2011

Exame da Ordem dos Advogados do Brasil
Anotações de aula
Curso Intensivo Modular do Complexo Educacional Damásio. Curso preparatório para o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil – Exame 2011.2. Anotações de aula de Leonardo Sakaki.

Leonardo Sakaki Complexo Educacional Damásio de Jesus

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ÍNDICE

DICAS DE ESTUDOS PARA EXAME DA OAB ..................................................................................................... 3 ÉTICA PROFISSIONAL ..................................................................................................................................... 7 DIREITO ADMINISTRATIVO ...........................................................................................................................33 DIREITO CONSTITUCIONAL ...........................................................................................................................74 DIREITO TRIBUTÁRIO ................................................................................................................................. 110 DIREITO DO TRABALHO .............................................................................................................................. 133 DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO ......................................................................................................... 156 DIREITO PENAL .......................................................................................................................................... 181 DIREITO PROCESSUAL PENAL ...................................................................................................................... 213 DIREITO CIVIL ............................................................................................................................................. 240 DIREITO PROCESSUAL CIVIL ........................................................................................................................ 292 DIREITO DO CONSUMIDOR......................................................................................................................... 335 DIREITO EMPRESARIAL ............................................................................................................................... 344 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE............................................................................................... 367 DIREITO AMBIENTAL .................................................................................................................................. 380 DIREITOS HUMANOS .................................................................................................................................. 389 DIREITO INTERNACIONAL ........................................................................................................................... 396

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Leonardo Sakaki Exame OAB – FGV |3 DICAS DE ESTUDOS PARA EXAME DA OAB Workshop realizado pelos professores do Complexo Educacional Damásio de Jesus. Vídeos disponíveis em: http://www.youtube.com/user/damasiodejesus 1 Divisão das questões do Exame da OAB Questões 12 3 2 7 2 6 7 6 2 5 4 2 5 6 6 5 80 Percentual 15 3,75 2,5 8,75 2,5 7,5 8,75 7,5 2,5 6,25 5 2,5 6,25 7,5 7,5 6,25 100

Disciplina Ética Profissional Direitos Humanos Direito Internacional Direito Constitucional ECA Direito Administrativo Direito Civil Direito Processual Civil Direito do Consumidor Direito Empresarial Direito Tributário Direito Ambiental Direito Penal Direito Processual Penal Direito Processual do Trabalho Direito do Trabalho Total

As disciplinas em vermelho são as que devemos nos empenhar mais, pela quantidade de questões contidas no exame. 1.1 Matérias pequenas Questões 2 2 2 2 8 Percentual 2,5 2,5 2,5 2,5 10

Disciplina Direito Internacional ECA Direito do Consumidor Direito Ambiental Total

Não perder tempo estudando com o livro. Estudar apenas pelo caderno. A expectativa é que apenas com a aula acerte-se, pelo menos, 4 questões, ou seja, metade.

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1.2

Matérias médias Questões 12 3 6 5 5 6 7 4 48 Percentual 15 18,75 3,75 7,5 13,75 6,25 6,25 7,5 27,5 8,75 5 60

Disciplina Ética Profissional Direitos Humanos Direito Processual do Trabalho Direito do Trabalho Direito Empresarial Direito Administrativo Direito Constitucional Direito Tributário Total

São médias pelo tamanho do conteúdo. Disciplina Ética Profissional Direitos Humanos Direito Processual do Trabalho Direito do Trabalho Total Questões 12 3 6 5 26 Percentual 15 3,75 7,5 6,25 32,5

Apenas nessas 4 disciplinas demonstradas acima estão 32,5% das questões do Exame, ou seja, ⅓ das questões. Então são nessas disciplinas que deverão estar concentrados os estudos. 1.3 Matérias grandes Disciplina Direito Civil Direito Processual Civil Direito Penal Direito Processual Penal Total Questões 7 6 5 6 24 Percentual 8,75 7,5 6,25 7,5 30

A percentagem da prova é muito pequena para uma grande quantidade de matéria.

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1.4

Concentração dos estudos Questões 12 3 6 5 5 6 7 4 48 Percentual 15 3,75 32,5 7,5 6,25 6,25 7,5 27,5 8,75 5 60

Disciplina Ética Profissional Direitos Humanos Direito Processual do Trabalho Direito do Trabalho Direito Empresarial Direito Administrativo Direito Constitucional Direito Tributário Total

São essas disciplinas é que fazem a diferença. São nessas disciplinas é que os estudos deverão estar concentrados. E as questões das matérias pequenas e grandes? Muita atenção na aula + revisão das anotações de aula.

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Base da prova

Base da prova Legislação Doutrina jurisprudência (Súmulas e OJs)

60% 30% 10%

O estudo deve partir da lei, mas não deve ficar apenas na lei.

3 3.1

Como resolver questões objetivas Por onde começar a prova

Responder pela ordem das questões dispostas na prova. Procurar a divisão por matéria Vantagem: atenção nas disciplinas indicadas no tópico 1.4 Desvantagem: tempo utilizado para fazer isso. 3.2 Tipos de questões http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Questões com situações hipotéticas. Questões com "é correto/incorreto afirmar". Questões com lacunas. Questões V ou F. Quanto mais longa for a questão, mais fácil é a questão. O tema é normalmente fácil, e o examinador tem como objetivo que o examinando se perca e se confunda com os dados. 3.3 Hora de passar para o gabarito

No final da prova – nos 30 minutos finais. Não mudar alternativas. Atenção para não pular. 3.4 Estudar questões

Conteúdos repetidos. Fixação da teoria. Termômetro do aprendizado.

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Leonardo Sakaki Exame OAB – FGV |7 ÉTICA PROFISSIONAL

Código de ética não é lei, mas podemos ser processados por violação ao código, visto que o art. 33 da EAOAB vincula, obrigando os advogados a obedecerem. 4 Legislação

EAOAB (Lei 8.906/94) – 70% das questões, sendo direitos do advogado o mais importante CED RGEAOAB – Poucas questões Atenção: ética são 12 das 80 questões, ou seja, 15% do exame.

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Atividade de advocacia
Art. 1 São atividades privativas de advocacia: I - a postulação a órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais; II - as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas. §1 Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal. §2 Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas, sob pena de nulidade, só podem ser admitidos a registro, nos órgãos competentes, quando visados por advogados. §3 É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade.

Exceções ao inciso I: CLT (art. 791) – exceção (Súmula 425, TST) válido somente para Vara do Trabalho e TRT, não valendo para o TST –; JEC Estadual em ações de 0 a 20 salários mínimos (Lei 9.099/95), de 20 a 40 salários mínimos e em 2º grau é obrigatória a presença do advogado; habeas corpus (EAOAB – Lei 8.906/94) – habeas data, mandado de segurança, revisão criminal precisam de advogado. Observação: prescinde-se de advogado = dispensa-se o advogado. Em relação à postulação efetiva, a ADIN 1.127-8 excluiu os juizados especiais estaduais e federais nas causas até 20 salários mínimos e a justiça do trabalho (capacidade postulatória para empregados e empregadores). Embora a CLT mencione que empregados e empregadores possam atuar sem assistência de advogados "até o final", o TST decidiu que, dada a natureza extraordinária do recurso de revista, é indispensável que o mesmo seja interposto por advogado. "Até o final" deve ter interpretação restritiva à primeira fase processual da reclamatória trabalhista – instância ordinária. Postulação nas ações de alimentos – o credor de alimentos pode, pessoalmente ou por intermédio de advogado propor a ação de alimentos. Essa possibilidade se deve à natureza jurídica emergencial do "bem da vida" perseguido. A impetração de habeas corpus também dispensa a capacidade postulatória. Art. 36, CPC.

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Art. 36. A parte será representada em juízo por advogado legalmente habilitado. Ser-lhe-á lícito, no entanto, postular em causa própria, quando tiver habilitação legal ou, não a tendo, no caso de falta de advogado no lugar ou recusa ou impedimento dos que houver.

Atos e contratos constitutivos: para ser levado a registro em Junta Comercial ou Cartório Civil, deve ser visado – assinados – por um advogado (comprometimento de autoria da forma e conteúdo do documento – corresponsável pelo contrato, inclusive com responsabilidade civil, criminal e disciplinar). Exceção: art. 6 da lei 8.491 – não se aplicam às ME e as EPP. Estagiário: a atividade de assessoria pode ser desenvolvida pelo estagiário isoladamente, desde que tenha autorização ou substabelecimento do advogado responsável. A atividade de consultoria não se confunde com a anterior e não pode ser praticada isoladamente, mesmo quando autorizada por tratar de atos definitivos e principais, por isso, privativos de advogado.

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Divulgação ou associação da advocacia com outra profissão

É vedada divulgação da advocacia em conjunto com outra atividade, seja de natureza civil, comercial, lucrativa, não lucrativa, pública ou privada. A proibição não se limita à divulgação, abrangendo também o exercício profissional da advocacia com qualquer outra profissão no mesmo espaço físico. A proibição não afeta a possibilidade de o advogado exercer outra atividade, e sim do exercício desta no mesmo espaço físico ao da advocacia. A proibição tem efeito de não mercantilizar a advocacia, impedindo a captação de clientela e de causas.

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Publicidade Deve Nome completo e número da OAB

Pode Não pode Publicidade em jornais, revistas e Rádio e TV. periódicos. Fotografia. Pode constar títulos acadêmicos. Cargos ocupados. Área de atuação. Lista de clientes ou ações. Telefone, endereço, site, e-mail.

Mala direta: é autorizada para quem já é cliente do escritório, mas é proibida para quem não é cliente do escritório. Advogado na mídia: pode desde que não trate de caso sob o seu patrocínio, não trate de casos de patrocínio de terceiros, não responda consultas. Na mídia tem que atuar de forma educativa, informativa, sem tratar de casos específicos e sem fazer a autopromoção. Pena de censura. Reincidência é de suspensão. 3 suspensões é exclusão. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

inclui referência às causas ganhas.uol. inclusive para realizar propaganda dos seus escritórios. os seus percalços. (C) o advogado. Exclusividade Não mercantilização: advocacia não pode apresentar qualquer característica típica das empresas mercantis. com o fito de proporcionar informações sobre a carreira. advogado com larga experiência profissional. cujo titulo é “o Advogado na TV”. (C) a distribuição indiscriminada.com. é compatível com as normas do Código de Ética. é permitida. Resposta: B 82 (FGV – OAB 2010. bem como àquelas ainda em curso e que podem ter repercussão no meio jurídico. nos cruzamentos das mais importantes capitais do País. Utilização das informações sigilosas em favor do próprio cliente: depende da autorização do cliente. e estando o processo em andamento. Para ampliar a divulgação. deveria se limitar ao aspecto educacional e instrutivo da atividade profissional. (B) o boletim de notícias é meio adequado de publicidade quando o público-alvo são clientes do escritório. 3. é correto afirmar que (A) se trata de publicidade moderada. como narrada. (B) a publicidade.com. No curso do programa.sites. Suspeita da prática do crime pelo advogado.Leonardo Sakaki Exame OAB – FGV |9 8 Princípios Pessoalidade: o contato pessoal é requisito para que se estabeleça a relação profissional. o advogado deve renunciar ao patrocínio da causa antes de promover a execução do contrato. no caso. um novo programa. (D) programas televisivos são franqueados aos advogados. Acompanhamento de representante da OAB.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak . se for gratuita. incluído na grade normal de horários da empresa. contrata jovens de ambos os sexos para distribuição gratuita. a mudança na legislação e os julgamentos de maior repercussão. 48 (FGV – OAB 2010. Confiabilidade: a confiança recíproca é o fator que inicia e sustenta a relação profissional. é correto afirmar que: (A) a participação em programa televisivo está vedada aos advogados. Uma das atividades consiste na elaboração de um boletim de notícias comunicando aos clientes. O advogado só pode revelar as informações nos limites e na necessidade da sua defesa. Ordem judicial.3) O advogado Caio resolve implementar mudanças administrativas no seu escritório. Resposta: C 9 Inviolabilidade 1. Exemplo: havendo necessidade de execução do contrato de honorários. 2. Diante do narrado. alegrias e comprovar a possibilidade de sucesso profissional. resolve contratar com emissora de televisão. ao passar a compor o grupo de profissionais escolhido para gerenciá-lo. parceiros e advogados.br | leonardosakaki@uol. honra e afronta. Sigilo profissional: exceções: vida. http://leonardosakaki. (D) é admissível a distribuição do boletim mediante pagamento de anuidade.2) Mauro. suas angústias. todas essas vinculadas ao seu escritório de advocacia. Consoante as normas aplicáveis.

de sua correspondência escrita.767. sendo até mesmo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão. (B) nenhuma demanda judicial. por decisão motivada.3) O advogado Ademar é surpreendido por mandado de busca e apreensão dos documentos guardados no seu escritório. Resposta: C 10 Nulidade dos atos praticados Art. objeto e partes envolvidas. qualquer que seja o órgão do Poder Judiciário pelo qual tramite. A decisão condenatória proferida pelo TED pode afetar o cargo na administração pública (violação ao princípio da moralidade).uol. em função de a investigação atingir o advogado.br | 11 99610348 facebook. é correto afirmar que (A) a prática é correta. não sendo vedadas. Escritório ou Local de trabalho. contra a Fazenda Pública que os remunere ou à qual seja vinculada a entidade empregadora. telefônica e telemática. penais e administrativas. o advogado é indispensável à administração da justiça. São impedidos de exercer a advocacia: I . (Redação dada pela Lei n 11.2) Considerando que nos termos dispostos no art. licenciado ou que passar a exercer atividade incompatível com a advocacia. é correto afirmar que: (A) a imunidade profissional não pode sofrer restrições de qualquer natureza. não proceder à indicação. Resposta: D 05 (FGV – OAB 2010. sem prejuízo das sanções civis. de forma indiscriminada. http://leonardosakaki.br | leonardosakaki@uol. Após pesquisa.no âmbito do impedimento . indireta e fundacional. por motivo de exercício da profissão. os documentos de toda a sua clientela foram apreendidos. Parágrafo único. devidamente notificada ou solicitada. desde que realizada na presença de representante da OAB. pode receber a prestação jurisdicional se não houver atuação de advogado. Apesar disso. verifica que existe processo investigando um dos seus clientes e a ele mesmo.suspenso.com. (B) a inviolabilidade do escritório de advocacia é absoluta.sites. (D) a prisão do advogado. 133 da Constituição do Brasil. bem como de seus instrumentos de trabalho.com. 30. desde que relativas ao exercício da advocacia.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 10 4. a busca e a apreensão judicialmente decretadas. 4 São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB. mesmo em caso de crime afiançável. (D) houve excesso na apreensão de todos os documentos da clientela do advogado.com/leonardosakaki | @leosak . 49 (FGV – OAB 2010.os servidores da administração direta. independentemente de sua natureza. (C) a inviolabilidade do escritório ou local de trabalho é assegurada nos termos da lei. 7 São direitos do advogado: II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho. Art. de 2008) O poder de punir o advogado público por questão ética não funcional e relaciona a atividade privativa da advocacia é exclusivamente da OAB (TED). (C) a proteção ao escritório do advogado não se inclui na hipótese versada. somente poderá ocorrer em flagrante. salvo se esta. Art. Diante do narrado. contudo. eletrônica. São também nulos os atos praticados por advogado impedido .

br | 11 99610348 facebook. fundações públicas.infrações definidas nos incisos XVII a XXV do art. durante os dez dias seguintes à notificação da renúncia. a suspensão perdura até que preste novas provas de habilitação. em suas fundações e em suas empresas controladas ou concessionárias de serviço público.ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a qualquer órgão do Poder Judiciário e os que exercem serviços notariais e de registro. §1 A suspensão acarreta ao infrator a interdição do exercício profissional.uol. inclusive privadas. por motivo justificado.chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do Poder Legislativo e seus substitutos legais.com. 34. dos juizados especiais. Art.sites. §2 Não se incluem nas hipóteses do inciso III os que não detenham poder de decisão relevante sobre interesses de terceiro. bem como a administração acadêmica diretamente relacionada ao magistério jurídico. 34. IV . Parágrafo único. em caráter temporário. dispensa o reconhecimento de firma no instrumento de mandato (tanto para poderes gerais quanto para poderes específicos). representado por uma procuração pública ou privada. afirmando urgência. II . V . mesmo em causa própria. 11 Mandato Art. em todo o território nacional. §2 Nas hipóteses dos incisos XXI e XXIII do art. a suspensão perdura até que satisfaça integralmente a dívida. o http://leonardosakaki. 34. prorrogável por igual período. inclusive com correção monetária.ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de lançamento. 28. se particular. II . §3 Na hipótese do inciso XXIV do art. bem como de todos os que exerçam função de julgamento em órgãos de deliberação coletiva da administração pública direta e indireta. arrecadação ou fiscalização de tributos e contribuições parafiscais. Licencia-se o profissional que: I . a representar o mandante. 5 O advogado postula.ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras. em juízo ou fora dele.os membros do Poder Legislativo.br | leonardosakaki@uol. §1 O advogado. juízes classistas. empresas públicas. VI . em qualquer juízo ou instância. dos tribunais e conselhos de contas.ocupantes de cargos ou funções de direção em Órgãos da Administração Pública direta ou indireta. na ativa. A suspensão é aplicável nos casos de: I . da justiça de paz. entidades paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público.membros de órgãos do Poder Judiciário. em seus diferentes níveis. §3 O advogado que renunciar ao mandato continuará. nos casos em que não posso colher a assinatura.assim o requerer.com/leonardosakaki | @leosak . II . de acordo com os critérios de individualização previstos neste capítulo. pode atuar sem procuração. neste caso. A advocacia é incompatível. a juízo do conselho competente da OAB.sofrer doença mental considerada curável.militares de qualquer natureza. Art. obrigando-se a apresentá-la no prazo de quinze dias. Exceção: casos de urgência. sociedades de economia mista. do Ministério Público. III . pelo prazo de trinta dias a doze meses. VII . Trata-se da procuração – será sempre escrito. contra ou a favor das pessoas jurídicas de direito público. 37. salvo os que exijam poderes especiais. fazendo prova do mandato. salvo se for substituído antes do término desse prazo. com as seguintes atividades: I . (Vide ADIN 1127-8) III . §2 A procuração para o foro em geral habilita o advogado a praticar todos os atos judiciais. VIII . Não se incluem nas hipóteses do inciso I os docentes dos cursos jurídicos. atividade incompatível com o exercício da advocacia.ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial de qualquer natureza. Art.reincidência em infração disciplinar.passar a exercer. 12.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 11 II . §1 A incompatibilidade permanece mesmo que o ocupante do cargo ou função deixe de exercê-lo temporariamente.

que deve ser tomado com a autorização e ciência do cliente que outorgou os poderes originais. desistência da ação. testemunha a ocorrência de um acidente de trânsito sem vítimas. (D) somente poderia prestar depoimento após a intervenção de todas as partes no processo.com/leonardosakaki | @leosak .2 Revogação É ato privativo e unilateral do cliente em qualquer fase do processo que retira os direitos outorgados na procuração e não implica em qualquer responsabilidade posterior.3 Substabelecimento É a transferência de poderes com ou sem reservas para o substabelecente (advogado constituído). de forma proporcional ao trabalho realizado nos autos. (B) a possibilidade decorre da ausência de efetiva atuação profissional. A respeito do tema.) 11. confissão.com.uol. prorrogável por mais 15 dias. No dia designado para o seu depoimento. que deverão ser pagos proporcionalmente. 11. A renúncia não retira do advogado o direito aos honorários. envolvendo quatro veículos automotores.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 12 prazo para apresentação da procuração é de 15 dias a iniciar-se do 1º dia útil seguinte ao do ato da representação. No substabelecimento com reservas o advogado substabelecido não pode cobrar honorário diretamente do cliente sem a intervenção do substabelecente. O advogado poderá também receber os honorários sucumbenciais.com.br | leonardosakaki@uol. recebimento de citação em nome do cliente. diante de contrato anteriormente estabelecido pelas partes e descumprido pela ré. transação. em ação de responsabilidade civil.1 Renúncia É ato privativo e unilateral em qualquer fase do processo que implica na omissão do motivo e na responsabilidade pelo prazo máximo de 10 dias contados da notificação da renúncia. o advogado Tertúlio é arrolado como testemunha por uma das partes. Trata-se de ato pessoal do advogado da causa.br | 11 99610348 facebook. Houve regular citação. com a apresenta- http://leonardosakaki. Resposta: B 51 (FGV – OAB 2010. com o fito de compelir a ré à prestação de determinado fato. advogado. nenhuma delas tivesse manifestado qualquer intenção nesse sentido. 11. é correto dizer que (A) o advogado é suspeito para prestar depoimento no caso em tela. Poderes: pode ser ad judicia (para foro em geral – autoriza a prática de todos os atos processuais. (C) o depoimento do advogado. A revogação não retira do advogado o direito aos honorários. naquele momento. que deverão ser pagos proporcionalmente. reconhecimento de procedência do pedido. embora. alega que estaria impossibilitado de realizar o ato porque uma das pessoas envolvidas poderia contratá-lo como profissional.3) Marcelo promove ação de procedimento ordinário em face de Paus e Cupins Ltda. desde que requerida e deferida. Posteriormente. Seus dados e sua qualificação profissional constam nos registros do evento. com exceção daqueles que exijam poderes especiais) ou ad judicia et extra (com poderes específicos – exemplo: oferecimento de representação criminal ou queixa crime. é facultativo. 45 (FGV – OAB 2010. no caso.3) Tertúlio. Exceção: se contratação de outro advogado. quitação etc.sites.

telefônica e telemática. serviços notariais e de registro. e. o autor descobre a real situação do processo e apresenta representação disciplinar à OAB contra o seu advogado. bem como de seus instrumentos de trabalho. as causas: .uol.4 Postulação contra ex-cliente e ex-empregador O advogado pode postular em favor de terceiros.Contrárias à ética. por impedimento ético.br | 11 99610348 facebook.ter a presença de representante da OAB.comunicar-se com seus clientes. Dez anos após a paralisação. Resposta: B 11. (B) está perfeitamente caracterizado o abandono da causa. d) em qualquer assembleia ou reunião de que participe ou possa participar o seu cliente. nos demais casos. dentro do expediente ou fora dele. VI . sendo permitida a atuação após esse prazo. quando preso em flagrante. sob pena de nulidade e. Entretanto. no caso de delegacias e prisões. II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho. ainda que considerados incomunicáveis. na sua falta. se esta lhe revelou segredos ou obteve seu parecer.com. orientado ou conhecido em consulta. antes de sentença transitada em julgado. ainda que não tenha se efetivado a contratação. mesmo além dos cancelos que separam a parte reservada aos magistrados.em que tenha sido convidado pela outra parte. cartórios.com/leonardosakaki | @leosak . de sua correspondência escrita. como no enunciado. 12 Direitos do advogado (prerrogativas) Art.com. http://leonardosakaki. V . contra ex-cliente ou ex-empregador. (D) a inércia das partes não pode atingir os advogados. pessoal e reservadamente. c) em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição judicial ou outro serviço público onde o advogado deva praticar ato ou colher prova ou informação útil ao exercício da atividade profissional. detidos ou recolhidos em estabelecimentos civis ou militares. a profissão em todo o território nacional. mesmo sem procuração. . que proíbe a advocacia contra ex-cliente e ex-empregador pelo prazo de 2 anos. ou perante a qual este deva comparecer. e ser atendido.não ser recolhido preso. em prisão domiciliar. o réu ingressa no processo requerendo a declaração de prescrição intercorrente. desde que munido de poderes especiais. Nos termos da legislação estatutária e do Código de Ética.5 Postular conta ato jurídico realizado ou contra quem consultou O CED impõe que o advogado deve abster-se de patrocinar. mesmo que tenha sido inerte. III . ofícios de justiça. para lavratura do auto respectivo. eletrônica. desde que relativas ao exercício da advocacia. com liberdade. por motivo ligado ao exercício da advocacia. senão em sala de Estado Maior. (C) os atos referidos se esgotam no processo judicial. é correto afirmar que (A) o advogado não pode ser sancionado pela demora do processo. o TED acrescentou a abstenção bienal. tendo o processo permanecido paralisado por oito anos por inércia das partes. não tendo havido recurso do autor. quando estes se acharem presos. desde que guarde o sigilo profissional e as informações reservadas ou privilegiadas de que tenha tomado conhecimento no período em que prestou serviços aos mesmos. b) nas salas e dependências de audiências. à moral ou à validade de ato jurídico em que tenha celebrado. secretarias.exercer. IV .sites. desde que se ache presente qualquer servidor ou empregado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 13 ção de defesa. 7 São direitos do advogado: I . a comunicação expressa à seccional da OAB.br | leonardosakaki@uol. 11.ingressar livremente: a) nas salas de sessões dos tribunais. que é declarada. mesmo fora da hora de expediente e independentemente da presença de seus titulares. com instalações e comodidades condignas e. Após consultas processuais.

o o §7 A ressalva constante do §6 deste artigo não se estende a clientes do advogado averiguado que estejam sendo formalmente investigados como seus partícipes ou coautores pela prática do mesmo crime que deu causa à quebra da inviolabilidade. reconhecida pela autoridade em despacho motivado. para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos. ou sobre fato relacionado com pessoa de quem seja ou foi advogado. mediante representação ou a requerimento da parte interessada.usar os símbolos privativos da profissão de advogado. http://leonardosakaki. XIV . em todos os juizados. contra a inobservância de preceito de lei. XV . após trinta minutos do horário designado e ao qual ainda não tenha comparecido a autoridade que deva presidir a ele. pelos excessos que cometer.br | 11 99610348 facebook.retirar autos de processos findos. a autoridade judiciária competente poderá decretar a quebra da inviolabilidade de que trata o inciso II do caput deste artigo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 14 VII . verbalmente ou por escrito. quando ofendido no exercício da profissão ou em razão dela. X . ainda que conclusos à autoridade. XX .com/leonardosakaki | @leosak . em qualquer hipótese. pelo prazo de dez dias. secretaria ou repartição.examinar em qualquer repartição policial. ao advogado que houver deixado de devolver os respectivos autos no prazo legal. tribunal ou autoridade. sem prejuízo da responsabilidade criminal em que incorrer o infrator. em caso de crime inafiançável. XI . perante qualquer juízo. XII . mediante comunicação protocolizada em juízo.usar da palavra. mesmo sem procuração.sites. XVIII . quando não estejam sujeitos a sigilo. assegurada a obtenção de cópias. depende de inscrição suplementar. mesmo sem procuração. 2) quando existirem nos autos documentos originais de difícil restauração ou ocorrer circunstância relevante que justifique a permanência dos autos no cartório. e só o fizer depois de intimado. por motivo de exercício da profissão. em juízo.ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer natureza. bem como sobre fato que constitua sigilo profissional. não constituindo injúria. o §1 Não se aplica o disposto nos incisos XV e XVI: 1) aos processos sob regime de segredo de justiça. XIII. o conselho competente deve promover o desagravo público do ofendido. sentado ou em pé. em qualquer juízo ou tribunal. no exercício da profissão ou de cargo ou função de órgão da OAB. observado o disposto no inciso IV deste artigo. autos de processos findos ou em andamento.permanecer sentado ou em pé e retirar-se de quaisquer locais indicados no inciso anterior. o §3 O advogado somente poderá ser preso em flagrante.br | leonardosakaki@uol.com. VII. autos de flagrante e de inquérito.ser publicamente desagravado. findos ou em andamento. em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo.retirar-se do recinto onde se encontre aguardando pregão para ato judicial. vedada a utilização dos documentos. o §6 Presentes indícios de autoria e materialidade da prática de crime por parte de advogado. XVI . regulamento ou regimento. podendo copiar peças e tomar apontamentos. fóruns. em juízo ou fora dele. das mídias e dos objetos pertencentes a clientes do advogado averiguado.uol. bem como dos demais instrumentos de trabalho que contenham informações sobre clientes. delegacias de polícia e presídios. observando-se a ordem de chegada. tribunal ou órgão de deliberação coletiva da Administração Pública ou do Poder Legislativo. com uso assegurados à OAB. XVII . em decisão motivada. bem como para replicar acusação ou censura que lhe forem feitas. mediante intervenção sumária. difamação puníveis qualquer manifestação de sua parte.dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho. Atenção! Dica de estudo: VI. expedindo mandado de busca e apreensão. independentemente de licença. XX a) a liberdade é parcial. XIX . no exercício de sua atividade. XIV. em cartório ou na repartição competente. independentemente de horário previamente marcado ou outra condição. mesmo quando autorizado ou solicitado pelo constituinte. XIII . VIII . sendo.examinar. específico e pormenorizado. o §5 No caso de ofensa a inscrito na OAB.reclamar. ou da Administração Pública em geral. 3) até o encerramento do processo. salas especiais permanentes para os advogados. tribunais. ou retirá-los pelos prazos legais. o §2 O advogado tem imunidade profissional.falar. IX. VIII. documentos ou afirmações que influam no julgamento.recusar-se a depor como testemunha em processo no qual funcionou ou deva funcionar. pela ordem. sem prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB. XVII. mesmo sem procuração. o §4 O Poder Judiciário e o Poder Executivo devem instalar. proferido de ofício. a ser cumprido na presença de representante da OAB. podendo tomar apontamentos.com.

e) não ser recolhido preso. sem prejuízo de se apurar eventual prática de abuso de autoridade/poder. na sua falta.Esta inviolabilidade é relativa – deve cumprir 4 requisitos para a quebra da inviolabilidade (art. assim como seus instrumentos de trabalho (arquivos. São invioláveis. Se a autoridade policial negar. . . e sim para o mandado de segurança contra o ato da autoridade coautora. Epístola = carta. 7. direito de informação. podendo copiar peças e tomar apontamentos. 7. findos ou em andamento.com. não haverá espaço para a reclamação constitucional. http://leonardosakaki. prevista no art. CF. fundamentada e pormenorizada. (verificação do inquérito ou do flagrante sem necessidade de mandato judicial. l. . quando preso em flagrante.a prova produzida na diligência deverá ser utilizada contra o advogado e não contra o cliente.br | 11 99610348 facebook. negativa do direito de extração de cópias etc.Para o STF. senão em sala de Estado Maior: com instalações e comodidades condignas.indício de autoria e materialidade da prática de um crime pelo advogado. CED Após o voto do relator h) acesso aos autos de flagrante e de inquérito. g) sustentação oral: Direito Art. 7. salvo por determinação judicial fundamentada (busca e apreensão). salvo em caso de coautoria do advogado e cliente. Cabe mandado de segurança. e. ou seja. em prisão domiciliar – não se confunda com prisão especial – trata-se de sala especial de prisão de oficiais militares. Ainda que o cliente seja considerado incomunicável (exemplo: RDD). detalhada) não basta a ordem policial e nem pode ser uma ordem judicial genérica (tem que ser específica). CED Antes do voto do relator SUSTENTAÇÃO ORAL Procedimento disciplinar Art. tantos físicos quanto eletrônicos) e suas comunicações/correspondências (escrita. eletrônica. que teria competência originária no STF.deve haver acompanhamento de representante da OAB. f) ingresso livre em dependências para o exercício profissional. 53.sites. telefônica e telemática). §3. é caso de Reclamação. se a OAB for notificada e não encaminhar representante em tempo hábil. ainda que sem procuração. por motivo ligado ao exercício da advocacia. em estabelecimento civil e militar. c) comunicar-se com seus clientes preso. antes de sentença com trânsito em julgado (prisão cautelar/processual).br | leonardosakaki@uol.). i) direito de vista dos autos. a prova produzida na diligência será válida. sob pena de nulidade do auto de prisão em flagrante. ainda que conclusos à autoridade.uol. IX. .ordem judicial (específica.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 15 b) inviolabilidade do escritório ou local de trabalho. Exceção: processo com documentos considerados irrecuperáveis e processos que tramitam sob segredo de justiça. falada. O descumprimento desta regra configura abuso de autoridade/poder.com/leonardosakaki | @leosak . d) ter a presença de representante da OAB. . EAOAB. 102. §§6 e 7): . Se a negativa envolver os direitos específicos previstos no inciso XIV do art. que deverá ser impetrado perante o juízo de primeiro grau (no caso de o direito ter sido negado pelo delegado de polícia). pessoal e reservadamente.com.

as atividades de consultoria. À luz da legislação estatutária. Os processos passam a ser distribuídos. obteve o cumprimento de todas as metas estabelecidas pela Corregedoria do Tribunal. (C) o atraso que justifica a retirada do advogado está condicionado à ausência da autoridade judicial no evento. Resposta: C Ver: Art. pode praticar os atos previstos no art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 16 j) imunidade profissional: advogado tem imunidade em relação aos crimes de injúria e difamação quando praticados no exercício da profissão e no interesse da defesa do cliente. (A) O ato normativo do magistrado colide frontalmente com o direito dos advogados de serem atendidos a qualquer momento pelo Magistrado e servidores públicos.uol. para despachos em geral. diante do ocorrido. Art. Após duas horas de atraso. A autoridade judicial encontrava-se presente no foro desde as nove horas da manhã.2) Francisco. supervisão e responsabilidade. advogado. para participar de audiência em questão cível. 85 (FGV – OAB 2010.3) O magistrado Mévio. XX transcrito acima 46 (FGV – OAB 2010.com/leonardosakaki | @leosak . e daí sucessivamente. (C) O princípio da eficiência sobrepõe-se aos interesses das partes e dos advogados. já caracterizado um atraso de uma hora. (D) meros atrasos da autoridade judicial não permitem a retirada do advogado do recinto. com a responsabilização individual de determinados servidores. (D) As metas de produção determinadas pelos órgãos de controle do Poder Judiciário justificam a restrição dos direitos dos advogados de acesso aos autos e aos agentes públicos. assessoria e direção jurídicas. sendo comunicados pelo Oficial de Justiça que a pauta de audiências continha dez eventos e que a primeira havia iniciado às dez horas. assinale a alternativa correta quanto a essa atitude. à luz das normas estatutárias (A) qualquer atraso superior a uma hora justifica a retirada do recinto. podendo ocorrer ato do magistrado impondo restrições ao advogado. (Vide ADIN 1.a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais. pelo advogado.sites. edita Portaria disciplinando o horário de atendimento das partes e dos advogados não coincidente com o horário forense.com. aí incluídos advogados. ele e seu cliente estariam se retirando do recinto.127-8) II . em um dos dois últimos anos do curso de Direito. 1º do EAOAB em conjunto com o advogado sob sua orientação.br | leonardosakaki@uol. O ato fora designado para iniciar às 13 horas. http://leonardosakaki. (B) A Administração dos órgãos do Poder Judiciário é autônoma. buscando organizar o serviço do seu cartório. dirige-se. adentraram o recinto forense com meia hora de antecedência. seguindo moderna tendência da Administração Pública. Diante do narrado. Com tal organização. ao Chefe do Cartório Judicial. 1º São atividades privativas de advocacia: I . com seu cliente. de larga experiência forense. por escrito. por numeração. Estabeleceu-se que os autos de final 0 a 3 teriam atendimento ao público. Francisco informou. que. desde a audiência inaugural.com. Resposta: A 13 Estagiário de direito O estagiário de direito. no caso narrado. (B) o advogado deveria. das 11h às 13h. tendo iniciado a primeira audiência no horário aprazado.br | 11 99610348 facebook. designada para a colheita de provas e depoimento pessoal. peticionar ao Magistrado e retirar-se do recinto. 7. devidamente inscrito nos quadros da OAB. Como é de praxe.

Quem avalia é o Tribunal de Ética e Disciplina e o Conselho Federal Crime que cause repúdio à classe.uol. o estagiário inscrito poderá praticar os atos autorizados pelo art. pode se inscrever.br | leonardosakaki@uol.exercício de atividades extrajudiciais.chefe executivo .rol exemplificativo) – tanto para o advogado quanto para o estagiário . É vedado ao estagiário: figurar em publicidade de escritório de advocacia – placas.gerente ou diretor de banco f) idoneidade moral: nunca ter sido condenado pela prática de crime infamante. sempre sob a responsabilidade do advogado. Esse crime abala diretamente o aspecto da confiabilidade. desde que tenha sido autorizado ou substabelecido pelo advogado.sites. folders etc. .retirar e devolver autos em cartório.policial .com/leonardosakaki | @leosak . que são: . devidamente reconhecido. quando visados por advogados. 29 do RGEAOAB. § 2º Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas. Cuidado: conclusão de curso superior é causa de emancipação! Se uma pessoa é um gênio e conclui o curso com 17 anos. § 3º É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade. http://leonardosakaki. Crime infamante.. é aquele que provoca infâmia. c) título de eleitor e quitação militar. d) aprovação no exame da OAB (prova de habilitação). só podem ser admitidos a registro. Isoladamente. 14 Inscrição na OAB . EAOAB (Lei 8. 8. internet. Crime infamante aquele crime contrário à honra. dignidade e a boa fama de quem pratica. 28 EAOAB .906/94) a) capacidade civil: maioridade e sanidade.assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos.br | 11 99610348 facebook. . pelo próprio nome.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 17 § 1º Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal. A relação cliente-advogado envolve confiabilidade.obter junto aos escrivães e chefes de secretaria certidões de peças ou autos de processos em curso ou findos. sob pena de nulidade.Requisitos – art. salvo reabilitação judicial. b) diploma ou certidão de conclusão de curso de direito. nos órgãos competentes. desonra para o advogado.com. . assinando a respectiva carga. e) não exercer atividade incompatível (art. figurar como contratado em Contrato de Prestação de Serviços Advocatícios. pois a conclusão é causa de emancipação.com.

ao assumir o referido cargo. O cargo é privativo de advogado. Será expedida a certidão de aprovação. à luz das normas estatutárias ocorrerá: (A) o cancelamento da inscrição como advogado. (B) exercício limitado da advocacia. O pedido só não pode ser anônimo. (D) anotação de impedimento.com. não autorizado por lei. ingressando nos quadros do Poder Judiciário. 34. XXVIII. 14. cargo de confiança do Prefeito Municipal passível de exoneração ad nutum.br | leonardosakaki@uol. basta indicar os fatos.sites. No entanto. Diante disso.2) Fábio.3) Xisto.1. obtém a indicação da OAB para concorrer pelo quinto constitucional à vaga reservada no âmbito de Tribunal de Justiça.br | 11 99610348 facebook. c) embriaguez ou toxicomania habituais.qualquer pessoa pode requerer à OAB a declaração de inidoneidade moral do candidato. Texto do compromisso está disposto no Regulamento Geral.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 18 Art. Julgado pelo Conselho Seccional com quorum de ⅔. . Processo incidental de declaração de inidoneidade moral – solicitado por qualquer pessoa (não pode ser anônimo). A inidoneidade é declarada pelo conselho por um quorum de ⅔. é convidado a ocupar o prestigiado cargo de Procurador-Geral de um município. Não precisa apresentar provas. EAOAB. advogado com mais de dez anos de efetiva atividade.com/leonardosakaki | @leosak .uol. Art.com.1 Espécies de inscrição 14.quem declara se a pessoa é ou não idônea é o conselho seccional. (C) o licenciamento do profissional. (D) a passagem para a reserva do quadro de advogados. . No curso do processo também obtém a indicação do Tribunal e vem a ser nomeado pelo Governador do Estado. (C) suspensão do exercício da atividade advocatícia. (B) a suspensão até que cesse a incompatibilidade.1 Inscrição principal http://leonardosakaki. que tem validade perpétua. Resposta: A Escrivão da polícia passa no exame de ordem. pois não consegue se inscrever pela incompatibilidade. g) compromisso perante o conselho seccional – é solene. 34. formal e personalíssimo (nem por procuração). ocorrerá o (a) (A) cancelamento da sua inscrição. Resposta: B 83 (FGV – OAB 2010. advogado. b) incontinência pública e escandalosa. parágrafo único: Inclui-se na conduta incompatível: a) prática reiterada de jogo de azar. 47 (FGV – OAB 2010. fala sobre crime infamante: sanção de exclusão. O que acontece com a inscrição dele? Nada.

sofrer penalidade de exclusão. 11 do EAOAB Art.1.deve o interessado fazer prova dos requisitos dos incisos I. Objetivo de atuar em outro Estado. Se a pessoa atuar em outro Estado em mais de 5 causas/processo. É obrigatória quando a pessoa for atuar em outro Estado. desde que cumpridos alguns requisitos de acordo com o motivo do cancelamento (art. III e IV. atividade incompatível com a advocacia.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 19 Deve ser feito no conselho seccional onde é o domicílio profissional.br | leonardosakaki@uol. de ofício. IV . art. precisa ter no Estado a inscrição suplementar. III . 8. É ato definitivo e desconstitutivo em relação ao número de inscrição que jamais se restaura.5 Inscrição do estagiário Pode tirar a partir do 4 ano. 15 15. §§2 e 3.com/leonardosakaki | @leosak . 8.1.sites. V .1.1 Interrupções na inscrição Cancelamento – art.passar a exercer. II .com. o cancelamento deve ser promovido. Carteirinha tem validade de 2 anos prorrogável por mais 1 ano ou 3 anos improrrogável.falecer. 11. §2 Na hipótese de novo pedido de inscrição . 14. §1 Ocorrendo uma das hipóteses dos incisos II. em caráter definitivo.assim o requerer.br | 11 99610348 facebook.com. Pode ter quantos suplementares puder pagar. Permite o retorno aos quadros da OAB.3 Inscrição por transferência Para todo advogado que decide mudar definitivamente seu domicílio profissional. 11. 14.que não restaura o número de inscrição anterior . deverão ser preenchidos os requisitos do art. e art.uol. §3 Na hipótese do inciso II deste artigo. 11. §§2 e 3). Requisito: comprovação do vínculo com o estágio e motivo justo.1. EAOAB. por meio de uma nova inscrição. Para obtenção da nova inscrição. http://leonardosakaki. Os processos dos anos anteriores que ainda não terminaram deverão ser considerados em consideração para a contagem das 5 causas no ano seguinte. 14. O advogado pode ter somente uma inscrição principal. pelo conselho competente ou em virtude de comunicação por qualquer pessoa.2 Inscrição suplementar Trata-se de uma segunda inscrição. o novo pedido de inscrição também deve ser acompanhado de provas de reabilitação.4 Nova inscrição Para todo aquele que já integrou os quadros da ordem e teve a sua inscrição cancelada. 14. VI e VII do art. Cancela-se a inscrição do profissional que: I .perder qualquer um dos requisitos necessários para inscrição. Interrupção definitiva da inscrição. V. 41.

além dos requisitos acima. (c) isenta do pagamento da anuidade ou contribuição obrigatória. .com. Quando a sanção disciplinar resultar da prática de crime.sofrer doença mental considerada curável.pedido justificado do advogado . Parágrafo único.br | leonardosakaki@uol. Parágrafo único. a reabilitação.quando o advogado sofrer pena de exclusão . EAOAB – prática de crime infamante: precisa da reabilitação judicial ou criminal. http://leonardosakaki.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 20 . EAOAB: sempre deverão ser apresentados numa nova inscrição. atividade incompatível com o exercício da advocacia.sites. São também nulos os atos praticados por advogado impedido – no âmbito do impedimento – suspenso. em face de provas efetivas de bom comportamento.incompatibilidade definitiva .br | 11 99610348 facebook. Art. I.com. 12 EAOAB Art. Art. VI. 12. VII.com/leonardosakaki | @leosak . licenciado ou que passar a exercer atividade incompatível com a advocacia. falecimento e incompatibilidade definitiva: OAB pode cancelar de ofício ou a requerimento de qualquer interessado. 4 São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB. 8. Licencia-se o profissional que: I .doença mental curável – observação: a doença mental incurável cancela a inscrição pela perda dos requisitos da inscrição. Art. É permitido ao que tenha sofrido qualquer sanção disciplinar requerer. . III . 41. por motivo justificado. (b) proíbe qualquer atividade privativa de advogado. penais e administrativas. 15. II .assim o requerer. provas de reabilitação. V.uol.incompatibilidade temporária do advogado – exemplo: sou advogado e passo a exercer cargo de governador. Pode ser requerida um ano após o cumprimento da sanção do Tribunal de Ética e com comprovação de idoneidade.perda de qualquer dos requisitos de inscrição Exclusão.passar a exercer.2 Licenciamento – art. 16 Advogado estrangeiro Só pode prestar consultoria. Exclusão: deverão apresentar. o pedido de reabilitação depende também da correspondente reabilitação criminal.falecimento . Exclusão pelo art.pedido do advogado – personalíssimo . 34. um ano após seu cumprimento. sem prejuízo das sanções civis. em caráter temporário. É o afastamento temporário do exercício profissional que: (a) mantém o número de inscrição.

por exemplo. Brasileiro formado no exterior ou estrangeiro que quer advogar no Brasil deve passar pelo processo de inscrição na OAB. pois não há conflito de interesses. nem o advogado brasileiro em Portugal. ou seja. todos os sócios devem ter inscrição em SC. contudo não poderá integrar mais de uma sociedade com sede ou filial no mesmo conselho seccional. O advogado autônomo pode usar o termo "Advocacia" desde que acompanhado do nome completo e do número da OAB.Outorga de poderes deverá ser na pessoa física dos sócios. Se abrirem uma filial no PR. Para prestar essa consultoria precisará de uma autorização/inscrição.br | leonardosakaki@uol. desde que o contrato social autorize). . Título de eleitor e quitação do serviço militar: o estrangeiro está dispensado. . A pessoa terá uma carteira da OAB – OAB/SP 99999S. terá prazo de duração de 3 anos – poderá ser renovada.Razão social – não pode ter nome fantasia (em qualquer idioma).Personalidade jurídica – ocorre com o registro dos seus estatutos no conselho seccional da OAB onde ela tem a sede.br | 11 99610348 facebook. é possível. Essa consultoria é vinculada ao direito de seu país de origem.Quando a sociedade for registrada terá um registro e pagará anuidade. . . mesmo advogado pode integrar mais de uma sociedade de advogados em conselhos seccionais distintos.com. Estagiário não pode ser sócio. http://leonardosakaki. 17 Sociedade de advogados – art.com/leonardosakaki | @leosak . . .uol. nem mesmo no cartório. No caso de separação consensual. que tem caráter precário. Não há sociedade individual de advogados. nunca para a pessoa jurídica.Deve ser formada por 2 ou mais sócio. todos os sócios deverão ter inscrição no PR também). inclusivo o exame de ordem. Deverá ser solicitado no conselho seccional de onde exercer suas atividades.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 21 Não pode postular judicialmente. Defende na mesma causa simultânea ou sucessivamente partes contrárias.com. O advogado português não precisa do exame de ordem. onde estiver inscrita a sociedade todos os sócios devem ter inscrição (se a sociedade fica em SC.Sócios de uma mesma sociedade ou unidos em caráter de cooperação não poderão atuar para clientes opostos na mesma medida judicial. O diploma deverá ser validado.Patrocínio infiel – "casadinha": proibido. . nome do sócio falecido (pode ter. 15 EAOAB . Nunca será registrado na Junta Comercial. crime de tergiversação.Os sócios deverão ser obrigatoriamente advogados.sites.

O advogado empregado tem vínculo de emprego. O sócio A terá 180 dias para indicar novo sócio. ambos advogados.sites. . Ana Beatriz.com. 84 (FGV – OAB 2010. é complementar (só atingirá os bens dos sócios de forma complementar). (C) sendo o ofensor advogado. é subordinado. (B) o ato de desagravo depende somente da qualidade de advogado do ofendido. tendo em vista que as ofensas não ocorreram no exercício da profissão de advogado. 18 ao 21. 19 Advogado empregado Arts. requer que a OAB promova sessão de desagravo. (D) o desagravo poderá ocorrer privadamente. revoltada com as acusações desfechadas por João Vítor. Entre os sócios. em discussões conjugais. O associado é responsável civilmente nas ações em que atuar. O tribunal de ética e disciplina não julga sociedade.br | leonardosakaki@uol. EAOAB. também mantêm sociedade em escritório de advocacia. http://leonardosakaki. contraem núpcias. Imaginemos uma sociedade formada por A e B. Esse advogado não tem vínculo de emprego. Haverá averbação do contrato social. Resposta: A 18 Advogado associado Advogado associado é aquele que se une à sociedade para participação nos lucros das ações em que atuar. De qualquer forma haverá alteração do contrato social. sob a pena de dissolução da sociedade. Responsabilidade dos sócios para com a sociedade é subsidiária ilimitada.br | 11 99610348 facebook.uol. o desagravo é permiti do pelo estatuto. Registro que o sócio está licenciado. Paralelamente. ou seja. uma vez que sua honra foi atingida por seu marido. mantendo o estado de casados por longos anos.2) João Vítor e Ana Beatriz. esse cancelamento deve gerar uma alteração no contrato social. À luz das normas estatutárias.com. Esse contrato de associação deve ser averbado no contrato social da sociedade.Se o sócio sofreu o cancelamento da inscrição.Responsabilidade: responsabilidade criminal será individual – responsabilidade pessoal. (A) nenhum ato poderá ser realizado pela OAB. Responsabilidade disciplinar será individual. não tem subordinação. .Restrição aos sócios: não pode integrar mais de uma sociedade onde haja sede ou filial.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 22 . com acusações mútuas de descumprimento dos deveres conjugais. O B sofre o cancelamento da inscrição.com/leonardosakaki | @leosak . a responsabilidade é solidária. Por motivos vários. julga advogados.Se o sócio sofreu licenciamento da inscrição (exemplo: tornou-se prefeito). salvo em caso de o contrato social prever forma diferente. passam a ter seguidas altercações. .

(c) o advogado não pode receber mais que o cliente quando aos honorários contratados for acrescida a verba sucumbencial. ou seja. Preferencialmente por escrito.com/leonardosakaki | @leosak . Pode haver cláusula contratual que determine que o honorário de sucumbência seja do cliente.com. Se foi contrato e foi escrito. Contrato ad exitum – condicionado ao sucesso da demanda. o vínculo de emprego do advogado empregado não lhe retira a isenção técnica. http://leonardosakaki. serão cobrados ⅓ cobrado na inicial ou na defesa. será ajuizada ação. Art.uol.br | leonardosakaki@uol. desde que comprovada a sua impossibilidade financeira. ⅓ cobrado na decisão de 1 grau e ⅓ cobrado no trânsito em julgado da ação. O que exceder a isto. É fixado pelo juiz – 10 a 20% do valor da ação.br | 11 99610348 facebook. salvo se houver acordo ou convenção coletiva. salvo se elas forem objeto do contrato de trabalho. o advogado deve renunciar ao patrocínio da causa. Para requerer arbitramento ou execução do contrato. Beneficiários da justiça gratuita é permitido. então o advogado. contrato. Salvo estipulado em contrário. 22.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 23 Embora empregado. Os honorários de sucumbência é um bônus. (iii) sucumbenciais: a parte que perdeu pagará os honorários de sucumbência para o advogado da parte que ganhou. ganha os honorários convencionados ou arbitrados mais o de sucumbência. (iv) quota litis: é um contrato ad exitum com características especiais: (a) é obrigatoriamente escrito. O advogado empregado não está obrigado a atuar nas questões pessoais do seu empregador. rito sumário. Adicional noturno das 20h às 5h – 25%. caberá hora extra de 100%. ele tem independência profissional. (i) convencionados: há pacto. e o juiz fixará os honorários. Salário mínimo será fixado em sentença normativa. Ação de execução.com. salvo em caso de acordo ou convenção coletiva ou contrato de exclusividade. Cobrado muito abaixo: censura. quando vence ação. no caso de cobrança do cliente. Jornada de trabalho do advogado empregado não pode exceder a 4 horas diárias ou 20 horas semanais. 20 Honorários advocatícios Cobrado muito além: suspensão. pois neste caso o Estado pagará os honorários.sites. pois não houve o cumprimento. Assistência judiciária não poderá. O honorário de sucumbência é direito exclusivo do advogado. (b) permite o recebimento em bens do cliente. Pode haver arbitramento mesmo com contrato escrito – quando advogado abandona o processo (renúncia): quando não há acordo quanto aos honorários proporcionais – o contrato não é título executivo. (ii) arbitrados judicialmente: não havendo contrato. é um título executivo extrajudicial. Lide temerária: advogado se une ao cliente para prejudicar um terceiro – exemplo: advogado se une ao cliente para executar um contrato com assinatura falsa.

estabelecendo a separação do principal. 42.natureza jurídica dos honorários: tanto o STJ quanto o STF afirmam que tem natureza alimentar. 44 (FGV – OAB 2010. Abaixo ordem para recebimento em execução. que não concorda com tal desconto. (e) revogação ou renúncia. vedado o desconto de quaisquer outros valores a esse título.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 24 . não pode ser penhorado. De acordo com as normas estatutárias aplicáveis. 25A – há prazo para o cliente ajuizar ação contra o advogado? Sim. (b) do trânsito em julgado da sentença que fixar os honorários. (c) da ultimação (=término) do serviço extrajudicial. por exemplo.execução coletiva: o tipo do crédito do advogado é privilegiado. receber a partir de bens surgidos da ação – não pode. não será levado a protesto.Lei 11.3) Homero. após longos anos. após o decurso normal do processo. mas.br | leonardosakaki@uol.uol. Cheque e nota promissória pode. requerimento de expedição de precatório. é correto afirmar que (A) os honorários devidos no processo judicial se resumem aos sucumbenciais. Letra de câmbio e duplicata não pode. direcionado ao seu cliente. Os honorários deverão ser pagos em pecúnia. advogado especializado em Direito Público. CED).Duplicata: é possível emitir duplicata pelos honorários? É vedada a emissão de qualquer título mercantil que tenha como origem honorários advocatícios. (ii) declaração do cliente dizendo que não tem condições de pagar os honorários em pecúnia. obtém sentença favorável contra a Fazenda Pública Estadual. http://leonardosakaki. O pedido é deferido pelo Juiz. Cartão de crédito: pode. excepcionalmente.902/09 criou o art. dos honorários de sucumbência e postulando o desconto no principal de vinte por cento a título de honorários contratuais. Cláusula quota litis. só será válido se cumprir 4 requisitos: (i) contrato escrito. . ou seja. cujo contrato anexa aos autos. mas há recurso do Ministério Público. fazer publicidade. .sites.com. (iv) as custas devem ser adiantadas pelo advogado e depois reembolsadas. é vedado o protesto de qualquer título que tenha como origem honorários advocatícios (art. em regra. (iii) a parte/quota do advogado deve ser menor que a parte do cliente. Requer a execução especial e apresenta. . Diante do inadimplemento. mas não pode usar desse meio para captar clientes.com.O advogado pode receber honorários em bens? Em regra não. . Posso protestar títulos que tenham origem honorários advocatícios? Não. 5 anos.Prazo para prescrição: 5 anos contados a partir (a) do vencimento do contrato. Boleto bancário: deve haver um contrato estipulando isso.com/leonardosakaki | @leosak . (d) da desistência ou transação (=acordo). Trabalhistas Tributários Privilegiados Quirografários . Prescreve em 5 anos a pretensão da ação de prestação de contas do advogado ao cliente em razão de quantias recebidas por ele em nome do cliente.br | 11 99610348 facebook.

Antes de realizar os atos próprios da profissão. marca reunião com seu cliente. quer contratuais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 25 (B) os honorários advocatícios. Resposta: C 20. Analisando-se a solução para o caso concreto acima. devem ser cobrados em via própria diretamente ao cliente. quer sucumbenciais. próspero fazendeiro. de natureza civil. há amplo desentendimento. nem judicialmente.br | 11 99610348 facebook.com. Terência não apresentou as contas ao cliente nem direta.00 (três milhões de reais). (D) os honorários sucumbenciais acrescidos dos honorários contratuais podem superar o benefício econômico obtido pelo cliente. Resposta: C 50 (FGV – OAB 2010. Buscando adequação dos seus honorários. http://leonardosakaki. Nesse momento. (D) seja o contrato escrito ou verbal. devidamente justificada e provada. sofrer desconto dos honorários pactuados contratualmente. havendo precatório. Resposta: A 87 (FGV – OAB 2010. pode o advogado requerer o pagamento dos seus honorários contratuais mediante desconto no valor da condenação. desde que o contrato seja escrito.com/leonardosakaki | @leosak . que divide em valores fixos.000. o que é negado pela advogada. conhecida pela energia com que defende os seus clientes.sites.1 Prestação de contas Trata-se de um direito-dever do advogado.uol. (B) os honorários contratuais devem ser sempre em valor fixo. com a satisfação da dívida. até que se realize a prestação de contas ao cliente. O valor da indenização fora levantado pela advogada e depositado em caderneta de poupança.com. A prestação de contas deverá ser sempre que solicitada pelo cliente. advogado. e este exige detalhada prestação de contas. (B) enquanto o cliente não apresentar postulação judicial. com proveito econômico correspondente a R$ 3. devendo o profissional optar por um deles.3) Terência. exceto em caso de força maior. (C) o advogado. empresarial. é correto afirmar que (A) a prestação de contas é um dos deveres do advogado. exercendo mandato. criminal.2) Eduardo. é contratado para defender os interesses de Otávio. apresenta ao cliente os termos de contrato de honorários. a prestação de contas é inexigível. À luz das normas aplicáveis.000. que gozam de autonomia. acrescidos dos decorrentes da eventual sucumbência existente nos processos judiciais. bem como em processos administrativos que tramitam em numerosos órgãos públicos. no aguardo do desfecho da discussão sobre os valores que deveriam ser repassados. (A) os honorários sucumbenciais e os contratados são naturalmente excludentes. jovem advogada.br | leonardosakaki@uol. (C) os honorários de sucumbência podem. ao alvedrio das partes. cuja recusa injustificada representa infração disciplinar com pena de suspensão do exercício profissional. (C) é possível o pagamento de honorários advocatícios contratuais no processo em que houve condenação. em diversas ações. não necessita prestar contas. (D) essa questão é dirimida pelo juiz da causa em que ocorreu a condenação. obtém sucesso em ação indenizatória.

Quem é incompatível não pode advogar. Art. federal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 26 Devem ser prestadas as contas que envolvam valores. municipal.com. militar. guarda civil metropolitana também) VI – militares (forças armadas) na ativa.com/leonardosakaki | @leosak . Impedimento é a proibição parcial. EAOAB. funcionário público.com. é uma limitação para o exercício da advocacia. deixar de prestar contas sob a alegação de compensação de valores devidos pelo cliente. Há a licença. Atividade exclusiva: cargo que originalmente seria incompatível. III – funcionários públicos com cargo ou função de direção. Estados e municípios). 30 I – funcionários públicos contra Fazenda Pública que o remunera. VIII – gerente ou diretor de banco público ou privado. O advogado não pode. então não pode advogar contra o Estado. EAOAB A incompatibilidade é a proibição total para o exercício da advocacia. arrecadar e fiscalizar tributo. Atenção: nem mesmo para causa própria. 28. no caso de o advogado ocupar tais cargos. 21 Incompatibilidade – art. noras e registros. IV – funcionários do poder judiciário. Prazo prescricional de 5 anos para que o cliente possa demandar contra o advogado requerendo prestação de contas. Juiz eleitoral não é incompatível. Dica para identificar incompatibilidade: verificar se o cargo ou função possibilita maciça captação de clientela e/ou tráfego de influência. VII – tributo: tiver poderes para lançar. 30. Art. 28: (rol taxativo) I – chefes do poder executivo + vices e os membros da mesa do legislativo. estadual ou federal. bens e documentos dados pelo cliente ou por terceiros em nome do cliente.br | 11 99610348 facebook. ao advogado para gerenciamento ou administração. 28. Art. mas por exercer a atividade de advocacia poderá advogar exclusivamente para o seu empregador. V – policial (civil. 22 Infração e sanção disciplinar http://leonardosakaki. II – membros do poder legislativo em seus diferentes níveis contra o serviço público.uol. Procurador do Estado. paz. Art.sites. trabalho.br | leonardosakaki@uol. EAOAB. membros do MP e do TC (União. II – juiz de direito. não tem cargo de direção. nem deve.

continua pagando anuidade. 36. EAOAB. à luz da legislação aplicável aos advogados. A diferença entre censura e advertência escrita é que a primeira fica registrada no prontuário. Será aplicada: I a XVI e XXIX (ato).com.exceções: XXI – falta de prestação de contas (mínimo de 30 dias ou até prestar contas). por infração contra o CED. Fica registrada no prontuário do advogado. Diante dessa narrativa. uma vez que se trata de questão circunscrita à Saúde Pública. 34. Não há acordo quanto a eventual tratamento de saúde. é correto afirmar que (A) no caso em tela. 40.br | 11 99610348 facebook. é de 30 dias a 12 meses .1) Esculápio. (C) o advogado pode ser excluído dos quadros da OAB. carga dos autos ou inépcia). Censura: não é uma pena pública. ato escandaloso. embriaguez ou toxicomania habituais) pena de suspensão.em regra. (B) não há penalidade prevista. enquanto que a segunda não. Suspensão: acarreta a proibição do exercício da advocacia em todo o território nacional – é pena pública.com/leonardosakaki | @leosak . os termos da entrevista são confirmados. 10 (FGV – OAB 2011.uol. na OAB. Aplica-se: XVII a XXV (dinheiro. bem como o vício portado. Prazo: . após aprovação em Exame de Ordem. XVII a XXV – pena de suspensão – esses incisos falam em dinheiro. exemplo: primariedade e exercício assíduo e proficiente de cargo ou mandato da OAB). Na aplicação da censura. A entrevista foi divulgada amplamente. XXIII – falta de pagamento à OAB (mínimo de 30 dias ou até o efetivo pagamento).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 27 Art. a censura deve ser convertida em advertência escrita por ofício reservado. e reincidência da mesma infração. XXVI a XXVIII – pena de exclusão – esses incisos tratam de crime. se for constatado que o advogado punido apresenta circunstâncias atenuantes (art. parágrafo único – rol exemplificativo: prática reiterada de jogos de azar. advogado. Art. Após conversas reservadas entre os advogados. http://leonardosakaki. inscrito. (D) a sanção disciplinar se aplica a eventual uso de drogas. Durante a suspensão. Ø – pena de multa Exceções: XXV – manter conduta incompatível com a advocacia (art.br | leonardosakaki@uol.sites. 34 I a XVI e XXIX – pena de censura – esses incisos falam de ato. infração do EAOAB que não tenha pena maior prevista. há sanção disciplinar aplicável.com. há longos anos. carga dos autos ou inépcia. fora entrevistado por jornalista profissional. que atua no seu escritório em algumas causas. tendo afirmado ser usuário habitual de drogas. afirmando o advogado Sófocles que continuaria a praticar os atos referidos. Resposta: A XVII – prestar concurso a clientes ou a terceiro para realização de ato contrário à lei ou destinado a fraudá-la – pena de suspensão. é surpreendido com a notícia de que o advogado Sófocles.

uol.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. 22. fazendo prova de bom comportamento. Exceção: se o advogado foi punido em razão de um crime. Na aplicação da 3ª suspensão posso excluir o advogado – a exclusão só será aplicada se tiver manifestação favorável do conselho seccional com quorum de ⅔. o advogado pode requerer a sua reabilitação disciplinar (não é automática). a suspensão. consoante o Estatuto. 39. A multa é recolhida no conselho seccional da inscrição principal do advogado infrator. Trata-se de uma pena pecuniária – o valor varia de 1 a 10 anuidades (décuplo). Resposta: A 52 (FGV – OAB 2010. 86 (FGV – OAB 2010. EAOAB) Regra: 1 ano após o cumprimento da pena. advogado regularmente inscrito na OAB.com.1 Reabilitação (art. Art. (C) viola o sigilo profissional.3) Heitor. ocorre prescrição intercorrente. Prescrição intercorrente (=interprocessual ou intertemporal): há um processo e se esse ficar pendente de despacho ou data de julgamento por mais de 3 anos. (D) gera a exclusão da OAB Resposta: A http://leonardosakaki. Dentre as circunstâncias atenuantes para a aplicação do ato sancionatório. Na terceira suspensão. Aplica-se: XXVI a XXVIII (crime) e na 3ª suspensão. pode aplicar a exclusão. Não existe exclusão mais multa.br | 11 99610348 facebook. Em relação à atuação de profissional suspenso das atividades. encontra-se. (D) ter sido o ato cometido contra outro integrante de carreira jurídica. a exclusão e a multa.2 Prescrição Prescrição da pretensão punitiva: 5 anos a contar da ciência oficial dos fatos (Súmula 1 do Conselho Pleno do Conselho Federal). Art. Art. A pessoa pode prestar novo exame para ter a inscrição novamente. exame de ordem). mesmo irrelevantes. (B) constitui mera irregularidade. 41. 22. (B) ser reincidente em faltas da mesma natureza. a reabilitação disciplinar estará vinculada à reabilitação criminal.2) Dentre as sanções cabíveis no processo disciplinar realizado pela OAB no concernente aos advogados estão a censura.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 28 XXIV – inépcia profissional (falta de aptidão) (30 dias até a aprovação em novas provas de habilitação. é correto afirmar que (A) caracteriza infração disciplinar.sites. à luz do Estatuto. 38. é surpreendido com a notícia de que seu ex adverso havia sido suspenso em processo disciplinar regular. Multa: nunca será aplicada sozinha – sanção acessória agravante da censura ou da suspensão. (A) exercício assíduo e proficiente em mandato realizado na OAB. mas que não havia devolvido os documentos oficiais nem comunicado a punição ao juiz dirigente do processo. (C) prestação de serviços à advocacia.com. Exclusão: é a pena mais grave. 37. gera o cancelamento da inscrição – é pena pública.

do processo disciplinar. (B) não pode ocorrer a instauração. Não precisa prestar contas. define a tabela mínima dos honorários advocatícios. 105 a 114 do Regimento).3) O advogado Rodrigo é surpreendido com notificação do Conselho de Ética da OAB para esclarecer determinados fatos que foram comunicados ao órgão mediante denúncia anônima. ajuíza ações coletivas em nome dos advogados (art. Conselho Seccional: cada Estado tem um. dispõe sobre a identificação dos advogados. Os funcionários são celetistas.com. postula a extinção do processo. não está sujeito ao Tribunal de Contas.com. (vi) Contribuição única: art. (D) é instaurado exclusivamente por representação do interessado. define o valor das anuidades.br | 11 99610348 facebook. é uma instituição pública sui gereris. não é isenção. 47. 79 do EAOAB: funcionários da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estão sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho. instituição de caráter ímpar. de ofício. (iii) Adin 3. à luz das normas do Código de Ética. EAOAB). Em tal hipótese. Resposta: C 23 Órgãos da OAB – arts.sites. define o traje dos advogados (arts. 51 a 55 do EAOAB + art. Trata-se de IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. Estatuto da Advocacia e da OAB (EAOAB). Advogado que completou 70 anos de idade + 20 anos de contribuição (contínuos ou não). sede no Distrito Federal.br | leonardosakaki@uol. é correto afirmar que (A) se admite a instauração do processo disciplinar por denúncia anônima. defere ou indefere a inscrição dos advogados. (Adin 2. 60 e 61 EAOAB + arts. Apresenta sua defesa e. (vii) Provimento 111/06: isenção do pagamento da anuidade. desde logo. (v) OAB tem imunidade tributária total com relação aos seus bens. serviços e rendas (art. (ii) Não mantém vínculo hierárquico ou funcional com nenhum órgão da administração pública.uol. Conselho Federal: órgão supremo da OAB. inclusive o Distrito Federal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 29 53 (FGV – OAB 2010. (iv) Art.com/leonardosakaki | @leosak . Subseção: criada por região (requisito: nesta região deve ter mais de 15 advogados) (arts.522): contribuição anual à OAB isenta o pagamento da contribuição obrigatória sindical. 45. 62 a 104 do Regimento). 115 a 120 do Regimento) http://leonardosakaki. 56 a 59 do EAOAB + arts. 62 ao 147 do Regulamento Geral (i) A OAB é um serviço público federal. §5. É absolutamente autônoma.026/06: natureza jurídica: não é autarquia. que não poderia ser instaurado por ter sido a denúncia anônima. (C) há necessidade de identificação do representante.

Recurso envolvendo sociedade de advogados vai parar na 3ª câmara. deve ir à CAA. as regras administrativas. Tem personalidade jurídica própria.uol.com. Art. as regras gerais do procedimento administrativo comum e da legislação processual civil. Se for infração contra o Conselho Federal. que está vinculada ao Conselho Seccional. Órgãos do conselho federal e quem preside: pleno (presidente do conselho federal). Sempre no 2 ano do mandato para discutir finalidades da OAB. será o Conselho Seccional da inscrição federal. Está vinculada ao Estado. convênio odontológico. O próprio Conselho Federal. O TED da Subsessão (Turma de Ética e Disciplina). Aplicação da pena Conselho Seccional da inscrição principal. livraria etc. aos demais processos. será o presidente do Conselho Federal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 30 Caixa de Assistência dos Advogados: (art. O TED que julgará será o do local dos fatos e quem aplica a pena será o Conselho Seccional da inscrição principal. 62 EAOAB + arts. poderá instaurar (começar) e instruir (colher a prova) processo disciplinar – o TED do Conselho Seccional (Tribunal de Ética e Disciplina) poderá. depois. 24 Processo disciplinar Processo disciplinar tem por objetivo apurar se o advogado praticou infração disciplinar e indicar a pena aplicável. Julgamento TED do Conselho Seccional do local dos fatos. Infração praticada pelo presidente Conselho Federal. previdência privada. depois de descontados os pagamentos obrigatórios. É vinculada ao Estado. secretário geral adjunto e tesoureiro). Resoluções têm caráter de recomendação à OAB. de forma complementar utilizo regras processuais penais e. Se for infração normal.com/leonardosakaki | @leosak . 2ª e 3ª câmara (secretário geral. diretoria e presidente. 121 a 127 do Regimento) – órgão social da OAB – cuida de convênio médico.sites. Tem que ter 1. Infração disciplinar: quem julga é o TED (órgão do Conselho Seccional) do local dos fatos e quem aplica a pena é o Conselho Seccional da inscrição principal. especial do pleno (vice presidente). nessa ordem.br | leonardosakaki@uol.500 advogados inscritos para a criação da CAA. aplicam-se subsidiariamente ao processo disciplinar as regras da legislação processual penal comum e. Hipótese Regra processo disciplinar. Presidente do Conselho Federal. Se faltar no estatuto. do Conselho Seccional. Conferência Nacional de Advogados (CNA): reúne 1 vez a cada 3 anos.com. julgar os processos de todo o Estado.br | 11 99610348 facebook. Metade da receita do Conselho Seccional. Salvo disposição em contrário. Contra o Conselho Federal. além de instaurar e instruir os processos sob sua competência. http://leonardosakaki. 68. 1ª.

o presidente do Conselho Seccional ou o presidente da Subsessão deve nomear um defensor dativo para apresentar a defesa.representação da pessoa interessada (não podendo ser anônima . Advogado tem direito a prisão especial – sala de estado maior. 15 dias para uma e depois 15 dias para outro). Prazo: . Efeitos da revelia: decretada a revelia do acusado. . Advogado tem direito.2) http://leonardosakaki. deve ser pedido ao próprio órgão julgador. não há suspensão do processo. . defensores constituídos e autoridade judiciária competente. ou seja. recurso (15 dias).sites. de falar com prisioneiro. Exceção: quando lei especial dispensar – CLT e JEC. *Requisitos para aplicação: notificar o acusado para que ele compareça a uma sessão especial do TED.exceção: recurso interposto via fax.com. 81 (FGV – OAB 2010. Advogado tem direito de ver inquérito em flagrante e tirar cópias.com.br | leonardosakaki@uol.notificação pela imprensa (editalícia): 1º dia útil posterior à publicação.de ofício (ex oficio) . julgar o processo disciplinar no prazo de 90 dias sob pena de ter que baixar a suspensão preventiva. terá 10 dias para juntar o original. sustentação oral (15 minutos). mesmo sem procuração.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 31 Suspensão preventiva* (art. Revisão do processo disciplinar (≠recurso): não há prazo. pode ser pedido a qualquer tempo.br | 11 99610348 facebook.representação de qualquer autoridade O processo disciplinar é sigiloso da instauração ao trânsito em julgado. alegações finais (15 dias – prazo sucessivo. Observação: não há julgamento antecipado. Contagem do prazo: . Só o advogado pode postular. mesmo sem procuração.notificação pessoal: 1º dia útil posterior ao recebimento da notificação (não é da juntada). TED do Conselho Seccional da ins. 70. telar que deve ser aplicada ao advogado que praticar infração disciplinar capaz de gerar repercussão negativa à dignidade da advocacia. Instauração: .Admissão: quando houver erro do julgamento ou quando houver falsa prova na condenação. .regra: defesa prévia (15 dias prorrogável por igual período a critério do relator).Conselho Seccional da inscrição EAOAB – modalidade de pena cau. §3.apócrifa) . Deve ser aplicada logo após o cometimento da infração. principal.crição principal.com/leonardosakaki | @leosak .uol. exceção: partes.

À luz das normas aplicáveis.com. Recurso contra decisão da Sub – decisão pelo conselho seccional.br | 11 99610348 facebook. Resposta: D .Suspensão preventiva TED do conselho seccional da inscrição principal que julgará o processo. recebendo como resposta do servidor público que estava de plantão que os autos do inquérito estariam conclusos com a autoridade policial e. exclusão do advogado que fez falsa prova no processo de instrução. mas só tem efeito devolutivo). no caso. http://leonardosakaki. (A) o advogado. somente com autorização do juiz pode o advogado acessar os autos do inquérito policial. (D) o acesso aos autos de inquérito policial é direito do advogado. advogado com procuração e as autoridades. indisponíveis para consulta e que deveria o advogado retornar quando a autoridade ti vesse liberado os autos para realização de diligências. suspensão preventiva.com/leonardosakaki | @leosak .Instaurar processo De ofício Representação pela pessoa interessada – não pode ser anônima Representação pela autoridade . . Só não terá efeito suspensivo: processo de eleição (cabe recurso.uol. por isso.br | leonardosakaki@uol. Recurso contra decisão do presidente do conselho seccional – decisão pelo conselho seccional. depende de procuração e de prévia autorização da autoridade policial.sites. Efeito devolutivo e suspensivo. . advogado em início de carreira. mesmo sem procuração ou conclusos à autoridade policial.Recurso Só vai para o conselho federal recurso contra decisão do conselho seccional. TED tem 90 dias para julgar o processo.Processo disciplinar é sigiloso Só podem ter acesso as partes. deve aguardar os atos cabíveis da autoridade policial.com. é contactado para defender os interesses de Rodrigo que está detido em cadeia pública. Dirige-se ao local onde seu cliente está retido e busca informações sobre sua situação. diante do seu dever de urbanidade. Recurso contra decisão da Caixa – decisão pelo conselho seccional. Recurso contra decisão do TED – decisão pelo conselho seccional. (B) o acesso aos autos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 32 Renato. (C) no caso de réu preso.

com.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 33 DIREITO ADMINISTRATIVO 25 a) b) c) d) e) f) g) Legislação básica Constituição Federal – arts. judiciário licitando para celebração de contratos. o julgamento feito pelo poder legislativo no caso do impeachment do Collor. Lei 8. como quando ocorre no caso de servidor pedindo férias. direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado. 24. executivo e judiciário. 13 e 53 a 55).uol. O direito administrativo rege todas as funções exercidas pelas autoridades administrativas. 2). qualquer que seja a natureza destas. como. Lei 8. a administrativa. ocorre em medida provisória. Este conjunto é reconhecido como regime jurídico administrativo. sistema imprescindível para que se possa compreender o direito administrativo e seus institutos. São poderes que exercem funções: A função típica/principal/própria do poder legislativo é a de legislar. que são aqueles expressos em lei.232/10 – licitação para contratação de agências de propaganda/publicidade (atenção ao art. só que às vezes o poder legislativo é atípico/secundário/impróprio.sites. função legislativa e função jurisdicional. http://leonardosakaki.784/99 – lei que rege o processo administrativo federal (atenção aos arts. por exemplo. por exemplo. 37 a 41. 25 e 58). Esses poderes executam funções/atividades: função administrativa. seja ela do Executivo. como. 8 e ss). 35 e ss). como. Não inova o ordenamento jurídico. Lei 8. 3.429/92 – lei de improbidade administrativa. frutos da atividade legislativa. do Legislativo ou do Judiciário. já que os dois últimos poderes também exercem atipicamente atividades administrativas.com. O direito administrativo rege toda e qualquer atividade de administração. Exemplos: Legislativo contratando servidores.666/93 – lei de licitações e contratos (atenção aos arts. 6. 27 Regime jurídico administrativo Por ser o direito administrativo uma disciplina autônoma. Lei 12.br | 11 99610348 facebook. 26 Funções/atividades O Estado está estruturado sob três poderes: legislativo. por exemplo. A função típica do judiciário é a jurisdicional. 17. Nota: função administrativa = objetiva realizar concreta.987/95 – concessões e permissões de serviços públicos (atenção aos arts. ou seja. só que também pode exercer uma função atípica. Lei 8.112/90 – estatuto dos servidores civis da União (atenção aos arts.br | leonardosakaki@uol. Lei 9. ele possui um conjunto sistematizado de princípios e normas que o diferenciam dos demais ramos do direito. O executivo pode exercer função atípica de legislativa.

28.br | 11 99610348 facebook.784/99. (D) Uma autarquia ou uma empresa pública estadual está ligada a um Estado-membro por uma relação de subordinação decorrente da hierarquia. 5º. (B) O poder de polícia somente pode ser exercido de maneira discricionária.com/leonardosakaki | @leosak . O direito administrativo não está codificado.com. em regra. quando a norma legal que o rege determinar o modo. por exemplo. porém possui autonomia administrativa e financeira. a forma de sua realização e outros requisitos do ato. Quem deve observar os princípios da Administração Pública? Todos os poderes quando no exercício de atividades administrativas. Estados. Está submetida a sujeições. http://leonardosakaki. proibições. é discricionário. e fundamentado na supremacia do interesse público sobre o privado e na indisponibilidade do interesse público. mas pode ser vinculado. por exemplo. A administração pública tem muitas prerrogativas.uol. II – ninguém está obrigado a fazer ou deixar de fazer senão em virtude de lei. podendo a administração escolher entre punir e não punir a falta praticada pelo servidor. (CESPE – OAB 2008. Distrito Federal e Municípios –. Os princípios não são criados a favor da administração. e em todas as esferas de governo – União. (D) a administração indireta está sempre vinculada a um órgão da administração direta. e a sua ausência de punição caracteriza crime contra a administração pública.2) No que se refere aos poderes dos administradores públicos. atos da administração pública têm presunção de veracidade. b) indisponibilidade do interesse público. 2 da lei 9. Os princípios do direito administrativo não estão codificados.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 34 O regime jurídico administrativo é caracterizado por prerrogativas e sujeições impostas à Administração Pública. Resposta: A COMENTÁRIO (A) decretos e regulamentos não podem criar deveres e proibições – art. tem que fazer licitações etc. Art. Todos os princípios são limitações à atividade administrativa.1 Princípios basilares a) supremacia do interesse público. obrigações. (B) o poder de polícia. a administração não pode criar direitos. como. devendo limitar-se a estabelecer normas sobre a forma como a lei vai ser cumprida. (C) O poder de disciplinar caracteriza-se pela discricionariedade. medidas punitivas.sites. tanto na Administração direta quanto na indireta. 28 Princípios Princípios são vetores interpretativos. (C) aplicação da pena disciplinar constitui um poder-dever do superior hierárquico do servidor que cometer uma falta.com. (A) No exercício do poder regulamentar. assinale a opção correta. tem que haver concurso público.br | leonardosakaki@uol. os prazos processuais são maiores etc.

Eficiência: melhor atuação possível diante dos recursos disponíveis.br | leonardosakaki@uol. Posso dar publicidade por intimação. de forma que o administrado possa cumprir a determinação ou impugná-la. moralidade. Publicar é uma das formas de se dar a publicidade. Igualdade de tratamento aos administradores e neutralidade do agente.br | 11 99610348 facebook.uol. impessoalidade. Observação: a improbidade é chamada de imoralidade administrativa qualificada pelo enriquecimento ilícito. http://leonardosakaki. programas. de 1998) Legalidade: administração pode fazer apenas o que a lei permite ou determina. à honestidade.sites. Moralidade: não apenas uma atuação legal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 35 28. AR etc. 28.com/leonardosakaki | @leosak . Princípio da eficiência está ligado com resultado. dos Estados. CF): Art.2 Princípios constitucionais (art. Exigência de rendimento funcional. à lealdade. Administração pública deve dar ampla divulgação de seus atos. caracterizada pela obediência à ética. Publicidade é diferente de publicação. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. c) Contraditório d) Ampla defesa e) Devido processo legal: é aplicável nos seus dois aspectos – formal (necessidade do cumprimento de um rito para tomada de uma decisão) e legal material (obriga administração adotar uma decisão adequada). b) Participação: lei deve garantir participação do usuário na administração.com. LX.com. Exceções: art. mas também moral. prejuízo ao erário ou ofensa aos princípios da administração pública. ou seja. Publicidade: aos atos da administração pública deve ser dada ampla divulgação. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. 37. XXXIII. O silêncio da lei ou a ausência da lei para a Administração significa uma proibição. CF. Moralidade administrativa: administrador deve buscar o interesse público – respeitar a moral é respeitar o interesse público. publicidade e eficiência e. contratos. ou seja. Impessoalidade: proibição de discriminação ou privilégio. Instrumentos previstos na CF: licitação e concurso público. são os princípios que não estão na Constituição Federal. caput.5. 28. obras etc. São eles: (i) Princípio da autotutela Sem necessidade de ordem judicial.3 Outros princípios a) Celeridade processual: duração razoável dos processos (judicial e administrativo). ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. X. 37. também.4 Princípios reconhecidos São os princípios chamados "doutrinários". à boa-fé. Objetividade na defesa do interesse público. Acrescentado pela EC 19: melhores resultados na atuação administrativa.

(CESPE – OAB 2007. mas não seria controle externo. habeas data. Resposta: A COMENTÁRIO (A) O princípio da autotutela obriga a administração. não entra nas razões de conveniência e oportunidade.sites. os 2 atos respeitam a lei. pois algo ocorreu.com. anula ato vinculado ou ato discricionário? Ato vinculado: agente público não tem margem de liberdade para agir. É administração pública controlando os seus próprios atos. 71. A administração pública anulará/invalidará atos ilegais. Revoga atos inconvenientes ou inoportunos. mandado de segurança.com. (B) Os bens públicos são indisponíveis porque não pertencem À administração e nem aos administradores.784/99 art. O judiciário pode revogar os próprios atos? Sim. produzindo efeitos ex nunc. tem função jurisdicional. Controle externo: O legislativo controla? Sim. mas é um juízo dentro de limites legais. não permite.br | leonardosakaki@uol. quando e como o agente deve agir (exemplo: licença para construir). quando anula.3) Considere a seguinte situação hipotética para responder a questão. o princípio administrativo aplicável ao ato que tornou sem efeito o ato de aposentadoria praticado é o da (A) autotutela. Lei 9. O judiciário.com/leonardosakaki | @leosak . Cuida de um controle interno. (B) indisponibilidade dos bens públicos. A revogação tem efeitos desde o ato revogatório em diante. salvo em casos de má-fé. (trata-se do princípio que mais cai na prova) A revogação pressupõe um fato novo. deve ser motivado. quando anula. a anular atos defeituosos praticados por seus agentes. não existe discricionariedade ilimitada. O judiciário só anula. também deve obedecer à lei. exemplo: tribunal de contas – art. anula ato discricionário e vinculado. O judiciário julga. sendo esta anulação ex tunc. Na situação hipotética considerada. O diretor-geral de determinado órgão público federal exarou despacho concessivo de aposentadoria a um servidor em cuja contagem do tempo de serviço fora utilizada certidão de tempo de contribuição do INSS. Os particulares também controlam? Sim. não permite o juízo de conveniência e oportunidade. (C) segurança jurídica.br | 11 99610348 facebook. ou seja. ato discricionário: permite um juízo de conveniência e oportunidade. (D) razoabilidade das decisões administrativas. de mérito administrativo. a referida autoridade tornou sem efeito o ato de aposentadoria. pois só anula com base na ilegalidade. CF.uol. O agente identificando erro ou irregularidade tem que fazer algo (princípio da supremacia do interesse público e indisponibilidade do interesse público). E o judiciário? Controle externo feito pelo Judiciário: só pode anular/invalidar atos ilegais. O judiciário.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 36 Poder de revogar. Descoberta a fraude alguns meses mais tarde. que pense. O que era oportuno ou conveniente não é mais. falsificada pelo próprio beneficiário. ação popular. http://leonardosakaki. sendo os efeitos ex tunc. pois a lei já trouxe tudo. sem necessidade de autorização judicial. ou seja. 54: decai em 5 anos o direito da administração para anular atos.

modificando o que estava previsto nos contratos de concessão pública de transportes municipais válidos por vinte anos. com que mantém ligações políticas e familiares. interesse público e eficiência. dentre outros. aos princípios da legalidade. O objetivo do prefeito foi favorecer duas empresas concessionárias específicas.Princípio da proporcionalidade: direito administrativo sancionatório (estuda aplicação de punições). (D) Lei 9. eventualmente. Art. não posso usar um meio inadequado. 28. razoabilidade. conferindo ao administrador ilimitada margem de opções quanto à sanção a ser.adequação entre meios e fins. ampla defesa.uol. restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. Com a finalidade de punir alguém. sem controvérsias. Uma sanção muito grave é um meio inadequado para punir uma conduta leve. dentre outros. delegar competência. vedada a imposição de obrigações. Nos processos administrativos serão observados.com. ao lhes conceder os trajetos e linhas mais rentáveis. (C) o poder de polícia se coloca discricionário. finalidade. http://leonardosakaki. proporcionalidade. Exceções: direitos e garantias fundamentais constitucionais e princípio da legalidade. 2 A Administração Pública obedecerá. Art. aplicada.br | leonardosakaki@uol.784/99. (D) o poder hierárquico é inerente à ideia de verticalização administrativa. motivação. Resposta: D 1 (FGV – OAB 2010. alterar unilateralmente as vias de transporte de ônibus municipais. entre outros. que são irrenunciáveis e devem ser exercidos sempre que o interesse público clamar.com/leonardosakaki | @leosak . por decreto municipal. a edição de regulamentos autônomos e executórios. 11 (FGV – OAB 2010. Parágrafo único. As demais três empresas concessionárias que também exploram os serviços de transporte de ônibus no município por meio de contratos de concessão sentem-se prejudicadas. avocar competências delegáveis e invalidar atos. .784/99. 2. e revela as possibilidades de controlar atividades. mesmo não havendo legislação prévia. segurança jurídica.br | 11 99610348 facebook.sites.5 Princípios basilares (i) Princípio da supremacia do interesse público sobre o particular: havendo conflito de interesses público e privado. Dever de adequação entre meios e fins. contraditório. moralidade. prevalece o interesse público. e permite. (B) o poder disciplinar importa à administração o dever de apurar infrações e aplicar penalidades.3) O prefeito de um determinado município resolve. (iii) Princípio da razoabilidade Administração tem que agir com moderação e bom senso. A esse respeito é correto afirmar que: (A) o poder regulamentar é amplo.2) A doutrina costuma afirmar que certas prerrogativas postas à Administração encerram verdadeiros poderes. os critérios de: VI .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 37 (C) Lei 9.com. Por tal razão são chamados poder-dever. (ii) Princípio da obrigatória motivação Dever de explicação escrita.

créditos são objetos de execução fiscal. São criadas por lei específica (art. Têm prerrogativas processuais – prazo para contestar em quádruplo e prazo para recorrer em dobro.com/leonardosakaki | @leosak . 19 (FGV – OAB 2010. que se tornam determinados à luz do caso concreto e à luz das circunstâncias de fato. Resposta: D 29 Organização da administração pública Administração pública direta: são os entes políticos.br | leonardosakaki@uol.sites. Os bens da autarquias são bens públicos – imprescritíveis. já que eivado de vício e nulidade. XIX. considerados o momento histórico e social. impenhoráveis e inalienáveis. tendo em vista que um dos poderes conferidos à Administração Pública nos contratos de concessão é a modificação unilateral das suas cláusulas. http://leonardosakaki. municipal e distrital). Responsabilidade civil das autarquias. (i) União (ii) Distrito Federal (iii) Estados (iv) Municípios Administração pública indireta: são pessoas jurídicas que integram a administração indireta nas 4 esferas de governo (federal. (B) Ingressar com ação judicial. São criadas para desenvolver atividade típica da administração. estadual. Resposta: A (ii) Princípio da indisponibilidade do interesse público: o interesse público é indisponível e irrenunciável. por óbvio possíveis.com. qual deve ser a providência tomada? (A) Ingressar com ação judicial. com pedido de liminar para que o Poder Judiciário exerça o controle do ato administrativo expedido pelo prefeito e decrete a sua nulidade ou suspensão imediata. por configurar ato fraudulento e atentatório aos princípios que regem a Administração Pública.uol. é objetiva. ou seja. CF). Todas elas se submetem aos princípios da administração pública. têm competência para legislar. (D) Ingressar com ação judicial. (C) Nenhuma medida merece ser tomada na hipótese. art. com pedido para que os benefícios concedidos às duas primeiras empresas também sejam extensivos às três empresas clientes. não se admite que o agente público administrativo exerça o Poder discricionário (A) quando estiver diante de conceitos legais e jurídicos parcialmente indeterminados. com pedido de indenização em face do Município pelos prejuízos de ordem financeira causados. em regra.com. 37. neste caso. (C) quando estiver diante de conceitos valorativos estabelecidos pela lei. (D) em situações em que a redação da Lei se encontra insatisfatória ou ultrapassada. que dependem de concretização pelas escolhas do agente. (i) Autarquia (Decreto-Lei 200/67. limitado às escolhas técnicas. (B) quando estiver diante de conceitos legais e jurídicos técnico-científicos. sendo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 38 Na qualidade de advogado dessas últimas três empresas.br | 11 99610348 facebook. 5) Pessoa jurídica de direito público.2) No âmbito do Poder discricionário da Administração Pública.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 39 Tem imunidade tributária recíproca. Não têm prerrogativas processuais.br | 11 99610348 facebook. Não precisa ser 100% Capital: misto. só pode-se constituir em S. Tem imunidade tributária recíproca. ou seja. mas também podem explorar atividade econômica. Não têm imunidade tributária recíproca. Exceção: Correios. IBGE. a da União.com. Criada para desenvolver atividades sociais. Fundação Casa). Forma de Constituição: somente sociedade http://leonardosakaki. Empresas estatais são pessoas jurídicas de direito privado. os destinados à prestação da atividade. só pode-se constituir em qualquer modalidade. Embora o capital seja misto. INCRA. Não têm imunidade tributária recíproca. Responsabilidade subjetiva Teorias: (i) tem que licitar. Exemplos: INSS. maioria das ações com direito a voto tem que pertencer ao poder público. (ii) Fundação pública Tem quem diga que é pessoa jurídica de direito público (exemplos: FUNAI.com. Exceção: Correios. os destinados à prestação da atividade. Tem que fazer licitação para contratar terceiros. em atividade fim não tem que licitar. foro depende (se for empresa estadual é na justiça estadual…). Podem prestar serviço público. São autorizadas por lei específica. (ii) em atividade meio tem que licitar. Tem que fazer licitação para contratar terceiros. Diferenças: Empresas públicas Sociedades de economia mista Capital: 100% público.uol. é público. foro é a justiça estadual sempre. sociedade de economia mista: capital misto. Responsabilidade objetiva. Tem que licitar.A. mas há também quem diga que seja de direito privado (exemplo: Fundação Padre Anchieta – TV Cultura). Só são bens públicos os afetados.br | leonardosakaki@uol. São autorizadas por lei específica. Forma de constituição: qualquer modalidade. UNITAU (autarquia municipal). Só são bens públicos os afetados. Empresa pública: capital público.com/leonardosakaki | @leosak . Exploradoras de atividade econômica Pessoa jurídica de direito privado. ou seja. (iii) Empresa pública e sociedade de economia mista Semelhanças: São conhecidas como empresas estatais ou empresas governamentais – trata-se do gênero. neste último seria chamada de fundação governamental. IBAMA. Têm prerrogativas processuais.sites. Exploradoras de serviço público Pessoa jurídica de direito privado. Não têm prerrogativas processuais.

ANEEL. CEF. será demandada na justiça estadual. Há quarentena: quando sai do cargo cumpre a quarentena – fica um tempo (4 a 12 meses) sem poder trabalhar no poder público ou nas empresas que ele ajudou a fiscalizar. Bacen. Definição Pessoa jurídica de direito público.Foro: sempre será demandada na justiça estamandada na justiça federal. Possui autonomia. Sociedades Pessoa jurídica de direito de econo. ANTAC. Empresas Pessoa jurídica de direito públicas privado (criado pela administração e capital inteiramente público).2) No Direito Público brasileiro. Foro: se for empresa pública federal. o grau de autonomia das Agências Reguladoras é definido por uma independência http://leonardosakaki. Exemplo: ANATEL.com. BB. administrativo e são dotadas de patrimônio próprio. se for empresa dual. (v) Agência reguladora É autarquia especial. Fundação Casa. CADE. Isso reflete nos campos financeiro. Pode haver agência reguladora federal.privado (participação da mia mista iniciativa privada). ANP.com. principalmente quando transferidas para particulares. Autarquias Criação Criadas por lei de iniciativa do poder executivo. assim como CADE. será de. Responsabilidade Cada uma responde pelas obrigações contraídas perante terceiros e pelos danos causados a terceiros.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 40 inclusive sociedade anônima. Há agência reguladora estadual ou municipal também. ANEEL etc.sites. ANATEL. A esfera de governo só responderá em caráter subsidiário (só poderá ser acionada depois de esgotadas as forças de cada uma delas). anônima. São autarquias de regime especial – são dotadas de poder para edição de normas visando a execução de serviços públicos. processo administrativo ou decisão judicial transitado em julgado. CVM. Criadas para fiscalizar e regular determinados setores. Bacen. Petrobras. Entre elas e quem as criou não existe relação de hierarquia ou subordinação. ANAC.uol.br | 11 99610348 facebook. Perde mandato por renúncia. Infraero.br | leonardosakaki@uol. pública estadual ou municipal. Dirigente tem mandato fixo. Características São dotadas de autonomia. estadual e municipal. Exemplo INSS. Agências Pessoa jurídica de direito reguladoras público. FUNAI. USP. Fundações Pessoa jurídica de direito público.com/leonardosakaki | @leosak . 15 (FGV – OAB 2010.

.107/95 diz que este contrato tem personalidade jurídica. mas não é mais! O STF diz que é uma entidade ímpar. ou seja. organizações sociais (celebra contrato de gestão) e OSCIP (organização da sociedade civil de interesse público – celebra termo de parceria). (C) legislativa total e absoluta. pois não estão obrigadas a seguir as decisões de políticas públicas adotadas pelos Poderes do Estado (executivo e legislativo). São os serviços sociais autônomos (exemplo: SESC. uma vez que a própria lei que cria cada uma das Agências Reguladoras define e regulamenta as relações de submissão e controle. 6 da lei 11. pois ministérios são órgãos e órgãos não têm personalidade jurídica – tudo ficou dentro de uma mesma pessoa. Entes de cooperação ou entidade paraestatais não fazem parte da administração indireta. Posso fazer essa distribuição de forma desconcentrada ou descentralizada.sites. Descentralização: distribuição ocorre envolvendo mais de uma pessoa. (B) administrativa mitigada.br | leonardosakaki@uol. SENAI. submissão ou controle administrativo dos órgãos de cúpula do Poder Executivo. Secretaria. SENAC). Importante: onde estão os Ministérios? Não posso esquecer que ministério é órgão e órgão não tem personalidade jurídica. uma vez que a Constituição da República de 1988 não lhes exige qualquer liame. Também diz que essa personalidade pode ser de direito público ou direito privado. uma pessoa sui generes. É o mesmo que ocorre com as http://leonardosakaki. é órgão da União. visto que gozam de poder normativo regulamentar. superintendência etc.107/05) É um contrato. em razão da matéria. como chefe superior da Administração Pública. recebendo deste uma especial atenção. Lei 11. Ministério da Fazenda está distribuindo competências – está sendo feita desconcentração. e a União é da administração direta. bens. e na superintendência atribuída ao chefe do Poder Executivo. delegacia. Distrito Federal e municípios. União. Exemplo: INMETRO.Descentralização x Desconcentração Falo de distribuição de competências. dinheiro.uol. estados. não se sujeitando assim às leis emanadas pelos respectivos Poderes legislativos de cada ente da federação brasileira. (vii) Consórcio público com personalidade jurídica de direito público (= associação pública. nem direta – pessoas privadas criadas por particulares sem fins lucrativos criadas para auxiliar o Estado.com. (D) política decisória.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 41 (A) administrativa total e absoluta. que é a União. agentes públicos etc. Desconcentração: tudo ocorre dentro de uma pessoa.com. mas é um contrato que só pode ser firmado entre entes da administração pública direta. ou seja. O art. Quando a União cria Ministério dos Transportes. também são órgãos. Ministério da Saúde. É uma entidade que já existe. Resposta: B (vi) Agência executiva É uma autarquia ou fundação que celebrou contrato de gestão.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. Atenção: a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) era a autarquia especial. mas que celebrou um contrato de gestão. isenção. fundado no poder de supervisão dos Ministérios a que cada uma se encontra vinculada. Ministério da Fazenda pertence na administração direta.

podendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada. (B) cria. em razão de circunstâncias de índole técnica. ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados. jurídica ou territorial.com. social. (C) autoriza a criação. III . 13. SESI. 7 (FGV – OAB 2010. Não confundir com entidades paraestatais. mediante concessão de serviço público. Art. por lei específica. §1o O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos. 12. O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 42 Secretarias dentro de um Estado.com. Resposta: A 30 Terceiro setor Nome atribuído a entidades da iniciativa privada que exercem atividades não lucrativas e de interesse social. são as ONGs. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes. Quando a União cria INSS.a decisão de recursos administrativos. econômica. 14.uol. se não houver impedimento legal. SENAC etc.3) É correto afirmar que a desconcentração administrativa ocorre quando um ente político (A) cria. §3o As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado. uma nova pessoa jurídica de direito público para auxiliar a administração pública direta. Art. uma pessoa jurídica de direito público ou privado para desempenhar uma atividade típica da administração pública. os limites da atuação do delegado.com/leonardosakaki | @leosak . A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria. quando for conveniente. de uma nova pessoa jurídica de direito privado para auxiliar a administração pública. (D) contrata. II . por prazo determinado. mediante lei. por lei e por prazo indeterminado.a edição de atos de caráter normativo. órgãos internos em sua própria estrutura para organizar a gestão administrativa. IBAMA está descentralizando. a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível. FUNAI. O governo federal atribui 2 qualificações diferentes para tais entidades: (a) organizações sociais (celebram contrato de gestão) e organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs) (assinam termo de parceria). §2o O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante. 11. http://leonardosakaki.br | leonardosakaki@uol. delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares.) 31 Atos administrativos Art. salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos. Parágrafo único. Art. SENAI.br | 11 99610348 facebook.as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.sites. Na prática. Não podem ser objeto de delegação: I . Um órgão administrativo e seu titular poderão. está distribuindo competências para outras pessoas. que são o serviços sociais ligados ao serviço sindical (exemplo: SESC.

o processo administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir. o fiscal da prefeitura nos representa. laudos.decorram de reexame de ofício. A administração tem finalidade única – preservar o interesse da coletividade – toda vez que http://leonardosakaki. o §3 A motivação das decisões de órgãos colegiados e comissões ou de decisões orais constará da respectiva ata ou de termo escrito.decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública. 16. uma medida sozinho. a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. II . CC). Terá que propor ação no judiciário. em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados. V . 17. clara e congruente. Motivo: não há correspondente no CC.uol. podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres. Forma: no CC é o não proscrita ou proibida por lei (art. a unidade fundacional competente em matéria de interesse especial. com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos.deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres. serão parte integrante do ato. Os atos administrativos deverão ser motivados.imponham ou agravem deveres. o que é previsto para os atos administrativos é a forma escrita.importem anulação. 15. pois a administração atua nos representando. Será permitida. IV .dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório. Enquanto o vizinho atua em nome próprio. Art. Os órgãos e entidades administrativas divulgarão publicamente os locais das respectivas sedes e. Inexistindo competência legal específica.com/leonardosakaki | @leosak . quando: I . neste caso.Autoexecutoriedade: exemplo: danceteria toca música alta (acima do que permite a lei). encargos ou sanções. revogação. propostas e relatórios oficiais. Art. 104. Normalmente. VI .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 43 Art. VIII . Um vizinho da danceteria chega ao local e poderá tomar medida sozinho? Não.com. o §2 Na solução de vários assuntos da mesma natureza. pode ser utilizado meio mecânico que reproduza os fundamentos das decisões.br | 11 99610348 facebook.decidam recursos administrativos. limitem ou afetem direitos ou interesses. que. 104).2 Requisitos Competência: seria o agente capaz do CC (art. suspensão ou convalidação de ato administrativo.1 Atributos . Mas no direito administrativo é o que está expressamente prevista em lei. Finalidade: não há correspondente no CC.Presunção de legitimidade.br | leonardosakaki@uol. . o §1 A motivação deve ser explícita. III . É exclusivo dos atos da administração pública. informações.neguem. 31. É exclusivo dos atos da administração pública. pois a administração atua nos representando. Se um fiscal da prefeitura constatar a irregularidade. desde que não prejudique direito ou garantia dos interessados. decisões ou propostas. quando conveniente. VII . Art.Coercibilidade/imperatividade . 50. 31. poderá lavrar um auto de infração.sites.com.

Judiciário Ex tunc – retroage os seus efeitos até o momento em que o ato foi editado. art. Não há prazo para revogação. 54.784/99.Administração por iniciativa própria ou provocada por terceiros.3 Extinção Anulação Revogação Anulação Ilegalidade.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak . Importante: são revogados os atos inconvenientes ou inoportunos (efeito ex nunc). o ato será inválido. 104). 1 2 SÚMULA N 346: A administração pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos. 5 anos (Lei 9. ou revogá-los. É aquele em que existe juízo de valor – o administrador precisa analisar conveniência e oportunidade. O judiciário só poderá apreciar atos da administração quando forem ilegais. a apreciação judicial.com.com. Objetivo: há o correspondente no CC (art. em todos os casos. 31. Vícios insanáveis: anulação. quando eivados de vícios que os tornam ilegais. (Súmulas 3461 e 4732 STF) – pode ser feito pelo judiciário ou pela administração pública (autotutela) – prazo da administração para anular os atos que praticou é de 5 anos3.4 Ato administrativo vinculado ou regrado É aquele em que basta o preenchimento dos requisitos legais e uma vez preenchidos o ato deve ser concedido. respeitados os direitos adquiridos. 3 Art.br | leonardosakaki@uol.5 Ato administrativo discricionário A lei estabelece mais de uma hipótese no meio de agir. não interfere no passado. e ressalvada. porque deles não se originam direitos. Fundamento Titularidade Efeitos da decisão Prazo Ex nunc – a decisão não retroage. quando faltarem um desses 5 requisitos. SÚMULA N 473: A administração pode anular seus próprios atos. 54 – lei que regula processos administrativos na área federal). não pode ser feito pelo poder judiciário. Só a administração pública. são anulados os atos ilegais. . 31. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos. http://leonardosakaki. Vícios sanáveis: convalidação (anulável). . podendo ser levado à apreciação do poder judiciário. só a administração pública pode revogar. por motivo de conveniência ou oportunidade. contados da data em que foram praticados. e o administrador pode escolher como prosseguirá. Revogação Conveniência e oportunidade. ou seja. salvo comprovada má-fé.sites.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 44 edita um ato se afastando desse requisito. caso contrário não poderá apreciá-lo.uol. 31.

ou seja. As vontades estão no mesmo órgão. Ato complexo Mais de uma manifestação de vontades. (v) objeto: é o efeito jurídico do ato. Teoria dos Motivos Determinantes: motivo alegado tem que ser verdadeiro e existente. excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria. Quando eu passo com meu carro no farol vermelho e o guarda me multa. o ato será invalidado. admite prova em contrário – eu devo provar que não passei no farol vermelho. circular. sinais convencionais. enumera. Ato composto Mais de uma manifestação de vontades. (iii) competência/sujeito: para o ato existir. decreto etc. Se o motivo é falso ou inexistente. pois se for falso. (iv) motivo: razão de fato e direito usado para a prática do ato. Se a lei não diz.br | 11 99610348 facebook. 13 dessa lei traz competência que não pode ser objeto de delegação: edição de atos de caráter normativo. requisitos.br | leonardosakaki@uol. decisão de recursos administrativos e matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.Elementos. É o que o ato enuncia. pressupostos – o que o ato precisa para existir (não se confundem com os atributos): (i) forma: é a exteriorização. aquilo que quero proteger com o ato. Agentes que estão em patamares iguais.com/leonardosakaki | @leosak . Exemplo: estou demitindo o servidor por ter feito algo e a lei diz que quando ele faz isso tem que ser demitido. forma e finalidade. http://leonardosakaki. a maneira de como ele nasce. Atos administrativos são presumidamente verdadeiros e legais.Atributos. motivo dado a um ato. alguém precisa praticá-lo. ou seja. reforma e pensão. Exemplo: Súmula Vinculante 3 STF: Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 45 . Agentes que estão em patamares desiguais.sites. a lei que diz quem é competente. se for comprovado que ele não fez isso.uol. vincula a validade deste ato. oral. Art. silêncio (indeferindo). decorre de lei.784/99. o ato é inválido. Observação: quais são sempre elementos vinculados? Competência. . excepcionalmente. É feito por meio de despacho. mas é uma presunção relativa. presume-se que é verdade. (ii) finalidade: é o bem tutelado. o ato é inválido.com. portaria. 17 da Lei 9. dispõe. A forma é a prevista em lei – na forma escrita. características: (i) presunção de legitimidade: alguns chamam de presunção de legalidade ou de veracidade. É uma presunção relativa – admite-se prova em contrário – juris tantum. A competência está na lei. Não posso esquecer a teoria dos motivos determinantes. As vontades estão em órgãos diferentes. assume-se que é a entidade de menor grau hierárquico – art. e. Exemplo: autorização – visto.

Exemplo: chamar o guincho para tirar o carro estacionado em local proibido. Exemplo: a exoneração extingue a nomeação – o cara é nomeado para algo e vem a exoneração. Há quando tiver lei expressa ou em caso de urgência. (vii) revogação: inconveniência ou inoportunidade. Requisitos: competência. pois desapareceu o objeto. Exemplo: concessão de férias a subordinado – ele tirou as férias e voltou – cumpriu todos os seus efeitos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 46 (ii) imperatividade: atos administrativos são impostos. ele fecha a banca. (iv) cassação: o ato é extinto. a permissão está extinta.com. (v) contraposição ou derrubada: o ato é extinto em razão da prática de outro ato contrário ao primeiro. Exemplo: dei licença para funcionar um hotel. (ii) desaparecimento do sujeito ou do objeto. http://leonardosakaki. então.com/leonardosakaki | @leosak . que é contrário à nomeação. terremoto.com. (iii) cumprimento de seus efeitos: não tem mais efeitos.sites.br | 11 99610348 facebook. (iv) tipicidade: para cada conduta realizada pelo administrador há a sua correspondente conduta prevista em lei – tudo o que o administrador faz deve estar prevista em lei. Exemplo: antigamente em São Paulo transporte público era feito somente por ônibus e vans eram clandestinas houve a regularização das vans. Trata-se de ato exaurido – que cumpriu todos os seus efeitos. motivo e objeto.br | leonardosakaki@uol. finalidade. . (vi) caducidade: o ato é extinto em razão de lei nova que não mais permite a prática desse ato. (iii) autoexecutoriedade: atos administrativos são executados sem precisar da autorização do judiciário – há exigibilidade. Exemplo: um bem tombado.Formas de extinção do ato administrativo (i) renúncia: o beneficiário do ato abre mão da vantagem que lhe foi concedida. sem precisar da concordância de terceiros. as permissões das vans estão extintas. mas ele abre um bordel.uol. (viii) anulação: ilegalidade. Exemplo: o cara tem permissão de uso de bem público para abrir uma banca de jornais. só que a câmara baixou uma lei que diz que será somente ônibus. casa cai – ato está extinto. então é extinta a nomeação. forma. pois o particular renunciou. .Convalidação de atos administrativos É possível desde que o ato seja sanável. pois o particular não cumpriu os seus deveres.

trata-se de um poder interno.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 47 32 Poderes da administração São as mais importantes competências da administração. 32. Porém. civil e administrativo. Cuidado: uma conduta irregular do agente público pode ensejar 3 processos diferentes e independentes: penal.com.br | leonardosakaki@uol. fundação. mas vira asilo. decisão de recursos. Importante: entidades da administração indireta (exemplo: autarquias.2 Poder disciplinar É uma competência para aplicar sanções a servidores públicos que pratiquem infrações funcionais. Como só vale para agentes públicos. Exemplo: policial removido pelo governador por causa de um romance com a filha do governador. Exemplo: casa desapropriada para virar creche. com 3 exceções: competências exclusivas. Em regra as competências administrativas são delegáveis.1 Poder regulamentar É uma competência dada em caráter privativo aos chefes do poder executivo (presidente. http://leonardosakaki.sites. não é exercido o tempo todo. (ii) desvio de poder. mas o agente ultrapassa os limites legais .3 Poder hierárquico É exercido em caráter permanente pela administração direta sobre órgãos públicos e pelas chefias sobre agentes públicos. Delegação pode ser feita por agente ou órgão público ao subordinado (delegação vertical) ou a um não subordinado (delegação horizontal). Abuso de poder é um gênero.com/leonardosakaki | @leosak . é um poder de aplicação episódica. existe um único caso em que a decisão de um processo interfere nos outros 2: absolvição no processo crime por negativa de autoria ou ausência de materialidade. sociedade de economia mista) são vinculadas. governador e prefeito). que comporta 2 espécies: (i) excesso de poder: a atividade é exercida dentro da competência. Abuso de poder é a utilização ilegítima de uma competência. desvio de finalidade. A delegação é sempre de parte da competência e pode ser revogada a qualquer tempo (natureza precária. atos normativos. mas não subordinadas a ministérios. O poder disciplinar não é permanente. 32. 32. não gera direito adquirido) pela autoridade delegante. tredestinação: quando o agente usa os poderes do cargo em benefício próprio. ou seja. criando decretos e regulamentos (atos administrativos gerais e abstratos) para dar fiel execução à lei.br | 11 99610348 facebook. Existem 2 institutos que decorrem do poder hierárquico: delegação de competência e avocação de competência.com.uol. só se manifesta se o agente pratica a infração. O que é tredestinação lícita? O CC autoriza que o bem desapropriado receba finalidade pública diversa da inicialmente prevista.

IPTU progressivo. a empresa privada que controla radares fotográficos de trânsito. assinale a opção correta. *pago em títulos da dívida pública (resgatáveis em até 10 anos) .com. §4. 33 Intervenção do Estado na propriedade Direito de propriedade: direito fundamental protegido pela constituição – art. CF.uol. e XXII e art. Representa. como. 5. (C) A afirmação é uma decorrência do princípio constitucional da Separação dos Poderes.br | leonardosakaki@uol. Resposta: C COMENTÁRIO (A) Não é permitida a delegação ao particular nem a prestadores de serviços porque o poder de império é próprio e privativo do poder público. CF – penalidade em caso de descumprimento do plano diretor. 184. 182. obrigação de construir. pois. por exemplo. **pago em tíutulos da dívida agrária (resgatáveis em até 20 anos) Poder de polícia (limitações administrativas) é diferente de servidão administrativa. bem como os danos dela decorrentes. (D) No exercício do poder regulamentar. mediante decreto. também. Poder de polícia Servidão administrativa http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. a administração não possui discricionariedade no ato de escolha da penalidade que deve ser aplicada. devendo ater-se aos rígidos comandos estabelecidos em lei. se o Executivo julgar conveniente explicitá-la. mas a escolha da pena é uma atividade discricionária.Rural: art. Penalidade: art. CF – desapropriação para reforma agrária**. CF. visto que o fazem sem relação de subordinação ou comando. desapropriação*). (D) Toda e qualquer lei pode ser regulamentada. exemplo. (B) A aplicação da penalidade é obrigatória. desde que o Decreto não contrarie.com. CF . as leis que tenham sido originariamente propostas por ele. 5. mediante Decreto. diante de infrações funcionais praticadas por servidor. Art. CF.sites.diploma legal que estabelece regras para que uma cidade possa crescer de forma ordenada. 186. (A) O poder de polícia não pode ser delegado a pessoas de direito privado. e os antecedentes do agente. que leva em conta a natureza. um dever – art. XXIII. pois elas não são dotadas do poder de império necessário ao desempenho da atividade de polícia administrativa.Urbano: atendimento das diretrizes estabelecidas no plano diretor (art. (C) Mesmo cabendo ao Poder Executivo o controle dos recursos públicos.com/leonardosakaki | @leosak . restrinja ou amplie suas disposições. inexiste hierarquia entre os membros que compõem os Poderes Judiciário e Legislativo no exercício de suas funções jurisdicionais e legislativas. (B) O poder disciplinar é exercido de modo vinculado. Função social (inconstitucionalidade) . ou seja. as competências indelegáveis também não admitem avocação). 182. §2.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 48 A autoridade superior pode avocar competências de um subordinado. chamar para si – só existe avocação vertical (para a FGV. a gravidade e as circunstâncias da infração. 22. caput. ainda que sejam integrantes da administração pública. o chefe do Poder Executivo só pode disciplinar e alterar. mas é possível credenciar o particular para contribuir materialmente com o poder de polícia. (CESPE – OAB 2008.1) Com relação aos poderes administrativos.

