de execução fiscal (A) é fonte subsidiária para a aplicação das normas na execução trabalhista. que não conheceu do recurso de revista.com. tendo competência originária a Seção Especializada em Dissídios Individuais do próprio Tribunal Superior do Trabalho. tendo competência originária para o seu julgamento a Seção Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho. em recurso ordinário. Resposta: C 81 (FGV – OAB 2010. assinale a afirmativa correta. para ajuizamento de ação rescisória.

postulando sua condenação na obrigação de se abster de coagir seus empregados a deixarem de se filiar ao respectivo ente sindical.uol.. Diante dessa situação hipotética.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 180 116 Ministério Público do Trabalho 79 (FGV – OAB 2010. (B) O ajuizamento dessa ação civil pública visou à tutela de interesses ou direitos meramente individuais. A pretensão foi julgada procedente.sites.br | 11 99610348 facebook. Resposta: A http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak .3) O sindicato representante de determinada categoria profissional ajuizou ação civil pública em face da Construtora Beta Ltda. (C) A sentença fará coisa julgada às partes entre as quais é dada (inter partes). não beneficiando nem prejudicando terceiros. assinale a alternativa correta. tendo transitado em julgado a decisão condenatória. (A) Seria obrigatória a intervenção do Ministério Público do Trabalho como fiscal da lei nesse processo. (D) A competência funcional para julgamento dessa ação civil pública é do Tribunal Regional do Trabalho que tenha jurisdição no local onde se situa a sede da empresa.br | leonardosakaki@uol.com.

Apenas a grave lesão a bem jurídico com dignidade penal merece tutela penal. Princípio da intervenção mínima. é necessário que não se trate apenas de um comportamento ou conduta interna. a intervenção do Estado na esfera de direitos do cidadão deve ser sempre a mínima possível. Nem toda lesão a bem jurídico com dignidade penal carece de intervenção penal. extremamente grave. impedindo a vingança privada e prevenindo crimes por meio da intimidação ou da ratificação da vigência da norma. seria desproporcional. pois determinadas condutas lesam de forma tão pequena.) não foram suficientes para provocar a diminuição da violência gerada por determinado fato. a pena não pode ser maios que a reprovabilidade do sujeito buscando exemplo para prevenir novos crimes. Ainda que o bem jurídico tutelado mereça proteção penal. Orienta a irrelevância penal das infrações à pura letra da lei penal que não revelem significativa lesão ou risco de lesão aos bens juridicamente tutelados.br | leonardosakaki@uol. Princípio da inadequação social. ainda. O direito penal não pode proteger atos tidos como meramente morais por parcela da população. nem tentar impor determinada ideologia política ou crença religiosa. O direito penal é um remédio subsidiário. Princípio da adequação da intervenção penal.com/leonardosakaki | @leosak . será legítima a intervenção da estrutura penal. civil etc. Legalidade formal. tão ínfima. Princípio da insignificância. pois é preciso que seja. http://leonardosakaki. com o intuito de permitir seu livre desenvolvimento. que haja grave lesão e mesmo que outros instrumentos de controle social não tenham surtido efeito na defesa do bem. administrativa. Princípio da fragmentariedade. desnecessária. nem sempre a intervenção penal se legitima. Por outro lado como a pena é medida extrema e grave. que a intervenção penal. também é requisito para a intervenção penal a real lesividade social da conduta. mas sim conduta exteriorizada capaz de lesar ou expor terceiro a risco – alteridade penal ou transcendentalidade. Princípio da exclusiva proteção a bens jurídicos com dignidade penal. deve ser reservado apenas para aquelas situações em que outras medidas estatais ou sociais (sanção moral. sob pena de inconstitucionalidade. Nullum crime sine culpa – não há crime sem culpa ou dolo. Em um Estado Democrático. Princípio da culpabilidade.com.com.br | 11 99610348 facebook.uol. ou seja. Além da subsunção formal. adequada. Princípio da subsidiariedade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 181 DIREITO PENAL 117 Princípios do direito penal Princípio da lesividade.sites. apenas quando a intervenção estatal realmente diminuir a violência social. ou seja.

é claro que a exigência de lei penal incriminadora apenas garante o indivíduo quando o permite conhecer a proibição de determinada conduta antes de praticá-la.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 182 Princípio da humanidade das penas.com. Princípio da pessoalidade da pena ou intranscendência. leis delegadas. Quem pratica crime mais grave. Salvo exceção constitucional em tempo de guerra declarada.sites. Exemplo: Lei 11. como medidas provisórias. qual a consequência de sua atitude criminosa.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook. Outras espécies legislativas. em situação mais reprovável. visto que implica no tratamento diferenciado a situações e pessoas diferentes. na medida das respectivas diferenças. Vedação da analogia in malan parten: a analogia não é forma de interpretação de lei. Legalidade da pena: além de ter direito a conhecer o espaço de sua liberdade. não é possível a aplicação da pena de morte. 119 Lei penal no tempo http://leonardosakaki. mas sim instituto de integração do ordenamento jurídico. Princípio da individualização da pena. apenas a conduta anteriormente definida em lei como infração penal pode ser punida. deve ter pena mais intensa que aquele que pratica leve infração com pequena censurabilidade. A individualização da pena é a concretização da isonomia. de forma clara.343/06 – em outra norma está o rol das substâncias entorpecentes. resoluções e decretos não podem veicular matéria penal incriminadora. que especifique seu conteúdo. ou seja. Regra da anterioridade da lei: consequência dos fundamentos da legalidade. Norma penal em branco: é aquela cujo preceito primário carece de complemento de outra norma. A pena não pode passar da pessoa do condenado. ou seja. o cidadão tem o direito de conhecer. deve haver a consideração de algumas regras: Reserva legal: apenas a lei em sentido estrito pode legislar matéria penal. Taxatividade: a conduta proibida é descrita na lei por meio dos tipos. 118 Aplicação da lei penal Princípio da legalidade: não há crime sem lei anterior que o defina ou pena sem prévia cominação legal. Para a análise dos critérios a que se sujeita a intervenção penal para que se respeite o princípio da legalidade em toda sua extensão. trabalhos forcados e banimento. Tipo é o modelo de conduta. a aplicação de penas cruéis. e os tipos incriminadores descrevem o modelo de conduta proibida.com.com/leonardosakaki | @leosak . por vedação constitucional. e não é possível.uol. por atentatórias à dignidade humana. aquela em que a definição da conduta criminosa apenas é possível com a utilização de outra norma.

sites. o Brasil adota a teoria da atividade.Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime.2 Aplicação da lei no tempo 119. XL.com/leonardosakaki | @leosak .2. X é inimputável. CP. Parágrafo único . http://leonardosakaki.A lei posterior. Lei excepcional ou temporária Art. ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. Crimes permanentes ou continuados. Aplica-se o aumento de pena pela vítima possuir menos de 14 anos? Sim.1 Tempo do crime Lugar Ubiquidade (onipresença) Tempo Atividade (ação ou omissão) Quanto ao tempo do crime. cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. salvo para beneficiar o réu. XL . atira em Y. aplica-se a lei mais grave ao crime permanente e ao crime continuado desde que tenha entrado em vigor antes de cessada a continuidade ou a permanência. Trata-se de princípio constitucional expresso. CF. STF. Segundo a Súmula 711. aplica-se ao fato praticado durante sua vigência. 119. considera-se prática do crime no momento da ação ou omissão. 4º . ainda que outro seja o momento do resultado.1 Princípio da irretroatividade da lei mais severa (lex gravior) A lei penal não retroagirá. aplica-se aos fatos anteriores. ou seja. Espécies: Novatio legis incriminadora: nova lei que incrimina certa conduta que anteriormente não era considerado crime. Exemplo: X. de 17 anos. Exemplo: X atira em Y que tem 13 anos de idade.br | 11 99610348 facebook. embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram. 119. ainda que outro seja o momento do resultado. Novatio legis in pejus: piora de uma condição do agente. não há exceções. ou seja.uol. Y morre após completar 14 anos. aplica-se o aumento de pena do art. 5.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 183 Art.com. que de qualquer modo favorecer o agente. Tempo do crime Art.A lei excepcional ou temporária.com. 121. salvo para beneficiar o réu. Trata-se de um princípio absoluto. 2º . Y morre quando X completa 18 anos.Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão. §4. 3º . Art.a lei penal não retroagirá.br | leonardosakaki@uol. não criminalizando determinada conduta.

STF. 66. LEP. Observação: se for uma lei mais benéfica.2 Princípio da retroatividade da lei penal benigna – retroatividade da lei mais benéfica (lex mitior) A nova lei penal que de qualquer forma favorecer o réu aplica-se a fatos praticados antes de sua vigência. 119. Terceira situação: Lei 11. portanto.com. Os efeitos civis não são extintos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 184 Exemplo: Lei mais benéfica Pena de 8 a 15 anos Lei mais grave Pena de 15 a 30 anos Será aplicada a lei mais grave. Se o sujeito constrangesse a mulher a uma prática de conjunção carnal e ato libidinoso. neste caso pede-se a conversão da pena em advertência no juízo das execuções criminais.uol. Exceção: Lei temporária (aquela que tem um prazo determinado) e a lei excepcional (aquela que vigora em uma situação anormal) continuam aplicando-se aos crimes praticados na sua vigência mesmo depois de revogadas.sites.2. a pena e todos os efeitos penais da condenação. continua se aplicando aos crimes cometidos na sua vigência mesmo que a situação posterior seja mais favorável.br | leonardosakaki@uol. A pena de estupro e atentado violento – 6 + 6 = 12 anos – era concurso matehttp://leonardosakaki. neste caso não há revisão criminal. extinguindo-se. Efeitos penais Pena. Há a ultra-atividade da lei excepcional temporária. mas com a nova lei o porte é apenas uma advertência. aplica-se a lei mais benéfica. Não há. reincidência. abolitio criminis. A quem compete? A competência para a aplicação da lei benéfica após o trânsito em julgado é do juízo da execução. nos termos do art. os tribunais entendiam que configurava concurso material de crimes.Crimes contra a dignidade sexual: antes havia o crime de estupro e atentado violento ao pudor. Segunda situação: em grau de recurso. ou seja. ainda que já decididos por sentença transitada em julgado. e da Súmula 611. Casos da retroatividade da lei benigna: . na aplica-se a lei benéfica no caso de revisão criminal.343: a pessoa condenada a detenção por porte de drogas.com/leonardosakaki | @leosak . será 3. Espécies: Abolitio criminis: trata-se da lei nova que deixa de considerar o fato como criminoso.com. em virtude dela. saiu uma lei falando que é 3.br | 11 99610348 facebook. não importando se ele fez antes ou não. a competência é do Tribunal no qual o recurso tramita. A pena é de 2 a 4 anos. maus antecedentes Efeitos extra-penais Tornar certa a obrigação Abolitio in mellius.

. Podia conhecer crime continuado? Não. 33 §3 da lei 11. O rito do porte de drogas é o rito do Jecrim. depois ao coito etc. em contextos fáticos diferentes.343/06 Porte de drogas – penas: advertência.343/06. Todos foram presos por tráfico. Faziam um cigarro grande e revezavam. Na nova legislação. não permitia o reconhecimento do crime continuado.sites. com bons antecedentes não se dedica à atividade criminosa nem integra organização criminosa.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 185 rial. Na nova legislação a mesma situação configura crime continuado. O juiz pode aplicar uma. depois à conjunção carnal. Se ele não pagar vai executar na forma da dívida ativa. da lei 11.com. §4. Não há mais pena de prisão. .343/06. pois não há prisão no caso de porte de drogas.Na antiga lei. No Código Penal. tais atos. uma pena de 6 anos. Trata-se de crime único. só que o que antes configurava como concurso de crimes. E no porte de drogas? Não. Pega o dinheiro para um para que ele pegasse e trouxesse. 33. Não houve abolitio criminis do atentado violento ao pudor.2.br | 11 99610348 facebook. Agora tem um tipo de uso conjunto – o sujeito que fornece droga gratuitamente para alguém. portanto. sua pena poderá ser reduzida de 1/6 a ⅔. o oferecimento eventual da droga sem o objetivo de lucro para pessoa de seu relacionamento para juntos consumirem não configura tráfico. 119. agora é crime único. Há prisão processual? Prisão em flagrante? Não.com/leonardosakaki | @leosak .3 Lei 11. pois estupro e atentado violento ao pudor eram crimes de espécies diferentes. se o condenado é primário. o sujeito que constrange a mulher à prática de conjunção carnal e ato libidinoso pratica estupro somente. pois as duas condutas estão tipificadas pelo estupro. Hoje. Hoje continua sendo crime. crime único em claro benefício do réu. apenas. Texto ditado pelo professor: nos termos do art. Em caso de descumprimento o juiz deve aplicar sucessivamente as medidas de admoestação e multa. de forma reiterada. Não era crime continuado. Texto ditado pelo professor: na antiga legislação. Isso não existia na antiga lei. para a doutrina majoritária. Obrigava ao sexo oral. Hoje isso tudo é uma seqüência de estupros – crime de mesma espécie – crime continuado. roda de 5 jovens. Texto ditado pelo professor: Na antiga legislação a prática de conjunção carnal violenta e de outro ato libidinoso forçado no mesmo contexto de fato configurava concurso material dos crimes de estupro e atentado violento ao pudor.uol.br | leonardosakaki@uol. mas não é tráfico. prestação de serviço à comunidade. pois o sexo oral era atentado violento ao pudor e o coito era estupro. no mesmo contexto fático. Não há mais prisão processual nem prisão pena no porte de drogas. comparecimento de curso ou medida educativa. se a pessoa é condenada a prestação de serviços à comunidade e não cumpre converte em prisão. Policial flagrou os jovens.Nos termos do art. http://leonardosakaki. . As penas são alternativas ou cumulativas? As penas podem ser aplicadas alternativa ou cumulativamente. mas sim crime autônomo não equiparado a hediondo. duas ou três penas. a prática de conjunção carnal violenta e atos libidinosos forçados. sendo. vão fumar maconha.com. pois eram crimes de espécies diferentes.O padrasto abusava da enteada.

os crimes: a) que. ao crime cometido no território nacional. c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição.A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil. não estar extinta a punibilidade. bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.os crimes: a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República. ou nela é computada.com. segundo a lei mais favorável. Lugar do crime Art. II . §2º . e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou. de Município. de Estado. o agente é punido segundo a lei brasileira. bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras. do Distrito Federal.Aplica-se a lei brasileira. mercantes ou de propriedade privada. por tratado ou convenção.com/leonardosakaki | @leosak . Extraterritorialidade Art. §3º . por outro motivo. §1º . b) houve requisição do Ministro da Justiça.Para os efeitos penais.com. b) praticados por brasileiro. d) de genocídio. tratados e regras de direito internacional. Pena cumprida no estrangeiro Art. no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. 7º . de empresa pública. mercantes ou de propriedade privada. que se achem. 5º . 6º . por quem está a seu serviço. quando idênticas. respectivamente. d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena. achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente. http://leonardosakaki.Nos casos do inciso I. 8º . a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes condições: a) entrar o agente no território nacional.Ficam sujeitos à lei brasileira.br | 11 99610348 facebook. embora cometidos no estrangeiro: I . quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados.br | leonardosakaki@uol. o Brasil se obrigou a reprimir. c) contra a administração pública. de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem. reunidas as condições previstas no parágrafo anterior: a) não foi pedida ou foi negada a extradição. sem prejuízo de convenções. consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 186 120 Lei penal no espaço Territorialidade Art.sites. §2º . de Território. §1º .uol.É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada.Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão. b) contra o patrimônio ou a fé pública da União. e estas em porto ou mar territorial do Brasil. ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro.Nos casos do inciso II. quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil. c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras. se. quando diversas. no todo ou em parte. autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público. sociedade de economia mista.A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime. b) ser o fato punível também no país em que foi praticado.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 187 Quanto ao lugar do crime – art. 6, CP – adota teoria da ubiquidade ou mista, segundo a qual se considera prática do crime tanto no lugar da ação ou da omissão, no todo ou em parte, como naquele em que ocorreu ou deveria ter ocorrido o resultado. A adoção da teoria da ubiquidade quanto ao lugar do crime se justifica nos crimes a longa distância ou de espaço máximo nos quais a ação ou omissão ocorre em um país e o resultado ocorre ou deveria ocorrer em outro. Exemplos: (i) A dá veneno a B no Brasil. B morre na Argentina. O crime foi realizado no Brasil. (ii) A dá veneno na Argentina a B. B morre no Brasil. O crime teve resultado no Brasil. (iii) X, na Argentina, remete bombons envenenados para Y, no Brasil. (iv) X remete os bombons, mas o correio argentino interceptou a correspondência. Aplica-se a tentativa, pois onde teria acontecido o resultado é no Brasil. 120.1 Princípio da territorialidade temperada Aplica-se a lei brasileira ao crime praticado em território brasileiro, sem prejuízo ao disposto em tratados, convenções ou regras de direito internacional. - Território brasileiro Espaço no qual o Brasil exerce a sua soberania. Território físico: solo, mar territorial (12 milhas marítimas). - Território por extensão São embarcações ou aeronaves: (i) públicas ou a serviço do governo brasileiro, onde quer que se encontrem. Crimes cometidos na aeronave ou embarcações serão aplicadas as leis brasileiras. (ii) privadas brasileiras será aplicada a lei do local onde estiver a embarcação ou aeronave. Quando em alto mar ou sobrevoando o alto mar, será aplicada a lei da bandeira da embarcação. (iii) privadas estrangeiras quando em mar territorial brasileiro ou espaço aéreo correspondente. Uma aeronave, quando no Brasil, será aplicada a lei brasileira. 120.2 Extraterritorialidade É a aplicação da lei brasileira a crimes praticados no exterior. (i) Incondicionada: aplica-se a lei brasileira mesmo que o agente já tenha sido absolvido ou cumprido pena no estrangeiro pelo mesmo crime, nos seguintes casos: Presidente da República (crime contra a vida ou liberdade), Administração Pública direta ou indireta, Genocídio (desde que o agente seja brasileiro ou domiciliado no Brasil).

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 188 A pena cumprida no estrangeiro computa-se na brasileira quando idênticas e atenua a brasileira quando diversas – art. 8, CP. Será julgada pela lei brasileira mesmo que tenha sido absolvido ou cumprido pena pelo mesmo crime. (ii) Condicionada: só se aplica a lei brasileira se estiverem presentes, cumulativamente, determinadas condições. Tratado. Crime que por tratado o Brasil se obrigou a reprimir. Aeronave ou embarcação. Crime em aeronave ou embarcação brasileira no estrangeiro quando aí não tiver sido julgado. Brasileiro. Crime cometido por ou contra brasileiro fora do Brasil.

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Teoria do crime

Fato típico, antijurídico e culpável. Culpável: reprovável Ilícita: proibida Típica: prevista em lei

Conduta

121.1 Tipicidade A tipicidade pode ser dolosa e culposa. A princípio todos os tipos incriminadores são dolosos, pois o dolo está implícito em sua redação. A culpa, ao contrário, precisa de previsão expressa para que tenha relevância, o que é raro em nossa legislação: regra da excepcionalidade do crime culposo.
59 (FGV – OAB 2010.3) Pedro, não observando seu dever objetivo de cuidado na condução de uma bicicleta, choca-se com um telefone público e o destrói totalmente. Nesse caso, é correto afirmar que Pedro (A) deverá ser responsabilizado pelo crime de dano simples, somente. (B) deverá ser responsabilizado pelo crime de dano qualificado, somente. (C) deverá ser responsabilizado pelo crime de dano qualificado, sem prejuízo da obrigação de reparar o dano causado. (D) não será responsabilizado penalmente.
Resposta: D

Aspectos: Formal: previsão legal. Objetivo: Subjetivo: com dolo ou culpa. Material: lesão ou ameaça a um bem jurídico protegido. O princípio da insignificância ou da bagatela exclui a tipicidade material 121.2 Crime

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 189 Crime é sempre uma conduta. Características: Típica: prevista em lei. Ilícita: contrário ao ordenamento jurídico. Culpável: reprovável – passível de pena. Material Prevê o resultado. Exige o resultado. Consuma com o resultado. Exemplo: homicídio. Formal Prevê o resultado. Não exige o resultado. Consuma com a conduta. Exemplo: extorsão. Mera conduta Não há previsão de resultado. Consuma com a conduta. Exemplo: violação de domicílio.

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Fato típico Conduta Resultado Nexo causal Tipicidade

122.1 Conduta É toda ação ou omissão humana, voluntária e consciente dirigida a um fim. 122.1.1 Situações que excluem a conduta Ato reflexo: são movimentos ou inações corporais não subordinados ao controle neurológico consciente do sujeito. Coação física irresistível: é a situação na qual o coator usa o corpo do coagido como um objeto inanimado e sem vontade própria. Exemplo: Tício pressiona o dedo de Mévio no gatilho da arma disparando e atingindo Caio. Exemplo: Tício atira Mévio contra uma janela, quebrando-a. Atenção: coação física é diferente de coação moral. Nessa, o coator constrange o coagido a praticar sozinho o crime. Exemplo: Tício seqüestra o filho de Mévio ameaçando matá-lo se Mévio não atirar em Caio. Exemplo: Tício, apontando uma arma contra Mévio, obriga-o a atirar uma pedra contra a janela, quebrando-a. Em ambos os casos, o coator responde pelo crime. Coação física Coator usa o corpo do coagido. Exclui a conduta. Coação moral – art. 22, CP Coagido é constrangido pelo coator. Exclui a culpabilidade.

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 190

Excludente de ilicitude e excludente de culpabilidade Excludente de ilicitude (justificante) Legítima defesa Estado de necessidade Exercício regular do direito Estrito cumprimento do dever legal Excludente de culpabilidade (exculpante) Menoridade Embriaguez Doença mental Erro de proibição Coação moral irresistível Obediência hierárquica

57 (FGV – OAB 2010.2) Paula Rita convenceu sua mãe adotiva, Maria Aparecida, de 50 anos de idade, a lhe outorgar um instrumento de mandato para movimentar sua conta bancária, ao argumento de que poderia ajudá-la a efetuar pagamento de contas, pequenos saques, pegar talões de cheques etc., evitando assim que a mesma ti vesse que se deslocar para o banco no dia a dia. De posse da referida procuração, Paula Rita compareceu à agência bancária onde Maria Aparecida possuía conta e sacou todo o valor que a mesma possuía em aplicações financeiras, no total de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), apropriando-se do dinheiro antes pertencente a sua mãe. Considerando tal narrativa, assinale a alternativa correta. (A) Paula Rita praticou crime de estelionato em detrimento de Maria Aparecida e, pelo fato de ser sua filha adotiva, é isenta de pena. (B) Paula Rita praticou crime de furto mediante fraude em detrimento de Maria Aparecida e, pelo fato de ser sua filha adotiva, é isenta de pena. (C) Paula Rita praticou crime de estelionato em detrimento de Maria Aparecida e, apesar de ser sua filha adotiva, não é isenta de pena. (D) Paula Rita praticou crime de furto mediante fraude em detrimento de Maria Aparecida e, apesar de seu sua filha adotiva, não é isenta de pena.
Resposta: A

122.1.2 Ação ou omissão Ação: crimes comissivos. Omissão: crimes omissivos. Existem 2 espécies de crimes omissivos: (i) próprios ou puros; (ii) impróprios ou impuros ou comissivos por omissão. Próprios Impróprios - Comissivos por omissão Já tipificados de forma omissiva: "deixar de". Exemplo: Crime previsto na parte especial de forma comissiva, omissão de socorro. mas que excepcionalmente podem ser praticados por omissão quando quem se omite tinha o dever de agir para impedir o resultado. Quem possuía o dever de agir, responde por aquilo que não impediu. Exemplo: homicídio por omissão, furto por omissão. Em regra, podem ser praticado por qualquer pessoa. Sempre é praticado por quem tem o dever de agir – art. 13, §2, CP. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 191 Consumação: no momento da omissão independen- Consumação: no mesmo momento do crime comissitemente de qualquer resultado. vo. Tentativa: não é admitida. Tentativa: é admitida. Exemplo: eu e meu amigo estamos na praia. Meus filhos estão no mar. Num certo momento vemos que meu filho está se afogando. Nenhum dos dois vai tentar salvar a criança que está se afogando. A criança morre. Por que crime os dois vão responder? Meu amigo responde por omissão. Eu respondo por homicídio. Exemplo: A deixa de salvar B, que morre afogado. A podia agir? Estava presente? Não: não há crime. Sim: tinha dever específico de agir? Sim: responde por homicídio. Não: somente responde pela omissão de socorro. Dever de agir – art. 13, §2, CP: (i) quem tem por lei o dever de cuidado, vigilância e proteção: quem de outra forma assumiu o dever (profissional ou não, remunerado ou não). Exemplos: os pais, em relação aos filhos menores; policiais, mesmo que fora do horário de serviço. (ii) quem, de outra forma, assumiu o dever de impedir o resultado. (ii) quem, por seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. Observação: só haverá omissão para aquele que podia agir. O mero descumprimento de contrato não é omissão punível. Exemplo: salva-vidas descumpriu seu horário de trabalho. Quando chegou, encontrou duas crianças afogadas na piscina. Não responde por crime algum. Exemplo: pediatra passou o dia inteiro no plantão, o horário dela terminava às 8pm, mas ela saiu 6pm para ir a uma festa. Às 5:30pm entra uma criança em uma situação grave, mesmo assim ela vai embora, achando que seu substituto viria e poderia atender a criança, mas acaba por chegar muito atrasado. A médica vai embora. A criança piora e morre. A médica deve ser punida por homicídio e o medico, que não veio, não responderá por crime algum. 123 Nexo causal

Regra: Só é punido pelo resultado quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual não teria ocorrido o resultado. O Brasil adota a teoria da equivalência (Teoria da conditio sine qua non.) Quem causou, responde pelo resultado. Quem não causou, reponde pela conduta. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Exceção: art. 13, §1, CP: causa superveniente relativamente independente exclui a imputação, quando, por si só, tiver produzido o resultado. Os atos anteriores imputam-se a quem os praticou. Exemplo: Tício atira em Mévio com animus necandi, mas não atinge região vital. Mévio é transportado ao hospital, mas no caminho sofre um acidente automobilístico que, por si só, provoca a sua morte. Tício responde por tentativa de homicídio.
58 (FVG – OAB 2010.3) Tomás decide matar seu pai, Joaquim. Sabendo da intenção de Tomás de executar o genitor, Pedro oferece, graciosamente, carona ao agente até o local em que ocorre o crime. A esse respeito, é correto afirmar que Pedro é (A) coautor do delito, respondendo por homicídio agravado por haver sido praticado contra ascendente. (B) partícipe do delito, respondendo por homicídio agravado por haver sido praticado contra ascendente. (C) coautor do delito, respondendo por homicídio sem a incidência da agravante. (D) partícipe do delito, respondendo por homicídio sem a incidência da agravante.
Resposta: D

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Dolo

Dolo é consciência e vontade. Segundo a teoria finalista, o dolo exige apenas a consciência da situação fática e não a consciência da ilicitude do fato – dolo natural ou psicológico. Dolo Direto: prevê e deseja. Eventual: prevê e assume o risco. Culpa Inconsciente: não prevê (que era previsível) Consciente: prevê e espera evitar. Preterdolo Trata-se do crime qualificado pelo resultado no qual a conduta é dolosa e o resultado qualificador é culposo. Dolo no antecedente e culpa no conseqüente. Exemplo: lesão seguida de morte.

124.1 Dolo direto Consciência + vontade. É aquele em que o sujeito faz previsão do resultado e atua para alcançá-lo, ou seja, quer o resultado. No dolo direto o foco do sujeito é o resultado, a conduta é apenas um preço a pagar. 124.2 Dolo eventual Consciência + assunção do risco

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 193 O sujeito faz precisão do resultado, mas não quer. Ele apenas aceita o risco, assume o risco do resultado. O foco do sujeito é a manutenção da conduta e o resultado é um preço que se aceita pagar. Dolo direto Dolo eventual Previsão do resultado Previsão do resultado Quer Aceita o risco

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Culpa

Culpa é a quebra de um dever geral de cuidado. Culpa é a inobservância de um dever de cuidado objetivo. Previsibilidade objetiva: da conduta tida como descuidada, o resultado deve ser um desdobramento esperado, previsível. Excepcionalidade do crime culposo: culpa só é punida quando estiver expressamente na lei. Exemplo: título I – arts. 121 a 154, CP. - Formas de quebra do dever de cuidado Negligência, imprudência e imperícia. (i) Negligência é o descuido omissivo. É o não tomar o cuidado devido. Exemplo: não fechar o gás antes de sair de casa, deixar de verificar o pneu viajar. (ii) Imprudência é o descuido comissivo. É o agir descuidado. É o agir temerário. Exemplo: viajar com pneu careca, atravessar a preferencial. (iii) Imperícia é a falta de talento ou conhecimento específico de profissão, arte ou ofício. Exemplo: conhecimentos específicos de médico. Se o médico é o melhor no procedimento cirúrgico e deixou o objeto no organismo do paciente e gerou dano, trata-se de negligência, visto que ele tem o conhecimento, mas agiu com negligência. - Culpa consciente e culpa inconsciente Culpa cons- É aquele que o sujeito faz a ciente previsão do resultado, mas ele não quer e nem aceita o risco. O sujeito tem certeza que irá Exemplo: ando em alta velocidaevitar. É a diferença com o de em uma via em horário de dolo eventual – na culpa saída de escola. Prevejo que posconsciente tem certeza que so atropelar alguma criança. Trairá evitar, já no dolo eventual ta-se de culpa consciente. ele aceita o risco. Culpa in- É aquela em que o sujeito não faz a previsão do resultado, que é previsível. consciente http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Concurso de delitos
56 (FGV – OAB 2010.2) Com relação ao concurso de delitos, é correto afirmar que: (A) no concurso de crimes as penas de multa são aplicadas distintamente, mas de forma reduzida. (B) o concurso material ocorre quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes com dependência fática e jurídica entre estes. (C) o concurso formal perfeito, também conhecido como próprio, ocorre quando o agente, por meio de uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes idênticos, caso em que as penas serão somadas. (D) o Código Penal Brasileiro adotou o sistema de aplicação de pena do cúmulo material para os concursos material e formal imperfeito, e da exasperação para o concurso formal perfeito e crime continuado.
Resposta: D

57 (FGV – OAB 2010.3) Marcus, visando roubar Maria, a agride, causando-lhe lesões corporais de natureza leve. Antes, contudo, de subtrair qualquer pertence, Marcus decide abandonar a empreitada criminosa, pedindo desculpas à vítima e se evadindo do local. Maria, então, comparece à delegacia mais próxima e narra os fatos à autoridade policial. No caso acima, o delegado de polícia (A) deverá instaurar inquérito policial para apurar o crime de roubo tentado, uma vez que o resultado pretendido por Marcus não se concretizou. (B) nada poderá fazer, uma vez que houve a desistência voluntária por parte de Marcus. (C) deverá lavrar termo circunstanciado pelo crime de lesões corporais de natureza leve. (D) nada poderá fazer, uma vez que houve arrependimento posterior por parte de Marcus.
Resposta: C

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Co-autoria
58 (FGV – OAB 2010.3) Tomás decide matar seu pai, Joaquim. Sabendo da intenção de Tomás de executar o genitor, Pedro oferece, graciosamente, carona ao agente até o local em que ocorre o crime. A esse respeito, é correto afirmar que Pedro é (A) coautor do delito, respondendo por homicídio agravado por haver sido praticado contra ascendente. (B) partícipe do delito, respondendo por homicídio agravado por haver sido praticado contra ascendente. (C) coautor do delito, respondendo por homicídio sem a incidência da agravante. (D) partícipe do delito, respondendo por homicídio sem a incidência da agravante.
Resposta: D

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Erro de tipo

Essencial

http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

Permissivo (art. Acidental Erro sobre a pessoa (art. CP) O agente confunde a vítima com outra pessoa e atinge pessoa não pretendida. de fato. mas não deverá responder pelo crime de homicídio qualificado. O agente pensa estar praticando uma conduta absolutamente atípica.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 195 Incriminador (art. 20. Tendo como referência a situação acima. mas confunde-o com seu tio.uol.sites. acaba causando a morte de uma tia (por confundi-la com aquela). Resposta: B http://leonardosakaki.com. desejoso de tirar a vida da própria mãe. independente da identidade da vítima). Exemplo: Tício mata seu vizinho pensando tratar-se de um ladrão prestes a agredi-lo. caput. 20.com/leonardosakaki | @leosak . Erro de tipo permissivo é. O agente responde como se tivesse atingido a vítima pretendida. mata Mévio pensando tratar-se de um animal. CP) O agente não tem consciência das circunstâncias elementares do tipo. §3.com. Exemplo: Tícia leva embora a bolsa de Mévia achando que é a sua própria. uma vez que a pessoa atingida não era a sua ascendente.3) Joaquim. mas permite a punição por culpa. Erro inevitável/escusável exclui dolo e culpa. (D) de tipo essencial inescusável – evitável –. não era a sua genitora). em uma caçada. Exemplo: Tício quer matar seu pai. Exemplo: Tício mata o cão manso de seu vizinho pensando tratar-se de animal bravo prestes a atacá-lo. de fato. é correto afirmar que Joaquim incorre em erro (A) de tipo essencial escusável – inevitável – e deverá responder pelo crime de homicídio sem a incidência da agravante relativa ao crime praticado contra ascendente (haja vista que a vítima. O agente sabe que está praticando um fato típico. §1. (B) de tipo acidental na modalidade error in persona e deverá responder pelo crime de homicídio com a incidência da agravante relativa ao crime praticado contra ascendente (mesmo que a vítima não seja. Erro evitável/inescusável exclui o dolo. 60 (FGV – OAB 2010. portanto. Erro evitável/inescusável exclui o dolo. Erro inevitável/escusável exclui dolo e culpa. Exemplo: Tício. 20. mas permite a punição por culpa. mas acredita estar amparado por uma excludente de ilicitude. (C) de proibição e deverá responder pelo crime de homicídio qualificado pelo fato de ter objetivado atingir ascendente (preserva-se o dolo. CP) Tipo permissivo é sinônimo de excludente de ilicitude ou de descriminante. a sua genitora). sinônimo de descriminante putativa.

Tentativa cruenta é a que resulta lesão. Diante do caso concreto. pois houve erro quanto à pessoa.2) Arlete. Durante a noite. 14. a criança é levada para o berçário. 123 do CP trata de matar o próprio filho sob influência do estado puerperal. ou seja. por erro no uso dos meios de execução. II. O gente responde como se tivesse atingido a pessoa pretendida. Exemplo: Tício queria matar Mévio. após conferir a identificação da criança.com. há concurso de crimes – com uma conduta conseguiram-se 2 resultados – aplicando-se a regra do concurso formal. Punição da tentativa: a tentativa é punida com a pena do crime consumação diminuída de ⅓ a ⅔. atinge bem jurídico diverso do pretendido. 60 (FGV – OAB 2010.uol. o erro acidental não a isenta de responsabilidade. Quanto mais próximo da consumação. Tentativa perfeita ou crime falho é aquela que o sujeito esgota os meios executórios. é constatada a morte por asfixia de um recém nascido. manifesta a intenção de matar o próprio filho recém nascido. e. mas não mato. (A) Crime de homicídio. pois. que estava próximo. salvo disposição em contrário. assinale a alternativa que indique a responsabilidade penal da mãe. Exemplo: dou três tiros e erro os três. nos termos do art. Exemplo: dou três tiros. atinge pessoa diversa da pessoa pretendida. por erro no uso dos meio de execução. Arlete vai até o berçário. CP. é quando iniciada a execução o sujeito não alcança a consumação por circunstâncias alheias à sua vontade. causando a sua morte.br | leonardosakaki@uol. CP) O agente.com. art. . Se tiver atingido também a pessoa pretendida. http://leonardosakaki. Resultado diverso ou aberratio criminis (art. 14. Resposta: C 129 Consumação e tentativa Crime consumado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 196 Erro na execução ou aberratio ictus (art. que não era o filho de Arlete. Na manhã seguinte. O agente responde pelo crime efetivamente praticado na modalidade culposa.Classificações da tentativa Tentativa branca é aquela que não resulta lesão. menos a redução. Se for atingido também o bem pretendido. pois.sites. Exemplo: Tício quer quebrar uma janela. aplica-se a regra do concurso formal. (C) Crime de infanticídio. 73. mas acerto na orelha. Tentativa. não houve preenchimento dos elementos do tipo. considera-se consumado o crime quando realizado todos os elementos de sua definição legal. exaure o plano executório. mas a pedra atinge e mata uma pessoa. CP. pois houve erro essencial. uma vez que o art. CP) O agente. I. em estado puerperal. Após receber a criança no seu quarto para amamentá-la. 74. mas acaba atingindo seu pai.br | 11 99610348 facebook. (D) Crime de infanticídio. (B) Crime de homicídio. a asfixia.com/leonardosakaki | @leosak .

a agride. depois disso ele me diz que não era ele o amante e sim um outro sujeito. Exemplo: tento matar uma pessoa achando ser o amante de minha namorada. pedindo desculpas à vítima e se evadindo do local. No caso acima. Tentativa qualificada: . Não se pune. c) crime impossível por obra do agente provocador. contudo. Marcus decide abandonar a empreitada criminosa. tentar matar o morto.sites.com. Antes. http://leonardosakaki. (C) deverá lavrar termo circunstanciado pelo crime de lesões corporais de natureza leve. tentar matar alguém com veneno. então levo ao hospital para salvá-lo. de subtrair qualquer pertence. fica afastada a tentativa e o sujeito só responde pelos atos já praticados. Exemplo: alguém me desarma no momento em que executo o ato. por ato voluntário. uma vez que o resultado pretendido por Marcus não se concretizou. causando-lhe lesões corporais de natureza leve. Exemplo: dou os tiros e no fim fico sabendo que ele não é o que traiu. por ato voluntário. Consequência: fica afastada a tentativa e o sujeito só responde pelos atos já praticados. A pena de uma tentativa é igual a do crime consumado reduzida de ⅓ a ⅔.Crime não consumado (i) por motivos alheios à vontade do agente – tentativa. b) crime impossível por absoluta ineficácia do meio. a) crime impossível por absoluta impropriedade do objeto. age de forma eficiente a impedir a consumação.Arrependimento eficaz: após terminar o seu plano executório o sujeito.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 197 Tentativa imperfeita é a que não esgota os meios executórios. daí paro de atirar pois percebo que realmente não era ele o amante – a pessoa não responderá pela tentativa de homicídio. a) desistência voluntária b) arrependimento eficaz (iii) porque é impossível – tentativa inidônea.Desistência voluntária: iniciada a execução. ou seja. Observação: a desistência não precisa ser espontânea.br | leonardosakaki@uol. Maria. uma vez que houve a desistência voluntária por parte de Marcus. visando roubar Maria.uol. o sujeito. O sujeito é punido apenas pelo resultado. (B) nada poderá fazer. bastando que seja voluntária (espontânea é a que independe de qualquer estímulo).3) Marcus. 57 (FGV – OAB 2010.com/leonardosakaki | @leosak . Exemplo: tentar realizar aborto numa mulher que não está grávida. o delegado de polícia (A) deverá instaurar inquérito policial para apurar o crime de roubo tentado. comparece à delegacia mais próxima e narra os fatos à autoridade policial. A consequência do arrependimento eficaz é a mesma da desistência voluntária.com.br | 11 99610348 facebook. (ii) pela própria vontade do agente – tentativa abandonada. mas responderá pelos atos já consumados. desiste de nela prosseguir impedindo a consumação. Exemplo: tentar fazer aborto tomando chá de boldo e por reza. então. . . mas ao invés de colocar veneno coloco açúcar. dei três tiros.

(A) denunciação caluniosa. Resposta: C 59 (FGV – OAB 2010. em determinados crimes. portanto.sites. injusta – não cabe legítima defesa contra agressão amparada por excludente de ilicitude. legítima defesa sucessiva. Cabe. calúnia. ou seja. enquanto a __________ é crime contra a Administração da Justiça”. Cabe. comunicação falsa de crime ou de contravenção. a direito próprio ou alheio – a legítima defesa pode ser própria ou de terceiro. cabe legítima defesa real contra legítima defesa putativa. denunciação caluniosa. calúnia. CP) agressão – apenas a conduta humana. Resposta: A 130 Excludentes de ilicitude e excludente de culpabilidade Excludentes de ilicitude ou antijuridicidade – descriminantes Legítima defesa Conceito: age em legítima defesa quem pratica o fato para repelir injusta agressão atual ou iminente à direito próprio ou alheio usando moderadamente os meios necessários Requisitos: (art.br | leonardosakaki@uol. investigação policial ou processo judicial. (B) denunciação caluniosa. legítima defesa contra o excesso de outra legítima defesa. denunciação caluniosa. pois esta agressão será considerada justa.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 198 (D) nada poderá fazer. difamação. difamação.com. uma vez que houve arrependimento posterior por parte de Marcus. que.uol. 125. agressão atual ou iminente – não cabe legítima defesa contra agressão passada. http://leonardosakaki. Portanto.com. constitui infração penal contra a honra.com/leonardosakaki | @leosak . A reação contra agressão passada pode configurar apenas circunstância atenuante ou. por exemplo. não há legítima defesa contra ataque espontâneo de animal e sim estado de necessidade. A simples imputação falsa de fato definido como crime pode constituir __________. legítima defesa contra excludente de ilicitude putativa. Portanto. mas é indispensável que em decorrência de tal imputação seja instaurada. comunicação falsa de crime ou de contravenção. (D) comunicação falsa de crime ou de contravenção. não basta a imputação falsa de crime. legítima defesa recíproca. Cabe legítima defesa contra o excesso de outra excludente de ilicitude. (C) comunicação falsa de crime ou de contravenção.br | 11 99610348 facebook. também. ou seja. não é admissível legítima defesa contra legítima defesa.2) Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas do texto: “para a ocorrência de __________. privilegiadora.

O Brahttp://leonardosakaki. Requisitos: perigo – O perigo pode advir de força da natureza. no mínimo. ataque espontâneo de animal ou mesmo outra conduta humana (desde que não caracterizada a injusta agressão). (Ministério Público/São Paulo) Na hipótese de legítima defesa: (A) é possível seu reconhecimento em favor de quem atua contra excesso de outra legítima defesa. haverá somente uma redução de pena. Será impunível quando for inevitável (legítima defesa subjetiva). haverá excesso extensivo. Resposta: A COMENTÁRIO (A) É possível seu reconhecimento em favor de quem atua contra excesso de outra legítima defesa. O excesso será punível quando for doloso ou culposo. praticado pelo oponente. ele pode se defender.br | 11 99610348 facebook. Se for salvo um bem menor. (B) é exigível que a pessoa que se defende tenha antes procurado evitar a situação de confronto. Se houver a escolha de meios mais lesivos do que o necessário. (E) A sua modalidade chamada putativa constitui excludente de ilicitude. Inevitável Atual – não há estado de necessidade contra perigo iminente. (C) é possível o reconhecimento contra estado de necessidade desde que real. Direito próprio ou alheio – admite-se estado de necessidade próprio ou de terceiro.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 199 usado moderadamente os meios necessários – se houver uso imoderado dos meios haverá excesso extensivo.com/leonardosakaki | @leosak . (C) A agressão nesse caso era justa. Trata-se de legítima defesa sucessiva e é plenamente admitida. praticado pelo oponente.quem causou por vontade própria o perigo não pode alegar estado de necessidade.br | leonardosakaki@uol. (E) a sua modalidade chamada putativa constitui excludente de ilicitude. Bem cujo sacrifício não seja razoável – numa situação de perigo o sacrifício de determinados bens deve ser feito.sites. usando no entanto moderadamente os meios necessários. (D) O excesso inevitável não é punível. (D) o eventual excesso será sempre punível. Estado de necessidade Conceito: age em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual direito próprio ou alheio cujo sacrifício não seria razoável exigir-se. de igual importância. Não provocado voluntariamente pelo agente . (B) Não se exige que o agredido tente evitar o confronto. O bem salvo tem que ser superior ou.com.uol.

Excludente de potencial conhecimento de ilicitude: erro de proibição inevitável.com.com. Exigibilidade de conduta diversa. Quanto ao policial que pratica homicídio: a posição majoritária é de que não há atualmente nenhum funcionário público que possua o dever legal de matar. Estrito cumprimento do dever legal Conceito: age em estrito cumprimento do dever legal quem pratica o fato típico em cumprimento a dever de ofício.br | 11 99610348 facebook. responderá pelo injusto. 2 posições na doutrina: exercício regular de direito. Potencial conhecimento da ilicitude.sites. Quando praticada sem consentimento. Exemplo: quando policial realiza prisão ou apreensão de bem. caco de vidro no muro. de toda forma só estará excluída a ilicitude se os ofendículos forem devidamente empregados e sinalizados. caso contrário. Exercício regular de direito Conceito: age em exercício regular de direito que pratica o fato exercendo atividade autorizada pelo Estado. Intervenção médica: quando realizada com consentimento do paciente está amparada pelo exercício regular do direito. Ofendículos: são aparatos de defesa do patrimônio – cerca elétrica. A lei brasileira não prevê estado de necessidade exculpante. Excludentes de imputabilidade: menoridade (<18anos). obediência hierárquica a uma ordem não manifestamente legal.com/leonardosakaki | @leosak . Excludente de exigibilidade de conduta diversa: coação moral irresistível. mas para salvar o paciente de perigo atual e inevitável está amparada pelo estado de necessidade de terceiro. o policial pode estar amparado pela legítima defesa. embriaguez acidental. Exemplo: a violência inerente à prática de esportes. legítima defesa pré-ordenada – posição majoritária. Só se aplica àqueles que exercem função pública. O estado de necessidade no Brasil é sempre justificante. intervenções médicas. qualquer que seja o bem salvo o estado de necessidade excluirá sempre a ilicitude. Portanto.br | leonardosakaki@uol. Excludentes de culpabilidade – dirimentes ou exculpantes Culpabilidade: Elementos: Imputabilidade. se estiverem presentes os seus requisitos. Emoção e paixão não excluem a imputabilidade.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 200 sil adota a teoria unitária para qual. portão com lança. http://leonardosakaki.

à doença mental. 28. Embriaguez acidental: proveniente de caso fortuito ou força maior. culpabilidade. Doença mental (art. CP).com. Incompleta: pena reduzida. de ⅓ a ⅔. pela doutrina.com.343/06 (que tem o mesmo teor do art. culpabilidade. por força da teoria actio libera in causa (quem se coloca livremente em situação de inconsciência tem responsabilidade penal sobre os delitos que praticar neste estado). sendo equiparada. portanto. CP. 45 da Lei 11.sites. 27 e 228. isenta de pena.uol. O agente responde normalmente pelo delito que praticar. 61. Embriaguez preordenada: o agente se embriaga para cometer o crime. Embriaguez Conceito: é a intoxicação aguda por água ou substância de efeitos análogos que comprometa a capacidade de entendimento ou de autodeterminação. 26. Menoridade relativa: (<21 anos) pena atenuada. A intoxicação pela ingestão de drogas ilícitas incide no art.br | 11 99610348 facebook. Embriaguez voluntária ou culposa: não isentam de pena. CF) Conceito: é o menor de 18 anos. Embriaguez patológica: pode excluir a imputabilidade. Critério: o critério é puramente biológico. só se leva em consideração a idade biológica e não a efetiva capacidade de entendimento ou a capacidade civil. Responde pelo crime com o acréscimo de circunstância agravante genérica do art. é uma atenuante genérica (art. CP).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 201 Menoridade (arts.com/leonardosakaki | @leosak . 65. A maioridade se atinge no 1º minuto do dia do 18º aniversário. Critério: bio-psicológico – deve se verificar além da circunstância biológica (ingestão de álcool ou substâncias de efeitos análogos) também o aspecto psicológico (efetiva capacidade de entendimento ou autodeterminação). ou seja. CP) http://leonardosakaki. A menoridade é vista no momento da conduta – teoria da atividade. Menoridade absoluta: (<18 anos) exclui imputabilidade. isenta de pena. Completa: exclui imputabilidade. o menor emancipado é ainda considerado inimputável.br | leonardosakaki@uol. ou seja.

exclui a imputabilidade. Consequência depende da intensidade: se a doença tornar o agente completamente incapaz no momento. neste caso o juiz pode substituir a pena por medida de segurança se entender que o réu precisa de especial tratamento curativo – sistema vicariante: o juiz pode aplicar pena ou medida de segurança. religiosas etc. Coação moral (art. Erro de proibição (art. Coação moral irresistível: exclui a exigibilidade de conduta diversa e. ou seja. Consequência: erro de proibição pode ser inevitável (invencível. exclui a culpabilidade e isenta de pena. mas não ambas cumulativamente. http://leonardosakaki. 22.com. 21. Obediência hierárquica (art.br | 11 99610348 facebook. Só há obediência hierárquica nas relações de direito público. portanto exclui a culpabilidade e isenta de pena. imperdoável. ou seja. Critério: bio-psicológico. Não há obediência hierárquica em relações privadas laborais. o agente tem uma perfeita compreensão dos fatos que pratica. escusável) – exclui potencial conhecimento da ilicitude. O coator responderá pelo crime praticado pelo coagido. além da condição biológica (doença mental etc. CP) Conceito: o subordinado pratica o crime em obediência a ordem de superior hierárquico.br | leonardosakaki@uol.sites. Desenvolvimento mental incompleto – exemplo: silvícola inadaptado e o surdo-mudo sem capacidade de entendimento. familiares. não se confunde com erro de proibição e é sempre inescusável. Exemplo: esquizofrenia. portanto exclui a culpabilidade e isenta de pena.). o relativamente incapaz (semi-imputável). por isso. apenas desconhece que esses fatos são proibidos. Desenvolvimento retardado – exemplo: síndrome de down e oligrofenia. 22. a pena terá redução de ⅓ a ⅔. mas haverá medida de segurança.uol. CP) Conceito: erro de proibição – é o erro que incide sobre o caráter ilícito do fato. coação física – o coator usa o corpo do coagido como se fosse um objeto inanimado – a coação física exclui a própria conduta.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 202 Conceito: doença mental é toda a patologia mental que provoque grave perturbação à capacidade de entendimento ou de autodeterminação. a efetiva capacidade de entendimento. Desconhecimento da lei – é a mera ignorância da lei formal. Coação moral resistível: a pena é atenuada. erro evitável (vencível ou inescusável) reduz a pena de ⅙ a ⅓.com/leonardosakaki | @leosak .com. CP) Conceito: coação moral – o agente (coagido) é constrangido por 3º (coator) a praticar o crime. Deve se verificar.

157. É o abatimento de 1 dia de pena a cada 3 dias trabalhados. mas sim na intensidade em concreto da causa de aumento individualmente considerado.sites. Perda dos dias remidos pelo cometimento de crime doloso ou falta grave = não viola direito adquirido (Súmula Vinculante 9 do STF) – é constitucional a perda de dias remidos que não se limita ao prazo de 30 dias. que foi revogada. 33. CP. CP).com.uol. exclui culpabilidade e isenta de culpa.com/leonardosakaki | @leosak . (iii) especial. 131 Teoria da pena O sistema de cumprimento privativo de liberdade é progressivo. Obediência hierárquica manifestamente ilegal – pena atenuada (atenuante genérica do art. art. na razão de 3 para 1. admite progressão e regressão. Arma de brinquedo não aumenta pena do crime de roubo – Súmula 174 do STJ. Regressão é a passagem do regime mais ameno para o mais grave. súmula 439 do Superior Tribunal de Justiça diz que o exame criminológico só é admitido em decisão motivada pelas peculiaridades do caso. Prevalece ser impossível a progressão por salto. é possível regressão por salto. ou seja. nos crimes contra a administração pública a progressão fica condicionada a reparação do dano ao erário.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 203 Obediência hierárquica não manifestamente ilegal – exclui a exigibilidade. nos termos da LEP a prova do mérito será feita com um atestado de conduta carcerária firmado pelo diretor do estabelecimento. os benefícios da execução penal serão contados com base na pena total aplicada e não na unificação em 30 anos. Remição é o desconto da pena a cumprir pelos dias trabalhados. Requisitos da progressão: (i) objetivo é o cumprimento de parcela da pena (nos crimes comuns ⅙ e nos crimes hediondos e equiparados ⅖ se primário e ⅗ se reincidente). nos termos da Súmula 715 do Supremo Tribunal Federal. como esclarece a súmula vinculante 26 os marcos de ⅖ e ⅗ para progressão só serão aplicáveis aos fatos praticados após março de 2007.com. Só é possível remição nos regimes fechado e semi-aberto. §2.br | leonardosakaki@uol. Pode regredir por salto? Sim. §4. Nos termos da súmula 341 do Superior Tribunal de Justiça é possível a remição pelo estudo. O superior responde pelo crime praticado pelo crime praticado pelo subordinado.br | 11 99610348 facebook. 65. 132 Causas de aumento de pena Art. CP Súmula 443 do STJ: o aumento da pena no crime de roubo não se baseia no número de causas de aumento. http://leonardosakaki. Progressão é a passagem de um regime mais grave para um regime mais ameno. tem que merecer a progressão. (ii) subjetivo.

o juiz deve verificar a incidência de eventual qualificadora ou privilegiadora.uol. §3. Há privilegiadora de 3 meses a 1 ano. 133 Aplicação da pena Classificação do tipo: Neste momento.com. Quando houver mais de uma qualificadora. mas sim o crime autônomo do art. 68.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 204 Inciso V do art. 61. uma deverá ser usada para qualificar o crime e as restantes devem ser utilizadas como agravantes (se estiverem previstas no art. Lembrar que hoje o chamado seqüestro relâmpago não configura roubo com aumento de pena do inciso V. Pena base: A pena base não pode extrapolar os limites legais.com. Qualificadoras e privilegiadoras são circunstâncias previstas sempre na parte especial e que alteram os limites da pena em abstrato. Pena provisória (agravantes e atenuantes): http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. 158. 59. Circunstâncias judiciais (art. CP) ou como circunstâncias judiciais.com/leonardosakaki | @leosak . CP. CP) Culpabilidade Antecedentes Personalidade Conduta social Motivos Circunstâncias Consequências Comportamento da vítima Súmula 444. acima citado: foi criado para o seqüestro relâmpago. O crime de homicídio qualificado é de 12 a 30 anos. STJ: Inquéritos ou processos sem trânsito em julgado não podem ser considerados para aumentar a pena base. O crime de homicídio tem pena de 6 a 20 anos.br | leonardosakaki@uol.sites. Dosimetria da pena: Sistema trifásico – art. Corrupção tem pena de 2 a 12 anos.

61 a 64. crimes militares próprios (crime que só tem previsão na legislação militar). CP). Havendo concurso entre agravantes e atenuantes. São sempre previstas nos arts. o juiz pode considerar circunstância anterior ou posterior ao crime ainda que não prevista na lei (atenuante inominada – art. Reincidência: art. Súmula 231.com. a pena deve aproximar-se das circunstâncias preponderantes. CP): As atenuantes são circunstâncias previstas no art. contravenção penal salvo em relação a uma nova contravenção. taxativamente.uol. A principal agravante é a reincidência. CP. Agravantes: São circunstâncias que agravam a pena quando não constituem ou qualificam o crime.sites. condenação exclusivamente à pena de multa. 65. 66.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 205 Nesta fase. 65 e 66.com/leonardosakaki | @leosak . É reincidência: CP Lei de Contravenções Penais Lei de Contravenções Penais Trânsito em julgado por… Crime Contravenção Crime Novo … Crime Contravenção Contravenção Condenação quinquenal: a condenação deixa de gerar reincidência após passados 5 anos do término da pena. Reincidência Personalidade Motivos do crime Atenuantes (art. http://leonardosakaki. STJ: A presença de atenuantes não pode conduzir a pena abaixo do mínimo. Infrações que não geram reincidência: crimes políticos. CP. a pena também não pode extrapolar os limites legais.com. computado o tempo de sur si ou de livramento condicional. Porém. 63 e 64.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol. CP – é reincidente quem pratica um novo crime depois de sentença condenatória que o condenou no Brasil ou exterior com trânsito em julgado por crime anterior. Agravantes e atenuantes são circunstâncias sempre previstas na parte geral que alteram a pena em concreto na segunda fase da dosimetria em quantidade estabelecida pelo juiz.

que passa a ser computado pelo dobro da pena máxima cominada ao crime. caput: o homicídio deste dispositivo é hediondo. salvo se praticado em atividade típica de grupo de extermínio.com. que é atenuante e não privilégio) de violenta emoção logo após injusta provocação do ofendido. Súmula 443. Resposta: C 135 Parte especial Morte = morte encefálica. o juiz pode aplicar somente uma devendo optar pela que mais aumente ou mais diminua. em nenhuma hipótese. ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. a pronúncia. (C) Se o réu citado por edital permanece revel e não constitui advogado. regula-se pela pena aplicada. dentre outras. fica suspenso o processo. Majorantes ou minorantes: são circunstâncias previstas tanto na parte geral quanto na parte especial aplicadas pelo juiz na 3ª fase da dosimetria em quantidade especificada pela lei. STJ: o número de majorantes no crime de roubo circunstanciado (=com causas de aumento) não serve como fundamento para o aumento da pena acima do mínimo permitido. tendo por base ocorrência do fato na data de hoje. assinale a alternativa correta. Homicídio privilegiado: aumento de até ⅓: relevante valor moral (exemplo: eutanásia). Havendo concurso entre causas de aumento ou diminuição de pena previstas na parte especial. o recebimento da denúncia ou da queixa. relevante valor social (praticado em prol do interesse da comunidade – exemplo: matar o traidor da pátria).com/leonardosakaki | @leosak . independentemente do prazo estabelecido para a prescrição da pena de liberdade aplicada cumulativamente.sites. (A) A prescrição. depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação. (D) São causas interruptivas do curso da prescrição previstas no Código Penal. mantendo-se em curso o prazo prescricional. domínio (≠influência.uol.com. Art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 206 Pena definitiva (causas de aumento e diminuição de pena): Nessa fase a pena pode ficar acima do máximo ou abaixo do mínimo. a publicação da sentença condenatória ou absolutória recorrível. 134 Prescrição 58 (FGV – OAB 2010. (B) A prescrição da pena de multa ocorrerá em 2 (dois) anos. não podendo.2) A respeito do regime legal da prescrição no Código Penal. http://leonardosakaki. Observação: o homicídio privilegiado jamais será hediondo.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook. 121.

grave ameaça ou violência Forma qualificada http://leonardosakaki. V – Assegurar a execução. ou é alienada ou debil mental. sem o consentimento da gestante: Pena . tocaia).uol. Observação: pacífico na jurisprudência que o mandante também responde com a qualificadora. tortura (importante diferenciar homicídio mediante tortura com tortura com resultado morte – no homicídio mediante tortura o sujeito quer matar e escolhe o meio tortura. 126 . A colaboração só tem relevância penal se do ato suicida resulta lesão grave ou morte.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 207 Homicídio qualificado: I – Mediante paga ou promessa de recompensa ou outro motivo torpe (=especialmente repugnante). que é o apego do gameta à parede do útero.reclusão. de um a três anos.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook. desde que não configure crime autônomo). escondida). incompatível com as subjetivas (I. 125 .reclusão.com. Homicídio qualificado privilegiado: será possível desde que as qualificadoras sejam objetivas. meio insidioso. explosivo. impunidade e vantagem (qualquer vantagem. de três a dez anos. na tortura com resultado morte o objetivo é torturar e a morte é um resultado culposo. ou seja.Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena . III – Meios: veneno (prevalece que o veneno só qualifica se ministrado de forma insidiosa. dissimulação (=surpresa pela intenção escondida) ou outro recurso que dificulte ou impossibilite a defesa do ofendido. Observação: o homicídio qualificado é em regra hediondo. É possível aborto a partir da nidação.Provocar aborto.detenção. de um a quatro anos.Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena . II – Motivo fútil (=especialmente desproporcional).455/97). ocultação (ocultação: morte tem como objetivo impedir que se saiba a existência do crime ≠ Impunidade: objetivo da morte é impedir que se puna um crime cuja existência é conhecida). Infanticídio: rompimento da bolsa amniótica. IV – Modos: traição (=surpresa pela quebra da confiança). Exemplo: briga de torcida e briga de trânsito. Aplica-se a pena do artigo anterior. não é hediondo. é um crime preterdoloso previsto na lei 9.com/leonardosakaki | @leosak . Colaboração ao suicídio: não pode ter prática de ato letal. Art. Aborto provocado por terceiro Art. II e V).sites. Aborto: interrupção da gestação com resultado morte do feto. cruel ou capaz de perigo comum. Parágrafo único. asfixia.com. se a gestante não é maior de quatorze anos. 124 . fogo. O 3º que colabora com a mãe em estado puerperal também responde por infanticídio. ou se o consentimento é obtido mediante fraude. Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento Art. emboscada (=surpresa pelas circunstâncias – armadilha. meios (III) e modos (IV).

