2011

Exame da Ordem dos Advogados do Brasil
Anotações de aula
Curso Intensivo Modular do Complexo Educacional Damásio. Curso preparatório para o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil – Exame 2011.2. Anotações de aula de Leonardo Sakaki.

Leonardo Sakaki Complexo Educacional Damásio de Jesus

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ÍNDICE

DICAS DE ESTUDOS PARA EXAME DA OAB ..................................................................................................... 3 ÉTICA PROFISSIONAL ..................................................................................................................................... 7 DIREITO ADMINISTRATIVO ...........................................................................................................................33 DIREITO CONSTITUCIONAL ...........................................................................................................................74 DIREITO TRIBUTÁRIO ................................................................................................................................. 110 DIREITO DO TRABALHO .............................................................................................................................. 133 DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO ......................................................................................................... 156 DIREITO PENAL .......................................................................................................................................... 181 DIREITO PROCESSUAL PENAL ...................................................................................................................... 213 DIREITO CIVIL ............................................................................................................................................. 240 DIREITO PROCESSUAL CIVIL ........................................................................................................................ 292 DIREITO DO CONSUMIDOR......................................................................................................................... 335 DIREITO EMPRESARIAL ............................................................................................................................... 344 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE............................................................................................... 367 DIREITO AMBIENTAL .................................................................................................................................. 380 DIREITOS HUMANOS .................................................................................................................................. 389 DIREITO INTERNACIONAL ........................................................................................................................... 396

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Leonardo Sakaki Exame OAB – FGV |3 DICAS DE ESTUDOS PARA EXAME DA OAB Workshop realizado pelos professores do Complexo Educacional Damásio de Jesus. Vídeos disponíveis em: http://www.youtube.com/user/damasiodejesus 1 Divisão das questões do Exame da OAB Questões 12 3 2 7 2 6 7 6 2 5 4 2 5 6 6 5 80 Percentual 15 3,75 2,5 8,75 2,5 7,5 8,75 7,5 2,5 6,25 5 2,5 6,25 7,5 7,5 6,25 100

Disciplina Ética Profissional Direitos Humanos Direito Internacional Direito Constitucional ECA Direito Administrativo Direito Civil Direito Processual Civil Direito do Consumidor Direito Empresarial Direito Tributário Direito Ambiental Direito Penal Direito Processual Penal Direito Processual do Trabalho Direito do Trabalho Total

As disciplinas em vermelho são as que devemos nos empenhar mais, pela quantidade de questões contidas no exame. 1.1 Matérias pequenas Questões 2 2 2 2 8 Percentual 2,5 2,5 2,5 2,5 10

Disciplina Direito Internacional ECA Direito do Consumidor Direito Ambiental Total

Não perder tempo estudando com o livro. Estudar apenas pelo caderno. A expectativa é que apenas com a aula acerte-se, pelo menos, 4 questões, ou seja, metade.

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1.2

Matérias médias Questões 12 3 6 5 5 6 7 4 48 Percentual 15 18,75 3,75 7,5 13,75 6,25 6,25 7,5 27,5 8,75 5 60

Disciplina Ética Profissional Direitos Humanos Direito Processual do Trabalho Direito do Trabalho Direito Empresarial Direito Administrativo Direito Constitucional Direito Tributário Total

São médias pelo tamanho do conteúdo. Disciplina Ética Profissional Direitos Humanos Direito Processual do Trabalho Direito do Trabalho Total Questões 12 3 6 5 26 Percentual 15 3,75 7,5 6,25 32,5

Apenas nessas 4 disciplinas demonstradas acima estão 32,5% das questões do Exame, ou seja, ⅓ das questões. Então são nessas disciplinas que deverão estar concentrados os estudos. 1.3 Matérias grandes Disciplina Direito Civil Direito Processual Civil Direito Penal Direito Processual Penal Total Questões 7 6 5 6 24 Percentual 8,75 7,5 6,25 7,5 30

A percentagem da prova é muito pequena para uma grande quantidade de matéria.

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1.4

Concentração dos estudos Questões 12 3 6 5 5 6 7 4 48 Percentual 15 3,75 32,5 7,5 6,25 6,25 7,5 27,5 8,75 5 60

Disciplina Ética Profissional Direitos Humanos Direito Processual do Trabalho Direito do Trabalho Direito Empresarial Direito Administrativo Direito Constitucional Direito Tributário Total

São essas disciplinas é que fazem a diferença. São nessas disciplinas é que os estudos deverão estar concentrados. E as questões das matérias pequenas e grandes? Muita atenção na aula + revisão das anotações de aula.

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Base da prova

Base da prova Legislação Doutrina jurisprudência (Súmulas e OJs)

60% 30% 10%

O estudo deve partir da lei, mas não deve ficar apenas na lei.

3 3.1

Como resolver questões objetivas Por onde começar a prova

Responder pela ordem das questões dispostas na prova. Procurar a divisão por matéria Vantagem: atenção nas disciplinas indicadas no tópico 1.4 Desvantagem: tempo utilizado para fazer isso. 3.2 Tipos de questões http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Questões com situações hipotéticas. Questões com "é correto/incorreto afirmar". Questões com lacunas. Questões V ou F. Quanto mais longa for a questão, mais fácil é a questão. O tema é normalmente fácil, e o examinador tem como objetivo que o examinando se perca e se confunda com os dados. 3.3 Hora de passar para o gabarito

No final da prova – nos 30 minutos finais. Não mudar alternativas. Atenção para não pular. 3.4 Estudar questões

Conteúdos repetidos. Fixação da teoria. Termômetro do aprendizado.

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Leonardo Sakaki Exame OAB – FGV |7 ÉTICA PROFISSIONAL

Código de ética não é lei, mas podemos ser processados por violação ao código, visto que o art. 33 da EAOAB vincula, obrigando os advogados a obedecerem. 4 Legislação

EAOAB (Lei 8.906/94) – 70% das questões, sendo direitos do advogado o mais importante CED RGEAOAB – Poucas questões Atenção: ética são 12 das 80 questões, ou seja, 15% do exame.

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Atividade de advocacia
Art. 1 São atividades privativas de advocacia: I - a postulação a órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais; II - as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas. §1 Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal. §2 Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas, sob pena de nulidade, só podem ser admitidos a registro, nos órgãos competentes, quando visados por advogados. §3 É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade.

Exceções ao inciso I: CLT (art. 791) – exceção (Súmula 425, TST) válido somente para Vara do Trabalho e TRT, não valendo para o TST –; JEC Estadual em ações de 0 a 20 salários mínimos (Lei 9.099/95), de 20 a 40 salários mínimos e em 2º grau é obrigatória a presença do advogado; habeas corpus (EAOAB – Lei 8.906/94) – habeas data, mandado de segurança, revisão criminal precisam de advogado. Observação: prescinde-se de advogado = dispensa-se o advogado. Em relação à postulação efetiva, a ADIN 1.127-8 excluiu os juizados especiais estaduais e federais nas causas até 20 salários mínimos e a justiça do trabalho (capacidade postulatória para empregados e empregadores). Embora a CLT mencione que empregados e empregadores possam atuar sem assistência de advogados "até o final", o TST decidiu que, dada a natureza extraordinária do recurso de revista, é indispensável que o mesmo seja interposto por advogado. "Até o final" deve ter interpretação restritiva à primeira fase processual da reclamatória trabalhista – instância ordinária. Postulação nas ações de alimentos – o credor de alimentos pode, pessoalmente ou por intermédio de advogado propor a ação de alimentos. Essa possibilidade se deve à natureza jurídica emergencial do "bem da vida" perseguido. A impetração de habeas corpus também dispensa a capacidade postulatória. Art. 36, CPC.

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Art. 36. A parte será representada em juízo por advogado legalmente habilitado. Ser-lhe-á lícito, no entanto, postular em causa própria, quando tiver habilitação legal ou, não a tendo, no caso de falta de advogado no lugar ou recusa ou impedimento dos que houver.

Atos e contratos constitutivos: para ser levado a registro em Junta Comercial ou Cartório Civil, deve ser visado – assinados – por um advogado (comprometimento de autoria da forma e conteúdo do documento – corresponsável pelo contrato, inclusive com responsabilidade civil, criminal e disciplinar). Exceção: art. 6 da lei 8.491 – não se aplicam às ME e as EPP. Estagiário: a atividade de assessoria pode ser desenvolvida pelo estagiário isoladamente, desde que tenha autorização ou substabelecimento do advogado responsável. A atividade de consultoria não se confunde com a anterior e não pode ser praticada isoladamente, mesmo quando autorizada por tratar de atos definitivos e principais, por isso, privativos de advogado.

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Divulgação ou associação da advocacia com outra profissão

É vedada divulgação da advocacia em conjunto com outra atividade, seja de natureza civil, comercial, lucrativa, não lucrativa, pública ou privada. A proibição não se limita à divulgação, abrangendo também o exercício profissional da advocacia com qualquer outra profissão no mesmo espaço físico. A proibição não afeta a possibilidade de o advogado exercer outra atividade, e sim do exercício desta no mesmo espaço físico ao da advocacia. A proibição tem efeito de não mercantilizar a advocacia, impedindo a captação de clientela e de causas.

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Publicidade Deve Nome completo e número da OAB

Pode Não pode Publicidade em jornais, revistas e Rádio e TV. periódicos. Fotografia. Pode constar títulos acadêmicos. Cargos ocupados. Área de atuação. Lista de clientes ou ações. Telefone, endereço, site, e-mail.

Mala direta: é autorizada para quem já é cliente do escritório, mas é proibida para quem não é cliente do escritório. Advogado na mídia: pode desde que não trate de caso sob o seu patrocínio, não trate de casos de patrocínio de terceiros, não responda consultas. Na mídia tem que atuar de forma educativa, informativa, sem tratar de casos específicos e sem fazer a autopromoção. Pena de censura. Reincidência é de suspensão. 3 suspensões é exclusão. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

(B) a publicidade. é correto afirmar que (A) se trata de publicidade moderada.com/leonardosakaki | @leosak . Sigilo profissional: exceções: vida.Leonardo Sakaki Exame OAB – FGV |9 8 Princípios Pessoalidade: o contato pessoal é requisito para que se estabeleça a relação profissional. é compatível com as normas do Código de Ética. é correto afirmar que: (A) a participação em programa televisivo está vedada aos advogados. http://leonardosakaki. Confiabilidade: a confiança recíproca é o fator que inicia e sustenta a relação profissional.com. cujo titulo é “o Advogado na TV”. (D) é admissível a distribuição do boletim mediante pagamento de anuidade.br | 11 99610348 facebook. o advogado deve renunciar ao patrocínio da causa antes de promover a execução do contrato. 2. Resposta: C 9 Inviolabilidade 1. parceiros e advogados. Ordem judicial. um novo programa. se for gratuita.uol. suas angústias. Exemplo: havendo necessidade de execução do contrato de honorários. todas essas vinculadas ao seu escritório de advocacia. Para ampliar a divulgação. (D) programas televisivos são franqueados aos advogados. os seus percalços. Exclusividade Não mercantilização: advocacia não pode apresentar qualquer característica típica das empresas mercantis. (B) o boletim de notícias é meio adequado de publicidade quando o público-alvo são clientes do escritório. nos cruzamentos das mais importantes capitais do País. resolve contratar com emissora de televisão. como narrada. Suspeita da prática do crime pelo advogado. No curso do programa. 48 (FGV – OAB 2010.br | leonardosakaki@uol. Utilização das informações sigilosas em favor do próprio cliente: depende da autorização do cliente. e estando o processo em andamento. 3. alegrias e comprovar a possibilidade de sucesso profissional. a mudança na legislação e os julgamentos de maior repercussão. (C) o advogado. (C) a distribuição indiscriminada.2) Mauro. Acompanhamento de representante da OAB. inclusive para realizar propaganda dos seus escritórios. bem como àquelas ainda em curso e que podem ter repercussão no meio jurídico. com o fito de proporcionar informações sobre a carreira. no caso. honra e afronta.sites. é permitida. inclui referência às causas ganhas. O advogado só pode revelar as informações nos limites e na necessidade da sua defesa. incluído na grade normal de horários da empresa.com. deveria se limitar ao aspecto educacional e instrutivo da atividade profissional. contrata jovens de ambos os sexos para distribuição gratuita.3) O advogado Caio resolve implementar mudanças administrativas no seu escritório. Resposta: B 82 (FGV – OAB 2010. Diante do narrado. Consoante as normas aplicáveis. advogado com larga experiência profissional. Uma das atividades consiste na elaboração de um boletim de notícias comunicando aos clientes. ao passar a compor o grupo de profissionais escolhido para gerenciá-lo.

não proceder à indicação. de forma indiscriminada. São também nulos os atos praticados por advogado impedido . a busca e a apreensão judicialmente decretadas. Parágrafo único. objeto e partes envolvidas. 133 da Constituição do Brasil. http://leonardosakaki. independentemente de sua natureza. Após pesquisa. de sua correspondência escrita.os servidores da administração direta.uol. pode receber a prestação jurisdicional se não houver atuação de advogado. telefônica e telemática. qualquer que seja o órgão do Poder Judiciário pelo qual tramite. 4 São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB. penais e administrativas.3) O advogado Ademar é surpreendido por mandado de busca e apreensão dos documentos guardados no seu escritório. os documentos de toda a sua clientela foram apreendidos. Escritório ou Local de trabalho. o advogado é indispensável à administração da justiça. (C) a proteção ao escritório do advogado não se inclui na hipótese versada. 49 (FGV – OAB 2010. (Redação dada pela Lei n 11. somente poderá ocorrer em flagrante. contudo. Resposta: D 05 (FGV – OAB 2010. licenciado ou que passar a exercer atividade incompatível com a advocacia. em função de a investigação atingir o advogado.2) Considerando que nos termos dispostos no art. é correto afirmar que (A) a prática é correta. Apesar disso.com. Art. é correto afirmar que: (A) a imunidade profissional não pode sofrer restrições de qualquer natureza. por decisão motivada. Art. devidamente notificada ou solicitada. contra a Fazenda Pública que os remunere ou à qual seja vinculada a entidade empregadora. de 2008) O poder de punir o advogado público por questão ética não funcional e relaciona a atividade privativa da advocacia é exclusivamente da OAB (TED). (C) a inviolabilidade do escritório ou local de trabalho é assegurada nos termos da lei.com/leonardosakaki | @leosak . sendo até mesmo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão.sites. mesmo em caso de crime afiançável. 30. desde que realizada na presença de representante da OAB. indireta e fundacional.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 10 4. (B) a inviolabilidade do escritório de advocacia é absoluta. bem como de seus instrumentos de trabalho. Resposta: C 10 Nulidade dos atos praticados Art. sem prejuízo das sanções civis.no âmbito do impedimento . por motivo de exercício da profissão.767. verifica que existe processo investigando um dos seus clientes e a ele mesmo.com. eletrônica. A decisão condenatória proferida pelo TED pode afetar o cargo na administração pública (violação ao princípio da moralidade). desde que relativas ao exercício da advocacia. São impedidos de exercer a advocacia: I . não sendo vedadas.br | leonardosakaki@uol. 7 São direitos do advogado: II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho. salvo se esta. (D) houve excesso na apreensão de todos os documentos da clientela do advogado. (D) a prisão do advogado. Diante do narrado.suspenso.br | 11 99610348 facebook. (B) nenhuma demanda judicial.

Trata-se da procuração – será sempre escrito. a juízo do conselho competente da OAB.uol. inclusive privadas.chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do Poder Legislativo e seus substitutos legais. II . do Ministério Público.com/leonardosakaki | @leosak . pode atuar sem procuração. §1 A suspensão acarreta ao infrator a interdição do exercício profissional. 5 O advogado postula. §1 A incompatibilidade permanece mesmo que o ocupante do cargo ou função deixe de exercê-lo temporariamente. 34. fundações públicas. Licencia-se o profissional que: I . V .reincidência em infração disciplinar. Exceção: casos de urgência. §2 Não se incluem nas hipóteses do inciso III os que não detenham poder de decisão relevante sobre interesses de terceiro.sites. arrecadação ou fiscalização de tributos e contribuições parafiscais. de acordo com os critérios de individualização previstos neste capítulo.br | leonardosakaki@uol.ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial de qualquer natureza.ocupantes de cargos ou funções de direção em Órgãos da Administração Pública direta ou indireta. empresas públicas. salvo se for substituído antes do término desse prazo.os membros do Poder Legislativo. sociedades de economia mista. A advocacia é incompatível. contra ou a favor das pessoas jurídicas de direito público. salvo os que exijam poderes especiais. dos juizados especiais. em todo o território nacional. entidades paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público. juízes classistas. bem como a administração acadêmica diretamente relacionada ao magistério jurídico. a representar o mandante. pelo prazo de trinta dias a doze meses.passar a exercer. IV . bem como de todos os que exerçam função de julgamento em órgãos de deliberação coletiva da administração pública direta e indireta. Art.br | 11 99610348 facebook.ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras. mesmo em causa própria.infrações definidas nos incisos XVII a XXV do art. II . §1 O advogado.sofrer doença mental considerada curável. II . a suspensão perdura até que satisfaça integralmente a dívida. A suspensão é aplicável nos casos de: I . por motivo justificado. VI . 37. se particular. §3 Na hipótese do inciso XXIV do art. VII . Art. Art.membros de órgãos do Poder Judiciário. (Vide ADIN 1127-8) III . 28. 34. obrigando-se a apresentá-la no prazo de quinze dias.com. §2 A procuração para o foro em geral habilita o advogado a praticar todos os atos judiciais. atividade incompatível com o exercício da advocacia.com. §3 O advogado que renunciar ao mandato continuará. §2 Nas hipóteses dos incisos XXI e XXIII do art. Não se incluem nas hipóteses do inciso I os docentes dos cursos jurídicos. com as seguintes atividades: I . em caráter temporário. a suspensão perdura até que preste novas provas de habilitação. 12. nos casos em que não posso colher a assinatura.ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de lançamento. em qualquer juízo ou instância. 34. fazendo prova do mandato. inclusive com correção monetária. dispensa o reconhecimento de firma no instrumento de mandato (tanto para poderes gerais quanto para poderes específicos). da justiça de paz.militares de qualquer natureza. representado por uma procuração pública ou privada. em juízo ou fora dele. prorrogável por igual período. Parágrafo único. em suas fundações e em suas empresas controladas ou concessionárias de serviço público. durante os dez dias seguintes à notificação da renúncia. dos tribunais e conselhos de contas. 11 Mandato Art. em seus diferentes níveis.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 11 II . na ativa. VIII . o http://leonardosakaki. afirmando urgência.assim o requerer. neste caso.ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a qualquer órgão do Poder Judiciário e os que exercem serviços notariais e de registro. III .

naquele momento. (C) o depoimento do advogado.1 Renúncia É ato privativo e unilateral em qualquer fase do processo que implica na omissão do motivo e na responsabilidade pelo prazo máximo de 10 dias contados da notificação da renúncia. no caso. com exceção daqueles que exijam poderes especiais) ou ad judicia et extra (com poderes específicos – exemplo: oferecimento de representação criminal ou queixa crime.com/leonardosakaki | @leosak .3) Marcelo promove ação de procedimento ordinário em face de Paus e Cupins Ltda. nenhuma delas tivesse manifestado qualquer intenção nesse sentido.br | 11 99610348 facebook. diante de contrato anteriormente estabelecido pelas partes e descumprido pela ré.) 11. Houve regular citação. A respeito do tema. que deverão ser pagos proporcionalmente. que deve ser tomado com a autorização e ciência do cliente que outorgou os poderes originais. 11.br | leonardosakaki@uol. o advogado Tertúlio é arrolado como testemunha por uma das partes. (B) a possibilidade decorre da ausência de efetiva atuação profissional. testemunha a ocorrência de um acidente de trânsito sem vítimas. em ação de responsabilidade civil.sites. com o fito de compelir a ré à prestação de determinado fato.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 12 prazo para apresentação da procuração é de 15 dias a iniciar-se do 1º dia útil seguinte ao do ato da representação. Exceção: se contratação de outro advogado.3 Substabelecimento É a transferência de poderes com ou sem reservas para o substabelecente (advogado constituído). é facultativo. transação.2 Revogação É ato privativo e unilateral do cliente em qualquer fase do processo que retira os direitos outorgados na procuração e não implica em qualquer responsabilidade posterior. é correto dizer que (A) o advogado é suspeito para prestar depoimento no caso em tela. O advogado poderá também receber os honorários sucumbenciais. 11. alega que estaria impossibilitado de realizar o ato porque uma das pessoas envolvidas poderia contratá-lo como profissional. A revogação não retira do advogado o direito aos honorários. desistência da ação. (D) somente poderia prestar depoimento após a intervenção de todas as partes no processo. embora. Trata-se de ato pessoal do advogado da causa. de forma proporcional ao trabalho realizado nos autos. prorrogável por mais 15 dias. Resposta: B 51 (FGV – OAB 2010. envolvendo quatro veículos automotores. que deverão ser pagos proporcionalmente.com.3) Tertúlio. com a apresenta- http://leonardosakaki. recebimento de citação em nome do cliente. A renúncia não retira do advogado o direito aos honorários. Poderes: pode ser ad judicia (para foro em geral – autoriza a prática de todos os atos processuais. No dia designado para o seu depoimento. Seus dados e sua qualificação profissional constam nos registros do evento. No substabelecimento com reservas o advogado substabelecido não pode cobrar honorário diretamente do cliente sem a intervenção do substabelecente. confissão. advogado.uol. quitação etc. Posteriormente. reconhecimento de procedência do pedido. 45 (FGV – OAB 2010. desde que requerida e deferida.

antes de sentença transitada em julgado. com liberdade. Resposta: B 11. com instalações e comodidades condignas e. IV . III . (C) os atos referidos se esgotam no processo judicial.em que tenha sido convidado pela outra parte.5 Postular conta ato jurídico realizado ou contra quem consultou O CED impõe que o advogado deve abster-se de patrocinar. é correto afirmar que (A) o advogado não pode ser sancionado pela demora do processo. secretarias. 11. a comunicação expressa à seccional da OAB.com/leonardosakaki | @leosak . mesmo que tenha sido inerte. mesmo sem procuração. à moral ou à validade de ato jurídico em que tenha celebrado.br | 11 99610348 facebook.ter a presença de representante da OAB. como no enunciado. mesmo fora da hora de expediente e independentemente da presença de seus titulares. 12 Direitos do advogado (prerrogativas) Art. (B) está perfeitamente caracterizado o abandono da causa. contra ex-cliente ou ex-empregador. desde que guarde o sigilo profissional e as informações reservadas ou privilegiadas de que tenha tomado conhecimento no período em que prestou serviços aos mesmos.uol. e ser atendido. as causas: . tendo o processo permanecido paralisado por oito anos por inércia das partes. para lavratura do auto respectivo.Contrárias à ética. ou perante a qual este deva comparecer.4 Postulação contra ex-cliente e ex-empregador O advogado pode postular em favor de terceiros. dentro do expediente ou fora dele. desde que se ache presente qualquer servidor ou empregado. V . orientado ou conhecido em consulta. nos demais casos. o autor descobre a real situação do processo e apresenta representação disciplinar à OAB contra o seu advogado. serviços notariais e de registro. cartórios. quando estes se acharem presos. ofícios de justiça. que é declarada. se esta lhe revelou segredos ou obteve seu parecer. Entretanto. que proíbe a advocacia contra ex-cliente e ex-empregador pelo prazo de 2 anos. Dez anos após a paralisação. detidos ou recolhidos em estabelecimentos civis ou militares.com. Nos termos da legislação estatutária e do Código de Ética. ainda que considerados incomunicáveis. desde que relativas ao exercício da advocacia. . e.com. Após consultas processuais. a profissão em todo o território nacional.sites. ainda que não tenha se efetivado a contratação. sendo permitida a atuação após esse prazo. http://leonardosakaki. eletrônica. desde que munido de poderes especiais.comunicar-se com seus clientes. mesmo além dos cancelos que separam a parte reservada aos magistrados.br | leonardosakaki@uol.ingressar livremente: a) nas salas de sessões dos tribunais. pessoal e reservadamente. c) em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição judicial ou outro serviço público onde o advogado deva praticar ato ou colher prova ou informação útil ao exercício da atividade profissional.não ser recolhido preso. telefônica e telemática. de sua correspondência escrita. 7 São direitos do advogado: I . o réu ingressa no processo requerendo a declaração de prescrição intercorrente. em prisão domiciliar. (D) a inércia das partes não pode atingir os advogados. bem como de seus instrumentos de trabalho. na sua falta. quando preso em flagrante. d) em qualquer assembleia ou reunião de que participe ou possa participar o seu cliente.exercer.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 13 ção de defesa. o TED acrescentou a abstenção bienal. sob pena de nulidade e. b) nas salas e dependências de audiências. por impedimento ético. por motivo ligado ao exercício da advocacia. não tendo havido recurso do autor. no caso de delegacias e prisões. senão em sala de Estado Maior. II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho. VI .

contra a inobservância de preceito de lei. bem como dos demais instrumentos de trabalho que contenham informações sobre clientes. depende de inscrição suplementar. em qualquer juízo ou tribunal. e só o fizer depois de intimado. bem como sobre fato que constitua sigilo profissional. Atenção! Dica de estudo: VI. ou sobre fato relacionado com pessoa de quem seja ou foi advogado. podendo copiar peças e tomar apontamentos. no exercício de sua atividade. XX . pelo prazo de dez dias.examinar. específico e pormenorizado. X . em juízo ou fora dele. a ser cumprido na presença de representante da OAB. a autoridade judiciária competente poderá decretar a quebra da inviolabilidade de que trata o inciso II do caput deste artigo. VII. XV . http://leonardosakaki. em cartório ou na repartição competente. para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos. XIII. não constituindo injúria. autos de flagrante e de inquérito. o §2 O advogado tem imunidade profissional. mediante representação ou a requerimento da parte interessada. sem prejuízo da responsabilidade criminal em que incorrer o infrator.com/leonardosakaki | @leosak .dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho. XIX .sites. vedada a utilização dos documentos. quando não estejam sujeitos a sigilo. ou retirá-los pelos prazos legais.examinar em qualquer repartição policial. o §5 No caso de ofensa a inscrito na OAB. em caso de crime inafiançável. autos de processos findos ou em andamento. secretaria ou repartição. pela ordem. sentado ou em pé. findos ou em andamento. observado o disposto no inciso IV deste artigo. XVIII . em juízo.permanecer sentado ou em pé e retirar-se de quaisquer locais indicados no inciso anterior. o §4 O Poder Judiciário e o Poder Executivo devem instalar. após trinta minutos do horário designado e ao qual ainda não tenha comparecido a autoridade que deva presidir a ele. ou da Administração Pública em geral. VIII .com.reclamar. no exercício da profissão ou de cargo ou função de órgão da OAB. em qualquer hipótese. sendo.ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer natureza. podendo tomar apontamentos. quando ofendido no exercício da profissão ou em razão dela.br | 11 99610348 facebook. com uso assegurados à OAB. mesmo sem procuração. 2) quando existirem nos autos documentos originais de difícil restauração ou ocorrer circunstância relevante que justifique a permanência dos autos no cartório. o conselho competente deve promover o desagravo público do ofendido. tribunais. ainda que conclusos à autoridade. independentemente de horário previamente marcado ou outra condição. por motivo de exercício da profissão.retirar autos de processos findos. tribunal ou autoridade. XIII .ser publicamente desagravado. independentemente de licença. das mídias e dos objetos pertencentes a clientes do advogado averiguado. bem como para replicar acusação ou censura que lhe forem feitas. o §6 Presentes indícios de autoria e materialidade da prática de crime por parte de advogado. verbalmente ou por escrito.uol. o o §7 A ressalva constante do §6 deste artigo não se estende a clientes do advogado averiguado que estejam sendo formalmente investigados como seus partícipes ou coautores pela prática do mesmo crime que deu causa à quebra da inviolabilidade. XX a) a liberdade é parcial. perante qualquer juízo.br | leonardosakaki@uol.falar. XVII . assegurada a obtenção de cópias.usar os símbolos privativos da profissão de advogado. expedindo mandado de busca e apreensão. documentos ou afirmações que influam no julgamento. XI . 3) até o encerramento do processo. XVI . VIII. mesmo quando autorizado ou solicitado pelo constituinte. XVII.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 14 VII . mesmo sem procuração. difamação puníveis qualquer manifestação de sua parte.recusar-se a depor como testemunha em processo no qual funcionou ou deva funcionar.com. ao advogado que houver deixado de devolver os respectivos autos no prazo legal. tribunal ou órgão de deliberação coletiva da Administração Pública ou do Poder Legislativo. regulamento ou regimento. observando-se a ordem de chegada. o §1 Não se aplica o disposto nos incisos XV e XVI: 1) aos processos sob regime de segredo de justiça. XIV. mediante intervenção sumária. reconhecida pela autoridade em despacho motivado. em decisão motivada. pelos excessos que cometer. mesmo sem procuração. sem prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB. mediante comunicação protocolizada em juízo. IX. XIV . salas especiais permanentes para os advogados.usar da palavra. fóruns. em todos os juizados. proferido de ofício. o §3 O advogado somente poderá ser preso em flagrante. XII . delegacias de polícia e presídios. em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo.retirar-se do recinto onde se encontre aguardando pregão para ato judicial.

IX.deve haver acompanhamento de representante da OAB. Exceção: processo com documentos considerados irrecuperáveis e processos que tramitam sob segredo de justiça. quando preso em flagrante.br | leonardosakaki@uol. . se a OAB for notificada e não encaminhar representante em tempo hábil. podendo copiar peças e tomar apontamentos.a prova produzida na diligência deverá ser utilizada contra o advogado e não contra o cliente. sem prejuízo de se apurar eventual prática de abuso de autoridade/poder. salvo por determinação judicial fundamentada (busca e apreensão). CED Antes do voto do relator SUSTENTAÇÃO ORAL Procedimento disciplinar Art. negativa do direito de extração de cópias etc. Epístola = carta. (verificação do inquérito ou do flagrante sem necessidade de mandato judicial. ainda que sem procuração. 102. ou seja.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 15 b) inviolabilidade do escritório ou local de trabalho. CED Após o voto do relator h) acesso aos autos de flagrante e de inquérito. §§6 e 7): .Esta inviolabilidade é relativa – deve cumprir 4 requisitos para a quebra da inviolabilidade (art. direito de informação. e) não ser recolhido preso.com/leonardosakaki | @leosak . d) ter a presença de representante da OAB. i) direito de vista dos autos. e. l.uol. telefônica e telemática). assim como seus instrumentos de trabalho (arquivos. f) ingresso livre em dependências para o exercício profissional. é caso de Reclamação. antes de sentença com trânsito em julgado (prisão cautelar/processual). findos ou em andamento. em prisão domiciliar – não se confunda com prisão especial – trata-se de sala especial de prisão de oficiais militares. que teria competência originária no STF. . Se a negativa envolver os direitos específicos previstos no inciso XIV do art. . que deverá ser impetrado perante o juízo de primeiro grau (no caso de o direito ter sido negado pelo delegado de polícia). Cabe mandado de segurança. e sim para o mandado de segurança contra o ato da autoridade coautora. 7. na sua falta.ordem judicial (específica. senão em sala de Estado Maior: com instalações e comodidades condignas. fundamentada e pormenorizada. c) comunicar-se com seus clientes preso.br | 11 99610348 facebook. 7. São invioláveis.com. a prova produzida na diligência será válida. tantos físicos quanto eletrônicos) e suas comunicações/correspondências (escrita. http://leonardosakaki. pessoal e reservadamente. em estabelecimento civil e militar.). O descumprimento desta regra configura abuso de autoridade/poder. 53. ainda que conclusos à autoridade. 7. detalhada) não basta a ordem policial e nem pode ser uma ordem judicial genérica (tem que ser específica). g) sustentação oral: Direito Art.com. prevista no art. §3. por motivo ligado ao exercício da advocacia.Para o STF. não haverá espaço para a reclamação constitucional. .sites. Ainda que o cliente seja considerado incomunicável (exemplo: RDD). falada. CF. salvo em caso de coautoria do advogado e cliente.indício de autoria e materialidade da prática de um crime pelo advogado. Se a autoridade policial negar. eletrônica. sob pena de nulidade do auto de prisão em flagrante. EAOAB. .

designada para a colheita de provas e depoimento pessoal. aí incluídos advogados. O ato fora designado para iniciar às 13 horas. peticionar ao Magistrado e retirar-se do recinto.com. edita Portaria disciplinando o horário de atendimento das partes e dos advogados não coincidente com o horário forense. A autoridade judicial encontrava-se presente no foro desde as nove horas da manhã. Art. 7. obteve o cumprimento de todas as metas estabelecidas pela Corregedoria do Tribunal. das 11h às 13h. já caracterizado um atraso de uma hora. 1º São atividades privativas de advocacia: I . Após duas horas de atraso. no caso narrado. por numeração. para participar de audiência em questão cível. podendo ocorrer ato do magistrado impondo restrições ao advogado.3) O magistrado Mévio. para despachos em geral. Os processos passam a ser distribuídos. 85 (FGV – OAB 2010. dirige-se. desde a audiência inaugural. em um dos dois últimos anos do curso de Direito. (C) O princípio da eficiência sobrepõe-se aos interesses das partes e dos advogados. pelo advogado.br | leonardosakaki@uol. (B) o advogado deveria. à luz das normas estatutárias (A) qualquer atraso superior a uma hora justifica a retirada do recinto. assinale a alternativa correta quanto a essa atitude. http://leonardosakaki.uol. diante do ocorrido. Francisco informou. por escrito. (D) As metas de produção determinadas pelos órgãos de controle do Poder Judiciário justificam a restrição dos direitos dos advogados de acesso aos autos e aos agentes públicos. seguindo moderna tendência da Administração Pública. com a responsabilização individual de determinados servidores. À luz da legislação estatutária. sendo comunicados pelo Oficial de Justiça que a pauta de audiências continha dez eventos e que a primeira havia iniciado às dez horas.sites. que. supervisão e responsabilidade. Resposta: A 13 Estagiário de direito O estagiário de direito. XX transcrito acima 46 (FGV – OAB 2010. assessoria e direção jurídicas. (B) A Administração dos órgãos do Poder Judiciário é autônoma.com/leonardosakaki | @leosak . tendo iniciado a primeira audiência no horário aprazado.as atividades de consultoria. Estabeleceu-se que os autos de final 0 a 3 teriam atendimento ao público. de larga experiência forense. (A) O ato normativo do magistrado colide frontalmente com o direito dos advogados de serem atendidos a qualquer momento pelo Magistrado e servidores públicos. Com tal organização.br | 11 99610348 facebook. (Vide ADIN 1. Diante do narrado. Resposta: C Ver: Art. adentraram o recinto forense com meia hora de antecedência. e daí sucessivamente.com. ao Chefe do Cartório Judicial. (D) meros atrasos da autoridade judicial não permitem a retirada do advogado do recinto.127-8) II .a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais. pode praticar os atos previstos no art. advogado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 16 j) imunidade profissional: advogado tem imunidade em relação aos crimes de injúria e difamação quando praticados no exercício da profissão e no interesse da defesa do cliente. Como é de praxe. com seu cliente. devidamente inscrito nos quadros da OAB. buscando organizar o serviço do seu cartório. ele e seu cliente estariam se retirando do recinto.2) Francisco. 1º do EAOAB em conjunto com o advogado sob sua orientação. (C) o atraso que justifica a retirada do advogado está condicionado à ausência da autoridade judicial no evento.

devidamente reconhecido. É vedado ao estagiário: figurar em publicidade de escritório de advocacia – placas. . só podem ser admitidos a registro.obter junto aos escrivães e chefes de secretaria certidões de peças ou autos de processos em curso ou findos. Crime infamante aquele crime contrário à honra.com. § 2º Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas.sites. pode se inscrever. . nos órgãos competentes. b) diploma ou certidão de conclusão de curso de direito.policial . Quem avalia é o Tribunal de Ética e Disciplina e o Conselho Federal Crime que cause repúdio à classe.com/leonardosakaki | @leosak .assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos. salvo reabilitação judicial.rol exemplificativo) – tanto para o advogado quanto para o estagiário . 14 Inscrição na OAB . figurar como contratado em Contrato de Prestação de Serviços Advocatícios. 29 do RGEAOAB. A relação cliente-advogado envolve confiabilidade. e) não exercer atividade incompatível (art. o estagiário inscrito poderá praticar os atos autorizados pelo art. que são: . EAOAB (Lei 8.Requisitos – art. Isoladamente. folders etc. d) aprovação no exame da OAB (prova de habilitação). pois a conclusão é causa de emancipação.uol. pelo próprio nome.exercício de atividades extrajudiciais.gerente ou diretor de banco f) idoneidade moral: nunca ter sido condenado pela prática de crime infamante.com.br | leonardosakaki@uol. desde que tenha sido autorizado ou substabelecido pelo advogado. sob pena de nulidade.. Crime infamante. dignidade e a boa fama de quem pratica. 8.chefe executivo . sempre sob a responsabilidade do advogado. . Cuidado: conclusão de curso superior é causa de emancipação! Se uma pessoa é um gênio e conclui o curso com 17 anos.retirar e devolver autos em cartório. Esse crime abala diretamente o aspecto da confiabilidade.906/94) a) capacidade civil: maioridade e sanidade. assinando a respectiva carga. desonra para o advogado. 28 EAOAB . c) título de eleitor e quitação militar.br | 11 99610348 facebook. § 3º É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 17 § 1º Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal. quando visados por advogados. é aquele que provoca infâmia. http://leonardosakaki. internet.

c) embriaguez ou toxicomania habituais. não autorizado por lei. Resposta: B 83 (FGV – OAB 2010.2) Fábio. XXVIII. Art. (D) a passagem para a reserva do quadro de advogados. (D) anotação de impedimento. ingressando nos quadros do Poder Judiciário. . No curso do processo também obtém a indicação do Tribunal e vem a ser nomeado pelo Governador do Estado. advogado com mais de dez anos de efetiva atividade.br | 11 99610348 facebook. 47 (FGV – OAB 2010. (C) o licenciamento do profissional. Não precisa apresentar provas. é convidado a ocupar o prestigiado cargo de Procurador-Geral de um município.1 Espécies de inscrição 14. (B) a suspensão até que cesse a incompatibilidade.qualquer pessoa pode requerer à OAB a declaração de inidoneidade moral do candidato. 14. . advogado. à luz das normas estatutárias ocorrerá: (A) o cancelamento da inscrição como advogado. O que acontece com a inscrição dele? Nada.quem declara se a pessoa é ou não idônea é o conselho seccional. 34. pois não consegue se inscrever pela incompatibilidade. Texto do compromisso está disposto no Regulamento Geral. (C) suspensão do exercício da atividade advocatícia. O cargo é privativo de advogado. que tem validade perpétua.sites. cargo de confiança do Prefeito Municipal passível de exoneração ad nutum.br | leonardosakaki@uol. No entanto. ao assumir o referido cargo. Resposta: A Escrivão da polícia passa no exame de ordem. O pedido só não pode ser anônimo.uol. obtém a indicação da OAB para concorrer pelo quinto constitucional à vaga reservada no âmbito de Tribunal de Justiça.com. ocorrerá o (a) (A) cancelamento da sua inscrição. Processo incidental de declaração de inidoneidade moral – solicitado por qualquer pessoa (não pode ser anônimo). Diante disso. EAOAB. g) compromisso perante o conselho seccional – é solene. fala sobre crime infamante: sanção de exclusão.1 Inscrição principal http://leonardosakaki.com. A inidoneidade é declarada pelo conselho por um quorum de ⅔. 34. formal e personalíssimo (nem por procuração). parágrafo único: Inclui-se na conduta incompatível: a) prática reiterada de jogo de azar. b) incontinência pública e escandalosa. Será expedida a certidão de aprovação.3) Xisto. Julgado pelo Conselho Seccional com quorum de ⅔. basta indicar os fatos.com/leonardosakaki | @leosak . (B) exercício limitado da advocacia.1.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 18 Art.

com/leonardosakaki | @leosak .sofrer penalidade de exclusão. 41.assim o requerer. 15 15. de ofício. art. deverão ser preenchidos os requisitos do art. Pode ter quantos suplementares puder pagar. Permite o retorno aos quadros da OAB.uol. 11. atividade incompatível com a advocacia.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki. O advogado pode ter somente uma inscrição principal. Se a pessoa atuar em outro Estado em mais de 5 causas/processo. 11 do EAOAB Art. Interrupção definitiva da inscrição. e art. V . EAOAB. §2 Na hipótese de novo pedido de inscrição .sites.1. IV .com.1. 14. 8. III e IV. desde que cumpridos alguns requisitos de acordo com o motivo do cancelamento (art. precisa ter no Estado a inscrição suplementar.1. §1 Ocorrendo uma das hipóteses dos incisos II. o cancelamento deve ser promovido.1 Interrupções na inscrição Cancelamento – art. Os processos dos anos anteriores que ainda não terminaram deverão ser considerados em consideração para a contagem das 5 causas no ano seguinte. pelo conselho competente ou em virtude de comunicação por qualquer pessoa. V. 14. em caráter definitivo. §§2 e 3.falecer. 8. Requisito: comprovação do vínculo com o estágio e motivo justo. Objetivo de atuar em outro Estado.passar a exercer. 14.1.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 19 Deve ser feito no conselho seccional onde é o domicílio profissional.4 Nova inscrição Para todo aquele que já integrou os quadros da ordem e teve a sua inscrição cancelada.3 Inscrição por transferência Para todo advogado que decide mudar definitivamente seu domicílio profissional.com. Cancela-se a inscrição do profissional que: I . 11.que não restaura o número de inscrição anterior . 14. II .deve o interessado fazer prova dos requisitos dos incisos I. §3 Na hipótese do inciso II deste artigo.br | 11 99610348 facebook. 11. VI e VII do art. por meio de uma nova inscrição.2 Inscrição suplementar Trata-se de uma segunda inscrição.perder qualquer um dos requisitos necessários para inscrição.5 Inscrição do estagiário Pode tirar a partir do 4 ano. §§2 e 3). o novo pedido de inscrição também deve ser acompanhado de provas de reabilitação. III . É obrigatória quando a pessoa for atuar em outro Estado. É ato definitivo e desconstitutivo em relação ao número de inscrição que jamais se restaura. Carteirinha tem validade de 2 anos prorrogável por mais 1 ano ou 3 anos improrrogável. Para obtenção da nova inscrição.

12. VI. em face de provas efetivas de bom comportamento. falecimento e incompatibilidade definitiva: OAB pode cancelar de ofício ou a requerimento de qualquer interessado.incompatibilidade temporária do advogado – exemplo: sou advogado e passo a exercer cargo de governador.falecimento .incompatibilidade definitiva . Art.quando o advogado sofrer pena de exclusão .sites. Licencia-se o profissional que: I . É o afastamento temporário do exercício profissional que: (a) mantém o número de inscrição. 34. 12 EAOAB Art.2 Licenciamento – art.assim o requerer.com. EAOAB: sempre deverão ser apresentados numa nova inscrição.com/leonardosakaki | @leosak . provas de reabilitação. Pode ser requerida um ano após o cumprimento da sanção do Tribunal de Ética e com comprovação de idoneidade. além dos requisitos acima. um ano após seu cumprimento. I.doença mental curável – observação: a doença mental incurável cancela a inscrição pela perda dos requisitos da inscrição. Quando a sanção disciplinar resultar da prática de crime. II .uol. Exclusão: deverão apresentar. penais e administrativas. .br | leonardosakaki@uol. É permitido ao que tenha sofrido qualquer sanção disciplinar requerer. EAOAB – prática de crime infamante: precisa da reabilitação judicial ou criminal. São também nulos os atos praticados por advogado impedido – no âmbito do impedimento – suspenso. http://leonardosakaki. por motivo justificado. a reabilitação. 8. 16 Advogado estrangeiro Só pode prestar consultoria. 41. o pedido de reabilitação depende também da correspondente reabilitação criminal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 20 .passar a exercer. em caráter temporário. atividade incompatível com o exercício da advocacia. 4 São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB.br | 11 99610348 facebook. Art. sem prejuízo das sanções civis.sofrer doença mental considerada curável. 15. Parágrafo único. Art.pedido do advogado – personalíssimo .com. (c) isenta do pagamento da anuidade ou contribuição obrigatória. licenciado ou que passar a exercer atividade incompatível com a advocacia.perda de qualquer dos requisitos de inscrição Exclusão. Exclusão pelo art. III . Parágrafo único. . VII. (b) proíbe qualquer atividade privativa de advogado.pedido justificado do advogado . V.

com. Brasileiro formado no exterior ou estrangeiro que quer advogar no Brasil deve passar pelo processo de inscrição na OAB. Nunca será registrado na Junta Comercial. .br | 11 99610348 facebook. Título de eleitor e quitação do serviço militar: o estrangeiro está dispensado. . todos os sócios devem ter inscrição em SC.Patrocínio infiel – "casadinha": proibido. terá prazo de duração de 3 anos – poderá ser renovada. desde que o contrato social autorize).com.Outorga de poderes deverá ser na pessoa física dos sócios. Deverá ser solicitado no conselho seccional de onde exercer suas atividades. . Se abrirem uma filial no PR. que tem caráter precário. todos os sócios deverão ter inscrição no PR também).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 21 Não pode postular judicialmente. mesmo advogado pode integrar mais de uma sociedade de advogados em conselhos seccionais distintos. . Estagiário não pode ser sócio. pois não há conflito de interesses. . ou seja. . nem mesmo no cartório. A pessoa terá uma carteira da OAB – OAB/SP 99999S.Personalidade jurídica – ocorre com o registro dos seus estatutos no conselho seccional da OAB onde ela tem a sede. nome do sócio falecido (pode ter.Razão social – não pode ter nome fantasia (em qualquer idioma). No caso de separação consensual.Sócios de uma mesma sociedade ou unidos em caráter de cooperação não poderão atuar para clientes opostos na mesma medida judicial. O advogado autônomo pode usar o termo "Advocacia" desde que acompanhado do nome completo e do número da OAB. Essa consultoria é vinculada ao direito de seu país de origem. onde estiver inscrita a sociedade todos os sócios devem ter inscrição (se a sociedade fica em SC.Os sócios deverão ser obrigatoriamente advogados. http://leonardosakaki. contudo não poderá integrar mais de uma sociedade com sede ou filial no mesmo conselho seccional. nunca para a pessoa jurídica. inclusivo o exame de ordem.br | leonardosakaki@uol. . é possível.Quando a sociedade for registrada terá um registro e pagará anuidade.uol. Não há sociedade individual de advogados. Defende na mesma causa simultânea ou sucessivamente partes contrárias. O diploma deverá ser validado. 17 Sociedade de advogados – art.Deve ser formada por 2 ou mais sócio. O advogado português não precisa do exame de ordem. por exemplo.com/leonardosakaki | @leosak . nem o advogado brasileiro em Portugal. 15 EAOAB . crime de tergiversação.sites. Para prestar essa consultoria precisará de uma autorização/inscrição.

revoltada com as acusações desfechadas por João Vítor. 19 Advogado empregado Arts.sites.2) João Vítor e Ana Beatriz. .Responsabilidade: responsabilidade criminal será individual – responsabilidade pessoal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 22 . O tribunal de ética e disciplina não julga sociedade. Registro que o sócio está licenciado. Paralelamente. Por motivos vários. O B sofre o cancelamento da inscrição. Ana Beatriz. O advogado empregado tem vínculo de emprego. Entre os sócios. uma vez que sua honra foi atingida por seu marido.Restrição aos sócios: não pode integrar mais de uma sociedade onde haja sede ou filial. Responsabilidade dos sócios para com a sociedade é subsidiária ilimitada. . tendo em vista que as ofensas não ocorreram no exercício da profissão de advogado. ambos advogados. em discussões conjugais. com acusações mútuas de descumprimento dos deveres conjugais.Se o sócio sofreu licenciamento da inscrição (exemplo: tornou-se prefeito). a responsabilidade é solidária.Se o sócio sofreu o cancelamento da inscrição. Responsabilidade disciplinar será individual. À luz das normas estatutárias. o desagravo é permiti do pelo estatuto. não tem subordinação. De qualquer forma haverá alteração do contrato social. passam a ter seguidas altercações. contraem núpcias. http://leonardosakaki. (C) sendo o ofensor advogado. é subordinado.br | leonardosakaki@uol. requer que a OAB promova sessão de desagravo. (A) nenhum ato poderá ser realizado pela OAB. Esse advogado não tem vínculo de emprego. esse cancelamento deve gerar uma alteração no contrato social. mantendo o estado de casados por longos anos. Imaginemos uma sociedade formada por A e B.br | 11 99610348 facebook. também mantêm sociedade em escritório de advocacia.com. salvo em caso de o contrato social prever forma diferente. EAOAB. julga advogados.com/leonardosakaki | @leosak . (B) o ato de desagravo depende somente da qualidade de advogado do ofendido. Esse contrato de associação deve ser averbado no contrato social da sociedade. (D) o desagravo poderá ocorrer privadamente. 18 ao 21.com. . ou seja. O associado é responsável civilmente nas ações em que atuar. O sócio A terá 180 dias para indicar novo sócio.uol. Haverá averbação do contrato social. Resposta: A 18 Advogado associado Advogado associado é aquele que se une à sociedade para participação nos lucros das ações em que atuar. 84 (FGV – OAB 2010. sob a pena de dissolução da sociedade. é complementar (só atingirá os bens dos sócios de forma complementar).

20 Honorários advocatícios Cobrado muito além: suspensão. É fixado pelo juiz – 10 a 20% do valor da ação. O advogado empregado não está obrigado a atuar nas questões pessoais do seu empregador. http://leonardosakaki. será ajuizada ação. Beneficiários da justiça gratuita é permitido. (i) convencionados: há pacto. Se foi contrato e foi escrito. o vínculo de emprego do advogado empregado não lhe retira a isenção técnica. Preferencialmente por escrito. (iv) quota litis: é um contrato ad exitum com características especiais: (a) é obrigatoriamente escrito. pois não houve o cumprimento. Assistência judiciária não poderá.br | 11 99610348 facebook. (ii) arbitrados judicialmente: não havendo contrato. no caso de cobrança do cliente. quando vence ação.com/leonardosakaki | @leosak .uol. (c) o advogado não pode receber mais que o cliente quando aos honorários contratados for acrescida a verba sucumbencial.sites. O honorário de sucumbência é direito exclusivo do advogado. ele tem independência profissional. Art. Salário mínimo será fixado em sentença normativa. Cobrado muito abaixo: censura. Os honorários de sucumbência é um bônus.com.br | leonardosakaki@uol. contrato. ⅓ cobrado na decisão de 1 grau e ⅓ cobrado no trânsito em julgado da ação. então o advogado. e o juiz fixará os honorários. (b) permite o recebimento em bens do cliente. 22.com. Para requerer arbitramento ou execução do contrato. Jornada de trabalho do advogado empregado não pode exceder a 4 horas diárias ou 20 horas semanais. salvo em caso de acordo ou convenção coletiva ou contrato de exclusividade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 23 Embora empregado. rito sumário. ganha os honorários convencionados ou arbitrados mais o de sucumbência. Pode haver cláusula contratual que determine que o honorário de sucumbência seja do cliente. Pode haver arbitramento mesmo com contrato escrito – quando advogado abandona o processo (renúncia): quando não há acordo quanto aos honorários proporcionais – o contrato não é título executivo. caberá hora extra de 100%. Contrato ad exitum – condicionado ao sucesso da demanda. Adicional noturno das 20h às 5h – 25%. Lide temerária: advogado se une ao cliente para prejudicar um terceiro – exemplo: advogado se une ao cliente para executar um contrato com assinatura falsa. (iii) sucumbenciais: a parte que perdeu pagará os honorários de sucumbência para o advogado da parte que ganhou. serão cobrados ⅓ cobrado na inicial ou na defesa. salvo se elas forem objeto do contrato de trabalho. ou seja. Salvo estipulado em contrário. O que exceder a isto. o advogado deve renunciar ao patrocínio da causa. é um título executivo extrajudicial. salvo se houver acordo ou convenção coletiva. pois neste caso o Estado pagará os honorários. desde que comprovada a sua impossibilidade financeira. Ação de execução.

3) Homero. é correto afirmar que (A) os honorários devidos no processo judicial se resumem aos sucumbenciais. não será levado a protesto. receber a partir de bens surgidos da ação – não pode. Cartão de crédito: pode. vedado o desconto de quaisquer outros valores a esse título. (ii) declaração do cliente dizendo que não tem condições de pagar os honorários em pecúnia. Trabalhistas Tributários Privilegiados Quirografários . 42. só será válido se cumprir 4 requisitos: (i) contrato escrito. não pode ser penhorado.natureza jurídica dos honorários: tanto o STJ quanto o STF afirmam que tem natureza alimentar. Requer a execução especial e apresenta. é vedado o protesto de qualquer título que tenha como origem honorários advocatícios (art. Posso protestar títulos que tenham origem honorários advocatícios? Não.br | 11 99610348 facebook. após o decurso normal do processo. Letra de câmbio e duplicata não pode.execução coletiva: o tipo do crédito do advogado é privilegiado. 25A – há prazo para o cliente ajuizar ação contra o advogado? Sim. . Prescreve em 5 anos a pretensão da ação de prestação de contas do advogado ao cliente em razão de quantias recebidas por ele em nome do cliente.sites. Boleto bancário: deve haver um contrato estipulando isso. cujo contrato anexa aos autos. (iv) as custas devem ser adiantadas pelo advogado e depois reembolsadas. mas não pode usar desse meio para captar clientes. após longos anos. .com. Cláusula quota litis. Os honorários deverão ser pagos em pecúnia. . 44 (FGV – OAB 2010. http://leonardosakaki.O advogado pode receber honorários em bens? Em regra não. ou seja.com. (b) do trânsito em julgado da sentença que fixar os honorários. dos honorários de sucumbência e postulando o desconto no principal de vinte por cento a título de honorários contratuais. mas há recurso do Ministério Público.uol. O pedido é deferido pelo Juiz.902/09 criou o art.Duplicata: é possível emitir duplicata pelos honorários? É vedada a emissão de qualquer título mercantil que tenha como origem honorários advocatícios. (e) revogação ou renúncia.Lei 11. CED). 5 anos. requerimento de expedição de precatório. em regra. fazer publicidade. por exemplo. (c) da ultimação (=término) do serviço extrajudicial.Prazo para prescrição: 5 anos contados a partir (a) do vencimento do contrato. direcionado ao seu cliente.br | leonardosakaki@uol. Diante do inadimplemento. excepcionalmente. obtém sentença favorável contra a Fazenda Pública Estadual.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 24 . . Abaixo ordem para recebimento em execução. (d) da desistência ou transação (=acordo). De acordo com as normas estatutárias aplicáveis. que não concorda com tal desconto. (iii) a parte/quota do advogado deve ser menor que a parte do cliente.com/leonardosakaki | @leosak . estabelecendo a separação do principal. Cheque e nota promissória pode. advogado especializado em Direito Público. mas.

(D) essa questão é dirimida pelo juiz da causa em que ocorreu a condenação. quer contratuais.000. (C) o advogado. empresarial. até que se realize a prestação de contas ao cliente. obtém sucesso em ação indenizatória. Terência não apresentou as contas ao cliente nem direta. Resposta: A 87 (FGV – OAB 2010. próspero fazendeiro.sites. com a satisfação da dívida. acrescidos dos decorrentes da eventual sucumbência existente nos processos judiciais. Nesse momento. cuja recusa injustificada representa infração disciplinar com pena de suspensão do exercício profissional. bem como em processos administrativos que tramitam em numerosos órgãos públicos. apresenta ao cliente os termos de contrato de honorários. nem judicialmente. O valor da indenização fora levantado pela advogada e depositado em caderneta de poupança.000.2) Eduardo. com proveito econômico correspondente a R$ 3. (D) seja o contrato escrito ou verbal. Buscando adequação dos seus honorários. que gozam de autonomia.br | leonardosakaki@uol. é correto afirmar que (A) a prestação de contas é um dos deveres do advogado. ao alvedrio das partes. sofrer desconto dos honorários pactuados contratualmente. marca reunião com seu cliente. (C) é possível o pagamento de honorários advocatícios contratuais no processo em que houve condenação. (C) os honorários de sucumbência podem. advogado. Antes de realizar os atos próprios da profissão. a prestação de contas é inexigível. há amplo desentendimento. conhecida pela energia com que defende os seus clientes. é contratado para defender os interesses de Otávio.1 Prestação de contas Trata-se de um direito-dever do advogado.com. devendo o profissional optar por um deles.3) Terência.com. (A) os honorários sucumbenciais e os contratados são naturalmente excludentes. devidamente justificada e provada. de natureza civil. (D) os honorários sucumbenciais acrescidos dos honorários contratuais podem superar o benefício econômico obtido pelo cliente.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 25 (B) os honorários advocatícios.br | 11 99610348 facebook. desde que o contrato seja escrito.com/leonardosakaki | @leosak . havendo precatório. exceto em caso de força maior. que divide em valores fixos. Resposta: C 50 (FGV – OAB 2010. À luz das normas aplicáveis. no aguardo do desfecho da discussão sobre os valores que deveriam ser repassados. criminal.00 (três milhões de reais). devem ser cobrados em via própria diretamente ao cliente. não necessita prestar contas. Resposta: C 20. A prestação de contas deverá ser sempre que solicitada pelo cliente. exercendo mandato. http://leonardosakaki. o que é negado pela advogada. Analisando-se a solução para o caso concreto acima. quer sucumbenciais. (B) enquanto o cliente não apresentar postulação judicial. em diversas ações. (B) os honorários contratuais devem ser sempre em valor fixo. pode o advogado requerer o pagamento dos seus honorários contratuais mediante desconto no valor da condenação. jovem advogada. e este exige detalhada prestação de contas.uol.

sites. Atividade exclusiva: cargo que originalmente seria incompatível. ao advogado para gerenciamento ou administração. funcionário público. EAOAB. II – juiz de direito. arrecadar e fiscalizar tributo. bens e documentos dados pelo cliente ou por terceiros em nome do cliente. Quem é incompatível não pode advogar. trabalho. VIII – gerente ou diretor de banco público ou privado. 22 Infração e sanção disciplinar http://leonardosakaki. no caso de o advogado ocupar tais cargos. noras e registros. é uma limitação para o exercício da advocacia. mas por exercer a atividade de advocacia poderá advogar exclusivamente para o seu empregador. federal. paz. 21 Incompatibilidade – art. Juiz eleitoral não é incompatível. Art. Prazo prescricional de 5 anos para que o cliente possa demandar contra o advogado requerendo prestação de contas. III – funcionários públicos com cargo ou função de direção. Art. municipal. 30. Há a licença. EAOAB A incompatibilidade é a proibição total para o exercício da advocacia. Art. membros do MP e do TC (União. não tem cargo de direção. Atenção: nem mesmo para causa própria. militar. 28. O advogado não pode. IV – funcionários do poder judiciário. 28: (rol taxativo) I – chefes do poder executivo + vices e os membros da mesa do legislativo.br | leonardosakaki@uol.com/leonardosakaki | @leosak . Dica para identificar incompatibilidade: verificar se o cargo ou função possibilita maciça captação de clientela e/ou tráfego de influência. Procurador do Estado. VII – tributo: tiver poderes para lançar. deixar de prestar contas sob a alegação de compensação de valores devidos pelo cliente. Art. então não pode advogar contra o Estado. nem deve. Impedimento é a proibição parcial. EAOAB.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 26 Devem ser prestadas as contas que envolvam valores. V – policial (civil.com. guarda civil metropolitana também) VI – militares (forças armadas) na ativa. Estados e municípios). estadual ou federal.br | 11 99610348 facebook.uol. 30 I – funcionários públicos contra Fazenda Pública que o remunera. 28. II – membros do poder legislativo em seus diferentes níveis contra o serviço público.

embriaguez ou toxicomania habituais) pena de suspensão. ato escandaloso. enquanto que a segunda não. que atua no seu escritório em algumas causas. Diante dessa narrativa. Art.com/leonardosakaki | @leosak . Ø – pena de multa Exceções: XXV – manter conduta incompatível com a advocacia (art. continua pagando anuidade. é de 30 dias a 12 meses .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 27 Art.em regra. se for constatado que o advogado punido apresenta circunstâncias atenuantes (art. exemplo: primariedade e exercício assíduo e proficiente de cargo ou mandato da OAB). Resposta: A XVII – prestar concurso a clientes ou a terceiro para realização de ato contrário à lei ou destinado a fraudá-la – pena de suspensão. 34 I a XVI e XXIX – pena de censura – esses incisos falam de ato. por infração contra o CED. e reincidência da mesma infração. Prazo: . (B) não há penalidade prevista. advogado.com.br | 11 99610348 facebook. fora entrevistado por jornalista profissional. EAOAB.sites. a censura deve ser convertida em advertência escrita por ofício reservado.uol. uma vez que se trata de questão circunscrita à Saúde Pública. há longos anos. 34. (D) a sanção disciplinar se aplica a eventual uso de drogas. infração do EAOAB que não tenha pena maior prevista. carga dos autos ou inépcia. os termos da entrevista são confirmados. bem como o vício portado. na OAB. afirmando o advogado Sófocles que continuaria a praticar os atos referidos. após aprovação em Exame de Ordem. à luz da legislação aplicável aos advogados. (C) o advogado pode ser excluído dos quadros da OAB. tendo afirmado ser usuário habitual de drogas. 36. A entrevista foi divulgada amplamente. há sanção disciplinar aplicável. Censura: não é uma pena pública. 10 (FGV – OAB 2011. 40.com. Após conversas reservadas entre os advogados. é surpreendido com a notícia de que o advogado Sófocles. carga dos autos ou inépcia). XVII a XXV – pena de suspensão – esses incisos falam em dinheiro. parágrafo único – rol exemplificativo: prática reiterada de jogos de azar.1) Esculápio. Aplica-se: XVII a XXV (dinheiro. é correto afirmar que (A) no caso em tela. Será aplicada: I a XVI e XXIX (ato). Fica registrada no prontuário do advogado. A diferença entre censura e advertência escrita é que a primeira fica registrada no prontuário. XXVI a XXVIII – pena de exclusão – esses incisos tratam de crime. Na aplicação da censura. XXIII – falta de pagamento à OAB (mínimo de 30 dias ou até o efetivo pagamento). Durante a suspensão. inscrito. http://leonardosakaki.exceções: XXI – falta de prestação de contas (mínimo de 30 dias ou até prestar contas). Não há acordo quanto a eventual tratamento de saúde. Suspensão: acarreta a proibição do exercício da advocacia em todo o território nacional – é pena pública.br | leonardosakaki@uol.

A multa é recolhida no conselho seccional da inscrição principal do advogado infrator.com. mesmo irrelevantes. (A) exercício assíduo e proficiente em mandato realizado na OAB. Art. Prescrição intercorrente (=interprocessual ou intertemporal): há um processo e se esse ficar pendente de despacho ou data de julgamento por mais de 3 anos. (B) ser reincidente em faltas da mesma natureza. 37. pode aplicar a exclusão. Exceção: se o advogado foi punido em razão de um crime. gera o cancelamento da inscrição – é pena pública. 41. consoante o Estatuto. ocorre prescrição intercorrente. fazendo prova de bom comportamento. (D) gera a exclusão da OAB Resposta: A http://leonardosakaki. A pessoa pode prestar novo exame para ter a inscrição novamente. mas que não havia devolvido os documentos oficiais nem comunicado a punição ao juiz dirigente do processo. a exclusão e a multa. é surpreendido com a notícia de que seu ex adverso havia sido suspenso em processo disciplinar regular. o advogado pode requerer a sua reabilitação disciplinar (não é automática). Na terceira suspensão.br | leonardosakaki@uol. Resposta: A 52 (FGV – OAB 2010. 39.br | 11 99610348 facebook.2 Prescrição Prescrição da pretensão punitiva: 5 anos a contar da ciência oficial dos fatos (Súmula 1 do Conselho Pleno do Conselho Federal). Dentre as circunstâncias atenuantes para a aplicação do ato sancionatório. Trata-se de uma pena pecuniária – o valor varia de 1 a 10 anuidades (décuplo).3) Heitor. Na aplicação da 3ª suspensão posso excluir o advogado – a exclusão só será aplicada se tiver manifestação favorável do conselho seccional com quorum de ⅔.com/leonardosakaki | @leosak . advogado regularmente inscrito na OAB. 22. é correto afirmar que (A) caracteriza infração disciplinar. (C) viola o sigilo profissional. a suspensão. exame de ordem).uol.com. à luz do Estatuto.sites. 22. Aplica-se: XXVI a XXVIII (crime) e na 3ª suspensão.2) Dentre as sanções cabíveis no processo disciplinar realizado pela OAB no concernente aos advogados estão a censura. 38. a reabilitação disciplinar estará vinculada à reabilitação criminal. Multa: nunca será aplicada sozinha – sanção acessória agravante da censura ou da suspensão.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 28 XXIV – inépcia profissional (falta de aptidão) (30 dias até a aprovação em novas provas de habilitação. Art. (D) ter sido o ato cometido contra outro integrante de carreira jurídica. Não existe exclusão mais multa. Exclusão: é a pena mais grave. EAOAB) Regra: 1 ano após o cumprimento da pena. (B) constitui mera irregularidade. (C) prestação de serviços à advocacia. encontra-se. Art.1 Reabilitação (art. 86 (FGV – OAB 2010. Em relação à atuação de profissional suspenso das atividades.

br | 11 99610348 facebook. de ofício. 45. Trata-se de IMUNIDADE TRIBUTÁRIA.com/leonardosakaki | @leosak . (vi) Contribuição única: art. do processo disciplinar. (C) há necessidade de identificação do representante. Conselho Seccional: cada Estado tem um. Os funcionários são celetistas. 62 ao 147 do Regulamento Geral (i) A OAB é um serviço público federal.522): contribuição anual à OAB isenta o pagamento da contribuição obrigatória sindical. 51 a 55 do EAOAB + art. (iv) Art. 115 a 120 do Regimento) http://leonardosakaki. 60 e 61 EAOAB + arts. 105 a 114 do Regimento). Em tal hipótese.sites. (D) é instaurado exclusivamente por representação do interessado. (vii) Provimento 111/06: isenção do pagamento da anuidade. desde logo. Não precisa prestar contas. define a tabela mínima dos honorários advocatícios. (Adin 2. sede no Distrito Federal. §5.3) O advogado Rodrigo é surpreendido com notificação do Conselho de Ética da OAB para esclarecer determinados fatos que foram comunicados ao órgão mediante denúncia anônima. serviços e rendas (art. É absolutamente autônoma.uol. 47. Conselho Federal: órgão supremo da OAB. Advogado que completou 70 anos de idade + 20 anos de contribuição (contínuos ou não). 56 a 59 do EAOAB + arts. postula a extinção do processo. (B) não pode ocorrer a instauração. Subseção: criada por região (requisito: nesta região deve ter mais de 15 advogados) (arts. defere ou indefere a inscrição dos advogados.026/06: natureza jurídica: não é autarquia. (ii) Não mantém vínculo hierárquico ou funcional com nenhum órgão da administração pública. à luz das normas do Código de Ética. instituição de caráter ímpar. é uma instituição pública sui gereris. não é isenção. 62 a 104 do Regimento). 79 do EAOAB: funcionários da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estão sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho.com. que não poderia ser instaurado por ter sido a denúncia anônima. Resposta: C 23 Órgãos da OAB – arts. dispõe sobre a identificação dos advogados. inclusive o Distrito Federal. EAOAB). define o valor das anuidades. Apresenta sua defesa e. é correto afirmar que (A) se admite a instauração do processo disciplinar por denúncia anônima. define o traje dos advogados (arts. ajuíza ações coletivas em nome dos advogados (art. Estatuto da Advocacia e da OAB (EAOAB).br | leonardosakaki@uol.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 29 53 (FGV – OAB 2010. não está sujeito ao Tribunal de Contas. (iii) Adin 3. (v) OAB tem imunidade tributária total com relação aos seus bens.

Recurso envolvendo sociedade de advogados vai parar na 3ª câmara. O TED que julgará será o do local dos fatos e quem aplica a pena será o Conselho Seccional da inscrição principal. 121 a 127 do Regimento) – órgão social da OAB – cuida de convênio médico. Infração praticada pelo presidente Conselho Federal. nessa ordem. Aplicação da pena Conselho Seccional da inscrição principal. julgar os processos de todo o Estado. Conferência Nacional de Advogados (CNA): reúne 1 vez a cada 3 anos. Resoluções têm caráter de recomendação à OAB. 62 EAOAB + arts. depois. Se for infração normal. Salvo disposição em contrário. aplicam-se subsidiariamente ao processo disciplinar as regras da legislação processual penal comum e. Contra o Conselho Federal. Presidente do Conselho Federal.br | 11 99610348 facebook. secretário geral adjunto e tesoureiro). http://leonardosakaki. poderá instaurar (começar) e instruir (colher a prova) processo disciplinar – o TED do Conselho Seccional (Tribunal de Ética e Disciplina) poderá.com.uol. Está vinculada ao Estado. Se for infração contra o Conselho Federal. especial do pleno (vice presidente). É vinculada ao Estado. previdência privada.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 30 Caixa de Assistência dos Advogados: (art.br | leonardosakaki@uol. O próprio Conselho Federal. 68. Metade da receita do Conselho Seccional. 24 Processo disciplinar Processo disciplinar tem por objetivo apurar se o advogado praticou infração disciplinar e indicar a pena aplicável. Se faltar no estatuto.com/leonardosakaki | @leosak . Infração disciplinar: quem julga é o TED (órgão do Conselho Seccional) do local dos fatos e quem aplica a pena é o Conselho Seccional da inscrição principal. do Conselho Seccional. Órgãos do conselho federal e quem preside: pleno (presidente do conselho federal). de forma complementar utilizo regras processuais penais e. será o Conselho Seccional da inscrição federal. convênio odontológico. 1ª. diretoria e presidente. depois de descontados os pagamentos obrigatórios. Hipótese Regra processo disciplinar. Tem que ter 1.sites. O TED da Subsessão (Turma de Ética e Disciplina). aos demais processos. as regras gerais do procedimento administrativo comum e da legislação processual civil. Julgamento TED do Conselho Seccional do local dos fatos. 2ª e 3ª câmara (secretário geral. deve ir à CAA.500 advogados inscritos para a criação da CAA. que está vinculada ao Conselho Seccional. Tem personalidade jurídica própria. Art. as regras administrativas. além de instaurar e instruir os processos sob sua competência. será o presidente do Conselho Federal. livraria etc. Sempre no 2 ano do mandato para discutir finalidades da OAB.com.

70. Deve ser aplicada logo após o cometimento da infração.exceção: recurso interposto via fax. . . Advogado tem direito a prisão especial – sala de estado maior.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 31 Suspensão preventiva* (art. .br | leonardosakaki@uol. o presidente do Conselho Seccional ou o presidente da Subsessão deve nomear um defensor dativo para apresentar a defesa. §3.br | 11 99610348 facebook. recurso (15 dias).apócrifa) . mesmo sem procuração.Admissão: quando houver erro do julgamento ou quando houver falsa prova na condenação.com. Exceção: quando lei especial dispensar – CLT e JEC.uol. exceção: partes. Só o advogado pode postular.Conselho Seccional da inscrição EAOAB – modalidade de pena cau. 81 (FGV – OAB 2010. Advogado tem direito de ver inquérito em flagrante e tirar cópias. Prazo: . julgar o processo disciplinar no prazo de 90 dias sob pena de ter que baixar a suspensão preventiva. Observação: não há julgamento antecipado.representação da pessoa interessada (não podendo ser anônima . pode ser pedido a qualquer tempo. ou seja. principal.regra: defesa prévia (15 dias prorrogável por igual período a critério do relator). 15 dias para uma e depois 15 dias para outro). alegações finais (15 dias – prazo sucessivo.de ofício (ex oficio) . sustentação oral (15 minutos). Instauração: .crição principal.sites.2) http://leonardosakaki. defensores constituídos e autoridade judiciária competente. Efeitos da revelia: decretada a revelia do acusado. Advogado tem direito. Revisão do processo disciplinar (≠recurso): não há prazo. não há suspensão do processo. telar que deve ser aplicada ao advogado que praticar infração disciplinar capaz de gerar repercussão negativa à dignidade da advocacia.representação de qualquer autoridade O processo disciplinar é sigiloso da instauração ao trânsito em julgado. deve ser pedido ao próprio órgão julgador.com. *Requisitos para aplicação: notificar o acusado para que ele compareça a uma sessão especial do TED.notificação pessoal: 1º dia útil posterior ao recebimento da notificação (não é da juntada). Contagem do prazo: . mesmo sem procuração.notificação pela imprensa (editalícia): 1º dia útil posterior à publicação.com/leonardosakaki | @leosak . terá 10 dias para juntar o original. de falar com prisioneiro. TED do Conselho Seccional da ins.

Efeito devolutivo e suspensivo. por isso. diante do seu dever de urbanidade. . advogado em início de carreira.com.uol. Recurso contra decisão do TED – decisão pelo conselho seccional. Recurso contra decisão da Caixa – decisão pelo conselho seccional. deve aguardar os atos cabíveis da autoridade policial. http://leonardosakaki. (B) o acesso aos autos.com. somente com autorização do juiz pode o advogado acessar os autos do inquérito policial.Recurso Só vai para o conselho federal recurso contra decisão do conselho seccional. exclusão do advogado que fez falsa prova no processo de instrução. advogado com procuração e as autoridades. no caso. . (C) no caso de réu preso. TED tem 90 dias para julgar o processo. Recurso contra decisão do presidente do conselho seccional – decisão pelo conselho seccional.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. mesmo sem procuração ou conclusos à autoridade policial. recebendo como resposta do servidor público que estava de plantão que os autos do inquérito estariam conclusos com a autoridade policial e. Resposta: D . Só não terá efeito suspensivo: processo de eleição (cabe recurso. (D) o acesso aos autos de inquérito policial é direito do advogado. é contactado para defender os interesses de Rodrigo que está detido em cadeia pública. Recurso contra decisão da Sub – decisão pelo conselho seccional. Dirige-se ao local onde seu cliente está retido e busca informações sobre sua situação.br | 11 99610348 facebook.Processo disciplinar é sigiloso Só podem ter acesso as partes. indisponíveis para consulta e que deveria o advogado retornar quando a autoridade ti vesse liberado os autos para realização de diligências.Instaurar processo De ofício Representação pela pessoa interessada – não pode ser anônima Representação pela autoridade . depende de procuração e de prévia autorização da autoridade policial. suspensão preventiva. À luz das normas aplicáveis. (A) o advogado.Suspensão preventiva TED do conselho seccional da inscrição principal que julgará o processo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 32 Renato. mas só tem efeito devolutivo).sites.

sites. A função típica do judiciário é a jurisdicional. frutos da atividade legislativa. Lei 8. 3. direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado. seja ela do Executivo.784/99 – lei que rege o processo administrativo federal (atenção aos arts. Nota: função administrativa = objetiva realizar concreta. por exemplo. Esses poderes executam funções/atividades: função administrativa. Lei 8. Não inova o ordenamento jurídico. qualquer que seja a natureza destas. Lei 9. o julgamento feito pelo poder legislativo no caso do impeachment do Collor. O direito administrativo rege todas as funções exercidas pelas autoridades administrativas. só que também pode exercer uma função atípica. Lei 12. ele possui um conjunto sistematizado de princípios e normas que o diferenciam dos demais ramos do direito. 17. como. 25 e 58). só que às vezes o poder legislativo é atípico/secundário/impróprio.232/10 – licitação para contratação de agências de propaganda/publicidade (atenção ao art. judiciário licitando para celebração de contratos. como quando ocorre no caso de servidor pedindo férias. 26 Funções/atividades O Estado está estruturado sob três poderes: legislativo. como. ou seja. São poderes que exercem funções: A função típica/principal/própria do poder legislativo é a de legislar. 13 e 53 a 55). 24. Lei 8.429/92 – lei de improbidade administrativa.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. por exemplo. por exemplo. Este conjunto é reconhecido como regime jurídico administrativo. 27 Regime jurídico administrativo Por ser o direito administrativo uma disciplina autônoma.br | 11 99610348 facebook. executivo e judiciário. O executivo pode exercer função atípica de legislativa. 35 e ss).com. http://leonardosakaki. como. já que os dois últimos poderes também exercem atipicamente atividades administrativas. do Legislativo ou do Judiciário. função legislativa e função jurisdicional. O direito administrativo rege toda e qualquer atividade de administração.987/95 – concessões e permissões de serviços públicos (atenção aos arts. 37 a 41. ocorre em medida provisória. 8 e ss). Lei 8. a administrativa.666/93 – lei de licitações e contratos (atenção aos arts. Exemplos: Legislativo contratando servidores. que são aqueles expressos em lei.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 33 DIREITO ADMINISTRATIVO 25 a) b) c) d) e) f) g) Legislação básica Constituição Federal – arts. 6.uol.112/90 – estatuto dos servidores civis da União (atenção aos arts. sistema imprescindível para que se possa compreender o direito administrativo e seus institutos. 2).

proibições. por exemplo. Distrito Federal e Municípios –. Art. Os princípios do direito administrativo não estão codificados. assinale a opção correta.br | leonardosakaki@uol. tem que haver concurso público. (CESPE – OAB 2008. a administração não pode criar direitos. Resposta: A COMENTÁRIO (A) decretos e regulamentos não podem criar deveres e proibições – art. obrigações. em regra. tanto na Administração direta quanto na indireta. como. http://leonardosakaki. é discricionário. b) indisponibilidade do interesse público.uol.1 Princípios basilares a) supremacia do interesse público. II – ninguém está obrigado a fazer ou deixar de fazer senão em virtude de lei. (D) Uma autarquia ou uma empresa pública estadual está ligada a um Estado-membro por uma relação de subordinação decorrente da hierarquia. porém possui autonomia administrativa e financeira. quando a norma legal que o rege determinar o modo. (D) a administração indireta está sempre vinculada a um órgão da administração direta. O direito administrativo não está codificado. devendo limitar-se a estabelecer normas sobre a forma como a lei vai ser cumprida. medidas punitivas. A administração pública tem muitas prerrogativas. Quem deve observar os princípios da Administração Pública? Todos os poderes quando no exercício de atividades administrativas.2) No que se refere aos poderes dos administradores públicos. os prazos processuais são maiores etc. por exemplo. atos da administração pública têm presunção de veracidade. (B) o poder de polícia. e a sua ausência de punição caracteriza crime contra a administração pública. 5º.com/leonardosakaki | @leosak . (A) No exercício do poder regulamentar.br | 11 99610348 facebook. Todos os princípios são limitações à atividade administrativa. a forma de sua realização e outros requisitos do ato. 28 Princípios Princípios são vetores interpretativos. Os princípios não são criados a favor da administração. e em todas as esferas de governo – União. (B) O poder de polícia somente pode ser exercido de maneira discricionária.784/99. 2 da lei 9. Está submetida a sujeições.sites.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 34 O regime jurídico administrativo é caracterizado por prerrogativas e sujeições impostas à Administração Pública. mas pode ser vinculado.com. tem que fazer licitações etc. (C) O poder de disciplinar caracteriza-se pela discricionariedade. (C) aplicação da pena disciplinar constitui um poder-dever do superior hierárquico do servidor que cometer uma falta. 28. podendo a administração escolher entre punir e não punir a falta praticada pelo servidor. Estados.com. e fundamentado na supremacia do interesse público sobre o privado e na indisponibilidade do interesse público.

b) Participação: lei deve garantir participação do usuário na administração.br | leonardosakaki@uol. Eficiência: melhor atuação possível diante dos recursos disponíveis. ou seja. à honestidade. Publicar é uma das formas de se dar a publicidade. Moralidade administrativa: administrador deve buscar o interesse público – respeitar a moral é respeitar o interesse público. dos Estados.com. de forma que o administrado possa cumprir a determinação ou impugná-la. Exigência de rendimento funcional. 28. Acrescentado pela EC 19: melhores resultados na atuação administrativa. são os princípios que não estão na Constituição Federal. de 1998) Legalidade: administração pode fazer apenas o que a lei permite ou determina. LX. CF. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. São eles: (i) Princípio da autotutela Sem necessidade de ordem judicial. prejuízo ao erário ou ofensa aos princípios da administração pública. Administração pública deve dar ampla divulgação de seus atos. Igualdade de tratamento aos administradores e neutralidade do agente. programas. CF): Art.4 Princípios reconhecidos São os princípios chamados "doutrinários". Princípio da eficiência está ligado com resultado.com/leonardosakaki | @leosak . AR etc. Publicidade é diferente de publicação. caracterizada pela obediência à ética.uol.br | 11 99610348 facebook. à boa-fé. ou seja.com.sites. Observação: a improbidade é chamada de imoralidade administrativa qualificada pelo enriquecimento ilícito. também. XXXIII. moralidade. Objetividade na defesa do interesse público. obras etc. ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. Instrumentos previstos na CF: licitação e concurso público. c) Contraditório d) Ampla defesa e) Devido processo legal: é aplicável nos seus dois aspectos – formal (necessidade do cumprimento de um rito para tomada de uma decisão) e legal material (obriga administração adotar uma decisão adequada). Moralidade: não apenas uma atuação legal. mas também moral. 37. X. 37. contratos. O silêncio da lei ou a ausência da lei para a Administração significa uma proibição. Impessoalidade: proibição de discriminação ou privilégio.2 Princípios constitucionais (art. caput. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. 28. Publicidade: aos atos da administração pública deve ser dada ampla divulgação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 35 28. impessoalidade. http://leonardosakaki. Posso dar publicidade por intimação.3 Outros princípios a) Celeridade processual: duração razoável dos processos (judicial e administrativo). Exceções: art. à lealdade.5. publicidade e eficiência e.

a anular atos defeituosos praticados por seus agentes. salvo em casos de má-fé. mandado de segurança. o princípio administrativo aplicável ao ato que tornou sem efeito o ato de aposentadoria praticado é o da (A) autotutela.br | leonardosakaki@uol. Resposta: A COMENTÁRIO (A) O princípio da autotutela obriga a administração. Os particulares também controlam? Sim. não permite o juízo de conveniência e oportunidade. (C) segurança jurídica. Na situação hipotética considerada. mas não seria controle externo.com/leonardosakaki | @leosak . sendo os efeitos ex tunc. produzindo efeitos ex nunc. a referida autoridade tornou sem efeito o ato de aposentadoria. mas é um juízo dentro de limites legais. É administração pública controlando os seus próprios atos. que pense. ato discricionário: permite um juízo de conveniência e oportunidade. exemplo: tribunal de contas – art. anula ato discricionário e vinculado. A revogação tem efeitos desde o ato revogatório em diante. Lei 9. falsificada pelo próprio beneficiário.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 36 Poder de revogar. O que era oportuno ou conveniente não é mais. os 2 atos respeitam a lei. não existe discricionariedade ilimitada. anula ato vinculado ou ato discricionário? Ato vinculado: agente público não tem margem de liberdade para agir. deve ser motivado. Controle externo: O legislativo controla? Sim.sites. pois a lei já trouxe tudo.com. (D) razoabilidade das decisões administrativas. Cuida de um controle interno. não entra nas razões de conveniência e oportunidade. ou seja. O judiciário só anula. Descoberta a fraude alguns meses mais tarde. pois só anula com base na ilegalidade. A administração pública anulará/invalidará atos ilegais. sem necessidade de autorização judicial. O judiciário. ação popular. O diretor-geral de determinado órgão público federal exarou despacho concessivo de aposentadoria a um servidor em cuja contagem do tempo de serviço fora utilizada certidão de tempo de contribuição do INSS. pois algo ocorreu. habeas data. quando anula. quando anula. não permite.br | 11 99610348 facebook. quando e como o agente deve agir (exemplo: licença para construir).784/99 art. sendo esta anulação ex tunc. também deve obedecer à lei. (B) Os bens públicos são indisponíveis porque não pertencem À administração e nem aos administradores.com. E o judiciário? Controle externo feito pelo Judiciário: só pode anular/invalidar atos ilegais. Revoga atos inconvenientes ou inoportunos. (B) indisponibilidade dos bens públicos. O judiciário pode revogar os próprios atos? Sim. 71. http://leonardosakaki. tem função jurisdicional. O agente identificando erro ou irregularidade tem que fazer algo (princípio da supremacia do interesse público e indisponibilidade do interesse público). O judiciário julga. O judiciário.uol. 54: decai em 5 anos o direito da administração para anular atos. (trata-se do princípio que mais cai na prova) A revogação pressupõe um fato novo. CF. de mérito administrativo. ou seja. (CESPE – OAB 2007.3) Considere a seguinte situação hipotética para responder a questão.

As demais três empresas concessionárias que também exploram os serviços de transporte de ônibus no município por meio de contratos de concessão sentem-se prejudicadas. 2. restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. ampla defesa. 11 (FGV – OAB 2010. (D) Lei 9. modificando o que estava previsto nos contratos de concessão pública de transportes municipais válidos por vinte anos. os critérios de: VI . Parágrafo único. entre outros. razoabilidade. dentre outros. Com a finalidade de punir alguém. 28. delegar competência.3) O prefeito de um determinado município resolve.sites.adequação entre meios e fins.2) A doutrina costuma afirmar que certas prerrogativas postas à Administração encerram verdadeiros poderes. alterar unilateralmente as vias de transporte de ônibus municipais.uol. (C) o poder de polícia se coloca discricionário. contraditório.com/leonardosakaki | @leosak . proporcionalidade. mesmo não havendo legislação prévia. que são irrenunciáveis e devem ser exercidos sempre que o interesse público clamar. a edição de regulamentos autônomos e executórios. não posso usar um meio inadequado. (iii) Princípio da razoabilidade Administração tem que agir com moderação e bom senso. 2 A Administração Pública obedecerá.784/99. Art. O objetivo do prefeito foi favorecer duas empresas concessionárias específicas. Por tal razão são chamados poder-dever.784/99. e revela as possibilidades de controlar atividades. segurança jurídica. http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. Dever de adequação entre meios e fins. vedada a imposição de obrigações. prevalece o interesse público. Exceções: direitos e garantias fundamentais constitucionais e princípio da legalidade. motivação.com. (D) o poder hierárquico é inerente à ideia de verticalização administrativa.br | leonardosakaki@uol. dentre outros.Princípio da proporcionalidade: direito administrativo sancionatório (estuda aplicação de punições). por decreto municipal. Nos processos administrativos serão observados. (ii) Princípio da obrigatória motivação Dever de explicação escrita. avocar competências delegáveis e invalidar atos. moralidade. Uma sanção muito grave é um meio inadequado para punir uma conduta leve.5 Princípios basilares (i) Princípio da supremacia do interesse público sobre o particular: havendo conflito de interesses público e privado. . com que mantém ligações políticas e familiares. A esse respeito é correto afirmar que: (A) o poder regulamentar é amplo. aos princípios da legalidade. conferindo ao administrador ilimitada margem de opções quanto à sanção a ser. e permite. interesse público e eficiência. Art. Resposta: D 1 (FGV – OAB 2010. finalidade. ao lhes conceder os trajetos e linhas mais rentáveis.com. eventualmente. sem controvérsias.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 37 (C) Lei 9. (B) o poder disciplinar importa à administração o dever de apurar infrações e aplicar penalidades. aplicada.

sendo. tendo em vista que um dos poderes conferidos à Administração Pública nos contratos de concessão é a modificação unilateral das suas cláusulas. São criadas por lei específica (art. ou seja.2) No âmbito do Poder discricionário da Administração Pública. http://leonardosakaki. (C) quando estiver diante de conceitos valorativos estabelecidos pela lei. créditos são objetos de execução fiscal. impenhoráveis e inalienáveis. que se tornam determinados à luz do caso concreto e à luz das circunstâncias de fato.br | 11 99610348 facebook. art. já que eivado de vício e nulidade. Os bens da autarquias são bens públicos – imprescritíveis. (C) Nenhuma medida merece ser tomada na hipótese. (B) quando estiver diante de conceitos legais e jurídicos técnico-científicos. qual deve ser a providência tomada? (A) Ingressar com ação judicial. Todas elas se submetem aos princípios da administração pública.com.sites. têm competência para legislar. Resposta: A (ii) Princípio da indisponibilidade do interesse público: o interesse público é indisponível e irrenunciável. 19 (FGV – OAB 2010. 5) Pessoa jurídica de direito público. (i) Autarquia (Decreto-Lei 200/67. São criadas para desenvolver atividade típica da administração. (D) Ingressar com ação judicial. Resposta: D 29 Organização da administração pública Administração pública direta: são os entes políticos. não se admite que o agente público administrativo exerça o Poder discricionário (A) quando estiver diante de conceitos legais e jurídicos parcialmente indeterminados.br | leonardosakaki@uol. é objetiva. que dependem de concretização pelas escolhas do agente. com pedido de liminar para que o Poder Judiciário exerça o controle do ato administrativo expedido pelo prefeito e decrete a sua nulidade ou suspensão imediata. estadual. (i) União (ii) Distrito Federal (iii) Estados (iv) Municípios Administração pública indireta: são pessoas jurídicas que integram a administração indireta nas 4 esferas de governo (federal. Responsabilidade civil das autarquias.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 38 Na qualidade de advogado dessas últimas três empresas.uol.com. considerados o momento histórico e social. (B) Ingressar com ação judicial. por configurar ato fraudulento e atentatório aos princípios que regem a Administração Pública. CF). 37. em regra. com pedido para que os benefícios concedidos às duas primeiras empresas também sejam extensivos às três empresas clientes. Têm prerrogativas processuais – prazo para contestar em quádruplo e prazo para recorrer em dobro. municipal e distrital). por óbvio possíveis. limitado às escolhas técnicas. com pedido de indenização em face do Município pelos prejuízos de ordem financeira causados.com/leonardosakaki | @leosak . XIX. (D) em situações em que a redação da Lei se encontra insatisfatória ou ultrapassada. neste caso.

neste último seria chamada de fundação governamental. Forma de constituição: qualquer modalidade. Exploradoras de serviço público Pessoa jurídica de direito privado. em atividade fim não tem que licitar. (iii) Empresa pública e sociedade de economia mista Semelhanças: São conhecidas como empresas estatais ou empresas governamentais – trata-se do gênero.com. Exemplos: INSS. maioria das ações com direito a voto tem que pertencer ao poder público. Podem prestar serviço público.br | leonardosakaki@uol. Não têm prerrogativas processuais. (ii) Fundação pública Tem quem diga que é pessoa jurídica de direito público (exemplos: FUNAI. São autorizadas por lei específica. Responsabilidade objetiva. ou seja. São autorizadas por lei específica. Tem imunidade tributária recíproca.com. Tem que fazer licitação para contratar terceiros. Empresa pública: capital público. Diferenças: Empresas públicas Sociedades de economia mista Capital: 100% público. (ii) em atividade meio tem que licitar.com/leonardosakaki | @leosak . Criada para desenvolver atividades sociais. Tem que fazer licitação para contratar terceiros.br | 11 99610348 facebook. Não têm imunidade tributária recíproca.A. Só são bens públicos os afetados. foro é a justiça estadual sempre. a da União. Não têm prerrogativas processuais. só pode-se constituir em qualquer modalidade. os destinados à prestação da atividade.sites. Exceção: Correios. só pode-se constituir em S. ou seja. mas há também quem diga que seja de direito privado (exemplo: Fundação Padre Anchieta – TV Cultura). Forma de Constituição: somente sociedade http://leonardosakaki. INCRA. Empresas estatais são pessoas jurídicas de direito privado.uol. Embora o capital seja misto. IBGE. Têm prerrogativas processuais. IBAMA.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 39 Tem imunidade tributária recíproca. mas também podem explorar atividade econômica. Não precisa ser 100% Capital: misto. é público. Fundação Casa). Responsabilidade subjetiva Teorias: (i) tem que licitar. foro depende (se for empresa estadual é na justiça estadual…). UNITAU (autarquia municipal). Só são bens públicos os afetados. os destinados à prestação da atividade. Tem que licitar. Exceção: Correios. Exploradoras de atividade econômica Pessoa jurídica de direito privado. Não têm imunidade tributária recíproca. sociedade de economia mista: capital misto.

2) No Direito Público brasileiro. Há agência reguladora estadual ou municipal também. 15 (FGV – OAB 2010. anônima. ANAC.com/leonardosakaki | @leosak . CADE. Isso reflete nos campos financeiro. Criadas para fiscalizar e regular determinados setores. processo administrativo ou decisão judicial transitado em julgado. BB. Entre elas e quem as criou não existe relação de hierarquia ou subordinação.Foro: sempre será demandada na justiça estamandada na justiça federal.br | leonardosakaki@uol. ANTAC. pública estadual ou municipal.com. Há quarentena: quando sai do cargo cumpre a quarentena – fica um tempo (4 a 12 meses) sem poder trabalhar no poder público ou nas empresas que ele ajudou a fiscalizar. Autarquias Criação Criadas por lei de iniciativa do poder executivo. Bacen. Perde mandato por renúncia. administrativo e são dotadas de patrimônio próprio. Características São dotadas de autonomia. Sociedades Pessoa jurídica de direito de econo. A esfera de governo só responderá em caráter subsidiário (só poderá ser acionada depois de esgotadas as forças de cada uma delas). Infraero. Possui autonomia. CVM. (v) Agência reguladora É autarquia especial. Dirigente tem mandato fixo. Responsabilidade Cada uma responde pelas obrigações contraídas perante terceiros e pelos danos causados a terceiros. Definição Pessoa jurídica de direito público. Bacen. Fundação Casa. Pode haver agência reguladora federal. Fundações Pessoa jurídica de direito público.com. ANEEL. Agências Pessoa jurídica de direito reguladoras público.br | 11 99610348 facebook. ANATEL. USP. Exemplo INSS. ANEEL etc. será de. se for empresa dual. FUNAI. será demandada na justiça estadual. o grau de autonomia das Agências Reguladoras é definido por uma independência http://leonardosakaki. Petrobras. Exemplo: ANATEL. estadual e municipal. CEF.sites. Empresas Pessoa jurídica de direito públicas privado (criado pela administração e capital inteiramente público). Foro: se for empresa pública federal. principalmente quando transferidas para particulares. São autarquias de regime especial – são dotadas de poder para edição de normas visando a execução de serviços públicos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 40 inclusive sociedade anônima. ANP.privado (participação da mia mista iniciativa privada).uol. assim como CADE.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 41 (A) administrativa total e absoluta. Lei 11. como chefe superior da Administração Pública. Entes de cooperação ou entidade paraestatais não fazem parte da administração indireta. Quando a União cria Ministério dos Transportes. Ministério da Saúde. mas é um contrato que só pode ser firmado entre entes da administração pública direta. não se sujeitando assim às leis emanadas pelos respectivos Poderes legislativos de cada ente da federação brasileira. fundado no poder de supervisão dos Ministérios a que cada uma se encontra vinculada. uma vez que a própria lei que cria cada uma das Agências Reguladoras define e regulamenta as relações de submissão e controle.sites. (C) legislativa total e absoluta. submissão ou controle administrativo dos órgãos de cúpula do Poder Executivo. O art. mas não é mais! O STF diz que é uma entidade ímpar. e a União é da administração direta. também são órgãos.107/05) É um contrato. e na superintendência atribuída ao chefe do Poder Executivo. em razão da matéria. dinheiro. ou seja. .com. É uma entidade que já existe.107/95 diz que este contrato tem personalidade jurídica. Importante: onde estão os Ministérios? Não posso esquecer que ministério é órgão e órgão não tem personalidade jurídica. mas que celebrou um contrato de gestão.uol. nem direta – pessoas privadas criadas por particulares sem fins lucrativos criadas para auxiliar o Estado. pois não estão obrigadas a seguir as decisões de políticas públicas adotadas pelos Poderes do Estado (executivo e legislativo). superintendência etc.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. visto que gozam de poder normativo regulamentar. Ministério da Fazenda está distribuindo competências – está sendo feita desconcentração. (D) política decisória. União. isenção. estados. SENAI. pois ministérios são órgãos e órgãos não têm personalidade jurídica – tudo ficou dentro de uma mesma pessoa. É o mesmo que ocorre com as http://leonardosakaki. Posso fazer essa distribuição de forma desconcentrada ou descentralizada. agentes públicos etc. Ministério da Fazenda pertence na administração direta. Resposta: B (vi) Agência executiva É uma autarquia ou fundação que celebrou contrato de gestão. que é a União. é órgão da União. Atenção: a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) era a autarquia especial. São os serviços sociais autônomos (exemplo: SESC. uma pessoa sui generes. (vii) Consórcio público com personalidade jurídica de direito público (= associação pública. Também diz que essa personalidade pode ser de direito público ou direito privado.com. ou seja. organizações sociais (celebra contrato de gestão) e OSCIP (organização da sociedade civil de interesse público – celebra termo de parceria). Exemplo: INMETRO. 6 da lei 11.Descentralização x Desconcentração Falo de distribuição de competências. Distrito Federal e municípios. Desconcentração: tudo ocorre dentro de uma pessoa. SENAC). uma vez que a Constituição da República de 1988 não lhes exige qualquer liame.br | 11 99610348 facebook. Secretaria. recebendo deste uma especial atenção. delegacia. Descentralização: distribuição ocorre envolvendo mais de uma pessoa. (B) administrativa mitigada. bens.

econômica.br | leonardosakaki@uol. Resposta: A 30 Terceiro setor Nome atribuído a entidades da iniciativa privada que exercem atividades não lucrativas e de interesse social. salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos. podendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada. II .as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.) 31 Atos administrativos Art. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes.a edição de atos de caráter normativo. a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível. em razão de circunstâncias de índole técnica. SENAI.a decisão de recursos administrativos. O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial. uma pessoa jurídica de direito público ou privado para desempenhar uma atividade típica da administração pública.3) É correto afirmar que a desconcentração administrativa ocorre quando um ente político (A) cria.com. http://leonardosakaki. IBAMA está descentralizando. mediante concessão de serviço público.com.com/leonardosakaki | @leosak . 14. ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados. Parágrafo único. 12. jurídica ou territorial.uol. por lei e por prazo indeterminado. Art. quando for conveniente. §2o O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante. órgãos internos em sua própria estrutura para organizar a gestão administrativa. Art. por prazo determinado. (B) cria. Na prática. mediante lei. SENAC etc. Art. os limites da atuação do delegado. §3o As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado. Quando a União cria INSS. 7 (FGV – OAB 2010. SESI. 11. O governo federal atribui 2 qualificações diferentes para tais entidades: (a) organizações sociais (celebram contrato de gestão) e organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs) (assinam termo de parceria). Não confundir com entidades paraestatais. está distribuindo competências para outras pessoas. (D) contrata. que são o serviços sociais ligados ao serviço sindical (exemplo: SESC. uma nova pessoa jurídica de direito público para auxiliar a administração pública direta. (C) autoriza a criação. de uma nova pessoa jurídica de direito privado para auxiliar a administração pública.br | 11 99610348 facebook. social. III . A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria. delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares. Não podem ser objeto de delegação: I . 13. são as ONGs. §1o O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos. por lei específica. se não houver impedimento legal. FUNAI. Um órgão administrativo e seu titular poderão.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 42 Secretarias dentro de um Estado.sites.

Normalmente.1 Atributos . o §3 A motivação das decisões de órgãos colegiados e comissões ou de decisões orais constará da respectiva ata ou de termo escrito.importem anulação. a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. 104.com. É exclusivo dos atos da administração pública. II . Enquanto o vizinho atua em nome próprio. o fiscal da prefeitura nos representa.neguem. suspensão ou convalidação de ato administrativo. Art. em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados.sites.Coercibilidade/imperatividade . que. serão parte integrante do ato. 31. Se um fiscal da prefeitura constatar a irregularidade.decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública. 16. com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos. Finalidade: não há correspondente no CC.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 43 Art. VII .2 Requisitos Competência: seria o agente capaz do CC (art. Os atos administrativos deverão ser motivados. propostas e relatórios oficiais. Motivo: não há correspondente no CC. Será permitida. Mas no direito administrativo é o que está expressamente prevista em lei. quando: I . a unidade fundacional competente em matéria de interesse especial. VI . o que é previsto para os atos administrativos é a forma escrita.deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres.uol. encargos ou sanções. desde que não prejudique direito ou garantia dos interessados. o §1 A motivação deve ser explícita. clara e congruente. decisões ou propostas. Inexistindo competência legal específica. . uma medida sozinho. A administração tem finalidade única – preservar o interesse da coletividade – toda vez que http://leonardosakaki.decorram de reexame de ofício.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol.com. Um vizinho da danceteria chega ao local e poderá tomar medida sozinho? Não. poderá lavrar um auto de infração. 50. CC). É exclusivo dos atos da administração pública. III . 104). Forma: no CC é o não proscrita ou proibida por lei (art. 31. neste caso.Autoexecutoriedade: exemplo: danceteria toca música alta (acima do que permite a lei). quando conveniente. revogação. VIII . o processo administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir. pode ser utilizado meio mecânico que reproduza os fundamentos das decisões. laudos. Terá que propor ação no judiciário. V . 15. pois a administração atua nos representando.imponham ou agravem deveres. Art. limitem ou afetem direitos ou interesses. 17. pois a administração atua nos representando. IV . informações. Os órgãos e entidades administrativas divulgarão publicamente os locais das respectivas sedes e. podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres.decidam recursos administrativos.br | 11 99610348 facebook. o §2 Na solução de vários assuntos da mesma natureza.Presunção de legitimidade. Art.dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório.

5 anos (Lei 9.br | leonardosakaki@uol. a apreciação judicial. respeitados os direitos adquiridos. Fundamento Titularidade Efeitos da decisão Prazo Ex nunc – a decisão não retroage. contados da data em que foram praticados.sites. http://leonardosakaki. quando faltarem um desses 5 requisitos. 1 2 SÚMULA N 346: A administração pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos. 54. Objetivo: há o correspondente no CC (art. 31. não pode ser feito pelo poder judiciário. são anulados os atos ilegais. podendo ser levado à apreciação do poder judiciário.Administração por iniciativa própria ou provocada por terceiros.784/99. em todos os casos. art. e ressalvada. Revogação Conveniência e oportunidade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 44 edita um ato se afastando desse requisito. . só a administração pública pode revogar.5 Ato administrativo discricionário A lei estabelece mais de uma hipótese no meio de agir.3 Extinção Anulação Revogação Anulação Ilegalidade. ou seja. Vícios insanáveis: anulação.com/leonardosakaki | @leosak . porque deles não se originam direitos. caso contrário não poderá apreciá-lo. não interfere no passado. Não há prazo para revogação. 3 Art.Judiciário Ex tunc – retroage os seus efeitos até o momento em que o ato foi editado. (Súmulas 3461 e 4732 STF) – pode ser feito pelo judiciário ou pela administração pública (autotutela) – prazo da administração para anular os atos que praticou é de 5 anos3. 31. o ato será inválido.4 Ato administrativo vinculado ou regrado É aquele em que basta o preenchimento dos requisitos legais e uma vez preenchidos o ato deve ser concedido. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos. quando eivados de vícios que os tornam ilegais. ou revogá-los.br | 11 99610348 facebook. Só a administração pública. 104). Importante: são revogados os atos inconvenientes ou inoportunos (efeito ex nunc).com. É aquele em que existe juízo de valor – o administrador precisa analisar conveniência e oportunidade. 31. .uol. O judiciário só poderá apreciar atos da administração quando forem ilegais. SÚMULA N 473: A administração pode anular seus próprios atos. e o administrador pode escolher como prosseguirá.com. Vícios sanáveis: convalidação (anulável). 54 – lei que regula processos administrativos na área federal). por motivo de conveniência ou oportunidade. salvo comprovada má-fé.

A competência está na lei. motivo dado a um ato. e. ou seja.Elementos.784/99. Observação: quais são sempre elementos vinculados? Competência. decisão de recursos administrativos e matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. vincula a validade deste ato.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 45 . Exemplo: estou demitindo o servidor por ter feito algo e a lei diz que quando ele faz isso tem que ser demitido. ou seja. circular. admite prova em contrário – eu devo provar que não passei no farol vermelho. A forma é a prevista em lei – na forma escrita. características: (i) presunção de legitimidade: alguns chamam de presunção de legalidade ou de veracidade. Exemplo: autorização – visto. As vontades estão em órgãos diferentes. assume-se que é a entidade de menor grau hierárquico – art. reforma e pensão. Agentes que estão em patamares iguais. o ato é inválido. o ato será invalidado. pressupostos – o que o ato precisa para existir (não se confundem com os atributos): (i) forma: é a exteriorização. . http://leonardosakaki. (iv) motivo: razão de fato e direito usado para a prática do ato. requisitos. se for comprovado que ele não fez isso. 17 da Lei 9.com/leonardosakaki | @leosak . Quando eu passo com meu carro no farol vermelho e o guarda me multa. Art. a lei que diz quem é competente. oral. É o que o ato enuncia. o ato é inválido. presume-se que é verdade. (ii) finalidade: é o bem tutelado. É uma presunção relativa – admite-se prova em contrário – juris tantum. aquilo que quero proteger com o ato. (v) objeto: é o efeito jurídico do ato. decorre de lei.Atributos. Exemplo: Súmula Vinculante 3 STF: Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado. sinais convencionais. pois se for falso. alguém precisa praticá-lo. Ato complexo Mais de uma manifestação de vontades. 13 dessa lei traz competência que não pode ser objeto de delegação: edição de atos de caráter normativo. Atos administrativos são presumidamente verdadeiros e legais. Se o motivo é falso ou inexistente. excepcionalmente.br | 11 99610348 facebook. portaria. Agentes que estão em patamares desiguais. É feito por meio de despacho.com.br | leonardosakaki@uol. Teoria dos Motivos Determinantes: motivo alegado tem que ser verdadeiro e existente.sites. (iii) competência/sujeito: para o ato existir. enumera. Não posso esquecer a teoria dos motivos determinantes.uol. Ato composto Mais de uma manifestação de vontades. As vontades estão no mesmo órgão.com. mas é uma presunção relativa. dispõe. forma e finalidade. decreto etc. Se a lei não diz. silêncio (indeferindo). excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria. a maneira de como ele nasce.

(viii) anulação: ilegalidade. casa cai – ato está extinto. (ii) desaparecimento do sujeito ou do objeto. (iv) cassação: o ato é extinto. Há quando tiver lei expressa ou em caso de urgência.com/leonardosakaki | @leosak . pois desapareceu o objeto.com. motivo e objeto. só que a câmara baixou uma lei que diz que será somente ônibus.sites. pois o particular não cumpriu os seus deveres. (v) contraposição ou derrubada: o ato é extinto em razão da prática de outro ato contrário ao primeiro. ele fecha a banca.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 46 (ii) imperatividade: atos administrativos são impostos. Exemplo: a exoneração extingue a nomeação – o cara é nomeado para algo e vem a exoneração. (vii) revogação: inconveniência ou inoportunidade. terremoto. Exemplo: chamar o guincho para tirar o carro estacionado em local proibido.br | leonardosakaki@uol. (iii) autoexecutoriedade: atos administrativos são executados sem precisar da autorização do judiciário – há exigibilidade. pois o particular renunciou.uol. Exemplo: antigamente em São Paulo transporte público era feito somente por ônibus e vans eram clandestinas houve a regularização das vans. mas ele abre um bordel. a permissão está extinta.Formas de extinção do ato administrativo (i) renúncia: o beneficiário do ato abre mão da vantagem que lhe foi concedida. Requisitos: competência. .br | 11 99610348 facebook. http://leonardosakaki. (iv) tipicidade: para cada conduta realizada pelo administrador há a sua correspondente conduta prevista em lei – tudo o que o administrador faz deve estar prevista em lei. as permissões das vans estão extintas. . (vi) caducidade: o ato é extinto em razão de lei nova que não mais permite a prática desse ato. Trata-se de ato exaurido – que cumpriu todos os seus efeitos. sem precisar da concordância de terceiros. Exemplo: um bem tombado. então. Exemplo: dei licença para funcionar um hotel.Convalidação de atos administrativos É possível desde que o ato seja sanável. forma. Exemplo: o cara tem permissão de uso de bem público para abrir uma banca de jornais. finalidade. que é contrário à nomeação. então é extinta a nomeação. Exemplo: concessão de férias a subordinado – ele tirou as férias e voltou – cumpriu todos os seus efeitos. (iii) cumprimento de seus efeitos: não tem mais efeitos.

(ii) desvio de poder. com 3 exceções: competências exclusivas. não gera direito adquirido) pela autoridade delegante. mas vira asilo. governador e prefeito). só se manifesta se o agente pratica a infração.com. http://leonardosakaki. 32. Importante: entidades da administração indireta (exemplo: autarquias. civil e administrativo. atos normativos. que comporta 2 espécies: (i) excesso de poder: a atividade é exercida dentro da competência.br | 11 99610348 facebook. criando decretos e regulamentos (atos administrativos gerais e abstratos) para dar fiel execução à lei. sociedade de economia mista) são vinculadas. desvio de finalidade. não é exercido o tempo todo. 32.sites. Abuso de poder é um gênero. O poder disciplinar não é permanente.3 Poder hierárquico É exercido em caráter permanente pela administração direta sobre órgãos públicos e pelas chefias sobre agentes públicos. fundação. A delegação é sempre de parte da competência e pode ser revogada a qualquer tempo (natureza precária.1 Poder regulamentar É uma competência dada em caráter privativo aos chefes do poder executivo (presidente. Delegação pode ser feita por agente ou órgão público ao subordinado (delegação vertical) ou a um não subordinado (delegação horizontal). Exemplo: casa desapropriada para virar creche.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 47 32 Poderes da administração São as mais importantes competências da administração. tredestinação: quando o agente usa os poderes do cargo em benefício próprio. Existem 2 institutos que decorrem do poder hierárquico: delegação de competência e avocação de competência. 32. Em regra as competências administrativas são delegáveis. ou seja.br | leonardosakaki@uol.2 Poder disciplinar É uma competência para aplicar sanções a servidores públicos que pratiquem infrações funcionais. Porém. Abuso de poder é a utilização ilegítima de uma competência. trata-se de um poder interno.com/leonardosakaki | @leosak .com. mas não subordinadas a ministérios. O que é tredestinação lícita? O CC autoriza que o bem desapropriado receba finalidade pública diversa da inicialmente prevista. decisão de recursos.uol. existe um único caso em que a decisão de um processo interfere nos outros 2: absolvição no processo crime por negativa de autoria ou ausência de materialidade. mas o agente ultrapassa os limites legais . Cuidado: uma conduta irregular do agente público pode ensejar 3 processos diferentes e independentes: penal. Como só vale para agentes públicos. é um poder de aplicação episódica. Exemplo: policial removido pelo governador por causa de um romance com a filha do governador.

as leis que tenham sido originariamente propostas por ele. 5. chamar para si – só existe avocação vertical (para a FGV. XXIII. Função social (inconstitucionalidade) . CF – penalidade em caso de descumprimento do plano diretor. 33 Intervenção do Estado na propriedade Direito de propriedade: direito fundamental protegido pela constituição – art. Penalidade: art. (D) Toda e qualquer lei pode ser regulamentada. diante de infrações funcionais praticadas por servidor. se o Executivo julgar conveniente explicitá-la. §4. 22. assinale a opção correta. (C) Mesmo cabendo ao Poder Executivo o controle dos recursos públicos. bem como os danos dela decorrentes.sites. CF – desapropriação para reforma agrária**. (D) No exercício do poder regulamentar. desde que o Decreto não contrarie. o chefe do Poder Executivo só pode disciplinar e alterar. a gravidade e as circunstâncias da infração. (B) A aplicação da penalidade é obrigatória.uol. mediante decreto. obrigação de construir. e os antecedentes do agente. (B) O poder disciplinar é exercido de modo vinculado. pois elas não são dotadas do poder de império necessário ao desempenho da atividade de polícia administrativa. por exemplo.com/leonardosakaki | @leosak . Poder de polícia Servidão administrativa http://leonardosakaki. e XXII e art. devendo ater-se aos rígidos comandos estabelecidos em lei. §2. 182. Art. CF. desapropriação*). CF . também. 5. ainda que sejam integrantes da administração pública. um dever – art. que leva em conta a natureza. as competências indelegáveis também não admitem avocação).br | 11 99610348 facebook. **pago em tíutulos da dívida agrária (resgatáveis em até 20 anos) Poder de polícia (limitações administrativas) é diferente de servidão administrativa. 184. inexiste hierarquia entre os membros que compõem os Poderes Judiciário e Legislativo no exercício de suas funções jurisdicionais e legislativas. 186. 182. visto que o fazem sem relação de subordinação ou comando. mediante Decreto. a administração não possui discricionariedade no ato de escolha da penalidade que deve ser aplicada.1) Com relação aos poderes administrativos. IPTU progressivo. ou seja. CF. pois. restrinja ou amplie suas disposições.Rural: art.Urbano: atendimento das diretrizes estabelecidas no plano diretor (art.diploma legal que estabelece regras para que uma cidade possa crescer de forma ordenada.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 48 A autoridade superior pode avocar competências de um subordinado. Representa. mas é possível credenciar o particular para contribuir materialmente com o poder de polícia. caput. mas a escolha da pena é uma atividade discricionária. CF. Resposta: C COMENTÁRIO (A) Não é permitida a delegação ao particular nem a prestadores de serviços porque o poder de império é próprio e privativo do poder público.com. a empresa privada que controla radares fotográficos de trânsito. *pago em títulos da dívida pública (resgatáveis em até 10 anos) .br | leonardosakaki@uol. (A) O poder de polícia não pode ser delegado a pessoas de direito privado. como. exemplo. (C) A afirmação é uma decorrência do princípio constitucional da Separação dos Poderes. (CESPE – OAB 2008.com.

Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins será confiscado e reverterá em benefício de instituições e pessoal especializados no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização. controle. Requisição: transferência compulsória da posse. A restrição ao uso é específica e onerosa – recai sobre um ou alguns proprietários (não atinge a todos) e dá direito à indenização. Parágrafo único. Quando por interesse público: indenização prévia. prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias. Só pode incidir se encontrarem em uma propriedade uma plantação ilegal de psicotrópicos. Servidão: restrições quanto ao uso. 33. Art. Atinge bem determinado. o tombamento tem que ser registrado na matrícula do imóvel. para o cultivo de produtos alimentícios e medicamentosos. As glebas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas serão imediatamente expropriadas e especificamente destinadas ao assentamento de colonos. justa e em dinheiro. Limitação: restrições quanto ao uso.sites.uol.com. http://leonardosakaki. É indelegável a particulares. Observação: servidão é diferente de tombamento (limitação sobre propriedade privada) com finalidade de preservação. Exemplos: fiscalização ambiental. Limita só propriedade.com/leonardosakaki | @leosak . Ocupação: transferência compulsória da posse. É sempre geral. Exemplo: passagem de rede elétrica por algumas propriedades. o bem permanece privado e o dono pode até vender. Está conceituado no art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 49 Limita liberdade e propriedade. Exemplos: placa com nome da rua na fachada do imóvel. Não há direito a indenização. Características do tombamento: pode atingir bens móveis e imóveis. Fato gerador: por razões de interesse público ou por descumprimento da função social da propriedade. Pode indenizar. servidão para passagem de fios e cabos pelo imóvel. Não indeniza. Exemplo: respeito ao zoneamento na construção de um edifício ou de uma casa. Confisco: transfere-se a propriedade de forma compulsória para o patrimônio público. A restrição é geral (atinge a todos) e gratuita (não dá direito à indenização). mas tem que oferecer antes para as entidades federativas (direito de preempção). Quando por descumprimento da função social: indenização em títulos da dívida pública ou agrária. 78 CTN. Perde a posse por razões de iminente perigo público.br | 11 99610348 facebook. sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei.br | leonardosakaki@uol.1 Meios de intervenção Desapropriação: transfere-se a propriedade de forma compulsória para o patrimônio público. Perde a posse por razões de interesse público na ocupação – exemplo: ocupação para ponto de votação em uma eleição.com. 243. regras sobre o direito de construir.

com. http://leonardosakaki.1. Exemplos: carro para perseguir bandido. de competência dos municípios). cutável. ingressa livre de ônus e encargos. É uma mudança na finalidade do bem que o direito comporta. .com. O Código Civil permite que o bem desapropriado receba destinação pública diversa da inicialmente prevista. Quando o bem ingressa ao domínio público.1 Desapropriação De bens públicos: tem que ser de cima para baixo (União. é devolvido ao particular. Exemplo: imóvel desapropriado para virar creche e se torne escola.br | leonardosakaki@uol. É uma restrição específica e onerosa. Indenização prévia. Definitiva. Estados e Municípios).Motivo: iminente perigo público. não leva em conta relações jurídicas anteriores. escada para combater incêndio. Exemplo: se o imóvel estava hipotecado. Indenização: posterior. se houver dano.Tredestinação lícita Tredestinação = desvio de finalidade. legislativo (edição de uma lei) ou ação civil pública. Continua sendo bem particular.Desapropriação x requisição Desapropriação Requisição Transforma em bem público.uol. Sempre temporária – depois que o bem é usado. com ampla defesa e Ato administrativo unilateral. por isso a indenização não é em dinheiro.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 50 Tombamento: restrições quanto ao uso.sites.br | 11 99610348 facebook. e desapropriação por política urbana. justa e em dinheiro.com/leonardosakaki | @leosak . discricionário e autoexecontraditório. Restrição ao uso. Motivo: necessidade pública (aquisição do bem é e. utilidade pública (aquisição do bem é conveniente) e interesse social (sempre tem natureza sancionatória. Indenização posterior. mas em títulos da dívida ativa – reforma agrária. pelo descumprimento do interesse social. Indenização: é prévia. Quando o bem ingressa no domínio público. mergencial). Procedimento administrativo. Pode ser por meio administrativo. a desapropriação extingue a hipoteca. O credor se sub-roga no valor da indenização. punitivo. em caso de imóvel hipotecado. 33. de competência da União. Desapropriação é uma forma originária de aquisição da propriedade. preservação de determinadas características. .

e observância de procedimento administrativo.sites. quando da necessidade imperiosa de utilização. posteriormente ao ato de imissão na posse pelo Poder Público. assinale a alternativa correta. em regra geral.com. com respeito ao contraditório e ampla defesa por parte do proprietário. os requisitos constitucionais a serem observados pela Administração Pública são os seguintes: (A) comprovação da necessidade ou utilidade pública ou de interesse social. http://leonardosakaki. ressalvada a possibilidade de transferência para uma entidade pública. 13 (FGV – OAB 2010.com/leonardosakaki | @leosak . Resposta: A 16 (FGV – OAB 2010. e observância de procedimento administrativo. e observância de procedimento administrativo. pagamento de indenização.uol. se houver dano. (A) A requisição administrativa é uma forma de intervenção supressiva do Estado na propriedade que somente recai em bens imóveis. com respeito ao contraditório e ampla defesa por parte do proprietário. e que seja justa e em títulos da dívida pública ou quaisquer outros títulos públicos. (C) Os proprietários não podem destruir. negociáveis no mercado financeiro. sendo o Estado obrigado a indenizar eventuais prejuízos.br | leonardosakaki@uol. como uma das formas de o Estado intervir na propriedade privada. e observância de ato administrativo. os proprietários passam a ter obrigações negativas que estão relacionadas nas alternativas a seguir. (D) Os proprietários não podem alienar os bens. pagamento de indenização prévia ao ato de imissão na posse pelo Poder Público. O objetivo é absorver a valorização. a fim de suprir a prestação de serviços pelo Estado de forma eficiente. com respeito ao contraditório e ampla defesa por parte do proprietário. (C) comprovação da necessidade ou utilidade pública ou de interesse social.br | 11 99610348 facebook. pagamento de indenização prévia ao ato de imissão na posse pelo Poder Público. e que seja justa e em dinheiro. Resposta: B 8 (FGV – OAB 2010. . sem contraditório por parte do proprietário.2) Nas hipóteses de desapropriação. (A) Os proprietários são obrigados a colocar os seus imóveis tombados à disposição da Administração Pública para que possam ser utilizados como repartições públicas. (B) comprovação da necessidade ou utilidade pública ou de interesse social.3) Com relação à intervenção do Estado na propriedade.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 51 Observação: se o bem não receber nenhuma destinação o dono tem direito a desfazer a desapropriação – retrocessão.Observações Desapropriação indireta: ocorre quando o Estado invade área privada de forma ilegítima. Desapropriação por zona: aquela que atinge uma área maior do que a inicialmente necessária para a obra. à exceção de uma. repará-lo ou pintá-lo após a obtenção de autorização especial do órgão administrativo competente. pagamento de indenização prévia ao ato de imissão na posse pelo Poder Público. Assinale-a. (D) comprovação da necessidade ou utilidade pública ou de interesse social. (B) Os proprietários são obrigados a suportar a fiscalização dos órgãos administrativos competentes.2) Acerca do tombamento. e que seja justa e em dinheiro. demolir ou mutilar o bem imóvel e somente poderão restaurá-lo. e que seja justa e em dinheiro.

paisagísticos e culturais dos bens imóveis. excepcionando-se os bens móveis. de nome Norberto. http://leonardosakaki. é baseada no conceito de nexo de causal.com. sua conduta não pode. Estuda o dever estatal de indenizar particulares por ações e omissões de agentes públicos no exercício de suas funções. Exceção: o Estado. sem afetar o caráter absoluto do direito de propriedade. no dia de folga. ser imputada ao Ente Público.br | 11 99610348 facebook. não atuou nessa qualidade.3) Um policial militar. (D) O tombamento é uma forma de intervenção do Estado na propriedade privada que possui como característica a conservação dos aspectos históricos. que adota a teoria objetiva (responsabilidade sem culpa) na modalidade do risco administrativo.com. força maior ou culpa da vítima). pois. ou seja. a administração poderá ser acionada em juízo. Exemplo: perdi a minha casa por causa de uma enchente causada por falta de saneamento básico. Acionada em juízo o Estado só responderá pelos danos que efetivamente tenha causado em terceiros – poderá evocar. Art. responderá de forma subjetiva quando o dano causado for resultante de uma omissão praticada pelo poder público. ou seja. discute com um transeunte e acaba desferindo tiros de uma arma antiga. em sua defesa. 5 (FGV – OAB 2010. excludentes ou atenuantes de responsabilidade (caso fortuito. a relação de causa e efeito entre o fato ocorrido e as consequências dele resultantes. CF. 37. Sem a necessidade da comprovação de culpa ou dolo. Períodos anteriores: Até 1873: era o período da irresponsabilidade estatal – o Estado nunca indenizava. Com base no relatado acima.com/leonardosakaki | @leosak .uol. 37. em razão de um interesse público. Resposta: C 34 Responsabilidade do Estado Responsabilidade do Estado é objetivo na variante do risco administrativo. com base na teoria do risco integral.br | leonardosakaki@uol. (B) será responsabilizado. artísticos. pois Norberto. (C) A servidão administrativa é uma forma de intervenção restritiva do Estado na propriedade que afeta as faculdades de uso e gozo sobre o bem objeto da intervenção. apesar de ser agente público.sites. CF: o dano deve ter sido causado por um agente público e nesta qualidade. pois Norberto é agente público pertencente a seus quadros. Essa objetividade traz uma conclusão: não é baseada na culpa ou dolo. é correto afirmar que o Estado (A) será responsabilizado. de bermuda e sem camisa. quando estava na frente da sua casa. excepcionalmente. Resposta: D A responsabilidade do Estado está no art. que seu avô lhe dera. §6. (C) somente será responsabilizado de forma subsidiária. (D) não será responsabilizado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 52 (B) A limitação administrativa é uma forma de intervenção restritiva do Estado na propriedade que consubstancia obrigações de caráter específico e individualizados a proprietários determinados. caso Norberto não tenha condições financeiras.

mesmo que o ato seja de terceiros. pressupõe uma culpa administrativa. não importando se o dano for de ação ou omissão no caso de dano. Essa responsabilidade subjetiva não é de alguém.uol. (ii) culpa concorrente: quando o agente e a vítima colaboram para causar o dano. Exemplos: preso que briga com outro.com. Nesses casos. Hoje em dia temos outro posicionamento. Cuidado: em caráter excepcional. caso fortuito ou força maior e a culpa de terceiros. é a chamada falta do serviço. Há.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 53 Entre 1873 e 1946: vigorava a teoria subjetiva – a vítima tinha que provar culpa ou dolo. um posicionamento do STF. As coisas mudaram. a responsabilidade será do tipo objetiva. fala-se em responsabilidade subjetiva. Estado se eximir ou se excluir da responsabilidade. Exemplo: criança vítima de outro aluno em escola pública. preso morto na cadeia por outro detento 34. (iii) dano por omissão – quedas de árvore. a responsabilidade por danos é objetiva. a que não precisa comprovar culpa ou dolo. Se a culpa for exclusiva da vítima é uma excludente de responsabilidade do Estado.com/leonardosakaki | @leosak . Atenção: se o ato lesivo for lícito. É importante lembrarmos-nos das teorias do risco: . existe uma forma do Estado se eximir. dano e nexo.Teorias do risco Estado se defendendo.2 Responsabilidade civil extracontratual do Estado Como processo o Estado? O Estado trouxe um prejuízo. Se o Estado causou prejuízo em razão de omissão. basta comprovar ação. na doutrina. Será alegado: culpa exclusiva da vítima. como processo o Estado? No Brasil. assalto. o Estado só indeniza se houver prova de culpa ou dolo. explosão de armamento em quartel etc. dano e nexo. concessionários do serviço público sempre respondem pela teoria objetiva perante usuários e terceiros. Exemplo: obras da prefeitura que prejudica o comércio. este último para alguns autores. ou seja.1 Responsabilidade no caso de custódia de pessoas Quando o Estado assume o dever de guarda de pessoas. ou seja. vigora.com. o Estado também indeniza.sites. enchente.br | leonardosakaki@uol. Na CF/88. Atenção: segundo a nova visão do STF. ainda vigora a teoria subjetiva (exige prova de culpa ou dolo) nos seguintes casos: (i) responsabilidade pessoal do agente público (ação regressiva).br | 11 99610348 facebook. quem diga que no caso do Estado assumir a guarda de pessoas ou coisas perigosas a responsabilidade seria objetiva. http://leonardosakaki. 34. excluir a responsabilidade. a teoria objetiva (responsabilidade sem culpa fundada na ideia de risco) exigindo da vítima a comprovação de 3 requisitos: ato. foi defendido que a responsabilidade do Estado era objetiva. durante muito tempo. como regra geral. (i) Teoria do risco administrativo: são admitidas excludentes de responsabilidade. uma culpa especial da administração. O STF diz que quando o Estado causa prejuízos em razão de uma ação estatal.

35 Licitação Licitação é um procedimento administrativo para seleção de fornecedores. Não há nada que o Estado possa fazer para se eximir. Agente indenizou uma pessoa e Estado move ação contra o seu agente. Brasil adota a teoria (i).com. 34. se não for usuário será subjetivo.4 Ação regressiva 2 ações judiciais: ação indenizatória (vítima x Estado – denunciação da lide).br | leonardosakaki@uol.232/10 – Lei da Publicidade 35. o Estado tem que comprovar culpa ou dolo do agente. Denunciação da lide não é obrigatória – isso é pacífico na doutrina e jurisprudência. ação regressiva (Estado x agente – provar culpa ou dolo – responsabilidade subjetiva – é imprescritível). Trata-se de um procedimento externo (envolve particulares) e concorrencial (disputa).520/02 – Lei do Pregão Lei 12. meio ambiente e atentado terrorista a bordo de avião seriam situações de risco integral. É possível denunciação à lide? Há quem diga que sim.uol. Só que o agente responde de forma subjetiva.666/93 – Lei de Licitações Lei 10.2 Objetivo Competitividade Isonomia Desenvolvimento tecnológico nacional 35. Pode? Sim.3 Responsabilidade civil do agente Ação de regresso.3 Finalidade http://leonardosakaki. 34. Portanto.sites.1 Legislação Lei 8. 35.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. Atenção! Concessionárias: STF diz que a responsabilidade depende: se usuário do serviço será objetivo. O Estado é considerado um garantidor universal – garante tudo.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 54 (ii) Teoria do risco integral: não são admitidas as excludentes de responsabilidade. denunciando o agente. Não seria melhor resolver o procedimento em um só? Denunciação da lide. Alguns autores dizem que no caso de atividade nuclear.

com. Entidades da administração pública indireta.sites.br | leonardosakaki@uol. Quem ganha a licitação não tem direito ao contrato. ou seja.br | 11 99610348 facebook. 35. Serviços sociais pertencentes ao Sistema S. 35. São ligados a sindicatos. SESC. que não necessariamente é a de menor ou melhor preço. Ministério Público e TC. O edital é a lei da licitação. A atribuição do objeto não é o contrato. SEBRAE. (ii) adjudicação compulsória ao licitante vencedor: não é contratação compulsória.5 Princípios (i) vinculação ao instrumento convocatório. se possível. (iii) melhor técnica e preço. e não fazer novamente a licitação (recomeçar a licitação deve ser a última medida). mas a modificação das regras do edital tem que atender 2 condições: ampla publicidade e devolução de prazos. Pelo mesmo princípio. antes de decretar a licitação fracassada e iniciar uma nova licitação. a comissão deve.4 Dever de licitar Órgãos públicos da administração direta: ministérios.com/leonardosakaki | @leosak . a administração deve reabrir um prazo de 8 dias para melhoria de propostas e complementação de documentos. Exemplo: SESI. tem que ser com o licitante vencedor. Tipos de licitação (i) menor preço. O edital pode ser modificado após a publicação.com. poder judiciário. preservar os atos já praticados. o edital e a carta convite. (ii) melhor técnica. secretarias. (iii) julgamento objetivo: a licitação deve ser decidida segundo os critérios do edital e não por preferências pessoais da administração. administração não tem obrigação de fazer o contrato no fim do processo de licitação. (v) menor lance – critério do pregão. Concessionários na escolha d subconcessionários. Economia processual. O edital sempre pode ser modificado. Trata-se da atribuição do objeto. Respeitar o princípio da isonomia: deixando com que as pessoas participem. (vi) contratação direta: dispensa e inexigibilidade. Se a administração for contratar. se nenhum licitante oferece uma proposta compatível com o mercado ou ninguém preenche as condições do edital. tem o direito de não ser preterido.uol. Contratar ou não é ato discricionário da administração. 35.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 55 Selecionar a proposta mais vantajosa. Organizações sociais e OSCIPs (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público) quando forem aplicar recursos repassados diretamente pela União. (iv) maior lance ou oferta – critério do leilão. que tem que ser para o licitante vencedor. SENAI.6 Modalidades de licitação http://leonardosakaki. (iv) aproveitamento da licitação: havendo algum defeito no procedimento licitatório. poder legislativo.

abrem-se primeiro as propostas e depois a documentação.uol. (v) Leilão: serve para a venda de bens móveis inservíveis ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados pela administração. Fases naturais da licitação (i) Instrumento convocatório (ii) Habilitação – análise de documentos – quem não preencher os requisitos é desabilitado (iii) Classificação – julgamento das propostas (iv) Homologação – aprovar os procedimentos http://leonardosakaki.br | leonardosakaki@uol. O cadastro não é exigência do convite – pode ser cadastrado ou não. usado para contratação de bens e serviços comuns. (ii) Tomada de preços: valor intermediário (entre R$150mil e R$1.520/02 – serve para aquisição de bens e serviços comuns. A concorrência será sempre obrigatória. Abaixo de R$15mil – dispensa de licitação.6.5mi) – contratos de grande vulto. O pregão tem um procedimento que garante maior economia e eficiência porque tem uma inversão das fases naturais da licitação. (vi) Pregão: a única que não está disposta na lei 10. independentemente de valor.sites. Modalidade de uso facultativo. artístico ou científico.5mi) e os licitantes são previamente cadastrados. ou seja. nos seguintes casos: (a) venda de bens públicos imóveis (b) licitação internacional (c) concessão de serviço público (d) concessão de direito real de uso Fases: Edital Habilitação Abertura das propostas (classificação) Julgamento Homologação: ato pelo qual a autoridade competente confirma o procedimento licitatório realizado pela comissão de licitação. independentemente de preços. alternativa às outras modalidades. Há a inversão das fases.com/leonardosakaki | @leosak . Adjudicação: entrega do objeto da licitação ao vencedor.520/02 Para todas as esferas federativas. (iii) Convite: objetos de pequeno valor (entre R$15mil e R$150mil) entre interessados escolhidos e convidados em um número mínimo de 3 – há a emissão de carta-convite.com.1 Pregão – Lei 10. 35.com. (iv) Concurso: serve para a escolha de trabalho técnico.br | 11 99610348 facebook. O julgamento é pelo menor preço.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 56 (i) Concorrência: objetos de grande valor (+R$1. (vii) Consulta pública: é específica para as agências reguladoras em que as propostas são julgadas por um júri.

tem que haver licitação. (B) mero juízo de conveniência e oportunidade da Administração.com/leonardosakaki | @leosak . devidamente comprovado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 57 (v) Adjudicação – atribuição jurídica do objeto ao vencedor Fases do pregão (i) Instrumento convocatório (ii) Classificação – julgamento das propostas (iii) Habilitação – análise de documentos – quem não preencher os requisitos é desabilitado (iv) Homologação – aprovar os procedimentos (v) Adjudicação – atribuição jurídica do objeto ao vencedor Os interessados comparecem a uma sessão pública e são abertas as propostas verificando qual a mais baixa. se dar por qualquer motivo e a qualquer tempo. pertinente e suficiente para justificar essa conduta. 35.8 Licitação deserta Ninguém aparece. podendo ocorrer até antes da assinatura do contrato. 35.11 Revogação da licitação Deve haver fato superveniente. (D) razões de interesse público decorrentes de fato superveniente.7 Exceções ao dever de licitar A regra é: onde há dinheiro público e vai contratar com terceiro.com. integral e justa indenização. Ganha o pregão quem oferece o menor proposta. 35. Vão para a fase seguinte o autor da menor proposta junto com os autores de propostas até 10% acima da mais baixa. podendo. Na etapa final. 3 (FGV – OAB 2010.3) A revogação da licitação pressupõe (A) mero juízo de conveniência e oportunidade da Administração. por isso.9 Licitação fracassada Nenhum dos licitantes é habilitado ou classificado.br | leonardosakaki@uol.uol. (C) prévia.10 Anulação da licitação Ocorre por motivo de ilegalidade 35. esses licitantes podem oferecer lances verbais sucessivamente mais baixos.com.br | 11 99610348 facebook.sites. Resposta: D http://leonardosakaki. podendo se dar a qualquer tempo. 35.

666/93. É como se a lei proibisse. (Dica de chute: chutar dispensa) Licitação é possível. Rol taxativo. natureza singular e prestado por um profissional de notória especialização.ão pública. Competição inviável.uol. Há mais de 30 casos.com/leonardosakaki | @leosak . (ii) dispensa: contempla hipóteses em que a licitação é viável. existe competição. Rol exemplificativo. http://leonardosakaki. Não há como licitar. b) dispensada: o administrador não tem discricionariedade. Observação: nem todos os contratos que a administração celebra são administrativos – exemplo: locação. O rol é exemplificativo. mas a lei dispensou. 24 da Lei de Licitações – rol taxativo. mas o administrador. celebra-o sob regime jurídico de direito público e com a presença de cláusulas exorbitantes (aquelas que conferem prerrogativas para o poder público em detrimento do particular). Inexigibilidade Art. pelo qual. As hipóteses estão no art. se quiser. serviços técnicos profissionais especializados (art. Há 3 casos. Exemplo: compra de objetos muito baratos (abaixo da Exemplo: artista consagrado pela crítica ou pela opinifaixa do convite) e licitação deserta (não aparece ne. pois não há competição. 36 Contratos administrativos Conceito: é aquele.br | 11 99610348 facebook.11. objeto singular. O rol é taxativo.com. 25 da Lei de Licitações. administração não tem opção. não há competição. 17 da Lei de Licitações – rol taxativo – normalmente fala-se de alienação de bens. tem discricionariedade se vai licitar ou não. trata-se de um rol exemplificativo: contratação de produtos com fornecedor ou revendedor exclusivo.666/93. Decisão pela contratação direta é discricionária – li. 24 da Lei 8. pois existem contratos com a participação da administração e que não são contratos administrativos.sites. Art. pois a berdade de escolha.1 Contratação direta Casos excepcionais da contratação de um fornecedor sem licitação. ria especialização. É possível licitar. Cuidado: a doutrina não aceita mais o critério subjetivo das partes contratantes. é situação de emergência etc. 25 da Lei 8. Dispensa Art. pela lei de locações. administração contrata direto. notónhum interessado).com. mas não obrigatória. Atenção: a lei admite celebração de contrato administrativo verbal. porém a lei permite o administrador não licitar. Licitação é impossível por inviolabilidade de competição. pois o valor é baixo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 58 35. pois se sujeitam ao direito civil – exemplo: locação de imóvel – regido pelo direito civil. contratação de artistas consagrados pela crítica. a) dispensável: a lei dispensou.Decisão pela contratação direta é vinculada. figurando como parte. a administração pública. 13 da Lei de Licitações). (i) inexigibilidade: contempla hipóteses em que a licitação é inviável jurídica ou faticamente. Dispensa ≠ inexigibilidade.br | leonardosakaki@uol. As hipóteses de inexigibilidade estão no art. ou seja. fornecedor exclusivo.

interferências imprevistas (ocorrências materiais imprevisíveis. Após 90 dias sem pagamento pode-se suspender o serviço. valendo. As cláusulas exorbitantes mais importantes estão no art. 58.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 59 Características: Finalidade pública. 78 e 79)** Aplicar sanções Ocupar bens *refere-se à alteração de cláusulas regulamentares ou serviços. ainda que não escritas (ver descrição abaixo) Rescisão unilateral do contrato: se o contrato for de concessão.br | leonardosakaki@uol. A administração pública não paga e a pessoa tem que continuar fornecendo. Cláusulas exorbitantes: regras que dão poderes especiais para a administração. imprevistos. **Ocorre por motivos de interesse público ou por inadimplência do contratado. (ii) Não se aplica a cláusula da exceção do contrato não cumprido ou exceptio non adimpleti contractus: não sou obrigado a fazer a minha parte no contrato se você não fez a sua. Álea econômica: é baseada na teoria da imprevisão e ocorre quando surgem fatos extraordinários. Fato da administração. Equilíbrio econômico-financeiro: a remuneração do contratado será aumentada se o custo da execução encarecer por uma dessas razões: *Mutabilidade Álea administrativa: comporta 3 modalidades Alteração unilateral. Não é possível alterar unilateralmente a equação econômico-financeira do contrato.br | 11 99610348 facebook. caso fortuito (evento humano). (i) Cláusulas exorbitantes: são prerrogativas que a administração público tem. 58 e 65)* Rescindir unilateralmente (arts. 58 da Lei de Licitações. São hipóteses: força maior (evento da natureza).com/leonardosakaki | @leosak . Mutabilidade*: a administração pode alterar unilateralmente as regras do contrato. Há quem diga que é aplicada de forma mitigada. Natureza de adesão. Exceção: as regras de remuneração só mudam se o contratado concordar. Fato do príncipe. não cogitadas pelas partes e que surgem de modo surpreendente onerando o contrato – exemplo: encontrar terreno rochoso no local da obra). Neste caso a administração e o particular entrarão em acordo. Fiscalizar Alterar unilateralmente (arts. amena.sites. http://leonardosakaki. Verticalidade: a administração ocupa uma posição superior diante do contratado. essa rescisão unilateral denomina-se encampação/resgate – interesse público – implica na retomada do serviço – indenização prévia. imprevisíveis e estranho à vontade das partes que desequilibram o contrato.com.uol.

b) fato da administração: medidas provocadas pela própria administração contratante e que desequilibram o contrato. Pago 1000 reais e você fornece 100 cadernos.com. unilateralmente. c) interferências ou sujeições imprevistas: descoberta de um óbice natural que atrapalha a execução do contrato.666/93.666/93. por isso. Quando fizemos o contrato o saco custava US$10 ou R$10. na forma do artigo 58. desequilíbrio. mas que nele repercutem e provocam desequilíbrio econômico-financeiro. unilateralmente. 17 (FGV – OAB 2010.2) Uma das características dos contratos administrativos é a “instabilidade” quanto ao seu objeto que decorre (A) do poder conferido à Administração Pública de alterar. Não pode ser o equilíbrio violado.com. a qualquer tempo. então. d) caso fortuito e força maior. causando desequilíbrio.Consórcio http://leonardosakaki. respeitados os direitos do contratado.uol. pois há necessidade da manutenção do equilíbrio financeiro-econômico. do qual aquele primeiro decorre. afetando o contrato. Outro exemplo é a falta de licença ambiental da área em que será construído o hospital. (D) de não haver qualquer possibilidade de alteração do objeto do contrato administrativo. a fim de adequar o objeto do contrato às finalidades de interesse público. O particular pede revisão contratual. Omissão dirigida ao contrato. algumas cláusulas do contrato. (v) Revisão e reajuste. As obras começam dia 14 de junho. São situações imprevisíveis que causam problemas. a fim de adequar o objeto do contrato aos interesses do contratado (particular) em face das prerrogativas da Administração Pública. do qual o contrato e seu objeto fazem parte integrante. inciso I da Lei n. devendo usar um cimento importado. Houve desvalorização da moeda. peço a revisão contratual: a) fato do príncipe: medidas de ordem geral não relacionadas com o contrato.sites. 8. algumas cláusulas do contrato. Ação ou omissão dirigida ao contrato. Digo que vou cobrar mais caro. Fato geral não dirigido ao contrato. quer pela Administração Pública. inciso I da Lei n. de forma a atender aos seus próprios interesses em face das prerrogativas da Administração Pública. Nesse dia vejo que a administração não desapropriou o terreno.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 60 (iii) Manutenção do equilíbrio financeiro-econômico em matéria de contratos administrativos.br | leonardosakaki@uol. Revisão consiste em reequilibrar economicamente o contrato em razão das áleas. quer pelo contratado (particular). Agora para comprar um saco gastaria R$100. mas que afeta a execução contratual.com/leonardosakaki | @leosak . É previsão legal. no curso de sua execução. algumas cláusulas do contrato. (C) do poder conferido à Administração Pública de alterar. A administração diz que não quero mais 100 cadernos. e o princípio da juridicidade. no curso de sua execução. Estou fazendo o hospital e descubro um lençol freático ou petróleo que atrapalha a execução do contrato.br | 11 99610348 facebook. (B) da possibilidade do contratado (particular) alterar. na forma do artigo 58. tendo em vista o princípio da vinculação ao edital licitatório. (iv) Teoria da imprevisão: são situações imprevisíveis que causam desequilíbrio contratual. Fui contratado pela administração para construir hospital. Reajuste significa mera atualização monetária do contrato em decorrência dos efeitos da inflação. Administração contratou para construir o hospital. Resposta: A . unilateralmente. 8. no curso de sua execução. diz que quer 110.

respeitando o direito adquirido ao término do contrato. Incumbe ao Poder Público.uol. não se estabelecendo qualquer relação jurídica entre os terceiros e o poder concedente. Lei 8.1 Permissão e concessões Instrumento através dos quais o poder público transfere a execução de serviços ou obras publicas para particulares. a concessionária poderá contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes. § 3o A execução das atividades contratadas com terceiros pressupõe o cumprimento das normas regulamentares da modalidade do serviço concedido.1 Contratos administrativos em espécie 36. apenas nexo causal. acessórias ou complementares ao serviço concedido. A prestação de serviços públicos representa uma relação de consumo. por tudo o que este houver executado e por outros prejuízos comprovados.987) Termo: a concessão termina por força do prazo inicialmente previsto. o art. Encampação: fim antes do prazo por razões de interesse público. Resposta: B 36.3) Sendo o contrato administrativo nulo. Quando a administração for transferir o serviço ou obra pública para o particular.br | leonardosakaki@uol. (C) a declaração não opera retroativamente. o consórcio pode resultar na criação de uma nova pessoa jurídica. Mesmo que o dano tenha ocorrido pela falha de fiscalização do poder público.1.107. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. caso tenha o contratado iniciado sua execução.com/leonardosakaki | @leosak . (B) seu reconhecimento não exonera a Administração do dever de indenizar o contratado de boa-fé.br | 11 99610348 facebook. caso o contratado tenha iniciado a sua execução. .sites. 4 (FGV – OAB 2010. 25 da lei diz que não afastará a sua responsabilidade. 35 e ss. http://leonardosakaki. § 2o Os contratos celebrados entre a concessionária e os terceiros a que se refere o parágrafo anterior reger-se-ão pelo direito privado. sem que a fiscalização exercida pelo órgão competente exclua ou atenue essa responsabilidade. (D) que essa nulidade só produzirá efeitos se o contrato for de valor superior a 100 (cem) salários mínimos. Observação: segundo a lei 11. 25. deverá abrir licitação para escolher a pessoa que reúna as melhores condições para executar.com. Se for de direito público chama-se associação pública. cabendo-lhe responder por todos os prejuízos causados ao poder concedente. Responderá de forma objetiva – independe da comprovação de culpa e dolo. Art.com. aos usuários ou a terceiros. na forma da lei. sempre através de licitação. Art. bem como a implementação de projetos associados.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 61 Contrato administrativo multilateral e de cooperação entre entidades federativas. Incumbe à concessionária a execução do serviço concedido. A titularidade de um serviço ou uma obra pública pertence à administração e é intransferível.Extinção (art. é correto afirmar que (A) a declaração de nulidade não opera retroativamente. § 1o Sem prejuízo da responsabilidade a que se refere este artigo. a prestação de serviços públicos. 175. obrigando o contratado a indenizar a Administração pelos danos por esta sofridos.

Beneficia pessoa física ou pessoa jurídica.br | 11 99610348 facebook. *Na rescisão. Exemplo: telefonia fixa.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 62 Caducidade: fim antes do prazo por descumprimento de obrigações pelo concessionário. O particular. jornaleiro. ainda. mediante licitação na modalidade concorrência e remuneração (tarifa) paga pelo usuário. portos. rodovias. Exige concorrência. garantir sua margem de lucro. o poder público. quando assume a condição de permissionário ou concessionário. transporte aéreo de passageiros. *Na encampação e caducidade. Sempre por prazo determinado. Estabelece normas gerais sobre concessões e permissões de serviços públicos. Permissão Ato unilateral discricionário e precário (ato que pode ser revogado a qualquer tempo).com. Rescisão: fim antes do prazo por descumprimento de obrigações pelo poder público – pelo poder concedente (não paga ou paga com atraso).987/95: disciplina concessões e permissões. discricionário e precário. sendo fiscalizado pelo titular.br | leonardosakaki@uol. são feitas unilateralmente pelo poder público. Só beneficia pessoa jurídica. 36.com.987/95. Lei 8.3 Concessão de serviço precedida de obra http://leonardosakaki. Por ser uma norma geral.sites.2 Concessão de serviço público – Lei 8. Exemplo: instalação de mesas e cadeiras de bar na calçada. Portanto será através da cobrança da tarifa que esses particulares recuperam investimentos feitos e. Se durante a execução o particular não cumprir com as suas obrigações. ela prevê como principal fonte de arrecadação para o concessionário ou permissionário a cobrança de tarifa dos usuários. ou seja. Para que um particular assuma execução de serviço ou obra pública tem que vislumbrar a obtenção de lucro. 36.com/leonardosakaki | @leosak . somente. feirante.987/95 É o contrato pelo qual o Estado (poder concedente transfere a prestação de um serviço público a uma pessoa jurídica por prazo determinado. Apresenta como principal fonte de execução a cobrança de tarifa dos usuários. Exemplo: taxista. Lembrar que as concessionárias respondem sempre pela teoria objetiva perante usuários e terceiros. As concessões regidas por esta lei recebem o nome de concessões comuns. Há predomínio do interesse público. só assume a execução do serviço ou da obra. Pode ter prazo indeterminado. tem incidência sobre as 4 esferas de governo. Exige autorização legislativa. É outorgada predominantemente no interesse privado.uol. Exige lei específica.1. Licitação em qualquer modalidade.1. Tem por objeto a execução de serviços ou obras públicas. rádios e TVs. Dentro deste conceito. Autorização Ato unilateral. via poder judiciário. quem promove é o particular. no extremo/limite a execução poderá ser retirada dele. Concessão comum A concessão comum é aquela que é regida pela lei 8. Concessão Contrato bilateral.

1. complementada por uma contraprestação da Administração Pública. desde que respeitassem as normas gerais da lei 11. entre o particular (parceiro privado) e o Estado (parceiro público).com. §4o É vedada a celebração de contrato de parceria público-privada: I – cujo valor do contrato seja inferior a R$ 20. http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. (Ex: construção e manutenção de uma unidade prisional).079. §1o Concessão patrocinada é a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata a Lei no 8. 22.00 (vinte milhões de reais). estadual. ou III – que tenha como objeto único o fornecimento de mão de obra. e.4 Parceria Público Privada Em 2004 surgem as PPPs através da lei 11. quando não envolver contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado.com.com/leonardosakaki | @leosak .079/94: lei que fixa normas gerais sobre PPPs. Lei 8. Art. na modalidade patrocinada ou administrativa.sites. Art. Isso significa que cada Estado ou Municípios poderão editar uma legislação a esse respeito. (Ex: construção e operação de uma rodovia). municipal e distrital.Concessão Patrocinada: objeto é a construção de obras públicas ou serviços. principalmente.br | leonardosakaki@uol.987/95: lei sobre concessões. 2o Parceria público-privada é o contrato administrativo de concessão. Trata-se de um simples contrato de prestação de serviços em que à medida que ele vai executando os serviços. . Lei 8. CF. XXVII.987. de 13 de fevereiro de 1995.079/2004. Incide sobre as esferas federal.987. execução de obras públicas para particulares. de 13 de fevereiro de 1995. portanto. §3o Não constitui parceria público-privada a concessão comum. quando envolver. a remuneração do parceiro privado se dá somente por meio de contraprestação paga por ela – não haverá cobrança de tarifa pelos usuários. Foram criadas para novas possibilidades da execução de serviços e. o fornecimento e instalação de equipamentos ou a execução de obra pública. Um tipo de concessão com distribuição objetiva dos riscos. assim entendida a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata a Lei no 8. recebe por isso. adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado. O particular constrói a obra e depois cobra pela sua utilização.Concessão Administrativa: só incide sobre serviços. Têm natureza jurídica de concessão. Competência da União para legislar sobre contratos é só para edição de normas gerais. . *prazo mínimo de 5 e máximo de 35 anos. 36.uol. Esta lei estabeleceu normas gerais sobre parcerias público privadas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 63 É usada quando o Estado não tem dinheiro para fazer uma obra. §2o Concessão administrativa é o contrato de prestação de serviços de que a Administração Pública seja a usuária direta ou indireta. Contrato no qual a remuneração do parceiro privado será realizada por meio da cobrança de tarifas dos usuários do serviço público. Lei 11. II – cujo período de prestação do serviço seja inferior a 5 (cinco) anos. ainda que envolva execução de obra ou fornecimento e instalação de bens.000. Contrato em que a Administração Pública é usuária direta ou indireta do serviço público.666/93: lei geral sobre contratos editado pela União. esse detalhe não impediu que cada estado/município editasse suas próprias leis sobre PPPs. Como veio para fixar normas gerais.000.

sobre precatórios. Fazem parte do chamado patrimônio público indisponível. 17 da Lei de Licitações.uol. Não há concurso. CC.1. 38 Agentes públicos . I. Temporário: para situações de excepcional interesse público.sites. Fazem parte do chamado patrimônio público disponível. Se for de direito público recebe o nome de associação pública. (iii) inalienabilidade relativa – art. (iii) Bens dominicais: são aqueles sem utilidade.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol. (ii) Bens de uso especial: são aqueles com destinação específica: prédios de repartição.com. o processo seletivo simplificado é dispensado. (ii) impenhorabilidade absoluta – ler art.com. 37 Bens públicos . Exemplo: terras devolutas e viaturas velhas da polícia. mas o pessoal é selecionado por meio de processo seletivo simplificado. 100. os bens dominicais são aqueles que pertencem ao patrimônio das pessoas de direito público como objeto de direito real ou pessoal.5 Consórcio público São contratos multilaterais de cooperação mútuas entre entidades federativas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 64 36. Segundo o art. praças e mares. Fazem parte do chamado patrimônio público indisponível. O projeto de lei dos consórcios previa responsabilidade solidária entre o consórcio e as entidades consorciadas. mandatos fixos. 4 Mas pode usucapir. http://leonardosakaki. A associação integra a administração indireta de todas as entidades consorciadas. Situação de calamidade pública e recenseadores do IBGE. que houve alteração. 99. que poderá ser de direito público ou de direito privado.Espécies Políticos: eleições.Regime jurídico É caracterizado pela (i) imprescritibilidade absoluta (=não pode ser objeto de ação de usucapião4). Nos casos de calamidade pública.Conceito O que pertence à pessoa jurídica de direito público ou o que está afetado (=destinado) à prestação de serviço público. .com/leonardosakaki | @leosak . cemitérios públicos e mercados municipais.Espécies (art. Com o veto presidencial desse dispositivo. 99. . Para administrar o consórcio será criada uma nova pessoa jurídica. a responsabilidade passou a ser subsidiária. CC) (i) Bens de uso comum do povo: ruas. Exceção: bens desafetados ou dominicais. CF. parcela da soberania.

uol. chefia e assessoramento. possuem cargos públicos. tem relação contratual com o Estado. Resposta: C http://leonardosakaki. ocupantes de cargo efetivo. (B) agentes públicos vitalícios. Particulares em colaboração: exercem funções públicas (às vezes sem remuneração e em caráter temporário). é no prazo de validade do concurso. mas admite-se a equiparação salarial entre carreiras públicas. é correto afirmar que os notários e registradores são (A) agentes públicos ocupantes de cargo efetivo e se aposentam aos 70 (setenta) anos de idade.com. Ingressam sem concurso. Exoneráveis ad nutum (sem motivo). por meio de nomeação. 2 (FGV – OAB 2010. Ser aprovado em concurso não gera direito à posse. investidos em cargos efetivos após aprovação em concurso. sem prejuízo da ação penal cabível. chamar uma pessoa quebrando a ordem de classificação. são empregos públicos.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. sob remuneração ou não.br | 11 99610348 facebook. (C) a vinculação de espécies remuneratórias no serviço público é vedada. aos 70 anos). o direito à posse surge nos seguintes casos: (i) se o edital indica número de vagas – não é posse imediata. na forma e gradação previstas em lei. 30 (FGV – OAB 2010. não se sujeitam a aposentadoria compulsória. (D) os notários e registradores são delegatários de serviços públicos. Porém.sites. mas não pertencem aos quadros permanentes da administração. Assim. devendo ser exercido nos termos e nos limites definidos em lei complementar. Exemplo: requisitados de serviço (mesários e conscritos) e titulares de cartórios.3) A respeito da disciplina constitucional da Administração Pública. não tem cargo público.com. (C) delegatários de serviços públicos aprovados em concurso público.3) São considerados agentes públicos todas as pessoas físicas incumbidas. tem período de experiência de 90 dias. (ii) se houver preterição de ordem.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 65 Comissionados (cargos de confiança): são os ocupantes de cargos em comissão. função pública. tabeliães e registradores (concurso público. e não se aposentam compulsoriamente. a indisponibilidade de bens e o ressarcimento ao erário. Resposta: A . Empregados públicos: atuam em pessoa jurídica de direito privado. Servidores públicos estatutários: pessoa jurídica de direito público. ingressam por concurso. ou seja. (iii) se o candidato for chamado para apresentação de documentação. (D) o direito de greve é assegurado ao servidor público civil. ou seja. é correto afirmar que (A) as funções de confiança e os cargos em comissão se destinam apenas às atribuições de direção. a perda da função pública. (B) os atos de improbidade administrativa importarão a cassação de direitos políticos. definitiva ou transitoriamente. ingressam por concurso público. do exercício de função ou atividade pública. tem múnus público. com a posse vem o estágio probatório de 3 anos. notários.Características Observação: O cargo pode ser perdido por redução de gastos. regida pela CLT.

c) ocupantes de cargos em comissão (comissionados): são os chamados "cargos de confiança". Quais funções exigem aprovação em concurso? Concurso é necessário somente para provimento de cargos públicos e empregos públicos.com.uol.2) Determinada Administração Pública realiza concurso para preenchimento de cargos de detetive.Tipos de concursos (i) de provas e títulos: tem nota da prova e nota de títulos (mestrados. (i) de provas: quando cargo não exige formação específica. auxiliar de limpeza. Ao final do certame. por exemplo) – quando exige uma formação específica. São encontrados em empresas públicas e sociedades de economia mista. A partir do fragmento acima.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 66 .br | leonardosakaki@uol.sites. Validade do concurso: até 2 anos (decisão discricionária) admitida 1 prorrogação por igual período (decisão vinculada). Os vinte primeiros classificados são desviados de suas funções e passam a exercer as atividades de delegado. jurados etc. pois investi dos irregularmente. . Exemplo: vigilante. Não precisam fazer concurso: a) contratados temporários: exemplo. Há o processo seletivo simplificado. Somente para funções de chefia. . Exemplo: procurador.com/leonardosakaki | @leosak . assinale a alternativa correta. a consolidar a situação.br | 11 99610348 facebook. b) agentes políticos (chefes do executivo e parlamentares): ingressam por eleição. Com o transcurso de 4 (quatro) anos. Assumem espontaneamente uma tarefa pública. categoria I. São os celetistas. estão exercendo as suas atividades há mais de 4 (quatro) anos. .Particulares em colaboração Também chamados de agentes honoríficos.com. Exemplos: mesários. . engenheiro do município. procede à nomeação e posse de 400 (quatrocentos) aprovados. (A) Os referidos agentes têm razão. Exemplo: quem presta socorro à parturiente. estes vinte agentes postulam a efetivação no cargo.Concurso público Natureza jurídica: procedimento administrativo externo (envolve particulares) e concorrencial. A exigência de exame psicotécnico sempre depende de autorização legislativa.Empregados públicos Empregados públicos entram por concurso e tem vinculação trabalhista. recenseadores do IBGE. 18 (FGV – OAB 2010.Agentes putativos Também chamados de gestores de negócios públicos. http://leonardosakaki. Observação: não existe mais concurso só de títulos. direção e assessoramento.

com.com. Com base no fragmento acima.br | 11 99610348 facebook. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. na forma da lei. (D) a punição na instância administrativa nunca poderá ser anulada. (C) não observou o princípio da dignidade da pessoa humana.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 67 (B) É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se. Inconformado. I. tendo em vista a comprovação de ato de improbidade.1 Servidores públicos 38.sites. processo administrativo disciplinar por ter infringindo seu estatuto funcional pela mesma conduta. http://leonardosakaki. pois afronta o princípio do concurso público. CF – os cargos. (B) agiu em respeito aos princípios da legalidade e autotutela. em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente foi investi do. trazendo equivocada reforma em prejuízo do recorrente. no âmbito administrativo. Resposta: B 12 (FGV – OAB 2010. caso tenha sido aplicada. (D) É inconstitucional esta modalidade de provimento do cargo.1 Ingresso Art. a lhe impor a pena de demissão. sendo denunciado à justiça criminal e instaurado.1. (D) não observou o princípio do devido processo legal.com/leonardosakaki | @leosak . trazendo equivocada reforma em prejuízo do recorrente. o servidor recorre. após lhe conferir o direito de manifestação. é correto afirmar que (A) a decisão absolutória não influirá na decisão administrativa do processo administrativo disciplinar. sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento. autorizativos da reforma em prejuízo do recorrente. sedimentado pelos anos.uol.2) Em determinado procedimento administrativo disciplinar. Resposta: B 38. por serem independentes. ao servidor. Resposta: B 6 (FGV – OAB 2010. pois dependem do transcurso do prazo de 15 (quinze) anos para que possam ser ti dos como delegados. nos termos da Lei nº 8112/90 e da Lei 9784/98. Ocorre que o servidor foi absolvido pelo Poder Judiciário em razão de ter ficado provada a inexistência do ato ilícito que lhe fora atribuído. mesmo que a conduta praticada pelo servidor seja prevista como ilícito penal e ilícito administrativo. não podendo a administração pública punir o servidor pelo fato decidido na esfera penal. Nessa situação. vindo a Administração. desde que não imponha pena grave. a Administração federal impôs. (C) Não têm ainda o direito. (B) haverá repercussão no âmbito do processo administrativo disciplinar. 37. (C) em nenhuma hipótese a decisão penal surtirá efeito na esfera administrativa. a pena de advertência. porém não podem ter alterado os ganhos vencimentais.3) Determinado servidor público foi acusado de ter recebido vantagens indevidas valendo-se de seu cargo público. por usucapião. assim como aos estrangeiros. pelo princípio da irredutibilidade. autorizativos da reforma em prejuízo do recorrente. é correto afirmar que a Administração Federal (A) agiu em desrespeito aos princípios da eficiência e da instrumentalidade.br | leonardosakaki@uol.

não é necessário concurso. apenas. sem direito a indenização. II . exceto nas hipóteses constitucionalmente admitidas (rol taxativo). é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. Estão sujeitos à aposentadoria compulsória do servidor. Vitalício é um cargo mais difícil de ser perdido do que o estável. Contratações por prazo determinado: (art. Acumulação é de dois cargos.Acumulação de cargos Em princípio. ser nomeado e tomar posse. dentro do prazo de validade do concurso. cumular cargos públicos. 70 anos. II. o servidor estável ficará em disponibilidade. reconduzido ao cargo de origem. § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. IX. 37. se houver compatibilidade de horários. CF) a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. e o eventual ocupante da vaga. CF: o prazo de validade do concurso público será de até dois anos. III . São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. não no cargo. Ninguém pode ter mais cargos acumulados.em virtude de sentença judicial transitada em julgado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 68 Será mediante aprovação em concurso público. não pode. § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: I .com/leonardosakaki | @leosak . Estágio probatório tem duração de 3 anos ou 36 meses. O servidor adquira estabilidade. 37.uol. prorrogável uma vez. O servidor pode ter cargos privados. Estágio probatório: período de experiência do servidor. O aprovado em concurso dentro do número de vagas previsto no edital tem direito subjetivo a nomeação. III. aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. na forma de lei complementar.br | leonardosakaki@uol. § 4º Como condição para a aquisição da estabilidade. mas não é para a vida toda. . até seu adequado aproveitamento em outro cargo. membros do MP e membros dos TC). quantos quiser. com remuneração proporcional ao tempo de serviço. se estável. Perda do cargo pelo servidor estável: Art.sites. Acumulação é permitida nos seguintes casos: http://leonardosakaki. é proibida.mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. Em qualquer caso os horários têm que ser compatíveis. que o estágio probatório é de 2 anos. § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável. ou seja. garantia no serviço. por igual período. CF). visto que é de livre nomeação (art. Exceções: Cargos em comissão: excepcionam a regra geral. Art.com.mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. Porém os 3 cargos vitalícios (magistrados. será ele reintegrado. 41.br | 11 99610348 facebook. assegurada ampla defesa.com. O resultado financeiro da acumulação não pode superar o teto na administração pública (salário dos ministros do STF). 37.

12. que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente. perda da função pública.sites.com/leonardosakaki | @leosak . Redução da remuneração: em regra não se pode cogitar de redução na remuneração dos servidores. a) a de dois cargos de professor. sociedades de economia mista. com profissões regulamentadas. pelo poder público. ele só terá direito à reintegração se houve análise de mérito em que se concluiu ou pela inexistência do ilícito ou pela inexistência de autoria do servidor. suspensão de direitos políticos. XVII . civis e administrativas previstas na legislação específica. ressarcimento integral do dano. (v) promotor e professor.br | 11 99610348 facebook. quando houver compatibilidade de horários. Art.a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias.429/92. 37 XVI . quando houver. c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. 9°. (iii) um cargo técnico e outro de professor. perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 69 (i) dois cargos de professor.com. Condenação: perda da função. Art. Dolo – intenção do servidor em praticar o ato. está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações. (iv) juiz e professor. Ressarcimento de danos – se transmite aos herdeiros no limite da herança. e sociedades controladas. Lei 8.na hipótese do art. 10 (atos de danos ao erário – vender bem público abaixo do valor de mercado) e 11 (atos que agridem os princípios da administração pública – fornecer informações privilegiada a terceiros. excepcionalmente poderá ocorrer se a remuneração estiver sendo percebida de forma inconstitucional. contratar sem concurso público). b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico.uol. indisponibilidade dos bens e ressarcimento de danos causados no erário. suas subsidiárias. Cargo técnico é aquele que exige formação superior específica (exemplo: engenheiro). Disciplinar: Sindicância ou processo disciplinar – com contraditório e ampla defesa.br | leonardosakaki@uol. observado em qualquer caso o disposto no inciso XI. suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos.com. (após contraditório e ampla defesa* e sentença transitada em julgado) *exceção: indisponibilidade de bens – medida cautelar utilizada quando se percebe que o réu está procurando dilapidar o seu patrimônio – só recai à parte do patrimônio que for suficiente para fazer frente aos valores que estão sendo cobrados. 9 (atos de enriquecimento ilícito). mas não total. exceto. direta ou indiretamente. Direito de greve: permitido. Hipóteses de improbidade: art. Se o judiciário absolve o servidor. Improbidade administrativa: desonestidade administrativa. de acordo com a gravidade do fato: I . Condenado na administração.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. empresas públicas. Independentemente das sanções penais. fundações. (ii) dois cargos ou empregos de profissionais de saúde. (vi) vereador e outro cargo. pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou http://leonardosakaki.

Na fixação das penas previstas nesta lei o juiz levará em conta a extensão do dano causado. pelo prazo de três anos.Multa tos políticos 8 a 10 anos Até 3x o enriquecimento experimentado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 70 receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. perda da função pública. se houver. ressarcimento integral do dano. 10 Art. Início do processo: De ofício pela administração ou à pedido de terceiros.com/leonardosakaki | @leosak . direta ou indiretamente. pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. III . Prazo para contratar ou dela receber qualquer tipo de benefício 10 anos 5 anos 3 anos Destinatários: Agentes públicos (todas as pessoas da administração pública). pelo prazo de cinco anos.na hipótese do art.na hipótese do art. perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio. 5 a 8 anos Até 2x o dano causado 3 a 5 anos Até 100x o valor da remuneração do agente. 10. Instrução: Terá direito de produção de provas. assim como o proveito patrimonial obtido pelo agente. 9 Art. direta ou indiretamente. ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. Parágrafo único.sites. Art. ressarcimento integral do dano. ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. 11 Suspensão de direi. 11. II .9784/99) Princípios: Motivação Razoabilidade Supremacia do interesse público sobre o particular Direitos dos administrados: Publicidade Defesa por um advogado – a falta de defesa técnica produzida por um advogado em processo disciplinar não leva a sua anulação. http://leonardosakaki. se concorrer esta circunstância. direta ou indiretamente.br | 11 99610348 facebook. perda da função pública.2 Processo administrativo na área federal (Lei 8.br | leonardosakaki@uol.com.com. ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos. suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos. pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. particular (que contribuiu para que o ato ocorresse ou dele tenha se beneficiado) 38. pelo prazo de dez anos.uol.

reconhecendo a sua conveniência. Só se houver fato novo ou por força da inadequação da pena inicialmente aplicada. vale para todos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 71 Encerrada esta fase. Atinge bem determinado.uol. Exemplo: defesa nacional. Previsão expressa no art. telefonia.com/leonardosakaki | @leosak .sites. Reformatio in pejus. Indelegável a particulares. Serviço de utilidade pública: são aqueles em que a administração pública. Apresenta-se para o particular como obrigações de não fazer. 40. Produz o dever de tolerar.br | 11 99610348 facebook. presta-os diretamente ou permite que sejam prestados por terceiros. São indivisíveis. Pode indenizar. Exemplo: regras municipais sobre construção e vigilância sanitária.1 Classificação Serviços públicos propriamente ditos: são aqueles prestados diretamente pela administração por reconhecer a sua essencialidade. gás. Exemplo: placa com nome da rua na fachada do imóvel e o tombamento – tem finalidade de preservação. 78.br | leonardosakaki@uol. É geral. Exemplo: energia elétrica.com. Poder de polícia ou limitações administrativas Limita liberdade e propriedade. São mensuráveis.com.2 Formas http://leonardosakaki. É possível. Não indeniza. 39 Poder de polícia e servidão administrativa Servidão administrativa Limita só a propriedade. Serviços gerais ou uti universi: são aqueles que são prestados sem ter usuários determinados. Serviços individuais ou uti singuli: são aqueles prestados com usuários determinados. CTN. Recurso: Prazo de 10 dias contados da ciência da decisão. não mensuráveis. divisíveis. 40 Serviço público Serviço público é todo aquele prestado pela administração pública ou por seus delegados para satisfazer necessidades essenciais da coletividade ou simples conveniências do Estado. 40. segurança pública. há o dever de decidir da administração – 30 dias após o término da instrução. São privativos do poder público.

987/95). segurança particular.107/05.br | leonardosakaki@uol. discricionária e precária. 40. Os consórcios celebram 2 tipos de contratos: contrato de rateio (divisão das despesas) e o contrato de programa (estabelece as obrigações dos entes consorciados).sites. Lei 8. Serviços autorizados: são prestados pelo particular e estabelecidos de forma unilateral.uol. despachantes.com/leonardosakaki | @leosak . Exemplo: ministérios. subprefeituras. discricionária e precária. 41 Estatuto da cidade – Lei 10. superintendências. Exemplo: táxi. São fixados de forma unilateral. Os consórcios estão sujeitos à fiscalização do TC. Não são criadas novas entidades. São celebradas por meio de contrato de adesão (art.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 72 Serviços centralizados: é aquele prestado pela administração pública direta ou centralizada. Trata-se de técnica administrativa para facilitar a prestação do serviço público. CF http://leonardosakaki. Consórcio público: são acordos entre entidades sempre da mesma espécie para realização de objetivos d e interesses comuns dos partícipes. 6) estabelece que os consórcios possam ser constituídos como pessoas jurídicas de direito público. neste caso integram a administração indireta. secretarias. Serviços desconcentrados: são aqueles executados centralizadamente. Os consórcios podem ser contratados por dispensa de licitação.3 Meios Serviços concedidos: são aqueles que o particular presta em seu próprio nome por sua própria conta e risco sendo remunerado pela tarifa paga pelo usuário.4 Convênios e consórcios públicos Art. 182 e 183. neste caso assumem a forma de associação civil.com. 40. (concessão será por meio de contrato) Serviços permitidos: são aqueles prestados por particular nos quais a administração estabelece requisitos para a sua prestação.257/04 Regulamenta os arts. 40. São celebrados por meio de termo para atender necessidades urgentes e transitórias. São em geral serviços de utilidade pública. Serviços descentralizados: é aquele em que o poder público transfere a sua titularidade (por meio de outorga às entidades da administração indireta – por meio de lei) ou simplesmente a sua execução (delegação – particulares – por meio de contrato ou termo). Convênio: são acordos firmados por entidades públicas de qualquer espécie ou entre estas e organizações particulares para realização de interesses comuns dos partícipes. A lei (art. ou como pessoas jurídicas de direito privado.br | 11 99610348 facebook. o que existe é a distribuição de competências dentro dos órgãos. Antes da celebração do contrato há a necessidade do protocolo de intenções para viabilizar o consórcio. 241 e Lei 11. porém distribuídos dentro dos vários órgãos da administração. Em regra necessitam de licitação.

não desnatura o caráter intuitu personae do contrato de concessão. se não restarem atendidas as mesmas exigências técnicas. direito de preempção (aquele que confere ao poder público municipal preferência para aquisição de imóveis objeto de uma alienação onerosa entre particulares). (iii) Alternativa mais correta normalmente é aquela em que a administração pública não se dá bem.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 73 O art. (D) Nada poderá fazer o Poder concedente. Ao mesmo tempo em que quem pode. sem notificar. (B) Poderá retomar o serviço. apesar da alteração societária. DICAS GERAIS (i) A administração trabalha com prerrogativas e sujeições. desapropriação com títulos. uma vez que a empresa concessionária.br | leonardosakaki@uol. autorizada por lei específica. CF.br | 11 99610348 facebook. Ver art. 182. e a Lei 8.com/leonardosakaki | @leosak .sites. tem a obrigação de. insusceptível de convalidação. Sujeições: licitações etc.987/95 diferenças entre concessão. através da encampação. 4º da lei traça os instrumentos da política urbana. (v) Ver: poder de polícia.uol. (ii) Lei e interesse público são termos muito presentes no direito administrativo. (A) Poderá o Poder concedente declarar a caducidade da concessão. pelo plano diretor. dentre eles destacam-se o IPTU progressivo. outorga onerosa do direito de construir (solo ocupado). é vinculado no caso de licença para construir. previamente.com. É mais prejudicial à administração pública. parte no contrato de concessão. permissão e autorização 20 (FGV – OAB 2010. 37. CF. que em regra é discricionário. (vi) Ver: intervenção do Estado na propriedade: por descumprimento da função social da propriedade urbana e rural – para reforma agrária. por motivo de interesse público.2) Uma determinada empresa concessionária transfere o seu controle acionário para uma outra empresa privada. (vii) Ver: Agentes Públicos é o art. através de decisão administrativa. imperativa etc. Ver art. CF. (C) Poderá o Poder concedente anular o contrato de concessão. Prerrogativa: prazo maior.com. Resposta: A http://leonardosakaki. tendo em vista o caráter intuitu personae do contrato de concessão. (iv) Pode haver casos em que eu tenha que ver a prova menos errada ou a mais correta.112/90. de idoneidade financeira e regularidade jurídica por esta nova empresa. (viii) Ver: lei 8. o Poder concedente. após prévio pagamento da indenização. uma vez que a transferência acionária da empresa concessionária sem a notificação prévia ao Poder concedente gera irregularidade. Assinale a alternativa que indique a medida que o Poder concedente poderá tomar. 186.

1) Em 2010. 43 Constituição Federal 1988 É a lei fundamental e o limite de poder dentro de um Estado.949/09 (tratado de proteção às pessoas portadoras de deficiência – convenção da ONU que foi votada nos termos do art. Se o Decreto 6. 50 ao 58. (B) lei federal ordinária. 60 ao 69. dos demais TIDHs – STF (RE 466.CF: arts. (D) lei complementar.Leis: 9. § 3º. detalhar direitos. Ordenamento jurídico: é a somatória das normas que existem em um Estado. agravo de instrumento. (D) contratação por tempo determinado na administração pública. 5°. (B) as formas de participação do usuário na administração pública. e suspensão de segurança). vedada a de caráter paramilitar (art.016/09 (atentar: liminar. mas abaixo da CF.949 é equivalente a uma EC. 15 (FGV – OAB 2011. Normas infraconstitucionais: normas que estão abaixo da CF – visam regulamentar direitos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 74 DIREITO CONSTITUCIONAL 42 Dicas de leitura . 34 ao 36.com. §3*). Resposta: C 35 (FGV – OAB 2010.br | leonardosakaki@uol. o Congresso Nacional aprovou por Decreto Legislativo a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.uol. 9. Resposta: C 31 (FGV – OAB 2010. 21 ao 24. 5. Convenções da OIT). 93 ao 95. 97. 102 ao 105 e 109. Essa convenção já foi aprovada na forma do artigo 5º. 12. (Estatuto de Roma.3) A Constituição garante a plena liberdade de associação para fins lícitos. 5. (C) finanças públicas. Ordenamento jurídico brasileiro é a somatória: da CF/88 + Decreto 6.882/99.3) A Constituição da República de 1988 reclama lei complementar para dispor sobre (A) o estatuto jurídico das empresas públicas e sociedades de economia mista. apelação. Convenção Americana.com. 80 ao 87. sendo sua hierarquia normativa de (A) status supralegal.EC 45 e 54 . 14 ao 17. da Constituição. XVII). A respeito desse direito fundamental. é correto afirmar que a criação de uma associação http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. (C) emenda constitucional. .343 – prisão civil) normas supralegais – acima das leis.sites.868/99. pode ser parâmetro para o controle de constitucionalidade.com/leonardosakaki | @leosak . *Atenção: um TIDH pode ser equivalente a uma emenda constitucional.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 75 (A) depende de autorização do poder público e pode ter suas atividades suspensas por decisão administrativa.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol.com.A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. Escrita e elaborada por um órgão constituinte. Quanto à extensão. mas só pode ter suas atividades suspensas por decisão judicial.3) De acordo com a Constituição da República. Feita por um órgão constituinte e contida em um documento único e solene. mas foram recepcionadas como leis ordinárias. é popular/democrática. difícil de ser modificada. Exemplo: o Código Penal e o Código de Processo Penal são decretos-leis. (D) não depende de autorização do poder público. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: § 2 . Art. §2. 45 Fenômenos ou teorias que surgem com uma nova Constituição Federal Regra: a nova Constituição revoga a Constituição anterior. é dogmática. Resposta: D 44 Classificação doutrinária da Constituição Federal Quanto à forma. sistematizando os dogmas ou as ideias fundamentais da teoria política e do direito dominante naquele momento. contém normas materialmente e formalmente constitucionais. 19. Resposta: D 36 (FGV – OAB 2010. Observação: Brasil é um país laico – art. é escrita. há compatibilidade e recepção ou revogação por incompatibilida- http://leonardosakaki. Atenção: o STF não admite a inconstitucionalidade superveniente de ato normativo produzido antes da nova Constituição perante o novo modelo – neste caso. (D) somente os estrangeiros e os conscritos. (B) não depende de autorização do poder público. I. considerando-se aprovada se obtiver. 60. (C) depende de autorização do poder público. desde que não contrariem materialmente a nova Constituição. Cuidado: normas infraconstitucionais antigas podem contrariar formalmente. Não pode ter uma religião oficial. Promulgada. Quanto à origem. 60. mas só pode ter suas atividades suspensas por decisão judicial transitada em julgado. Quanto à estabilidade é rígida. (C) somente os estrangeiros e os analfabetos.sites. (⅗ em 2 turnos nas 2 casas do Congresso Nacional) Para alguns autores a nossa CF é super-rígida. Quanto à elaboração. É grande. em dois turnos.com. três quintos dos votos dos respectivos membros. Fenômenos: (i) recepção: a nova Constituição recepciona normas infraconstitucionais que foram feitas de acordo com constituições anteriores.uol. é analítica/prolixa. (B) os estrangeiros. mas pode ter suas atividades suspensas por decisão administrativa. Art. são inalistáveis e inelegíveis (A) somente os analfabetos e os conscritos. os analfabetos e os conscritos. em ambos. CF. pois contém as cláusulas pétreas.

46 Aplicabilidade das normas constitucionais Todas as normas constitucionais tem eficácia no plano abstrato. Exemplo: art. . VII. .br | leonardosakaki@uol. 103. não decorre de regulamentação. Autor: art.868/99. (iii) repristinação: a nova Constituição revalida a legislação infraconstitucional revogada pela Constituição que a antecedeu. Somente no Supremo Tribunal Federal. Qualquer pessoa pode ser autor. 103. Tem efeitos concretos = resolve o caso do cliente. de uma lei. O legislador ordinário (Congresso Nacional) pode reduzir. CF. CF. em virtude de autorização constitucional. 5. XIII e LXVII. Exemplo: art.com/leonardosakaki | @leosak . (ii) desconstitucionalização: rebaixamento – a nova Constituição pega a anterior e transforma em infraconstitucional (lei ordinária).Limitada: depende de regulamentação. Exemplo: pode aposentar o cliente. Exemplo: art. independentemente de legislação infraconstitucional. Para buscar a regulamentação posso buscar o mandado de injunção e Adin por omissão. direta. Norma constitucional eficaz: . (i) Mandado de injunção Controle difuso. 13.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 76 de matéria – princípio da contemporaneidade (uma lei é constitucional perante o paradigma de confronto em relação ao qual ela foi produzida).sites. §2. integral.Contida (redutível ou restringível): não depende de regulamentação.com. Efeitos: art. CF. http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. 12-H da Lei 9. (ii) Adin Controle concentrado. CF. ou seja.uol. Eficácia limitada é uma norma da CF que depende de lei. Existe repristinação no plano infraconstitucional – exemplos: lei revogadora expressamente revoga lei revogadora e revigora a primeira lei revogada – o STF declara em ADIN uma lei revogadora inconstitucional. Cuidado: art.com. Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça. mas podem ter reduzido o seu alcance pela atividade do legislador ordinário.Plena: são normas de aplicabilidade imediata. Norma constitucional eficácia limitada não regulamentada é inconstitucionalidade por omissão. 37.

Constitucional é lei fundamental e limite de poder dentro de um Estado. CF – EC é único meio de mudança da CF. Art. podendo ser a primeira ou uma nova. II . 60. http://leonardosakaki. § 4º . 60.Autorização para que os inte derivado entes federativos façam decorrente suas normas fundamentais.com/leonardosakaki | @leosak . Definição Poder para criar uma constituição para um Estado.sites. de revisão ou de emendabilidade Poder constitu. 60.de mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação.br | 11 99610348 facebook.A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal. Também denominado de poder secundário federativo.A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. 25 (estados membros) – lei orgânica –. Dica: Brasil (OEA e ONU). III . 3 do ADCT – trata de emendas constitucionais de revisão – são apenas 6 EC de Revisão. três quintos dos votos dos respectivos membros. incondicionado. 47. de segundo grau. no mínimo. Ao fazer uma nova Constituição.de um terço. art. Art. CF Art.1 Mudança da constituição – art. de primeiro grau. pela maioria relativa de seus membros.Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I .com. de estado de defesa ou de estado de sítio. absoluto.Poder para modificar a inte derivado constituição. considerando-se aprovada se obtiver. independente etc. e art. não posso ampliar. devem-se respeitar os direitos previstos em tratados internacionais sobre direitos humanos.A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. ou efeito cliquet – só aumento direitos. ilimitado.uol. Poder constitu. com o respectivo número de ordem.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 77 47 Poder constituinte Poder constituinte é o poder de elaborar uma Constituição. em ambos. manifestando-se.br | leonardosakaki@uol.a forma federativa de Estado. 32 (Distrito Federal) lei orgânica respeitando CF. § 1º . § 3º . Art. não posso tirar direitos. dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. de reforma ou reformador.com.do Presidente da República. 29 (municípios) – cada município faz a sua própria lei orgânica respeitando CF e a Constituição Estadual –. genuíno ou primário Características Inicial. soberano. § 2º . O povo (conjunto de eleitores – titular do poder constituinte originário) elege a assembleia nacional constituinte (exercente do poder constituinte originário) para fazer a constituição. em dois turnos. Poder constituinte originário. Cuidado: limitações às mudanças. Observação: limite ao poder constituinte originário – é vedação ao retrocesso. cada uma delas. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I .

I ao III.os direitos e garantias individuais. II .os direitos e garantias individuais. 60. (ii) limitação temporal para a reapresentação da Proposta de Emenda Constitucional (art.dez).o voto direto. 60. A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. 60. 47. não encontra limites. 60.fev a 22. I. art. que. como se sabe. II. Cláusulas pétreas só poderão ser retiradas da CF se houver nova assembleia nacional constituinte. 60. Cada mesa tem 1 presidente. CF) ⅓ da Câmara de Deputados (171) ou ⅓ do Senado Federal (27). §1) – em determinadas circunstancias a CF não poderá ser emendada – A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal. Observação: EC não tem sanção nem veto.. universal e periódico. universal e periódico. 60.com/leonardosakaki | @leosak . tem que ser reapresentada em nova sessão legislativa (uma sessão legislativa vai de 2. IV . secreto. Exemplo: art. 48 Controle de constitucionalidade http://leonardosakaki.o voto direto.sites. 2 vices e 4 secretários. § 4º .uol. §5) – se PEC foi prejudicada/rejeitada em uma sessão legislativa. Presidente da república.br | leonardosakaki@uol. §3) Mesa da Câmara dos Deputados e mesa do Senado Federal com o respectivo número de ordem.a separação dos Poderes. III. III . Cláusulas pétreas implícitas: dizem respeito ao contexto da norma.a forma federativa de Estado. Após a promulgação.com. Iniciativa da PEC (art. Promulgação da EC (art. IV .a separação dos Poderes. secreto. 127 – Ministério Público instituição permanente. § 5º .com. 142 – Forças armadas instituições permanentes. Votação da proposta de emenda constitucional (art. III .br | 11 99610348 facebook.Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I . 60. §2) ⅗ (=maioria qualificada) em 2 turnos nas 2 casas do Congresso Nacional.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 78 II . a EC é publicada.2 Limitações às mudanças (i) limitações circunstanciais (art. §4 – cláusulas pétreas expressas/explícitas): partes da CF não podem ser modificadas por EC para abolir direitos.A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. e art. de estado de defesa ou de estado de sítio. (iii) limitações materiais ou cláusulas pétreas (art. Mais da metade das Assembleias Legislativas (pelo menos 14 assembleias).

sites.com. condicionada a delegação a que a decisão seja proferida por este órgão jurisdicional delegado em sessão plenária. (C) somente nas sessões plenárias de julgamento dos Tribunais Superiores é que a matéria relativa a eventual inconstitucionalidade da lei ou ato normativo pode ser decidida. significa que: (A) somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Observação: ver Súmula Vinculante 25. A Constituição Estadual ou a Lei Orgânica do Distrito Federal também pode ser tomada como parâmetro.com/leonardosakaki | @leosak . Exemplo: prisão civil – Pacto de San José da Costa Rica. a) Fundamentos (i) Princípio da supremacia da CF: havendo um conflito de normas infraconstitucionais e a Constituição Federal. http://leonardosakaki. Não há o que se falar em inconstitucionalidade se houver contrariedade à Lei Orgânica de um Município. (B) a parte legitimamente interessada pode recorrer ao respectivo Tribunal Pleno das decisões dos órgãos fracionários dos Tribunais Federais ou Estaduais que. Resposta: A 49 Inconstitucionalidade Contrariedade à Constituição Federal. no sistema de controle de constitucionalidade brasileiro. 02 (FGV – OAB 2010. Lei Orgânica do Distrito Federal ou Lei Orgânica do Município. O que prevalece é a Constituição Federal.uol.br | leonardosakaki@uol. poderá prevalecer as normas de um tratado internacional de direitos humanos. §3. 5. tenha declarado a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo. Constituição Estadual. O ordenamento jurídico é a soma entre a Constituição Federal e as normas infraconstitucionais. em decisão definitiva. Cuidado: se na questão for feita a menção de direitos humanos. CF – constitucionalização dos Tratados Internacionais dos Direitos Humanos (TIDH). Art.2) A obrigatoriedade ou necessidade de deliberação plenária dos tribunais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 79 É a verificação da compatibilidade vertical que necessariamente deve haver entre a Constituição e as normas infraconstitucionais a ela subordinadas.com.br | 11 99610348 facebook. (D) a competência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar toda e qualquer ação que pretenda invalidar lei ou ato normativo do Poder Público pode ser delegada a qualquer tribunal. §2. (ii) Rigidez da CF: art. prevalece sempre o texto da CF. CF (⅗ em 2 turnos nas 2 casas do Congresso Nacional). Lei Orgânica do Município: há controle de legalidade quando comparamos uma lei municipal com a Lei Orgânica do Município. 60. Norma estrangeira prevaleceu à Constituição Federal.

PEC aprovada por ⅗ em 2 turnos nas 2 casas do Congresso Nacional. ou seja. uma vez que os projetos de lei de iniciativa dos Deputados Estaduais não se submetem à sanção do Governador do Estado.sites. §1. Cuidado: a inconstitucionalidade formal gera nulidade total. . 61. Se a CF determina mediante lei complementar. uma vez que são de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre aumento de remuneração de servidores públicos da administração direta e autárquica estadual. porém não é possível exercê-lo em virtude de ausência de regulamentação.por ação material: norma infraconstitucional ou ato jurídico contrariando direito da CF.br | leonardosakaki@uol. CF. por exemplo) (art. sob pena de ofensa à separação de poderes. §4. não posso usar outra espécie normativa. §2 .3) Projeto de lei estadual de iniciativa parlamentar concede aumento de remuneração a servidores públicos estaduais da área da saúde e vem a ser convertido em lei após a sanção do Governador do Estado. existe um direito assegurado na Constituição. (D) inconstitucional. Cuidado: dependendo do caso concreto. 10 (FGV – OAB 2010. (ii) contrariedade do sistema de aprovação: art. Cuidado: para buscar a regulamentação é possível a utilização – mandado de injunção (remédio constitucional – controle difuso) ou Adin por omissão (ação do controle concentrado de constitucionalidade). Observação: inconstitucionalidade formal acarreta nulidade total. em que pese o vício de iniciativa. http://leonardosakaki. 34 (FGV – OAB 2010. . incidentalmente. pois a sanção do Governador do Estado ao projeto de lei teve o condão de sanar o defeito de iniciativa. desde que a Constituição do Estadomembro não reserve à Chefia do Poder Executivo a iniciativa de leis que disponham sobre aumento de remuneração de servidores públicos estaduais. expedir atos para o cumprimento da decisão pelos membros do Ministério Público Federal e dos Estados. 60. art. violando o art. Exemplos: (i) contrariedade da iniciativa (quem pode apresentar projeto. caberá (A) ao Procurador-Geral da República. a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal em face da Constituição do Brasil.uol. A referida lei é (A) compatível com a Constituição da República.2) Declarando o Supremo Tribunal Federal. 69 – lei complementar é aprovada por maioria absoluta. Resposta: D b) Por omissão: há uma norma constitucional de eficácia limitada que não foi regulamentada. (B) constitucional. 60.br | 11 99610348 facebook.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 80 a) Por ação: foi feita uma norma infraconstitucional ou um ato jurídico contrariando a CF.por ação formal: houve violação de um procedimento da CF.com/leonardosakaki | @leosak . como chefe do Ministério Público da União. A nulidade pode ser total ou parcial a depender do caso. (C) inconstitucional. ou seja. (iii) violação da espécie normativa. CF).com. Exemplo: EC instituindo prisão perpétua. É a adoção de atos jurídicos que violem as cláusulas pétreas ou direitos materiais constitucionais. pode haver nulidade total (uma lei que possui só um artigo que é inconstitucional) ou parcial (apenas um artigo de uma lei que possui vários artigos).

de regra. a posteriori.br | leonardosakaki@uol.uol.Mandado de Injunção x Adin por omissão Mandado de Injunção Difuso. Ação. Cuidado: não existe proibição para que o poder judiciário realize o controle preventivo. Autor: qualquer pessoa. Resposta: C . Remédio constitucional. Poder judiciário faz o controle: http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. a priori.com/leonardosakaki | @leosak . (C) ao Senado Federal suspender a execução da lei. posterior. desde que a decisão do Supremo Tribunal Federal seja definitiva. b) Controle repressivo. o controle é feito sobre o projeto de lei. ou seja.com. CF. já existente no ordenamento jurídico. Adin por omissão Concentrado. Feito sobre um projeto de lei Poder executivo – veto por inconstitucionalidade (=veto jurídico). 12-H. Poder legislativo – através da comissão de constituição e justiça. Art. mas para tanto deverá ser acionado – projeto de lei federal inconstitucional que viola o processo legislativo – inconstitucionalidade formal – só deputado federal ou senador – mandado de segurança no STF. Lei 9. STF Dar ciência ou fazer em 30 dias Cuidado: art. sucessivo Controle exercido sobre a lei ou ato normativo.com. conforme o caso. STF/STJ Efeito concreto – resolve o caso do seu cliente. (D) ao Advogado-Geral da União interpor o recurso cabível para impedir que a União seja compelida a cumprir a referida decisão. Exemplo: meu cliente vai conseguir se aposentar.868/99 – ampliação do prazo de 30 dias por um prazo razoável a critério do STF.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 81 (B) ao Presidente da República editar decreto para tornar inválida a lei no âmbito da administração pública. total ou parcialmente. 50 Controle de constitucionalidade a) Preventivo.sites. 103. priorístico Ocorre antes que o ato (particularmente a lei) se aperfeiçoe.

Exemplos: habeas corpus. V. juiz federal. amplia. ministro. http://leonardosakaki. podendo a medida ser prorrogada apenas duas vezes. pelo Senado Federal.sites. 62 §5). (C) A não apreciação pela Câmara dos Deputados e. vedada será sua reedição na mesma sessão legislativa. Compete privativamente ao Senado Federal: X . Inclusive o Supremo Tribunal Federal pode fazer o controle difuso. Se for contrário à Lei Orgânica do Distrito Federal. foro é o Suprebargador.Algo contrário à Constituição Federal. no todo ou em parte. Quando estadual.Efeito erga omnes e vinculante. O congresso nacional pode sustar os atos do presidente da república que exorbitem o poder regulamentar – art. Foro: algo contrário à Constituição Federal. após. Justiça. 52. Qualquer magistrado competente trabalhista. Efeito entre as partes. 09 (FGV – OAB 2010.868/99 e 9. é o Tribunal de o Supremo Tribunal Federal. 103. CF.com. resolução do senado que suspende a execução no todo ou em parte lei declarada inconstitucional pelo STF em controle difuso de constitucionalidade – Recurso Extraordinário.suspender a execução. desem.com. (ii) controle concentrado: o autor. inclusive Supremo Tribunal Federal.882/99). que só o PGR pode entrar. Difuso Caso concreto. perante qualquer magistrado competente para a causa. 97. 52. tem como consequência apenas o sobrestamento da deliberação dos projetos de emenda à Constituição. 52. de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal. Regra: art. no prazo de 45 dias contados da publicação. Cuidado: ampliação dos efeitos entre as parte erga omnes (=contra todos) só é possível com uma resolução do Senado nos termos do art. será o Tribunal de Justiça do Distrito Federal. mandado de injunção. (A) A sua eficácia dura sessenta dias contados da publicação.com/leonardosakaki | @leosak . CF. ambas por igual período. Tribunal de Justiça. 102 a 105 da CF. recurso extraordinário. (B) Se a Medida Provisória perder eficácia por decurso de prazo ou. (arts. são as pessoas do art.br | leonardosakaki@uol. Supremo Tribunal Federal. 49. Autor: qualquer pessoa. for rejeitada pelo Congresso Nacional.br | 11 99610348 facebook. Lei 9. ção dos efeitos – erga omnes. salvo a Adin interventiva federal (só o procurador geral da república). Se for algo contrário à constituição estadual. CF. juiz estadual. Art. mandado de segurança. em caráter expresso. inclusive mo Tribunal Federal. Efeitos entre as partes. Observação: art.uol. assinale a afirmativa correta. Efeitos erga omnes e vinculante. 103.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 82 (i) controle difuso ou incidental (dentro de um processo): o autor pode ser qualquer pessoa. mas tem força de lei. Concentrado Lei em tese (abstrato). em regra. Cuidado: o poder legislativo pode realizar o controle repressivo nas seguintes situações: a câmara dos deputados ou o senado federal podem rejeitar a medida provisória (art. X. X. salvo Adin Interventiva Federal.2) Sobre o instrumento jurídico denominado Medida Provisória que não é lei.

Quorum de instalação: ⅔ de seus membros.O Procurador-Geral da República deverá ser previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal. para fazê-lo em trinta dias. o Advogado-Geral da União. Resposta: B 32 (FGV – OAB 2010. em se tratando de órgão administrativo. está pendente de sanção ou veto do Presidente da República. citará. de norma legal ou ato normativo. I.a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal. que defenderá o ato ou texto impugnado. IX. CF Foro: STF. CF) banir do ordenamento jurídico a lei ou o ato normativo estadual ou federal em tese atingidos pelo vício da inconstitucionalidade.o Procurador-Geral da República.confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. § 1 .a Mesa do Senado Federal.com. Efeitos: erga omnes (contra todos). se tiver conteúdo estadual. vinculante e ex tunc. cabe de medida provisória e cabe de lei distrital que tenha conteúdo estadual.o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.Quando o Supremo Tribunal Federal apreciar a inconstitucionalidade.o Governador de Estado ou do Distrito Federal. II . 102. . 8 ministros. Quorum de aprovação: maioria absoluta. V . (i) Adin genérica: Conceito: (art.a Mesa da Câmara dos Deputados. Municipal não pode.sites. 103. (B) Abertura de crédito extraordinário. III .Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional.com/leonardosakaki | @leosak . Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade: I . será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e. Justificar a propositura da ação – art.3) Assinale a alternativa que contemple matéria para cuja disciplina é vedada a edição de medida provisória. VIII .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 83 (D) A edição de Medida Provisória torna prejudicado o projeto de lei que disciplina o mesmo assunto e que. Resposta: D Cuidado: haverá a ampliação dos efeitos de entre as partes para a erga omnes. 103. Autor da ação: pessoas listadas no art. § 3 . VI .com. Atenção: Lei distrital pode ser objeto de Adin.Dicas das ações Art. ou seja. IX . em tese. a. ou seja. V. VII . (C) Normas gerais de licitações e contratos administrativos. 103.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol.partido político com representação no Congresso Nacional. http://leonardosakaki. pelo menos 6 dos 11 ministros do STF devem manifestar-se pela inconstitucionalidade. ainda que para atendimento a despesas imprevisíveis e urgentes. (A) Instituição ou majoração de impostos.o Presidente da República. § 2 .uol. IV. IV . a par de já aprovado pelo Congresso Nacional. Cabe também de emenda constitucional. previamente. (D) Partidos políticos e direito eleitoral.

Foro : TJ.sites. 34. Foro: STF. Ordem: para que o governador do Estado decrete a intervenção no município. Autor: pessoas do art. ou seja. ou seja. V.uol. Quorum de instalação: ⅔ dos membros do STF. Efeito: erga omnes. ex tunc.br | leonardosakaki@uol. Autor da ação: art. justificar a propositura da ação (art. Deseja-se que o Estado faça intervenção no município. Autor: procurador geral de justiça no tribunal de justiça. Estou pedindo a regulamentação. Efeitos: STF vai dar ciência se a omissão for de um poder competente. Só é cabível contra norma de eficácia limitada não regulamentada.868. Foro: STF. Exemplo: violação de direitos da pessoa humana. Adin interventiva estadual: os Estados intervêm nos municípios – violação de princípio constitucional sensível da constituição estadual.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 84 Atenção: autores especiais ou reservados – tem que ligar à pertinência temática. não respeitar a forma republicana.br | 11 99610348 facebook. Adin interventiva federal: a União vai realizar a intervenção em Estado-Membro ou Distrito Federal – eles violaram princípios constitucionais sensíveis. Deseja-se que a União faça intervenção no Estado membro ou no Distrito Federal. Autor da ação é o procurador geral da república.com. 12-H da Lei 9. Violaram princípios constitucionais sensíveis à constituição estadual.com/leonardosakaki | @leosak . Ordem: para que o presidente da república decrete a intervenção. 8 ministros. IV. Ação declaratória de constitucionalidade: para propor essa ação só para lei federal inconstitucional e são necessários processos judiciais sobre o tema. Quorum de aprovação: maioria absoluta. 6 ministros.com. ADPF – argüição de descumprimento de preceito fundamental: (iii) (iv) (v) (vi) http://leonardosakaki. Pode haver a modulação temporal ou dos efeitos – mudança do efeito ex tunc para ex nunc . Adin interventiva estadual: Conceito: é uma ação em que peço intervenção estadual. 103. Há uma norma constitucional de eficácia limitada não regulamentada. VII). Cuidado: o prazo de 30 dias pode ser ampliado para um prazo razoável a critério do STF. A lei prevê a possibilidade de medida cautelar em Adin por omissão. 103. Ler o art.relevante interesse público e manifestação de ⅔ do tribunal. (ii) Adin interventiva federal: Conceito: é uma ação em que peço intervenção federal. IX). Adecon ou ADC: Conceito: há uma lei ou ato normativo federal inconstitucional. A União está perdendo. STF vai mandar fazer em 30 dias se a omissão for de um órgão administrativo. 103. ou seja. Adin por omissão: Conceito: uso quando estiver diante de uma inconstitucionalidade por omissão. Violaram princípios constitucionais sensíveis – expresso (art. vinculante.

com/leonardosakaki | @leosak . não pode ser adotada ADPF. (D) mandado de segurança coletivo. inclusive anterior à Constituição Federal de 1988. Os fundamentos de índole material a serem invocados são a ofensa ao princípio federativo e a vedação constitucional de vinculação do salário mínimo para qualquer fim. Lei 9. (C) somente nas sessões plenárias de julgamento dos Tribunais Superiores é que a matéria relativa a eventual inconstitucionalidade da lei ou ato normativo pode ser decidida.com. (B) mandado de injunção. significa que: (A) somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. estadual ou municipal. é a(o) (A) ação direta de inconstitucionalidade. cuja decisão terá eficácia contra todos e efeito vinculante relativamente aos demais órgãos do Poder Público.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 85 Conceito: art. Lei ou ato normativo federal. Resposta: C 02 (FGV – OAB 2010. Resposta: A Dicas do controle concentrado: (i) Modulação dos efeitos / Modulação temporal: mudança dos efeitos do ex tunc para o ex nunc. É usada quando órgão público violou preceito fundamental. (B) a parte legitimamente interessada pode recorrer ao respectivo Tribunal Pleno das decisões dos órgãos fracionários dos Tribunais Federais ou Estaduais que. Foro: STF. Princípio da subsidiariedade: se houver algum mecanismo processual para sanar a lesão. 28 (FGV – OAB 2010.sites. no sistema de controle de constitucionalidade brasileiro.uol. 102. É necessário demonstrar relevante interesse público e a manifestação de ⅔ do tribunal. em decisão definitiva. http://leonardosakaki. nos termos da lei. §1. (ii) Amicus curiae é a admissão da participação de pessoa estranha à causa para contribuir para a solução da lide. condicionada a delegação a que a decisão seja proferida por este órgão jurisdicional delegado em sessão plenária. (D) a competência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar toda e qualquer ação que pretenda invalidar lei ou ato normativo do Poder Público pode ser delegada a qualquer tribunal. tenha declarado a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo. ex tunc.br | 11 99610348 facebook. 103.3) O Governador de um Estado membro da Federação pretende se insurgir contra lei de seu Estado editada em 1984 que vincula a remuneração de servidores públicos estaduais ao salário mínimo.br | leonardosakaki@uol. vinculante. Autor da ação: art.com. Julgado pelo STF. (C) arguição de descumprimento de preceito fundamental. Efeito: erga omnes. (iii) o PGR é ouvido previamente nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do STF.882.2) A obrigatoriedade ou necessidade de deliberação plenária dos tribunais. A ação constitucional a ser ajuizada pelo Governador do Estado perante o Supremo Tribunal Federal.

Com capacidade política. Estados-Membros. diante de Estados estrangeiros.uol. Distrito Federal e os municípios. é necessária a realização de um plebiscito. Para criar ou extinguir um Estado. Art. 1.com. ou seja. ou seja. A criação ou extinção de um Estado se dará por meio de uma lei complementar.br | leonardosakaki@uol. a União exerce a soberania do Estado brasileiro. 7 ministros 51 Federalismo Federalismo: baseia-se na união de coletividades políticas autônomas. exercendo uma parcela da soberania brasileira.br | 11 99610348 facebook. (iii) Municípios http://leonardosakaki.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 86 (iv) Quorum de instalação: presença de número mínimo de ministros para dar validade à votação = ⅔. No Brasil a os entes que compõem a federação são: União.com. CF União. Divisão de competências entre os entes federativos. ou seja. aprovação do Congresso Nacional. Estados-Membros. 8 ministros. divisões político-administrativas que atualmente não existem. (ii) Estados federados São entes detentores de autonomia política e administrativa. CF. §2. A forma de Estado federal foi adotada pelo Brasil em 1889. de autonomia federativa. Distrito Federal e municípios Territórios federais: art. (i) União Pessoa jurídica de Direito Público. A CF fala de territórios. caput. 33. com a Proclamação da República. Têm capacidade de elaborar suas próprias Constituições estaduais. observadas as diretrizes da CF. Estados-Membros + Distrito Federal + municípios. Externamente. Organização político-administrativa da República Federativa do Brasil Art. caracterizada pela união de coletividades públicas dotadas de autonomia político-constitucional. CF. caput. CF. 18. 18. República Federativa do Brasil Art. Refere-se a uma forma de Estado denominada Federação ou Estado Federal. Internamente atua como uma das pessoas jurídicas de Direito Público que compõem a Federação. (v) Quorum de aprovação: maioria absoluta. fazendo valer seus direitos e assumindo suas obrigações.com/leonardosakaki | @leosak .sites.

leigo ou não confessional – não pode ter uma religião oficial. . Têm capacidade de elaborar sua Lei Orgânica Municipal. O Distrito Federal não pode ser dividido em municípios (não tem eleições municipais). com as mesmas competências legislativas atribuídas aos Estados e aos municípios. Distrito Federal. mediante plebiscito. ou município). CF. e dependerá de consulta prévia. (iv) Distrito Federal Ente detentor de autonomia política e administrativa. Estado e religião podem se relacionar para colaboração de interesse público. 19. organizacional http://leonardosakaki. entidades filantrópicas. Ações afirmativas são ações realizadas pelo Estado para proteger grupos de pessoas prejudicadas historicamente.br | 11 99610348 facebook. a) Competência administrativa ou material ou não legislativa É competência gerencial. O Brasil já foi um Estado confessional ou teocrático – já adotou uma religião – CF/1824. às populações dos municípios envolvidos. Cuidado: não confundir com ações afirmativas. certidões. Catolicismo como religião oficial.288/10. apresentados e publicados na forma da lei. VI – Estatuto da Igualdade Racial. após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal.com.com/leonardosakaki | @leosak . administrativa e judiciária. Brasil é um país laico.Vedações no federalismo brasileiro Art.uol. Lei 12. Tem capacidade de elaborar sua Lei Orgânica e possui capacidade legislativa. por exemplo. não podendo ser recusados em razão da origem (escrituras. Vedações: I – é o fundamento constitucional para que o Brasil não tenha uma religião oficial.com. II – Os documentos públicos gozam de presunção de veracidade. como. art. parágrafo único.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 87 São entes detentores de autonomia política e administrativa.sites. dentro do período determinado por lei complementar federal. 1. ou discriminações positivas. entre outros). Tratado internacional de combate ao racismo.br | leonardosakaki@uol. Para criar ou extinguir um município deverá ser feita por meio de lei estadual. III – Entre os entes federativos não podem estabelecer distinções ou preferências entre brasileiros em razão de sua origem (Estados. 52 Repartição das competências constitucionais Qual ente pode legislar sobre qual assunto.

IX . aeroespacial e a infra-estrutura aeroportuária.com/leonardosakaki | @leosak . geografia. nos termos da lei.organizar.assegurar a defesa nacional.emitir moeda. a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal. o estado de defesa e a intervenção federal. em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos. a lavra.declarar a guerra e celebrar a paz. e de sons e imagens. VIII . V .com. em forma associativa. f) os portos marítimos.manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações internacionais. manter e executar a inspeção do trabalho. Distrito Federal e Município) (exemplo: proteger as pessoas portadoras de deficiência).organizar e manter a polícia civil. b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água. bem como as de seguros e de previdência privada. nos casos previstos em lei complementar. XXIV . IV . que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente.autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico. concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora. http://leonardosakaki.estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de garimpagem. Art. a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais.explorar.br | leonardosakaki@uol. 21. especialmente as secas e as inundações. concessão ou permissão.estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação. XV . XXII . XXI . d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa. XI . fluviais e lacustres. e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros. inclusive habitação. para efeito indicativo. o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios. 23 – de todos os entes federativos (União. XIX . Compete à União: I . XII .planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas. XVII . X .manter o serviço postal e o correio aéreo nacional. aeroportuária e de fronteiras. ou que transponham os limites de Estado ou Território. câmbio e capitalização.administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira.executar os serviços de polícia marítima. comercialização e utilização de radioisótopos de meia-vida igual ou inferior a duas horas.sites. II . por meio de fundo próprio. 21 – só da União (exemplo: emitir moeda) (ii) Competência administrativa comum: art.uol.elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social.conceder anistia. que disporá sobre a organização dos serviços.instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso. XXIII . os serviços de telecomunicações. são autorizadas a comercialização e a utilização de radioisótopos para a pesquisa e usos médicos. o enriquecimento e reprocessamento. a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados. de diversões públicas e de programas de rádio e televisão.instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano.exercer a classificação. XVIII . XIV . b) sob regime de permissão. c) a navegação aérea. d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais. III . VI . são autorizadas a produção.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 88 (i) Exclusiva: art. VII . XX .organizar e manter os serviços oficiais de estatística. agrícolas e industriais.decretar o estado de sítio. c) sob regime de permissão.br | 11 99610348 facebook.permitir. saneamento básico e transportes urbanos. XIII . diretamente ou mediante autorização. geologia e cartografia de âmbito nacional.explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa. XVI .com. atendidos os seguintes princípios e condições: a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional. especialmente as de crédito. bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos. EstadosMembros.explorar.organizar e manter o Poder Judiciário. XXV . diretamente ou mediante autorização.

Não existindo lei federal. logo cabe à União legislar sobre o assunto. 5 http://leonardosakaki. Examinada a questão à luz da partilha de competência entre os entes federativos. no que lhe for contrário. 21 – só da União. (B) a matéria legislada tem por objeto prestação de serviço educacional. 24. Compete à União. aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: § 1 .No âmbito da legislação concorrente. 24.com. parágrafo único – da União. I – dos municípios – exemplo: tempo de fila em banco e funcionamento de estabelecimentos comerciais. 22. § 2 .Inexistindo lei federal sobre normas gerais. 32. I.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 89 b) Competência legislativa (i) Exclusiva: art. CF) (iii) Concorrente: art. 25.2) Um determinado Estado-membro editou lei estabelecendo disciplina uniforme para a data de vencimento das mensalidades das instituições de ensino sediadas no seu território.br | leonardosakaki@uol.A União faz normas gerais por meio de leis federais. (D) somente competirá aos Estados-membros legislar sobre o assunto quando se tratar de mensalidades cobradas por instituições particulares de Ensino Médio. portanto. 24) – exemplo: município que tem sua economia vinculada à pesca pode legislar sobre tal tema. é correto afirmar que: (A) mensalidade escolar versa sobre direito obrigacional.A lei federal foi feita depois da lei estadual e suspenderá a eficácia desta no que lhe for contrário.sites.Distrito Federal – lei distrital pode tratar de matéria estadual e municipal. Não é federal! Ver art. 245 – tem regras de aplicação – §§1 ao 4. a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. desde que seja no interesse local e suplementando a legislação federal e estadual no que couber (art. 147 e 155.A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. os Estados legislam plenamente (normas gerais e especiais) para atender suas peculiaridades (dentro do seu território). (vi) Competência legislativa residual: art. §1 . (tomar cuidado com o art. 08 (FGV – 2010. é indelegável. (ii) Privativa: art. .br | 11 99610348 facebook. (v) Cumulativa: art. de natureza contratual. (C) por versar o conteúdo da lei sobre educação. devendo ser considerada como de interesse típico municipal. § 3 . a competência do Estado-membro é concorrente com a da União.com/leonardosakaki | @leosak . 30.Os Estados podem suplementar a legislação federal por meio de leis estaduais. § 4 .uol. . mas cabe delegação aos Estados mediante lei complementar sobre questões específicas. os Estados exercerão a competência legislativa plena. . . Os municípios podem legislar sobre competência legislativa concorrente. §1 dos Estados-Membros. (iv) Local: art. Resposta: A Art.com.A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual. não tem empréstimo de competência – exemplo: legislar sobre anistia – crimes políticos. para atender a suas peculiaridades.

Etapas: . (c) controle político feito pelo Congresso Nacional. que se dá por maioria absoluta do Congresso Nacional. 35.uol. 90 e 91. 54 Estado de defesa . STJ e TSE podem requisitar. pois não existem territórios federais. 2ª parte Intervenção da União nos municípios localizados em territórios federais.com. (b) o Presidente da República decreta o estado de defesa.confirmação do decreto. b) Incomum ou anômala – art. III.com. 34 VII. c) por requisição judicial: VI e VII. 35. http://leonardosakaki. inclusive por solicitação do Poder Judiciário local coagido – o Presidente da República decreta a intervenção nos termos da decisão judicial (não precisa ouvir os 2 conselhos e não há controle político feito pelo Congresso Nacional). 90 e 91. (a) o Presidente da República ouve 2 conselhos (conselho da república e o conselho de defesa nacional) – arts. STF. 34 Intervenção dos Estados nos Estados ou no Distrito Federal.br | leonardosakaki@uol. Observação: cuidado. b) por solicitação dos poderes: IV. 136 e 140/141 (i) Ameaça à ordem pública e à paz social. (iii) Calamidades de grandes proporções na natureza (exemplos: terremoto. II. Procedimento: (a) o Presidente da República ouve 2 conselhos (conselho da república e o conselho de defesa nacional) – arts. (ii) Grave e iminente instabilidade institucional (do país – no Brasil). V. maremoto). ver art.br | 11 99610348 facebook.arts. pois existe intervenção estadual. Atenção: hoje não é possível intervenção direta da União nos municípios. 34 a) de ofício: I. (b) o Presidente da República decreta a intervenção. .sites.Classificação doutrinária da intervenção federal comum – art. (ii) nos casos de requisição judicial.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 90 53 Intervenção federal a) Comum – art. Dica de intervenção federal: Adin interventiva violação aos princípios constitucionais sensíveis – art. Procedimento da intervenção federal comum: (i) nos casos "de ofício" e solicitação dos poderes legislativo e executivo coagidos em suas unidades federativas. (c) haverá controle político feito pelo Congresso Nacional.

(iii) São limitações circunstanciais às mudanças constitucionais – art. . Dicas: . CF. sigilo de correspondência. a pena de morte.uol.controle político sucessivo: Presidente da República relata por mensagem ao Congresso Nacional o que ocorreu na vigência do estado de sítio. §1. podendo ser prorrogado uma vez (30+30). é possível.prazo: não mais de 30 dias. (b) o Presidente da República pede autorização para o Congresso Nacional. inclusive. 137 ao 141 (i) comoção grave de repercussão nacional ou ineficácia do estado de defesa. .controle político sucessivo: no final. ou seja.arts.controle político concomitante: ao mesmo tempo – quem faz são os 5 membros da mesa do Congresso Nacional. (c) o Presidente da República decreta o Estado de Sítio.direitos fundamentais que podem ser violados no estado de defesa: direito de reunião.com. (d) controle político.com/leonardosakaki | @leosak . sigilo de comunicações telegráficas e telefônicas. (ii) em caso de guerra: resposta à agressão armada estrangeira / situação de beligerância entre um país estrangeira. (ii) São criadas por decreto do Presidente da República.br | leonardosakaki@uol. aplicando-se o Código Penal Militar e o Código de Processo Penal Militar. Cuidado: é possível. Prazo: não mais de 30 dias a cada vez. Presidente da República relata por mensagem ao Congresso Nacional o que ocorreu na vigência do estado de defesa. Procedimento: (a) o Presidente da República ouve 2 conselhos (conselho da república e o conselho de defesa nacional) – arts.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 91 . Etapas: . http://leonardosakaki. estado de defesa e estado de sítio (i) São legalidades extraordinárias temporárias. censura.controle político concomitante: ao mesmo tempo – quem faz são os 5 membros da mesa do Congresso Nacional. 90 e 91. 139. inclusive. .com. A autorização se dará por maioria absoluta. Dicas – intervenção federal. 30 + 30 + 30… (não há limite). CF. Prazo: não tem prazo e não tem limites expressos na Constituição Federal.br | 11 99610348 facebook. 60. Direitos fundamentais que podem ser violados: art. 55 Estado de sítio .sites. feito pelo Congresso Nacional.

br | leonardosakaki@uol. devem ser ouvidos o conselho da República e o conselho de defesa nacional – são órgãos de consulta do Presidente da República – e existe controle político feito pelo Congresso Nacional. o sistema proporcional envolve.com. casa revisora e o princípio da primazia legislativa (casa iniciadora pode derrubar as alterações da casa revisora). A troca dos senadores ocorre a cada 4 anos. números de cargos. Só tem um turno que é realizado no 1 domingo de outubro e ganha a eleição o candidato mais votado. . votos válidos. http://leonardosakaki. .Perda do mandato de um parlamentar – é declarada pela mesa da respectiva casa.Sistema majoritário simples ou relativa. pois os mandatos são intercalados (o final do mandato de ⅓ corresponde a metade do mandato de ⅔ o final do mandato de ⅔ corresponde a metade do mandato de ⅓). pois nesse caso não precisa ouvir ninguém (Adin interventiva).8 anos trito Federal (27 UF) Povo 4 anos Povo Povo 4 anos 4 anos Todos Todos Todos Dicas do poder legislativo .Sistema de lamentares eleição 4 anos Todos Proporcional ⅓ por ⅔ Majoritária simples ou relativo Proporcional Proporcional Proporcional Poder Legislativo Brasileiro arts.com/leonardosakaki | @leosak . 56 Poder legislativo Representa Federal Congresso Nacional Câmara dos Deputados Senado Federal (3 senadores x UF = 81) Deputados Estaduais Deputado Distrital Vereador (Edil) Povo Mandato Troca dos Par. Uma EC é promulgada pela mesa da câmara e pela mesa do senado com o respectivo número de ordem. 2 vices e 4 secretários.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 92 (iv) Via de regra. . 44 a 75 Estadual Distrital (DF) Municipal Assembleia Legislativa Câmara Legislativa Câmaras Municipais Estados e Dis. . . salvo a intervenção federal por requisição judicial.com.No Brasil.sites.Senado: a troca dos senadores é de ⅓ por ⅔.uol. Composição: 1 presidente.br | 11 99610348 facebook.Só na esfera federal existe casa iniciadora.Mesas são os órgãos diretivos das casas. quociente eleitoral (votos que preciso ter para eleger um candidato) e quociente partidário.

nenhuma Comissão Parlamentar de Inquérito pode: http://leonardosakaki. na forma do regimento.às comissões. a Constituição do Brasil estabelece que: (A) como delegatários do Presidente da República. De acordo com o STF.Especiais (assunto) / temporárias (tempo): Comissão Parlamentar de Inquérito. em conjunto ou separadamente. extinguir cargos públicos. §2 . §4 . para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. cabe: I . que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais.com.1 Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI Art. haverá uma Comissão representativa do Congresso Nacional.Durante o recesso. desde que autorizados. a competência do Plenário.solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão. para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. 58. 57. se for o caso. para a apuração de fato determinado e por prazo certo.realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil. sendo suas conclusões. constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação. podem. reclamações. encaminhadas ao Ministério Público.convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições. cuja composição reproduzirá. além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas.Os projetos que têm início fora do congresso nacional deve iniciar a votação na câmara dos deputados. . eleita por suas Casas na última sessão ordinária do período legislativo.br | leonardosakaki@uol. Resposta: A 57 Comissões Parlamentares . CF §3 .com. perante o Superior Tribunal de Justiça. com atribuições definidas no regimento comum.uol. em conjunto ou separadamente. além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas. §1 . é assegurada. §3. (C) somente os brasileiros natos poderão exercer a função.receber petições.Permanentes: Comissão de Constituição e Justiça. sendo suas conclusões. serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. (B) podem expedir instruções para a execução de leis e editarem medidas provisórias. IV . que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. (D) respondem. a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da respectiva Casa.br | 11 99610348 facebook. O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias. §3 . para a apuração de fato determinado e por prazo certo. qualquer que seja a infração cometi da. representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas. quanto possível. encaminhadas ao Ministério Público. mediante requerimento de um terço de seus membros.sites.discutir e votar projeto de lei que dispensar.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 93 .Na constituição das Mesas e de cada Comissão. II .apreciar programas de obras. Comissão de Orçamento etc. a proporcionalidade da representação partidária. V . 04 (FGV – OAB 2010.As comissões parlamentares de inquérito.com/leonardosakaki | @leosak . regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer. salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa.2) Em relação aos Ministros de Estado. 58. tanto quanto possível. se for o caso. III . em razão da matéria de sua competência. Art. mediante requerimento de um terço de seus membros.As comissões parlamentares de inquérito. planos nacionais. VI .

44. 57.jan. Cuidado: as Comissões Parlamentares de Inquérito federais. ou seja.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 94 a) determinar a interceptação telefônica – grampo. Regra: 2. só podem ser reapresentadas na próxima sessão legislativa – art. devem solicitar ao juiz criminal da comarca. Sessão legislativa extraordinária: convocações durante o recesso. salvo se existirem MP pendentes de votação. Se uma PEC ou MP forem rejeitadas em uma sessão legislativa. se quiserem. só existe no âmbito Federal e discute assuntos federais. 57. assinale a alternativa correta.2 Comissão Parlamentar Mista de Inquérito Formada com a assinatura de ⅓ da Câmara e ⅓ do Senado. a sessão legislativa começa dia 1. 01 (FGV – OAB 2010.fev a 17. §10.br | leonardosakaki@uol.com. o recesso anterior termina em 31.br | 11 99610348 facebook. (A) Legislatura: o período compreendido entre 2 de fevereiro a 17 de julho e 1º de agosto a 22 de dezembro.com.fev Só no 1 ano da legislatura.sites. 60. 62. e c) expedir mandado de prisão. CF Legislatura: 4 anos (art.uol.dez Recesso: 18 a 31. Com relação ao sistema constitucional brasileiro.com/leonardosakaki | @leosak . §5. Só devem ser votados os projetos objetos de convocação. CF.ago a 22. Somente a Câmara Legislativa pode julgar questões estaduais e municipais. portanto. parágrafo único. CF). estaduais e distritais podem determinar diretamente aos órgãos desde que o façam fundamentadamente as seguintes quebras: a) sigilo telefônico – extrato das ligações feitas b) sigilo bancário c) sigilo fiscal (Imposto sobre a Renda) As Comissões Parlamentares de Inquérito municipais.dez a 1.jul 23. e art. http://leonardosakaki.jul 1.2) O Congresso Nacional e suas respectivas Casas se reúnem anualmente para a atividade legislativa. 58 Funcionamento do Congresso Nacional – art. Sessão legislativa ordinária: anual. Prender em flagrante pode. b) expedir mandado de busca e apreensão.fev. Tais poderes são matérias de reserva jurisdicional.

(eles não cometem crimes contra a honra) Todos os parlamentares têm essa proteção nas suas circunscrições. TCU – art. 29 (FGV – OAB 2010. CF. É um órgão de caráter administrativo e não jurisdicional.br | leonardosakaki@uol. Observação: aprovação das contas pelo TC não impede a investigação administrativa ou judicial. 53. Deputados e senadores têm essa proteção – só podem ser presos em flagrante de crimes inafiançáveis. em especial o art. finda a proteção. TCDF – auxilia o Distrito Federal a fiscalizar as contas públicas distritais. 70 ao 75. a) imunidade material ou absoluta ou inviolabilidade Os parlamentares são imunes civil e penalmente por suas opiniões.3) http://leonardosakaki.com. inaugurar a sessão legislativa e eleger as respectivas mesas diretoras. 73 – auxilia o Congresso Nacional na fiscalização das contas públicas federais. TCE – auxilia a assembléia legislativa a fiscalizar as contas do Estado e Câmaras Municipais na fiscalização das contas públicas municipais onde não houver TCM. a conhecer do veto presidencial e sobre ele deliberar.com/leonardosakaki | @leosak . CF.br | 11 99610348 facebook. excepcionalmente.com. Nos município onde não houver TCM. §4. as contas são julgadas pelo TCE.sites. (D) Sessão extraordinária: a que ocorre por convocação ou do Presidente do Senado Federal ou do Presidente da Câmara dos Deputados ou do Presidente da República e mesmo por requerimento da maioria dos membros de ambas as Casas para. Cuidado: não podem ser criados novos tribunais de contas municipais – art. TCM – auxilia a câmara municipal a fiscalizar as contas públicas municipais. 60 Tribunais de contas Os Tribunais de Contas auxiliam os poderes legislativo na fiscalização das contas públicas pertinentes. (C) Sessão conjunta: a reunião da Câmara dos Deputados e do Senado Federal destinada. Vereador não tem essa proteção. Resposta: C 59 Imunidade parlamentar – art.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 95 (B) Sessão legislativa: os quatro anos equivalentes ao mandato dos parlamentares. Findo o mandato. palavras e votos no exercício da atividade parlamentar. b) imunidade formal ou relativa ou propriamente dita É a possibilidade de suspensão da prisão ou processo por maioria absoluta da respectiva casa. CF. por exemplo. 31. Suspenso o processo e prescrição enquanto durar o mandato.

processo penal ou processo civil. vedada será sua reedição na mesma sessão legislativa. ambas por igual período. tem como consequência apenas o sobrestamento da deliberação dos projetos de emenda à Constituição. (D) Partidos políticos e direito eleitoral. em caráter expresso. (A) Instituição ou majoração de impostos. processo penal e processo civil. (B) sustar contratos administrativos em que seja identificado superfaturamento ou ilegalidade e promover a respectiva ação visando ao ressarcimento do dano causado ao erário. após. 60. mediante a emissão de parecer prévio.uol. em decisão dotada de eficácia de título executivo judicial.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. for rejeitada pelo Congresso Nacional. Ver prazo e as proibições (art.com. Não pode tratar de direito penal. mediante convênio. 62.sites. Medida Provisória – arts.com. (B) Se a Medida Provisória perder eficácia por decurso de prazo ou. Cuidado: as MP que existiam até 11. a Estado. http://leonardosakaki. (D) fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 96 O controle externo financeiro da União e das entidades da administração federal direta e indireta é atribuição do Congresso Nacional. assinale a afirmativa correta. 62 e Emenda Constitucional 32/01 Só pode ser editada pelo Presidente da República.09.3) Assinale a alternativa que contemple matéria para cuja disciplina é vedada a edição de medida provisória. (C) Normas gerais de licitações e contratos administrativos. mas tem força de lei. (C) A não apreciação pela Câmara dos Deputados e. Cuidado: Não cabe MP sobre direito penal. que o exerce com o auxílio do Tribunal de Contas da União. Resposta: D 09 (FGV – OAB 2010. no prazo de 45 dias contados da publicação. podendo a medida ser prorrogada apenas duas vezes.01 não têm prazo (é como se lei fossem).2) Sobre o instrumento jurídico denominado Medida Provisória que não é lei. Não cabe MP sobre matéria de lei complementar. (B) Abertura de crédito extraordinário. 32 (FGV – OAB 2010. Resposta: D 61 Espécies normativas Emenda Constitucional – art.br | leonardosakaki@uol. pelo Senado Federal. (A) A sua eficácia dura sessenta dias contados da publicação. É competência do Tribunal de Contas da União (A) apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República. §1). ainda que para atendimento a despesas imprevisíveis e urgentes. Requisitos: relevância e urgência. que só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros do Congresso Nacional. ao Distrito Federal ou a Município. (C) aplicar aos responsáveis por ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas multa sancionatória. Dica: a obrigatoriedade do voto não é cláusula pétrea. ajuste ou outros instrumentos congêneres.

assinale a afirmativa incorreta. 68 São editadas pelo Presidente da República que depende de prévia autorização do Congresso Nacional. 06 (FGV – OAB 2010. (D) lei ordinária. (C) As matérias reservadas à Lei Complementar não serão objeto de delegação do Congresso ao Presidente da República.com/leonardosakaki | @leosak . há diferenças entre essas duas espécies normativas que podem até gerar vícios de inconstitucionalidade caso não respeitadas durante o processo legislativo. Resposta: B Lei ordinária (comum) Aprovada por maioria simples (quem estiver presente) ou relativa.2) Sabe-se a polêmica ainda existente na doutrina constitucionalista pátria no que se refere à eventual hierarquia da Lei Complementar sobre a Lei Ordinária. Exige-se a especificidade de matéria – se a Constituição Federal determina mediante Lei Complementar não posso utilizar outra espécie e normativa. o veículo legislativo adequado para dispor sobre conflitos de competência entre os entes políticos em matéria tributária é a (A) medida provisória.uol. (C) emenda constitucional. 49 Só o Congresso Nacional pode criar – nas matérias de sua competência. Lei complementar – art.3) Conforme a Constituição Federal. Todavia. a par de já aprovado pelo Congresso Nacional. está pendente de sanção ou veto do Presidente da República. obrigatoriamente. Decreto legislativo – art. Senado Federal (art.com.br | 11 99610348 facebook. enquanto a lei ordinária é aprovada por maioria simples dos membros presentes à sessão. 51). (A) A Lei Complementar exige aprovação por maioria absoluta. o regramento de todo o resíduo competirá à lei ordinária. ter início na Câmara dos Deputados. (B) lei complementar. desde que presente a maioria absoluta dos membros de cada Casa ou de suas Comissões.com. 69 Aprovada por maioria absoluta (levo em conta o total de membros). Resolução Câmara dos Deputados (art. (B) As matérias que devem ser regradas por Lei Complementar encontram-se taxativamente indicadas no texto constitucional e.br | leonardosakaki@uol. (D) A discussão e votação dos projetos de lei ordinária devem. Resposta: D Lei delegada – art. 52) ou Congresso Nacional (só quando a CF determina). 84 (FGV – OAB 2010. A partir do fragmento acima.sites. desde que não seja assunto específico de normatização por decreto legislativo ou resolução.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 97 (D) A edição de Medida Provisória torna prejudicado o projeto de lei que disciplina o mesmo assunto e que. Resposta: B http://leonardosakaki.

