Estética

Revista Denta l P r e s s d e
ISSN 1807-2488 R Dental Press Estét Maringá v. 6 n. 1 p. 1-136 jan./fev./mar. 2009

Sumário

Estética
Revista Dental Press de

volume

janeiro / fevereiro / março 2009

6 - número 1

18

Harmonização do sorriso com resina composta direta
Smile harmonization with composite resin Luiz Rafael CaLIxto, Victor CLaVIjo, William KabbaCh, Marcelo Ferrarezi de aNDRaDE

32

Uma nova técnica para recromia dentária com ausência de sensibilidade
A new dental bleaching technique with no sensitiveness Marcos taques MaRgRaF, adriana Postiglione buhrer SaMRa

44

Reabilitação estética e funcional de um caso de amelogênese imperfeita
Aesthetic and functional rehabilitation of an amelogenesis imperfecta clinical case juliano da Silva buSSELI, Renata Corrêa PaSCotto

78

Microabrasão: um procedimento simples, seguro e eficaz para o tratamento de manchas fluoróticas
Microabrasion: simple, safe and effective procedure to fluorosis stains treatment Maiara P. MaLaCaRNE, Patrícia arezi Peixoto DuMER, Renata Loureiro LouRo, juraci PEREIRa

90

Restaurações estéticas conservadoras em dentes anteriores
Conservative esthetical restorations in anterior teeth Mônica Padron SIMõES, Luis gustavo barrotte aLbINo, andré Figueiredo REIS, josé augusto RoDRIguES

102

Avaliação do efeito da clareação dentária fotoativada sobre a polpa dentária em modelo experimental de ratos
Evaluation of the photo-activated dental bleaching effect on dental pulp in an in vivo rat experimental model Lucio FRIgo, Rodney Capp PaLLota, Daiane MENEguzzo, Rodrigo Labat MaRCoS, Sócrates C. PENNa, Rodrigo alvaro b. LoPES-MaRtINS

116

Harmonização do sorriso através de laminado cerâmico “lente de contato”
Smile harmonization through “contact lens” ceramic laminate Laura bullamah StoLL, Fernando LoPES

S e ç õ e S

Editorial

Caso Selecionado

5

Renovar
Renew

58

Protocolo de tomada de cor e seleção de pós cerâmicos guiado por fotografia digital
Color measurement and ceramic powder selection protocol guided by digital photography Christian CoaChMaN, Eric VaN DooREN, guilherme CabRaL

Entrevista

Biologia da Estética

12

Sascha Jovanovic
Current editor-in-chief of the Dental Implant Tribune atual editor-chefe do Dental Implant tribune

128

Pacientes com herpes simples recorrente: adia-se a sessão ou não? Fundamentos para uma decisão segura
Patients with recurrent herpes simplex: postpone the clinical session or not? Fundaments to a secure decision alberto Consolaro, Maria Fernanda M-o. Consolaro

eDITOR eDITOReS ASSISTeNTeS

Sidney Kina - uEM - PR Ronaldo hirata - uFPR - PR oswaldo Scopin de andrade - CES - SENaC - SP Vania Volpato Kina - Clínica particular - Maringá - PR Laurindo zanco Furquim - uEM - PR albert heller - Montevideo - uruguai alberto Consolaro - Fob-uSP - SP antônio Salazar Fonseca - aPCD - SP anuar antônio xible - Clínica particular - Vitória - ES Carlos alexandre Leopoldo Peersen da Câmara - Clínica particular - Natal - RN Carlos Eduardo Francci - uSP - SP Claudia Cia Worschech - Clínica particular - americana - SP Carlos Eduardo Francischone - Fob-uSP - SP Claudio Pinho - Clínica particular - brasília - DF David a. graber - Medical College of georgia School of Dentistry - atlanta - georgia Daniel Edelhoff - universidade de Munique - alemanha Dickson Martins da Fonseca - Clínica particular - Natal - RN Didier Dietschi - universidade de geneva - Suíça Eduardo Passos Rocha - Foa-uNESP - SP Euripedes Vedovato - aPCD - SP Ewerton Nocchi Conceição - uFRgS - RS glauco Fioranelli Vieira - uSP - SP jairo Pires de oliveira - Clínica particular - Ribeirão Preto - SP joão Carlos gomes - uEPg - PR joão Pimenta - Clínica particular - barcelos - Portugal josé arbex Filho - Clínica particular - belo horizonte - Mg josé Roberto Moura jr. - Clínica particular - taubaté - SP Katia Regina hostilio Cervantes Dias - uERj / uFRj - Rj Luiz antônio gaieski Pires - uLbRa - RS Luiz Fernando Pegoraro - Fob-uSP - SP Luiz Narciso baratieri - uFSC - SC Marcelo Fonseca Pereira - Clínica particular - Rio de janeiro - Rj Marco antônio bottino - FoSjC - uNESP - SP Mário Fernando de góes - FoP - uNICaMP - SP Markus Lenhard - Clínica particular - Suíça Marly Kimie Sonohara - uEM - PR Milko Vilarroel Cortez - universidade de Valparaíso - Chile Pablo abate - universidade de buenos aires - argentina Patrícia Nobrega Rodrigues Pereira - univ. of North Carolina at Chapel hill e clínica particular em brasília - DF Paulo Kano - aPCD - SP Raquel Sano Suga terada - uEM - PR Renata Corrêa Pascotto - uEM - PR Ricardo Mitrani - Clínica particular - México Rodolfo Candia alba júnior - Clínica particular - SP Sillas Luiz Lordelo Duarte júnior - Foar-uNESP - SP Sylvio Monteiro junior - uFSC - SC Walter gomes Miranda jr. - uSP - SP Wanderley de almeida Cesar jr. - Clínica particular - Maringá - PR august bruguera - Laboratório Disseny Dental bcn - barcelona - Espanha gerald ubassy - Lobo et Centre de Formation International - Rochefort du gard - França josé Carlos Romanini - Laboratório Romanini - Londrina - PR Luiz alves Ferreira - aPDESP - São Paulo - SP Marcos Celestrino - Laboratório aliança - São Paulo - SP Murilo Calgaro - Studio Dental - Curitiba- PR oliver brix - Clínica particular - Kelkheim - alemanha Rolf ankli - Dental atelier - belo horizonte - Mg Shigeo Kataoka - osaka Ceramic training Center - osaka - japão Victor hugo do Carmo - hot Spot Design - Cugy - Suíça any de Fátima Fachin Mendes - Fotógrafa - PR Dudu Medeiros - Fotógrafo - SP

PUBLISHeR CONSULTOReS CIeNTÍFICOS

CONSULTOReS eM PRÓTeSe DeNTÁRIA

CONSULTOReS De FOTOGRAFIA

Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) Revista Dental Press de Estética / Dental Press International. -- Vol. 1, n. 1 (out./nov./dez.) (2004) – . -- Maringá : Dental Press International, 2004trimestral. ISSN 1807-2488. 1. Estética (odontologia) – Periódicos I. Dental Press International. II. título. CDD. 617.643005

DIREtoRa: teresa R. D’aurea Furquim - aNaLISta Da INFoRMação: Carlos alexandre Venancio - DIagRaMação: gildásio oliveira Reis júnior, Luiz Fernando de jesus batalha, tatiane Comochena - REVISão: Ronis Furquim Siqueira - tRataMENto DE IMagENS: andrés Sebastián - PRogRaMação: hélio Ricardo de Castro - bIbLIotECa: jéssica angélica Ribeiro - NoRMaLIzação: Marlene gonçalves Curty - baNCo DE DaDoS: adriana azevedo Vasconcelos, Cléber augusto Rafael - E-CoMMERCE: Soraia Pelloi - CooRDENação DE aRtIgoS: Simone Lima Lopes Rafael - CuRSoS E EVENtoS: ana Claudia da Silva, Rachel Furquim Scattolin - INtERNEt: Carlos E. de Lima Saugo, jônatas Lucizano - FINaNCEIRo: Márcia Cristina Plonkóski Nogueira Maranha, Roseli Martins - DEPto. CoMERCIaL: Roseneide Martins garcia - SECREtaRIa: Cássia Viviane Izidoro - IMPRESSão: gráfica Regente - Maringá/PR. a Revista Dental Press de Estética (ISSN 1807-2488) é uma publicação trimestral (quatro edições por ano) (tiragem: 3.500 exemplares) da Dental Press Ensino e Pesquisa Ltda. - av. Euclides da Cunha, 1718 - zona 5 - CEP 87.015-180 - Maringá/PR - brasil. todas as matérias publicadas são de exclusiva responsabilidade de seus autores. as opiniões nelas manifestadas não correspondem, necessariamente, às opiniões da Revista. os serviços de propaganda são de responsabilidade dos anunciantes. assinaturas: revestetica@dentalpress.com.br ou pelo fone/fax: (44) 3031-9818.

Editorial

Renovar
2009, começo de ano, época de reflexão, de balanço e (tentativas) de correção. Começo de ano sempre traz consigo a sensação de renovação. Renovar e, porque não, repaginar. Você já deve ter notado que estamos de cara nova. Esta primeira edição do volume 6 traz uma nova concepção gráfica à revista. Com layout trabalhado dentro de tendências modernas de design gráfico, ela está mais arejada, com cores equilibradas e estrategicamente distribuídas, com espaços de fuga e descanso visual, tudo pensado para oferecer mais conforto e prazer para sua leitura. Continuamos garimpando artigos, novidades e entrevistas, com a responsabilidade de levar a você informações atualizadas e compromissadas com as bases científicas e evidências clínicas, procurando a verdade, em quaisquer que sejam as convicções que se apresentem, entre as diferentes visões da ciência que emergem em uma sociedade. acreditamos, ainda, que o processo de mudança que leva ao desenvolvimento adquire nitidez quando o relacionamos com a idéia de criatividade
* CoRtELLa, Mário Sérgio. Não nascemos prontos! Provocações filosóficas. Rio de janeiro: Vozes, 2008.

e inovação. Por isso, não basta que a informação chegue até você, é necessário que ela seja utilizada, manuseada e destrinchada da sua forma literal – ou de crenças –, sendo observada sob o olhar da dúvida, que leva ao questionamento e ao debate salutar de idéias. ademais, esperamos que 2009 traga a todos o senso de renovação. Que o tempo – talvez nosso bem maior – não continue a escapar de nossas mãos, e que o alerta de Cortella* não se transforme em regra: “na correria do dia-a-dia, o urgente não vem deixando tempo para o importante!”. Feliz 2009, e boa leitura.

