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Sua Referência: Exmº Senhor

Secretário de Estado Adjunto e da Educação


Nossa Referência: FP-027/2009
Ministério da Educação
Data: 27/02/2009 Av. 5 de Outubro, 107
1069-018 LISBOA

Assunto: Parecer da FENPROF relativo à actualização das tabelas de vencimento dos professores
no EPE.

Senhor Secretário de Estado,

Em relação ao Projecto de Despacho entregue na reunião de 26 de Fevereiro de


2009, entre o ME e a FENPROF, relativa a assuntos do Ensino Português no Estrangeiro,
manifestamos as seguintes propostas:

– O ponto 2 do Despacho refere que é atribuído um subsídio de refeição de


montante idêntico e nas mesmas condições ao atribuído ao pessoal docente em exercício
de funções nos estabelecimentos de ensino públicos. Todavia, o subsídio englobado no
salário previsto no anexo 1 será tributado em sede de IRS o que, salvo melhor opinião,
constitui, por si só, uma ilegalidade, dado que se trata de um subsídio e como tal não pode
ser alvo de tributação, conforme o disposto no Decreto-lei nº 57-B/84, de 20 de Fevereiro
que, no artigo 5º nº 2, determina que o subsídio de refeição está isento de quaisquer taxas,
contribuições ou impostos e é inalienável e impenhorável.

– Relativamente aos montantes plasmados na tabela salarial ora apresentada só


têm em consideração o aumento de 2,9% previsto para o ano de 2009 não tendo sido
observados para o seu cálculo, os aumentos parcelares incidentes sobre a tabela de 2006,
o que se traduz numa desvalorização salarial efectiva e inferior à dos docentes que
exercem funções, quer em Portugal, quer nos países onde os docentes em serviço no EPE
estão colocados:
a) 2007 – 1,5%;
b) 2008 – 2,1%.

Verifica-se ainda que os aumentos são idênticos para todos os países quando na
realidade a inflação foi diferente em cada um deles.
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Se analisarmos o estudo da OCDE – nível de preços comparados, referente a


Dezembro, notamos as grandes diferenças verificadas para os diversos países onde
funciona o EPE.

Outro dado que se observa é o facto de não terem sido considerados os


reajustamentos devidos à flutuação cambial para os países fora da zona euro.

Por tudo quanto ficou exposto a FENPROF considera, no mínimo, como da mais
elementar justiça que se aplique aos professores em funções no EPE a tabela que se junta
abaixo e que, ao contrário da proposta conjunta dos Ministérios dos Negócios
Estrangeiros, das Finanças e da Administração Pública e da Educação, contempla as
actualizações salariais em falta desde o ano de 2006, bem como a inclusão do subsídio de
refeição.

Anexo: Fundamentação da proposta de tabela salarial acima apresentada.

Com os melhores cumprimentos

O Secretariado Nacional

Mário Nogueira
Secretário-Geral