Ordem de sucessão presidencial (art.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 98 62 Poder executivo – arts. 80. Art. O mandato do poder executivo é de 4 anos.Majoritário simples: ganha a eleição o sive 200. 81. 616.com. 1 turno: último domingo de outubro. de eleição.São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: http://leonardosakaki. Só deve ser usado se não houver nem presidente e nem vice-presidente definitivamente.000 eleitores . Iniciativa reservada do presidente: art. sendo possível 1 reeleição para o período subseqüente. aos Tribunais Superiores. 2 anos 2 anos Haverá eleição direta em até 90 dias da última va. ao Supremo Tribunal Federal. CF.tolerância de 10 dias. ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos. Só o presidente e o vice-presidente são cargos eletivos privativos de brasileiro nato. 76 a 91 Mandato Presidente 4 anos da República + Vice Sistema de eleição Majoritário absoluto Esfera federal Pode ter 1 ou 2 turnos 1 turno: 1 domingo de outubro. Os demais apenas interinamente. 61. Municípios com mais de 200.ma.com. Ganha a eleição o candidato que conseguir a maioria absoluta dos votos válidos (total – brancos e nulos).candidato mais votado e só tem 1 turno joritário simples ou relativo. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados. 6 Art.com/leonardosakaki | @leosak . CF): Presidente – Vice – Presidente da Congresso Nacional – Presidente do Senado – Presidente do STF Vice: assume o cargo definitivamente ou interinamente (temporariamente). um novo presidente e um novo vice para completar o mandato.uol. do Senado Federal ou do Congresso Nacional. na forma e nos casos previstos nesta Constituição.000 eleitores . Esfera estadual Esfera distrital Esfera municipal Governador 4 anos + Vice Governador 4 anos + Vice Prefeito + 4 anos Vice Majoritário absoluto Majoritário absoluto Municípios com até e inclu. Será eleito vice para completar o mandato. § 1 .majoritário.br | 11 99610348 facebook. ao Presidente da República. Vai ser eleito um novo presidente e um novo cional em até 30 dias da última vaga. Posse: 1 janeiro .sites.Haverá eleição indireta feita pelo Congresso Naga.

com. funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração.sites. mas não pode ser votado. provimento de cargos. distribuído pelo menos por cinco Estados. V . VII . individuais e sociais.a segurança interna do País. 86. estabilidade e aposentadoria. CF. estabilidade. CF. provimento de cargos. bem como normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados. seu regime jurídico. serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios. no mínimo. seu regime jurídico.A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por.o livre exercício do Poder Legislativo.a existência da União.a probidade na administração. do Poder Judiciário. Esses crimes serão definidos em lei especial. II .com. de 2001) f) militares das Forças Armadas. II .br | 11 99610348 facebook. remuneração. reforma e transferência para a reserva.a lei orçamentária. um por cento do eleitorado nacional. especialmente. c) servidores públicos da União e Territórios. que estabelecerá as normas de processo e julgamento. c) servidores públicos da União e Territórios. 85 . VI (Redação dada pela Emenda Constitucional n 32.uol.br | leonardosakaki@uol. e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e. de 1998) d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União. do Distrito Federal e dos Territórios.(Redação dada pela Emenda Constitucional n 18. observado o disposto no art. Ele pode continuar votando.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 99 Crime de responsabilidade: art. do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação. Art. seu regime jurídico. 7 http://leonardosakaki.fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas. I . de 1998) § 2 . III .com/leonardosakaki | @leosak . Trata-se de um ilícito político-administrativo. contra: I .o cumprimento das leis e das decisões judiciais.. Parágrafo único.disponham sobre: a) criação de cargos. com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.(Incluída pela Emenda Constitucional n 18. 84. matéria tributária e orçamentária. 85. Crime de responsabilidade: art. b) organização administrativa e judiciária.o exercício dos direitos políticos. VI . 63 Impeachment Art. promoções. estabilidade e aposentadoria de civis. provimento de cargos. reforma e transferência de militares para a inatividade. IV . 857. 2 fases: (i) juízo de admissibilidade ou acusação: câmara dos deputados ⅔ (=maioria qualificada) dos membros (ii) julgamento: senado federal por ⅔ dos membros Punição: Perde o cargo e fica inabilitado por 8 anos para as funções públicas.

94. nas esferas federal. 8 ministros.br | leonardosakaki@uol. Súmula vinculante – ler art.uol. 105 – STJ I. Ler as Súmulas Vinculantes 10. A EC 45 trouxe o quinto constitucional para os TRTs e TSTs.magistrado que ingressa pelo quinto constitucional (art. 97 trata de reserva de plenário que foi confirmada e estabelecida na Súmula Vinculante 10. OAB encaminha uma lista sêxtupla para o tribunal e este encaminha uma lista tríplice para o chefe do poder executivo.com. Reserva de plenário Art. habeas corpus II – ROC (Recurso Ordinário Constitucional) III . na data da posse já tem a vitaliciedade. 11. estadual e municipal. 14 e 25. 13. 97.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 100 64 Poder judiciário – arts. CF): (i) vitaliciedade: proteção vinculado ao cargo do magistrado. CF Ler: arts. e Lei 11. 3). Para os TJs cabe ao governador nomear e para os TRFs. http://leonardosakaki. habeas corpus II – ROC (Recurso Ordinário Constitucional) III – Resp Garantias constitucionais dos magistrados (art. . ⅕ dos TRFs e TJs são compostos pela Advocacia e Ministério Público. (i) Art. efeito vinculante.sites. ou seja. TRTs e TSTs cabe ao Presidente da República nomear. salvo se houver interesse público e maioria absoluta do tribunal ou do CNJ. (ii) inamobilidade: os magistrados não podem ser removidos contra a vontade. que escolherá um. 103-A.com. Só perderá o cargo se contra ele houver uma sentença condenatória com trânsito em julgado. CF. 102 – STF I. 93 a 95. Aquisição: . Todo o poder judiciário e a administração pública direta e indireta.originária – mandado de segurança.com/leonardosakaki | @leosak .magistrado concursado após 2 anos de efetivo exercício (a partir da posse). 92 a 126. Um tribunal ao declarar a inconstitucionalidade de uma lei ou um ato normativo do poder público deve se manifestar por maioria absoluta dos seus membros.br | 11 99610348 facebook. 102 a 105 e 109. Só o STF reiteradas decisões em matéria constitucional manifestação de ⅔ do STJ.originária – mandado de segurança. 95.RE (ii) Art.417/06 (pelo menos o art. CF).

417/06) Ler as súmulas: 10: reserva de plenário. Manifestação de ⅔ do STF (8 ministros). não podendo atuar de ofício. (D) O CNJ pode rever processos disciplinares de juízes julgados a qualquer tempo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 101 (iii) irredutibilidade dos subsídios: os valores recebidos pelos magistrados não podem ser reduzidos. 103-A. Só o STF faz. aumentar alíquota de IR.uol. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem competência.pagamento de pensões ou indenizações. zelar por princípios relativos à Administração Pública. De acordo com o STF. Resposta: B 33 (FGV – OAB 2010.br | leonardosakaki@uol. Nos demais casos. (D) a presidência é exercida pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal que o integra e que exerce o direito de voto em todas as deliberações submeti das àquele órgão. para rever.3) Leia com atenção a afirmação a seguir. Exemplo: teto do funcionalismo público. toda administração pública direta e indireta nas esferas federal.sites.br | 11 99610348 facebook. (A) O CNJ. Efeito vinculante – deve obedecer: todo o poder judiciário. Reiteradas decisões em matéria constitucional. estadual e municipal.com. entre outras. de ofício ou mediante provocação. atua apenas mediante provocação. os processos disciplinares de juízes e membros de Tribunais julgados há menos de um ano.com/leonardosakaki | @leosak . salvo imposição constitucional e legal. (B) pode rever. 11: uso de algemas.com. órgão que integra o Poder Judiciário. Assinale a alternativa em que se indique o ERRO na afirmação acima. 14: acesso do advogado aos autos de investigação do cliente. zelar pela observância dos princípios que regem a administração pública e julgar os magistrados em caso de crime de abuso de autoridade. de ofício ou mediante provocação. 03 (FGV – OAB 2010. (B) Não cabe ao CNJ. o poder legislativo em sua função típica não precisa obedecer à súmula vinculante na sua função típica. os processos disciplinares de juízes e membros de tribunais (se tiverem sido julgados há menos de um ano). Resposta: C 65 Súmula vinculante na CF (art. que apresenta uma INCORREÇÃO. (C) O CNJ não pode julgar magistrados por crime de abuso de autoridade. sendo órgão do Poder Judiciário. 25: depositário infiel. CF e lei 11.2) http://leonardosakaki. (C) seus atos sujeitam-se ao controle do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. 07 (FGV – OAB 2010. cabe reclamação no STF.2) A respeito do Conselho Nacional de Justiça é correto afirmar que: (A) é órgão integrante do Poder Judiciário com competência administrativa e jurisdicional. descumprida a súmula vinculante.

Ameaça. 66.br | leonardosakaki@uol. Habeas corpus preventivo é aquele que é usado antes do ato constritivo. é correto afirmar que: (A) somente os Tribunais Superiores podem editá-la. aprovar a Súmula mediante decisão da maioria absoluta de seus membros. (vi) ação popular. Art. 5. Exemplo: ameaçar prender alguém por um tipo penal que não existe. (iv) mandado de injunção. (C) a proposta para edição da Súmula pode ser provocada pelos legitimados para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade. CPP. a. (D) desde que haja reiteradas decisões sobre matéria constitucional. e-mail etc.1 Direito de petição Art. São considerados remédios constitucionais: (i) direito de petição. LXVIII. CF. (iii) mandado de segurança. 647 a 667. CF. Protege o direito de ir e vir – direito de locomoção.sites. 66. (B) podem ser canceladas.conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 102 Em relação à inovação da ordem constitucional que instituiu a nominada Súmula Vinculante. Natureza jurídica: é uma ação penal de natureza constitucional. Não tem formalismos e não precisa de advogado. carta.com. Pode ser por meio de ligação telefônica. Pede-se um "salvo conduto" para o juiz (decisão judicial). Protege o direito de ir e vir (locomoção). XXXIV.2 Habeas corpus LXVIII .com. e arts. (ii) habeas corpus. ou seja. antes da prisão etc. antes da instauração de inquérito.com/leonardosakaki | @leosak . (v) habeas data.uol. o Supremo Tribunal Federal poderá. de ofício ou por provocação. 5. por ilegalidade ou abuso de poder. Tem caráter administrativo. http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. Não precisa de advogado e é possível a liminar mesmo não havendo previsão legal. Direito de reclamar de algo que existe de errado que existe no Estado. Resposta: C 66 Remédios constitucionais Os remédios constitucionais são mecanismos para reestabelecer direitos (previstos na CF) que foram violados. São meios postos à disposição dos indivíduos e dos cidadãos para provocar a intervenção das autoridades competentes visando corrigir ilegalidade ou abuso de poder em prejuízo de direitos e interesses individuais. mas vedada a mera revisão.

conceder-se-á "habeas-data": a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante. preciso esgotar a via administrativa. a revogação da prisão. Exemplo: SPC. Pede-se o alvará de soltura.016/09. quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso. Exemplo: o cliente está preso além do tempo. 21. quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. Ter acesso e retificar dados ou informações do impetrante que estão em um órgão público ou de caráter público.016/09. possibilitando a obtenção e a retificação de dados e informações constantes de entidades governamentais ou de caráter público. LXXII. LXX. Considera-se de caráter público todo registro ou banco de dados contendo informações que sejam ou possam ser transmitidas a terceiros ou que não sejam de uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações.br | leonardosakaki@uol. 5. 19. É corporativo – apenas certo grupo de pessoas pode se utilizar dele exemplo: partido político com representação no Congresso Nacional. Neste caso. É possível liminar. Nesse caso há contrariedade ao art.5 Mandado de segurança coletivo Art.br | 11 99610348 facebook. Tem por finalidade proteger a esfera íntima dos indivíduos (pessoas físicas ou jurídicas). mas a pessoa não foi presa ainda. 66. mesmo não havendo previsão legal. Abuso cometido por uma autoridade pública ou alguém investido de tal autoridade. Não é caso nem de habeas corpus nem habeas data. 66. Serasa. http://leonardosakaki.3 Habeas data LXXII .conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo. III. LXIX . b) para a retificação de dados. art.sites. Ou.com. 66.com/leonardosakaki | @leosak . Protege direito líquido e certo – aquele que se comprova documentalmente ou com o simples texto da CF e da lei – não há prova testemunhal e nem pericial. CF. Precisa de advogado. não amparado por "habeascorpus" ou "habeas-data".uol. constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público. ou seja. Exemplo: em um concurso público consta no edital que quem for natural daquele Estado terá uma pontuação diferenciada. 5 LXIX. e a Lei 12. e Lei 12.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 103 Habeas corpus repressivo ou liberatório é quando o indivíduo está preso ilegalmente. CF.4 Mandado de segurança individual Art. Cuidado: atentar para a previsão do direito a ser protegido no estatuto da instituição. Só é possível uma produção de prova – entregar documento que está com a autoridade co-autora. 5. Antes de impetrar. quando existe mandado de prisão em aberto – juiz expediu. CF. pede-se o contra mandado. judicial ou administrativo. Art.

(B) a sentença de procedência produz efeitos erga omnes.2) O Mandado de Segurança Coletivo.uol.individuais homogêneos. sempre que. ou por organização sindical. entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há. foi regulamentado pelos artigos 21 e 22 da Lei Federal n. dispensada. ou de parte. os decorrentes de origem comum e da atividade ou situação específica da totalidade ou de parte dos associados ou membros do impetrante. CF.conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. não limitando seus efeitos aos membros da categoria substituídos pelo impetrante. de natureza indivisível. http://leonardosakaki.016/09. LXXI. Art. (D) o mandado de segurança coletivo induz litispendência para as ações individuais que tenham o mesmo objeto. pelo menos. de forma que os efeitos da coisa julgada beneficiam o impetrante individual. qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou tiver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade. na forma dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades. (C) o mandado de segurança coletivo pode ser utilizado na defesa de direitos difusos. para efeito desta Lei. que não estejam amparados por habeas corpus ou habeas data.coletivos. Parágrafo único. ilegalmente ou com abuso de poder. Os direitos protegidos pelo mandado de segurança coletivo podem ser: I . inciso LXX da Constituição da República. de que seja titular grupo ou categoria de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica básica.br | 11 99610348 facebook. assim entendidos. substituídos pelo impetrante. dos seus membros ou associados. em defesa de direitos líquidos e certos da totalidade. é correto afirmar que (A) pode ser impetrado em defesa de direitos líquidos e certos que pertençam a apenas parte dos membros de uma categoria ou associação. Resposta: A 36 (FGV – OAB 2010. 1 (um) ano.6 Mandado de injunção LXXI . Acerca desta garanti a constitucional é correto afirmar que: (A) qualquer cidadão tem legitimidade para impetrar o mandado de segurança coletivo.com. (C) não induz litispendência para as ações individuais. Inconstitucionalidade por omissão. (B) no mandado de segurança coletivo. Existe uma norma constitucional de eficácia limitada ainda não regulamentada impedindo o exercício de um direito em caso concreto. O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político com representação no Congresso Nacional. para tanto. 21. a sentença fará coisa julgada limitadamente aos membros do grupo substituído pelo impetrante. 5º. individuais ou coletivos. ainda que não requeira a desistência de seu mandado de segurança. 12.com/leonardosakaki | @leosak . (D) a interposição de embargos infringentes é admitida para fins de exercício da ampla defesa. 5. previsto no art. II . os transindividuais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 104 Art.sites. Acerca do mandado de segurança coletivo.br | leonardosakaki@uol. 66. Falta de norma regulamentadora de qualquer direito ou liberdade constitucional. 21 (FGV – OAB 2010.3) O mandado de segurança é um importante instrumento de proteção a direitos líquidos e certos. na defesa de seus interesses legítimos relativos a seus integrantes ou à finalidade partidária.com. autorização especial. assim entendidos. à soberania e à cidadania. para efeito desta Lei.

será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias. Ação.uol. e Lei 4. CF: Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional. para fazêlo em trinta dias. LXXIII. Não tem foro de prerrogativa de função em ação popular. o disposto no Capítulo IV desta Lei. salvo comprovada má-fé.sites. 66. (Incluído pela Lei nº 12. O Ministério Público não pode propor tal ação. 22. Não tem foro de prerrogativa de função na ação popular. mas pode assumir o andamento e dar execução da decisão.717/65. as providências deverão ser adotadas no prazo de 30 (trinta) dias.063. isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. CF. Se um cidadão abandonar a ação. Art. §2. § 1o Em caso de omissão imputável a órgão administrativo.868/99 – ampliação do prazo de 30 dias por um prazo razoável a critério do STF. Exemplo: meu cliente vai conseguir se aposentar. 103.063. (Incluído pela Lei nº 12. 12-H. meio ambiente e moralidade administrativa. à moralidade administrativa. 12-H. http://leonardosakaki. ficando o autor. será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e. com observância do disposto no art. outro poderá assumir – não havendo cidadão interessado. ou em prazo razoável a ser estipulado excepcionalmente pelo Tribunal. CF.br | 11 99610348 facebook. em se tratando de órgão administrativo. tem a ver com patrimônio público.com. Remédio constitucional. § 2o Aplica-se à decisão da ação direta de inconstitucionalidade por omissão. de 2009). Adin por omissão Concentrado. tendo em vista as circunstâncias específicas do caso e o interesse público envolvido. Não faz coisa julgada a ação popular por falta de provas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 105 Mandado de Injunção Difuso.063. de 2009). Foro: STF Dar ciência ou fazer em 30 dias. de 2009).com. Autor: Art.qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. Art. Foro: STF/STJ Efeito concreto – resolve o caso do seu cliente. Cuidado: art. o Ministério Público irá assumir a ação. 5. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. Proteger patrimônio público histórico e cultural. Autor: qualquer pessoa.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. Art. 103. Declarada a inconstitucionalidade por omissão. Normalmente. no que couber. Lei 9. quando cai. (Incluído pela Lei nº 12. Só cidadão pode propor.7 Ação popular LXXIII .

12. desde que estes não estejam a serviço de seu país. (B) a produção de efeitos erga omnes não ocorre se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas. Ver o art. cabendo aos interessados em se beneficiarem de eventual procedência na ação requererem sua habilitação até a prolação da sentença.br | 11 99610348 facebook. 129.8 Ação civil pública Art. Volta para o Brasil e quer a nacionalidade brasileira de volta. efeitos inter partes. coletivo ou individual homogêneo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 106 . União etc. III. Brasileiro adquiriu outra nacionalidade.347/85.br | leonardosakaki@uol. LI e LII. 67 Nacionalidade – art. Brasileiro nato não pode ser extraditado.com/leonardosakaki | @leosak . Resposta: B 66. (C) produz efeitos erga omnes. Cidadão não pode propor. e Lei 7. limitados às partes do processo. TPI (Tribunal Penal Internacional) Entrega tem a ver com TPI. Não pode ser usada em controle de constitucionalidade cujo principal objeto seja esse. CF. ficando seus efeitos. Art. III. 12.Ação civil pública (ACP): art. medida que tem por objetivo preservar os interesses da Fazenda Pública eventualmente condenada.natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil. (D) produz.347/85).3) A ação popular é um importante instrumento para a promoção da tutela coletiva de direitos. 19 (FGV – OAB 2010. 5 da Lei 7. (art. é correto afirmar que (A) só se forma coisa julgada em ações populares julgadas procedentes. http://leonardosakaki. Cuidado. Acerca da coisa julgada formada pelas sentenças de mérito proferidas em tais ações. CF. 5. São brasileiros: I . 5 da lei. 12 e 13 É o vínculo jurídico-político que une um indivíduo a um Estado. Art.com. Brasil DEVE entregar brasileiro nato ou naturalizado ou estrangeiro ao TPI. em todos os casos de improcedência. Defensoria Pública.sites. CF. 129. Protege qualquer interesse difuso. Observação: cuidado com art. como regra. exclusivamente nos casos de procedência meritória. I – Nato Ler alínea c com a Emenda Constitucional 54/07 §3: cargos privativos de brasileiro nato §4: perda da nacionalidade – Cuidado: tanto brasileiro nato quanto naturalizado podem perder a nacionalidade. ainda que de pais estrangeiros. Autor: Ministério Público. após a aplicação do duplo grau de jurisdição.com. A nacionalidade pode ser reestabelecida por decreto do Ministro da Justiça.uol. Cidadão não pode propor.

desde que requeiram a nacionalidade brasileira. salvo no casos: a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira.com. 14 e 17. (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3. II . §6. b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade. depois de atingida a maioridade. desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil. 13. VI . § 3º . III . Se livrar de impedimento para uma candidatura – renúncia. § 1º . as armas e o selo nacionais. de 1994) b) de imposição de naturalização.sites. Para a reeleição não precisa haver a desincompatibilização. Desincompatibilização: art.A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados.de Ministro de Estado da Defesa(Incluído pela Emenda Constitucional nº 23.br | 11 99610348 facebook. (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3.São privativos de brasileiro nato os cargos: I .da carreira diplomática. de 1999) § 4º .Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I . c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira. desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem. http://leonardosakaki. Analfabeto pode votar. 14. CF São inalistáveis e inelegíveis: estrangeiros e conscritos (homem na época do serviço militar obrigatório.de Presidente da Câmara dos Deputados. pela nacionalidade brasileira.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 107 b) os nascidos no estrangeiro.de Presidente e Vice-Presidente da República. § 2º . exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral.de Presidente do Senado Federal. II . Titulares do poder executivo para concorrerem cargos diferentes do que ocupam devem renunciar 6 meses antes. maior de 70 anos e os analfabetos. residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal.de Ministro do Supremo Tribunal Federal. Não vota e não é votado). Voto facultativo: maior de 16 e menor de 18. como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis.naturalizados: a) os que.adquirir outra nacionalidade. 68 Direitos políticos – art. § 1º .br | leonardosakaki@uol. o hino. de 1994) Art.com/leonardosakaki | @leosak . § 2º .uol. de pai brasileiro ou mãe brasileira. adquiram a nacionalidade brasileira. pela norma estrangeira. V . II . em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. se houver reciprocidade em favor de brasileiros. mas não pode ser votado.tiver cancelada sua naturalização. salvo nos casos previstos nesta Constituição.Os Estados. ao brasileiro residente em estado estrangeiro. por sentença judicial.Aos portugueses com residência permanente no País. IV .São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira. serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro. VII . em qualquer tempo. na forma da lei.com. salvo os casos previstos nesta Constituição.de oficial das Forças Armadas. o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios.

IV .São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos. §7.com/leonardosakaki | @leosak . § 6º .a nacionalidade brasileira. III .se contar menos de dez anos de serviço. cargo ou emprego na administração direta ou indireta.Para concorrerem a outros cargos. na forma da lei: I . III .sites.São inelegíveis. passará automaticamente. § 2º . II .o domicílio eleitoral na circunscrição. ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subsequente. os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.São condições de elegibilidade. de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito. V .a filiação partidária. o Presidente da República.iniciativa popular. salvo se a prisão for decorrente de uma sentença condenatória com trânsito em julgado. d) dezoito anos para Vereador. os conscritos. se eleito. VI . c) vinte e um anos para Deputado Federal. nos termos da lei.O Presidente da República. para a inatividade. II . c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. II . a fim de proteger a probidade administrativa.o alistamento eleitoral.Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação.o pleno exercício dos direitos políticos.Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e.O militar alistável é elegível.se contar mais de dez anos de serviço. Deputado Estadual ou Distrital. http://leonardosakaki. durante o período do serviço militar obrigatório.facultativos para: a) os analfabetos.plebiscito.O alistamento eleitoral e o voto são: I . § 1º . § 9º . A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto.a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador.referendo. deverá afastar-se da atividade. o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins. 14. Prefeito.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 108 Inelegibilidade reflexa: art. II . b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal. § 3º . § 7º . salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.com. no ato da diplomação. § 5º . atendidas as seguintes condições: I . mediante: I . b) os maiores de setenta anos. Impedimento para uma candidatura por relação de parentesco. até o segundo grau ou por adoção. de Governador de Estado ou Território. e.br | 11 99610348 facebook.obrigatórios para os maiores de dezoito anos. os Governadores de Estado e do Distrito Federal. a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato. com valor igual para todos. do Distrito Federal. § 8º . 14. Art.uol. § 4º . do Presidente da República. Perda dos direitos políticos: preso pode votar. e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função. será agregado pela autoridade superior e. Vice-Prefeito e juiz de paz. os Prefeitos e quem os houver sucedido.br | leonardosakaki@uol. no território de jurisdição do titular.com.

É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna.incapacidade civil absoluta. § 4º . IV . após adquirirem personalidade jurídica.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 109 § 10 . É livre a criação. § 11 .prestação de contas à Justiça Eleitoral. III .recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa. http://leonardosakaki. o regime democrático. se temerária ou de manifesta má-fé. § 4º. incorporação e extinção de partidos políticos. 5º.Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão. II .com. resguardados a soberania nacional. enquanto durarem seus efeitos.com/leonardosakaki | @leosak . estadual. o pluripartidarismo. VIII.com. sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação.É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar. cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: I . na forma da lei. É vedada a cassação de direitos políticos.br | leonardosakaki@uol.O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação.A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça. instruída a ação com provas de abuso do poder econômico.cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado. Art.Os partidos políticos. § 2º . III . os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: I . 37. na forma da lei.caráter nacional. devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária. organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais. fusão. distrital ou municipal.uol. § 3º . na forma da lei civil. nos termos do art.sites. 17. não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. 16. IV . registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral.funcionamento parlamentar de acordo com a lei. § 1º . nos termos do art. Art. Art. respondendo o autor. II . V .br | 11 99610348 facebook.condenação criminal transitada em julgado.improbidade administrativa. 15. corrupção ou fraude.proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes.

o veículo legislativo adequado para dispor sobre conflitos de competência entre os entes políticos em matéria tributária é a (A) medida provisória. 71 Conceito de Direito tributário Direito tributário é o ramo do direito público que estuda princípios e normas reguladores das atividades de criação (poder legislativo). conselhos de classe. ou seja. Exemplo: sindicatos. não cria tributos. cabe à União editar as normas gerais. A competência para legislar sobre direito tributário é concorrente. existem leis da União. tributo. A parafiscalidade sempre ohttp://leonardosakaki. O estudo da destinação do dinheiro arrecadado pelo fisco não cabe ao direito tributário. 84 (FGV – OAB 2010. 145 a 162 CTN: a partir do art. Fiscalizar e arrecadar tributo.uol.br | 11 99610348 facebook. dos Estados e do Distrito Federal sobre direito tributário. (B) lei complementar.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 110 DIREITO TRIBUTÁRIO 69 Legislação básica CF: arts. mas para o direito financeiro. 72 Competência para legislar – competência tributária Poder outorgado pela CF para legislar e instituir o tributo. Indelegável – pacto federativo.com.3) Conforme a Constituição Federal. cobrança (poder executivo) e fiscalização de tributos (poder executivo). (D) lei ordinária.br | leonardosakaki@uol. Sempre quando um tema é concorrente. (C) emenda constitucional. 96 70 Sistema Tributário Nacional – Constituição Federal Competência tributária: competência para instituir tributos. A CF apenas outorga a competência tributária a algumas pessoas. Capacidade tributária ativa é aptidão para cobrar o Legislar.com. Pode ser delegado – parafiscalidade.com/leonardosakaki | @leosak .sites. Resposta: B 72.1 Características Competência tributária Capacidade tributária ativa Competência tributária é aptidão para criar o tributo. Limitações ao poder de tributar – princípios tributários e imunidades tributárias.

Federais Estatais (art.com. inter vivos. 156.com/leonardosakaki | @leosak . Art. (iv) Irrenunciabilidade. também. Art. (ii) Privatividade. seguro. (vi) Inampliabilidade. Constituição entregou privativamente para cada ente um conjunto de imposto a ser instituído. CF) Municipais (art. 156. CF – competência cumulativa – Distrito Federal: institui tributos estaduais e. 72. fazer lei e instituir impostos municipais.sites. CF) IR ICMS* IPTU II IPVA ISS IE Imposto de Transmissão Causa Imposto de Transmissão de Bens IOF*** Mortis e Doação (ITCMD) Imóveis (ITBI)** IPI ITR IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas) *diferença ISS e ICMS – ICMS: serviço de comunicação e serviço de transporte (intermunicipal.br | leonardosakaki@uol. Pode ser delegada a uma outra pessoa de direito público. aplicações financeiras (títulos de crédito e valores mobiliários).Privativa/Exclusiva: imposto.br | 11 99610348 facebook.uol. apenas.com. ***operações de crédito. (v) Incaducabilidade. os demais serviços são ISS. http://leonardosakaki. 155. câmbio. (iii) Facultatividade. Os bancos são auxiliares arrecadatórios quando recebem os tributos e repassam ao órgão público – não receberam capacidade ativa. interestadual).2 Tipos de competência tributária Espécies tributárias: a) Impostos b) Taxas c) Contribuições de melhorias d) Empréstimos compulsórios e) Contribuições especiais Competência tributária . Competência tributária (i) Indelegabilidade. CF – impostos municipais. 147. **onerosa.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 111 corre por meio de lei.

CF. CF. 148. O direito tributário é disciplinado por leis ordinárias. II e III. .com. compete à União.Especial: empréstimo compulsório – art. (iii) não constitui sanção por ato ilícito: no Brasil o tributo nunca tem caráter punitivo. (iv) obrigação compulsória: o pagamento é obrigatório e não facultativo. A criação. nunca uma obrigação de fazer ou de não fazer. Guerra externa ou sua iminência. Estados. a multa surge da prática de ato ilícito (infração). ao Distrito Federal cabem os impostos municipais. em Território Federal. Distrito Federal e Municípios.Extraordinária: competência para instituir o IEG – art. CTN O tributo é: (i) obrigação legal: sempre surge da lei. CF.uol. II. como regra. 3. 74.sites. os impostos municipais. instituir taxas e contribuições de melhoria.br | 11 99610348 facebook. Calamidade pública ou investimento público. se o Território não for dividido em Municípios. cumulativamente. os impostos estaduais e.1 Princípio da legalidade Criação Aumento Redução Extinção de tributos sempre dependem de lei. 154. Exemplo: a cláusula do contrato de locação que "transfere" ao inquilino o dever de pagar o IPTU não se aplica ao direito tributário (as convenções particulares não podem ser opostas à Fazenda Pública). 73 Conceito de tributo – art. 145. . .com/leonardosakaki | @leosak . 147. é uma lei ordinária. aumento. Competem à União. nunca surge do contrato. Essa lei. Tributo é diferente de multa – o tributo surge sempre de um ato lícito (fato gerador).Comum: art. Casos raros em que o tributo só pode ser criado por http://leonardosakaki.br | leonardosakaki@uol. 74 Princípios do Direito Tributário São limitações constitucionais ao poder de tributar. (ii) prestação pecuniária (em moeda): o tributo é sempre uma obrigação de dar (uma quantia em dinheiro ao Estado).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 112 Art. Exclusiva da União. redução e extinção de tributos sempre dependem de lei. (v) cobrado por atividade plenamente vinculada: o lançamento é vinculado.com.

em matéria tributária. As 6 exceções dizem respeito à alíquota. tal hipótese (A) deve vir regulada por lei. Resposta: D 74. esta só se aplica quando a lei piora a situação do contribuinte.2 Princípio da anterioridade. Todo princípio tributário é uma garantia do contribuinte. impostos residuais e novas fontes de custeio da seguridade. temas de lei complementar. por isso não precisa de lei e a cobrança é imediata.uol. (Dica de chute: na dúvida. (D) impossibilidade de exigência de tributo não previsto em lei. respeitado o intervalo mínimo de 90 dias.2) Caso determinado município venha a atualizar o valor monetário da base de cálculo do IPTU. cobra-se no ano seguinte ao da edição da medida provisória. IE. Atenção: medida provisória que cria ou aumenta imposto só pode ser exigida no ano seguinte ao da conversão da medida provisória em lei. Esses são os tributos aduaneiros ou extrafiscais. e nos 6 casos a competência é para modificação e não criação.br | leonardosakaki@uol. II. Atenção: A atualização monetária da base de cálculo não é aumento real. Anterioridade que fala sobre o intervalo de 90 dias: anterioridade nonagesimal. Anterioridade que empurra cobrança ao ano seguinte: anterioridade anual.br | 11 99610348 facebook. não admitem medidas provisórias. o tema admite medida provisória. (B) deve vir regulada por lei complementar. Os mais importantes são: IOF. http://leonardosakaki. Como mexem com balança comercial. chutar lei ordinária) Medidas provisórias em direito tributário: se o assunto é de lei ordinária.com. A anterioridade só vale para criação e aumento. (D) poderá ser disciplinada mediante decreto. (B) instituição de tributo. O Supremo Tribunal Federal considera que o art. Exceções: Seis tributos podem ter alíquotas modificadas por ato do executivo. (C) enquadra-se como majoração de tributo. 97 criou um rol taxativo. Observação: exercício fiscal coincide com o ano civil no Brasil.com.2) O emprego da analogia.sites. Resposta: D 78 (FGV – OAB 2010. CIDE/combustíveis e ICMS/combustíveis também são. IPI. Se é uma garantia. resultará na (A) majoração de tributo. (C) exclusão do crédito tributário.com/leonardosakaki | @leosak . 77 (FGV – OAB 2010.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 113 lei complementar: imposto sobre grandes fortunas. agora. empréstimos compulsórios. Se não for imposto. princípio da não surpresa ou princípio da segurança jurídica Atenção: anualidade não existe! Não é princípio da anualidade! Tributo criado ou majorado em um exercício (ano) só pode ser exigido no ano seguinte. precisam de mudança rápida. Atenção: a definição da data do pagamento do tributo não depende de lei (Supremo Tribunal Federal).

Resposta: C 74. b) Tributos cobrados somente aos 90 dias: podem ser cobrados no mesmo ano. não retroage. Exemplo: IPI. uma nova lei. 74.2.sites. Se o caso á foi definitivamente julgado a lei não atinge.3) Visando fomentar a indústria brasileira. contribuições sociais.com. Exemplos: IOF. majorou a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). 76 (FGV – OAB 2010.com. (B) extinção do tributo.10. 85 (FGV – OAB 2010. CIDE/combustíveis e ICMS/combustíveis. quando esta favorecer o contribuinte. não é alíquota.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 114 Observação: Como regra.uol. http://leonardosakaki.2) De acordo com o Código Tributário Nacional. nonagesimal: 20.11.10. Situações de emergência ou que têm a ver com balança comercial. aplica-se retroativamente a lei tributária na hipótese de: (A) analogia.1. IE. c) Cobrados no ano seguinte. Exceções: Esse princípio tem 2 exceções – há 2 casos em que a lei tributária retroage: quando for lei interpretativa e quando for mais benéfica em matéria de infração. a cobrança fica em 1. Cuidado: é na base de cálculo. então. bem como majorou a alíquota do Imposto sobre Exportação (IE).2. Quando a lei é publicada é válida para os fatos geradores de hoje e de amanhã. pois atinge a barreira da coisa julgada. ainda não definitivamente constituído.1 Exceções à anterioridade a) Tributos de cobrança imediata: cobradas no dia seguinte. A lei tributária não se aplica a fatos geradores anteriores à data de sua publicação. Imposto Extraordinário de Guerra (IEG). Empréstimo Compulsório em calamidade pública ou Guerra. (C) 90 dias após a publicação da lei para o IPI e imediatamente para o IE.11. sem os 90 dias.br | 11 99610348 facebook. (D) 90 dias após o exercício financeiro seguinte para o IPI e no exercício financeiro seguinte para o IE.3 Princípio da irretroatividade A lei tributária não se aplica a fatos geradores pretéritos. Vale a data mais distante. A partir de que data a nova alíquota poderá ser exigida para o IPI e para o IE? (A) Imediatamente para ambos. Exemplo: Data de publicação da lei – 20. as duas anterioridades atuam simultaneamente. desde que o ato não tenha sido definitivamente julgado.br | leonardosakaki@uol. Cálculo da Anterioridade: Aplica separadamente as duas anterioridades: anual em 1.1. publicada em 18/02/2010.5. II.com/leonardosakaki | @leosak . (B) No exercício financeiro seguinte para ambos. Exemplo: IR e alterações na base de cálculo do IPTU e do IPVA.

br | leonardosakaki@uol. cobrar mais impostos de produtos oriundos de outros Estados). Tal enunciado normativo viola o princípio constitucional (A) da uniformidade geográfica da tributação. quando a lei nova lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo de sua prática. Impostos de alíquotas progressivas: a progressividade só pode ser usada por expressa previsão constitucional na Constituição Federal de 1.8 Princípio da não limitação http://leonardosakaki. 74. 74. (C) da liberdade de tráfego. Atenção: o IPVA não possui alíquota progressiva.sites. (B) da legalidade tributária. ITR. (D) da não diferenciação tributária entre a procedência e o destino do produto. Exceção: incentivos fiscais para estimular certa região não violam o princípio da uniformidade. Normalmente as perguntas da OAB envolvem IPI.988 só três impostos são progressivos: IR. Menor de idade também paga tributo e empresas irregularmente constituída. Quanto mais essencial o produto. 79 (FGV – OAB 2010.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 115 (C) graduação quanto à natureza de tributo aplicável. IPTU. Em função da isonomia.com. Resposta: D 74.6 Princípio da capacidade contributiva Tributos têm que ser graduados de acordo com a capacidade econômica do contribuinte. Resposta: A 74.7 Princípio da uniformidade geográfica Os tributos da União devem ter a mesma alíquota em todo o território nacional. como.4 Princípio da seletividade As alíquotas do ICMS e IPI serão graduadas conforme a essencialidade do produto.2) Considere a seguinte situação hipotética: lei federal fixou alíquotas aplicáveis ao ITR e estabeleceu que a alíquota relativa aos imóveis rurais situados no Rio de Janeiro seria de 5% e a relativa aos demais Estados do Sudeste de 7%.uol. desde que não seja hipótese de crime. a Zona Franca de Manaus. (D) ato não definitivamente julgado.br | 11 99610348 facebook. por exemplo. Cuidado: o único critério é a essencialidade.com. a incapacidade civil é irrelevante para o direito tributário. na diferenciação quanto à procedência do produto é inconstitucional (IPVA maior para veículos de procedência no exterior. menor a alíquota.5 Princípio da isonomia O fisco não pode dar tratamento desigual a contribuintes em situação equivalente. 74.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 116 O tributo não pode ser usado para restringir a circulação de pessoas e bens no território nacional. 74.12 Princípio do non olet = o dinheiro não tem cheiro. Traficante de drogas também devem Imposto sobre a Renda (IR). A não-cumulatividade vale para o ICMS. Esse princípio também vale para multas tributárias. impostos residuais e novas fontes de custeio da seguridade. IPI. Porém. PIS/Cofins. CTN. Para o direito tributário não interessa se a atividade tributada é criminosa ou não. não é aumento de tributo – art. 75 Interferência da União em impostos dos Estados e Municípios Como regra. 40 do ADCT. Exemplo: Zona Franca de Manaus – art.br | 11 99610348 facebook. http://leonardosakaki. Importante: há um único caso que é possível a diferenciação de alíquota: concessão de incentivos fiscais para estimular certa região. Os tributos são pagos compensando-se em cada operação o montante recolhido na etapa anterior.10 Princípio da vedação do confisco É o princípio que proíbe retirar todos os bens do contribuinte. 74. 74.com/leonardosakaki | @leosak . o tributo só pode ser disciplinado pela própria entidade competente para a sua criação.br | leonardosakaki@uol.11 Princípio da uniformidade Os tributos da União devem ter a mesma alíquota em todo o território nacional. Não interessa a origem do contribuinte.com.com. Observação: Atualização monetária da base de cálculo.uol. dentro do índice de inflação. Confisco é uma desapropriação sem indenização.9 Princípio da não-cumulatividade Evitar a tributação em cascata.sites. Exceção: cobrança de pedágio – a própria Constituição Federal autoriza a cobrança de pedágio. 74. em 4 casos a União pode interferir nas alíquotas de impostos estaduais e municipais. §2. O Supremo Tribunal Federal entende assim. É por isso que a União está proibida de dar isenção de tributos estaduais e municipais (proibição da isenção heterônoma). 97.

157: Pertencem aos Estados e Distrito Federal: (i) 100% do IR retido na fonte sobre a remuneração de servidores estatutários. 184.com. Isenção é causa de exclusão do crédito tributário.br | 11 99610348 facebook. facultado ao município ficar com 100% do imposto. Imunidade e isenção afastam somente a obrigação tributária principal. que é a isenção. CF – contribuição social previdenciário – desoneração das entidades beneficentes de assistência social. 158: Pertencem aos municípios: (i) 100% do IR sobre a remuneração sobre a remuneração de servidores estatutários municipais. se celebrar convênio com a União. §7.arts. 76 Repartição de receitas . Art. (iv) 25% do ICMS. CF São regras constitucionais que dividem o montante arrecadado com alguns tributos.br | leonardosakaki@uol. Cide combustíveis.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 117 Resolução do Senado Alíquota mínima Alíquota máxima √ √ √ √ IPVA Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) ICMS Atenção: lei complementar da União pode fixar alíquotas mínima e máxima do Imposto Sobre Serviço (ISS). enquanto que a isenção está na lei. IOF sobre o ouro quando definido como ativo financeiro. 157 e 158.sites. §5. 77 Imunidades tributárias Desoneração tributária – campo de não incidência do tributo. mas são casos de imunidade. a) Art. Art.com/leonardosakaki | @leosak .uol. Imunidade ≠ Isenção: imunidade está na CF. http://leonardosakaki. Cuidado: há dois dispositivos na CF que trazem a equivocada expressão "são isentas de". não atingindo as obrigações acessórias – deveres instrumentais. (ii) 50% do ITR. CF – impostos – desoneração nas transferências de imóveis para fins de reforma agrária. (iii) 50% do IPVA. b) Art. Está prevista na CF – não pode haver confusão com a norma legal de desoneração. Atenção: também se sujeitam à repartição de receitas o IPI. estaduais e distritais. 195. (ii) 20% dos impostos residuais.

"a". Imunidade: (i) recíproca: União. que só se refere a impostos. todavia existe um importante dispositivo de imunidade. é vedado à União. Distrito Federal e municípios não pagam impostos uns aos outros.São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei.br | leonardosakaki@uol. como se notou acima. 150.com.instituir impostos sobre: a) patrimônio. (D) o Estado cobre tarifa de água consumida em imóvel da União. VI. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. os outros tributos são devidos. 184.com. das entidades sindicais dos trabalhadores. 150.A vedação do inciso VI. são parificados. periódicos e o papel destinado a sua impressão. d) livros.br | 11 99610348 facebook. inclusive suas fundações. renda ou serviços dos partidos políticos. (B) o Município cobre a taxa de licenciamento de obra da União. jornais. Templo de qualquer culto não são imunes a qualquer tributo. sem fins lucrativos. §2. uns dos outros. 77.1 Imunidades em espécie – art. CF: (empresa pública e sociedade de economia mista há tributação normal) §2º . abaixo detalhado. §5º . atendidos os requisitos da lei. estaduais e municipais as operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária. (C) o Estado cobre contribuição de melhoria em relação a bem do Município valorizado em decorrência de obra pública. Estados. Exemplo: não incide IPVA na Kombi de propriedade da prefeitura. renda ou serviços. à renda e aos serviços. Resposta: A Há extensão para autarquias e fundações públicas – art. c) patrimônio. no que se refere ao patrimônio. aos Estados. Art.com/leonardosakaki | @leosak . é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. Não pagam impostos. 89 (FGV – OAB 2010. §7º .São isentas de impostos federais. Por quê? Pacto Federativo – as entidades não são hierarquizados. CF Art. http://leonardosakaki.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 118 Art. vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes. das instituições de educação e de assistência social. A norma imunizande afasta os mais diferentes tributos.uol. 195. ao Distrito Federal e aos Municípios: VI .3) A imunidade recíproca impede que (A) a União cobre Imposto de Renda sobre os juros das aplicações financeiras dos Estados e dos Municípios.sites. 150. Essa regra foi estendida para autarquias e fundações públicas. Não afastam todos os tributos. b) templos de qualquer culto. Essas imunidades afastam somente impostos.

aplicarem integralmente. Atenção: o fato de uma igreja ser inquilina é irrelevante. aluga-o a terceiros e recebe alugueres. Atenção: cemitério de igreja para sepultamento de fiéis e religiosos – incide IPTU? Há correspondência fática. por desempenharem função exclusiva de Estado. prova de que não há remessa dolosa do lucro para o exterior. proprietária de um apartamento.sites. Vale para qualquer religião e qualquer imposto. http://leonardosakaki. os Correios e a INFRAERO. (iii) partidos políticos: favorece 4 pessoas jurídicas diferentes: (a) partidos e suas fundações. foram considerados imunes.com. Não incide. empresas públicas. Dependerá – deve haver o cumprimento das condições abaixo: (a) prova de que a renda conexa é integralmente convertida para o propósito religioso. CTN. (d) entidade de assistência social sem fins lucrativos. CF). pois a imunidade ocorrerá se ela tiver a propriedade do bem. §1º Na falta de cumprimento do disposto neste artigo.manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. 14. 14. Exemplo: igreja. Apesar de a CF dizer em isenção no art. 123. no mesmo número de matrícula dos templos. bem como a CAERD (Cia de Águas e Esgotos de Rondônia). o art. sou seja. O disposto na alínea c do inciso IV do artigo 9º é subordinado à observância dos seguintes requisitos pelas entidades nele referidas: I – não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas.uol. ou seja. sociedade de economia mista. (Redação dada pela Lcp nº 104. de 10. casas sacerdotais etc. no País. Com relação ao (c) e (d). previstos nos respectivos estatutos ou atos constitutivos. Essa imunidade também vale para as áreas contíguas ao templo. O mesmo ocorre com lojas.1. Art.br | 11 99610348 facebook. aproximando-se das autarquias. 195.com/leonardosakaki | @leosak .2001) II . (ii) templos de qualquer culto: instituições religiosas não pagam nenhum imposto. este não pode ser apropriado pelos mantenedores. CTN. (c) instituição de educação sem fins lucrativos. Art. E se vende jazigo? Deve seguir condições acima citadas. III . leia-se imunidade (Atenção!). regularidade contábil. As assistências sociais sem fins lucrativos são imunes a contribuições sociais também (art. creches.br | leonardosakaki@uol. (b) sindicatos de trabalhadores. (b) prova de que não há prejuízo à livre concorrência. a autoridade competente pode suspender a aplicação do benefício. estão no mesmo terreno do templo. prevê 3 requisitos para essa imunidade: se houver lucro.com. a qualquer título. 195. §2º Os serviços a que se refere a alínea c do inciso IV do artigo 9º são exclusivamente. os diretamente relacionados com os objetivos institucionais das entidades de que trata este artigo. ou no §1º do artigo 9º.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 119 Observação: o STF. os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais. Exemplo: mesmo que o estacionamento da igreja seja terceirizado a imunidade permanece. desde que contígua.

Federais Estatais Municipais IR ICMS IPTU II IPVA ISS IE Imposto de Transmissão Causa Imposto de Transmissão de Bens IOF Mortis e Doação (ITCMD) Imóveis (ITBI) IPI ITR IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas) http://leonardosakaki. Também são desvinculados quanto à destinação da receita – princípio da não afetação (art.sites.br | leonardosakaki@uol. §7 . é uma imunidade objetiva – essa imunidade não afasta impostos pessoais de editoras e livrarias. exceto com gastos de saúde ou ensino. IV. sendo irrelevantes a denominação legal e a destinação do dinheiro. 195. o papel. CF/88 (apesar . É vedado vincular receita de impostos a órgão. deve-se interpretar como imunidade). A Constituição Federal proíbe a vinculação da receita de impostos à despesa. Editora e livraria têm que pagar IR. Disciplinado por lei ordinária. por isso que não pode ter vinculação do dinheiro do imposto a nenhuma receita específica. órgão ou fundo .princípio da não afetação. 78 Espécies tributárias a) Impostos b) Taxas c) Contribuições de melhorias d) Empréstimos compulsórios e) Contribuições especiais 78. IPVA. Imposto não é imposto remuneratório – não se remunera o Estado por ter feito alguma coisa. São tributos desvinculados – independem de atuação estatal. CF). fundo ou despesa. A Constituição Federal só deu imunidade para uma matéria prima. jornais. 167. usar a palavra "isenção". Outras matérias primas não têm imunidade.uol. (v) sindicato de trabalhadores: não pagam nenhum imposto.com/leonardosakaki | @leosak . CTN. 4.br | 11 99610348 facebook. (vi) entidades assistenciais e de educação sem fins lucrativos: não pagam nenhum imposto.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 120 (iv) imunidade de imprensa: livros. Essa imunidade é exclusiva do produto.com. IPTU etc. O Supremo Tribunal Federal estendeu essa imunidade também para filmes e papeis fotográficos para composição do livro. pode haver vinculação com gastos de saúde ou educação. Exceção: Porém. periódicos e o papel para a sua impressão não pagam nenhum imposto. CF. As entidades assistenciais também são imunes a contribuições sociais – art.1 Impostos é o fato gerador que define o tributo.com. Art.

havendo arrematado imóvel em leilão judicial ocorrido em processo de execução fiscal para a cobrança de Imposto Predial Urbano. Admitem bitributação. não podem ter base de cálculo e fato gerador de outro imposto. tem que ser não cumulativos. Resposta: B ISS: Em regra é devido para o município da sede do prestador. Quem cobra impostos sobre os territórios? Sendo criado algum. não inserido em área urbana. A área é dotada de rede de abastecimento de água. por exemplo o IVA – Imposto sobre Valor Agregado): competência da União. podem ter base de cálculo e fato gerador de outro imposto. (D) o ITR. quer hospitais públicos. pois o crédito do exequente se sub-roga sobre o preço da arrematação. (C) legal. e em sua pessoa fiscal ficam sub-rogados os créditos dos tributos incidentes sobre o mesmo imóvel.sites. como. na área de expansão urbana. dotada de melhoramentos. os estaduais e. por ser área de expansão urbana. 88 (FGV – OAB 2010. Criação de impostos residuais (aqueles que não estão na lista dos 13.2) Semprônio dos Santos é proprietário de um sítio de recreio. A Constituição Federal diz que um território pode criar com ou sem municípios. Imposto Extraordinário de Guerra (IEG): são cobrados no caso de guerra externa ou sua iminência. vem a sofrer a exigência pelo saldo devedor da execução não coberto pelo preço da arrematação. mas construção civil paga no local da prestação.com/leonardosakaki | @leosak . na região serrana de Paraíso do Alto. Resposta: A 86 (FGV – OAB 2010. rede de iluminação pública e esgotamento mantidas pelo município. Neste caso Semprônio deve pagar o seguinte imposto: (A) o IPTU. explorado para fins empresariais.3) Determinada pessoa. IPTU: Pode ter alíquotas progressivas. Essa exigência é (A) legal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 121 Distrito Federal = cobra os estaduais e mais os municipais. (D) legal. por ser sítio de recreio. é cobrado pela União. (B) ilegal. também os municipais. exonerando o arrematante quanto ao saldo devedor. (B) o ITR. por não haver escola ou hospital próximos a menos de 3km do imóvel. Não incide ISS sobre locação – entendimento do STF.com.br | leonardosakaki@uol.3) http://leonardosakaki. se o território não for dividido em municípios. pois a arrematação não pode causar prejuízo ao Fisco. pois o arrematante é sucessor do executado em relação ao imóvel. pois o valor pago pelo arrematante não foi suficiente para a cobertura da execução. são por lei ordinária. por ser sítio. (C) o IPTU. local destinado ao lazer.uol. 75 (FGV – OAB 2010.com.br | 11 99610348 facebook. embora não existam próximos quer escola. a lei é complementar. a União cobra os federais. é um imposto novo.

Respeita as 2 anterioridades – anual e nonagesimal. Somente 3 serviços pagam ICMS – comunicação. e incidirá sobre a base de cálculo no valor de R$ 10. dividiram o patrimônio total existente da seguinte maneira: o imóvel situado no http://leonardosakaki.00.com. de competência do Estado. sobre ambos os imóveis. Resposta: B ITBI: Incide sobre transmissão onerosa (compra e venda) de imóveis. casados em regime de comunhão total de bens. não há transferência de bens. IOF: operação de crédito.000. pois. cada qual para o município de localização do bem. IGF: Ainda não foi criado. (A) O tributo a ser recolhido será o ITCMD. títulos e valores mobiliários. no valor de R$ 50. os ex-cônjuges.000. seguro. (B) O tributo a ser recolhido será o ITBI. os ex-cônjuges.br | leonardosakaki@uol. não pode ser exigido o tributo sobre contribuintes estabelecidos fora do território de cada Ente Federado.3) Nos autos de uma ação de divórcio. (C) O tributo a ser recolhido será o ITBI. porque construção civil não é prestação de serviços.uol.00. (B) de Nova Iguaçu. transporte interestadual e transporte intermunicipal. (D) do Rio de Janeiro. porque é o local onde foi construído o edifício.00.00. enquanto o imóvel situado no Município Y.br | 11 99610348 facebook.com. generalidade (todos devem pagar) e universalidade (todas as rendas são tributadas).000. mas simples repartição do patrimônio comum de cada ex-cônjuge. e incidirá sobre a base de cálculo no valor de R$ 10.sites. Assinale a alternativa correta quanto à tributação incidente nessa partilha. IPVA: Não incide sobre barcos e aeronaves – somente sobre veículos terrestres. casados em regime de comunhão total de bens. onde não possui estabelecimento. câmbio.3) Nos autos de uma ação de divórcio. pertencerá ao ex-marido. A União não tem prazo para a sua criação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 122 Uma construtora com sede no Município do Rio de Janeiro constrói um edifício sob regime de empreitada na cidade de Nova Iguaçu.000. dividiram o patrimônio total existente da seguinte maneira: o imóvel situado no Município X. porque a construtora não tem estabelecimento em Nova Iguaçu e. pertencerá à ex-esposa. de competência do Município. Resposta: A ICMS: Não incide ICMS sobre arrendamento mercantil. em razão do princípio da territorialidade. ITCMD 87 (FGV – OAB 2010. no valor de R$ 30. Se em processo de separação o cônjuge transfere um imóvel de valor superior ao da meação não é devido o ITBI porque a transmissão não foi onerosa – paga-se ITCMD. 87 (FGV – OAB 2010. A competência para a imposição do Imposto Municipal Sobre Serviços (ISS) caberá à municipalidade (A) do Rio de Janeiro. (C) do Rio de Janeiro. porque é o município onde a construtora tem a sua sede social. IR: A cobrança de IR é informada sob 3 critérios: progressividade. como o regime de casamento era o da comunhão total de bens. (D) Não há tributo a ser recolhido.com/leonardosakaki | @leosak .

1. podendo ter base de cálculo e fato gerador de qualquer outro imposto.000.2 Taxas São tributos vinculados (remuneram atividades estatais). É de competência comum a todas as entidades – União. não há transferência de bens. de competência do Estado.com. pertencerá ao ex-marido.2 Territórios A União cria os impostos Federais.1. e incidirá sobre a base de cálculo no valor de R$ 10. e incidirá sobre a base de cálculo no valor de R$ 10. taxa para obtenção de certidões. enquanto o imóvel situado no Município Y.000. Art. mas simples repartição do patrimônio comum de cada ex-cônjuge.1.com.1 Tipos a) taxas de polícia: são aquelas cobradas quando o Estado exerce fiscalização efetiva sobre o contribuinte.000. criar impostos novos (impostos residuais). 78. 78. Importante: as taxas não terão base de cálculo própria de impostos. desde que: sejam não cumulativos e não tenham fato gerador e base de cálculo de outro imposto. §2.br | leonardosakaki@uol. pois.br | 11 99610348 facebook.00. também os Municipais. Criadas por lei ordinária.sites. 145. de competência do Município.com/leonardosakaki | @leosak . Estados e Municípios. (D) Não há tributo a ser recolhido. por lei ordinária. (B) O tributo a ser recolhido será o ITBI. no valor de R$ 30.000.1 Distrito Federal Competência do Distrito Federal = Estados + Municípios. Quem pode criar impostos extraordinários de guerra? A competência é da União.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 123 Município X. se o território não for dividido em Municípios. cada qual para o município de localização do bem. pertencerá à ex-esposa. Exemplos: Taxa de Fiscalização Ambiental (TFA).00. sobre ambos os imóveis. 78. os Estaduais e. Remuneramos atividade estatal chamado de poder de polícia. (A) O tributo a ser recolhido será o ITCMD.00. http://leonardosakaki. CF/88. fiscalização. Assinale a alternativa correta quanto à tributação incidente nessa partilha. mesmo que seja de competência Estadual ou municipal.uol. por lei complementar.3 Criação de novos impostos Quem pode criar novos impostos? União. no valor de R$ 50.00. como o regime de casamento era o da comunhão total de bens. Resposta: A 78. 78. taxa para obtenção de licenças.2. Distrito Federal. (C) O tributo a ser recolhido será o ITBI.

A competência é da União. conferindo a possibilidade de o Estado limitar o exercício da liberdade ou das faculdades de proprietário. de forma efetiva ou potencial ao contribuinte. São cobradas quando uma obra pública valoriza imóvel do contribuinte. Exemplo: iluminação pública: não pode existir no Brasil taxa de iluminação. Do lado é construído um shopping. (B) se instrumentaliza sempre por meio de alvará de autorização. telefonia fixa. gerando a possibilidade de cobrança de taxa. de preço público. para atingir os seus objetivos maiores.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook.com. Contribuição de melhoria só remunera obra pública. Distrito Federal e municípios).3 Contribuições de melhoria São tributos vinculados. Atenção: Posso criar taxa para remunerar serviço público ou por poder de polícia. Resposta: D b) taxa de serviço: é a cobrada quando o Estado presta serviço público específico e divisível. ainda que já usado para outro tributo – pode bitributar): http://leonardosakaki. São criados em 2 hipóteses (não são fato gerador do empréstimo compulsório – hipóteses que autorizam a criação do empréstimo compulsório – podem ter um fato gerador qualquer. em prol da predominância do interesse público. São criadas por leis ordinárias. Não pode ser cobrada a contribuição.4 Empréstimos compulsórios – art. como contrapartida. (D) deve ser exercido nos limites da lei. Passa a valer 100 mil reais. pois não é uma obra pública. CF São tributos restituíveis. 78. em prol do interesse público (A) gera a possibilidade de cobrança.com/leonardosakaki | @leosak .com. Atenção: O CTN prevê 2 limites ao valor de contribuição de melhoria: (i) limite global – é o custo da obra.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 124 14 (FGV – OAB 2010. Não confundir taxa com contribuição de melhoria. Estados. 148. A pessoa mora numa casa de 50 mil reais. transporte coletivo. taxa judiciária.sites. (C) afasta a razoabilidade. Exemplo: taxa do lixo.2) O poder de polícia. 78. A lei é a lei complementar – não admite medida provisória. ou seja. (ii) limite individual – é a valorização em cada imóvel.uol. energia residencial (taxa de luz). Atenção: se o serviço for indivisível (uti universi) a taxa é inconstitucional. serviço uti singuli. A competência é comum (União. água encanada. Exemplo: nova estação do metrô valorizando o bairro. A hipótese de incidência é a realização de obra pública (não é serviço público) que valoriza imóvel do contribuinte.

III. pago tudo que é tributo. Exemplo: custeio das obras da transposição do Rio São Francisco. 149. (iii) . Mas na exportação só incide o IE. Exemplo: contribuição sindical. não precisa ser generalizada) ou guerra externa (pode ser iminente ou deflagrada). Contribuições podem ter fato gerador e base de cálculo próprios de impostos. Estados.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 125 (i) calamidade pública (tragédia da natureza – pode ser localizada. O art. http://leonardosakaki. Não se admite mais empréstimo compulsório para situação que exija absorção temporária do poder aquisitivo. 78. Exemplo: PIS. Atenção: O art. destinação e não o fato gerador. Importante: Quando importo um produto. (iii) Cofins plurifásica não cumulativa. Lembrar: quando importo um produto. CF) – proíbe o desvio de finalidade.5 Contribuições especiais (i) Contribuições de interesse das categorias profissionais. CF. Contribuição privativa da União – art. parágrafo único. CTN. Existem 2 contribuições que não são federais: Distrito Federal e município podem cobrar contribuição de iluminação pública (CIP ou Cosip). mas na exportação só incide o IE. (ii) investimento público relevante (respeita a anterioridade – só anual). prevê 3 tipos de contribuições: (i) contribuições de intervenção no domínio econômico – Cides. (ii) contribuições de interesse das categorias profissionais – são cobradas por sindicatos e conselhos de classe para custeio de suas estruturas (exemplo: contribuição sindical). Cofins e CSLL (Contribuição Social do Lucro Líquido) São tributos qualificados pela destinação/finalidade – ao contrário dos outros tributos. Atenção: Existem 3 regimes da incidência da Cofins: (i) Cofins monofásicas. Atenção: IEG. (ii) Cofins plurifásica cumulativa.com. foi revogado pela CF88. O que importa é a finalidade. CF.com. 149. 15. O valor arrecadado fica vinculado à situação que ensejou a cobrança (art. não é o fato gerador que dá a identidade jurídica às contribuições – não se aplica o art.com/leonardosakaki | @leosak . que são usadas pela União para a disciplina de determinados mercados. é de cobrança imediata. CTN.br | leonardosakaki@uol. São criadas por leis ordinárias. facultada a arrecadação na fatura da energia residencial. (iii) Contribuições sociais ou previdenciárias. 4. Empréstimo Compulsório e Contribuições são os únicos casos de bitributação autorizados pela Constituição Federal.uol. 148. (ii) Cides: Contribuições de intervenção no domínio econômico.sites. pago tudo que é tributo.br | 11 99610348 facebook. Bitributação. Distrito Federal e municípios podem cobrar contribuição de seus servidores para o custeio de regime previdenciário próprio.

IV. Não admite medida provisória. Lei Complementar. iii) legislação tributária: art. Pode bitributar. princípios do direito público.com/leonardosakaki | @leosak . 148. 108. Art. A Constituição Federal prevê dois institutos para obtenção de recursos para custear uma guerra.com. 80. CTN Processo de preenchimento de lacunas. Pode bitributar.br | leonardosakaki@uol. princípios gerais do direito tributário. princípios do direito tributário. 103. convênios e práticas reiteradas da autoridade (costumes). 96. A legislação tributária é o conceito que compreende leis. Sendo caso de lacuna.br | 11 99610348 facebook. Iminente ou deflagrada. As decisões dos órgãos do fisco entram em vigor 30 dias após a publicação. Nada impede que os 2 tributos sejam cobrados simultaneamente. 8. 154. CF/88 Competência da União.1 Integração da lei tributária – art. a autoridade usará analogia. CF/88 Competência da União. CF. ii) o Código Tributário Nacional admite a eleição de domicílio pelo contribuinte. equidade. Empréstimo Compulsório Art. Admite medida provisória.2 Obrigação tributária Surge com o fato gerador. Iminente ou deflagrada. mas se o domicílio eleito prejudicar a arrecadação o fisco pode recusar. Recusa de domicílio eleito. Não são restituídos. 100 do Código Tributário Nacional – normas complementares compreendem atos normativos do fisco. São restituídos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 126 Cuidado: as chamadas contribuições confederativas. decretos e normas complementares. 80. Art. 80 Código Tributário Nacional i) regras de integração da lei tributária: preenchimento de lacunas: sendo caso de lacuna a autoridade usará a analogia. http://leonardosakaki. Os convênios entram em vigor na data neles prevista. previstas no art. CTN – os atos normativos do fisco entram em vigor na data de sua publicação. 79 Tributação de guerra Instrumentos que a União possui para custear uma guerra externo.uol. mesmo que não for imposto federal. princípios gerais do direito público. CTN. Lei Ordinária. equidade. não é tributo. tratados e convenções internacionais. Imposto Extraordinário de Guerra (IEG) Art.sites.com. decisões de órgãos do fisco.

ou seja. http://leonardosakaki.00.000.com/leonardosakaki | @leosak . uma vez que. Exemplo: empregador é responsável pela retenção na fonte do IR do empregado.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol. Temos 2 figuras. quem transmite a propriedade do bem é empresa pública. Ele é quem aufere renda. o adquirente nunca responde. nos limites do valor do crédito garanti do pela hipoteca. mas não paga o ITBI. É uma relação jurídica. e entidades parafiscais. em virtude de seus privilégios. A Fazenda Pública Estadual tem créditos a receber de Delta Ltda. em função de ser bem público. gerentes e administradores só respondem por dívida da empresa se o fisco provar excesso de poder ou infração – desconsideração da personalidade jurídica.sócios. Resposta: D Casos especiais de responsabilidade: . relacionados ao ICMS não pago de vendas ocorridas em 03/01/2008. no direito tributário: a) contribuinte: aquele que tem relação pessoal e direta com o fato gerador.sites. 2 tipos de devedores. não importando a atividade.000. o adquirente só responde se mantiver a mesma atividade comercial. Estados. empresa pública municipal.00 O imóvel está avaliado em R$ 1.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 127 Pode ser: a) principal: que envolve o pagamento do tributo e da multa. ante a imunidade do patrimônio público. União.com. (B) A Fazenda não pode executar o bem. (C) paga o IPTU. localizado no nº 06. 80 (FGV – OAB 2010. o novo proprietário (A) não paga o imposto de transmissão de bens imóveis. ou seja. vendeu um imóvel de sua titularidade situado na rua Dois. b) responsável tributário: aquele que não sendo contribuinte tem alguma obrigação perante o fisco (relação indireta com o fato gerador). Cuidado: se a aquisição for em falência ou recuperação judicial. (D) fica obrigado a pagar todos os tributos que recaiam sobre o bem. de Limpeza do Município de Trás os Montes. da quadra 23. que une 2 pólos: ativo (credor – fisco. Neste caso.2) A Cia. prevalecendo o crédito com garanti a real.200. teve sua falência decretada em 11/01/2010. (A) A Fazenda tem direito de preferência sobre o credor com garantia real. Com base no exposto acima. Delta possuía um imóvel hipotecado ao Banco Junior S/A. b) acessória: obrigação de fazer ou não fazer (prestações positivas ou negativas). OAB. em garanti a de dívida no valor de R$ 1.uol. nesta última hipótese.empresa que adquirir de outra estabelecimento ou fundo de comércio (trespasse). assinale a afirmativa correta. Resposta: D 74 (FGV – OAB 2010. Distrito Federal e Municípios. (C) A Fazenda tem direito de preferência uma vez que a dívida tributária é anterior à hipoteca.2) Delta Ltda. (B) fica isento do imposto predial e territorial urbano.000. (D) A Fazenda respeitará a preferência do credor hipotecário. em função de ter havido a quebra da empresa. . sindicatos) e o passivo (devedor).com.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 128

- empresa resultante de cisão, fusão ou incorporação responde por dívidas das empresas anteriores.
73 (FGV – OAB 2010.2) Pizza Aqui Ltda., empresa do ramo dos restaurantes, adquiriu o estabelecimento empresarial Pizza Já Ltda., continuando a exploração deste estabelecimento, porém sob razão social diferente – Pizza Aqui Ltda. Neste caso, é correto afirmar que: (A) a Pizza Aqui responde solidariamente pelos tributos devidos pela Pizza Já, até a data do ato de aquisição do estabelecimento empresarial, se a Pizza Já cessar a exploração da atividade. (B) caso a Pizza Já prossiga na exploração da mesma atividade dentro de 6 (seis) meses contados da data de alienação, a Pizza Aqui responde subsidiariamente pelos tributos devidos pela Pizza Já Ltda. até a data do ato de aquisição do estabelecimento. (C) caso a Pizza Já mude de ramo de comércio dentro de 6 (seis) meses contados da data de alienação, então a Pizza Aqui será integralmente responsável pelos tributos devidos pela Pizza Já até a data do ato de aquisição desta. (D) caso o negócio jurídico não fosse a aquisição, mas a incorporação da Pizza Já pela Pizza Aqui, esta última estaria isenta de qualquer responsabilidade referente aos tributos devidos pela Pizza Já até a data da incorporação.
Resposta: B

Se o contribuinte deve vários tributos, mas o patrimônio não é suficiente para quitar todos, consideram-se quitados (art. 162 do Código Tributário Nacional): 1 contribuições de melhoria, 2 taxas, 3 impostos.
72 (FGV – OAB 2010.2) Em Direito Tributário, cumpre à lei ordinária: (A) estabelecer a cominação ou dispensa de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos. (B) estabelecer a forma e as condições como isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos em matéria de ISS. (C) estabelecer normas gerais em matéria tributária, especialmente sobre adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas. (D) estabelecer normas gerais em matéria tributária, especialmente sobre a definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e empresas de pequeno porte.
Resposta: A

80.3

Crédito Tributário: exclusão, suspensão e extinção

(i) Causas de exclusão: anistia e isenção. (ii) Causas de suspensão: moratória, depósito integral, recursos e reclamações, concessão de liminar e tutela antecipada, parcelamento. (iii) Extinção: os demais.
82 (FGV – OAB 2010.3) Segundo o Código Tributário Nacional, remissão é (A) uma modalidade de extinção dos créditos tributários e consiste na liberação da dívida por parte do credor, respaldada em lei autorizativa. (B) a perda do direito de constituir o crédito tributário pelo decurso do prazo. (C) uma modalidade de exclusão dos créditos tributários com a liberação das penalidades aplicadas ao sujeito passivo, respaldada em lei autorizativa.

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(D) uma modalidade de extinção dos créditos tributários em razão da compensação de créditos entre o sujeito ativo e o sujeito passivo, respaldada em lei autorizativa.
Resposta: A

71 (FGV – OAB 2010.2) Mauro Ricardo decidiu não pagar o imposto de renda do último ano, pois sua esposa Ana, servidora pública, sofreu acidente de carro e foi declarada absolutamente incapaz, em virtude de traumatismo craniano gravíssimo. Ocorre que a Receita Federal efetuou o lançamento e notificou Mauro, nos termos da lei, acerca do crédito tributário em aberto. Quando Mauro recebeu a notificação, ele se dirigiu à Receita e confessou a infração, prontificando-se a pagar, de imediato, o tributo devido, sem multa ou juros de mora. A partir do exposto acima, assinale a afirmativa correta. (A) A confissão de Mauro tem o condão de excluir a sua responsabilidade, sem a imposição de qualquer penalidade. Entretanto, ele deve pagar o tributo devido acrescido dos juros de mora. (B) Mauro somente se apresentou à Receita após a notificação, o que exclui qualquer benefício oriundo da denúncia espontânea, devendo ele recolher o tributo devido, a penalidade imposta e os juros de mora. (C) A incapacidade civil de Ana tem reflexo direto na sua capacidade tributária, o que significa dizer que, após a sentença judicial de interdição, Ana perdeu, igualmente, a sua capacidade tributária, estando livre de quaisquer obrigações perante o fisco. (D) Caso Mauro ti vesse procedido com mera culpa, ou seja, se a sonegação ti vesse ocorrido por mero esquecimento, ele poderia pagar somente o tributo e os juros de mora, excluindo o pagamento de multa.
Resposta: B

80.4

Revogação de isenção – art. 178, CTN

Se a isenção for temporária e também condicionada, quem preenche a condição, não pode perder a isenção no prazo prometido. Isenção condicionada é o que exige do contribuinte o preenchimento de uma condição. Uma lei pode ser revogada por outra lei, então, a isenção pode ser revogada. Exceção: se a isenção for temporária e condicionada, quem preenche a condição não pode ter o benefício revogado. Atenção: é um caso de ultratividade da lei tributária. 80.5 Recusa de domicílio eleito

A legislação tributária admite o domicílio de eleição, mas se o domicílio eleito prejudicar a arrecadação ou fiscalização, o fisco pode recusar o domicílio eleito. 80.6 Conceito de tributo

Art. 3, CTN. Tributo é: (a) uma obrigação legal: tributo sempre surge da lei, ou nunca surge do contrato. As convenções particulares não são opostas perante o fisco. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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(b) uma prestação pecuniária: o tributo é sempre uma obrigação de dar quantia em dinheiro ao Estado, nunca uma obrigação de fazer ou não fazer. É uma prestação em moeda. Serviço militar obrigatório não tem caráter tributário, é obrigação de fazer. (c) não constitui sanção por ato ilícito. Não é uma punição, não é uma pena. Tributo é diferente de multa – o tributo surge de um ato lícito (fato gerador),a multa surge de um ato ilícito (infração). (d) é uma prestação compulsória, ou seja, o pagamento é obrigatório. (e) cobrado por lançamento, ou seja, um ato do fisco de cobrança. O lançamento é um ato privativo do fisco (só o fisco pode lançar tributo), com natureza vinculada (não é discricionária), declaratório do fato gerador e constitutivo do crédito tributário. O lançamento declara o fato gerador que já aconteceu e constitui o crédito tributário permitindo que o fisco faça a execução forçada, se for o caso. 80.7 Lançamento

É ato privativo do fisco. É ato de império, ato impositivo. São indelegáveis a particulares. É declaratório do fato gerador e constitutivo do crédito tributário. É ato vinculado. Há três modalidades de lançamento. (a) lançamento direto ou de ofício. É aquele feito pelo fisco sem participação do contribuinte. Exemplo: IPVA, IPTU, AIIM (auto de infração e imposição de multa). (b) lançamento misto ou por declaração. É aquele feito por base em informações prestadas pelo devedor. Exemplo: II. Atenção: IR não é por declaração. (c) autolançamento ou por homologação (é a regra no Brasil). É aquele que ocorre antecipação do pagamento. Exemplo: ICMS, IR. 80.7.1 Prazos de lançamento Fato gerador 5 anos (prazo de decadência) Lançamento 5 anos (prazo de prescrição) Execução fiscal 80.8 Linha do tempo – devido processo legal para cobrança de tributos Fato gerador Obrigação tributária Lançamento

Hipótese de incidência

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 131 Execução tributária Certidão da Dívida Ativa (enviado ao contribuinte) Dívida ativa (rol de devedores) Crédito tributário (direito de cobrar do fisco)

Pagamento pelo contribuinte 80.9 Hipótese de incidência

É a descrição legislativa da situação que produz o dever de pagar o tributo. Hipótese de incidência ocorre no plano abstrato – é uma descrição legal. Exemplo: IR – auferir renda. É diferente de fato gerador, que ocorre no plano concreto – é um acontecimento real. Exemplo: João aufere renda. Para facilitar o estudo do tema, a doutrina divide a hipótese de incidência em 5 partes, chamadas de aspectos da hipótese de incidência – partes da hipótese:

Aspecto quantitativo (quanto?) Aspecto material (por quê?)

Aspecto temporal (quando?)

LEI

Aspecto espacial ou territorial (onde?)

Aspecto pessoal (quem?) Atenção 1: se a empresa tem sede em Guarulhos, mas presta serviços em São Paulo, onde é devido o ISS? O ISS é devido em Guarulhos, pois a regra no ISS é o pagamento no local da sede do prestador, mas construção civil paga no local da prestação.
88 (FGV – OAB 2010.3) Uma construtora com sede no Município do Rio de Janeiro constrói um edifício sob regime de empreitada na cidade de Nova Iguaçu, onde não possui estabelecimento. A competência para a imposição do Imposto Municipal Sobre Serviços (ISS) caberá à municipalidade (A) do Rio de Janeiro, porque é o município onde a construtora tem a sua sede social. (B) de Nova Iguaçu, porque é o local onde foi construído o edifício. (C) do Rio de Janeiro, porque construção civil não é prestação de serviços. (D) do Rio de Janeiro, porque a construtora não tem estabelecimento em Nova Iguaçu e, em razão do princípio da territorialidade, não pode ser exigido o tributo sobre contribuintes estabelecidos fora do território de cada Ente Federado.
Resposta: B

Atenção 2: como saber se o imóvel é urbano e paga IPTU para o município ou se é rural e paga ITR para a União? Segundo o art. 32, CTN, o imóvel é urbano (paga IPTU), quando localizado em área definida pela lei municipal

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 132 como urbana (critério da localização), desde que presentes pelo menos 2 das seguintes melhorias: iluminação pública, meio fio ou calçamento fornecimento de água ou coleta de esgoto, posto de saúde, escola primária. 80.10 Fato gerador É a ocorrência concreta da situação descrita na hipótese de incidência. Lembrar que é o fato gerador que define o tributo. Art. 4 CTN.

81

Denunciação voluntária
71 (FGV – OAB 2010.2) Mauro Ricardo decidiu não pagar o imposto de renda do último ano, pois sua esposa Ana, servidora pública, sofreu acidente de carro e foi declarada absolutamente incapaz, em virtude de traumatismo craniano gravíssimo. Ocorre que a Receita Federal efetuou o lançamento e notificou Mauro, nos termos da lei, acerca do crédito tributário em aberto. Quando Mauro recebeu a notificação, ele se dirigiu à Receita e confessou a infração, prontificando-se a pagar, de imediato, o tributo devido, sem multa ou juros de mora. A partir do exposto acima, assinale a afirmativa correta. (A) A confissão de Mauro tem o condão de excluir a sua responsabilidade, sem a imposição de qualquer penalidade. Entretanto, ele deve pagar o tributo devido acrescido dos juros de mora. (B) Mauro somente se apresentou à Receita após a notificação, o que exclui qualquer benefício oriundo da denúncia espontânea, devendo ele recolher o tributo devido, a penalidade imposta e os juros de mora. (C) A incapacidade civil de Ana tem reflexo direto na sua capacidade tributária, o que significa dizer que, após a sentença judicial de interdição, Ana perdeu, igualmente, a sua capacidade tributária, estando livre de quaisquer obrigações perante o fisco. (D) Caso Mauro tivesse procedido com mera culpa, ou seja, se a sonegação ti vesse ocorrido por mero esquecimento, ele poderia pagar somente o tributo e os juros de mora, excluindo o pagamento de multa.
Resposta: B

83 (FGV – OAB 2010.3) Na denúncia espontânea, o sujeito passivo tem direito à exclusão (A) da multa e dos juros. (B) da multa e da correção monetária. (C) apenas dos juros. (D) apenas da multa.
Resposta: D

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 133 DIREITO DO TRABALHO

82

Fontes do Direito do Trabalho

A CLT é um conjunto híbrido de leis destinado a regular a relação de emprego. CF: estão nos arts. 7 ao 11.

83

Relação de emprego

Empregado: pessoa física, pessoalidade, habitualidade, salário, subordinação. Empregador: pessoa física ou pessoa jurídica (de direito público ou direito privado), poder de direito (organizar, fiscalizar e punir). Revista: é permitida, entretanto, a revista íntima é proibida. Art. 373-A, IV, CLT: vedada a revista íntima da mulher. Art. 5, CF iguala homens e mulheres, então, é vedada a revista íntima para o homem também. Fiscalizar e-mail corporativo e instalação de câmeras são permitidas. Punir: advertência (verbal ou escrita), suspensão (até 30 dias) ou dispensa com justa causa. Grupo empresarial: empregador único – responsabilidade solidária – Súmula 129, TST. Sucessão de empresas: o sucessor assume o passivo trabalhista Agente incapaz: 16 a 18 anos: proibido – noturno, perigoso (energia nuclear e elétrica, explosivo e inflamável), insalubre e prejudiciais à formação moral. 14 anos: apenas aprendiz. Trabalho lícito Ilícito: atividade contrária à lei penal. Contrato ilícito x contrato proibido: o contrato proibido visa proteger a saúde e a vida do trabalhador, portanto uma vez ocorrido gera direitos trabalhistas (exemplo: mulheres carregando mais que 20 kg, estrangeiro irregular no país).

84

Princípios do direito do trabalho

Princípio da proteção: dar ao obreiro uma superioridade jurídica, frente à superioridade econômica do empregador. Princípio da irrenunciabilidade de direitos do empregado: na presença do juiz é possível renunciar direitos. Princípio da continuidade da relação de emprego: os contratos de trabalho, em regra, são por prazo indeterminado. O que ocorre é que não pode ser admitida uma sucessão de contratos por prazo certo na mesma empresa. Princípio da primazia da realidade: os acontecimentos reais são muito mais importantes que os documentos.

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85

Contratos de trabalho – art. 443, CLT

Os contratos, em regra, devem ser pactuados por prazo indeterminado.
73 (FGV – OAB 2010.3) João da Silva decidiu ampliar o seu consultório médico e, para isso, contratou o serviço do empreiteiro Vivaldo Fortuna. Ambos ajustaram o valor de R$ 5.000,00, cujo pagamento seria feito da seguinte maneira: metade de imediato e a outra metade quando do encerramento do serviço. Logo no início dos trabalhos, Vivaldo contratou os serventes Reginaldo Nonato e Simplício de Deus, prometendo-lhes o pagamento de um salário mínimo mensal. Ocorre que, passados três meses, Reginaldo e Simplício nada receberam. Tentaram entrar em contato com Vivaldo, mas este tinha desaparecido. Por conta disso, abandonaram a obra e ajuizaram uma ação trabalhista em face de João da Silva, pleiteando os três meses de salários atrasados, além das verbas resilitórias decorrentes da rescisão indireta provocada por Vivaldo. Diante desse caso concreto, é correto afirmar que João da Silva (A) deve ser condenado a pagar os salários atrasados e as verbas resilitórias decorrentes da rescisão indireta, uma vez que é o sucessor trabalhista de Vivaldo Fortuna. (B) deve ser condenado a pagar apenas os salários atrasados, mas não as verbas resilitórias, uma vez que não foi ele quem deu causa à rescisão indireta. (C) não deve ser condenado a pagar os salários atrasados e as verbas resilitórias decorrentes da rescisão indireta, uma vez que a obra não foi devidamente encerrada. (D) não deve ser condenado a pagar os salários atrasados e as verbas resilitórias decorrentes da rescisão indireta, uma vez que é o dono da obra e não desenvolve atividade de construção ou incorporação.
Resposta: D

74 (FGV – OAB 2010.3) O empregado Vicente de Morais foi dispensado sem justa causa. Sete dias depois, requereu a liberação do cumprimento do aviso prévio, pois já havia obtido um novo emprego. O antigo empregador concordou com o seu pedido, exigindo apenas que ele fosse feito por escrito, junto com a cópia da sua CTPS registrada pelo novo empregador, o que foi realizado por Vicente. Diante dessa situação, o antigo empregador deverá (A) integrar o aviso prévio ao pagamento de todas as verbas rescisórias por ele devidas, uma vez que o aviso prévio é irrenunciável. (B) deduzir o aviso prévio do pagamento de parte das verbas rescisórias devidas, uma vez que o empregado renunciou livremente a esse direito, mas o aviso prévio continuará incidindo sobre as parcelas de natureza salarial. (C) deduzir o aviso prévio do pagamento de parte das verbas rescisórias devidas, uma vez que o empregado renunciou livremente a esse direito, mas o aviso prévio continuará incidindo sobre as parcelas de natureza indenizatória. (D) pagar as verbas rescisórias, excluindo o valor equivalente ao dos dias remanescentes do aviso prévio.
Resposta: D

75 (FGV – OAB 2010.3) Uma Fundação Municipal de Direito Público decidiu implementar uma reestruturação administrativa, a fim de produzir melhores resultados, com proveito para a sociedade como um todo, prestigiando a sua função social e o princípio da eficiência. Para tanto, desenvolveu um Plano de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV), por meio do qual o empregado que aderisse receberia as verbas resilitórias, acrescidas de um bônus de 80% sobre o seu

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valor. Ao ler atentamente os termos do PIDV, o empregado Josué de Souza constatou a existência de uma cláusula em que se previa a expressa e geral quitação das obrigações oriundas do contrato de trabalho, nada mais havendo a reclamar depois de efetuado o ajuste. Após refletir cuidadosamente sobre a questão, Josué resolveu aderir ao PIDV. Ocorre que, tão logo recebeu as verbas resilitórias e o bônus de 80%, Josué ajuizou uma ação trabalhista em face da Fundação, pleiteando o pagamento de horas extraordinárias e os reflexos delas decorrentes, sob o argumento de que essas parcelas não foram englobadas expressamente pelo PIDV. Em defesa, o antigo empregador reconheceu a existência de trabalho extraordinário, mas afirmou que as querelas oriundas do contrato de emprego já haviam sido definitivamente solucionadas pelo PIDV. Diante dessa situação concreta, é correto afirmar que o pedido de pagamento de horas extraordinárias e reflexos deve ser julgado (A) procedente, uma vez que o PIDV efetua a quitação exclusivamente das parcelas e valores dele constantes. (B) improcedente, haja vista a cláusula de quitação geral prevista no PIDV. (C) improcedente, haja vista a natureza jurídica de renúncia do PIDV. (D) procedente, uma vez que Josué de Souza possui prazo de cinco anos após o término do contrato para pleitear tudo o que entender cabível.
Resposta: A

85.1

Contrato por prazo determinado

Os contratos de prazo determinado são exceção. Quando há prazo determinado não há aviso prévio. Aqui, não há a multa do FGTS. Esses contratos não geram nenhum tipo de estabilidade. O empregado que sofre acidente durante o contrato por prazo determinado gera estabilidade – quando há acidente de trabalho gera estabilidade.
Art. 443 - O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado. §1º - Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada. §2º - O contrato por prazo determinado só será válido em se tratando: a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo; b) de atividades empresariais de caráter transitório; c) de contrato de experiência.

§2, a – serviço transitório. Exemplo: acréscimo de serviço, ou seja, empresa recebe encomenda de um cliente. §2, b – empresa transitória. Estes dois tipos de contratos podem ser pactuados por no máximo 2 anos e admite uma só prorrogação. O limite máximo é de 2 anos – o contrato junto com a prorrogação pode ter no máximo 2 anos. §2, c – contrato de experiência – empregada ficou grávida no curso do contrato de experiência tem estabilidade? Não, é um contrato de experiência. A regra da prorrogação do contrato de experiência é idêntica às de cima, mas o limite máximo é de 90 dias. Entre um contrato e outro, deve haver um prazo mínimo de 6 meses. Caso o empregador rescinda o contrato sem justa causa e antes da data final certa já pactuada, deverá ao empregado uma indenização equivalente a metade do que este deveria receber até o cumprimento integral do re-

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2º . Subordinação sempre existirá. Observação 2: o risco da atividade econômica jamais poderá ser transferido ao empregado (inadimplência dos clientes. Se se verificar que o trabalhador presta serviços somente a um tomador de serviços. 10 . O autônomo assume o risco da atividade como se fosse um empregador. admite. 85. responsabilizando o outorgante vendedor até a data da compra e o promitente comprador após a data efetiva da compra. assumindo os riscos da atividade econômica. e não de fim. o empregado também deverá ao empregador uma indenização até o limite a que teria direito em condições idênticas.para que a atividade terceirizada fique caracterizada. e não de uma subordinação direta. individual ou coletiva.com/leonardosakaki | @leosak .Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não afetará os direitos adquiridos por seus empregados.3. 3º . falência etc. Empregado: Art.2 Terceirização Requisitos básicos: . e . 19 da Lei 4.Considera-se empregador a empresa. Art. Relação de trabalho ≠ relação de emprego.1 Tipos de trabalhadores e empregados Autônomo Autonomia no serviço. http://leonardosakaki. somente recaindo em bens do antigo sócio em determinadas circunstâncias (ver tópico sobre execução).br | 11 99610348 facebook.impessoalidade na contratação. inicialmente é o atual proprietário. muitas vezes há cláusula sobre o passivo trabalhistas. já que o art.br | leonardosakaki@uol. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.com.). .A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. Observação 1: Em contratos de compra e venda de sociedades/companhias.com. CLT. pois se trata de uma norma da empresa. tem que ser de meio. como vimos com o empregado. 85.pode ter limite de prazo.sites. 479 e 480. TST: nas rescisões antecipadas nos contratos de experiência caberá aviso prévio.Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador. Arts. . Em caso inverso. Súmula 163. como de fato pode até ser.3 Sujeitos do contrato de trabalho Empregador: Art. sob a dependência deste e mediante salário. que.há responsabilidade subsidiária do tomador de serviços.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 136 ferido contrato. não podendo ser subordinado ao tomador de serviços. 448 . mas somente se ficar demonstrado o prejuízo. Os empregados são de responsabilidade da empresa e quem irá responder pelo passivo trabalhista todo o tempo.uol. a presunção de fraude na relação estará configurada. Art. 85.886/65 descreve que o representante tem de prestar contas de seu serviço sempre que solicitado – trata-se de uma subordinação irreal.

Teoria da fixação: não se fixa a uma fonte de trabalho – a fixação é jurídica. 15 da Lei de Estágio. o trabalhador avulso difere do empregado em virtude de ser esporádico.uol.Qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa. Estagiário (Lei 11. Terminada sua missão.com. Teoria do evento: o trabalhador é admitido numa empresa para determinado evento (acontecimento.com. se configura com rotineiridade prática nesta relação. intransferibilidade de quotas a terceiros. Cooperativa Variabilidade ou dispensa do capital social. o requisito da habitualidade. ainda que por herança. mas desenvolvendo atividade rural. esporádico. obra.788/08) Revogou a lei anterior. Art. mesmo que exista um diretor. Contrato expresso de estágio com duração máxima de 2 anos. Cooperativa nasce da simples vontade de seus membros. Parágrafo único . Não terá longa duração. A fixação de um operário a um só tomador é indício claro de fraude na relação.sites. a uma ou mais empresas. O vale transporte passou a ser obrigatório.br | leonardosakaki@uol. Jornada de trabalho: 6 horas diárias e 30 horas semanais (estagiário de nível superior). 442. Ainda que no âmbito urbano. Teoria dos fins: eventual é o trabalhador que vai desenvolver numa empresa serviço não coincidentes com os seus fins normais.889/73) Atividade voltada para agricultura ou pecuária em propriedade rural. pode ser considerado emprego rural. não tendo. Em época de prova a jornada normal cairá pela metade (sem redução na bolsa auxílio). Sua única diferença com relação ao eventual é que a contratação do avulso é sempre intermediada por um órgão arregimentador. mas com número mínimo necessário a compor a administração da sociedade. vira empregado. Recesso de 30 dias corridos que deve ser usufruído preferencialmente com as férias escolares. infelizmente. não tem expectativa de retorno.com/leonardosakaki | @leosak . Rural (Lei 5. quando o estágio não for obrigatório. todos autônomos. nem entre estes e os tomadores de serviços daquela. automaticamente estará desligado. http://leonardosakaki. Se o estagiário suplementar a jornada dele. sem relação de emprego. Teoria da descontinuidade: trabalhador ocasional. mas não há patrão. Sua distinção preponderante com relação ao empregado é que o avulso é esporádico. trabalha de vez em quando. serviço específico). Os ganhos são repartidos. não existe vínculo empregatício entre ela e seus associados. portanto.br | 11 99610348 facebook. Normalmente um sindicato arregimenta o trabalhador avulso e o envia para a atividade necessária. Art. gera vínculo de emprego. o que.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 137 Eventual Aquele que presta serviços de natureza urbana ou rural de caráter eventual. concurso de sócios sem limitação de número máximo. Avulso Assim como o eventual. Em época de férias a jornada pode aumentar para 40 horas semanais.

É muito comum nas audiências trabalhistas. órgãos do Ministério do Trabalho e Emprego destinado à fiscalização das relações de emprego. adicional noturno.br | leonardosakaki@uol. tem o requisito da pessoalidade no vínculo de emprego.859/72) Serviço de natureza contínua e de finalidade não lucrativa a pessoa ou a família no âmbito residencial destas. Há o requisito da habitualidade. âmbito residencial. Única exceção: empregado doméstico tem que trabalhar pelo menos 3 vezes por semana para terem habitualidade.sites. adicional de periculosidade. Temporário (Lei 6. intervalos. Quando a CLT trouxe esse requisito de pessoa física. empresa esta que. O último requisito é o salário. Empregado pode ser substituído. mas o emprega não pode se fazer substituir. Não existe vínculo de emprego gratuito. 9. e (ii) acúmulo extraordinário de serviço. mesmo não trabalhando no âmbito residencial. FGTS é facultativo (o início do recolhimento é facultativo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 138 Domésticos (Lei 5. adicional de insalubridade. ainda que não tenha intenção de lucro.com. Art. O terceiro requisito é o da subordinação. obrigatoriamente.com. Expectativa de retorno do empregado num determinado dia.019/74) Deverá ser prestado nas seguintes situações: (i) necessidade transitória de substituição de pessoal. onerosidade.com/leonardosakaki | @leosak . CLT. não quis apenas excluir a pessoa jurídica.uol. não existe empregado pessoa jurídica. Pessoalidade = empregado nunca pode se fazer substituir. Referido empregado deverá ser contratado por uma empresa locadora de mão de obra. Institutos que os domésticos não têm direito: hora extra. tem que ser registrada nas Delegacias Regionais de Trabalho.3. http://leonardosakaki. (ver detalhes abaixo) 85. ainda que seja 1 vez por semana. Diarista Continuidade e habitualidade são figuras distintas e só admite como empregado doméstico aquele que presta serviços mais de 2 vezes durante a semana. prestação de serviços à pessoa ou a família. Atenção: motorista de uma residência é empregado doméstico. não existe doméstico em empresa.br | 11 99610348 facebook. mas iniciando o recolhimento torna-se obrigatório). salário família.2 Relação de emprego Empregado deve ser pessoa física. Juiz do trabalho pode anular a abertura de uma empresa? Sim. Indispensável: ausência de lucro do empregador doméstico nem mesmo no local onde o empregado doméstico trabalha.

sites. Não pode haver prejuízo ao empregado.br | leonardosakaki@uol. no caso de real necessidade do serviço.com/leonardosakaki | @leosak . sem a anuência do empregado cujo contrato tenha como condição. Mudanças feitas de forma unilateral serão nulas. com mudança de domicílio. A terceirização não compreende contratação pessoal de serviços.4 Contrato Temporário – Lei 6. (D) o adicional de 25% é devido nas transferências provisórias e definitivas. sem a anuência do empregado exercente de cargo de confiança. é correto afirmar que (A) é considerada alteração unilateral vedada em lei a determinação ao empregador para que o empregado com mais de dez anos na função reverta ao cargo efetivo. salário. podendo ser prorrogado por mais 3 meses.uol. Alterações no contrato de trabalho devem ser pactuados por mútuo consentimento. não eventual. Diferenças entre temporário e terceirização: A terceirização não precisa conter limite de prazo.com. Na terceirização há responsabilidade subsidiária do tomador de serviços sempre. 85. (B) o empregador pode. CLT Tem que ter a anuência do empregado. faltando 1. diante da nulidade declarada. no tocante ao tempo em que o trabalhador esteve sob suas ordens assim como em referência ao mesmo período. Atenção: No caso de falência da empresa de trabalho temporário. O empregado.5 Alteração do contrato de trabalho – art. implícita ou explícita. Em caso de falência da locadora. a empresa tomadora ou cliente é solidariamente responsável pelo recolhimento das contribuições previdenciárias. transferi-lo. Necessidade transitória de substituição de pessoal. 468.3) Relativamente à alteração do contrato de trabalho. 72 (FGV – OAB 2010. (C) o empregador pode. A terceirização deve compreender contratação de atividade meio e nunca de atividade fim. a tomadora de serviços se responsabiliza solidariamente para com os créditos trabalhistas dos empregados. pela remuneração e indenização prevista nesta lei. pode então postular a reparação com o retorno do contrato à sua situação anterior. com mudança de domicílio. 85.019/74 Hipóteses: Acréscimo de serviços. Limite máximo de 3 meses. para localidade diversa da que resultar do contrato. dependência. independentemente de real necessidade do serviço.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 139 Esses requisitos são cumulativos.br | 11 99610348 facebook. transferi-lo. não caracteriza mais o vínculo de emprego: pessoa física. para localidade diversa da que resultar do contrato. Resposta: C http://leonardosakaki.

o adicional devido é de 25% sobre o salário. Se a gratificação for ajustada.sites. em razão de seu caráter contraprestativo. Para ter natureza salarial a utilidade deve ser dada pelo trabalho e não para o trabalho. mas para o empregado também. 86 Salário Salário é a importância fixa estipulada pela prestação de serviço. adicionais e comissão).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 140 85. Pessoa que trabalha em loja de roupa é obrigado a comprar roupa da loja para trabalhar e isso é descontado no fim do mês não é salário utilidade – o "uniforme" tem que ser dado. o adicional não será devido. e não só o salário (13 salário deve ser em cima de remuneração. (D) a parcela de participação nos lucros ou resultados. (B) as gorjetas integram a base de cálculo do aviso prévio.br | leonardosakaki@uol. (ii) PLR. Quando a transferência for de caráter definitivo ou se partir por iniciativa do empregado. Salário pago através de bens econômicos. As despesas com transferência serão do empregador. Não posso pagar a totalidade do salário em utilidade. A gorjeta integra a remuneração. e não o salário). É vedado transferir o empregado sem a sua autorização. pelo menos 30% do salário tem que vir em dinheiro. Remuneração é o conjunto de títulos que recebe o empregado por sua prestação de serviços (exemplos: hora extra.com.uol. ele estaria gastando o salário no trabalho. consiste em salário in natura. Vale transporte pago em dinheiro é fraude e integra a remuneração. 70 (FGV – OAB 2010. A base de cálculo para todos os fins trabalhistas é a remuneração. aviso prévio e DSL. Não integra a remuneração: (i) gratificações (exemplo: plano de saúde). salvo para horas extras. §3.br | 11 99610348 facebook. (C) o plano de saúde fornecido pelo empregador ao empregado.1 Adicional de transferência – art. é correto afirmar que (A) o salário-maternidade tem natureza salarial. das horas extraordinárias.3) Em se tratando de salário e remuneração. adicional noturno. 469. No caso de transferência provisória. Súmula 354 do TST consideram gorjeta o valor dado não só ao empregador. CLT Quando acarreta mudança de domicílio do empregado. Resposta: D http://leonardosakaki. integra a remuneração. gorjeta. habitualmente paga. (iii) vale transporte. não integra a remuneração do empregado. (vi) salário in natura ou salário utilidade. (v) gorjetas. (iv) diárias até 50% do salário.com/leonardosakaki | @leosak .5.com. do adicional noturno e do repouso semanal remunerado.

residente no Município de Última Instância. Impenhorabilidade. ou em cheque emitido diretamente pelo empregador (cheque de terceiro não paga salário) em favor do empregado salvo se o empregado for analfabeto.00 por dia. (B) Cabe a Marcos demonstrar que satisfez os requisitos indispensáveis à obtenção do vale-transporte. mesmo que gratuitamente.uol. http://leonardosakaki. salvo pensão alimentícia. Marcos da Silva.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 141 80 (FGV – OAB 2010. Marcos requereu ao seu empregador que lhe fornecesse valetransporte. Em face dessa situação concreta. recebendo as verbas resilitórias. sem qualquer menção ao vale-transporte. porém. Resposta: B Formas de ajuste de pagamento de salário: Por tempo: mensal. a fim de comprovar que Marcos não efetuou o seu próprio requerimento.sites. Marcos foi dispensado sem justa causa. ao que lhe foi dito que seria providenciado. com o consentimento do empregado. pelo menos 30% dele deve ser pago em dinheiro. Os bens fornecidos pelo empregador ao empregado. Em virtude dos gastos com as passagens. Regras de proteção ao salário: Irredutibilidade. sendo para o seu trabalho. Inconformado. com participação sindical.br | leonardosakaki@uol. apesar de morador de outro município da região metropolitana. ao custo de R$ 16. os bens fornecidos para o trabalho não têm natureza salarial. (C) Cabe ao Juiz determinar de ofício que o empregador apresente todos os requerimentos de vale-transporte feitos pelos seus empregados. Marcos ajuizou ação trabalhista pleiteando o pagamento de vale-transporte. a fazer o pagamento dos salários e remunerações através de conta bancária aberta para este fim (conta salário). a inobservância deste requisito.3) Contratado para trabalhar no Município de Boa-Fé pela empresa X. será possível apenas mediante norma coletiva.com/leonardosakaki | @leosak . mas os bens fornecidos pelo trabalho sim. semanal. ou seja. assinale a alternativa correta relativa à distribuição do ônus da prova. a fim de comprovar que Marcos não o efetuou.br | 11 99610348 facebook. estava obrigado a utilizar duas linhas de ônibus para e ir e para voltar do trabalho para casa. Cheque ou depósito bancário: o Ministério do Trabalho autoriza as empresas situadas em perímetro urbano. devendo o juiz indeferir qualquer requerimento nesse sentido. (D) Não há mais provas a serem produzidas. ou seja. Em contestação. o empregador alegou que Marcos nunca fez qualquer requerimento nesse sentido. diária… Por produção ou unidade de obra. não são considerados como salário. (A) Cabe ao empregador apresentar todos os requerimentos de vale-transporte feitos pelos seus empregados. pois nunca recebeu essa prestação. Por tarefa. Em utilidades: os salários podem ser pagos em bens econômicos. considera-se não pago.com.com. Meios de pagamento de salário: Dinheiro: moeda corrente do país. Passados oito meses.