127. Se 3º que não médico que realiza a manobra para salvar a vida da gestante não é aborto legal. Honra subjetiva: injúria.sites. aplica-se a pena do art. lhe sobrevém a morte. 125. em consequência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo. Injúria e difamação contra mortos é atípico.uol. a gestante sofre lesão corporal de natureza grave.Não se pune o aborto praticado por médico: Aborto necessário I . CP: os resultados são culposos. Art. Exceção da verdade é possível em regra. se. se o crime é de ação pública e há absolvição definitiva.com. e são duplicadas.As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço. se. Não cabe exceção É punível calúnia contra os mortos. mas pode configurar difamação. CP. Art. grave ameaça. Aborto eugênico (feto com má formação) é em regra proibido. Calúnia Imputa-se fato falso definido como crime. Se consentimento for obtido mediante violência.com/leonardosakaki | @leosak . Disposições muns: co- A pena é aumentada de ⅓ se a ofensa: (a) contra presidente da república ou chefe de governo estrangeiro. CP: provocar aborto com consentimento da gestante. Aborto legal deve ser praticado por médico. mas pode configurar estado de necessidade. sujeito passivo é a família e o crime classificado como vago (crime que tem como sujeito passivo ente sem personalidade). Honra subjetiva é o juízo que a pessoa faz acerca de seus próprios atributos. É imputar Consuma: quando chega ao conhecimento de terceiros. se o ofendido é presidente da república ou chefe de governo estrangeiro. O aborto necessário é para salvar a vida da gestante – não precisa de autorização judicial nem consentimento da gestante. Aborto no caso de gravidez resultante de estupro II . Crimes contra a honra Honra objetiva é a reputação – juízo que terceiros fazem acerca de alguém.se não há outro meio de salvar a vida da gestante. quando incapaz. Nesse caso. Art.br | leonardosakaki@uol. Honra objetiva: calúnia e difamação. (c) praticar diante de várias pessoas Difa- fato Consuma: http://leonardosakaki. Desnecessários ordem judicial e processo por estupro. Há o aborto sentimental e o aborto necessário. 128 . 125. A falsidade pode ser sobre a existência do crime ou sua autoria. (b) funcionário público no exercício da função. Art.br | 11 99610348 facebook. Sentimental é em caso de estupro. CP: provocar aborto sem consentimento da gestante. por qualquer dessas causas. Os crimes contra a honra são formais. mas o mesmo é desnecessário para a consumação. 127 .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 208 Art. fraude ou de pessoa incapaz. Há 3 casos em que a lei não permite a exceção da verdade: se o crime imputado é de ação privada e não há condenação definitiva. de seu representante legal.com. visto que tem resultado. Se for mera contravenção não há calúnia. A imputação deve se referir a fato determinado ou determinável. se dolosos há concurso de crimes.se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou. 126.

br | 11 99610348 facebook. (c) conceito desfavorável de funcionário público no exercício de sua função. religião. chega ao conhecimento de terceiros. perdão judicial se: o chega ao ofendido de forma conheciimprovável provocou. A injúria é qualificada por elementos de raça. Retratação: nos crimes de calúnia. mento do retorção imediata. difamação e falso testemunho a retratação até o momento da sentença extingue a punibilidade.br | leonardosakaki@uol. salvo na inequívoca intenção de ofender. Subtrair é tirar de forma clandestina. (b) opinião desfavorável da crítica. Coisa é o objeto passível de apreensão com valor patrimonial relevante. http://leonardosakaki. A pena é duplicada se o crime é praticado mediante paga ou promessa de recompensa. Consuma: Nunca caberá ex. Furto: subtrair coisa móvel alheia para si ou para outrem. (no mínimo 3) ou de forma a facilitar a divulgação. condição de idoso ou portador de deficiência.com/leonardosakaki | @leosak . da verdade. próprio Injúria real: ações vioofendido. Há uma hipótese em que se admite exceção da verdade: se o fato se refere a funcionário público no exercício da função.com. A vítima deve ter capacidade de compreender a ofensa.Na injúria é possível o quando ceção da verdade. etnia.sites. Injúria Qualidade negativa.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 209 mação infamante.uol. Não quando precisa ser falso. Exclusão de crime: não há injúria ou difamação punível: (a) ofensa inrogada em juízo pela parte ou procurador na discussão da causa. como regra. Móvel: não valem as presunções de imobilidade do direito civil. lentas aviltantes. cor.

É necessário o animus de assenhoramento definitivo. que hoje está previsto no art.com. a importação ou exportação de bens com valores não correspondentes aos verdadeiros. direta ou indiretamente. 9. José da Silva e Maria da Silva são os acionistas controladores do Banco Silva’s e Família.2) Fundação Pública Federal contrata o técnico de informática Abelardo Fonseca para que opere o sistema informatizado destinado à elaboração da folha de pagamento de seus funcionários.uol. Se para usar e devolver. Diretor Comercial e Diretora de Contabilidade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 210 Se a coisa comum. insere o seu próprio nome e sua própria conta bancária no sistema. bens.com/leonardosakaki | @leosak .613/98. a qual efetua os pagamentos de acordo com as informações lançadas no sistema por ele. direitos ou valores provenientes de qualquer dos crimes antecedentes referidos na Lei n. CP). concurso de pessoas (conta menor de idade). A seguir. descontando a quantia de cinco reais de cada um deles. que é crime de ação pública condicionada. 61 (FGV – OAB 2010. §3. mas crime de descaminho. direitos ou valores provenientes.br | leonardosakaki@uol. Resposta: D 63 (FGV – OAB 2010. Resposta: D 62 (FGV – OAB 2010. 9. Em razão das dificuldades financeiras que afetaram o Banco Silva’s e Família. (B) peculato. ao elaborar a referida folha de pagamento. dissimulação e integração). (D) Pratica crime de lavagem de dinheiro quem utiliza. Exemplo: furtar tapete do condomínio. (C) O processo e julgamento dos crimes previstos na Lei n.613/98). os diretores decidem por http://leonardosakaki. (C) concussão. Causas de aumento: emprego de arma (não basta o porte. Abelardo.br | 11 99610348 facebook. se a vítima está em transporte de valores e o sujeito conhece as circunstâncias. (B) Não constitui lavagem de dinheiro.sites. altera as informações sobre a remuneração dos funcionários da Fundação no sistema. 9613/98 dependem do processo e julgamento dos crimes antecedentes. 9613/98. (D) inserção de dados falsos em sistema de informações. (A) O crime de lavagem só ocorre quando os bens.2) João da Silva.2) Relativamente à legislação sobre lavagem de capitais (Lei n. é correto afirmar que Abelardo praticou crime de: (A) estelionato. assinale a alternativa correta.com. na atividade econômica ou financeira. Abelardo remete as informações à seção de pagamentos. CP. não há furto. Roubo: momento consumativo: pacífico nos tribunais superiores que basta a detenção. necessário o efetivo emprego da arma) (arma de brinquedo não aumenta). direitos ou valores que sabe serem provenientes de qualquer dos crimes antecedentes previstos na Lei n. configura o art. cada um com 30% das ações com direito a voto e exercendo respectivamente os cargos de Diretor-Presidente. feita com o propósito de ocultar ou dissimular a utilização de bens. se o roubo for de veículo automotor que é levado para outro Estado ou para o exterior. privação de liberdade da vítima (não se trata do seqüestro relâmpago. ainda que por poucos instantes. de um dos crimes antecedentes completam todo o processo de lavagem (ocultação. Terminada a elaboração da folha. Considerando tal narrativa. atribuindo-se a condição de funcionário da Fundação e destina à sua conta o total dos valores desviados dos demais. 156. 158.

br | 11 99610348 facebook.sites. Tício realiza. (C) Crime de gestão fraudulenta de instituição financeira. por se tratar de crime hediondo. haja vista que os crimes sexuais. A esse respeito.3) Ao concluir o curso de Engenharia. Tício é perseguido por uma viatura da polícia militar. Assinale a alternativa que indique o(s) crime(s) praticado(s) pelos acionistas controladores. haja vista que. sendo a ação penal pública incondicionada. o Banco Silva’s e Família sofre uma intervenção do Banco Central e todos os fatos narrados acima vêm à tona.3) Guiando o seu automóvel na contramão de direção. Os primeiros doze meses demonstraram resultados excelentes. Arli. Resposta: C 55 (FGV – OAB 2010. (B) praticou crime de falsidade ideológica. com a alteração do Código Penal. mas os vinte e quatro meses seguintes são marcados por uma perda avassaladora de recursos. fica constatado que Tício apresentava concentração de álcool muito superior ao patamar previsto na legislação de trânsito. haja vista que a ação penal é pública condicionada à representação. Nesse momento.br | leonardosakaki@uol. é correto afirmar que Arli (A) praticou crime de falsificação de documento público. (D) deverá oferecer denúncia contra Ana pela prática do crime de estupro. falsidade documental e estelionato qualificado. o exame do etilômetro e fornece aos militares sua habilitação e o documento do automóvel. que atingem bens jurídicos personalíssimos da vítima. declaração falsa sobre fato juridicamente relevante. não tendo a vítima se manifestado dentro do prazo legalmente previsto para tanto. Resposta: C 54 (FGV – OAB 2010. com grande aumento do capital.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 211 em curso as seguintes práticas: (1) adquirir no mercado títulos do tesouro nacional já caducos (portanto sem valor algum) e. utilizando-os como simulacro de lastro. visando fazer uma brincadeira. a com ela praticar ato libidinoso diverso da conjunção carnal. a ação penal é pública incondicionada. bem-sucedido advogado. (B) Crime de gestão temerária de instituição financeira. (D) Crime de gestão temerária em concurso com crime de gestão fraudulenta de instituição financeira. Após ser parado pelos agentes da lei.com. utilizando-se do emprego de grave ameaça.3) Em 7 de fevereiro de 2010. por fim.uol. Lucas comparece à delegacia policial para noticiar o crime. com um passivo cerca de 50 vezes maior que o ativo. (B) nada poderá fazer.com. Além http://leonardosakaki. (A) Crimes de falsidade ideológica. Em 7 de agosto de 2010. A respeito desse ato. inseriu. levando o banco à beira da insolvência. emiti r títulos do banco para captar recursos financeiros junto aos investi dores. só são persequíveis mediante queixa-crime. é correto afirmar que o promotor de justiça (A) deverá oferecer denúncia contra Ana pela prática do crime de atentado violento ao pudor. (C) deverá pedir o arquivamento do inquérito por ausência de condição de procedibilidade para a instauração de processo criminal. (C) praticou crime de falsa identidade. Resposta: D 56 (FGV – OAB 2010. haja vista que. e. em seu diploma.com/leonardosakaki | @leosak . (2) forjar negócios com pessoas jurídicas inexistentes a fim de simular ganhos. No exame do etilômetro. à caneta. Ana. constrange seu amigo Lucas. tendo sido instaurado inquérito a fim de apurar as circunstâncias do delito. (3) fraudar o balanço da instituição simulando lucros no exercício ao invés dos prejuízos efetivamente sofridos. em outubro de 2010. (D) não praticou crime algum. passou-se a admitir que pessoa do sexo masculino seja vítima de tal delito. espontaneamente.

conduta expressamente proibida pela Constituição Federal e lei específica. (D) se reconhecida. caso seja cometida por agente público. na sua configuração. imprescritível e insuscetível de graça ou anistia. que o autor provoque lesões corporais na vítima ao lhe proporcionar sofrimento físico com o emprego de violência.sites. os policiais constatam que o motorista estava com a habilitação vencida desde maio de 2009. (C) apenas pelo crime de direção sem habilitação. (D) apenas pelo crime de direção sem habilitação. não implicará aumento de pena.com/leonardosakaki | @leosak .3) A tortura.uol. Resposta: A http://leonardosakaki.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 212 disso. uma vez que o fato de a habilitação estar vencida constitui mera infração administrativa. (C) exige. por via de uma abstenção). (A) pode ser praticada por meio de uma conduta comissiva (positiva.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol.com. é correto afirmar que o promotor de justiça deverá denunciar Tício (A) pela prática dos crimes de embriaguez ao volante e direção sem habilitação (B) apenas pelo crime de embriaguez ao volante. em razão da aplicação do Princípio da Consunção. (B) é crime inafiançável. pois o delito de embriaguez ao volante só se configura quando ocorre acidente de trânsito com vítima.com. uma vez que o perigo gerado por tal conduta faz com que o delito de embriaguez ao volante seja absorvido. Resposta: B 136 Legislação especial 61 (FGV – OAB 2010. Com relação ao relatado acima. por via de uma ação) ou omissiva (negativa.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 213 DIREITO PROCESSUAL PENAL

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Princípios constitucionais

Art. 5, LIII, CF: ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; Princípio do juiz natural: proibição dos tribunais de exceção (tribunais criados para julgar fato ou pessoa específica) e garantia do juiz constitucionalmente competente (se o réu é processado pelo juiz constitucionalmente incompetente, o processo será nulo). Art. 5, LIV, CF: ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; Princípio do devido processo legal: soma de todos os direitos e garantias aplicados ao processo, sejam eles expressos ou implícitos na CF. Art. 5, LV, CF: aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; Princípio do contraditório e ampla defesa. Contraditório = comunicação obrigatória + reação possível. Ampla defesa = direito de presença + direito de audiência. Lei 11.900/09 – atenuação ao direito de presença, com o interrogatório via vídeo conferência.
70 (FGV – OAB 2010.2) Ao final da audiência de instrução e julgamento, o advogado do réu requer a oitiva de testemunha inicialmente não arrolada na resposta escrita, mas referida por outra testemunha ouvida na audiência. O juiz indefere a diligência alegando que o número máximo de testemunhas já havia sido atingido e que, além disso, a diligência era claramente protelatória, já que a prescrição estava em vias de se consumar se não fosse logo prolatada a sentença. A sentença é proferida em audiência, condenando-se o réu à pena de 6 anos em regime inicial semi-aberto. Com base exclusivamente nos fatos acima narrados, assinale a alternativa que apresente o que alegaria na apelação o advogado do réu, como pressuposto da análise do mérito recursal. (A) A redução da pena ou a fixação de um regime de cumprimento de pena mais vantajoso. (B) A anulação da sentença para que outra seja proferida em razão da violação do princípio da ampla defesa. (C) A reinquirição de todas as testemunhas em sede de apelação. (D) A anulação da sentença para que outra seja proferida em razão da violação do princípio da ampla defesa, com a correspondente suspensão do prazo da prescrição de modo que o órgão ad quem se sinta confortável para anular a sentença sem gerar impunidade no caso concreto.
Resposta: B

Art. 5, LVI, CF: são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; Princípio da inadmissibilidade das provas ilícitas. Art. 5, LVII, CF: ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; Princípio da presunção de inocência. Consequência: as prisões processuais são excepcionais; o uso de algemas é excepcional; inquéritos policiais e processos em andamento não constituem maus antecedentes. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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65 (FGV – OAB 2010.2) Em uma briga de bar, Joaquim feriu Pedro com uma faca, causando-lhe sérias lesões no ombro direito. O promotor de justiça ofereceu denúncia contra Joaquim, imputando-lhe a prática do crime de lesão corporal grave contra Pedro, e arrolou duas testemunhas que presenciaram o fato. A defesa, por sua vez, arrolou outras duas testemunhas que também presenciaram o fato. Na audiência de instrução, as testemunhas de defesa afirmaram que Pedro tinha apontado uma arma de fogo para Joaquim, que, por sua vez, agrediu Pedro com a faca apenas para desarmá-lo. Já as testemunhas de acusação disseram que não viram nenhuma arma de fogo em poder de Pedro. Nas alegações orais, o Ministério Público pediu a condenação do réu, sustentando que a legítima defesa não havia ficado provada. A Defesa pediu a absolvição do réu, alegando que o mesmo agira em legítima defesa. No momento de prolatar a sentença, o juiz constatou que remanescia fundada dúvida sobre se Joaquim agrediu Pedro em situação de legítima defesa. Considerando tal narrativa, assinale a afirmativa correta. (A) O ônus de provar a situação de legítima defesa era da defesa. Assim, como o juiz não se convenceu completamente da ocorrência de legítima defesa, deve condenar o réu. (B) O ônus de provar a situação de legítima defesa era da acusação. Assim, como o juiz não se convenceu completamente da ocorrência de legítima defesa, deve condenar o réu. (C) O ônus de provar a situação de legítima defesa era da defesa. No caso, como o juiz ficou em dúvida sobre a ocorrência de legítima defesa, deve absolver o réu. (D) Permanecendo qualquer dúvida no espírito do juiz, ele está impedido de proferir a sentença. A lei obriga o juiz a esgotar todas as diligências que estiverem a seu alcance para dirimir dúvidas, sob pena de nulidade da sentença que vier a ser prolatada.
Resposta: C

69 (FGV – OAB 2010.2) João foi denunciado pela prática do crime de furto (CP, art. 155), pois segundo narra a denúncia ele subtraiu colar de pedras preciosas da vítima. No decorrer da instrução processual, a testemunha Antônio relata fato não narrado na denúncia: a subtração do objeto furtado se deu mediante “encontrão” dado por João no corpo da vítima. Na fase de sentença, sem antes tomar qualquer providência, o Juiz decide, com base no sobredito testemunho de Antônio, condenar João nas penas do crime de roubo (CP, art. 157), por entender que o “encontrão” relatado caracteriza emprego de violência contra a vítima. A sentença condenatória transita em julgado para o Ministério Público. O Tribunal, ao julgar apelo de João com fundamento exclusivo na insuficiência da prova para a condenação, deve: (A) anular a sentença. (B) manter a condenação pela prática do crime de roubo. (C) abrir vista ao Ministério Público para aditamento da denúncia. (D) absolver o acusado.
Resposta: D

Art. 93, IX, CF: todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação; Princípio da motivação das decisões judiciais: as decisões do Poder Judiciário devem ser fundamentadas, sob pena de nulidade (será uma nulidade absoluta).
63 (FGV – OAB 2010.3)

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Ao proferir sentença, o magistrado, reputando irrelevantes os argumentos desenvolvidos pela defesa, deixa de apreciá-los, vindo a condenar o acusado. Com base no caso acima, assinale a alternativa correta. (A) Como é causa de nulidade da sentença, a falta de fundamentação deve ser arguida inicialmente por meio de embargos de declaração, que, se não forem opostos, gerarão a preclusão da alegação, pois a nulidade decorrente da falta de fundamentação do decreto condenatório importa em nulidade relativa. (B) Como é causa de nulidade absoluta da sentença, a falta de fundamentação não precisa ser arguida por meio de embargos de declaração, devendo necessariamente, no entanto, ser sustentada no recurso de apelação para poder ser conhecida pelo Tribunal. (C) Como é causa de nulidade absoluta da sentença, a falta de fundamentação não precisa ser arguida nem por meio de embargos de declaração, nem no recurso de apelação, podendo ser conhecida de ofício pelo Tribunal. (D) Como reputou irrelevantes as alegações feitas pela defesa, o magistrado não precisava tê-las apreciado na sentença proferida, não havendo qualquer nulidade processual, pois não há nulidade sem prejuízo.
Resposta: C

Nulidade absoluta Nulidade relativa Pode ser declarada de ofício – não precisa de reque- Precisa de requerimento das partes. rimento das partes. Nunca se convalida, é insanável. É sanável.

138

Interpretação extensiva

Estender a aplicação de uma norma existente para um caso não previsto textualmente.

139

Analogia

Lacunas.

140

Lei processual no tempo

A lei penal não retroage, salvo para beneficiar o réu. A lei processual é regida pelo princípio do efeito imediato, tempus regit actum – a nova lei processual será aplicada a todos os processos em curso, não importando se beneficia ou não o réu. Os atos processuais já realizados permanecerão válidos. Teoria do tempus regit actum ou teoria do isolamento dos atos processuais Atos anteriores são válidos Processo http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 216 Lei nova

141

Lei processual penal no espaço

Aplica-se no território nacional. Exceções. Posso aplicar o Código de Processo Penal fora do Brasil? Sim: - se houver consentimento do outro país; - território ocupado; - território nullius = território sem dono. 142 Contagem de prazo Prazo processual Começa a contar no próximo dia útil a partir da intimação. É prorrogável – se terminar em sábado, domingo ou feriado, prorroga-se para o próximo dia útil.

Prazo penal Conta o dia do começo e exclui o dia do final. É improrrogável.

143

Persecução penal

Investigação criminal: base – (i) indícios de autoria e (ii) prova de materialidade. Inquérito policial – fase de investigação: é o principal meio de investigação. É dispensável para o oferecimento da denúncia, pois o que é indispensável é ter base para a ação penal. Exemplo: CPI. Não incidem contraditório nem ampla defesa, pois há procedimento de investigação, ou seja, não há processo. Ação penal – processo. Contraditório e ampla defesa.

144

Inquérito policial

Procedimento administrativo destinado à colheita de provas. (i) Características: (a) Escrito: atos escritos. (b) Inquisitivo: não tem contraditório e ampla defesa – cuidado com o art. 14 do CPP. O delegado pode ouvir testemunhas sem as partes presentes – pode praticar os atos sozinho. (c) Obrigatório: para o delegado.

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 217 (d) Dispensável: para a ação penal – quando há base para a ação penal. O titular da ação penal (Ministério Público, na queixa, ou o ofendido, na queixa) dispensa o inquérito. A lei dispensa o inquérito em infrações menores, no Jecrim. (e) Sigiloso: decretado pelo delegado, no caso de necessidade para o sucesso do inquérito. Não é sigiloso para o juiz, Ministério Público e advogado (Súmula Vinculante 14). Se negar acesso aos autos de inquérito policial cabe reclamação ao STF ou MS para o juiz criminal. Contra ato ou decisão que desrespeita súmula vinculante, cabe reclamação ao STF (Art. 103, §3, CF). (f) Indisponível: delegado não pode arquivar inquérito policial, as provas são indispensáveis. (art. 17, CPP) O arquivamento é uma medida judicial, por requerimento do Ministério Público. (g) Oficiosidade: ex officio (ação penal pública incondicionada). Exceção: ação penal pública condicionada e ação penal pública privada – dependerá de uma autorização, ou seja, dependerá de representação do ofendido (exemplo: estupro – mesmo que se pego em flagrante – instauração de inquérito e lavramento de prisão em flagrante dependerá de representação do ofendido – menor de 18 anos ou vulnerável, será uma ação incondicionada) ou requerimento (), respectivamente.
Art. 14. O ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado poderão requerer qualquer diligência, que será realizada, ou não, a juízo da autoridade.

(ii) Inquérito extrapolicial – Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) (a) É uma investigação feita pelos parlamentares. (b) A CPI só pode decretar uma espécie de prisão: prisão em flagrante. (c) Pode decretar a quebra do sigilo bancário e fiscal e não precisa de autorização judicial. (d) Investiga fato certo por prazo determinado. (e) É necessário ⅓ dos parlamentares para instauração da CPI – não importando a casa. (f) Tem poder instrutório de juiz, ou seja, pode produzir as mesmas provas que um juiz pode produzir – requisitar documentos, determinar intimação de testemunhas, decretar a quebra de sigilo bancário e fiscal etc. (g) Não pode decretar a interceptação telefônica – só juiz pode decretar. (h) Terminada a CPI é feito um relatório, que é encaminhado ao Ministério Público. (iii) Início do inquérito policial (a) Nos crimes de ação penal pública incondicionada a representação (exemplo: crimes contra a vida): - pode começar de ofício pelo delegado – portaria; - pode começar por requisição do Ministério Público ou juiz; - pode começar por requerimento do ofendido. (b) Nos crimes de ação pública condicionada a representação (exemplo: estupro): - pode começar por meio de representação do ofendido; - pode começar por meio de requisição do ministro da justiça. (c) Nos crimes de ação penal privada (exemplo: crimes contra a honra): - pode começar mediante requerimento do ofendido

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 218 (iv) final do inquérito policial Relatório do delegado – encaminhado ao fórum – encaminhado ao Ministério Público – promotor pode propor o arquivamento, oferecer denúncia ou requerer diligências imprescindíveis ao oferecimento da denúncia (art. 16, CPP), sendo que, neste último, o juiz não pode indeferir. Ministério Público propõe arquivamento – vai para o juiz – se o juiz concorda, é arquivado; se discordar, aplicase o art. 28, CPP, mandando para o Procurador Geral, que pode ele mesmo oferecer a denúncia, pode insistir no arquivamento ou designar outro Ministério Público para oferecer denúncia. Observação: o arquivamento é pela falta da base para ação. Quando surgir prova nova, é possível haver ação penal sobre a mesma acusação do inquérito arquivado anteriormente – Súmula 524, STF. A punibilidade não deve estar extinta, quando do surgimento da prova nova. O inquérito policial, no caso de ação penal privada, segundo o art. 19, CPP, ficará em juízo, ou seja, no cartório, aguardando a iniciativa do ofendido. O prazo para encerramento do inquérito policial, art. 10, CPP, é: Réu preso – 10 dias improrrogáveis; Réu solto – 30 dias – prorrogável – art. 10, §3, CPP. O excesso do prazo se torna a prisão ilegal, pedindo-se o relaxamento da prisão, com base no art. 5, LXV, CF. Exceção: competência da justiça federal: Réu preso – 15 dias, admitida 1 prorrogação de mais 15 dias. Réu preso – aplica-se o CPP. Exceção: Lei 11.343/06, art. 51: Réu preso – 30 dias – prorrogável por 1x por igual período. Réu solto – 90 dias – prorrogável por 1x por igual período.

145

Incomunicabilidade

A incomunicabilidade prevista no art. 21, CPP, não foi recepcionada pela CF. 145.1 Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) – art. 52, LEP (i) É uma punição disciplinar imposta ao preso – condenado ou provisório. (ii) Somente o juiz pode decretar o RDD. (iii) Tem prazo de até 360 dias, sendo possível a prorrogação em nova falta grave. (iv) O prezo não pode ficar no RDD por mais que ⅙ da pena. (v) Cabe o RDD em: (a) crime doloso dentro da prisão; (b) preso perigoso (coloca em risco o estabelecimento prisionário ou a sociedade); (c) envolvimento com o crime organizado. (vi) Características: celas individuais, 2 visitas semanais (salvo as crianças), 2 horas por dia de banho de sol. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Ação penal

Ação penal pode ser pública ou privada. Pública: proposta pelo Ministério Público, por meio de denúncia. Condicionada: à representação do ofendido Titulares: (a) ofendido (b) menor de 18 anos e doente mental: representante legal. (c) menor de 18 anos e doente mental e não tem representante legal: curador especial (art. 33, CPP) – qualquer pessoa que o juiz nomeia para representar o ofendido. (d) ofendido morre: Cônjuge ou companheiro, Ascendente, Descendente ou Irmão. Prazo: 6 meses a partir do conhecimento da autoria. Retratar da representação: à requisição do Ministro da Justiça: crimes contra a honra que atinja o presidente da república ou chefe de governo estrangeiro. Observação: crimes contra a honra, em geral, segundo o art. 145, CP, será mediante queixa, ou seja, será uma ação de iniciativa privada. Incondicionada, é a regra, havendo silencio do código será incondicionada. Privada: proposta pelo ofendido, em regra, por meio da queixa. Pode ser o representante legal (quando menor) ou o Cônjuge ou companheiro, Ascendente, Descendente ou Irmão, quando falece. Comum ou exclusivamente privada. Personalíssima. Só o ofendido e ninguém em seu lugar. Único caso: art. 236, CP, induzimento a erro essencial ou ocultação de impedimento ao casamento. Subsidiária. Estupro: será condicionada à representação, mas, excepcionalmente, será incondicionada nos seguintes casos: Quando o ofendido for menor de 18 anos. Vítima vulnerável – presunção de violência. 146.1 Princípios da ação penal privada

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 220 Conveniência ou oportunidade – o ofendido apresenta a queixa se quiser – o ofendido pode renunciar ao direito de queixa ou ficar inerte, havendo, assim, a decadência do direito de queixa – são causas de extinção da punibilidade. A renúncia é um comportamento positivo, é um fazer. Decadência é uma inércia absoluta, é um não fazer. Disponibilidade – pressuposto a existência de uma ação penal em curso – o ofendido ajuizou queixa no prazo decadencial. O ofendido pode durante a ação oferecer o perdão (ato bilateral – depende de aceitação do querelado) ou perempção. Indivisibilidade 146.2 Princípios da ação penal pública Obrigatoriedade ou legalidade – Ministério Público é obrigado a oferecer a denúncia, desde que aja indício de autoria e prova da existência do crime. Divisibilidade Indisponibilidade – art. 42, CPP – vedação expressa da desistência da ação penal pública. Oficialidade ou oficiosidade (i) Ações penais em espécie a) lesão corporal leve: nos termos do art. 88 da Lei 9.099/99 a ação penal é pública condicionada à representação. Lesão corporal leve da Lei Maria da Penha: para o STJ haverá a ação penal pública condicionada à representação.
Art. 88. Além das hipóteses do Código Penal e da legislação especial, dependerá de representação a ação penal relativa aos crimes de lesões corporais leves e lesões culposas.

b) crimes materiais contra a ordem tributária: Súmula Vinculante 24 – precisa encerrar o procedimento administrativo fiscal. 146.3 Denúncia Prazo de 15 dias para oferecimento de denúncia para réu solto. Prazo de 5 dias para oferecimento de denúncia no caso de réu preso. Na inércia, a vítima poderá iniciar uma ação no caso de inércia do Ministério Público. Direito de queixa subsidiária. Inércia é o Ministério Público nada fazer no prazo para oferecer denúncia.

147

Competência

(i) competência por prerrogativa de função ou foro privilegiado ou competência originária. a) Não viola o princípio da igualdade, pois só existem em razão da função.

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AGU.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 221 b) Concurso de agentes: em regra haverá julgamento conjunto: juiz e advogado roubam: ambos são julgados pelo TJ. ainda que o crime seja federal.uol. 109.com. Segundo entendimento do STF. Súmula 721 do STF – deputado estadual que cometa crime doloso contra a vida será julgado pelo tribunal do júri. Autarquias: INSS. prefeito e deputado estadual. e) crimes decorrentes de tratados: exemplo: tráfico internacional de drogas. julgado no Tribunal de Justiça do Estado onde exerce suas funções.com/leonardosakaki | @leosak .com. será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça. d) Prefeito: Súmula 702 do STF – o prefeito se comete crime estadual é julgado por tribunal de 2º grau. pois. vereador de um determinado município. a situação não se alteraria se o crime praticado por Terêncio fosse um crime eleitoral. mas se for crime eleitoral é julgado no TRE. uma vez que goza do foro por prerrogativa de função. http://leonardosakaki. quando a competência será do TRE. variando de tribunal conforme o crime. ou seja. CF. assinale a alternativa correta. Por uma questão de competência originária decorrente da prerrogativa de função. Para o juiz a única exceção é o crime eleitoral. será julgado no Tribunal de Justiça do Estado onde exerce suas atividades. (A) Caio. mas se for explorado pelo próprio governo a competência é federal. c) Deputado estadual (IMPORTANTE!): a competência é fixada pela constituição estadual. então a competência será da justiça federal (exemplo: racismo e pornografia infantil). ou seja. Atenção: sociedade de economia mista federal o julgamento é na justiça estadual – Petrobrás. Por ter foro por prerrogativa de função. (B) Tício. Resposta: C (ii) competência da justiça federal: art. (D) Terêncio é prefeito e pratica um crime comum. são os crimes previstos na lei de segurança nacional. Se o crime for cometido pela internet e houver tratado. 66 (FGV – OAB 2010. Bacen. serviços ou interesses da União. agências reguladoras. não há mudança de competência. ministro. promotor. Empresas públicas federais: CEF. juiz estadual. STJ julga: governador e desembargador. (C) Mévio é governador do Distrito Federal e pratica um crime comum. Será. a) rol taxativo.3) Tendo como referência a competência ratione personae. c) julga os crimes políticos. f) o homicídio de funcionário público federal somente é competência do júri federal se o motivo do crime é a função federal. c) STF julga: deputado federal. d) O juiz é julgado pelo TJ a que está vinculado.br | leonardosakaki@uol. devendo ser julgado pelo Tribunal de Justiça do respectivo Estado.sites. Atenção: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – crime contra os correios é julgado onde? Se for o serviço explorado por particular a competência é estadual.br | 11 99610348 facebook. se cometer crime federal é julgado pelo TRF. Mas se caso de crime doloso contra a vida haverá separação de processos: o juiz é julgado pelo TJ e o advogado pelo tribunal do júri. Atenção: o júri somente será federal se o crime tiver relação com a função federal. d) crimes cometidos contra bens. senador. pratica um crime eleitoral. g) juiz comete crime federal: sempre é julgado no Tribunal de Justiça a que está vinculado. e) Para o STF. b) não julga contravenção. TJ julga: juiz. BB. se o sujeito renuncia para escapar ao julgamento. autarquias e empresas públicas federais. pratica um crime comum previsto na parte especial do Código Penal.

ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas.1 Critério foro prevalente http://leonardosakaki. II . Conexão: art. II – homicídio + ocultação de cadáver III – furto ou descaminho + receptação Continência: art. A conexão e continência implicam em reunião de processos e julgamento em conjunto. pedirá no STJ que o processo saia da justiça estadual e vá para a justiça federal. 76.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak . CPP Teoria do resultado – local da consumação. 77. CPP. então a competência é do local onde o resultado se esboçou (exemplo: tomo tiros em SBC e sou levado para o HC em SP. ocorrendo duas ou mais infrações. no local do último ato de execução.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 222 h) disputa sobre direitos indígenas.duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração. perdeu o foro privilegiado. se houver grave violação de direitos humanos. CPP – concurso de agentes.sites.com.no caso de infração cometida nas condições previstas nos arts. ao mesmo tempo. crime de rixa. ataques do PCC. por várias pessoas reunidas. (iii) competência territorial – art. quando há grave violação dos direitos humanos. Para ser competência federal. (iv) conexão e competência Art. III . e 54 do Código Penal. I – arrastão após jogo de futebol. houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras.se. ou por várias pessoas em concurso. 77. O PGR. é o PGR que pede. em qualquer momento do inquérito ou processo ao STJ. umas contra as outras. 70. 53. Atenção: incidente de deslocamento de competência.br | leonardosakaki@uol. O crime será julgado no local da consumação ou no caso de tentativa. o motivo do crime tem que ter relação com disputa sobre direitos indígenas. 147. Exceção doutrinária e jurisprudencial: teoria do esboço do resultado: se o resultado se der em outro local por circunstâncias não relacionadas ao crime. houverem sido praticadas.com. ou por várias pessoas.quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de outra infração. onde morro – a competência é do júri de SBC). salvo no caso de infância e juventude e na hipótese da justiça militar. 76. Exemplo: caso da Procuradora aposentada que torturou a criança. II . 51. embora diverso o tempo e o lugar. Art. A competência será determinada pela continência quando: I . no mesmo caso. §1o.se. A competência será determinada pela conexão: I . Perdeu a função.uol. segunda parte.

63 a 68.local da pena mais grave. A vítima ou seus sucessores poderá executar este valor no cível e liquidar o valor que entender devido a maior. Art. 66.sites. 65. categoricamente. a ação civil poderá ser proposta quando não tiver sido. A sentença penal condenatória transitada em julgado é título executivo judicial e o juiz deve fixar o valor mínimo da condenação.970. 63) ou a ação civil (art. 387 deste Código sem prejuízo da liquidação para a apuração do dano efetivamente sofrido. . 64) será promovida. o ofendido. a execução da sentença condenatória (art. Art.com/leonardosakaki | @leosak . http://leonardosakaki. Art. CPP TÍTULO IV DA AÇÃO CIVIL Art.prevenção – prática de um ato decisório anterior. Art. 32.uol.2 Questões especiais de competência a) Se não souber o local do resultado. contra o autor do crime e. 68.com. Não impedirão igualmente a propositura da ação civil: I . reconhecida a inexistência material do fato. Quando o titular do direito à reparação do dano for pobre (art.br | 11 99610348 facebook. até o julgamento definitivo daquela. de 1973) Parágrafo único.a sentença absolutória que decidir que o fato imputado não constitui crime.o despacho de arquivamento do inquérito ou das peças de informação. . (Incluído pela Lei nº 11.se tiverem a mesma pena. 148 Ação civil ex delicto – arts. III . de 2008). 64. é o foro de residência do réu. a execução poderá ser efetuada pelo valor fixado nos termos do inciso IV do caput do art. II . a seu requerimento. Intentada a ação penal. se for caso. (Vide Lei nº 5. 147. Sem prejuízo do disposto no artigo anterior. poderão promover-lhe a execução.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 223 Júri atrai tudo.719. Art. no juízo cível. O local da recusa do pagamento é o local da agência do sacado.br | leonardosakaki@uol.a decisão que julgar extinta a punibilidade. Não obstante a sentença absolutória no juízo criminal. Transitada em julgado a sentença condenatória. Faz coisa julgada no cível a sentença penal que reconhecer ter sido o ato praticado em estado de necessidade. a quantidade de crimes. 63. 67. a ação para ressarcimento do dano poderá ser proposta no juízo cível. Transitada em julgado a sentença condenatória. pelo Ministério Público. seu representante legal ou seus herdeiros. Jurisdição de igual categoria . em legítima defesa. §§1o e 2o).com. em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. o juiz da ação civil poderá suspender o curso desta. para o efeito da reparação do dano. Parágrafo único. b) Falso testemunho da Justiça do Trabalho é processado na Justiça Federal. contra o responsável civil. c) Estelionato por meio de cheque sem fundo: a competência é do local da recusa do pagamento.

68 (FGV – OAB 2010. a ação civil não poderá ser proposta em nenhuma hipótese.br | 11 99610348 facebook. poderão promover-lhe a execução. 386. (B) Sobrevindo a sentença absolutória no juízo criminal. no juízo cível. seu representante legal ou seus herdeiros. O que não pode é haver solução de continuidade da perseguição. Se ficar provado que o crime não existiu (art. a decisão que julgar extinta a punibilidade e a sentença absolutória que decidir que o fato imputado não constitui crime. então não impedirá o ajuizamento de ação civil ex delito. CPP a) modalidades: CPP (art.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki. Se for absolvido por causa excludente da ilicitude. a liquidação para a apuração do dano efetivamente sofrido. CPP). a execução só poderá ser efetuada pelo valor fixado na mesma. interrupção da perseguição.com. 302): Próprio: está cometendo ou acaba de cometer a infração. Resposta: D 149 Prisão Modalidades de prisão processual: Prisão em flagrante – arts. ou seja. 386. está em flagrante. Enquanto durar a perseguição. não se admitindo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 224 Toda absolvição por falta de prova não impede o ajuizamento de ação civil ex delicto. IV. impede o ajuizamento da ação civil. o ofendido.sites. (A) São fatos que impedem a propositura da ação civil: o despacho de arquivamento do inquérito ou das peças de informação. I. ainda que perca de vista. Presumido: é encontrado logo depois. Se a causa excludente for agressiva.com/leonardosakaki | @leosak .com. (C) Transitada em julgado a sentença penal condenatória. para o efeito da reparação do dano.2) Relativamente às regras sobre ação civil fixadas no Código de Processo Penal.uol. A absolvição por atipicidade da conduta não impede o ajuizamento de ação civil ex delicto. em regra (art. assinale a alternativa correta. (D) Transitada em julgado a sentença penal condenatória. CPP) ou que o acusado não cometeu o crime (art. neste caso. 65. CPP) impede o ajuizamento de ação civil. 301 a 310. Impróprio: é perseguido logo após.

Terminada a colheita da prova. É a ordem pública aplicada à economia. poderá ser decretada a sua prisão. o flagrante é esperado. Se a pessoa já tem a droga. em sentença transitada em julgado. poderá ser decretada a sua prisão.br | leonardosakaki@uol. Se o policial exige dinheiro e quando a pessoa vai entregar ele é preso pela corregedoria. Exige-se autorização judicial. Não é válido. CPP: crime doloso (caput) + 1 dos incisos. 313. b) formalidades – arts. É valido. Doutrina e jurisprudência: Preparado: há intervenção na vontade do sujeito. deve ser revogada a prisão. não fornecer ou não indicar elementos para esclarecê-la. Conveniência instrução criminal11. 304 a 306. IV – descumprimento de medida de proteção. 2. Não precisa de autorização judicial. 312.se o réu tiver sido condenado por outro crime doloso. 11 Se houver indícios de que o sujeito esteja manipulando a prova. ação controlada: art. o flagrante é preparado. http://leonardosakaki. Entrega vigiada: art. previstas no artigo anterior. Súmula 145 STF. CPP: indícios suficientes de autoria e materialidade: Garantia: ordem pública8.com. se precisa adquirir a droga para repassar ao policial.br | 11 99610348 facebook.punidos com reclusão. Só prende no melhor momento para obtenção da prova. ordem econômica9 e aplicação da lei penal10.punidos com detenção. mas. deve ser encaminhada cópia do auto de prisão em flagrante em 24h para a defensoria pública. ressalvado o disposto no parágrafo único do art. III . Em qualquer das circunstâncias.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 225 Leis especiais: Retardado. Prisão preventiva Art. Prazo de 24 horas.sites. 313. Lei do Crime Organizado. 53 da Lei de Drogas – acompanha a entrega da droga. Art. Art.com/leonardosakaki | @leosak . Esperado: não há intervenção na vontade. Probabilidade de reiteração de condutas criminosas. II . quando se apurar que o indiciado é vadio ou. Se não disser o nome do advogado.com. o flagrante é esperado. virtual. será admitida a decretação da prisão preventiva nos crimes dolosos: I . Conhecer o itinerário da droga. havendo dúvida sobre a sua identidade.uol. 46 do Código Penal. 8 9 Ordem pública não é clamor público. 10 Se houver indícios concretos de fuga. CPP Tem que ser entregue a nota de culpa ao preso.

desde que se mostre imprescindível para a produção da prova. é correto afirmar que (A) em nosso ordenamento jurídico. por pronúncia e em virtude de sentença condenatória recorrível. a prisão temporária poderá ser decretada pelo prazo de trinta dias.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 226 IV . de crime hediondo. (A) A prisão em flagrante delito somente poderá ser realizada dentro do período de vinte e quatro horas. (D) são requisitos da prisão preventiva a sua imprescindibilidade para as investigações do inquérito policial e o fato de o indiciado não ter residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade. e como fundamentos a necessidade de garantia da ordem pública. (D) Em caso de descumprimento de medida protetiva prevista na Lei 11.sites. todavia. a prisão processual (provisória ou cautelar) é a decretada antes do trânsito em julgado de sentença penal condenatória. nos termos da lei específica. epidemia com resultado morte.com. a prisão processual contempla as seguintes modalidades: prisão em flagrante. prorrogável por igual período. (B) a prisão temporária tem como pressupostos a existência de indícios de autoria e prova da materialidade. III – rol taxativo de crimes – quadrilha ou bando. Resposta: C Prisão temporária – Lei 7. (C) A prisão preventiva poderá ser decretada durante o inquérito policial. (B) A prisão temporária poderá ser decretada a qualquer tempo. Resposta: C http://leonardosakaki. 62 (FGV – OAB 2010. a conveniência da instrução criminal.960/89 a) generalidades: É uma prisão típica do inquérito policial. Não existe fora do inquérito policial. preventiva. Em se tratando. (C) o prazo de duração da prisão temporária é de cinco dias. Prazo determinado: 5 dias + 5 dias. o juiz não poderá decretar a prisão preventiva do acusado.com/leonardosakaki | @leosak . prorrogável por mais cinco em caso de extrema e comprovada necessidade.com. se hediondo 30 dias + 30 dias. O juiz não pode decretar a prisão temporária de ofício – só à pedido do delegado ou promotor.se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher.uol.340/06. temporária.br | leonardosakaki@uol.3) Com relação às modalidades de prisão. Prorrogação somente em caso de extrema e comprovada necessidade. a necessidade de garantir a futura aplicação da lei penal e a garantia da ordem pública. b) cabimento (sempre I com III ou II com III): I – quando imprescindível para as investigações. assinale a alternativa correta. A respeito de tal modalidade de prisão. para garantir a execução das medidas protetivas de urgência.br | 11 99610348 facebook. contadas do momento em que se inicia a execução do crime. 67 (FGV – OAB 2010. nas hipóteses previstas em lei. II – quando o indiciado não tem residência fixa ou quando não comprova a sua identidade.3) Como se sabe.

é admissível a liberdade provisória sem fiança. cabe relaxamento. mas não se efetiva a prisão em flagrante. Em tese. se parar para prestar socorro. Especiais 151. ele mantém o sujeito preso. 310. CPP. Atenção: agravantes e atenuantes não entram neste cálculo. No âmbito do Jecrim não há prisão em flagrante se o sujeito concorda em comparecer em audiência a ser designada. Réu se livra solto – ele é levado até a delegacia. O réu fica preso até o julgamento do caso dele. Atenção: causas de aumento e de diminuição de pena entram neste cálculo.com. Liberdade provisória sem fiança.uol. Crimes hediondos (lei 8.072/90.br | leonardosakaki@uol. CPP – caput: causa de excludente da ilicitude. 151 Procedimentos 151.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 227 150 Liberdade provisória Somente é cabível para a prisão em flagrante legal. Nos casos do CTB. 323 e 324. Há leis que vedam a liberdade provisória como. Liberdade provisória com fiança. O réu é solto pagando fiança com o cumprimento das obrigações previstos nos arts. Para prisão em flagrante ilegal. art.br | 11 99610348 facebook. Art. em caso positivo. CPP.sites. O CPP não diz quais são os crimes afiançáveis. previstos nos arts. Sumaríssimo: para infrações de menor potencial ofensivo: contravenções penais ou pena máxima cominada menor ou igual a 2 anos. 2): a liberdade provisória em crimes hediondos – há vedação expressa para a liberdade provisória com fiança.com/leonardosakaki | @leosak . não se impõe prisão em flagrante.1 Modalidades de procedimentos Comum Ordinário: para crimes com pena máxima cominada maior ou igual a 4 anos Sumário: para crimes com pena máxima cominada menor que 4 anos. tráfico de drogas.com. parágrafo único: juiz imagina que o preso esteja em liberdade e se pergunta se neste caso haveria motivo para decretar a prisão preventiva. Liberdade provisória vedada.2 Ordinário Denúncia Recebimento Citação AIDJ Resposta http://leonardosakaki. 327 e 328. diz apenas quais são os inafiançáveis. por exemplo.

acha que ele está escondendo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 228 Absolvição Sumária Recebimento a) O juiz não pode. 397. CPP) a) Modalidades: real (oficial de justiça – mandado) ou ficta (hora certa e edital). Somente se decreta prisão preventiva e se produz prova antecipada se houver fundamento concreto. o prazo é de 15 dias. se for o caso .br | 11 99610348 facebook. segundo o STF. CPP) http://leonardosakaki. 396 e 396A. CPP). Pode alegar tudo o que interesse para a defesa. deverá ser nomeado curador para ele. O termo inicial é a data da efetiva citação. 366. 351 a 372. CPP). c) Citação por hora certa: segue o CPC (art. não precisa motivar o recebimento da denúncia. Se não apresentar a defesa. d) Citação por edital: quando o réu não é encontrado. 383 e 384. DEVE suspender processo e suspender prescrição Citado por edital Não comparece Juiz PODE decretar a prisão E não constitui advogado preventiva e/ou produzir prova antecipada. Citação (art. salvo Jecrim. não tem regramento próprio.com. neste momento. 362. feita por mandado: é a regra. na Súmula 455. 395. o decurso do tempo e o esquecimento da testemunha não são fundamentação hábil para antecipar a prova. b) Esta defesa é obrigatória. há a nomeação de dativo pelo juiz. CPP. prerrogativa de função e crimes afiançáveis de responsabilidade de funcionário público – todos têm defesa preliminar. Atenção: se o réu não comparecer. CPP) a) Prazo: 10 dias. b) Citação real.com. d) Recurso da rejeição da denúncia ou queixa: a regra é a recurso em sentido estrito (RESE) ou apelação no Jecrim.sites. O oficial vai 3x.br | leonardosakaki@uol. mas não o processo.com/leonardosakaki | @leosak . Absolvição sumária (art. nem constituir advogado. volta no dia seguinte e faz a citação preferencialmente na pessoa de familiar. O processo volta a correr quando ela aparecer ou constituir advogado. Resposta (arts.súmula 415 Depois do prazo de suspensão da prescrição. avisando que ele foi citado. devolve o mandado em cartório e tem que enviar uma carta para o réu. O estrangeiro é citado por rogatória – a prescrição fica suspensa em caso de rogatória. Não se aplica o art. precisa esgotar os meios de localização do réu. c) Rejeição da denúncia (art. mudar a classificação do crime. Citações especiais: A citação do militar é feita pelo superior dele – o oficial entrega a citação para o superior e este citará o militar. O momento próprio é o dos arts. ela volta a correr.uol. Cuidado! Para o STJ. b) Em regra.

CPP) e mutatio (art. c) Cabimento: Existência manifesta de causa excludente de ilicitude. CPP Fato está descrito na denúncia e o réu se defende O fato não está descrito. Sentença a) Modalidades: Absolutória (art. Se o Ministério Público se recusar a aditar. CPP) a) Seqüência de atos da audiência Ofendido Testemunha de acusação Testemunha de defesa Antes do assistente técnico. Extinta a punibilidade. CPP) Condenatória (art.com/leonardosakaki | @leosak . http://leonardosakaki. b) Não vale o in dubio pro reo pois exige-se certeza para a absolvição. o juiz encaminha os autos ao procurador geral. apenas estas. Não se aplica medida de segurança neste momento. Ministério Público adita (5 dias) defesa Juiz recebe nova AIDJ (3 testemunhas) 1º e 2º grau. Fato narrado evidentemente não é crime.br | leonardosakaki@uol. só pode ter decisão absolutória favorável ao réu. CPP) b) Emendatio (art. É um julgamento antecipado pro reo. 386. CPP. 384. o perito Acareação Reconhecimento Interrogatório O juiz decide sobre prova Debates/sentença Ao final da audiência as partes podem requerer prova cuja necessidade surja no decorrer da audiência. 400 a 405. b) Debates: obrigatória. 10 dias para o juiz. AIDJ (arts.uol. 28. nos termos do art. CPP Art.sites. 383. 383.br | 11 99610348 facebook. 20 minutos. 1º grau. ou seja. 384. 5 dias para defesa.com. 387. Ação penal pública ou ação penal privada subsidiária da público. Não precisa ouvir ninguém. CPP) Art. Podem os debates orais ser convertidos em memoriais escritos quando houver vários acusados ou quando a causa for complexa – prazo 5 dias para acusação. Ação penal pública e ação penal privada. Existência manifesta de causa excludente de culpabilidade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 229 a) É um juízo abreviado. prorrogáveis por mais 10.com. dos fatos.

com. recebê-laá e ordenará a citação do acusado para responder à acusação. pois a juntada do rol das testemunhas de defesa pode ser feita até o encerramento da prova de acusação. recebê-laá e designará dia e hora para a realização do interrogatório. se o juiz não a rejeitar liminarmente. recebê-la-á e designará dia e hora para a realização do interrogatório. Resposta: D 151. Na lei de falências há previsão expressa de que os crimes lá previstos sigam o rito sumário. o advogado requer a oitiva de duas testemunhas de defesa e que o juiz designe nova data para que sejam inquiridas. designa audiência de instrução e julgamento. Considerando tal narrativa.3) Em relação aos procedimentos previstos atualmente no Código de Processo Penal.sites. ocasião em que o acusado deverá estar assistido por defensor. se o juiz não a rejeitar liminarmente. (D) O juiz deve deferir o pedido.uol. se o juiz não a rejeitar liminarmente. http://leonardosakaki. ocasião em que o acusado deverá estar assistido por defensor. o advogado requer a absolvição sumária de seu cliente e não propõe provas.099/95 – Infrações de menor potencial ofensivo (todas as contravenções e os crimes cuja pena máxima não excede 2 anos). O juiz. rejeitando o requerimento de absolvição sumária. destinada à inquirição das testemunhas arroladas pelo Ministério Público e ao interrogatório do réu. (D) No rito sumário. por escrito. o juiz deve indeferir diligências requeridas pela defesa. oferecida a denúncia. oferecida a denúncia. em nenhuma hipótese do processo penal. pois apesar de a juntada do rol de testemunhas da defesa não ter sido feita no momento correto. oferecida a denúncia.2) Em processo sujeito ao rito ordinário.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. pois o desmembramento da audiência una causa nulidade absoluta. (A) No rito ordinário. (A) O juiz deve deferir o pedido. (C) No rito ordinário. Resposta: C 151. 30 dias para fazer a AIDJ Pode requerer provas. Não tem previsão expressa.com. Ao final da audiência. 64 (FGV – OAB 2010.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 230 66 (FGV – OAB 2010. Pode converter em memoriais escritos. assinale a alternativa correta. (C) O juiz só deve deferir a oitiva de testemunhas de defesa arroladas posteriormente ao momento da apresentação da resposta escrita se ficar demonstrado que a necessidade da oitiva se originou de circunstâncias ou fatos apurados na instrução. por escrito. ao apresentar resposta escrita. recebê-la-á e ordenará a citação do acusado para responder à acusação.4 Sumaríssimo Lei 9. (B) O juiz não deve deferir o pedido. (B) No rito sumário. 5 testemunhas. se o juiz não a rejeitar liminarmente. no prazo de 10 (dez) dias. oferecida a denúncia. Não tem previsão expressa. assinale a afirmativa correta.br | leonardosakaki@uol. no prazo de 15 (quinze) dias. 60 dias para fazer a AIDJ.3 Sumário Procedimento Comum Ordinário Procedimento Comum Sumário 8 testemunhas (fato).

Denúncia oral: Rito sumaríssimo: tudo ocorre em uma só audiência – audiência de instrução. .Representação do ofendido. Via de regra. . um fato definido como crime Entre a queixa e o recebimento da queixa. o agente se livra solto.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 231 A persecução penal se desenvolve em 3 fases : Fase policial: termo circunstanciado. teremos uma audiência de tentativa de conciliação.Tentativa de composição dos danos civis (havendo reparação do dano. Infração de menor potencial ofensivo – aplica-se o rito sumaríssimo. O juiz ouvirá as partes separadamente sem os seus advogados.Transação penal – é o acordo entre o Ministério Público e o suspeito para que não haja o processo penal. ocorre a extinção da punibilidade. os autos serão arquivados. Pena: Advertência Prestação de serviços à comunidade Comparecimento em programas educativos No não cumprimento. 28 da Lei. CPP. http://leonardosakaki. Havendo a conciliação.Recebimento da denúncia . ocorrerá extinção da punibilidade pela perempção – art.com.com. o Ministério Público poderá oferecer a denúncia. Se o querelado faltar. haverá convertimento em multa. Se o querelante faltar. Segundo o STF. o juiz receberá a queixa.br | 11 99610348 facebook. . Lei de Drogas: Porte de drogas – art. falsamente.Ouvir o ofendido . Audiência preliminar: .Testemunhas arroladas pela defesa – até 3 .Sentença Procedimentos dos crimes contra a honra: Injúria: qualidade negativa Difamação: imputar fato negativo Calúnia: imputar.Defesa prévia oral . se não for cumprida a transação. 60. .sites. ocorrerá renúncia ao direito de queixa ou representação. Plantar pequena quantidade para consumo pessoal é porte.Debates orais (20min + 10min) .Interrogatório . Esse acordo consiste na aplicação imediata de pena de multa ou pena restritiva de direitos.com/leonardosakaki | @leosak . III. se o caso. Tem direito à liberdade provisória sem fiança.Testemunhas arroladas pela acusação – até 3 . Efetuada a transação.br | leonardosakaki@uol. debates e julgamento.uol.

com uma diferença – sai a absolvição sumária do art. e.br | 11 99610348 facebook.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 232 Uso compartilhado Pena máxima de 1 ano. http://leonardosakaki. 151. CPP.6 Júri É um direito fundamental – art. Requisito: Ceder droga Gratuitamente Eventualmente Para pessoa de seu relacionamento Para uso conjunto Infração de menor potencial ofensivo – rito sumaríssimo.com. Princípios constitucionais: Plenitude de defesa (≠ampla defesa): é a possibilidade de utilização de argumentos metajurídicos.5 Crimes funcionais afiançáveis Entre a denúncia e o recebimento da denúncia. Apurados 4 votos iguais. CF. Denúnica ou queixa – Recebimento da denúncia – Citação – Resposta à acusação – Réplica do Ministério Público em 5 dias – Audiência Audiência: ouve-se o ofendido – ouvem-se as testemunhas arroladas pela acusação – ouvem-se as testemunhas arroladas pela defesa – ouvem-se os peritos – reconhecimento e acareação . encerra-se a apuração.uol. entra a réplica do Ministério Público no prazo de 5 dias. Atenção: Tráfico – art. Segundo o STJ. anistia e graça.interrogatório – debates orais (20min + 10min) – decisão. Segundo o STF.sites. CF veda: fiança. Exceção: revisão criminal. 5. há a defesa preliminar do funcionário público. 33 Crime equiparado a hediondo.com. se preenchidos os requisitos legais. 2 etapas: Juiz (judicium acusationis): = procedimento ordinário. Competência para julgar crimes dolosos contra a vida e conexos. tem direito à pena restritiva de direito. Soberania dos veredictos: o tribunal não pode alterar a decisão dos jurados. em seu lugar. no prazo de 15 dias.br | leonardosakaki@uol.com/leonardosakaki | @leosak . essa defesa preliminar é dispensável se for precedida de inquérito policial. Sigilo das votações: os jurados decidem numa sala secreta. 151. 397.

Considerando tal narrativa.com. Impronúncia: ocorre quando não há prova da materialidade ou indícios de autoria.br | 11 99610348 facebook. Só faz coisa julgada formal. Desclassificação: quando se tratar de outro crime não doloso contra a vida.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 233 Decisões: Pronúncia: encaminhamento do réu para ser julgado pelo tribunal do júri – prova da materialidade e indícios de autoria. O juiz remeterá os autos ao juízo competente. afastando a qualificadora contida na denúncia. . a soberania dos veredictos e a competência exclusiva para julgamento dos crimes dolosos contra a vida. recurso com consoante. CPP): . o promotor de justiça não poderá sustentar a qualificadora de motivo fútil e a defesa não poderá alegar a tese de estrito cumprimento de dever legal. Resposta: A 68 (FGV – OAB 2010. e pronunciou João por homicídio simples. Absolvição sumária (art. a Defesa alegou que João agira em estrito cumprimento de dever legal.Excludente da ilicitude.Fato atípico . Júri (judicium causae) 64 (FGV – OAB 2010. (C) Nos debates orais perante os jurados. operando-se a preclusão. recurso com vogal. o promotor de justiça poderá sustentar a qualificadora de motivo fútil e a defesa poderá alegar a tese de estrito cumprimento de dever legal. mas a defesa poderá alegar a tese de estrito cumprimento de dever legal. Nos debates orais ocorridos na primeira fase do procedimento de júri. o juiz rejeitou a tese de estrito cumprimento de dever legal e o pedido de absolvição sumária. o réu poderá ser processado.sites.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. A decisão de pronúncia foi confirmada pelo Tribunal de Justiça. . ou seja. (D) Nos debates orais perante os jurados.3) Assinale a alternativa correta à luz da doutrina referente ao Tribunal do Júri.Quando há prova de não autoria. o promotor de justiça não poderá sustentar a qualificadora de motivo fútil. (A) Nos debates orais perante os jurados. (A) São princípios que informam o Tribunal do Júri: a plenitude de defesa. exceto a inimputabilidade. Dica: decisão começando com vogal.Quando há prova de que o fato não existiu. assinale a afirmativa correta. http://leonardosakaki. se surgirem novas provas. Recurso: apelação ou recurso em sentido estrito. Ao proferir sua decisão.com. postulando sua absolvição sumária.uol. .2) João da Silva foi denunciado por homicídio qualificado por motivo fútil. 415. decisão começando com consoante. (B) Nos debates orais perante os jurados. mas a defesa não poderá alegar a tese de estrito cumprimento de dever legal. o sigilo das votações.Excludente da culpabilidade. o promotor de justiça poderá sustentar a qualificadora de motivo fútil.