Não há direito a indenização. 243. Observação: servidão é diferente de tombamento (limitação sobre propriedade privada) com finalidade de preservação. para o cultivo de produtos alimentícios e medicamentosos.com/leonardosakaki | @leosak . 78 CTN. o bem permanece privado e o dono pode até vender. controle. sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Ocupação: transferência compulsória da posse. Não indeniza.com. servidão para passagem de fios e cabos pelo imóvel. Limita só propriedade.com. Pode indenizar. A restrição ao uso é específica e onerosa – recai sobre um ou alguns proprietários (não atinge a todos) e dá direito à indenização. mas tem que oferecer antes para as entidades federativas (direito de preempção). Está conceituado no art.br | 11 99610348 facebook. http://leonardosakaki. regras sobre o direito de construir. justa e em dinheiro. Exemplos: fiscalização ambiental. É indelegável a particulares. Quando por interesse público: indenização prévia. É sempre geral. A restrição é geral (atinge a todos) e gratuita (não dá direito à indenização). Limitação: restrições quanto ao uso. 33. Atinge bem determinado. Requisição: transferência compulsória da posse.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 49 Limita liberdade e propriedade. Art. Perde a posse por razões de interesse público na ocupação – exemplo: ocupação para ponto de votação em uma eleição. Exemplos: placa com nome da rua na fachada do imóvel. Características do tombamento: pode atingir bens móveis e imóveis. Fato gerador: por razões de interesse público ou por descumprimento da função social da propriedade.uol. Confisco: transfere-se a propriedade de forma compulsória para o patrimônio público. Servidão: restrições quanto ao uso. Só pode incidir se encontrarem em uma propriedade uma plantação ilegal de psicotrópicos. As glebas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas serão imediatamente expropriadas e especificamente destinadas ao assentamento de colonos.sites. Parágrafo único.br | leonardosakaki@uol. prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias. Quando por descumprimento da função social: indenização em títulos da dívida pública ou agrária. Exemplo: passagem de rede elétrica por algumas propriedades.1 Meios de intervenção Desapropriação: transfere-se a propriedade de forma compulsória para o patrimônio público. o tombamento tem que ser registrado na matrícula do imóvel. Perde a posse por razões de iminente perigo público. Exemplo: respeito ao zoneamento na construção de um edifício ou de uma casa. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins será confiscado e reverterá em benefício de instituições e pessoal especializados no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização.

Motivo: necessidade pública (aquisição do bem é e. Desapropriação é uma forma originária de aquisição da propriedade. O credor se sub-roga no valor da indenização. com ampla defesa e Ato administrativo unilateral. Exemplo: se o imóvel estava hipotecado. 33.sites. não leva em conta relações jurídicas anteriores. Indenização posterior. justa e em dinheiro. mergencial).1 Desapropriação De bens públicos: tem que ser de cima para baixo (União. O Código Civil permite que o bem desapropriado receba destinação pública diversa da inicialmente prevista. escada para combater incêndio. é devolvido ao particular. . Indenização: é prévia. . punitivo. de competência da União.com. Exemplos: carro para perseguir bandido.br | 11 99610348 facebook. utilidade pública (aquisição do bem é conveniente) e interesse social (sempre tem natureza sancionatória. e desapropriação por política urbana. Quando o bem ingressa ao domínio público. pelo descumprimento do interesse social. mas em títulos da dívida ativa – reforma agrária. É uma restrição específica e onerosa. É uma mudança na finalidade do bem que o direito comporta. ingressa livre de ônus e encargos. Pode ser por meio administrativo. Continua sendo bem particular. em caso de imóvel hipotecado. Definitiva.Desapropriação x requisição Desapropriação Requisição Transforma em bem público.uol. de competência dos municípios).com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 50 Tombamento: restrições quanto ao uso. legislativo (edição de uma lei) ou ação civil pública. Procedimento administrativo. http://leonardosakaki. se houver dano. a desapropriação extingue a hipoteca. Quando o bem ingressa no domínio público. discricionário e autoexecontraditório. Estados e Municípios).1.Tredestinação lícita Tredestinação = desvio de finalidade. cutável. por isso a indenização não é em dinheiro.br | leonardosakaki@uol. Sempre temporária – depois que o bem é usado. Indenização prévia.com/leonardosakaki | @leosak . Exemplo: imóvel desapropriado para virar creche e se torne escola. Restrição ao uso.Motivo: iminente perigo público. preservação de determinadas características. Indenização: posterior.

e observância de procedimento administrativo. (B) Os proprietários são obrigados a suportar a fiscalização dos órgãos administrativos competentes. e que seja justa e em dinheiro. ressalvada a possibilidade de transferência para uma entidade pública.br | 11 99610348 facebook. com respeito ao contraditório e ampla defesa por parte do proprietário.com. 13 (FGV – OAB 2010. e que seja justa e em dinheiro.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 51 Observação: se o bem não receber nenhuma destinação o dono tem direito a desfazer a desapropriação – retrocessão. se houver dano.2) Nas hipóteses de desapropriação. (C) Os proprietários não podem destruir.sites. (A) A requisição administrativa é uma forma de intervenção supressiva do Estado na propriedade que somente recai em bens imóveis. e observância de procedimento administrativo. e que seja justa e em dinheiro. repará-lo ou pintá-lo após a obtenção de autorização especial do órgão administrativo competente. posteriormente ao ato de imissão na posse pelo Poder Público. pagamento de indenização prévia ao ato de imissão na posse pelo Poder Público. (B) comprovação da necessidade ou utilidade pública ou de interesse social.com. negociáveis no mercado financeiro. Resposta: B 8 (FGV – OAB 2010. (A) Os proprietários são obrigados a colocar os seus imóveis tombados à disposição da Administração Pública para que possam ser utilizados como repartições públicas. assinale a alternativa correta. demolir ou mutilar o bem imóvel e somente poderão restaurá-lo.3) Com relação à intervenção do Estado na propriedade. O objetivo é absorver a valorização. em regra geral. a fim de suprir a prestação de serviços pelo Estado de forma eficiente. e observância de procedimento administrativo. http://leonardosakaki. (C) comprovação da necessidade ou utilidade pública ou de interesse social. os proprietários passam a ter obrigações negativas que estão relacionadas nas alternativas a seguir. os requisitos constitucionais a serem observados pela Administração Pública são os seguintes: (A) comprovação da necessidade ou utilidade pública ou de interesse social. como uma das formas de o Estado intervir na propriedade privada. sem contraditório por parte do proprietário. Resposta: A 16 (FGV – OAB 2010. à exceção de uma. com respeito ao contraditório e ampla defesa por parte do proprietário. com respeito ao contraditório e ampla defesa por parte do proprietário. .2) Acerca do tombamento. Assinale-a. pagamento de indenização prévia ao ato de imissão na posse pelo Poder Público. e observância de ato administrativo.com/leonardosakaki | @leosak . Desapropriação por zona: aquela que atinge uma área maior do que a inicialmente necessária para a obra.Observações Desapropriação indireta: ocorre quando o Estado invade área privada de forma ilegítima. pagamento de indenização.br | leonardosakaki@uol. (D) comprovação da necessidade ou utilidade pública ou de interesse social. pagamento de indenização prévia ao ato de imissão na posse pelo Poder Público.uol. e que seja justa e em títulos da dívida pública ou quaisquer outros títulos públicos. (D) Os proprietários não podem alienar os bens. sendo o Estado obrigado a indenizar eventuais prejuízos. quando da necessidade imperiosa de utilização.

uol. paisagísticos e culturais dos bens imóveis. Sem a necessidade da comprovação de culpa ou dolo.com. ou seja. (C) A servidão administrativa é uma forma de intervenção restritiva do Estado na propriedade que afeta as faculdades de uso e gozo sobre o bem objeto da intervenção. em razão de um interesse público. ou seja. responderá de forma subjetiva quando o dano causado for resultante de uma omissão praticada pelo poder público.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 52 (B) A limitação administrativa é uma forma de intervenção restritiva do Estado na propriedade que consubstancia obrigações de caráter específico e individualizados a proprietários determinados. força maior ou culpa da vítima). apesar de ser agente público. caso Norberto não tenha condições financeiras. Resposta: C 34 Responsabilidade do Estado Responsabilidade do Estado é objetivo na variante do risco administrativo. sua conduta não pode. a relação de causa e efeito entre o fato ocorrido e as consequências dele resultantes. pois Norberto é agente público pertencente a seus quadros.3) Um policial militar. (B) será responsabilizado. Acionada em juízo o Estado só responderá pelos danos que efetivamente tenha causado em terceiros – poderá evocar. 37. em sua defesa. a administração poderá ser acionada em juízo. sem afetar o caráter absoluto do direito de propriedade.com.com/leonardosakaki | @leosak . não atuou nessa qualidade. discute com um transeunte e acaba desferindo tiros de uma arma antiga. excepcionalmente. Art. (C) somente será responsabilizado de forma subsidiária. Resposta: D A responsabilidade do Estado está no art. Estuda o dever estatal de indenizar particulares por ações e omissões de agentes públicos no exercício de suas funções. no dia de folga. pois Norberto. (D) não será responsabilizado. (D) O tombamento é uma forma de intervenção do Estado na propriedade privada que possui como característica a conservação dos aspectos históricos. CF: o dano deve ter sido causado por um agente público e nesta qualidade. que seu avô lhe dera. excepcionando-se os bens móveis. Exemplo: perdi a minha casa por causa de uma enchente causada por falta de saneamento básico. 5 (FGV – OAB 2010. de nome Norberto.br | leonardosakaki@uol. é baseada no conceito de nexo de causal. quando estava na frente da sua casa. pois. 37. com base na teoria do risco integral. §6.sites. Essa objetividade traz uma conclusão: não é baseada na culpa ou dolo. Exceção: o Estado. que adota a teoria objetiva (responsabilidade sem culpa) na modalidade do risco administrativo. CF. excludentes ou atenuantes de responsabilidade (caso fortuito. de bermuda e sem camisa.br | 11 99610348 facebook. Com base no relatado acima. ser imputada ao Ente Público. artísticos. é correto afirmar que o Estado (A) será responsabilizado. http://leonardosakaki. Períodos anteriores: Até 1873: era o período da irresponsabilidade estatal – o Estado nunca indenizava.

Hoje em dia temos outro posicionamento. dano e nexo. mesmo que o ato seja de terceiros. dano e nexo. a responsabilidade por danos é objetiva.com. existe uma forma do Estado se eximir. (iii) dano por omissão – quedas de árvore. o Estado só indeniza se houver prova de culpa ou dolo. ou seja. Exemplo: obras da prefeitura que prejudica o comércio. fala-se em responsabilidade subjetiva. pressupõe uma culpa administrativa. a responsabilidade será do tipo objetiva.Teorias do risco Estado se defendendo. explosão de armamento em quartel etc. Cuidado: em caráter excepcional.2 Responsabilidade civil extracontratual do Estado Como processo o Estado? O Estado trouxe um prejuízo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 53 Entre 1873 e 1946: vigorava a teoria subjetiva – a vítima tinha que provar culpa ou dolo. este último para alguns autores.uol. Estado se eximir ou se excluir da responsabilidade. assalto. Exemplos: preso que briga com outro. Atenção: segundo a nova visão do STF. o Estado também indeniza. Atenção: se o ato lesivo for lícito. Se o Estado causou prejuízo em razão de omissão.com. http://leonardosakaki. é a chamada falta do serviço. a teoria objetiva (responsabilidade sem culpa fundada na ideia de risco) exigindo da vítima a comprovação de 3 requisitos: ato. não importando se o dano for de ação ou omissão no caso de dano. como processo o Estado? No Brasil. a que não precisa comprovar culpa ou dolo. Essa responsabilidade subjetiva não é de alguém.br | 11 99610348 facebook. Se a culpa for exclusiva da vítima é uma excludente de responsabilidade do Estado.1 Responsabilidade no caso de custódia de pessoas Quando o Estado assume o dever de guarda de pessoas. O STF diz que quando o Estado causa prejuízos em razão de uma ação estatal.br | leonardosakaki@uol. ainda vigora a teoria subjetiva (exige prova de culpa ou dolo) nos seguintes casos: (i) responsabilidade pessoal do agente público (ação regressiva). Nesses casos. como regra geral. As coisas mudaram. Será alegado: culpa exclusiva da vítima. uma culpa especial da administração.sites. durante muito tempo. um posicionamento do STF. concessionários do serviço público sempre respondem pela teoria objetiva perante usuários e terceiros. 34. na doutrina. (ii) culpa concorrente: quando o agente e a vítima colaboram para causar o dano. basta comprovar ação. É importante lembrarmos-nos das teorias do risco: . foi defendido que a responsabilidade do Estado era objetiva. ou seja. Exemplo: criança vítima de outro aluno em escola pública.com/leonardosakaki | @leosak . Na CF/88. caso fortuito ou força maior e a culpa de terceiros. Há. excluir a responsabilidade. enchente. preso morto na cadeia por outro detento 34. quem diga que no caso do Estado assumir a guarda de pessoas ou coisas perigosas a responsabilidade seria objetiva. vigora. (i) Teoria do risco administrativo: são admitidas excludentes de responsabilidade.

br | leonardosakaki@uol.uol. Não seria melhor resolver o procedimento em um só? Denunciação da lide. Pode? Sim. o Estado tem que comprovar culpa ou dolo do agente. 35 Licitação Licitação é um procedimento administrativo para seleção de fornecedores.com. 34. denunciando o agente.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 54 (ii) Teoria do risco integral: não são admitidas as excludentes de responsabilidade. Só que o agente responde de forma subjetiva. Brasil adota a teoria (i).1 Legislação Lei 8.com. É possível denunciação à lide? Há quem diga que sim. Não há nada que o Estado possa fazer para se eximir.520/02 – Lei do Pregão Lei 12. O Estado é considerado um garantidor universal – garante tudo. Denunciação da lide não é obrigatória – isso é pacífico na doutrina e jurisprudência. 35. ação regressiva (Estado x agente – provar culpa ou dolo – responsabilidade subjetiva – é imprescritível). 34.br | 11 99610348 facebook.3 Finalidade http://leonardosakaki. Alguns autores dizem que no caso de atividade nuclear.2 Objetivo Competitividade Isonomia Desenvolvimento tecnológico nacional 35.sites. se não for usuário será subjetivo.666/93 – Lei de Licitações Lei 10. Agente indenizou uma pessoa e Estado move ação contra o seu agente. Trata-se de um procedimento externo (envolve particulares) e concorrencial (disputa). Portanto.3 Responsabilidade civil do agente Ação de regresso. Atenção! Concessionárias: STF diz que a responsabilidade depende: se usuário do serviço será objetivo.232/10 – Lei da Publicidade 35.4 Ação regressiva 2 ações judiciais: ação indenizatória (vítima x Estado – denunciação da lide). meio ambiente e atentado terrorista a bordo de avião seriam situações de risco integral.com/leonardosakaki | @leosak .

preservar os atos já praticados. Respeitar o princípio da isonomia: deixando com que as pessoas participem.com/leonardosakaki | @leosak . ou seja. Se a administração for contratar. Ministério Público e TC. tem que ser com o licitante vencedor. Quem ganha a licitação não tem direito ao contrato. (vi) contratação direta: dispensa e inexigibilidade.com.br | 11 99610348 facebook. secretarias. São ligados a sindicatos. poder legislativo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 55 Selecionar a proposta mais vantajosa. Pelo mesmo princípio. se possível. poder judiciário. Entidades da administração pública indireta. se nenhum licitante oferece uma proposta compatível com o mercado ou ninguém preenche as condições do edital. (iii) julgamento objetivo: a licitação deve ser decidida segundo os critérios do edital e não por preferências pessoais da administração. o edital e a carta convite. a comissão deve. 35. (ii) melhor técnica. (iii) melhor técnica e preço. 35. Concessionários na escolha d subconcessionários. SEBRAE. SENAI. O edital sempre pode ser modificado. a administração deve reabrir um prazo de 8 dias para melhoria de propostas e complementação de documentos. Organizações sociais e OSCIPs (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público) quando forem aplicar recursos repassados diretamente pela União. mas a modificação das regras do edital tem que atender 2 condições: ampla publicidade e devolução de prazos. SESC.com.6 Modalidades de licitação http://leonardosakaki. (v) menor lance – critério do pregão. antes de decretar a licitação fracassada e iniciar uma nova licitação. administração não tem obrigação de fazer o contrato no fim do processo de licitação. A atribuição do objeto não é o contrato.br | leonardosakaki@uol. (iv) aproveitamento da licitação: havendo algum defeito no procedimento licitatório. Serviços sociais pertencentes ao Sistema S. que tem que ser para o licitante vencedor. O edital é a lei da licitação. O edital pode ser modificado após a publicação. Contratar ou não é ato discricionário da administração.5 Princípios (i) vinculação ao instrumento convocatório. que não necessariamente é a de menor ou melhor preço. 35.uol.4 Dever de licitar Órgãos públicos da administração direta: ministérios. Exemplo: SESI. (iv) maior lance ou oferta – critério do leilão. tem o direito de não ser preterido. Economia processual. Trata-se da atribuição do objeto.sites. Tipos de licitação (i) menor preço. (ii) adjudicação compulsória ao licitante vencedor: não é contratação compulsória. e não fazer novamente a licitação (recomeçar a licitação deve ser a última medida).

Adjudicação: entrega do objeto da licitação ao vencedor. A concorrência será sempre obrigatória. (iii) Convite: objetos de pequeno valor (entre R$15mil e R$150mil) entre interessados escolhidos e convidados em um número mínimo de 3 – há a emissão de carta-convite. independentemente de valor.uol. (ii) Tomada de preços: valor intermediário (entre R$150mil e R$1. artístico ou científico.5mi) e os licitantes são previamente cadastrados.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 56 (i) Concorrência: objetos de grande valor (+R$1.6.com. alternativa às outras modalidades. (iv) Concurso: serve para a escolha de trabalho técnico. 35. (v) Leilão: serve para a venda de bens móveis inservíveis ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados pela administração. Modalidade de uso facultativo.520/02 – serve para aquisição de bens e serviços comuns. Abaixo de R$15mil – dispensa de licitação. O pregão tem um procedimento que garante maior economia e eficiência porque tem uma inversão das fases naturais da licitação.com/leonardosakaki | @leosak .sites.br | 11 99610348 facebook. independentemente de preços. usado para contratação de bens e serviços comuns. Há a inversão das fases. (vi) Pregão: a única que não está disposta na lei 10. Fases naturais da licitação (i) Instrumento convocatório (ii) Habilitação – análise de documentos – quem não preencher os requisitos é desabilitado (iii) Classificação – julgamento das propostas (iv) Homologação – aprovar os procedimentos http://leonardosakaki. ou seja.5mi) – contratos de grande vulto. nos seguintes casos: (a) venda de bens públicos imóveis (b) licitação internacional (c) concessão de serviço público (d) concessão de direito real de uso Fases: Edital Habilitação Abertura das propostas (classificação) Julgamento Homologação: ato pelo qual a autoridade competente confirma o procedimento licitatório realizado pela comissão de licitação. abrem-se primeiro as propostas e depois a documentação.520/02 Para todas as esferas federativas.br | leonardosakaki@uol. (vii) Consulta pública: é específica para as agências reguladoras em que as propostas são julgadas por um júri. O julgamento é pelo menor preço. O cadastro não é exigência do convite – pode ser cadastrado ou não.1 Pregão – Lei 10.

35. podendo se dar a qualquer tempo. (B) mero juízo de conveniência e oportunidade da Administração.com.8 Licitação deserta Ninguém aparece. por isso.com. devidamente comprovado.7 Exceções ao dever de licitar A regra é: onde há dinheiro público e vai contratar com terceiro. (C) prévia. integral e justa indenização.9 Licitação fracassada Nenhum dos licitantes é habilitado ou classificado. (D) razões de interesse público decorrentes de fato superveniente. Ganha o pregão quem oferece o menor proposta.sites. podendo.br | leonardosakaki@uol. Resposta: D http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. 3 (FGV – OAB 2010. 35. se dar por qualquer motivo e a qualquer tempo. tem que haver licitação.11 Revogação da licitação Deve haver fato superveniente.com/leonardosakaki | @leosak . pertinente e suficiente para justificar essa conduta.10 Anulação da licitação Ocorre por motivo de ilegalidade 35. 35.3) A revogação da licitação pressupõe (A) mero juízo de conveniência e oportunidade da Administração.uol. esses licitantes podem oferecer lances verbais sucessivamente mais baixos. Vão para a fase seguinte o autor da menor proposta junto com os autores de propostas até 10% acima da mais baixa. podendo ocorrer até antes da assinatura do contrato. 35. Na etapa final.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 57 (v) Adjudicação – atribuição jurídica do objeto ao vencedor Fases do pregão (i) Instrumento convocatório (ii) Classificação – julgamento das propostas (iii) Habilitação – análise de documentos – quem não preencher os requisitos é desabilitado (iv) Homologação – aprovar os procedimentos (v) Adjudicação – atribuição jurídica do objeto ao vencedor Os interessados comparecem a uma sessão pública e são abertas as propostas verificando qual a mais baixa.

13 da Lei de Licitações). celebra-o sob regime jurídico de direito público e com a presença de cláusulas exorbitantes (aquelas que conferem prerrogativas para o poder público em detrimento do particular). Há 3 casos. a) dispensável: a lei dispensou. pela lei de locações. 36 Contratos administrativos Conceito: é aquele. As hipóteses estão no art.666/93. trata-se de um rol exemplificativo: contratação de produtos com fornecedor ou revendedor exclusivo. É possível licitar.com. Observação: nem todos os contratos que a administração celebra são administrativos – exemplo: locação. Dispensa Art. tem discricionariedade se vai licitar ou não. existe competição. notónhum interessado). a administração pública. As hipóteses de inexigibilidade estão no art. Art. Há mais de 30 casos. pois a berdade de escolha.1 Contratação direta Casos excepcionais da contratação de um fornecedor sem licitação. http://leonardosakaki. 17 da Lei de Licitações – rol taxativo – normalmente fala-se de alienação de bens. pois existem contratos com a participação da administração e que não são contratos administrativos. objeto singular. natureza singular e prestado por um profissional de notória especialização. administração não tem opção. (i) inexigibilidade: contempla hipóteses em que a licitação é inviável jurídica ou faticamente. Dispensa ≠ inexigibilidade. O rol é exemplificativo. O rol é taxativo. (Dica de chute: chutar dispensa) Licitação é possível.11. pois se sujeitam ao direito civil – exemplo: locação de imóvel – regido pelo direito civil. mas a lei dispensou. Licitação é impossível por inviolabilidade de competição.Decisão pela contratação direta é vinculada. 25 da Lei de Licitações. Decisão pela contratação direta é discricionária – li.com. serviços técnicos profissionais especializados (art. mas o administrador. fornecedor exclusivo. É como se a lei proibisse. não há competição. 24 da Lei 8. 24 da Lei de Licitações – rol taxativo. ou seja. ria especialização. (ii) dispensa: contempla hipóteses em que a licitação é viável.666/93. porém a lei permite o administrador não licitar. Inexigibilidade Art. mas não obrigatória. Cuidado: a doutrina não aceita mais o critério subjetivo das partes contratantes. figurando como parte.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 58 35.br | 11 99610348 facebook.sites.uol. b) dispensada: o administrador não tem discricionariedade. pelo qual. Rol exemplificativo. Não há como licitar. Competição inviável. administração contrata direto.br | leonardosakaki@uol. contratação de artistas consagrados pela crítica. Rol taxativo. pois não há competição. se quiser. Exemplo: compra de objetos muito baratos (abaixo da Exemplo: artista consagrado pela crítica ou pela opinifaixa do convite) e licitação deserta (não aparece ne. é situação de emergência etc. pois o valor é baixo.ão pública. 25 da Lei 8. Atenção: a lei admite celebração de contrato administrativo verbal.com/leonardosakaki | @leosak .

Fato do príncipe. Cláusulas exorbitantes: regras que dão poderes especiais para a administração. http://leonardosakaki. imprevistos. Natureza de adesão.br | leonardosakaki@uol. interferências imprevistas (ocorrências materiais imprevisíveis. (ii) Não se aplica a cláusula da exceção do contrato não cumprido ou exceptio non adimpleti contractus: não sou obrigado a fazer a minha parte no contrato se você não fez a sua. 58 e 65)* Rescindir unilateralmente (arts. A administração pública não paga e a pessoa tem que continuar fornecendo. As cláusulas exorbitantes mais importantes estão no art. 58 da Lei de Licitações. 58.sites. São hipóteses: força maior (evento da natureza). Após 90 dias sem pagamento pode-se suspender o serviço. caso fortuito (evento humano).com. Equilíbrio econômico-financeiro: a remuneração do contratado será aumentada se o custo da execução encarecer por uma dessas razões: *Mutabilidade Álea administrativa: comporta 3 modalidades Alteração unilateral. ainda que não escritas (ver descrição abaixo) Rescisão unilateral do contrato: se o contrato for de concessão. amena.com/leonardosakaki | @leosak . não cogitadas pelas partes e que surgem de modo surpreendente onerando o contrato – exemplo: encontrar terreno rochoso no local da obra). Exceção: as regras de remuneração só mudam se o contratado concordar. Mutabilidade*: a administração pode alterar unilateralmente as regras do contrato. Fato da administração. essa rescisão unilateral denomina-se encampação/resgate – interesse público – implica na retomada do serviço – indenização prévia. imprevisíveis e estranho à vontade das partes que desequilibram o contrato. Não é possível alterar unilateralmente a equação econômico-financeira do contrato. Há quem diga que é aplicada de forma mitigada.br | 11 99610348 facebook. **Ocorre por motivos de interesse público ou por inadimplência do contratado. Verticalidade: a administração ocupa uma posição superior diante do contratado.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 59 Características: Finalidade pública. Neste caso a administração e o particular entrarão em acordo. Fiscalizar Alterar unilateralmente (arts. Álea econômica: é baseada na teoria da imprevisão e ocorre quando surgem fatos extraordinários.uol. (i) Cláusulas exorbitantes: são prerrogativas que a administração público tem. 78 e 79)** Aplicar sanções Ocupar bens *refere-se à alteração de cláusulas regulamentares ou serviços. valendo.

na forma do artigo 58. (B) da possibilidade do contratado (particular) alterar. causando desequilíbrio.sites. então. É previsão legal. Pago 1000 reais e você fornece 100 cadernos. de forma a atender aos seus próprios interesses em face das prerrogativas da Administração Pública. Não pode ser o equilíbrio violado. quer pela Administração Pública.uol. d) caso fortuito e força maior. Estou fazendo o hospital e descubro um lençol freático ou petróleo que atrapalha a execução do contrato. inciso I da Lei n.com. e o princípio da juridicidade.Consórcio http://leonardosakaki.666/93. Agora para comprar um saco gastaria R$100. Fui contratado pela administração para construir hospital. Fato geral não dirigido ao contrato. O particular pede revisão contratual. a fim de adequar o objeto do contrato às finalidades de interesse público. (iv) Teoria da imprevisão: são situações imprevisíveis que causam desequilíbrio contratual. 8. (C) do poder conferido à Administração Pública de alterar. Outro exemplo é a falta de licença ambiental da área em que será construído o hospital. desequilíbrio. no curso de sua execução. São situações imprevisíveis que causam problemas. Reajuste significa mera atualização monetária do contrato em decorrência dos efeitos da inflação. As obras começam dia 14 de junho. 17 (FGV – OAB 2010. a fim de adequar o objeto do contrato aos interesses do contratado (particular) em face das prerrogativas da Administração Pública. diz que quer 110. unilateralmente. Revisão consiste em reequilibrar economicamente o contrato em razão das áleas.666/93. (D) de não haver qualquer possibilidade de alteração do objeto do contrato administrativo. afetando o contrato. peço a revisão contratual: a) fato do príncipe: medidas de ordem geral não relacionadas com o contrato. Resposta: A . (v) Revisão e reajuste. tendo em vista o princípio da vinculação ao edital licitatório. algumas cláusulas do contrato. Administração contratou para construir o hospital. no curso de sua execução. b) fato da administração: medidas provocadas pela própria administração contratante e que desequilibram o contrato. mas que afeta a execução contratual. quer pelo contratado (particular). c) interferências ou sujeições imprevistas: descoberta de um óbice natural que atrapalha a execução do contrato. 8.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 60 (iii) Manutenção do equilíbrio financeiro-econômico em matéria de contratos administrativos.2) Uma das características dos contratos administrativos é a “instabilidade” quanto ao seu objeto que decorre (A) do poder conferido à Administração Pública de alterar. na forma do artigo 58. a qualquer tempo. A administração diz que não quero mais 100 cadernos. por isso. inciso I da Lei n. Omissão dirigida ao contrato. no curso de sua execução. unilateralmente. unilateralmente. respeitados os direitos do contratado. do qual aquele primeiro decorre.com/leonardosakaki | @leosak . devendo usar um cimento importado. do qual o contrato e seu objeto fazem parte integrante. Nesse dia vejo que a administração não desapropriou o terreno. Ação ou omissão dirigida ao contrato. Quando fizemos o contrato o saco custava US$10 ou R$10.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook. pois há necessidade da manutenção do equilíbrio financeiro-econômico.com. Digo que vou cobrar mais caro. mas que nele repercutem e provocam desequilíbrio econômico-financeiro. algumas cláusulas do contrato. Houve desvalorização da moeda. algumas cláusulas do contrato.

Encampação: fim antes do prazo por razões de interesse público.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 61 Contrato administrativo multilateral e de cooperação entre entidades federativas. Quando a administração for transferir o serviço ou obra pública para o particular. a prestação de serviços públicos.sites. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. § 3o A execução das atividades contratadas com terceiros pressupõe o cumprimento das normas regulamentares da modalidade do serviço concedido. não se estabelecendo qualquer relação jurídica entre os terceiros e o poder concedente. Incumbe ao Poder Público. 4 (FGV – OAB 2010.3) Sendo o contrato administrativo nulo. a concessionária poderá contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes. cabendo-lhe responder por todos os prejuízos causados ao poder concedente. 25 da lei diz que não afastará a sua responsabilidade. Art. obrigando o contratado a indenizar a Administração pelos danos por esta sofridos. acessórias ou complementares ao serviço concedido. (D) que essa nulidade só produzirá efeitos se o contrato for de valor superior a 100 (cem) salários mínimos. sempre através de licitação. por tudo o que este houver executado e por outros prejuízos comprovados. deverá abrir licitação para escolher a pessoa que reúna as melhores condições para executar.Extinção (art. Lei 8. apenas nexo causal.1. Se for de direito público chama-se associação pública. http://leonardosakaki. sem que a fiscalização exercida pelo órgão competente exclua ou atenue essa responsabilidade. 175. Incumbe à concessionária a execução do serviço concedido.uol.1 Permissão e concessões Instrumento através dos quais o poder público transfere a execução de serviços ou obras publicas para particulares. Resposta: B 36. A titularidade de um serviço ou uma obra pública pertence à administração e é intransferível.1 Contratos administrativos em espécie 36. Responderá de forma objetiva – independe da comprovação de culpa e dolo. o art. 35 e ss. A prestação de serviços públicos representa uma relação de consumo.br | 11 99610348 facebook. 25.br | leonardosakaki@uol.com. aos usuários ou a terceiros. bem como a implementação de projetos associados. § 1o Sem prejuízo da responsabilidade a que se refere este artigo. Art. é correto afirmar que (A) a declaração de nulidade não opera retroativamente. na forma da lei. respeitando o direito adquirido ao término do contrato.107. caso tenha o contratado iniciado sua execução.com.987) Termo: a concessão termina por força do prazo inicialmente previsto. § 2o Os contratos celebrados entre a concessionária e os terceiros a que se refere o parágrafo anterior reger-se-ão pelo direito privado. . caso o contratado tenha iniciado a sua execução. Observação: segundo a lei 11. Mesmo que o dano tenha ocorrido pela falha de fiscalização do poder público.com/leonardosakaki | @leosak . (C) a declaração não opera retroativamente. (B) seu reconhecimento não exonera a Administração do dever de indenizar o contratado de boa-fé. o consórcio pode resultar na criação de uma nova pessoa jurídica.

Exige lei específica. ou seja. ainda. quando assume a condição de permissionário ou concessionário.2 Concessão de serviço público – Lei 8. 36.987/95. rádios e TVs. Portanto será através da cobrança da tarifa que esses particulares recuperam investimentos feitos e. *Na rescisão.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 62 Caducidade: fim antes do prazo por descumprimento de obrigações pelo concessionário.3 Concessão de serviço precedida de obra http://leonardosakaki.br | leonardosakaki@uol. Rescisão: fim antes do prazo por descumprimento de obrigações pelo poder público – pelo poder concedente (não paga ou paga com atraso).com. só assume a execução do serviço ou da obra. o poder público. *Na encampação e caducidade. Há predomínio do interesse público. portos. Se durante a execução o particular não cumprir com as suas obrigações. As concessões regidas por esta lei recebem o nome de concessões comuns.br | 11 99610348 facebook. Licitação em qualquer modalidade.987/95 É o contrato pelo qual o Estado (poder concedente transfere a prestação de um serviço público a uma pessoa jurídica por prazo determinado. Exemplo: taxista. jornaleiro. Só beneficia pessoa jurídica.sites. Autorização Ato unilateral. Exige autorização legislativa.uol. via poder judiciário. Concessão comum A concessão comum é aquela que é regida pela lei 8. O particular. tem incidência sobre as 4 esferas de governo. Dentro deste conceito. Tem por objeto a execução de serviços ou obras públicas. garantir sua margem de lucro.com/leonardosakaki | @leosak .1. Exige concorrência. discricionário e precário. transporte aéreo de passageiros. Por ser uma norma geral. Para que um particular assuma execução de serviço ou obra pública tem que vislumbrar a obtenção de lucro.1. no extremo/limite a execução poderá ser retirada dele. Beneficia pessoa física ou pessoa jurídica. Lembrar que as concessionárias respondem sempre pela teoria objetiva perante usuários e terceiros. mediante licitação na modalidade concorrência e remuneração (tarifa) paga pelo usuário. somente. Pode ter prazo indeterminado. Exemplo: instalação de mesas e cadeiras de bar na calçada. rodovias. Exemplo: telefonia fixa. ela prevê como principal fonte de arrecadação para o concessionário ou permissionário a cobrança de tarifa dos usuários. Apresenta como principal fonte de execução a cobrança de tarifa dos usuários. Sempre por prazo determinado. quem promove é o particular. Estabelece normas gerais sobre concessões e permissões de serviços públicos. são feitas unilateralmente pelo poder público. Concessão Contrato bilateral. sendo fiscalizado pelo titular.987/95: disciplina concessões e permissões. feirante. Lei 8. Permissão Ato unilateral discricionário e precário (ato que pode ser revogado a qualquer tempo). 36. É outorgada predominantemente no interesse privado.

quando envolver. Foram criadas para novas possibilidades da execução de serviços e. O particular constrói a obra e depois cobra pela sua utilização. Contrato no qual a remuneração do parceiro privado será realizada por meio da cobrança de tarifas dos usuários do serviço público.079/94: lei que fixa normas gerais sobre PPPs. §2o Concessão administrativa é o contrato de prestação de serviços de que a Administração Pública seja a usuária direta ou indireta. municipal e distrital. Têm natureza jurídica de concessão. entre o particular (parceiro privado) e o Estado (parceiro público).000. ainda que envolva execução de obra ou fornecimento e instalação de bens. http://leonardosakaki. Art. §3o Não constitui parceria público-privada a concessão comum. II – cujo período de prestação do serviço seja inferior a 5 (cinco) anos. portanto. na modalidade patrocinada ou administrativa. (Ex: construção e manutenção de uma unidade prisional). de 13 de fevereiro de 1995.987. Lei 11. Trata-se de um simples contrato de prestação de serviços em que à medida que ele vai executando os serviços.com/leonardosakaki | @leosak .Concessão Administrativa: só incide sobre serviços.uol. o fornecimento e instalação de equipamentos ou a execução de obra pública. 36.666/93: lei geral sobre contratos editado pela União. 2o Parceria público-privada é o contrato administrativo de concessão.br | 11 99610348 facebook. §1o Concessão patrocinada é a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata a Lei no 8. ou III – que tenha como objeto único o fornecimento de mão de obra. recebe por isso. assim entendida a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata a Lei no 8.com. .987/95: lei sobre concessões. Lei 8.987. (Ex: construção e operação de uma rodovia). Competência da União para legislar sobre contratos é só para edição de normas gerais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 63 É usada quando o Estado não tem dinheiro para fazer uma obra. Contrato em que a Administração Pública é usuária direta ou indireta do serviço público. .br | leonardosakaki@uol. Como veio para fixar normas gerais. XXVII.00 (vinte milhões de reais). adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado. 22.4 Parceria Público Privada Em 2004 surgem as PPPs através da lei 11. complementada por uma contraprestação da Administração Pública. quando não envolver contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado.079. execução de obras públicas para particulares.com. a remuneração do parceiro privado se dá somente por meio de contraprestação paga por ela – não haverá cobrança de tarifa pelos usuários. esse detalhe não impediu que cada estado/município editasse suas próprias leis sobre PPPs. e. *prazo mínimo de 5 e máximo de 35 anos. Incide sobre as esferas federal. desde que respeitassem as normas gerais da lei 11. principalmente. Esta lei estabeleceu normas gerais sobre parcerias público privadas. de 13 de fevereiro de 1995. Lei 8. estadual.079/2004. Art.000. CF.1. §4o É vedada a celebração de contrato de parceria público-privada: I – cujo valor do contrato seja inferior a R$ 20. Um tipo de concessão com distribuição objetiva dos riscos.Concessão Patrocinada: objeto é a construção de obras públicas ou serviços.sites. Isso significa que cada Estado ou Municípios poderão editar uma legislação a esse respeito.

37 Bens públicos . (iii) inalienabilidade relativa – art. 17 da Lei de Licitações. que poderá ser de direito público ou de direito privado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 64 36. que houve alteração. 38 Agentes públicos . Não há concurso. A associação integra a administração indireta de todas as entidades consorciadas. Se for de direito público recebe o nome de associação pública.br | leonardosakaki@uol. 4 Mas pode usucapir. sobre precatórios. CC) (i) Bens de uso comum do povo: ruas.1. os bens dominicais são aqueles que pertencem ao patrimônio das pessoas de direito público como objeto de direito real ou pessoal.Espécies (art. CC. praças e mares. Fazem parte do chamado patrimônio público indisponível. cemitérios públicos e mercados municipais. Situação de calamidade pública e recenseadores do IBGE. mas o pessoal é selecionado por meio de processo seletivo simplificado. parcela da soberania. http://leonardosakaki.Conceito O que pertence à pessoa jurídica de direito público ou o que está afetado (=destinado) à prestação de serviço público. Segundo o art. CF.5 Consórcio público São contratos multilaterais de cooperação mútuas entre entidades federativas. 100. Temporário: para situações de excepcional interesse público. O projeto de lei dos consórcios previa responsabilidade solidária entre o consórcio e as entidades consorciadas. . mandatos fixos.Regime jurídico É caracterizado pela (i) imprescritibilidade absoluta (=não pode ser objeto de ação de usucapião4). Fazem parte do chamado patrimônio público indisponível. (ii) impenhorabilidade absoluta – ler art. (iii) Bens dominicais: são aqueles sem utilidade.br | 11 99610348 facebook. 99.com.Espécies Políticos: eleições.com. o processo seletivo simplificado é dispensado. Exceção: bens desafetados ou dominicais. Fazem parte do chamado patrimônio público disponível. .sites.uol. a responsabilidade passou a ser subsidiária. Para administrar o consórcio será criada uma nova pessoa jurídica. (ii) Bens de uso especial: são aqueles com destinação específica: prédios de repartição. Nos casos de calamidade pública.com/leonardosakaki | @leosak . 99. I. Com o veto presidencial desse dispositivo. Exemplo: terras devolutas e viaturas velhas da polícia.

tem período de experiência de 90 dias.com/leonardosakaki | @leosak . Porém. a perda da função pública. notários. 2 (FGV – OAB 2010. definitiva ou transitoriamente. tem múnus público. a indisponibilidade de bens e o ressarcimento ao erário. não tem cargo público. investidos em cargos efetivos após aprovação em concurso. Exoneráveis ad nutum (sem motivo). (B) os atos de improbidade administrativa importarão a cassação de direitos políticos. na forma e gradação previstas em lei.3) A respeito da disciplina constitucional da Administração Pública. (D) o direito de greve é assegurado ao servidor público civil. por meio de nomeação. Empregados públicos: atuam em pessoa jurídica de direito privado. tabeliães e registradores (concurso público. ocupantes de cargo efetivo. não se sujeitam a aposentadoria compulsória.com. devendo ser exercido nos termos e nos limites definidos em lei complementar. com a posse vem o estágio probatório de 3 anos. (C) delegatários de serviços públicos aprovados em concurso público. são empregos públicos. função pública. (ii) se houver preterição de ordem. é no prazo de validade do concurso. (B) agentes públicos vitalícios. Exemplo: requisitados de serviço (mesários e conscritos) e titulares de cartórios. Ser aprovado em concurso não gera direito à posse. (iii) se o candidato for chamado para apresentação de documentação. Servidores públicos estatutários: pessoa jurídica de direito público. ingressam por concurso público. ou seja. tem relação contratual com o Estado. (D) os notários e registradores são delegatários de serviços públicos. Resposta: C http://leonardosakaki. aos 70 anos).uol. é correto afirmar que os notários e registradores são (A) agentes públicos ocupantes de cargo efetivo e se aposentam aos 70 (setenta) anos de idade.sites. sob remuneração ou não. Assim. chefia e assessoramento. possuem cargos públicos. é correto afirmar que (A) as funções de confiança e os cargos em comissão se destinam apenas às atribuições de direção. mas admite-se a equiparação salarial entre carreiras públicas. Resposta: A .br | 11 99610348 facebook.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 65 Comissionados (cargos de confiança): são os ocupantes de cargos em comissão.com. Particulares em colaboração: exercem funções públicas (às vezes sem remuneração e em caráter temporário). mas não pertencem aos quadros permanentes da administração. Ingressam sem concurso. o direito à posse surge nos seguintes casos: (i) se o edital indica número de vagas – não é posse imediata. chamar uma pessoa quebrando a ordem de classificação.br | leonardosakaki@uol. regida pela CLT. sem prejuízo da ação penal cabível. ou seja. ingressam por concurso. do exercício de função ou atividade pública. (C) a vinculação de espécies remuneratórias no serviço público é vedada. 30 (FGV – OAB 2010. e não se aposentam compulsoriamente.3) São considerados agentes públicos todas as pessoas físicas incumbidas.Características Observação: O cargo pode ser perdido por redução de gastos.

com.sites. auxiliar de limpeza. Somente para funções de chefia.com/leonardosakaki | @leosak .Agentes putativos Também chamados de gestores de negócios públicos. . 18 (FGV – OAB 2010. . procede à nomeação e posse de 400 (quatrocentos) aprovados. categoria I.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 66 . Quais funções exigem aprovação em concurso? Concurso é necessário somente para provimento de cargos públicos e empregos públicos. Ao final do certame. pois investi dos irregularmente. São encontrados em empresas públicas e sociedades de economia mista. .br | leonardosakaki@uol. Exemplo: procurador.br | 11 99610348 facebook. direção e assessoramento. recenseadores do IBGE. Não precisam fazer concurso: a) contratados temporários: exemplo. c) ocupantes de cargos em comissão (comissionados): são os chamados "cargos de confiança". Exemplos: mesários. . (i) de provas: quando cargo não exige formação específica. A exigência de exame psicotécnico sempre depende de autorização legislativa. estes vinte agentes postulam a efetivação no cargo. A partir do fragmento acima. a consolidar a situação. b) agentes políticos (chefes do executivo e parlamentares): ingressam por eleição. São os celetistas. por exemplo) – quando exige uma formação específica. (A) Os referidos agentes têm razão. http://leonardosakaki. assinale a alternativa correta. Exemplo: quem presta socorro à parturiente. Exemplo: vigilante. Observação: não existe mais concurso só de títulos. Os vinte primeiros classificados são desviados de suas funções e passam a exercer as atividades de delegado. engenheiro do município.Empregados públicos Empregados públicos entram por concurso e tem vinculação trabalhista. Assumem espontaneamente uma tarefa pública. estão exercendo as suas atividades há mais de 4 (quatro) anos.uol.Tipos de concursos (i) de provas e títulos: tem nota da prova e nota de títulos (mestrados. Há o processo seletivo simplificado. Validade do concurso: até 2 anos (decisão discricionária) admitida 1 prorrogação por igual período (decisão vinculada).2) Determinada Administração Pública realiza concurso para preenchimento de cargos de detetive. Com o transcurso de 4 (quatro) anos.Particulares em colaboração Também chamados de agentes honoríficos. jurados etc.Concurso público Natureza jurídica: procedimento administrativo externo (envolve particulares) e concorrencial.com.

em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente foi investi do.3) Determinado servidor público foi acusado de ter recebido vantagens indevidas valendo-se de seu cargo público. é correto afirmar que a Administração Federal (A) agiu em desrespeito aos princípios da eficiência e da instrumentalidade. mesmo que a conduta praticada pelo servidor seja prevista como ilícito penal e ilícito administrativo. a Administração federal impôs. desde que não imponha pena grave. pois dependem do transcurso do prazo de 15 (quinze) anos para que possam ser ti dos como delegados. porém não podem ter alterado os ganhos vencimentais. é correto afirmar que (A) a decisão absolutória não influirá na decisão administrativa do processo administrativo disciplinar.2) Em determinado procedimento administrativo disciplinar.1 Ingresso Art. Resposta: B 38.com/leonardosakaki | @leosak . assim como aos estrangeiros. nos termos da Lei nº 8112/90 e da Lei 9784/98. (C) em nenhuma hipótese a decisão penal surtirá efeito na esfera administrativa. caso tenha sido aplicada. http://leonardosakaki. Ocorre que o servidor foi absolvido pelo Poder Judiciário em razão de ter ficado provada a inexistência do ato ilícito que lhe fora atribuído. no âmbito administrativo.uol. autorizativos da reforma em prejuízo do recorrente. (B) agiu em respeito aos princípios da legalidade e autotutela. sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento. ao servidor. Nessa situação.1. sendo denunciado à justiça criminal e instaurado.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 67 (B) É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se.br | 11 99610348 facebook.sites. Inconformado. após lhe conferir o direito de manifestação. trazendo equivocada reforma em prejuízo do recorrente. o servidor recorre.br | leonardosakaki@uol. (C) Não têm ainda o direito. pois afronta o princípio do concurso público. não podendo a administração pública punir o servidor pelo fato decidido na esfera penal. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. (D) a punição na instância administrativa nunca poderá ser anulada. Resposta: B 6 (FGV – OAB 2010. a pena de advertência. (B) haverá repercussão no âmbito do processo administrativo disciplinar. na forma da lei.com. CF – os cargos. pelo princípio da irredutibilidade. autorizativos da reforma em prejuízo do recorrente. a lhe impor a pena de demissão. trazendo equivocada reforma em prejuízo do recorrente. por usucapião. (C) não observou o princípio da dignidade da pessoa humana. I. Resposta: B 12 (FGV – OAB 2010. tendo em vista a comprovação de ato de improbidade. por serem independentes. processo administrativo disciplinar por ter infringindo seu estatuto funcional pela mesma conduta. vindo a Administração. sedimentado pelos anos. Com base no fragmento acima. (D) não observou o princípio do devido processo legal.1 Servidores públicos 38. 37. (D) É inconstitucional esta modalidade de provimento do cargo.

é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. Porém os 3 cargos vitalícios (magistrados. sem direito a indenização.sites. III. O resultado financeiro da acumulação não pode superar o teto na administração pública (salário dos ministros do STF).com/leonardosakaki | @leosak . CF) a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. exceto nas hipóteses constitucionalmente admitidas (rol taxativo). o servidor estável ficará em disponibilidade.mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. por igual período. Vitalício é um cargo mais difícil de ser perdido do que o estável. apenas. Exceções: Cargos em comissão: excepcionam a regra geral. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. quantos quiser. prorrogável uma vez. O servidor pode ter cargos privados. Art. Ninguém pode ter mais cargos acumulados. CF: o prazo de validade do concurso público será de até dois anos.mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável. O aprovado em concurso dentro do número de vagas previsto no edital tem direito subjetivo a nomeação. CF). reconduzido ao cargo de origem. cumular cargos públicos. 37. .em virtude de sentença judicial transitada em julgado. não é necessário concurso. 37.uol. Estágio probatório: período de experiência do servidor. não no cargo.br | leonardosakaki@uol. dentro do prazo de validade do concurso. aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. Estão sujeitos à aposentadoria compulsória do servidor.com. ser nomeado e tomar posse. II . até seu adequado aproveitamento em outro cargo. ou seja. Contratações por prazo determinado: (art. II.com. III . garantia no serviço. será ele reintegrado. Acumulação é permitida nos seguintes casos: http://leonardosakaki. Estágio probatório tem duração de 3 anos ou 36 meses. membros do MP e membros dos TC). § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: I . Acumulação é de dois cargos. que o estágio probatório é de 2 anos.br | 11 99610348 facebook. visto que é de livre nomeação (art. Em qualquer caso os horários têm que ser compatíveis. Perda do cargo pelo servidor estável: Art. 41. 37.Acumulação de cargos Em princípio. § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. 70 anos. e o eventual ocupante da vaga. assegurada ampla defesa. não pode. se houver compatibilidade de horários. mas não é para a vida toda. se estável. é proibida. na forma de lei complementar. § 4º Como condição para a aquisição da estabilidade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 68 Será mediante aprovação em concurso público. O servidor adquira estabilidade. IX. com remuneração proporcional ao tempo de serviço.

9°. Lei 8. Cargo técnico é aquele que exige formação superior específica (exemplo: engenheiro). Disciplinar: Sindicância ou processo disciplinar – com contraditório e ampla defesa. Art. está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações. ressarcimento integral do dano. mas não total. b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico. XVII . civis e administrativas previstas na legislação específica. excepcionalmente poderá ocorrer se a remuneração estiver sendo percebida de forma inconstitucional. perda da função pública. Hipóteses de improbidade: art. com profissões regulamentadas.a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias. pelo poder público. Direito de greve: permitido. (após contraditório e ampla defesa* e sentença transitada em julgado) *exceção: indisponibilidade de bens – medida cautelar utilizada quando se percebe que o réu está procurando dilapidar o seu patrimônio – só recai à parte do patrimônio que for suficiente para fazer frente aos valores que estão sendo cobrados.sites. Se o judiciário absolve o servidor. pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou http://leonardosakaki. fundações.com. que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente. ele só terá direito à reintegração se houve análise de mérito em que se concluiu ou pela inexistência do ilícito ou pela inexistência de autoria do servidor. c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. contratar sem concurso público). 9 (atos de enriquecimento ilícito). Independentemente das sanções penais.na hipótese do art. Ressarcimento de danos – se transmite aos herdeiros no limite da herança.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. suas subsidiárias. (v) promotor e professor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 69 (i) dois cargos de professor. de acordo com a gravidade do fato: I .br | leonardosakaki@uol. sociedades de economia mista. Dolo – intenção do servidor em praticar o ato. suspensão de direitos políticos. Improbidade administrativa: desonestidade administrativa. exceto.com. Condenação: perda da função.br | 11 99610348 facebook. Condenado na administração. empresas públicas. 37 XVI .uol. indisponibilidade dos bens e ressarcimento de danos causados no erário. e sociedades controladas. Redução da remuneração: em regra não se pode cogitar de redução na remuneração dos servidores.429/92. perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio. observado em qualquer caso o disposto no inciso XI.com/leonardosakaki | @leosak . (vi) vereador e outro cargo. Art. (iii) um cargo técnico e outro de professor. quando houver. direta ou indiretamente. 12. a) a de dois cargos de professor. quando houver compatibilidade de horários. 10 (atos de danos ao erário – vender bem público abaixo do valor de mercado) e 11 (atos que agridem os princípios da administração pública – fornecer informações privilegiada a terceiros. (ii) dois cargos ou empregos de profissionais de saúde. (iv) juiz e professor. suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos.

perda da função pública. 10 Art.9784/99) Princípios: Motivação Razoabilidade Supremacia do interesse público sobre o particular Direitos dos administrados: Publicidade Defesa por um advogado – a falta de defesa técnica produzida por um advogado em processo disciplinar não leva a sua anulação. se concorrer esta circunstância. direta ou indiretamente.br | 11 99610348 facebook. ressarcimento integral do dano. perda da função pública. 9 Art.sites. http://leonardosakaki. pelo prazo de dez anos.na hipótese do art. Parágrafo único. direta ou indiretamente.Multa tos políticos 8 a 10 anos Até 3x o enriquecimento experimentado.uol. ressarcimento integral do dano. assim como o proveito patrimonial obtido pelo agente. particular (que contribuiu para que o ato ocorresse ou dele tenha se beneficiado) 38. 10.com. III . 11 Suspensão de direi. perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio. suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos. ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. Instrução: Terá direito de produção de provas. suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos. pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. 11. 5 a 8 anos Até 2x o dano causado 3 a 5 anos Até 100x o valor da remuneração do agente. direta ou indiretamente.na hipótese do art. ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. Art.com. pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. se houver.2 Processo administrativo na área federal (Lei 8. Início do processo: De ofício pela administração ou à pedido de terceiros.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 70 receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. pelo prazo de cinco anos. II . ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. pelo prazo de três anos. Prazo para contratar ou dela receber qualquer tipo de benefício 10 anos 5 anos 3 anos Destinatários: Agentes públicos (todas as pessoas da administração pública). Na fixação das penas previstas nesta lei o juiz levará em conta a extensão do dano causado.com/leonardosakaki | @leosak .

não mensuráveis. presta-os diretamente ou permite que sejam prestados por terceiros. vale para todos. Reformatio in pejus. Exemplo: regras municipais sobre construção e vigilância sanitária. É geral.com.1 Classificação Serviços públicos propriamente ditos: são aqueles prestados diretamente pela administração por reconhecer a sua essencialidade. Atinge bem determinado. São mensuráveis. divisíveis. CTN. Poder de polícia ou limitações administrativas Limita liberdade e propriedade. Apresenta-se para o particular como obrigações de não fazer.com. 40. Recurso: Prazo de 10 dias contados da ciência da decisão. Só se houver fato novo ou por força da inadequação da pena inicialmente aplicada. Previsão expressa no art.br | leonardosakaki@uol.2 Formas http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak . 78.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 71 Encerrada esta fase. São indivisíveis. Pode indenizar.br | 11 99610348 facebook. Serviços gerais ou uti universi: são aqueles que são prestados sem ter usuários determinados. Produz o dever de tolerar.sites. 40. reconhecendo a sua conveniência. 40 Serviço público Serviço público é todo aquele prestado pela administração pública ou por seus delegados para satisfazer necessidades essenciais da coletividade ou simples conveniências do Estado. Indelegável a particulares. Exemplo: placa com nome da rua na fachada do imóvel e o tombamento – tem finalidade de preservação. Serviços individuais ou uti singuli: são aqueles prestados com usuários determinados. telefonia. É possível. Exemplo: energia elétrica. Não indeniza.uol. segurança pública. São privativos do poder público. gás. 39 Poder de polícia e servidão administrativa Servidão administrativa Limita só a propriedade. Serviço de utilidade pública: são aqueles em que a administração pública. há o dever de decidir da administração – 30 dias após o término da instrução. Exemplo: defesa nacional.

porém distribuídos dentro dos vários órgãos da administração. 182 e 183. Os consórcios estão sujeitos à fiscalização do TC. Antes da celebração do contrato há a necessidade do protocolo de intenções para viabilizar o consórcio. 241 e Lei 11.br | leonardosakaki@uol. CF http://leonardosakaki. neste caso assumem a forma de associação civil.3 Meios Serviços concedidos: são aqueles que o particular presta em seu próprio nome por sua própria conta e risco sendo remunerado pela tarifa paga pelo usuário. discricionária e precária. superintendências. Serviços autorizados: são prestados pelo particular e estabelecidos de forma unilateral. subprefeituras. Exemplo: táxi.987/95).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 72 Serviços centralizados: é aquele prestado pela administração pública direta ou centralizada. Serviços descentralizados: é aquele em que o poder público transfere a sua titularidade (por meio de outorga às entidades da administração indireta – por meio de lei) ou simplesmente a sua execução (delegação – particulares – por meio de contrato ou termo). São celebrados por meio de termo para atender necessidades urgentes e transitórias. Lei 8. 40.uol. ou como pessoas jurídicas de direito privado.com.com. Em regra necessitam de licitação. discricionária e precária. segurança particular. 41 Estatuto da cidade – Lei 10. Trata-se de técnica administrativa para facilitar a prestação do serviço público.257/04 Regulamenta os arts. despachantes. 40. o que existe é a distribuição de competências dentro dos órgãos. São em geral serviços de utilidade pública. Os consórcios podem ser contratados por dispensa de licitação. 40. neste caso integram a administração indireta.br | 11 99610348 facebook. Os consórcios celebram 2 tipos de contratos: contrato de rateio (divisão das despesas) e o contrato de programa (estabelece as obrigações dos entes consorciados). 6) estabelece que os consórcios possam ser constituídos como pessoas jurídicas de direito público.com/leonardosakaki | @leosak .107/05. Serviços desconcentrados: são aqueles executados centralizadamente. São fixados de forma unilateral. Consórcio público: são acordos entre entidades sempre da mesma espécie para realização de objetivos d e interesses comuns dos partícipes. São celebradas por meio de contrato de adesão (art. Exemplo: ministérios. A lei (art.4 Convênios e consórcios públicos Art. secretarias. Não são criadas novas entidades. (concessão será por meio de contrato) Serviços permitidos: são aqueles prestados por particular nos quais a administração estabelece requisitos para a sua prestação. Convênio: são acordos firmados por entidades públicas de qualquer espécie ou entre estas e organizações particulares para realização de interesses comuns dos partícipes.sites.

por motivo de interesse público. (B) Poderá retomar o serviço. outorga onerosa do direito de construir (solo ocupado). uma vez que a empresa concessionária. e a Lei 8. (iii) Alternativa mais correta normalmente é aquela em que a administração pública não se dá bem. desapropriação com títulos. o Poder concedente.2) Uma determinada empresa concessionária transfere o seu controle acionário para uma outra empresa privada.com. Ver art.sites. sem notificar. de idoneidade financeira e regularidade jurídica por esta nova empresa.com. (C) Poderá o Poder concedente anular o contrato de concessão. (vi) Ver: intervenção do Estado na propriedade: por descumprimento da função social da propriedade urbana e rural – para reforma agrária. 37.br | leonardosakaki@uol. parte no contrato de concessão. 186. Resposta: A http://leonardosakaki. Assinale a alternativa que indique a medida que o Poder concedente poderá tomar. através da encampação. previamente.987/95 diferenças entre concessão. 182. autorizada por lei específica.112/90. insusceptível de convalidação. apesar da alteração societária. imperativa etc. permissão e autorização 20 (FGV – OAB 2010.br | 11 99610348 facebook. direito de preempção (aquele que confere ao poder público municipal preferência para aquisição de imóveis objeto de uma alienação onerosa entre particulares). DICAS GERAIS (i) A administração trabalha com prerrogativas e sujeições. não desnatura o caráter intuitu personae do contrato de concessão. tem a obrigação de. (ii) Lei e interesse público são termos muito presentes no direito administrativo. (v) Ver: poder de polícia. (viii) Ver: lei 8. 4º da lei traça os instrumentos da política urbana.com/leonardosakaki | @leosak . (A) Poderá o Poder concedente declarar a caducidade da concessão. CF. É mais prejudicial à administração pública. tendo em vista o caráter intuitu personae do contrato de concessão. após prévio pagamento da indenização.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 73 O art. pelo plano diretor. é vinculado no caso de licença para construir. Ver art. CF. Ao mesmo tempo em que quem pode. Sujeições: licitações etc. uma vez que a transferência acionária da empresa concessionária sem a notificação prévia ao Poder concedente gera irregularidade. que em regra é discricionário. dentre eles destacam-se o IPTU progressivo. através de decisão administrativa. se não restarem atendidas as mesmas exigências técnicas. (vii) Ver: Agentes Públicos é o art. (iv) Pode haver casos em que eu tenha que ver a prova menos errada ou a mais correta. CF. Prerrogativa: prazo maior.uol. (D) Nada poderá fazer o Poder concedente.

sites. 5°. 80 ao 87. e suspensão de segurança).868/99. XVII). Resposta: C 35 (FGV – OAB 2010.CF: arts. Convenções da OIT). Resposta: C 31 (FGV – OAB 2010. agravo de instrumento. Convenção Americana. A respeito desse direito fundamental. 34 ao 36. 5. 5.uol. o Congresso Nacional aprovou por Decreto Legislativo a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Ordenamento jurídico brasileiro é a somatória: da CF/88 + Decreto 6.com. da Constituição. 93 ao 95. 14 ao 17.br | 11 99610348 facebook. 21 ao 24. 60 ao 69. (D) lei complementar. 97.949/09 (tratado de proteção às pessoas portadoras de deficiência – convenção da ONU que foi votada nos termos do art. apelação.343 – prisão civil) normas supralegais – acima das leis. . dos demais TIDHs – STF (RE 466. 102 ao 105 e 109.Leis: 9. 43 Constituição Federal 1988 É a lei fundamental e o limite de poder dentro de um Estado. § 3º.br | leonardosakaki@uol.882/99. (Estatuto de Roma.com. (D) contratação por tempo determinado na administração pública. 50 ao 58.EC 45 e 54 .com/leonardosakaki | @leosak . *Atenção: um TIDH pode ser equivalente a uma emenda constitucional. 12. 15 (FGV – OAB 2011. 9.016/09 (atentar: liminar. §3*). (C) emenda constitucional. (C) finanças públicas. sendo sua hierarquia normativa de (A) status supralegal.949 é equivalente a uma EC. (B) as formas de participação do usuário na administração pública.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 74 DIREITO CONSTITUCIONAL 42 Dicas de leitura . detalhar direitos. mas abaixo da CF. (B) lei federal ordinária. pode ser parâmetro para o controle de constitucionalidade.3) A Constituição garante a plena liberdade de associação para fins lícitos. Normas infraconstitucionais: normas que estão abaixo da CF – visam regulamentar direitos. Se o Decreto 6. vedada a de caráter paramilitar (art. é correto afirmar que a criação de uma associação http://leonardosakaki. Ordenamento jurídico: é a somatória das normas que existem em um Estado.3) A Constituição da República de 1988 reclama lei complementar para dispor sobre (A) o estatuto jurídico das empresas públicas e sociedades de economia mista.1) Em 2010. Essa convenção já foi aprovada na forma do artigo 5º.

(B) os estrangeiros. É grande. mas pode ter suas atividades suspensas por decisão administrativa. em ambos. Resposta: D 36 (FGV – OAB 2010. Escrita e elaborada por um órgão constituinte. contém normas materialmente e formalmente constitucionais. CF. 45 Fenômenos ou teorias que surgem com uma nova Constituição Federal Regra: a nova Constituição revoga a Constituição anterior. é popular/democrática. é dogmática.com/leonardosakaki | @leosak . Atenção: o STF não admite a inconstitucionalidade superveniente de ato normativo produzido antes da nova Constituição perante o novo modelo – neste caso. difícil de ser modificada. (B) não depende de autorização do poder público. pois contém as cláusulas pétreas.com. três quintos dos votos dos respectivos membros. Quanto à extensão. Quanto à origem. considerando-se aprovada se obtiver.uol. (C) somente os estrangeiros e os analfabetos. em dois turnos. Fenômenos: (i) recepção: a nova Constituição recepciona normas infraconstitucionais que foram feitas de acordo com constituições anteriores. há compatibilidade e recepção ou revogação por incompatibilida- http://leonardosakaki. Observação: Brasil é um país laico – art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 75 (A) depende de autorização do poder público e pode ter suas atividades suspensas por decisão administrativa. 60. Exemplo: o Código Penal e o Código de Processo Penal são decretos-leis.3) De acordo com a Constituição da República. Quanto à elaboração. 60. I. sistematizando os dogmas ou as ideias fundamentais da teoria política e do direito dominante naquele momento. Cuidado: normas infraconstitucionais antigas podem contrariar formalmente. Feita por um órgão constituinte e contida em um documento único e solene.sites. mas foram recepcionadas como leis ordinárias. Art.br | 11 99610348 facebook. é analítica/prolixa. os analfabetos e os conscritos. desde que não contrariem materialmente a nova Constituição. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: § 2 . Promulgada. são inalistáveis e inelegíveis (A) somente os analfabetos e os conscritos. mas só pode ter suas atividades suspensas por decisão judicial. (D) não depende de autorização do poder público. (D) somente os estrangeiros e os conscritos.A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. §2. mas só pode ter suas atividades suspensas por decisão judicial transitada em julgado. (⅗ em 2 turnos nas 2 casas do Congresso Nacional) Para alguns autores a nossa CF é super-rígida.com. é escrita. (C) depende de autorização do poder público.br | leonardosakaki@uol. Quanto à estabilidade é rígida. 19. Não pode ter uma religião oficial. Resposta: D 44 Classificação doutrinária da Constituição Federal Quanto à forma. Art.

CF. Exemplo: pode aposentar o cliente. Autor: art. §2. Somente no Supremo Tribunal Federal. Exemplo: art. 46 Aplicabilidade das normas constitucionais Todas as normas constitucionais tem eficácia no plano abstrato.br | 11 99610348 facebook. Exemplo: art. 5. CF. 103. http://leonardosakaki. independentemente de legislação infraconstitucional. Para buscar a regulamentação posso buscar o mandado de injunção e Adin por omissão.Contida (redutível ou restringível): não depende de regulamentação.br | leonardosakaki@uol. não decorre de regulamentação. Efeitos: art. Qualquer pessoa pode ser autor.uol. ou seja.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 76 de matéria – princípio da contemporaneidade (uma lei é constitucional perante o paradigma de confronto em relação ao qual ela foi produzida). Eficácia limitada é uma norma da CF que depende de lei. em virtude de autorização constitucional.Limitada: depende de regulamentação.sites. (ii) Adin Controle concentrado.com. direta.com. CF. Cuidado: art. integral. 37. (ii) desconstitucionalização: rebaixamento – a nova Constituição pega a anterior e transforma em infraconstitucional (lei ordinária). . Exemplo: art. Norma constitucional eficaz: . Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça. (i) Mandado de injunção Controle difuso. CF. Tem efeitos concretos = resolve o caso do cliente. VII.Plena: são normas de aplicabilidade imediata. 12-H da Lei 9. Norma constitucional eficácia limitada não regulamentada é inconstitucionalidade por omissão. 13. de uma lei. Existe repristinação no plano infraconstitucional – exemplos: lei revogadora expressamente revoga lei revogadora e revigora a primeira lei revogada – o STF declara em ADIN uma lei revogadora inconstitucional. (iii) repristinação: a nova Constituição revalida a legislação infraconstitucional revogada pela Constituição que a antecedeu. 103.com/leonardosakaki | @leosak . XIII e LXVII. mas podem ter reduzido o seu alcance pela atividade do legislador ordinário.868/99. O legislador ordinário (Congresso Nacional) pode reduzir. .

A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. ilimitado. Ao fazer uma nova Constituição. manifestando-se.A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal. http://leonardosakaki. três quintos dos votos dos respectivos membros.com. considerando-se aprovada se obtiver. de segundo grau. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I . § 4º . 60. § 2º . pela maioria relativa de seus membros. Art. Observação: limite ao poder constituinte originário – é vedação ao retrocesso.uol.de mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação. não posso ampliar. II . devem-se respeitar os direitos previstos em tratados internacionais sobre direitos humanos. art. soberano. absoluto.do Presidente da República.Autorização para que os inte derivado entes federativos façam decorrente suas normas fundamentais. CF – EC é único meio de mudança da CF. § 1º . Poder constituinte originário. Definição Poder para criar uma constituição para um Estado.a forma federativa de Estado. 3 do ADCT – trata de emendas constitucionais de revisão – são apenas 6 EC de Revisão.com. 47.1 Mudança da constituição – art. podendo ser a primeira ou uma nova. não posso tirar direitos. III . Poder constitu. incondicionado. § 3º . no mínimo. 29 (municípios) – cada município faz a sua própria lei orgânica respeitando CF e a Constituição Estadual –. e art. de estado de defesa ou de estado de sítio. com o respectivo número de ordem. 32 (Distrito Federal) lei orgânica respeitando CF. Art. Também denominado de poder secundário federativo.Poder para modificar a inte derivado constituição. Cuidado: limitações às mudanças. 25 (estados membros) – lei orgânica –.com/leonardosakaki | @leosak . Dica: Brasil (OEA e ONU). independente etc. de revisão ou de emendabilidade Poder constitu. dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal.A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. 60. de primeiro grau. em dois turnos.br | 11 99610348 facebook.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 77 47 Poder constituinte Poder constituinte é o poder de elaborar uma Constituição. genuíno ou primário Características Inicial. CF Art.sites. de reforma ou reformador. ou efeito cliquet – só aumento direitos.Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I .br | leonardosakaki@uol. cada uma delas. 60. em ambos. O povo (conjunto de eleitores – titular do poder constituinte originário) elege a assembleia nacional constituinte (exercente do poder constituinte originário) para fazer a constituição. Constitucional é lei fundamental e limite de poder dentro de um Estado. Art.de um terço.

os direitos e garantias individuais. secreto. 48 Controle de constitucionalidade http://leonardosakaki. 60. 2 vices e 4 secretários.com/leonardosakaki | @leosak . III .uol. 60.sites.br | 11 99610348 facebook. não encontra limites. §2) ⅗ (=maioria qualificada) em 2 turnos nas 2 casas do Congresso Nacional. Cada mesa tem 1 presidente. § 4º .a separação dos Poderes. I. como se sabe. §5) – se PEC foi prejudicada/rejeitada em uma sessão legislativa. e art. Após a promulgação. Observação: EC não tem sanção nem veto. §3) Mesa da Câmara dos Deputados e mesa do Senado Federal com o respectivo número de ordem.com. secreto.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 78 II . IV . Votação da proposta de emenda constitucional (art. que. 60. 142 – Forças armadas instituições permanentes. I ao III. CF) ⅓ da Câmara de Deputados (171) ou ⅓ do Senado Federal (27).dez).fev a 22. 47. art. 60. IV . tem que ser reapresentada em nova sessão legislativa (uma sessão legislativa vai de 2.a separação dos Poderes.o voto direto. 60. universal e periódico. universal e periódico. III . de estado de defesa ou de estado de sítio.br | leonardosakaki@uol. Cláusulas pétreas só poderão ser retiradas da CF se houver nova assembleia nacional constituinte. (ii) limitação temporal para a reapresentação da Proposta de Emenda Constitucional (art.A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. §4 – cláusulas pétreas expressas/explícitas): partes da CF não podem ser modificadas por EC para abolir direitos. Presidente da república. Promulgação da EC (art. a EC é publicada. § 5º . Exemplo: art. §1) – em determinadas circunstancias a CF não poderá ser emendada – A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal. Cláusulas pétreas implícitas: dizem respeito ao contexto da norma.a forma federativa de Estado.Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I . III. 60.2 Limitações às mudanças (i) limitações circunstanciais (art..o voto direto. 127 – Ministério Público instituição permanente. II. A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. II .com. Iniciativa da PEC (art.os direitos e garantias individuais. Mais da metade das Assembleias Legislativas (pelo menos 14 assembleias). (iii) limitações materiais ou cláusulas pétreas (art. 60.

Constituição Estadual. O que prevalece é a Constituição Federal. prevalece sempre o texto da CF.sites.uol. tenha declarado a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo. O ordenamento jurídico é a soma entre a Constituição Federal e as normas infraconstitucionais. Exemplo: prisão civil – Pacto de San José da Costa Rica. Observação: ver Súmula Vinculante 25. a) Fundamentos (i) Princípio da supremacia da CF: havendo um conflito de normas infraconstitucionais e a Constituição Federal. Cuidado: se na questão for feita a menção de direitos humanos. no sistema de controle de constitucionalidade brasileiro. Não há o que se falar em inconstitucionalidade se houver contrariedade à Lei Orgânica de um Município. poderá prevalecer as normas de um tratado internacional de direitos humanos. 60. 02 (FGV – OAB 2010. em decisão definitiva. Art.com.com. Resposta: A 49 Inconstitucionalidade Contrariedade à Constituição Federal. Norma estrangeira prevaleceu à Constituição Federal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 79 É a verificação da compatibilidade vertical que necessariamente deve haver entre a Constituição e as normas infraconstitucionais a ela subordinadas. CF – constitucionalização dos Tratados Internacionais dos Direitos Humanos (TIDH). (D) a competência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar toda e qualquer ação que pretenda invalidar lei ou ato normativo do Poder Público pode ser delegada a qualquer tribunal. (B) a parte legitimamente interessada pode recorrer ao respectivo Tribunal Pleno das decisões dos órgãos fracionários dos Tribunais Federais ou Estaduais que. A Constituição Estadual ou a Lei Orgânica do Distrito Federal também pode ser tomada como parâmetro. §2. significa que: (A) somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. §3. (C) somente nas sessões plenárias de julgamento dos Tribunais Superiores é que a matéria relativa a eventual inconstitucionalidade da lei ou ato normativo pode ser decidida. Lei Orgânica do Município: há controle de legalidade quando comparamos uma lei municipal com a Lei Orgânica do Município. http://leonardosakaki. Lei Orgânica do Distrito Federal ou Lei Orgânica do Município.br | 11 99610348 facebook. condicionada a delegação a que a decisão seja proferida por este órgão jurisdicional delegado em sessão plenária. 5.2) A obrigatoriedade ou necessidade de deliberação plenária dos tribunais. (ii) Rigidez da CF: art. CF (⅗ em 2 turnos nas 2 casas do Congresso Nacional).com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol.

desde que a Constituição do Estadomembro não reserve à Chefia do Poder Executivo a iniciativa de leis que disponham sobre aumento de remuneração de servidores públicos estaduais.2) Declarando o Supremo Tribunal Federal. 61. uma vez que os projetos de lei de iniciativa dos Deputados Estaduais não se submetem à sanção do Governador do Estado. 60. A referida lei é (A) compatível com a Constituição da República. . uma vez que são de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre aumento de remuneração de servidores públicos da administração direta e autárquica estadual. expedir atos para o cumprimento da decisão pelos membros do Ministério Público Federal e dos Estados.com.por ação material: norma infraconstitucional ou ato jurídico contrariando direito da CF. Cuidado: para buscar a regulamentação é possível a utilização – mandado de injunção (remédio constitucional – controle difuso) ou Adin por omissão (ação do controle concentrado de constitucionalidade).br | 11 99610348 facebook. ou seja.com/leonardosakaki | @leosak . 60. (C) inconstitucional. (ii) contrariedade do sistema de aprovação: art. CF). Cuidado: dependendo do caso concreto. 69 – lei complementar é aprovada por maioria absoluta. Resposta: D b) Por omissão: há uma norma constitucional de eficácia limitada que não foi regulamentada. incidentalmente. em que pese o vício de iniciativa.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 80 a) Por ação: foi feita uma norma infraconstitucional ou um ato jurídico contrariando a CF. CF. violando o art.uol. É a adoção de atos jurídicos que violem as cláusulas pétreas ou direitos materiais constitucionais. §2 . porém não é possível exercê-lo em virtude de ausência de regulamentação.por ação formal: houve violação de um procedimento da CF. A nulidade pode ser total ou parcial a depender do caso. (D) inconstitucional. pois a sanção do Governador do Estado ao projeto de lei teve o condão de sanar o defeito de iniciativa. (B) constitucional. §4. http://leonardosakaki. existe um direito assegurado na Constituição. Exemplos: (i) contrariedade da iniciativa (quem pode apresentar projeto. como chefe do Ministério Público da União. a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal em face da Constituição do Brasil. Exemplo: EC instituindo prisão perpétua.com. por exemplo) (art. não posso usar outra espécie normativa.3) Projeto de lei estadual de iniciativa parlamentar concede aumento de remuneração a servidores públicos estaduais da área da saúde e vem a ser convertido em lei após a sanção do Governador do Estado. pode haver nulidade total (uma lei que possui só um artigo que é inconstitucional) ou parcial (apenas um artigo de uma lei que possui vários artigos). ou seja. Observação: inconstitucionalidade formal acarreta nulidade total.br | leonardosakaki@uol. (iii) violação da espécie normativa.PEC aprovada por ⅗ em 2 turnos nas 2 casas do Congresso Nacional. Se a CF determina mediante lei complementar. §1. caberá (A) ao Procurador-Geral da República. Cuidado: a inconstitucionalidade formal gera nulidade total. art. . sob pena de ofensa à separação de poderes. 10 (FGV – OAB 2010.sites. 34 (FGV – OAB 2010.

Poder legislativo – através da comissão de constituição e justiça. STF Dar ciência ou fazer em 30 dias Cuidado: art. posterior.com. Adin por omissão Concentrado. mas para tanto deverá ser acionado – projeto de lei federal inconstitucional que viola o processo legislativo – inconstitucionalidade formal – só deputado federal ou senador – mandado de segurança no STF. a posteriori.com/leonardosakaki | @leosak . Cuidado: não existe proibição para que o poder judiciário realize o controle preventivo. Lei 9. Remédio constitucional. (C) ao Senado Federal suspender a execução da lei.uol. b) Controle repressivo. STF/STJ Efeito concreto – resolve o caso do seu cliente. Exemplo: meu cliente vai conseguir se aposentar. o controle é feito sobre o projeto de lei. priorístico Ocorre antes que o ato (particularmente a lei) se aperfeiçoe. de regra.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 81 (B) ao Presidente da República editar decreto para tornar inválida a lei no âmbito da administração pública. 50 Controle de constitucionalidade a) Preventivo. desde que a decisão do Supremo Tribunal Federal seja definitiva. 12-H.868/99 – ampliação do prazo de 30 dias por um prazo razoável a critério do STF. CF. Resposta: C . 103. conforme o caso.br | leonardosakaki@uol. total ou parcialmente. sucessivo Controle exercido sobre a lei ou ato normativo. já existente no ordenamento jurídico. Feito sobre um projeto de lei Poder executivo – veto por inconstitucionalidade (=veto jurídico). Art. (D) ao Advogado-Geral da União interpor o recurso cabível para impedir que a União seja compelida a cumprir a referida decisão. Ação.br | 11 99610348 facebook. ou seja.sites.com. a priori.Mandado de Injunção x Adin por omissão Mandado de Injunção Difuso. Autor: qualquer pessoa. Poder judiciário faz o controle: http://leonardosakaki.

inclusive Supremo Tribunal Federal. Justiça. recurso extraordinário. Qualquer magistrado competente trabalhista.882/99). Se for algo contrário à constituição estadual. em regra. 52. será o Tribunal de Justiça do Distrito Federal. assinale a afirmativa correta. CF.2) Sobre o instrumento jurídico denominado Medida Provisória que não é lei. Cuidado: ampliação dos efeitos entre as parte erga omnes (=contra todos) só é possível com uma resolução do Senado nos termos do art. Efeito entre as partes. Concentrado Lei em tese (abstrato). tem como consequência apenas o sobrestamento da deliberação dos projetos de emenda à Constituição. Observação: art. Cuidado: o poder legislativo pode realizar o controle repressivo nas seguintes situações: a câmara dos deputados ou o senado federal podem rejeitar a medida provisória (art. salvo a Adin interventiva federal (só o procurador geral da república). inclusive mo Tribunal Federal. que só o PGR pode entrar. Art. em caráter expresso. Exemplos: habeas corpus. ministro. de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal. 52. 103. Efeitos entre as partes. Foro: algo contrário à Constituição Federal. Efeitos erga omnes e vinculante. 09 (FGV – OAB 2010. (ii) controle concentrado: o autor. ambas por igual período. X.sites. X.com. Difuso Caso concreto.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 82 (i) controle difuso ou incidental (dentro de um processo): o autor pode ser qualquer pessoa.com. mandado de injunção.br | leonardosakaki@uol. mas tem força de lei. pelo Senado Federal. (arts. (C) A não apreciação pela Câmara dos Deputados e.com/leonardosakaki | @leosak . vedada será sua reedição na mesma sessão legislativa. Tribunal de Justiça. 62 §5).868/99 e 9. é o Tribunal de o Supremo Tribunal Federal. Lei 9. 97. Se for contrário à Lei Orgânica do Distrito Federal. no todo ou em parte. http://leonardosakaki. Quando estadual. Regra: art. juiz federal. são as pessoas do art. 103.suspender a execução. O congresso nacional pode sustar os atos do presidente da república que exorbitem o poder regulamentar – art.Efeito erga omnes e vinculante. no prazo de 45 dias contados da publicação. V. 102 a 105 da CF. Autor: qualquer pessoa.br | 11 99610348 facebook. juiz estadual. resolução do senado que suspende a execução no todo ou em parte lei declarada inconstitucional pelo STF em controle difuso de constitucionalidade – Recurso Extraordinário. foro é o Suprebargador.Algo contrário à Constituição Federal. CF. podendo a medida ser prorrogada apenas duas vezes. 52. desem. (A) A sua eficácia dura sessenta dias contados da publicação. Inclusive o Supremo Tribunal Federal pode fazer o controle difuso. perante qualquer magistrado competente para a causa. ção dos efeitos – erga omnes. CF. Compete privativamente ao Senado Federal: X .uol. for rejeitada pelo Congresso Nacional. após. mandado de segurança. salvo Adin Interventiva Federal. amplia. (B) Se a Medida Provisória perder eficácia por decurso de prazo ou. 49. Supremo Tribunal Federal.

com. V.O Procurador-Geral da República deverá ser previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal.com/leonardosakaki | @leosak . será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e. VIII . (C) Normas gerais de licitações e contratos administrativos. de norma legal ou ato normativo. em se tratando de órgão administrativo. CF) banir do ordenamento jurídico a lei ou o ato normativo estadual ou federal em tese atingidos pelo vício da inconstitucionalidade. citará. Quorum de aprovação: maioria absoluta.3) Assinale a alternativa que contemple matéria para cuja disciplina é vedada a edição de medida provisória. Resposta: B 32 (FGV – OAB 2010. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade: I . a.com.partido político com representação no Congresso Nacional.confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. o Advogado-Geral da União. para fazê-lo em trinta dias. Efeitos: erga omnes (contra todos). Resposta: D Cuidado: haverá a ampliação dos efeitos de entre as partes para a erga omnes.br | 11 99610348 facebook.uol. vinculante e ex tunc. http://leonardosakaki.o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 83 (D) A edição de Medida Provisória torna prejudicado o projeto de lei que disciplina o mesmo assunto e que. se tiver conteúdo estadual. (D) Partidos políticos e direito eleitoral. Municipal não pode. previamente. ou seja. a par de já aprovado pelo Congresso Nacional. que defenderá o ato ou texto impugnado. I. CF Foro: STF.o Governador de Estado ou do Distrito Federal.o Presidente da República.o Procurador-Geral da República. Autor da ação: pessoas listadas no art. . IX. V . está pendente de sanção ou veto do Presidente da República. § 1 . (B) Abertura de crédito extraordinário. IX . IV . (A) Instituição ou majoração de impostos. § 2 . 103. Justificar a propositura da ação – art. 8 ministros. ainda que para atendimento a despesas imprevisíveis e urgentes.a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Cabe também de emenda constitucional. cabe de medida provisória e cabe de lei distrital que tenha conteúdo estadual.sites. Atenção: Lei distrital pode ser objeto de Adin. Quorum de instalação: ⅔ de seus membros.br | leonardosakaki@uol. IV.Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional. VI . pelo menos 6 dos 11 ministros do STF devem manifestar-se pela inconstitucionalidade. 102.Quando o Supremo Tribunal Federal apreciar a inconstitucionalidade. 103.a Mesa do Senado Federal. III . em tese. (i) Adin genérica: Conceito: (art.Dicas das ações Art. II .a Mesa da Câmara dos Deputados. 103. VII . ou seja. § 3 .

com. Cuidado: o prazo de 30 dias pode ser ampliado para um prazo razoável a critério do STF. Ordem: para que o presidente da república decrete a intervenção. V. não respeitar a forma republicana.br | 11 99610348 facebook. Autor: procurador geral de justiça no tribunal de justiça. Adin interventiva estadual: Conceito: é uma ação em que peço intervenção estadual. Quorum de instalação: ⅔ dos membros do STF. Efeito: erga omnes. Deseja-se que o Estado faça intervenção no município. Adin por omissão: Conceito: uso quando estiver diante de uma inconstitucionalidade por omissão.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 84 Atenção: autores especiais ou reservados – tem que ligar à pertinência temática. (ii) Adin interventiva federal: Conceito: é uma ação em que peço intervenção federal. Pode haver a modulação temporal ou dos efeitos – mudança do efeito ex tunc para ex nunc . VII).relevante interesse público e manifestação de ⅔ do tribunal. ADPF – argüição de descumprimento de preceito fundamental: (iii) (iv) (v) (vi) http://leonardosakaki. Autor da ação é o procurador geral da república. vinculante. Foro : TJ. ou seja. Exemplo: violação de direitos da pessoa humana. 8 ministros.com/leonardosakaki | @leosak . Adin interventiva federal: a União vai realizar a intervenção em Estado-Membro ou Distrito Federal – eles violaram princípios constitucionais sensíveis. IX). Foro: STF. Adin interventiva estadual: os Estados intervêm nos municípios – violação de princípio constitucional sensível da constituição estadual. Deseja-se que a União faça intervenção no Estado membro ou no Distrito Federal. Adecon ou ADC: Conceito: há uma lei ou ato normativo federal inconstitucional. Quorum de aprovação: maioria absoluta. Violaram princípios constitucionais sensíveis à constituição estadual. Ler o art. ou seja. Só é cabível contra norma de eficácia limitada não regulamentada. 103. ou seja. 34. IV. ex tunc. Há uma norma constitucional de eficácia limitada não regulamentada. Autor da ação: art. Ordem: para que o governador do Estado decrete a intervenção no município. A União está perdendo. Efeitos: STF vai dar ciência se a omissão for de um poder competente. justificar a propositura da ação (art. Estou pedindo a regulamentação.868. Ação declaratória de constitucionalidade: para propor essa ação só para lei federal inconstitucional e são necessários processos judiciais sobre o tema. 6 ministros. STF vai mandar fazer em 30 dias se a omissão for de um órgão administrativo. 103. 12-H da Lei 9. 103. Autor: pessoas do art. Foro: STF.com.uol.sites.br | leonardosakaki@uol. Violaram princípios constitucionais sensíveis – expresso (art. A lei prevê a possibilidade de medida cautelar em Adin por omissão.

cuja decisão terá eficácia contra todos e efeito vinculante relativamente aos demais órgãos do Poder Público. Autor da ação: art. 28 (FGV – OAB 2010. nos termos da lei. é a(o) (A) ação direta de inconstitucionalidade. estadual ou municipal.3) O Governador de um Estado membro da Federação pretende se insurgir contra lei de seu Estado editada em 1984 que vincula a remuneração de servidores públicos estaduais ao salário mínimo. inclusive anterior à Constituição Federal de 1988. 102. (iii) o PGR é ouvido previamente nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do STF. no sistema de controle de constitucionalidade brasileiro. (B) a parte legitimamente interessada pode recorrer ao respectivo Tribunal Pleno das decisões dos órgãos fracionários dos Tribunais Federais ou Estaduais que.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 85 Conceito: art. não pode ser adotada ADPF. Resposta: C 02 (FGV – OAB 2010.com. Os fundamentos de índole material a serem invocados são a ofensa ao princípio federativo e a vedação constitucional de vinculação do salário mínimo para qualquer fim. É necessário demonstrar relevante interesse público e a manifestação de ⅔ do tribunal. §1.br | 11 99610348 facebook. http://leonardosakaki. tenha declarado a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo. vinculante. Lei ou ato normativo federal. (ii) Amicus curiae é a admissão da participação de pessoa estranha à causa para contribuir para a solução da lide. Lei 9. Foro: STF.2) A obrigatoriedade ou necessidade de deliberação plenária dos tribunais.882.sites. (C) somente nas sessões plenárias de julgamento dos Tribunais Superiores é que a matéria relativa a eventual inconstitucionalidade da lei ou ato normativo pode ser decidida. em decisão definitiva.com/leonardosakaki | @leosak . Resposta: A Dicas do controle concentrado: (i) Modulação dos efeitos / Modulação temporal: mudança dos efeitos do ex tunc para o ex nunc. significa que: (A) somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. (D) mandado de segurança coletivo. Princípio da subsidiariedade: se houver algum mecanismo processual para sanar a lesão. ex tunc.uol.com. (B) mandado de injunção. (C) arguição de descumprimento de preceito fundamental. É usada quando órgão público violou preceito fundamental. A ação constitucional a ser ajuizada pelo Governador do Estado perante o Supremo Tribunal Federal. Efeito: erga omnes. condicionada a delegação a que a decisão seja proferida por este órgão jurisdicional delegado em sessão plenária. (D) a competência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar toda e qualquer ação que pretenda invalidar lei ou ato normativo do Poder Público pode ser delegada a qualquer tribunal. Julgado pelo STF. 103.br | leonardosakaki@uol.

Refere-se a uma forma de Estado denominada Federação ou Estado Federal. A CF fala de territórios. A forma de Estado federal foi adotada pelo Brasil em 1889.br | 11 99610348 facebook. é necessária a realização de um plebiscito. caracterizada pela união de coletividades públicas dotadas de autonomia político-constitucional. de autonomia federativa. ou seja. 18. diante de Estados estrangeiros. CF União. (ii) Estados federados São entes detentores de autonomia política e administrativa. Com capacidade política. ou seja. com a Proclamação da República.sites. divisões político-administrativas que atualmente não existem. A criação ou extinção de um Estado se dará por meio de uma lei complementar. Distrito Federal e municípios Territórios federais: art. Art. exercendo uma parcela da soberania brasileira. CF. Organização político-administrativa da República Federativa do Brasil Art. 7 ministros 51 Federalismo Federalismo: baseia-se na união de coletividades políticas autônomas. 8 ministros. 33. caput. Têm capacidade de elaborar suas próprias Constituições estaduais. fazendo valer seus direitos e assumindo suas obrigações. (v) Quorum de aprovação: maioria absoluta. a União exerce a soberania do Estado brasileiro. Estados-Membros. caput. 18. 1. No Brasil a os entes que compõem a federação são: União. Estados-Membros.com. Internamente atua como uma das pessoas jurídicas de Direito Público que compõem a Federação. observadas as diretrizes da CF. (iii) Municípios http://leonardosakaki. Distrito Federal e os municípios. aprovação do Congresso Nacional. Para criar ou extinguir um Estado.uol.com. §2. Externamente. Divisão de competências entre os entes federativos. (i) União Pessoa jurídica de Direito Público.com/leonardosakaki | @leosak . CF. ou seja.br | leonardosakaki@uol. Estados-Membros + Distrito Federal + municípios. República Federativa do Brasil Art. CF.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 86 (iv) Quorum de instalação: presença de número mínimo de ministros para dar validade à votação = ⅔.

mediante plebiscito. Tratado internacional de combate ao racismo. Para criar ou extinguir um município deverá ser feita por meio de lei estadual.br | leonardosakaki@uol. Lei 12. Brasil é um país laico.com/leonardosakaki | @leosak . certidões. Têm capacidade de elaborar sua Lei Orgânica Municipal. com as mesmas competências legislativas atribuídas aos Estados e aos municípios. CF. O Distrito Federal não pode ser dividido em municípios (não tem eleições municipais). Estado e religião podem se relacionar para colaboração de interesse público. entre outros). a) Competência administrativa ou material ou não legislativa É competência gerencial.br | 11 99610348 facebook. entidades filantrópicas. apresentados e publicados na forma da lei.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 87 São entes detentores de autonomia política e administrativa. às populações dos municípios envolvidos. ou discriminações positivas. 19.288/10. III – Entre os entes federativos não podem estabelecer distinções ou preferências entre brasileiros em razão de sua origem (Estados.uol. como.com. não podendo ser recusados em razão da origem (escrituras. por exemplo. dentro do período determinado por lei complementar federal. parágrafo único. 52 Repartição das competências constitucionais Qual ente pode legislar sobre qual assunto. administrativa e judiciária. . VI – Estatuto da Igualdade Racial. e dependerá de consulta prévia. Catolicismo como religião oficial. art.sites. Tem capacidade de elaborar sua Lei Orgânica e possui capacidade legislativa. (iv) Distrito Federal Ente detentor de autonomia política e administrativa. leigo ou não confessional – não pode ter uma religião oficial. Ações afirmativas são ações realizadas pelo Estado para proteger grupos de pessoas prejudicadas historicamente.Vedações no federalismo brasileiro Art. Cuidado: não confundir com ações afirmativas. Vedações: I – é o fundamento constitucional para que o Brasil não tenha uma religião oficial. O Brasil já foi um Estado confessional ou teocrático – já adotou uma religião – CF/1824. II – Os documentos públicos gozam de presunção de veracidade. Distrito Federal. 1. ou município). organizacional http://leonardosakaki. após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal.

em forma associativa. e de sons e imagens. de diversões públicas e de programas de rádio e televisão.explorar. o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios.explorar.uol. XXII .estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de garimpagem. Distrito Federal e Município) (exemplo: proteger as pessoas portadoras de deficiência).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 88 (i) Exclusiva: art. d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais. são autorizadas a comercialização e a utilização de radioisótopos para a pesquisa e usos médicos.manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações internacionais. especialmente as de crédito.permitir. XXIII .com/leonardosakaki | @leosak . XIX .exercer a classificação. XIV . Compete à União: I . IV .organizar e manter os serviços oficiais de estatística.estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação.instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso. são autorizadas a produção.executar os serviços de polícia marítima. EstadosMembros. XVI . a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal.elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social. fluviais e lacustres. XVII . saneamento básico e transportes urbanos. os serviços de telecomunicações.autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico.conceder anistia. em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos.instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano. diretamente ou mediante autorização. XXIV .com. b) sob regime de permissão. XVIII .administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira.manter o serviço postal e o correio aéreo nacional. b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água. concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora. XII . inclusive habitação. comercialização e utilização de radioisótopos de meia-vida igual ou inferior a duas horas. a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais.explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa. para efeito indicativo. manter e executar a inspeção do trabalho. o estado de defesa e a intervenção federal. a lavra. VII . 21 – só da União (exemplo: emitir moeda) (ii) Competência administrativa comum: art. que disporá sobre a organização dos serviços. X . geologia e cartografia de âmbito nacional. aeroespacial e a infra-estrutura aeroportuária. câmbio e capitalização.organizar e manter a polícia civil. que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente. 23 – de todos os entes federativos (União. VI . XI . atendidos os seguintes princípios e condições: a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional. o enriquecimento e reprocessamento.organizar. nos termos da lei. f) os portos marítimos.sites. IX . VIII . bem como as de seguros e de previdência privada.br | 11 99610348 facebook. XX . XXI . aeroportuária e de fronteiras. XXV .com. e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros. II . por meio de fundo próprio. geografia.emitir moeda. nos casos previstos em lei complementar. XV . ou que transponham os limites de Estado ou Território. III . c) a navegação aérea. XIII . 21.decretar o estado de sítio.organizar e manter o Poder Judiciário. http://leonardosakaki. Art. c) sob regime de permissão. bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos.declarar a guerra e celebrar a paz.br | leonardosakaki@uol.planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas. V .assegurar a defesa nacional. concessão ou permissão. agrícolas e industriais. a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados. diretamente ou mediante autorização. d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa. especialmente as secas e as inundações.

Os municípios podem legislar sobre competência legislativa concorrente. (D) somente competirá aos Estados-membros legislar sobre o assunto quando se tratar de mensalidades cobradas por instituições particulares de Ensino Médio. 21 – só da União. §1 dos Estados-Membros. desde que seja no interesse local e suplementando a legislação federal e estadual no que couber (art.Inexistindo lei federal sobre normas gerais. § 3 . é indelegável. (C) por versar o conteúdo da lei sobre educação. devendo ser considerada como de interesse típico municipal.Não existindo lei federal. 08 (FGV – 2010. portanto. a competência do Estado-membro é concorrente com a da União.br | 11 99610348 facebook.com. os Estados exercerão a competência legislativa plena. para atender a suas peculiaridades. a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. Examinada a questão à luz da partilha de competência entre os entes federativos.com. 5 http://leonardosakaki. (B) a matéria legislada tem por objeto prestação de serviço educacional. § 2 .sites. não tem empréstimo de competência – exemplo: legislar sobre anistia – crimes políticos.com/leonardosakaki | @leosak . os Estados legislam plenamente (normas gerais e especiais) para atender suas peculiaridades (dentro do seu território). é correto afirmar que: (A) mensalidade escolar versa sobre direito obrigacional. (tomar cuidado com o art. 24) – exemplo: município que tem sua economia vinculada à pesca pode legislar sobre tal tema. I – dos municípios – exemplo: tempo de fila em banco e funcionamento de estabelecimentos comerciais. Não é federal! Ver art.Os Estados podem suplementar a legislação federal por meio de leis estaduais. aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: § 1 . 24. 22. Compete à União. (vi) Competência legislativa residual: art.A União faz normas gerais por meio de leis federais. Resposta: A Art. 245 – tem regras de aplicação – §§1 ao 4. no que lhe for contrário. (iv) Local: art. (ii) Privativa: art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 89 b) Competência legislativa (i) Exclusiva: art. mas cabe delegação aos Estados mediante lei complementar sobre questões específicas. .Distrito Federal – lei distrital pode tratar de matéria estadual e municipal.A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. § 4 . (v) Cumulativa: art.br | leonardosakaki@uol.A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual. 32. parágrafo único – da União.No âmbito da legislação concorrente. 24.2) Um determinado Estado-membro editou lei estabelecendo disciplina uniforme para a data de vencimento das mensalidades das instituições de ensino sediadas no seu território. 30. 147 e 155. CF) (iii) Concorrente: art. de natureza contratual.A lei federal foi feita depois da lei estadual e suspenderá a eficácia desta no que lhe for contrário. . . I. logo cabe à União legislar sobre o assunto. §1 . .uol. 25.

35. que se dá por maioria absoluta do Congresso Nacional. Etapas: .confirmação do decreto. III. ver art. 34 a) de ofício: I. 136 e 140/141 (i) Ameaça à ordem pública e à paz social.com.arts. 54 Estado de defesa . .com/leonardosakaki | @leosak . Atenção: hoje não é possível intervenção direta da União nos municípios. STJ e TSE podem requisitar. (ii) Grave e iminente instabilidade institucional (do país – no Brasil). 34 Intervenção dos Estados nos Estados ou no Distrito Federal.br | 11 99610348 facebook. Procedimento da intervenção federal comum: (i) nos casos "de ofício" e solicitação dos poderes legislativo e executivo coagidos em suas unidades federativas. 2ª parte Intervenção da União nos municípios localizados em territórios federais. pois não existem territórios federais. 90 e 91. (c) controle político feito pelo Congresso Nacional.Classificação doutrinária da intervenção federal comum – art. (ii) nos casos de requisição judicial.sites. STF. c) por requisição judicial: VI e VII. Dica de intervenção federal: Adin interventiva violação aos princípios constitucionais sensíveis – art. Procedimento: (a) o Presidente da República ouve 2 conselhos (conselho da república e o conselho de defesa nacional) – arts. inclusive por solicitação do Poder Judiciário local coagido – o Presidente da República decreta a intervenção nos termos da decisão judicial (não precisa ouvir os 2 conselhos e não há controle político feito pelo Congresso Nacional).uol. 34 VII. (b) o Presidente da República decreta o estado de defesa. II. pois existe intervenção estadual. (iii) Calamidades de grandes proporções na natureza (exemplos: terremoto. Observação: cuidado. 90 e 91.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 90 53 Intervenção federal a) Comum – art. maremoto). b) por solicitação dos poderes: IV. (c) haverá controle político feito pelo Congresso Nacional. 35. b) Incomum ou anômala – art. http://leonardosakaki.com. V. (b) o Presidente da República decreta a intervenção.br | leonardosakaki@uol. (a) o Presidente da República ouve 2 conselhos (conselho da república e o conselho de defesa nacional) – arts.

§1.sites. CF. é possível. a pena de morte. (iii) São limitações circunstanciais às mudanças constitucionais – art. CF. A autorização se dará por maioria absoluta.uol. feito pelo Congresso Nacional. podendo ser prorrogado uma vez (30+30). inclusive. 139. sigilo de correspondência.prazo: não mais de 30 dias.br | leonardosakaki@uol. sigilo de comunicações telegráficas e telefônicas. . Dicas – intervenção federal. (c) o Presidente da República decreta o Estado de Sítio.com. (ii) em caso de guerra: resposta à agressão armada estrangeira / situação de beligerância entre um país estrangeira. 30 + 30 + 30… (não há limite).com/leonardosakaki | @leosak . 90 e 91. Dicas: . 60. 55 Estado de sítio .com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 91 . Presidente da República relata por mensagem ao Congresso Nacional o que ocorreu na vigência do estado de defesa.br | 11 99610348 facebook. (b) o Presidente da República pede autorização para o Congresso Nacional. 137 ao 141 (i) comoção grave de repercussão nacional ou ineficácia do estado de defesa. Cuidado: é possível. Direitos fundamentais que podem ser violados: art. (ii) São criadas por decreto do Presidente da República.controle político sucessivo: Presidente da República relata por mensagem ao Congresso Nacional o que ocorreu na vigência do estado de sítio. Procedimento: (a) o Presidente da República ouve 2 conselhos (conselho da república e o conselho de defesa nacional) – arts. . . (d) controle político. Prazo: não mais de 30 dias a cada vez.arts.controle político concomitante: ao mesmo tempo – quem faz são os 5 membros da mesa do Congresso Nacional.controle político concomitante: ao mesmo tempo – quem faz são os 5 membros da mesa do Congresso Nacional. censura.controle político sucessivo: no final.direitos fundamentais que podem ser violados no estado de defesa: direito de reunião. aplicando-se o Código Penal Militar e o Código de Processo Penal Militar. Etapas: . ou seja. estado de defesa e estado de sítio (i) São legalidades extraordinárias temporárias. http://leonardosakaki. Prazo: não tem prazo e não tem limites expressos na Constituição Federal. inclusive.

uol. o sistema proporcional envolve. .com/leonardosakaki | @leosak . http://leonardosakaki. pois nesse caso não precisa ouvir ninguém (Adin interventiva). 44 a 75 Estadual Distrital (DF) Municipal Assembleia Legislativa Câmara Legislativa Câmaras Municipais Estados e Dis.8 anos trito Federal (27 UF) Povo 4 anos Povo Povo 4 anos 4 anos Todos Todos Todos Dicas do poder legislativo . 56 Poder legislativo Representa Federal Congresso Nacional Câmara dos Deputados Senado Federal (3 senadores x UF = 81) Deputados Estaduais Deputado Distrital Vereador (Edil) Povo Mandato Troca dos Par. .Só na esfera federal existe casa iniciadora. salvo a intervenção federal por requisição judicial.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 92 (iv) Via de regra. números de cargos. casa revisora e o princípio da primazia legislativa (casa iniciadora pode derrubar as alterações da casa revisora).br | leonardosakaki@uol. votos válidos.com. quociente eleitoral (votos que preciso ter para eleger um candidato) e quociente partidário. A troca dos senadores ocorre a cada 4 anos.sites. devem ser ouvidos o conselho da República e o conselho de defesa nacional – são órgãos de consulta do Presidente da República – e existe controle político feito pelo Congresso Nacional. 2 vices e 4 secretários.com.Perda do mandato de um parlamentar – é declarada pela mesa da respectiva casa.Sistema majoritário simples ou relativa.Sistema de lamentares eleição 4 anos Todos Proporcional ⅓ por ⅔ Majoritária simples ou relativo Proporcional Proporcional Proporcional Poder Legislativo Brasileiro arts. . Só tem um turno que é realizado no 1 domingo de outubro e ganha a eleição o candidato mais votado.No Brasil.Mesas são os órgãos diretivos das casas. Composição: 1 presidente. .Senado: a troca dos senadores é de ⅓ por ⅔. Uma EC é promulgada pela mesa da câmara e pela mesa do senado com o respectivo número de ordem. pois os mandatos são intercalados (o final do mandato de ⅓ corresponde a metade do mandato de ⅔ o final do mandato de ⅔ corresponde a metade do mandato de ⅓). .br | 11 99610348 facebook.

Resposta: A 57 Comissões Parlamentares .As comissões parlamentares de inquérito. (B) podem expedir instruções para a execução de leis e editarem medidas provisórias.solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão. §2 . quanto possível. é assegurada. além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas. mediante requerimento de um terço de seus membros. VI . serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. §3.As comissões parlamentares de inquérito. III .realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil.Permanentes: Comissão de Constituição e Justiça. se for o caso. (C) somente os brasileiros natos poderão exercer a função. extinguir cargos públicos.br | 11 99610348 facebook. representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas. qualquer que seja a infração cometi da. §4 . podem.Especiais (assunto) / temporárias (tempo): Comissão Parlamentar de Inquérito. encaminhadas ao Ministério Público. II . salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa. que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. nenhuma Comissão Parlamentar de Inquérito pode: http://leonardosakaki. a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da respectiva Casa. a competência do Plenário.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 93 . em conjunto ou separadamente.com. serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.receber petições. se for o caso.Durante o recesso. mediante requerimento de um terço de seus membros. cuja composição reproduzirá. reclamações. desde que autorizados. sendo suas conclusões. §1 . 57. De acordo com o STF. com atribuições definidas no regimento comum.br | leonardosakaki@uol. que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. cabe: I . CF §3 . a proporcionalidade da representação partidária. sendo suas conclusões. V .com. em razão da matéria de sua competência. (D) respondem. para a apuração de fato determinado e por prazo certo.com/leonardosakaki | @leosak . em conjunto ou separadamente.1 Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI Art. 58. além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas. §3 . constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação. encaminhadas ao Ministério Público. para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições.às comissões. planos nacionais.apreciar programas de obras. Art. haverá uma Comissão representativa do Congresso Nacional. regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer. para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias. eleita por suas Casas na última sessão ordinária do período legislativo.Os projetos que têm início fora do congresso nacional deve iniciar a votação na câmara dos deputados. a Constituição do Brasil estabelece que: (A) como delegatários do Presidente da República. 58. na forma do regimento.discutir e votar projeto de lei que dispensar. 04 (FGV – OAB 2010.2) Em relação aos Ministros de Estado. tanto quanto possível. IV . .sites.uol. para a apuração de fato determinado e por prazo certo. perante o Superior Tribunal de Justiça.Na constituição das Mesas e de cada Comissão. Comissão de Orçamento etc.

devem solicitar ao juiz criminal da comarca. Cuidado: as Comissões Parlamentares de Inquérito federais. estaduais e distritais podem determinar diretamente aos órgãos desde que o façam fundamentadamente as seguintes quebras: a) sigilo telefônico – extrato das ligações feitas b) sigilo bancário c) sigilo fiscal (Imposto sobre a Renda) As Comissões Parlamentares de Inquérito municipais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 94 a) determinar a interceptação telefônica – grampo. 57.jul 1. 62. Só devem ser votados os projetos objetos de convocação. http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak .2 Comissão Parlamentar Mista de Inquérito Formada com a assinatura de ⅓ da Câmara e ⅓ do Senado.uol. CF Legislatura: 4 anos (art. b) expedir mandado de busca e apreensão. portanto.ago a 22. o recesso anterior termina em 31. Tais poderes são matérias de reserva jurisdicional. 60. 44.com. CF. Somente a Câmara Legislativa pode julgar questões estaduais e municipais.br | 11 99610348 facebook. assinale a alternativa correta. 58 Funcionamento do Congresso Nacional – art.br | leonardosakaki@uol. §5. parágrafo único. salvo se existirem MP pendentes de votação. Prender em flagrante pode.fev a 17. só podem ser reapresentadas na próxima sessão legislativa – art. §10.jul 23. se quiserem. e c) expedir mandado de prisão.2) O Congresso Nacional e suas respectivas Casas se reúnem anualmente para a atividade legislativa. Com relação ao sistema constitucional brasileiro.fev. CF).dez a 1. ou seja. (A) Legislatura: o período compreendido entre 2 de fevereiro a 17 de julho e 1º de agosto a 22 de dezembro. a sessão legislativa começa dia 1.fev Só no 1 ano da legislatura. Regra: 2. Se uma PEC ou MP forem rejeitadas em uma sessão legislativa.sites.dez Recesso: 18 a 31. Sessão legislativa ordinária: anual. e art. 01 (FGV – OAB 2010. 57.com.jan. Sessão legislativa extraordinária: convocações durante o recesso. só existe no âmbito Federal e discute assuntos federais.

(D) Sessão extraordinária: a que ocorre por convocação ou do Presidente do Senado Federal ou do Presidente da Câmara dos Deputados ou do Presidente da República e mesmo por requerimento da maioria dos membros de ambas as Casas para. Suspenso o processo e prescrição enquanto durar o mandato. 60 Tribunais de contas Os Tribunais de Contas auxiliam os poderes legislativo na fiscalização das contas públicas pertinentes. Cuidado: não podem ser criados novos tribunais de contas municipais – art. CF. CF. a conhecer do veto presidencial e sobre ele deliberar. Nos município onde não houver TCM. Resposta: C 59 Imunidade parlamentar – art. palavras e votos no exercício da atividade parlamentar. Findo o mandato. (eles não cometem crimes contra a honra) Todos os parlamentares têm essa proteção nas suas circunscrições.com. finda a proteção. TCE – auxilia a assembléia legislativa a fiscalizar as contas do Estado e Câmaras Municipais na fiscalização das contas públicas municipais onde não houver TCM. 53.sites.3) http://leonardosakaki. excepcionalmente. §4. 29 (FGV – OAB 2010. por exemplo. Observação: aprovação das contas pelo TC não impede a investigação administrativa ou judicial.com/leonardosakaki | @leosak . inaugurar a sessão legislativa e eleger as respectivas mesas diretoras. 70 ao 75.com.uol. b) imunidade formal ou relativa ou propriamente dita É a possibilidade de suspensão da prisão ou processo por maioria absoluta da respectiva casa. TCDF – auxilia o Distrito Federal a fiscalizar as contas públicas distritais. Vereador não tem essa proteção.br | 11 99610348 facebook. (C) Sessão conjunta: a reunião da Câmara dos Deputados e do Senado Federal destinada. É um órgão de caráter administrativo e não jurisdicional. 31. Deputados e senadores têm essa proteção – só podem ser presos em flagrante de crimes inafiançáveis.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 95 (B) Sessão legislativa: os quatro anos equivalentes ao mandato dos parlamentares. TCU – art. CF.br | leonardosakaki@uol. as contas são julgadas pelo TCE. TCM – auxilia a câmara municipal a fiscalizar as contas públicas municipais. em especial o art. 73 – auxilia o Congresso Nacional na fiscalização das contas públicas federais. a) imunidade material ou absoluta ou inviolabilidade Os parlamentares são imunes civil e penalmente por suas opiniões.