Se o salário for variável. Não serve para base de cálculo para as parcelas de aviso prévio.br | 11 99610348 facebook. http://leonardosakaki. salvo quando resultar de adiantamento ou art. e sim percentagem. Houve edição da lei 8.sites. Salário complessivo: não é admitido em nossa legislação.com. Comissões ≠ Percentagem – comissão é preço fechado (R$5.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 142 Intangibilidade.00 por peça vendida). não se trata de comissão.238/91 que o incorporou ao salário. 13º salário É devido para qualquer tipo de empregado – temporário. Tipos especiais de salário: Abonos: é o adiantamento dado pelo empregador ao empregado. desde que tenha previsão contratual. se o dano decorreu de culpa também. hora extra e repouso semanal remunerado. com hotéis. O empregador pode estornar a comissão paga se houver inadimplência do comprador. Diária ≠ reembolso ou adiantamento de despesas. O pagamento deve ser feito com base no salário de dezembro. adicional noturno.br | leonardosakaki@uol. doméstico e rural também têm direito a ele. quita todos os títulos. Tem caráter de doação. Aquele que. a base será a média anual desta. alimentação etc. 462. para determinada categoria profissional. Tanto faz o dado diretamente pelo cliente ou o cobrado pela empresa.uol. Diárias Tem caráter indenizatório. Gorjetas Integra a remuneração. como quando o empregado receber. Comissões: retribuição do serviço realizado pelo trabalhador.com/leonardosakaki | @leosak . por exemplo. CLT – empregado causa dano por dolo à empresa. uma antecipação salarial.com. não incorporando este nas férias e qualquer outro instituto. Denominações: Salário mínimo: fixado por MP. Salário profissional: deriva de ajuste entre o poder público e certo grupo profissional. estipulado em convenção ou acordo coletivo. Nestes compensa-se o valor que foi gasto pelo empregado enquanto que as diárias são fixas. Pagamento feito aos empregados para recompensá-los por despesas de viagem. Piso salarial: valor mínimo. comissões ou percentagens. Salário normativo: é aquele fixado em sentença normativa proferida em dissídio coletivo perante os Tribunais de Trabalho. previsto na CF/88. não importando que o empregado tenha gasto mais ou menos. quando o trabalhador ganha o valor calculado em percentagem sobre a peça. Era utilizado para burlar a lei para pagamento de aumento em forma de abono. não poderá haver descontos. descrevendo verba única.

com/leonardosakaki | @leosak . a todo trabalho de igual valor. Marcos percebeu que o gerente lhe estava repassando tarefas alheias à sua função.br | 11 99610348 facebook. § 2º . http://leonardosakaki. conforme constava do quadro de carreira da empresa devidamente registrado no Ministério do Trabalho e Emprego. entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a 2 (dois) anos. considerando como mês integral aquele que o empregado trabalhar 15 dias ou mais dentro do mês.br | leonardosakaki@uol. Atenção: §§2 e 4 trata da excludente de equiparação 46 (FGV – OAB 2010. é correto afirmar que: (A) o pedido está inepto. com incidência no FGTS. § 3º . na base de 1/12 por mês trabalhado. se for demonstrado.sites. Diante desta situação jurídica. Atenção: função ≠ cargo. de fato. § 4º . A rigor. é devido ao empregado. corresponderá igual salário. cujo nível e cuja remuneração eram bem superiores. e não conta como tempo de serviço. na mesma localidade. uma vez que só a partir da decisão judicial que determine o reenquadramento é que o empregado fará jus ao aumento salarial. prestado ao mesmo empregador. Nela. Equiparação salarial Art.com. Resposta: C 87 Suspensão e interrupção do contrato Suspensão é a paralisação temporária dos serviços.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 143 Quando há rescisão do contrato. (B) o pedido deve ser julgado improcedente. Iniciada sua atividade.Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira.O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física ou mental atestada pelo órgão competente da Previdência Social não servirá de paradigma para fins de equiparação salarial. hipótese em que as promoções deverão obedecer aos critérios de antiguidade e merecimento. (C) o pedido deve ser julgado procedente. (D) o pedido deve ser julgado procedente em parte. Esta situação perdurou por dois anos. as atribuições que lhe estavam sendo exigidas deveriam ser destinadas ao cargo de tesoureiro. as promoções deverão ser feitas alternadamente por merecimento e por antiguidade.Trabalho de igual valor. nacionalidade ou idade. pelo empregado.2) Marcos foi contratado para o cargo de escriturário de um banco privado. exceto na demissão por justa causa. será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica. § 1º . uma vez que este é um caso típico de equiparação salarial e não houve indicação de paradigma. que as suas atividades correspondiam.uol. uma vez que a determinação das atividades.No caso do parágrafo anterior. em que o empregado não recebe salários.com. ao fim dos quais Marcos decidiu ajuizar uma ação trabalhista em face do seu empregador. encontra-se dentro do jus variandi do empregador. postulou uma obrigação de fazer – o seu reenquadramento para a função de tesoureiro – e o pagamento das diferenças salariais do período. para as quais o empregado está obrigado. àquelas previstas abstratamente na norma interna da empresa para o cargo de tesoureiro.Sendo idêntica a função. sem distinção de sexo. para os fins deste Capítulo. dentro de cada categoria profissional. 461 .

salvo acordo. Serviço militar Não é devida remuneração nesse período. entrando em gozo de auxílio-doença acidentário. a partir do décimo sexto dia de seu afastamento.2) Paulo.com. DSR (descanso semanal remunerado). em razão da suspensão do contrato de trabalho que se operou a partir do décimo sexto dia de afastamento. 48 (FGV – OAB 2010.br | leonardosakaki@uol. com fundamento na garanti a provisória de emprego assegurada ao empregado acidentado. em razão da interrupção do contrato de trabalho que se operou a parti r do décimo sexto dia de afastamento. pois não pode recolher INSS. férias. Aposentadoria por invalidez é caso de suspensão do contrato de trabalho. mas é contado como tempo de serviço. (D) Paulo tem direito a ser reintegrado. Sendo registrado ou autônomo. Diante do exposto. faltas justificadas. cessando as obrigações do empregador de efetuar o pagamento do salário. Período de greve. recolherá INSS. Observação: uma pessoa que recebe aposentadoria por invalidez não pode trabalhar de jeito algum. (B) Paulo tem direito a ser readmiti do. Auxílio-doença até o 15º dia. Interrupção ocorre quando a empresa continua pagando salários ao empregado e o tempo inativo conta como de serviço. Se a pessoa não recuperar a capacidade laborativa em no máximo 5 dias. assinale a alternativa correta. extingue/rescinde o contrato de trabalho. ministro. convenção coletiva. deputado etc. Cargo público Se o empregado se afasta para exercer cargo de senador.sites. empregado de uma empresa siderúrgica.uol. pois há percebimento de salário e o período é contado como tempo de serviço. licença à gestante. A pessoa que desejar trabalhar deverá informar ao INSS que houve a recuperação da capacidade laborativa.com. Auxílio-doença após o 15º dia. há a suspensão do contrato. sofreu acidente do trabalho. que passará a ser efetuado pelo INSS. com fundamento na garantia provisória de emprego assegurada ao empregado acidentado. licençamaternidade. não poderá trabalhar. Durante este período de percepção do benefício previdenciário.. Aviso prévio As 2h ou a dispensa de 1 semana são tidas como interrupção. portanto. laudo arbitral ou sentença normativa dispondo em contrário. assim como o dia da semana em que o rural não trabalha. (A) Paulo tem direito a ser reintegrado. Resposta: D 88 Aviso prévio http://leonardosakaki.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 144 Falta injustificada.br | 11 99610348 facebook. (C) Paulo tem direito a ser readmiti do. ele foi dispensado sem justa causa por seu empregador.com/leonardosakaki | @leosak .

br | 11 99610348 facebook. adicional noturno. Para nível médio.com. 47 (FGV – OAB 2010.sites. Em época de férias escolares poderá ser aumentado em 8h diárias e 40 semanais. 89 Vínculo de emprego Art. 88. Nível superior é de 6h e 30 semanais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 145 Aviso prévio não cabe nos contratos por prazo determinado. adicional de periculosidade. FGTS é facultativo.2 Concedido pelo empregado Trabalhado: não há redução da jornada. TST: é inválida a concessão do aviso prévio na fluência da garantia de emprego. O §8 deste mesmo artigo impõe uma multa de 1 salário do empregado em seu favor caso esses prazos não sejam observados. 477. adicional de insalubridade. Súmula 230. TST: pode o empregado renunciar o restante do aviso prévio. Deverá ser avisado com 30 dias de antecedência. Indenizado: O art. TST: é vedado substituir a jornada reduzida do aviso prévio por horas extras.com/leonardosakaki | @leosak . O prazo de aviso prévio é de no mínimo 30 dias. O rural trabalha um dia a menos por semana. caso ele seja indenizado ou em sua ausência. subordinação. sendo essa usufruída preferencialmente junto com as férias escolares. a jornada é de 4h diárias e 20 semanais. salário família. §6. impõe que as verbas rescisórias devem ser pagas até o 1º dia útil subsequente ao término do aviso prévio trabalhado ou em 10 dias corridos. 488. Em época de prova a jornada cairá pela metade. Domésticos têm que trabalhar pelo menos 3 vezes por semana para haver habitualidade. caracteriza a nulidade do aviso gerando um novo aviso prévio a ser indenizado pelo empregador. Não cabe nas demissões por justa causa. CLT. Deverá pagar de forma indenizada o período correspondente ao aviso prévio.com. Estagiário passou a ter férias. desde que comprovada a obtenção de novo emprego. intervalos. se isso ocorrer. obrigatoriamente.br | leonardosakaki@uol. Contrato de estágio pode ter no máximo 2 anos.2) http://leonardosakaki. Indenizado: desligamento imediato do obreiro. 3.uol. não eventual (habitualidade). CLT. Qualquer descumprimento da lei gera vínculo de emprego. CLT – trabalhar 2 horas menos por dia – ou ele trabalha 2 horas a menos por dia ou sai uma semana antes – é o empregado que opta. Institutos que os domésticos não têm direito: hora extra. Súmula 276. Considera-se empregado toda pessoa física. 88. ante a incompatibilidade dos 2 institutos.1 Aviso prévio concedido pelo empregador Trabalhado: art. Súmula 348. pessoalidade na relação de emprego.

br | leonardosakaki@uol. de 70 anos. Só o vice-presidente da CIPA tem estabilidade. Levando-se em consideração a situação de Joana. Observação: empresas têm faculdade de dar mais 60 dias de licença. em troca de um incentivo fiscal.3) http://leonardosakaki. a) Dirigente Sindical (presidente ou vice-presidente sindical) a partir do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional. Demétrius. Em caso de aborto.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 146 Joana foi contratada para trabalhar de segunda a sábado na residência do Sr. d) acidente de trabalho: 1 ano a partir do retorno ao trabalho. ajuíza ação trabalhista para que lhe seja reconhecida a condição de empregada doméstica e garanti do o seu emprego mediante reconhecimento da estabilidade provisória pela gestação. pois este não é um direito garanti do à categoria dos empregados domésticos. Lei 11. (C) Joana não fará jus à estabilidade gestacional. como sua acompanhante. independentemente da idade da criança. O pagamento da licença é feito pelo INSS. (B) Joana faz jus ao reconhecimento de vínculo de emprego como empregada doméstica. c) Gestante: da confirmação da gravidez até 5 meses após o parto. não tira da empregada o direito à estabilidade. se eleitos.sites.770/08 faculta as empresas a dar mais 2 meses de licença maternidade. Joana está grávida.com. A licença gestante é de 120 dias – 28 dias antes e 92 dias após o parto. mesmo contra a vontade do empregador. assinale a alternativa correta. até 1 ano após o final do mandato – titulares e suplentes. pois o contrato de três meses é automaticamente considerado de experiência para o Direito do Trabalho e pode ser rescindido ao atingir o seu termo final. 71 (FGV – OAB 2010. o Sr. inconformada. cessa no ato do aborto. rescindindo a prestação de serviços.uol.br | 11 99610348 facebook. sendo que é a própria empresa quem paga essa licença.com/leonardosakaki | @leosak .com. do registro de sua candidatura e. Resposta: B 90 Estabilidade É o direito de o empregado permanecer no emprego. até 1 ano após o final b) Membro da CIPA Ambos têm estabilidade. recebendo salário mensal. (A) A função de acompanhante é incompatível com o reconhecimento de vínculo de emprego doméstico. Não tem direito a estabilidade. Mãe adotante tem direito a essa licença – 120 dias. Ao exato término do terceiro mês de prestação de serviços. Demétrius descobre que a Sra. Observação: pai adotante tem direito a licença paternidade de 5 dias. (D) Joana não fará jus à estabilidade gestacional. O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador. Justa causa quebra a estabilidade. Joana.

com. Depósito até o dia 7 de cada mês pertinente à importância devida a título do FGTS no mês anterior. (D) o registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio não obsta a estabilidade sindical. porque ainda vigente o contrato de trabalho. 92 Jornada de trabalho – art. 25% na culpa recíproca e na força maior.m. CF e art. que se restringe ao ocupante de cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. 58. Aposentadoria. Quanto empregado completa 70 anos de idade.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak . (B) a empregada gestante tem direito à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência. Morte do empregado. a ser depositado e arcado pelo empregador.uol. XIII.essas penalidades não são revertidas em favor do trabalhador. e multa de 20%. efetivos e suplentes. somente podendo ser dispensados por motivo de falta grave. Rescisão indireta – justa causa do empregador. Compra da casa própria. regularmente comprovada por processo sindical. da nomeação até um ano após o término do mandato de representação. 7. Resposta: C 91 FGTS Lei 8. Multa do FGTS: 40% sobre os depósitos atualizados feitos por aquele empregador e não sobre o saldo – esse é o valor que o empregado recebe. Hipóteses de saque: Demissão sem justa causa. sob pena de incidir em juros de 1% a. uma vez que se visa à proteção do instituto da maternidade.sites.036/90. Conta inativa por 3 anos ou mais.com. Força maior – empresa fecha por força maior – pagamento de todas as verbas rescisórias pela metade. têm direito à estabilidade no emprego. a multa fica reduzida para 10% .br | leonardosakaki@uol. autárquica ou fundacional não é beneficiário da estabilidade prevista na Constituição da República de 1988. Moléstia grave. Depósito de 8% da remuneração do empregado. é correto afirmar que (A) o servidor público celetista da administração direta. Se o débito for pago até o último dia de cada mês.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 147 Com relação às estabilidades e às garantias provisórias de emprego. CLT http://leonardosakaki. mas 50% é o que o empregador paga – em caso de dispensa sem justa causa e na rescisão indireta. Culpa recíproca – pagamento de todas as verbas rescisórias pela metade. Desastre natural. (C) os membros do Conselho Curador do FGTS representantes dos trabalhadores.

uol. o empregado terá direito a uma indenização. Se a hora extra. pois só pode fazer hora extra em caso de necessidade urgente e momentânea. Mesmo havendo acordo de compensação. 41 (FGV – OAB 2010. CLT. A condução fornecida pelo empregador deve ter a jornada in intinere – percurso de ida ao trabalho como hora de trabalho.2) A respeito do regime de compensação de jornada do banco de horas. e não as horas trabalhadas. http://leonardosakaki.com.br | leonardosakaki@uol. A compensação deverá ser feito em no máximo 1 ano. Gerente bancário recebe ⅓ de gratificação e não está totalmente excluído da jornada de trabalho – será de 8 horas diárias. como 13º salário. que agora é cabível: quando o empregado trabalho numa semana 40 horas e na semana seguinte 48 horas. se não compensar paga-se como hora extra. não pode ser excedida as 2 horas extras diárias. verbal ou por escrito. Exceção: bancários – 6 horas diárias e 30 horas semanais. respeitado o limite de validade do acordo. (C) Pode ser compensado após a rescisão do contrato de trabalho.com. Horas extras: no máximo de 2 horas por dia e recebe adicional de. Jornada in intinere. aviso prévio etc. Semana espanhola: existe uma jornada de trabalho chamado de semana espanhola. após 1 ano de habitualidade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 148 Jornada de trabalho é aquele tempo que o empregado está à disposição do empregador. Se forem pagas com habitualidade. Empregados excluídos da jornada de trabalho – não têm direito a hora extra: Domésticos Gerentes (exercer cargo de confiança e receber pelo menos 40% a mais de gratificação de função). Compensação de horas: no caso de acordo de compensação (ou banco de horas) está previsto no art. assinale a alternativa correta.sites. (A) Pode ser instituído mediante acordo. §2. 59. O Tribunal Superior do Trabalho entendeu que isso é possível – OJ 323 da SDI-1/TST. deverão integrar as outras verbas. O menor de 18 anos não poderá assinar este acordo. se houver crédito em favor do trabalhador. forem suprimidas pelo empregador. (B) Não admite compensação de jornada que ultrapassar o limite máximo de 10 horas diárias.br | 11 99610348 facebook. 8 horas diárias e 44 horas semanais. de 50%. Acordo de prorrogação de horas: empregador pode assiná-lo juntamente com o empregado. facultando-se a participação dos sindicatos representantes das categorias. Telefonistas e trabalhadores em turno ininterrupto de revezamento – 6 horas diárias e 36 horas semanais. Trabalhadores externos não sujeitos a controle de jornada. mediante o pagamento do adicional de horas extras. entre empresa e empregado. Empresa em local de difícil acesso ou não servido por transporte público: nestes casos também haverá a jornada in intinere – será considerado in intinere quando houver a condução fornecida pelo empregador e uma dessas duas hipóteses. Só cabe se for por norma coletiva. no mínimo.com/leonardosakaki | @leosak .

de segunda a sábado. o empregado receberá de forma integralmente noturna por todo o período. 69 (FGV – OAB 2010. http://leonardosakaki. por exemplo.uol. mas não lhe assiste o direito ao pagamento de adicional noturno. no prazo legal máximo de um semestre. (B) Francisco tem direito ao pagamento de horas extraordinárias.sites. Intervalos não contam como tempo de serviço.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 149 (D) O excesso de jornada a ser compensada não pode exceder. ou seja. Art. receberá. Dispensado sem justa causa. por se tratar de empregado doméstico. Entende-se como jornadas mistas aquelas que ingressam no período noturno. No entanto.3) Paulo possuía uma casa de campo. Esse intervalo conta como tempo de serviço. ainda. §§4 e 5. CLT. recebendo um salário mínimo mensal. se o empregado inicia a sua jornada. se a jornada tem início. CLT. 71. Aduziu. às 20h. ajuizou reclamação trabalhista em face de Paulo. Diante dessa situação hipotética e considerando que as verbas postuladas não foram efetivamente pagas pelo empregador. Resposta: A 94 Intervalos (i) intrajornada: Art. já que não houve prestação de serviços entre as 22h de um dia e as 5h do dia seguinte.com. às 3h. Resposta: B 93 Adicional noturno Adicional No mínimo 20% No mínimo 25% Hora 52”30’ Não tem hora reduzida Jornada Entre 22 e 5h Entre 21 e 5h Entre 20 e 4h Urbano Rural Agricultura Pecuária *O menor não pode laborar neste período. Contratou Francisco para cuidar de algumas cabeças de gado destinadas à venda de carne e de leite ao mercado local. a soma das jornadas semanais previstas para o período. 72: mecanógrafos – a cada 90 minutos trabalhados tem que ter 10 minutos de descanso. 73. (C) Francisco não tem direito ao pagamento de horas extraordinárias e de adicional noturno.com/leonardosakaki | @leosak . art. (A) Francisco tem direito ao pagamento de horas extraordinárias e de adicional noturno. postulando o pagamento de horas extraordinárias.br | leonardosakaki@uol. 6 a 8 horas: de 1 a 2 horas. que não era observada pelo empregador a redução da hora noturna. Francisco trabalhava com pessoalidade e subordinação. das 20 às 22h de maneira simples e das 22 às 24h de forma noturna. 4 a 6 horas: 15 minutos.br | 11 99610348 facebook. por exemplo. não lhe assistindo o direito à redução da hora noturna. onde costumava passar todos os finais de semana e as férias com a sua família. (D) A redução da hora noturna deveria ter sido observada pelo empregador. terminando à 24h. assinale a alternativa correta. de adicional noturno e dos respectivos reflexos nas verbas decorrentes da execução e da ruptura do contrato de trabalho.com. situada em região rural da cidade de Muzambinho – MG. das 11h às 21h. terminando às 8h.

CLT. Se não usufruir o descanso. porém. Estudantes menores de 18 anos têm o direito de gozar suas férias juntamente com as férias escolares.pago 3 dias antes de o empregado sair para usufruí-las. Os menores de 18 e maiores de 50 terão as férias em uma só vez. OJ307: a concessão parcial do intervalo implica no pagamento de sua totalidade.com.07 29. injustificadamente. 66. Quando empregados faltam.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 150 (ii) interjornada: intervalo feito de um dia para outro. Portaria 417/66 pelo menos 1 vez por mês o descanso semanal deverá ser no domingo. Período concessivo são os 12 meses subsequentes em que o empregado deverá gozar as suas férias.5.5.sites. Empregado trabalhou até 22 horas do sábado. perde alguns dias das férias. Os membros de uma família que trabalhem no mesmo local têm direito de gozar suas férias no mesmo período – se assim o quiserem e se não causar prejuízo para o serviço. Período aquisitivo de férias são os 12 meses iniciais em que o empregado trabalha para adquirir o direito às férias. se não usufruir pagará o dobro mais um terço As férias devem ser gozadas em um só período.br | leonardosakaki@uol. preferencialmente no domingo.com. http://leonardosakaki. Segunda-feira ele tem que trabalhar que horas? 22 horas mais 11 horas de intervalo = 9 horas de domingo + 24 horas DSR = 9 horas da segunda-feira. Tem que ser de 11 horas consecutivas – art. Exemplo: 29.com/leonardosakaki | @leosak .06 Período aquisitivo 29.br | 11 99610348 facebook. Aviso de 30 dias de antecedência. paga-se dobrado. Descanso Semanal Remunerado (DSR) – 24 horas consecutivas. Faltas Até 5 De 6 a 14 De 15 a 23 De 24 a 32 Mais de 32 Férias 30 dias 24 dias 18 dias 12 dias Não tem direito. em casos excepcionais. 129 e ss. Perde também o terço constitucional. CLT 30 dias corridos de férias (inclusive as domésticas). Recebe a sua remuneração mais ⅓ .8 Período concessivo Usufruir os 30 dias.uol.5. 95 Férias – arts. poderão ser divididas em 2 períodos (um dos quais não poderá ser inferior a 10 dias corridos. impreterivelmente.

Venda de férias (abono pecuniário): o empregado pode converter ⅓ do período em abono pecuniário. as férias podem ser gozadas em dois períodos. se o empregado tiver menos de 12 meses de casa e sair de férias receberá o pagamento proporcional. se as férias não forem concedidas no prazo correto o empregador pagará em dobro a remuneração.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 151 Durante suas férias o empregado não poderá prestar serviços a outro empregador. Só será considerado insalubre a atividade que estiver prevista nessa portaria. Só há uma exceção em que não é necessária a perícia: quando o local não existe mais. O uso de equipamento de proteção que elimina o agente nocivo torna indevido o adicional – o que diminui não torna indevido o adicional. http://leonardosakaki. EPI e EPC. Férias coletivas: aviso com 15 dias de antecedência à DRT. O requerimento deverá ser feito com 15 dias de antecedência ao término do período aquisitivo.214/78 do Ministério do Trabalho. CLT Não precisa ser o dia inteiro o contato com o agente nocivo. Este adicional é sob o salário mínimo. Adicional de 40% quando o grau é máximo. empregados e ao sindicato. Adicional de 20% quando o grau é médio. A perícia é indispensável para apurar a insalubridade – para caracterização da insalubridade. Resposta: C 96 Insalubridade – art. (D) as férias podem ser converti das integralmente em abono pecuniário.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook.sites. é correto afirmar que: (A) as férias devem ser pagas ao empregado com adicional de 1/3 até 30 dias antes do início do seu gozo. (B) salvo para as gestantes e os menores de 18 anos. Dependendo do grau do agente será variável o adicional Adicional de 10% quando o grau é mínimo. 189. 45 (FGV – OAB 2010. por opção do empregado.uol. Todo adicional só é devido mediante a ocorrência da causa.2) Com relação ao regime de férias. Até sob revelia tem que ter perícia. salvo se tiver outro contrato de trabalho com ele. Portaria 3.com.com. (C) o empregado que pede demissão antes de completado seu primeiro período aquisitivo faz jus a férias proporcionais.br | leonardosakaki@uol.

369/85. Lei 7. Todos os empregados que trabalham na área de risco também recebem o adicional. além dos direitos retrocitados. ⅓ sobre estas férias.2) No contexto da teoria das nulidades do contrato de trabalho. se houver. entretanto é sobre a remuneração. 13º proporcional. Empregado mais de 1 ano: saldo de salário e férias vencidas. O adicional será de 30% sobre o salário do empregado. férias proporcionais. (B) Os trabalhos noturno. multa do FGTS e saque. Perícia é indispensável. assinale a alternativa correta. (C) O trabalho do menor de 16 (dezesseis) anos de idade. (D) A falta de anotação da Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado invalida o contrato de trabalho. Empregados que trabalham com explosivos ou inflamáveis. se houver.com. Os eletricitários também ganham o adicional de periculosidade de 30%. é modalidade de trabalho ilícito. Adicional de insalubridade e periculosidade não se cumulam. Empregado mais de 1 ano: dispensa precisa ser homologada no sindicato de classe ou pela DRT e. receberá férias vencidas. Com justa causa Empregado menos de 1 ano: saldo de salário. é devido ao empregado somente o pagamento da contraprestação salarial pactuada. http://leonardosakaki. perigoso e insalubre do menor de 18 (dezoito) anos de idade são modalidades de trabalho proibido ou irregular. 42 (FGV – OAB 2010. não é sobre a remuneração.sites.uol. CLT Risco à integridade física do empregado. mesmo sob revelia. 193. (A) Configurado o trabalho ilícito.com. não sobre o salário. saldo de salário. O menor não pode trabalhar nem em atividade insalubre e nem em atividade perigosa. Resposta: B 98 Rescisão do contrato de trabalho Por decisão do empregador: com ou sem justa causa. Atenção Equipamento de proteção = insalubridade.com/leonardosakaki | @leosak . Quando o perito verifica que cabe os 2 a opção de recebimento é do empregado. Sem justa causa: verbas rescisórias Empregado menos de 1 ano: aviso prévio.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 152 97 Periculosidade – art. não gerando qualquer efeito. que não seja aprendiz.

de atos atentatórios à segurança nacional. uma vez que João cometeu mau procedimento. 482. foi eleito dirigente sindical do Sindicato dos Metalúrgicos. própria ou de outrem. Ao retornar da suspensão foi encaminhado ao departamento de pessoal. j) ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa.br | 11 99610348 facebook. João compareceu para trabalhar sem o uniforme e. salvo em caso de legítima defesa. onde tomou ciência da sua dispensa por justa causa (indisciplina – art. foi-lhe entregue o regulamento da empresa. agora. h da CLT). Contudo. Entretanto. gerente de operações da empresa Metalúrgica Comercial. http://leonardosakaki. Diante deste caso concreto (A) está correta a aplicação da justa causa. uma vez que João descumpriu reiteradamente as ordens genéricas do empregador contidas no regulamento geral. devidamente comprovada em inquérito administrativo. Um mês depois. No ato de admissão. d) condenação criminal do empregado.com. k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos. passada em julgado. cerca de cinco meses após a contratação. Seis meses depois. nas mesmas condições.3) Tício. própria ou de outrem.sites.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 153 Art. c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador. (C) está incorreta a aplicação da justa causa. por isso.2) O empregado João foi contratado para trabalhar como caixa de um supermercado. onde constava a obrigatoriedade do uso do uniforme para o exercício do trabalho. o plano foi descoberto antes da venda. e) desídia no desempenho das respectivas funções. pretende dispensar ambos por falta grave. João compareceu novamente sem uniforme. uma vez que o empregador praticou bis in idem.uol. l) prática constante de jogos de azar.com/leonardosakaki | @leosak . juntamente com Mévio.br | leonardosakaki@uol. Passados mais 2 meses. Parágrafo único . e a empresa. b) incontinência de conduta ou mau procedimento. ou ofensas físicas. ou for prejudicial ao serviço. salvo em caso de legítima defesa. f) embriaguez habitual ou em serviço. ao punir João duas vezes pelo mesmo fato. arquitetaram um plano para descobrir determinado segredo industrial do seu empregador e repassá-lo ao concorrente mediante pagamento de numerário considerável. 44 (FGV – OAB 2010. (D) está incorreta a aplicação da justa causa. e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado. Resposta: D 77 (FGV – OAB 2010. i) abandono de emprego. caso não tenha havido suspensão da execução da pena. tendo sido suspenso por 30 dias. uma vez que João cometeu ato de insubordinação e não de indisciplina.Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador: a) ato de improbidade.Constitui igualmente justa causa para dispensa de empregado a prática. 482 . g) violação de segredo da empresa. o fato se repeti u e João foi suspenso por 3 dias. (B) está incorreta a aplicação da justa causa. foi adverti do. empregado representante da CIPA (Comissão Interna para Prevenção de Acidentes) da empresa por parte dos empregados.com. h) ato de indisciplina ou de insubordinação.

a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato. O empregado receberá a sua indenização pela metade.sites. afetando as economias da empresa. observado o seguinte: I . saldo de salário. 13º. Pedido de demissão Empregado menos de 1 ano: aviso prévio. férias vencidas mais ⅓. Por mútuo consentimento. ⅓ sobre férias e saldo de salário. O que deve ser feito? (A) Ajuizamento de inquérito para apuração de falta grave em face de Tício e Mévio. (B) Simples dispensa por falta grave para ambos os empregados.uol. Por força maior: acontecimento inevitável e imprevisível. vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical. (D) Ajuizamento de inquérito para apuração de falta grave em face de Tício. no prazo decadencial de 30 dias. ressalvado o registro no órgão competente. inclusive a multa do FGTS. 13º. independentemente de inquérito. no prazo decadencial de 30 dias. e simples dispensa por justa causa em relação a Mévio. extinção da empresa). ⅓ sobre estas férias. rescisão indireta (justa causa do empregador) ou aposentadoria. No ato da aposentadoria. Resposta: C Por decisão do empregado: comunicação de dispensa. Não tem direito a aviso prévio nem multa do FGTS. 8º É livre a associação profissional ou sindical. férias vencidas. ⅓ sobre estas férias. Por desaparecimento de uma das partes (exemplo: morte do empregado. Aposentadoria: não extingue contrato de trabalho. férias proporcionais. mas poderá sacar. independentemente de inquérito. Por término do prazo do contrato. caso tenha havido suspensão deles para apuração dos fatos.1 Acordo coletivo e convenção coletiva http://leonardosakaki. e simples dispensa por justa causa em relação a Mévio. Art. férias proporcionais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 154 Você foi contratado como consultor jurídico para indicar a forma de fazê-lo. caso tenha havido suspensão dele para apuração dos fatos. contados do conluio entre os empregados. receberá: 13 proporcional. no prazo decadencial de 30 dias. Se houver sucessor.com. mas tem direito de sacar.br | leonardosakaki@uol. pois o inquérito para apuração de falta grave serve apenas para a dispensa do empregado estável decenal. ⅓ sobre estas férias. (C) Ajuizamento de inquérito para apuração de falta grave em face de Tício.com/leonardosakaki | @leosak . férias proporcionais. férias proporcionais e vencidas. Empregado mais de 1 ano: aviso prévio. saldo de salário (não tem direito à multa do FGTS). Morte do empregado: herdeiros têm direito a 13º. 99 Direito coletivo do trabalho A CF destaca a impossibilidade de intervenção do Estado na organização do sindicato. Morte do empregador: o contrato é rescindido em caso de empresa individual. o empregado pode optar por continuar ou não empregado.com.br | 11 99610348 facebook. Não tem direito à multa do FGTS. 99.

com. 43 (FVG – OAB 2010. por força de lei. podem celebrar acordos e convenções coletivos de trabalho. obrigados a comunicar a decisão aos empregadores e aos usuários com antecedência mínima de 72 (setenta e duas) horas da paralisação.2) Com relação ao Direito Coletivo do Trabalho. Convenção coletiva é o pacto feito pelo sindicato de empregados e sindicato de empregadores. (B) Na greve em serviços ou atividades essenciais. no âmbito das respectivas representações. Resposta: B http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak . às relações individuais de trabalho. (D) O recolhimento da contribuição sindical obrigatória ("imposto sindical") somente é exigido dos empregados sindicalizados.br | leonardosakaki@uol. (C) As centrais sindicais.com. (A) Acordo coletivo do trabalho é o acordo de caráter normativo pelo qual dois ou mais sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis.uol. ficam as entidades sindicais ou os trabalhadores. conforme o caso. assinale a alternativa correta.sites. em face do princípio da liberdade sindical.br | 11 99610348 facebook.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 155 Acordo coletivo é o pacto feito entre sindicato de empregados e empresa.

que é uma competência absoluta. ou especializada. http://leonardosakaki. 111. nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição.br | 11 99610348 facebook. e Importante: Olhando o mesmo caso hipotético. 111 a 117. qual impacto? Os autos são remetidos à vara do trabalho? Súmula 10. havendo. São órgãos da Justiça do Trabalho: I . 112. CF. Art. no prazo de 8 (oito) dias. é um juiz de direito investido. Na comarca 2 o juiz prolatou uma sentença. CLT. podendo. 111. STJ: instalada a vara do trabalho cessa a competência do juiz de direito em matéria trabalhista. Art. I. remessa dos autos à Justiça do Trabalho. se na Comarca 2 for criada vara do trabalho.com. (i) Arts. Um juiz estadual ou federal pode julgar matéria trabalhista. III . então. atribuí-la aos juízes de direito.das decisões definitivas ou terminativas das Varas e Juízos.Cabe recurso ordinário para a instância superior: I . CF.Juízes do Trabalho. Art. CF. pois estamos conversando sobre competência em razão da matéria.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 156 DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO 100 Princípios do direito processual do trabalho Jus postulandi Conciliação Aplicação subsidiária do CPC Celeridade Informalidade Oralidade Concentração 101 Organização da Justiça do Trabalho É uma justiça especial. (ii) Art. II .os Tribunais Regionais do Trabalho. CF – "juiz de direito" investido de jurisdição (competência) trabalhista.o Tribunal Superior do Trabalho. 112.br | leonardosakaki@uol.uol.sites. A lei criará varas da Justiça do Trabalho. e art. 112. (iii) Art.com. De sentença cabe apelação (TJ ou TRF?) ou recurso ordinário (nos TRT)? Caberá recurso ordinário – parte final do art. 895.com/leonardosakaki | @leosak . Juiz de direito pode julgar matéria trabalhista! Comarca 1 (tem vara do trabalho) e Comarca 2 (juiz de direito investido). Esse entendimento está correto. – órgãos da Justiça do Trabalho – 1 grau – juízes do trabalho. ainda que o processo esteja em fase de execução. 895 . com recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho.

Ius postulandi: art. Simples: um só reclamante. É composto de 3 órgãos um administrativo (Pleno do TST) e dois julgadores (Turma. O ius postulandi somente será admitido no âmbito das varas do trabalho e dos Tribunais Regionais do Trabalho. Cada parte poderá se fazer valer da oitiva de até 6 testemunhas em audiência. Tanto no simples como no plúrimo as partes poderão ouvir: . Especial: inquérito judicial para afastar empregado estável por justa causa – utilizado para quebra da estabilidade decenal. Juiz que concluir a audiência. TST: esse princípio não é aplicável às varas do trabalho. servem somente para interpretar normas coletivas. De natureza jurídica: são os que não firmam novas convicções. dependendo da jurisdição. o art.com. . 102 Atualizações (i) Saíram 11 novas OJ: 374 a 384 SDI-1/TST. Plúrimo: pluralidade de reclamantes ("litisconsórcio ativo"). 282.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 157 (iv) Art. SDI e SDC) – possui competência de 1ª e 2ª instâncias.sites. sim. CPC.com. Requisitos: http://leonardosakaki. 103 Dissídios Dissídios individuais: o pedido é pessoal. e. TST: órgão máximo da justiça laboral. Princípio da identidade física do juiz. 791. é inaplicável às VT. 132. 132. Súmula 136. subsidiariamente. 840. CPC. (ii) Nova súmula: Súmula 424 do TST. O sindicato atua como substituto processual. bem como de instância superior.com/leonardosakaki | @leosak . De natureza econômica: é o mais comum – é em que a Justiça determina aumento salarial. CPC. CLT. julgará a lide. não sendo admitido no Tribunal Superior do Trabalho. Atenção: têm competência originária no TRT e TST. Dissídios coletivos: envolve interesses de uma coletividade. CLT.procedimento ordinário (acima de 40 salários mínimos): 3 testemunhas. e.br | 11 99610348 facebook. 104 Petição inicial Aplica-se o art.procedimento sumaríssimo (abaixo de 40 salários mínimos): 2 testemunhas. O princípio da identidade física do juiz previsto no art.br | leonardosakaki@uol. Súmula 377 do TST: exige-se que o preposto seja empregado – exige a condição de empregado do empregador. mas não exige o vínculo empregatício na época dos fatos.uol.

5 Competência territorial .art. que não há vínculo.br | 11 99610348 facebook. tentar solucionar o conflito na Justiça Desportiva.2 Justiça Desportiva Deve. a Justiça do Trabalho deve dirimir o conflito. e o empregador comparece e se recusa a registrar. 105. para tanto. 105. dos Estados.competência relativa (art. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: I .com.com/leonardosakaki | @leosak . É competente. 105. independentemente do local da contratação. em seguida.3 Dano moral Compete à Justiça do Trabalho o julgamento de ação de indenização. adentrar aos pleitos) Provas Citação Valor da causa 105 Competência da Justiça do Trabalho Competência é a medida. CPC) . abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União. movida pelo empregado contra seu empregador. por danos materiais e morais. Art. 114. 651.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 158 Endereçamento Qualificação das partes Fatos (causa de pedir: dados do contrato de trabalho. fundado em fato decorrente da relação de trabalho. para. o limite ou o fracionamento da jurisdição. 105. http://leonardosakaki.4 Honorários advocatícios Compete à Justiça estadual processar e julgar a ação de cobrança ajuizada por profissional liberal contra cliente. nada importando que o dissídio venha a ser resolvido com base nas normas de direito civil. do Distrito Federal e dos Municípios. para julgar ações de dano moral ou material decorrentes de acidente de trabalho. opondo.em razão do lugar (ratione loci) . CLT: a ação trabalhista deverá ser ajuizada no local de prestação de serviços (empregado reclamante ou reclamado).com.as ações oriundas da relação de trabalho.br | leonardosakaki@uol. também.sites. 105.uol. 111. antes. pelo que deve a DRT remeter o processo administrativo à Justiça do Trabalho para julgamento da relação de emprego.1 DRT – Anotação da CTPS O empregado comparece à DRT solicitando o registro que ainda não fora feito.

(OJ 149 SDI2/TST) §3º .com.sites. ele volta ao Brasil e entra com reclamação trabalhista aqui no Brasil – a Justiça do Trabalho tem competência. ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. A Justiça do Trabalho é competente para julgar ações de dano moral ou material decorrente de acidente de trabalho. desde que não haja convenção internacional em sentido contrário. Prevalece o entendimento do último local de prestação dos serviços.A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o empregado.com. Local em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado.em razão da matéria (ratione materiae) . será no domicílio do empregado ou localidade mais próxima. empresas de entreterimento etc. estende-se aos dissídios ocorridos em agência ou filial no estrangeiro. §1. feiras de negócios. §2º . Se o empregado prestar serviços em mais de um lugar a CLT é omissa.uol.A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento.competência absoluta Com advento da EC 45/04 (Reforma do Judiciário) trouxe uma ampliação significativa dessa competência do judiciário trabalhista. é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços. o Exceção 1: empregado agente ou viajante comercial – art. o o Exceção 3: competência internacional da Justiça do Trabalho – a Justiça do Trabalho é competente para julgar as lides ocorridas em agência ou filial no estrangeiro. estabelecida neste artigo.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. reclamante ou reclamado. 651 . Exceção 2: empresa que promova a realização de atividades fora do local da contratação ("empresa viajante"). Regras de direito processual: serão aplicadas as regras brasileiras. será aplicada a lei Uruguaia. Exemplo: o cara foi contratado no Brasil para prestar serviços no Uruguai e no Uruguai sofreu lesões trabalhistas. Regras de direito material: conflito de leis trabalhistas no espaço – Súmula 207.Em se tratando de empregador que promova realização de atividades fora do lugar do contrato de trabalho. http://leonardosakaki. portanto. TST – Princípio da lex loci executionis – a relação jurídica trabalhista será regida pelas leis do país da execução do contrato. Poderá entrar com ação no local da contratação ou no lugar da prestação de serviços. prestar serviços ao empregador.br | 11 99610348 facebook. desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção internacional dispondo em contrário 106 Competência material . no caso. Empregado está no polo passivo no inquérito judicial para apuração de falta grave. Na falta.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 159 Art. Exemplos: circos. 651.

mesmo nos casos de crime contra a organização do trabalho e crimes contra a administração da Justiça do Trabalho. 102. Observação 3: O STF ao julgar a ADIN 3. 195. Municípios e Distrito Federal. Estados. com possibilidade de lesão do interesse público. quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição.br | 11 99610348 facebook.as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho. ao julgar a ADIN 3. ajuizar dissídio coletivo de natureza econômica.com. de 2004) IV. habeas corpus e habeas data . V. a . competindo à Justiça do Trabalho decidir o conflito. CF: Art.a execução. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: I. Observação 2: O STF. §2º.Frustrada a negociação coletiva. Exemplos: advogados. Observação 4: vem prevalecendo o entendimento de que a Justiça do Trabalho não tem competência para julgar as ações de cobrança dos profissionais liberais contra cliente. entendeu que a Justiça do Trabalho não tem competência criminal. o.as ações sobre representação sindical.com.com/leonardosakaki | @leosak . http://leonardosakaki. em decisão liminar. IX. Observação 1: O termo relação de trabalho representa um gênero.1 Principais aspectos dessa competência – art. Estatutários e outras relações de caráter jurídico-administrativo – Justiça Comum. §1º . 114. um conceito mais amplo. estágio etc. o Ministério Público do Trabalho poderá ajuizar dissídio coletivo.outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho.as ações oriundas da relação de trabalho. Celetista – Justiça do Trabalho.os mandados de segurança. (i) Art. II – ações individuais ou coletivas que envolvam direito de greve: será competência da Justiça do Trabalho. entre sindicatos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. abrangendo várias espécies. §3º. abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direita e indireta da União. dos Estados. avulso e individual.sites. abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União. I – ações oriundas da relação de trabalho. Súmula 363 STJ – competência da Justiça Comum Estadual. das contribuições sociais previstas no art.br | leonardosakaki@uol. do Distrito Federal e dos Municípios.Em caso de greve em atividade essencial. é facultado às mesmas. de comum acordo. I. engenheiros. de ofício.395-6.Recusando-se qualquer das partes à negociação coletiva ou à arbitragem.os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista. entendeu que a Justiça do Trabalho não é competente para julgar as ações envolvendo qualquer relação de ordem estatutária ou de caráter jurídico-administrativo. I. 114.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 160 106. (ii) Art. na forma da lei. ressalvado o disposto no art. as partes poderão eleger árbitros. respeitadas as disposições mínimas legais de proteção ao trabalho. e seus acréscimos legais. dentre elas: trabalhos autônomo. e II. jornalistas etc. II.uol. Exemplos: trabalho escravo e falso testemunho. decorrentes das sentenças que proferir. VIII. podendo a Justiça do Trabalho decidir o conflito. VI. VII. arquitetos. e entre sindicatos e empregadores. entre sindicatos e trabalhadores.as ações que envolvam exercício do direito de greve. 114.as ações de indenização por dano moral ou patrimonial. 114. bem como as convencionadas anteriormente.684-0. em decisão plenária. decorrentes da relação de trabalho. III.

com. TST. assédio sexual ou moral. No caso de Tribunais Regionais do Trabalho e Vara a ele vinculada será caso de competência funcional ou hierárquica. não há conflito de competência entre Tribunais Regionais do Trabalho e Vara do Trabalho a ele vinculada. CF. Súmula 367. STF. E se ocorrer acidente de trabalho ou doença ocupacional? a) ações acidentárias – lides previdenciárias – do trabalhador segurado acidentado em face do INSS: essa ação tem por objeto o benefício. e Súmula Vinculante 22. Exemplo: MST está na porta da terra – atrapalhando os direitos de posse. Espécies de ações possessórias: Interdito proibitório – em caso de ameaça.uol. d. 114. Observação: conforme a Súmula 420 do TST. 105.br | 11 99610348 facebook. Tribunal Superior do Trabalho. Exemplo: MST invadiu a terra.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 161 Observação 1: será de competência da Justiça do Trabalho ações possessórias que envolvam exercício do direito de greve e relacionadas aos trabalhadores da iniciativa privada (Súmula Vinculante 23. STF: processos que tramitavam na Justiça Comum. Conforme a Súmula Vinculante 22. Isto está previsto no art. E se ocorre o falecimento do empregado? Quem entra com ação é a viúva ou o filho. Exemplos: revista íntima de funcionário. Ação de manutenção de posse – no caso de turbação. STF. a Justiça do Trabalho é competente para julgar as ações de indenização por danos materiais ou morais decorrentes de acidente de trabalho movidas pelo empregado contra o empregador.com/leonardosakaki | @leosak . Será de competência da Justiça do Trabalho. foram remetidos à Justiça do Trabalho desde que sem sentença prolatada de mérito ou não.sites. I. Súmula Vinculante 22.com. Súmulas 235 e 501. (iv) Art. (iii) Art. Superior Tribunal de Justiça ou Supremo Tribunal Federal? Superior Tribunal de Justiça julgará. discriminações etc. Ação de reintegração de posse – no caso de esbulho. 114. V – conflito de competência: quem julga conflito entre juiz do trabalho e o juiz estadual ou federal? Tribunais Regionais do Trabalho. A competência é da justiça comum estadual. Pro- http://leonardosakaki. b) ações indenizatórias que tenham por objeto danos materiais e/ou morais: ação movida pelo empregado em face do empregador. Exemplo: MST chegou à cidade. É Justiça do Trabalho ou Justiça comum? Será de competência da Justiça do Trabalho – Súmula 392. em face do empregador – dano em ricochete ou reflexo ou indireto. Observação 2: prevalece o entendimento que a Justiça do Trabalho não é competente para julgar a greve dos servidores públicos. STF). Prevalece o entendimento da competência da Justiça do Trabalho (cancelamento da Súmula 366 do STJ).br | leonardosakaki@uol. VI – ação de indenização por danos materiais e/ou morais decorrentes da relação de trabalho. STJ.

107 Procedimentos ou ritos trabalhistas É a forma pelo qual o processo se desenvolve. valor da causa acima de 40 salários mínimos (nacional). Há 4 procedimentos: Procedimento comum (ordinário) Mais completo. Empregados estáveis que poderão ser despedidos pela simples prática da falta grave sem a necessidade do inquérito judicial. Procedimento sumário (dissídio de alçada) Célere. bem como a citação por edital.br | leonardosakaki@uol.sites. Observação: nesse rito poderão ser ouvidas até 3 testemunhas para cada parte – art. valor acima de 2 salários mínimos até 40 salários mínimos. Paulo apresentou reclamação verbal perante o distribuidor do fórum trabalhista. Prevalece o entendimento do limite de 3. gestante etc.584/70. Número máximo de testemunhas 6. 102. CF.2) No dia 23. Art. CLT. Ação de cumprimento.uol. Demanda de até 40 salários mínimos.2003. 55 (FGV – OAB 2010. Todavia. Dissídio coletivo. previsto entre os arts. 852A a 852I. Estão excluídas as administrações pública. Procedimento sumaríssimo Célere. Procedimentos especiais São aqueles que trazem regras especiais. Prevalece o entendimento do cabimento do Recurso Extraordinário – art.com/leonardosakaki | @leosak .com. §§3 e 4 da Lei 5.com. Pedido líquido. III.05. o qual. Principais exemplos: Inquérito judicial para apuração de falta grave: é a ação de rito especial movida pelo empregador que visa a resolução do contrato de trabalho de um empregado estável através da comprovação judicial de falta grave por ele cometida. Não precisa de inquérito: cipeiro (CIPA). após livre distribuição. 821. CLT(Lei 9.957/00). Paulo mudou de ideia e não compareceu à secretaria da Vara http://leonardosakaki. 2.br | 11 99610348 facebook. Entretanto. caberá recurso. Observação: a lei é omissa ao número máximo de testemunhas. se a sentença ventilar matéria constitucional.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 162 cessos com sentença ficaram na Justiça Comum e processos sem sentença foram para a Justiça do Trabalho. Observação: Em regra nesse rito não é cabível a interposição de recursos. o encaminhou para a 132ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. Esse limite não é aplicável aos magistrados – o juiz pode ouvir quantas testemunhas quiser. valor da causa até 2 salários mínimos.

Paulo mudou de ideia mais uma vez e não compareceu. uma vez que deu ensejo à perempção prevista no CPC.com.12. uma vez que a CLT proíbe o ajuizamento sucessivo de três reclamações desta modalidade. CLT). Contudo. o trabalhador se dirigiu à secretaria da Vara.uol. uma vez que somente a segunda foi reduzida a termo. mas apenas na forma escrita e assisti do obrigatoriamente por advogado. A extinção do processo ocorre por uma sentença terminativa.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 163 para reduzi-la a termo. decidido. Aplicável para empresas públicas e sociedades de economia mista.2004. Não cabe citação por edital. gerando apenas um arquivamento dos autos por ausência do autor na audiência inaugural. ao chegar o dia da audiência. gerando o arquivamento dos autos. A conciliação poderá ser tentada em qualquer fase da audiência. 852-A ao 852-I. aplicável subsidiariamente ao processo do trabalho. A reclamação trabalhista tem que preencher 2 requisitos: Pedido líquido – certo ou determinado. (C) Paulo não poderá ajuizar uma nova reclamação verbal. (D) Paulo poderá ajuizar nova reclamação trabalhista. Paulo retornou ao distribuidor da Justiça do Trabalho e. No dia 24. Resposta: B .br | leonardosakaki@uol.com. apresentou novamente a sua reclamação verbal. Valor da causa acima de 2 salários mínimos até 40 salários mínimos. cuja livre distribuição o encaminhou para a 150ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. antes da defesa (art.sites. reduziu a reclamação a termo e saiu de lá ciente de que a audiência inaugural seria no dia 01. Não é aplicável quando for parte a administração pública direta autárquica e fundacional (Fazenda Pública).02. e depois das razões finais. 846. Prevalece o entendimento de que o advento do procedimento sumaríssimo não revogou o sumário. devendo indicar valor. Abrange apenas dissídios individuais – coletivos nunca! Quando a administração pública direta. Observação: caso o autor não preencha um desses requisitos. a reclamação trabalhista será arquivada e o reclamante será condenado ao pagamento das custas sobre o valor da causa. antes da sentença. Desta vez.br | 11 99610348 facebook. CLT (i) Principais características Rito célere. inclusive. Diferente do procedimento comum. Diante desta situação concreta. também estarão excluídos de tal rito. autárquica e fundacional forem parte. Autor deverá indicar corretamente o nome e endereço do reclamado.com/leonardosakaki | @leosak .Procedimento sumaríssimo – arts. é correto afirmar que: (A) Paulo não poderá ajuizar uma nova reclamação verbal. (B) Paulo poderá ajuizar uma nova reclamação verbal.2003. que há tentativa de conciliação após a abertura da audiência. http://leonardosakaki.

é vedada às partes a apresentação de peritos assistentes. E se contrariar uma orientação jurisprudencial? Não cabe. da Consolidação das Leis do Trabalho. inclusive. caso em que este número pode ser elevado a seis. Exemplo: cabe quando o juiz adia por vezes o julgamento sem justificativa plausível. Sentença: dispensado o relatório – tem apenas fundamentação e o dispositivo. 896. Em caso de violação de lei federal não cabe. fixar o prazo. É cabível recurso de revista no procedimento sumaríssimo? Art. As testemunhas comparecerão em audiência independentemente de intimação. 2 hipóteses: quando o acórdão do Tribunais Regionais do Trabalho violar súmula do Tribunal Superior do Trabalho ou a Constituição Federal. http://leonardosakaki. ou até mesmo quando indefere expedição de carta precatória ou rogatória indispensável à continuidade do processo. não caberá RR. (D) Nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo. somente quando a prova do fato o exigir. Requisitos: ato atentatório da boa ordem processual. o objeto da perícia e nomear perito. Resposta: D 108 Ações especiais 108. será deferida prova técnica. Todas as provas serão produzidas na audiência de instrução e julgamento. 49 (FGV – OAB 2010.1 Correição parcial Não é recurso. não pode existir recurso contra esse ato. incumbindo ao juiz.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 164 A apreciação da demanda deverá ocorrer no prazo máximo de 15 dias do ajuizamento.br | leonardosakaki@uol. (A) As testemunhas devem ser necessariamente arroladas pelas partes dentro do prazo estabelecido pelo juiz. (C) Na hipótese de deferimento de prova técnica. constar de pauta especial.sites.com/leonardosakaki | @leosak . ainda que não requeridas previamente. ou quando não admite a consignação de protesto em ata. desde logo.com. que haja prejuízo à parte. ou for legalmente imposta.br | 11 99610348 facebook.2) Com relação às provas no processo do trabalho.com.uol. O juiz somente vai deferir a intimação da testemunha que comprovadamente convidada deixar de comparecer – prova do convite prévio. a fim de que sejam notificadas para comparecimento à audiência. inclusive nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo. Ação que visa intervenção de autoridade judiciária superior em ato tumultuário no procedimento de autoridade inferior. §6. (B) Cada uma das partes não pode indicar mais de três testemunhas. salvo quando se tratar de inquérito para apuração de falta grave. podendo. Prova testemunhal: até 2 testemunhas para cada parte. Mais justa e equânime. assinale a alternativa correta. por ausência de previsão legal – OJ 352 SDI-1 / Tribunal Superior do Trabalho. Observação: se o acórdão do TRT contrariar OJ.

capaz. ou de que não pôde fazer uso. Vl . IV . Proteção de interesses difusos – exemplo: greve quando há declaração de abusividade. pode ser rescindida quando: I .se verificar que foi dada por prevaricação.com/leonardosakaki | @leosak .resultar de dolo da parte vencedora em detrimento da parte vencida. ou quando considerar inexistente um fato efetivamente ocorrido.com. contados do trânsito em julgado da decisão rescindenda. tendo como competência originária o TRT ou o TST. nem pronunciamento judicial sobre o fato. V . o autor obtiver documento novo. num como noutro caso. resultante de atos ou de documentos da causa.com. cuja falsidade tenha sido apurada em processo criminal ou seja provada na própria ação rescisória. II .2 Ação civil pública Competência das Varas do Trabalho. cuja existência ignorava. de Ihe assegurar pronunciamento favorável. ou de colusão entre as partes. Também atua em: dissídios coletivos como parte e na instauração de dissídios coletivos como fiscal da lei. dependendo de onde ocorreu o trânsito em julgado da ação.ofender a coisa julgada. http://leonardosakaki.3 Ação rescisória Art. § 2o É indispensável. desistência ou transação.violar literal disposição de lei. desde que o processo rescindendo esteja na fase de execução. quando a sentença admitir um fato inexistente.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 165 108. parte. III . 485. § 1o Há erro. que não tenha havido controvérsia. Prazo para propositura é de 2 anos (decadencial). transitada em julgado. da seguinte forma: Vício TRT Vara do Trabalho TST Competência TRT TRT TST Custas de 20% sobre o valor da causa. Atuação do Ministério Público do Trabalho: fiscal da lei. VIII .sites. defesa de interesses de menores e incapazes em geral. por si só. Requerimento de tutela antecipada ou propositura de medida cautelar. Não é recurso.proferida por juiz impedido ou absolutamente incompetente.se fundar em prova. 108. desafiando o pedido de um número mínimo de empregados e atingindo atividades essenciais – MPT atuará em defesa dos interesses dos cidadãos que serão diretamente atingidos pela greve.br | leonardosakaki@uol.houver fundamento para invalidar confissão.depois da sentença.br | 11 99610348 facebook. em que se baseou a sentença. Vll . concussão ou corrupção do juiz. a fim de fraudar a lei. IX . emissão de pareceres. A sentença de mérito.fundada em erro de fato. e sim uma ação.uol.

mas também pelo próprio empregado – possui os mesmos procedimentos da reclamação trabalhista. em caso de improcedência dos embargos. assim como qualquer outro documento sem eficácia executiva. poderão ensejar a ação monitória.2) Segundo a legislação e a jurisprudência sobre a ação rescisória no Processo do Trabalho.com. despacho proferido no curso de um processo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 166 54 (FGV – OAB 2010. Resposta: D 108. do CPC. não caberá a ação de cumprimento. caberá reclamação trabalhista simples.5 Mandado de segurança Usado para atacar decisões interlocutórias*.6 Ação de cumprimento Cumprimento de sentença normativa proferida em dissídio coletivo perante os tribunais trabalhistas. em razão da previsão específica do Processo do Trabalho. Em caso de cumprimento de acordo ou convenção coletiva. que não tem característica de título executivo. é passível de corte rescisório. é passível de corte rescisório. assinale a afirmativa correta.com.uol. uma vez transitada em julgado. Se o devedor optar pelo pagamento da obrigação. (D) A sentença de mérito proferida por prevaricação.4 Ação monitória Vale ou Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho. a constituição do título executivo judicial e a conversão do mandado inicial em mandado executivo. (C) Quando for de competência originária de Tribunal Regional do Trabalho. 108.7 Habeas corpus http://leonardosakaki. *diz-se de ou decisão. e. para determinar provisões ou decidir sobre questões incidentais que vêm interferir no seu andamento. porventura oferecidos. 108. 475-I e ss. admitirá o recurso de revista para o Tribunal Superior do Trabalho. Pode ser proposta pelo sindicato da categoria.com/leonardosakaki | @leosak . Não tem caráter executiva. ficará isento do pagamento de custas processuais e dos honorários advocatícios. Deverá requerer na petição inicial.br | leonardosakaki@uol. no caso de não oferecimento de embargos. sem caráter de sentença final.sites. 108. uma vez transitada em julgado.br | 11 99610348 facebook. tendo natureza jurídica de ação e competência idêntica àquelas explicitadas na ação rescisória. concussão ou corrupção do juiz. (B) É ajuizada independente de depósito prévio. (A) A decisão que extingue o processo sem resolução de mérito. prossiga o processo nos termos dos arts.

br | leonardosakaki@uol. num primeiro momento. podem ser apresentadas as preliminares. Aplicação subsidiária do CPC. Exemplo: arresto. 109 Tutela antecipatória e medidas cautelares Ao contrário do que dispõe o CPC. após a leitura da reclamação. caberá de ofício.1 Cautelares preparatórias Proposta antes do processo principal.sites.com. se a prisão ocorrer. e é. existindo a indispensabilidade da propositura da demanda no prazo de 30 dias. há a possibilidade da postulação sem a necessidade do advogado.com/leonardosakaki | @leosak . o reclamado terá vinte minutos para aduzir sua defesa.br | 11 99610348 facebook. busca e apreensão. pois a CLT não menciona as preliminares. Não caberá agravo de instrumento. o habeas corpus deverá ser impetrado no TRF. Requisitos: haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação ou existência de manifesto propósito protelatório do réu. a competência do habeas corpus será da Justiça do Trabalho. mas sob o mesmo juízo. como no processo civil.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 167 O juiz do trabalho pode decretar prisão nos seguintes casos: crime de desacato.uol. Mas a praxe tornou a contestação escrita. 109.Não havendo acordo. deixando para a Justiça do Trabalho somente o habeas corpus se a prisão for proveniente de depositário infiel.1 Preliminares É tudo o que antecede o objeto central (mérito).com. Exige-se a verossimilhança da alegação e prova inequívoca. 847 . 110. crime de falso testemunho e infiel depositário. produção antecipada de provas. exibição de documentos. 109. não proposta a medida principal. oral: Art. Se o juiz do trabalho decretar prisão por tais crimes. Exemplo: quando o réu está se desfazendo de seus bens e o reclamante quer resguardar seus direitos.1 Inexistência ou anulabilidade da citação http://leonardosakaki. que podem ser: 110. quando esta não for dispensada por ambas as partes. ainda que o STF não mais admita referido tipo de restrição de liberdade pelo fato de ser o paciente depositário infiel.1. visto que na Justiça do Trabalho. Juntamente com a defesa. cessa a eficácia da medida cautelar. sequestro. 110 Contestação Deve ser entregue em audiência. Somente poderá ser atacada com mandado de segurança.2 Cautelares incidentais Proposta no curso do processo principal.

na falta. O seu não recebimento (inexistência) ou a entrega após o decurso desse prazo (anulabilidade) constitui ônus da prova do destinatário. TST: presume-se recebida a notificação 48 horas depois de sua postagem. Pode ser declarada de ofício e pode ser deferida em um ou mais pedidos. Também é denominada de notificação.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. Se o reclamado criar embaraços ao seu recebimento ou não for encontrado. pois. Súmula 16. se isso ocorrer.3 Litispendência Muitas vezes a segunda ação distribuída não será objeto da segunda audiência (local em que efetivamente o juiz toma conhecimento do processo). Art.2 Inépcia da inicial Faltam requisitos.1. sob pena de preclusão. ao reclamado. que será a primeira desimpedida.1. ou do termo. § 1º .4 Coisa julgada Extinção sem julgamento do mérito. no processo do trabalho.br | leonardosakaki@uol. ou. inserto no jornal oficial ou no que publicar o expediente forense. Por isso a inexistência de citação pode ser arguida a qualquer momento processual. mas desde que seja o primeiro momento de manifestação nos autos. Comprovada a inexistência ou a anulabilidade. deverá julgar a ação improcedente.O reclamante será notificado no ato da apresentação da reclamação ou na forma do parágrafo anterior. sem exame de mérito.Recebida e protocolada a reclamação. dentro de 48 (quarenta e oito) horas. 110. 110. devolvendo-se o prazo para a devida contestação. notificando-o ao mesmo tempo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 168 Inexistência da citação Citação é indispensável em todo processo. como também na inicial como um todo. o processo deve retornar ao seu início. A citação deve ocorrer com pelo menos 5 dias de antecedência da audiência.uol. 110. depois de 5 (cinco) dias.com. Não precisa ser pessoal. § 2º . mas ela ocorreu de maneira incorreta.A notificação será feita em registro postal com franquia. motivo pelo qual enseja muitas demandas suscitando a inexistência da citação. remeterá a segunda via da petição. http://leonardosakaki. se a primeira ação for objeto igualmente da primeira audiência e o juiz verificar que existe uma outra demanda idêntica.1. mesmo porque não poderá requerer a outro juízo que tome o mesmo procedimento com relação a outro processo. o escrivão ou secretário. far-se-á a notificação por edital. para comparecer à audiência do julgamento. afixado na sede da Junta ou Juízo. Assim. o réu estará se dando por citado. Anulabilidade da citação Deve ser arguida quando o citando teve conhecimento da citação.com. Não será arguido no momento da audiência.sites. 841 .

1 Incompetência Absoluta: declarada ex officio ou arguida pela parte interessada. legitimidade e passagem pela Comissão de Conciliação Prévia (se esta houver sido instituída). 110.br | 11 99610348 facebook. interesse particular na causa.2. O juízo em que foi distribuída a segunda ação deve remetê-la ao juízo em que foi distribuída a primeira ação. 110.3 Impedimento Exemplo da juíza que negava perguntas ao advogado do reclamado (instituição financeira). mas o juiz remete o mesmo ao juízo que tem a ação com o objeto mais amplo. Art. em consequência da inércia da parte interessada. sob pena de prorrogação de competência – o juiz incompetente. Diz respeito à incompetência material. em razão de este ser o juízo prevento. não mais poderá alegar exceção de suspeição. salvo sobrevindo novo motivo. amizade íntima. A juíza já trabalhara na instituição financeira e já conhecia os procedimentos do banco. finalmente. Deve ser arguida pela parte interessada na primeira audiência.2.sites. 801 Parágrafo único .2 Suspeição Inimizade pessoal. se do processo constar que o recusante deixou de alegá-la anteriormente.com.br | leonardosakaki@uol. 110. por ser mais amplo.1. depois de conhecida.7 Carência da ação Não há o preenchimento dos requisitos indispensáveis à condição da ação – objeto lícito. parentesco por consanguinidade ou afinidade até 3º grau civil.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 169 110. quando já a conhecia.2. aceitou o juiz recusado ou.uol. 110. possibilidade jurídica do pedido. mas o objeto de uma. A suspeição não será também admitida. Não há a extinção do processo.1. 110. julgará a demanda.1.Se o recusante houver praticado algum ato pelo qual haja consentido na pessoa do juiz. abrange o das outras.3 Compensação http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak .com.5 Conexão Ocorre quando o julgamento de uma das ações interferir diretamente na outra lide. 110.2 Exceções 110. se procurou de propósito o motivo de que ela se originou.6 Continência Dá-se a continência entre duas ou mais ações sempre que há identidade quanto às partes e à causa de pedir. ou que. Relativa: diz respeito ao local de propositura.

deverá contestar a reconvenção.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 170 Dívida de ambas as partes. 110. Prescrição bienal: deve ser contada da data da rescisão do contrato de trabalho. o obreiro. 110. Assim como a prescrição bienal.com/leonardosakaki | @leosak . Deve ser arguida sempre que o valor da causa não for. ao menos. 110. mas também o próprio direito. lembrando que. Prescrição quinquenal: não importa a data da rescisão nem mesmo se isso ocorreu. 111 Audiência É obrigatória. terá 2 anos para promover reclamação trabalhista. reclamante no processo principal. sob pena de o item esquecido ser confesso. observado o prazo de 2 anos após o término do contrato de trabalho.8 Mérito Deve-se contestar todos os itens arguidos na exordial. trata-se de prescrição decadencial.5 Prescrição A prescrição poderá ser suscitada a qualquer momento processual. Prescrição trintenária: é trintenária a prescrição do direito de reclamar contra o não recolhimento da contribuição para o FGTS. Portanto. Limitada a dívidas de natureza trabalhista e somente poderá ser arguida com a contestação. É necessário o processamento em peça apartada.4 Reconvenção Reconvenção é uma contra-ação. Leva-se em conta a data da propositura da ação e dela retomar os últimos 5 anos. próximo da soma do valor da pretensão. 110. sendo-lhe vedada a distribuição de nova ação. não importando seu motivo.6 Perempção Quando o autor der causa ao arquivamento da ação por 3 vezes consecutivas. após o término de ser contrato laboral.7 Impugnação ao valor da causa Deve ser arguida em peça autônoma. Não pode haver reconvenção da reconvenção. assim como a presença das partes.br | 11 99610348 facebook. 110.sites. ou seja. reinicia-se o prazo no que tange aos pedidos idênticos.com.uol.br | leonardosakaki@uol. uma ação do reclamado contra o reclamante.com. visto que não se perde apenas o direito de ação. http://leonardosakaki. O reconvindo. se ela for arquivada.

TST.sites. Quando há acordo.com. O reclamado poderá propor nova ação. http://leonardosakaki. 844. só se aplicando a pena de confissão quanto à matéria de fato se na audiência anterior a parte tiver saído ciente da data da nova audiência. ainda que não possuam vínculo trabalhista ou societário. Será revelia também quando presente o advogado. (Lei Complementar 123/06) 111. há a necessidade de o preposto ser empregado. 112 Conciliação Tentativa de conciliação é obrigatória (art. O arquivamento da reclamação é uma sentença. pois o processo é extinto sem resolução do mérito.3 Ausência das partes Reclamante ausente: art. CLT). Observação: prevalece o entendimento de que o único objetivo dessa representação é o de evitar o arquivamento da RT.br | 11 99610348 facebook. 114. Segundo a Súmula 377. 764. instrução e julgamento. Exceção: empregador de ME e EPP podem fazer-se substituir ou representar perante a Justiça do Trabalho por terceiros que conheçam dos fatos. Reclamante e reclamado ausentes: na audiência de instrução não gera arquivamento nem revelia. Reclamado ausente: art. Na prática é comumente dividida em 3.uol. mas somente a pena de confissão quanto à matéria de fato. transita desde logo em julgado e não caberá recurso. se por doença ou qualquer outro motivo ponderoso devidamente comprovado o empregado não puder comparecer. salvo quando a reclamação se tratar de empregado doméstico. Somente poderá ocorrer para justificar a ausência do mesmo na audiência e não para depor em seu lugar.br | leonardosakaki@uol.com. CF e art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 171 É una – todos os atos são realizados em audiência una. inclusive a prolação da sentença.2 Substituição da reclamada Pode ser substituído por um gerente ou qualquer preposto que tenha conhecimento dos fatos. colega de trabalho.1 Substituição do reclamante Pode ser substituído por um colega de serviço ou membro do sindicato. 111. ele poderá ser representado por outro empregado que pertença à mesma profissão. CLT – revelia e pena de confissão quanto à matéria de fato. 111. ou pelo sindicato. No sumaríssimo é proposto pelo juiz a qualquer momento. CLT – arquivamento da ação. pela falta de tempo: inicial. A parte que se viu prejudicada no decorrer da instrução poderá tentar amenizar os efeitos da sentença fazendo acordo. 844. fato este que a prática acaba por impor sua impossibilidade de efetivação.com/leonardosakaki | @leosak .). mas ausente o reclamado. Momentos para conciliação: antes da defesa no processo ordinário (não havendo o contraditório – não se ouve as provas etc.

(C) O benefício da gratuidade de justiça não pode ser concedido de ofício pelo juiz.com/leonardosakaki | @leosak . (B) As custas devem ser pagas pelo vencido.Despesas 50 (FGV – OAB 2010. salvo em casos urgentes. não caberá recurso.1 Sentença Definitiva: põe fim ao processo resolvendo a lide. Sentença homologatória é título executivo judicial. Declaratórias: declaram ou não ato jurídico. Decisão interlocutória: quando o juiz decide algo que não visa resolver o feito. não ultrapassando 5 horas seguidas. passível de imediata execução quando não cumprida. assinale a afirmativa correta. Retroage até a data dos fatos.br | leonardosakaki@uol. . No caso de recurso. http://leonardosakaki. fazer ou não fazer. para impulsionar o processo.br | 11 99610348 facebook.sites. Resposta: B 113. Se o ato iniciou-se antes das 20h e o mesmo. Condenatórias: imposição de obrigação de dar. Líquida: envolve condenação em quantia certa e determinada. estas devem ser pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo recursal. (D) A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na pretensão objeto da perícia. Podem ser praticados em dias úteis. Sentença: ato para por fim ao processo. Das 8 às 18h.2) Com relação às despesas processuais na Justiça do Trabalho. após o trânsito em julgado da decisão. Exemplo: reconhecimento de vínculo.uol. 113 Atos processuais Os atos processuais são públicos (audiência). (A) As entidades fiscalizadoras do exercício profissional. são isentas do pagamento de custas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 172 Se o juiz perceber que o acordo é flagrantemente lesivo ao empregado ou ao empregador.1.com. poderá recusar a homologá-lo. das 6h às 20h. entretanto caberá ação rescisória. Constitutivas: modificam a relação jurídica – a criam ou a extinguem. puder prejudicar a diligência ou causar algum dano. poderá ultrapassar tal horário. Se houver homologação de acordo viciado. 113.1 Atos do juiz Despacho: quando a parte requerer algo no decorrer da demanda. em face de sua natureza autárquica. ou ex officio.com. devendo ser necessariamente requerido pela parte interessada. Terminativa: põe fim ao processo sem analisar o mérito. se adiado. ainda que beneficiária da gratuidade de justiça.

I. TST. Fundamentação: motivo da sentença. sendo possível a extração da carta de sentença e o início da execução provisória que vai até a penhora. Art. 114 Recursos trabalhistas a) Características ou peculiaridades: (i) em regra são dotados apenas de efeito devolutivo. CLT. parte final. . portanto a extração da carta de sentença – execução provisória (até a penhora). 9. Art.uol. 162.jus postulandi.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 173 Ilíquida: não envolve quantia certa. o presidente do Tribunal Superior do Trabalho poderá atribuir efeito suspensivo a esse recurso ordinário pelo prazo improrrogável de 120 dias contados da publicação. É possível. TST. 899. 899. é possível a obtenção do efeito suspensivo mediante ação cautelar. §1. TST. (ii) Serão interpostos por simples petição. Atenção: dispensado no sumaríssimo. I. através de ajuizamento de ação cautelar – Súmula 414. Art. parte final. TST) e os princípios da simplicidade e informalidade que vigoram no processo do trabalho. Súmula 414. A ação cautelar é o meio próprio para o efeito suspensivo.sites. Lei 7. decisão do juiz que indefere a oitiva de testemunhas.br | leonardosakaki@uol. Conclusão: decisão da causa. §2. é excepcional. CLT. Inexigibilidade de fundamentação. 791. Art. decisão que resolve exceção de incompetência relativa de suspeição ou impedimento.com. 893.br | 11 99610348 facebook. e Súmula 425. (iii) irrecorribilidade imediata/direta das decisões interlocutórias. Exemplo: condeno pagar 72 horas extras. CLT . Por quê? Ius postulandi (art. Esta é a regra das sentenças trabalhistas. CPC. http://leonardosakaki.Partes da sentença Relatório: nome das partes e resumo do pedido e da defesa. Todavia. Atenção: a Súmula 422. Decisão interlocutória é o ato do juiz que no curso do processo resolve questão incidente. É possível efeito suspensivo nos recursos trabalhistas? Sim.701/88 Tribunal Superior do Trabalho Recurso Ordinário Sentença normativa Dissídio coletivo Tribunais Regionais do Trabalho Justiça do Trabalho Nesse caso.com/leonardosakaki | @leosak .Caso específico de efeito suspensivo – Art. . CLT. expõe a necessidade de fundamentação – princípio da dialeticidade ou discursividade e princípios do contraditório e ampla defesa. Exemplo de decisões interlocutórias: liminar. caput.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 174 No processo do trabalho. Tutela antecipada concedida em liminar e a tutela concedida na sentença. somente sendo admitida a apreciação de seu merecimento em recurso da decisão definitiva.com. Principais bases de cálculo: valor da causa. 6. Agravo de instrumento serve só para destrancar recurso. A superveniência de sentença resulta na perda do objeto do mandado de segurança b) Preparo A ausência de preparo é a deserção. 1.584/70. condenação e acordo.com/leonardosakaki | @leosak . não cabe recurso imediato e sim mandado de segurança. respectivamente.br | 11 99610348 facebook. Prevalece o entendimento da necessidade do protesto nos autos ou na ata para evitar a preclusão.br | leonardosakaki@uol. (iv) em regra observa o prazo de 8 dias para razões e contra razões – art. Dessa forma. se o juiz proferir uma decisão interlocutória não é cabível a interposição de recurso imediato ou direto. III. Fazenda Pública e Ministério Público do Trabalho – prazo em dobro para recorrer – art. que o prazo é de 48 horas. Cabe mandado de segurança e recurso ordinário (Súmula 414 do TST). CPC. Cautelar tem por objetivo assegurar um resultado útil – fumus bonus juris. caberá recurso ordinário. Qual o recurso cabível em cada caso? Liminar é uma decisão inicial no processo. Caso prático: Mandado de segurança Recurso Recurso Ordinário Mandado de segurança Reclamação trabalhista Liminar Sentença Tutela antecipada – art. Recurso contra a sentença: recurso mediato – impugnar sentença e decisão interlocutória. http://leonardosakaki. Custas: art. 273.com. é uma decisão interlocutória. Principais exceções: recurso de revisão. por ser uma decisão interlocutória. Prevalece o entendimento de que há a necessidade do protesto antipreclusivo para o cabimento do recurso mediato. DL 779/69 e Art. se a antecipação de tutela foi concedida na sentença. 188. que resulta no não conhecimento do recurso.uol. Tutela antecipada não é concedida só liminarmente – pode ser também na sentença também. 789 e ss. De outra sorte. No processo do trabalho não existe agravo retido e o agravo de instrumento é o recurso cabível contra despacho denegatório de seguimento de recurso no juízo a quo. não é cabível recurso imediato ou direto contra decisão interlocutória. CLT Se a tutela antecipada for concedida liminarmente. e não mandado de segurança. CLT Alíquota de 2%. somente sendo admitida a apreciação da decisão interlocutória em recurso da decisão definitiva (recurso mediato ou indireto). Lei 5. Esse recurso recebe um nome técnico: recurso mediato ou indireto.sites.

tempestivamente. a massa falida é isenta de custas e depósito recursal. é corretor afirmar que: http://leonardosakaki. de 29 de junho de 2010. valor).2) Assinale a alternativa que apresente requisitos intrínsecos genéricos de admissibilidade recursal.uol. Na análise da primeira admissibilidade recursal há um equívoco. Observação: conforme a Súmula 86 do TST. O recurso pode ser interposto pela parte vencida.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 175 114. Trouxe o depósito recursal em agravo de instrumento. que é correspondente a 50% do valor do depósito do recurso trancado.275. (B) Preparo.com/leonardosakaki | @leosak . preparo e tempestividade. Pressupostos recursais objetivos ou extrínsecos: são aqueles que dizem respeito a aspectos externos da decisão recorrida. e Súmula 161 TST – somente é exigido do empregador em havendo condenação em pecúnia (em direito. Na hipótese de condenação solidária de duas ou mais empresas o depósito feito por uma delas aproveitará as demais. se interpõe o recurso de agravo por instrumento. tempestividade e preparo. Resposta: A Classificação 1.com. Pressupostos recursais subjetivos ou intrínsecos: são aqueles que dizem respeito a aspectos internos da decisão recorrida.2 Depósito recursal É um pressuposto recursal objetivo que tem por finalidade a garantia do juízo para futura execução por quantia a ser promovida pelo empregado. 114.sites. §7º da Consolidação das Leis do Trabalho. Quanto à conduta do Desembargador Relator. CLT. Desta decisão. pelo terceiro prejudicado e pelo Ministério Público. capacidade e interesse. 899. O seu pedido foi julgado improcedente. 53 (FGV – OAB 2010. tempestividade. benefício este não estendido às empresas em liquidação extrajudicial. Art. desde que não pleiteie a sua exclusão da lide. suas integrações e consectárias.br | leonardosakaki@uol. (A) Capacidade. TST. que tem seu conhecimento negado pelo Tribunal Regional. Súmula 128. 2.br | 11 99610348 facebook.1 Pressupostos recursais 52 (FGV – OAB 2010. legitimidade e interesse.com.2) Pedro ajuizou ação em face de seu empregador objetivando a satisfação dos pedidos de horas extraordinárias. adequação. (D) Legitimidade. III. (C) Representação processual. nos termos do artigo 899. 499. interesse e representação processual. Empregado nunca faz depósito recursal! Art. por ausência do depósito recursal referente à metade do valor do recurso principal que se pretendia destrancar. Recorre ordinariamente. pretendendo a substituição da decisão por outra de diverso teor. e se nega seguimento ao recurso por intempestivo. São pressupostos extrínsecos: precisão legal. tempestivamente. São pressupostos intrínsecos: legitimidade. Atenção: lei 12. preparo e regularidade de representação.

sob pena de não conhecimento do recurso. dispensável o preparo no que se refere a depósito recursal. na esfera laboral é o único. não pode estar ausente. (C) ela está equivocada. juntamente com os embargos por declaração. que não necessita de preparo para a sua interposição.com.com. (B) ela está correta. uma vez que o referido artigo afirma que nos casos de interposição do recurso de agravo por instrumento é necessária a comprovação do depósito recursal de 50% do valor do depósito referente ao recurso que se pretende dar seguimento.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 176 (A) ela está correta. pois o recurso de agravo por instrumento.br | 11 99610348 facebook. (D) ela está equivocada. o pedido foi julgado improcedente sendo recorrente o autor.1 Recurso de revisão ou pedido de revisão http://leonardosakaki. Resposta: C 114. no problema acima.3.3 Recursos trabalhistas em espécie 114.uol.com/leonardosakaki | @leosak .sites. portanto. por isso. pois em que pese haver a necessidade do preparo para a interposição do recurso de agravo por instrumento. uma vez que o preparo é requisito de admissibilidade recursal e.br | leonardosakaki@uol.

Deve ser interposto em 48 horas da decisão do juiz. Se o juiz mantiver o valor. Cabimento: 8 dias.com/leonardosakaki | @leosak . 114. (semelhante à apelação do cível) Efeito: devolutivo. caberá recurso de revisão. O juiz que o receber fará o juízo de admissibilidade e abrirá prazo para contrarrazoar o recurso no mesmo prazo. poderá impugná-lo em audiência. Procedimento: será direcionado ao presidente do TRT. TST.sites. a parte vencida propõe recurso cabível. faz cair por terra também o recurso adesivo. com cópia da inicial e da ata de audiência. a qualquer momento. recurso extraordinário e agravo de petição. 114. Recurso adesivo é compatível com o direito do trabalho e é cabível nos seguintes recursos: recurso ordinário.2 Recurso adesivo Ocorre quando a ação for procedente em parte. e a outra que também não ganhou tudo propor recurso adesivo.com. Se uma das partes não concordar com este valor.3.3. 114. É um recurso subordinado ao principal. O recorrente.br | 11 99610348 facebook. Súmula 283. 114. quando estes estiverem atuando como órgãos originários. obscuridade ou contradição. Cabimento: quando a sentença contiver erro no tocante a omissão. Pessoa jurídica de direito público tem prazo em dobro.3 Embargos declaratórios Hipóteses de alteração de sentença: correção de erros de ofício ou a requerimento da parte (em tese de embargos declaratórios. sem a anuência do recorrido.br | leonardosakaki@uol.5 Recurso de revista http://leonardosakaki.3. a parte tem 8 dias de prazo para interpor o recurso ordinário.3. se ocorrer. e deverá ser julgado em 48 horas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 177 É pouco usado e ocorre quando a inicial não contém valor dado à causa e o juiz o fixar. fato este que.uol. Pode-se discutir toda a matéria (de fato e de direito).4 Recurso ordinário Cabimento: das decisões definitivas ou terminativas das VT e dos TRTs.com. recurso de revista. Pressuposto: pagamento de custas e depósito recursal. embargos no TST. poderá desistir do recurso. Procedimento: recebida a notificação. equívoco na análise dos pressupostos extrínsecos do recurso.

ainda. e §§ da CLT. 897.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 178 Cabimento: visa a uniformização da jurisprudência. CLT: é o recurso cabível contra acórdão do Tribunais Regionais do Trabalho em dissídio individual. juntamente devera ser formado o instrumento. É o recurso cabível contra as decisões proferidas na execução.3) http://leonardosakaki. pois as decisões interlocutórias são irrecorríveis no processo laboral. Atenção: no sumaríssimo só caberá em divergência sumular ou violação à CF/88.7 Embargos no TST 114.3.com. da decisão inicial e da comprovação do depósito recursal e custas. da defesa. 896. Procedimento: quando o agravo sobe. A parte contrária terá 8 dias para contraminuar o agravo. Art. que são as peças necessárias para o agravo: cópia da decisão agravada. em embargos de terceiro. por medida de cautela. Exemplo: decisão em embargos à execução.uol. 114.8 Agravo de petição Art.3. ou seja. Se o processo começou no Tribunais Regionais do Trabalho cabe recurso ordinário. Ou. contrarrazoar o recurso denegado. das procurações outorgadas aos advogados das partes. em grau de recurso ordinário.br | leonardosakaki@uol. ainda.com/leonardosakaki | @leosak .3. Somente ensejará quando houver divergência jurisprudencial ou sumular. Procedimento: deverá ser endereçada ao Presidente do TRT e as razões encaminhadas ao TST. daquelas que infringem dispositivo legal constitucional ou de lei federal.sites. nele só se discutem questões de direito – não objetiva reanalisar questões de fato ou provas. da petição inicial.com. a. O agravado terá que contraminuar o agravo e. O agravo de petição é o recurso ordinário na execução. 78 (FGV – OAB 2010.br | 11 99610348 facebook. da certidão de intimação.6 Agravo de instrumento Sentença Recurso ordinário Cabimento: somente para decisões que denegarem seguimento a recurso. quando houver conflitos com acordos ou convenções coletivas. que é o nome dado à contraminuta do agravo. Tribunal Superior do Trabalho Tribunais Regionais do Trabalho Acórdão Recurso de revista Justiça do Trabalho 114. em exceção de pré-executividade. ou.

tendo competência originária uma das turmas do próprio Tribunal Superior do Trabalho. (B) O termo de compromisso de ajustamento de conduta firmado perante o Ministério Público do Trabalho.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 179 Determinada turma do Tribunal Superior do Trabalho não conheceu de recurso de revista interposto pela empresa Alfa Empreendimentos Ltda. (D) Tribunal Superior do Trabalho.3) Segundo o texto da Consolidação das Leis do Trabalho. depende de prévia homologação pelo juiz que teria competência para o processo de conhecimento relativo à matéria. é correto afirmar que a decisão rescindenda será a proferida pelo (A) Tribunal Regional do Trabalho. Resposta: C 81 (FGV – OAB 2010. considera-se inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou em aplicação ou interpretação ti das por incompatíveis com a Constituição Federal. essa decisão transitou em julgado. (C) Tribunal Regional do Trabalho. assinale a afirmativa correta. que não conheceu do recurso de revista.br | 11 99610348 facebook.sites. para que possa ser executado no processo do trabalho. é correto afirmar que a lei de execução fiscal (A) é fonte subsidiária para a aplicação das normas na execução trabalhista. tendo competência originária para o seu julgamento o próprio Tribunal Regional do Trabalho.com. em dissídio individual) estar em perfeita consonância com enunciado de súmula de direito material daquela Corte Superior. em recurso ordinário. que é a primeira fonte subsidiária da legislação processual do trabalho. (B) somente é fonte subsidiária para aplicação das normas na execução trabalhista caso não exista regramento sobre o assunto no Código de Processo Civil. Na condição de advogado contratado pela respectiva empresa. (B) Tribunal Superior do Trabalho. sendo vedado ao juiz promovê-la de ofício.com/leonardosakaki | @leosak .uol. (C) Conforme disposição expressa na Consolidação das Leis do Trabalho. que não conheceu do recurso de revista. (C) somente é fonte subsidiária do Processo do Trabalho na execução das contribuições previdenciárias. em razão de a decisão recorrida (proferida por Tribunal Regional do Trabalho em sede de recurso ordinário. (D) somente é fonte subsidiária do Processo do Trabalho na execução das contribuições previdenciárias e sindicais. tendo competência originária a Seção Especializada em Dissídios Individuais do próprio Tribunal Superior do Trabalho. (D) Garantida a execução ou penhorados os bens. para ajuizamento de ação rescisória. Resposta: A http://leonardosakaki. Transcorrido in albis o prazo recursal. (A) A execução deve ser impulsionada pela parte interessada. é de 10 (dez) dias o prazo para o executado apresentar embargos à execução. Resposta: D 115 Execução trabalhista 51 (FGV – OAB 2010.com. em recurso ordinário. tendo competência originária para o seu julgamento a Seção Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho.2) Com relação à execução trabalhista.br | leonardosakaki@uol. cabendo igual prazo ao exequente para impugnação.

com. Resposta: A http://leonardosakaki. não beneficiando nem prejudicando terceiros.br | leonardosakaki@uol. tendo transitado em julgado a decisão condenatória.sites..com.br | 11 99610348 facebook.3) O sindicato representante de determinada categoria profissional ajuizou ação civil pública em face da Construtora Beta Ltda.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 180 116 Ministério Público do Trabalho 79 (FGV – OAB 2010. (C) A sentença fará coisa julgada às partes entre as quais é dada (inter partes). postulando sua condenação na obrigação de se abster de coagir seus empregados a deixarem de se filiar ao respectivo ente sindical. (B) O ajuizamento dessa ação civil pública visou à tutela de interesses ou direitos meramente individuais. A pretensão foi julgada procedente. (A) Seria obrigatória a intervenção do Ministério Público do Trabalho como fiscal da lei nesse processo. (D) A competência funcional para julgamento dessa ação civil pública é do Tribunal Regional do Trabalho que tenha jurisdição no local onde se situa a sede da empresa.uol. assinale a alternativa correta. Diante dessa situação hipotética.

O direito penal não pode proteger atos tidos como meramente morais por parcela da população. Princípio da intervenção mínima. Além da subsunção formal. Orienta a irrelevância penal das infrações à pura letra da lei penal que não revelem significativa lesão ou risco de lesão aos bens juridicamente tutelados.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. deve ser reservado apenas para aquelas situações em que outras medidas estatais ou sociais (sanção moral. Em um Estado Democrático. que haja grave lesão e mesmo que outros instrumentos de controle social não tenham surtido efeito na defesa do bem. apenas quando a intervenção estatal realmente diminuir a violência social. ainda.uol. seria desproporcional. sob pena de inconstitucionalidade. Por outro lado como a pena é medida extrema e grave. Princípio da exclusiva proteção a bens jurídicos com dignidade penal. administrativa. Nullum crime sine culpa – não há crime sem culpa ou dolo. Princípio da inadequação social.) não foram suficientes para provocar a diminuição da violência gerada por determinado fato. desnecessária. http://leonardosakaki. Princípio da culpabilidade. Legalidade formal.sites. adequada. ou seja. com o intuito de permitir seu livre desenvolvimento. pois determinadas condutas lesam de forma tão pequena. Ainda que o bem jurídico tutelado mereça proteção penal. que a intervenção penal.com. nem tentar impor determinada ideologia política ou crença religiosa. a intervenção do Estado na esfera de direitos do cidadão deve ser sempre a mínima possível.com. O direito penal é um remédio subsidiário. impedindo a vingança privada e prevenindo crimes por meio da intimidação ou da ratificação da vigência da norma. Princípio da fragmentariedade. Princípio da subsidiariedade. nem sempre a intervenção penal se legitima. a pena não pode ser maios que a reprovabilidade do sujeito buscando exemplo para prevenir novos crimes. tão ínfima. extremamente grave. mas sim conduta exteriorizada capaz de lesar ou expor terceiro a risco – alteridade penal ou transcendentalidade. Princípio da insignificância. será legítima a intervenção da estrutura penal. ou seja. também é requisito para a intervenção penal a real lesividade social da conduta. Princípio da adequação da intervenção penal. pois é preciso que seja. Nem toda lesão a bem jurídico com dignidade penal carece de intervenção penal. Apenas a grave lesão a bem jurídico com dignidade penal merece tutela penal. civil etc. é necessário que não se trate apenas de um comportamento ou conduta interna.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 181 DIREITO PENAL 117 Princípios do direito penal Princípio da lesividade.br | 11 99610348 facebook.

Taxatividade: a conduta proibida é descrita na lei por meio dos tipos. por vedação constitucional.br | 11 99610348 facebook. A individualização da pena é a concretização da isonomia. Regra da anterioridade da lei: consequência dos fundamentos da legalidade. ou seja. 119 Lei penal no tempo http://leonardosakaki. Tipo é o modelo de conduta. deve haver a consideração de algumas regras: Reserva legal: apenas a lei em sentido estrito pode legislar matéria penal. Exemplo: Lei 11. por atentatórias à dignidade humana.com. Para a análise dos critérios a que se sujeita a intervenção penal para que se respeite o princípio da legalidade em toda sua extensão. Vedação da analogia in malan parten: a analogia não é forma de interpretação de lei.uol. Salvo exceção constitucional em tempo de guerra declarada. A pena não pode passar da pessoa do condenado. trabalhos forcados e banimento. na medida das respectivas diferenças. a aplicação de penas cruéis. qual a consequência de sua atitude criminosa. é claro que a exigência de lei penal incriminadora apenas garante o indivíduo quando o permite conhecer a proibição de determinada conduta antes de praticá-la.com/leonardosakaki | @leosak . Outras espécies legislativas. e os tipos incriminadores descrevem o modelo de conduta proibida. Princípio da pessoalidade da pena ou intranscendência. leis delegadas. 118 Aplicação da lei penal Princípio da legalidade: não há crime sem lei anterior que o defina ou pena sem prévia cominação legal. e não é possível. em situação mais reprovável. Norma penal em branco: é aquela cujo preceito primário carece de complemento de outra norma.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 182 Princípio da humanidade das penas. aquela em que a definição da conduta criminosa apenas é possível com a utilização de outra norma. o cidadão tem o direito de conhecer.343/06 – em outra norma está o rol das substâncias entorpecentes. de forma clara. não é possível a aplicação da pena de morte.sites. Princípio da individualização da pena. como medidas provisórias. deve ter pena mais intensa que aquele que pratica leve infração com pequena censurabilidade. resoluções e decretos não podem veicular matéria penal incriminadora. Legalidade da pena: além de ter direito a conhecer o espaço de sua liberdade. mas sim instituto de integração do ordenamento jurídico. visto que implica no tratamento diferenciado a situações e pessoas diferentes. que especifique seu conteúdo. Quem pratica crime mais grave. ou seja.br | leonardosakaki@uol. apenas a conduta anteriormente definida em lei como infração penal pode ser punida.

CP. ou seja. XL . Exemplo: X. Trata-se de princípio constitucional expresso. 119. 3º . Crimes permanentes ou continuados. atira em Y.A lei excepcional ou temporária. 121. CF. Aplica-se o aumento de pena pela vítima possuir menos de 14 anos? Sim.br | 11 99610348 facebook.Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime. Novatio legis in pejus: piora de uma condição do agente. embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram. cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. X é inimputável.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 183 Art.uol.2. ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. não criminalizando determinada conduta. 2º . ainda que outro seja o momento do resultado. ou seja. aplica-se o aumento de pena do art. Tempo do crime Art. STF. Lei excepcional ou temporária Art.1 Tempo do crime Lugar Ubiquidade (onipresença) Tempo Atividade (ação ou omissão) Quanto ao tempo do crime.com/leonardosakaki | @leosak .a lei penal não retroagirá. Espécies: Novatio legis incriminadora: nova lei que incrimina certa conduta que anteriormente não era considerado crime. Y morre quando X completa 18 anos. aplica-se ao fato praticado durante sua vigência.A lei posterior.1 Princípio da irretroatividade da lei mais severa (lex gravior) A lei penal não retroagirá. Segundo a Súmula 711. ainda que outro seja o momento do resultado. Parágrafo único .2 Aplicação da lei no tempo 119.Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão. http://leonardosakaki. Trata-se de um princípio absoluto.com. 5. de 17 anos. Art. aplica-se aos fatos anteriores. não há exceções. 119.com. aplica-se a lei mais grave ao crime permanente e ao crime continuado desde que tenha entrado em vigor antes de cessada a continuidade ou a permanência. Exemplo: X atira em Y que tem 13 anos de idade. Y morre após completar 14 anos. que de qualquer modo favorecer o agente. salvo para beneficiar o réu. XL. salvo para beneficiar o réu. considera-se prática do crime no momento da ação ou omissão. 4º . §4. o Brasil adota a teoria da atividade.sites.br | leonardosakaki@uol.

343: a pessoa condenada a detenção por porte de drogas. os tribunais entendiam que configurava concurso material de crimes. abolitio criminis.2 Princípio da retroatividade da lei penal benigna – retroatividade da lei mais benéfica (lex mitior) A nova lei penal que de qualquer forma favorecer o réu aplica-se a fatos praticados antes de sua vigência. LEP. STF. será 3.com/leonardosakaki | @leosak . Efeitos penais Pena. Observação: se for uma lei mais benéfica. na aplica-se a lei benéfica no caso de revisão criminal. A quem compete? A competência para a aplicação da lei benéfica após o trânsito em julgado é do juízo da execução. A pena de estupro e atentado violento – 6 + 6 = 12 anos – era concurso matehttp://leonardosakaki. mas com a nova lei o porte é apenas uma advertência. aplica-se a lei mais benéfica. Casos da retroatividade da lei benigna: . a pena e todos os efeitos penais da condenação. 119. ainda que já decididos por sentença transitada em julgado. em virtude dela. a competência é do Tribunal no qual o recurso tramita. 66. e da Súmula 611. continua se aplicando aos crimes cometidos na sua vigência mesmo que a situação posterior seja mais favorável. neste caso não há revisão criminal. ou seja. Segunda situação: em grau de recurso. não importando se ele fez antes ou não. maus antecedentes Efeitos extra-penais Tornar certa a obrigação Abolitio in mellius. A pena é de 2 a 4 anos.br | 11 99610348 facebook. Os efeitos civis não são extintos. Não há. Terceira situação: Lei 11. neste caso pede-se a conversão da pena em advertência no juízo das execuções criminais.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 184 Exemplo: Lei mais benéfica Pena de 8 a 15 anos Lei mais grave Pena de 15 a 30 anos Será aplicada a lei mais grave.Crimes contra a dignidade sexual: antes havia o crime de estupro e atentado violento ao pudor. portanto. saiu uma lei falando que é 3. Há a ultra-atividade da lei excepcional temporária.uol. extinguindo-se. reincidência. Espécies: Abolitio criminis: trata-se da lei nova que deixa de considerar o fato como criminoso.sites. Se o sujeito constrangesse a mulher a uma prática de conjunção carnal e ato libidinoso.2. nos termos do art.com. Exceção: Lei temporária (aquela que tem um prazo determinado) e a lei excepcional (aquela que vigora em uma situação anormal) continuam aplicando-se aos crimes praticados na sua vigência mesmo depois de revogadas.br | leonardosakaki@uol.

de forma reiterada.com/leonardosakaki | @leosak . Não era crime continuado. não permitia o reconhecimento do crime continuado. . no mesmo contexto fático. Há prisão processual? Prisão em flagrante? Não. Se ele não pagar vai executar na forma da dívida ativa. pois as duas condutas estão tipificadas pelo estupro. tais atos. apenas. Texto ditado pelo professor: Na antiga legislação a prática de conjunção carnal violenta e de outro ato libidinoso forçado no mesmo contexto de fato configurava concurso material dos crimes de estupro e atentado violento ao pudor. Na nova legislação. Hoje continua sendo crime. Texto ditado pelo professor: nos termos do art. 33.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 185 rial. E no porte de drogas? Não.br | 11 99610348 facebook. depois à conjunção carnal. As penas são alternativas ou cumulativas? As penas podem ser aplicadas alternativa ou cumulativamente.uol. em contextos fáticos diferentes. prestação de serviço à comunidade. para a doutrina majoritária. Hoje. O juiz pode aplicar uma. só que o que antes configurava como concurso de crimes. mas sim crime autônomo não equiparado a hediondo.343/06. depois ao coito etc. se o condenado é primário. Em caso de descumprimento o juiz deve aplicar sucessivamente as medidas de admoestação e multa. Podia conhecer crime continuado? Não. Trata-se de crime único.3 Lei 11. Na nova legislação a mesma situação configura crime continuado.sites. Policial flagrou os jovens. Não houve abolitio criminis do atentado violento ao pudor. o sujeito que constrange a mulher à prática de conjunção carnal e ato libidinoso pratica estupro somente.br | leonardosakaki@uol. pois eram crimes de espécies diferentes. a prática de conjunção carnal violenta e atos libidinosos forçados. 119.343/06 Porte de drogas – penas: advertência. 33 §3 da lei 11. o oferecimento eventual da droga sem o objetivo de lucro para pessoa de seu relacionamento para juntos consumirem não configura tráfico. com bons antecedentes não se dedica à atividade criminosa nem integra organização criminosa. §4.Nos termos do art. vão fumar maconha.O padrasto abusava da enteada. pois o sexo oral era atentado violento ao pudor e o coito era estupro. comparecimento de curso ou medida educativa. Todos foram presos por tráfico.343/06. sua pena poderá ser reduzida de 1/6 a ⅔. portanto. roda de 5 jovens. Não há mais pena de prisão. . Obrigava ao sexo oral. Agora tem um tipo de uso conjunto – o sujeito que fornece droga gratuitamente para alguém. sendo. crime único em claro benefício do réu.com.com. duas ou três penas. uma pena de 6 anos. pois não há prisão no caso de porte de drogas. Texto ditado pelo professor: na antiga legislação.2. Não há mais prisão processual nem prisão pena no porte de drogas. pois estupro e atentado violento ao pudor eram crimes de espécies diferentes. . Isso não existia na antiga lei. da lei 11. se a pessoa é condenada a prestação de serviços à comunidade e não cumpre converte em prisão. http://leonardosakaki. mas não é tráfico. Pega o dinheiro para um para que ele pegasse e trouxesse. agora é crime único. Hoje isso tudo é uma seqüência de estupros – crime de mesma espécie – crime continuado. Faziam um cigarro grande e revezavam. O rito do porte de drogas é o rito do Jecrim. No Código Penal.Na antiga lei.

bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras. II . de Território. quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil. b) houve requisição do Ministro da Justiça. ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro. http://leonardosakaki. c) contra a administração pública.Nos casos do inciso I. e estas em porto ou mar territorial do Brasil. quando diversas. de Estado.Para os efeitos penais. mercantes ou de propriedade privada.com/leonardosakaki | @leosak . o agente é punido segundo a lei brasileira.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 186 120 Lei penal no espaço Territorialidade Art.Nos casos do inciso II. do Distrito Federal. a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes condições: a) entrar o agente no território nacional. Lugar do crime Art. §2º .os crimes: a) que. que se achem. bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.br | leonardosakaki@uol. c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras. se. segundo a lei mais favorável.sites. no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. 7º .É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada. no todo ou em parte. reunidas as condições previstas no parágrafo anterior: a) não foi pedida ou foi negada a extradição.Ficam sujeitos à lei brasileira. de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem. embora cometidos no estrangeiro: I .com. quando idênticas. 6º . 5º . d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena. Pena cumprida no estrangeiro Art. quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados.A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil.uol.Aplica-se a lei brasileira.Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão. sem prejuízo de convenções. e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou. §1º . não estar extinta a punibilidade. b) ser o fato punível também no país em que foi praticado. §3º .com. ou nela é computada. sociedade de economia mista. mercantes ou de propriedade privada. tratados e regras de direito internacional. por quem está a seu serviço. achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente. §1º . §2º . ao crime cometido no território nacional.os crimes: a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República. b) contra o patrimônio ou a fé pública da União. por tratado ou convenção. autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público. 8º . consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras. c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição. b) praticados por brasileiro. de empresa pública. por outro motivo.br | 11 99610348 facebook. Extraterritorialidade Art. de Município. o Brasil se obrigou a reprimir. d) de genocídio.A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime. respectivamente.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 187 Quanto ao lugar do crime – art. 6, CP – adota teoria da ubiquidade ou mista, segundo a qual se considera prática do crime tanto no lugar da ação ou da omissão, no todo ou em parte, como naquele em que ocorreu ou deveria ter ocorrido o resultado. A adoção da teoria da ubiquidade quanto ao lugar do crime se justifica nos crimes a longa distância ou de espaço máximo nos quais a ação ou omissão ocorre em um país e o resultado ocorre ou deveria ocorrer em outro. Exemplos: (i) A dá veneno a B no Brasil. B morre na Argentina. O crime foi realizado no Brasil. (ii) A dá veneno na Argentina a B. B morre no Brasil. O crime teve resultado no Brasil. (iii) X, na Argentina, remete bombons envenenados para Y, no Brasil. (iv) X remete os bombons, mas o correio argentino interceptou a correspondência. Aplica-se a tentativa, pois onde teria acontecido o resultado é no Brasil. 120.1 Princípio da territorialidade temperada Aplica-se a lei brasileira ao crime praticado em território brasileiro, sem prejuízo ao disposto em tratados, convenções ou regras de direito internacional. - Território brasileiro Espaço no qual o Brasil exerce a sua soberania. Território físico: solo, mar territorial (12 milhas marítimas). - Território por extensão São embarcações ou aeronaves: (i) públicas ou a serviço do governo brasileiro, onde quer que se encontrem. Crimes cometidos na aeronave ou embarcações serão aplicadas as leis brasileiras. (ii) privadas brasileiras será aplicada a lei do local onde estiver a embarcação ou aeronave. Quando em alto mar ou sobrevoando o alto mar, será aplicada a lei da bandeira da embarcação. (iii) privadas estrangeiras quando em mar territorial brasileiro ou espaço aéreo correspondente. Uma aeronave, quando no Brasil, será aplicada a lei brasileira. 120.2 Extraterritorialidade É a aplicação da lei brasileira a crimes praticados no exterior. (i) Incondicionada: aplica-se a lei brasileira mesmo que o agente já tenha sido absolvido ou cumprido pena no estrangeiro pelo mesmo crime, nos seguintes casos: Presidente da República (crime contra a vida ou liberdade), Administração Pública direta ou indireta, Genocídio (desde que o agente seja brasileiro ou domiciliado no Brasil).

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 188 A pena cumprida no estrangeiro computa-se na brasileira quando idênticas e atenua a brasileira quando diversas – art. 8, CP. Será julgada pela lei brasileira mesmo que tenha sido absolvido ou cumprido pena pelo mesmo crime. (ii) Condicionada: só se aplica a lei brasileira se estiverem presentes, cumulativamente, determinadas condições. Tratado. Crime que por tratado o Brasil se obrigou a reprimir. Aeronave ou embarcação. Crime em aeronave ou embarcação brasileira no estrangeiro quando aí não tiver sido julgado. Brasileiro. Crime cometido por ou contra brasileiro fora do Brasil.

121

Teoria do crime

Fato típico, antijurídico e culpável. Culpável: reprovável Ilícita: proibida Típica: prevista em lei

Conduta

121.1 Tipicidade A tipicidade pode ser dolosa e culposa. A princípio todos os tipos incriminadores são dolosos, pois o dolo está implícito em sua redação. A culpa, ao contrário, precisa de previsão expressa para que tenha relevância, o que é raro em nossa legislação: regra da excepcionalidade do crime culposo.
59 (FGV – OAB 2010.3) Pedro, não observando seu dever objetivo de cuidado na condução de uma bicicleta, choca-se com um telefone público e o destrói totalmente. Nesse caso, é correto afirmar que Pedro (A) deverá ser responsabilizado pelo crime de dano simples, somente. (B) deverá ser responsabilizado pelo crime de dano qualificado, somente. (C) deverá ser responsabilizado pelo crime de dano qualificado, sem prejuízo da obrigação de reparar o dano causado. (D) não será responsabilizado penalmente.
Resposta: D

Aspectos: Formal: previsão legal. Objetivo: Subjetivo: com dolo ou culpa. Material: lesão ou ameaça a um bem jurídico protegido. O princípio da insignificância ou da bagatela exclui a tipicidade material 121.2 Crime

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 189 Crime é sempre uma conduta. Características: Típica: prevista em lei. Ilícita: contrário ao ordenamento jurídico. Culpável: reprovável – passível de pena. Material Prevê o resultado. Exige o resultado. Consuma com o resultado. Exemplo: homicídio. Formal Prevê o resultado. Não exige o resultado. Consuma com a conduta. Exemplo: extorsão. Mera conduta Não há previsão de resultado. Consuma com a conduta. Exemplo: violação de domicílio.

122

Fato típico Conduta Resultado Nexo causal Tipicidade

122.1 Conduta É toda ação ou omissão humana, voluntária e consciente dirigida a um fim. 122.1.1 Situações que excluem a conduta Ato reflexo: são movimentos ou inações corporais não subordinados ao controle neurológico consciente do sujeito. Coação física irresistível: é a situação na qual o coator usa o corpo do coagido como um objeto inanimado e sem vontade própria. Exemplo: Tício pressiona o dedo de Mévio no gatilho da arma disparando e atingindo Caio. Exemplo: Tício atira Mévio contra uma janela, quebrando-a. Atenção: coação física é diferente de coação moral. Nessa, o coator constrange o coagido a praticar sozinho o crime. Exemplo: Tício seqüestra o filho de Mévio ameaçando matá-lo se Mévio não atirar em Caio. Exemplo: Tício, apontando uma arma contra Mévio, obriga-o a atirar uma pedra contra a janela, quebrando-a. Em ambos os casos, o coator responde pelo crime. Coação física Coator usa o corpo do coagido. Exclui a conduta. Coação moral – art. 22, CP Coagido é constrangido pelo coator. Exclui a culpabilidade.

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 190

Excludente de ilicitude e excludente de culpabilidade Excludente de ilicitude (justificante) Legítima defesa Estado de necessidade Exercício regular do direito Estrito cumprimento do dever legal Excludente de culpabilidade (exculpante) Menoridade Embriaguez Doença mental Erro de proibição Coação moral irresistível Obediência hierárquica

57 (FGV – OAB 2010.2) Paula Rita convenceu sua mãe adotiva, Maria Aparecida, de 50 anos de idade, a lhe outorgar um instrumento de mandato para movimentar sua conta bancária, ao argumento de que poderia ajudá-la a efetuar pagamento de contas, pequenos saques, pegar talões de cheques etc., evitando assim que a mesma ti vesse que se deslocar para o banco no dia a dia. De posse da referida procuração, Paula Rita compareceu à agência bancária onde Maria Aparecida possuía conta e sacou todo o valor que a mesma possuía em aplicações financeiras, no total de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), apropriando-se do dinheiro antes pertencente a sua mãe. Considerando tal narrativa, assinale a alternativa correta. (A) Paula Rita praticou crime de estelionato em detrimento de Maria Aparecida e, pelo fato de ser sua filha adotiva, é isenta de pena. (B) Paula Rita praticou crime de furto mediante fraude em detrimento de Maria Aparecida e, pelo fato de ser sua filha adotiva, é isenta de pena. (C) Paula Rita praticou crime de estelionato em detrimento de Maria Aparecida e, apesar de ser sua filha adotiva, não é isenta de pena. (D) Paula Rita praticou crime de furto mediante fraude em detrimento de Maria Aparecida e, apesar de seu sua filha adotiva, não é isenta de pena.
Resposta: A

122.1.2 Ação ou omissão Ação: crimes comissivos. Omissão: crimes omissivos. Existem 2 espécies de crimes omissivos: (i) próprios ou puros; (ii) impróprios ou impuros ou comissivos por omissão. Próprios Impróprios - Comissivos por omissão Já tipificados de forma omissiva: "deixar de". Exemplo: Crime previsto na parte especial de forma comissiva, omissão de socorro. mas que excepcionalmente podem ser praticados por omissão quando quem se omite tinha o dever de agir para impedir o resultado. Quem possuía o dever de agir, responde por aquilo que não impediu. Exemplo: homicídio por omissão, furto por omissão. Em regra, podem ser praticado por qualquer pessoa. Sempre é praticado por quem tem o dever de agir – art. 13, §2, CP. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 191 Consumação: no momento da omissão independen- Consumação: no mesmo momento do crime comissitemente de qualquer resultado. vo. Tentativa: não é admitida. Tentativa: é admitida. Exemplo: eu e meu amigo estamos na praia. Meus filhos estão no mar. Num certo momento vemos que meu filho está se afogando. Nenhum dos dois vai tentar salvar a criança que está se afogando. A criança morre. Por que crime os dois vão responder? Meu amigo responde por omissão. Eu respondo por homicídio. Exemplo: A deixa de salvar B, que morre afogado. A podia agir? Estava presente? Não: não há crime. Sim: tinha dever específico de agir? Sim: responde por homicídio. Não: somente responde pela omissão de socorro. Dever de agir – art. 13, §2, CP: (i) quem tem por lei o dever de cuidado, vigilância e proteção: quem de outra forma assumiu o dever (profissional ou não, remunerado ou não). Exemplos: os pais, em relação aos filhos menores; policiais, mesmo que fora do horário de serviço. (ii) quem, de outra forma, assumiu o dever de impedir o resultado. (ii) quem, por seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. Observação: só haverá omissão para aquele que podia agir. O mero descumprimento de contrato não é omissão punível. Exemplo: salva-vidas descumpriu seu horário de trabalho. Quando chegou, encontrou duas crianças afogadas na piscina. Não responde por crime algum. Exemplo: pediatra passou o dia inteiro no plantão, o horário dela terminava às 8pm, mas ela saiu 6pm para ir a uma festa. Às 5:30pm entra uma criança em uma situação grave, mesmo assim ela vai embora, achando que seu substituto viria e poderia atender a criança, mas acaba por chegar muito atrasado. A médica vai embora. A criança piora e morre. A médica deve ser punida por homicídio e o medico, que não veio, não responderá por crime algum. 123 Nexo causal

Regra: Só é punido pelo resultado quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual não teria ocorrido o resultado. O Brasil adota a teoria da equivalência (Teoria da conditio sine qua non.) Quem causou, responde pelo resultado. Quem não causou, reponde pela conduta. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Exceção: art. 13, §1, CP: causa superveniente relativamente independente exclui a imputação, quando, por si só, tiver produzido o resultado. Os atos anteriores imputam-se a quem os praticou. Exemplo: Tício atira em Mévio com animus necandi, mas não atinge região vital. Mévio é transportado ao hospital, mas no caminho sofre um acidente automobilístico que, por si só, provoca a sua morte. Tício responde por tentativa de homicídio.
58 (FVG – OAB 2010.3) Tomás decide matar seu pai, Joaquim. Sabendo da intenção de Tomás de executar o genitor, Pedro oferece, graciosamente, carona ao agente até o local em que ocorre o crime. A esse respeito, é correto afirmar que Pedro é (A) coautor do delito, respondendo por homicídio agravado por haver sido praticado contra ascendente. (B) partícipe do delito, respondendo por homicídio agravado por haver sido praticado contra ascendente. (C) coautor do delito, respondendo por homicídio sem a incidência da agravante. (D) partícipe do delito, respondendo por homicídio sem a incidência da agravante.
Resposta: D

124

Dolo

Dolo é consciência e vontade. Segundo a teoria finalista, o dolo exige apenas a consciência da situação fática e não a consciência da ilicitude do fato – dolo natural ou psicológico. Dolo Direto: prevê e deseja. Eventual: prevê e assume o risco. Culpa Inconsciente: não prevê (que era previsível) Consciente: prevê e espera evitar. Preterdolo Trata-se do crime qualificado pelo resultado no qual a conduta é dolosa e o resultado qualificador é culposo. Dolo no antecedente e culpa no conseqüente. Exemplo: lesão seguida de morte.