R Dental Press Estét, Maringá, v. 6, n. 1, p. 5, jan./fev./mar. 2009

5 5

R Dental Press Estét, Maringá, v. 6, n. 1, p. 135, jan./fev./mar. 2009

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Peru) Inscrições de FAÇA JÁ A SUA FAÇA JÁ ATÉ 18/03 ATÉ 18/03 ADESÃO ADESÃO GRATUITA GRATUITA até 20/12 Trabalhos Científicos Acesse www.USP) Ismael Cação (Laser .USP) Teresa Marcia Morais (UTI .UFU MG) Fabio Bezerra (Implante .FOUSP) Alfredo Júlio Fernandes Neto (Prótese Fixa .USP) Hermes Pretel (Laser .SP) Fernando Isuhuaylas Castillo (Ortodontia .DF) Leonardo Figueiredo (Homeopatia) Sônia Groisman (Cariologia .UNESP) Luiz Fernando Naldi Ruiz (Periodontia . Social e Coletiva .USA) José Fernando C.UFSC) Ricardo Guimarães Fischer (Medicina Periodontal . Dentinária UNICAMP) Paulo Floriani Kramer (Odontopediatria .FOUSP) Zan Mustacchi (Genética .com.UNICAMP) Eduardo Saba Chujfi (Periodontia .UFSC Ana Cristina .GO) Fernanda de Paula e Silva Nunes (Halitose .USP) Antônio Inácio Ribeiro (Marketing . de Andrade Abreu (Saúde Bucal .RJ) Carlos Eduardo de Paula (Laser .ABO BA) Pedro Paulo Feltrin (Oclusão .RJ) Renato Mazzonetto (Implante .SESDF) Carlos Gramani Guedes (DTM .FOB USP) Ivete Sartori (Prótese Sob Implante .SP) Antônio Sérgio Guimarães (DTM .USP) Tayana Filgueira (Halitose .SP Adair Busato .USP) Paulo Capel Narvai (Odont.FOUSP Ewerton Nocchi .DF) Carlos Eduardo Sabrosa (Prótese .DF) Susy Cristina Rosa Simões (Terapia Floral .UERJ) Roberto Prado (Cirurgia .ciodf.Minist.PR Oswaldo Scopin .DF) Edson Dias (Acupuntura .SP) José Carlos Oleiniski (Odontogeriatria .USP) Aida Sabbagh Haddad (Pacientes Especiais . de Sousa Filho (Endodontia .RJ) Ravindra Nanda (Ortodontia .br ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ODONTOLOGIA SEÇÃO DISTRITO FEDERAL REGIONAL TAGUATINGA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ODONTOLOGIA (61) 3445 4811 (61) 3445 4828 .org. Henriques (Ortodontia .XIII CONGRESSO INTERNACIONAL DE ODONTOLOGIA DO DISTRITO FEDERAL III CONGRESSO NACIONAL DE ODONTOLOGIA MILITAR A Ciência e a Arte do Sorriso Professores Confirmados Jo Frencken Mohsen T aleghani Jorge Perdigão Ronaldo Hirata .SP) Pedro Alcântara (SEDF) Fabio Alaury Jacob Sabino (SODF) Deise Ponzoni (Cirurgia .SP) Carlos de Paula Eduardo (Implante .RS Fabiano Marson . da Saúde) Carlos Araújo (Implante .DF Gilberto Alfredo Pucca Jr (Saúde Bucal .UFGO) Samuel J.FOUSP) Antônio Wilson Sallum (Hipersensib.br Preços de Stands Seja um Patrocinador Mapas e Fotos do Local do Evento Empresas Participantes Inscrição On-Line Programação Científica e Social Comissão Organizadora Seja um Expositor Realização C E S S O G R O N O F I C I A L Fale Conosco Secretaria do XIII CIO-DF ciodf2009@abo-df.RS José Garófalo .PR) Maria Guiomar Azevedo Bahia (Endodontia .UFMG) Édela Puricelli (Cirurgia .UNICAMP) Walker Angeloni (Prótese .SP) Marcelo Abla (Implante .UFRS) Francisco J.UnB) Rose Queiroz (ACD/THD .DF) Israel Chilvarquer (Imagem .USP) Simone Carrara (DTM .DF) Gil Montenegro (Hipnose .UFRGS) Maria Christina Brunetti (UTI .

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tem feito. Faz parte de diversos Conselhos Editoriais de revistas científicas e publicou. extensivamente. Possui Mestrado em biologia bucal pela uCLa. em Implantodontia pela universidade de Loma Linda (Califórnia/ Eua) e em Prótese Dentária pela universidade de aachen. Foi presidente da associação Européia para osseointegração (Eao) e é ex-membro da Fundação de osseointegração (oF). . palestras pelo mundo todo e publicou mais de 60 artigos e capítulos de livro. uma série educativa sobre terapia avançada de implante. É o atual editor-chefe do Dental Implant tribune.entrevista Sascha Jovanovic Dr. Ele é o fundador e atual diretor do global Institute for Dental Education. em DVD. jovanovic é formado em Periodontia pela Faculdade de odontologia da uCLa (universidade da Califórnia. Los angeles). É especializado em terapia de implante dentário e reconstrução óssea e de tecidos moles. na alemanha.globalinstituteonline. bem como um livro-texto intitulado atlas Colorido de Implantodontia (thieme Publishing). com base na internet (www.com).

uma vez que as novas tecnologias e procedimentos chegam diariamente e nossos pacientes merecem o melhor conselho e tratamento. e eu agradeço a esses mentores. Continue aprendendo com os professores e clínicos que você confia. os alunos receberão certificados da uCLa e da gIDE. R Dental Press Estét. cirurgias ao vivo. leitor. Eu não tinha nenhuma idéia de como isso seria. entrevistador Oswaldo Scopin de Andrade • Mestre e Doutor em Prótese pela Faculdade de odontologia de Piracicaba . que fez parte da primeira geração de cardiologistas na Europa. me deu o conselho de que. • Coordenador dos Cursos de Implantodontia (Lato Sensu) e odontologia Estética (Lato Sensu) das Faculdades SENaC de Ciência da Saúde. exames e apresentações de casos. Eu espero que o Instituto gIDE possa ajudá-lo e que venha a fazer parte diariamente de suas referências on-line./mar. por seu acesso on-line. Meu pai. até agora. O Sr. após concluir o curso de odontologia. se não estiver adequadamente treinado e informado. universidade de berna . jan. eu deveria ir para o Eua para uma pós-graduação. imaginava tornar-se um líder mundialmente reconhecido como formador de opinião? O Sr.Suíça. n. dentre outras importantes ferramentas científicas e serviços. • Pós-graduado em Prótese e Oclusão pela New York university . em contato com a educação avançada. Eu acredito que a educação do gIDE pode fazer isto. em colaboração com a uCLa. p. • Editor Assistente da Revista Dental Press de Estética. 6.uNICaMP. uma biblioteca disponível para ipod. Cada dentista tem que continuar sendo um contínuo estudante. além disso./fev. na ética e no nível avançado de técnicas e procedimentos que tenta passar para seus pacientes em seu trabalho. com foco nos detalhes. 2009 17 . faz parte de uma profissão grandiosa. recebeu algum conselho ou recomendação que mudou sua vida? Desde meus primeiros dias como dentista na holanda. e meu plano é trazer isso para o brasil e para a américa do Sul.Sascha Jovanovic materiais e técnicas inovadoras em clínica privada. uma biblioteca de conferências on-line. 12-17. eu quis praticar Implantodontia e ser um educador que pudesse levar isso globalmente. já formamos nesse programa mais de 300 alunos de mais de 20 países. com o melhor custobenefício. o gIDE tem um programa em odontologia de Implante de 1 ano. treinamento prático. mas as oportunidades de pesquisa no novo campo de implantes e a necessidade global de educação nos anos 90 permitiram me superar em odontologia. Sempre me inspirei e aprendi com mentores clínicos que tinham uma forte base científica e acredito que eles me fizeram o que sou hoje. v. Maringá. e aprenda com seus erros. e pode ajudar uma grande porcentagem de dentistas brasileiros a aprender convenientemente com os melhores especialistas brasileiros e peritos mundiais.uNICaMP.Eua. em nível de mestrado. • “Clinical Fellow – Straumann Clinic”. 1. É um programa de meio período em 4 sessões trimestrais e combina aulas e conferências. No início da sua vida profissional em Odontologia qual era sua impressão? O Sr. • Professor Assistente do Curso de atualização em Clínica odontológica da Faculdade de odontologia de Piracicaba . poderia deixar uma mensagem aos leitores da Revista Dental Press de estética? Você.

. Mestre. Mestre e doutorando em Dentística Restauradora. Faculdade de odontologia de araraquara – Foar – uNESP. Mestrando em Dentística Restauradora.Caso Clínico Luiz Rafael Calixto* Victor Clavijo** William KabbaCh*** Marcelo Ferrarezi de andrade**** * ** *** **** Especialista e mestrando em Dentística Restauradora. Faculdade de odontologia de araraquara – Foar – uNESP. Professor adjunto do departamento de odontologia Restauradora. doutor e livre docente em Dentística Restauradora. Faculdade de odontologia de araraquara – Foar – uNESP. Faculdade de odontologia de araraquara – Foar – uNESP.

Maringá. assim. 18-28. mimicking the dental structure. victor Clavijo./fev. Estética dentária. translucence and opacity. Palavras-chave: Resina composta. assim como a reprodução dos aspectos ópticos dos dentes naturais. biomimetizando a estrutura dentária. Keywords: Composite resins. extending their indication to recover the smile harmony. translucidez e opacidade. 1. Abstract The current composite resins make possible to restore form and dental function with the aesthetic characteristics of color. será relatado um caso clínico. n.luiz rafael Calixto./mar. p. William Kabbach. jan. Neste artigo. Restauração dentária. 2009 19 . v. Marcelo Ferrarezi de andrade Harmonização do sorriso com resina composta direta Smile harmonization with composite resin Resumo as resinas compostas atuais possibilitam restaurar forma e função dentária com as características estéticas de cor. Tooth restoration. ampliando. com o objetivo de mostrar a seqüência de aplicação das diferentes camadas de resinas. as well as the reproduction of the natural teeth optic aspects. 6. sua indicação na recuperação da harmonia estética do setor anterior. Dental esthetic. R Dental Press Estét. This article reports a clinical case aiming to show the application sequence of the different resin layers.