(C) aplicar aos responsáveis por ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas multa sancionatória. que só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros do Congresso Nacional. (B) sustar contratos administrativos em que seja identificado superfaturamento ou ilegalidade e promover a respectiva ação visando ao ressarcimento do dano causado ao erário. ambas por igual período. http://leonardosakaki. tem como consequência apenas o sobrestamento da deliberação dos projetos de emenda à Constituição. (C) A não apreciação pela Câmara dos Deputados e. Não pode tratar de direito penal. mediante a emissão de parecer prévio. Resposta: D 61 Espécies normativas Emenda Constitucional – art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 96 O controle externo financeiro da União e das entidades da administração federal direta e indireta é atribuição do Congresso Nacional. É competência do Tribunal de Contas da União (A) apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República.2) Sobre o instrumento jurídico denominado Medida Provisória que não é lei. (A) A sua eficácia dura sessenta dias contados da publicação. (D) Partidos políticos e direito eleitoral.sites. (B) Se a Medida Provisória perder eficácia por decurso de prazo ou. assinale a afirmativa correta. (D) fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União. 62 e Emenda Constitucional 32/01 Só pode ser editada pelo Presidente da República. processo penal e processo civil. (C) Normas gerais de licitações e contratos administrativos. pelo Senado Federal.3) Assinale a alternativa que contemple matéria para cuja disciplina é vedada a edição de medida provisória.com/leonardosakaki | @leosak . ao Distrito Federal ou a Município. for rejeitada pelo Congresso Nacional. Medida Provisória – arts. após. em caráter expresso. mediante convênio. que o exerce com o auxílio do Tribunal de Contas da União.com. Dica: a obrigatoriedade do voto não é cláusula pétrea. 60. vedada será sua reedição na mesma sessão legislativa. ainda que para atendimento a despesas imprevisíveis e urgentes. Cuidado: as MP que existiam até 11.br | 11 99610348 facebook. em decisão dotada de eficácia de título executivo judicial. (A) Instituição ou majoração de impostos. mas tem força de lei. 32 (FGV – OAB 2010. podendo a medida ser prorrogada apenas duas vezes. Não cabe MP sobre matéria de lei complementar. Resposta: D 09 (FGV – OAB 2010. Ver prazo e as proibições (art. no prazo de 45 dias contados da publicação.01 não têm prazo (é como se lei fossem).com. (B) Abertura de crédito extraordinário.br | leonardosakaki@uol.09. processo penal ou processo civil. Cuidado: Não cabe MP sobre direito penal. Requisitos: relevância e urgência. §1). ajuste ou outros instrumentos congêneres. 62. a Estado.uol.

(D) lei ordinária. Resposta: B http://leonardosakaki. 68 São editadas pelo Presidente da República que depende de prévia autorização do Congresso Nacional.com. Lei complementar – art. o veículo legislativo adequado para dispor sobre conflitos de competência entre os entes políticos em matéria tributária é a (A) medida provisória. desde que não seja assunto específico de normatização por decreto legislativo ou resolução. 51). Resposta: B Lei ordinária (comum) Aprovada por maioria simples (quem estiver presente) ou relativa.2) Sabe-se a polêmica ainda existente na doutrina constitucionalista pátria no que se refere à eventual hierarquia da Lei Complementar sobre a Lei Ordinária.3) Conforme a Constituição Federal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 97 (D) A edição de Medida Provisória torna prejudicado o projeto de lei que disciplina o mesmo assunto e que. (B) As matérias que devem ser regradas por Lei Complementar encontram-se taxativamente indicadas no texto constitucional e.com. 06 (FGV – OAB 2010. (A) A Lei Complementar exige aprovação por maioria absoluta.br | leonardosakaki@uol. a par de já aprovado pelo Congresso Nacional.br | 11 99610348 facebook. Resolução Câmara dos Deputados (art. Resposta: D Lei delegada – art. 69 Aprovada por maioria absoluta (levo em conta o total de membros). Exige-se a especificidade de matéria – se a Constituição Federal determina mediante Lei Complementar não posso utilizar outra espécie e normativa. 84 (FGV – OAB 2010. Decreto legislativo – art. (C) emenda constitucional. há diferenças entre essas duas espécies normativas que podem até gerar vícios de inconstitucionalidade caso não respeitadas durante o processo legislativo. Todavia. A partir do fragmento acima. obrigatoriamente. Senado Federal (art.sites. ter início na Câmara dos Deputados. (B) lei complementar. desde que presente a maioria absoluta dos membros de cada Casa ou de suas Comissões. (C) As matérias reservadas à Lei Complementar não serão objeto de delegação do Congresso ao Presidente da República. (D) A discussão e votação dos projetos de lei ordinária devem. 52) ou Congresso Nacional (só quando a CF determina).uol. 49 Só o Congresso Nacional pode criar – nas matérias de sua competência. está pendente de sanção ou veto do Presidente da República. o regramento de todo o resíduo competirá à lei ordinária. enquanto a lei ordinária é aprovada por maioria simples dos membros presentes à sessão. assinale a afirmativa incorreta.com/leonardosakaki | @leosak .

Haverá eleição indireta feita pelo Congresso Naga.majoritário. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados. O mandato do poder executivo é de 4 anos. Só deve ser usado se não houver nem presidente e nem vice-presidente definitivamente. 1 turno: último domingo de outubro. 81. 80. Art.000 eleitores .com. ao Supremo Tribunal Federal. um novo presidente e um novo vice para completar o mandato.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 98 62 Poder executivo – arts. Só o presidente e o vice-presidente são cargos eletivos privativos de brasileiro nato. 61.sites. § 1 . 2 anos 2 anos Haverá eleição direta em até 90 dias da última va. Será eleito vice para completar o mandato. 76 a 91 Mandato Presidente 4 anos da República + Vice Sistema de eleição Majoritário absoluto Esfera federal Pode ter 1 ou 2 turnos 1 turno: 1 domingo de outubro. do Senado Federal ou do Congresso Nacional.candidato mais votado e só tem 1 turno joritário simples ou relativo.São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: http://leonardosakaki. CF. ao Presidente da República. Ordem de sucessão presidencial (art.com/leonardosakaki | @leosak . Iniciativa reservada do presidente: art. ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos.ma. Os demais apenas interinamente. Esfera estadual Esfera distrital Esfera municipal Governador 4 anos + Vice Governador 4 anos + Vice Prefeito + 4 anos Vice Majoritário absoluto Majoritário absoluto Municípios com até e inclu. Posse: 1 janeiro .Majoritário simples: ganha a eleição o sive 200. Vai ser eleito um novo presidente e um novo cional em até 30 dias da última vaga. na forma e nos casos previstos nesta Constituição. Ganha a eleição o candidato que conseguir a maioria absoluta dos votos válidos (total – brancos e nulos).uol.com. 6 Art. 616. Municípios com mais de 200. CF): Presidente – Vice – Presidente da Congresso Nacional – Presidente do Senado – Presidente do STF Vice: assume o cargo definitivamente ou interinamente (temporariamente).tolerância de 10 dias. sendo possível 1 reeleição para o período subseqüente.br | leonardosakaki@uol. aos Tribunais Superiores.000 eleitores . de eleição.br | 11 99610348 facebook.

63 Impeachment Art. IV .com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook.com. e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública.uol. de 1998) d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União. distribuído pelo menos por cinco Estados. V . serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios. no mínimo. CF. estabilidade e aposentadoria de civis. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e. de 2001) f) militares das Forças Armadas. 857. Esses crimes serão definidos em lei especial. Art.sites. estabilidade e aposentadoria. provimento de cargos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 99 Crime de responsabilidade: art. 7 http://leonardosakaki.o exercício dos direitos políticos. 85. 86. Crime de responsabilidade: art. especialmente.disponham sobre: a) criação de cargos. matéria tributária e orçamentária. promoções. funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração.o cumprimento das leis e das decisões judiciais. Parágrafo único. provimento de cargos. de 1998) § 2 . seu regime jurídico. III .(Incluída pela Emenda Constitucional n 18. bem como normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados. b) organização administrativa e judiciária. individuais e sociais. remuneração. II . 85 . estabilidade.. VI .br | leonardosakaki@uol. VII . um por cento do eleitorado nacional.com.a probidade na administração. I . do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação. reforma e transferência para a reserva. 2 fases: (i) juízo de admissibilidade ou acusação: câmara dos deputados ⅔ (=maioria qualificada) dos membros (ii) julgamento: senado federal por ⅔ dos membros Punição: Perde o cargo e fica inabilitado por 8 anos para as funções públicas.o livre exercício do Poder Legislativo.fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas. que estabelecerá as normas de processo e julgamento. Ele pode continuar votando. do Distrito Federal e dos Territórios. 84. seu regime jurídico. observado o disposto no art. Trata-se de um ilícito político-administrativo.a lei orçamentária. reforma e transferência de militares para a inatividade.a existência da União.(Redação dada pela Emenda Constitucional n 18.a segurança interna do País. provimento de cargos. contra: I . com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. do Poder Judiciário. c) servidores públicos da União e Territórios.A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por. CF. seu regime jurídico. mas não pode ser votado. VI (Redação dada pela Emenda Constitucional n 32. II . c) servidores públicos da União e Territórios.

com. estadual e municipal. . 102 – STF I.uol. 97 trata de reserva de plenário que foi confirmada e estabelecida na Súmula Vinculante 10.com/leonardosakaki | @leosak . Ler as Súmulas Vinculantes 10. CF).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 100 64 Poder judiciário – arts. http://leonardosakaki. TRTs e TSTs cabe ao Presidente da República nomear. nas esferas federal.br | leonardosakaki@uol. 11. 13. Um tribunal ao declarar a inconstitucionalidade de uma lei ou um ato normativo do poder público deve se manifestar por maioria absoluta dos seus membros. ⅕ dos TRFs e TJs são compostos pela Advocacia e Ministério Público.417/06 (pelo menos o art.com. na data da posse já tem a vitaliciedade. Só perderá o cargo se contra ele houver uma sentença condenatória com trânsito em julgado. Só o STF reiteradas decisões em matéria constitucional manifestação de ⅔ do STJ. efeito vinculante. A EC 45 trouxe o quinto constitucional para os TRTs e TSTs. CF. Para os TJs cabe ao governador nomear e para os TRFs. salvo se houver interesse público e maioria absoluta do tribunal ou do CNJ. Reserva de plenário Art. 102 a 105 e 109. 94. 93 a 95.originária – mandado de segurança. e Lei 11. 92 a 126. OAB encaminha uma lista sêxtupla para o tribunal e este encaminha uma lista tríplice para o chefe do poder executivo. CF): (i) vitaliciedade: proteção vinculado ao cargo do magistrado. Súmula vinculante – ler art.magistrado que ingressa pelo quinto constitucional (art.RE (ii) Art. que escolherá um. 95. habeas corpus II – ROC (Recurso Ordinário Constitucional) III .br | 11 99610348 facebook. 103-A. (ii) inamobilidade: os magistrados não podem ser removidos contra a vontade. Aquisição: . CF Ler: arts. 97. ou seja. (i) Art. 8 ministros. Todo o poder judiciário e a administração pública direta e indireta. 14 e 25. 3). habeas corpus II – ROC (Recurso Ordinário Constitucional) III – Resp Garantias constitucionais dos magistrados (art.sites.originária – mandado de segurança. 105 – STJ I.magistrado concursado após 2 anos de efetivo exercício (a partir da posse).

(A) O CNJ. (C) seus atos sujeitam-se ao controle do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. zelar por princípios relativos à Administração Pública. Só o STF faz.2) A respeito do Conselho Nacional de Justiça é correto afirmar que: (A) é órgão integrante do Poder Judiciário com competência administrativa e jurisdicional. de ofício ou mediante provocação. entre outras. Exemplo: teto do funcionalismo público. sendo órgão do Poder Judiciário. que apresenta uma INCORREÇÃO. Assinale a alternativa em que se indique o ERRO na afirmação acima. Manifestação de ⅔ do STF (8 ministros). 07 (FGV – OAB 2010. Nos demais casos. descumprida a súmula vinculante. 103-A. (D) a presidência é exercida pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal que o integra e que exerce o direito de voto em todas as deliberações submeti das àquele órgão. 03 (FGV – OAB 2010.3) Leia com atenção a afirmação a seguir. toda administração pública direta e indireta nas esferas federal. cabe reclamação no STF. (C) O CNJ não pode julgar magistrados por crime de abuso de autoridade.2) http://leonardosakaki. órgão que integra o Poder Judiciário. estadual e municipal. não podendo atuar de ofício. 11: uso de algemas. salvo imposição constitucional e legal.br | leonardosakaki@uol. De acordo com o STF.sites.com. Reiteradas decisões em matéria constitucional. (D) O CNJ pode rever processos disciplinares de juízes julgados a qualquer tempo. 25: depositário infiel. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem competência. CF e lei 11. Resposta: B 33 (FGV – OAB 2010. 14: acesso do advogado aos autos de investigação do cliente. Resposta: C 65 Súmula vinculante na CF (art. o poder legislativo em sua função típica não precisa obedecer à súmula vinculante na sua função típica.pagamento de pensões ou indenizações.com.com/leonardosakaki | @leosak . de ofício ou mediante provocação. (B) pode rever.br | 11 99610348 facebook. os processos disciplinares de juízes e membros de tribunais (se tiverem sido julgados há menos de um ano). (B) Não cabe ao CNJ. para rever.417/06) Ler as súmulas: 10: reserva de plenário. aumentar alíquota de IR.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 101 (iii) irredutibilidade dos subsídios: os valores recebidos pelos magistrados não podem ser reduzidos. Efeito vinculante – deve obedecer: todo o poder judiciário.uol. atua apenas mediante provocação. zelar pela observância dos princípios que regem a administração pública e julgar os magistrados em caso de crime de abuso de autoridade. os processos disciplinares de juízes e membros de Tribunais julgados há menos de um ano.

(D) desde que haja reiteradas decisões sobre matéria constitucional. de ofício ou por provocação. XXXIV. (v) habeas data. http://leonardosakaki. 66. CF. 5. antes da instauração de inquérito. (iv) mandado de injunção. CPP. e-mail etc.br | 11 99610348 facebook. Não tem formalismos e não precisa de advogado. por ilegalidade ou abuso de poder.uol.1 Direito de petição Art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 102 Em relação à inovação da ordem constitucional que instituiu a nominada Súmula Vinculante. Art.com. (iii) mandado de segurança. CF. Ameaça. (C) a proposta para edição da Súmula pode ser provocada pelos legitimados para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade. Pode ser por meio de ligação telefônica. carta. (vi) ação popular. ou seja.2 Habeas corpus LXVIII . Habeas corpus preventivo é aquele que é usado antes do ato constritivo. Direito de reclamar de algo que existe de errado que existe no Estado. é correto afirmar que: (A) somente os Tribunais Superiores podem editá-la. Não precisa de advogado e é possível a liminar mesmo não havendo previsão legal.com/leonardosakaki | @leosak . 66. São considerados remédios constitucionais: (i) direito de petição. LXVIII. mas vedada a mera revisão. e arts. 5. o Supremo Tribunal Federal poderá.br | leonardosakaki@uol. a. (ii) habeas corpus. Pede-se um "salvo conduto" para o juiz (decisão judicial). São meios postos à disposição dos indivíduos e dos cidadãos para provocar a intervenção das autoridades competentes visando corrigir ilegalidade ou abuso de poder em prejuízo de direitos e interesses individuais.conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. aprovar a Súmula mediante decisão da maioria absoluta de seus membros.com. Natureza jurídica: é uma ação penal de natureza constitucional.sites. Resposta: C 66 Remédios constitucionais Os remédios constitucionais são mecanismos para reestabelecer direitos (previstos na CF) que foram violados. (B) podem ser canceladas. Exemplo: ameaçar prender alguém por um tipo penal que não existe. Protege o direito de ir e vir – direito de locomoção. antes da prisão etc. Tem caráter administrativo. 647 a 667. Protege o direito de ir e vir (locomoção).

possibilitando a obtenção e a retificação de dados e informações constantes de entidades governamentais ou de caráter público. 5. e a Lei 12. Ou. art.016/09. Protege direito líquido e certo – aquele que se comprova documentalmente ou com o simples texto da CF e da lei – não há prova testemunhal e nem pericial.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 103 Habeas corpus repressivo ou liberatório é quando o indivíduo está preso ilegalmente. Cuidado: atentar para a previsão do direito a ser protegido no estatuto da instituição. Não é caso nem de habeas corpus nem habeas data. LXX. Tem por finalidade proteger a esfera íntima dos indivíduos (pessoas físicas ou jurídicas). III.uol.3 Habeas data LXXII . mesmo não havendo previsão legal. Serasa.com. Ter acesso e retificar dados ou informações do impetrante que estão em um órgão público ou de caráter público. b) para a retificação de dados. Pede-se o alvará de soltura. Nesse caso há contrariedade ao art. Antes de impetrar. CF. Considera-se de caráter público todo registro ou banco de dados contendo informações que sejam ou possam ser transmitidas a terceiros ou que não sejam de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações. 66.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki. 66. 5. ou seja. Exemplo: em um concurso público consta no edital que quem for natural daquele Estado terá uma pontuação diferenciada. Art. Exemplo: SPC. constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público.conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo. LXXII. LXIX . É possível liminar. Abuso cometido por uma autoridade pública ou alguém investido de tal autoridade.sites.016/09. CF. quando existe mandado de prisão em aberto – juiz expediu. CF.conceder-se-á "habeas-data": a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante. É corporativo – apenas certo grupo de pessoas pode se utilizar dele exemplo: partido político com representação no Congresso Nacional. judicial ou administrativo. pede-se o contra mandado.com/leonardosakaki | @leosak . não amparado por "habeascorpus" ou "habeas-data". e Lei 12. mas a pessoa não foi presa ainda.com. 66. quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso.5 Mandado de segurança coletivo Art.br | 11 99610348 facebook. 5 LXIX. Precisa de advogado. quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. 19.4 Mandado de segurança individual Art. preciso esgotar a via administrativa. Neste caso. 21. Só é possível uma produção de prova – entregar documento que está com a autoridade co-autora. a revogação da prisão. Exemplo: o cliente está preso além do tempo.

(D) a interposição de embargos infringentes é admitida para fins de exercício da ampla defesa.6 Mandado de injunção LXXI . na defesa de seus interesses legítimos relativos a seus integrantes ou à finalidade partidária. II . foi regulamentado pelos artigos 21 e 22 da Lei Federal n. Inconstitucionalidade por omissão. CF.individuais homogêneos. assim entendidos. sempre que. Parágrafo único.uol. 21 (FGV – OAB 2010. Art.com/leonardosakaki | @leosak . para efeito desta Lei. dispensada. 5º.com. pelo menos. 21.com. LXXI. http://leonardosakaki. 66. qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou tiver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade. Acerca desta garanti a constitucional é correto afirmar que: (A) qualquer cidadão tem legitimidade para impetrar o mandado de segurança coletivo. 12. ou por organização sindical. (D) o mandado de segurança coletivo induz litispendência para as ações individuais que tenham o mesmo objeto. entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há. não limitando seus efeitos aos membros da categoria substituídos pelo impetrante.3) O mandado de segurança é um importante instrumento de proteção a direitos líquidos e certos. individuais ou coletivos. ilegalmente ou com abuso de poder. Os direitos protegidos pelo mandado de segurança coletivo podem ser: I . para tanto. dos seus membros ou associados. de forma que os efeitos da coisa julgada beneficiam o impetrante individual. (B) no mandado de segurança coletivo. à soberania e à cidadania. O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político com representação no Congresso Nacional. Resposta: A 36 (FGV – OAB 2010.br | leonardosakaki@uol. (C) não induz litispendência para as ações individuais. (B) a sentença de procedência produz efeitos erga omnes. os decorrentes de origem comum e da atividade ou situação específica da totalidade ou de parte dos associados ou membros do impetrante. 1 (um) ano. (C) o mandado de segurança coletivo pode ser utilizado na defesa de direitos difusos. substituídos pelo impetrante. autorização especial.coletivos. ou de parte. assim entendidos. 5.br | 11 99610348 facebook. é correto afirmar que (A) pode ser impetrado em defesa de direitos líquidos e certos que pertençam a apenas parte dos membros de uma categoria ou associação.conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. Existe uma norma constitucional de eficácia limitada ainda não regulamentada impedindo o exercício de um direito em caso concreto. a sentença fará coisa julgada limitadamente aos membros do grupo substituído pelo impetrante. os transindividuais. Acerca do mandado de segurança coletivo.016/09.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 104 Art. que não estejam amparados por habeas corpus ou habeas data. Falta de norma regulamentadora de qualquer direito ou liberdade constitucional. de natureza indivisível. previsto no art. em defesa de direitos líquidos e certos da totalidade.2) O Mandado de Segurança Coletivo. na forma dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades. de que seja titular grupo ou categoria de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica básica. inciso LXX da Constituição da República. ainda que não requeira a desistência de seu mandado de segurança. para efeito desta Lei.sites.

CF. 103. (Incluído pela Lei nº 12. (Incluído pela Lei nº 12. CF. salvo comprovada má-fé. com observância do disposto no art. para fazêlo em trinta dias. mas pode assumir o andamento e dar execução da decisão. 12-H. será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e. à moralidade administrativa. o disposto no Capítulo IV desta Lei. de 2009). § 1o Em caso de omissão imputável a órgão administrativo.sites.717/65.uol. Declarada a inconstitucionalidade por omissão. §2. Exemplo: meu cliente vai conseguir se aposentar. Adin por omissão Concentrado.qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. Cuidado: art. 22. Autor: qualquer pessoa.br | leonardosakaki@uol.063. Autor: Art.063. será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias. 66. quando cai. Não tem foro de prerrogativa de função em ação popular. Art. 5. ou em prazo razoável a ser estipulado excepcionalmente pelo Tribunal.com.br | 11 99610348 facebook. Lei 9. tem a ver com patrimônio público. tendo em vista as circunstâncias específicas do caso e o interesse público envolvido. o Ministério Público irá assumir a ação. § 2o Aplica-se à decisão da ação direta de inconstitucionalidade por omissão. Art.7 Ação popular LXXIII . 103.868/99 – ampliação do prazo de 30 dias por um prazo razoável a critério do STF. ficando o autor. Foro: STF/STJ Efeito concreto – resolve o caso do seu cliente. no que couber. em se tratando de órgão administrativo. O Ministério Público não pode propor tal ação. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. Se um cidadão abandonar a ação. Foro: STF Dar ciência ou fazer em 30 dias.com. de 2009). Proteger patrimônio público histórico e cultural. isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. LXXIII. e Lei 4. http://leonardosakaki. meio ambiente e moralidade administrativa. Normalmente. as providências deverão ser adotadas no prazo de 30 (trinta) dias. CF: Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional. Remédio constitucional. Ação. Art.com/leonardosakaki | @leosak . Não tem foro de prerrogativa de função na ação popular. Só cidadão pode propor. Não faz coisa julgada a ação popular por falta de provas. 12-H. de 2009).063. outro poderá assumir – não havendo cidadão interessado. (Incluído pela Lei nº 12.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 105 Mandado de Injunção Difuso.

12 e 13 É o vínculo jurídico-político que une um indivíduo a um Estado. coletivo ou individual homogêneo. Cuidado. ainda que de pais estrangeiros. 129. III.com/leonardosakaki | @leosak . TPI (Tribunal Penal Internacional) Entrega tem a ver com TPI. A nacionalidade pode ser reestabelecida por decreto do Ministro da Justiça.3) A ação popular é um importante instrumento para a promoção da tutela coletiva de direitos.com.uol. http://leonardosakaki. Defensoria Pública. 12. Não pode ser usada em controle de constitucionalidade cujo principal objeto seja esse. como regra. (C) produz efeitos erga omnes. Art. Resposta: B 66.com. Art. (art. 129. CF. 67 Nacionalidade – art. Protege qualquer interesse difuso. CF. Ver o art. 5 da lei.Ação civil pública (ACP): art. após a aplicação do duplo grau de jurisdição.natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil. (B) a produção de efeitos erga omnes não ocorre se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas. cabendo aos interessados em se beneficiarem de eventual procedência na ação requererem sua habilitação até a prolação da sentença. (D) produz. Brasileiro adquiriu outra nacionalidade. é correto afirmar que (A) só se forma coisa julgada em ações populares julgadas procedentes. 5 da Lei 7. efeitos inter partes. LI e LII. Acerca da coisa julgada formada pelas sentenças de mérito proferidas em tais ações. e Lei 7. 5. 12. ficando seus efeitos. União etc. em todos os casos de improcedência.347/85). São brasileiros: I . 19 (FGV – OAB 2010. Observação: cuidado com art. Cidadão não pode propor. medida que tem por objetivo preservar os interesses da Fazenda Pública eventualmente condenada. Cidadão não pode propor. I – Nato Ler alínea c com a Emenda Constitucional 54/07 §3: cargos privativos de brasileiro nato §4: perda da nacionalidade – Cuidado: tanto brasileiro nato quanto naturalizado podem perder a nacionalidade. Volta para o Brasil e quer a nacionalidade brasileira de volta. limitados às partes do processo.347/85.br | 11 99610348 facebook.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 106 .sites. Brasil DEVE entregar brasileiro nato ou naturalizado ou estrangeiro ao TPI. desde que estes não estejam a serviço de seu país. CF.8 Ação civil pública Art.br | leonardosakaki@uol. Brasileiro nato não pode ser extraditado. III. Autor: Ministério Público. exclusivamente nos casos de procedência meritória.

II . (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3.São privativos de brasileiro nato os cargos: I .São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira. § 3º . o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios. 68 Direitos políticos – art. c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira.de Ministro do Supremo Tribunal Federal. de pai brasileiro ou mãe brasileira. VI . salvo os casos previstos nesta Constituição.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 107 b) os nascidos no estrangeiro. Voto facultativo: maior de 16 e menor de 18.de Presidente da Câmara dos Deputados. § 2º .de Presidente do Senado Federal. § 1º .com. salvo no casos: a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. 13.da carreira diplomática. Titulares do poder executivo para concorrerem cargos diferentes do que ocupam devem renunciar 6 meses antes.sites. de 1994) b) de imposição de naturalização. §6. b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade. pela norma estrangeira. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. mas não pode ser votado. pela nacionalidade brasileira. II . A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil.Os Estados. CF São inalistáveis e inelegíveis: estrangeiros e conscritos (homem na época do serviço militar obrigatório. Não vota e não é votado). (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3.adquirir outra nacionalidade. Analfabeto pode votar. desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil.de Presidente e Vice-Presidente da República.Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I . adquiram a nacionalidade brasileira.tiver cancelada sua naturalização. de 1994) Art. V . Desincompatibilização: art. 14. § 1º .br | leonardosakaki@uol.com/leonardosakaki | @leosak .com. ao brasileiro residente em estado estrangeiro. na forma da lei. exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral.naturalizados: a) os que.uol.Aos portugueses com residência permanente no País. desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem.A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados. 14 e 17. o hino. IV . em qualquer tempo. as armas e o selo nacionais.br | 11 99610348 facebook. serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro. se houver reciprocidade em favor de brasileiros. maior de 70 anos e os analfabetos. como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis.de oficial das Forças Armadas. Para a reeleição não precisa haver a desincompatibilização. http://leonardosakaki. por sentença judicial. III . § 2º . Se livrar de impedimento para uma candidatura – renúncia. residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal. de 1999) § 4º . desde que requeiram a nacionalidade brasileira. VII . depois de atingida a maioridade.de Ministro de Estado da Defesa(Incluído pela Emenda Constitucional nº 23. salvo nos casos previstos nesta Constituição. II .

de Governador de Estado ou Território.plebiscito. mediante: I . e. será agregado pela autoridade superior e.São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.São inelegíveis. os Prefeitos e quem os houver sucedido. o Presidente da República. nos termos da lei. § 7º .Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e.com/leonardosakaki | @leosak .com. http://leonardosakaki. na forma da lei: I . os Governadores de Estado e do Distrito Federal. Prefeito.O Presidente da República. 14. cargo ou emprego na administração direta ou indireta. os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.se contar mais de dez anos de serviço.o alistamento eleitoral. II . V . II .iniciativa popular. os conscritos. d) dezoito anos para Vereador.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 108 Inelegibilidade reflexa: art. c) vinte e um anos para Deputado Federal.o domicílio eleitoral na circunscrição. III .O alistamento eleitoral e o voto são: I .referendo.obrigatórios para os maiores de dezoito anos. a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato. para a inatividade. salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. b) os maiores de setenta anos. IV . b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal.br | leonardosakaki@uol.com. salvo se a prisão for decorrente de uma sentença condenatória com trânsito em julgado.a nacionalidade brasileira. a fim de proteger a probidade administrativa. II . § 3º . até o segundo grau ou por adoção. § 5º . c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.Para concorrerem a outros cargos. ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subsequente. § 2º .Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação. § 8º . Perda dos direitos políticos: preso pode votar. Vice-Prefeito e juiz de paz.São condições de elegibilidade.o pleno exercício dos direitos políticos. passará automaticamente. §7. § 1º . durante o período do serviço militar obrigatório. do Presidente da República. III . Deputado Estadual ou Distrital. se eleito.a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador. no território de jurisdição do titular. de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito. atendidas as seguintes condições: I . 14. § 9º .sites. Art. § 4º . o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins. com valor igual para todos.uol.br | 11 99610348 facebook.O militar alistável é elegível. VI . Impedimento para uma candidatura por relação de parentesco. e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função.a filiação partidária. § 6º . do Distrito Federal. no ato da diplomação. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto. deverá afastar-se da atividade.facultativos para: a) os analfabetos. II .se contar menos de dez anos de serviço.

registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral. enquanto durarem seus efeitos. Art.A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça. § 4º. não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. É vedada a cassação de direitos políticos. se temerária ou de manifesta má-fé.cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado.O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação.prestação de contas à Justiça Eleitoral. 37. Art.incapacidade civil absoluta. organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais. IV . § 1º . incorporação e extinção de partidos políticos. § 11 . na forma da lei civil. É livre a criação.proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes. nos termos do art.com. V . 15. respondendo o autor.uol.Os partidos políticos.recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa.É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar. distrital ou municipal. os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: I . A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação. na forma da lei.improbidade administrativa.condenação criminal transitada em julgado.sites. resguardados a soberania nacional. cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: I .br | leonardosakaki@uol. IV .br | 11 99610348 facebook. na forma da lei. II . http://leonardosakaki. devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária.com.com/leonardosakaki | @leosak . § 4º .É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna. § 2º . o pluripartidarismo. estadual. III . II . Art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 109 § 10 . nos termos do art. VIII. instruída a ação com provas de abuso do poder econômico. 16. 5º. § 3º . sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional. após adquirirem personalidade jurídica. 17. o regime democrático.Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão. III . corrupção ou fraude. fusão.funcionamento parlamentar de acordo com a lei.caráter nacional.

cobrança (poder executivo) e fiscalização de tributos (poder executivo). A competência para legislar sobre direito tributário é concorrente. 72 Competência para legislar – competência tributária Poder outorgado pela CF para legislar e instituir o tributo. ou seja.br | 11 99610348 facebook. existem leis da União.br | leonardosakaki@uol. Capacidade tributária ativa é aptidão para cobrar o Legislar. Limitações ao poder de tributar – princípios tributários e imunidades tributárias. A parafiscalidade sempre ohttp://leonardosakaki. Exemplo: sindicatos. não cria tributos. 71 Conceito de Direito tributário Direito tributário é o ramo do direito público que estuda princípios e normas reguladores das atividades de criação (poder legislativo).com. Indelegável – pacto federativo. Sempre quando um tema é concorrente. Pode ser delegado – parafiscalidade. cabe à União editar as normas gerais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 110 DIREITO TRIBUTÁRIO 69 Legislação básica CF: arts. mas para o direito financeiro. conselhos de classe. (B) lei complementar. O estudo da destinação do dinheiro arrecadado pelo fisco não cabe ao direito tributário.sites. dos Estados e do Distrito Federal sobre direito tributário. 96 70 Sistema Tributário Nacional – Constituição Federal Competência tributária: competência para instituir tributos.com. (D) lei ordinária. 84 (FGV – OAB 2010. 145 a 162 CTN: a partir do art. A CF apenas outorga a competência tributária a algumas pessoas.3) Conforme a Constituição Federal.com/leonardosakaki | @leosak . o veículo legislativo adequado para dispor sobre conflitos de competência entre os entes políticos em matéria tributária é a (A) medida provisória.1 Características Competência tributária Capacidade tributária ativa Competência tributária é aptidão para criar o tributo. Resposta: B 72. (C) emenda constitucional. tributo.uol. Fiscalizar e arrecadar tributo.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 111 corre por meio de lei. **onerosa.com.uol. Constituição entregou privativamente para cada ente um conjunto de imposto a ser instituído. Art.br | 11 99610348 facebook. inter vivos. Art. 156. CF) Municipais (art. seguro. (iv) Irrenunciabilidade. (vi) Inampliabilidade. CF – impostos municipais.br | leonardosakaki@uol. CF) IR ICMS* IPTU II IPVA ISS IE Imposto de Transmissão Causa Imposto de Transmissão de Bens IOF*** Mortis e Doação (ITCMD) Imóveis (ITBI)** IPI ITR IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas) *diferença ISS e ICMS – ICMS: serviço de comunicação e serviço de transporte (intermunicipal. (iii) Facultatividade. aplicações financeiras (títulos de crédito e valores mobiliários). 147. 156. Os bancos são auxiliares arrecadatórios quando recebem os tributos e repassam ao órgão público – não receberam capacidade ativa. (ii) Privatividade. câmbio. (v) Incaducabilidade. CF – competência cumulativa – Distrito Federal: institui tributos estaduais e. também.sites. fazer lei e instituir impostos municipais. 155. Federais Estatais (art. http://leonardosakaki. interestadual). apenas. Competência tributária (i) Indelegabilidade.com/leonardosakaki | @leosak .com. 72. os demais serviços são ISS.2 Tipos de competência tributária Espécies tributárias: a) Impostos b) Taxas c) Contribuições de melhorias d) Empréstimos compulsórios e) Contribuições especiais Competência tributária . ***operações de crédito.Privativa/Exclusiva: imposto. Pode ser delegada a uma outra pessoa de direito público.

como regra. Exclusiva da União. instituir taxas e contribuições de melhoria. II e III. Distrito Federal e Municípios. os impostos estaduais e.1 Princípio da legalidade Criação Aumento Redução Extinção de tributos sempre dependem de lei. Tributo é diferente de multa – o tributo surge sempre de um ato lícito (fato gerador). . Estados. . nunca surge do contrato.Extraordinária: competência para instituir o IEG – art. Competem à União. . 73 Conceito de tributo – art. Guerra externa ou sua iminência. Essa lei. CF. cumulativamente.Especial: empréstimo compulsório – art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 112 Art. 147. O direito tributário é disciplinado por leis ordinárias. 74 Princípios do Direito Tributário São limitações constitucionais ao poder de tributar. (iv) obrigação compulsória: o pagamento é obrigatório e não facultativo. se o Território não for dividido em Municípios.Comum: art. A criação. Casos raros em que o tributo só pode ser criado por http://leonardosakaki. é uma lei ordinária. em Território Federal. 74. nunca uma obrigação de fazer ou de não fazer. 3. (v) cobrado por atividade plenamente vinculada: o lançamento é vinculado.sites. ao Distrito Federal cabem os impostos municipais.br | 11 99610348 facebook.com. (iii) não constitui sanção por ato ilícito: no Brasil o tributo nunca tem caráter punitivo.com. 154. compete à União. CTN O tributo é: (i) obrigação legal: sempre surge da lei. CF. Exemplo: a cláusula do contrato de locação que "transfere" ao inquilino o dever de pagar o IPTU não se aplica ao direito tributário (as convenções particulares não podem ser opostas à Fazenda Pública). a multa surge da prática de ato ilícito (infração).uol. Calamidade pública ou investimento público.br | leonardosakaki@uol. II. 145. redução e extinção de tributos sempre dependem de lei. aumento. 148. os impostos municipais. (ii) prestação pecuniária (em moeda): o tributo é sempre uma obrigação de dar (uma quantia em dinheiro ao Estado).com/leonardosakaki | @leosak . CF.

Atenção: a definição da data do pagamento do tributo não depende de lei (Supremo Tribunal Federal). Anterioridade que empurra cobrança ao ano seguinte: anterioridade anual. A anterioridade só vale para criação e aumento. esta só se aplica quando a lei piora a situação do contribuinte. em matéria tributária. princípio da não surpresa ou princípio da segurança jurídica Atenção: anualidade não existe! Não é princípio da anualidade! Tributo criado ou majorado em um exercício (ano) só pode ser exigido no ano seguinte. 97 criou um rol taxativo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 113 lei complementar: imposto sobre grandes fortunas. tal hipótese (A) deve vir regulada por lei. (C) enquadra-se como majoração de tributo. precisam de mudança rápida. resultará na (A) majoração de tributo. não admitem medidas provisórias. respeitado o intervalo mínimo de 90 dias. Resposta: D 74.sites.2 Princípio da anterioridade. http://leonardosakaki. Exceções: Seis tributos podem ter alíquotas modificadas por ato do executivo. Anterioridade que fala sobre o intervalo de 90 dias: anterioridade nonagesimal. cobra-se no ano seguinte ao da edição da medida provisória. CIDE/combustíveis e ICMS/combustíveis também são.uol. o tema admite medida provisória. IPI. 77 (FGV – OAB 2010.2) Caso determinado município venha a atualizar o valor monetário da base de cálculo do IPTU. Resposta: D 78 (FGV – OAB 2010. e nos 6 casos a competência é para modificação e não criação. temas de lei complementar. impostos residuais e novas fontes de custeio da seguridade.br | 11 99610348 facebook. O Supremo Tribunal Federal considera que o art. II. (B) instituição de tributo. (C) exclusão do crédito tributário.com/leonardosakaki | @leosak . Se não for imposto.br | leonardosakaki@uol. Atenção: medida provisória que cria ou aumenta imposto só pode ser exigida no ano seguinte ao da conversão da medida provisória em lei. Atenção: A atualização monetária da base de cálculo não é aumento real. Esses são os tributos aduaneiros ou extrafiscais. As 6 exceções dizem respeito à alíquota. agora. empréstimos compulsórios. Os mais importantes são: IOF. (D) poderá ser disciplinada mediante decreto.2) O emprego da analogia. Como mexem com balança comercial.com. (Dica de chute: na dúvida. Se é uma garantia. IE. Observação: exercício fiscal coincide com o ano civil no Brasil. Todo princípio tributário é uma garantia do contribuinte. (D) impossibilidade de exigência de tributo não previsto em lei. (B) deve vir regulada por lei complementar. por isso não precisa de lei e a cobrança é imediata. chutar lei ordinária) Medidas provisórias em direito tributário: se o assunto é de lei ordinária.com.

85 (FGV – OAB 2010. Empréstimo Compulsório em calamidade pública ou Guerra. Exemplos: IOF. c) Cobrados no ano seguinte.1 Exceções à anterioridade a) Tributos de cobrança imediata: cobradas no dia seguinte.3 Princípio da irretroatividade A lei tributária não se aplica a fatos geradores pretéritos.11.br | 11 99610348 facebook. b) Tributos cobrados somente aos 90 dias: podem ser cobrados no mesmo ano. Situações de emergência ou que têm a ver com balança comercial. sem os 90 dias. Vale a data mais distante. (D) 90 dias após o exercício financeiro seguinte para o IPI e no exercício financeiro seguinte para o IE.2. Exemplo: IR e alterações na base de cálculo do IPTU e do IPVA. 74. 76 (FGV – OAB 2010. publicada em 18/02/2010. (B) extinção do tributo. Cuidado: é na base de cálculo.10.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 114 Observação: Como regra. aplica-se retroativamente a lei tributária na hipótese de: (A) analogia. Cálculo da Anterioridade: Aplica separadamente as duas anterioridades: anual em 1. Exemplo: IPI. CIDE/combustíveis e ICMS/combustíveis. Exceções: Esse princípio tem 2 exceções – há 2 casos em que a lei tributária retroage: quando for lei interpretativa e quando for mais benéfica em matéria de infração. Imposto Extraordinário de Guerra (IEG). uma nova lei.uol. então.11.2.com. contribuições sociais.2) De acordo com o Código Tributário Nacional. desde que o ato não tenha sido definitivamente julgado.10. ainda não definitivamente constituído. IE.com.com/leonardosakaki | @leosak . Resposta: C 74. A lei tributária não se aplica a fatos geradores anteriores à data de sua publicação. (C) 90 dias após a publicação da lei para o IPI e imediatamente para o IE. http://leonardosakaki.1. pois atinge a barreira da coisa julgada.5. a cobrança fica em 1. majorou a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). nonagesimal: 20. A partir de que data a nova alíquota poderá ser exigida para o IPI e para o IE? (A) Imediatamente para ambos. Exemplo: Data de publicação da lei – 20. não retroage. não é alíquota. quando esta favorecer o contribuinte. II. Se o caso á foi definitivamente julgado a lei não atinge.br | leonardosakaki@uol.1.sites. (B) No exercício financeiro seguinte para ambos. Quando a lei é publicada é válida para os fatos geradores de hoje e de amanhã.3) Visando fomentar a indústria brasileira. as duas anterioridades atuam simultaneamente. bem como majorou a alíquota do Imposto sobre Exportação (IE).

74. Impostos de alíquotas progressivas: a progressividade só pode ser usada por expressa previsão constitucional na Constituição Federal de 1. quando a lei nova lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo de sua prática. (D) da não diferenciação tributária entre a procedência e o destino do produto.7 Princípio da uniformidade geográfica Os tributos da União devem ter a mesma alíquota em todo o território nacional. 74.com/leonardosakaki | @leosak . 79 (FGV – OAB 2010. (C) da liberdade de tráfego. Em função da isonomia. ITR. como. Resposta: A 74. a incapacidade civil é irrelevante para o direito tributário.5 Princípio da isonomia O fisco não pode dar tratamento desigual a contribuintes em situação equivalente. a Zona Franca de Manaus.br | leonardosakaki@uol. Normalmente as perguntas da OAB envolvem IPI. cobrar mais impostos de produtos oriundos de outros Estados).6 Princípio da capacidade contributiva Tributos têm que ser graduados de acordo com a capacidade econômica do contribuinte. menor a alíquota.4 Princípio da seletividade As alíquotas do ICMS e IPI serão graduadas conforme a essencialidade do produto.8 Princípio da não limitação http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. na diferenciação quanto à procedência do produto é inconstitucional (IPVA maior para veículos de procedência no exterior. por exemplo.com. Quanto mais essencial o produto. 74. Exceção: incentivos fiscais para estimular certa região não violam o princípio da uniformidade.2) Considere a seguinte situação hipotética: lei federal fixou alíquotas aplicáveis ao ITR e estabeleceu que a alíquota relativa aos imóveis rurais situados no Rio de Janeiro seria de 5% e a relativa aos demais Estados do Sudeste de 7%. IPTU. Resposta: D 74.sites.com.uol. Menor de idade também paga tributo e empresas irregularmente constituída. (D) ato não definitivamente julgado. desde que não seja hipótese de crime. Atenção: o IPVA não possui alíquota progressiva. (B) da legalidade tributária.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 115 (C) graduação quanto à natureza de tributo aplicável. Tal enunciado normativo viola o princípio constitucional (A) da uniformidade geográfica da tributação.988 só três impostos são progressivos: IR. Cuidado: o único critério é a essencialidade.

97.10 Princípio da vedação do confisco É o princípio que proíbe retirar todos os bens do contribuinte. Traficante de drogas também devem Imposto sobre a Renda (IR). 74. CTN. 75 Interferência da União em impostos dos Estados e Municípios Como regra. §2. 74.sites. Importante: há um único caso que é possível a diferenciação de alíquota: concessão de incentivos fiscais para estimular certa região. Exemplo: Zona Franca de Manaus – art. Confisco é uma desapropriação sem indenização. O Supremo Tribunal Federal entende assim. PIS/Cofins. impostos residuais e novas fontes de custeio da seguridade. http://leonardosakaki.com. Exceção: cobrança de pedágio – a própria Constituição Federal autoriza a cobrança de pedágio. o tributo só pode ser disciplinado pela própria entidade competente para a sua criação.com.12 Princípio do non olet = o dinheiro não tem cheiro. Os tributos são pagos compensando-se em cada operação o montante recolhido na etapa anterior. Esse princípio também vale para multas tributárias. Para o direito tributário não interessa se a atividade tributada é criminosa ou não. É por isso que a União está proibida de dar isenção de tributos estaduais e municipais (proibição da isenção heterônoma).br | 11 99610348 facebook. Observação: Atualização monetária da base de cálculo. em 4 casos a União pode interferir nas alíquotas de impostos estaduais e municipais.uol.com/leonardosakaki | @leosak . 74. 40 do ADCT. Porém.11 Princípio da uniformidade Os tributos da União devem ter a mesma alíquota em todo o território nacional. 74. não é aumento de tributo – art. A não-cumulatividade vale para o ICMS. Não interessa a origem do contribuinte. IPI. dentro do índice de inflação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 116 O tributo não pode ser usado para restringir a circulação de pessoas e bens no território nacional.9 Princípio da não-cumulatividade Evitar a tributação em cascata.br | leonardosakaki@uol.

http://leonardosakaki. não atingindo as obrigações acessórias – deveres instrumentais. Atenção: também se sujeitam à repartição de receitas o IPI. 76 Repartição de receitas . Imunidade ≠ Isenção: imunidade está na CF.arts. 157: Pertencem aos Estados e Distrito Federal: (i) 100% do IR retido na fonte sobre a remuneração de servidores estatutários.br | 11 99610348 facebook. 195. estaduais e distritais. §5. (iv) 25% do ICMS. 157 e 158. a) Art. b) Art. §7.br | leonardosakaki@uol. 158: Pertencem aos municípios: (i) 100% do IR sobre a remuneração sobre a remuneração de servidores estatutários municipais. IOF sobre o ouro quando definido como ativo financeiro. CF São regras constitucionais que dividem o montante arrecadado com alguns tributos. se celebrar convênio com a União.com. Está prevista na CF – não pode haver confusão com a norma legal de desoneração. facultado ao município ficar com 100% do imposto. 77 Imunidades tributárias Desoneração tributária – campo de não incidência do tributo. Cide combustíveis.sites. (ii) 50% do ITR.com/leonardosakaki | @leosak . Isenção é causa de exclusão do crédito tributário. Art. mas são casos de imunidade. Imunidade e isenção afastam somente a obrigação tributária principal. Cuidado: há dois dispositivos na CF que trazem a equivocada expressão "são isentas de". enquanto que a isenção está na lei. CF – impostos – desoneração nas transferências de imóveis para fins de reforma agrária. (iii) 50% do IPVA. 184. que é a isenção.uol. (ii) 20% dos impostos residuais. Art.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 117 Resolução do Senado Alíquota mínima Alíquota máxima √ √ √ √ IPVA Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) ICMS Atenção: lei complementar da União pode fixar alíquotas mínima e máxima do Imposto Sobre Serviço (ISS). CF – contribuição social previdenciário – desoneração das entidades beneficentes de assistência social.

à renda e aos serviços.São isentas de impostos federais. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. Não afastam todos os tributos. ao Distrito Federal e aos Municípios: VI . c) patrimônio. Exemplo: não incide IPVA na Kombi de propriedade da prefeitura. 195. 184. CF Art. Imunidade: (i) recíproca: União. d) livros. que só se refere a impostos. é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. uns dos outros. renda ou serviços. Essas imunidades afastam somente impostos.com. os outros tributos são devidos. Essa regra foi estendida para autarquias e fundações públicas.com/leonardosakaki | @leosak .instituir impostos sobre: a) patrimônio. 77. aos Estados.com. 150.sites. Resposta: A Há extensão para autarquias e fundações públicas – art.3) A imunidade recíproca impede que (A) a União cobre Imposto de Renda sobre os juros das aplicações financeiras dos Estados e dos Municípios. abaixo detalhado. 150. Por quê? Pacto Federativo – as entidades não são hierarquizados. inclusive suas fundações. 150. como se notou acima.São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei. estaduais e municipais as operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária. vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes. atendidos os requisitos da lei.br | 11 99610348 facebook.uol. A norma imunizande afasta os mais diferentes tributos. §7º . Não pagam impostos. §2.A vedação do inciso VI.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 118 Art. todavia existe um importante dispositivo de imunidade. Distrito Federal e municípios não pagam impostos uns aos outros. Estados.br | leonardosakaki@uol. periódicos e o papel destinado a sua impressão. das entidades sindicais dos trabalhadores. 89 (FGV – OAB 2010. são parificados. Art. VI. no que se refere ao patrimônio. (C) o Estado cobre contribuição de melhoria em relação a bem do Município valorizado em decorrência de obra pública. é vedado à União. §5º .1 Imunidades em espécie – art. sem fins lucrativos. das instituições de educação e de assistência social. b) templos de qualquer culto. (B) o Município cobre a taxa de licenciamento de obra da União. http://leonardosakaki. (D) o Estado cobre tarifa de água consumida em imóvel da União. Templo de qualquer culto não são imunes a qualquer tributo. "a". jornais. CF: (empresa pública e sociedade de economia mista há tributação normal) §2º . renda ou serviços dos partidos políticos.

195. 14. regularidade contábil. (Redação dada pela Lcp nº 104. (b) prova de que não há prejuízo à livre concorrência.aplicarem integralmente. CTN. Dependerá – deve haver o cumprimento das condições abaixo: (a) prova de que a renda conexa é integralmente convertida para o propósito religioso. ou no §1º do artigo 9º. (d) entidade de assistência social sem fins lucrativos. CTN. de 10.br | 11 99610348 facebook.uol.com/leonardosakaki | @leosak . creches.sites. proprietária de um apartamento. os diretamente relacionados com os objetivos institucionais das entidades de que trata este artigo. prova de que não há remessa dolosa do lucro para o exterior. os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais. O disposto na alínea c do inciso IV do artigo 9º é subordinado à observância dos seguintes requisitos pelas entidades nele referidas: I – não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas. empresas públicas.br | leonardosakaki@uol.com. sou seja. bem como a CAERD (Cia de Águas e Esgotos de Rondônia). leia-se imunidade (Atenção!). a autoridade competente pode suspender a aplicação do benefício. Com relação ao (c) e (d).com. (iii) partidos políticos: favorece 4 pessoas jurídicas diferentes: (a) partidos e suas fundações. foram considerados imunes. Art. ou seja. os Correios e a INFRAERO. aproximando-se das autarquias. CF). III . Art. o art. a qualquer título. §2º Os serviços a que se refere a alínea c do inciso IV do artigo 9º são exclusivamente. Exemplo: mesmo que o estacionamento da igreja seja terceirizado a imunidade permanece. O mesmo ocorre com lojas. Apesar de a CF dizer em isenção no art. pois a imunidade ocorrerá se ela tiver a propriedade do bem.manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. Vale para qualquer religião e qualquer imposto. estão no mesmo terreno do templo. 14. http://leonardosakaki. desde que contígua. Exemplo: igreja. prevê 3 requisitos para essa imunidade: se houver lucro. 123. por desempenharem função exclusiva de Estado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 119 Observação: o STF. sociedade de economia mista. Não incide. previstos nos respectivos estatutos ou atos constitutivos. este não pode ser apropriado pelos mantenedores. E se vende jazigo? Deve seguir condições acima citadas. Essa imunidade também vale para as áreas contíguas ao templo. casas sacerdotais etc. As assistências sociais sem fins lucrativos são imunes a contribuições sociais também (art.2001) II . (ii) templos de qualquer culto: instituições religiosas não pagam nenhum imposto. no mesmo número de matrícula dos templos.1. (b) sindicatos de trabalhadores. no País. (c) instituição de educação sem fins lucrativos. §1º Na falta de cumprimento do disposto neste artigo. aluga-o a terceiros e recebe alugueres. 195. Atenção: cemitério de igreja para sepultamento de fiéis e religiosos – incide IPTU? Há correspondência fática. Atenção: o fato de uma igreja ser inquilina é irrelevante.

princípio da não afetação. Disciplinado por lei ordinária. Também são desvinculados quanto à destinação da receita – princípio da não afetação (art. Outras matérias primas não têm imunidade. Editora e livraria têm que pagar IR. usar a palavra "isenção". A Constituição Federal só deu imunidade para uma matéria prima. CTN. sendo irrelevantes a denominação legal e a destinação do dinheiro.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 120 (iv) imunidade de imprensa: livros. A Constituição Federal proíbe a vinculação da receita de impostos à despesa. IPVA. IPTU etc. São tributos desvinculados – independem de atuação estatal. jornais. IV. Exceção: Porém. Essa imunidade é exclusiva do produto. §7 . 4.br | 11 99610348 facebook. Federais Estatais Municipais IR ICMS IPTU II IPVA ISS IE Imposto de Transmissão Causa Imposto de Transmissão de Bens IOF Mortis e Doação (ITCMD) Imóveis (ITBI) IPI ITR IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas) http://leonardosakaki. (v) sindicato de trabalhadores: não pagam nenhum imposto. (vi) entidades assistenciais e de educação sem fins lucrativos: não pagam nenhum imposto. exceto com gastos de saúde ou ensino. deve-se interpretar como imunidade). é uma imunidade objetiva – essa imunidade não afasta impostos pessoais de editoras e livrarias. 167.br | leonardosakaki@uol.sites. órgão ou fundo . 195.com. fundo ou despesa. As entidades assistenciais também são imunes a contribuições sociais – art. periódicos e o papel para a sua impressão não pagam nenhum imposto.1 Impostos é o fato gerador que define o tributo. CF). CF/88 (apesar . CF. o papel.uol. Art. O Supremo Tribunal Federal estendeu essa imunidade também para filmes e papeis fotográficos para composição do livro. pode haver vinculação com gastos de saúde ou educação. Imposto não é imposto remuneratório – não se remunera o Estado por ter feito alguma coisa.com. 78 Espécies tributárias a) Impostos b) Taxas c) Contribuições de melhorias d) Empréstimos compulsórios e) Contribuições especiais 78. por isso que não pode ter vinculação do dinheiro do imposto a nenhuma receita específica. É vedado vincular receita de impostos a órgão.

A área é dotada de rede de abastecimento de água. Essa exigência é (A) legal. a lei é complementar. também os municipais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 121 Distrito Federal = cobra os estaduais e mais os municipais. (B) ilegal. mas construção civil paga no local da prestação.com/leonardosakaki | @leosak . pois a arrematação não pode causar prejuízo ao Fisco. Quem cobra impostos sobre os territórios? Sendo criado algum. e em sua pessoa fiscal ficam sub-rogados os créditos dos tributos incidentes sobre o mesmo imóvel.2) Semprônio dos Santos é proprietário de um sítio de recreio. não inserido em área urbana. dotada de melhoramentos. (D) o ITR. Criação de impostos residuais (aqueles que não estão na lista dos 13. na região serrana de Paraíso do Alto. IPTU: Pode ter alíquotas progressivas. Imposto Extraordinário de Guerra (IEG): são cobrados no caso de guerra externa ou sua iminência. A Constituição Federal diz que um território pode criar com ou sem municípios. é um imposto novo.3) Determinada pessoa. na área de expansão urbana.uol.br | 11 99610348 facebook. Resposta: B ISS: Em regra é devido para o município da sede do prestador. havendo arrematado imóvel em leilão judicial ocorrido em processo de execução fiscal para a cobrança de Imposto Predial Urbano. (C) o IPTU. pois o crédito do exequente se sub-roga sobre o preço da arrematação. por ser área de expansão urbana. é cobrado pela União. como. por não haver escola ou hospital próximos a menos de 3km do imóvel. Resposta: A 86 (FGV – OAB 2010. são por lei ordinária.3) http://leonardosakaki.com. quer hospitais públicos. (B) o ITR. Não incide ISS sobre locação – entendimento do STF. por ser sítio de recreio. Neste caso Semprônio deve pagar o seguinte imposto: (A) o IPTU. os estaduais e.sites. 88 (FGV – OAB 2010. se o território não for dividido em municípios. 75 (FGV – OAB 2010. pois o valor pago pelo arrematante não foi suficiente para a cobertura da execução. a União cobra os federais. (D) legal. pois o arrematante é sucessor do executado em relação ao imóvel. explorado para fins empresariais. vem a sofrer a exigência pelo saldo devedor da execução não coberto pelo preço da arrematação. Admitem bitributação. por exemplo o IVA – Imposto sobre Valor Agregado): competência da União. não podem ter base de cálculo e fato gerador de outro imposto.com. (C) legal. tem que ser não cumulativos. embora não existam próximos quer escola. local destinado ao lazer. exonerando o arrematante quanto ao saldo devedor.br | leonardosakaki@uol. rede de iluminação pública e esgotamento mantidas pelo município. podem ter base de cálculo e fato gerador de outro imposto. por ser sítio.

IR: A cobrança de IR é informada sob 3 critérios: progressividade. IPVA: Não incide sobre barcos e aeronaves – somente sobre veículos terrestres. não pode ser exigido o tributo sobre contribuintes estabelecidos fora do território de cada Ente Federado. Resposta: A ICMS: Não incide ICMS sobre arrendamento mercantil. títulos e valores mobiliários. IGF: Ainda não foi criado.000.br | 11 99610348 facebook.com. porque a construtora não tem estabelecimento em Nova Iguaçu e. pertencerá à ex-esposa. como o regime de casamento era o da comunhão total de bens.sites. dividiram o patrimônio total existente da seguinte maneira: o imóvel situado no Município X.uol. Respeita as 2 anterioridades – anual e nonagesimal. IOF: operação de crédito. Somente 3 serviços pagam ICMS – comunicação. de competência do Estado. mas simples repartição do patrimônio comum de cada ex-cônjuge. pois.000. seguro. porque é o local onde foi construído o edifício. Assinale a alternativa correta quanto à tributação incidente nessa partilha.3) Nos autos de uma ação de divórcio.00. (A) O tributo a ser recolhido será o ITCMD. (B) de Nova Iguaçu. não há transferência de bens.com. os ex-cônjuges. (D) do Rio de Janeiro. no valor de R$ 50. (B) O tributo a ser recolhido será o ITBI. A competência para a imposição do Imposto Municipal Sobre Serviços (ISS) caberá à municipalidade (A) do Rio de Janeiro. dividiram o patrimônio total existente da seguinte maneira: o imóvel situado no http://leonardosakaki. Se em processo de separação o cônjuge transfere um imóvel de valor superior ao da meação não é devido o ITBI porque a transmissão não foi onerosa – paga-se ITCMD. casados em regime de comunhão total de bens. de competência do Município. transporte interestadual e transporte intermunicipal. onde não possui estabelecimento. (D) Não há tributo a ser recolhido. e incidirá sobre a base de cálculo no valor de R$ 10.00.com/leonardosakaki | @leosak . porque construção civil não é prestação de serviços. (C) do Rio de Janeiro. (C) O tributo a ser recolhido será o ITBI. generalidade (todos devem pagar) e universalidade (todas as rendas são tributadas).000.3) Nos autos de uma ação de divórcio. câmbio. A União não tem prazo para a sua criação.00.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 122 Uma construtora com sede no Município do Rio de Janeiro constrói um edifício sob regime de empreitada na cidade de Nova Iguaçu. e incidirá sobre a base de cálculo no valor de R$ 10. pertencerá ao ex-marido. enquanto o imóvel situado no Município Y. Resposta: B ITBI: Incide sobre transmissão onerosa (compra e venda) de imóveis. cada qual para o município de localização do bem. os ex-cônjuges. sobre ambos os imóveis.000. casados em regime de comunhão total de bens. ITCMD 87 (FGV – OAB 2010. em razão do princípio da territorialidade. 87 (FGV – OAB 2010. no valor de R$ 30.br | leonardosakaki@uol.00. porque é o município onde a construtora tem a sua sede social.

por lei ordinária. Art. 78. fiscalização.000.com. 78. cada qual para o município de localização do bem. taxa para obtenção de certidões. no valor de R$ 30. podendo ter base de cálculo e fato gerador de qualquer outro imposto.1. (C) O tributo a ser recolhido será o ITBI. de competência do Município. Estados e Municípios. Exemplos: Taxa de Fiscalização Ambiental (TFA). também os Municipais.00. É de competência comum a todas as entidades – União.1 Tipos a) taxas de polícia: são aquelas cobradas quando o Estado exerce fiscalização efetiva sobre o contribuinte.br | leonardosakaki@uol. não há transferência de bens. http://leonardosakaki. mesmo que seja de competência Estadual ou municipal.000. pois.br | 11 99610348 facebook. Distrito Federal. de competência do Estado.1. Importante: as taxas não terão base de cálculo própria de impostos.000. desde que: sejam não cumulativos e não tenham fato gerador e base de cálculo de outro imposto. por lei complementar.00.00. CF/88. Remuneramos atividade estatal chamado de poder de polícia. (A) O tributo a ser recolhido será o ITCMD. 78.2. enquanto o imóvel situado no Município Y. Quem pode criar impostos extraordinários de guerra? A competência é da União. taxa para obtenção de licenças. e incidirá sobre a base de cálculo no valor de R$ 10. Resposta: A 78. pertencerá ao ex-marido. 145. e incidirá sobre a base de cálculo no valor de R$ 10. Criadas por lei ordinária. no valor de R$ 50.00. criar impostos novos (impostos residuais). 78.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 123 Município X.com. Assinale a alternativa correta quanto à tributação incidente nessa partilha. (B) O tributo a ser recolhido será o ITBI.sites.1.uol. os Estaduais e. como o regime de casamento era o da comunhão total de bens.000. se o território não for dividido em Municípios.3 Criação de novos impostos Quem pode criar novos impostos? União. sobre ambos os imóveis.2 Territórios A União cria os impostos Federais.com/leonardosakaki | @leosak . mas simples repartição do patrimônio comum de cada ex-cônjuge. §2. (D) Não há tributo a ser recolhido. pertencerá à ex-esposa.1 Distrito Federal Competência do Distrito Federal = Estados + Municípios.2 Taxas São tributos vinculados (remuneram atividades estatais).

A pessoa mora numa casa de 50 mil reais. A competência é comum (União. Atenção: Posso criar taxa para remunerar serviço público ou por poder de polícia.sites. pois não é uma obra pública. Não pode ser cobrada a contribuição. gerando a possibilidade de cobrança de taxa. Estados.br | leonardosakaki@uol.2) O poder de polícia. energia residencial (taxa de luz). para atingir os seus objetivos maiores.com. taxa judiciária. São criados em 2 hipóteses (não são fato gerador do empréstimo compulsório – hipóteses que autorizam a criação do empréstimo compulsório – podem ter um fato gerador qualquer. 148.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 124 14 (FGV – OAB 2010. Exemplo: nova estação do metrô valorizando o bairro. São criadas por leis ordinárias. CF São tributos restituíveis. (C) afasta a razoabilidade.3 Contribuições de melhoria São tributos vinculados.br | 11 99610348 facebook. (ii) limite individual – é a valorização em cada imóvel. telefonia fixa. ou seja. de forma efetiva ou potencial ao contribuinte. Não confundir taxa com contribuição de melhoria. Atenção: O CTN prevê 2 limites ao valor de contribuição de melhoria: (i) limite global – é o custo da obra. São cobradas quando uma obra pública valoriza imóvel do contribuinte. Atenção: se o serviço for indivisível (uti universi) a taxa é inconstitucional. A competência é da União. Exemplo: taxa do lixo.uol. como contrapartida. em prol da predominância do interesse público. serviço uti singuli. conferindo a possibilidade de o Estado limitar o exercício da liberdade ou das faculdades de proprietário. 78.4 Empréstimos compulsórios – art. transporte coletivo. de preço público. A hipótese de incidência é a realização de obra pública (não é serviço público) que valoriza imóvel do contribuinte. (B) se instrumentaliza sempre por meio de alvará de autorização. Passa a valer 100 mil reais. ainda que já usado para outro tributo – pode bitributar): http://leonardosakaki. em prol do interesse público (A) gera a possibilidade de cobrança. Resposta: D b) taxa de serviço: é a cobrada quando o Estado presta serviço público específico e divisível. (D) deve ser exercido nos limites da lei. 78. Do lado é construído um shopping. Exemplo: iluminação pública: não pode existir no Brasil taxa de iluminação. A lei é a lei complementar – não admite medida provisória.com. água encanada. Contribuição de melhoria só remunera obra pública.com/leonardosakaki | @leosak . Distrito Federal e municípios).

não é o fato gerador que dá a identidade jurídica às contribuições – não se aplica o art. facultada a arrecadação na fatura da energia residencial. Atenção: IEG. CF) – proíbe o desvio de finalidade. 78.com. CF. O valor arrecadado fica vinculado à situação que ensejou a cobrança (art.sites. CF. pago tudo que é tributo. Importante: Quando importo um produto. Exemplo: PIS. Bitributação. (iii) Contribuições sociais ou previdenciárias. Mas na exportação só incide o IE. Exemplo: contribuição sindical. 149.com. 4. O que importa é a finalidade. 148. Lembrar: quando importo um produto. (ii) investimento público relevante (respeita a anterioridade – só anual). parágrafo único. (iii) Cofins plurifásica não cumulativa. CTN. http://leonardosakaki. Atenção: O art. Não se admite mais empréstimo compulsório para situação que exija absorção temporária do poder aquisitivo. Empréstimo Compulsório e Contribuições são os únicos casos de bitributação autorizados pela Constituição Federal. O art. que são usadas pela União para a disciplina de determinados mercados. Contribuições podem ter fato gerador e base de cálculo próprios de impostos.uol. 149.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 125 (i) calamidade pública (tragédia da natureza – pode ser localizada. é de cobrança imediata. 15.com/leonardosakaki | @leosak . (ii) Cofins plurifásica cumulativa. não precisa ser generalizada) ou guerra externa (pode ser iminente ou deflagrada). III. São criadas por leis ordinárias. (ii) contribuições de interesse das categorias profissionais – são cobradas por sindicatos e conselhos de classe para custeio de suas estruturas (exemplo: contribuição sindical). Cofins e CSLL (Contribuição Social do Lucro Líquido) São tributos qualificados pela destinação/finalidade – ao contrário dos outros tributos. destinação e não o fato gerador.5 Contribuições especiais (i) Contribuições de interesse das categorias profissionais. Estados.br | leonardosakaki@uol. prevê 3 tipos de contribuições: (i) contribuições de intervenção no domínio econômico – Cides. foi revogado pela CF88. Exemplo: custeio das obras da transposição do Rio São Francisco. mas na exportação só incide o IE. pago tudo que é tributo. (iii) . (ii) Cides: Contribuições de intervenção no domínio econômico. Contribuição privativa da União – art. CTN. Existem 2 contribuições que não são federais: Distrito Federal e município podem cobrar contribuição de iluminação pública (CIP ou Cosip).br | 11 99610348 facebook. Atenção: Existem 3 regimes da incidência da Cofins: (i) Cofins monofásicas. Distrito Federal e municípios podem cobrar contribuição de seus servidores para o custeio de regime previdenciário próprio.

Pode bitributar. Sendo caso de lacuna. Pode bitributar. princípios do direito público. princípios do direito tributário.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 126 Cuidado: as chamadas contribuições confederativas. Imposto Extraordinário de Guerra (IEG) Art. CTN. http://leonardosakaki. a autoridade usará analogia. 100 do Código Tributário Nacional – normas complementares compreendem atos normativos do fisco. 80 Código Tributário Nacional i) regras de integração da lei tributária: preenchimento de lacunas: sendo caso de lacuna a autoridade usará a analogia.uol. São restituídos.com/leonardosakaki | @leosak . 148. equidade. 8. 80. Recusa de domicílio eleito. 96. 108. CF.2 Obrigação tributária Surge com o fato gerador.sites. decretos e normas complementares. Nada impede que os 2 tributos sejam cobrados simultaneamente. 79 Tributação de guerra Instrumentos que a União possui para custear uma guerra externo. Não são restituídos. Admite medida provisória. princípios gerais do direito público. Lei Complementar. As decisões dos órgãos do fisco entram em vigor 30 dias após a publicação. CTN Processo de preenchimento de lacunas. Empréstimo Compulsório Art. CF/88 Competência da União. mesmo que não for imposto federal.1 Integração da lei tributária – art. iii) legislação tributária: art. decisões de órgãos do fisco. Não admite medida provisória. não é tributo. tratados e convenções internacionais. convênios e práticas reiteradas da autoridade (costumes). CF/88 Competência da União. Art. Os convênios entram em vigor na data neles prevista. princípios gerais do direito tributário. 154.br | 11 99610348 facebook. equidade. mas se o domicílio eleito prejudicar a arrecadação o fisco pode recusar. Lei Ordinária. A Constituição Federal prevê dois institutos para obtenção de recursos para custear uma guerra. 103. Art. A legislação tributária é o conceito que compreende leis. IV.com. ii) o Código Tributário Nacional admite a eleição de domicílio pelo contribuinte. Iminente ou deflagrada. CTN – os atos normativos do fisco entram em vigor na data de sua publicação.br | leonardosakaki@uol. Iminente ou deflagrada. previstas no art.com. 80.

Resposta: D 74 (FGV – OAB 2010.200. ou seja. b) responsável tributário: aquele que não sendo contribuinte tem alguma obrigação perante o fisco (relação indireta com o fato gerador). assinale a afirmativa correta. Ele é quem aufere renda. o adquirente só responde se mantiver a mesma atividade comercial. nesta última hipótese. União. sindicatos) e o passivo (devedor).000. OAB. Estados. no direito tributário: a) contribuinte: aquele que tem relação pessoal e direta com o fato gerador. em função de ter havido a quebra da empresa. nos limites do valor do crédito garanti do pela hipoteca. da quadra 23. (D) fica obrigado a pagar todos os tributos que recaiam sobre o bem. o adquirente nunca responde. localizado no nº 06.uol.sócios. Delta possuía um imóvel hipotecado ao Banco Junior S/A. 80 (FGV – OAB 2010. b) acessória: obrigação de fazer ou não fazer (prestações positivas ou negativas). o novo proprietário (A) não paga o imposto de transmissão de bens imóveis. Temos 2 figuras. 2 tipos de devedores.com/leonardosakaki | @leosak . relacionados ao ICMS não pago de vendas ocorridas em 03/01/2008. (C) paga o IPTU. gerentes e administradores só respondem por dívida da empresa se o fisco provar excesso de poder ou infração – desconsideração da personalidade jurídica. mas não paga o ITBI. Com base no exposto acima.00 O imóvel está avaliado em R$ 1.00.sites. Neste caso. A Fazenda Pública Estadual tem créditos a receber de Delta Ltda. em função de ser bem público.000. vendeu um imóvel de sua titularidade situado na rua Dois. (A) A Fazenda tem direito de preferência sobre o credor com garantia real.000. http://leonardosakaki. uma vez que. Cuidado: se a aquisição for em falência ou recuperação judicial. Distrito Federal e Municípios. É uma relação jurídica. . (D) A Fazenda respeitará a preferência do credor hipotecário. teve sua falência decretada em 11/01/2010. em garanti a de dívida no valor de R$ 1.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 127 Pode ser: a) principal: que envolve o pagamento do tributo e da multa.empresa que adquirir de outra estabelecimento ou fundo de comércio (trespasse). e entidades parafiscais.2) Delta Ltda. ou seja. ante a imunidade do patrimônio público. de Limpeza do Município de Trás os Montes.br | leonardosakaki@uol.com. (B) fica isento do imposto predial e territorial urbano.br | 11 99610348 facebook. prevalecendo o crédito com garanti a real. Exemplo: empregador é responsável pela retenção na fonte do IR do empregado. em virtude de seus privilégios. Resposta: D Casos especiais de responsabilidade: . (C) A Fazenda tem direito de preferência uma vez que a dívida tributária é anterior à hipoteca. que une 2 pólos: ativo (credor – fisco.2) A Cia. empresa pública municipal.com. (B) A Fazenda não pode executar o bem. não importando a atividade. quem transmite a propriedade do bem é empresa pública.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 128

- empresa resultante de cisão, fusão ou incorporação responde por dívidas das empresas anteriores.
73 (FGV – OAB 2010.2) Pizza Aqui Ltda., empresa do ramo dos restaurantes, adquiriu o estabelecimento empresarial Pizza Já Ltda., continuando a exploração deste estabelecimento, porém sob razão social diferente – Pizza Aqui Ltda. Neste caso, é correto afirmar que: (A) a Pizza Aqui responde solidariamente pelos tributos devidos pela Pizza Já, até a data do ato de aquisição do estabelecimento empresarial, se a Pizza Já cessar a exploração da atividade. (B) caso a Pizza Já prossiga na exploração da mesma atividade dentro de 6 (seis) meses contados da data de alienação, a Pizza Aqui responde subsidiariamente pelos tributos devidos pela Pizza Já Ltda. até a data do ato de aquisição do estabelecimento. (C) caso a Pizza Já mude de ramo de comércio dentro de 6 (seis) meses contados da data de alienação, então a Pizza Aqui será integralmente responsável pelos tributos devidos pela Pizza Já até a data do ato de aquisição desta. (D) caso o negócio jurídico não fosse a aquisição, mas a incorporação da Pizza Já pela Pizza Aqui, esta última estaria isenta de qualquer responsabilidade referente aos tributos devidos pela Pizza Já até a data da incorporação.
Resposta: B

Se o contribuinte deve vários tributos, mas o patrimônio não é suficiente para quitar todos, consideram-se quitados (art. 162 do Código Tributário Nacional): 1 contribuições de melhoria, 2 taxas, 3 impostos.
72 (FGV – OAB 2010.2) Em Direito Tributário, cumpre à lei ordinária: (A) estabelecer a cominação ou dispensa de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos. (B) estabelecer a forma e as condições como isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos em matéria de ISS. (C) estabelecer normas gerais em matéria tributária, especialmente sobre adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas. (D) estabelecer normas gerais em matéria tributária, especialmente sobre a definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e empresas de pequeno porte.
Resposta: A

80.3

Crédito Tributário: exclusão, suspensão e extinção

(i) Causas de exclusão: anistia e isenção. (ii) Causas de suspensão: moratória, depósito integral, recursos e reclamações, concessão de liminar e tutela antecipada, parcelamento. (iii) Extinção: os demais.
82 (FGV – OAB 2010.3) Segundo o Código Tributário Nacional, remissão é (A) uma modalidade de extinção dos créditos tributários e consiste na liberação da dívida por parte do credor, respaldada em lei autorizativa. (B) a perda do direito de constituir o crédito tributário pelo decurso do prazo. (C) uma modalidade de exclusão dos créditos tributários com a liberação das penalidades aplicadas ao sujeito passivo, respaldada em lei autorizativa.

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(D) uma modalidade de extinção dos créditos tributários em razão da compensação de créditos entre o sujeito ativo e o sujeito passivo, respaldada em lei autorizativa.
Resposta: A

71 (FGV – OAB 2010.2) Mauro Ricardo decidiu não pagar o imposto de renda do último ano, pois sua esposa Ana, servidora pública, sofreu acidente de carro e foi declarada absolutamente incapaz, em virtude de traumatismo craniano gravíssimo. Ocorre que a Receita Federal efetuou o lançamento e notificou Mauro, nos termos da lei, acerca do crédito tributário em aberto. Quando Mauro recebeu a notificação, ele se dirigiu à Receita e confessou a infração, prontificando-se a pagar, de imediato, o tributo devido, sem multa ou juros de mora. A partir do exposto acima, assinale a afirmativa correta. (A) A confissão de Mauro tem o condão de excluir a sua responsabilidade, sem a imposição de qualquer penalidade. Entretanto, ele deve pagar o tributo devido acrescido dos juros de mora. (B) Mauro somente se apresentou à Receita após a notificação, o que exclui qualquer benefício oriundo da denúncia espontânea, devendo ele recolher o tributo devido, a penalidade imposta e os juros de mora. (C) A incapacidade civil de Ana tem reflexo direto na sua capacidade tributária, o que significa dizer que, após a sentença judicial de interdição, Ana perdeu, igualmente, a sua capacidade tributária, estando livre de quaisquer obrigações perante o fisco. (D) Caso Mauro ti vesse procedido com mera culpa, ou seja, se a sonegação ti vesse ocorrido por mero esquecimento, ele poderia pagar somente o tributo e os juros de mora, excluindo o pagamento de multa.
Resposta: B

80.4

Revogação de isenção – art. 178, CTN

Se a isenção for temporária e também condicionada, quem preenche a condição, não pode perder a isenção no prazo prometido. Isenção condicionada é o que exige do contribuinte o preenchimento de uma condição. Uma lei pode ser revogada por outra lei, então, a isenção pode ser revogada. Exceção: se a isenção for temporária e condicionada, quem preenche a condição não pode ter o benefício revogado. Atenção: é um caso de ultratividade da lei tributária. 80.5 Recusa de domicílio eleito

A legislação tributária admite o domicílio de eleição, mas se o domicílio eleito prejudicar a arrecadação ou fiscalização, o fisco pode recusar o domicílio eleito. 80.6 Conceito de tributo

Art. 3, CTN. Tributo é: (a) uma obrigação legal: tributo sempre surge da lei, ou nunca surge do contrato. As convenções particulares não são opostas perante o fisco. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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(b) uma prestação pecuniária: o tributo é sempre uma obrigação de dar quantia em dinheiro ao Estado, nunca uma obrigação de fazer ou não fazer. É uma prestação em moeda. Serviço militar obrigatório não tem caráter tributário, é obrigação de fazer. (c) não constitui sanção por ato ilícito. Não é uma punição, não é uma pena. Tributo é diferente de multa – o tributo surge de um ato lícito (fato gerador),a multa surge de um ato ilícito (infração). (d) é uma prestação compulsória, ou seja, o pagamento é obrigatório. (e) cobrado por lançamento, ou seja, um ato do fisco de cobrança. O lançamento é um ato privativo do fisco (só o fisco pode lançar tributo), com natureza vinculada (não é discricionária), declaratório do fato gerador e constitutivo do crédito tributário. O lançamento declara o fato gerador que já aconteceu e constitui o crédito tributário permitindo que o fisco faça a execução forçada, se for o caso. 80.7 Lançamento

É ato privativo do fisco. É ato de império, ato impositivo. São indelegáveis a particulares. É declaratório do fato gerador e constitutivo do crédito tributário. É ato vinculado. Há três modalidades de lançamento. (a) lançamento direto ou de ofício. É aquele feito pelo fisco sem participação do contribuinte. Exemplo: IPVA, IPTU, AIIM (auto de infração e imposição de multa). (b) lançamento misto ou por declaração. É aquele feito por base em informações prestadas pelo devedor. Exemplo: II. Atenção: IR não é por declaração. (c) autolançamento ou por homologação (é a regra no Brasil). É aquele que ocorre antecipação do pagamento. Exemplo: ICMS, IR. 80.7.1 Prazos de lançamento Fato gerador 5 anos (prazo de decadência) Lançamento 5 anos (prazo de prescrição) Execução fiscal 80.8 Linha do tempo – devido processo legal para cobrança de tributos Fato gerador Obrigação tributária Lançamento

Hipótese de incidência

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 131 Execução tributária Certidão da Dívida Ativa (enviado ao contribuinte) Dívida ativa (rol de devedores) Crédito tributário (direito de cobrar do fisco)

Pagamento pelo contribuinte 80.9 Hipótese de incidência

É a descrição legislativa da situação que produz o dever de pagar o tributo. Hipótese de incidência ocorre no plano abstrato – é uma descrição legal. Exemplo: IR – auferir renda. É diferente de fato gerador, que ocorre no plano concreto – é um acontecimento real. Exemplo: João aufere renda. Para facilitar o estudo do tema, a doutrina divide a hipótese de incidência em 5 partes, chamadas de aspectos da hipótese de incidência – partes da hipótese:

Aspecto quantitativo (quanto?) Aspecto material (por quê?)

Aspecto temporal (quando?)

LEI

Aspecto espacial ou territorial (onde?)

Aspecto pessoal (quem?) Atenção 1: se a empresa tem sede em Guarulhos, mas presta serviços em São Paulo, onde é devido o ISS? O ISS é devido em Guarulhos, pois a regra no ISS é o pagamento no local da sede do prestador, mas construção civil paga no local da prestação.
88 (FGV – OAB 2010.3) Uma construtora com sede no Município do Rio de Janeiro constrói um edifício sob regime de empreitada na cidade de Nova Iguaçu, onde não possui estabelecimento. A competência para a imposição do Imposto Municipal Sobre Serviços (ISS) caberá à municipalidade (A) do Rio de Janeiro, porque é o município onde a construtora tem a sua sede social. (B) de Nova Iguaçu, porque é o local onde foi construído o edifício. (C) do Rio de Janeiro, porque construção civil não é prestação de serviços. (D) do Rio de Janeiro, porque a construtora não tem estabelecimento em Nova Iguaçu e, em razão do princípio da territorialidade, não pode ser exigido o tributo sobre contribuintes estabelecidos fora do território de cada Ente Federado.
Resposta: B

Atenção 2: como saber se o imóvel é urbano e paga IPTU para o município ou se é rural e paga ITR para a União? Segundo o art. 32, CTN, o imóvel é urbano (paga IPTU), quando localizado em área definida pela lei municipal

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 132 como urbana (critério da localização), desde que presentes pelo menos 2 das seguintes melhorias: iluminação pública, meio fio ou calçamento fornecimento de água ou coleta de esgoto, posto de saúde, escola primária. 80.10 Fato gerador É a ocorrência concreta da situação descrita na hipótese de incidência. Lembrar que é o fato gerador que define o tributo. Art. 4 CTN.

81

Denunciação voluntária
71 (FGV – OAB 2010.2) Mauro Ricardo decidiu não pagar o imposto de renda do último ano, pois sua esposa Ana, servidora pública, sofreu acidente de carro e foi declarada absolutamente incapaz, em virtude de traumatismo craniano gravíssimo. Ocorre que a Receita Federal efetuou o lançamento e notificou Mauro, nos termos da lei, acerca do crédito tributário em aberto. Quando Mauro recebeu a notificação, ele se dirigiu à Receita e confessou a infração, prontificando-se a pagar, de imediato, o tributo devido, sem multa ou juros de mora. A partir do exposto acima, assinale a afirmativa correta. (A) A confissão de Mauro tem o condão de excluir a sua responsabilidade, sem a imposição de qualquer penalidade. Entretanto, ele deve pagar o tributo devido acrescido dos juros de mora. (B) Mauro somente se apresentou à Receita após a notificação, o que exclui qualquer benefício oriundo da denúncia espontânea, devendo ele recolher o tributo devido, a penalidade imposta e os juros de mora. (C) A incapacidade civil de Ana tem reflexo direto na sua capacidade tributária, o que significa dizer que, após a sentença judicial de interdição, Ana perdeu, igualmente, a sua capacidade tributária, estando livre de quaisquer obrigações perante o fisco. (D) Caso Mauro tivesse procedido com mera culpa, ou seja, se a sonegação ti vesse ocorrido por mero esquecimento, ele poderia pagar somente o tributo e os juros de mora, excluindo o pagamento de multa.
Resposta: B

83 (FGV – OAB 2010.3) Na denúncia espontânea, o sujeito passivo tem direito à exclusão (A) da multa e dos juros. (B) da multa e da correção monetária. (C) apenas dos juros. (D) apenas da multa.
Resposta: D

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 133 DIREITO DO TRABALHO

82

Fontes do Direito do Trabalho

A CLT é um conjunto híbrido de leis destinado a regular a relação de emprego. CF: estão nos arts. 7 ao 11.

83

Relação de emprego

Empregado: pessoa física, pessoalidade, habitualidade, salário, subordinação. Empregador: pessoa física ou pessoa jurídica (de direito público ou direito privado), poder de direito (organizar, fiscalizar e punir). Revista: é permitida, entretanto, a revista íntima é proibida. Art. 373-A, IV, CLT: vedada a revista íntima da mulher. Art. 5, CF iguala homens e mulheres, então, é vedada a revista íntima para o homem também. Fiscalizar e-mail corporativo e instalação de câmeras são permitidas. Punir: advertência (verbal ou escrita), suspensão (até 30 dias) ou dispensa com justa causa. Grupo empresarial: empregador único – responsabilidade solidária – Súmula 129, TST. Sucessão de empresas: o sucessor assume o passivo trabalhista Agente incapaz: 16 a 18 anos: proibido – noturno, perigoso (energia nuclear e elétrica, explosivo e inflamável), insalubre e prejudiciais à formação moral. 14 anos: apenas aprendiz. Trabalho lícito Ilícito: atividade contrária à lei penal. Contrato ilícito x contrato proibido: o contrato proibido visa proteger a saúde e a vida do trabalhador, portanto uma vez ocorrido gera direitos trabalhistas (exemplo: mulheres carregando mais que 20 kg, estrangeiro irregular no país).

84

Princípios do direito do trabalho

Princípio da proteção: dar ao obreiro uma superioridade jurídica, frente à superioridade econômica do empregador. Princípio da irrenunciabilidade de direitos do empregado: na presença do juiz é possível renunciar direitos. Princípio da continuidade da relação de emprego: os contratos de trabalho, em regra, são por prazo indeterminado. O que ocorre é que não pode ser admitida uma sucessão de contratos por prazo certo na mesma empresa. Princípio da primazia da realidade: os acontecimentos reais são muito mais importantes que os documentos.

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85

Contratos de trabalho – art. 443, CLT

Os contratos, em regra, devem ser pactuados por prazo indeterminado.
73 (FGV – OAB 2010.3) João da Silva decidiu ampliar o seu consultório médico e, para isso, contratou o serviço do empreiteiro Vivaldo Fortuna. Ambos ajustaram o valor de R$ 5.000,00, cujo pagamento seria feito da seguinte maneira: metade de imediato e a outra metade quando do encerramento do serviço. Logo no início dos trabalhos, Vivaldo contratou os serventes Reginaldo Nonato e Simplício de Deus, prometendo-lhes o pagamento de um salário mínimo mensal. Ocorre que, passados três meses, Reginaldo e Simplício nada receberam. Tentaram entrar em contato com Vivaldo, mas este tinha desaparecido. Por conta disso, abandonaram a obra e ajuizaram uma ação trabalhista em face de João da Silva, pleiteando os três meses de salários atrasados, além das verbas resilitórias decorrentes da rescisão indireta provocada por Vivaldo. Diante desse caso concreto, é correto afirmar que João da Silva (A) deve ser condenado a pagar os salários atrasados e as verbas resilitórias decorrentes da rescisão indireta, uma vez que é o sucessor trabalhista de Vivaldo Fortuna. (B) deve ser condenado a pagar apenas os salários atrasados, mas não as verbas resilitórias, uma vez que não foi ele quem deu causa à rescisão indireta. (C) não deve ser condenado a pagar os salários atrasados e as verbas resilitórias decorrentes da rescisão indireta, uma vez que a obra não foi devidamente encerrada. (D) não deve ser condenado a pagar os salários atrasados e as verbas resilitórias decorrentes da rescisão indireta, uma vez que é o dono da obra e não desenvolve atividade de construção ou incorporação.
Resposta: D

74 (FGV – OAB 2010.3) O empregado Vicente de Morais foi dispensado sem justa causa. Sete dias depois, requereu a liberação do cumprimento do aviso prévio, pois já havia obtido um novo emprego. O antigo empregador concordou com o seu pedido, exigindo apenas que ele fosse feito por escrito, junto com a cópia da sua CTPS registrada pelo novo empregador, o que foi realizado por Vicente. Diante dessa situação, o antigo empregador deverá (A) integrar o aviso prévio ao pagamento de todas as verbas rescisórias por ele devidas, uma vez que o aviso prévio é irrenunciável. (B) deduzir o aviso prévio do pagamento de parte das verbas rescisórias devidas, uma vez que o empregado renunciou livremente a esse direito, mas o aviso prévio continuará incidindo sobre as parcelas de natureza salarial. (C) deduzir o aviso prévio do pagamento de parte das verbas rescisórias devidas, uma vez que o empregado renunciou livremente a esse direito, mas o aviso prévio continuará incidindo sobre as parcelas de natureza indenizatória. (D) pagar as verbas rescisórias, excluindo o valor equivalente ao dos dias remanescentes do aviso prévio.
Resposta: D

75 (FGV – OAB 2010.3) Uma Fundação Municipal de Direito Público decidiu implementar uma reestruturação administrativa, a fim de produzir melhores resultados, com proveito para a sociedade como um todo, prestigiando a sua função social e o princípio da eficiência. Para tanto, desenvolveu um Plano de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV), por meio do qual o empregado que aderisse receberia as verbas resilitórias, acrescidas de um bônus de 80% sobre o seu

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valor. Ao ler atentamente os termos do PIDV, o empregado Josué de Souza constatou a existência de uma cláusula em que se previa a expressa e geral quitação das obrigações oriundas do contrato de trabalho, nada mais havendo a reclamar depois de efetuado o ajuste. Após refletir cuidadosamente sobre a questão, Josué resolveu aderir ao PIDV. Ocorre que, tão logo recebeu as verbas resilitórias e o bônus de 80%, Josué ajuizou uma ação trabalhista em face da Fundação, pleiteando o pagamento de horas extraordinárias e os reflexos delas decorrentes, sob o argumento de que essas parcelas não foram englobadas expressamente pelo PIDV. Em defesa, o antigo empregador reconheceu a existência de trabalho extraordinário, mas afirmou que as querelas oriundas do contrato de emprego já haviam sido definitivamente solucionadas pelo PIDV. Diante dessa situação concreta, é correto afirmar que o pedido de pagamento de horas extraordinárias e reflexos deve ser julgado (A) procedente, uma vez que o PIDV efetua a quitação exclusivamente das parcelas e valores dele constantes. (B) improcedente, haja vista a cláusula de quitação geral prevista no PIDV. (C) improcedente, haja vista a natureza jurídica de renúncia do PIDV. (D) procedente, uma vez que Josué de Souza possui prazo de cinco anos após o término do contrato para pleitear tudo o que entender cabível.
Resposta: A

85.1

Contrato por prazo determinado

Os contratos de prazo determinado são exceção. Quando há prazo determinado não há aviso prévio. Aqui, não há a multa do FGTS. Esses contratos não geram nenhum tipo de estabilidade. O empregado que sofre acidente durante o contrato por prazo determinado gera estabilidade – quando há acidente de trabalho gera estabilidade.
Art. 443 - O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado. §1º - Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada. §2º - O contrato por prazo determinado só será válido em se tratando: a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo; b) de atividades empresariais de caráter transitório; c) de contrato de experiência.

§2, a – serviço transitório. Exemplo: acréscimo de serviço, ou seja, empresa recebe encomenda de um cliente. §2, b – empresa transitória. Estes dois tipos de contratos podem ser pactuados por no máximo 2 anos e admite uma só prorrogação. O limite máximo é de 2 anos – o contrato junto com a prorrogação pode ter no máximo 2 anos. §2, c – contrato de experiência – empregada ficou grávida no curso do contrato de experiência tem estabilidade? Não, é um contrato de experiência. A regra da prorrogação do contrato de experiência é idêntica às de cima, mas o limite máximo é de 90 dias. Entre um contrato e outro, deve haver um prazo mínimo de 6 meses. Caso o empregador rescinda o contrato sem justa causa e antes da data final certa já pactuada, deverá ao empregado uma indenização equivalente a metade do que este deveria receber até o cumprimento integral do re-

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com. já que o art. o empregado também deverá ao empregador uma indenização até o limite a que teria direito em condições idênticas. TST: nas rescisões antecipadas nos contratos de experiência caberá aviso prévio.Considera-se empregador a empresa.). 85. Subordinação sempre existirá. somente recaindo em bens do antigo sócio em determinadas circunstâncias (ver tópico sobre execução). muitas vezes há cláusula sobre o passivo trabalhistas.há responsabilidade subsidiária do tomador de serviços. 2º . assumindo os riscos da atividade econômica. Empregado: Art. CLT. http://leonardosakaki. . Observação 2: o risco da atividade econômica jamais poderá ser transferido ao empregado (inadimplência dos clientes. 3º .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 136 ferido contrato. Relação de trabalho ≠ relação de emprego. pois se trata de uma norma da empresa. Art. e não de fim. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. não podendo ser subordinado ao tomador de serviços.sites. falência etc.com/leonardosakaki | @leosak . admite. tem que ser de meio.para que a atividade terceirizada fique caracterizada. Em caso inverso. que. a presunção de fraude na relação estará configurada. Arts. Os empregados são de responsabilidade da empresa e quem irá responder pelo passivo trabalhista todo o tempo. como vimos com o empregado. e . 10 .2 Terceirização Requisitos básicos: . e não de uma subordinação direta. . 479 e 480. responsabilizando o outorgante vendedor até a data da compra e o promitente comprador após a data efetiva da compra. mas somente se ficar demonstrado o prejuízo.br | 11 99610348 facebook.1 Tipos de trabalhadores e empregados Autônomo Autonomia no serviço.3 Sujeitos do contrato de trabalho Empregador: Art. Súmula 163.pode ter limite de prazo. 85.br | leonardosakaki@uol.Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador.3. 19 da Lei 4. 85.impessoalidade na contratação. Observação 1: Em contratos de compra e venda de sociedades/companhias. sob a dependência deste e mediante salário. 448 .com. Art.A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. Se se verificar que o trabalhador presta serviços somente a um tomador de serviços.886/65 descreve que o representante tem de prestar contas de seu serviço sempre que solicitado – trata-se de uma subordinação irreal.Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não afetará os direitos adquiridos por seus empregados. individual ou coletiva. como de fato pode até ser. O autônomo assume o risco da atividade como se fosse um empregador. inicialmente é o atual proprietário.uol.

Teoria da descontinuidade: trabalhador ocasional. 442. mas com número mínimo necessário a compor a administração da sociedade. o requisito da habitualidade.com/leonardosakaki | @leosak .788/08) Revogou a lei anterior. não tendo. o trabalhador avulso difere do empregado em virtude de ser esporádico. vira empregado. Parágrafo único . Teoria dos fins: eventual é o trabalhador que vai desenvolver numa empresa serviço não coincidentes com os seus fins normais. não existe vínculo empregatício entre ela e seus associados. Sua distinção preponderante com relação ao empregado é que o avulso é esporádico.889/73) Atividade voltada para agricultura ou pecuária em propriedade rural. ainda que por herança. Terminada sua missão. se configura com rotineiridade prática nesta relação. automaticamente estará desligado. mesmo que exista um diretor. 15 da Lei de Estágio. A fixação de um operário a um só tomador é indício claro de fraude na relação. Jornada de trabalho: 6 horas diárias e 30 horas semanais (estagiário de nível superior). Recesso de 30 dias corridos que deve ser usufruído preferencialmente com as férias escolares. obra. gera vínculo de emprego. Em época de prova a jornada normal cairá pela metade (sem redução na bolsa auxílio). O vale transporte passou a ser obrigatório. Teoria da fixação: não se fixa a uma fonte de trabalho – a fixação é jurídica. Estagiário (Lei 11. Cooperativa nasce da simples vontade de seus membros. a uma ou mais empresas. sem relação de emprego. nem entre estes e os tomadores de serviços daquela. Teoria do evento: o trabalhador é admitido numa empresa para determinado evento (acontecimento. Rural (Lei 5.br | leonardosakaki@uol. mas desenvolvendo atividade rural. quando o estágio não for obrigatório. pode ser considerado emprego rural. o que. esporádico. Em época de férias a jornada pode aumentar para 40 horas semanais. Art. intransferibilidade de quotas a terceiros. Se o estagiário suplementar a jornada dele. infelizmente.Qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa. http://leonardosakaki. Avulso Assim como o eventual. serviço específico).sites.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 137 Eventual Aquele que presta serviços de natureza urbana ou rural de caráter eventual. Sua única diferença com relação ao eventual é que a contratação do avulso é sempre intermediada por um órgão arregimentador. Normalmente um sindicato arregimenta o trabalhador avulso e o envia para a atividade necessária. Contrato expresso de estágio com duração máxima de 2 anos. Ainda que no âmbito urbano.uol. não tem expectativa de retorno. todos autônomos. portanto. concurso de sócios sem limitação de número máximo. Não terá longa duração.com. Art.com. Cooperativa Variabilidade ou dispensa do capital social. Os ganhos são repartidos.br | 11 99610348 facebook. trabalha de vez em quando. mas não há patrão.

com/leonardosakaki | @leosak . ainda que não tenha intenção de lucro. Não existe vínculo de emprego gratuito. O terceiro requisito é o da subordinação. não existe empregado pessoa jurídica.com. FGTS é facultativo (o início do recolhimento é facultativo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 138 Domésticos (Lei 5. empresa esta que. Quando a CLT trouxe esse requisito de pessoa física. tem que ser registrada nas Delegacias Regionais de Trabalho.sites. adicional de insalubridade. http://leonardosakaki.com. adicional de periculosidade. Diarista Continuidade e habitualidade são figuras distintas e só admite como empregado doméstico aquele que presta serviços mais de 2 vezes durante a semana. âmbito residencial. CLT. onerosidade. Expectativa de retorno do empregado num determinado dia. Há o requisito da habitualidade.3. Referido empregado deverá ser contratado por uma empresa locadora de mão de obra. Empregado pode ser substituído. obrigatoriamente. Art. tem o requisito da pessoalidade no vínculo de emprego.br | leonardosakaki@uol. Única exceção: empregado doméstico tem que trabalhar pelo menos 3 vezes por semana para terem habitualidade. O último requisito é o salário. (ver detalhes abaixo) 85. Temporário (Lei 6. mas o emprega não pode se fazer substituir. É muito comum nas audiências trabalhistas. Indispensável: ausência de lucro do empregador doméstico nem mesmo no local onde o empregado doméstico trabalha. Atenção: motorista de uma residência é empregado doméstico. não existe doméstico em empresa.br | 11 99610348 facebook. adicional noturno. mesmo não trabalhando no âmbito residencial. ainda que seja 1 vez por semana.uol. mas iniciando o recolhimento torna-se obrigatório).019/74) Deverá ser prestado nas seguintes situações: (i) necessidade transitória de substituição de pessoal.2 Relação de emprego Empregado deve ser pessoa física. intervalos. órgãos do Ministério do Trabalho e Emprego destinado à fiscalização das relações de emprego. prestação de serviços à pessoa ou a família. Institutos que os domésticos não têm direito: hora extra. Juiz do trabalho pode anular a abertura de uma empresa? Sim. não quis apenas excluir a pessoa jurídica. 9. e (ii) acúmulo extraordinário de serviço. salário família. Pessoalidade = empregado nunca pode se fazer substituir.859/72) Serviço de natureza contínua e de finalidade não lucrativa a pessoa ou a família no âmbito residencial destas.

com mudança de domicílio.com/leonardosakaki | @leosak . sem a anuência do empregado exercente de cargo de confiança. Alterações no contrato de trabalho devem ser pactuados por mútuo consentimento. independentemente de real necessidade do serviço. no caso de real necessidade do serviço. Não pode haver prejuízo ao empregado. não eventual. implícita ou explícita.4 Contrato Temporário – Lei 6. Resposta: C http://leonardosakaki. a empresa tomadora ou cliente é solidariamente responsável pelo recolhimento das contribuições previdenciárias.br | leonardosakaki@uol. podendo ser prorrogado por mais 3 meses.5 Alteração do contrato de trabalho – art. Diferenças entre temporário e terceirização: A terceirização não precisa conter limite de prazo. diante da nulidade declarada. Na terceirização há responsabilidade subsidiária do tomador de serviços sempre. pela remuneração e indenização prevista nesta lei. pode então postular a reparação com o retorno do contrato à sua situação anterior. é correto afirmar que (A) é considerada alteração unilateral vedada em lei a determinação ao empregador para que o empregado com mais de dez anos na função reverta ao cargo efetivo. (C) o empregador pode. 85. para localidade diversa da que resultar do contrato.com. com mudança de domicílio.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 139 Esses requisitos são cumulativos. para localidade diversa da que resultar do contrato. Necessidade transitória de substituição de pessoal.sites.com. Atenção: No caso de falência da empresa de trabalho temporário. no tocante ao tempo em que o trabalhador esteve sob suas ordens assim como em referência ao mesmo período. (B) o empregador pode. a tomadora de serviços se responsabiliza solidariamente para com os créditos trabalhistas dos empregados.br | 11 99610348 facebook. Mudanças feitas de forma unilateral serão nulas.uol. Limite máximo de 3 meses. A terceirização deve compreender contratação de atividade meio e nunca de atividade fim. 468. A terceirização não compreende contratação pessoal de serviços. salário. dependência. transferi-lo.019/74 Hipóteses: Acréscimo de serviços. transferi-lo. (D) o adicional de 25% é devido nas transferências provisórias e definitivas.3) Relativamente à alteração do contrato de trabalho. O empregado. não caracteriza mais o vínculo de emprego: pessoa física. sem a anuência do empregado cujo contrato tenha como condição. 85. Em caso de falência da locadora. faltando 1. 72 (FGV – OAB 2010. CLT Tem que ter a anuência do empregado.

(D) a parcela de participação nos lucros ou resultados. Vale transporte pago em dinheiro é fraude e integra a remuneração. das horas extraordinárias.com. (iii) vale transporte. A gorjeta integra a remuneração. Se a gratificação for ajustada. ele estaria gastando o salário no trabalho. salvo para horas extras.1 Adicional de transferência – art. 70 (FGV – OAB 2010. integra a remuneração. não integra a remuneração do empregado. aviso prévio e DSL. (ii) PLR. mas para o empregado também. adicionais e comissão). (C) o plano de saúde fornecido pelo empregador ao empregado. do adicional noturno e do repouso semanal remunerado. No caso de transferência provisória. habitualmente paga. §3. pelo menos 30% do salário tem que vir em dinheiro. gorjeta. adicional noturno.br | 11 99610348 facebook. em razão de seu caráter contraprestativo. Resposta: D http://leonardosakaki. 86 Salário Salário é a importância fixa estipulada pela prestação de serviço.br | leonardosakaki@uol.3) Em se tratando de salário e remuneração. CLT Quando acarreta mudança de domicílio do empregado. (iv) diárias até 50% do salário. Remuneração é o conjunto de títulos que recebe o empregado por sua prestação de serviços (exemplos: hora extra. (v) gorjetas.com. Súmula 354 do TST consideram gorjeta o valor dado não só ao empregador. As despesas com transferência serão do empregador. o adicional não será devido. (B) as gorjetas integram a base de cálculo do aviso prévio. Salário pago através de bens econômicos.sites. e não o salário). Quando a transferência for de caráter definitivo ou se partir por iniciativa do empregado. Pessoa que trabalha em loja de roupa é obrigado a comprar roupa da loja para trabalhar e isso é descontado no fim do mês não é salário utilidade – o "uniforme" tem que ser dado. Não posso pagar a totalidade do salário em utilidade. e não só o salário (13 salário deve ser em cima de remuneração. é correto afirmar que (A) o salário-maternidade tem natureza salarial. 469. A base de cálculo para todos os fins trabalhistas é a remuneração. Não integra a remuneração: (i) gratificações (exemplo: plano de saúde). (vi) salário in natura ou salário utilidade. Para ter natureza salarial a utilidade deve ser dada pelo trabalho e não para o trabalho.5.com/leonardosakaki | @leosak . É vedado transferir o empregado sem a sua autorização. consiste em salário in natura. o adicional devido é de 25% sobre o salário.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 140 85.uol.

porém. ou em cheque emitido diretamente pelo empregador (cheque de terceiro não paga salário) em favor do empregado salvo se o empregado for analfabeto. Cheque ou depósito bancário: o Ministério do Trabalho autoriza as empresas situadas em perímetro urbano.00 por dia.br | 11 99610348 facebook. Os bens fornecidos pelo empregador ao empregado. com o consentimento do empregado. ou seja. semanal. a fim de comprovar que Marcos não o efetuou. ao custo de R$ 16. ou seja.com/leonardosakaki | @leosak . Por tarefa. pelo menos 30% dele deve ser pago em dinheiro. sem qualquer menção ao vale-transporte. http://leonardosakaki. sendo para o seu trabalho. os bens fornecidos para o trabalho não têm natureza salarial.com. residente no Município de Última Instância. Marcos ajuizou ação trabalhista pleiteando o pagamento de vale-transporte. Regras de proteção ao salário: Irredutibilidade. (D) Não há mais provas a serem produzidas. Impenhorabilidade. mas os bens fornecidos pelo trabalho sim. pois nunca recebeu essa prestação. mesmo que gratuitamente. diária… Por produção ou unidade de obra. a inobservância deste requisito. com participação sindical. Meios de pagamento de salário: Dinheiro: moeda corrente do país. considera-se não pago. Marcos foi dispensado sem justa causa. (B) Cabe a Marcos demonstrar que satisfez os requisitos indispensáveis à obtenção do vale-transporte. Marcos requereu ao seu empregador que lhe fornecesse valetransporte.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 141 80 (FGV – OAB 2010. assinale a alternativa correta relativa à distribuição do ônus da prova.uol.3) Contratado para trabalhar no Município de Boa-Fé pela empresa X. Resposta: B Formas de ajuste de pagamento de salário: Por tempo: mensal.sites. Passados oito meses. Em utilidades: os salários podem ser pagos em bens econômicos. Em virtude dos gastos com as passagens. devendo o juiz indeferir qualquer requerimento nesse sentido. (A) Cabe ao empregador apresentar todos os requerimentos de vale-transporte feitos pelos seus empregados. salvo pensão alimentícia. apesar de morador de outro município da região metropolitana. recebendo as verbas resilitórias. o empregador alegou que Marcos nunca fez qualquer requerimento nesse sentido. Inconformado. (C) Cabe ao Juiz determinar de ofício que o empregador apresente todos os requerimentos de vale-transporte feitos pelos seus empregados.br | leonardosakaki@uol. não são considerados como salário. será possível apenas mediante norma coletiva. a fim de comprovar que Marcos não efetuou o seu próprio requerimento. Em face dessa situação concreta. estava obrigado a utilizar duas linhas de ônibus para e ir e para voltar do trabalho para casa. ao que lhe foi dito que seria providenciado. Em contestação.com. Marcos da Silva. a fazer o pagamento dos salários e remunerações através de conta bancária aberta para este fim (conta salário).

não se trata de comissão. descrevendo verba única. a base será a média anual desta. doméstico e rural também têm direito a ele. não poderá haver descontos. comissões ou percentagens. salvo quando resultar de adiantamento ou art. Comissões ≠ Percentagem – comissão é preço fechado (R$5. Diárias Tem caráter indenizatório. Nestes compensa-se o valor que foi gasto pelo empregado enquanto que as diárias são fixas. com hotéis. Diária ≠ reembolso ou adiantamento de despesas. Aquele que. O empregador pode estornar a comissão paga se houver inadimplência do comprador. Gorjetas Integra a remuneração. Era utilizado para burlar a lei para pagamento de aumento em forma de abono. previsto na CF/88.com. por exemplo. e sim percentagem. para determinada categoria profissional.br | leonardosakaki@uol. Não serve para base de cálculo para as parcelas de aviso prévio. Denominações: Salário mínimo: fixado por MP.sites. desde que tenha previsão contratual. O pagamento deve ser feito com base no salário de dezembro. quita todos os títulos. se o dano decorreu de culpa também. Piso salarial: valor mínimo. alimentação etc. uma antecipação salarial.br | 11 99610348 facebook.com. hora extra e repouso semanal remunerado. como quando o empregado receber.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 142 Intangibilidade.00 por peça vendida). não incorporando este nas férias e qualquer outro instituto. Tipos especiais de salário: Abonos: é o adiantamento dado pelo empregador ao empregado. Houve edição da lei 8. não importando que o empregado tenha gasto mais ou menos.com/leonardosakaki | @leosak .uol. 462. CLT – empregado causa dano por dolo à empresa. Pagamento feito aos empregados para recompensá-los por despesas de viagem. quando o trabalhador ganha o valor calculado em percentagem sobre a peça. adicional noturno. Se o salário for variável. Salário normativo: é aquele fixado em sentença normativa proferida em dissídio coletivo perante os Tribunais de Trabalho. 13º salário É devido para qualquer tipo de empregado – temporário. estipulado em convenção ou acordo coletivo. Comissões: retribuição do serviço realizado pelo trabalhador. Tanto faz o dado diretamente pelo cliente ou o cobrado pela empresa. Salário complessivo: não é admitido em nossa legislação. Tem caráter de doação. http://leonardosakaki.238/91 que o incorporou ao salário. Salário profissional: deriva de ajuste entre o poder público e certo grupo profissional.

uma vez que só a partir da decisão judicial que determine o reenquadramento é que o empregado fará jus ao aumento salarial. as promoções deverão ser feitas alternadamente por merecimento e por antiguidade. e não conta como tempo de serviço. Iniciada sua atividade. § 4º . considerando como mês integral aquele que o empregado trabalhar 15 dias ou mais dentro do mês. § 2º . de fato. a todo trabalho de igual valor. pelo empregado. conforme constava do quadro de carreira da empresa devidamente registrado no Ministério do Trabalho e Emprego. é devido ao empregado.No caso do parágrafo anterior. Resposta: C 87 Suspensão e interrupção do contrato Suspensão é a paralisação temporária dos serviços.Trabalho de igual valor. em que o empregado não recebe salários. é correto afirmar que: (A) o pedido está inepto. cujo nível e cuja remuneração eram bem superiores. uma vez que este é um caso típico de equiparação salarial e não houve indicação de paradigma. na mesma localidade. as atribuições que lhe estavam sendo exigidas deveriam ser destinadas ao cargo de tesoureiro. na base de 1/12 por mês trabalhado. exceto na demissão por justa causa. § 3º .com. encontra-se dentro do jus variandi do empregador. Marcos percebeu que o gerente lhe estava repassando tarefas alheias à sua função.2) Marcos foi contratado para o cargo de escriturário de um banco privado. hipótese em que as promoções deverão obedecer aos critérios de antiguidade e merecimento.br | leonardosakaki@uol. § 1º . com incidência no FGTS. para as quais o empregado está obrigado. que as suas atividades correspondiam. postulou uma obrigação de fazer – o seu reenquadramento para a função de tesoureiro – e o pagamento das diferenças salariais do período.O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física ou mental atestada pelo órgão competente da Previdência Social não servirá de paradigma para fins de equiparação salarial. (B) o pedido deve ser julgado improcedente.Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira. sem distinção de sexo.sites. http://leonardosakaki. (D) o pedido deve ser julgado procedente em parte. A rigor. prestado ao mesmo empregador. será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica. àquelas previstas abstratamente na norma interna da empresa para o cargo de tesoureiro.Sendo idêntica a função. Diante desta situação jurídica. nacionalidade ou idade. Nela. se for demonstrado. (C) o pedido deve ser julgado procedente. Atenção: §§2 e 4 trata da excludente de equiparação 46 (FGV – OAB 2010. entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a 2 (dois) anos. corresponderá igual salário. Equiparação salarial Art. ao fim dos quais Marcos decidiu ajuizar uma ação trabalhista em face do seu empregador.com.uol. 461 . uma vez que a determinação das atividades. Atenção: função ≠ cargo. para os fins deste Capítulo.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak . Esta situação perdurou por dois anos. dentro de cada categoria profissional.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 143 Quando há rescisão do contrato.

br | leonardosakaki@uol. Interrupção ocorre quando a empresa continua pagando salários ao empregado e o tempo inativo conta como de serviço. assinale a alternativa correta.com/leonardosakaki | @leosak . sofreu acidente do trabalho. a partir do décimo sexto dia de seu afastamento.uol. (B) Paulo tem direito a ser readmiti do.2) Paulo. (A) Paulo tem direito a ser reintegrado. em razão da suspensão do contrato de trabalho que se operou a partir do décimo sexto dia de afastamento. recolherá INSS. empregado de uma empresa siderúrgica.sites. Aviso prévio As 2h ou a dispensa de 1 semana são tidas como interrupção. 48 (FGV – OAB 2010. com fundamento na garanti a provisória de emprego assegurada ao empregado acidentado. (D) Paulo tem direito a ser reintegrado. Serviço militar Não é devida remuneração nesse período.br | 11 99610348 facebook. Auxílio-doença após o 15º dia. não poderá trabalhar. Durante este período de percepção do benefício previdenciário. assim como o dia da semana em que o rural não trabalha. faltas justificadas. Sendo registrado ou autônomo. ministro. deputado etc. Aposentadoria por invalidez é caso de suspensão do contrato de trabalho. Se a pessoa não recuperar a capacidade laborativa em no máximo 5 dias. mas é contado como tempo de serviço.com. férias.com. ele foi dispensado sem justa causa por seu empregador. Cargo público Se o empregado se afasta para exercer cargo de senador. A pessoa que desejar trabalhar deverá informar ao INSS que houve a recuperação da capacidade laborativa. Observação: uma pessoa que recebe aposentadoria por invalidez não pode trabalhar de jeito algum. Diante do exposto. pois há percebimento de salário e o período é contado como tempo de serviço. Auxílio-doença até o 15º dia.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 144 Falta injustificada. pois não pode recolher INSS. cessando as obrigações do empregador de efetuar o pagamento do salário. em razão da interrupção do contrato de trabalho que se operou a parti r do décimo sexto dia de afastamento. licença à gestante. que passará a ser efetuado pelo INSS. portanto. convenção coletiva. entrando em gozo de auxílio-doença acidentário. com fundamento na garantia provisória de emprego assegurada ao empregado acidentado.. laudo arbitral ou sentença normativa dispondo em contrário. licençamaternidade. DSR (descanso semanal remunerado). há a suspensão do contrato. Resposta: D 88 Aviso prévio http://leonardosakaki. salvo acordo. (C) Paulo tem direito a ser readmiti do. extingue/rescinde o contrato de trabalho. Período de greve.

caracteriza a nulidade do aviso gerando um novo aviso prévio a ser indenizado pelo empregador.br | leonardosakaki@uol. §6. ante a incompatibilidade dos 2 institutos.br | 11 99610348 facebook. 488. subordinação. salário família.com.uol. a jornada é de 4h diárias e 20 semanais. se isso ocorrer. Deverá ser avisado com 30 dias de antecedência. Em época de férias escolares poderá ser aumentado em 8h diárias e 40 semanais. FGTS é facultativo. intervalos. Para nível médio. desde que comprovada a obtenção de novo emprego. Considera-se empregado toda pessoa física. 477. 88.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 145 Aviso prévio não cabe nos contratos por prazo determinado. O §8 deste mesmo artigo impõe uma multa de 1 salário do empregado em seu favor caso esses prazos não sejam observados. Estagiário passou a ter férias.com/leonardosakaki | @leosak . Indenizado: desligamento imediato do obreiro. Institutos que os domésticos não têm direito: hora extra. TST: é inválida a concessão do aviso prévio na fluência da garantia de emprego. obrigatoriamente. Qualquer descumprimento da lei gera vínculo de emprego. TST: pode o empregado renunciar o restante do aviso prévio. sendo essa usufruída preferencialmente junto com as férias escolares. Nível superior é de 6h e 30 semanais. 3. CLT – trabalhar 2 horas menos por dia – ou ele trabalha 2 horas a menos por dia ou sai uma semana antes – é o empregado que opta. O prazo de aviso prévio é de no mínimo 30 dias. Súmula 230. TST: é vedado substituir a jornada reduzida do aviso prévio por horas extras.com. Domésticos têm que trabalhar pelo menos 3 vezes por semana para haver habitualidade. 89 Vínculo de emprego Art. Contrato de estágio pode ter no máximo 2 anos. Súmula 276. adicional de insalubridade. CLT. impõe que as verbas rescisórias devem ser pagas até o 1º dia útil subsequente ao término do aviso prévio trabalhado ou em 10 dias corridos. Em época de prova a jornada cairá pela metade. adicional noturno. Deverá pagar de forma indenizada o período correspondente ao aviso prévio. 47 (FGV – OAB 2010. Indenizado: O art.2 Concedido pelo empregado Trabalhado: não há redução da jornada. pessoalidade na relação de emprego.sites. caso ele seja indenizado ou em sua ausência. 88. O rural trabalha um dia a menos por semana.2) http://leonardosakaki. Súmula 348. CLT. adicional de periculosidade. não eventual (habitualidade). Não cabe nas demissões por justa causa.1 Aviso prévio concedido pelo empregador Trabalhado: art.

de 70 anos.uol. Em caso de aborto. 71 (FGV – OAB 2010. inconformada. Joana está grávida. c) Gestante: da confirmação da gravidez até 5 meses após o parto. pois o contrato de três meses é automaticamente considerado de experiência para o Direito do Trabalho e pode ser rescindido ao atingir o seu termo final.br | 11 99610348 facebook. se eleitos. independentemente da idade da criança. O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador.sites. o Sr. (C) Joana não fará jus à estabilidade gestacional.770/08 faculta as empresas a dar mais 2 meses de licença maternidade. do registro de sua candidatura e.br | leonardosakaki@uol.com. Resposta: B 90 Estabilidade É o direito de o empregado permanecer no emprego. Ao exato término do terceiro mês de prestação de serviços. O pagamento da licença é feito pelo INSS. Joana. não tira da empregada o direito à estabilidade. como sua acompanhante. (D) Joana não fará jus à estabilidade gestacional. Não tem direito a estabilidade. Demétrius. assinale a alternativa correta. Só o vice-presidente da CIPA tem estabilidade.com/leonardosakaki | @leosak . d) acidente de trabalho: 1 ano a partir do retorno ao trabalho. Levando-se em consideração a situação de Joana. recebendo salário mensal. até 1 ano após o final do mandato – titulares e suplentes.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 146 Joana foi contratada para trabalhar de segunda a sábado na residência do Sr. ajuíza ação trabalhista para que lhe seja reconhecida a condição de empregada doméstica e garanti do o seu emprego mediante reconhecimento da estabilidade provisória pela gestação. Observação: pai adotante tem direito a licença paternidade de 5 dias. cessa no ato do aborto. a) Dirigente Sindical (presidente ou vice-presidente sindical) a partir do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional. Lei 11. até 1 ano após o final b) Membro da CIPA Ambos têm estabilidade.3) http://leonardosakaki. A licença gestante é de 120 dias – 28 dias antes e 92 dias após o parto. em troca de um incentivo fiscal. rescindindo a prestação de serviços. (A) A função de acompanhante é incompatível com o reconhecimento de vínculo de emprego doméstico. Justa causa quebra a estabilidade. pois este não é um direito garanti do à categoria dos empregados domésticos. mesmo contra a vontade do empregador. Demétrius descobre que a Sra. Observação: empresas têm faculdade de dar mais 60 dias de licença. (B) Joana faz jus ao reconhecimento de vínculo de emprego como empregada doméstica.com. Mãe adotante tem direito a essa licença – 120 dias. sendo que é a própria empresa quem paga essa licença.

br | 11 99610348 facebook. Depósito de 8% da remuneração do empregado. Compra da casa própria. da nomeação até um ano após o término do mandato de representação.com/leonardosakaki | @leosak . Culpa recíproca – pagamento de todas as verbas rescisórias pela metade. Rescisão indireta – justa causa do empregador.m. efetivos e suplentes. que se restringe ao ocupante de cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. autárquica ou fundacional não é beneficiário da estabilidade prevista na Constituição da República de 1988. Hipóteses de saque: Demissão sem justa causa. e multa de 20%. CLT http://leonardosakaki.sites. XIII. é correto afirmar que (A) o servidor público celetista da administração direta. mas 50% é o que o empregador paga – em caso de dispensa sem justa causa e na rescisão indireta. 58.uol. Depósito até o dia 7 de cada mês pertinente à importância devida a título do FGTS no mês anterior. Aposentadoria. porque ainda vigente o contrato de trabalho. 7. Quanto empregado completa 70 anos de idade. 25% na culpa recíproca e na força maior. a multa fica reduzida para 10% . sob pena de incidir em juros de 1% a. Se o débito for pago até o último dia de cada mês. uma vez que se visa à proteção do instituto da maternidade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 147 Com relação às estabilidades e às garantias provisórias de emprego. (B) a empregada gestante tem direito à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. têm direito à estabilidade no emprego. Resposta: C 91 FGTS Lei 8. Morte do empregado. a ser depositado e arcado pelo empregador. Desastre natural.com. Multa do FGTS: 40% sobre os depósitos atualizados feitos por aquele empregador e não sobre o saldo – esse é o valor que o empregado recebe.essas penalidades não são revertidas em favor do trabalhador. Moléstia grave.com. Força maior – empresa fecha por força maior – pagamento de todas as verbas rescisórias pela metade. 92 Jornada de trabalho – art.br | leonardosakaki@uol. (D) o registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio não obsta a estabilidade sindical. CF e art. Conta inativa por 3 anos ou mais. somente podendo ser dispensados por motivo de falta grave. (C) os membros do Conselho Curador do FGTS representantes dos trabalhadores.036/90. regularmente comprovada por processo sindical.