153.com/leonardosakaki | @leosak . se entrar há o desentranhamento de tal prova. colhendo a arma. (C) O rito das ações de competência do Tribunal do Júri se desenvolve em duas fases: judicium causae e judicium accusacionis.com. Exemplo: violação de norma constitucional – mandado de busca domiciliar cumprido de noite.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 234 (B) A natureza jurídica da sentença de pronúncia (em que o magistrado se convence da existência material do fato criminoso e de indícios suficientes de autoria) é de decisão interlocutória mista não terminativa. o vício estaria sediada naquela que dela originou. se provier de uma fonte independente da prova ilícita. Originárias: é dela surgir a ilicitude. Durante a confissão ilícita. 157. disse onde escondeu a arma e pedem ao juiz um mandado de busca e apreensão. em si mesma. quando a prova ilícita é pro reo.455/97) Derivada: é em si mesma lícita. se contaminará pelo vício da ilicitude – Teoria dos frutos da árvore venenosa. O que torna a prova ilícita: art. Observação: admissão.br | leonardosakaki@uol.1 Provas em espécie http://leonardosakaki. Posso seqüestrar esse bem ainda que estiver com terceiro. por exceção. perfeita.sites. impronúncia. é. o juiz poderá exarar quatro espécies de decisão. Exceção: Plenário do júri – art. b) Documento: pode ser juntado a qualquer tempo. absolvição sumária e condenação. Resposta: B 152 Medidas assecuratórias Seqüestro: faço o seqüestro dos bens adquiridos com os proventos da infração. CPP – também será ilícita. Exemplo: confissão mediante tortura é prova ilícita originária. Exceção: há casos em que a prova ilícita derivada pode ser admitida no processo: quando a prova não tiver nexo causal com a ilícita originária.br | 11 99610348 facebook. mas obtiveram a partir de uma prova ilícita originária. pois na confissão surgiu a ilicitude – é uma prova inadmissível. de prova ilícita – interceptação telefônica sem ordem judicial. Art. (D) Alcançada a etapa decisória do sumário da culpa. Prova ilícita: inadmissibilidade. Exemplo: violação de norma legal – confissão mediante tortura (Lei 9. não deve se quer ingressar ao processo. a saber: pronúncia. CPP – aquela obtida com violação de normas constitucionais ou normas legais. A origem dessa prova contamina ou não o que dela nascer? Sim.com. §1. O judicium accusacionis se inicia com a intimação das partes para indicação das provas que pretendem produzir e tem fim com o trânsito em julgado da decisão do Tribunal do Júri. 157.uol. 479 do Código de Processo Penal. A prova é lícita. e cumprem o mandado. 153 Provas no processo penal a) Acareação: pressupostos da acareação: é preciso que todos tenham deposto e que haja contradição sobre fato relevante. durante o dia.

com. Tem o direito de permanecer calado – direito não produzir prova contra si mesmo. CPP.sites. deve haver advogado presente. gerando nulidade – art. (d) extensivo – eu e meu amigo fomos denunciados pelo crime de prostituição. Garantia da entrevista prévia. O silencio não implica confissão ficta. Art. Não havendo peritos oficiais. Liberatório: o juiz está liberado para decidir como quiser. Formalidades (não observância gera nulidade): Em juízo. CPP. mesmo que ele não tenha recorrido. entre o acusado e o advogado que vai o acompanhá-lo. III. http://leonardosakaki. então o tribunal estende para o meu amigo também. pode fazer sozinho o laudo oficial. (ii) Princípios dos recursos (a) duplo grau de jurisdição: não tem previsão expressa na Constituição Federal. demonstrando a existência do crime. os quais podem derrubar um laudo pericial. no mínimo. ou seja. Se não fizer há descumprimento de norma processual. então a prova testemunhal suprir a ausência do corpo de delito. Sistemas Vinculado: o sistema brasileiro não é vinculado – decisão e laudo. Exame de corpo de delito: perícia feita sobre o corpo. 154 Recursos no processo penal (i) Efeitos dos recursos Os recursos têm efeito: (a) devolutivo. b. Tem previsão expressa no Pacto de São José da Costa Rica – Decreto 678/62. Assistente técnico: dá pareceres. agravo em execução e carta testemunhável. Se for perito oficial.com. 564.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. daí houve apelação para o Tribunal de Justiça. meu amigo não apela. basta um perito. Se desaparecerem os vestígios não há corpo. Interrogatório: é um meio de prova e um meio de defesa. Se não for oficial. Quesitos. 158. na sentença fomos condenados. fui absolvido por atipicidade da conduta. de preferência. Assistentes técnicos. vestígio material do crime.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 235 Perícias: o CPP exige que sejam feitas pelos peritos oficiais. haverá nomeação de peritos não oficiais (peritos louvados) – é um particular. independentemente do que indica o laudo. 188. CPP – é de realização obrigatória sempre que a infração deixar vestígios. (b) suspensivo. 2 peritos – haverá nulidade se não for cumprido esse requisito. o juiz tem que chamar. não há o que ser examinado pelo perito.br | 11 99610348 facebook. Ao final do interrogatório as partes podem formular perguntas ao final – art. (c) regressivo (juízo de retratação) – recurso em sentido estrito. Tem previsão implícita na Constituição Federal. prostituição não é crime. antes do interrogatório.

(C) corretamente.com. A esse respeito. mas a defesa de Antônio apela. pois a primeira sentença transitou em julgado para a acusação. pois. (C) A decisão dos jurados foi incorreta. Resposta: B 65 (FGV – OAB 2010. sendo o réu submeti do a novo Júri. Na audiência de instrução e julgamento. assinale a afirmativa correta. Após a sentença passar em julgado para a acusação. mas fixado regime mais vantajoso (inicial fechado). pois. embora a pena atribuída permita a fixação do regime aberto para o início do cumprimento de pena. arguindo. não se podendo falar em prejuízo para o réu uma vez que o recurso de apelação da defesa foi provido pelo Tribunal de Justiça. 67 (FGV – OAB 2010. (D) corretamente. A decisão transita em julgado para o Ministério Público. imotivadamente. de sorte que não poderia a segunda decisão trazer consequência mais gravosa para o réu em razão da interposição de recurso exclusivo da defesa. cabendo apelação.sites. (B) equivocadamente. tendo sido condenado à pena de 15 anos de reclusão em regime integralmente fechado. que sejam ouvidas duas testemunhas de defesa. pois violou o princípio do ne reformatio in pejus. Ao proferir sentença. pronunciado nos mesmos moldes da denúncia e submeti do a julgamento pelo Tribunal do Júri em 25/05/2005.br | leonardosakaki@uol. a improcedência da acusação. Com base no relatado acima. é correto afirmar que o juiz agiu (A) equivocadamente.com/leonardosakaki | @leosak . o fato de ser o réu reincidente impede tal providência. o crime de roubo impõe o início do cumprimento da pena em regime fechado. o juiz condena José a pena de quatro anos de reclusão. no mérito. pois a pena atribuída proíbe a imposição do regimento aberto para o início do cumprimento de pena. o Tribunal de Justiça dá provimento ao recurso e declara nulo o processo desde a Audiência de Instrução e Julgamento.2) Antônio Ribeiro foi denunciado pela prática de homicídio qualificado.br | 11 99610348 facebook. a defesa interpõe recurso de apelação. Analisando o caso. Antônio é novamente condenado e sua pena é agravada. sendo reincidente. pois. Realizado o ato e apresentadas novas alegações finais por meio de memoriais. preliminarmente. (B) A decisão do juiz togado foi incorreta. (D) Não cabe apelação por falta de interesse jurídico. a nulidade do processo em razão do indeferimento imotivado de se ouvirem duas testemunhas. desta vez condenando José a pena de quatro anos de reclusão a ser cumprida em regime inicialmente semiaberto. A apelação é provida. em respeito ao princípio da soberania dos veredictos.uol. (A) Não cabe nova apelação no caso concreto. não poderia iniciar o cumprimento de sua reprimenda em regime aberto.3) José é denunciado sob a acusação de que teria praticado o crime de roubo simples contra Ana Maria. já que a fixação do regime inicial fechado é mais vantajosa do que uma pena a ser cumprida em regime integralmente fechado. alegando que a decisão dos Jurados é manifestamente contrária à prova dos autos. e alegando. o juiz profere outra sentença. Reformatio in pejus indireta: em recurso exclusivo do réu se for feito novo julgamento não pode piorar a situação do réu. por ser praticado com violência ou grave ameaça contra a pessoa. pois violou o princípio do tantum devolutum quantum appelatum. o magistrado indefere. Resposta: A http://leonardosakaki. a ser cumprida em regime aberto.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 236 (b) proibição da reformatio in pejus: Reformatio in pejus direta: recurso exclusivo da defesa não pode gerar piora na situação do réu. Neste segundo Júri.

581. Art. 593. Juizado Especial Criminal (Jecrim). admite o recurso em sentido estrito por interpretação extensiva. Trata-se de rol taxativo. (IMPORTANTE!) . O pretenso réu deve ser intimado para apresentar contra-razões ao recurso em sentido estrito.48 horas.Suspensivo nas hipóteses do art. . júri. tes e de nulidade parágrafo único. caberá recurso ordinário constitucional (ROC). não suprindo a nomeação de defensor dativo.com.Devolutivo restrito. Cabimento: previsto no art.2 dias.Interrompe o prazo Juizado Especial Criminal recursal. X. tribunal de justiça nega o habeas corpus.Regressivo. dias. Recurso em sentido estrito: 1.Regressivo. Infração de menor potencial ofensivo apele. . Art. apelação. CPP: habeas corpus contra o delegado. LEP). Interposição: 5 Art. Recurso em sentido estrito. 584 do Código de Processo Penal. habeas corpus de novo para o tribunal de justiça ou recurso em sentido estrito. mas cabe recurso em sentido estrito? Não. Peculiaridades Agravo em execução. 197. I. juiz negou o habeas corpus. 593 a) inciso I: cabe da sentença absolvitória e condenatória. vai caber outro habeas corpus para o Superior Tribunal de Justiça.Devolutivo.Devolutivo. Vara criminal RESE. Carta testemunhá. Apelação: 1. CPP: decisão que rejeita a denúncia ou a queixa gera recurso em sentido estrito.com/leonardosakaki | @leosak . a2) Se rejeitar o aditamento da denúncia ou da queixa.Suspensivo. 609. Razões: 2 dias Efeitos . 581 não diz nada sobre isso. CPP. CPP. . A jurisprudência resolve.Suspensivo. . Arts. http://leonardosakaki. Embargos de decla. só cabe agravo em execução (art. agravo em execução. . . . . Razões: 8 dias. 639. 581.br | leonardosakaki@uol. Apelação Súmula 347 do Superior Tribunal de Justiça.com. 581 do Código de Processo Penal. vel CPP. b) art. .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 237 (iii) Recursos em espécie Recurso Prazo Cabimento Recurso em sentido Interposição: 5 Art.10 dias. Cabimento: art. a1) Jecrim: se houver rejeição da denúncia ou queixa caberá apelação.uol.Suspensivo. CPP. estrito dias. CPP. O art.br | 11 99610348 facebook.Devolutivo. recurso ordinário constitucional (ROC). Se for decisão na execução. a) art.sites. 619 e ração 382. 581. Embargos infringen. (Jecrim).

A Súmula 347 do Superior Tribunal de Justiça (IMPORTANTE!) praticamente revogou esse art. Cabe para contradição.juiz erra na pena. Um terceiro que condena com diminuição de pena – cabe embargos infringentes. Deserção e fuga no processo penal – art. um revisor que condena.nulidade posterior à pronúncia. c) tratam-se da 2ª fase do júri. você só pode alegar o que está no inciso III. Embargos infringentes e de nulidade: É recurso exclusivo da defesa. Cabe para dúvida.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 238 1ª fase do júri: o juiz pode absolver de forma sumária. ATENÇÃO: a apelação no Juizado Especial Criminal (Jecrim) tem juízo de retratação? A apelação criminal que possui juízo de retratação é a apelação do Estatuto da Criança e do Adolescente. http://leonardosakaki. impronúncia ou pode fazer a pronúncia e a desclassificação. quando o juiz julga pedido de restituição de coisa apreendida. Tenho um relator que condena. .com. da absolvição sumária e impronúncia cabe apelação. b e c . 595 do Código de Processo Penal. ATENÇÃO: pelo efeito devolutivo restrito. Prazo é de 2 dias. c) inciso III: decisões do júri – apelação vinculada. b) inciso II: decisões definitivas ou com força de definitivas. Prazo é de 5 dias. Cabe para ambigüidade. ou seja. d – decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. Cabe para imissão. Se houver voto vencido favorável à defesa no julgamento de apelação: recurso em sentido estrito ou agravo em execução.uol.com/leonardosakaki | @leosak Juizado Especial Criminal (Jecrim) Suspende o prazo recursal. Cabe para omissão. juiz retifica a sentença. Cabe para obscuridade. se quem indefere for o delegado cabe mandado de segurança. Da pronúncia e desclassificação cabe recurso em sentido estrito. Embargos de declaração: Código de Processo Penal Interrompe prazo recursal. Carta testemunhável Sentença – Apelação – Juiz nega seguimento da apelação – cabe recurso em sentido estrito – juiz nega segmento à recurso em sentido estrito – daí sim caberá a carta testemunhável. – a súmula 347 acabou com a deserção por fuga do réu. manda a novo julgamento (só pode usar uma vez esse recurso). Caberá carta testemunhável também quando negar agravo em execução. só pode ser alegado o que for objeto do voto vencido.com. há anulação do processo.sites. b. Hipóteses: quando o juiz indefere o pedido de levantamento do seqüestro. Cabe para contradição.br | leonardosakaki@uol. Essas apelações (a. a . Na 1ª fase do júri o procedimento deve ser encerrado em 90 dias. 2.br | 11 99610348 facebook. Cabe para obscuridade.

Da decisão que negar liminar não cabe habeas corpus.com. http://leonardosakaki. Caberá habeas corpus se a decisão for teratológica (decisão absurda).br | 11 99610348 facebook.com.com/leonardosakaki | @leosak .uol. Isto é exceção à súmula – está na jurisprudência.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 239 (iv) Habeas corpus Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal. O Tribunal de Justiça decreta prisão preventiva – impetro habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça – o Superior Tribunal de Justiça nega liminar – dessa negativa cabe habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal? Não. em regra.sites.br | leonardosakaki@uol. é isso que diz a súmula.

Derrogação: revogação parcial da lei. antes de entrar a lei em vigor.com. Revogação da lei: A lei terá vigência por prazo indeterminado – "a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue". destinada a correção. quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol. bens e fatos jurídicos. § 2o A lei nova. estrangeiros.1 Pessoas Dividido em três livros: pessoas. salvo disposição contrária. a obrigatoriedade da lei brasileira.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 240 DIREITO CIVIL 155 Principais temas do Exame (i) Parte Geral . de 1953) § 2o (Revogado pela Lei nº 12. 157 Parte geral 157.145. § 1o A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare.com/leonardosakaki | @leosak . Alteração no texto após vacatio legis = considerada como nova lei. Alteração no texto + nova publicação = nova vacatio legis. 104 ao 232 do Código Civil (ii) Família e sucessão (iii) Obrigações – pagamento – modalidades 156 Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro Art. Art. obrigatório após nova vacatio legis. 1o Salvo disposição contrária. a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada. de 2009). 2o Não se destinando à vigência temporária. http://leonardosakaki. § 1o Nos Estados. § 3o Salvo disposição em contrário. (Vide Lei 2.036.com. quando admitida. § 4o As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova. Vigência da lei: Vacatio legis: 45 dias (salvo disposição contrária). que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes. a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência. ocorrer nova publicação de seu texto. § 3o Se. não revoga nem modifica a lei anterior.sites. Ab-rogação: revogação total da lei.Negócios jurídicos – art. o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação. a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. se inicia três meses depois de oficialmente publicada.uol.

1 Personalidade É um atributo.com. mas os da personalidade são garantidos desde a sua concepção. (ii) Pessoa jurídica (art.). Essa aptidão pode ser conferida à pessoa natural ou pessoa jurídica e os entes despersonalizados.1.br | 11 99610348 facebook. Parte da doutrina entende que o início da personalidade começa com a concepção (teoria concepcionista).1. CC): aquisição de personalidade se dá no nascimento com a vida – teoria natalista.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 241 Pessoas (espécie) – sujeito de direitos (gênero). decorre de personalidade. espólio. Nascituro: a lei põe a salvo o direito do nascituro desde a sua concepção. (i) Capacidade de direito: trata-se da possibilidade de exercer direitos atribuídos pelo ordenamento jurídico. 157. nascituro.com.1. que é um atributo jurídico que garante a titularidade de direitos. (ii)Teoria concepcionista: o nascituro tem direito partir da concepção. As pessoas jurídicas de direito público adquirem personalidade por força da lei ou do ato que a constituiu. 157. (i) Teoria natalista: nascimento – tem expectativa de vida.br | leonardosakaki@uol. respirar com o pulmão. Regra: cartório de registro de pessoas jurídicas – exceção: Junta Comercial é só para as sociedades empresárias. condomínio etc.1. 157. Observação: todas as pessoas sempre possuem capacidade de direito.3 Pessoa natural Início da personalidade: nascimento com a vida. 157. ou seja. Maria Helena Diniz: os direitos patrimoniais do nascituro estão condicionados ao seu nascimento com vida. 45. uma aptidão para ser titular de direitos e deveres na ordem civil. pelo concepcionismo o nascituro passa a ser tratado como pessoa. Porém. o nascituro ostenta apenas a condição de sujeito.2 Início da personalidade (i) Pessoa natural (art. sociedade de advogados será na OAB. 44.sites. A criança de 2 anos tem http://leonardosakaki. Sujeito de direitos: pessoas + sujeitos ou entes despersonalizados (massa falida. CC): a partir do registro dos atos constitutivos – teoria da realidade técnica para o início da personalidade. 2. A condição de pessoa. CC). De acordo com a teoria natalista.com/leonardosakaki | @leosak .4 Capacidade Capacidade: está intimamente ligada com o exercício. que é todo indivíduo ou entidade que possui capacidade de participar de relações jurídicas. O registro somente é necessário para aquisição de personalidade das pessoas jurídicas de direito privado (art.

ou seja.br | 11 99610348 facebook. por exemplo. decidido pelo magistrado.sites. 157. Todas as pessoas sempre possuem capacidade de direito.br | leonardosakaki@uol. mas para outros deverá estar assistido. A criança de 2 anos não tem capacidade de fato. tendo em vista que as pessoas jurídicas exercem atos civis por meio dos seus órgãos de representação nos termos dos atos constitutivos. divórcio ou união estável. 4). A capacidade de fato é um mecanismo próprio das pessoas naturais. possuem direitos nos limites fixados no ordenamento civil.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 242 personalidade e capacidade de direito (poderia. Exemplo: menor de 16 anos. que necessitarão de representação e assistência. Judicial: decorre de sentença na hipótese do menor sob tutela. Há a possibilidade da emancipação.5 Nome Alteração: Exposição a ridículo. 3) e relativamente incapazes (art. (b) judicial. citado. (ii) Incapazes: absolutamente incapazes (art. pessoalmente. Adoção. Incapaz: tem limitação à capacidade de fato. mediante instrumento público. Absolutamente incapaz: sofre limitação absoluta. (ii) Capacidade de fato / de exercício: possibilidade de exercer de forma autônoma. direitos e deveres na ordem civil. exercício de emprego público efetivo e colação de grau em curso de nível superior. (c) legal.uol. separação. respectivamente. feita pelos pais. Emancipação: trata-se de um mecanismo que autoriza o adiantamento da maioridade civil do indivíduo. Quando falamos em emancipação há três hipóteses: (a) voluntária. Relativamente incapaz: sofre limitação relativa – o relativamente incapaz exerce atos civis por meio da assistência ou da autorização.1. Quando se fala em incapaz. As pessoas com mais de 18 anos tratadas como absolutamente incapazes pressupõe a ocorrência de prévio processo de interdição. Quando o interessado requerer. Capacidade de fato: (i) Capazes (art. Não pode exercer direitos sem estar representado. tutela.com. Os sujeitos despersonalizados. Legal: hipóteses descritas na lei que autorizam a emancipação do indivíduo – exemplos: casamento. se tornar proprietária de uma casa). muito embora não ostentem personalidade. hipóteses descritas na lei (exemplo: casamento). Pode exercer alguns direitos. Voluntária: ato deve ser realizado por instrumento público pelos pais. pois é um desdobramento obrigatório da personalidade.com. Coação ou ameaça em apuração de crime por determinação em sentença de juiz ouvido o Ministério Público. http://leonardosakaki. após 1º ano de maioridade civil. Evidente erro gráfico.com/leonardosakaki | @leosak . desde que não prejudique os apelidos de família. que também é prevista no art. 5). trata-se de capacidade de fato.

A morte presumida somente poderá ser requerida após o término das buscas e averiguações. CC): com decretação de ausência. (i) real: certeza da morte. Para que eu possa pedir a curatela não tem prazo – se os indícios forem grandes. CC) ou dos desaparecidos ou prisioneiros em campanha de guerra (art. A sentença de sucessão provisória produz efeitos após 180 dias do seu trânsito em julgado. preso (lugar em que cumprir a sentença) etc. (iii) sucessão definitiva: só pode ser pedida após 10 anos do trânsito em julgado da sentença de sucessão provisória. II.com/leonardosakaki | @leosak . Fases: (i) curadoria dos bens do ausente: nomeio curador para cuidar do patrimônio do ausente. o fim da personalidade ocorre com a morte.8 Ausência – art. Presume-se a morte sem a decretação da ausência quando for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida.6 Domicílio Sede da pessoa. preciso de decisão judicial para que a pessoa seja tratada como ausente. I. CC). 157. Eleição: autoriza os contratantes a especificar o domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações resultantes do contrato por eles firmado. É declarada por sentença judicial. Ausência é um instituto que tem como principal preocupação a preservação.7 Extinção da personalidade Para as pessoas naturais. (iii) pessoa jurídica: dissolução da pessoa jurídica através de uma averbação. Na sucessão provisória. 7. Ausência é um status jurídico e não fático. segundo art. 157. servidor público (lugar em que exercer suas funções). sua caracterização depende de sentença judicial.uol. Averbação é um registro auxiliar. a administração e controle das relações jurídicas firmadas pelo ausente tanto no seu interesse como no dos demais interessados. secundário. abro o inventário da pessoa. Legal ou necessário: aquele que é determinado por lei.1. Acontece a declaração de morte presumida do ausente. (ii) presumida (art. CC Ausência disciplina as relações jurídicas das pessoas desaparecidas do seu domicílio. ou seja. posso pedir judicialmente. Incapaz (domicílio do representante ou assistente). 6. O pedido de morte presumida será requerido quando for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida (art. se alguém desaparecido em campanha ou http://leonardosakaki.sites. 22. (ii) sucessão provisória: pode ser aberta após 1 ano ou 3 anos da arrecadação dos bens do ausente. 7. 7. CC. não é uma curatela para a pessoa do ausente.br | leonardosakaki@uol. Voluntário: aquele escolhido pela pessoa natural. local em que concentra suas ocupações habituais. É uma curatela patrimonial.1.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 243 157. o herdeiro provisório só tem a posse dos bens.1. A pessoa está desaparecida – não está caracterizada a ausência.com. Ou através da cassação da autorização.br | 11 99610348 facebook.com.

10 Direitos da personalidade Intransmissíveis. organizações religiosas. É determinado por lei. Com a mudança do domicílio. Municípios.br | 11 99610348 facebook.2 Pessoa jurídica Conjunto de pessoas ou patrimônios. com aptidão para adquirir e exercer direitos. CC.com/leonardosakaki | @leosak . Posso ter mais de um domicílio – todos os domicílios são legais. será o lugar onde forem encontradas. d) domicílio necessário. de criação constitucional.com.br | leonardosakaki@uol.1. impenhoráveis. Externo: Estados estrangeiros. Pessoa jurídica de direito privado: associações. b) domicílio aparente: art. a pessoa deve declarar as municipalidades (art.com. nesse caso. 70. Art. indisponíveis. 74. do Código Civil). associações públicas. dotados de personalidade pela ordem jurídica. Estados. demais entidades de caráter público criadas por lei. Tem domicílio necessário o incapaz (pai ou tutor). servidor público (local de sua notação).uol.sites. parágrafo único.1. irrenunciáveis. http://leonardosakaki. todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público. ilimitados. 73. CC. marítimo (será na matrícula do navio ou embarcação). autarquias. 157. partidos políticos. inexpropriáveis. militar (onde está servindo) e o preso (lugar onde cumpre sentença). 157. CC. Nesses casos haverá a decretação após esgotadas as buscas e averiguações. Pessoas que não têm residência fixa. fundações.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 244 feito prisioneiro não for encontrado até 2 anos após o término da guerra.9 Domicílio Conceito: art. c) mudança do domicílio. Territórios. indisponíveis. de lei especial e de tratados internacionais. O domicílio. CC: residência + ânimo definitivo. 76. 71 e 72. Principais características: a) o CC adotou o conceito de domicílio plúrimo / plural: arts. e contrair obrigações. O titular não tem como optar. Distrito Federal. absolutos. imprescritíveis. Pessoa jurídica de direito público Interno: União. 157. Início da personalidade: Pessoa jurídica de direito público externo: em razão de fatos históricos.

caixas econômicas.uol. força maior. determinado ou determinável. Desconsideração da personalidade jurídica: art.com. decurso do tempo etc. em detrimento do consumidor. 50. Quando estamos falando num ato em sentido estrito. A validade do negócio jurídico requer: I . o objeto tem que ser lícito. http://leonardosakaki. Para ser válido. a requerimento da parte. caracterizado pelo desvio de finalidade.com. que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica".). caso fortuito. A vontade atua apenas na criação do ato. 159 Negócio jurídico 159. que são aqueles que a lei estabelece uma sanção (arts. pois os efeitos são predeterminados na lei – exemplo: atos processuais. morte. pode o juiz decidir. 28. ou pela confusão patrimonial. CC – "em caso de abuso da personalidade jurídica. A desconsideração também será efetivada quando houver falência. estado de insolvência. forma prescrita ou não defesa por lei. além do registro. fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. bolsas de valores etc. (a) atos ilícitos. Art. 104. que não tem intervenção da vontade humana: nascimento.1 Validade do negócio jurídico O negócio jurídico para produzir efeitos civis depende do atendimento de uma série de requisitos explícitos e implícitos no art. Todo ato tem como essência a vontade. reconhecimento de filiação. deve haver a exteriorização de vontade. (b) atos lícitos. mas a lei determina os efeitos. houver abuso de direito. agências de seguros. (ii) atos jurídicos: são as condutas humanas – vontade. necessitam de autorização ou aprovação do Poder Executivo (cooperativas. encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração". possível. Nos negócios jurídicos a vontade tem uma participação muito maior: vontade na criação e nos efeitos.com/leonardosakaki | @leosak . (i) fatos jurídicos em sentido estrito: são os acontecimentos naturais. Há algumas pessoa jurídica que.objeto lícito. 104. fixação do domicílio. II .sites.br | 11 99610348 facebook. Art. o que acontece é que temos vontade na criação.agente capaz. infração da lei. 186 e 187 do Código Civil). ou do Ministério Público quando couber intervir no processo. CC). O não atendimento desses requisitos inibe a produção regular de efeitos. união estável.br | leonardosakaki@uol. 158 Fatos jurídicos São acontecimentos naturais ou condutas humanas previstas numa norma que outorga efeitos. dividem-se em: atos jurídicos em sentido estrito e os negócios jurídicos. possível e determinado ou determinável. Por isso falamos na autonomia da vontade (art. CC. tem que ter agente capaz. excesso de poder. 104. seja lícito ou ilícito.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 245 Pessoa jurídica de direito privado: inscrição do ato constitutivo no respectivo registro. CDC – " O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando.

Hipóteses de anulabilidade são textuais. salvo se o destinatário dela tinha conhecimento. Na parte geral temos dois exemplos de formas especiais: arts. por falta de legitimidade.br | leonardosakaki@uol. nasce a chamada nulidade virtual. (ii) legitimidade do agente – é a aptidão específica ou restrição de uma determinada pessoa para a prática de um negócio específico. A exteriorização se divide em: . porém poderá ter efeito de anuência negocial. Observação: o silencio não é forma de exteriorização. Virtual é quando o texto da lei não fala de maneira clara.expressa: aquela realizada sob manifestação de sinais de linguagem.com. Quan. Exemplo: a pessoa não pode casar com a irmã. Observação: como regra. (ii) anulabilidade: fere o interesse das partes. (v) exteriorização de vontade – o negócio jurídico sempre vai ter uma relação com a vontade exteriorizada. Nulidade Anulabilidade Hipóteses de nulidade são textuais ou virtuais.2 Invalidade Invalidade comporta 2 espécies: (i) nulidade: fere interesse do Estado. 159. O negócio nasce da vontade. porém pode produzir efeitos civis. Dessa maneira. mas para que possa produzir efeitos jurídicos deve apresentar requisitos legais – os requisitos de validade do negócio jurídico. A reserva mental não produz efeitos jurídicos. Quando a lei exige manifestação expressa de vontade.com/leonardosakaki | @leosak . quando representada ou assistida. 108 e 109 – escritura pública.br | 11 99610348 facebook.com. A falta do preenchimento de qualquer um dos requisitos torna o negócio inválido.tácita: exteriorização de vontade comportamental – comportamento dedutível. A exteriorização é feita através da declaração ou da manifestação de vontade. (b) possibilidade. que deve ser: (a) licitude. as induz a nulidade. "é proibido". caso contrário será inválido. A declaração tem uma forma específica. (iii) objeto – interesse ou direito do negócio. (c) determinabilidade.sites. o silêncio não pode ser utilizado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 246 III . a reserva mental não produz efeitos jurídicos. (iv) forma – é o suporte físico da vontade. o silêncio não é forma de exteriorização. A pessoa incapaz pode praticar atos válidos? Sim. Com as expressões "é vedado". . A lei estabelece 2 espécies de invalidade: a nulidade e a anulabilidade. Validade é o mesmo que regularidade. A nulidade atinge o interesse do http://leonardosakaki. (i) capacidade do agente – capacidade de fato do agente. "é defeso". do é textual significa que no texto do Código Civil está prevista.forma prescrita ou não defesa em lei. A regra é o da forma livre. as formas especiais sempre estão previstas em lei.uol.

com/leonardosakaki | @leosak . Regra – vício – anulação – prazo decadencial de 4 anos contados da prática do ato ou do momento em que cessar a coação. Alegação de nulidade não tem prazo.com. Está sujeito a confirmação e conversão somente pode ser realizada quando a von. Tem efeito ex nunc. será nulo. mas não da forma que está aparente. é possível a introdução de novos elementos com aptidão para alterar os efeitos jurídicos. 159. Atinge majoritariamente interesse das partes. A Tem a sua convalidação. Pode ter a sua conversão substancial.5. Termo: elemento futuro e certo. (i) negócio aparente: simulado – nulo. 159. Vícios sociais: o prejudicado é um terceiro.4 Simulação Fazer uma coisa se passar passa por outra. Encargo ou modo: ônus imposto a uma das partes nos atos de liberalidade: doação e testamento. (ii) negócio oculto: dissimulado – pode ser válido. a) simulação absoluta: não existe alteração na situação anterior. b) simulação relativa: existe alteração na situação anterior. o prazo é decadencial – 4 anos para vício ou incapacidade e 2 anos para hipóteses de omissão da lei.com.br | 11 99610348 facebook. Pode ser conhecido pelo juiz. tade e a finalidade forem preservadas. Na simulação existe um negócio jurídico aparente que não corresponde à realidade.sites. Condição: elemento futuro e incerto. Alegação de anulabilidade depende de prazo. pelo Ministério Público Apenas as partes podem conhecer do ato – por senou pelas partes. CC.convalesce com o decurso do tempo. Tem efeito ex tunc.br | leonardosakaki@uol.1 Classificação Vícios de consentimento: o prejudicado é o próprio declarante. Estes são conhecidos como elementos acidentais. Atinge majoritariamente interesse do Estado. 159. tença.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 247 Estado.5 Vícios de vontade Falha de exteriorização de vontade que prejudicam a validade do negócio. 159. Art. 170.uol.3 Eficácia do negócio jurídico Tendo em vista que o negócio é praticado em razão da vontade. Se o Estado proíbe e mesmo assim se pratica. http://leonardosakaki.

não se estende a outras situações a exemplo do patrimônio. A análise da coação e da sua configuração deve levar em consideração o art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 248 159. característica do ato lesionário. A onerosidade resulta da ciência da parte contrária que explora a situação do declarante. ou seja. 157) A lesão tem como causa a urgência ou inexperiência do declarante na realização de um determinado negócio. o medo ou o temor reverencial não caracterizam a conduta coativa.5. 156) Ocorre quando alguém realiza o negócio em razão da necessidade de salvar a si próprio. http://leonardosakaki. a intencionalidade é descartada para uma análise mais objetiva. Há um equívoco. Exemplos: compra e venda. Coação Pressão física ou psicológica exercida sobre o declarante capaz de lhe incutir receio de dano e em razão disso ocorre a prática negocial. CC.com. Lesão (art. A lesão traz como consequência uma obrigação manifestamente desproporcional. pessoa de sua família ou até mesmo um terceiro. Dessa forma. sou enganado. Apenas o erro substancial que atinge o núcleo da vontade permite a invalidação do negócio. Estado de perigo (art.com/leonardosakaki | @leosak . mútuo bancário/feneratício.br | 11 99610348 facebook. da situação em si. A coação decorre de uma ação ou omissão. Violência moral.com. locação. CC). se configura apenas nos negócios bilaterais. No dolo o declarante sofre uma influência alheia capaz de alterar a sua declaração de vontade e o seu interesse no negócio.sites.br | leonardosakaki@uol. A obrigação excessivamente onerosa se configura quando o valor da prestação excede o patamar médio praticado.uol. 152. sou forçado. 156 é restrita à preservação do direito à vida e. me enganei. A desproporção. Consequência: o negócio praticado sob a égide do estado de perigo permite o surgimento de uma obrigação excessivamente onerosa. portanto. A anulação do negócio por erro depende da natureza do mesmo. Malícia. O dolo acidental autoriza apenas a apuração de perdas e danos (art. Tanto o dolo quanto o erro foram absorvidos modernamente por outras teorias e mecanismos a exemplo do que ocorre nas práticas abusivas do CDC. 146. Nas modernas teorias que absorvem o dolo e o erro. Dolo Intenção manifesta de prejudicar o declarante na realização de um negócio.2 Vício de consentimento Erro Erro na exteriorização da vontade provocada por uma falsa percepção do declarante. A expressão "salvar" utilizada no art. Apenas o dolo substancial autoriza a anulação.

4 Prescrição e decadência Prescrição atinge a pretensão. A fraude contra credores se desenvolve por meio de uma ação anulatória conhecida pela prática forense como ação pauliana.5. 205. já no segundo. título de crédito. Prazo: 10 anos – art. 159.uol. é correto afirmar que: http://leonardosakaki. CC.2) A respeito das diferenças e semelhanças entre prescrição e decadência. O fundamento da lesão reside na proibição de enriquecimento sem causa. no Código Civil. Ação indenizatória extracontratual. CC. o direito potestativo (=poder). é irrelevante a participação subjetiva da outra parte em que o negócio foi celebrado.5. ou revocatória. O ato é nulo e não anulável. A fraude contra credor não se confunde com a fraude à execução. No primeiro caso. aluguel: 3 anos.3 Vícios sociais Fraude contra credores Trata-se de um negócio praticado com intuito de prejudicar um crédito alheio. o ato praticado é anulável. Cobrança de seguro: 1 ano. Decadência atinge o direito. 167. Alimentos: 2 anos. ao que tudo indica. Esta posição. 21 (FGV – OAB 2010.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 249 Na configuração da lesão.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook.sites.com. Pretensão é o poder de exigir o direito. Art. é meramente ineficaz ao exequente.com/leonardosakaki | @leosak . 206. foi adotada no CC no art. Prestação de contas na tutela: 4 anos.com. Cobrança de documento escrito (ação monitória): 5 anos. 167. Requisitos de configuração da fraude contra credores: Conduta danosa ao crédito (eventus damni) Conluio fraudulento – participação de má-fé do terceiro que realizou o negócio (concilium fraudis) Simulação Observação: parte da doutrina entende que a simulação é uma hipótese de nulidade específica e não propriamente um vício social. 159. Regras especiais: art.

consequência jurídica e patrimonial do descumprimento do débito. http://leonardosakaki. enquanto a decadência pode ser declarada de ofício pelo juiz. Elemento imaterial. fazer ou não fazer.com. Teoria dualista ou binária: duplo vínculo entre credor e devedor: (i) débito. como. com exceção da hipótese de titular de direito absolutamente incapaz. reparação de perdas e danos. ou seja. (D) a prescrição é exceção que deve ser alegada pela parte a quem beneficia.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 250 (A) a prescrição acarreta a extinção do direito potestativo.1. contra o qual não corre nem prazo prescricional nem prazo decadencial. pois gera débito e responsabilidade civil.sites. a massa falida. mesmo após consumadas. (B) os prazos prescricionais podem ser suspensos e interrompidos.com. inclusive os entes despersonalizados. (C) não se pode renunciar à decadência legal nem à prescrição.uol. A prescrição fulmina a responsabilidade civil. nunca o débito. (ii) responsabilidade civil.br | 11 99610348 facebook. fazer ou não fazer. dever jurídico de cumprir espontaneamente uma prestação de dar. por exemplo.1 De acordo com a natureza da obrigação Obrigação civil: aquela que pode ser cobrada em juízo.br | leonardosakaki@uol. conteúdo da obrigação. Elemento objetivo É a prestação. Subdivide-se em: Objeto direto ou imediato: é a atividade a ser desenvolvida. Objeto indireto ou mediato: é o bem da vida – conteúdo da atividade. 160. Resposta: B 160 Obrigações Obrigação é a relação jurídica pessoal e transitória que confere ao credor o direito de exigir do devedor o cumprimento de determinada prestação. enquanto a decadência gera a extinção do direito subjetivo. Tipos: dar. enquanto os prazos decadenciais legais não se suspendem ou interrompem. ou seja.1 Classificação 160. Exemplo: pagar uma dívida não prescrita. Elementos subjetivos Ativo: credor Passivo: devedor Pode ser qualquer pessoa física ou pessoa jurídica. Juízo: execução forçada.com/leonardosakaki | @leosak . virtual ou espiritual É o vínculo que une credor e devedor.

O acessório segue a sorte do principal – princípio da gravitação jurídica ou da acessoriedade. ou aceitar a coisa no estado em que se acha. tal qual se ache. ressalvados os seus direitos até o dia da perda. Restituição da coisa certa: (a) sem culpa do devedor: sofrerá. ou aceitar a coisa.com. Se aceitar ocorrerá dação em pagamento. Não gera débito nem responsabilidade civil. Deterioração da coisa restituída pelo devedor: (a) sem culpa do devedor: recebê-la-á o credor. ou pendente a condição suspensiva.sites.com/leonardosakaki | @leosak . sem culpa do devedor.br | 11 99610348 facebook. Exemplo: pagar dívida prescrita. Deterioração da coisa: (a) sem culpa do devedor.br | leonardosakaki@uol. Regras: O credor não pode ser forçado a receber coisa diversa.2) http://leonardosakaki. (b) se a deterioração resultar de culpa do devedor. sem direito a indenização.1. com direito a reclamar. exigir o equivalente. abatido. pelo equivalente e mais perdas e danos. (b) se a perda resultar de culpa do devedor. a perda e a obrigação se resolverá. mais perdas e danos.com. cabendo. Exemplo: ser educado. antes da tradição. Obrigação moral: fruto de nossa consciência. ao credor. mais perdas e danos. Restringe-se à própria consciência. Os frutos percebidos são do devedor. poderá o credor resolver a obrigação.2 De acordo com a prestação da obrigação Obrigação de dar: consiste na entrega de uma coisa certa ou incerta. Obrigação de dar coisa certa: aquela em que o objeto está totalmente individualizado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 251 Obrigação natural: aquela que não pode ser cobrada em juízo. mas não gera responsabilidade civil. os pendentes. ainda que muito mais valiosa.uol. o valor que perdeu. responderá. fica resolvida a obrigação para ambas as partes. este. 29 (FGV – OAB 2010. pois gera débito. em um ou em outro caso. o credor. o credor. indenização das perdas e danos. (b) por culpa do devedor: responderá este pelo equivalente. (b) por culpa do devedor: responderá este pelo equivalente. Sobre a perda da coisa: (a) se a coisa se perder. 160. de seu preço. pagar dívida de jogo. poderá.

com a entrega da coisa no estado em que se encontra e abati mento no preço proporcional à deterioração. (b) por culpa do devedor: responderá por perdas e danos. ou subsistir. ou seja. também deverá ser respeitado o princípio do meio termo. Fungível: substituível. 15 (FGV – OAB 2010. Observação: se o credor for compelido a aceitar o cumprimento da prestação por terceiro em razão de urgência ou emergência. com a devolução de valores eventualmente pagos. o bem foi deteriorado. o devedor está proibido de entregar o da pior qualidade. Regra: o credor não pode ser forçado a aceitar o cumprimento da prestação por terceiro.com. A escolha do devedor é limitada pelo princípio do meio termo ou qualidade média. Impossibilidade de cumprimento: (a) sem culpa do devedor: resolver-se-á a obrigação. Infungível: insubstituível.br | leonardosakaki@uol. Segundo o Código Civil. Félix adquiriu um cachorro e. Exemplo: obrigação de não causar dano a outrem.sites. a escolha competir ao credor. 645. Se. mas antes disso. CPC: execução de obrigação de fazer ou não fazer. Requisitos: deve ter indicação de gênero e quantidade. pois é contratada em atenção a determinadas características ou atributos do devedor. fixará multa diária de atraso no cumprimento da obrigação e a data a partir da qual será devida – trata-se da astreintes. (D) a obrigação poderá ser resolvida. por força do contrato.3) Félix e Joaquim são proprietários de casas vizinhas há cinco anos e. ao caso de João aplica-se o seguinte regime jurídico: (A) a obrigação fica resolvida. Resposta: D Obrigação de dar coisa incerta: aquela em que o objeto é determinável.uol. Obrigação de fazer: consiste em uma prestação positiva (ação) que não seja a entrega de um objeto.com/leonardosakaki | @leosak . a escolha do objeto compete ao devedor. na omissão do contrato. pode ser cumprida por outra pessoa que não seja o devedor. com a devolução de valores eventualmente pagos. mas há indicativos mínimos para determiná-lo. cláusula de não concorrência. com a entrega da coisa no estado em que se encontra e abati mento no preço proporcional à deterioração.br | 11 99610348 facebook. por essa razão. ainda não está individualizada no começo do contrato. cabendo ao credor a escolha de uma dentre as duas soluções. solicitou-lhe que substituísse a cerca viva por um tapume que impedisse a entrada do ca- http://leonardosakaki. depois não poderá cobrar indenização pelas perdas e danos. Obrigação de não fazer: aquela que consiste em um dever de abstenção. fundada em título extrajudicial. com a entrega da coisa no estado em que se encontra. depois poderá pedir indenização. Recentemente. cláusula de exclusividade. ou seja. (B) a obrigação subsiste. o seu vizinho. (C) a obrigação subsiste. mas não está obrigado a entregar o da melhor.com. o juiz. sem culpa sua. haviam regularmente delimitado as suas propriedades pela instalação de uma singela cerca viva. de comum acordo. Joaquim. Art. ou seja. Em regra. ao despachar a inicial.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 252 João prometeu transferir a propriedade de uma coisa certa. Se aceitar.

por isso. cabendo a Félix arcar integralmente com as despesas de instalação. Indivisível: cada credor/devedor poderá cobrar/ser cobrado sozinho da totalidade da prestação. correspondente à cerca viva inicialmente instalada por ambos os vizinhos.br | leonardosakaki@uol.3 De acordo com os elementos da obrigação Obrigação simples: aquela que apresenta todos os seus elementos no singular. pois. (D) poderá exigir que Félix instale o tapume. A outra prestação é facultativa e nunca pode ser cobrada pelo credor.br | 11 99610348 facebook. contanto que arque com metade das despesas de instalação. Facultativa ou faculdade alternativa: Aquela em que uma das prestações é devida e pode ser cobrada pelo credor. é correto afirmar que Joaquim (A) poderá exigir que Félix instale o tapume. Concursu partes fiunt.uol. (B) poderá exigir que Félix instale o tapume. Obrigação composta ou complexa: é aquela em que um ou alguns de seus elementos estão no plural. argumentando que o seu cachorro era adestrado e inofensivo e. Obrigação solidária: é a exceção. Exemplo: um touro reprodutor. A definição de qual é devida e qual é facultativa deve estar expressa no contrato. Resposta: B 160. cumprindo. deve ser observado se a prestação é divisível ou não. deduzindo-se desse montante metade do valor. Obrigação composta subjetiva: Obrigação fracionária ou não solidária: quando a obrigação é não solidária. uma vez que a cerca viva fora instalada de comum acordo e demarca corretamente os limites de ambas as propriedades. Alternativa ou disjuntiva: ambas as prestações são devidas. bem como não há indícios de que o cachorro possa vir a lhe causar danos.1. a fim de evitar que o cachorro ingresse em sua propriedade. http://leonardosakaki. com a sua função.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 253 chorro em sua propriedade.com/leonardosakaki | @leosak . cabendo a Félix arcar com as despesas de instalação.sites. Félix negou-se a atender ao pedido do vizinho. Com base na situação narrada. jamais lhe causaria qualquer dano. Surpreso. Obrigação composta objetiva: que tem mais de uma prestação. a fim de evitar que o cachorro ingresse em sua propriedade. cabendo a Félix arcar com a outra parte das despesas. Divisível: cada credor/devedor somente poderá cobrar/ser cobrado de sua quota/parte. a fim de evitar que o cachorro ingresse na sua propriedade.com. mas uma deve ser cumprida.com. pois solidariedade nunca se presume – resulta da lei ou da vontade das partes. devidamente corrigido. Cumulativa ou conjuntiva: ambas as prestações são devidas e ambas devem ser cumpridas. (C) não poderá exigir que Félix instale o tapume.

mas provém do fato de ser titular de um direito sobre a coisa. Resposta: D 160. O credor. Nesse caso. Resposta: A 160. A cessão só será eficaz em relação ao devedor se este for notificado.1. Exemplo: entre os locadores – qualquer um que entrar com ação pode pedir a totalidade. expressa ou tácita.com. quando a escolha couber ao credor. conservação e divisão da coisa comum. (C) o dever que tem o servidor da posse de exercer o desforço possessório e o dever de pagar as cotas condominiais. (D) facultativas são conciliáveis. (B) alternativas são conciliáveis. (C) facultativas são inconciliáveis. quando a escolha couber ao credor. Exemplo: no condomínio. Assunção de dívida http://leonardosakaki.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 254 Ativa: qualquer um dos credores pode cobrar sozinho a totalidade da prestação. o menor. Passiva: qualquer um dos devedores pode ser cobrado sozinho da totalidade da prestação não importando se esta é divisível ou não.com. entre comodatários. havendo divisibilidade quanto à escolha.com/leonardosakaki | @leosak . A cessão de um crédito abrange todos os seus acessórios.2) Assinale a alternativa que contemple exclusivamente obrigação propter rem: (A) a obrigação de indenizar decorrente da aluvião e aquela decorrente da avulsão. no momento do adimplemento da obrigação. ou seja. de boafé. não importando se esta é divisível ou não. ainda que impúbere. erigiu benfeitorias sobre o mesmo. Exemplo: entre locatários. exige a entrega de dois cavalos da raça X e de duas éguas da raça X.uol. havendo indivisibilidade quanto à escolha. Obrigação composta subjetiva mista: é aquela em que qualquer um dos credores pode exigir de qualquer um dos devedores a totalidade da prestação não importando se esta é divisível ou não. concorre na prestação de sua parte. 30 (FGV – OAB 2010.br | leonardosakaki@uol.sites. (B) a hipoteca e o dever de pagar as cotas condominiais. 17 (FVG – OAB 2010. entre fiadores. é correto afirmar que as prestações (A) alternativas são inconciliáveis.br | 11 99610348 facebook.3) João deverá entregar quatro cavalos da raça X ou quatro éguas da raça X a José. aquelas em que o devedor fica sujeito a determinada prestação que não derivou de sua manifestação de vontade.4 Obrigação propter rem São obrigações próprias da coisa.2 Transmissão da obrigação Cessão de crédito É lícito ao credor ceder o seu crédito. salvo em escrito público ou particular de que o devedor tiver se declarado ciente da cessão. pelas despesas. (D) a obrigação que tem o proprietário de um terreno de indenizar o terceiro que.

3. sob pena de só valer depois de por ele ratificado. salvo se aquele. Será no domicílio do credor quando convencionado entre as partes – dívidas portáveis. se o credor se opuser.2 A quem se deve pagar O pagamento deve ser feito ao credor ou a quem de direito o represente.4 Consignação em pagamento Consignação é o depósito judicial feito em pagamento de uma dívida quando: (a) credor se recusar a receber o pagamento (dívida portável).3.sites. (b) credor não vier buscar o pagamento.com/leonardosakaki | @leosak . Formalização: deve ser emitido recibo que o débito está quitado e é totalmente irrevogável.com. usando.3 Pagamento Trata-se do cumprimento da obrigação. O terceiro não interessado.3. tem direito a reembolsar-se do que pagar.3 Lugar do pagamento Em regra é o domicílio do devedor – dívidas quesíveis – credor deve ir ao domicílio do devedor para proceder à extinção da obrigação. 160.br | 11 99610348 facebook. mas não se sub-roga nos direitos do credor. que paga a dívida em seu próprio nome. ao tempo da assunção era insolvente e o credor o ignorava. ou tanto quanto reverter em seu proveito. 160. (d) credor for incapaz de receber. inacessível ou de acesso muito perigoso. É o meio natural de extinção da obrigação.3. uma vez que o devedor não é obrigado a arcar com a mora (dívida quesível) (c) credor se encontrar em local incerto. se o fizer em nome e à conta do devedor.5 Dação em pagamento Devedor dá coisa diversa da pactuada originalmente ao credor. com o consentimento expresso do credor. (e) houver dúvida a quem se deva pagar.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 255 É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor. ficando exonerado o devedor primitivo. http://leonardosakaki.br | leonardosakaki@uol. for desconhecido ou declarado ausente.3. 160. salvo oposição deste. 160. 160. que aceita. (f) pender litígio sobre o objeto do pagamento.uol. os meios conducentes à exoneração do devedor.1 Quem deve pagar Pagamento por terceiro interessado: qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la. Pagamento por terceiro não interessado: o terceiro não interessado pode pagar a dívida.com. 160.

sites.3.3. com as duas obrigações extinguindo-se.3. 160. tem o direito de indicar a qual deles oferece pagamento. lugar e na forma que a lei ou a convenção estabelece. ficando o devedor quite com este. Se o devedor não indicar a qual dívida está fazendo o pagamento.br | leonardosakaki@uol. mas sem prejuízo de terceiro. Gera nova obrigação diferente da primeira.7 Novação Ocorre novação pela extinção de uma obrigação em decorrência da criação de uma nova. em virtude de obrigação nova.3. a um só credor. 160.com. ficando este quite com o credor. 160.6 Imputação do pagamento A pessoa obrigada por dois ou mais débitos da mesma natureza. Perdas e danos http://leonardosakaki.4 Inadimplemento das obrigações Mora Considera-se mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor que não quiser recebê-lo no tempo. ou se o credor passar a quitação por conta do capital.8 Compensação Quando duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra.9 Confusão Quando as qualidades de credor e devedor se confundem em uma mesma pessoa.10 Remissão Perdão dado ao devedor pelo credor extinguindo a obrigação. Hipóteses: (i) quando o devedor contrai com o credor nova dívida para extinguir e substituir a anterior. salvo estipulação em contrário.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 256 160. e depois no capital. outro credor é substituído ao antigo. (iii) quando. Havendo capitais e juros. não poderá reclamar contra a imputação feita pelo credor. até onde se compensarem 160.br | 11 99610348 facebook. o pagamento imputar-se-á primeiro nos juros vencidos. salvo provando haver ele cometido violência ou dolo.com/leonardosakaki | @leosak . Deste modo. Pode-se verificar a mora do devedor e a mora do credor. se todos forem líquidos e vencidos. (ii) quando novo devedor sucede ao antigo.com.3. 160.uol.

devendo ser estabelecida entre as partes. Trata-se de pena civil de caráter convencional. dar em pagamento. em quantia em dinheiro ou qualquer outro bem móvel. quase sempre prevista em dinheiro. (B) Trata-se de modo originário de aquisição da posse. à inexecução de alguma cláusula especial ou à mora simplesmente.br | 11 99610348 facebook. Arras ou sinal Consistem no princípio do pagamento. dispor e reaver a coisa das mãos de quem quer que injustamente a possua ou detenha (=direito de sequela).Titular do direito . a obrigação originária.Coisa *Poder que o titular exerce sobre a coisa.uol. doar. Não existe vínculo com uma coisa e sim com uma pessoa. CC: proprietário é aquele que pode usar. Juros São os frutos civis do crédito. lugar e forma convencionados. dar em garantia. posto não ser imposta por lei.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 257 O devedor responde por perdas e danos se a obrigação não for cumprida no tempo.2) Sobre o constituto possessório. Cláusula penal Consiste em uma fixação prévia de uma prestação adicional decorrente do inadimplemento.228. dados por ocasião da conclusão do contrato como garantia de sua execução. Art.com. A cláusula penal pode referir à inexecução completa da obrigação. 1. Exemplo: garantia fidejussória (fiança).sites. 161. Usar – utilidade da coisa Gozar – perceber os frutos Dispor – vender.1 Posse 25 (FGV – OAB 2010. abandonar. Real: coisa. Direitos reais: . gozar. destruir. qual seja. Trata-se de bens acessórios que demandam a existência de um bem principal. assinale a alternativa correta. ou seja. O direito real sobre bem imóvel deve estar registrado no cartório de registro de imóveis. 161 Direitos reais Garantia Pessoal: pessoa. http://leonardosakaki.com.br | leonardosakaki@uol. (A) Trata-se de modo originário de aquisição da propriedade.

clandestina ou precária. Na ameaça a agressão ainda não ocorreu. Art. Posse justa: não é violenta. 161. CC – é possuidor aquele que exerce algum dos poderes inerentes à propriedade. 161. mas existe a possibilidade concreta de que ela venha a ocorrer. Ameaça: ação de interdito proibitório. A turbação não priva o possuidor da posse. motorista etc.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 258 (C) Representa uma tradição ficta.196. Exemplo: caseiro. Posse indireta: não precisa ter a coisa em seu poder. precária (abuso da confiança).uol.3 Direito real sobre coisa própria e direito real sobre coisa alheia Direito real sobre coisa própria: propriedade. Resposta: C Teoria subjetiva da posse – Savigny Possuidor: corpus e animus. Tipos Posse de boa-fé: possuidor ignora os vícios da posse. (D) É imprescindível para que se opere a transferência da posse aos herdeiros na sucessão universal. Possuidor é aquele que age como se fosse o proprietário. turbação e ameaça Esbulho: ação de reintegração de posse. Direito real sobre coisa alheia: alguém exerce poderes sobre coisa que pertence à outra pessoa. Hipoteca: imóveis. Garantia hipotecária. Turbação: ação de manutenção de posse. Posse direta: tem a coisa em seu poder – uso. 161. usufruto.com.4 Direitos reais de garantia Penhor: móveis. navios e aeronaves. uso etc. cumprindo ordens e orientações dessa pessoa.sites.2 Esbulho. É uma agressão à posse que priva o possuidor dessa posse.com/leonardosakaki | @leosak . Garantia pignoratícia. Exemplo: servidão. 1. Teoria objetiva da posse – Ihering Posse é a exteriorização da propriedade.br | 11 99610348 facebook. Detentor é aquele que conserva a posse em nome de outra pessoa. Posse injusta: violenta (força).com. clandestina (oculta). http://leonardosakaki. Posse de má-fé: possuidor não ignora seus vícios.br | leonardosakaki@uol.

portanto é o contrato. determinado ou determinável (iii) Vontade livre e consciente (iv) Forma prescrita ou não defesa em lei 162. fiança. 162. Exemplo: compra e venda – há vontade do comprador e do vendedor.2) http://leonardosakaki. Bilateral: precisa de mais de uma vontade. com que contratar. 422.2 Princípios contratuais Autonomia da vontade ou autonomia privada: É o princípio para todo contrato. CC): impõe um dever de conduta aos contratantes. modificar. Garantia anticrética. Bilateral: exemplo: compra e venda – comprador deve pagar e vendedor deve entregar a coisa. os contratos só produzem efeitos entre os contratantes. Relatividade dos efeitos (inter partes): em regra. sobre o que contratar. não afetando terceiros. CC) Boa-fé objetiva (art. Obrigatoriedade das convenções ou força obrigatória dos contratos (pacta sunt servanda): as partes deverão cumprir as obrigações nos exatos termos em que foram avençadas. doação. os contratantes passam a ter obrigações denominadas de deveres acessórios. Além da obrigações nucleares (prestações presumidas).br | 11 99610348 facebook. 421.com. Negócio jurídico: Unilateral: há uma vontade.uol. a afirmação de que o contrato faz lei entre as partes.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. extinguir. (art. O contrato pode ser classificado como: (quantas obrigações existem?) Unilateral: doação.com. possível. (ii) Objeto lícito.sites. Os absolutamente incapazes deverão ser representados e os relativamente incapazes deverão ser assistidos. 23 (FGV – OAB 2010. pois este é o acordo de vontades.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 259 Anticrese: rendas/frutos sobre imóveis – exemplo: aluguel da casa. 162 Teoria geral dos contratos É o acordo de vontades que visa criar. Liberdade: para contratar. resultando daí.1 Pressupostos (i) Partes capazes Pessoa física e pessoa jurídica podem celebrar. garantir. passa a ter um interesse social. transferir ou resguardar direitos. Função social do contrato: contrato deixa de ser algo que fica na esfera dos contratados.

os empregados da fabricante procuravam os agricultores. a fabricante recusou-se a efetuar a compra. empregados de uma fabricante de extrato de tomate distribuíram. como o acessório segue o principal. como sempre fazia. O tribunal competente entendeu que havia responsabilidade pré-contratual da fabricante. pode apreciar imediatamente essa equivalência. Procurada pelos agricultores. na época da colheita. (B) deriva da ruptura de um pré-contrato.uol. enquanto a outra parte suporta o ônus. gratuitamente. ficando caracterizada uma diminuição de patrimônio unilateral. a fabricante distribuiu as sementes. também chamado contrato preliminar. sementes de tomate entre agricultores de uma certa região. apenas um deles assume obrigações. Exemplo: contrato de sociedade. mas não retornou para adquirir a safra. (D) segue o destino da responsabilidade contratual. isto é. Cada uma das partes. Exemplo: contrato de compra e venda.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 260 Durante dez anos. A responsabilidade pré-contratual é aquela que: (A) deriva da violação à boa-fé objetiva na fase das negociações preliminares à formação do contrato. São contratos de que emergem 2 obrigações.com. Quanto à equivalência das prestações Comutativos: aqueles em que as obrigações são conhecidas pelas partes e guardam relação de equivalência entre si. Exemplo: contrato de doação pura e simples.br | leonardosakaki@uol. Exemplo: contrato de compra e venda. além de receber da outra prestação equivalente à sua. Oneroso: são aqueles em que ambas as partes auferem benefícios e suportam ônus.com.sites. para adquirir a safra produzida. http://leonardosakaki. ligadas pelo sinalagma genérico ou funcional. Plurilaterais: são os contratos formados pela participação de três ou mais pessoas. Exemplo: doação simples.br | 11 99610348 facebook. como instituto jurídico. cada uma a cargo de uma das partes. Quanto às vantagens patrimoniais para os envolvidos Gratuitos: quando apenas uma das partes aufere benefícios. (C) surgiu. em momento histórico anterior à responsabilidade contratual. Exemplo: compra e venda. contrato de incorporação etc. Resposta: A 162. A cada ano. em quem todas assumem obrigações na busca de interesses comuns.com/leonardosakaki | @leosak .3 Classificação dos contratos Quanto às obrigações assumidas Unilaterais: quando havendo dois ou mais contratantes. No ano de 2009. Bilaterais ou sinalagmáticos: são aqueles em que cada um dos contratantes é simultânea e reciprocamente credor e devedor do outro. por uma dependência (vinculação recíproca) entre as prestações.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 261 Aleatórios: aquele em que uma das prestações ao é conhecida. Coligados: são os contratos que. Exemplo: contrato de fiança. Quanto à previsão legal Típicos: aqueles regulamentados por lei. Exemplo: contratos eletrônicos. Atípicos: não tratados por norma jurídica. O consentimento das partes e o acordo de vontades são insuficientes.br | leonardosakaki@uol.uol. estão ligados por um nexo funcional. fornecimento de combustíveis. uso de marca etc. jogo ou aposta e o de colheita de safra futura. embora distintos. Têm livre forma. Exemplo: contrato de exploração de postos de gasolina (envolve locação. dependendo de um risco futuro e incerto. embora lícitos. Acessórios: são os contratos que têm sua existência e validade vinculados a um outro negócio jurídico considerado principal. não se enquadram em nenhum diploma legal e não têm denominação legal própria. Solenes: quando devem obedecer à forma ou solenidade prevista em lei para que sejam considerados válidos. Nominados: aqueles aos quais a lei dá nome.br | 11 99610348 facebook. Quanto à formação Consensuais ou não solenes: aqueles considerados formados pelo simples acordo de vontades entre os contratantes. Inominados: aqueles que não têm a figura negocial prevista em lei. Exemplo: compra e venda.sites.com/leonardosakaki | @leosak .) Quanto ao conteúdo http://leonardosakaki. não havendo qualquer prescrição legal.com.com. Exemplo: contrato de locação. contrato de garagem. Quanto à existência ou autonomia Principais: são aqueles contratos que não dependem de qualquer outro para que possam existir e ser válido. Exemplo: compra e venda. Reais: são aqueles que somente se perfazem com a entrega da coisa. Exemplo: mútuo. Exemplo: contrato de trabalho entre um artista e uma emissora de televisão para participação em uma novela e um outro contrato de publicidade desse mesmo artista com o patrocinador dessa novela. Exemplo: contrato de seguro. sendo necessária a tradição da coisa para que o contrato seja considerado celebrado.