71-80. Compendium. terapêuticas estéticas integradas no âmbito da dentistaria operatória. 2001. VaRgaS. DIEtSChI. sendo necessário um conhecimento profundo dos materiais utilizados.. N. aMPESSaN. VaNINI. 11. 1256 . v.araraquara/SP E-mail: lrcalixto@hotmail. mas principalmente na reprodução das propriedades ópticas dos dentes naturais – como translucidez. n. Estet. jan. buRgESS.. p. 25.. Comparing resin-based composites. 2007. N. v. Supplement. Pract. 8. Dent. 5. p./mar. Visualizing the natural dentition. 15-25. v. bras. 26S-30S. Dent. Conservative cosmetic dentistry: esthetic changes using the latest concepts in composite technology. L. Dent. Light and color in anterior composite restorations. p. p. 673-682. R. 5.. p. opacidade e opalescência –. 131.. Chicago. the spectrum of composites: new techniques and materials. v. E. v. WaLKER. 10. Philadelphia. estética: restaurações adesivas diretas em dentes anteriores fraturados... p. ultimate aesthetics with composites: when art and science merge. Lisboa. 2003.. 6. Layering concepts in anterior composite restorations. v. J. 3. Periodontics Aesthet. FoRtIN. 13. Cir. M. 321-390. estomatol. Dent. Adhes. 23-34. Maringá. baRatIERI. MoNDELLI.Centro CEP: 14. v. estética e cosmética em clínica integrada restauradora. 1997. 4. Assoc. v. CONCLUSÃO a técnica de estratificação natural das diferentes camadas de resina composta implica num resultado estético bastante satisfatório. v. 15-25. 3. 4. 48. 8. Maxilofac. 9.Harmonização do sorriso com resina composta direta a maioria das resinas compostas mais modernas apresenta uma fluorescência bem próxima à dos dentes naturais. Dent. Rev. D.. v. DIEtSChI. Curitiba. p. p.. Q. abilene. 12-19. Enviado em: outubro de 2007 Revisado e aceito em: março de 2008 ReFeRêNCIAS 1. Mahwah. M. 18-28. In: ______. não só em termos de cor. 2004. V. FahL jR.801-140 . 2001. 1995. n. 1. j. j. Sept. L. Clin. p.. Newtown. 7. Today. Pract. bem como da técnica de colocação. p. jan. L. j. R.com 28 R Dental Press Estét. 7. 56-61. hIRata. D.. et al. Santos./fev. Periodontics Aesthet. DIEtSChI. Port. R. R. LIu. 1996. P. odontol. p.. 1. São Paulo: Quintessence. D. Feijó. esthet. J. Philadelphia. 12. 1999. ed. a. Am. JBC: j. Mahwah. no. J. Restor. Dent. v. endereço para correspondência Luiz Rafael Calixto av. n. 2001. Montclair.. D. Free-hand bonding in the esthetic treatment of anterior teeth: creating the illusion. WINtER. 5.. São Paulo: Ed.. J. Remodelação cosmética. 2009 ./fev. Free-hand composite resin restorations: a key to anterior aesthetics. New Malden. 9. PauLa. p. 102-117. j. toMaz. 6. 2. CaRRILho. 1993. 424-435. Dent. 7. 1995. Reconstrução de dentes anteriores com resinas compostas: uma seqüência de escolha e aplicação de resinas. gaRY. 2000. esthet. p.156-164. 25. a.

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.CECagE .Ponta grossa/PR. ** Mestre em Clínica Integrada pela uEPg – Ponta grossa/PR.Caso Clínico Marcos Taques MargraF* Adriana Postiglione Buhrer SaMra** * Mestre em Dentística pela uCCb – Campinas/SP. Coordenador do Curso de Especialização em Dentística . Doutorando em Dentística PuC-PR.

Laser. 2009 33 . with no sensitiveness. The aim of this article is to describe a new technique of office bleaching. adriana Postiglione buhrer Samra Uma nova técnica para recromia dentária com ausência de sensibilidade A new dental bleaching technique with no sensitiveness Resumo um sorriso com dentes brancos estabelece o padrão de beleza do mundo atual. Indica saúde. with the use of hybrid light sources (leds and laser) to activate the bleaching agent. técnicas. Laser. Dental bleaching has been described like the most used technique in this context in Cosmetic Dentistry. juá) associated to a hybrid light activation (led/laser). urucum. n. p. que é um dos efeitos colaterais mais indesejáveis descritos pelos pacientes. Palavras-chave: Clareação de dente. Maringá. foi lançado um upgrade para a recromia assistida pelo profissional no consultório. Mais recentemente. which is one of the worse collateral effects described by the patients. com a utilização de fontes híbridas de lasers/leds para ativação de um novo gel clareador. Recently. Este artigo tem por objetivo descrever uma técnica para recromia dentária. Keywords: Dental bleaching. jan. associado à ativação luminosa híbrida. using a new agent (25% hydrogen peroxide./fev. com um novo gel à base de peróxido de hidrogênio a 25% com urucum e juá. auto-estima e acrescenta algo excepcionalmente fantástico à percepção da beleza de uma pessoa. Abstract A bright white smile establishes the beauty pattern in nowadays world. self esteem and adds something extremely fantastic to the perception of beauty of everybody.Marcos taques Margraf. o procedimento pode ser realizado com duas técnicas distintas: caseira e de consultório. 32-42./mar. an upgrade for office bleaching had been proposed. a recromia dentária ou clareação dentária tem sido descrita como a técnica mais utilizada no contexto da odontologia Estética. 1. v. 6. It indicates health. R Dental Press Estét. Techniques. com ausência de sensibilidade. This procedure may be performed by two different techniques: home and office bleaching.

o controle sobre o desejo desenfreado pela beleza leva as pessoas ao uso indiscriminado e descontrolado de moldeiras com gel branqueador. apresentam o mesmo resultado final de clareação. além disso. não é capaz de danificar o elemento dentário12. Embora alguns autores demonstrem que as técnicas de clareação de consultório. todavia. de acordo com o comprimento de onda. a qualidade de vida e o prestígio social dos profissionais envolvidos e a satisfação dos pacientes2. Dentre as fontes de luz capazes de interagir com o gel clareador. jan. portanto.Uma nova técnica para recromia dentária com ausência de sensibilidade DISCUSSÃO a clareação dentária é um dos principais tratamentos da odontologia Cosmética. combinada a géis com menor concentração de princípio ativo (peróxido de hidrogênio a 25%). porém as dificuldades relatadas em sua utilização aumentam as possibilidades de falhas do tratamento. de coloração vermelha – resulta em efeitos fotoquímicos. alguns tipos de laser. aliados à filosofia preventiva e conservadora atual. o led azul. Nos dias atuais. a possibilidade de fotoativação do gel clareador vem despertando controvérsias no meio odontológico. Maringá. é freqüente nos depararmos com pacientes portadores de transtorno dismórfico corporal. especialmente pelo controle do profissional durante todo o procedimento. sendo considerado “luz fria”. potencializando o processo de clareação dentária. 2009 . isso otimiza os esforços na busca dos resultados desejados. associados aos leds. Entretanto. assim. v./mar. 32-42. torna-se importante mencionar que o gel utilizado nesse caso foi recentemente lançado no mercado odontológico numa concentração de 25%. Muitas pesquisas vêm sendo realizadas com objetivo de elucidar os efeitos do laser na clareação. (dados do fabricante). foto-assistidas ou não./fev. os aparelhos à base de leds e as fontes de luz híbridas. podem gerar aquecimento. já os lasers contidos no aparelho utilizado neste caso apresentam função dessensibilizante e. as técnicas de consultório vêm demonstrando resultados mais satisfatórios. observa-se que a clareação fotoassistida ocorre em tempo clínico menor3. Wetter. os efeitos colaterais de irritação gengival. quando comparada à utilização do gel apenas ou gel ativado somente com leds. emitem uma radiação luminosa que – ao ser absorvida pelo agente clareador à base de peróxido de hidrogênio. a utilização de fontes de luz híbridas leds-lasers. Ressaltando-se que a produtividade é um dos fatores mais importantes na clínica diária. que combinam leds e lasers. os lasers de argônio. Percebeu-se neste estudo 40 R Dental Press Estét. irradiância e densidade de potência. n. os lasers utilizados na odontologia apresentam propriedades e indicações clínicas variadas. Nesses casos. Percebe-se que a técnica caseira de moldeiras apresenta resultados satisfatórios quando bem utilizada. p. barroso e Pelino11 comprovaram que a ativação com laser de diodo interferiu positivamente na clareação dos elementos dentários. em concordância com a utilização de lasers no processo de clareação. 6. deglutição do produto e sensibilidade são freqüentes. veio minimizar a hipersensibilidadade dentinária trans e pós-operatória. Seus excelentes resultados foram comprovados ao longo do tempo. com objetivo de minimizar a sensibilidade. que gera aumento significante da temperatura dentária6. 1. melhora-se o resultado financeiro. destacam-se: a luz halógena. as limitações na dieta do paciente são restritas a períodos sensivelmente menores e os resultados visíveis mais rapidamente. tendo por alvo as moléculas escurecidas. não apresenta possibilidade de aumento significante da temperatura da câmara pulpar14.

/fev. · controle profissional das áreas a serem clareadas. especialmente: · o menor tempo empregado para a obtenção do resultado ideal. 1. ainda. preconizada neste artigo. Complementando. o profissional possa decidir pela indicação da clareação dentária e qual a técnica mais apropriada para cada paciente.Marcos Taques Margraf. de forma salutar para o enriquecimento da odontologia como ciência. CONSIDeRAçõeS FINAIS a fundamentação de protocolos de clareação dentária vem sendo bastante discutida. para eliminar qualquer sensibilidade residual. a predominância de uma delas. 6. association) . v. realizada dentro das normas técnicas propostas. que a clareação está inserida no contexto do plano Enviado em: agosto de 2008 Revisado e aceito em: novembro de 2008 R Dental Press Estét. Dessa forma. 32-42. em definitivo. Conforme preconiza a aDa (american Dental de um tratamento adequado./mar. as evidências vêm se firmando através da prática diária embasada em conhecimentos científicos. Maringá. 2009 41 . a partir de exame bucal completo – complementado por exame extrabucal. · diminuição da sensibilidade pós-operatória. apresentou resultados extremamente favoráveis. Adriana Postiglione Buhrer Samra que os resultados obtidos confirmam a proposição do fabricante. Como tudo na odontologia. os pacientes devem consultar seus 1 cirurgiões-dentistas para que. estimulando o desenvolvimento de novos conhecimentos. anamnese e exames complementares –. Finalmente. n. para que se possa afirmar. jan. Não há dúvidas quanto à efetividade da clareação dentária. todas as técnicas devem ser avaliadas exaustiva e longitudinalmente. Porém. a técnica office dental bleaching no sensitive. estimulando a continuação de pesquisas que corroborem sua indicação em uma maior parcela de casos clínicos. p. seja qual for a técnica escolhida. a utilização de produtos e tecnologias seguros – que propiciam menor tempo operatório. · eliminação de efeitos colaterais da técnica caseira. com uma indiscutível efetividade de recromia. Destaca-se que o laser terapêutico pode ser utilizado pós-clareação. ressalta-se que o uso do gel dessensibilizante e a aplicação do cimento de ionômero de vidro nas abfrações cervicais podem ser um adjuvante na ausência de sensibilidade dessa técnica. com controle total do profissional – deve ser encorajado. destacam-se as vantagens da técnica proposta neste artigo.