Mesmo havendo acordo de compensação.sites.com. como 13º salário. CLT.com/leonardosakaki | @leosak . Se forem pagas com habitualidade. (C) Pode ser compensado após a rescisão do contrato de trabalho. de 50%. que agora é cabível: quando o empregado trabalho numa semana 40 horas e na semana seguinte 48 horas. forem suprimidas pelo empregador. Horas extras: no máximo de 2 horas por dia e recebe adicional de. Jornada in intinere. (A) Pode ser instituído mediante acordo. entre empresa e empregado. se houver crédito em favor do trabalhador. Compensação de horas: no caso de acordo de compensação (ou banco de horas) está previsto no art. mediante o pagamento do adicional de horas extras. Telefonistas e trabalhadores em turno ininterrupto de revezamento – 6 horas diárias e 36 horas semanais.uol. assinale a alternativa correta.2) A respeito do regime de compensação de jornada do banco de horas. 59. 8 horas diárias e 44 horas semanais. deverão integrar as outras verbas. se não compensar paga-se como hora extra. O menor de 18 anos não poderá assinar este acordo. Acordo de prorrogação de horas: empregador pode assiná-lo juntamente com o empregado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 148 Jornada de trabalho é aquele tempo que o empregado está à disposição do empregador. (B) Não admite compensação de jornada que ultrapassar o limite máximo de 10 horas diárias. 41 (FGV – OAB 2010. verbal ou por escrito. após 1 ano de habitualidade. no mínimo. A compensação deverá ser feito em no máximo 1 ano.br | 11 99610348 facebook. Se a hora extra. respeitado o limite de validade do acordo. O Tribunal Superior do Trabalho entendeu que isso é possível – OJ 323 da SDI-1/TST. Exceção: bancários – 6 horas diárias e 30 horas semanais. Trabalhadores externos não sujeitos a controle de jornada. não pode ser excedida as 2 horas extras diárias. Empregados excluídos da jornada de trabalho – não têm direito a hora extra: Domésticos Gerentes (exercer cargo de confiança e receber pelo menos 40% a mais de gratificação de função).br | leonardosakaki@uol.com. http://leonardosakaki. Só cabe se for por norma coletiva. Gerente bancário recebe ⅓ de gratificação e não está totalmente excluído da jornada de trabalho – será de 8 horas diárias. e não as horas trabalhadas. o empregado terá direito a uma indenização. Empresa em local de difícil acesso ou não servido por transporte público: nestes casos também haverá a jornada in intinere – será considerado in intinere quando houver a condução fornecida pelo empregador e uma dessas duas hipóteses. Semana espanhola: existe uma jornada de trabalho chamado de semana espanhola. facultando-se a participação dos sindicatos representantes das categorias. pois só pode fazer hora extra em caso de necessidade urgente e momentânea. A condução fornecida pelo empregador deve ter a jornada in intinere – percurso de ida ao trabalho como hora de trabalho. aviso prévio etc. §2.

onde costumava passar todos os finais de semana e as férias com a sua família. se a jornada tem início. 6 a 8 horas: de 1 a 2 horas. ou seja. assinale a alternativa correta. CLT. das 11h às 21h. postulando o pagamento de horas extraordinárias. (C) Francisco não tem direito ao pagamento de horas extraordinárias e de adicional noturno. Francisco trabalhava com pessoalidade e subordinação. se o empregado inicia a sua jornada. às 20h. Diante dessa situação hipotética e considerando que as verbas postuladas não foram efetivamente pagas pelo empregador. já que não houve prestação de serviços entre as 22h de um dia e as 5h do dia seguinte.com/leonardosakaki | @leosak . Contratou Francisco para cuidar de algumas cabeças de gado destinadas à venda de carne e de leite ao mercado local. ajuizou reclamação trabalhista em face de Paulo. por exemplo.com. §§4 e 5. das 20 às 22h de maneira simples e das 22 às 24h de forma noturna. mas não lhe assiste o direito ao pagamento de adicional noturno. por se tratar de empregado doméstico. Resposta: B 93 Adicional noturno Adicional No mínimo 20% No mínimo 25% Hora 52”30’ Não tem hora reduzida Jornada Entre 22 e 5h Entre 21 e 5h Entre 20 e 4h Urbano Rural Agricultura Pecuária *O menor não pode laborar neste período. 69 (FGV – OAB 2010. situada em região rural da cidade de Muzambinho – MG. por exemplo.uol. Resposta: A 94 Intervalos (i) intrajornada: Art. No entanto. (D) A redução da hora noturna deveria ter sido observada pelo empregador. não lhe assistindo o direito à redução da hora noturna. recebendo um salário mínimo mensal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 149 (D) O excesso de jornada a ser compensada não pode exceder. Entende-se como jornadas mistas aquelas que ingressam no período noturno. (B) Francisco tem direito ao pagamento de horas extraordinárias. ainda. de segunda a sábado. http://leonardosakaki. (A) Francisco tem direito ao pagamento de horas extraordinárias e de adicional noturno. 4 a 6 horas: 15 minutos. a soma das jornadas semanais previstas para o período. Art. terminando à 24h. Esse intervalo conta como tempo de serviço.br | leonardosakaki@uol. de adicional noturno e dos respectivos reflexos nas verbas decorrentes da execução e da ruptura do contrato de trabalho. o empregado receberá de forma integralmente noturna por todo o período. art. que não era observada pelo empregador a redução da hora noturna. receberá. Intervalos não contam como tempo de serviço. 71. Aduziu.sites. CLT. terminando às 8h. 73. 72: mecanógrafos – a cada 90 minutos trabalhados tem que ter 10 minutos de descanso.br | 11 99610348 facebook. às 3h. no prazo legal máximo de um semestre.3) Paulo possuía uma casa de campo. Dispensado sem justa causa.com.

com. Quando empregados faltam. CLT 30 dias corridos de férias (inclusive as domésticas).br | 11 99610348 facebook.5. paga-se dobrado. Segunda-feira ele tem que trabalhar que horas? 22 horas mais 11 horas de intervalo = 9 horas de domingo + 24 horas DSR = 9 horas da segunda-feira. porém. Se não usufruir o descanso. impreterivelmente.06 Período aquisitivo 29. http://leonardosakaki. se não usufruir pagará o dobro mais um terço As férias devem ser gozadas em um só período.com. preferencialmente no domingo. Os membros de uma família que trabalhem no mesmo local têm direito de gozar suas férias no mesmo período – se assim o quiserem e se não causar prejuízo para o serviço.uol. 95 Férias – arts. Descanso Semanal Remunerado (DSR) – 24 horas consecutivas. 129 e ss. Faltas Até 5 De 6 a 14 De 15 a 23 De 24 a 32 Mais de 32 Férias 30 dias 24 dias 18 dias 12 dias Não tem direito. Exemplo: 29.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 150 (ii) interjornada: intervalo feito de um dia para outro.5.br | leonardosakaki@uol. Portaria 417/66 pelo menos 1 vez por mês o descanso semanal deverá ser no domingo. Tem que ser de 11 horas consecutivas – art. CLT. Recebe a sua remuneração mais ⅓ . Os menores de 18 e maiores de 50 terão as férias em uma só vez. em casos excepcionais. Estudantes menores de 18 anos têm o direito de gozar suas férias juntamente com as férias escolares.pago 3 dias antes de o empregado sair para usufruí-las.sites. 66. perde alguns dias das férias. Período concessivo são os 12 meses subsequentes em que o empregado deverá gozar as suas férias.8 Período concessivo Usufruir os 30 dias. OJ307: a concessão parcial do intervalo implica no pagamento de sua totalidade. poderão ser divididas em 2 períodos (um dos quais não poderá ser inferior a 10 dias corridos. Aviso de 30 dias de antecedência. injustificadamente. Empregado trabalhou até 22 horas do sábado. Perde também o terço constitucional.com/leonardosakaki | @leosak . Período aquisitivo de férias são os 12 meses iniciais em que o empregado trabalha para adquirir o direito às férias.5.07 29.

Dependendo do grau do agente será variável o adicional Adicional de 10% quando o grau é mínimo. salvo se tiver outro contrato de trabalho com ele. Férias coletivas: aviso com 15 dias de antecedência à DRT. 189.2) Com relação ao regime de férias. CLT Não precisa ser o dia inteiro o contato com o agente nocivo. Só há uma exceção em que não é necessária a perícia: quando o local não existe mais. Adicional de 20% quando o grau é médio. EPI e EPC. Resposta: C 96 Insalubridade – art.214/78 do Ministério do Trabalho. Até sob revelia tem que ter perícia. (B) salvo para as gestantes e os menores de 18 anos.br | 11 99610348 facebook.com. A perícia é indispensável para apurar a insalubridade – para caracterização da insalubridade. se o empregado tiver menos de 12 meses de casa e sair de férias receberá o pagamento proporcional. empregados e ao sindicato. Todo adicional só é devido mediante a ocorrência da causa. se as férias não forem concedidas no prazo correto o empregador pagará em dobro a remuneração. Este adicional é sob o salário mínimo. Venda de férias (abono pecuniário): o empregado pode converter ⅓ do período em abono pecuniário. O uso de equipamento de proteção que elimina o agente nocivo torna indevido o adicional – o que diminui não torna indevido o adicional. (C) o empregado que pede demissão antes de completado seu primeiro período aquisitivo faz jus a férias proporcionais. por opção do empregado.com/leonardosakaki | @leosak . as férias podem ser gozadas em dois períodos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 151 Durante suas férias o empregado não poderá prestar serviços a outro empregador. Portaria 3.uol. Só será considerado insalubre a atividade que estiver prevista nessa portaria.br | leonardosakaki@uol.com.sites. é correto afirmar que: (A) as férias devem ser pagas ao empregado com adicional de 1/3 até 30 dias antes do início do seu gozo. O requerimento deverá ser feito com 15 dias de antecedência ao término do período aquisitivo. http://leonardosakaki. (D) as férias podem ser converti das integralmente em abono pecuniário. Adicional de 40% quando o grau é máximo. 45 (FGV – OAB 2010.

(B) Os trabalhos noturno. Adicional de insalubridade e periculosidade não se cumulam. além dos direitos retrocitados. entretanto é sobre a remuneração.br | leonardosakaki@uol. Com justa causa Empregado menos de 1 ano: saldo de salário. não é sobre a remuneração. multa do FGTS e saque.uol. saldo de salário. receberá férias vencidas. que não seja aprendiz. se houver. Empregados que trabalham com explosivos ou inflamáveis. 13º proporcional. (C) O trabalho do menor de 16 (dezesseis) anos de idade. 42 (FGV – OAB 2010. se houver. Quando o perito verifica que cabe os 2 a opção de recebimento é do empregado.369/85. férias proporcionais.com. assinale a alternativa correta.br | 11 99610348 facebook. Resposta: B 98 Rescisão do contrato de trabalho Por decisão do empregador: com ou sem justa causa. O adicional será de 30% sobre o salário do empregado. mesmo sob revelia. O menor não pode trabalhar nem em atividade insalubre e nem em atividade perigosa. (D) A falta de anotação da Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado invalida o contrato de trabalho. é devido ao empregado somente o pagamento da contraprestação salarial pactuada. http://leonardosakaki. é modalidade de trabalho ilícito. Todos os empregados que trabalham na área de risco também recebem o adicional. perigoso e insalubre do menor de 18 (dezoito) anos de idade são modalidades de trabalho proibido ou irregular.sites. Empregado mais de 1 ano: dispensa precisa ser homologada no sindicato de classe ou pela DRT e. não gerando qualquer efeito. Lei 7. Os eletricitários também ganham o adicional de periculosidade de 30%.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 152 97 Periculosidade – art. Sem justa causa: verbas rescisórias Empregado menos de 1 ano: aviso prévio.2) No contexto da teoria das nulidades do contrato de trabalho. CLT Risco à integridade física do empregado. Perícia é indispensável. Empregado mais de 1 ano: saldo de salário e férias vencidas. (A) Configurado o trabalho ilícito.com/leonardosakaki | @leosak . 193.com. ⅓ sobre estas férias. não sobre o salário. Atenção Equipamento de proteção = insalubridade.

e a empresa. e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado. cerca de cinco meses após a contratação.sites.Constitui igualmente justa causa para dispensa de empregado a prática. foi eleito dirigente sindical do Sindicato dos Metalúrgicos. pretende dispensar ambos por falta grave. uma vez que João cometeu mau procedimento. João compareceu novamente sem uniforme. tendo sido suspenso por 30 dias. http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. uma vez que o empregador praticou bis in idem. caso não tenha havido suspensão da execução da pena. empregado representante da CIPA (Comissão Interna para Prevenção de Acidentes) da empresa por parte dos empregados. c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador. Um mês depois. agora. b) incontinência de conduta ou mau procedimento. (D) está incorreta a aplicação da justa causa. i) abandono de emprego.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 153 Art. foi-lhe entregue o regulamento da empresa.uol. d) condenação criminal do empregado. Entretanto. 482. própria ou de outrem. devidamente comprovada em inquérito administrativo. h) ato de indisciplina ou de insubordinação. juntamente com Mévio. Diante deste caso concreto (A) está correta a aplicação da justa causa.3) Tício. onde tomou ciência da sua dispensa por justa causa (indisciplina – art. Ao retornar da suspensão foi encaminhado ao departamento de pessoal.Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador: a) ato de improbidade. o plano foi descoberto antes da venda. Resposta: D 77 (FGV – OAB 2010. salvo em caso de legítima defesa. onde constava a obrigatoriedade do uso do uniforme para o exercício do trabalho. João compareceu para trabalhar sem o uniforme e.com/leonardosakaki | @leosak . e) desídia no desempenho das respectivas funções. de atos atentatórios à segurança nacional.br | leonardosakaki@uol. Seis meses depois. foi adverti do. (B) está incorreta a aplicação da justa causa. uma vez que João descumpriu reiteradamente as ordens genéricas do empregador contidas no regulamento geral. h da CLT). 482 . j) ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa. arquitetaram um plano para descobrir determinado segredo industrial do seu empregador e repassá-lo ao concorrente mediante pagamento de numerário considerável. passada em julgado. ou ofensas físicas. nas mesmas condições. gerente de operações da empresa Metalúrgica Comercial. No ato de admissão. 44 (FGV – OAB 2010. Passados mais 2 meses. Parágrafo único . (C) está incorreta a aplicação da justa causa.com. salvo em caso de legítima defesa. g) violação de segredo da empresa. ao punir João duas vezes pelo mesmo fato. k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos. uma vez que João cometeu ato de insubordinação e não de indisciplina.com. por isso.2) O empregado João foi contratado para trabalhar como caixa de um supermercado. ou for prejudicial ao serviço. Contudo. própria ou de outrem. f) embriaguez habitual ou em serviço. l) prática constante de jogos de azar. o fato se repeti u e João foi suspenso por 3 dias.

Por mútuo consentimento. caso tenha havido suspensão deles para apuração dos fatos. Empregado mais de 1 ano: aviso prévio. Se houver sucessor. Morte do empregado: herdeiros têm direito a 13º. ⅓ sobre férias e saldo de salário. independentemente de inquérito. e simples dispensa por justa causa em relação a Mévio. Não tem direito a aviso prévio nem multa do FGTS. Não tem direito à multa do FGTS. 8º É livre a associação profissional ou sindical. e simples dispensa por justa causa em relação a Mévio. Resposta: C Por decisão do empregado: comunicação de dispensa. O empregado receberá a sua indenização pela metade. Art. No ato da aposentadoria. Morte do empregador: o contrato é rescindido em caso de empresa individual. férias proporcionais.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 154 Você foi contratado como consultor jurídico para indicar a forma de fazê-lo.com. afetando as economias da empresa. 99. mas tem direito de sacar. rescisão indireta (justa causa do empregador) ou aposentadoria. 13º. inclusive a multa do FGTS. Por força maior: acontecimento inevitável e imprevisível. saldo de salário. o empregado pode optar por continuar ou não empregado. saldo de salário (não tem direito à multa do FGTS).br | 11 99610348 facebook. férias vencidas. ⅓ sobre estas férias. no prazo decadencial de 30 dias.uol. ⅓ sobre estas férias. (C) Ajuizamento de inquérito para apuração de falta grave em face de Tício. mas poderá sacar. 99 Direito coletivo do trabalho A CF destaca a impossibilidade de intervenção do Estado na organização do sindicato. férias proporcionais e vencidas. férias proporcionais. (B) Simples dispensa por falta grave para ambos os empregados. (D) Ajuizamento de inquérito para apuração de falta grave em face de Tício. 13º. ressalvado o registro no órgão competente. vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical. férias vencidas mais ⅓. ⅓ sobre estas férias. extinção da empresa). O que deve ser feito? (A) Ajuizamento de inquérito para apuração de falta grave em face de Tício e Mévio.1 Acordo coletivo e convenção coletiva http://leonardosakaki. Aposentadoria: não extingue contrato de trabalho. independentemente de inquérito. pois o inquérito para apuração de falta grave serve apenas para a dispensa do empregado estável decenal. receberá: 13 proporcional. caso tenha havido suspensão dele para apuração dos fatos. no prazo decadencial de 30 dias.br | leonardosakaki@uol. Pedido de demissão Empregado menos de 1 ano: aviso prévio.a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato.sites. observado o seguinte: I . Por término do prazo do contrato. Por desaparecimento de uma das partes (exemplo: morte do empregado. contados do conluio entre os empregados. férias proporcionais.com/leonardosakaki | @leosak . no prazo decadencial de 30 dias.

no âmbito das respectivas representações. às relações individuais de trabalho. ficam as entidades sindicais ou os trabalhadores. 43 (FVG – OAB 2010. assinale a alternativa correta. conforme o caso.sites. podem celebrar acordos e convenções coletivos de trabalho. obrigados a comunicar a decisão aos empregadores e aos usuários com antecedência mínima de 72 (setenta e duas) horas da paralisação. Convenção coletiva é o pacto feito pelo sindicato de empregados e sindicato de empregadores. (A) Acordo coletivo do trabalho é o acordo de caráter normativo pelo qual dois ou mais sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 155 Acordo coletivo é o pacto feito entre sindicato de empregados e empresa.br | leonardosakaki@uol. em face do princípio da liberdade sindical. (B) Na greve em serviços ou atividades essenciais. por força de lei.br | 11 99610348 facebook.uol.com/leonardosakaki | @leosak . (D) O recolhimento da contribuição sindical obrigatória ("imposto sindical") somente é exigido dos empregados sindicalizados. Resposta: B http://leonardosakaki. (C) As centrais sindicais.2) Com relação ao Direito Coletivo do Trabalho.com.com.

havendo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 156 DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO 100 Princípios do direito processual do trabalho Jus postulandi Conciliação Aplicação subsidiária do CPC Celeridade Informalidade Oralidade Concentração 101 Organização da Justiça do Trabalho É uma justiça especial. e art.br | 11 99610348 facebook. no prazo de 8 (oito) dias.uol. ou especializada. A lei criará varas da Justiça do Trabalho. CLT. CF. 111 a 117.o Tribunal Superior do Trabalho. STJ: instalada a vara do trabalho cessa a competência do juiz de direito em matéria trabalhista. CF – "juiz de direito" investido de jurisdição (competência) trabalhista. 895 . e Importante: Olhando o mesmo caso hipotético. remessa dos autos à Justiça do Trabalho. II . se na Comarca 2 for criada vara do trabalho. – órgãos da Justiça do Trabalho – 1 grau – juízes do trabalho.Cabe recurso ordinário para a instância superior: I . que é uma competência absoluta. CF.com. 112. (iii) Art. São órgãos da Justiça do Trabalho: I . Art. Esse entendimento está correto. qual impacto? Os autos são remetidos à vara do trabalho? Súmula 10. atribuí-la aos juízes de direito. nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição.com.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki. Juiz de direito pode julgar matéria trabalhista! Comarca 1 (tem vara do trabalho) e Comarca 2 (juiz de direito investido). 895. (i) Arts. 112. Art.das decisões definitivas ou terminativas das Varas e Juízos. CF. Um juiz estadual ou federal pode julgar matéria trabalhista. então. (ii) Art. De sentença cabe apelação (TJ ou TRF?) ou recurso ordinário (nos TRT)? Caberá recurso ordinário – parte final do art. III . ainda que o processo esteja em fase de execução. Art. Na comarca 2 o juiz prolatou uma sentença. com recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho.sites. pois estamos conversando sobre competência em razão da matéria. 112.os Tribunais Regionais do Trabalho.Juízes do Trabalho.com/leonardosakaki | @leosak . 111. 111. é um juiz de direito investido. podendo. I.

Juiz que concluir a audiência. É composto de 3 órgãos um administrativo (Pleno do TST) e dois julgadores (Turma. subsidiariamente. e. Súmula 136. SDI e SDC) – possui competência de 1ª e 2ª instâncias. O ius postulandi somente será admitido no âmbito das varas do trabalho e dos Tribunais Regionais do Trabalho.com. bem como de instância superior. CLT. 102 Atualizações (i) Saíram 11 novas OJ: 374 a 384 SDI-1/TST. julgará a lide.br | 11 99610348 facebook. não sendo admitido no Tribunal Superior do Trabalho. 282. . Especial: inquérito judicial para afastar empregado estável por justa causa – utilizado para quebra da estabilidade decenal. Requisitos: http://leonardosakaki. Simples: um só reclamante. 104 Petição inicial Aplica-se o art.sites.com.uol. Súmula 377 do TST: exige-se que o preposto seja empregado – exige a condição de empregado do empregador. O sindicato atua como substituto processual. Tanto no simples como no plúrimo as partes poderão ouvir: . Princípio da identidade física do juiz. 840. CLT. 132. De natureza jurídica: são os que não firmam novas convicções. sim.com/leonardosakaki | @leosak . TST: esse princípio não é aplicável às varas do trabalho. o art.br | leonardosakaki@uol. CPC.procedimento ordinário (acima de 40 salários mínimos): 3 testemunhas. Atenção: têm competência originária no TRT e TST. CPC. 132. De natureza econômica: é o mais comum – é em que a Justiça determina aumento salarial. O princípio da identidade física do juiz previsto no art. dependendo da jurisdição. CPC. 791. Cada parte poderá se fazer valer da oitiva de até 6 testemunhas em audiência. 103 Dissídios Dissídios individuais: o pedido é pessoal.procedimento sumaríssimo (abaixo de 40 salários mínimos): 2 testemunhas. mas não exige o vínculo empregatício na época dos fatos. Plúrimo: pluralidade de reclamantes ("litisconsórcio ativo").Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 157 (iv) Art. Ius postulandi: art. é inaplicável às VT. servem somente para interpretar normas coletivas. TST: órgão máximo da justiça laboral. Dissídios coletivos: envolve interesses de uma coletividade. e. (ii) Nova súmula: Súmula 424 do TST.

antes.com. 114. dos Estados.br | leonardosakaki@uol.3 Dano moral Compete à Justiça do Trabalho o julgamento de ação de indenização. fundado em fato decorrente da relação de trabalho. que não há vínculo. para tanto. para. também.2 Justiça Desportiva Deve.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 158 Endereçamento Qualificação das partes Fatos (causa de pedir: dados do contrato de trabalho.com/leonardosakaki | @leosak .sites. do Distrito Federal e dos Municípios.em razão do lugar (ratione loci) . É competente.uol. em seguida. CLT: a ação trabalhista deverá ser ajuizada no local de prestação de serviços (empregado reclamante ou reclamado).as ações oriundas da relação de trabalho. para julgar ações de dano moral ou material decorrentes de acidente de trabalho. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: I . 651. nada importando que o dissídio venha a ser resolvido com base nas normas de direito civil. 105. http://leonardosakaki. a Justiça do Trabalho deve dirimir o conflito. 105. CPC) . por danos materiais e morais.br | 11 99610348 facebook. 111.5 Competência territorial . adentrar aos pleitos) Provas Citação Valor da causa 105 Competência da Justiça do Trabalho Competência é a medida.4 Honorários advocatícios Compete à Justiça estadual processar e julgar a ação de cobrança ajuizada por profissional liberal contra cliente. movida pelo empregado contra seu empregador. 105. Art.com. independentemente do local da contratação. 105. o limite ou o fracionamento da jurisdição.art.competência relativa (art. pelo que deve a DRT remeter o processo administrativo à Justiça do Trabalho para julgamento da relação de emprego. abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União. 105. e o empregador comparece e se recusa a registrar.1 DRT – Anotação da CTPS O empregado comparece à DRT solicitando o registro que ainda não fora feito. tentar solucionar o conflito na Justiça Desportiva. opondo.

com. reclamante ou reclamado.com. Prevalece o entendimento do último local de prestação dos serviços. no caso. Regras de direito material: conflito de leis trabalhistas no espaço – Súmula 207. feiras de negócios.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 159 Art.em razão da matéria (ratione materiae) .A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o empregado. (OJ 149 SDI2/TST) §3º . ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro.Em se tratando de empregador que promova realização de atividades fora do lugar do contrato de trabalho. Exceção 2: empresa que promova a realização de atividades fora do local da contratação ("empresa viajante"). o o Exceção 3: competência internacional da Justiça do Trabalho – a Justiça do Trabalho é competente para julgar as lides ocorridas em agência ou filial no estrangeiro. estende-se aos dissídios ocorridos em agência ou filial no estrangeiro. portanto.com/leonardosakaki | @leosak . Local em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado. prestar serviços ao empregador.A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento. Poderá entrar com ação no local da contratação ou no lugar da prestação de serviços. A Justiça do Trabalho é competente para julgar ações de dano moral ou material decorrente de acidente de trabalho. Exemplo: o cara foi contratado no Brasil para prestar serviços no Uruguai e no Uruguai sofreu lesões trabalhistas. é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços.competência absoluta Com advento da EC 45/04 (Reforma do Judiciário) trouxe uma ampliação significativa dessa competência do judiciário trabalhista. desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção internacional dispondo em contrário 106 Competência material . desde que não haja convenção internacional em sentido contrário. Na falta. será no domicílio do empregado ou localidade mais próxima. ele volta ao Brasil e entra com reclamação trabalhista aqui no Brasil – a Justiça do Trabalho tem competência. será aplicada a lei Uruguaia. o Exceção 1: empregado agente ou viajante comercial – art. 651 . empresas de entreterimento etc. Regras de direito processual: serão aplicadas as regras brasileiras. TST – Princípio da lex loci executionis – a relação jurídica trabalhista será regida pelas leis do país da execução do contrato.br | 11 99610348 facebook. Se o empregado prestar serviços em mais de um lugar a CLT é omissa. Exemplos: circos.uol.sites. §2º .br | leonardosakaki@uol. 651. estabelecida neste artigo. §1. http://leonardosakaki. Empregado está no polo passivo no inquérito judicial para apuração de falta grave.

abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União. Observação 3: O STF ao julgar a ADIN 3. entre sindicatos e trabalhadores. e entre sindicatos e empregadores. Estados. quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição.Frustrada a negociação coletiva. entre sindicatos. um conceito mais amplo. http://leonardosakaki. podendo a Justiça do Trabalho decidir o conflito. e II. 195. decorrentes das sentenças que proferir.br | leonardosakaki@uol. o. em decisão liminar. CF: Art. §3º. 114. de comum acordo. decorrentes da relação de trabalho. V. das contribuições sociais previstas no art.com.Em caso de greve em atividade essencial. em decisão plenária.os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista. Estatutários e outras relações de caráter jurídico-administrativo – Justiça Comum. habeas corpus e habeas data . Exemplos: advogados. 114.as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho. ressalvado o disposto no art.as ações oriundas da relação de trabalho.outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho. Observação 1: O termo relação de trabalho representa um gênero.uol. e seus acréscimos legais. Observação 2: O STF. do Distrito Federal e dos Municípios. competindo à Justiça do Trabalho decidir o conflito. na forma da lei. II – ações individuais ou coletivas que envolvam direito de greve: será competência da Justiça do Trabalho. IX. VI. entendeu que a Justiça do Trabalho não é competente para julgar as ações envolvendo qualquer relação de ordem estatutária ou de caráter jurídico-administrativo. ajuizar dissídio coletivo de natureza econômica. §1º . dos Estados. (i) Art.1 Principais aspectos dessa competência – art. (ii) Art. III. 114.395-6. com possibilidade de lesão do interesse público. engenheiros. VII. de 2004) IV.684-0. VIII. I. estágio etc. avulso e individual. dentre elas: trabalhos autônomo. arquitetos. Celetista – Justiça do Trabalho. mesmo nos casos de crime contra a organização do trabalho e crimes contra a administração da Justiça do Trabalho. I. Observação 4: vem prevalecendo o entendimento de que a Justiça do Trabalho não tem competência para julgar as ações de cobrança dos profissionais liberais contra cliente. §2º. o Ministério Público do Trabalho poderá ajuizar dissídio coletivo. as partes poderão eleger árbitros.br | 11 99610348 facebook.com. I – ações oriundas da relação de trabalho. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: I.as ações de indenização por dano moral ou patrimonial.sites. abrangendo várias espécies. II. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45.com/leonardosakaki | @leosak . bem como as convencionadas anteriormente. Súmula 363 STJ – competência da Justiça Comum Estadual. entendeu que a Justiça do Trabalho não tem competência criminal. 102. respeitadas as disposições mínimas legais de proteção ao trabalho. ao julgar a ADIN 3. jornalistas etc.os mandados de segurança. Municípios e Distrito Federal. de ofício. 114.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 160 106. a .as ações sobre representação sindical. abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direita e indireta da União. é facultado às mesmas.as ações que envolvam exercício do direito de greve.a execução.Recusando-se qualquer das partes à negociação coletiva ou à arbitragem. Exemplos: trabalho escravo e falso testemunho.

d. Súmulas 235 e 501. E se ocorre o falecimento do empregado? Quem entra com ação é a viúva ou o filho.sites. Ação de reintegração de posse – no caso de esbulho. V – conflito de competência: quem julga conflito entre juiz do trabalho e o juiz estadual ou federal? Tribunais Regionais do Trabalho. VI – ação de indenização por danos materiais e/ou morais decorrentes da relação de trabalho. em face do empregador – dano em ricochete ou reflexo ou indireto.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 161 Observação 1: será de competência da Justiça do Trabalho ações possessórias que envolvam exercício do direito de greve e relacionadas aos trabalhadores da iniciativa privada (Súmula Vinculante 23. Pro- http://leonardosakaki. Súmula 367. 114. Exemplo: MST chegou à cidade. 114. É Justiça do Trabalho ou Justiça comum? Será de competência da Justiça do Trabalho – Súmula 392. assédio sexual ou moral. Observação: conforme a Súmula 420 do TST. Exemplos: revista íntima de funcionário. No caso de Tribunais Regionais do Trabalho e Vara a ele vinculada será caso de competência funcional ou hierárquica.br | leonardosakaki@uol. I. CF. Ação de manutenção de posse – no caso de turbação. STF. Tribunal Superior do Trabalho. Exemplo: MST está na porta da terra – atrapalhando os direitos de posse.uol. Superior Tribunal de Justiça ou Supremo Tribunal Federal? Superior Tribunal de Justiça julgará. Prevalece o entendimento da competência da Justiça do Trabalho (cancelamento da Súmula 366 do STJ). e Súmula Vinculante 22.br | 11 99610348 facebook. STF: processos que tramitavam na Justiça Comum. Espécies de ações possessórias: Interdito proibitório – em caso de ameaça. TST. Será de competência da Justiça do Trabalho. Súmula Vinculante 22. foram remetidos à Justiça do Trabalho desde que sem sentença prolatada de mérito ou não. Exemplo: MST invadiu a terra. 105. discriminações etc. (iii) Art. a Justiça do Trabalho é competente para julgar as ações de indenização por danos materiais ou morais decorrentes de acidente de trabalho movidas pelo empregado contra o empregador. E se ocorrer acidente de trabalho ou doença ocupacional? a) ações acidentárias – lides previdenciárias – do trabalhador segurado acidentado em face do INSS: essa ação tem por objeto o benefício. STJ. não há conflito de competência entre Tribunais Regionais do Trabalho e Vara do Trabalho a ele vinculada. b) ações indenizatórias que tenham por objeto danos materiais e/ou morais: ação movida pelo empregado em face do empregador.com. Conforme a Súmula Vinculante 22.com/leonardosakaki | @leosak . Observação 2: prevalece o entendimento que a Justiça do Trabalho não é competente para julgar a greve dos servidores públicos. (iv) Art. A competência é da justiça comum estadual. STF. STF). Isto está previsto no art.

gestante etc. III. 102. o qual. Não precisa de inquérito: cipeiro (CIPA).2003.br | leonardosakaki@uol. Observação: Em regra nesse rito não é cabível a interposição de recursos. se a sentença ventilar matéria constitucional. Procedimentos especiais São aqueles que trazem regras especiais. valor acima de 2 salários mínimos até 40 salários mínimos. CLT(Lei 9. Paulo apresentou reclamação verbal perante o distribuidor do fórum trabalhista. Há 4 procedimentos: Procedimento comum (ordinário) Mais completo. Pedido líquido. bem como a citação por edital.05.584/70.com. Estão excluídas as administrações pública. 55 (FGV – OAB 2010.br | 11 99610348 facebook.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 162 cessos com sentença ficaram na Justiça Comum e processos sem sentença foram para a Justiça do Trabalho. após livre distribuição. Paulo mudou de ideia e não compareceu à secretaria da Vara http://leonardosakaki. Entretanto. Observação: a lei é omissa ao número máximo de testemunhas.957/00). Dissídio coletivo. Prevalece o entendimento do cabimento do Recurso Extraordinário – art. 821. valor da causa até 2 salários mínimos. Principais exemplos: Inquérito judicial para apuração de falta grave: é a ação de rito especial movida pelo empregador que visa a resolução do contrato de trabalho de um empregado estável através da comprovação judicial de falta grave por ele cometida. CF.sites. o encaminhou para a 132ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. Ação de cumprimento. caberá recurso. valor da causa acima de 40 salários mínimos (nacional). Empregados estáveis que poderão ser despedidos pela simples prática da falta grave sem a necessidade do inquérito judicial.uol. Esse limite não é aplicável aos magistrados – o juiz pode ouvir quantas testemunhas quiser.2) No dia 23. previsto entre os arts. Procedimento sumário (dissídio de alçada) Célere. 2. Demanda de até 40 salários mínimos. Procedimento sumaríssimo Célere. 107 Procedimentos ou ritos trabalhistas É a forma pelo qual o processo se desenvolve. Art. 852A a 852I.com/leonardosakaki | @leosak . Número máximo de testemunhas 6. Prevalece o entendimento do limite de 3. CLT.com. Observação: nesse rito poderão ser ouvidas até 3 testemunhas para cada parte – art. §§3 e 4 da Lei 5. Todavia.

gerando o arquivamento dos autos. A conciliação poderá ser tentada em qualquer fase da audiência.12. devendo indicar valor. 846. 852-A ao 852-I. gerando apenas um arquivamento dos autos por ausência do autor na audiência inaugural.com. apresentou novamente a sua reclamação verbal. Paulo mudou de ideia mais uma vez e não compareceu. Não é aplicável quando for parte a administração pública direta autárquica e fundacional (Fazenda Pública). é correto afirmar que: (A) Paulo não poderá ajuizar uma nova reclamação verbal. Desta vez. e depois das razões finais. aplicável subsidiariamente ao processo do trabalho. autárquica e fundacional forem parte.com.sites. inclusive.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 163 para reduzi-la a termo. Abrange apenas dissídios individuais – coletivos nunca! Quando a administração pública direta. Valor da causa acima de 2 salários mínimos até 40 salários mínimos. reduziu a reclamação a termo e saiu de lá ciente de que a audiência inaugural seria no dia 01. decidido.com/leonardosakaki | @leosak . A reclamação trabalhista tem que preencher 2 requisitos: Pedido líquido – certo ou determinado.br | 11 99610348 facebook. CLT (i) Principais características Rito célere. Paulo retornou ao distribuidor da Justiça do Trabalho e. a reclamação trabalhista será arquivada e o reclamante será condenado ao pagamento das custas sobre o valor da causa. Observação: caso o autor não preencha um desses requisitos. Resposta: B . antes da defesa (art. Prevalece o entendimento de que o advento do procedimento sumaríssimo não revogou o sumário. CLT). Diferente do procedimento comum. ao chegar o dia da audiência. (C) Paulo não poderá ajuizar uma nova reclamação verbal. também estarão excluídos de tal rito. uma vez que a CLT proíbe o ajuizamento sucessivo de três reclamações desta modalidade.Procedimento sumaríssimo – arts. Diante desta situação concreta. antes da sentença. que há tentativa de conciliação após a abertura da audiência. mas apenas na forma escrita e assisti do obrigatoriamente por advogado. o trabalhador se dirigiu à secretaria da Vara. Contudo. No dia 24. (B) Paulo poderá ajuizar uma nova reclamação verbal.2003.2004.02. Não cabe citação por edital. A extinção do processo ocorre por uma sentença terminativa. uma vez que deu ensejo à perempção prevista no CPC. uma vez que somente a segunda foi reduzida a termo. Aplicável para empresas públicas e sociedades de economia mista. Autor deverá indicar corretamente o nome e endereço do reclamado. cuja livre distribuição o encaminhou para a 150ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro.uol. (D) Paulo poderá ajuizar nova reclamação trabalhista. http://leonardosakaki.br | leonardosakaki@uol.

será deferida prova técnica. ou for legalmente imposta. E se contrariar uma orientação jurisprudencial? Não cabe. assinale a alternativa correta.br | 11 99610348 facebook. ou quando não admite a consignação de protesto em ata. caso em que este número pode ser elevado a seis.uol.1 Correição parcial Não é recurso. ainda que não requeridas previamente. (C) Na hipótese de deferimento de prova técnica. §6. inclusive. constar de pauta especial. http://leonardosakaki. Requisitos: ato atentatório da boa ordem processual. Resposta: D 108 Ações especiais 108. somente quando a prova do fato o exigir. da Consolidação das Leis do Trabalho. o objeto da perícia e nomear perito. (B) Cada uma das partes não pode indicar mais de três testemunhas. Mais justa e equânime. As testemunhas comparecerão em audiência independentemente de intimação.sites. podendo. 49 (FGV – OAB 2010. salvo quando se tratar de inquérito para apuração de falta grave. que haja prejuízo à parte. Em caso de violação de lei federal não cabe.br | leonardosakaki@uol.2) Com relação às provas no processo do trabalho. Exemplo: cabe quando o juiz adia por vezes o julgamento sem justificativa plausível. fixar o prazo. Prova testemunhal: até 2 testemunhas para cada parte. Todas as provas serão produzidas na audiência de instrução e julgamento. É cabível recurso de revista no procedimento sumaríssimo? Art.com. inclusive nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo. é vedada às partes a apresentação de peritos assistentes. desde logo.com/leonardosakaki | @leosak . não pode existir recurso contra esse ato. 2 hipóteses: quando o acórdão do Tribunais Regionais do Trabalho violar súmula do Tribunal Superior do Trabalho ou a Constituição Federal. O juiz somente vai deferir a intimação da testemunha que comprovadamente convidada deixar de comparecer – prova do convite prévio.com. Observação: se o acórdão do TRT contrariar OJ. (A) As testemunhas devem ser necessariamente arroladas pelas partes dentro do prazo estabelecido pelo juiz. incumbindo ao juiz. por ausência de previsão legal – OJ 352 SDI-1 / Tribunal Superior do Trabalho. 896. não caberá RR.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 164 A apreciação da demanda deverá ocorrer no prazo máximo de 15 dias do ajuizamento. a fim de que sejam notificadas para comparecimento à audiência. ou até mesmo quando indefere expedição de carta precatória ou rogatória indispensável à continuidade do processo. (D) Nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo. Ação que visa intervenção de autoridade judiciária superior em ato tumultuário no procedimento de autoridade inferior. Sentença: dispensado o relatório – tem apenas fundamentação e o dispositivo.

br | 11 99610348 facebook. de Ihe assegurar pronunciamento favorável. tendo como competência originária o TRT ou o TST. § 1o Há erro.ofender a coisa julgada. desde que o processo rescindendo esteja na fase de execução.violar literal disposição de lei. Vl .se fundar em prova. ou de colusão entre as partes.se verificar que foi dada por prevaricação.proferida por juiz impedido ou absolutamente incompetente. parte. pode ser rescindida quando: I . A sentença de mérito. nem pronunciamento judicial sobre o fato. V . Também atua em: dissídios coletivos como parte e na instauração de dissídios coletivos como fiscal da lei. ou quando considerar inexistente um fato efetivamente ocorrido. contados do trânsito em julgado da decisão rescindenda. defesa de interesses de menores e incapazes em geral. e sim uma ação. o autor obtiver documento novo. IX . VIII . num como noutro caso. em que se baseou a sentença. cuja falsidade tenha sido apurada em processo criminal ou seja provada na própria ação rescisória.2 Ação civil pública Competência das Varas do Trabalho. 108. Não é recurso. que não tenha havido controvérsia. Requerimento de tutela antecipada ou propositura de medida cautelar. cuja existência ignorava.com.fundada em erro de fato.br | leonardosakaki@uol. II .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 165 108. por si só. capaz.uol. concussão ou corrupção do juiz. da seguinte forma: Vício TRT Vara do Trabalho TST Competência TRT TRT TST Custas de 20% sobre o valor da causa. resultante de atos ou de documentos da causa. 485. IV . desistência ou transação. emissão de pareceres. Prazo para propositura é de 2 anos (decadencial).houver fundamento para invalidar confissão. dependendo de onde ocorreu o trânsito em julgado da ação.com/leonardosakaki | @leosak . transitada em julgado. a fim de fraudar a lei. § 2o É indispensável. ou de que não pôde fazer uso.sites. Proteção de interesses difusos – exemplo: greve quando há declaração de abusividade. desafiando o pedido de um número mínimo de empregados e atingindo atividades essenciais – MPT atuará em defesa dos interesses dos cidadãos que serão diretamente atingidos pela greve. http://leonardosakaki.depois da sentença. III .com.3 Ação rescisória Art. quando a sentença admitir um fato inexistente.resultar de dolo da parte vencedora em detrimento da parte vencida. Atuação do Ministério Público do Trabalho: fiscal da lei. Vll .

poderão ensejar a ação monitória. Pode ser proposta pelo sindicato da categoria.2) Segundo a legislação e a jurisprudência sobre a ação rescisória no Processo do Trabalho. e. tendo natureza jurídica de ação e competência idêntica àquelas explicitadas na ação rescisória. em caso de improcedência dos embargos.com/leonardosakaki | @leosak . a constituição do título executivo judicial e a conversão do mandado inicial em mandado executivo.br | leonardosakaki@uol. uma vez transitada em julgado.6 Ação de cumprimento Cumprimento de sentença normativa proferida em dissídio coletivo perante os tribunais trabalhistas. mas também pelo próprio empregado – possui os mesmos procedimentos da reclamação trabalhista. 108. prossiga o processo nos termos dos arts. assinale a afirmativa correta. (D) A sentença de mérito proferida por prevaricação. porventura oferecidos.sites. *diz-se de ou decisão. para determinar provisões ou decidir sobre questões incidentais que vêm interferir no seu andamento.br | 11 99610348 facebook.uol. Deverá requerer na petição inicial. é passível de corte rescisório. que não tem característica de título executivo. assim como qualquer outro documento sem eficácia executiva. do CPC.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 166 54 (FGV – OAB 2010. (C) Quando for de competência originária de Tribunal Regional do Trabalho. concussão ou corrupção do juiz. sem caráter de sentença final. despacho proferido no curso de um processo. caberá reclamação trabalhista simples. no caso de não oferecimento de embargos. (B) É ajuizada independente de depósito prévio. Em caso de cumprimento de acordo ou convenção coletiva. admitirá o recurso de revista para o Tribunal Superior do Trabalho. em razão da previsão específica do Processo do Trabalho. Resposta: D 108. Não tem caráter executiva. uma vez transitada em julgado. ficará isento do pagamento de custas processuais e dos honorários advocatícios. Se o devedor optar pelo pagamento da obrigação.7 Habeas corpus http://leonardosakaki. 475-I e ss. não caberá a ação de cumprimento.com. 108. 108.4 Ação monitória Vale ou Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho. (A) A decisão que extingue o processo sem resolução de mérito.5 Mandado de segurança Usado para atacar decisões interlocutórias*. é passível de corte rescisório.

br | 11 99610348 facebook.1. Somente poderá ser atacada com mandado de segurança. que podem ser: 110. deixando para a Justiça do Trabalho somente o habeas corpus se a prisão for proveniente de depositário infiel. Não caberá agravo de instrumento. a competência do habeas corpus será da Justiça do Trabalho.1 Preliminares É tudo o que antecede o objeto central (mérito).sites.2 Cautelares incidentais Proposta no curso do processo principal.1 Cautelares preparatórias Proposta antes do processo principal. se a prisão ocorrer. 109. há a possibilidade da postulação sem a necessidade do advogado. Exemplo: quando o réu está se desfazendo de seus bens e o reclamante quer resguardar seus direitos. Se o juiz do trabalho decretar prisão por tais crimes.com.Não havendo acordo. o reclamado terá vinte minutos para aduzir sua defesa. não proposta a medida principal. Exemplo: arresto. existindo a indispensabilidade da propositura da demanda no prazo de 30 dias. quando esta não for dispensada por ambas as partes. busca e apreensão. ainda que o STF não mais admita referido tipo de restrição de liberdade pelo fato de ser o paciente depositário infiel. num primeiro momento. mas sob o mesmo juízo. caberá de ofício.1 Inexistência ou anulabilidade da citação http://leonardosakaki. após a leitura da reclamação. sequestro. 110. cessa a eficácia da medida cautelar. Juntamente com a defesa. visto que na Justiça do Trabalho. Requisitos: haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação ou existência de manifesto propósito protelatório do réu. o habeas corpus deverá ser impetrado no TRF. podem ser apresentadas as preliminares. Mas a praxe tornou a contestação escrita.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 167 O juiz do trabalho pode decretar prisão nos seguintes casos: crime de desacato. e é.com/leonardosakaki | @leosak . 847 . exibição de documentos. produção antecipada de provas. pois a CLT não menciona as preliminares.br | leonardosakaki@uol. como no processo civil. Aplicação subsidiária do CPC. 109 Tutela antecipatória e medidas cautelares Ao contrário do que dispõe o CPC. Exige-se a verossimilhança da alegação e prova inequívoca.uol. crime de falso testemunho e infiel depositário. oral: Art. 110 Contestação Deve ser entregue em audiência.com. 109.

110. A citação deve ocorrer com pelo menos 5 dias de antecedência da audiência. se isso ocorrer. sem exame de mérito. Pode ser declarada de ofício e pode ser deferida em um ou mais pedidos. no processo do trabalho. O seu não recebimento (inexistência) ou a entrega após o decurso desse prazo (anulabilidade) constitui ônus da prova do destinatário. na falta. mesmo porque não poderá requerer a outro juízo que tome o mesmo procedimento com relação a outro processo. dentro de 48 (quarenta e oito) horas.Recebida e protocolada a reclamação. o escrivão ou secretário. Por isso a inexistência de citação pode ser arguida a qualquer momento processual. inserto no jornal oficial ou no que publicar o expediente forense.3 Litispendência Muitas vezes a segunda ação distribuída não será objeto da segunda audiência (local em que efetivamente o juiz toma conhecimento do processo).4 Coisa julgada Extinção sem julgamento do mérito. que será a primeira desimpedida. Assim. far-se-á a notificação por edital. 110.2 Inépcia da inicial Faltam requisitos. sob pena de preclusão. 841 . depois de 5 (cinco) dias.br | leonardosakaki@uol. Anulabilidade da citação Deve ser arguida quando o citando teve conhecimento da citação. Também é denominada de notificação.uol. mas desde que seja o primeiro momento de manifestação nos autos. para comparecer à audiência do julgamento. ao reclamado. TST: presume-se recebida a notificação 48 horas depois de sua postagem. remeterá a segunda via da petição. mas ela ocorreu de maneira incorreta.sites. Súmula 16. devolvendo-se o prazo para a devida contestação. Não será arguido no momento da audiência. o réu estará se dando por citado. pois. motivo pelo qual enseja muitas demandas suscitando a inexistência da citação.com.br | 11 99610348 facebook. ou. se a primeira ação for objeto igualmente da primeira audiência e o juiz verificar que existe uma outra demanda idêntica.1.1. § 2º . como também na inicial como um todo.1. Comprovada a inexistência ou a anulabilidade. Se o reclamado criar embaraços ao seu recebimento ou não for encontrado. 110.A notificação será feita em registro postal com franquia.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 168 Inexistência da citação Citação é indispensável em todo processo. notificando-o ao mesmo tempo. afixado na sede da Junta ou Juízo. http://leonardosakaki. Art. ou do termo. deverá julgar a ação improcedente.O reclamante será notificado no ato da apresentação da reclamação ou na forma do parágrafo anterior. § 1º . o processo deve retornar ao seu início.com/leonardosakaki | @leosak .com. Não precisa ser pessoal.

br | leonardosakaki@uol. Não há a extinção do processo. 110.Se o recusante houver praticado algum ato pelo qual haja consentido na pessoa do juiz. aceitou o juiz recusado ou.7 Carência da ação Não há o preenchimento dos requisitos indispensáveis à condição da ação – objeto lícito. julgará a demanda.6 Continência Dá-se a continência entre duas ou mais ações sempre que há identidade quanto às partes e à causa de pedir.com. em consequência da inércia da parte interessada. mas o juiz remete o mesmo ao juízo que tem a ação com o objeto mais amplo. mas o objeto de uma. amizade íntima. legitimidade e passagem pela Comissão de Conciliação Prévia (se esta houver sido instituída).sites. Relativa: diz respeito ao local de propositura.1 Incompetência Absoluta: declarada ex officio ou arguida pela parte interessada. em razão de este ser o juízo prevento.3 Impedimento Exemplo da juíza que negava perguntas ao advogado do reclamado (instituição financeira). não mais poderá alegar exceção de suspeição.2.2 Exceções 110. O juízo em que foi distribuída a segunda ação deve remetê-la ao juízo em que foi distribuída a primeira ação.1.com. por ser mais amplo.2 Suspeição Inimizade pessoal. finalmente. Diz respeito à incompetência material. possibilidade jurídica do pedido.1.br | 11 99610348 facebook. 801 Parágrafo único . 110.com/leonardosakaki | @leosak .2. A suspeição não será também admitida.uol.5 Conexão Ocorre quando o julgamento de uma das ações interferir diretamente na outra lide. 110. 110. A juíza já trabalhara na instituição financeira e já conhecia os procedimentos do banco. depois de conhecida. quando já a conhecia. sob pena de prorrogação de competência – o juiz incompetente. 110. ou que. abrange o das outras.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 169 110.2. parentesco por consanguinidade ou afinidade até 3º grau civil. se do processo constar que o recusante deixou de alegá-la anteriormente. salvo sobrevindo novo motivo. se procurou de propósito o motivo de que ela se originou.1. Deve ser arguida pela parte interessada na primeira audiência. interesse particular na causa.3 Compensação http://leonardosakaki. Art. 110.

não importando seu motivo. Assim como a prescrição bienal.br | leonardosakaki@uol. Não pode haver reconvenção da reconvenção. próximo da soma do valor da pretensão. observado o prazo de 2 anos após o término do contrato de trabalho. Prescrição quinquenal: não importa a data da rescisão nem mesmo se isso ocorreu. O reconvindo. É necessário o processamento em peça apartada. Leva-se em conta a data da propositura da ação e dela retomar os últimos 5 anos. assim como a presença das partes.6 Perempção Quando o autor der causa ao arquivamento da ação por 3 vezes consecutivas. após o término de ser contrato laboral.8 Mérito Deve-se contestar todos os itens arguidos na exordial. visto que não se perde apenas o direito de ação. Prescrição bienal: deve ser contada da data da rescisão do contrato de trabalho. ou seja. ao menos.7 Impugnação ao valor da causa Deve ser arguida em peça autônoma. 110. o obreiro.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 170 Dívida de ambas as partes.5 Prescrição A prescrição poderá ser suscitada a qualquer momento processual.4 Reconvenção Reconvenção é uma contra-ação. 110. Prescrição trintenária: é trintenária a prescrição do direito de reclamar contra o não recolhimento da contribuição para o FGTS. 110. sob pena de o item esquecido ser confesso.uol. Portanto. mas também o próprio direito. 110.com.sites. Limitada a dívidas de natureza trabalhista e somente poderá ser arguida com a contestação. 111 Audiência É obrigatória. se ela for arquivada. uma ação do reclamado contra o reclamante. Deve ser arguida sempre que o valor da causa não for. reinicia-se o prazo no que tange aos pedidos idênticos. trata-se de prescrição decadencial. terá 2 anos para promover reclamação trabalhista. 110. reclamante no processo principal. http://leonardosakaki.com.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. deverá contestar a reconvenção. lembrando que. sendo-lhe vedada a distribuição de nova ação.

pois o processo é extinto sem resolução do mérito. salvo quando a reclamação se tratar de empregado doméstico. Observação: prevalece o entendimento de que o único objetivo dessa representação é o de evitar o arquivamento da RT. TST. mas ausente o reclamado. CLT). Quando há acordo. http://leonardosakaki. fato este que a prática acaba por impor sua impossibilidade de efetivação.br | 11 99610348 facebook. No sumaríssimo é proposto pelo juiz a qualquer momento.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 171 É una – todos os atos são realizados em audiência una. 844. CLT – revelia e pena de confissão quanto à matéria de fato. 844. Somente poderá ocorrer para justificar a ausência do mesmo na audiência e não para depor em seu lugar. só se aplicando a pena de confissão quanto à matéria de fato se na audiência anterior a parte tiver saído ciente da data da nova audiência. instrução e julgamento. A parte que se viu prejudicada no decorrer da instrução poderá tentar amenizar os efeitos da sentença fazendo acordo.1 Substituição do reclamante Pode ser substituído por um colega de serviço ou membro do sindicato. (Lei Complementar 123/06) 111. CF e art.com. ou pelo sindicato. transita desde logo em julgado e não caberá recurso. Na prática é comumente dividida em 3. colega de trabalho. Exceção: empregador de ME e EPP podem fazer-se substituir ou representar perante a Justiça do Trabalho por terceiros que conheçam dos fatos. Será revelia também quando presente o advogado. se por doença ou qualquer outro motivo ponderoso devidamente comprovado o empregado não puder comparecer. 111. Segundo a Súmula 377. Reclamado ausente: art. O reclamado poderá propor nova ação.2 Substituição da reclamada Pode ser substituído por um gerente ou qualquer preposto que tenha conhecimento dos fatos. 764. mas somente a pena de confissão quanto à matéria de fato. 114.sites. 112 Conciliação Tentativa de conciliação é obrigatória (art.com. O arquivamento da reclamação é uma sentença. Reclamante e reclamado ausentes: na audiência de instrução não gera arquivamento nem revelia. ainda que não possuam vínculo trabalhista ou societário. ele poderá ser representado por outro empregado que pertença à mesma profissão. pela falta de tempo: inicial.uol. CLT – arquivamento da ação.br | leonardosakaki@uol. inclusive a prolação da sentença. há a necessidade de o preposto ser empregado. 111.).3 Ausência das partes Reclamante ausente: art. Momentos para conciliação: antes da defesa no processo ordinário (não havendo o contraditório – não se ouve as provas etc.

1. Líquida: envolve condenação em quantia certa e determinada. Resposta: B 113. (C) O benefício da gratuidade de justiça não pode ser concedido de ofício pelo juiz.1 Sentença Definitiva: põe fim ao processo resolvendo a lide. (A) As entidades fiscalizadoras do exercício profissional. ou ex officio. 113.2) Com relação às despesas processuais na Justiça do Trabalho. Exemplo: reconhecimento de vínculo. fazer ou não fazer. poderá recusar a homologá-lo. das 6h às 20h. Sentença: ato para por fim ao processo. Sentença homologatória é título executivo judicial. (B) As custas devem ser pagas pelo vencido. . No caso de recurso.com/leonardosakaki | @leosak .1 Atos do juiz Despacho: quando a parte requerer algo no decorrer da demanda. passível de imediata execução quando não cumprida. não ultrapassando 5 horas seguidas. 113 Atos processuais Os atos processuais são públicos (audiência). Constitutivas: modificam a relação jurídica – a criam ou a extinguem. Declaratórias: declaram ou não ato jurídico. entretanto caberá ação rescisória. ainda que beneficiária da gratuidade de justiça. para impulsionar o processo.sites.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 172 Se o juiz perceber que o acordo é flagrantemente lesivo ao empregado ou ao empregador. (D) A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na pretensão objeto da perícia. http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. Terminativa: põe fim ao processo sem analisar o mérito. Das 8 às 18h. Condenatórias: imposição de obrigação de dar. poderá ultrapassar tal horário.uol. após o trânsito em julgado da decisão. se adiado. Decisão interlocutória: quando o juiz decide algo que não visa resolver o feito. Podem ser praticados em dias úteis. assinale a afirmativa correta. puder prejudicar a diligência ou causar algum dano. Se o ato iniciou-se antes das 20h e o mesmo.br | leonardosakaki@uol. estas devem ser pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo recursal. são isentas do pagamento de custas. não caberá recurso. em face de sua natureza autárquica. Se houver homologação de acordo viciado. salvo em casos urgentes. devendo ser necessariamente requerido pela parte interessada.com.com. Retroage até a data dos fatos.Despesas 50 (FGV – OAB 2010.

899. sendo possível a extração da carta de sentença e o início da execução provisória que vai até a penhora. CLT . Esta é a regra das sentenças trabalhistas.com/leonardosakaki | @leosak . Fundamentação: motivo da sentença. Art. Decisão interlocutória é o ato do juiz que no curso do processo resolve questão incidente. I. . 893. CLT.701/88 Tribunal Superior do Trabalho Recurso Ordinário Sentença normativa Dissídio coletivo Tribunais Regionais do Trabalho Justiça do Trabalho Nesse caso. parte final. caput. §2. Súmula 414. I. TST) e os princípios da simplicidade e informalidade que vigoram no processo do trabalho. TST.Caso específico de efeito suspensivo – Art. http://leonardosakaki. e Súmula 425. 899. Atenção: dispensado no sumaríssimo. Exemplo de decisões interlocutórias: liminar. 162. decisão que resolve exceção de incompetência relativa de suspeição ou impedimento. expõe a necessidade de fundamentação – princípio da dialeticidade ou discursividade e princípios do contraditório e ampla defesa. é excepcional. 114 Recursos trabalhistas a) Características ou peculiaridades: (i) em regra são dotados apenas de efeito devolutivo. parte final. o presidente do Tribunal Superior do Trabalho poderá atribuir efeito suspensivo a esse recurso ordinário pelo prazo improrrogável de 120 dias contados da publicação. Conclusão: decisão da causa. decisão do juiz que indefere a oitiva de testemunhas. CLT. Art. portanto a extração da carta de sentença – execução provisória (até a penhora). Lei 7.Partes da sentença Relatório: nome das partes e resumo do pedido e da defesa. através de ajuizamento de ação cautelar – Súmula 414.jus postulandi.br | leonardosakaki@uol. é possível a obtenção do efeito suspensivo mediante ação cautelar. . Exemplo: condeno pagar 72 horas extras. (iii) irrecorribilidade imediata/direta das decisões interlocutórias. Art. CLT. 9. É possível. (ii) Serão interpostos por simples petição.uol. É possível efeito suspensivo nos recursos trabalhistas? Sim. Art.com. Inexigibilidade de fundamentação.sites. TST. CPC.com. §1. Atenção: a Súmula 422. Por quê? Ius postulandi (art. Todavia.br | 11 99610348 facebook. A ação cautelar é o meio próprio para o efeito suspensivo. TST.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 173 Ilíquida: não envolve quantia certa. 791.

A superveniência de sentença resulta na perda do objeto do mandado de segurança b) Preparo A ausência de preparo é a deserção. não é cabível recurso imediato ou direto contra decisão interlocutória. é uma decisão interlocutória. somente sendo admitida a apreciação de seu merecimento em recurso da decisão definitiva. 273. 1. Tutela antecipada não é concedida só liminarmente – pode ser também na sentença também. Principais bases de cálculo: valor da causa.sites. Cautelar tem por objetivo assegurar um resultado útil – fumus bonus juris. III. Prevalece o entendimento da necessidade do protesto nos autos ou na ata para evitar a preclusão. Prevalece o entendimento de que há a necessidade do protesto antipreclusivo para o cabimento do recurso mediato.br | leonardosakaki@uol. 188. Custas: art. Lei 5. somente sendo admitida a apreciação da decisão interlocutória em recurso da decisão definitiva (recurso mediato ou indireto). se a antecipação de tutela foi concedida na sentença. (iv) em regra observa o prazo de 8 dias para razões e contra razões – art.uol. No processo do trabalho não existe agravo retido e o agravo de instrumento é o recurso cabível contra despacho denegatório de seguimento de recurso no juízo a quo. Caso prático: Mandado de segurança Recurso Recurso Ordinário Mandado de segurança Reclamação trabalhista Liminar Sentença Tutela antecipada – art. Esse recurso recebe um nome técnico: recurso mediato ou indireto. http://leonardosakaki. Agravo de instrumento serve só para destrancar recurso.com.br | 11 99610348 facebook. caberá recurso ordinário.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 174 No processo do trabalho. que resulta no não conhecimento do recurso. CLT Se a tutela antecipada for concedida liminarmente. CLT Alíquota de 2%. por ser uma decisão interlocutória. e não mandado de segurança. DL 779/69 e Art. 789 e ss. não cabe recurso imediato e sim mandado de segurança. Fazenda Pública e Ministério Público do Trabalho – prazo em dobro para recorrer – art.com/leonardosakaki | @leosak . se o juiz proferir uma decisão interlocutória não é cabível a interposição de recurso imediato ou direto.584/70. Dessa forma. Tutela antecipada concedida em liminar e a tutela concedida na sentença. Recurso contra a sentença: recurso mediato – impugnar sentença e decisão interlocutória. que o prazo é de 48 horas. Cabe mandado de segurança e recurso ordinário (Súmula 414 do TST). 6. Qual o recurso cabível em cada caso? Liminar é uma decisão inicial no processo. condenação e acordo.com. CPC. Principais exceções: recurso de revisão. respectivamente. De outra sorte.

2) Pedro ajuizou ação em face de seu empregador objetivando a satisfação dos pedidos de horas extraordinárias. tempestivamente. Na análise da primeira admissibilidade recursal há um equívoco.275. 899. (A) Capacidade. O seu pedido foi julgado improcedente. se interpõe o recurso de agravo por instrumento. Art.com/leonardosakaki | @leosak . (C) Representação processual. São pressupostos intrínsecos: legitimidade. adequação. capacidade e interesse. Empregado nunca faz depósito recursal! Art.br | 11 99610348 facebook. (D) Legitimidade. III. Pressupostos recursais subjetivos ou intrínsecos: são aqueles que dizem respeito a aspectos internos da decisão recorrida. valor). Trouxe o depósito recursal em agravo de instrumento. é corretor afirmar que: http://leonardosakaki. 114. que é correspondente a 50% do valor do depósito do recurso trancado. suas integrações e consectárias. (B) Preparo. de 29 de junho de 2010.com. por ausência do depósito recursal referente à metade do valor do recurso principal que se pretendia destrancar. e se nega seguimento ao recurso por intempestivo. Pressupostos recursais objetivos ou extrínsecos: são aqueles que dizem respeito a aspectos externos da decisão recorrida. que tem seu conhecimento negado pelo Tribunal Regional. 499. TST. tempestividade e preparo. Desta decisão. Resposta: A Classificação 1.br | leonardosakaki@uol.uol.com. O recurso pode ser interposto pela parte vencida. Na hipótese de condenação solidária de duas ou mais empresas o depósito feito por uma delas aproveitará as demais. benefício este não estendido às empresas em liquidação extrajudicial.1 Pressupostos recursais 52 (FGV – OAB 2010. preparo e regularidade de representação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 175 114. 53 (FGV – OAB 2010.2) Assinale a alternativa que apresente requisitos intrínsecos genéricos de admissibilidade recursal. nos termos do artigo 899. interesse e representação processual. desde que não pleiteie a sua exclusão da lide. 2. §7º da Consolidação das Leis do Trabalho. a massa falida é isenta de custas e depósito recursal. preparo e tempestividade. Recorre ordinariamente. tempestivamente.sites. pelo terceiro prejudicado e pelo Ministério Público. São pressupostos extrínsecos: precisão legal. Quanto à conduta do Desembargador Relator.2 Depósito recursal É um pressuposto recursal objetivo que tem por finalidade a garantia do juízo para futura execução por quantia a ser promovida pelo empregado. Súmula 128. Atenção: lei 12. CLT. e Súmula 161 TST – somente é exigido do empregador em havendo condenação em pecúnia (em direito. tempestividade. pretendendo a substituição da decisão por outra de diverso teor. Observação: conforme a Súmula 86 do TST. legitimidade e interesse.

pois o recurso de agravo por instrumento. juntamente com os embargos por declaração. por isso. sob pena de não conhecimento do recurso. não pode estar ausente. (D) ela está equivocada.sites. dispensável o preparo no que se refere a depósito recursal. uma vez que o preparo é requisito de admissibilidade recursal e. Resposta: C 114.uol. (B) ela está correta. pois em que pese haver a necessidade do preparo para a interposição do recurso de agravo por instrumento. o pedido foi julgado improcedente sendo recorrente o autor.3 Recursos trabalhistas em espécie 114. portanto. (C) ela está equivocada.com.com. uma vez que o referido artigo afirma que nos casos de interposição do recurso de agravo por instrumento é necessária a comprovação do depósito recursal de 50% do valor do depósito referente ao recurso que se pretende dar seguimento.br | 11 99610348 facebook.1 Recurso de revisão ou pedido de revisão http://leonardosakaki.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 176 (A) ela está correta. no problema acima. que não necessita de preparo para a sua interposição. na esfera laboral é o único.com/leonardosakaki | @leosak .3.

(semelhante à apelação do cível) Efeito: devolutivo.3 Embargos declaratórios Hipóteses de alteração de sentença: correção de erros de ofício ou a requerimento da parte (em tese de embargos declaratórios. 114. e deverá ser julgado em 48 horas. O juiz que o receber fará o juízo de admissibilidade e abrirá prazo para contrarrazoar o recurso no mesmo prazo. 114. poderá desistir do recurso. Recurso adesivo é compatível com o direito do trabalho e é cabível nos seguintes recursos: recurso ordinário. equívoco na análise dos pressupostos extrínsecos do recurso.uol.3. Procedimento: será direcionado ao presidente do TRT.3. Procedimento: recebida a notificação. É um recurso subordinado ao principal. recurso de revista. 114. com cópia da inicial e da ata de audiência. e a outra que também não ganhou tudo propor recurso adesivo. Deve ser interposto em 48 horas da decisão do juiz. TST. Se o juiz mantiver o valor.com.3.3.sites.br | 11 99610348 facebook. 114. sem a anuência do recorrido. a parte tem 8 dias de prazo para interpor o recurso ordinário. a qualquer momento. embargos no TST. recurso extraordinário e agravo de petição.com/leonardosakaki | @leosak . Cabimento: 8 dias. faz cair por terra também o recurso adesivo. O recorrente. quando estes estiverem atuando como órgãos originários.com. Pessoa jurídica de direito público tem prazo em dobro.2 Recurso adesivo Ocorre quando a ação for procedente em parte. Cabimento: quando a sentença contiver erro no tocante a omissão.4 Recurso ordinário Cabimento: das decisões definitivas ou terminativas das VT e dos TRTs.br | leonardosakaki@uol. fato este que. obscuridade ou contradição.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 177 É pouco usado e ocorre quando a inicial não contém valor dado à causa e o juiz o fixar. se ocorrer. caberá recurso de revisão. poderá impugná-lo em audiência. Se uma das partes não concordar com este valor. Súmula 283.5 Recurso de revista http://leonardosakaki. Pode-se discutir toda a matéria (de fato e de direito). Pressuposto: pagamento de custas e depósito recursal. a parte vencida propõe recurso cabível.

7 Embargos no TST 114. 896.com.com/leonardosakaki | @leosak . Art.com. Procedimento: quando o agravo sobe.3. 78 (FGV – OAB 2010. daquelas que infringem dispositivo legal constitucional ou de lei federal. quando houver conflitos com acordos ou convenções coletivas. O agravado terá que contraminuar o agravo e. 114. Tribunal Superior do Trabalho Tribunais Regionais do Trabalho Acórdão Recurso de revista Justiça do Trabalho 114. da certidão de intimação. a. A parte contrária terá 8 dias para contraminuar o agravo.sites.3. É o recurso cabível contra as decisões proferidas na execução. Procedimento: deverá ser endereçada ao Presidente do TRT e as razões encaminhadas ao TST. em embargos de terceiro. ou. Exemplo: decisão em embargos à execução. Somente ensejará quando houver divergência jurisprudencial ou sumular. CLT: é o recurso cabível contra acórdão do Tribunais Regionais do Trabalho em dissídio individual. ou seja. da defesa.6 Agravo de instrumento Sentença Recurso ordinário Cabimento: somente para decisões que denegarem seguimento a recurso. Ou. ainda. da decisão inicial e da comprovação do depósito recursal e custas. Se o processo começou no Tribunais Regionais do Trabalho cabe recurso ordinário. 897.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 178 Cabimento: visa a uniformização da jurisprudência.3. das procurações outorgadas aos advogados das partes. juntamente devera ser formado o instrumento.uol. e §§ da CLT.8 Agravo de petição Art. que são as peças necessárias para o agravo: cópia da decisão agravada.br | leonardosakaki@uol. nele só se discutem questões de direito – não objetiva reanalisar questões de fato ou provas. da petição inicial. que é o nome dado à contraminuta do agravo. por medida de cautela. Atenção: no sumaríssimo só caberá em divergência sumular ou violação à CF/88. ainda. em grau de recurso ordinário. pois as decisões interlocutórias são irrecorríveis no processo laboral. em exceção de pré-executividade. O agravo de petição é o recurso ordinário na execução.br | 11 99610348 facebook. contrarrazoar o recurso denegado.3) http://leonardosakaki.

3) Segundo o texto da Consolidação das Leis do Trabalho. essa decisão transitou em julgado. (D) Garantida a execução ou penhorados os bens.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 179 Determinada turma do Tribunal Superior do Trabalho não conheceu de recurso de revista interposto pela empresa Alfa Empreendimentos Ltda. que não conheceu do recurso de revista. (C) Tribunal Regional do Trabalho. tendo competência originária para o seu julgamento o próprio Tribunal Regional do Trabalho. cabendo igual prazo ao exequente para impugnação. é de 10 (dez) dias o prazo para o executado apresentar embargos à execução. Resposta: A http://leonardosakaki. tendo competência originária para o seu julgamento a Seção Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho. assinale a afirmativa correta. tendo competência originária a Seção Especializada em Dissídios Individuais do próprio Tribunal Superior do Trabalho. em dissídio individual) estar em perfeita consonância com enunciado de súmula de direito material daquela Corte Superior. (D) Tribunal Superior do Trabalho.br | 11 99610348 facebook. (B) somente é fonte subsidiária para aplicação das normas na execução trabalhista caso não exista regramento sobre o assunto no Código de Processo Civil. (A) A execução deve ser impulsionada pela parte interessada. que é a primeira fonte subsidiária da legislação processual do trabalho. que não conheceu do recurso de revista.br | leonardosakaki@uol. (B) O termo de compromisso de ajustamento de conduta firmado perante o Ministério Público do Trabalho. sendo vedado ao juiz promovê-la de ofício.com. considera-se inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou em aplicação ou interpretação ti das por incompatíveis com a Constituição Federal. (C) somente é fonte subsidiária do Processo do Trabalho na execução das contribuições previdenciárias. (B) Tribunal Superior do Trabalho. depende de prévia homologação pelo juiz que teria competência para o processo de conhecimento relativo à matéria.2) Com relação à execução trabalhista.com. Resposta: C 81 (FGV – OAB 2010. em recurso ordinário. (D) somente é fonte subsidiária do Processo do Trabalho na execução das contribuições previdenciárias e sindicais. (C) Conforme disposição expressa na Consolidação das Leis do Trabalho. tendo competência originária uma das turmas do próprio Tribunal Superior do Trabalho.uol. em recurso ordinário. para ajuizamento de ação rescisória. Transcorrido in albis o prazo recursal. é correto afirmar que a decisão rescindenda será a proferida pelo (A) Tribunal Regional do Trabalho. em razão de a decisão recorrida (proferida por Tribunal Regional do Trabalho em sede de recurso ordinário. para que possa ser executado no processo do trabalho. Resposta: D 115 Execução trabalhista 51 (FGV – OAB 2010. é correto afirmar que a lei de execução fiscal (A) é fonte subsidiária para a aplicação das normas na execução trabalhista. Na condição de advogado contratado pela respectiva empresa.sites.com/leonardosakaki | @leosak .

não beneficiando nem prejudicando terceiros..sites.br | 11 99610348 facebook. Resposta: A http://leonardosakaki. assinale a alternativa correta. (A) Seria obrigatória a intervenção do Ministério Público do Trabalho como fiscal da lei nesse processo. postulando sua condenação na obrigação de se abster de coagir seus empregados a deixarem de se filiar ao respectivo ente sindical. (B) O ajuizamento dessa ação civil pública visou à tutela de interesses ou direitos meramente individuais.com. tendo transitado em julgado a decisão condenatória. (D) A competência funcional para julgamento dessa ação civil pública é do Tribunal Regional do Trabalho que tenha jurisdição no local onde se situa a sede da empresa. Diante dessa situação hipotética.com.3) O sindicato representante de determinada categoria profissional ajuizou ação civil pública em face da Construtora Beta Ltda. A pretensão foi julgada procedente.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 180 116 Ministério Público do Trabalho 79 (FGV – OAB 2010.com/leonardosakaki | @leosak .uol. (C) A sentença fará coisa julgada às partes entre as quais é dada (inter partes).

ou seja. seria desproporcional. Por outro lado como a pena é medida extrema e grave. Princípio da intervenção mínima. O direito penal não pode proteger atos tidos como meramente morais por parcela da população. desnecessária.com/leonardosakaki | @leosak . deve ser reservado apenas para aquelas situações em que outras medidas estatais ou sociais (sanção moral. Princípio da culpabilidade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 181 DIREITO PENAL 117 Princípios do direito penal Princípio da lesividade.) não foram suficientes para provocar a diminuição da violência gerada por determinado fato. a intervenção do Estado na esfera de direitos do cidadão deve ser sempre a mínima possível. Princípio da insignificância.br | 11 99610348 facebook. Em um Estado Democrático. administrativa. ainda. Princípio da fragmentariedade. nem tentar impor determinada ideologia política ou crença religiosa. a pena não pode ser maios que a reprovabilidade do sujeito buscando exemplo para prevenir novos crimes. Nullum crime sine culpa – não há crime sem culpa ou dolo. mas sim conduta exteriorizada capaz de lesar ou expor terceiro a risco – alteridade penal ou transcendentalidade. impedindo a vingança privada e prevenindo crimes por meio da intimidação ou da ratificação da vigência da norma. também é requisito para a intervenção penal a real lesividade social da conduta. nem sempre a intervenção penal se legitima. O direito penal é um remédio subsidiário. Princípio da inadequação social.sites.com. Legalidade formal. Nem toda lesão a bem jurídico com dignidade penal carece de intervenção penal. Ainda que o bem jurídico tutelado mereça proteção penal. é necessário que não se trate apenas de um comportamento ou conduta interna. extremamente grave. Princípio da exclusiva proteção a bens jurídicos com dignidade penal. tão ínfima. sob pena de inconstitucionalidade. apenas quando a intervenção estatal realmente diminuir a violência social.uol. Apenas a grave lesão a bem jurídico com dignidade penal merece tutela penal. Princípio da subsidiariedade. pois determinadas condutas lesam de forma tão pequena. civil etc.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki. Princípio da adequação da intervenção penal. adequada. que a intervenção penal. que haja grave lesão e mesmo que outros instrumentos de controle social não tenham surtido efeito na defesa do bem. ou seja. Além da subsunção formal.com. Orienta a irrelevância penal das infrações à pura letra da lei penal que não revelem significativa lesão ou risco de lesão aos bens juridicamente tutelados. será legítima a intervenção da estrutura penal. pois é preciso que seja. com o intuito de permitir seu livre desenvolvimento.

sites.com. resoluções e decretos não podem veicular matéria penal incriminadora. Outras espécies legislativas. A individualização da pena é a concretização da isonomia. deve haver a consideração de algumas regras: Reserva legal: apenas a lei em sentido estrito pode legislar matéria penal. leis delegadas. trabalhos forcados e banimento. e não é possível. ou seja. Para a análise dos critérios a que se sujeita a intervenção penal para que se respeite o princípio da legalidade em toda sua extensão. não é possível a aplicação da pena de morte.com/leonardosakaki | @leosak . Exemplo: Lei 11. de forma clara. Princípio da individualização da pena.br | leonardosakaki@uol. visto que implica no tratamento diferenciado a situações e pessoas diferentes. apenas a conduta anteriormente definida em lei como infração penal pode ser punida. que especifique seu conteúdo. o cidadão tem o direito de conhecer. mas sim instituto de integração do ordenamento jurídico.uol. Tipo é o modelo de conduta. e os tipos incriminadores descrevem o modelo de conduta proibida. qual a consequência de sua atitude criminosa.br | 11 99610348 facebook. como medidas provisórias. deve ter pena mais intensa que aquele que pratica leve infração com pequena censurabilidade. por atentatórias à dignidade humana. Quem pratica crime mais grave. em situação mais reprovável. na medida das respectivas diferenças. 118 Aplicação da lei penal Princípio da legalidade: não há crime sem lei anterior que o defina ou pena sem prévia cominação legal. Vedação da analogia in malan parten: a analogia não é forma de interpretação de lei. A pena não pode passar da pessoa do condenado.343/06 – em outra norma está o rol das substâncias entorpecentes. 119 Lei penal no tempo http://leonardosakaki.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 182 Princípio da humanidade das penas. Norma penal em branco: é aquela cujo preceito primário carece de complemento de outra norma. aquela em que a definição da conduta criminosa apenas é possível com a utilização de outra norma. Taxatividade: a conduta proibida é descrita na lei por meio dos tipos. é claro que a exigência de lei penal incriminadora apenas garante o indivíduo quando o permite conhecer a proibição de determinada conduta antes de praticá-la. por vedação constitucional.com. Regra da anterioridade da lei: consequência dos fundamentos da legalidade. Legalidade da pena: além de ter direito a conhecer o espaço de sua liberdade. Princípio da pessoalidade da pena ou intranscendência. ou seja. Salvo exceção constitucional em tempo de guerra declarada. a aplicação de penas cruéis.

aplica-se a lei mais grave ao crime permanente e ao crime continuado desde que tenha entrado em vigor antes de cessada a continuidade ou a permanência.A lei posterior. STF. 5. Espécies: Novatio legis incriminadora: nova lei que incrimina certa conduta que anteriormente não era considerado crime. Parágrafo único . Crimes permanentes ou continuados. Y morre quando X completa 18 anos. salvo para beneficiar o réu.Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão. 119. embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram.uol. considera-se prática do crime no momento da ação ou omissão. o Brasil adota a teoria da atividade.2. 119.com. aplica-se o aumento de pena do art.1 Princípio da irretroatividade da lei mais severa (lex gravior) A lei penal não retroagirá. §4. XL. cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. Aplica-se o aumento de pena pela vítima possuir menos de 14 anos? Sim. Trata-se de um princípio absoluto. atira em Y.com/leonardosakaki | @leosak . que de qualquer modo favorecer o agente. 121. Art. não criminalizando determinada conduta.sites.1 Tempo do crime Lugar Ubiquidade (onipresença) Tempo Atividade (ação ou omissão) Quanto ao tempo do crime. 4º . Exemplo: X. aplica-se aos fatos anteriores. de 17 anos.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 183 Art.Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime. 3º . não há exceções. Novatio legis in pejus: piora de uma condição do agente. ou seja.br | leonardosakaki@uol. Lei excepcional ou temporária Art. Y morre após completar 14 anos. 2º .A lei excepcional ou temporária. CP. http://leonardosakaki. Tempo do crime Art. aplica-se ao fato praticado durante sua vigência.br | 11 99610348 facebook. ou seja. Trata-se de princípio constitucional expresso. ainda que outro seja o momento do resultado. XL .a lei penal não retroagirá. CF.2 Aplicação da lei no tempo 119. salvo para beneficiar o réu. X é inimputável. Exemplo: X atira em Y que tem 13 anos de idade. Segundo a Súmula 711. ainda que outro seja o momento do resultado. ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado.

A pena é de 2 a 4 anos. Os efeitos civis não são extintos. ou seja. e da Súmula 611. os tribunais entendiam que configurava concurso material de crimes. saiu uma lei falando que é 3.2 Princípio da retroatividade da lei penal benigna – retroatividade da lei mais benéfica (lex mitior) A nova lei penal que de qualquer forma favorecer o réu aplica-se a fatos praticados antes de sua vigência. ainda que já decididos por sentença transitada em julgado. neste caso não há revisão criminal.com. reincidência.uol. A pena de estupro e atentado violento – 6 + 6 = 12 anos – era concurso matehttp://leonardosakaki. em virtude dela. Não há. neste caso pede-se a conversão da pena em advertência no juízo das execuções criminais. STF. na aplica-se a lei benéfica no caso de revisão criminal. extinguindo-se. Exceção: Lei temporária (aquela que tem um prazo determinado) e a lei excepcional (aquela que vigora em uma situação anormal) continuam aplicando-se aos crimes praticados na sua vigência mesmo depois de revogadas. 66.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 184 Exemplo: Lei mais benéfica Pena de 8 a 15 anos Lei mais grave Pena de 15 a 30 anos Será aplicada a lei mais grave. Casos da retroatividade da lei benigna: .br | leonardosakaki@uol. a competência é do Tribunal no qual o recurso tramita. portanto.sites. aplica-se a lei mais benéfica.br | 11 99610348 facebook. Terceira situação: Lei 11. Segunda situação: em grau de recurso. Efeitos penais Pena. Observação: se for uma lei mais benéfica. nos termos do art. será 3. mas com a nova lei o porte é apenas uma advertência.2. a pena e todos os efeitos penais da condenação. A quem compete? A competência para a aplicação da lei benéfica após o trânsito em julgado é do juízo da execução. LEP. maus antecedentes Efeitos extra-penais Tornar certa a obrigação Abolitio in mellius.Crimes contra a dignidade sexual: antes havia o crime de estupro e atentado violento ao pudor.com.com/leonardosakaki | @leosak . Se o sujeito constrangesse a mulher a uma prática de conjunção carnal e ato libidinoso. 119. não importando se ele fez antes ou não. Há a ultra-atividade da lei excepcional temporária.343: a pessoa condenada a detenção por porte de drogas. Espécies: Abolitio criminis: trata-se da lei nova que deixa de considerar o fato como criminoso. continua se aplicando aos crimes cometidos na sua vigência mesmo que a situação posterior seja mais favorável. abolitio criminis.

pois eram crimes de espécies diferentes. prestação de serviço à comunidade. Texto ditado pelo professor: nos termos do art. crime único em claro benefício do réu. O juiz pode aplicar uma. depois ao coito etc. pois as duas condutas estão tipificadas pelo estupro. Texto ditado pelo professor: na antiga legislação. Podia conhecer crime continuado? Não. 33. sua pena poderá ser reduzida de 1/6 a ⅔. em contextos fáticos diferentes.com/leonardosakaki | @leosak . pois não há prisão no caso de porte de drogas. não permitia o reconhecimento do crime continuado. o oferecimento eventual da droga sem o objetivo de lucro para pessoa de seu relacionamento para juntos consumirem não configura tráfico. a prática de conjunção carnal violenta e atos libidinosos forçados.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 185 rial. Obrigava ao sexo oral. portanto. no mesmo contexto fático. Na nova legislação. pois o sexo oral era atentado violento ao pudor e o coito era estupro. Todos foram presos por tráfico.br | 11 99610348 facebook. . Faziam um cigarro grande e revezavam. sendo. Há prisão processual? Prisão em flagrante? Não. E no porte de drogas? Não. As penas são alternativas ou cumulativas? As penas podem ser aplicadas alternativa ou cumulativamente. se a pessoa é condenada a prestação de serviços à comunidade e não cumpre converte em prisão. Não há mais prisão processual nem prisão pena no porte de drogas. §4. roda de 5 jovens. Não há mais pena de prisão. tais atos.343/06. Isso não existia na antiga lei. para a doutrina majoritária. duas ou três penas. Trata-se de crime único. . 33 §3 da lei 11. depois à conjunção carnal. Não houve abolitio criminis do atentado violento ao pudor. vão fumar maconha. 119.com. uma pena de 6 anos. se o condenado é primário.Na antiga lei. Texto ditado pelo professor: Na antiga legislação a prática de conjunção carnal violenta e de outro ato libidinoso forçado no mesmo contexto de fato configurava concurso material dos crimes de estupro e atentado violento ao pudor. pois estupro e atentado violento ao pudor eram crimes de espécies diferentes. O rito do porte de drogas é o rito do Jecrim.com.sites.3 Lei 11. Não era crime continuado. comparecimento de curso ou medida educativa. No Código Penal. com bons antecedentes não se dedica à atividade criminosa nem integra organização criminosa. de forma reiterada. mas sim crime autônomo não equiparado a hediondo. Hoje isso tudo é uma seqüência de estupros – crime de mesma espécie – crime continuado. . Hoje continua sendo crime.br | leonardosakaki@uol. Agora tem um tipo de uso conjunto – o sujeito que fornece droga gratuitamente para alguém. Em caso de descumprimento o juiz deve aplicar sucessivamente as medidas de admoestação e multa. Se ele não pagar vai executar na forma da dívida ativa. mas não é tráfico. da lei 11.343/06.uol. o sujeito que constrange a mulher à prática de conjunção carnal e ato libidinoso pratica estupro somente.O padrasto abusava da enteada. http://leonardosakaki.2. apenas. agora é crime único. Na nova legislação a mesma situação configura crime continuado. Hoje. só que o que antes configurava como concurso de crimes.Nos termos do art. Policial flagrou os jovens.343/06 Porte de drogas – penas: advertência. Pega o dinheiro para um para que ele pegasse e trouxesse.

achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente. 6º . b) houve requisição do Ministro da Justiça.Nos casos do inciso II. c) contra a administração pública.Para os efeitos penais. d) de genocídio. §1º . b) praticados por brasileiro. §3º . o Brasil se obrigou a reprimir. sociedade de economia mista.Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão. §2º .uol. se. Extraterritorialidade Art. não estar extinta a punibilidade. quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. do Distrito Federal.A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil. §2º . embora cometidos no estrangeiro: I . bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras. e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou. mercantes ou de propriedade privada. quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil.com/leonardosakaki | @leosak . II . 8º . quando idênticas. de empresa pública.br | 11 99610348 facebook. bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. §1º .os crimes: a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República. no todo ou em parte. ou nela é computada. respectivamente. mercantes ou de propriedade privada. de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem. d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena. b) contra o patrimônio ou a fé pública da União. http://leonardosakaki. quando diversas. por tratado ou convenção. tratados e regras de direito internacional. a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes condições: a) entrar o agente no território nacional. reunidas as condições previstas no parágrafo anterior: a) não foi pedida ou foi negada a extradição. segundo a lei mais favorável. 5º . que se achem.A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime.com. ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro. no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. o agente é punido segundo a lei brasileira. c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras. por outro motivo.Ficam sujeitos à lei brasileira. sem prejuízo de convenções. b) ser o fato punível também no país em que foi praticado.É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada. ao crime cometido no território nacional. autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 186 120 Lei penal no espaço Territorialidade Art. de Estado. e estas em porto ou mar territorial do Brasil. Pena cumprida no estrangeiro Art. Lugar do crime Art. 7º .Nos casos do inciso I. de Território. c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição.os crimes: a) que.sites. consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras. de Município. por quem está a seu serviço.Aplica-se a lei brasileira.br | leonardosakaki@uol.com.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 187 Quanto ao lugar do crime – art. 6, CP – adota teoria da ubiquidade ou mista, segundo a qual se considera prática do crime tanto no lugar da ação ou da omissão, no todo ou em parte, como naquele em que ocorreu ou deveria ter ocorrido o resultado. A adoção da teoria da ubiquidade quanto ao lugar do crime se justifica nos crimes a longa distância ou de espaço máximo nos quais a ação ou omissão ocorre em um país e o resultado ocorre ou deveria ocorrer em outro. Exemplos: (i) A dá veneno a B no Brasil. B morre na Argentina. O crime foi realizado no Brasil. (ii) A dá veneno na Argentina a B. B morre no Brasil. O crime teve resultado no Brasil. (iii) X, na Argentina, remete bombons envenenados para Y, no Brasil. (iv) X remete os bombons, mas o correio argentino interceptou a correspondência. Aplica-se a tentativa, pois onde teria acontecido o resultado é no Brasil. 120.1 Princípio da territorialidade temperada Aplica-se a lei brasileira ao crime praticado em território brasileiro, sem prejuízo ao disposto em tratados, convenções ou regras de direito internacional. - Território brasileiro Espaço no qual o Brasil exerce a sua soberania. Território físico: solo, mar territorial (12 milhas marítimas). - Território por extensão São embarcações ou aeronaves: (i) públicas ou a serviço do governo brasileiro, onde quer que se encontrem. Crimes cometidos na aeronave ou embarcações serão aplicadas as leis brasileiras. (ii) privadas brasileiras será aplicada a lei do local onde estiver a embarcação ou aeronave. Quando em alto mar ou sobrevoando o alto mar, será aplicada a lei da bandeira da embarcação. (iii) privadas estrangeiras quando em mar territorial brasileiro ou espaço aéreo correspondente. Uma aeronave, quando no Brasil, será aplicada a lei brasileira. 120.2 Extraterritorialidade É a aplicação da lei brasileira a crimes praticados no exterior. (i) Incondicionada: aplica-se a lei brasileira mesmo que o agente já tenha sido absolvido ou cumprido pena no estrangeiro pelo mesmo crime, nos seguintes casos: Presidente da República (crime contra a vida ou liberdade), Administração Pública direta ou indireta, Genocídio (desde que o agente seja brasileiro ou domiciliado no Brasil).

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 188 A pena cumprida no estrangeiro computa-se na brasileira quando idênticas e atenua a brasileira quando diversas – art. 8, CP. Será julgada pela lei brasileira mesmo que tenha sido absolvido ou cumprido pena pelo mesmo crime. (ii) Condicionada: só se aplica a lei brasileira se estiverem presentes, cumulativamente, determinadas condições. Tratado. Crime que por tratado o Brasil se obrigou a reprimir. Aeronave ou embarcação. Crime em aeronave ou embarcação brasileira no estrangeiro quando aí não tiver sido julgado. Brasileiro. Crime cometido por ou contra brasileiro fora do Brasil.

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Teoria do crime

Fato típico, antijurídico e culpável. Culpável: reprovável Ilícita: proibida Típica: prevista em lei

Conduta

121.1 Tipicidade A tipicidade pode ser dolosa e culposa. A princípio todos os tipos incriminadores são dolosos, pois o dolo está implícito em sua redação. A culpa, ao contrário, precisa de previsão expressa para que tenha relevância, o que é raro em nossa legislação: regra da excepcionalidade do crime culposo.
59 (FGV – OAB 2010.3) Pedro, não observando seu dever objetivo de cuidado na condução de uma bicicleta, choca-se com um telefone público e o destrói totalmente. Nesse caso, é correto afirmar que Pedro (A) deverá ser responsabilizado pelo crime de dano simples, somente. (B) deverá ser responsabilizado pelo crime de dano qualificado, somente. (C) deverá ser responsabilizado pelo crime de dano qualificado, sem prejuízo da obrigação de reparar o dano causado. (D) não será responsabilizado penalmente.
Resposta: D

Aspectos: Formal: previsão legal. Objetivo: Subjetivo: com dolo ou culpa. Material: lesão ou ameaça a um bem jurídico protegido. O princípio da insignificância ou da bagatela exclui a tipicidade material 121.2 Crime

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 189 Crime é sempre uma conduta. Características: Típica: prevista em lei. Ilícita: contrário ao ordenamento jurídico. Culpável: reprovável – passível de pena. Material Prevê o resultado. Exige o resultado. Consuma com o resultado. Exemplo: homicídio. Formal Prevê o resultado. Não exige o resultado. Consuma com a conduta. Exemplo: extorsão. Mera conduta Não há previsão de resultado. Consuma com a conduta. Exemplo: violação de domicílio.

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Fato típico Conduta Resultado Nexo causal Tipicidade

122.1 Conduta É toda ação ou omissão humana, voluntária e consciente dirigida a um fim. 122.1.1 Situações que excluem a conduta Ato reflexo: são movimentos ou inações corporais não subordinados ao controle neurológico consciente do sujeito. Coação física irresistível: é a situação na qual o coator usa o corpo do coagido como um objeto inanimado e sem vontade própria. Exemplo: Tício pressiona o dedo de Mévio no gatilho da arma disparando e atingindo Caio. Exemplo: Tício atira Mévio contra uma janela, quebrando-a. Atenção: coação física é diferente de coação moral. Nessa, o coator constrange o coagido a praticar sozinho o crime. Exemplo: Tício seqüestra o filho de Mévio ameaçando matá-lo se Mévio não atirar em Caio. Exemplo: Tício, apontando uma arma contra Mévio, obriga-o a atirar uma pedra contra a janela, quebrando-a. Em ambos os casos, o coator responde pelo crime. Coação física Coator usa o corpo do coagido. Exclui a conduta. Coação moral – art. 22, CP Coagido é constrangido pelo coator. Exclui a culpabilidade.

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 190

Excludente de ilicitude e excludente de culpabilidade Excludente de ilicitude (justificante) Legítima defesa Estado de necessidade Exercício regular do direito Estrito cumprimento do dever legal Excludente de culpabilidade (exculpante) Menoridade Embriaguez Doença mental Erro de proibição Coação moral irresistível Obediência hierárquica

57 (FGV – OAB 2010.2) Paula Rita convenceu sua mãe adotiva, Maria Aparecida, de 50 anos de idade, a lhe outorgar um instrumento de mandato para movimentar sua conta bancária, ao argumento de que poderia ajudá-la a efetuar pagamento de contas, pequenos saques, pegar talões de cheques etc., evitando assim que a mesma ti vesse que se deslocar para o banco no dia a dia. De posse da referida procuração, Paula Rita compareceu à agência bancária onde Maria Aparecida possuía conta e sacou todo o valor que a mesma possuía em aplicações financeiras, no total de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), apropriando-se do dinheiro antes pertencente a sua mãe. Considerando tal narrativa, assinale a alternativa correta. (A) Paula Rita praticou crime de estelionato em detrimento de Maria Aparecida e, pelo fato de ser sua filha adotiva, é isenta de pena. (B) Paula Rita praticou crime de furto mediante fraude em detrimento de Maria Aparecida e, pelo fato de ser sua filha adotiva, é isenta de pena. (C) Paula Rita praticou crime de estelionato em detrimento de Maria Aparecida e, apesar de ser sua filha adotiva, não é isenta de pena. (D) Paula Rita praticou crime de furto mediante fraude em detrimento de Maria Aparecida e, apesar de seu sua filha adotiva, não é isenta de pena.
Resposta: A

122.1.2 Ação ou omissão Ação: crimes comissivos. Omissão: crimes omissivos. Existem 2 espécies de crimes omissivos: (i) próprios ou puros; (ii) impróprios ou impuros ou comissivos por omissão. Próprios Impróprios - Comissivos por omissão Já tipificados de forma omissiva: "deixar de". Exemplo: Crime previsto na parte especial de forma comissiva, omissão de socorro. mas que excepcionalmente podem ser praticados por omissão quando quem se omite tinha o dever de agir para impedir o resultado. Quem possuía o dever de agir, responde por aquilo que não impediu. Exemplo: homicídio por omissão, furto por omissão. Em regra, podem ser praticado por qualquer pessoa. Sempre é praticado por quem tem o dever de agir – art. 13, §2, CP. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 191 Consumação: no momento da omissão independen- Consumação: no mesmo momento do crime comissitemente de qualquer resultado. vo. Tentativa: não é admitida. Tentativa: é admitida. Exemplo: eu e meu amigo estamos na praia. Meus filhos estão no mar. Num certo momento vemos que meu filho está se afogando. Nenhum dos dois vai tentar salvar a criança que está se afogando. A criança morre. Por que crime os dois vão responder? Meu amigo responde por omissão. Eu respondo por homicídio. Exemplo: A deixa de salvar B, que morre afogado. A podia agir? Estava presente? Não: não há crime. Sim: tinha dever específico de agir? Sim: responde por homicídio. Não: somente responde pela omissão de socorro. Dever de agir – art. 13, §2, CP: (i) quem tem por lei o dever de cuidado, vigilância e proteção: quem de outra forma assumiu o dever (profissional ou não, remunerado ou não). Exemplos: os pais, em relação aos filhos menores; policiais, mesmo que fora do horário de serviço. (ii) quem, de outra forma, assumiu o dever de impedir o resultado. (ii) quem, por seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. Observação: só haverá omissão para aquele que podia agir. O mero descumprimento de contrato não é omissão punível. Exemplo: salva-vidas descumpriu seu horário de trabalho. Quando chegou, encontrou duas crianças afogadas na piscina. Não responde por crime algum. Exemplo: pediatra passou o dia inteiro no plantão, o horário dela terminava às 8pm, mas ela saiu 6pm para ir a uma festa. Às 5:30pm entra uma criança em uma situação grave, mesmo assim ela vai embora, achando que seu substituto viria e poderia atender a criança, mas acaba por chegar muito atrasado. A médica vai embora. A criança piora e morre. A médica deve ser punida por homicídio e o medico, que não veio, não responderá por crime algum. 123 Nexo causal

Regra: Só é punido pelo resultado quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual não teria ocorrido o resultado. O Brasil adota a teoria da equivalência (Teoria da conditio sine qua non.) Quem causou, responde pelo resultado. Quem não causou, reponde pela conduta. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Exceção: art. 13, §1, CP: causa superveniente relativamente independente exclui a imputação, quando, por si só, tiver produzido o resultado. Os atos anteriores imputam-se a quem os praticou. Exemplo: Tício atira em Mévio com animus necandi, mas não atinge região vital. Mévio é transportado ao hospital, mas no caminho sofre um acidente automobilístico que, por si só, provoca a sua morte. Tício responde por tentativa de homicídio.
58 (FVG – OAB 2010.3) Tomás decide matar seu pai, Joaquim. Sabendo da intenção de Tomás de executar o genitor, Pedro oferece, graciosamente, carona ao agente até o local em que ocorre o crime. A esse respeito, é correto afirmar que Pedro é (A) coautor do delito, respondendo por homicídio agravado por haver sido praticado contra ascendente. (B) partícipe do delito, respondendo por homicídio agravado por haver sido praticado contra ascendente. (C) coautor do delito, respondendo por homicídio sem a incidência da agravante. (D) partícipe do delito, respondendo por homicídio sem a incidência da agravante.
Resposta: D

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Dolo

Dolo é consciência e vontade. Segundo a teoria finalista, o dolo exige apenas a consciência da situação fática e não a consciência da ilicitude do fato – dolo natural ou psicológico. Dolo Direto: prevê e deseja. Eventual: prevê e assume o risco. Culpa Inconsciente: não prevê (que era previsível) Consciente: prevê e espera evitar. Preterdolo Trata-se do crime qualificado pelo resultado no qual a conduta é dolosa e o resultado qualificador é culposo. Dolo no antecedente e culpa no conseqüente. Exemplo: lesão seguida de morte.

124.1 Dolo direto Consciência + vontade. É aquele em que o sujeito faz previsão do resultado e atua para alcançá-lo, ou seja, quer o resultado. No dolo direto o foco do sujeito é o resultado, a conduta é apenas um preço a pagar. 124.2 Dolo eventual Consciência + assunção do risco

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 193 O sujeito faz precisão do resultado, mas não quer. Ele apenas aceita o risco, assume o risco do resultado. O foco do sujeito é a manutenção da conduta e o resultado é um preço que se aceita pagar. Dolo direto Dolo eventual Previsão do resultado Previsão do resultado Quer Aceita o risco

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Culpa

Culpa é a quebra de um dever geral de cuidado. Culpa é a inobservância de um dever de cuidado objetivo. Previsibilidade objetiva: da conduta tida como descuidada, o resultado deve ser um desdobramento esperado, previsível. Excepcionalidade do crime culposo: culpa só é punida quando estiver expressamente na lei. Exemplo: título I – arts. 121 a 154, CP. - Formas de quebra do dever de cuidado Negligência, imprudência e imperícia. (i) Negligência é o descuido omissivo. É o não tomar o cuidado devido. Exemplo: não fechar o gás antes de sair de casa, deixar de verificar o pneu viajar. (ii) Imprudência é o descuido comissivo. É o agir descuidado. É o agir temerário. Exemplo: viajar com pneu careca, atravessar a preferencial. (iii) Imperícia é a falta de talento ou conhecimento específico de profissão, arte ou ofício. Exemplo: conhecimentos específicos de médico. Se o médico é o melhor no procedimento cirúrgico e deixou o objeto no organismo do paciente e gerou dano, trata-se de negligência, visto que ele tem o conhecimento, mas agiu com negligência. - Culpa consciente e culpa inconsciente Culpa cons- É aquele que o sujeito faz a ciente previsão do resultado, mas ele não quer e nem aceita o risco. O sujeito tem certeza que irá Exemplo: ando em alta velocidaevitar. É a diferença com o de em uma via em horário de dolo eventual – na culpa saída de escola. Prevejo que posconsciente tem certeza que so atropelar alguma criança. Trairá evitar, já no dolo eventual ta-se de culpa consciente. ele aceita o risco. Culpa in- É aquela em que o sujeito não faz a previsão do resultado, que é previsível. consciente http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Concurso de delitos
56 (FGV – OAB 2010.2) Com relação ao concurso de delitos, é correto afirmar que: (A) no concurso de crimes as penas de multa são aplicadas distintamente, mas de forma reduzida. (B) o concurso material ocorre quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes com dependência fática e jurídica entre estes. (C) o concurso formal perfeito, também conhecido como próprio, ocorre quando o agente, por meio de uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes idênticos, caso em que as penas serão somadas. (D) o Código Penal Brasileiro adotou o sistema de aplicação de pena do cúmulo material para os concursos material e formal imperfeito, e da exasperação para o concurso formal perfeito e crime continuado.
Resposta: D

57 (FGV – OAB 2010.3) Marcus, visando roubar Maria, a agride, causando-lhe lesões corporais de natureza leve. Antes, contudo, de subtrair qualquer pertence, Marcus decide abandonar a empreitada criminosa, pedindo desculpas à vítima e se evadindo do local. Maria, então, comparece à delegacia mais próxima e narra os fatos à autoridade policial. No caso acima, o delegado de polícia (A) deverá instaurar inquérito policial para apurar o crime de roubo tentado, uma vez que o resultado pretendido por Marcus não se concretizou. (B) nada poderá fazer, uma vez que houve a desistência voluntária por parte de Marcus. (C) deverá lavrar termo circunstanciado pelo crime de lesões corporais de natureza leve. (D) nada poderá fazer, uma vez que houve arrependimento posterior por parte de Marcus.
Resposta: C

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Co-autoria
58 (FGV – OAB 2010.3) Tomás decide matar seu pai, Joaquim. Sabendo da intenção de Tomás de executar o genitor, Pedro oferece, graciosamente, carona ao agente até o local em que ocorre o crime. A esse respeito, é correto afirmar que Pedro é (A) coautor do delito, respondendo por homicídio agravado por haver sido praticado contra ascendente. (B) partícipe do delito, respondendo por homicídio agravado por haver sido praticado contra ascendente. (C) coautor do delito, respondendo por homicídio sem a incidência da agravante. (D) partícipe do delito, respondendo por homicídio sem a incidência da agravante.
Resposta: D

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Erro de tipo

Essencial

http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

Erro de tipo permissivo é. Permissivo (art. O agente sabe que está praticando um fato típico. CP) O agente confunde a vítima com outra pessoa e atinge pessoa não pretendida. mas permite a punição por culpa. uma vez que a pessoa atingida não era a sua ascendente. Erro inevitável/escusável exclui dolo e culpa. portanto.br | leonardosakaki@uol. independente da identidade da vítima).com.uol. Resposta: B http://leonardosakaki. em uma caçada. a sua genitora). é correto afirmar que Joaquim incorre em erro (A) de tipo essencial escusável – inevitável – e deverá responder pelo crime de homicídio sem a incidência da agravante relativa ao crime praticado contra ascendente (haja vista que a vítima. (D) de tipo essencial inescusável – evitável –. 20. mas confunde-o com seu tio. Exemplo: Tício mata seu vizinho pensando tratar-se de um ladrão prestes a agredi-lo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 195 Incriminador (art. Exemplo: Tício. mas permite a punição por culpa. mata Mévio pensando tratar-se de um animal. Erro evitável/inescusável exclui o dolo. Erro inevitável/escusável exclui dolo e culpa. mas não deverá responder pelo crime de homicídio qualificado. (B) de tipo acidental na modalidade error in persona e deverá responder pelo crime de homicídio com a incidência da agravante relativa ao crime praticado contra ascendente (mesmo que a vítima não seja. não era a sua genitora). acaba causando a morte de uma tia (por confundi-la com aquela). CP) O agente não tem consciência das circunstâncias elementares do tipo.com. de fato. CP) Tipo permissivo é sinônimo de excludente de ilicitude ou de descriminante. Exemplo: Tícia leva embora a bolsa de Mévia achando que é a sua própria. desejoso de tirar a vida da própria mãe. 20.br | 11 99610348 facebook. de fato. (C) de proibição e deverá responder pelo crime de homicídio qualificado pelo fato de ter objetivado atingir ascendente (preserva-se o dolo. Tendo como referência a situação acima. Erro evitável/inescusável exclui o dolo. Acidental Erro sobre a pessoa (art. caput.com/leonardosakaki | @leosak . §1. 20. Exemplo: Tício quer matar seu pai. 60 (FGV – OAB 2010.sites. §3. sinônimo de descriminante putativa.3) Joaquim. O agente responde como se tivesse atingido a vítima pretendida. O agente pensa estar praticando uma conduta absolutamente atípica. Exemplo: Tício mata o cão manso de seu vizinho pensando tratar-se de animal bravo prestes a atacá-lo. mas acredita estar amparado por uma excludente de ilicitude.