uol. negociadas. quando as partes não estipularem um foro de eleição.sites. 162. Exemplo: fiança. por motivos imprevistos.br | 11 99610348 facebook. Se com a aceitação. feita a pessoa ausente. embora apresentada a tempo.se. antes dela. ou simultaneamente. II . pois as partes estão em situação de igualdade. personalíssimos ou intuitu personae: aqueles em que somente o contratante pode cumprir a obrigação.br | leonardosakaki@uol. Quanto à negociação do conteúdo Paritários: aqueles em que as cláusulas podem ser discutidas. Considera-se também presente a pessoa que contrata por telefone ou por meio de comunicação semelhante.5 Estipulação em favor de terceiro (pactum in favorem tertii) http://leonardosakaki. Aceitação: momento em que a parte interessada manifesta a sua concordância com os termos da proposta apresentada. Proposta: manifestação de vontade dirigida por uma pessoa a outra.4 Formação dos contratos Autonomia privada: vontade das partes.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 262 Pessoais.se. Exemplo: compra e venda. feita sem prazo a pessoa presente.com/leonardosakaki | @leosak . De adesão ou por adesão: o contrato é imposto sem possibilidade de discussão de cláusulas. ou antes mesmo desta. chegar tardiamente ao conhecimento do proponente. demonstrando que existe real intenção na celebração do contrato. chegar ao conhecimento do proponente a retratação daquele que manifestou a anuência em contratar. Situações em que a aceitação não possui força vinculante: Se a aceitação.se.se. não há livre debate das partes. IV . feita sem prazo a pessoa ausente. se o proponente houver se comprometido em guardar a resposta do oblato ou se a aceitação não chegar no prazo estipulado entre as partes. CC.com. Lugar da celebração: no local onde foi proposto. podendo esta manifestação ser tácita ou expressa – o silêncio pode ser interpretado como uma manifestação tácita. que não é um elemento determinante do negócio.com. tiver decorrido tempo suficiente para chegar a resposta ao conhecimento do proponente. a proposta deixa de ser obrigatória quando: I . 428. Excepcionalmente. A aceitação com o ausente ocorrerá no instante da expedição da aceitação. Conforme o art. III . não tiver sido expedida a resposta dentro do prazo dado. apenas a sujeição (anuência) de uma das partes ao conteúdo imposto por outra. Impessoais: outra pessoa pode substituir o contratante. admite-se que a formação ocorra com a recepção da aceitação: se antes da aceitação ou com ela chegar ao proponente a retratação do aceitante. não foi imediatamente aceita. mandato etc. Momento da celebração: poderá ser celebrado entre pessoas presentes e entre ausentes. 162. chegar ao conhecimento da outra parte a retratação do proponente.

todavia. retirando a eficácia do negócio. (C) está obrigado a efetuar o pagamento a Danilo. O que estipular em favor de 3º pode exigir o cumprimento da obrigação. Reinaldo. ficando. em favor de quem se estipulou a obrigação. Reinaldo não compareceu à rádio. no domingo seguinte. CC. o estipulante poderá liberar o devedor. pois a obrigação por este assumida é de resultado.sites. Todavia. autorizado a Sandro obter ressarcimento por perdas e danos de Danilo. 14 (FGV – OAB 2010. Se ao 3º.br | leonardosakaki@uol. (D) está obrigado a efetuar o pagamento a Danilo. também é permitida exigi-la. pois a obrigação por este assumida é de meio. O estipulante pode reservar-se o direito de substituir o 3º designado no contrato. caso não consiga.com/leonardosakaki | @leosak . Dias depois. Para que o contrato seja válido. é correto afirmar que Sandro (A) não está obrigado a efetuar o pagamento a Danilo. (B) não está obrigado a efetuar o pagamento a Danilo.7 Vício redibitório http://leonardosakaki. Danilo procurou Sandro. em favor de quem se faz o contrato. Excepcionalmente se admite que a pessoa (promitente) possa assumir obrigações a serem cumpridas por terceiro. famoso cantor popular. a fim de cobrar a quantia contratualmente prevista. não poderá o estipulante exonerar o devedor. sendo incabível a cobrança de perdas e danos de Reinaldo. Trata-se de obrigação de resultado.se a ele anuir. Não há necessidade de o beneficiário ser capaz.com.3) Danilo celebrou contrato por instrumento particular com Sandro. chegada a hora do programa. se deixar o direito de reclamar-lhe a execução. ao argumento de que. Resposta: A 162.6 Promessa de fato de terceiro Como regra uma pessoa assume obrigações para si. tendo em vista que Reinaldo não é parte contratante. e o estipulante não o inovar nos termos do art. restando a Sandro o direito de cobrar perdas e danos diretamente de Reinaldo. Essa faculdade pode ser feita por ato entre vivos (contrato) ou por disposição de última vontade (testamento). Mas se o contrato não dispor expressamente sobre o direito do beneficiário de reclamar a execução. envidara todos os esforços no sentido de convencer o seu irmão a comparecer. concederia uma entrevista exclusiva ao programa de rádio apresentado por Sandro. pois a obrigação por este assumida é de meio. sendo.com. O promitente se compromete a obter a anuência do 3º e. por meio do qual aquele prometera que seu irmão. Em contrapartida. independentemente de sua anuência e da do outro contratante (devedor).uol. por ser o contrato nulo. Ao 3º. A respeito da situação narrada. 438. estipulante e promitente devem ser capazes. ainda. sujeito às condições e normas do contrato. caberia a Sandro efetuar o pagamento a Danilo de certa soma em dinheiro.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 263 Contrato em que a pessoa (estipulante) convenciona com outra (promitente) uma determinada vantagem econômica a favor de terceiro (beneficiário). responderá pelos danos causados ainda que comprove ter enviado esforços para conseguir aquele consenso. embora não tenha obtido êxito. 162.br | 11 99610348 facebook.

diminuir ou excluir a responsabilidade pela evicção. pode o adquirente deixar de oferecer a contestação.8 Evicção Perda da coisa. . Não obstante a cláusula que exclui a garantia contra a evicção. seu verdadeiro dono. não denunciando oportunamente o contrato. A denunciação da lide é a convocação do alienante ao processo em que o adquirente é réu. Subsiste esta garantia ainda que a aquisição se tenha realizado em hasta pública.uol. além da restituição integral do preço ou das quantias que pagou: I – à indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir. Nos contratos onerosos. que a torne imprópria ao uso a que é destinada.Responsabilidade pela evicção Através de cláusula expressa. não o assumiu. 162.Direitos do evicto Salvo estipulação em contrário. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis e 90 dias tratando-se de fornecimento de serviços e produtos duráveis – contados a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços. III – às custas judiciais e aos honorários do advogado por ele constituído. tem direito o evicto a receber o preço que pagou pela coisa evicta. 162. . Adquirente deverá notificar do litígio o alienante imediato. fundada em motivo jurídico anterior. Decadência Bem móvel: 30 dia.com. e sendo manifesta a procedência da evicção. Se o alienante não atender à denunciação da lide. ou que lhe diminua o valor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 264 Defeito oculto da coisa recebida (em virtude de contrato comutativo ou doação onerosa). tem direito o evicto.Vícios redibitórios no CDC O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em 30 dias.com/leonardosakaki | @leosak . . ou usar de recursos. redibindo o contrato ou reclamar o abatimento no preço através de ação quantis minoris. dele informado. quando e como lhe determinarem as leis do processo. com o reconhecimento em juízo da existência de ônus sobre a mesma coisa.sites. II – à indenização pelas despesas dos contratos e pelos prejuízos que diretamente resultarem a evicção. se esta se der.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook. Bem imóvel: 1 ano.9 Extinção do contrato http://leonardosakaki. que a confere a outrem. ou. por força de decisão judicial.com. os contratantes podem reforçar. se não soube do risco da evicção. para que possa exercer o direito regressivo. o alienante responde pela evicção. A pessoa que recebeu a coisa com defeito pode rejeitar a coisa. ou qualquer dos anteriores.

for ilícito. O cumprimento da obrigação normalmente é comprovado pela quitação.br | leonardosakaki@uol. comutativo (mas pode ser aleatório).os instrumentos particulares forem antedatados. mas subsistirá o que se dissimulou. 167.contiverem declaração. V .for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade. Tratando-se de meros efeitos obrigacionais. O contrato é nulo quando apresenta uma das hipóteses dos arts.não revestir a forma prescrita em lei. ou transmitem. VII . É nulo o negócio jurídico simulado. Art. CC Conceito Pelo contrato de compra e venda. ou proibir-lhe a prática. III . II .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 265 Extinção normal Cumprimento é o fim natural de todo contrato. e o outro a pagar-lhe certo preço em dinheiro. comum a ambas as partes.com/leonardosakaki | @leosak . CC. VI . Contrato bilateral ou sinalagmático. Cláusula de arrependimento: tem o mesmo efeito do distrato. Pode ser bilateral ou unilateral nos seguintes casos: Denúncia.celebrado por pessoa absolutamente incapaz. §2o Ressalvam-se os direitos de terceiros de boa-fé em face dos contraentes do negócio jurídico simulado.aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem.com. confissão. for ilícito. sem cominar sanção. 166.tiver por objetivo fraudar lei imperativa. II .10 Contratos em espécie . condição ou cláusula não verdadeira. não existindo interpelação entre as partes.Compra e venda – art. §1o Haverá simulação nos negócios jurídicos quando: I . materializada pelo recibo. Resilição: rescisão do contrato efetuada por acordo de todos os contratantes ou em razão de cláusula de antemão estipulada.sites. ou com o registro do título aquisitivo no respectivo cartório se for imóvel. a transferência da propriedade somente ocorrerá com a tradição (entrega). no caso de bem móvel. 481. Art. ou pós-datados.a lei taxativamente o declarar nulo. Cláusula resolutiva expressa: acarreta a rescisão de pleno direito do contrato em decorrência de inadimplemento. Extinção por fatos anteriores Invalidade contratual: defeito na formação do contrato (elementos essenciais). III . oneroso. Revogação ou renúncia. Exoneração unilateral. 166 e 167. se válido for na substância e na forma. consensual Classificação http://leonardosakaki.o motivo determinante. impossível ou indeterminável o seu objeto.uol.br | 11 99610348 facebook. Extinção por fatos posteriores Resolução: quando ocorre inexecução voluntária ou involuntária do contratado. Extinção em razão de morte 162.com. É nulo o negócio jurídico quando: I . IV . um dos contratantes se obriga a transferir o domínio de certa coisa.

Mas se o fato se der posteriormente.sites. (iv) proprietário de coisa alugada deve dar conhecimento ao locatário do interesse em vendêla. (v) condomínio não pode alienar a sua quota parte na coisa indivisa a estranho se outro consorte tiver interesse em comprar pelo mesmo valor. por meio de escritura pública ou mandato com poder especial. inclusive as que. sem culpa do vendedor. Atenção: (i) pessoa casada em regime distinto da separação absoluta de bens necessita de autorização do outro cônjuge. que correm por conta do vendedor. podendo ser alienada e adquirida pelas pessoas. quando aliena um bem a descendente. por já ser o proprietário.la no prazo máximo de decadência de 3 anos. durante o período de resgate. antes da tradição ou registro. (ii) Preço (iii) Consentimento Mas há casos em que se pode acrescentar um quarto elemento. http://leonardosakaki. (ii) marido e mulher não podem. de ofício ou de profissão.com. Cláusulas e Retrovenda: por meio dela. zelar por bens alheios não podem adquirilos. restituindo e reembolsando as despesas do comais prador. Elementos constitutivos Consequência do contrato Outra consequência diz respeito à responsabilidade pelos riscos quanto à coisa. celebrar compra e venda entre si. ser disponível. Venda a contento: com essa cláusula entende-se que a compra e venda foi realizada sob condição suspensiva. que é a forma. na forma e no prazo acordados. ou para a realização de benfeitorias necessárias. ainda que a coisa tenha sido entregue. (vi) os que têm por dever. uma vez que. Além dela. para que ele possa exercer seu direito de preferência.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 266 (ou solene) e translativo de domínio. sendo que o comprador sofrerá as consequências.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook. este terá o direito ao preço. (iii) ascendente.com/leonardosakaki | @leosak . responsabilizando-se pelos prejuízos decorrentes da evicção e de eventuais vícios aparentes e redibitórios. e a de este pagar o preço. a propriedade do bem lhe pertence. A principal é a obrigação do vendedor de entregar a coisa e seus acessórios. existe a obrigação de o vendedor garantir a efetividade do direito sobre a coisa.com. até este momento. pela qual não se reputará perfeita enquanto o adquirente não manifestar seu agrado.uol. transferindo sua propriedade ao comprador. se efetuaram com a sua autorização escrita. precisa do consentimento do cônjuge demais descendentes. em regra. o vendedor de coisa imóvel pode reservar-se o direito de recobráregras especi. (i) Coisa: in commercium.

pelos usos. deverá: (A) requerer a designação de audiência de conciliação. Diante do impasse. o mesmo será apreciado por um tribunal arbitral. até que o preço esteja integralmente pago.com/leonardosakaki | @leosak . em decorrência de um conflito surgido em razão de contrato de compra e venda no qual inseriram cláusula compromissória cheia. Juvenal poderá (A) requerer ao juiz a adjudicação do imóvel.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 267 Venda sujeita a prova: muito semelhante à venda a contento. 28 (FGV – OAB 2002. Venda com reserva de domínio: pode estar presente em contratos que tenham por objeto coisa móvel infungível. o vendedor reserva para si a propriedade. celebrada por instrumento particular registrada no cartório de Registro de Imóveis e na qual não se pactuou arrependimento. para que este use de seu direito de prelação na compra. muito embora inexistisse previsão expressa a esse respeito no contrato preliminar. a existência de convenção de arbitragem. distingue-se pelo fato de que o comprador já conhece a coisa. solicitando a extinção do feito. (C) apresentar contestação e alegar expressamente. (D) solicitar ao juiz o julgamento antecipado da lide. Deverá ser estipulada por escrito dependendo de registro no domicílio do comprador para valer contra terceiros.3) http://leonardosakaki. se imóvel. Resposta: A 40 (FGV – OAB 2010. ou a 2 anos. (B) usucapir o imóvel. Resposta: D 9 (FGV – OAB 2010. Juvenal foi residir no imóvel objeto do contrato e. a despeito de a promessa de compra e venda ter sido celebrada por instrumento particular.br | leonardosakaki@uol. representando os interesses do seu cliente. para assegurar-se das qualidades prometidas. tanto por tanto. estabelecendo que em caso de eventual conflito entre as partes.com. (C) desisti r do negócio e pedir o dinheiro de volta. quando quitou o pagamento. no silêncio deste. (D) exigir a substituição do imóvel prometi do à venda por outro. (B) apresentar desde logo contestação. deparouse com a recusa do promitente-vendedor em outorgar-lhe a escritura definitiva do imóvel. O prazo para exercer o direito de preferência não poderá exceder a 180 dias. já que não faria jus à adjudicação compulsória na hipótese.2) Um advogado é procurado em seu escritório por um cliente que lhe narra que a empresa da qual ele é diretor foi citada pelo poder judiciário. no senti do de exigir cumprimento da cláusula compromissória cheia. Por ela.uol. em preliminar. Preferência ou preempção: impõe ao comprador a obrigação de oferecer ao vendedor a coisa que aquele vai vender. ou dar em pagamento.sites.br | 11 99610348 facebook. se a coisa for móvel. necessitando apenas prová-la. restringindo sua argumentação ao exame do mérito da causa.2) Por meio de uma promessa de compra e venda. pois o juiz pode conhecer de ofício da pré-existência da convenção de arbitragem. O advogado ao peticionar no referido processo. Venda sobre documentos: a tradição da coisa é substituída pela entrega do seu título representativo e dos outros documentos exigidos pelo contrato ou.

confere ao devedor a faculdade de substituí-la por outra prestação). pois Pedro pode alegar caso fortuito. Resposta: A .Consensual. Não existe qualquer consequência jurídica pela não venda. não sendo necessário que os bens sejam da mesma espécie ou tenham igual valor. salvo se preferir.br | 11 99610348 facebook. que furtaram o referido carro.Doação Conceito Contrato em que uma pessoa. A vantagem terá de ser de natureza essencialmente patrimonial.000. Natureza jurí. (C) Maria poderá exigir a entrega de outro carro. a obrigação de transferir para o outro o domínio da coisa objeto de sua prestação. gerando. Natureza jurí.com. oneroso e comutativo. No dia da entrega do veículo.br | leonardosakaki@uol.uol. para cada contratante.Contrato estimatório – venda em consignação Contrato pelo qual uma das partes (consignante) entrega bens móveis a outra (consignatário). transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra. seja por falta de empenho do consignatário. Conceito . Convém acrescentar que a troca de valores desiguais entre ascendentes e descendentes é anulável se não houver o consentimento dos outros descendentes e do cônjuge do alienante. que fica autorizada a vendê-los. Características Denomina-se estimatório tendo em vista a ênfase que se atribui à estimação do valor da coisa feita pelo consignante (preço de estima) e à confiança que deposita no consignatário. seja por não conseguir interessado em adquirir a coisa.sites. pagando um sinal de R$ 10. por liberalidade.Bilateral. real (apenas perfaz quando há tradição). O contrato de troca ou permuta serve como titulus adquirendi. pois o consignatário pode optar por adquirir a coisa para si ou simplesmente restituí-la. Sendo necessário que haja http://leonardosakaki. pagando àquela o preço ajustado.00. (B) Não haverá resolução do contrato. bilateral. assinale a alternativa correta.com/leonardosakaki | @leosak . oneroso e facultativo (não tendo do por obdica jeto senão uma só prestação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 268 Maria celebrou contrato de compra e venda do carro da marca X com Pedro. restituir-lhe a coisa consignada.Troca ou permuta Contrato por meio do qual as partes se obrigam a dar uma coisa em troca de outra que não seja dinheiro. bem como deve haver ainda o aumento de um patrimônio à custa de outro. a garagem de Pedro foi invadida por bandidos. A respeito da situação narrada. Conceito . dica Características Aplicam-se a este contrato as disposições referentes à compra e venda. no prazo estabelecido. (D) Pedro poderá entregar outro veículo no lugar no automóvel furtado. (A) Haverá resolução do contrato pela falta superveniente do objeto. A autorização para venda não é essencial para a caracterização desse contrato. sendo restituído o valor já pago por Maria.com. São suscetíveis de troca todas as coisas que puderem ser vendidas.

em 2 anos. esta não estiver constituída regularmente. o donatário deve demonstrar gratidão ao benfeitor e se abster de atos que demonstrem a prática de ingratidão. Se o donatário for absolutamente incapaz. como regra. A doação que se refere a parte excedente é considerada nula. nem é sujeito às consequências da evicção ou do vício redibitório. sem encargo e destinada a um incapaz. O direito de revogar por ingratidão é de ordem pública.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 269 uma relação de causalidade entre o empobrecimento por liberalidade e o enriquecimento.Unilateral.com. Ficta: se a doação for pura. Transferência de bens do doador para o patrimônio do donatário (objeto da doação). comete injúria grave ou calúnia contra o doador. Tácita: a parte pratica atos compatíveis com a aceitação. sem encargos. recusa ao doahttp://leonardosakaki. Deverá ser feita por escritura quando tiver por objeto bem imóvel com valor superior a 30 vezes o salário mínimo vigente no país. gratuito e consensual. dica A doação far-se-á por escritura pública ou instrumento particular. poderia dispor em testamento. Requisitos Animus donandi: vontade de doar. Natureza jurí. Doação inoficiosa: se configura quando se excede a parte que o doador. Doação universal: é nula a doação de todos os bens sem reserva de parte. o doador não é obrigado a pagar juros moratórios. Presumida: decorre da lei.sites.com. Ingratidão do donatário: só ocorre em casos de doação pura e simples. Hipóteses de ingratidão: atenta contra a vida do doador ou comete crime de homicídio doloso contra ele. Doação a entidade futura: a doação a entidade futura caducará se. Juros. Revogação da Pode ocorrer por ingratidão do donatário ou em virtude de descumprimento de encargo ou doação modo.com/leonardosakaki | @leosak . comete ofensa física contra o doador. Aceitação do donatário: Expressa: manifesta verbalmente e por escrito. Doação de ascendente a descendente: é válida e importa adiantamento do que lhe cabe por herança (legítima. Características Doação a nascituro: pode haver se aceita pelo seu representante legal.uol. Ao aceitar o benefício. Cláusula de reversão: o doador pode estipular uma cláusula de reversão. não é necessária aceitação se a doação for pura. no momento a liberalidade.br | leonardosakaki@uol. segundo a qual os bens do doador devem voltar ao seu patrimônio se sobrevier ao destinatário. ou renda suficiente para a subsistência do doador.br | 11 99610348 facebook. evicção e vício redibitório: por tratar-se de uma liberalidade.

mediante certa retribuição denominada aluguel.com/leonardosakaki | @leosak . Inexecução de encargo ou modo: quando existe encargo a ser cumprido pelo donatário e este incorre em mora na sua execução. poucos meses depois.Servir-se da coisa alugada para os usos convencionados ou presumidos. por sua vez. bem como tratá-la com o mesmo cuidado como se sua fosse. Negócio jurí. Tem aplicabilidade apenas nas doações onerosas.sites. Fernando deflagra uma discussão com Sônia e lhe dirige grave ofensa física. abstendo-se de praticar qualquer ato que venha dificultar o uso da coisa locada. salvo cláusula expressa em contrário. é correto afirmar que Fernando (A) não deve receber a quantia em dinheiro.504/64). aplica-se a Lei 8.Resguardar o locatário dos embaraços e turbações de terceiros. Fernando. que tenham ou pretendam ter direitos sobre a coisa alugada. aceita formalmente a doação e. em estado de servir ao uso a que locador se destina. . (B) deve receber a quantia em dinheiro. conforme estipulado.br | leonardosakaki@uol. ou defeitos. em razão de ter se casado com Leila e independentemente de ter dirigido grave ofensa física a Sônia.Garantir ao locatário. Resposta: D . (C) não deve receber a quantia em dinheiro.245/91.uol. conforme a natureza locatário dela e as circunstâncias. Obrigação do . (D) deve receber a quantia em dinheiro. pois dirigiu grave ofensa física à sua tia Sônia. durante o tempo do contrato. maior e capaz. que tratam da matéria se aplicam às locações de móveis urlei banos. de trato sucessivo e não solene. certa quantia em dinheiro em favor se seu sobrinho. tendo em vista que a doação é nula. cláusula de irrevogabilidade da doação por eventual ingratidão de seu sobrinho.com.br | 11 99610348 facebook. A respeito da situação narrada. No dia seguinte ao casamento. podendo ministrá-los. por tempo determinado ou não. ainda.Responder pelos seus vícios. . caso ele venha a se casar com Leila. maior e capaz. com suas pertenças.Locação de coisa Contrato no qual uma das partes (locador) se obriga a ceder à outra (locatário). consensual. Fernando. casa-se com Leila. Obrigação do . e a mantê-la nesse estado. anteriores à locação. pois suas prestações são fixadas dico e definidas objetivamente). que trata dos contratos de arrendamento rural e parceria agrícola. presentes no CC. em razão de o instrumento de doação prever cláusula de irrevogabilidade por eventual ingratidão. enquanto aos imóveis rurais aplica-se o Estatuto da Terra (Lei 4.Entregar ao locatário a coisa alugada. ao procurar sua tia para receber a quantia estabelecida. o uso e gozo de coisa não fungível.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 270 dor os alimentos de que este necessitava. 18 (FGV – OAB 2010. por instrumento particular. Aplicação da Os dispositivos. oneroso. decide doar. http://leonardosakaki. pelo tempo do contrato.3) Sônia. Conceito . o uso pacífico da coisa. pois deveria ter sido realizada por escritura pública. Sônia faz constar.com. comutativo (não há risco da aleatoriedade.Bilateral.

que se distinguem pela natureza do objeto do contrato: mútuo e comodato.com. segundo o costume do lugar. em falta de ajuste.com/leonardosakaki | @leosak .com. Características Se.Contrato de comodato – art. se. que se pretendam fundadas em direito. ou ainda. embora proveniente de caso fortuito. no caso de benfeitorias necessárias. o locatário goza do direito de retenção. salvas as deteriorações naturais ao uso regular. poderá cobrar perdas e danos. se deteriorar a coisa alugada. sem culpa do locatário. finda a locação. real e não solene. o locatário continuar na posse da coisa alugada. durante a locação. . caso danifique a coisa de forma abusiva. O pagamento deverá ser efetuado no domicílio do devedor.br | 11 99610348 facebook. . se estas houverem sido feitas com expresso consentimento do locador.br | leonardosakaki@uol. dica . em seguida. ou no de benfeitorias úteis. devolvê-la ao legítimo proprietário. da lei. Subdivide-se em duas espécies. presumir-se-á prorrogada a locação pelo mesmo aluguel. No tocante aos impostos e taxas. gratuito.uol. o aluguel que o locador arbitrar. deverá pagar. caso já não sirva a coisa para o fim a que se destinava. Salvo disposição em contrário. e responderá pelo dano que ela venha a sofrer.Pagar pontualmente o aluguel nos prazos ajustados. O mútuo e o comodato também são definidos pela doutrina como empréstimo de uso e empréstimo de consumo. enquanto a tiver em seu poder. Natureza jurí. o locador além do direito de rescisão contratual. No entanto.Empréstimo (comodato ou mútuo) Conceito Acordo de vontades por meio do qual uma das partes recebe coisa alheia para utilizá-la e.Levar ao conhecimento do locador as turbações de terceiros. sem oposição do locador.Unilateral. e. . Se. a este caberá pedir redução proporcional do aluguel. no estado em que a recebeu. notificado o locatário.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 271 . ou resolver o contrato. findo o prazo.Restituir a coisa. da natureza da obrigação ou das circunstâncias. poderá ser estipulado que estes encargos serão pagos pelo locatário.sites. CC http://leonardosakaki. Mas caso o locatário utilize a coisa para fins diversos daqueles convencionados. salvo se o contrário resultar do contrato. 579. em caso de locação de imóveis. mas sem prazo determinado. não restituir a coisa.

resolução por inexecução contratual. pelo menos. qualidade e quantidade. resilição unilateral.br | 11 99610348 facebook. Caso nãoseja convencionado prazo para a restituição do bem. .até a próxima colheita no mútuo de produtos agrícolas. apresenta os seguintes prazos supletivos: . comodatário . . O mutuante pode exigir garantia da restituição.Pagar as despesas extraordinárias e necessárias. se: http://leonardosakaki. 592. CC.com/leonardosakaki | @leosak . se antes do vencimento o mutuário sofrer notória mudança em sua situação econômica. com a alienação da coisa empresta ou com a morte do comodatário.br | leonardosakaki@uol.Responsabilizar-se.Guardar e conservar a coisa emprestada como se fosse sua.de 30 dias.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 272 Características Se o comodato não tiver prazo convencionado. além de por ela responder.Não pedir restituição do bem enquanto não decorrido o prazo do contrato. se for de qualquer outra coisa fungível. . se for de dinheiro. 406.Restituir a coisa emprestada in natura no momento devido. suspender o uso e gozo da coisa emprestada. .Se realizado sem prévia autorização daquele cuja guarda estiver. antes de findo o prazo convencional.uol. reconhecida pelo juiz. dentro do prazo estipulado.com. sob pena de ratício redução. Mútuo fene.do espaço de tempo que declarar o mutuante. Mútuo a me. CC (taxa que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional). nem de seus fiadores. não podendo o comodante.com. os quais. ou o que se determine pelo uso outorgado. Ocorrerá a extinção do comodato com o fim do prazo convencionado. o art. Obrigações do . CC Características É o simples empréstimo de coisas fungíveis. terá de pagar um aluguel arbitrado pelo comodante até a restituição da coisa. perante o comodatário. comodante . .Destinando-se o mútuo a fins econômicos.Limitar o uso da coisa ao estipulado no contrato ou de acordo com sua natureza. Obrigações do . O contrato de mútuo transfere o domínio da coisa ao mutuário por cuja conta correm todos os riscos desde a tradição. presumem-se devidos juros. a responsabilidade será solidária.Responder pela mora. . O mutuário é obrigado a restituir o que recebeu em coisa do mesmo gênero.Responder pelos riscos da coisa.sites. pela posse útil e pacífica da coisa dada em comodato. . Se o comodatário for constituído em mora. não poderão exceder a taxa a que se refere o art. distrato. permitida a capitalização anual.Contrato de mútuo – art. 586. salvo. presumir-se-lhe-á o necessário para o uso concedido. a coisa não poderá ser reavida nor nem do mutuário. salvo necessidade imprevista e urgente. Atenção: havendo mais de um comodatário.

br | 11 99610348 facebook. Mas se deste resultar benefício para a outra parte. pessoalmente ou por meio de terceiro.com. dar-se-á por findo o contrato. . o juiz atribuirá a quem o prestou uma compensação razoável. decorridos 4 anos. Ela será paga depois de realizado o serviço. dica Características Se não estipulada retribuição ou não houver acordo entre as partes. . se viu obrigado a contrair o empréstimo para os seus alimentos habituais.Prestação de serviços (locação de serviços) Contrato pelo qual uma das partes (prestador) obriga-se para com outra (tomador) a prestarlhe uma atividade lícita. pois se conclui dica com o acordo de vontade das partes. é consensual.uol. sem subordinação. . estando ausente essa pessoa. desde que tenha agido com boa-fé. No tocante a capacidade legal para a prestação do serviço.o empréstimo reverteu em benefício do menor.Bilateral. pois gera obrigação para ambas as partes. Natureza jurí. considerando que cada parte pode prever Conceito http://leonardosakaki.a pessoa. se o trabalho for prestado por quem não possua habilitação.o menor tiver bens ganhos com o seu trabalho. oneroso e consensual. não poderá quem os prestou cobrar a retribuição normalmente correspondente ao trabalho executado.br | leonardosakaki@uol. o ratificar posteriormente. . de cuja autorização necessitava o mutuário para contrair o empréstimo. se. em tal caso. Neste caso. ou não satisfaça requisitos outros estabelecidos em lei. não tiver sido adiantada ou paga em prestações.sites. é comutativo. a execução do credor não lhes poderá ultrapassar as forças.O contrato é bilateral. levando-se em conta o costume.o menor obteve o empréstimo maliciosamente. por acordo ou costume. Conceito O prazo máximo do contrato é de 4 anos.com/leonardosakaki | @leosak . mediante remuneração certa ou de acordo com o trabalho realizado. certa obra para outro (dono da obra). . mediante remuneração.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 273 . Mas. ou se destine à execução de certa e determinada obra. embora tenha por causa o pagamento de dívida de quem o presta.com. ela será determinada por arbitramento. material ou imaterial. a realizar. Natureza jurí. ainda que não concluída a obra. o tempo de serviço e sua qualidade.o menor. utilizando-se de material próprio ou fornecido por este.Empreitada (locação de obra) Contrato pelo qual uma das partes (empreiteiro) se obriga. .

devendo restituí-lo quando lhe for exigido. Espécies Extinção contrato .Diante da desproporcionalidade entre o vulto e a natureza da obra e as modificações exigidas pelo seu dono. manifestarem-se dificuldades imprevisíveis de execução. ou outras semelhantes. ainda que o dono se disponha a arcar com o acréscimo de preço. observados os preços.Pelo distrato.Pelo cumprimento nos exatos termos do pactuado. o empreiteiro assume obrigação de resultado perante o dono da obra. II.uol. IV. VIII. o empreiteiro fornece a mão-de-obra e os materiais. é oneroso. do I.Quando. e não solene.sites. VII. http://leonardosakaki. a critério do empreiteiro. com a indenização do empreiteiro.com/leonardosakaki | @leosak . Empreitada sob administração: aquela em que o empreiteiro apenas administra os contratados pelo dono da obra.Pela morte do empreiteiro se for intuitu personae. III.br | leonardosakaki@uol.Depósito Conceito Contrato por meio do qual uma parte (depositário) recebe de outra (depositante) um bem móvel corpóreo. por parte do dono da obra. contrato pelo empreiteiro II. no decorrer dos serviços.br | 11 99610348 facebook. por seu vulto e natureza. III. por não serem exigidas formalidades específicas na contratação. resultante de causas geológicas ou hídricas.Por culpa do dono. VI. V. comprometendo-se a executar a obra inteira. forem desproporcionais ao projeto aprovado. pois ambas as partes têm benefícios e sacrifícios correspondentes.Pela falência do empreiteiro.Se as modificações exigidas pelo dono da obra. Empreitada mista ou de lavor e materiais: neste caso. os materiais são fornecidos pelo dono da obra. o qual também fornece os materiais. de modo que torne a empreitada excessivamente onerosa.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 274 as vantagens e os ônus.Pela onerosidade excessiva diante de fatos imprevisíveis ou não.Pela rescisão. ainda que o dono da obra se disponha a arcar com o acréscimo do preço. Empreitada de mão-de-obra ou de lavor: nesta. contratando os indivíduos que irão realizar a obra. Suspensão do I. ou por motivo de força maior. Aqui. Porém. o empreiteiro fornece a mão-de-obra.com. com a obrigação de guardá-lo.Por inadimplemento.com. e o dono da obra se opuser ao reajuste do preço inerente ao projeto por ele elaborado.

quando o exija o depositante. ou se houver motivo razoável de suspeitar que a coisa foi dolosamente obtida. assim como pelos lucros e roubos que perpetrarem as pessoas empregadas ou admitidas nos seus estabelecimentos. em seu nome. como no caso de incapacidade superveniente. . 652.com. dispõe que seja o depositário voluntário ou necessário.O depositário é obrigado a ter na guarda e conservação da coisa depositada o cuidado e dilidepositário gência que costuma com o que lhe pertence. o depositário que não o positário restituir quando exigido será compelido a fazê-lo mediante prisão não excedente a um ano. bem como a restituí-la. real e intuitu personae. se sobre ele pender execução.Com relação à liberdade do depositante para retomada da coisa.com/leonardosakaki | @leosak . Depósito miserável: ocorre por ocasião de calamidades. Depósito necessário ou obrigatório: Depósito legal: realizado no desempenho de uma obrigação decorrente de lei. e o depositário tiver sido cientificado deste fato pelo depositante. naufrágio ou saque. Prisão do de. CC. incêndio. Depósito do hospedeiro: diz respeito à bagagem dos viajantes ou hóspedes nas hospedarias onde eles estiverem. gratuito. como inundação. salvo se tiver o direito de retenção a que se refere o art. http://leonardosakaki. CC.uol. nesse mesmo estado se manterá. . . não poderá ele exonerar-se restituindo a coisa a este.br | leonardosakaki@uol. dica Espécies Depósito voluntário: resulta da autonomia privada.Mandato Conceito Contrato pelo qual uma pessoa (mandatário) recebe de outra (mandante) poderes para. Não sendo permitida qualquer alteração ou violação. As despesas de restituição correm por conta do depositante. do acordo de vontades das partes. negando-se o depositante a receber a coisa.br | 11 99610348 facebook. selado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 275 Natureza jurí.O que se entregou fechado. . a restituição da coisa deve dar-se no lugar em que tiver de ser guardada. Nesses caos. notificada ao depositário.Ressalvado acordo ou disposição em contrário. Obrigação do . praticar atos ou administrar interesses. o depositário entregará o depósito logo que se lhe exija. e ressarcir os prejuízos.com.Unilateral.Se a coisa houver sido depositada no interesse de terceiro. Os hospedeiros respondem como depositários.O art. com todos os frutos e acrescidos. 644. se o objeto for judicialmente embargado. ou lacrado. . o depositário é obrigado a se socorrer da primeira pessoa que aceitar o depósito salvador. sem consentimento daquele.sites. colado. ainda que o contrato fixe prazo à restituição.

oneroso e comutativo. Extinção I. mediante pagamento do prêmio. é obrigado a dar contas de sua gerência ao mandante.Pela mudança de estado que inabilite o mandante a conferir os poderes.uol.Pela revogação ou pela renúncia. obrigando-se para com terceiros com quem contrata. E. dica Espécies Comissões imperativas: não deixam margem de liberdade ao comissário.Comissão A comissão e o contrato pelo qual uma pessoa (comissário) adquire ou vende bens. . na conmandante formidade do mandato conferindo.Pelo término do prazo ou pela conclusão do negócio. sem qualquer restrição ou observação para a atuação dele. Além disso. salvo tendo culpa o mandatário. mas por ordem e por conta de outrem (comitente).Consensual. relativo à pessoa ou a coisa. não solene e personalíssimo.com.sites. sempre que não resultem de culpa sua ou de excesso de poderes.Unilateral. Conceito Comissões indicativas: há certa margem para atuação. contra riscos http://leonardosakaki. mas o comissário deve comunicar sua atuação ao comitente. III. e a mandatário indenizar qualquer prejuízo causando por culpa sua ou daquele a quem substabelecer. Obrigação do O mandante é obrigado a satisfazer todas as obrigações contraídas pelo mandatário. por qualquer título que seja. sem autorização. É uma representação indireta. em seu próprio nome e responsabilidade. poderes que devia exercer pessoalmente. transferindo-lhe as vantagens provenientes do mandato. Também deve pagar ao mandatário a remuneração ajustada e as despesas da execução do mandato. em troca de certa remuneração. .Pela morte ou interdição de uma das partes. IV. II.com/leonardosakaki | @leosak . quando o mandatário lhe pedir. pois o comissário não é o representante direto do comitente. consensual.com. a garantir interesse legítimo de outra pessoa (segurado).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 276 Natureza jurí. Natureza jurí. ou o mandatário para os exercer. ainda que o negócio não surta o esperado efeito. e adiantar a importância das despesas necessárias à execução dele. gratuito.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol. bilateral.Seguro Conceito Contrato pelo qual uma pessoa (segurador) se obriga. dica Obrigação do O mandatário é obrigado a aplicar toda sua diligência habitual na execução do mandato. Comissão facultativa: o comitente transmite ao comissário as razões de seu interesse no negócio. além disso. é obrigado a ressarcir ao mandatário as perdas que este sofrer com a execução do mandato.

Características A fiança dar-se-á por escrito. Efeitos http://leonardosakaki. cada fiador responde unicamente pela parte que. O fiador que pagar integralmente a dívida fica sub-rogado nos direitos do credor. A obrigação do fiador passa aos herdeiros. gratuito e personalíssimo. o fiador deve nomear bens do devedor. mas só poderá demandar cada um dos outros fiadores pela respectiva quota. Natureza jurí. Além disso.Bilateral. quando exceder o valor da dívida. Quando o credor.uol. podendo ser estipulada sem consentimento do devedor ou contra a sua vontade. o credor não pode ser obrigado a aceitá-lo se não for pessoa idônea.O contrato de fiança é acessório (sua existência pressupõe a existência um contrato principal dica entre credor e devedor). domiciliada no município onde tenha de prestar a fiança.br | 11 99610348 facebook. oneroso. primeiro executados os bens do devedor (tratando-se do chamado benefício de ordem). aleatório. se declaradamente não se reservarem o benefício de divisão. O fiador demandado pelo pagamento da dívida tem direito a exigir. Se for alegado. no caso de descumprimento. sendo que a parte do fiador insolvente distribuir-se-á pelos outros. unilateral. que seja. poderá ser de valor inferior ao da obrigação principal e contraída em condições menos onerosa. E se o fiador se tornar insolvente ou incapaz. formal. demorar a execução iniciada contra o devedor. e. quantos bastem para solver o débito. e (iii) se o devedor for solvente. Porém esse benefício não poderá ser levantado nos seguintes casos: (i) se o fiador o renunciou expressamente. compreenderão todos os acessórios da dívida principal. ou for mais onerosa que ela não valerá senão até o limite da obrigação afiançada. de uma garantia pessoal. lhe couber no pagamento.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 277 predeterminados.com. ou falido. Estipulado este benefício. dica . Natureza jurí. em proporção. (ii) se se obrigou como principal pagador. portanto. poderá o credor exigir que seja substituído. Quando for conjuntamente prestada a um só débito por mais de uma pessoa.Fiança Contrato em que uma parte (fiador) garante satisfazer a obrigação assumida por um devedor.com/leonardosakaki | @leosak . e não pode ultrapassar as forças da herança. Quando alguém houver de oferecer fiador.br | leonardosakaki@uol. Trata-se. até a contestação da lide. poderá o fiador promover-lhe o andamento. livres e desembargados. mas a responsabilidade da fiança se limita ao tempo decorrido até a morte do fiador.sites. sitos no mesmo município. ou devedor solidário.com. sem justa causa. desde a citação do fiador. e não se admite interpretação extensiva. inclusive as despesas judiciais. importará no compromisso de solidariedade entre elas. Conceito Não sendo limitada. e não possua bens suficientes para cumprira obrigação.

onde reside com sua família. aceitar amigavelmente do devedor objeto diverso do que este era obrigado a lhe dar. for impossível a sub-rogação nos seus direitos e preferências. porque Alexandre está livre para alienar o imóvel. pois a cláusula que proíbe o proprietário de alienar o bem hipotecado é nula. Consultando seu advogado. já que havia uma cláusula na escritura de instituição da hipoteca que o proibia de alienar o bem hipotecado. pois não é possível instituir hipoteca sobre bem de família do devedor hipotecário.uol. (C) está incorreta.sites. salvo o caso do mútuo feito a pessoa menor.com/leonardosakaki | @leosak . Se for invocado o benefício da excussão e o devedor. suficientes para a solução da dívida afiançada. uma vez que a hipoteca é nula. fica desobrigado: (i) se.11 Cláusulas de garantia Vícios redibitórios: vícios ou defeitos ocultos na coisa que a tornam imprópria para os fins a que se destina ou que diminuem o seu valor. Posteriormente. ficará exonerado o fiador que o invocou. o credor conceder moratória ao devedor. por fato do credor. se provar que os bens por ele indicados eram. cair em insolvência. e as extintas da obrigação que competem ao devedor principal. foi procurado por Amanda. porque em virtude da proibição contratual.br | leonardosakaki@uol. que estaria disposta a adquirir o referido imóvel por um valor bem acima do mercado. se não provierem simplesmente de incapacidade pessoal. ao tempo da penhora. na hipótese. porque a hipoteca instituída não produz efeitos. (ii) se. Alexandre ouviu dele que não poderia alienar o imóvel. (iii) se o credor. em pagamento da dívida.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 278 Extinção O fiador pode opor ao credor as exceções que lhe forem pessoais.com. A opinião do advogado de Alexandre (A) está incorreta. . Alexandre não poderia alienar o imóvel enquanto recaísse sobre ele a garanti a hipotecária. pois.2) Passando por dificuldades financeiras. ainda que depois venha a perdê-lo por evicção. Resposta: B 162. (B) está incorreta. sem consentimento seu.br | 11 99610348 facebook. Alexandre instituiu uma hipoteca sobre imóvel de sua propriedade. Código de Defesa do Consumidor Defeitos (fato do produto ou do serviço) Saúde Segurança Vícios Qualidade Quantidade Torna a coisa imprópria Ação redibitória para os fins a que se Não sabia do vício: desfazimento Sabia do vício: +perdas do negócio com a devolução do e danos http://leonardosakaki. O fiador. o direito real em garantia a ser instituído deveria ser o penhor.com. retardando-se a execução.Outros 26 (FGV – OAB 2010. ainda que solidário. (D) está correta.

Essa garantia pode ser ampliada. contados da entrega da coisa (tradição). A garantia pela evicção se estende para os bens arrematados em hasta pública.12 Extinção do contrato Resolução: não tem culpa de nenhuma das partes. não podendo ser superior a 1 ano para imóveis ou a 180 dias para móveis. Invalidade do contrato Nulo Anulável Resilição: desinteresse. 162. Caso fortuito. Nesse caso é possível a resolução (extinção) ou a revisão do contrato.br | 11 99610348 facebook. Evicção: é a perda da coisa por decisão judicial ou ato administrativo. Não cabe nos contratos de execução imediata) . Exemplo: locatário que adquire o imóvel locado. Quando o vicio por sua natureza só puder ser conhecido mais tarde.com/leonardosakaki | @leosak . diminuída ou afastada pela vontade das partes. 478.Torna a prestação excessivamente onerosa para um .com. Diminui o valor da coi. o prazo será contado da sua ciência. Deve haver previsão contratual. Sendo estes prazos decadenciais.Ação quanti minoris Não sabia do vício: abatimento Sabia do vício: + perdas as ou ação estimatória no preço (desconto) e danos.br | leonardosakaki@uol. . Relativo: ainda é possível cumprir a obrigação. A garantia para os vícios vale também para as doações onerosas.Vantagem extrema para o outro. pois há a vontade de uma das pares. Contrato é extinto por motivo alheio às partes. Exceções: quando o adquirente já estiver na posse do bem o prazo será reduzido à metade e será contado a partir da alienação. Distrato: resilição bilateral.uol. CC) .Contratos de execução diferida ou continuada (contratos que se prolongam no tempo. Força maior.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 279 destina preço devidamente corrigido. pois há o acordo de vontades Denúncia: resilição unilateral. Prazos: Regra: são divididos entre imóveis (1 ano) e móveis (30 dias).com. Resolução por onerosidade excessiva (art.Acontecimento extraordinário e imprevisível. Rescisão com culpa das partes Inadimplemento Absoluto: não é mais possível ou interessante ao credor cumprir a obrigação.sites. http://leonardosakaki.

surgem os elementos. Características: as hipóteses de responsabilidade por ato de terceiro são indicadas taxativamente no art. Quando o incapaz responder pelos prejuízos que causar. estabelece que os incapazes respondam: (i) se o responsável não tiver meios ou (ii) se o responsável não tiver obrigação. Diz o CC. Os incapazes têm uma responsabilidade subsidiária.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 280 163 Responsabilidade civil Fundamento: violação de um dever jurídico – pode acarretar obrigação de indenizar com a obrigação de indenizar. O agente que pratica o ato responde de forma subjetiva. É necessário.com. São as pessoas capazes que responderão pelo próprio ato. A simples violação do dever jurídico não é suficiente para caracterizar a responsabilidade civil do agente. Regra: responsabilidade por ato próprio – a pessoa que praticou a conduta responderá pelo dano. A responsabilidade dos incapazes ocorrerá quando o representante não tiver meios ou não for obrigado. estamos diante de uma imputação normativa.com. nexo causal e dano. O dano indenizável deve provocar uma diferença de status socialmente relevante deste bem. O art. Dano é uma lesão ou prejuízo a um bem juridicamente tutelado da vítima. Incapazes: ação subsidiária (art.br | 11 99610348 facebook. Nestas 2 situações o valor da indenização será fixado de forma equitativa. Subjetiva Conduta do agente Dano Nexo causal Culpa presumida Objetiva Conduta do agente Dano Nexo causal Não há culpa Conduta é um ato ou fato imputável a uma determinada pessoa. Em razão dessa ação ou omissão a pessoa vai responder. 932.br | leonardosakaki@uol. Teoria da causa adequada: nesta teoria.com/leonardosakaki | @leosak . Nexo causal: trata-se de uma relação lógico jurídica entre o dano experimentado pela vítima e a conduta imputável de determinada pessoa. já as pessoas indicadas no art. a configuração de diversos elementos. 928). a) responsabilidade pelo fato de terceiro: trata-se de uma modalidade de imputação em que uma pessoa responde por um ato praticado por outrem.Elementos: Essenciais: conduta. . Teoria da equivalência dos antecedentes ou Teoria sine qua non: para os seus adeptos. 932 http://leonardosakaki. que o lucro cessante deve ser razoável. todas as causas que propiciarem a ocorrência do evento danoso geram imputação de responsabilidade civil. Teoria da causa direta e imediata ou Teoria do dano imediato ou Teoria da interrupção do nexo causal (teoria adotada no Brasil – posição do STF): busca-se identificar a causa necessária ao evento danoso. Ocorre quando uma pessoa que não praticou uma conduta danosa passa a ser responsabilizada por uma conduta alheia. o valor da indenização será equitativo. no art. CC.sites. A razoabilidade é um conceito indeterminado que permite várias interpretações na sua aplicação. CC. 402. Neste caso. 928. a causa que permite imputação será selecionada por meio de um juízo valorativo do magistrado com base nas provas dos autos.uol. portanto.

Arts. 163. http://leonardosakaki.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 281 tem responsabilidade objetiva. porém interfere no quantum indenizatório. A empresa também tem responsabilidade. Ele responderá. art. culpa: desvio de padrão comportamental – imprudência. caput. Responsabilidade objetiva: independe da culpa nos casos fixados por lei ou nas hipóteses de responsabilidade por risco. 393. CC – objetos que caem ou são lançados de edifício – o responsável. 937. a culpa. nesta situação. exige um 4º. especialmente os locatários e comodatários. CC Culpa exclusiva da vítima. quantificação indenizatória. o direito de propriedade. imperícia ou negligência. b) responsabilidade pelo fato da coisa: hipóteses: art. e 389. art. 938.br | 11 99610348 facebook. O motorista tem responsabilidade por ato próprio e a empresa tem responsabilidade por ato de terceiro.2 Excludentes de responsabilidade civil Fatos ou atos que inibem a obrigação de indenizar. Culpa: trata-se de um desvio de padrão comportamental fixado pela lei ou pela sociedade. Dano material: atinge o ter. 927. ao dirigir.br | leonardosakaki@uol. a dignidade. CC – dano causado pelo animal – a responsabilidade é do dono ou do detentor. 927. O motorista responde de forma subjetiva e a empresa objetiva.uol. O grau de culpa é irrelevante para a caracterização da responsabilidade civil. acaba gerando lesão à vítima após uma colisão. 188. CC Caso fortuito e força maior – art. 389 e 395. qual seja.com. 163. 936. As hipóteses de responsabilidade por ato de terceiro não se confundem com a noção de concausalidade (causalidade múltipla) Exemplo: motorista. Dano moral: atinge o ser. Art. Arts.com/leonardosakaki | @leosak . 186. é o habitante da edificação. parágrafo único. Quanto à causa de origem: Responsabilidade extracontratual ou responsabilidade aquiliano: causa é o ato ilícito provocado pelo autor. CC – dano causado por ruína de edifício em razão da falta de reparos – o responsável é o dono do edifício ou da construção – a doutrina majoritária estende a responsabilidade aos possuidores em geral.com. Só que ele estava no exercício laboral a uma empresa. Arts. pois se trata responsabilidade por ato próprio. Responsabilidade contratual: causa é o inadimplemento contratual.sites. 186 e 187. Excludentes de ilicitude – art.1 Regimes de responsabilidade civil no CC Quanto à forma de imputação: Responsabilidade subjetiva: além dos elementos essenciais. O lucro cessante deve ser o razoável – expectativa provável de ganho.

também. propriedade. Especifico o gênero e a quantidade. causando um grave prejuízo. ou seja. apesar de ter agido em estado de necessidade. cabe ao devedor.br | 11 99610348 facebook. as obrigações são indivisíveis. 12 (FGV – OAB 2010.obrigação de fazer infungível ou personalíssima: apenas o devedor pode cumprir.com.br | leonardosakaki@uol. converto em perdas ou danos.com/leonardosakaki | @leosak . é correto afirmar que Ricardo (A) não responderá pela reparação do dano. temos a solidariedade ativa. em relação aos acessórios obrigacionais. e) obrigações solidárias: se dá pela conjugação de mais de um crédito ou mais de um débito na mesma relação jurídica. Observação: todas as obrigações. (D) praticou um ato ilícito e deverá reparar o dano. no direito civil. Como regra. O ato de escolha. b) obrigação de fazer e não fazer: o interesse do credor recai sobre o comportamento do devedor. . A cláusula de não indenizar só pode ser usado nos contratos paritários. (C) responderá pela reparação do dano.3) Ricardo. pois agiu em estado de necessidade.obrigação de dar coisa incerta: há uma especificação mínima. quando convertidas em perdas e danos. como regra.obrigação de dar coisa certa: há uma especificação da coisa. mas com restrições. A obrigação alternativa permite uma escolha da prestação que será cumprida. . . d) obrigações divisíveis e indivisíveis: possibilidade de fracionamento do objeto da obrigação. Quando tenho mais de um crédito. cabe ao devedor. como obrigação disjuntiva.com. (B) responderá pela reparação do dano. Quando tenho mais de um débito.sites. (ii) a solidariedade se estende na hipótese de inadimplemento. senão. ou de um direito real de uma determinada coisa. buscando evitar um atropelamento. Cláusula de não indenizar O sistema permite sua aplicação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 282 Apenas a culpa exclusiva da vítima permite a exclusão da responsabilidade. as partes têm as mesmas capacidades de negociar. que é a própria prestação. As obrigações nascem para serem cumpridas.obrigação de fazer fungível: pode cumprir o devedor ou um terceiro.uol. Como regra. Essa modalidade prevê duas ou mais prestações na mesma relação. c) obrigações alternativas: conhecida. resulta da lei ou de vontade das partes. a culpa concorrente funciona apenas para calibrar o valor da indenização. como regra. Resposta: B 164 Direito das obrigações (i) Modalidades obrigacionais a) obrigação de dar: envolve a transferência ou a transmissão da posse. Características: (i) solidariedade não se presume. assim. Esta escolha. realiza uma manobra e atinge o muro de uma casa. Em relação à situação acima. mesmo as indivisíveis. passam a ser tratadas como obrigações divisíveis. apesar de ter agido em legítima defesa. as obrigações são fungíveis. . dou origem à chamada solidariedade passiva. (iii) a solidariedade não se estende aos herdeiros. http://leonardosakaki.