VIEIRa. zaNIN. CaRLSoN. Dent. 1. D. R. apr.. Clareamento dental com laser e led. SaNabIo. análise clínica de dois tipos de moldeiras utilizadas no clareamento exógeno.br. 54. M. Am. j. Special issue. p..org/prof/resources/positions/statements/whiten2. asp>. endereço para correspondência Marcos Taques Margraf Rua Emílio de Menezes. Disponível em: <http://www. Braz.. Dent. 5.. t. o uso do laser e LED no clareamento dental. Disponível em: <http://www.ada.. M. Ribeirão Preto.. F. 6. v. a.br 42 R Dental Press Estét. J. 32-42. gaúcha odontol. 15. Dent. h. Diode laser activated bleaching. 51. Clareamento dental com luzlaser.. 2005./dez. jELINKoVa. 2007. 15. DoStaLoVa. L.com. a. avaliação clínica da eficiência do uso do sistema LED-Laser. Sl38. Souza. bRugNERa juNIoR. New York. aMERICaN DENtaL aSSoCIatIoN. Dental Press estét. São Paulo: Ed. CaMPoS. P. Sorriso modelo. V. v. R. NEMEK. acesso em: 27 jan. jul. out. S. 143-146. jan. PaSCotto. Santos. aL ShEtRI. C. 2004. M.Ponta grossa/PR E-mail: drmargraf@drmargraf. 739-768. Oper. 62-77. Montclair. zEKoNIS. b. j. v. RIEhL... no. 2. Estrela CEP: 84. D. C. j. p. Rev. MIYagI. SuLC.. 3. 308-312. 8. 1997. no... 14. aDa statement on the safety and effectiveness of tooth whitening products. t.040-030 . v./set. a. 1990. 3. E. p. 114-121. LaDaLaRDo. Como atrair e reter clientes. 2003. R. p. houSoVa. 2003. M. Porto alegre. Mar. 10. Jubileu de Ouro. N. baRRoSo.ciosp. v. 4.br/anais/capítulos/ cap07alta>. h. 7.. 128... p. FoNSECa./jun. v. haYWooD... 4. Assoc. gaúcha odontol. no. 2008. bRaMbILLa. zaNIN.. 2008. zaNIN. acesso em: 12 jul. 2007. 1. b. Nightguard vital bleaching: dark stains and long term-results. CoChRaN. a. 2. REYto. 2006. 28. Dent. g. h. 5. Odontologia estética: o estado da arte. 2.... v. MattIS. bRugNERa juNIoR. E. goMES. 2009 . M. 16. RGO: Rev.. PELINo. S. n. In: MIYaShIta. 4.. 2004. E. 9. Porto alegre. Seattle.com. F. g. R. F.belezain. Supplement. Santos. b. 25-48.com. p. E. Led e luz halógena na ativação do agente clareado e em dentes vitalizados. R.Uma nova técnica para recromia dentária com ausência de sensibilidade ReFeRêNCIAS 1. bRugNERa juNIoR. 3. b. 35. zaNIN. Chicago. S. 6. p. 2004. LaCERDa. v.. S.. 5. v. 2004. C. WEttER.com. v. Lasers Surg. RGO: Rev. as fontes de energia luminosa são necessárias na terapia de clareamento dental. Maringá./fev... R. NuNES. São Paulo: Ed./apr. Change your smile. 106. F. S. F... São Paulo: artes Médicas. M. a. May 1997. Maringá.. a.. ECKERt. zaNIN.. Med. S. Chicago: Quintessense. acesso em: 28 jan. C. ed. FREEDMaN. E. j. g. J. u.. n. goNçaLVES. n. F.. CaPRoNI. zaNIN. bRugNERa juNIoR. V. no.. Today. S. Clinical evaluation of in-office and at-home bleaching treatments./mar. zaNIN. M.. 13. goLDStEIN. t. a. Belezain. a. 19S-25S... F. C. Dental bleaching efficacy with diode laser and LED irradiation: an in vitro study. MoREIRa. Disponível em: <http://www. 1222. 11. 1. KIRILLoS. ed. p. p. 12. abr.br/marketing/comoatrair/ asp>.. p. Laser bleaching: a clinical survey.

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Caso Clínico Juliano da Silva buSSeli* Renata Corrêa PaSCotto** * ** Cirurgião-dentista graduado pela universidade Estadual de Maringá. . Professora associada do curso de odontologia da universidade Estadual de Maringá.

n. Aesthetic. Estética. de ambas as dentições. Abstract Amelogenesis imperfecta is a disease with hereditary characteristic that affects the enamel of all teeth in both dentitions./fev. planejamento e tratamento restaurador estético conservador. não é possível realizar-se um tratamento preventivo nesses pacientes. 44-55./mar. podemos hoje reabilitar esses casos com procedimentos menos invasivos. Then. R Dental Press Estét. with predictability and longevity of the obtained results. it is possible today to rehabilitate these cases with minimally invasive procedures. 2009 45 . utilizando a resina composta como material restaurador direto. Com a evolução das técnicas adesivas. The aim of this work is to present in a clinical case the realization of a correct diagnosis. 6. p. o tratamento é voltado para a reabilitação estética e funcional.juliano da Silva busseli. Devido à sua origem genética. With the evolution of adhesive techniques. v. a realização de um correto diagnóstico. o objetivo desse trabalho é apresentar. Composite resin. Due to its genetic origin it is not possible to carry through a preventive treatment in these patients. Palavras-chave: amelogênese imperfeita. Keywords: Amelogenesis imperfecta. assim. renata Corrêa Pascotto Reabilitação estética e funcional de um caso de amelogênese imperfeita Aesthetic and functional rehabilitation of an amelogenesis imperfecta clinical case Resumo a amelogênese imperfeita é uma doença de caráter hereditário que afeta o esmalte de todos os dentes. Resina composta. plan and restorative aesthetic conservative treatment using a direct composite resin. em um caso clínico. Maringá. jan. com previsibilidade e longevidade dos resultados obtidos. 1. the proper treatment is an aesthetic and functional rehabilitation.

aproveitando o que cada um oferece de melhor. a mesma não foi descartada. um planejamento correto. devido à própria conformação dentária apresentada pela paciente ser naturalmente expulsiva e o tratamento ser planejado através de enceramento aditivo. Durante a anamnese. sem prejuízo da resistência da estrutura dentária remanescente. Durante o planejamento. nesse momento. exemplificada pela redução ou mesmo ausência de preparo cavitário. passo esse realizado para que qualquer alteração na progressão da reabsorção por substituição fosse evitada./fev. foi descartada por razões econômicas. Em função da sua reversibilidade. é fundamental compreendermos as expectativas e desejos do paciente em relação ao tratamento. Enviado em: julho de 2008 Revisado e aceito em: agosto de 2008 54 R Dental Press Estét. o cirurgião-dentista deve conhecer vários sistemas restauradores e suas peculiaridades. associados ao avanço tecnológico das resinas compostas. faz com que a técnica direta seja o procedimento de escolha para o tratamento de pacientes jovens. porém. 1. o tratamento. a fim de realizar um acabamento marginal adequado. estética e baixo custo1. 6. Vale a pena ressaltar que cuidados foram tomados na criação do novo contorno gengival e sua relação com a papila gengival. v. jan. um deles teve sua restauração metálica preexistente somente rebaixada. É nele que deve se basear o planejamento de qualquer que seja o tratamento instituído. que resultará em um tratamento personalizado. 44-55.7. contornando. pela possível sensibilidade trans e pósoperatória. visto que todo o tratamento restaurador foi realizado sem desgastes (salvo dente 84) e se o fundo fosse demasiado amarelo influenciaria na cor final. assim. 2009 . principalmente na região cervical dos dentes anteriores. que satisfaça os seus anseios. potencializando os resultados estéticos obtidos. É possível obter resultados estéticos e funcionais bastante satisfatórios com sistemas restauradores diretos. no presente caso. como no presente caso clínico. assim como os problemas por elas causados. a reabilitação bucal com restaurações indiretas (onlays e facetas cerâmicas) foi discutida com a paciente. assim. ambos foram facetados.Reabilitação estética e funcional de um caso de amelogênese imperfeita DISCUSSÃO os altos valores de resistência adesiva ao esmalte obtidos com a técnica do condicionamento ácido/aplicação do sistema adesivo. necessitaria de desgastes mínimos. a possibilidade de preservação da estrutura dentária. suas limitações. permitem a realização de restaurações diretas com excelente retenção. p. Mesmo sabendo da dificuldade da realização da clareação. foi um coadjuvante fundamental./mar. CONCLUSÃO É importante realizar um diagnóstico correto das anomalias de forma e tamanho dentários. além disso. se fosse realizado de maneira indireta. devido à espessura muito fina em algumas áreas das facetas. optou-se pela manutenção dos molares decíduos na cavidade bucal até a sua esfoliação e. evitando problemas periodontais. possibilita abordagens futuras. a clareação prévia. Maringá. realizando. a paciente foi esclarecida e compreendeu que a clareação auxiliaria no resultado final da cor. n.5.

L. Maringá. I. P. b./jun. p. 2. a. v. 2003.990-000 . 40-63. São Paulo: Quintessense. 44-55. 03 CEP: 86. 4. L. ed. 7.com R Dental Press Estét. j./mar. et al. utRILLa. 2. MoNDELLI. gaúcha odontol. RaMaLho. de o. R. p.... endereço para correspondência Juliano da Silva Busseli Rua gastão Vidigal. 1977. IoSt. São Paulo: Quintessence. et al. joRgE. 2009 55 . p.. Child. RoSLINDo. RGO: Rev. n. bouVIER. t. jan. Nov. D. 2004. Restaurações adesivas de porcelana na dentição anterior: uma abordagem biomimética. j./fev. 2. 167 . Porto alegre. 2005.. alterações no desenvolvimento dos dentes e maxilares. DuPREz. MagNE. P. D. 47. Rehabilitation of young patients with amelogenesis imperfecta: a report of two cases.. v. bELSER. Odontologia restauradora: fundamentos e possibilidades. abr. n. E. In: _______. 3.Juliano da Silva Busseli. 1999. S. v. h. McDoNaLD. MaRQuES. amelogênese imperfeita ligada – x. n. Fulton. 89-90. 2003. 4. 443-447. N. São Paulo: Ed. p. 1. 1996. estética e cosmética na clínica integrada restauradora. u. S. 6. M. 6. 6. estética com resinas compostas em dentes anteriores: percepção. baRatIERI. Rio de janeiro: guanabara Koogan.sl. 63. 5.. E. J. L./Dec. et al.Marialva/PR E-mail: jubuspr@hotmail. boIS. Odontopediatria.. no. cap. Dent.. Renata Corrêa Pascotto ReFeRêNCIAS 1. São Paulo: Quintessence. Santos. arte e naturalidade.