Exemplo: Tício queria matar Mévio. aplica-se a regra do concurso formal. Se for atingido também o bem pretendido.com. O agente responde pelo crime efetivamente praticado na modalidade culposa. Tentativa perfeita ou crime falho é aquela que o sujeito esgota os meios executórios. exaure o plano executório. a asfixia. uma vez que o art.com. 14. nos termos do art. Durante a noite. http://leonardosakaki. em estado puerperal. é quando iniciada a execução o sujeito não alcança a consumação por circunstâncias alheias à sua vontade.2) Arlete. 60 (FGV – OAB 2010. ou seja. atinge bem jurídico diverso do pretendido. assinale a alternativa que indique a responsabilidade penal da mãe. Exemplo: dou três tiros e erro os três. manifesta a intenção de matar o próprio filho recém nascido. e. é constatada a morte por asfixia de um recém nascido. CP) O agente. mas não mato.br | 11 99610348 facebook.uol. (B) Crime de homicídio. salvo disposição em contrário. o erro acidental não a isenta de responsabilidade. mas acerto na orelha. menos a redução. Quanto mais próximo da consumação. atinge pessoa diversa da pessoa pretendida. Na manhã seguinte.br | leonardosakaki@uol. . Após receber a criança no seu quarto para amamentá-la. II. Exemplo: Tício quer quebrar uma janela. (C) Crime de infanticídio. a criança é levada para o berçário. há concurso de crimes – com uma conduta conseguiram-se 2 resultados – aplicando-se a regra do concurso formal. I. pois houve erro essencial. pois.com/leonardosakaki | @leosak . Diante do caso concreto.sites. CP) O agente. 73. que estava próximo. CP. Arlete vai até o berçário. mas acaba atingindo seu pai. pois. pois houve erro quanto à pessoa. mas a pedra atinge e mata uma pessoa. que não era o filho de Arlete. por erro no uso dos meio de execução. Tentativa. CP. (A) Crime de homicídio.Classificações da tentativa Tentativa branca é aquela que não resulta lesão. não houve preenchimento dos elementos do tipo. causando a sua morte. 14. 74. Resultado diverso ou aberratio criminis (art. após conferir a identificação da criança. Se tiver atingido também a pessoa pretendida. Tentativa cruenta é a que resulta lesão. por erro no uso dos meios de execução. art. Resposta: C 129 Consumação e tentativa Crime consumado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 196 Erro na execução ou aberratio ictus (art. Punição da tentativa: a tentativa é punida com a pena do crime consumação diminuída de ⅓ a ⅔. Exemplo: dou três tiros. O gente responde como se tivesse atingido a pessoa pretendida. considera-se consumado o crime quando realizado todos os elementos de sua definição legal. (D) Crime de infanticídio. 123 do CP trata de matar o próprio filho sob influência do estado puerperal.

Maria.br | 11 99610348 facebook. causando-lhe lesões corporais de natureza leve. (ii) pela própria vontade do agente – tentativa abandonada.sites. b) crime impossível por absoluta ineficácia do meio. ou seja. uma vez que o resultado pretendido por Marcus não se concretizou. Marcus decide abandonar a empreitada criminosa.uol. (C) deverá lavrar termo circunstanciado pelo crime de lesões corporais de natureza leve. pedindo desculpas à vítima e se evadindo do local. Exemplo: alguém me desarma no momento em que executo o ato. . tentar matar o morto. Tentativa qualificada: . contudo. uma vez que houve a desistência voluntária por parte de Marcus. então.Desistência voluntária: iniciada a execução. de subtrair qualquer pertence. fica afastada a tentativa e o sujeito só responde pelos atos já praticados. tentar matar alguém com veneno. o sujeito. c) crime impossível por obra do agente provocador.com. Consequência: fica afastada a tentativa e o sujeito só responde pelos atos já praticados. Exemplo: dou os tiros e no fim fico sabendo que ele não é o que traiu. o delegado de polícia (A) deverá instaurar inquérito policial para apurar o crime de roubo tentado. bastando que seja voluntária (espontânea é a que independe de qualquer estímulo). a) crime impossível por absoluta impropriedade do objeto. . mas responderá pelos atos já consumados. Observação: a desistência não precisa ser espontânea. visando roubar Maria.Arrependimento eficaz: após terminar o seu plano executório o sujeito. A consequência do arrependimento eficaz é a mesma da desistência voluntária. 57 (FGV – OAB 2010. Exemplo: tento matar uma pessoa achando ser o amante de minha namorada. (B) nada poderá fazer. a) desistência voluntária b) arrependimento eficaz (iii) porque é impossível – tentativa inidônea. Não se pune. Antes.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki. então levo ao hospital para salvá-lo. Exemplo: tentar realizar aborto numa mulher que não está grávida. depois disso ele me diz que não era ele o amante e sim um outro sujeito.3) Marcus. age de forma eficiente a impedir a consumação. comparece à delegacia mais próxima e narra os fatos à autoridade policial. No caso acima. A pena de uma tentativa é igual a do crime consumado reduzida de ⅓ a ⅔. mas ao invés de colocar veneno coloco açúcar. por ato voluntário.Crime não consumado (i) por motivos alheios à vontade do agente – tentativa. por ato voluntário.com. daí paro de atirar pois percebo que realmente não era ele o amante – a pessoa não responderá pela tentativa de homicídio.com/leonardosakaki | @leosak . O sujeito é punido apenas pelo resultado. dei três tiros.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 197 Tentativa imperfeita é a que não esgota os meios executórios. desiste de nela prosseguir impedindo a consumação. a agride. Exemplo: tentar fazer aborto tomando chá de boldo e por reza.

portanto. calúnia. em determinados crimes.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak . enquanto a __________ é crime contra a Administração da Justiça”. Cabe legítima defesa contra o excesso de outra excludente de ilicitude. legítima defesa contra excludente de ilicitude putativa. Portanto. difamação. legítima defesa contra o excesso de outra legítima defesa. comunicação falsa de crime ou de contravenção. CP) agressão – apenas a conduta humana. (A) denunciação caluniosa. legítima defesa sucessiva. Cabe. (B) denunciação caluniosa. agressão atual ou iminente – não cabe legítima defesa contra agressão passada. denunciação caluniosa. privilegiadora. também.uol. constitui infração penal contra a honra. não há legítima defesa contra ataque espontâneo de animal e sim estado de necessidade. Cabe. ou seja. Resposta: C 59 (FGV – OAB 2010. (C) comunicação falsa de crime ou de contravenção.com.2) Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas do texto: “para a ocorrência de __________. pois esta agressão será considerada justa. 125. não basta a imputação falsa de crime. que. difamação. denunciação caluniosa. injusta – não cabe legítima defesa contra agressão amparada por excludente de ilicitude. investigação policial ou processo judicial. a direito próprio ou alheio – a legítima defesa pode ser própria ou de terceiro.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 198 (D) nada poderá fazer. ou seja. comunicação falsa de crime ou de contravenção. A simples imputação falsa de fato definido como crime pode constituir __________.br | leonardosakaki@uol.sites.com. mas é indispensável que em decorrência de tal imputação seja instaurada. Portanto. Resposta: A 130 Excludentes de ilicitude e excludente de culpabilidade Excludentes de ilicitude ou antijuridicidade – descriminantes Legítima defesa Conceito: age em legítima defesa quem pratica o fato para repelir injusta agressão atual ou iminente à direito próprio ou alheio usando moderadamente os meios necessários Requisitos: (art. (D) comunicação falsa de crime ou de contravenção. legítima defesa recíproca. calúnia. cabe legítima defesa real contra legítima defesa putativa. não é admissível legítima defesa contra legítima defesa. A reação contra agressão passada pode configurar apenas circunstância atenuante ou. por exemplo. uma vez que houve arrependimento posterior por parte de Marcus. http://leonardosakaki.

(B) é exigível que a pessoa que se defende tenha antes procurado evitar a situação de confronto. Trata-se de legítima defesa sucessiva e é plenamente admitida. (B) Não se exige que o agredido tente evitar o confronto.quem causou por vontade própria o perigo não pode alegar estado de necessidade.uol.com. Requisitos: perigo – O perigo pode advir de força da natureza.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 199 usado moderadamente os meios necessários – se houver uso imoderado dos meios haverá excesso extensivo. de igual importância. usando no entanto moderadamente os meios necessários.br | 11 99610348 facebook. Se for salvo um bem menor. Não provocado voluntariamente pelo agente . Inevitável Atual – não há estado de necessidade contra perigo iminente. (C) A agressão nesse caso era justa. O excesso será punível quando for doloso ou culposo. no mínimo. Direito próprio ou alheio – admite-se estado de necessidade próprio ou de terceiro. (C) é possível o reconhecimento contra estado de necessidade desde que real. (Ministério Público/São Paulo) Na hipótese de legítima defesa: (A) é possível seu reconhecimento em favor de quem atua contra excesso de outra legítima defesa. haverá somente uma redução de pena. Resposta: A COMENTÁRIO (A) É possível seu reconhecimento em favor de quem atua contra excesso de outra legítima defesa. praticado pelo oponente. ele pode se defender. (E) A sua modalidade chamada putativa constitui excludente de ilicitude. ataque espontâneo de animal ou mesmo outra conduta humana (desde que não caracterizada a injusta agressão).com. haverá excesso extensivo. Se houver a escolha de meios mais lesivos do que o necessário. praticado pelo oponente. (D) o eventual excesso será sempre punível.com/leonardosakaki | @leosak . (D) O excesso inevitável não é punível. Estado de necessidade Conceito: age em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual direito próprio ou alheio cujo sacrifício não seria razoável exigir-se. Será impunível quando for inevitável (legítima defesa subjetiva). O bem salvo tem que ser superior ou. Bem cujo sacrifício não seja razoável – numa situação de perigo o sacrifício de determinados bens deve ser feito. (E) a sua modalidade chamada putativa constitui excludente de ilicitude. O Brahttp://leonardosakaki.br | leonardosakaki@uol.sites.

obediência hierárquica a uma ordem não manifestamente legal. Excludentes de imputabilidade: menoridade (<18anos). Exemplo: quando policial realiza prisão ou apreensão de bem. intervenções médicas. responderá pelo injusto. Estrito cumprimento do dever legal Conceito: age em estrito cumprimento do dever legal quem pratica o fato típico em cumprimento a dever de ofício. Quando praticada sem consentimento. qualquer que seja o bem salvo o estado de necessidade excluirá sempre a ilicitude.br | 11 99610348 facebook. se estiverem presentes os seus requisitos. O estado de necessidade no Brasil é sempre justificante. de toda forma só estará excluída a ilicitude se os ofendículos forem devidamente empregados e sinalizados. portão com lança.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 200 sil adota a teoria unitária para qual.br | leonardosakaki@uol. 2 posições na doutrina: exercício regular de direito. embriaguez acidental. Intervenção médica: quando realizada com consentimento do paciente está amparada pelo exercício regular do direito. Só se aplica àqueles que exercem função pública. http://leonardosakaki. Exigibilidade de conduta diversa. Exercício regular de direito Conceito: age em exercício regular de direito que pratica o fato exercendo atividade autorizada pelo Estado. A lei brasileira não prevê estado de necessidade exculpante. caso contrário. Potencial conhecimento da ilicitude.uol.sites. Portanto. Excludentes de culpabilidade – dirimentes ou exculpantes Culpabilidade: Elementos: Imputabilidade. mas para salvar o paciente de perigo atual e inevitável está amparada pelo estado de necessidade de terceiro. Quanto ao policial que pratica homicídio: a posição majoritária é de que não há atualmente nenhum funcionário público que possua o dever legal de matar. Excludente de potencial conhecimento de ilicitude: erro de proibição inevitável. Excludente de exigibilidade de conduta diversa: coação moral irresistível. legítima defesa pré-ordenada – posição majoritária. o policial pode estar amparado pela legítima defesa. Exemplo: a violência inerente à prática de esportes.com/leonardosakaki | @leosak .com. caco de vidro no muro. Ofendículos: são aparatos de defesa do patrimônio – cerca elétrica.com. Emoção e paixão não excluem a imputabilidade.

ou seja. CP) http://leonardosakaki. O agente responde normalmente pelo delito que praticar. 45 da Lei 11. isenta de pena. portanto. pela doutrina. Responde pelo crime com o acréscimo de circunstância agravante genérica do art. só se leva em consideração a idade biológica e não a efetiva capacidade de entendimento ou a capacidade civil. Incompleta: pena reduzida.uol. culpabilidade. sendo equiparada.com/leonardosakaki | @leosak . o menor emancipado é ainda considerado inimputável. CP).sites. Embriaguez acidental: proveniente de caso fortuito ou força maior. 27 e 228. 65. é uma atenuante genérica (art. Embriaguez Conceito: é a intoxicação aguda por água ou substância de efeitos análogos que comprometa a capacidade de entendimento ou de autodeterminação. Embriaguez patológica: pode excluir a imputabilidade. isenta de pena. Embriaguez voluntária ou culposa: não isentam de pena. Menoridade absoluta: (<18 anos) exclui imputabilidade. A menoridade é vista no momento da conduta – teoria da atividade. Critério: bio-psicológico – deve se verificar além da circunstância biológica (ingestão de álcool ou substâncias de efeitos análogos) também o aspecto psicológico (efetiva capacidade de entendimento ou autodeterminação). Critério: o critério é puramente biológico. 26. à doença mental.com. de ⅓ a ⅔.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol. CP). Doença mental (art. A intoxicação pela ingestão de drogas ilícitas incide no art.343/06 (que tem o mesmo teor do art.com. culpabilidade. Completa: exclui imputabilidade. Embriaguez preordenada: o agente se embriaga para cometer o crime. CP. 61. ou seja. 28. CF) Conceito: é o menor de 18 anos. A maioridade se atinge no 1º minuto do dia do 18º aniversário. Menoridade relativa: (<21 anos) pena atenuada.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 201 Menoridade (arts. por força da teoria actio libera in causa (quem se coloca livremente em situação de inconsciência tem responsabilidade penal sobre os delitos que praticar neste estado).

O coator responderá pelo crime praticado pelo coagido. CP) Conceito: erro de proibição – é o erro que incide sobre o caráter ilícito do fato.com. escusável) – exclui potencial conhecimento da ilicitude. neste caso o juiz pode substituir a pena por medida de segurança se entender que o réu precisa de especial tratamento curativo – sistema vicariante: o juiz pode aplicar pena ou medida de segurança. Não há obediência hierárquica em relações privadas laborais. 22. o agente tem uma perfeita compreensão dos fatos que pratica. Consequência: erro de proibição pode ser inevitável (invencível. coação física – o coator usa o corpo do coagido como se fosse um objeto inanimado – a coação física exclui a própria conduta. http://leonardosakaki. a efetiva capacidade de entendimento. ou seja. Obediência hierárquica (art. Coação moral (art. 22.com. mas não ambas cumulativamente. Desenvolvimento retardado – exemplo: síndrome de down e oligrofenia. Critério: bio-psicológico. portanto exclui a culpabilidade e isenta de pena. Erro de proibição (art. Coação moral resistível: a pena é atenuada. o relativamente incapaz (semi-imputável). CP) Conceito: coação moral – o agente (coagido) é constrangido por 3º (coator) a praticar o crime.sites. erro evitável (vencível ou inescusável) reduz a pena de ⅙ a ⅓. não se confunde com erro de proibição e é sempre inescusável. por isso. Desconhecimento da lei – é a mera ignorância da lei formal. apenas desconhece que esses fatos são proibidos. mas haverá medida de segurança. religiosas etc. 21. exclui a culpabilidade e isenta de pena. Deve se verificar.br | leonardosakaki@uol. Só há obediência hierárquica nas relações de direito público.br | 11 99610348 facebook. CP) Conceito: o subordinado pratica o crime em obediência a ordem de superior hierárquico.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 202 Conceito: doença mental é toda a patologia mental que provoque grave perturbação à capacidade de entendimento ou de autodeterminação. além da condição biológica (doença mental etc. a pena terá redução de ⅓ a ⅔. Desenvolvimento mental incompleto – exemplo: silvícola inadaptado e o surdo-mudo sem capacidade de entendimento. imperdoável.com/leonardosakaki | @leosak . portanto exclui a culpabilidade e isenta de pena. Coação moral irresistível: exclui a exigibilidade de conduta diversa e. Consequência depende da intensidade: se a doença tornar o agente completamente incapaz no momento. Exemplo: esquizofrenia. exclui a imputabilidade. ou seja.). familiares.uol.

nos crimes contra a administração pública a progressão fica condicionada a reparação do dano ao erário. Requisitos da progressão: (i) objetivo é o cumprimento de parcela da pena (nos crimes comuns ⅙ e nos crimes hediondos e equiparados ⅖ se primário e ⅗ se reincidente). 131 Teoria da pena O sistema de cumprimento privativo de liberdade é progressivo.com. http://leonardosakaki. §4.br | 11 99610348 facebook. (ii) subjetivo. CP).com. Arma de brinquedo não aumenta pena do crime de roubo – Súmula 174 do STJ.com/leonardosakaki | @leosak . 157. mas sim na intensidade em concreto da causa de aumento individualmente considerado. (iii) especial. 33. admite progressão e regressão. os benefícios da execução penal serão contados com base na pena total aplicada e não na unificação em 30 anos. Só é possível remição nos regimes fechado e semi-aberto. §2. na razão de 3 para 1. É o abatimento de 1 dia de pena a cada 3 dias trabalhados.sites. Nos termos da súmula 341 do Superior Tribunal de Justiça é possível a remição pelo estudo. CP Súmula 443 do STJ: o aumento da pena no crime de roubo não se baseia no número de causas de aumento. 132 Causas de aumento de pena Art. Regressão é a passagem do regime mais ameno para o mais grave. exclui culpabilidade e isenta de culpa. CP. é possível regressão por salto. súmula 439 do Superior Tribunal de Justiça diz que o exame criminológico só é admitido em decisão motivada pelas peculiaridades do caso.uol. Remição é o desconto da pena a cumprir pelos dias trabalhados. Pode regredir por salto? Sim. ou seja. nos termos da Súmula 715 do Supremo Tribunal Federal. como esclarece a súmula vinculante 26 os marcos de ⅖ e ⅗ para progressão só serão aplicáveis aos fatos praticados após março de 2007. O superior responde pelo crime praticado pelo crime praticado pelo subordinado. 65. art. Progressão é a passagem de um regime mais grave para um regime mais ameno.br | leonardosakaki@uol. Perda dos dias remidos pelo cometimento de crime doloso ou falta grave = não viola direito adquirido (Súmula Vinculante 9 do STF) – é constitucional a perda de dias remidos que não se limita ao prazo de 30 dias.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 203 Obediência hierárquica não manifestamente ilegal – exclui a exigibilidade. Prevalece ser impossível a progressão por salto. nos termos da LEP a prova do mérito será feita com um atestado de conduta carcerária firmado pelo diretor do estabelecimento. Obediência hierárquica manifestamente ilegal – pena atenuada (atenuante genérica do art. tem que merecer a progressão. que foi revogada.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 204 Inciso V do art. Circunstâncias judiciais (art. CP) ou como circunstâncias judiciais. acima citado: foi criado para o seqüestro relâmpago.com. 61.br | 11 99610348 facebook. 158. CP) Culpabilidade Antecedentes Personalidade Conduta social Motivos Circunstâncias Consequências Comportamento da vítima Súmula 444.uol. Corrupção tem pena de 2 a 12 anos. O crime de homicídio tem pena de 6 a 20 anos. STJ: Inquéritos ou processos sem trânsito em julgado não podem ser considerados para aumentar a pena base. Qualificadoras e privilegiadoras são circunstâncias previstas sempre na parte especial e que alteram os limites da pena em abstrato. §3. Pena provisória (agravantes e atenuantes): http://leonardosakaki. o juiz deve verificar a incidência de eventual qualificadora ou privilegiadora. mas sim o crime autônomo do art.com. O crime de homicídio qualificado é de 12 a 30 anos. Pena base: A pena base não pode extrapolar os limites legais.com/leonardosakaki | @leosak . uma deverá ser usada para qualificar o crime e as restantes devem ser utilizadas como agravantes (se estiverem previstas no art. 59. Há privilegiadora de 3 meses a 1 ano. 68. Lembrar que hoje o chamado seqüestro relâmpago não configura roubo com aumento de pena do inciso V.br | leonardosakaki@uol. CP. 133 Aplicação da pena Classificação do tipo: Neste momento. Quando houver mais de uma qualificadora.sites. Dosimetria da pena: Sistema trifásico – art.

63 e 64. Reincidência Personalidade Motivos do crime Atenuantes (art. 61 a 64.sites. CP. 66. Infrações que não geram reincidência: crimes políticos. Havendo concurso entre agravantes e atenuantes. contravenção penal salvo em relação a uma nova contravenção. condenação exclusivamente à pena de multa. STJ: A presença de atenuantes não pode conduzir a pena abaixo do mínimo. http://leonardosakaki. 65 e 66. Agravantes: São circunstâncias que agravam a pena quando não constituem ou qualificam o crime. a pena deve aproximar-se das circunstâncias preponderantes.uol.com. Súmula 231. CP. A principal agravante é a reincidência. São sempre previstas nos arts.com/leonardosakaki | @leosak . taxativamente. CP).br | leonardosakaki@uol.com. Porém. É reincidência: CP Lei de Contravenções Penais Lei de Contravenções Penais Trânsito em julgado por… Crime Contravenção Crime Novo … Crime Contravenção Contravenção Condenação quinquenal: a condenação deixa de gerar reincidência após passados 5 anos do término da pena. a pena também não pode extrapolar os limites legais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 205 Nesta fase. CP – é reincidente quem pratica um novo crime depois de sentença condenatória que o condenou no Brasil ou exterior com trânsito em julgado por crime anterior. 65. computado o tempo de sur si ou de livramento condicional. CP): As atenuantes são circunstâncias previstas no art. Agravantes e atenuantes são circunstâncias sempre previstas na parte geral que alteram a pena em concreto na segunda fase da dosimetria em quantidade estabelecida pelo juiz. crimes militares próprios (crime que só tem previsão na legislação militar).br | 11 99610348 facebook. o juiz pode considerar circunstância anterior ou posterior ao crime ainda que não prevista na lei (atenuante inominada – art. Reincidência: art.

Havendo concurso entre causas de aumento ou diminuição de pena previstas na parte especial. 134 Prescrição 58 (FGV – OAB 2010. não podendo. caput: o homicídio deste dispositivo é hediondo. Art. domínio (≠influência.br | 11 99610348 facebook. (B) A prescrição da pena de multa ocorrerá em 2 (dois) anos. Súmula 443.br | leonardosakaki@uol. (A) A prescrição. em nenhuma hipótese. relevante valor social (praticado em prol do interesse da comunidade – exemplo: matar o traidor da pátria). que é atenuante e não privilégio) de violenta emoção logo após injusta provocação do ofendido. regula-se pela pena aplicada.sites.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 206 Pena definitiva (causas de aumento e diminuição de pena): Nessa fase a pena pode ficar acima do máximo ou abaixo do mínimo. o recebimento da denúncia ou da queixa.uol. o juiz pode aplicar somente uma devendo optar pela que mais aumente ou mais diminua. STJ: o número de majorantes no crime de roubo circunstanciado (=com causas de aumento) não serve como fundamento para o aumento da pena acima do mínimo permitido. Majorantes ou minorantes: são circunstâncias previstas tanto na parte geral quanto na parte especial aplicadas pelo juiz na 3ª fase da dosimetria em quantidade especificada pela lei. Observação: o homicídio privilegiado jamais será hediondo. tendo por base ocorrência do fato na data de hoje. ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa.2) A respeito do regime legal da prescrição no Código Penal. mantendo-se em curso o prazo prescricional. a publicação da sentença condenatória ou absolutória recorrível. Homicídio privilegiado: aumento de até ⅓: relevante valor moral (exemplo: eutanásia). a pronúncia. assinale a alternativa correta. 121.com. independentemente do prazo estabelecido para a prescrição da pena de liberdade aplicada cumulativamente. (D) São causas interruptivas do curso da prescrição previstas no Código Penal. (C) Se o réu citado por edital permanece revel e não constitui advogado. depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação. que passa a ser computado pelo dobro da pena máxima cominada ao crime. dentre outras. Resposta: C 135 Parte especial Morte = morte encefálica. http://leonardosakaki. salvo se praticado em atividade típica de grupo de extermínio.com/leonardosakaki | @leosak .com. fica suspenso o processo.

Exemplo: briga de torcida e briga de trânsito.br | leonardosakaki@uol. ou seja.reclusão. que é o apego do gameta à parede do útero. tocaia). O 3º que colabora com a mãe em estado puerperal também responde por infanticídio. II e V).Provocar aborto. se a gestante não é maior de quatorze anos. meio insidioso. ocultação (ocultação: morte tem como objetivo impedir que se saiba a existência do crime ≠ Impunidade: objetivo da morte é impedir que se puna um crime cuja existência é conhecida). 124 .reclusão. Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento Art. cruel ou capaz de perigo comum. IV – Modos: traição (=surpresa pela quebra da confiança). Infanticídio: rompimento da bolsa amniótica. de um a quatro anos.uol. 125 .detenção. grave ameaça ou violência Forma qualificada http://leonardosakaki. desde que não configure crime autônomo). explosivo. Colaboração ao suicídio: não pode ter prática de ato letal.com/leonardosakaki | @leosak . A colaboração só tem relevância penal se do ato suicida resulta lesão grave ou morte. ou é alienada ou debil mental. na tortura com resultado morte o objetivo é torturar e a morte é um resultado culposo. meios (III) e modos (IV).br | 11 99610348 facebook. impunidade e vantagem (qualquer vantagem.455/97). Aborto: interrupção da gestação com resultado morte do feto. Homicídio qualificado privilegiado: será possível desde que as qualificadoras sejam objetivas. escondida).sites. É possível aborto a partir da nidação. tortura (importante diferenciar homicídio mediante tortura com tortura com resultado morte – no homicídio mediante tortura o sujeito quer matar e escolhe o meio tortura. 126 . de três a dez anos. de um a três anos. emboscada (=surpresa pelas circunstâncias – armadilha.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 207 Homicídio qualificado: I – Mediante paga ou promessa de recompensa ou outro motivo torpe (=especialmente repugnante). asfixia. fogo. Art. Observação: pacífico na jurisprudência que o mandante também responde com a qualificadora. não é hediondo. Aplica-se a pena do artigo anterior. III – Meios: veneno (prevalece que o veneno só qualifica se ministrado de forma insidiosa. é um crime preterdoloso previsto na lei 9. incompatível com as subjetivas (I.com. V – Assegurar a execução. Parágrafo único. sem o consentimento da gestante: Pena .com.Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena . II – Motivo fútil (=especialmente desproporcional). Aborto provocado por terceiro Art. Observação: o homicídio qualificado é em regra hediondo.Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena . ou se o consentimento é obtido mediante fraude. dissimulação (=surpresa pela intenção escondida) ou outro recurso que dificulte ou impossibilite a defesa do ofendido.

Art. Art.com/leonardosakaki | @leosak . 127. a gestante sofre lesão corporal de natureza grave.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 208 Art. CP: provocar aborto sem consentimento da gestante. Os crimes contra a honra são formais. se o crime é de ação pública e há absolvição definitiva. de seu representante legal.As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço. 126. Sentimental é em caso de estupro. CP: os resultados são culposos. O aborto necessário é para salvar a vida da gestante – não precisa de autorização judicial nem consentimento da gestante. (c) praticar diante de várias pessoas Difa- fato Consuma: http://leonardosakaki. Aborto no caso de gravidez resultante de estupro II . lhe sobrevém a morte. Se for mera contravenção não há calúnia. sujeito passivo é a família e o crime classificado como vago (crime que tem como sujeito passivo ente sem personalidade). quando incapaz. Desnecessários ordem judicial e processo por estupro.br | leonardosakaki@uol.uol. A falsidade pode ser sobre a existência do crime ou sua autoria. se o ofendido é presidente da república ou chefe de governo estrangeiro. aplica-se a pena do art. Injúria e difamação contra mortos é atípico.com.br | 11 99610348 facebook. mas pode configurar estado de necessidade. 128 . fraude ou de pessoa incapaz.com. mas o mesmo é desnecessário para a consumação. É imputar Consuma: quando chega ao conhecimento de terceiros. CP. Aborto legal deve ser praticado por médico. (b) funcionário público no exercício da função.sites. Se consentimento for obtido mediante violência. Há o aborto sentimental e o aborto necessário.Não se pune o aborto praticado por médico: Aborto necessário I . 125. 127 . Disposições muns: co- A pena é aumentada de ⅓ se a ofensa: (a) contra presidente da república ou chefe de governo estrangeiro.se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou.se não há outro meio de salvar a vida da gestante. Se 3º que não médico que realiza a manobra para salvar a vida da gestante não é aborto legal. se. 125. e são duplicadas. Honra subjetiva é o juízo que a pessoa faz acerca de seus próprios atributos. por qualquer dessas causas. Calúnia Imputa-se fato falso definido como crime. Honra subjetiva: injúria. CP: provocar aborto com consentimento da gestante. se dolosos há concurso de crimes. Aborto eugênico (feto com má formação) é em regra proibido. A imputação deve se referir a fato determinado ou determinável. Art. mas pode configurar difamação. grave ameaça. Art. se. em consequência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo. Exceção da verdade é possível em regra. Não cabe exceção É punível calúnia contra os mortos. Há 3 casos em que a lei não permite a exceção da verdade: se o crime imputado é de ação privada e não há condenação definitiva. visto que tem resultado. Honra objetiva: calúnia e difamação. Crimes contra a honra Honra objetiva é a reputação – juízo que terceiros fazem acerca de alguém. Nesse caso.

Exclusão de crime: não há injúria ou difamação punível: (a) ofensa inrogada em juízo pela parte ou procurador na discussão da causa. cor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 209 mação infamante. Coisa é o objeto passível de apreensão com valor patrimonial relevante. Consuma: Nunca caberá ex.sites. da verdade. salvo na inequívoca intenção de ofender. religião. (b) opinião desfavorável da crítica.Na injúria é possível o quando ceção da verdade. próprio Injúria real: ações vioofendido. difamação e falso testemunho a retratação até o momento da sentença extingue a punibilidade. (c) conceito desfavorável de funcionário público no exercício de sua função.com. Injúria Qualidade negativa.br | 11 99610348 facebook. Não quando precisa ser falso. Móvel: não valem as presunções de imobilidade do direito civil.com/leonardosakaki | @leosak . Retratação: nos crimes de calúnia. lentas aviltantes.br | leonardosakaki@uol. etnia. A pena é duplicada se o crime é praticado mediante paga ou promessa de recompensa.com. A injúria é qualificada por elementos de raça. como regra. condição de idoso ou portador de deficiência. perdão judicial se: o chega ao ofendido de forma conheciimprovável provocou. mento do retorção imediata. (no mínimo 3) ou de forma a facilitar a divulgação. Há uma hipótese em que se admite exceção da verdade: se o fato se refere a funcionário público no exercício da função. http://leonardosakaki. Subtrair é tirar de forma clandestina. Furto: subtrair coisa móvel alheia para si ou para outrem.uol. A vítima deve ter capacidade de compreender a ofensa. chega ao conhecimento de terceiros.

direitos ou valores provenientes de qualquer dos crimes antecedentes referidos na Lei n. José da Silva e Maria da Silva são os acionistas controladores do Banco Silva’s e Família. CP). privação de liberdade da vítima (não se trata do seqüestro relâmpago. direitos ou valores provenientes. ao elaborar a referida folha de pagamento. 158. na atividade econômica ou financeira. Diretor Comercial e Diretora de Contabilidade.613/98. feita com o propósito de ocultar ou dissimular a utilização de bens. Roubo: momento consumativo: pacífico nos tribunais superiores que basta a detenção. É necessário o animus de assenhoramento definitivo. 61 (FGV – OAB 2010. (B) Não constitui lavagem de dinheiro. insere o seu próprio nome e sua própria conta bancária no sistema. se a vítima está em transporte de valores e o sujeito conhece as circunstâncias. de um dos crimes antecedentes completam todo o processo de lavagem (ocultação. §3. os diretores decidem por http://leonardosakaki. Resposta: D 63 (FGV – OAB 2010. mas crime de descaminho. configura o art.2) João da Silva. (D) inserção de dados falsos em sistema de informações. CP.br | 11 99610348 facebook. dissimulação e integração). direitos ou valores que sabe serem provenientes de qualquer dos crimes antecedentes previstos na Lei n. que hoje está previsto no art.uol. (D) Pratica crime de lavagem de dinheiro quem utiliza. 9. é correto afirmar que Abelardo praticou crime de: (A) estelionato.com. Em razão das dificuldades financeiras que afetaram o Banco Silva’s e Família. Abelardo remete as informações à seção de pagamentos. 9613/98. se o roubo for de veículo automotor que é levado para outro Estado ou para o exterior.com. Causas de aumento: emprego de arma (não basta o porte. 9. a qual efetua os pagamentos de acordo com as informações lançadas no sistema por ele. Se para usar e devolver. atribuindo-se a condição de funcionário da Fundação e destina à sua conta o total dos valores desviados dos demais. 156. Considerando tal narrativa. não há furto. (B) peculato. concurso de pessoas (conta menor de idade). a importação ou exportação de bens com valores não correspondentes aos verdadeiros. direta ou indiretamente.sites. necessário o efetivo emprego da arma) (arma de brinquedo não aumenta). que é crime de ação pública condicionada.613/98).2) Fundação Pública Federal contrata o técnico de informática Abelardo Fonseca para que opere o sistema informatizado destinado à elaboração da folha de pagamento de seus funcionários. (C) concussão. altera as informações sobre a remuneração dos funcionários da Fundação no sistema.2) Relativamente à legislação sobre lavagem de capitais (Lei n.com/leonardosakaki | @leosak . bens.br | leonardosakaki@uol. A seguir. (A) O crime de lavagem só ocorre quando os bens. Terminada a elaboração da folha. cada um com 30% das ações com direito a voto e exercendo respectivamente os cargos de Diretor-Presidente. 9613/98 dependem do processo e julgamento dos crimes antecedentes. Resposta: D 62 (FGV – OAB 2010.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 210 Se a coisa comum. ainda que por poucos instantes. assinale a alternativa correta. Abelardo. (C) O processo e julgamento dos crimes previstos na Lei n. descontando a quantia de cinco reais de cada um deles. Exemplo: furtar tapete do condomínio.

Resposta: C 55 (FGV – OAB 2010. mas os vinte e quatro meses seguintes são marcados por uma perda avassaladora de recursos. só são persequíveis mediante queixa-crime. espontaneamente. tendo sido instaurado inquérito a fim de apurar as circunstâncias do delito. Resposta: D 56 (FGV – OAB 2010. (A) Crimes de falsidade ideológica. Tício é perseguido por uma viatura da polícia militar. Lucas comparece à delegacia policial para noticiar o crime. (B) Crime de gestão temerária de instituição financeira. o Banco Silva’s e Família sofre uma intervenção do Banco Central e todos os fatos narrados acima vêm à tona. A esse respeito. em outubro de 2010. bem-sucedido advogado. Tício realiza. (C) Crime de gestão fraudulenta de instituição financeira. com um passivo cerca de 50 vezes maior que o ativo. (3) fraudar o balanço da instituição simulando lucros no exercício ao invés dos prejuízos efetivamente sofridos. por fim. à caneta. (C) praticou crime de falsa identidade. Nesse momento. utilizando-se do emprego de grave ameaça. haja vista que.com. passou-se a admitir que pessoa do sexo masculino seja vítima de tal delito. Resposta: C 54 (FGV – OAB 2010.sites.3) Guiando o seu automóvel na contramão de direção. haja vista que os crimes sexuais. em seu diploma. a ação penal é pública incondicionada. (D) Crime de gestão temerária em concurso com crime de gestão fraudulenta de instituição financeira.com. é correto afirmar que Arli (A) praticou crime de falsificação de documento público. (B) nada poderá fazer.uol. constrange seu amigo Lucas. por se tratar de crime hediondo. A respeito desse ato.br | leonardosakaki@uol. (2) forjar negócios com pessoas jurídicas inexistentes a fim de simular ganhos. com grande aumento do capital. com a alteração do Código Penal. falsidade documental e estelionato qualificado. No exame do etilômetro.3) Em 7 de fevereiro de 2010. Ana.3) Ao concluir o curso de Engenharia. (D) não praticou crime algum. haja vista que. Assinale a alternativa que indique o(s) crime(s) praticado(s) pelos acionistas controladores. e. que atingem bens jurídicos personalíssimos da vítima.com/leonardosakaki | @leosak . Os primeiros doze meses demonstraram resultados excelentes. a com ela praticar ato libidinoso diverso da conjunção carnal. é correto afirmar que o promotor de justiça (A) deverá oferecer denúncia contra Ana pela prática do crime de atentado violento ao pudor. sendo a ação penal pública incondicionada. Além http://leonardosakaki.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 211 em curso as seguintes práticas: (1) adquirir no mercado títulos do tesouro nacional já caducos (portanto sem valor algum) e. não tendo a vítima se manifestado dentro do prazo legalmente previsto para tanto. inseriu. o exame do etilômetro e fornece aos militares sua habilitação e o documento do automóvel. fica constatado que Tício apresentava concentração de álcool muito superior ao patamar previsto na legislação de trânsito. (C) deverá pedir o arquivamento do inquérito por ausência de condição de procedibilidade para a instauração de processo criminal. (D) deverá oferecer denúncia contra Ana pela prática do crime de estupro.br | 11 99610348 facebook. visando fazer uma brincadeira. haja vista que a ação penal é pública condicionada à representação. levando o banco à beira da insolvência. declaração falsa sobre fato juridicamente relevante. Após ser parado pelos agentes da lei. utilizando-os como simulacro de lastro. Em 7 de agosto de 2010. (B) praticou crime de falsidade ideológica. emiti r títulos do banco para captar recursos financeiros junto aos investi dores. Arli.

br | leonardosakaki@uol.com. os policiais constatam que o motorista estava com a habilitação vencida desde maio de 2009. conduta expressamente proibida pela Constituição Federal e lei específica.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 212 disso. (C) apenas pelo crime de direção sem habilitação.sites. (D) apenas pelo crime de direção sem habilitação. caso seja cometida por agente público. não implicará aumento de pena. imprescritível e insuscetível de graça ou anistia. por via de uma abstenção). Com relação ao relatado acima. Resposta: A http://leonardosakaki. é correto afirmar que o promotor de justiça deverá denunciar Tício (A) pela prática dos crimes de embriaguez ao volante e direção sem habilitação (B) apenas pelo crime de embriaguez ao volante. Resposta: B 136 Legislação especial 61 (FGV – OAB 2010.3) A tortura.br | 11 99610348 facebook. em razão da aplicação do Princípio da Consunção. uma vez que o fato de a habilitação estar vencida constitui mera infração administrativa. que o autor provoque lesões corporais na vítima ao lhe proporcionar sofrimento físico com o emprego de violência. uma vez que o perigo gerado por tal conduta faz com que o delito de embriaguez ao volante seja absorvido. na sua configuração. (A) pode ser praticada por meio de uma conduta comissiva (positiva. (B) é crime inafiançável. (D) se reconhecida.com/leonardosakaki | @leosak .uol. pois o delito de embriaguez ao volante só se configura quando ocorre acidente de trânsito com vítima.com. por via de uma ação) ou omissiva (negativa. (C) exige.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 213 DIREITO PROCESSUAL PENAL

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Princípios constitucionais

Art. 5, LIII, CF: ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; Princípio do juiz natural: proibição dos tribunais de exceção (tribunais criados para julgar fato ou pessoa específica) e garantia do juiz constitucionalmente competente (se o réu é processado pelo juiz constitucionalmente incompetente, o processo será nulo). Art. 5, LIV, CF: ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; Princípio do devido processo legal: soma de todos os direitos e garantias aplicados ao processo, sejam eles expressos ou implícitos na CF. Art. 5, LV, CF: aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; Princípio do contraditório e ampla defesa. Contraditório = comunicação obrigatória + reação possível. Ampla defesa = direito de presença + direito de audiência. Lei 11.900/09 – atenuação ao direito de presença, com o interrogatório via vídeo conferência.
70 (FGV – OAB 2010.2) Ao final da audiência de instrução e julgamento, o advogado do réu requer a oitiva de testemunha inicialmente não arrolada na resposta escrita, mas referida por outra testemunha ouvida na audiência. O juiz indefere a diligência alegando que o número máximo de testemunhas já havia sido atingido e que, além disso, a diligência era claramente protelatória, já que a prescrição estava em vias de se consumar se não fosse logo prolatada a sentença. A sentença é proferida em audiência, condenando-se o réu à pena de 6 anos em regime inicial semi-aberto. Com base exclusivamente nos fatos acima narrados, assinale a alternativa que apresente o que alegaria na apelação o advogado do réu, como pressuposto da análise do mérito recursal. (A) A redução da pena ou a fixação de um regime de cumprimento de pena mais vantajoso. (B) A anulação da sentença para que outra seja proferida em razão da violação do princípio da ampla defesa. (C) A reinquirição de todas as testemunhas em sede de apelação. (D) A anulação da sentença para que outra seja proferida em razão da violação do princípio da ampla defesa, com a correspondente suspensão do prazo da prescrição de modo que o órgão ad quem se sinta confortável para anular a sentença sem gerar impunidade no caso concreto.
Resposta: B

Art. 5, LVI, CF: são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; Princípio da inadmissibilidade das provas ilícitas. Art. 5, LVII, CF: ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; Princípio da presunção de inocência. Consequência: as prisões processuais são excepcionais; o uso de algemas é excepcional; inquéritos policiais e processos em andamento não constituem maus antecedentes. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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65 (FGV – OAB 2010.2) Em uma briga de bar, Joaquim feriu Pedro com uma faca, causando-lhe sérias lesões no ombro direito. O promotor de justiça ofereceu denúncia contra Joaquim, imputando-lhe a prática do crime de lesão corporal grave contra Pedro, e arrolou duas testemunhas que presenciaram o fato. A defesa, por sua vez, arrolou outras duas testemunhas que também presenciaram o fato. Na audiência de instrução, as testemunhas de defesa afirmaram que Pedro tinha apontado uma arma de fogo para Joaquim, que, por sua vez, agrediu Pedro com a faca apenas para desarmá-lo. Já as testemunhas de acusação disseram que não viram nenhuma arma de fogo em poder de Pedro. Nas alegações orais, o Ministério Público pediu a condenação do réu, sustentando que a legítima defesa não havia ficado provada. A Defesa pediu a absolvição do réu, alegando que o mesmo agira em legítima defesa. No momento de prolatar a sentença, o juiz constatou que remanescia fundada dúvida sobre se Joaquim agrediu Pedro em situação de legítima defesa. Considerando tal narrativa, assinale a afirmativa correta. (A) O ônus de provar a situação de legítima defesa era da defesa. Assim, como o juiz não se convenceu completamente da ocorrência de legítima defesa, deve condenar o réu. (B) O ônus de provar a situação de legítima defesa era da acusação. Assim, como o juiz não se convenceu completamente da ocorrência de legítima defesa, deve condenar o réu. (C) O ônus de provar a situação de legítima defesa era da defesa. No caso, como o juiz ficou em dúvida sobre a ocorrência de legítima defesa, deve absolver o réu. (D) Permanecendo qualquer dúvida no espírito do juiz, ele está impedido de proferir a sentença. A lei obriga o juiz a esgotar todas as diligências que estiverem a seu alcance para dirimir dúvidas, sob pena de nulidade da sentença que vier a ser prolatada.
Resposta: C

69 (FGV – OAB 2010.2) João foi denunciado pela prática do crime de furto (CP, art. 155), pois segundo narra a denúncia ele subtraiu colar de pedras preciosas da vítima. No decorrer da instrução processual, a testemunha Antônio relata fato não narrado na denúncia: a subtração do objeto furtado se deu mediante “encontrão” dado por João no corpo da vítima. Na fase de sentença, sem antes tomar qualquer providência, o Juiz decide, com base no sobredito testemunho de Antônio, condenar João nas penas do crime de roubo (CP, art. 157), por entender que o “encontrão” relatado caracteriza emprego de violência contra a vítima. A sentença condenatória transita em julgado para o Ministério Público. O Tribunal, ao julgar apelo de João com fundamento exclusivo na insuficiência da prova para a condenação, deve: (A) anular a sentença. (B) manter a condenação pela prática do crime de roubo. (C) abrir vista ao Ministério Público para aditamento da denúncia. (D) absolver o acusado.
Resposta: D

Art. 93, IX, CF: todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação; Princípio da motivação das decisões judiciais: as decisões do Poder Judiciário devem ser fundamentadas, sob pena de nulidade (será uma nulidade absoluta).
63 (FGV – OAB 2010.3)

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Ao proferir sentença, o magistrado, reputando irrelevantes os argumentos desenvolvidos pela defesa, deixa de apreciá-los, vindo a condenar o acusado. Com base no caso acima, assinale a alternativa correta. (A) Como é causa de nulidade da sentença, a falta de fundamentação deve ser arguida inicialmente por meio de embargos de declaração, que, se não forem opostos, gerarão a preclusão da alegação, pois a nulidade decorrente da falta de fundamentação do decreto condenatório importa em nulidade relativa. (B) Como é causa de nulidade absoluta da sentença, a falta de fundamentação não precisa ser arguida por meio de embargos de declaração, devendo necessariamente, no entanto, ser sustentada no recurso de apelação para poder ser conhecida pelo Tribunal. (C) Como é causa de nulidade absoluta da sentença, a falta de fundamentação não precisa ser arguida nem por meio de embargos de declaração, nem no recurso de apelação, podendo ser conhecida de ofício pelo Tribunal. (D) Como reputou irrelevantes as alegações feitas pela defesa, o magistrado não precisava tê-las apreciado na sentença proferida, não havendo qualquer nulidade processual, pois não há nulidade sem prejuízo.
Resposta: C

Nulidade absoluta Nulidade relativa Pode ser declarada de ofício – não precisa de reque- Precisa de requerimento das partes. rimento das partes. Nunca se convalida, é insanável. É sanável.

138

Interpretação extensiva

Estender a aplicação de uma norma existente para um caso não previsto textualmente.

139

Analogia

Lacunas.

140

Lei processual no tempo

A lei penal não retroage, salvo para beneficiar o réu. A lei processual é regida pelo princípio do efeito imediato, tempus regit actum – a nova lei processual será aplicada a todos os processos em curso, não importando se beneficia ou não o réu. Os atos processuais já realizados permanecerão válidos. Teoria do tempus regit actum ou teoria do isolamento dos atos processuais Atos anteriores são válidos Processo http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 216 Lei nova

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Lei processual penal no espaço

Aplica-se no território nacional. Exceções. Posso aplicar o Código de Processo Penal fora do Brasil? Sim: - se houver consentimento do outro país; - território ocupado; - território nullius = território sem dono. 142 Contagem de prazo Prazo processual Começa a contar no próximo dia útil a partir da intimação. É prorrogável – se terminar em sábado, domingo ou feriado, prorroga-se para o próximo dia útil.

Prazo penal Conta o dia do começo e exclui o dia do final. É improrrogável.

143

Persecução penal

Investigação criminal: base – (i) indícios de autoria e (ii) prova de materialidade. Inquérito policial – fase de investigação: é o principal meio de investigação. É dispensável para o oferecimento da denúncia, pois o que é indispensável é ter base para a ação penal. Exemplo: CPI. Não incidem contraditório nem ampla defesa, pois há procedimento de investigação, ou seja, não há processo. Ação penal – processo. Contraditório e ampla defesa.

144

Inquérito policial

Procedimento administrativo destinado à colheita de provas. (i) Características: (a) Escrito: atos escritos. (b) Inquisitivo: não tem contraditório e ampla defesa – cuidado com o art. 14 do CPP. O delegado pode ouvir testemunhas sem as partes presentes – pode praticar os atos sozinho. (c) Obrigatório: para o delegado.

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 217 (d) Dispensável: para a ação penal – quando há base para a ação penal. O titular da ação penal (Ministério Público, na queixa, ou o ofendido, na queixa) dispensa o inquérito. A lei dispensa o inquérito em infrações menores, no Jecrim. (e) Sigiloso: decretado pelo delegado, no caso de necessidade para o sucesso do inquérito. Não é sigiloso para o juiz, Ministério Público e advogado (Súmula Vinculante 14). Se negar acesso aos autos de inquérito policial cabe reclamação ao STF ou MS para o juiz criminal. Contra ato ou decisão que desrespeita súmula vinculante, cabe reclamação ao STF (Art. 103, §3, CF). (f) Indisponível: delegado não pode arquivar inquérito policial, as provas são indispensáveis. (art. 17, CPP) O arquivamento é uma medida judicial, por requerimento do Ministério Público. (g) Oficiosidade: ex officio (ação penal pública incondicionada). Exceção: ação penal pública condicionada e ação penal pública privada – dependerá de uma autorização, ou seja, dependerá de representação do ofendido (exemplo: estupro – mesmo que se pego em flagrante – instauração de inquérito e lavramento de prisão em flagrante dependerá de representação do ofendido – menor de 18 anos ou vulnerável, será uma ação incondicionada) ou requerimento (), respectivamente.
Art. 14. O ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado poderão requerer qualquer diligência, que será realizada, ou não, a juízo da autoridade.

(ii) Inquérito extrapolicial – Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) (a) É uma investigação feita pelos parlamentares. (b) A CPI só pode decretar uma espécie de prisão: prisão em flagrante. (c) Pode decretar a quebra do sigilo bancário e fiscal e não precisa de autorização judicial. (d) Investiga fato certo por prazo determinado. (e) É necessário ⅓ dos parlamentares para instauração da CPI – não importando a casa. (f) Tem poder instrutório de juiz, ou seja, pode produzir as mesmas provas que um juiz pode produzir – requisitar documentos, determinar intimação de testemunhas, decretar a quebra de sigilo bancário e fiscal etc. (g) Não pode decretar a interceptação telefônica – só juiz pode decretar. (h) Terminada a CPI é feito um relatório, que é encaminhado ao Ministério Público. (iii) Início do inquérito policial (a) Nos crimes de ação penal pública incondicionada a representação (exemplo: crimes contra a vida): - pode começar de ofício pelo delegado – portaria; - pode começar por requisição do Ministério Público ou juiz; - pode começar por requerimento do ofendido. (b) Nos crimes de ação pública condicionada a representação (exemplo: estupro): - pode começar por meio de representação do ofendido; - pode começar por meio de requisição do ministro da justiça. (c) Nos crimes de ação penal privada (exemplo: crimes contra a honra): - pode começar mediante requerimento do ofendido

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 218 (iv) final do inquérito policial Relatório do delegado – encaminhado ao fórum – encaminhado ao Ministério Público – promotor pode propor o arquivamento, oferecer denúncia ou requerer diligências imprescindíveis ao oferecimento da denúncia (art. 16, CPP), sendo que, neste último, o juiz não pode indeferir. Ministério Público propõe arquivamento – vai para o juiz – se o juiz concorda, é arquivado; se discordar, aplicase o art. 28, CPP, mandando para o Procurador Geral, que pode ele mesmo oferecer a denúncia, pode insistir no arquivamento ou designar outro Ministério Público para oferecer denúncia. Observação: o arquivamento é pela falta da base para ação. Quando surgir prova nova, é possível haver ação penal sobre a mesma acusação do inquérito arquivado anteriormente – Súmula 524, STF. A punibilidade não deve estar extinta, quando do surgimento da prova nova. O inquérito policial, no caso de ação penal privada, segundo o art. 19, CPP, ficará em juízo, ou seja, no cartório, aguardando a iniciativa do ofendido. O prazo para encerramento do inquérito policial, art. 10, CPP, é: Réu preso – 10 dias improrrogáveis; Réu solto – 30 dias – prorrogável – art. 10, §3, CPP. O excesso do prazo se torna a prisão ilegal, pedindo-se o relaxamento da prisão, com base no art. 5, LXV, CF. Exceção: competência da justiça federal: Réu preso – 15 dias, admitida 1 prorrogação de mais 15 dias. Réu preso – aplica-se o CPP. Exceção: Lei 11.343/06, art. 51: Réu preso – 30 dias – prorrogável por 1x por igual período. Réu solto – 90 dias – prorrogável por 1x por igual período.

145

Incomunicabilidade

A incomunicabilidade prevista no art. 21, CPP, não foi recepcionada pela CF. 145.1 Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) – art. 52, LEP (i) É uma punição disciplinar imposta ao preso – condenado ou provisório. (ii) Somente o juiz pode decretar o RDD. (iii) Tem prazo de até 360 dias, sendo possível a prorrogação em nova falta grave. (iv) O prezo não pode ficar no RDD por mais que ⅙ da pena. (v) Cabe o RDD em: (a) crime doloso dentro da prisão; (b) preso perigoso (coloca em risco o estabelecimento prisionário ou a sociedade); (c) envolvimento com o crime organizado. (vi) Características: celas individuais, 2 visitas semanais (salvo as crianças), 2 horas por dia de banho de sol. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Ação penal

Ação penal pode ser pública ou privada. Pública: proposta pelo Ministério Público, por meio de denúncia. Condicionada: à representação do ofendido Titulares: (a) ofendido (b) menor de 18 anos e doente mental: representante legal. (c) menor de 18 anos e doente mental e não tem representante legal: curador especial (art. 33, CPP) – qualquer pessoa que o juiz nomeia para representar o ofendido. (d) ofendido morre: Cônjuge ou companheiro, Ascendente, Descendente ou Irmão. Prazo: 6 meses a partir do conhecimento da autoria. Retratar da representação: à requisição do Ministro da Justiça: crimes contra a honra que atinja o presidente da república ou chefe de governo estrangeiro. Observação: crimes contra a honra, em geral, segundo o art. 145, CP, será mediante queixa, ou seja, será uma ação de iniciativa privada. Incondicionada, é a regra, havendo silencio do código será incondicionada. Privada: proposta pelo ofendido, em regra, por meio da queixa. Pode ser o representante legal (quando menor) ou o Cônjuge ou companheiro, Ascendente, Descendente ou Irmão, quando falece. Comum ou exclusivamente privada. Personalíssima. Só o ofendido e ninguém em seu lugar. Único caso: art. 236, CP, induzimento a erro essencial ou ocultação de impedimento ao casamento. Subsidiária. Estupro: será condicionada à representação, mas, excepcionalmente, será incondicionada nos seguintes casos: Quando o ofendido for menor de 18 anos. Vítima vulnerável – presunção de violência. 146.1 Princípios da ação penal privada

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 220 Conveniência ou oportunidade – o ofendido apresenta a queixa se quiser – o ofendido pode renunciar ao direito de queixa ou ficar inerte, havendo, assim, a decadência do direito de queixa – são causas de extinção da punibilidade. A renúncia é um comportamento positivo, é um fazer. Decadência é uma inércia absoluta, é um não fazer. Disponibilidade – pressuposto a existência de uma ação penal em curso – o ofendido ajuizou queixa no prazo decadencial. O ofendido pode durante a ação oferecer o perdão (ato bilateral – depende de aceitação do querelado) ou perempção. Indivisibilidade 146.2 Princípios da ação penal pública Obrigatoriedade ou legalidade – Ministério Público é obrigado a oferecer a denúncia, desde que aja indício de autoria e prova da existência do crime. Divisibilidade Indisponibilidade – art. 42, CPP – vedação expressa da desistência da ação penal pública. Oficialidade ou oficiosidade (i) Ações penais em espécie a) lesão corporal leve: nos termos do art. 88 da Lei 9.099/99 a ação penal é pública condicionada à representação. Lesão corporal leve da Lei Maria da Penha: para o STJ haverá a ação penal pública condicionada à representação.
Art. 88. Além das hipóteses do Código Penal e da legislação especial, dependerá de representação a ação penal relativa aos crimes de lesões corporais leves e lesões culposas.

b) crimes materiais contra a ordem tributária: Súmula Vinculante 24 – precisa encerrar o procedimento administrativo fiscal. 146.3 Denúncia Prazo de 15 dias para oferecimento de denúncia para réu solto. Prazo de 5 dias para oferecimento de denúncia no caso de réu preso. Na inércia, a vítima poderá iniciar uma ação no caso de inércia do Ministério Público. Direito de queixa subsidiária. Inércia é o Ministério Público nada fazer no prazo para oferecer denúncia.

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Competência

(i) competência por prerrogativa de função ou foro privilegiado ou competência originária. a) Não viola o princípio da igualdade, pois só existem em razão da função.

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Mas se caso de crime doloso contra a vida haverá separação de processos: o juiz é julgado pelo TJ e o advogado pelo tribunal do júri. d) crimes cometidos contra bens. a situação não se alteraria se o crime praticado por Terêncio fosse um crime eleitoral. serviços ou interesses da União. vereador de um determinado município. mas se for explorado pelo próprio governo a competência é federal. autarquias e empresas públicas federais. será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça. se cometer crime federal é julgado pelo TRF. Autarquias: INSS. não há mudança de competência. 66 (FGV – OAB 2010. g) juiz comete crime federal: sempre é julgado no Tribunal de Justiça a que está vinculado. agências reguladoras. 109. Atenção: sociedade de economia mista federal o julgamento é na justiça estadual – Petrobrás. assinale a alternativa correta. ministro. uma vez que goza do foro por prerrogativa de função. Se o crime for cometido pela internet e houver tratado.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook. c) STF julga: deputado federal. c) julga os crimes políticos. d) O juiz é julgado pelo TJ a que está vinculado. prefeito e deputado estadual.com/leonardosakaki | @leosak . ou seja. senador.com. (C) Mévio é governador do Distrito Federal e pratica um crime comum. Para o juiz a única exceção é o crime eleitoral.3) Tendo como referência a competência ratione personae. se o sujeito renuncia para escapar ao julgamento.sites. e) crimes decorrentes de tratados: exemplo: tráfico internacional de drogas. d) Prefeito: Súmula 702 do STF – o prefeito se comete crime estadual é julgado por tribunal de 2º grau. e) Para o STF. Atenção: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – crime contra os correios é julgado onde? Se for o serviço explorado por particular a competência é estadual. será julgado no Tribunal de Justiça do Estado onde exerce suas atividades. Resposta: C (ii) competência da justiça federal: art. ainda que o crime seja federal. TJ julga: juiz. Segundo entendimento do STF. devendo ser julgado pelo Tribunal de Justiça do respectivo Estado. a) rol taxativo. são os crimes previstos na lei de segurança nacional. julgado no Tribunal de Justiça do Estado onde exerce suas funções. pratica um crime comum previsto na parte especial do Código Penal. f) o homicídio de funcionário público federal somente é competência do júri federal se o motivo do crime é a função federal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 221 b) Concurso de agentes: em regra haverá julgamento conjunto: juiz e advogado roubam: ambos são julgados pelo TJ.uol. quando a competência será do TRE. juiz estadual. pois. Será. então a competência será da justiça federal (exemplo: racismo e pornografia infantil). variando de tribunal conforme o crime. AGU. promotor. ou seja. mas se for crime eleitoral é julgado no TRE. pratica um crime eleitoral. c) Deputado estadual (IMPORTANTE!): a competência é fixada pela constituição estadual. (A) Caio. Por ter foro por prerrogativa de função. Atenção: o júri somente será federal se o crime tiver relação com a função federal. Empresas públicas federais: CEF. Por uma questão de competência originária decorrente da prerrogativa de função. b) não julga contravenção. (D) Terêncio é prefeito e pratica um crime comum. Súmula 721 do STF – deputado estadual que cometa crime doloso contra a vida será julgado pelo tribunal do júri. CF. STJ julga: governador e desembargador. http://leonardosakaki. BB. (B) Tício. Bacen.com.

Perdeu a função. 70. I – arrastão após jogo de futebol. A competência será determinada pela continência quando: I . pedirá no STJ que o processo saia da justiça estadual e vá para a justiça federal. 51. o motivo do crime tem que ter relação com disputa sobre direitos indígenas.no caso de infração cometida nas condições previstas nos arts. no local do último ato de execução. II – homicídio + ocultação de cadáver III – furto ou descaminho + receptação Continência: art. O crime será julgado no local da consumação ou no caso de tentativa. 147. crime de rixa.br | 11 99610348 facebook. ataques do PCC. Para ser competência federal. em qualquer momento do inquérito ou processo ao STJ. 53. quando há grave violação dos direitos humanos. 77. houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras. A conexão e continência implicam em reunião de processos e julgamento em conjunto. CPP Teoria do resultado – local da consumação. ou por várias pessoas em concurso. no mesmo caso. §1o. é o PGR que pede.1 Critério foro prevalente http://leonardosakaki. CPP. ao mesmo tempo. segunda parte. por várias pessoas reunidas. (iv) conexão e competência Art. Exemplo: caso da Procuradora aposentada que torturou a criança. e 54 do Código Penal. (iii) competência territorial – art.uol. ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas. então a competência é do local onde o resultado se esboçou (exemplo: tomo tiros em SBC e sou levado para o HC em SP.com.se. se houver grave violação de direitos humanos. ocorrendo duas ou mais infrações. Conexão: art. 76. II . O PGR. 76. embora diverso o tempo e o lugar. umas contra as outras. III . salvo no caso de infância e juventude e na hipótese da justiça militar. Exceção doutrinária e jurisprudencial: teoria do esboço do resultado: se o resultado se der em outro local por circunstâncias não relacionadas ao crime. Art. houverem sido praticadas. CPP – concurso de agentes.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 222 h) disputa sobre direitos indígenas.quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de outra infração.se.sites. Atenção: incidente de deslocamento de competência. 77. perdeu o foro privilegiado. II .duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração.com.com/leonardosakaki | @leosak . ou por várias pessoas.br | leonardosakaki@uol. onde morro – a competência é do júri de SBC). A competência será determinada pela conexão: I .

Não obstante a sentença absolutória no juízo criminal. Art. 67. 64) será promovida. Sem prejuízo do disposto no artigo anterior.o despacho de arquivamento do inquérito ou das peças de informação. de 2008). Art. a quantidade de crimes. Parágrafo único. reconhecida a inexistência material do fato. contra o responsável civil.se tiverem a mesma pena.2 Questões especiais de competência a) Se não souber o local do resultado. Art. seu representante legal ou seus herdeiros. a execução poderá ser efetuada pelo valor fixado nos termos do inciso IV do caput do art. 63 a 68. categoricamente.local da pena mais grave. a execução da sentença condenatória (art. http://leonardosakaki. é o foro de residência do réu. O local da recusa do pagamento é o local da agência do sacado. em legítima defesa. III . Art. 63. . §§1o e 2o).a decisão que julgar extinta a punibilidade. c) Estelionato por meio de cheque sem fundo: a competência é do local da recusa do pagamento. Jurisdição de igual categoria . 63) ou a ação civil (art. contra o autor do crime e. a ação civil poderá ser proposta quando não tiver sido. para o efeito da reparação do dano. o juiz da ação civil poderá suspender o curso desta. 64. a ação para ressarcimento do dano poderá ser proposta no juízo cível. (Incluído pela Lei nº 11. . o ofendido.a sentença absolutória que decidir que o fato imputado não constitui crime. Faz coisa julgada no cível a sentença penal que reconhecer ter sido o ato praticado em estado de necessidade.br | 11 99610348 facebook.com. Transitada em julgado a sentença condenatória. II .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 223 Júri atrai tudo.uol. Quando o titular do direito à reparação do dano for pobre (art. 66.sites. 387 deste Código sem prejuízo da liquidação para a apuração do dano efetivamente sofrido. A vítima ou seus sucessores poderá executar este valor no cível e liquidar o valor que entender devido a maior. 65. 68.com. até o julgamento definitivo daquela. de 1973) Parágrafo único.719. 147. 32. CPP TÍTULO IV DA AÇÃO CIVIL Art. poderão promover-lhe a execução. em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. A sentença penal condenatória transitada em julgado é título executivo judicial e o juiz deve fixar o valor mínimo da condenação. (Vide Lei nº 5. Não impedirão igualmente a propositura da ação civil: I .prevenção – prática de um ato decisório anterior. no juízo cível. 148 Ação civil ex delicto – arts.970. Transitada em julgado a sentença condenatória. b) Falso testemunho da Justiça do Trabalho é processado na Justiça Federal. Art. Intentada a ação penal. se for caso. a seu requerimento.br | leonardosakaki@uol.com/leonardosakaki | @leosak . pelo Ministério Público.

IV. assinale a alternativa correta. Se for absolvido por causa excludente da ilicitude.com/leonardosakaki | @leosak . A absolvição por atipicidade da conduta não impede o ajuizamento de ação civil ex delicto. ainda que perca de vista. a execução só poderá ser efetuada pelo valor fixado na mesma. Enquanto durar a perseguição. (A) São fatos que impedem a propositura da ação civil: o despacho de arquivamento do inquérito ou das peças de informação.com. em regra (art. 301 a 310.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 224 Toda absolvição por falta de prova não impede o ajuizamento de ação civil ex delicto. impede o ajuizamento da ação civil. a decisão que julgar extinta a punibilidade e a sentença absolutória que decidir que o fato imputado não constitui crime. 65. o ofendido. então não impedirá o ajuizamento de ação civil ex delito.com. 386. CPP).2) Relativamente às regras sobre ação civil fixadas no Código de Processo Penal.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki. 302): Próprio: está cometendo ou acaba de cometer a infração. I. está em flagrante. Se ficar provado que o crime não existiu (art. Resposta: D 149 Prisão Modalidades de prisão processual: Prisão em flagrante – arts. Impróprio: é perseguido logo após. ou seja. não se admitindo. 386. interrupção da perseguição. CPP) ou que o acusado não cometeu o crime (art. seu representante legal ou seus herdeiros.sites. (D) Transitada em julgado a sentença penal condenatória. CPP a) modalidades: CPP (art. (B) Sobrevindo a sentença absolutória no juízo criminal.uol.br | 11 99610348 facebook. no juízo cível. a liquidação para a apuração do dano efetivamente sofrido. CPP) impede o ajuizamento de ação civil. para o efeito da reparação do dano. Se a causa excludente for agressiva. poderão promover-lhe a execução. 68 (FGV – OAB 2010. a ação civil não poderá ser proposta em nenhuma hipótese. O que não pode é haver solução de continuidade da perseguição. (C) Transitada em julgado a sentença penal condenatória. Presumido: é encontrado logo depois. neste caso.

mas. Art. CPP: indícios suficientes de autoria e materialidade: Garantia: ordem pública8. virtual. Lei do Crime Organizado. III . É valido. Não é válido. b) formalidades – arts. É a ordem pública aplicada à economia. em sentença transitada em julgado. Se não disser o nome do advogado.com. CPP Tem que ser entregue a nota de culpa ao preso. 46 do Código Penal.punidos com reclusão.uol. 313. Exige-se autorização judicial. 10 Se houver indícios concretos de fuga. será admitida a decretação da prisão preventiva nos crimes dolosos: I . II . Doutrina e jurisprudência: Preparado: há intervenção na vontade do sujeito. Art. 313. Não precisa de autorização judicial. Conveniência instrução criminal11. o flagrante é esperado.sites. o flagrante é preparado. se precisa adquirir a droga para repassar ao policial. deve ser encaminhada cópia do auto de prisão em flagrante em 24h para a defensoria pública.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 225 Leis especiais: Retardado. havendo dúvida sobre a sua identidade. CPP: crime doloso (caput) + 1 dos incisos. Só prende no melhor momento para obtenção da prova. não fornecer ou não indicar elementos para esclarecê-la. ressalvado o disposto no parágrafo único do art. Se a pessoa já tem a droga. 2.br | leonardosakaki@uol. Em qualquer das circunstâncias. 11 Se houver indícios de que o sujeito esteja manipulando a prova. poderá ser decretada a sua prisão. Prazo de 24 horas. 53 da Lei de Drogas – acompanha a entrega da droga. poderá ser decretada a sua prisão.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. Se o policial exige dinheiro e quando a pessoa vai entregar ele é preso pela corregedoria. Entrega vigiada: art. previstas no artigo anterior. IV – descumprimento de medida de proteção. Prisão preventiva Art.se o réu tiver sido condenado por outro crime doloso. http://leonardosakaki. 8 9 Ordem pública não é clamor público. 312. Esperado: não há intervenção na vontade. deve ser revogada a prisão. 304 a 306.punidos com detenção. Probabilidade de reiteração de condutas criminosas. Súmula 145 STF. ação controlada: art. o flagrante é esperado.com. Conhecer o itinerário da droga. Terminada a colheita da prova. ordem econômica9 e aplicação da lei penal10. quando se apurar que o indiciado é vadio ou.

prorrogável por mais cinco em caso de extrema e comprovada necessidade. desde que se mostre imprescindível para a produção da prova. de crime hediondo.3) Com relação às modalidades de prisão.960/89 a) generalidades: É uma prisão típica do inquérito policial.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 226 IV . Prazo determinado: 5 dias + 5 dias. é correto afirmar que (A) em nosso ordenamento jurídico.br | 11 99610348 facebook. todavia.sites. (D) Em caso de descumprimento de medida protetiva prevista na Lei 11. (B) a prisão temporária tem como pressupostos a existência de indícios de autoria e prova da materialidade.com. b) cabimento (sempre I com III ou II com III): I – quando imprescindível para as investigações. Prorrogação somente em caso de extrema e comprovada necessidade. O juiz não pode decretar a prisão temporária de ofício – só à pedido do delegado ou promotor. (C) A prisão preventiva poderá ser decretada durante o inquérito policial. (D) são requisitos da prisão preventiva a sua imprescindibilidade para as investigações do inquérito policial e o fato de o indiciado não ter residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade. epidemia com resultado morte. temporária.se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher. (C) o prazo de duração da prisão temporária é de cinco dias.uol. a necessidade de garantir a futura aplicação da lei penal e a garantia da ordem pública. prorrogável por igual período. se hediondo 30 dias + 30 dias. II – quando o indiciado não tem residência fixa ou quando não comprova a sua identidade. 67 (FGV – OAB 2010.br | leonardosakaki@uol. a prisão temporária poderá ser decretada pelo prazo de trinta dias. (B) A prisão temporária poderá ser decretada a qualquer tempo. contadas do momento em que se inicia a execução do crime. Resposta: C http://leonardosakaki.340/06. A respeito de tal modalidade de prisão. e como fundamentos a necessidade de garantia da ordem pública. 62 (FGV – OAB 2010. por pronúncia e em virtude de sentença condenatória recorrível. assinale a alternativa correta. (A) A prisão em flagrante delito somente poderá ser realizada dentro do período de vinte e quatro horas. Em se tratando. Resposta: C Prisão temporária – Lei 7. o juiz não poderá decretar a prisão preventiva do acusado. nos termos da lei específica. nas hipóteses previstas em lei. a prisão processual contempla as seguintes modalidades: prisão em flagrante. Não existe fora do inquérito policial. para garantir a execução das medidas protetivas de urgência.com/leonardosakaki | @leosak . III – rol taxativo de crimes – quadrilha ou bando. preventiva.3) Como se sabe. a conveniência da instrução criminal. a prisão processual (provisória ou cautelar) é a decretada antes do trânsito em julgado de sentença penal condenatória.

Há leis que vedam a liberdade provisória como. previstos nos arts. tráfico de drogas. mas não se efetiva a prisão em flagrante. 2): a liberdade provisória em crimes hediondos – há vedação expressa para a liberdade provisória com fiança. por exemplo. Atenção: causas de aumento e de diminuição de pena entram neste cálculo. Sumaríssimo: para infrações de menor potencial ofensivo: contravenções penais ou pena máxima cominada menor ou igual a 2 anos. Liberdade provisória vedada.com/leonardosakaki | @leosak . não se impõe prisão em flagrante.br | 11 99610348 facebook. Atenção: agravantes e atenuantes não entram neste cálculo. CPP – caput: causa de excludente da ilicitude.2 Ordinário Denúncia Recebimento Citação AIDJ Resposta http://leonardosakaki. Liberdade provisória sem fiança. ele mantém o sujeito preso. CPP. O réu é solto pagando fiança com o cumprimento das obrigações previstos nos arts.br | leonardosakaki@uol. O réu fica preso até o julgamento do caso dele. Crimes hediondos (lei 8.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 227 150 Liberdade provisória Somente é cabível para a prisão em flagrante legal.072/90.uol. Especiais 151. Em tese. 151 Procedimentos 151. CPP. 327 e 328. Nos casos do CTB. No âmbito do Jecrim não há prisão em flagrante se o sujeito concorda em comparecer em audiência a ser designada. diz apenas quais são os inafiançáveis. se parar para prestar socorro. Réu se livra solto – ele é levado até a delegacia.sites. Art. 310. em caso positivo. art.com. O CPP não diz quais são os crimes afiançáveis. cabe relaxamento. 323 e 324. Para prisão em flagrante ilegal. Liberdade provisória com fiança.1 Modalidades de procedimentos Comum Ordinário: para crimes com pena máxima cominada maior ou igual a 4 anos Sumário: para crimes com pena máxima cominada menor que 4 anos. parágrafo único: juiz imagina que o preso esteja em liberdade e se pergunta se neste caso haveria motivo para decretar a prisão preventiva.com. é admissível a liberdade provisória sem fiança.

ela volta a correr. Se não apresentar a defesa. há a nomeação de dativo pelo juiz. b) Citação real. CPP. o decurso do tempo e o esquecimento da testemunha não são fundamentação hábil para antecipar a prova. d) Recurso da rejeição da denúncia ou queixa: a regra é a recurso em sentido estrito (RESE) ou apelação no Jecrim.br | leonardosakaki@uol. 383 e 384. prerrogativa de função e crimes afiançáveis de responsabilidade de funcionário público – todos têm defesa preliminar. CPP) http://leonardosakaki. avisando que ele foi citado. 366. não tem regramento próprio. mudar a classificação do crime. CPP).súmula 415 Depois do prazo de suspensão da prescrição. deverá ser nomeado curador para ele.com. O oficial vai 3x. CPP) a) Modalidades: real (oficial de justiça – mandado) ou ficta (hora certa e edital). Resposta (arts. 395. o prazo é de 15 dias. precisa esgotar os meios de localização do réu. acha que ele está escondendo. feita por mandado: é a regra. Absolvição sumária (art.com. Somente se decreta prisão preventiva e se produz prova antecipada se houver fundamento concreto. Atenção: se o réu não comparecer. Pode alegar tudo o que interesse para a defesa. Citações especiais: A citação do militar é feita pelo superior dele – o oficial entrega a citação para o superior e este citará o militar.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 228 Absolvição Sumária Recebimento a) O juiz não pode. salvo Jecrim.sites. na Súmula 455. não precisa motivar o recebimento da denúncia. 362. Não se aplica o art. 351 a 372. 397. DEVE suspender processo e suspender prescrição Citado por edital Não comparece Juiz PODE decretar a prisão E não constitui advogado preventiva e/ou produzir prova antecipada. 396 e 396A. d) Citação por edital: quando o réu não é encontrado. Cuidado! Para o STJ. O estrangeiro é citado por rogatória – a prescrição fica suspensa em caso de rogatória. nem constituir advogado. O termo inicial é a data da efetiva citação. c) Rejeição da denúncia (art. O processo volta a correr quando ela aparecer ou constituir advogado. volta no dia seguinte e faz a citação preferencialmente na pessoa de familiar.com/leonardosakaki | @leosak . c) Citação por hora certa: segue o CPC (art. CPP) a) Prazo: 10 dias. se for o caso .br | 11 99610348 facebook. segundo o STF.uol. b) Em regra. O momento próprio é o dos arts. CPP). neste momento. devolve o mandado em cartório e tem que enviar uma carta para o réu. mas não o processo. Citação (art. b) Esta defesa é obrigatória.

b) Debates: obrigatória.com. 383. CPP) e mutatio (art. Ação penal pública e ação penal privada. CPP) Condenatória (art. 20 minutos. CPP) b) Emendatio (art.com.sites. CPP) Art. ou seja. o juiz encaminha os autos ao procurador geral. apenas estas. Se o Ministério Público se recusar a aditar.uol.br | leonardosakaki@uol. É um julgamento antecipado pro reo. 28. 5 dias para defesa. AIDJ (arts. 10 dias para o juiz. Sentença a) Modalidades: Absolutória (art. Não se aplica medida de segurança neste momento. o perito Acareação Reconhecimento Interrogatório O juiz decide sobre prova Debates/sentença Ao final da audiência as partes podem requerer prova cuja necessidade surja no decorrer da audiência. nos termos do art. 383. 386. Não precisa ouvir ninguém. b) Não vale o in dubio pro reo pois exige-se certeza para a absolvição. Existência manifesta de causa excludente de culpabilidade. CPP Fato está descrito na denúncia e o réu se defende O fato não está descrito. dos fatos. 384. Ação penal pública ou ação penal privada subsidiária da público. 1º grau. 387. só pode ter decisão absolutória favorável ao réu.br | 11 99610348 facebook. CPP. 400 a 405. CPP Art. Fato narrado evidentemente não é crime. http://leonardosakaki. prorrogáveis por mais 10.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 229 a) É um juízo abreviado. Podem os debates orais ser convertidos em memoriais escritos quando houver vários acusados ou quando a causa for complexa – prazo 5 dias para acusação. CPP) a) Seqüência de atos da audiência Ofendido Testemunha de acusação Testemunha de defesa Antes do assistente técnico. 384. Extinta a punibilidade. Ministério Público adita (5 dias) defesa Juiz recebe nova AIDJ (3 testemunhas) 1º e 2º grau. c) Cabimento: Existência manifesta de causa excludente de ilicitude.

oferecida a denúncia. Resposta: C 151. se o juiz não a rejeitar liminarmente. (D) No rito sumário. (B) O juiz não deve deferir o pedido. oferecida a denúncia. recebê-la-á e ordenará a citação do acusado para responder à acusação.com. destinada à inquirição das testemunhas arroladas pelo Ministério Público e ao interrogatório do réu.099/95 – Infrações de menor potencial ofensivo (todas as contravenções e os crimes cuja pena máxima não excede 2 anos). Não tem previsão expressa. rejeitando o requerimento de absolvição sumária. oferecida a denúncia. Na lei de falências há previsão expressa de que os crimes lá previstos sigam o rito sumário. o advogado requer a absolvição sumária de seu cliente e não propõe provas. se o juiz não a rejeitar liminarmente. O juiz. recebê-laá e ordenará a citação do acusado para responder à acusação. em nenhuma hipótese do processo penal. no prazo de 15 (quinze) dias. oferecida a denúncia. Pode converter em memoriais escritos. o juiz deve indeferir diligências requeridas pela defesa. recebê-laá e designará dia e hora para a realização do interrogatório. ocasião em que o acusado deverá estar assistido por defensor. (A) O juiz deve deferir o pedido. no prazo de 10 (dez) dias. pois apesar de a juntada do rol de testemunhas da defesa não ter sido feita no momento correto. se o juiz não a rejeitar liminarmente. por escrito. assinale a alternativa correta. 30 dias para fazer a AIDJ Pode requerer provas. 5 testemunhas.sites. (C) O juiz só deve deferir a oitiva de testemunhas de defesa arroladas posteriormente ao momento da apresentação da resposta escrita se ficar demonstrado que a necessidade da oitiva se originou de circunstâncias ou fatos apurados na instrução. (C) No rito ordinário.br | 11 99610348 facebook.2) Em processo sujeito ao rito ordinário.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 230 66 (FGV – OAB 2010. pois a juntada do rol das testemunhas de defesa pode ser feita até o encerramento da prova de acusação.com.3) Em relação aos procedimentos previstos atualmente no Código de Processo Penal. pois o desmembramento da audiência una causa nulidade absoluta. recebê-la-á e designará dia e hora para a realização do interrogatório. Não tem previsão expressa. http://leonardosakaki.uol. Ao final da audiência.com/leonardosakaki | @leosak . Considerando tal narrativa.4 Sumaríssimo Lei 9. se o juiz não a rejeitar liminarmente. Resposta: D 151.br | leonardosakaki@uol. 64 (FGV – OAB 2010. por escrito. (B) No rito sumário. (D) O juiz deve deferir o pedido.3 Sumário Procedimento Comum Ordinário Procedimento Comum Sumário 8 testemunhas (fato). (A) No rito ordinário. 60 dias para fazer a AIDJ. ocasião em que o acusado deverá estar assistido por defensor. designa audiência de instrução e julgamento. o advogado requer a oitiva de duas testemunhas de defesa e que o juiz designe nova data para que sejam inquiridas. assinale a afirmativa correta. ao apresentar resposta escrita.

haverá convertimento em multa. Via de regra. ocorrerá renúncia ao direito de queixa ou representação. . Lei de Drogas: Porte de drogas – art. falsamente. Efetuada a transação. Tem direito à liberdade provisória sem fiança.Interrogatório .Tentativa de composição dos danos civis (havendo reparação do dano.Testemunhas arroladas pela defesa – até 3 . .com/leonardosakaki | @leosak . o agente se livra solto.br | 11 99610348 facebook. 60.com. um fato definido como crime Entre a queixa e o recebimento da queixa. Plantar pequena quantidade para consumo pessoal é porte.br | leonardosakaki@uol.Debates orais (20min + 10min) . os autos serão arquivados. CPP. se não for cumprida a transação. Esse acordo consiste na aplicação imediata de pena de multa ou pena restritiva de direitos.sites. .Representação do ofendido. debates e julgamento.Transação penal – é o acordo entre o Ministério Público e o suspeito para que não haja o processo penal. o Ministério Público poderá oferecer a denúncia. o juiz receberá a queixa.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 231 A persecução penal se desenvolve em 3 fases : Fase policial: termo circunstanciado.Testemunhas arroladas pela acusação – até 3 . Se o querelado faltar. . Pena: Advertência Prestação de serviços à comunidade Comparecimento em programas educativos No não cumprimento. Segundo o STF. Infração de menor potencial ofensivo – aplica-se o rito sumaríssimo. teremos uma audiência de tentativa de conciliação.Defesa prévia oral . http://leonardosakaki. ocorre a extinção da punibilidade. Se o querelante faltar.Ouvir o ofendido . O juiz ouvirá as partes separadamente sem os seus advogados.Denúncia oral: Rito sumaríssimo: tudo ocorre em uma só audiência – audiência de instrução. ocorrerá extinção da punibilidade pela perempção – art. se o caso. Audiência preliminar: .Sentença Procedimentos dos crimes contra a honra: Injúria: qualidade negativa Difamação: imputar fato negativo Calúnia: imputar.uol. Havendo a conciliação. III. 28 da Lei.com.Recebimento da denúncia .

Apurados 4 votos iguais. http://leonardosakaki. CF. Princípios constitucionais: Plenitude de defesa (≠ampla defesa): é a possibilidade de utilização de argumentos metajurídicos. essa defesa preliminar é dispensável se for precedida de inquérito policial. Requisito: Ceder droga Gratuitamente Eventualmente Para pessoa de seu relacionamento Para uso conjunto Infração de menor potencial ofensivo – rito sumaríssimo. 151.interrogatório – debates orais (20min + 10min) – decisão.br | 11 99610348 facebook.5 Crimes funcionais afiançáveis Entre a denúncia e o recebimento da denúncia. Atenção: Tráfico – art. encerra-se a apuração.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 232 Uso compartilhado Pena máxima de 1 ano. anistia e graça.6 Júri É um direito fundamental – art.br | leonardosakaki@uol. 33 Crime equiparado a hediondo. CPP. em seu lugar.sites. no prazo de 15 dias. há a defesa preliminar do funcionário público.uol. 5. com uma diferença – sai a absolvição sumária do art. Segundo o STF. entra a réplica do Ministério Público no prazo de 5 dias. e.com. tem direito à pena restritiva de direito.com. Segundo o STJ. 2 etapas: Juiz (judicium acusationis): = procedimento ordinário. 397. Sigilo das votações: os jurados decidem numa sala secreta. Exceção: revisão criminal. se preenchidos os requisitos legais. Competência para julgar crimes dolosos contra a vida e conexos. Denúnica ou queixa – Recebimento da denúncia – Citação – Resposta à acusação – Réplica do Ministério Público em 5 dias – Audiência Audiência: ouve-se o ofendido – ouvem-se as testemunhas arroladas pela acusação – ouvem-se as testemunhas arroladas pela defesa – ouvem-se os peritos – reconhecimento e acareação . 151. Soberania dos veredictos: o tribunal não pode alterar a decisão dos jurados.com/leonardosakaki | @leosak . CF veda: fiança.

o promotor de justiça não poderá sustentar a qualificadora de motivo fútil e a defesa não poderá alegar a tese de estrito cumprimento de dever legal. CPP): .sites.Fato atípico . Impronúncia: ocorre quando não há prova da materialidade ou indícios de autoria. mas a defesa poderá alegar a tese de estrito cumprimento de dever legal. o sigilo das votações.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 233 Decisões: Pronúncia: encaminhamento do réu para ser julgado pelo tribunal do júri – prova da materialidade e indícios de autoria. .Quando há prova de não autoria.3) Assinale a alternativa correta à luz da doutrina referente ao Tribunal do Júri. recurso com consoante. Dica: decisão começando com vogal. . o promotor de justiça poderá sustentar a qualificadora de motivo fútil. Absolvição sumária (art.br | leonardosakaki@uol. Só faz coisa julgada formal. o promotor de justiça poderá sustentar a qualificadora de motivo fútil e a defesa poderá alegar a tese de estrito cumprimento de dever legal. Ao proferir sua decisão. Considerando tal narrativa. Desclassificação: quando se tratar de outro crime não doloso contra a vida. A decisão de pronúncia foi confirmada pelo Tribunal de Justiça. .uol. recurso com vogal.Excludente da culpabilidade. Nos debates orais ocorridos na primeira fase do procedimento de júri. a soberania dos veredictos e a competência exclusiva para julgamento dos crimes dolosos contra a vida. mas a defesa não poderá alegar a tese de estrito cumprimento de dever legal.Quando há prova de que o fato não existiu.com.Excludente da ilicitude. Resposta: A 68 (FGV – OAB 2010. afastando a qualificadora contida na denúncia. assinale a afirmativa correta. http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. o réu poderá ser processado. decisão começando com consoante. exceto a inimputabilidade. o promotor de justiça não poderá sustentar a qualificadora de motivo fútil. 415.2) João da Silva foi denunciado por homicídio qualificado por motivo fútil.com/leonardosakaki | @leosak . (A) Nos debates orais perante os jurados. operando-se a preclusão. O juiz remeterá os autos ao juízo competente. e pronunciou João por homicídio simples. Júri (judicium causae) 64 (FGV – OAB 2010. ou seja. o juiz rejeitou a tese de estrito cumprimento de dever legal e o pedido de absolvição sumária. a Defesa alegou que João agira em estrito cumprimento de dever legal.com. (C) Nos debates orais perante os jurados. se surgirem novas provas. (B) Nos debates orais perante os jurados. Recurso: apelação ou recurso em sentido estrito. (A) São princípios que informam o Tribunal do Júri: a plenitude de defesa. postulando sua absolvição sumária. (D) Nos debates orais perante os jurados.

impronúncia. durante o dia. se provier de uma fonte independente da prova ilícita. Prova ilícita: inadmissibilidade.br | 11 99610348 facebook. 479 do Código de Processo Penal. Exceção: Plenário do júri – art. Exemplo: violação de norma legal – confissão mediante tortura (Lei 9. em si mesma. e cumprem o mandado. §1. Durante a confissão ilícita. se entrar há o desentranhamento de tal prova.uol. é. Exemplo: violação de norma constitucional – mandado de busca domiciliar cumprido de noite. colhendo a arma. Resposta: B 152 Medidas assecuratórias Seqüestro: faço o seqüestro dos bens adquiridos com os proventos da infração.sites. 157.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 234 (B) A natureza jurídica da sentença de pronúncia (em que o magistrado se convence da existência material do fato criminoso e de indícios suficientes de autoria) é de decisão interlocutória mista não terminativa. mas obtiveram a partir de uma prova ilícita originária. quando a prova ilícita é pro reo. de prova ilícita – interceptação telefônica sem ordem judicial. CPP – também será ilícita. A prova é lícita. pois na confissão surgiu a ilicitude – é uma prova inadmissível. (D) Alcançada a etapa decisória do sumário da culpa.com.1 Provas em espécie http://leonardosakaki. 153 Provas no processo penal a) Acareação: pressupostos da acareação: é preciso que todos tenham deposto e que haja contradição sobre fato relevante. 157. o juiz poderá exarar quatro espécies de decisão.com. 153. disse onde escondeu a arma e pedem ao juiz um mandado de busca e apreensão. O judicium accusacionis se inicia com a intimação das partes para indicação das provas que pretendem produzir e tem fim com o trânsito em julgado da decisão do Tribunal do Júri. (C) O rito das ações de competência do Tribunal do Júri se desenvolve em duas fases: judicium causae e judicium accusacionis. Exemplo: confissão mediante tortura é prova ilícita originária.455/97) Derivada: é em si mesma lícita. Posso seqüestrar esse bem ainda que estiver com terceiro.com/leonardosakaki | @leosak . Originárias: é dela surgir a ilicitude. O que torna a prova ilícita: art. Exceção: há casos em que a prova ilícita derivada pode ser admitida no processo: quando a prova não tiver nexo causal com a ilícita originária. b) Documento: pode ser juntado a qualquer tempo. A origem dessa prova contamina ou não o que dela nascer? Sim. a saber: pronúncia. CPP – aquela obtida com violação de normas constitucionais ou normas legais. Art. o vício estaria sediada naquela que dela originou. não deve se quer ingressar ao processo.br | leonardosakaki@uol. se contaminará pelo vício da ilicitude – Teoria dos frutos da árvore venenosa. perfeita. absolvição sumária e condenação. Observação: admissão. por exceção.

com/leonardosakaki | @leosak . fui absolvido por atipicidade da conduta. (b) suspensivo. (c) regressivo (juízo de retratação) – recurso em sentido estrito. haverá nomeação de peritos não oficiais (peritos louvados) – é um particular. meu amigo não apela. 564. Tem previsão expressa no Pacto de São José da Costa Rica – Decreto 678/62. na sentença fomos condenados. CPP. Tem o direito de permanecer calado – direito não produzir prova contra si mesmo. Se não fizer há descumprimento de norma processual.com. 188. deve haver advogado presente.uol.br | 11 99610348 facebook.sites. Garantia da entrevista prévia. ou seja. (ii) Princípios dos recursos (a) duplo grau de jurisdição: não tem previsão expressa na Constituição Federal. Liberatório: o juiz está liberado para decidir como quiser. daí houve apelação para o Tribunal de Justiça. CPP – é de realização obrigatória sempre que a infração deixar vestígios. Ao final do interrogatório as partes podem formular perguntas ao final – art. então o tribunal estende para o meu amigo também. 154 Recursos no processo penal (i) Efeitos dos recursos Os recursos têm efeito: (a) devolutivo. Se desaparecerem os vestígios não há corpo. b. Formalidades (não observância gera nulidade): Em juízo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 235 Perícias: o CPP exige que sejam feitas pelos peritos oficiais. o juiz tem que chamar. não há o que ser examinado pelo perito. 158. Quesitos. mesmo que ele não tenha recorrido. prostituição não é crime. Se for perito oficial. Assistentes técnicos. O silencio não implica confissão ficta. (d) extensivo – eu e meu amigo fomos denunciados pelo crime de prostituição. vestígio material do crime. Interrogatório: é um meio de prova e um meio de defesa. Assistente técnico: dá pareceres. Sistemas Vinculado: o sistema brasileiro não é vinculado – decisão e laudo. os quais podem derrubar um laudo pericial. pode fazer sozinho o laudo oficial. CPP. de preferência. independentemente do que indica o laudo. http://leonardosakaki. demonstrando a existência do crime. Exame de corpo de delito: perícia feita sobre o corpo. gerando nulidade – art. III. antes do interrogatório. 2 peritos – haverá nulidade se não for cumprido esse requisito. Não havendo peritos oficiais. Art. agravo em execução e carta testemunhável.com. basta um perito. no mínimo. então a prova testemunhal suprir a ausência do corpo de delito. Tem previsão implícita na Constituição Federal. Se não for oficial.br | leonardosakaki@uol. entre o acusado e o advogado que vai o acompanhá-lo.

Realizado o ato e apresentadas novas alegações finais por meio de memoriais. é correto afirmar que o juiz agiu (A) equivocadamente. (D) Não cabe apelação por falta de interesse jurídico. A esse respeito. (B) equivocadamente. (B) A decisão do juiz togado foi incorreta. 67 (FGV – OAB 2010.com/leonardosakaki | @leosak .com. de sorte que não poderia a segunda decisão trazer consequência mais gravosa para o réu em razão da interposição de recurso exclusivo da defesa.uol.sites. mas fixado regime mais vantajoso (inicial fechado). Antônio é novamente condenado e sua pena é agravada.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 236 (b) proibição da reformatio in pejus: Reformatio in pejus direta: recurso exclusivo da defesa não pode gerar piora na situação do réu. pois. a ser cumprida em regime aberto. Após a sentença passar em julgado para a acusação. Analisando o caso. (D) corretamente. assinale a afirmativa correta. tendo sido condenado à pena de 15 anos de reclusão em regime integralmente fechado. não poderia iniciar o cumprimento de sua reprimenda em regime aberto. não se podendo falar em prejuízo para o réu uma vez que o recurso de apelação da defesa foi provido pelo Tribunal de Justiça. por ser praticado com violência ou grave ameaça contra a pessoa. sendo o réu submeti do a novo Júri. embora a pena atribuída permita a fixação do regime aberto para o início do cumprimento de pena. a improcedência da acusação. e alegando. Reformatio in pejus indireta: em recurso exclusivo do réu se for feito novo julgamento não pode piorar a situação do réu. pois a primeira sentença transitou em julgado para a acusação. imotivadamente. já que a fixação do regime inicial fechado é mais vantajosa do que uma pena a ser cumprida em regime integralmente fechado. pois. o crime de roubo impõe o início do cumprimento da pena em regime fechado. Na audiência de instrução e julgamento.br | 11 99610348 facebook. pois violou o princípio do tantum devolutum quantum appelatum. pronunciado nos mesmos moldes da denúncia e submeti do a julgamento pelo Tribunal do Júri em 25/05/2005.2) Antônio Ribeiro foi denunciado pela prática de homicídio qualificado. Resposta: B 65 (FGV – OAB 2010. preliminarmente. Ao proferir sentença. o juiz condena José a pena de quatro anos de reclusão. sendo reincidente. o Tribunal de Justiça dá provimento ao recurso e declara nulo o processo desde a Audiência de Instrução e Julgamento. arguindo. em respeito ao princípio da soberania dos veredictos. (A) Não cabe nova apelação no caso concreto. pois a pena atribuída proíbe a imposição do regimento aberto para o início do cumprimento de pena.3) José é denunciado sob a acusação de que teria praticado o crime de roubo simples contra Ana Maria. (C) corretamente. desta vez condenando José a pena de quatro anos de reclusão a ser cumprida em regime inicialmente semiaberto. que sejam ouvidas duas testemunhas de defesa. pois violou o princípio do ne reformatio in pejus. (C) A decisão dos jurados foi incorreta. A apelação é provida. o juiz profere outra sentença. mas a defesa de Antônio apela. a defesa interpõe recurso de apelação. o fato de ser o réu reincidente impede tal providência. o magistrado indefere. cabendo apelação. alegando que a decisão dos Jurados é manifestamente contrária à prova dos autos. Neste segundo Júri. no mérito. Com base no relatado acima.br | leonardosakaki@uol. pois. A decisão transita em julgado para o Ministério Público. Resposta: A http://leonardosakaki. a nulidade do processo em razão do indeferimento imotivado de se ouvirem duas testemunhas.com.

48 horas. CPP. Recurso em sentido estrito. habeas corpus de novo para o tribunal de justiça ou recurso em sentido estrito. Embargos de decla. não suprindo a nomeação de defensor dativo.Suspensivo. Se for decisão na execução. . agravo em execução. 619 e ração 382. tes e de nulidade parágrafo único. apelação. a2) Se rejeitar o aditamento da denúncia ou da queixa. .10 dias. 593.com. A jurisprudência resolve. O pretenso réu deve ser intimado para apresentar contra-razões ao recurso em sentido estrito.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 237 (iii) Recursos em espécie Recurso Prazo Cabimento Recurso em sentido Interposição: 5 Art.br | 11 99610348 facebook. 593 a) inciso I: cabe da sentença absolvitória e condenatória. Recurso em sentido estrito: 1. 609. 581. I. Cabimento: art. (IMPORTANTE!) . . júri. Embargos infringen. Arts. tribunal de justiça nega o habeas corpus. só cabe agravo em execução (art. CPP.br | leonardosakaki@uol.2 dias.Regressivo. a) art. 581 não diz nada sobre isso. estrito dias. a1) Jecrim: se houver rejeição da denúncia ou queixa caberá apelação. Trata-se de rol taxativo. CPP: habeas corpus contra o delegado. . 639. . dias.Suspensivo.Regressivo. Apelação: 1. LEP). . Vara criminal RESE. . juiz negou o habeas corpus. http://leonardosakaki. recurso ordinário constitucional (ROC). Razões: 2 dias Efeitos .Devolutivo.Devolutivo. 197. X. CPP: decisão que rejeita a denúncia ou a queixa gera recurso em sentido estrito. CPP. (Jecrim).uol.Suspensivo nas hipóteses do art. Infração de menor potencial ofensivo apele. Art. b) art. . Peculiaridades Agravo em execução.com. 581.Suspensivo. Art. Razões: 8 dias. vai caber outro habeas corpus para o Superior Tribunal de Justiça. 581. 584 do Código de Processo Penal.sites. caberá recurso ordinário constitucional (ROC).Interrompe o prazo Juizado Especial Criminal recursal. mas cabe recurso em sentido estrito? Não. Juizado Especial Criminal (Jecrim). Cabimento: previsto no art.com/leonardosakaki | @leosak . vel CPP. CPP.Devolutivo restrito.Devolutivo. admite o recurso em sentido estrito por interpretação extensiva. Interposição: 5 Art. 581 do Código de Processo Penal. O art. . Carta testemunhá. Apelação Súmula 347 do Superior Tribunal de Justiça.

Essas apelações (a. b. Caberá carta testemunhável também quando negar agravo em execução.sites. a .uol. Cabe para imissão. Cabe para contradição. d – decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos.br | 11 99610348 facebook. . um revisor que condena. Prazo é de 2 dias. b e c .nulidade posterior à pronúncia. Deserção e fuga no processo penal – art. há anulação do processo. Prazo é de 5 dias. 2. impronúncia ou pode fazer a pronúncia e a desclassificação. se quem indefere for o delegado cabe mandado de segurança. Tenho um relator que condena. – a súmula 347 acabou com a deserção por fuga do réu. c) inciso III: decisões do júri – apelação vinculada. da absolvição sumária e impronúncia cabe apelação. ATENÇÃO: pelo efeito devolutivo restrito.juiz erra na pena. Cabe para obscuridade. só pode ser alegado o que for objeto do voto vencido. Cabe para contradição. ATENÇÃO: a apelação no Juizado Especial Criminal (Jecrim) tem juízo de retratação? A apelação criminal que possui juízo de retratação é a apelação do Estatuto da Criança e do Adolescente. Hipóteses: quando o juiz indefere o pedido de levantamento do seqüestro.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 238 1ª fase do júri: o juiz pode absolver de forma sumária. você só pode alegar o que está no inciso III. A Súmula 347 do Superior Tribunal de Justiça (IMPORTANTE!) praticamente revogou esse art. Carta testemunhável Sentença – Apelação – Juiz nega seguimento da apelação – cabe recurso em sentido estrito – juiz nega segmento à recurso em sentido estrito – daí sim caberá a carta testemunhável. ou seja.com. b) inciso II: decisões definitivas ou com força de definitivas.br | leonardosakaki@uol. Um terceiro que condena com diminuição de pena – cabe embargos infringentes. Cabe para omissão. Cabe para ambigüidade. Se houver voto vencido favorável à defesa no julgamento de apelação: recurso em sentido estrito ou agravo em execução. juiz retifica a sentença.com/leonardosakaki | @leosak Juizado Especial Criminal (Jecrim) Suspende o prazo recursal. manda a novo julgamento (só pode usar uma vez esse recurso). c) tratam-se da 2ª fase do júri. Cabe para obscuridade. Da pronúncia e desclassificação cabe recurso em sentido estrito. Cabe para dúvida. Na 1ª fase do júri o procedimento deve ser encerrado em 90 dias.com. quando o juiz julga pedido de restituição de coisa apreendida. 595 do Código de Processo Penal. Embargos infringentes e de nulidade: É recurso exclusivo da defesa. http://leonardosakaki. Embargos de declaração: Código de Processo Penal Interrompe prazo recursal.

uol.com/leonardosakaki | @leosak . O Tribunal de Justiça decreta prisão preventiva – impetro habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça – o Superior Tribunal de Justiça nega liminar – dessa negativa cabe habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal? Não. http://leonardosakaki. em regra.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 239 (iv) Habeas corpus Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal.sites. Caberá habeas corpus se a decisão for teratológica (decisão absurda).com. Da decisão que negar liminar não cabe habeas corpus. Isto é exceção à súmula – está na jurisprudência. é isso que diz a súmula.com.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 240 DIREITO CIVIL 155 Principais temas do Exame (i) Parte Geral . 157 Parte geral 157.br | 11 99610348 facebook.com. de 2009). 2o Não se destinando à vigência temporária. § 4o As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova. de 1953) § 2o (Revogado pela Lei nº 12. antes de entrar a lei em vigor. Derrogação: revogação parcial da lei. § 1o A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare. se inicia três meses depois de oficialmente publicada.com/leonardosakaki | @leosak . quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.1 Pessoas Dividido em três livros: pessoas. § 3o Se. quando admitida. bens e fatos jurídicos. Ab-rogação: revogação total da lei. a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência. não revoga nem modifica a lei anterior. § 2o A lei nova. 104 ao 232 do Código Civil (ii) Família e sucessão (iii) Obrigações – pagamento – modalidades 156 Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro Art. obrigatório após nova vacatio legis. salvo disposição contrária. ocorrer nova publicação de seu texto. Art. § 1o Nos Estados. (Vide Lei 2.036. o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação. a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes. a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada. Vigência da lei: Vacatio legis: 45 dias (salvo disposição contrária). destinada a correção.uol. § 3o Salvo disposição em contrário.com.Negócios jurídicos – art. http://leonardosakaki. estrangeiros. Alteração no texto + nova publicação = nova vacatio legis. Alteração no texto após vacatio legis = considerada como nova lei.sites. a obrigatoriedade da lei brasileira. Revogação da lei: A lei terá vigência por prazo indeterminado – "a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue".br | leonardosakaki@uol. 1o Salvo disposição contrária.145.

condomínio etc. 45. espólio. CC): aquisição de personalidade se dá no nascimento com a vida – teoria natalista.com. nascituro. que é todo indivíduo ou entidade que possui capacidade de participar de relações jurídicas.1. (i) Capacidade de direito: trata-se da possibilidade de exercer direitos atribuídos pelo ordenamento jurídico. 44. A condição de pessoa. O registro somente é necessário para aquisição de personalidade das pessoas jurídicas de direito privado (art. 157.3 Pessoa natural Início da personalidade: nascimento com a vida. Sujeito de direitos: pessoas + sujeitos ou entes despersonalizados (massa falida. (i) Teoria natalista: nascimento – tem expectativa de vida. uma aptidão para ser titular de direitos e deveres na ordem civil.br | leonardosakaki@uol. CC).uol. mas os da personalidade são garantidos desde a sua concepção. (ii)Teoria concepcionista: o nascituro tem direito partir da concepção. decorre de personalidade. 157. Maria Helena Diniz: os direitos patrimoniais do nascituro estão condicionados ao seu nascimento com vida.1.1. Regra: cartório de registro de pessoas jurídicas – exceção: Junta Comercial é só para as sociedades empresárias.com.1. o nascituro ostenta apenas a condição de sujeito. Essa aptidão pode ser conferida à pessoa natural ou pessoa jurídica e os entes despersonalizados.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 241 Pessoas (espécie) – sujeito de direitos (gênero). sociedade de advogados será na OAB. A criança de 2 anos tem http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. Nascituro: a lei põe a salvo o direito do nascituro desde a sua concepção. (ii) Pessoa jurídica (art.4 Capacidade Capacidade: está intimamente ligada com o exercício. Parte da doutrina entende que o início da personalidade começa com a concepção (teoria concepcionista). 2. CC): a partir do registro dos atos constitutivos – teoria da realidade técnica para o início da personalidade. respirar com o pulmão.). Porém. pelo concepcionismo o nascituro passa a ser tratado como pessoa. que é um atributo jurídico que garante a titularidade de direitos. ou seja.sites.com/leonardosakaki | @leosak .2 Início da personalidade (i) Pessoa natural (art. 157.1 Personalidade É um atributo. Observação: todas as pessoas sempre possuem capacidade de direito. 157. As pessoas jurídicas de direito público adquirem personalidade por força da lei ou do ato que a constituiu. De acordo com a teoria natalista.

Quando se fala em incapaz.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 242 personalidade e capacidade de direito (poderia.br | leonardosakaki@uol. As pessoas com mais de 18 anos tratadas como absolutamente incapazes pressupõe a ocorrência de prévio processo de interdição. Incapaz: tem limitação à capacidade de fato. muito embora não ostentem personalidade. pois é um desdobramento obrigatório da personalidade. Judicial: decorre de sentença na hipótese do menor sob tutela. (c) legal. trata-se de capacidade de fato. 3) e relativamente incapazes (art.com.br | 11 99610348 facebook. Exemplo: menor de 16 anos. tendo em vista que as pessoas jurídicas exercem atos civis por meio dos seus órgãos de representação nos termos dos atos constitutivos. separação. Há a possibilidade da emancipação. hipóteses descritas na lei (exemplo: casamento). Quando o interessado requerer. por exemplo. Adoção. Legal: hipóteses descritas na lei que autorizam a emancipação do indivíduo – exemplos: casamento. Pode exercer alguns direitos.uol. Capacidade de fato: (i) Capazes (art. A criança de 2 anos não tem capacidade de fato.sites. Emancipação: trata-se de um mecanismo que autoriza o adiantamento da maioridade civil do indivíduo. Não pode exercer direitos sem estar representado. 4). mediante instrumento público. citado. decidido pelo magistrado. exercício de emprego público efetivo e colação de grau em curso de nível superior.1. após 1º ano de maioridade civil. Evidente erro gráfico. http://leonardosakaki. Voluntária: ato deve ser realizado por instrumento público pelos pais. pessoalmente. direitos e deveres na ordem civil. desde que não prejudique os apelidos de família. respectivamente. que necessitarão de representação e assistência. Todas as pessoas sempre possuem capacidade de direito. (ii) Incapazes: absolutamente incapazes (art. ou seja.com/leonardosakaki | @leosak . possuem direitos nos limites fixados no ordenamento civil. Quando falamos em emancipação há três hipóteses: (a) voluntária. mas para outros deverá estar assistido. feita pelos pais. (b) judicial. se tornar proprietária de uma casa). 157. divórcio ou união estável.5 Nome Alteração: Exposição a ridículo. tutela. 5). (ii) Capacidade de fato / de exercício: possibilidade de exercer de forma autônoma. que também é prevista no art.com. Absolutamente incapaz: sofre limitação absoluta. Relativamente incapaz: sofre limitação relativa – o relativamente incapaz exerce atos civis por meio da assistência ou da autorização. A capacidade de fato é um mecanismo próprio das pessoas naturais. Coação ou ameaça em apuração de crime por determinação em sentença de juiz ouvido o Ministério Público. Os sujeitos despersonalizados.

(iii) pessoa jurídica: dissolução da pessoa jurídica através de uma averbação. (ii) sucessão provisória: pode ser aberta após 1 ano ou 3 anos da arrecadação dos bens do ausente. servidor público (lugar em que exercer suas funções). A pessoa está desaparecida – não está caracterizada a ausência.1. 6. 157. Averbação é um registro auxiliar. CC). É uma curatela patrimonial. (ii) presumida (art. 7.com/leonardosakaki | @leosak . se alguém desaparecido em campanha ou http://leonardosakaki. segundo art. 7.br | leonardosakaki@uol. local em que concentra suas ocupações habituais. Para que eu possa pedir a curatela não tem prazo – se os indícios forem grandes.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 243 157. 22. Presume-se a morte sem a decretação da ausência quando for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. Voluntário: aquele escolhido pela pessoa natural. o fim da personalidade ocorre com a morte. (iii) sucessão definitiva: só pode ser pedida após 10 anos do trânsito em julgado da sentença de sucessão provisória. Eleição: autoriza os contratantes a especificar o domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações resultantes do contrato por eles firmado. CC): com decretação de ausência. preciso de decisão judicial para que a pessoa seja tratada como ausente. Fases: (i) curadoria dos bens do ausente: nomeio curador para cuidar do patrimônio do ausente. II.7 Extinção da personalidade Para as pessoas naturais. CC. A morte presumida somente poderá ser requerida após o término das buscas e averiguações. A sentença de sucessão provisória produz efeitos após 180 dias do seu trânsito em julgado. O pedido de morte presumida será requerido quando for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida (art. Acontece a declaração de morte presumida do ausente. CC Ausência disciplina as relações jurídicas das pessoas desaparecidas do seu domicílio.1. Legal ou necessário: aquele que é determinado por lei. secundário. o herdeiro provisório só tem a posse dos bens.br | 11 99610348 facebook. Ausência é um status jurídico e não fático. I. não é uma curatela para a pessoa do ausente.com. posso pedir judicialmente.sites. Ou através da cassação da autorização. CC) ou dos desaparecidos ou prisioneiros em campanha de guerra (art. 7. É declarada por sentença judicial. Na sucessão provisória.com. Incapaz (domicílio do representante ou assistente).uol. Ausência é um instituto que tem como principal preocupação a preservação. 157. sua caracterização depende de sentença judicial.1. preso (lugar em que cumprir a sentença) etc.6 Domicílio Sede da pessoa. a administração e controle das relações jurídicas firmadas pelo ausente tanto no seu interesse como no dos demais interessados. ou seja. (i) real: certeza da morte. abro o inventário da pessoa.8 Ausência – art.

será o lugar onde forem encontradas. Tem domicílio necessário o incapaz (pai ou tutor). autarquias. CC. indisponíveis.9 Domicílio Conceito: art. militar (onde está servindo) e o preso (lugar onde cumpre sentença). todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público. O domicílio. fundações. 74. Externo: Estados estrangeiros. Início da personalidade: Pessoa jurídica de direito público externo: em razão de fatos históricos. dotados de personalidade pela ordem jurídica. c) mudança do domicílio. parágrafo único. Art. 157. imprescritíveis. de criação constitucional. do Código Civil). 76.com. Pessoas que não têm residência fixa. associações públicas.10 Direitos da personalidade Intransmissíveis. indisponíveis. Distrito Federal. 157. Com a mudança do domicílio. irrenunciáveis. com aptidão para adquirir e exercer direitos.br | 11 99610348 facebook. Estados. nesse caso.1. Pessoa jurídica de direito público Interno: União. Posso ter mais de um domicílio – todos os domicílios são legais. inexpropriáveis. 71 e 72. Nesses casos haverá a decretação após esgotadas as buscas e averiguações.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol.uol. http://leonardosakaki.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 244 feito prisioneiro não for encontrado até 2 anos após o término da guerra. d) domicílio necessário.sites.1. e contrair obrigações. O titular não tem como optar. Municípios. partidos políticos. É determinado por lei. CC: residência + ânimo definitivo. 70. impenhoráveis.com. de lei especial e de tratados internacionais. ilimitados. marítimo (será na matrícula do navio ou embarcação). servidor público (local de sua notação). Territórios. 157. absolutos. Pessoa jurídica de direito privado: associações. CC.2 Pessoa jurídica Conjunto de pessoas ou patrimônios. 73. Principais características: a) o CC adotou o conceito de domicílio plúrimo / plural: arts. a pessoa deve declarar as municipalidades (art. b) domicílio aparente: art. organizações religiosas. CC. demais entidades de caráter público criadas por lei.