124.1 Dolo direto Consciência + vontade. É aquele em que o sujeito faz previsão do resultado e atua para alcançá-lo, ou seja, quer o resultado. No dolo direto o foco do sujeito é o resultado, a conduta é apenas um preço a pagar. 124.2 Dolo eventual Consciência + assunção do risco

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 193 O sujeito faz precisão do resultado, mas não quer. Ele apenas aceita o risco, assume o risco do resultado. O foco do sujeito é a manutenção da conduta e o resultado é um preço que se aceita pagar. Dolo direto Dolo eventual Previsão do resultado Previsão do resultado Quer Aceita o risco

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Culpa

Culpa é a quebra de um dever geral de cuidado. Culpa é a inobservância de um dever de cuidado objetivo. Previsibilidade objetiva: da conduta tida como descuidada, o resultado deve ser um desdobramento esperado, previsível. Excepcionalidade do crime culposo: culpa só é punida quando estiver expressamente na lei. Exemplo: título I – arts. 121 a 154, CP. - Formas de quebra do dever de cuidado Negligência, imprudência e imperícia. (i) Negligência é o descuido omissivo. É o não tomar o cuidado devido. Exemplo: não fechar o gás antes de sair de casa, deixar de verificar o pneu viajar. (ii) Imprudência é o descuido comissivo. É o agir descuidado. É o agir temerário. Exemplo: viajar com pneu careca, atravessar a preferencial. (iii) Imperícia é a falta de talento ou conhecimento específico de profissão, arte ou ofício. Exemplo: conhecimentos específicos de médico. Se o médico é o melhor no procedimento cirúrgico e deixou o objeto no organismo do paciente e gerou dano, trata-se de negligência, visto que ele tem o conhecimento, mas agiu com negligência. - Culpa consciente e culpa inconsciente Culpa cons- É aquele que o sujeito faz a ciente previsão do resultado, mas ele não quer e nem aceita o risco. O sujeito tem certeza que irá Exemplo: ando em alta velocidaevitar. É a diferença com o de em uma via em horário de dolo eventual – na culpa saída de escola. Prevejo que posconsciente tem certeza que so atropelar alguma criança. Trairá evitar, já no dolo eventual ta-se de culpa consciente. ele aceita o risco. Culpa in- É aquela em que o sujeito não faz a previsão do resultado, que é previsível. consciente http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Concurso de delitos
56 (FGV – OAB 2010.2) Com relação ao concurso de delitos, é correto afirmar que: (A) no concurso de crimes as penas de multa são aplicadas distintamente, mas de forma reduzida. (B) o concurso material ocorre quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes com dependência fática e jurídica entre estes. (C) o concurso formal perfeito, também conhecido como próprio, ocorre quando o agente, por meio de uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes idênticos, caso em que as penas serão somadas. (D) o Código Penal Brasileiro adotou o sistema de aplicação de pena do cúmulo material para os concursos material e formal imperfeito, e da exasperação para o concurso formal perfeito e crime continuado.
Resposta: D

57 (FGV – OAB 2010.3) Marcus, visando roubar Maria, a agride, causando-lhe lesões corporais de natureza leve. Antes, contudo, de subtrair qualquer pertence, Marcus decide abandonar a empreitada criminosa, pedindo desculpas à vítima e se evadindo do local. Maria, então, comparece à delegacia mais próxima e narra os fatos à autoridade policial. No caso acima, o delegado de polícia (A) deverá instaurar inquérito policial para apurar o crime de roubo tentado, uma vez que o resultado pretendido por Marcus não se concretizou. (B) nada poderá fazer, uma vez que houve a desistência voluntária por parte de Marcus. (C) deverá lavrar termo circunstanciado pelo crime de lesões corporais de natureza leve. (D) nada poderá fazer, uma vez que houve arrependimento posterior por parte de Marcus.
Resposta: C

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Co-autoria
58 (FGV – OAB 2010.3) Tomás decide matar seu pai, Joaquim. Sabendo da intenção de Tomás de executar o genitor, Pedro oferece, graciosamente, carona ao agente até o local em que ocorre o crime. A esse respeito, é correto afirmar que Pedro é (A) coautor do delito, respondendo por homicídio agravado por haver sido praticado contra ascendente. (B) partícipe do delito, respondendo por homicídio agravado por haver sido praticado contra ascendente. (C) coautor do delito, respondendo por homicídio sem a incidência da agravante. (D) partícipe do delito, respondendo por homicídio sem a incidência da agravante.
Resposta: D

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Erro de tipo

Essencial

http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

br | leonardosakaki@uol. mas permite a punição por culpa. 60 (FGV – OAB 2010. mata Mévio pensando tratar-se de um animal. CP) O agente confunde a vítima com outra pessoa e atinge pessoa não pretendida.br | 11 99610348 facebook. acaba causando a morte de uma tia (por confundi-la com aquela).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 195 Incriminador (art. Erro de tipo permissivo é. mas não deverá responder pelo crime de homicídio qualificado. Acidental Erro sobre a pessoa (art. Permissivo (art. Resposta: B http://leonardosakaki. Exemplo: Tício mata seu vizinho pensando tratar-se de um ladrão prestes a agredi-lo. portanto. sinônimo de descriminante putativa. O agente pensa estar praticando uma conduta absolutamente atípica.com/leonardosakaki | @leosak . mas permite a punição por culpa. 20. Erro evitável/inescusável exclui o dolo.3) Joaquim. Exemplo: Tício mata o cão manso de seu vizinho pensando tratar-se de animal bravo prestes a atacá-lo. Exemplo: Tício quer matar seu pai. §1. §3. em uma caçada. CP) Tipo permissivo é sinônimo de excludente de ilicitude ou de descriminante.com. (B) de tipo acidental na modalidade error in persona e deverá responder pelo crime de homicídio com a incidência da agravante relativa ao crime praticado contra ascendente (mesmo que a vítima não seja. de fato. independente da identidade da vítima). caput. O agente sabe que está praticando um fato típico. Erro inevitável/escusável exclui dolo e culpa. Exemplo: Tícia leva embora a bolsa de Mévia achando que é a sua própria. Erro inevitável/escusável exclui dolo e culpa. CP) O agente não tem consciência das circunstâncias elementares do tipo. mas acredita estar amparado por uma excludente de ilicitude.uol. desejoso de tirar a vida da própria mãe. O agente responde como se tivesse atingido a vítima pretendida. (D) de tipo essencial inescusável – evitável –. é correto afirmar que Joaquim incorre em erro (A) de tipo essencial escusável – inevitável – e deverá responder pelo crime de homicídio sem a incidência da agravante relativa ao crime praticado contra ascendente (haja vista que a vítima. 20.com. Exemplo: Tício. Tendo como referência a situação acima. 20. não era a sua genitora). uma vez que a pessoa atingida não era a sua ascendente. Erro evitável/inescusável exclui o dolo. mas confunde-o com seu tio. (C) de proibição e deverá responder pelo crime de homicídio qualificado pelo fato de ter objetivado atingir ascendente (preserva-se o dolo.sites. a sua genitora). de fato.

aplica-se a regra do concurso formal. (B) Crime de homicídio. causando a sua morte.com. Exemplo: Tício quer quebrar uma janela. salvo disposição em contrário.2) Arlete. após conferir a identificação da criança. menos a redução. http://leonardosakaki. mas acerto na orelha. O agente responde pelo crime efetivamente praticado na modalidade culposa. por erro no uso dos meio de execução. a criança é levada para o berçário. Diante do caso concreto. Após receber a criança no seu quarto para amamentá-la. exaure o plano executório. o erro acidental não a isenta de responsabilidade. mas acaba atingindo seu pai. manifesta a intenção de matar o próprio filho recém nascido. Punição da tentativa: a tentativa é punida com a pena do crime consumação diminuída de ⅓ a ⅔. 60 (FGV – OAB 2010. O gente responde como se tivesse atingido a pessoa pretendida. . nos termos do art.uol. Arlete vai até o berçário. que não era o filho de Arlete. Na manhã seguinte. (A) Crime de homicídio.com. Se for atingido também o bem pretendido. é quando iniciada a execução o sujeito não alcança a consumação por circunstâncias alheias à sua vontade. pois houve erro quanto à pessoa. é constatada a morte por asfixia de um recém nascido. Exemplo: dou três tiros e erro os três. a asfixia. por erro no uso dos meios de execução. CP. que estava próximo. Tentativa. CP) O agente. em estado puerperal. II. há concurso de crimes – com uma conduta conseguiram-se 2 resultados – aplicando-se a regra do concurso formal. CP. uma vez que o art. Durante a noite. I. pois houve erro essencial.sites. (D) Crime de infanticídio. 14. não houve preenchimento dos elementos do tipo. mas a pedra atinge e mata uma pessoa. Resposta: C 129 Consumação e tentativa Crime consumado. pois. Exemplo: dou três tiros. pois. (C) Crime de infanticídio. assinale a alternativa que indique a responsabilidade penal da mãe.Classificações da tentativa Tentativa branca é aquela que não resulta lesão. Exemplo: Tício queria matar Mévio. Se tiver atingido também a pessoa pretendida. considera-se consumado o crime quando realizado todos os elementos de sua definição legal. Tentativa cruenta é a que resulta lesão.br | leonardosakaki@uol. Resultado diverso ou aberratio criminis (art. atinge bem jurídico diverso do pretendido.com/leonardosakaki | @leosak . e. mas não mato. 73. art. Quanto mais próximo da consumação. 14. 74.br | 11 99610348 facebook. atinge pessoa diversa da pessoa pretendida.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 196 Erro na execução ou aberratio ictus (art. Tentativa perfeita ou crime falho é aquela que o sujeito esgota os meios executórios. ou seja. 123 do CP trata de matar o próprio filho sob influência do estado puerperal. CP) O agente.

mas ao invés de colocar veneno coloco açúcar.uol. daí paro de atirar pois percebo que realmente não era ele o amante – a pessoa não responderá pela tentativa de homicídio. desiste de nela prosseguir impedindo a consumação. por ato voluntário. b) crime impossível por absoluta ineficácia do meio. então levo ao hospital para salvá-lo. por ato voluntário. a) desistência voluntária b) arrependimento eficaz (iii) porque é impossível – tentativa inidônea. No caso acima.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 197 Tentativa imperfeita é a que não esgota os meios executórios. Tentativa qualificada: . ou seja. o delegado de polícia (A) deverá instaurar inquérito policial para apurar o crime de roubo tentado. tentar matar alguém com veneno.sites. causando-lhe lesões corporais de natureza leve. a agride. fica afastada a tentativa e o sujeito só responde pelos atos já praticados. pedindo desculpas à vítima e se evadindo do local. (B) nada poderá fazer. Não se pune. (C) deverá lavrar termo circunstanciado pelo crime de lesões corporais de natureza leve. Exemplo: alguém me desarma no momento em que executo o ato. Maria. uma vez que houve a desistência voluntária por parte de Marcus.Arrependimento eficaz: após terminar o seu plano executório o sujeito. o sujeito. Marcus decide abandonar a empreitada criminosa. A pena de uma tentativa é igual a do crime consumado reduzida de ⅓ a ⅔. http://leonardosakaki.com. mas responderá pelos atos já consumados.br | leonardosakaki@uol. comparece à delegacia mais próxima e narra os fatos à autoridade policial. de subtrair qualquer pertence. age de forma eficiente a impedir a consumação. Consequência: fica afastada a tentativa e o sujeito só responde pelos atos já praticados. bastando que seja voluntária (espontânea é a que independe de qualquer estímulo). Observação: a desistência não precisa ser espontânea.com. Exemplo: dou os tiros e no fim fico sabendo que ele não é o que traiu. . Exemplo: tentar realizar aborto numa mulher que não está grávida. O sujeito é punido apenas pelo resultado.br | 11 99610348 facebook. tentar matar o morto. 57 (FGV – OAB 2010.Desistência voluntária: iniciada a execução.com/leonardosakaki | @leosak . A consequência do arrependimento eficaz é a mesma da desistência voluntária. Antes. . c) crime impossível por obra do agente provocador. Exemplo: tentar fazer aborto tomando chá de boldo e por reza. contudo. então.Crime não consumado (i) por motivos alheios à vontade do agente – tentativa. a) crime impossível por absoluta impropriedade do objeto. depois disso ele me diz que não era ele o amante e sim um outro sujeito. Exemplo: tento matar uma pessoa achando ser o amante de minha namorada. uma vez que o resultado pretendido por Marcus não se concretizou. dei três tiros.3) Marcus. visando roubar Maria. (ii) pela própria vontade do agente – tentativa abandonada.

por exemplo. (A) denunciação caluniosa. calúnia. A simples imputação falsa de fato definido como crime pode constituir __________. (D) comunicação falsa de crime ou de contravenção. difamação.com. A reação contra agressão passada pode configurar apenas circunstância atenuante ou. não é admissível legítima defesa contra legítima defesa. mas é indispensável que em decorrência de tal imputação seja instaurada. Cabe. comunicação falsa de crime ou de contravenção.sites. agressão atual ou iminente – não cabe legítima defesa contra agressão passada. investigação policial ou processo judicial.br | 11 99610348 facebook. CP) agressão – apenas a conduta humana. não basta a imputação falsa de crime.com/leonardosakaki | @leosak . legítima defesa recíproca. Cabe legítima defesa contra o excesso de outra excludente de ilicitude. em determinados crimes. difamação. cabe legítima defesa real contra legítima defesa putativa. legítima defesa contra excludente de ilicitude putativa. http://leonardosakaki. calúnia. (C) comunicação falsa de crime ou de contravenção. uma vez que houve arrependimento posterior por parte de Marcus. 125. também. Cabe. pois esta agressão será considerada justa. legítima defesa sucessiva.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 198 (D) nada poderá fazer. privilegiadora. (B) denunciação caluniosa.uol. Resposta: C 59 (FGV – OAB 2010. injusta – não cabe legítima defesa contra agressão amparada por excludente de ilicitude. constitui infração penal contra a honra. denunciação caluniosa. Portanto. comunicação falsa de crime ou de contravenção.br | leonardosakaki@uol.2) Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas do texto: “para a ocorrência de __________. Portanto. denunciação caluniosa.com. Resposta: A 130 Excludentes de ilicitude e excludente de culpabilidade Excludentes de ilicitude ou antijuridicidade – descriminantes Legítima defesa Conceito: age em legítima defesa quem pratica o fato para repelir injusta agressão atual ou iminente à direito próprio ou alheio usando moderadamente os meios necessários Requisitos: (art. enquanto a __________ é crime contra a Administração da Justiça”. a direito próprio ou alheio – a legítima defesa pode ser própria ou de terceiro. legítima defesa contra o excesso de outra legítima defesa. ou seja. que. não há legítima defesa contra ataque espontâneo de animal e sim estado de necessidade. portanto. ou seja.

Será impunível quando for inevitável (legítima defesa subjetiva).br | 11 99610348 facebook. ataque espontâneo de animal ou mesmo outra conduta humana (desde que não caracterizada a injusta agressão). Bem cujo sacrifício não seja razoável – numa situação de perigo o sacrifício de determinados bens deve ser feito. de igual importância. Não provocado voluntariamente pelo agente .quem causou por vontade própria o perigo não pode alegar estado de necessidade.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 199 usado moderadamente os meios necessários – se houver uso imoderado dos meios haverá excesso extensivo. praticado pelo oponente. (B) Não se exige que o agredido tente evitar o confronto. haverá excesso extensivo. O excesso será punível quando for doloso ou culposo. haverá somente uma redução de pena. (D) O excesso inevitável não é punível. praticado pelo oponente.com.com/leonardosakaki | @leosak . usando no entanto moderadamente os meios necessários. (D) o eventual excesso será sempre punível. O bem salvo tem que ser superior ou. Direito próprio ou alheio – admite-se estado de necessidade próprio ou de terceiro. O Brahttp://leonardosakaki. (Ministério Público/São Paulo) Na hipótese de legítima defesa: (A) é possível seu reconhecimento em favor de quem atua contra excesso de outra legítima defesa. (E) a sua modalidade chamada putativa constitui excludente de ilicitude. Requisitos: perigo – O perigo pode advir de força da natureza.com. Se for salvo um bem menor. Resposta: A COMENTÁRIO (A) É possível seu reconhecimento em favor de quem atua contra excesso de outra legítima defesa. Estado de necessidade Conceito: age em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual direito próprio ou alheio cujo sacrifício não seria razoável exigir-se. Trata-se de legítima defesa sucessiva e é plenamente admitida. Se houver a escolha de meios mais lesivos do que o necessário. no mínimo.br | leonardosakaki@uol. ele pode se defender. (E) A sua modalidade chamada putativa constitui excludente de ilicitude. Inevitável Atual – não há estado de necessidade contra perigo iminente. (B) é exigível que a pessoa que se defende tenha antes procurado evitar a situação de confronto. (C) é possível o reconhecimento contra estado de necessidade desde que real. (C) A agressão nesse caso era justa.sites.

intervenções médicas. legítima defesa pré-ordenada – posição majoritária.com. Excludentes de culpabilidade – dirimentes ou exculpantes Culpabilidade: Elementos: Imputabilidade. Excludente de exigibilidade de conduta diversa: coação moral irresistível.sites. O estado de necessidade no Brasil é sempre justificante.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 200 sil adota a teoria unitária para qual. Emoção e paixão não excluem a imputabilidade. Só se aplica àqueles que exercem função pública. caco de vidro no muro. qualquer que seja o bem salvo o estado de necessidade excluirá sempre a ilicitude.br | leonardosakaki@uol. Potencial conhecimento da ilicitude. embriaguez acidental. Exercício regular de direito Conceito: age em exercício regular de direito que pratica o fato exercendo atividade autorizada pelo Estado. A lei brasileira não prevê estado de necessidade exculpante.com/leonardosakaki | @leosak .com. Exemplo: a violência inerente à prática de esportes. Excludente de potencial conhecimento de ilicitude: erro de proibição inevitável. de toda forma só estará excluída a ilicitude se os ofendículos forem devidamente empregados e sinalizados. 2 posições na doutrina: exercício regular de direito. Portanto. Intervenção médica: quando realizada com consentimento do paciente está amparada pelo exercício regular do direito. o policial pode estar amparado pela legítima defesa. responderá pelo injusto. Quanto ao policial que pratica homicídio: a posição majoritária é de que não há atualmente nenhum funcionário público que possua o dever legal de matar.br | 11 99610348 facebook. Ofendículos: são aparatos de defesa do patrimônio – cerca elétrica. Excludentes de imputabilidade: menoridade (<18anos). se estiverem presentes os seus requisitos. http://leonardosakaki. caso contrário. Estrito cumprimento do dever legal Conceito: age em estrito cumprimento do dever legal quem pratica o fato típico em cumprimento a dever de ofício. portão com lança. mas para salvar o paciente de perigo atual e inevitável está amparada pelo estado de necessidade de terceiro. Exemplo: quando policial realiza prisão ou apreensão de bem. Quando praticada sem consentimento. Exigibilidade de conduta diversa. obediência hierárquica a uma ordem não manifestamente legal.uol.

portanto. 27 e 228. Responde pelo crime com o acréscimo de circunstância agravante genérica do art. O agente responde normalmente pelo delito que praticar. pela doutrina. só se leva em consideração a idade biológica e não a efetiva capacidade de entendimento ou a capacidade civil. CF) Conceito: é o menor de 18 anos. 28. Embriaguez voluntária ou culposa: não isentam de pena. Embriaguez preordenada: o agente se embriaga para cometer o crime. culpabilidade.sites. 61. Incompleta: pena reduzida.com. de ⅓ a ⅔. Menoridade relativa: (<21 anos) pena atenuada. CP. A intoxicação pela ingestão de drogas ilícitas incide no art. ou seja.com/leonardosakaki | @leosak . isenta de pena. Critério: o critério é puramente biológico.uol. 65. CP). por força da teoria actio libera in causa (quem se coloca livremente em situação de inconsciência tem responsabilidade penal sobre os delitos que praticar neste estado). Menoridade absoluta: (<18 anos) exclui imputabilidade. ou seja. é uma atenuante genérica (art. A menoridade é vista no momento da conduta – teoria da atividade. sendo equiparada.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 201 Menoridade (arts. isenta de pena. o menor emancipado é ainda considerado inimputável.br | leonardosakaki@uol. Embriaguez patológica: pode excluir a imputabilidade. A maioridade se atinge no 1º minuto do dia do 18º aniversário. Critério: bio-psicológico – deve se verificar além da circunstância biológica (ingestão de álcool ou substâncias de efeitos análogos) também o aspecto psicológico (efetiva capacidade de entendimento ou autodeterminação). à doença mental. CP). Embriaguez Conceito: é a intoxicação aguda por água ou substância de efeitos análogos que comprometa a capacidade de entendimento ou de autodeterminação. CP) http://leonardosakaki.com. Doença mental (art.343/06 (que tem o mesmo teor do art. Embriaguez acidental: proveniente de caso fortuito ou força maior.br | 11 99610348 facebook. 45 da Lei 11. culpabilidade. Completa: exclui imputabilidade. 26.

Coação moral irresistível: exclui a exigibilidade de conduta diversa e. Critério: bio-psicológico.sites. coação física – o coator usa o corpo do coagido como se fosse um objeto inanimado – a coação física exclui a própria conduta. portanto exclui a culpabilidade e isenta de pena. neste caso o juiz pode substituir a pena por medida de segurança se entender que o réu precisa de especial tratamento curativo – sistema vicariante: o juiz pode aplicar pena ou medida de segurança.br | leonardosakaki@uol. a efetiva capacidade de entendimento. apenas desconhece que esses fatos são proibidos. Erro de proibição (art. exclui a imputabilidade. http://leonardosakaki. CP) Conceito: coação moral – o agente (coagido) é constrangido por 3º (coator) a praticar o crime. Desconhecimento da lei – é a mera ignorância da lei formal. a pena terá redução de ⅓ a ⅔. Não há obediência hierárquica em relações privadas laborais. Desenvolvimento retardado – exemplo: síndrome de down e oligrofenia. escusável) – exclui potencial conhecimento da ilicitude. CP) Conceito: o subordinado pratica o crime em obediência a ordem de superior hierárquico.br | 11 99610348 facebook.com. além da condição biológica (doença mental etc. mas não ambas cumulativamente. erro evitável (vencível ou inescusável) reduz a pena de ⅙ a ⅓. CP) Conceito: erro de proibição – é o erro que incide sobre o caráter ilícito do fato. Coação moral (art. Obediência hierárquica (art.uol. imperdoável. não se confunde com erro de proibição e é sempre inescusável. ou seja. Só há obediência hierárquica nas relações de direito público.com/leonardosakaki | @leosak . familiares. Consequência depende da intensidade: se a doença tornar o agente completamente incapaz no momento. Exemplo: esquizofrenia. 22. portanto exclui a culpabilidade e isenta de pena. ou seja. Coação moral resistível: a pena é atenuada. o agente tem uma perfeita compreensão dos fatos que pratica. O coator responderá pelo crime praticado pelo coagido. 22.). exclui a culpabilidade e isenta de pena. o relativamente incapaz (semi-imputável). 21. Deve se verificar. religiosas etc. por isso.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 202 Conceito: doença mental é toda a patologia mental que provoque grave perturbação à capacidade de entendimento ou de autodeterminação. Consequência: erro de proibição pode ser inevitável (invencível. mas haverá medida de segurança. Desenvolvimento mental incompleto – exemplo: silvícola inadaptado e o surdo-mudo sem capacidade de entendimento.com.

Pode regredir por salto? Sim.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 203 Obediência hierárquica não manifestamente ilegal – exclui a exigibilidade. §2. que foi revogada. súmula 439 do Superior Tribunal de Justiça diz que o exame criminológico só é admitido em decisão motivada pelas peculiaridades do caso. CP). É o abatimento de 1 dia de pena a cada 3 dias trabalhados. 132 Causas de aumento de pena Art. Remição é o desconto da pena a cumprir pelos dias trabalhados. na razão de 3 para 1. os benefícios da execução penal serão contados com base na pena total aplicada e não na unificação em 30 anos. Arma de brinquedo não aumenta pena do crime de roubo – Súmula 174 do STJ. nos termos da LEP a prova do mérito será feita com um atestado de conduta carcerária firmado pelo diretor do estabelecimento. tem que merecer a progressão. 65.uol.com. CP Súmula 443 do STJ: o aumento da pena no crime de roubo não se baseia no número de causas de aumento. admite progressão e regressão. como esclarece a súmula vinculante 26 os marcos de ⅖ e ⅗ para progressão só serão aplicáveis aos fatos praticados após março de 2007. CP. Só é possível remição nos regimes fechado e semi-aberto. Regressão é a passagem do regime mais ameno para o mais grave. http://leonardosakaki. Obediência hierárquica manifestamente ilegal – pena atenuada (atenuante genérica do art. Progressão é a passagem de um regime mais grave para um regime mais ameno. Perda dos dias remidos pelo cometimento de crime doloso ou falta grave = não viola direito adquirido (Súmula Vinculante 9 do STF) – é constitucional a perda de dias remidos que não se limita ao prazo de 30 dias. §4. O superior responde pelo crime praticado pelo crime praticado pelo subordinado. (iii) especial.br | 11 99610348 facebook.com.com/leonardosakaki | @leosak .sites. Nos termos da súmula 341 do Superior Tribunal de Justiça é possível a remição pelo estudo. art. (ii) subjetivo. Requisitos da progressão: (i) objetivo é o cumprimento de parcela da pena (nos crimes comuns ⅙ e nos crimes hediondos e equiparados ⅖ se primário e ⅗ se reincidente).br | leonardosakaki@uol. exclui culpabilidade e isenta de culpa. nos crimes contra a administração pública a progressão fica condicionada a reparação do dano ao erário. 131 Teoria da pena O sistema de cumprimento privativo de liberdade é progressivo. ou seja. 33. nos termos da Súmula 715 do Supremo Tribunal Federal. 157. mas sim na intensidade em concreto da causa de aumento individualmente considerado. é possível regressão por salto. Prevalece ser impossível a progressão por salto.

mas sim o crime autônomo do art. Lembrar que hoje o chamado seqüestro relâmpago não configura roubo com aumento de pena do inciso V. 61.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 204 Inciso V do art. Qualificadoras e privilegiadoras são circunstâncias previstas sempre na parte especial e que alteram os limites da pena em abstrato. §3. 133 Aplicação da pena Classificação do tipo: Neste momento.sites. acima citado: foi criado para o seqüestro relâmpago. 158. o juiz deve verificar a incidência de eventual qualificadora ou privilegiadora. Corrupção tem pena de 2 a 12 anos. CP) ou como circunstâncias judiciais. Circunstâncias judiciais (art.com/leonardosakaki | @leosak . O crime de homicídio tem pena de 6 a 20 anos.br | leonardosakaki@uol. Dosimetria da pena: Sistema trifásico – art. uma deverá ser usada para qualificar o crime e as restantes devem ser utilizadas como agravantes (se estiverem previstas no art. 59.com. CP. Há privilegiadora de 3 meses a 1 ano. Quando houver mais de uma qualificadora. STJ: Inquéritos ou processos sem trânsito em julgado não podem ser considerados para aumentar a pena base. Pena base: A pena base não pode extrapolar os limites legais. O crime de homicídio qualificado é de 12 a 30 anos. CP) Culpabilidade Antecedentes Personalidade Conduta social Motivos Circunstâncias Consequências Comportamento da vítima Súmula 444.com.br | 11 99610348 facebook. 68.uol. Pena provisória (agravantes e atenuantes): http://leonardosakaki.

Reincidência Personalidade Motivos do crime Atenuantes (art. É reincidência: CP Lei de Contravenções Penais Lei de Contravenções Penais Trânsito em julgado por… Crime Contravenção Crime Novo … Crime Contravenção Contravenção Condenação quinquenal: a condenação deixa de gerar reincidência após passados 5 anos do término da pena. crimes militares próprios (crime que só tem previsão na legislação militar). Havendo concurso entre agravantes e atenuantes.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook. Infrações que não geram reincidência: crimes políticos.com/leonardosakaki | @leosak . condenação exclusivamente à pena de multa. a pena deve aproximar-se das circunstâncias preponderantes. Agravantes: São circunstâncias que agravam a pena quando não constituem ou qualificam o crime. http://leonardosakaki. taxativamente. Agravantes e atenuantes são circunstâncias sempre previstas na parte geral que alteram a pena em concreto na segunda fase da dosimetria em quantidade estabelecida pelo juiz. o juiz pode considerar circunstância anterior ou posterior ao crime ainda que não prevista na lei (atenuante inominada – art.com. CP – é reincidente quem pratica um novo crime depois de sentença condenatória que o condenou no Brasil ou exterior com trânsito em julgado por crime anterior. 65. CP. A principal agravante é a reincidência. a pena também não pode extrapolar os limites legais. 66. CP). STJ: A presença de atenuantes não pode conduzir a pena abaixo do mínimo.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 205 Nesta fase. 63 e 64. Porém. CP. Súmula 231. computado o tempo de sur si ou de livramento condicional. CP): As atenuantes são circunstâncias previstas no art. contravenção penal salvo em relação a uma nova contravenção. Reincidência: art.uol. São sempre previstas nos arts.sites. 65 e 66. 61 a 64.

domínio (≠influência. (A) A prescrição. em nenhuma hipótese. tendo por base ocorrência do fato na data de hoje. (C) Se o réu citado por edital permanece revel e não constitui advogado. Majorantes ou minorantes: são circunstâncias previstas tanto na parte geral quanto na parte especial aplicadas pelo juiz na 3ª fase da dosimetria em quantidade especificada pela lei. fica suspenso o processo.com. que passa a ser computado pelo dobro da pena máxima cominada ao crime. mantendo-se em curso o prazo prescricional.br | 11 99610348 facebook.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 206 Pena definitiva (causas de aumento e diminuição de pena): Nessa fase a pena pode ficar acima do máximo ou abaixo do mínimo. não podendo.com/leonardosakaki | @leosak .uol.br | leonardosakaki@uol. independentemente do prazo estabelecido para a prescrição da pena de liberdade aplicada cumulativamente. assinale a alternativa correta. salvo se praticado em atividade típica de grupo de extermínio. Havendo concurso entre causas de aumento ou diminuição de pena previstas na parte especial. ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. http://leonardosakaki. 134 Prescrição 58 (FGV – OAB 2010.2) A respeito do regime legal da prescrição no Código Penal. STJ: o número de majorantes no crime de roubo circunstanciado (=com causas de aumento) não serve como fundamento para o aumento da pena acima do mínimo permitido. (B) A prescrição da pena de multa ocorrerá em 2 (dois) anos. depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação.com. Homicídio privilegiado: aumento de até ⅓: relevante valor moral (exemplo: eutanásia). que é atenuante e não privilégio) de violenta emoção logo após injusta provocação do ofendido. Resposta: C 135 Parte especial Morte = morte encefálica. (D) São causas interruptivas do curso da prescrição previstas no Código Penal. o recebimento da denúncia ou da queixa. o juiz pode aplicar somente uma devendo optar pela que mais aumente ou mais diminua.sites. Súmula 443. Art. relevante valor social (praticado em prol do interesse da comunidade – exemplo: matar o traidor da pátria). Observação: o homicídio privilegiado jamais será hediondo. regula-se pela pena aplicada. a pronúncia. dentre outras. caput: o homicídio deste dispositivo é hediondo. a publicação da sentença condenatória ou absolutória recorrível. 121.

dissimulação (=surpresa pela intenção escondida) ou outro recurso que dificulte ou impossibilite a defesa do ofendido. meios (III) e modos (IV).detenção. 124 .com. incompatível com as subjetivas (I.Provocar aborto. de três a dez anos. Parágrafo único. que é o apego do gameta à parede do útero. Art. escondida). Aplica-se a pena do artigo anterior. III – Meios: veneno (prevalece que o veneno só qualifica se ministrado de forma insidiosa. é um crime preterdoloso previsto na lei 9.reclusão. ou é alienada ou debil mental.com. A colaboração só tem relevância penal se do ato suicida resulta lesão grave ou morte.br | leonardosakaki@uol. não é hediondo.sites. Exemplo: briga de torcida e briga de trânsito. 125 . Observação: pacífico na jurisprudência que o mandante também responde com a qualificadora. Observação: o homicídio qualificado é em regra hediondo. Homicídio qualificado privilegiado: será possível desde que as qualificadoras sejam objetivas.Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena . asfixia. impunidade e vantagem (qualquer vantagem. Aborto: interrupção da gestação com resultado morte do feto. desde que não configure crime autônomo). ocultação (ocultação: morte tem como objetivo impedir que se saiba a existência do crime ≠ Impunidade: objetivo da morte é impedir que se puna um crime cuja existência é conhecida).uol. tocaia).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 207 Homicídio qualificado: I – Mediante paga ou promessa de recompensa ou outro motivo torpe (=especialmente repugnante). explosivo. tortura (importante diferenciar homicídio mediante tortura com tortura com resultado morte – no homicídio mediante tortura o sujeito quer matar e escolhe o meio tortura. ou seja. II e V). O 3º que colabora com a mãe em estado puerperal também responde por infanticídio. É possível aborto a partir da nidação. II – Motivo fútil (=especialmente desproporcional). Infanticídio: rompimento da bolsa amniótica.br | 11 99610348 facebook. 126 .com/leonardosakaki | @leosak . grave ameaça ou violência Forma qualificada http://leonardosakaki. sem o consentimento da gestante: Pena .reclusão. Aborto provocado por terceiro Art. de um a quatro anos. V – Assegurar a execução. de um a três anos.455/97).Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena . meio insidioso. fogo. emboscada (=surpresa pelas circunstâncias – armadilha. ou se o consentimento é obtido mediante fraude. na tortura com resultado morte o objetivo é torturar e a morte é um resultado culposo. se a gestante não é maior de quatorze anos. IV – Modos: traição (=surpresa pela quebra da confiança). Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento Art. cruel ou capaz de perigo comum. Colaboração ao suicídio: não pode ter prática de ato letal.

se dolosos há concurso de crimes. Art. Aborto eugênico (feto com má formação) é em regra proibido. A falsidade pode ser sobre a existência do crime ou sua autoria. O aborto necessário é para salvar a vida da gestante – não precisa de autorização judicial nem consentimento da gestante. quando incapaz.com/leonardosakaki | @leosak . fraude ou de pessoa incapaz. e são duplicadas.br | 11 99610348 facebook. Aborto no caso de gravidez resultante de estupro II . Art. 125. se o crime é de ação pública e há absolvição definitiva.se não há outro meio de salvar a vida da gestante. Há 3 casos em que a lei não permite a exceção da verdade: se o crime imputado é de ação privada e não há condenação definitiva. Os crimes contra a honra são formais.se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou. Disposições muns: co- A pena é aumentada de ⅓ se a ofensa: (a) contra presidente da república ou chefe de governo estrangeiro. 127 . Art. mas pode configurar estado de necessidade. 128 . 127. Nesse caso. mas pode configurar difamação. aplica-se a pena do art. CP: provocar aborto sem consentimento da gestante. se. A imputação deve se referir a fato determinado ou determinável. Honra subjetiva é o juízo que a pessoa faz acerca de seus próprios atributos. É imputar Consuma: quando chega ao conhecimento de terceiros. sujeito passivo é a família e o crime classificado como vago (crime que tem como sujeito passivo ente sem personalidade).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 208 Art. em consequência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo. Se consentimento for obtido mediante violência. Crimes contra a honra Honra objetiva é a reputação – juízo que terceiros fazem acerca de alguém. 126. por qualquer dessas causas. se. lhe sobrevém a morte.br | leonardosakaki@uol. Se for mera contravenção não há calúnia. CP: os resultados são culposos.uol. se o ofendido é presidente da república ou chefe de governo estrangeiro. Desnecessários ordem judicial e processo por estupro. a gestante sofre lesão corporal de natureza grave. CP: provocar aborto com consentimento da gestante. Art. (c) praticar diante de várias pessoas Difa- fato Consuma: http://leonardosakaki. (b) funcionário público no exercício da função. Injúria e difamação contra mortos é atípico. CP. mas o mesmo é desnecessário para a consumação.sites. grave ameaça.com. visto que tem resultado. Se 3º que não médico que realiza a manobra para salvar a vida da gestante não é aborto legal. Aborto legal deve ser praticado por médico. Honra subjetiva: injúria. Há o aborto sentimental e o aborto necessário.As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço. Exceção da verdade é possível em regra. Não cabe exceção É punível calúnia contra os mortos. Honra objetiva: calúnia e difamação. de seu representante legal. 125. Calúnia Imputa-se fato falso definido como crime.com.Não se pune o aborto praticado por médico: Aborto necessário I . Sentimental é em caso de estupro.

sites. Móvel: não valem as presunções de imobilidade do direito civil. religião.com/leonardosakaki | @leosak . Consuma: Nunca caberá ex. A vítima deve ter capacidade de compreender a ofensa. Há uma hipótese em que se admite exceção da verdade: se o fato se refere a funcionário público no exercício da função. Subtrair é tirar de forma clandestina.br | leonardosakaki@uol. lentas aviltantes. Retratação: nos crimes de calúnia.br | 11 99610348 facebook. (c) conceito desfavorável de funcionário público no exercício de sua função. Não quando precisa ser falso. difamação e falso testemunho a retratação até o momento da sentença extingue a punibilidade. A injúria é qualificada por elementos de raça. etnia. Furto: subtrair coisa móvel alheia para si ou para outrem. condição de idoso ou portador de deficiência. próprio Injúria real: ações vioofendido.uol.Na injúria é possível o quando ceção da verdade. Injúria Qualidade negativa. cor. da verdade. (b) opinião desfavorável da crítica. chega ao conhecimento de terceiros.com. perdão judicial se: o chega ao ofendido de forma conheciimprovável provocou. Exclusão de crime: não há injúria ou difamação punível: (a) ofensa inrogada em juízo pela parte ou procurador na discussão da causa. (no mínimo 3) ou de forma a facilitar a divulgação. Coisa é o objeto passível de apreensão com valor patrimonial relevante.com. A pena é duplicada se o crime é praticado mediante paga ou promessa de recompensa. http://leonardosakaki. como regra. mento do retorção imediata.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 209 mação infamante. salvo na inequívoca intenção de ofender.

com/leonardosakaki | @leosak . assinale a alternativa correta. direitos ou valores provenientes. Abelardo remete as informações à seção de pagamentos. privação de liberdade da vítima (não se trata do seqüestro relâmpago.613/98). 9613/98. (D) Pratica crime de lavagem de dinheiro quem utiliza.sites.uol. Em razão das dificuldades financeiras que afetaram o Banco Silva’s e Família. se a vítima está em transporte de valores e o sujeito conhece as circunstâncias.br | 11 99610348 facebook. 9. (B) peculato. Exemplo: furtar tapete do condomínio. a importação ou exportação de bens com valores não correspondentes aos verdadeiros.com. necessário o efetivo emprego da arma) (arma de brinquedo não aumenta). bens. cada um com 30% das ações com direito a voto e exercendo respectivamente os cargos de Diretor-Presidente. atribuindo-se a condição de funcionário da Fundação e destina à sua conta o total dos valores desviados dos demais. descontando a quantia de cinco reais de cada um deles. direitos ou valores provenientes de qualquer dos crimes antecedentes referidos na Lei n. 61 (FGV – OAB 2010. (B) Não constitui lavagem de dinheiro.br | leonardosakaki@uol. direta ou indiretamente. 156. (D) inserção de dados falsos em sistema de informações.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 210 Se a coisa comum. que é crime de ação pública condicionada. (A) O crime de lavagem só ocorre quando os bens. CP). (C) concussão. de um dos crimes antecedentes completam todo o processo de lavagem (ocultação. A seguir. mas crime de descaminho. (C) O processo e julgamento dos crimes previstos na Lei n.2) Fundação Pública Federal contrata o técnico de informática Abelardo Fonseca para que opere o sistema informatizado destinado à elaboração da folha de pagamento de seus funcionários. direitos ou valores que sabe serem provenientes de qualquer dos crimes antecedentes previstos na Lei n. §3. a qual efetua os pagamentos de acordo com as informações lançadas no sistema por ele. dissimulação e integração).2) João da Silva. José da Silva e Maria da Silva são os acionistas controladores do Banco Silva’s e Família. É necessário o animus de assenhoramento definitivo. Resposta: D 63 (FGV – OAB 2010. ainda que por poucos instantes. na atividade econômica ou financeira. Diretor Comercial e Diretora de Contabilidade. CP. é correto afirmar que Abelardo praticou crime de: (A) estelionato. 9613/98 dependem do processo e julgamento dos crimes antecedentes.2) Relativamente à legislação sobre lavagem de capitais (Lei n.613/98. 9. ao elaborar a referida folha de pagamento. Roubo: momento consumativo: pacífico nos tribunais superiores que basta a detenção. concurso de pessoas (conta menor de idade). Terminada a elaboração da folha. que hoje está previsto no art. configura o art. se o roubo for de veículo automotor que é levado para outro Estado ou para o exterior. altera as informações sobre a remuneração dos funcionários da Fundação no sistema. feita com o propósito de ocultar ou dissimular a utilização de bens. Abelardo. 158. Causas de aumento: emprego de arma (não basta o porte. os diretores decidem por http://leonardosakaki. Resposta: D 62 (FGV – OAB 2010.com. insere o seu próprio nome e sua própria conta bancária no sistema. Considerando tal narrativa. Se para usar e devolver. não há furto.

(C) deverá pedir o arquivamento do inquérito por ausência de condição de procedibilidade para a instauração de processo criminal. emiti r títulos do banco para captar recursos financeiros junto aos investi dores. Tício realiza. Tício é perseguido por uma viatura da polícia militar. só são persequíveis mediante queixa-crime. o Banco Silva’s e Família sofre uma intervenção do Banco Central e todos os fatos narrados acima vêm à tona.3) Em 7 de fevereiro de 2010. (3) fraudar o balanço da instituição simulando lucros no exercício ao invés dos prejuízos efetivamente sofridos. (B) nada poderá fazer. Os primeiros doze meses demonstraram resultados excelentes. (C) praticou crime de falsa identidade. a ação penal é pública incondicionada. haja vista que os crimes sexuais.3) Ao concluir o curso de Engenharia.sites.com/leonardosakaki | @leosak . Em 7 de agosto de 2010. por se tratar de crime hediondo. (A) Crimes de falsidade ideológica. espontaneamente. tendo sido instaurado inquérito a fim de apurar as circunstâncias do delito. haja vista que a ação penal é pública condicionada à representação. (B) praticou crime de falsidade ideológica. utilizando-se do emprego de grave ameaça. visando fazer uma brincadeira. Resposta: D 56 (FGV – OAB 2010. constrange seu amigo Lucas. utilizando-os como simulacro de lastro. fica constatado que Tício apresentava concentração de álcool muito superior ao patamar previsto na legislação de trânsito. e.uol.com. que atingem bens jurídicos personalíssimos da vítima. (B) Crime de gestão temerária de instituição financeira. é correto afirmar que Arli (A) praticou crime de falsificação de documento público. levando o banco à beira da insolvência. passou-se a admitir que pessoa do sexo masculino seja vítima de tal delito.3) Guiando o seu automóvel na contramão de direção. No exame do etilômetro. é correto afirmar que o promotor de justiça (A) deverá oferecer denúncia contra Ana pela prática do crime de atentado violento ao pudor.br | leonardosakaki@uol. Resposta: C 54 (FGV – OAB 2010. declaração falsa sobre fato juridicamente relevante. à caneta. A respeito desse ato. com a alteração do Código Penal. Arli. inseriu. falsidade documental e estelionato qualificado. Além http://leonardosakaki. A esse respeito. Após ser parado pelos agentes da lei. bem-sucedido advogado. sendo a ação penal pública incondicionada. mas os vinte e quatro meses seguintes são marcados por uma perda avassaladora de recursos. (C) Crime de gestão fraudulenta de instituição financeira. por fim. não tendo a vítima se manifestado dentro do prazo legalmente previsto para tanto. (D) não praticou crime algum. haja vista que. Lucas comparece à delegacia policial para noticiar o crime. (2) forjar negócios com pessoas jurídicas inexistentes a fim de simular ganhos. com grande aumento do capital. Nesse momento.com. Resposta: C 55 (FGV – OAB 2010. o exame do etilômetro e fornece aos militares sua habilitação e o documento do automóvel. a com ela praticar ato libidinoso diverso da conjunção carnal. (D) Crime de gestão temerária em concurso com crime de gestão fraudulenta de instituição financeira. em seu diploma. com um passivo cerca de 50 vezes maior que o ativo. Ana.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 211 em curso as seguintes práticas: (1) adquirir no mercado títulos do tesouro nacional já caducos (portanto sem valor algum) e. (D) deverá oferecer denúncia contra Ana pela prática do crime de estupro. Assinale a alternativa que indique o(s) crime(s) praticado(s) pelos acionistas controladores.br | 11 99610348 facebook. haja vista que. em outubro de 2010.

por via de uma ação) ou omissiva (negativa.sites.uol. imprescritível e insuscetível de graça ou anistia. (D) se reconhecida.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 212 disso. uma vez que o perigo gerado por tal conduta faz com que o delito de embriaguez ao volante seja absorvido.com. (B) é crime inafiançável. os policiais constatam que o motorista estava com a habilitação vencida desde maio de 2009. na sua configuração. Resposta: A http://leonardosakaki. que o autor provoque lesões corporais na vítima ao lhe proporcionar sofrimento físico com o emprego de violência. caso seja cometida por agente público. (A) pode ser praticada por meio de uma conduta comissiva (positiva. por via de uma abstenção).com. (D) apenas pelo crime de direção sem habilitação. em razão da aplicação do Princípio da Consunção. uma vez que o fato de a habilitação estar vencida constitui mera infração administrativa.br | leonardosakaki@uol. Resposta: B 136 Legislação especial 61 (FGV – OAB 2010. conduta expressamente proibida pela Constituição Federal e lei específica. (C) apenas pelo crime de direção sem habilitação. (C) exige.br | 11 99610348 facebook.3) A tortura.com/leonardosakaki | @leosak . não implicará aumento de pena. pois o delito de embriaguez ao volante só se configura quando ocorre acidente de trânsito com vítima. é correto afirmar que o promotor de justiça deverá denunciar Tício (A) pela prática dos crimes de embriaguez ao volante e direção sem habilitação (B) apenas pelo crime de embriaguez ao volante. Com relação ao relatado acima.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 213 DIREITO PROCESSUAL PENAL

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Princípios constitucionais

Art. 5, LIII, CF: ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; Princípio do juiz natural: proibição dos tribunais de exceção (tribunais criados para julgar fato ou pessoa específica) e garantia do juiz constitucionalmente competente (se o réu é processado pelo juiz constitucionalmente incompetente, o processo será nulo). Art. 5, LIV, CF: ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; Princípio do devido processo legal: soma de todos os direitos e garantias aplicados ao processo, sejam eles expressos ou implícitos na CF. Art. 5, LV, CF: aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; Princípio do contraditório e ampla defesa. Contraditório = comunicação obrigatória + reação possível. Ampla defesa = direito de presença + direito de audiência. Lei 11.900/09 – atenuação ao direito de presença, com o interrogatório via vídeo conferência.
70 (FGV – OAB 2010.2) Ao final da audiência de instrução e julgamento, o advogado do réu requer a oitiva de testemunha inicialmente não arrolada na resposta escrita, mas referida por outra testemunha ouvida na audiência. O juiz indefere a diligência alegando que o número máximo de testemunhas já havia sido atingido e que, além disso, a diligência era claramente protelatória, já que a prescrição estava em vias de se consumar se não fosse logo prolatada a sentença. A sentença é proferida em audiência, condenando-se o réu à pena de 6 anos em regime inicial semi-aberto. Com base exclusivamente nos fatos acima narrados, assinale a alternativa que apresente o que alegaria na apelação o advogado do réu, como pressuposto da análise do mérito recursal. (A) A redução da pena ou a fixação de um regime de cumprimento de pena mais vantajoso. (B) A anulação da sentença para que outra seja proferida em razão da violação do princípio da ampla defesa. (C) A reinquirição de todas as testemunhas em sede de apelação. (D) A anulação da sentença para que outra seja proferida em razão da violação do princípio da ampla defesa, com a correspondente suspensão do prazo da prescrição de modo que o órgão ad quem se sinta confortável para anular a sentença sem gerar impunidade no caso concreto.
Resposta: B

Art. 5, LVI, CF: são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; Princípio da inadmissibilidade das provas ilícitas. Art. 5, LVII, CF: ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; Princípio da presunção de inocência. Consequência: as prisões processuais são excepcionais; o uso de algemas é excepcional; inquéritos policiais e processos em andamento não constituem maus antecedentes. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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65 (FGV – OAB 2010.2) Em uma briga de bar, Joaquim feriu Pedro com uma faca, causando-lhe sérias lesões no ombro direito. O promotor de justiça ofereceu denúncia contra Joaquim, imputando-lhe a prática do crime de lesão corporal grave contra Pedro, e arrolou duas testemunhas que presenciaram o fato. A defesa, por sua vez, arrolou outras duas testemunhas que também presenciaram o fato. Na audiência de instrução, as testemunhas de defesa afirmaram que Pedro tinha apontado uma arma de fogo para Joaquim, que, por sua vez, agrediu Pedro com a faca apenas para desarmá-lo. Já as testemunhas de acusação disseram que não viram nenhuma arma de fogo em poder de Pedro. Nas alegações orais, o Ministério Público pediu a condenação do réu, sustentando que a legítima defesa não havia ficado provada. A Defesa pediu a absolvição do réu, alegando que o mesmo agira em legítima defesa. No momento de prolatar a sentença, o juiz constatou que remanescia fundada dúvida sobre se Joaquim agrediu Pedro em situação de legítima defesa. Considerando tal narrativa, assinale a afirmativa correta. (A) O ônus de provar a situação de legítima defesa era da defesa. Assim, como o juiz não se convenceu completamente da ocorrência de legítima defesa, deve condenar o réu. (B) O ônus de provar a situação de legítima defesa era da acusação. Assim, como o juiz não se convenceu completamente da ocorrência de legítima defesa, deve condenar o réu. (C) O ônus de provar a situação de legítima defesa era da defesa. No caso, como o juiz ficou em dúvida sobre a ocorrência de legítima defesa, deve absolver o réu. (D) Permanecendo qualquer dúvida no espírito do juiz, ele está impedido de proferir a sentença. A lei obriga o juiz a esgotar todas as diligências que estiverem a seu alcance para dirimir dúvidas, sob pena de nulidade da sentença que vier a ser prolatada.
Resposta: C

69 (FGV – OAB 2010.2) João foi denunciado pela prática do crime de furto (CP, art. 155), pois segundo narra a denúncia ele subtraiu colar de pedras preciosas da vítima. No decorrer da instrução processual, a testemunha Antônio relata fato não narrado na denúncia: a subtração do objeto furtado se deu mediante “encontrão” dado por João no corpo da vítima. Na fase de sentença, sem antes tomar qualquer providência, o Juiz decide, com base no sobredito testemunho de Antônio, condenar João nas penas do crime de roubo (CP, art. 157), por entender que o “encontrão” relatado caracteriza emprego de violência contra a vítima. A sentença condenatória transita em julgado para o Ministério Público. O Tribunal, ao julgar apelo de João com fundamento exclusivo na insuficiência da prova para a condenação, deve: (A) anular a sentença. (B) manter a condenação pela prática do crime de roubo. (C) abrir vista ao Ministério Público para aditamento da denúncia. (D) absolver o acusado.
Resposta: D

Art. 93, IX, CF: todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação; Princípio da motivação das decisões judiciais: as decisões do Poder Judiciário devem ser fundamentadas, sob pena de nulidade (será uma nulidade absoluta).
63 (FGV – OAB 2010.3)

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Ao proferir sentença, o magistrado, reputando irrelevantes os argumentos desenvolvidos pela defesa, deixa de apreciá-los, vindo a condenar o acusado. Com base no caso acima, assinale a alternativa correta. (A) Como é causa de nulidade da sentença, a falta de fundamentação deve ser arguida inicialmente por meio de embargos de declaração, que, se não forem opostos, gerarão a preclusão da alegação, pois a nulidade decorrente da falta de fundamentação do decreto condenatório importa em nulidade relativa. (B) Como é causa de nulidade absoluta da sentença, a falta de fundamentação não precisa ser arguida por meio de embargos de declaração, devendo necessariamente, no entanto, ser sustentada no recurso de apelação para poder ser conhecida pelo Tribunal. (C) Como é causa de nulidade absoluta da sentença, a falta de fundamentação não precisa ser arguida nem por meio de embargos de declaração, nem no recurso de apelação, podendo ser conhecida de ofício pelo Tribunal. (D) Como reputou irrelevantes as alegações feitas pela defesa, o magistrado não precisava tê-las apreciado na sentença proferida, não havendo qualquer nulidade processual, pois não há nulidade sem prejuízo.
Resposta: C

Nulidade absoluta Nulidade relativa Pode ser declarada de ofício – não precisa de reque- Precisa de requerimento das partes. rimento das partes. Nunca se convalida, é insanável. É sanável.

138

Interpretação extensiva

Estender a aplicação de uma norma existente para um caso não previsto textualmente.

139

Analogia

Lacunas.

140

Lei processual no tempo

A lei penal não retroage, salvo para beneficiar o réu. A lei processual é regida pelo princípio do efeito imediato, tempus regit actum – a nova lei processual será aplicada a todos os processos em curso, não importando se beneficia ou não o réu. Os atos processuais já realizados permanecerão válidos. Teoria do tempus regit actum ou teoria do isolamento dos atos processuais Atos anteriores são válidos Processo http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 216 Lei nova

141

Lei processual penal no espaço

Aplica-se no território nacional. Exceções. Posso aplicar o Código de Processo Penal fora do Brasil? Sim: - se houver consentimento do outro país; - território ocupado; - território nullius = território sem dono. 142 Contagem de prazo Prazo processual Começa a contar no próximo dia útil a partir da intimação. É prorrogável – se terminar em sábado, domingo ou feriado, prorroga-se para o próximo dia útil.

Prazo penal Conta o dia do começo e exclui o dia do final. É improrrogável.

143

Persecução penal

Investigação criminal: base – (i) indícios de autoria e (ii) prova de materialidade. Inquérito policial – fase de investigação: é o principal meio de investigação. É dispensável para o oferecimento da denúncia, pois o que é indispensável é ter base para a ação penal. Exemplo: CPI. Não incidem contraditório nem ampla defesa, pois há procedimento de investigação, ou seja, não há processo. Ação penal – processo. Contraditório e ampla defesa.

144

Inquérito policial

Procedimento administrativo destinado à colheita de provas. (i) Características: (a) Escrito: atos escritos. (b) Inquisitivo: não tem contraditório e ampla defesa – cuidado com o art. 14 do CPP. O delegado pode ouvir testemunhas sem as partes presentes – pode praticar os atos sozinho. (c) Obrigatório: para o delegado.

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 217 (d) Dispensável: para a ação penal – quando há base para a ação penal. O titular da ação penal (Ministério Público, na queixa, ou o ofendido, na queixa) dispensa o inquérito. A lei dispensa o inquérito em infrações menores, no Jecrim. (e) Sigiloso: decretado pelo delegado, no caso de necessidade para o sucesso do inquérito. Não é sigiloso para o juiz, Ministério Público e advogado (Súmula Vinculante 14). Se negar acesso aos autos de inquérito policial cabe reclamação ao STF ou MS para o juiz criminal. Contra ato ou decisão que desrespeita súmula vinculante, cabe reclamação ao STF (Art. 103, §3, CF). (f) Indisponível: delegado não pode arquivar inquérito policial, as provas são indispensáveis. (art. 17, CPP) O arquivamento é uma medida judicial, por requerimento do Ministério Público. (g) Oficiosidade: ex officio (ação penal pública incondicionada). Exceção: ação penal pública condicionada e ação penal pública privada – dependerá de uma autorização, ou seja, dependerá de representação do ofendido (exemplo: estupro – mesmo que se pego em flagrante – instauração de inquérito e lavramento de prisão em flagrante dependerá de representação do ofendido – menor de 18 anos ou vulnerável, será uma ação incondicionada) ou requerimento (), respectivamente.
Art. 14. O ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado poderão requerer qualquer diligência, que será realizada, ou não, a juízo da autoridade.

(ii) Inquérito extrapolicial – Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) (a) É uma investigação feita pelos parlamentares. (b) A CPI só pode decretar uma espécie de prisão: prisão em flagrante. (c) Pode decretar a quebra do sigilo bancário e fiscal e não precisa de autorização judicial. (d) Investiga fato certo por prazo determinado. (e) É necessário ⅓ dos parlamentares para instauração da CPI – não importando a casa. (f) Tem poder instrutório de juiz, ou seja, pode produzir as mesmas provas que um juiz pode produzir – requisitar documentos, determinar intimação de testemunhas, decretar a quebra de sigilo bancário e fiscal etc. (g) Não pode decretar a interceptação telefônica – só juiz pode decretar. (h) Terminada a CPI é feito um relatório, que é encaminhado ao Ministério Público. (iii) Início do inquérito policial (a) Nos crimes de ação penal pública incondicionada a representação (exemplo: crimes contra a vida): - pode começar de ofício pelo delegado – portaria; - pode começar por requisição do Ministério Público ou juiz; - pode começar por requerimento do ofendido. (b) Nos crimes de ação pública condicionada a representação (exemplo: estupro): - pode começar por meio de representação do ofendido; - pode começar por meio de requisição do ministro da justiça. (c) Nos crimes de ação penal privada (exemplo: crimes contra a honra): - pode começar mediante requerimento do ofendido

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 218 (iv) final do inquérito policial Relatório do delegado – encaminhado ao fórum – encaminhado ao Ministério Público – promotor pode propor o arquivamento, oferecer denúncia ou requerer diligências imprescindíveis ao oferecimento da denúncia (art. 16, CPP), sendo que, neste último, o juiz não pode indeferir. Ministério Público propõe arquivamento – vai para o juiz – se o juiz concorda, é arquivado; se discordar, aplicase o art. 28, CPP, mandando para o Procurador Geral, que pode ele mesmo oferecer a denúncia, pode insistir no arquivamento ou designar outro Ministério Público para oferecer denúncia. Observação: o arquivamento é pela falta da base para ação. Quando surgir prova nova, é possível haver ação penal sobre a mesma acusação do inquérito arquivado anteriormente – Súmula 524, STF. A punibilidade não deve estar extinta, quando do surgimento da prova nova. O inquérito policial, no caso de ação penal privada, segundo o art. 19, CPP, ficará em juízo, ou seja, no cartório, aguardando a iniciativa do ofendido. O prazo para encerramento do inquérito policial, art. 10, CPP, é: Réu preso – 10 dias improrrogáveis; Réu solto – 30 dias – prorrogável – art. 10, §3, CPP. O excesso do prazo se torna a prisão ilegal, pedindo-se o relaxamento da prisão, com base no art. 5, LXV, CF. Exceção: competência da justiça federal: Réu preso – 15 dias, admitida 1 prorrogação de mais 15 dias. Réu preso – aplica-se o CPP. Exceção: Lei 11.343/06, art. 51: Réu preso – 30 dias – prorrogável por 1x por igual período. Réu solto – 90 dias – prorrogável por 1x por igual período.

145

Incomunicabilidade

A incomunicabilidade prevista no art. 21, CPP, não foi recepcionada pela CF. 145.1 Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) – art. 52, LEP (i) É uma punição disciplinar imposta ao preso – condenado ou provisório. (ii) Somente o juiz pode decretar o RDD. (iii) Tem prazo de até 360 dias, sendo possível a prorrogação em nova falta grave. (iv) O prezo não pode ficar no RDD por mais que ⅙ da pena. (v) Cabe o RDD em: (a) crime doloso dentro da prisão; (b) preso perigoso (coloca em risco o estabelecimento prisionário ou a sociedade); (c) envolvimento com o crime organizado. (vi) Características: celas individuais, 2 visitas semanais (salvo as crianças), 2 horas por dia de banho de sol. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Ação penal

Ação penal pode ser pública ou privada. Pública: proposta pelo Ministério Público, por meio de denúncia. Condicionada: à representação do ofendido Titulares: (a) ofendido (b) menor de 18 anos e doente mental: representante legal. (c) menor de 18 anos e doente mental e não tem representante legal: curador especial (art. 33, CPP) – qualquer pessoa que o juiz nomeia para representar o ofendido. (d) ofendido morre: Cônjuge ou companheiro, Ascendente, Descendente ou Irmão. Prazo: 6 meses a partir do conhecimento da autoria. Retratar da representação: à requisição do Ministro da Justiça: crimes contra a honra que atinja o presidente da república ou chefe de governo estrangeiro. Observação: crimes contra a honra, em geral, segundo o art. 145, CP, será mediante queixa, ou seja, será uma ação de iniciativa privada. Incondicionada, é a regra, havendo silencio do código será incondicionada. Privada: proposta pelo ofendido, em regra, por meio da queixa. Pode ser o representante legal (quando menor) ou o Cônjuge ou companheiro, Ascendente, Descendente ou Irmão, quando falece. Comum ou exclusivamente privada. Personalíssima. Só o ofendido e ninguém em seu lugar. Único caso: art. 236, CP, induzimento a erro essencial ou ocultação de impedimento ao casamento. Subsidiária. Estupro: será condicionada à representação, mas, excepcionalmente, será incondicionada nos seguintes casos: Quando o ofendido for menor de 18 anos. Vítima vulnerável – presunção de violência. 146.1 Princípios da ação penal privada

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 220 Conveniência ou oportunidade – o ofendido apresenta a queixa se quiser – o ofendido pode renunciar ao direito de queixa ou ficar inerte, havendo, assim, a decadência do direito de queixa – são causas de extinção da punibilidade. A renúncia é um comportamento positivo, é um fazer. Decadência é uma inércia absoluta, é um não fazer. Disponibilidade – pressuposto a existência de uma ação penal em curso – o ofendido ajuizou queixa no prazo decadencial. O ofendido pode durante a ação oferecer o perdão (ato bilateral – depende de aceitação do querelado) ou perempção. Indivisibilidade 146.2 Princípios da ação penal pública Obrigatoriedade ou legalidade – Ministério Público é obrigado a oferecer a denúncia, desde que aja indício de autoria e prova da existência do crime. Divisibilidade Indisponibilidade – art. 42, CPP – vedação expressa da desistência da ação penal pública. Oficialidade ou oficiosidade (i) Ações penais em espécie a) lesão corporal leve: nos termos do art. 88 da Lei 9.099/99 a ação penal é pública condicionada à representação. Lesão corporal leve da Lei Maria da Penha: para o STJ haverá a ação penal pública condicionada à representação.
Art. 88. Além das hipóteses do Código Penal e da legislação especial, dependerá de representação a ação penal relativa aos crimes de lesões corporais leves e lesões culposas.

b) crimes materiais contra a ordem tributária: Súmula Vinculante 24 – precisa encerrar o procedimento administrativo fiscal. 146.3 Denúncia Prazo de 15 dias para oferecimento de denúncia para réu solto. Prazo de 5 dias para oferecimento de denúncia no caso de réu preso. Na inércia, a vítima poderá iniciar uma ação no caso de inércia do Ministério Público. Direito de queixa subsidiária. Inércia é o Ministério Público nada fazer no prazo para oferecer denúncia.

147

Competência

(i) competência por prerrogativa de função ou foro privilegiado ou competência originária. a) Não viola o princípio da igualdade, pois só existem em razão da função.

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f) o homicídio de funcionário público federal somente é competência do júri federal se o motivo do crime é a função federal. devendo ser julgado pelo Tribunal de Justiça do respectivo Estado. se o sujeito renuncia para escapar ao julgamento. d) Prefeito: Súmula 702 do STF – o prefeito se comete crime estadual é julgado por tribunal de 2º grau. agências reguladoras. assinale a alternativa correta. juiz estadual. Atenção: sociedade de economia mista federal o julgamento é na justiça estadual – Petrobrás. CF. Por uma questão de competência originária decorrente da prerrogativa de função. ou seja. TJ julga: juiz. Por ter foro por prerrogativa de função. não há mudança de competência.br | 11 99610348 facebook. será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça. Resposta: C (ii) competência da justiça federal: art. c) Deputado estadual (IMPORTANTE!): a competência é fixada pela constituição estadual.com/leonardosakaki | @leosak . julgado no Tribunal de Justiça do Estado onde exerce suas funções. Será. Segundo entendimento do STF. Para o juiz a única exceção é o crime eleitoral. mas se for explorado pelo próprio governo a competência é federal. será julgado no Tribunal de Justiça do Estado onde exerce suas atividades. Súmula 721 do STF – deputado estadual que cometa crime doloso contra a vida será julgado pelo tribunal do júri. http://leonardosakaki. pratica um crime eleitoral. a situação não se alteraria se o crime praticado por Terêncio fosse um crime eleitoral. então a competência será da justiça federal (exemplo: racismo e pornografia infantil). 109. d) O juiz é julgado pelo TJ a que está vinculado. Mas se caso de crime doloso contra a vida haverá separação de processos: o juiz é julgado pelo TJ e o advogado pelo tribunal do júri. ministro. senador.com. Autarquias: INSS. e) Para o STF.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 221 b) Concurso de agentes: em regra haverá julgamento conjunto: juiz e advogado roubam: ambos são julgados pelo TJ. ou seja. promotor. uma vez que goza do foro por prerrogativa de função.3) Tendo como referência a competência ratione personae. BB. quando a competência será do TRE. 66 (FGV – OAB 2010.uol. (D) Terêncio é prefeito e pratica um crime comum. autarquias e empresas públicas federais. (C) Mévio é governador do Distrito Federal e pratica um crime comum. Se o crime for cometido pela internet e houver tratado. prefeito e deputado estadual. pois. Atenção: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – crime contra os correios é julgado onde? Se for o serviço explorado por particular a competência é estadual. se cometer crime federal é julgado pelo TRF. variando de tribunal conforme o crime. a) rol taxativo. serviços ou interesses da União. pratica um crime comum previsto na parte especial do Código Penal. (B) Tício.com. d) crimes cometidos contra bens. c) STF julga: deputado federal. (A) Caio. Empresas públicas federais: CEF. são os crimes previstos na lei de segurança nacional. g) juiz comete crime federal: sempre é julgado no Tribunal de Justiça a que está vinculado. Atenção: o júri somente será federal se o crime tiver relação com a função federal. ainda que o crime seja federal. Bacen. c) julga os crimes políticos. mas se for crime eleitoral é julgado no TRE. e) crimes decorrentes de tratados: exemplo: tráfico internacional de drogas. vereador de um determinado município. b) não julga contravenção. STJ julga: governador e desembargador.sites. AGU.br | leonardosakaki@uol.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 222 h) disputa sobre direitos indígenas. onde morro – a competência é do júri de SBC). perdeu o foro privilegiado. embora diverso o tempo e o lugar. §1o. então a competência é do local onde o resultado se esboçou (exemplo: tomo tiros em SBC e sou levado para o HC em SP. ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas. Exceção doutrinária e jurisprudencial: teoria do esboço do resultado: se o resultado se der em outro local por circunstâncias não relacionadas ao crime. II – homicídio + ocultação de cadáver III – furto ou descaminho + receptação Continência: art. 51. A conexão e continência implicam em reunião de processos e julgamento em conjunto. Atenção: incidente de deslocamento de competência. segunda parte. CPP – concurso de agentes.com. O crime será julgado no local da consumação ou no caso de tentativa. II . 76. A competência será determinada pela continência quando: I . 70. 53. Conexão: art. 147. quando há grave violação dos direitos humanos. ou por várias pessoas em concurso. ao mesmo tempo. II . se houver grave violação de direitos humanos.sites. ou por várias pessoas.1 Critério foro prevalente http://leonardosakaki. CPP Teoria do resultado – local da consumação. III . (iii) competência territorial – art.quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de outra infração. (iv) conexão e competência Art. ataques do PCC. A competência será determinada pela conexão: I . O PGR. CPP. crime de rixa. Exemplo: caso da Procuradora aposentada que torturou a criança. pedirá no STJ que o processo saia da justiça estadual e vá para a justiça federal.duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração. Art. houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras.se. 77. I – arrastão após jogo de futebol. por várias pessoas reunidas. umas contra as outras. Para ser competência federal. o motivo do crime tem que ter relação com disputa sobre direitos indígenas.uol.com.se.br | leonardosakaki@uol.com/leonardosakaki | @leosak . 77. 76. em qualquer momento do inquérito ou processo ao STJ. houverem sido praticadas. é o PGR que pede. salvo no caso de infância e juventude e na hipótese da justiça militar. e 54 do Código Penal. no local do último ato de execução. Perdeu a função. ocorrendo duas ou mais infrações.br | 11 99610348 facebook. no mesmo caso.no caso de infração cometida nas condições previstas nos arts.

Transitada em julgado a sentença condenatória. . se for caso. contra o responsável civil. a ação para ressarcimento do dano poderá ser proposta no juízo cível. reconhecida a inexistência material do fato. poderão promover-lhe a execução.br | leonardosakaki@uol. o juiz da ação civil poderá suspender o curso desta. Intentada a ação penal. Parágrafo único. II . 32.com. 65. CPP TÍTULO IV DA AÇÃO CIVIL Art. §§1o e 2o). a quantidade de crimes. A sentença penal condenatória transitada em julgado é título executivo judicial e o juiz deve fixar o valor mínimo da condenação.uol. a seu requerimento. 63 a 68. 387 deste Código sem prejuízo da liquidação para a apuração do dano efetivamente sofrido.local da pena mais grave. no juízo cível. Faz coisa julgada no cível a sentença penal que reconhecer ter sido o ato praticado em estado de necessidade. b) Falso testemunho da Justiça do Trabalho é processado na Justiça Federal.se tiverem a mesma pena. 67. a execução da sentença condenatória (art. 147. Não impedirão igualmente a propositura da ação civil: I .br | 11 99610348 facebook. 66. seu representante legal ou seus herdeiros.sites. (Vide Lei nº 5. 63) ou a ação civil (art. Transitada em julgado a sentença condenatória. categoricamente. .719. de 2008). 148 Ação civil ex delicto – arts. Jurisdição de igual categoria . Quando o titular do direito à reparação do dano for pobre (art. de 1973) Parágrafo único. http://leonardosakaki. Art. em legítima defesa.970. pelo Ministério Público.com/leonardosakaki | @leosak . para o efeito da reparação do dano. Sem prejuízo do disposto no artigo anterior. a ação civil poderá ser proposta quando não tiver sido. O local da recusa do pagamento é o local da agência do sacado. c) Estelionato por meio de cheque sem fundo: a competência é do local da recusa do pagamento.o despacho de arquivamento do inquérito ou das peças de informação.2 Questões especiais de competência a) Se não souber o local do resultado. em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. até o julgamento definitivo daquela. Art. Não obstante a sentença absolutória no juízo criminal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 223 Júri atrai tudo. é o foro de residência do réu. Art. (Incluído pela Lei nº 11. contra o autor do crime e. 63. a execução poderá ser efetuada pelo valor fixado nos termos do inciso IV do caput do art.com. 64) será promovida.a sentença absolutória que decidir que o fato imputado não constitui crime. Art. III .prevenção – prática de um ato decisório anterior. 68. A vítima ou seus sucessores poderá executar este valor no cível e liquidar o valor que entender devido a maior. o ofendido.a decisão que julgar extinta a punibilidade. 64. Art.

está em flagrante. Se a causa excludente for agressiva. Se ficar provado que o crime não existiu (art. impede o ajuizamento da ação civil.com. Se for absolvido por causa excludente da ilicitude.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 224 Toda absolvição por falta de prova não impede o ajuizamento de ação civil ex delicto. Enquanto durar a perseguição. (A) São fatos que impedem a propositura da ação civil: o despacho de arquivamento do inquérito ou das peças de informação. Impróprio: é perseguido logo após. 68 (FGV – OAB 2010. Resposta: D 149 Prisão Modalidades de prisão processual: Prisão em flagrante – arts. seu representante legal ou seus herdeiros. CPP) ou que o acusado não cometeu o crime (art. em regra (art. o ofendido. ainda que perca de vista. Presumido: é encontrado logo depois. então não impedirá o ajuizamento de ação civil ex delito. a execução só poderá ser efetuada pelo valor fixado na mesma. a liquidação para a apuração do dano efetivamente sofrido. 301 a 310. CPP a) modalidades: CPP (art. A absolvição por atipicidade da conduta não impede o ajuizamento de ação civil ex delicto. (C) Transitada em julgado a sentença penal condenatória. (B) Sobrevindo a sentença absolutória no juízo criminal.com/leonardosakaki | @leosak . 65. IV. O que não pode é haver solução de continuidade da perseguição. neste caso. http://leonardosakaki. 386. interrupção da perseguição. não se admitindo.2) Relativamente às regras sobre ação civil fixadas no Código de Processo Penal.uol. a decisão que julgar extinta a punibilidade e a sentença absolutória que decidir que o fato imputado não constitui crime.br | 11 99610348 facebook. CPP) impede o ajuizamento de ação civil. poderão promover-lhe a execução. no juízo cível. CPP). assinale a alternativa correta. 302): Próprio: está cometendo ou acaba de cometer a infração. ou seja. 386.br | leonardosakaki@uol. I. para o efeito da reparação do dano. (D) Transitada em julgado a sentença penal condenatória.sites.com. a ação civil não poderá ser proposta em nenhuma hipótese.

em sentença transitada em julgado. 313. havendo dúvida sobre a sua identidade. Terminada a colheita da prova. http://leonardosakaki. quando se apurar que o indiciado é vadio ou. Não precisa de autorização judicial. poderá ser decretada a sua prisão. 2. ressalvado o disposto no parágrafo único do art. Só prende no melhor momento para obtenção da prova. Conhecer o itinerário da droga. Entrega vigiada: art. o flagrante é esperado. Prisão preventiva Art. ordem econômica9 e aplicação da lei penal10. CPP: indícios suficientes de autoria e materialidade: Garantia: ordem pública8. 46 do Código Penal. não fornecer ou não indicar elementos para esclarecê-la. 304 a 306. b) formalidades – arts. Lei do Crime Organizado. 10 Se houver indícios concretos de fuga. Se não disser o nome do advogado. Súmula 145 STF. 8 9 Ordem pública não é clamor público.sites.com. se precisa adquirir a droga para repassar ao policial. Esperado: não há intervenção na vontade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 225 Leis especiais: Retardado. será admitida a decretação da prisão preventiva nos crimes dolosos: I . deve ser revogada a prisão. 11 Se houver indícios de que o sujeito esteja manipulando a prova. poderá ser decretada a sua prisão. Conveniência instrução criminal11. o flagrante é esperado. CPP Tem que ser entregue a nota de culpa ao preso. 313. Doutrina e jurisprudência: Preparado: há intervenção na vontade do sujeito. deve ser encaminhada cópia do auto de prisão em flagrante em 24h para a defensoria pública. previstas no artigo anterior.com/leonardosakaki | @leosak . ação controlada: art. Art. Prazo de 24 horas. Se o policial exige dinheiro e quando a pessoa vai entregar ele é preso pela corregedoria.uol. 53 da Lei de Drogas – acompanha a entrega da droga. Probabilidade de reiteração de condutas criminosas.com. III .se o réu tiver sido condenado por outro crime doloso.punidos com detenção.punidos com reclusão. Art. Se a pessoa já tem a droga. É valido. virtual. mas. Exige-se autorização judicial. II . 312. Não é válido. CPP: crime doloso (caput) + 1 dos incisos.br | 11 99610348 facebook. o flagrante é preparado. IV – descumprimento de medida de proteção. É a ordem pública aplicada à economia. Em qualquer das circunstâncias.br | leonardosakaki@uol.

prorrogável por mais cinco em caso de extrema e comprovada necessidade. temporária.sites. o juiz não poderá decretar a prisão preventiva do acusado. epidemia com resultado morte.br | 11 99610348 facebook.se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher. nas hipóteses previstas em lei.3) Com relação às modalidades de prisão. Prazo determinado: 5 dias + 5 dias. (D) são requisitos da prisão preventiva a sua imprescindibilidade para as investigações do inquérito policial e o fato de o indiciado não ter residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade. Em se tratando. por pronúncia e em virtude de sentença condenatória recorrível. A respeito de tal modalidade de prisão. (D) Em caso de descumprimento de medida protetiva prevista na Lei 11. prorrogável por igual período. Resposta: C http://leonardosakaki. a prisão temporária poderá ser decretada pelo prazo de trinta dias.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 226 IV . a prisão processual (provisória ou cautelar) é a decretada antes do trânsito em julgado de sentença penal condenatória.960/89 a) generalidades: É uma prisão típica do inquérito policial. para garantir a execução das medidas protetivas de urgência. nos termos da lei específica. III – rol taxativo de crimes – quadrilha ou bando. (B) a prisão temporária tem como pressupostos a existência de indícios de autoria e prova da materialidade. preventiva.340/06. (A) A prisão em flagrante delito somente poderá ser realizada dentro do período de vinte e quatro horas.com.com. a necessidade de garantir a futura aplicação da lei penal e a garantia da ordem pública.3) Como se sabe. a prisão processual contempla as seguintes modalidades: prisão em flagrante. se hediondo 30 dias + 30 dias.uol. a conveniência da instrução criminal. assinale a alternativa correta. de crime hediondo. (C) A prisão preventiva poderá ser decretada durante o inquérito policial. 67 (FGV – OAB 2010. (C) o prazo de duração da prisão temporária é de cinco dias. 62 (FGV – OAB 2010. Prorrogação somente em caso de extrema e comprovada necessidade. desde que se mostre imprescindível para a produção da prova. Não existe fora do inquérito policial. O juiz não pode decretar a prisão temporária de ofício – só à pedido do delegado ou promotor. contadas do momento em que se inicia a execução do crime. Resposta: C Prisão temporária – Lei 7. (B) A prisão temporária poderá ser decretada a qualquer tempo. e como fundamentos a necessidade de garantia da ordem pública.br | leonardosakaki@uol. todavia. é correto afirmar que (A) em nosso ordenamento jurídico.com/leonardosakaki | @leosak . b) cabimento (sempre I com III ou II com III): I – quando imprescindível para as investigações. II – quando o indiciado não tem residência fixa ou quando não comprova a sua identidade.

Atenção: causas de aumento e de diminuição de pena entram neste cálculo. 327 e 328. No âmbito do Jecrim não há prisão em flagrante se o sujeito concorda em comparecer em audiência a ser designada. Réu se livra solto – ele é levado até a delegacia. Art.uol. Atenção: agravantes e atenuantes não entram neste cálculo. Especiais 151. previstos nos arts. em caso positivo. tráfico de drogas. se parar para prestar socorro. CPP – caput: causa de excludente da ilicitude.2 Ordinário Denúncia Recebimento Citação AIDJ Resposta http://leonardosakaki. não se impõe prisão em flagrante. diz apenas quais são os inafiançáveis. cabe relaxamento. art.072/90. Para prisão em flagrante ilegal.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 227 150 Liberdade provisória Somente é cabível para a prisão em flagrante legal. O réu fica preso até o julgamento do caso dele.br | 11 99610348 facebook. Em tese.com. CPP. 151 Procedimentos 151. CPP. O réu é solto pagando fiança com o cumprimento das obrigações previstos nos arts.br | leonardosakaki@uol. mas não se efetiva a prisão em flagrante. Liberdade provisória vedada. 323 e 324. 2): a liberdade provisória em crimes hediondos – há vedação expressa para a liberdade provisória com fiança. Sumaríssimo: para infrações de menor potencial ofensivo: contravenções penais ou pena máxima cominada menor ou igual a 2 anos. ele mantém o sujeito preso.sites. é admissível a liberdade provisória sem fiança. Liberdade provisória sem fiança. parágrafo único: juiz imagina que o preso esteja em liberdade e se pergunta se neste caso haveria motivo para decretar a prisão preventiva. Há leis que vedam a liberdade provisória como. Crimes hediondos (lei 8. 310.1 Modalidades de procedimentos Comum Ordinário: para crimes com pena máxima cominada maior ou igual a 4 anos Sumário: para crimes com pena máxima cominada menor que 4 anos.com. Liberdade provisória com fiança. Nos casos do CTB. por exemplo. O CPP não diz quais são os crimes afiançáveis.

neste momento. precisa esgotar os meios de localização do réu. segundo o STF. Resposta (arts. 397. CPP) a) Modalidades: real (oficial de justiça – mandado) ou ficta (hora certa e edital). volta no dia seguinte e faz a citação preferencialmente na pessoa de familiar.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak . O processo volta a correr quando ela aparecer ou constituir advogado. mudar a classificação do crime. há a nomeação de dativo pelo juiz. 383 e 384. avisando que ele foi citado. CPP. não precisa motivar o recebimento da denúncia. DEVE suspender processo e suspender prescrição Citado por edital Não comparece Juiz PODE decretar a prisão E não constitui advogado preventiva e/ou produzir prova antecipada. Citações especiais: A citação do militar é feita pelo superior dele – o oficial entrega a citação para o superior e este citará o militar. Não se aplica o art. feita por mandado: é a regra.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 228 Absolvição Sumária Recebimento a) O juiz não pode. d) Recurso da rejeição da denúncia ou queixa: a regra é a recurso em sentido estrito (RESE) ou apelação no Jecrim. b) Em regra. Se não apresentar a defesa. CPP) a) Prazo: 10 dias. O oficial vai 3x. o prazo é de 15 dias. c) Citação por hora certa: segue o CPC (art. CPP). 396 e 396A. não tem regramento próprio.súmula 415 Depois do prazo de suspensão da prescrição. Atenção: se o réu não comparecer. O termo inicial é a data da efetiva citação. Citação (art. c) Rejeição da denúncia (art. o decurso do tempo e o esquecimento da testemunha não são fundamentação hábil para antecipar a prova. CPP). b) Esta defesa é obrigatória.uol. CPP) http://leonardosakaki. deverá ser nomeado curador para ele. Cuidado! Para o STJ.br | leonardosakaki@uol. ela volta a correr. 362.sites. devolve o mandado em cartório e tem que enviar uma carta para o réu. salvo Jecrim. prerrogativa de função e crimes afiançáveis de responsabilidade de funcionário público – todos têm defesa preliminar. d) Citação por edital: quando o réu não é encontrado. mas não o processo. 366. acha que ele está escondendo. O momento próprio é o dos arts. 395.com. Somente se decreta prisão preventiva e se produz prova antecipada se houver fundamento concreto. Pode alegar tudo o que interesse para a defesa. 351 a 372. na Súmula 455. Absolvição sumária (art. O estrangeiro é citado por rogatória – a prescrição fica suspensa em caso de rogatória.com. se for o caso . nem constituir advogado. b) Citação real.

CPP Fato está descrito na denúncia e o réu se defende O fato não está descrito. Não se aplica medida de segurança neste momento. b) Debates: obrigatória. 20 minutos. Ministério Público adita (5 dias) defesa Juiz recebe nova AIDJ (3 testemunhas) 1º e 2º grau.br | 11 99610348 facebook. 383.com. apenas estas. Sentença a) Modalidades: Absolutória (art. http://leonardosakaki. 384. Se o Ministério Público se recusar a aditar.com. 1º grau. AIDJ (arts. o juiz encaminha os autos ao procurador geral. 386. CPP. Ação penal pública e ação penal privada. 28. Podem os debates orais ser convertidos em memoriais escritos quando houver vários acusados ou quando a causa for complexa – prazo 5 dias para acusação. 384. 400 a 405. 5 dias para defesa. CPP Art. Ação penal pública ou ação penal privada subsidiária da público. dos fatos. CPP) a) Seqüência de atos da audiência Ofendido Testemunha de acusação Testemunha de defesa Antes do assistente técnico.br | leonardosakaki@uol. CPP) e mutatio (art. CPP) Condenatória (art.uol. Extinta a punibilidade. 383. Existência manifesta de causa excludente de culpabilidade. Fato narrado evidentemente não é crime. Não precisa ouvir ninguém. só pode ter decisão absolutória favorável ao réu. 10 dias para o juiz.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 229 a) É um juízo abreviado. CPP) b) Emendatio (art. É um julgamento antecipado pro reo. ou seja. b) Não vale o in dubio pro reo pois exige-se certeza para a absolvição.sites.com/leonardosakaki | @leosak . 387. c) Cabimento: Existência manifesta de causa excludente de ilicitude. prorrogáveis por mais 10. nos termos do art. CPP) Art. o perito Acareação Reconhecimento Interrogatório O juiz decide sobre prova Debates/sentença Ao final da audiência as partes podem requerer prova cuja necessidade surja no decorrer da audiência.

assinale a alternativa correta. destinada à inquirição das testemunhas arroladas pelo Ministério Público e ao interrogatório do réu.sites. o advogado requer a absolvição sumária de seu cliente e não propõe provas.br | 11 99610348 facebook. recebê-la-á e designará dia e hora para a realização do interrogatório. (A) No rito ordinário. (D) No rito sumário. (D) O juiz deve deferir o pedido. no prazo de 15 (quinze) dias. por escrito. recebê-laá e designará dia e hora para a realização do interrogatório. Não tem previsão expressa.br | leonardosakaki@uol.4 Sumaríssimo Lei 9. 5 testemunhas. (B) No rito sumário. no prazo de 10 (dez) dias. oferecida a denúncia. (C) O juiz só deve deferir a oitiva de testemunhas de defesa arroladas posteriormente ao momento da apresentação da resposta escrita se ficar demonstrado que a necessidade da oitiva se originou de circunstâncias ou fatos apurados na instrução. pois a juntada do rol das testemunhas de defesa pode ser feita até o encerramento da prova de acusação. se o juiz não a rejeitar liminarmente. http://leonardosakaki. Ao final da audiência.099/95 – Infrações de menor potencial ofensivo (todas as contravenções e os crimes cuja pena máxima não excede 2 anos). em nenhuma hipótese do processo penal. recebê-laá e ordenará a citação do acusado para responder à acusação.com. pois apesar de a juntada do rol de testemunhas da defesa não ter sido feita no momento correto. por escrito. Resposta: C 151. Resposta: D 151.3) Em relação aos procedimentos previstos atualmente no Código de Processo Penal. Pode converter em memoriais escritos.uol. se o juiz não a rejeitar liminarmente. Na lei de falências há previsão expressa de que os crimes lá previstos sigam o rito sumário. recebê-la-á e ordenará a citação do acusado para responder à acusação. designa audiência de instrução e julgamento.com/leonardosakaki | @leosak . se o juiz não a rejeitar liminarmente. (A) O juiz deve deferir o pedido. assinale a afirmativa correta.2) Em processo sujeito ao rito ordinário.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 230 66 (FGV – OAB 2010. oferecida a denúncia. ocasião em que o acusado deverá estar assistido por defensor. Considerando tal narrativa. Não tem previsão expressa.com. rejeitando o requerimento de absolvição sumária. O juiz. (C) No rito ordinário. 30 dias para fazer a AIDJ Pode requerer provas. se o juiz não a rejeitar liminarmente. (B) O juiz não deve deferir o pedido. o advogado requer a oitiva de duas testemunhas de defesa e que o juiz designe nova data para que sejam inquiridas. pois o desmembramento da audiência una causa nulidade absoluta. ao apresentar resposta escrita. 64 (FGV – OAB 2010. ocasião em que o acusado deverá estar assistido por defensor. 60 dias para fazer a AIDJ. oferecida a denúncia. o juiz deve indeferir diligências requeridas pela defesa.3 Sumário Procedimento Comum Ordinário Procedimento Comum Sumário 8 testemunhas (fato). oferecida a denúncia.

Audiência preliminar: . Pena: Advertência Prestação de serviços à comunidade Comparecimento em programas educativos No não cumprimento. Segundo o STF.com/leonardosakaki | @leosak . Tem direito à liberdade provisória sem fiança. O juiz ouvirá as partes separadamente sem os seus advogados. falsamente.Ouvir o ofendido .Tentativa de composição dos danos civis (havendo reparação do dano. haverá convertimento em multa.Sentença Procedimentos dos crimes contra a honra: Injúria: qualidade negativa Difamação: imputar fato negativo Calúnia: imputar.Interrogatório . Via de regra. Plantar pequena quantidade para consumo pessoal é porte. http://leonardosakaki.Debates orais (20min + 10min) . Efetuada a transação.Transação penal – é o acordo entre o Ministério Público e o suspeito para que não haja o processo penal. . se o caso. o agente se livra solto.Representação do ofendido. CPP.com. debates e julgamento.Denúncia oral: Rito sumaríssimo: tudo ocorre em uma só audiência – audiência de instrução. teremos uma audiência de tentativa de conciliação. Esse acordo consiste na aplicação imediata de pena de multa ou pena restritiva de direitos. Lei de Drogas: Porte de drogas – art.com. Havendo a conciliação. um fato definido como crime Entre a queixa e o recebimento da queixa. ocorrerá extinção da punibilidade pela perempção – art. ocorrerá renúncia ao direito de queixa ou representação.Recebimento da denúncia . se não for cumprida a transação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 231 A persecução penal se desenvolve em 3 fases : Fase policial: termo circunstanciado.Testemunhas arroladas pela acusação – até 3 .br | leonardosakaki@uol. o Ministério Público poderá oferecer a denúncia. Infração de menor potencial ofensivo – aplica-se o rito sumaríssimo.sites. ocorre a extinção da punibilidade.Testemunhas arroladas pela defesa – até 3 .Defesa prévia oral . o juiz receberá a queixa. III.br | 11 99610348 facebook. 28 da Lei. Se o querelante faltar. os autos serão arquivados. . . .uol. Se o querelado faltar. 60.

com. Apurados 4 votos iguais. Segundo o STJ.uol. e. http://leonardosakaki.br | leonardosakaki@uol. 5. Sigilo das votações: os jurados decidem numa sala secreta. com uma diferença – sai a absolvição sumária do art. Atenção: Tráfico – art. Denúnica ou queixa – Recebimento da denúncia – Citação – Resposta à acusação – Réplica do Ministério Público em 5 dias – Audiência Audiência: ouve-se o ofendido – ouvem-se as testemunhas arroladas pela acusação – ouvem-se as testemunhas arroladas pela defesa – ouvem-se os peritos – reconhecimento e acareação . se preenchidos os requisitos legais. há a defesa preliminar do funcionário público. entra a réplica do Ministério Público no prazo de 5 dias. 33 Crime equiparado a hediondo. no prazo de 15 dias. 397.6 Júri É um direito fundamental – art. CF veda: fiança.sites.br | 11 99610348 facebook. CF. anistia e graça.com/leonardosakaki | @leosak . Competência para julgar crimes dolosos contra a vida e conexos. em seu lugar. Requisito: Ceder droga Gratuitamente Eventualmente Para pessoa de seu relacionamento Para uso conjunto Infração de menor potencial ofensivo – rito sumaríssimo.com.interrogatório – debates orais (20min + 10min) – decisão. Exceção: revisão criminal. Princípios constitucionais: Plenitude de defesa (≠ampla defesa): é a possibilidade de utilização de argumentos metajurídicos. CPP. 2 etapas: Juiz (judicium acusationis): = procedimento ordinário. essa defesa preliminar é dispensável se for precedida de inquérito policial. tem direito à pena restritiva de direito. Soberania dos veredictos: o tribunal não pode alterar a decisão dos jurados. 151.5 Crimes funcionais afiançáveis Entre a denúncia e o recebimento da denúncia. encerra-se a apuração.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 232 Uso compartilhado Pena máxima de 1 ano. Segundo o STF. 151.

Impronúncia: ocorre quando não há prova da materialidade ou indícios de autoria. decisão começando com consoante. operando-se a preclusão. Só faz coisa julgada formal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 233 Decisões: Pronúncia: encaminhamento do réu para ser julgado pelo tribunal do júri – prova da materialidade e indícios de autoria. o réu poderá ser processado. Considerando tal narrativa. Ao proferir sua decisão. se surgirem novas provas. (A) Nos debates orais perante os jurados.br | leonardosakaki@uol. postulando sua absolvição sumária. ou seja. (A) São princípios que informam o Tribunal do Júri: a plenitude de defesa. exceto a inimputabilidade. a Defesa alegou que João agira em estrito cumprimento de dever legal. mas a defesa poderá alegar a tese de estrito cumprimento de dever legal. o juiz rejeitou a tese de estrito cumprimento de dever legal e o pedido de absolvição sumária.com. A decisão de pronúncia foi confirmada pelo Tribunal de Justiça. Recurso: apelação ou recurso em sentido estrito.2) João da Silva foi denunciado por homicídio qualificado por motivo fútil. a soberania dos veredictos e a competência exclusiva para julgamento dos crimes dolosos contra a vida.Fato atípico . o promotor de justiça poderá sustentar a qualificadora de motivo fútil.com/leonardosakaki | @leosak . o promotor de justiça não poderá sustentar a qualificadora de motivo fútil. (C) Nos debates orais perante os jurados. . (B) Nos debates orais perante os jurados. Nos debates orais ocorridos na primeira fase do procedimento de júri.Excludente da culpabilidade.3) Assinale a alternativa correta à luz da doutrina referente ao Tribunal do Júri. assinale a afirmativa correta. recurso com consoante. . Desclassificação: quando se tratar de outro crime não doloso contra a vida. e pronunciou João por homicídio simples.uol.Quando há prova de que o fato não existiu. Resposta: A 68 (FGV – OAB 2010. recurso com vogal.Quando há prova de não autoria. o sigilo das votações. Dica: decisão começando com vogal. afastando a qualificadora contida na denúncia. . o promotor de justiça não poderá sustentar a qualificadora de motivo fútil e a defesa não poderá alegar a tese de estrito cumprimento de dever legal. mas a defesa não poderá alegar a tese de estrito cumprimento de dever legal. http://leonardosakaki. Absolvição sumária (art. o promotor de justiça poderá sustentar a qualificadora de motivo fútil e a defesa poderá alegar a tese de estrito cumprimento de dever legal.br | 11 99610348 facebook. O juiz remeterá os autos ao juízo competente.com.sites. CPP): .Excludente da ilicitude. Júri (judicium causae) 64 (FGV – OAB 2010. (D) Nos debates orais perante os jurados. 415.

Exemplo: violação de norma constitucional – mandado de busca domiciliar cumprido de noite.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 234 (B) A natureza jurídica da sentença de pronúncia (em que o magistrado se convence da existência material do fato criminoso e de indícios suficientes de autoria) é de decisão interlocutória mista não terminativa. colhendo a arma. O judicium accusacionis se inicia com a intimação das partes para indicação das provas que pretendem produzir e tem fim com o trânsito em julgado da decisão do Tribunal do Júri.455/97) Derivada: é em si mesma lícita. (C) O rito das ações de competência do Tribunal do Júri se desenvolve em duas fases: judicium causae e judicium accusacionis. Durante a confissão ilícita. o vício estaria sediada naquela que dela originou. pois na confissão surgiu a ilicitude – é uma prova inadmissível. durante o dia. Resposta: B 152 Medidas assecuratórias Seqüestro: faço o seqüestro dos bens adquiridos com os proventos da infração. O que torna a prova ilícita: art. de prova ilícita – interceptação telefônica sem ordem judicial. Exceção: Plenário do júri – art. é. impronúncia. Exemplo: violação de norma legal – confissão mediante tortura (Lei 9. e cumprem o mandado.com/leonardosakaki | @leosak . mas obtiveram a partir de uma prova ilícita originária. 157. 153 Provas no processo penal a) Acareação: pressupostos da acareação: é preciso que todos tenham deposto e que haja contradição sobre fato relevante. A prova é lícita. b) Documento: pode ser juntado a qualquer tempo.1 Provas em espécie http://leonardosakaki. CPP – aquela obtida com violação de normas constitucionais ou normas legais. Posso seqüestrar esse bem ainda que estiver com terceiro. A origem dessa prova contamina ou não o que dela nascer? Sim. quando a prova ilícita é pro reo.sites. 479 do Código de Processo Penal. não deve se quer ingressar ao processo. perfeita. Originárias: é dela surgir a ilicitude. 153. o juiz poderá exarar quatro espécies de decisão.uol.br | leonardosakaki@uol. Prova ilícita: inadmissibilidade. se provier de uma fonte independente da prova ilícita. Exemplo: confissão mediante tortura é prova ilícita originária. se entrar há o desentranhamento de tal prova. CPP – também será ilícita.br | 11 99610348 facebook. em si mesma. a saber: pronúncia. absolvição sumária e condenação. §1.com. Art. Observação: admissão. 157. (D) Alcançada a etapa decisória do sumário da culpa.com. Exceção: há casos em que a prova ilícita derivada pode ser admitida no processo: quando a prova não tiver nexo causal com a ilícita originária. por exceção. disse onde escondeu a arma e pedem ao juiz um mandado de busca e apreensão. se contaminará pelo vício da ilicitude – Teoria dos frutos da árvore venenosa.

demonstrando a existência do crime. Assistente técnico: dá pareceres. Se for perito oficial. independentemente do que indica o laudo. haverá nomeação de peritos não oficiais (peritos louvados) – é um particular. Formalidades (não observância gera nulidade): Em juízo. fui absolvido por atipicidade da conduta.br | leonardosakaki@uol. Assistentes técnicos. (b) suspensivo. meu amigo não apela. Se não for oficial. http://leonardosakaki. Sistemas Vinculado: o sistema brasileiro não é vinculado – decisão e laudo. Se desaparecerem os vestígios não há corpo. O silencio não implica confissão ficta.com.com/leonardosakaki | @leosak . não há o que ser examinado pelo perito. (d) extensivo – eu e meu amigo fomos denunciados pelo crime de prostituição. Interrogatório: é um meio de prova e um meio de defesa. 188. mesmo que ele não tenha recorrido.com. entre o acusado e o advogado que vai o acompanhá-lo. Tem previsão expressa no Pacto de São José da Costa Rica – Decreto 678/62.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 235 Perícias: o CPP exige que sejam feitas pelos peritos oficiais. os quais podem derrubar um laudo pericial. pode fazer sozinho o laudo oficial. de preferência. III. basta um perito. Garantia da entrevista prévia. CPP. deve haver advogado presente. 2 peritos – haverá nulidade se não for cumprido esse requisito. então o tribunal estende para o meu amigo também. CPP. prostituição não é crime. no mínimo. Exame de corpo de delito: perícia feita sobre o corpo. antes do interrogatório. (c) regressivo (juízo de retratação) – recurso em sentido estrito. Se não fizer há descumprimento de norma processual. Tem previsão implícita na Constituição Federal. Art. Liberatório: o juiz está liberado para decidir como quiser. b. Ao final do interrogatório as partes podem formular perguntas ao final – art. 158. Não havendo peritos oficiais.sites. CPP – é de realização obrigatória sempre que a infração deixar vestígios. (ii) Princípios dos recursos (a) duplo grau de jurisdição: não tem previsão expressa na Constituição Federal. gerando nulidade – art.uol. daí houve apelação para o Tribunal de Justiça. agravo em execução e carta testemunhável. na sentença fomos condenados. vestígio material do crime. Quesitos.br | 11 99610348 facebook. o juiz tem que chamar. 154 Recursos no processo penal (i) Efeitos dos recursos Os recursos têm efeito: (a) devolutivo. Tem o direito de permanecer calado – direito não produzir prova contra si mesmo. ou seja. 564. então a prova testemunhal suprir a ausência do corpo de delito.

uol.br | 11 99610348 facebook. mas a defesa de Antônio apela. (A) Não cabe nova apelação no caso concreto.3) José é denunciado sob a acusação de que teria praticado o crime de roubo simples contra Ana Maria. assinale a afirmativa correta.2) Antônio Ribeiro foi denunciado pela prática de homicídio qualificado. por ser praticado com violência ou grave ameaça contra a pessoa. pois a primeira sentença transitou em julgado para a acusação. desta vez condenando José a pena de quatro anos de reclusão a ser cumprida em regime inicialmente semiaberto. Analisando o caso. o juiz condena José a pena de quatro anos de reclusão. pois violou o princípio do tantum devolutum quantum appelatum. imotivadamente.br | leonardosakaki@uol. a defesa interpõe recurso de apelação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 236 (b) proibição da reformatio in pejus: Reformatio in pejus direta: recurso exclusivo da defesa não pode gerar piora na situação do réu. sendo reincidente. (D) Não cabe apelação por falta de interesse jurídico. pois. A decisão transita em julgado para o Ministério Público. A apelação é provida. embora a pena atribuída permita a fixação do regime aberto para o início do cumprimento de pena. Reformatio in pejus indireta: em recurso exclusivo do réu se for feito novo julgamento não pode piorar a situação do réu. pois violou o princípio do ne reformatio in pejus. alegando que a decisão dos Jurados é manifestamente contrária à prova dos autos. (B) equivocadamente. pronunciado nos mesmos moldes da denúncia e submeti do a julgamento pelo Tribunal do Júri em 25/05/2005. Na audiência de instrução e julgamento. o fato de ser o réu reincidente impede tal providência. o crime de roubo impõe o início do cumprimento da pena em regime fechado. no mérito. que sejam ouvidas duas testemunhas de defesa. Antônio é novamente condenado e sua pena é agravada. já que a fixação do regime inicial fechado é mais vantajosa do que uma pena a ser cumprida em regime integralmente fechado. Ao proferir sentença. Resposta: A http://leonardosakaki. Realizado o ato e apresentadas novas alegações finais por meio de memoriais. mas fixado regime mais vantajoso (inicial fechado). arguindo. pois a pena atribuída proíbe a imposição do regimento aberto para o início do cumprimento de pena. não se podendo falar em prejuízo para o réu uma vez que o recurso de apelação da defesa foi provido pelo Tribunal de Justiça. Após a sentença passar em julgado para a acusação. o Tribunal de Justiça dá provimento ao recurso e declara nulo o processo desde a Audiência de Instrução e Julgamento. a improcedência da acusação. não poderia iniciar o cumprimento de sua reprimenda em regime aberto. a nulidade do processo em razão do indeferimento imotivado de se ouvirem duas testemunhas. a ser cumprida em regime aberto. (D) corretamente. preliminarmente. em respeito ao princípio da soberania dos veredictos. (C) corretamente. (B) A decisão do juiz togado foi incorreta. cabendo apelação. e alegando. A esse respeito. Resposta: B 65 (FGV – OAB 2010.com. de sorte que não poderia a segunda decisão trazer consequência mais gravosa para o réu em razão da interposição de recurso exclusivo da defesa. pois. Neste segundo Júri.sites. o magistrado indefere. 67 (FGV – OAB 2010. é correto afirmar que o juiz agiu (A) equivocadamente. o juiz profere outra sentença. tendo sido condenado à pena de 15 anos de reclusão em regime integralmente fechado.com/leonardosakaki | @leosak . Com base no relatado acima.com. (C) A decisão dos jurados foi incorreta. sendo o réu submeti do a novo Júri. pois.

júri. . .2 dias. 581 não diz nada sobre isso. Se for decisão na execução.Interrompe o prazo Juizado Especial Criminal recursal. 639.Regressivo. Art. 197. a2) Se rejeitar o aditamento da denúncia ou da queixa. Trata-se de rol taxativo. Vara criminal RESE. 581.Devolutivo restrito.48 horas. O art. 581 do Código de Processo Penal.Devolutivo. a) art.com. habeas corpus de novo para o tribunal de justiça ou recurso em sentido estrito. . Infração de menor potencial ofensivo apele. só cabe agravo em execução (art.Suspensivo. dias. Carta testemunhá. Juizado Especial Criminal (Jecrim). Arts. A jurisprudência resolve.br | 11 99610348 facebook. CPP: habeas corpus contra o delegado. (Jecrim). . . Art. . http://leonardosakaki. 593. agravo em execução. juiz negou o habeas corpus. Apelação Súmula 347 do Superior Tribunal de Justiça. Cabimento: art. caberá recurso ordinário constitucional (ROC). O pretenso réu deve ser intimado para apresentar contra-razões ao recurso em sentido estrito. . Peculiaridades Agravo em execução. tribunal de justiça nega o habeas corpus. 593 a) inciso I: cabe da sentença absolvitória e condenatória.br | leonardosakaki@uol.Devolutivo. Interposição: 5 Art. Recurso em sentido estrito. vel CPP. a1) Jecrim: se houver rejeição da denúncia ou queixa caberá apelação. CPP. admite o recurso em sentido estrito por interpretação extensiva. 609. estrito dias. não suprindo a nomeação de defensor dativo. LEP).com/leonardosakaki | @leosak . apelação.Suspensivo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 237 (iii) Recursos em espécie Recurso Prazo Cabimento Recurso em sentido Interposição: 5 Art.Regressivo. . X.Suspensivo. 584 do Código de Processo Penal. Embargos de decla. Embargos infringen. Recurso em sentido estrito: 1. Apelação: 1. 581. CPP.uol. 581. vai caber outro habeas corpus para o Superior Tribunal de Justiça. Razões: 8 dias. CPP.com.sites. 619 e ração 382.10 dias. (IMPORTANTE!) . b) art. CPP: decisão que rejeita a denúncia ou a queixa gera recurso em sentido estrito. Cabimento: previsto no art. tes e de nulidade parágrafo único.Devolutivo. CPP. I. recurso ordinário constitucional (ROC). Razões: 2 dias Efeitos . mas cabe recurso em sentido estrito? Não.Suspensivo nas hipóteses do art. .

há anulação do processo. quando o juiz julga pedido de restituição de coisa apreendida. um revisor que condena. Cabe para omissão.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 238 1ª fase do júri: o juiz pode absolver de forma sumária. da absolvição sumária e impronúncia cabe apelação. A Súmula 347 do Superior Tribunal de Justiça (IMPORTANTE!) praticamente revogou esse art. Um terceiro que condena com diminuição de pena – cabe embargos infringentes. c) inciso III: decisões do júri – apelação vinculada. Cabe para contradição. só pode ser alegado o que for objeto do voto vencido. 2. . b.com. c) tratam-se da 2ª fase do júri. a . Deserção e fuga no processo penal – art. Prazo é de 2 dias. b e c . Caberá carta testemunhável também quando negar agravo em execução. Tenho um relator que condena. Embargos infringentes e de nulidade: É recurso exclusivo da defesa. Na 1ª fase do júri o procedimento deve ser encerrado em 90 dias. Da pronúncia e desclassificação cabe recurso em sentido estrito.br | leonardosakaki@uol. Embargos de declaração: Código de Processo Penal Interrompe prazo recursal. ou seja. Cabe para obscuridade. ATENÇÃO: pelo efeito devolutivo restrito.com/leonardosakaki | @leosak Juizado Especial Criminal (Jecrim) Suspende o prazo recursal. Prazo é de 5 dias. ATENÇÃO: a apelação no Juizado Especial Criminal (Jecrim) tem juízo de retratação? A apelação criminal que possui juízo de retratação é a apelação do Estatuto da Criança e do Adolescente.juiz erra na pena. Cabe para ambigüidade. manda a novo julgamento (só pode usar uma vez esse recurso). Essas apelações (a. Hipóteses: quando o juiz indefere o pedido de levantamento do seqüestro. impronúncia ou pode fazer a pronúncia e a desclassificação. você só pode alegar o que está no inciso III.com.br | 11 99610348 facebook.sites. – a súmula 347 acabou com a deserção por fuga do réu.uol. d – decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. Cabe para obscuridade. Cabe para dúvida. se quem indefere for o delegado cabe mandado de segurança. juiz retifica a sentença. b) inciso II: decisões definitivas ou com força de definitivas. http://leonardosakaki. Carta testemunhável Sentença – Apelação – Juiz nega seguimento da apelação – cabe recurso em sentido estrito – juiz nega segmento à recurso em sentido estrito – daí sim caberá a carta testemunhável. Cabe para contradição. 595 do Código de Processo Penal. Se houver voto vencido favorável à defesa no julgamento de apelação: recurso em sentido estrito ou agravo em execução.nulidade posterior à pronúncia. Cabe para imissão.

Caberá habeas corpus se a decisão for teratológica (decisão absurda). em regra. é isso que diz a súmula.com.uol. http://leonardosakaki. Da decisão que negar liminar não cabe habeas corpus.sites. O Tribunal de Justiça decreta prisão preventiva – impetro habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça – o Superior Tribunal de Justiça nega liminar – dessa negativa cabe habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal? Não.br | leonardosakaki@uol.com.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 239 (iv) Habeas corpus Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal.br | 11 99610348 facebook. Isto é exceção à súmula – está na jurisprudência.

1 Pessoas Dividido em três livros: pessoas. (Vide Lei 2. 1o Salvo disposição contrária. de 2009). destinada a correção.Negócios jurídicos – art. se inicia três meses depois de oficialmente publicada. antes de entrar a lei em vigor. de 1953) § 2o (Revogado pela Lei nº 12. o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação. 104 ao 232 do Código Civil (ii) Família e sucessão (iii) Obrigações – pagamento – modalidades 156 Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro Art.com. http://leonardosakaki. 157 Parte geral 157. quando admitida. Ab-rogação: revogação total da lei. § 3o Salvo disposição em contrário.br | leonardosakaki@uol. ocorrer nova publicação de seu texto.com.sites. Art.145. Revogação da lei: A lei terá vigência por prazo indeterminado – "a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue". não revoga nem modifica a lei anterior. § 3o Se. Derrogação: revogação parcial da lei. Vigência da lei: Vacatio legis: 45 dias (salvo disposição contrária). a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada. a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência. a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. obrigatório após nova vacatio legis. estrangeiros. a obrigatoriedade da lei brasileira. quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. bens e fatos jurídicos.036. § 1o A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare.uol. Alteração no texto após vacatio legis = considerada como nova lei.com/leonardosakaki | @leosak . salvo disposição contrária. § 2o A lei nova. 2o Não se destinando à vigência temporária.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 240 DIREITO CIVIL 155 Principais temas do Exame (i) Parte Geral . § 4o As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.br | 11 99610348 facebook. § 1o Nos Estados. Alteração no texto + nova publicação = nova vacatio legis. que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes.

157. respirar com o pulmão. Porém. (i) Capacidade de direito: trata-se da possibilidade de exercer direitos atribuídos pelo ordenamento jurídico. 157. uma aptidão para ser titular de direitos e deveres na ordem civil.3 Pessoa natural Início da personalidade: nascimento com a vida.com/leonardosakaki | @leosak . Observação: todas as pessoas sempre possuem capacidade de direito. decorre de personalidade. Parte da doutrina entende que o início da personalidade começa com a concepção (teoria concepcionista). Regra: cartório de registro de pessoas jurídicas – exceção: Junta Comercial é só para as sociedades empresárias.br | leonardosakaki@uol.1.). Maria Helena Diniz: os direitos patrimoniais do nascituro estão condicionados ao seu nascimento com vida.1.com. As pessoas jurídicas de direito público adquirem personalidade por força da lei ou do ato que a constituiu. que é todo indivíduo ou entidade que possui capacidade de participar de relações jurídicas. ou seja. De acordo com a teoria natalista. espólio. (ii)Teoria concepcionista: o nascituro tem direito partir da concepção. sociedade de advogados será na OAB. Nascituro: a lei põe a salvo o direito do nascituro desde a sua concepção. A criança de 2 anos tem http://leonardosakaki.2 Início da personalidade (i) Pessoa natural (art. nascituro.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 241 Pessoas (espécie) – sujeito de direitos (gênero).uol. o nascituro ostenta apenas a condição de sujeito. 44. 45. 157. Essa aptidão pode ser conferida à pessoa natural ou pessoa jurídica e os entes despersonalizados. CC): a partir do registro dos atos constitutivos – teoria da realidade técnica para o início da personalidade.1.1 Personalidade É um atributo. 2. (ii) Pessoa jurídica (art. O registro somente é necessário para aquisição de personalidade das pessoas jurídicas de direito privado (art. A condição de pessoa.4 Capacidade Capacidade: está intimamente ligada com o exercício. (i) Teoria natalista: nascimento – tem expectativa de vida. mas os da personalidade são garantidos desde a sua concepção. 157. que é um atributo jurídico que garante a titularidade de direitos.1. pelo concepcionismo o nascituro passa a ser tratado como pessoa. CC): aquisição de personalidade se dá no nascimento com a vida – teoria natalista.sites.com.br | 11 99610348 facebook. Sujeito de direitos: pessoas + sujeitos ou entes despersonalizados (massa falida. CC). condomínio etc.

Legal: hipóteses descritas na lei que autorizam a emancipação do indivíduo – exemplos: casamento. tutela. (b) judicial. respectivamente. http://leonardosakaki. Voluntária: ato deve ser realizado por instrumento público pelos pais. Absolutamente incapaz: sofre limitação absoluta.1. Relativamente incapaz: sofre limitação relativa – o relativamente incapaz exerce atos civis por meio da assistência ou da autorização. separação. Os sujeitos despersonalizados. 157. Quando se fala em incapaz.5 Nome Alteração: Exposição a ridículo. (ii) Capacidade de fato / de exercício: possibilidade de exercer de forma autônoma.uol.com/leonardosakaki | @leosak . Incapaz: tem limitação à capacidade de fato. A criança de 2 anos não tem capacidade de fato.br | 11 99610348 facebook. Todas as pessoas sempre possuem capacidade de direito.com. mediante instrumento público. que necessitarão de representação e assistência. Exemplo: menor de 16 anos.sites.br | leonardosakaki@uol. tendo em vista que as pessoas jurídicas exercem atos civis por meio dos seus órgãos de representação nos termos dos atos constitutivos. Pode exercer alguns direitos. ou seja. 5).com. hipóteses descritas na lei (exemplo: casamento). Coação ou ameaça em apuração de crime por determinação em sentença de juiz ouvido o Ministério Público. que também é prevista no art. Judicial: decorre de sentença na hipótese do menor sob tutela. Evidente erro gráfico. decidido pelo magistrado. Não pode exercer direitos sem estar representado. muito embora não ostentem personalidade. divórcio ou união estável. por exemplo. 4). citado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 242 personalidade e capacidade de direito (poderia. (ii) Incapazes: absolutamente incapazes (art. mas para outros deverá estar assistido. possuem direitos nos limites fixados no ordenamento civil. se tornar proprietária de uma casa). Capacidade de fato: (i) Capazes (art. (c) legal. pessoalmente. 3) e relativamente incapazes (art. As pessoas com mais de 18 anos tratadas como absolutamente incapazes pressupõe a ocorrência de prévio processo de interdição. Adoção. após 1º ano de maioridade civil. direitos e deveres na ordem civil. Quando o interessado requerer. pois é um desdobramento obrigatório da personalidade. A capacidade de fato é um mecanismo próprio das pessoas naturais. trata-se de capacidade de fato. Há a possibilidade da emancipação. exercício de emprego público efetivo e colação de grau em curso de nível superior. desde que não prejudique os apelidos de família. feita pelos pais. Emancipação: trata-se de um mecanismo que autoriza o adiantamento da maioridade civil do indivíduo. Quando falamos em emancipação há três hipóteses: (a) voluntária.

O pedido de morte presumida será requerido quando for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida (art. Para que eu possa pedir a curatela não tem prazo – se os indícios forem grandes. Na sucessão provisória. Averbação é um registro auxiliar. II. A morte presumida somente poderá ser requerida após o término das buscas e averiguações.6 Domicílio Sede da pessoa. Voluntário: aquele escolhido pela pessoa natural. o herdeiro provisório só tem a posse dos bens. local em que concentra suas ocupações habituais. (iii) sucessão definitiva: só pode ser pedida após 10 anos do trânsito em julgado da sentença de sucessão provisória. Ausência é um status jurídico e não fático. Presume-se a morte sem a decretação da ausência quando for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. não é uma curatela para a pessoa do ausente.com. preciso de decisão judicial para que a pessoa seja tratada como ausente. servidor público (lugar em que exercer suas funções). abro o inventário da pessoa. secundário. o fim da personalidade ocorre com a morte.1. Ou através da cassação da autorização. 7.sites. Ausência é um instituto que tem como principal preocupação a preservação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 243 157.1.com. Fases: (i) curadoria dos bens do ausente: nomeio curador para cuidar do patrimônio do ausente.br | 11 99610348 facebook.uol. 22. CC): com decretação de ausência. preso (lugar em que cumprir a sentença) etc.br | leonardosakaki@uol. segundo art. sua caracterização depende de sentença judicial. (iii) pessoa jurídica: dissolução da pessoa jurídica através de uma averbação. Eleição: autoriza os contratantes a especificar o domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações resultantes do contrato por eles firmado.1. CC Ausência disciplina as relações jurídicas das pessoas desaparecidas do seu domicílio. Acontece a declaração de morte presumida do ausente. a administração e controle das relações jurídicas firmadas pelo ausente tanto no seu interesse como no dos demais interessados. É declarada por sentença judicial. CC). 157. (ii) sucessão provisória: pode ser aberta após 1 ano ou 3 anos da arrecadação dos bens do ausente. (ii) presumida (art.8 Ausência – art. (i) real: certeza da morte.com/leonardosakaki | @leosak . A pessoa está desaparecida – não está caracterizada a ausência. 6. Incapaz (domicílio do representante ou assistente). 7. I. se alguém desaparecido em campanha ou http://leonardosakaki. A sentença de sucessão provisória produz efeitos após 180 dias do seu trânsito em julgado. posso pedir judicialmente. Legal ou necessário: aquele que é determinado por lei. 7. 157. CC. CC) ou dos desaparecidos ou prisioneiros em campanha de guerra (art.7 Extinção da personalidade Para as pessoas naturais. ou seja. É uma curatela patrimonial.