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bélgica.Caso Selecionado Christian CoaChMan* Eric van dooren** Guilherme Cabral*** * ** *** Ceramista-chefe do team atlanta . garber & Salama. garber & Salama. Eua. Cirurgião-dentista formado pela Faculdade de odontologia .goldstein. Eua.uSP. graduado em odontologia pela Faculdade Católica de Leuven . georgia. Membro da academia Européia de odontologia Estética. .goldstein. Ceramista do team atlanta. georgia.

jan. v. um processo altamente subjetivo. quando tentamos controlar: umidade. sim./fev. em espessuras precisas. posicionando as massas de forma precisa e. de acordo com a variação na espessura das camadas. o correto entendimento das estruturas dentárias e fenômenos ópticos envolvidos com o esmalte e a dentina e sua interação com a luz é fundamental para que o ceramista consiga efetuar uma correta análise e interpretação da cor. o ceramista se vê diante de um sistema cerâmico com dezenas de frascos com diferentes cores. superposição de camadas. e terá que selecionar alguns para construir sua coroa. Para isso. 58-77. R Dental Press Estét. a seleção correta dos pós. eric van dooren. 6. após a seleção de cor. densidade. agravado pelo fato de que a cerâmica em pó só revelará sua cor após a queima. • Entendimento das estruturas dentárias (dentina e esmalte) e sua interação com a luz. por si só. todos esses fatores estão presentes quando construímos um dente com a técnica do pincel. um processo complexo por si só. contração. misturas. p. 2009 59 . Exemplificando: com os mesmos pós podemos construir coroas com aspectos de cor completamente diferentes. o técnico deve dominar alguns fatores e informações: • Treinamento dos olhos e cérebro para enxergar cor e suas nuanças. alguns procedimentos e técnicas que podem nos ajudar nesse momento. Forma. em muitos momentos.Christian Coachman. Maringá. não será suficiente para o sucesso da coroa em termos de cor. o desafio segue com a construção cerâmica. • Entendimento das propriedades e efeitos ópticos: 1) Componentes básicos da cor (matiz. guilherme Cabral Protocolo de tomada de cor e seleção de pós cerâmicos guiado por fotografia digital a confecção de coroas anteriores unitárias sempre foi um desafio marcante no trabalho de um ceramista. Dois fatores são primordiais nesse processo: a possibilidade do ceramista analisar a cor ao vivo com o paciente e a utilização de fotografia de alta qualidade. • Entendimento da natureza das caracterizações internas e externas de um dente. etc. pois não só temos que selecionar os pós apropriados como também temos que construir o dente. Dentro de tantas variáveis e subjetividades. opacidades e valores. textura e cor se tornaram uma obsessão quando tentamos entender a complexidade das estruturas naturais de um dente. mas sim a combinação da seleção correta com o posicionamento e espessura corretos de cada camada de pó. 1./mar. como podemos tornar esse processo um pouco mais previsível? Existem. podemos nos perder no processo de construção cerâmica. croma e valor). n. um dos momentos decisivos dessa aventura será o da seleção dos pós cerâmicos. São tantas as variáveis que. principalmente.

seguro e eficaz para o tratamento de manchas fluoróticas Microabrasion: simple. o presente trabalho apresenta um caso clínico de uma paciente que apresentava manchas fluoróticas brancas e castanhas generalizadas. Keywords: Fluorosis. v. Microabrasão. 1./fev. associado à clareação dentária. 2009 79 . R Dental Press Estét. solving problems such as color and shape of teeth alterations. This work presents a clinical case of a patient who had generalized white and brown fluorosis stains that affected her aesthetic and therefore the social and psychological aspects. Patrícia arezi Peixoto dumer. conseqüentemente. as pessoas buscam recursos odontológicos que atendam suas expectativas na melhora da estética bucal. jan. Palavras-chave: Fluorose. seguro e efetivo. Stain. seu estado psicológico e social. Malacarne.Maiara P. p. que afetavam sua estética e. um procedimento simples. n. a aparência estética é um fator de grande importância no convívio social. o plano de tratamento determinado foi a realização de microabrasão. safe and effective procedure. forma e posicionamento dos dentes. a simple. safe and effective procedure to fluorosis stains treatment Resumo Nos dias atuais. juraci Pereira Microabrasão: um procedimento simples. The determined treatment plan was the implementation of a microabrasion. por apresentarem alterações de cor. Manchamento. Motivated by this fact. Maringá. the aesthetic appearance represents a great importance factor in the daily social interaction. Motivadas por este fato. Abstract Nowadays. 78-88. renata loureiro louro. patients requires dental procedures that satisfies their expectations. Microabrasion. 6./mar.

PEVERaRI. São Paulo: artes Médicas./fev.Vitória / ES E-mail: rllouro@hotmail. CaVaNaugh. 81-87. FOB. Dent. MoNDELLI. a technique for removal fluorosis stains. j. 207-211. St.. 17. Dent. epidemiol. p. a. v. 4.. 1/2. Dent. Dent. 1986. Cárie dental: métodos preventivos. Am. Cad. Clinical appearance of dental fluorosis in permanent teeth in relation to histologic changes. In: buSato. 1995. Louis. O uso correto de fluoretos na saúde pública. 16. 8. Enamel color modification by controlled hydrochloric acid-pumice abrasion. 63-64.. number of applications and pressure on enamel loss. MENDES.Microabrasão: um procedimento simples. P. 21. 29-35. Removal of enamel surface stains using a new material. n. Marechal Campos. no. P. I. 4. MoNDELLI. D. MuRRaY. bauru. DEaN.. L. 78-88. g. PaPaKIRItSIS. N. n. n. a. Rio de janeiro. p. Rio de janeiro. FEjERSKoV. 1989... 2009 . 2004. jun. cap. 12. no.. avaliação da quantidade de desgaste do esmalte dentário submetido à microabrasão. Saúde Pública. P. SuNDFELD.. J. CaRVaLho. p. São Paulo: Ed. R. São Paulo: Ed. Rev. R.. v. Souza juNIoR. Community Dent. n. 3. avaliação da concentração de flúor e do consumo de água mineral. 20-22. p. L. 3. CRoLL. Santos. R. J. 1. Microabrasion: effect of time. p. Removal of white spot lesions by controlled acidpumice abrasion. 2.. 4. Fluorose dentária: comparação de dois estudos de prevalência. j. Estet. p. jan. Odontologia estética: fundamentos e aplicações clínicas. FREItaS. F. p. technique and examples. CoSta. FRazão. J.. 9. M. 7. 2000. hoWES.. v. 459-465. 14. 1. g.. St. Enamel microabrasion: concept development. t. Classification of mottled enamel diagnosis. v. a. Oral.040-091 . t. v. 35-40. L. Santos. nº 1468 CEP: 29. In:_______. 539-540. Pediatr. Clin. Mota. 5. R. p. 6./mar.com 88 R Dental Press Estét. 5. R. Prosthet. 109. Louis. Recuperação do sorriso IV. h. 2001. 1991. Curitiba. 23. Chicago: Quintessence. 13. p. v. huMbLER. enamel microabrasion. 4. R. 1050-1058. 6. 11. 2004. n. a. 1996.. p.. cap. P. 315-328. 37-41. 10. toRRIaNI.Departamento de Prótese av. Bras. 6. o. Assoc. Microabrasão do esmalte dental. Am. I. JBC: j. F. j. no. 7. S. p. Quintessence Int. et al. berlin. et al.. v. Clareamento externo de dentes traumatizados. 2. h. p. Chicago. 52. j. CRoLL. São Paulo. v. v. 71. p.. 1992. R. v. p. Rev. D. n. 1978. no.. P. Chicago. a.. 1421-1426. McCLoSKEY. seguro e eficaz para o tratamento de manchas fluoróticas ReFeRêNCIAS 1. v. a. C. RaMIRES. M. et al. 690-693. Clin. p. 12-22. Copenhagen. Rev. 1994. DEaLzELL. v. no. 1984. j. R. J. Orthod. 1934. t. C. t. 15. no. 1. Dentística: restaurações em dentes posteriores... Microabrasão com ácido fosfórico. 6. Saúde Pública. Maringá. R. 38. I. KaMP. Assoc. MoNDELLI. Chicago. M. FoRNI. a. h. D. 1995. 17. 10. 21. 3. Odontol. odontol. bras. v. 20. et al. thYLStRuP.. 3. b. 1999. I. endereço para correspondência Renata Loureiro Louro hospital das Clínicas .

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ung.Caso Clínico Mônica Padron SiMõeS* Luis Gustavo Barrotte albino* André Figueiredo reiS** José Augusto rodrigueS** * alunos do curso de mestrado acadêmico em odontologia. ** Professores adjuntos do curso de graduação e de pós-graduação da universidade guarulhos. ung. área de concentração Dentística. da universidade guarulhos. .

size or form of teeth.Mônica Padron Simões. Resina composta. 1. 90-101. a estética dentária pode ser comprometida por traumas ou alterações na cor. v. p. tamanho ou forma dos dentes. 6. Este trabalho relata casos clínicos envolvendo o fechamento de diastemas e a restauração de dente fraturado através de mínimas intervenções com resinas compostas. Maringá. josé augusto rodrigues Restaurações estéticas conservadoras em dentes anteriores Conservative esthetical restorations in anterior teeth Resumo É crescente a procura por tratamentos que visam o restabelecimento da estética dentária com a utilização de resinas compostas. R Dental Press Estét. Dental composite. Diastema. n. This work describes clinical cases involving diastema closure and the restoration of a broken tooth through minimum interventions with composite resins. 2009 91 . jan. Diastemas. The dental esthetic can be compromised by traumas or alterations in the color. Keywords: Esthetic Dentistry. Abstract The search for dental esthetic reestablishment treatments using composite resins has been grown./fev. andré Figueiredo reis. Palavras-chave: odontologia Estética./mar. luis gustavo barrotte albino.