Regime de bens.727 do Código Civil.com. Deveres pessoais entre os companheiros – art. 166 União estável – arts. 1. http://leonardosakaki. mas cada um busca e tem direito à felicidade individual. 226 .uol.com/leonardosakaki | @leosak . CF. Anaparental: formada por pessoas de uma mesma família. 1. O Código Civil permite a conversão da união estável em casamento. Na união estável a coabitação não é dever.sites. união estável e família mono parental (relação entre o genitor e a sua prole).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 283 (ii) Transmissão (iii) Pagamento / adimplemento (iv) Inadimplemento 165 Entidades familiares O Código Civil e a Constituição Federal não definem o que é a família. pressupõe uma convivência pública. constituição de família. Tipos de família: Matrimonial: casamento. Pluriparental ou mosaico: formada pelo casamento ou união estável mais de uma vez ao longo da vida com os respectivos filhos Eudemonística: os integrantes convivem juntos. – rol exemplificativo: casamento. 1. Informal: união estável. É um tipo de união estável de uma pessoa impedida. Este contrato tem que ser escrito. A Constituição Federal afirma que determinados grupos sociais serão enquadrados como entidades familiares.com.723 e ss do Código Civil É uma relação entre homem e mulher. A regra é da comunhão parcial. Não é necessária a escritura pública. A alteração desse regime pode ser feita através de contrato escrito que a doutrina chama de contrato de convivência. O Código Civil prevê a figura do concubinato.br | leonardosakaki@uol. contínua e duradoura com um objetivo. Art.724 do Código Civil. Monoparental: formado por um dos pais e os descendentes. A lei não estabelece um prazo mínimo.br | 11 99610348 facebook. Exemplo: duas irmãs. Art. mas que não descendem uma das outras.

indagando se tem direito a partilhar o imóvel adquirido por Jane na Barra da Tijuca em maio de 2005. (iii) ausência de vícios de vontade: erro (de pessoa) e coação. (b) para evitar a imposição de pena criminal.uol.2) Jane e Carlos constituíram uma união estável em julho de 2003 e não celebraram contrato para regular as relações patrimoniais decorrentes da aludida entidade familiar. (C) Carlos não tem direito a partilhar o imóvel adquirido por Jane na Barra da Tijuca em maio de 2005 porque. Jane adquiriu em maio de 2005 um imóvel na Barra da Tijuca. (B) Carlos não tem direito a partilhar o imóvel adquirido por Jane na Barra da Tijuca em maio de 2005 porque. Carlos tem direito a partilhar o imóvel adquirido por Jane na Barra da Tijuca em maio de 2005. muito embora o referido bem tenha sido adquirido com o produto de uma doação. não se aplica a sub-rogação de bens na união estável. Em 2010.sites.com. Tanto a CF quanto o CC permite dar efeitos civis ao casamento religioso. Se houver coeundi (impotência).com/leonardosakaki | @leosak . Para a validade do casamento. Esta união estável não configura o concubinato! 167 Casamento O casamento é um ato civil. conduz a anulabilidade do casamento.br | leonardosakaki@uol. temos uma série de requisitos: (i) capacidade: idade mínima de 16 anos (idade núbil). Com os R$ 100. aplica-se às relações patrimoniais entre os mesmos o regime da separação total de bens. que exclui dos bens comuns entre os consortes aqueles doados e os sub-rogados em seu lugar. 1. aplica-se às relações patrimoniais entre os mesmos o regime da comunhão parcial de bens. Esta capacidade comporta exceções: (a) gravidez. não pode casar.521 do Código Civil. Em março de 2005.com. 27 (FGV – OAB 2010.br | 11 99610348 facebook. Assinale a alternativa que indique a orientação correta a ser exposta a Carlos. Resposta: C 10 (FGV – OAB 2010.00 (cem mil reais) a título de doação de seu ti o Túlio. salvo contrato escrito entre os companheiros. Carlos procura um advogado.000. Se houver impotência generandi ou concipiendi: não é anulável.3) http://leonardosakaki. (D) Carlos tem direito a partilhar o imóvel adquirido por Jane na Barra da Tijuca em maio de 2005 porque.00 (cem mil reais). Causa nulidade. Jane recebeu R$ 100. O casamento religioso terá efeitos civis se tiver (i) registro e (ii) cumprir as exigências legais. Se a pessoa estiver separada pode ter união estável.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 284 Se a pessoa está separada judicialmente.000. de conformidade com a lei a fim de estabelecerem plena comunhão de vida. Jane e Carlos se separaram. em virtude da ausência de contrato escrito entre os companheiros. (A) Por se tratar de bem adquirido a título oneroso na vigência da união estável. Casamento do mesmo sexo: é nulo – é inexistente. Casamento é a união civil entre homem e mulher. (ii) ausência de impedimentos: todos os impedimentos estão previstos no art.

pretendem se casar. Se perder o prazo. seja o parentesco natural ou civil. com 65 anos de idade. Prazo: imprescritível. Após tal expedição. excepcionalmente há casos em que poderá – art. 1. Feito no cartório de registro civil das pessoas naturais ou cartório de registro civil no domicílio de qualquer um dos nubentes. será considerado nulo.uol. mas a capacidade matrimonial é limitada. é correto afirmar que Mathias e Tânia (A) deverão. (D) somente poderão se casar pelo regime da separação obrigatória de bens. (B) poderão casar-se pelo regime da comunhão parcial de bens. Impedimentos Os impedimentos proíbem a celebração do casamento. depende de autorização. improrrogáveis. Em caso de divergência ou recusa injusta dos pais ou representantes legais. Prazo de validade: 90 dias. Fica na porta do cartório por 15 dias e publicado em jornal. (C) poderão optar livremente dentre os regimes de bens previstos em lei. Resposta: C 167. solteira e capaz. devendo ser proposta ação declaratória de nulidade absoluta. Expedição da certidão de habilitação. desde que respeitada a autoridade competente do lugar. mediante a prévia demonstração da inexistência de prejuízo para terceiros. e Tânia.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 285 Mathias. por força de lei e independentemente da celebração de pacto antenupcial. o menor poderá solicitar ao juiz o suprimento da vontade dos pais ou representantes legais.br | 11 99610348 facebook. a celebração do casamento pode ser feita em qualquer lugar. celebrar pacto antenupcial optando expressamente pelo regime da separação de bens.com. conheceram-se há um ano e. Se mesmo assim o casamento for celebrado. A respeito da situação narrada.520. mas. Espécies de impedimentos: a) impedimentos resultantes de parentescos Ascendentes com os descendentes. devendo haver autorização judicial. devendo celebrar pacto antenupcial somente se escolherem regime diverso da comunhão parcial de bens. 16 ou 17 anos: tem idade núbio. com 60 anos de idade. < 16 anos: em regra não.com/leonardosakaki | @leosak . Documentos: certidão de nascimento e documentos de identificação. deve ser feito novo procedimento. agora. A habilitação é para verificar a capacidade matrimonial. solteiro e capaz. desde que obtenham autorização judicial. ou seja. CC – em caso de gravidez e evitar imposição e cumprimento de pena.com. http://leonardosakaki. necessariamente. > 18 anos: não depende de autorização.1 Habilitação Procedimento administrativo que tem por objetivo verificar a regularidade de um casamento pretendido.sites. Expedição de editais ou proclamas.

uol.sites. que conheceu em janeiro de 2010. Em 2008. por quem teve uma paixão fulminante e correspondida. não suportando ter sido enganado. na noite de Natal. Os irmãos unilaterais ou bilaterais e os demais colaterais até o 3º grau.3) João foi registrado ao nascer com o gênero masculino. O adotante com o filho do adotante. homem religioso e de família tradicional interiorana. ou seja.com. deseja a anulação do casamento. 13 (FGV – OAB 2010. pois o rompimento do vínculo matrimonial provoca a extinção do parentesco por afinidade na linha colateral.200/41 que autoriza o casamento em caráter excepcional quando comprovada. casou-se com Antônio. b) impedimento resultante de vínculo as pessoas casadas – proibição da bigamia. por exame.br | 11 99610348 facebook.com. Antônio. Em dezembro de 2010. Joana omitiu sua história registral por medo de não ser aceita e perdê-lo. Parentesco por afinidade em linha reta Bisavós Avós Pais Eu Filhos Netos Bisnetos Parentesco consangüíneo em linha reta Parentesco consangüíneo na linha colateral / transversal Tios-avós Tios Irmãos | Sobrinhos | Sobrinho-neto Primos O casamento com os cunhados é permitido.com/leonardosakaki | @leosak . mas não revogou o Decreto-lei 3. aos 18 anos. apenas foi lavrado um novo termo. a compatibilidade sanguínea. a tia de Joana revela a Antônio a verdade sobre o registro de Joana/João. inclusive. Em julho de 2010. O CC proíbe o casamento entre tios e sobrinhos. passando a adotar o nome de Joana.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 286 Os afins em linha reta Adoção: o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem foi cônjuge do adotante. fez cirurgia para correção de anomalia genética e teve seu registro retificado para o gênero feminino. Relações de parentesco Bisavós Avós Pais Cunhados Cônjuge Filhos Netos Bisnetos Parentesco por afinidade na linha colateral – limite 2º grau. No registro não constou textualmente a indicação de retificação. http://leonardosakaki. conforme sentença judicial.br | leonardosakaki@uol. até os cunhados.

doutrina e jurisprudência divergem sobre a sua extinção do ordenamento jurídico. Princípio de Saisine.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 287 Conforme a análise da hipótese formulada. há a transferência automática da posse e da propriedade dos bens do de cujus aos herdeiros. Características da herança: http://leonardosakaki. Nunca se discute culpa no divórcio. o que tornou insuportável a vida em comum do casal. 168 Divórcio Divórcio extingue o vínculo matrimonial.com. portanto. Resposta: B 167. (iii) encargos / gastos familiares. que ocorre com a morte do indivíduo. A legítima resulta da lei.com. 1. Atualmente o único requisito para o divórcio é a manifestação de vontade.1 Disposições gerais Regimes sucessórios: (i) Sucessão legítima: lei. (D) é nulo. (B) poderá ser anulado pela identidade errônea de Joana/João perante Antônio e a insuportabilidade da vida em comum. (b) questões profissionais.com/leonardosakaki | @leosak . De acordo com a capacidade de cada cônjuge.566 do Código Civil II – o dever de coabitação comporta exceções: (a) em cargos públicos (exemplo: militar). no Brasil) (ii) Sucessão testamentária: vontade. pois não houve a aceitação adequada. visto que Antônio foi levado ao erro de pessoa.br | leonardosakaki@uol. Quanto à separação.uol. A testamentária tem como resultado o vontade. (C) é inexistente. não há prazo para a sua argüição. com isso. 169 Direito das sucessões O CC disciplina dois regimes sucessórios: sucessão legítima e a sucessão testamentária.br | 11 99610348 facebook. 169. Abertura da sucessão. (ii) direção da família: tem que ser compartilhada.sites. (regra. é correto afirmar que o casamento de Antônio e Joana (A) só pode ser anulado até 90 dias da sua celebração. A alteração promovida pela EC66/10 retirou os prazos exigidos para o divórcio.2 Efeitos do casamento (i) deveres conjugais: art. permitindo novo casamento. (c) questões pessoais relevantes.

http://leonardosakaki. CC. (ii) Testamentários: são pessoas físicas. Pode o herdeiro vender algum bem antes da partilha? Jamais.sites. se dá mediante silêncio do herdeiro. – o cessionário não ostenta a qualidade de herdeiro. Porém podem ser objeto de invalidação (nulidade ou anulabilidade). a sobrepartilha.com. pessoas jurídicas (já constituídas ou criadas em razão do testamento) e a prole eventual (pessoas não concebidas – concepturos). tio-avô e sobrinhoneto). Quem pode fazer é o inventariante. Tanto a aceitação como a renúncia são atos irrevogáveis e irretratáveis.é indivisível até a partilha.é universalidade de direitos. pois precisava de dinheiro na hora.com. A doutrina classifica-os como atos puros. Podem ser: (a) necessários (cônjuges. (b) facultativos (colaterais até o 4 grau – irmãos. A cessão não transfere a qualidade de herdeiro – o sujeito morre. O que tem que fazer nesse caso? Uma nova partilha. terá a mesma aceita se permanecer inerte.br | leonardosakaki@uol.é um imóvel por equiparação. pois não admitem termo ou condição.é um condomínio entre os herdeiros. descobre-se que o pai tinha outro imóvel.com/leonardosakaki | @leosak . Renúncia só pode ser feita de forma expressa. tem 3 filhos e tem 2 casas.br | 11 99610348 facebook. Aceitação e renúncia da herança. por meio de um alvará expedido pelo juiz – em que os valores do bem são depositados nos autos do inventário. trânsito em julgado da partilha.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 288 . Esta quota representa uma fração do todo não atingindo um bem específico. . Após inventário. Herdeiros (i) Legítimos: são pessoas físicas com relação de parentesco ou mantém com o de cujus uma entidade familiar. pois esta condição é personalíssima e intransmissível. que substituirá um bem do acervo por outro. (ii) tácita. O herdeiro intimado para aceitar ou não a herança. Aceitação pode ser feita de forma: (i) expressa. . . que é um comportamento positivo – observação: a simples guarda provisória de bens ou atos relacionados ao funeral do de cujus não caracterizam a aceitação tácita. Cessão do quinhão hereditário: a cessão do quinhão hereditário tem como objeto a quota pertencente a um herdeiro.uol. Um deles resolveu ceder. tios e sobrinhos. inclusive parcelaridade. Art. 80. Tanto a renúncia como a aceitação são atos irrevogáveis após a sua realização. por instrumento público ou termo judicial. Direito de preferência/preempção: tem que dar preferência para os demais herdeiros. por escrito – por instrumento público ou particular. Outro adquiriu a parte dele. ascendentes e os descendentes). primos. É feita por instrumento público. (iii) presumida. Abertura da sucessão deverá ser feita no último domicílio do de cujus.

00.com. CC.000. Sucessão do companheiro – art. R$ 100. Observação: é importante observar que a existência de herdeiros legítimos limita a capacidade de dispor para preservar os interesses previstos em norma de ordem pública – reserva legítima. Moacir receberia R$ 300. terá direito a um terço da herança. Mário teve dois filhos: Paulo e Pedro.00. 1.000 (aquesto) de herança Observação: na hipótese de ocorrência do inciso I com o II. (B) A herança seria dividida em três partes de R$ 300. Nesse caso hipotético.000 da meação e 15.sites.000 (bens particulares) + 12.00. Mauro e Moacir. terá direito à totalidade da herança.uol. José.00. quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável.br | leonardosakaki@uol. cada um.000. terá direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída ao filho. E. a doutrina entende que é aplicável a solução do inciso I. casados pelo regime da comunhão universal de bens. A companheira recebe 30. III – companheira + outros parentes sucessíveis.000 de herança. inclusive os bens particulares.000 de herança. em razão de uma interpretação sistemática do art.se concorrer com outros parentes sucessíveis. Breno.se concorrer com descendentes só do autor da herança. E.não havendo parentes sucessíveis.000. tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um daqueles. E. 11 (FGV – OAB 2010.000 + 10. Bruno e Brian receberiam. as filhas de Moacir receberiam R$ 75. Exemplo: Bens particulares: 10. nas condições seguintes: I . em que há a meação. por fim. (C) Paulo e Pedro receberiam cada um R$ 150. Bens comuns (aquestos).com.000 de herança Filho 1 recebe 10.000.00. muito triste com a perda dos filhos. III . Em um acidente automobilístico.790.000. por fim. A companheira recebe 45. tiveram três filhos: Mário. Será ⅓.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 289 Observação: parte da doutrina entende que o companheiro(a) também ostenta a condição de herdeiro necessário. Paulo e Pedro receberiam cada um R$ 150. Breno.00. Isabel e Isolda receberiam cada uma a importância de R$ 150.br | 11 99610348 facebook.000. Mauro teve três filhos: Breno. Numa união estável há: Bens particulares. deixando um patrimônio de R$ 900.se concorrer com filhos comuns.000.000 de meação e 6. como ficaria a divisão do monte? (A) Josefina receberia R$ 450. Os filhos de Mauro receberiam R$ 50. A companheira receberá metade do que cada um dos filhos receber. cada um. 1. sendo 30. Moacir teve duas filhas: Isolda e Isabel.000.000 (bens particulares) + 12.000.000 (aquesto) de herança Filho 2 recebe 10.00 cada uma. R$ 100. 1.000. IV – não havendo parentes.00.000 Aquestos: 60. Bruno e Brian receberiam.000. Filho recebe 35.000. II – Ele tem dois filhos. ela recebe tudo.790.3) Josefina e José.00 cada um. Bruno e Brian. II .790.com/leonardosakaki | @leosak . faleceu logo em seguida.000. A companheira ou o companheiro participará da sucessão do outro. CC Art.00. por fim. Os filhos de Mário receberiam cada um R$ 75.00.00. morreram Mário e Mauro. http://leonardosakaki. IV .000 I – Eles têm um filho.

000. (C) Ana. assinale a alternativa correta. Marítimo – 2 testemunhas Militar – 2 testemunhas Aeronáutico – 2 testemunhas.3) Em relação aos alimentos. . 14 Vícios redibitórios (=vícios ou defeitos ocultos na coisa que a tornam imprópria para os fins a que se destina ou que diminuem o seu valor) e evicção (=perda da coisa por sentença judicial.2) Em 2004. Resposta: D 24 (FGV – OAB 2010.Anticrese: os frutos dos imóveis são dados em garantia . (B) Catarina.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 290 (D) Josefina receberia R$ 450.000.com.br | leonardosakaki@uol. Ordinários Público – 2 testemunhas Cerrado – 2 testemunhas Particular – 3 testemunhas ou nenhuma (em caso de morte) 171 Principais dicas . é por fato externo. . hipoteca e anticrese13).br | 11 99610348 facebook.Pignoratícia = penhor 172 Outros assuntos 16 (FGV – OAB 2010.com.000. é por culpa. (A) Rubens. A garantia de evicção pode ser afastada por cláusula contratual expressa).Direitos reais: tomar cuidado com 2 questões: aquisição de propriedade e os direitos reais de garantia (penhor12. Rubens. 15 Regular – com o cumprimento da obrigação. (A) Eles não servem apenas para garantir as necessidades básicas do alimentando.com/leonardosakaki | @leosak . Breno. Resposta: A 170 Testamento Especiais – valem por 90 dias.00. Joaquim. faleceu Joaquim. Em 2006.Responsabilidade civil. Sérgio faleceu. 13 12 http://leonardosakaki.Contratos: na teoria geral – efeitos contratuais14. arrependido. (ii) resolução. lavrou um testamento contemplando como sua herdeira universal Ana. Direito real que cai sobre frutos e rendimentos de um imóvel. nomeando como seu herdeiro universal Sérgio. Joaquim revogou o testamento de 2004.sites. é falta de interesse. mas também para preservar a condição social de quem os pleiteia. Em 2008. Bruno e Brian receberiam cada um R$ 50.00. e (iii) resilição. extinção dos contratos15. que não tinha herdeiros necessários.00. No mês de julho de 2010. Paulo e Pedro receberiam cada um R$ 75. Assinale a alternativa que indique a quem caberá a herança de Joaquim. deixando uma filha Catarina.uol. O único parente vivo de Joaquim era seu irmão. .00. Recai sobre bens móveis. (D) A herança será vacante. Moacir receberia R$ 150. Irregular: (i) rescisão.000.

uol. em razão da continuação do poder familiar que esses exercem sobre os filhos necessitados.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 291 (B) No atual Código Civil. não poder ser restituída ou compensável e ser intransmissível.sites.com.br | 11 99610348 facebook. (D) A possibilidade de os filhos maiores pedirem alimentos aos pais continua a existir após se atingir a maioridade. Resposta: A http://leonardosakaki. o cônjuge eventualmente declarado culpado pela separação não sofre qualquer restrição em seu direito de pedir alimentos ao outro cônjuge.br | leonardosakaki@uol. (C) A obrigação alimentar possui como característica básica ser irrenunciável.com/leonardosakaki | @leosak .

175 Jurisdição Conceito: dizer o direito.1 Características do direito de ação Direito fundamental previsto na CF A tutela deverá ser eficiente para tutelas reparatórias ou tutelas preventivas. (C) Se o vício se referir ao réu.br | 11 99610348 facebook.com. Direito autônomo e abstrato Independe do direito material. deve o juiz julgar a causa em seu desfavor. na hipótese de persistência do vício. deve o juiz aplicar-lhe multa por litigância de má-fé. (A) Se o vício se referir ao autor. Juiz. deve o juiz reputá-lo revel. (B) Se o vício se referir ao autor. O único caso em que o juiz age de ofício é no inventário.com/leonardosakaki | @leosak . (D) Se o vício se referir ao réu. 174. deve o juiz proferir o julgamento antecipado da lide. Atividade jurisdicional: solução de conflitos e administração de interesses. Princípios: (i) Princípio do acesso à justiça: qualquer pessoa tem o direito de procurar o Estado para que este desenvolva sua atividade jurisdicional. Ação é o direito de provocar o judiciário para obtenção de uma tutela jurisdicional. Direito subjetivo Depende da vontade do sujeito. Resposta: C 174 Introdução Lide – ação – jurisdição – processo – provimento judiciário (sentença) O juiz é inerte. Caso o juiz verifique que uma das partes é incapaz ou há irregularidade em sua representação.uol. Assinale a alternativa que indique a providência correta a ser tomada pelo magistrado. por meio de uma portaria abre o inventário.2) A capacidade é um dos pressupostos processuais. http://leonardosakaki.sites.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 292 DIREITO PROCESSUAL CIVIL 173 Pressupostos processuais 31 (FGV – OAB 2010.br | leonardosakaki@uol. deverá suspender o processo e marcar prazo razoável para que o defeito seja sanado.

(iii) Arbitragem: solução privada de um conflito. CPC: ação em que o réu for incapaz deverá ser promovida no domicílio do seu representante. Classificação: (i) Contenciosa: quando existe lide.sites. 94. Outros meios: (i) Justiça desportiva: art. Poderá ser declinado de ofício. (b) deve versar sobre direitos disponíveis. Poderá ser suscitado no prazo da contestação. (ii) Voluntária: não existe lide.com.br | leonardosakaki@uol. (ii) Mecanismo extrajudicial para inventário e divórcio.com/leonardosakaki | @leosak . Regras de competência territorial: (i) art. como. 95. 98.br | 11 99610348 facebook. (b) não pode existir conflito. Estado atua na solução do conflito. A justiça desportiva é competente para solucionar conflitos que envolvem o desporto.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 293 (ii) Princípio da inércia: o Estado só exercerá a atividade jurisdicional se for devidamente provocado (art. Competência absoluta Interesse público. Requisitos: (a) só pode envolver capazes. Requisitos: (a) só pode envolver capazes. por exemplo.com. http://leonardosakaki. A sentença arbitral não depende de homologação judicial: é irrecorrível. que é feito por um tabelião de notas. Poderá ser suscitado a qualquer momento. Por meio de petição simples. CPC: regra geral – domicílio do réu. 176 Competência Competência relativa é aquela fixada em razão do território ou do valor da causa.307/96. 217. O árbitro profere uma sentença. CPC: direito reais sobre imóveis deverão ser promovidas no local do imóvel – exemplo: ações possessórias. (iii) art.uol. Atos decisórios serão válidos. Trata-se de uma justiça privada. Por meio de exceção de incompetência. Lei 9. Estado atua na administração do interesse das partes. Admite-se ação rescisória. Exemplo: divórcio consensual. sendo feito uma escritura pública. situações de doping e regulamentos. Não se admite a ação rescisória. Competência absoluta é todas as outras hipóteses. Atos decisórios serão nulos. Poderá ser suscitado pelas partes. 2. (ii) art. CPC). Não poderá declinar de ofício. Não há juiz. Competência relativa Interesse das partes. Poderá ser suscitado pelo réu. CF. faz coisa julgada e constitui título executivo. há árbitro.

177. Prescrição.1 Condições da ação Condições da ação envolvem matéria de interesse público. Remota: fatos. inclusive ao próprio Estado. CF – princípio da inafastabilidade. http://leonardosakaki. 267.uol. Na legitimidade ordinária. Toda matéria que é de interesse público. sindicato. 5. As partes poderão suscitá-la a qualquer momento. são os casos de legitimação extraordinária. 177. poderá de ofício decretar. Causa de pedir: motivo que levou a pessoa ao judiciário.com.com. pertence a todos. Na legitimidade extraordinária. XXXV . Procedimento: elementos: Partes: autor e réu.sites. Pedido: é aquilo que levou a pessoa ao judiciário. XXXV. CPC.1 Carência da ação Ausência de uma das condições da ação. Mediato: bem da vida. Vínculo que reúne o autor e réu.1.1. Direito: Art.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. (i) ordinária: quando a parte é titular do direito. condomínio. Ministério Público. Existem situações em que a lei autoriza que aquele que busca o judiciário não tenha participado do direito material. a parte atua em nome próprio para defender um direito alheio. Nesse caso haverá a extinção do feito sem a resolução do mérito. de qualquer instância. Imediato: sentença que declare.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 294 177 Ação Ação é o direito subjetivo público de se deduzir uma pretensão em juízo. decadência e competência absoluta são também matérias de interesse público.a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. O juiz poderá reconhecer de ofício. O juiz. (ii) extraordinária: não é titular do direito. mas vai substituir o titular. Próxima: fundamentos jurídicos. Art. É matéria de ordem pública. então pode ser decretado de ofício.2 Condições da ação Legitimidade É a coincidência das pessoas que figuraram no direito material com aquelas que estão no processo. VI. Ação pode ser direito ou procedimento. 177. a parte atua em nome próprio para defender um direito próprio. condene ou constitua sobre o pedido mediato.

br | leonardosakaki@uol. Misto: vários autores e réus. Economia processual.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 295 Interesse Necessidade e adequação.br | 11 99610348 facebook.uol.Litisconsórcio multitudinário – art. 177.3 Litisconsórcio – art. Próxima: é a consequência jurídica do fato. CPC Poderá o juiz limitar o litisconsórcio facultativo quando pelo número excessivo de litigantes puder ocasionar prejuízo para a defesa ou para a rápida solução do litígio. http://leonardosakaki.2 Elementos da ação Partes Causa de pedir Remota: é o fato. 2 ou mais ações serão consideradas idênticas quando coincidirem os 3 elementos da ação (teoria da tríplice identidade).com. Exemplo: litisconsórcio necessário e intervenção de terceiros. . Quanto ao momento de formação: Inicial: formado no início do processo. Harmonia dos julgados. parágrafo único. Conexão ocorre quando entre 2 ou mais ações coincidir causa de pedir ou o pedido (objeto). CPC É a pluralidade de partes dentro do processo. Possibilidade jurídica do pedido O pedido será juridicamente possível quando aquilo que se busca no judiciário esteja previsto em lei ou não seja vedada por ela. Pedido Imediato: tutela. Ulterior: formado no curso do processo. usucapião de bem público.sites. 46. 177.com/leonardosakaki | @leosak .com. Passivo: vários réus. 177. Exemplos de pedidos impossíveis: cobrança de dívida de jogo. Mediato: efeitos práticos da tutela. casamento de pessoas do mesmo sexo e herança de pessoa viva.1 Classificação Quanto à posição do litisconsórcio: Ativo: vários autores.3. 46.

Exceção: art. Facultativo: o juiz poderá limitar o número de litigantes para tornar viável a ação. O juiz ordenará ao autor que promova a citação de todos os litisconsortes necessários. CPC: se os litisconsortes tiverem procuradores diferentes.com. Além de dispor sobre a capacidade processual e dos deveres de cada um. Posição dos litisconsortes: são litigantes unitários. Resposta: B 179 Intervenção de terceiros http://leonardosakaki.br | leonardosakaki@uol. CPC: a defesa de um aproveita ao outro. 178 Representação e partes 23 (FGV – OAB 2010. Se o litisconsórcio for simples. salvo atos urgentes a fim de evitar dano irreparável. 47. os atos e omissões praticados por um não atingem aos demais. disciplina sobre a constituição de representante processual e substituição das partes e dos procuradores. dentro do prazo que assinar. assinale a alternativa correta. poderá fazê-lo até a fase de saneamento. art. Parágrafo único. Simples.sites. 509. salvo na hipótese de ter comprovado que cientificou o mandante para que nomeasse substituto. salvo se a defesa for comum. 320.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 296 Quanto à uniformidade da decisão: Unitário: quando o juiz tiver o dever de julgar igual a todos.3) O Código de Processo Civil regulamenta como se dará a atuação das partes e dos procuradores em juízo. o recurso aproveita aos demais. CPC).com. só se a defesa for comum. mas as intimações somente informarão o nome do advogado quando tal dado estiver regularizado. a confissão de um afetará o outro. art. assistir o mandante nos dez dias subsequentes a fim de lhe evitar prejuízo. que será substituída pelo espólio ou por seus sucessores. suspendendo-se o processo e sendo defesa a prática de atos processuais. devendo. devem estar no processo. (C) O advogado poderá a qualquer tempo renunciar ao mandato. I. É um pressuposto processual de formação. deverá prestar caução e exibir o instrumento de mandato no prazo improrrogável de quinze dias. Há litisconsórcio necessário. por disposição de lei ou pela natureza da relação jurídica. mas os atos negativos são ineficazes (confissão). (A) Ao advogado é admitido procurar em juízo sem instrumento de mandato a fim de praticar atos reputados urgentes. entretanto. (B) O instituto da sucessão processual ocorrerá quando houver a morte de qualquer das partes. Art. Se o litisconsórcio for unitário. caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo. sob pena de declarar extinto o processo. Quanto à obrigatoriedade Necessário: pela lei ou pela natureza da lide. os atos positivos (contestar/recorrer) aproveitam aos demais. ou seja. 191. A respeito dessa temática. CPC. 350. art. (D) Caso o advogado deixe de declarar na petição inicial o endereço em que receberá intimação.uol. para tanto. CPC: se o litisconsórcio for unitário. Mas. os prazos serão contados em dobro. o juiz tiver de decidir a lide de modo uniforme para todas as partes. o que um faz não ajuda nem prejudica o outro (art.com/leonardosakaki | @leosak . Todas as pessoas que forem atingidas pela sentença diretamente.br | 11 99610348 facebook. 48. quando.

contestação. Por meio uma ação.Por meio de Facultativo. a) nomeação à autoria. 191. CPC17. de Por meio de Obrigatório. Facultativo nas demais hipóteses.com. Se for o réu. uma petição simples. uma petição Evicção 20 e seguradora. 21 Exemplo: várias pessoas contraíram uma dívida. 19 Exemplo: meu chefe fala para jogar entulho no vizinho e este me vê jogando o entulho.com/leonardosakaki | @leosak . petição simples. Nomeação à autoria No prazo defesa. Os opostos serão citados para se defender no prazo comum de 15 dias. http://leonardosakaki. Modalidade Simples ou litisconsorcial16. 18 Exemplo: caseiro.No prazo da mento ao gados ao processo. Dizer quem praticou o ato ilícito. de evicção. e c) denunciação à lide. Correção do pólo passivo. a) oposição. 20 Evicção é a perda da coisa por decisão judicial. ChamaTrazer os demais coobri. mas um só foi chamado. Tempo Qualquer mento. O assistente ingressa na ação para auxiliar uma das partes quando possuir interesse jurídico.uol. b) chamamento ao processo. Litisconsorcial: terceiro tem relação com as duas partes. (ii) Espontâneas: é aquela que é exercida pelo terceiro.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 297 Manifestação de terceiro que possui relação jurídica com as partes.sites. com sua conseqüente exclusão da lide. de Facultativo. e b) assistência Definição Interesse jurídico na vitória de uma das partes. Por meio de Facultativo. Há uma pretensão sobre o objeto da causa. quando o desfecho da demanda puder atingir interesse que lhe pertence. ou seja. Nomeio a autoria o meu chefe. Detentor 18 e cumpridor de ordens19. Simples: terceiro tem relação com uma parte. Não se aplica o art. 179. Instrumento Ingresso mo. O réu nomeia um terceiro para que figure no pólo passivo. Denunciação da lide 16 17 Por meio de Obrigatório uma petição na hipótese simples. Assistência Oposição Até a sentença.com. Coobrigado 21 e fiador22. Trazer terceiro garantidor do direito da parte. será na defesa.br | 11 99610348 facebook. Se for o autor que denunciar à lide será na petição inicial.1 Classificação (i) Provocadas: é aquela que é exercida pela parte.br | leonardosakaki@uol.

Entretanto. 179. com sua conseqüente exclusão da lide. 22 http://leonardosakaki. para o fim de auxiliá-la.sites.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 298 processo simples.3 Nomeação à autoria Trata-se de modalidade de intervenção de terceiros. sendo desnecessária sua apresentação. recebendo a petição. de forma que possui vínculo com o assistido e com a outra parte. desde que verificado o interesse jurídico. será deferida a intervenção do assistente.uol. uma vez que. 179. ingressa no processo como mero colaborador da parte. e seus atos são válidos independentemente de ratificação. Processamento A nomeação deverá ser requerida pelo réu no prazo da contestação. suspenderá o feito e determinará que o autor se manifeste. se as partes recusarem. os atos podem ser desfeitos se forem contrários ao assistido. será dada vista às partes para se manifestarem no prazo de 5 dias. quando o desfecho da demanda puder atingir interesse que lhe pertence. visto que. Eu demando contra o devedor e não contra o fiador. ocorre o simples ingresso.com/leonardosakaki | @leosak .2 Assistência Conceito Ocorre a assistência quando o terceiro tem interesse jurídico em que uma das partes vença a demanda. O devedor não pode chamar o fiador ao processo. o juiz determinará o desentranhamento da petição e da impugnação para processamento em apartado. Conceito Fiador pode fazer parte do pólo passivo.br | 11 99610348 facebook. Se as partes não impugnarem o pedido de ingresso do terceiro. em que o assistente ingressa na ação para auxiliar uma das partes quando possuir interesse jurídico. nesse caso. cujo objetivo é a correção do pólo passivo. se as partes concordarem. tendo interesse jurídico na decisão da causa.br | leonardosakaki@uol. quem decidirá é o juiz. Nada impede que eu entre com ação diretamente contra o fiador e este pode chamar o devedor ao processo. O réu aponta um terceiro para que figure no pólo passivo da demanda. Processamento O terceiro que desejar ingressar como assistente deverá requerê-lo através de petição dirigida ao juiz da causa. Assistência litisconsorcial ou qualificada: ocorre quando o assistente também é titular da relação jurídica com o adversário do assistido. ou seja. se o juiz deferir o pedido. Assistência simples ou adesiva: ocorre quando o assistente.com. se algum das partes alegar a ausência de interesse jurídico para intervir.com. É forma de intervenção de terceiro voluntária. ou seja.

sites. CPC. facultativo e ulterior. Exemplo 179. prevê a obrigatoriedade da denunciação da lide. formando-se litisconsórcio passivo. o denunciado citado apresentará contestação. quando do advento do CPC. Nos casos em que haja divisão da posse em direta e indireta.com/leonardosakaki | @leosak . 69. cumprindo o objetivo da nomeação. tendo novo prazo para tanto. devidamente citado.br | 11 99610348 facebook. Mero detentor: exemplo do caseiro – uma pessoa invade um terreno e neste coloca um caseiro para tomar conta. visto que a parte que deixar de denunciar a lide continua com o direito regressivo em face de terceiro. em atendimento ao princípio da economia processual. 70. Consiste numa modalidade de intervenção de terceiros considerada como uma lide secundária dentro da demanda originária. assume a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. O caseiro tem a posse e a pessoa que invadiu tem a detenção. Se apresentada pelo réu. denunciando o terceiro para que este componha a lide.4 Denunciação da lide Conceito É intervenção de garantia. se manifestam no sentido de que não existe obrigatoriedade. Permite que a parte traga ao processo garantidor do seu direito para que possa responder regressivamente. se o réu nomear pessoa diversa daquela que deveria nomear. Cumpre ressaltar que o art. qual seja a correção do pólo passivo. Evicção é a perda da coisa por decisão judicial. estando presente na demanda um terceiro que pleiteia a mesma posse. suspendendo-se o processo. No entanto. Se o terceiro reconhecer a qualidade que lhe é atribuída. Evicção do alienante na ação que terceiro reivindicar. A nomeação à autoria é obrigatória (art.com. o réu apresentará sua contestação. CC). posição não adotada pelo legislador em 1973. caput.uol. Ainda cumpre salientar que responde por perdas e danos aquele que não apresentou a nomeação quando lhe competia. evitam. ou. ingressará na lide. Pode ser apresentada tanto pelo autor quanto pelo réu. bem como a doutrina. assim uma ação de regresso.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 299 Sendo a nomeação recusada pelo autor. então. as partes.com. Exemplo http://leonardosakaki. desde há muito a jurisprudência.br | leonardosakaki@uol. Sendo apresentada pelo autor. Atenção: Dupla concordância: para que haja nomeação é necessária a concordância do autor e do terceiro. Mero cumpridor: exemplo: uma pessoa pede para o seu empregado jogar lixo no terreno vizinho. o fenômeno da extromissão. se pelo réu será pelo prazo de defesa. o denunciado. isso por que. nesta oportunidade. verificandose. Processamento A denunciação à lide é obrigatória e se formalizada pelo autor será com petição inicial.

5 Chamamento ao processo Conceito É praticado exclusivamente pelo réu. no prazo da contestação. caso contrário. http://leonardosakaki. formando-se. não será julgada simultaneamente. Fiador – devedor Fiador – fiadores Devedor – devedores Exemplo 179. ou seja. diferentemente das modalidades anteriores. condenando os réus ao cumprimento da obrigação. ampliando-se a relação processual de forma excepcional. visto que deverá ser julgada simultaneamente com a ação. facultativo e ulterior. os prazos serão contados em dobro. havendo procuradores diferentes para os litisconsortes. objeto da demanda. cujo objetivo é a formação de um litisconsórcio passivo. Saliente-se que é de iniciativa do terceiro. O chamamento ao processo é facultativo.br | 11 99610348 facebook. Permite que o réu traga ao processo os demais coobrigados que contraíram a obrigação. devendo se submeter ao mesmo procedimento da ação ordinária. o que poderá ocorrer num prazo máximo de 90 dias. em que o réu poderá denunciar a seguradora a fim de que ela integre o pólo passivo da demanda. Conceito Na oposição é formado litisconsórcio passivo e obrigatório. Processamento Trata-se de ação autônoma proposta perante o juízo da ação em trâmite. um título executivo. se for apresentada após a audiência. ficando apensada aos autos principais. CPC. tendo em vista que a provocação foi praticada pelo réu e.sites. apenas.com/leonardosakaki | @leosak . em regra.uol.com.6 Oposição Ocorre quando o terceiro ingressa no processo opondo-se à pretensão das partes no todo ou em parte.com. salvo se o juiz suspender o andamento da ação original. esta será proferida no caso de procedência. 191. o juiz determinará a citação do terceiro. sendo possível sua propositura até a sentença.br | leonardosakaki@uol. No que tange à sentença. quanto à contagem dos prazos. mas não foram demandados. pois as partes da ação originária figurarão no polo passivo (da oposição). Processamento Formulado pelo réu. 179. É intervenção de solidariedade. suspendendo o processo e aplicando o disposto no art. ou seja. apenas o autor pode modificar tal relação por ser dele a iniciativa do processo. A oposição poderá ser apresentada até a audiência de instrução e julgamento.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 300 Ação de reparação de danos causados por veículos terrestres.

prenomes. Litisconsórcio.os nomes. 180 Procedimento ordinário O procedimento ordinário desenvolve-se em 4 fases: Postulatória.com. Decisória. de acordo com reformas no CPC.com.uol. A petição inicial indicará: I . Julgamento conforme o estado do processo. que consiste na petição inicial e resposta do réu. Pode ser exercia pelo réu no prazo da contestação. a que é dirigida. VI . http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak .sites. CPC. domicílio e residência do autor e do réu. devendo ser apresentada na petição inicial.1 Requisitos Art.o fato e os fundamentos jurídicos do pedido.o pedido. 77. Envolve responsabilidade subsidiária. V . os opostos serão citados na pessoa de seus advogados para se defender no prazo comum de 15 dias. com as suas especificações. Litisconsórcio.1 Petição inicial Petição Inicial Citação do réu Contestação Saneamento do processo Provas Cumprimento 180. Não pode ser exercida pelo autor.o juiz ou tribunal. III .br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook. + Cumprimento de sentença.1. 282. IV .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 301 Com o ingresso da oposição. 180. 70. Exemplo: companhia de seguro.as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados. Instrutória. Chamamento ao processo Art. profissão. Pode ser exercia pelo réu no prazo da contestação. II . Exemplo: fiador que chama o locatário.7 Denunciação da lide e chamamento ao processo Denunciação à lide Art. 179. CPC. Envolve responsabilidade solidária.o valor da causa. estado civil. Pode ser exercida pelo autor.

caso contrário. uma vez que é ele que estabelece os limites da demanda. na medida em que o magistrado deverá decidir de acordo com este pedido.Ações universais: se não puder o autor individuar na petição os bens demandados. sendo o pedido um elemento da ação. deve estar seguro do objeto da demanda. Mesma hierarquia e é escolhido pelo réu. O juiz. Endereçamento É dirigida ao juiz ou ao tribunal. Exemplos: honorários advocatícios. Relacionado com as regras de competência. seja a capacidade de estar em juízo. Modalidade de pedido Alternativo (art. poderá decidir a lide de tal forma que não somente prejudique as partes. Nos termos do art. Exemplo: dano moral.o requerimento para a citação do réu. . compete ao juiz atribuir valor ao dano moral. Qualificação das partes Qualificação tem como objetivo verificar a capacidade processual das mesmas.br | leonardosakaki@uol. Art.Hipótese de reparação de danos: quando não for possível determinar de modo definitivo as consequências do ato ou fato ilícito.com/leonardosakaki | @leosak . Exceção: pedido implícito – é aquele que não precisa ser pedido para que seja analisado. II. CPC: pedido deve ser certo (expresso) e determinado (gênero e quantidade). Pedido Manifestação do autor ao juiz da solução que pretende para o caso concreto. CPC): ocorre pedido alternativo quando o réu tem à sua disposição 2 ou mais maneiras de cumprir a obrigação. refletindo ocorrência da litispendência. Causa de pedir É a somatória da exposição dos fatos e os fundamentos jurídicos do pedido. 286. ao julgar a causa.uol.com. CPC. Exemplo: petição de herança.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 302 VII . mas também a terceiros.br | 11 99610348 facebook. possui a finalidade de identificá-la. .sites. atualização monetária Atenção: há o pedido determinável – pedido genérico: .Quando depender de um ato a ser praticado pelo réu: nas ações de prestações de contas o valor devido dependerá daquilo que o réu apresentar no judiciário. http://leonardosakaki.com. da perempção e da coisa julgada. visto que. pois. seja a capacidade de ser parte. 286. 288.

com/leonardosakaki | @leosak . o de maior valor. a sucumbência é recíproca. e) quando o litígio tiver por objeto a existência.br | leonardosakaki@uol. mesmo que entre eles não haja conexão. mas acolher o segundo. o valor do contrato. fico satisfeito com B. cujo valor do aluguel corresponderá a uma anuidade. d) se houver também pedido subsidiário. mas se A não for possível. como. Importante: na cumulação subsidiária. Para haver cumulação. a soma de 12 prestações mensais pedidas pelo autor.decorrer do mesmo fato. CPC): nas relações de trato sucessivo o autor formulando a primeira parcela. nas ações com base na lei de locação. o mesmo juízo deve ser competente e o mesmo procedimento. só que para alcançar A. a quantia correspondente à soma dos valores de todos eles. g) na ação de divisão.com. f) na ação de alimentos. Atenção ao art. . http://leonardosakaki. CPC): nessa modalidade. 258 e 259. a estimativa oficial para lançamento do imposto. todas as demais serão devidas de pleno direito.Cumulação sucessiva: autor quer A. a soma do principal. se o juiz rejeitar o primeiro pedido. Exemplo: investigação de paternidade para requerer alimentos. No pedido subsidiário. modificação ou rescisão de negócio jurídico. CPC Deverá corresponder ao proveito econômico da demanda. c) sendo alternativos os pedidos. de demarcação e de reivindicação. há uma escala de interesses. CPC. o valor do pedido inicial. a) nas ações de cobrança de dívida. por exemplo.Cumulação alternativa: quero A ou B.Cumulação simples: quero A+B. somente será analisado o pedido subsidiário se negado o principal. . Os pedidos devem ser compatíveis . juiz diz que é improcedente. §2. Prestações periódicas (art.br | 11 99610348 facebook. Se o autor tivesse entrado com uma ação pedindo só A. 292. 292. 290. cumprimento. Exemplo: alimentos. CPC): é a possibilidade de cumulação dentro do mesmo processo de 2 ou mais pedidos para que o magistrado analise a todos.com.sites. Valor da causa – arts. . 289. A forma de cumprimento da obrigação vai depender da vontade do réu. . quando rejeita A e acolhe B.Cumulação subsidiária: eu quero A. a sucumbência será recíproca. Constitui modalidade de pedido implícito. Cumulados (art. validade. ou seja.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 303 Sucessivo (art. quem paga a sucumbência é o autor. da pena e dos juros vencidos até a propositura da ação. salvo nas hipóteses que não tenham conteúdo econômico ou nas ações que tenham previsão legal específica. Assim. cada parte arcará com as suas custas e honorários advocatícios. Se o autor tivesse pedindo só B e ganhasse. quem paga a sucumbência é o réu. b) havendo cumulação de pedidos. antes precisa de B.

Por meios eletrônicos: art.br | leonardosakaki@uol. 227. CPC: quando o réu não tiver domicílio certo. 180.3 Resposta do réu 180. Será por oficial de justiça quando frustrada a citação pelo correio. bem como nomear assistentes e formular quesitos na própria inicial. nos casos previstos em lei (exemplo: ação de usucapião – art. devendo o autor manifestar-se no prazo de 5 dias.uol. 942. Por edital: art. A citação será feita pelo correio para qualquer comarca do país. visto que a ele pertence o ônus da prova. 231.com. salvo as provas documentais que deverão ser juntadas na própria inicial e nos casos em que a lei dispuser de outra forma – como no rito sumário – no qual o autor deverá apresentar o rol de testemunhas. 222.2 Citação Real Citação Ficta Edital Hora certa Correio Oficial Citação ficta: ao réu citado de forma ficta. Requerimento para citação do réu 180. Provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados O autor deverá. quando o réu for desconhecido. será autuada em apenso. quando houver requerimento expresso na petição inicial ou nos demais casos previstos em lei. quando for ré pessoa de direito público. CPC. CPC. 154.sites.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 304 Impugnação ao valor da ação deve ser apresentada em peça separada. será nomeado um curador especial Citação pelo correio é a regra. CPC). se recebida. art. CPC: ocorre quando o oficial de justiça comparece por 3 vezes na casa do réu. parágrafo único.1 Contestação É uma defesa: http://leonardosakaki. Exemplo: quando for réu o incapaz ou menor. indicar as provas que pretende produzir.br | 11 99610348 facebook. que tem domicílio certo e presume a ocultação da citação.3.com/leonardosakaki | @leosak . a qual. Por hora certa: art. na petição inicial.

Resposta: D Convenção de arbitragem: das 11 preliminares previstas no art. por inércia do autor.2) A incompetência do juízo.br | leonardosakaki@uol. CPC – preliminares: envolvem questões processuais. b) defesa de mérito. Perempção: art. CPC. da incompetência absoluta e da relativa.br | 11 99610348 facebook. Extinção sem resolução do mérito. Ocorre quando o autor promove pela 4ª vez a mesma ação sendo que nas 3 vezes anteriores o processo foi extinto por falta de andamento processual. 301. Carência da ação: quando ausente uma das condições da ação – legitimidade.com/leonardosakaki | @leosak . parágrafo único. 10 envolvem matéria de interesse público e uma (convenção de arbitragem) é de interesse das partes. O Código trata. o juiz remetera os autos ao juiz competente. 32 (FGV – OAB 2010. pode assumir duas feições. A respeito dessas modalidades de incompetência. Extinção sem resolução do mérito. motivo pelo qual prescrição e decadência são matérias alegadas na defesa de mérito. ocorrerá a preclusão.com. ele poderá suscitá-la em outro momento. portanto se o réu não argüir na preliminar. 268. http://leonardosakaki. (D) A incompetência absoluta é alegada como preliminar da contestação ou por petição nos autos. não há preclusão. Art. assinale a afirmativa correta. se o réu não arguí-la na preliminar. Incumbe ao réu contestar. considera-se inepta a petição quando da narração dos fatos não decorrer logicamente o pedido. (B) A incompetência relativa sempre pode ser conhecida de ofício pelo juiz. A matéria de interesse público pode ser declinada de ofício pelo juiz ou alegada pelas partes a qualquer momento. ou seja. (A) A incompetência relativa pode ser alegada a qualquer tempo. parágrafo único. (C) A incompetência absoluta gera a nulidade de todos os atos praticados no processo até seu reconhecimento. 301. Incompetência absoluta: acolhida esta preliminar. CPC.sites.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 305 a) defesas preliminares (art. isto é. tal como prevista no CPC. A matéria de interesse das partes não pode ser declinada de ofício pelo juiz e. então.com. 301. Inépcia da petição inicial: entre outras hipóteses previstas no art. de acordo com a natureza do vício e ainda com as consequências advindas de tal reconhecimento. Ônus da impugnação específica. CPC. 295. Princípio da concentração – este princípio estabelece que a defesa preliminar e a defesa de mérito deverão ser apresentadas conjuntamente no mesmo instrumento processual. interesse de agir e possibilidade jurídica do pedido.uol. CPC) – a extinção do feito pelo acolhimento de uma preliminar será sempre sem a resolução do mérito.

2 Reconvenção Tem natureza de ação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 306 Princípio da eventualidade – este princípio estabelece que a defesa de mérito só será analisada pelo juiz se eventualmente a defesa preliminar for rejeitada. Não cabe reconvenção no Juizado Especial Cível e no rito sumário. ele proferirá uma sentença. 37 (FGV – OAB 2010. Não é requisito da reconvenção contestação. A extinção da ação não acarretará a extinção da reconvenção. o prazo será computado em dobro – art. Embargos não tem natureza de contestação. Pólo passivo – autor reconvindo. podendo ser oral. a revelia produz seus efeitos normalmente. 188. Atenção: Execução não tem contestação! Execução deve ser embargado. Deve ser apresentada no prazo da contestação através de uma petição autônoma. Litisconsortes com procuradores diferentes. Em preliminar de contestação. o prazo será em quádruplo. Se o juiz julgar ao mesmo tempo a ação e a reconvenção. Fica tudo junto no mesmo processo. recebendo-o no estado em que se encontrar.br | 11 99610348 facebook.uol.2) Acerca da revelia. Art. 180. correrão os prazos independentemente de intimação. devidamente citada. Contestação no rito sumário deve ser apresentada na audiência. ainda que tenha patrono constituído nos autos. (B) ainda que o litígio verse sobre direitos indisponíveis.com/leonardosakaki | @leosak . O prazo para contestar uma cautelar é de 5 dias.sites. Se for parte a Fazenda Pública ou o Ministério Público. mas não apresentou a sua defesa. Intimado o recovindo para se manifestar. Foi citado.com. a ré oferece contestação e reconvenção. Pólo ativo – réu reconvinte. É autuada nos mesmos autos da ação.com. Resposta: D O prazo comum para a contestação é de 15 dias.3. Revelia: Ausência de defesa. Catarina informa a existência de causa que poderá produzir a extinção do processo sem resolução do mérito. (C) contra o revel. (D) o revel pode intervir no processo em qualquer fase. Recurso será em dobro. Efeitos: presunção da veracidade dos fatos alegados pelo autor.3) Na ação proposta por Jofre em face de Catarina. é correto afirmar que: (A) a revelia se dá com a não apresentação de exceção ou de reconvenção no prazo da resposta. o revel apenas será intimado dos atos processuais se possuir advogado nos autos. CPC. ele deverá http://leonardosakaki. 22 (FGV – OAB 2010. em trâmite sob o rito comum ordinário. O prazo para contestar no rito sumário é na audiência. 191. CPC.br | leonardosakaki@uol. Não é na contestação.

se a alegada causa de extinção assim for reconhecida. um advogado. Exceção de suspeição Princípio da imparcialidade.uol. Exceção de impedimento Ocorre quando o juiz é cônjuge ou parente das partes ou dos advogados. (B) aguardar a manifestação do juiz. Resposta: B 181 Competência http://leonardosakaki. a reconvenção obrigatoriamente será extinta sem resolução do mérito em razão da conexão entre essa e a ação principal. hipótese em que estará o juiz obrigado a dispensá-la. que será ouvida após a audiência. alegando ainda que Catarina deveria ter formulado pedido contraposto. (C) contraditar a testemunha. que.sites. (D) requerer a extinção da reconvenção. destina-se às ações dúplices. Se o réu não apresentar a exceção de incompetência ocorrerá a preclusão. O juiz proferirá decisão interlocutória para julgar a exceção de incompetência – caberá agravo.4 Exceções Exceção de incompetência Ato do réu em que se discute competência relativa. durante a audiência de instrução e julgamento. Resposta: A 180. (D) contraditar a testemunha. (C) peticionar ao juiz da causa alegando inexistência de citação do reconvindo. Objetivo é a modificação da competência. ser necessária e imediatamente interrompida. desde que o magistrado fundamente sua decisão de ouví-la. que mesmo assim poderá ser ouvida como informante do juízo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 307 (A) apresentar contestação à reconvenção no prazo de 15 dias.br | leonardosakaki@uol. Suspende o processo para julgamento da exceção de incompetência. nesse caso.2) Se.br | 11 99610348 facebook. esse advogado deverá: (A) contraditar a testemunha.com. sem a presença das partes. já que. Apresentada através de petição autônoma. visto que a extinção da ação proposta por Jofre não obsta o prosseguimento da reconvenção aforada por Catarina. Pode haver amizade com o juiz. requerendo que ela seja regularizada para que possa responder à reconvenção. entende que a testemunha arrolada pela parte contrária mantém com essa vínculo estreito de amizade e que seu depoimento pode ser tendencioso. Envolve amizade – juiz com as partes. devendo a audiência. É autuada apensada. visto ser medida incompatível com o rito processual ordinário. por sua própria natureza.com.com/leonardosakaki | @leosak . 38 (FGV – OAB 2010. exercendo seu mister de bem defender os interesses de seu cliente. (B) contraditar a testemunha.

com. 182 Provas em espécie Quando de fala em provas. vê a necessidade de ver o estado em que o menor se encontra na casa da mãe. Provas orais: (i) esclarecimentos periciais. uma parte não ouve a parte da outra. As partes não podem derrogar23. de ofício.com. 24 23 http://leonardosakaki. Juiz não pode reconhecer Será por meio de exceção de incompetência. Exceção: art. inspeção judicial e oral. 112. autor e réu. parágrafo único: contrato de adesão com cláusula de foro abusiva. O autor poderá apresentar novas provas durante o decorrer do processo. Isso acontece principalmente nas ações possessórias. por exemplo.uol. Provas documentais: documentos. pois a prova.com/leonardosakaki | @leosak . Honorários periciais: normalmente quem paga é quem requer as provas periciais. Exemplo: uma instituição financeira firma um contrato de adesão. Territorial Relativa. Só poderá ser apresentado se houver o deferimento pelo juiz. se o juiz determina a produção de provas periciais. (ii) depoimento pessoal das partes. na frente do juiz.br | leonardosakaki@uol. e-mails. lembramos de grandes casos que são divulgados na imprensa – processo penal. e o réu junto à contestação. A objeção pode ser alegada em preliminar de contestação. São produzidas na audiência de instrução. no caso de ação em que o pai pleiteia guarda do menor. A objeção pode ser alegada a incompetência de ofício. em tese. quem arcará com os honorários periciais é o autor. mas as provas no processo civil também são importantíssimas. O juiz pode contrariar o que indica a prova pericial. O juiz não é obrigado a homologar os laudos periciais. nesta ordem. durante uma audiência. ou seja. visto que a prova pericial faz parte de um conjunto probatório. Como qualquer outra prova. Inspeção judicial: o juiz se desloca até o local dos fatos. normalmente. vistoria ou avaliação) pela inspeção. Pretendemos convencer o juiz acerca da verdade dos fatos. qualquer momento. Testemunhas é uma pessoa imparcial. 114 do Código Tribunal de Justiça. Juiz pode reconhecer a Arguiu-se por objeção. nas ações que envolvem guarda de menores etc. não pode ter envolvimento direto As partes não podem abrir mão da incompetência. colocando o foro de eleição na cidade da instituição. Mas esta inspeção tem um limite: a prova técnica – não pode substituir a prova pericial (exame.24 de Processo Civil). interessa ao autor. o juiz poderá fazer de ofício. podendo o mesmo determinar novas provas periciais. pericial. Se a parte não usar a exceção de incompetência cio. Quem presta (ii) são as partes. Súmula 33 Superior acarreta prorrogação da competência (art. desde que este seja um documento novo. Valor da causa No Juizado Especial Federal a competência do valor é absoluta. As partes podem derrogar (foro de eleição). Entra-se com ação no foro eleito pelo banco. o juiz. Exemplo: documental. no prazo de a incompetência de ofí.sites. o juiz analisa a prova dentro de um conjunto probatório. aquele documento que não tive acesso ou não existia no momento em que eu deveria ter apresentado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 308 Material Funcional Absoluta. A pessoa descumpre o contrato.15 dias. (iii) oitiva de testemunhas. remete os autos ao domicílio do cliente.br | 11 99610348 facebook. Deverão ser apresentados junto à petição inicial. alegando que a mãe não possui condições de criar o filho. Nasce ao banco o direito de entrar com ação contra o cliente. O juiz. vídeos.

Art.uol. CPC. Decisão Além: ultra petita.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 309 com a causa.br | leonardosakaki@uol.com. sob pena de o depoimento não ser considerado. 267.3) A inspeção judicial está prevista no Código de Processo Civil como uma das modalidades de produção de provas no processo de conhecimento. Aquém: citra petita ou infra petita. assim como as partes podem assistir ao ato. 267 e 269. no entanto em certos casos. 267. 162. desistência da ação Art. Art.com. 269. sob pena de ser processada pelo crime de falso testemunho. por isso. não se admitindo. CPC: sentença é o ato do juiz que implica alguma das situações dos arts. portanto. A respeito de tal medida. (A) A inspeção judicial poderá ser realizada em qualquer fase do processo a fim de esclarecer fato que interesse à decisão da causa. prestar esclarecimentos e fazer observações que reputem de interesse para a causa. CPC: prescrição e decadência. assinale a alternativa correta. tem o compromisso de dizer a verdade.sites. renúncia do direito. CPC. como no rito sumário e no JEC. CPC: carência da ação. CPC. 269. §1. Objetivos: relatório.com/leonardosakaki | @leosak . mas o juiz somente poderá agir a requerimento da parte. (C) O juiz poderá ser assistido de um ou de mais peritos quando realizar a inspeção direta. (D) O auto circunstanciado que será lavrado tão logo seja concluída a inspeção judicial terá valor de prova e. http://leonardosakaki. (B) A inspeção judicial de coisa será realizada quando não puder ser apresentada em juízo sem consideráveis despesas ou graves dificuldades. Resposta: C 183 Sentença Art. admite-se fundamentação concisa. a inspeção somente poderá ser realizada na fase probatória do processo cognitivo. Hipóteses: Art. Cabe embargos de declaração. Infra: há omissão. 24 (FGV – OAB 2010. Definitiva: há resolução do mérito. Classificação: Terminativa: extinção sem resolução do mérito. Fora: extra petita. Requisitos Subjetivos: a sentença deve ser clara e lógica. Ultra e extra: sentenças nulas. fundamentação e dispositivo. A fundamentação é obrigatória.br | 11 99610348 facebook. a inspeção de pessoas.

Material: quando há resolução do mérito. Classificação: Formal: quando há extinção sem resolução do mérito. (ii) Suspensivo: o processo ficará suspenso ou a decisão recorrida não produzirá efeitos até o julgamento do recurso. o recurso não será recebido (deserto). pode ser exigível o valor das custas.1 Efeitos (i) Devolutivo: a matéria da decisão alcançada pelos recursos deverá ser analisada novamente pelo juízo ad quem. se a parte recolher um valor insuficiente.uol. O beneficiário da justiça gratuita não tem isenção. Deve ser demonstrado não ato da interposição.com/leonardosakaki | @leosak . no entanto. A coisa julgada serve para dar segurança jurídica das decisões judiciais. pois o direito e o mérito já foram analisados.br | 11 99610348 facebook. o juiz concederá 5 dias para que a parte recolha a diferença. Autor poderá promover nova ação. há suspensão. Se o recorrente não recolher o preparo. http://leonardosakaki.sites. a partir do momento em que não cabe mais nenhum recurso. ou seja. 185 Recursos 185.com. Autor não poderá promover nova ação. (ii) 2ª fase: juízo de mérito.br | leonardosakaki@uol. pois se num momento futuro (até 5 anos) a situação financeira de ele mudar.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 310 184 Coisa julgada Ocorre a partir do trânsito em julgado.com. Todo recurso tem 2 fases: (i) 1ª fase: juízo de admissibilidade. Pressupostos de admissibilidade: destacam-se 2 – preparo (recolhimento de custas) e tempestividade.

Efeitos Regra: Duplo. 15 Admissibilidade é feito pelo próprio tribunal recorrido. Relator pode converter agravo de instrumento em agravo retido. certidão de intimação. Recurso Extraordinário Acórdão que violar a Constituição Federal. Posso entrar com medida cautelar.br | 11 99610348 facebook.27 Repercussão Geral. Quem julga o mérito é o Supre- Devolutivo. contradição ou omissão. 25 http://leonardosakaki. As peças serão declaradas autênticas pelo próprio advogado sob sua responsabilidade pessoal. desde que provado pelo agravado.. 543A. ---- Embargos infringentes Embargos de declaração Decisão não unânime que reformar. 543B.28 15 Admissibilidade é feito pelo próprio tribunal. (iii) Acessoriedade – agravo só sobe se a apelação subir.uol. importa no não conhecimento do recurso. Não há preparo e não há contraditório. Posso entrar com medida Efeito infringente ou modificativo: quando o juiz ao julgar os embargos modifica a sua decisão. (i) É dirigido para o próprio juiz da causa no prazo de 10 dias. Qualquer decisão interlocutória que tiver urgência (exemplo: liminares) será agravo de instrumento. Quem julga o mérito é o Superior Tribunal de Justiça. Efeito interruptivo: o protocolo dos embargos interrompem a contagem de prazo para interposição de outros recursos. §1 e art.sites. procurações. Quem julga o mérito é o tribunal. Dessa decisão cave agravo interno. Dessa decisão não cabe recurso. no prazo de 5 dias.com/leonardosakaki | @leosak . os embargos sempre interrompem a contagem de prazo para interposição de outros recursos. Só se aplica para Recurso Extraordinário. retido e oral. cabe embargo de declaração prequestionadores.26 Recurso Especial Acórdão que violar lei federal. Desta omissão. Devolutivo. Observações Art. (iii) Será sorteado novo relator para julgar o recurso.br | leonardosakaki@uol. 5 Admissibilidade e o mérito pelo prolator a decisão. Interruptivo. Salvo a intempestividade. Prazo 15 Competências Admissibilidade pelo juiz da causa. suspende o prazo. suspende o prazo.. Poderá o tribunal. 518.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 311 Cabimento contra. 10 Admissibilidade é feita pelo relator. 515 §3 do Código de Processo Civil. Admissibilidade é feita pelo relator. ao receber uma apelação contra sentença sem mérito julgar desde já a lide se julgar matéria de direito e estiver madura para julgamento. (ii) Da decisão que indeferir liminarmente o recurso caberá agravo interno no prazo de 5 dias. Decisão que tenha obscuridade. (iv) O agravo será apreciado em preliminar de apelação. Exceção: no JEC. Peças obrigatórias: decisão agravada. Ativo. Exceção: devolutivo. Apelação Sentença. Suspensivo. Agravo de instrumento Decisão interlocutória25.com. em grau de apelação a sentença de mérito ou que julgar procedente a ação rescisória.. Quem julga o mérito é o tribunal. Prequestionamento. 15 Os mesmos da apelação. 28 As decisões de colégio recursal cabe recurso extraordinário e não cabe especial. (vi) Nas AIJ o agravo será. 26 No Juizado Especial Cível não há efeito interruptivo. (v) Deve o recorrente requerer na apelação a análise do agravo. O agravante tem o prazo de 3 dias para comunicar ao juiz da causa acerca da interposição do recurso. 10 Admissibilidade é feita pelo juiz da causa. (ii) Comporta retratação.com. Decisões de urgência e decisões após a sentença. Quem julga o mérito é o tribunal. Poderá o juiz não receber a apelação se a sua sentença tiver por base súmula do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal. necessariamente. Nesses casos deve haver contraditório. O não cumprimento do disposto nesse art. Súmulas 634 e 635 do STF. Agravo Retido Decisão interlocutória. Quem julga o mérito é o tribunal. não interrompe. Cabe pedido de reconsideração. (i) Os embargos serão endereçados ao próprio relator no prazo de 15 dias. 27 Prequestionamento é a exigência que a matéria objeto de recurso tenha sido decidida no acórdão recorrido.