Municípios. indisponíveis. Nesses casos haverá a decretação após esgotadas as buscas e averiguações. 157. CC.uol. Territórios. 70. todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público. nesse caso. O titular não tem como optar. CC. de lei especial e de tratados internacionais. É determinado por lei. ilimitados.sites. e contrair obrigações. impenhoráveis. organizações religiosas. O domicílio. militar (onde está servindo) e o preso (lugar onde cumpre sentença). dotados de personalidade pela ordem jurídica. com aptidão para adquirir e exercer direitos. imprescritíveis. associações públicas. Pessoas que não têm residência fixa. do Código Civil).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 244 feito prisioneiro não for encontrado até 2 anos após o término da guerra. demais entidades de caráter público criadas por lei.com/leonardosakaki | @leosak .com.br | 11 99610348 facebook. Posso ter mais de um domicílio – todos os domicílios são legais. Distrito Federal. irrenunciáveis. Início da personalidade: Pessoa jurídica de direito público externo: em razão de fatos históricos. CC.10 Direitos da personalidade Intransmissíveis. partidos políticos. Externo: Estados estrangeiros. de criação constitucional. será o lugar onde forem encontradas. c) mudança do domicílio.br | leonardosakaki@uol. indisponíveis. Estados. 157. Art. parágrafo único. Com a mudança do domicílio.1. Tem domicílio necessário o incapaz (pai ou tutor). 76. 157. Principais características: a) o CC adotou o conceito de domicílio plúrimo / plural: arts. b) domicílio aparente: art.com. inexpropriáveis. d) domicílio necessário. servidor público (local de sua notação). Pessoa jurídica de direito privado: associações. 74. a pessoa deve declarar as municipalidades (art.1. autarquias.9 Domicílio Conceito: art. 73. fundações. Pessoa jurídica de direito público Interno: União. absolutos. 71 e 72. marítimo (será na matrícula do navio ou embarcação).2 Pessoa jurídica Conjunto de pessoas ou patrimônios. http://leonardosakaki. CC: residência + ânimo definitivo.

estado de insolvência. O não atendimento desses requisitos inibe a produção regular de efeitos. (i) fatos jurídicos em sentido estrito: são os acontecimentos naturais. 186 e 187 do Código Civil). Há algumas pessoa jurídica que. pois os efeitos são predeterminados na lei – exemplo: atos processuais. CC). http://leonardosakaki. 159 Negócio jurídico 159. fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. Para ser válido. A vontade atua apenas na criação do ato. deve haver a exteriorização de vontade. que são aqueles que a lei estabelece uma sanção (arts. necessitam de autorização ou aprovação do Poder Executivo (cooperativas. Nos negócios jurídicos a vontade tem uma participação muito maior: vontade na criação e nos efeitos. A desconsideração também será efetivada quando houver falência. caixas econômicas. forma prescrita ou não defesa por lei. ou do Ministério Público quando couber intervir no processo. a requerimento da parte. o que acontece é que temos vontade na criação. Quando estamos falando num ato em sentido estrito.uol. possível e determinado ou determinável.sites. 50. A validade do negócio jurídico requer: I . 104.br | 11 99610348 facebook. caracterizado pelo desvio de finalidade. além do registro.br | leonardosakaki@uol.com. 28. em detrimento do consumidor. II . 104.objeto lícito. decurso do tempo etc. ou pela confusão patrimonial. Art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 245 Pessoa jurídica de direito privado: inscrição do ato constitutivo no respectivo registro. CC – "em caso de abuso da personalidade jurídica. infração da lei. 104. 158 Fatos jurídicos São acontecimentos naturais ou condutas humanas previstas numa norma que outorga efeitos. (ii) atos jurídicos: são as condutas humanas – vontade. força maior. fixação do domicílio. houver abuso de direito. seja lícito ou ilícito. união estável. dividem-se em: atos jurídicos em sentido estrito e os negócios jurídicos. que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica". agências de seguros.). mas a lei determina os efeitos. possível. reconhecimento de filiação. Por isso falamos na autonomia da vontade (art. (b) atos lícitos. que não tem intervenção da vontade humana: nascimento. (a) atos ilícitos.1 Validade do negócio jurídico O negócio jurídico para produzir efeitos civis depende do atendimento de uma série de requisitos explícitos e implícitos no art. CDC – " O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando. determinado ou determinável. excesso de poder.com. CC.com/leonardosakaki | @leosak .agente capaz. Todo ato tem como essência a vontade. morte. pode o juiz decidir. Desconsideração da personalidade jurídica: art. Art. bolsas de valores etc. tem que ter agente capaz. encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração". caso fortuito. o objeto tem que ser lícito.

com/leonardosakaki | @leosak . mas para que possa produzir efeitos jurídicos deve apresentar requisitos legais – os requisitos de validade do negócio jurídico.forma prescrita ou não defesa em lei. Observação: o silencio não é forma de exteriorização. Na parte geral temos dois exemplos de formas especiais: arts. (iv) forma – é o suporte físico da vontade. (i) capacidade do agente – capacidade de fato do agente. por falta de legitimidade.expressa: aquela realizada sob manifestação de sinais de linguagem. Quan. A declaração tem uma forma específica.com. A lei estabelece 2 espécies de invalidade: a nulidade e a anulabilidade. Com as expressões "é vedado". porém poderá ter efeito de anuência negocial. 108 e 109 – escritura pública. Dessa maneira. (iii) objeto – interesse ou direito do negócio.br | 11 99610348 facebook. A nulidade atinge o interesse do http://leonardosakaki. porém pode produzir efeitos civis. do é textual significa que no texto do Código Civil está prevista. salvo se o destinatário dela tinha conhecimento. A regra é o da forma livre.br | leonardosakaki@uol. "é defeso". o silêncio não pode ser utilizado. Observação: como regra. (v) exteriorização de vontade – o negócio jurídico sempre vai ter uma relação com a vontade exteriorizada.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 246 III . a reserva mental não produz efeitos jurídicos. que deve ser: (a) licitude. Exemplo: a pessoa não pode casar com a irmã.com. as induz a nulidade. as formas especiais sempre estão previstas em lei.2 Invalidade Invalidade comporta 2 espécies: (i) nulidade: fere interesse do Estado.uol. quando representada ou assistida. nasce a chamada nulidade virtual. (c) determinabilidade. Validade é o mesmo que regularidade. (ii) anulabilidade: fere o interesse das partes. A exteriorização é feita através da declaração ou da manifestação de vontade. A exteriorização se divide em: .sites. (b) possibilidade. .tácita: exteriorização de vontade comportamental – comportamento dedutível. "é proibido". 159. Nulidade Anulabilidade Hipóteses de nulidade são textuais ou virtuais. Quando a lei exige manifestação expressa de vontade. Virtual é quando o texto da lei não fala de maneira clara.Hipóteses de anulabilidade são textuais. o silêncio não é forma de exteriorização. O negócio nasce da vontade. caso contrário será inválido. A falta do preenchimento de qualquer um dos requisitos torna o negócio inválido. (ii) legitimidade do agente – é a aptidão específica ou restrição de uma determinada pessoa para a prática de um negócio específico. A reserva mental não produz efeitos jurídicos. A pessoa incapaz pode praticar atos válidos? Sim.

convalesce com o decurso do tempo. Atinge majoritariamente interesse das partes.4 Simulação Fazer uma coisa se passar passa por outra. CC. Termo: elemento futuro e certo. Está sujeito a confirmação e conversão somente pode ser realizada quando a von. Encargo ou modo: ônus imposto a uma das partes nos atos de liberalidade: doação e testamento. Alegação de nulidade não tem prazo. 159.uol. Regra – vício – anulação – prazo decadencial de 4 anos contados da prática do ato ou do momento em que cessar a coação. A Tem a sua convalidação. Pode ter a sua conversão substancial. http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak . será nulo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 247 Estado. Tem efeito ex nunc.br | 11 99610348 facebook. é possível a introdução de novos elementos com aptidão para alterar os efeitos jurídicos. 170. Alegação de anulabilidade depende de prazo.3 Eficácia do negócio jurídico Tendo em vista que o negócio é praticado em razão da vontade. Condição: elemento futuro e incerto. 159. Atinge majoritariamente interesse do Estado. Se o Estado proíbe e mesmo assim se pratica. pelo Ministério Público Apenas as partes podem conhecer do ato – por senou pelas partes. Estes são conhecidos como elementos acidentais. o prazo é decadencial – 4 anos para vício ou incapacidade e 2 anos para hipóteses de omissão da lei. a) simulação absoluta: não existe alteração na situação anterior. (i) negócio aparente: simulado – nulo.5 Vícios de vontade Falha de exteriorização de vontade que prejudicam a validade do negócio. Tem efeito ex tunc.br | leonardosakaki@uol. Na simulação existe um negócio jurídico aparente que não corresponde à realidade. Vícios sociais: o prejudicado é um terceiro. tade e a finalidade forem preservadas.com.com. Art. b) simulação relativa: existe alteração na situação anterior. (ii) negócio oculto: dissimulado – pode ser válido. Pode ser conhecido pelo juiz. mas não da forma que está aparente.1 Classificação Vícios de consentimento: o prejudicado é o próprio declarante.sites. 159.5. 159. tença.

portanto. pessoa de sua família ou até mesmo um terceiro. 156 é restrita à preservação do direito à vida e. A lesão traz como consequência uma obrigação manifestamente desproporcional. Dolo Intenção manifesta de prejudicar o declarante na realização de um negócio. Tanto o dolo quanto o erro foram absorvidos modernamente por outras teorias e mecanismos a exemplo do que ocorre nas práticas abusivas do CDC. 156) Ocorre quando alguém realiza o negócio em razão da necessidade de salvar a si próprio. http://leonardosakaki. A expressão "salvar" utilizada no art. Apenas o erro substancial que atinge o núcleo da vontade permite a invalidação do negócio. Estado de perigo (art. Violência moral. 157) A lesão tem como causa a urgência ou inexperiência do declarante na realização de um determinado negócio. Nas modernas teorias que absorvem o dolo e o erro. Dessa forma.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook. Malícia. O dolo acidental autoriza apenas a apuração de perdas e danos (art. Lesão (art. 146. 152. locação. A obrigação excessivamente onerosa se configura quando o valor da prestação excede o patamar médio praticado. sou forçado.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 248 159. da situação em si. Consequência: o negócio praticado sob a égide do estado de perigo permite o surgimento de uma obrigação excessivamente onerosa. a intencionalidade é descartada para uma análise mais objetiva. o medo ou o temor reverencial não caracterizam a conduta coativa. A desproporção.2 Vício de consentimento Erro Erro na exteriorização da vontade provocada por uma falsa percepção do declarante. característica do ato lesionário. me enganei. mútuo bancário/feneratício. não se estende a outras situações a exemplo do patrimônio. No dolo o declarante sofre uma influência alheia capaz de alterar a sua declaração de vontade e o seu interesse no negócio.uol. CC. Exemplos: compra e venda. Coação Pressão física ou psicológica exercida sobre o declarante capaz de lhe incutir receio de dano e em razão disso ocorre a prática negocial. A anulação do negócio por erro depende da natureza do mesmo.5. A análise da coação e da sua configuração deve levar em consideração o art.sites. A onerosidade resulta da ciência da parte contrária que explora a situação do declarante.com. CC). ou seja. A coação decorre de uma ação ou omissão.com. Apenas o dolo substancial autoriza a anulação. Há um equívoco. sou enganado. se configura apenas nos negócios bilaterais.

205. ou revocatória.com.com. já no segundo. Prestação de contas na tutela: 4 anos. 206.2) A respeito das diferenças e semelhanças entre prescrição e decadência. Cobrança de documento escrito (ação monitória): 5 anos. 167. Ação indenizatória extracontratual. ao que tudo indica. o ato praticado é anulável. Cobrança de seguro: 1 ano. 159.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol.3 Vícios sociais Fraude contra credores Trata-se de um negócio praticado com intuito de prejudicar um crédito alheio. foi adotada no CC no art. o direito potestativo (=poder).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 249 Na configuração da lesão. Requisitos de configuração da fraude contra credores: Conduta danosa ao crédito (eventus damni) Conluio fraudulento – participação de má-fé do terceiro que realizou o negócio (concilium fraudis) Simulação Observação: parte da doutrina entende que a simulação é uma hipótese de nulidade específica e não propriamente um vício social. CC. Art. CC. Esta posição. Prazo: 10 anos – art. A fraude contra credores se desenvolve por meio de uma ação anulatória conhecida pela prática forense como ação pauliana. no Código Civil.5. A fraude contra credor não se confunde com a fraude à execução. título de crédito. Pretensão é o poder de exigir o direito. No primeiro caso. 21 (FGV – OAB 2010.sites.br | 11 99610348 facebook.uol. Alimentos: 2 anos. O fundamento da lesão reside na proibição de enriquecimento sem causa. é correto afirmar que: http://leonardosakaki. aluguel: 3 anos. é irrelevante a participação subjetiva da outra parte em que o negócio foi celebrado. é meramente ineficaz ao exequente.4 Prescrição e decadência Prescrição atinge a pretensão.5. 159. 167. O ato é nulo e não anulável. Decadência atinge o direito. Regras especiais: art.

sites. (B) os prazos prescricionais podem ser suspensos e interrompidos. por exemplo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 250 (A) a prescrição acarreta a extinção do direito potestativo.1.1 Classificação 160. enquanto a decadência gera a extinção do direito subjetivo. Juízo: execução forçada. Teoria dualista ou binária: duplo vínculo entre credor e devedor: (i) débito.br | leonardosakaki@uol. enquanto a decadência pode ser declarada de ofício pelo juiz.com. ou seja. Objeto indireto ou mediato: é o bem da vida – conteúdo da atividade.com/leonardosakaki | @leosak . fazer ou não fazer. a massa falida.br | 11 99610348 facebook.uol. (C) não se pode renunciar à decadência legal nem à prescrição. Subdivide-se em: Objeto direto ou imediato: é a atividade a ser desenvolvida. contra o qual não corre nem prazo prescricional nem prazo decadencial. fazer ou não fazer. Exemplo: pagar uma dívida não prescrita. (ii) responsabilidade civil.com. Elemento objetivo É a prestação. 160. mesmo após consumadas. reparação de perdas e danos. Tipos: dar. Resposta: B 160 Obrigações Obrigação é a relação jurídica pessoal e transitória que confere ao credor o direito de exigir do devedor o cumprimento de determinada prestação. consequência jurídica e patrimonial do descumprimento do débito. virtual ou espiritual É o vínculo que une credor e devedor. ou seja. http://leonardosakaki. dever jurídico de cumprir espontaneamente uma prestação de dar. com exceção da hipótese de titular de direito absolutamente incapaz. A prescrição fulmina a responsabilidade civil. como. pois gera débito e responsabilidade civil. Elemento imaterial. (D) a prescrição é exceção que deve ser alegada pela parte a quem beneficia. nunca o débito. inclusive os entes despersonalizados. conteúdo da obrigação. Elementos subjetivos Ativo: credor Passivo: devedor Pode ser qualquer pessoa física ou pessoa jurídica.1 De acordo com a natureza da obrigação Obrigação civil: aquela que pode ser cobrada em juízo. enquanto os prazos decadenciais legais não se suspendem ou interrompem.

poderá.2) http://leonardosakaki. sem direito a indenização.com. Se aceitar ocorrerá dação em pagamento.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 251 Obrigação natural: aquela que não pode ser cobrada em juízo. Os frutos percebidos são do devedor. Restituição da coisa certa: (a) sem culpa do devedor: sofrerá. ou pendente a condição suspensiva. Exemplo: pagar dívida prescrita. ao credor. Não gera débito nem responsabilidade civil. ou aceitar a coisa. Deterioração da coisa restituída pelo devedor: (a) sem culpa do devedor: recebê-la-á o credor. antes da tradição. de seu preço. fica resolvida a obrigação para ambas as partes. Obrigação moral: fruto de nossa consciência. este. (b) se a perda resultar de culpa do devedor. indenização das perdas e danos.br | 11 99610348 facebook.com.1. mais perdas e danos. a perda e a obrigação se resolverá.com/leonardosakaki | @leosak . poderá o credor resolver a obrigação. (b) por culpa do devedor: responderá este pelo equivalente. Regras: O credor não pode ser forçado a receber coisa diversa.uol. 160.2 De acordo com a prestação da obrigação Obrigação de dar: consiste na entrega de uma coisa certa ou incerta. exigir o equivalente. o valor que perdeu. 29 (FGV – OAB 2010. pelo equivalente e mais perdas e danos. Exemplo: ser educado. (b) por culpa do devedor: responderá este pelo equivalente. responderá. Deterioração da coisa: (a) sem culpa do devedor. abatido. os pendentes.br | leonardosakaki@uol. mas não gera responsabilidade civil. cabendo.sites. tal qual se ache. Obrigação de dar coisa certa: aquela em que o objeto está totalmente individualizado. (b) se a deterioração resultar de culpa do devedor. ainda que muito mais valiosa. Restringe-se à própria consciência. em um ou em outro caso. pagar dívida de jogo. pois gera débito. mais perdas e danos. ou aceitar a coisa no estado em que se acha. O acessório segue a sorte do principal – princípio da gravitação jurídica ou da acessoriedade. sem culpa do devedor. ressalvados os seus direitos até o dia da perda. o credor. o credor. com direito a reclamar. Sobre a perda da coisa: (a) se a coisa se perder.

o devedor está proibido de entregar o da pior qualidade. fixará multa diária de atraso no cumprimento da obrigação e a data a partir da qual será devida – trata-se da astreintes. ou seja. Recentemente. Obrigação de fazer: consiste em uma prestação positiva (ação) que não seja a entrega de um objeto. também deverá ser respeitado o princípio do meio termo. (B) a obrigação subsiste. pois é contratada em atenção a determinadas características ou atributos do devedor. ao caso de João aplica-se o seguinte regime jurídico: (A) a obrigação fica resolvida. Fungível: substituível. com a entrega da coisa no estado em que se encontra e abati mento no preço proporcional à deterioração. cabendo ao credor a escolha de uma dentre as duas soluções. mas antes disso. ou subsistir. Regra: o credor não pode ser forçado a aceitar o cumprimento da prestação por terceiro. mas não está obrigado a entregar o da melhor. (C) a obrigação subsiste. Félix adquiriu um cachorro e. na omissão do contrato. 645. Obrigação de não fazer: aquela que consiste em um dever de abstenção.com/leonardosakaki | @leosak . Em regra. Se aceitar. depois poderá pedir indenização. A escolha do devedor é limitada pelo princípio do meio termo ou qualidade média. (D) a obrigação poderá ser resolvida. o seu vizinho. (b) por culpa do devedor: responderá por perdas e danos. fundada em título extrajudicial.com. mas há indicativos mínimos para determiná-lo. cláusula de exclusividade. a escolha competir ao credor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 252 João prometeu transferir a propriedade de uma coisa certa. depois não poderá cobrar indenização pelas perdas e danos. por essa razão. haviam regularmente delimitado as suas propriedades pela instalação de uma singela cerca viva. Resposta: D Obrigação de dar coisa incerta: aquela em que o objeto é determinável. ou seja.sites. Se. Requisitos: deve ter indicação de gênero e quantidade. ao despachar a inicial. Art. pode ser cumprida por outra pessoa que não seja o devedor. o bem foi deteriorado. Observação: se o credor for compelido a aceitar o cumprimento da prestação por terceiro em razão de urgência ou emergência. Joaquim.br | 11 99610348 facebook. CPC: execução de obrigação de fazer ou não fazer. com a entrega da coisa no estado em que se encontra e abati mento no preço proporcional à deterioração. com a devolução de valores eventualmente pagos. a escolha do objeto compete ao devedor. ou seja. o juiz. Segundo o Código Civil. Impossibilidade de cumprimento: (a) sem culpa do devedor: resolver-se-á a obrigação. com a devolução de valores eventualmente pagos. Infungível: insubstituível. Exemplo: obrigação de não causar dano a outrem. ainda não está individualizada no começo do contrato.br | leonardosakaki@uol. por força do contrato.uol. cláusula de não concorrência.3) Félix e Joaquim são proprietários de casas vizinhas há cinco anos e. de comum acordo. solicitou-lhe que substituísse a cerca viva por um tapume que impedisse a entrada do ca- http://leonardosakaki. 15 (FGV – OAB 2010. sem culpa sua.com. com a entrega da coisa no estado em que se encontra.

a fim de evitar que o cachorro ingresse na sua propriedade. Obrigação solidária: é a exceção. Resposta: B 160. cumprindo. Alternativa ou disjuntiva: ambas as prestações são devidas.br | leonardosakaki@uol. com a sua função. deve ser observado se a prestação é divisível ou não. A definição de qual é devida e qual é facultativa deve estar expressa no contrato.1. http://leonardosakaki. Obrigação composta objetiva: que tem mais de uma prestação. Com base na situação narrada. por isso. é correto afirmar que Joaquim (A) poderá exigir que Félix instale o tapume.com. Félix negou-se a atender ao pedido do vizinho.com.3 De acordo com os elementos da obrigação Obrigação simples: aquela que apresenta todos os seus elementos no singular.sites.uol. bem como não há indícios de que o cachorro possa vir a lhe causar danos. uma vez que a cerca viva fora instalada de comum acordo e demarca corretamente os limites de ambas as propriedades.com/leonardosakaki | @leosak . Cumulativa ou conjuntiva: ambas as prestações são devidas e ambas devem ser cumpridas. devidamente corrigido. cabendo a Félix arcar com as despesas de instalação. Divisível: cada credor/devedor somente poderá cobrar/ser cobrado de sua quota/parte. Concursu partes fiunt. mas uma deve ser cumprida. deduzindo-se desse montante metade do valor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 253 chorro em sua propriedade. (B) poderá exigir que Félix instale o tapume. argumentando que o seu cachorro era adestrado e inofensivo e. (D) poderá exigir que Félix instale o tapume. a fim de evitar que o cachorro ingresse em sua propriedade. jamais lhe causaria qualquer dano. pois. contanto que arque com metade das despesas de instalação. Obrigação composta subjetiva: Obrigação fracionária ou não solidária: quando a obrigação é não solidária. A outra prestação é facultativa e nunca pode ser cobrada pelo credor. Indivisível: cada credor/devedor poderá cobrar/ser cobrado sozinho da totalidade da prestação. Facultativa ou faculdade alternativa: Aquela em que uma das prestações é devida e pode ser cobrada pelo credor. Obrigação composta ou complexa: é aquela em que um ou alguns de seus elementos estão no plural. cabendo a Félix arcar com a outra parte das despesas. a fim de evitar que o cachorro ingresse em sua propriedade. Exemplo: um touro reprodutor. pois solidariedade nunca se presume – resulta da lei ou da vontade das partes.br | 11 99610348 facebook. correspondente à cerca viva inicialmente instalada por ambos os vizinhos. (C) não poderá exigir que Félix instale o tapume. cabendo a Félix arcar integralmente com as despesas de instalação. Surpreso.

br | 11 99610348 facebook. (B) alternativas são conciliáveis.com. 17 (FVG – OAB 2010. Nesse caso.2 Transmissão da obrigação Cessão de crédito É lícito ao credor ceder o seu crédito. de boafé. exige a entrega de dois cavalos da raça X e de duas éguas da raça X. Exemplo: entre os locadores – qualquer um que entrar com ação pode pedir a totalidade. não importando se esta é divisível ou não.com. erigiu benfeitorias sobre o mesmo. Assunção de dívida http://leonardosakaki. A cessão de um crédito abrange todos os seus acessórios. Passiva: qualquer um dos devedores pode ser cobrado sozinho da totalidade da prestação não importando se esta é divisível ou não.com/leonardosakaki | @leosak . concorre na prestação de sua parte.3) João deverá entregar quatro cavalos da raça X ou quatro éguas da raça X a José. pelas despesas. entre comodatários.sites. Resposta: D 160. salvo em escrito público ou particular de que o devedor tiver se declarado ciente da cessão. ou seja. Exemplo: entre locatários. 30 (FGV – OAB 2010. havendo divisibilidade quanto à escolha. Obrigação composta subjetiva mista: é aquela em que qualquer um dos credores pode exigir de qualquer um dos devedores a totalidade da prestação não importando se esta é divisível ou não.br | leonardosakaki@uol.4 Obrigação propter rem São obrigações próprias da coisa. O credor. (B) a hipoteca e o dever de pagar as cotas condominiais. havendo indivisibilidade quanto à escolha.2) Assinale a alternativa que contemple exclusivamente obrigação propter rem: (A) a obrigação de indenizar decorrente da aluvião e aquela decorrente da avulsão. aquelas em que o devedor fica sujeito a determinada prestação que não derivou de sua manifestação de vontade. quando a escolha couber ao credor. o menor. (C) facultativas são inconciliáveis.1. (D) facultativas são conciliáveis.uol. é correto afirmar que as prestações (A) alternativas são inconciliáveis. Resposta: A 160. no momento do adimplemento da obrigação. (C) o dever que tem o servidor da posse de exercer o desforço possessório e o dever de pagar as cotas condominiais. A cessão só será eficaz em relação ao devedor se este for notificado. entre fiadores.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 254 Ativa: qualquer um dos credores pode cobrar sozinho a totalidade da prestação. expressa ou tácita. conservação e divisão da coisa comum. Exemplo: no condomínio. ainda que impúbere. mas provém do fato de ser titular de um direito sobre a coisa. (D) a obrigação que tem o proprietário de um terreno de indenizar o terceiro que. quando a escolha couber ao credor.

160. ficando exonerado o devedor primitivo. 160. inacessível ou de acesso muito perigoso. uma vez que o devedor não é obrigado a arcar com a mora (dívida quesível) (c) credor se encontrar em local incerto. os meios conducentes à exoneração do devedor.4 Consignação em pagamento Consignação é o depósito judicial feito em pagamento de uma dívida quando: (a) credor se recusar a receber o pagamento (dívida portável).com. que paga a dívida em seu próprio nome. ou tanto quanto reverter em seu proveito.1 Quem deve pagar Pagamento por terceiro interessado: qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la. 160. ao tempo da assunção era insolvente e o credor o ignorava. http://leonardosakaki.3 Lugar do pagamento Em regra é o domicílio do devedor – dívidas quesíveis – credor deve ir ao domicílio do devedor para proceder à extinção da obrigação. for desconhecido ou declarado ausente. que aceita.com/leonardosakaki | @leosak . 160. O terceiro não interessado. (d) credor for incapaz de receber. Formalização: deve ser emitido recibo que o débito está quitado e é totalmente irrevogável. salvo oposição deste. usando. (e) houver dúvida a quem se deva pagar. se o fizer em nome e à conta do devedor.3 Pagamento Trata-se do cumprimento da obrigação.br | leonardosakaki@uol. 160.sites.com. Pagamento por terceiro não interessado: o terceiro não interessado pode pagar a dívida.5 Dação em pagamento Devedor dá coisa diversa da pactuada originalmente ao credor. tem direito a reembolsar-se do que pagar.3. salvo se aquele.uol.2 A quem se deve pagar O pagamento deve ser feito ao credor ou a quem de direito o represente. Será no domicílio do credor quando convencionado entre as partes – dívidas portáveis. (b) credor não vier buscar o pagamento. (f) pender litígio sobre o objeto do pagamento.3. É o meio natural de extinção da obrigação. com o consentimento expresso do credor.3.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 255 É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor.3.3. mas não se sub-roga nos direitos do credor. se o credor se opuser.br | 11 99610348 facebook. sob pena de só valer depois de por ele ratificado. 160.

em virtude de obrigação nova. 160. Havendo capitais e juros. 160. salvo estipulação em contrário.3. 160. ficando este quite com o credor.9 Confusão Quando as qualidades de credor e devedor se confundem em uma mesma pessoa. tem o direito de indicar a qual deles oferece pagamento. salvo provando haver ele cometido violência ou dolo.uol. ficando o devedor quite com este.br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook. não poderá reclamar contra a imputação feita pelo credor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 256 160. lugar e na forma que a lei ou a convenção estabelece. Se o devedor não indicar a qual dívida está fazendo o pagamento. até onde se compensarem 160. mas sem prejuízo de terceiro.3.3. o pagamento imputar-se-á primeiro nos juros vencidos.3. Hipóteses: (i) quando o devedor contrai com o credor nova dívida para extinguir e substituir a anterior.7 Novação Ocorre novação pela extinção de uma obrigação em decorrência da criação de uma nova. Deste modo.3.6 Imputação do pagamento A pessoa obrigada por dois ou mais débitos da mesma natureza.10 Remissão Perdão dado ao devedor pelo credor extinguindo a obrigação. 160. (iii) quando. Perdas e danos http://leonardosakaki. e depois no capital. Pode-se verificar a mora do devedor e a mora do credor. (ii) quando novo devedor sucede ao antigo. outro credor é substituído ao antigo. se todos forem líquidos e vencidos. a um só credor.8 Compensação Quando duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra.com. Gera nova obrigação diferente da primeira.com/leonardosakaki | @leosak .sites.com. com as duas obrigações extinguindo-se. ou se o credor passar a quitação por conta do capital.4 Inadimplemento das obrigações Mora Considera-se mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor que não quiser recebê-lo no tempo.

Arras ou sinal Consistem no princípio do pagamento. destruir. Não existe vínculo com uma coisa e sim com uma pessoa. abandonar. a obrigação originária. 161 Direitos reais Garantia Pessoal: pessoa. Direitos reais: . doar. Exemplo: garantia fidejussória (fiança). assinale a alternativa correta.2) Sobre o constituto possessório. posto não ser imposta por lei. Art.br | leonardosakaki@uol. Trata-se de pena civil de caráter convencional. lugar e forma convencionados.1 Posse 25 (FGV – OAB 2010. CC: proprietário é aquele que pode usar. dar em garantia.Coisa *Poder que o titular exerce sobre a coisa.br | 11 99610348 facebook. (A) Trata-se de modo originário de aquisição da propriedade. à inexecução de alguma cláusula especial ou à mora simplesmente. O direito real sobre bem imóvel deve estar registrado no cartório de registro de imóveis. quase sempre prevista em dinheiro. Cláusula penal Consiste em uma fixação prévia de uma prestação adicional decorrente do inadimplemento. dados por ocasião da conclusão do contrato como garantia de sua execução. dispor e reaver a coisa das mãos de quem quer que injustamente a possua ou detenha (=direito de sequela). qual seja.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 257 O devedor responde por perdas e danos se a obrigação não for cumprida no tempo.Titular do direito . Usar – utilidade da coisa Gozar – perceber os frutos Dispor – vender. Juros São os frutos civis do crédito. dar em pagamento. Real: coisa. devendo ser estabelecida entre as partes.228. (B) Trata-se de modo originário de aquisição da posse.uol. em quantia em dinheiro ou qualquer outro bem móvel. gozar.com.com. 161. ou seja. A cláusula penal pode referir à inexecução completa da obrigação.sites. Trata-se de bens acessórios que demandam a existência de um bem principal. http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak . 1.

Turbação: ação de manutenção de posse. precária (abuso da confiança).2 Esbulho. Detentor é aquele que conserva a posse em nome de outra pessoa.196. Ameaça: ação de interdito proibitório. Tipos Posse de boa-fé: possuidor ignora os vícios da posse. Posse indireta: não precisa ter a coisa em seu poder. Posse justa: não é violenta.br | 11 99610348 facebook. motorista etc. turbação e ameaça Esbulho: ação de reintegração de posse. 161. Posse injusta: violenta (força).uol. Exemplo: servidão. http://leonardosakaki. Na ameaça a agressão ainda não ocorreu. usufruto. navios e aeronaves. Posse de má-fé: possuidor não ignora seus vícios. Posse direta: tem a coisa em seu poder – uso. clandestina (oculta). (D) É imprescindível para que se opere a transferência da posse aos herdeiros na sucessão universal.com/leonardosakaki | @leosak . Direito real sobre coisa alheia: alguém exerce poderes sobre coisa que pertence à outra pessoa.3 Direito real sobre coisa própria e direito real sobre coisa alheia Direito real sobre coisa própria: propriedade.com. Hipoteca: imóveis. 161.com. Garantia pignoratícia. 161.4 Direitos reais de garantia Penhor: móveis.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 258 (C) Representa uma tradição ficta. Resposta: C Teoria subjetiva da posse – Savigny Possuidor: corpus e animus. mas existe a possibilidade concreta de que ela venha a ocorrer. CC – é possuidor aquele que exerce algum dos poderes inerentes à propriedade. Possuidor é aquele que age como se fosse o proprietário. Art. É uma agressão à posse que priva o possuidor dessa posse. Exemplo: caseiro. uso etc.sites. clandestina ou precária. cumprindo ordens e orientações dessa pessoa.br | leonardosakaki@uol. A turbação não priva o possuidor da posse. Garantia hipotecária. 1. Teoria objetiva da posse – Ihering Posse é a exteriorização da propriedade.

Além da obrigações nucleares (prestações presumidas). Função social do contrato: contrato deixa de ser algo que fica na esfera dos contratados. CC): impõe um dever de conduta aos contratantes.2 Princípios contratuais Autonomia da vontade ou autonomia privada: É o princípio para todo contrato. Liberdade: para contratar. com que contratar. possível. Exemplo: compra e venda – há vontade do comprador e do vendedor.sites.1 Pressupostos (i) Partes capazes Pessoa física e pessoa jurídica podem celebrar. determinado ou determinável (iii) Vontade livre e consciente (iv) Forma prescrita ou não defesa em lei 162. modificar. Os absolutamente incapazes deverão ser representados e os relativamente incapazes deverão ser assistidos. CC) Boa-fé objetiva (art. 422. os contratos só produzem efeitos entre os contratantes.com. portanto é o contrato. os contratantes passam a ter obrigações denominadas de deveres acessórios. não afetando terceiros. Bilateral: precisa de mais de uma vontade. Relatividade dos efeitos (inter partes): em regra.2) http://leonardosakaki.com.com/leonardosakaki | @leosak . extinguir. O contrato pode ser classificado como: (quantas obrigações existem?) Unilateral: doação. passa a ter um interesse social. 23 (FGV – OAB 2010. Bilateral: exemplo: compra e venda – comprador deve pagar e vendedor deve entregar a coisa. doação. a afirmação de que o contrato faz lei entre as partes. 162. Negócio jurídico: Unilateral: há uma vontade. (ii) Objeto lícito. 421. transferir ou resguardar direitos. garantir. sobre o que contratar.br | leonardosakaki@uol. (art. pois este é o acordo de vontades. 162 Teoria geral dos contratos É o acordo de vontades que visa criar.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 259 Anticrese: rendas/frutos sobre imóveis – exemplo: aluguel da casa. fiança.br | 11 99610348 facebook. Obrigatoriedade das convenções ou força obrigatória dos contratos (pacta sunt servanda): as partes deverão cumprir as obrigações nos exatos termos em que foram avençadas. resultando daí. Garantia anticrética.

Oneroso: são aqueles em que ambas as partes auferem benefícios e suportam ônus. pode apreciar imediatamente essa equivalência. Exemplo: contrato de doação pura e simples. empregados de uma fabricante de extrato de tomate distribuíram. sementes de tomate entre agricultores de uma certa região. A cada ano. (D) segue o destino da responsabilidade contratual. Plurilaterais: são os contratos formados pela participação de três ou mais pessoas. para adquirir a safra produzida. Exemplo: contrato de compra e venda. ligadas pelo sinalagma genérico ou funcional. Exemplo: doação simples. como o acessório segue o principal. apenas um deles assume obrigações.uol.com. enquanto a outra parte suporta o ônus. a fabricante recusou-se a efetuar a compra. Quanto à equivalência das prestações Comutativos: aqueles em que as obrigações são conhecidas pelas partes e guardam relação de equivalência entre si. por uma dependência (vinculação recíproca) entre as prestações. São contratos de que emergem 2 obrigações. Bilaterais ou sinalagmáticos: são aqueles em que cada um dos contratantes é simultânea e reciprocamente credor e devedor do outro.br | leonardosakaki@uol. como instituto jurídico. Exemplo: contrato de sociedade. mas não retornou para adquirir a safra. em momento histórico anterior à responsabilidade contratual.br | 11 99610348 facebook. isto é. na época da colheita. http://leonardosakaki. Exemplo: contrato de compra e venda. (C) surgiu.com/leonardosakaki | @leosak . também chamado contrato preliminar.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 260 Durante dez anos. No ano de 2009. os empregados da fabricante procuravam os agricultores. gratuitamente. Procurada pelos agricultores.3 Classificação dos contratos Quanto às obrigações assumidas Unilaterais: quando havendo dois ou mais contratantes. ficando caracterizada uma diminuição de patrimônio unilateral. Quanto às vantagens patrimoniais para os envolvidos Gratuitos: quando apenas uma das partes aufere benefícios.sites. em quem todas assumem obrigações na busca de interesses comuns. Exemplo: compra e venda.com. Cada uma das partes. além de receber da outra prestação equivalente à sua. O tribunal competente entendeu que havia responsabilidade pré-contratual da fabricante. a fabricante distribuiu as sementes. Resposta: A 162. cada uma a cargo de uma das partes. A responsabilidade pré-contratual é aquela que: (A) deriva da violação à boa-fé objetiva na fase das negociações preliminares à formação do contrato. como sempre fazia. contrato de incorporação etc. (B) deriva da ruptura de um pré-contrato.

com. fornecimento de combustíveis. Acessórios: são os contratos que têm sua existência e validade vinculados a um outro negócio jurídico considerado principal. Reais: são aqueles que somente se perfazem com a entrega da coisa. Exemplo: mútuo. O consentimento das partes e o acordo de vontades são insuficientes.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 261 Aleatórios: aquele em que uma das prestações ao é conhecida.br | 11 99610348 facebook. Quanto à previsão legal Típicos: aqueles regulamentados por lei. Exemplo: contrato de locação. Exemplo: contrato de seguro. Quanto à formação Consensuais ou não solenes: aqueles considerados formados pelo simples acordo de vontades entre os contratantes. Quanto à existência ou autonomia Principais: são aqueles contratos que não dependem de qualquer outro para que possam existir e ser válido. Exemplo: compra e venda. Atípicos: não tratados por norma jurídica. Inominados: aqueles que não têm a figura negocial prevista em lei. não havendo qualquer prescrição legal. dependendo de um risco futuro e incerto. contrato de garagem. Têm livre forma. Exemplo: contratos eletrônicos. Exemplo: contrato de exploração de postos de gasolina (envolve locação. Solenes: quando devem obedecer à forma ou solenidade prevista em lei para que sejam considerados válidos.com/leonardosakaki | @leosak . Coligados: são os contratos que.br | leonardosakaki@uol. Nominados: aqueles aos quais a lei dá nome. sendo necessária a tradição da coisa para que o contrato seja considerado celebrado. uso de marca etc. estão ligados por um nexo funcional. Exemplo: compra e venda.sites. Exemplo: contrato de fiança.uol. Exemplo: contrato de trabalho entre um artista e uma emissora de televisão para participação em uma novela e um outro contrato de publicidade desse mesmo artista com o patrocinador dessa novela. não se enquadram em nenhum diploma legal e não têm denominação legal própria. embora lícitos.) Quanto ao conteúdo http://leonardosakaki. embora distintos. jogo ou aposta e o de colheita de safra futura.com.

II . De adesão ou por adesão: o contrato é imposto sem possibilidade de discussão de cláusulas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 262 Pessoais. 162.se. não tiver sido expedida a resposta dentro do prazo dado. CC. apenas a sujeição (anuência) de uma das partes ao conteúdo imposto por outra. pois as partes estão em situação de igualdade. Aceitação: momento em que a parte interessada manifesta a sua concordância com os termos da proposta apresentada. IV . 162. Situações em que a aceitação não possui força vinculante: Se a aceitação.se. feita sem prazo a pessoa presente. chegar tardiamente ao conhecimento do proponente.se. Momento da celebração: poderá ser celebrado entre pessoas presentes e entre ausentes.com/leonardosakaki | @leosak . Proposta: manifestação de vontade dirigida por uma pessoa a outra. ou simultaneamente. Exemplo: compra e venda. que não é um elemento determinante do negócio. por motivos imprevistos. feita sem prazo a pessoa ausente. Impessoais: outra pessoa pode substituir o contratante. não há livre debate das partes. Se com a aceitação.5 Estipulação em favor de terceiro (pactum in favorem tertii) http://leonardosakaki. a proposta deixa de ser obrigatória quando: I . embora apresentada a tempo. negociadas.sites.com. Excepcionalmente. Exemplo: fiança. mandato etc.4 Formação dos contratos Autonomia privada: vontade das partes. ou antes mesmo desta. antes dela. personalíssimos ou intuitu personae: aqueles em que somente o contratante pode cumprir a obrigação.br | 11 99610348 facebook. Lugar da celebração: no local onde foi proposto.com. demonstrando que existe real intenção na celebração do contrato. não foi imediatamente aceita. quando as partes não estipularem um foro de eleição. chegar ao conhecimento da outra parte a retratação do proponente. Conforme o art. 428. III . Quanto à negociação do conteúdo Paritários: aqueles em que as cláusulas podem ser discutidas. se o proponente houver se comprometido em guardar a resposta do oblato ou se a aceitação não chegar no prazo estipulado entre as partes. Considera-se também presente a pessoa que contrata por telefone ou por meio de comunicação semelhante. feita a pessoa ausente. A aceitação com o ausente ocorrerá no instante da expedição da aceitação.br | leonardosakaki@uol. podendo esta manifestação ser tácita ou expressa – o silêncio pode ser interpretado como uma manifestação tácita. chegar ao conhecimento do proponente a retratação daquele que manifestou a anuência em contratar.uol. admite-se que a formação ocorra com a recepção da aceitação: se antes da aceitação ou com ela chegar ao proponente a retratação do aceitante. tiver decorrido tempo suficiente para chegar a resposta ao conhecimento do proponente.se.

Dias depois. Trata-se de obrigação de resultado. chegada a hora do programa. todavia.uol. Se ao 3º.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 263 Contrato em que a pessoa (estipulante) convenciona com outra (promitente) uma determinada vantagem econômica a favor de terceiro (beneficiário). (C) está obrigado a efetuar o pagamento a Danilo. sendo. restando a Sandro o direito de cobrar perdas e danos diretamente de Reinaldo. o estipulante poderá liberar o devedor.br | 11 99610348 facebook. Para que o contrato seja válido. Todavia. Excepcionalmente se admite que a pessoa (promitente) possa assumir obrigações a serem cumpridas por terceiro. famoso cantor popular. (D) está obrigado a efetuar o pagamento a Danilo. CC. Ao 3º. (B) não está obrigado a efetuar o pagamento a Danilo. e o estipulante não o inovar nos termos do art.com. O que estipular em favor de 3º pode exigir o cumprimento da obrigação. Resposta: A 162. por meio do qual aquele prometera que seu irmão. em favor de quem se estipulou a obrigação. 14 (FGV – OAB 2010.br | leonardosakaki@uol. não poderá o estipulante exonerar o devedor. concederia uma entrevista exclusiva ao programa de rádio apresentado por Sandro. ao argumento de que. embora não tenha obtido êxito. 162. retirando a eficácia do negócio.sites.3) Danilo celebrou contrato por instrumento particular com Sandro. em favor de quem se faz o contrato. Reinaldo não compareceu à rádio. O estipulante pode reservar-se o direito de substituir o 3º designado no contrato. ainda. se deixar o direito de reclamar-lhe a execução. autorizado a Sandro obter ressarcimento por perdas e danos de Danilo.com. também é permitida exigi-la. sujeito às condições e normas do contrato. sendo incabível a cobrança de perdas e danos de Reinaldo. pois a obrigação por este assumida é de meio. caberia a Sandro efetuar o pagamento a Danilo de certa soma em dinheiro. envidara todos os esforços no sentido de convencer o seu irmão a comparecer. Essa faculdade pode ser feita por ato entre vivos (contrato) ou por disposição de última vontade (testamento). a fim de cobrar a quantia contratualmente prevista. responderá pelos danos causados ainda que comprove ter enviado esforços para conseguir aquele consenso. no domingo seguinte. independentemente de sua anuência e da do outro contratante (devedor). estipulante e promitente devem ser capazes. pois a obrigação por este assumida é de meio. é correto afirmar que Sandro (A) não está obrigado a efetuar o pagamento a Danilo. A respeito da situação narrada. por ser o contrato nulo. 438. Reinaldo.6 Promessa de fato de terceiro Como regra uma pessoa assume obrigações para si. Mas se o contrato não dispor expressamente sobre o direito do beneficiário de reclamar a execução. caso não consiga.7 Vício redibitório http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak . pois a obrigação por este assumida é de resultado. Danilo procurou Sandro.se a ele anuir. Não há necessidade de o beneficiário ser capaz. Em contrapartida. O promitente se compromete a obter a anuência do 3º e. tendo em vista que Reinaldo não é parte contratante. ficando.

sites. . Bem imóvel: 1 ano. . . com o reconhecimento em juízo da existência de ônus sobre a mesma coisa. fundada em motivo jurídico anterior. que a confere a outrem. não denunciando oportunamente o contrato. redibindo o contrato ou reclamar o abatimento no preço através de ação quantis minoris. tem direito o evicto a receber o preço que pagou pela coisa evicta.8 Evicção Perda da coisa. 162. II – à indenização pelas despesas dos contratos e pelos prejuízos que diretamente resultarem a evicção. A denunciação da lide é a convocação do alienante ao processo em que o adquirente é réu. se esta se der. Adquirente deverá notificar do litígio o alienante imediato. ou. por força de decisão judicial. Não obstante a cláusula que exclui a garantia contra a evicção. 162.br | leonardosakaki@uol. e sendo manifesta a procedência da evicção. seu verdadeiro dono. se não soube do risco da evicção.Direitos do evicto Salvo estipulação em contrário. Nos contratos onerosos. Se o alienante não atender à denunciação da lide. A pessoa que recebeu a coisa com defeito pode rejeitar a coisa.com/leonardosakaki | @leosak . ou qualquer dos anteriores.Responsabilidade pela evicção Através de cláusula expressa. não o assumiu. os contratantes podem reforçar. ou usar de recursos. pode o adquirente deixar de oferecer a contestação. III – às custas judiciais e aos honorários do advogado por ele constituído.com. quando e como lhe determinarem as leis do processo.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 264 Defeito oculto da coisa recebida (em virtude de contrato comutativo ou doação onerosa). dele informado.uol.Vícios redibitórios no CDC O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em 30 dias. para que possa exercer o direito regressivo. tem direito o evicto. que a torne imprópria ao uso a que é destinada. ou que lhe diminua o valor. Subsiste esta garantia ainda que a aquisição se tenha realizado em hasta pública.br | 11 99610348 facebook.9 Extinção do contrato http://leonardosakaki.com. diminuir ou excluir a responsabilidade pela evicção. Decadência Bem móvel: 30 dia. o alienante responde pela evicção. além da restituição integral do preço ou das quantias que pagou: I – à indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis e 90 dias tratando-se de fornecimento de serviços e produtos duráveis – contados a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços.

Extinção por fatos anteriores Invalidade contratual: defeito na formação do contrato (elementos essenciais). É nulo o negócio jurídico simulado. CC.com. ou com o registro do título aquisitivo no respectivo cartório se for imóvel. consensual Classificação http://leonardosakaki. 166. Resilição: rescisão do contrato efetuada por acordo de todos os contratantes ou em razão de cláusula de antemão estipulada. 166 e 167. II . comum a ambas as partes.com/leonardosakaki | @leosak . confissão.for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade. Cláusula de arrependimento: tem o mesmo efeito do distrato. materializada pelo recibo. Tratando-se de meros efeitos obrigacionais. for ilícito. Art. Extinção por fatos posteriores Resolução: quando ocorre inexecução voluntária ou involuntária do contratado. não existindo interpelação entre as partes. 481. IV . Revogação ou renúncia. II . a transferência da propriedade somente ocorrerá com a tradição (entrega).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 265 Extinção normal Cumprimento é o fim natural de todo contrato. §1o Haverá simulação nos negócios jurídicos quando: I . VI . impossível ou indeterminável o seu objeto. no caso de bem móvel. e o outro a pagar-lhe certo preço em dinheiro. condição ou cláusula não verdadeira.a lei taxativamente o declarar nulo. se válido for na substância e na forma.com. III .aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem.tiver por objetivo fraudar lei imperativa. Cláusula resolutiva expressa: acarreta a rescisão de pleno direito do contrato em decorrência de inadimplemento. ou proibir-lhe a prática. É nulo o negócio jurídico quando: I . CC Conceito Pelo contrato de compra e venda. sem cominar sanção. Extinção em razão de morte 162. VII . mas subsistirá o que se dissimulou.10 Contratos em espécie . O contrato é nulo quando apresenta uma das hipóteses dos arts.o motivo determinante. Contrato bilateral ou sinalagmático. 167.Compra e venda – art. III . O cumprimento da obrigação normalmente é comprovado pela quitação. oneroso. ou pós-datados.br | leonardosakaki@uol.não revestir a forma prescrita em lei.contiverem declaração. ou transmitem. §2o Ressalvam-se os direitos de terceiros de boa-fé em face dos contraentes do negócio jurídico simulado.br | 11 99610348 facebook.celebrado por pessoa absolutamente incapaz.uol.sites.for ilícito. Art. Pode ser bilateral ou unilateral nos seguintes casos: Denúncia. V .os instrumentos particulares forem antedatados. Exoneração unilateral. um dos contratantes se obriga a transferir o domínio de certa coisa. comutativo (mas pode ser aleatório).

(ii) Preço (iii) Consentimento Mas há casos em que se pode acrescentar um quarto elemento. e a de este pagar o preço. responsabilizando-se pelos prejuízos decorrentes da evicção e de eventuais vícios aparentes e redibitórios. este terá o direito ao preço. zelar por bens alheios não podem adquirilos. antes da tradição ou registro. até este momento. Cláusulas e Retrovenda: por meio dela. Elementos constitutivos Consequência do contrato Outra consequência diz respeito à responsabilidade pelos riscos quanto à coisa. precisa do consentimento do cônjuge demais descendentes. inclusive as que. Mas se o fato se der posteriormente. (iii) ascendente.com. restituindo e reembolsando as despesas do comais prador.br | 11 99610348 facebook. por meio de escritura pública ou mandato com poder especial. ser disponível. na forma e no prazo acordados. pela qual não se reputará perfeita enquanto o adquirente não manifestar seu agrado.uol. Atenção: (i) pessoa casada em regime distinto da separação absoluta de bens necessita de autorização do outro cônjuge. por já ser o proprietário. Além dela.sites.br | leonardosakaki@uol. de ofício ou de profissão. A principal é a obrigação do vendedor de entregar a coisa e seus acessórios.com/leonardosakaki | @leosak .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 266 (ou solene) e translativo de domínio. sendo que o comprador sofrerá as consequências. que é a forma. celebrar compra e venda entre si. Venda a contento: com essa cláusula entende-se que a compra e venda foi realizada sob condição suspensiva. (v) condomínio não pode alienar a sua quota parte na coisa indivisa a estranho se outro consorte tiver interesse em comprar pelo mesmo valor. existe a obrigação de o vendedor garantir a efetividade do direito sobre a coisa. se efetuaram com a sua autorização escrita. ou para a realização de benfeitorias necessárias. (iv) proprietário de coisa alugada deve dar conhecimento ao locatário do interesse em vendêla. que correm por conta do vendedor. durante o período de resgate. ainda que a coisa tenha sido entregue. sem culpa do vendedor. o vendedor de coisa imóvel pode reservar-se o direito de recobráregras especi.com. (ii) marido e mulher não podem. para que ele possa exercer seu direito de preferência. http://leonardosakaki. uma vez que.la no prazo máximo de decadência de 3 anos. quando aliena um bem a descendente. em regra. a propriedade do bem lhe pertence. (i) Coisa: in commercium. (vi) os que têm por dever. podendo ser alienada e adquirida pelas pessoas. transferindo sua propriedade ao comprador.

restringindo sua argumentação ao exame do mérito da causa. para assegurar-se das qualidades prometidas. Venda sobre documentos: a tradição da coisa é substituída pela entrega do seu título representativo e dos outros documentos exigidos pelo contrato ou. celebrada por instrumento particular registrada no cartório de Registro de Imóveis e na qual não se pactuou arrependimento. 28 (FGV – OAB 2002. tanto por tanto.com. Deverá ser estipulada por escrito dependendo de registro no domicílio do comprador para valer contra terceiros.2) Por meio de uma promessa de compra e venda. representando os interesses do seu cliente. pelos usos. (C) desisti r do negócio e pedir o dinheiro de volta. Venda com reserva de domínio: pode estar presente em contratos que tenham por objeto coisa móvel infungível. o vendedor reserva para si a propriedade. se imóvel. Por ela. O prazo para exercer o direito de preferência não poderá exceder a 180 dias. necessitando apenas prová-la. a existência de convenção de arbitragem. em decorrência de um conflito surgido em razão de contrato de compra e venda no qual inseriram cláusula compromissória cheia. Juvenal foi residir no imóvel objeto do contrato e. (D) solicitar ao juiz o julgamento antecipado da lide. Resposta: D 9 (FGV – OAB 2010. Resposta: A 40 (FGV – OAB 2010.br | leonardosakaki@uol.2) Um advogado é procurado em seu escritório por um cliente que lhe narra que a empresa da qual ele é diretor foi citada pelo poder judiciário. Preferência ou preempção: impõe ao comprador a obrigação de oferecer ao vendedor a coisa que aquele vai vender. para que este use de seu direito de prelação na compra. quando quitou o pagamento.br | 11 99610348 facebook. ou dar em pagamento. (B) apresentar desde logo contestação. Juvenal poderá (A) requerer ao juiz a adjudicação do imóvel. deverá: (A) requerer a designação de audiência de conciliação. se a coisa for móvel.com/leonardosakaki | @leosak . estabelecendo que em caso de eventual conflito entre as partes. (D) exigir a substituição do imóvel prometi do à venda por outro.uol. a despeito de a promessa de compra e venda ter sido celebrada por instrumento particular. no senti do de exigir cumprimento da cláusula compromissória cheia. já que não faria jus à adjudicação compulsória na hipótese.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 267 Venda sujeita a prova: muito semelhante à venda a contento. (B) usucapir o imóvel. ou a 2 anos. O advogado ao peticionar no referido processo. (C) apresentar contestação e alegar expressamente. em preliminar. até que o preço esteja integralmente pago.sites. distingue-se pelo fato de que o comprador já conhece a coisa. solicitando a extinção do feito. muito embora inexistisse previsão expressa a esse respeito no contrato preliminar. no silêncio deste. deparouse com a recusa do promitente-vendedor em outorgar-lhe a escritura definitiva do imóvel.com. o mesmo será apreciado por um tribunal arbitral. pois o juiz pode conhecer de ofício da pré-existência da convenção de arbitragem. Diante do impasse.3) http://leonardosakaki.

Troca ou permuta Contrato por meio do qual as partes se obrigam a dar uma coisa em troca de outra que não seja dinheiro.000. Convém acrescentar que a troca de valores desiguais entre ascendentes e descendentes é anulável se não houver o consentimento dos outros descendentes e do cônjuge do alienante.uol. São suscetíveis de troca todas as coisas que puderem ser vendidas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 268 Maria celebrou contrato de compra e venda do carro da marca X com Pedro.com. Natureza jurí. salvo se preferir. no prazo estabelecido. seja por não conseguir interessado em adquirir a coisa. Não existe qualquer consequência jurídica pela não venda. a garagem de Pedro foi invadida por bandidos. bem como deve haver ainda o aumento de um patrimônio à custa de outro.sites. transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra. sendo restituído o valor já pago por Maria. para cada contratante. que furtaram o referido carro. confere ao devedor a faculdade de substituí-la por outra prestação). dica Características Aplicam-se a este contrato as disposições referentes à compra e venda.br | leonardosakaki@uol.Doação Conceito Contrato em que uma pessoa. real (apenas perfaz quando há tradição). pagando um sinal de R$ 10.Consensual. A vantagem terá de ser de natureza essencialmente patrimonial. Características Denomina-se estimatório tendo em vista a ênfase que se atribui à estimação do valor da coisa feita pelo consignante (preço de estima) e à confiança que deposita no consignatário. (D) Pedro poderá entregar outro veículo no lugar no automóvel furtado. A respeito da situação narrada. pois o consignatário pode optar por adquirir a coisa para si ou simplesmente restituí-la. bilateral. que fica autorizada a vendê-los. oneroso e facultativo (não tendo do por obdica jeto senão uma só prestação. (A) Haverá resolução do contrato pela falta superveniente do objeto. gerando. a obrigação de transferir para o outro o domínio da coisa objeto de sua prestação.Contrato estimatório – venda em consignação Contrato pelo qual uma das partes (consignante) entrega bens móveis a outra (consignatário).br | 11 99610348 facebook. assinale a alternativa correta. Conceito . oneroso e comutativo. Conceito . (C) Maria poderá exigir a entrega de outro carro. A autorização para venda não é essencial para a caracterização desse contrato. Resposta: A . (B) Não haverá resolução do contrato.00. restituir-lhe a coisa consignada. seja por falta de empenho do consignatário. Natureza jurí. não sendo necessário que os bens sejam da mesma espécie ou tenham igual valor. No dia da entrega do veículo. pagando àquela o preço ajustado. O contrato de troca ou permuta serve como titulus adquirendi.com.Bilateral. Sendo necessário que haja http://leonardosakaki. pois Pedro pode alegar caso fortuito.com/leonardosakaki | @leosak . por liberalidade.

Doação inoficiosa: se configura quando se excede a parte que o doador.br | leonardosakaki@uol. o donatário deve demonstrar gratidão ao benfeitor e se abster de atos que demonstrem a prática de ingratidão. Se o donatário for absolutamente incapaz. Aceitação do donatário: Expressa: manifesta verbalmente e por escrito. evicção e vício redibitório: por tratar-se de uma liberalidade.com/leonardosakaki | @leosak . poderia dispor em testamento.Unilateral. Juros. A doação que se refere a parte excedente é considerada nula. Ficta: se a doação for pura. Características Doação a nascituro: pode haver se aceita pelo seu representante legal.com. comete ofensa física contra o doador. Doação de ascendente a descendente: é válida e importa adiantamento do que lhe cabe por herança (legítima.sites.uol. Hipóteses de ingratidão: atenta contra a vida do doador ou comete crime de homicídio doloso contra ele. o doador não é obrigado a pagar juros moratórios. esta não estiver constituída regularmente. O direito de revogar por ingratidão é de ordem pública. Requisitos Animus donandi: vontade de doar. Revogação da Pode ocorrer por ingratidão do donatário ou em virtude de descumprimento de encargo ou doação modo. Tácita: a parte pratica atos compatíveis com a aceitação.com. Presumida: decorre da lei. dica A doação far-se-á por escritura pública ou instrumento particular. não é necessária aceitação se a doação for pura. Doação universal: é nula a doação de todos os bens sem reserva de parte. recusa ao doahttp://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. segundo a qual os bens do doador devem voltar ao seu patrimônio se sobrevier ao destinatário. sem encargos. Doação a entidade futura: a doação a entidade futura caducará se. Ingratidão do donatário: só ocorre em casos de doação pura e simples. gratuito e consensual.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 269 uma relação de causalidade entre o empobrecimento por liberalidade e o enriquecimento. no momento a liberalidade. Transferência de bens do doador para o patrimônio do donatário (objeto da doação). Ao aceitar o benefício. ou renda suficiente para a subsistência do doador. em 2 anos. Natureza jurí. comete injúria grave ou calúnia contra o doador. Deverá ser feita por escritura quando tiver por objeto bem imóvel com valor superior a 30 vezes o salário mínimo vigente no país. nem é sujeito às consequências da evicção ou do vício redibitório. como regra. sem encargo e destinada a um incapaz. Cláusula de reversão: o doador pode estipular uma cláusula de reversão.

podendo ministrá-los. com suas pertenças.Servir-se da coisa alugada para os usos convencionados ou presumidos. por instrumento particular. ou defeitos. decide doar. que tenham ou pretendam ter direitos sobre a coisa alugada.504/64). pois deveria ter sido realizada por escritura pública. Obrigação do .Entregar ao locatário a coisa alugada. em razão de ter se casado com Leila e independentemente de ter dirigido grave ofensa física a Sônia. o uso pacífico da coisa. Aplicação da Os dispositivos. durante o tempo do contrato. aceita formalmente a doação e.Resguardar o locatário dos embaraços e turbações de terceiros. presentes no CC.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 270 dor os alimentos de que este necessitava. http://leonardosakaki.Responder pelos seus vícios. ainda.br | 11 99610348 facebook. 18 (FGV – OAB 2010. maior e capaz. salvo cláusula expressa em contrário. conforme a natureza locatário dela e as circunstâncias. que trata dos contratos de arrendamento rural e parceria agrícola.245/91. consensual. em razão de o instrumento de doação prever cláusula de irrevogabilidade por eventual ingratidão. casa-se com Leila. Negócio jurí.com.com/leonardosakaki | @leosak . enquanto aos imóveis rurais aplica-se o Estatuto da Terra (Lei 4. mediante certa retribuição denominada aluguel. bem como tratá-la com o mesmo cuidado como se sua fosse. Inexecução de encargo ou modo: quando existe encargo a ser cumprido pelo donatário e este incorre em mora na sua execução. Obrigação do . abstendo-se de praticar qualquer ato que venha dificultar o uso da coisa locada. Resposta: D . Sônia faz constar. anteriores à locação. (D) deve receber a quantia em dinheiro.com. tendo em vista que a doação é nula. Fernando deflagra uma discussão com Sônia e lhe dirige grave ofensa física. aplica-se a Lei 8. (B) deve receber a quantia em dinheiro.uol. em estado de servir ao uso a que locador se destina. A respeito da situação narrada. pelo tempo do contrato. Fernando. . . caso ele venha a se casar com Leila. por tempo determinado ou não. cláusula de irrevogabilidade da doação por eventual ingratidão de seu sobrinho. pois dirigiu grave ofensa física à sua tia Sônia. poucos meses depois. No dia seguinte ao casamento.3) Sônia.Bilateral. e a mantê-la nesse estado. pois suas prestações são fixadas dico e definidas objetivamente). por sua vez. Conceito . maior e capaz. o uso e gozo de coisa não fungível. Tem aplicabilidade apenas nas doações onerosas. Fernando. que tratam da matéria se aplicam às locações de móveis urlei banos. (C) não deve receber a quantia em dinheiro. é correto afirmar que Fernando (A) não deve receber a quantia em dinheiro.sites.Locação de coisa Contrato no qual uma das partes (locador) se obriga a ceder à outra (locatário). comutativo (não há risco da aleatoriedade. conforme estipulado. ao procurar sua tia para receber a quantia estabelecida. de trato sucessivo e não solene.Garantir ao locatário. oneroso.br | leonardosakaki@uol. certa quantia em dinheiro em favor se seu sobrinho.

durante a locação. que se distinguem pela natureza do objeto do contrato: mútuo e comodato. mas sem prazo determinado. poderá ser estipulado que estes encargos serão pagos pelo locatário. da lei. a este caberá pedir redução proporcional do aluguel.uol.Empréstimo (comodato ou mútuo) Conceito Acordo de vontades por meio do qual uma das partes recebe coisa alheia para utilizá-la e. findo o prazo. em caso de locação de imóveis.com/leonardosakaki | @leosak . enquanto a tiver em seu poder. o locatário goza do direito de retenção. o locatário continuar na posse da coisa alugada. da natureza da obrigação ou das circunstâncias. sem oposição do locador.Pagar pontualmente o aluguel nos prazos ajustados. sem culpa do locatário. no estado em que a recebeu.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 271 .br | 11 99610348 facebook. em falta de ajuste. O mútuo e o comodato também são definidos pela doutrina como empréstimo de uso e empréstimo de consumo. o locador além do direito de rescisão contratual. embora proveniente de caso fortuito. Natureza jurí. ou ainda. em seguida. se deteriorar a coisa alugada. caso já não sirva a coisa para o fim a que se destinava. presumir-se-á prorrogada a locação pelo mesmo aluguel. ou no de benfeitorias úteis. no caso de benfeitorias necessárias. . se. segundo o costume do lugar. deverá pagar.br | leonardosakaki@uol. . o aluguel que o locador arbitrar. ou resolver o contrato. No entanto. Se. que se pretendam fundadas em direito.sites. .com.com.Restituir a coisa. finda a locação. dica . No tocante aos impostos e taxas. gratuito. Subdivide-se em duas espécies. notificado o locatário. e. Características Se. Mas caso o locatário utilize a coisa para fins diversos daqueles convencionados. O pagamento deverá ser efetuado no domicílio do devedor.Levar ao conhecimento do locador as turbações de terceiros.Unilateral. Salvo disposição em contrário. real e não solene. caso danifique a coisa de forma abusiva. poderá cobrar perdas e danos.Contrato de comodato – art. 579. e responderá pelo dano que ela venha a sofrer. se estas houverem sido feitas com expresso consentimento do locador. não restituir a coisa. CC http://leonardosakaki. salvo se o contrário resultar do contrato. salvas as deteriorações naturais ao uso regular. devolvê-la ao legítimo proprietário.

do espaço de tempo que declarar o mutuante. a coisa não poderá ser reavida nor nem do mutuário. 406. nem de seus fiadores.com/leonardosakaki | @leosak . qualidade e quantidade. terá de pagar um aluguel arbitrado pelo comodante até a restituição da coisa. Atenção: havendo mais de um comodatário.Responder pela mora. dentro do prazo estipulado. O mutuante pode exigir garantia da restituição. a responsabilidade será solidária. ou o que se determine pelo uso outorgado.Destinando-se o mútuo a fins econômicos.Restituir a coisa emprestada in natura no momento devido. resilição unilateral.Responsabilizar-se. . . CC Características É o simples empréstimo de coisas fungíveis.Limitar o uso da coisa ao estipulado no contrato ou de acordo com sua natureza.de 30 dias.até a próxima colheita no mútuo de produtos agrícolas.sites. .Se realizado sem prévia autorização daquele cuja guarda estiver. suspender o uso e gozo da coisa emprestada. salvo.Não pedir restituição do bem enquanto não decorrido o prazo do contrato. salvo necessidade imprevista e urgente.br | leonardosakaki@uol. O mutuário é obrigado a restituir o que recebeu em coisa do mesmo gênero. permitida a capitalização anual. apresenta os seguintes prazos supletivos: . presumir-se-lhe-á o necessário para o uso concedido. Caso nãoseja convencionado prazo para a restituição do bem. antes de findo o prazo convencional.Contrato de mútuo – art. Mútuo a me. sob pena de ratício redução. CC. com a alienação da coisa empresta ou com a morte do comodatário. comodatário . resolução por inexecução contratual.Responder pelos riscos da coisa. se for de qualquer outra coisa fungível. perante o comodatário. se: http://leonardosakaki.com. Mútuo fene. 586. o art.Pagar as despesas extraordinárias e necessárias. não poderão exceder a taxa a que se refere o art. Obrigações do .br | 11 99610348 facebook. . 592. distrato. não podendo o comodante. pela posse útil e pacífica da coisa dada em comodato. pelo menos. Ocorrerá a extinção do comodato com o fim do prazo convencionado. Obrigações do . . comodante .uol. reconhecida pelo juiz.Guardar e conservar a coisa emprestada como se fosse sua.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 272 Características Se o comodato não tiver prazo convencionado. CC (taxa que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional). .com. os quais. O contrato de mútuo transfere o domínio da coisa ao mutuário por cuja conta correm todos os riscos desde a tradição. . se for de dinheiro. se antes do vencimento o mutuário sofrer notória mudança em sua situação econômica. Se o comodatário for constituído em mora. presumem-se devidos juros. além de por ela responder.

uol. pois gera obrigação para ambas as partes. o juiz atribuirá a quem o prestou uma compensação razoável. utilizando-se de material próprio ou fornecido por este. Mas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 273 . Mas se deste resultar benefício para a outra parte.o menor. estando ausente essa pessoa. Ela será paga depois de realizado o serviço. ela será determinada por arbitramento.sites. embora tenha por causa o pagamento de dívida de quem o presta. a realizar. No tocante a capacidade legal para a prestação do serviço.br | 11 99610348 facebook. Conceito O prazo máximo do contrato é de 4 anos.com. não tiver sido adiantada ou paga em prestações. ou se destine à execução de certa e determinada obra. a execução do credor não lhes poderá ultrapassar as forças. dar-se-á por findo o contrato.a pessoa. considerando que cada parte pode prever Conceito http://leonardosakaki. mediante remuneração. é consensual. material ou imaterial. levando-se em conta o costume. de cuja autorização necessitava o mutuário para contrair o empréstimo. mediante remuneração certa ou de acordo com o trabalho realizado. pois se conclui dica com o acordo de vontade das partes. Neste caso. em tal caso.Empreitada (locação de obra) Contrato pelo qual uma das partes (empreiteiro) se obriga. desde que tenha agido com boa-fé. . se. dica Características Se não estipulada retribuição ou não houver acordo entre as partes.o empréstimo reverteu em benefício do menor. Natureza jurí.com. não poderá quem os prestou cobrar a retribuição normalmente correspondente ao trabalho executado. . sem subordinação.O contrato é bilateral. pessoalmente ou por meio de terceiro. o tempo de serviço e sua qualidade. por acordo ou costume. Natureza jurí. decorridos 4 anos. oneroso e consensual. certa obra para outro (dono da obra).o menor tiver bens ganhos com o seu trabalho. se viu obrigado a contrair o empréstimo para os seus alimentos habituais.Prestação de serviços (locação de serviços) Contrato pelo qual uma das partes (prestador) obriga-se para com outra (tomador) a prestarlhe uma atividade lícita. ou não satisfaça requisitos outros estabelecidos em lei. .com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. . o ratificar posteriormente. ainda que não concluída a obra.o menor obteve o empréstimo maliciosamente.Bilateral. é comutativo. . . se o trabalho for prestado por quem não possua habilitação.

o qual também fornece os materiais. pois ambas as partes têm benefícios e sacrifícios correspondentes.Pela onerosidade excessiva diante de fatos imprevisíveis ou não. os materiais são fornecidos pelo dono da obra.br | 11 99610348 facebook.Pelo distrato.Pelo cumprimento nos exatos termos do pactuado.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 274 as vantagens e os ônus. ou por motivo de força maior. II. VI.Por culpa do dono. contratando os indivíduos que irão realizar a obra. e não solene. o empreiteiro assume obrigação de resultado perante o dono da obra. contrato pelo empreiteiro II. Porém. no decorrer dos serviços.com/leonardosakaki | @leosak . a critério do empreiteiro. ainda que o dono da obra se disponha a arcar com o acréscimo do preço.Depósito Conceito Contrato por meio do qual uma parte (depositário) recebe de outra (depositante) um bem móvel corpóreo.com. VII. do I. Espécies Extinção contrato . http://leonardosakaki. com a indenização do empreiteiro.Pela rescisão.uol. de modo que torne a empreitada excessivamente onerosa.Pela morte do empreiteiro se for intuitu personae. Empreitada sob administração: aquela em que o empreiteiro apenas administra os contratados pelo dono da obra.sites. III. III. VIII. Empreitada de mão-de-obra ou de lavor: nesta.Pela falência do empreiteiro.com. forem desproporcionais ao projeto aprovado.br | leonardosakaki@uol. por não serem exigidas formalidades específicas na contratação. o empreiteiro fornece a mão-de-obra e os materiais. o empreiteiro fornece a mão-de-obra.Diante da desproporcionalidade entre o vulto e a natureza da obra e as modificações exigidas pelo seu dono. IV.Quando. ainda que o dono se disponha a arcar com o acréscimo de preço. comprometendo-se a executar a obra inteira. por seu vulto e natureza. V. manifestarem-se dificuldades imprevisíveis de execução. resultante de causas geológicas ou hídricas. ou outras semelhantes. por parte do dono da obra. observados os preços.Por inadimplemento. e o dono da obra se opuser ao reajuste do preço inerente ao projeto por ele elaborado. Suspensão do I. devendo restituí-lo quando lhe for exigido.Se as modificações exigidas pelo dono da obra. com a obrigação de guardá-lo. Empreitada mista ou de lavor e materiais: neste caso. Aqui. é oneroso.

Unilateral. se sobre ele pender execução. como inundação. Depósito do hospedeiro: diz respeito à bagagem dos viajantes ou hóspedes nas hospedarias onde eles estiverem. não poderá ele exonerar-se restituindo a coisa a este. Obrigação do . colado. como no caso de incapacidade superveniente. .Mandato Conceito Contrato pelo qual uma pessoa (mandatário) recebe de outra (mandante) poderes para. ou se houver motivo razoável de suspeitar que a coisa foi dolosamente obtida. dica Espécies Depósito voluntário: resulta da autonomia privada. Não sendo permitida qualquer alteração ou violação. http://leonardosakaki. sem consentimento daquele. . Os hospedeiros respondem como depositários. o depositário entregará o depósito logo que se lhe exija. negando-se o depositante a receber a coisa.uol. 652.O art. a restituição da coisa deve dar-se no lugar em que tiver de ser guardada. salvo se tiver o direito de retenção a que se refere o art.sites. . CC.Ressalvado acordo ou disposição em contrário. quando o exija o depositante. com todos os frutos e acrescidos.com. CC.com/leonardosakaki | @leosak . Prisão do de. gratuito. nesse mesmo estado se manterá.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol. As despesas de restituição correm por conta do depositante. em seu nome. .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 275 Natureza jurí.O que se entregou fechado. Depósito necessário ou obrigatório: Depósito legal: realizado no desempenho de uma obrigação decorrente de lei. real e intuitu personae. incêndio. assim como pelos lucros e roubos que perpetrarem as pessoas empregadas ou admitidas nos seus estabelecimentos. notificada ao depositário. praticar atos ou administrar interesses. se o objeto for judicialmente embargado. naufrágio ou saque. e ressarcir os prejuízos.Com relação à liberdade do depositante para retomada da coisa. Depósito miserável: ocorre por ocasião de calamidades. bem como a restituí-la. e o depositário tiver sido cientificado deste fato pelo depositante. selado.O depositário é obrigado a ter na guarda e conservação da coisa depositada o cuidado e dilidepositário gência que costuma com o que lhe pertence. o depositário que não o positário restituir quando exigido será compelido a fazê-lo mediante prisão não excedente a um ano. Nesses caos. o depositário é obrigado a se socorrer da primeira pessoa que aceitar o depósito salvador. dispõe que seja o depositário voluntário ou necessário. . ou lacrado.Se a coisa houver sido depositada no interesse de terceiro. do acordo de vontades das partes.com. ainda que o contrato fixe prazo à restituição. 644.

E. Extinção I.Pela morte ou interdição de uma das partes. por qualquer título que seja.Consensual. ou o mandatário para os exercer.Pela mudança de estado que inabilite o mandante a conferir os poderes. . III.uol. oneroso e comutativo. gratuito. mediante pagamento do prêmio. .com. sempre que não resultem de culpa sua ou de excesso de poderes.com. é obrigado a dar contas de sua gerência ao mandante.Comissão A comissão e o contrato pelo qual uma pessoa (comissário) adquire ou vende bens. mas o comissário deve comunicar sua atuação ao comitente. na conmandante formidade do mandato conferindo.br | 11 99610348 facebook. e adiantar a importância das despesas necessárias à execução dele. Comissão facultativa: o comitente transmite ao comissário as razões de seu interesse no negócio. é obrigado a ressarcir ao mandatário as perdas que este sofrer com a execução do mandato. consensual. sem autorização.Pela revogação ou pela renúncia. relativo à pessoa ou a coisa. não solene e personalíssimo. Natureza jurí. Também deve pagar ao mandatário a remuneração ajustada e as despesas da execução do mandato. II. mas por ordem e por conta de outrem (comitente). em troca de certa remuneração. Conceito Comissões indicativas: há certa margem para atuação. Obrigação do O mandante é obrigado a satisfazer todas as obrigações contraídas pelo mandatário. em seu próprio nome e responsabilidade. pois o comissário não é o representante direto do comitente. sem qualquer restrição ou observação para a atuação dele. Além disso.Unilateral. dica Obrigação do O mandatário é obrigado a aplicar toda sua diligência habitual na execução do mandato. ainda que o negócio não surta o esperado efeito.Pelo término do prazo ou pela conclusão do negócio. a garantir interesse legítimo de outra pessoa (segurado). dica Espécies Comissões imperativas: não deixam margem de liberdade ao comissário. É uma representação indireta. quando o mandatário lhe pedir. além disso.Seguro Conceito Contrato pelo qual uma pessoa (segurador) se obriga.com/leonardosakaki | @leosak . transferindo-lhe as vantagens provenientes do mandato.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 276 Natureza jurí. contra riscos http://leonardosakaki. bilateral.br | leonardosakaki@uol. salvo tendo culpa o mandatário. e a mandatário indenizar qualquer prejuízo causando por culpa sua ou daquele a quem substabelecer. poderes que devia exercer pessoalmente. obrigando-se para com terceiros com quem contrata.sites. IV.

ou falido. e não pode ultrapassar as forças da herança.sites. Efeitos http://leonardosakaki. desde a citação do fiador. livres e desembargados. ou devedor solidário. em proporção.uol. portanto.Bilateral. e. importará no compromisso de solidariedade entre elas. até a contestação da lide. Além disso. e não se admite interpretação extensiva. formal. e não possua bens suficientes para cumprira obrigação.br | 11 99610348 facebook. Estipulado este benefício. Quando for conjuntamente prestada a um só débito por mais de uma pessoa. que seja. E se o fiador se tornar insolvente ou incapaz. sem justa causa. O fiador que pagar integralmente a dívida fica sub-rogado nos direitos do credor. primeiro executados os bens do devedor (tratando-se do chamado benefício de ordem). aleatório. dica .Fiança Contrato em que uma parte (fiador) garante satisfazer a obrigação assumida por um devedor. Natureza jurí. unilateral. mas só poderá demandar cada um dos outros fiadores pela respectiva quota. lhe couber no pagamento. e (iii) se o devedor for solvente.com. Natureza jurí. poderá o credor exigir que seja substituído. gratuito e personalíssimo. oneroso. Porém esse benefício não poderá ser levantado nos seguintes casos: (i) se o fiador o renunciou expressamente. quando exceder o valor da dívida. ou for mais onerosa que ela não valerá senão até o limite da obrigação afiançada. poderá ser de valor inferior ao da obrigação principal e contraída em condições menos onerosa. poderá o fiador promover-lhe o andamento. inclusive as despesas judiciais. o fiador deve nomear bens do devedor. (ii) se se obrigou como principal pagador. cada fiador responde unicamente pela parte que. Características A fiança dar-se-á por escrito. Quando alguém houver de oferecer fiador. quantos bastem para solver o débito. domiciliada no município onde tenha de prestar a fiança. podendo ser estipulada sem consentimento do devedor ou contra a sua vontade.O contrato de fiança é acessório (sua existência pressupõe a existência um contrato principal dica entre credor e devedor). O fiador demandado pelo pagamento da dívida tem direito a exigir. compreenderão todos os acessórios da dívida principal. se declaradamente não se reservarem o benefício de divisão.com. de uma garantia pessoal. Trata-se. Quando o credor. A obrigação do fiador passa aos herdeiros. demorar a execução iniciada contra o devedor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 277 predeterminados. Se for alegado.com/leonardosakaki | @leosak . no caso de descumprimento.br | leonardosakaki@uol. o credor não pode ser obrigado a aceitá-lo se não for pessoa idônea. mas a responsabilidade da fiança se limita ao tempo decorrido até a morte do fiador. sendo que a parte do fiador insolvente distribuir-se-á pelos outros. sitos no mesmo município. Conceito Não sendo limitada.

A opinião do advogado de Alexandre (A) está incorreta. já que havia uma cláusula na escritura de instituição da hipoteca que o proibia de alienar o bem hipotecado. . se provar que os bens por ele indicados eram. uma vez que a hipoteca é nula.Outros 26 (FGV – OAB 2010. pois não é possível instituir hipoteca sobre bem de família do devedor hipotecário.com/leonardosakaki | @leosak .2) Passando por dificuldades financeiras. Alexandre instituiu uma hipoteca sobre imóvel de sua propriedade. Alexandre não poderia alienar o imóvel enquanto recaísse sobre ele a garanti a hipotecária. Consultando seu advogado. Código de Defesa do Consumidor Defeitos (fato do produto ou do serviço) Saúde Segurança Vícios Qualidade Quantidade Torna a coisa imprópria Ação redibitória para os fins a que se Não sabia do vício: desfazimento Sabia do vício: +perdas do negócio com a devolução do e danos http://leonardosakaki. Posteriormente.br | 11 99610348 facebook. fica desobrigado: (i) se. O fiador.br | leonardosakaki@uol. salvo o caso do mútuo feito a pessoa menor. aceitar amigavelmente do devedor objeto diverso do que este era obrigado a lhe dar.com. retardando-se a execução. ao tempo da penhora.sites. e as extintas da obrigação que competem ao devedor principal. porque Alexandre está livre para alienar o imóvel. for impossível a sub-rogação nos seus direitos e preferências. Se for invocado o benefício da excussão e o devedor. pois a cláusula que proíbe o proprietário de alienar o bem hipotecado é nula.com. cair em insolvência. em pagamento da dívida.uol. na hipótese. (iii) se o credor. onde reside com sua família. porque em virtude da proibição contratual. (D) está correta. (B) está incorreta. que estaria disposta a adquirir o referido imóvel por um valor bem acima do mercado. o credor conceder moratória ao devedor. ainda que depois venha a perdê-lo por evicção. porque a hipoteca instituída não produz efeitos.11 Cláusulas de garantia Vícios redibitórios: vícios ou defeitos ocultos na coisa que a tornam imprópria para os fins a que se destina ou que diminuem o seu valor. foi procurado por Amanda. Alexandre ouviu dele que não poderia alienar o imóvel. o direito real em garantia a ser instituído deveria ser o penhor. (C) está incorreta. pois. suficientes para a solução da dívida afiançada. ficará exonerado o fiador que o invocou. (ii) se. sem consentimento seu. Resposta: B 162. ainda que solidário. por fato do credor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 278 Extinção O fiador pode opor ao credor as exceções que lhe forem pessoais. se não provierem simplesmente de incapacidade pessoal.

Relativo: ainda é possível cumprir a obrigação.Vantagem extrema para o outro. Contrato é extinto por motivo alheio às partes. diminuída ou afastada pela vontade das partes.br | leonardosakaki@uol. A garantia para os vícios vale também para as doações onerosas.12 Extinção do contrato Resolução: não tem culpa de nenhuma das partes. http://leonardosakaki. Sendo estes prazos decadenciais.com. Deve haver previsão contratual.Torna a prestação excessivamente onerosa para um .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 279 destina preço devidamente corrigido. Resolução por onerosidade excessiva (art.com/leonardosakaki | @leosak . Essa garantia pode ser ampliada. Distrato: resilição bilateral.Contratos de execução diferida ou continuada (contratos que se prolongam no tempo. Exemplo: locatário que adquire o imóvel locado.Ação quanti minoris Não sabia do vício: abatimento Sabia do vício: + perdas as ou ação estimatória no preço (desconto) e danos. Prazos: Regra: são divididos entre imóveis (1 ano) e móveis (30 dias). Exceções: quando o adquirente já estiver na posse do bem o prazo será reduzido à metade e será contado a partir da alienação.com. CC) . Quando o vicio por sua natureza só puder ser conhecido mais tarde.sites. Invalidade do contrato Nulo Anulável Resilição: desinteresse. 162. Não cabe nos contratos de execução imediata) . Evicção: é a perda da coisa por decisão judicial ou ato administrativo. A garantia pela evicção se estende para os bens arrematados em hasta pública. Caso fortuito. pois há a vontade de uma das pares. Diminui o valor da coi. . não podendo ser superior a 1 ano para imóveis ou a 180 dias para móveis. o prazo será contado da sua ciência. pois há o acordo de vontades Denúncia: resilição unilateral. Rescisão com culpa das partes Inadimplemento Absoluto: não é mais possível ou interessante ao credor cumprir a obrigação. contados da entrega da coisa (tradição). Nesse caso é possível a resolução (extinção) ou a revisão do contrato. Força maior. 478.Acontecimento extraordinário e imprevisível.br | 11 99610348 facebook.uol.

sites. Os incapazes têm uma responsabilidade subsidiária.br | leonardosakaki@uol. já as pessoas indicadas no art. Incapazes: ação subsidiária (art. Regra: responsabilidade por ato próprio – a pessoa que praticou a conduta responderá pelo dano. Teoria da equivalência dos antecedentes ou Teoria sine qua non: para os seus adeptos. surgem os elementos. Nestas 2 situações o valor da indenização será fixado de forma equitativa. Diz o CC. a) responsabilidade pelo fato de terceiro: trata-se de uma modalidade de imputação em que uma pessoa responde por um ato praticado por outrem. A responsabilidade dos incapazes ocorrerá quando o representante não tiver meios ou não for obrigado. Teoria da causa direta e imediata ou Teoria do dano imediato ou Teoria da interrupção do nexo causal (teoria adotada no Brasil – posição do STF): busca-se identificar a causa necessária ao evento danoso. CC. Dano é uma lesão ou prejuízo a um bem juridicamente tutelado da vítima. 932 http://leonardosakaki. a causa que permite imputação será selecionada por meio de um juízo valorativo do magistrado com base nas provas dos autos.Elementos: Essenciais: conduta. O dano indenizável deve provocar uma diferença de status socialmente relevante deste bem. Subjetiva Conduta do agente Dano Nexo causal Culpa presumida Objetiva Conduta do agente Dano Nexo causal Não há culpa Conduta é um ato ou fato imputável a uma determinada pessoa. CC. estamos diante de uma imputação normativa. São as pessoas capazes que responderão pelo próprio ato. Características: as hipóteses de responsabilidade por ato de terceiro são indicadas taxativamente no art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 280 163 Responsabilidade civil Fundamento: violação de um dever jurídico – pode acarretar obrigação de indenizar com a obrigação de indenizar. 928. Ocorre quando uma pessoa que não praticou uma conduta danosa passa a ser responsabilizada por uma conduta alheia. A razoabilidade é um conceito indeterminado que permite várias interpretações na sua aplicação. O agente que pratica o ato responde de forma subjetiva. 928). portanto.br | 11 99610348 facebook. nexo causal e dano.com. . o valor da indenização será equitativo.com. Nexo causal: trata-se de uma relação lógico jurídica entre o dano experimentado pela vítima e a conduta imputável de determinada pessoa. É necessário. no art. estabelece que os incapazes respondam: (i) se o responsável não tiver meios ou (ii) se o responsável não tiver obrigação.com/leonardosakaki | @leosak . 932.uol. todas as causas que propiciarem a ocorrência do evento danoso geram imputação de responsabilidade civil. O art. Em razão dessa ação ou omissão a pessoa vai responder. 402. A simples violação do dever jurídico não é suficiente para caracterizar a responsabilidade civil do agente. Teoria da causa adequada: nesta teoria. Neste caso. a configuração de diversos elementos. Quando o incapaz responder pelos prejuízos que causar. que o lucro cessante deve ser razoável.

CC Culpa exclusiva da vítima. a culpa. Arts. parágrafo único. 927. Dano material: atinge o ter. 188. Só que ele estava no exercício laboral a uma empresa. Arts. As hipóteses de responsabilidade por ato de terceiro não se confundem com a noção de concausalidade (causalidade múltipla) Exemplo: motorista.1 Regimes de responsabilidade civil no CC Quanto à forma de imputação: Responsabilidade subjetiva: além dos elementos essenciais. CC – objetos que caem ou são lançados de edifício – o responsável. acaba gerando lesão à vítima após uma colisão. imperícia ou negligência.br | 11 99610348 facebook. 937.2 Excludentes de responsabilidade civil Fatos ou atos que inibem a obrigação de indenizar. Culpa: trata-se de um desvio de padrão comportamental fixado pela lei ou pela sociedade. especialmente os locatários e comodatários. b) responsabilidade pelo fato da coisa: hipóteses: art. O lucro cessante deve ser o razoável – expectativa provável de ganho. porém interfere no quantum indenizatório. o direito de propriedade. ao dirigir. Arts.com.sites. Quanto à causa de origem: Responsabilidade extracontratual ou responsabilidade aquiliano: causa é o ato ilícito provocado pelo autor. CC Caso fortuito e força maior – art. Responsabilidade contratual: causa é o inadimplemento contratual. O motorista tem responsabilidade por ato próprio e a empresa tem responsabilidade por ato de terceiro. culpa: desvio de padrão comportamental – imprudência. CC – dano causado por ruína de edifício em razão da falta de reparos – o responsável é o dono do edifício ou da construção – a doutrina majoritária estende a responsabilidade aos possuidores em geral. quantificação indenizatória. 927. caput. art. Responsabilidade objetiva: independe da culpa nos casos fixados por lei ou nas hipóteses de responsabilidade por risco. 163.com. O grau de culpa é irrelevante para a caracterização da responsabilidade civil. O motorista responde de forma subjetiva e a empresa objetiva. A empresa também tem responsabilidade.com/leonardosakaki | @leosak . 186 e 187. art. nesta situação. Dano moral: atinge o ser. qual seja. pois se trata responsabilidade por ato próprio. a dignidade.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki.uol. 936. e 389. é o habitante da edificação. Art. 938. Excludentes de ilicitude – art. 389 e 395. exige um 4º. 163. 186.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 281 tem responsabilidade objetiva. CC – dano causado pelo animal – a responsabilidade é do dono ou do detentor. Ele responderá. 393.

é correto afirmar que Ricardo (A) não responderá pela reparação do dano. A obrigação alternativa permite uma escolha da prestação que será cumprida. como regra. .com. . mas com restrições. apesar de ter agido em estado de necessidade. apesar de ter agido em legítima defesa. Observação: todas as obrigações. dou origem à chamada solidariedade passiva. (B) responderá pela reparação do dano.com/leonardosakaki | @leosak .sites. (C) responderá pela reparação do dano. Características: (i) solidariedade não se presume. senão. As obrigações nascem para serem cumpridas.obrigação de fazer fungível: pode cumprir o devedor ou um terceiro. .obrigação de dar coisa certa: há uma especificação da coisa. Essa modalidade prevê duas ou mais prestações na mesma relação. Quando tenho mais de um crédito.obrigação de fazer infungível ou personalíssima: apenas o devedor pode cumprir. como regra. Como regra. mesmo as indivisíveis. passam a ser tratadas como obrigações divisíveis. temos a solidariedade ativa. d) obrigações divisíveis e indivisíveis: possibilidade de fracionamento do objeto da obrigação. Resposta: B 164 Direito das obrigações (i) Modalidades obrigacionais a) obrigação de dar: envolve a transferência ou a transmissão da posse.3) Ricardo. resulta da lei ou de vontade das partes.com. O ato de escolha. Especifico o gênero e a quantidade. c) obrigações alternativas: conhecida. assim. A cláusula de não indenizar só pode ser usado nos contratos paritários. pois agiu em estado de necessidade. ou seja. http://leonardosakaki. realiza uma manobra e atinge o muro de uma casa. 12 (FGV – OAB 2010. (D) praticou um ato ilícito e deverá reparar o dano. quando convertidas em perdas e danos. as partes têm as mesmas capacidades de negociar.br | leonardosakaki@uol. propriedade. no direito civil. (iii) a solidariedade não se estende aos herdeiros. também. . cabe ao devedor. buscando evitar um atropelamento. b) obrigação de fazer e não fazer: o interesse do credor recai sobre o comportamento do devedor. as obrigações são indivisíveis. Cláusula de não indenizar O sistema permite sua aplicação. como obrigação disjuntiva.br | 11 99610348 facebook. e) obrigações solidárias: se dá pela conjugação de mais de um crédito ou mais de um débito na mesma relação jurídica. as obrigações são fungíveis. causando um grave prejuízo.obrigação de dar coisa incerta: há uma especificação mínima. Esta escolha. a culpa concorrente funciona apenas para calibrar o valor da indenização. cabe ao devedor. (ii) a solidariedade se estende na hipótese de inadimplemento.uol. em relação aos acessórios obrigacionais. converto em perdas ou danos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 282 Apenas a culpa exclusiva da vítima permite a exclusão da responsabilidade. Como regra. Quando tenho mais de um débito. ou de um direito real de uma determinada coisa. Em relação à situação acima. que é a própria prestação.

Tipos de família: Matrimonial: casamento. 166 União estável – arts. mas que não descendem uma das outras. O Código Civil prevê a figura do concubinato.727 do Código Civil. A lei não estabelece um prazo mínimo. mas cada um busca e tem direito à felicidade individual. Regime de bens. 1. Deveres pessoais entre os companheiros – art.com. O Código Civil permite a conversão da união estável em casamento. http://leonardosakaki. pressupõe uma convivência pública.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 283 (ii) Transmissão (iii) Pagamento / adimplemento (iv) Inadimplemento 165 Entidades familiares O Código Civil e a Constituição Federal não definem o que é a família. contínua e duradoura com um objetivo.724 do Código Civil. Não é necessária a escritura pública. 1.br | 11 99610348 facebook. 226 . CF. Art.br | leonardosakaki@uol.com/leonardosakaki | @leosak .723 e ss do Código Civil É uma relação entre homem e mulher. Art. união estável e família mono parental (relação entre o genitor e a sua prole).uol. 1. Monoparental: formado por um dos pais e os descendentes. Anaparental: formada por pessoas de uma mesma família. É um tipo de união estável de uma pessoa impedida. A alteração desse regime pode ser feita através de contrato escrito que a doutrina chama de contrato de convivência. Na união estável a coabitação não é dever.com. constituição de família. Este contrato tem que ser escrito. Pluriparental ou mosaico: formada pelo casamento ou união estável mais de uma vez ao longo da vida com os respectivos filhos Eudemonística: os integrantes convivem juntos. Exemplo: duas irmãs. A Constituição Federal afirma que determinados grupos sociais serão enquadrados como entidades familiares. – rol exemplificativo: casamento.sites. Informal: união estável. A regra é da comunhão parcial.

(C) Carlos não tem direito a partilhar o imóvel adquirido por Jane na Barra da Tijuca em maio de 2005 porque.com. Tanto a CF quanto o CC permite dar efeitos civis ao casamento religioso.3) http://leonardosakaki. Casamento é a união civil entre homem e mulher. Se houver coeundi (impotência). indagando se tem direito a partilhar o imóvel adquirido por Jane na Barra da Tijuca em maio de 2005. não se aplica a sub-rogação de bens na união estável. (iii) ausência de vícios de vontade: erro (de pessoa) e coação.br | leonardosakaki@uol. aplica-se às relações patrimoniais entre os mesmos o regime da comunhão parcial de bens. Jane adquiriu em maio de 2005 um imóvel na Barra da Tijuca. Em 2010.000. salvo contrato escrito entre os companheiros. Carlos tem direito a partilhar o imóvel adquirido por Jane na Barra da Tijuca em maio de 2005. de conformidade com a lei a fim de estabelecerem plena comunhão de vida. Esta capacidade comporta exceções: (a) gravidez. Carlos procura um advogado.00 (cem mil reais).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 284 Se a pessoa está separada judicialmente. não pode casar. (B) Carlos não tem direito a partilhar o imóvel adquirido por Jane na Barra da Tijuca em maio de 2005 porque. 27 (FGV – OAB 2010. temos uma série de requisitos: (i) capacidade: idade mínima de 16 anos (idade núbil).521 do Código Civil. Se a pessoa estiver separada pode ter união estável.000. Assinale a alternativa que indique a orientação correta a ser exposta a Carlos. aplica-se às relações patrimoniais entre os mesmos o regime da separação total de bens. 1.com. Casamento do mesmo sexo: é nulo – é inexistente.com/leonardosakaki | @leosak . O casamento religioso terá efeitos civis se tiver (i) registro e (ii) cumprir as exigências legais. muito embora o referido bem tenha sido adquirido com o produto de uma doação.br | 11 99610348 facebook. Se houver impotência generandi ou concipiendi: não é anulável. (ii) ausência de impedimentos: todos os impedimentos estão previstos no art. conduz a anulabilidade do casamento.uol. (b) para evitar a imposição de pena criminal.2) Jane e Carlos constituíram uma união estável em julho de 2003 e não celebraram contrato para regular as relações patrimoniais decorrentes da aludida entidade familiar. Causa nulidade.sites. Jane recebeu R$ 100. Com os R$ 100. Para a validade do casamento. Jane e Carlos se separaram. em virtude da ausência de contrato escrito entre os companheiros. Resposta: C 10 (FGV – OAB 2010.00 (cem mil reais) a título de doação de seu ti o Túlio. Esta união estável não configura o concubinato! 167 Casamento O casamento é um ato civil. (D) Carlos tem direito a partilhar o imóvel adquirido por Jane na Barra da Tijuca em maio de 2005 porque. que exclui dos bens comuns entre os consortes aqueles doados e os sub-rogados em seu lugar. Em março de 2005. (A) Por se tratar de bem adquirido a título oneroso na vigência da união estável.

solteira e capaz. Resposta: C 167. Se mesmo assim o casamento for celebrado. Espécies de impedimentos: a) impedimentos resultantes de parentescos Ascendentes com os descendentes. Após tal expedição. Se perder o prazo.uol. > 18 anos: não depende de autorização. 1. devendo haver autorização judicial. Prazo de validade: 90 dias.br | leonardosakaki@uol. celebrar pacto antenupcial optando expressamente pelo regime da separação de bens.520. Expedição da certidão de habilitação. desde que respeitada a autoridade competente do lugar. é correto afirmar que Mathias e Tânia (A) deverão.br | 11 99610348 facebook. seja o parentesco natural ou civil.sites. 16 ou 17 anos: tem idade núbio. A habilitação é para verificar a capacidade matrimonial. pretendem se casar. mediante a prévia demonstração da inexistência de prejuízo para terceiros. Expedição de editais ou proclamas. Em caso de divergência ou recusa injusta dos pais ou representantes legais.com/leonardosakaki | @leosak . depende de autorização. Impedimentos Os impedimentos proíbem a celebração do casamento. a celebração do casamento pode ser feita em qualquer lugar. Prazo: imprescritível. http://leonardosakaki. (B) poderão casar-se pelo regime da comunhão parcial de bens. ou seja. deve ser feito novo procedimento. o menor poderá solicitar ao juiz o suprimento da vontade dos pais ou representantes legais. com 65 anos de idade. conheceram-se há um ano e. solteiro e capaz. excepcionalmente há casos em que poderá – art.com.com. CC – em caso de gravidez e evitar imposição e cumprimento de pena. (D) somente poderão se casar pelo regime da separação obrigatória de bens. desde que obtenham autorização judicial. com 60 anos de idade. mas a capacidade matrimonial é limitada.1 Habilitação Procedimento administrativo que tem por objetivo verificar a regularidade de um casamento pretendido. será considerado nulo. < 16 anos: em regra não. Fica na porta do cartório por 15 dias e publicado em jornal. devendo ser proposta ação declaratória de nulidade absoluta. necessariamente. A respeito da situação narrada. Feito no cartório de registro civil das pessoas naturais ou cartório de registro civil no domicílio de qualquer um dos nubentes. por força de lei e independentemente da celebração de pacto antenupcial. improrrogáveis. devendo celebrar pacto antenupcial somente se escolherem regime diverso da comunhão parcial de bens. mas. (C) poderão optar livremente dentre os regimes de bens previstos em lei. e Tânia. Documentos: certidão de nascimento e documentos de identificação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 285 Mathias. agora.

uol. até os cunhados. Em julho de 2010.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol.200/41 que autoriza o casamento em caráter excepcional quando comprovada.com.3) João foi registrado ao nascer com o gênero masculino.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 286 Os afins em linha reta Adoção: o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem foi cônjuge do adotante. http://leonardosakaki. conforme sentença judicial. casou-se com Antônio. Em 2008.sites. mas não revogou o Decreto-lei 3. Antônio. No registro não constou textualmente a indicação de retificação. deseja a anulação do casamento. não suportando ter sido enganado. b) impedimento resultante de vínculo as pessoas casadas – proibição da bigamia. pois o rompimento do vínculo matrimonial provoca a extinção do parentesco por afinidade na linha colateral. a compatibilidade sanguínea. O CC proíbe o casamento entre tios e sobrinhos. inclusive.br | 11 99610348 facebook. apenas foi lavrado um novo termo. Joana omitiu sua história registral por medo de não ser aceita e perdê-lo. O adotante com o filho do adotante. passando a adotar o nome de Joana. Os irmãos unilaterais ou bilaterais e os demais colaterais até o 3º grau. 13 (FGV – OAB 2010. Parentesco por afinidade em linha reta Bisavós Avós Pais Eu Filhos Netos Bisnetos Parentesco consangüíneo em linha reta Parentesco consangüíneo na linha colateral / transversal Tios-avós Tios Irmãos | Sobrinhos | Sobrinho-neto Primos O casamento com os cunhados é permitido.com. na noite de Natal. aos 18 anos. Relações de parentesco Bisavós Avós Pais Cunhados Cônjuge Filhos Netos Bisnetos Parentesco por afinidade na linha colateral – limite 2º grau. por quem teve uma paixão fulminante e correspondida. Em dezembro de 2010. que conheceu em janeiro de 2010. por exame. homem religioso e de família tradicional interiorana. fez cirurgia para correção de anomalia genética e teve seu registro retificado para o gênero feminino. a tia de Joana revela a Antônio a verdade sobre o registro de Joana/João. ou seja.

que ocorre com a morte do indivíduo.2 Efeitos do casamento (i) deveres conjugais: art. no Brasil) (ii) Sucessão testamentária: vontade. (b) questões profissionais.566 do Código Civil II – o dever de coabitação comporta exceções: (a) em cargos públicos (exemplo: militar). De acordo com a capacidade de cada cônjuge. (C) é inexistente. (c) questões pessoais relevantes. o que tornou insuportável a vida em comum do casal. (ii) direção da família: tem que ser compartilhada. é correto afirmar que o casamento de Antônio e Joana (A) só pode ser anulado até 90 dias da sua celebração. permitindo novo casamento.sites. 1. (D) é nulo. pois não houve a aceitação adequada. Quanto à separação.com. A testamentária tem como resultado o vontade. portanto. (B) poderá ser anulado pela identidade errônea de Joana/João perante Antônio e a insuportabilidade da vida em comum. 168 Divórcio Divórcio extingue o vínculo matrimonial. não há prazo para a sua argüição. visto que Antônio foi levado ao erro de pessoa. com isso.br | 11 99610348 facebook. Atualmente o único requisito para o divórcio é a manifestação de vontade. 169 Direito das sucessões O CC disciplina dois regimes sucessórios: sucessão legítima e a sucessão testamentária. (iii) encargos / gastos familiares.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 287 Conforme a análise da hipótese formulada. A legítima resulta da lei.uol. Nunca se discute culpa no divórcio.br | leonardosakaki@uol. Resposta: B 167. (regra. 169. Características da herança: http://leonardosakaki. doutrina e jurisprudência divergem sobre a sua extinção do ordenamento jurídico. Princípio de Saisine. A alteração promovida pela EC66/10 retirou os prazos exigidos para o divórcio. Abertura da sucessão. há a transferência automática da posse e da propriedade dos bens do de cujus aos herdeiros.com.com/leonardosakaki | @leosak .1 Disposições gerais Regimes sucessórios: (i) Sucessão legítima: lei.

(ii) tácita. Após inventário. Tanto a aceitação como a renúncia são atos irrevogáveis e irretratáveis. pessoas jurídicas (já constituídas ou criadas em razão do testamento) e a prole eventual (pessoas não concebidas – concepturos). Esta quota representa uma fração do todo não atingindo um bem específico. inclusive parcelaridade. por instrumento público ou termo judicial.uol. Pode o herdeiro vender algum bem antes da partilha? Jamais. pois não admitem termo ou condição. Aceitação e renúncia da herança. que é um comportamento positivo – observação: a simples guarda provisória de bens ou atos relacionados ao funeral do de cujus não caracterizam a aceitação tácita. (iii) presumida. Renúncia só pode ser feita de forma expressa. O herdeiro intimado para aceitar ou não a herança. É feita por instrumento público. pois precisava de dinheiro na hora. tem 3 filhos e tem 2 casas. Cessão do quinhão hereditário: a cessão do quinhão hereditário tem como objeto a quota pertencente a um herdeiro. que substituirá um bem do acervo por outro. primos. Abertura da sucessão deverá ser feita no último domicílio do de cujus. a sobrepartilha.br | 11 99610348 facebook. (ii) Testamentários: são pessoas físicas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 288 . tio-avô e sobrinhoneto). . Tanto a renúncia como a aceitação são atos irrevogáveis após a sua realização.br | leonardosakaki@uol. se dá mediante silêncio do herdeiro. pois esta condição é personalíssima e intransmissível.sites. terá a mesma aceita se permanecer inerte. por escrito – por instrumento público ou particular.com. Direito de preferência/preempção: tem que dar preferência para os demais herdeiros. ascendentes e os descendentes). Aceitação pode ser feita de forma: (i) expressa. – o cessionário não ostenta a qualidade de herdeiro. CC. Quem pode fazer é o inventariante.é um imóvel por equiparação. 80.é indivisível até a partilha. Herdeiros (i) Legítimos: são pessoas físicas com relação de parentesco ou mantém com o de cujus uma entidade familiar. . Um deles resolveu ceder. por meio de um alvará expedido pelo juiz – em que os valores do bem são depositados nos autos do inventário.é universalidade de direitos. (b) facultativos (colaterais até o 4 grau – irmãos.com/leonardosakaki | @leosak . A cessão não transfere a qualidade de herdeiro – o sujeito morre. O que tem que fazer nesse caso? Uma nova partilha. Podem ser: (a) necessários (cônjuges. descobre-se que o pai tinha outro imóvel. . Porém podem ser objeto de invalidação (nulidade ou anulabilidade). Outro adquiriu a parte dele.com. trânsito em julgado da partilha. http://leonardosakaki. A doutrina classifica-os como atos puros. tios e sobrinhos. Art.é um condomínio entre os herdeiros.

por fim. Moacir receberia R$ 300. 11 (FGV – OAB 2010.000 de herança.00 cada uma.000. por fim. Em um acidente automobilístico. Nesse caso hipotético.000. Breno. III – companheira + outros parentes sucessíveis.se concorrer com descendentes só do autor da herança. ela recebe tudo. nas condições seguintes: I . Mauro e Moacir.790.000 (aquesto) de herança Observação: na hipótese de ocorrência do inciso I com o II.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável.00.00. CC Art.000 (aquesto) de herança Filho 2 recebe 10. em razão de uma interpretação sistemática do art.000 + 10.000 de herança Filho 1 recebe 10.00. a doutrina entende que é aplicável a solução do inciso I.000.000 I – Eles têm um filho. Breno. A companheira recebe 30. A companheira recebe 45.000 (bens particulares) + 12. terá direito a um terço da herança.000. E. Bruno e Brian. morreram Mário e Mauro. Bens comuns (aquestos). III .00. muito triste com a perda dos filhos.000. IV . como ficaria a divisão do monte? (A) Josefina receberia R$ 450. casados pelo regime da comunhão universal de bens.00.000 de herança. deixando um patrimônio de R$ 900.sites. por fim.790. tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um daqueles.00.se concorrer com outros parentes sucessíveis. E. 1. terá direito à totalidade da herança.00.000.000.se concorrer com filhos comuns.uol.3) Josefina e José. Mauro teve três filhos: Breno. Observação: é importante observar que a existência de herdeiros legítimos limita a capacidade de dispor para preservar os interesses previstos em norma de ordem pública – reserva legítima. inclusive os bens particulares.br | 11 99610348 facebook.000. Isabel e Isolda receberiam cada uma a importância de R$ 150. sendo 30. Moacir teve duas filhas: Isolda e Isabel. 1.00. cada um. A companheira receberá metade do que cada um dos filhos receber.00 cada um. R$ 100. (C) Paulo e Pedro receberiam cada um R$ 150. faleceu logo em seguida.com. Mário teve dois filhos: Paulo e Pedro. Bruno e Brian receberiam. Numa união estável há: Bens particulares.000 de meação e 6. CC.000.790. (B) A herança seria dividida em três partes de R$ 300. II – Ele tem dois filhos. terá direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída ao filho.000 Aquestos: 60.00. IV – não havendo parentes.000. em que há a meação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 289 Observação: parte da doutrina entende que o companheiro(a) também ostenta a condição de herdeiro necessário. Exemplo: Bens particulares: 10. http://leonardosakaki. R$ 100. Os filhos de Mauro receberiam R$ 50.000. Será ⅓. Sucessão do companheiro – art. II . Os filhos de Mário receberiam cada um R$ 75. 1.000 (bens particulares) + 12.00.não havendo parentes sucessíveis. E. as filhas de Moacir receberiam R$ 75. José. Filho recebe 35. A companheira ou o companheiro participará da sucessão do outro. tiveram três filhos: Mário. Bruno e Brian receberiam.000.000. Paulo e Pedro receberiam cada um R$ 150. cada um.com.000 da meação e 15.

Em 2006. extinção dos contratos15.Direitos reais: tomar cuidado com 2 questões: aquisição de propriedade e os direitos reais de garantia (penhor12. Assinale a alternativa que indique a quem caberá a herança de Joaquim.000.000. Joaquim revogou o testamento de 2004.br | 11 99610348 facebook. (C) Ana. Joaquim. (D) A herança será vacante. Paulo e Pedro receberiam cada um R$ 75. nomeando como seu herdeiro universal Sérgio.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 290 (D) Josefina receberia R$ 450. Bruno e Brian receberiam cada um R$ 50.00. é por fato externo. faleceu Joaquim. lavrou um testamento contemplando como sua herdeira universal Ana. é por culpa.2) Em 2004. Breno. Direito real que cai sobre frutos e rendimentos de um imóvel.Responsabilidade civil. A garantia de evicção pode ser afastada por cláusula contratual expressa). Irregular: (i) rescisão. Marítimo – 2 testemunhas Militar – 2 testemunhas Aeronáutico – 2 testemunhas.br | leonardosakaki@uol.000. hipoteca e anticrese13). 15 Regular – com o cumprimento da obrigação. Sérgio faleceu.com. .Pignoratícia = penhor 172 Outros assuntos 16 (FGV – OAB 2010. mas também para preservar a condição social de quem os pleiteia. 13 12 http://leonardosakaki. (A) Eles não servem apenas para garantir as necessidades básicas do alimentando. Rubens. 14 Vícios redibitórios (=vícios ou defeitos ocultos na coisa que a tornam imprópria para os fins a que se destina ou que diminuem o seu valor) e evicção (=perda da coisa por sentença judicial. (ii) resolução.3) Em relação aos alimentos. Resposta: D 24 (FGV – OAB 2010. Em 2008.Contratos: na teoria geral – efeitos contratuais14. (A) Rubens. . Moacir receberia R$ 150. é falta de interesse.sites.com/leonardosakaki | @leosak .00. assinale a alternativa correta. . arrependido. que não tinha herdeiros necessários. deixando uma filha Catarina.000.uol. Recai sobre bens móveis. e (iii) resilição. Ordinários Público – 2 testemunhas Cerrado – 2 testemunhas Particular – 3 testemunhas ou nenhuma (em caso de morte) 171 Principais dicas . No mês de julho de 2010.Anticrese: os frutos dos imóveis são dados em garantia . O único parente vivo de Joaquim era seu irmão. (B) Catarina.com.00. Resposta: A 170 Testamento Especiais – valem por 90 dias.00.

(C) A obrigação alimentar possui como característica básica ser irrenunciável.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 291 (B) No atual Código Civil. (D) A possibilidade de os filhos maiores pedirem alimentos aos pais continua a existir após se atingir a maioridade.uol.com/leonardosakaki | @leosak . o cônjuge eventualmente declarado culpado pela separação não sofre qualquer restrição em seu direito de pedir alimentos ao outro cônjuge. em razão da continuação do poder familiar que esses exercem sobre os filhos necessitados.com.sites.com.br | 11 99610348 facebook. não poder ser restituída ou compensável e ser intransmissível. Resposta: A http://leonardosakaki.

deverá suspender o processo e marcar prazo razoável para que o defeito seja sanado. (B) Se o vício se referir ao autor. 174. (A) Se o vício se referir ao autor. deve o juiz proferir o julgamento antecipado da lide.br | leonardosakaki@uol. na hipótese de persistência do vício.uol. 175 Jurisdição Conceito: dizer o direito. Direito subjetivo Depende da vontade do sujeito. deve o juiz julgar a causa em seu desfavor. deve o juiz aplicar-lhe multa por litigância de má-fé.sites.br | 11 99610348 facebook. (C) Se o vício se referir ao réu. Resposta: C 174 Introdução Lide – ação – jurisdição – processo – provimento judiciário (sentença) O juiz é inerte.com.1 Características do direito de ação Direito fundamental previsto na CF A tutela deverá ser eficiente para tutelas reparatórias ou tutelas preventivas. O único caso em que o juiz age de ofício é no inventário.com. Juiz. Atividade jurisdicional: solução de conflitos e administração de interesses. Princípios: (i) Princípio do acesso à justiça: qualquer pessoa tem o direito de procurar o Estado para que este desenvolva sua atividade jurisdicional. deve o juiz reputá-lo revel. Assinale a alternativa que indique a providência correta a ser tomada pelo magistrado.com/leonardosakaki | @leosak . http://leonardosakaki.2) A capacidade é um dos pressupostos processuais. Caso o juiz verifique que uma das partes é incapaz ou há irregularidade em sua representação. (D) Se o vício se referir ao réu. Direito autônomo e abstrato Independe do direito material. por meio de uma portaria abre o inventário.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 292 DIREITO PROCESSUAL CIVIL 173 Pressupostos processuais 31 (FGV – OAB 2010. Ação é o direito de provocar o judiciário para obtenção de uma tutela jurisdicional.

com/leonardosakaki | @leosak . Outros meios: (i) Justiça desportiva: art.sites. Não há juiz. 98. CPC: ação em que o réu for incapaz deverá ser promovida no domicílio do seu representante. A justiça desportiva é competente para solucionar conflitos que envolvem o desporto. Por meio de exceção de incompetência. (ii) Mecanismo extrajudicial para inventário e divórcio. há árbitro. Poderá ser suscitado pelo réu.com. Regras de competência territorial: (i) art.br | 11 99610348 facebook. Requisitos: (a) só pode envolver capazes. (iii) art. (iii) Arbitragem: solução privada de um conflito. Estado atua na administração do interesse das partes. faz coisa julgada e constitui título executivo. CPC: regra geral – domicílio do réu. Atos decisórios serão nulos. O árbitro profere uma sentença. Atos decisórios serão válidos. sendo feito uma escritura pública. como. CPC: direito reais sobre imóveis deverão ser promovidas no local do imóvel – exemplo: ações possessórias. CPC). 176 Competência Competência relativa é aquela fixada em razão do território ou do valor da causa. Competência relativa Interesse das partes.com. 217. Competência absoluta Interesse público. Trata-se de uma justiça privada.uol. Exemplo: divórcio consensual. A sentença arbitral não depende de homologação judicial: é irrecorrível. Não se admite a ação rescisória. Poderá ser suscitado pelas partes. 95. Admite-se ação rescisória. Lei 9. Estado atua na solução do conflito. Competência absoluta é todas as outras hipóteses. Por meio de petição simples. Poderá ser suscitado no prazo da contestação. 2. (b) não pode existir conflito. por exemplo. situações de doping e regulamentos.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 293 (ii) Princípio da inércia: o Estado só exercerá a atividade jurisdicional se for devidamente provocado (art. (b) deve versar sobre direitos disponíveis. Requisitos: (a) só pode envolver capazes. (ii) Voluntária: não existe lide. 94. http://leonardosakaki. Não poderá declinar de ofício. Poderá ser suscitado a qualquer momento.307/96. Classificação: (i) Contenciosa: quando existe lide. Poderá ser declinado de ofício. (ii) art. CF. que é feito por um tabelião de notas.

mas vai substituir o titular. pertence a todos. a parte atua em nome próprio para defender um direito próprio. Direito: Art.com. Prescrição. são os casos de legitimação extraordinária.1 Condições da ação Condições da ação envolvem matéria de interesse público. Imediato: sentença que declare. Ministério Público. 177. (i) ordinária: quando a parte é titular do direito. decadência e competência absoluta são também matérias de interesse público.br | 11 99610348 facebook. então pode ser decretado de ofício. condene ou constitua sobre o pedido mediato. Próxima: fundamentos jurídicos. sindicato. Vínculo que reúne o autor e réu.1. Existem situações em que a lei autoriza que aquele que busca o judiciário não tenha participado do direito material. Na legitimidade ordinária. O juiz poderá reconhecer de ofício. de qualquer instância.com/leonardosakaki | @leosak . http://leonardosakaki. É matéria de ordem pública. condomínio. XXXV. Art. inclusive ao próprio Estado. a parte atua em nome próprio para defender um direito alheio.com.1 Carência da ação Ausência de uma das condições da ação. Remota: fatos. Na legitimidade extraordinária. 5.1. As partes poderão suscitá-la a qualquer momento.sites. 267. 177. (ii) extraordinária: não é titular do direito.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 294 177 Ação Ação é o direito subjetivo público de se deduzir uma pretensão em juízo. Mediato: bem da vida. XXXV . Toda matéria que é de interesse público. poderá de ofício decretar.uol. Causa de pedir: motivo que levou a pessoa ao judiciário.br | leonardosakaki@uol.a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. VI. O juiz. CF – princípio da inafastabilidade. Procedimento: elementos: Partes: autor e réu. CPC. Pedido: é aquilo que levou a pessoa ao judiciário. Ação pode ser direito ou procedimento.2 Condições da ação Legitimidade É a coincidência das pessoas que figuraram no direito material com aquelas que estão no processo. 177. Nesse caso haverá a extinção do feito sem a resolução do mérito.