A validade do negócio jurídico requer: I . seja lícito ou ilícito. (b) atos lícitos. o que acontece é que temos vontade na criação. Todo ato tem como essência a vontade. decurso do tempo etc. caso fortuito.objeto lícito. O não atendimento desses requisitos inibe a produção regular de efeitos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 245 Pessoa jurídica de direito privado: inscrição do ato constitutivo no respectivo registro. agências de seguros.com/leonardosakaki | @leosak . bolsas de valores etc. 104.br | 11 99610348 facebook. (i) fatos jurídicos em sentido estrito: são os acontecimentos naturais.1 Validade do negócio jurídico O negócio jurídico para produzir efeitos civis depende do atendimento de uma série de requisitos explícitos e implícitos no art. reconhecimento de filiação. encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração". excesso de poder. que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica". 50. em detrimento do consumidor. CC. união estável. tem que ter agente capaz. CC – "em caso de abuso da personalidade jurídica. infração da lei. necessitam de autorização ou aprovação do Poder Executivo (cooperativas.com. fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. Desconsideração da personalidade jurídica: art. Quando estamos falando num ato em sentido estrito. pois os efeitos são predeterminados na lei – exemplo: atos processuais. A desconsideração também será efetivada quando houver falência.). força maior. dividem-se em: atos jurídicos em sentido estrito e os negócios jurídicos. ou do Ministério Público quando couber intervir no processo. determinado ou determinável.uol. houver abuso de direito. Art. 158 Fatos jurídicos São acontecimentos naturais ou condutas humanas previstas numa norma que outorga efeitos.sites.com. mas a lei determina os efeitos. 104. caracterizado pelo desvio de finalidade. 28. (ii) atos jurídicos: são as condutas humanas – vontade. Há algumas pessoa jurídica que. A vontade atua apenas na criação do ato. pode o juiz decidir. o objeto tem que ser lícito. Nos negócios jurídicos a vontade tem uma participação muito maior: vontade na criação e nos efeitos. CDC – " O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando. a requerimento da parte. Para ser válido. CC). http://leonardosakaki. morte.br | leonardosakaki@uol. Por isso falamos na autonomia da vontade (art. forma prescrita ou não defesa por lei. possível. Art. 104.agente capaz. deve haver a exteriorização de vontade. que não tem intervenção da vontade humana: nascimento. caixas econômicas. além do registro. ou pela confusão patrimonial. (a) atos ilícitos. 186 e 187 do Código Civil). que são aqueles que a lei estabelece uma sanção (arts. possível e determinado ou determinável. estado de insolvência. 159 Negócio jurídico 159. II . fixação do domicílio.

porém poderá ter efeito de anuência negocial. (iii) objeto – interesse ou direito do negócio. A lei estabelece 2 espécies de invalidade: a nulidade e a anulabilidade. que deve ser: (a) licitude. quando representada ou assistida. salvo se o destinatário dela tinha conhecimento. (v) exteriorização de vontade – o negócio jurídico sempre vai ter uma relação com a vontade exteriorizada.2 Invalidade Invalidade comporta 2 espécies: (i) nulidade: fere interesse do Estado.uol. (ii) legitimidade do agente – é a aptidão específica ou restrição de uma determinada pessoa para a prática de um negócio específico. A falta do preenchimento de qualquer um dos requisitos torna o negócio inválido. do é textual significa que no texto do Código Civil está prevista.Hipóteses de anulabilidade são textuais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 246 III . A regra é o da forma livre. "é proibido". "é defeso". Validade é o mesmo que regularidade. Exemplo: a pessoa não pode casar com a irmã. Com as expressões "é vedado".com. (c) determinabilidade. (ii) anulabilidade: fere o interesse das partes. as induz a nulidade. Quan. a reserva mental não produz efeitos jurídicos.com/leonardosakaki | @leosak . Quando a lei exige manifestação expressa de vontade. o silêncio não é forma de exteriorização. A exteriorização se divide em: . mas para que possa produzir efeitos jurídicos deve apresentar requisitos legais – os requisitos de validade do negócio jurídico. O negócio nasce da vontade. Observação: como regra.br | leonardosakaki@uol. A nulidade atinge o interesse do http://leonardosakaki. A pessoa incapaz pode praticar atos válidos? Sim. nasce a chamada nulidade virtual. A exteriorização é feita através da declaração ou da manifestação de vontade. A declaração tem uma forma específica. Virtual é quando o texto da lei não fala de maneira clara.forma prescrita ou não defesa em lei. as formas especiais sempre estão previstas em lei. Dessa maneira. (b) possibilidade. .com. 108 e 109 – escritura pública. (i) capacidade do agente – capacidade de fato do agente. Na parte geral temos dois exemplos de formas especiais: arts.br | 11 99610348 facebook. porém pode produzir efeitos civis. Observação: o silencio não é forma de exteriorização. 159. (iv) forma – é o suporte físico da vontade. o silêncio não pode ser utilizado.expressa: aquela realizada sob manifestação de sinais de linguagem. A reserva mental não produz efeitos jurídicos. caso contrário será inválido.sites. Nulidade Anulabilidade Hipóteses de nulidade são textuais ou virtuais. por falta de legitimidade.tácita: exteriorização de vontade comportamental – comportamento dedutível.

será nulo.br | leonardosakaki@uol. 159. (i) negócio aparente: simulado – nulo. Termo: elemento futuro e certo. A Tem a sua convalidação. Regra – vício – anulação – prazo decadencial de 4 anos contados da prática do ato ou do momento em que cessar a coação. 159.convalesce com o decurso do tempo. tença. 159. Condição: elemento futuro e incerto. 159. a) simulação absoluta: não existe alteração na situação anterior. mas não da forma que está aparente. b) simulação relativa: existe alteração na situação anterior. Na simulação existe um negócio jurídico aparente que não corresponde à realidade. o prazo é decadencial – 4 anos para vício ou incapacidade e 2 anos para hipóteses de omissão da lei.com. Se o Estado proíbe e mesmo assim se pratica. Alegação de nulidade não tem prazo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 247 Estado. Estes são conhecidos como elementos acidentais.sites. Pode ter a sua conversão substancial. Está sujeito a confirmação e conversão somente pode ser realizada quando a von. Tem efeito ex tunc. Pode ser conhecido pelo juiz.4 Simulação Fazer uma coisa se passar passa por outra. CC.uol.com.com/leonardosakaki | @leosak .5 Vícios de vontade Falha de exteriorização de vontade que prejudicam a validade do negócio. Tem efeito ex nunc. Art. http://leonardosakaki. pelo Ministério Público Apenas as partes podem conhecer do ato – por senou pelas partes. é possível a introdução de novos elementos com aptidão para alterar os efeitos jurídicos. Atinge majoritariamente interesse das partes. tade e a finalidade forem preservadas. (ii) negócio oculto: dissimulado – pode ser válido. Encargo ou modo: ônus imposto a uma das partes nos atos de liberalidade: doação e testamento.5.1 Classificação Vícios de consentimento: o prejudicado é o próprio declarante.br | 11 99610348 facebook. Atinge majoritariamente interesse do Estado.3 Eficácia do negócio jurídico Tendo em vista que o negócio é praticado em razão da vontade. Vícios sociais: o prejudicado é um terceiro. 170. Alegação de anulabilidade depende de prazo.

sou enganado. Exemplos: compra e venda. O dolo acidental autoriza apenas a apuração de perdas e danos (art.uol. Tanto o dolo quanto o erro foram absorvidos modernamente por outras teorias e mecanismos a exemplo do que ocorre nas práticas abusivas do CDC. a intencionalidade é descartada para uma análise mais objetiva.2 Vício de consentimento Erro Erro na exteriorização da vontade provocada por uma falsa percepção do declarante. Lesão (art. Dessa forma.br | leonardosakaki@uol.com/leonardosakaki | @leosak . pessoa de sua família ou até mesmo um terceiro. portanto. A onerosidade resulta da ciência da parte contrária que explora a situação do declarante. Consequência: o negócio praticado sob a égide do estado de perigo permite o surgimento de uma obrigação excessivamente onerosa. Nas modernas teorias que absorvem o dolo e o erro. CC). 156 é restrita à preservação do direito à vida e. No dolo o declarante sofre uma influência alheia capaz de alterar a sua declaração de vontade e o seu interesse no negócio.com. locação.sites. Apenas o erro substancial que atinge o núcleo da vontade permite a invalidação do negócio.com. Estado de perigo (art. A coação decorre de uma ação ou omissão. Dolo Intenção manifesta de prejudicar o declarante na realização de um negócio.5. A anulação do negócio por erro depende da natureza do mesmo. Apenas o dolo substancial autoriza a anulação.br | 11 99610348 facebook. 146. A obrigação excessivamente onerosa se configura quando o valor da prestação excede o patamar médio praticado. 152. A lesão traz como consequência uma obrigação manifestamente desproporcional. A expressão "salvar" utilizada no art. característica do ato lesionário. 157) A lesão tem como causa a urgência ou inexperiência do declarante na realização de um determinado negócio. me enganei.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 248 159. Há um equívoco. A desproporção. Malícia. CC. o medo ou o temor reverencial não caracterizam a conduta coativa. ou seja. http://leonardosakaki. 156) Ocorre quando alguém realiza o negócio em razão da necessidade de salvar a si próprio. sou forçado. Coação Pressão física ou psicológica exercida sobre o declarante capaz de lhe incutir receio de dano e em razão disso ocorre a prática negocial. da situação em si. Violência moral. se configura apenas nos negócios bilaterais. não se estende a outras situações a exemplo do patrimônio. mútuo bancário/feneratício. A análise da coação e da sua configuração deve levar em consideração o art.

205. Decadência atinge o direito. Alimentos: 2 anos. o direito potestativo (=poder). Cobrança de documento escrito (ação monitória): 5 anos.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol. no Código Civil.3 Vícios sociais Fraude contra credores Trata-se de um negócio praticado com intuito de prejudicar um crédito alheio. Prazo: 10 anos – art. Esta posição. CC. O fundamento da lesão reside na proibição de enriquecimento sem causa. 206. 167. Art. 167.com/leonardosakaki | @leosak .2) A respeito das diferenças e semelhanças entre prescrição e decadência. A fraude contra credores se desenvolve por meio de uma ação anulatória conhecida pela prática forense como ação pauliana. CC.4 Prescrição e decadência Prescrição atinge a pretensão. é correto afirmar que: http://leonardosakaki. 159. é irrelevante a participação subjetiva da outra parte em que o negócio foi celebrado. ou revocatória. Ação indenizatória extracontratual. já no segundo.5.uol. o ato praticado é anulável. ao que tudo indica. título de crédito. O ato é nulo e não anulável.sites. Prestação de contas na tutela: 4 anos. foi adotada no CC no art. é meramente ineficaz ao exequente.com.com. Regras especiais: art. No primeiro caso.5. Requisitos de configuração da fraude contra credores: Conduta danosa ao crédito (eventus damni) Conluio fraudulento – participação de má-fé do terceiro que realizou o negócio (concilium fraudis) Simulação Observação: parte da doutrina entende que a simulação é uma hipótese de nulidade específica e não propriamente um vício social. A fraude contra credor não se confunde com a fraude à execução.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 249 Na configuração da lesão. 159. aluguel: 3 anos. 21 (FGV – OAB 2010. Pretensão é o poder de exigir o direito. Cobrança de seguro: 1 ano.

contra o qual não corre nem prazo prescricional nem prazo decadencial.1 Classificação 160.1 De acordo com a natureza da obrigação Obrigação civil: aquela que pode ser cobrada em juízo.uol. Resposta: B 160 Obrigações Obrigação é a relação jurídica pessoal e transitória que confere ao credor o direito de exigir do devedor o cumprimento de determinada prestação. fazer ou não fazer. ou seja. http://leonardosakaki. virtual ou espiritual É o vínculo que une credor e devedor. (ii) responsabilidade civil. A prescrição fulmina a responsabilidade civil. Teoria dualista ou binária: duplo vínculo entre credor e devedor: (i) débito. a massa falida. mesmo após consumadas.1. (C) não se pode renunciar à decadência legal nem à prescrição. inclusive os entes despersonalizados.com. Tipos: dar. nunca o débito. enquanto os prazos decadenciais legais não se suspendem ou interrompem. dever jurídico de cumprir espontaneamente uma prestação de dar. Juízo: execução forçada. com exceção da hipótese de titular de direito absolutamente incapaz.com. Exemplo: pagar uma dívida não prescrita. fazer ou não fazer. (B) os prazos prescricionais podem ser suspensos e interrompidos.sites. consequência jurídica e patrimonial do descumprimento do débito. enquanto a decadência pode ser declarada de ofício pelo juiz. enquanto a decadência gera a extinção do direito subjetivo. como.br | leonardosakaki@uol. reparação de perdas e danos. Subdivide-se em: Objeto direto ou imediato: é a atividade a ser desenvolvida. Objeto indireto ou mediato: é o bem da vida – conteúdo da atividade.br | 11 99610348 facebook. 160. Elemento objetivo É a prestação. Elementos subjetivos Ativo: credor Passivo: devedor Pode ser qualquer pessoa física ou pessoa jurídica. Elemento imaterial. ou seja. por exemplo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 250 (A) a prescrição acarreta a extinção do direito potestativo. conteúdo da obrigação. (D) a prescrição é exceção que deve ser alegada pela parte a quem beneficia. pois gera débito e responsabilidade civil.com/leonardosakaki | @leosak .

antes da tradição. (b) por culpa do devedor: responderá este pelo equivalente.com. 29 (FGV – OAB 2010. ou pendente a condição suspensiva. exigir o equivalente. mais perdas e danos. sem culpa do devedor. tal qual se ache. Deterioração da coisa: (a) sem culpa do devedor. ou aceitar a coisa.com/leonardosakaki | @leosak . sem direito a indenização. de seu preço. o valor que perdeu.uol. mas não gera responsabilidade civil. o credor. 160. (b) se a deterioração resultar de culpa do devedor.br | leonardosakaki@uol. poderá. Se aceitar ocorrerá dação em pagamento. cabendo. ou aceitar a coisa no estado em que se acha. Exemplo: pagar dívida prescrita. (b) se a perda resultar de culpa do devedor. Os frutos percebidos são do devedor. Obrigação de dar coisa certa: aquela em que o objeto está totalmente individualizado. os pendentes. Sobre a perda da coisa: (a) se a coisa se perder.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 251 Obrigação natural: aquela que não pode ser cobrada em juízo. abatido. ao credor.com. poderá o credor resolver a obrigação. Deterioração da coisa restituída pelo devedor: (a) sem culpa do devedor: recebê-la-á o credor.sites.2 De acordo com a prestação da obrigação Obrigação de dar: consiste na entrega de uma coisa certa ou incerta. (b) por culpa do devedor: responderá este pelo equivalente. indenização das perdas e danos. este. com direito a reclamar.1. o credor. ressalvados os seus direitos até o dia da perda. pagar dívida de jogo. Não gera débito nem responsabilidade civil. em um ou em outro caso. pois gera débito. Restituição da coisa certa: (a) sem culpa do devedor: sofrerá. responderá. ainda que muito mais valiosa. mais perdas e danos. a perda e a obrigação se resolverá. fica resolvida a obrigação para ambas as partes. O acessório segue a sorte do principal – princípio da gravitação jurídica ou da acessoriedade. Restringe-se à própria consciência. Obrigação moral: fruto de nossa consciência. Exemplo: ser educado.br | 11 99610348 facebook. pelo equivalente e mais perdas e danos.2) http://leonardosakaki. Regras: O credor não pode ser forçado a receber coisa diversa.

também deverá ser respeitado o princípio do meio termo. o juiz. CPC: execução de obrigação de fazer ou não fazer. mas não está obrigado a entregar o da melhor. haviam regularmente delimitado as suas propriedades pela instalação de uma singela cerca viva. ou seja. fundada em título extrajudicial. ao caso de João aplica-se o seguinte regime jurídico: (A) a obrigação fica resolvida. ainda não está individualizada no começo do contrato.sites.com/leonardosakaki | @leosak . Regra: o credor não pode ser forçado a aceitar o cumprimento da prestação por terceiro. Resposta: D Obrigação de dar coisa incerta: aquela em que o objeto é determinável. Se aceitar.br | leonardosakaki@uol. Em regra. com a devolução de valores eventualmente pagos. 645. cláusula de não concorrência. mas há indicativos mínimos para determiná-lo. Art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 252 João prometeu transferir a propriedade de uma coisa certa.3) Félix e Joaquim são proprietários de casas vizinhas há cinco anos e. por essa razão. Infungível: insubstituível. 15 (FGV – OAB 2010. solicitou-lhe que substituísse a cerca viva por um tapume que impedisse a entrada do ca- http://leonardosakaki. na omissão do contrato. sem culpa sua. com a entrega da coisa no estado em que se encontra e abati mento no preço proporcional à deterioração. o seu vizinho.uol. Fungível: substituível. ao despachar a inicial. Exemplo: obrigação de não causar dano a outrem. Segundo o Código Civil. A escolha do devedor é limitada pelo princípio do meio termo ou qualidade média. Joaquim. por força do contrato. Obrigação de fazer: consiste em uma prestação positiva (ação) que não seja a entrega de um objeto. o devedor está proibido de entregar o da pior qualidade. ou subsistir. Recentemente. depois não poderá cobrar indenização pelas perdas e danos. pois é contratada em atenção a determinadas características ou atributos do devedor. Observação: se o credor for compelido a aceitar o cumprimento da prestação por terceiro em razão de urgência ou emergência. com a entrega da coisa no estado em que se encontra. (b) por culpa do devedor: responderá por perdas e danos. depois poderá pedir indenização. de comum acordo. cláusula de exclusividade.com. pode ser cumprida por outra pessoa que não seja o devedor. Obrigação de não fazer: aquela que consiste em um dever de abstenção. cabendo ao credor a escolha de uma dentre as duas soluções. Requisitos: deve ter indicação de gênero e quantidade. com a entrega da coisa no estado em que se encontra e abati mento no preço proporcional à deterioração.br | 11 99610348 facebook.com. a escolha do objeto compete ao devedor. fixará multa diária de atraso no cumprimento da obrigação e a data a partir da qual será devida – trata-se da astreintes. ou seja. o bem foi deteriorado. Se. Impossibilidade de cumprimento: (a) sem culpa do devedor: resolver-se-á a obrigação. a escolha competir ao credor. (D) a obrigação poderá ser resolvida. mas antes disso. ou seja. (C) a obrigação subsiste. (B) a obrigação subsiste. Félix adquiriu um cachorro e. com a devolução de valores eventualmente pagos.

Alternativa ou disjuntiva: ambas as prestações são devidas. a fim de evitar que o cachorro ingresse na sua propriedade. Surpreso. Obrigação solidária: é a exceção. contanto que arque com metade das despesas de instalação.uol. Exemplo: um touro reprodutor. Resposta: B 160. argumentando que o seu cachorro era adestrado e inofensivo e. Indivisível: cada credor/devedor poderá cobrar/ser cobrado sozinho da totalidade da prestação. uma vez que a cerca viva fora instalada de comum acordo e demarca corretamente os limites de ambas as propriedades.sites. cabendo a Félix arcar com a outra parte das despesas.br | leonardosakaki@uol.com/leonardosakaki | @leosak . cumprindo. pois. Obrigação composta objetiva: que tem mais de uma prestação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 253 chorro em sua propriedade. Obrigação composta subjetiva: Obrigação fracionária ou não solidária: quando a obrigação é não solidária. (B) poderá exigir que Félix instale o tapume. devidamente corrigido.3 De acordo com os elementos da obrigação Obrigação simples: aquela que apresenta todos os seus elementos no singular. http://leonardosakaki. correspondente à cerca viva inicialmente instalada por ambos os vizinhos. a fim de evitar que o cachorro ingresse em sua propriedade. é correto afirmar que Joaquim (A) poderá exigir que Félix instale o tapume. cabendo a Félix arcar com as despesas de instalação. deduzindo-se desse montante metade do valor. Facultativa ou faculdade alternativa: Aquela em que uma das prestações é devida e pode ser cobrada pelo credor. A outra prestação é facultativa e nunca pode ser cobrada pelo credor. A definição de qual é devida e qual é facultativa deve estar expressa no contrato. Cumulativa ou conjuntiva: ambas as prestações são devidas e ambas devem ser cumpridas. por isso. Félix negou-se a atender ao pedido do vizinho. (D) poderá exigir que Félix instale o tapume. pois solidariedade nunca se presume – resulta da lei ou da vontade das partes. Obrigação composta ou complexa: é aquela em que um ou alguns de seus elementos estão no plural. com a sua função. Divisível: cada credor/devedor somente poderá cobrar/ser cobrado de sua quota/parte.com.com. (C) não poderá exigir que Félix instale o tapume.br | 11 99610348 facebook. bem como não há indícios de que o cachorro possa vir a lhe causar danos. a fim de evitar que o cachorro ingresse em sua propriedade. Com base na situação narrada. cabendo a Félix arcar integralmente com as despesas de instalação. deve ser observado se a prestação é divisível ou não. Concursu partes fiunt. mas uma deve ser cumprida.1. jamais lhe causaria qualquer dano.

não importando se esta é divisível ou não. (C) facultativas são inconciliáveis. 17 (FVG – OAB 2010. pelas despesas. entre comodatários. 30 (FGV – OAB 2010. ou seja. Exemplo: entre locatários. salvo em escrito público ou particular de que o devedor tiver se declarado ciente da cessão. mas provém do fato de ser titular de um direito sobre a coisa. no momento do adimplemento da obrigação. (C) o dever que tem o servidor da posse de exercer o desforço possessório e o dever de pagar as cotas condominiais. conservação e divisão da coisa comum. erigiu benfeitorias sobre o mesmo. (B) alternativas são conciliáveis. Exemplo: no condomínio. o menor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 254 Ativa: qualquer um dos credores pode cobrar sozinho a totalidade da prestação. quando a escolha couber ao credor.com/leonardosakaki | @leosak . (B) a hipoteca e o dever de pagar as cotas condominiais. quando a escolha couber ao credor.com. Assunção de dívida http://leonardosakaki. Resposta: D 160. (D) facultativas são conciliáveis. A cessão de um crédito abrange todos os seus acessórios. entre fiadores. expressa ou tácita.sites. ainda que impúbere. é correto afirmar que as prestações (A) alternativas são inconciliáveis. concorre na prestação de sua parte. aquelas em que o devedor fica sujeito a determinada prestação que não derivou de sua manifestação de vontade. Nesse caso. A cessão só será eficaz em relação ao devedor se este for notificado.uol. Passiva: qualquer um dos devedores pode ser cobrado sozinho da totalidade da prestação não importando se esta é divisível ou não.br | 11 99610348 facebook.2 Transmissão da obrigação Cessão de crédito É lícito ao credor ceder o seu crédito. Obrigação composta subjetiva mista: é aquela em que qualquer um dos credores pode exigir de qualquer um dos devedores a totalidade da prestação não importando se esta é divisível ou não.com.br | leonardosakaki@uol. de boafé. exige a entrega de dois cavalos da raça X e de duas éguas da raça X.1.2) Assinale a alternativa que contemple exclusivamente obrigação propter rem: (A) a obrigação de indenizar decorrente da aluvião e aquela decorrente da avulsão. O credor.4 Obrigação propter rem São obrigações próprias da coisa. havendo divisibilidade quanto à escolha. havendo indivisibilidade quanto à escolha. Exemplo: entre os locadores – qualquer um que entrar com ação pode pedir a totalidade. Resposta: A 160.3) João deverá entregar quatro cavalos da raça X ou quatro éguas da raça X a José. (D) a obrigação que tem o proprietário de um terreno de indenizar o terceiro que.

http://leonardosakaki. Pagamento por terceiro não interessado: o terceiro não interessado pode pagar a dívida.2 A quem se deve pagar O pagamento deve ser feito ao credor ou a quem de direito o represente. que aceita. inacessível ou de acesso muito perigoso.3.5 Dação em pagamento Devedor dá coisa diversa da pactuada originalmente ao credor.4 Consignação em pagamento Consignação é o depósito judicial feito em pagamento de uma dívida quando: (a) credor se recusar a receber o pagamento (dívida portável). tem direito a reembolsar-se do que pagar. É o meio natural de extinção da obrigação.br | leonardosakaki@uol. mas não se sub-roga nos direitos do credor. 160. salvo se aquele.uol. (e) houver dúvida a quem se deva pagar. 160.3.com. Será no domicílio do credor quando convencionado entre as partes – dívidas portáveis. 160. O terceiro não interessado. se o credor se opuser.sites. sob pena de só valer depois de por ele ratificado. 160.com/leonardosakaki | @leosak . com o consentimento expresso do credor. Formalização: deve ser emitido recibo que o débito está quitado e é totalmente irrevogável. 160. se o fizer em nome e à conta do devedor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 255 É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor.com.3 Pagamento Trata-se do cumprimento da obrigação. usando.3 Lugar do pagamento Em regra é o domicílio do devedor – dívidas quesíveis – credor deve ir ao domicílio do devedor para proceder à extinção da obrigação. os meios conducentes à exoneração do devedor.3.br | 11 99610348 facebook.1 Quem deve pagar Pagamento por terceiro interessado: qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la. que paga a dívida em seu próprio nome.3. ao tempo da assunção era insolvente e o credor o ignorava. (f) pender litígio sobre o objeto do pagamento. 160. ou tanto quanto reverter em seu proveito. uma vez que o devedor não é obrigado a arcar com a mora (dívida quesível) (c) credor se encontrar em local incerto. (b) credor não vier buscar o pagamento. (d) credor for incapaz de receber. salvo oposição deste. for desconhecido ou declarado ausente. ficando exonerado o devedor primitivo.3.

ou se o credor passar a quitação por conta do capital.3.br | leonardosakaki@uol. salvo estipulação em contrário.6 Imputação do pagamento A pessoa obrigada por dois ou mais débitos da mesma natureza. tem o direito de indicar a qual deles oferece pagamento. Deste modo. 160.com/leonardosakaki | @leosak . Gera nova obrigação diferente da primeira. mas sem prejuízo de terceiro.br | 11 99610348 facebook. com as duas obrigações extinguindo-se. ficando o devedor quite com este. não poderá reclamar contra a imputação feita pelo credor. (iii) quando.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 256 160.sites. se todos forem líquidos e vencidos. 160. Pode-se verificar a mora do devedor e a mora do credor. ficando este quite com o credor. a um só credor.9 Confusão Quando as qualidades de credor e devedor se confundem em uma mesma pessoa.3.3.3.10 Remissão Perdão dado ao devedor pelo credor extinguindo a obrigação.4 Inadimplemento das obrigações Mora Considera-se mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor que não quiser recebê-lo no tempo. outro credor é substituído ao antigo. Hipóteses: (i) quando o devedor contrai com o credor nova dívida para extinguir e substituir a anterior. 160. lugar e na forma que a lei ou a convenção estabelece.8 Compensação Quando duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra. em virtude de obrigação nova. salvo provando haver ele cometido violência ou dolo. e depois no capital.uol. Se o devedor não indicar a qual dívida está fazendo o pagamento.com. (ii) quando novo devedor sucede ao antigo.com. 160.7 Novação Ocorre novação pela extinção de uma obrigação em decorrência da criação de uma nova. até onde se compensarem 160.3. Perdas e danos http://leonardosakaki. Havendo capitais e juros. o pagamento imputar-se-á primeiro nos juros vencidos.

dados por ocasião da conclusão do contrato como garantia de sua execução. gozar.228. Art.br | 11 99610348 facebook.1 Posse 25 (FGV – OAB 2010. qual seja. dispor e reaver a coisa das mãos de quem quer que injustamente a possua ou detenha (=direito de sequela). (A) Trata-se de modo originário de aquisição da propriedade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 257 O devedor responde por perdas e danos se a obrigação não for cumprida no tempo. Real: coisa. quase sempre prevista em dinheiro. assinale a alternativa correta.br | leonardosakaki@uol.com. Exemplo: garantia fidejussória (fiança). Trata-se de bens acessórios que demandam a existência de um bem principal. ou seja. Direitos reais: . (B) Trata-se de modo originário de aquisição da posse. O direito real sobre bem imóvel deve estar registrado no cartório de registro de imóveis. doar.com.Titular do direito . dar em pagamento. A cláusula penal pode referir à inexecução completa da obrigação. lugar e forma convencionados. devendo ser estabelecida entre as partes. Não existe vínculo com uma coisa e sim com uma pessoa. Usar – utilidade da coisa Gozar – perceber os frutos Dispor – vender. 1. Trata-se de pena civil de caráter convencional.sites. em quantia em dinheiro ou qualquer outro bem móvel. posto não ser imposta por lei.Coisa *Poder que o titular exerce sobre a coisa. http://leonardosakaki. a obrigação originária.com/leonardosakaki | @leosak . Juros São os frutos civis do crédito.uol. abandonar.2) Sobre o constituto possessório. Cláusula penal Consiste em uma fixação prévia de uma prestação adicional decorrente do inadimplemento. destruir. 161 Direitos reais Garantia Pessoal: pessoa. dar em garantia. CC: proprietário é aquele que pode usar. à inexecução de alguma cláusula especial ou à mora simplesmente. 161. Arras ou sinal Consistem no princípio do pagamento.

Posse indireta: não precisa ter a coisa em seu poder.com.3 Direito real sobre coisa própria e direito real sobre coisa alheia Direito real sobre coisa própria: propriedade.com/leonardosakaki | @leosak . clandestina ou precária. turbação e ameaça Esbulho: ação de reintegração de posse. Posse justa: não é violenta. Detentor é aquele que conserva a posse em nome de outra pessoa. clandestina (oculta).uol. precária (abuso da confiança). (D) É imprescindível para que se opere a transferência da posse aos herdeiros na sucessão universal. usufruto. CC – é possuidor aquele que exerce algum dos poderes inerentes à propriedade.sites. 1. Art. Garantia hipotecária. Garantia pignoratícia.br | 11 99610348 facebook. Possuidor é aquele que age como se fosse o proprietário. http://leonardosakaki. Ameaça: ação de interdito proibitório.br | leonardosakaki@uol. Na ameaça a agressão ainda não ocorreu.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 258 (C) Representa uma tradição ficta. É uma agressão à posse que priva o possuidor dessa posse. Posse direta: tem a coisa em seu poder – uso. Teoria objetiva da posse – Ihering Posse é a exteriorização da propriedade. A turbação não priva o possuidor da posse. 161. navios e aeronaves.4 Direitos reais de garantia Penhor: móveis. Posse de má-fé: possuidor não ignora seus vícios. Tipos Posse de boa-fé: possuidor ignora os vícios da posse. 161. Direito real sobre coisa alheia: alguém exerce poderes sobre coisa que pertence à outra pessoa. Resposta: C Teoria subjetiva da posse – Savigny Possuidor: corpus e animus. Exemplo: caseiro. mas existe a possibilidade concreta de que ela venha a ocorrer. motorista etc. Turbação: ação de manutenção de posse. Hipoteca: imóveis.com. Posse injusta: violenta (força). Exemplo: servidão. cumprindo ordens e orientações dessa pessoa.196. uso etc. 161.2 Esbulho.

transferir ou resguardar direitos. portanto é o contrato. possível. 421. sobre o que contratar.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 259 Anticrese: rendas/frutos sobre imóveis – exemplo: aluguel da casa. garantir. com que contratar. CC): impõe um dever de conduta aos contratantes. Garantia anticrética. 422. Exemplo: compra e venda – há vontade do comprador e do vendedor. os contratos só produzem efeitos entre os contratantes.com. Relatividade dos efeitos (inter partes): em regra. Função social do contrato: contrato deixa de ser algo que fica na esfera dos contratados.2 Princípios contratuais Autonomia da vontade ou autonomia privada: É o princípio para todo contrato.com.com/leonardosakaki | @leosak . passa a ter um interesse social. O contrato pode ser classificado como: (quantas obrigações existem?) Unilateral: doação.br | leonardosakaki@uol. resultando daí.1 Pressupostos (i) Partes capazes Pessoa física e pessoa jurídica podem celebrar. Além da obrigações nucleares (prestações presumidas). fiança. doação. Os absolutamente incapazes deverão ser representados e os relativamente incapazes deverão ser assistidos. Obrigatoriedade das convenções ou força obrigatória dos contratos (pacta sunt servanda): as partes deverão cumprir as obrigações nos exatos termos em que foram avençadas. (ii) Objeto lícito. 23 (FGV – OAB 2010.uol.2) http://leonardosakaki. Liberdade: para contratar.sites. a afirmação de que o contrato faz lei entre as partes. Bilateral: exemplo: compra e venda – comprador deve pagar e vendedor deve entregar a coisa.br | 11 99610348 facebook. os contratantes passam a ter obrigações denominadas de deveres acessórios. extinguir. 162 Teoria geral dos contratos É o acordo de vontades que visa criar. não afetando terceiros. CC) Boa-fé objetiva (art. (art. pois este é o acordo de vontades. Bilateral: precisa de mais de uma vontade. determinado ou determinável (iii) Vontade livre e consciente (iv) Forma prescrita ou não defesa em lei 162. 162. modificar. Negócio jurídico: Unilateral: há uma vontade.

http://leonardosakaki. Procurada pelos agricultores.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 260 Durante dez anos. Plurilaterais: são os contratos formados pela participação de três ou mais pessoas. Exemplo: contrato de sociedade.com. sementes de tomate entre agricultores de uma certa região. gratuitamente. Bilaterais ou sinalagmáticos: são aqueles em que cada um dos contratantes é simultânea e reciprocamente credor e devedor do outro. A responsabilidade pré-contratual é aquela que: (A) deriva da violação à boa-fé objetiva na fase das negociações preliminares à formação do contrato. cada uma a cargo de uma das partes. Oneroso: são aqueles em que ambas as partes auferem benefícios e suportam ônus. apenas um deles assume obrigações. (B) deriva da ruptura de um pré-contrato.uol. pode apreciar imediatamente essa equivalência. contrato de incorporação etc. como sempre fazia.com/leonardosakaki | @leosak . para adquirir a safra produzida. enquanto a outra parte suporta o ônus. São contratos de que emergem 2 obrigações. ligadas pelo sinalagma genérico ou funcional. Exemplo: compra e venda. em quem todas assumem obrigações na busca de interesses comuns. por uma dependência (vinculação recíproca) entre as prestações. como instituto jurídico.sites. ficando caracterizada uma diminuição de patrimônio unilateral. No ano de 2009. Exemplo: contrato de compra e venda. O tribunal competente entendeu que havia responsabilidade pré-contratual da fabricante.br | 11 99610348 facebook. além de receber da outra prestação equivalente à sua. a fabricante recusou-se a efetuar a compra. isto é. empregados de uma fabricante de extrato de tomate distribuíram.br | leonardosakaki@uol. Quanto às vantagens patrimoniais para os envolvidos Gratuitos: quando apenas uma das partes aufere benefícios. na época da colheita. A cada ano.com. (D) segue o destino da responsabilidade contratual. os empregados da fabricante procuravam os agricultores. Cada uma das partes. também chamado contrato preliminar. a fabricante distribuiu as sementes. em momento histórico anterior à responsabilidade contratual. Exemplo: contrato de compra e venda. como o acessório segue o principal. Exemplo: contrato de doação pura e simples. mas não retornou para adquirir a safra. (C) surgiu. Quanto à equivalência das prestações Comutativos: aqueles em que as obrigações são conhecidas pelas partes e guardam relação de equivalência entre si. Resposta: A 162. Exemplo: doação simples.3 Classificação dos contratos Quanto às obrigações assumidas Unilaterais: quando havendo dois ou mais contratantes.

Exemplo: contrato de trabalho entre um artista e uma emissora de televisão para participação em uma novela e um outro contrato de publicidade desse mesmo artista com o patrocinador dessa novela. estão ligados por um nexo funcional.sites.uol. não se enquadram em nenhum diploma legal e não têm denominação legal própria. Inominados: aqueles que não têm a figura negocial prevista em lei.com/leonardosakaki | @leosak . Exemplo: mútuo. jogo ou aposta e o de colheita de safra futura. Reais: são aqueles que somente se perfazem com a entrega da coisa.com. Nominados: aqueles aos quais a lei dá nome. Têm livre forma. embora distintos. Exemplo: contrato de fiança. contrato de garagem.br | leonardosakaki@uol. Quanto à formação Consensuais ou não solenes: aqueles considerados formados pelo simples acordo de vontades entre os contratantes. fornecimento de combustíveis. Exemplo: compra e venda. Exemplo: contratos eletrônicos. Acessórios: são os contratos que têm sua existência e validade vinculados a um outro negócio jurídico considerado principal. não havendo qualquer prescrição legal. O consentimento das partes e o acordo de vontades são insuficientes.com. Quanto à previsão legal Típicos: aqueles regulamentados por lei. Quanto à existência ou autonomia Principais: são aqueles contratos que não dependem de qualquer outro para que possam existir e ser válido. sendo necessária a tradição da coisa para que o contrato seja considerado celebrado. Exemplo: contrato de seguro. dependendo de um risco futuro e incerto. Atípicos: não tratados por norma jurídica. Coligados: são os contratos que. uso de marca etc. Exemplo: contrato de exploração de postos de gasolina (envolve locação. Exemplo: contrato de locação.br | 11 99610348 facebook.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 261 Aleatórios: aquele em que uma das prestações ao é conhecida.) Quanto ao conteúdo http://leonardosakaki. Exemplo: compra e venda. Solenes: quando devem obedecer à forma ou solenidade prevista em lei para que sejam considerados válidos. embora lícitos.

sites. antes dela. Impessoais: outra pessoa pode substituir o contratante. a proposta deixa de ser obrigatória quando: I .se.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 262 Pessoais.com. apenas a sujeição (anuência) de uma das partes ao conteúdo imposto por outra. tiver decorrido tempo suficiente para chegar a resposta ao conhecimento do proponente. III . Excepcionalmente. IV . Se com a aceitação. feita a pessoa ausente. Proposta: manifestação de vontade dirigida por uma pessoa a outra. podendo esta manifestação ser tácita ou expressa – o silêncio pode ser interpretado como uma manifestação tácita. chegar ao conhecimento do proponente a retratação daquele que manifestou a anuência em contratar. CC.se.se. Lugar da celebração: no local onde foi proposto. Conforme o art.com/leonardosakaki | @leosak . feita sem prazo a pessoa ausente. não tiver sido expedida a resposta dentro do prazo dado. por motivos imprevistos. De adesão ou por adesão: o contrato é imposto sem possibilidade de discussão de cláusulas. feita sem prazo a pessoa presente. Situações em que a aceitação não possui força vinculante: Se a aceitação. chegar tardiamente ao conhecimento do proponente. não há livre debate das partes. II . Aceitação: momento em que a parte interessada manifesta a sua concordância com os termos da proposta apresentada. Considera-se também presente a pessoa que contrata por telefone ou por meio de comunicação semelhante. ou simultaneamente. 162. Exemplo: fiança. quando as partes não estipularem um foro de eleição. admite-se que a formação ocorra com a recepção da aceitação: se antes da aceitação ou com ela chegar ao proponente a retratação do aceitante. negociadas.br | 11 99610348 facebook. que não é um elemento determinante do negócio. 162.com. A aceitação com o ausente ocorrerá no instante da expedição da aceitação. pois as partes estão em situação de igualdade. ou antes mesmo desta. Quanto à negociação do conteúdo Paritários: aqueles em que as cláusulas podem ser discutidas. se o proponente houver se comprometido em guardar a resposta do oblato ou se a aceitação não chegar no prazo estipulado entre as partes. demonstrando que existe real intenção na celebração do contrato. personalíssimos ou intuitu personae: aqueles em que somente o contratante pode cumprir a obrigação.br | leonardosakaki@uol.se.uol. mandato etc.5 Estipulação em favor de terceiro (pactum in favorem tertii) http://leonardosakaki. 428. embora apresentada a tempo. chegar ao conhecimento da outra parte a retratação do proponente. Exemplo: compra e venda.4 Formação dos contratos Autonomia privada: vontade das partes. Momento da celebração: poderá ser celebrado entre pessoas presentes e entre ausentes. não foi imediatamente aceita.

Todavia. Dias depois. Excepcionalmente se admite que a pessoa (promitente) possa assumir obrigações a serem cumpridas por terceiro. O que estipular em favor de 3º pode exigir o cumprimento da obrigação. autorizado a Sandro obter ressarcimento por perdas e danos de Danilo. (C) está obrigado a efetuar o pagamento a Danilo. O promitente se compromete a obter a anuência do 3º e. (D) está obrigado a efetuar o pagamento a Danilo.br | 11 99610348 facebook. Reinaldo não compareceu à rádio. responderá pelos danos causados ainda que comprove ter enviado esforços para conseguir aquele consenso. 438. 14 (FGV – OAB 2010. por meio do qual aquele prometera que seu irmão. A respeito da situação narrada. Reinaldo. Não há necessidade de o beneficiário ser capaz. a fim de cobrar a quantia contratualmente prevista. sujeito às condições e normas do contrato.3) Danilo celebrou contrato por instrumento particular com Sandro. no domingo seguinte. CC.sites. retirando a eficácia do negócio. Essa faculdade pode ser feita por ato entre vivos (contrato) ou por disposição de última vontade (testamento). caso não consiga.com. ainda. em favor de quem se faz o contrato. Em contrapartida. Para que o contrato seja válido. caberia a Sandro efetuar o pagamento a Danilo de certa soma em dinheiro. em favor de quem se estipulou a obrigação.uol. pois a obrigação por este assumida é de meio. ao argumento de que. O estipulante pode reservar-se o direito de substituir o 3º designado no contrato. concederia uma entrevista exclusiva ao programa de rádio apresentado por Sandro. pois a obrigação por este assumida é de meio. pois a obrigação por este assumida é de resultado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 263 Contrato em que a pessoa (estipulante) convenciona com outra (promitente) uma determinada vantagem econômica a favor de terceiro (beneficiário). Mas se o contrato não dispor expressamente sobre o direito do beneficiário de reclamar a execução.br | leonardosakaki@uol. chegada a hora do programa. (B) não está obrigado a efetuar o pagamento a Danilo. famoso cantor popular.com. Resposta: A 162. não poderá o estipulante exonerar o devedor. sendo incabível a cobrança de perdas e danos de Reinaldo. 162. restando a Sandro o direito de cobrar perdas e danos diretamente de Reinaldo. por ser o contrato nulo. todavia. independentemente de sua anuência e da do outro contratante (devedor). e o estipulante não o inovar nos termos do art. se deixar o direito de reclamar-lhe a execução. Danilo procurou Sandro. Se ao 3º. o estipulante poderá liberar o devedor. tendo em vista que Reinaldo não é parte contratante. Trata-se de obrigação de resultado. estipulante e promitente devem ser capazes.se a ele anuir. Ao 3º. embora não tenha obtido êxito.com/leonardosakaki | @leosak . envidara todos os esforços no sentido de convencer o seu irmão a comparecer.6 Promessa de fato de terceiro Como regra uma pessoa assume obrigações para si. também é permitida exigi-la. sendo. ficando. é correto afirmar que Sandro (A) não está obrigado a efetuar o pagamento a Danilo.7 Vício redibitório http://leonardosakaki.

com. diminuir ou excluir a responsabilidade pela evicção.com/leonardosakaki | @leosak . os contratantes podem reforçar. quando e como lhe determinarem as leis do processo. Se o alienante não atender à denunciação da lide. para que possa exercer o direito regressivo. que a confere a outrem. Bem imóvel: 1 ano. III – às custas judiciais e aos honorários do advogado por ele constituído. ou. 162. por força de decisão judicial.sites.br | 11 99610348 facebook. que a torne imprópria ao uso a que é destinada. Nos contratos onerosos. 162. Não obstante a cláusula que exclui a garantia contra a evicção.9 Extinção do contrato http://leonardosakaki. Decadência Bem móvel: 30 dia. fundada em motivo jurídico anterior. o alienante responde pela evicção. se esta se der. dele informado.Vícios redibitórios no CDC O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em 30 dias. pode o adquirente deixar de oferecer a contestação. ou que lhe diminua o valor. A denunciação da lide é a convocação do alienante ao processo em que o adquirente é réu. seu verdadeiro dono. Subsiste esta garantia ainda que a aquisição se tenha realizado em hasta pública. se não soube do risco da evicção. . tem direito o evicto. além da restituição integral do preço ou das quantias que pagou: I – à indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir.uol.8 Evicção Perda da coisa. redibindo o contrato ou reclamar o abatimento no preço através de ação quantis minoris. não denunciando oportunamente o contrato. tem direito o evicto a receber o preço que pagou pela coisa evicta. II – à indenização pelas despesas dos contratos e pelos prejuízos que diretamente resultarem a evicção.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 264 Defeito oculto da coisa recebida (em virtude de contrato comutativo ou doação onerosa). . ou usar de recursos.Direitos do evicto Salvo estipulação em contrário. Adquirente deverá notificar do litígio o alienante imediato. ou qualquer dos anteriores. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis e 90 dias tratando-se de fornecimento de serviços e produtos duráveis – contados a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços. e sendo manifesta a procedência da evicção. não o assumiu. com o reconhecimento em juízo da existência de ônus sobre a mesma coisa.Responsabilidade pela evicção Através de cláusula expressa. .br | leonardosakaki@uol. A pessoa que recebeu a coisa com defeito pode rejeitar a coisa.

com. 166 e 167.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 265 Extinção normal Cumprimento é o fim natural de todo contrato. ou transmitem. condição ou cláusula não verdadeira. ou pós-datados. Tratando-se de meros efeitos obrigacionais. ou com o registro do título aquisitivo no respectivo cartório se for imóvel. impossível ou indeterminável o seu objeto. 166. VII .os instrumentos particulares forem antedatados. ou proibir-lhe a prática. Pode ser bilateral ou unilateral nos seguintes casos: Denúncia. III .o motivo determinante. §1o Haverá simulação nos negócios jurídicos quando: I . for ilícito.br | leonardosakaki@uol. O contrato é nulo quando apresenta uma das hipóteses dos arts.sites. VI . Contrato bilateral ou sinalagmático.celebrado por pessoa absolutamente incapaz. IV .for ilícito. Extinção por fatos anteriores Invalidade contratual: defeito na formação do contrato (elementos essenciais). V .br | 11 99610348 facebook. CC Conceito Pelo contrato de compra e venda. se válido for na substância e na forma. É nulo o negócio jurídico simulado. 167. O cumprimento da obrigação normalmente é comprovado pela quitação.10 Contratos em espécie .a lei taxativamente o declarar nulo. Cláusula de arrependimento: tem o mesmo efeito do distrato.contiverem declaração. Exoneração unilateral.com.não revestir a forma prescrita em lei.aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem. Revogação ou renúncia.com/leonardosakaki | @leosak . a transferência da propriedade somente ocorrerá com a tradição (entrega). comutativo (mas pode ser aleatório). É nulo o negócio jurídico quando: I .tiver por objetivo fraudar lei imperativa. comum a ambas as partes. e o outro a pagar-lhe certo preço em dinheiro. §2o Ressalvam-se os direitos de terceiros de boa-fé em face dos contraentes do negócio jurídico simulado.uol. consensual Classificação http://leonardosakaki. Extinção em razão de morte 162. um dos contratantes se obriga a transferir o domínio de certa coisa.for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade. Cláusula resolutiva expressa: acarreta a rescisão de pleno direito do contrato em decorrência de inadimplemento. oneroso. no caso de bem móvel. Resilição: rescisão do contrato efetuada por acordo de todos os contratantes ou em razão de cláusula de antemão estipulada. não existindo interpelação entre as partes. confissão.Compra e venda – art. Extinção por fatos posteriores Resolução: quando ocorre inexecução voluntária ou involuntária do contratado. mas subsistirá o que se dissimulou. sem cominar sanção. materializada pelo recibo. CC. Art. 481. Art. III . II . II .

por já ser o proprietário.com. uma vez que.br | 11 99610348 facebook. na forma e no prazo acordados. existe a obrigação de o vendedor garantir a efetividade do direito sobre a coisa. durante o período de resgate. quando aliena um bem a descendente. que correm por conta do vendedor. pela qual não se reputará perfeita enquanto o adquirente não manifestar seu agrado. Mas se o fato se der posteriormente. e a de este pagar o preço.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 266 (ou solene) e translativo de domínio. ou para a realização de benfeitorias necessárias. (iv) proprietário de coisa alugada deve dar conhecimento ao locatário do interesse em vendêla. zelar por bens alheios não podem adquirilos. por meio de escritura pública ou mandato com poder especial.sites.la no prazo máximo de decadência de 3 anos. o vendedor de coisa imóvel pode reservar-se o direito de recobráregras especi. Elementos constitutivos Consequência do contrato Outra consequência diz respeito à responsabilidade pelos riscos quanto à coisa. este terá o direito ao preço. (ii) Preço (iii) Consentimento Mas há casos em que se pode acrescentar um quarto elemento. (ii) marido e mulher não podem.com/leonardosakaki | @leosak . em regra. até este momento. inclusive as que. sendo que o comprador sofrerá as consequências. se efetuaram com a sua autorização escrita. precisa do consentimento do cônjuge demais descendentes. (iii) ascendente. Atenção: (i) pessoa casada em regime distinto da separação absoluta de bens necessita de autorização do outro cônjuge. http://leonardosakaki. sem culpa do vendedor. A principal é a obrigação do vendedor de entregar a coisa e seus acessórios. (vi) os que têm por dever. (v) condomínio não pode alienar a sua quota parte na coisa indivisa a estranho se outro consorte tiver interesse em comprar pelo mesmo valor. restituindo e reembolsando as despesas do comais prador. Venda a contento: com essa cláusula entende-se que a compra e venda foi realizada sob condição suspensiva. a propriedade do bem lhe pertence. que é a forma. podendo ser alienada e adquirida pelas pessoas. Cláusulas e Retrovenda: por meio dela.br | leonardosakaki@uol. ainda que a coisa tenha sido entregue. de ofício ou de profissão.com. para que ele possa exercer seu direito de preferência. responsabilizando-se pelos prejuízos decorrentes da evicção e de eventuais vícios aparentes e redibitórios. ser disponível. antes da tradição ou registro. celebrar compra e venda entre si. (i) Coisa: in commercium.uol. transferindo sua propriedade ao comprador. Além dela.

br | leonardosakaki@uol. Preferência ou preempção: impõe ao comprador a obrigação de oferecer ao vendedor a coisa que aquele vai vender.com. deverá: (A) requerer a designação de audiência de conciliação. (B) usucapir o imóvel. no senti do de exigir cumprimento da cláusula compromissória cheia. Deverá ser estipulada por escrito dependendo de registro no domicílio do comprador para valer contra terceiros. até que o preço esteja integralmente pago. (C) apresentar contestação e alegar expressamente. o mesmo será apreciado por um tribunal arbitral. (D) exigir a substituição do imóvel prometi do à venda por outro. pois o juiz pode conhecer de ofício da pré-existência da convenção de arbitragem. quando quitou o pagamento. necessitando apenas prová-la. no silêncio deste.br | 11 99610348 facebook. solicitando a extinção do feito. estabelecendo que em caso de eventual conflito entre as partes. distingue-se pelo fato de que o comprador já conhece a coisa. (B) apresentar desde logo contestação. muito embora inexistisse previsão expressa a esse respeito no contrato preliminar. se a coisa for móvel. a despeito de a promessa de compra e venda ter sido celebrada por instrumento particular. Resposta: D 9 (FGV – OAB 2010. a existência de convenção de arbitragem. ou dar em pagamento. (D) solicitar ao juiz o julgamento antecipado da lide. O advogado ao peticionar no referido processo. Juvenal poderá (A) requerer ao juiz a adjudicação do imóvel.3) http://leonardosakaki. pelos usos. o vendedor reserva para si a propriedade. para que este use de seu direito de prelação na compra. Juvenal foi residir no imóvel objeto do contrato e. Por ela. Resposta: A 40 (FGV – OAB 2010. já que não faria jus à adjudicação compulsória na hipótese.2) Um advogado é procurado em seu escritório por um cliente que lhe narra que a empresa da qual ele é diretor foi citada pelo poder judiciário. celebrada por instrumento particular registrada no cartório de Registro de Imóveis e na qual não se pactuou arrependimento.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 267 Venda sujeita a prova: muito semelhante à venda a contento. Venda com reserva de domínio: pode estar presente em contratos que tenham por objeto coisa móvel infungível. Venda sobre documentos: a tradição da coisa é substituída pela entrega do seu título representativo e dos outros documentos exigidos pelo contrato ou. O prazo para exercer o direito de preferência não poderá exceder a 180 dias.2) Por meio de uma promessa de compra e venda. ou a 2 anos. em decorrência de um conflito surgido em razão de contrato de compra e venda no qual inseriram cláusula compromissória cheia. em preliminar.sites.com/leonardosakaki | @leosak . deparouse com a recusa do promitente-vendedor em outorgar-lhe a escritura definitiva do imóvel.uol. restringindo sua argumentação ao exame do mérito da causa. (C) desisti r do negócio e pedir o dinheiro de volta. se imóvel. representando os interesses do seu cliente. para assegurar-se das qualidades prometidas. tanto por tanto.com. Diante do impasse. 28 (FGV – OAB 2002.

restituir-lhe a coisa consignada. (C) Maria poderá exigir a entrega de outro carro. seja por falta de empenho do consignatário. pagando um sinal de R$ 10. Conceito . Características Denomina-se estimatório tendo em vista a ênfase que se atribui à estimação do valor da coisa feita pelo consignante (preço de estima) e à confiança que deposita no consignatário. no prazo estabelecido. A vantagem terá de ser de natureza essencialmente patrimonial. salvo se preferir. a garagem de Pedro foi invadida por bandidos. dica Características Aplicam-se a este contrato as disposições referentes à compra e venda. Não existe qualquer consequência jurídica pela não venda. pois Pedro pode alegar caso fortuito. No dia da entrega do veículo. oneroso e facultativo (não tendo do por obdica jeto senão uma só prestação.Doação Conceito Contrato em que uma pessoa. gerando. O contrato de troca ou permuta serve como titulus adquirendi.com. Resposta: A . Sendo necessário que haja http://leonardosakaki.Bilateral. pagando àquela o preço ajustado. Convém acrescentar que a troca de valores desiguais entre ascendentes e descendentes é anulável se não houver o consentimento dos outros descendentes e do cônjuge do alienante.uol.00.sites. oneroso e comutativo. Natureza jurí. São suscetíveis de troca todas as coisas que puderem ser vendidas. bilateral.com. bem como deve haver ainda o aumento de um patrimônio à custa de outro. A autorização para venda não é essencial para a caracterização desse contrato.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 268 Maria celebrou contrato de compra e venda do carro da marca X com Pedro. real (apenas perfaz quando há tradição). que furtaram o referido carro. seja por não conseguir interessado em adquirir a coisa. Conceito . por liberalidade. (B) Não haverá resolução do contrato. sendo restituído o valor já pago por Maria. que fica autorizada a vendê-los. para cada contratante.Troca ou permuta Contrato por meio do qual as partes se obrigam a dar uma coisa em troca de outra que não seja dinheiro. (D) Pedro poderá entregar outro veículo no lugar no automóvel furtado.com/leonardosakaki | @leosak . pois o consignatário pode optar por adquirir a coisa para si ou simplesmente restituí-la.Contrato estimatório – venda em consignação Contrato pelo qual uma das partes (consignante) entrega bens móveis a outra (consignatário).000. assinale a alternativa correta. não sendo necessário que os bens sejam da mesma espécie ou tenham igual valor. a obrigação de transferir para o outro o domínio da coisa objeto de sua prestação.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol. transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra. confere ao devedor a faculdade de substituí-la por outra prestação). (A) Haverá resolução do contrato pela falta superveniente do objeto. Natureza jurí.Consensual. A respeito da situação narrada.

Ficta: se a doação for pura.br | leonardosakaki@uol. no momento a liberalidade. poderia dispor em testamento.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 269 uma relação de causalidade entre o empobrecimento por liberalidade e o enriquecimento. Hipóteses de ingratidão: atenta contra a vida do doador ou comete crime de homicídio doloso contra ele. sem encargos. Revogação da Pode ocorrer por ingratidão do donatário ou em virtude de descumprimento de encargo ou doação modo. Natureza jurí. nem é sujeito às consequências da evicção ou do vício redibitório.com.br | 11 99610348 facebook.com.Unilateral. evicção e vício redibitório: por tratar-se de uma liberalidade. o donatário deve demonstrar gratidão ao benfeitor e se abster de atos que demonstrem a prática de ingratidão. Se o donatário for absolutamente incapaz. Cláusula de reversão: o doador pode estipular uma cláusula de reversão. Aceitação do donatário: Expressa: manifesta verbalmente e por escrito. O direito de revogar por ingratidão é de ordem pública. comete injúria grave ou calúnia contra o doador. como regra. em 2 anos. sem encargo e destinada a um incapaz. recusa ao doahttp://leonardosakaki. Doação inoficiosa: se configura quando se excede a parte que o doador. Doação a entidade futura: a doação a entidade futura caducará se. gratuito e consensual. Doação universal: é nula a doação de todos os bens sem reserva de parte. A doação que se refere a parte excedente é considerada nula. esta não estiver constituída regularmente. comete ofensa física contra o doador. Requisitos Animus donandi: vontade de doar.sites. Características Doação a nascituro: pode haver se aceita pelo seu representante legal. dica A doação far-se-á por escritura pública ou instrumento particular. o doador não é obrigado a pagar juros moratórios. não é necessária aceitação se a doação for pura. Presumida: decorre da lei. segundo a qual os bens do doador devem voltar ao seu patrimônio se sobrevier ao destinatário.com/leonardosakaki | @leosak . Doação de ascendente a descendente: é válida e importa adiantamento do que lhe cabe por herança (legítima. ou renda suficiente para a subsistência do doador. Ao aceitar o benefício. Juros.uol. Tácita: a parte pratica atos compatíveis com a aceitação. Ingratidão do donatário: só ocorre em casos de doação pura e simples. Deverá ser feita por escritura quando tiver por objeto bem imóvel com valor superior a 30 vezes o salário mínimo vigente no país. Transferência de bens do doador para o patrimônio do donatário (objeto da doação).

com. .Bilateral. Fernando deflagra uma discussão com Sônia e lhe dirige grave ofensa física.Locação de coisa Contrato no qual uma das partes (locador) se obriga a ceder à outra (locatário). Obrigação do .br | 11 99610348 facebook. ao procurar sua tia para receber a quantia estabelecida. mediante certa retribuição denominada aluguel. pois dirigiu grave ofensa física à sua tia Sônia.com/leonardosakaki | @leosak . conforme estipulado. salvo cláusula expressa em contrário.Responder pelos seus vícios. 18 (FGV – OAB 2010. caso ele venha a se casar com Leila. poucos meses depois. A respeito da situação narrada. Conceito . que tenham ou pretendam ter direitos sobre a coisa alugada. .Servir-se da coisa alugada para os usos convencionados ou presumidos. (D) deve receber a quantia em dinheiro. (C) não deve receber a quantia em dinheiro. com suas pertenças. pois suas prestações são fixadas dico e definidas objetivamente). pelo tempo do contrato. abstendo-se de praticar qualquer ato que venha dificultar o uso da coisa locada. em razão de o instrumento de doação prever cláusula de irrevogabilidade por eventual ingratidão.br | leonardosakaki@uol. por tempo determinado ou não.245/91. que trata dos contratos de arrendamento rural e parceria agrícola. Fernando. de trato sucessivo e não solene. Tem aplicabilidade apenas nas doações onerosas. consensual. e a mantê-la nesse estado. ou defeitos. http://leonardosakaki. Obrigação do . conforme a natureza locatário dela e as circunstâncias. em razão de ter se casado com Leila e independentemente de ter dirigido grave ofensa física a Sônia. casa-se com Leila. maior e capaz. por instrumento particular.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 270 dor os alimentos de que este necessitava.com. cláusula de irrevogabilidade da doação por eventual ingratidão de seu sobrinho. enquanto aos imóveis rurais aplica-se o Estatuto da Terra (Lei 4. pois deveria ter sido realizada por escritura pública. ainda. por sua vez.504/64).Garantir ao locatário. oneroso. aplica-se a Lei 8. Sônia faz constar. aceita formalmente a doação e. decide doar. Aplicação da Os dispositivos. tendo em vista que a doação é nula. maior e capaz. bem como tratá-la com o mesmo cuidado como se sua fosse. o uso pacífico da coisa. Inexecução de encargo ou modo: quando existe encargo a ser cumprido pelo donatário e este incorre em mora na sua execução. (B) deve receber a quantia em dinheiro. que tratam da matéria se aplicam às locações de móveis urlei banos.uol.Resguardar o locatário dos embaraços e turbações de terceiros. certa quantia em dinheiro em favor se seu sobrinho. em estado de servir ao uso a que locador se destina. No dia seguinte ao casamento.Entregar ao locatário a coisa alugada. é correto afirmar que Fernando (A) não deve receber a quantia em dinheiro. durante o tempo do contrato.sites. Fernando. anteriores à locação. Resposta: D . Negócio jurí. presentes no CC. o uso e gozo de coisa não fungível.3) Sônia. comutativo (não há risco da aleatoriedade. podendo ministrá-los.

a este caberá pedir redução proporcional do aluguel. enquanto a tiver em seu poder.Unilateral. salvo se o contrário resultar do contrato. em caso de locação de imóveis.com. Natureza jurí. que se pretendam fundadas em direito. em falta de ajuste. não restituir a coisa. . da lei. gratuito. findo o prazo.Empréstimo (comodato ou mútuo) Conceito Acordo de vontades por meio do qual uma das partes recebe coisa alheia para utilizá-la e. finda a locação. que se distinguem pela natureza do objeto do contrato: mútuo e comodato. se deteriorar a coisa alugada.sites. em seguida. embora proveniente de caso fortuito.uol. Salvo disposição em contrário.Restituir a coisa. ou no de benfeitorias úteis. o locador além do direito de rescisão contratual. CC http://leonardosakaki. caso danifique a coisa de forma abusiva. sem culpa do locatário. mas sem prazo determinado. .br | leonardosakaki@uol.com. Mas caso o locatário utilize a coisa para fins diversos daqueles convencionados. 579. o locatário continuar na posse da coisa alugada. se estas houverem sido feitas com expresso consentimento do locador. segundo o costume do lugar. dica . Subdivide-se em duas espécies. notificado o locatário.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 271 . no caso de benfeitorias necessárias. . o aluguel que o locador arbitrar. se.br | 11 99610348 facebook. real e não solene.Levar ao conhecimento do locador as turbações de terceiros. poderá cobrar perdas e danos. poderá ser estipulado que estes encargos serão pagos pelo locatário.Pagar pontualmente o aluguel nos prazos ajustados. da natureza da obrigação ou das circunstâncias. Se. ou resolver o contrato. Características Se. caso já não sirva a coisa para o fim a que se destinava. devolvê-la ao legítimo proprietário.Contrato de comodato – art.com/leonardosakaki | @leosak . no estado em que a recebeu. ou ainda. No tocante aos impostos e taxas. deverá pagar. No entanto. sem oposição do locador. O pagamento deverá ser efetuado no domicílio do devedor. salvas as deteriorações naturais ao uso regular. e. e responderá pelo dano que ela venha a sofrer. presumir-se-á prorrogada a locação pelo mesmo aluguel. O mútuo e o comodato também são definidos pela doutrina como empréstimo de uso e empréstimo de consumo. o locatário goza do direito de retenção. durante a locação.

os quais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 272 Características Se o comodato não tiver prazo convencionado.Pagar as despesas extraordinárias e necessárias. se for de dinheiro. CC. . com a alienação da coisa empresta ou com a morte do comodatário. dentro do prazo estipulado. 406. presumem-se devidos juros. perante o comodatário. antes de findo o prazo convencional. suspender o uso e gozo da coisa emprestada.Se realizado sem prévia autorização daquele cuja guarda estiver.sites. pelo menos. O contrato de mútuo transfere o domínio da coisa ao mutuário por cuja conta correm todos os riscos desde a tradição. além de por ela responder.com.com/leonardosakaki | @leosak . . O mutuário é obrigado a restituir o que recebeu em coisa do mesmo gênero. . o art. pela posse útil e pacífica da coisa dada em comodato. Atenção: havendo mais de um comodatário. Mútuo fene. O mutuante pode exigir garantia da restituição. 592. salvo necessidade imprevista e urgente. . a coisa não poderá ser reavida nor nem do mutuário. terá de pagar um aluguel arbitrado pelo comodante até a restituição da coisa. salvo. a responsabilidade será solidária. se for de qualquer outra coisa fungível. apresenta os seguintes prazos supletivos: .Responder pela mora.uol. Caso nãoseja convencionado prazo para a restituição do bem.br | 11 99610348 facebook.Responsabilizar-se.do espaço de tempo que declarar o mutuante. comodante .Não pedir restituição do bem enquanto não decorrido o prazo do contrato.Guardar e conservar a coisa emprestada como se fosse sua. distrato. .Destinando-se o mútuo a fins econômicos. se: http://leonardosakaki. comodatário .Restituir a coisa emprestada in natura no momento devido. qualidade e quantidade. Obrigações do . nem de seus fiadores.de 30 dias. Se o comodatário for constituído em mora.br | leonardosakaki@uol. Obrigações do .Responder pelos riscos da coisa. resilição unilateral. reconhecida pelo juiz. não poderão exceder a taxa a que se refere o art. 586.até a próxima colheita no mútuo de produtos agrícolas.Contrato de mútuo – art. ou o que se determine pelo uso outorgado. permitida a capitalização anual. resolução por inexecução contratual. Ocorrerá a extinção do comodato com o fim do prazo convencionado. Mútuo a me. . se antes do vencimento o mutuário sofrer notória mudança em sua situação econômica. sob pena de ratício redução. CC Características É o simples empréstimo de coisas fungíveis. presumir-se-lhe-á o necessário para o uso concedido.com. não podendo o comodante. . CC (taxa que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional).Limitar o uso da coisa ao estipulado no contrato ou de acordo com sua natureza.

é comutativo. ela será determinada por arbitramento.com. . por acordo ou costume.o menor tiver bens ganhos com o seu trabalho. Ela será paga depois de realizado o serviço. ou se destine à execução de certa e determinada obra. Mas se deste resultar benefício para a outra parte.O contrato é bilateral. material ou imaterial.Bilateral. não tiver sido adiantada ou paga em prestações. ou não satisfaça requisitos outros estabelecidos em lei. certa obra para outro (dono da obra).sites. embora tenha por causa o pagamento de dívida de quem o presta. . a execução do credor não lhes poderá ultrapassar as forças.br | leonardosakaki@uol.uol. estando ausente essa pessoa. sem subordinação. decorridos 4 anos.com. pois gera obrigação para ambas as partes. de cuja autorização necessitava o mutuário para contrair o empréstimo.o menor. Neste caso. se viu obrigado a contrair o empréstimo para os seus alimentos habituais. o tempo de serviço e sua qualidade. oneroso e consensual. a realizar. No tocante a capacidade legal para a prestação do serviço. pessoalmente ou por meio de terceiro. dica Características Se não estipulada retribuição ou não houver acordo entre as partes. o ratificar posteriormente. desde que tenha agido com boa-fé. não poderá quem os prestou cobrar a retribuição normalmente correspondente ao trabalho executado. Natureza jurí. . mediante remuneração.Empreitada (locação de obra) Contrato pelo qual uma das partes (empreiteiro) se obriga. . considerando que cada parte pode prever Conceito http://leonardosakaki.o empréstimo reverteu em benefício do menor. utilizando-se de material próprio ou fornecido por este. .Prestação de serviços (locação de serviços) Contrato pelo qual uma das partes (prestador) obriga-se para com outra (tomador) a prestarlhe uma atividade lícita. Mas. Conceito O prazo máximo do contrato é de 4 anos.br | 11 99610348 facebook. pois se conclui dica com o acordo de vontade das partes. .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 273 .o menor obteve o empréstimo maliciosamente. o juiz atribuirá a quem o prestou uma compensação razoável. ainda que não concluída a obra. Natureza jurí. dar-se-á por findo o contrato. se o trabalho for prestado por quem não possua habilitação. se. levando-se em conta o costume. mediante remuneração certa ou de acordo com o trabalho realizado. em tal caso.com/leonardosakaki | @leosak . é consensual.a pessoa.

Diante da desproporcionalidade entre o vulto e a natureza da obra e as modificações exigidas pelo seu dono.Depósito Conceito Contrato por meio do qual uma parte (depositário) recebe de outra (depositante) um bem móvel corpóreo.uol. VII. por seu vulto e natureza. por não serem exigidas formalidades específicas na contratação. Empreitada sob administração: aquela em que o empreiteiro apenas administra os contratados pelo dono da obra. do I. e o dono da obra se opuser ao reajuste do preço inerente ao projeto por ele elaborado. o empreiteiro assume obrigação de resultado perante o dono da obra. Empreitada de mão-de-obra ou de lavor: nesta. a critério do empreiteiro. Espécies Extinção contrato . http://leonardosakaki. no decorrer dos serviços. por parte do dono da obra.sites.com. devendo restituí-lo quando lhe for exigido. ou por motivo de força maior.Pela onerosidade excessiva diante de fatos imprevisíveis ou não. e não solene.Pelo distrato. III. os materiais são fornecidos pelo dono da obra.Se as modificações exigidas pelo dono da obra. pois ambas as partes têm benefícios e sacrifícios correspondentes. comprometendo-se a executar a obra inteira. Porém. IV. o empreiteiro fornece a mão-de-obra e os materiais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 274 as vantagens e os ônus. ainda que o dono se disponha a arcar com o acréscimo de preço. Empreitada mista ou de lavor e materiais: neste caso. II.br | leonardosakaki@uol. forem desproporcionais ao projeto aprovado.com. III. ou outras semelhantes. V. é oneroso. o qual também fornece os materiais.Por culpa do dono.Pela rescisão.Pelo cumprimento nos exatos termos do pactuado.Por inadimplemento.Pela falência do empreiteiro. de modo que torne a empreitada excessivamente onerosa. Suspensão do I. Aqui. com a obrigação de guardá-lo. observados os preços. manifestarem-se dificuldades imprevisíveis de execução. contratando os indivíduos que irão realizar a obra.Pela morte do empreiteiro se for intuitu personae. o empreiteiro fornece a mão-de-obra. contrato pelo empreiteiro II.br | 11 99610348 facebook. VIII.Quando. com a indenização do empreiteiro.com/leonardosakaki | @leosak . VI. ainda que o dono da obra se disponha a arcar com o acréscimo do preço. resultante de causas geológicas ou hídricas.

CC.uol. colado. Depósito miserável: ocorre por ocasião de calamidades. Os hospedeiros respondem como depositários.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 275 Natureza jurí. nesse mesmo estado se manterá. Não sendo permitida qualquer alteração ou violação. .O que se entregou fechado. como inundação. ou se houver motivo razoável de suspeitar que a coisa foi dolosamente obtida. salvo se tiver o direito de retenção a que se refere o art. Nesses caos. http://leonardosakaki.com. ou lacrado. praticar atos ou administrar interesses. o depositário é obrigado a se socorrer da primeira pessoa que aceitar o depósito salvador. Obrigação do .Se a coisa houver sido depositada no interesse de terceiro. selado. sem consentimento daquele. se sobre ele pender execução. quando o exija o depositante. com todos os frutos e acrescidos. 644. real e intuitu personae.Com relação à liberdade do depositante para retomada da coisa. As despesas de restituição correm por conta do depositante.Unilateral. Depósito necessário ou obrigatório: Depósito legal: realizado no desempenho de uma obrigação decorrente de lei. dica Espécies Depósito voluntário: resulta da autonomia privada. e ressarcir os prejuízos.O art. . não poderá ele exonerar-se restituindo a coisa a este. . CC. incêndio. .Ressalvado acordo ou disposição em contrário. gratuito. bem como a restituí-la. ainda que o contrato fixe prazo à restituição.sites. assim como pelos lucros e roubos que perpetrarem as pessoas empregadas ou admitidas nos seus estabelecimentos. negando-se o depositante a receber a coisa. o depositário que não o positário restituir quando exigido será compelido a fazê-lo mediante prisão não excedente a um ano. em seu nome. dispõe que seja o depositário voluntário ou necessário. se o objeto for judicialmente embargado. Prisão do de.br | 11 99610348 facebook. como no caso de incapacidade superveniente. Depósito do hospedeiro: diz respeito à bagagem dos viajantes ou hóspedes nas hospedarias onde eles estiverem. o depositário entregará o depósito logo que se lhe exija.com. e o depositário tiver sido cientificado deste fato pelo depositante.br | leonardosakaki@uol. do acordo de vontades das partes. 652. naufrágio ou saque. notificada ao depositário. .com/leonardosakaki | @leosak .Mandato Conceito Contrato pelo qual uma pessoa (mandatário) recebe de outra (mandante) poderes para.O depositário é obrigado a ter na guarda e conservação da coisa depositada o cuidado e dilidepositário gência que costuma com o que lhe pertence. a restituição da coisa deve dar-se no lugar em que tiver de ser guardada.

Também deve pagar ao mandatário a remuneração ajustada e as despesas da execução do mandato. por qualquer título que seja.Pela morte ou interdição de uma das partes. a garantir interesse legítimo de outra pessoa (segurado).br | leonardosakaki@uol. ou o mandatário para os exercer. Extinção I. bilateral. É uma representação indireta.Seguro Conceito Contrato pelo qual uma pessoa (segurador) se obriga.Comissão A comissão e o contrato pelo qual uma pessoa (comissário) adquire ou vende bens.com. Além disso. II. em seu próprio nome e responsabilidade. é obrigado a ressarcir ao mandatário as perdas que este sofrer com a execução do mandato. dica Obrigação do O mandatário é obrigado a aplicar toda sua diligência habitual na execução do mandato. mediante pagamento do prêmio. IV.com. quando o mandatário lhe pedir. . dica Espécies Comissões imperativas: não deixam margem de liberdade ao comissário. sem qualquer restrição ou observação para a atuação dele. ainda que o negócio não surta o esperado efeito.br | 11 99610348 facebook.Pela revogação ou pela renúncia. sempre que não resultem de culpa sua ou de excesso de poderes. oneroso e comutativo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 276 Natureza jurí. relativo à pessoa ou a coisa. salvo tendo culpa o mandatário.sites. mas o comissário deve comunicar sua atuação ao comitente. pois o comissário não é o representante direto do comitente. E. sem autorização. na conmandante formidade do mandato conferindo. . e adiantar a importância das despesas necessárias à execução dele. além disso.uol. não solene e personalíssimo.Unilateral.com/leonardosakaki | @leosak . III. poderes que devia exercer pessoalmente. Obrigação do O mandante é obrigado a satisfazer todas as obrigações contraídas pelo mandatário. Natureza jurí.Pelo término do prazo ou pela conclusão do negócio.Pela mudança de estado que inabilite o mandante a conferir os poderes. em troca de certa remuneração. mas por ordem e por conta de outrem (comitente). e a mandatário indenizar qualquer prejuízo causando por culpa sua ou daquele a quem substabelecer. é obrigado a dar contas de sua gerência ao mandante. consensual. Conceito Comissões indicativas: há certa margem para atuação. Comissão facultativa: o comitente transmite ao comissário as razões de seu interesse no negócio. transferindo-lhe as vantagens provenientes do mandato. contra riscos http://leonardosakaki. gratuito. obrigando-se para com terceiros com quem contrata.Consensual.

sites. domiciliada no município onde tenha de prestar a fiança. E se o fiador se tornar insolvente ou incapaz.br | 11 99610348 facebook. O fiador que pagar integralmente a dívida fica sub-rogado nos direitos do credor. e (iii) se o devedor for solvente. e não se admite interpretação extensiva. que seja. Quando alguém houver de oferecer fiador.br | leonardosakaki@uol. poderá ser de valor inferior ao da obrigação principal e contraída em condições menos onerosa. mas só poderá demandar cada um dos outros fiadores pela respectiva quota. compreenderão todos os acessórios da dívida principal. ou devedor solidário. e. poderá o credor exigir que seja substituído.com/leonardosakaki | @leosak . se declaradamente não se reservarem o benefício de divisão. e não possua bens suficientes para cumprira obrigação. o credor não pode ser obrigado a aceitá-lo se não for pessoa idônea. aleatório. de uma garantia pessoal. gratuito e personalíssimo. Se for alegado. ou falido. poderá o fiador promover-lhe o andamento. unilateral. Natureza jurí. importará no compromisso de solidariedade entre elas. lhe couber no pagamento. oneroso. o fiador deve nomear bens do devedor. Características A fiança dar-se-á por escrito. Estipulado este benefício. demorar a execução iniciada contra o devedor. portanto. O fiador demandado pelo pagamento da dívida tem direito a exigir. desde a citação do fiador. formal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 277 predeterminados. Quando for conjuntamente prestada a um só débito por mais de uma pessoa. A obrigação do fiador passa aos herdeiros.O contrato de fiança é acessório (sua existência pressupõe a existência um contrato principal dica entre credor e devedor). primeiro executados os bens do devedor (tratando-se do chamado benefício de ordem).Fiança Contrato em que uma parte (fiador) garante satisfazer a obrigação assumida por um devedor.uol.com. e não pode ultrapassar as forças da herança. (ii) se se obrigou como principal pagador. Quando o credor. quando exceder o valor da dívida. Trata-se. livres e desembargados. inclusive as despesas judiciais.Bilateral. no caso de descumprimento. quantos bastem para solver o débito. Efeitos http://leonardosakaki. em proporção. podendo ser estipulada sem consentimento do devedor ou contra a sua vontade. dica .com. até a contestação da lide. Além disso. sem justa causa. Conceito Não sendo limitada. Natureza jurí. sendo que a parte do fiador insolvente distribuir-se-á pelos outros. Porém esse benefício não poderá ser levantado nos seguintes casos: (i) se o fiador o renunciou expressamente. ou for mais onerosa que ela não valerá senão até o limite da obrigação afiançada. mas a responsabilidade da fiança se limita ao tempo decorrido até a morte do fiador. sitos no mesmo município. cada fiador responde unicamente pela parte que.

Alexandre ouviu dele que não poderia alienar o imóvel. ficará exonerado o fiador que o invocou. ainda que solidário. pois. onde reside com sua família.2) Passando por dificuldades financeiras. porque Alexandre está livre para alienar o imóvel.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 278 Extinção O fiador pode opor ao credor as exceções que lhe forem pessoais. Consultando seu advogado.sites. O fiador. .br | 11 99610348 facebook. o credor conceder moratória ao devedor.Outros 26 (FGV – OAB 2010. pois não é possível instituir hipoteca sobre bem de família do devedor hipotecário. Posteriormente. por fato do credor. porque em virtude da proibição contratual. Alexandre instituiu uma hipoteca sobre imóvel de sua propriedade. que estaria disposta a adquirir o referido imóvel por um valor bem acima do mercado. o direito real em garantia a ser instituído deveria ser o penhor. porque a hipoteca instituída não produz efeitos. se provar que os bens por ele indicados eram. suficientes para a solução da dívida afiançada.com.uol.com/leonardosakaki | @leosak . cair em insolvência. uma vez que a hipoteca é nula. (B) está incorreta. sem consentimento seu. (iii) se o credor. foi procurado por Amanda. pois a cláusula que proíbe o proprietário de alienar o bem hipotecado é nula. na hipótese.com. for impossível a sub-rogação nos seus direitos e preferências. ao tempo da penhora. Se for invocado o benefício da excussão e o devedor. (D) está correta. em pagamento da dívida. A opinião do advogado de Alexandre (A) está incorreta. salvo o caso do mútuo feito a pessoa menor. se não provierem simplesmente de incapacidade pessoal.br | leonardosakaki@uol. Alexandre não poderia alienar o imóvel enquanto recaísse sobre ele a garanti a hipotecária. e as extintas da obrigação que competem ao devedor principal. (C) está incorreta. já que havia uma cláusula na escritura de instituição da hipoteca que o proibia de alienar o bem hipotecado. ainda que depois venha a perdê-lo por evicção. Código de Defesa do Consumidor Defeitos (fato do produto ou do serviço) Saúde Segurança Vícios Qualidade Quantidade Torna a coisa imprópria Ação redibitória para os fins a que se Não sabia do vício: desfazimento Sabia do vício: +perdas do negócio com a devolução do e danos http://leonardosakaki. fica desobrigado: (i) se. Resposta: B 162. aceitar amigavelmente do devedor objeto diverso do que este era obrigado a lhe dar. (ii) se. retardando-se a execução.11 Cláusulas de garantia Vícios redibitórios: vícios ou defeitos ocultos na coisa que a tornam imprópria para os fins a que se destina ou que diminuem o seu valor.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 279 destina preço devidamente corrigido. Invalidade do contrato Nulo Anulável Resilição: desinteresse.Contratos de execução diferida ou continuada (contratos que se prolongam no tempo.Vantagem extrema para o outro. Evicção: é a perda da coisa por decisão judicial ou ato administrativo. 162.Acontecimento extraordinário e imprevisível. Rescisão com culpa das partes Inadimplemento Absoluto: não é mais possível ou interessante ao credor cumprir a obrigação. Caso fortuito.12 Extinção do contrato Resolução: não tem culpa de nenhuma das partes. pois há o acordo de vontades Denúncia: resilição unilateral.br | 11 99610348 facebook. pois há a vontade de uma das pares. Contrato é extinto por motivo alheio às partes. Diminui o valor da coi. Deve haver previsão contratual. A garantia pela evicção se estende para os bens arrematados em hasta pública. Distrato: resilição bilateral. Sendo estes prazos decadenciais. 478.sites. Exceções: quando o adquirente já estiver na posse do bem o prazo será reduzido à metade e será contado a partir da alienação. o prazo será contado da sua ciência. contados da entrega da coisa (tradição). Quando o vicio por sua natureza só puder ser conhecido mais tarde. Relativo: ainda é possível cumprir a obrigação. A garantia para os vícios vale também para as doações onerosas.com.com.Ação quanti minoris Não sabia do vício: abatimento Sabia do vício: + perdas as ou ação estimatória no preço (desconto) e danos.Torna a prestação excessivamente onerosa para um .uol.com/leonardosakaki | @leosak . Não cabe nos contratos de execução imediata) . Essa garantia pode ser ampliada. Prazos: Regra: são divididos entre imóveis (1 ano) e móveis (30 dias). . diminuída ou afastada pela vontade das partes. Nesse caso é possível a resolução (extinção) ou a revisão do contrato.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki. Força maior. Resolução por onerosidade excessiva (art. CC) . Exemplo: locatário que adquire o imóvel locado. não podendo ser superior a 1 ano para imóveis ou a 180 dias para móveis.

br | 11 99610348 facebook. a) responsabilidade pelo fato de terceiro: trata-se de uma modalidade de imputação em que uma pessoa responde por um ato praticado por outrem.com/leonardosakaki | @leosak . portanto.com. É necessário. A responsabilidade dos incapazes ocorrerá quando o representante não tiver meios ou não for obrigado. A simples violação do dever jurídico não é suficiente para caracterizar a responsabilidade civil do agente. o valor da indenização será equitativo.sites. Teoria da causa direta e imediata ou Teoria do dano imediato ou Teoria da interrupção do nexo causal (teoria adotada no Brasil – posição do STF): busca-se identificar a causa necessária ao evento danoso.Elementos: Essenciais: conduta.uol. O agente que pratica o ato responde de forma subjetiva. no art. 402. Características: as hipóteses de responsabilidade por ato de terceiro são indicadas taxativamente no art. 932. estamos diante de uma imputação normativa. CC. 928. a causa que permite imputação será selecionada por meio de um juízo valorativo do magistrado com base nas provas dos autos. 928). Ocorre quando uma pessoa que não praticou uma conduta danosa passa a ser responsabilizada por uma conduta alheia. a configuração de diversos elementos.br | leonardosakaki@uol. Subjetiva Conduta do agente Dano Nexo causal Culpa presumida Objetiva Conduta do agente Dano Nexo causal Não há culpa Conduta é um ato ou fato imputável a uma determinada pessoa. já as pessoas indicadas no art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 280 163 Responsabilidade civil Fundamento: violação de um dever jurídico – pode acarretar obrigação de indenizar com a obrigação de indenizar. Diz o CC. nexo causal e dano. Incapazes: ação subsidiária (art. estabelece que os incapazes respondam: (i) se o responsável não tiver meios ou (ii) se o responsável não tiver obrigação. Nestas 2 situações o valor da indenização será fixado de forma equitativa. Em razão dessa ação ou omissão a pessoa vai responder. CC. Regra: responsabilidade por ato próprio – a pessoa que praticou a conduta responderá pelo dano. A razoabilidade é um conceito indeterminado que permite várias interpretações na sua aplicação. surgem os elementos. São as pessoas capazes que responderão pelo próprio ato. Teoria da equivalência dos antecedentes ou Teoria sine qua non: para os seus adeptos.com. todas as causas que propiciarem a ocorrência do evento danoso geram imputação de responsabilidade civil. Nexo causal: trata-se de uma relação lógico jurídica entre o dano experimentado pela vítima e a conduta imputável de determinada pessoa. Dano é uma lesão ou prejuízo a um bem juridicamente tutelado da vítima. Quando o incapaz responder pelos prejuízos que causar. O art. Teoria da causa adequada: nesta teoria. Os incapazes têm uma responsabilidade subsidiária. . que o lucro cessante deve ser razoável. O dano indenizável deve provocar uma diferença de status socialmente relevante deste bem. Neste caso. 932 http://leonardosakaki.

culpa: desvio de padrão comportamental – imprudência. pois se trata responsabilidade por ato próprio.com. Excludentes de ilicitude – art. especialmente os locatários e comodatários. Só que ele estava no exercício laboral a uma empresa. a dignidade.2 Excludentes de responsabilidade civil Fatos ou atos que inibem a obrigação de indenizar. Culpa: trata-se de um desvio de padrão comportamental fixado pela lei ou pela sociedade. CC – dano causado por ruína de edifício em razão da falta de reparos – o responsável é o dono do edifício ou da construção – a doutrina majoritária estende a responsabilidade aos possuidores em geral. Art. nesta situação. O motorista tem responsabilidade por ato próprio e a empresa tem responsabilidade por ato de terceiro. art.sites. O motorista responde de forma subjetiva e a empresa objetiva. imperícia ou negligência. 163.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. Responsabilidade objetiva: independe da culpa nos casos fixados por lei ou nas hipóteses de responsabilidade por risco. 186 e 187. 936. o direito de propriedade.1 Regimes de responsabilidade civil no CC Quanto à forma de imputação: Responsabilidade subjetiva: além dos elementos essenciais. b) responsabilidade pelo fato da coisa: hipóteses: art. 163. 938. porém interfere no quantum indenizatório. CC Caso fortuito e força maior – art. Quanto à causa de origem: Responsabilidade extracontratual ou responsabilidade aquiliano: causa é o ato ilícito provocado pelo autor. CC – dano causado pelo animal – a responsabilidade é do dono ou do detentor. CC – objetos que caem ou são lançados de edifício – o responsável. Arts. Ele responderá. O lucro cessante deve ser o razoável – expectativa provável de ganho. quantificação indenizatória. O grau de culpa é irrelevante para a caracterização da responsabilidade civil. qual seja. 937. Dano moral: atinge o ser. caput. 393. Dano material: atinge o ter. é o habitante da edificação. e 389. parágrafo único. a culpa. 927. http://leonardosakaki. A empresa também tem responsabilidade. ao dirigir. 927.uol. 188. Arts.com. Arts. 186. CC Culpa exclusiva da vítima. Responsabilidade contratual: causa é o inadimplemento contratual. art. As hipóteses de responsabilidade por ato de terceiro não se confundem com a noção de concausalidade (causalidade múltipla) Exemplo: motorista. 389 e 395.br | leonardosakaki@uol. acaba gerando lesão à vítima após uma colisão.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 281 tem responsabilidade objetiva. exige um 4º.

(C) responderá pela reparação do dano. d) obrigações divisíveis e indivisíveis: possibilidade de fracionamento do objeto da obrigação.br | leonardosakaki@uol. como regra. A cláusula de não indenizar só pode ser usado nos contratos paritários.com. Quando tenho mais de um débito. temos a solidariedade ativa. as obrigações são indivisíveis. (ii) a solidariedade se estende na hipótese de inadimplemento. pois agiu em estado de necessidade. é correto afirmar que Ricardo (A) não responderá pela reparação do dano. Essa modalidade prevê duas ou mais prestações na mesma relação. em relação aos acessórios obrigacionais.uol. cabe ao devedor. como obrigação disjuntiva. Quando tenho mais de um crédito. Observação: todas as obrigações. mesmo as indivisíveis. Como regra.br | 11 99610348 facebook. (iii) a solidariedade não se estende aos herdeiros. Especifico o gênero e a quantidade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 282 Apenas a culpa exclusiva da vítima permite a exclusão da responsabilidade. Esta escolha. apesar de ter agido em legítima defesa.obrigação de fazer fungível: pode cumprir o devedor ou um terceiro. as obrigações são fungíveis.obrigação de dar coisa incerta: há uma especificação mínima. e) obrigações solidárias: se dá pela conjugação de mais de um crédito ou mais de um débito na mesma relação jurídica.com. b) obrigação de fazer e não fazer: o interesse do credor recai sobre o comportamento do devedor. dou origem à chamada solidariedade passiva.sites. 12 (FGV – OAB 2010. resulta da lei ou de vontade das partes. senão. causando um grave prejuízo.obrigação de dar coisa certa: há uma especificação da coisa. converto em perdas ou danos. buscando evitar um atropelamento. .obrigação de fazer infungível ou personalíssima: apenas o devedor pode cumprir. como regra. A obrigação alternativa permite uma escolha da prestação que será cumprida. Cláusula de não indenizar O sistema permite sua aplicação. Resposta: B 164 Direito das obrigações (i) Modalidades obrigacionais a) obrigação de dar: envolve a transferência ou a transmissão da posse. Em relação à situação acima. a culpa concorrente funciona apenas para calibrar o valor da indenização. (D) praticou um ato ilícito e deverá reparar o dano. . http://leonardosakaki. cabe ao devedor. .com/leonardosakaki | @leosak . propriedade. Como regra. passam a ser tratadas como obrigações divisíveis. (B) responderá pela reparação do dano. ou de um direito real de uma determinada coisa. apesar de ter agido em estado de necessidade.3) Ricardo. . O ato de escolha. ou seja. quando convertidas em perdas e danos. c) obrigações alternativas: conhecida. no direito civil. As obrigações nascem para serem cumpridas. mas com restrições. assim. as partes têm as mesmas capacidades de negociar. Características: (i) solidariedade não se presume. realiza uma manobra e atinge o muro de uma casa. também. que é a própria prestação.

A Constituição Federal afirma que determinados grupos sociais serão enquadrados como entidades familiares. mas cada um busca e tem direito à felicidade individual. O Código Civil prevê a figura do concubinato. Monoparental: formado por um dos pais e os descendentes.com.sites. CF.br | leonardosakaki@uol. Na união estável a coabitação não é dever. 1. 1. Tipos de família: Matrimonial: casamento. Deveres pessoais entre os companheiros – art. É um tipo de união estável de uma pessoa impedida. Pluriparental ou mosaico: formada pelo casamento ou união estável mais de uma vez ao longo da vida com os respectivos filhos Eudemonística: os integrantes convivem juntos.727 do Código Civil. união estável e família mono parental (relação entre o genitor e a sua prole). Exemplo: duas irmãs. O Código Civil permite a conversão da união estável em casamento. 166 União estável – arts. 1. pressupõe uma convivência pública.724 do Código Civil.723 e ss do Código Civil É uma relação entre homem e mulher.br | 11 99610348 facebook.com.com/leonardosakaki | @leosak . Informal: união estável. mas que não descendem uma das outras. Não é necessária a escritura pública.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 283 (ii) Transmissão (iii) Pagamento / adimplemento (iv) Inadimplemento 165 Entidades familiares O Código Civil e a Constituição Federal não definem o que é a família. A alteração desse regime pode ser feita através de contrato escrito que a doutrina chama de contrato de convivência. contínua e duradoura com um objetivo. Este contrato tem que ser escrito. constituição de família. – rol exemplificativo: casamento. http://leonardosakaki. Regime de bens. Anaparental: formada por pessoas de uma mesma família. 226 . Art. A regra é da comunhão parcial. A lei não estabelece um prazo mínimo.uol. Art.

00 (cem mil reais) a título de doação de seu ti o Túlio. aplica-se às relações patrimoniais entre os mesmos o regime da separação total de bens. Jane adquiriu em maio de 2005 um imóvel na Barra da Tijuca. conduz a anulabilidade do casamento. Se houver impotência generandi ou concipiendi: não é anulável. Causa nulidade. em virtude da ausência de contrato escrito entre os companheiros. não se aplica a sub-rogação de bens na união estável. Esta união estável não configura o concubinato! 167 Casamento O casamento é um ato civil.com.sites. que exclui dos bens comuns entre os consortes aqueles doados e os sub-rogados em seu lugar.com.3) http://leonardosakaki. Jane e Carlos se separaram.521 do Código Civil.br | leonardosakaki@uol. Jane recebeu R$ 100. Se houver coeundi (impotência). (D) Carlos tem direito a partilhar o imóvel adquirido por Jane na Barra da Tijuca em maio de 2005 porque. aplica-se às relações patrimoniais entre os mesmos o regime da comunhão parcial de bens. (b) para evitar a imposição de pena criminal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 284 Se a pessoa está separada judicialmente. Em março de 2005. Para a validade do casamento. temos uma série de requisitos: (i) capacidade: idade mínima de 16 anos (idade núbil).br | 11 99610348 facebook. Em 2010. O casamento religioso terá efeitos civis se tiver (i) registro e (ii) cumprir as exigências legais. Carlos procura um advogado. (A) Por se tratar de bem adquirido a título oneroso na vigência da união estável.2) Jane e Carlos constituíram uma união estável em julho de 2003 e não celebraram contrato para regular as relações patrimoniais decorrentes da aludida entidade familiar. Tanto a CF quanto o CC permite dar efeitos civis ao casamento religioso. Com os R$ 100. (iii) ausência de vícios de vontade: erro (de pessoa) e coação. Esta capacidade comporta exceções: (a) gravidez. Casamento do mesmo sexo: é nulo – é inexistente.000. muito embora o referido bem tenha sido adquirido com o produto de uma doação. 1. de conformidade com a lei a fim de estabelecerem plena comunhão de vida.00 (cem mil reais). (ii) ausência de impedimentos: todos os impedimentos estão previstos no art. Assinale a alternativa que indique a orientação correta a ser exposta a Carlos. 27 (FGV – OAB 2010. Casamento é a união civil entre homem e mulher.uol.com/leonardosakaki | @leosak . não pode casar. salvo contrato escrito entre os companheiros. Carlos tem direito a partilhar o imóvel adquirido por Jane na Barra da Tijuca em maio de 2005. Se a pessoa estiver separada pode ter união estável. (C) Carlos não tem direito a partilhar o imóvel adquirido por Jane na Barra da Tijuca em maio de 2005 porque. indagando se tem direito a partilhar o imóvel adquirido por Jane na Barra da Tijuca em maio de 2005. (B) Carlos não tem direito a partilhar o imóvel adquirido por Jane na Barra da Tijuca em maio de 2005 porque. Resposta: C 10 (FGV – OAB 2010.000.

Em caso de divergência ou recusa injusta dos pais ou representantes legais. solteira e capaz. a celebração do casamento pode ser feita em qualquer lugar. Prazo: imprescritível.br | leonardosakaki@uol. depende de autorização. celebrar pacto antenupcial optando expressamente pelo regime da separação de bens. mediante a prévia demonstração da inexistência de prejuízo para terceiros. Espécies de impedimentos: a) impedimentos resultantes de parentescos Ascendentes com os descendentes.520. Documentos: certidão de nascimento e documentos de identificação. A respeito da situação narrada.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 285 Mathias. devendo haver autorização judicial. necessariamente. e Tânia. > 18 anos: não depende de autorização. Impedimentos Os impedimentos proíbem a celebração do casamento.com. Prazo de validade: 90 dias. 16 ou 17 anos: tem idade núbio. devendo celebrar pacto antenupcial somente se escolherem regime diverso da comunhão parcial de bens. desde que respeitada a autoridade competente do lugar. mas a capacidade matrimonial é limitada. seja o parentesco natural ou civil. pretendem se casar. Fica na porta do cartório por 15 dias e publicado em jornal.br | 11 99610348 facebook.sites. excepcionalmente há casos em que poderá – art. solteiro e capaz. Após tal expedição. deve ser feito novo procedimento. com 60 anos de idade.uol. será considerado nulo. desde que obtenham autorização judicial. Feito no cartório de registro civil das pessoas naturais ou cartório de registro civil no domicílio de qualquer um dos nubentes. agora. conheceram-se há um ano e. mas. Expedição da certidão de habilitação. < 16 anos: em regra não. devendo ser proposta ação declaratória de nulidade absoluta. o menor poderá solicitar ao juiz o suprimento da vontade dos pais ou representantes legais.com/leonardosakaki | @leosak .com.1 Habilitação Procedimento administrativo que tem por objetivo verificar a regularidade de um casamento pretendido. CC – em caso de gravidez e evitar imposição e cumprimento de pena. http://leonardosakaki. ou seja. (D) somente poderão se casar pelo regime da separação obrigatória de bens. por força de lei e independentemente da celebração de pacto antenupcial. com 65 anos de idade. Resposta: C 167. é correto afirmar que Mathias e Tânia (A) deverão. (C) poderão optar livremente dentre os regimes de bens previstos em lei. Expedição de editais ou proclamas. A habilitação é para verificar a capacidade matrimonial. 1. (B) poderão casar-se pelo regime da comunhão parcial de bens. Se mesmo assim o casamento for celebrado. improrrogáveis. Se perder o prazo.

Em dezembro de 2010.uol. Parentesco por afinidade em linha reta Bisavós Avós Pais Eu Filhos Netos Bisnetos Parentesco consangüíneo em linha reta Parentesco consangüíneo na linha colateral / transversal Tios-avós Tios Irmãos | Sobrinhos | Sobrinho-neto Primos O casamento com os cunhados é permitido.com. Em 2008. No registro não constou textualmente a indicação de retificação.com/leonardosakaki | @leosak . inclusive. a tia de Joana revela a Antônio a verdade sobre o registro de Joana/João. até os cunhados. fez cirurgia para correção de anomalia genética e teve seu registro retificado para o gênero feminino.200/41 que autoriza o casamento em caráter excepcional quando comprovada. a compatibilidade sanguínea.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 286 Os afins em linha reta Adoção: o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem foi cônjuge do adotante.com.br | leonardosakaki@uol. Antônio. conforme sentença judicial. não suportando ter sido enganado. O adotante com o filho do adotante. Em julho de 2010. casou-se com Antônio. aos 18 anos. O CC proíbe o casamento entre tios e sobrinhos. por exame.br | 11 99610348 facebook.3) João foi registrado ao nascer com o gênero masculino.sites. b) impedimento resultante de vínculo as pessoas casadas – proibição da bigamia. mas não revogou o Decreto-lei 3. Os irmãos unilaterais ou bilaterais e os demais colaterais até o 3º grau. homem religioso e de família tradicional interiorana. deseja a anulação do casamento. http://leonardosakaki. passando a adotar o nome de Joana. 13 (FGV – OAB 2010. ou seja. na noite de Natal. por quem teve uma paixão fulminante e correspondida. apenas foi lavrado um novo termo. pois o rompimento do vínculo matrimonial provoca a extinção do parentesco por afinidade na linha colateral. Relações de parentesco Bisavós Avós Pais Cunhados Cônjuge Filhos Netos Bisnetos Parentesco por afinidade na linha colateral – limite 2º grau. Joana omitiu sua história registral por medo de não ser aceita e perdê-lo. que conheceu em janeiro de 2010.

o que tornou insuportável a vida em comum do casal. (b) questões profissionais. há a transferência automática da posse e da propriedade dos bens do de cujus aos herdeiros.1 Disposições gerais Regimes sucessórios: (i) Sucessão legítima: lei. A alteração promovida pela EC66/10 retirou os prazos exigidos para o divórcio. Resposta: B 167. Princípio de Saisine. portanto. 169 Direito das sucessões O CC disciplina dois regimes sucessórios: sucessão legítima e a sucessão testamentária. Características da herança: http://leonardosakaki. doutrina e jurisprudência divergem sobre a sua extinção do ordenamento jurídico.uol.sites.2 Efeitos do casamento (i) deveres conjugais: art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 287 Conforme a análise da hipótese formulada.br | 11 99610348 facebook. com isso. 169. Quanto à separação.com/leonardosakaki | @leosak . no Brasil) (ii) Sucessão testamentária: vontade.br | leonardosakaki@uol.com. 168 Divórcio Divórcio extingue o vínculo matrimonial. (c) questões pessoais relevantes. (ii) direção da família: tem que ser compartilhada.566 do Código Civil II – o dever de coabitação comporta exceções: (a) em cargos públicos (exemplo: militar). pois não houve a aceitação adequada. Nunca se discute culpa no divórcio. Abertura da sucessão. (iii) encargos / gastos familiares. 1. é correto afirmar que o casamento de Antônio e Joana (A) só pode ser anulado até 90 dias da sua celebração. que ocorre com a morte do indivíduo. (C) é inexistente. visto que Antônio foi levado ao erro de pessoa. (B) poderá ser anulado pela identidade errônea de Joana/João perante Antônio e a insuportabilidade da vida em comum. não há prazo para a sua argüição. permitindo novo casamento. Atualmente o único requisito para o divórcio é a manifestação de vontade. A testamentária tem como resultado o vontade.com. (D) é nulo. De acordo com a capacidade de cada cônjuge. (regra. A legítima resulta da lei.

http://leonardosakaki.com. A doutrina classifica-os como atos puros. pois esta condição é personalíssima e intransmissível. Podem ser: (a) necessários (cônjuges. CC. Aceitação pode ser feita de forma: (i) expressa. pois não admitem termo ou condição. por meio de um alvará expedido pelo juiz – em que os valores do bem são depositados nos autos do inventário.é indivisível até a partilha. . terá a mesma aceita se permanecer inerte.br | 11 99610348 facebook. Art. pois precisava de dinheiro na hora. Outro adquiriu a parte dele. (ii) Testamentários: são pessoas físicas.com/leonardosakaki | @leosak . se dá mediante silêncio do herdeiro. Tanto a aceitação como a renúncia são atos irrevogáveis e irretratáveis. por instrumento público ou termo judicial. Herdeiros (i) Legítimos: são pessoas físicas com relação de parentesco ou mantém com o de cujus uma entidade familiar. (ii) tácita. trânsito em julgado da partilha. (b) facultativos (colaterais até o 4 grau – irmãos. primos.é universalidade de direitos. Pode o herdeiro vender algum bem antes da partilha? Jamais. inclusive parcelaridade. Aceitação e renúncia da herança. Após inventário. Cessão do quinhão hereditário: a cessão do quinhão hereditário tem como objeto a quota pertencente a um herdeiro. (iii) presumida. . Esta quota representa uma fração do todo não atingindo um bem específico. O herdeiro intimado para aceitar ou não a herança. por escrito – por instrumento público ou particular. ascendentes e os descendentes). Direito de preferência/preempção: tem que dar preferência para os demais herdeiros.com. O que tem que fazer nesse caso? Uma nova partilha. tem 3 filhos e tem 2 casas. Um deles resolveu ceder. que é um comportamento positivo – observação: a simples guarda provisória de bens ou atos relacionados ao funeral do de cujus não caracterizam a aceitação tácita. – o cessionário não ostenta a qualidade de herdeiro.é um condomínio entre os herdeiros. Abertura da sucessão deverá ser feita no último domicílio do de cujus. descobre-se que o pai tinha outro imóvel. que substituirá um bem do acervo por outro.é um imóvel por equiparação. . tios e sobrinhos. É feita por instrumento público.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 288 . Quem pode fazer é o inventariante.sites. Porém podem ser objeto de invalidação (nulidade ou anulabilidade).uol. a sobrepartilha. pessoas jurídicas (já constituídas ou criadas em razão do testamento) e a prole eventual (pessoas não concebidas – concepturos).br | leonardosakaki@uol. A cessão não transfere a qualidade de herdeiro – o sujeito morre. tio-avô e sobrinhoneto). 80. Renúncia só pode ser feita de forma expressa. Tanto a renúncia como a aceitação são atos irrevogáveis após a sua realização.

terá direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída ao filho. Bens comuns (aquestos).sites. IV – não havendo parentes.790. Filho recebe 35.00.000.000.000.com.uol. muito triste com a perda dos filhos. tiveram três filhos: Mário. Mauro teve três filhos: Breno. II . por fim.00. terá direito à totalidade da herança. Bruno e Brian receberiam.com. Moacir receberia R$ 300. a doutrina entende que é aplicável a solução do inciso I.000 (bens particulares) + 12. Nesse caso hipotético. ela recebe tudo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 289 Observação: parte da doutrina entende que o companheiro(a) também ostenta a condição de herdeiro necessário. 1. Mário teve dois filhos: Paulo e Pedro. A companheira ou o companheiro participará da sucessão do outro.000.000. A companheira recebe 30. faleceu logo em seguida.br | 11 99610348 facebook. CC Art.00. 1. por fim. Isabel e Isolda receberiam cada uma a importância de R$ 150.000. http://leonardosakaki. III .000 da meação e 15.000.000.790. Os filhos de Mauro receberiam R$ 50.000 de herança. Em um acidente automobilístico. José.se concorrer com outros parentes sucessíveis.3) Josefina e José. cada um.000 de herança. Breno. Será ⅓. Paulo e Pedro receberiam cada um R$ 150.000. nas condições seguintes: I . morreram Mário e Mauro. em razão de uma interpretação sistemática do art. Moacir teve duas filhas: Isolda e Isabel. Os filhos de Mário receberiam cada um R$ 75. quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável. (B) A herança seria dividida em três partes de R$ 300.00 cada um. cada um. III – companheira + outros parentes sucessíveis.00.000 + 10.00.000 I – Eles têm um filho. 1. Breno.790. R$ 100.br | leonardosakaki@uol. IV . CC. Numa união estável há: Bens particulares.000 (aquesto) de herança Observação: na hipótese de ocorrência do inciso I com o II. Sucessão do companheiro – art.000 Aquestos: 60. Exemplo: Bens particulares: 10. A companheira recebe 45. deixando um patrimônio de R$ 900. Mauro e Moacir.00.não havendo parentes sucessíveis. casados pelo regime da comunhão universal de bens.00.000. E. Bruno e Brian receberiam.se concorrer com descendentes só do autor da herança. sendo 30.000. A companheira receberá metade do que cada um dos filhos receber.00. como ficaria a divisão do monte? (A) Josefina receberia R$ 450.00. em que há a meação. E. E.000 (bens particulares) + 12. Bruno e Brian. tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um daqueles.se concorrer com filhos comuns. terá direito a um terço da herança.com/leonardosakaki | @leosak .00. R$ 100. as filhas de Moacir receberiam R$ 75.000 de herança Filho 1 recebe 10. II – Ele tem dois filhos.00 cada uma.000 de meação e 6. inclusive os bens particulares. 11 (FGV – OAB 2010.000.000. por fim.000 (aquesto) de herança Filho 2 recebe 10. Observação: é importante observar que a existência de herdeiros legítimos limita a capacidade de dispor para preservar os interesses previstos em norma de ordem pública – reserva legítima. (C) Paulo e Pedro receberiam cada um R$ 150.

é por culpa. Bruno e Brian receberiam cada um R$ 50. é falta de interesse. Direito real que cai sobre frutos e rendimentos de um imóvel.uol.00. Rubens.000. é por fato externo. (A) Rubens. lavrou um testamento contemplando como sua herdeira universal Ana. nomeando como seu herdeiro universal Sérgio. .com/leonardosakaki | @leosak . deixando uma filha Catarina.sites. Resposta: A 170 Testamento Especiais – valem por 90 dias. (C) Ana. assinale a alternativa correta. (D) A herança será vacante. que não tinha herdeiros necessários. Ordinários Público – 2 testemunhas Cerrado – 2 testemunhas Particular – 3 testemunhas ou nenhuma (em caso de morte) 171 Principais dicas .com. Irregular: (i) rescisão. Assinale a alternativa que indique a quem caberá a herança de Joaquim.00. 15 Regular – com o cumprimento da obrigação. 13 12 http://leonardosakaki. mas também para preservar a condição social de quem os pleiteia. faleceu Joaquim. arrependido.Direitos reais: tomar cuidado com 2 questões: aquisição de propriedade e os direitos reais de garantia (penhor12.3) Em relação aos alimentos. .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 290 (D) Josefina receberia R$ 450. (ii) resolução. Sérgio faleceu. O único parente vivo de Joaquim era seu irmão. Joaquim revogou o testamento de 2004. (A) Eles não servem apenas para garantir as necessidades básicas do alimentando. Moacir receberia R$ 150.Anticrese: os frutos dos imóveis são dados em garantia . .br | leonardosakaki@uol. extinção dos contratos15. Joaquim.000.com.br | 11 99610348 facebook. A garantia de evicção pode ser afastada por cláusula contratual expressa). hipoteca e anticrese13).00. Em 2006.00.2) Em 2004. 14 Vícios redibitórios (=vícios ou defeitos ocultos na coisa que a tornam imprópria para os fins a que se destina ou que diminuem o seu valor) e evicção (=perda da coisa por sentença judicial.000.Responsabilidade civil. Breno. Paulo e Pedro receberiam cada um R$ 75. e (iii) resilição. Resposta: D 24 (FGV – OAB 2010. Recai sobre bens móveis. Em 2008.Pignoratícia = penhor 172 Outros assuntos 16 (FGV – OAB 2010. Marítimo – 2 testemunhas Militar – 2 testemunhas Aeronáutico – 2 testemunhas.000. (B) Catarina.Contratos: na teoria geral – efeitos contratuais14. No mês de julho de 2010.

uol.com. (C) A obrigação alimentar possui como característica básica ser irrenunciável. não poder ser restituída ou compensável e ser intransmissível.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. Resposta: A http://leonardosakaki.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 291 (B) No atual Código Civil.sites. em razão da continuação do poder familiar que esses exercem sobre os filhos necessitados. (D) A possibilidade de os filhos maiores pedirem alimentos aos pais continua a existir após se atingir a maioridade.br | leonardosakaki@uol. o cônjuge eventualmente declarado culpado pela separação não sofre qualquer restrição em seu direito de pedir alimentos ao outro cônjuge.com.

Direito subjetivo Depende da vontade do sujeito. http://leonardosakaki. (C) Se o vício se referir ao réu.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 292 DIREITO PROCESSUAL CIVIL 173 Pressupostos processuais 31 (FGV – OAB 2010. Juiz. deve o juiz proferir o julgamento antecipado da lide. Assinale a alternativa que indique a providência correta a ser tomada pelo magistrado. (B) Se o vício se referir ao autor. (D) Se o vício se referir ao réu. Atividade jurisdicional: solução de conflitos e administração de interesses. Princípios: (i) Princípio do acesso à justiça: qualquer pessoa tem o direito de procurar o Estado para que este desenvolva sua atividade jurisdicional. deve o juiz reputá-lo revel. na hipótese de persistência do vício. O único caso em que o juiz age de ofício é no inventário.2) A capacidade é um dos pressupostos processuais.com.uol. deve o juiz julgar a causa em seu desfavor. por meio de uma portaria abre o inventário. deve o juiz aplicar-lhe multa por litigância de má-fé. Direito autônomo e abstrato Independe do direito material.br | leonardosakaki@uol. Caso o juiz verifique que uma das partes é incapaz ou há irregularidade em sua representação.br | 11 99610348 facebook. Resposta: C 174 Introdução Lide – ação – jurisdição – processo – provimento judiciário (sentença) O juiz é inerte. (A) Se o vício se referir ao autor.1 Características do direito de ação Direito fundamental previsto na CF A tutela deverá ser eficiente para tutelas reparatórias ou tutelas preventivas. 175 Jurisdição Conceito: dizer o direito.com. 174. Ação é o direito de provocar o judiciário para obtenção de uma tutela jurisdicional. deverá suspender o processo e marcar prazo razoável para que o defeito seja sanado.sites.

Competência relativa Interesse das partes. Poderá ser suscitado pelas partes. Por meio de petição simples. Exemplo: divórcio consensual. A sentença arbitral não depende de homologação judicial: é irrecorrível. O árbitro profere uma sentença. CF. Atos decisórios serão nulos. (b) não pode existir conflito. Estado atua na solução do conflito. Requisitos: (a) só pode envolver capazes. Requisitos: (a) só pode envolver capazes. Competência absoluta é todas as outras hipóteses. situações de doping e regulamentos. Classificação: (i) Contenciosa: quando existe lide. Estado atua na administração do interesse das partes. Lei 9. CPC: direito reais sobre imóveis deverão ser promovidas no local do imóvel – exemplo: ações possessórias. Não poderá declinar de ofício. CPC: ação em que o réu for incapaz deverá ser promovida no domicílio do seu representante.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 293 (ii) Princípio da inércia: o Estado só exercerá a atividade jurisdicional se for devidamente provocado (art. CPC: regra geral – domicílio do réu.uol. (ii) Voluntária: não existe lide. por exemplo. Não se admite a ação rescisória. (b) deve versar sobre direitos disponíveis. 95.307/96.sites. 176 Competência Competência relativa é aquela fixada em razão do território ou do valor da causa. Atos decisórios serão válidos.br | leonardosakaki@uol. Regras de competência territorial: (i) art. como.com. Poderá ser suscitado pelo réu. Poderá ser declinado de ofício. Outros meios: (i) Justiça desportiva: art. (ii) Mecanismo extrajudicial para inventário e divórcio.com/leonardosakaki | @leosak . Poderá ser suscitado no prazo da contestação. 98. (iii) art. A justiça desportiva é competente para solucionar conflitos que envolvem o desporto. sendo feito uma escritura pública.com. (iii) Arbitragem: solução privada de um conflito. Admite-se ação rescisória. Por meio de exceção de incompetência. Poderá ser suscitado a qualquer momento. 217.br | 11 99610348 facebook. Trata-se de uma justiça privada. 94. 2. (ii) art. Competência absoluta Interesse público. há árbitro. que é feito por um tabelião de notas. faz coisa julgada e constitui título executivo. CPC). Não há juiz. http://leonardosakaki.