2 Apelação Cabimento contra sentença. Catarina informa a existência de causa que poderá produzir a extinção do processo sem resolução do mérito. além do nome e endereço dos advogados que atuam no processo.3) Na ação proposta por Jofre em face de Catarina. assinale a alternativa correta a respeito da consequência processual decorrente. requerendo que ela seja regularizada para que possa responder à reconvenção. o exercício do juízo de retratação pelo magistrado. A petição está. a ré oferece contestação e reconvenção. apenas. cautelar.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 312 mo Tribunal Federal. (A) Haverá prosseguimento normal do recurso. o juiz profere decisão interlocutória contrária aos interesses do réu. (C) peticionar ao juiz da causa alegando inexistência de citação do reconvindo.com. pois tal juntada caracteriza mera faculdade do agravante. Assim sendo. que. É certo que. Intimado o recovindo para se manifestar. fato que foi arguido e provado pelo agravado. já que.br | leonardosakaki@uol. devendo a parte agravante ser sancionada.3) Em um processo que observa o rito comum ordinário. destina-se às ações dúplices.uol. alegando ainda que Catarina deveria ter formulado pedido contraposto. visto ser medida incompatível com o rito processual ordinário. cuja petição de interposição contém a exposição dos fundamentos de fato e de direito. visto que a extinção da ação proposta por Jofre não obsta o prosseguimento da reconvenção aforada por Catarina. assim como a relação dos documentos que instruíram o recurso. (D) requerer a extinção da reconvenção. Súmulas 634 e 635 do STF. (D) Estará caracterizada a litigância de má-fé. o agravante deixou de requerer a juntada. Contudo. qualquer sentença: http://leonardosakaki. se a alegada causa de extinção assim for reconhecida. em trâmite sob o rito comum ordinário. Com base no relatado acima.com.br | 11 99610348 facebook.sites. 20 (FGV – OAB 2010. (C) O agravo de instrumento será julgado pelo tribunal. de cópia da petição do agravo de instrumento e do comprovante de sua interposição. instruída com todas as peças obrigatórias que irão formar o instrumento do agravo. e o feito. no prazo legal. devidamente citada. (B) Não será admitido o agravo de instrumento. Resposta: A 185. aos autos do processo. inviabilizando-se. o advogado do réu prepara o recurso de agravo de instrumento. Em preliminar de contestação. as razões do pedido de reforma da decisão agravada. a reconvenção obrigatoriamente será extinta sem resolução do mérito em razão da conexão entre essa e a ação principal. sofrerá a parte dano grave. por força de prática de ato processual manifestamente protelatório. por sua própria natureza. de difícil ou impossível reparação. (B) aguardar a manifestação do juiz. extinto sem resolução do mérito. Resposta: B 22 (FGV – 2010.com/leonardosakaki | @leosak . se a decisão em questão não for rapidamente apreciada e revertida. ele deverá (A) apresentar contestação à reconvenção no prazo de 15 dias. ainda.

Nesses 2 casos há uma situação linear.sites.com. que é composto por 5 membros. caso em que o réu será intimado para oferecer contrarrazões. Pressupostos de admissibilidade: preparo. existem 2 possibilidades de retratação pelo juiz. O juízo de admissibilidade pode ser revisto pelo tribunal. É diferente da súmula vinculante. Considerando tal instituto jurídico. o réu não foi citado. Efeitos: (i) devolutivo. desses 3 julgarão o recurso de apelação. o réu somente será citado a responder à ação em caso de provimento de eventual recurso. ou seja. CPC – Se a sentença do juiz estiver em conformidade com uma súmula simples do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal. Súmula impeditiva do recurso de apelação . o juiz poderá exercer juízo de retratação no prazo de cinco dias. que é exclusiva do Supremo Tribunal Federal.com/leonardosakaki | @leosak .277/06.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 313 a) definitiva (efeito é extinto com resolução de mérito) b) terminativa (efeito é extinto sem resolução de mérito) Juízo de admissibilidade é feito pelo juiz monocrático (juízo a quo). 520. (ii) suspensivo – a sentença não produzirá os efeitos até que o recurso seja julgado. §1. A regra é o recebimento no duplo efeito.br | 11 99610348 facebook. a apelação não será recebida. O recurso nem é remetido ao tribunal. 296. CPC.uol. O mérito pode ser revisto pelo Tribunal. Exceção: somente no devolutivo: (i) se interposta contra sentença cautelar. deve haver a interposição do recurso de apelação: (i) indeferimento da petição inicial. (B) Interposto o recurso de apelação contra a sentença liminar. Se o juiz retratar o processo continua. assinale a alternativa correta. (ii) se interposta contra sentença que vem confirmar efeitos de tutela antecipada concedida pelo juiz. Art. 530. 518. CPC.Art. (C) É cabível a sentença liminar quando a matéria controvertida for de fato e de direito e guardar identidade com outros casos anteriormente julgados pelo juízo. o juízo que julgou.. assegura ao juiz a possibilidade de dispensar a citação e proferir desde logo sentença. CPC. que proferiu a sentença. cabimento. súmula impeditiva. que é composto por Câmaras. 285A. (ii) art. art. o juiz remete o processo ao tribunal. tempestividade. 25 (FGV – OAB 2010. juiz que julga improcedente a demanda antes de citar o réu. acrescida à legislação processual civil por meio da Lei 11. nas hipóteses em que o juízo já tenha proferido sentença de total improcedência em casos idênticos. ou seja. (A) Será facultado ao autor agravar da sentença.br | leonardosakaki@uol. competência etc.3) A sentença liminar. em que o juiz tem a obrigação de acatá-la. se não. desde que a matéria seja exclusivamente de direito ou que aquele juízo tenha proferido sentenças no mesmo sentido no caso em demanda. Resposta: B 185. Juízo de retratação: presente os pressupostos de admissibilidade. (D) Proferida sentença liminar.com. CPC Cabimento: Cabe embargos infringentes das decisões não unânimes: (a) que reformar em grau de apelação a sentença de mérito. não haverá execução provisória da sentença. só que para que isso ocorra. http://leonardosakaki.3 Embargos infringentes – art.

pois fica nos autos.br | 11 99610348 facebook. Acessoriedade: o agravo só sobe se a apelação subir. (ii) da decisão que não admiti-lo caberá agravo interno no prazo de 5 dias. Nas audiências de instrução e julgamento o agravo será necessariamente retido e oral. Agravo de instrumento: (i) será de instrumento quando a decisão interlocutória for proferida após a sentença. Só vai ao tribunal após a apelação. Reiteração: o recorrente deverá. A decisão será um acórdão. http://leonardosakaki. O agravo é dirigido ao próprio juiz da causa no prazo de 10 dias. informar a existência do agravo sob pena de desistência tácita. que haja requerimento expresso no sentido do processamento do agravo retido.com/leonardosakaki | @leosak . aquela que resolve uma questão incidente. ou seja.com. 185. toda vez que o juiz defere ou indefere a oitiva de testemunhas. numa audiência de instrução. caberá agravo. CPC): É a regra. Comporta retratação. não é processado imediatamente. Pode ser interposto oralmente. senão será extinto sem ao menos ser analisado pelo tribunal. Agravo retido (art. só será processado quando da interposição da apelação. Processamento: (i) os embargos serão endereçados ao próprio relator no prazo de 15 dias. Exemplo: decisão que não recebe o recurso de apelação. pois é julgado pelo tribunal – decisão colegiada. Quando causar algum prejuízo.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 314 (b) que julgar procedente a ação rescisória. toda vez que o juiz concede ou nega uma tutela antecipada.uol. É requisito essencial para o processamento do agravo retido. O agravo retido é um recurso muito demorado.4 Agravo Agravo é um recurso cabível contra decisão interlocutória.br | leonardosakaki@uol. (ii) Se a decisão interlocutória foi proferida antes da sentença. será sorteado novo relator para julgar o feito. pois não é processado na hora. Toda vez que defere ou indefere a produção de provas. É retido. (iii) conforme dispuser o regimento interno do tribunal. se a parte comprovar a ocorrência de um dano ou lesão.sites. nas razões ou contrarrazões de apelação. O agravo será apreciado em preliminar de apelação. 522.

557. é irrecorrível – admite-se mandado de segurança. o agravante tem 3 dias para comunicar a existência deste agravo ao juiz monocrático – art. 526. Contudo. A decisão será um acórdão. CPC. CPC. procurações. A petição está.com. aos autos do processo.com. Contra essa decisão do relator. Aspectos formais: O agravante deve anexar peças. depende da alegação do agravado – se ele não falar nada. §1. certidão de intimação.com/leonardosakaki | @leosak . 526. instruir o recurso com a cópia da procuração. o recurso continuará normalmente. no prazo legal. obrigatoriamente.sites. pois é julgado pelo tribunal – decisão colegiada. CPC – o relator não pode exigir de ofício o cumprimento do art. de difícil ou impossível reparação. O não cumprimento do disposto nesse artigo desde que argüido e provado pelo agravado. se a decisão em questão não for rapidamente apreciada e revertida. o advogado do réu prepara o recurso de agravo de instrumento. o agravante deixou de requerer a juntada. ou seja. as razões do pedido de reforma da decisão agravada. As peças que instruem o agravo serão declaradas autênticas pelo próprio advogado sob sua responsabilidade pessoal. no prazo de 3 dias. instruída com todas as peças obrigatórias que irão formar o instrumento do agravo. 526. decisão agravada. 20 (FGV – OAB 2010. A admissibilidade será feito pelo tribunal. esta inércia do agravante só resultará a inadmissibilidade caso o agravado demonstre que não foi cumprido o art. Art. informar ao juiz da causa acerca do agravo. certidão de intimação. o juiz profere decisão interlocutória contrária aos interesses do réu. 527. Os poderes do relator podem ser de 2 ordens: Negar seguimento liminar ao agravo Converter agravo de instrumento em agravo retido Pedido de reconsideração: Desta decisão cabe agrado interno no prazo de 5 dias – art. sofrerá a parte dano grave. O relator poderá converter o agravo de instrumento em retido – se o tribunal não convencer que houve lesão. mas se não cumprir. CPC: compete ao agravante. não passará pelo juízo de admissibilidade. publicação da decisão) e peças facultativas – não havendo a junção dessas peças o recurso não será recebido. de cópia da petição do agravo de instrumento e do comprovan- http://leonardosakaki. ainda. CPC – é ônus do agravante cumprir este prazo. além do nome e endereço dos advogados que atuam no processo. então remeterá os autos novamente ao juiz monocrático. É certo que. Assim sendo. CPC: O agravo de instrumento é um recurso interposto diretamente no tribunal. cópias do processo. com a cópia da decisão recorrida e com a cópia da certidão de publicação (peças obrigatórias). peças obrigatórias (procurações. Poder do relator: Art. motivo pelo qual o agravante deverá. não cabe recurso. 525. CPC. importam o não reconhecimento do recurso.br | 11 99610348 facebook. Peças obrigatórias: decisão agravada. 526. Será interposto diretamente no tribunal.uol. cuja petição de interposição contém a exposição dos fundamentos de fato e de direito.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 315 Art.br | leonardosakaki@uol.3) Em um processo que observa o rito comum ordinário.

assinale a alternativa correta a respeito da consequência processual decorrente. CPC. CF Recurso extraordinário: É dirigido para o STF. Efeito só devolutivo. extinto sem resolução do mérito. Admissibilidade: tribunal recorrido. Corre efeito infringente quando o magistrado modifica sua decisão no julgamento dos embargos. 102 e 103.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 316 te de sua interposição.uol.br | leonardosakaki@uol. (A) Haverá prosseguimento normal do recurso. e o feito. 186 Execução http://leonardosakaki. Decisão que não admite os recursos: caberá agravo art. Art.sites. omissão ou contradição. (C) O agravo de instrumento será julgado pelo tribunal. CPC. Cabe quando violar a CF. assim como a relação dos documentos que instruíram o recurso.5 Embargos de declaração Objetivo de tornar uma decisão mais clara por: obscuridade.com.br | 11 99610348 facebook. (ii) Não há preparo nem contraditório.com/leonardosakaki | @leosak . 185. devendo a parte agravante ser sancionada. inviabilizando-se. (B) Não será admitido o agravo de instrumento. Resposta: B 185. Pré-questionamento: a matéria deve ter sido decidida no acórdão recorrido. Efeito interruptivo: nos termos do art. Prazo: 15 dias. o exercício do juízo de retratação pelo magistrado.6 Recurso extraordinário e especial – arts.com. por força de prática de ato processual manifestamente protelatório. (D) Estará caracterizada a litigância de má-fé. pois tal juntada caracteriza mera faculdade do agravante. 538. CPC. Processamento: (i) Os embargos são dirigidos para o prolator da decisão no prazo de 5 dias e é ele mesmo quem irá julgar. os embargos interrompem a contagem de prazo para interposição de outros recursos. fato que foi arguido e provado pelo agravado. §2. Recurso especial: É dirigido para o STJ. 542. apenas. Cabe quando violar lei federal. 544. Com base no relatado acima. No JEC suspende.

contrato de honorários advocatícios. Se o devedor. CPC): a partir do trânsito em julgado o devedor terá 15 dias para o pagamento. o credor deverá apresentar o requerimento para penhora de bens do devedor. O bem de família é penhorável nos casos de fiança locatícia e de dívidas do próprio bem. A liquidação de sentença só existe para os títulos judiciais. (b) Alienação por iniciativa particular: iniciativa das partes. ou seja. mas não há necessidade da anuência do devedor.uol. (c) Hasta pública: iniciativa do juiz. A exigibilidade decorre da lei (arts. sentença arbitral. Penhora é garantia da execução. Praça: imóveis. líquido (valor) e exigível. no entanto ele poderá intimar o devedor para que apresente bens a serem penhorados no prazo de 5 dias. ou o devedor poderá indicar bens à penhora. o título exeqüível é aquele que pode ser objeto de uma ação de execução. O não pagamento acarretará em multa de 10%.br | 11 99610348 facebook. Portanto penhora não é pagamento. recai sobre o patrimônio do devedor. Não é efeito da penhora o desapossamento do bem. possuindo bens. não indicá-los neste prazo. Toda execução é real. CPC). 600 e 601. CPC). Título extrajudicial: aluguel. isto porque os extrajudiciais na sua origem já devem ser líquidos. Leilão: móveis. 475-J. se não for verificada a presença da exigibilidade o credor poderá promover ação monitória (art.sites. há necessidade da anuência do credor. A partir da aplicação da multa. O juiz não poderá determinar de ofício a penhora de bens.com/leonardosakaki | @leosak .Mecanismos de alienação dos bens penhorados (a) Adjudicação: o bem penhorado ficará para o credor. 1102-A. só poderão ser penhorados os valores acima de 40%do saldo. Execução de título judicial: Cumprimento de sentença (art. http://leonardosakaki.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 317 É um meio de forçar um devedor a cumprir determinada obrigação. a mesma será de responsabilidade do advogado. CPC) enquanto a exeqüibilidade decorre do vencimento da obrigação e da conseqüente inadimplência do devedor. No caso de caderneta de poupança. Partes: Credor Devedor Na cessão de dívida. Títulos judiciais: sentenças judiciais.br | leonardosakaki@uol. Requisitos: existência de um título certo (existência). 475-N e 585.com. Nos casos de obrigações extrajudiciais. contrato particular assinado por 2 testemunhas e pelo devedor. Se o devedor demonstrar que não pagou no prazo de 15 dias por desconhecer a existência da multa. ele será condenado a pagar uma multa de até 20% por se tratar de ato atentatório à dignidade da justiça (arts. ou seja. .

com/leonardosakaki | @leosak .com. Tem mais 15 dias para oferecer embargos – esses embargos também têm natureza de ação. Há câmaras de arbitragem – não ligada a nenhum tipo de instituição ou organização. O devedor poderá discutir nos embargos o que ele quiser. Execução de título extrajudicial: É uma ação. é sempre espontâneo.br | 11 99610348 facebook.sites. não é um acordo. Não há necessidade do juiz para a solução desse conflito. http://leonardosakaki. os honorários são reduzidos pela metade. CPC) 187 Arbitragem Lei 9. salvo quando a mesma resultar na extinção do cumprimento de sentença.uol. pois depende da vontade das partes. Há. O devedor poderá no prazo dos embargos parcelar a dívida em 6 parcelas. exemplo: FIESP. Não há atuação do Estado. Arbitragem possui 2 limites: um com relação às pessoas – não pode envolver incapazes.br | leonardosakaki@uol. outro com relação à matéria – apenas direitos disponíveis. 475-A. caso em que caberá apelação. O prazo inicial da impugnação é aquele contado a partir da intimação da penhora – art.308/96 – Lei de Arbitragem Arbitragem é uma alternativa que importa na solução de um conflito. a matéria é ilimitada. excepcionalmente terá efeito suspensivo se o devedor provar ocorrência de um dano e ao mesmo houver penhora nos autos. A citação só poderá ocorrer por oficial de justiça ou por edital. A partir daí as pessoas envolvidas no conflito têm a liberdade de escolherem a arbitragem. apenas pessoas capazes –. é facultativa. é privada. Com o pagamento nesse prazo. é uma solução de conflitos. desde que deposite em juízo 30% do valor devido. Caso o devedor não pague 1 das parcelas as demais serão antecipadas. em regra. A atividade jurisdicional não é um monopólio do Estado. A arbitragem é uma opção das partes.com. é ilimitada. Não tem efeito suspensivo. A impugnação não tem efeito suspensivo. Contra a decisão da impugnação cabe agravo de instrumento. também. Os embargos não dependem de penhora e serão distribuídos por dependência ao juízo da execução. Essas câmaras são totalmente privadas. Recurso contra decisão dos embargos: caberá apelação. sendo autuados em apartado. excepcionalmente poderá ter efeito suspensivo quando o devedor na impugnação comprovar a ocorrência de um dano. o devedor terá 15 dias para apresentar a impugnação. será aplicada multa de 10% e o devedor não poderá mais oferecer embargos (art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 318 Se houver penhora. 475-C. A matéria dos embargos. as associadas às instituições. O devedor será citado para que no prazo de 3 dias faça o pagamento. CRO etc. diferentemente da impugnação.

apenas. se há ou não audiências. (ii) compromisso arbitral – é um termo ajustado pelas partes após a ocorrência do conflito. O árbitro é quem vai desenvolver o processo. Ao invés de um juiz. segredo de justiça. é independente. desde que obedecido os requisitos – matérias cíveis. antes de ocorrer um conflito.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook. mas as partes podem pactuar cláusula da confidencialidade.com. Elas podem optar pelos prazos. não depende de homologação judiciária. pode ser escolhida a arbitragem para a solução de um conflito. vai dar processamento à questão e que vai julgar. há um árbitro. faz coisa julgada. é autônomo. não está vinculado a um contrato. O resultado é uma sentença.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 319 Qualquer um de nós pode ser árbitro.Hipóteses http://leonardosakaki. 188 Procedimento ordinário Petição inicial Citação Tutela antecipada Contestação – Reconvenção – Exceção – Revelia Julgamento conforme o estado do processo: julgamento antecipado da lide – audiência preliminar – despacho saneador Fase instrutória: provas – audiência de instrução e julgamento Fase decisória – Sentença Cumprimento da sentença 189 Rito Sumário São processadas pelo rito sumário ações de menor complexidade. assim como há a escolha do foro. O processo arbitral é público. inclusive pode ser escolhida a sede da arbitragem em outro país) etc. Convenção de arbitragem: (i) cláusula compromissória – cláusula inserida num determinado contrato em que as partes. A arbitragem tem um procedimento próprio. . Qualquer tipo de conflito pode ser apresentado à arbitragem. cuja característica principal é a concentração dos atos processuais. escolhem pela arbitragem. legislação a ser aplicada (pode ser aplicada legislação de outro país. As partes podem escolher o procedimento que quiserem. Não há a necessidade de ter formação jurídica para ser árbitro.sites.uol. É estável.com/leonardosakaki | @leosak .

pedreiro. como advogados. proferindo o juiz. desde logo. desde que fundado nos mesmos fatos referidos na inicial. engenheiro. podendo indicar assistente técnico. como no caso da Lei de Locação. então. na própria audiência. a conversão do procedimento sumário em ordinário. quais sejam: (i) arrendamento rural e de parceria agrícola. encanador etc. acompanhada de documento e rol de testemunhas e. .com. (iii) ressarcimento por danos causados em acidente de veículo de via terrestre. cujo contrato de honorários mesmo sem assinatura de duas testemunhas se caracteriza como título executivo.Processamento Na petição inicial. http://leonardosakaki. o réu de comparecer à audiência. a sentença. por exemplo..br | leonardosakaki@uol. Não obtida a conciliação. acidente do trabalho. Deixando. podendo o juiz ser auxiliado por conciliador. ela será reduzida a termo e homologada por sentença. (ii) cobrança ao condômino de quaisquer quantia devida ao condomínio. Sendo ré a Fazenda Pública. na audiência. formulará quesitos. reputar-se-ão verdadeiros os fatos alegados na petição inicial. se requerer perícia. formulará seus quesitos desde logo. resposta escrita ou oral. se for o caso. o réu. (iv) cobrança de seguro. os prazos contar-se-ão em dobro.br | 11 99610348 facebook. O juiz.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 320 Poderão ser processadas pelo rito sumário as causas cujo valor não excedam 60 salários mínimos. oferecerá o réu. o autor apresentará o rol de testemunhas e. se requerer perícia. podendo indicar assistente técnico.com/leonardosakaki | @leosak . salvo se o contrário resultar da prova dos autos.com.sites. inadmissível é a reconvenção. Admite-se ainda quando a lei determinar. (v) relativamente aos danos causados em acidente de veículo. na contestação. dentre outros. decidirá de plano a impugnação ao valor da causa ou a controvérsia sobre a natureza da demanda determinando. (vi) de cobrança de honorários dos profissionais liberais. formular pedido contraposto em seu favor. injustificadamente. podendo. ressalvados os casos de processo de execução. ou. no entanto. médico. citando-se o réu com a antecedência mínima de 10 dias. As partes comparecerão pessoalmente à audiência. independentemente do valor da causa. a exemplo da inicial. ressalvado o disposto em legislação especial. como.uol. O réu será citado para contestar a ação e intimado para comparecer à audiência de conciliação a ser realizada no prazo de 30 dias. Atenção: nas ações de procedimento sumário. controvérsia entre representante comercial autônomo e representado. se a coisa versar sobre as matérias previstas expressamente no CPC. Caso seja possível a conciliação. podendo fazer-se representar por preposto com poderes para transigir.

(B) O instituto da sucessão processual ocorrerá quando houver a morte de qualquer das partes. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. salvo a assistência.br | leonardosakaki@uol. a decisão judicial pode ser "imperfeita". deverá prestar caução e exibir o instrumento de mandato no prazo improrrogável de quinze dias. poderá fazê-lo até a fase de saneamento.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 321 Havendo necessidade de produção de prova oral e não ocorrendo qualquer das hipóteses previstas nos arts. e é essa imutabilidade que consolida o Estado Democrático de Direito.sites. para tanto. ou seja.3) O Código de Processo Civil regulamenta como se dará a atuação das partes e dos procuradores em juízo. Mas. Resposta: B 191 Ação Rescisória A imutabilidade das decisões judiciais faz-se necessária para dar às partes segurança na atividade jurisdicional do Estado. será designada AIJ para data próxima. Além de dispor sobre a capacidade processual e dos deveres de cada um. devendo. Ação rescisória tem natureza constitutiva negativa ou desconstitutiva. disciplina sobre a constituição de representante processual e substituição das partes e dos procuradores. 329 e 330. suspendendo-se o processo e sendo defesa a prática de atos processuais. (D) Caso o advogado deixe de declarar na petição inicial o endereço em que receberá intimação. entretanto. São cabíveis todos os recursos previstos no CPC. A respeito dessa temática.com. às partes. salvo atos urgentes a fim de evitar dano irreparável. e tem como pressupos- Conceito Pressupostos http://leonardosakaki. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. salvo se houver determinação de perícia.com. e essa imperfeição pode ter como consequência a insegurança da própria atividade jurisdicional. o juiz proferirá sentença na própria audiência ou no prazo de 10 dias. a possibilidade de modificar essa decisão através de ação rescisória. 190 Sucessão processual 23 (FGV – OAB 2010. Findos a instrução e os debates orais. assistir o mandante nos dez dias subsequentes a fim de lhe evitar prejuízo. Daí a necessidade de assegurar-se. CPC. (A) Ao advogado é admitido procurar em juízo sem instrumento de mandato a fim de praticar atos reputados urgentes. mas as intimações somente informarão o nome do advogado quando tal dado estiver regularizado.br | 11 99610348 facebook. Seu objetivo é evitar a perpetuação dos litígios. que será substituída pelo espólio ou por seus sucessores. não excedente de 30 dias. salvo na hipótese de ter comprovado que cientificou o mandante para que nomeasse substituto.com/leonardosakaki | @leosak . assinale a alternativa correta.uol. No entanto. denunciação da lide. (C) O advogado poderá a qualquer tempo renunciar ao mandato.

Documento novo. Quanto à execução do julgado da rescisória.o espólio.Prevaricação. em que lhe era obrigatória a intervenção. desistência ou transação. . no pólo ativo. Tem legitimidade para propor a ação quem foi parte no processo ou seu sucessor a título universal ou singular. de tal modo que a relação processual é composta.com. se for o caso. São eles: . a fim de fraudar a lei. exercício antes do decurso do prazo decadencial de 2 anos (a contar do trânsito em julgado da decisão). no pólo passivo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 322 tos: decisão de mérito com trânsito em julgado. o de novo julgamento da causa. utilizando para tanto a força sancionadora do próprio título executivo. 282. e enquadramento na previsão legal. ou.sites. ou seja. .Erro de fato. . é possível demandar em 2 situações: (i) se não foi ouvido no processo. a título de multa. ainda. O mesmo ocorre se o acolhimento não for por unanimidade. .o cessionário. este pode atuar como parte do processo e como fiscal da lei. . . declarada inadmissível ou improcedente. bem como depositar a importância de 5% sobre o valor da causa.com. acolhida a pretensão o depósito será restituído ao autor. Tribunal. seu sucessor por ato inter vivos ou mortis causa. concussão ou corrupção do juiz. devendo o autor ainda cumular ao pedido de rescisão. pelo credor ou exeqüente e. .Violar literal disposição de lei. caso a ação originária seja. . no sentido de satisfazer a pretensão do credor.br | leonardosakaki@uol. . CPC.uol. e o terceiro juridicamente interessado.Impedimento e incompetência absoluta do juiz. . A petição inicial deve atender a todos os requisitos do art. por unanimidade de votos.Confissão.os herdeiros e sucessores. . Pólo ativo: irá configurar no pólo ativo do processo de execução a pessoa que for conhecida pelo título executivo como credor. As partes são as pessoas que pedem e as em face de quem se pede.br | 11 99610348 facebook.Dolo da parte vencedora e colusão entre partes.Prova falsa.com/leonardosakaki | @leosak . Quanto ao Ministério Público. pelo devedor ou executado. a competência é do tribunal que o proferiu. Hipóteses Legitimidade Competência Procedimento 192 Processo de execução de título extrajudicial O processo de execução é a atividade jurisdicional do Estado que tem por origem a certeza de um título judicial ou extrajudicial. (ii) quando a sentença de mérito é o efeito de colusão entre as partes. Conceito Elementos subjetivos http://leonardosakaki.Ofensa à coisa julgada. Nesta segunda.

do Distrito Federal.os contratos garantidos por hipoteca. (C) o juiz pode. debêntures e cheque. . . . a lei atribuir força executiva. (D) o juiz somente fixará os honorários de advogado a serem pagos pelo executado ao fim do processo de execução.os responsáveis. Elementos objetivos Competência 33 (FGV – OAB 2010. correspondente aos créditos inscritos na forma da lei.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 323 . apresentar embargos. 94 a 100. decorrente de aluguel de imóvel. tais como taxas e despesas de condomínio.o devedor originário.br | 11 99610348 facebook.uol. . dos Estados. CPC): .o crédito de serventuário de justiça. de perito. CPC. após ser citado.o sucessor do devedor originário. São títulos extrajudiciais (art. dos Territórios e dos Municípios. penhor. ou de tradutor. Será definida em conformidade com as regras gerais de competência dos arts.o crédito. Pólo passivo: possuem legitimidade passiva no processo de execução: . certo e exigível. contra devedor solvente. (B) o credor só pode indicar os bens a serem penhorados se o executado não se manifestar no prazo legal. emolumentos ou honorários forem aprovados por decisão judicial. determinar a intimação do executado para indicar bens passíveis de penhora. .o crédito decorrente de foro e laudêmio. bem como de encargos acessórios.2) Com relação ao procedimento da execução por quantia certa. É preciso que o título seja líquido. documentalmente comprovado. Resposta: C 193 Procedimento cautelar O CPC é dividido em: Ação de conhecimento Procedimento comum Procedimentos especiais Ação cautelar http://leonardosakaki.com. o endossante e o responsável tributário. de intérprete.documento particular assinado pelo devedor e por 2 testemunhas.escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor. quando as custas. no prazo de três dias.sites. .letra de câmbio nota promissória. . duplicata. é correto afirmar que: (A) o executado é citado para. que podem ser o fiador.com/leonardosakaki | @leosak . anticrese e caução. por disposição expressa. . .todos os demais títulos a que. 585. bem como os de seguro de vida. de ofício.a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União.com. .o sub-rogado. fundado em título extrajudicial. e a qualquer tempo. o avalista.

sites. constitutiva ou condenatória).br | leonardosakaki@uol. . que é a ação acautelatória. assegurado direitos. Ação cautelar: consiste em providências que conservem e assegurem tantos bens quanto provas e pessoas. a prova inequívoca da existência do direito alegado.Provisoriedade: o provimento cautelar será submetido com a concessão da tutela definitiva à pretensão. bem como a possibilidade específicos de ser desrespeitado o direito. Requisitos Pressupõe existência de um dano em potencial.com. seja atual ou iminente. uma demanda. nem mesmo a prova equivocada da existência do perigo. Periculum in mora: ocorrência do próprio dano. ou de modo incidente. ser revogadas ou modificadas. ajudando subsidiariamente os processos de conhecimento e de execução. um provimento final e um objeto próprio. durante o curso do processo principal. sendo o processo principal o instrumento pelo qual se procura a tutela definitiva da pretensão. Atípica: cautelar que não está prevista na lei. e irreparável. .br | 11 99610348 facebook. Inominada. ante a urgência característica do processo cautelar.uol. por meio do processo de execução. A cautelar incidental é apensada ao processo principal. entre as quais inclui-se também a tutela antecipatória.Autonomia: o processo cautelar tem uma individualidade própria.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 324 Ação de execução Noções gerais Finalidades: (i) buscar o reconhecimento de seu direito (natureza declaratória. dirige-se à segurança e não à obtenção da certeza ou à satisfação de um direito. antes do processo principal. e a proteção e resguardo de suas pretensões.Instrumentalidade: a cautelar vem sempre em apenso nos autos principais. por meio do processo de conhecimento. por meio do processo cautelar. . daí por que a pretensão nela contida. Dessa forma. a qualquer tempo. mesmo que potencial. A cautelar pode ser: Típica: cautelar prevista na lei. . Nominada. Fumus boni juris: ameaça do direito. revela-se como instrumento de preservação da efetividade das decisões judiciais. do autor. eliminando a ameaça de perigo.Cognição sumária: não se pode exigir. uma relação processual. periculum in mora. de cognição sumária.com/leonardosakaki | @leosak . Características .Urgência: a tutelar cautelar é uma das espécies de tutela urgente. Exemplo: cautelar de sustação de protesto. . a satisfação do seu direito. Requisição Admite-se a propositura da cautelar de modo preparatório. Exemplo: cautelar de arresto. fumus boni juris. http://leonardosakaki.Revogabilidade: as medidas cautelares podem.com.

(A) o Juiz. CPC Cautelar preparatória: juízo da ação principal. Petição inicial: art. Provas: a cautelar é uma ação de cognição sumária. Valor da causa Decisão do juiz que resolve a cautelar é uma sentença. portanto. Assinale a alternativa que apresente uma regra que disciplina a concessão de medidas cautelares. 34 (FGV – OAB 2010.2) As medidas cautelares estão expressamente previstas no CPC como forma de instrumentalizar a tutela. esta cautelar será promovida diretamente no tribunal. O pedido de liminar tem que ser formulado pelo autor. Incidental: no juízo da ação que está em curso.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 325 . Pedido formulado pelo requerente.com. Prova literal da dívida líquida e certa. e.1 Procedimentos cautelares específicos Arresto Conceito Medida cautelar que tem por fim apreender judicialmente bens penhoráveis indeterminados do patrimônio do devedor. o recurso cabível é apelação.com. posteriormente. deve deferir medidas cautelares sem a prévia audiência do requerido.br | leonardosakaki@uol. sendo medida protetiva de resguardo de bens. expressando. 801. sendo vedado o uso de medidas prévias.br | 11 99610348 facebook. Liminar Procedimento: Competência: art. Não cabe reconvenção. a urgência na obtenção do provimento cautelar. Preparatória: autor deverá indicar a ação principal. CPC. Citação Contestação: prazo de 5 dias.uol. pedido que expressa a urgência. fica vedado o requerimento de cautelares. Liminar – pedido dentro da ação cautelar.com/leonardosakaki | @leosak Requisitos . a cautelar conserva sua eficácia mesmo durante o período de suspensão do processo principal.Fungibilidade: trata-se da possibilidade de o juiz conceder a medida cautelar que lhe pareça mais adequada para proteger o direito da parte. Tais bens ficarão depositados. como garantia de futura execução por quantia certa. tendo natureza eminentemente acessória. Se houver algum recurso interposto. como regra. (B) o direito brasileiro admite apenas medidas cautelares incidentais. http://leonardosakaki. Resposta: D 193. notadamente. o arresto será convertido em penhora. 800. (C) interposto recurso nos autos principais.sites. O juiz poderá pedir a prestação de caução para o autor quando a cautelar envolver patrimônio – trata-se de uma faculdade do juiz. (D) salvo decisão em contrário.

que se efetiva com a apresentação de um fiador idôneo ou com o oferecimento de bens colocados à disposição do juízo.uol. Possui 2 espécies: fidejussória (é efetivação com a apresentação ode fiador) e real (é efetivada com o oferecimento de bens). os dissipar. Características A ação principal é uma execução por quantia certa. No entanto. 829 e ss. A caução será prestada de plano. semoventes ou imóveis. cujo procedimento vem estabelecido nos arts. IV . Prazo Na cautelar de arresto o prazo para a propositura da ação principal tem início a partir do vencimento da obrigação. pode decretar o seqüestro: I .br | 11 99610348 facebook. CPC. Art.dos frutos e rendimentos do imóvel reivindicando. Toda vez que a caução for determinada no bojo de um processo. CPC. quando Ihes for disputada a propriedade ou a posse. III . Busca e apreensão Conceito Se assemelha ao arresto. não haverá necessidade de instaurar-se procedimento específico para a sua efetivação. além disso. se o réu. O juiz.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 326 Prova documental ou justificação da existência de alguma das situações previstas no art. e consiste na apreensão de bem determinado. quando a caução for exigida sem que haja ainda um processo em curso.dos bens do casal. 822. em rigor técnico.de bens móveis. a requerimento da parte. Caução Conceito Garantia do cumprimento de uma obrigação. cabendo ao juiz determinação. quando se fala em busca e apreensão. Sequestro Conceito Requisitos Assegura futura execução para entregar coisa certa. mas.br | leonardosakaki@uol. supõe-se a necessidade de prihttp://leonardosakaki.com. sem que para tanto se instaure procedimento autônomo. se o cônjuge os estiver dilapidando. (caução preparatória).com. 813. havendo fundado receio de rixas ou danificações. diferentemente deste. II . pode recair também sobre pessoa.nos demais casos expressos em lei. objeto do litígio. nas ações de separação judicial e de anulação de casamento.com/leonardosakaki | @leosak Requisitos . por determinação judicial ou a requerimento da parte interessada. Será sempre possível requerer o reforço da caução quando a garantia não for suficiente. deverá ser instaurado um processo autônomo de caução.sites. A caução pode ser prestada pelo próprio interessado ou por 3º. depois de condenado por sentença ainda sujeita a recurso. para lhe assegurar entrega.

Art.com. Tem lugar. . ou em poder de terceiro que o tenha em sua guarda. às vezes. O mandado deverá estar assinado pelo juiz de quem emanar a ordem. Exibição Conceito Trazer à público. o que permitirá que a sua produção seja antecipada. Características Na petição inicial.como medida cautelar preparatória. que se realizará em segredo de justiça. é possível que a demora traga perigo para determinada prova. sócio. como inventariante.da escrituração comercial por inteiro. condômino. 355 a 363 e 381 e 382.com/leonardosakaki | @leosak . como procedimento preparatório.br | leonardosakaki@uol. 844. Procedimento O requerente exporá. CPC. se for indispensável. A liminar poderá ser deferida de plano ou após justificação prévia. nos casos expressos em lei. II .submeter à faculdade de ver e tocar. mencionando com precisão os fatos sobre os quais há de recair a prova. É cabível: . finda a diligência. O mandado será cumprido na forma do art. deferida a liminar. . no entanto. 842. em poder de co-interessado.de documento próprio ou comum. depositário ou administrador de bens alheios. ao exercício de um simples direito de conhecer e fiscalizar o objeto em poder de terceiro. credor ou devedor. e. Conceito A não propositura da ação principal acarretará a extinção da cautelar de produção antecipada de provas. será expedido mandado com a indicação do lugar em que a diligência severa ser efetuada e com a descrição da pessoa ou coisa a ser apreendida. III . o requerente justificará sumariamente a necessidade de antecipação. mas normalmente aguarde-se uma sentença que condene o requerido à exibição. Incidência http://leonardosakaki.sites.como ação autônoma ou principal de exibição. deverá ser lavrado auto circunstanciado pelos oficiais de justiça.como incidente na fase probatória do processo de conhecimento.de coisa móvel em poder de outrem e que o requerente repute sua ou tenha interesse em conhecer. poderá ser requerida como preparatória ou incidental.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 327 meiramente procurar a coisa e a pessoa para depois apreendê-la. CPC. a exibição judicial: I . em mãos do possuidor. Produção antecipada de provas Há um momento oportuno para que as provas sejam produzidas. testamenteiro.com. na petição inicial. Procedimento: segue o previsto nos arts. ou. balanços e documentos de arquivo. Liminar: é possível.uol. tirar a coisa do segredo em que se encontra. as razões que justificam a concessão da medida e a ciência de estar a coisa ou a pessoa no lugar designado. que colherão as assinaturas das testemunhas. o direito de exibição tende à constituição ou asseguração de prova.br | 11 99610348 facebook.

o juiz concederá liminar. podendo reinquirir e contraditar as testemunhas. Características Na petição inicial. havendo urgência. por sua vez. que poderá ou não ser utilizada em processo futuro. haverá necessidade de intervenção do Ministério Público. o interessado exporá o fato ou relação jurídica que pretende ver justificada. dos quais será dada vista aos interessados. O conceito de alimentos deriva da própria natureza da obrigação de alimentar e de sua intrínseca finalidade. Características Na petição inicial. bem como de propositura de ação principal. Destinando-se o crédito alimentar a atender necessidades existenciais primárias e urgentes do ser humano. restringindo-se os direitos do titular. por meio da oitiva de testemunhas. protegendo-os de extravio ou dissipação (deve haver fundado temor do desaparecimento ou extravio dos bens). o juiz deferirá o arrolamento. segue as regras do processo geral das ações cautelares. ao requerente.com. Não há necessidade de demonstrar o fumus boni juris e periculum in mora. A ação cautelar de alimentos provisionais processar-se-á no 1º grau de jurisdição.br | 11 99610348 facebook. como na ação cautelar de produção antecipada de provas. poderá juntar documentos. no qual o juiz não se pronunciará sobre o mérito da prova colhida. não se compadece a pretensão a alimentos com a delonga natural do procedimento comum.com.br | leonardosakaki@uol. Convencido do perigo. que lavrará um auto descrito de todos os bens e das ocorrências que tenham interesse para a sua conservação. no mais. ou porque não foram localizados. oportunidade de demonstrar que seu temor é finalidade da medida. Provisórios: aqueles requeridos na ação de alimentos. não sendo possível a citação pessoal dos interessados. fixando os alimentos provisionais. ela não tem natureza cautelar. Conceito Arrolamento de bens Tem por finalidade deixar registrado a existência de determinados bens. limitando-se a verificar se foram Conceito http://leonardosakaki. ou porque eles são incertos. sem audiência do requerido. Conceito Justificação Consiste em documentar.uol. que fiscalizará a ouvida das testemunhas. O arrolamento não se limita a descrever os bens. mas implica sua entrega a um depositário. o requerente exporá as suas necessidades e as possibilidades do alimentante. Alimentos provisionais (ad litem) Provisionais: aqueles requeridos quando ainda não se tem a prova da obrigação de alimentar. mas de mera documentação.com/leonardosakaki | @leosak . nomeando um depositário. Embora inserida entre as ações cautelares. serão citados para acompanhar a produção da prova testemunhal.sites.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 328 No entanto. dando. a prova ali produzida poderá ser utilizada num outro processo. O juiz designará audiência de justificação. Características A petição inicial deverá explicitar o direito do requerente aos bens e os fatos em que se funda o seu temor de extravio ou dissipação. ainda que a causa principal penda de julgamento no tribunal.o julgamento dar-se-á por sentença. Estes. a existência de algum fato ou relação jurídica.

futuramente.com. o indeferimento exordial será feito por sentença. CPC. com isso. http://leonardosakaki. Características Na petição inicial. Conceito Homologação do penhor legal É uma garantia instituída pela lei para assegurar o pagamento de determinada dívida. Características A petição inicial será instruída com a conta pormenorizada das despesas. nem de ajuizar qualquer demanda principal. Homologado o penhor. no curso do processo. Conceito Posse em nome do nascituro Conceito Tem por finalidade permitir à mulher provar que está grávida. notificações e interpelações São procedimentos em que o juiz se limita a comunicar a alguém manifestação de vontade de 3º. Essa finalidade esgota-se com a constatação da gravidez. independentemente de traslado. o juiz dispensará qualquer tipo de instrução. não sendo homologado. Não se admite defesa nem recurso. Atentado Visa à recomposição da situação fática. Características A ação é sempre incidental e nunca preparatória. alegar ignorância. ao credor. em 24 horas. não havendo qualquer decisão da paternidade. garantindo. O juiz indeferirá o pedido. arresto.sites. alterada indevidamente por uma das partes. os autos serão entregues.uol. sujeito a apelação. 875.com/leonardosakaki | @leosak . quando o requerente não demonstrar legítimo interesse e quando da medida puderem resultar dúvidas e incertezas capazes de impedir a formação de contrato ou negócio lícito.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook. Protestos. mas não a citação do devedor).viola penhora. cuja natureza reclama tratamento especial. é cabível em qualquer espécie de ação. os autos serão entregues ao requerente independente do traslado. e não no estado jurídico. 48 horas após a decisão. a tabela de preços e a relação dos objetos retidos. seqüestro ou imissão na posse. objeto de demanda judicial. expondo as razões de fato e de direito pelas quais pretende o protesto. que só poderá consistir naquelas enumeradas pelo art. após 48 horas. A alteração é no estado de fato. Estando o pedido suficientemente provado. com o fim de prevenir responsabilidade ou impedir que o destinatário possa. Exemplo: alteração do lugar de cerca. não se constituindo a garantia. que deverá ser objeto de ação autônoma. pois pressupõe a existência de modificação do estado fático no curso do processo. O devedor será citado para. Conceito Ocorre quando uma das partes: . pagar ou apresentar defesa.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 329 observadas as formalidades legais. a notificação ou a interpelação (não há necessidade de indicar a ação principal a ser proposta. os bens serão restituídos ao réu. o juiz poderá homologar de plano o penhor legal (neste caso. e deve resultar algum prejuízo à parte contrária. no prazo de 30 dias). os direitos do nascituro.

Segue as regras gerais do procedimento cautelar. que decidirá por sentença.3) Nos autos de ação indenizatória ajuizada por Alfredo em face de Thales. este deverá comunicar o fato ao juiz corregedor dos cartórios (se não o fizer. para que faça o pagamento em 3 dias. é prolatada sentença de procedência do pleito autoral. no que diz respeito à condenação do réu em perdas e danos.com/leonardosakaki | @leosak . de pagamento. a qual será autuada em apenso. que objetiva conservar e ressalvar direitos cambiários. o título é protocolado e o oficial fará a intimação do devedor. A sentença poderá ter um conteúdo misto: cautelar. inclusive no que se refere à concessão de liminar. ainda que em grau de recurso. condenando o réu ao pagamento de determinada quantia em dinheiro. Características Apresentado no cartório de protesto.prossegue em obra embargada. Ainda na pendência do julgamento da apelação interposta contra a sentença. ou da devolução do título. ainda de ato probatório e caracteriza a inadimplência e a mora do devedor. não ocorrendo o pagamento. deve fazer um requerimento ao oficial público do cartório de protesto. contra a qual cabe recurso de apelação. . e definitivo. Resposta: C 194 Procedimentos especiais http://leonardosakaki. será lavrado o instrumento público de protesto. É ato formal e solene. A medida cautelar específica que deverá ser requerida por Alfredo é o(a) (A) justificação. o que poderá frustrar o cumprimento da sentença. (D) produção antecipada de provas. Protesto e apreensão de títulos Meio de comprovar a falta ou recusa de aceite. caberá ao credor suscitar procedimento de dúvida ao oficial ou ao juiz).com. valendo a sentença do atentado que a fixar como título executivo judicial.com.br | 11 99610348 facebook. obtendo com isso uma certidão negativa. caso esta seja confirmada pelo tribunal. 26 (FGV – OAB 2010.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 330 . A petição inicial será dirigida ao juiz da causa principal. Conceito No cancelamento.pratica outra qualquer inovação ilegal no estado de fato. ameaçada pela alteração do estado fático. (B) sequestro. Alfredo constata que Thales está adotando uma série de providências destinadas a alienar todos os seus bens. por aviso escrito.sites. o devedor. No caso de o oficial do cartório de protesto recusar-se a lavrar o protesto. no que se refere à proteção da tutela jurisdicional a ser proferida no processo principal.uol. independente do processo principal. juntamente com o original do título protestado quitado ou declaração de anuência do credor (ou por determinação judicial). Trata-se.br | leonardosakaki@uol. (C) arresto.

Embargos de terceiros Conceito Ação de conhecimento constitutiva negativa de procedimento especial sumário. São ações possessórias a reintegração de posse (contra esbulho). É aplicada em casos como condomínios.br | 11 99610348 facebook. levante a referida quantia ou expressamente manifeste o motivo de recusa. dos herdeiros em relação ao inventariante e tantos outros. A consignação em pagamento poderá ser proposta se a situação estiver enquadrada dentro de uma das 5 hipóteses do art. se este não se manifestar.br | leonardosakaki@uol. caso o credor manifeste expressamente o motivo da recusa. seja ela direta ou indireta. Prestação de contas Conceito Apresentação de contas por aquele que administra bens. isto é. Características Extrajudicial: tratando-se de obrigação em dinheiro. o depositante terá o prazo de 30 dias para promover a competente ação de consignação em pagamento. e. Judicial: a ação de consignação em pagamento deverá ser proposta no local do cumprimento da obrigação.sites.uol. onde o síndico tem obrigação de prestá-las. salvo se houver eleição de foro. Quando a ação for proposta por aquele que pretende exigir a prestação das contas. Possessórias Conceito Tem por objetivo assegurar ao possuidor o seu direito de posse. a manutenção de posse (contra a turbação) e o interdito proibitório (contra a simples ameaça).com.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 331 Consignação em pagamento Conceito Ação que tem por objeto a extinção de obrigações. Constrição judicial deve ser entendida http://leonardosakaki. destacando-se a recusa do credor em receber a obrigação. CC. cuja finalidade é livrar o bem ou direito da posse ou propriedade de 3º da constrição judicial que lhe foi injustamente imposta em processo de que não faz parte. considera-se o devedor liberado da obrigação. poderá o devedor ou 3º proceder a depósito em casa bancária oficial. 335. cientificando o credor por carta para que. Cumpre ao devedor a propositura da ação de consignação em pagamento em face daquele que tem legitimidade para receber o pagamento da obrigação. o credor ou aquele que tenha poderes para tanto. Características Tem legitimidade aquele que tem o direito de exigi-las e aquele que tem a obrigação de prestálas. também nos casos do mandante em relação ao mandatário. negócios ou interesses alheios. bem como dúvida sobre quem deve legitimamente receber. no prazo de 10 dias. o réu será citado para que no prazo de 5 dias as apresente ou conteste a ação.com/leonardosakaki | @leosak .

aqueles que se beneficiaram com o ato da constrição. muito embora tal contrato possa ser gratuito. ou o Município.uol.br | 11 99610348 facebook. Tem legitimidade ativa o 3º prejudicado pela constrição.3) Em relação aos embargos de terceiro na execução por carta precatória. quanto à legitimidade passiva. pelo depositário. hipoteca judicial. Conceito Tem legitimidade o proprietário ou o possuidor. Características A petição inicial deve ser instruída com a cópia do contrato de depósito. sendo. (D) podem ser oferecidos no juízo deprecante ou deprecado. avaliação ou alienação dos bens. o condomínio. avaliação ou alienação dos bens. suas servidões ou aos fins a que é destinado. as partes do processo principal. exceto quando se tratar de vício ou irregularidade de penhora. (C) devem ser oferecidos no juízo deprecante. arresto. impedindo que o prédio de que se tem propriedade ou posse sofra prejuízo decorrente da obra vizinha. desde que seja prestada a devida caução.sites. inventário. ou. de bens móveis para guardá-los como se lhe pertencessem. (B) devem ser oferecidos no juízo deprecado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 332 como penhora. pois a carta precatória se presta apenas para que se pratiquem atos em outra localidade. CPC. busca e apreensão da coisa. exceto quando se tratar de vício ou irregularidade de penhora. que possui competência por delegação para a execução em outra localidade. 934.br | leonardosakaki@uol. arrolamento. sendo do juízo deprecante a competência para julgamento. partilha. arrecadação. a fim de impedir que o particular construa em contravenção da lei. praticados pelo juízo deprecado. então. do regulamento ou de postura. 76 (FGV – OAB 2010. a fim de impedir que a edificação de obra nova em imóvel vizinho lhe prejudique o prédio. alienação judicial. Ação de depósito Caracteriza-se o contrato de depósito pelo recebimento. Não é possível admitir reconvenção por incompatibilidade procedimental. depósito. Características Deverá ser proposta no foro do local do imóvel. do recebimento da devida remuneração. caso então que deverá ordenar a expedição do mandado de manutenção ou restituição a favor do embargante.com. contrato unilateral. Resposta: D Ação de nunciação de obra nova Proteção da propriedade dentro dos limites de vizinhança. Características A ação deverá ser proposta perante o mesmo juízo que ordenou a constrição judicial do bem. praticados pelo juízo deprecado. nas hipóteses do art. assim. para impedir que o coproprietário execute alguma obra com prejuízo ou alteração da coisa comum. é correto afirmar que (A) devem ser oferecidos no juízo deprecante. ou de outro documenConceito http://leonardosakaki. mantida a competência para atos decisórios no juízo principal da execução.com. O juiz poderá conceder liminarmente os embargos se julgar provada a posse. seqüestro.com/leonardosakaki | @leosak .

cumpra a obrigação. o juiz deferirá a expedição do mandado de citação do devedor para que pague determinada soma em dinheiro ou entregue o bem pretendido. estará isento das custas e honorários advocatícios. demonstrando. poderá apresentar embargos monitórios a fim de impugnar a ação. sem a necessidade de um processo de conhecimento. Características Proposta a ação monitória. Recebida a inicial. amplo e lento. não podendo ser proposta se o autor não possuir prova. Ação de anulação e substituição de título ao portador Conceito É utilizada em caso de destruição total ou parcial do título.br | leonardosakaki@uol. A ação monitória deve ser proposta no foro do domicílio do réu. prosseguindo-se o processo de execução. primeiro. ora embargado. Não emendada a petição inicial. pois. emende a inicial. dentro do prazo de 10 dias.uol. sendo certo que. o juiz. recebido no duplo efeito.br | 11 99610348 facebook. o juiz deverá extinguir o feito.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 333 to que o substitua. processada por rito especial. pois ele está com pessoa indeterminada e faz-se necessária a propositura da ação para impedir a circulação paralela de duas cártulas incorporando a mesma obrigação. de acordo com o pedido formulado pelo autor. sendo que são processados nos mesmos autos da ação monitória e a matéria é ampla. em 15 dias. que tem como objetivo alcançar o título executivo. para que o requerido. nem oferecendo os respectivos embargos. na hipótese de a inicial não conter os requisitos necessários para o prosseguimento do feito. Em caso de perda ou desapossamento injusto. ou seja. para constituir o título. através de petição inicial devidamente instruída com a prova escrita da obrigação. Quanto aos embargos. http://leonardosakaki. o mandado inicial será convertido de pleno direito em mandado de execução. o juiz converterá o mandado monitório em mandado executivo. far-se-á cessar a eficácia deste para que seja substituído por outro. Se procedentes os embargos. Caso contrário. visto que o juiz determinará a expedição de mandado para entrega da coisa ou o equivalente em dinheiro no prazo de 24h. desde logo. é possível a ação de substituição precedida da anulação do título. ressalte-se que não se faz necessária a garantia do juízo. antes de indeferi-la. Se improcedentes os embargos. poderá intimar o autor para que. Se o requerido cumprir a obrigação. não é necessária sentença de mérito transitada em julgado. o juiz determinará a extinção da monitória e condenação do autor. não pagando. Ação monitória Conceito É um procedimento de cognição sumária.sites. que comprove a existência do mesmo. de forma antecipada.com/leonardosakaki | @leosak .com. o valor do bem depositado. A prova escrita é o requisito essencial de admissibilidade da ação monitória. em custas e honorários. Desta sentença caberá recurso de apelação. com a devida citação do devedor.com.

099/95 35 (FGV – OAB 2010.br | leonardosakaki@uol. podendo o juiz dispensá-la. é correto afirmar que: (A) na ausência dos pais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 334 A ação monitória poderá ser promovida com base em títulos de crédito prescritos.2) Com relação ao procedimento da curatela dos interditos. consistente no exame do interditando. 195 Procedimento de jurisdição voluntária Alienações judiciais Separação consensual Testamento e codicilos Herança jacente Bens do ausente Coisas vagas Tutela e Curatela Fundações Especialização de hipoteca legal 39 (FGV – OAB 2010.2) A Lei n. (B) a sentença proferida pelo juiz faz coisa julgada material. admite-se. sob pena de extinção do feito sem julgamento do mérito por carência de ação. (B) É vedado o litisconsórcio. não é possível a utilização de outra via senão a executiva. excepcionalmente. (D) Se o pedido formulado for genérico. (D) o Ministério Público não tem legitimidade para requerer a interdição.099/95 disciplina os chamados Juizados Especiais Cíveis no âmbito Estadual.com. (A) Não é cabível nenhuma forma de intervenção de terceiros nem de assistência. admite-se a reconvenção. tendo em vista a falta de interesse.br | 11 99610348 facebook. sentença ilíquida.sites. do tutor e do cônjuge. Resposta: A 196 Juizado Especial Cível – Lei 9. Resposta: A http://leonardosakaki. instrumentos particulares sem assinatura de testemunhas e boleto bancário.com/leonardosakaki | @leosak . (C) Nas ações propostas por microempresas. Nela é possível encontrar diversas regras especiais. um parente próximo pode requerer a interdição. é facultativa. que diferenciam o procedimento dos Juizados do procedimento comum do CPC. 9. assinale a alternativa que indique uma dessas regras específicas.com.uol. Segundo a Lei n. (C) a realização de prova pericial. 9.099/95. Na hipótese de existência de título executivo extrajudicial.

levando em conta que o interesse daquele que adquire os produtos e serviços é essencial. (A) O CDC é uma norma tipificadora de condutas. mais existir o dolus bonus.com. ou seja. Toma por base a relação desigual entre fornecedores e consumidores.sites. (B) A boa-fé prevista no CDC é a boa-fé subjetiva. que presume ser o consumidor o elo mais fraco da relação de consumo. I. 2ª parte. não pode o fornecedor deixar de apresentar o produto tal como ele se encontra nem pode dizer mais do que ele faz. As normas do CDC. não podem ser dispostas por vontade das partes.com.uol. prevendo expressamente o comportamento dos consumidores e dos fornecedores. Sempre desenvolve atividade econômica.Sujeitos: Fornecedor: pessoa jurídica. O particular http://leonardosakaki. como regra. CDC. tutela processual. (C) O princípio da vulnerabilidade.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 335 DIREITO DO CONSUMIDOR 197 Proteção ao consumidor Proteção ao consumidor é um direito fundamental do ser humano e um dos fundamentos da organização econômica brasileira. Cuidado: muito embora não seja regra. 198 Características do CDC As regras são principiológicas e grandes termas apresentam-se como cláusulas gerais. 51. procurando garantir a igualdade entre eles. assinale a alternativa correta.com/leonardosakaki | @leosak . diz respeito apenas à vulnerabilidade técnica. Resposta: D 199 Relação de consumo protegida pelo Código de Defesa do Consumidor .3) Em relação aos princípios previstos no Código de Defesa do Consumidor. CF. Arts. tutela penal. 5 e 170.br | 11 99610348 facebook. Exemplo: Art. portanto. 98 (FGV – OAB 2010. o CDC apresenta normas de caráter dispositiva. ou seja. O CDC possui tutelas múltiplas: tutela civil (ou tutela material). conjunto de atos realizados de forma reiterada e profissional com o intuito de obter renda. pessoa física ou ente despersonalizado. tutela administrativa. não pode. Procura o legislador incentivar a concorrência entre as empresas. (D) O princípio da transparência impõe um dever comissivo e um omissivo.

. Consumidor por equiparação – Art.com. Também se refere à proteção da coletividade de consumidores. Teoria maximalista: basta a condição econômica de destinatário final para aplicação do CDC.uol. Destinatário final é o que diferencia a aquisição para consumo da aquisição para finalidade negocial. Trata-se de toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. Teoria dos tribunais superiores: teoria finalista. por si só. Teoria finalista: o consumidor é o destinatário final não econômico. Art. . Produto é qualquer bem móvel ou imóvel. que adquire produtos e serviços sem utilidade profissional ou empresarial. consideram-se consumidores todas as vítimas do evento. mesmo que indeterminada. Toma a idéia de destinatário final econômico. Consumidor: pessoa física ou pessoa jurídica que adquire produtos ou serviços na condição de destinatário final da cadeia econômica.com. aquele que não utiliza produto ou serviço para finalidade lucrativa.sites. Serviço é atividade remunerada no mercado de consumo. pouco importando o uso do produto ou serviço adquirido. material ou imaterial. A expressão destinatário final tem natureza econômica e.br | leonardosakaki@uol. 2. Toma a idéia de destinatário final fático. 29 – Equiparam-se aos consumidores todas as pessoas determináveis ou não. Consumidor-vítima – Art. revela uma dificuldade de enquadramento jurídico.Objetos: produtos ou serviços. Teoria mista ou finalismo aprofundado: o consumidor é o destinatário final vulnerável. O destinatário final29 é o sujeito que retira de circulação o produto ou o serviço adquirido. 17 – Para fins de responsabilização do fornecedor. 2 É a definição principal no sistema de proteção do Código de Defesa do Consumidor. 29 http://leonardosakaki. é regulado pelo CC.Elemento finalístico: destinação final.br | 11 99610348 facebook. Consumidor nas práticas comerciais e contratuais – Art. por isso não é regulado pelo CDC. É importante observar que a forma de aquisição do produto é irrelevante para a sua caracterização. Por esta razão. Esta pode ocorrer tanto de forma direta como indireta pelo consumidor. parágrafo único – Para fins de proteção. O ponto marcante do finalismo decorre do fato de ser a posição dominante da segunda seção do STJ. surgem diversas teorias para explicar a condição do consumidor como destinatário final. Refere-se à proteção da coletividade dos consumidores. ou seja. Que pauta na fragilidade do consumidor. equipara-se ao consumidor a coletividade.com/leonardosakaki | @leosak . que tenha participado ou possa a vir participar de relação de consumo. a ser aferida caso a caso. expostas às práticas comerciais ou contratuais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 336 que vende o seu automóvel pratica um ato econômico e não uma atividade econômica. O CDC não deixa explícito a forma de remuneração pelo serviço. mesmo que não tenham sido elas quem compraram o produto ou serviço.

uol.com. que difere do direito civil. .Princípio da segurança. . CDC) e responsabilidade pelo vício.br | 11 99610348 facebook. . Exige-se que as informações devam ser prestadas de forma compreensíveis ao consumidor. vulnerabilidade jurídica. Exemplos: vulnerabilidade técnica.com/leonardosakaki | @leosak . A caracterização efetiva do acidente é obrigatória para a configuração desse regime jurídico. ou seja. A política nacional está relacionada aos objetivos. Assim. a falha de segurança deve repercutir na esfera pessoal do consumidor. falha de segurança. Vítimas: consumidor negocial (quem contratou) e a vítima do evento. a) Responsabilidade pelo fato do produto Violação do dever de segurança e tem como consequência um acidente de consumo. vulnerabilidade econômica. princípios e instrumentos aplicáveis à relação de consumo. pobre). No direito do consumidor temos a responsabilidade pelo fato (arts. Responsabilidade pelo fato: acidente de consumo. http://leonardosakaki. objetivos.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 337 200 Política nacional da relação de consumo É disciplinada nos arts. STJ: acidente efetivo Posição doutrinária: exposição – não é a posição dominante. físico ou patrimonial. Todo consumidor é sempre vulnerável. Responsáveis: pelo fato do produto e pelo fato do serviço.Princípio da informação. 12 ao 14. Prescrição: 5 anos. 4 e 5 do CDC. busca-se uma melhor harmonia do mercado. 201 Responsabilidade civil O CDC estabelece 2 regimes jurídicos específicos. 30 Estabelece metas. Trata-se de um dever do fornecedor que impede a circulação de produtos ou serviços capazes de acarretar riscos à vida ou à saúde do consumidor.com. Hipossuficiência depende de decisão judicial – é um direito básico do consumidor.sites. Conceito: trata-se de um conjunto de normas programáticas30 que estabelecem um conjunto de objetivos. atendimento das necessidades e dos interesses dos consumidores. A vulnerabilidade é uma presunção absoluta. Com isso.Princípio da vulnerabilidade. Não se confunde vulnerabilidade com hipossuficiência (pessoa carente.