46. Pedido Imediato: tutela. CPC É a pluralidade de partes dentro do processo.com. 177. Mediato: efeitos práticos da tutela.2 Elementos da ação Partes Causa de pedir Remota: é o fato. Ulterior: formado no curso do processo. Exemplos de pedidos impossíveis: cobrança de dívida de jogo.sites. parágrafo único. 46. 2 ou mais ações serão consideradas idênticas quando coincidirem os 3 elementos da ação (teoria da tríplice identidade).Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 295 Interesse Necessidade e adequação.1 Classificação Quanto à posição do litisconsórcio: Ativo: vários autores. Misto: vários autores e réus.Litisconsórcio multitudinário – art. CPC Poderá o juiz limitar o litisconsórcio facultativo quando pelo número excessivo de litigantes puder ocasionar prejuízo para a defesa ou para a rápida solução do litígio. Quanto ao momento de formação: Inicial: formado no início do processo.br | leonardosakaki@uol. Possibilidade jurídica do pedido O pedido será juridicamente possível quando aquilo que se busca no judiciário esteja previsto em lei ou não seja vedada por ela. 177.com/leonardosakaki | @leosak . Conexão ocorre quando entre 2 ou mais ações coincidir causa de pedir ou o pedido (objeto).3. 177. Economia processual.com. casamento de pessoas do mesmo sexo e herança de pessoa viva. . Exemplo: litisconsórcio necessário e intervenção de terceiros.br | 11 99610348 facebook. Harmonia dos julgados. Passivo: vários réus.3 Litisconsórcio – art.uol. usucapião de bem público. http://leonardosakaki. Próxima: é a consequência jurídica do fato.

devem estar no processo. o recurso aproveita aos demais. Se o litisconsórcio for unitário. a confissão de um afetará o outro.br | 11 99610348 facebook. art. mas as intimações somente informarão o nome do advogado quando tal dado estiver regularizado. por disposição de lei ou pela natureza da relação jurídica. assistir o mandante nos dez dias subsequentes a fim de lhe evitar prejuízo.com/leonardosakaki | @leosak . que será substituída pelo espólio ou por seus sucessores. 509.com. É um pressuposto processual de formação. 48. mas os atos negativos são ineficazes (confissão). 350.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 296 Quanto à uniformidade da decisão: Unitário: quando o juiz tiver o dever de julgar igual a todos. Mas. para tanto. A respeito dessa temática. disciplina sobre a constituição de representante processual e substituição das partes e dos procuradores. 178 Representação e partes 23 (FGV – OAB 2010.uol. salvo se a defesa for comum. só se a defesa for comum. Resposta: B 179 Intervenção de terceiros http://leonardosakaki. ou seja. os prazos serão contados em dobro. salvo na hipótese de ter comprovado que cientificou o mandante para que nomeasse substituto. suspendendo-se o processo e sendo defesa a prática de atos processuais. Simples. Art. Parágrafo único. CPC: se o litisconsórcio for unitário. art. devendo. dentro do prazo que assinar. Todas as pessoas que forem atingidas pela sentença diretamente. poderá fazê-lo até a fase de saneamento. o juiz tiver de decidir a lide de modo uniforme para todas as partes. O juiz ordenará ao autor que promova a citação de todos os litisconsortes necessários. I. (D) Caso o advogado deixe de declarar na petição inicial o endereço em que receberá intimação. CPC. Quanto à obrigatoriedade Necessário: pela lei ou pela natureza da lide. os atos positivos (contestar/recorrer) aproveitam aos demais. Se o litisconsórcio for simples. sob pena de declarar extinto o processo. Há litisconsórcio necessário. caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo. quando.com. Além de dispor sobre a capacidade processual e dos deveres de cada um. o que um faz não ajuda nem prejudica o outro (art. Posição dos litisconsortes: são litigantes unitários. salvo atos urgentes a fim de evitar dano irreparável. CPC: a defesa de um aproveita ao outro.3) O Código de Processo Civil regulamenta como se dará a atuação das partes e dos procuradores em juízo. Facultativo: o juiz poderá limitar o número de litigantes para tornar viável a ação. (A) Ao advogado é admitido procurar em juízo sem instrumento de mandato a fim de praticar atos reputados urgentes.br | leonardosakaki@uol. art. deverá prestar caução e exibir o instrumento de mandato no prazo improrrogável de quinze dias. 320. CPC). 191. CPC: se os litisconsortes tiverem procuradores diferentes.sites. entretanto. assinale a alternativa correta. os atos e omissões praticados por um não atingem aos demais. (B) O instituto da sucessão processual ocorrerá quando houver a morte de qualquer das partes. (C) O advogado poderá a qualquer tempo renunciar ao mandato. Exceção: art. 47.

a) nomeação à autoria.br | leonardosakaki@uol. Os opostos serão citados para se defender no prazo comum de 15 dias. e c) denunciação à lide.uol. Nomeação à autoria No prazo defesa.com/leonardosakaki | @leosak . 20 Evicção é a perda da coisa por decisão judicial. Litisconsorcial: terceiro tem relação com as duas partes.1 Classificação (i) Provocadas: é aquela que é exercida pela parte. Denunciação da lide 16 17 Por meio de Obrigatório uma petição na hipótese simples. Se for o autor que denunciar à lide será na petição inicial. uma petição Evicção 20 e seguradora. Por meio uma ação.br | 11 99610348 facebook. de evicção. de Por meio de Obrigatório.Por meio de Facultativo. Assistência Oposição Até a sentença. Detentor 18 e cumpridor de ordens19. Trazer terceiro garantidor do direito da parte. será na defesa. Modalidade Simples ou litisconsorcial16. (ii) Espontâneas: é aquela que é exercida pelo terceiro. de Facultativo. quando o desfecho da demanda puder atingir interesse que lhe pertence.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 297 Manifestação de terceiro que possui relação jurídica com as partes. Simples: terceiro tem relação com uma parte. b) chamamento ao processo. Correção do pólo passivo. a) oposição. CPC17. http://leonardosakaki.com. Há uma pretensão sobre o objeto da causa. 18 Exemplo: caseiro. Tempo Qualquer mento. Facultativo nas demais hipóteses. e b) assistência Definição Interesse jurídico na vitória de uma das partes. Instrumento Ingresso mo. uma petição simples. ChamaTrazer os demais coobri. Se for o réu. 191. 179. Dizer quem praticou o ato ilícito. O réu nomeia um terceiro para que figure no pólo passivo. Por meio de Facultativo. com sua conseqüente exclusão da lide. mas um só foi chamado. O assistente ingressa na ação para auxiliar uma das partes quando possuir interesse jurídico.com. 21 Exemplo: várias pessoas contraíram uma dívida.No prazo da mento ao gados ao processo. petição simples. ou seja. Nomeio a autoria o meu chefe. Não se aplica o art.sites. Coobrigado 21 e fiador22. 19 Exemplo: meu chefe fala para jogar entulho no vizinho e este me vê jogando o entulho. contestação.

com/leonardosakaki | @leosak . o juiz determinará o desentranhamento da petição e da impugnação para processamento em apartado. com sua conseqüente exclusão da lide. de forma que possui vínculo com o assistido e com a outra parte. cujo objetivo é a correção do pólo passivo. Assistência litisconsorcial ou qualificada: ocorre quando o assistente também é titular da relação jurídica com o adversário do assistido.com. É forma de intervenção de terceiro voluntária. Assistência simples ou adesiva: ocorre quando o assistente. se algum das partes alegar a ausência de interesse jurídico para intervir.2 Assistência Conceito Ocorre a assistência quando o terceiro tem interesse jurídico em que uma das partes vença a demanda. O réu aponta um terceiro para que figure no pólo passivo da demanda. suspenderá o feito e determinará que o autor se manifeste. ou seja. ocorre o simples ingresso.com. tendo interesse jurídico na decisão da causa. Processamento O terceiro que desejar ingressar como assistente deverá requerê-lo através de petição dirigida ao juiz da causa.3 Nomeação à autoria Trata-se de modalidade de intervenção de terceiros.br | leonardosakaki@uol. se o juiz deferir o pedido. ingressa no processo como mero colaborador da parte. Processamento A nomeação deverá ser requerida pelo réu no prazo da contestação. Conceito Fiador pode fazer parte do pólo passivo. 179. ou seja. Nada impede que eu entre com ação diretamente contra o fiador e este pode chamar o devedor ao processo. quem decidirá é o juiz. Eu demando contra o devedor e não contra o fiador. se as partes concordarem.br | 11 99610348 facebook. para o fim de auxiliá-la. os atos podem ser desfeitos se forem contrários ao assistido. Se as partes não impugnarem o pedido de ingresso do terceiro. desde que verificado o interesse jurídico. será dada vista às partes para se manifestarem no prazo de 5 dias. e seus atos são válidos independentemente de ratificação. se as partes recusarem. quando o desfecho da demanda puder atingir interesse que lhe pertence. visto que. em que o assistente ingressa na ação para auxiliar uma das partes quando possuir interesse jurídico. 179. nesse caso. Entretanto.uol. uma vez que. sendo desnecessária sua apresentação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 298 processo simples. recebendo a petição.sites. O devedor não pode chamar o fiador ao processo. será deferida a intervenção do assistente. 22 http://leonardosakaki.

se o réu nomear pessoa diversa daquela que deveria nomear. Cumpre ressaltar que o art. 69. o denunciado citado apresentará contestação. Se o terceiro reconhecer a qualidade que lhe é atribuída. estando presente na demanda um terceiro que pleiteia a mesma posse. tendo novo prazo para tanto. Mero detentor: exemplo do caseiro – uma pessoa invade um terreno e neste coloca um caseiro para tomar conta. Mero cumpridor: exemplo: uma pessoa pede para o seu empregado jogar lixo no terreno vizinho. CC). bem como a doutrina. o réu apresentará sua contestação. Processamento A denunciação à lide é obrigatória e se formalizada pelo autor será com petição inicial. O caseiro tem a posse e a pessoa que invadiu tem a detenção. devidamente citado. o denunciado. Exemplo 179. qual seja a correção do pólo passivo. nesta oportunidade. ingressará na lide. quando do advento do CPC. cumprindo o objetivo da nomeação. posição não adotada pelo legislador em 1973. se manifestam no sentido de que não existe obrigatoriedade. Se apresentada pelo réu. caput. Exemplo http://leonardosakaki. desde há muito a jurisprudência. Evicção do alienante na ação que terceiro reivindicar. Evicção é a perda da coisa por decisão judicial. visto que a parte que deixar de denunciar a lide continua com o direito regressivo em face de terceiro. assume a posição de litisconsorte do denunciante e poderá aditar a petição inicial. prevê a obrigatoriedade da denunciação da lide. em atendimento ao princípio da economia processual. Sendo apresentada pelo autor. o fenômeno da extromissão. A nomeação à autoria é obrigatória (art. Pode ser apresentada tanto pelo autor quanto pelo réu. formando-se litisconsórcio passivo. então.br | leonardosakaki@uol. Nos casos em que haja divisão da posse em direta e indireta. denunciando o terceiro para que este componha a lide. No entanto. Ainda cumpre salientar que responde por perdas e danos aquele que não apresentou a nomeação quando lhe competia. suspendendo-se o processo.com/leonardosakaki | @leosak . as partes. se pelo réu será pelo prazo de defesa.br | 11 99610348 facebook. isso por que.sites.uol.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 299 Sendo a nomeação recusada pelo autor. Atenção: Dupla concordância: para que haja nomeação é necessária a concordância do autor e do terceiro.4 Denunciação da lide Conceito É intervenção de garantia. Consiste numa modalidade de intervenção de terceiros considerada como uma lide secundária dentro da demanda originária.com. ou. facultativo e ulterior. Permite que a parte traga ao processo garantidor do seu direito para que possa responder regressivamente. evitam. 70. assim uma ação de regresso. CPC. verificandose.

apenas o autor pode modificar tal relação por ser dele a iniciativa do processo. salvo se o juiz suspender o andamento da ação original. ampliando-se a relação processual de forma excepcional.sites. ou seja. CPC. se for apresentada após a audiência. O chamamento ao processo é facultativo. havendo procuradores diferentes para os litisconsortes. 179. não será julgada simultaneamente. o que poderá ocorrer num prazo máximo de 90 dias.6 Oposição Ocorre quando o terceiro ingressa no processo opondo-se à pretensão das partes no todo ou em parte. Conceito Na oposição é formado litisconsórcio passivo e obrigatório. os prazos serão contados em dobro. objeto da demanda. esta será proferida no caso de procedência. É intervenção de solidariedade. condenando os réus ao cumprimento da obrigação. sendo possível sua propositura até a sentença. no prazo da contestação.br | 11 99610348 facebook. suspendendo o processo e aplicando o disposto no art. um título executivo. mas não foram demandados. em que o réu poderá denunciar a seguradora a fim de que ela integre o pólo passivo da demanda.5 Chamamento ao processo Conceito É praticado exclusivamente pelo réu. cujo objetivo é a formação de um litisconsórcio passivo. No que tange à sentença.com. 191. http://leonardosakaki. visto que deverá ser julgada simultaneamente com a ação. pois as partes da ação originária figurarão no polo passivo (da oposição).com. tendo em vista que a provocação foi praticada pelo réu e. diferentemente das modalidades anteriores. ou seja.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 300 Ação de reparação de danos causados por veículos terrestres.com/leonardosakaki | @leosak . apenas. A oposição poderá ser apresentada até a audiência de instrução e julgamento.br | leonardosakaki@uol. ficando apensada aos autos principais. Fiador – devedor Fiador – fiadores Devedor – devedores Exemplo 179. Processamento Formulado pelo réu. facultativo e ulterior. devendo se submeter ao mesmo procedimento da ação ordinária. formando-se. Processamento Trata-se de ação autônoma proposta perante o juízo da ação em trâmite. Permite que o réu traga ao processo os demais coobrigados que contraíram a obrigação. o juiz determinará a citação do terceiro. caso contrário. em regra. quanto à contagem dos prazos. Saliente-se que é de iniciativa do terceiro.uol.

70. Pode ser exercia pelo réu no prazo da contestação.o fato e os fundamentos jurídicos do pedido. IV . a que é dirigida. Envolve responsabilidade solidária. Julgamento conforme o estado do processo.as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados. + Cumprimento de sentença. A petição inicial indicará: I . CPC. Não pode ser exercida pelo autor.br | 11 99610348 facebook.o pedido.1. 179. III . estado civil. prenomes. que consiste na petição inicial e resposta do réu. devendo ser apresentada na petição inicial. os opostos serão citados na pessoa de seus advogados para se defender no prazo comum de 15 dias. 77.com. 180. Pode ser exercida pelo autor. Decisória. V .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 301 Com o ingresso da oposição. Litisconsórcio. Envolve responsabilidade subsidiária. profissão.sites. Instrutória. domicílio e residência do autor e do réu.o juiz ou tribunal. 282.1 Requisitos Art.com/leonardosakaki | @leosak .o valor da causa. de acordo com reformas no CPC. Pode ser exercia pelo réu no prazo da contestação.1 Petição inicial Petição Inicial Citação do réu Contestação Saneamento do processo Provas Cumprimento 180.os nomes.uol. Exemplo: companhia de seguro. Chamamento ao processo Art.br | leonardosakaki@uol. II . CPC.com. VI . Litisconsórcio. Exemplo: fiador que chama o locatário. 180 Procedimento ordinário O procedimento ordinário desenvolve-se em 4 fases: Postulatória. com as suas especificações. http://leonardosakaki.7 Denunciação da lide e chamamento ao processo Denunciação à lide Art.

288. mas também a terceiros.Hipótese de reparação de danos: quando não for possível determinar de modo definitivo as consequências do ato ou fato ilícito.com.Quando depender de um ato a ser praticado pelo réu: nas ações de prestações de contas o valor devido dependerá daquilo que o réu apresentar no judiciário.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 302 VII . possui a finalidade de identificá-la. CPC. caso contrário. 286. refletindo ocorrência da litispendência.uol.br | 11 99610348 facebook. seja a capacidade de estar em juízo. deve estar seguro do objeto da demanda. sendo o pedido um elemento da ação. Nos termos do art. O juiz. da perempção e da coisa julgada. 286. Endereçamento É dirigida ao juiz ou ao tribunal. . compete ao juiz atribuir valor ao dano moral.o requerimento para a citação do réu. Exemplo: petição de herança.com/leonardosakaki | @leosak . ao julgar a causa. Exemplo: dano moral. pois. . seja a capacidade de ser parte. atualização monetária Atenção: há o pedido determinável – pedido genérico: . Exemplos: honorários advocatícios. Modalidade de pedido Alternativo (art. visto que. Qualificação das partes Qualificação tem como objetivo verificar a capacidade processual das mesmas. poderá decidir a lide de tal forma que não somente prejudique as partes.sites.com.Ações universais: se não puder o autor individuar na petição os bens demandados. CPC: pedido deve ser certo (expresso) e determinado (gênero e quantidade). Relacionado com as regras de competência. Mesma hierarquia e é escolhido pelo réu. Exceção: pedido implícito – é aquele que não precisa ser pedido para que seja analisado. uma vez que é ele que estabelece os limites da demanda. na medida em que o magistrado deverá decidir de acordo com este pedido. CPC): ocorre pedido alternativo quando o réu tem à sua disposição 2 ou mais maneiras de cumprir a obrigação. http://leonardosakaki. Art. Causa de pedir É a somatória da exposição dos fatos e os fundamentos jurídicos do pedido. Pedido Manifestação do autor ao juiz da solução que pretende para o caso concreto.br | leonardosakaki@uol. II.

juiz diz que é improcedente. g) na ação de divisão.br | 11 99610348 facebook. Exemplo: investigação de paternidade para requerer alimentos. 292. nas ações com base na lei de locação. o mesmo juízo deve ser competente e o mesmo procedimento. o valor do contrato. Assim. cumprimento.Cumulação sucessiva: autor quer A. . 290. há uma escala de interesses. Constitui modalidade de pedido implícito. quando rejeita A e acolhe B. Importante: na cumulação subsidiária. quem paga a sucumbência é o réu. CPC Deverá corresponder ao proveito econômico da demanda.br | leonardosakaki@uol. . só que para alcançar A. d) se houver também pedido subsidiário. .com. CPC): nas relações de trato sucessivo o autor formulando a primeira parcela. Valor da causa – arts. o valor do pedido inicial. salvo nas hipóteses que não tenham conteúdo econômico ou nas ações que tenham previsão legal específica.Cumulação alternativa: quero A ou B. mesmo que entre eles não haja conexão. mas acolher o segundo.sites. fico satisfeito com B. validade. e) quando o litígio tiver por objeto a existência. todas as demais serão devidas de pleno direito. quem paga a sucumbência é o autor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 303 Sucessivo (art. a sucumbência será recíproca. Se o autor tivesse pedindo só B e ganhasse. cada parte arcará com as suas custas e honorários advocatícios. por exemplo. §2.Cumulação subsidiária: eu quero A. No pedido subsidiário. de demarcação e de reivindicação. antes precisa de B. modificação ou rescisão de negócio jurídico. 258 e 259.com/leonardosakaki | @leosak . a sucumbência é recíproca. Prestações periódicas (art. Se o autor tivesse entrado com uma ação pedindo só A. mas se A não for possível. a) nas ações de cobrança de dívida.decorrer do mesmo fato.com. a soma de 12 prestações mensais pedidas pelo autor. 289. A forma de cumprimento da obrigação vai depender da vontade do réu. ou seja. a quantia correspondente à soma dos valores de todos eles. Exemplo: alimentos. a estimativa oficial para lançamento do imposto. como.Cumulação simples: quero A+B. CPC): nessa modalidade. b) havendo cumulação de pedidos. da pena e dos juros vencidos até a propositura da ação. a soma do principal. 292.uol. http://leonardosakaki. CPC. Cumulados (art. se o juiz rejeitar o primeiro pedido. somente será analisado o pedido subsidiário se negado o principal. . CPC): é a possibilidade de cumulação dentro do mesmo processo de 2 ou mais pedidos para que o magistrado analise a todos. Para haver cumulação. c) sendo alternativos os pedidos. Os pedidos devem ser compatíveis . Atenção ao art. f) na ação de alimentos. o de maior valor. cujo valor do aluguel corresponderá a uma anuidade.

uol.com. Por edital: art.br | leonardosakaki@uol. Exemplo: quando for réu o incapaz ou menor. na petição inicial. 227. CPC: quando o réu não tiver domicílio certo. Requerimento para citação do réu 180. bem como nomear assistentes e formular quesitos na própria inicial. 154. Por meios eletrônicos: art. CPC: ocorre quando o oficial de justiça comparece por 3 vezes na casa do réu. visto que a ele pertence o ônus da prova. devendo o autor manifestar-se no prazo de 5 dias.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak . quando o réu for desconhecido. será autuada em apenso. CPC.1 Contestação É uma defesa: http://leonardosakaki. nos casos previstos em lei (exemplo: ação de usucapião – art. 180. será nomeado um curador especial Citação pelo correio é a regra. art. A citação será feita pelo correio para qualquer comarca do país. a qual. se recebida. quando houver requerimento expresso na petição inicial ou nos demais casos previstos em lei. Por hora certa: art. 222. Será por oficial de justiça quando frustrada a citação pelo correio. quando for ré pessoa de direito público. parágrafo único. indicar as provas que pretende produzir. CPC). salvo as provas documentais que deverão ser juntadas na própria inicial e nos casos em que a lei dispuser de outra forma – como no rito sumário – no qual o autor deverá apresentar o rol de testemunhas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 304 Impugnação ao valor da ação deve ser apresentada em peça separada.2 Citação Real Citação Ficta Edital Hora certa Correio Oficial Citação ficta: ao réu citado de forma ficta.sites. Provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados O autor deverá. que tem domicílio certo e presume a ocultação da citação.com. 942.3 Resposta do réu 180.3. CPC. 231.

br | leonardosakaki@uol. 295. da incompetência absoluta e da relativa. CPC. CPC – preliminares: envolvem questões processuais. Perempção: art. Ocorre quando o autor promove pela 4ª vez a mesma ação sendo que nas 3 vezes anteriores o processo foi extinto por falta de andamento processual. assinale a afirmativa correta. de acordo com a natureza do vício e ainda com as consequências advindas de tal reconhecimento. O Código trata. 32 (FGV – OAB 2010. CPC) – a extinção do feito pelo acolhimento de uma preliminar será sempre sem a resolução do mérito. ele poderá suscitá-la em outro momento. Ônus da impugnação específica. CPC. Inépcia da petição inicial: entre outras hipóteses previstas no art. Princípio da concentração – este princípio estabelece que a defesa preliminar e a defesa de mérito deverão ser apresentadas conjuntamente no mesmo instrumento processual. o juiz remetera os autos ao juiz competente. (B) A incompetência relativa sempre pode ser conhecida de ofício pelo juiz. por inércia do autor.2) A incompetência do juízo. então. se o réu não arguí-la na preliminar.com. interesse de agir e possibilidade jurídica do pedido. 301.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 305 a) defesas preliminares (art.uol. (A) A incompetência relativa pode ser alegada a qualquer tempo.sites. (C) A incompetência absoluta gera a nulidade de todos os atos praticados no processo até seu reconhecimento. tal como prevista no CPC. Extinção sem resolução do mérito. motivo pelo qual prescrição e decadência são matérias alegadas na defesa de mérito. parágrafo único. http://leonardosakaki. A respeito dessas modalidades de incompetência. Extinção sem resolução do mérito. 301. Resposta: D Convenção de arbitragem: das 11 preliminares previstas no art. 10 envolvem matéria de interesse público e uma (convenção de arbitragem) é de interesse das partes. isto é. A matéria de interesse público pode ser declinada de ofício pelo juiz ou alegada pelas partes a qualquer momento. 301.br | 11 99610348 facebook. ou seja. não há preclusão. b) defesa de mérito. Incumbe ao réu contestar. pode assumir duas feições.com. A matéria de interesse das partes não pode ser declinada de ofício pelo juiz e. considera-se inepta a petição quando da narração dos fatos não decorrer logicamente o pedido. (D) A incompetência absoluta é alegada como preliminar da contestação ou por petição nos autos. Incompetência absoluta: acolhida esta preliminar. ocorrerá a preclusão. Carência da ação: quando ausente uma das condições da ação – legitimidade. 268. Art.com/leonardosakaki | @leosak . portanto se o réu não argüir na preliminar. CPC. parágrafo único.

CPC. Deve ser apresentada no prazo da contestação através de uma petição autônoma.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 306 Princípio da eventualidade – este princípio estabelece que a defesa de mérito só será analisada pelo juiz se eventualmente a defesa preliminar for rejeitada. Intimado o recovindo para se manifestar. recebendo-o no estado em que se encontrar. ele deverá http://leonardosakaki.com. O prazo para contestar uma cautelar é de 5 dias. Art. Fica tudo junto no mesmo processo. Embargos não tem natureza de contestação. Não é requisito da reconvenção contestação. 180. a ré oferece contestação e reconvenção. Se for parte a Fazenda Pública ou o Ministério Público. mas não apresentou a sua defesa. Catarina informa a existência de causa que poderá produzir a extinção do processo sem resolução do mérito. o prazo será em quádruplo. (B) ainda que o litígio verse sobre direitos indisponíveis.br | 11 99610348 facebook. Se o juiz julgar ao mesmo tempo a ação e a reconvenção. a revelia produz seus efeitos normalmente. ele proferirá uma sentença. Não é na contestação. Revelia: Ausência de defesa. Litisconsortes com procuradores diferentes. Resposta: D O prazo comum para a contestação é de 15 dias. Não cabe reconvenção no Juizado Especial Cível e no rito sumário.br | leonardosakaki@uol. O prazo para contestar no rito sumário é na audiência.2 Reconvenção Tem natureza de ação. o prazo será computado em dobro – art. (D) o revel pode intervir no processo em qualquer fase.sites. 37 (FGV – OAB 2010. em trâmite sob o rito comum ordinário.uol. (C) contra o revel.com/leonardosakaki | @leosak . correrão os prazos independentemente de intimação. Pólo passivo – autor reconvindo. Em preliminar de contestação. Efeitos: presunção da veracidade dos fatos alegados pelo autor.3. podendo ser oral. 188. 191. Contestação no rito sumário deve ser apresentada na audiência. A extinção da ação não acarretará a extinção da reconvenção. 22 (FGV – OAB 2010. É autuada nos mesmos autos da ação. CPC. Foi citado.com. Recurso será em dobro.3) Na ação proposta por Jofre em face de Catarina. Atenção: Execução não tem contestação! Execução deve ser embargado. é correto afirmar que: (A) a revelia se dá com a não apresentação de exceção ou de reconvenção no prazo da resposta. devidamente citada.2) Acerca da revelia. Pólo ativo – réu reconvinte. ainda que tenha patrono constituído nos autos. o revel apenas será intimado dos atos processuais se possuir advogado nos autos.

(B) contraditar a testemunha.uol. requerendo que ela seja regularizada para que possa responder à reconvenção. Se o réu não apresentar a exceção de incompetência ocorrerá a preclusão. destina-se às ações dúplices. (D) contraditar a testemunha. Suspende o processo para julgamento da exceção de incompetência. a reconvenção obrigatoriamente será extinta sem resolução do mérito em razão da conexão entre essa e a ação principal. hipótese em que estará o juiz obrigado a dispensá-la. Pode haver amizade com o juiz. sem a presença das partes. 38 (FGV – OAB 2010. (C) peticionar ao juiz da causa alegando inexistência de citação do reconvindo. esse advogado deverá: (A) contraditar a testemunha. (C) contraditar a testemunha. por sua própria natureza.4 Exceções Exceção de incompetência Ato do réu em que se discute competência relativa.com. que. nesse caso. já que. Exceção de suspeição Princípio da imparcialidade.sites. visto que a extinção da ação proposta por Jofre não obsta o prosseguimento da reconvenção aforada por Catarina. Objetivo é a modificação da competência. exercendo seu mister de bem defender os interesses de seu cliente. visto ser medida incompatível com o rito processual ordinário. desde que o magistrado fundamente sua decisão de ouví-la.br | 11 99610348 facebook.com. Resposta: B 181 Competência http://leonardosakaki.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 307 (A) apresentar contestação à reconvenção no prazo de 15 dias. durante a audiência de instrução e julgamento. (B) aguardar a manifestação do juiz. Apresentada através de petição autônoma. ser necessária e imediatamente interrompida. entende que a testemunha arrolada pela parte contrária mantém com essa vínculo estreito de amizade e que seu depoimento pode ser tendencioso. um advogado. É autuada apensada. Exceção de impedimento Ocorre quando o juiz é cônjuge ou parente das partes ou dos advogados. alegando ainda que Catarina deveria ter formulado pedido contraposto. (D) requerer a extinção da reconvenção. se a alegada causa de extinção assim for reconhecida.2) Se. que será ouvida após a audiência. Envolve amizade – juiz com as partes. devendo a audiência. Resposta: A 180.com/leonardosakaki | @leosak . O juiz proferirá decisão interlocutória para julgar a exceção de incompetência – caberá agravo. que mesmo assim poderá ser ouvida como informante do juízo.

Mas esta inspeção tem um limite: a prova técnica – não pode substituir a prova pericial (exame.br | leonardosakaki@uol. Inspeção judicial: o juiz se desloca até o local dos fatos. pois a prova. Honorários periciais: normalmente quem paga é quem requer as provas periciais. uma parte não ouve a parte da outra. Isso acontece principalmente nas ações possessórias. Como qualquer outra prova. O juiz pode contrariar o que indica a prova pericial. aquele documento que não tive acesso ou não existia no momento em que eu deveria ter apresentado. Súmula 33 Superior acarreta prorrogação da competência (art. Pretendemos convencer o juiz acerca da verdade dos fatos. Exemplo: uma instituição financeira firma um contrato de adesão. A objeção pode ser alegada a incompetência de ofício. desde que este seja um documento novo. lembramos de grandes casos que são divulgados na imprensa – processo penal. autor e réu.uol. 182 Provas em espécie Quando de fala em provas. São produzidas na audiência de instrução.24 de Processo Civil). Deverão ser apresentados junto à petição inicial. ou seja. Só poderá ser apresentado se houver o deferimento pelo juiz. vê a necessidade de ver o estado em que o menor se encontra na casa da mãe. e o réu junto à contestação. podendo o mesmo determinar novas provas periciais. Se a parte não usar a exceção de incompetência cio. Exemplo: documental. 114 do Código Tribunal de Justiça. Provas orais: (i) esclarecimentos periciais. o juiz analisa a prova dentro de um conjunto probatório. As partes não podem derrogar23. vistoria ou avaliação) pela inspeção. quem arcará com os honorários periciais é o autor. o juiz poderá fazer de ofício. A pessoa descumpre o contrato. nas ações que envolvem guarda de menores etc.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 308 Material Funcional Absoluta. A objeção pode ser alegada em preliminar de contestação. e-mails.sites. alegando que a mãe não possui condições de criar o filho. visto que a prova pericial faz parte de um conjunto probatório. colocando o foro de eleição na cidade da instituição. vídeos. O autor poderá apresentar novas provas durante o decorrer do processo. Testemunhas é uma pessoa imparcial. no caso de ação em que o pai pleiteia guarda do menor. Juiz não pode reconhecer Será por meio de exceção de incompetência. Nasce ao banco o direito de entrar com ação contra o cliente. As partes podem derrogar (foro de eleição). inspeção judicial e oral. Valor da causa No Juizado Especial Federal a competência do valor é absoluta. se o juiz determina a produção de provas periciais. O juiz. Entra-se com ação no foro eleito pelo banco. Territorial Relativa. durante uma audiência. interessa ao autor. Juiz pode reconhecer a Arguiu-se por objeção. remete os autos ao domicílio do cliente. nesta ordem. na frente do juiz. Provas documentais: documentos. (ii) depoimento pessoal das partes. por exemplo. mas as provas no processo civil também são importantíssimas. em tese.15 dias. o juiz.com. (iii) oitiva de testemunhas. parágrafo único: contrato de adesão com cláusula de foro abusiva. normalmente. não pode ter envolvimento direto As partes não podem abrir mão da incompetência.com/leonardosakaki | @leosak . pericial. Exceção: art. qualquer momento. 112. de ofício. Quem presta (ii) são as partes.br | 11 99610348 facebook. O juiz não é obrigado a homologar os laudos periciais. no prazo de a incompetência de ofí. 24 23 http://leonardosakaki.

A respeito de tal medida. 267. Resposta: C 183 Sentença Art. desistência da ação Art. Art. prestar esclarecimentos e fazer observações que reputem de interesse para a causa. Requisitos Subjetivos: a sentença deve ser clara e lógica. não se admitindo. fundamentação e dispositivo. CPC: prescrição e decadência.br | 11 99610348 facebook. por isso.uol. CPC. Fora: extra petita. (A) A inspeção judicial poderá ser realizada em qualquer fase do processo a fim de esclarecer fato que interesse à decisão da causa. Art. assim como as partes podem assistir ao ato. CPC. A fundamentação é obrigatória. admite-se fundamentação concisa. Objetivos: relatório. (D) O auto circunstanciado que será lavrado tão logo seja concluída a inspeção judicial terá valor de prova e. 269. CPC: carência da ação.com. como no rito sumário e no JEC. assinale a alternativa correta. Infra: há omissão. (B) A inspeção judicial de coisa será realizada quando não puder ser apresentada em juízo sem consideráveis despesas ou graves dificuldades. Aquém: citra petita ou infra petita. 269. CPC: sentença é o ato do juiz que implica alguma das situações dos arts.sites. 267. portanto. mas o juiz somente poderá agir a requerimento da parte. a inspeção somente poderá ser realizada na fase probatória do processo cognitivo. (C) O juiz poderá ser assistido de um ou de mais peritos quando realizar a inspeção direta.com. 267 e 269. Ultra e extra: sentenças nulas.br | leonardosakaki@uol. renúncia do direito. no entanto em certos casos. Decisão Além: ultra petita.3) A inspeção judicial está prevista no Código de Processo Civil como uma das modalidades de produção de provas no processo de conhecimento. 162. CPC. tem o compromisso de dizer a verdade. a inspeção de pessoas. Hipóteses: Art. §1.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 309 com a causa. http://leonardosakaki. sob pena de ser processada pelo crime de falso testemunho. Definitiva: há resolução do mérito. 24 (FGV – OAB 2010. sob pena de o depoimento não ser considerado. Cabe embargos de declaração. Classificação: Terminativa: extinção sem resolução do mérito.com/leonardosakaki | @leosak .

1 Efeitos (i) Devolutivo: a matéria da decisão alcançada pelos recursos deverá ser analisada novamente pelo juízo ad quem. Material: quando há resolução do mérito. Autor poderá promover nova ação. no entanto. há suspensão.br | leonardosakaki@uol. o recurso não será recebido (deserto). pois o direito e o mérito já foram analisados. a partir do momento em que não cabe mais nenhum recurso. O beneficiário da justiça gratuita não tem isenção.br | 11 99610348 facebook. (ii) 2ª fase: juízo de mérito.com/leonardosakaki | @leosak . Todo recurso tem 2 fases: (i) 1ª fase: juízo de admissibilidade. pois se num momento futuro (até 5 anos) a situação financeira de ele mudar. Classificação: Formal: quando há extinção sem resolução do mérito. o juiz concederá 5 dias para que a parte recolha a diferença. A coisa julgada serve para dar segurança jurídica das decisões judiciais. Pressupostos de admissibilidade: destacam-se 2 – preparo (recolhimento de custas) e tempestividade.com. ou seja. se a parte recolher um valor insuficiente.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 310 184 Coisa julgada Ocorre a partir do trânsito em julgado. (ii) Suspensivo: o processo ficará suspenso ou a decisão recorrida não produzirá efeitos até o julgamento do recurso. http://leonardosakaki.com. 185 Recursos 185.uol. Se o recorrente não recolher o preparo. Deve ser demonstrado não ato da interposição.sites. pode ser exigível o valor das custas. Autor não poderá promover nova ação.

(iv) O agravo será apreciado em preliminar de apelação. (iii) Será sorteado novo relator para julgar o recurso. ---- Embargos infringentes Embargos de declaração Decisão não unânime que reformar. Agravo Retido Decisão interlocutória. Só se aplica para Recurso Extraordinário. As peças serão declaradas autênticas pelo próprio advogado sob sua responsabilidade pessoal. Decisão que tenha obscuridade.26 Recurso Especial Acórdão que violar lei federal. Devolutivo. Quem julga o mérito é o Supre- Devolutivo. Súmulas 634 e 635 do STF.. ao receber uma apelação contra sentença sem mérito julgar desde já a lide se julgar matéria de direito e estiver madura para julgamento. Observações Art. Qualquer decisão interlocutória que tiver urgência (exemplo: liminares) será agravo de instrumento. os embargos sempre interrompem a contagem de prazo para interposição de outros recursos. no prazo de 5 dias. suspende o prazo.27 Repercussão Geral. necessariamente. Dessa decisão cave agravo interno. Apelação Sentença. 15 Admissibilidade é feito pelo próprio tribunal recorrido. Exceção: no JEC. Poderá o juiz não receber a apelação se a sua sentença tiver por base súmula do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal. cabe embargo de declaração prequestionadores.com. Quem julga o mérito é o tribunal. Suspensivo. Prequestionamento. 543B. 26 No Juizado Especial Cível não há efeito interruptivo. 15 Os mesmos da apelação. retido e oral. certidão de intimação. procurações. 25 http://leonardosakaki.sites. não interrompe.com/leonardosakaki | @leosak . Salvo a intempestividade. §1 e art. Não há preparo e não há contraditório. contradição ou omissão. Agravo de instrumento Decisão interlocutória25. Ativo.com. Prazo 15 Competências Admissibilidade pelo juiz da causa. em grau de apelação a sentença de mérito ou que julgar procedente a ação rescisória. 543A.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 311 Cabimento contra. importa no não conhecimento do recurso. Desta omissão. (i) É dirigido para o próprio juiz da causa no prazo de 10 dias. Efeito interruptivo: o protocolo dos embargos interrompem a contagem de prazo para interposição de outros recursos. (i) Os embargos serão endereçados ao próprio relator no prazo de 15 dias.28 15 Admissibilidade é feito pelo próprio tribunal. Quem julga o mérito é o tribunal. (ii) Comporta retratação. 27 Prequestionamento é a exigência que a matéria objeto de recurso tenha sido decidida no acórdão recorrido. Relator pode converter agravo de instrumento em agravo retido. Posso entrar com medida Efeito infringente ou modificativo: quando o juiz ao julgar os embargos modifica a sua decisão. Dessa decisão não cabe recurso. (iii) Acessoriedade – agravo só sobe se a apelação subir. Quem julga o mérito é o tribunal. Poderá o tribunal. Exceção: devolutivo. Interruptivo.br | 11 99610348 facebook. 5 Admissibilidade e o mérito pelo prolator a decisão. Cabe pedido de reconsideração. desde que provado pelo agravado. Admissibilidade é feita pelo relator.. Decisões de urgência e decisões após a sentença. Recurso Extraordinário Acórdão que violar a Constituição Federal. 515 §3 do Código de Processo Civil. (vi) Nas AIJ o agravo será. O não cumprimento do disposto nesse art. 10 Admissibilidade é feita pelo relator. (v) Deve o recorrente requerer na apelação a análise do agravo. O agravante tem o prazo de 3 dias para comunicar ao juiz da causa acerca da interposição do recurso. Quem julga o mérito é o Superior Tribunal de Justiça. Peças obrigatórias: decisão agravada. Efeitos Regra: Duplo.. Nesses casos deve haver contraditório. 28 As decisões de colégio recursal cabe recurso extraordinário e não cabe especial. 518. 10 Admissibilidade é feita pelo juiz da causa. Posso entrar com medida cautelar.uol. Quem julga o mérito é o tribunal. (ii) Da decisão que indeferir liminarmente o recurso caberá agravo interno no prazo de 5 dias. suspende o prazo.br | leonardosakaki@uol.

3) Em um processo que observa o rito comum ordinário.2 Apelação Cabimento contra sentença. extinto sem resolução do mérito. A petição está.3) Na ação proposta por Jofre em face de Catarina.sites. alegando ainda que Catarina deveria ter formulado pedido contraposto. inviabilizando-se. ele deverá (A) apresentar contestação à reconvenção no prazo de 15 dias. cautelar. fato que foi arguido e provado pelo agravado. instruída com todas as peças obrigatórias que irão formar o instrumento do agravo. o advogado do réu prepara o recurso de agravo de instrumento. (C) peticionar ao juiz da causa alegando inexistência de citação do reconvindo.com/leonardosakaki | @leosak . o juiz profere decisão interlocutória contrária aos interesses do réu. visto que a extinção da ação proposta por Jofre não obsta o prosseguimento da reconvenção aforada por Catarina. Catarina informa a existência de causa que poderá produzir a extinção do processo sem resolução do mérito. destina-se às ações dúplices.br | leonardosakaki@uol. a reconvenção obrigatoriamente será extinta sem resolução do mérito em razão da conexão entre essa e a ação principal. Em preliminar de contestação. visto ser medida incompatível com o rito processual ordinário. Com base no relatado acima.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 312 mo Tribunal Federal. Assim sendo. (D) Estará caracterizada a litigância de má-fé. sofrerá a parte dano grave. Resposta: A 185. (B) Não será admitido o agravo de instrumento. o agravante deixou de requerer a juntada. (C) O agravo de instrumento será julgado pelo tribunal. devidamente citada. se a decisão em questão não for rapidamente apreciada e revertida. se a alegada causa de extinção assim for reconhecida.br | 11 99610348 facebook. já que. Intimado o recovindo para se manifestar. apenas. e o feito.com. por sua própria natureza. pois tal juntada caracteriza mera faculdade do agravante. assim como a relação dos documentos que instruíram o recurso. assinale a alternativa correta a respeito da consequência processual decorrente. por força de prática de ato processual manifestamente protelatório. que. cuja petição de interposição contém a exposição dos fundamentos de fato e de direito. aos autos do processo. Resposta: B 22 (FGV – 2010. o exercício do juízo de retratação pelo magistrado. É certo que. Contudo. de difícil ou impossível reparação. a ré oferece contestação e reconvenção. no prazo legal. as razões do pedido de reforma da decisão agravada. (B) aguardar a manifestação do juiz. ainda. (D) requerer a extinção da reconvenção.uol. de cópia da petição do agravo de instrumento e do comprovante de sua interposição. em trâmite sob o rito comum ordinário. requerendo que ela seja regularizada para que possa responder à reconvenção. 20 (FGV – OAB 2010. qualquer sentença: http://leonardosakaki. (A) Haverá prosseguimento normal do recurso.com. Súmulas 634 e 635 do STF. devendo a parte agravante ser sancionada. além do nome e endereço dos advogados que atuam no processo.

deve haver a interposição do recurso de apelação: (i) indeferimento da petição inicial. Efeitos: (i) devolutivo. o juiz poderá exercer juízo de retratação no prazo de cinco dias. o réu somente será citado a responder à ação em caso de provimento de eventual recurso. CPC. desses 3 julgarão o recurso de apelação. Súmula impeditiva do recurso de apelação . É diferente da súmula vinculante. (ii) art.uol. (A) Será facultado ao autor agravar da sentença.br | leonardosakaki@uol.com. 296. Pressupostos de admissibilidade: preparo. CPC.sites. desde que a matéria seja exclusivamente de direito ou que aquele juízo tenha proferido sentenças no mesmo sentido no caso em demanda.com.277/06. tempestividade. que proferiu a sentença. 530. (C) É cabível a sentença liminar quando a matéria controvertida for de fato e de direito e guardar identidade com outros casos anteriormente julgados pelo juízo. assinale a alternativa correta. que é composto por 5 membros.Art. que é composto por Câmaras. O mérito pode ser revisto pelo Tribunal. Juízo de retratação: presente os pressupostos de admissibilidade. 25 (FGV – OAB 2010. em que o juiz tem a obrigação de acatá-la. não haverá execução provisória da sentença. a apelação não será recebida. o réu não foi citado. O juízo de admissibilidade pode ser revisto pelo tribunal. que é exclusiva do Supremo Tribunal Federal. CPC. assegura ao juiz a possibilidade de dispensar a citação e proferir desde logo sentença. juiz que julga improcedente a demanda antes de citar o réu. ou seja. art.3) A sentença liminar. Resposta: B 185. Considerando tal instituto jurídico. súmula impeditiva. §1. ou seja. (ii) suspensivo – a sentença não produzirá os efeitos até que o recurso seja julgado.com/leonardosakaki | @leosak . Exceção: somente no devolutivo: (i) se interposta contra sentença cautelar. http://leonardosakaki. CPC Cabimento: Cabe embargos infringentes das decisões não unânimes: (a) que reformar em grau de apelação a sentença de mérito. CPC – Se a sentença do juiz estiver em conformidade com uma súmula simples do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal. (B) Interposto o recurso de apelação contra a sentença liminar.3 Embargos infringentes – art. (ii) se interposta contra sentença que vem confirmar efeitos de tutela antecipada concedida pelo juiz. acrescida à legislação processual civil por meio da Lei 11. 518. só que para que isso ocorra. cabimento.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 313 a) definitiva (efeito é extinto com resolução de mérito) b) terminativa (efeito é extinto sem resolução de mérito) Juízo de admissibilidade é feito pelo juiz monocrático (juízo a quo). caso em que o réu será intimado para oferecer contrarrazões. existem 2 possibilidades de retratação pelo juiz.. o juiz remete o processo ao tribunal. O recurso nem é remetido ao tribunal. Se o juiz retratar o processo continua. A regra é o recebimento no duplo efeito. (D) Proferida sentença liminar.br | 11 99610348 facebook. Art. se não. Nesses 2 casos há uma situação linear. 520. o juízo que julgou. competência etc. 285A. nas hipóteses em que o juízo já tenha proferido sentença de total improcedência em casos idênticos.

Comporta retratação.com. senão será extinto sem ao menos ser analisado pelo tribunal. aquela que resolve uma questão incidente. Exemplo: decisão que não recebe o recurso de apelação. 185.com. Só vai ao tribunal após a apelação. (iii) conforme dispuser o regimento interno do tribunal. nas razões ou contrarrazões de apelação. que haja requerimento expresso no sentido do processamento do agravo retido. será sorteado novo relator para julgar o feito. Acessoriedade: o agravo só sobe se a apelação subir. É retido. Toda vez que defere ou indefere a produção de provas. numa audiência de instrução. O agravo retido é um recurso muito demorado. pois é julgado pelo tribunal – decisão colegiada.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 314 (b) que julgar procedente a ação rescisória. ou seja. informar a existência do agravo sob pena de desistência tácita.br | 11 99610348 facebook. (ii) da decisão que não admiti-lo caberá agravo interno no prazo de 5 dias.sites. pois fica nos autos. toda vez que o juiz defere ou indefere a oitiva de testemunhas. Nas audiências de instrução e julgamento o agravo será necessariamente retido e oral. Processamento: (i) os embargos serão endereçados ao próprio relator no prazo de 15 dias. caberá agravo.br | leonardosakaki@uol. Pode ser interposto oralmente. toda vez que o juiz concede ou nega uma tutela antecipada.com/leonardosakaki | @leosak . se a parte comprovar a ocorrência de um dano ou lesão.uol. CPC): É a regra. O agravo será apreciado em preliminar de apelação. 522. só será processado quando da interposição da apelação. A decisão será um acórdão. É requisito essencial para o processamento do agravo retido. pois não é processado na hora. Quando causar algum prejuízo. (ii) Se a decisão interlocutória foi proferida antes da sentença.4 Agravo Agravo é um recurso cabível contra decisão interlocutória. http://leonardosakaki. Agravo retido (art. Reiteração: o recorrente deverá. Agravo de instrumento: (i) será de instrumento quando a decisão interlocutória for proferida após a sentença. O agravo é dirigido ao próprio juiz da causa no prazo de 10 dias. não é processado imediatamente.

publicação da decisão) e peças facultativas – não havendo a junção dessas peças o recurso não será recebido. A decisão será um acórdão. não cabe recurso.br | 11 99610348 facebook. obrigatoriamente. o agravante deixou de requerer a juntada. 557. informar ao juiz da causa acerca do agravo.com. é irrecorrível – admite-se mandado de segurança. com a cópia da decisão recorrida e com a cópia da certidão de publicação (peças obrigatórias). o juiz profere decisão interlocutória contrária aos interesses do réu. 526. então remeterá os autos novamente ao juiz monocrático. as razões do pedido de reforma da decisão agravada. CPC. além do nome e endereço dos advogados que atuam no processo. O relator poderá converter o agravo de instrumento em retido – se o tribunal não convencer que houve lesão. CPC. certidão de intimação. não passará pelo juízo de admissibilidade. aos autos do processo. cuja petição de interposição contém a exposição dos fundamentos de fato e de direito. 527. §1. certidão de intimação. motivo pelo qual o agravante deverá. A admissibilidade será feito pelo tribunal. instruída com todas as peças obrigatórias que irão formar o instrumento do agravo. pois é julgado pelo tribunal – decisão colegiada. CPC – é ônus do agravante cumprir este prazo. CPC: O agravo de instrumento é um recurso interposto diretamente no tribunal. o recurso continuará normalmente. Poder do relator: Art. mas se não cumprir. o advogado do réu prepara o recurso de agravo de instrumento.br | leonardosakaki@uol. no prazo de 3 dias. sofrerá a parte dano grave.uol. Contudo. Peças obrigatórias: decisão agravada. O não cumprimento do disposto nesse artigo desde que argüido e provado pelo agravado. 526. 20 (FGV – OAB 2010.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 315 Art. peças obrigatórias (procurações. depende da alegação do agravado – se ele não falar nada. instruir o recurso com a cópia da procuração.com/leonardosakaki | @leosak . Os poderes do relator podem ser de 2 ordens: Negar seguimento liminar ao agravo Converter agravo de instrumento em agravo retido Pedido de reconsideração: Desta decisão cabe agrado interno no prazo de 5 dias – art. Art. de difícil ou impossível reparação. de cópia da petição do agravo de instrumento e do comprovan- http://leonardosakaki. CPC – o relator não pode exigir de ofício o cumprimento do art. decisão agravada. esta inércia do agravante só resultará a inadmissibilidade caso o agravado demonstre que não foi cumprido o art. ou seja. Contra essa decisão do relator. CPC. Será interposto diretamente no tribunal. importam o não reconhecimento do recurso. A petição está. 526. cópias do processo. se a decisão em questão não for rapidamente apreciada e revertida.sites.com. ainda. o agravante tem 3 dias para comunicar a existência deste agravo ao juiz monocrático – art.3) Em um processo que observa o rito comum ordinário. 525. É certo que. no prazo legal. CPC: compete ao agravante. procurações. As peças que instruem o agravo serão declaradas autênticas pelo próprio advogado sob sua responsabilidade pessoal. Aspectos formais: O agravante deve anexar peças. Assim sendo. 526.

Cabe quando violar lei federal. (C) O agravo de instrumento será julgado pelo tribunal. Processamento: (i) Os embargos são dirigidos para o prolator da decisão no prazo de 5 dias e é ele mesmo quem irá julgar. §2.5 Embargos de declaração Objetivo de tornar uma decisão mais clara por: obscuridade. Efeito interruptivo: nos termos do art. Pré-questionamento: a matéria deve ter sido decidida no acórdão recorrido. extinto sem resolução do mérito. Prazo: 15 dias. assim como a relação dos documentos que instruíram o recurso. Decisão que não admite os recursos: caberá agravo art. omissão ou contradição.sites.6 Recurso extraordinário e especial – arts. Admissibilidade: tribunal recorrido. Cabe quando violar a CF. CPC.br | 11 99610348 facebook.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 316 te de sua interposição. 542.com/leonardosakaki | @leosak . Com base no relatado acima. 538. assinale a alternativa correta a respeito da consequência processual decorrente. pois tal juntada caracteriza mera faculdade do agravante. No JEC suspende. 185. Resposta: B 185.uol. 186 Execução http://leonardosakaki. apenas. (D) Estará caracterizada a litigância de má-fé. Recurso especial: É dirigido para o STJ. 544. Art. por força de prática de ato processual manifestamente protelatório. os embargos interrompem a contagem de prazo para interposição de outros recursos.com. (B) Não será admitido o agravo de instrumento. CPC. CF Recurso extraordinário: É dirigido para o STF. e o feito. Corre efeito infringente quando o magistrado modifica sua decisão no julgamento dos embargos. Efeito só devolutivo. inviabilizando-se. fato que foi arguido e provado pelo agravado. o exercício do juízo de retratação pelo magistrado.br | leonardosakaki@uol. (ii) Não há preparo nem contraditório. 102 e 103. devendo a parte agravante ser sancionada. CPC. (A) Haverá prosseguimento normal do recurso.com.

Praça: imóveis. (c) Hasta pública: iniciativa do juiz. Requisitos: existência de um título certo (existência). Leilão: móveis. CPC) enquanto a exeqüibilidade decorre do vencimento da obrigação e da conseqüente inadimplência do devedor. mas não há necessidade da anuência do devedor. ele será condenado a pagar uma multa de até 20% por se tratar de ato atentatório à dignidade da justiça (arts.sites. Se o devedor demonstrar que não pagou no prazo de 15 dias por desconhecer a existência da multa. . a mesma será de responsabilidade do advogado.Mecanismos de alienação dos bens penhorados (a) Adjudicação: o bem penhorado ficará para o credor. líquido (valor) e exigível. Execução de título judicial: Cumprimento de sentença (art. possuindo bens.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 317 É um meio de forçar um devedor a cumprir determinada obrigação. Partes: Credor Devedor Na cessão de dívida. 600 e 601.uol. CPC). no entanto ele poderá intimar o devedor para que apresente bens a serem penhorados no prazo de 5 dias. Penhora é garantia da execução. http://leonardosakaki. (b) Alienação por iniciativa particular: iniciativa das partes. não indicá-los neste prazo. 475-N e 585. há necessidade da anuência do credor. A liquidação de sentença só existe para os títulos judiciais.com. O não pagamento acarretará em multa de 10%. sentença arbitral. Nos casos de obrigações extrajudiciais. Não é efeito da penhora o desapossamento do bem. o credor deverá apresentar o requerimento para penhora de bens do devedor. O bem de família é penhorável nos casos de fiança locatícia e de dívidas do próprio bem. contrato de honorários advocatícios. CPC): a partir do trânsito em julgado o devedor terá 15 dias para o pagamento. Portanto penhora não é pagamento. o título exeqüível é aquele que pode ser objeto de uma ação de execução.com/leonardosakaki | @leosak . No caso de caderneta de poupança. ou seja. contrato particular assinado por 2 testemunhas e pelo devedor. Se o devedor. Título extrajudicial: aluguel. ou o devedor poderá indicar bens à penhora. se não for verificada a presença da exigibilidade o credor poderá promover ação monitória (art. O juiz não poderá determinar de ofício a penhora de bens. recai sobre o patrimônio do devedor.com. só poderão ser penhorados os valores acima de 40%do saldo. isto porque os extrajudiciais na sua origem já devem ser líquidos.br | leonardosakaki@uol. ou seja. Títulos judiciais: sentenças judiciais. CPC). Toda execução é real. A partir da aplicação da multa. 1102-A.br | 11 99610348 facebook. A exigibilidade decorre da lei (arts. 475-J.

br | 11 99610348 facebook. o devedor terá 15 dias para apresentar a impugnação. O devedor será citado para que no prazo de 3 dias faça o pagamento. é uma solução de conflitos. excepcionalmente terá efeito suspensivo se o devedor provar ocorrência de um dano e ao mesmo houver penhora nos autos. A matéria dos embargos. é privada. Não tem efeito suspensivo. excepcionalmente poderá ter efeito suspensivo quando o devedor na impugnação comprovar a ocorrência de um dano. Contra a decisão da impugnação cabe agravo de instrumento. A impugnação não tem efeito suspensivo. pois depende da vontade das partes. Não há atuação do Estado. apenas pessoas capazes –. desde que deposite em juízo 30% do valor devido. A arbitragem é uma opção das partes. Os embargos não dependem de penhora e serão distribuídos por dependência ao juízo da execução.br | leonardosakaki@uol.sites. Com o pagamento nesse prazo. O devedor poderá no prazo dos embargos parcelar a dívida em 6 parcelas. outro com relação à matéria – apenas direitos disponíveis. exemplo: FIESP. 475-A.308/96 – Lei de Arbitragem Arbitragem é uma alternativa que importa na solução de um conflito. Caso o devedor não pague 1 das parcelas as demais serão antecipadas. Há. sendo autuados em apartado. A partir daí as pessoas envolvidas no conflito têm a liberdade de escolherem a arbitragem. não é um acordo.com/leonardosakaki | @leosak . O devedor poderá discutir nos embargos o que ele quiser. a matéria é ilimitada. as associadas às instituições. é ilimitada. Execução de título extrajudicial: É uma ação.com. CPC) 187 Arbitragem Lei 9. também. em regra. salvo quando a mesma resultar na extinção do cumprimento de sentença. será aplicada multa de 10% e o devedor não poderá mais oferecer embargos (art. diferentemente da impugnação. A atividade jurisdicional não é um monopólio do Estado.uol. 475-C. Tem mais 15 dias para oferecer embargos – esses embargos também têm natureza de ação. O prazo inicial da impugnação é aquele contado a partir da intimação da penhora – art. http://leonardosakaki.com. Há câmaras de arbitragem – não ligada a nenhum tipo de instituição ou organização. caso em que caberá apelação. os honorários são reduzidos pela metade. CRO etc. Essas câmaras são totalmente privadas. Recurso contra decisão dos embargos: caberá apelação.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 318 Se houver penhora. Não há necessidade do juiz para a solução desse conflito. é facultativa. é sempre espontâneo. A citação só poderá ocorrer por oficial de justiça ou por edital. Arbitragem possui 2 limites: um com relação às pessoas – não pode envolver incapazes.

apenas. é autônomo. cuja característica principal é a concentração dos atos processuais. As partes podem escolher o procedimento que quiserem. . Ao invés de um juiz. inclusive pode ser escolhida a sede da arbitragem em outro país) etc.uol. há um árbitro.com/leonardosakaki | @leosak . pode ser escolhida a arbitragem para a solução de um conflito. escolhem pela arbitragem.br | leonardosakaki@uol. (ii) compromisso arbitral – é um termo ajustado pelas partes após a ocorrência do conflito.com. Qualquer tipo de conflito pode ser apresentado à arbitragem. É estável.Hipóteses http://leonardosakaki. antes de ocorrer um conflito. Elas podem optar pelos prazos. não está vinculado a um contrato.com. faz coisa julgada. se há ou não audiências. assim como há a escolha do foro. Convenção de arbitragem: (i) cláusula compromissória – cláusula inserida num determinado contrato em que as partes. não depende de homologação judiciária. desde que obedecido os requisitos – matérias cíveis. O resultado é uma sentença.br | 11 99610348 facebook. é independente.sites. O árbitro é quem vai desenvolver o processo. vai dar processamento à questão e que vai julgar. 188 Procedimento ordinário Petição inicial Citação Tutela antecipada Contestação – Reconvenção – Exceção – Revelia Julgamento conforme o estado do processo: julgamento antecipado da lide – audiência preliminar – despacho saneador Fase instrutória: provas – audiência de instrução e julgamento Fase decisória – Sentença Cumprimento da sentença 189 Rito Sumário São processadas pelo rito sumário ações de menor complexidade. segredo de justiça. O processo arbitral é público. A arbitragem tem um procedimento próprio. legislação a ser aplicada (pode ser aplicada legislação de outro país. Não há a necessidade de ter formação jurídica para ser árbitro. mas as partes podem pactuar cláusula da confidencialidade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 319 Qualquer um de nós pode ser árbitro.

proferindo o juiz. Não obtida a conciliação.uol. O réu será citado para contestar a ação e intimado para comparecer à audiência de conciliação a ser realizada no prazo de 30 dias.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 320 Poderão ser processadas pelo rito sumário as causas cujo valor não excedam 60 salários mínimos. o autor apresentará o rol de testemunhas e. como. por exemplo. citando-se o réu com a antecedência mínima de 10 dias. na própria audiência. se for o caso. reputar-se-ão verdadeiros os fatos alegados na petição inicial.sites. Sendo ré a Fazenda Pública. salvo se o contrário resultar da prova dos autos.br | leonardosakaki@uol.Processamento Na petição inicial. podendo indicar assistente técnico. (iii) ressarcimento por danos causados em acidente de veículo de via terrestre. a conversão do procedimento sumário em ordinário. se requerer perícia.com. como advogados. independentemente do valor da causa. podendo. o réu de comparecer à audiência.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. formular pedido contraposto em seu favor. quais sejam: (i) arrendamento rural e de parceria agrícola. cujo contrato de honorários mesmo sem assinatura de duas testemunhas se caracteriza como título executivo. na contestação. dentre outros. (ii) cobrança ao condômino de quaisquer quantia devida ao condomínio. formulará seus quesitos desde logo. .. a sentença. o réu. encanador etc. decidirá de plano a impugnação ao valor da causa ou a controvérsia sobre a natureza da demanda determinando. Deixando. inadmissível é a reconvenção. As partes comparecerão pessoalmente à audiência. oferecerá o réu. no entanto. resposta escrita ou oral. como no caso da Lei de Locação. podendo indicar assistente técnico. desde logo. desde que fundado nos mesmos fatos referidos na inicial. Caso seja possível a conciliação. engenheiro. acidente do trabalho. médico. Atenção: nas ações de procedimento sumário. ressalvado o disposto em legislação especial. ela será reduzida a termo e homologada por sentença. Admite-se ainda quando a lei determinar. (iv) cobrança de seguro. a exemplo da inicial. injustificadamente. http://leonardosakaki. se a coisa versar sobre as matérias previstas expressamente no CPC. se requerer perícia. pedreiro. (v) relativamente aos danos causados em acidente de veículo. formulará quesitos. na audiência. ou. os prazos contar-se-ão em dobro. então.com. controvérsia entre representante comercial autônomo e representado. (vi) de cobrança de honorários dos profissionais liberais. podendo fazer-se representar por preposto com poderes para transigir. acompanhada de documento e rol de testemunhas e. podendo o juiz ser auxiliado por conciliador. O juiz. ressalvados os casos de processo de execução.

3) O Código de Processo Civil regulamenta como se dará a atuação das partes e dos procuradores em juízo. salvo na hipótese de ter comprovado que cientificou o mandante para que nomeasse substituto. Seu objetivo é evitar a perpetuação dos litígios.sites. Ação rescisória tem natureza constitutiva negativa ou desconstitutiva. assinale a alternativa correta. e é essa imutabilidade que consolida o Estado Democrático de Direito. salvo a assistência. Mas. poderá fazê-lo até a fase de saneamento. 329 e 330. Resposta: B 191 Ação Rescisória A imutabilidade das decisões judiciais faz-se necessária para dar às partes segurança na atividade jurisdicional do Estado. disciplina sobre a constituição de representante processual e substituição das partes e dos procuradores. suspendendo-se o processo e sendo defesa a prática de atos processuais. mas as intimações somente informarão o nome do advogado quando tal dado estiver regularizado. entretanto. será designada AIJ para data próxima. (A) Ao advogado é admitido procurar em juízo sem instrumento de mandato a fim de praticar atos reputados urgentes. CPC. São cabíveis todos os recursos previstos no CPC. assistir o mandante nos dez dias subsequentes a fim de lhe evitar prejuízo. às partes. e essa imperfeição pode ter como consequência a insegurança da própria atividade jurisdicional. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro. A respeito dessa temática. Findos a instrução e os debates orais. No procedimento sumário não são admissíveis a ação declaratória incidental e a intervenção de terceiros. a decisão judicial pode ser "imperfeita". não excedente de 30 dias. o juiz proferirá sentença na própria audiência ou no prazo de 10 dias. que será substituída pelo espólio ou por seus sucessores. salvo se houver determinação de perícia.com.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol. salvo atos urgentes a fim de evitar dano irreparável.uol. para tanto. (D) Caso o advogado deixe de declarar na petição inicial o endereço em que receberá intimação. Além de dispor sobre a capacidade processual e dos deveres de cada um. (B) O instituto da sucessão processual ocorrerá quando houver a morte de qualquer das partes.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 321 Havendo necessidade de produção de prova oral e não ocorrendo qualquer das hipóteses previstas nos arts.com/leonardosakaki | @leosak . (C) O advogado poderá a qualquer tempo renunciar ao mandato. Daí a necessidade de assegurar-se. ou seja. devendo. deverá prestar caução e exibir o instrumento de mandato no prazo improrrogável de quinze dias. 190 Sucessão processual 23 (FGV – OAB 2010. No entanto.com. a possibilidade de modificar essa decisão através de ação rescisória. e tem como pressupos- Conceito Pressupostos http://leonardosakaki. denunciação da lide.

Ofensa à coisa julgada. CPC.Violar literal disposição de lei. pelo credor ou exeqüente e. este pode atuar como parte do processo e como fiscal da lei.Impedimento e incompetência absoluta do juiz. . de tal modo que a relação processual é composta. Quanto à execução do julgado da rescisória. é possível demandar em 2 situações: (i) se não foi ouvido no processo.br | leonardosakaki@uol. . . A petição inicial deve atender a todos os requisitos do art. . ainda. e enquadramento na previsão legal.os herdeiros e sucessores. em que lhe era obrigatória a intervenção. . Tribunal. Hipóteses Legitimidade Competência Procedimento 192 Processo de execução de título extrajudicial O processo de execução é a atividade jurisdicional do Estado que tem por origem a certeza de um título judicial ou extrajudicial. caso a ação originária seja. no pólo ativo. ou seja. bem como depositar a importância de 5% sobre o valor da causa. utilizando para tanto a força sancionadora do próprio título executivo. e o terceiro juridicamente interessado. exercício antes do decurso do prazo decadencial de 2 anos (a contar do trânsito em julgado da decisão). Conceito Elementos subjetivos http://leonardosakaki. acolhida a pretensão o depósito será restituído ao autor.Documento novo. seu sucessor por ato inter vivos ou mortis causa. concussão ou corrupção do juiz. no pólo passivo. Nesta segunda. . ou. devendo o autor ainda cumular ao pedido de rescisão. . O mesmo ocorre se o acolhimento não for por unanimidade. declarada inadmissível ou improcedente. Quanto ao Ministério Público.com. no sentido de satisfazer a pretensão do credor. São eles: . a título de multa.Dolo da parte vencedora e colusão entre partes. pelo devedor ou executado. a fim de fraudar a lei.uol. a competência é do tribunal que o proferiu.Prevaricação. desistência ou transação.com/leonardosakaki | @leosak .Confissão.sites.o cessionário.o espólio. As partes são as pessoas que pedem e as em face de quem se pede.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 322 tos: decisão de mérito com trânsito em julgado. . Tem legitimidade para propor a ação quem foi parte no processo ou seu sucessor a título universal ou singular. (ii) quando a sentença de mérito é o efeito de colusão entre as partes. . se for o caso. 282. . Pólo ativo: irá configurar no pólo ativo do processo de execução a pessoa que for conhecida pelo título executivo como credor. o de novo julgamento da causa. . por unanimidade de votos.Erro de fato.br | 11 99610348 facebook.Prova falsa.

CPC): .sites. tais como taxas e despesas de condomínio. apresentar embargos.o sub-rogado. CPC. (B) o credor só pode indicar os bens a serem penhorados se o executado não se manifestar no prazo legal. anticrese e caução. correspondente aos créditos inscritos na forma da lei. de ofício. por disposição expressa.o sucessor do devedor originário. Elementos objetivos Competência 33 (FGV – OAB 2010.os responsáveis. de perito. . . São títulos extrajudiciais (art. bem como de encargos acessórios. a lei atribuir força executiva. . . no prazo de três dias. É preciso que o título seja líquido. o avalista. contra devedor solvente. o endossante e o responsável tributário. e a qualquer tempo.documento particular assinado pelo devedor e por 2 testemunhas.o devedor originário. documentalmente comprovado.com.com/leonardosakaki | @leosak . (C) o juiz pode. dos Territórios e dos Municípios. de intérprete. fundado em título extrajudicial. decorrente de aluguel de imóvel. quando as custas.o crédito decorrente de foro e laudêmio. (D) o juiz somente fixará os honorários de advogado a serem pagos pelo executado ao fim do processo de execução.br | 11 99610348 facebook. que podem ser o fiador. duplicata.com.br | leonardosakaki@uol. 94 a 100. bem como os de seguro de vida. determinar a intimação do executado para indicar bens passíveis de penhora. do Distrito Federal. 585. . dos Estados. .o crédito.os contratos garantidos por hipoteca. . após ser citado.letra de câmbio nota promissória. debêntures e cheque.o crédito de serventuário de justiça.2) Com relação ao procedimento da execução por quantia certa. . Será definida em conformidade com as regras gerais de competência dos arts. emolumentos ou honorários forem aprovados por decisão judicial. penhor.escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor.todos os demais títulos a que.a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União. . ou de tradutor.uol. é correto afirmar que: (A) o executado é citado para. Pólo passivo: possuem legitimidade passiva no processo de execução: .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 323 . certo e exigível. . Resposta: C 193 Procedimento cautelar O CPC é dividido em: Ação de conhecimento Procedimento comum Procedimentos especiais Ação cautelar http://leonardosakaki.

fumus boni juris. eliminando a ameaça de perigo. Exemplo: cautelar de arresto. a qualquer tempo. Inominada. Atípica: cautelar que não está prevista na lei. daí por que a pretensão nela contida. antes do processo principal. sendo o processo principal o instrumento pelo qual se procura a tutela definitiva da pretensão. por meio do processo cautelar. Nominada. que é a ação acautelatória. e irreparável. constitutiva ou condenatória). periculum in mora.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 324 Ação de execução Noções gerais Finalidades: (i) buscar o reconhecimento de seu direito (natureza declaratória.uol. Dessa forma. Características . de cognição sumária. Ação cautelar: consiste em providências que conservem e assegurem tantos bens quanto provas e pessoas. ser revogadas ou modificadas. revela-se como instrumento de preservação da efetividade das decisões judiciais. e a proteção e resguardo de suas pretensões. a prova inequívoca da existência do direito alegado.Instrumentalidade: a cautelar vem sempre em apenso nos autos principais. ajudando subsidiariamente os processos de conhecimento e de execução. durante o curso do processo principal. dirige-se à segurança e não à obtenção da certeza ou à satisfação de um direito.Cognição sumária: não se pode exigir. ante a urgência característica do processo cautelar. seja atual ou iminente. assegurado direitos. . bem como a possibilidade específicos de ser desrespeitado o direito. por meio do processo de execução.br | 11 99610348 facebook. uma relação processual. Requisição Admite-se a propositura da cautelar de modo preparatório. Periculum in mora: ocorrência do próprio dano.com. A cautelar incidental é apensada ao processo principal. http://leonardosakaki. ou de modo incidente.Revogabilidade: as medidas cautelares podem. entre as quais inclui-se também a tutela antecipatória. por meio do processo de conhecimento. . uma demanda.Urgência: a tutelar cautelar é uma das espécies de tutela urgente.br | leonardosakaki@uol. nem mesmo a prova equivocada da existência do perigo. . mesmo que potencial. Requisitos Pressupõe existência de um dano em potencial.sites. . do autor.Provisoriedade: o provimento cautelar será submetido com a concessão da tutela definitiva à pretensão.com/leonardosakaki | @leosak . a satisfação do seu direito. . um provimento final e um objeto próprio. Exemplo: cautelar de sustação de protesto. A cautelar pode ser: Típica: cautelar prevista na lei.com. Fumus boni juris: ameaça do direito.Autonomia: o processo cautelar tem uma individualidade própria.

a urgência na obtenção do provimento cautelar. Liminar – pedido dentro da ação cautelar.2) As medidas cautelares estão expressamente previstas no CPC como forma de instrumentalizar a tutela. esta cautelar será promovida diretamente no tribunal. Tais bens ficarão depositados. Preparatória: autor deverá indicar a ação principal.com/leonardosakaki | @leosak Requisitos .1 Procedimentos cautelares específicos Arresto Conceito Medida cautelar que tem por fim apreender judicialmente bens penhoráveis indeterminados do patrimônio do devedor. Incidental: no juízo da ação que está em curso.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 325 . tendo natureza eminentemente acessória. notadamente. Valor da causa Decisão do juiz que resolve a cautelar é uma sentença. o recurso cabível é apelação. O juiz poderá pedir a prestação de caução para o autor quando a cautelar envolver patrimônio – trata-se de uma faculdade do juiz. expressando. Prova literal da dívida líquida e certa. Citação Contestação: prazo de 5 dias. Não cabe reconvenção. (A) o Juiz.br | 11 99610348 facebook. Resposta: D 193. o arresto será convertido em penhora. a cautelar conserva sua eficácia mesmo durante o período de suspensão do processo principal. Liminar Procedimento: Competência: art. Pedido formulado pelo requerente. (B) o direito brasileiro admite apenas medidas cautelares incidentais. Provas: a cautelar é uma ação de cognição sumária. (C) interposto recurso nos autos principais. deve deferir medidas cautelares sem a prévia audiência do requerido. 801. fica vedado o requerimento de cautelares. 800. O pedido de liminar tem que ser formulado pelo autor. sendo medida protetiva de resguardo de bens.br | leonardosakaki@uol. posteriormente.com. e. Assinale a alternativa que apresente uma regra que disciplina a concessão de medidas cautelares. http://leonardosakaki.sites.Fungibilidade: trata-se da possibilidade de o juiz conceder a medida cautelar que lhe pareça mais adequada para proteger o direito da parte. Petição inicial: art. portanto. como regra. Se houver algum recurso interposto. CPC Cautelar preparatória: juízo da ação principal. pedido que expressa a urgência. CPC. (D) salvo decisão em contrário. sendo vedado o uso de medidas prévias. 34 (FGV – OAB 2010.uol. como garantia de futura execução por quantia certa.

dos bens do casal.nos demais casos expressos em lei. em rigor técnico. Art. se o réu.com/leonardosakaki | @leosak Requisitos . CPC. além disso.sites. se o cônjuge os estiver dilapidando. não haverá necessidade de instaurar-se procedimento específico para a sua efetivação.br | 11 99610348 facebook. cujo procedimento vem estabelecido nos arts. Toda vez que a caução for determinada no bojo de um processo. No entanto. Caução Conceito Garantia do cumprimento de uma obrigação.br | leonardosakaki@uol. mas. deverá ser instaurado um processo autônomo de caução. os dissipar. e consiste na apreensão de bem determinado. II . quando Ihes for disputada a propriedade ou a posse. IV . pode recair também sobre pessoa. Possui 2 espécies: fidejussória (é efetivação com a apresentação ode fiador) e real (é efetivada com o oferecimento de bens). depois de condenado por sentença ainda sujeita a recurso. que se efetiva com a apresentação de um fiador idôneo ou com o oferecimento de bens colocados à disposição do juízo. Será sempre possível requerer o reforço da caução quando a garantia não for suficiente. 822.dos frutos e rendimentos do imóvel reivindicando. nas ações de separação judicial e de anulação de casamento. semoventes ou imóveis. Busca e apreensão Conceito Se assemelha ao arresto. pode decretar o seqüestro: I . sem que para tanto se instaure procedimento autônomo. O juiz. III . havendo fundado receio de rixas ou danificações. 829 e ss. A caução será prestada de plano. a requerimento da parte. supõe-se a necessidade de prihttp://leonardosakaki. Prazo Na cautelar de arresto o prazo para a propositura da ação principal tem início a partir do vencimento da obrigação. 813. A caução pode ser prestada pelo próprio interessado ou por 3º. diferentemente deste. por determinação judicial ou a requerimento da parte interessada.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 326 Prova documental ou justificação da existência de alguma das situações previstas no art. cabendo ao juiz determinação. Características A ação principal é uma execução por quantia certa. para lhe assegurar entrega. quando a caução for exigida sem que haja ainda um processo em curso.com. CPC.com. quando se fala em busca e apreensão. (caução preparatória).uol.de bens móveis. Sequestro Conceito Requisitos Assegura futura execução para entregar coisa certa. objeto do litígio.

de coisa móvel em poder de outrem e que o requerente repute sua ou tenha interesse em conhecer.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 327 meiramente procurar a coisa e a pessoa para depois apreendê-la. testamenteiro. que colherão as assinaturas das testemunhas.br | leonardosakaki@uol. depositário ou administrador de bens alheios.da escrituração comercial por inteiro. ao exercício de um simples direito de conhecer e fiscalizar o objeto em poder de terceiro. credor ou devedor. Procedimento O requerente exporá.com/leonardosakaki | @leosak . poderá ser requerida como preparatória ou incidental. 844. em poder de co-interessado. Conceito A não propositura da ação principal acarretará a extinção da cautelar de produção antecipada de provas. III . Incidência http://leonardosakaki. CPC. no entanto.como medida cautelar preparatória.com.como ação autônoma ou principal de exibição. 355 a 363 e 381 e 382. o direito de exibição tende à constituição ou asseguração de prova.br | 11 99610348 facebook. Procedimento: segue o previsto nos arts. Produção antecipada de provas Há um momento oportuno para que as provas sejam produzidas. finda a diligência. condômino. às vezes.uol. A liminar poderá ser deferida de plano ou após justificação prévia. Exibição Conceito Trazer à público. será expedido mandado com a indicação do lugar em que a diligência severa ser efetuada e com a descrição da pessoa ou coisa a ser apreendida. Liminar: é possível. CPC. Art. 842. nos casos expressos em lei. como inventariante. . Características Na petição inicial. e. . o que permitirá que a sua produção seja antecipada. Tem lugar. as razões que justificam a concessão da medida e a ciência de estar a coisa ou a pessoa no lugar designado. mas normalmente aguarde-se uma sentença que condene o requerido à exibição. O mandado deverá estar assinado pelo juiz de quem emanar a ordem. II . o requerente justificará sumariamente a necessidade de antecipação.submeter à faculdade de ver e tocar. balanços e documentos de arquivo. mencionando com precisão os fatos sobre os quais há de recair a prova. sócio. ou. tirar a coisa do segredo em que se encontra. em mãos do possuidor.sites. ou em poder de terceiro que o tenha em sua guarda. se for indispensável. a exibição judicial: I . que se realizará em segredo de justiça. deferida a liminar. como procedimento preparatório. é possível que a demora traga perigo para determinada prova.com. É cabível: . O mandado será cumprido na forma do art.de documento próprio ou comum. na petição inicial. deverá ser lavrado auto circunstanciado pelos oficiais de justiça.como incidente na fase probatória do processo de conhecimento.

limitando-se a verificar se foram Conceito http://leonardosakaki. Convencido do perigo. mas de mera documentação. O conceito de alimentos deriva da própria natureza da obrigação de alimentar e de sua intrínseca finalidade. O arrolamento não se limita a descrever os bens.com.com.o julgamento dar-se-á por sentença. Conceito Justificação Consiste em documentar. bem como de propositura de ação principal. ou porque eles são incertos. o juiz deferirá o arrolamento. no qual o juiz não se pronunciará sobre o mérito da prova colhida. serão citados para acompanhar a produção da prova testemunhal.br | leonardosakaki@uol.com/leonardosakaki | @leosak . segue as regras do processo geral das ações cautelares. Não há necessidade de demonstrar o fumus boni juris e periculum in mora.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 328 No entanto. a prova ali produzida poderá ser utilizada num outro processo. ela não tem natureza cautelar. dos quais será dada vista aos interessados. podendo reinquirir e contraditar as testemunhas. Alimentos provisionais (ad litem) Provisionais: aqueles requeridos quando ainda não se tem a prova da obrigação de alimentar. Características Na petição inicial. por sua vez. o juiz concederá liminar. ao requerente. A ação cautelar de alimentos provisionais processar-se-á no 1º grau de jurisdição.br | 11 99610348 facebook. não se compadece a pretensão a alimentos com a delonga natural do procedimento comum. por meio da oitiva de testemunhas. como na ação cautelar de produção antecipada de provas. fixando os alimentos provisionais. o interessado exporá o fato ou relação jurídica que pretende ver justificada. Características A petição inicial deverá explicitar o direito do requerente aos bens e os fatos em que se funda o seu temor de extravio ou dissipação. nomeando um depositário. O juiz designará audiência de justificação.sites. que fiscalizará a ouvida das testemunhas. Estes. sem audiência do requerido. que lavrará um auto descrito de todos os bens e das ocorrências que tenham interesse para a sua conservação. haverá necessidade de intervenção do Ministério Público. não sendo possível a citação pessoal dos interessados. ou porque não foram localizados. protegendo-os de extravio ou dissipação (deve haver fundado temor do desaparecimento ou extravio dos bens).uol. mas implica sua entrega a um depositário. Embora inserida entre as ações cautelares. que poderá ou não ser utilizada em processo futuro. no mais. havendo urgência. poderá juntar documentos. Conceito Arrolamento de bens Tem por finalidade deixar registrado a existência de determinados bens. dando. ainda que a causa principal penda de julgamento no tribunal. o requerente exporá as suas necessidades e as possibilidades do alimentante. oportunidade de demonstrar que seu temor é finalidade da medida. Provisórios: aqueles requeridos na ação de alimentos. Características Na petição inicial. Destinando-se o crédito alimentar a atender necessidades existenciais primárias e urgentes do ser humano. a existência de algum fato ou relação jurídica. restringindo-se os direitos do titular.

O devedor será citado para. Estando o pedido suficientemente provado.br | 11 99610348 facebook. não havendo qualquer decisão da paternidade. Características A ação é sempre incidental e nunca preparatória. após 48 horas. com o fim de prevenir responsabilidade ou impedir que o destinatário possa. Características A petição inicial será instruída com a conta pormenorizada das despesas. CPC. os autos serão entregues. o juiz poderá homologar de plano o penhor legal (neste caso. sujeito a apelação. O juiz indeferirá o pedido. 875.sites. http://leonardosakaki. 48 horas após a decisão. Características Na petição inicial. futuramente. e deve resultar algum prejuízo à parte contrária. expondo as razões de fato e de direito pelas quais pretende o protesto.com/leonardosakaki | @leosak .com. quando o requerente não demonstrar legítimo interesse e quando da medida puderem resultar dúvidas e incertezas capazes de impedir a formação de contrato ou negócio lícito. o juiz dispensará qualquer tipo de instrução.uol. garantindo. alterada indevidamente por uma das partes. Protestos. seqüestro ou imissão na posse.com. que só poderá consistir naquelas enumeradas pelo art. nem de ajuizar qualquer demanda principal. Homologado o penhor. os direitos do nascituro. os autos serão entregues ao requerente independente do traslado. ao credor. em 24 horas. Conceito Ocorre quando uma das partes: . no curso do processo. arresto. notificações e interpelações São procedimentos em que o juiz se limita a comunicar a alguém manifestação de vontade de 3º. objeto de demanda judicial. pois pressupõe a existência de modificação do estado fático no curso do processo. Atentado Visa à recomposição da situação fática. que deverá ser objeto de ação autônoma. com isso. A alteração é no estado de fato. Conceito Homologação do penhor legal É uma garantia instituída pela lei para assegurar o pagamento de determinada dívida. não sendo homologado. e não no estado jurídico. Não se admite defesa nem recurso. Exemplo: alteração do lugar de cerca. Conceito Posse em nome do nascituro Conceito Tem por finalidade permitir à mulher provar que está grávida. alegar ignorância. o indeferimento exordial será feito por sentença.viola penhora. no prazo de 30 dias). a notificação ou a interpelação (não há necessidade de indicar a ação principal a ser proposta. os bens serão restituídos ao réu. Essa finalidade esgota-se com a constatação da gravidez. cuja natureza reclama tratamento especial. mas não a citação do devedor). é cabível em qualquer espécie de ação.br | leonardosakaki@uol. não se constituindo a garantia. independentemente de traslado. a tabela de preços e a relação dos objetos retidos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 329 observadas as formalidades legais. pagar ou apresentar defesa.

Alfredo constata que Thales está adotando uma série de providências destinadas a alienar todos os seus bens. (D) produção antecipada de provas. Conceito No cancelamento. No caso de o oficial do cartório de protesto recusar-se a lavrar o protesto. será lavrado o instrumento público de protesto. Trata-se. para que faça o pagamento em 3 dias.com/leonardosakaki | @leosak .uol.sites. contra a qual cabe recurso de apelação. 26 (FGV – OAB 2010.prossegue em obra embargada. independente do processo principal. caberá ao credor suscitar procedimento de dúvida ao oficial ou ao juiz). que decidirá por sentença. este deverá comunicar o fato ao juiz corregedor dos cartórios (se não o fizer. no que diz respeito à condenação do réu em perdas e danos. que objetiva conservar e ressalvar direitos cambiários. Características Apresentado no cartório de protesto. no que se refere à proteção da tutela jurisdicional a ser proferida no processo principal. Protesto e apreensão de títulos Meio de comprovar a falta ou recusa de aceite. inclusive no que se refere à concessão de liminar. o que poderá frustrar o cumprimento da sentença.pratica outra qualquer inovação ilegal no estado de fato. é prolatada sentença de procedência do pleito autoral. não ocorrendo o pagamento. A medida cautelar específica que deverá ser requerida por Alfredo é o(a) (A) justificação. condenando o réu ao pagamento de determinada quantia em dinheiro. deve fazer um requerimento ao oficial público do cartório de protesto.br | leonardosakaki@uol. (C) arresto. obtendo com isso uma certidão negativa. Resposta: C 194 Procedimentos especiais http://leonardosakaki.br | 11 99610348 facebook. juntamente com o original do título protestado quitado ou declaração de anuência do credor (ou por determinação judicial). e definitivo. É ato formal e solene. A sentença poderá ter um conteúdo misto: cautelar. (B) sequestro. de pagamento. ameaçada pela alteração do estado fático. . ainda de ato probatório e caracteriza a inadimplência e a mora do devedor. o título é protocolado e o oficial fará a intimação do devedor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 330 . a qual será autuada em apenso. o devedor.com. caso esta seja confirmada pelo tribunal. ou da devolução do título.3) Nos autos de ação indenizatória ajuizada por Alfredo em face de Thales. Segue as regras gerais do procedimento cautelar. ainda que em grau de recurso. por aviso escrito. valendo a sentença do atentado que a fixar como título executivo judicial.com. A petição inicial será dirigida ao juiz da causa principal. Ainda na pendência do julgamento da apelação interposta contra a sentença.

Judicial: a ação de consignação em pagamento deverá ser proposta no local do cumprimento da obrigação. isto é. negócios ou interesses alheios. Características Extrajudicial: tratando-se de obrigação em dinheiro. bem como dúvida sobre quem deve legitimamente receber. São ações possessórias a reintegração de posse (contra esbulho). o réu será citado para que no prazo de 5 dias as apresente ou conteste a ação.com. salvo se houver eleição de foro. É aplicada em casos como condomínios. considera-se o devedor liberado da obrigação. Prestação de contas Conceito Apresentação de contas por aquele que administra bens. também nos casos do mandante em relação ao mandatário. o depositante terá o prazo de 30 dias para promover a competente ação de consignação em pagamento. Características Tem legitimidade aquele que tem o direito de exigi-las e aquele que tem a obrigação de prestálas.sites.br | leonardosakaki@uol.uol. onde o síndico tem obrigação de prestá-las. Possessórias Conceito Tem por objetivo assegurar ao possuidor o seu direito de posse.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 331 Consignação em pagamento Conceito Ação que tem por objeto a extinção de obrigações. poderá o devedor ou 3º proceder a depósito em casa bancária oficial. caso o credor manifeste expressamente o motivo da recusa. no prazo de 10 dias. cientificando o credor por carta para que. Embargos de terceiros Conceito Ação de conhecimento constitutiva negativa de procedimento especial sumário. seja ela direta ou indireta.com. A consignação em pagamento poderá ser proposta se a situação estiver enquadrada dentro de uma das 5 hipóteses do art. levante a referida quantia ou expressamente manifeste o motivo de recusa. a manutenção de posse (contra a turbação) e o interdito proibitório (contra a simples ameaça). CC.br | 11 99610348 facebook. e. dos herdeiros em relação ao inventariante e tantos outros. Constrição judicial deve ser entendida http://leonardosakaki. Cumpre ao devedor a propositura da ação de consignação em pagamento em face daquele que tem legitimidade para receber o pagamento da obrigação. 335. o credor ou aquele que tenha poderes para tanto. destacando-se a recusa do credor em receber a obrigação. se este não se manifestar. cuja finalidade é livrar o bem ou direito da posse ou propriedade de 3º da constrição judicial que lhe foi injustamente imposta em processo de que não faz parte.com/leonardosakaki | @leosak . Quando a ação for proposta por aquele que pretende exigir a prestação das contas.

CPC.br | leonardosakaki@uol. para impedir que o coproprietário execute alguma obra com prejuízo ou alteração da coisa comum. praticados pelo juízo deprecado. nas hipóteses do art. hipoteca judicial.uol. Não é possível admitir reconvenção por incompatibilidade procedimental. exceto quando se tratar de vício ou irregularidade de penhora. Características A ação deverá ser proposta perante o mesmo juízo que ordenou a constrição judicial do bem. ou de outro documenConceito http://leonardosakaki. O juiz poderá conceder liminarmente os embargos se julgar provada a posse. depósito. 76 (FGV – OAB 2010. assim. impedindo que o prédio de que se tem propriedade ou posse sofra prejuízo decorrente da obra vizinha. desde que seja prestada a devida caução. avaliação ou alienação dos bens. que possui competência por delegação para a execução em outra localidade. arrolamento. as partes do processo principal. (B) devem ser oferecidos no juízo deprecado. seqüestro.com/leonardosakaki | @leosak . aqueles que se beneficiaram com o ato da constrição. sendo. Características A petição inicial deve ser instruída com a cópia do contrato de depósito. quanto à legitimidade passiva. Características Deverá ser proposta no foro do local do imóvel. Resposta: D Ação de nunciação de obra nova Proteção da propriedade dentro dos limites de vizinhança. Ação de depósito Caracteriza-se o contrato de depósito pelo recebimento. 934. o condomínio. do recebimento da devida remuneração. então.sites. (C) devem ser oferecidos no juízo deprecante. alienação judicial. pois a carta precatória se presta apenas para que se pratiquem atos em outra localidade.3) Em relação aos embargos de terceiro na execução por carta precatória. contrato unilateral. exceto quando se tratar de vício ou irregularidade de penhora. caso então que deverá ordenar a expedição do mandado de manutenção ou restituição a favor do embargante. sendo do juízo deprecante a competência para julgamento. Conceito Tem legitimidade o proprietário ou o possuidor.com.br | 11 99610348 facebook.com. ou.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 332 como penhora. de bens móveis para guardá-los como se lhe pertencessem. mantida a competência para atos decisórios no juízo principal da execução. muito embora tal contrato possa ser gratuito. do regulamento ou de postura. inventário. pelo depositário. suas servidões ou aos fins a que é destinado. arrecadação. avaliação ou alienação dos bens. ou o Município. é correto afirmar que (A) devem ser oferecidos no juízo deprecante. busca e apreensão da coisa. a fim de impedir que o particular construa em contravenção da lei. a fim de impedir que a edificação de obra nova em imóvel vizinho lhe prejudique o prédio. praticados pelo juízo deprecado. Tem legitimidade ativa o 3º prejudicado pela constrição. (D) podem ser oferecidos no juízo deprecante ou deprecado. arresto. partilha.

o valor do bem depositado. de acordo com o pedido formulado pelo autor. sem a necessidade de um processo de conhecimento. amplo e lento. Em caso de perda ou desapossamento injusto. que tem como objetivo alcançar o título executivo. Características Proposta a ação monitória. antes de indeferi-la. Se procedentes os embargos.uol. que comprove a existência do mesmo. visto que o juiz determinará a expedição de mandado para entrega da coisa ou o equivalente em dinheiro no prazo de 24h. cumpra a obrigação. é possível a ação de substituição precedida da anulação do título. pois ele está com pessoa indeterminada e faz-se necessária a propositura da ação para impedir a circulação paralela de duas cártulas incorporando a mesma obrigação. em custas e honorários. desde logo. não podendo ser proposta se o autor não possuir prova. sendo certo que. o juiz deferirá a expedição do mandado de citação do devedor para que pague determinada soma em dinheiro ou entregue o bem pretendido. o juiz determinará a extinção da monitória e condenação do autor. dentro do prazo de 10 dias. Se improcedentes os embargos. Ação monitória Conceito É um procedimento de cognição sumária. para que o requerido.br | leonardosakaki@uol. de forma antecipada. emende a inicial. Quanto aos embargos. A ação monitória deve ser proposta no foro do domicílio do réu. estará isento das custas e honorários advocatícios. Ação de anulação e substituição de título ao portador Conceito É utilizada em caso de destruição total ou parcial do título. processada por rito especial.com/leonardosakaki | @leosak . ou seja. pois. poderá apresentar embargos monitórios a fim de impugnar a ação.com. através de petição inicial devidamente instruída com a prova escrita da obrigação. primeiro. o juiz. não pagando.br | 11 99610348 facebook. ora embargado. prosseguindo-se o processo de execução. o juiz converterá o mandado monitório em mandado executivo.com. em 15 dias. A prova escrita é o requisito essencial de admissibilidade da ação monitória. far-se-á cessar a eficácia deste para que seja substituído por outro. Não emendada a petição inicial. http://leonardosakaki. demonstrando. Se o requerido cumprir a obrigação. ressalte-se que não se faz necessária a garantia do juízo. para constituir o título. Desta sentença caberá recurso de apelação. poderá intimar o autor para que. Recebida a inicial. nem oferecendo os respectivos embargos. o mandado inicial será convertido de pleno direito em mandado de execução. Caso contrário.sites. recebido no duplo efeito. o juiz deverá extinguir o feito. com a devida citação do devedor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 333 to que o substitua. sendo que são processados nos mesmos autos da ação monitória e a matéria é ampla. não é necessária sentença de mérito transitada em julgado. na hipótese de a inicial não conter os requisitos necessários para o prosseguimento do feito.

(B) É vedado o litisconsórcio.2) Com relação ao procedimento da curatela dos interditos. Nela é possível encontrar diversas regras especiais. (D) Se o pedido formulado for genérico.099/95 disciplina os chamados Juizados Especiais Cíveis no âmbito Estadual.099/95 35 (FGV – OAB 2010. é facultativa. não é possível a utilização de outra via senão a executiva.com.com. admite-se.2) A Lei n. admite-se a reconvenção.uol. 9. tendo em vista a falta de interesse. um parente próximo pode requerer a interdição. sob pena de extinção do feito sem julgamento do mérito por carência de ação. Resposta: A 196 Juizado Especial Cível – Lei 9. 9. consistente no exame do interditando. (B) a sentença proferida pelo juiz faz coisa julgada material. Resposta: A http://leonardosakaki. (D) o Ministério Público não tem legitimidade para requerer a interdição. podendo o juiz dispensá-la. (A) Não é cabível nenhuma forma de intervenção de terceiros nem de assistência. instrumentos particulares sem assinatura de testemunhas e boleto bancário. Na hipótese de existência de título executivo extrajudicial. Segundo a Lei n. assinale a alternativa que indique uma dessas regras específicas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 334 A ação monitória poderá ser promovida com base em títulos de crédito prescritos. sentença ilíquida.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. 195 Procedimento de jurisdição voluntária Alienações judiciais Separação consensual Testamento e codicilos Herança jacente Bens do ausente Coisas vagas Tutela e Curatela Fundações Especialização de hipoteca legal 39 (FGV – OAB 2010. que diferenciam o procedimento dos Juizados do procedimento comum do CPC. do tutor e do cônjuge. excepcionalmente. (C) Nas ações propostas por microempresas. é correto afirmar que: (A) na ausência dos pais.099/95.br | leonardosakaki@uol.sites. (C) a realização de prova pericial.

br | leonardosakaki@uol. mais existir o dolus bonus. ou seja. assinale a alternativa correta.com. (D) O princípio da transparência impõe um dever comissivo e um omissivo. CDC. CF. 98 (FGV – OAB 2010. Sempre desenvolve atividade econômica.sites. o CDC apresenta normas de caráter dispositiva. 198 Características do CDC As regras são principiológicas e grandes termas apresentam-se como cláusulas gerais. 2ª parte. como regra.Sujeitos: Fornecedor: pessoa jurídica. ou seja. não pode o fornecedor deixar de apresentar o produto tal como ele se encontra nem pode dizer mais do que ele faz. pessoa física ou ente despersonalizado. (C) O princípio da vulnerabilidade. não pode. tutela penal. 51. procurando garantir a igualdade entre eles.3) Em relação aos princípios previstos no Código de Defesa do Consumidor.com. portanto.uol. Resposta: D 199 Relação de consumo protegida pelo Código de Defesa do Consumidor . Procura o legislador incentivar a concorrência entre as empresas. prevendo expressamente o comportamento dos consumidores e dos fornecedores. Arts. Toma por base a relação desigual entre fornecedores e consumidores. 5 e 170. conjunto de atos realizados de forma reiterada e profissional com o intuito de obter renda.com/leonardosakaki | @leosak .br | 11 99610348 facebook. O CDC possui tutelas múltiplas: tutela civil (ou tutela material). Cuidado: muito embora não seja regra. levando em conta que o interesse daquele que adquire os produtos e serviços é essencial. diz respeito apenas à vulnerabilidade técnica. que presume ser o consumidor o elo mais fraco da relação de consumo. tutela processual.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 335 DIREITO DO CONSUMIDOR 197 Proteção ao consumidor Proteção ao consumidor é um direito fundamental do ser humano e um dos fundamentos da organização econômica brasileira. Exemplo: Art. I. (B) A boa-fé prevista no CDC é a boa-fé subjetiva. (A) O CDC é uma norma tipificadora de condutas. não podem ser dispostas por vontade das partes. As normas do CDC. tutela administrativa. O particular http://leonardosakaki.

revela uma dificuldade de enquadramento jurídico. 29 http://leonardosakaki. Teoria dos tribunais superiores: teoria finalista. Art. . Por esta razão. ou seja. Destinatário final é o que diferencia a aquisição para consumo da aquisição para finalidade negocial. Toma a idéia de destinatário final econômico.Elemento finalístico: destinação final. pouco importando o uso do produto ou serviço adquirido. Também se refere à proteção da coletividade de consumidores. mesmo que não tenham sido elas quem compraram o produto ou serviço. material ou imaterial.com. que tenha participado ou possa a vir participar de relação de consumo. O destinatário final29 é o sujeito que retira de circulação o produto ou o serviço adquirido. O ponto marcante do finalismo decorre do fato de ser a posição dominante da segunda seção do STJ. por si só. . a ser aferida caso a caso. que adquire produtos e serviços sem utilidade profissional ou empresarial. 17 – Para fins de responsabilização do fornecedor. Trata-se de toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. Teoria maximalista: basta a condição econômica de destinatário final para aplicação do CDC. Esta pode ocorrer tanto de forma direta como indireta pelo consumidor. O CDC não deixa explícito a forma de remuneração pelo serviço. Produto é qualquer bem móvel ou imóvel. expostas às práticas comerciais ou contratuais. consideram-se consumidores todas as vítimas do evento. A expressão destinatário final tem natureza econômica e.uol.com. Toma a idéia de destinatário final fático. 2 É a definição principal no sistema de proteção do Código de Defesa do Consumidor.br | 11 99610348 facebook. Serviço é atividade remunerada no mercado de consumo.com/leonardosakaki | @leosak .br | leonardosakaki@uol. Consumidor-vítima – Art. mesmo que indeterminada. Refere-se à proteção da coletividade dos consumidores.Objetos: produtos ou serviços. parágrafo único – Para fins de proteção. É importante observar que a forma de aquisição do produto é irrelevante para a sua caracterização.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 336 que vende o seu automóvel pratica um ato econômico e não uma atividade econômica. equipara-se ao consumidor a coletividade. 2. por isso não é regulado pelo CDC. aquele que não utiliza produto ou serviço para finalidade lucrativa. Consumidor nas práticas comerciais e contratuais – Art. 29 – Equiparam-se aos consumidores todas as pessoas determináveis ou não.sites. surgem diversas teorias para explicar a condição do consumidor como destinatário final. é regulado pelo CC. Que pauta na fragilidade do consumidor. Teoria mista ou finalismo aprofundado: o consumidor é o destinatário final vulnerável. Consumidor: pessoa física ou pessoa jurídica que adquire produtos ou serviços na condição de destinatário final da cadeia econômica. Consumidor por equiparação – Art. Teoria finalista: o consumidor é o destinatário final não econômico.

Exige-se que as informações devam ser prestadas de forma compreensíveis ao consumidor.br | 11 99610348 facebook. vulnerabilidade jurídica. 30 Estabelece metas. .Princípio da segurança. Responsáveis: pelo fato do produto e pelo fato do serviço. Não se confunde vulnerabilidade com hipossuficiência (pessoa carente. Conceito: trata-se de um conjunto de normas programáticas30 que estabelecem um conjunto de objetivos.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 337 200 Política nacional da relação de consumo É disciplinada nos arts.Princípio da vulnerabilidade. No direito do consumidor temos a responsabilidade pelo fato (arts. Hipossuficiência depende de decisão judicial – é um direito básico do consumidor. vulnerabilidade econômica. princípios e instrumentos aplicáveis à relação de consumo.com. físico ou patrimonial. que difere do direito civil. 4 e 5 do CDC. A política nacional está relacionada aos objetivos. A caracterização efetiva do acidente é obrigatória para a configuração desse regime jurídico. 201 Responsabilidade civil O CDC estabelece 2 regimes jurídicos específicos.sites. . Assim. a falha de segurança deve repercutir na esfera pessoal do consumidor. a) Responsabilidade pelo fato do produto Violação do dever de segurança e tem como consequência um acidente de consumo. Todo consumidor é sempre vulnerável. falha de segurança. http://leonardosakaki.com.br | leonardosakaki@uol. A vulnerabilidade é uma presunção absoluta. atendimento das necessidades e dos interesses dos consumidores. Com isso. CDC) e responsabilidade pelo vício. 12 ao 14. Trata-se de um dever do fornecedor que impede a circulação de produtos ou serviços capazes de acarretar riscos à vida ou à saúde do consumidor. . Exemplos: vulnerabilidade técnica.com/leonardosakaki | @leosak .Princípio da informação. pobre). Vítimas: consumidor negocial (quem contratou) e a vítima do evento. Prescrição: 5 anos. Responsabilidade pelo fato: acidente de consumo. STJ: acidente efetivo Posição doutrinária: exposição – não é a posição dominante. objetivos. busca-se uma melhor harmonia do mercado.uol. ou seja.

com/leonardosakaki | @leosak . como. construtor e importador – há uma imputação específica. 14. ou seja. CDC). Tratando-se de vício de quantidade (art. apura-se a culpa do profissional liberal (art.com. O prazo contratual (que pode ser parcial) somente ocorrerá após o término do prazo legal. CDC. CDC. 19. produtor.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 338 Características: (i) Consumidor negocial (ii) Vítima do evento (consumidor por equiparação) – art. todos os envolvidos serão responsabilizados de forma solidária. CDC) Na responsabilidade pelo fato do serviço.sites. Os profissionais liberais têm responsabilidade subjetiva.contagem dos prazos: o consumidor deve encaminhar o produto para saneamento – fornecedor – prazo de 30 dias (pode reter o produto durante esse prazo para resolver esse problema). 20. 26. que representa uma norma de ordem pública – qualquer produto possui essa garantia – 90 dias para os produtos/serviços duráveis e 30 dias para os produtos/serviços não duráveis. 18 ao 20. a lei não especifica qualquer prazo para o fornecedor sanar os vícios. 14. trata-se de uma garantia facultativa. 12.prazo de garantia: Garantia legal (art. §4. 17. ele está sujeito a um prazo fixado em lei. 19 e 20. Atenção: se o acidente de consumo tiver como causa a má conservação de produtos perecíveis. 13. b) Responsáveis pelo fato do serviço (art. não utilizou uma definição genérica.uol. quando falamos em responsabilidade civil. Observação: o prazo de saneamento pode ser ampliado em até 180 dias ou reduzido para 7 dias. Garantia convencional ou contratual. c) Responsabilidade pelo vício (arts. CDC) ou vício de serviço (art. O vício. 20. CDC) Vício = falha de adequação dos produtos e serviços em circulação no mercado. Atenção: a responsabilidade subjetiva do profissional liberal não se aplica na hipótese do vício do serviço (art.direito de reclamação: trata-se de um direito potestativo do consumidor que lhe garante a possibilidade de sanar os vícios do produto ou do serviço adquirido atendido certas regras fixadas nos arts. Por tratar-se de um direito potestativo. mediante convenção entre o consumidor e o fornecedor. Indireto. que tem como efeito impedimento da fluência do prazo da garantia legal – o "prazo não corre". Consequência: frustração de consumo. não flui. CDC). CDC): fabricante.com. "fornecedor". http://leonardosakaki. não forem encontradas ou a sua identificação for capaz de prejudicar a indenização do consumidor. neste caso. CDC).br | 11 99610348 facebook. 12. Diante disso o não atendimento desse prazo nos traz como consequência a decadência do mesmo. . CDC): comerciante – o comerciante será responsabilizado quando as pessoas indicadas no art. CDC). muito embora não tenha adquirido o produto ou o serviço que lhe deu causa. por exemplo. CDC – A vítima do evento é a pessoa que sofre um acidente de consumo. Exercício do direito de reclamação: . ou seja. o comerciante será responsabilizado diretamente. 18. (iii) Responsáveis: pelo fato do produto (art.br | leonardosakaki@uol. CDC) . 6. autoriza 2 mecanismos: .obrigação de indenizar (art. subsidiário (art.