5. O juiz poderá reconhecer de ofício. sindicato. então pode ser decretado de ofício. É matéria de ordem pública. de qualquer instância.com.com. 267. 177. Art. Próxima: fundamentos jurídicos.1. CF – princípio da inafastabilidade. inclusive ao próprio Estado. Existem situações em que a lei autoriza que aquele que busca o judiciário não tenha participado do direito material.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 294 177 Ação Ação é o direito subjetivo público de se deduzir uma pretensão em juízo. Nesse caso haverá a extinção do feito sem a resolução do mérito.sites. Remota: fatos. mas vai substituir o titular.2 Condições da ação Legitimidade É a coincidência das pessoas que figuraram no direito material com aquelas que estão no processo. Na legitimidade extraordinária. O juiz. Causa de pedir: motivo que levou a pessoa ao judiciário. Mediato: bem da vida. XXXV . Ação pode ser direito ou procedimento. condene ou constitua sobre o pedido mediato. XXXV. são os casos de legitimação extraordinária. CPC. Procedimento: elementos: Partes: autor e réu.1 Carência da ação Ausência de uma das condições da ação. 177. a parte atua em nome próprio para defender um direito alheio. Prescrição. Na legitimidade ordinária. Ministério Público.br | leonardosakaki@uol.1 Condições da ação Condições da ação envolvem matéria de interesse público. (i) ordinária: quando a parte é titular do direito.1. VI. poderá de ofício decretar.br | 11 99610348 facebook. As partes poderão suscitá-la a qualquer momento. Vínculo que reúne o autor e réu. 177.com/leonardosakaki | @leosak . Direito: Art. decadência e competência absoluta são também matérias de interesse público. (ii) extraordinária: não é titular do direito. Toda matéria que é de interesse público. Imediato: sentença que declare. pertence a todos. http://leonardosakaki. Pedido: é aquilo que levou a pessoa ao judiciário.uol.a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. a parte atua em nome próprio para defender um direito próprio. condomínio.

177.1 Classificação Quanto à posição do litisconsórcio: Ativo: vários autores.Litisconsórcio multitudinário – art. Mediato: efeitos práticos da tutela.com/leonardosakaki | @leosak . Possibilidade jurídica do pedido O pedido será juridicamente possível quando aquilo que se busca no judiciário esteja previsto em lei ou não seja vedada por ela.3 Litisconsórcio – art. 177. Conexão ocorre quando entre 2 ou mais ações coincidir causa de pedir ou o pedido (objeto).br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki. usucapião de bem público.br | 11 99610348 facebook. CPC É a pluralidade de partes dentro do processo. . Ulterior: formado no curso do processo.com. Harmonia dos julgados. parágrafo único. 46. Próxima: é a consequência jurídica do fato. casamento de pessoas do mesmo sexo e herança de pessoa viva. 46. CPC Poderá o juiz limitar o litisconsórcio facultativo quando pelo número excessivo de litigantes puder ocasionar prejuízo para a defesa ou para a rápida solução do litígio. 177. Pedido Imediato: tutela. Exemplo: litisconsórcio necessário e intervenção de terceiros. Misto: vários autores e réus. Quanto ao momento de formação: Inicial: formado no início do processo.2 Elementos da ação Partes Causa de pedir Remota: é o fato. Economia processual. 2 ou mais ações serão consideradas idênticas quando coincidirem os 3 elementos da ação (teoria da tríplice identidade).sites.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 295 Interesse Necessidade e adequação.com. Exemplos de pedidos impossíveis: cobrança de dívida de jogo.uol. Passivo: vários réus.3.

CPC: se os litisconsortes tiverem procuradores diferentes. (B) O instituto da sucessão processual ocorrerá quando houver a morte de qualquer das partes. Simples. É um pressuposto processual de formação. entretanto. deverá prestar caução e exibir o instrumento de mandato no prazo improrrogável de quinze dias. devendo. art. I. (D) Caso o advogado deixe de declarar na petição inicial o endereço em que receberá intimação. a confissão de um afetará o outro.uol. os prazos serão contados em dobro. Facultativo: o juiz poderá limitar o número de litigantes para tornar viável a ação. sob pena de declarar extinto o processo. Há litisconsórcio necessário. ou seja. os atos e omissões praticados por um não atingem aos demais.com/leonardosakaki | @leosak . Mas. Se o litisconsórcio for simples. caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo. salvo atos urgentes a fim de evitar dano irreparável. o juiz tiver de decidir a lide de modo uniforme para todas as partes. assinale a alternativa correta. 47. art.com. suspendendo-se o processo e sendo defesa a prática de atos processuais. salvo se a defesa for comum. O juiz ordenará ao autor que promova a citação de todos os litisconsortes necessários. (A) Ao advogado é admitido procurar em juízo sem instrumento de mandato a fim de praticar atos reputados urgentes. 178 Representação e partes 23 (FGV – OAB 2010. Além de dispor sobre a capacidade processual e dos deveres de cada um.sites. salvo na hipótese de ter comprovado que cientificou o mandante para que nomeasse substituto. assistir o mandante nos dez dias subsequentes a fim de lhe evitar prejuízo.br | leonardosakaki@uol. 509. 350. Todas as pessoas que forem atingidas pela sentença diretamente. Parágrafo único. Quanto à obrigatoriedade Necessário: pela lei ou pela natureza da lide. CPC: a defesa de um aproveita ao outro. poderá fazê-lo até a fase de saneamento. só se a defesa for comum.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 296 Quanto à uniformidade da decisão: Unitário: quando o juiz tiver o dever de julgar igual a todos.3) O Código de Processo Civil regulamenta como se dará a atuação das partes e dos procuradores em juízo. CPC. CPC). Resposta: B 179 Intervenção de terceiros http://leonardosakaki.com. CPC: se o litisconsórcio for unitário. A respeito dessa temática. 48. disciplina sobre a constituição de representante processual e substituição das partes e dos procuradores. Exceção: art. os atos positivos (contestar/recorrer) aproveitam aos demais. mas os atos negativos são ineficazes (confissão). que será substituída pelo espólio ou por seus sucessores. (C) O advogado poderá a qualquer tempo renunciar ao mandato. mas as intimações somente informarão o nome do advogado quando tal dado estiver regularizado. Posição dos litisconsortes: são litigantes unitários. o recurso aproveita aos demais. 320. 191. Art. Se o litisconsórcio for unitário.br | 11 99610348 facebook. por disposição de lei ou pela natureza da relação jurídica. art. dentro do prazo que assinar. para tanto. o que um faz não ajuda nem prejudica o outro (art. quando. devem estar no processo.

sites. e c) denunciação à lide. Trazer terceiro garantidor do direito da parte. ou seja. a) oposição. Facultativo nas demais hipóteses. CPC17.br | leonardosakaki@uol. O réu nomeia um terceiro para que figure no pólo passivo. 19 Exemplo: meu chefe fala para jogar entulho no vizinho e este me vê jogando o entulho.No prazo da mento ao gados ao processo. com sua conseqüente exclusão da lide. Simples: terceiro tem relação com uma parte. Não se aplica o art. b) chamamento ao processo. quando o desfecho da demanda puder atingir interesse que lhe pertence.com. uma petição simples. a) nomeação à autoria. Nomeação à autoria No prazo defesa. Instrumento Ingresso mo. 20 Evicção é a perda da coisa por decisão judicial. 18 Exemplo: caseiro. Detentor 18 e cumpridor de ordens19. de Facultativo. de Por meio de Obrigatório. Nomeio a autoria o meu chefe. Há uma pretensão sobre o objeto da causa.1 Classificação (i) Provocadas: é aquela que é exercida pela parte. (ii) Espontâneas: é aquela que é exercida pelo terceiro.com/leonardosakaki | @leosak . ChamaTrazer os demais coobri. Dizer quem praticou o ato ilícito. e b) assistência Definição Interesse jurídico na vitória de uma das partes. de evicção.uol. 191. Por meio de Facultativo. O assistente ingressa na ação para auxiliar uma das partes quando possuir interesse jurídico. uma petição Evicção 20 e seguradora. Correção do pólo passivo. Litisconsorcial: terceiro tem relação com as duas partes. 21 Exemplo: várias pessoas contraíram uma dívida. 179. http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. Se for o autor que denunciar à lide será na petição inicial. Se for o réu. mas um só foi chamado. Tempo Qualquer mento.com. será na defesa. Os opostos serão citados para se defender no prazo comum de 15 dias. Denunciação da lide 16 17 Por meio de Obrigatório uma petição na hipótese simples. Coobrigado 21 e fiador22.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 297 Manifestação de terceiro que possui relação jurídica com as partes.Por meio de Facultativo. Por meio uma ação. petição simples. contestação. Assistência Oposição Até a sentença. Modalidade Simples ou litisconsorcial16.

nesse caso. será dada vista às partes para se manifestarem no prazo de 5 dias. se as partes recusarem. Assistência litisconsorcial ou qualificada: ocorre quando o assistente também é titular da relação jurídica com o adversário do assistido.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 298 processo simples. com sua conseqüente exclusão da lide. em que o assistente ingressa na ação para auxiliar uma das partes quando possuir interesse jurídico.3 Nomeação à autoria Trata-se de modalidade de intervenção de terceiros. quando o desfecho da demanda puder atingir interesse que lhe pertence. ou seja. Se as partes não impugnarem o pedido de ingresso do terceiro. ingressa no processo como mero colaborador da parte. ou seja. e seus atos são válidos independentemente de ratificação. desde que verificado o interesse jurídico. Assistência simples ou adesiva: ocorre quando o assistente. Eu demando contra o devedor e não contra o fiador. O devedor não pode chamar o fiador ao processo.br | leonardosakaki@uol. o juiz determinará o desentranhamento da petição e da impugnação para processamento em apartado.com.br | 11 99610348 facebook.com. cujo objetivo é a correção do pólo passivo.sites.2 Assistência Conceito Ocorre a assistência quando o terceiro tem interesse jurídico em que uma das partes vença a demanda. 179. O réu aponta um terceiro para que figure no pólo passivo da demanda. suspenderá o feito e determinará que o autor se manifeste. se o juiz deferir o pedido. recebendo a petição. 179. É forma de intervenção de terceiro voluntária. Processamento O terceiro que desejar ingressar como assistente deverá requerê-lo através de petição dirigida ao juiz da causa. Nada impede que eu entre com ação diretamente contra o fiador e este pode chamar o devedor ao processo. 22 http://leonardosakaki. tendo interesse jurídico na decisão da causa. de forma que possui vínculo com o assistido e com a outra parte. se algum das partes alegar a ausência de interesse jurídico para intervir. Processamento A nomeação deverá ser requerida pelo réu no prazo da contestação.com/leonardosakaki | @leosak . sendo desnecessária sua apresentação. será deferida a intervenção do assistente. se as partes concordarem. os atos podem ser desfeitos se forem contrários ao assistido. para o fim de auxiliá-la. visto que. Entretanto.uol. ocorre o simples ingresso. Conceito Fiador pode fazer parte do pólo passivo. quem decidirá é o juiz. uma vez que.

nesta oportunidade. o denunciado citado apresentará contestação. então. Exemplo http://leonardosakaki. CPC. caput. se o réu nomear pessoa diversa daquela que deveria nomear. denunciando o terceiro para que este componha a lide. tendo novo prazo para tanto. cumprindo o objetivo da nomeação.4 Denunciação da lide Conceito É intervenção de garantia. quando do advento do CPC. facultativo e ulterior. Cumpre ressaltar que o art.com/leonardosakaki | @leosak . visto que a parte que deixar de denunciar a lide continua com o direito regressivo em face de terceiro. ou. o fenômeno da extromissão. Nos casos em que haja divisão da posse em direta e indireta. estando presente na demanda um terceiro que pleiteia a mesma posse. em atendimento ao princípio da economia processual.com. 70. A nomeação à autoria é obrigatória (art. o denunciado. assume a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial.com. verificandose. qual seja a correção do pólo passivo. suspendendo-se o processo. desde há muito a jurisprudência. Consiste numa modalidade de intervenção de terceiros considerada como uma lide secundária dentro da demanda originária. Evicção do alienante na ação que terceiro reivindicar. Se apresentada pelo réu. Pode ser apresentada tanto pelo autor quanto pelo réu.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 299 Sendo a nomeação recusada pelo autor. isso por que. Mero cumpridor: exemplo: uma pessoa pede para o seu empregado jogar lixo no terreno vizinho.br | 11 99610348 facebook. Sendo apresentada pelo autor. o réu apresentará sua contestação. Evicção é a perda da coisa por decisão judicial. Mero detentor: exemplo do caseiro – uma pessoa invade um terreno e neste coloca um caseiro para tomar conta. Ainda cumpre salientar que responde por perdas e danos aquele que não apresentou a nomeação quando lhe competia. No entanto. evitam.br | leonardosakaki@uol.uol. O caseiro tem a posse e a pessoa que invadiu tem a detenção. bem como a doutrina. devidamente citado. se pelo réu será pelo prazo de defesa. posição não adotada pelo legislador em 1973. Atenção: Dupla concordância: para que haja nomeação é necessária a concordância do autor e do terceiro. Exemplo 179. Permite que a parte traga ao processo garantidor do seu direito para que possa responder regressivamente. 69. Processamento A denunciação à lide é obrigatória e se formalizada pelo autor será com petição inicial. ingressará na lide. se manifestam no sentido de que não existe obrigatoriedade. CC). prevê a obrigatoriedade da denunciação da lide.sites. formando-se litisconsórcio passivo. assim uma ação de regresso. as partes. Se o terceiro reconhecer a qualidade que lhe é atribuída.

os prazos serão contados em dobro. 191. cujo objetivo é a formação de um litisconsórcio passivo. em que o réu poderá denunciar a seguradora a fim de que ela integre o pólo passivo da demanda. o juiz determinará a citação do terceiro. objeto da demanda. diferentemente das modalidades anteriores. No que tange à sentença.br | 11 99610348 facebook. Processamento Formulado pelo réu. formando-se. ficando apensada aos autos principais. Permite que o réu traga ao processo os demais coobrigados que contraíram a obrigação. 179. mas não foram demandados.br | leonardosakaki@uol. A oposição poderá ser apresentada até a audiência de instrução e julgamento. um título executivo. Fiador – devedor Fiador – fiadores Devedor – devedores Exemplo 179. devendo se submeter ao mesmo procedimento da ação ordinária.com/leonardosakaki | @leosak . o que poderá ocorrer num prazo máximo de 90 dias. sendo possível sua propositura até a sentença.5 Chamamento ao processo Conceito É praticado exclusivamente pelo réu. suspendendo o processo e aplicando o disposto no art. apenas o autor pode modificar tal relação por ser dele a iniciativa do processo. Saliente-se que é de iniciativa do terceiro. não será julgada simultaneamente. CPC. em regra. ampliando-se a relação processual de forma excepcional. esta será proferida no caso de procedência. visto que deverá ser julgada simultaneamente com a ação. quanto à contagem dos prazos. http://leonardosakaki.com.uol. caso contrário. havendo procuradores diferentes para os litisconsortes. se for apresentada após a audiência.6 Oposição Ocorre quando o terceiro ingressa no processo opondo-se à pretensão das partes no todo ou em parte.com.sites. facultativo e ulterior. ou seja. apenas. O chamamento ao processo é facultativo. pois as partes da ação originária figurarão no polo passivo (da oposição). no prazo da contestação. tendo em vista que a provocação foi praticada pelo réu e. condenando os réus ao cumprimento da obrigação. Processamento Trata-se de ação autônoma proposta perante o juízo da ação em trâmite. Conceito Na oposição é formado litisconsórcio passivo e obrigatório. ou seja. É intervenção de solidariedade. salvo se o juiz suspender o andamento da ação original.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 300 Ação de reparação de danos causados por veículos terrestres.

Não pode ser exercida pelo autor.com. profissão.o juiz ou tribunal.sites. VI . devendo ser apresentada na petição inicial. A petição inicial indicará: I .1 Petição inicial Petição Inicial Citação do réu Contestação Saneamento do processo Provas Cumprimento 180. os opostos serão citados na pessoa de seus advogados para se defender no prazo comum de 15 dias. a que é dirigida. Litisconsórcio. Envolve responsabilidade subsidiária.com. III .7 Denunciação da lide e chamamento ao processo Denunciação à lide Art.o pedido. http://leonardosakaki. Envolve responsabilidade solidária. estado civil. Julgamento conforme o estado do processo. Chamamento ao processo Art. Pode ser exercia pelo réu no prazo da contestação.os nomes. Pode ser exercia pelo réu no prazo da contestação.uol.as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados.com/leonardosakaki | @leosak .o fato e os fundamentos jurídicos do pedido. domicílio e residência do autor e do réu. V .1. 70. Decisória.br | 11 99610348 facebook. 179. CPC. Pode ser exercida pelo autor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 301 Com o ingresso da oposição. de acordo com reformas no CPC. prenomes. Instrutória. Exemplo: companhia de seguro. IV .1 Requisitos Art. que consiste na petição inicial e resposta do réu. Exemplo: fiador que chama o locatário.o valor da causa. II . 180. + Cumprimento de sentença. Litisconsórcio. com as suas especificações. 180 Procedimento ordinário O procedimento ordinário desenvolve-se em 4 fases: Postulatória. 282. CPC.br | leonardosakaki@uol. 77.

na medida em que o magistrado deverá decidir de acordo com este pedido.sites.com. Exemplo: petição de herança. Nos termos do art. deve estar seguro do objeto da demanda. seja a capacidade de estar em juízo. Pedido Manifestação do autor ao juiz da solução que pretende para o caso concreto. poderá decidir a lide de tal forma que não somente prejudique as partes. Mesma hierarquia e é escolhido pelo réu. sendo o pedido um elemento da ação. uma vez que é ele que estabelece os limites da demanda. Relacionado com as regras de competência. seja a capacidade de ser parte. CPC: pedido deve ser certo (expresso) e determinado (gênero e quantidade).Ações universais: se não puder o autor individuar na petição os bens demandados.com. 286. caso contrário.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 302 VII . ao julgar a causa. visto que. CPC.Hipótese de reparação de danos: quando não for possível determinar de modo definitivo as consequências do ato ou fato ilícito. pois. Endereçamento É dirigida ao juiz ou ao tribunal.Quando depender de um ato a ser praticado pelo réu: nas ações de prestações de contas o valor devido dependerá daquilo que o réu apresentar no judiciário. refletindo ocorrência da litispendência. Qualificação das partes Qualificação tem como objetivo verificar a capacidade processual das mesmas. .uol. http://leonardosakaki. Modalidade de pedido Alternativo (art. Art. Exemplos: honorários advocatícios. Causa de pedir É a somatória da exposição dos fatos e os fundamentos jurídicos do pedido.br | leonardosakaki@uol. II.o requerimento para a citação do réu. O juiz. Exceção: pedido implícito – é aquele que não precisa ser pedido para que seja analisado. possui a finalidade de identificá-la. . atualização monetária Atenção: há o pedido determinável – pedido genérico: .br | 11 99610348 facebook. Exemplo: dano moral. 288. 286. compete ao juiz atribuir valor ao dano moral. mas também a terceiros. CPC): ocorre pedido alternativo quando o réu tem à sua disposição 2 ou mais maneiras de cumprir a obrigação. da perempção e da coisa julgada.

quando rejeita A e acolhe B. o de maior valor.Cumulação alternativa: quero A ou B. Importante: na cumulação subsidiária. Exemplo: alimentos. se o juiz rejeitar o primeiro pedido.sites. nas ações com base na lei de locação. c) sendo alternativos os pedidos. antes precisa de B. a estimativa oficial para lançamento do imposto. Exemplo: investigação de paternidade para requerer alimentos. Assim. http://leonardosakaki. cumprimento. d) se houver também pedido subsidiário. Cumulados (art. todas as demais serão devidas de pleno direito. Se o autor tivesse pedindo só B e ganhasse. a soma do principal. cada parte arcará com as suas custas e honorários advocatícios.br | leonardosakaki@uol. 292. da pena e dos juros vencidos até a propositura da ação. ou seja. juiz diz que é improcedente. a) nas ações de cobrança de dívida. validade. CPC): é a possibilidade de cumulação dentro do mesmo processo de 2 ou mais pedidos para que o magistrado analise a todos.com.com/leonardosakaki | @leosak . a sucumbência é recíproca. quem paga a sucumbência é o réu. Para haver cumulação. fico satisfeito com B. CPC): nessa modalidade. o valor do pedido inicial. salvo nas hipóteses que não tenham conteúdo econômico ou nas ações que tenham previsão legal específica. Os pedidos devem ser compatíveis . somente será analisado o pedido subsidiário se negado o principal. mas se A não for possível. g) na ação de divisão.Cumulação subsidiária: eu quero A. . A forma de cumprimento da obrigação vai depender da vontade do réu. 289. . como. Atenção ao art. há uma escala de interesses. Constitui modalidade de pedido implícito. quem paga a sucumbência é o autor. Prestações periódicas (art. 258 e 259. CPC. Valor da causa – arts. . de demarcação e de reivindicação. mesmo que entre eles não haja conexão. cujo valor do aluguel corresponderá a uma anuidade. No pedido subsidiário. a soma de 12 prestações mensais pedidas pelo autor. e) quando o litígio tiver por objeto a existência. .decorrer do mesmo fato. a quantia correspondente à soma dos valores de todos eles. 290. §2. a sucumbência será recíproca. Se o autor tivesse entrado com uma ação pedindo só A.com.Cumulação sucessiva: autor quer A.uol. por exemplo. só que para alcançar A.Cumulação simples: quero A+B. 292. CPC): nas relações de trato sucessivo o autor formulando a primeira parcela. CPC Deverá corresponder ao proveito econômico da demanda. o mesmo juízo deve ser competente e o mesmo procedimento.br | 11 99610348 facebook. modificação ou rescisão de negócio jurídico.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 303 Sucessivo (art. b) havendo cumulação de pedidos. mas acolher o segundo. f) na ação de alimentos. o valor do contrato.

Por edital: art. CPC: quando o réu não tiver domicílio certo.com/leonardosakaki | @leosak . 942. nos casos previstos em lei (exemplo: ação de usucapião – art. 222. 227. quando for ré pessoa de direito público.1 Contestação É uma defesa: http://leonardosakaki.com.com. Será por oficial de justiça quando frustrada a citação pelo correio.uol. CPC. salvo as provas documentais que deverão ser juntadas na própria inicial e nos casos em que a lei dispuser de outra forma – como no rito sumário – no qual o autor deverá apresentar o rol de testemunhas. Por hora certa: art. 154. Exemplo: quando for réu o incapaz ou menor.sites. devendo o autor manifestar-se no prazo de 5 dias. se recebida. visto que a ele pertence o ônus da prova. Por meios eletrônicos: art. será nomeado um curador especial Citação pelo correio é a regra. CPC). Provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados O autor deverá. parágrafo único. será autuada em apenso. a qual.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 304 Impugnação ao valor da ação deve ser apresentada em peça separada.3 Resposta do réu 180. quando houver requerimento expresso na petição inicial ou nos demais casos previstos em lei. indicar as provas que pretende produzir. CPC: ocorre quando o oficial de justiça comparece por 3 vezes na casa do réu. art. bem como nomear assistentes e formular quesitos na própria inicial. que tem domicílio certo e presume a ocultação da citação.br | 11 99610348 facebook.2 Citação Real Citação Ficta Edital Hora certa Correio Oficial Citação ficta: ao réu citado de forma ficta. na petição inicial.br | leonardosakaki@uol. quando o réu for desconhecido. 180. CPC. A citação será feita pelo correio para qualquer comarca do país. Requerimento para citação do réu 180. 231.3.

268. A matéria de interesse público pode ser declinada de ofício pelo juiz ou alegada pelas partes a qualquer momento.com. ele poderá suscitá-la em outro momento. Ocorre quando o autor promove pela 4ª vez a mesma ação sendo que nas 3 vezes anteriores o processo foi extinto por falta de andamento processual. (B) A incompetência relativa sempre pode ser conhecida de ofício pelo juiz.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook. (A) A incompetência relativa pode ser alegada a qualquer tempo. tal como prevista no CPC. 32 (FGV – OAB 2010. interesse de agir e possibilidade jurídica do pedido. A matéria de interesse das partes não pode ser declinada de ofício pelo juiz e.uol. assinale a afirmativa correta. parágrafo único. (C) A incompetência absoluta gera a nulidade de todos os atos praticados no processo até seu reconhecimento. Perempção: art.2) A incompetência do juízo. Art. o juiz remetera os autos ao juiz competente. isto é. da incompetência absoluta e da relativa.com. O Código trata. b) defesa de mérito. CPC. não há preclusão. pode assumir duas feições. 301. Princípio da concentração – este princípio estabelece que a defesa preliminar e a defesa de mérito deverão ser apresentadas conjuntamente no mesmo instrumento processual. Extinção sem resolução do mérito. motivo pelo qual prescrição e decadência são matérias alegadas na defesa de mérito. Ônus da impugnação específica.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 305 a) defesas preliminares (art. de acordo com a natureza do vício e ainda com as consequências advindas de tal reconhecimento. http://leonardosakaki. CPC. 10 envolvem matéria de interesse público e uma (convenção de arbitragem) é de interesse das partes. A respeito dessas modalidades de incompetência. Incompetência absoluta: acolhida esta preliminar. (D) A incompetência absoluta é alegada como preliminar da contestação ou por petição nos autos. então. parágrafo único.sites. portanto se o réu não argüir na preliminar. considera-se inepta a petição quando da narração dos fatos não decorrer logicamente o pedido.com/leonardosakaki | @leosak . 301. Resposta: D Convenção de arbitragem: das 11 preliminares previstas no art. Incumbe ao réu contestar. CPC – preliminares: envolvem questões processuais. Carência da ação: quando ausente uma das condições da ação – legitimidade. 295. CPC) – a extinção do feito pelo acolhimento de uma preliminar será sempre sem a resolução do mérito. Extinção sem resolução do mérito. se o réu não arguí-la na preliminar. ou seja. CPC. ocorrerá a preclusão. Inépcia da petição inicial: entre outras hipóteses previstas no art. por inércia do autor. 301.

uol.br | 11 99610348 facebook. correrão os prazos independentemente de intimação.2 Reconvenção Tem natureza de ação. podendo ser oral. Pólo ativo – réu reconvinte. é correto afirmar que: (A) a revelia se dá com a não apresentação de exceção ou de reconvenção no prazo da resposta.br | leonardosakaki@uol. A extinção da ação não acarretará a extinção da reconvenção. o prazo será em quádruplo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 306 Princípio da eventualidade – este princípio estabelece que a defesa de mérito só será analisada pelo juiz se eventualmente a defesa preliminar for rejeitada. 180. em trâmite sob o rito comum ordinário. o revel apenas será intimado dos atos processuais se possuir advogado nos autos. recebendo-o no estado em que se encontrar. (C) contra o revel. (B) ainda que o litígio verse sobre direitos indisponíveis. 22 (FGV – OAB 2010. Deve ser apresentada no prazo da contestação através de uma petição autônoma. Se for parte a Fazenda Pública ou o Ministério Público. Catarina informa a existência de causa que poderá produzir a extinção do processo sem resolução do mérito. O prazo para contestar no rito sumário é na audiência. CPC. 191. Não é na contestação. É autuada nos mesmos autos da ação.2) Acerca da revelia.com. o prazo será computado em dobro – art. mas não apresentou a sua defesa. devidamente citada. a ré oferece contestação e reconvenção.3) Na ação proposta por Jofre em face de Catarina. Não cabe reconvenção no Juizado Especial Cível e no rito sumário. Se o juiz julgar ao mesmo tempo a ação e a reconvenção. CPC. Fica tudo junto no mesmo processo. ele deverá http://leonardosakaki. Foi citado. Embargos não tem natureza de contestação. Intimado o recovindo para se manifestar. Recurso será em dobro. ele proferirá uma sentença.3.sites. ainda que tenha patrono constituído nos autos. Revelia: Ausência de defesa. Efeitos: presunção da veracidade dos fatos alegados pelo autor. (D) o revel pode intervir no processo em qualquer fase. 37 (FGV – OAB 2010. O prazo para contestar uma cautelar é de 5 dias. Não é requisito da reconvenção contestação. a revelia produz seus efeitos normalmente. Contestação no rito sumário deve ser apresentada na audiência. Em preliminar de contestação. Art. Pólo passivo – autor reconvindo. Resposta: D O prazo comum para a contestação é de 15 dias. Atenção: Execução não tem contestação! Execução deve ser embargado.com/leonardosakaki | @leosak . 188.com. Litisconsortes com procuradores diferentes.

se a alegada causa de extinção assim for reconhecida. a reconvenção obrigatoriamente será extinta sem resolução do mérito em razão da conexão entre essa e a ação principal. que mesmo assim poderá ser ouvida como informante do juízo. destina-se às ações dúplices. (B) contraditar a testemunha. sem a presença das partes. exercendo seu mister de bem defender os interesses de seu cliente. Resposta: A 180. visto ser medida incompatível com o rito processual ordinário. nesse caso. ser necessária e imediatamente interrompida. hipótese em que estará o juiz obrigado a dispensá-la. esse advogado deverá: (A) contraditar a testemunha. Resposta: B 181 Competência http://leonardosakaki. alegando ainda que Catarina deveria ter formulado pedido contraposto.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 307 (A) apresentar contestação à reconvenção no prazo de 15 dias. Exceção de impedimento Ocorre quando o juiz é cônjuge ou parente das partes ou dos advogados.uol. devendo a audiência. Suspende o processo para julgamento da exceção de incompetência. É autuada apensada. Envolve amizade – juiz com as partes. (B) aguardar a manifestação do juiz. já que.com.br | leonardosakaki@uol. Objetivo é a modificação da competência. Exceção de suspeição Princípio da imparcialidade. desde que o magistrado fundamente sua decisão de ouví-la. (C) peticionar ao juiz da causa alegando inexistência de citação do reconvindo. que será ouvida após a audiência. Apresentada através de petição autônoma.com/leonardosakaki | @leosak .com. 38 (FGV – OAB 2010. requerendo que ela seja regularizada para que possa responder à reconvenção. Pode haver amizade com o juiz. um advogado. (D) contraditar a testemunha.2) Se.sites. (C) contraditar a testemunha.br | 11 99610348 facebook. que.4 Exceções Exceção de incompetência Ato do réu em que se discute competência relativa. Se o réu não apresentar a exceção de incompetência ocorrerá a preclusão. por sua própria natureza. entende que a testemunha arrolada pela parte contrária mantém com essa vínculo estreito de amizade e que seu depoimento pode ser tendencioso. durante a audiência de instrução e julgamento. visto que a extinção da ação proposta por Jofre não obsta o prosseguimento da reconvenção aforada por Catarina. O juiz proferirá decisão interlocutória para julgar a exceção de incompetência – caberá agravo. (D) requerer a extinção da reconvenção.

A pessoa descumpre o contrato. O autor poderá apresentar novas provas durante o decorrer do processo.br | 11 99610348 facebook.24 de Processo Civil). As partes não podem derrogar23. vistoria ou avaliação) pela inspeção. Se a parte não usar a exceção de incompetência cio. mas as provas no processo civil também são importantíssimas. pois a prova. Mas esta inspeção tem um limite: a prova técnica – não pode substituir a prova pericial (exame. vê a necessidade de ver o estado em que o menor se encontra na casa da mãe. o juiz poderá fazer de ofício. Testemunhas é uma pessoa imparcial. Entra-se com ação no foro eleito pelo banco. Quem presta (ii) são as partes. podendo o mesmo determinar novas provas periciais. São produzidas na audiência de instrução. A objeção pode ser alegada a incompetência de ofício. colocando o foro de eleição na cidade da instituição. no caso de ação em que o pai pleiteia guarda do menor. e o réu junto à contestação. aquele documento que não tive acesso ou não existia no momento em que eu deveria ter apresentado. pericial. 182 Provas em espécie Quando de fala em provas.br | leonardosakaki@uol. 24 23 http://leonardosakaki.15 dias. Provas orais: (i) esclarecimentos periciais. A objeção pode ser alegada em preliminar de contestação. no prazo de a incompetência de ofí. por exemplo. interessa ao autor. e-mails. inspeção judicial e oral. de ofício.sites. Valor da causa No Juizado Especial Federal a competência do valor é absoluta. Juiz não pode reconhecer Será por meio de exceção de incompetência. lembramos de grandes casos que são divulgados na imprensa – processo penal. não pode ter envolvimento direto As partes não podem abrir mão da incompetência. desde que este seja um documento novo. alegando que a mãe não possui condições de criar o filho. 112. nesta ordem. Súmula 33 Superior acarreta prorrogação da competência (art. Exemplo: documental. Só poderá ser apresentado se houver o deferimento pelo juiz. Honorários periciais: normalmente quem paga é quem requer as provas periciais. qualquer momento. normalmente. Exceção: art.com. Deverão ser apresentados junto à petição inicial. O juiz pode contrariar o que indica a prova pericial. Isso acontece principalmente nas ações possessórias. Pretendemos convencer o juiz acerca da verdade dos fatos. o juiz analisa a prova dentro de um conjunto probatório. O juiz não é obrigado a homologar os laudos periciais. Como qualquer outra prova. quem arcará com os honorários periciais é o autor. se o juiz determina a produção de provas periciais. remete os autos ao domicílio do cliente. uma parte não ouve a parte da outra.com/leonardosakaki | @leosak . (ii) depoimento pessoal das partes. autor e réu. Exemplo: uma instituição financeira firma um contrato de adesão.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 308 Material Funcional Absoluta. Nasce ao banco o direito de entrar com ação contra o cliente. ou seja. Inspeção judicial: o juiz se desloca até o local dos fatos. Juiz pode reconhecer a Arguiu-se por objeção. durante uma audiência.com.uol. O juiz. em tese. na frente do juiz. nas ações que envolvem guarda de menores etc. o juiz. parágrafo único: contrato de adesão com cláusula de foro abusiva. Provas documentais: documentos. As partes podem derrogar (foro de eleição). 114 do Código Tribunal de Justiça. vídeos. (iii) oitiva de testemunhas. visto que a prova pericial faz parte de um conjunto probatório. Territorial Relativa.

br | 11 99610348 facebook. não se admitindo. 24 (FGV – OAB 2010. desistência da ação Art. Hipóteses: Art. 267. a inspeção de pessoas. Classificação: Terminativa: extinção sem resolução do mérito. Objetivos: relatório. Aquém: citra petita ou infra petita. §1. Infra: há omissão. sob pena de ser processada pelo crime de falso testemunho. como no rito sumário e no JEC. A respeito de tal medida. assim como as partes podem assistir ao ato. no entanto em certos casos. 267 e 269. Requisitos Subjetivos: a sentença deve ser clara e lógica. fundamentação e dispositivo. Art. CPC: sentença é o ato do juiz que implica alguma das situações dos arts. Resposta: C 183 Sentença Art. (A) A inspeção judicial poderá ser realizada em qualquer fase do processo a fim de esclarecer fato que interesse à decisão da causa. Ultra e extra: sentenças nulas. Art. (B) A inspeção judicial de coisa será realizada quando não puder ser apresentada em juízo sem consideráveis despesas ou graves dificuldades. CPC. http://leonardosakaki. renúncia do direito.br | leonardosakaki@uol. admite-se fundamentação concisa.3) A inspeção judicial está prevista no Código de Processo Civil como uma das modalidades de produção de provas no processo de conhecimento. Definitiva: há resolução do mérito.com/leonardosakaki | @leosak . CPC. por isso. CPC: prescrição e decadência. A fundamentação é obrigatória. assinale a alternativa correta. sob pena de o depoimento não ser considerado. CPC. Decisão Além: ultra petita. a inspeção somente poderá ser realizada na fase probatória do processo cognitivo.uol. 267.com. prestar esclarecimentos e fazer observações que reputem de interesse para a causa. tem o compromisso de dizer a verdade.com. Cabe embargos de declaração. (D) O auto circunstanciado que será lavrado tão logo seja concluída a inspeção judicial terá valor de prova e. 269.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 309 com a causa. portanto. 162. (C) O juiz poderá ser assistido de um ou de mais peritos quando realizar a inspeção direta. 269.sites. mas o juiz somente poderá agir a requerimento da parte. CPC: carência da ação. Fora: extra petita.

se a parte recolher um valor insuficiente.1 Efeitos (i) Devolutivo: a matéria da decisão alcançada pelos recursos deverá ser analisada novamente pelo juízo ad quem. http://leonardosakaki. ou seja. Deve ser demonstrado não ato da interposição.br | 11 99610348 facebook.sites. Todo recurso tem 2 fases: (i) 1ª fase: juízo de admissibilidade. (ii) 2ª fase: juízo de mérito. 185 Recursos 185. o juiz concederá 5 dias para que a parte recolha a diferença. Autor poderá promover nova ação. pode ser exigível o valor das custas. há suspensão. (ii) Suspensivo: o processo ficará suspenso ou a decisão recorrida não produzirá efeitos até o julgamento do recurso. Material: quando há resolução do mérito. O beneficiário da justiça gratuita não tem isenção. no entanto.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 310 184 Coisa julgada Ocorre a partir do trânsito em julgado.com.com/leonardosakaki | @leosak . Se o recorrente não recolher o preparo. Classificação: Formal: quando há extinção sem resolução do mérito. Pressupostos de admissibilidade: destacam-se 2 – preparo (recolhimento de custas) e tempestividade.br | leonardosakaki@uol. pois se num momento futuro (até 5 anos) a situação financeira de ele mudar. a partir do momento em que não cabe mais nenhum recurso.uol. o recurso não será recebido (deserto). pois o direito e o mérito já foram analisados. A coisa julgada serve para dar segurança jurídica das decisões judiciais.com. Autor não poderá promover nova ação.

28 As decisões de colégio recursal cabe recurso extraordinário e não cabe especial. ---- Embargos infringentes Embargos de declaração Decisão não unânime que reformar. (i) É dirigido para o próprio juiz da causa no prazo de 10 dias. Não há preparo e não há contraditório. necessariamente.com/leonardosakaki | @leosak . Apelação Sentença. suspende o prazo. Agravo de instrumento Decisão interlocutória25.. O não cumprimento do disposto nesse art. Quem julga o mérito é o Supre- Devolutivo. Exceção: devolutivo. §1 e art. em grau de apelação a sentença de mérito ou que julgar procedente a ação rescisória. Quem julga o mérito é o tribunal. 15 Admissibilidade é feito pelo próprio tribunal recorrido. Desta omissão.27 Repercussão Geral. desde que provado pelo agravado. 543A. Decisões de urgência e decisões após a sentença. Só se aplica para Recurso Extraordinário. Relator pode converter agravo de instrumento em agravo retido. os embargos sempre interrompem a contagem de prazo para interposição de outros recursos..br | leonardosakaki@uol. Salvo a intempestividade. importa no não conhecimento do recurso. 518. suspende o prazo. no prazo de 5 dias. Efeito interruptivo: o protocolo dos embargos interrompem a contagem de prazo para interposição de outros recursos. 515 §3 do Código de Processo Civil. O agravante tem o prazo de 3 dias para comunicar ao juiz da causa acerca da interposição do recurso. 25 http://leonardosakaki.26 Recurso Especial Acórdão que violar lei federal. Quem julga o mérito é o Superior Tribunal de Justiça. (vi) Nas AIJ o agravo será. Dessa decisão não cabe recurso. As peças serão declaradas autênticas pelo próprio advogado sob sua responsabilidade pessoal. contradição ou omissão.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 311 Cabimento contra. Prazo 15 Competências Admissibilidade pelo juiz da causa. Admissibilidade é feita pelo relator. Suspensivo.sites. Peças obrigatórias: decisão agravada.br | 11 99610348 facebook. 10 Admissibilidade é feita pelo relator. 543B. procurações. Posso entrar com medida Efeito infringente ou modificativo: quando o juiz ao julgar os embargos modifica a sua decisão. não interrompe. Nesses casos deve haver contraditório. 5 Admissibilidade e o mérito pelo prolator a decisão. 27 Prequestionamento é a exigência que a matéria objeto de recurso tenha sido decidida no acórdão recorrido. Poderá o tribunal. (ii) Comporta retratação.. cabe embargo de declaração prequestionadores. Observações Art. (iv) O agravo será apreciado em preliminar de apelação.com. Efeitos Regra: Duplo. (iii) Acessoriedade – agravo só sobe se a apelação subir. ao receber uma apelação contra sentença sem mérito julgar desde já a lide se julgar matéria de direito e estiver madura para julgamento. (ii) Da decisão que indeferir liminarmente o recurso caberá agravo interno no prazo de 5 dias. Quem julga o mérito é o tribunal. Ativo. Devolutivo.com. certidão de intimação. Recurso Extraordinário Acórdão que violar a Constituição Federal. Decisão que tenha obscuridade. (v) Deve o recorrente requerer na apelação a análise do agravo. Exceção: no JEC. Agravo Retido Decisão interlocutória. Súmulas 634 e 635 do STF. 15 Os mesmos da apelação. 26 No Juizado Especial Cível não há efeito interruptivo. (i) Os embargos serão endereçados ao próprio relator no prazo de 15 dias. Prequestionamento. 10 Admissibilidade é feita pelo juiz da causa. Qualquer decisão interlocutória que tiver urgência (exemplo: liminares) será agravo de instrumento.28 15 Admissibilidade é feito pelo próprio tribunal. Interruptivo. Quem julga o mérito é o tribunal. Quem julga o mérito é o tribunal. (iii) Será sorteado novo relator para julgar o recurso.uol. Poderá o juiz não receber a apelação se a sua sentença tiver por base súmula do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal. retido e oral. Cabe pedido de reconsideração. Posso entrar com medida cautelar. Dessa decisão cave agravo interno.

que. cuja petição de interposição contém a exposição dos fundamentos de fato e de direito. Intimado o recovindo para se manifestar. se a alegada causa de extinção assim for reconhecida. assinale a alternativa correta a respeito da consequência processual decorrente. sofrerá a parte dano grave.com. destina-se às ações dúplices. Em preliminar de contestação.3) Na ação proposta por Jofre em face de Catarina. 20 (FGV – OAB 2010. devidamente citada. além do nome e endereço dos advogados que atuam no processo. a ré oferece contestação e reconvenção. se a decisão em questão não for rapidamente apreciada e revertida. ele deverá (A) apresentar contestação à reconvenção no prazo de 15 dias. (D) Estará caracterizada a litigância de má-fé. de difícil ou impossível reparação. qualquer sentença: http://leonardosakaki. o advogado do réu prepara o recurso de agravo de instrumento.com. ainda. Resposta: B 22 (FGV – 2010. A petição está. (C) peticionar ao juiz da causa alegando inexistência de citação do reconvindo. por força de prática de ato processual manifestamente protelatório. visto ser medida incompatível com o rito processual ordinário. em trâmite sob o rito comum ordinário. aos autos do processo. o exercício do juízo de retratação pelo magistrado. fato que foi arguido e provado pelo agravado. já que. Contudo.2 Apelação Cabimento contra sentença. o juiz profere decisão interlocutória contrária aos interesses do réu.3) Em um processo que observa o rito comum ordinário. Súmulas 634 e 635 do STF. assim como a relação dos documentos que instruíram o recurso. e o feito. (B) Não será admitido o agravo de instrumento. o agravante deixou de requerer a juntada. requerendo que ela seja regularizada para que possa responder à reconvenção. no prazo legal.sites. (D) requerer a extinção da reconvenção. extinto sem resolução do mérito. por sua própria natureza. cautelar. Resposta: A 185. Com base no relatado acima.br | leonardosakaki@uol. Catarina informa a existência de causa que poderá produzir a extinção do processo sem resolução do mérito. alegando ainda que Catarina deveria ter formulado pedido contraposto. a reconvenção obrigatoriamente será extinta sem resolução do mérito em razão da conexão entre essa e a ação principal.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. inviabilizando-se. É certo que.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 312 mo Tribunal Federal. visto que a extinção da ação proposta por Jofre não obsta o prosseguimento da reconvenção aforada por Catarina. instruída com todas as peças obrigatórias que irão formar o instrumento do agravo.uol. de cópia da petição do agravo de instrumento e do comprovante de sua interposição. devendo a parte agravante ser sancionada. apenas. (B) aguardar a manifestação do juiz. pois tal juntada caracteriza mera faculdade do agravante. (A) Haverá prosseguimento normal do recurso. (C) O agravo de instrumento será julgado pelo tribunal. Assim sendo. as razões do pedido de reforma da decisão agravada.

25 (FGV – OAB 2010. o juiz poderá exercer juízo de retratação no prazo de cinco dias. (ii) art.com/leonardosakaki | @leosak . o juízo que julgou. CPC. que proferiu a sentença. caso em que o réu será intimado para oferecer contrarrazões.br | leonardosakaki@uol. 296. Nesses 2 casos há uma situação linear. http://leonardosakaki. competência etc.3 Embargos infringentes – art. O mérito pode ser revisto pelo Tribunal.277/06. art. só que para que isso ocorra. A regra é o recebimento no duplo efeito. que é composto por 5 membros. CPC. acrescida à legislação processual civil por meio da Lei 11. que é exclusiva do Supremo Tribunal Federal. Súmula impeditiva do recurso de apelação . em que o juiz tem a obrigação de acatá-la. tempestividade. CPC Cabimento: Cabe embargos infringentes das decisões não unânimes: (a) que reformar em grau de apelação a sentença de mérito. desde que a matéria seja exclusivamente de direito ou que aquele juízo tenha proferido sentenças no mesmo sentido no caso em demanda. Juízo de retratação: presente os pressupostos de admissibilidade. existem 2 possibilidades de retratação pelo juiz. desses 3 julgarão o recurso de apelação. Resposta: B 185. O recurso nem é remetido ao tribunal. CPC. nas hipóteses em que o juízo já tenha proferido sentença de total improcedência em casos idênticos.br | 11 99610348 facebook. 530. 285A. (C) É cabível a sentença liminar quando a matéria controvertida for de fato e de direito e guardar identidade com outros casos anteriormente julgados pelo juízo. CPC – Se a sentença do juiz estiver em conformidade com uma súmula simples do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal. ou seja. (ii) se interposta contra sentença que vem confirmar efeitos de tutela antecipada concedida pelo juiz. Se o juiz retratar o processo continua. o réu somente será citado a responder à ação em caso de provimento de eventual recurso. (B) Interposto o recurso de apelação contra a sentença liminar.uol. súmula impeditiva. a apelação não será recebida. não haverá execução provisória da sentença.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 313 a) definitiva (efeito é extinto com resolução de mérito) b) terminativa (efeito é extinto sem resolução de mérito) Juízo de admissibilidade é feito pelo juiz monocrático (juízo a quo). o réu não foi citado. o juiz remete o processo ao tribunal. Considerando tal instituto jurídico. 520. (A) Será facultado ao autor agravar da sentença. ou seja. §1. assegura ao juiz a possibilidade de dispensar a citação e proferir desde logo sentença.com.Art. É diferente da súmula vinculante.. que é composto por Câmaras. 518. O juízo de admissibilidade pode ser revisto pelo tribunal.3) A sentença liminar. Art. Pressupostos de admissibilidade: preparo. Efeitos: (i) devolutivo. (D) Proferida sentença liminar.sites. (ii) suspensivo – a sentença não produzirá os efeitos até que o recurso seja julgado. juiz que julga improcedente a demanda antes de citar o réu. cabimento. se não. assinale a alternativa correta. Exceção: somente no devolutivo: (i) se interposta contra sentença cautelar. deve haver a interposição do recurso de apelação: (i) indeferimento da petição inicial.com.

Processamento: (i) os embargos serão endereçados ao próprio relator no prazo de 15 dias. Nas audiências de instrução e julgamento o agravo será necessariamente retido e oral. É requisito essencial para o processamento do agravo retido.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 314 (b) que julgar procedente a ação rescisória. Reiteração: o recorrente deverá.com/leonardosakaki | @leosak . Comporta retratação. http://leonardosakaki. toda vez que o juiz concede ou nega uma tutela antecipada. (ii) da decisão que não admiti-lo caberá agravo interno no prazo de 5 dias. pois fica nos autos. Quando causar algum prejuízo. caberá agravo. 185. Acessoriedade: o agravo só sobe se a apelação subir. será sorteado novo relator para julgar o feito. numa audiência de instrução. Só vai ao tribunal após a apelação. Agravo retido (art.4 Agravo Agravo é um recurso cabível contra decisão interlocutória. É retido. aquela que resolve uma questão incidente. 522. Exemplo: decisão que não recebe o recurso de apelação. O agravo será apreciado em preliminar de apelação. pois é julgado pelo tribunal – decisão colegiada. informar a existência do agravo sob pena de desistência tácita. O agravo é dirigido ao próprio juiz da causa no prazo de 10 dias. se a parte comprovar a ocorrência de um dano ou lesão. que haja requerimento expresso no sentido do processamento do agravo retido.sites. Toda vez que defere ou indefere a produção de provas. ou seja. CPC): É a regra. Agravo de instrumento: (i) será de instrumento quando a decisão interlocutória for proferida após a sentença.uol. senão será extinto sem ao menos ser analisado pelo tribunal. não é processado imediatamente. (iii) conforme dispuser o regimento interno do tribunal.br | 11 99610348 facebook. (ii) Se a decisão interlocutória foi proferida antes da sentença. Pode ser interposto oralmente. nas razões ou contrarrazões de apelação.com.br | leonardosakaki@uol. só será processado quando da interposição da apelação. toda vez que o juiz defere ou indefere a oitiva de testemunhas. pois não é processado na hora. A decisão será um acórdão. O agravo retido é um recurso muito demorado.com.

ainda. de cópia da petição do agravo de instrumento e do comprovan- http://leonardosakaki. Será interposto diretamente no tribunal. Contra essa decisão do relator. o recurso continuará normalmente. 526. instruída com todas as peças obrigatórias que irão formar o instrumento do agravo.sites. 526.com. Assim sendo. Contudo. então remeterá os autos novamente ao juiz monocrático. além do nome e endereço dos advogados que atuam no processo. CPC. ou seja. decisão agravada. CPC – o relator não pode exigir de ofício o cumprimento do art. 557. o agravante deixou de requerer a juntada. A petição está. no prazo legal. O não cumprimento do disposto nesse artigo desde que argüido e provado pelo agravado. Art. o advogado do réu prepara o recurso de agravo de instrumento. esta inércia do agravante só resultará a inadmissibilidade caso o agravado demonstre que não foi cumprido o art. Peças obrigatórias: decisão agravada.com. com a cópia da decisão recorrida e com a cópia da certidão de publicação (peças obrigatórias). pois é julgado pelo tribunal – decisão colegiada. procurações. mas se não cumprir. O relator poderá converter o agravo de instrumento em retido – se o tribunal não convencer que houve lesão. CPC. peças obrigatórias (procurações. É certo que. 525. 526. publicação da decisão) e peças facultativas – não havendo a junção dessas peças o recurso não será recebido. o agravante tem 3 dias para comunicar a existência deste agravo ao juiz monocrático – art. não cabe recurso. depende da alegação do agravado – se ele não falar nada. Os poderes do relator podem ser de 2 ordens: Negar seguimento liminar ao agravo Converter agravo de instrumento em agravo retido Pedido de reconsideração: Desta decisão cabe agrado interno no prazo de 5 dias – art. não passará pelo juízo de admissibilidade.br | leonardosakaki@uol. se a decisão em questão não for rapidamente apreciada e revertida. As peças que instruem o agravo serão declaradas autênticas pelo próprio advogado sob sua responsabilidade pessoal. CPC. o juiz profere decisão interlocutória contrária aos interesses do réu. 20 (FGV – OAB 2010. Aspectos formais: O agravante deve anexar peças.3) Em um processo que observa o rito comum ordinário. certidão de intimação. instruir o recurso com a cópia da procuração.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 315 Art. é irrecorrível – admite-se mandado de segurança. certidão de intimação. no prazo de 3 dias. de difícil ou impossível reparação. A decisão será um acórdão. motivo pelo qual o agravante deverá.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak . Poder do relator: Art. importam o não reconhecimento do recurso. A admissibilidade será feito pelo tribunal. CPC: compete ao agravante. 527. sofrerá a parte dano grave. CPC – é ônus do agravante cumprir este prazo. aos autos do processo. informar ao juiz da causa acerca do agravo.uol. §1. cópias do processo. as razões do pedido de reforma da decisão agravada. CPC: O agravo de instrumento é um recurso interposto diretamente no tribunal. obrigatoriamente. cuja petição de interposição contém a exposição dos fundamentos de fato e de direito. 526.

102 e 103. CPC. Processamento: (i) Os embargos são dirigidos para o prolator da decisão no prazo de 5 dias e é ele mesmo quem irá julgar.com. Recurso especial: É dirigido para o STJ. Corre efeito infringente quando o magistrado modifica sua decisão no julgamento dos embargos.6 Recurso extraordinário e especial – arts.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 316 te de sua interposição. assim como a relação dos documentos que instruíram o recurso. devendo a parte agravante ser sancionada. 185. CPC. (D) Estará caracterizada a litigância de má-fé. Efeito interruptivo: nos termos do art. CF Recurso extraordinário: É dirigido para o STF.com. Admissibilidade: tribunal recorrido. Art. pois tal juntada caracteriza mera faculdade do agravante.br | 11 99610348 facebook. assinale a alternativa correta a respeito da consequência processual decorrente. Decisão que não admite os recursos: caberá agravo art.br | leonardosakaki@uol. por força de prática de ato processual manifestamente protelatório. (C) O agravo de instrumento será julgado pelo tribunal. 538. os embargos interrompem a contagem de prazo para interposição de outros recursos. (ii) Não há preparo nem contraditório. Com base no relatado acima. Cabe quando violar a CF.sites. Resposta: B 185. omissão ou contradição.com/leonardosakaki | @leosak . Cabe quando violar lei federal. 542. Pré-questionamento: a matéria deve ter sido decidida no acórdão recorrido. e o feito. No JEC suspende. extinto sem resolução do mérito.uol. 544. 186 Execução http://leonardosakaki. Efeito só devolutivo. fato que foi arguido e provado pelo agravado. Prazo: 15 dias. §2. apenas.5 Embargos de declaração Objetivo de tornar uma decisão mais clara por: obscuridade. (A) Haverá prosseguimento normal do recurso. o exercício do juízo de retratação pelo magistrado. (B) Não será admitido o agravo de instrumento. inviabilizando-se. CPC.

ele será condenado a pagar uma multa de até 20% por se tratar de ato atentatório à dignidade da justiça (arts. A liquidação de sentença só existe para os títulos judiciais. ou o devedor poderá indicar bens à penhora. No caso de caderneta de poupança. Nos casos de obrigações extrajudiciais. 600 e 601. Partes: Credor Devedor Na cessão de dívida. isto porque os extrajudiciais na sua origem já devem ser líquidos. Títulos judiciais: sentenças judiciais. ou seja.Mecanismos de alienação dos bens penhorados (a) Adjudicação: o bem penhorado ficará para o credor.com. Praça: imóveis. possuindo bens.com. o credor deverá apresentar o requerimento para penhora de bens do devedor. Portanto penhora não é pagamento. 475-N e 585. sentença arbitral. Se o devedor demonstrar que não pagou no prazo de 15 dias por desconhecer a existência da multa. Título extrajudicial: aluguel. Se o devedor. Requisitos: existência de um título certo (existência). a mesma será de responsabilidade do advogado. (c) Hasta pública: iniciativa do juiz. http://leonardosakaki. há necessidade da anuência do credor. Execução de título judicial: Cumprimento de sentença (art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 317 É um meio de forçar um devedor a cumprir determinada obrigação. O não pagamento acarretará em multa de 10%. Penhora é garantia da execução.br | leonardosakaki@uol. .br | 11 99610348 facebook. (b) Alienação por iniciativa particular: iniciativa das partes. CPC).com/leonardosakaki | @leosak . se não for verificada a presença da exigibilidade o credor poderá promover ação monitória (art. Toda execução é real. o título exeqüível é aquele que pode ser objeto de uma ação de execução. Não é efeito da penhora o desapossamento do bem. CPC) enquanto a exeqüibilidade decorre do vencimento da obrigação e da conseqüente inadimplência do devedor. 475-J. no entanto ele poderá intimar o devedor para que apresente bens a serem penhorados no prazo de 5 dias.sites. O bem de família é penhorável nos casos de fiança locatícia e de dívidas do próprio bem. líquido (valor) e exigível. 1102-A. recai sobre o patrimônio do devedor. A exigibilidade decorre da lei (arts. Leilão: móveis. ou seja. CPC): a partir do trânsito em julgado o devedor terá 15 dias para o pagamento. mas não há necessidade da anuência do devedor. só poderão ser penhorados os valores acima de 40%do saldo. não indicá-los neste prazo. CPC). contrato de honorários advocatícios. A partir da aplicação da multa.uol. contrato particular assinado por 2 testemunhas e pelo devedor. O juiz não poderá determinar de ofício a penhora de bens.

475-C.com/leonardosakaki | @leosak . será aplicada multa de 10% e o devedor não poderá mais oferecer embargos (art. Não há necessidade do juiz para a solução desse conflito. Não há atuação do Estado. O devedor poderá discutir nos embargos o que ele quiser. A atividade jurisdicional não é um monopólio do Estado. é facultativa. Não tem efeito suspensivo. não é um acordo. Contra a decisão da impugnação cabe agravo de instrumento. Execução de título extrajudicial: É uma ação. é ilimitada. é privada. Há câmaras de arbitragem – não ligada a nenhum tipo de instituição ou organização. apenas pessoas capazes –. Com o pagamento nesse prazo. A arbitragem é uma opção das partes.308/96 – Lei de Arbitragem Arbitragem é uma alternativa que importa na solução de um conflito. também.com. A citação só poderá ocorrer por oficial de justiça ou por edital. Recurso contra decisão dos embargos: caberá apelação. O devedor será citado para que no prazo de 3 dias faça o pagamento. é uma solução de conflitos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 318 Se houver penhora. caso em que caberá apelação.com. em regra. sendo autuados em apartado. Caso o devedor não pague 1 das parcelas as demais serão antecipadas. é sempre espontâneo. salvo quando a mesma resultar na extinção do cumprimento de sentença. o devedor terá 15 dias para apresentar a impugnação. pois depende da vontade das partes. Tem mais 15 dias para oferecer embargos – esses embargos também têm natureza de ação. exemplo: FIESP. A impugnação não tem efeito suspensivo.br | leonardosakaki@uol. excepcionalmente poderá ter efeito suspensivo quando o devedor na impugnação comprovar a ocorrência de um dano. desde que deposite em juízo 30% do valor devido. Os embargos não dependem de penhora e serão distribuídos por dependência ao juízo da execução.sites. O prazo inicial da impugnação é aquele contado a partir da intimação da penhora – art. as associadas às instituições.uol. http://leonardosakaki. Arbitragem possui 2 limites: um com relação às pessoas – não pode envolver incapazes. CPC) 187 Arbitragem Lei 9. A matéria dos embargos. Há. Essas câmaras são totalmente privadas.br | 11 99610348 facebook. A partir daí as pessoas envolvidas no conflito têm a liberdade de escolherem a arbitragem. 475-A. outro com relação à matéria – apenas direitos disponíveis. diferentemente da impugnação. excepcionalmente terá efeito suspensivo se o devedor provar ocorrência de um dano e ao mesmo houver penhora nos autos. CRO etc. a matéria é ilimitada. O devedor poderá no prazo dos embargos parcelar a dívida em 6 parcelas. os honorários são reduzidos pela metade.

Ao invés de um juiz. É estável. pode ser escolhida a arbitragem para a solução de um conflito. faz coisa julgada.com/leonardosakaki | @leosak . mas as partes podem pactuar cláusula da confidencialidade. 188 Procedimento ordinário Petição inicial Citação Tutela antecipada Contestação – Reconvenção – Exceção – Revelia Julgamento conforme o estado do processo: julgamento antecipado da lide – audiência preliminar – despacho saneador Fase instrutória: provas – audiência de instrução e julgamento Fase decisória – Sentença Cumprimento da sentença 189 Rito Sumário São processadas pelo rito sumário ações de menor complexidade. Qualquer tipo de conflito pode ser apresentado à arbitragem.br | 11 99610348 facebook. há um árbitro. Convenção de arbitragem: (i) cláusula compromissória – cláusula inserida num determinado contrato em que as partes. não está vinculado a um contrato. assim como há a escolha do foro. não depende de homologação judiciária.uol.br | leonardosakaki@uol. é autônomo.sites. apenas. segredo de justiça. A arbitragem tem um procedimento próprio.com. cuja característica principal é a concentração dos atos processuais. (ii) compromisso arbitral – é um termo ajustado pelas partes após a ocorrência do conflito. inclusive pode ser escolhida a sede da arbitragem em outro país) etc. O resultado é uma sentença. desde que obedecido os requisitos – matérias cíveis.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 319 Qualquer um de nós pode ser árbitro.com. antes de ocorrer um conflito. escolhem pela arbitragem. As partes podem escolher o procedimento que quiserem. . vai dar processamento à questão e que vai julgar. Elas podem optar pelos prazos. O árbitro é quem vai desenvolver o processo. é independente. se há ou não audiências. legislação a ser aplicada (pode ser aplicada legislação de outro país.Hipóteses http://leonardosakaki. Não há a necessidade de ter formação jurídica para ser árbitro. O processo arbitral é público.

cujo contrato de honorários mesmo sem assinatura de duas testemunhas se caracteriza como título executivo. no entanto. então. o réu de comparecer à audiência. podendo. Deixando. (iii) ressarcimento por danos causados em acidente de veículo de via terrestre. o réu. encanador etc. quais sejam: (i) arrendamento rural e de parceria agrícola. médico. acompanhada de documento e rol de testemunhas e. . controvérsia entre representante comercial autônomo e representado. formular pedido contraposto em seu favor. acidente do trabalho. Admite-se ainda quando a lei determinar.sites. ela será reduzida a termo e homologada por sentença. podendo indicar assistente técnico. na contestação. http://leonardosakaki. reputar-se-ão verdadeiros os fatos alegados na petição inicial.br | 11 99610348 facebook. podendo fazer-se representar por preposto com poderes para transigir. se requerer perícia. como advogados. salvo se o contrário resultar da prova dos autos.uol. por exemplo.com. decidirá de plano a impugnação ao valor da causa ou a controvérsia sobre a natureza da demanda determinando. inadmissível é a reconvenção. As partes comparecerão pessoalmente à audiência. dentre outros.com. como no caso da Lei de Locação. (v) relativamente aos danos causados em acidente de veículo.com/leonardosakaki | @leosak . os prazos contar-se-ão em dobro. O juiz. Sendo ré a Fazenda Pública. formulará seus quesitos desde logo. oferecerá o réu. injustificadamente.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 320 Poderão ser processadas pelo rito sumário as causas cujo valor não excedam 60 salários mínimos. (ii) cobrança ao condômino de quaisquer quantia devida ao condomínio. se requerer perícia. ressalvados os casos de processo de execução. O réu será citado para contestar a ação e intimado para comparecer à audiência de conciliação a ser realizada no prazo de 30 dias. independentemente do valor da causa. na própria audiência. proferindo o juiz. na audiência. ressalvado o disposto em legislação especial. a conversão do procedimento sumário em ordinário. ou. resposta escrita ou oral. Atenção: nas ações de procedimento sumário. engenheiro. podendo o juiz ser auxiliado por conciliador. citando-se o réu com a antecedência mínima de 10 dias.Processamento Na petição inicial. se for o caso. Não obtida a conciliação. a exemplo da inicial. como. a sentença. podendo indicar assistente técnico. Caso seja possível a conciliação. pedreiro. desde logo. (iv) cobrança de seguro. (vi) de cobrança de honorários dos profissionais liberais.. formulará quesitos. desde que fundado nos mesmos fatos referidos na inicial.br | leonardosakaki@uol. se a coisa versar sobre as matérias previstas expressamente no CPC. o autor apresentará o rol de testemunhas e.

salvo a assistência. salvo na hipótese de ter comprovado que cientificou o mandante para que nomeasse substituto. assinale a alternativa correta. assistir o mandante nos dez dias subsequentes a fim de lhe evitar prejuízo. (C) O advogado poderá a qualquer tempo renunciar ao mandato. e essa imperfeição pode ter como consequência a insegurança da própria atividade jurisdicional. para tanto. salvo se houver determinação de perícia. e tem como pressupos- Conceito Pressupostos http://leonardosakaki. deverá prestar caução e exibir o instrumento de mandato no prazo improrrogável de quinze dias. que será substituída pelo espólio ou por seus sucessores.sites. a possibilidade de modificar essa decisão através de ação rescisória.br | 11 99610348 facebook. No entanto.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 321 Havendo necessidade de produção de prova oral e não ocorrendo qualquer das hipóteses previstas nos arts.com. salvo atos urgentes a fim de evitar dano irreparável.com/leonardosakaki | @leosak . CPC. Findos a instrução e os debates orais.br | leonardosakaki@uol.3) O Código de Processo Civil regulamenta como se dará a atuação das partes e dos procuradores em juízo. Ação rescisória tem natureza constitutiva negativa ou desconstitutiva. será designada AIJ para data próxima.uol. 329 e 330.com. poderá fazê-lo até a fase de saneamento. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. Seu objetivo é evitar a perpetuação dos litígios. A respeito dessa temática. entretanto. e é essa imutabilidade que consolida o Estado Democrático de Direito. (A) Ao advogado é admitido procurar em juízo sem instrumento de mandato a fim de praticar atos reputados urgentes. suspendendo-se o processo e sendo defesa a prática de atos processuais. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. denunciação da lide. 190 Sucessão processual 23 (FGV – OAB 2010. São cabíveis todos os recursos previstos no CPC. mas as intimações somente informarão o nome do advogado quando tal dado estiver regularizado. devendo. ou seja. às partes. Além de dispor sobre a capacidade processual e dos deveres de cada um. Resposta: B 191 Ação Rescisória A imutabilidade das decisões judiciais faz-se necessária para dar às partes segurança na atividade jurisdicional do Estado. a decisão judicial pode ser "imperfeita". (B) O instituto da sucessão processual ocorrerá quando houver a morte de qualquer das partes. Mas. Daí a necessidade de assegurar-se. (D) Caso o advogado deixe de declarar na petição inicial o endereço em que receberá intimação. disciplina sobre a constituição de representante processual e substituição das partes e dos procuradores. não excedente de 30 dias. o juiz proferirá sentença na própria audiência ou no prazo de 10 dias.

no pólo ativo. e enquadramento na previsão legal. São eles: .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 322 tos: decisão de mérito com trânsito em julgado. . Hipóteses Legitimidade Competência Procedimento 192 Processo de execução de título extrajudicial O processo de execução é a atividade jurisdicional do Estado que tem por origem a certeza de um título judicial ou extrajudicial. (ii) quando a sentença de mérito é o efeito de colusão entre as partes. ainda.br | 11 99610348 facebook.o espólio.Violar literal disposição de lei.Prevaricação. acolhida a pretensão o depósito será restituído ao autor. utilizando para tanto a força sancionadora do próprio título executivo. .br | leonardosakaki@uol. . em que lhe era obrigatória a intervenção. por unanimidade de votos. o de novo julgamento da causa. Quanto ao Ministério Público. Nesta segunda. Quanto à execução do julgado da rescisória.Documento novo. . devendo o autor ainda cumular ao pedido de rescisão.Confissão. no pólo passivo.com. e o terceiro juridicamente interessado. . As partes são as pessoas que pedem e as em face de quem se pede. . 282. no sentido de satisfazer a pretensão do credor. a competência é do tribunal que o proferiu.com/leonardosakaki | @leosak . de tal modo que a relação processual é composta. ou. Conceito Elementos subjetivos http://leonardosakaki. a título de multa. exercício antes do decurso do prazo decadencial de 2 anos (a contar do trânsito em julgado da decisão). pelo credor ou exeqüente e. . .Ofensa à coisa julgada.com. Tem legitimidade para propor a ação quem foi parte no processo ou seu sucessor a título universal ou singular. bem como depositar a importância de 5% sobre o valor da causa. seu sucessor por ato inter vivos ou mortis causa. . A petição inicial deve atender a todos os requisitos do art.Erro de fato. pelo devedor ou executado.Impedimento e incompetência absoluta do juiz.uol. O mesmo ocorre se o acolhimento não for por unanimidade.sites. CPC. se for o caso.Prova falsa. desistência ou transação. . Tribunal. . ou seja.o cessionário. Pólo ativo: irá configurar no pólo ativo do processo de execução a pessoa que for conhecida pelo título executivo como credor. caso a ação originária seja. é possível demandar em 2 situações: (i) se não foi ouvido no processo. a fim de fraudar a lei. concussão ou corrupção do juiz. declarada inadmissível ou improcedente.os herdeiros e sucessores.Dolo da parte vencedora e colusão entre partes. este pode atuar como parte do processo e como fiscal da lei.

com.documento particular assinado pelo devedor e por 2 testemunhas. é correto afirmar que: (A) o executado é citado para. . após ser citado. debêntures e cheque.o crédito de serventuário de justiça.os responsáveis. decorrente de aluguel de imóvel. certo e exigível. (B) o credor só pode indicar os bens a serem penhorados se o executado não se manifestar no prazo legal. de intérprete. ou de tradutor.letra de câmbio nota promissória.br | leonardosakaki@uol. apresentar embargos. . . CPC. São títulos extrajudiciais (art. duplicata. determinar a intimação do executado para indicar bens passíveis de penhora. que podem ser o fiador. Será definida em conformidade com as regras gerais de competência dos arts. . .o sucessor do devedor originário. . CPC): . e a qualquer tempo. do Distrito Federal. bem como de encargos acessórios. bem como os de seguro de vida.escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor.o crédito.com. anticrese e caução. fundado em título extrajudicial. . a lei atribuir força executiva.os contratos garantidos por hipoteca. por disposição expressa. 94 a 100. 585.2) Com relação ao procedimento da execução por quantia certa. quando as custas. emolumentos ou honorários forem aprovados por decisão judicial. contra devedor solvente. de ofício. (D) o juiz somente fixará os honorários de advogado a serem pagos pelo executado ao fim do processo de execução. o avalista.o crédito decorrente de foro e laudêmio. .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 323 . dos Territórios e dos Municípios.uol. .sites.todos os demais títulos a que. penhor. tais como taxas e despesas de condomínio. Elementos objetivos Competência 33 (FGV – OAB 2010. Resposta: C 193 Procedimento cautelar O CPC é dividido em: Ação de conhecimento Procedimento comum Procedimentos especiais Ação cautelar http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak .o sub-rogado. . de perito. documentalmente comprovado. dos Estados. o endossante e o responsável tributário. no prazo de três dias. correspondente aos créditos inscritos na forma da lei. Pólo passivo: possuem legitimidade passiva no processo de execução: . É preciso que o título seja líquido. (C) o juiz pode.br | 11 99610348 facebook.a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União.o devedor originário.

Provisoriedade: o provimento cautelar será submetido com a concessão da tutela definitiva à pretensão. A cautelar pode ser: Típica: cautelar prevista na lei. Atípica: cautelar que não está prevista na lei. assegurado direitos. uma demanda. . antes do processo principal. por meio do processo de execução. Dessa forma. Inominada. durante o curso do processo principal. ser revogadas ou modificadas. Características . e irreparável. do autor. bem como a possibilidade específicos de ser desrespeitado o direito. Fumus boni juris: ameaça do direito. entre as quais inclui-se também a tutela antecipatória. sendo o processo principal o instrumento pelo qual se procura a tutela definitiva da pretensão. a prova inequívoca da existência do direito alegado. de cognição sumária. eliminando a ameaça de perigo. A cautelar incidental é apensada ao processo principal. e a proteção e resguardo de suas pretensões. nem mesmo a prova equivocada da existência do perigo. Requisição Admite-se a propositura da cautelar de modo preparatório.com/leonardosakaki | @leosak . a qualquer tempo. fumus boni juris.Cognição sumária: não se pode exigir.Urgência: a tutelar cautelar é uma das espécies de tutela urgente. ou de modo incidente. Exemplo: cautelar de sustação de protesto. constitutiva ou condenatória). uma relação processual.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook.com. revela-se como instrumento de preservação da efetividade das decisões judiciais. periculum in mora.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 324 Ação de execução Noções gerais Finalidades: (i) buscar o reconhecimento de seu direito (natureza declaratória. Ação cautelar: consiste em providências que conservem e assegurem tantos bens quanto provas e pessoas.uol.Autonomia: o processo cautelar tem uma individualidade própria. . que é a ação acautelatória. ante a urgência característica do processo cautelar. por meio do processo de conhecimento. http://leonardosakaki. daí por que a pretensão nela contida. Nominada. Periculum in mora: ocorrência do próprio dano.com.sites. Requisitos Pressupõe existência de um dano em potencial. um provimento final e um objeto próprio. a satisfação do seu direito. dirige-se à segurança e não à obtenção da certeza ou à satisfação de um direito. ajudando subsidiariamente os processos de conhecimento e de execução. por meio do processo cautelar. . .Revogabilidade: as medidas cautelares podem. . Exemplo: cautelar de arresto. seja atual ou iminente. mesmo que potencial.Instrumentalidade: a cautelar vem sempre em apenso nos autos principais.

o arresto será convertido em penhora.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 325 . sendo vedado o uso de medidas prévias. Resposta: D 193.Fungibilidade: trata-se da possibilidade de o juiz conceder a medida cautelar que lhe pareça mais adequada para proteger o direito da parte. (C) interposto recurso nos autos principais. Petição inicial: art. http://leonardosakaki. 801. pedido que expressa a urgência.1 Procedimentos cautelares específicos Arresto Conceito Medida cautelar que tem por fim apreender judicialmente bens penhoráveis indeterminados do patrimônio do devedor. CPC. fica vedado o requerimento de cautelares. esta cautelar será promovida diretamente no tribunal. a urgência na obtenção do provimento cautelar. a cautelar conserva sua eficácia mesmo durante o período de suspensão do processo principal. Valor da causa Decisão do juiz que resolve a cautelar é uma sentença. Liminar – pedido dentro da ação cautelar. Incidental: no juízo da ação que está em curso. Assinale a alternativa que apresente uma regra que disciplina a concessão de medidas cautelares. O juiz poderá pedir a prestação de caução para o autor quando a cautelar envolver patrimônio – trata-se de uma faculdade do juiz. como garantia de futura execução por quantia certa. Citação Contestação: prazo de 5 dias. portanto. Preparatória: autor deverá indicar a ação principal. (B) o direito brasileiro admite apenas medidas cautelares incidentais. 800.com/leonardosakaki | @leosak Requisitos .com.br | leonardosakaki@uol. sendo medida protetiva de resguardo de bens. expressando.uol. 34 (FGV – OAB 2010. O pedido de liminar tem que ser formulado pelo autor.com. deve deferir medidas cautelares sem a prévia audiência do requerido.2) As medidas cautelares estão expressamente previstas no CPC como forma de instrumentalizar a tutela. Pedido formulado pelo requerente. notadamente. (A) o Juiz. CPC Cautelar preparatória: juízo da ação principal. Tais bens ficarão depositados. Se houver algum recurso interposto. e. (D) salvo decisão em contrário. o recurso cabível é apelação. Provas: a cautelar é uma ação de cognição sumária. tendo natureza eminentemente acessória. como regra. Não cabe reconvenção.br | 11 99610348 facebook. posteriormente. Liminar Procedimento: Competência: art. Prova literal da dívida líquida e certa.sites.

supõe-se a necessidade de prihttp://leonardosakaki. Busca e apreensão Conceito Se assemelha ao arresto. que se efetiva com a apresentação de um fiador idôneo ou com o oferecimento de bens colocados à disposição do juízo. A caução será prestada de plano.nos demais casos expressos em lei.com/leonardosakaki | @leosak Requisitos . além disso. Sequestro Conceito Requisitos Assegura futura execução para entregar coisa certa. Caução Conceito Garantia do cumprimento de uma obrigação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 326 Prova documental ou justificação da existência de alguma das situações previstas no art. os dissipar. se o cônjuge os estiver dilapidando. CPC. Prazo Na cautelar de arresto o prazo para a propositura da ação principal tem início a partir do vencimento da obrigação. No entanto. objeto do litígio. A caução pode ser prestada pelo próprio interessado ou por 3º. semoventes ou imóveis. cujo procedimento vem estabelecido nos arts. 813. Possui 2 espécies: fidejussória (é efetivação com a apresentação ode fiador) e real (é efetivada com o oferecimento de bens). e consiste na apreensão de bem determinado. pode recair também sobre pessoa. a requerimento da parte. diferentemente deste. Características A ação principal é uma execução por quantia certa. por determinação judicial ou a requerimento da parte interessada. O juiz. II . se o réu. em rigor técnico. para lhe assegurar entrega. Toda vez que a caução for determinada no bojo de um processo. Será sempre possível requerer o reforço da caução quando a garantia não for suficiente. IV . depois de condenado por sentença ainda sujeita a recurso.br | leonardosakaki@uol.dos bens do casal. não haverá necessidade de instaurar-se procedimento específico para a sua efetivação. cabendo ao juiz determinação. quando Ihes for disputada a propriedade ou a posse. (caução preparatória).com. 829 e ss.br | 11 99610348 facebook.dos frutos e rendimentos do imóvel reivindicando. Art. mas. sem que para tanto se instaure procedimento autônomo. CPC.com.de bens móveis. 822. deverá ser instaurado um processo autônomo de caução. nas ações de separação judicial e de anulação de casamento. III . quando se fala em busca e apreensão.sites. quando a caução for exigida sem que haja ainda um processo em curso. pode decretar o seqüestro: I .uol. havendo fundado receio de rixas ou danificações.

no entanto. .com. Procedimento O requerente exporá. 355 a 363 e 381 e 382. testamenteiro.de documento próprio ou comum. em mãos do possuidor. 842.como incidente na fase probatória do processo de conhecimento. na petição inicial. II . deverá ser lavrado auto circunstanciado pelos oficiais de justiça. ao exercício de um simples direito de conhecer e fiscalizar o objeto em poder de terceiro. depositário ou administrador de bens alheios. Liminar: é possível. Art. CPC. que se realizará em segredo de justiça. poderá ser requerida como preparatória ou incidental. é possível que a demora traga perigo para determinada prova. Tem lugar. mas normalmente aguarde-se uma sentença que condene o requerido à exibição. o que permitirá que a sua produção seja antecipada. será expedido mandado com a indicação do lugar em que a diligência severa ser efetuada e com a descrição da pessoa ou coisa a ser apreendida.como ação autônoma ou principal de exibição. .br | 11 99610348 facebook. Exibição Conceito Trazer à público. balanços e documentos de arquivo. deferida a liminar.submeter à faculdade de ver e tocar. CPC.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 327 meiramente procurar a coisa e a pessoa para depois apreendê-la. às vezes. ou. ou em poder de terceiro que o tenha em sua guarda. mencionando com precisão os fatos sobre os quais há de recair a prova.uol. O mandado será cumprido na forma do art. 844. O mandado deverá estar assinado pelo juiz de quem emanar a ordem. o requerente justificará sumariamente a necessidade de antecipação.da escrituração comercial por inteiro.com.br | leonardosakaki@uol. como inventariante. III . É cabível: . as razões que justificam a concessão da medida e a ciência de estar a coisa ou a pessoa no lugar designado. sócio.como medida cautelar preparatória.sites. se for indispensável. o direito de exibição tende à constituição ou asseguração de prova. Incidência http://leonardosakaki. tirar a coisa do segredo em que se encontra. Produção antecipada de provas Há um momento oportuno para que as provas sejam produzidas. Características Na petição inicial. a exibição judicial: I . Conceito A não propositura da ação principal acarretará a extinção da cautelar de produção antecipada de provas. A liminar poderá ser deferida de plano ou após justificação prévia. Procedimento: segue o previsto nos arts.de coisa móvel em poder de outrem e que o requerente repute sua ou tenha interesse em conhecer.com/leonardosakaki | @leosak . nos casos expressos em lei. finda a diligência. e. em poder de co-interessado. condômino. credor ou devedor. como procedimento preparatório. que colherão as assinaturas das testemunhas.

mas de mera documentação.com/leonardosakaki | @leosak . no mais. não sendo possível a citação pessoal dos interessados. o juiz concederá liminar. segue as regras do processo geral das ações cautelares. a prova ali produzida poderá ser utilizada num outro processo. Características Na petição inicial. que lavrará um auto descrito de todos os bens e das ocorrências que tenham interesse para a sua conservação. O arrolamento não se limita a descrever os bens. não se compadece a pretensão a alimentos com a delonga natural do procedimento comum. ou porque não foram localizados. dos quais será dada vista aos interessados.sites. fixando os alimentos provisionais. Destinando-se o crédito alimentar a atender necessidades existenciais primárias e urgentes do ser humano. Não há necessidade de demonstrar o fumus boni juris e periculum in mora. poderá juntar documentos. ou porque eles são incertos. Provisórios: aqueles requeridos na ação de alimentos. por sua vez. Embora inserida entre as ações cautelares. ao requerente.br | leonardosakaki@uol. A ação cautelar de alimentos provisionais processar-se-á no 1º grau de jurisdição. o interessado exporá o fato ou relação jurídica que pretende ver justificada.com. podendo reinquirir e contraditar as testemunhas. Conceito Arrolamento de bens Tem por finalidade deixar registrado a existência de determinados bens. ela não tem natureza cautelar. que poderá ou não ser utilizada em processo futuro. por meio da oitiva de testemunhas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 328 No entanto. o requerente exporá as suas necessidades e as possibilidades do alimentante. Características A petição inicial deverá explicitar o direito do requerente aos bens e os fatos em que se funda o seu temor de extravio ou dissipação. bem como de propositura de ação principal.o julgamento dar-se-á por sentença. ainda que a causa principal penda de julgamento no tribunal. haverá necessidade de intervenção do Ministério Público. Estes. a existência de algum fato ou relação jurídica. que fiscalizará a ouvida das testemunhas. sem audiência do requerido. serão citados para acompanhar a produção da prova testemunhal. dando. restringindo-se os direitos do titular. limitando-se a verificar se foram Conceito http://leonardosakaki. Características Na petição inicial. O conceito de alimentos deriva da própria natureza da obrigação de alimentar e de sua intrínseca finalidade.uol. nomeando um depositário. como na ação cautelar de produção antecipada de provas. protegendo-os de extravio ou dissipação (deve haver fundado temor do desaparecimento ou extravio dos bens). O juiz designará audiência de justificação. no qual o juiz não se pronunciará sobre o mérito da prova colhida. o juiz deferirá o arrolamento.com. havendo urgência. Convencido do perigo.br | 11 99610348 facebook. mas implica sua entrega a um depositário. oportunidade de demonstrar que seu temor é finalidade da medida. Alimentos provisionais (ad litem) Provisionais: aqueles requeridos quando ainda não se tem a prova da obrigação de alimentar. Conceito Justificação Consiste em documentar.

alterada indevidamente por uma das partes. notificações e interpelações São procedimentos em que o juiz se limita a comunicar a alguém manifestação de vontade de 3º. O juiz indeferirá o pedido. Estando o pedido suficientemente provado. em 24 horas. arresto. CPC. os autos serão entregues. Exemplo: alteração do lugar de cerca.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 329 observadas as formalidades legais. independentemente de traslado. A alteração é no estado de fato. os autos serão entregues ao requerente independente do traslado. Homologado o penhor. Conceito Ocorre quando uma das partes: . os direitos do nascituro. http://leonardosakaki. no prazo de 30 dias). o juiz dispensará qualquer tipo de instrução. Essa finalidade esgota-se com a constatação da gravidez. Características Na petição inicial. garantindo. quando o requerente não demonstrar legítimo interesse e quando da medida puderem resultar dúvidas e incertezas capazes de impedir a formação de contrato ou negócio lícito. no curso do processo. que deverá ser objeto de ação autônoma. a tabela de preços e a relação dos objetos retidos.viola penhora. alegar ignorância. após 48 horas. Protestos. nem de ajuizar qualquer demanda principal.uol. sujeito a apelação.com. que só poderá consistir naquelas enumeradas pelo art. com o fim de prevenir responsabilidade ou impedir que o destinatário possa. e não no estado jurídico. é cabível em qualquer espécie de ação.br | 11 99610348 facebook. ao credor.com/leonardosakaki | @leosak . seqüestro ou imissão na posse.com. Atentado Visa à recomposição da situação fática. o juiz poderá homologar de plano o penhor legal (neste caso. objeto de demanda judicial.br | leonardosakaki@uol. cuja natureza reclama tratamento especial. não sendo homologado. mas não a citação do devedor). Conceito Posse em nome do nascituro Conceito Tem por finalidade permitir à mulher provar que está grávida. com isso. os bens serão restituídos ao réu. Características A ação é sempre incidental e nunca preparatória. Conceito Homologação do penhor legal É uma garantia instituída pela lei para assegurar o pagamento de determinada dívida. e deve resultar algum prejuízo à parte contrária. o indeferimento exordial será feito por sentença. Não se admite defesa nem recurso. expondo as razões de fato e de direito pelas quais pretende o protesto. não havendo qualquer decisão da paternidade. não se constituindo a garantia.sites. pagar ou apresentar defesa. O devedor será citado para. Características A petição inicial será instruída com a conta pormenorizada das despesas. a notificação ou a interpelação (não há necessidade de indicar a ação principal a ser proposta. 875. 48 horas após a decisão. futuramente. pois pressupõe a existência de modificação do estado fático no curso do processo.

prossegue em obra embargada. No caso de o oficial do cartório de protesto recusar-se a lavrar o protesto. não ocorrendo o pagamento.com. por aviso escrito. será lavrado o instrumento público de protesto. contra a qual cabe recurso de apelação. ameaçada pela alteração do estado fático. (D) produção antecipada de provas. independente do processo principal. caberá ao credor suscitar procedimento de dúvida ao oficial ou ao juiz). de pagamento.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 330 . 26 (FGV – OAB 2010. . é prolatada sentença de procedência do pleito autoral. A petição inicial será dirigida ao juiz da causa principal. para que faça o pagamento em 3 dias. este deverá comunicar o fato ao juiz corregedor dos cartórios (se não o fizer. (B) sequestro. Resposta: C 194 Procedimentos especiais http://leonardosakaki. valendo a sentença do atentado que a fixar como título executivo judicial.br | 11 99610348 facebook. obtendo com isso uma certidão negativa. Protesto e apreensão de títulos Meio de comprovar a falta ou recusa de aceite. que decidirá por sentença. Alfredo constata que Thales está adotando uma série de providências destinadas a alienar todos os seus bens.com. ou da devolução do título.com/leonardosakaki | @leosak . (C) arresto. no que diz respeito à condenação do réu em perdas e danos. Segue as regras gerais do procedimento cautelar. Trata-se.br | leonardosakaki@uol.3) Nos autos de ação indenizatória ajuizada por Alfredo em face de Thales. o título é protocolado e o oficial fará a intimação do devedor. É ato formal e solene. inclusive no que se refere à concessão de liminar. a qual será autuada em apenso. deve fazer um requerimento ao oficial público do cartório de protesto. ainda de ato probatório e caracteriza a inadimplência e a mora do devedor. Características Apresentado no cartório de protesto. e definitivo.uol. A sentença poderá ter um conteúdo misto: cautelar. ainda que em grau de recurso. Ainda na pendência do julgamento da apelação interposta contra a sentença. A medida cautelar específica que deverá ser requerida por Alfredo é o(a) (A) justificação.pratica outra qualquer inovação ilegal no estado de fato. caso esta seja confirmada pelo tribunal.sites. no que se refere à proteção da tutela jurisdicional a ser proferida no processo principal. condenando o réu ao pagamento de determinada quantia em dinheiro. o devedor. juntamente com o original do título protestado quitado ou declaração de anuência do credor (ou por determinação judicial). o que poderá frustrar o cumprimento da sentença. que objetiva conservar e ressalvar direitos cambiários. Conceito No cancelamento.

335. também nos casos do mandante em relação ao mandatário.br | leonardosakaki@uol. cuja finalidade é livrar o bem ou direito da posse ou propriedade de 3º da constrição judicial que lhe foi injustamente imposta em processo de que não faz parte. Quando a ação for proposta por aquele que pretende exigir a prestação das contas. Constrição judicial deve ser entendida http://leonardosakaki. A consignação em pagamento poderá ser proposta se a situação estiver enquadrada dentro de uma das 5 hipóteses do art. isto é.com. a manutenção de posse (contra a turbação) e o interdito proibitório (contra a simples ameaça). o credor ou aquele que tenha poderes para tanto. poderá o devedor ou 3º proceder a depósito em casa bancária oficial. levante a referida quantia ou expressamente manifeste o motivo de recusa. Cumpre ao devedor a propositura da ação de consignação em pagamento em face daquele que tem legitimidade para receber o pagamento da obrigação. Prestação de contas Conceito Apresentação de contas por aquele que administra bens.com. Possessórias Conceito Tem por objetivo assegurar ao possuidor o seu direito de posse. Judicial: a ação de consignação em pagamento deverá ser proposta no local do cumprimento da obrigação. É aplicada em casos como condomínios.com/leonardosakaki | @leosak . se este não se manifestar. o réu será citado para que no prazo de 5 dias as apresente ou conteste a ação.sites. onde o síndico tem obrigação de prestá-las. CC.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 331 Consignação em pagamento Conceito Ação que tem por objeto a extinção de obrigações. no prazo de 10 dias. Características Extrajudicial: tratando-se de obrigação em dinheiro. o depositante terá o prazo de 30 dias para promover a competente ação de consignação em pagamento. seja ela direta ou indireta. salvo se houver eleição de foro. negócios ou interesses alheios. cientificando o credor por carta para que. caso o credor manifeste expressamente o motivo da recusa.uol. Características Tem legitimidade aquele que tem o direito de exigi-las e aquele que tem a obrigação de prestálas.br | 11 99610348 facebook. dos herdeiros em relação ao inventariante e tantos outros. considera-se o devedor liberado da obrigação. São ações possessórias a reintegração de posse (contra esbulho). destacando-se a recusa do credor em receber a obrigação. bem como dúvida sobre quem deve legitimamente receber. Embargos de terceiros Conceito Ação de conhecimento constitutiva negativa de procedimento especial sumário. e.

sites. Conceito Tem legitimidade o proprietário ou o possuidor. 934. para impedir que o coproprietário execute alguma obra com prejuízo ou alteração da coisa comum. Características A petição inicial deve ser instruída com a cópia do contrato de depósito. partilha.com. (B) devem ser oferecidos no juízo deprecado. contrato unilateral. busca e apreensão da coisa. impedindo que o prédio de que se tem propriedade ou posse sofra prejuízo decorrente da obra vizinha.uol. Características A ação deverá ser proposta perante o mesmo juízo que ordenou a constrição judicial do bem.br | 11 99610348 facebook. ou de outro documenConceito http://leonardosakaki. CPC. exceto quando se tratar de vício ou irregularidade de penhora. pelo depositário. Tem legitimidade ativa o 3º prejudicado pela constrição. avaliação ou alienação dos bens. arrolamento. assim.com/leonardosakaki | @leosak . as partes do processo principal. praticados pelo juízo deprecado. avaliação ou alienação dos bens. quanto à legitimidade passiva. (D) podem ser oferecidos no juízo deprecante ou deprecado. desde que seja prestada a devida caução. sendo. Ação de depósito Caracteriza-se o contrato de depósito pelo recebimento. alienação judicial. 76 (FGV – OAB 2010. (C) devem ser oferecidos no juízo deprecante. praticados pelo juízo deprecado. o condomínio. aqueles que se beneficiaram com o ato da constrição. arrecadação.3) Em relação aos embargos de terceiro na execução por carta precatória. é correto afirmar que (A) devem ser oferecidos no juízo deprecante. então. arresto. pois a carta precatória se presta apenas para que se pratiquem atos em outra localidade. Resposta: D Ação de nunciação de obra nova Proteção da propriedade dentro dos limites de vizinhança. Características Deverá ser proposta no foro do local do imóvel.br | leonardosakaki@uol. seqüestro. hipoteca judicial. a fim de impedir que a edificação de obra nova em imóvel vizinho lhe prejudique o prédio. mantida a competência para atos decisórios no juízo principal da execução.com. a fim de impedir que o particular construa em contravenção da lei. muito embora tal contrato possa ser gratuito. ou o Município. nas hipóteses do art. caso então que deverá ordenar a expedição do mandado de manutenção ou restituição a favor do embargante. exceto quando se tratar de vício ou irregularidade de penhora. depósito. suas servidões ou aos fins a que é destinado. Não é possível admitir reconvenção por incompatibilidade procedimental. O juiz poderá conceder liminarmente os embargos se julgar provada a posse. que possui competência por delegação para a execução em outra localidade. ou. sendo do juízo deprecante a competência para julgamento. do recebimento da devida remuneração.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 332 como penhora. de bens móveis para guardá-los como se lhe pertencessem. do regulamento ou de postura. inventário.

o mandado inicial será convertido de pleno direito em mandado de execução. antes de indeferi-la.sites. processada por rito especial. é possível a ação de substituição precedida da anulação do título. sendo que são processados nos mesmos autos da ação monitória e a matéria é ampla. poderá intimar o autor para que. Quanto aos embargos. de acordo com o pedido formulado pelo autor. não pagando. para que o requerido. em custas e honorários. Se improcedentes os embargos. Se o requerido cumprir a obrigação. através de petição inicial devidamente instruída com a prova escrita da obrigação. Características Proposta a ação monitória. que comprove a existência do mesmo. primeiro.uol. demonstrando. dentro do prazo de 10 dias. Caso contrário. com a devida citação do devedor. Recebida a inicial. prosseguindo-se o processo de execução. de forma antecipada. nem oferecendo os respectivos embargos. A prova escrita é o requisito essencial de admissibilidade da ação monitória. Não emendada a petição inicial. ora embargado. sendo certo que. Ação monitória Conceito É um procedimento de cognição sumária. recebido no duplo efeito. sem a necessidade de um processo de conhecimento. o juiz deverá extinguir o feito. emende a inicial.com. o juiz. que tem como objetivo alcançar o título executivo.br | 11 99610348 facebook. http://leonardosakaki. far-se-á cessar a eficácia deste para que seja substituído por outro. estará isento das custas e honorários advocatícios. Se procedentes os embargos. amplo e lento. desde logo. Desta sentença caberá recurso de apelação. poderá apresentar embargos monitórios a fim de impugnar a ação. não podendo ser proposta se o autor não possuir prova.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 333 to que o substitua.br | leonardosakaki@uol. ou seja. cumpra a obrigação. o valor do bem depositado.com/leonardosakaki | @leosak . visto que o juiz determinará a expedição de mandado para entrega da coisa ou o equivalente em dinheiro no prazo de 24h.com. Ação de anulação e substituição de título ao portador Conceito É utilizada em caso de destruição total ou parcial do título. o juiz deferirá a expedição do mandado de citação do devedor para que pague determinada soma em dinheiro ou entregue o bem pretendido. pois ele está com pessoa indeterminada e faz-se necessária a propositura da ação para impedir a circulação paralela de duas cártulas incorporando a mesma obrigação. o juiz determinará a extinção da monitória e condenação do autor. em 15 dias. o juiz converterá o mandado monitório em mandado executivo. para constituir o título. Em caso de perda ou desapossamento injusto. A ação monitória deve ser proposta no foro do domicílio do réu. na hipótese de a inicial não conter os requisitos necessários para o prosseguimento do feito. não é necessária sentença de mérito transitada em julgado. ressalte-se que não se faz necessária a garantia do juízo. pois.

consistente no exame do interditando. (B) É vedado o litisconsórcio.099/95 35 (FGV – OAB 2010. (C) a realização de prova pericial.uol. Na hipótese de existência de título executivo extrajudicial.br | leonardosakaki@uol. admite-se a reconvenção. do tutor e do cônjuge. Resposta: A http://leonardosakaki. (B) a sentença proferida pelo juiz faz coisa julgada material. não é possível a utilização de outra via senão a executiva. admite-se. sob pena de extinção do feito sem julgamento do mérito por carência de ação. (D) o Ministério Público não tem legitimidade para requerer a interdição. (C) Nas ações propostas por microempresas. tendo em vista a falta de interesse.com. excepcionalmente.com/leonardosakaki | @leosak . é correto afirmar que: (A) na ausência dos pais.com. Resposta: A 196 Juizado Especial Cível – Lei 9. Segundo a Lei n. 9. instrumentos particulares sem assinatura de testemunhas e boleto bancário.099/95 disciplina os chamados Juizados Especiais Cíveis no âmbito Estadual. 195 Procedimento de jurisdição voluntária Alienações judiciais Separação consensual Testamento e codicilos Herança jacente Bens do ausente Coisas vagas Tutela e Curatela Fundações Especialização de hipoteca legal 39 (FGV – OAB 2010. que diferenciam o procedimento dos Juizados do procedimento comum do CPC. assinale a alternativa que indique uma dessas regras específicas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 334 A ação monitória poderá ser promovida com base em títulos de crédito prescritos. podendo o juiz dispensá-la. Nela é possível encontrar diversas regras especiais. (A) Não é cabível nenhuma forma de intervenção de terceiros nem de assistência. 9. um parente próximo pode requerer a interdição.br | 11 99610348 facebook.2) Com relação ao procedimento da curatela dos interditos.099/95. sentença ilíquida. é facultativa. (D) Se o pedido formulado for genérico.sites.2) A Lei n.

Toma por base a relação desigual entre fornecedores e consumidores.uol.Sujeitos: Fornecedor: pessoa jurídica. conjunto de atos realizados de forma reiterada e profissional com o intuito de obter renda. ou seja. tutela penal. (B) A boa-fé prevista no CDC é a boa-fé subjetiva.br | leonardosakaki@uol. não podem ser dispostas por vontade das partes. CDC. não pode. procurando garantir a igualdade entre eles. I. tutela processual. diz respeito apenas à vulnerabilidade técnica. levando em conta que o interesse daquele que adquire os produtos e serviços é essencial. Cuidado: muito embora não seja regra.br | 11 99610348 facebook. (A) O CDC é uma norma tipificadora de condutas.com. o CDC apresenta normas de caráter dispositiva.com/leonardosakaki | @leosak . que presume ser o consumidor o elo mais fraco da relação de consumo. prevendo expressamente o comportamento dos consumidores e dos fornecedores. Arts. 198 Características do CDC As regras são principiológicas e grandes termas apresentam-se como cláusulas gerais. 5 e 170.sites. pessoa física ou ente despersonalizado. ou seja. (D) O princípio da transparência impõe um dever comissivo e um omissivo. 2ª parte. não pode o fornecedor deixar de apresentar o produto tal como ele se encontra nem pode dizer mais do que ele faz. Exemplo: Art. Procura o legislador incentivar a concorrência entre as empresas. portanto. 98 (FGV – OAB 2010. como regra. As normas do CDC. 51. Resposta: D 199 Relação de consumo protegida pelo Código de Defesa do Consumidor . O CDC possui tutelas múltiplas: tutela civil (ou tutela material). tutela administrativa. O particular http://leonardosakaki. Sempre desenvolve atividade econômica.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 335 DIREITO DO CONSUMIDOR 197 Proteção ao consumidor Proteção ao consumidor é um direito fundamental do ser humano e um dos fundamentos da organização econômica brasileira. CF.3) Em relação aos princípios previstos no Código de Defesa do Consumidor. (C) O princípio da vulnerabilidade. mais existir o dolus bonus.com. assinale a alternativa correta.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 336 que vende o seu automóvel pratica um ato econômico e não uma atividade econômica. Consumidor-vítima – Art.com. mesmo que não tenham sido elas quem compraram o produto ou serviço. surgem diversas teorias para explicar a condição do consumidor como destinatário final. equipara-se ao consumidor a coletividade. a ser aferida caso a caso. Art. Esta pode ocorrer tanto de forma direta como indireta pelo consumidor. Destinatário final é o que diferencia a aquisição para consumo da aquisição para finalidade negocial.Elemento finalístico: destinação final. A expressão destinatário final tem natureza econômica e. revela uma dificuldade de enquadramento jurídico. Consumidor: pessoa física ou pessoa jurídica que adquire produtos ou serviços na condição de destinatário final da cadeia econômica. 29 http://leonardosakaki. 17 – Para fins de responsabilização do fornecedor. É importante observar que a forma de aquisição do produto é irrelevante para a sua caracterização. Trata-se de toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. é regulado pelo CC. Teoria mista ou finalismo aprofundado: o consumidor é o destinatário final vulnerável. Refere-se à proteção da coletividade dos consumidores.Objetos: produtos ou serviços. que tenha participado ou possa a vir participar de relação de consumo. Teoria finalista: o consumidor é o destinatário final não econômico. parágrafo único – Para fins de proteção. . por si só. Que pauta na fragilidade do consumidor. Teoria maximalista: basta a condição econômica de destinatário final para aplicação do CDC.sites. Também se refere à proteção da coletividade de consumidores. Consumidor nas práticas comerciais e contratuais – Art.br | leonardosakaki@uol. expostas às práticas comerciais ou contratuais. . que adquire produtos e serviços sem utilidade profissional ou empresarial.com/leonardosakaki | @leosak . material ou imaterial. Consumidor por equiparação – Art. 29 – Equiparam-se aos consumidores todas as pessoas determináveis ou não. aquele que não utiliza produto ou serviço para finalidade lucrativa.br | 11 99610348 facebook. 2. O ponto marcante do finalismo decorre do fato de ser a posição dominante da segunda seção do STJ. Por esta razão. consideram-se consumidores todas as vítimas do evento. por isso não é regulado pelo CDC. pouco importando o uso do produto ou serviço adquirido. Teoria dos tribunais superiores: teoria finalista. mesmo que indeterminada.com. ou seja. Serviço é atividade remunerada no mercado de consumo. 2 É a definição principal no sistema de proteção do Código de Defesa do Consumidor. O CDC não deixa explícito a forma de remuneração pelo serviço. Toma a idéia de destinatário final fático.uol. Produto é qualquer bem móvel ou imóvel. Toma a idéia de destinatário final econômico. O destinatário final29 é o sujeito que retira de circulação o produto ou o serviço adquirido.

vulnerabilidade jurídica. http://leonardosakaki. busca-se uma melhor harmonia do mercado.com. 4 e 5 do CDC. STJ: acidente efetivo Posição doutrinária: exposição – não é a posição dominante. 201 Responsabilidade civil O CDC estabelece 2 regimes jurídicos específicos. 30 Estabelece metas.Princípio da vulnerabilidade.br | 11 99610348 facebook. A caracterização efetiva do acidente é obrigatória para a configuração desse regime jurídico. . CDC) e responsabilidade pelo vício. No direito do consumidor temos a responsabilidade pelo fato (arts.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 337 200 Política nacional da relação de consumo É disciplinada nos arts.com/leonardosakaki | @leosak . a) Responsabilidade pelo fato do produto Violação do dever de segurança e tem como consequência um acidente de consumo. Assim. físico ou patrimonial. Responsáveis: pelo fato do produto e pelo fato do serviço. Não se confunde vulnerabilidade com hipossuficiência (pessoa carente. . Conceito: trata-se de um conjunto de normas programáticas30 que estabelecem um conjunto de objetivos.Princípio da segurança. pobre). Responsabilidade pelo fato: acidente de consumo. Hipossuficiência depende de decisão judicial – é um direito básico do consumidor.Princípio da informação. ou seja.uol. a falha de segurança deve repercutir na esfera pessoal do consumidor. Com isso. vulnerabilidade econômica. Exige-se que as informações devam ser prestadas de forma compreensíveis ao consumidor.sites. 12 ao 14. objetivos. Todo consumidor é sempre vulnerável. Prescrição: 5 anos.com. que difere do direito civil. Exemplos: vulnerabilidade técnica. A política nacional está relacionada aos objetivos. Vítimas: consumidor negocial (quem contratou) e a vítima do evento. A vulnerabilidade é uma presunção absoluta. atendimento das necessidades e dos interesses dos consumidores. princípios e instrumentos aplicáveis à relação de consumo. Trata-se de um dever do fornecedor que impede a circulação de produtos ou serviços capazes de acarretar riscos à vida ou à saúde do consumidor. . falha de segurança.br | leonardosakaki@uol.

br | leonardosakaki@uol.contagem dos prazos: o consumidor deve encaminhar o produto para saneamento – fornecedor – prazo de 30 dias (pode reter o produto durante esse prazo para resolver esse problema). muito embora não tenha adquirido o produto ou o serviço que lhe deu causa. CDC): comerciante – o comerciante será responsabilizado quando as pessoas indicadas no art.com. subsidiário (art. não utilizou uma definição genérica. 26. Observação: o prazo de saneamento pode ser ampliado em até 180 dias ou reduzido para 7 dias. . CDC).br | 11 99610348 facebook. Exercício do direito de reclamação: . trata-se de uma garantia facultativa. produtor. o comerciante será responsabilizado diretamente. 18 ao 20. CDC) ou vício de serviço (art. Os profissionais liberais têm responsabilidade subjetiva. O vício. 18. CDC). O prazo contratual (que pode ser parcial) somente ocorrerá após o término do prazo legal. que tem como efeito impedimento da fluência do prazo da garantia legal – o "prazo não corre". neste caso. por exemplo. autoriza 2 mecanismos: . todos os envolvidos serão responsabilizados de forma solidária. "fornecedor". 14. CDC). Indireto. CDC. Por tratar-se de um direito potestativo. 14. não flui. b) Responsáveis pelo fato do serviço (art. Tratando-se de vício de quantidade (art. não forem encontradas ou a sua identificação for capaz de prejudicar a indenização do consumidor. Atenção: se o acidente de consumo tiver como causa a má conservação de produtos perecíveis. 13. construtor e importador – há uma imputação específica.obrigação de indenizar (art. CDC). CDC) . Diante disso o não atendimento desse prazo nos traz como consequência a decadência do mesmo. CDC) Vício = falha de adequação dos produtos e serviços em circulação no mercado. 19 e 20. (iii) Responsáveis: pelo fato do produto (art. 20. mediante convenção entre o consumidor e o fornecedor. apura-se a culpa do profissional liberal (art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 338 Características: (i) Consumidor negocial (ii) Vítima do evento (consumidor por equiparação) – art. a lei não especifica qualquer prazo para o fornecedor sanar os vícios. como. §4.direito de reclamação: trata-se de um direito potestativo do consumidor que lhe garante a possibilidade de sanar os vícios do produto ou do serviço adquirido atendido certas regras fixadas nos arts. ou seja. que representa uma norma de ordem pública – qualquer produto possui essa garantia – 90 dias para os produtos/serviços duráveis e 30 dias para os produtos/serviços não duráveis. ele está sujeito a um prazo fixado em lei. c) Responsabilidade pelo vício (arts. 19. http://leonardosakaki. CDC) Na responsabilidade pelo fato do serviço.sites. CDC. Atenção: a responsabilidade subjetiva do profissional liberal não se aplica na hipótese do vício do serviço (art. quando falamos em responsabilidade civil.com. CDC – A vítima do evento é a pessoa que sofre um acidente de consumo.prazo de garantia: Garantia legal (art. ou seja. 6. Consequência: frustração de consumo. Garantia convencional ou contratual. 20. CDC): fabricante. 12. 12. 17.com/leonardosakaki | @leosak .uol.

(B) 90 (noventa) dias a contar da entrega do produto. nenhum dano material ou físico acontece ao carro nem ao motorista.3) O prazo para reclamar sobre vício oculto de produto durável é de (A) 90 (noventa) dias a contar da aquisição do produto. que. Vícios ocultos: a partir da constatação.Resultados: Saneamento: correção do erro Vícios não sanáveis – opções do consumidor: Substituição por outro produto da mesma espécie.com. (C) Propositura de ação de responsabilidade civil pelo fato do produto em face da concessionária que vendeu o veículo a Joaquim. Resposta: A http://leonardosakaki. O freio não funciona. Restituição + perdas e danos.uol. Assim. O CDC ressalva de maneira expressa que os produtos essenciais que apresentem vícios não terá o fornecedor a possibilidade de saneamento. (D) Propositura de ação de responsabilidade civil pelo vício do produto em face do fabricante e da concessionária.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 339 Vícios aparentes ou de fácil constatação: a partir da entrega do produto ou término do serviço. Na qualidade de advogado de Joaquim. Resposta: D . (C) 30 (trinta) dias a contar da entrega do produto. Joaquim. fechado por outro veículo. mal consegue acessar seu celular para pedir auxílio. o que leva Joaquim.br | 11 99610348 facebook. Ele somente será utilizado quando o vício pela sua própria natureza puder ser sanado. precisa dar uma freada brusca para evitar um acidente. d) Prazo prescricional de ações de consumo sujeitos ao CDC 5 anos contados do ato ou do fato que gerou o acidente. em seguida. (D) 90 (noventa) dias a contar de quando ficar evidenciado o vício. o CDC estabelece que o consumidor deve oportunizar ao fornecedor a possibilidade de saneamento do vício. O prazo para o fornecedor sanar os vício não está previsto em todas as situações.3) Em sua primeira viagem com seu carro zero quilômetro. Uma vez exercido o direito no prazo. muito abalado. se recupera do imenso susto e entra em contato com seus familiares. 92 (FGV – OAB 2010. (B) Não há ação a ser proposta porque não houve dano. De acordo com o STJ somente será constatado durante a vida útil do bem.sites. as falhas e desgastes que extrapolam a vida útil não caracterizam o vício. Abatimento proporcional. qual seria a orientação correta a ser dada em relação às providências cabíveis? (A) Propositura de ação de responsabilidade civil pelo fato do produto em face do fabricante do veículo.com. a jogar o carro para o acostamento e. Com a ajuda de moradores locais. 94 (FGV – OAB 2010.br | leonardosakaki@uol. uma vez que a responsabilidade é solidária. abandonar a estrada.com/leonardosakaki | @leosak . transtornado. Felizmente.

. Resposta: D (iii) Práticas comerciais abusivas (art. §2.com. CDC) – quando não noto ou não percebo. ou seja.sites. 99 (FGV – OAB 2010. 37.br | 11 99610348 facebook. limitação quantitativa etc. Trata-se do marketing.2) Sobre o tratamento da publicidade no Código de Defesa do Consumidor. capazes de revelar elementos da relação negocial (ii) Publicidade Também é uma informação. §1.com/leonardosakaki | @leosak .Publicidade enganosa (art. CDC) – viola os valores de proteção. Por definição legal a oferta se traduz por um conjunto de informações as quais não necessitam de uma reunião num único ato. 39. envio de produtos ou serviços não solicitados. Formas publicitárias proibidas: . Conjunto de informações inseridas no mercado de consumo sobre produtos e serviços.Publicidade abusiva (art. (C) o ônus da prova da veracidade da mensagem publicitária cabe ao veículo de comunicação. Revela características objetivas e subjetivas sobre produtos e serviços em circulação no mercado. é correto afirmar que: (A) a publicidade somente vincula o fornecedor se contiver informações falsas. mesmo quando não essencial para o produto.Publicidade clandestina (art. Uma vez tendo a força vinculante. Rol exemplificativo de práticas abusivas no art. CDC) – falsidade por ação ou omissão. (B) a publicidade que não informa sobre a origem do produto é considerada enganosa. CDC) Circulação de produtos em desconformidade com o INMETRO.uol. CDC. (D) é abusiva a publicidade que desrespeita valores ambientais. 36. 30. Efeito: força vinculante ou obrigatória (art. 100 (FGV – OAB 2010. entretanto é uma informação de caráter econômica. O CDC elenca um rol de práticas permitidas e também proibidas. Exemplos: venda casada. CDC). .br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 340 202 Práticas comerciais Práticas comerciais são condutas realizadas no mercado de consumo para o desenvolvimento da atividade econômica do fornecedor.2) http://leonardosakaki. 39. (i) Oferta O conceito de oferta adotado no CDC é mais amplo do que aquele previsto no CC.com. 37. As informações somente terão caráter vinculante se forem suficientemente precisas. o consumidor pode exigir o que foi veiculado.

efeito erga omnes. (ii) Cláusulas abusivas (art. (i) Proteção contratual Direito de arrependimento (art. se procedente.Os bancos de dados de cadastro de crédito têm caráter público. (D) Tratando-se de direitos coletivos. 37 e 39 do CDC. e o outro contratante apenas adere a elas. .com/leonardosakaki | @leosak . quanto por adesão. (C) Tratando-se de direitos difusos.Direito de comunicação por escrito das informações restritivas. CDC) são aqueles em que uma das partes estipula as cláusulas. . CDC) e cabe dano moral. o consumidor. 42. intentar nova ação com os mesmo fundamentos. 49. 51. no caso de improcedência do pedido de nulidade de cláusula contratual.Prazo máximo de permanência dessas informações: 5 anos. Os contratos podem ser tanto individualizados (feitos para especificamente para aquele consumidor). Publicidade: arts. qualquer prejudicado.br | 11 99610348 facebook. mas só aproveita aquele que se habilitou até o trânsito em julgado. 203 Práticas contratuais Contratos de consumo são os instrumentos jurídicos hábeis a criar as relações de consumo. Contrato de adesão (art. o efeito é ultra partes e impede a propositura de ação individual. não poderá intentar ação individual. Atenção: o CDC prevê a possibilidade de repetição em dobro das quantias pagas caso o pagamento tenha ocorrido por força de uma cobrança abusiva. o efeito da coisa julgada material será: (A) Tratando-se de direitos individuais homogêneos.sites. Publicidade enganosa (ação ou omissão) e abusiva. CDC) http://leonardosakaki. CDC) – direito de desistir – prazo de 7 dias para desistir desde que a contratação tenha ocorrido fora do estabelecimento comercial. valendo-se de novas provas.As informações positivas (cadastro dos bons pagadores) somente poderão ser inseridas com a anuência dos consumidores. 54.br | leonardosakaki@uol. 71.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 341 Nas ações coletivas. julgados improcedentes. CDC) A cobrança de dívida é lícita. A cobrança abusiva é aquela que expõe o consumidor. Resposta: C (iv) Cobrança de dívida (art. no caso de improcedência por insuficiência de provas. não faz coisa julgada material. que não ti ver conhecimento da ação. . É crime (art. (B) Tratando-se de direitos individuais homogêneos. sem haver a possibilidade de discussão de seus termos ou de modificação substancial de seu conteúdo. podendo. (v) Cadastro de proteção ao crédito . mas a lei proíbe a forma abusiva – há limitação no que diz respeito à forma.com.uol.com.