CoRtES. 134-138. 15-25. Estet. Phys. M.. n. L. p. no. Dent. Luis Gustavo Barrotte Albino. 5. 17. R. 8.guarulhos / SP E-mail: jrodrigues@prof. E. P. CaMPoS. n. Feb. 2. b. t. a. 85-94. KooRa.. Sept. 2006. P.. Dentística minimamente invasiva: plástica dental. Variation in the pattern of acid etching of human dental enamel examined by scanning electron microscopy. 1st ed. j. no. 6. CabRIta. C. jan. Copenhagen. 16. 6. p.... E. C. P. a. p. S. 2009 101 . endereço para correspondência José Augusto Rodrigues Rua Dr. 12. Dent. aMPESSaM. 262-271. g. Traumatol. E. no. b. v. Hybridization of dental hard tissue. RC assim. 2007. C. Dent.500x). ShELLhaRt. t. v. v. 6. S. M. flecha = “tags” de resina e círculo = camada híbrida – magnificação original 7. F.. V.. 81 Prédio u 6º andar. LoPES. L. 1. belo horizonte. v. v. j. Pract.. 1998. no. W. MaRCENES. p. 17. Mater. C. no. Contemp. june 2004. gIRotto. Dent. p. o. L. Sept. Chicago. 5. 9. oct. RaDoVaNoVIC. Assoc. L. july 1996. Maxillary midline diastemas: a look at the causes. b. Prevalence and correlates of traumatic injuries to the permanent teeth of schoolchildren aged 9-14 years in belo horizonte. basel.. tokyo: Quintessence. 373-387. K. CESaR jÚNIoR. j. e Enviado em: maio de 2008 Revisado e aceito em: agosto de 2008 ReFeRêNCIAS 1. VaNhERLE. E = esmalte dentário.Interface esmalte/resina produzida pelo condicionamento por 15s com gel de ácido fosfórico a 37% (RC = resina composta. W.Mônica Padron Simões. bERNabE. C. toME. v. appleton. p.. a. gRIMM. 12. p. Pedod. 5. zouaIN FERREIRa. Mater. p. J./jun. PaShLEY. PaShLEY. 4. 3. J. S. j.011-040 . LIu. Cincinnati. 1. v. R. 2007. Kidlington. 6. Copenhagen. V. Arq.. 2001. p. 7. v. Sept. v. v. no. b. h. no. E. Distribution of diastemas in the dentition of a man. 1999.. 77. Dent. SIMaMoto. M. C. 1975. 110. André Figueiredo Reis. aspectos químicos e análise em MEV – Microscopia Eletrônica de Varredura. NaKabaYaShI. R. Maringá. QuagLIatto. Curitiba. Traumatol. SILVERStoNE. R. 23-26. DogoN. 2001. J. v. S... Mar.. Nilo Peçanha. 301-305. Odontol. j. 2005. L. SoaRES. K. SaNtoS FILho. j. M. P./mar.. R. p. no. 13. 464-470. FEjERSKoV. FÁVaRo. 5. VELLaSCo. New York. oEStERLE. 3.. 42. L. 25. odontol. 2. R.. a. brazil. Clin.. 4. Figura 23 . hIRata. I... W. aNtuNES. 21. Influence of anterior occlusal characteristics on self-perceived dental appearance in young adults.. taY. 25. o.. Am.. a. Indian Soc. Copenhagen. Kitajima (NaP / MEPa – ESaLQ / uSP) pelo suporte técnico oferecido com o uso do microscópio eletrônico de varredura.. Dent. PERDIgão. N.. v./fev. AGRADeCIMeNTOS ao Prof. 89-95. h./jun.. 3. J. boCK. LaMbREChtS. jan. F.. p... no. Reconstrução de dentes anteriores com resinas compostas . haNNIg. 2007. Rev.. 20. a. NaRVaI. P. Am. 5.. Copenhagen. no. Traumatol. a... baStINg. I./fev. Angle Orthod. 104-112. h. Kidlington. 2. v. p. 130. I. KEENE. no. Dent.. Prev. FLoRES-MIR. M. 5. 14. p. 8. Dec. Maringá. h... 2002. D. eur. ShEIhaM. n. CaStELLaNoS.. Anthropol. JBC: j.. P.. jan. SaxtoN. aggressiveness of contemporary selfetching adhesives Part II: etching effects on ungrounded enamel. hoth-haNNIg. José Augusto Rodrigues quando a fratura envolve esmalte e dentina4. 1. 430-444. 15.. P.. F. Dent. 2006. C. Spontaneous closure of midline diastema following frenectomy. 2001. v. Direct composite coronal reconstruction of two fractured incisors: an 8-year follow-up.br R Dental Press Estét. Centro CEP: 07. 90-101. p. FRazao. p. 10.. j. VaN MEERbEEK. p. v. 21. Intercrystallite nanoretention of self-etching adhesives at enamel imaged by transmission electron microscopy. R.ung. 22-26. Oral Sci. W. pode-se assegurar o sucesso na revitalização de sorrisos empregando-se resinas compostas diretas. n. Muthu. utilizando-se uma técnica minimamente invasiva – desde que respeitada a técnica adesiva. 9. Caries Res. Mumbai. 437-441. Dental trauma: restorative procedures using composite resin and mouthguards for prevention. J. Integrando ciência e arte com resinas compostas: reabilitação estética anterior.. bras.. Morphological field emission-SEM study of the effect of six phosphoric acid etching agents on human dentin.uma seqüência de escolha e aplicação de resinas.. bott. DE La PENa. july 1963. 831-836. D. Dental injury among brazilian schoolchildren in the state of São Paulo. abr.. RathNa. Dental Press estét. 11. 4. W. v. 1. 73-90. abr. R. no.

** *** **** ***** Mestrando em Farmacologia – ICb/uSP. de Farmacologia – ICb/uSP. Doutorando em Farmacologia – ICb/uSP. Mestre em Dentística e Doutoranda em tecnologia Nuclear . ****** Pós-doutorado em Farmacologia. Laboratório de Farmacologia e terapêutica Experimental – Departamento de Farmacologia – ICb/uSP. Doutor em Farmacologia. .Materiais – IPEN. uSP/SP. loPeS-MartinS****** * Doutor em anatomia. Professor da disciplina de histologia do Centro de Ciências biológicas e da Saúde da universidade Cruzeiro do Sul. Mestre em Engenharia biomédica. uSP/SP. Chefe do Laboratório de Farmacologia e terapêutica Experimental – Dep.Artigo de Pesquisa Lucio Frigo* Rodney Capp Pallota** Daiane Meneguzzo*** Rodrigo Labat MarCoS**** Sócrates C. Penna***** Rodrigo Alvaro B.

rodrigo alvaro b. a diversidade de técnicas tem gerado controvérsia e insegurança por parte dos cirurgiõesdentistas. with exception for the groups which had received gel + led. Keywords: Dental bleaching. com ou sem fotoativação./fev. A great variety of techniques have generated controversy and insecurity amongst the dentists.lucio Frigo. Pulp. jan. a fotoativação consistiu de 3 séries de 1min com luz e 1min sem luz. os grupos tratados somente com led apresentaram expressão de Cox-2 menor que o grupo gel. Neste artigo investigamos os efeitos da clareação dentária fotoativada. os animais foram sacrificados e os dentes extraídos para análises. The aim of this study was to verify the effects of photo-activated procedures using chemical agents based on hydrogen peroxide with different concentrations. lopes-Martins Avaliação do efeito da clareação dentária fotoativada sobre a polpa dentária em modelo experimental de ratos Evaluation of the photo-activated dental bleaching effect on dental pulp in an in vivo rat experimental model Resumo a clareação dentária é um procedimento estético bastante procurado em odontologia. rodney Capp Pallota./mar. that generates blue and infrared light emitted by led and diode laser. No grupo gel 15%. R Dental Press Estét. Ratos. For the 25% and 35% peroxide gels. in a total of 6 minutes. com exceção dos grupos que receberam gel + led. Foram utilizados 30 ratos Wistar (150 . Laser. For the 15% group. the animals which had received led showed significant increase of the COX-2 expression. a análise qualitativa histológica não revelou diferenças significativas entre os grupos experimentais. a respeito de aspectos bioquímicos e morfológicos da polpa dentária em modelos experimentais in vivo. daiane Meneguzzo. Sócrates C. the groups which had been treated only with led had showed COX-2 expression lower than the only gel group. The equipment used as light source was the Whitening Lase Light (DMC®).200g) divididos. apresentaram sinais leves de inflamação. DMC®) in 30 Wistar rats (150 – 200g) randomly divided in 5 groups of 6 animals. All the groups presented light inflammation signals. The combination led/laser had showed highly significant inhibition for COX-2 expression in the dental pulp. The qualitative histological study had not revealed significant differences amongst the experimental groups. Penna. v. The technical approach was to use superior and inferior incisors teeth and three different gel formulations (hydrogen peroxide gel in 15%. which had showed higher visible inflammation signals. Foram utilizados dentes incisivos superiores e inferiores e três diferentes formulações de gel (15%. em 5 grupos de 6 animais. Rats. Palavras-chave: Clareação dentária. o equipamento utilizado foi o Whitening Lase Light (DMC®). a clareação dentária fotoativada utilizando a combinação led/laser não apresentou sinais de inflamação da polpa dentária. Nos géis com 25 e 35% de peróxido. a combinação led/laser apresentou inibição altamente significativa da expressão de Cox-2 na polpa dentária. 25% e 35%. após 24 horas. 102-114. 2009 103 . Abstract Dental bleaching is a worldwide very popular aesthetic procedure. 1. Dentes que receberam gel em diferentes concentrações de peróxido. After 24 hours. rodrigo labat Marcos. onde houve sinais mais visíveis de inflamação. with one minute each of light exposure and another one minute without light. n. regarding to biochemical and morphological aspects of the dental pulp using in vivo model. Laser. Polpa. 25% and 35%. the animals were sacrificed and the teeth extracted for the histological analysis. 6. The photo-activation had consisted of 3 series. Photo-activated and non-photo-activated dental bleaching tested in this study showed no indication of permanent damage to the dental pulp. aleatoriamente. utilizando gel de peróxido de hidrogênio. DMC®). que conta com a tecnologia de emissor híbrido de luz (led/laser de diodo infravermelho). p. Maringá. os animais que receberam led apresentaram aumento significativo da expressão de Cox-2.