Restituição + perdas e danos.com/leonardosakaki | @leosak . precisa dar uma freada brusca para evitar um acidente. 92 (FGV – OAB 2010.com.3) O prazo para reclamar sobre vício oculto de produto durável é de (A) 90 (noventa) dias a contar da aquisição do produto. 94 (FGV – OAB 2010. (D) Propositura de ação de responsabilidade civil pelo vício do produto em face do fabricante e da concessionária. a jogar o carro para o acostamento e. transtornado. Abatimento proporcional. em seguida.br | 11 99610348 facebook. que. o que leva Joaquim. o CDC estabelece que o consumidor deve oportunizar ao fornecedor a possibilidade de saneamento do vício. Uma vez exercido o direito no prazo. Com a ajuda de moradores locais. muito abalado. nenhum dano material ou físico acontece ao carro nem ao motorista. Resposta: A http://leonardosakaki.uol. Na qualidade de advogado de Joaquim. qual seria a orientação correta a ser dada em relação às providências cabíveis? (A) Propositura de ação de responsabilidade civil pelo fato do produto em face do fabricante do veículo. (C) Propositura de ação de responsabilidade civil pelo fato do produto em face da concessionária que vendeu o veículo a Joaquim.Resultados: Saneamento: correção do erro Vícios não sanáveis – opções do consumidor: Substituição por outro produto da mesma espécie. Resposta: D .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 339 Vícios aparentes ou de fácil constatação: a partir da entrega do produto ou término do serviço. (B) 90 (noventa) dias a contar da entrega do produto. Ele somente será utilizado quando o vício pela sua própria natureza puder ser sanado. se recupera do imenso susto e entra em contato com seus familiares.sites. uma vez que a responsabilidade é solidária.3) Em sua primeira viagem com seu carro zero quilômetro. De acordo com o STJ somente será constatado durante a vida útil do bem. (B) Não há ação a ser proposta porque não houve dano. (C) 30 (trinta) dias a contar da entrega do produto. mal consegue acessar seu celular para pedir auxílio. fechado por outro veículo. Vícios ocultos: a partir da constatação. Joaquim. abandonar a estrada. Felizmente.br | leonardosakaki@uol. Assim. O freio não funciona. d) Prazo prescricional de ações de consumo sujeitos ao CDC 5 anos contados do ato ou do fato que gerou o acidente. as falhas e desgastes que extrapolam a vida útil não caracterizam o vício. (D) 90 (noventa) dias a contar de quando ficar evidenciado o vício.com. O CDC ressalva de maneira expressa que os produtos essenciais que apresentem vícios não terá o fornecedor a possibilidade de saneamento. O prazo para o fornecedor sanar os vício não está previsto em todas as situações.

br | 11 99610348 facebook.Publicidade clandestina (art. Por definição legal a oferta se traduz por um conjunto de informações as quais não necessitam de uma reunião num único ato. 37.com. 99 (FGV – OAB 2010. CDC. Uma vez tendo a força vinculante. o consumidor pode exigir o que foi veiculado.br | leonardosakaki@uol. é correto afirmar que: (A) a publicidade somente vincula o fornecedor se contiver informações falsas. entretanto é uma informação de caráter econômica. 39. §1. As informações somente terão caráter vinculante se forem suficientemente precisas. Trata-se do marketing. CDC) – viola os valores de proteção. Conjunto de informações inseridas no mercado de consumo sobre produtos e serviços. Exemplos: venda casada. capazes de revelar elementos da relação negocial (ii) Publicidade Também é uma informação. CDC) Circulação de produtos em desconformidade com o INMETRO. 39. 37. Revela características objetivas e subjetivas sobre produtos e serviços em circulação no mercado.Publicidade abusiva (art.Publicidade enganosa (art. envio de produtos ou serviços não solicitados. 36.sites. Formas publicitárias proibidas: . (B) a publicidade que não informa sobre a origem do produto é considerada enganosa. (D) é abusiva a publicidade que desrespeita valores ambientais. . O CDC elenca um rol de práticas permitidas e também proibidas. mesmo quando não essencial para o produto.uol. Efeito: força vinculante ou obrigatória (art.2) Sobre o tratamento da publicidade no Código de Defesa do Consumidor. CDC). limitação quantitativa etc. . 30.com. §2.com/leonardosakaki | @leosak . (C) o ônus da prova da veracidade da mensagem publicitária cabe ao veículo de comunicação. Rol exemplificativo de práticas abusivas no art. (i) Oferta O conceito de oferta adotado no CDC é mais amplo do que aquele previsto no CC. Resposta: D (iii) Práticas comerciais abusivas (art. CDC) – quando não noto ou não percebo. 100 (FGV – OAB 2010. CDC) – falsidade por ação ou omissão.2) http://leonardosakaki. ou seja.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 340 202 Práticas comerciais Práticas comerciais são condutas realizadas no mercado de consumo para o desenvolvimento da atividade econômica do fornecedor.

sites. Publicidade enganosa (ação ou omissão) e abusiva. se procedente.com. 71. mas a lei proíbe a forma abusiva – há limitação no que diz respeito à forma.uol. 49. CDC) A cobrança de dívida é lícita. 51. 54.br | 11 99610348 facebook. (D) Tratando-se de direitos coletivos.As informações positivas (cadastro dos bons pagadores) somente poderão ser inseridas com a anuência dos consumidores. podendo. intentar nova ação com os mesmo fundamentos. Atenção: o CDC prevê a possibilidade de repetição em dobro das quantias pagas caso o pagamento tenha ocorrido por força de uma cobrança abusiva.com/leonardosakaki | @leosak . que não ti ver conhecimento da ação. A cobrança abusiva é aquela que expõe o consumidor. no caso de improcedência por insuficiência de provas. julgados improcedentes. CDC) – direito de desistir – prazo de 7 dias para desistir desde que a contratação tenha ocorrido fora do estabelecimento comercial. sem haver a possibilidade de discussão de seus termos ou de modificação substancial de seu conteúdo. Contrato de adesão (art. . e o outro contratante apenas adere a elas. . não poderá intentar ação individual. efeito erga omnes. não faz coisa julgada material. CDC) http://leonardosakaki. valendo-se de novas provas.Os bancos de dados de cadastro de crédito têm caráter público. o efeito da coisa julgada material será: (A) Tratando-se de direitos individuais homogêneos.Prazo máximo de permanência dessas informações: 5 anos. (C) Tratando-se de direitos difusos. mas só aproveita aquele que se habilitou até o trânsito em julgado. 37 e 39 do CDC. Publicidade: arts. no caso de improcedência do pedido de nulidade de cláusula contratual. (B) Tratando-se de direitos individuais homogêneos. (v) Cadastro de proteção ao crédito . (i) Proteção contratual Direito de arrependimento (art. o consumidor. Resposta: C (iv) Cobrança de dívida (art. É crime (art. qualquer prejudicado. 203 Práticas contratuais Contratos de consumo são os instrumentos jurídicos hábeis a criar as relações de consumo. CDC) e cabe dano moral.com. o efeito é ultra partes e impede a propositura de ação individual. . quanto por adesão.Direito de comunicação por escrito das informações restritivas. Os contratos podem ser tanto individualizados (feitos para especificamente para aquele consumidor). (ii) Cláusulas abusivas (art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 341 Nas ações coletivas.br | leonardosakaki@uol. CDC) são aqueles em que uma das partes estipula as cláusulas. 42.

de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato. no máximo.com.br | leonardosakaki@uol. de natureza indivisível. Nesta relação jurídica. qualidade no serviço público de fornecimento de energia elétrica etc. c) interesses ou direitos individuais homogêneos. b) interesses ou direitos coletivos. poluição do ar etc. os transindividuais. Por exemplo: qualidade no serviço educacional pela escola privada.com. Exemplos: circunstâncias de fato: publicidade em geral.Há relação jurídica (base) Há um fato comum que vincula dica mente circunstâncias de fato que liga consumidores e os titulares do direito violado http://leonardosakaki. Pagamento antecipado – redução proporcional dos juros. 205 Tutela processual do consumidor O consumidor tem duas formas de ter seu direito protegido em juízo pelo CDC: individual e coletivamente. 52 do CDC Multa por atraso – no máximo de 2%. CDC) Todo contrato que envolva outorga de crédito estão sujeitas às regras: .. so. de natureza indivisível.com/leonardosakaki | @leosak Interesses difusos Interesses coletivos .sites. categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base. mas determináveis. Exemplo de origem comum: acidente aéreo.Indeterminados. ou seja. temos sujeitos indeterminados. mas de. .. de que seja titular grupo.Multa de atraso é de. Será coletiva a defesa quando tratar de: a) interesse ou direito difuso. Interesses individuais homogêneos Titulares Indeterminados e indeter.Posso pleitear o abatimento proporcional dos juros em razão do pagamento antecipado. Os direitos são indivisíveis.Não há relação jurídica. nesta relação temos mais de um sujeito titular do direito. 204 Concessão de crédito – art. Os direitos são divisíveis.Determinados mináveis termináveis Bem jurídico Indivisíveis Indivisíveis Divisíveis Relação jurí. sendo que são todos determinados. assim entendidos os decorrentes de origem comum. Nesta relação jurídica. Os direitos são indivisíveis. 52. (iii) Concessão de crédito (art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 342 Cláusulas abusivas – cláusulas nulas de pleno direito. Trata-se de um rol exemplificativo. 2% por prestação.uol.br | 11 99610348 facebook. ou seja. temos sujeitos de direito indeterminados e indetermináveis. os transindividuais.

br | leonardosakaki@uol.4 Ações de responsabilidade civil: defesa individual Tem por objetivo impedir a ocorrência de dano e ressarcir civilmente o consumidor. fixar astreintes (multa diária) ou outras medidas executórias.banco groso Legitimidade concorrente Exemplo 205.Clientes de um mesmo Veículos produzidos com o mesmo defeito de série mento emagrecedor mila.3 Ações coletivas Para discutir direitos coletivos. admite que o juiz confira tutelas específicas (antecipatórias ou definitivas).com/leonardosakaki | @leosak . Estados.com.1 9. o CDC.1 Ministério Público Federal e Estadual União. Municípios e Distrito Federal Entidades e órgãos da administração pública direta ou indireta Associações legalmente constituídas 205. no intuito de garantir o cumprimento da obrigação in natura e o perecimento de direitos. no âmbito individual.sites.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 343 fornecedores Publicidade de um medica. 9.2 9.uol.br | 11 99610348 facebook. na decisão. 9.2 Ação de obrigação de fazer ou não fazer Para efetivação da tutela jurisdicional em favor do consumidor.com. Poderá ainda o juiz. difusos e individuais homogêneos. http://leonardosakaki.

não pode ser empresário individual. Lei 11. 207.br | 11 99610348 facebook. Exercida com habitualidade. Cooperativa. que responderá pelas dívidas pessoais. por meio de representante ou devidamente assistido. ouvidos os pais.1 Empresário a) incapaz É possível ao empresário que ele seja incapaz? Nunca. http://leonardosakaki. podendo ser sócio ou acionista). livre de impedimentos (proibições: falido – art . devendo tais fatos constar do alvará que conceder a autorização. tutores ou representantes legais do menor ou do interdito. haverá uma autorização judicial.uol. (Atenção: ler o art.com/leonardosakaki | @leosak . 207 Empresário individual Se registrado. desde que estranhos ao acervo daquela. CC – atualização de 2011) Art. Lei 8. Atividade empresarial Atividade econômica – visa lucro. O CNPJ é apenas para tributação diferenciada. 972. mas continua não tendo personalidade jurídica. mas também responderá pelas dívidas empresariais. nem administrador. § 1o Nos casos deste artigo. ao tempo da sucessão ou da interdição. CC: capacidade. continuar a empresa antes exercida por ele enquanto capaz. precederá autorização judicial. deve estar representado ou assistido. Requisitos para ser empresário individual – art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 344 DIREITO EMPRESARIAL 206 Atividade empresarial Atividade não empresarial Atividade econômica – visa lucro. só pode participar da sociedade se o capital social estiver totalmente integralizado. 117. se não houve crime falimentar. §3. Os bens do incapaz que não tem relação com a atividade empresarial não são atingidos pelas dívidas empresariais. 158. por seus pais ou pelo autor de herança. sem prejuízo dos direitos adquiridos por terceiros. O juiz nomeará um assistente ou representante. Incapaz sócio: não pode ser administrador.112/90. Para ser empresário a pessoa não pode ter sócio. O legislador permite que o incapaz continue. há um CNPJ. mas necessariamente vai ter essa proteção patrimonial.sites. Pessoa que sozinha é dona de uma empresa.com. § 2o Não ficam sujeitos ao resultado da empresa os bens que o incapaz já possuía. Pessoal. Organização – preocupação com a gestão. 974. servidor público – art. profissional liberal.br | leonardosakaki@uol. a pessoa é falida em até 5 anos contados da falência.101/05. podendo a autorização ser revogada pelo juiz. 974. que o prazo será de 10 anos –. bem como da conveniência em continuá-la. Exercida com habitualidade. após exame das circunstâncias e dos riscos da empresa. Isso significa que haverá um único conjunto de bens.com. pode no máximo continuar uma atividade empresarial – em caso de herança ou em caso de incapacidade superveniente. Poderá o incapaz.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 345
§ 3o O Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais deverá registrar contratos ou alterações contratuais de sociedade que envolva sócio incapaz, desde que atendidos, de forma conjunta, os seguintes pressupostos: (Incluído pela Lei nº 12.399, de 2011) I – o sócio incapaz não pode exercer a administração da sociedade; (Incluído pela Lei nº 12.399, de 2011) II – o capital social deve ser totalmente integralizado; (Incluído pela Lei nº 12.399, de 2011) III – o sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o absolutamente incapaz deve ser representado por seus representantes legais. (Incluído pela Lei nº 12.399, de 2011)

b) empresário casado Alienar ou onerar bens imóveis. Bens que tem relação com a atividade empresarial, que é usado como objeto da atividade, não os bens do casal – não precisa da vênia conjugal, não importando o regime de bens do casal. c) atividade rural Tem a faculdade de se registrar na Junta Comercial, mas quando se registra é que posso afirmar que essa atividade é empresarial. O simples plantador de cana não registrado não é uma empresa. 207.2 Empresa individual de responsabilidade limitada – EIRELI – Lei 12.441/11 Há a constituição de uma pessoa jurídica – há um patrimônio da pessoa jurídica e um patrimônio da pessoa física. Capital social: 100 salários mínimos. Objeto: prestação de serviços, permissão do direito de imagem, profissionais intelectuais.

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Registro da atividade empresarial – Lei 8.934/94)

Artigos importantes da lei: 5, 6, 29, 32. Artigos do CC: 967 a 969. Órgão: DNRC (Departamento Nacional do Registro de Comércio): Órgão federal. Fiscaliza e normatiza a atividade da Junta Comercial. Junta Comercial 1 por Estado Arquivamento (registro e averbação) – é público. Autenticação (livros) – é sigiloso.

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Nome empresarial

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 346 Nome empresarial é o que registro na Junta Comercial ou no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas. Se não registrar, não há nenhum tipo de proteção. Quando falo em junta comercial, falo em sociedades empresárias. Quando falo em cartório de registro civil de pessoas jurídicas é onde registro as sociedades simples, ou seja, as sociedades não empresárias. A proteção do nome empresarial envolve o estado, a proteção é estadual. O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. Art. 1.164 do Código Civil. Não posso fazer negociação do nome apenas. - Espécies de nome empresarial: (i) firma individual: é o nome do empresário individual. O empresário individual é obrigado a utilizar a firma individual. (ii) razão social: o nome é composto pelo nome dos sócios. A sociedade em nome coletivo e a sociedade em comandita simples são obrigadas a utilizar a razão social. (iii) denominação social: o nome é inventado. A sociedade anônima é obrigada a utilizar a denominação social. Observação: a sociedade limitada tem a faculdade de utilizar a firma social ou a denominação social, assim como a sociedade em comandita por ações. Se a companhia não inserir a denominação "ltda." gera responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores. Numa nota promissória, por exemplo, não sendo escrito o "ltda." gerará a responsabilidade dos sócios sobre a nota promissória assinada.

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Estabelecimento (arts. 1.142 a 1.147, CC)

Muito importante! Conjunto de bens materiais ou imateriais (exemplos: nome empresarial, marca, patente) que são utilizados na atividade empresarial. O dono do estabelecimento é o empresário ou a sociedade empresária. 210.1 Trespasse Alienação do estabelecimento comercial. Formalidade para eficácia perante terceiros: averbação na Junta Comercial, publicação no diário oficial do estado, concordância dos credores é necessário se o alienante não tiver bens suficientes para saldar as dívidas que está deixando no estabelecimento – necessária notificação dos credores e aguardar 30 dias para manifestação dos credores (podendo ser expressa ou tácita)*. *se o credor não concordar ou não for notificado, pode pedir a falência do alienante – art. 94, III, c, Lei 11.101/05 – o trespasse passa a ser ineficaz perante a massa (art. 129, Lei 11.101/05), ou seja, o estabelecimento pode ser vendido para pagar os credores, ficando o comprador classificado como credor quirografário, recebendo por último.

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Art. 94. Será decretada a falência do devedor que: III – pratica qualquer dos seguintes atos, exceto se fizer parte de plano de recuperação judicial: c) transfere estabelecimento a terceiro, credor ou não, sem o consentimento de todos os credores e sem ficar com bens suficientes para solver seu passivo;

Responsabilidade pelas dívidas: quando vendo o estabelecimento as dívidas que assumi quando era dono ficam como? O comprador responde apenas pelas dívidas contabilizadas. De acordo com o art. 133, CTN, o adquirente também responde pelas dívidas fiscais. O alienante, vendedor, continua solidariamente responsável por 1 ano.
Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato: I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade; II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão. § 1o O disposto no caput deste artigo não se aplica na hipótese de alienação judicial: I – em processo de falência; II – de filial ou unidade produtiva isolada, em processo de recuperação judicial. § 2o Não se aplica o disposto no § 1o deste artigo quando o adquirente for: I – sócio da sociedade falida ou em recuperação judicial, ou sociedade controlada pelo devedor falido ou em recuperação judicial; II – parente, em linha reta ou colateral até o 4o (quarto) grau, consanguíneo ou afim, do devedor falido ou em recuperação judicial ou de qualquer de seus sócios; ou III – identificado como agente do falido ou do devedor em recuperação judicial com o objetivo de fraudar a sucessão tributária. § 3o Em processo da falência, o produto da alienação judicial de empresa, filial ou unidade produtiva isolada permanecerá em conta de depósito à disposição do juízo de falência pelo prazo de 1 (um) ano, contado da data de alienação, somente podendo ser utilizado para o pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos que preferem ao tributário.

Não concorrência por 5 anos, no caso de contrato omisso.

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Sociedades

Personificadas: pessoa jurídica – possui registro: (i) Junta Comercial (quando a sociedade for empresária); (ii) Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas (registro de sociedades simples, ou seja, sociedade não empresário); (iii) Conselho Seccional da OAB (sociedade de advogados no exercício da advocacia). Não personificada: não é pessoa jurídica.

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Sociedade simples e sociedade empresária http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Sociedade simples Atividade não empresarial. Exemplos: sociedade de empresários liberais. Registrado no cartório de registro civil de pessoas jurídicas. Cooperativa.

Sociedade empresária Atividade empresarial. Exemplo: padaria, indústria, mercado etc. Registrado na Junta comercial. S.A. e comandita por ações Pode sofrer falência e recuperação social.

212.1 Sociedade comum, sociedade de fato ou sociedade irregular – arts. 986 e ss., CC Não tem personalidade jurídica. Não tem registro. Não há nome empresarial. Responsabilidade dos sócios: respondem ilimitadamente e solidariamente. Quando o credor decide cobrar uma dívida, pode atingir diretamente os sócios? O credor atingirá o patrimônio especial (bens dos sócios que foram destinados ao uso da atividade) e só após o patrimônio especial que atingirá os sócios. Exceção: é excluído do benefício de ordem o sócio que contratou. Imagine uma loja chamada SARANA Ltda., mas que não foi registrada (não é limitada, não há registro, é pegadinha). Duas sócias: Sara e Ana. A Ana comprou mercadorias para a loja e parcelou em 16x. O credor pode atingir o patrimônio pessoal da Ana? Para Ana não tem benefício de ordem, pois foi ela quem comprou os produtos. A empresa não tem CNPJ, então, foram utilizados os dados dela. A Sara pode ser atingida, entretanto a Sara, para ser atingida, tem que esgotar o benefício de ordem, ou seja, acabar com os bens de SARANA. Pode sofrer processo falimentar? Sim – serão falidos os sócios e a sociedade (art. 82, Lei 11.101/05). Não pode sofrer recuperação de empresas, visto que isso só é possível para sociedades registradas. 212.2 Sociedade em conta de participação – arts. 991 e ss. CC Não tem personalidade jurídica. Não tem registro – pode ser registrada no Cartório de Títulos e Documentos. Não há nome empresarial. Sócios: (i) ostensivo: o sujeito aparece perante terceiros. Ele realiza contratos perante terceiros. Responde ilimitadamente perante terceiros. Pode sofrer falência (ii) participante: não aparece perante terceiros. Não responde perante terceiros. Não pode Obs.: o sócio participante pode haver regras de responsabilidade entre eles, mas não há com terceiros. Ele até pode responder, mas dependendo de contrato firmado entre eles. A sociedade não pode sofrer falência, apenas o sócio ostensivo. http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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212.3 Sociedade em nome coletivo – arts. 1.039 a 1.044, CC Tem personalidade jurídica. Tem registro. Pode ser uma sociedade simples ou uma sociedade empresária, dependendo da atividade exercida pela mesma. Responsabilidade dos sócios: os sócios são necessariamente pessoas físicas e respondem ilimitadamente e solidariamente entre eles. Quando o credor vai comprar uma dívida, pode atingir diretamente os sócios? A sociedade tem o benefício de ordem, devem atingir primeiro os bens da pessoa jurídica e só depois que terminarem esses bens é que os bens dos sócios serão atingidos – essa é a regra de toda sociedade com personalidade jurídica (art. 1.024, CC31). Pode sofrer falência, se for sociedade empresária. Incapaz não pode ser sócio 212.4 Sociedade em comandita simples – arts. 1.045 e ss., CC Tem personalidade jurídica. Tem registro. Pode ser sociedade simples ou empresária, dependendo da atividade desenvolvida pela mesma. Sócios: (i) comanditado: necessariamente é pessoa física, responde ilimitadamente, é quem administra a sociedade. (ii) comanditário: pode ser pessoa física ou pessoa jurídica, responde limitadamente (investe um valor e o máximo que ele pode perder é o que ele investiu), não pode ser atingido pelo credor. Pode sofrer falência se for empresária. Tem direito à recuperação de empresas, se for empresária. Incapaz pode ser sócio se for comanditário, visto que só pode ser sócio se houver proteção patrimonial. Servidor público pode ser sócio, desde que comanditário, visto que ele não pode administrar.

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Sociedade limitada

a) Nome empresarial

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Art. 1.024. Os bens particulares dos sócios não podem ser executados por dívidas da sociedade, senão depois de executados os bens sociais.

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 350 Pode ser uma razão social ou uma denominação social. Razão social ou denominação social – tenho que colocar a terminação limitada (ltda.). Consequência para quando se esquecer de colocar a terminação "limitada": responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores, não é dos sócios (art. 1.158, CC). Há registro na Junta Comercial, quando for uma sociedade empresária, ou no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, quando for uma sociedade simples. Proteção do nome empresarial é estadual. O nome empresarial não pode ser objeto isolado de alienação – art. 1.164, CC. b) Capital social Pode ser composto por dinheiro, créditos, bens, trabalho (o capital social não pode ser composto só por trabalho). O capital social pode ser dividido em quotas, divididos em valores iguais ou desiguais. A quota é indivisível. Aumento e diminuição de capital social: alteração no contrato social e averbação na Junta Comercial ou no Cartório de Registro Civil. Na redução, ainda depende-se da concordância dos credores quirografários (que não tem garantia alguma, o último a receber em caso de falência). c) Cessão de quotas Se houver omissão do contrato social terei que usar a regra do art. 1.057 do Código Civil. Se a cessão ocorre de um sócio A para o sócio B, não precisa da concordância dos demais sócios. A cessão de quotas entre sócios é livre, não há necessidade de anuência dos demais sócios. Haverá direito de preferência se previsto no contrato social. Se um sócio quiser passar suas quotas para um terceiro, poderá, mas se não houver oposição de sócios que não representem mais de 25% (¼) do capital social. d) Administrador Pode ser um sócio ou um não sócio. Se o administrador realizou um ato que está dentro dos poderes que a sociedade atribuiu a ele, quem responde por esse ato é a sociedade, pois mesmo que ele tenha feito algo de errado tinha autorização para fazê-lo. Se ele realizar um ato fora dos poderes a ele atribuídos, quem responde pelo ato é só o administrador. O administrador que agiu com excesso de poderes. É um ato ultra vires. Atos de gestão não dependem de previsão expressa, já os demais atos, como, por exemplo, assinar contratos, deverá estar previsto no contrato social ou em documento separado. e) Exclusão http://leonardosakaki.sites.uol.com.br | leonardosakaki@uol.com.br | 11 99610348 facebook.com/leonardosakaki | @leosak

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Art. 1.058, CC – quando é um sócio remisso, ou seja, não integralizou as quotas que subscreveu, é o sócio devedor. Deve ser feita a devolução do que ele pagou. Art. 1.030, CC – exclusão judicial. Quando praticou uma falta grave ou em virtude de uma incapacidade superveniente. Haverá o ressarcimento, ou seja, será verificado quanto vale a parte dele na sociedade, que pode ser maior do valor que ele investiu. Concordância da maioria dos demais sócios. Exclusão extrajudicial: art. 1.085, CC: falta grave, previsão no contrato social para a exclusão por justa causa, preciso da concordância dos sócios, representante de mais da metade do capital social, deve haver, também, a oportunidade de defesa. Haverá o direito ao ressarcimento.
41 (FGV – OAB 2010.3) Com relação à exclusão do sócio da sociedade por justa causa, assinale a alternativa correta. (A) Como o sócio majoritário possui a maioria do capital social, ele não poderá ser expulso em razão da vontade dos demais sócios, ainda que haja justo motivo para tal expulsão. (B) A deliberação para exclusão do sócio majoritário não remisso deve ocorrer por assembleia convocada especificamente para tal fim, sendo a deliberação comunicada ao sócio que se visa excluir, e este deverá, em 48 horas, deixar a sociedade, podendo após esse prazo ser feita a devida alteração contratual. (C) Se for ajuizada ação para se efetivar a expulsão do sócio, o juiz somente poderá verificar os aspectos formais que levaram à exclusão, como, por exemplo, se se respeitou o quórum necessário, não podendo examinar o mérito do ato expulsório. (D) A justa causa é a violação ou falta de cumprimento das obrigações sociais, sendo que o sócio excluído não perde o valor patrimonial de sua participação societária.
Resposta: D

f) Responsabilidade dos sócios – art. 1.052, CC X Ltda. – Capital social: 100 Sócio A: Subscreveu 70 / Integralizou 50 / Falta 20 Sócio B: Subscreveu 30 / Integralizou 30 Cada sócio responde pela integralização da quota que subscreveu. Todos os sócios são solidariamente responsáveis até o limite do que falta integralizar, ou seja, os credores podem atingir todos os sócios A e B até o valor de 20. Observação: não há prazo para integralizar o valor subscrito. Sócio remisso é o sócio que não integralizou as quotas que subscreveu. Deste sócio, podem-se cobrar as quotas, excluir ou reorganizar as quotas da sociedade. g) Cessão de quotas – art. 1.057, CC Há determinação no contrato social. No caso de omissão do contrato social, utiliza-se a regra do art. 1.057, CC. Cessão de quotas entre sócios – é livre, não é necessária concordância dos demais sócios. Cessão de quotas para terceiros: pode, desde que não haja oposição de sócios que representem mais de 25% do capital social.

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Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 352 h) sociedade unipessoal A regra é de 2, pelo menos. É possível existir uma sociedade unipessoal por um período de no máximo 180 dias, sob pena de dissolução da sociedade.
40 (FGV – OAB 2010.3) A sociedade empresária denominada KLM Fábrica de Móveis Ltda. teve a sua falência decretada. No curso do processo, restou apurado que a sociedade, pouco antes do ajuizamento do requerimento que resultou na decretação de sua quebra, havia promovido a venda de seu estabelecimento, independentemente do pagamento de todos os credores ao tempo existentes, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, e sem que lhe restassem bens suficientes para solver o seu passivo. Diante desse quadro, é correto afirmar que a alienação é (A) revogável por iniciativa do administrador judicial. (B) ineficaz em relação à massa falida. (C) nula de pleno direito. (D) anulável por iniciativa do administrador judicial.
Resposta: B

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Sociedade anônima

a) Características É uma sociedade necessariamente empresarial, devendo a mesma ser registrada na Junta Comercial. É uma sociedade de capital – não interessa a relação de pessoas, o que importa é o capital. Pode ser uma sociedade aberta ou fechada – títulos negociados ou não no mercado de capitais – possui registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda. Uma sociedade é considerada aberta a partir do momento que adquire o registro na CVM, independentemente se emitiu ou não seus títulos. Na sociedade anônima fechada os títulos são negociados na própria companhia, ou seja, de um sócio para outro. Mercado de capitais: mercado de balcão e na bolsa de valores. No mercado de balcão ocorre o mercado primário e secundário. Na bolsa de valores ocorre apenas o mercado secundário. No mercado de balcão há os títulos recém emitidos quanto revendedores de títulos. No mercado de valores há apenas os revendedores de títulos. Tanto o mercado de balcão quanto a bolsa de valores são fiscalizados pela CVM. Quem está no mercado de capitais, deverá divulgar tudo o que ocorre na companhia.
39 (FGV – OAB 2010.3) As Sociedades Anônimas têm uma pesada estrutura, necessitando, assim, de vários órgãos para atingir seu desiderato, cada um com sua função específica. Um desses órgãos é a Diretoria, sendo seus diretores efetivamente os administradores da companhia. Esses diretores possuem alguns deveres para com a sociedade empresarial e para com o mercado. Entre esses deveres encontra-se o desclosure, que é o dever (A) que os diretores possuem de convocar os acionistas para deliberar sobre determinado assunto ou vários assuntos que devem constar de uma pauta previamente escolhida.

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assuntos comuns. deverá entregar ao acionista preferencial o direito de voto (art. LSA: vedado o voto plural. 15. mas é entregue a um diretor que cumpriu a meta. valor diferenciado. . De acordo com os arts. §2. CVM resolveu que uma companhia aberta não pode emitir partes beneficiárias – não é mais utilizado na negociação no mercado de capitais.br | leonardosakaki@uol. Tem vencimento certo.sites. 585.uol. (D) que os administradores possuem de agir de forma diligente. O bônus de subscrição confere o direito de preferência na aquisição de ações.Partes beneficiárias: também são títulos estranhos ao capital social. 52. AGE: assunto diferenciado. I. não é mais utilizada como capitação de recursos. Resposta: C b) Títulos . LSA. Ações preferenciais: vantagem patrimonial e política.com. preferenciais ou de gozo e fruição. também denominada de golden share. há uma preferência na aquisição.Debêntures: títulos estranhos ao capital social. aprovação de fusão. a companhia se compromete a uma forma de distribuição de dividendos (valor fixo. É um título executivo extrajudicial (art. c) Órgãos da companhia Assembléia Geral (arts. §7. das debêntures e dos valores mobiliários. por exemplo. a parte beneficiária atribui participações nos lucros da companhia. podendo responder de forma pessoal com seu patrimônio caso violem esse dever. AGO: assuntos administrativos. respeitando o estatuto social. de forma a não causar prejuízos aos acionistas.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 353 (B) de fiscalizar os gastos da sociedade e se ela está cumprindo o que está disposto no estatuto social. Diferenciação: Quanto às vantagens ou direitos específicos (art. LSA. De acordo com o art. 17.com. 46 e 47.Ações: títulos que são parte do capital social. 75. . Ação de gozo ou fruição: ação usada para amortizar dívidas. LSA) em determinados assuntos (dependendo do estatuto) e o direito de veto (art. CPC).br | 11 99610348 facebook. Quem detiver o bônus de subscrição terá o direito ao pagamento do valor nominal de ações. LSA. ação ordinária que dê direito a mais de um voto. eleição de administradores. Exemplos: alterar estatuto social. A companhia de capital autorizado decide aumentar o seu capital social (lançamento de ações no mercado) terá preferência para a aquisição dessas ações quem tiver bônus de subscrição. 110.com/leonardosakaki | @leosak . LSA).404/76): ordinárias. ou seja. LSA) A assembléia geral é o órgão onde as decisões são tomadas. 17. 18. É utilizada como benefício. Ações ordinárias: possibilidade do direito de voto – toda ação ordinária tem direito de voto – art. (C) que os administradores têm para com o mercado de informar todas as operações em que a companhia estiver envolvida e que possam influir na cotação das suas ações. são direito de crédito contra a companhia. 121 e ss. o bônus de preferência não dá como contraprestação valores. LSA). . http://leonardosakaki. Lei 6. ou seja. Exemplos: aprovação de balanço. valor mínimo). a vantagem política é o direito a voto (art. se a companhia ficar 3 anos sem cumprir. Também são títulos estranhos ao capital social. aprovação de emissão de debêntures.Bônus de subscrição: art. É ainda um título que existe.

e apenas se seus atos forem comissivos. Composição de no mínimo 3 membros. administrativa e penal. O conselho de administração deve prestar contas. É um órgão obrigatório nas sociedades de capital autorizado (companhias que precisam da autorização da CVM). Em relação aos deveres e responsabilidades dos administradores. ou seja. Os membros são necessariamente acionistas. com que a companhia tenha uma maior margem de lucro.com. (D) Para que os administradores sejam responsabilizados pela prática de seus atos.br | leonardosakaki@uol. há necessidade de se causarem prejuízos efetivos à companhia. CC É uma sociedade simples. 1. (A) O acionista controlador é sempre o acionista majoritário.com/leonardosakaki | @leosak . tais deveres não sejam de competência de todos eles. Conselho Fiscal (arts. de acordo com o art. 143 e ss. http://leonardosakaki. 161 e ss. devendo usar seu poder de controle para fazer. Mínimo de 2 membros. LSA) Os membros são eleitos na AGO. Mínimo de 3 pessoas e máximo de 5 pessoas. Resposta: B e C 215 Cooperativa – arts.com. ainda que. Conselho de administração (arts 40 e ss. LSA) (C) A única obrigação do acionista é a integralização de suas ações.uol.093 e 1. LSA) Fiscalização por acionistas ou não. que podem ser acionistas ou não acionistas. Não pode sofrer falência nem recuperação judicial. (Art.sites. Diretoria (arts. O conselho de administração fixa as diretrizes. o membro é obrigado a reparar os prejuízos. conselheiros e acionistas. LSA. LSA) Representa e executa as decisões da companhia.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 354 Obrigação do acionista é pagar o preço da ação. aquele com maior número de ações da companhia. de acordo com o estatuto. 159. 158. 42 (FGV – OAB 2010. não tendo qualquer outra responsabilidade para com a companhia. assinale a alternativa correta. a qualquer custo. O conselho de fiscalização pode contratar terceiros para fazer a auditoria. Se houve algum prejuízo. A violação a tais deveres pode causar responsabilidade civil. O estatuto social pode informar ou não o capital social. (B) Somente nas companhias fechadas é que todos os administradores são responsáveis pelos prejuízos que causarem pelo não cumprimento dos deveres impostos pela lei para assegurar o funcionamento normal da companhia. companhias abertas e nas sociedades de economia mista.3) A Lei das Sociedades por Ações estabelece responsabilidades para os administradores.094. membros do Conselho Fiscal e para o acionista controlador.br | 11 99610348 facebook.

Participação é de acordo com as obrigações realizadas.br | 11 99610348 facebook.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 355 O cooperado pode contribuir apenas com o trabalho na cooperativa? Sim. Ele pode contribuir com trabalho ou com dinheiro.com.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki. Nas demais sociedades não pode contribuir apenas com trabalho – terá que contribuir com uma quantia em dinheiro.com/leonardosakaki | @leosak .uol.sites. depende do estatuto.

Não tem. de. atingem-se os bens do sócio. comum. Tem regis.uol.br | leonardosakaki@uol. que necessariamenser uma rídica.Tem perso.cessariamente pessoas ser uma rídica. Pode ser sócio. sócio co- http://leonardosakaki. O outro sócio é o sócio participante ou oculto.com.Há o sócio comanditatro. gistrado. Há benefício de ordem – credor.Os sócios que são netro.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 356 215. presarial. Pode nalidade ju. respondem ilimitadamente.ser sócio. Este não aparece perante terceiros e não responde perante terceiros. Sociedade em nome coletivo O nome Não pode empresari. Pode. ou seja. Tem regis.br | 11 99610348 facebook.apenas o al é uma manditário.com. se não for administrador da sociedade.com/leonardosakaki | @leosak . al é necessariamente uma razão social. te terceiros. Atinge diretamente os bens do sócio para o sócio que contratou. os bens dos sócios que foram colocados na atividade empresarial.sociedades Sociedade Personalidade Jurídica Sociedade Não é re. nome em. físicas respondem ilimisociedade tadamente.do. quando vai cobrar uma dívida. quando terminar o patrimônio especial. Sociedade em comandita O nome Pode ser Pode ser empresari. pois haveria um risco para o seu patrimônio particular.Não tem O sócio ostensivo resgistrada. Não é re.sócio co.ser sócio. bens da pessoa jurídica Depende atinge-se os bens dos da atividasócios. Incapaz Servidor público Não pode.ponde ilimitadamente e é quem aparece perande jurídica. tem que acessar o patrimônio especial. pois a persosociedade nalidade jude fato ou rídica surge sociedade no momento irregular do registro. Registro Responsabilidade dos sócios Os sócios não têm proteção. Pode nalidade ju. personalida. Nome empresarial Não tem nome empresarial. Sociedade em conta de participação Não tem Não pode Pode. O credor simples ou tem sempre que acionar uma sociea pessoa jurídica e dade emquando terminar os presária. te é uma pessoa física.Tem perso.1 Tabela .sites.

CC) pela confusão patrimonial ou desvio de finalidade.se houver te e administra a socie. Não há que se falar dos requisitos acima.minação rização jute e administra a socie. que pode proteção ser pessoa física ou pespatrimonial soa jurídica. Sociedade É registralimitada da. Não podendo ser o administrador. Há manditário. http://leonardosakaki.pode ser acionista.Cada acionista responde Será a de.br | 11 99610348 facebook. damente.do de autoresponde ilimitadamen. Pode ser sócio. rio. Cada sócio responde Pode ser Só pode se pela integralização da razão social o capital quota que subscreveu. que ou deno.acionista. basta o não pagamento. dade. Sociedade comandita por ações Tem personalidade jurídica.br | leonardosakaki@uol.Poderá se Pode ser nalidade ju. responde do sócio limitadamente e não comanditáadministra. pelo que falta ser integralizado.pela integralização da nominação houver au.razão soci. Depende da atividade. É registrada e necessariamente é uma sociedade empresária. Pode ser apenas o sócio acionista. Precisa ser requerida pelo Ministério Público ou interessado.al. Para o direito ambiental e do consumidor. Há os sócios acionistas O nome Pode ser que respondem limita. Isso porque não administra.uol. Quando a pessoa se torna incapaz após o início das atividades: 216 Desconsideração da pessoa jurídica Abuso da pessoa jurídica (art. manditário. responde ilimitadamen. se não for administrador. Pode ser sociedade simples ou sociedade empresária. Sociedades É registraanônima da. Tem perso. ação que subscreveu. Tem personalidade jurídica. autorização dade. Em determinada situação ou relação jurídica o juiz permite que o patrimônio dos sócios sejam atingidos. torização judicial.social foi Todos os sócios respon. o patrimônio pessoal não é atingido. Há o sócio razão social dependenacionista diretor.com.minação 100% intedem solidariamente social.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 357 simples sociedade simples ou uma sociedade empresária. ou deno.social.sites. Será sociedade empresária. social. rídica. 50. gralizado.com.com/leonardosakaki | @leosak . Há o sócio cojudicial. dicial.

com. acima desse valor não poderá ser ao portador.647 do Código Civil. será só nominativo. a) Características/princípios: Cartularidade: apresentação do documento original para eventual discussão. Cheque dependerá do valor – até R$100. ou seja.663/66 em relação à causa/origem (como regra os títulos de crédito são não causais. 247 e 258 do Superior Tribunal de Justiça). . O endosso serve para transmitir e garantir o título de crédito. Fiança Prevista no direito civil. A garantia no aval é solidária. aval e fiança Endosso Pertence ao direito cambial – título de crédito. paração total. c) O título de crédito pode ser ao portador? Nota promissória. título de crédito. A fiança é uma relação acessória.br | 11 99610348 facebook.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 358 217 Títulos de créditos Fonte: leis especiais e código civil (em caso de omissão de lei especial) art. na parte de contratos. d) Endosso. Na fiança. CC.br | leonardosakaki@uol. Decreto 57. salvo no caso de regime de sevênia conjugal. No caso da fiança o contrato pode dizer que o fiador abriu mão do benefício de ordem. a nota promissória não tem autonomia (Súmulas 233. são causais: (i) duplicata. Literalidade: vale somente o que está escrito no documento. de acordo com a lei. 1.com/leonardosakaki | @leosak Aval Pertence ao direito cambial. Endosso é uma relação autônoma. ou seja. será nominativo. Há duas exceções. O aval serve só para garantir o Garantir o contrato.00 pode ser normativo ou ao portador. avalista – credor. A lei 8. duplicata e letra de câmbio – não pode ser ao portador. Endossante casado não precisa da Aval e fiança: precisa da vênia conjugal.sites. Art. o título de crédito não tem uma causa ou origem previamente definida – cheque. Aval é uma relação autônoma. a garantia é subsidiária – só pode ser atingido depois do devedor principal. http://leonardosakaki.com. endossante – credor. que só pode ser emitida de nota fiscal de compra e venda ou de prestação de serviços – a duplicata será fria ou simulada quando não tem a causa que a lei definiu (nota fiscal de compra e venda ou de prestação de serviços). (ii) nota promissória vinculada a contrato bancário. quer dizer que não há benefício de ordem. Ler art. 903. nota promissória e a letra de câmbio).uol.021/90 diz que não pode circular título ao portador. A garantia no endosso é solidária. 17. b) Autonomia: das relações jurídicas: credor – devedor.

acerca desses bens ou direitos.uol.648.fazer doação. suprir o aceite. A lei do cheque é a lei 7.br | leonardosakaki@uol. O prazo para execução é de 6 meses contados a partir do prazo de apresentação.com. f) Cheque.357/85. como autor ou réu. a cláusula “não à ordem” impede a circulação do crédito. Endosso após o protesto serve só Não muda nada após o protesto. o aval na nota promissória é entendido como dado em favor do sacador. ou seja. sem autorização do outro.com. Daí pego 6 meses dessa data. o protesto do título é a providência suficiente para o ajuizamento da ação de execução contra o sacado. a garantia continua acontecendo. Conto 30 dias – 7 de julho. é correto afirmar que. a definição de cheque é: ordem de pagamento À vista. 43 (FGV – OAB 2010.br | 11 99610348 facebook. nenhum dos cônjuges pode.alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis.sites. Sou obrigado a protestar quando quero usar o título de crédito como causa de pedido de falência – valor acima de 40 salários mínimos. O cheque tem um prazo de apresentação no banco de 30 dias contados da emissão para praças iguais ou 60 dias contados da emissão para praças diferentes. Para a lei. quando (A) presente na letra de câmbio. Emissão em 7 de junho – praças iguais. exceto no regime da separação absoluta: I . Parágrafo único. São válidas as doações nupciais feitas aos filhos quando casarem ou estabelecerem economia separada. Ressalvado o disposto no art.com/leonardosakaki | @leosak . em alguns títulos de crédito. (D) não aceita a duplicata.101/05 http://leonardosakaki. IV . 1.prestar fiança ou aval. não sendo remuneratória. tenho até o dia 7 de janeiro de 2011 para mover a ação de execução.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 359 Art. III .647. de bens comuns. 1. (C) firmado em branco. Resposta: C 218 Falência – Lei 11. É obrigatório protestar quando quero acionar endossante ou avalista. O protesto interrompe ou não a prescrição? Interrompe o prazo prescricional – art. e) Protesto. Se o cheque prescreveu ainda posso cobrar o cheque.3) Em relação aos Títulos de Crédito. II . (B) insuficientes os fundos disponíveis. 202 do Código Civil. Súmula 388 do Superior Tribunal de Justiça diz que a simples devolução indevida é causa para indenização dos danos morais. ou dos que possam integrar futura meação. Quando é um requisito obrigatório: quando preciso. o portador de um cheque pode requerer a responsabilidade cambiária do banco sacado pelo seu não pagamento.pleitear. ação de enriquecimento sem causa. O aceite existe na duplicata e na letra de câmbio. A súmula 370 do Superior Tribunal de Justiça cheque pré-datado: se o cheque pré-datado for apresentado antes da data. cabe indenização de danos morais. para transmitir. ação de cobrança. entrando com ação monitória. que é o prazo de apresentação.

Essas pessoas recebem assim que exista dinheiro em caixa.com.br | leonardosakaki@uol. Honorários advocatícios possuem privilégio geral – não tem direito de retenção. é o que acontece com os bancos. Crédito Tributário. são excluídas do processo falimentar as atividades que não são empresariais (atividade dos profissionais liberais. o credor que era proprietário do bem. que será devolvido a ele. Credor que é proprietário de um bem arrecadado pela massa. 218. 3. ou seja. 4. 218. (iii) atos de falência (inciso III) – uma atitude suspeita que faz com que o credor acredite que o devedor não vai conseguir pagar. 2º lugar serão os créditos extraconcursais com origem após a decretação de falência.arts.3 Legitimidade passiva . Crédito com garantia real. 2. (podem ser vários títulos e vários credores. não depositou em juízo. II. Créditos trabalhistas e acidentes de trabalho – até 150 salários mínimos por trabalhador. 94 (i) título executivo judicial ou extrajudicial – protesto e valor acima de 40 salários mínimos. LF A pessoa deve ser empresário individual ou sociedade empresária. não nomeou bens à penhora. Crédito subordinado. Os bancos sofrem intervenção para que haja a verificação dos números e balancetes. 3º lugar serão os créditos concursais antes da decretação da falência: 1.com. É necessário apenas uma certidão. 2. 1 e 2 .2 Classificação dos credores Credor de natureza salarial de até 5 salários mínimos. LF). operadora de plano de saúdes.com/leonardosakaki | @leosak . ou seja. Exemplo: honorários do administrador judicial. (arrendamento mercantil e alienação fiduciária – são casos em que terceiros são proprietários) Quadro geral de credores: 1º lugar será o credor que tem direito ao pedido de restituição. Os interventores podem sugerir a liquidação extrajudicial (o ativo é avaliado e os bens vendidos pode pagar a maior parte do passivo) ou a falência (o ativo é menor que o passivo).1 Motivos para pedido de falência – art. sociedade simples e as cooperativas).br | 11 99610348 facebook. Exemplo: credor de arrendamento mercantil.uol. havendo a elaboração de um relatório. Algumas sociedades sofrem exclusão parcial (art. http://leonardosakaki. Pedido de restituição – a única coisa que precisa ficar provada é a propriedade desse terceiro. Sofrem exclusão total (não sofrem falência): empresa pública e sociedade de economia mista. mas tem que ser acima de 40 salários mínimos e protestado) (ii) execução em andamento. vencidos 3 meses antes da falência.sites. devedor citado e não pagou.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 360 218. seguradoras.

em garanti a de dívida no valor de R$ 1. Resposta: D (d) Crédito com privilégio especial: tem retenção. (f) Crédito quirografário: saldo do crédito trabalhista. saldo do crédito com garantia real.200.br | 11 99610348 facebook. por exemplo. http://leonardosakaki. não havendo hierarquia. §§1 e 3 Ficam de fora: (i) as obrigações gratuitas. pode pedir o direito de reserva de valor – a reserva ocorrerá apenas na falência – o juiz do trabalho envia um ofício ao juiz da falência solicitando a reserva de valor. qualquer valor que está sendo discutido na justiça. (ii) as despesas dos credores.sites. A Fazenda Pública Estadual tem créditos a receber de Delta Ltda. uma ação de cobrança. uma reparação de danos. não vem para a falência. (iii) as obrigações ilíquidas.000. em função de ter havido a quebra da empresa. (B) A Fazenda não pode executar o bem. (a) Crédito trabalhista (valor até 150 salários mínimos por trabalhador) e decorrente de acidente de trabalho. teve sua falência decretada em 11/01/2010. Com base no exposto acima. por exemplo. até o limite do bem dado em garantia.uol. (ii) Créditos concursais: origem do crédito ocorreu antes da decretação da falência. (C) A Fazenda tem direito de preferência uma vez que a dívida tributária é anterior à hipoteca. 218. O critério é a origem pós falência. Delta possuía um imóvel hipotecado ao Banco Junior S/A.000. por exemplo. (c) Crédito tributário. Honorários advocatícios são créditos de privilégio geral. LF (i) Créditos extraconcursais: origem após decretação da falência.4 Créditos excluídos do processo falimentar – art. (e) Crédito com privilégio geral: não tem retenção. ou seja. crédito trabalhista (trabalhador que realizou o trabalho após a declaração da falência. salvo as multas tributárias. (b) Crédito de garantia Real. exemplo: honorários do administrador judicial.000. Essas obrigações permanecem no seu juízo de origem. promessa de doação. conceder ou conceder parcialmente. isso ocorrerá no momento em que essa obrigação se tornar líquida – há a chamada reserva de valor. prevalecendo o crédito com garanti a real. como. numa ação trabalhista.2) Delta Ltda. 6. (D) A Fazenda respeitará a preferência do credor hipotecário.00.5 Classificação dos créditos – arts. assinale a afirmativa correta.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 361 218.com/leonardosakaki | @leosak . art. 74 (FGV – OAB 2010. mas pode um dia entrar na falência.00 O imóvel está avaliado em R$ 1.br | leonardosakaki@uol. 84 e 83. O reclamante. (A) A Fazenda tem direito de preferência sobre o credor com garantia real. salvo as custas judiciais. 5.com. nos limites do valor do crédito garanti do pela hipoteca. sendo o valor realmente reservado.com. em virtude de seus privilégios. uma reclamação trabalhista. crédito tributário (após a decretação da falência) etc. relacionados ao ICMS não pago de vendas ocorridas em 03/01/2008. uma indenização etc. mas o juiz pode não conceder.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 362 (g) Multas. O terceiro não é necessariamente um credor.uol. pode ser alguém que em algum momento deixou um bem dentro da massa. Exemplo: pró-labore de sócio.br | 11 99610348 facebook.com.com. 218. 218. (h) Créditos subordinados.6 Pedido de restituição Peço toda vez que bem de propriedade de terceiro for arrecadado pela massa.br | leonardosakaki@uol.sites.7 Procedimentos http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak . Exemplo: arrendamento mercantil e alienação fiduciária.

LF Para que alguém possa pedir a recuperação judicial. é necessário que seja devedor. O devedor não pode ter sido condenado em crime falimentar. Citação. exerça atividade empresarial de forma regular há pelo menos 2 anos. Publicação de edital de convocação dos credores.com. LF. (ii) Depósito elisivo (pagamento). 95. http://leonardosakaki. Há prazo de 10 dias. Para pedir uma nova recuperação judicial é necessário 5 anos.uol. Redação do quadro geral de credores – prazo de 45 dias ao administrador. Credor retardatário – habilitação feita após esse prazo – art.com/leonardosakaki | @leosak . Atenção aos recursos (abaixo). 99. Encerramento.com.br | 11 99610348 facebook.sites. tenho que esperar 8 anos para pedir uma nova recuperação. 48. ou (iii) Pedido de recuperação judicial Arts. Após uso do plano especial (da microempresa). LF.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 363 Petição inicial. (i) Contestação. Habilitação: credores têm 15 dias (a partir da publicação) para fazerem a habilitação. Liquidação: momento em que os bens são vendidos e há o pagamento dos credores. Recursos: se a falência for improcedente – apelação se a falência for declarada – agravo de instrumento 219 Recuperação judicial 219. O devedor não pode estar falido.1 Requisitos – art. Sentença – art. LF. 96 e 98. 10.br | leonardosakaki@uol.

com/leonardosakaki | @leosak . além disso.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 364 Sociedade comum. 70 a 72 Quem pode pedir é quem tem os requisitos do art. 187. deve ser ME ou EPP. A proposta está na lei: parcelamento em 36x. Créditos excluídos: Créditos tributários (art. Os demais credores deverão ser pagos normalmente. credor no direito de propriedade.br | leonardosakaki@uol. Havendo objeção. apresentando os requisitos do art. o juiz não concede a aprovação e declara a falência (art. Os credores têm 30 dias para apresentação de objeções. o juiz entende que eles aceitaram. quem decidirá é a assembléia geral de credores. LF e art.sites. a homologação. LF. 219. 60 dias 30 dias O juiz concede um prazo de 60 dias para apresentação de uma proposta pelo devedor. adiantamento de crédito para câmbio (dinheiro emprestado para viabilizar exportação). se não aprovar. indica o quórum de aprovação: se aprovar. o juiz homologa. Juiz defere o processamento da recuperação judicial.4 Recuperação judicial do plano especial – arts. há suspensão por 180 dias das ações em andamento e dos prazos prescricionais. 45.2 Créditos atingidos – art.3 Procedimento Petição inicial redigido pelo devedor. 219. Esta decisão não está concedendo a recuperação. empresário irregular. e a 1ª parcela sendo paga em 180 dias da distribuição. No momento em que é deferida. caberá agravo. http://leonardosakaki. LF. e.com. 73).uol. 48. assim. CTN Créditos atingidos: todos os existentes na data do pedido da recuperação judicial. 219. o art. Dessa decisão. 187 do CTN). juros de 12% a. salvo crédito tributário e obrigações ilíquidas (processos de conhecimento).a. 49. Dessas decisões. Para aprovação dessa proposta. não cabe recurso. apenas reconhece que é legítimo de recuperação judicial.com. havendo. sociedade em conta de participação – estão fora. Se não houver objeção. Só atinge credores quirografários.br | 11 99610348 facebook. LF. 48.

será nominativo). hipótese em que circulará pelo endosso ou da cláusula "não à ordem". hipótese em que circulará pela cessão de créditos.Transfere o título e o respectivo crédito do endossante para o endossatário. Protesto por falta de pagamento: quando do vencimento do título.com/leonardosakaki | @leosak . credor proprietário. Vencido o título. 60 dias praças distintas. crédito trabalhista e acidente de trabalho. http://leonardosakaki.Vincula o endossante ao pagamento do título na qualidade de cobrigado/codevedor. adiantamento de crédito para câmbio.sites. Portanto a perda do prazo para protesto não implicará na perda do direito de se executar o devedor principal.br | leonardosakaki@uol. Nominativo: é aquele que possui expresso na cártula o nome do beneficiário do crédito acompanhado da cláusula "à ordem".uol. Prazos para protesto Letra de câmbio e nota promissória: 2 dias úteis. é dever do credor apresentá-lo para pagamento do devedor principal.br | 11 99610348 facebook. vinculando-se ao seu pagamento na qualidade de cobrigado/codevedor. Duplicata: 30 dias Cheque: prazo de apresentação: 30 dias mesma praça. Endosso é um ato cambial pelo qual o credor de um título nominativo à ordem o transferirá a terceiro. necessariamente. razão pela qual qualquer pessoa que esteja portando o título será considerada o seu legítimo possuidor. 221 Títulos de Crédito 221. Para tanto. . poderá o credor se voltar contra eventuais codevedores.1 Circulação Ao portador: é aquele que não possui expresso na cártula o nome do beneficiário do crédito. tais como endossantes e respectivos avalistas (garantidores dos endossantes). será indispensável a realização dentro do prazo legal do protesto do título por falta de pagamento. Endosso parcial: vedado – nulo. mas implicará na perda do direito de se cobrar de eventuais codevedores.com. o credor tem 2 dias úteis após o vencimento para protestar o título. Cláusulas sem despesas: aquela que quando lançada pelo endossante dispensará o protesto para que ele possa ser cobrado pelo endossatário.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 365 220 Recuperação extrajudicial Os créditos excluídos: créditos tributários. no entanto. Efeitos .com. Circulará pela simples tradição – exemplo: cheque (a partir de R$100 o cheque. caso este não cumpra com seu dever de pagar.

http://leonardosakaki. duplicata de prestação de serviços (causa: representar créditos que decorram de prestação de serviços). 29. 30.2 Hipóteses de emissão Título não causal: aquele que poderá ser emitido para documentar qualquer espécie de crédito. 57. 221. Lei 7.sites. Art. 221.663/66 – na nota promissória e letra de câmbio é possível o aval parcial.com/leonardosakaki | @leosak . ou seja. portanto. CC). Art. vinculando-se ao pagamento do título na qualidade de devedor principal. pois há presunção de vinculação do sacado. aceita a ordem que lhe foi dada pelo sacador. nota promissória.uol. não importando a causa que lhe tenha dado origem. Dec.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 366 Endosso póstumo: aquele dado após o vencimento e protesto por falta de pagamento do título. salvo em regime de separação total de bens. Na duplicata o aceite é obrigatório. ainda que ele não lance expressamente o seu aceite do título ele estará vinculado do seu pagamento. Para duplicata também é possível. No cheque o aceite é vedado.br | 11 99610348 facebook. parágrafo único. Exemplo: duplicata mercantil (causa: representar créditos que decorram de uma compra e venda). ou seja. o comprador e. produzindo efeitos de mera cessão de créditos. Título causal: aqueles que só poderão ser emitidos para documentar determinados créditos cuja causa esteja prevista e seja autorizada por lei.com. Aval parcial: pelo CC é vedado o aval parcial (art. Na letra de câmbio o aceite é facultativo. Cheque. Endosso impróprio: é aquele que tem por finalidade legitimar o endossatário na posse do título sem lhe transferir o respectivo crédito.4 Aval Aval é garantia prestada em título de crédito. letra de câmbio e duplicata são ordens de pagamento. pois aplicamos as regras da nota promissória e letra de câmbio. Se o avalista for casado.com. é o ato cambial pelo qual o avalista garante obrigação assumida pelo avalizado em título de crédito. é necessária a anuência do cônjuge. ou seja. Exemplo: cheque. 897. 221.3 Estrutura Aceite é o ato cambial pelo qual o sacado reconhece.br | leonardosakaki@uol.357/85 – no cheque é possível o aval no todo ou em parte (parcial).

à cultura. à dignidade. pretende iniciar atividade laborativa como ensacador de compras na pequena mercearia Tudo Tem. como já possui 14 (quatorze) anos. (D) Washington não poderá trabalhar na mercearia como ensacador de compras. Jovem. (A) Como a comunidade onde reside Washington foi pacificada pelas forças de paz. CF Art. além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência. localizada em sua comunidade.1) Washington. o direito à vida. à educação. crueldade e opressão.sites. assim. (Redação dada Pela Emenda Constitucional n 65.com. É dever da família. Tendo como substrato a tutela do Estatuto da Criança e do Adolescente no tocante ao Direito à Profissionalização e à Proteção no Trabalho. 227. Adolescente 12 a 18 anos. prestar auxílio material aos seus pais. pratica ato infracional. não pratica crime. pois. Menor de 18 anos é inimputável. (C) Washington poderá ser contratado como ensacador de compras. à saúde. movido pelo desejo de ajudar seus genitores no sustento do núcleo familiar pobre. com absoluta prioridade. (ii) Direitos trabalhistas e previdenciários do adolescente trabalhador. assim.br | leonardosakaki@uol.uol. à liberdade e à convivência familiar e comunitária. adolescente com 14 (quatorze) anos. mesmo não sendo tal atividade de aprendizagem. ao adolescente e ao jovem. assinale a alternativa correta. à alimentação. da sociedade e do Estado assegurar à criança. (vi) Todos os filhos devem ter o mesmo tratamento. http://leonardosakaki. tem discernimento suficiente para firmar o contrato de trabalho e. não é necessário que o adolescente goze de horário especial compatível com a garantia de acesso e frequência obrigatória ao ensino regular. Recentemente. 227. (iv) Direito ao pleno conhecimento do ato infracional que lhe é imputado. sem qualquer restrição legal. não se pode afirmar que o menor exercerá atividade laborativa na condição de aprendiz. exploração. CF. (v) Brevidade e excepcionalidade da privação da liberdade.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 367 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 222 Direitos constitucionais da criança e do adolescente Art. discriminação. que funciona 24h.com/leonardosakaki | @leosak . portanto. (i) Idade mínima para o trabalho 16 anos. 228. fala da inimputabilidade do menor de 18 anos. poderá o adolescente exercer a carga horária laborativa no período das 22h às 24h. (iii) Acesso à educação do adolescente trabalhador. desde que procure outra atividade laborativa que seja de formação técnico-profissional. não há falar em local perigoso ou insalubre para o menor. à profissionalização. violência. (B) Na condição de aprendiz.com. ao respeito. esta foi pacificada pelas Forças de Segurança Nacional.br | 11 99610348 facebook. sendo 14 anos como aprendiz. pois tal atividade não é enquadrada como de formação técnico-profissional. Resposta: D Art. de 2010) Criança: menor de 12 anos. 26 (FGV – OAB 2011. adotando a louvável atitude de preferir o trabalho às ruas. ao lazer.

112. 227. ECA.momento para aferição da inimputabilidade é o momento da conduta. matrícula e frequência na escola. fala que os pais têm o dever de cuidar dos filhos menores e que os filhos maiores têm o dever de cuidar de seus pais.com/leonardosakaki | @leosak . carência ou enfermidade. Criança Menor de 12 anos. art. 224 Diferença entre criança e adolescente Adolescente De 12 a 18 anos. Medida protetiva. mas se o adolescente tiver maus antecedentes. 101. será processado. ou seja. Pratica ato infracional.br | leonardosakaki@uol. . tratamento psicológico ou de 32 Súmula 338.uol. Art. sendo a lesão pequena ou insignificante. (iv)Princípio da igualdade de filiação: proibição de distinção de filhos. também se aplica aos atos infracionais. não será considerado ato infracional. (vi) Princípio da brevidade: em caso de restrição.princípio da insignificância ou bagatela. 229. (ii) Princípio da proteção integral: (art. Art. ele deve ser tratado de forma prioritária. Se um adolescente subtrai um sabonete de um real. (v) Princípio da participação social. (vii) Princípio da excepcionalidade: em caso de restrição. a prescrição se aplica aos atos infracionais32. ECA) a proteção é para qualquer menor e não só o menor em situação irregular.segundo o STJ e STF. CF (i) Princípio da dignidade humana: doutrina da proteção integral x doutrina da tutela do menor em situação irregular. e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice.com. Pratica ato infracional. (iii) Princípio da prioridade absoluta: (art. 229. o momento da ação ou da omissão. CF. http://leonardosakaki. Os pais têm o dever de assistir. . STJ: A prescrição penal é aplicável nas medidas sócio-educativas. 227. Art. 223 Tutela constitucional da criança e do adolescente Art. segundo o STF. ECA. sujeitos às normas da legislação especial. Exemplos: encaminhamento para os pais ou responsável. 228.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 368 Art. 1. CF) se houver um litígio em que estiver em jogo o direito de um menor e qualquer outro. (viii) Princípio da condição peculiar de pessoa em desenvolvimento: em caso de restrição. Observação: só o juiz poderá aplicar esta medida. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos. criar e educar os filhos menores.br | 11 99610348 facebook. .com. Medida sócioeducativa.sites. Exemplo: internação.

colocação em família substituta (guarda. 108. ECA http://leonardosakaki. escolhidos pelo povo. É possível a aplicação do ECA em pessoas entre 18 e 21 anos de idade. O adolescente civilmente identificado (quando estiver munido de documento de identidade) não será identificado compulsoriamente. §5. É órgão vinculado (criado organizado e mantido) ao município.com. o adolescente deverá necessariamente ser ouvido. a incidência do ECA se dará quando o adolescente tiver 18 anos. desde que essa aplicação seja excepcionalmente prevista em lei. acolhimento institucional ou familiar (até 2 anos). Na adoção.sites. O adolescente não pode ser transportado em locais fechados das viaturas policiais.br | leonardosakaki@uol. Observação: essas medidas podem ser revistas a todo tempo e são aplicadas pelo juiz ou pelo conselho tutelar. Requisitos: mais de 21 anos e residência na comarca. 226 Direitos do adolescente infrator Privação da liberdade do adolescente infrator em caso de flagrante de ato infracional e no caso de ordem judicial. pelo menos. Em caso de apreensão deve ser comunicado o juiz e a família do adolescente. 227 Internação provisória ou no curso do processo – art.com/leonardosakaki | @leosak . . 121.uol. 225 Conselho Tutelar Não é órgão do poder judiciário. Tem o direito à identificação da autoridade responsável pela apreensão. Exemplos: .br | 11 99610348 facebook. Todo município deve ter pelo menos 1 Conselho Tutelar. O Conselho tutelar é formado por.com. tutela e adoção). ou seja. 5 conselheiros. salvo dúvida fundada. ou outra pessoa por ele identificada. ECA: fixa que a desinternação será compulsória aos 21 anos de idade.art.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 369 toxicômanos. admitida 1 recondução. para mandato de 3 anos.ato infracional praticado quando o adolescente tinha 17 anos e 11 meses.

117.Obrigação de reparar o dano – art.direito de solicitar a presença de seus pais ou responsável em qualquer fase do procedimento. podendo confrontar-se com vítimas e testemunhas e produzir todas as provas necessárias à sua defesa.sites. . ECA Art. ECA: admoestação verbal. 111. III .igualdade na relação processual.pleno e formal conhecimento da atribuição de ato infracional. 110 e 111. ECA. . Quando a reparação puder ser feita pelo adolescente. São asseguradas ao adolescente. II . Até 8 horas semanais aos sábados. VI . Adolescente pode ser internado em unidade prisional no período de 5 dias. ou outro dia que não prejudique escola e trabalho.br | 11 99610348 facebook. as seguintes garantias: I .com. Nenhum adolescente será privado de sua liberdade sem o devido processo legal. salvo se houver dúvida. Há o cumprimento no estabelecimento apropriado. passaporte) não será submetido à identificação compulsória (datiloscópica ou fotográfica). 116. IV . 129 e 130. ECA. Não se confundir com a internação definitiva. Os 5 primeiros dias poderá cumprir numa cela separada dos adultos. Tem que ter reflexos patrimoniais. preferencialmente no final de semana.uol. bastam indícios suficientes de autoria.Advertência – art.assistência judiciária gratuita e integral aos necessitados.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 370 É como a prisão preventiva dos adultos.com/leonardosakaki | @leosak . na forma da lei. .direito de ser ouvido pessoalmente pela autoridade competente. para não atrapalhar nos estudos. destinado a adolescentes infratores. Decretada por juiz. O adolescente civilmente identificado (RG. feriados. CTPS.br | leonardosakaki@uol.defesa técnica por advogado. ECA. Trabalhos forçados são vedados – prestação de serviços à comunidade têm caráter educativo. http://leonardosakaki. O adolescente não pode ser transportado em locais fechados de viaturas policiais. O juiz não pode dispensar as demais provas em razão da confissão do adolescente – trata-se da Súmula 342. 110. domingos. V . 228 Direitos processuais do adolescente infrator – art. mediante citação ou meio equivalente. 115. Aplicada para os atos infracionais menos graves. 229 Medidas socioeducativas Há medidas aplicadas aos pais – arts. Art. por exemplo: furto. estelionato. separação dos adultos e em caráter excepcional. STJ.com.Prestação de serviços à comunidade – art. entre outras. Esta medida tem prazo máximo de 6 meses – 8 horas semanais. É a única medida que para ser aplicada dispensa comprovação da autoria. O prazo máximo para a internação é de 45 dias. Cabe quando há indícios de autoria e materialidade mais a necessidade da internação. apropriação indébita.

inserir em programas assistenciais e vai fazer relatórios periódicos para o juiz). A liberação será compulsória aos vinte e um anos de idade. Pode também ser aplicada de forma autônoma.br | 11 99610348 facebook. O juiz nomeará um orientador para acompanhar o adolescente (acompanhará a vida escolar. psicológico ou psiquiátrico. mediante termo de responsabilidade. em entidades assistenciais. o adolescente deverá ser liberado. revogar ou converter essa medida. bem como em programas comunitários ou governamentais. independentemente de ordem judicial. Em nenhuma hipótese o período máximo de internação excederá a 3 anos – atingido este limite. por constituir medida privativa de liberdade do menor. compense o prejuízo da vítima. vai tentar o adolescente no mercado de trabalho. colocação em família substituta. por outra forma. sujeita aos princípios de brevidade. As atividades externas são obrigatórias. como forma de progressão para a liberdade. Será permitida a realização de atividades externas. requisição de tratamento médico. 101. (B) em se tratando de ato infracional com reflexos patrimoniais.Internação – constitui medida privativa da liberdade. inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio. . Em qualquer hipótese a desinternação será precedida de autorização judicial. hospitais.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 371 . ECA. em regime hospitalar ou ambulatorial. . não poderá exceder o período de 5 (cinco) anos. O juiz pode prorrogar. não poderá o menor ser ouvido pessoalmente pela autoridade competente. Resposta: B 25 (FGV – OAB 2011. orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos. acolhimento institucional. ouvido o Ministério Público. 120. a autoridade poderá determinar.com. colocado em regime de semiliberdade ou de liberdade assistida. . Provisória: antes da sentença.Inserção em semiliberdade – art.com. por período não excedente a 1 (um) ano. orientação.br | leonardosakaki@uol. inclusão em programa de acolhimento familiar. matrícula e frequência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental. 95 (FVG – OAB 2010. Pode ser aplicada desde o início ou depois da internação. Aplica-se prescrição à medida sócio-educativa. ou. é correto afirmar que (A) a prestação de serviços comunitários consiste na realização de tarefas gratuitas de interesse geral. salvo expressa determinação judicial em contrário. devendo em todo o caso ser assistido pelos genitores.1) http://leonardosakaki. (C) a internação.sites.3) Considerando a prática de ato infracional por criança ou adolescente. Súmula 108 do STJ – somente o juiz pode aplicar medida socioeducativas. à criança e ao adolescente. Prazo: 45 dias. Prazo: 3 anos.Liberdade assistida.Medidas de proteção – art. promova o ressarcimento do dano. inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à família.uol. (D) entre as garantias processuais garantidas ao adolescente encontra-se o direito de solicitar a presença de seus pais ou responsável em qualquer fase do procedimento. se for o caso. Prazo mínimo de 6 meses. que o adolescente restitua a coisa. apoio e acompanhamento temporários. Definitiva: a partir da sentença. excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento. escolas e outros estabelecimentos congêneres. Contudo. ECA: encaminhamento aos pais ou responsável.com/leonardosakaki | @leosak . São obrigatórias a escolarização e a profissionalização.

no máximo. (B) o adolescente apreendido em flagrante de ato infracional será imediatamente encaminhado ao Juiz de Direito em exercício na Vara da Infância e Juventude. prestação de serviços à comunidade. o adolescente será reavaliado. desde que o juiz não proíba na sentença. Audiência de apresentação. (C) a medida socioeducativa de internação aplicada em razão do descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta ao adolescente infrator não poderá ser superior a três meses. As atividades externas podem acontecer. quando houver o descumprimento de medida anteriormente imposta – prazo máximo de 3 meses.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 372 No tocante às normas contidas no Estatuto da Criança e do Adolescente.br | leonardosakaki@uol. que decidirá sobre a necessidade ou não de seu acautelamento provisório. Prazo máximo da internação é de 3 anos. A cada 6 meses. É a última medida a ser aplicada. reiteração (≠reincidência: a reiteração é maior que a reincidência – a reiteração exige no mínimo mais 2 atos) de atos infracionais graves. é medida que o membro do Ministério Público atribuído poderá adotar no processamento de ato infracional. que prescinde da homologação da Autoridade Judiciária. Defesa prévia – prazo 3 dias. quando o 1º ato a ser praticado não permite a internação. O juiz pode suspender as visitas ate mesmo dos pais ou responsável se isso for nocivo ao adolescente. Resposta: C 230 Internação – art. http://leonardosakaki. observado o prazo máximo de 5 dias e separação dos adultos. O tráfico de drogas.com/leonardosakaki | @leosak . é correto afirmar que (A) ao ato infracional praticado por crianças corresponderão as seguintes medidas socioeducativas: advertência.com. podendo ser prorrogado em caráter excepcional). Excepcionalidade. Não se pode decretar a incomunicabilidade do adolescente.uol. É obrigatória a oitiva do adolescente antes da internação. 121 e ss do ECA Brevidade: não tem prazo determinado – o juiz não fixa prazo na sentença.br | 11 99610348 facebook. Será aplicado em 3 casos: ato infracional com violência ou grave ameaça. Atenção: o adolescente pode receber medida de proteção quando for vítima. Aos 21 anos de idade ocorre a liberação compulsória. obrigação de reparar o dano. entre elas pode haver o abrigamento (prazo máximo de 2 anos.sites. 231 Procedimento para apuração do ato infracional Representação. (D) a concessão da remissão.com. liberdade assistida e inserção em regime de semiliberdade. O adolescente pode ser colocado em estabelecimento prisional de adultos.

(ii) Juiz: pode ser durante o processo. Não pode ser levado em compartimento fechado de veículo oficial.uol. ocorrerá separação obrigatória do processo. Se houver concurso com adulto. Se o advogado faltar num ato que deveria estar presente: para não retardar o processo contra o adolescente.com. 233 Representação Pode ser oferecida sem prova pré-constituída da autoria e materialidade. (i) Ministério Público: antes do processo. 235 Competência Lugar da prática do ato infracional. A execução da medida aplicada pode ser delegada para a residência dos pais ou responsável.com/leonardosakaki | @leosak . Há casos que não precisa de procuração: quando o advogado é nomeado pelo juiz.br | leonardosakaki@uol. A identificação criminal só é possível se houver dúvida fundada para fins de legitimação. http://leonardosakaki. Determinação judicial: juiz da infância.br | 11 99610348 facebook. dá ensejo à suspensão ou extinção do processo.sites. quando o advogado é formalmente apresentado ao juiz. É nula a desistência de outras provas em face da confissão do adolescente. Apreensão: Flagrante: encaminhado à polícia.com. 126 a 128 do ECA Concedida pelo Ministério Público ou pelo juiz. pode ser cumulada com medida socioeducativa. o juiz nomeia um defensor ad hoc. assistência judiciária gratuita. Apelação – prazo 10 dias – tem juízo de retratação.arts. 234 Advogado O adolescente tem direito à defesa técnica. não pode cumular com medida socioeducativa. antes da sentença. 232 Remissão (perdão) . exceto a internação e a semi-liberdade. pode ser revista a todo tempo. essa medida aplicada com a remissão.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 373 Audiência em conciliação.

Crimes Mais graves. Juiz pode discordar: remete os autos ao Procurador-Geral.embargos de declaração – 5 dias .com. Juiz designa data de audiência de apresentação e decide sobre eventual internação provisória Juiz pode conceder a remissão Defesa prévia no prazo de 3 dias Debates orais Sentença 20min+10min 237 Sistema recursal do ECA Aplica-se o Código de Processo Civil. Oferecera representação Juiz pode concordar: autos serão arquivados.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol.uol.apelação e agravo possuem juízo de retratação 238 Crimes do ECA Todos os crimes do ECA são de ação penal pública incondicionada. Aliciar. http://leonardosakaki. instigar ou constranger a criança com fim de com ela praticar ato libidinoso. não implica maus antecedentes.promotor Pode conceder remissão. Pornografia infantil – cena de sexo explícito (qualquer atividade sexual explícita real ou simulada).sites.com.prazo: 10 dias .Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 374 236 Ministério Público . Vender fogos de artifício que tenham potencial lesivo. exibição de órgãos genitais para fins primordialmente sexuais. Peculiaridades: . Torturar criança e adolescente é crime previsto na lei de tortura e não no ECA. assediar.com/leonardosakaki | @leosak . (exemplo: Messenger) 239 Crimes e infrações administrativas contra criança e adolescente Infrações administrativas Menor gravidade. Pode requerer o arquivamento.

É necessário o consentimento do adolescente. 245 a 258. divulgar. parágrafo único É a família formada por parentes próximos que convivem com a criança ou o adolescente.com/leonardosakaki | @leosak .sites. ECA. Todos os crimes previstos no ECA são de ação penal pública incondicionada. 241-E Material contendo cena de sexo explícito (cena real ou simulada de sexo envolvendo crianças ou adolescentes) ou cena pornográfica (criança ou adolescente expõe sua genitália. A criança ou adolescente tem o direito de conviver no seio saudável de sua família natural33 ou de sua família extensa ou ampliada34.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 375 Submete o criminoso a uma pena. 28. 28). Família formada por parentes próximos que convivem com as crianças ou com o adolescente e que mantém laços de afinidade e afetividade. Convivência familiar. 35 Em caso de guarda.br | leonardosakaki@uol. 241 Família extensa ou ampliada – art. tutela e adoção (única possível para o estrangeiro) oitiva do menor: sempre que possível será ouvido e. §§1 e 2) Família formada pelos pais ou por um deles e seus descendentes. Veículo de imprensa divulga nome ou imagem de adolescente ou criança. ECA. Colocação em família substituta guarda.br | 11 99610348 facebook. a oitiva é obrigatória e necessário seu consentimento (art. tutela e adoção. A criança deve ser ouvida preferencialmente. Submete o infrator a uma penalidade administrativa. 228 a 244-A. 25. Produzir.com. Infrações administrativas estão nos arts. 34 33 http://leonardosakaki. tem direito à presença de um dos pais ou responsável. Respeito Dignidade Liberdade – é em todos os sentidos. possuir (se o material for de pequena quantidade. se for maior de 12 anos.uol. Os crimes estão previstos no art. Art. 240 Direitos Civis da Criança e do Adolescente Vida Saúde – se for hospitalizado. tutela e adoção (art. com laços de afinidade ou afetividade. Em casos excepcionais poderá ser colocado em família substituta35.com. a pena será reduzida). Regras Gerais modalidades: guarda. Hospedar menor de 18 anos em hotel ou motel sem autorização dos pais ou do juiz. com fins primordialmente sexuais). vender ou expor à venda.

Pais que não cumprem o dever? Perda do poder familiar (judicialmente e com contraditório – art.Ausência temporária dos pais.. irrevogável e excepcional – art. 2 hipóteses de concessão da guarda: . ECA – existe desde que a morte ocorra durante o processo de adoção. serão colocados na mesma família (art. p. 40.Guarda provisória: declarada incidentalmente nos processos de tutela e adoção. b) adoção do maior de 18 anos: regime do CC.br | 11 99610348 facebook. §2. . 42 deve ter pelo menos 16 anos mais que o adotante – art. 42. 28.sites. ECA) (iii) Adoção Noção e efeitos: forma de colocação em família substituta. 28.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 376 irmãos: em regra. http://leonardosakaki. §4) Criança ou adolescente remanescente de quilombo ou comunidade indígena: art. (i) Guarda Regularizar ao posse de fato da criança ou adolescente.Quem pode ser adotado a) adoção do menor de criança ou adolescente: regime do ECA.com/leonardosakaki | @leosak . Vedações para a adoção – Não podem adotar: 1) não pode haver adoção por procuração (art. . 39. 1. hetero e homossexual) união estável ou homoafetiva casal. mulher.A criança ou adolescente terá todos os direitos de um dependente. §3.uol. .Morte dos pais . 22 e 24. (ii) Tutela Cabe: . ainda que divorciado maior de 18 anos – art. p. salvo se já estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes – art. ECA). Idade máxima para o adotado: 18 anos na data do pedido.com. inclusive previdenciários. casal (divorciado – se o divórcio ocorreu durante o processo de adoção –. 6.Guarda para pode ser revogada pelo juiz a todo tempo .br | leonardosakaki@uol. §6.com. 39.Ausência declarada dos pais .Perda ou suspensão do poder familiar .Quem pode adotar homem. . ECA adoção post mortem – 42.

46.com/leonardosakaki | @leosak . 46 ECA nacional: não há prazo mínimo. b) um dos pais foi destituído do poder familiar – basta o consentimento do outro (art. 45. O prazo dessa ação para destituição do poder familiar é de 120 dias. O réu será citado para se defender em 10 dias – se não tiver condições. 30 (trinta) dias (art. ECA) – nesse caso.br | 11 99610348 facebook.possível mudança do prenome 242 Perda e suspensão do poder familiar – destituição do poder familiar Pobreza não enseja a perda do poder familiar – 23. ECA). 42.Direito de conhecer sua origem biológica (art. devendo a autoridade judiciária fixá-lo conforme as peculiaridades do caso.com.uol. 45. não tem poder familiar ou morreu. §3. .sites. será de. 1 ECA Adoção unilateral ocorre quando um cônjuge adota os filhos do outro cônjuge. ECA Pode ser ajuizada pelo Ministério Público ou pessoa interessada. . a) um dos pais é desconhecido – basta o consentimento do genitor que conste do registro (art. §1.. 24. não há vedação que colaterais adotem.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 377 2) não podem adotar os ascendentes e os irmãos do adotando (art. 1637 (faltar com os deveres do poder familiar ou condenado a mais de 2 anos de prisão). ECA) após os 18 anos – acesso total antes dos 18 anos – decisão do juiz. 41. ECA . no mínimo.. de forma que pode tio adotar sobrinho. assegurança orientação . do ECA).com. Perda ou suspensão . 48.não se fornecerá certidão. 47. §1.Adoção unilateral – art. §1.br | leonardosakaki@uol. desde que não tenha pai conhecido. internacional: cumprido no território nacional. será nomeado um advogado para defendê-lo.Estágio de convivência – art. .Adoção e registro civil – art. 97 (FGV – OAB 2010. p.decisão judicial (contraditório) – art.cancelamento do registro anterior . . ECA a) Extinção (perda) do poder familiar: 1635 e 1638 do CC a1) morte dos pais ou do filho a2) emancipação a3) maioridade a4) adoção a5) decisão judicial na forma do artigo 1638 b) Suspensão do poder familiar – art.3) http://leonardosakaki. do ECA).

84) – para criança e adolescente a) Acompanhado dos pais ou responsável b) Um dos pais.br | 11 99610348 facebook. (C) o procedimento para perda ou suspensão do poder familiar terá início por provocação do Ministério Público ou de quem tenha legítimo interesse.com/leonardosakaki | @leosak . (B) o procedimento para perda ou suspensão do poder familiar dispensa que os pais sejam ouvidos.com.com. ouvido o Ministério Público. 83) – só para criança Criança – acompanhada dos pais ou responsável ou com ordem judicial Exceções: a) Comarca contígua (na mesma unidade da federação ou região metropolitana) b) Acompanhada de ascendente ou colateral maior até o terceiro grau c) Pessoa maior autorizada pelos pais ou responsável OBS.010. 244 Viagem Criança Adolescente Viagem doméstica sem os pais – precisa de autori.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 378 Com relação aos procedimentos para a perda e a suspensão do poder familiar regulados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Tratamento psicológico ou psiquiátrico.Viagem doméstica sem os pais – não precisa de auzação judicial torização judicial Viagem ao exterior sem os pais – precisa de autori. Exemplo: denegrir a imagem do outro genitor. Resposta: C 243 Alienação parental Ocorre quando um dos genitores ou quem tem a guarda da criança ou adolescente turba (atrapalha ou dificulta) o exercício do poder familiar do outro genitor. de 3 de agosto de 2009. dificultar o exercício do direito de visitas etc.uol. o prazo máximo para a conclusão do procedimento de perda ou suspensão do poder familiar será de 180 (cento e oitenta) dias.Viagem ao exterior sem os pais – precisa de autorização judicial zação judicial Viagem nacional (art. poderá decretar liminar ou incidentalmente a suspensão do poder familiar. independentemente da gravidade do motivo. (D) em conformidade com a nova redação dada pela Lei 12. é correto afirmar que (A) a autoridade judiciária. autorizado expressamente pelo outro (com firma reconhecida) http://leonardosakaki.br | leonardosakaki@uol. Multa. mesmo se estes forem identificados e estiverem em local conhecido. Modificação da guarda.: O juiz pode conceder autorização por 2 anos Viagem internacional (art. Consequências da alienação parental: Advertência.sites.

salvo os de menor ofensividade e) Revistas impróprias f) Bilhetes lotéricos ou equivalentes g) tinta em spray 247 Hospedagem (art.br | 11 99610348 facebook.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 379 c) Outras hipóteses – autorização judicial 245 Diversões e espetáculos Poder Público regulará a informação sobre espetáculos. 81) a) Armas. 252) As crianças menores de 10 anos só podem ingressar em espetáculos com os pais ou responsável (75. 74 Os responsáveis devem deixar informação destacada – art. 80 246 Proibição da venda de produtos (art.br | leonardosakaki@uol. p. explosivos b) Bebidas alcoólicas c) Produtos que causam dependência.com. informando a natureza deles e a faixa etária – art. cola de sapateiro etc. p. 258 Revistas impróprias deverão ser vendidas lacradas – art. munições.com.uol.com/leonardosakaki | @leosak . ainda que por uso indevido (cigarro.u SE NÃO INFORMAR – INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA (art. sinuca ou casa de jogos – não é permitida a entrada de crianças e adolescentes – art.257 Lugar de bilhar. 82) Só pode hospedar criança ou adolescente com autorização dos pais ou responsável ou autorização judicial. Se o hotel descumprir – infração administrativa – art. 74. 250 http://leonardosakaki.sites.u) SE DEIXAR ENTRAR – INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA – art.) d) Fogos de estampido ou artifício. 78 SE VENDER DE FORMA IRREGULAR – INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA – art.

Essa declaração coloca o meio ambiente como direito fundamental. 249 Classificação de meio ambiente (i) Meio ambiente natural: Composto pelos elementos bióticos (fauna e flora) e abióticos (atmosfera. http://leonardosakaki. vigilância (=fiscalização) e desapropriação. registro (patrimônio imaterial). parques etc. Grandes biomas brasileiros previstos constitucionalmente (são patrimônio nacional): Pantanal. 2002: Rio +10 + Johanesburgo – discutiu os resultados das conferências anteriores. inventário.com.uol. Estados.sites. museus. escolas). CF): competência comum. Formas de proteção: tombamento (patrimônio material). (iii) Meio ambiente artificial ou construído: Intervenção humana. (ii) Meio ambiente cultural: Patrimônio material e imaterial histórico do Brasil. solo. Atendimento do plano diretor – cumprimento da função socioambiental.br | 11 99610348 facebook. Distrito Federal e municípios. Fiscalização: todos os entes – é comum entre União. 1992: Conferência Mundial Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio92 / Eco92) – Declaração do Rio – é uma declaração de princípios. praças. 23. água).com. Serra do Mar. Espaços abertos (ruas. 250 Competências constitucionais em matéria ambiental (i) Administrativa (art. 1987: Relatório Nosso Futuro Comum (Relatório Brundtland) – traz o conceito clássico de desenvolvimento sustentável: "desenvolvimento sustentável é atender as necessidades da presente geração sem comprometer as necessidades das gerações futuras" – Princípio da solidariedade intergeracional. Amazônia.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 380 DIREITO AMBIENTAL 248 Direito Ambiental Internacional 1972: com a Conferência Mundial Sobre Meio Ambiente Humano – Declaração de Estocolmo – surge o Direito Ambiental como conhecemos hoje.br | leonardosakaki@uol. Zona Costeira e Mata Atlântica.) e espaços fechados (teatros.com/leonardosakaki | @leosak . (iv) Meio ambiente do trabalho: Preocupa-se com a saúde e a segurança do trabalhador. É obrigatório para toda cidade com mais de 20 mil habitantes.

Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 381 (ii) Legislativa (art. (A) Deverá ser editada lei ordinária com as normas para a cooperação entre a União e os Estados.938/81 Preocupação com o meio ambiente natural.com. CF): competência concorrente. O empresário tem que adotar todas as medidas para mitigar os impactos ambientais de sua atividade. Art. Competência legislativa plena.938/81. §1. (ii) Princípio da prevenção: agir antecipadamente. in dubio pro natura. inversão do ônus da prova (empresário deve provar que a sua atividade não provoca danos ao meio ambiente e riscos à saúde pública).. de certidão da Prefeitura Municipal sobre a conformidade do empreendimento com a legislação de uso e ocupação do solo decorre da competência do município para o planejamento e controle do uso. para evitar a hiperexploração e. 252 Política nacional do meio ambiente – Lei 6.com. Resposta: B 251 Princípios (i) Princípio do desenvolvimento sustentável: desenvolvimento sustentável é compatibilizar as atividades econômicas com a proteção ao meio ambiente. II. (D) A competência executiva em matéria ambiental não alcança a aplicação de sanções administrativas por infração à legislação de meio ambiente. assinale a alternativa correta. ausência de pesquisas conclusivas. do Distrito Federal e dos Municípios. CF) (tem que atender o plano diretor). o Distrito Federal e os Municípios para o exercício da competência comum de defesa do meio ambiente.2) Considerando a repartição de competências ambientais estabelecida na Constituição Federal.sites. por consequência. (iii) Princípio da precaução: incerteza científica. art. II. §2. Dados. 24. Cabe à União editar as normas gerais e os Estados e o Distrito Federal as normas suplementares. 97 (FGV – OAB 2010. (C) Legislar sobre proteção do meio ambiente e controle da poluição é de competência concorrente da União. no que couber. 30. do parcelamento e da ocupação do solo urbano. com fundamento no artigo 24 . (iv) Princípio do poluidor pagador: internalização (processo produtivo) das externalidades (o que está fora da cadeia produtiva – poluição. http://leonardosakaki.br | leonardosakaki@uol. no processo de licenciamento ambiental. resíduos) negativas.com/leonardosakaki | @leosak . Lei 6. 186. dos Estados. CF. A grande finalidade da política nacional do meio ambiente é preservar.uol. recuperar e melhorar o meio ambiente no Brasil. Função: rural (art. risco desconhecido. (v) Princípio do usuário pagador: tenho que quantificar os recursos naturais. pesquisas e informações ambientais sobre a potencialidade do dano.br | 11 99610348 facebook. 14. Princípio da certeza científica. pedido in abstrato. 182. a escassez. (B) A exigência de apresentação. CF) e urbana (art. CF: o município tem competência legislativa – suplementar legislação federal e estadual.

que é o CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente). estabelecem-se regras de ocupação. O IBAMA executa os instrumentos da política nacional do meio ambiente. também. O SISNAMA tem como órgão superior o Conselho de Governo. Efetivação dos instrumentos de proteção. O CONAMA é a instância recursal do IBAMA – se o IBAMA vier a aplicar multa ou proibir alguma atividade. O IBAMA é uma autarquia federal.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 382 É estabelecido o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) – conjunto de órgãos que tem por finalidade efetivar a política nacional do meio ambiente. o limite de resíduos e energia que podem ser liberados no meio ambiente – lixo e substâncias químicas – que podem causar poluição e degradação. Auxilia o IBAMA. faz a fiscalização e aplicação das sanções necessárias. O CONAMA é órgão consultivo dos demais entes da administração (direta ou indireta) e de particulares. . Estabelece as políticas que serão adotadas – quais serão as prioridades ambientais. Conseqüentemente. propostas ao CONAMA. em razão destas. fiscalizar as questões referentes às unidades de conservação. (ii) ICM-Bio – Instituto Chico Mendes para Biodiversidade É uma autarquia federal.938/81: Elenca. o recurso deverá ser apresentado perante o CONAMA. Lei 6. (ii) zoneamento ambiental: preservar e recuperar áreas urbanas e rurais. este. 9. Proteção da biodiversidade: fiscalizar as questões referentes à biodiversidade e.com. Apresenta.sites.com/leonardosakaki | @leosak . O CONAMA expede resoluções para suplementar a legislação ambiental. sendo. O Conselho de Governo dá assessoria direta à presidência da república. Esse conjunto de órgãos respeita a forma federativa do Estado.br | 11 99610348 facebook. Consideram-se as características de determinada área. . Abaixo do Conselho de Governo há um órgão consultivo e deliberativo. quais são os instrumentos de proteção do meio ambiente: (i) padrão de qualidade ambiental: é estabelecido pelo poder público. preservação do meio ambiente – art.Ministério do Meio Ambiente .uol.Órgãos executivos do SISNAMA (i) IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis O órgão executivo a nível nacional e o mais importante deles é o IBAMA.com. principalmente.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki. recuperar e melhorar o meio ambiente no Brasil. de forma exemplificativa. O CONAMA presta consultoria ao Conselho de Governo. estabelecendo instrumentos para proteger.órgão central Faz a supervisão do SISNAMA.

sites.EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental). (D) A elaboração de estudo de impacto de vizinhança não substitui a elaboração de estudo prévio de impacto ambiental. A inscrição no referido cadastro tem validade de 2 anos.EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança): previsto no Estatuto da Cidade: impacto causado no trânsito. A avaliação é exigido pelos órgãos executivos do SISNAMA. CF. (C) A Avaliação de Impacto Ambiental é exigida para analisar o adensamento populacional e a geração de tráfego e demanda por transporte público advindos da edificação de um prédio. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. 225.uol. instalação elétrica. (B) O estudo de impacto de vizinhança só pode ser exigido em área rural pelo órgão ambiental municipal. Esse estudo. Para a inscrição nesse cadastro técnico. avalia a estrutura urbana. que estabelece e enumera os instrumentos da política de desenvolvimento urbano.lo para as presentes e futuras gerações. Lei 6.com. É feito o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 383 (iii) avaliações de impacto ambiental: é um estudo multidisciplinar que tem como finalidade de verificar se uma obra ou uma atividade que será instalada ou ampliada causará impacto ao meio ambiente.br | leonardosakaki@uol. Esse estudo é obrigatório sempre que houver significativa degradação do meio ambiente – não definida em lei – ferrovia. também denominado de EPIA (Estudo Prévio de Impacto Ambiental): previsto na Lei 6. III. § 1. (A) As atividades de relevante e significativo impacto ambiental que atingem mais de um Município são precedidas de estudo de impacto de vizinhança. custeado por ele e entregue ao órgão ambiental para analisar.938/81 e art. Resposta: D . Art. assinale a alternativa correta. 225. 91 (FGV – OAB 2010. VI. devendo este estar regular no cadastro técnico federal de atividades. também. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá. não avalia impacto no ecossistema natural que é causado.ETEP: cada poder público deve instituir ETEP e sua supressão deverá ocorrer por lei. é exigida a documentação referente à atividade. nas estruturas urbanas etc. além da verificação do impacto.com.br | 11 99610348 facebook. http://leonardosakaki. de acordo com seus arts. Quem faz o estudo é um particular (pessoa física ou pessoa jurídica). . Espécies de avaliação: .com/leonardosakaki | @leosak . Publicidade do estudo: garantia do controle . requerida nos termos da legislação ambiental. art. empresa que utilize carvão mineral ou petróleo (exemplificado na Resolução CONAMA 1/86). CF.938/81. A esse respeito. §1. sendo.exceções: segredo industrial e interesse público. apresenta soluções para amenização de eventual impacto que tal obra ou atividade causará. 4 e 36 a 38. 225. Nenhum estudo tem prazo de validade. Art. Esse estudo é feito pelo empreendedor. IV. podendo ser exigida prova ou avaliação. 9.3) O Estudo de Impacto de Vizinhança – EIV é uma espécie do gênero Avaliação de Impacto Ambiental e está disciplinado no Estatuto da Cidade.

O Brasil é obrigado a ter um banco de dados sobre as espécies vegetais e animais. se a obra ou atividade se limite ao município (seja de interesse meramente local).sites. áreas nas quais há especial características do meio ambiente que torna a sua preservação obrigatória (delimitação da área e regras de utilização). Licença com prazo de até 5 anos. A licença ambiental é sempre temporária e não há direito adquirido. (b) Licença de instalação: apresenta-se o projeto de engenharia e os projetos técnicos competentes.Para assegurar a efetividade desse direito. se for de interesse de um Estado ou se for de competência estadual e atinja mais de um município. sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei. Licença com prazo de 4 a 10 anos. quem será responsável pelo licenciamento será o órgão seccional. Com o vencimento dos prazos. A criação das unidades de conservação será feita por lei ou decreto. sendo a solicitação analisada em até 6 meses.985/00. . Esse procedimento é obrigatório e será exigido quando estiver diante de uma obra ou atividade que possa causar dano ou degradação ao meio ambiente ou que usem recursos ambientais. previstas na Lei 9.definir. (vi) Sistema nacional de informações ambientais: relatório anual e direito a informações ambientais. Unidade de proteção integral: vedada ocupação e utilização. para redução ou extinção também será por lei. Licença com prazo de até 6 anos. o licenciamento será feito pelo órgão municipal. vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção.br | 11 99610348 facebook.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 384 § 1º . http://leonardosakaki. (iv) Incentivos fiscais e econômicos para obras ou atividades que usem ou fabriquem materiais ou sistemas de proteção ambiental. Fases: (a) Licença prévia: será exigido o projeto e a localização. pode ser requerida a revisão. uso de elementos naturais regradas. incumbe ao Poder Público: III . em todas as unidades da Federação. (c) Licença de operação: verifica-se se foram respeitadas as fases anteriores e o cumprimento das exigências feitas nas referidas fases. as unidades de conservação. ou seja. espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos.Licença e revisão de atividades: o licenciamento é um procedimento administrativo que tem por finalidade a obtenção de uma licença ambiental. ou seja.br | leonardosakaki@uol. Para a renovação.com.com. Órgão competente: órgãos competentes do SISNAMA – se houver interesse nacional ou se for de competência da união ou se a obra ou atividade atingir mais de um Estado tem que ter o licenciamento.com/leonardosakaki | @leosak . de qualquer das mencionadas fases. Unidades de conservação de uso sustentável: permite ocupação de população nativa. (v) Criação de espaços territoriais especialmente protegidos. sendo este feito pelo IBAMA.uol. O relatório anual será emitido para os organismos internacionais e para o cidadão brasileiro. deve ser requerida com 120 dias de antecedência.

A licença ambiental não gera direito adquirido – gera estabilidade temporal. Prazo mínimo de 4 anos. (x) Cadastro federal de atividades poluentes: toda empresa que atua com elementos ou atividades poluentes deve estar cadastrada para facilitar a fiscalização. Ministério Público.3) A supressão de vegetação primária e secundária no estágio avançado de regeneração somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública. A esse respeito. tendo como motivo o interesse social. em todos os casos devidamente caracterizados e motivados em procedimento administrativo próprio.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 385 (vii) Cadastro técnico federal de atividades: qualquer pessoa física ou pessoa jurídica que queira atuar na questão ambiental é obrigado a estar inscrito e regular no cadastro técnico. (A) Um advogado de proprietário de terreno urbano afirma ser possível a obtenção de licença ambiental para edificação de condomínio residencial com supressão de Mata Atlântica com base em utilidade pública.Órgãos seccionais – órgãos executivos estaduais e do Distrito Federal . Resposta: C http://leonardosakaki. Estudo prévio de impacto ambiental é obrigatório para quem for causar impactos. 14 da Lei 11. Prazo máximo não pode ser superior a 5 anos. Prazo máximo não pode ser superior a 6 anos. prazo máximo de 10 anos.com/leonardosakaki | @leosak . (B) A licença ambiental de empreendimento de relevante e significativo impacto ambiental localizado em terreno recoberto de Mata Atlântica não pode ser concedida em hipótese alguma. quando inexistir alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto. entidade da sociedade civil. assinale a alternativa correta. com base na Lei 11. a Lei 6.sites. (ix) Sanções disciplinares. Instalação: licença para construir. que dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do bioma Mata Atlântica.com. (D) Desde que obtida a autorização de supressão de vegetação de Mata Atlântica. conforme o disposto no art. não é aplicável a legislação que exige a licença ambiental.br | leonardosakaki@uol. Operação: licença para funcionar.uol.com.938/81 e o Decreto 99. Audiências públicas do estudo prévio de impacto ambiental – legitimados a participar da audiência pública: órgão ambiental.428/2006. 50 ou mais cidadãos podem pedir a realização da audiência pública.br | 11 99610348 facebook. (C) Um produtor de pequena propriedade ou posse rural entende que é possível a obtenção de licença ambiental para atividade agroflorestal sustentável. 93 (FGV – OAB 2010. de acordo com a CRFB/88. sendo que a vegetação secundária em estágio médio de regeneração poderá ser suprimida nos casos de utilidade pública e interesse social.Órgãos locais – órgãos executivos na esfera dos municípios 253 Licenciamento ambiental Prévia: licença de localização. .274/90. Renovação com antecedência mínima de 120 dias da expiração da licença.428/2006.

uol. efetivo ou presumido. A pessoa jurídica também poderá responder pela infração. (C) Constitui inovação da lei de crimes ambientais a excludente de anti juridicidade relativamente ao comércio não autorizado de animais da fauna silvestre voltado exclusivamente à subsistência da entidade familiar. assinale a alternativa correta. Sanções: advertência. multa e penas restritivas de direito. independentemente de qualquer resultado danoso. Resposta: D . em qual tipo infracional se enquadra. http://leonardosakaki. 70. será em pecúnia. Há um procedimento administrativo que se inicia com uma notificação ao infrator.2) Diante das disposições estabelecidas pela Lei n.br | 11 99610348 facebook. 9. devendo haver os requisitos mencionados anteriormente (no âmbito penal). se não for possível. (D) Os tipos penais ambientais. (B) A pena restritiva de direitos da pessoa jurídica. em regra. pena privativa de liberdade e de direitos Decisão tomada pelo representante legal.sites. (A) A desconsideração da pessoa jurídica somente será admiti da se a pena restritiva de direitos se revelar inócua para os fins a que se destina.Penal Haverá ação penal pública incondicionada.com/leonardosakaki | @leosak . .com. 98 (FGV – OAB 2010.br | leonardosakaki@uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 386 254 Responsabilidade por dano ambiental Responsabilidade por danos ambientais no Brasil é objetiva. Sanções: multa.com. descrevem crimes de perigo abstrato.605/98: tipos infracionais.Administrativa Art. Art. 37. no que tange a proibição de contratar com o poder público. CF. Esta decisão tem que beneficiar a empresa. A reparação do dano ambiental: reparação ou restauração do dano. Lei 9. sendo detalhado o ato. contratual ou pelo colegiado. previsão legal. sanção aplicada e informar como deverá ser feita a defesa. A pessoa jurídica responde: ato é um tipo penal + gerar benefício + ordem expressa de um poder de comando. 30 dias para proferir a decisão e o recurso será em 20 dias. com efeito devolutivo e o pagamento de eventual multa deverá ser feito em 5 dias.605/98 sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. que se consumam com a própria criação do risco. A defesa será em 20 dias. terá duração equivalente ao tempo de permanência dos efeitos negativos da conduta delituosa sobre o meio ambiente.

II – 35% da propriedade rural localizada no bioma cerrado dentro dos estados que compõem a Amazônia Legal. no exercício do poder de polícia. ou seja.2001. Exceção: quando Estado é omisso na fiscalização. não será apurado o dolo ou culpa. de 24. excetuada a de preservação permanente. Pessoa jurídica: desconsideração. III.Cível A responsabilidade é objetiva. ação popular e mandado de segurança individual ou coletivo). 255 Reserva legal Reserva Legal é a área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural. O dano ambiental pode ser difuso (se atingir um número indeterminado de vítimas e se foi gerado por um fato comum). que não seja a de preservação permanente (APP). em seu art. sendo: "área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural. à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas. O dano pode ser material ou moral – casuística. necessária ao uso sustentável dos recursos naturais.com/leonardosakaki | @leosak . Ela varia de acordo com o bioma e o tamanho da propriedade e pode ser: I – 80% da propriedade rural localizada na Amazônia Legal.Dano O dano ambiental não é automaticamente um dano difuso. à conservação e reabilitação dos processos ecológicos.20% nas propriedades rurais localizadas nas demais regiões do país.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 387 Responsabilidade é objetiva.com. O conceito de RESERVA LEGAL é dado pelo Código Florestal. III. ao status quo ante (obrigação de fazer e astrentes – multa processual).sites. . . coletivo (coletividade – vítimas ligadas por uma relação jurídica) ou individual. surge a obrigatoriedade de reparar.08.br | leonardosakaki@uol. §2°. Uma vez apurado o dano. Somente se não for possível a reparação. Princípio do poluidor pagador: o poder público vai determinar a reparação – retorno ao estado anterior. A reparação é imprescritível – pode ser questionado a qualquer momento.br | 11 99610348 facebook.com. O Objetivo do decreto da Reserva Legal é a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos. é exigida a compensação: recuperação de uma área assemelhada." http://leonardosakaki.166/67. 1°. conservação da biodiversidade e o abrigo e proteção de fauna e flora nativas. A apuração na esfera cível será feita por ação judicial (ação de conhecimento ou ações de conhecimento de ritos especiais – ação civil pública.uol. Não havendo outra alternativa. inserido pela Ministério Público 2. individual homogêneo (número determinado de vítimas de um fato comum). é exigida a indenização.

o novo proprietário adquire os passivos ambientais.br | 11 99610348 facebook. como unidades de conservação de uso sustentado.985/2001. os proprietários terão que reservar uma parte da vegetação natural em sua propriedade para que o ecossistema seja protegido. previu que as unidades de conservação devem dispor de uma zona de amortecimento definida no plano de manejo. que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC. (A) Os parques. assinale a alternativa correta. 90 (FGV – OAB 2010.com. por conta própria e orientação técnica particular. Resposta: B Obrigação propter rem: aquisição de uma propriedade com degradação ambiental. o prazo para o produtor rural fazer a averbação da Reserva Legal é de um ano (até dezembro de 2009). que pune com rigor os crimes ambientais.uol.com.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 388 Portanto. Segundo o decreto 6514. (D) As Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPN são obrigadas a elaborar plano de manejo delimitando suas zonas de amortecimento.br | leonardosakaki@uol. http://leonardosakaki.com/leonardosakaki | @leosak .sites.3) A Lei 9. Há direito de regresso ao proprietário anterior. não têm zona de amortecimento. A esse respeito. (B) As Áreas de Proteção Ambiental – APAs não precisam demarcar sua zona de amortecimento. (C) Tanto as unidades de conservação de proteção integral como as de uso sustentado devem elaborar plano de manejo. delimitando suas zonas de amortecimento.

São direitos inatos ao homem. §4.com/leonardosakaki | @leosak .sites. 12. 257 Conceitos iniciais (i) Direitos do homem São direitos inerentes aos seres humanos e que e não necessitam estar escritos para serem respeitados – direito à vida. 1 ao 5. http://leonardosakaki. 14. LXXVIII. 49. 258 Conceito de TIDH Documento escrito. 84. (iii) Direitos humanos São direitos do homem e/ou fundamentais previstos em tratados internacionais de direitos humanos. já nasce com ele.com. 109. CF – mudança de competência do inquérito ou processo que envolvem direitos humanos Documentos internacionais: Declaração Universal de Direitos Humanos (DUDH) (1948) Pertencem ao sistema Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (PIDCP) (1966) global (ONU) Pacto Internacional de Direitos Econômicos Sociais e Culturais (PIDESC) (1966) Convenção Americana de Direitos Humanos – Pacto de Sanção José da Costa Rica (1992) – Sistema Regional da OEA.br | 11 99610348 facebook. 5. pacto. Entre Estados ou organismos internacionais. CF – TPI Art. CF – princípio da celeridade – todos os processos devem ser julgados rapidamente – este princípio era previsto na Convenção americana de Direitos Humanos Art.com. EC 45/04 Art. CF – constitucionalização de um tratado de direitos humanos Art. 105 e 109. (ii) Direitos fundamentais São os direitos dos homens previstos em uma Constituição. 5. convenção…). §3.br | leonardosakaki@uol. V-A e §2. Regidos pelo de internacional que protegem as pessoas e não dependem de seu nome (pode ser tratado.uol.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 389 DIREITOS HUMANOS 256 Leitura básica CF: arts. direito à liberdade e direito à intimidade etc. São direitos do homem e/ou fundamentais previstos em tratados de direitos humanos. 5. 102.

3ª Geração: proteger universalidade de pessoas – direitos difusos – Fim da II Guerra Mundial – Criação da ONU (paz universal. 2ª Geração: protege grupos de indivíduos – aposentados.1789) – Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão – proteção dos direitos e garantias individuais – vida. É a valorização de certos direitos em determinados momentos da história 1ª Geração: protege os indivíduos. trabalhadores – Constituição Mexicana (1917).com.07. ciência e homem. direitos e garantias individuais. 259 Marcos históricos para a proteção/valorização do homem Iluminismo – razão. Revolução Francesa (14. proteger meio ambiente.com/leonardosakaki | @leosak . fraternidade entre os povos. Trata-se de um movimento histórico. 260 Precedentes históricos no processo de internacionalização (internalização) dos direitos humanos (i) Direito Humanitário: convenções de Genebra. liberdade. Constituição Alemã (Weimar) (1919). igualdade (exemplo: proteção da educação.com. OIT (1919) – direitos sociais. contendo a separação dos poderes e também os direitos e garantias individuais. social. cultura e trabalho). para a paz universal. filosófico. http://leonardosakaki. (iii) OIT (1919 – Tratado de Versales) 261 Gerações ou dimensões dos direitos humanos Gerações ou dimensões de direitos humanos – trata-se de uma criação doutrinária. Declaração de direitos do homem e do cidadão – trata-se de um documento aprovado pelo parlamento francês.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 390 Podem ter um ou mais documentos. Observação: Cruz Vermelha Internacional – ONG regida pelo direito civil suíço (ii) Liga das Nações (Sociedade das Nações): vem após a primeira guerra mundial para evitar uma segunda guerra mundial.uol.sites. contesta o poder constituído (centrado no teocentrismo) – constituição escrita. Todo país tem que ter uma constituição escrita. Valoriza o homem (antropocentrismo).br | leonardosakaki@uol.br | 11 99610348 facebook. Intensificação dos TIDHs. criada em 1919 através do Tratado de Versales. separação dos poderes. as pessoas – Revolução Francesa (14.1789) – revolução liberal. Dica: o Brasil denunciou (saiu) a Liga das Nações em 1926 por ato unilateral do presidente da república (sem anuência do Congresso Nacional). Proteção dos prisioneiros de guerra e das populações civis nas áreas de conflito. Estimulou as revoluções liberais.07. Fim da II Guerra Mundial – genocídio dos judeus – bombas atômicas no Japão – criação da ONU (1945). situação esta que ainda persiste.

por um ato infraconstitucional anterior. §3. estudo do DNA. Interdependentes: vinculados uns aos outros.com/leonardosakaki | @leosak . essa geração seria a proteção do futuro – nanotecnologia.br | leonardosakaki@uol. fase do referendo congressual. Quem pode assinar um tratado internacional? A nossa Constituição Federal. 2. diz o art. 84. A Convenção de Viena de 1969 admite que quem pode assinar o tratado é: (i) chefe de Estado ou o Ministro das Relações Exteriores. Indivisíveis. Vedação do retrocesso. sendo o referendo por meio de Decreto Legislativo (quorum de maioria simples) ou por meio de Emenda Constitucional (quorum: ⅗ em 2 turnos nas 2 casas do Congresso Nacional). Gera obrigação ex tunc.uol.com. Como o congresso referenda? Se for um tratado comum será por meio de um Decreto Legislativo – o quorum é pela maioria simples. da Convenção Americana. direito a eleger representantes etc.sites.br | 11 99610348 facebook. não diminua os direitos humanos previstos anteriormente – exemplo: se o Brasil retirar a pena de morte.com. Para outros. fase da promulgação + publicação no DOU. 4. Promulgação é feita pelo presidente. não poderá restabelecê-la posteriormente – Art. (ii) chefe da missão diplomática – adotar o tratado com o Estado acreditado –. 263 Incorporação dos tratados humanos 1. VIII. 262 Características dos Direitos Humanos Universais: todos estão protegidos. que quem assina o tratado é o presidente da república.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 391 4ª Geração: implementação de um Estado social democrata – direito à informação. fase da ratificação. 4. (Iii) agente delegado. Historicidade. Pelo Congresso Nacional do país. 264 Sistemas de proteção que o Brasil faz parte http://leonardosakaki. fase da negociação +assinatura (=conclusão): negociar é discutir o conteúdo do tratado. Interrelacionados: não há hierarquia entre os sistemas de proteção – §5 da Declaração e Programa de Ação de Viena (1993). Imprescritíveis: os direitos humanos não estão sujeitos ao tempo – não se ganham e não se perdem ao tempo. Feito pelo chefe de Estado. Ato discricionário. Limitabilidade: os direitos humanos. Se não for comum será um Tratado de Direitos Humanos. delegou também para o Ministro das Relações Exteriores. 3. em certas situações. efeito cliquet. células-tronco etc. podem ser reduzidos – Direito à vida – Brasil – guerra declarada – pena de morte (estado de sítio). refletem a história do homem. os direitos humanos obrigam que um país ao fazer uma nova constituição. e o presidente. se vinculam à história do homem.

com. aplicação de implementar de imediato – prevê mecanismos de fiscalização (relatórios. http://leonardosakaki. 268 Interpretação e aplicação das normas de direitos humanos Na resolução de um caso em concreto aplica-se a norma mais benéfica. Normas "vaso comunicantes" ou cláusulas de retroalimentação. tenho que levar em consideração a dialógica. Normas de interpretação estão dispostas no art. mas o Congresso Nacional pode reduzir para direitos – hoje prisão civil só para devedor de alimentos. 266 Dualismo x Monismo Para a resolução de um caso concreto. 5. raça. Alguns autores incluem a Carta da ONU. vai acionar a Corte Interamericana de Direitos Humanos (COIDH). refere-se a uma somatória de mecanismos. assinada em Bogotá Declaração Americana de Direitos e Deveres do Homem (1948). Segunda geração de direitos – aplicação ao longo do tempo. assinado em Nova York – as normas do PIDCP estão vinculadas à primeira geração de direitos – o país que aderir a este pacto. assinada em Nova Iorque. ou seja.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 392 Global – Organização das Nações Unidas (ONU) Carta da ONU (1945). Regional Americano – Organização dos Estados Americanos (OEA) Carta da OEA (1948). todas as pessoas são protegidas. 29 da Convenção Americana.uol. 267 Universalismo x relativismo §5 da Declaração e Programa de Ação de Viena (1993): prevalece o universalismo. sexo etc. Exemplo: art. Sociais e Culturais (1988).br | 11 99610348 facebook. Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) – se necessário.com/leonardosakaki | @leosak . diferida no tempo. Protocolo Adicional à Convenção Interamericana de Direitos Humanos sobre Direitos Econômicos. existe.br | leonardosakaki@uol. assinada em San Salvador. Sociais e Culturais (PIDESC) (1966).com. cor. denúncias interestatais) Pacto Internacional de Direitos Econômicos. LXVII – prisão civil – devedor de alimentos e depositário infiel – STF diz que é de eficácia contida. independente de religião. programática. vige. diferida no tempo. assinada em Paris Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (1966). assinada em San Francisco Declaração Universal de Direitos Humanos (1948).sites. criação do Comitê de Direitos Humanos. A Carta Internacional de Direitos Humanos compreende: DUDH. PIDCP e PIDESC. assinada em Bogotá Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica) (1969) – existe um artigo que trata da segunda geração. aplicação programática. 265 Carta Internacional de Direitos Humanos Trata-se de uma criação doutrinária – não é um mecanismo de proteção.

perante o Superior Tribunal de Justiça. de 2004) 1 caso de alteração de competência – caso do advogado Manoel Mattos.uol. Tratado internacional – violação do direito – justiça local não quer fazer nada – quero que o tratado seja cumprido – PGR deverá entrar com ação.br | 11 99610348 facebook.br | leonardosakaki@uol. poderá suscitar. coletivos e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica. Art. 109 V-A. Origem: Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (ONU – 1965).com/leonardosakaki | @leosak . incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal. que incluiu o Art. Tais ações devem ser revistas periodicamente. a defesa dos direitos étnicos individuais. Lei 12. 270 Ações afirmativas/discriminações positivas Ações afirmativas são mecanismos de proteção em favor de grupo de pessoas prejudicadas historicamente. destinado a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades. Federalização: mudança de competência da justiça local para a justiça federal – mudança do inquérito policial ou a ação penal. 109. (Incluído pela Emenda Constitucional n 45. Aos juízes federais compete processar e julgar: V-A as causas relativas a direitos humanos a que se refere o §5 deste art. 1. 109 V-A. Indígenas e afro descendentes.com. A justiça local está inerte/viciada. Tais direitos estão previstos em tratado de direitos humanos que o Brasil faz parte. §5.sites. §5. Art. parágrafo único. Ações afirmativas: Art. com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte. Procedimento: só o Procurador Geral da República (chefe do MPU) poderá propor um incidente de deslocamento de competência no STJ. o Procurador-Geral da República. Tais ações se aplicam na educação e trabalho. de 2004) §5 Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos. em qualquer fase do inquérito ou processo.. As ações afirmativas devem ser implementadas no Brasil.Leonardo Sakaki E x a m e O A B – F G V | 393 269 Federaderalização de crimes graves contra os direitos humanos Veio com a EC45/04. Requisitos: grave violação dos direitos humanos. para evitar que a minoria se torne a maioria. 1 Esta Lei institui o Estatuto da Igualdade Racial. sendo o processo julgado pela justiça federal. VI.288/10 – Estatuto da Igualdade Racial – Art.(Incluído pela Emenda Constitucional n 45. o http://leonardosakaki.com.

Origem: direito francês. considera-se: VI . crime de agressão. 46. Genocídio. §3. criar um busto. 44. crime de guerra.br | 11 99610348 facebook. perante a Justiça Federal (art. mas abaixo da CF (ii) EC – Decreto 6. http://leonardosakaki. Sentença não precisa ser homologada pelo STJ.br | leonardosakaki@uol. O TIDH é votado como se fosse uma PEC – art. A sentença pode ser cumprida voluntariamente ou havendo a negativa em cumprir. (Não confundir com sentença estrangeira (proferida pelo poder judiciário de outro país). deverá ser executada. Tais crimes são imprescritíveis. que pode ser sentença pecuniária ou sentença de caráter moral (fazer retratação. Para efeito deste Estatuto. Nós como advogados poderemos dar conhecimento à CIDH de violação de direitos previstos no Pacto de San José da Costa Rica. dar nome a uma praça etc.com. 273 Corte Interamericana de Direitos Humanos (COIDH) É um órgão jurisdicional do sistema. O TPI julga pessoas que cometeram crimes graves. essa sentença. A sentença é inapelável. e não Estados.ações afirmativas: os programas e medidas especiais adotados pelo Estado e pela iniciativa privada para a correção das desigualdades raciais e para a promoção da igualdade de oportunidades. CF – ⅗ em