Os direitos são indivisíveis. 205 Tutela processual do consumidor O consumidor tem duas formas de ter seu direito protegido em juízo pelo CDC: individual e coletivamente. Por exemplo: qualidade no serviço educacional pela escola privada.. Trata-se de um rol exemplificativo. Interesses individuais homogêneos Titulares Indeterminados e indeter.Posso pleitear o abatimento proporcional dos juros em razão do pagamento antecipado. Exemplo de origem comum: acidente aéreo.sites. so..uol. assim entendidos os decorrentes de origem comum. CDC) Todo contrato que envolva outorga de crédito estão sujeitas às regras: .com. sendo que são todos determinados.br | 11 99610348 facebook. categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base. . temos sujeitos indeterminados. poluição do ar etc.Determinados mináveis termináveis Bem jurídico Indivisíveis Indivisíveis Divisíveis Relação jurí. mas de. os transindividuais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 342 Cláusulas abusivas – cláusulas nulas de pleno direito. Será coletiva a defesa quando tratar de: a) interesse ou direito difuso. de natureza indivisível. de natureza indivisível.Não há relação jurídica.Há relação jurídica (base) Há um fato comum que vincula dica mente circunstâncias de fato que liga consumidores e os titulares do direito violado http://leonardosakaki.com. (iii) Concessão de crédito (art. Exemplos: circunstâncias de fato: publicidade em geral.br | leonardosakaki@uol.Indeterminados. de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato. qualidade no serviço público de fornecimento de energia elétrica etc. Nesta relação jurídica. ou seja. Pagamento antecipado – redução proporcional dos juros. ou seja. os transindividuais. no máximo. Os direitos são indivisíveis. 2% por prestação. 204 Concessão de crédito – art.Multa de atraso é de. mas determináveis. temos sujeitos de direito indeterminados e indetermináveis.com/leonardosakaki | @leosak Interesses difusos Interesses coletivos . 52. nesta relação temos mais de um sujeito titular do direito. Os direitos são divisíveis. c) interesses ou direitos individuais homogêneos. b) interesses ou direitos coletivos. de que seja titular grupo. Nesta relação jurídica. 52 do CDC Multa por atraso – no máximo de 2%.

4 Ações de responsabilidade civil: defesa individual Tem por objetivo impedir a ocorrência de dano e ressarcir civilmente o consumidor.banco groso Legitimidade concorrente Exemplo 205. Estados.3 Ações coletivas Para discutir direitos coletivos.2 9. o CDC. no intuito de garantir o cumprimento da obrigação in natura e o perecimento de direitos. Poderá ainda o juiz. no âmbito individual.sites. 9.com/leonardosakaki | @leosak .1 9. Municípios e Distrito Federal Entidades e órgãos da administração pública direta ou indireta Associações legalmente constituídas 205. 9.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 343 fornecedores Publicidade de um medica.uol.1 Ministério Público Federal e Estadual União. na decisão. admite que o juiz confira tutelas específicas (antecipatórias ou definitivas).2 Ação de obrigação de fazer ou não fazer Para efetivação da tutela jurisdicional em favor do consumidor.com.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki. fixar astreintes (multa diária) ou outras medidas executórias.br | 11 99610348 facebook.Clientes de um mesmo Veículos produzidos com o mesmo defeito de série mento emagrecedor mila.com. difusos e individuais homogêneos.

§ 1o Nos casos deste artigo. Os bens do incapaz que não tem relação com a atividade empresarial não são atingidos pelas dívidas empresariais. Lei 11. podendo a autorização ser revogada pelo juiz. por seus pais ou pelo autor de herança. 974. por meio de representante ou devidamente assistido.br | leonardosakaki@uol.com. ouvidos os pais. desde que estranhos ao acervo daquela. que responderá pelas dívidas pessoais. Para ser empresário a pessoa não pode ter sócio. ao tempo da sucessão ou da interdição.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 344 DIREITO EMPRESARIAL 206 Atividade empresarial Atividade não empresarial Atividade econômica – visa lucro. Atividade empresarial Atividade econômica – visa lucro. 158. O juiz nomeará um assistente ou representante. http://leonardosakaki. deve estar representado ou assistido. se não houve crime falimentar.sites. devendo tais fatos constar do alvará que conceder a autorização.com. Isso significa que haverá um único conjunto de bens. bem como da conveniência em continuá-la. mas continua não tendo personalidade jurídica. precederá autorização judicial. 974. Poderá o incapaz. há um CNPJ. O legislador permite que o incapaz continue. CC: capacidade. mas também responderá pelas dívidas empresariais. Organização – preocupação com a gestão.101/05. continuar a empresa antes exercida por ele enquanto capaz. 207 Empresário individual Se registrado. Incapaz sócio: não pode ser administrador. Exercida com habitualidade. Requisitos para ser empresário individual – art. Cooperativa. 207.br | 11 99610348 facebook. (Atenção: ler o art. sem prejuízo dos direitos adquiridos por terceiros. que o prazo será de 10 anos –. Lei 8. tutores ou representantes legais do menor ou do interdito. a pessoa é falida em até 5 anos contados da falência. Pessoa que sozinha é dona de uma empresa. Pessoal.112/90. nem administrador. Exercida com habitualidade. haverá uma autorização judicial. § 2o Não ficam sujeitos ao resultado da empresa os bens que o incapaz já possuía. §3. 972. podendo ser sócio ou acionista). só pode participar da sociedade se o capital social estiver totalmente integralizado. não pode ser empresário individual. 117.uol. após exame das circunstâncias e dos riscos da empresa. O CNPJ é apenas para tributação diferenciada.com/leonardosakaki | @leosak . mas necessariamente vai ter essa proteção patrimonial. profissional liberal. servidor público – art. livre de impedimentos (proibições: falido – art . CC – atualização de 2011) Art.1 Empresário a) incapaz É possível ao empresário que ele seja incapaz? Nunca. pode no máximo continuar uma atividade empresarial – em caso de herança ou em caso de incapacidade superveniente.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 345
§ 3o O Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais deverá registrar contratos ou alterações contratuais de sociedade que envolva sócio incapaz, desde que atendidos, de forma conjunta, os seguintes pressupostos: (Incluído pela Lei nº 12.399, de 2011) I – o sócio incapaz não pode exercer a administração da sociedade; (Incluído pela Lei nº 12.399, de 2011) II – o capital social deve ser totalmente integralizado; (Incluído pela Lei nº 12.399, de 2011) III – o sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o absolutamente incapaz deve ser representado por seus representantes legais. (Incluído pela Lei nº 12.399, de 2011)

b) empresário casado Alienar ou onerar bens imóveis. Bens que tem relação com a atividade empresarial, que é usado como objeto da atividade, não os bens do casal – não precisa da vênia conjugal, não importando o regime de bens do casal. c) atividade rural Tem a faculdade de se registrar na Junta Comercial, mas quando se registra é que posso afirmar que essa atividade é empresarial. O simples plantador de cana não registrado não é uma empresa. 207.2 Empresa individual de responsabilidade limitada – EIRELI – Lei 12.441/11 Há a constituição de uma pessoa jurídica – há um patrimônio da pessoa jurídica e um patrimônio da pessoa física. Capital social: 100 salários mínimos. Objeto: prestação de serviços, permissão do direito de imagem, profissionais intelectuais.

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Registro da atividade empresarial – Lei 8.934/94)

Artigos importantes da lei: 5, 6, 29, 32. Artigos do CC: 967 a 969. Órgão: DNRC (Departamento Nacional do Registro de Comércio): Órgão federal. Fiscaliza e normatiza a atividade da Junta Comercial. Junta Comercial 1 por Estado Arquivamento (registro e averbação) – é público. Autenticação (livros) – é sigiloso.

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Nome empresarial

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 346 Nome empresarial é o que registro na Junta Comercial ou no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas. Se não registrar, não há nenhum tipo de proteção. Quando falo em junta comercial, falo em sociedades empresárias. Quando falo em cartório de registro civil de pessoas jurídicas é onde registro as sociedades simples, ou seja, as sociedades não empresárias. A proteção do nome empresarial envolve o estado, a proteção é estadual. O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. Art. 1.164 do Código Civil. Não posso fazer negociação do nome apenas. - Espécies de nome empresarial: (i) firma individual: é o nome do empresário individual. O empresário individual é obrigado a utilizar a firma individual. (ii) razão social: o nome é composto pelo nome dos sócios. A sociedade em nome coletivo e a sociedade em comandita simples são obrigadas a utilizar a razão social. (iii) denominação social: o nome é inventado. A sociedade anônima é obrigada a utilizar a denominação social. Observação: a sociedade limitada tem a faculdade de utilizar a firma social ou a denominação social, assim como a sociedade em comandita por ações. Se a companhia não inserir a denominação "ltda." gera responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores. Numa nota promissória, por exemplo, não sendo escrito o "ltda." gerará a responsabilidade dos sócios sobre a nota promissória assinada.

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Estabelecimento (arts. 1.142 a 1.147, CC)

Muito importante! Conjunto de bens materiais ou imateriais (exemplos: nome empresarial, marca, patente) que são utilizados na atividade empresarial. O dono do estabelecimento é o empresário ou a sociedade empresária. 210.1 Trespasse Alienação do estabelecimento comercial. Formalidade para eficácia perante terceiros: averbação na Junta Comercial, publicação no diário oficial do estado, concordância dos credores é necessário se o alienante não tiver bens suficientes para saldar as dívidas que está deixando no estabelecimento – necessária notificação dos credores e aguardar 30 dias para manifestação dos credores (podendo ser expressa ou tácita)*. *se o credor não concordar ou não for notificado, pode pedir a falência do alienante – art. 94, III, c, Lei 11.101/05 – o trespasse passa a ser ineficaz perante a massa (art. 129, Lei 11.101/05), ou seja, o estabelecimento pode ser vendido para pagar os credores, ficando o comprador classificado como credor quirografário, recebendo por último.

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Art. 94. Será decretada a falência do devedor que: III – pratica qualquer dos seguintes atos, exceto se fizer parte de plano de recuperação judicial: c) transfere estabelecimento a terceiro, credor ou não, sem o consentimento de todos os credores e sem ficar com bens suficientes para solver seu passivo;

Responsabilidade pelas dívidas: quando vendo o estabelecimento as dívidas que assumi quando era dono ficam como? O comprador responde apenas pelas dívidas contabilizadas. De acordo com o art. 133, CTN, o adquirente também responde pelas dívidas fiscais. O alienante, vendedor, continua solidariamente responsável por 1 ano.
Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato: I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade; II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão. § 1o O disposto no caput deste artigo não se aplica na hipótese de alienação judicial: I – em processo de falência; II – de filial ou unidade produtiva isolada, em processo de recuperação judicial. § 2o Não se aplica o disposto no § 1o deste artigo quando o adquirente for: I – sócio da sociedade falida ou em recuperação judicial, ou sociedade controlada pelo devedor falido ou em recuperação judicial; II – parente, em linha reta ou colateral até o 4o (quarto) grau, consanguíneo ou afim, do devedor falido ou em recuperação judicial ou de qualquer de seus sócios; ou III – identificado como agente do falido ou do devedor em recuperação judicial com o objetivo de fraudar a sucessão tributária. § 3o Em processo da falência, o produto da alienação judicial de empresa, filial ou unidade produtiva isolada permanecerá em conta de depósito à disposição do juízo de falência pelo prazo de 1 (um) ano, contado da data de alienação, somente podendo ser utilizado para o pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos que preferem ao tributário.

Não concorrência por 5 anos, no caso de contrato omisso.

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Sociedades

Personificadas: pessoa jurídica – possui registro: (i) Junta Comercial (quando a sociedade for empresária); (ii) Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas (registro de sociedades simples, ou seja, sociedade não empresário); (iii) Conselho Seccional da OAB (sociedade de advogados no exercício da advocacia). Não personificada: não é pessoa jurídica.

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Sociedade simples e sociedade empresária http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Sociedade simples Atividade não empresarial. Exemplos: sociedade de empresários liberais. Registrado no cartório de registro civil de pessoas jurídicas. Cooperativa.

Sociedade empresária Atividade empresarial. Exemplo: padaria, indústria, mercado etc. Registrado na Junta comercial. S.A. e comandita por ações Pode sofrer falência e recuperação social.

212.1 Sociedade comum, sociedade de fato ou sociedade irregular – arts. 986 e ss., CC Não tem personalidade jurídica. Não tem registro. Não há nome empresarial. Responsabilidade dos sócios: respondem ilimitadamente e solidariamente. Quando o credor decide cobrar uma dívida, pode atingir diretamente os sócios? O credor atingirá o patrimônio especial (bens dos sócios que foram destinados ao uso da atividade) e só após o patrimônio especial que atingirá os sócios. Exceção: é excluído do benefício de ordem o sócio que contratou. Imagine uma loja chamada SARANA Ltda., mas que não foi registrada (não é limitada, não há registro, é pegadinha). Duas sócias: Sara e Ana. A Ana comprou mercadorias para a loja e parcelou em 16x. O credor pode atingir o patrimônio pessoal da Ana? Para Ana não tem benefício de ordem, pois foi ela quem comprou os produtos. A empresa não tem CNPJ, então, foram utilizados os dados dela. A Sara pode ser atingida, entretanto a Sara, para ser atingida, tem que esgotar o benefício de ordem, ou seja, acabar com os bens de SARANA. Pode sofrer processo falimentar? Sim – serão falidos os sócios e a sociedade (art. 82, Lei 11.101/05). Não pode sofrer recuperação de empresas, visto que isso só é possível para sociedades registradas. 212.2 Sociedade em conta de participação – arts. 991 e ss. CC Não tem personalidade jurídica. Não tem registro – pode ser registrada no Cartório de Títulos e Documentos. Não há nome empresarial. Sócios: (i) ostensivo: o sujeito aparece perante terceiros. Ele realiza contratos perante terceiros. Responde ilimitadamente perante terceiros. Pode sofrer falência (ii) participante: não aparece perante terceiros. Não responde perante terceiros. Não pode Obs.: o sócio participante pode haver regras de responsabilidade entre eles, mas não há com terceiros. Ele até pode responder, mas dependendo de contrato firmado entre eles. A sociedade não pode sofrer falência, apenas o sócio ostensivo. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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212.3 Sociedade em nome coletivo – arts. 1.039 a 1.044, CC Tem personalidade jurídica. Tem registro. Pode ser uma sociedade simples ou uma sociedade empresária, dependendo da atividade exercida pela mesma. Responsabilidade dos sócios: os sócios são necessariamente pessoas físicas e respondem ilimitadamente e solidariamente entre eles. Quando o credor vai comprar uma dívida, pode atingir diretamente os sócios? A sociedade tem o benefício de ordem, devem atingir primeiro os bens da pessoa jurídica e só depois que terminarem esses bens é que os bens dos sócios serão atingidos – essa é a regra de toda sociedade com personalidade jurídica (art. 1.024, CC31). Pode sofrer falência, se for sociedade empresária. Incapaz não pode ser sócio 212.4 Sociedade em comandita simples – arts. 1.045 e ss., CC Tem personalidade jurídica. Tem registro. Pode ser sociedade simples ou empresária, dependendo da atividade desenvolvida pela mesma. Sócios: (i) comanditado: necessariamente é pessoa física, responde ilimitadamente, é quem administra a sociedade. (ii) comanditário: pode ser pessoa física ou pessoa jurídica, responde limitadamente (investe um valor e o máximo que ele pode perder é o que ele investiu), não pode ser atingido pelo credor. Pode sofrer falência se for empresária. Tem direito à recuperação de empresas, se for empresária. Incapaz pode ser sócio se for comanditário, visto que só pode ser sócio se houver proteção patrimonial. Servidor público pode ser sócio, desde que comanditário, visto que ele não pode administrar.

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Sociedade limitada

a) Nome empresarial

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Art. 1.024. Os bens particulares dos sócios não podem ser executados por dívidas da sociedade, senão depois de executados os bens sociais.

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 350 Pode ser uma razão social ou uma denominação social. Razão social ou denominação social – tenho que colocar a terminação limitada (ltda.). Consequência para quando se esquecer de colocar a terminação "limitada": responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores, não é dos sócios (art. 1.158, CC). Há registro na Junta Comercial, quando for uma sociedade empresária, ou no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, quando for uma sociedade simples. Proteção do nome empresarial é estadual. O nome empresarial não pode ser objeto isolado de alienação – art. 1.164, CC. b) Capital social Pode ser composto por dinheiro, créditos, bens, trabalho (o capital social não pode ser composto só por trabalho). O capital social pode ser dividido em quotas, divididos em valores iguais ou desiguais. A quota é indivisível. Aumento e diminuição de capital social: alteração no contrato social e averbação na Junta Comercial ou no Cartório de Registro Civil. Na redução, ainda depende-se da concordância dos credores quirografários (que não tem garantia alguma, o último a receber em caso de falência). c) Cessão de quotas Se houver omissão do contrato social terei que usar a regra do art. 1.057 do Código Civil. Se a cessão ocorre de um sócio A para o sócio B, não precisa da concordância dos demais sócios. A cessão de quotas entre sócios é livre, não há necessidade de anuência dos demais sócios. Haverá direito de preferência se previsto no contrato social. Se um sócio quiser passar suas quotas para um terceiro, poderá, mas se não houver oposição de sócios que não representem mais de 25% (¼) do capital social. d) Administrador Pode ser um sócio ou um não sócio. Se o administrador realizou um ato que está dentro dos poderes que a sociedade atribuiu a ele, quem responde por esse ato é a sociedade, pois mesmo que ele tenha feito algo de errado tinha autorização para fazê-lo. Se ele realizar um ato fora dos poderes a ele atribuídos, quem responde pelo ato é só o administrador. O administrador que agiu com excesso de poderes. É um ato ultra vires. Atos de gestão não dependem de previsão expressa, já os demais atos, como, por exemplo, assinar contratos, deverá estar previsto no contrato social ou em documento separado. e) Exclusão http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Art. 1.058, CC – quando é um sócio remisso, ou seja, não integralizou as quotas que subscreveu, é o sócio devedor. Deve ser feita a devolução do que ele pagou. Art. 1.030, CC – exclusão judicial. Quando praticou uma falta grave ou em virtude de uma incapacidade superveniente. Haverá o ressarcimento, ou seja, será verificado quanto vale a parte dele na sociedade, que pode ser maior do valor que ele investiu. Concordância da maioria dos demais sócios. Exclusão extrajudicial: art. 1.085, CC: falta grave, previsão no contrato social para a exclusão por justa causa, preciso da concordância dos sócios, representante de mais da metade do capital social, deve haver, também, a oportunidade de defesa. Haverá o direito ao ressarcimento.
41 (FGV – OAB 2010.3) Com relação à exclusão do sócio da sociedade por justa causa, assinale a alternativa correta. (A) Como o sócio majoritário possui a maioria do capital social, ele não poderá ser expulso em razão da vontade dos demais sócios, ainda que haja justo motivo para tal expulsão. (B) A deliberação para exclusão do sócio majoritário não remisso deve ocorrer por assembleia convocada especificamente para tal fim, sendo a deliberação comunicada ao sócio que se visa excluir, e este deverá, em 48 horas, deixar a sociedade, podendo após esse prazo ser feita a devida alteração contratual. (C) Se for ajuizada ação para se efetivar a expulsão do sócio, o juiz somente poderá verificar os aspectos formais que levaram à exclusão, como, por exemplo, se se respeitou o quórum necessário, não podendo examinar o mérito do ato expulsório. (D) A justa causa é a violação ou falta de cumprimento das obrigações sociais, sendo que o sócio excluído não perde o valor patrimonial de sua participação societária.
Resposta: D

f) Responsabilidade dos sócios – art. 1.052, CC X Ltda. – Capital social: 100 Sócio A: Subscreveu 70 / Integralizou 50 / Falta 20 Sócio B: Subscreveu 30 / Integralizou 30 Cada sócio responde pela integralização da quota que subscreveu. Todos os sócios são solidariamente responsáveis até o limite do que falta integralizar, ou seja, os credores podem atingir todos os sócios A e B até o valor de 20. Observação: não há prazo para integralizar o valor subscrito. Sócio remisso é o sócio que não integralizou as quotas que subscreveu. Deste sócio, podem-se cobrar as quotas, excluir ou reorganizar as quotas da sociedade. g) Cessão de quotas – art. 1.057, CC Há determinação no contrato social. No caso de omissão do contrato social, utiliza-se a regra do art. 1.057, CC. Cessão de quotas entre sócios – é livre, não é necessária concordância dos demais sócios. Cessão de quotas para terceiros: pode, desde que não haja oposição de sócios que representem mais de 25% do capital social.

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 352 h) sociedade unipessoal A regra é de 2, pelo menos. É possível existir uma sociedade unipessoal por um período de no máximo 180 dias, sob pena de dissolução da sociedade.
40 (FGV – OAB 2010.3) A sociedade empresária denominada KLM Fábrica de Móveis Ltda. teve a sua falência decretada. No curso do processo, restou apurado que a sociedade, pouco antes do ajuizamento do requerimento que resultou na decretação de sua quebra, havia promovido a venda de seu estabelecimento, independentemente do pagamento de todos os credores ao tempo existentes, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, e sem que lhe restassem bens suficientes para solver o seu passivo. Diante desse quadro, é correto afirmar que a alienação é (A) revogável por iniciativa do administrador judicial. (B) ineficaz em relação à massa falida. (C) nula de pleno direito. (D) anulável por iniciativa do administrador judicial.
Resposta: B

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Sociedade anônima

a) Características É uma sociedade necessariamente empresarial, devendo a mesma ser registrada na Junta Comercial. É uma sociedade de capital – não interessa a relação de pessoas, o que importa é o capital. Pode ser uma sociedade aberta ou fechada – títulos negociados ou não no mercado de capitais – possui registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda. Uma sociedade é considerada aberta a partir do momento que adquire o registro na CVM, independentemente se emitiu ou não seus títulos. Na sociedade anônima fechada os títulos são negociados na própria companhia, ou seja, de um sócio para outro. Mercado de capitais: mercado de balcão e na bolsa de valores. No mercado de balcão ocorre o mercado primário e secundário. Na bolsa de valores ocorre apenas o mercado secundário. No mercado de balcão há os títulos recém emitidos quanto revendedores de títulos. No mercado de valores há apenas os revendedores de títulos. Tanto o mercado de balcão quanto a bolsa de valores são fiscalizados pela CVM. Quem está no mercado de capitais, deverá divulgar tudo o que ocorre na companhia.
39 (FGV – OAB 2010.3) As Sociedades Anônimas têm uma pesada estrutura, necessitando, assim, de vários órgãos para atingir seu desiderato, cada um com sua função específica. Um desses órgãos é a Diretoria, sendo seus diretores efetivamente os administradores da companhia. Esses diretores possuem alguns deveres para com a sociedade empresarial e para com o mercado. Entre esses deveres encontra-se o desclosure, que é o dever (A) que os diretores possuem de convocar os acionistas para deliberar sobre determinado assunto ou vários assuntos que devem constar de uma pauta previamente escolhida.

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121 e ss. .404/76): ordinárias. 75. a parte beneficiária atribui participações nos lucros da companhia. LSA) A assembléia geral é o órgão onde as decisões são tomadas. É ainda um título que existe. preferenciais ou de gozo e fruição. Ações preferenciais: vantagem patrimonial e política. 17. CVM resolveu que uma companhia aberta não pode emitir partes beneficiárias – não é mais utilizado na negociação no mercado de capitais. AGE: assunto diferenciado.Ações: títulos que são parte do capital social.br | 11 99610348 facebook. 15. . §2. Quem detiver o bônus de subscrição terá o direito ao pagamento do valor nominal de ações. I.Bônus de subscrição: art. não é mais utilizada como capitação de recursos. respeitando o estatuto social. Ação de gozo ou fruição: ação usada para amortizar dívidas. 46 e 47. Também são títulos estranhos ao capital social. LSA). .br | leonardosakaki@uol. CPC). De acordo com os arts. Exemplos: alterar estatuto social. aprovação de fusão. ou seja. por exemplo. assuntos comuns. LSA. ou seja. De acordo com o art. Exemplos: aprovação de balanço. aprovação de emissão de debêntures. LSA.Partes beneficiárias: também são títulos estranhos ao capital social. se a companhia ficar 3 anos sem cumprir.com/leonardosakaki | @leosak . §7. (D) que os administradores possuem de agir de forma diligente. 110. a vantagem política é o direito a voto (art. o bônus de preferência não dá como contraprestação valores. deverá entregar ao acionista preferencial o direito de voto (art. Tem vencimento certo. A companhia de capital autorizado decide aumentar o seu capital social (lançamento de ações no mercado) terá preferência para a aquisição dessas ações quem tiver bônus de subscrição. mas é entregue a um diretor que cumpriu a meta.sites. podendo responder de forma pessoal com seu patrimônio caso violem esse dever. 17.com. LSA. Resposta: C b) Títulos . de forma a não causar prejuízos aos acionistas. a companhia se compromete a uma forma de distribuição de dividendos (valor fixo. 18. Diferenciação: Quanto às vantagens ou direitos específicos (art. LSA: vedado o voto plural.uol. ação ordinária que dê direito a mais de um voto. das debêntures e dos valores mobiliários. 52.Debêntures: títulos estranhos ao capital social. são direito de crédito contra a companhia.com. há uma preferência na aquisição. AGO: assuntos administrativos. Ações ordinárias: possibilidade do direito de voto – toda ação ordinária tem direito de voto – art. valor diferenciado. c) Órgãos da companhia Assembléia Geral (arts.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 353 (B) de fiscalizar os gastos da sociedade e se ela está cumprindo o que está disposto no estatuto social. eleição de administradores. LSA). É utilizada como benefício. O bônus de subscrição confere o direito de preferência na aquisição de ações. Lei 6. (C) que os administradores têm para com o mercado de informar todas as operações em que a companhia estiver envolvida e que possam influir na cotação das suas ações. LSA) em determinados assuntos (dependendo do estatuto) e o direito de veto (art. É um título executivo extrajudicial (art. também denominada de golden share. valor mínimo). 585. http://leonardosakaki.

Resposta: B e C 215 Cooperativa – arts.com/leonardosakaki | @leosak .093 e 1. devendo usar seu poder de controle para fazer. companhias abertas e nas sociedades de economia mista. o membro é obrigado a reparar os prejuízos. 161 e ss. de acordo com o estatuto. (D) Para que os administradores sejam responsabilizados pela prática de seus atos. http://leonardosakaki. LSA) Os membros são eleitos na AGO. LSA) (C) A única obrigação do acionista é a integralização de suas ações.uol. Se houve algum prejuízo. É um órgão obrigatório nas sociedades de capital autorizado (companhias que precisam da autorização da CVM). e apenas se seus atos forem comissivos. Diretoria (arts. que podem ser acionistas ou não acionistas. (B) Somente nas companhias fechadas é que todos os administradores são responsáveis pelos prejuízos que causarem pelo não cumprimento dos deveres impostos pela lei para assegurar o funcionamento normal da companhia. 42 (FGV – OAB 2010.com. O estatuto social pode informar ou não o capital social.sites. Os membros são necessariamente acionistas. administrativa e penal.br | leonardosakaki@uol.com. conselheiros e acionistas. 143 e ss. Mínimo de 3 pessoas e máximo de 5 pessoas. A violação a tais deveres pode causar responsabilidade civil. aquele com maior número de ações da companhia. Conselho de administração (arts 40 e ss. (A) O acionista controlador é sempre o acionista majoritário. Mínimo de 2 membros. 1. O conselho de administração deve prestar contas. membros do Conselho Fiscal e para o acionista controlador. Não pode sofrer falência nem recuperação judicial. assinale a alternativa correta. Conselho Fiscal (arts. tais deveres não sejam de competência de todos eles. O conselho de administração fixa as diretrizes.3) A Lei das Sociedades por Ações estabelece responsabilidades para os administradores. 158.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 354 Obrigação do acionista é pagar o preço da ação. LSA) Representa e executa as decisões da companhia.br | 11 99610348 facebook. a qualquer custo. há necessidade de se causarem prejuízos efetivos à companhia. 159. LSA) Fiscalização por acionistas ou não. ou seja. (Art. Em relação aos deveres e responsabilidades dos administradores. Composição de no mínimo 3 membros. não tendo qualquer outra responsabilidade para com a companhia. LSA. com que a companhia tenha uma maior margem de lucro. CC É uma sociedade simples. de acordo com o art. ainda que.094. O conselho de fiscalização pode contratar terceiros para fazer a auditoria.

depende do estatuto.uol. http://leonardosakaki. Ele pode contribuir com trabalho ou com dinheiro.com. Participação é de acordo com as obrigações realizadas.br | leonardosakaki@uol.sites. Nas demais sociedades não pode contribuir apenas com trabalho – terá que contribuir com uma quantia em dinheiro.com/leonardosakaki | @leosak .com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 355 O cooperado pode contribuir apenas com o trabalho na cooperativa? Sim.br | 11 99610348 facebook.

br | leonardosakaki@uol.sites. Não é re. Pode nalidade ju. Sociedade em comandita O nome Pode ser Pode ser empresari. personalida. que necessariamenser uma rídica. de. pois haveria um risco para o seu patrimônio particular.Não tem. ou seja. Tem regis. físicas respondem ilimisociedade tadamente.do. nome em.br | 11 99610348 facebook.ser sócio.sociedades Sociedade Personalidade Jurídica Sociedade Não é re.1 Tabela .com.ponde ilimitadamente e é quem aparece perande jurídica. se não for administrador da sociedade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 356 215.com. os bens dos sócios que foram colocados na atividade empresarial. Nome empresarial Não tem nome empresarial. bens da pessoa jurídica Depende atinge-se os bens dos da atividasócios.Não tem O sócio ostensivo resgistrada.Os sócios que são netro.cessariamente pessoas ser uma rídica. comum.Há o sócio comanditatro. Pode. Pode ser sócio. presarial. Pode nalidade ju. Há benefício de ordem – credor.sócio co. pois a persosociedade nalidade jude fato ou rídica surge sociedade no momento irregular do registro. quando vai cobrar uma dívida. O credor simples ou tem sempre que acionar uma sociea pessoa jurídica e dade emquando terminar os presária. quando terminar o patrimônio especial. Registro Responsabilidade dos sócios Os sócios não têm proteção. atingem-se os bens do sócio.ser sócio. Este não aparece perante terceiros e não responde perante terceiros.com/leonardosakaki | @leosak . al é necessariamente uma razão social. Tem regis. Sociedade em nome coletivo O nome Não pode empresari. tem que acessar o patrimônio especial. O outro sócio é o sócio participante ou oculto. respondem ilimitadamente. te é uma pessoa física. Incapaz Servidor público Não pode. te terceiros. sócio co- http://leonardosakaki. gistrado.apenas o al é uma manditário. Atinge diretamente os bens do sócio para o sócio que contratou.Tem perso. Sociedade em conta de participação Não tem Não pode Pode.uol.Tem perso.

gralizado. autorização dade.pela integralização da nominação houver au. Precisa ser requerida pelo Ministério Público ou interessado. Há o sócio razão social dependenacionista diretor. se não for administrador.Poderá se Pode ser nalidade ju. Em determinada situação ou relação jurídica o juiz permite que o patrimônio dos sócios sejam atingidos.br | 11 99610348 facebook. 50. Sociedade comandita por ações Tem personalidade jurídica. Quando a pessoa se torna incapaz após o início das atividades: 216 Desconsideração da pessoa jurídica Abuso da pessoa jurídica (art.uol.Cada acionista responde Será a de. que ou deno. damente. ou deno.al.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 357 simples sociedade simples ou uma sociedade empresária.acionista. responde ilimitadamen. social. torização judicial. Sociedade É registralimitada da. Para o direito ambiental e do consumidor. Tem perso.razão soci. Há os sócios acionistas O nome Pode ser que respondem limita. responde do sócio limitadamente e não comanditáadministra.minação 100% intedem solidariamente social.se houver te e administra a socie. Depende da atividade. manditário. Isso porque não administra. que pode proteção ser pessoa física ou pespatrimonial soa jurídica. Sociedades É registraanônima da. Será sociedade empresária. Pode ser sociedade simples ou sociedade empresária.br | leonardosakaki@uol. Pode ser apenas o sócio acionista. basta o não pagamento. Cada sócio responde Pode ser Só pode se pela integralização da razão social o capital quota que subscreveu.pode ser acionista. Há o sócio cojudicial.do de autoresponde ilimitadamen.com. Não podendo ser o administrador. Tem personalidade jurídica. rídica. dade. pelo que falta ser integralizado. É registrada e necessariamente é uma sociedade empresária. dicial.com. rio.minação rização jute e administra a socie. Há manditário. o patrimônio pessoal não é atingido. ação que subscreveu. Não há que se falar dos requisitos acima. CC) pela confusão patrimonial ou desvio de finalidade. Pode ser sócio.sites.social foi Todos os sócios respon.social. http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak .

663/66 em relação à causa/origem (como regra os títulos de crédito são não causais.00 pode ser normativo ou ao portador. 247 e 258 do Superior Tribunal de Justiça). avalista – credor. Endossante casado não precisa da Aval e fiança: precisa da vênia conjugal. Ler art. Endosso é uma relação autônoma. Literalidade: vale somente o que está escrito no documento.021/90 diz que não pode circular título ao portador. será nominativo. CC.sites. 1. aval e fiança Endosso Pertence ao direito cambial – título de crédito.br | leonardosakaki@uol. Decreto 57. Fiança Prevista no direito civil. Art. . salvo no caso de regime de sevênia conjugal. A garantia no aval é solidária.com. Aval é uma relação autônoma. de acordo com a lei. No caso da fiança o contrato pode dizer que o fiador abriu mão do benefício de ordem. c) O título de crédito pode ser ao portador? Nota promissória. Cheque dependerá do valor – até R$100. duplicata e letra de câmbio – não pode ser ao portador. (ii) nota promissória vinculada a contrato bancário. ou seja. b) Autonomia: das relações jurídicas: credor – devedor. http://leonardosakaki. paração total. A fiança é uma relação acessória. o título de crédito não tem uma causa ou origem previamente definida – cheque. ou seja. que só pode ser emitida de nota fiscal de compra e venda ou de prestação de serviços – a duplicata será fria ou simulada quando não tem a causa que a lei definiu (nota fiscal de compra e venda ou de prestação de serviços). a garantia é subsidiária – só pode ser atingido depois do devedor principal. quer dizer que não há benefício de ordem. Na fiança. a) Características/princípios: Cartularidade: apresentação do documento original para eventual discussão. nota promissória e a letra de câmbio). acima desse valor não poderá ser ao portador. 17.br | 11 99610348 facebook. d) Endosso. são causais: (i) duplicata. A garantia no endosso é solidária.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 358 217 Títulos de créditos Fonte: leis especiais e código civil (em caso de omissão de lei especial) art.647 do Código Civil.com/leonardosakaki | @leosak Aval Pertence ao direito cambial. O aval serve só para garantir o Garantir o contrato. a nota promissória não tem autonomia (Súmulas 233.uol. A lei 8. 903.com. endossante – credor. título de crédito. será só nominativo. O endosso serve para transmitir e garantir o título de crédito. na parte de contratos. Há duas exceções.

São válidas as doações nupciais feitas aos filhos quando casarem ou estabelecerem economia separada. o aval na nota promissória é entendido como dado em favor do sacador. Resposta: C 218 Falência – Lei 11. ação de cobrança. 43 (FGV – OAB 2010.com/leonardosakaki | @leosak . Parágrafo único. acerca desses bens ou direitos.101/05 http://leonardosakaki. ou dos que possam integrar futura meação.br | leonardosakaki@uol. que é o prazo de apresentação. entrando com ação monitória. sem autorização do outro. ou seja.uol. como autor ou réu. Para a lei. cabe indenização de danos morais. A súmula 370 do Superior Tribunal de Justiça cheque pré-datado: se o cheque pré-datado for apresentado antes da data. 1. Conto 30 dias – 7 de julho. (D) não aceita a duplicata.pleitear. a cláusula “não à ordem” impede a circulação do crédito. suprir o aceite. II . a definição de cheque é: ordem de pagamento À vista. tenho até o dia 7 de janeiro de 2011 para mover a ação de execução. de bens comuns. Se o cheque prescreveu ainda posso cobrar o cheque. a garantia continua acontecendo. III . Emissão em 7 de junho – praças iguais. 202 do Código Civil. Endosso após o protesto serve só Não muda nada após o protesto.3) Em relação aos Títulos de Crédito. o portador de um cheque pode requerer a responsabilidade cambiária do banco sacado pelo seu não pagamento. Sou obrigado a protestar quando quero usar o título de crédito como causa de pedido de falência – valor acima de 40 salários mínimos.sites. Ressalvado o disposto no art.com. exceto no regime da separação absoluta: I .br | 11 99610348 facebook.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 359 Art. A lei do cheque é a lei 7.com. o protesto do título é a providência suficiente para o ajuizamento da ação de execução contra o sacado. O prazo para execução é de 6 meses contados a partir do prazo de apresentação. quando (A) presente na letra de câmbio.alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis.prestar fiança ou aval. Súmula 388 do Superior Tribunal de Justiça diz que a simples devolução indevida é causa para indenização dos danos morais. ação de enriquecimento sem causa. O cheque tem um prazo de apresentação no banco de 30 dias contados da emissão para praças iguais ou 60 dias contados da emissão para praças diferentes. Quando é um requisito obrigatório: quando preciso. Daí pego 6 meses dessa data. O protesto interrompe ou não a prescrição? Interrompe o prazo prescricional – art. 1. e) Protesto. (B) insuficientes os fundos disponíveis. O aceite existe na duplicata e na letra de câmbio. não sendo remuneratória. nenhum dos cônjuges pode.fazer doação. em alguns títulos de crédito.648.357/85. (C) firmado em branco. é correto afirmar que. para transmitir. IV . É obrigatório protestar quando quero acionar endossante ou avalista. f) Cheque.647.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 360 218. Créditos trabalhistas e acidentes de trabalho – até 150 salários mínimos por trabalhador. 3º lugar serão os créditos concursais antes da decretação da falência: 1. (arrendamento mercantil e alienação fiduciária – são casos em que terceiros são proprietários) Quadro geral de credores: 1º lugar será o credor que tem direito ao pedido de restituição. que será devolvido a ele. Crédito com garantia real. 2.1 Motivos para pedido de falência – art. Pedido de restituição – a única coisa que precisa ficar provada é a propriedade desse terceiro. o credor que era proprietário do bem. não nomeou bens à penhora. são excluídas do processo falimentar as atividades que não são empresariais (atividade dos profissionais liberais.2 Classificação dos credores Credor de natureza salarial de até 5 salários mínimos.com. II. http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak . Os bancos sofrem intervenção para que haja a verificação dos números e balancetes. sociedade simples e as cooperativas). Sofrem exclusão total (não sofrem falência): empresa pública e sociedade de economia mista. Exemplo: honorários do administrador judicial. 218. Os interventores podem sugerir a liquidação extrajudicial (o ativo é avaliado e os bens vendidos pode pagar a maior parte do passivo) ou a falência (o ativo é menor que o passivo). Crédito subordinado. 3. 2º lugar serão os créditos extraconcursais com origem após a decretação de falência. (podem ser vários títulos e vários credores. LF A pessoa deve ser empresário individual ou sociedade empresária. 1 e 2 . Honorários advocatícios possuem privilégio geral – não tem direito de retenção. (iii) atos de falência (inciso III) – uma atitude suspeita que faz com que o credor acredite que o devedor não vai conseguir pagar. mas tem que ser acima de 40 salários mínimos e protestado) (ii) execução em andamento. seguradoras. não depositou em juízo.uol.arts.br | 11 99610348 facebook. É necessário apenas uma certidão. Credor que é proprietário de um bem arrecadado pela massa. 94 (i) título executivo judicial ou extrajudicial – protesto e valor acima de 40 salários mínimos. ou seja.br | leonardosakaki@uol. Algumas sociedades sofrem exclusão parcial (art. Essas pessoas recebem assim que exista dinheiro em caixa. operadora de plano de saúdes. LF).sites. é o que acontece com os bancos.com. 2. Exemplo: credor de arrendamento mercantil. ou seja. devedor citado e não pagou. vencidos 3 meses antes da falência. havendo a elaboração de um relatório.3 Legitimidade passiva . 4. Crédito Tributário. 218.

art. em garanti a de dívida no valor de R$ 1. em função de ter havido a quebra da empresa. uma reparação de danos. isso ocorrerá no momento em que essa obrigação se tornar líquida – há a chamada reserva de valor. Essas obrigações permanecem no seu juízo de origem. (b) Crédito de garantia Real. crédito trabalhista (trabalhador que realizou o trabalho após a declaração da falência. LF (i) Créditos extraconcursais: origem após decretação da falência. assinale a afirmativa correta. (B) A Fazenda não pode executar o bem. como. não vem para a falência. mas o juiz pode não conceder. sendo o valor realmente reservado. salvo as multas tributárias. prevalecendo o crédito com garanti a real. uma ação de cobrança. 74 (FGV – OAB 2010. (c) Crédito tributário.5 Classificação dos créditos – arts. mas pode um dia entrar na falência.uol. uma indenização etc. numa ação trabalhista.br | leonardosakaki@uol. não havendo hierarquia.br | 11 99610348 facebook. 218. por exemplo. crédito tributário (após a decretação da falência) etc.00. em virtude de seus privilégios. (ii) Créditos concursais: origem do crédito ocorreu antes da decretação da falência.com. Resposta: D (d) Crédito com privilégio especial: tem retenção.00 O imóvel está avaliado em R$ 1. Com base no exposto acima. promessa de doação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 361 218. uma reclamação trabalhista.com/leonardosakaki | @leosak . exemplo: honorários do administrador judicial. §§1 e 3 Ficam de fora: (i) as obrigações gratuitas. (f) Crédito quirografário: saldo do crédito trabalhista. conceder ou conceder parcialmente. O critério é a origem pós falência.000.000. 84 e 83. (iii) as obrigações ilíquidas. por exemplo.200. ou seja. (a) Crédito trabalhista (valor até 150 salários mínimos por trabalhador) e decorrente de acidente de trabalho. (ii) as despesas dos credores. O reclamante. 5. (A) A Fazenda tem direito de preferência sobre o credor com garantia real.000. A Fazenda Pública Estadual tem créditos a receber de Delta Ltda. (e) Crédito com privilégio geral: não tem retenção. qualquer valor que está sendo discutido na justiça. (C) A Fazenda tem direito de preferência uma vez que a dívida tributária é anterior à hipoteca. salvo as custas judiciais.4 Créditos excluídos do processo falimentar – art.com. nos limites do valor do crédito garanti do pela hipoteca. Honorários advocatícios são créditos de privilégio geral. relacionados ao ICMS não pago de vendas ocorridas em 03/01/2008. até o limite do bem dado em garantia.2) Delta Ltda.sites. Delta possuía um imóvel hipotecado ao Banco Junior S/A. pode pedir o direito de reserva de valor – a reserva ocorrerá apenas na falência – o juiz do trabalho envia um ofício ao juiz da falência solicitando a reserva de valor. http://leonardosakaki. saldo do crédito com garantia real. 6. teve sua falência decretada em 11/01/2010. por exemplo. (D) A Fazenda respeitará a preferência do credor hipotecário.

br | leonardosakaki@uol. Exemplo: arrendamento mercantil e alienação fiduciária. 218.com.7 Procedimentos http://leonardosakaki. O terceiro não é necessariamente um credor.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 362 (g) Multas. (h) Créditos subordinados. Exemplo: pró-labore de sócio. 218. pode ser alguém que em algum momento deixou um bem dentro da massa.com/leonardosakaki | @leosak .sites.br | 11 99610348 facebook.uol.6 Pedido de restituição Peço toda vez que bem de propriedade de terceiro for arrecadado pela massa.

Após uso do plano especial (da microempresa).br | 11 99610348 facebook. Habilitação: credores têm 15 dias (a partir da publicação) para fazerem a habilitação. Encerramento. ou (iii) Pedido de recuperação judicial Arts. Citação. LF.uol. Atenção aos recursos (abaixo). 99.1 Requisitos – art. exerça atividade empresarial de forma regular há pelo menos 2 anos. O devedor não pode ter sido condenado em crime falimentar. Há prazo de 10 dias. 10. Publicação de edital de convocação dos credores.com.sites. LF.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 363 Petição inicial. Credor retardatário – habilitação feita após esse prazo – art. 95. http://leonardosakaki. O devedor não pode estar falido. Liquidação: momento em que os bens são vendidos e há o pagamento dos credores. (i) Contestação. tenho que esperar 8 anos para pedir uma nova recuperação. 96 e 98. é necessário que seja devedor. LF Para que alguém possa pedir a recuperação judicial. Sentença – art. Recursos: se a falência for improcedente – apelação se a falência for declarada – agravo de instrumento 219 Recuperação judicial 219. (ii) Depósito elisivo (pagamento).com/leonardosakaki | @leosak .com. LF. Para pedir uma nova recuperação judicial é necessário 5 anos. 48. Redação do quadro geral de credores – prazo de 45 dias ao administrador.

credor no direito de propriedade. Dessa decisão. Esta decisão não está concedendo a recuperação. Créditos excluídos: Créditos tributários (art. 219.4 Recuperação judicial do plano especial – arts. o juiz homologa. Se não houver objeção.uol. o juiz não concede a aprovação e declara a falência (art. 219. Havendo objeção. adiantamento de crédito para câmbio (dinheiro emprestado para viabilizar exportação). quem decidirá é a assembléia geral de credores. Só atinge credores quirografários. 45. 70 a 72 Quem pode pedir é quem tem os requisitos do art.sites. 219. empresário irregular. Juiz defere o processamento da recuperação judicial. LF. apresentando os requisitos do art. sociedade em conta de participação – estão fora.3 Procedimento Petição inicial redigido pelo devedor. 187 do CTN). há suspensão por 180 dias das ações em andamento e dos prazos prescricionais. 60 dias 30 dias O juiz concede um prazo de 60 dias para apresentação de uma proposta pelo devedor. e.com. Dessas decisões. http://leonardosakaki. o juiz entende que eles aceitaram.br | leonardosakaki@uol. assim. LF. Os demais credores deverão ser pagos normalmente. A proposta está na lei: parcelamento em 36x. 48.a. 187.com/leonardosakaki | @leosak . salvo crédito tributário e obrigações ilíquidas (processos de conhecimento).2 Créditos atingidos – art. deve ser ME ou EPP. CTN Créditos atingidos: todos os existentes na data do pedido da recuperação judicial. e a 1ª parcela sendo paga em 180 dias da distribuição.br | 11 99610348 facebook. o art. caberá agravo. apenas reconhece que é legítimo de recuperação judicial. se não aprovar. No momento em que é deferida. havendo. LF e art. Os credores têm 30 dias para apresentação de objeções. 49. 48. LF. além disso. 73).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 364 Sociedade comum. não cabe recurso.com. a homologação. Para aprovação dessa proposta. juros de 12% a. indica o quórum de aprovação: se aprovar.

1 Circulação Ao portador: é aquele que não possui expresso na cártula o nome do beneficiário do crédito.uol.Transfere o título e o respectivo crédito do endossante para o endossatário.sites. Duplicata: 30 dias Cheque: prazo de apresentação: 30 dias mesma praça. o credor tem 2 dias úteis após o vencimento para protestar o título. será indispensável a realização dentro do prazo legal do protesto do título por falta de pagamento. crédito trabalhista e acidente de trabalho. hipótese em que circulará pelo endosso ou da cláusula "não à ordem". http://leonardosakaki. Endosso parcial: vedado – nulo.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol. poderá o credor se voltar contra eventuais codevedores. credor proprietário. Vencido o título. no entanto. vinculando-se ao seu pagamento na qualidade de cobrigado/codevedor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 365 220 Recuperação extrajudicial Os créditos excluídos: créditos tributários. necessariamente. Portanto a perda do prazo para protesto não implicará na perda do direito de se executar o devedor principal.com. tais como endossantes e respectivos avalistas (garantidores dos endossantes).com/leonardosakaki | @leosak . hipótese em que circulará pela cessão de créditos. Endosso é um ato cambial pelo qual o credor de um título nominativo à ordem o transferirá a terceiro. . Cláusulas sem despesas: aquela que quando lançada pelo endossante dispensará o protesto para que ele possa ser cobrado pelo endossatário. caso este não cumpra com seu dever de pagar. mas implicará na perda do direito de se cobrar de eventuais codevedores. 60 dias praças distintas. Circulará pela simples tradição – exemplo: cheque (a partir de R$100 o cheque. Prazos para protesto Letra de câmbio e nota promissória: 2 dias úteis. será nominativo). razão pela qual qualquer pessoa que esteja portando o título será considerada o seu legítimo possuidor.Vincula o endossante ao pagamento do título na qualidade de cobrigado/codevedor. Protesto por falta de pagamento: quando do vencimento do título.com. Para tanto. Efeitos . Nominativo: é aquele que possui expresso na cártula o nome do beneficiário do crédito acompanhado da cláusula "à ordem". 221 Títulos de Crédito 221. é dever do credor apresentá-lo para pagamento do devedor principal. adiantamento de crédito para câmbio.

br | 11 99610348 facebook. http://leonardosakaki. 897.br | leonardosakaki@uol. ainda que ele não lance expressamente o seu aceite do título ele estará vinculado do seu pagamento. pois aplicamos as regras da nota promissória e letra de câmbio. Aval parcial: pelo CC é vedado o aval parcial (art. é necessária a anuência do cônjuge.uol.sites. 57. No cheque o aceite é vedado. pois há presunção de vinculação do sacado. portanto. 221.com.com/leonardosakaki | @leosak .3 Estrutura Aceite é o ato cambial pelo qual o sacado reconhece. Na letra de câmbio o aceite é facultativo. Dec. Para duplicata também é possível. 29. vinculando-se ao pagamento do título na qualidade de devedor principal. Exemplo: duplicata mercantil (causa: representar créditos que decorram de uma compra e venda). salvo em regime de separação total de bens. Na duplicata o aceite é obrigatório.4 Aval Aval é garantia prestada em título de crédito. Se o avalista for casado. produzindo efeitos de mera cessão de créditos. 221. Endosso impróprio: é aquele que tem por finalidade legitimar o endossatário na posse do título sem lhe transferir o respectivo crédito.com. ou seja.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 366 Endosso póstumo: aquele dado após o vencimento e protesto por falta de pagamento do título. Lei 7. 30. Art. CC). 221. letra de câmbio e duplicata são ordens de pagamento. o comprador e. Cheque. Exemplo: cheque.663/66 – na nota promissória e letra de câmbio é possível o aval parcial. Título causal: aqueles que só poderão ser emitidos para documentar determinados créditos cuja causa esteja prevista e seja autorizada por lei. ou seja.357/85 – no cheque é possível o aval no todo ou em parte (parcial).2 Hipóteses de emissão Título não causal: aquele que poderá ser emitido para documentar qualquer espécie de crédito. parágrafo único. aceita a ordem que lhe foi dada pelo sacador. duplicata de prestação de serviços (causa: representar créditos que decorram de prestação de serviços). ou seja. Art. nota promissória. não importando a causa que lhe tenha dado origem. é o ato cambial pelo qual o avalista garante obrigação assumida pelo avalizado em título de crédito.

prestar auxílio material aos seus pais. (i) Idade mínima para o trabalho 16 anos. à profissionalização. desde que procure outra atividade laborativa que seja de formação técnico-profissional. não se pode afirmar que o menor exercerá atividade laborativa na condição de aprendiz. da sociedade e do Estado assegurar à criança. ao lazer. adotando a louvável atitude de preferir o trabalho às ruas. à saúde. 227. ao adolescente e ao jovem. http://leonardosakaki. mesmo não sendo tal atividade de aprendizagem. 26 (FGV – OAB 2011. (ii) Direitos trabalhistas e previdenciários do adolescente trabalhador. exploração. não é necessário que o adolescente goze de horário especial compatível com a garantia de acesso e frequência obrigatória ao ensino regular. assinale a alternativa correta. esta foi pacificada pelas Forças de Segurança Nacional. discriminação. Resposta: D Art. Adolescente 12 a 18 anos. (A) Como a comunidade onde reside Washington foi pacificada pelas forças de paz. adolescente com 14 (quatorze) anos. Jovem. (iii) Acesso à educação do adolescente trabalhador.br | 11 99610348 facebook. à dignidade. Recentemente. à alimentação.com. (D) Washington não poderá trabalhar na mercearia como ensacador de compras. sem qualquer restrição legal. localizada em sua comunidade. que funciona 24h.1) Washington. à cultura. portanto. pois tal atividade não é enquadrada como de formação técnico-profissional.br | leonardosakaki@uol. com absoluta prioridade. 227. CF Art. Menor de 18 anos é inimputável. ao respeito. movido pelo desejo de ajudar seus genitores no sustento do núcleo familiar pobre.sites. fala da inimputabilidade do menor de 18 anos. 228. (iv) Direito ao pleno conhecimento do ato infracional que lhe é imputado. crueldade e opressão. à educação. não há falar em local perigoso ou insalubre para o menor. CF. Tendo como substrato a tutela do Estatuto da Criança e do Adolescente no tocante ao Direito à Profissionalização e à Proteção no Trabalho. É dever da família. pratica ato infracional. (vi) Todos os filhos devem ter o mesmo tratamento. pretende iniciar atividade laborativa como ensacador de compras na pequena mercearia Tudo Tem. além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência.com/leonardosakaki | @leosak . sendo 14 anos como aprendiz.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 367 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 222 Direitos constitucionais da criança e do adolescente Art. assim. de 2010) Criança: menor de 12 anos. (Redação dada Pela Emenda Constitucional n 65. (C) Washington poderá ser contratado como ensacador de compras. (v) Brevidade e excepcionalidade da privação da liberdade.com. (B) Na condição de aprendiz. poderá o adolescente exercer a carga horária laborativa no período das 22h às 24h. tem discernimento suficiente para firmar o contrato de trabalho e. não pratica crime. violência. à liberdade e à convivência familiar e comunitária. pois. assim.uol. o direito à vida. como já possui 14 (quatorze) anos.

228. (ii) Princípio da proteção integral: (art.sites. CF (i) Princípio da dignidade humana: doutrina da proteção integral x doutrina da tutela do menor em situação irregular.segundo o STJ e STF. CF) se houver um litígio em que estiver em jogo o direito de um menor e qualquer outro. (iv)Princípio da igualdade de filiação: proibição de distinção de filhos. 229. Observação: só o juiz poderá aplicar esta medida. STJ: A prescrição penal é aplicável nas medidas sócio-educativas. mas se o adolescente tiver maus antecedentes. ECA. Criança Menor de 12 anos. Exemplos: encaminhamento para os pais ou responsável. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos.com/leonardosakaki | @leosak . Art. (vii) Princípio da excepcionalidade: em caso de restrição. Medida protetiva. Pratica ato infracional. Os pais têm o dever de assistir. (viii) Princípio da condição peculiar de pessoa em desenvolvimento: em caso de restrição.momento para aferição da inimputabilidade é o momento da conduta.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 368 Art. ECA) a proteção é para qualquer menor e não só o menor em situação irregular. . Pratica ato infracional. carência ou enfermidade. não será considerado ato infracional. o momento da ação ou da omissão. 101. . e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice.princípio da insignificância ou bagatela. 112. sujeitos às normas da legislação especial. (iii) Princípio da prioridade absoluta: (art. 229. 227. ou seja.uol. (v) Princípio da participação social. fala que os pais têm o dever de cuidar dos filhos menores e que os filhos maiores têm o dever de cuidar de seus pais. será processado. CF. criar e educar os filhos menores. também se aplica aos atos infracionais. Art.br | leonardosakaki@uol. segundo o STF. Se um adolescente subtrai um sabonete de um real. Exemplo: internação.br | 11 99610348 facebook.com. (vi) Princípio da brevidade: em caso de restrição.com. a prescrição se aplica aos atos infracionais32. 1. Medida sócioeducativa. art. 224 Diferença entre criança e adolescente Adolescente De 12 a 18 anos. http://leonardosakaki. 227. matrícula e frequência na escola. . ele deve ser tratado de forma prioritária. Art. tratamento psicológico ou de 32 Súmula 338. sendo a lesão pequena ou insignificante. 223 Tutela constitucional da criança e do adolescente Art. ECA.

Todo município deve ter pelo menos 1 Conselho Tutelar.art. o adolescente deverá necessariamente ser ouvido.br | 11 99610348 facebook. ECA: fixa que a desinternação será compulsória aos 21 anos de idade. O Conselho tutelar é formado por.ato infracional praticado quando o adolescente tinha 17 anos e 11 meses. O adolescente não pode ser transportado em locais fechados das viaturas policiais. ou outra pessoa por ele identificada. 5 conselheiros. acolhimento institucional ou familiar (até 2 anos). Exemplos: . 227 Internação provisória ou no curso do processo – art. Observação: essas medidas podem ser revistas a todo tempo e são aplicadas pelo juiz ou pelo conselho tutelar. para mandato de 3 anos. Na adoção. Requisitos: mais de 21 anos e residência na comarca. salvo dúvida fundada. 225 Conselho Tutelar Não é órgão do poder judiciário. a incidência do ECA se dará quando o adolescente tiver 18 anos. pelo menos. admitida 1 recondução.com.com. tutela e adoção). ou seja. 108.sites.com/leonardosakaki | @leosak . escolhidos pelo povo. O adolescente civilmente identificado (quando estiver munido de documento de identidade) não será identificado compulsoriamente. 226 Direitos do adolescente infrator Privação da liberdade do adolescente infrator em caso de flagrante de ato infracional e no caso de ordem judicial. É possível a aplicação do ECA em pessoas entre 18 e 21 anos de idade. . desde que essa aplicação seja excepcionalmente prevista em lei. §5. colocação em família substituta (guarda.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 369 toxicômanos.br | leonardosakaki@uol.uol. 121. Tem o direito à identificação da autoridade responsável pela apreensão. É órgão vinculado (criado organizado e mantido) ao município. Em caso de apreensão deve ser comunicado o juiz e a família do adolescente. ECA http://leonardosakaki.

Aplicada para os atos infracionais menos graves. 110 e 111.uol. CTPS. Nenhum adolescente será privado de sua liberdade sem o devido processo legal.Advertência – art. por exemplo: furto. Até 8 horas semanais aos sábados. ECA: admoestação verbal. VI .com. . estelionato. Esta medida tem prazo máximo de 6 meses – 8 horas semanais. podendo confrontar-se com vítimas e testemunhas e produzir todas as provas necessárias à sua defesa.direito de solicitar a presença de seus pais ou responsável em qualquer fase do procedimento.com. 110. O juiz não pode dispensar as demais provas em razão da confissão do adolescente – trata-se da Súmula 342. preferencialmente no final de semana. ECA. mediante citação ou meio equivalente.defesa técnica por advogado.igualdade na relação processual. 115. ECA. O adolescente civilmente identificado (RG. III . as seguintes garantias: I . http://leonardosakaki. para não atrapalhar nos estudos. entre outras. IV . separação dos adultos e em caráter excepcional. São asseguradas ao adolescente. destinado a adolescentes infratores. É a única medida que para ser aplicada dispensa comprovação da autoria. STJ. . Não se confundir com a internação definitiva.br | leonardosakaki@uol. Adolescente pode ser internado em unidade prisional no período de 5 dias. Os 5 primeiros dias poderá cumprir numa cela separada dos adultos.sites. Tem que ter reflexos patrimoniais. Decretada por juiz. 129 e 130.pleno e formal conhecimento da atribuição de ato infracional.Obrigação de reparar o dano – art. Trabalhos forçados são vedados – prestação de serviços à comunidade têm caráter educativo. domingos. ou outro dia que não prejudique escola e trabalho. apropriação indébita. V . feriados.Prestação de serviços à comunidade – art. . 116. Há o cumprimento no estabelecimento apropriado. ECA Art. na forma da lei.direito de ser ouvido pessoalmente pela autoridade competente. Quando a reparação puder ser feita pelo adolescente. bastam indícios suficientes de autoria. O adolescente não pode ser transportado em locais fechados de viaturas policiais. 117. II . ECA.assistência judiciária gratuita e integral aos necessitados. O prazo máximo para a internação é de 45 dias. 111. 228 Direitos processuais do adolescente infrator – art. Art. Cabe quando há indícios de autoria e materialidade mais a necessidade da internação. passaporte) não será submetido à identificação compulsória (datiloscópica ou fotográfica).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 370 É como a prisão preventiva dos adultos. salvo se houver dúvida.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. 229 Medidas socioeducativas Há medidas aplicadas aos pais – arts.

ECA. ouvido o Ministério Público.com.Medidas de proteção – art. . por outra forma.Internação – constitui medida privativa da liberdade. inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à família. . matrícula e frequência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental. compense o prejuízo da vítima. O juiz nomeará um orientador para acompanhar o adolescente (acompanhará a vida escolar. Resposta: B 25 (FGV – OAB 2011. Pode também ser aplicada de forma autônoma. (B) em se tratando de ato infracional com reflexos patrimoniais. é correto afirmar que (A) a prestação de serviços comunitários consiste na realização de tarefas gratuitas de interesse geral. (D) entre as garantias processuais garantidas ao adolescente encontra-se o direito de solicitar a presença de seus pais ou responsável em qualquer fase do procedimento. à criança e ao adolescente.br | leonardosakaki@uol. apoio e acompanhamento temporários. vai tentar o adolescente no mercado de trabalho.com. Definitiva: a partir da sentença. psicológico ou psiquiátrico. ECA: encaminhamento aos pais ou responsável.com/leonardosakaki | @leosak . revogar ou converter essa medida. devendo em todo o caso ser assistido pelos genitores. por período não excedente a 1 (um) ano. A liberação será compulsória aos vinte e um anos de idade. hospitais. independentemente de ordem judicial. por constituir medida privativa de liberdade do menor. salvo expressa determinação judicial em contrário. Será permitida a realização de atividades externas.1) http://leonardosakaki. As atividades externas são obrigatórias. O juiz pode prorrogar. Em qualquer hipótese a desinternação será precedida de autorização judicial.br | 11 99610348 facebook. Súmula 108 do STJ – somente o juiz pode aplicar medida socioeducativas. sujeita aos princípios de brevidade. acolhimento institucional.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 371 . 101. que o adolescente restitua a coisa. não poderá o menor ser ouvido pessoalmente pela autoridade competente. promova o ressarcimento do dano. não poderá exceder o período de 5 (cinco) anos. escolas e outros estabelecimentos congêneres. ou. Prazo: 45 dias. em entidades assistenciais.sites. São obrigatórias a escolarização e a profissionalização. como forma de progressão para a liberdade. Contudo. inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio. excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.uol.Inserção em semiliberdade – art. requisição de tratamento médico. o adolescente deverá ser liberado. Pode ser aplicada desde o início ou depois da internação. Provisória: antes da sentença. 95 (FVG – OAB 2010. bem como em programas comunitários ou governamentais. em regime hospitalar ou ambulatorial. a autoridade poderá determinar. orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos. Prazo mínimo de 6 meses. mediante termo de responsabilidade. Aplica-se prescrição à medida sócio-educativa. orientação. colocado em regime de semiliberdade ou de liberdade assistida. . Prazo: 3 anos. se for o caso.Liberdade assistida.3) Considerando a prática de ato infracional por criança ou adolescente. 120. colocação em família substituta. inserir em programas assistenciais e vai fazer relatórios periódicos para o juiz). Em nenhuma hipótese o período máximo de internação excederá a 3 anos – atingido este limite. inclusão em programa de acolhimento familiar. (C) a internação.

o adolescente será reavaliado.com. 231 Procedimento para apuração do ato infracional Representação. quando houver o descumprimento de medida anteriormente imposta – prazo máximo de 3 meses. Defesa prévia – prazo 3 dias. A cada 6 meses. É a última medida a ser aplicada. Prazo máximo da internação é de 3 anos. Não se pode decretar a incomunicabilidade do adolescente. http://leonardosakaki. que prescinde da homologação da Autoridade Judiciária. é correto afirmar que (A) ao ato infracional praticado por crianças corresponderão as seguintes medidas socioeducativas: advertência. podendo ser prorrogado em caráter excepcional). entre elas pode haver o abrigamento (prazo máximo de 2 anos.com/leonardosakaki | @leosak .sites.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 372 No tocante às normas contidas no Estatuto da Criança e do Adolescente.br | 11 99610348 facebook. (D) a concessão da remissão. Será aplicado em 3 casos: ato infracional com violência ou grave ameaça. O tráfico de drogas. obrigação de reparar o dano.com. é medida que o membro do Ministério Público atribuído poderá adotar no processamento de ato infracional. Audiência de apresentação. O adolescente pode ser colocado em estabelecimento prisional de adultos. 121 e ss do ECA Brevidade: não tem prazo determinado – o juiz não fixa prazo na sentença. É obrigatória a oitiva do adolescente antes da internação. (C) a medida socioeducativa de internação aplicada em razão do descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta ao adolescente infrator não poderá ser superior a três meses.br | leonardosakaki@uol. quando o 1º ato a ser praticado não permite a internação. no máximo. Excepcionalidade. reiteração (≠reincidência: a reiteração é maior que a reincidência – a reiteração exige no mínimo mais 2 atos) de atos infracionais graves. O juiz pode suspender as visitas ate mesmo dos pais ou responsável se isso for nocivo ao adolescente. Atenção: o adolescente pode receber medida de proteção quando for vítima. prestação de serviços à comunidade. (B) o adolescente apreendido em flagrante de ato infracional será imediatamente encaminhado ao Juiz de Direito em exercício na Vara da Infância e Juventude.uol. que decidirá sobre a necessidade ou não de seu acautelamento provisório. Aos 21 anos de idade ocorre a liberação compulsória. desde que o juiz não proíba na sentença. As atividades externas podem acontecer. liberdade assistida e inserção em regime de semiliberdade. Resposta: C 230 Internação – art. observado o prazo máximo de 5 dias e separação dos adultos.

pode ser revista a todo tempo. A identificação criminal só é possível se houver dúvida fundada para fins de legitimação.com. exceto a internação e a semi-liberdade. não pode cumular com medida socioeducativa.br | 11 99610348 facebook.sites. (ii) Juiz: pode ser durante o processo. Se o advogado faltar num ato que deveria estar presente: para não retardar o processo contra o adolescente. Não pode ser levado em compartimento fechado de veículo oficial. 233 Representação Pode ser oferecida sem prova pré-constituída da autoria e materialidade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 373 Audiência em conciliação. A execução da medida aplicada pode ser delegada para a residência dos pais ou responsável. assistência judiciária gratuita. Determinação judicial: juiz da infância. pode ser cumulada com medida socioeducativa.br | leonardosakaki@uol.uol. 126 a 128 do ECA Concedida pelo Ministério Público ou pelo juiz. (i) Ministério Público: antes do processo. É nula a desistência de outras provas em face da confissão do adolescente.com. 235 Competência Lugar da prática do ato infracional. essa medida aplicada com a remissão. Se houver concurso com adulto. http://leonardosakaki. Há casos que não precisa de procuração: quando o advogado é nomeado pelo juiz. quando o advogado é formalmente apresentado ao juiz.com/leonardosakaki | @leosak . Apelação – prazo 10 dias – tem juízo de retratação. o juiz nomeia um defensor ad hoc. ocorrerá separação obrigatória do processo. Apreensão: Flagrante: encaminhado à polícia.arts. dá ensejo à suspensão ou extinção do processo. 232 Remissão (perdão) . antes da sentença. 234 Advogado O adolescente tem direito à defesa técnica.

Torturar criança e adolescente é crime previsto na lei de tortura e não no ECA. Peculiaridades: . assediar. Oferecera representação Juiz pode concordar: autos serão arquivados. Pornografia infantil – cena de sexo explícito (qualquer atividade sexual explícita real ou simulada).br | 11 99610348 facebook. (exemplo: Messenger) 239 Crimes e infrações administrativas contra criança e adolescente Infrações administrativas Menor gravidade. Aliciar. Juiz pode discordar: remete os autos ao Procurador-Geral.apelação e agravo possuem juízo de retratação 238 Crimes do ECA Todos os crimes do ECA são de ação penal pública incondicionada.com. exibição de órgãos genitais para fins primordialmente sexuais. Pode requerer o arquivamento. Juiz designa data de audiência de apresentação e decide sobre eventual internação provisória Juiz pode conceder a remissão Defesa prévia no prazo de 3 dias Debates orais Sentença 20min+10min 237 Sistema recursal do ECA Aplica-se o Código de Processo Civil.embargos de declaração – 5 dias .com. instigar ou constranger a criança com fim de com ela praticar ato libidinoso.sites.promotor Pode conceder remissão. Vender fogos de artifício que tenham potencial lesivo.com/leonardosakaki | @leosak .prazo: 10 dias . http://leonardosakaki. não implica maus antecedentes.uol. Crimes Mais graves.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 374 236 Ministério Público .

35 Em caso de guarda. 28). tutela e adoção. Todos os crimes previstos no ECA são de ação penal pública incondicionada. 25. É necessário o consentimento do adolescente. vender ou expor à venda. 241-E Material contendo cena de sexo explícito (cena real ou simulada de sexo envolvendo crianças ou adolescentes) ou cena pornográfica (criança ou adolescente expõe sua genitália. Respeito Dignidade Liberdade – é em todos os sentidos.com. Produzir.sites. 240 Direitos Civis da Criança e do Adolescente Vida Saúde – se for hospitalizado. 228 a 244-A. divulgar. A criança deve ser ouvida preferencialmente. parágrafo único É a família formada por parentes próximos que convivem com a criança ou o adolescente. tutela e adoção (art.br | 11 99610348 facebook. Art. tem direito à presença de um dos pais ou responsável. tutela e adoção (única possível para o estrangeiro) oitiva do menor: sempre que possível será ouvido e. 245 a 258. Veículo de imprensa divulga nome ou imagem de adolescente ou criança. a pena será reduzida). se for maior de 12 anos. 34 33 http://leonardosakaki.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 375 Submete o criminoso a uma pena.com/leonardosakaki | @leosak . §§1 e 2) Família formada pelos pais ou por um deles e seus descendentes. A criança ou adolescente tem o direito de conviver no seio saudável de sua família natural33 ou de sua família extensa ou ampliada34. Hospedar menor de 18 anos em hotel ou motel sem autorização dos pais ou do juiz. Regras Gerais modalidades: guarda. Infrações administrativas estão nos arts. a oitiva é obrigatória e necessário seu consentimento (art. Convivência familiar. Colocação em família substituta guarda. Família formada por parentes próximos que convivem com as crianças ou com o adolescente e que mantém laços de afinidade e afetividade. com fins primordialmente sexuais). Os crimes estão previstos no art.br | leonardosakaki@uol. 241 Família extensa ou ampliada – art.com. Em casos excepcionais poderá ser colocado em família substituta35. possuir (se o material for de pequena quantidade. com laços de afinidade ou afetividade. ECA. ECA. Submete o infrator a uma penalidade administrativa. 28.

Guarda provisória: declarada incidentalmente nos processos de tutela e adoção. .A criança ou adolescente terá todos os direitos de um dependente. 42. ECA) (iii) Adoção Noção e efeitos: forma de colocação em família substituta. salvo se já estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes – art.sites. 39. Vedações para a adoção – Não podem adotar: 1) não pode haver adoção por procuração (art.Morte dos pais . casal (divorciado – se o divórcio ocorreu durante o processo de adoção –. irrevogável e excepcional – art. 28. . . 42 deve ter pelo menos 16 anos mais que o adotante – art.uol..com.Quem pode adotar homem.com/leonardosakaki | @leosak . Idade máxima para o adotado: 18 anos na data do pedido.br | leonardosakaki@uol.Guarda para pode ser revogada pelo juiz a todo tempo . §4) Criança ou adolescente remanescente de quilombo ou comunidade indígena: art. 6. hetero e homossexual) união estável ou homoafetiva casal. http://leonardosakaki. §2. 39. . 2 hipóteses de concessão da guarda: . ainda que divorciado maior de 18 anos – art. p. 1.br | 11 99610348 facebook.Ausência declarada dos pais .com. 40. 22 e 24.Quem pode ser adotado a) adoção do menor de criança ou adolescente: regime do ECA.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 376 irmãos: em regra. mulher.Ausência temporária dos pais. 28. §3. (ii) Tutela Cabe: . §6. (i) Guarda Regularizar ao posse de fato da criança ou adolescente. p. serão colocados na mesma família (art. ECA adoção post mortem – 42. ECA – existe desde que a morte ocorra durante o processo de adoção. b) adoção do maior de 18 anos: regime do CC. inclusive previdenciários.Pais que não cumprem o dever? Perda do poder familiar (judicialmente e com contraditório – art. ECA).Perda ou suspensão do poder familiar .

Perda ou suspensão .com.Adoção unilateral – art. §1. b) um dos pais foi destituído do poder familiar – basta o consentimento do outro (art. ECA . será de. 1 ECA Adoção unilateral ocorre quando um cônjuge adota os filhos do outro cônjuge.sites. 42. p. desde que não tenha pai conhecido.3) http://leonardosakaki.. ECA a) Extinção (perda) do poder familiar: 1635 e 1638 do CC a1) morte dos pais ou do filho a2) emancipação a3) maioridade a4) adoção a5) decisão judicial na forma do artigo 1638 b) Suspensão do poder familiar – art. será nomeado um advogado para defendê-lo. . devendo a autoridade judiciária fixá-lo conforme as peculiaridades do caso.possível mudança do prenome 242 Perda e suspensão do poder familiar – destituição do poder familiar Pobreza não enseja a perda do poder familiar – 23.Adoção e registro civil – art. §1. . 45. não tem poder familiar ou morreu. O réu será citado para se defender em 10 dias – se não tiver condições.Estágio de convivência – art. O prazo dessa ação para destituição do poder familiar é de 120 dias.br | 11 99610348 facebook. 48.br | leonardosakaki@uol. §1. 30 (trinta) dias (art. no mínimo.Direito de conhecer sua origem biológica (art. ECA) – nesse caso. §3. 41. ECA). 97 (FGV – OAB 2010. . 45. 47.com.uol.cancelamento do registro anterior . de forma que pode tio adotar sobrinho. 1637 (faltar com os deveres do poder familiar ou condenado a mais de 2 anos de prisão). 24. . 46.decisão judicial (contraditório) – art.com/leonardosakaki | @leosak . internacional: cumprido no território nacional.. ECA) após os 18 anos – acesso total antes dos 18 anos – decisão do juiz. 46 ECA nacional: não há prazo mínimo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 377 2) não podem adotar os ascendentes e os irmãos do adotando (art.não se fornecerá certidão. do ECA). não há vedação que colaterais adotem. a) um dos pais é desconhecido – basta o consentimento do genitor que conste do registro (art. ECA Pode ser ajuizada pelo Ministério Público ou pessoa interessada. assegurança orientação . do ECA).

Resposta: C 243 Alienação parental Ocorre quando um dos genitores ou quem tem a guarda da criança ou adolescente turba (atrapalha ou dificulta) o exercício do poder familiar do outro genitor. (C) o procedimento para perda ou suspensão do poder familiar terá início por provocação do Ministério Público ou de quem tenha legítimo interesse. mesmo se estes forem identificados e estiverem em local conhecido. Multa.com.br | leonardosakaki@uol. 244 Viagem Criança Adolescente Viagem doméstica sem os pais – precisa de autori.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 378 Com relação aos procedimentos para a perda e a suspensão do poder familiar regulados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.com. ouvido o Ministério Público. dificultar o exercício do direito de visitas etc. independentemente da gravidade do motivo.010.br | 11 99610348 facebook. (D) em conformidade com a nova redação dada pela Lei 12. o prazo máximo para a conclusão do procedimento de perda ou suspensão do poder familiar será de 180 (cento e oitenta) dias. poderá decretar liminar ou incidentalmente a suspensão do poder familiar. Exemplo: denegrir a imagem do outro genitor. Consequências da alienação parental: Advertência. (B) o procedimento para perda ou suspensão do poder familiar dispensa que os pais sejam ouvidos. autorizado expressamente pelo outro (com firma reconhecida) http://leonardosakaki.: O juiz pode conceder autorização por 2 anos Viagem internacional (art.Viagem doméstica sem os pais – não precisa de auzação judicial torização judicial Viagem ao exterior sem os pais – precisa de autori. é correto afirmar que (A) a autoridade judiciária. de 3 de agosto de 2009.Viagem ao exterior sem os pais – precisa de autorização judicial zação judicial Viagem nacional (art. 84) – para criança e adolescente a) Acompanhado dos pais ou responsável b) Um dos pais. 83) – só para criança Criança – acompanhada dos pais ou responsável ou com ordem judicial Exceções: a) Comarca contígua (na mesma unidade da federação ou região metropolitana) b) Acompanhada de ascendente ou colateral maior até o terceiro grau c) Pessoa maior autorizada pelos pais ou responsável OBS. Modificação da guarda. Tratamento psicológico ou psiquiátrico.sites.uol.com/leonardosakaki | @leosak .

257 Lugar de bilhar.br | 11 99610348 facebook.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 379 c) Outras hipóteses – autorização judicial 245 Diversões e espetáculos Poder Público regulará a informação sobre espetáculos. explosivos b) Bebidas alcoólicas c) Produtos que causam dependência.u) SE DEIXAR ENTRAR – INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA – art. munições. 74. 78 SE VENDER DE FORMA IRREGULAR – INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA – art. informando a natureza deles e a faixa etária – art. 82) Só pode hospedar criança ou adolescente com autorização dos pais ou responsável ou autorização judicial. 258 Revistas impróprias deverão ser vendidas lacradas – art.) d) Fogos de estampido ou artifício. 80 246 Proibição da venda de produtos (art. p.br | leonardosakaki@uol. ainda que por uso indevido (cigarro. sinuca ou casa de jogos – não é permitida a entrada de crianças e adolescentes – art. 74 Os responsáveis devem deixar informação destacada – art. salvo os de menor ofensividade e) Revistas impróprias f) Bilhetes lotéricos ou equivalentes g) tinta em spray 247 Hospedagem (art.sites. 250 http://leonardosakaki.u SE NÃO INFORMAR – INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA (art. 252) As crianças menores de 10 anos só podem ingressar em espetáculos com os pais ou responsável (75. 81) a) Armas. p.com.com. Se o hotel descumprir – infração administrativa – art.uol. cola de sapateiro etc.com/leonardosakaki | @leosak .

Grandes biomas brasileiros previstos constitucionalmente (são patrimônio nacional): Pantanal. 1992: Conferência Mundial Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio92 / Eco92) – Declaração do Rio – é uma declaração de princípios. inventário. (ii) Meio ambiente cultural: Patrimônio material e imaterial histórico do Brasil.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 380 DIREITO AMBIENTAL 248 Direito Ambiental Internacional 1972: com a Conferência Mundial Sobre Meio Ambiente Humano – Declaração de Estocolmo – surge o Direito Ambiental como conhecemos hoje. Serra do Mar. Essa declaração coloca o meio ambiente como direito fundamental. 23. Distrito Federal e municípios.com. Estados. 249 Classificação de meio ambiente (i) Meio ambiente natural: Composto pelos elementos bióticos (fauna e flora) e abióticos (atmosfera.sites. praças. 2002: Rio +10 + Johanesburgo – discutiu os resultados das conferências anteriores. Espaços abertos (ruas. http://leonardosakaki. água). Formas de proteção: tombamento (patrimônio material).br | leonardosakaki@uol. CF): competência comum.com/leonardosakaki | @leosak . Amazônia. solo.uol. vigilância (=fiscalização) e desapropriação. parques etc. Zona Costeira e Mata Atlântica. Atendimento do plano diretor – cumprimento da função socioambiental. 250 Competências constitucionais em matéria ambiental (i) Administrativa (art.) e espaços fechados (teatros. 1987: Relatório Nosso Futuro Comum (Relatório Brundtland) – traz o conceito clássico de desenvolvimento sustentável: "desenvolvimento sustentável é atender as necessidades da presente geração sem comprometer as necessidades das gerações futuras" – Princípio da solidariedade intergeracional. museus. (iii) Meio ambiente artificial ou construído: Intervenção humana. Fiscalização: todos os entes – é comum entre União. escolas). É obrigatório para toda cidade com mais de 20 mil habitantes. (iv) Meio ambiente do trabalho: Preocupa-se com a saúde e a segurança do trabalhador.br | 11 99610348 facebook.com. registro (patrimônio imaterial).

(ii) Princípio da prevenção: agir antecipadamente. (C) Legislar sobre proteção do meio ambiente e controle da poluição é de competência concorrente da União. art. assinale a alternativa correta. 182. CF): competência concorrente. O empresário tem que adotar todas as medidas para mitigar os impactos ambientais de sua atividade. 14. 30. recuperar e melhorar o meio ambiente no Brasil. pedido in abstrato.938/81 Preocupação com o meio ambiente natural. no processo de licenciamento ambiental. Competência legislativa plena. Lei 6.938/81. (A) Deverá ser editada lei ordinária com as normas para a cooperação entre a União e os Estados. 97 (FGV – OAB 2010. Resposta: B 251 Princípios (i) Princípio do desenvolvimento sustentável: desenvolvimento sustentável é compatibilizar as atividades econômicas com a proteção ao meio ambiente. CF) (tem que atender o plano diretor).. 24. CF) e urbana (art. (iv) Princípio do poluidor pagador: internalização (processo produtivo) das externalidades (o que está fora da cadeia produtiva – poluição.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 381 (ii) Legislativa (art. http://leonardosakaki.com. §2. dos Estados. (B) A exigência de apresentação. §1. (D) A competência executiva em matéria ambiental não alcança a aplicação de sanções administrativas por infração à legislação de meio ambiente. pesquisas e informações ambientais sobre a potencialidade do dano.2) Considerando a repartição de competências ambientais estabelecida na Constituição Federal. A grande finalidade da política nacional do meio ambiente é preservar. do parcelamento e da ocupação do solo urbano. Dados.uol. 252 Política nacional do meio ambiente – Lei 6.com. in dubio pro natura. CF. Art. de certidão da Prefeitura Municipal sobre a conformidade do empreendimento com a legislação de uso e ocupação do solo decorre da competência do município para o planejamento e controle do uso. para evitar a hiperexploração e. no que couber. (v) Princípio do usuário pagador: tenho que quantificar os recursos naturais. ausência de pesquisas conclusivas. do Distrito Federal e dos Municípios.sites. II.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. Cabe à União editar as normas gerais e os Estados e o Distrito Federal as normas suplementares. resíduos) negativas. o Distrito Federal e os Municípios para o exercício da competência comum de defesa do meio ambiente. inversão do ônus da prova (empresário deve provar que a sua atividade não provoca danos ao meio ambiente e riscos à saúde pública). por consequência. a escassez. II.br | 11 99610348 facebook. risco desconhecido. Função: rural (art. 186. com fundamento no artigo 24 . Princípio da certeza científica. CF: o município tem competência legislativa – suplementar legislação federal e estadual. (iii) Princípio da precaução: incerteza científica.

O CONAMA é a instância recursal do IBAMA – se o IBAMA vier a aplicar multa ou proibir alguma atividade. O Conselho de Governo dá assessoria direta à presidência da república.com. 9. (ii) zoneamento ambiental: preservar e recuperar áreas urbanas e rurais.Ministério do Meio Ambiente .uol. que é o CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Abaixo do Conselho de Governo há um órgão consultivo e deliberativo. propostas ao CONAMA.com. sendo. fiscalizar as questões referentes às unidades de conservação. Auxilia o IBAMA. O SISNAMA tem como órgão superior o Conselho de Governo. Estabelece as políticas que serão adotadas – quais serão as prioridades ambientais. Consideram-se as características de determinada área. . também. Proteção da biodiversidade: fiscalizar as questões referentes à biodiversidade e. estabelecem-se regras de ocupação. Esse conjunto de órgãos respeita a forma federativa do Estado. recuperar e melhorar o meio ambiente no Brasil. este.órgão central Faz a supervisão do SISNAMA.com/leonardosakaki | @leosak . http://leonardosakaki.sites.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 382 É estabelecido o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) – conjunto de órgãos que tem por finalidade efetivar a política nacional do meio ambiente. estabelecendo instrumentos para proteger. O CONAMA é órgão consultivo dos demais entes da administração (direta ou indireta) e de particulares. de forma exemplificativa. O CONAMA presta consultoria ao Conselho de Governo. O IBAMA é uma autarquia federal. Lei 6. Apresenta.br | leonardosakaki@uol. O CONAMA expede resoluções para suplementar a legislação ambiental. Conseqüentemente. .br | 11 99610348 facebook. em razão destas.938/81: Elenca. o recurso deverá ser apresentado perante o CONAMA. (ii) ICM-Bio – Instituto Chico Mendes para Biodiversidade É uma autarquia federal. preservação do meio ambiente – art. quais são os instrumentos de proteção do meio ambiente: (i) padrão de qualidade ambiental: é estabelecido pelo poder público. faz a fiscalização e aplicação das sanções necessárias. O IBAMA executa os instrumentos da política nacional do meio ambiente. principalmente.Órgãos executivos do SISNAMA (i) IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis O órgão executivo a nível nacional e o mais importante deles é o IBAMA. o limite de resíduos e energia que podem ser liberados no meio ambiente – lixo e substâncias químicas – que podem causar poluição e degradação. Efetivação dos instrumentos de proteção.

938/81. de acordo com seus arts.938/81 e art. A inscrição no referido cadastro tem validade de 2 anos. 9. empresa que utilize carvão mineral ou petróleo (exemplificado na Resolução CONAMA 1/86). além da verificação do impacto. Esse estudo é feito pelo empreendedor.br | 11 99610348 facebook. assinale a alternativa correta.sites. também denominado de EPIA (Estudo Prévio de Impacto Ambiental): previsto na Lei 6. avalia a estrutura urbana. nas estruturas urbanas etc.exceções: segredo industrial e interesse público. . bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. III. Lei 6. IV. custeado por ele e entregue ao órgão ambiental para analisar. art. Nenhum estudo tem prazo de validade.ETEP: cada poder público deve instituir ETEP e sua supressão deverá ocorrer por lei.uol. A avaliação é exigido pelos órgãos executivos do SISNAMA.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 383 (iii) avaliações de impacto ambiental: é um estudo multidisciplinar que tem como finalidade de verificar se uma obra ou uma atividade que será instalada ou ampliada causará impacto ao meio ambiente.com/leonardosakaki | @leosak .com. 225. 225. Para a inscrição nesse cadastro técnico. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental). §1. é exigida a documentação referente à atividade. Art. CF. instalação elétrica. Esse estudo. (C) A Avaliação de Impacto Ambiental é exigida para analisar o adensamento populacional e a geração de tráfego e demanda por transporte público advindos da edificação de um prédio. Publicidade do estudo: garantia do controle . devendo este estar regular no cadastro técnico federal de atividades. apresenta soluções para amenização de eventual impacto que tal obra ou atividade causará. que estabelece e enumera os instrumentos da política de desenvolvimento urbano. VI.3) O Estudo de Impacto de Vizinhança – EIV é uma espécie do gênero Avaliação de Impacto Ambiental e está disciplinado no Estatuto da Cidade. (D) A elaboração de estudo de impacto de vizinhança não substitui a elaboração de estudo prévio de impacto ambiental. sendo. A esse respeito. CF. 91 (FGV – OAB 2010.lo para as presentes e futuras gerações. podendo ser exigida prova ou avaliação.br | leonardosakaki@uol. Espécies de avaliação: .com. § 1.EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança): previsto no Estatuto da Cidade: impacto causado no trânsito. também. Esse estudo é obrigatório sempre que houver significativa degradação do meio ambiente – não definida em lei – ferrovia. (B) O estudo de impacto de vizinhança só pode ser exigido em área rural pelo órgão ambiental municipal. Resposta: D . É feito o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). Art. http://leonardosakaki. Quem faz o estudo é um particular (pessoa física ou pessoa jurídica). impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá. não avalia impacto no ecossistema natural que é causado. (A) As atividades de relevante e significativo impacto ambiental que atingem mais de um Município são precedidas de estudo de impacto de vizinhança. 4 e 36 a 38. 225. requerida nos termos da legislação ambiental.

Unidade de proteção integral: vedada ocupação e utilização.sites.com/leonardosakaki | @leosak . vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção. quem será responsável pelo licenciamento será o órgão seccional. Para a renovação. sendo a solicitação analisada em até 6 meses. Órgão competente: órgãos competentes do SISNAMA – se houver interesse nacional ou se for de competência da união ou se a obra ou atividade atingir mais de um Estado tem que ter o licenciamento.br | 11 99610348 facebook.definir. ou seja. Unidades de conservação de uso sustentável: permite ocupação de população nativa. pode ser requerida a revisão. A criação das unidades de conservação será feita por lei ou decreto. em todas as unidades da Federação. para redução ou extinção também será por lei.985/00. (b) Licença de instalação: apresenta-se o projeto de engenharia e os projetos técnicos competentes. (v) Criação de espaços territoriais especialmente protegidos. sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei. sendo este feito pelo IBAMA. o licenciamento será feito pelo órgão municipal. Licença com prazo de até 6 anos.uol. A licença ambiental é sempre temporária e não há direito adquirido.br | leonardosakaki@uol. (vi) Sistema nacional de informações ambientais: relatório anual e direito a informações ambientais.com. previstas na Lei 9. Esse procedimento é obrigatório e será exigido quando estiver diante de uma obra ou atividade que possa causar dano ou degradação ao meio ambiente ou que usem recursos ambientais. se for de interesse de um Estado ou se for de competência estadual e atinja mais de um município. áreas nas quais há especial características do meio ambiente que torna a sua preservação obrigatória (delimitação da área e regras de utilização).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 384 § 1º . de qualquer das mencionadas fases. http://leonardosakaki. Fases: (a) Licença prévia: será exigido o projeto e a localização. uso de elementos naturais regradas. (c) Licença de operação: verifica-se se foram respeitadas as fases anteriores e o cumprimento das exigências feitas nas referidas fases.Para assegurar a efetividade desse direito. ou seja. O relatório anual será emitido para os organismos internacionais e para o cidadão brasileiro. . O Brasil é obrigado a ter um banco de dados sobre as espécies vegetais e animais. Licença com prazo de 4 a 10 anos.com. incumbe ao Poder Público: III .Licença e revisão de atividades: o licenciamento é um procedimento administrativo que tem por finalidade a obtenção de uma licença ambiental. Licença com prazo de até 5 anos. (iv) Incentivos fiscais e econômicos para obras ou atividades que usem ou fabriquem materiais ou sistemas de proteção ambiental. Com o vencimento dos prazos. espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos. as unidades de conservação. se a obra ou atividade se limite ao município (seja de interesse meramente local). deve ser requerida com 120 dias de antecedência.

quando inexistir alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto.uol. tendo como motivo o interesse social. Instalação: licença para construir. (C) Um produtor de pequena propriedade ou posse rural entende que é possível a obtenção de licença ambiental para atividade agroflorestal sustentável. entidade da sociedade civil. conforme o disposto no art. Audiências públicas do estudo prévio de impacto ambiental – legitimados a participar da audiência pública: órgão ambiental.428/2006.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 385 (vii) Cadastro técnico federal de atividades: qualquer pessoa física ou pessoa jurídica que queira atuar na questão ambiental é obrigado a estar inscrito e regular no cadastro técnico. que dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do bioma Mata Atlântica. em todos os casos devidamente caracterizados e motivados em procedimento administrativo próprio. com base na Lei 11. prazo máximo de 10 anos. 14 da Lei 11. 50 ou mais cidadãos podem pedir a realização da audiência pública. A esse respeito. de acordo com a CRFB/88. (x) Cadastro federal de atividades poluentes: toda empresa que atua com elementos ou atividades poluentes deve estar cadastrada para facilitar a fiscalização. Estudo prévio de impacto ambiental é obrigatório para quem for causar impactos. (A) Um advogado de proprietário de terreno urbano afirma ser possível a obtenção de licença ambiental para edificação de condomínio residencial com supressão de Mata Atlântica com base em utilidade pública. assinale a alternativa correta. Resposta: C http://leonardosakaki. Ministério Público.sites.br | 11 99610348 facebook. Prazo máximo não pode ser superior a 6 anos. Prazo mínimo de 4 anos. 93 (FGV – OAB 2010. .938/81 e o Decreto 99. Operação: licença para funcionar.br | leonardosakaki@uol.Órgãos seccionais – órgãos executivos estaduais e do Distrito Federal . Prazo máximo não pode ser superior a 5 anos. Renovação com antecedência mínima de 120 dias da expiração da licença.Órgãos locais – órgãos executivos na esfera dos municípios 253 Licenciamento ambiental Prévia: licença de localização. não é aplicável a legislação que exige a licença ambiental.com.274/90. sendo que a vegetação secundária em estágio médio de regeneração poderá ser suprimida nos casos de utilidade pública e interesse social. (D) Desde que obtida a autorização de supressão de vegetação de Mata Atlântica.3) A supressão de vegetação primária e secundária no estágio avançado de regeneração somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública.com/leonardosakaki | @leosak . a Lei 6. (ix) Sanções disciplinares.428/2006. (B) A licença ambiental de empreendimento de relevante e significativo impacto ambiental localizado em terreno recoberto de Mata Atlântica não pode ser concedida em hipótese alguma.com. A licença ambiental não gera direito adquirido – gera estabilidade temporal.

Resposta: D .605/98: tipos infracionais. (A) A desconsideração da pessoa jurídica somente será admiti da se a pena restritiva de direitos se revelar inócua para os fins a que se destina.br | 11 99610348 facebook.Administrativa Art.com/leonardosakaki | @leosak . 98 (FGV – OAB 2010. 70.605/98 sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Art. assinale a alternativa correta. em regra. que se consumam com a própria criação do risco. previsão legal. no que tange a proibição de contratar com o poder público. será em pecúnia. se não for possível. devendo haver os requisitos mencionados anteriormente (no âmbito penal). (C) Constitui inovação da lei de crimes ambientais a excludente de anti juridicidade relativamente ao comércio não autorizado de animais da fauna silvestre voltado exclusivamente à subsistência da entidade familiar. em qual tipo infracional se enquadra. descrevem crimes de perigo abstrato. Há um procedimento administrativo que se inicia com uma notificação ao infrator. 9. 30 dias para proferir a decisão e o recurso será em 20 dias. multa e penas restritivas de direito. A defesa será em 20 dias. (D) Os tipos penais ambientais.2) Diante das disposições estabelecidas pela Lei n.Penal Haverá ação penal pública incondicionada. com efeito devolutivo e o pagamento de eventual multa deverá ser feito em 5 dias. A pessoa jurídica responde: ato é um tipo penal + gerar benefício + ordem expressa de um poder de comando. CF.com. 37. sanção aplicada e informar como deverá ser feita a defesa. independentemente de qualquer resultado danoso. Lei 9.br | leonardosakaki@uol.com. . contratual ou pelo colegiado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 386 254 Responsabilidade por dano ambiental Responsabilidade por danos ambientais no Brasil é objetiva. (B) A pena restritiva de direitos da pessoa jurídica. A pessoa jurídica também poderá responder pela infração.uol.sites. sendo detalhado o ato. Sanções: multa. terá duração equivalente ao tempo de permanência dos efeitos negativos da conduta delituosa sobre o meio ambiente. efetivo ou presumido. pena privativa de liberdade e de direitos Decisão tomada pelo representante legal. Esta decisão tem que beneficiar a empresa. http://leonardosakaki. A reparação do dano ambiental: reparação ou restauração do dano. Sanções: advertência.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 387 Responsabilidade é objetiva.08. ação popular e mandado de segurança individual ou coletivo). à conservação e reabilitação dos processos ecológicos. não será apurado o dolo ou culpa. III. O dano pode ser material ou moral – casuística. 1°. ao status quo ante (obrigação de fazer e astrentes – multa processual). A apuração na esfera cível será feita por ação judicial (ação de conhecimento ou ações de conhecimento de ritos especiais – ação civil pública. conservação da biodiversidade e o abrigo e proteção de fauna e flora nativas. no exercício do poder de polícia.Dano O dano ambiental não é automaticamente um dano difuso.uol. é exigida a indenização. à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas. . Não havendo outra alternativa.166/67. surge a obrigatoriedade de reparar.20% nas propriedades rurais localizadas nas demais regiões do país. em seu art.Cível A responsabilidade é objetiva. inserido pela Ministério Público 2.com. 255 Reserva legal Reserva Legal é a área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural. Exceção: quando Estado é omisso na fiscalização.com.2001. II – 35% da propriedade rural localizada no bioma cerrado dentro dos estados que compõem a Amazônia Legal. A reparação é imprescritível – pode ser questionado a qualquer momento. individual homogêneo (número determinado de vítimas de um fato comum). excetuada a de preservação permanente. necessária ao uso sustentável dos recursos naturais. sendo: "área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural. que não seja a de preservação permanente (APP). III. O Objetivo do decreto da Reserva Legal é a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos. §2°.br | 11 99610348 facebook." http://leonardosakaki. Uma vez apurado o dano. O conceito de RESERVA LEGAL é dado pelo Código Florestal. de 24. coletivo (coletividade – vítimas ligadas por uma relação jurídica) ou individual.com/leonardosakaki | @leosak .sites. Pessoa jurídica: desconsideração.br | leonardosakaki@uol. Princípio do poluidor pagador: o poder público vai determinar a reparação – retorno ao estado anterior. . Ela varia de acordo com o bioma e o tamanho da propriedade e pode ser: I – 80% da propriedade rural localizada na Amazônia Legal. ou seja. O dano ambiental pode ser difuso (se atingir um número indeterminado de vítimas e se foi gerado por um fato comum). é exigida a compensação: recuperação de uma área assemelhada. Somente se não for possível a reparação.

Resposta: B Obrigação propter rem: aquisição de uma propriedade com degradação ambiental. não têm zona de amortecimento. (C) Tanto as unidades de conservação de proteção integral como as de uso sustentado devem elaborar plano de manejo. Segundo o decreto 6514. (D) As Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPN são obrigadas a elaborar plano de manejo delimitando suas zonas de amortecimento.985/2001. o prazo para o produtor rural fazer a averbação da Reserva Legal é de um ano (até dezembro de 2009). delimitando suas zonas de amortecimento. os proprietários terão que reservar uma parte da vegetação natural em sua propriedade para que o ecossistema seja protegido. como unidades de conservação de uso sustentado. previu que as unidades de conservação devem dispor de uma zona de amortecimento definida no plano de manejo. 90 (FGV – OAB 2010.uol. por conta própria e orientação técnica particular.br | leonardosakaki@uol. o novo proprietário adquire os passivos ambientais.3) A Lei 9.br | 11 99610348 facebook. http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak . A esse respeito. que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC.com. que pune com rigor os crimes ambientais. Há direito de regresso ao proprietário anterior.com.sites. (A) Os parques. assinale a alternativa correta.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 388 Portanto. (B) As Áreas de Proteção Ambiental – APAs não precisam demarcar sua zona de amortecimento.

14. São direitos inatos ao homem.sites. pacto. CF – mudança de competência do inquérito ou processo que envolvem direitos humanos Documentos internacionais: Declaração Universal de Direitos Humanos (DUDH) (1948) Pertencem ao sistema Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (PIDCP) (1966) global (ONU) Pacto Internacional de Direitos Econômicos Sociais e Culturais (PIDESC) (1966) Convenção Americana de Direitos Humanos – Pacto de Sanção José da Costa Rica (1992) – Sistema Regional da OEA. §3. Entre Estados ou organismos internacionais. CF – TPI Art. EC 45/04 Art. 258 Conceito de TIDH Documento escrito. direito à liberdade e direito à intimidade etc. 84. 257 Conceitos iniciais (i) Direitos do homem São direitos inerentes aos seres humanos e que e não necessitam estar escritos para serem respeitados – direito à vida. (ii) Direitos fundamentais São os direitos dos homens previstos em uma Constituição. São direitos do homem e/ou fundamentais previstos em tratados de direitos humanos. 105 e 109. convenção…).com/leonardosakaki | @leosak . 49. LXXVIII.br | 11 99610348 facebook. 5. §4. 5.com. 1 ao 5.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 389 DIREITOS HUMANOS 256 Leitura básica CF: arts. 12. V-A e §2. 5. http://leonardosakaki. CF – princípio da celeridade – todos os processos devem ser julgados rapidamente – este princípio era previsto na Convenção americana de Direitos Humanos Art. 109.com. CF – constitucionalização de um tratado de direitos humanos Art. já nasce com ele. Regidos pelo de internacional que protegem as pessoas e não dependem de seu nome (pode ser tratado. (iii) Direitos humanos São direitos do homem e/ou fundamentais previstos em tratados internacionais de direitos humanos.uol. 102.

Trata-se de um movimento histórico. Estimulou as revoluções liberais.07.sites. liberdade. separação dos poderes.1789) – Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão – proteção dos direitos e garantias individuais – vida. criada em 1919 através do Tratado de Versales. ciência e homem. 2ª Geração: protege grupos de indivíduos – aposentados. igualdade (exemplo: proteção da educação.uol. situação esta que ainda persiste. OIT (1919) – direitos sociais. cultura e trabalho).com. 259 Marcos históricos para a proteção/valorização do homem Iluminismo – razão. fraternidade entre os povos. Intensificação dos TIDHs. Constituição Alemã (Weimar) (1919). para a paz universal. contesta o poder constituído (centrado no teocentrismo) – constituição escrita. (iii) OIT (1919 – Tratado de Versales) 261 Gerações ou dimensões dos direitos humanos Gerações ou dimensões de direitos humanos – trata-se de uma criação doutrinária. Proteção dos prisioneiros de guerra e das populações civis nas áreas de conflito. as pessoas – Revolução Francesa (14. Todo país tem que ter uma constituição escrita.br | 11 99610348 facebook. 260 Precedentes históricos no processo de internacionalização (internalização) dos direitos humanos (i) Direito Humanitário: convenções de Genebra. contendo a separação dos poderes e também os direitos e garantias individuais. Declaração de direitos do homem e do cidadão – trata-se de um documento aprovado pelo parlamento francês.07.com.1789) – revolução liberal.com/leonardosakaki | @leosak . Revolução Francesa (14. proteger meio ambiente. 3ª Geração: proteger universalidade de pessoas – direitos difusos – Fim da II Guerra Mundial – Criação da ONU (paz universal. social.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 390 Podem ter um ou mais documentos. Valoriza o homem (antropocentrismo). Fim da II Guerra Mundial – genocídio dos judeus – bombas atômicas no Japão – criação da ONU (1945). Observação: Cruz Vermelha Internacional – ONG regida pelo direito civil suíço (ii) Liga das Nações (Sociedade das Nações): vem após a primeira guerra mundial para evitar uma segunda guerra mundial. trabalhadores – Constituição Mexicana (1917).br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki. filosófico. É a valorização de certos direitos em determinados momentos da história 1ª Geração: protege os indivíduos. Dica: o Brasil denunciou (saiu) a Liga das Nações em 1926 por ato unilateral do presidente da república (sem anuência do Congresso Nacional). direitos e garantias individuais.

Quem pode assinar um tratado internacional? A nossa Constituição Federal. 3. Se não for comum será um Tratado de Direitos Humanos. em certas situações. refletem a história do homem.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 391 4ª Geração: implementação de um Estado social democrata – direito à informação. 264 Sistemas de proteção que o Brasil faz parte http://leonardosakaki. Ato discricionário. delegou também para o Ministro das Relações Exteriores.com. Como o congresso referenda? Se for um tratado comum será por meio de um Decreto Legislativo – o quorum é pela maioria simples. os direitos humanos obrigam que um país ao fazer uma nova constituição. VIII. Indivisíveis. §3. Interrelacionados: não há hierarquia entre os sistemas de proteção – §5 da Declaração e Programa de Ação de Viena (1993). Imprescritíveis: os direitos humanos não estão sujeitos ao tempo – não se ganham e não se perdem ao tempo.com. Feito pelo chefe de Estado. fase da negociação +assinatura (=conclusão): negociar é discutir o conteúdo do tratado. 263 Incorporação dos tratados humanos 1. da Convenção Americana. fase da ratificação. direito a eleger representantes etc. 262 Características dos Direitos Humanos Universais: todos estão protegidos. Promulgação é feita pelo presidente. fase do referendo congressual. não diminua os direitos humanos previstos anteriormente – exemplo: se o Brasil retirar a pena de morte. Gera obrigação ex tunc. Limitabilidade: os direitos humanos. estudo do DNA. 84. A Convenção de Viena de 1969 admite que quem pode assinar o tratado é: (i) chefe de Estado ou o Ministro das Relações Exteriores.br | 11 99610348 facebook. não poderá restabelecê-la posteriormente – Art. se vinculam à história do homem.br | leonardosakaki@uol. 4. efeito cliquet. que quem assina o tratado é o presidente da república. essa geração seria a proteção do futuro – nanotecnologia. Interdependentes: vinculados uns aos outros. Historicidade. por um ato infraconstitucional anterior. podem ser reduzidos – Direito à vida – Brasil – guerra declarada – pena de morte (estado de sítio). Pelo Congresso Nacional do país.com/leonardosakaki | @leosak . diz o art. e o presidente. fase da promulgação + publicação no DOU. Vedação do retrocesso.uol. (Iii) agente delegado. 4. sendo o referendo por meio de Decreto Legislativo (quorum de maioria simples) ou por meio de Emenda Constitucional (quorum: ⅗ em 2 turnos nas 2 casas do Congresso Nacional). células-tronco etc. Para outros. (ii) chefe da missão diplomática – adotar o tratado com o Estado acreditado –.sites. 2.

refere-se a uma somatória de mecanismos. A Carta Internacional de Direitos Humanos compreende: DUDH. aplicação programática. criação do Comitê de Direitos Humanos. 5. raça. assinada em Paris Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (1966). Segunda geração de direitos – aplicação ao longo do tempo. diferida no tempo.uol. todas as pessoas são protegidas. Sociais e Culturais (1988). Normas de interpretação estão dispostas no art. Sociais e Culturais (PIDESC) (1966). programática. aplicação de implementar de imediato – prevê mecanismos de fiscalização (relatórios.br | leonardosakaki@uol. vai acionar a Corte Interamericana de Direitos Humanos (COIDH). 29 da Convenção Americana. assinada em Nova Iorque.com. assinada em San Salvador. assinado em Nova York – as normas do PIDCP estão vinculadas à primeira geração de direitos – o país que aderir a este pacto. Exemplo: art. assinada em San Francisco Declaração Universal de Direitos Humanos (1948). Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) – se necessário.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 392 Global – Organização das Nações Unidas (ONU) Carta da ONU (1945). PIDCP e PIDESC. assinada em Bogotá Declaração Americana de Direitos e Deveres do Homem (1948).br | 11 99610348 facebook. 266 Dualismo x Monismo Para a resolução de um caso concreto. tenho que levar em consideração a dialógica. existe. 267 Universalismo x relativismo §5 da Declaração e Programa de Ação de Viena (1993): prevalece o universalismo.sites. independente de religião. Normas "vaso comunicantes" ou cláusulas de retroalimentação. denúncias interestatais) Pacto Internacional de Direitos Econômicos. sexo etc. vige.com. LXVII – prisão civil – devedor de alimentos e depositário infiel – STF diz que é de eficácia contida. http://leonardosakaki. 265 Carta Internacional de Direitos Humanos Trata-se de uma criação doutrinária – não é um mecanismo de proteção. diferida no tempo. mas o Congresso Nacional pode reduzir para direitos – hoje prisão civil só para devedor de alimentos. Protocolo Adicional à Convenção Interamericana de Direitos Humanos sobre Direitos Econômicos. cor. Alguns autores incluem a Carta da ONU. ou seja. assinada em Bogotá Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica) (1969) – existe um artigo que trata da segunda geração.com/leonardosakaki | @leosak . Regional Americano – Organização dos Estados Americanos (OEA) Carta da OEA (1948). 268 Interpretação e aplicação das normas de direitos humanos Na resolução de um caso em concreto aplica-se a norma mais benéfica.

com. VI. o Procurador-Geral da República.com. Federalização: mudança de competência da justiça local para a justiça federal – mudança do inquérito policial ou a ação penal.. coletivos e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica. Lei 12. de 2004) §5 Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos. Indígenas e afro descendentes. 1. 1 Esta Lei institui o Estatuto da Igualdade Racial. o http://leonardosakaki. Tais direitos estão previstos em tratado de direitos humanos que o Brasil faz parte. Ações afirmativas: Art. em qualquer fase do inquérito ou processo. para evitar que a minoria se torne a maioria. 109. A justiça local está inerte/viciada. Tais ações devem ser revistas periodicamente. Tais ações se aplicam na educação e trabalho. poderá suscitar.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 393 269 Federaderalização de crimes graves contra os direitos humanos Veio com a EC45/04. §5.(Incluído pela Emenda Constitucional n 45. parágrafo único. incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal. Procedimento: só o Procurador Geral da República (chefe do MPU) poderá propor um incidente de deslocamento de competência no STJ.288/10 – Estatuto da Igualdade Racial – Art. Art. Tratado internacional – violação do direito – justiça local não quer fazer nada – quero que o tratado seja cumprido – PGR deverá entrar com ação.sites.uol. de 2004) 1 caso de alteração de competência – caso do advogado Manoel Mattos.com/leonardosakaki | @leosak . Art. que incluiu o Art. Aos juízes federais compete processar e julgar: V-A as causas relativas a direitos humanos a que se refere o §5 deste art. Origem: Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (ONU – 1965).br | leonardosakaki@uol. §5. As ações afirmativas devem ser implementadas no Brasil. com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte. Requisitos: grave violação dos direitos humanos. sendo o processo julgado pela justiça federal. 270 Ações afirmativas/discriminações positivas Ações afirmativas são mecanismos de proteção em favor de grupo de pessoas prejudicadas historicamente. 109 V-A. (Incluído pela Emenda Constitucional n 45. destinado a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades. 109 V-A. perante o Superior Tribunal de Justiça. a defesa dos direitos étnicos individuais.br | 11 99610348 facebook.

O TIDH é votado como se fosse uma PEC – art. dar nome a uma praça etc. deverá ser executada. §2. A sentença é inapelável. A sentença pode ser cumprida voluntariamente ou havendo a negativa em cumprir.com. O TPI julga pessoas que cometeram crimes graves. essa sentença. perante a Justiça Federal (art. 43.br | 11 99610348 facebook. 273 Corte Interamericana de Direitos Humanos (COIDH) É um órgão jurisdicional do sistema. §3. mas abaixo da CF (ii) EC – Decreto 6. crime de agressão. 109. 274 Natureza jurídica dos tratados de direitos humanos (i) Supralegais – acima das leis. Nós como advogados poderemos dar conhecimento à CIDH de violação de direitos previstos no Pacto de San José da Costa Rica. Sentença não precisa ser homologada pelo STJ. considera-se: VI . Não há imunidade perante o TPI. 34. que pode ser sentença pecuniária ou sentença de caráter moral (fazer retratação. Origem: direito francês.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 394 Parágrafo único. Ler arts.uol. CF – ⅗ em 2 turnos nas 2 casas do Congresso Nacional. 47 do referido pacto. 46. http://leonardosakaki. 44. 60. Tais crimes são imprescritíveis.sites.com. Para efeito deste Estatuto. 5. criar um busto. 41. CF. (Não confun