n. 614-621. V. ShINN-jYh. Fu-MEI. v. C. além disso. hutSoN..]. oct. M. KohEN. 4. Dental discoloration: an overview. F. P. j. p. aLbERtINI. C. L. oxford. 14. endod. v. J. no. bjoRDaL. Times.. 2. W.. R. 2. h. Photomed. M. R. M. V. a. 8. 6. 9. aLbERtINI.... 773-778. Philadelphia. 2006.. M. CaStRo-FaRIa NEto. ChoI. aLbERtINI. 2007. bjoRDaL.. hattab. LoPES-MaRtINS. V. bjoRDaL. 1. v. tanto locais quanto no sistema nervoso central. j.. Med... j.. com relação à expressão e produção de mediadores inflamatórios na polpa dentária. 3. Photomed. 2006. Newark... Med. j. Mater. IVERSEN. v. tRuMaN.060-070 .. V.... Dent. light or laser: a systematic review.. R. NYSKa. j. M. 146. j. t.. endocrinology. 24. Kidlington. 197-201.. 501-506. LaN.. Laser Surg.. 7.. 1999. p. v. CaStRo-FaRIaNEto. 69-72. KIM. p. h.. the anti-inflammatory mechanism of 635nm lightemitting-diode irradiation compared with existing Cox inhibitors. QuDEIMat.. M. V. Pathol. 1. S. p. 1. 2005. IVERSEN. M. ChuNg. oxidation of biological systems: oxidative stress phenomena.. Low level laser therapy partially restores trachea muscle relaxation response in rats with tumor necrosis factor alpha-mediated smooth airway muscle dysfunction. o. também estão sendo estudados com a utilização da técnica de clareação dentária fotoativada... R.. P. p. Enviado em: janeiro de 2009 Revisado e aceito em: janeiro de 2009 ReFeRêNCIAS 1. D. j. Louis. antioxidants. C. Dent. h. tooth discolouration and staining: a review of the literature. v. 14. New York.. Cytokine-induced prostaglandin E2 production and cyclooxygenase-2 expression in dental pulp cells: downstream calcium signalling via activation of prostaglandin EP receptor. DahL.. V... V. Larchmont. M. LoPESMaRtINS.br 114 R Dental Press Estét. no. alexandria.. aL-RIMaWI. S.. Dent. PaLLESEN. v. 39. no. v. Cyclooxygenase-2 regulation of the age-related decline in testosterone biosynthesis. Y. Laser Surg. 100. p. C. LEoNaRDo. 13. Oral Biol... no. quanto ao uso desta técnica. t. ChaVaNtES.. Maringá. 76-80. 2006. p. LoPES-MaRtINS.l. F. Oral Pathol. WaNg. v. a. L. Oral Radiol.. IVERSEN. aug. v. tooth bleaching: a critical review of the biological aspects. C. [s. F. aDDY. 30. S. FRIgo. 2009 . no. 38.. com o objetivo de elucidar eventuais dúvidas remanescentes de profissionais e pacientes. v. endereço para correspondência Lucio Frigo Centro de Ciências biológicas e da Saúde universidade Cruzeiro do Sul av. j. Dr. M. h.. 102-114. j..) após a clareação dentária fotoativada.. W. a. R. 10. F. placebo controlled trial of low level laser therapy for activated achilles tendinitis with microdialysis measurement of peritendinous prostaglandin E2 concentrations. R. p. a. LEE. 292-304. a randomized. taI. 11.. 40. h. 2. aIMbIRE. Dent.. D. Novos estudos estão ainda em andamento. F. KIM. Induction of cyclooxygenase-2 expression in human pulp cells stimulated by dentin bonding agents. p. External bleaching therapy with activation by heat. 7. W. StoCCo. 2005. CaStRo-FaRIa NEto. R. M. Toxicol. no. 291-310. 2006. 39. 24. h.. 12. 11. Yu-Chao. M.. aIMbIRE. and methods for their quantification. Int. Y... R. 2002. 2001. jENg. LoPES-MaRtINS. KIM. endod.. p. Med. Labat. p. E. PaChECo. V. 190. WattS. J. no. bjoRDaL. taI. Low-level laser therapy induces dose-dependent reduction of tNF-alpha levels in acute inflammation. p. M. M. M.. EIMERL... J. 3. Lasers Surg. R. Steroid receptor antagonist mifepristone inhibits the anti-inflammatory effects of photoradiation. Lasers Surg.. ShEN. C. PaRK. buChaLLa./fev. esthet. 6. LIM.. t. 6. 309-315. Br. t. St. IVERSEN.. LI. 2007. Larchmont. ChEN. C.. v. MaRtINS.. attINa. 620-650. Y.. no. M. I. x.com. ChuNg-huNg. 5. u. 2006. 8. S. a. redox reactions... t. PaChECo. com o objetivo de investigar o efeito de parâmetros como irradiância e comprimento de onda. ussiel Cirilo.São Paulo/SP Email: luciofrigo@uol. oRLY.. London. h. v./mar. marcadores de dor e hipersensibilidade. DYSoN. M. Y. L.. p. v. Br. p. t. R. 4. J.São Miguel Paulista CEP: 08. h. Oral Med. a. 33-37.. C. WaNg. Oral Surg. além de analisar outros momentos (48 horas. bleaching of non-vital discolored anterior teeth. 10. S. jan.. 4202-4208. tSaI. 72 horas. Crit. n. aIMbIRE. Rev. 819-826. N. M.Avaliação do efeito da clareação dentária fotoativada sobre a polpa dentária em modelo experimental de ratos induzem qualquer tipo de dano pulpar significativo.. 586-596. j. h. etc. a. Philadelphia. London. L. 225 . ChaNg. New York. S. 1. 2003. LIM. j. 1864. v. p.. Sports Med..

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Cirurgião-dentista graduado pela Faculdade de odontologia da universidade de Franca. .Caso Clínico Laura Bullamah Stoll* Fernando loPeS** * ** Especialista em Prótese Dentária e doutora em Reabilitação oral pela FoRP – uSP.

v. R Dental Press Estét. Em casos específicos. high color stability and grinding strength. Fernando lopes Harmonização do sorriso através de laminado cerâmico “lente de contato” Smile harmonization through “contact lens” ceramic laminate Resumo a odontologia contemporânea possibilita a realização de tratamentos restauradores que recuperam o tecido dentário perdido e. Esthetics restorations.laura bullamah Stoll. viabilizam alcançar resultados estéticos excelentes. Keywords: Smile harmonization. Maringá. de espessura mínima. 116-124. there is no need to make dental preparation. Este trabalho descreve um caso clínico onde foi realizado um laminado cerâmico “lente de contato”. os laminados cerâmicos baseiam-se na idéia de reposição do esmalte dentário por uma fina lâmina de cerâmica aderida ao dente. Restaurações estéticas. They present biocompatibility. ao mesmo tempo. a finalidade do procedimento foi restabelecer a harmonia do sorriso através de tratamento estético conservador com comprovada durabilidade. in the same time./mar. alta estabilidade de cor e resistência ao desgaste. proporcionando uma maior longevidade do tratamento. 2009 117 . n. Ceramics laminates. The aim of the procedure was to recover the smile harmony through a conservative esthetic treatment with proved durability. of minimal thickness. providing a higher longevity of the treatment. não há necessidade de realização do preparo dentário. viabilities to reach excellent esthetic results. Laminados Abstract The contemporary Odontology possibilities the realization of restorative treatments that recover the lost dental tissue and. jan. bonded to the vestibular face of an intact tooth that presented alteration of form in relation to the other teeth of the arch. sorriso. apresentam biocompatibilidade. Palavras-chave: harmonização do cerâmicos. 6. os laminados cerâmicos representam uma ótima opção para a realização destas restaurações estéticas. In specific cases. This work describes a clinical case where it was made a “contact lens” ceramic laminate. p. The ceramics laminates are a great option for the realization of these esthetics restorations. The ceramics laminates are based on the idea of replacement of dental enamel for a fine ceramic lamina adhered to the tooth. colado sobre a face vestibular de um dente íntegro que apresentava alteração de forma em relação aos demais dentes do arco dentário./fev. 1.

de 28 a 30 de Mayo de 2009 VIII Congreso Internacional de Óseointegración de la ABROSS III Congreso Internacional de Implantologia y Periodoncia de la AIIP EL CONGRESO OFICIAL DE LA ODONTOLOGÍA DEL MERCOSUR Academia Brasileira de Osseointegração O VC N R GR SU O ES OD RC ME L IV E ODONT OLOGIA DE IOI Reu nión Intermédia de la A www.Paraná .Brasil .br .br odontomerco@odontomerco.Curitiba .com.odontomerco.com.

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ShAkESPEARE. muitas vezes também nos trazem a praga das bolhas. pois seus hálitos doces estão contaminados. que nos trazem beijos. em “Romeu e Julieta” Alberto ConSolaro* Maria Fernanda M-o. Professora Doutora de ortodontia e biologia oral – uSC. . W. ConSolaro** * ** Professor titular de Patologia – uSP.Biologia da estética Os lábios das damas.

a cada tratamento de cada uma das recorrências. 128-135. esterilização. pode-se isolar o hVh. se levadas aos olhos e outras mucosas. Na saliva de pessoas assintomáticas. sugadores. Em outras palavras. 18 Mas há situações em que a necessidade de intervenção do profissional se faz necessária por vários motivos. p. além de instrumentos. mas o número de vírus deve ser consideravelmente menor do que um paciente com lesões ativas de herpes simples recorrente. o paciente com lesões herpéticas tem desconforto com dor e prurido na região. óculos e nas roupas do profissional. além dos aspectos relacionados à biossegurança. o hVh pode atingir o profissional e pessoal auxiliar. para isso. este objetivo pode ser alcançado. n. os moldes e modelos poderão estar contaminados e transladando o vírus para outras pessoas. o que nem sempre é possível. Da mesma forma. podem fazer com que o paciente com lesões labiais herpéticas recorrentes passe a ter herpes oftálmico. ao mesmo tempo. o herpes simples ocupacional representa uma das doenças mais comuns na população de profissionais da saúde. a manipulação das lesões pode contaminar as mãos. em função do spray e jatos de água. plásticos protetores. Se tomadas todas as medidas necessárias de biossegurança. o ideal seria retomar as sessões uma vez reparada a região afetada. 6. considerando-se que os mesmos estão utilizando máscaras protetoras adequadas. o número de partículas virais tende a diminuir gradativamente nos tecidos e células do hospedeiro. no spray e perdigotos gerados durante o tratamento odontológico. 1. sangramento facial e ruptura vesicular durante as manipulações dos tecidos moles envolvidos. 2009 . jan. ocorrerá um aumento no risco de contaminação do profissional e pessoal auxiliar. assim como nos moldes e modelos. v. algumas especificamente mencionadas anteriormente. Mesmo sem a perfuração das lesões. o risco de contaminação ainda assim existe. Por fim. a capacidade de infectar e a resistência do hVh são incomparavelmente menores do que do vírus da hepatite b. Na saliva de muitas pessoas saudáveis. deve-se tomar as medidas-padrão de assepsia. genital e/ ou cutâneo./fev. pode-se romper as vesículas e bolhas herpéticas. Maringá. luvas. mas é reduzido. sangue e outras secreções. Para fundamentar esse tipo de tratamento e outras formas terapêuticas. muito embora o ideal seja adiar a sessão. em sua manipulação e análise. é necessária a presença de proteínas derivadas da saliva. peças-de-mão. desinfecção e antisepsia. mas portadoras. se faz necessário pois. o herpes simples recorrente não deixa cicatrizes. etc. o tratamento deve ser instituído em todas as recorrências e no seu período prodrômico8. Esses produtos podem permanecer residuais nas peças-de-mão. inevitáveis durante as manobras clínicas necessárias.9. o hVh-1 foi encontrado com muito maior facilidade do que o hVh-216. Neste caso. mesmo com lesões herpéticas bucais. o hVh é pouco resistente ao calor e sensível a muitos produtos químicos já citados anteriormente. durante a manipulação dos tecidos moles em procedimentos odontológicos./mar. mas. ainda assim há risco aumentado considerável de contaminação por mais alguns dias.Pacientes com herpes simples recorrente: adia-se a sessão ou não? Fundamentos para uma decisão segura 3. escorrendo o líquido para outras partes. Para se chegar neste objetivo. 134 R Dental Press Estét. Quando as lesões herpéticas deixam o aspecto de vesículas e bolhas e passam a ser lesões ulceradas e crostosas. cadeira. o hVh sobrevive algumas horas longe do organismo humano. a sessão clínica do tratamento deve ser adiada se não constituir uma urgência ou emergência . se o paciente tem a intenção de se livrar das recorrências do herpes simples na boca. especialmente nos olhos e pele traumatizada ou lesada.