O prazo contratual (que pode ser parcial) somente ocorrerá após o término do prazo legal. produtor. Indireto.prazo de garantia: Garantia legal (art. CDC). Atenção: se o acidente de consumo tiver como causa a má conservação de produtos perecíveis.sites. não utilizou uma definição genérica. c) Responsabilidade pelo vício (arts. não flui. CDC): comerciante – o comerciante será responsabilizado quando as pessoas indicadas no art. b) Responsáveis pelo fato do serviço (art. CDC) Vício = falha de adequação dos produtos e serviços em circulação no mercado. 13. Tratando-se de vício de quantidade (art.com. mediante convenção entre o consumidor e o fornecedor. ele está sujeito a um prazo fixado em lei. todos os envolvidos serão responsabilizados de forma solidária.direito de reclamação: trata-se de um direito potestativo do consumidor que lhe garante a possibilidade de sanar os vícios do produto ou do serviço adquirido atendido certas regras fixadas nos arts. Garantia convencional ou contratual. 14.com. ou seja. 14. Diante disso o não atendimento desse prazo nos traz como consequência a decadência do mesmo. CDC): fabricante.obrigação de indenizar (art. como.com/leonardosakaki | @leosak . trata-se de uma garantia facultativa.contagem dos prazos: o consumidor deve encaminhar o produto para saneamento – fornecedor – prazo de 30 dias (pode reter o produto durante esse prazo para resolver esse problema). 20. "fornecedor". CDC. 18. 17. CDC) .br | 11 99610348 facebook. CDC). 12. 19.br | leonardosakaki@uol. CDC) ou vício de serviço (art. §4.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 338 Características: (i) Consumidor negocial (ii) Vítima do evento (consumidor por equiparação) – art. construtor e importador – há uma imputação específica. Observação: o prazo de saneamento pode ser ampliado em até 180 dias ou reduzido para 7 dias. o comerciante será responsabilizado diretamente. a lei não especifica qualquer prazo para o fornecedor sanar os vícios. Por tratar-se de um direito potestativo. 18 ao 20. Exercício do direito de reclamação: . 19 e 20. Atenção: a responsabilidade subjetiva do profissional liberal não se aplica na hipótese do vício do serviço (art. 26. ou seja. por exemplo. CDC). neste caso. que representa uma norma de ordem pública – qualquer produto possui essa garantia – 90 dias para os produtos/serviços duráveis e 30 dias para os produtos/serviços não duráveis. apura-se a culpa do profissional liberal (art. Consequência: frustração de consumo. CDC). CDC – A vítima do evento é a pessoa que sofre um acidente de consumo. O vício. 6. quando falamos em responsabilidade civil. Os profissionais liberais têm responsabilidade subjetiva. (iii) Responsáveis: pelo fato do produto (art. não forem encontradas ou a sua identificação for capaz de prejudicar a indenização do consumidor. autoriza 2 mecanismos: . . CDC) Na responsabilidade pelo fato do serviço. 12. CDC. que tem como efeito impedimento da fluência do prazo da garantia legal – o "prazo não corre".uol. http://leonardosakaki. muito embora não tenha adquirido o produto ou o serviço que lhe deu causa. 20. subsidiário (art.

Uma vez exercido o direito no prazo. (D) 90 (noventa) dias a contar de quando ficar evidenciado o vício.3) Em sua primeira viagem com seu carro zero quilômetro. (D) Propositura de ação de responsabilidade civil pelo vício do produto em face do fabricante e da concessionária. Com a ajuda de moradores locais. (C) Propositura de ação de responsabilidade civil pelo fato do produto em face da concessionária que vendeu o veículo a Joaquim.com.com. Vícios ocultos: a partir da constatação. (B) 90 (noventa) dias a contar da entrega do produto. as falhas e desgastes que extrapolam a vida útil não caracterizam o vício. De acordo com o STJ somente será constatado durante a vida útil do bem.Resultados: Saneamento: correção do erro Vícios não sanáveis – opções do consumidor: Substituição por outro produto da mesma espécie. 92 (FGV – OAB 2010. Restituição + perdas e danos. abandonar a estrada. que.3) O prazo para reclamar sobre vício oculto de produto durável é de (A) 90 (noventa) dias a contar da aquisição do produto. Abatimento proporcional.sites. O prazo para o fornecedor sanar os vício não está previsto em todas as situações. (C) 30 (trinta) dias a contar da entrega do produto. O freio não funciona. O CDC ressalva de maneira expressa que os produtos essenciais que apresentem vícios não terá o fornecedor a possibilidade de saneamento. o que leva Joaquim. em seguida. Ele somente será utilizado quando o vício pela sua própria natureza puder ser sanado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 339 Vícios aparentes ou de fácil constatação: a partir da entrega do produto ou término do serviço.uol. Felizmente. Joaquim. se recupera do imenso susto e entra em contato com seus familiares. nenhum dano material ou físico acontece ao carro nem ao motorista. precisa dar uma freada brusca para evitar um acidente. muito abalado. o CDC estabelece que o consumidor deve oportunizar ao fornecedor a possibilidade de saneamento do vício. Assim. transtornado. uma vez que a responsabilidade é solidária. Na qualidade de advogado de Joaquim. qual seria a orientação correta a ser dada em relação às providências cabíveis? (A) Propositura de ação de responsabilidade civil pelo fato do produto em face do fabricante do veículo. (B) Não há ação a ser proposta porque não houve dano. a jogar o carro para o acostamento e. Resposta: D . d) Prazo prescricional de ações de consumo sujeitos ao CDC 5 anos contados do ato ou do fato que gerou o acidente.com/leonardosakaki | @leosak . fechado por outro veículo.br | leonardosakaki@uol. 94 (FGV – OAB 2010.br | 11 99610348 facebook. Resposta: A http://leonardosakaki. mal consegue acessar seu celular para pedir auxílio.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 340 202 Práticas comerciais Práticas comerciais são condutas realizadas no mercado de consumo para o desenvolvimento da atividade econômica do fornecedor. O CDC elenca um rol de práticas permitidas e também proibidas.br | 11 99610348 facebook. Por definição legal a oferta se traduz por um conjunto de informações as quais não necessitam de uma reunião num único ato. Uma vez tendo a força vinculante. Formas publicitárias proibidas: . é correto afirmar que: (A) a publicidade somente vincula o fornecedor se contiver informações falsas. CDC. CDC). . envio de produtos ou serviços não solicitados. Revela características objetivas e subjetivas sobre produtos e serviços em circulação no mercado. entretanto é uma informação de caráter econômica. CDC) – viola os valores de proteção. Exemplos: venda casada.com/leonardosakaki | @leosak . §2. Rol exemplificativo de práticas abusivas no art. CDC) Circulação de produtos em desconformidade com o INMETRO. 39. (C) o ônus da prova da veracidade da mensagem publicitária cabe ao veículo de comunicação.uol. 37. (i) Oferta O conceito de oferta adotado no CDC é mais amplo do que aquele previsto no CC. Conjunto de informações inseridas no mercado de consumo sobre produtos e serviços. Resposta: D (iii) Práticas comerciais abusivas (art. capazes de revelar elementos da relação negocial (ii) Publicidade Também é uma informação.2) http://leonardosakaki. 36. 99 (FGV – OAB 2010. Efeito: força vinculante ou obrigatória (art. 39.Publicidade enganosa (art.com. (D) é abusiva a publicidade que desrespeita valores ambientais. (B) a publicidade que não informa sobre a origem do produto é considerada enganosa. §1. ou seja.Publicidade clandestina (art. 37.br | leonardosakaki@uol. mesmo quando não essencial para o produto. CDC) – falsidade por ação ou omissão. Trata-se do marketing. .sites. As informações somente terão caráter vinculante se forem suficientemente precisas. 100 (FGV – OAB 2010. 30. o consumidor pode exigir o que foi veiculado. limitação quantitativa etc.Publicidade abusiva (art.com. CDC) – quando não noto ou não percebo.2) Sobre o tratamento da publicidade no Código de Defesa do Consumidor.

(v) Cadastro de proteção ao crédito . não faz coisa julgada material.com. não poderá intentar ação individual. que não ti ver conhecimento da ação. o efeito é ultra partes e impede a propositura de ação individual. (C) Tratando-se de direitos difusos.br | 11 99610348 facebook. CDC) A cobrança de dívida é lícita. 51. CDC) são aqueles em que uma das partes estipula as cláusulas.Prazo máximo de permanência dessas informações: 5 anos. quanto por adesão.sites. 42. julgados improcedentes. Atenção: o CDC prevê a possibilidade de repetição em dobro das quantias pagas caso o pagamento tenha ocorrido por força de uma cobrança abusiva. o consumidor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 341 Nas ações coletivas. (D) Tratando-se de direitos coletivos. e o outro contratante apenas adere a elas. efeito erga omnes. . 203 Práticas contratuais Contratos de consumo são os instrumentos jurídicos hábeis a criar as relações de consumo. mas a lei proíbe a forma abusiva – há limitação no que diz respeito à forma. A cobrança abusiva é aquela que expõe o consumidor.com/leonardosakaki | @leosak . Os contratos podem ser tanto individualizados (feitos para especificamente para aquele consumidor).Direito de comunicação por escrito das informações restritivas. se procedente. mas só aproveita aquele que se habilitou até o trânsito em julgado. 71. o efeito da coisa julgada material será: (A) Tratando-se de direitos individuais homogêneos. sem haver a possibilidade de discussão de seus termos ou de modificação substancial de seu conteúdo. no caso de improcedência por insuficiência de provas. 54. CDC) http://leonardosakaki. 49. Publicidade enganosa (ação ou omissão) e abusiva. podendo. valendo-se de novas provas. qualquer prejudicado. .com. (i) Proteção contratual Direito de arrependimento (art.uol.Os bancos de dados de cadastro de crédito têm caráter público. CDC) e cabe dano moral. (B) Tratando-se de direitos individuais homogêneos. Resposta: C (iv) Cobrança de dívida (art. Contrato de adesão (art. 37 e 39 do CDC.As informações positivas (cadastro dos bons pagadores) somente poderão ser inseridas com a anuência dos consumidores. intentar nova ação com os mesmo fundamentos. Publicidade: arts. (ii) Cláusulas abusivas (art. É crime (art. . no caso de improcedência do pedido de nulidade de cláusula contratual.br | leonardosakaki@uol. CDC) – direito de desistir – prazo de 7 dias para desistir desde que a contratação tenha ocorrido fora do estabelecimento comercial.

sites. 205 Tutela processual do consumidor O consumidor tem duas formas de ter seu direito protegido em juízo pelo CDC: individual e coletivamente. poluição do ar etc. mas de. temos sujeitos de direito indeterminados e indetermináveis. de natureza indivisível. nesta relação temos mais de um sujeito titular do direito. Será coletiva a defesa quando tratar de: a) interesse ou direito difuso. 52.Multa de atraso é de.. c) interesses ou direitos individuais homogêneos. ou seja. categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base. so.com.uol.Não há relação jurídica. Exemplo de origem comum: acidente aéreo. qualidade no serviço público de fornecimento de energia elétrica etc.com/leonardosakaki | @leosak Interesses difusos Interesses coletivos .Há relação jurídica (base) Há um fato comum que vincula dica mente circunstâncias de fato que liga consumidores e os titulares do direito violado http://leonardosakaki. os transindividuais. Trata-se de um rol exemplificativo. 52 do CDC Multa por atraso – no máximo de 2%. temos sujeitos indeterminados. b) interesses ou direitos coletivos.Indeterminados.Posso pleitear o abatimento proporcional dos juros em razão do pagamento antecipado. Nesta relação jurídica. de natureza indivisível. 2% por prestação.com. 204 Concessão de crédito – art.Determinados mináveis termináveis Bem jurídico Indivisíveis Indivisíveis Divisíveis Relação jurí. ou seja. de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato. de que seja titular grupo. . Interesses individuais homogêneos Titulares Indeterminados e indeter. Os direitos são divisíveis. Exemplos: circunstâncias de fato: publicidade em geral. (iii) Concessão de crédito (art. Os direitos são indivisíveis.br | leonardosakaki@uol. Por exemplo: qualidade no serviço educacional pela escola privada. Pagamento antecipado – redução proporcional dos juros. Os direitos são indivisíveis.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 342 Cláusulas abusivas – cláusulas nulas de pleno direito. assim entendidos os decorrentes de origem comum. sendo que são todos determinados.br | 11 99610348 facebook. os transindividuais. CDC) Todo contrato que envolva outorga de crédito estão sujeitas às regras: . Nesta relação jurídica. mas determináveis.. no máximo.

o CDC. 9.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 343 fornecedores Publicidade de um medica. Municípios e Distrito Federal Entidades e órgãos da administração pública direta ou indireta Associações legalmente constituídas 205.3 Ações coletivas Para discutir direitos coletivos. admite que o juiz confira tutelas específicas (antecipatórias ou definitivas). Estados.com. 9. na decisão.1 9.br | 11 99610348 facebook. no intuito de garantir o cumprimento da obrigação in natura e o perecimento de direitos.2 Ação de obrigação de fazer ou não fazer Para efetivação da tutela jurisdicional em favor do consumidor.uol.banco groso Legitimidade concorrente Exemplo 205. Poderá ainda o juiz.sites.4 Ações de responsabilidade civil: defesa individual Tem por objetivo impedir a ocorrência de dano e ressarcir civilmente o consumidor. fixar astreintes (multa diária) ou outras medidas executórias. difusos e individuais homogêneos.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol.Clientes de um mesmo Veículos produzidos com o mesmo defeito de série mento emagrecedor mila.com.1 Ministério Público Federal e Estadual União.2 9. no âmbito individual. http://leonardosakaki.

continuar a empresa antes exercida por ele enquanto capaz. por seus pais ou pelo autor de herança.uol. não pode ser empresário individual. Pessoal. ao tempo da sucessão ou da interdição. 974. após exame das circunstâncias e dos riscos da empresa. Requisitos para ser empresário individual – art. O juiz nomeará um assistente ou representante. mas também responderá pelas dívidas empresariais. Lei 11. Exercida com habitualidade. 207 Empresário individual Se registrado. servidor público – art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 344 DIREITO EMPRESARIAL 206 Atividade empresarial Atividade não empresarial Atividade econômica – visa lucro. 974. O legislador permite que o incapaz continue. §3. Atividade empresarial Atividade econômica – visa lucro. Isso significa que haverá um único conjunto de bens. por meio de representante ou devidamente assistido. Para ser empresário a pessoa não pode ter sócio. haverá uma autorização judicial. § 1o Nos casos deste artigo. 117. devendo tais fatos constar do alvará que conceder a autorização. 972. Poderá o incapaz. livre de impedimentos (proibições: falido – art . Pessoa que sozinha é dona de uma empresa. 158.com. O CNPJ é apenas para tributação diferenciada.1 Empresário a) incapaz É possível ao empresário que ele seja incapaz? Nunca. que o prazo será de 10 anos –. se não houve crime falimentar. 207. (Atenção: ler o art.112/90.com/leonardosakaki | @leosak . pode no máximo continuar uma atividade empresarial – em caso de herança ou em caso de incapacidade superveniente.101/05. ouvidos os pais. só pode participar da sociedade se o capital social estiver totalmente integralizado. Incapaz sócio: não pode ser administrador. Exercida com habitualidade. há um CNPJ. podendo ser sócio ou acionista).com. Cooperativa. a pessoa é falida em até 5 anos contados da falência. Lei 8.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol. CC – atualização de 2011) Art.sites. bem como da conveniência em continuá-la. desde que estranhos ao acervo daquela. profissional liberal. podendo a autorização ser revogada pelo juiz. § 2o Não ficam sujeitos ao resultado da empresa os bens que o incapaz já possuía. precederá autorização judicial. Os bens do incapaz que não tem relação com a atividade empresarial não são atingidos pelas dívidas empresariais. mas continua não tendo personalidade jurídica. sem prejuízo dos direitos adquiridos por terceiros. que responderá pelas dívidas pessoais. nem administrador. CC: capacidade. Organização – preocupação com a gestão. deve estar representado ou assistido. tutores ou representantes legais do menor ou do interdito. http://leonardosakaki. mas necessariamente vai ter essa proteção patrimonial.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 345
§ 3o O Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais deverá registrar contratos ou alterações contratuais de sociedade que envolva sócio incapaz, desde que atendidos, de forma conjunta, os seguintes pressupostos: (Incluído pela Lei nº 12.399, de 2011) I – o sócio incapaz não pode exercer a administração da sociedade; (Incluído pela Lei nº 12.399, de 2011) II – o capital social deve ser totalmente integralizado; (Incluído pela Lei nº 12.399, de 2011) III – o sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o absolutamente incapaz deve ser representado por seus representantes legais. (Incluído pela Lei nº 12.399, de 2011)

b) empresário casado Alienar ou onerar bens imóveis. Bens que tem relação com a atividade empresarial, que é usado como objeto da atividade, não os bens do casal – não precisa da vênia conjugal, não importando o regime de bens do casal. c) atividade rural Tem a faculdade de se registrar na Junta Comercial, mas quando se registra é que posso afirmar que essa atividade é empresarial. O simples plantador de cana não registrado não é uma empresa. 207.2 Empresa individual de responsabilidade limitada – EIRELI – Lei 12.441/11 Há a constituição de uma pessoa jurídica – há um patrimônio da pessoa jurídica e um patrimônio da pessoa física. Capital social: 100 salários mínimos. Objeto: prestação de serviços, permissão do direito de imagem, profissionais intelectuais.

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Registro da atividade empresarial – Lei 8.934/94)

Artigos importantes da lei: 5, 6, 29, 32. Artigos do CC: 967 a 969. Órgão: DNRC (Departamento Nacional do Registro de Comércio): Órgão federal. Fiscaliza e normatiza a atividade da Junta Comercial. Junta Comercial 1 por Estado Arquivamento (registro e averbação) – é público. Autenticação (livros) – é sigiloso.

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Nome empresarial

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 346 Nome empresarial é o que registro na Junta Comercial ou no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas. Se não registrar, não há nenhum tipo de proteção. Quando falo em junta comercial, falo em sociedades empresárias. Quando falo em cartório de registro civil de pessoas jurídicas é onde registro as sociedades simples, ou seja, as sociedades não empresárias. A proteção do nome empresarial envolve o estado, a proteção é estadual. O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. Art. 1.164 do Código Civil. Não posso fazer negociação do nome apenas. - Espécies de nome empresarial: (i) firma individual: é o nome do empresário individual. O empresário individual é obrigado a utilizar a firma individual. (ii) razão social: o nome é composto pelo nome dos sócios. A sociedade em nome coletivo e a sociedade em comandita simples são obrigadas a utilizar a razão social. (iii) denominação social: o nome é inventado. A sociedade anônima é obrigada a utilizar a denominação social. Observação: a sociedade limitada tem a faculdade de utilizar a firma social ou a denominação social, assim como a sociedade em comandita por ações. Se a companhia não inserir a denominação "ltda." gera responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores. Numa nota promissória, por exemplo, não sendo escrito o "ltda." gerará a responsabilidade dos sócios sobre a nota promissória assinada.

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Estabelecimento (arts. 1.142 a 1.147, CC)

Muito importante! Conjunto de bens materiais ou imateriais (exemplos: nome empresarial, marca, patente) que são utilizados na atividade empresarial. O dono do estabelecimento é o empresário ou a sociedade empresária. 210.1 Trespasse Alienação do estabelecimento comercial. Formalidade para eficácia perante terceiros: averbação na Junta Comercial, publicação no diário oficial do estado, concordância dos credores é necessário se o alienante não tiver bens suficientes para saldar as dívidas que está deixando no estabelecimento – necessária notificação dos credores e aguardar 30 dias para manifestação dos credores (podendo ser expressa ou tácita)*. *se o credor não concordar ou não for notificado, pode pedir a falência do alienante – art. 94, III, c, Lei 11.101/05 – o trespasse passa a ser ineficaz perante a massa (art. 129, Lei 11.101/05), ou seja, o estabelecimento pode ser vendido para pagar os credores, ficando o comprador classificado como credor quirografário, recebendo por último.

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Art. 94. Será decretada a falência do devedor que: III – pratica qualquer dos seguintes atos, exceto se fizer parte de plano de recuperação judicial: c) transfere estabelecimento a terceiro, credor ou não, sem o consentimento de todos os credores e sem ficar com bens suficientes para solver seu passivo;

Responsabilidade pelas dívidas: quando vendo o estabelecimento as dívidas que assumi quando era dono ficam como? O comprador responde apenas pelas dívidas contabilizadas. De acordo com o art. 133, CTN, o adquirente também responde pelas dívidas fiscais. O alienante, vendedor, continua solidariamente responsável por 1 ano.
Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato: I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade; II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão. § 1o O disposto no caput deste artigo não se aplica na hipótese de alienação judicial: I – em processo de falência; II – de filial ou unidade produtiva isolada, em processo de recuperação judicial. § 2o Não se aplica o disposto no § 1o deste artigo quando o adquirente for: I – sócio da sociedade falida ou em recuperação judicial, ou sociedade controlada pelo devedor falido ou em recuperação judicial; II – parente, em linha reta ou colateral até o 4o (quarto) grau, consanguíneo ou afim, do devedor falido ou em recuperação judicial ou de qualquer de seus sócios; ou III – identificado como agente do falido ou do devedor em recuperação judicial com o objetivo de fraudar a sucessão tributária. § 3o Em processo da falência, o produto da alienação judicial de empresa, filial ou unidade produtiva isolada permanecerá em conta de depósito à disposição do juízo de falência pelo prazo de 1 (um) ano, contado da data de alienação, somente podendo ser utilizado para o pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos que preferem ao tributário.

Não concorrência por 5 anos, no caso de contrato omisso.

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Sociedades

Personificadas: pessoa jurídica – possui registro: (i) Junta Comercial (quando a sociedade for empresária); (ii) Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas (registro de sociedades simples, ou seja, sociedade não empresário); (iii) Conselho Seccional da OAB (sociedade de advogados no exercício da advocacia). Não personificada: não é pessoa jurídica.

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Sociedade simples e sociedade empresária http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Sociedade simples Atividade não empresarial. Exemplos: sociedade de empresários liberais. Registrado no cartório de registro civil de pessoas jurídicas. Cooperativa.

Sociedade empresária Atividade empresarial. Exemplo: padaria, indústria, mercado etc. Registrado na Junta comercial. S.A. e comandita por ações Pode sofrer falência e recuperação social.

212.1 Sociedade comum, sociedade de fato ou sociedade irregular – arts. 986 e ss., CC Não tem personalidade jurídica. Não tem registro. Não há nome empresarial. Responsabilidade dos sócios: respondem ilimitadamente e solidariamente. Quando o credor decide cobrar uma dívida, pode atingir diretamente os sócios? O credor atingirá o patrimônio especial (bens dos sócios que foram destinados ao uso da atividade) e só após o patrimônio especial que atingirá os sócios. Exceção: é excluído do benefício de ordem o sócio que contratou. Imagine uma loja chamada SARANA Ltda., mas que não foi registrada (não é limitada, não há registro, é pegadinha). Duas sócias: Sara e Ana. A Ana comprou mercadorias para a loja e parcelou em 16x. O credor pode atingir o patrimônio pessoal da Ana? Para Ana não tem benefício de ordem, pois foi ela quem comprou os produtos. A empresa não tem CNPJ, então, foram utilizados os dados dela. A Sara pode ser atingida, entretanto a Sara, para ser atingida, tem que esgotar o benefício de ordem, ou seja, acabar com os bens de SARANA. Pode sofrer processo falimentar? Sim – serão falidos os sócios e a sociedade (art. 82, Lei 11.101/05). Não pode sofrer recuperação de empresas, visto que isso só é possível para sociedades registradas. 212.2 Sociedade em conta de participação – arts. 991 e ss. CC Não tem personalidade jurídica. Não tem registro – pode ser registrada no Cartório de Títulos e Documentos. Não há nome empresarial. Sócios: (i) ostensivo: o sujeito aparece perante terceiros. Ele realiza contratos perante terceiros. Responde ilimitadamente perante terceiros. Pode sofrer falência (ii) participante: não aparece perante terceiros. Não responde perante terceiros. Não pode Obs.: o sócio participante pode haver regras de responsabilidade entre eles, mas não há com terceiros. Ele até pode responder, mas dependendo de contrato firmado entre eles. A sociedade não pode sofrer falência, apenas o sócio ostensivo. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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212.3 Sociedade em nome coletivo – arts. 1.039 a 1.044, CC Tem personalidade jurídica. Tem registro. Pode ser uma sociedade simples ou uma sociedade empresária, dependendo da atividade exercida pela mesma. Responsabilidade dos sócios: os sócios são necessariamente pessoas físicas e respondem ilimitadamente e solidariamente entre eles. Quando o credor vai comprar uma dívida, pode atingir diretamente os sócios? A sociedade tem o benefício de ordem, devem atingir primeiro os bens da pessoa jurídica e só depois que terminarem esses bens é que os bens dos sócios serão atingidos – essa é a regra de toda sociedade com personalidade jurídica (art. 1.024, CC31). Pode sofrer falência, se for sociedade empresária. Incapaz não pode ser sócio 212.4 Sociedade em comandita simples – arts. 1.045 e ss., CC Tem personalidade jurídica. Tem registro. Pode ser sociedade simples ou empresária, dependendo da atividade desenvolvida pela mesma. Sócios: (i) comanditado: necessariamente é pessoa física, responde ilimitadamente, é quem administra a sociedade. (ii) comanditário: pode ser pessoa física ou pessoa jurídica, responde limitadamente (investe um valor e o máximo que ele pode perder é o que ele investiu), não pode ser atingido pelo credor. Pode sofrer falência se for empresária. Tem direito à recuperação de empresas, se for empresária. Incapaz pode ser sócio se for comanditário, visto que só pode ser sócio se houver proteção patrimonial. Servidor público pode ser sócio, desde que comanditário, visto que ele não pode administrar.

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Sociedade limitada

a) Nome empresarial

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Art. 1.024. Os bens particulares dos sócios não podem ser executados por dívidas da sociedade, senão depois de executados os bens sociais.

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 350 Pode ser uma razão social ou uma denominação social. Razão social ou denominação social – tenho que colocar a terminação limitada (ltda.). Consequência para quando se esquecer de colocar a terminação "limitada": responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores, não é dos sócios (art. 1.158, CC). Há registro na Junta Comercial, quando for uma sociedade empresária, ou no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, quando for uma sociedade simples. Proteção do nome empresarial é estadual. O nome empresarial não pode ser objeto isolado de alienação – art. 1.164, CC. b) Capital social Pode ser composto por dinheiro, créditos, bens, trabalho (o capital social não pode ser composto só por trabalho). O capital social pode ser dividido em quotas, divididos em valores iguais ou desiguais. A quota é indivisível. Aumento e diminuição de capital social: alteração no contrato social e averbação na Junta Comercial ou no Cartório de Registro Civil. Na redução, ainda depende-se da concordância dos credores quirografários (que não tem garantia alguma, o último a receber em caso de falência). c) Cessão de quotas Se houver omissão do contrato social terei que usar a regra do art. 1.057 do Código Civil. Se a cessão ocorre de um sócio A para o sócio B, não precisa da concordância dos demais sócios. A cessão de quotas entre sócios é livre, não há necessidade de anuência dos demais sócios. Haverá direito de preferência se previsto no contrato social. Se um sócio quiser passar suas quotas para um terceiro, poderá, mas se não houver oposição de sócios que não representem mais de 25% (¼) do capital social. d) Administrador Pode ser um sócio ou um não sócio. Se o administrador realizou um ato que está dentro dos poderes que a sociedade atribuiu a ele, quem responde por esse ato é a sociedade, pois mesmo que ele tenha feito algo de errado tinha autorização para fazê-lo. Se ele realizar um ato fora dos poderes a ele atribuídos, quem responde pelo ato é só o administrador. O administrador que agiu com excesso de poderes. É um ato ultra vires. Atos de gestão não dependem de previsão expressa, já os demais atos, como, por exemplo, assinar contratos, deverá estar previsto no contrato social ou em documento separado. e) Exclusão http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Art. 1.058, CC – quando é um sócio remisso, ou seja, não integralizou as quotas que subscreveu, é o sócio devedor. Deve ser feita a devolução do que ele pagou. Art. 1.030, CC – exclusão judicial. Quando praticou uma falta grave ou em virtude de uma incapacidade superveniente. Haverá o ressarcimento, ou seja, será verificado quanto vale a parte dele na sociedade, que pode ser maior do valor que ele investiu. Concordância da maioria dos demais sócios. Exclusão extrajudicial: art. 1.085, CC: falta grave, previsão no contrato social para a exclusão por justa causa, preciso da concordância dos sócios, representante de mais da metade do capital social, deve haver, também, a oportunidade de defesa. Haverá o direito ao ressarcimento.
41 (FGV – OAB 2010.3) Com relação à exclusão do sócio da sociedade por justa causa, assinale a alternativa correta. (A) Como o sócio majoritário possui a maioria do capital social, ele não poderá ser expulso em razão da vontade dos demais sócios, ainda que haja justo motivo para tal expulsão. (B) A deliberação para exclusão do sócio majoritário não remisso deve ocorrer por assembleia convocada especificamente para tal fim, sendo a deliberação comunicada ao sócio que se visa excluir, e este deverá, em 48 horas, deixar a sociedade, podendo após esse prazo ser feita a devida alteração contratual. (C) Se for ajuizada ação para se efetivar a expulsão do sócio, o juiz somente poderá verificar os aspectos formais que levaram à exclusão, como, por exemplo, se se respeitou o quórum necessário, não podendo examinar o mérito do ato expulsório. (D) A justa causa é a violação ou falta de cumprimento das obrigações sociais, sendo que o sócio excluído não perde o valor patrimonial de sua participação societária.
Resposta: D

f) Responsabilidade dos sócios – art. 1.052, CC X Ltda. – Capital social: 100 Sócio A: Subscreveu 70 / Integralizou 50 / Falta 20 Sócio B: Subscreveu 30 / Integralizou 30 Cada sócio responde pela integralização da quota que subscreveu. Todos os sócios são solidariamente responsáveis até o limite do que falta integralizar, ou seja, os credores podem atingir todos os sócios A e B até o valor de 20. Observação: não há prazo para integralizar o valor subscrito. Sócio remisso é o sócio que não integralizou as quotas que subscreveu. Deste sócio, podem-se cobrar as quotas, excluir ou reorganizar as quotas da sociedade. g) Cessão de quotas – art. 1.057, CC Há determinação no contrato social. No caso de omissão do contrato social, utiliza-se a regra do art. 1.057, CC. Cessão de quotas entre sócios – é livre, não é necessária concordância dos demais sócios. Cessão de quotas para terceiros: pode, desde que não haja oposição de sócios que representem mais de 25% do capital social.

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 352 h) sociedade unipessoal A regra é de 2, pelo menos. É possível existir uma sociedade unipessoal por um período de no máximo 180 dias, sob pena de dissolução da sociedade.
40 (FGV – OAB 2010.3) A sociedade empresária denominada KLM Fábrica de Móveis Ltda. teve a sua falência decretada. No curso do processo, restou apurado que a sociedade, pouco antes do ajuizamento do requerimento que resultou na decretação de sua quebra, havia promovido a venda de seu estabelecimento, independentemente do pagamento de todos os credores ao tempo existentes, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, e sem que lhe restassem bens suficientes para solver o seu passivo. Diante desse quadro, é correto afirmar que a alienação é (A) revogável por iniciativa do administrador judicial. (B) ineficaz em relação à massa falida. (C) nula de pleno direito. (D) anulável por iniciativa do administrador judicial.
Resposta: B

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Sociedade anônima

a) Características É uma sociedade necessariamente empresarial, devendo a mesma ser registrada na Junta Comercial. É uma sociedade de capital – não interessa a relação de pessoas, o que importa é o capital. Pode ser uma sociedade aberta ou fechada – títulos negociados ou não no mercado de capitais – possui registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda. Uma sociedade é considerada aberta a partir do momento que adquire o registro na CVM, independentemente se emitiu ou não seus títulos. Na sociedade anônima fechada os títulos são negociados na própria companhia, ou seja, de um sócio para outro. Mercado de capitais: mercado de balcão e na bolsa de valores. No mercado de balcão ocorre o mercado primário e secundário. Na bolsa de valores ocorre apenas o mercado secundário. No mercado de balcão há os títulos recém emitidos quanto revendedores de títulos. No mercado de valores há apenas os revendedores de títulos. Tanto o mercado de balcão quanto a bolsa de valores são fiscalizados pela CVM. Quem está no mercado de capitais, deverá divulgar tudo o que ocorre na companhia.
39 (FGV – OAB 2010.3) As Sociedades Anônimas têm uma pesada estrutura, necessitando, assim, de vários órgãos para atingir seu desiderato, cada um com sua função específica. Um desses órgãos é a Diretoria, sendo seus diretores efetivamente os administradores da companhia. Esses diretores possuem alguns deveres para com a sociedade empresarial e para com o mercado. Entre esses deveres encontra-se o desclosure, que é o dever (A) que os diretores possuem de convocar os acionistas para deliberar sobre determinado assunto ou vários assuntos que devem constar de uma pauta previamente escolhida.

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a parte beneficiária atribui participações nos lucros da companhia. AGE: assunto diferenciado. . LSA. eleição de administradores. . não é mais utilizada como capitação de recursos.Bônus de subscrição: art. http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak . O bônus de subscrição confere o direito de preferência na aquisição de ações. ação ordinária que dê direito a mais de um voto.Partes beneficiárias: também são títulos estranhos ao capital social. LSA). I. preferenciais ou de gozo e fruição. Lei 6. LSA). §2. respeitando o estatuto social. também denominada de golden share. Diferenciação: Quanto às vantagens ou direitos específicos (art. É um título executivo extrajudicial (art. 18. Ações preferenciais: vantagem patrimonial e política. aprovação de fusão. LSA. A companhia de capital autorizado decide aumentar o seu capital social (lançamento de ações no mercado) terá preferência para a aquisição dessas ações quem tiver bônus de subscrição. 15. a vantagem política é o direito a voto (art. podendo responder de forma pessoal com seu patrimônio caso violem esse dever. Exemplos: alterar estatuto social. há uma preferência na aquisição. AGO: assuntos administrativos. Ação de gozo ou fruição: ação usada para amortizar dívidas. assuntos comuns. mas é entregue a um diretor que cumpriu a meta. Exemplos: aprovação de balanço. de forma a não causar prejuízos aos acionistas. 110. são direito de crédito contra a companhia. (C) que os administradores têm para com o mercado de informar todas as operações em que a companhia estiver envolvida e que possam influir na cotação das suas ações. ou seja.404/76): ordinárias. LSA: vedado o voto plural. c) Órgãos da companhia Assembléia Geral (arts. ou seja. Quem detiver o bônus de subscrição terá o direito ao pagamento do valor nominal de ações.com. §7. 46 e 47. 121 e ss.br | 11 99610348 facebook. CPC). CVM resolveu que uma companhia aberta não pode emitir partes beneficiárias – não é mais utilizado na negociação no mercado de capitais. Resposta: C b) Títulos . a companhia se compromete a uma forma de distribuição de dividendos (valor fixo. 75.Ações: títulos que são parte do capital social. De acordo com os arts. (D) que os administradores possuem de agir de forma diligente. LSA. das debêntures e dos valores mobiliários. 17. deverá entregar ao acionista preferencial o direito de voto (art. se a companhia ficar 3 anos sem cumprir. valor diferenciado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 353 (B) de fiscalizar os gastos da sociedade e se ela está cumprindo o que está disposto no estatuto social.com. 52. De acordo com o art.uol.Debêntures: títulos estranhos ao capital social. . 17. por exemplo. Ações ordinárias: possibilidade do direito de voto – toda ação ordinária tem direito de voto – art. aprovação de emissão de debêntures.sites. Tem vencimento certo. o bônus de preferência não dá como contraprestação valores. É ainda um título que existe. valor mínimo). LSA) em determinados assuntos (dependendo do estatuto) e o direito de veto (art. Também são títulos estranhos ao capital social. É utilizada como benefício. 585. LSA) A assembléia geral é o órgão onde as decisões são tomadas.br | leonardosakaki@uol.

ainda que. É um órgão obrigatório nas sociedades de capital autorizado (companhias que precisam da autorização da CVM).com/leonardosakaki | @leosak . Se houve algum prejuízo. A violação a tais deveres pode causar responsabilidade civil. O estatuto social pode informar ou não o capital social. Composição de no mínimo 3 membros.uol.br | leonardosakaki@uol. Conselho de administração (arts 40 e ss. 1. Diretoria (arts. tais deveres não sejam de competência de todos eles. de acordo com o art. Resposta: B e C 215 Cooperativa – arts. Mínimo de 2 membros. O conselho de administração fixa as diretrizes. companhias abertas e nas sociedades de economia mista. membros do Conselho Fiscal e para o acionista controlador.3) A Lei das Sociedades por Ações estabelece responsabilidades para os administradores. 158. O conselho de fiscalização pode contratar terceiros para fazer a auditoria. há necessidade de se causarem prejuízos efetivos à companhia. Em relação aos deveres e responsabilidades dos administradores.093 e 1. assinale a alternativa correta. conselheiros e acionistas. e apenas se seus atos forem comissivos. Conselho Fiscal (arts.094.com. LSA) Os membros são eleitos na AGO. http://leonardosakaki. o membro é obrigado a reparar os prejuízos. devendo usar seu poder de controle para fazer. (B) Somente nas companhias fechadas é que todos os administradores são responsáveis pelos prejuízos que causarem pelo não cumprimento dos deveres impostos pela lei para assegurar o funcionamento normal da companhia. LSA) (C) A única obrigação do acionista é a integralização de suas ações. (Art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 354 Obrigação do acionista é pagar o preço da ação. (A) O acionista controlador é sempre o acionista majoritário. O conselho de administração deve prestar contas. Os membros são necessariamente acionistas. LSA. 159. 161 e ss.br | 11 99610348 facebook. com que a companhia tenha uma maior margem de lucro. 143 e ss. 42 (FGV – OAB 2010. ou seja. aquele com maior número de ações da companhia. LSA) Representa e executa as decisões da companhia. Mínimo de 3 pessoas e máximo de 5 pessoas.sites. de acordo com o estatuto. a qualquer custo. não tendo qualquer outra responsabilidade para com a companhia. (D) Para que os administradores sejam responsabilizados pela prática de seus atos. LSA) Fiscalização por acionistas ou não. administrativa e penal. Não pode sofrer falência nem recuperação judicial. que podem ser acionistas ou não acionistas.com. CC É uma sociedade simples.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 355 O cooperado pode contribuir apenas com o trabalho na cooperativa? Sim.sites.com. Nas demais sociedades não pode contribuir apenas com trabalho – terá que contribuir com uma quantia em dinheiro.br | 11 99610348 facebook. Ele pode contribuir com trabalho ou com dinheiro. depende do estatuto.br | leonardosakaki@uol.uol.com/leonardosakaki | @leosak . http://leonardosakaki.com. Participação é de acordo com as obrigações realizadas.

O outro sócio é o sócio participante ou oculto. Há benefício de ordem – credor. presarial. quando terminar o patrimônio especial.Tem perso. te terceiros. bens da pessoa jurídica Depende atinge-se os bens dos da atividasócios. personalida.apenas o al é uma manditário. Não é re. Nome empresarial Não tem nome empresarial. Pode nalidade ju. se não for administrador da sociedade. al é necessariamente uma razão social.Não tem O sócio ostensivo resgistrada. Sociedade em nome coletivo O nome Não pode empresari. O credor simples ou tem sempre que acionar uma sociea pessoa jurídica e dade emquando terminar os presária.br | leonardosakaki@uol. que necessariamenser uma rídica.Tem perso. Pode nalidade ju.ser sócio.do.sociedades Sociedade Personalidade Jurídica Sociedade Não é re.cessariamente pessoas ser uma rídica. atingem-se os bens do sócio.com/leonardosakaki | @leosak .uol. nome em. ou seja.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 356 215. Tem regis. Atinge diretamente os bens do sócio para o sócio que contratou.1 Tabela . quando vai cobrar uma dívida. de.com. Sociedade em conta de participação Não tem Não pode Pode. Incapaz Servidor público Não pode. Registro Responsabilidade dos sócios Os sócios não têm proteção. comum. tem que acessar o patrimônio especial.sócio co. respondem ilimitadamente.Há o sócio comanditatro.ponde ilimitadamente e é quem aparece perande jurídica. te é uma pessoa física.ser sócio. gistrado. Pode. Tem regis. os bens dos sócios que foram colocados na atividade empresarial. pois haveria um risco para o seu patrimônio particular. físicas respondem ilimisociedade tadamente.Os sócios que são netro.br | 11 99610348 facebook.sites. Sociedade em comandita O nome Pode ser Pode ser empresari. Este não aparece perante terceiros e não responde perante terceiros. sócio co- http://leonardosakaki. Pode ser sócio.Não tem.com. pois a persosociedade nalidade jude fato ou rídica surge sociedade no momento irregular do registro.

manditário.com. Há manditário.minação rização jute e administra a socie. Há os sócios acionistas O nome Pode ser que respondem limita. Em determinada situação ou relação jurídica o juiz permite que o patrimônio dos sócios sejam atingidos. Há o sócio cojudicial. Não há que se falar dos requisitos acima. responde ilimitadamen. Sociedade comandita por ações Tem personalidade jurídica. Tem perso. se não for administrador. rídica. o patrimônio pessoal não é atingido. Sociedade É registralimitada da.pode ser acionista.uol. Há o sócio razão social dependenacionista diretor. Pode ser sociedade simples ou sociedade empresária. que ou deno.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 357 simples sociedade simples ou uma sociedade empresária. dicial. Depende da atividade. Quando a pessoa se torna incapaz após o início das atividades: 216 Desconsideração da pessoa jurídica Abuso da pessoa jurídica (art. Sociedades É registraanônima da. Precisa ser requerida pelo Ministério Público ou interessado. basta o não pagamento.do de autoresponde ilimitadamen. torização judicial.pela integralização da nominação houver au.br | 11 99610348 facebook. Pode ser sócio. http://leonardosakaki.acionista. que pode proteção ser pessoa física ou pespatrimonial soa jurídica.com/leonardosakaki | @leosak .se houver te e administra a socie. rio. Isso porque não administra. Cada sócio responde Pode ser Só pode se pela integralização da razão social o capital quota que subscreveu.minação 100% intedem solidariamente social. social.razão soci. dade.Poderá se Pode ser nalidade ju. 50.al. responde do sócio limitadamente e não comanditáadministra. damente. ou deno. autorização dade. É registrada e necessariamente é uma sociedade empresária. ação que subscreveu. Pode ser apenas o sócio acionista.sites.social. Será sociedade empresária.com. Não podendo ser o administrador. CC) pela confusão patrimonial ou desvio de finalidade. pelo que falta ser integralizado.social foi Todos os sócios respon. Para o direito ambiental e do consumidor. Tem personalidade jurídica.Cada acionista responde Será a de.br | leonardosakaki@uol. gralizado.

903. Cheque dependerá do valor – até R$100. c) O título de crédito pode ser ao portador? Nota promissória. No caso da fiança o contrato pode dizer que o fiador abriu mão do benefício de ordem. O aval serve só para garantir o Garantir o contrato. b) Autonomia: das relações jurídicas: credor – devedor. A lei 8. Endosso é uma relação autônoma.sites. Literalidade: vale somente o que está escrito no documento. a) Características/princípios: Cartularidade: apresentação do documento original para eventual discussão. Aval é uma relação autônoma.00 pode ser normativo ou ao portador. aval e fiança Endosso Pertence ao direito cambial – título de crédito.com. são causais: (i) duplicata. (ii) nota promissória vinculada a contrato bancário. quer dizer que não há benefício de ordem. duplicata e letra de câmbio – não pode ser ao portador. a nota promissória não tem autonomia (Súmulas 233.br | 11 99610348 facebook. de acordo com a lei. d) Endosso. ou seja. Na fiança. Endossante casado não precisa da Aval e fiança: precisa da vênia conjugal. Há duas exceções. avalista – credor. será só nominativo.663/66 em relação à causa/origem (como regra os títulos de crédito são não causais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 358 217 Títulos de créditos Fonte: leis especiais e código civil (em caso de omissão de lei especial) art. Decreto 57. A fiança é uma relação acessória. Art. nota promissória e a letra de câmbio). Fiança Prevista no direito civil. salvo no caso de regime de sevênia conjugal. título de crédito. CC. paração total.br | leonardosakaki@uol. o título de crédito não tem uma causa ou origem previamente definida – cheque. 247 e 258 do Superior Tribunal de Justiça).uol. que só pode ser emitida de nota fiscal de compra e venda ou de prestação de serviços – a duplicata será fria ou simulada quando não tem a causa que a lei definiu (nota fiscal de compra e venda ou de prestação de serviços).647 do Código Civil.com. a garantia é subsidiária – só pode ser atingido depois do devedor principal. Ler art. http://leonardosakaki. 1. será nominativo.com/leonardosakaki | @leosak Aval Pertence ao direito cambial. O endosso serve para transmitir e garantir o título de crédito. 17. A garantia no aval é solidária. ou seja. acima desse valor não poderá ser ao portador. A garantia no endosso é solidária. . na parte de contratos. endossante – credor.021/90 diz que não pode circular título ao portador.

a cláusula “não à ordem” impede a circulação do crédito. IV .br | leonardosakaki@uol.fazer doação. a definição de cheque é: ordem de pagamento À vista. ou seja. (D) não aceita a duplicata. suprir o aceite. 1. II . ação de enriquecimento sem causa. quando (A) presente na letra de câmbio. f) Cheque. São válidas as doações nupciais feitas aos filhos quando casarem ou estabelecerem economia separada. 202 do Código Civil. Conto 30 dias – 7 de julho. e) Protesto. Emissão em 7 de junho – praças iguais. Resposta: C 218 Falência – Lei 11.prestar fiança ou aval.sites. A súmula 370 do Superior Tribunal de Justiça cheque pré-datado: se o cheque pré-datado for apresentado antes da data.com.3) Em relação aos Títulos de Crédito.647. para transmitir. Daí pego 6 meses dessa data. Se o cheque prescreveu ainda posso cobrar o cheque. exceto no regime da separação absoluta: I . é correto afirmar que. tenho até o dia 7 de janeiro de 2011 para mover a ação de execução. cabe indenização de danos morais. Ressalvado o disposto no art. como autor ou réu. nenhum dos cônjuges pode. O aceite existe na duplicata e na letra de câmbio. Endosso após o protesto serve só Não muda nada após o protesto. Para a lei. (C) firmado em branco.357/85. sem autorização do outro. ação de cobrança.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 359 Art. de bens comuns.pleitear. em alguns títulos de crédito. O cheque tem um prazo de apresentação no banco de 30 dias contados da emissão para praças iguais ou 60 dias contados da emissão para praças diferentes. a garantia continua acontecendo. Parágrafo único. Súmula 388 do Superior Tribunal de Justiça diz que a simples devolução indevida é causa para indenização dos danos morais. (B) insuficientes os fundos disponíveis. o protesto do título é a providência suficiente para o ajuizamento da ação de execução contra o sacado. 1.101/05 http://leonardosakaki. Sou obrigado a protestar quando quero usar o título de crédito como causa de pedido de falência – valor acima de 40 salários mínimos.br | 11 99610348 facebook. acerca desses bens ou direitos. A lei do cheque é a lei 7. O prazo para execução é de 6 meses contados a partir do prazo de apresentação. o aval na nota promissória é entendido como dado em favor do sacador. Quando é um requisito obrigatório: quando preciso. 43 (FGV – OAB 2010. entrando com ação monitória. que é o prazo de apresentação. O protesto interrompe ou não a prescrição? Interrompe o prazo prescricional – art.com/leonardosakaki | @leosak .648. É obrigatório protestar quando quero acionar endossante ou avalista. ou dos que possam integrar futura meação. III .com.alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis.uol. o portador de um cheque pode requerer a responsabilidade cambiária do banco sacado pelo seu não pagamento. não sendo remuneratória.

sociedade simples e as cooperativas). http://leonardosakaki. 1 e 2 .3 Legitimidade passiva .2 Classificação dos credores Credor de natureza salarial de até 5 salários mínimos. não nomeou bens à penhora. 218. Crédito Tributário.1 Motivos para pedido de falência – art. LF A pessoa deve ser empresário individual ou sociedade empresária. É necessário apenas uma certidão. ou seja. (arrendamento mercantil e alienação fiduciária – são casos em que terceiros são proprietários) Quadro geral de credores: 1º lugar será o credor que tem direito ao pedido de restituição. 2. que será devolvido a ele. havendo a elaboração de um relatório. 218. Credor que é proprietário de um bem arrecadado pela massa.com. seguradoras. não depositou em juízo. 2. são excluídas do processo falimentar as atividades que não são empresariais (atividade dos profissionais liberais. mas tem que ser acima de 40 salários mínimos e protestado) (ii) execução em andamento.sites. Os bancos sofrem intervenção para que haja a verificação dos números e balancetes.com/leonardosakaki | @leosak . 4. Honorários advocatícios possuem privilégio geral – não tem direito de retenção. operadora de plano de saúdes. o credor que era proprietário do bem.br | 11 99610348 facebook. (podem ser vários títulos e vários credores. ou seja. Algumas sociedades sofrem exclusão parcial (art. vencidos 3 meses antes da falência. Os interventores podem sugerir a liquidação extrajudicial (o ativo é avaliado e os bens vendidos pode pagar a maior parte do passivo) ou a falência (o ativo é menor que o passivo). LF). Créditos trabalhistas e acidentes de trabalho – até 150 salários mínimos por trabalhador. 3. 94 (i) título executivo judicial ou extrajudicial – protesto e valor acima de 40 salários mínimos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 360 218. é o que acontece com os bancos.br | leonardosakaki@uol. Exemplo: honorários do administrador judicial.com. devedor citado e não pagou. Crédito subordinado. (iii) atos de falência (inciso III) – uma atitude suspeita que faz com que o credor acredite que o devedor não vai conseguir pagar.uol. Crédito com garantia real.arts. 2º lugar serão os créditos extraconcursais com origem após a decretação de falência. 3º lugar serão os créditos concursais antes da decretação da falência: 1. Essas pessoas recebem assim que exista dinheiro em caixa. II. Pedido de restituição – a única coisa que precisa ficar provada é a propriedade desse terceiro. Sofrem exclusão total (não sofrem falência): empresa pública e sociedade de economia mista. Exemplo: credor de arrendamento mercantil.

br | leonardosakaki@uol. LF (i) Créditos extraconcursais: origem após decretação da falência. em garanti a de dívida no valor de R$ 1. 5. http://leonardosakaki. O critério é a origem pós falência.000. uma ação de cobrança. não havendo hierarquia.com/leonardosakaki | @leosak . numa ação trabalhista. por exemplo. pode pedir o direito de reserva de valor – a reserva ocorrerá apenas na falência – o juiz do trabalho envia um ofício ao juiz da falência solicitando a reserva de valor. teve sua falência decretada em 11/01/2010. (a) Crédito trabalhista (valor até 150 salários mínimos por trabalhador) e decorrente de acidente de trabalho. (A) A Fazenda tem direito de preferência sobre o credor com garantia real. por exemplo. (D) A Fazenda respeitará a preferência do credor hipotecário. A Fazenda Pública Estadual tem créditos a receber de Delta Ltda. Honorários advocatícios são créditos de privilégio geral. (C) A Fazenda tem direito de preferência uma vez que a dívida tributária é anterior à hipoteca. em função de ter havido a quebra da empresa. por exemplo. (B) A Fazenda não pode executar o bem. (iii) as obrigações ilíquidas. crédito tributário (após a decretação da falência) etc. promessa de doação. assinale a afirmativa correta. salvo as custas judiciais. 84 e 83. Com base no exposto acima.00. uma reparação de danos.000.br | 11 99610348 facebook. 218. qualquer valor que está sendo discutido na justiça. saldo do crédito com garantia real.000. 74 (FGV – OAB 2010. (ii) as despesas dos credores.sites. 6. uma reclamação trabalhista. (b) Crédito de garantia Real.200.00 O imóvel está avaliado em R$ 1. mas pode um dia entrar na falência. art. Essas obrigações permanecem no seu juízo de origem. exemplo: honorários do administrador judicial.4 Créditos excluídos do processo falimentar – art. prevalecendo o crédito com garanti a real. salvo as multas tributárias. (c) Crédito tributário. como. uma indenização etc. (ii) Créditos concursais: origem do crédito ocorreu antes da decretação da falência. (e) Crédito com privilégio geral: não tem retenção. relacionados ao ICMS não pago de vendas ocorridas em 03/01/2008.com. sendo o valor realmente reservado. §§1 e 3 Ficam de fora: (i) as obrigações gratuitas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 361 218. Delta possuía um imóvel hipotecado ao Banco Junior S/A. crédito trabalhista (trabalhador que realizou o trabalho após a declaração da falência. em virtude de seus privilégios. isso ocorrerá no momento em que essa obrigação se tornar líquida – há a chamada reserva de valor. até o limite do bem dado em garantia.5 Classificação dos créditos – arts. nos limites do valor do crédito garanti do pela hipoteca. mas o juiz pode não conceder. (f) Crédito quirografário: saldo do crédito trabalhista. ou seja.2) Delta Ltda.uol. Resposta: D (d) Crédito com privilégio especial: tem retenção.com. O reclamante. não vem para a falência. conceder ou conceder parcialmente.

br | leonardosakaki@uol. 218.com. Exemplo: pró-labore de sócio.6 Pedido de restituição Peço toda vez que bem de propriedade de terceiro for arrecadado pela massa. 218. O terceiro não é necessariamente um credor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 362 (g) Multas.br | 11 99610348 facebook. Exemplo: arrendamento mercantil e alienação fiduciária. pode ser alguém que em algum momento deixou um bem dentro da massa.sites.7 Procedimentos http://leonardosakaki.uol. (h) Créditos subordinados.com.com/leonardosakaki | @leosak .

LF. Citação. Liquidação: momento em que os bens são vendidos e há o pagamento dos credores. Credor retardatário – habilitação feita após esse prazo – art. 95.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 363 Petição inicial. LF. Atenção aos recursos (abaixo).com/leonardosakaki | @leosak . (ii) Depósito elisivo (pagamento). ou (iii) Pedido de recuperação judicial Arts. O devedor não pode ter sido condenado em crime falimentar. Redação do quadro geral de credores – prazo de 45 dias ao administrador. Há prazo de 10 dias. http://leonardosakaki. exerça atividade empresarial de forma regular há pelo menos 2 anos. Sentença – art. Após uso do plano especial (da microempresa). 10. tenho que esperar 8 anos para pedir uma nova recuperação. Recursos: se a falência for improcedente – apelação se a falência for declarada – agravo de instrumento 219 Recuperação judicial 219.br | 11 99610348 facebook. Encerramento.br | leonardosakaki@uol. 96 e 98.com. é necessário que seja devedor. O devedor não pode estar falido. LF. Habilitação: credores têm 15 dias (a partir da publicação) para fazerem a habilitação. 99. 48. (i) Contestação. Publicação de edital de convocação dos credores. LF Para que alguém possa pedir a recuperação judicial.uol.com.1 Requisitos – art.sites. Para pedir uma nova recuperação judicial é necessário 5 anos.

se não aprovar. quem decidirá é a assembléia geral de credores. o juiz homologa. o juiz entende que eles aceitaram.4 Recuperação judicial do plano especial – arts.sites. caberá agravo. o art. salvo crédito tributário e obrigações ilíquidas (processos de conhecimento). No momento em que é deferida. credor no direito de propriedade. LF. Esta decisão não está concedendo a recuperação. 219. A proposta está na lei: parcelamento em 36x. Para aprovação dessa proposta.uol. 45. adiantamento de crédito para câmbio (dinheiro emprestado para viabilizar exportação). LF e art.2 Créditos atingidos – art. 219. 48.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 364 Sociedade comum. Dessas decisões.br | 11 99610348 facebook. 70 a 72 Quem pode pedir é quem tem os requisitos do art. havendo. indica o quórum de aprovação: se aprovar. 73). Créditos excluídos: Créditos tributários (art. empresário irregular. Dessa decisão. o juiz não concede a aprovação e declara a falência (art.a. LF. deve ser ME ou EPP. 187. Os demais credores deverão ser pagos normalmente. Os credores têm 30 dias para apresentação de objeções. e. a homologação. sociedade em conta de participação – estão fora. além disso.br | leonardosakaki@uol. assim. juros de 12% a. Se não houver objeção. apenas reconhece que é legítimo de recuperação judicial. 60 dias 30 dias O juiz concede um prazo de 60 dias para apresentação de uma proposta pelo devedor. Só atinge credores quirografários. LF.3 Procedimento Petição inicial redigido pelo devedor. 219. e a 1ª parcela sendo paga em 180 dias da distribuição.com. apresentando os requisitos do art. não cabe recurso. CTN Créditos atingidos: todos os existentes na data do pedido da recuperação judicial. 49. Havendo objeção. 187 do CTN). http://leonardosakaki.com. 48. há suspensão por 180 dias das ações em andamento e dos prazos prescricionais. Juiz defere o processamento da recuperação judicial.com/leonardosakaki | @leosak .

Nominativo: é aquele que possui expresso na cártula o nome do beneficiário do crédito acompanhado da cláusula "à ordem". necessariamente.sites. hipótese em que circulará pelo endosso ou da cláusula "não à ordem". o credor tem 2 dias úteis após o vencimento para protestar o título.br | leonardosakaki@uol.1 Circulação Ao portador: é aquele que não possui expresso na cártula o nome do beneficiário do crédito. 60 dias praças distintas. será indispensável a realização dentro do prazo legal do protesto do título por falta de pagamento. Endosso parcial: vedado – nulo. caso este não cumpra com seu dever de pagar. vinculando-se ao seu pagamento na qualidade de cobrigado/codevedor.com/leonardosakaki | @leosak .Transfere o título e o respectivo crédito do endossante para o endossatário. Endosso é um ato cambial pelo qual o credor de um título nominativo à ordem o transferirá a terceiro.uol. Duplicata: 30 dias Cheque: prazo de apresentação: 30 dias mesma praça. Para tanto. Circulará pela simples tradição – exemplo: cheque (a partir de R$100 o cheque. razão pela qual qualquer pessoa que esteja portando o título será considerada o seu legítimo possuidor.com. será nominativo). credor proprietário. Vencido o título.com. Portanto a perda do prazo para protesto não implicará na perda do direito de se executar o devedor principal. no entanto. http://leonardosakaki. 221 Títulos de Crédito 221. . Cláusulas sem despesas: aquela que quando lançada pelo endossante dispensará o protesto para que ele possa ser cobrado pelo endossatário. mas implicará na perda do direito de se cobrar de eventuais codevedores. poderá o credor se voltar contra eventuais codevedores. Prazos para protesto Letra de câmbio e nota promissória: 2 dias úteis. Protesto por falta de pagamento: quando do vencimento do título. hipótese em que circulará pela cessão de créditos. é dever do credor apresentá-lo para pagamento do devedor principal.br | 11 99610348 facebook. Efeitos .Vincula o endossante ao pagamento do título na qualidade de cobrigado/codevedor. tais como endossantes e respectivos avalistas (garantidores dos endossantes). crédito trabalhista e acidente de trabalho. adiantamento de crédito para câmbio.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 365 220 Recuperação extrajudicial Os créditos excluídos: créditos tributários.