n. gILbERt. b. p. 30-35. aRDuINo. exp. 781-789. 3. W. emerg. 737-763.. R. SChWaRtz. Herpes. 72.br R Dental Press Estét. b.C. v. J. 2008. v. j. no. a.Alberto Consolaro. Philadelphia. Louis. no. Maringá. Oral Dis. 2. 1967.. 1. 595-612. p. Dent. J. endereço para correspondência Alberto Consolaro Professor titular em Patologia bucal pela Faculdade de odontologia de bauru . São Paulo. v. 31. Science. WaLD./mar. a. 1982. 1396-1398. 11. diagnóstico e tratamento. S. p. Diagnosis and management of recurrent herpes simplex infections. baltimore. 1986. SPEaR. 12. 2007. 57. 1971.. M. CoNSoLaRo. N. 254-270. 885-890. LuPPI. Am. 70-71. P. a. v. 13a-18a. seguido pela tomada de decisões por parte do clínico.. gRuNEWaLD. R. SEMENoVItCh. 496-507. Med. 7. Herpes. Infections with herpes simplex viruses. n. St. herpes simplex virus type 1 infection: overview on relevant clinico-pathological features. 105. 2002.. a. para um diagnóstico preciso e precoce15. 2001. Worthing. LuPPI. NahMIaS. 2000. 3. Studies of the natural history of herpes simplex infections. v. Worthing. 133. v. J. Etiopatogenia do herpes simples: uma revisão. Cult. buDDINgh. v. human herpes simplex labialis. 2. a. Supplement 1. London. asymptomatic shedding of herpes simplex virus (hSV) in the oral cavity. R. R.. 2003. Pediatrics. P. j. no. D. PoRtER. p. engl.. PENthERER. p. 1/2. a prospective study of chronic herpes simplex virus infection and recurrent herpes labialis in humans. p. 10. N. Amer. 5.. 21. Immunol. p. oral and perioral herpes simplex virus type 1 (hSV-1) infection: review of its management. p. 357. 8. M. b. SChWaRtz. et al. VaSCoNCELoS. Dermatol. 4. J. C. Med. Washington. Copenhagen. 1513-158.. R. Lancet. Sept. v. 4. May 2006. 14. Time. 6. L. 14. v. Risk factors of herpes simplex type 1 (hSV-1) infection and lifestyle factors associated with hSV-1 manifestations. 395-408. 128-135. 749-757. a.... g. 457-473. Acad. Nov. Bras. Chicago. Arch. 5. diagnosis and management. 17. FatahzaDEh. 1973. St. Oral Pathol. v. Assoc. p. C. et al. jan. Hyg. 68-73. Am. M. p. 1984.. StoCK. E. 1245-1249. 65.. herpes simples. Louis. 289. especialmente sobre como diagnosticar corretamente essa doença e sua forma mais atual e eficiente de tratamento. engl.. 2009 135 . Consolaro detalharmos sobre as formas clínicas do herpes simples.. 1997. v. Rome.. 20. Springfield. 1970. v. baltimore. 9. 2000.. In: LuPPI. No próximo trabalho continuaremos a discorrer sobre o herpes simples. PoRtER. v. WhItLEY. I. 37. R. 2. estomat./fev. New York. 17. v. 1953. v. Chicago. Oral Med. North Am. o. Feb. endod. 15-32. 302. jan. p. the incidence of herpesvirus hominis antibody in the population. WENthWoRth. 23. 22. F. p. aLExaNDER.usp. Infection with herpes simplex viruses. v. Herpes: clínica. MELL. Clin. n. 314. v. RoIzMaN. S. no. C. aRDuINo. 5649. 19. as variações e nuanças em suas manifestações na boca. profissional. 18. Rio de janeiro: Medsi. C. R. et al. Oral Pathol. J. J.. no. 1. initiation of a new disease site following the use of unmodified material containing live virus. J. Dermatol. v. no. K. I. M. p. p.. 2008. herpes simplex virus infection. 261-275. Epidemiologia dos herpesvírus. v. maio/jun. 15. 26. An. propicia biossegurança ao paciente. 13. 75. R. no. j. 43-50. an update on short-course intermittent and prevention therapies for herpes labialis. 1956. 6. CoREY. o. p. boston. R.Fob-uSP e da pós-gradução da Forp-uSP. three-dimensional structure of herpes simplex virus from cryo-electron tomography. p. auxiliares e demais pacientes. 104. CouCh. Med. 686-691. p. b.. the new scarlet letter. 107-121. 94. PEREIRa jÚNIoR.. P. p. Maria Fernanda M-O. 289-302. J. Management of oral and genital herpes in the emergency department. SIEgEL... 2008. p. SILVa. g. human herpes simplex infections: epidemiology. j. Vaccination for recurrent herpes simplex infection. 625-630. g. MILLER. Copenhagen. b. symptomatology. j. Clin.. v.. p. j. 16. 34-38. 3. M. Philadelphia. Rio de janeiro. p. economiza tempo. a. J. o pronto diagnóstico. Med. agregando valor à sua atividade específica dentro da odontologia. Seroepidemiology of infections due to members of the herpesvirus group. Oral Surg. h.. S. pathogenesis. epidemiol. g. ReFeRêNCIAS 1. a. Oral Radiol. 14.. SMIth. 2001. Dermatol. RoIzMaN. K. v. E-mail: alberto@fob. PEREIRa jÚNIoR. S.. ao mesmo tempo que demonstra domínio profissional sobre o assunto.. g. et al. 32. v. FatahzaDEh. boston.. DougLaS jR. june 2007.. LazaR. p. oxford. DaNahER. 2007. a. 11. p. Dermatol.. v.. g. P. F. epidemiol. h. Subclinical shedding of herpes simplex virus in the genital tract: implications for transmission. eur. LEo. 12. o.

para diagnóstico da cárie dentária. técnicas radiográficas para o estudo da articulação têmporomandibular. Caso não seja possível. v. se aplicável. palavras-chave. Louis: Mosby.zona 5 CEP: 87. ed.com. devem vir em folhas separadas.Maringá/PR Fone/Fax (44) 3031-9818 E-mail: artigos@dentalpress. 1977. Dental Press Ortodon. — os artigos devem. em duas cópias impressas e duas em disquete. Capítulo de livro goNçaLVES. — os artigos serão submetidos ao parecer do Corpo Editorial da Revista. — os artigos não selecionados serão novamente avaliados para as edições seguintes. bem como de 3 a 5 palavras-chave também em português e em inglês. — as referências devem ser apresentadas no final do texto obedecendo às normas da abNt 6023 . 1988. buenos aires: El ateneo. universidade de São Paulo. S. St.P. abstract.. 69-74. S. — Não utilizar notas de rodapé. — as afirmações assinadas são de responsabilidade integral dos autores. 1718 . E. jan. 45. 1551-1561. Dent./fev. C. resumo. Depois de um ano sem serem selecionados os mesmos poderão ser devolvidos para os autores. 1993. 3. — os artigos podem ser retirados a qualquer momento antes de serem selecionados pelo Corpo Editorial. — todos os autores citados no texto devem constar na lista de referências. M. key-words. FaRIa. McCraken’s removable partial prosthodontics. — os gráficos devem ser apresentados em disquete. — Devem ser ordenadas alfabeticamente e numeradas. preferencialmente por Sedex com porte pago. — adequar palavras-chaves ou descritores conforme DeCS. Maringá. 5. p. jan. preferencialmente. São Paulo: artes Médicas. 1985. Res. em formato de slide. Maringá. et al. Radiologia odontológica.N. Facial. título. tabelas e figuras. In: FREItaS. Louis: Mosby. a. — os textos devem ser apresentados num editor de texto. cargo. Euclides da Cunha. no. J. ao receber os artigos. — as notas elucidativas devem ser restringidas ao número essencial. p. RoSa. instituição de vínculo. j. preferencialmente. omitindo nomes ou quaisquer dados referentes aos autores.. e numerados em algarismos arábicos. D. — Exige-se: correção do português e do inglês (obrigatório). — todos os artigos devem ser enviados registrados. a segunda página deve conter título em português e inglês. 1975. h. p. Dissertação (Mestrado)—Faculdade de Saúde Pública. não assume o compromisso de publicá-los. n. CaStLEbERRY. Referências — a exatidão das referências é de responsabilidade dos autores. 136. 6. que decidirá sobre a conveniência ou não da publicação. g. não ultrapassando o limite de 20. — Com o objetivo de facilitar a leitura do texto. StEPhaN. j. n. R.Normas de apresentação de originais — A ReVISTA DeNTAL PReSS De eSTéTICA.. apresentadas no fim do texto. a critério do Corpo Editorial. 247-258. — a Dental Press. as citações dos autores devem ser apenas numéricas. aqueles que serão publicados imediatamente. identificação do autor (nome. 1993. a. as mesmas devem conter todos os dados necessários à sua identificação. São Paulo. devem ser desenhados com tinta preta em papel vegetal.. Livro com mais de três autores aPRILE.br 136 R Dental Press Estét. endereço. utilizados em Odontologia. St. Effect of different types of human foods on dental health in experimental animals. — as abreviaturas dos títulos dos periódicos devem ser normalizadas de acordo com as publicações “Index Medicus” e “Index to Dental Literature”. — os desenhos enviados podem ser melhorados ou redesenhados pela produção da revista. — todas as referências listadas devem ser citadas no texto. avaliando como “favorável”./fev. N. I. indicando correções e/ou sugerindo modificações. e encaminhados à: Dental Press International av. 1966. Chicago. Fotografias devem ser apresentadas em papel brilhante ou. — as ilustrações devem ter originais com qualidade apresentável. 1999. Artigo de revista CaPELozza FILho. revisões significativas. Anatomia odontológica orocervicofacial. 2. 5th ed. porém inseridas no texto. — os quadros. na primeira página. e-mail) que não ultrapasse 5 linhas. R. — os textos devem ter. — os textos devem ser acompanhados do resumo em português e inglês que não ultrapasse 250 palavras. comunicações breves e atualidades. D. 1. McgIVNEY.2002. v. estudo comparativo de diferentes métodos de exame. Ortop. destina-se à publicação de artigos de investigação científica. Synopsis of oral pathology. conforme os exemplos a seguir: Livro com um autor bRaSKaR. L. com suas respectivas legendas.015-180 .. ed. v. 1. dentre os artigos considerados favoráveis para publicação. Livros com até três autores hENDERSoN. uma variação no desenho do aparelho expansor rápido da maxila no tratamento da dentadura decídua ou mista precoce. colorido ou em branco e preto. p. — Por motivo de isenção na avaliação dos trabalhos pelo Corpo Editorial. 4. 7th ed. fazer referência a pareceres de Comitê de Ética./mar. — a cada edição o Corpo Editorial selecionará. dirigida à classe odontológica. Tese e dissertação PEREIRa. na forma de slides ou em disquete/CD com imagem de alta resolução. relatos de casos clínicos e de técnicas. artigos de interesse solicitados pelo Corpo Editorial. 2009 .

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