Exemplo: duplicata mercantil (causa: representar créditos que decorram de uma compra e venda). Lei 7. duplicata de prestação de serviços (causa: representar créditos que decorram de prestação de serviços). o comprador e. letra de câmbio e duplicata são ordens de pagamento.2 Hipóteses de emissão Título não causal: aquele que poderá ser emitido para documentar qualquer espécie de crédito. pois há presunção de vinculação do sacado. 29. http://leonardosakaki.sites. não importando a causa que lhe tenha dado origem.3 Estrutura Aceite é o ato cambial pelo qual o sacado reconhece. ou seja. salvo em regime de separação total de bens. ainda que ele não lance expressamente o seu aceite do título ele estará vinculado do seu pagamento. 221. Na duplicata o aceite é obrigatório. Art. ou seja. 221.4 Aval Aval é garantia prestada em título de crédito. produzindo efeitos de mera cessão de créditos. 30. vinculando-se ao pagamento do título na qualidade de devedor principal.com. Art. pois aplicamos as regras da nota promissória e letra de câmbio. 57. Título causal: aqueles que só poderão ser emitidos para documentar determinados créditos cuja causa esteja prevista e seja autorizada por lei. é necessária a anuência do cônjuge.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 366 Endosso póstumo: aquele dado após o vencimento e protesto por falta de pagamento do título. portanto. Exemplo: cheque. Endosso impróprio: é aquele que tem por finalidade legitimar o endossatário na posse do título sem lhe transferir o respectivo crédito. No cheque o aceite é vedado.com/leonardosakaki | @leosak .uol. 897. é o ato cambial pelo qual o avalista garante obrigação assumida pelo avalizado em título de crédito. nota promissória. Para duplicata também é possível.com.br | leonardosakaki@uol. Se o avalista for casado. CC). aceita a ordem que lhe foi dada pelo sacador. Na letra de câmbio o aceite é facultativo. Cheque.br | 11 99610348 facebook. ou seja.357/85 – no cheque é possível o aval no todo ou em parte (parcial).663/66 – na nota promissória e letra de câmbio é possível o aval parcial. parágrafo único. Aval parcial: pelo CC é vedado o aval parcial (art. Dec. 221.

assim. (B) Na condição de aprendiz. assim. (ii) Direitos trabalhistas e previdenciários do adolescente trabalhador. pretende iniciar atividade laborativa como ensacador de compras na pequena mercearia Tudo Tem. além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência. violência. Recentemente. É dever da família. tem discernimento suficiente para firmar o contrato de trabalho e. http://leonardosakaki. (iii) Acesso à educação do adolescente trabalhador. ao adolescente e ao jovem. 227. sendo 14 anos como aprendiz. localizada em sua comunidade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 367 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 222 Direitos constitucionais da criança e do adolescente Art. (D) Washington não poderá trabalhar na mercearia como ensacador de compras. ao respeito. (Redação dada Pela Emenda Constitucional n 65. (i) Idade mínima para o trabalho 16 anos. pois. mesmo não sendo tal atividade de aprendizagem. prestar auxílio material aos seus pais. sem qualquer restrição legal. adolescente com 14 (quatorze) anos. à alimentação. com absoluta prioridade. poderá o adolescente exercer a carga horária laborativa no período das 22h às 24h. crueldade e opressão.com. fala da inimputabilidade do menor de 18 anos. (iv) Direito ao pleno conhecimento do ato infracional que lhe é imputado. (A) Como a comunidade onde reside Washington foi pacificada pelas forças de paz. (v) Brevidade e excepcionalidade da privação da liberdade. 26 (FGV – OAB 2011. de 2010) Criança: menor de 12 anos. ao lazer. pois tal atividade não é enquadrada como de formação técnico-profissional. (vi) Todos os filhos devem ter o mesmo tratamento. (C) Washington poderá ser contratado como ensacador de compras. exploração. esta foi pacificada pelas Forças de Segurança Nacional. da sociedade e do Estado assegurar à criança.uol.sites. à dignidade.br | leonardosakaki@uol. desde que procure outra atividade laborativa que seja de formação técnico-profissional. à cultura. CF Art. não há falar em local perigoso ou insalubre para o menor. assinale a alternativa correta. como já possui 14 (quatorze) anos.br | 11 99610348 facebook. Menor de 18 anos é inimputável. discriminação. à saúde. à liberdade e à convivência familiar e comunitária.com. 227. CF. que funciona 24h. pratica ato infracional. Adolescente 12 a 18 anos. à profissionalização. adotando a louvável atitude de preferir o trabalho às ruas. Tendo como substrato a tutela do Estatuto da Criança e do Adolescente no tocante ao Direito à Profissionalização e à Proteção no Trabalho. não se pode afirmar que o menor exercerá atividade laborativa na condição de aprendiz. 228. à educação. o direito à vida.1) Washington. Resposta: D Art. Jovem. não é necessário que o adolescente goze de horário especial compatível com a garantia de acesso e frequência obrigatória ao ensino regular. portanto.com/leonardosakaki | @leosak . movido pelo desejo de ajudar seus genitores no sustento do núcleo familiar pobre. não pratica crime.

ECA. será processado. 1. ECA. art.br | 11 99610348 facebook. 227. (vi) Princípio da brevidade: em caso de restrição. Art. 229. mas se o adolescente tiver maus antecedentes. matrícula e frequência na escola.sites.uol. (vii) Princípio da excepcionalidade: em caso de restrição. CF. também se aplica aos atos infracionais. o momento da ação ou da omissão. Os pais têm o dever de assistir. tratamento psicológico ou de 32 Súmula 338. (iv)Princípio da igualdade de filiação: proibição de distinção de filhos.com. Medida sócioeducativa. 101. Pratica ato infracional. Se um adolescente subtrai um sabonete de um real. Art. 112. (ii) Princípio da proteção integral: (art. a prescrição se aplica aos atos infracionais32. Observação: só o juiz poderá aplicar esta medida. Exemplo: internação. e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice. Art. criar e educar os filhos menores. CF (i) Princípio da dignidade humana: doutrina da proteção integral x doutrina da tutela do menor em situação irregular. (v) Princípio da participação social. . Pratica ato infracional. (iii) Princípio da prioridade absoluta: (art. 229. carência ou enfermidade. .com. fala que os pais têm o dever de cuidar dos filhos menores e que os filhos maiores têm o dever de cuidar de seus pais. sujeitos às normas da legislação especial. ele deve ser tratado de forma prioritária.com/leonardosakaki | @leosak . não será considerado ato infracional. ECA) a proteção é para qualquer menor e não só o menor em situação irregular. 223 Tutela constitucional da criança e do adolescente Art. . http://leonardosakaki.momento para aferição da inimputabilidade é o momento da conduta. 224 Diferença entre criança e adolescente Adolescente De 12 a 18 anos. Exemplos: encaminhamento para os pais ou responsável. 227. segundo o STF. (viii) Princípio da condição peculiar de pessoa em desenvolvimento: em caso de restrição. Medida protetiva. CF) se houver um litígio em que estiver em jogo o direito de um menor e qualquer outro.br | leonardosakaki@uol. 228. ou seja. sendo a lesão pequena ou insignificante.segundo o STJ e STF.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 368 Art.princípio da insignificância ou bagatela. STJ: A prescrição penal é aplicável nas medidas sócio-educativas. Criança Menor de 12 anos. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos.

acolhimento institucional ou familiar (até 2 anos). 5 conselheiros. É possível a aplicação do ECA em pessoas entre 18 e 21 anos de idade. Na adoção.com. escolhidos pelo povo.br | 11 99610348 facebook.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 369 toxicômanos. Observação: essas medidas podem ser revistas a todo tempo e são aplicadas pelo juiz ou pelo conselho tutelar.sites. salvo dúvida fundada. Tem o direito à identificação da autoridade responsável pela apreensão. §5. o adolescente deverá necessariamente ser ouvido. Requisitos: mais de 21 anos e residência na comarca. ECA http://leonardosakaki. ou seja. para mandato de 3 anos. .com. 225 Conselho Tutelar Não é órgão do poder judiciário. tutela e adoção).uol. O Conselho tutelar é formado por. colocação em família substituta (guarda. O adolescente não pode ser transportado em locais fechados das viaturas policiais. a incidência do ECA se dará quando o adolescente tiver 18 anos. 121. É órgão vinculado (criado organizado e mantido) ao município. admitida 1 recondução. Todo município deve ter pelo menos 1 Conselho Tutelar. pelo menos. O adolescente civilmente identificado (quando estiver munido de documento de identidade) não será identificado compulsoriamente. Exemplos: . 108.art.br | leonardosakaki@uol. ou outra pessoa por ele identificada. ECA: fixa que a desinternação será compulsória aos 21 anos de idade.com/leonardosakaki | @leosak . desde que essa aplicação seja excepcionalmente prevista em lei.ato infracional praticado quando o adolescente tinha 17 anos e 11 meses. 227 Internação provisória ou no curso do processo – art. Em caso de apreensão deve ser comunicado o juiz e a família do adolescente. 226 Direitos do adolescente infrator Privação da liberdade do adolescente infrator em caso de flagrante de ato infracional e no caso de ordem judicial.

III . bastam indícios suficientes de autoria. 117. STJ.Prestação de serviços à comunidade – art. VI .br | leonardosakaki@uol. Art. ECA. feriados.assistência judiciária gratuita e integral aos necessitados. 229 Medidas socioeducativas Há medidas aplicadas aos pais – arts. .br | 11 99610348 facebook. Esta medida tem prazo máximo de 6 meses – 8 horas semanais. . por exemplo: furto. 110. estelionato.uol.com/leonardosakaki | @leosak . ECA: admoestação verbal. mediante citação ou meio equivalente. Não se confundir com a internação definitiva. as seguintes garantias: I . Cabe quando há indícios de autoria e materialidade mais a necessidade da internação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 370 É como a prisão preventiva dos adultos. passaporte) não será submetido à identificação compulsória (datiloscópica ou fotográfica). preferencialmente no final de semana. destinado a adolescentes infratores. O adolescente civilmente identificado (RG. Há o cumprimento no estabelecimento apropriado. Os 5 primeiros dias poderá cumprir numa cela separada dos adultos. domingos. na forma da lei. entre outras. 116. apropriação indébita. Tem que ter reflexos patrimoniais.direito de ser ouvido pessoalmente pela autoridade competente. 228 Direitos processuais do adolescente infrator – art. 115.com.direito de solicitar a presença de seus pais ou responsável em qualquer fase do procedimento. ou outro dia que não prejudique escola e trabalho. IV . CTPS.Obrigação de reparar o dano – art. http://leonardosakaki. O prazo máximo para a internação é de 45 dias. O adolescente não pode ser transportado em locais fechados de viaturas policiais.igualdade na relação processual. Decretada por juiz. 129 e 130. II . salvo se houver dúvida. 111. Trabalhos forçados são vedados – prestação de serviços à comunidade têm caráter educativo. Até 8 horas semanais aos sábados.pleno e formal conhecimento da atribuição de ato infracional. 110 e 111. Nenhum adolescente será privado de sua liberdade sem o devido processo legal. ECA Art. ECA. É a única medida que para ser aplicada dispensa comprovação da autoria. separação dos adultos e em caráter excepcional. ECA. para não atrapalhar nos estudos. O juiz não pode dispensar as demais provas em razão da confissão do adolescente – trata-se da Súmula 342.com. V . . Aplicada para os atos infracionais menos graves.Advertência – art. Adolescente pode ser internado em unidade prisional no período de 5 dias.sites. podendo confrontar-se com vítimas e testemunhas e produzir todas as provas necessárias à sua defesa. Quando a reparação puder ser feita pelo adolescente. São asseguradas ao adolescente.defesa técnica por advogado.

mediante termo de responsabilidade. . São obrigatórias a escolarização e a profissionalização. por constituir medida privativa de liberdade do menor. Em nenhuma hipótese o período máximo de internação excederá a 3 anos – atingido este limite.com. (D) entre as garantias processuais garantidas ao adolescente encontra-se o direito de solicitar a presença de seus pais ou responsável em qualquer fase do procedimento. ouvido o Ministério Público. orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos. O juiz nomeará um orientador para acompanhar o adolescente (acompanhará a vida escolar. que o adolescente restitua a coisa. o adolescente deverá ser liberado.1) http://leonardosakaki. inclusão em programa de acolhimento familiar. em entidades assistenciais. por período não excedente a 1 (um) ano. em regime hospitalar ou ambulatorial. Provisória: antes da sentença. a autoridade poderá determinar. se for o caso. (B) em se tratando de ato infracional com reflexos patrimoniais.Medidas de proteção – art. Aplica-se prescrição à medida sócio-educativa. Prazo mínimo de 6 meses. sujeita aos princípios de brevidade.Liberdade assistida. hospitais. 95 (FVG – OAB 2010. Resposta: B 25 (FGV – OAB 2011. Súmula 108 do STJ – somente o juiz pode aplicar medida socioeducativas. compense o prejuízo da vítima. O juiz pode prorrogar. à criança e ao adolescente. (C) a internação. ECA: encaminhamento aos pais ou responsável. devendo em todo o caso ser assistido pelos genitores.uol. independentemente de ordem judicial. As atividades externas são obrigatórias. vai tentar o adolescente no mercado de trabalho.Internação – constitui medida privativa da liberdade. apoio e acompanhamento temporários. psicológico ou psiquiátrico. é correto afirmar que (A) a prestação de serviços comunitários consiste na realização de tarefas gratuitas de interesse geral. salvo expressa determinação judicial em contrário. colocação em família substituta. Prazo: 3 anos. acolhimento institucional. excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento. ECA. colocado em regime de semiliberdade ou de liberdade assistida.Inserção em semiliberdade – art. promova o ressarcimento do dano. escolas e outros estabelecimentos congêneres. ou. como forma de progressão para a liberdade. não poderá exceder o período de 5 (cinco) anos. orientação. matrícula e frequência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental.br | leonardosakaki@uol. Em qualquer hipótese a desinternação será precedida de autorização judicial. . A liberação será compulsória aos vinte e um anos de idade. inserir em programas assistenciais e vai fazer relatórios periódicos para o juiz). requisição de tratamento médico. inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio. . Prazo: 45 dias. não poderá o menor ser ouvido pessoalmente pela autoridade competente. 101. Contudo. bem como em programas comunitários ou governamentais.br | 11 99610348 facebook.sites.3) Considerando a prática de ato infracional por criança ou adolescente. por outra forma. Será permitida a realização de atividades externas. 120. Pode ser aplicada desde o início ou depois da internação. revogar ou converter essa medida. Definitiva: a partir da sentença.com. inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à família.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 371 . Pode também ser aplicada de forma autônoma.

com. Não se pode decretar a incomunicabilidade do adolescente. podendo ser prorrogado em caráter excepcional). entre elas pode haver o abrigamento (prazo máximo de 2 anos. que prescinde da homologação da Autoridade Judiciária.br | 11 99610348 facebook.sites. Prazo máximo da internação é de 3 anos. que decidirá sobre a necessidade ou não de seu acautelamento provisório. liberdade assistida e inserção em regime de semiliberdade. quando o 1º ato a ser praticado não permite a internação. no máximo. É obrigatória a oitiva do adolescente antes da internação. é correto afirmar que (A) ao ato infracional praticado por crianças corresponderão as seguintes medidas socioeducativas: advertência. 231 Procedimento para apuração do ato infracional Representação.uol. O adolescente pode ser colocado em estabelecimento prisional de adultos.br | leonardosakaki@uol. Audiência de apresentação. As atividades externas podem acontecer. (C) a medida socioeducativa de internação aplicada em razão do descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta ao adolescente infrator não poderá ser superior a três meses. Resposta: C 230 Internação – art.com/leonardosakaki | @leosak . Aos 21 anos de idade ocorre a liberação compulsória. observado o prazo máximo de 5 dias e separação dos adultos. Excepcionalidade.com. é medida que o membro do Ministério Público atribuído poderá adotar no processamento de ato infracional. O tráfico de drogas. 121 e ss do ECA Brevidade: não tem prazo determinado – o juiz não fixa prazo na sentença. Atenção: o adolescente pode receber medida de proteção quando for vítima. http://leonardosakaki. reiteração (≠reincidência: a reiteração é maior que a reincidência – a reiteração exige no mínimo mais 2 atos) de atos infracionais graves. prestação de serviços à comunidade. (D) a concessão da remissão.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 372 No tocante às normas contidas no Estatuto da Criança e do Adolescente. quando houver o descumprimento de medida anteriormente imposta – prazo máximo de 3 meses. O juiz pode suspender as visitas ate mesmo dos pais ou responsável se isso for nocivo ao adolescente. A cada 6 meses. obrigação de reparar o dano. (B) o adolescente apreendido em flagrante de ato infracional será imediatamente encaminhado ao Juiz de Direito em exercício na Vara da Infância e Juventude. É a última medida a ser aplicada. o adolescente será reavaliado. Será aplicado em 3 casos: ato infracional com violência ou grave ameaça. desde que o juiz não proíba na sentença. Defesa prévia – prazo 3 dias.

uol. (i) Ministério Público: antes do processo. A execução da medida aplicada pode ser delegada para a residência dos pais ou responsável. 232 Remissão (perdão) .com. 233 Representação Pode ser oferecida sem prova pré-constituída da autoria e materialidade.br | leonardosakaki@uol. É nula a desistência de outras provas em face da confissão do adolescente.com. Se houver concurso com adulto. Há casos que não precisa de procuração: quando o advogado é nomeado pelo juiz.br | 11 99610348 facebook. A identificação criminal só é possível se houver dúvida fundada para fins de legitimação. (ii) Juiz: pode ser durante o processo. Apelação – prazo 10 dias – tem juízo de retratação.sites. quando o advogado é formalmente apresentado ao juiz. o juiz nomeia um defensor ad hoc. ocorrerá separação obrigatória do processo. Não pode ser levado em compartimento fechado de veículo oficial. essa medida aplicada com a remissão. dá ensejo à suspensão ou extinção do processo. Determinação judicial: juiz da infância. assistência judiciária gratuita. http://leonardosakaki. Apreensão: Flagrante: encaminhado à polícia.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 373 Audiência em conciliação. 235 Competência Lugar da prática do ato infracional. exceto a internação e a semi-liberdade. pode ser cumulada com medida socioeducativa. antes da sentença.arts. não pode cumular com medida socioeducativa. Se o advogado faltar num ato que deveria estar presente: para não retardar o processo contra o adolescente. pode ser revista a todo tempo. 126 a 128 do ECA Concedida pelo Ministério Público ou pelo juiz. 234 Advogado O adolescente tem direito à defesa técnica.

http://leonardosakaki. Crimes Mais graves. Oferecera representação Juiz pode concordar: autos serão arquivados. não implica maus antecedentes. Aliciar.promotor Pode conceder remissão.br | leonardosakaki@uol. Juiz pode discordar: remete os autos ao Procurador-Geral. exibição de órgãos genitais para fins primordialmente sexuais. assediar. Vender fogos de artifício que tenham potencial lesivo.com.sites.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 374 236 Ministério Público .prazo: 10 dias . Juiz designa data de audiência de apresentação e decide sobre eventual internação provisória Juiz pode conceder a remissão Defesa prévia no prazo de 3 dias Debates orais Sentença 20min+10min 237 Sistema recursal do ECA Aplica-se o Código de Processo Civil.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak . Peculiaridades: . (exemplo: Messenger) 239 Crimes e infrações administrativas contra criança e adolescente Infrações administrativas Menor gravidade.uol. instigar ou constranger a criança com fim de com ela praticar ato libidinoso.apelação e agravo possuem juízo de retratação 238 Crimes do ECA Todos os crimes do ECA são de ação penal pública incondicionada. Pornografia infantil – cena de sexo explícito (qualquer atividade sexual explícita real ou simulada).embargos de declaração – 5 dias . Torturar criança e adolescente é crime previsto na lei de tortura e não no ECA.com. Pode requerer o arquivamento.

uol. Submete o infrator a uma penalidade administrativa. 34 33 http://leonardosakaki. ECA. 228 a 244-A. 28. Convivência familiar. 241 Família extensa ou ampliada – art. tutela e adoção (art. 25.com/leonardosakaki | @leosak . a pena será reduzida). a oitiva é obrigatória e necessário seu consentimento (art. parágrafo único É a família formada por parentes próximos que convivem com a criança ou o adolescente. ECA. Família formada por parentes próximos que convivem com as crianças ou com o adolescente e que mantém laços de afinidade e afetividade. tem direito à presença de um dos pais ou responsável. tutela e adoção.sites. A criança ou adolescente tem o direito de conviver no seio saudável de sua família natural33 ou de sua família extensa ou ampliada34.com. com fins primordialmente sexuais). 240 Direitos Civis da Criança e do Adolescente Vida Saúde – se for hospitalizado. tutela e adoção (única possível para o estrangeiro) oitiva do menor: sempre que possível será ouvido e. Produzir. Os crimes estão previstos no art. Respeito Dignidade Liberdade – é em todos os sentidos. Todos os crimes previstos no ECA são de ação penal pública incondicionada. Art. Veículo de imprensa divulga nome ou imagem de adolescente ou criança. É necessário o consentimento do adolescente. 245 a 258.br | 11 99610348 facebook.com. possuir (se o material for de pequena quantidade. vender ou expor à venda. A criança deve ser ouvida preferencialmente. divulgar. 241-E Material contendo cena de sexo explícito (cena real ou simulada de sexo envolvendo crianças ou adolescentes) ou cena pornográfica (criança ou adolescente expõe sua genitália. Regras Gerais modalidades: guarda. com laços de afinidade ou afetividade. 35 Em caso de guarda. se for maior de 12 anos. Infrações administrativas estão nos arts. Hospedar menor de 18 anos em hotel ou motel sem autorização dos pais ou do juiz. 28). Colocação em família substituta guarda.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 375 Submete o criminoso a uma pena. Em casos excepcionais poderá ser colocado em família substituta35. §§1 e 2) Família formada pelos pais ou por um deles e seus descendentes.br | leonardosakaki@uol.

Ausência temporária dos pais. . ainda que divorciado maior de 18 anos – art.Morte dos pais . 42 deve ter pelo menos 16 anos mais que o adotante – art. .Pais que não cumprem o dever? Perda do poder familiar (judicialmente e com contraditório – art. (i) Guarda Regularizar ao posse de fato da criança ou adolescente.com.Guarda para pode ser revogada pelo juiz a todo tempo .br | 11 99610348 facebook. hetero e homossexual) união estável ou homoafetiva casal.uol.Perda ou suspensão do poder familiar . casal (divorciado – se o divórcio ocorreu durante o processo de adoção –. ECA adoção post mortem – 42. 28. ECA – existe desde que a morte ocorra durante o processo de adoção. 39. 28. ECA) (iii) Adoção Noção e efeitos: forma de colocação em família substituta. Vedações para a adoção – Não podem adotar: 1) não pode haver adoção por procuração (art.com/leonardosakaki | @leosak . . 22 e 24. 39..sites. Idade máxima para o adotado: 18 anos na data do pedido. inclusive previdenciários. ECA). b) adoção do maior de 18 anos: regime do CC.Quem pode adotar homem. §4) Criança ou adolescente remanescente de quilombo ou comunidade indígena: art. .br | leonardosakaki@uol. §6.Guarda provisória: declarada incidentalmente nos processos de tutela e adoção. 42. (ii) Tutela Cabe: .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 376 irmãos: em regra. p. §2.Quem pode ser adotado a) adoção do menor de criança ou adolescente: regime do ECA.A criança ou adolescente terá todos os direitos de um dependente. serão colocados na mesma família (art. 6. salvo se já estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes – art. mulher.Ausência declarada dos pais . 1. 2 hipóteses de concessão da guarda: .com. 40. p. irrevogável e excepcional – art. §3. http://leonardosakaki.

uol. de forma que pode tio adotar sobrinho.Estágio de convivência – art. será de. . O réu será citado para se defender em 10 dias – se não tiver condições. 42..br | leonardosakaki@uol. .não se fornecerá certidão. será nomeado um advogado para defendê-lo. §1. ECA). ECA Pode ser ajuizada pelo Ministério Público ou pessoa interessada. 30 (trinta) dias (art. p.com/leonardosakaki | @leosak . 97 (FGV – OAB 2010. desde que não tenha pai conhecido.3) http://leonardosakaki. 46 ECA nacional: não há prazo mínimo.Adoção e registro civil – art. não há vedação que colaterais adotem. 41. do ECA). não tem poder familiar ou morreu.Adoção unilateral – art. devendo a autoridade judiciária fixá-lo conforme as peculiaridades do caso. 48.sites. 24. O prazo dessa ação para destituição do poder familiar é de 120 dias. 45. assegurança orientação . 46. 1 ECA Adoção unilateral ocorre quando um cônjuge adota os filhos do outro cônjuge.com. ECA .. ECA) após os 18 anos – acesso total antes dos 18 anos – decisão do juiz. b) um dos pais foi destituído do poder familiar – basta o consentimento do outro (art. §3. a) um dos pais é desconhecido – basta o consentimento do genitor que conste do registro (art. ECA) – nesse caso. Perda ou suspensão .decisão judicial (contraditório) – art. 1637 (faltar com os deveres do poder familiar ou condenado a mais de 2 anos de prisão). §1. no mínimo. internacional: cumprido no território nacional. §1.com.br | 11 99610348 facebook.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 377 2) não podem adotar os ascendentes e os irmãos do adotando (art. . ECA a) Extinção (perda) do poder familiar: 1635 e 1638 do CC a1) morte dos pais ou do filho a2) emancipação a3) maioridade a4) adoção a5) decisão judicial na forma do artigo 1638 b) Suspensão do poder familiar – art.possível mudança do prenome 242 Perda e suspensão do poder familiar – destituição do poder familiar Pobreza não enseja a perda do poder familiar – 23. .Direito de conhecer sua origem biológica (art. 45. 47.cancelamento do registro anterior . do ECA).

de 3 de agosto de 2009. Modificação da guarda. Consequências da alienação parental: Advertência.: O juiz pode conceder autorização por 2 anos Viagem internacional (art.uol.sites. ouvido o Ministério Público. Tratamento psicológico ou psiquiátrico.br | leonardosakaki@uol. (C) o procedimento para perda ou suspensão do poder familiar terá início por provocação do Ministério Público ou de quem tenha legítimo interesse. (D) em conformidade com a nova redação dada pela Lei 12.Viagem doméstica sem os pais – não precisa de auzação judicial torização judicial Viagem ao exterior sem os pais – precisa de autori. mesmo se estes forem identificados e estiverem em local conhecido. Multa. 244 Viagem Criança Adolescente Viagem doméstica sem os pais – precisa de autori.com. Exemplo: denegrir a imagem do outro genitor.br | 11 99610348 facebook.010. Resposta: C 243 Alienação parental Ocorre quando um dos genitores ou quem tem a guarda da criança ou adolescente turba (atrapalha ou dificulta) o exercício do poder familiar do outro genitor. o prazo máximo para a conclusão do procedimento de perda ou suspensão do poder familiar será de 180 (cento e oitenta) dias. poderá decretar liminar ou incidentalmente a suspensão do poder familiar.Viagem ao exterior sem os pais – precisa de autorização judicial zação judicial Viagem nacional (art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 378 Com relação aos procedimentos para a perda e a suspensão do poder familiar regulados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. (B) o procedimento para perda ou suspensão do poder familiar dispensa que os pais sejam ouvidos.com/leonardosakaki | @leosak . 84) – para criança e adolescente a) Acompanhado dos pais ou responsável b) Um dos pais. dificultar o exercício do direito de visitas etc. independentemente da gravidade do motivo. autorizado expressamente pelo outro (com firma reconhecida) http://leonardosakaki.com. 83) – só para criança Criança – acompanhada dos pais ou responsável ou com ordem judicial Exceções: a) Comarca contígua (na mesma unidade da federação ou região metropolitana) b) Acompanhada de ascendente ou colateral maior até o terceiro grau c) Pessoa maior autorizada pelos pais ou responsável OBS. é correto afirmar que (A) a autoridade judiciária.

78 SE VENDER DE FORMA IRREGULAR – INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA – art. ainda que por uso indevido (cigarro. 80 246 Proibição da venda de produtos (art.sites. explosivos b) Bebidas alcoólicas c) Produtos que causam dependência. 250 http://leonardosakaki.br | leonardosakaki@uol. 258 Revistas impróprias deverão ser vendidas lacradas – art.com.com/leonardosakaki | @leosak . informando a natureza deles e a faixa etária – art. p.uol. 81) a) Armas. 74 Os responsáveis devem deixar informação destacada – art. munições. 82) Só pode hospedar criança ou adolescente com autorização dos pais ou responsável ou autorização judicial.u) SE DEIXAR ENTRAR – INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA – art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 379 c) Outras hipóteses – autorização judicial 245 Diversões e espetáculos Poder Público regulará a informação sobre espetáculos. 74.com.br | 11 99610348 facebook. salvo os de menor ofensividade e) Revistas impróprias f) Bilhetes lotéricos ou equivalentes g) tinta em spray 247 Hospedagem (art. sinuca ou casa de jogos – não é permitida a entrada de crianças e adolescentes – art. Se o hotel descumprir – infração administrativa – art.257 Lugar de bilhar. 252) As crianças menores de 10 anos só podem ingressar em espetáculos com os pais ou responsável (75.) d) Fogos de estampido ou artifício. cola de sapateiro etc. p.u SE NÃO INFORMAR – INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA (art.

sites. museus. http://leonardosakaki.uol.com. 1987: Relatório Nosso Futuro Comum (Relatório Brundtland) – traz o conceito clássico de desenvolvimento sustentável: "desenvolvimento sustentável é atender as necessidades da presente geração sem comprometer as necessidades das gerações futuras" – Princípio da solidariedade intergeracional. CF): competência comum. Grandes biomas brasileiros previstos constitucionalmente (são patrimônio nacional): Pantanal. 23. registro (patrimônio imaterial). Atendimento do plano diretor – cumprimento da função socioambiental. Zona Costeira e Mata Atlântica. solo. escolas). Estados. praças. (ii) Meio ambiente cultural: Patrimônio material e imaterial histórico do Brasil. Fiscalização: todos os entes – é comum entre União.com/leonardosakaki | @leosak .) e espaços fechados (teatros. Espaços abertos (ruas. inventário. Amazônia. Serra do Mar.br | leonardosakaki@uol. Formas de proteção: tombamento (patrimônio material).com. (iv) Meio ambiente do trabalho: Preocupa-se com a saúde e a segurança do trabalhador. Essa declaração coloca o meio ambiente como direito fundamental. É obrigatório para toda cidade com mais de 20 mil habitantes. 1992: Conferência Mundial Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio92 / Eco92) – Declaração do Rio – é uma declaração de princípios. 249 Classificação de meio ambiente (i) Meio ambiente natural: Composto pelos elementos bióticos (fauna e flora) e abióticos (atmosfera. 2002: Rio +10 + Johanesburgo – discutiu os resultados das conferências anteriores. 250 Competências constitucionais em matéria ambiental (i) Administrativa (art. água). parques etc. vigilância (=fiscalização) e desapropriação.br | 11 99610348 facebook. (iii) Meio ambiente artificial ou construído: Intervenção humana. Distrito Federal e municípios.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 380 DIREITO AMBIENTAL 248 Direito Ambiental Internacional 1972: com a Conferência Mundial Sobre Meio Ambiente Humano – Declaração de Estocolmo – surge o Direito Ambiental como conhecemos hoje.

Art. CF. CF) e urbana (art. CF) (tem que atender o plano diretor). (iv) Princípio do poluidor pagador: internalização (processo produtivo) das externalidades (o que está fora da cadeia produtiva – poluição. por consequência. (D) A competência executiva em matéria ambiental não alcança a aplicação de sanções administrativas por infração à legislação de meio ambiente.com/leonardosakaki | @leosak . de certidão da Prefeitura Municipal sobre a conformidade do empreendimento com a legislação de uso e ocupação do solo decorre da competência do município para o planejamento e controle do uso. ausência de pesquisas conclusivas. 252 Política nacional do meio ambiente – Lei 6.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 381 (ii) Legislativa (art.com. a escassez. (A) Deverá ser editada lei ordinária com as normas para a cooperação entre a União e os Estados. CF: o município tem competência legislativa – suplementar legislação federal e estadual. Função: rural (art. II.com. (C) Legislar sobre proteção do meio ambiente e controle da poluição é de competência concorrente da União. pedido in abstrato. (iii) Princípio da precaução: incerteza científica. no que couber. (ii) Princípio da prevenção: agir antecipadamente.938/81 Preocupação com o meio ambiente natural.2) Considerando a repartição de competências ambientais estabelecida na Constituição Federal. recuperar e melhorar o meio ambiente no Brasil. com fundamento no artigo 24 . do parcelamento e da ocupação do solo urbano.br | 11 99610348 facebook. dos Estados. §2. O empresário tem que adotar todas as medidas para mitigar os impactos ambientais de sua atividade. para evitar a hiperexploração e. no processo de licenciamento ambiental.. 186. Resposta: B 251 Princípios (i) Princípio do desenvolvimento sustentável: desenvolvimento sustentável é compatibilizar as atividades econômicas com a proteção ao meio ambiente. 24. 182. http://leonardosakaki. 30.938/81. Dados. art.br | leonardosakaki@uol. in dubio pro natura. assinale a alternativa correta. Lei 6. pesquisas e informações ambientais sobre a potencialidade do dano. Cabe à União editar as normas gerais e os Estados e o Distrito Federal as normas suplementares. (v) Princípio do usuário pagador: tenho que quantificar os recursos naturais. resíduos) negativas. o Distrito Federal e os Municípios para o exercício da competência comum de defesa do meio ambiente. §1. Princípio da certeza científica. A grande finalidade da política nacional do meio ambiente é preservar. II. do Distrito Federal e dos Municípios. inversão do ônus da prova (empresário deve provar que a sua atividade não provoca danos ao meio ambiente e riscos à saúde pública). 14. Competência legislativa plena. CF): competência concorrente. risco desconhecido.sites. 97 (FGV – OAB 2010. (B) A exigência de apresentação.

Consideram-se as características de determinada área.sites. O CONAMA é a instância recursal do IBAMA – se o IBAMA vier a aplicar multa ou proibir alguma atividade. O Conselho de Governo dá assessoria direta à presidência da república.com. (ii) ICM-Bio – Instituto Chico Mendes para Biodiversidade É uma autarquia federal. Conseqüentemente. Auxilia o IBAMA. o recurso deverá ser apresentado perante o CONAMA. propostas ao CONAMA. Abaixo do Conselho de Governo há um órgão consultivo e deliberativo. Lei 6.com/leonardosakaki | @leosak .órgão central Faz a supervisão do SISNAMA. O CONAMA expede resoluções para suplementar a legislação ambiental. estabelecendo instrumentos para proteger.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 382 É estabelecido o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) – conjunto de órgãos que tem por finalidade efetivar a política nacional do meio ambiente. O CONAMA presta consultoria ao Conselho de Governo. faz a fiscalização e aplicação das sanções necessárias. que é o CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente). O CONAMA é órgão consultivo dos demais entes da administração (direta ou indireta) e de particulares. recuperar e melhorar o meio ambiente no Brasil. .Ministério do Meio Ambiente . preservação do meio ambiente – art.Órgãos executivos do SISNAMA (i) IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis O órgão executivo a nível nacional e o mais importante deles é o IBAMA.938/81: Elenca.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki. principalmente. este. em razão destas. fiscalizar as questões referentes às unidades de conservação. Estabelece as políticas que serão adotadas – quais serão as prioridades ambientais. O IBAMA executa os instrumentos da política nacional do meio ambiente. Proteção da biodiversidade: fiscalizar as questões referentes à biodiversidade e. Apresenta. O SISNAMA tem como órgão superior o Conselho de Governo. Esse conjunto de órgãos respeita a forma federativa do Estado. também. de forma exemplificativa. O IBAMA é uma autarquia federal. 9. sendo.uol.br | 11 99610348 facebook. (ii) zoneamento ambiental: preservar e recuperar áreas urbanas e rurais. estabelecem-se regras de ocupação. . quais são os instrumentos de proteção do meio ambiente: (i) padrão de qualidade ambiental: é estabelecido pelo poder público.com. Efetivação dos instrumentos de proteção. o limite de resíduos e energia que podem ser liberados no meio ambiente – lixo e substâncias químicas – que podem causar poluição e degradação.

(C) A Avaliação de Impacto Ambiental é exigida para analisar o adensamento populacional e a geração de tráfego e demanda por transporte público advindos da edificação de um prédio. 9.sites. http://leonardosakaki. Esse estudo é feito pelo empreendedor. Art. sendo. 225.com. custeado por ele e entregue ao órgão ambiental para analisar.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 383 (iii) avaliações de impacto ambiental: é um estudo multidisciplinar que tem como finalidade de verificar se uma obra ou uma atividade que será instalada ou ampliada causará impacto ao meio ambiente. podendo ser exigida prova ou avaliação.ETEP: cada poder público deve instituir ETEP e sua supressão deverá ocorrer por lei.br | leonardosakaki@uol. IV. §1. CF. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. devendo este estar regular no cadastro técnico federal de atividades. Lei 6. Nenhum estudo tem prazo de validade. . 225. também denominado de EPIA (Estudo Prévio de Impacto Ambiental): previsto na Lei 6. art. Esse estudo. nas estruturas urbanas etc. não avalia impacto no ecossistema natural que é causado. (B) O estudo de impacto de vizinhança só pode ser exigido em área rural pelo órgão ambiental municipal.3) O Estudo de Impacto de Vizinhança – EIV é uma espécie do gênero Avaliação de Impacto Ambiental e está disciplinado no Estatuto da Cidade. 91 (FGV – OAB 2010. Quem faz o estudo é um particular (pessoa física ou pessoa jurídica). de acordo com seus arts.com.EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental). 225. é exigida a documentação referente à atividade. assinale a alternativa correta.com/leonardosakaki | @leosak . (D) A elaboração de estudo de impacto de vizinhança não substitui a elaboração de estudo prévio de impacto ambiental. Espécies de avaliação: . A esse respeito.exceções: segredo industrial e interesse público. (A) As atividades de relevante e significativo impacto ambiental que atingem mais de um Município são precedidas de estudo de impacto de vizinhança. CF. VI. que estabelece e enumera os instrumentos da política de desenvolvimento urbano. também. além da verificação do impacto. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá. 4 e 36 a 38. instalação elétrica. A inscrição no referido cadastro tem validade de 2 anos.br | 11 99610348 facebook. Esse estudo é obrigatório sempre que houver significativa degradação do meio ambiente – não definida em lei – ferrovia.lo para as presentes e futuras gerações. Art. apresenta soluções para amenização de eventual impacto que tal obra ou atividade causará. Resposta: D .uol. § 1. III. Para a inscrição nesse cadastro técnico. avalia a estrutura urbana.938/81. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.938/81 e art. A avaliação é exigido pelos órgãos executivos do SISNAMA.EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança): previsto no Estatuto da Cidade: impacto causado no trânsito. É feito o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). Publicidade do estudo: garantia do controle . requerida nos termos da legislação ambiental. empresa que utilize carvão mineral ou petróleo (exemplificado na Resolução CONAMA 1/86).

quem será responsável pelo licenciamento será o órgão seccional. (iv) Incentivos fiscais e econômicos para obras ou atividades que usem ou fabriquem materiais ou sistemas de proteção ambiental. Fases: (a) Licença prévia: será exigido o projeto e a localização. se a obra ou atividade se limite ao município (seja de interesse meramente local). (c) Licença de operação: verifica-se se foram respeitadas as fases anteriores e o cumprimento das exigências feitas nas referidas fases.br | leonardosakaki@uol. A criação das unidades de conservação será feita por lei ou decreto. Unidade de proteção integral: vedada ocupação e utilização. Licença com prazo de até 6 anos. sendo a solicitação analisada em até 6 meses. Para a renovação.985/00. (v) Criação de espaços territoriais especialmente protegidos. pode ser requerida a revisão.br | 11 99610348 facebook. espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos. .uol.com. Com o vencimento dos prazos. Unidades de conservação de uso sustentável: permite ocupação de população nativa.com. incumbe ao Poder Público: III . Esse procedimento é obrigatório e será exigido quando estiver diante de uma obra ou atividade que possa causar dano ou degradação ao meio ambiente ou que usem recursos ambientais. em todas as unidades da Federação. Órgão competente: órgãos competentes do SISNAMA – se houver interesse nacional ou se for de competência da união ou se a obra ou atividade atingir mais de um Estado tem que ter o licenciamento.sites. sendo este feito pelo IBAMA. ou seja. http://leonardosakaki. previstas na Lei 9. Licença com prazo de até 5 anos. O Brasil é obrigado a ter um banco de dados sobre as espécies vegetais e animais. (vi) Sistema nacional de informações ambientais: relatório anual e direito a informações ambientais. de qualquer das mencionadas fases. as unidades de conservação.com/leonardosakaki | @leosak . uso de elementos naturais regradas. deve ser requerida com 120 dias de antecedência.Licença e revisão de atividades: o licenciamento é um procedimento administrativo que tem por finalidade a obtenção de uma licença ambiental. Licença com prazo de 4 a 10 anos. (b) Licença de instalação: apresenta-se o projeto de engenharia e os projetos técnicos competentes. ou seja. A licença ambiental é sempre temporária e não há direito adquirido. vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção. se for de interesse de um Estado ou se for de competência estadual e atinja mais de um município.Para assegurar a efetividade desse direito. O relatório anual será emitido para os organismos internacionais e para o cidadão brasileiro. áreas nas quais há especial características do meio ambiente que torna a sua preservação obrigatória (delimitação da área e regras de utilização). para redução ou extinção também será por lei. sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 384 § 1º . o licenciamento será feito pelo órgão municipal.definir.

prazo máximo de 10 anos. em todos os casos devidamente caracterizados e motivados em procedimento administrativo próprio. Prazo máximo não pode ser superior a 5 anos. não é aplicável a legislação que exige a licença ambiental.274/90.428/2006. (B) A licença ambiental de empreendimento de relevante e significativo impacto ambiental localizado em terreno recoberto de Mata Atlântica não pode ser concedida em hipótese alguma. Estudo prévio de impacto ambiental é obrigatório para quem for causar impactos. Resposta: C http://leonardosakaki. (D) Desde que obtida a autorização de supressão de vegetação de Mata Atlântica. Ministério Público. Operação: licença para funcionar. 14 da Lei 11. Prazo mínimo de 4 anos. 93 (FGV – OAB 2010.sites. quando inexistir alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto.938/81 e o Decreto 99.Órgãos seccionais – órgãos executivos estaduais e do Distrito Federal .com/leonardosakaki | @leosak . a Lei 6. . com base na Lei 11.Órgãos locais – órgãos executivos na esfera dos municípios 253 Licenciamento ambiental Prévia: licença de localização.br | leonardosakaki@uol. sendo que a vegetação secundária em estágio médio de regeneração poderá ser suprimida nos casos de utilidade pública e interesse social.3) A supressão de vegetação primária e secundária no estágio avançado de regeneração somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública.br | 11 99610348 facebook. assinale a alternativa correta.uol. (A) Um advogado de proprietário de terreno urbano afirma ser possível a obtenção de licença ambiental para edificação de condomínio residencial com supressão de Mata Atlântica com base em utilidade pública. entidade da sociedade civil. tendo como motivo o interesse social. (ix) Sanções disciplinares. 50 ou mais cidadãos podem pedir a realização da audiência pública.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 385 (vii) Cadastro técnico federal de atividades: qualquer pessoa física ou pessoa jurídica que queira atuar na questão ambiental é obrigado a estar inscrito e regular no cadastro técnico. que dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do bioma Mata Atlântica.428/2006. (x) Cadastro federal de atividades poluentes: toda empresa que atua com elementos ou atividades poluentes deve estar cadastrada para facilitar a fiscalização. A licença ambiental não gera direito adquirido – gera estabilidade temporal.com. (C) Um produtor de pequena propriedade ou posse rural entende que é possível a obtenção de licença ambiental para atividade agroflorestal sustentável.com. Prazo máximo não pode ser superior a 6 anos. de acordo com a CRFB/88. Audiências públicas do estudo prévio de impacto ambiental – legitimados a participar da audiência pública: órgão ambiental. Renovação com antecedência mínima de 120 dias da expiração da licença. A esse respeito. Instalação: licença para construir. conforme o disposto no art.

uol.com. sendo detalhado o ato.com. CF. 70. assinale a alternativa correta. Há um procedimento administrativo que se inicia com uma notificação ao infrator. Esta decisão tem que beneficiar a empresa. http://leonardosakaki. com efeito devolutivo e o pagamento de eventual multa deverá ser feito em 5 dias. .br | leonardosakaki@uol. A pessoa jurídica também poderá responder pela infração. se não for possível. em qual tipo infracional se enquadra.2) Diante das disposições estabelecidas pela Lei n. (B) A pena restritiva de direitos da pessoa jurídica. 30 dias para proferir a decisão e o recurso será em 20 dias. (A) A desconsideração da pessoa jurídica somente será admiti da se a pena restritiva de direitos se revelar inócua para os fins a que se destina. efetivo ou presumido.br | 11 99610348 facebook. contratual ou pelo colegiado. Lei 9. A pessoa jurídica responde: ato é um tipo penal + gerar benefício + ordem expressa de um poder de comando. pena privativa de liberdade e de direitos Decisão tomada pelo representante legal. Art. terá duração equivalente ao tempo de permanência dos efeitos negativos da conduta delituosa sobre o meio ambiente. 98 (FGV – OAB 2010. será em pecúnia.com/leonardosakaki | @leosak . descrevem crimes de perigo abstrato. em regra.sites. que se consumam com a própria criação do risco. Resposta: D . multa e penas restritivas de direito. (C) Constitui inovação da lei de crimes ambientais a excludente de anti juridicidade relativamente ao comércio não autorizado de animais da fauna silvestre voltado exclusivamente à subsistência da entidade familiar. devendo haver os requisitos mencionados anteriormente (no âmbito penal). previsão legal.Administrativa Art.Penal Haverá ação penal pública incondicionada. no que tange a proibição de contratar com o poder público. Sanções: multa. Sanções: advertência. (D) Os tipos penais ambientais.605/98: tipos infracionais. A defesa será em 20 dias. 37. sanção aplicada e informar como deverá ser feita a defesa. 9. A reparação do dano ambiental: reparação ou restauração do dano.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 386 254 Responsabilidade por dano ambiental Responsabilidade por danos ambientais no Brasil é objetiva.605/98 sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. independentemente de qualquer resultado danoso.

III. Somente se não for possível a reparação. inserido pela Ministério Público 2. Princípio do poluidor pagador: o poder público vai determinar a reparação – retorno ao estado anterior. O dano pode ser material ou moral – casuística. Pessoa jurídica: desconsideração.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 387 Responsabilidade é objetiva.uol. A apuração na esfera cível será feita por ação judicial (ação de conhecimento ou ações de conhecimento de ritos especiais – ação civil pública. ou seja.Cível A responsabilidade é objetiva. ação popular e mandado de segurança individual ou coletivo). ao status quo ante (obrigação de fazer e astrentes – multa processual). no exercício do poder de polícia.br | leonardosakaki@uol. Uma vez apurado o dano. é exigida a compensação: recuperação de uma área assemelhada.2001. II – 35% da propriedade rural localizada no bioma cerrado dentro dos estados que compõem a Amazônia Legal. é exigida a indenização. em seu art. conservação da biodiversidade e o abrigo e proteção de fauna e flora nativas. O dano ambiental pode ser difuso (se atingir um número indeterminado de vítimas e se foi gerado por um fato comum). individual homogêneo (número determinado de vítimas de um fato comum)." http://leonardosakaki. 1°. A reparação é imprescritível – pode ser questionado a qualquer momento. Ela varia de acordo com o bioma e o tamanho da propriedade e pode ser: I – 80% da propriedade rural localizada na Amazônia Legal. à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas. de 24. O conceito de RESERVA LEGAL é dado pelo Código Florestal. O Objetivo do decreto da Reserva Legal é a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos. III. não será apurado o dolo ou culpa. coletivo (coletividade – vítimas ligadas por uma relação jurídica) ou individual. . que não seja a de preservação permanente (APP). excetuada a de preservação permanente. à conservação e reabilitação dos processos ecológicos.Dano O dano ambiental não é automaticamente um dano difuso. . §2°.166/67. Exceção: quando Estado é omisso na fiscalização. sendo: "área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural.20% nas propriedades rurais localizadas nas demais regiões do país. necessária ao uso sustentável dos recursos naturais.com.sites.com. Não havendo outra alternativa.08. 255 Reserva legal Reserva Legal é a área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak . surge a obrigatoriedade de reparar.

com/leonardosakaki | @leosak . Resposta: B Obrigação propter rem: aquisição de uma propriedade com degradação ambiental.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 388 Portanto. (A) Os parques. que pune com rigor os crimes ambientais. (D) As Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPN são obrigadas a elaborar plano de manejo delimitando suas zonas de amortecimento. Há direito de regresso ao proprietário anterior. Segundo o decreto 6514. que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC. A esse respeito. o prazo para o produtor rural fazer a averbação da Reserva Legal é de um ano (até dezembro de 2009). 90 (FGV – OAB 2010.3) A Lei 9. por conta própria e orientação técnica particular. http://leonardosakaki. o novo proprietário adquire os passivos ambientais. assinale a alternativa correta. (C) Tanto as unidades de conservação de proteção integral como as de uso sustentado devem elaborar plano de manejo. (B) As Áreas de Proteção Ambiental – APAs não precisam demarcar sua zona de amortecimento. os proprietários terão que reservar uma parte da vegetação natural em sua propriedade para que o ecossistema seja protegido.com.br | leonardosakaki@uol. não têm zona de amortecimento.br | 11 99610348 facebook.uol. previu que as unidades de conservação devem dispor de uma zona de amortecimento definida no plano de manejo.985/2001.com.sites. como unidades de conservação de uso sustentado. delimitando suas zonas de amortecimento.

102.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol. §4. 109.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 389 DIREITOS HUMANOS 256 Leitura básica CF: arts. 105 e 109. 49. CF – constitucionalização de um tratado de direitos humanos Art. 5.com. CF – TPI Art. LXXVIII. 1 ao 5. direito à liberdade e direito à intimidade etc. EC 45/04 Art. V-A e §2. 84. http://leonardosakaki. São direitos inatos ao homem. CF – princípio da celeridade – todos os processos devem ser julgados rapidamente – este princípio era previsto na Convenção americana de Direitos Humanos Art. §3. 14.sites. (iii) Direitos humanos São direitos do homem e/ou fundamentais previstos em tratados internacionais de direitos humanos. 257 Conceitos iniciais (i) Direitos do homem São direitos inerentes aos seres humanos e que e não necessitam estar escritos para serem respeitados – direito à vida. já nasce com ele. CF – mudança de competência do inquérito ou processo que envolvem direitos humanos Documentos internacionais: Declaração Universal de Direitos Humanos (DUDH) (1948) Pertencem ao sistema Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (PIDCP) (1966) global (ONU) Pacto Internacional de Direitos Econômicos Sociais e Culturais (PIDESC) (1966) Convenção Americana de Direitos Humanos – Pacto de Sanção José da Costa Rica (1992) – Sistema Regional da OEA. 5. convenção…). São direitos do homem e/ou fundamentais previstos em tratados de direitos humanos. Regidos pelo de internacional que protegem as pessoas e não dependem de seu nome (pode ser tratado. (ii) Direitos fundamentais São os direitos dos homens previstos em uma Constituição. 5. pacto. Entre Estados ou organismos internacionais. 12. 258 Conceito de TIDH Documento escrito.uol.com.com/leonardosakaki | @leosak .

direitos e garantias individuais. criada em 1919 através do Tratado de Versales. Intensificação dos TIDHs. Proteção dos prisioneiros de guerra e das populações civis nas áreas de conflito. Constituição Alemã (Weimar) (1919). 260 Precedentes históricos no processo de internacionalização (internalização) dos direitos humanos (i) Direito Humanitário: convenções de Genebra. Declaração de direitos do homem e do cidadão – trata-se de um documento aprovado pelo parlamento francês. http://leonardosakaki. Todo país tem que ter uma constituição escrita. liberdade. situação esta que ainda persiste. Revolução Francesa (14. as pessoas – Revolução Francesa (14. proteger meio ambiente.br | leonardosakaki@uol. Observação: Cruz Vermelha Internacional – ONG regida pelo direito civil suíço (ii) Liga das Nações (Sociedade das Nações): vem após a primeira guerra mundial para evitar uma segunda guerra mundial. Dica: o Brasil denunciou (saiu) a Liga das Nações em 1926 por ato unilateral do presidente da república (sem anuência do Congresso Nacional). É a valorização de certos direitos em determinados momentos da história 1ª Geração: protege os indivíduos. social.com/leonardosakaki | @leosak .com.com.07. (iii) OIT (1919 – Tratado de Versales) 261 Gerações ou dimensões dos direitos humanos Gerações ou dimensões de direitos humanos – trata-se de uma criação doutrinária. Trata-se de um movimento histórico. OIT (1919) – direitos sociais. contendo a separação dos poderes e também os direitos e garantias individuais. trabalhadores – Constituição Mexicana (1917). 3ª Geração: proteger universalidade de pessoas – direitos difusos – Fim da II Guerra Mundial – Criação da ONU (paz universal. ciência e homem. Estimulou as revoluções liberais. 259 Marcos históricos para a proteção/valorização do homem Iluminismo – razão. Fim da II Guerra Mundial – genocídio dos judeus – bombas atômicas no Japão – criação da ONU (1945). separação dos poderes.1789) – revolução liberal. para a paz universal.1789) – Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão – proteção dos direitos e garantias individuais – vida. cultura e trabalho). fraternidade entre os povos. Valoriza o homem (antropocentrismo).sites.br | 11 99610348 facebook. contesta o poder constituído (centrado no teocentrismo) – constituição escrita.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 390 Podem ter um ou mais documentos. filosófico.07. 2ª Geração: protege grupos de indivíduos – aposentados.uol. igualdade (exemplo: proteção da educação.

(Iii) agente delegado. em certas situações. diz o art. por um ato infraconstitucional anterior. Promulgação é feita pelo presidente.com. refletem a história do homem. Para outros.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 391 4ª Geração: implementação de um Estado social democrata – direito à informação. não poderá restabelecê-la posteriormente – Art. se vinculam à história do homem.br | 11 99610348 facebook. células-tronco etc. Interrelacionados: não há hierarquia entre os sistemas de proteção – §5 da Declaração e Programa de Ação de Viena (1993). §3. sendo o referendo por meio de Decreto Legislativo (quorum de maioria simples) ou por meio de Emenda Constitucional (quorum: ⅗ em 2 turnos nas 2 casas do Congresso Nacional). Como o congresso referenda? Se for um tratado comum será por meio de um Decreto Legislativo – o quorum é pela maioria simples. direito a eleger representantes etc. Vedação do retrocesso. 4. Feito pelo chefe de Estado.com/leonardosakaki | @leosak . da Convenção Americana. podem ser reduzidos – Direito à vida – Brasil – guerra declarada – pena de morte (estado de sítio). 263 Incorporação dos tratados humanos 1. 262 Características dos Direitos Humanos Universais: todos estão protegidos.com.br | leonardosakaki@uol. Ato discricionário. 2. 3. Quem pode assinar um tratado internacional? A nossa Constituição Federal. não diminua os direitos humanos previstos anteriormente – exemplo: se o Brasil retirar a pena de morte. fase da negociação +assinatura (=conclusão): negociar é discutir o conteúdo do tratado. estudo do DNA.sites. 264 Sistemas de proteção que o Brasil faz parte http://leonardosakaki. fase do referendo congressual. 84. 4.uol. delegou também para o Ministro das Relações Exteriores. Limitabilidade: os direitos humanos. (ii) chefe da missão diplomática – adotar o tratado com o Estado acreditado –. e o presidente. essa geração seria a proteção do futuro – nanotecnologia. fase da promulgação + publicação no DOU. fase da ratificação. que quem assina o tratado é o presidente da república. Historicidade. A Convenção de Viena de 1969 admite que quem pode assinar o tratado é: (i) chefe de Estado ou o Ministro das Relações Exteriores. Interdependentes: vinculados uns aos outros. Indivisíveis. efeito cliquet. Pelo Congresso Nacional do país. VIII. Gera obrigação ex tunc. Se não for comum será um Tratado de Direitos Humanos. Imprescritíveis: os direitos humanos não estão sujeitos ao tempo – não se ganham e não se perdem ao tempo. os direitos humanos obrigam que um país ao fazer uma nova constituição.

Exemplo: art. diferida no tempo. vai acionar a Corte Interamericana de Direitos Humanos (COIDH). refere-se a uma somatória de mecanismos. denúncias interestatais) Pacto Internacional de Direitos Econômicos. assinada em Bogotá Declaração Americana de Direitos e Deveres do Homem (1948). vige. Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) – se necessário. todas as pessoas são protegidas. Alguns autores incluem a Carta da ONU.uol.br | 11 99610348 facebook. tenho que levar em consideração a dialógica. diferida no tempo. assinada em Paris Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (1966). aplicação programática. aplicação de implementar de imediato – prevê mecanismos de fiscalização (relatórios.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 392 Global – Organização das Nações Unidas (ONU) Carta da ONU (1945). Normas "vaso comunicantes" ou cláusulas de retroalimentação. mas o Congresso Nacional pode reduzir para direitos – hoje prisão civil só para devedor de alimentos.sites. Protocolo Adicional à Convenção Interamericana de Direitos Humanos sobre Direitos Econômicos. sexo etc. cor. http://leonardosakaki. assinada em San Salvador.br | leonardosakaki@uol. Sociais e Culturais (PIDESC) (1966). 5. 267 Universalismo x relativismo §5 da Declaração e Programa de Ação de Viena (1993): prevalece o universalismo. assinado em Nova York – as normas do PIDCP estão vinculadas à primeira geração de direitos – o país que aderir a este pacto. Regional Americano – Organização dos Estados Americanos (OEA) Carta da OEA (1948). assinada em Nova Iorque.com. A Carta Internacional de Direitos Humanos compreende: DUDH. existe. 265 Carta Internacional de Direitos Humanos Trata-se de uma criação doutrinária – não é um mecanismo de proteção. 266 Dualismo x Monismo Para a resolução de um caso concreto. PIDCP e PIDESC. ou seja. Sociais e Culturais (1988). assinada em Bogotá Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica) (1969) – existe um artigo que trata da segunda geração. LXVII – prisão civil – devedor de alimentos e depositário infiel – STF diz que é de eficácia contida.com/leonardosakaki | @leosak . Segunda geração de direitos – aplicação ao longo do tempo. raça. assinada em San Francisco Declaração Universal de Direitos Humanos (1948). programática. Normas de interpretação estão dispostas no art. 268 Interpretação e aplicação das normas de direitos humanos Na resolução de um caso em concreto aplica-se a norma mais benéfica. criação do Comitê de Direitos Humanos. 29 da Convenção Americana. independente de religião.

para evitar que a minoria se torne a maioria. Lei 12. Aos juízes federais compete processar e julgar: V-A as causas relativas a direitos humanos a que se refere o §5 deste art. a defesa dos direitos étnicos individuais. de 2004) 1 caso de alteração de competência – caso do advogado Manoel Mattos. o Procurador-Geral da República. Art.sites.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 393 269 Federaderalização de crimes graves contra os direitos humanos Veio com a EC45/04. 109 V-A. destinado a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades. §5. Art.(Incluído pela Emenda Constitucional n 45. perante o Superior Tribunal de Justiça. As ações afirmativas devem ser implementadas no Brasil. Tais ações devem ser revistas periodicamente. Tais direitos estão previstos em tratado de direitos humanos que o Brasil faz parte. sendo o processo julgado pela justiça federal.uol. Federalização: mudança de competência da justiça local para a justiça federal – mudança do inquérito policial ou a ação penal. parágrafo único. Indígenas e afro descendentes. Origem: Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (ONU – 1965). de 2004) §5 Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos. Procedimento: só o Procurador Geral da República (chefe do MPU) poderá propor um incidente de deslocamento de competência no STJ. A justiça local está inerte/viciada. VI. (Incluído pela Emenda Constitucional n 45.com/leonardosakaki | @leosak . que incluiu o Art.br | 11 99610348 facebook. Tais ações se aplicam na educação e trabalho. Requisitos: grave violação dos direitos humanos. §5. 109. o http://leonardosakaki. 270 Ações afirmativas/discriminações positivas Ações afirmativas são mecanismos de proteção em favor de grupo de pessoas prejudicadas historicamente. 1.288/10 – Estatuto da Igualdade Racial – Art. Ações afirmativas: Art. Tratado internacional – violação do direito – justiça local não quer fazer nada – quero que o tratado seja cumprido – PGR deverá entrar com ação. com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte.. 1 Esta Lei institui o Estatuto da Igualdade Racial. em qualquer fase do inquérito ou processo. 109 V-A.br | leonardosakaki@uol. incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal.com. coletivos e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica.com. poderá suscitar.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 394 Parágrafo único. Não há imunidade perante o TPI. 5. essa sentença. e não Estados. Tais crimes são imprescritíveis. Ler